{"id":3978,"date":"2026-02-10T09:08:09","date_gmt":"2026-02-10T12:08:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3978"},"modified":"2026-02-10T09:08:13","modified_gmt":"2026-02-10T12:08:13","slug":"retrospecto-tributario-03-02-a-10-02-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3978","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 03\/02 a 10\/02"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Quais cidades arrecadam mais impostos no Brasil? Ranking mostra concentra\u00e7\u00e3o em 100 munic\u00edpios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Um novo estudo da Receita Federal (RF) mostra as cidades que mais arrecadaram impostos em 2024. De acordo com o IBGE de 2024, o Brasil tem 5.569 munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse total, segundo o levantamento da RF, 100 cidades concentram 77,6% da arrecada\u00e7\u00e3o total do pa\u00eds \u2013 apesar de terem apenas 36,4% da popula\u00e7\u00e3o brasileira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, os principais munic\u00edpios arrecadaram mais de R$ 1,9 trilh\u00e3o em 2024. A capital paulista sozinha foi respons\u00e1vel por R$ 581,2 bilh\u00f5es, cerca de 23,1% do montante total. As cidades do Rio de Janeiro, Bras\u00edlia, Belo Horizonte e Osasco aparecem logo em seguida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A seguir, confira as 10 cidades que mais arrecadaram impostos em 2024:<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o Paulo (SP) \u2013 R$ 581,2 bilh\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>Rio de Janeiro (RJ) \u2013 R$ 306,9 bilh\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>Bras\u00edlia (DF) \u2013 R$ 180,1 bilh\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>Belo Horizonte (MG) \u2013 R$ 54,7 bilh\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>Osasco (SP) \u2013 R$ 50,2 bilh\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>Curitiba (PR) \u2013 R$ 44,5 bilh\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>Barueri (SP) \u2013 R$ 36,5 bilh\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>Porto Alegre (RS) \u2013 R$ 33,7 bilh\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>Itaja\u00ed (SC) \u2013 R$ 27,1 bilh\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>Campinas (SP) \u2013 R$ 26 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Distribui\u00e7\u00e3o dos 100 munic\u00edpios que mais arrecadam pelo Brasil<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o estudo, o Sudeste representa 53% dos impostos arrecadados e o Sul 26%. Juntos, sul e sudeste representam 79% do total arrecadado. A seguir, veja a distribui\u00e7\u00e3o por regi\u00e3o:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Regi\u00e3o Sudeste: (total de 53 munic\u00edpios)<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o Paulo (SP): 36 munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Minas Gerais (MG): 9 munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Esp\u00edrito Santo (ES): 4 munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Rio de Janeiro (RJ): 4 munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Regi\u00e3o Sul: (total de 26 munic\u00edpios)<\/p>\n\n\n\n<p>Santa Catarina (SC): 12 munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Rio Grande do Sul (RS): 7 munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Paran\u00e1 (PR): 7 munic\u00edpios<\/p>\n\n\n\n<p>Regi\u00e3o Nordeste: (total de 12 munic\u00edpios)<\/p>\n\n\n\n<p>Bahia (BA): 3 munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Pernambuco (PE): 2 munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Cear\u00e1 (CE): 1 munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>Maranh\u00e3o (MA): 1 munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>Alagoas (AL): 1 munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>Sergipe (SE): 1 munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>Para\u00edba (PB): 1 munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>Rio Grande do Norte (RN): 1 munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>Piau\u00ed (PI): 1 munic\u00edpio<\/p>\n\n\n\n<p>Em geral, o Nordeste \u00e9 por capitais e centros industriais como Salvador, Fortaleza, Recife e Macei\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p>Regi\u00e3o Centro-Oeste: (total de 6 munic\u00edpios)<\/p>\n\n\n\n<p>Goi\u00e1s (GO): 3 munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Distrito Federal (DF): 1 munic\u00edpio \u2013 Bras\u00edlia se destaca na regi\u00e3o por ser a capital federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Mato Grosso (MT): 1 munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>Mato Grosso do Sul (MS): 1 munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>Regi\u00e3o Norte: (total 3 munic\u00edpios)<\/p>\n\n\n\n<p>Amazonas (AM): 1 munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>Par\u00e1 (PA): 1 munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>Rond\u00f4nia (RO): 1 munic\u00edpio<\/p>\n\n\n\n<p>Diferen\u00e7as de arrecada\u00e7\u00e3o de impostos entre regi\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Em fala para o Times Brasil \u2013 Licenciado Exclusivo CNBC, Jo\u00e3o Eloi Olenike, presidente-executivo do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.ibpt.org.br\/\">Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;(IBPT), afirma que o estudo ilustra a distribui\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica desigual entre as regi\u00f5es do Brasil. Isso porque, em geral, sudeste e sul arrecadam mais impostos por sua concentra\u00e7\u00e3o industrial, comercial e presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o estado de S\u00e3o Paulo lidera em arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1rias n\u00e3o apenas por sua for\u00e7a industrial e comercial, mas tamb\u00e9m pela grande popula\u00e7\u00e3o e um n\u00famero elevado de atividades econ\u00f4micas. No ranking, al\u00e9m da capital paulista, aparecem tamb\u00e9m os centros industriais como Barueri, Osasco, Campinas, Jundia\u00ed e Sorocaba.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, essas mesmas atividades colocam tamb\u00e9m a regi\u00e3o sul entre as principais. \u201cCidades como Curitiba, Joinville, Itaja\u00ed, Caxias do Sul e Porto Alegre mostram uma for\u00e7a econ\u00f4mica not\u00e1vel. Principalmente o Estado de Santa Catarina, o Paran\u00e1 e Rio Grande do Sul, sequencialmente, destacam-se por abrigar importantes polos industriais e atividades comerciais\u201d, ressaltou Olenike.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, embora Manaus, Fortaleza, Salvador e Recife apare\u00e7am entre os 15 que mais arrecadam, a presen\u00e7a das regi\u00f5es norte e nordeste ainda \u00e9 menor quando comparada ao sul e sudeste.<\/p>\n\n\n\n<p>Um poss\u00edvel novo cen\u00e1rio no futuro<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o presidente-executivo do IBPT comenta sobre a possibilidade de mudan\u00e7a no cen\u00e1rio de arrecada\u00e7\u00e3o de&nbsp;<strong>impostos<\/strong>&nbsp;no Brasil. \u201cNo momento em que vivemos n\u00e3o vem esta situa\u00e7\u00e3o se modificando. Existe a possibilidade de mudan\u00e7a nesse panorama, a partir de 2033, quando a Reforma Tribut\u00e1ria for definitivamente implantada, com os novos tributos de valor agregado, que ter\u00e3o a arrecada\u00e7\u00e3o dos tributos no destino e n\u00e3o mais no estado produtor, como \u00e9 hoje a forma utilizada\u201d, explicou Jo\u00e3o Eloi Olenike.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-times-brasil-licenciado-exclusivo-cnbc wp-block-embed-times-brasil-licenciado-exclusivo-cnbc\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"zQl0aycKN6\"><a href=\"https:\/\/timesbrasil.com.br\/brasil\/economia-brasileira\/quais-cidades-arrecadam-mais-impostos-no-brasil-ranking-mostra-concentracao-em-100-municipios\/\">Quais cidades arrecadam mais impostos no Brasil? Ranking mostra concentra\u00e7\u00e3o em 100 munic\u00edpios<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Quais cidades arrecadam mais impostos no Brasil? 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Na pr\u00e1tica, o \u00f3rg\u00e3o passou a impugnar, com maior regularidade, situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas no momento em que os cr\u00e9ditos do Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social (PIS) e da Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) s\u00e3o habilitados para compensa\u00e7\u00e3o administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em maio de 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela exclus\u00e3o do Imposto sobre a Circula\u00e7\u00e3o de Bens e Servi\u00e7os (ICMS) da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins (Tema 69), entendimento que ficou conhecido como a Tese do S\u00e9culo. Embora o tema principal esteja pacificado, diversas discuss\u00f5es derivadas do precedente permanecem em disputa entre fisco e contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um caso recente, a Receita Federal glosou cr\u00e9ditos habilitados no valor de R$ 509 milh\u00f5es. Os fundamentos da glosa envolveram: i) a regra de c\u00e1lculo do gross up do cr\u00e9dito; ii) compensa\u00e7\u00f5es n\u00e3o homologadas; iii) parcelamentos n\u00e3o quitados; iv) cr\u00e9ditos reconhecidos em a\u00e7\u00f5es coletivas; e v) o marco inicial da corre\u00e7\u00e3o pela Selic. Segundo o advogado que atuou na causa, esses t\u00eam sido os principais motivos de impugna\u00e7\u00e3o, que est\u00e3o bloqueando as compensa\u00e7\u00f5es dos cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>Glosas devido ao c\u00e1lculo do ICMS por dentro (gross up)<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das glosas mais recorrentes da Receita Federal decorre do c\u00e1lculo de gross up utilizado pelos contribuintes para determinar o valor do ICMS a ser exclu\u00eddo da base das contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei 12.973\/2014 regulamentou a tributa\u00e7\u00e3o de PIS e Cofins e previu que os tributos incidentes sobre a opera\u00e7\u00e3o integram suas respectivas bases. O advogado explica que esses s\u00e3o tributos cobrados \u201cpor dentro\u201d, cujo valor j\u00e1 est\u00e1 embutido no pre\u00e7o de venda do produto ou servi\u00e7o e, por isso, o ICMS e o PIS e Cofins comp\u00f5em suas pr\u00f3prias bases de c\u00e1lculo \u2013 o chamado gross up.<\/p>\n\n\n\n<p>Na nota fiscal consta o pre\u00e7o de venda e, sobre ele, ainda incidir\u00e3o os tributos destacados no documento. Ou seja, o valor da nota fiscal inclui pre\u00e7o de venda somado aos tributos destacados.<\/p>\n\n\n\n<p>As Leis 10.637\/2002 e 10.833\/2003 estabelecem o faturamento como base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins, compreendido como a totalidade das receitas das empresas, dentre elas o valor integral indicado nas notas fiscais. Isso significa que, antes do julgamento da Tese do S\u00e9culo, as contribui\u00e7\u00f5es incidiam duas vezes sobre o ICMS: tanto sobre o valor embutido no pre\u00e7o de venda, quanto sobre o valor destacado em nota.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento do Tema 69, o STF reconheceu a inconstitucionalidade da inclus\u00e3o do ICMS na base do PIS e da Cofins. Em 2021, ao julgar embargos, o Tribunal definiu que o ICMS a ser exclu\u00eddo \u00e9 o destacado em nota, mantendo a tributa\u00e7\u00e3o sobre o ICMS \u201cpor dentro\u201d. A ministra C\u00e1rmen L\u00facia, por\u00e9m, mencionou expressamente que deveria ser exclu\u00eddo todo o ICMS, o que pressup\u00f5e o gross up.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nisso, muitos contribuintes calcularam seus cr\u00e9ditos excluindo o ICMS total. \u201cQuando se fala todo o ICMS, inclui-se tamb\u00e9m o efeito do reajustamento da base de c\u00e1lculo\u201d, diz o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal, contudo, n\u00e3o adota esse entendimento e glosa cr\u00e9ditos que incluam ICMS gross up, baseando-se na interpreta\u00e7\u00e3o restritiva do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo especialistas, ainda n\u00e3o h\u00e1 precedentes consolidados. As defesas v\u00eam sendo apresentadas \u00e0s delegacias, mas a tend\u00eancia \u00e9 que o tema seja decidido pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).<\/p>\n\n\n\n<p>Glosas por n\u00e3o homologa\u00e7\u00e3o de pedido de compensa\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Outro motivo frequente de glosa envolve compensa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o homologadas, de d\u00e9bitos de PIS\/Cofins com cr\u00e9ditos de outros tributos. Nesses casos, o contribuinte fica impedido de utilizar o valor do ICMS integrado no c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es que tiveram a compensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o homologada.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo 74, par\u00e1grafo 3\u00ba, V, da Lei 9.430\/1996 determina que n\u00e3o pode ser objeto de compensa\u00e7\u00e3o o d\u00e9bito cuja compensa\u00e7\u00e3o anterior n\u00e3o foi homologada. \u201cSe o d\u00e9bito n\u00e3o est\u00e1 quitado, eu n\u00e3o tenho cr\u00e9dito a recuperar\u201d, diz Borges. A compensa\u00e7\u00e3o permanece vedada enquanto o processo administrativo est\u00e1 pendente.<\/p>\n\n\n\n<p>A Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ) da 6\u00aa Regi\u00e3o j\u00e1 acolheu esse entendimento (ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba 45691).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, ao habilitar cr\u00e9ditos da Tese do S\u00e9culo, mesmo que apenas parte deles envolva d\u00e9bitos n\u00e3o homologados, a Receita tende a glosar a totalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesses casos, especialistas orientam seguir o rito da manifesta\u00e7\u00e3o de inconformidade. O d\u00e9bito fica com exigibilidade suspensa, impedindo o creditamento. Algumas empresas preferem ingressar diretamente com mandado de seguran\u00e7a, mas, segundo a especialista, a via administrativa tem sido mais efetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Glosas em parcelamentos n\u00e3o quitados<\/p>\n\n\n\n<p>Quando h\u00e1 pedido de habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos decorrentes de parcelamento de PIS e Cofins, a Receita Federal recomenda revisar o saldo do parcelamento e s\u00f3 reconhecer cr\u00e9ditos sobre parcelas j\u00e1 quitadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Glosas quanto \u00e0 diverg\u00eancia sobre o in\u00edcio da corre\u00e7\u00e3o pela Selic<\/p>\n\n\n\n<p>Outra fonte de glosas envolve diverg\u00eancias sobre o marco inicial para corre\u00e7\u00e3o pela Selic. A Receita entende que o cr\u00e9dito surge no tr\u00e2nsito em julgado; contribuintes defendem que surge no pagamento do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita tem glosado cr\u00e9ditos atualizados desde a apura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas consideram equivocada a posi\u00e7\u00e3o do fisco: se o contribuinte foi impedido de aproveitar o cr\u00e9dito, a atualiza\u00e7\u00e3o deveria iniciar no momento do pagamento. Citam a S\u00famula 411 do STJ, segundo a qual cr\u00e9dito escritural deve ser corrigido desde a apura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma outra corrente discorda. Para eles, a pretens\u00e3o resistida nasce no ajuizamento da a\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o cr\u00e9dito de PIS\/Cofins n\u00e3o \u00e9 escritural. Assim, a corre\u00e7\u00e3o deve iniciar no ajuizamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Glosas motivadas por cr\u00e9dito reconhecido em a\u00e7\u00f5es coletivas<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m s\u00e3o frequentes glosas de cr\u00e9ditos reconhecidos em a\u00e7\u00f5es coletivas ajuizadas por associa\u00e7\u00f5es e outras entidades representativas para conseguir a exclus\u00e3o do ICMS da base do PIS\/Cofins aos seus associados. Muitas dessas a\u00e7\u00f5es s\u00e3o antigas e, por isso, abarcam um grande per\u00edodo para compensa\u00e7\u00e3o retroativa de cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, o STF passou a exigir pertin\u00eancia tem\u00e1tica e alcance territorial, e a Receita tornou mais r\u00edgida a habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos, refor\u00e7ada pela Instru\u00e7\u00e3o Normativa (IN) 2.055\/2021 \u2013 alterada pela IN 2.288\/2025 \u2013 que passou a exigir a apresenta\u00e7\u00e3o de documentos como peti\u00e7\u00e3o inicial, comprova\u00e7\u00e3o de filia\u00e7\u00e3o e estatutos da \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses filtros t\u00eam provocado muitas glosas administrativas e est\u00e3o levando empresas a debater o tema Judici\u00e1rio. Quando a associa\u00e7\u00e3o ocorre apenas ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado, a glosa \u00e9 leg\u00edtima. Vale lembrar que o Tema 1119 do STF permite que associados posteriores tamb\u00e9m se beneficiem \u2013 ainda que n\u00e3o trate especificamente de mat\u00e9ria tribut\u00e1ria. A IN 2.288\/2025 exige filia\u00e7\u00e3o anterior ao ajuizamento, mas esse crit\u00e9rio contraria o precedente do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, cumpre mencionar que eventual restri\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 v\u00e1lida se constar expressamente da decis\u00e3o, conforme precedentes favor\u00e1veis, como o do Tribunal Federal Regional da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4 \u2013 5062075-89.2020.4.04.7000) e o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ \u2013 REsp 1836871).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/receita-fiscaliza-creditos-oriundos-da-tese-do-seculo-e-trava-compensacoes\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Projeto obriga exibi\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o com e sem imposto em ofertas e propagandas de produtos e servi\u00e7os<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 759\/25 obriga estabelecimentos comerciais e propagandas a exibirem expressamente o valor de mercadorias e servi\u00e7os sem tributa\u00e7\u00e3o e com tributa\u00e7\u00e3o. A proposta altera a <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/lei\/2012\/lei-12741-8-dezembro-2012-774745-norma-pl.html\">Lei da Transpar\u00eancia Fiscal<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo texto em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados, 2% dos valores destinados \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o oficial do governo dever\u00e3o ser usados para divulgar a futura lei e difundir informa\u00e7\u00f5es sobre a incid\u00eancia de impostos nas vendas ao consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>Autor da proposta, o deputado Coronel Ulysses (Uni\u00e3o-AC) avalia que o cidad\u00e3o deve ter acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es sobre os impostos e, consequentemente, de que forma a carga tribut\u00e1ria pode vir a comprometer a renda dos consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Novas exig\u00eancias<br>Segundo ele, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT) mostrou que metade das notas emitidas no pa\u00eds n\u00e3o segue corretamente a legisla\u00e7\u00e3o, que j\u00e1 obriga a discrimina\u00e7\u00e3o dos impostos nas notas fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o projeto em an\u00e1lise estabelece que a informa\u00e7\u00e3o sobre os tributos dever\u00e1 ser exibida individualmente para cada mercadoria ou servi\u00e7o, tanto no estabelecimento quanto nas pe\u00e7as publicit\u00e1rias destinadas \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto tramita em car\u00e1ter conclusivo e ser\u00e1 analisado pelas comiss\u00f5es de Defesa do Consumidor; de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, o texto ter\u00e1 de ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia C\u00e2mara de Not\u00edcias<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1241969-projeto-obriga-exibicao-de-preco-com-e-sem-imposto-em-ofertas-e-propagandas-de-produtos-e-servicos\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal publica Perguntas e Respostas sobre as mudan\u00e7as realizadas pela Lei Complementar n\u00ba 227\/2026 nos prazos processuais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal do Brasil publicou em seu site o guia &#8220;Perguntas e Respostas &#8211; Prazo Processuais Lei Complementar n\u00ba 227\/2026&#8221;. O material foi elaborado para oferecer seguran\u00e7a jur\u00eddica e clareza sobre a aplica\u00e7\u00e3o da&nbsp;<a href=\"https:\/\/nam10.safelinks.protection.outlook.com\/?url=https%3A%2F%2Fwww.planalto.gov.br%2Fccivil_03%2Fleis%2Flcp%2Flcp227.htm&amp;data=05%7C02%7Cclaudia.pimentel%40rfb.gov.br%7C14e86e53c7d649eed20c08de627a0779%7C6f49aa43822a4c209670db7700bf1eb0%7C0%7C0%7C639056473708189566%7CUnknown%7CTWFpbGZsb3d8eyJFbXB0eU1hcGkiOnRydWUsIlYiOiIwLjAuMDAwMCIsIlAiOiJXaW4zMiIsIkFOIjoiTWFpbCIsIldUIjoyfQ%3D%3D%7C0%7C%7C%7C&amp;sdata=vK0NR1%2FqUf%2B27Ga2CvKlpPAhf0nyfcuOmGEyeWGW%2BWU%3D&amp;reserved=0\">Lei Complementar n\u00ba 227\/2026<\/a>, que modificou o&nbsp;<a href=\"https:\/\/nam10.safelinks.protection.outlook.com\/?url=https%3A%2F%2Fwww.planalto.gov.br%2Fccivil_03%2Fdecreto%2Fd70235cons.htm&amp;data=05%7C02%7Cclaudia.pimentel%40rfb.gov.br%7C14e86e53c7d649eed20c08de627a0779%7C6f49aa43822a4c209670db7700bf1eb0%7C0%7C0%7C639056473708233033%7CUnknown%7CTWFpbGZsb3d8eyJFbXB0eU1hcGkiOnRydWUsIlYiOiIwLjAuMDAwMCIsIlAiOiJXaW4zMiIsIkFOIjoiTWFpbCIsIldUIjoyfQ%3D%3D%7C0%7C%7C%7C&amp;sdata=7qWXvT2u4tvlpvIP0mt1IkvqW%2FVnym%2FHHuBaSejhRBI%3D&amp;reserved=0\">Decreto n\u00ba 70.235, de 1972<\/a>.<br>A nova legisla\u00e7\u00e3o altera prazos processuais importantes, inclusive a forma de contagem, relacionados \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o de impugna\u00e7\u00f5es e recursos.&nbsp;<br>A contagem passa a ser realizada em dias \u00fateis e fica estabelecido um per\u00edodo de suspens\u00e3o, quando n\u00e3o haver\u00e1 sess\u00f5es de julgamento pelo CARF.<br>Segundo a Receita Federal, o conte\u00fado ser\u00e1 periodicamente atualizado por meio da publica\u00e7\u00e3o de novas vers\u00f5es, com a incorpora\u00e7\u00e3o de esclarecimentos adicionais decorrentes de d\u00favidas e demandas apresentadas por contribuintes e servidores.<br><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/centrais-de-conteudo\/publicacoes\/perguntas-e-respostas\/piloto-da-reforma-tributaria\/perguntas-e-respostas-prazos-processuais-v1-final.pdf\">Acesse a \u00edntegra do documento Perguntas e Respostas &#8211; Prazos Processuais<\/a> <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/fevereiro\/receita-federal-publica-perguntas-e-respostas-sobre-as-mudancas-realizadas-pela-lei-complementar-no-227-2026-nos-prazos-processuais-1\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/fevereiro\/receita-federal-publica-perguntas-e-respostas-sobre-as-mudancas-realizadas-pela-lei-complementar-no-227-2026-nos-prazos-processuais-1<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Frentes parlamentares lan\u00e7am plano de monitoramento da reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Congressistas lan\u00e7aram nesta 3\u00aa feira (3.fev.2026) o Monitor da Implementa\u00e7\u00e3o da Reforma Tribut\u00e1ria, um plano para acompanhar as regras de IBS (Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os) e CBS (Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os).<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa ter\u00e1 t\u00e9cnicos e representantes de setores da economia para debater a implementa\u00e7\u00e3o da reforma. O deputado federal&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/deputados\/178910\">Joaquim Passarinho<\/a>&nbsp;(PL-PA) explicou que o objetivo \u00e9 fazer reuni\u00f5es quinzenais para debater a implementa\u00e7\u00e3o da reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos uma equipe t\u00e9cnica. E a ideia \u00e9 que possamos reunir a cada 15 dias os t\u00e9cnicos junto com aquelas entidades e representa\u00e7\u00f5es que t\u00eam d\u00favidas\u201d, declarou o congressista durante cerim\u00f4nia de lan\u00e7amento na C\u00e2mara, em Bras\u00edlia. Ele preside a FPE (Frente Parlamentar do Empreendedorismo).<\/p>\n\n\n\n<p>Passarinho fez um convite para que um t\u00e9cnico da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\">Receita Federal<\/a>&nbsp;possa participar do monitor. O deputado&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/economia\/simples-nacional-e-lucro-presumido-merecem-revisao-diz-secretario-da-receita\/\">participou de um almo\u00e7o<\/a>&nbsp;com o secret\u00e1rio especial do \u00f3rg\u00e3o, Robinson Barreirinhas, mais cedo no mesmo dia.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o tem apoio de diversas frentes parlamentares: Empreendedorismo, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os, Agropecu\u00e1ria, Biodiesel e Etanol.