{"id":3964,"date":"2026-01-20T09:03:32","date_gmt":"2026-01-20T12:03:32","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3964"},"modified":"2026-01-20T09:04:16","modified_gmt":"2026-01-20T12:04:16","slug":"retrospecto-tributario-13-01-a-20-01","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3964","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 13\/01 a 20\/01"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 13\/01 a 20\/01<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quase metade dos temas tribut\u00e1rios parados nos tribunais envolve PIS, Cofins e CSLL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os diversos julgamentos de temas de repercuss\u00e3o geral j\u00e1 afetados que aguardam aprecia\u00e7\u00e3o pelos tribunais superiores em 2026, ao menos 11 envolvem discuss\u00f5es sobre a incid\u00eancia do PIS, da Cofins e da CSLL na base de c\u00e1lculo de tributos como ISS e ICMS. Este \u00e9 o resultado de um levantamento realizado pelo Martinelli Advogados, que identificou 23 temas tribut\u00e1rios que aguardam decis\u00e3o do Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuase metade dos temas tribut\u00e1rios que est\u00e3o parados nas cortes superiores envolve discuss\u00f5es que tratam da incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es como PIS e Cofins, tributos importantes e que pesam no fluxo de caixa de empresas de v\u00e1rios setores\u201d, destaca o tributarista Luiz Eduardo Costa Lucas, s\u00f3cio do Martinelli Advogados. O cen\u00e1rio se avoluma em preocupa\u00e7\u00e3o j\u00e1 que, em 2027, a reforma tribut\u00e1ria j\u00e1 far\u00e1 a substitui\u00e7\u00e3o desses dois tributos pela Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), o que demanda senso de urg\u00eancia quanto \u00e0s decis\u00f5es sobre o PIS e a Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00e9ditos n\u00e3o aproveitados<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio a um dos sistemas tribut\u00e1rios mais complexos do mundo, organiza\u00e7\u00f5es brasileiras seguem abrindo m\u00e3o de valores expressivos que poderiam ser reinvestidos em inova\u00e7\u00e3o e crescimento. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT), 95% das companhias no Pa\u00eds recolhem mais tributos do que deveriam, o que representa bilh\u00f5es de reais parados nos cofres p\u00fablicos por aus\u00eancia de revis\u00e3o ou desconhecimento de benef\u00edcios legais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 uma diferen\u00e7a brutal entre pagar imposto e pagar certo\u201d, afirma Maynara Foga\u00e7a, CEO da Vis\u00e3o Tribut\u00e1ria. Ela calcula que empresas de m\u00e9dio e grande porte deixam de recuperar, em m\u00e9dia, de 2% a 5% do faturamento anual em cr\u00e9ditos n\u00e3o aproveitados. Entre os valores ignorados est\u00e3o cr\u00e9ditos de PIS e Cofins sobre insumos, energia el\u00e9trica, transporte de mercadorias e servi\u00e7os contratados.<\/p>\n\n\n\n<p>Conluio em licita\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com a moderniza\u00e7\u00e3o trazida pela nova Lei de Licita\u00e7\u00f5es, o conluio entre empresas continua sendo uma das fraudes mais dif\u00edceis de detectar na administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Para Ricardo Dias, advogado especialista em Licita\u00e7\u00f5es e s\u00f3cio do Comparato, Nunes, Federici &amp; Pimentel Advogados (CNFLaw), a pr\u00e1tica continua sendo poss\u00edvel de ocorrer, pois \u201co conluio em licita\u00e7\u00e3o \u00e9 um acordo sigiloso para fraudar a competi\u00e7\u00e3o; por isso, seus sinais aparecem nos detalhes que muitas vezes passam despercebidos pelos gestores\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista explica que o conluio se configura quando empresas combinam previamente pre\u00e7os, divis\u00e3o de mercado ou resultados do certame com o objetivo de beneficiar um participante e prejudicar o \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Autonomia patrimonial<\/p>\n\n\n\n<p>Uma decis\u00e3o da 1\u00aa Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2\u00aa Regi\u00e3o marcou um importante precedente para o di\u00e1logo entre o direito empresarial e o direito do trabalho. O colegiado afastou, por unanimidade, a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica determinada, em primeira inst\u00e2ncia, em execu\u00e7\u00e3o movida por ex-funcion\u00e1ria contra a Saraiva e a Siciliano S.A., ambas em recupera\u00e7\u00e3o judicial desde 2023. O tribunal restabeleceu a autonomia patrimonial da companhia e, por ora, impediu que a cobran\u00e7a fosse redirecionada para os bens pessoais de acionistas e administradores.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/portalcontabilsc.com.br\/noticias\/quase-metade-dos-temas-tributarios-parados-nos-tribunais-envolve-pis-cofins-e-csll\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Tributa\u00e7\u00e3o de lucros gera inseguran\u00e7a e amea\u00e7a isen\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do Simples Nacional, alerta FecomercioSP<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A entrada em vigor da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2025\/lei\/l15270.htm\">Lei 15.270\/2025<\/a>, que institui a cobran\u00e7a de Imposto de Renda na Fonte (IRRF) sobre a distribui\u00e7\u00e3o de lucros e dividendos superiores a R$ 50 mil mensais por pessoa f\u00edsica, desencadeou uma crise de interpreta\u00e7\u00e3o que atinge em cheio as Micro e Pequenas Empresas (MPEs) optantes pelo Simples Nacional. Embora a lei ordin\u00e1ria tenha como alvo as altas rendas, um entendimento da Receita Federal estende seus efeitos \u00e0s empresas do Simples, contrariando a legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica e a Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Sarina Sasaki Manata, assessora da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.fecomercio.com.br\/\">Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo do Estado de S\u00e3o Paulo (FecomercioSP)<\/a>, apesar de as altera\u00e7\u00f5es n\u00e3o se aplicarem aos s\u00f3cios do Simples, pois o regime conta com lei complementar pr\u00f3pria que mant\u00e9m a isen\u00e7\u00e3o do IR sobre lucros distribu\u00eddos, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/dezembro\/receita-federal-lanca-perguntas-e-respostas-sobre-tributacao-de-altas-rendas-consideracoes-sobre-lucros-e-dividendos\/manual_padrao_rfb_per_tributacao_sutri_v2.pdf\/view\">documento de perguntas e respostas da Receita Federal<\/a>&nbsp;abre brecha para dubiedade.<\/p>\n\n\n\n<p>No documento, a autoridade fiscal afirma que, a partir de janeiro de 2026, a isen\u00e7\u00e3o prevista na Lei do Simples (Lei Complementar 123\/2006) deixaria de valer para dividendos, sujeitando-os \u00e0 reten\u00e7\u00e3o de 10%. \u201cEsse posicionamento gerou forte inseguran\u00e7a jur\u00eddica\u201d, afirma Sarina. Diante disso, a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.fecomercio.com.br\/noticia\/fecomerciosp-entra-com-mandado-de-seguranca-pela-isencao-da-tributacao-de-lucros-para-micro-e-pequenas-empresas\">FecomercioSP ingressou com um Mandado de Seguran\u00e7a Coletivo no Tribunal Regional Federal<\/a>&nbsp;da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF-1), buscando assegurar a manuten\u00e7\u00e3o da isen\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Prorroga\u00e7\u00e3o do prazo<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/fecomercio.com.br\/noticia\/stf-atende-pedido-da-cnc-e-prorroga-prazo-para-empresas-garantirem-isencao-sobre-lucros-de-2025\">Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC) ajuizou a A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.912<\/a>&nbsp;e obteve, no dia 26 de dezembro, decis\u00e3o liminar parcialmente favor\u00e1vel do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decis\u00e3o atende em parte \u00e0 cautela requerida pelas entidades empresariais e prorroga, at\u00e9 31 de janeiro, o prazo para que as empresas brasileiras aprovem formalmente a distribui\u00e7\u00e3o de lucros e dividendos at\u00e9 o exerc\u00edcio de 2025, garantindo a manuten\u00e7\u00e3o da isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria sobre esses valores.<\/p>\n\n\n\n<p>Impactos pr\u00e1ticos para os pequenos<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a assessora, os desdobramentos para as empresas do Simples n\u00e3o v\u00eam da lei em si, mas da interpreta\u00e7\u00e3o da Receita, podendo resultar em:<\/p>\n\n\n\n<p>risco de exig\u00eancia indevida de IRRF, violando a LC 123\/2006;<\/p>\n\n\n\n<p>aumento dos custos de conformidade, ao for\u00e7ar pequenas empresas a adotarem complexas rotinas de c\u00e1lculo, reten\u00e7\u00e3o e declara\u00e7\u00e3o de IRRF;<\/p>\n\n\n\n<p>autua\u00e7\u00f5es fiscais, mesmo com a empresa seguindo a lei do Simples;<\/p>\n\n\n\n<p>judicializa\u00e7\u00e3o em massa, com a\u00e7\u00f5es individuais e coletivas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEmbora o objetivo de justi\u00e7a tribut\u00e1ria seja leg\u00edtimo, a forma de implementa\u00e7\u00e3o penaliza desproporcionalmente as MPEs, que foram respons\u00e1veis por 72% dos empregos criados em 2024\u201d, avalia Sarina.<\/p>\n\n\n\n<p>Cen\u00e1rio diferente para grandes empresas<\/p>\n\n\n\n<p>Para as empresas de grande porte, tributadas pelo lucro real ou presumido, o cen\u00e1rio \u00e9 mais claro. A tributa\u00e7\u00e3o est\u00e1 expressamente prevista na nova lei. \u201cO reflexo para esses neg\u00f3cios \u00e9 predominantemente financeiro, de aumento da carga tribut\u00e1ria. Operacionalmente, pouco muda, pois j\u00e1 t\u00eam estrutura robusta para apura\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o de tributos\u201d, explica a assessora da FecomercioSP.<\/p>\n\n\n\n<p>Pontos de aten\u00e7\u00e3o na gest\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Frente a incertezas, a Federa\u00e7\u00e3o orienta as empresas optantes do Simples Nacional a redobrarem a aten\u00e7\u00e3o em tr\u00eas frentes:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; formaliza\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil:&nbsp;manter escritura\u00e7\u00e3o regular para comprovar a exist\u00eancia de lucros e dar seguran\u00e7a \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; n\u00e3o fazer \u201cdistribui\u00e7\u00e3o disfar\u00e7ada de lucros\u201d:&nbsp;usar a conta da empresa para despesas pessoais do s\u00f3cio \u00e9 uma pr\u00e1tica arriscada, sujeita a multas de at\u00e9 150% do valor;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; acompanhamento jur\u00eddico permanente:&nbsp;monitorar decis\u00f5es judiciais e orienta\u00e7\u00f5es oficiais para tomar decis\u00f5es com menor risco de passivos futuros.<\/p>\n\n\n\n<p>A FecomercioSP reconhece como pontos positivos da Lei 15.270\/2025 a amplia\u00e7\u00e3o da faixa de isen\u00e7\u00e3o do IRPF para rendas de at\u00e9 R$ 5 mil e a redu\u00e7\u00e3o da carga para rendas de at\u00e9 R$ 7,35 mil, que estimulam o consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, os pontos negativos, especialmente para as pequenas empresas, pesam mais. \u201cA inseguran\u00e7a jur\u00eddica e o aumento do Custo Brasil, seja por tributa\u00e7\u00e3o adicional, seja por complexidade fiscal, podem comprometer a competitividade e a sobreviv\u00eancia desse segmento vital da economia\u201d, aponta Sarina.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto a Justi\u00e7a n\u00e3o se pronuncia de forma definitiva, as MPEs brasileiras navegam em um mar de incertezas, em que a simplicidade tribut\u00e1ria, princ\u00edpio fundador do Simples Nacional, continua sob amea\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/fecomercio.com.br\/noticia\/tributacao-de-lucros-gera-inseguranca-e-ameaca-isencao-historica-do-simples-nacional-alerta-fecomerciosp\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf planeja buscar certifica\u00e7\u00e3o de qualidade neste ano, diz presidente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s um ano de \u00eanfase na celeridade e na redu\u00e7\u00e3o de estoque, o Carf elegeu o rigor t\u00e9cnico e a retomada de padr\u00f5es de qualidade como uma das prioridades para 2026. Em entrevista ao&nbsp;JOTA, o presidente do tribunal, Carlos Higino Ribeiro de Alencar, afirmou que um dos objetivos deste ano \u00e9 mostrar que o ganho de celeridade n\u00e3o compromete a excel\u00eancia das decis\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o presidente, mesmo em um cen\u00e1rio de greve, em 2025 foi poss\u00edvel reduzir o estoque de processos conforme o planejado e se aproximar da meta estipulada para o valor de processos julgados. De janeiro a novembro, foram 51 mil casos analisados, envolvendo um montante de R$ 449,7 bilh\u00f5es. O desafio, segundo Higino, \u00e9 manter a produ\u00e7\u00e3o alta com qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o nossa de dizer que n\u00f3s n\u00e3o estamos acelerando os julgamentos, a sa\u00edda de processos, com queda da qualidade\u201d, disse ao afirmar que o \u00f3rg\u00e3o buscar\u00e1 este&nbsp;ano a certifica\u00e7\u00e3o ISO, norma internacional de valida\u00e7\u00e3o de sistemas de gest\u00e3o de qualidade, que o Carf j\u00e1 teve em anos passados (2017, 2018 e 2019). Para isso, o tribunal deve oferecer aos conselheiros capacita\u00e7\u00f5es internas, em parceria com a Escola Nacional de Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica (Enap).<\/p>\n\n\n\n<p>Em contrapartida ao cumprimento dessas metas, o&nbsp;JOTA&nbsp;apurou que o resultado exigiu uma rotina intensa, com a obrigatoriedade de sess\u00f5es extraordin\u00e1rias, o que elevou a carga de trabalho dos conselheiros. Higino reconhece o cen\u00e1rio de exig\u00eancia, principalmente porque o Carf, segundo ele, \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o de &#8220;alto rendimento e desempenho\u201d, com cobran\u00e7a de &#8220;metas ousadas&#8221; por parte do Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o presidente, embora as sess\u00f5es extraordin\u00e1rias tenham passado a ser a regra e o esperado fosse que os conselheiros assumissem esse acervo, a gest\u00e3o manteve &#8220;um olhar&#8221; flex\u00edvel e, em casos espec\u00edficos, foi permitido que julgadores fossem dispensados da carga adicional. \u201cTem uma preocupa\u00e7\u00e3o de que isso n\u00e3o leve a um adoecimento, que n\u00e3o leve a uma exaust\u00e3o&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/conteudo.jota.info\/cadastro-em-newsletter-curadoria-jota-pro-tributos\">Receba de gra\u00e7a todas as sextas-feiras um resumo da semana tribut\u00e1ria no seu email<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Higino, esse ritmo intenso foi necess\u00e1rio para enfrentar o volume de processos acumulado ap\u00f3s a greve na Receita. A expectativa de Higino \u00e9 que 2026 seja de estabilidade administrativa e legislativa, permitindo um funcionamento pleno do \u00f3rg\u00e3o \u201cdo come\u00e7o ao fim\u201d. Dessa forma, segundo ele, mantendo as mudan\u00e7as feitas em 2025 e com boa parte dos conselheiros que entraram nesses dois \u00faltimos anos j\u00e1 com a experi\u00eancia, o tribunal inicia 2026 com o \u201cmotor j\u00e1 aquecido\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00famulas<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto de busca por celeridade nos julgamentos, o Carf aprovou em 2025 28 s\u00famulas: tr\u00eas em pleno, tr\u00eas na 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, sete na 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o e o restante na 3\u00aa. O movimento de pacifica\u00e7\u00e3o de teses deve seguir em 2026, segundo o presidente, principalmente porque, no ano passado, se tornou obrigat\u00f3ria a observ\u00e2ncia das s\u00famulas do conselho pelas Delegacias de Julgamento da Receita Federal (DRJs).