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/deputados\/204395\">Pedro Lupion&nbsp;<\/a>(Republicanos-PR), presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecu\u00e1ria) elogiou a iniciativa e defendeu a implementa\u00e7\u00e3o das novas regras tribut\u00e1ria com mais seguran\u00e7a para o contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que a gente espera \u00e9 uma implementa\u00e7\u00e3o mais previs\u00edvel e operacionalmente vi\u00e1vel, uma redu\u00e7\u00e3o de incertezas, custos e riscos de litigiosidade\u201d, disse Lupion.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/deputados\/141391\">Arnaldo Jardim<\/a>&nbsp;(Cidadania-SP) refor\u00e7ou como funcionar\u00e1 a participa\u00e7\u00e3o das entidades no funcionamento do monitor, com identifica\u00e7\u00e3o de problemas e solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA ideia \u00e9 que problemas possam ser levantados aqui pelas entidades, com encaminhamentos sendo solicitados, sugest\u00f5es sendo encaminhadas e propostas sendo feitas ao Executivo\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/deputados\/73778\">Luiz Carlos Hauly<\/a>&nbsp;(Podemos-PR) relembrou uma proposta de iniciativa pr\u00f3pria para que o Congresso implemente uma comiss\u00e3o permanente para acompanhamento da implementa\u00e7\u00e3o do IVA (Imposto sobre Valor Agregado).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[O monitor]&nbsp;vai de acordo com uma proposi\u00e7\u00e3o que eu fiz&nbsp;[\u2026]&nbsp;para implementar uma comiss\u00e3o permanente para acompanhar o IVA\u201d, declarou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-portal-reforma-tribut-ria wp-block-embed-portal-reforma-tribut-ria\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"44T09eoYbH\"><a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/congresso\/frentes-parlamentares-lancam-plano-de-monitoramento-da-reforma-tributaria\/\">Frentes parlamentares lan\u00e7am plano de monitoramento da reforma tribut\u00e1ria<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Frentes parlamentares lan\u00e7am plano de monitoramento da reforma tribut\u00e1ria&#8221; &#8212; Portal Reforma Tribut\u00e1ria\" src=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/congresso\/frentes-parlamentares-lancam-plano-de-monitoramento-da-reforma-tributaria\/embed\/#?secret=e9AmmUfMli#?secret=44T09eoYbH\" data-secret=\"44T09eoYbH\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda para quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil passa a valer em fevereiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Embora as novas regras do Imposto de Renda tenham entrado em vigor em janeiro, o impacto das mudan\u00e7as passa a ser percebido no m\u00eas de fevereiro, com o pagamento da remunera\u00e7\u00e3o referente ao primeiro m\u00eas do ano. Os sal\u00e1rios pagos em fevereiro j\u00e1 ter\u00e3o a al\u00edquota zerada para o imposto retido na fonte. A medida \u00e9 v\u00e1lida para assalariados com renda de at\u00e9 R$ 5 mil brutos por m\u00eas. Brasileiros que recebem at\u00e9 R$ 7.350 ter\u00e3o redu\u00e7\u00e3o gradual do imposto retido na fonte.<\/p>\n\n\n\n<p>Na nova regra, deixam de pagar Imposto de Renda os trabalhadores com carteira assinada, servidores p\u00fablicos federais, estaduais e municipais, al\u00e9m de aposentados ou pensionistas do INSS ou de regimes pr\u00f3prios que tenham renda mensal de at\u00e9 R$ 5.000. A isen\u00e7\u00e3o no IR acontece porque haver\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o no imposto de at\u00e9 R$ 312,89, suficiente para zerar a cobran\u00e7a nessa faixa de renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Contribuintes com mais de uma fonte de renda que na soma dos rendimentos ultrapassarem o valor de R$ 5 mil dever\u00e3o complementar o imposto na declara\u00e7\u00e3o anual, mesmo que as fontes isoladas sejam isentas. A regra tamb\u00e9m se aplica ao 13\u00ba sal\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Para quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350,00, o desconto no imposto ser\u00e1 progressivo e decrescente, ou seja, quanto maior o rendimento, menor o benef\u00edcio. A partir de R$ 7.350,01, n\u00e3o haver\u00e1 redu\u00e7\u00f5es, com o imposto progressivo chegando ao teto de 27,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio da Fazenda, a medida deve alcan\u00e7ar cerca de 16 milh\u00f5es de contribuintes, que sentir\u00e3o o al\u00edvio tribut\u00e1rio sobre a renda do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Declara\u00e7\u00e3o do IR 2027<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a tamb\u00e9m ter\u00e1 reflexo na declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda de 2027, que vai considerar os rendimentos recebidos ao longo de 2026. O contribuinte continuar\u00e1 obrigado a declarar o Imposto de Renda no pr\u00f3ximo ano, caso se enquadre nos crit\u00e9rios de obrigatoriedade. Isso porque a declara\u00e7\u00e3o a ser entregue em 2027 ser\u00e1 correspondente ao calend\u00e1rio do ano-base 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas novas regras, a isen\u00e7\u00e3o anual acontece para quem ganha at\u00e9 R$ 60 mil. Para rendas entre R$ 60.000,01 e R$ 88,2 mil haver\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o gradual do imposto. Acima desse valor, n\u00e3o h\u00e1 desconto adicional. O redutor anual \u00e9 limitado ao imposto apurado, ou seja, n\u00e3o gera imposto negativo nem restitui\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica extra.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/isencao-do-imposto-de-renda-para-quem-ganha-ate-r-5-mil-passa-a-valer-em-fevereiro\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Ap\u00f3s acordo com PGFN, bancos quitam d\u00edvidas bilion\u00e1rias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) formalizou transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias individuais com grandes institui\u00e7\u00f5es financeiras nas \u00faltimas semanas, encerrando lit\u00edgios e d\u00edvidas que somavam R$ 3,3 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Desses, cerca de R$ 2 bilh\u00f5es eram referentes \u00e0 cobran\u00e7a da Contribui\u00e7\u00e3o Provis\u00f3ria sobre Movimenta\u00e7\u00e3o Financeira (CPMF), que se prolongavam havia quase duas d\u00e9cadas. Um dos acordos foi feito junto ao Banco Santander, regularizando uma d\u00edvida de R$ 1,5&nbsp; bilh\u00e3o, e o outro, firmado com o Citibank, quitou um d\u00e9bito de cerca de R$ 500 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra institui\u00e7\u00e3o que negociou seu passivo de mais de R$ 1 bilh\u00e3o com a Uni\u00e3o foi o banco Ita\u00fa. A disputa judicial envolvia a incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o ao Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social (PIS) e a Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre receitas financeiras, al\u00e9m de lan\u00e7amentos de Imposto de Renda (IRPJ) e Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais tamb\u00e9m regularizou d\u00e9bito superior a R$ 200 milh\u00f5es referente \u00e0 incid\u00eancia de PIS e Cofins sobre receitas financeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Com os acordos, as institui\u00e7\u00f5es reconhecem os d\u00e9bitos, efetuam o pagamento \u00e0 vista do saldo p\u00f3s-descontos e se comprometem a manter sua regularidade fiscal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As negocia\u00e7\u00f5es ocorreram no escopo do&nbsp;Programa de Transa\u00e7\u00e3o Integral (PTI), que foi lan\u00e7ado em 2024. O PTI tem como objetivo reduzir contenciosos tribut\u00e1rios de alto impacto econ\u00f4mico, oferecendo uma alternativa de neg\u00f3cio para encerramento de lit\u00edgios hist\u00f3ricos com grandes contribuintes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO PTI oferece uma ferramenta bastante promissora para regulariza\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas tribut\u00e1rias de alto impacto econ\u00f4mico e intenso lit\u00edgio judicial, permitindo \u00e0s partes encontrar solu\u00e7\u00f5es que equilibrem os interesses de lado a lado, assegurando a redu\u00e7\u00e3o da litigiosidade e dos custos com o carregamento dos lit\u00edgios\u201d, explica a coordenadora-geral de Negocia\u00e7\u00f5es da PGFN, Mariana Lellis Vieira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O programa permite a negocia\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es facilitadas de pagamento, inclusive com descontos sobre multa, juros e encargos, conforme o Potencial Razo\u00e1vel de Recupera\u00e7\u00e3o do Cr\u00e9dito Judicializado (PRJ). Os percentuais de descontos s\u00e3o definidos a partir de avalia\u00e7\u00e3o do custo de oportunidade, levantamento realizado pela PGFN. Nessa listagem, a Procuradoria considera a dura\u00e7\u00e3o do lit\u00edgio, da perspectiva de sucesso nas a\u00e7\u00f5es judiciais e dos gastos do poder p\u00fablico para manter a disputa e prosseguir com a cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNos acordos j\u00e1 celebrados, os descontos variaram entre 10% e 30%, de acordo com a temporalidade e a situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de cada processo judicial, com pagamento \u00e0 vista do saldo remanescente, garantindo \u00e0 Uni\u00e3o recuperar valores expressivos que poderiam demorar anos para serem recolhidos\u201d, ressaltou Mariana.<\/p>\n\n\n\n<p>Pol\u00edtica p\u00fablica de fiscalidade<\/p>\n\n\n\n<p>Entre janeiro e junho de 2025, o PTI resultou na regulariza\u00e7\u00e3o de 274 inscri\u00e7\u00f5es em d\u00edvida ativa da Uni\u00e3o. Em um balan\u00e7o mais amplo, de janeiro a setembro de 2025, a Procuradoria foi respons\u00e1vel por recuperar R$ 44,9 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos inscritos na d\u00edvida ativa da Uni\u00e3o. Desse total, mais da metade foi fruto dos diversos tipos de&nbsp; transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias firmadas tanto nesse exerc\u00edcio quanto em anos anteriores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para mais informa\u00e7\u00f5es sobre o PTI, acesse&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/pgfn\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/pgfn-flexibiliza-pti-e-amplia-acesso-ao-programa\">AQUI<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/pgfn\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/pgfn-detalha-segunda-fase-do-programa-de-transacao-integral\">AQUI<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/pgfn\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/apos-acordo-com-pgfn-bancos-quitam-dividas-bilionarias\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal publica ADI n\u00ba 2\/2026 com regras transit\u00f3rias para prazos processuais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal do Brasil publicou, em&nbsp;3 de fevereiro de 2026, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/normasinternet2.receita.fazenda.gov.br\/#\/consulta\/externa\/149140\">Ato Declarat\u00f3rio Interpretativo (ADI) RFB n\u00ba 2\/2026<\/a>, que define regras tempor\u00e1rias para a contagem de prazos processuais at\u00e9 que os sistemas da Institui\u00e7\u00e3o sejam atualizados conforme as altera\u00e7\u00f5es introduzidas pela&nbsp;Lei Complementar n\u00ba 227\/2026.<\/p>\n\n\n\n<p>O ADI tem validade&nbsp;at\u00e9 31 de mar\u00e7o de 2026&nbsp;e assegura maior seguran\u00e7a jur\u00eddica aos contribuintes durante o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udccc Regras aplic\u00e1veis at\u00e9 31\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Para&nbsp;todas as intima\u00e7\u00f5es realizadas at\u00e9 31 de mar\u00e7o de 2026, os prazos processuais dever\u00e3o observar a seguinte regra:<\/p>\n\n\n\n<p>\u27a1 \u201c20 dias \u00fateis\u201d ou \u201c30 dias corridos\u201d \u2014 adotando-se o prazo que terminar por \u00faltimo.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa medida garante que o contribuinte sempre disponha do prazo mais favor\u00e1vel, evitando preju\u00edzos decorrentes da defasagem tempor\u00e1ria dos sistemas eletr\u00f4nicos.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83e\uddfe Prazos processuais abrangidos<\/p>\n\n\n\n<p>O ADI esclarece que a regra transit\u00f3ria se aplica aos seguintes procedimentos:<\/p>\n\n\n\n<p>Impugna\u00e7\u00e3o de lan\u00e7amento&nbsp;e&nbsp;recurso volunt\u00e1rio, previstos no Decreto n\u00ba 70.235\/1972;<\/p>\n\n\n\n<p>Recurso volunt\u00e1rio em processos de compensa\u00e7\u00e3o&nbsp;(art. 74, \u00a710, da Lei n\u00ba 9.430\/1996);<\/p>\n\n\n\n<p>Impugna\u00e7\u00f5es relativas ao Simples Nacional, incluindo:<\/p>\n\n\n\n<p>indeferimento de op\u00e7\u00e3o,<\/p>\n\n\n\n<p>exclus\u00e3o do regime, conforme o art. 39 da LC n\u00ba 123\/2006.<\/p>\n\n\n\n<p>\u26a0\ufe0f Import\u00e2ncia para os contribuintes<\/p>\n\n\n\n<p>A medida traz impactos relevantes:<\/p>\n\n\n\n<p>Reduz o risco de perda de prazos&nbsp;nos sistemas que est\u00e3o sendo ajustados \u00e0s novas regras;<\/p>\n\n\n\n<p>Unifica o procedimento&nbsp;para prazos processuais em diversas \u00e1reas do contencioso administrativo fiscal;<\/p>\n\n\n\n<p>Garante previsibilidade e seguran\u00e7a jur\u00eddica&nbsp;durante a adequa\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica;<\/p>\n\n\n\n<p>Exige aten\u00e7\u00e3o&nbsp;das equipes jur\u00eddicas, fiscais e cont\u00e1beis respons\u00e1veis por acompanhar intima\u00e7\u00f5es e prazos.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcdd Recomenda\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal orienta que os contribuintes:<\/p>\n\n\n\n<p>atualizem seus controles internos de prazos processuais at\u00e9 31\/03\/2026;<\/p>\n\n\n\n<p>considerem sempre o prazo mais favor\u00e1vel (20 dias \u00fateis ou 30 dias corridos) no per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>revisem processos em andamento que possam ser afetados pela contagem diferenciada;<\/p>\n\n\n\n<p>monitorem eventuais mudan\u00e7as conforme a evolu\u00e7\u00e3o dos sistemas da RFB.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcc4 Base normativa<\/p>\n\n\n\n<p>ADI RFB n\u00ba 2, de 03\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Lei Complementar n\u00ba 227\/2026, art. 173<\/p>\n\n\n\n<p>Decreto n\u00ba 70.235\/1972<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n\u00ba 9.430\/1996, art. 74, \u00a710<\/p>\n\n\n\n<p>Lei Complementar n\u00ba 123\/2006, art. 39<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/fevereiro\/receita-federal-publica-adi-no-2-2026-com-regras-transitorias-para-prazos-processuais\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Transa\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria ganha p\u00e1gina mais moderna e orientativa no site da Receita Federal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal do Brasil atualizou a p\u00e1gina dedicada \u00e0 Transa\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria em seu site institucional, com o objetivo de ampliar o acesso aos servi\u00e7os, aprimorar a transpar\u00eancia e oferecer informa\u00e7\u00f5es mais claras e acess\u00edveis aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova p\u00e1gina apresenta layout modernizado e conte\u00fado reorganizado, facilitando a compreens\u00e3o das modalidades de transa\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis e das condi\u00e7\u00f5es para ades\u00e3o. O material foi estruturado com linguagem objetiva e inclui um&nbsp;passo a passo detalhado sobre como agir, desde a verifica\u00e7\u00e3o da elegibilidade at\u00e9 a formaliza\u00e7\u00e3o do acordo, contribuindo para uma experi\u00eancia mais intuitiva e orientada ao usu\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A p\u00e1gina atualizada tamb\u00e9m passa a disponibilizar um&nbsp;quadro comparativo dos diferentes editais de transa\u00e7\u00e3o, reunindo, de forma sint\u00e9tica e padronizada, as principais caracter\u00edsticas de cada modalidade. O comparativo permite ao contribuinte visualizar, em um \u00fanico ambiente, informa\u00e7\u00f5es como&nbsp;prazos de ades\u00e3o, percentuais de desconto, formas de pagamento, p\u00fablico eleg\u00edvel e condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, facilitando a tomada de decis\u00e3o e promovendo maior previsibilidade e seguran\u00e7a jur\u00eddica no processo de regulariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Como parte da pol\u00edtica de transpar\u00eancia ativa da Receita Federal, a p\u00e1gina passa a disponibilizar&nbsp;acesso a dados abertos, permitindo o acompanhamento dos resultados da pol\u00edtica de transa\u00e7\u00e3o, bem como a an\u00e1lise por pesquisadores, \u00f3rg\u00e3os de controle e pela sociedade em geral. Essa iniciativa refor\u00e7a o compromisso institucional com&nbsp;a presta\u00e7\u00e3o de contas&nbsp;e o uso estrat\u00e9gico de dados p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>A atualiza\u00e7\u00e3o integra um conjunto de a\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0&nbsp;moderniza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os digitais, \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e ao&nbsp;incentivo \u00e0 conformidade tribut\u00e1ria, ao oferecer ao contribuinte instrumentos claros, previs\u00edveis e orientativos para a regulariza\u00e7\u00e3o de seus d\u00e9bitos, reduzindo lit\u00edgios e promovendo maior efici\u00eancia na administra\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em breve, ser\u00e3o disponibilizados&nbsp;simuladores interativos&nbsp;nos quais o contribuinte poder\u00e1 inserir as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias e&nbsp;obter, de forma imediata, o percentual de desconto aplic\u00e1vel, bem como a&nbsp;quantidade e o valor das parcelas&nbsp;correspondentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova p\u00e1gina da Transa\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel no site da Receita Federal e consolida-se como um canal central de informa\u00e7\u00e3o, orienta\u00e7\u00e3o e transpar\u00eancia sobre esse importante instrumento de regulariza\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/fevereiro\/transacao-tributaria-ganha-pagina-mais-moderna-e-orientativa-no-site-da-receita-federal\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Projeto prev\u00ea benef\u00edcios fiscais para empresas que promoverem programas de sa\u00fade mental<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 1305\/25 prev\u00ea a concess\u00e3o de incentivos fiscais para empresas que obtiverem o Certificado Empresa Promotora da Sa\u00fade Mental.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto, em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados, altera a <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/2024\/lei-14831-27-marco-2024-795429-norma-pl.html\">Lei 14.831\/24<\/a>, que criou a certifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta permite isen\u00e7\u00e3o parcial ou total de impostos sobre a folha de pagamento por at\u00e9 cinco anos. Al\u00e9m disso, estabelece a redu\u00e7\u00e3o de 50% do Imposto de Renda para empresas que comprovarem a implanta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de sa\u00fade mental.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA sa\u00fade mental tem se consolidado como um dos maiores desafios do mundo contempor\u00e2neo, refletindo de maneira direta nos ambientes de trabalho\u201d, afirmou o deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), autor da proposta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO objetivo do projeto de lei \u00e9 criar um ambiente no qual as empresas n\u00e3o s\u00f3 sejam motivadas a adotar pr\u00e1ticas saud\u00e1veis para os seus colaboradores, como tamb\u00e9m investir no futuro do trabalho no Brasil\u201d, acrescentou o parlamentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>A proposta tramita em car\u00e1ter conclusivo e ser\u00e1 analisada pelas comiss\u00f5es de Sa\u00fade; de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, o texto ter\u00e1 de ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia C\u00e2mara de Not\u00edcias<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1242424-projeto-preve-beneficios-fiscais-para-empresas-que-promoverem-programas-de-saude-mental\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria: come\u00e7a fase que redesenha a opera\u00e7\u00e3o fiscal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O ano de 2026 marca uma virada no sistema tribut\u00e1rio brasileiro. A partir de 1\u00ba de janeiro, teve in\u00edcio a fase pr\u00e1tica da transi\u00e7\u00e3o da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/reforma-tributaria\">reforma tribut\u00e1ria<\/a>&nbsp;sobre o consumo, com a entrada em opera\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Valor Agregado&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/o-que-e-iva-o-imposto-sobre-valor-agregado\">(IVA)<\/a>&nbsp;Dual \u2013 ainda em car\u00e1ter de teste, mas com efeitos concretos na rotina de contribuintes que emitem notas fiscais. Isso, segundo os especialistas ouvidos pelo&nbsp;Est\u00fadio JOTA, far\u00e1 o ano ser marcado por ajustes t\u00e9cnicos, regulamenta\u00e7\u00f5es complementares e debates sobre multas, limites de penalidades e mecanismos de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos tribut\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/receita-federal\">Receita Federal<\/a>&nbsp;classifique o in\u00edcio da transi\u00e7\u00e3o como um \u201cano de pedagogia\u201d, o per\u00edodo n\u00e3o se limita a simula\u00e7\u00f5es. Pode haver movimenta\u00e7\u00e3o financeira real, novos campos obrigat\u00f3rios em documentos fiscais, adapta\u00e7\u00e3o de sistemas e impactos diretos para empresas, produtores rurais, importadores e, em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, pessoas f\u00edsicas. Na pr\u00e1tica, o pa\u00eds inicia um grande ensaio geral antes da substitui\u00e7\u00e3o definitiva de cinco tributos sobre o consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da tributarista Anete Mair Medeiros, s\u00f3cia do Gaia Silva Gaede Advogados, o car\u00e1ter experimental do ano n\u00e3o afasta seus efeitos concretos. \u201cA fase de testes j\u00e1 altera de forma concreta a rotina de emiss\u00e3o de notas, parametriza\u00e7\u00e3o de sistemas e conformidade formal, ainda que o desembolso de tributos sobre consumo permane\u00e7a, em regra, neutro no ano\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, \u201co risco se desloca daquilo do que \u00e9 apenas normativo para o operacional, sobretudo em NF-e, split payment, classifica\u00e7\u00e3o fiscal e organiza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos, o que exige adapta\u00e7\u00e3o imediata para evitar passivos futuros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma cria dois tributos que, juntos, formam o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/IVA%20dual\">IVA Dual<\/a>. Na pr\u00e1tica, a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/cbs\">(CBS)<\/a>, de compet\u00eancia federal, substituir\u00e1 PIS, Cofins e IPI. J\u00e1 o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/ibs\">(IBS)<\/a>, administrado por estados e munic\u00edpios, ocupar\u00e1 o lugar do ICMS e do ISS.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ano, esses tributos passam a ser destacados nas notas fiscais com uma al\u00edquota simb\u00f3lica de 1% \u2013 sendo 0,9% de CBS e 0,1% de IBS. O eventual valor recolhido ser\u00e1 compensado com o pagamento dos tributos atuais, de modo que n\u00e3o haja aumento efetivo da carga tribut\u00e1ria neste primeiro ano. A extin\u00e7\u00e3o gradual de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/pis\">PIS<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/cofins\">Cofins<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/IPI\">IPI<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/ICMS\">ICMS<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/ISS\">ISS<\/a>&nbsp;come\u00e7a em 2027, quando as al\u00edquotas criadas passam a subir.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da al\u00edquota reduzida, as obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias j\u00e1 est\u00e3o em vigor. Empresas precisam destacar CBS e IBS nos documentos fiscais, preencher novos campos e informar corretamente classifica\u00e7\u00f5es como&nbsp;<a href=\"http:\/\/jota.info\/tudo-sobre\/NCM\">NCM<\/a>, CNAE e enquadramento tribut\u00e1rio. Erros podem resultar em rejei\u00e7\u00e3o de notas, recolhimento incorreto e at\u00e9 paralisa\u00e7\u00e3o do faturamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Medeiros, o erro formal passa a ter consequ\u00eancias relevantes. \u201cMesmo com al\u00edquota simb\u00f3lica, o ano marca o in\u00edcio de um regime jur\u00eddico com dados efetivamente registrados para CBS e IBS e impacto em controles internos\u201d, diz. \u201cAs empresas passam a ter de destacar esses tributos nas notas e adaptar sistema de gest\u00e3o \u00e0s regras de valida\u00e7\u00e3o em tempo real, sob pena de rejei\u00e7\u00e3o de documentos e travamento de faturamento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Sistemas, notas fiscais e adapta\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos principais desafios \u00e9 tecnol\u00f3gico.