<\/p>\n\n\n\n<p>Para Higino, essa vincula\u00e7\u00e3o traz previsibilidade ao contribuinte, que consegue \u201csaber que tal assunto ter\u00e1 aquele tipo de decis\u00e3o no contencioso\u201d, disse. &#8220;H\u00e1 um indicativo claro do que pensa a administra\u00e7\u00e3o em termos finais. Ent\u00e3o, acho que ela [a s\u00famula] ajuda a resolver o que tem, e a evitar outros processos&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Participa\u00e7\u00f5es na 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Para 2026, o presidente afirmou ao&nbsp;JOTA&nbsp;que avalia a possibilidade de participar dos outros colegiados da C\u00e2mara Superior, mas que, por ora, a prioridade continua sendo a 1\u00aa Turma, por concentrar &#8220;temas que t\u00eam uma sensibilidade de relev\u00e2ncia maior em termos de valores&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Higino passou a integrar a 1\u00aa Turma em 2025, juntamente com a vice-presidente, Sem\u00edramis Oliveira, movimento que n\u00e3o ocorreu antes, segundo ele, devido \u00e0 agenda administrativa. Com a nova composi\u00e7\u00e3o, houve altera\u00e7\u00e3o de entendimento em temas como Juros Sobre Capital Pr\u00f3prio (JCP) extempor\u00e2neo e concomit\u00e2ncia de multa. Apesar disso, o presidente avalia que n\u00e3o houve mudan\u00e7as radicais e que &#8220;manteve-se um equil\u00edbrio&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Higino, o pr\u00f3prio rito da C\u00e2mara Superior impede guinadas bruscas na jurisprud\u00eancia. Isso porque o rigoroso exame de admissibilidade exige que a diverg\u00eancia seja comprovada antes que o m\u00e9rito possa ser sequer analisado.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 [apenas] chegar e ter uma tese diferente. Na verdade, voc\u00ea s\u00f3 consegue aplicar uma tese l\u00e1 se houver diverg\u00eancia entre decis\u00f5es, o que nem sempre ocorre&#8221;, justificou.<\/p>\n\n\n\n<p>Mudan\u00e7as de conselheiros<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;JOTA&nbsp;apurou que, em 2025, as confedera\u00e7\u00f5es alteraram a din\u00e2mica de indica\u00e7\u00f5es e optaram por reconduzir menos conselheiros: ao fim dos mandatos, diversos representantes dos contribuintes n\u00e3o foram mantidos nos cargos. As confedera\u00e7\u00f5es foram procuradas para comentar a mudan\u00e7a de crit\u00e9rio, mas n\u00e3o responderam at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Higino, seria &#8220;interessante&#8221; que as entidades priorizassem a manuten\u00e7\u00e3o de quem apresenta bom desempenho. &#8220;\u00c9 bom para a casa, porque acaba dando uma continuidade e muda menos a jurisprud\u00eancia&#8221;, afirmou. Ele lamenta que a troca constante ignore a &#8220;curva de aprendizagem&#8221; necess\u00e1ria \u00e0 fun\u00e7\u00e3o, mas refor\u00e7a que respeita a autonomia e a prerrogativa das entidades nas indica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSendo um bom conselheiro, acho que a primeira op\u00e7\u00e3o deveria ser pela recondu\u00e7\u00e3o\u201d, disse ao ponderar os limites de sua atua\u00e7\u00e3o em quest\u00f5es internas das entidades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O tema ganha relev\u00e2ncia diante de pedidos junto \u00e0 Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA) para que a atual vice-presidente, Sem\u00edramis Oliveira Duro, n\u00e3o seja reconduzida, conforme apura\u00e7\u00e3o do&nbsp;JOTA. Questionado sobre a perman\u00eancia dela para 2026, Higino disse que espera uma renova\u00e7\u00e3o do seu mandato, principalmente por considerar a julgadora com \u201cgrande capacidade de articula\u00e7\u00e3o\u201d e com ponto de vista t\u00e9cnico. O presidente afirmou, inclusive, que vai encaminhar o pedido de recondu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Sal\u00e1rio dos conselheiros<\/p>\n\n\n\n<p>O Carf&nbsp;<a href=\"https:\/\/jota.us8.list-manage.com\/track\/click?u=4911ce1e520f5bf26dd891c79&amp;id=863a8b7913&amp;e=0758320193\">prorrogou at\u00e9 31 de dezembro de 2026<\/a>&nbsp;a vig\u00eancia das regras que disciplinam o pagamento de gratifica\u00e7\u00e3o aos conselheiros representantes dos contribuintes vinculada ao julgamento de acervo extraordin\u00e1rio e \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de sess\u00f5es extraordin\u00e1rias de julgamento, originalmente previstas para encerrar em 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida integra o conjunto de iniciativas da gest\u00e3o de Higino voltadas \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do estoque de processos. O acervo processual extraordin\u00e1rio \u00e9 composto por processos de menor valor em lit\u00edgio, limitado a at\u00e9 120 sal\u00e1rios m\u00ednimos por processo.<\/p>\n\n\n\n<p>A portaria n\u00e3o fixa n\u00famero m\u00ednimo de processos por conselheiro, mas condiciona a gratifica\u00e7\u00e3o \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de sess\u00f5es extraordin\u00e1rias de julgamento e ao cumprimento de metas de produtividade, aferidas com base em horas estimadas de trabalho. Desde a mudan\u00e7a, o&nbsp;JOTA&nbsp;apurou que o Carf passou a ganhar mais holofotes, com aumento do interesse pol\u00edtico e institucional na indica\u00e7\u00e3o dos nomes para a lista tr\u00edplice.<\/p>\n\n\n\n<p>Eventos externos<\/p>\n\n\n\n<p>Outra mudan\u00e7a recente no regimento do Carf trata da participa\u00e7\u00e3o de conselheiros em eventos externos. A&nbsp;<a href=\"https:\/\/jota.us8.list-manage.com\/track\/click?u=4911ce1e520f5bf26dd891c79&amp;id=e01eda7934&amp;e=0758320193\">Portaria 3226<\/a>, publicada no dia 5 de janeiro estabelece que, quando a participa\u00e7\u00e3o envolver custeio ou benef\u00edcios concedidos por agentes privados, ser\u00e1 necess\u00e1ria autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do presidente do conselho. A medida n\u00e3o alcan\u00e7a eventos oficiais do Carf, apenas participa\u00e7\u00e3o em eventos privados.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;JOTA&nbsp;apurou que ainda n\u00e3o h\u00e1 clareza sobre como funcionar\u00e1 o processo de autoriza\u00e7\u00e3o, e os conselheiros aguardam orienta\u00e7\u00f5es e esclarecimentos sobre a din\u00e2mica de aprova\u00e7\u00e3o das despesas ou benef\u00edcios custeados por particulares.<\/p>\n\n\n\n<p>Reforma Tribut\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 reforma tribut\u00e1ria, a compet\u00eancia para julgar a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) ser\u00e1 das turmas da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o. A exce\u00e7\u00e3o, segundo o presidente, fica com os colegiados especializados em direito aduaneiro, que n\u00e3o julgar\u00e3o o novo tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente descarta a cria\u00e7\u00e3o de uma nova estrutura ou de uma c\u00e2mara especializada para julgamento da CBS. A justificativa \u00e9 a racionalidade de custos e a previs\u00e3o de que a reforma reduzir\u00e1 o contencioso. Para ele, a tend\u00eancia \u00e9 de um contencioso menor que o atual, e aumentar a estrutura contraria o &#8220;esp\u00edrito da reforma&#8221;, que busca simplifica\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios.<\/p>\n\n\n\n<p>A proje\u00e7\u00e3o \u00e9 que os primeiros processos de CBS s\u00f3 cheguem ao tribunal em alguns anos, dado o tempo de fiscaliza\u00e7\u00e3o e tr\u00e2mite nas inst\u00e2ncias iniciais. No entanto, Higino refor\u00e7ou a necessidade de acelerar os julgamentos atuais para &#8220;limpar a pauta&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 muito importante que n\u00f3s tenhamos essa acelera\u00e7\u00e3o para que, quando isso chegue, n\u00e3o haja descompasso entre a coisa ser julgada mais rapidamente l\u00e1 [no Comit\u00ea Gestor do IBS] do que aqui&#8221;, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Poss\u00edvel \u00faltimo ano \u00e0 frente do Carf<\/p>\n\n\n\n<p>Com as elei\u00e7\u00f5es de 2026 e uma eventual troca de comando no Minist\u00e9rio da Fazenda, a substitui\u00e7\u00e3o da presid\u00eancia do Carf torna-se uma possibilidade concreta. Ciente desse cen\u00e1rio, Carlos Higino define 2026 como um ano de &#8220;colheita&#8221; e de &#8220;amadurecimento&#8221; dos projetos iniciados em 2023 (quando assumiu o Carf).<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as entregas previstas para marcar o fim do \u201cmandato\u201d est\u00e3o a implementa\u00e7\u00e3o definitiva da &#8220;IAra&#8221;, a intelig\u00eancia artificial do conselho, a mudan\u00e7a para a nova sede a partir de janeiro e a redu\u00e7\u00e3o brusca de estoque e prazos, especialmente por conta da reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Para este ano, a meta \u00e9 baixar o estoque de R$ 840 bilh\u00f5es (previs\u00e3o de fechamento para 2025) para R$ 760 bilh\u00f5es. A estrat\u00e9gia \u00e9 aliar a manuten\u00e7\u00e3o da celeridade \u00e0 busca pela certifica\u00e7\u00e3o, garantindo que a velocidade na redu\u00e7\u00e3o do acervo caminhe lado a lado com o rigor t\u00e9cnico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPraticamente tudo que a gente planejou para o ciclo desses quatro anos do Carf a gente conseguiu dar in\u00edcio e conseguiu botar em funcionamento. Alguns [planos] mais r\u00e1pidos, mais rapidamente do que a gente imaginava, outros de forma um pouco mais lenta. Mas em todos os casos a gente conseguiu\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Nova sede<\/p>\n\n\n\n<p>O Carf inaugurou a nova sede em 16 de dezembro de 2025. Ainda em reforma, o novo espa\u00e7o fica localizado em um pr\u00e9dio pertencente ao Minist\u00e9rio da Fazenda, na \u00e1rea dos \u00d3rg\u00e3os Centrais, em Bras\u00edlia. S\u00e3o dois andares para utiliza\u00e7\u00e3o do conselho, sendo cinco plen\u00e1rios para turmas ordin\u00e1rias e um para a C\u00e2mara Superior. O edif\u00edcio tamb\u00e9m conta com sala para os presidentes das se\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;JOTA&nbsp;j\u00e1 havia divulgado que a mudan\u00e7a de sede trar\u00e1 uma altera\u00e7\u00e3o na din\u00e2mica das sess\u00f5es em 2026. Os julgamentos ocorrer\u00e3o de segunda a sexta-feira, mas com as turmas divididas em dois grupos: parte julgar\u00e1 de segunda a quarta pela manh\u00e3; parte de quarta \u00e0 tarde a sexta.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa log\u00edstica s\u00f3 se tornou vi\u00e1vel, segundo Higino, por conta do plen\u00e1rio virtual. A estrat\u00e9gia da gest\u00e3o \u00e9 reservar o julgamento presencial para casos de maior complexidade que demandem debates, deslocando os demais para o ambiente virtual ou h\u00edbrido. Cen\u00e1rio que, para o presidente, tamb\u00e9m permite uma &#8220;racionaliza\u00e7\u00e3o&#8221; de gest\u00e3o, de espa\u00e7o e de custos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Eu tenho que ser mais r\u00e1pido, entregar melhor, mas gastando menos\u201d, disse. \u201cA gente pode fazer as coisas melhores, com qualidade maior, tendo entrega, mas com menor custo. Esse \u00e9 o desafio de todo gestor. Eu acho que a minha fun\u00e7\u00e3o, quando eu vim [para o Carf], quando o ministro me chamou, era atuar nessa quest\u00e3o da gest\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-planeja-buscar-certificacao-de-qualidade-neste-ano-diz-presidente\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Lula sanciona PLP que cria Comit\u00ea Gestor do IBS, pilar da coopera\u00e7\u00e3o entre Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva participa, nesta ter\u00e7a-feira (13\/1), a partir das 15h, de cerim\u00f4nia de san\u00e7\u00e3o do Projeto de Lei Complementar n\u00ba 108\/2024, que cria o Comit\u00ea Gestor do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel por gerir e coordenar operacionalmente o novo imposto que ser\u00e1 compartilhado entre estados, Distrito Federal e munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a cerim\u00f4nia, tamb\u00e9m haver\u00e1 o lan\u00e7amento da&nbsp;<a href=\"https:\/\/consumo.tributos.gov.br\/\">Plataforma Digital da Reforma Tribut\u00e1ria<\/a>. A solenidade marca o in\u00edcio da fase de implementa\u00e7\u00e3o da nova arquitetura tecnol\u00f3gica que dar\u00e1 sustenta\u00e7\u00e3o \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), no contexto da Reforma Tribut\u00e1ria aprovada pelo Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A cerim\u00f4nia ser\u00e1 realizada na Regional do Servi\u00e7o Federal de Processamento de Dados (Serpro), em Bras\u00edlia. O ato conclui etapas essenciais de regulamenta\u00e7\u00e3o da Reforma Tribut\u00e1ria e representa um marco na cria\u00e7\u00e3o do federalismo fiscal cooperativo, no qual os entes atuam em conjunto para simplificar o sistema tribut\u00e1rio para o contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/janeiro\/lula-sanciona-plp-que-cria-comite-gestor-do-ibs-pilar-da-cooperacao-entre-uniao-estados-e-municipios\">Regulamenta\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A san\u00e7\u00e3o da nova lei marca o ingresso do pa\u00eds em uma nova era de federalismo cooperativo com a gest\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o do IBS, em colabora\u00e7\u00e3o e parceria in\u00e9dita entre as administra\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias dos entes federados. A nova lei regulamenta a gest\u00e3o e a fiscaliza\u00e7\u00e3o do IBS, que vai substituir o principal imposto estadual, o Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS), e o principal imposto municipal, o Imposto Sobre Servi\u00e7os (ISS). A estrutura de um Comit\u00ea Gestor \u00e9 fundamental para garantir a simplifica\u00e7\u00e3o ao contribuinte, a uniformidade do cashback e garantir transpar\u00eancia e celeridade na devolu\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a nova lei estabelece tamb\u00e9m que o imposto estadual sobre heran\u00e7as dever\u00e1 ser progressivo, o que \u00e9 uma vit\u00f3ria na trajet\u00f3ria de constru\u00e7\u00e3o de um sistema tribut\u00e1rio progressivo em que quem tem menos, paga menos. As al\u00edquotas do Imposto sobre Transmiss\u00e3o Causa mortis e Doa\u00e7\u00e3o de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD) ser\u00e3o definidas por cada Estado, respeitado teto de al\u00edquota definido pelo Senado Federal.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/web\/dou\/-\/lei-complementar-n-227-de-13-de-janeiro-de-2026-681157850\">Acesse o texto da LC n\u00ba 227, de 13 de janeiro de 2026, sancionada na ter\u00e7a-feira (13\/1) pelo presidente Lula<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Moderniza\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;O lan\u00e7amento da plataforma simboliza um dos mais relevantes marcos da moderniza\u00e7\u00e3o do Estado brasileiro nas \u00faltimas d\u00e9cadas, ao unir transforma\u00e7\u00e3o fiscal, inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e soberania digital. Maior infraestrutura digital j\u00e1 desenvolvida para o sistema tribut\u00e1rio brasileiro, a plataforma tem capacidade estimada para processar cerca de 200 milh\u00f5es de opera\u00e7\u00f5es por dia e movimentar aproximadamente 5 petabytes de dados por ano. O portal foi testado por mais de 400 empresas nos \u00faltimos seis meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Funcionalidades&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desenvolvido pela Receita Federal em parceria com o Serpro, o portal da Reforma Tribut\u00e1ria ser\u00e1 acessado por meio do Gov.br e concentrar\u00e1 funcionalidades como calculadora de tributos, apura\u00e7\u00e3o assistida e monitoramento em tempo real de valores a pagar e cr\u00e9ditos a receber pelas empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Adapta\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;O ano de 2026 \u00e9 considerado um ano de testes da Reforma Tribut\u00e1ria e, por isso, as empresas ter\u00e3o at\u00e9 o quarto m\u00eas ap\u00f3s o regulamento para testar os novos sistemas, ajustarem seus documentos fiscais, e se adaptarem, com a garantia de que n\u00e3o haver\u00e1 penalidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s este per\u00edodo de adapta\u00e7\u00e3o, as empresas de maior porte passar\u00e3o a informar nas notas fiscais os valores correspondentes \u00e0s al\u00edquotas-teste de CBS (0,9%) e de IBS (0,1%), que possuem car\u00e1ter meramente informativas, sendo suficiente o seu destaque em nota para que n\u00e3o haja qualquer recolhimento. O objetivo \u00e9 testar sistemas, validar processos e subsidiar o c\u00e1lculo das al\u00edquotas definitivas que manter\u00e3o a carga tribut\u00e1ria atual.<\/p>\n\n\n\n<p>Consumidor<\/p>\n\n\n\n<p>Para o consumidor, n\u00e3o h\u00e1 impacto nos pre\u00e7os. As informa\u00e7\u00f5es passam a constar nas notas fiscais apenas de forma informativa, ampliando a transpar\u00eancia sobre a forma\u00e7\u00e3o dos tributos. Empresas optantes pelo Simples Nacional e microempreendedores individuais est\u00e3o dispensados dessa obriga\u00e7\u00e3o neste primeiro momento.<\/p>\n\n\n\n<p>O per\u00edodo inicial tem car\u00e1ter educativo e colaborativo. Notas emitidas sem os novos campos n\u00e3o ser\u00e3o rejeitadas, n\u00e3o haver\u00e1 autua\u00e7\u00f5es por um per\u00edodo inicial e as administra\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias seguem em fase de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 plataforma nacional.