&nbsp;Softwares&nbsp;de gest\u00e3o e de emiss\u00e3o de documentos fiscais precisam ser adaptados ao mais recente padr\u00e3o nacional, com regras que passam a ser consultadas em tempo real. Inconsist\u00eancias cadastrais podem levar \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica das notas fiscais, o que aumenta o risco operacional para empresas que n\u00e3o se prepararem.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, ao longo de 2026, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/comite-gestor-do-ibs\">Comit\u00ea Gestor do IBS<\/a>&nbsp;vai conduzir um projeto piloto do Sistema de Apura\u00e7\u00e3o Assistida, alimentado em tempo real por documentos fiscais eletr\u00f4nicos. A expectativa \u00e9 testar o modelo de c\u00e1lculo autom\u00e1tico do imposto e da gera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o tributarista Felipe Renault, s\u00f3cio do Renault Advogados, esse primeiro ano&nbsp; inaugura uma transforma\u00e7\u00e3o operacional sem precedentes. \u201cEmbora ainda n\u00e3o seja o ano da incid\u00eancia plena do IVA Dual, entendo que, na pr\u00e1tica, esta fase marca o in\u00edcio da maior transforma\u00e7\u00e3o operacional j\u00e1 enfrentada pelo sistema tribut\u00e1rio brasileiro sobre o consumo\u201d, afirma. Segundo ele, \u201cas empresas passar\u00e3o a lidar com conceitos como CBS e IBS, base ampla, cr\u00e9dito financeiro e tributa\u00e7\u00e3o no destino \u2013&nbsp; o que exige profundas adapta\u00e7\u00f5es sist\u00eamicas, cont\u00e1beis e fiscais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Renault destaca que, mesmo sem aumento imediato de carga, o custo de adapta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 elevado. \u201cHaver\u00e1 necessidade de reparametriza\u00e7\u00e3o de ERPs [sigla em ingl\u00eas para sistemas integrados de gest\u00e3o empresarial], revis\u00e3o da classifica\u00e7\u00e3o de produtos e servi\u00e7os, ajustes na emiss\u00e3o de documentos fiscais e reorganiza\u00e7\u00e3o de processos internos\u201d, pontua. Para ele, o impacto tende a ser mais intenso para empresas de pequeno e m\u00e9dio porte e para munic\u00edpios com menor capacidade tecnol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da Nota Fiscal de Servi\u00e7os eletr\u00f4nica (NFS-e), o destaque de CBS e IBS \u00e9 inicialmente facultativo. Empresas optantes pelo Simples Nacional n\u00e3o est\u00e3o obrigadas \u00e0s novas exig\u00eancias neste momento, mas precisam acompanhar o processo, j\u00e1 que ter\u00e3o de decidir at\u00e9 setembro deste ano se permanecem no regime favorecido ou se migram para outro em 2027.<\/p>\n\n\n\n<p>Penalidades e split payment<\/p>\n\n\n\n<p>Para evitar um choque imediato, a Receita Federal e o Comit\u00ea Gestor do IBS anunciaram o adiamento das puni\u00e7\u00f5es autom\u00e1ticas. At\u00e9 o primeiro dia do quarto m\u00eas ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o dos regulamentos definitivos, n\u00e3o haver\u00e1 multas por falhas no preenchimento de CBS e IBS. Para isso, por\u00e9m, o contribuinte deve provar que atuou de boa-f\u00e9 durante o processo de adequa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, especialistas alertam que os dados gerados em 2026 podem servir de base para fiscaliza\u00e7\u00f5es futuras. Medeiros observa que \u201ch\u00e1 risco relevante de autua\u00e7\u00f5es a com base nos dados, sobretudo por cr\u00e9dito indevido, enquadramento equivocado de regimes e falhas de documenta\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es\u201d. Ela acrescenta que a Lei Complementar 214\/25 amplia o campo de incid\u00eancia, \u201calcan\u00e7ando opera\u00e7\u00f5es com bens do ativo n\u00e3o circulante e atividades \u2018n\u00e3o habituais\u2019, o que expande a zona de risco para opera\u00e7\u00f5es eventualmente n\u00e3o mapeadas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Renault, o risco de judicializa\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 concentrado no futuro pr\u00f3ximo. \u201cN\u00e3o acredito que 2026, por si s\u00f3, seja um ano de forte impulso \u00e0s disputas tribut\u00e1rias, ao menos em um primeiro momento\u201d, afirma ao citar que o ponto cr\u00edtico ser\u00e1 a regulamenta\u00e7\u00e3o infralegal: \u201cO que realmente me preocupa \u00e9 o in\u00edcio efetivo da atua\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Gestor do IBS e a produ\u00e7\u00e3o de normas infralegais por ele e pela Receita Federal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Medeiros avalia que a conviv\u00eancia entre sistemas antigos e novos amplia a complexidade. \u201cApesar do discurso de simplifica\u00e7\u00e3o, o per\u00edodo de testes abre margem a disputas em torno de classifica\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es, cr\u00e9ditos, partilha federativa e regimes diferenciados\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto sens\u00edvel da reforma \u00e9 o split payment, mecanismo que far\u00e1 a separa\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica dos tributos no momento da liquida\u00e7\u00e3o financeira da opera\u00e7\u00e3o. Nesse modelo, o valor do tributo n\u00e3o entra na conta da empresa, sendo transferido diretamente aos entes respons\u00e1veis. Mesmo que n\u00e3o seja obrigat\u00f3ria neste momento, a medida exige prepara\u00e7\u00e3o pr\u00e9via.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO split payment, ao direcionar o valor do tributo diretamente ao Fisco, reduz o espa\u00e7o de manobra financeira do contribuinte, que deixa de \u2018girar\u2019 o imposto retido em caixa at\u00e9 a data de vencimento\u201d, afirma Medeiros. Segundo ela, na pr\u00e1tica, isso encurta o capital de giro, pressiona margens em setores de baixa liquidez e tende a afetar especialmente empresas com forte financiamento via fornecedores ou prazos longos de recebimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Felipe Renault concorda e classifica o mecanismo como um dos pontos mais sens\u00edveis da reforma. \u201cAo retirar das empresas o controle sobre o momento do recolhimento do tributo, ele impacta diretamente o fluxo de caixa, especialmente em setores com margens mais estreitas ou forte depend\u00eancia de capital de giro\u201d, explica. Para ele, a prepara\u00e7\u00e3o atual exige \u201crevis\u00e3o de modelos financeiros, renegocia\u00e7\u00e3o de contratos, reavalia\u00e7\u00e3o de prazos comerciais e investimentos em tecnologia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Pessoas f\u00edsicas, im\u00f3veis e produtores rurais<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tamb\u00e9m atinge pessoas f\u00edsicas em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas. A partir de julho, contribuintes habituais de CBS e IBS \u2013 como produtores rurais, transportadores aut\u00f4nomos e profissionais liberais \u2013 dever\u00e3o se inscrever no CNPJ, exclusivamente para fins de apura\u00e7\u00e3o e controle fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, tem in\u00edcio agora a coleta de dados para a futura tributa\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis e alugu\u00e9is, que passa a valer no pr\u00f3ximo ano. Poder\u00e3o ser alcan\u00e7adas pessoas f\u00edsicas que realizem opera\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias recorrentes ou obtenham receita anual relevante com loca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso dos produtores rurais, permanece a isen\u00e7\u00e3o total para faturamento anual de at\u00e9 R$ 3,6 milh\u00f5es. Acima desse limite, haver\u00e1 incid\u00eancia do IVA, com redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas para alimentos e insumos agr\u00edcolas, al\u00e9m de isen\u00e7\u00e3o para sementes e adubos.<\/p>\n\n\n\n<p>Projeto especial do JOTA acompanha a transi\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s quase sete anos desde a apresenta\u00e7\u00e3o da proposta que deu origem \u00e0 reforma tribut\u00e1ria sobre o consumo, o ano de 2026 marca o in\u00edcio da fase de testes do sistema. Embora n\u00e3o haja efeitos imediatos sobre a carga tribut\u00e1ria, o per\u00edodo inaugura mudan\u00e7as operacionais relevantes, como a implementa\u00e7\u00e3o do IVA Dual, a adapta\u00e7\u00e3o das notas fiscais e de mecanismos de arrecada\u00e7\u00e3o. O&nbsp;JOTA&nbsp;acompanhar\u00e1 de perto os impactos pr\u00e1ticos dessa transi\u00e7\u00e3o, bem como seus desdobramentos pol\u00edticos, fiscais e econ\u00f4micos.<\/p>\n\n\n\n<p>Este conte\u00fado integra o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/coberturas-especiais\/pulso-da-reforma\">Pulso da Reforma<\/a>, projeto do&nbsp;Est\u00fadio JOTA&nbsp;que cria um term\u00f4metro sobre o andamento da transi\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria sobre o consumo. A proposta \u00e9 observar, em tempo real, como contribuintes e a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria v\u00eam se adaptando \u00e0s novas regras, em um momento que funciona como um grande ensaio geral antes da entrada em vigor plena do novo modelo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para isso, o&nbsp;JOTA&nbsp;re\u00fane um comit\u00ea de especialistas em Direito Tribut\u00e1rio, economia e pol\u00edtica fiscal, que avaliam periodicamente o andamento de pontos considerados priorit\u00e1rios da transi\u00e7\u00e3o. As an\u00e1lises servem de base para reportagens que buscam identificar avan\u00e7os, gargalos e desafios da implementa\u00e7\u00e3o, oferecendo ao leitor um term\u00f4metro t\u00e9cnico e independente sobre a reforma tribut\u00e1ria em curso.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/coberturas-especiais\/pulso-da-reforma\/reforma-tributaria-comeca-fase-que-redesenha-a-operacao-fiscal\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Governo vai triplicar incentivo fiscal para socorrer ind\u00fastria qu\u00edmica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os, Geraldo Alckmin, anunciou que o governo federal pretende elevar de R$ 1 bilh\u00e3o para R$ 3 bilh\u00f5es o or\u00e7amento destinado ao Regime Especial da Ind\u00fastria Qu\u00edmica (Reiq) para este ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Alckmin, a medida ser\u00e1 formalizada na pr\u00f3xima semana, por meio de uma Medida Provis\u00f3ria (MP) e de um projeto de lei complementar que o Pal\u00e1cio do Planalto encaminhar\u00e1 ao Congresso Nacional, em regime de urg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa pr\u00f3xima semana, o presidente [Luiz In\u00e1cio Lula da Silva] deve fazer dois atos importantes para fortalecer a ind\u00fastria qu\u00edmica e garantir o emprego\u201d, anunciou Alckmin ao se reunir com representantes do setor, sindicalistas e pol\u00edticos, na tarde desta ter\u00e7a-feira (3), em Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom isso, o regime, que j\u00e1 tem R$ 1 bi previstos&nbsp;no or\u00e7amento deste ano, passar\u00e1 para R$ 3 bilh\u00f5es\u201d, acrescentou Alckmin, referindo-se ao programa de incentivo fiscal criado para reduzir custos de produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria qu\u00edmica por meio da redu\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas de tributos federais como a Cofins (Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social) e o PIS\/Pasep (Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social e o Programa de Forma\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio do Servidor P\u00fablico).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c[O fortalecimento do Reiq] \u00e9 importante, pois estimula a manuten\u00e7\u00e3o dos empregos, o crescimento e a competitividade da ind\u00fastria qu\u00edmica\u201d, destacou o ministro, assegurando que o objetivo da medida \u00e9 estimular investimentos e impulsionar a competitividade nacional no setor, considerado estrat\u00e9gico.<\/p>\n\n\n\n<p>A amplia\u00e7\u00e3o dos incentivos fiscais \u00e9 uma primeira resposta \u00e0s s\u00faplicas de lideran\u00e7as industriais, pol\u00edticas e sindicais de regi\u00f5es industriais, como Cubat\u00e3o, na Baixada Santista, em S\u00e3o Paulo. Conforme a&nbsp;Ag\u00eancia Brasil&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-01\/cubatao-pede-ajuda-para-tentar-reverter-fechamento-de-fabricas\">noticiou<\/a>, em meados de janeiro, o prefeito de Cubat\u00e3o, C\u00e9sar Nascimento (PSD), tornou p\u00fablico que pediria ajuda ao governo federal para tentar conter o esvaziamento daquele que j\u00e1 foi um dos mais importantes polos industriais do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido foi feito ap\u00f3s duas f\u00e1bricas que operavam na cidade h\u00e1 d\u00e9cadas encerrarem parte de suas opera\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria Qu\u00edmica (Abiquim), a perda de protagonismo de um polo industrial da relev\u00e2ncia de Cubat\u00e3o \u201cacendeu um alerta sobre o risco de desestrutura\u00e7\u00e3o permanente da base industrial do setor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a entidade, o compromisso federal de refor\u00e7ar o regime&nbsp;da ind\u00fastria qu\u00edmica ocorre em meio a um cen\u00e1rio cr\u00edtico para o setor, que opera com ociosidade m\u00e9dia superior a 35%; enfrenta o crescimento acelerado das importa\u00e7\u00f5es, a perda de participa\u00e7\u00e3o no mercado interno e a press\u00e3o decorrente dos custos de produ\u00e7\u00e3o (energia, mat\u00e9rias-primas etc), considerados elevados quando comparados com os dos concorrentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Presente \u00e0 reuni\u00e3o desta ter\u00e7a-feira, o prefeito de Cubat\u00e3o relatou \u00e0 equipe ministerial os efeitos do fechamento de f\u00e1bricas para os cofres p\u00fablicos municipais, como a perda de arrecada\u00e7\u00e3o e o fechamento de vagas de emprego formal e qualificado. Mais tarde, nas redes sociais, o prefeito festejou a promessa de fortalecimento do Reiq, classificando-a como uma \u201cvit\u00f3ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDesta forma, garantiremos que n\u00e3o haver\u00e1 mais demiss\u00f5es no futuro, porque haver\u00e1 investimentos\u201d, disse o prefeito.<\/p>\n\n\n\n<p>Medidas emergenciais&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da Abiquim, medidas emergenciais e transit\u00f3rias representam um \u201cpasso relevante na tentativa de evitar uma perda estrutural para a ind\u00fastria qu\u00edmica nacional\u201d, mas demandar\u00e3o outras a\u00e7\u00f5es, como a efetiva implementa\u00e7\u00e3o do Programa Especial de Sustentabilidade da Ind\u00fastria Qu\u00edmica&nbsp;(Presiq),&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2025\/lei\/L15294.htm\">sancionado<\/a>&nbsp;no fim do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Presiq garantir\u00e1 incentivos de R$ 3 bilh\u00f5es por ano para o setor, por cinco anos, a partir do ano que vem, mas est\u00e1vamos com um &#8216;gap&#8217; neste ano de 2026\u201d, afirmou o presidente-executivo da Abiquim, Andr\u00e9 Passos Cordeiro, destacando que os efeitos econ\u00f4micos do Presiq s\u00f3 seriam sentidos a partir de 2027.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMas o vice-presidente foi muito compreensivo com as dificuldades do setor e impactos para o pa\u00eds e se comprometeu com os mesmos R$ 3 bilh\u00f5es de incentivos para a ind\u00fastria qu\u00edmica ainda este ano\u201d, concluiu, resumindo a import\u00e2ncia do al\u00edvio tribut\u00e1rio que o aporte federal ao Reiq dar\u00e1 \u00e0s ind\u00fastrias.<\/p>\n\n\n\n<p>Defesa<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda durante a reuni\u00e3o desta ter\u00e7a-feira, Alckmin destacou que o governo federal vem intensificando as a\u00e7\u00f5es de defesa comercial. Segundo ele, h\u00e1&nbsp;atualmente 17 processos de investiga\u00e7\u00e3o de&nbsp;dumping&nbsp;em curso.<\/p>\n\n\n\n<p>O chamado&nbsp;dumping&nbsp;\u00e9 quando uma empresa estrangeira e&nbsp;um pa\u00eds exportam seus produtos por pre\u00e7os inferiores ao custo de produ\u00e7\u00e3o, com o objetivo de quebrar os concorrentes locais. As a\u00e7\u00f5es&nbsp;<em>antidumping<\/em>&nbsp;buscam coibir a entrada destes produtos estrangeiros em territ\u00f3rio nacional, de forma a proteger os fabricantes locais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstamos trabalhando para a defesa comercial. N\u00e3o podemos aceitar dumping\u201d, alegou Alckmin, assegurando que as medidas de prote\u00e7\u00e3o seguem as normas da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC) e fazem parte de uma estrat\u00e9gia para garantir o crescimento estrutural do setor industrial no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/politica\/noticia\/2026-02\/governo-vai-triplicar-incentivo-fiscal-para-socorrer-industria-quimica\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Ano de 2025 fecha com recorde de empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O ano de 2025 fechou com recorde de 5.680 empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial no pa\u00eds, o que representa aumento de 24,3% em rela\u00e7\u00e3o ao estoque registrado no fim de 2024. Ao todo, 1.665 companhias entraram em processo de reestrutura\u00e7\u00e3o no ano passado \u2013 uma alta de 35,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2024 -, enquanto 561 sa\u00edram. Os dados s\u00e3o do Monitor RGF de Recupera\u00e7\u00e3o Judicial, compartilhados com exclusividade ao Valor.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento tamb\u00e9m revela que, somente no \u00faltimo trimestre, 510 empresas buscaram o Judici\u00e1rio para se reestruturar \u2013 outro n\u00famero sem precedentes, com crescimento de 7,5% ante os tr\u00eas meses anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor dos passivos tamb\u00e9m cresceu. As d\u00edvidas declaradas por essas 510 empresas somam R$ 40 bilh\u00f5es, mais do que o dobro dos R$ 16 bilh\u00f5es registrados no terceiro trimestre de 2025. Quase metade desse montante decorre do passivo da ind\u00fastria petroqu\u00edmica Unigel, de R$ 19 bilh\u00f5es, que pediu recupera\u00e7\u00e3o em outubro do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do aumento expressivo, a quantidade de empresas em reestrutura\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a \u00e9 minoria em rela\u00e7\u00e3o ao total do pa\u00eds: 2,13 a cada mil ativas, mostra o \u00cdndice RGF de Recupera\u00e7\u00e3o Judicial (IRJ-RGF). A crise \u00e9 ainda mais acentuada no setor da agropecu\u00e1ria (13,53), seguido da ind\u00fastria (6,74) e infraestrutura (4,11). Abaixo da m\u00e9dia nacional est\u00e3o o com\u00e9rcio (1,81) e servi\u00e7os (1,02).<\/p>\n\n\n\n<p>O Estado com maior alta anual de CNPJs insolventes foi o do Mato Grosso do Sul: cresceu 84% em rela\u00e7\u00e3o a 2024, somando 68 companhias ao fim de 2025. Apesar do aumento, o IRJ-RGF do Mato Grosso do Sul ainda est\u00e1 abaixo da m\u00e9dia nacional, em 1,96. Os segmentos com mais empresas em crise no Estado s\u00e3o do agroneg\u00f3cio: cultivo de soja (31,6) e cria\u00e7\u00e3o de bovinos (5,3). As regi\u00f5es com maior crescimento anual foram o Sudeste (33%), Sul (28%) e Norte (27%).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo especialistas, a principal causa alegada pelas empresas que pediram a prote\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a ainda \u00e9 a elevada taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, o que pressiona o caixa e encarece o custo da d\u00edvida. Citam ainda dificuldade no acesso a cr\u00e9dito, mais restrito desde a fraude da Americanas em 2023 \u2013 e tudo indica, acrescentam, que a situa\u00e7\u00e3o deve piorar, pelo rombo bilion\u00e1rio causado pelo Banco Master, que vai obrigar os grandes bancos a aportar bilh\u00f5es de reais no Fundo Garantidor de Cr\u00e9ditos (FGC).<\/p>\n\n\n\n<p>Flutua\u00e7\u00f5es no c\u00e2mbio e as elei\u00e7\u00f5es que se aproximam tamb\u00e9m n\u00e3o devem melhorar esse cen\u00e1rio em 2026, acrescentam fontes. Somado a isso, o aumento das recupera\u00e7\u00f5es pode gerar efeito cascata nas pequenas e m\u00e9dias empresas neste ano, ap\u00f3s grandes corpora\u00e7\u00f5es recorrerem ao instituto, como Ambipar, Unigel, Bombril e Intercement, cujos planos de reestrutura\u00e7\u00e3o foram aprovados em 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Rodrigo Gallegos, s\u00f3cio do RGF, diz que o crescimento em 2025 foi generalizado em todos os setores da economia. \u201cIsso demonstra que as empresas continuam com dificuldade de pagamento por causa da taxa Selic\u201d, afirma. Outro motivo, acrescenta, \u00e9 a dificuldade em negociar com credores, sobretudo financeiros, que restringem acesso a cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o tem sido recorrer ao capital dos s\u00f3cios ou de fundos de investimento para financiamento \u2013 como o DIP, inserido na reforma da lei falimentar em 2020. No segundo caso, por\u00e9m, al\u00e9m dos juros altos, h\u00e1 exig\u00eancia de garantias robustas em troca do dinheiro novo, que muitas vezes empresas menores n\u00e3o t\u00eam.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do dinheiro novo, Gallegos afirma ser essencial para as empresas fazer uma reestrutura\u00e7\u00e3o operacional e financeira para o processo dar certo. \u201cN\u00e3o adianta fazer reestrutura\u00e7\u00e3o operacional e melhorar s\u00f3 a efici\u00eancia sem olhar onde d\u00e1 mais dinheiro, porque a empresa precisa de inje\u00e7\u00e3o de dinheiro r\u00e1pida. O foco da gest\u00e3o n\u00e3o deve ser s\u00f3 cortar ou vender ativo. Tem que ver onde a empresa vai conseguir mais dinheiro e se segurar no per\u00edodo de reestrutura\u00e7\u00e3o\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse planejamento precisa ser revisitado com frequ\u00eancia, diz a consultora do RGF Roberta Gonzaga, mesmo ap\u00f3s os planos de recupera\u00e7\u00e3o aprovados. \u201cAs empresas tiveram o plano aprovado considerando uma premissa muitas vezes mais conservadora ou um recuo da taxa de juros, mas esses fatores t\u00eam que continuar sempre monitorados e ajustados. N\u00e3o \u00e9 porque aprovou a recupera\u00e7\u00e3o que a empresa come\u00e7a sem d\u00edvidas. Ela tem que pagar todo o passivo que foi negociado\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a advogada Juliana Bumachar, s\u00f3cia do Bumachar Advogados Associados, que atua na reestrutura\u00e7\u00e3o de devedores, o aumento se justifica pelo amadurecimento do instituto da recupera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o mais vista como sin\u00f4nimo de fal\u00eancia. \u201cA reforma [da lei] em 2020 trouxe uma seguran\u00e7a maior e as empresas acabam se valendo desse rem\u00e9dio. \u00c9 um instituto mais voltado para uma reorganiza\u00e7\u00e3o e n\u00e3o mais para a liquida\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 porque aprovou a recupera\u00e7\u00e3o que a empresa come\u00e7a sem d\u00edvidas\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Roberta Gonzaga<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, credores est\u00e3o mais organizados e dispostos ao di\u00e1logo, inclusive por meio de media\u00e7\u00f5es antecedentes, que podem evitar a pr\u00f3pria recupera\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o h\u00e1 mais aquele cen\u00e1rio de \u2018quero entrar para destruir a empresa\u2019, n\u00e3o cola mais.\u201d Isso se reflete na cria\u00e7\u00e3o de subclasses e categorias espec\u00edficas para credores \u201cparceiros\u201d, afirma, que continuam fornecendo para a devedora no processo e recebem benef\u00edcios como des\u00e1gios menores e acelera\u00e7\u00e3o no pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado Daniel Carnio Costa, s\u00f3cio do Daniel Carnio Advogados e ex-juiz da 1\u00aa Vara de Fal\u00eancias e Recupera\u00e7\u00f5es Judiciais de S\u00e3o Paulo, a rela\u00e7\u00e3o entre a Selic alta e aumento dos pedidos \u00e9 \u201cevidente\u201d e ainda h\u00e1 impactos da pandemia da covid-19. \u201cTivemos uma s\u00e9rie de programas governamentais que facilitaram acesso a cr\u00e9dito e as empresas se endividaram. Mas, passado esse per\u00edodo, as empresas t\u00eam que pagar esses valores e a economia n\u00e3o se recupera na velocidade que deveria, ent\u00e3o elas come\u00e7am a ter dificuldade de cumprir obriga\u00e7\u00f5es\u201d, afirma. \u201cN\u00e3o se explica todas as recupera\u00e7\u00f5es pela pandemia, mas ainda h\u00e1 um rescaldo\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Carnio tamb\u00e9m diz que a reforma da lei em 2020, da qual participou, criou ferramentas atrativas, como o DIP, o que incentivou seu uso. \u201cTem uma circunst\u00e2ncia macroecon\u00f4mica de cr\u00e9dito caro e de necessidade das empresas, aliada ao oferecimento de ferramentas de reestrutura\u00e7\u00e3o mais efetivas e variadas. Ent\u00e3o isso explica um aumento generalizado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o professor de reestrutura\u00e7\u00f5es corporativas Paulo Henrique Carna\u00faba, do Programa Avan\u00e7ado de Finan\u00e7as do Insper, existem causas internas e externas que levam empresas \u00e0 crise. A primeira se justifica pela m\u00e1-gest\u00e3o financeira. Mas nos pedidos ao Judici\u00e1rio, algumas companhias costumam colocar a \u201cculpa\u201d em fatores ex\u00f3genos \u2013 como taxa de juros e, no caso do agroneg\u00f3cio, quebras de safra.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA grande fraude hoje \u00e9 mentir para os credores em rela\u00e7\u00e3o ao que causou a crise para que as culpas sejam externas e se obtenha a piedade dos credores com des\u00e1gios gigantescos. \u00c9 uma forma de estelionato\u201d, afirma. Segundo ele, a restri\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito tamb\u00e9m n\u00e3o justifica o aumento de pedidos. \u201cNo Brasil, o colch\u00e3o monet\u00e1rio que as institui\u00e7\u00f5es financeiras t\u00eam \u00e9 mais que suficiente para prover a economia inteira. Ou seja, dinheiro tem. Credibilidade para ir buscar, n\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/05\/ano-de-2025-fecha-com-recorde-de-empresas-em-recuperacao-judicial.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal disponibiliza vers\u00e3o corrigida do PGD 3.8 da DCTF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel na p\u00e1gina da Receita Federal a vers\u00e3o 3.8b do Programa Gerador da Declara\u00e7\u00e3o de D\u00e9bitos e Cr\u00e9ditos Tribut\u00e1rios Federais (PGD DCTF). O novo programa deve ser utilizado para o preenchimento da DCTF, original ou retificadora, inclusive da declara\u00e7\u00e3o a que est\u00e3o obrigadas as pessoas jur\u00eddicas em situa\u00e7\u00e3o de extin\u00e7\u00e3o, fus\u00e3o, cis\u00e3o ou incorpora\u00e7\u00e3o, relativa aos fatos geradores ocorridos de 1\u00ba de agosto de 2014 a 31 de dezembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>A vers\u00e3o anterior impedia o preenchimento da DCTF com informa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0s&nbsp;quotas do IRPJ e da CSLL de Sociedades em Conta de Participa\u00e7\u00e3o (SCP)&nbsp;referentes ao 4\u00ba trimestre de 2024. Contribuintes que n\u00e3o haviam conseguido transmitir sua declara\u00e7\u00e3o de 2025 por esse motivo ter\u00e3o at\u00e9 o \u00faltimo dia \u00fatil de mar\u00e7o de 2026 para faz\u00ea-lo sem multa.&nbsp;As Multas por Atraso na Entrega de Declara\u00e7\u00f5es (Maed)&nbsp;ser\u00e3o emitidas automaticamente,&nbsp;mas ser\u00e3o canceladas de of\u00edcio&nbsp;e podem, portanto, ser desconsideradas.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de instalar o PGD, recomenda-se gravar as declara\u00e7\u00f5es elaboradas nas vers\u00f5es anteriores. Caso desejado, elas poder\u00e3o ser recuperadas mediante a utiliza\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o \u201cImportar&#8230;\u201d do menu \u201cDeclara\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Acesse&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/centrais-de-conteudo\/download\/pgd\/dctf\">aqui<\/a>&nbsp;para fazer o&nbsp;download&nbsp;do PGD DCTF 3.8b.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/fevereiro\/receita-federal-disponibiliza-versao-corrigida-do-pgd-3-8-da-dctf\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Permiss\u00e3o para Fazenda solicitar fal\u00eancia refor\u00e7a press\u00e3o a devedores, dizem advogados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Embora tecnicamente poss\u00edvel e correta, a posi\u00e7\u00e3o da 3\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a de<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-04\/fazenda-tem-legitimidade-para-pedir-falencia-por-execucao-fiscal-frustrada\/\">&nbsp;legitimar a Fazenda P\u00fablica a solicitar a fal\u00eancia<\/a>&nbsp;do devedor quando a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.tjsp.jus.br\/Especialidade\/Especialidade\/ExecucoesFiscais\">execu\u00e7\u00e3o fiscal<\/a>&nbsp;for frustrada cria um novo fator de risco para o devedor, com potencial de antecipar crises.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise \u00e9 de advogados entrevistados pela revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico, em rela\u00e7\u00e3o ao julgamento da \u00faltima ter\u00e7a-feira (3\/2). Foi a primeira vez que um colegiado do STJ adotou essa posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, a jurisprud\u00eancia apontava que a Fazenda n\u00e3o poderia pedir a fal\u00eancia porque o rol de legitimados no artigo 97 da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2004-2006\/2005\/lei\/l11101.htm\">Lei 11.101\/2005<\/a>&nbsp;n\u00e3o inclui entes p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra Nancy Andrighi prop\u00f4s uma mudan\u00e7a de posi\u00e7\u00e3o com base na evolu\u00e7\u00e3o jurisprudencial e de arcabou\u00e7o legal que, em sua an\u00e1lise, indicou a compatibilidade entre a execu\u00e7\u00e3o fiscal e a fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei 14.230\/2021 promoveu altera\u00e7\u00f5es no sistema de insolv\u00eancia falimentar. Entre as principais est\u00e1 a inclus\u00e3o do artigo 7\u00ba-A, que prev\u00ea a habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito p\u00fablico na fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra ainda destacou que o artigo 97, inciso IV, da Lei 11.101\/2005, que prev\u00ea que \u201cqualquer credor\u201d pode pedir a fal\u00eancia do devedor, n\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o entre entes p\u00fablicos e privados.<\/p>\n\n\n\n<p>Press\u00e3o no devedor<\/p>\n\n\n\n<p>Para&nbsp;Vitor Ferrari, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Mazzucco &amp; Mello Advogados, a tese da 3\u00aa Turma do STJ permite que a fal\u00eancia opere como uma forma de press\u00e3o adicional, com reflexos imediatos sobre cr\u00e9dito, reputa\u00e7\u00e3o e estabilidade operacional da empresa, contexto que dificulta a gest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO precedente pode causar a eleva\u00e7\u00e3o de custo do devedor no contencioso fiscal, antecipando efeitos t\u00edpicos de crise, mesmo antes de qualquer reorganiza\u00e7\u00e3o estruturada\u201d, explica o advogado. Ele destaca ainda que o devedor precisar\u00e1 adotar uma postura mais ativa na gest\u00e3o do passivo fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe esse precedente vier a se consolidar, tende a produzir um desequil\u00edbrio relevante na sistem\u00e1tica da Lei 11.101\/2005, criando tens\u00f5es com instrumentos j\u00e1 consolidados da legisla\u00e7\u00e3o fiscal e elevando o grau de risco na gest\u00e3o do passivo tribut\u00e1rio. Na pr\u00e1tica, o tema fiscal deixa de ser apenas uma frente de cobran\u00e7a espec\u00edfica e passa a ocupar papel central na estrat\u00e9gia de preven\u00e7\u00e3o e resposta a cen\u00e1rios de deteriora\u00e7\u00e3o de caixa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Esse desequil\u00edbrio decorre do fato de a Fazenda P\u00fablica n\u00e3o ser um credor ordin\u00e1rio. Ela tem instrumentos e prerrogativas pr\u00f3prias do regime tribut\u00e1rio que n\u00e3o se submetem \u00e0 sistem\u00e1tica da Lei 11.101\/2005, o que deve ser considerado pelo Judici\u00e1rio ao avaliar pedidos de fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Aur\u00e9lio Longo Guerzoni, s\u00f3cio do Guerzoni Advogados, defende o \u00f4nus fazend\u00e1rio de demonstrar o exaurimento de todos os mecanismos de cobran\u00e7a dispon\u00edveis, de modo a evitar o uso prematuro da fal\u00eancia, inclusive como alternativa \u00e0 a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a ou como instrumento para responsabilizar os s\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cApenas ap\u00f3s rigorosa investiga\u00e7\u00e3o patrimonial ser\u00e1 poss\u00edvel caracterizar como frustrada uma execu\u00e7\u00e3o fiscal, o que pode abrir a via da fal\u00eancia, a qual tende a ser mais utilizada como mecanismo de satisfa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Antecipa\u00e7\u00e3o de crises<\/p>\n\n\n\n<p>Esse cuidado \u00e9 importante, segundo&nbsp;L\u00edgia Cardoso Valente, do escrit\u00f3rio Finocchio &amp; Ustra Advogados, porque as empresas passam a correr o risco de perda do neg\u00f3cio, liquida\u00e7\u00e3o de ativos, coleta universal de bens e responsabiliza\u00e7\u00e3o dos s\u00f3cios, j\u00e1 que a a\u00e7\u00e3o falimentar traz instrumentos como a\u00e7\u00e3o revocat\u00f3ria e fixa\u00e7\u00e3o do termo legal de fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEmbora isso aumente a efetividade da arrecada\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m pode agravar crises empresariais se utilizado de forma precipitada, ofendendo o princ\u00edpio legal de preserva\u00e7\u00e3o da empresa. Al\u00e9m disso, o devedor passa a ficar exposto a um ambiente de apura\u00e7\u00e3o patrimonial mais intrusivo, o que pode ser precipitado caso n\u00e3o percorridos os caminhos legais que devem antecipar essa medida extrema.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ela refor\u00e7a a ideia de que a tese do STJ implica a necessidade de um melhor gerenciamento do passivo fiscal. Na mesma linha,&nbsp;Tattiana de Navarro, do Oliveira Navarro, diz que a execu\u00e7\u00e3o fiscal deve ser encarada como um alerta real de escalada do conflito, e n\u00e3o como um simples impasse do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Rea\u00e7\u00e3o r\u00e1pida<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada entende que o risco da fal\u00eancia aumenta a press\u00e3o por regulariza\u00e7\u00e3o r\u00e1pida do passivo, por oferta de garantias e organiza\u00e7\u00e3o patrimonial e cont\u00e1bil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTamb\u00e9m eleva o custo de in\u00e9rcia e de desorganiza\u00e7\u00e3o, porque o devedor precisar\u00e1 reagir mais cedo, com defesa t\u00e9cnica bem estruturada e, muitas vezes, com estrat\u00e9gia de negocia\u00e7\u00e3o, parcelamento, transa\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 avalia\u00e7\u00e3o de medidas de reestrutura\u00e7\u00e3o, justamente para evitar que um cen\u00e1rio de execu\u00e7\u00e3o frustrada seja convertido em um pedido de fal\u00eancia que desequilibre o ambiente de neg\u00f3cios da empresa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para Tattiana, no entanto, o devedor pode se beneficiar de uma limita\u00e7\u00e3o expressa no artigo 94, par\u00e1grafo 2\u00ba da Lei 11.101\/2005. A norma diz que \u201cainda que l\u00edquidos, n\u00e3o legitimam o pedido de fal\u00eancia os cr\u00e9ditos que nela n\u00e3o se possam reclamar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso exige que o cr\u00e9dito invocado seja efetivamente admitido na fal\u00eancia e que a situa\u00e7\u00e3o concreta se encaixe nos requisitos legais, para que o instituto seja usado como medida concursal pr\u00f3pria e n\u00e3o como mero instrumento de press\u00e3o de cobran\u00e7a.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.978.188<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"jyISr924cJ\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-06\/permissao-para-fazenda-pedir-falencia-reforca-pressao-a-devedor\/\">Permiss\u00e3o para Fazenda solicitar fal\u00eancia refor\u00e7a press\u00e3o a devedores, dizem advogados<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Permiss\u00e3o para Fazenda solicitar fal\u00eancia refor\u00e7a press\u00e3o a devedores, dizem advogados&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-06\/permissao-para-fazenda-pedir-falencia-reforca-pressao-a-devedor\/embed\/#?secret=Ijr0oqqmnp#?secret=jyISr924cJ\" data-secret=\"jyISr924cJ\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>AGU passa a conceder maiores descontos nas negocia\u00e7\u00f5es de d\u00edvidas n\u00e3o tribut\u00e1rias<\/strong><br>Data: 09\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) flexibilizou as regras para negocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas federais n\u00e3o tribut\u00e1rias com pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas &#8211; d\u00e9bitos relacionados, por exemplo, a contratos descumpridos ou multas de ag\u00eancias reguladoras. O objetivo \u00e9 aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o neste ano. A mudan\u00e7a foi feita por meio do Programa Pactua Mais, criado no ano de 2025 pela Procuradoria-Geral da Uni\u00e3o (PGU), \u00f3rg\u00e3o da AGU. O programa passou por uma revis\u00e3o de metodologia na semana passada.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia, segundo a AGU, foi substituir um sistema r\u00edgido de pagamento parcelado por um modelo que oferece maiores descontos, baseados no valor da d\u00edvida e no n\u00famero de parcelas. As mudan\u00e7as beneficiam, principalmente, d\u00e9bitos de menor valor. Antes, o desconto m\u00e1ximo para pagamento \u00e0 vista era de 10%, e no parcelamento, em at\u00e9 dez meses, os abatimentos eram baixos, variando de 1% a 9%.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da entrada em vigor da Portaria PGU\/AGU n\u00ba 34, publicada na semana passada, o desconto para pagamento em parcela \u00fanica pode chegar a 50%. O percentual m\u00e1ximo vale para d\u00edvidas de at\u00e9 R$ 20 mil. Essa dedu\u00e7\u00e3o abrange o principal devido e os valores decorrentes de \u00f4nus sucumbenciais, como honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra novidade \u00e9 que passa a ser poss\u00edvel parcelar uma d\u00edvida em at\u00e9 60 vezes, com descontos que podem ser de 25% do valor total, a depender do desembolso inicial. Os percentuais variam conforme o n\u00famero de parcelas e se \u00e9 oferecida entrada. Por exemplo, o devedor poder\u00e1 parcelar o que deve em at\u00e9 12 vezes e conseguir at\u00e9 25% de desconto caso ofere\u00e7a uma entrada de, pelo menos, 20% da d\u00edvida consolidada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstamos oferecendo mais op\u00e7\u00f5es para que os devedores da Uni\u00e3o quitem suas d\u00edvidas, com descontos e parcelamentos\u201d, afirma o advogado-geral da Uni\u00e3o, Jorge Messias. \u201cNa pr\u00e1tica, o Pactua Mais vai reduzir a judicializa\u00e7\u00e3o e aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para Clarice Calixto, procuradora-geral da Uni\u00e3o, com os novos descontos e op\u00e7\u00f5es de parcelamento, espera-se que mais pessoas busquem regularizar suas d\u00edvidas. Ao aumentar o n\u00famero de pagamentos volunt\u00e1rios, acrescenta, a demanda nas varas judiciais deve diminuir. \u201cEsses acordos podem suspender e at\u00e9 encerrar a\u00e7\u00f5es de execu\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A portaria ainda traz a possibilidade de reduzir a taxa de juros de acordos judiciais ou extrajudiciais, desde que haja justificativa. Isso poder\u00e1 acontecer em tr\u00eas situa\u00e7\u00f5es: quando existe controv\u00e9rsia jur\u00eddica relevante que torna o cr\u00e9dito incerto; se o cr\u00e9dito est\u00e1 sendo atualizado por \u00edndice superior \u00e0 Selic; ou caso, por demora do processo n\u00e3o causada por fraude do devedor, o valor executado chegue a tr\u00eas vezes ou mais o valor hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota ao Valor, a AGU destaca que a medida \u201c\u00e9 importante em casos em que h\u00e1 disputas jur\u00eddicas ou quando o valor devido \u00e9 muito alto, garantindo que os devedores n\u00e3o sejam excessivamente penalizados\u201d. De acordo com a norma, a modula\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode reduzir o cr\u00e9dito para valor menor do que o hist\u00f3rico corrigido monetariamente, mesmo que haja outros descontos permitidos.<\/p>\n\n\n\n<p>As celebra\u00e7\u00f5es de novos acordos e renegocia\u00e7\u00f5es de d\u00edvidas s\u00e3o individuais e devem ser solicitadas na unidade da PGU do Estado do devedor. As Coordena\u00e7\u00f5es Regionais de Recupera\u00e7\u00f5es de Ativos v\u00e3o analisar os casos individualmente e concluir pela celebra\u00e7\u00e3o ou renegocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2025, a Procuradoria Nacional de Patrim\u00f4nio e Probidade realizou 1.877 acordos com devedores de d\u00edvidas n\u00e3o tribut\u00e1rias, arrecadando R$ 262,8 milh\u00f5es. A expectativa \u00e9 aumentar o valor em pelo menos 20% no primeiro ano de implementa\u00e7\u00e3o da nova metodologia do Pactua Mais. Para d\u00edvidas maiores, a nova portaria tamb\u00e9m oferece v\u00e1rias maneiras de pagamento, permitindo que o valor devido seja reduzido significativamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Daniela Barreiro, s\u00f3cia da \u00e1rea de Direito Administrativo da Innocenti Advogados, avalia que, antes das mudan\u00e7as feitas pela PGU, a renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas n\u00e3o tribut\u00e1rias n\u00e3o tinha crit\u00e9rio padronizado. \u201cA portaria acabou criando algo que n\u00e3o existia: um regime estruturado de desconto, que acaba tra\u00e7ando uma linha l\u00f3gica para uma transa\u00e7\u00e3o administrativa&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, as mudan\u00e7as trazem requisitos mais l\u00f3gicos. \u201cSai da an\u00e1lise individualizada dos casos e tra\u00e7a uma estrutura fixa para uma transa\u00e7\u00e3o administrativa. Dentro dessa an\u00e1lise, cria um crit\u00e9rio de desconto maior para cr\u00e9ditos menores e desconto menor para cr\u00e9ditos maiores\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Alan Viana, s\u00f3cio do MJ Alves Burle e Viana Advogados, hoje a busca pelo consenso para resolver d\u00edvidas e despesas \u00e9 muito debatida e vista como o caminho na gest\u00e3o p\u00fablica, como \u00e9 feito com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) nas transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. Mas, diz o advogado, esse tipo de norma que tem valores e prazos definidos acaba engessando a negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs casos concretos t\u00eam peculiaridades que, se n\u00e3o s\u00e3o contornadas, \u00e0s vezes travam a negocia\u00e7\u00e3o\u201d, afirma. O advogado cita que, pela normal geral, a AGU j\u00e1 negociou acordos em que o valor fecharia, mas o fluxo de pagamento n\u00e3o, caso de empresas que n\u00e3o conseguem pagar parcelas iguais, como no agroneg\u00f3cio ou outros setores que trabalham com temporadas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/09\/agu-passa-a-conceder-maiores-descontos-nas-negociacoes-de-dividas-nao-tributarias.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ pode julgar casos tribut\u00e1rios relevantes nesta semana<\/strong><br>Data: 09\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) incluiu na pauta da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o desta quarta-feira pelo menos tr\u00eas teses tribut\u00e1rias relevantes. N\u00e3o h\u00e1 estimativa oficial dos valores envolvidos computada na lista de riscos fiscais, mas os temas s\u00e3o destacados por tributaristas.<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1 na pauta do dia 11 processo sobre a validade do teto de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos para algumas contribui\u00e7\u00f5es destinadas a terceiros &#8211; Incra, sal\u00e1rio-educa\u00e7\u00e3o, Sistema S, Sebrae, Apex-Brasil e ABDI (Tema 1390). O STJ j\u00e1 afastou o teto para contribui\u00e7\u00f5es parafiscais destinadas ao Sesi, Senai, Sesc e Senac (tema 1079), como lembra o advogado R\u00f4mulo Coutinho, s\u00f3cio do Lavez Coutinho. E o Supremo Tribunal Federal (STF) j\u00e1 decidiu que o assunto \u00e9 infraconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o envolve duas leis da d\u00e9cada de 80. A Lei n\u00ba 6.950, de 1981, prev\u00ea no artigo 4\u00ba que a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias deve respeitar o limite de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos. O par\u00e1grafo \u00fanico determina que esse mesmo teto tem de ser observado para as \u201ccontribui\u00e7\u00f5es parafiscais arrecadadas por conta de terceiros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O Decreto n\u00ba 2.318, de 1986, revogou o limite imposto para o c\u00e1lculo \u201cda contribui\u00e7\u00e3o da empresa para a Previd\u00eancia Social\u201d que estava previsto no artigo 4\u00ba, mas n\u00e3o mexeu no par\u00e1grafo \u00fanico. Os contribuintes defendem a aplica\u00e7\u00e3o do limite de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo dia, o STJ deve julgar se a cobran\u00e7a de ICMS-DIFAL em opera\u00e7\u00f5es interestaduais destinadas a consumidor final contribuinte do imposto estava suficientemente disciplinada na Lei Complementar n\u00ba 87, de 1996 (Lei Kandir), antes da entrada em vigor da Lei Complementar n\u00ba 190\/2022 (Tema 1369). Nesse caso, o STF j\u00e1 decidiu que a Lei Complementar n\u00ba 190, de 2022 \u00e9 v\u00e1lida nas vendas para consumidores n\u00e3o contribuintes do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m consta na pauta da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o o julgamento sobre a possibilidade de prosseguir a execu\u00e7\u00e3o fiscal contra o esp\u00f3lio ou os sucessores caso o executado venha a falecer sem ser citado (Tema 1393).<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda na sess\u00e3o do dia 11, a Corte deve retomar o julgamento em que vai definir se revendedores de combust\u00edveis, que n\u00e3o pagam PIS e Cofins, podem registrar cr\u00e9ditos dessas contribui\u00e7\u00f5es durante o per\u00edodo em que a al\u00edquota delas foi reduzida a zero para os produtores e importadores do setor. O relator, ministro Gurgel de Faria, j\u00e1 votou, de forma favor\u00e1vel \u00e0 Fazenda. O julgamento foi interrompido por pedido de vista (Tema 1339).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao reduzir a al\u00edquota de PIS e Cofins a zero para o setor, a Lei Complementar n\u00ba 192, de mar\u00e7o de 2022, garantiu o aproveitamento de cr\u00e9ditos vinculados \u00e0s empresas da cadeia. Essa permiss\u00e3o de aproveitamento foi suprimida pela Lei Complementar n\u00ba 194, editada em junho de 2022.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/09\/stj-pode-julgar-casos-tributarios-relevantes-nesta-semana.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m incid\u00eancia de Cide em compras na App Store<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Por voto de qualidade, a 2\u00aa Turma da 1\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Carf manteve a cobran\u00e7a de Cide sobre as remessas feitas em 2019 pela Apple Servi\u00e7os de Remessas Ltda \u00e0 Apple Inc., relativas a compras realizadas por usu\u00e1rios brasileiros na App Store. A maioria entendeu que as transfer\u00eancias configuram remunera\u00e7\u00e3o por servi\u00e7os t\u00e9cnicos e de assist\u00eancia administrativa prestados pela empresa estrangeira, afastando o argumento de que a Apple Remessas atuaria apenas como facilitadora de pagamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>No centro da discuss\u00e3o estava a natureza da atividade desenvolvida pela Apple Remessas. A defesa da contribuinte argumentou que a empresa brasileira \u00e9 apenas uma facilitadora de pagamentos internacionais e, por isso, os valores enviados ao exterior seriam remessas feitas pelos usu\u00e1rios de dispositivos Apple a t\u00edtulo de pagamentos por aplicativos, m\u00fasicas ou e-books comprados na App Store.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob essa perspectiva, n\u00e3o caberia \u00e0 Apple Remessas o recolhimento da Cide sobre o montante enviado e o auto precisaria ser anulado por erro na identifica\u00e7\u00e3o do sujeito passivo.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional defendeu que a Apple Remessas seria a representante da Apple no Brasil e que os usu\u00e1rios de dispositivos da marca, ao comprar produtos na App Store, pagam diretamente \u00e0 Apple americana pelos servi\u00e7os prestados por meio de sua loja oficial.<\/p>\n\n\n\n<p>Os consumidores, observou a Fazenda, n\u00e3o firmam contratos individuais com desenvolvedores, artistas ou autores, mas um \u00fanico acordo com a big tech. Nesse entendimento, n\u00e3o se deve falar em remessas por pessoas f\u00edsicas.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator e presidente da turma, conselheiro Pedro Sousa Bispo, votou pela manuten\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a e foi acompanhado pelos conselheiros Jorge Lu\u00eds Cabral e F\u00e1bio Kirzner Ejchel. Para os representantes do fisco, as transfer\u00eancias feitas pela Apple Remessas est\u00e3o sujeitas \u00e0 Cide porque tratam-se de remunera\u00e7\u00f5es por servi\u00e7os t\u00e9cnicos e de assist\u00eancia administrativa prestados por uma empresa do exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, Bispo ressaltou que cabe o recolhimento do tributo pela empresa brasileira \u2014 e n\u00e3o pela Apple americana \u2014 porque o contribuinte da Cide \u00e9 qualquer um que fa\u00e7a remessas sobre as quais incide a contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficaram vencidos os conselheiros Joana Maria de Oliveira Guimar\u00e3es, Wilson Antonio de Souza Corr\u00eaa e Sabrina Coutinho Barbosa. Eles consideraram que o lan\u00e7amento foi indevido por entenderem que a Apple Remessas apenas presta servi\u00e7os de facilita\u00e7\u00e3o de pagamentos, o que n\u00e3o configura fato gerador de Cide. Na condi\u00e7\u00e3o de facilitadora, a empresa n\u00e3o efetua pagamento de rendimentos ao exterior, mas promove o tr\u00e2nsito financeiro de valores que pertencem \u00e0 Apple americana.