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/janeiro\/lula-sanciona-plp-que-cria-comite-gestor-do-ibs-pilar-da-cooperacao-entre-uniao-estados-e-municipios\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Tributa\u00e7\u00e3o crescente pressiona empresas e exp\u00f5e falhas de gest\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O empres\u00e1rio brasileiro vive sob press\u00e3o in\u00e9dita com a carga tribut\u00e1ria de 33,3% do PIB em 2025, terceira maior da Am\u00e9rica Latina, equipar\u00e1vel a pa\u00edses desenvolvidos. A al\u00edquota corporativa de 34% (impostos federais, estaduais e contribui\u00e7\u00f5es sobre lucro) combinada com supervis\u00e3o digitalizada acelera a abertura das margens operacionais. A Reforma Tribut\u00e1ria, que substitui PIS, Cofins, ICMS e ISS por CBS e IBS a partir de testes em 2026 com plena implementa\u00e7\u00e3o at\u00e9 2033, coloca PMEs no centro do furac\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>A complexidade do sistema tribut\u00e1rio brasileiro consome 1.501 horas por ano apenas em obriga\u00e7\u00f5es fiscais por empresa, valor 195% superior \u00e0 m\u00e9dia da OCDE, equivalente a um custo operacional de R$ 2,5 milh\u00f5es anuais para PMEs m\u00e9dias segundo o IBPT (2025). Esse \u201cimposto oculto da burocracia\u201d muitas vezes supera gastos com folha de pagamento, drenando recursos antes mesmo dos tributos oficiais serem recolhidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesquisa PwC Brasil (2025) \u00e9 alarmante: 83% das empresas prev\u00eaem impacto alto ou imediato da reforma nos custos operacionais, forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os e adapta\u00e7\u00e3o de processos. O per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, com sistemas legados, treinamentos urgentes e compliance refor\u00e7ados \u2013 exige respostas estruturais, n\u00e3o paliativas.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/fernandotalaiaoficial\/\">Fernando Talaia<\/a>, criador da F\u00f3rmula Empresarial, metodologia patenteada que transforma empresas em sistemas integrados de processos, dados e controle financeiro, recusa a narrativa vitimista.&nbsp;\u201cO sistema tribut\u00e1rio \u00e9 uma constante hist\u00f3rica no Brasil: muda de forma, aumenta peso, digitaliza controle. A \u00fanica vari\u00e1vel que o empres\u00e1rio controla \u00e9 a efici\u00eancia interna do seu neg\u00f3cio\u201d, sentenciou o especialista com duas d\u00e9cadas de experi\u00eancia em gest\u00e3o operacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Talaia, o verdadeiro sil\u00eancio n\u00e3o s\u00e3o apenas os assassinos fiscais vis\u00edveis, mas a inefici\u00eancia operacional cr\u00f4nica. Levantamento feito pelo propriet\u00e1rio da F\u00f3rmula Empresarial revela n\u00fameros chocantes entre PMEs evidenciadas: 42% da receita m\u00e9dia \u00e9 desperdi\u00e7ada em retrabalho desnecess\u00e1rio; 67% n\u00e3o possuem dashboards financeiros reais em tempo real; 78% tomam decis\u00f5es estrat\u00e9gicas fundamentadas em intui\u00e7\u00e3o ao inv\u00e9s de dados estruturados; processos manuais custam em m\u00e9dia R$ 180 mil por ano em horas improdutivas perdidas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs empresas brasileiras perdem internamente valores equivalentes ou superiores ao que cobram de impostos. \u00c9 uma autossabotagem tribut\u00e1ria invis\u00edvel que n\u00e3o aparece no Demonstrativo de Resultados, mais competitividade competitiva\u201d, alerta Talaia.<\/p>\n\n\n\n<p>A F\u00f3rmula Empresarial oferece resposta pr\u00e1tica e testada. O sistema coordenado de forma sin\u00e9rgica todos os pilares do neg\u00f3cio: vendas integradas a CRM sincronizadas com financeiro em tempo real; atendimento com processos mapeados e automatizados para eliminar gargalos; finan\u00e7as com dashboard que projeta fluxo de caixa para os pr\u00f3ximos 90 dias; opera\u00e7\u00f5es monitoradas por KPIs de efici\u00eancia semanais. N\u00e3o se trata de \u201cdriblar\u201d o Fisco, mas de compensar a press\u00e3o externa com ganhos internos mensur\u00e1veis .<\/p>\n\n\n\n<p>Resultados auditados de clientes confirmados: redu\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 35% nos desperd\u00edcios operacionais; previsibilidade de caixa para 90 dias \u00e0 frente; eleva\u00e7\u00e3o da margem operacional em +22 pontos percentuais ap\u00f3s seis meses de melhoria consistente.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados n\u00e3o deixam d\u00favidas sobre a urg\u00eancia. PwC projeta 83% de impacto imediato da reforma; IBPT quantifica 1.501 horas anuais de burocracia fiscal ; OCDE posiciona o Brasil 195% acima da m\u00e9dia global em tempo perdido; pesquisa interna da F\u00f3rmula revela 42% da receita consumida por inefici\u00eancia .<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEmpres\u00e1rios que atravessam per\u00edodos de abertura fiscal extremo n\u00e3o s\u00e3o aqueles que reclamam mais alto nas redes ou procuram atalhos pol\u00edticos question\u00e1veis. S\u00e3o os que conhecem seus n\u00fameros reais em profundidade, mapeiam gargalos operacionais com limita\u00e7\u00f5es e tomam decis\u00f5es estrat\u00e9gicas baseadas em dados concretos, n\u00e3o em suposi\u00e7\u00f5es\u201d, ensina Talaia com a conclus\u00e3o de quem viu centenas de neg\u00f3cios renascerem.<\/p>\n\n\n\n<p>A provoca\u00e7\u00e3o final do especialista resume o dilema empresarial de 2026:&nbsp;\u201cAs regras tribut\u00e1rias v\u00e3o mudar novamente. O controle estatal aumenta exponencialmente. As margens de lucro tendem a encolher ainda mais. A pergunta definidara \u00e9 simples: sua empresa j\u00e1 opera como um sistema integrado eficiente ou ainda sobrevive no improviso di\u00e1rio? \u201c<\/p>\n\n\n\n<p>Fernando Talaia conclui com certeza imediata:&nbsp;\u201cGest\u00e3o realmente eficiente impostos n\u00e3o elimina, isso seria ilus\u00e3o, mas impede categoricamente que eles quebrem o neg\u00f3cio . O maior risco competitivo em 2026 reside na Reforma Tribut\u00e1ria em si. Reside na desorganiza\u00e7\u00e3o interna persistente para enfrent\u00e1-la com sucesso sustent\u00e1vel.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jornal-de-bras-lia wp-block-embed-jornal-de-bras-lia\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"bjTjrRv2p5\"><a href=\"https:\/\/jornaldebrasilia.com.br\/blogs-e-colunas\/analice-nicolau\/tributacao-crescente-pressiona-empresas-e-expoe-falhas-de-gestao\/\">Tributa\u00e7\u00e3o crescente pressiona empresas e exp\u00f5e falhas de gest\u00e3o<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Tributa\u00e7\u00e3o crescente pressiona empresas e exp\u00f5e falhas de gest\u00e3o&#8221; &#8212; Jornal de Bras\u00edlia\" src=\"https:\/\/jornaldebrasilia.com.br\/blogs-e-colunas\/analice-nicolau\/tributacao-crescente-pressiona-empresas-e-expoe-falhas-de-gestao\/embed\/#?secret=fP4AIKSeKg#?secret=bjTjrRv2p5\" data-secret=\"bjTjrRv2p5\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o aprova isen\u00e7\u00e3o fiscal para estatais que constroem e vendem im\u00f3veis populares<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Desenvolvimento Urbano da C\u00e2mara dos Deputados aprovou em dezembro o Projeto de Lei Complementar (PLP) 179\/25, que concede isen\u00e7\u00e3o de tributos para empresas estatais que constroem e vendem im\u00f3veis para fam\u00edlias de baixa renda inscritas no Cadastro \u00danico para Programas Sociais do Governo Federal (Cad\u00danico).<\/p>\n\n\n\n<p>O texto desonera de impostos as opera\u00e7\u00f5es realizadas por empresas p\u00fablicas, sociedades de economia mista e suas subsidi\u00e1rias. Para ter direito ao benef\u00edcio, a participa\u00e7\u00e3o do ente federado (Uni\u00e3o, estado ou munic\u00edpio) na empresa dever\u00e1 ser igual ou superior a 90% do capital social.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta prev\u00ea a exclus\u00e3o de subven\u00e7\u00f5es p\u00fablicas da base de c\u00e1lculo do IRPJ, CSLL, PIS\/Pasep e Cofins. Tamb\u00e9m isenta as receitas da venda desses im\u00f3veis do pagamento de PIS\/Pasep e Cofins e reduz a zero as al\u00edquotas do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) nessas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, deputado Eli Borges (PL-TO), recomendou a aprova\u00e7\u00e3o integral do projeto de autoria do deputado Beto Richa (PSDB-PR). Segundo Borges, a medida otimiza os investimentos p\u00fablicos e d\u00e1 seguran\u00e7a jur\u00eddica para ampliar a oferta de moradias. &#8220;A exclus\u00e3o das subven\u00e7\u00f5es da base dos tributos federais fortalece a pol\u00edtica habitacional ao evitar que valores destinados \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de casas populares retornem \u00e0 Uni\u00e3o na forma de impostos&#8221;, afirmou em seu parecer.<\/p>\n\n\n\n<p>Na justificativa do projeto, Beto Richa afirma que a medida visa reduzir o d\u00e9ficit habitacional do Pa\u00eds, estimado em 6 milh\u00f5es de domic\u00edlios em 2022. Ele destaca que o problema afeta de forma predominante as fam\u00edlias de baixa renda, que s\u00e3o o p\u00fablico-alvo da proposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto ser\u00e1 analisado pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania. O texto est\u00e1 sujeito \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o do Plen\u00e1rio. Se aprovado na C\u00e2mara, segue para o Senado Federal.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1238228-comissao-aprova-isencao-fiscal-para-estatais-que-constroem-e-vendem-imoveis-populares\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Tributa\u00e7\u00e3o unificada amea\u00e7a produtos regionais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto concede isen\u00e7\u00e3o de 60% para os agrot\u00f3xicos, nossa Reforma Tribut\u00e1ria passa a tributar integralmente itens essenciais, que atualmente s\u00e3o isentos. (anexo IX, 6 da LC 214\/25)<\/p>\n\n\n\n<p>Com a entrada em vigor do IBS, todas estas isen\u00e7\u00f5es regionais deixar\u00e3o de existir, passando todos estes produtos regionais a serem tributados, o que trar\u00e1, invariavelmente distor\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e aumento de pre\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>DIFEREN\u00c7AS REGIONAIS<\/p>\n\n\n\n<p>De quais produtos estamos falando?&nbsp;&nbsp;Vejamos alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n<p>i)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;No estado do Par\u00e1, o A\u00e7a\u00ed, consumido no almo\u00e7o \u00e9 um item de primeira necessidade, t\u00e3o fundamental que sua isen\u00e7\u00e3o de ICMS \u00e9 um pilar da economia e da seguran\u00e7a alimentar local.<\/p>\n\n\n\n<p>ii)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;No Rio Grande do Sul, o chimarr\u00e3o de cada dia, preparado com a erva-mate, ocupa o mesmo posto de import\u00e2ncia e, por isso, tamb\u00e9m desfruta de tratamento tribut\u00e1rio especial.<\/p>\n\n\n\n<p>iii)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;J\u00e1 no Cear\u00e1, a defini\u00e7\u00e3o de essencial se expande para incluir itens como telhas, tijolos, bicicletas e antenas parab\u00f3licas.<\/p>\n\n\n\n<p>iv)&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;Na Amaz\u00f4nia o Guaran\u00e1 e a Castanha s\u00e3o isentos de ICMS, fazendo parte da cesta b\u00e1sica naquele Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma extingue a seletividade baseada na essencialidade regional, um princ\u00edpio que, permitia que cada estado adaptasse a carga tribut\u00e1ria \u00e0 sua realidade, gerando com isto impactos econ\u00f4micos significativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa flexibilidade permitiu que o Par\u00e1, por exemplo, fomentasse a poderosa ind\u00fastria do a\u00e7a\u00ed, que movimenta mais de R$ 8 bilh\u00f5es anuais e sustenta mais de 300 mil postos de trabalho, com uma carga tribut\u00e1ria efetiva que variava entre 1,5% e 2,5%. Sem esse incentivo, a competitividade do produto paraense, que enfrenta altos custos de log\u00edstica e energia, estar\u00e1 seriamente comprometida.<\/p>\n\n\n\n<p>MODELO DE UNIFICA\u00c7\u00c3O VERTICAL<\/p>\n\n\n\n<p>A Reforma Tribut\u00e1ria optou por um modelo de unifica\u00e7\u00e3o vertical e por este motivo as vari\u00e1veis regionais foram atropeladas.&nbsp;&nbsp;Cada um dos 27 Estados e 5.600 Mun\u00edcipios, deixar\u00e3o de arrecadar seu pr\u00f3prio imposto, levando tudo para um caixa \u00fanico, o do Comit\u00ea Gestor em Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isto a reforma extingue a seletividade baseada na essencialidade regional, um princ\u00edpio que, permitia que cada estado adaptasse a carga tribut\u00e1ria \u00e0 sua realidade, gerando com isto impactos econ\u00f4micos significativos.<\/p>\n\n\n\n<p>MODELO DE UNIFICA\u00c7\u00c3O HORIZONTAL<\/p>\n\n\n\n<p>Caso optasse por um modelo de unifica\u00e7\u00e3o horizontal, unificando as 27 legisla\u00e7\u00f5es de ICMS em uma \u00fanica lei nacional, os estados manteriam a autonomia para administrar e arrecadar o imposto, preservando a capacidade de adaptar a tributa\u00e7\u00e3o \u00e0s suas voca\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas de cada regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Este modelo tamb\u00e9m evitaria a centraliza\u00e7\u00e3o, fazendo com que cada munic\u00edpio e unidade da federa\u00e7\u00e3o, continuasse gerindo o imposto que seus moradores geram atrav\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o local.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00c7A\u00cd NO PAR\u00c1<\/p>\n\n\n\n<p>Para a cadeia produtiva do a\u00e7a\u00ed no Par\u00e1, o impacto \u00e9 alarmante. A carga tribut\u00e1ria sobre o produto pode saltar para mais de 17%, um aumento que amea\u00e7a a viabilidade de pequenas e m\u00e9dias ind\u00fastrias e pode reverter d\u00e9cadas de verticaliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, empurrando a regi\u00e3o de volta a um modelo extrativista prim\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>ERVA MATE NO RIO GRANDE DO SUL<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o da erva-mate no Rio Grande do Sul ilustra a tens\u00e3o pol\u00edtica do processo. Ap\u00f3s intensa mobiliza\u00e7\u00e3o, o produto foi inclu\u00eddo de \u00faltima hora na lista de isen\u00e7\u00f5es da cesta b\u00e1sica nacional. A vit\u00f3ria, no entanto, exp\u00f5e a fragilidade e atesta a desigualdade de outras economias regionais que n\u00e3o tiveram a mesma for\u00e7a no debate nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O DESAFIO<\/p>\n\n\n\n<p>O desafio que se imp\u00f5e \u00e9 encontrar mecanismos, dentro do novo sistema, que possam compensar essas perdas e reconhecer que, em um pa\u00eds com as dimens\u00f5es e a diversidade do Brasil, o que \u00e9 essencial n\u00e3o pode ser definido por uma r\u00e9gua \u00fanica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ignorar as particularidades regionais em nome da unifica\u00e7\u00e3o pode acabar por aprofundar as desigualdades que a pr\u00f3pria reforma, em tese, se prop\u00f5e a combater.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/guarainoticias.com.br\/artigos-de-opiniao\/tributacao-unificada-ameaca-produtos-regionais\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Nova lei acaba com isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para parte das organiza\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Ao reduzir benef\u00edcios fiscais, a Lei Complementar n\u00ba 224, de 2025, tamb\u00e9m acaba com a isen\u00e7\u00e3o de algumas organiza\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos. Permanecem isentas apenas as que se enquadrarem como Organiza\u00e7\u00f5es Sociais (OS) e Organiza\u00e7\u00f5es da Sociedade Civil de Interesse P\u00fablico (Oscips), classifica\u00e7\u00f5es que nem todas conseguem obter.<\/p>\n\n\n\n<p>Para as organiza\u00e7\u00f5es que n\u00e3o se enquadrarem nessas classifica\u00e7\u00f5es, a tributa\u00e7\u00e3o, que incluir\u00e1 Imposto de Renda (IRPJ), CSSL, PIS e Cofins, passar\u00e1 a ser de cerca de 10% da al\u00edquota do sistema padr\u00e3o de tributa\u00e7\u00e3o, segundo advogados ouvidos pelo Valor.