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 15746.721421\/2023-26.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-mantem-incidencia-de-cide-em-compras-na-app-store\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m autua\u00e7\u00e3o fiscal bilion\u00e1ria da Natura<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve uma cobran\u00e7a de R$ 1,2 bilh\u00e3o \u00e0 ind\u00fastria de cosm\u00e9ticos Natura feita pela Receita Federal por causa da amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio gerado em processo de reestrutura\u00e7\u00e3o, iniciado no ano 2000. A decis\u00e3o da 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior foi un\u00e2nime. A empresa vai recorrer no Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento, os conselheiros analisaram recurso (embargos de declara\u00e7\u00e3o) apresentado pela Natura. \u00c0 princ\u00edpio, ele dificilmente mudaria o m\u00e9rito, mas poderia trazer algum argumento a ser aproveitado pela empresa na Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00e1gio em discuss\u00e3o foi gerado na opera\u00e7\u00e3o que resultou na transforma\u00e7\u00e3o da Natura Empreendimentos em subsidi\u00e1ria integral da Natura Participa\u00e7\u00f5es. O valor da cobran\u00e7a \u00e9 indicado pela empresa em seu Formul\u00e1rio de Refer\u00eancia de 2025. No relat\u00f3rio enviado \u00e0 Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM), a Natura indica que a chance de perda desse processo \u00e9 poss\u00edvel em R$ 869,3 milh\u00f5es e remota em R$ 343,4 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o de 2004, a Natura Cosm\u00e9ticos incorporou sucessivamente a Natura Empreendimentos e a Natura Participa\u00e7\u00f5es. Passou a amortizar o \u00e1gio gerado internamente ao grupo Natura, o que reduz a carga tribut\u00e1ria. A autua\u00e7\u00e3o fiscal refere-se aos anos de 2004, 2005, 2006 e 2007 (processo n\u00ba 16561.000059\/2009-29).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Receita, as duas empresas eram controladas pelos mesmos s\u00f3cios. Al\u00e9m disso, n\u00e3o teria ocorrido pagamento na opera\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o valor decorreu da incorpora\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es avaliadas economicamente, em uma opera\u00e7\u00e3o entre empresas do mesmo grupo econ\u00f4mico. Por isso, o Fisco aplicou o auto de infra\u00e7\u00e3o cobrando IRPJ e CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2012, a 2\u00aa Turma da 4\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Carf julgou o caso e manteve a cobran\u00e7a de tributos, mas afastou a multa de 75% do valor devido dos tributos. A empresa recorreu \u00e0 C\u00e2mara Superior. J\u00e1 a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) pediu o restabelecimento da multa. Por maioria, a decis\u00e3o da C\u00e2mara Superior n\u00e3o aceitou o pedido para revers\u00e3o do m\u00e9rito e ainda restabeleceu a multa.<\/p>\n\n\n\n<p>A Natura apresentou os embargos. O advogado da empresa alegou na sess\u00e3o que o caso tem diversas peculiaridades. O recurso, contudo, foi rejeitado por decis\u00e3o da presid\u00eancia do Carf. A Natura ent\u00e3o foi \u00e0 Justi\u00e7a e obteve a determina\u00e7\u00e3o de exame do recurso pela C\u00e2mara Superior.<\/p>\n\n\n\n<p>No Carf, estava em julgamento apenas a amortiza\u00e7\u00e3o do \u00e1gio. A tese da Natura \u00e9 que n\u00e3o havia veda\u00e7\u00e3o legal \u00e0 amortiza\u00e7\u00e3o do chamado \u00e1gio interno na \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo as alega\u00e7\u00f5es do advogado na sustenta\u00e7\u00e3o oral, a Natura teve o cuidado de estruturar sua opera\u00e7\u00e3o depois de consultar assessores jur\u00eddicos. H\u00e1 um parecer do ano 2000, quando foi feita a opera\u00e7\u00e3o, antes do surgimento do \u00e1gio amortizado.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado da ind\u00fastria de cosm\u00e9ticos citou tamb\u00e9m que, segundo decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) sobre \u00e1gio, n\u00e3o se pode presumir que o gerado intragrupo n\u00e3o existe. Ainda de acordo com ele, n\u00e3o havia veda\u00e7\u00e3o para a opera\u00e7\u00e3o ter sido estruturada dessa forma.<\/p>\n\n\n\n<p>Ontem, o relator na 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior, conselheiro Jandir Jose Dalle Lucca, representante dos contribuintes, afirmou, no voto, que a decis\u00e3o concluiu que n\u00e3o havia fundamento econ\u00f4mico para o \u00e1gio. Segundo ele, n\u00e3o h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o no voto, apenas complementariedade.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a conselheira Edeli Pereira Bessa, auditora fiscal, destacou que o paradigma apresentado para que o recurso pudesse ser julgado na C\u00e2mara Superior trata de opera\u00e7\u00e3o muito diferente do caso concreto. \u201cN\u00e3o tem como admitir de jeito nenhum.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Natura informa que o caso discute a amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio, entre 2004 e 2007, referente a uma reorganiza\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria ocorrida em 2000. E que tem confian\u00e7a quanto \u00e0 legalidade do procedimento adotado, o que pretende demonstrar na esfera judicial.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/03\/carf-mantm-cobrana-bilionria-natura.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>CARF veta amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio e dedu\u00e7\u00e3o de juros em incorpora\u00e7\u00e3o reversa sem prop\u00f3sito negocial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) negou, por voto de qualidade, recurso de contribuinte que questionava autua\u00e7\u00f5es fiscais relativas \u00e0 amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio e dedu\u00e7\u00e3o de despesas financeiras vinculadas a m\u00fatuos intercompany. O caso envolveu a incorpora\u00e7\u00e3o reversa de uma empresa sem atividade operacional, classificada como ve\u00edculo artificial, com o objetivo de transferir \u00e1gio e reduzir a base tribut\u00e1vel do IRPJ e da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a fiscaliza\u00e7\u00e3o, a opera\u00e7\u00e3o foi estruturada com o uso de uma empresa intermedi\u00e1ria, sem empregados ou autonomia, caracterizando aus\u00eancia de prop\u00f3sito negocial. A real adquirente da empresa brasileira seria, na verdade, uma controladora estrangeira do grupo econ\u00f4mico, sediada em Luxemburgo, que financiou a transa\u00e7\u00e3o por meio de aportes e empr\u00e9stimos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, a incorporada apenas serviu de canal de passagem de recursos e foi extinta logo ap\u00f3s a opera\u00e7\u00e3o. O CARF entendeu que houve simula\u00e7\u00e3o relativa, j\u00e1 que a vontade declarada, de que a aquisi\u00e7\u00e3o teria sido feita pela empresa nacional, divergiria da vontade real, de que a controladora estrangeira era a verdadeira adquirente. Com isso, n\u00e3o houve confus\u00e3o patrimonial entre investidor e investida, condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para a amortiza\u00e7\u00e3o fiscal do \u00e1gio, conforme os artigos 7\u00ba e 8\u00ba da Lei n\u00ba 9.532\/97.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado tamb\u00e9m validou a glosa de despesas financeiras relacionadas a m\u00fatuos obtidos para financiar a pr\u00f3pria aquisi\u00e7\u00e3o da empresa. Os juros foram considerados desnecess\u00e1rios, anormais e n\u00e3o usuais, ferindo os crit\u00e9rios do artigo 299 do RIR\/99 e o artigo 24 da Lei n\u00ba 12.249\/2010, que trata da subcapitaliza\u00e7\u00e3o. A decis\u00e3o destacou ainda que tais encargos n\u00e3o tinham rela\u00e7\u00e3o com a atividade produtiva da empresa adquirida e beneficiavam exclusivamente a controladora no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>A multa de of\u00edcio inicialmente qualificada em 150% foi reduzida para 100%, com base no art. 8\u00ba da Lei n\u00ba 14.689\/2023. O colegiado afastou, por unanimidade, a qualifica\u00e7\u00e3o da multa, mas manteve a exig\u00eancia dos tributos e das multas isoladas, entendendo configurada conduta dolosa do grupo ao estruturar as opera\u00e7\u00f5es para gerar benef\u00edcio fiscal indevido.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Rota da Jurisprud\u00eancia \u2013 APET<\/p>\n\n\n\n<p>Refer\u00eancia: Ac\u00f3rd\u00e3o CARF n\u00ba 1102-001.735<\/p>\n\n\n\n<p>1\u00aa SE\u00c7\u00c3O\/1\u00aa C\u00c2MARA\/2\u00aa TURMA ORDIN\u00c1RIA<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-rota-da-jurisprud-ncia wp-block-embed-rota-da-jurisprud-ncia\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"po6tTs2hw9\"><a href=\"https:\/\/rota.apet.org.br\/2026\/02\/carf-veta-amortizacao-de-agio-e-deducao-de-juros-em-incorporacao-reversa-sem-proposito-negocial\/\">CARF veta amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio e dedu\u00e7\u00e3o de juros em incorpora\u00e7\u00e3o reversa sem prop\u00f3sito negocial<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;CARF veta amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio e dedu\u00e7\u00e3o de juros em incorpora\u00e7\u00e3o reversa sem prop\u00f3sito negocial&#8221; &#8212; Rota da Jurisprud\u00eancia\" src=\"https:\/\/rota.apet.org.br\/2026\/02\/carf-veta-amortizacao-de-agio-e-deducao-de-juros-em-incorporacao-reversa-sem-proposito-negocial\/embed\/#?secret=HHnNao4Csr#?secret=po6tTs2hw9\" data-secret=\"po6tTs2hw9\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Por maioria, CARF nega parte de amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio em reorganiza\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria envolvendo operadora de cart\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) decidiu, por maioria de votos, manter parcialmente a glosa fiscal sobre amortiza\u00e7\u00f5es de \u00e1gio registradas em reorganiza\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias envolvendo uma operadora de cart\u00f5es entre os anos-calend\u00e1rio de 2016 a 2018, com impacto sobre a base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL).<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise se concentrou em dois \u00e1gios distintos oriundos de opera\u00e7\u00f5es entre grupos empresariais que utilizaram holdings e empresas ve\u00edculos. As opera\u00e7\u00f5es culminaram na incorpora\u00e7\u00e3o de uma sociedade controladora por sua controlada. A fiscaliza\u00e7\u00e3o entendeu que as amortiza\u00e7\u00f5es foram indevidas, sob o argumento de que n\u00e3o houve \u201cconfus\u00e3o patrimonial\u201d entre investidora e investida, condi\u00e7\u00e3o que, segundo o Fisco, \u00e9 essencial para aplica\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio fiscal previsto na legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal tamb\u00e9m apontou o uso de empresa ve\u00edculo sem atividade operacional pr\u00f3pria e a aus\u00eancia de laudos e documentos comprobat\u00f3rios exigidos pela legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Segundo a autoridade, os laudos apresentados utilizavam o m\u00e9todo de fluxo de caixa descontado, mas n\u00e3o desmembravam adequadamente o valor do \u00e1gio com base na expectativa de rentabilidade futura, como exige o artigo 7\u00ba, inciso III, da Lei n\u00ba 9.532\/1997.<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria de votos, o colegiado decidiu afastar a glosa do \u00e1gio relacionado a um dos grupos, entendendo que houve incorpora\u00e7\u00e3o entre as sociedades envolvidas e que os requisitos legais haviam sido atendidos. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao segundo \u00e1gio, manteve-se a glosa com base na aus\u00eancia de base legal para a amortiza\u00e7\u00e3o, pois a transfer\u00eancia do investimento teria ocorrido no mesmo dia da incorpora\u00e7\u00e3o, o que, segundo o voto vencedor, descaracterizaria o v\u00ednculo necess\u00e1rio entre a adquirente original e a incorporadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m foi discutida a aplica\u00e7\u00e3o de penalidades. Por voto de qualidade, foi mantida a multa isolada prevista para a aus\u00eancia de recolhimento das estimativas mensais, conforme entendimento da Receita. No entanto, foi afastada a multa qualificada de 150%, por aus\u00eancia de elementos suficientes para caracteriza\u00e7\u00e3o de fraude, sendo aplicada a multa de of\u00edcio de 75%, nos termos do artigo 44 da Lei n\u00ba 9.430\/1996.<\/p>\n\n\n\n<p>A contribuinte defendeu que a estrutura adotada visava atender exig\u00eancias regulat\u00f3rias e societ\u00e1rias e invocou o artigo 24 da Lei de Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s Normas do Direito Brasileiro (LINDB) para sustentar a preserva\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00f5es administrativas anteriores. Argumentou ainda que os laudos de avalia\u00e7\u00e3o seguiam a legisla\u00e7\u00e3o vigente \u00e0 \u00e9poca, e que havia jurisprud\u00eancia favor\u00e1vel \u00e0 amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio com empresa ve\u00edculo.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado reconheceu parcialmente o direito \u00e0 amortiza\u00e7\u00e3o, validando o \u00e1gio de um dos grupos e mantendo a glosa do outro, com fundamento nas normas acima citadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Refer\u00eancia: Ac\u00f3rd\u00e3o CARF n\u00ba 1101-001.694<\/p>\n\n\n\n<p>1\u00aa SE\u00c7\u00c3O\/1\u00aa C\u00c2MARA\/1\u00aa TURMA ORDIN\u00c1RIA<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-rota-da-jurisprud-ncia wp-block-embed-rota-da-jurisprud-ncia\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"bfW2dktunl\"><a href=\"https:\/\/rota.apet.org.br\/2026\/02\/por-maioria-carf-nega-parte-de-amortizacao-de-agio-em-reorganizacao-societaria-envolvendo-operadora-de-cartoes\/\">Por maioria, CARF nega parte de amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio em reorganiza\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria envolvendo operadora de cart\u00f5es<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Por maioria, CARF nega parte de amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio em reorganiza\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria envolvendo operadora de cart\u00f5es&#8221; &#8212; Rota da Jurisprud\u00eancia\" src=\"https:\/\/rota.apet.org.br\/2026\/02\/por-maioria-carf-nega-parte-de-amortizacao-de-agio-em-reorganizacao-societaria-envolvendo-operadora-de-cartoes\/embed\/#?secret=52Hqo2EwQR#?secret=bfW2dktunl\" data-secret=\"bfW2dktunl\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:\u00a0\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Entrega de declara\u00e7\u00e3o mensal \u00e9 o marco inicial para contagem de prescri\u00e7\u00e3o no Simples Nacional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>\u200bA Primeira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que a entrega do Documento de Arrecada\u00e7\u00e3o do Simples Nacional (DAS), fornecido mensalmente pelo contribuinte, \u00e9 o marco inicial do prazo prescricional para cobran\u00e7a de tributos sujeitos ao regime simplificado. Para o colegiado, \u00e9 esse documento que traz as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o lan\u00e7amento do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, e n\u00e3o a Declara\u00e7\u00e3o Anual, \u00danica e Simplificada de Informa\u00e7\u00f5es Socioecon\u00f4micas e Fiscais (Defis).<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a turma anulou&nbsp;ac\u00f3rd\u00e3o&nbsp;do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4) que havia considerado a Defis como confiss\u00e3o de d\u00edvida em uma execu\u00e7\u00e3o fiscal, e determinou o retorno do caso \u00e0 inst\u00e2ncia de origem para confronta\u00e7\u00e3o das datas de vencimento dos tributos com as de entrega da declara\u00e7\u00e3o mensal, devendo ser considerado como marco inicial do prazo de&nbsp;prescri\u00e7\u00e3o&nbsp;o que ocorreu por \u00faltimo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda Nacional ajuizou a execu\u00e7\u00e3o fiscal em fevereiro de 2013 com a inten\u00e7\u00e3o de receber de uma empresa tributos relativos ao per\u00edodo de junho a dezembro de 2007. Ao manter decis\u00e3o que n\u00e3o reconheceu a&nbsp;prescri\u00e7\u00e3o, o TRF4 considerou como in\u00edcio do prazo de cinco anos a entrega da declara\u00e7\u00e3o anual prevista na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp123.htm\">Lei Complementar 123\/2006<\/a>, feita em junho de 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>Em&nbsp;recurso especial, a empresa alegou que o prazo prescricional deveria ser contado a partir das declara\u00e7\u00f5es fornecidas m\u00eas a m\u00eas, conforme as datas em que apresentou as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias ao c\u00e1lculo dos tributos devidos por meio do Programa Gerador do Documento de Arrecada\u00e7\u00e3o do Simples Nacional \u2013 Declarat\u00f3rio (PGDAS-D).<\/p>\n\n\n\n<p>Declara\u00e7\u00e3o anual \u00e9 apenas uma obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, relator, lembrou que o STJ, em recurso repetitivo (<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=383&amp;cod_tema_final=383\">Tema 383<\/a>), j\u00e1 fixou o entendimento de que o prazo prescricional, nos tributos sujeitos a lan\u00e7amento por homologa\u00e7\u00e3o, come\u00e7a no dia seguinte ao vencimento ou \u00e0 declara\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito n\u00e3o pago \u2013 prevalecendo a data mais recente. Essa regra, segundo ele, vale para o Simples Nacional, no qual o contribuinte presta mensalmente as informa\u00e7\u00f5es usadas para o c\u00e1lculo dos tributos, caracterizando o lan\u00e7amento por homologa\u00e7\u00e3o previsto no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l5172.htm#art150\">artigo 150 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, o relator destacou que o DAS, com as informa\u00e7\u00f5es enviadas m\u00eas a m\u00eas pelo contribuinte, \u00e9 o documento que deve servir de refer\u00eancia para definir o in\u00edcio do prazo prescricional. J\u00e1 a declara\u00e7\u00e3o anual obrigat\u00f3ria (Defis) \u2013 prosseguiu \u2013 \u00e9 apenas uma obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria voltada ao acompanhamento de dados econ\u00f4micos, sociais e fiscais das empresas do Simples Nacional, n\u00e3o podendo ser usada como marco para a contagem da&nbsp;prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Embora em ambos os casos \u2013 da declara\u00e7\u00e3o mensal e da anual \u2013 o legislador tenha atribu\u00eddo efeito de confiss\u00e3o de d\u00edvida, \u00e9 a data do fornecimento mensal de informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias ao lan\u00e7amento do tributo, via PGDAS-D, que deve ser considerada como termo inicial do prazo prescricional, ou o dia posterior ao vencimento da obriga\u00e7\u00e3o, nos termos da jurisprud\u00eancia do STJ&#8221;, afirmou o ministro.<\/p>\n\n\n\n<p>Ac\u00f3rd\u00e3o&nbsp;do TRF4 n\u00e3o traz informa\u00e7\u00f5es sobre entrega do DAS<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, Paulo S\u00e9rgio Domingues observou que o&nbsp;ac\u00f3rd\u00e3o&nbsp;do TRF4 n\u00e3o traz dados suficientes sobre as declara\u00e7\u00f5es mensais do DAS, o que impede a aplica\u00e7\u00e3o correta da jurisprud\u00eancia do STJ sobre o in\u00edcio do prazo prescricional.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Assim, imp\u00f5e-se a remessa dos autos \u00e0 inst\u00e2ncia ordin\u00e1ria para que sejam confrontadas as datas de vencimento das exa\u00e7\u00f5es e a data de entrega do DAS, devendo-se, na an\u00e1lise da&nbsp;prescri\u00e7\u00e3o, considerar como seu termo inicial o que ocorreu por \u00faltimo&#8221;, concluiu o relator.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/julgamento\/eletronico\/documento\/mediado\/?documento_tipo=integra&amp;documento_sequencial=346469502&amp;registro_numero=202001234960&amp;peticao_numero=&amp;publicacao_data=20251209&amp;formato=PDF\">Leia o ac\u00f3rd\u00e3o no REsp 1.876.175<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/paginas\/comunicacao\/noticias\/2026\/03022026-entrega-de-declaracao-mensal-e-o-marco-inicial-para-contagem-de-prescricao-no-simples-nacional.aspx\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Com recursos em queda, STJ tem 33 teses tribut\u00e1rias vinculantes para resolver<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Respons\u00e1vel por dar a \u00faltima palavra na interpreta\u00e7\u00e3o do Direito P\u00fablico infraconstitucional, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Inicio\">Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/a>&nbsp;inicia 2026 com 33 teses tribut\u00e1rias vinculantes para resolver.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado tem 12 processos com m\u00e9rito julgado sob o rito do recursos repetitivos, mas ainda aguardando recursos internos, al\u00e9m de 18 temas afetados e outros tr\u00eas paralisados por pedidos de vista.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando (e se) forem resolvidos, eles v\u00e3o se juntar aos outros 217 repetitivos tribut\u00e1rios j\u00e1 decididos \u2014 206 j\u00e1 transitaram em julgado e outros 11 aguardam recurso extraordin\u00e1rio no Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>A acentuada produ\u00e7\u00e3o da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o pode ser um dos fatores que levaram \u00e0 queda de recursos tribut\u00e1rios recebidos em 2025: foram 33.990 deles, em compara\u00e7\u00e3o com os 37.792 de 2024 (redu\u00e7\u00e3o de 10%).<\/p>\n\n\n\n<p>Os integrantes das turmas de Direito P\u00fablico tamb\u00e9m julgaram menos processos tribut\u00e1rios em 2025: foram 39.782, retra\u00e7\u00e3o de 2,5% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior (foram 40.820 em 2024, ou seja, 1.038 decis\u00f5es a mais).<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ ainda tem outras nove quest\u00f5es tribut\u00e1rias cadastradas como controv\u00e9rsias, est\u00e1gio anterior ao da afeta\u00e7\u00e3o para temas de recursos repetitivos.<\/p>\n\n\n\n<p>A pedido da revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico, advogados tributaristas selecionaram as principais discuss\u00f5es entre os recursos afetados.<\/p>\n\n\n\n<p>Teto do Sistema S<\/p>\n\n\n\n<p>Cinthia Benvenuto, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Innocenti Advogados, destaca o Tema 1.390, em que a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o vai decidir se o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mar-13\/stj-derruba-limite-para-calculo-de-contribuicoes-ao-sistema-s\/\">fim do teto de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos<\/a>&nbsp;para a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es ao Sistema S (Sesi, Senai, Sesc e Senac)&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-nov-06\/stj-vai-decidir-se-derruba-limite-para-contribuicoes-a-entidades-parafiscais\/\">tamb\u00e9m vale para as demais entidades parafiscais<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada atua na causa pela Central Brasileira do Setor de Servi\u00e7os (Cebrasse), na condi\u00e7\u00e3o de amiga da corte (amicus curiae). Ela aponta que, em raz\u00e3o da gritante semelhan\u00e7a com a tese anterior do colegiado, o mais coerente seria a replica\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o com modula\u00e7\u00e3o de efeitos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA altera\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia dominante que justificou a modula\u00e7\u00e3o do Tema 1.079 \u00e9 ainda mais evidente no Tema 1.390. Qualquer decis\u00e3o que assegure modula\u00e7\u00e3o para apenas para uma parte das contribui\u00e7\u00f5es parafiscais deixar\u00e1 de respeitar a seguran\u00e7a jur\u00eddica, a estabilidade e previsibilidade dos precedentes judiciais, a isonomia e a livre concorr\u00eancia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Renato Silveira, s\u00f3cio do Machado Associados, concorda com Benvenuto. Ele afirma que o caso \u00e9 importante porque trata da uniformiza\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia sobre a mat\u00e9ria para todas as contribui\u00e7\u00f5es destinadas a terceiros. \u201cH\u00e1 expectativa de haver modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da decis\u00e3o a ser tomada, sendo imprevis\u00edvel o marco temporal a ser eventualmente definido pelo STJ.