<\/p>\n\n\n\n<p>O alcance da medida ainda \u00e9 pouco percebido, mas pode atingir diversas organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as que continuam isentas est\u00e3o cerca de 660 mil organiza\u00e7\u00f5es sociais ativas no pa\u00eds, segundo mapa do Ipea, e 6 mil Oscips, de acordo com dados da Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira das Oscips (OSCIP\/BR). A qualifica\u00e7\u00e3o de entidade social como Oscip \u00e9 feita pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e considera a celebra\u00e7\u00e3o de um termo de parceria com o poder p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 as organiza\u00e7\u00f5es sociais nascem de pedido ao Poder Executivo e suas atividades precisam ser dirigidas ao ensino, \u00e0 pesquisa cient\u00edfica, ao desenvolvimento tecnol\u00f3gico, \u00e0 prote\u00e7\u00e3o e preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente, \u00e0 cultura ou \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei n\u00e3o traz altera\u00e7\u00f5es para as institui\u00e7\u00f5es consideradas imunes, que mant\u00eam a prote\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o para n\u00e3o serem tributadas. A categoria das imunes contempla entidades religiosas, suas organiza\u00e7\u00f5es assistenciais e beneficentes, partidos pol\u00edticos, entidades sindicais dos trabalhadores e institui\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o e de assist\u00eancia social sem fins lucrativos.<\/p>\n\n\n\n<p>O gasto tribut\u00e1rio para este ano foi estimado em R$ 612,84 bilh\u00f5es. O demonstrativo de gastos tribut\u00e1rios do Projeto de Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual (PLOA) deste ano, que foi usado como base para o corte de benef\u00edcios, aponta que o Simples Nacional \u00e9 o gasto tribut\u00e1rio de maior participa\u00e7\u00e3o no valor total (21,91%).<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, v\u00eam os benef\u00edcios atrelados \u00e0 agricultura e agroind\u00fastria (12,93%), dos rendimentos isentos e n\u00e3o tribut\u00e1veis referentes ao IRPF (10,31%), das entidades sem fins lucrativos \u2013 imunes\/isentas (9,13%) e das dedu\u00e7\u00f5es de rendimentos tribut\u00e1veis sobre IRPF (6,80%).<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda, por meio de nota, informa que a Lei Complementar n\u00ba 224, de 2025, ajusta os crit\u00e9rios para a concess\u00e3o de benef\u00edcios fiscais \u00e0s entidades sem fins lucrativos, mantendo as isen\u00e7\u00f5es para aquelas que atendem aos requisitos legais j\u00e1 previstos, como Organiza\u00e7\u00f5es Sociais e Oscips. \u201cN\u00e3o se trata de uma medida direcionada a tipos espec\u00edficos de entidades, mas de um aprimoramento do enquadramento jur\u00eddico dos benef\u00edcios\u201d, afirma a nota.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao gasto tribut\u00e1rio, a Receita Federal atualmente divulga os dados de forma agregada, por grandes grupos, como associa\u00e7\u00f5es civis, educacionais e de sa\u00fade, n\u00e3o havendo desagrega\u00e7\u00e3o entre Oscips, Organiza\u00e7\u00f5es Sociais e demais entidades. De acordo com a Fazenda, a mensura\u00e7\u00e3o mais detalhada dos impactos da LC n. 224 ainda est\u00e1 em an\u00e1lise pelas \u00e1reas t\u00e9cnicas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/01\/14\/nova-lei-acaba-com-isencao-tributaria-para-parte-das-organizacoes-sem-fins-lucrativos.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria: Lula veta redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota para bebidas vegetais e parcialmente para SAF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente Lula (PT) sancionou, nesta ter\u00e7a-feira (13\/1), a segunda fase da regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, que institui o Comit\u00ea Gestor do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (CGIBS) e define a estrutura administrativa respons\u00e1vel pelos julgamentos do tributo. Ao todo, dez dispositivos foram vetados do texto, cuja publica\u00e7\u00e3o no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o (DOU) acontecer\u00e1 na edi\u00e7\u00e3o de amanh\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos vetos trata da al\u00edquota reduzida de IBS e CBS que valeria para &#8220;alimentos l\u00edquidos naturais produzidos \u00e0 base de vegetais, cereais, frutas, leguminosas, oleaginosas e tub\u00e9rculos&#8221;, ainda que mistos. O dispositivo consta no artigo 174, na parte em que altera o item 2 do Anexo VII da Lei Complementar 214\/25. Segundo a Fazenda, a defini\u00e7\u00e3o era muito ampla e n\u00e3o estava claro quais bebidas seriam afetadas pelo benef\u00edcio. Assim, para evitar judicializa\u00e7\u00e3o, o trecho foi retirado.<\/p>\n\n\n\n<p>A tributa\u00e7\u00e3o das bebidas gerou grande mobiliza\u00e7\u00e3o no Congresso. Durante a tramita\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m houve press\u00e3o, sem sucesso, para que o Imposto Seletivo sobre as bebidas a\u00e7ucaradas fosse limitado. O imposto \u00e9 voltado a produtos que fazem mal \u00e0 sa\u00fade ou ao meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Futebol<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente vetou parcialmente a redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas aprovada pelo Congresso para Sociedades An\u00f4nimas de Futebol (SAF). O texto aprovado previa um corte de 4% para 3% na al\u00edquota dos tributos federais unificados (IRPJ, CSLL e contribui\u00e7\u00f5es), o que foi revertido. Por outro lado, foi mantida a redu\u00e7\u00e3o de 1,5% para 1% da al\u00edquota da CBS e de 3% para 1% da al\u00edquota do IBS. Assim, fica prevista uma carga de 6%, considerando todos esses impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m foi vetado o trecho que definia que a receita decorrente da cess\u00e3o dos direitos desportivos dos atletas e da transfer\u00eancia do atleta para outro time n\u00e3o seria inclu\u00edda na base de c\u00e1lculo do pagamento mensal nos primeiros cinco anos-calend\u00e1rios de constitui\u00e7\u00e3o da SAF.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um terceiro veto sobre o tema, Lula cortou a equipara\u00e7\u00e3o da taxa\u00e7\u00e3o de todas as opera\u00e7\u00f5es com atividades desportivas ao Regime de Tributa\u00e7\u00e3o Espec\u00edfica do Futebol (TEF). O entendimento da equipe econ\u00f4mica foi de que o regime inclu\u00eda outros tributos, al\u00e9m da CBS e do IBS, que poderiam ter redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas, como IRPJ e CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>Pontos de fidelidade<\/p>\n\n\n\n<p>Foi vetado o trecho que definia que os pontos de programas de fidelidade concedidos de forma n\u00e3o onerosa seriam inclu\u00eddos na base de c\u00e1lculo dos impostos. Assim, os pontos n\u00e3o entrar\u00e3o na base de c\u00e1lculo. Trata-se do artigo 174, na parte em que mudava os \u00a7\u00a7 3\u00ba e 4\u00ba, III, do artigo 12 da LC 214.<\/p>\n\n\n\n<p>Cashback<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m foi vetado, por interesse p\u00fablico, o dispositivo que permitia a posterga\u00e7\u00e3o do cashback quando a opera\u00e7\u00e3o fosse tributada de forma monof\u00e1sica. O entendimento de algumas pastas da Esplanada era de que isso poderia gerar incompatibilidade com outras modalidades de cashback (energia, luz e saneamento). A medida estava prevista no artigo 174, na parte que inclui o \u00a7 5\u00ba no artigo 116 da LC 214.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros vetos<\/p>\n\n\n\n<p>O assessor da Secretaria-Executiva do Minist\u00e9rio da Fazenda, Jo\u00e3o Nobre, explicou que a maioria das mudan\u00e7as est\u00e1 relacionada ao artigo 174, que disp\u00f5e sobre a Lei Complementar 214\/25. Os \u00fanicos vetos que n\u00e3o est\u00e3o nessa regra atingem o artigo 5\u00ba, par\u00e1grafo 5\u00ba, e o artigo 165, na parte que inclui o artigo 35-A no C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN).<\/p>\n\n\n\n<p>Os primeiros dispositivos tratam de compet\u00eancias estaduais e municipais e, segundo Nobre, atendem a pedido feito pelas entidades representantes de estados e munic\u00edpios, o Comsefaz e a Frente Nacional de Prefeitos. \u201cO primeiro fixava em lei complementar a compet\u00eancia das legisla\u00e7\u00f5es estaduais, distritais e municipais em 20 de dezembro de 2023. Ent\u00e3o, entendeu-se que esse dispositivo estava \u2018congelando\u2019 e fixando compet\u00eancias de legisla\u00e7\u00f5es estaduais, municipais e distritais em lei complementar federal\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao segundo dispositivo, que trata do fato gerador do ITBI, Nobre afirmou que o pedido foi feito especificamente pela Frente Nacional de Prefeitos, considerando que \u201choje h\u00e1 uma diverg\u00eancia entre diversos munic\u00edpios sobre esse momento [do fato gerador]\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo a lei complementar dava uma alternativa e dizia \u2018vai ser o momento tal\u2019, mas, por op\u00e7\u00e3o do contribuinte, ele poderia ser antecipado, os prefeitos entenderam que, como h\u00e1 uma distin\u00e7\u00e3o muito grande entre diversos munic\u00edpios, seria melhor que n\u00e3o houvesse essa regra travada no C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Zona Franca de Manaus<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00fanica altera\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 Zona Franca de Manaus ser\u00e1 o veto, no artigo 174, na parte em que inclui o \u00a7 3\u00ba no artigo 327-A da LC 214. O trecho estabelecia a compet\u00eancia do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da Suframa para tratar de incidente de verifica\u00e7\u00e3o das administra\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias em rela\u00e7\u00e3o ao processo produtivo b\u00e1sico na ZFM e nas \u00c1reas de Livre Com\u00e9rcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Conceito de simula\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Lula vetou, ainda no artigo 174, o trecho que muda o artigo 341-F, \u00a7 2\u00ba, III, da LC 214. A justificativa foi de \u201cinteresse p\u00fablico\u201d, considerando a necessidade de padroniza\u00e7\u00e3o das regras e do conceito de simula\u00e7\u00e3o. A disposi\u00e7\u00e3o inclu\u00edda pelo Congresso, segundo assessores da Fazenda, daria margem \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o diferente da que j\u00e1 \u00e9 adotada pelos tribunais e aceita na jurisprud\u00eancia. O veto, portanto, visa evitar que o contribuinte tenha de lidar com dois conceitos de simula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Plataforma digital<\/p>\n\n\n\n<p>A san\u00e7\u00e3o do PLP 108 aconteceu durante uma cerim\u00f4nia de lan\u00e7amento da plataforma digital da Reforma Tribut\u00e1ria, realizada no Servi\u00e7o Federal de Processamento de Dados (Serpro). Por meio dela, ser\u00e1 poss\u00edvel iniciar o per\u00edodo de testes da reforma, permitindo que contribuintes e desenvolvedores fa\u00e7am simula\u00e7\u00f5es nos sistemas relacionados \u00e0 CBS.<\/p>\n\n\n\n<p>A plataforma poder\u00e1 ser acessada por meio do endere\u00e7o eletr\u00f4nico&nbsp;<a href=\"http:\/\/consumo.tributos.gov.br\/\">consumo.tributos.gov.br<\/a>. A partir de hoje, o contribuinte que realizar o login por meio de conta&nbsp;<a href=\"http:\/\/gov.br\/\">gov.br<\/a>&nbsp;ter\u00e1 acesso a fun\u00e7\u00f5es que estavam dispon\u00edveis no piloto da reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os recursos est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>calculadora da tributa\u00e7\u00e3o, que informa em tempo real qual ser\u00e1 o valor do imposto para o com\u00e9rcio de bens ou servi\u00e7os em qualquer cidade ou estado;<\/p>\n\n\n\n<p>apura\u00e7\u00e3o assistida da CBS, que exibe todas as notas fiscais de produtos comprados e vendidos em cada m\u00eas e permite que o contribuinte saiba com clareza se tem cr\u00e9dito a pagar ou valor a receber;<\/p>\n\n\n\n<p>novos recursos, como a consulta a devolu\u00e7\u00f5es por cashback, que estar\u00e3o dispon\u00edveis a partir do segundo semestre.<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, destacou os benef\u00edcios que os contribuintes ter\u00e3o ao utilizar recursos como a calculadora oficial da Receita Federal, que tamb\u00e9m estar\u00e1 dispon\u00edvel para download. \u201cO empres\u00e1rio n\u00e3o precisa tentar adivinhar qual \u00e9 o entendimento da Receita Federal. O sistema dele vai estar totalmente alinhado ao sistema da Receita\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Barreirinhas explicou ainda que, como todas as notas fiscais estar\u00e3o ligadas \u00e0 plataforma, o sistema vai preparar declara\u00e7\u00f5es pr\u00e9-preenchidas. O contribuinte s\u00f3 precisar\u00e1 conferir os dados, como j\u00e1 acontece com o Imposto de Renda.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o armazenamento dos dados em um mesmo sistema possibilitar\u00e1 uma \u201cradiografia completa da economia brasileira\u201d em tempo real. \u201cSe o Congresso pedir uma simula\u00e7\u00e3o sobre alguma altera\u00e7\u00e3o na legisla\u00e7\u00e3o, vamos poder entregar um relat\u00f3rio de tudo o que est\u00e1 acontecendo\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m participaram do evento o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB); o presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Hugo Motta; o relator do projeto no Senado, Eduardo Braga (MDB); o relator na C\u00e2mara, Mauro Benevides (PDT); o ex-secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da reforma tribut\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Fazenda, Bernard Appy; o presidente do Serpro, Wilton Mota; e os ministros Esther Dweck (Gest\u00e3o e Inova\u00e7\u00e3o), Luiz Marinho (Trabalho), Rui Costa (Casa Civil), Simone Tebet (Planejamento) e Gleisi Hoffmann (Rela\u00e7\u00f5es Institucionais).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/reforma-tributaria-lula-veta-reducao-de-aliquota-para-bebidas-lacteas-e-parcialmente-para-saf\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Lei cria Comit\u00ea Gestor do IBS e define regras do imposto criado pela reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tribut\u00e1ria deu mais um passo importante&nbsp;com a san\u00e7\u00e3o da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/leicom\/2026\/leicomplementar-227-13-janeiro-2026-798657-norma-pl.html\">Lei Complementar 227\/26<\/a>,&nbsp;que estabelece as regras de administra\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS).<\/p>\n\n\n\n<p>Sancionada na ter\u00e7a-feira (13) pelo presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, com vetos pontuais, a norma consolida a estrutura necess\u00e1ria para colocar em pr\u00e1tica as mudan\u00e7as institu\u00eddas pela reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto foi publicado na edi\u00e7\u00e3o desta quarta-feira (14) do Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o (DOU).<\/p>\n\n\n\n<p>A norma teve origem no Projeto de Lei Complementar (PLP) 108\/24, do Executivo, <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1233759-camara-conclui-votacao-de-projeto-que-regulamenta-a-reforma-tributaria-texto-segue-para-sancao\/\">aprovado pela C\u00e2mara dos Deputados<\/a> e pelo Senado no ano passado. Na C\u00e2mara, o texto foi relatado pelo deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao aprovar a proposta, o presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a regulamenta\u00e7\u00e3o garante ao Brasil um sistema tribut\u00e1rio &#8220;menos burocr\u00e1tico, mais simplificado, que ir\u00e1 trazer mais efici\u00eancia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Comit\u00ea gestor<br>A lei cria o Comit\u00ea Gestor do IBS, \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel por gerir e coordenar operacionalmente o novo imposto, que ser\u00e1 compartilhado entre estados, Distrito Federal e munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>O IBS vai substituir o ICMS (estadual) e o ISS (municipal).<\/p>\n\n\n\n<p>Administra\u00e7\u00e3o integrada<br>Pela nova lei, o comit\u00ea gestor ter\u00e1 car\u00e1ter t\u00e9cnico e atua\u00e7\u00e3o nacional, com sede no Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o ser\u00e1 respons\u00e1vel por editar regulamento \u00fanico do imposto, coordenar a arrecada\u00e7\u00e3o, administrar o contencioso administrativo e distribuir automaticamente os recursos arrecadados entre os entes federativos.<\/p>\n\n\n\n<p>A governan\u00e7a do comit\u00ea ser\u00e1 compartilhada entre estados e munic\u00edpios, com um conselho superior composto por representantes das duas esferas.