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Na mira do Fisco<\/p>\n\n\n\n<p>Aur\u00e9lio Longo Guerzoni, s\u00f3cio do Guerzoni Advogados, aponta o Tema 1.209, que vai definir se o incidente de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica (IDPJ)&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-set-11\/stj-julga-desconsideracao-pj-compativel-execucao-fiscal\/\">\u00e9 compat\u00edvel com o rito da execu\u00e7\u00e3o fiscal<\/a>. Os ministros discutem duas poss\u00edveis teses.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma \u00e9 no sentido de exigir a instaura\u00e7\u00e3o do incidente, mesmo quando inexistentes ind\u00edcios de abuso, o que alcan\u00e7aria pleitos de redirecionamento fundados exclusivamente em dispositivos do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN). A outra possibilidade \u00e9 admitir o uso do CTN apenas para fundamentar a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCaso o STJ atribua enfoque \u00e0 efetividade da cobran\u00e7a, \u00e9 imprescind\u00edvel que o Judici\u00e1rio promova rigoroso escrut\u00ednio sobre os pleitos de redirecionamento formulados pelo Fisco, que devem ser rejeitados quando inexistir prova cabal dos requisitos que os justificam, sob pena de haver conden\u00e1vel invers\u00e3o do \u00f4nus da prova\u201d, diz Guerzoni.<\/p>\n\n\n\n<p>Priscila Regina de Souza, s\u00f3cia do Loeser Hadad Advogados, cita o Tema 1.369, que discute&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-ago-23\/stj-vai-definir-se-lei-kandir-ja-permitia-difal-sobre-consumidor-final-contribuinte\/\">se a cobran\u00e7a do diferencial de al\u00edquota do ICMS (Difal) em opera\u00e7\u00f5es interestaduais destinadas ao consumidor final contribuinte do imposto j\u00e1 estava permitida pela Lei Kandir<\/a>&nbsp;antes de Lei Complementar 190\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela afirma que o resultado pode estabelecer par\u00e2metros de seguran\u00e7a jur\u00eddica em um ambiente marcado por disputas entre estados e contribuintes quanto \u00e0 anterioridade, \u00e0 necessidade de lei complementar e \u00e0 coer\u00eancia do sistema em fase de transi\u00e7\u00e3o normativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA decis\u00e3o ter\u00e1 impacto financeiro e operacional imediato para entes federados e empresas: deve orientar o desfecho de processos suspensos, validar ou afastar autua\u00e7\u00f5es fiscais e redefinir estrat\u00e9gias de recupera\u00e7\u00e3o de valores recolhidos no per\u00edodo controvertido. A expectativa \u00e9 que o julgamento, com amparo na legalidade, afaste a necessidade arrecadat\u00f3ria dos estados com a prote\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a leg\u00edtima dos contribuintes e, por consequ\u00eancia, aumente a previsibilidade e a estabilidade do sistema tribut\u00e1rio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Destaque da pauta<\/p>\n\n\n\n<p>Para&nbsp;Douglas Guilherme Filho, coordenador da \u00e1rea tribut\u00e1ria do Diamantino Advogados Associados, o destaque da pauta tribut\u00e1ria \u00e9 o Tema 1.362, que visa definir&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jun-21\/stj-vai-definir-quando-indebito-tributario-vira-renda-para-fins-de-incidencia-de-imposto\/\">quando a repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio e o reconhecimento do direito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o podem ser considerados renda para fins de incid\u00eancia de tributos<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua an\u00e1lise, a defini\u00e7\u00e3o da tese \u00e9 relevante pois \u00e9 justamente no momento da homologa\u00e7\u00e3o da compensa\u00e7\u00e3o que o contribuinte tem seu cr\u00e9dito efetivamente reconhecido pela administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e, assim, adquire a disponibilidade sobre tais valores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAntes disso, o contribuinte tem apenas uma mera expectativa, cabendo ao Fisco homologar&nbsp;(o valor reconhecido)&nbsp;dentro do prazo legal, sob pena de homologa\u00e7\u00e3o t\u00e1cita caso n\u00e3o o fa\u00e7a, ou ent\u00e3o efetuar um lan\u00e7amento para cobrar o valor que entende como devido.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><thead><tr><th colspan=\"4\">Temas tribut\u00e1rios afetados no STJ<\/th><\/tr><\/thead><tbody><tr><td>Tema<\/td><td>Relator<\/td><td>Recursos<\/td><td>Quest\u00e3o jur\u00eddica<\/td><\/tr><tr><td>1.209<\/td><td>Francisco Falc\u00e3o<\/td><td>REsp 2.039.132, REsp 2.013.920, REsp 2.035.296, REsp 1.971.965, REsp 1.843.631<\/td><td>De\ufb01ni\u00e7\u00e3o acerca da (in)compatibilidade do Incidente de Desconsidera\u00e7\u00e3o de Personalidade Jur\u00eddica, previsto no art. 133 e seguintes do C\u00f3digo de Processo Civil, com o rito pr\u00f3prio da Execu\u00e7\u00e3o Fiscal, disciplinado pela Lei n. 6.830\/1980 e, sendo compat\u00edvel, identi\ufb01ca\u00e7\u00e3o das hip\u00f3teses de imprescindibilidade de sua instaura\u00e7\u00e3o, considerando o fundamento jur\u00eddico do pleito de redirecionamento do feito execut\u00f3rio<\/td><\/tr><tr><td>1.244<\/td><td>Marco Aur\u00e9lio Bellizze<\/td><td>REsp 2.046.893, REsp 2.053.569, REsp 2.053.647<\/td><td>A possibilidade de exig\u00eancia das contribui\u00e7\u00f5es ao PIS \u2013 Importa\u00e7\u00e3o e COFINS \u2013 Importa\u00e7\u00e3o nas opera\u00e7\u00f5es de importa\u00e7\u00e3o de pa\u00edses signat\u00e1rios do GATT, sobre mercadorias e bens destinados ao consumo interno ou industrializa\u00e7\u00e3o na Zona Franca de Manaus \u2013 ZFM<\/td><\/tr><tr><td>1.263<\/td><td>Afr\u00e2nio Vilela<\/td><td>REsp 2.098.945, REsp 2.098.943, REsp 2.098.943<\/td><td>De\ufb01nir se a oferta de seguro garantia tem o efeito de obstar o encaminhamento do t\u00edtulo a protesto e a inscri\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito tribut\u00e1rio no Cadastro Informativo de Cr\u00e9ditos n\u00e3o quitados do Setor P\u00fablico Federal (CADIN)<\/td><\/tr><tr><td>1.276<\/td><td>Marco Aur\u00e9lio Bellizze<\/td><td>REsp 2.123.906, REsp 2.123.904, REsp 2.123.902<\/td><td>Decidir sobre a possibilidade de exclus\u00e3o da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es ao PIS\/PASEP e COFINS do montante da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria substitutiva incidente sobre a receita bruta (CPRB) considerando a identidade dos fatos geradores dos tributos<\/td><\/tr><tr><td>1.287<\/td><td>Teodoro Silva Santos<\/td><td>REsp 2.060.432, REsp 2.133.370, REsp 2.133.454<\/td><td>Discutir a legalidade da incid\u00eancia do IRRF sobre os recursos remetidos ao exterior para pagamento de servi\u00e7os prestados, sem transfer\u00eancia de tecnologia, por empresas domiciliadas em pa\u00edses com os quais o Brasil tenha celebrado tratado internacional para evitar a bitributa\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td>1.312<\/td><td>Paulo S\u00e9rgio Domingues<\/td><td>REsp 2.151.903, REsp 2.151.904, REsp 2.151.907<\/td><td>De\ufb01nir se as contribui\u00e7\u00f5es PIS\/COFINS comp\u00f5em a base de c\u00e1lculo do IRPJ\/CSLL quando apurados na sistem\u00e1tica do lucro presumido<\/td><\/tr><tr><td>1.334<\/td><td>Marco Aur\u00e9lio Bellizze<\/td><td>REsp 2.126.604, REsp 2.116.965<\/td><td>De\ufb01nir se o vale-transporte pago em pec\u00fania integra a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o para o FGTS<\/td><\/tr><tr><td>1.335<\/td><td>Marco Aur\u00e9lio Bellizze<\/td><td>REsp 2.179.065, REsp 2.179.067, REsp 2.170.834<\/td><td>De\ufb01nir se as varia\u00e7\u00f5es patrimoniais decorrentes de diferen\u00e7a de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria sobre aplica\u00e7\u00f5es \ufb01nanceiras (recomposi\u00e7\u00e3o in\ufb02acion\u00e1ria) integram a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS e da COFINS<\/td><\/tr><tr><td>1.362<\/td><td>Teodoro Silva Santos<\/td><td>REsp 2.172.434, REsp 2.153.547, REsp 2.153.817, REsp 2.153.492<\/td><td>De\ufb01nir o momento no qual \u00e9 veri\ufb01cada a disponibilidade jur\u00eddica de renda em repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio ou em reconhecimento do direito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o julgado procedente e j\u00e1 transitado em julgado, para a caracteriza\u00e7\u00e3o do fato gerador do IRPJ e da CSLL, na hip\u00f3tese de cr\u00e9ditos il\u00edquidos<\/td><\/tr><tr><td>1.363<\/td><td>Marco Aur\u00e9lio Bellizze<\/td><td>REsp 2.203.730, REsp 2.178.239, REsp 2.203.761, REsp 2.178.238, REsp 2.178.237, REsp 2.178.240<\/td><td>Quest\u00e3o submetida a julgamento: De\ufb01nir se a Nota Fiscal Eletr\u00f4nica (NF-e) pode ser equiparada \u00e0 Guia de Informa\u00e7\u00e3o e Apura\u00e7\u00e3o do ICMS (Difal) \u2013 GIA\/ICMS, para a constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>1.364<\/td><td>Paulo S\u00e9rgio Domingues<\/td><td>REsp 2.150.894, REsp 2.150.097, REsp 2.150.848, REsp 2.151.146<\/td><td>Possibilidade de apura\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de PIS \/COFINS em regime n\u00e3o cumulativo sobre o valor do ICMS incidente sobre a opera\u00e7\u00e3o de aquisi\u00e7\u00e3o, \u00e0 luz do disposto no art. 3\u00ba, \u00a7 2\u00ba, III, das Leis 10.637\/2002 e 10.833\/2003, inclu\u00eddo pela Lei 14.592\/2023<\/td><\/tr><tr><td>1.369<\/td><td>Afr\u00e2nio Vilela<\/td><td>REsp 2.133.933, REsp 2.025.997<\/td><td>De\ufb01nir se a cobran\u00e7a de ICMS-DIFAL em opera\u00e7\u00f5es interestaduais destinadas a consumidor \ufb01nal contribuinte do imposto estava su\ufb01cientemente disciplinada na Lei Complementar n. 87\/1996 (Lei Kandir), antes da entrada em vigor da Lei Complementar n. 190\/2022<\/td><\/tr><tr><td>1.372<\/td><td>Gurgel de Faria<\/td><td>REsp 2.174.178, REsp 2.181.166, REsp 2.191.532<\/td><td>: De\ufb01nir se a contribui\u00e7\u00e3o ao Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social (PIS) e a Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) incidem sobre o ICMS-DIFAL (Diferencial de Al\u00edquotas do Imposto sobre a Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os)<\/td><\/tr><tr><td>1.379<\/td><td>S\u00e9rgio Kukina<\/td><td>REsp 2.199.631, REsp 2.070.059<\/td><td>Deliberar acerca da incid\u00eancia, ou n\u00e3o, de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria e de terceiros no momento em que se exerce a op\u00e7\u00e3o de compra de a\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito do plano denominado stock option<\/td><\/tr><tr><td>1.380<\/td><td>Gurgel de Faria<\/td><td>REsp 2.090.133, REsp 2.173.916<\/td><td>De\ufb01nir se \u00e9 poss\u00edvel exigir o adicional de 1% da COFINS-Importa\u00e7\u00e3o incidente sobre produtos qu\u00edmicos, farmac\u00eauticos e os destinados ao uso em hospitais, cl\u00ednicas e consult\u00f3rios m\u00e9dicos e odontol\u00f3gicos, ainda que reduzida a 0 (zero) a al\u00edquota ordin\u00e1ria de referida contribui\u00e7\u00e3o, \u00e0 luz do disposto no art. 8\u00ba, \u00a7\u00a7 11 e 21, da Lei n. 10.865\/2004<\/td><\/tr><tr><td>1.390<\/td><td>Maria Thereza de Assis Moura<\/td><td>REsp 2.187.625, REsp 2.187.646, REsp 2.188.421, REsp 2.185.634<\/td><td>De\ufb01nir se o teto de 20 (vinte) vezes o maior sal\u00e1rio m\u00ednimo vigente no pa\u00eds previsto no art. 4\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei n. 6.950\/1981, se aplica \u00e0s bases de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es ao INCRA, sal\u00e1rio-educa\u00e7\u00e3o, DPC, FAER, SENAR, SEST, SENAT, SESCOOP, SEBRAE, APEX-Brasil e ABDI<\/td><\/tr><tr><td>1.393<\/td><td>Maria Thereza de Assis Moura<\/td><td>REsp 2.237.254, REsp 2.227.141<\/td><td>De\ufb01nir se \u00e9 poss\u00edvel prosseguir a execu\u00e7\u00e3o \ufb01scal contra o esp\u00f3lio ou os sucessores caso o executado venha a falecer sem ser citado<\/td><\/tr><tr><td>1.401<\/td><td>Maria Thereza de Assis Moura<\/td><td>REsp 2.238.302, REsp 2.177.031<\/td><td>De\ufb01nir se s\u00e3o aplic\u00e1veis a bloqueios do FPM em raz\u00e3o de d\u00edvidas com contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias os limites de 9% (nove por cento) da cota-parte (art. 1\u00ba, caput, da Lei n. 9.639\/1998) e de 15% (quinze por cento) da Receita Corrente L\u00edquida (RCL) (art. 5\u00ba, \u00a7 4\u00ba, da Lei n. 9.639\/1998)<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"QJVSFmk5lS\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-03\/com-recursos-em-queda-stj-tem-33-teses-tributarias-para-resolver\/\">Com recursos em queda, STJ tem 33 teses tribut\u00e1rias vinculantes para resolver<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Com recursos em queda, STJ tem 33 teses tribut\u00e1rias vinculantes para resolver&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-03\/com-recursos-em-queda-stj-tem-33-teses-tributarias-para-resolver\/embed\/#?secret=6aoSoKLPAj#?secret=QJVSFmk5lS\" data-secret=\"QJVSFmk5lS\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-03\/stj-avalia-se-limite-dos-juros-sobre-capital-proprio-deve-considerar-irrf-sobre-eles\/\"><strong>STJ avalia se limite de JCP deve considerar IRRF incidente sobre eles<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a come\u00e7ou a julgar nesta ter\u00e7a-feira (3\/2) se o limite para o pagamento dos juros sobre capital pr\u00f3prio (JCP) deve considerar o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) incidente sobre tais valores.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi interrompido por pedido de vista do ministro Gurgel de Faria, ap\u00f3s o voto do relator, ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues. O tema \u00e9 in\u00e9dito na jurisprud\u00eancia do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Os juros sobre capital pr\u00f3prio representam a remunera\u00e7\u00e3o daqueles que investiram dinheiro na atividade da empresa \u2014 tal qual um empr\u00e9stimo. Esse pagamento n\u00e3o depende do sucesso do neg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo 9\u00ba da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9249.htm\">Lei 9.249\/1995<\/a>&nbsp;limita os valores pagos a t\u00edtulo de JCP a 50% dos lucros do exerc\u00edcio, calculados antes da dedu\u00e7\u00e3o dos pr\u00f3prios juros. J\u00e1 o IRRF incide sobre os JCPs \u00e0 al\u00edquota de 15%.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Fazenda Nacional, o limite para o c\u00e1lculo dos juros sobre capital pr\u00f3prio deve considerar a incid\u00eancia do IRRF. Isso reduziria o montante a ser pago em juros sobre capital pr\u00f3prio pela empresa e, inclusive,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-nov-15\/cabe-deducao-de-juros-sobre-capital-retroativos-da-base-de-irpj-e-csll\/\">diminuiria a dedu\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do IRPJ e CSLL<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Limite do JCP<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, o contribuinte est\u00e1 vencendo a disputa jur\u00eddica. O Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o decidiu que primeiro \u00e9 preciso identificar o limite para o pagamento dos JCPs para s\u00f3 depois aplicar o IRRF.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues votou por manter essa posi\u00e7\u00e3o. Para ele, trata-se de uma quest\u00e3o de l\u00f3gica: s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel calcular os 15% do IRRF depois de saber quanto a empresa vai deduzir do lucro para pagamento de JCP. Isso porque 50% dos lucros do per\u00edodo \u00e9 o limite m\u00e1ximo para a dedu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso n\u00e3o impede a empresa de pagar menos ou inclusive n\u00e3o pagar nada, o que altera a base de c\u00e1lculo do imposto retido na fonte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTem-se que, primeiro, fazer a apura\u00e7\u00e3o do lucro l\u00edquido. A partir da\u00ed, encontrar o limite de 50%. S\u00f3 ent\u00e3o a empresa vai deduzir os juros sobre capital pr\u00f3prio. O IRRF s\u00f3 poder\u00e1 ser cobrado em 15% do valor que ela decidir pagar. O acionista receber\u00e1 os outros 85%\u201d, explicou Domigues.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.985.788<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"FvokH38PFA\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-03\/stj-avalia-se-limite-dos-juros-sobre-capital-proprio-deve-considerar-irrf-sobre-eles\/\">STJ avalia se limite dos juros sobre capital pr\u00f3prio deve considerar IRRF sobre eles<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;STJ avalia se limite dos juros sobre capital pr\u00f3prio deve considerar IRRF sobre eles&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-03\/stj-avalia-se-limite-dos-juros-sobre-capital-proprio-deve-considerar-irrf-sobre-eles\/embed\/#?secret=osYrS0jYms#?secret=FvokH38PFA\" data-secret=\"FvokH38PFA\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ autoriza Fazenda a pedir fal\u00eancia ap\u00f3s cobran\u00e7a frustrada de tributos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 3\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) permitiu \u00e0 Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) solicitar a fal\u00eancia de uma empresa ap\u00f3s tentativa frustrada de cobran\u00e7a judicial de tributos. A decis\u00e3o, un\u00e2nime, envolve a companhia Casa das Carnes Comercio Importa\u00e7\u00e3o e Exporta\u00e7\u00e3o Ltda, de Sergipe. Esse \u00e9 o primeiro precedente sobre o assunto, segundo os ministros.<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados encaram a decis\u00e3o com cautela. Para alguns, o precedente abre caminho para o Estado usar o pedido de fal\u00eancia como \u201cinstrumento arrecadat\u00f3rio\u201d. J\u00e1 a Fazenda Nacional, autora do recurso julgado, elogiou o entendimento do STJ, por permitir o uso de outra ferramenta para regulariza\u00e7\u00e3o do passivo fiscal, inclusive de devedores contumazes.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso julgado, o valor do cr\u00e9dito fiscal \u00e9 de cerca de R$ 10 milh\u00f5es. Se a decis\u00e3o do STJ, da qual cabe recurso, prevalecer, o caso deve voltar \u00e0 primeira inst\u00e2ncia para que o juiz avalie se deve ser decretada a quebra da empresa. A defesa da companhia foi procurada, mas n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas inst\u00e2ncias anteriores, a Uni\u00e3o havia perdido, pois n\u00e3o se via legitimidade ou interesse processual de a Uni\u00e3o buscar a liquida\u00e7\u00e3o da empresa. O processo chegou a ser extinto sem resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito. No STJ, a ministra relatora, Nancy Andrighi, tamb\u00e9m deu uma primeira decis\u00e3o vedando a pr\u00e1tica, citando jurisprud\u00eancia da 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o, mas reconsiderou (REsp 2196073).<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento de ontem, Nancy defendeu que \u00e9 poss\u00edvel pedir a quebra, nessa situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, por conta da evolu\u00e7\u00e3o legislativa e jurisprudencial. Segundo ela, a jurisprud\u00eancia do STJ vedava porque a Fazenda j\u00e1 tinha um instrumento processual espec\u00edfico para a cobran\u00e7a do cr\u00e9dito p\u00fablico, a execu\u00e7\u00e3o fiscal. Al\u00e9m disso, h\u00e1 o privil\u00e9gio do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, que inviabilizava o uso da via falimentar (REsp 164389).<\/p>\n\n\n\n<p>Ela lembrou que com a reforma da Lei de Recupera\u00e7\u00e3o Judicial e Fal\u00eancia (n\u00ba 14.112\/2020), essa incompatibilidade entre a execu\u00e7\u00e3o fiscal e a fal\u00eancia foi sanada. Tamb\u00e9m citou julgamento de um recurso repetitivo no STJ que permite ao Fisco habilitar na fal\u00eancia a execu\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos p\u00fablicos (Tema 1092).<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o da ministra, a reforma da lei falimentar indica que \u201cqualquer credor\u201d \u00e9 leg\u00edtimo para pedir a fal\u00eancia da empresa, n\u00e3o estabelecendo distin\u00e7\u00e3o entre credores p\u00fablicos e privados. \u201cO interesse processual da Fazenda para requerer a fal\u00eancia decorre da frustra\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o executiva\u201d, disse ela, na sess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o dela, a fal\u00eancia pode ser um meio para atingir o patrim\u00f4nio do devedor quando esgotados outros m\u00e9todos. \u201cQuando os meios dispon\u00edveis para atingir o patrim\u00f4nio do devedor no \u00e2mbito da execu\u00e7\u00e3o fiscal revelarem-se ineficazes, a a\u00e7\u00e3o falimentar torna-se necess\u00e1ria e \u00fatil \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito p\u00fablico especialmente em raz\u00e3o dos instrumentos espec\u00edficos no procedimento concursal como a\u00e7\u00e3o revocat\u00f3ria, a responsabiliza\u00e7\u00e3o dos s\u00f3cios, arrecada\u00e7\u00e3o universal de bens e a declara\u00e7\u00e3o do termo legal de fal\u00eancia\u201d, acrescentou Nancy Andrighi.<\/p>\n\n\n\n<p>O procurador Filipe Aguiar de Barros, coordenador nacional de Insolv\u00eancia na PGFN, que atuou no caso no STJ, diz que \u201ccom o julgado de hoje, as Fazendas p\u00fablicas, n\u00e3o s\u00f3 a Fazenda Nacional, ganham uma importante ferramenta de combate a devedores contumazes e que praticam atos fraudulentos\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso espec\u00edfico, o pedido de fal\u00eancia foi feito no ano de 2018. \u201cS\u00f3 do pedido de fal\u00eancia j\u00e1 tem mais de oito anos de ajuizamento e a empresa at\u00e9 hoje n\u00e3o regularizou a d\u00edvida\u201d, diz. \u201cO devedor aposta em aguardar a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente, fazer algum tipo de blindagem patrimonial e esvaziamento patrimonial. Agora, com esse julgado, a Fazenda passa a ter uma outra via de cobran\u00e7a que os credores privados tamb\u00e9m j\u00e1 t\u00eam\u201d, afirma Barros. Segundo ele, a PGFN tenta aplicar a tese em outros casos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/03\/stj-fazenda-pode-pedir-falncia-de-empresa-aps-execuo-fiscal-infrutfera.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ julga tributa\u00e7\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o por tabelamento do \u00e1lcool nos anos 80<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a come\u00e7ou a debater a incid\u00eancia de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins sobre valores de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jun-15\/uniao-tenta-reverter-coisa-julgada-e-ameaca-setor-sucroalcooleiro\/\">indeniza\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;repassados por cooperativa em raz\u00e3o da defasagem de pre\u00e7os de a\u00e7\u00facar e \u00e1lcool imposta pelo governo entre 1985 e 1989.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi interrompido nesta ter\u00e7a-feira (3\/2) por pedido de vista do ministro Afr\u00e2nio Vilela, ap\u00f3s o voto da relatora, ministra Maria Thereza de Assis Moura.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso trata de uma cooperativa de usinas que estiveram entre as prejudicadas pelo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-set-11\/stj-rejeita-adequacao-de-recurso-da-uniao-contra-condenacao-a-indenizar-setor-sucroalcooleiro\/\">tabelamento de pre\u00e7os<\/a>&nbsp;feito pelo extinto Instituto do A\u00e7\u00facar e do \u00c1lcool (IAA). A entidade obteve na Justi\u00e7a o direito \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor foi pago \u00e0 cooperativa, que fez o repasse \u00e0s usinas cooperadas, em sua parcela cab\u00edvel. Uma dessas unidades ajuizou mandado de seguran\u00e7a preventivo pelo receio de ser tributada no momento do rateio.<\/p>\n\n\n\n<p>Tributa\u00e7\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A usina sustenta que n\u00e3o incidem os impostos cobrados sobre o lucro (IRPJ e CSLL) e sobre receita\/faturamento (PIS e Cofins) porque a indeniza\u00e7\u00e3o trata dos danos emergentes causados pelo tabelamento de pre\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a contribuinte, n\u00e3o h\u00e1 ganho ou acr\u00e9scimo de riqueza, nem renda ou faturamento no caso da indeniza\u00e7\u00e3o. O Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o, por\u00e9m, rejeitou a pretens\u00e3o da usina, o que gerou o recurso especial ao STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Thereza de Assis Moura votou por negar provimento ao recurso. Ela entendeu que o ac\u00f3rd\u00e3o do TRF-3 sobre o caso n\u00e3o tem v\u00edcios e que, por sua raz\u00f5es, deve ser mantido.