<\/p>\n\n\n\n<p>As decis\u00f5es exigir\u00e3o maioria qualificada, o que busca equilibrar interesses regionais e fortalecer a coopera\u00e7\u00e3o federativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Fiscaliza\u00e7\u00e3o<br>O texto tamb\u00e9m define regras claras para fiscaliza\u00e7\u00e3o, cobran\u00e7a e julgamento administrativo, a fim de evitar sobreposi\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias e disputas entre os entes.<\/p>\n\n\n\n<p>A administra\u00e7\u00e3o do IBS passa a ocorrer de forma coordenada, com sistemas integrados e padroniza\u00e7\u00e3o de procedimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Vetos presidenciais<br>O presidente Lula vetou trechos do projeto que, segundo ele, contrariam o interesse p\u00fablico e trazem inseguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Fiscos estaduais e municipais<br>Entre os trechos vetados est\u00e1 o que mantinha as compet\u00eancias administrativas dos fiscos estaduais e municipais com base em leis vigentes em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o governo, a regra poderia congelar atribui\u00e7\u00f5es no tempo, ferir a Constitui\u00e7\u00e3o e limitar a autonomia dos entes federativos para atualizar a legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Imposto sobre transmiss\u00e3o de bens<br>Tamb\u00e9m foi vetada a possibilidade de antecipa\u00e7\u00e3o opcional do pagamento do Imposto sobre Transmiss\u00e3o de Bens Im\u00f3veis (ITBI) antes do registro do im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o Executivo, a medida poderia gerar inseguran\u00e7a jur\u00eddica na cobran\u00e7a do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Futebol, programas de fidelidade, g\u00e1s encanado<br>Outros vetos alcan\u00e7aram pontos que tratavam de benef\u00edcios tribut\u00e1rios para sociedades an\u00f4nimas de futebol, programas de fidelidade no setor a\u00e9reo, regras sobre g\u00e1s canalizado para fam\u00edlias de baixa renda e a inclus\u00e3o de determinados produtos na lista de bens com tributa\u00e7\u00e3o favorecida.<\/p>\n\n\n\n<p>Em todos os casos, o governo apontou risco de aumento de gastos tribut\u00e1rios, preju\u00edzo \u00e0 pol\u00edtica social ou afronta a regras constitucionais e fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os vetos ser\u00e3o analisados pelo Congresso Nacional, em sess\u00e3o conjunta de deputados e senadores. Os parlamentares poder\u00e3o manter ou derrubar o veto.<\/p>\n\n\n\n<p>Transi\u00e7\u00e3o e per\u00edodo de adapta\u00e7\u00e3o<br>A reforma tribut\u00e1ria simplifica o sistema tribut\u00e1rio nacional sobre o consumo, substituindo diversos tributos em vigor atualmente por um imposto de valor agregado \u2014 o IVA, que inclui o IBS e a CBS (Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os, que substituir\u00e1 PIS, Cofins e IPI, todos federais).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m deles, \u00e9 criado o Imposto Seletivo, que vai incidir sobre produtos considerados prejudiciais \u00e0 sa\u00fade ou ao meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo \u00e9 substituir o atual modelo fragmentado por um sistema \u00fanico, com regras padronizadas, maior transpar\u00eancia e redu\u00e7\u00e3o da burocracia para contribuintes e gestores p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o prev\u00ea que 2026 ser\u00e1 um ano dedicado \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o ao novo modelo. Nesse per\u00edodo, estados, munic\u00edpios e empresas poder\u00e3o testar sistemas, ajustar procedimentos e capacitar equipes, sem efeitos tribut\u00e1rios e sem puni\u00e7\u00f5es para quem agir de boa-f\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Regras j\u00e1 valem<br>O primeiro dia de 2026 marcou o in\u00edcio das obriga\u00e7\u00f5es para as empresas com a expectativa de mais justi\u00e7a na cobran\u00e7a de impostos. Desde o dia 1\u00ba de janeiro, os contribuintes dos novos impostos devem emitir notas fiscais que destaquem os valores correspondentes \u00e0 CBS e ao IBS.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso espec\u00edfico da Nota Fiscal de Servi\u00e7os eletr\u00f4nica (NFS-e), o destaque ser\u00e1 inicialmente facultativo. As exig\u00eancias n\u00e3o atingem empresas do Simples Nacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Justi\u00e7a social e redu\u00e7\u00e3o de custos<br>Outro eixo da reforma tribut\u00e1ria \u00e9 a busca por maior justi\u00e7a social. A legisla\u00e7\u00e3o mant\u00e9m a isen\u00e7\u00e3o da cesta b\u00e1sica nacional e prev\u00ea mecanismos de devolu\u00e7\u00e3o de tributos para fam\u00edlias de baixa renda, como forma de reduzir o peso dos impostos sobre o consumo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1238378-lei-cria-comite-gestor-do-ibs-e-define-regras-do-imposto-criado-pela-reforma-tributaria\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Vetos do governo ao projeto da reforma tribut\u00e1ria reduzem distor\u00e7\u00f5es, dizem tributaristas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Publicados pelo governo federal nesta quarta-feira (14\/1),&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-jan-14\/lula-sanciona-com-vetos-ultimo-projeto-sobre-a-reforma-tributaria\/\">os vetos \u00e0 regula\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria<\/a>&nbsp;foram corretos, em sua maioria, por reduzir distor\u00e7\u00f5es e pontos de inseguran\u00e7a jur\u00eddica&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1233759-camara-conclui-votacao-de-projeto-que-regulamenta-a-reforma-tributaria-texto-segue-para-sancao\/\">do projeto aprovado pelo Congresso<\/a>&nbsp;em dezembro do ano passado. Essa \u00e9 a opini\u00e3o majorit\u00e1ria dos tributaristas consultados pela revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico&nbsp;sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo sancionou o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22108%2F2024%22\">Projeto de Lei Complementar 108\/2024<\/a>, que passa a ser a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/Lcp227.htm\">Lei Complementar 227\/2026<\/a>. O texto regula pontos centrais da reforma tribut\u00e1ria, como a gest\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=IBS\">Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS)<\/a>. Esse novo tributo substituir\u00e1 gradativamente o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=ICMS&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">Imposto sobre a Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS)<\/a>, cobrado pelos estados, e o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=ISS&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">Imposto sobre Servi\u00e7os (ISS)<\/a>, de \u00e2mbito municipal.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os especialistas ouvidos pela&nbsp;ConJur, as interven\u00e7\u00f5es do Executivo mant\u00eam a espinha dorsal da reforma e n\u00e3o comprometem seus objetivos centrais. Eles apontam, contudo, que alguns vetos anulam distin\u00e7\u00f5es ben\u00e9ficas que haviam sido estabelecidas pelo Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda abaixo os principais vetos e veja a an\u00e1lise dos especialistas:<\/p>\n\n\n\n<p>Antecipa\u00e7\u00e3o do ITBI<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos vetos mais controversos trata das regras para pagamento do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=ITBI&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">Imposto sobre Transmiss\u00e3o de Bens Im\u00f3veis (ITBI)<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo vetou um trecho do artigo 165 do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/prop_mostrarintegra?codteor=3071514&amp;filename=Tramitacao-PLP%20108\/2024\">PLP 108\/2024<\/a>, que inclu\u00eda o artigo 35-A no C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional. O texto rejeitado pelo Executivo permitia que o contribuinte pagasse o ITBI com al\u00edquotas reduzidas no momento da escritura, antes do registro definitivo do im\u00f3vel. Segundo a proposta do Legislativo, essa antecipa\u00e7\u00e3o com desconto ficaria a crit\u00e9rio de cada prefeitura.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao justificar o veto, o Minist\u00e9rio da Fazenda argumentou que a medida traria inseguran\u00e7a jur\u00eddica \u00e0 cobran\u00e7a do tributo. O Executivo sustentou que essa antecipa\u00e7\u00e3o poderia gerar conflitos sobre o momento do fato gerador do ITBI, que legalmente est\u00e1 vinculado \u00e0 transmiss\u00e3o da propriedade.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado&nbsp;Alexandre Teixeira Jorge, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio BBL Advogados, considerou o veto positivo e alinhado \u00e0 jurisprud\u00eancia&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2021-fev-17\/cobranca-itbi-possivel-transferencia-efetiva-imovel\/\">fixada pelo Supremo Tribunal Federal<\/a>&nbsp;no \u00e2mbito do Tema 1.124, em 2021. A corte estabeleceu na ocasi\u00e3o que o ITBI s\u00f3 incide com o registro do t\u00edtulo no cart\u00f3rio de im\u00f3veis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQualquer tentativa de antecipar esse momento, ainda que em car\u00e1ter opcional, poderia dar ensejo a questionamentos. A possibilidade de fixa\u00e7\u00e3o de uma al\u00edquota inferior \u00e0 geral parece algo atraente, mas n\u00e3o havia garantia de que isso se concretizaria na legisla\u00e7\u00e3o de cada munic\u00edpio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o de&nbsp;Victor Hugo Scandalo Rocha, s\u00f3cio do Rocha &amp; Rocha Advogados, o veto d\u00e1 seguran\u00e7a jur\u00eddica \u00e0 cobran\u00e7a do ITBI. \u201cCom a rejei\u00e7\u00e3o da proposta do Congresso, foi consolidado o entendimento de que a exig\u00eancia do imposto permanece vinculada ao registro do neg\u00f3cio jur\u00eddico na matr\u00edcula do im\u00f3vel, preservando a seguran\u00e7a jur\u00eddica e a pr\u00e1tica j\u00e1 consolidada no setor imobili\u00e1rio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A opini\u00e3o positiva sobre o veto, por\u00e9m, n\u00e3o \u00e9 un\u00e2nime. Para o advogado&nbsp;Andr\u00e9 Severo Chaves, s\u00f3cio da banca Borges e Chaves Consultores e Advogados e ex-conselheiro do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf), a proposta do Congresso era \u201c\u00fatil e bem calibrada\u201d e o governo n\u00e3o esclareceu por que a medida traria inseguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa minha avalia\u00e7\u00e3o, a previs\u00e3o estava alinhada ao interesse p\u00fablico porque criava um instrumento de est\u00edmulo ao adimplemento e poderia melhorar o fluxo de caixa dos munic\u00edpios, justamente por antecipar receita de forma volunt\u00e1ria e com incentivo de al\u00edquota.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-set-04\/futuro-da-incidencia-do-itbi-stf-e-plp-108-decidirao-se-cessoes-de-direitos-serao-tributadas\/\">Em artigo escrito para a&nbsp;ConJur<\/a>&nbsp;em setembro do ano passado, Chaves lembrou que a jurisprud\u00eancia do STF sobre o tema n\u00e3o \u00e9 pacificada, j\u00e1 que&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2022-ago-29\/stf-rever-tese-fato-gerador-itbi-cessao-direitos\/\">a corte decidiu, em 2022<\/a>, reanalisar a tese sobre o momento do fato gerador do ITBI. A discuss\u00e3o no Supremo sobre esse ponto ainda est\u00e1 aberta.<\/p>\n\n\n\n<p>Milhas e pontos de fidelidade<\/p>\n\n\n\n<p>O governo vetou trechos da lei que alterariam a base de c\u00e1lculo do IBS sobre opera\u00e7\u00f5es n\u00e3o representadas em dinheiro, como milhas a\u00e9reas e pontos de programas de fidelidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A reda\u00e7\u00e3o aprovada pelo Legislativo pretendia que a base de c\u00e1lculo do imposto nesses casos fosse o \u201cvalor de mercado\u201d do bem ou servi\u00e7o, como se o consumidor estivesse pagando o pre\u00e7o integral em moeda corrente.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, isso retiraria das milhas e dos programas de fidelidade o tratamento equivalente ao de desconto incondicional, que reduz a base de c\u00e1lculo do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao fundamentar o veto, o governo afirmou que a manuten\u00e7\u00e3o desses dispositivos imporia novos custos tribut\u00e1rios sobre programas de descontos que n\u00e3o geram \u00f4nus direto ao consumidor, o que contraria o interesse p\u00fablico. O Executivo avaliou que a medida geraria riscos de preju\u00edzo \u00e0 competitividade do setor a\u00e9reo e, consequentemente, provocaria um aumento de pre\u00e7os das passagens e servi\u00e7os para os cidad\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada&nbsp;Maristela Ferreira de Souza Miglioli, do Ciari Moreira Advogados, v\u00ea o veto como acertado. Em sua vis\u00e3o, exigir o imposto sobre o \u201cvalor de mercado\u201d nas trocas por milhas, como se houvesse pagamento pelo pre\u00e7o cheio, violaria n\u00e3o apenas o princ\u00edpio da capacidade contributiva, mas a pr\u00f3pria base econ\u00f4mica do sistema tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa regra criava uma base de c\u00e1lculo fict\u00edcia, violando a capacidade contributiva, a pr\u00f3pria base econ\u00f4mica dos novos tributos \u2014 que incidem sobre opera\u00e7\u00f5es onerosas \u2014 e a veda\u00e7\u00e3o \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o sobre riqueza inexistente, j\u00e1 repelida pelo STF. Esse veto, portanto, foi extremamente positivo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Thiago Amaral, do escrit\u00f3rio Demarest Advogados, recordou que essa \u00e9 uma discuss\u00e3o antiga, que j\u00e1 ocorria no \u00e2mbito do PIS\/Cofins e do ISS. Ele defende que a l\u00f3gica correta seria tributar apenas o&nbsp;spread&nbsp;(ganho efetivo) dos programas de fidelidade, e n\u00e3o os pontos ofertados sem contrapartida. Ele tamb\u00e9m concorda com o veto aplicado pelo governo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTributar diretamente s\u00f3 os pontos que s\u00e3o ofertados no programa de fidelidade, sem qualquer contrapartida, n\u00e3o condiz muito com a realidade desse tipo de mercado. Ent\u00e3o acho que a medida \u00e9 salutar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Cashback&nbsp;do g\u00e1s canalizado<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto aprovado pelo Congresso permitia que a devolu\u00e7\u00e3o do IBS (cashback) sobre o g\u00e1s canalizado para fam\u00edlias de baixa renda ocorresse em momento diverso ao da cobran\u00e7a. O veto garante que a devolu\u00e7\u00e3o seja imediata. O governo entendeu que adiar esse retorno financeiro prejudicaria a pol\u00edtica de universaliza\u00e7\u00e3o do acesso ao g\u00e1s natural.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os especialistas que analisaram a san\u00e7\u00e3o da lei, o veto corrige uma falha que poderia esvaziar o sentido social da reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Thiago Amaral, a medida \u00e9 coerente com o princ\u00edpio da justi\u00e7a tribut\u00e1ria que norteia o novo sistema. Segundo ele, o&nbsp;cashback&nbsp;precisa ser um mecanismo de fato operacional, o que n\u00e3o ocorreria se o retorno fosse adiado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO gasto com g\u00e1s canalizado est\u00e1 muito presente no dia a dia das fam\u00edlias. Trazer qualquer entrave para a operacionaliza\u00e7\u00e3o desse programa impediria um retorno que deve ser concreto e imediato para beneficiar quem mais precisa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>SAFs e entidades desportivas<\/p>\n\n\n\n<p>O governo barrou benef\u00edcios voltados \u00e0s Sociedades An\u00f4nimas do Futebol (SAFs) e a entidades desportivas em geral. Para as SAFs, o Congresso havia reduzido de 4% para 3% a al\u00edquota unificada de tributos federais e exclu\u00eddo da base de c\u00e1lculo dos impostos a receita decorrente da venda de atletas da base dos clubes durante os primeiros cinco anos de constitui\u00e7\u00e3o da SAF.<\/p>\n\n\n\n<p>Para as demais entidades desportivas, o governo vetou o trecho que estendia a elas a Tributa\u00e7\u00e3o Espec\u00edfica do Futebol (TEF), que \u00e9 o regime privilegiado das SAFs.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, as SAFs permanecem sujeitas \u00e0 al\u00edquota federal original e \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o imediata sobre a cess\u00e3o de direitos desportivos, enquanto as demais entidades desportivas continuam fora do regime simplificado empresarial.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao fundamentar os vetos, o Executivo alegou que as medidas contrariam o interesse p\u00fablico e incorrem em v\u00edcio de inconstitucionalidade. O governo sustentou que a amplia\u00e7\u00e3o desses benef\u00edcios configuraria uma ren\u00fancia de receita n\u00e3o prevista no or\u00e7amento, desrespeitando a Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO 2026) e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s entidades desportivas em geral, a justificativa foi de que a extens\u00e3o do benef\u00edcio afrontaria dispositivos constitucionais que regulam regimes espec\u00edficos e diferenciados.<\/p>\n\n\n\n<p>Para especialistas, o governo agiu para proteger princ\u00edpios fundamentais do sistema tribut\u00e1rio, como a isonomia e a simplicidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Maristela Miglioli, o tratamento diferenciado que o Legislativo propunha para as SAFs poderia gerar questionamentos com base no princ\u00edpio da isonomia tribut\u00e1ria. \u201cA exist\u00eancia de um tratamento tribut\u00e1rio exclusivo para uma modalidade esportiva pode, em tese, suscitar d\u00favidas quanto ao princ\u00edpio da isonomia tribut\u00e1ria.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1&nbsp;Pietro Reo Donghia Rond\u00f3, especialista em Direito Tribut\u00e1rio pela FGV-SP e s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Chatack, Faiwichow &amp; Faria Advogados, discorda da avalia\u00e7\u00e3o. Segundo ele, os vetos do governo prejudicam os preceitos de moderniza\u00e7\u00e3o dos clubes que foram idealizados pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22Lei+14.193%2F2021%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">Lei 14.193\/2021<\/a>, que implantou as SAFs.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEmbora os vetos sejam tecnicamente justific\u00e1veis sob a \u00f3tica da responsabilidade fiscal imediata do Executivo, eles s\u00e3o negativos para a moderniza\u00e7\u00e3o do esporte. O governo optou pelo equil\u00edbrio fiscal imediato em detrimento de um incentivo mais agressivo \u00e0 profissionaliza\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"3ULbEuzZJw\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-jan-14\/vetos-do-governo-ao-projeto-da-reforma-tributaria-reduzem-distorcoes-dizem-tributaristas\/\">Vetos do governo ao projeto da reforma tribut\u00e1ria reduzem distor\u00e7\u00f5es, dizem tributaristas<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Vetos do governo ao projeto da reforma tribut\u00e1ria reduzem distor\u00e7\u00f5es, dizem tributaristas&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-jan-14\/vetos-do-governo-ao-projeto-da-reforma-tributaria-reduzem-distorcoes-dizem-tributaristas\/embed\/#?secret=fu2ANVLftA#?secret=3ULbEuzZJw\" data-secret=\"3ULbEuzZJw\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O ICMS das importa\u00e7\u00f5es de bens sem similiar nacional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/icms\/\">ICMS<\/a>&nbsp;\u00e9 devido antecipadamente no desembara\u00e7o aduaneiro das importa\u00e7\u00f5es, no ato da entrada da mercadoria importada em territ\u00f3rio nacional. Em sua&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/base-de-calculo\/\">base de c\u00e1lculo<\/a>, incluem-se todos os custos e despesas at\u00e9 o momento ocorridos, desde o valor da mercadoria, frete rodovi\u00e1rio, frete mar\u00edtimo, taxas aduaneiras, estadias, Imposto de Importa\u00e7\u00e3o,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/pis\/\">PIS<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/cofins\/\">Cofins<\/a>&nbsp;e o pr\u00f3prio ICMS. Por este motivo, constitui, depois da mercadoria, o maior custo em uma importa\u00e7\u00e3o, sendo o seu correto enquadramento crucial para determinar a viabilidade ou n\u00e3o da importa\u00e7\u00e3o propriamente dita como neg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>Bens importados sem similar nacional &#8211; Diferimento de ICMS<\/p>\n\n\n\n<p>Este enquadramento \u00e9 extremamente importante para defini\u00e7\u00e3o da incid\u00eancia ou n\u00e3o do ICMS no produto importado, impactando diretamente nos custos e forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o de venda e competitividade da empresa. No Estado de S\u00e3o Paulo, para o bem importado que comprove inexist\u00eancia de similar nacional, o lan\u00e7amento do imposto incidente na importa\u00e7\u00e3o, diretamente do exterior, poder\u00e1 ficar suspenso at\u00e9 o momento em que ocorra a comercializa\u00e7\u00e3o deste pela empresa, sem necessidade, portanto, de pagamento antecipado na importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Regime especial dispensando o pagamento antecipado do imposto<\/p>\n\n\n\n<p>Esta dispensa de pagamento fica condicionada \u00e0 obten\u00e7\u00e3o de regime especial pr\u00e9vio, que satisfa\u00e7a os requisitos exigidos pela Fazenda Estadual, estabelecidos na portaria CAT 24\/20, combinada \u00e0 portaria CAT 18\/21. \u00c9 necess\u00e1rio que o desembarque e o desembara\u00e7o ocorram em territ\u00f3rio paulista e que a empresa comprove a exist\u00eancia de saldo credor do ICMS. A n\u00e3o exist\u00eancia de similar nacional ou insufici\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o nacional das mercadorias importadas se dar\u00e1 por meio da apresenta\u00e7\u00e3o de resolu\u00e7\u00e3o Camex, em que constem os produtos importados, ou de atestado emitido por \u00f3rg\u00e3o federal competente ou entidade representativa do setor produtivo com abrang\u00eancia em todo o territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Sa\u00edda subsequente isenta ou n\u00e3o tributada<\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos em que a subsequente sa\u00edda for isenta ou n\u00e3o tributada e a legisla\u00e7\u00e3o vedar a manuten\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito, ou nos casos em que a subsequente sa\u00edda for sujeita \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo e a legisla\u00e7\u00e3o exigir o estorno proporcional do cr\u00e9dito do imposto, a empresa detentora do regime especial dever\u00e1 lan\u00e7ar o valor relativo ao imposto incidente na importa\u00e7\u00e3o como d\u00e9bito do imposto, ficando neste caso sem direito a cr\u00e9dito nos casos de sa\u00edda isenta ou com cr\u00e9dito proporcional nos casos de sa\u00edda sujeita \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo.<\/p>\n\n\n\n<p>Vendas interestaduais a al\u00edquota de 4%<\/p>\n\n\n\n<p>Os bens sem similar nacional, conforme definidos na LESSIN &#8211; Lista de Bens Sem Similar Nacional publicada pelo CAMEX, n\u00e3o se enquadram na al\u00edquota de 4% prevista para opera\u00e7\u00f5es interestaduais com mercadorias importadas. Esses bens continuam sujeitos \u00e0s al\u00edquotas normais de 7% ou 12%, dependendo da regi\u00e3o de destino (conforme incisos II e III do artigo 52 do RICMS\/SP).<\/p>\n\n\n\n<p>Dispensa pagamento ICMS importa\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o diferimento do pagamento do ICMS antecipado na importa\u00e7\u00e3o traz reflexos significativos no fluxo de caixa da empresa, postergando o pagamento do imposto para o momento efetivo da sa\u00edda, podendo ser compensado com o saldo credor de ICMS da empresa, inclusive o gerado por sa\u00eddas interestaduais de outros produtos sujeitos ao pagamento de 4% do imposto na sa\u00edda, o qual originalmente foi pago integralmente com \u201cal\u00edquota cheia\u201d no desembara\u00e7o aduaneiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Autua\u00e7\u00e3o fiscal<\/p>\n\n\n\n<p>A n\u00e3o observa\u00e7\u00e3o destes procedimentos, com o correto enquadramento da al\u00edquota de sa\u00edda dos produtos importados, certamente levar\u00e1 o importador a surpresas futuras, com a lavratura de auto de infra\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a retroativa do imposto pago a menor relativo aos \u00faltimos cinco anos, bem como multa de mora, multa punitiva e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/economia\/juros\/\">juros<\/a>, os quais somados costumam implicar no DOBRO do valor original do imposto. Do correto enquadramento fiscal depende a sa\u00fade e crescimento do empreendimento. O inverso desta afirma\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 verdadeiro, podendo o incorreto enquadramento fiscal implicar na morte precoce, tornando o neg\u00f3cio invi\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.contabeis.com.br\/artigos\/74633\/icms-no-desembaraco-aduaneiro-entenda-o-diferimento-e-regime-especial\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal orienta a popula\u00e7\u00e3o sobre fake news envolvendo PIX e tributa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o completamente falsas as informa\u00e7\u00f5es sobre monitoramento de movimenta\u00e7\u00f5es financeiras via PIX para fins de tributa\u00e7\u00e3o. A Constitui\u00e7\u00e3o Federal pro\u00edbe a tributa\u00e7\u00e3o de movimenta\u00e7\u00f5es financeiras. N\u00e3o existe tributa\u00e7\u00e3o de PIX e n\u00e3o existe tributa\u00e7\u00e3o sobre movimenta\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Mentiras desse tipo voltam a circular nas redes sociais com o objetivo de enganar as pessoas e atender aos interesses do crime organizado.<\/p>\n\n\n\n<p>A Instru\u00e7\u00e3o Normativa da Receita Federal n\u00ba 2.278 de 2025, que \u00e9 atacada mentirosamente como se tratasse de monitora\u00e7\u00e3o de PIX, na verdade apenas estende \u00e0s fintechs as mesmas obriga\u00e7\u00f5es de transpar\u00eancia que sempre foram aplicadas \u00e0s institui\u00e7\u00f5es financeiras, sem qualquer detalhamento ou identifica\u00e7\u00e3o de movimenta\u00e7\u00f5es financeiras. Essa Instru\u00e7\u00e3o Normativa \u00e9 essencial para evitar que fintechs voltem a ser utilizadas por organiza\u00e7\u00f5es criminosas para lavagem de dinheiro e oculta\u00e7\u00e3o de patrim\u00f4nio, como vimos na Opera\u00e7\u00e3o Carbono Oculto.<\/p>\n\n\n\n<p>O combate ao crime organizado n\u00e3o ser\u00e1 prejudicado por press\u00f5es de quem quer que seja.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal alerta que disseminar mentiras, fake news e p\u00e2nico financeiro com essa finalidade \u00e9 uma pr\u00e1tica perigosa, porque incentiva criminosos a aplicarem golpes contra as pessoas com base na mentira. No momento em que esse tipo de fake news \u00e9 lan\u00e7ada, os criminosos se aproveitam para enviar an\u00fancios e mensagens falsas via redes sociais e outras formas de comunica\u00e7\u00e3o, como telefone e Whatsapp, com a finalidade de coagir as v\u00edtimas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto importante \u00e9 que quem divulga fake news, al\u00e9m de incentivar o crime, tamb\u00e9m se beneficia com a movimenta\u00e7\u00e3o e monetiza\u00e7\u00e3o em cima desse tipo de assunto nas redes sociais, gerando descren\u00e7a e desconfian\u00e7a no PIX brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 isto o que os autores dessas mensagens falsas n\u00e3o querem que a popula\u00e7\u00e3o saiba: a partir de janeiro deste ano, quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil estar\u00e1 completamente isento do imposto de renda e quem ganha at\u00e9 R$ 7.350 ter\u00e1 desconto.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem dissemina fake news quer o mal do Brasil e dos brasileiros. N\u00e3o caia em fake news!<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/janeiro\/receita-federal-orienta-a-populacao-sobre-fake-news-envolvendo-pix-e-tributacao\">http:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/janeiro\/receita-federal-orienta-a-populacao-sobre-fake-news-envolvendo-pix-e-tributacao<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O pa\u00eds come\u00e7a a fechar a porta para a inadimpl\u00eancia estrat\u00e9gica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Durante d\u00e9cadas, o sistema tribut\u00e1rio brasileiro tratou de forma quase indistinta empresas que deixam de pagar tributos por dificuldades econ\u00f4micas reais e aquelas que fazem da inadimpl\u00eancia fiscal uma estrat\u00e9gia deliberada de neg\u00f3cio. O resultado dessa confus\u00e3o foi perverso: concorr\u00eancia desleal, est\u00edmulo ao mau pagador e um ambiente de inseguran\u00e7a jur\u00eddica que penaliza quem tenta cumprir a lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte -aprovado pelo Congresso Nacional e convertido na Lei Complementar n\u00ba 225\/2026 com a san\u00e7\u00e3o presidencial, em 8 de janeiro \u2013 representa uma inflex\u00e3o relevante nesse cen\u00e1rio. Pela primeira vez, o ordenamento jur\u00eddico passa a enfrentar de forma estruturada a figura do devedor contumaz, sem transformar o contribuinte de boa-f\u00e9 em alvo autom\u00e1tico da m\u00e1quina arrecadat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao diferenciar o inadimplente eventual daquele que age com dolo e reitera\u00e7\u00e3o, a lei enfrenta um problema estrutural que sempre foi tratado de forma difusa: a utiliza\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica do n\u00e3o pagamento de tributos como modelo de neg\u00f3cio. Essa distin\u00e7\u00e3o ganha ainda mais relev\u00e2ncia com a previs\u00e3o de inclus\u00e3o do devedor contumaz em cadastros administrados pela Receita Federal, com compartilhamento obrigat\u00f3rio de informa\u00e7\u00f5es entre os diferentes entes federativos, ampliando a transpar\u00eancia e a efetividade da fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A caracteriza\u00e7\u00e3o da contum\u00e1cia exige crit\u00e9rios cumulativos e elevados, como inadimpl\u00eancia substancial \u2013 no \u00e2mbito federal, d\u00e9bitos iguais ou superiores a R$ 15 milh\u00f5es e superiores ao patrim\u00f4nio conhecido -, al\u00e9m de reitera\u00e7\u00e3o e aus\u00eancia de justificativa plaus\u00edvel. N\u00e3o se trata, portanto, de um r\u00f3tulo autom\u00e1tico. O enquadramento depende de procedimento administrativo pr\u00e9vio, com contradit\u00f3rio e ampla defesa, o que reduz o risco de arbitrariedades e refor\u00e7a a seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez reconhecida a condi\u00e7\u00e3o de devedor contumaz, as consequ\u00eancias s\u00e3o relevantes e extrapolam o campo fiscal. Restri\u00e7\u00f5es ao acesso a benef\u00edcios fiscais, veda\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o em licita\u00e7\u00f5es, impedimentos \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial e possibilidade de inaptid\u00e3o cadastral tornam economicamente invi\u00e1vel a inadimpl\u00eancia estrat\u00e9gica. O impacto \u00e9 direto no ambiente concorrencial: empresas que se financiam \u00e0s custas do n\u00e3o pagamento de tributos passam a enfrentar um custo real por essa escolha.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, a lei evita excessos ao preservar contratos e atividades ligadas a servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais e infraestruturas cr\u00edticas, reduzindo riscos sist\u00eamicos e efeitos colaterais sobre a coletividade. A l\u00f3gica \u00e9 clara: punir o comportamento oportunista sem comprometer a continuidade de servi\u00e7os indispens\u00e1veis ou gerar instabilidade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro avan\u00e7o importante est\u00e1 na mudan\u00e7a de l\u00f3gica da rela\u00e7\u00e3o entre Fisco e contribuinte. O c\u00f3digo cria programas de conformidade tribut\u00e1ria que introduzem, de forma mais clara, o conceito de incentivo ao bom pagador. Atendimento simplificado, prioridade na an\u00e1lise de processos, flexibiliza\u00e7\u00e3o de garantias e maior previsibilidade passam a ser benef\u00edcios associados \u00e0 regularidade fiscal e \u00e0 boa governan\u00e7a tribut\u00e1ria. &nbsp;Trata-se de uma tentativa de substituir a cultura do lit\u00edgio permanente por uma abordagem mais cooperativa e eficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Iniciativas como os programas de conformidade e de est\u00edmulo \u00e0 regularidade refor\u00e7am a ideia de que o cumprimento espont\u00e2neo das obriga\u00e7\u00f5es deve ser reconhecido e valorizado pelo Estado. Ao criar benef\u00edcios graduais conforme o hist\u00f3rico de conformidade, a nova legisla\u00e7\u00e3o busca induzir comportamentos mais respons\u00e1veis, reduzindo o custo administrativo da fiscaliza\u00e7\u00e3o e o volume de disputas judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto tamb\u00e9m acerta ao prever mecanismos de supera\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o de devedor contumaz. A regulariza\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas, seja por pagamento integral ou por adimplemento substancial em negocia\u00e7\u00f5es, suspende ou extingue a caracteriza\u00e7\u00e3o. O objetivo n\u00e3o \u00e9 excluir empresas do mercado, mas desestimular pr\u00e1ticas oportunistas sem inviabilizar a recupera\u00e7\u00e3o de quem demonstra esfor\u00e7o real de regulariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a cria\u00e7\u00e3o de programas formais de coopera\u00e7\u00e3o entre Fisco e contribuintes sinaliza uma tentativa de reposicionar a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria como agente de indu\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas, e n\u00e3o apenas de repress\u00e3o. Ao combinar crit\u00e9rios objetivos, incentivos \u00e0 conformidade e mecanismos de corre\u00e7\u00e3o de condutas, a nova legisla\u00e7\u00e3o busca atacar o problema da inadimpl\u00eancia estrutural sem ampliar o contencioso nem enfraquecer garantias legais, desafio central de qualquer reforma tribut\u00e1ria efetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>O C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte n\u00e3o resolve as distor\u00e7\u00f5es do sistema tribut\u00e1rio brasileiro, mas enfrenta uma das mais sens\u00edveis: a aus\u00eancia de distin\u00e7\u00e3o entre crise econ\u00f4mica e inadimpl\u00eancia deliberada. Sua efic\u00e1cia depender\u00e1 da aplica\u00e7\u00e3o cuidadosa e t\u00e9cnica das novas regras. Se bem implementada, a lei pode contribuir para um ambiente mais equilibrado, com menos lit\u00edgio, mais previsibilidade e concorr\u00eancia mais justa.