<\/p>\n\n\n\n<p>IRPJ e CSLL<\/p>\n\n\n\n<p>Para a magistrada, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel analisar a incid\u00eancia de IRPJ e CSLL porque a prova pr\u00e9-constitu\u00edda apresentada pela usina n\u00e3o permite concluir se a indeniza\u00e7\u00e3o representa danos emergentes e lucros cessantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa conclus\u00e3o \u00e9 do TRF-3 e n\u00e3o pode ser revista pelo STJ por causa da S\u00famula 7. E ela \u00e9 relevante. Se a hip\u00f3tese for de danos emergentes, a indeniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser tributada por representar mera recomposi\u00e7\u00e3o do preju\u00edzo sofrido pelo tabelamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o caso for de lucros cessantes, contudo, os valores a que a usina tem direito representar\u00e3o efetivo acr\u00e9scimo patrimonial, submetendo-se \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o de IRPJ e CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>PIS e Cofins<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra Maria Thereza ainda entendeu que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afastar a incid\u00eancia de PIS e Cofins porque eles incidem sobre o total das receitas auferidas, independentemente de sua denomina\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa base de c\u00e1lculo deve ser compreendida como a receita bruta total, produto da soma da receita bruta operacional com a n\u00e3o operacional. Em sua an\u00e1lise, a indeniza\u00e7\u00e3o \u00e9 abarcada por esse conceito porque o motivo \u00e9 o preju\u00edzo econ\u00f4mico sofrido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 uma verba que deveria ter integrado o patrim\u00f4nio da empresa \u00e0 \u00e9poca. Assim, sua restitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser considerada simples composi\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o retorna ao status quo, mas representa acr\u00e9scimo correspondente ao ganho que, na \u00e9poca, era devido, mas n\u00e3o foi percebido.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.978.504<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"JNVk8wKWx4\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-04\/stj-julga-tributacao-da-indenizacao-por-tabelamento-do-alcool-nos-anos-80\/\">STJ julga tributa\u00e7\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o por tabelamento do \u00e1lcool nos anos 80<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;STJ julga tributa\u00e7\u00e3o da indeniza\u00e7\u00e3o por tabelamento do \u00e1lcool nos anos 80&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-04\/stj-julga-tributacao-da-indenizacao-por-tabelamento-do-alcool-nos-anos-80\/embed\/#?secret=BlHR47NQvM#?secret=JNVk8wKWx4\" data-secret=\"JNVk8wKWx4\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ vai uniformizar posi\u00e7\u00e3o sobre uso de empresa-ve\u00edculo para \u00e1gio interno<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a ter\u00e1 a oportunidade de uniformizar a posi\u00e7\u00e3o sobre o uso de empresas-ve\u00edculo em opera\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias que geram \u00e1gio interno, com impactos na tributa\u00e7\u00e3o de IRPJ e CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Benedito Gon\u00e7alves admitiu embargos de diverg\u00eancia em raz\u00e3o dos entendimentos conflitantes da 1\u00aa e 2\u00aa Turmas do tribunal sobre o tema,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-nov-20\/stj-diverge-sobre-proposito-negocial-da-empresa-veiculo-que-gera-agio-interno\/\">como j\u00e1 mostrou<\/a>&nbsp;a revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas-ve\u00edculo s\u00e3o pessoas jur\u00eddicas criadas com objetivo espec\u00edfico e tempor\u00e1rio, em geral para facilitar transa\u00e7\u00f5es financeiras ou societ\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos apreciados pelo STJ, elas t\u00eam o objetivo de criar o valor cont\u00e1bil (que \u00e9 diferente do valor real)&nbsp;para o grupo societ\u00e1rio, o que gera \u00e1gio interno quando uma \u00e9 incorporada pela outra.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e1gio interno, por sua vez, pode ser amortizado nos balan\u00e7os correspondentes \u00e0 apura\u00e7\u00e3o de lucro real com base na raz\u00e3o de 1\/60 por m\u00eas. Isso gera redu\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo de IRPJ e CSLL e, consequentemente, menor tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Estrat\u00e9gia morta<\/p>\n\n\n\n<p>Essa estrat\u00e9gia foi usada no Brasil por um per\u00edodo espec\u00edfico que se encerrou com a edi\u00e7\u00e3o da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2011-2014\/2014\/lei\/l12973.htm\">Lei 12.973\/2014<\/a>. A norma expressamente vedou o \u00e1gio entre partes dependentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Como essa pr\u00e1tica n\u00e3o era tratada na lei at\u00e9 ent\u00e3o, h\u00e1 a discuss\u00e3o sobre se ela era mesmo permitida. Nesse cen\u00e1rio, em julgamento da 2\u00aa Turma do STJ, o ministro Francisco Falc\u00e3o chegou a estimar que a controv\u00e9rsia teria impacto de R$ 100 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia entre os colegiados est\u00e1 na exist\u00eancia de prop\u00f3sito negocial das empresas-ve\u00edculo usadas nessas opera\u00e7\u00f5es, ou seja, uma motiva\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica real que justifique sua exist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a 1\u00aa Turma, o Fisco n\u00e3o pode presumir que essas empresas sejam desprovidas de fundamento material ou econ\u00f4mico, de modo a afastar a amortiza\u00e7\u00e3o do \u00e1gio interno (clique<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/nao-cabe-fisco-presumir.pdf\">&nbsp;aqui<\/a>&nbsp;para ler o ac\u00f3rd\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro porque a lei nunca vedou o uso de sociedade-ve\u00edculo. Em segundo lugar, caberia ao Fisco demonstrar, caso a caso, a artificialidade das opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Era ilegal ou n\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a alega\u00e7\u00e3o feita pelo contribuinte que ajuizou os embargos de diverg\u00eancia, admitidos pelo ministro Benedito Gon\u00e7alves. O&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/STJ_202402269760_tipo_integra_280743838.pdf\">ac\u00f3rd\u00e3o<\/a>&nbsp;concluiu que&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-nov-08\/stj-veta-amortizacao-de-agio-interno-por-meio-de-empresa-veiculo\/\">empresa-ve\u00edculo nunca p\u00f4de ser usada para amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o colegiado, ela sequer pode ser considerada empresa, pois n\u00e3o h\u00e1 exerc\u00edcio de atividade econ\u00f4mica organizada para a circula\u00e7\u00e3o de bens ou servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOra, se inexistia veda\u00e7\u00e3o legal ao aproveitamento de \u00e1gio no per\u00edodo anterior \u00e0 Lei 12.973\/2014, n\u00e3o \u00e9 dado ao Poder Judici\u00e1rio proibir o que o ordenamento jur\u00eddico n\u00e3o proibia \u00e0 \u00e9poca dos fatos\u201d, diz o contribuinte nos embargos.<\/p>\n\n\n\n<p>Benedito Gon\u00e7alves entendeu que, a princ\u00edpio, est\u00e1 demonstrada a diverg\u00eancia. O julgamento pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o deve partir do confronto entre os dois ac\u00f3rd\u00e3os, paradigma e embargado, para avaliar se h\u00e1 similitude jur\u00eddica entre as teses.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/stj_dje_20260205_293_53815595.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler a decis\u00e3o<br>EREsp 2.152.642<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"u6zKERAdQJ\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-04\/stj-vai-uniformizar-posicao-sobre-empresa-veiculo-para-gerar-agio-interno\/\">STJ vai uniformizar posi\u00e7\u00e3o sobre empresa-ve\u00edculo para gerar \u00e1gio interno<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;STJ vai uniformizar posi\u00e7\u00e3o sobre empresa-ve\u00edculo para gerar \u00e1gio interno&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-04\/stj-vai-uniformizar-posicao-sobre-empresa-veiculo-para-gerar-agio-interno\/embed\/#?secret=7YOletH4Qm#?secret=u6zKERAdQJ\" data-secret=\"u6zKERAdQJ\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ: Hip\u00f3teses de extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o fiscal por nulidade da CDA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Existem algumas hip\u00f3teses em que a CDA que instrui uma execu\u00e7\u00e3o fiscal pode ser declarada nula com a consequente extin\u00e7\u00e3o do processo. Nesse sentido, h\u00e1 farta jurisprud\u00eancia do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>A seguir trataremos de algumas das hip\u00f3teses.<\/p>\n\n\n\n<p>Erro na fundamenta\u00e7\u00e3o legal<\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) estabeleceu, sob o rito dos recursos&nbsp;repetitivos (REsp 2.194.708), Tema 1.350, que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel \u00e0 Fazenda P\u00fablica, ainda que antes da prola\u00e7\u00e3o da&nbsp;senten\u00e7a&nbsp;de embargos, substituir ou emendar a Certid\u00e3o de D\u00edvida Ativa (CDA) para incluir, complementar ou modificar o fundamento legal do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando do julgamento, o Ministro Relator, Gurgel de Faria, destacou que o termo de inscri\u00e7\u00e3o dever\u00e1 conter necessariamente os elementos descritos no artigo 2\u00ba, par\u00e1grafo 5\u00ba, da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Fiscal, caso contr\u00e1rio n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel verificar a certeza e a liquidez da d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o esses os elementos constantes do par\u00e1grafo 5\u00ba:<\/p>\n\n\n\n<p>I \u2013 o nome do devedor, dos co-respons\u00e1veis e, sempre que conhecido, o domic\u00edlio ou resid\u00eancia de um e de outros;<\/p>\n\n\n\n<p>II \u2013 o valor origin\u00e1rio da d\u00edvida, bem como o termo inicial e a forma de calcular os juros de mora e demais encargos previstos em lei ou contrato;<\/p>\n\n\n\n<p>III \u2013 a origem, a natureza e o fundamento legal ou contratual da d\u00edvida;<\/p>\n\n\n\n<p>IV \u2013 a indica\u00e7\u00e3o, se for o caso, de estar a d\u00edvida sujeita \u00e0 atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, bem como o respectivo fundamento legal e o termo inicial para o c\u00e1lculo;<\/p>\n\n\n\n<p>V \u2013 a data e o n\u00famero da inscri\u00e7\u00e3o, no Registro de D\u00edvida Ativa; e<\/p>\n\n\n\n<p>VI \u2013 o n\u00famero do processo administrativo ou do auto de infra\u00e7\u00e3o, se neles estiver apurado o valor da d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento o Ministro Gurgel Faria, afirmou que a CDA \u00e9 produzida unilateralmente pela Fazenda P\u00fablica. Em vista disso, dever\u00e1 conter\u00e1 os mesmos elementos do Termo de Inscri\u00e7\u00e3o e ser\u00e1 autenticada pela autoridade competente.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro alertou que quando h\u00e1 erro quanto ao fundamento legal na CDA ocorre inexatid\u00e3o na inscri\u00e7\u00e3o da d\u00edvida ou do lan\u00e7amento que lhe deu origem. Por essa raz\u00e3o n\u00e3o pode ser revisado, pois n\u00e3o se trata de simples erro formal. Nessa hip\u00f3tese deve haver extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Falecimento do Contribuinte antes do ajuizamento da execu\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo jurisprud\u00eancia pac\u00edfica do STJ, se ajuizada execu\u00e7\u00e3o fiscal contra devedor j\u00e1 falecido, falta uma das condi\u00e7\u00f5es da a\u00e7\u00e3o, qual seja, a legitimidade passiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa hip\u00f3tese a execu\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser redirecionada, pois n\u00e3o h\u00e1 falar em substitui\u00e7\u00e3o da Certid\u00e3o de D\u00edvida Ativa, haja vista a car\u00eancia de a\u00e7\u00e3o que implica a extin\u00e7\u00e3o do feito sem resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito, nos termos do art. 267, VI, do C\u00f3digo de Processo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido a S\u00famula 392 do STJ e do Recurso Representativo da Controv\u00e9rsia REsp n\u00ba 1.045.472\/BA:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Fazenda P\u00fablica pode substituir a certid\u00e3o de d\u00edvida ativa (CDA) at\u00e9 a prola\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a de embargos, quando se tratar de corre\u00e7\u00e3o de erro material ou formal, vedada a modifica\u00e7\u00e3o do sujeito passivo da execu\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Execu\u00e7\u00e3o fiscal contra empresa extinta<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a execu\u00e7\u00e3o fiscal \u00e9 ajuizada contra empresa j\u00e1 extinta, a consequ\u00eancia jur\u00eddica \u00e9 a nulidade da Certid\u00e3o de D\u00edvida Ativa (CDA).<\/p>\n\n\n\n<p>E isso porque, nessa hip\u00f3tese n\u00e3o houve a correta identifica\u00e7\u00e3o do sujeito passivo da obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Trata-se de pressuposto elementar: n\u00e3o h\u00e1 execu\u00e7\u00e3o v\u00e1lida sem devedor existente. Quando o fisco promove a cobran\u00e7a contra uma pessoa jur\u00eddica que j\u00e1 foi regularmente extinta, falta um dos pilares do t\u00edtulo executivo, que carece de pressuposto de constitui\u00e7\u00e3o e de desenvolvimento v\u00e1lido e regular: capacidade de ser parte.<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a consolidou entendimento no sentido de que a extin\u00e7\u00e3o da empresa antes do ajuizamento da execu\u00e7\u00e3o fiscal torna a CDA nula, por v\u00edcio insan\u00e1vel. N\u00e3o se trata de mero erro formal ou material pass\u00edvel de corre\u00e7\u00e3o, mas de defeito estrutural do t\u00edtulo: o lan\u00e7amento foi direcionado a quem, juridicamente, n\u00e3o mais existe. Nessas hip\u00f3teses, a execu\u00e7\u00e3o deve ser extinta, sem resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito, sem possibilidade de redirecionamento da execu\u00e7\u00e3o aos s\u00f3cios ou administradores.<\/p>\n\n\n\n<p>Nulidade da CDA por decad\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>A Certid\u00e3o de D\u00edvida Ativa (CDA) constitui o t\u00edtulo executivo extrajudicial que embasa a execu\u00e7\u00e3o fiscal, nos termos da Lei n\u00ba 6.830\/1980 (Lei de Execu\u00e7\u00f5es Fiscais \u2013 LEF). Para que produza efeitos jur\u00eddicos v\u00e1lidos, a CDA deve refletir um cr\u00e9dito tribut\u00e1rio regularmente constitu\u00eddo, l\u00edquido, certo e exig\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a decad\u00eancia do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio representa causa de extin\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio direito da Fazenda P\u00fablica de constituir o cr\u00e9dito, o que, por consequ\u00eancia l\u00f3gica e jur\u00eddica, acarreta a nulidade da CDA que o representa.<\/p>\n\n\n\n<p>A decad\u00eancia \u00e9 a perda do direito da Fazenda P\u00fablica de constituir o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio pelo decurso do prazo legal. Trata-se de instituto de direito material, expressamente previsto no artigo 156, inciso V, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), como causa de extin\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Os prazos decadenciais est\u00e3o disciplinados, principalmente, nos artigos 150, \u00a74\u00ba, e 173, inciso I, do CTN, cuja aplica\u00e7\u00e3o varia conforme a modalidade de lan\u00e7amento:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 150, \u00a74\u00ba, do CTN: aplica-se aos tributos sujeitos a lan\u00e7amento por homologa\u00e7\u00e3o, quando h\u00e1 pagamento antecipado, fixando o prazo decadencial de cinco anos contados da ocorr\u00eancia do fato gerador.<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 173, I, do CTN: aplica-se aos casos em que n\u00e3o houve pagamento antecipado, estabelecendo o prazo de cinco anos contados do primeiro dia do exerc\u00edcio seguinte \u00e0quele em que o lan\u00e7amento poderia ter sido efetuado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ultrapassado o prazo decadencial sem que o lan\u00e7amento seja validamente realizado, extingue-se o direito da Fazenda P\u00fablica de constituir o cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>A decad\u00eancia impede o surgimento v\u00e1lido do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio. Dessa forma, qualquer CDA que represente cr\u00e9dito constitu\u00eddo fora do prazo legal \u00e9 juridicamente inexistente ou nula, por aus\u00eancia de pressuposto essencial: a exigibilidade do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u00e9 firme no sentido de que a decad\u00eancia pode ser alegada em exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade, por prescindir de dila\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria, quando demonstrada de plano por meio dos pr\u00f3prios documentos constantes dos autos.<\/p>\n\n\n\n<p>CDA sem indica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o referente aos tributos e imprecisa quanto \u00e0 atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, multa e juros<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a CDA n\u00e3o menciona qualquer legisla\u00e7\u00e3o referente aos tributos e, de outro lado, \u00e9 imprecisa quanto \u00e0 atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, multa e juros, acarreta preju\u00edzo ao exerc\u00edcio do direito de defesa do executado, al\u00e9m de prejudicar o controle judicial sobre o ato administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa hip\u00f3tese a CDA \u00e9 nula pois representa viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da estrita legalidade, que rege a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica e ao princ\u00edpio do devido processo legal processual (e seus corol\u00e1rios: ampla defesa e contradit\u00f3rio).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2026\/02\/stj-hipoteses-de-extincao-da-execucao-fiscal-por-nulidade-da-cda\/amp\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>TRF favorece Ita\u00fa Unibanco em disputa bilion\u00e1ria no Carf<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Ita\u00fa Unibanco est\u00e1 mais perto de derrubar uma autua\u00e7\u00e3o fiscal de R$ 36,5 bilh\u00f5es. Por tr\u00eas votos a dois, os desembargadores do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF-1) decidiram que a C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) n\u00e3o deve analisar o recurso da Fazenda Nacional contra decis\u00e3o que favoreceu a institui\u00e7\u00e3o financeira. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) pretende recorrer.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o julgamento, a procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Lenzi, afirmou que a equipe ir\u00e1 estudar se apresenta embargos de declara\u00e7\u00e3o, um recurso usado para pedir esclarecimentos, no pr\u00f3prio TRF-1 ou se busca o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) ou mesmo o Supremo Tribunal Federal (STF), com argumenta\u00e7\u00e3o constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Este \u00e9 o caso de maior valor em discuss\u00e3o no \u00f3rg\u00e3o administrativo. Se for encerrado da forma como o TRF-1 decidiu ontem, a vit\u00f3ria \u00e9 do banco.<\/p>\n\n\n\n<p>A autua\u00e7\u00e3o que originou a discuss\u00e3o, de 2008, cobra R$ 18,7 bilh\u00f5es, referente a Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) sobre suposto ganho de capital na associa\u00e7\u00e3o entre os grupos Ita\u00fa e Unibanco, em 2008. O valor atualizado (at\u00e9 setembro de 2025) \u00e9 indicado pelo banco em seu Formul\u00e1rio de Refer\u00eancia de 2025 (processo n\u00ba 1017987-56.2017.4.01.3400).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2017, quando o processo foi julgado, o banco saiu na frente. A 1\u00aa Turma da 2\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o afastou a cobran\u00e7a, por cinco votos a tr\u00eas. A Fazenda recorreu e aguardava julgamento da 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior.<\/p>\n\n\n\n<p>Para um recurso ser julgado, contudo, \u00e9 necess\u00e1rio apresentar um paradigma \u2014 um ou mais casos sobre a mesma tese julgado em sentido contr\u00e1rio. Como o presidente da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Carf, na \u00e9poca, negou que houvesse este paradigma, a PGFN recorreu e o Ita\u00fa buscou a Justi\u00e7a para que o paradigma n\u00e3o fosse aceito. Por isso, a discuss\u00e3o que vinha travando o julgamento no Carf, agora poder\u00e1 tornar definitiva a decis\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o administrativo de 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Justi\u00e7a, o banco teve vit\u00f3ria na primeira inst\u00e2ncia. A 13\u00aa Vara da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Distrito Federal concedeu mandado de seguran\u00e7a. Declarou ilegal a decis\u00e3o que admitiu o recurso especial da Fazenda no Carf e determinou o encerramento do caso na esfera administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o recorreu ao TRF. Em julgamento realizado em outubro de 2021, o recurso foi negado, por 2 votos a 1. Mas a conclus\u00e3o foi adiada para a realiza\u00e7\u00e3o de um julgamento ampliado, com mais desembargadores, como \u00e9 previsto pelo C\u00f3digo de Processo Civil para quando a decis\u00e3o n\u00e3o \u00e9 un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sess\u00e3o de ontem, o desembargador federal Carlos Moreira Alves citou o voto da ju\u00edza federal, K\u00e1tia Balbino de Carvalho Ferreira no caso (relatora convocada no julgamento de 2021, ela substituiu Alves na sess\u00e3o). O voto apontou que o recurso precisa mostrar similitude f\u00e1tica e jur\u00eddica entre as decis\u00f5es, o que n\u00e3o ocorreu no caso. \u201cTratam-se de opera\u00e7\u00f5es opostas, embora genericamente sejam consideradas opera\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Como os dois votos de ontem foram divergentes, o placar final ficou em tr\u00eas a dois, mantendo o entendimento de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Na plateia do julgamento, os advogados do banco comemoraram discretamente quando foi formada a maioria. A decis\u00e3o deixa a situa\u00e7\u00e3o mais dif\u00edcil para a PGFN. O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) n\u00e3o analisa provas, o que pode ser um empecilho para esse caso por l\u00e1, se for necess\u00e1rio comparar o conte\u00fado da decis\u00e3o com o paradigma, por exemplo. No Supremo Tribunal Federal (STF) \u00e9 necess\u00e1rio apontar mat\u00e9ria constitucional para o caso ser julgado.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o constitucional foi o primeiro ponto levantado pela procuradora da Fazenda na sustenta\u00e7\u00e3o oral realizada na sess\u00e3o de ontem. Ela afirmou que a discuss\u00e3o tem contornos constitucionais, por se tratar de discuss\u00e3o sobre controle de decis\u00f5es do Carf que examinam a admissibilidade de recursos no tribunal administrativo. O recurso da PGFN no conselho foi, segundo a procuradora afirmou na sess\u00e3o, \u201cdid\u00e1tico e anal\u00edtico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sustenta\u00e7\u00e3o oral, o advogado que representou o banco, Guilherme Coelho, afirmou que essa \u00e9 uma opera\u00e7\u00e3o em que o Ita\u00fa \u00e9 comprador e n\u00e3o teve ganho de capital. O advogado detalhou os pontos dos paradigmas e por qual motivo n\u00e3o poderiam ser aceitos. \u201cN\u00e3o h\u00e1 paradigma para o caso\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto a PGFN quanto o banco acompanharam a sess\u00e3o com equipes proporcionais ao peso do valor em disputa, com quase dez profissionais. Depois do julgamento, a plateia do Plen\u00e1rio ficou vazia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/04\/trf-1-mantm-impedimento-a-julgamento-de-caso-de-r-36-bi-do-ita-no-carf.