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que um novo instrumento de fiscaliza\u00e7\u00e3o, o C\u00f3digo sinaliza maturidade institucional ao reconhecer que repress\u00e3o sem crit\u00e9rio gera distor\u00e7\u00f5es t\u00e3o graves quanto a leni\u00eancia. O desafio agora ser\u00e1 assegurar aplica\u00e7\u00e3o uniforme, t\u00e9cnica e transparente, evitando que exce\u00e7\u00f5es se convertam novamente em regra.<\/p>\n\n\n\n<p>Este artigo reflete as opini\u00f5es do autor, e n\u00e3o do jornal Valor Econ\u00f4mico. O jornal n\u00e3o se responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informa\u00e7\u00f5es acima ou por preju\u00edzos de qualquer natureza em decorr\u00eancia do uso dessas informa\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/o-pais-comeca-a-fechar-a-porta-para-a-inadimplencia-estrategica.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Lei altera tributa\u00e7\u00e3o de programa de fidelidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei Complementar n\u00ba 227, que regulamenta a reforma tribut\u00e1ria, trouxe altera\u00e7\u00f5es na tributa\u00e7\u00e3o de programas de fidelidade, medicamentos e autom\u00f3veis para pessoa com defici\u00eancia (PCD). O texto, publicado ontem, tamb\u00e9m refor\u00e7a a mudan\u00e7a nos cr\u00e9ditos de vale-transporte e vale-alimenta\u00e7\u00e3o ou refei\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o depender\u00e3o mais de conven\u00e7\u00e3o coletiva para serem aproveitados.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma, convers\u00e3o do Projeto de Lei Complementar (PLP) n\u00ba 108, altera determina\u00e7\u00f5es da Lei Complementar n\u00ba 214, de 2025, que instituiu o Imposto e a Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS e CBS, respectivamente) e o Imposto Seletivo (IS).<\/p>\n\n\n\n<p>Os programas de fidelidade, com a lei, foram enquadrados expressamente no regime aplic\u00e1vel aos servi\u00e7os financeiros, que ter\u00e3o al\u00edquotas diferenciadas. A base de c\u00e1lculo do IBS e da CBS ser\u00e1 o valor dos pontos emitidos, deduzidos os valores pagos no resgate dos pontos e os ressarcidos por pontos n\u00e3o usados computados como receita. Quem adquirir pontos n\u00e3o ter\u00e1 direito a cr\u00e9ditos dos novos tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje esses programas s\u00e3o tributados por PIS e Cofins s\u00f3 no resgate \u2013 quando o ponto \u00e9 utilizado. A lei complementar antecipa para o momento da emiss\u00e3o do ponto e tributa com CBS e IBS (referente a ISS e ICMS, que n\u00e3o incidem hoje).<\/p>\n\n\n\n<p>A tributa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 com base em um spread, a diferen\u00e7a entre o valor do ponto emitido versus o resgatado e com al\u00edquota variando de 10,8% a 12,5%, em 2032. Foi vetada a regra que previa que pontos n\u00e3o onerosos de programas pr\u00f3prios n\u00e3o seriam considerados descontos incondicionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto destacado por tributaristas diz respeito \u00e0 possibilidade de aproveitamento de cr\u00e9ditos de CBS e IBS sobre valores pagos por planos de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade e de fornecimento de vale-transporte, vale-refei\u00e7\u00e3o e vale-alimenta\u00e7\u00e3o. Havia a previs\u00e3o de que esses cr\u00e9ditos s\u00f3 poderiam ser aproveitados se fornecidos pela empresa em decorr\u00eancia de acordo ou conven\u00e7\u00e3o coletiva. Com a nova reda\u00e7\u00e3o, essa exig\u00eancia s\u00f3 foi mantida para cr\u00e9ditos referentes a plano de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei indica que um regulamento ainda vai listar os requisitos para a dispensa de acordo ou conven\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m foi alterada a previs\u00e3o de que somente os medicamentos constantes em um dos anexos da lei poderiam ser fornecidos com al\u00edquotas zero de IBS e CBS.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora o benef\u00edcio vale para medicamentos registrados na Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa), desde que destinados a doen\u00e7as raras, doen\u00e7as negligenciadas, oncologia, diabetes, HIV\/aids e outras infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis, doen\u00e7as cardiovasculares e o Programa Farm\u00e1cia Popular do Brasil ou equivalente. A cada 120 dias ser\u00e1 editada uma lista dos medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes havia uma lista taxativa de medicamentos com a redu\u00e7\u00e3o de IBS e CBS e, agora, ela passa a ser din\u00e2mica. A lista dever\u00e1 trazer os medicamentos dentro dos grupos indicados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/01\/15\/lei-altera-tributacao-de-programa-de-fidelidade.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Entenda como a reforma tribut\u00e1ria impacta escrit\u00f3rios de advocacia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os setores diretamente impactados est\u00e1 o dos escrit\u00f3rios de advocacia, que precisar\u00e3o se atentar \u00e0s mudan\u00e7as na tributa\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os jur\u00eddicos, na emiss\u00e3o de notas fiscais e na organiza\u00e7\u00e3o de suas rotinas operacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>A seguir, entenda o que muda para as bancas e em quais pontos ser\u00e1 necess\u00e1rio redobrar a aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>IBS e CBS<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Renata Cubas, do escrit\u00f3rio Mattos Filho, o pa\u00eds ingressou em um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o no qual ainda ser\u00e3o disciplinados, por atos do Comit\u00ea Gestor do IBS e da Receita Federal, aspectos centrais do funcionamento do novo modelo, como os documentos fiscais, as regras de apura\u00e7\u00e3o dos tributos, os regimes aplic\u00e1veis e o cronograma detalhado da transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada adianta, no entanto, que no novo sistema, os servi\u00e7os jur\u00eddicos deixam de ser tributados pelo ISS, de compet\u00eancia municipal, e pelo PIS\/Cofins, de \u00e2mbito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses tributos ser\u00e3o substitu\u00eddos pelo IBS &#8211; Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os, de compet\u00eancia subnacional (Estados, DF e munic\u00edpios), e pela CBS &#8211; Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os, de compet\u00eancia Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ambos foram concebidos como tributos n\u00e3o cumulativos, o que, segundo a caus\u00eddica, representa mudan\u00e7a estrutural relevante para a advocacia, inclusive para sociedades uniprofissionais que hoje contam com regimes especiais no ISS.<\/p>\n\n\n\n<p>O Imposto Seletivo, por sua vez, tem natureza extrafiscal e, como regra, n\u00e3o alcan\u00e7a a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os jur\u00eddicos, diz Renata.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, pode impactar indiretamente os escrit\u00f3rios, a depender da cadeia de insumos e fornecedores utilizados, completa a advogada.<\/p>\n\n\n\n<p>Padroniza\u00e7\u00e3o de documentos fiscais<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das mudan\u00e7as mais sens\u00edveis, segundo a especialista, ser\u00e1 na emiss\u00e3o de notas fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>A tend\u00eancia \u00e9 de padroniza\u00e7\u00e3o nacional do documento fiscal, com destaque expresso de IBS e CBS, substituindo o atual mosaico municipal do ISS.<\/p>\n\n\n\n<p>A LC 214\/25 criou o Comit\u00ea Gestor do IBS, que ser\u00e1 respons\u00e1vel por disciplinar cadastro, layout dos documentos fiscais, regras de partilha e prazos no \u00e2mbito subnacional, em coordena\u00e7\u00e3o com a Receita Federal, que continuar\u00e1 respons\u00e1vel pela CBS.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa uniformiza\u00e7\u00e3o exigir\u00e1 adequa\u00e7\u00f5es nos sistemas de faturamento e maior integra\u00e7\u00e3o entre informa\u00e7\u00f5es fiscais, operacionais e contratuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Regra do destino e gest\u00e3o de cr\u00e9ditos<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto central, destacado pela caus\u00eddica, \u00e9 a ado\u00e7\u00e3o da regra do destino.<\/p>\n\n\n\n<p>A incid\u00eancia do IBS passa a considerar o domic\u00edlio do tomador do servi\u00e7o, e n\u00e3o mais a localiza\u00e7\u00e3o do prestador, como ocorre atualmente com o ISS.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso exigir\u00e1 que os escrit\u00f3rios parametrizem seus sistemas para identificar corretamente o local do cliente, al\u00e9m de estruturar uma governan\u00e7a eficiente de cr\u00e9ditos, vinculados \u00e0 atividade, como gastos com tecnologia, servi\u00e7os de apoio e terceiriza\u00e7\u00f5es, conforme crit\u00e9rios que ainda ser\u00e3o detalhados na regulamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00edquotas ainda ser\u00e3o definidas<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a LC 214\/25 tenha institu\u00eddo os novos tributos e a estrutura de governan\u00e7a, as al\u00edquotas finais aplic\u00e1veis aos servi\u00e7os jur\u00eddicos ainda n\u00e3o est\u00e3o fixadas, diz Renata.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses percentuais depender\u00e3o de normas complementares e de atos do Comit\u00ea Gestor do IBS e da Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 que essas defini\u00e7\u00f5es sejam publicadas, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que os escrit\u00f3rios trabalhem com cen\u00e1rios poss\u00edveis e considerem a redu\u00e7\u00e3o prevista para o setor na legisla\u00e7\u00e3o ao avaliar impactos na forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os e margens.<\/p>\n\n\n\n<p>Implementa\u00e7\u00e3o para j\u00e1!<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Renata Cubas, algumas medidas j\u00e1 deveriam estar em curso desde o ano passado, com foco no in\u00edcio da transi\u00e7\u00e3o em janeiro de 2026. Entre elas:<\/p>\n\n\n\n<p>revis\u00e3o de contratos e propostas para prever reprecifica\u00e7\u00e3o, impactos operacionais e efeitos nos fluxos de caixa;<\/p>\n\n\n\n<p>adapta\u00e7\u00e3o dos sistemas de faturamento para destaque de IBS e CBS, identifica\u00e7\u00e3o do domic\u00edlio do tomador e controle de cr\u00e9ditos com lastro documental;<\/p>\n\n\n\n<p>acompanhamento cont\u00ednuo dos atos do Comit\u00ea Gestor do IBS e da Receita Federal, que definir\u00e3o al\u00edquotas, layout de documentos fiscais, prazos e regimes aplic\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada afirma que para os escrit\u00f3rios de advocacia, a reforma tribut\u00e1ria representa n\u00e3o apenas mudan\u00e7a na carga fiscal, mas transforma\u00e7\u00e3o relevante na forma de operar, precificar e se relacionar com clientes e fornecedores.<\/p>\n\n\n\n<p>Contencioso<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tamb\u00e9m altera o contencioso tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A LC 227\/26 redesenhou o processo administrativo do IBS, criando um rito comum sob a governan\u00e7a do Comit\u00ea Gestor, o que, segundo Renata, tende a substituir o atual contencioso fragmentado do ISS, hoje distribu\u00eddo entre milhares de munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a CBS permanecer\u00e1 sob compet\u00eancia Federal, com discuss\u00f5es administrativas na Receita Federal e no CARF, o que exigir\u00e1 dos escrit\u00f3rios o acompanhamento de dois fluxos distintos de contencioso.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a advogada tributarista Mary Elbe Queiroz, presidente do CENAPRET &#8211; Centro Nacional para a Preven\u00e7\u00e3o e Resolu\u00e7\u00e3o de Conflitos Tribut\u00e1rios e fundadora do escrit\u00f3rio Queiroz Advogados, embora o discurso oficial aponte a redu\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios como um dos objetivos do novo sistema, o desenho normativo caminha na dire\u00e7\u00e3o oposta.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As controv\u00e9rsias, os conceitos abstratos e as incoer\u00eancias existentes em diversos dispositivos, tanto da legisla\u00e7\u00e3o infraconstitucional quanto do pr\u00f3prio texto constitucional, fazem com que a reforma j\u00e1 nas\u00e7a com grande potencial de judicializa\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A tributarista destaca que a ado\u00e7\u00e3o da n\u00e3o cumulatividade plena e a tend\u00eancia de eleva\u00e7\u00e3o da carga para servi\u00e7os sujeitos \u00e0s maiores al\u00edquotas devem impactar diretamente os escrit\u00f3rios de advocacia, exigindo atua\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica especializada.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/447719\/entenda-como-a-reforma-tributaria-impacta-escritorios-de-advocacia\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Quanto o trabalhador perde para os impostos ao longo do ano?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O brasileiro m\u00e9dio trabalha quase cinco meses do ano apenas para pagar impostos. Em 2025, segundo&nbsp;<a href=\"https:\/\/ibpt.org.br\/brasileiro-trabalhara-ate-29-de-maio-apenas-para-pagar-impostos\/\">levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT)<\/a>, o contribuinte precisou trabalhar at\u00e9 29 de maio exclusivamente para arcar com tributos federais, estaduais e municipais \u2013 o que equivale a 149 diasl.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica,&nbsp;isso significa que 40,82% da renda m\u00e9dia do brasileiro \u00e9 destinada ao pagamento de impostos sobre renda, consumo e patrim\u00f4nio. O percentual aumentou ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas. Segundo a IBPT, em 2003, 36,98% dos gastos dos brasileiros eram destinados aos impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>O total de dias por ano para arcar com a carga tribut\u00e1ria no Brasil tamb\u00e9m subiu nos \u00faltimos anos. Na hist\u00f3ria, 1988 foi o ano em que os brasileiros precisaram trabalhar menos dias para pagar os impostos, quando foram desempenhados 73 dias de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 1994, s\u00e3o necess\u00e1rios mais de 100 dias para pagar tributos. Em 50 anos, praticamente dobrou o n\u00famero total de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/opiniao\/editoriais\/tempestade-de-impostos-empreendedorismo\/\">dias necess\u00e1rios para o trabalhador pagar os impostos<\/a>. Veja a m\u00e9dia em cada d\u00e9cada analisada:<\/p>\n\n\n\n<p>1970:&nbsp;76 dias;<\/p>\n\n\n\n<p>1980:&nbsp;77 dias;<\/p>\n\n\n\n<p>1990:&nbsp;102 dias;<\/p>\n\n\n\n<p>2000:&nbsp;138 dias;<\/p>\n\n\n\n<p>2010:&nbsp;141 dias; e<\/p>\n\n\n\n<p>2020:&nbsp;151 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Quais impostos mais pesam no bolso?