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Imposto sobre Grandes Fortunas disfar\u00e7ado: Partido Liberal aciona STF contra Lei 15.270\/2025<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/02\/2026&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Partido Liberal (PL) ajuizou, ontem (04\/02), a A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade n\u00b07.933 no Supremo Tribunal Federal contra dispositivos da Lei n\u00ba 15.270\/2025, que alterou o regime do Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica (IRPF) no Brasil. A legenda questiona, entre outros pontos, a reintrodu\u00e7\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o sobre lucros e dividendos pagos a pessoas f\u00edsicas e a cria\u00e7\u00e3o de uma nova sistem\u00e1tica de tributa\u00e7\u00e3o m\u00ednima anual para contribuintes com rendimentos superiores a R$ 600 mil por ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Publicada em 26 de novembro de 2025, a nova lei come\u00e7a a produzir efeitos a partir de 1\u00ba de janeiro de 2026. Entre as inova\u00e7\u00f5es, est\u00e3o a incid\u00eancia de 10% de IR na fonte sobre lucros e dividendos superiores a R$ 50 mil mensais e a institui\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas progressivas de at\u00e9 10% para rendas totais acima de R$ 1,2 milh\u00e3o no ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, o PL sustenta que a norma afronta diretamente o princ\u00edpio da anterioridade nonagesimal previsto no artigo 150, inciso III, al\u00ednea \u201cc\u201d, da Constitui\u00e7\u00e3o. A sigla alega que a cobran\u00e7a de tributos com apenas 36 dias de vac\u00e2ncia viola a seguran\u00e7a jur\u00eddica e o planejamento tribut\u00e1rio dos contribuintes, exigindo um intervalo m\u00ednimo de 90 dias entre a publica\u00e7\u00e3o da lei e sua aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto central da contesta\u00e7\u00e3o \u00e9 a tese de que a chamada \u201ctributa\u00e7\u00e3o m\u00ednima\u201d n\u00e3o seria, na pr\u00e1tica, um imposto de renda, mas sim um Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), cuja cria\u00e7\u00e3o exigiria lei complementar, nos termos do artigo 153, inciso VII, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. O partido argumenta que a nova tributa\u00e7\u00e3o mira explicitamente os \u201csuper-ricos\u201d e que esse objetivo foi amplamente declarado por parlamentares da base governista durante o processo legislativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a peti\u00e7\u00e3o aponta poss\u00edvel viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da isonomia e da capacidade contributiva, por tratar de maneira desigual contribuintes com mesma renda, dependendo do regime tribut\u00e1rio da empresa da qual recebem dividendos. Segundo o PL, enquanto s\u00f3cios de empresas optantes pelo Simples Nacional seguem isentos, os de empresas no Lucro Real ou Presumido ser\u00e3o tributados, mesmo recebendo valores id\u00eanticos.<\/p>\n\n\n\n<p>O partido tamb\u00e9m invoca o princ\u00edpio da veda\u00e7\u00e3o ao confisco, afirmando que a sobreposi\u00e7\u00e3o de tributos como IRPJ, CSLL, e o novo IR m\u00ednimo, poderia levar a uma carga tribut\u00e1ria insuport\u00e1vel, em especial no caso de pequenas e m\u00e9dias empresas. Ainda segundo a peti\u00e7\u00e3o, a tributa\u00e7\u00e3o dos lucros distribu\u00eddos por sociedades de profissionais liberais seria inadequada porque esses valores corresponderiam \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o pelo trabalho dos s\u00f3cios, e n\u00e3o a rendimentos de capital. O texto argumenta que essas sociedades j\u00e1 sofrem tributa\u00e7\u00e3o na pessoa jur\u00eddica, e a nova cobran\u00e7a sobre os mesmos valores geraria bitributa\u00e7\u00e3o. Para pequenas e m\u00e9dias estruturas, isso poderia inviabilizar economicamente a atividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a a\u00e7\u00e3o argumenta que a nova tributa\u00e7\u00e3o viola o direito adquirido e o ato jur\u00eddico perfeito, especialmente se aplicada sobre lucros apurados antes da vig\u00eancia da nova regra, mas distribu\u00eddos posteriormente, o que criaria, segundo o PL, efeitos retroativos indevidos.<\/p>\n\n\n\n<p>A ADI foi protocolada com pedido de medida cautelar, e aguarda decis\u00e3o do STF sobre eventual suspens\u00e3o dos dispositivos questionados antes do in\u00edcio da cobran\u00e7a dos novos tributos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-rota-da-jurisprud-ncia wp-block-embed-rota-da-jurisprud-ncia\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"zbJ78NWp9Y\"><a href=\"https:\/\/rota.apet.org.br\/2026\/02\/imposto-sobre-grandes-fortunas-disfarcado-partido-liberal-aciona-stf-contra-lei-15-270-2025\/\">Imposto sobre Grandes Fortunas disfar\u00e7ado: Partido Liberal aciona STF contra Lei 15.270\/2025<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Imposto sobre Grandes Fortunas disfar\u00e7ado: Partido Liberal aciona STF contra Lei 15.270\/2025&#8221; &#8212; Rota da Jurisprud\u00eancia\" src=\"https:\/\/rota.apet.org.br\/2026\/02\/imposto-sobre-grandes-fortunas-disfarcado-partido-liberal-aciona-stf-contra-lei-15-270-2025\/embed\/#?secret=lw0k3XZu73#?secret=zbJ78NWp9Y\" data-secret=\"zbJ78NWp9Y\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Fisco pode arbitrar base do ITCMD em caso de subavalia\u00e7\u00e3o, decide STJ no Tema 1.371<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu, em julgamento sob o rito dos recursos repetitivos, que a Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria possui prerrogativa legal, prevista no C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), para arbitrar a base de c\u00e1lculo do Imposto sobre Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o (ITCMD), nos casos em que as informa\u00e7\u00f5es prestadas pelo contribuinte sejam omissas ou n\u00e3o inspirem confian\u00e7a. A tese foi firmada no julgamento dos Recursos Especiais 2.175.094\/SP e 2.213.551\/SP, que comp\u00f5em o Tema 1.371 do STJ. O julgamento ocorreu no dia 10 de dezembro de 2025, mas o ac\u00f3rd\u00e3o foi publicado somente hoje (06\/02).<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia teve origem em mandado de seguran\u00e7a impetrado por contribuinte contra a Fazenda do Estado de S\u00e3o Paulo, com o objetivo de recolher o ITCMD com base no valor venal utilizado para fins de IPTU, conforme previsto na Lei Estadual n\u00ba 10.705\/2000. O contribuinte contestava a ado\u00e7\u00e3o de valor de refer\u00eancia mais elevado, previsto no Decreto Estadual n\u00ba 55.002\/2009, que remete \u00e0 base do ITBI. A Fazenda, por sua vez, buscava manter o uso desse valor de refer\u00eancia ou, subsidiariamente, o direito de instaurar procedimento de arbitramento para apura\u00e7\u00e3o do valor do im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo deu raz\u00e3o ao contribuinte e, al\u00e9m de afastar a aplica\u00e7\u00e3o do decreto estadual, vedou de forma gen\u00e9rica a possibilidade de arbitramento do valor venal, mesmo nas hip\u00f3teses previstas no art. 148 do CTN. Para o STJ, essa exclus\u00e3o ampla da atua\u00e7\u00e3o do Fisco extrapola os limites da fun\u00e7\u00e3o jurisdicional e desconsidera norma geral de direito tribut\u00e1rio de observ\u00e2ncia obrigat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o voto vencedor, do ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, o arbitramento da base de c\u00e1lculo do ITCMD decorre diretamente do art. 148 do CTN e se aplica a todos os entes federados, por se tratar de norma geral relacionada ao lan\u00e7amento tribut\u00e1rio. O relator destacou que esse procedimento tem car\u00e1ter excepcional, subsidi\u00e1rio e vinculado, podendo ser utilizado apenas quando a declara\u00e7\u00e3o, as informa\u00e7\u00f5es ou os documentos apresentados pelo contribuinte forem omissos ou n\u00e3o merecerem f\u00e9, sempre mediante processo regular, com observ\u00e2ncia do contradit\u00f3rio e da ampla defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra Maria Thereza de Assis Moura, relatora original dos recursos, havia votado pelo n\u00e3o conhecimento do recurso especial, por entender que a controv\u00e9rsia estaria restrita ao direito estadual. Prevaleceu, contudo, a tese de que a veda\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica ao arbitramento envolve interpreta\u00e7\u00e3o direta do CTN, o que atrai a compet\u00eancia do STJ para uniformizar a jurisprud\u00eancia sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a decis\u00e3o, o STJ assentou que a legisla\u00e7\u00e3o estadual pode eleger os crit\u00e9rios iniciais para a apura\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do ITCMD, como a utiliza\u00e7\u00e3o do valor do IPTU ou da declara\u00e7\u00e3o do contribuinte, desde que respeitado o quadro das normas gerais do CTN. Esses crit\u00e9rios iniciais, por\u00e9m, n\u00e3o se confundem com o procedimento de arbitramento, que permanece resguardado ao Fisco, de forma excepcional e subsidi\u00e1ria, quando se mostrarem inadequados para refletir o valor venal do bem.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese repetitiva tem efeito vinculante e dever\u00e1 ser observada pelos tribunais de todo o pa\u00eds, com impacto direto nos lit\u00edgios envolvendo o ITCMD e a avalia\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis transmitidos por heran\u00e7a ou doa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Rota da Jurisprud\u00eancia \u2013 APET<\/p>\n\n\n\n<p>Refer\u00eancia: Recurso Especial n\u00b0 2.175.094\/SP e 2.213.551\/SP (Tema 1.371)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-rota-da-jurisprud-ncia wp-block-embed-rota-da-jurisprud-ncia\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"phyhiEwdLL\"><a href=\"https:\/\/rota.apet.org.br\/2026\/02\/fisco-pode-arbitrar-base-do-itcmd-em-caso-de-subavaliacao-decide-stj-no-tema-1-371\/\">Fisco pode arbitrar base do ITCMD em caso de subavalia\u00e7\u00e3o, decide STJ no Tema 1.371<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Fisco pode arbitrar base do ITCMD em caso de subavalia\u00e7\u00e3o, decide STJ no Tema 1.371&#8221; &#8212; Rota da Jurisprud\u00eancia\" src=\"https:\/\/rota.apet.org.br\/2026\/02\/fisco-pode-arbitrar-base-do-itcmd-em-caso-de-subavaliacao-decide-stj-no-tema-1-371\/embed\/#?secret=IP6F8mptPe#?secret=phyhiEwdLL\" data-secret=\"phyhiEwdLL\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Liminar derruba cobran\u00e7a de multa isolada de R$ 25 milh\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Uma liminar da 4\u00aa Vara Federal de Ribeir\u00e3o Preto (SP) derrubou uma multa isolada de R$ 25 milh\u00f5es imposta \u00e0 prestadora de servi\u00e7os de seguran\u00e7a e alimenta\u00e7\u00e3o Resolv. A cobran\u00e7a havia sido mantida mesmo ap\u00f3s a derrota do contribuinte no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) por voto de qualidade \u2013 o desempate pelo presidente do colegiado, que \u00e9 representante da Fazenda. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informou que vai recorrer.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 entre os anos de 2020 e 2023, o desempate foi automaticamente favor\u00e1vel ao contribuinte. Desde que o voto de qualidade no Carf voltou a ser a favor da Fazenda, com a Lei n\u00ba 14.689, de 2023, foram aprovados benef\u00edcios para as empresas, como a exclus\u00e3o de multas e representa\u00e7\u00e3o fiscal para fins penais. Mas Receita Federal e contribuintes interpretam a legisla\u00e7\u00e3o de maneiras diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 expressa ao excluir as penalidades \u201cquando o julgamento de processo administrativo fiscal foi resolvido favoravelmente \u00e0 Fazenda P\u00fablica pelo voto de qualidade\u201d. Para advogados, como o texto \u00e9 gen\u00e9rico, valeria para todas as multas. Por\u00e9m, um parecer da PGFN e a Instru\u00e7\u00e3o Normativa (IN) n\u00ba 2.205, de 2024, editada pela Receita Federal, restringiram a aplica\u00e7\u00e3o dessas hip\u00f3teses.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a IN, as multas aduaneiras, isoladas e morat\u00f3rias n\u00e3o devem ser exclu\u00eddas, mesmo se houver derrota no Carf por voto de qualidade. Isso porque, no entendimento da Uni\u00e3o, s\u00f3 podem ser derrubadas as penalidades relacionadas \u00e0 demanda principal, como a multa de of\u00edcio, a qualificada e a agravada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em novembro do ano passado, o assunto tamb\u00e9m entrou na pauta da C\u00e2mara de Promo\u00e7\u00e3o de Seguran\u00e7a Jur\u00eddica no Ambiente de Neg\u00f3cios (Sejan) da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU). O \u00f3rg\u00e3o foi criado para discutir e antecipar lit\u00edgios que surjam com a reforma tribut\u00e1ria, mas tamb\u00e9m debate outras mat\u00e9rias com o objetivo de evitar que a demanda chegue ao Judici\u00e1rio. Neste tema, por\u00e9m, n\u00e3o houve consenso.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia na interpreta\u00e7\u00e3o tem feito os contribuintes proporem a\u00e7\u00e3o judicial e, nos poucos casos que existem, as decis\u00f5es t\u00eam sido favor\u00e1veis. A mais recente \u00e9 a da 4\u00aa Vara Federal de Ribeir\u00e3o Preto. Para a ju\u00edza Milenna Marjorie Fonseca da Cunha, a lei \u00e9 que deve prevalecer, pois previu as exclus\u00f5es das multas \u201csem estabelecer distin\u00e7\u00f5es, de modo que, nesse ponto, a instru\u00e7\u00e3o normativa, ao restringir o alcance da norma legal, ultrapassou o poder regulamentar\u201d (processo n\u00ba 5000112-75.2026.4.03.6102).<\/p>\n\n\n\n<p>A penalidade foi aplicada contra a Resolv ap\u00f3s a negativa de pedido de compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos previdenci\u00e1rios pela Receita Federal. No caso, foi imposto o percentual de 150%, por \u201cfalsidade da declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o apresentada\u201d. A penalidade foi mantida pelo Carf, por voto de qualidade, em julgamento de setembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>No processo, a empresa defendeu que a multa isolada estava vinculada ao caso, e n\u00e3o poderia estar apartada. Nele, havia a cobran\u00e7a do principal (os valores da compensa\u00e7\u00e3o indevida) com multa de mora, de 20%. \u201cIsso acabou nos ajudando, porque se tratava de uma multa isolada na cobran\u00e7a do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio\u201d, diz o advogado que atua no caso. \u201cA Receita Federal trata isso [a multa isolada] como principal e que n\u00e3o \u00e9 fact\u00edvel de cancelamento, com benef\u00edcio somente dos juros\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o do advogado, esse foi um dos principais pontos que fez a ju\u00edza dar a liminar. \u201cEm casos como esse, em que a multa isolada, ainda que num processo apartado, tem uma rela\u00e7\u00e3o direta com outro processo em que \u00e9 cobrado um principal, fica muito evidente essa vincula\u00e7\u00e3o e a necessidade de cancelamento da multa\u201d, afirma ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota ao Valor, a PGFN diz que o artigo 25, par\u00e1grafo 9\u00ba-A, da Lei 14.689\/2023 n\u00e3o se aplica ao caso. \u201cN\u00e3o h\u00e1 a rela\u00e7\u00e3o de acessoriedade em rela\u00e7\u00e3o a um tributo, trata-se de uma multa decorrente da comprova\u00e7\u00e3o de falsidade em declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o\u201d, afirma. Para o \u00f3rg\u00e3o, \u201ctal penalidade possui natureza de obriga\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma e, portanto, n\u00e3o seria aplic\u00e1vel a previs\u00e3o da Lei 14.689\/2023\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem alguns precedentes similares, mas n\u00e3o sobre multa isolada. O Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o (RJ e ES) afastou multa e juros ap\u00f3s uma empresa ter perdido no Carf, por qualidade, em uma disputa sobre prazo de decad\u00eancia. A Fazenda defendia que, por ser discuss\u00e3o preliminar, a penalidade n\u00e3o deveria ser derrubada (processo n\u00ba 5075609-89. 2024.4.02.5101). Recorreu ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). Existe ainda outra liminar da Justi\u00e7a Federal de S\u00e3o Paulo, de maio de 2025, que tamb\u00e9m afastou a multa de mora (processo n\u00ba 5009254-46.2025.4.03.6100).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/06\/liminar-derruba-cobranca-de-multa-isolada-de-r-25-milhoes.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Liminar veda IR sobre dividendos de empresa no Simples<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 09\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Uma liminar da 26\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo proibiu a incid\u00eancia de 10% de Imposto de Renda (IRPF) sobre dividendos distribu\u00eddos aos s\u00f3cios de um escrit\u00f3rio de advocacia, inscrito no Simples Nacional &#8211; regime para faturamento de at\u00e9 R$ 4,8 milh\u00f5es anuais. A decis\u00e3o beneficia o Rocchi &amp; Neves Advogados Associados. Cabe recurso.<br>A tributa\u00e7\u00e3o passou a ser prevista pela Lei n\u00ba 15.270, de 2025. A norma ainda aumentou a isen\u00e7\u00e3o do IRPF para quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil e determinou que a isen\u00e7\u00e3o de dividendos s\u00f3 estava garantida para empresas que deliberassem at\u00e9 31 de dezembro do ano passado. Uma liminar do Supremo Tribunal Federal, por\u00e9m, prorrogou esse prazo para 31 de janeiro e ser\u00e1 analisada no Plen\u00e1rio Virtual a partir do dia 13 deste m\u00eas (ADIs 7912 e 7914).<br>Companhias anteciparam mais de R$ 100 milh\u00f5es em lucros no fim do ano passado. Elas inclusive tomaram empr\u00e9stimos com o objetivo de escapar da cobran\u00e7a tribut\u00e1ria. A exig\u00eancia \u00e9 sobre valores que ultrapassarem R$ 50 mil em um mesmo m\u00eas ou R$ 600 mil no ano.<br>Na a\u00e7\u00e3o, o Rocchi &amp; Neves Advogados<br>Associados defendeu que uma lei ordin\u00e1ria, como a do IRPF, n\u00e3o poderia ir contra e se sobrepor \u00e0 Lei do Simples &#8211; a Lei Complementar (LC) n\u00ba 123, de 2006. O artigo 14 determina que s\u00e3o \u201cisentos do imposto de renda, na fonte e na declara\u00e7\u00e3o de ajuste do benefici\u00e1rio, os valores efetivamente pagos ou distribu\u00eddos\u201d a s\u00f3cios de empresas de pequeno porte, optantes desse regime. Para o escrit\u00f3rio, permitir a tributa\u00e7\u00e3o violaria a hierarquia das leis, at\u00e9 porque o tratamento diferenciado a essas empresas foi dado pela Constitui\u00e7\u00e3o.<br>Em nota ao Valor, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) destaca, por\u00e9m, que o tratamento diferenciado garantido ao Simples Nacional \u201cvisa proteger a atividade produtiva da micro e pequena empresa, e n\u00e3o deve ser confundido com a renda pessoal do s\u00f3cio\u201d. \u201cA tributa\u00e7\u00e3o de dividendos incide sobre o ganho da pessoa f\u00edsica, o que n\u00e3o interfere no regime simplificado de recolhimento da empresa\u201d, afirma.<br>Segundo o \u00f3rg\u00e3o, a isen\u00e7\u00e3o prevista no artigo 14 da LC n\u00ba 123 \u201cn\u00e3o \u00e9 mat\u00e9ria reservada \u00e0 lei complementar, raz\u00e3o pela qual prevalece o disposto na Lei n\u00ba 15.270\/25\u201d. \u201cDiante da legalidade da norma, a PGFN confia que a tese ser\u00e1 confirmada pelas inst\u00e2ncias superiores, assegurando a isonomia do sistema tribut\u00e1rio\u201d, diz.<br>Na decis\u00e3o, a ju\u00edza S\u00edlvia Figueiredo Marques, da 26\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo, acatou a argumenta\u00e7\u00e3o do contribuinte. Para ela, \u201ccabe \u00e0 lei complementar veicular a regras para o tratamento diferenciado \u00e0s microempresas e empresas de pequeno porte, tal como previsto no artigo 146 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u201d. Por conta disso, acrescenta, a nova lei, \u201cn\u00e3o pode ser aplicada \u00e0s microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional\u201d.<br>\u201cEntendimento diverso ofenderia a pr\u00f3pria determina\u00e7\u00e3o constitucional acima transcrita, concretizada na Lei Complementar n\u00ba 123\/2006\u201d, afirma a magistrada. O requisito para conceder a liminar foi cumprido, na vis\u00e3o dela, pois o n\u00e3o recolhimento do tributo pode resultar em autua\u00e7\u00e3o pelo Fisco (processo n\u00ba 5002505-76.2026.4.03.6100).<br>O advogado Fl\u00e1vio Rocchi Jr, do Rocchi &amp; Neves Advogados Associados, que moveu a a\u00e7\u00e3o, diz que havia orienta\u00e7\u00e3o da Receita Federal para cobrar os 10% sobre os valores dos s\u00f3cios. \u201cDiante dessa orienta\u00e7\u00e3o e respeitando o princ\u00edpio da hierarquia das leis, entramos com a a\u00e7\u00e3o para que os dividendos de empresas do Simples Nacional n\u00e3o sofram reten\u00e7\u00e3o pelo IR\u201d, afirma.<br>A ideia, de acordo com Rocchi, \u00e9 replicar a decis\u00e3o em outros casos, para clientes. \u201cO escrit\u00f3rio atende v\u00e1rios escrit\u00f3rios de contabilidade que podem se beneficiar da tese, pois tamb\u00e9m est\u00e3o no Simples Nacional e recebem mais de R$ 50 mil de lucros e dividendos.\u201d Atuam no escrit\u00f3rio 96 pessoas, sendo 12 s\u00f3cios que podem ser beneficiados com a liminar. A distribui\u00e7\u00e3o dos lucros \u00e9 a forma de remunera\u00e7\u00e3o deles.<br>Ele avalia que o impacto \u00e9 positivo em duas vias. &#8220;Primeiro n\u00e3o ser tributado pelos dividendos e segundo n\u00e3o considerar esse lucro para contabilizar a renda m\u00ednima anual de R$ 600 mil. Isso \u00e9 muito importante, porque \u00e0s vezes n\u00e3o se ganha R$ 50 mil por m\u00eas, mas somando com aluguel, dividendos de a\u00e7\u00f5es e outros investimentos, ultrapassa R$ 600 mil por ano. A decis\u00e3o veda isso, \u00e9 uma grande vantagem\u201d, diz.<br>A tributarista Karem Dias, s\u00f3cia do Rivitti e Dias Advogados, avalia que a decis\u00e3o \u00e9 positiva, pois a lei n\u00e3o poderia ser aplicada a empresas de menor porte. \u201cO Simples \u00e9 um tratamento diferenciado e favorecido, como determina a Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Uma norma constitucional n\u00e3o pode ser alterada por lei complementar nem lei ordin\u00e1ria, s\u00f3 pela pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<br>Segundo ela, por\u00e9m, h\u00e1 argumentos favor\u00e1veis \u00e0 Fazenda. \u201cA lei que trouxe a tributa\u00e7\u00e3o na fonte dos dividendos est\u00e1 inserida em um contexto de tributa\u00e7\u00e3o de altas rendas. A tributa\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 onerando a empresa do Simples, mas a pessoa que recebe esses dividendos e que \u00e9 de altas rendas, porque \u00e9 acima de R$ 50 mil.\u201d Para Karem, por\u00e9m, independentemente de o lucro ter ido para o s\u00f3cio ou ficado na empresa, \u201ca taxa\u00e7\u00e3o desconfigura o regime do Simples\u201d.<br><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/09\/liminar-veda-ir-sobre-dividendos-de-empresa-no-simples.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/09\/liminar-veda-ir-sobre-dividendos-de-empresa-no-simples.ghtml<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ permite dedu\u00e7\u00e3o de PLR de trabalhadores de tecnologia da base do IRPJ e CSLL<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 09\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu, por unanimidade, que \u00e9 poss\u00edvel deduzir verbas de Participa\u00e7\u00e3o nos Lucros e Resultados (PLR) pagas a trabalhadores envolvidos em projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica (PD&amp;I) do lucro real, levando \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL. Os ministros entenderam que tais valores podem ser considerados disp\u00eandios eleg\u00edveis ao incentivo fiscal da Lei do Bem (Lei 11.196\/2005).<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o girou em torno de definir se tais valores podem ser classificados como despesas operacionais pela legisla\u00e7\u00e3o do IRPJ, crit\u00e9rio definido pelo artigo 17 da Lei do Bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sustenta\u00e7\u00e3o oral, o procurador Renato Cesar Guedes, da Fazenda Nacional, defendeu que, al\u00e9m de serem considerados uma despesa operacional, os valores t\u00eam de estar diretamente relacionados \u00e0 pesquisa e ao desenvolvimento tecnol\u00f3gico para serem atingidos pelo benef\u00edcio fiscal. Para ele, n\u00e3o h\u00e1 conex\u00e3o direta entre o lucro e a base empregadora com pesquisa e desenvolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDentro de uma mesma empresa, nem todos foram contratados para empreender pesquisa e desenvolvimento, a n\u00e3o ser que seja uma empresa exclusivamente de pesquisa e desenvolvimento. \u00c9 poss\u00edvel que se contrate um funcion\u00e1rio que n\u00e3o seja relacionado a isso e que vai ter participa\u00e7\u00e3o nos lucros\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao JOTA, o tributarista Carlos Eduardo Domingues Amorim, do Martinelli Advogados e representante das empresas, explicou que a a\u00e7\u00e3o n\u00e3o tratava da PLR paga a todos os funcion\u00e1rios, mas sim aos diretamente ligados \u00e0 PD&amp;I. \u201cNo nosso caso a empresa utilizou apenas a parcela atinente a esses funcion\u00e1rios\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Bellizze acolheu a argumenta\u00e7\u00e3o dos contribuintes e entendeu que a verba pode integrar o benef\u00edcio institu\u00eddo pela lei \u201cem virtude da equipara\u00e7\u00e3o a despesas operacionais para fins de apura\u00e7\u00e3o do lucro real pela legisla\u00e7\u00e3o do IR\u201d. Os demais julgadores o seguiram.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento se deu nos REsp 1742852 e Resp 1735243.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/stj-permite-deducao-de-plr-de-trabalhadores-de-tecnologia-da-base-do-irpj-e-csll\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quais cidades arrecadam mais impostos no Brasil? Ranking mostra concentra\u00e7\u00e3o em 100 munic\u00edpios Data: 03\/02\/2026 Um novo estudo da Receita Federal (RF) mostra as cidades que mais arrecadaram impostos em 2024. De acordo com o IBGE de 2024, o Brasil tem 5.569 munic\u00edpios. 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