<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o sistema tribut\u00e1rio brasileiro seja composto por dezenas de tributos,&nbsp;os impostos sobre o consumo s\u00e3o os que mais afetam o dia a dia da popula\u00e7\u00e3o. Segundo o presidente-executivo do IBPT, Jo\u00e3o Eloi Olenike, esse tipo de tributa\u00e7\u00e3o incide de forma praticamente invis\u00edvel sobre quase todas as compras e servi\u00e7os e sobre pessoas de todas as classes sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa realidade, todos os tributos consomem tempo e dinheiro do brasileiro, mas os tributos sobre o consumo s\u00e3o os que mais repercutem no dia a dia, como o ICMS, que recai sobre quase todas as opera\u00e7\u00f5es do nosso cotidiano\u201d, afirma Olenike \u00e0 Gazeta do Povo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS), tamb\u00e9m pesam nos pre\u00e7os de produtos e servi\u00e7os:<\/p>\n\n\n\n<p>Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);<\/p>\n\n\n\n<p>Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social (PIS);<\/p>\n\n\n\n<p>Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS ); e<\/p>\n\n\n\n<p>Imposto sobre Servi\u00e7os (ISS).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 sobre a renda, incidem tributos como o Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica (IRPF) e contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias. H\u00e1 ainda impostos sobre o patrim\u00f4nio:<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/quem-tem-direito-a-isencao-de-ipva-e-iptu-e-como-solicitar-o-beneficio\/\">Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU)<\/a>;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/brasil\/ipva-2026-quanto-custa-isentos-quando-pagar\/\">Imposto sobre a Propriedade de Ve\u00edculos Automotores (IPVA)<\/a>; e<\/p>\n\n\n\n<p>Imposto de Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o (ITCMD).<\/p>\n\n\n\n<p>Qual a diferen\u00e7a entre os impostos de renda, consumo e produ\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>A forma como o imposto \u00e9 cobrado muda conforme a classifica\u00e7\u00e3o do tributo. No caso da renda, a tributa\u00e7\u00e3o incide sobre sal\u00e1rios, lucros, ganhos financeiros e rendimentos de capital. J\u00e1 os tributos sobre o consumo atingem a produ\u00e7\u00e3o, circula\u00e7\u00e3o de mercadorias e presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuase todos os tipos de rendimentos est\u00e3o sujeitos ao imposto sobre a renda. Sobre o consumo, temos a tributa\u00e7\u00e3o sobre a produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o de produtos, como ICMS e IPI, al\u00e9m do ISS sobre servi\u00e7os\u201d, explica o presidente do IBPT.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa estrutura faz com que o peso dos impostos seja sentido de maneira diferente conforme o perfil de renda. O estudo IBPT mostra que trabalhadores de renda mais baixa comprometem proporcionalmente mais dias do ano com tributos ligados ao consumo, enquanto faixas mais altas concentram maior peso nos impostos sobre renda.<\/p>\n\n\n\n<p>O chamado \u201ctempo tribut\u00e1rio\u201d ajuda a traduzir o impacto da carga tribut\u00e1ria na vida cotidiana.&nbsp;Quando quase metade da renda anual \u00e9 direcionada aos cofres p\u00fablicos, sobra menos dinheiro para despesas b\u00e1sicas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSempre que h\u00e1 imposi\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria sobre qualquer tipo de ganho, esses valores saem do bolso da popula\u00e7\u00e3o e v\u00e3o para os cofres dos governos, diminuindo o poder de compra e comprometendo o or\u00e7amento das fam\u00edlias\u201d, afirma Olenike.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse efeito se reflete diretamente na economia dom\u00e9stica. Com menos renda dispon\u00edvel, fam\u00edlias tendem a reduzir consumo, adiar investimentos e enfrentar maior dificuldade para lidar com despesas inesperadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto o Brasil cobra em compara\u00e7\u00e3o a outros pa\u00edses?<\/p>\n\n\n\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o internacional, o Brasil aparece em uma posi\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria quando se observa a carga tribut\u00e1ria convertida em dias de trabalho. Com base em dados da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) referentes a 2023, o estudo do IBPT indica que brasileiros trabalham naquele ano, em m\u00e9dia, 122 dias do ano para pagar tributos nesse crit\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Pa\u00edses como B\u00e9lgica e \u00c1ustria lideram o ranking, com 156 dias, enquanto na Dinamarca o n\u00famero chega a 153. J\u00e1 economias como Estados Unidos (101 dias), Jap\u00e3o (98) e M\u00e9xico (62) apresentam carga significativamente menor quando medida dessa forma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o trabalhador,&nbsp;h\u00e1 poucas margens de manobra para escapar dos impostos, mas o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/7-estrategias-de-planejamento-financeiro-para-proteger-seu-patrimonio\/\">planejamento financeiro<\/a>&nbsp;pode ajudar a reduzir impactos. \u201cSempre que poss\u00edvel, o trabalhador deve verificar, dentro da sua realidade, o caminho que permita pagar o menor tributo poss\u00edvel por meio de planejamento\u201d, orienta Olenike.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso inclui organiza\u00e7\u00e3o de rendimentos, aten\u00e7\u00e3o a dedu\u00e7\u00f5es legais, escolha adequada de regimes tribut\u00e1rios para aut\u00f4nomos e microempreendedores e controle mais rigoroso do consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>O que muda com a reforma tribut\u00e1ria em 2026?<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Olenike, a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/ano-novo-impostos-novos-veja-o-que-comeca-a-valer-em-janeiro-com-a-reforma-tributaria\/\">reforma tribut\u00e1ria em discuss\u00e3o no Brasil<\/a>&nbsp;busca alterar a l\u00f3gica do sistema, reduzindo a tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo e ampliando a progressividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos pontos mais debatidos foi a cria\u00e7\u00e3o da Cesta B\u00e1sica Nacional com al\u00edquota zero, que inclui itens como arroz, feij\u00e3o, carnes, leite e p\u00e3o franc\u00eas. Outro destaque \u00e9 o cashback tribut\u00e1rio, mecanismo que prev\u00ea a devolu\u00e7\u00e3o de parte dos impostos pagos por fam\u00edlias de baixa renda cadastradas no Cad\u00danico.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e1 previsto o chamado Imposto Seletivo, que incidir\u00e1 sobre produtos considerados nocivos \u00e0 sa\u00fade ou ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alco\u00f3licas e refrigerantes, o que tende a encarecer esses itens.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/quanto-o-trabalhador-perde-para-os-impostos-ao-longo-do-ano\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Transi\u00e7\u00e3o da reforma, \u2018teses filhotes\u2019 e dividendos pautam Direito Tribut\u00e1rio em 2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O in\u00edcio da transi\u00e7\u00e3o da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=reforma+tribut%C3%A1ria\">reforma dos tributos<\/a>&nbsp;dever\u00e1 pautar o Direito Tribut\u00e1rio em 2026, mas n\u00e3o s\u00f3 isso. Especialistas ouvidos pela revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico&nbsp;listam uma s\u00e9rie de julgamentos de grande impacto nos tribunais brasileiros previstos para este ano, com discuss\u00f5es relevantes sobre PIS\/Cofins envolvendo o ICMS e a incid\u00eancia sobre o Difal (Diferencial de Al\u00edquotas). Al\u00e9m disso, h\u00e1 os desdobramentos da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2025\/lei\/l15270.htm\">Lei 15.270\/2025<\/a>, que determina a retomada da tributa\u00e7\u00e3o de lucros e dividendos e inclui o Simples Nacional no regramento.<\/p>\n\n\n\n<p>Os tributaristas destacam que 2025 foi marcado pela publica\u00e7\u00e3o de leis com impactos significativos no sistema tribut\u00e1rio e que devem reverberar neste ano. \u00c9 o caso da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp214.htm\">Lei Complementar (LC) 214<\/a>, de janeiro,&nbsp;que regulamentou a reforma tribut\u00e1ria, instituindo o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) em substitui\u00e7\u00e3o a cinco tributos \u2014 PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI. E da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/Lcp224.htm\">LC 224\/2025<\/a>, que&nbsp;aumentou em 10% as bases de c\u00e1lculo por presun\u00e7\u00e3o de empresas no lucro presumido (com faturamento de at\u00e9 R$ 78 milh\u00f5es por ano).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de ser um ano de transi\u00e7\u00e3o, a&nbsp;tributarista&nbsp;Milena Xavier Linhares de Andrade, do escrit\u00f3rio Hemmer Advocacia, classifica 2026 como decisivo para o empresariado. A partir de agora, as companhias passam a ser obrigadas a destacar a CBS e o IBS nos documentos fiscais, ainda que sem recolhimento imediato. \u201c\u00c9 um equ\u00edvoco tratar 2026 como um exerc\u00edcio de baixa relev\u00e2ncia apenas porque a cobran\u00e7a plena dos novos tributos ocorrer\u00e1 de forma gradual. Na pr\u00e1tica, \u00e9 neste ano que se consolida a base operacional, tecnol\u00f3gica e jur\u00eddica do novo modelo tribut\u00e1rio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, esse per\u00edodo de substitui\u00e7\u00e3o progressiva de cinco tributos pelo Imposto sobre Valor Agregado (IVA Dual), composto pela CBS e pelo IBS, deve ser encarado como uma fase de auditoria, dado que a conviv\u00eancia tempor\u00e1ria entre os sistemas antigo e novo vai demandar das empresas maior sofistica\u00e7\u00e3o na gest\u00e3o dos cr\u00e9ditos, compensa\u00e7\u00f5es e fluxo de caixa.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do IVA Dual, a reforma tribut\u00e1ria do consumo tamb\u00e9m prev\u00ea o chamado&nbsp;split payment, tributa\u00e7\u00e3o fracionada entre Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios. E \u00e9 justamente no \u00e2mbito das unidades da federa\u00e7\u00e3o que s\u00e3o esperados questionamentos judiciais sobre tributos.&nbsp;Caio C\u00e9sar Morato, do Rayes e Fagundes, diz que alguns estados j\u00e1 se manifestaram pela necessidade de inclus\u00e3o do IBS na base de c\u00e1lculo do ICMS durante a transi\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria. \u201cA medida causa arrepio aos contribuintes e muitos j\u00e1 t\u00eam se movimentado para ajuizar medidas judiciais visando n\u00e3o serem onerados por essa exig\u00eancia que se mostra ilegal e inconstitucional.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u2018Teses filhotes\u2019<\/p>\n\n\n\n<p>Milton Fontes, s\u00f3cio do Peixoto &amp; Cury Advogados, destaca que neste ano o Supremo Tribunal Federal dever\u00e1 dar andamento \u00e0s \u201cteses filhotes\u201d da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d (exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins).&nbsp;\u00c9 o caso da&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciaRepercussao\/verAndamentoProcesso.asp?incidente=5769504&amp;numeroProcesso=1233096&amp;classeProcesso=RE&amp;numeroTema=1067\">Tema 1.067<\/a>, que discute a inclus\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es do PIS\/Cofins em suas pr\u00f3prias bases.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda nesta agenda&nbsp;est\u00e3o o&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciaRepercussao\/verAndamentoProcesso.asp?incidente=4630911&amp;numeroProcesso=835818&amp;classeProcesso=RE&amp;numeroTema=843\">Tema 843<\/a>, que trata da tributa\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos presumidos de ICMS pelo PIS e pela Cofins, e o&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciaRepercussao\/tema.asp?num=118\">Tema 118<\/a>&nbsp;da repercuss\u00e3o geral, acerca da exclus\u00e3o do ISS.&nbsp;Tiago Conde Teixeira, do Sacha Calmon \u2014 Misabel Derzi,&nbsp;destaca que o&nbsp;desfecho do Tema 118 dever\u00e1 redefinir o custo tribut\u00e1rio do setor de servi\u00e7os e gerar impactos bilion\u00e1rios tanto para a Uni\u00e3o quanto para os contribuintes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro assunto sens\u00edvel que deve ser analisado no STF \u00e9 a incid\u00eancia de PIS e Cofins sobre o ICMS-Difal, que tem impacto direto em opera\u00e7\u00f5es interestaduais e no c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es federais. \u201cPermanecem igualmente relevantes os desdobramentos relacionados ao Difal do ICMS, especialmente quanto \u00e0 validade das cobran\u00e7as ap\u00f3s a edi\u00e7\u00e3o da lei complementar e \u00e0 modula\u00e7\u00e3o de efeitos\u201d, avalia Teixeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Folha salarial<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 grande expectativa entre os tributaristas de que a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria retorne \u00e0 pauta da corte, conforme ressalta&nbsp;Danielle Chinellato, do Innocenti Advogados. \u201cEmbora o STF j\u00e1 tenha debatido o alcance da express\u00e3o \u2018folha de sal\u00e1rios\u2019 para efeito de cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal, ser\u00e1 a primeira vez que o pleno da suprema corte decidir\u00e1 sobre a amplitude do conceito constitucional de rendimentos do trabalho.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3cio do BMA Advogados, o tributarista&nbsp;Rodrigo Taraia&nbsp;afirma haver grande ansiedade quanto ao avan\u00e7o da&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=7133069\">ADI 7.773<\/a>, proposta pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI). \u201cA a\u00e7\u00e3o questiona a constitucionalidade da cobran\u00e7a de adicional de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria para financiar aposentadoria especial de empregados expostos ao agente nocivo ru\u00eddo, acima de 85 decib\u00e9is. Trata-se de discuss\u00e3o de grande impacto referente \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o da folha.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>STJ e o Direito Tribut\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>A pauta do Superior Tribunal de Justi\u00e7a tamb\u00e9m deve tratar de recursos repetitivos de grande alcance neste ano. Para Tiago&nbsp;Teixeira, a corte dever\u00e1 consolidar o entendimento sobre a incid\u00eancia de IRPJ e CSLL sobre valores restitu\u00eddos ou compensados aos contribuintes em decorr\u00eancia de decis\u00f5es judiciais favor\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m devem avan\u00e7ar na corte superior os debates acerca do direito ao cr\u00e9dito de PIS e Cofins em opera\u00e7\u00f5es sujeitas ao regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria do ICMS (Tema Repetitivo 1.125), al\u00e9m da controv\u00e9rsia sobre a exclus\u00e3o de ICMS, PIS e Cofins da base de c\u00e1lculo do IPI (Tema Repetitivo 1.048). \u201cTende a ser um ano decisivo para a consolida\u00e7\u00e3o de entendimentos que moldar\u00e3o tanto o passado do contencioso tribut\u00e1rio quanto os contornos do sistema em transi\u00e7\u00e3o para a nova ordem p\u00f3s-reforma\u201d, observa o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Dividendos tributados<\/p>\n\n\n\n<p>O final do \u00faltimo ano foi marcado por uma apreens\u00e3o quanto \u00e0s determina\u00e7\u00f5es da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2025\/lei\/l15270.htm\">Lei 15.270\/2025<\/a>,&nbsp;que estabelece a volta da tributa\u00e7\u00e3o dos dividendos. No fim do m\u00eas passado, o ministro Nunes Marques, do STF,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-dez-27\/stf-prorroga-prazo-para-aprovacao-de-distribuicao-de-dividendos\/\">prorrogou&nbsp;<\/a>de 31 de dezembro para 31 de janeiro o prazo para que as empresas aprovassem a distribui\u00e7\u00e3o de lucros e dividendos referente a 2025. Conforme destacou a&nbsp;ConJur, al\u00e9m desse prazo, os tributaristas veem uma&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-jan-06\/apos-prorrogacao-stf-analisara-pontos-sensiveis-sobre-dividendos\/\">s\u00e9rie de problemas<\/a>&nbsp;na norma.<\/p>\n\n\n\n<p>Milton Fontes, por exemplo, ressalta que, por ferir a progressividade do Imposto de Renda e a capacidade contributiva, a tributa\u00e7\u00e3o dos lucros e dividendos acima dos R$ 50 mil mensais, prevista na lei, poder\u00e1 ser objeto de discuss\u00e3o judicial em 2026. Outro ponto cr\u00edtico, segundo ele, \u00e9 o aumento de 10% das bases de c\u00e1lculo por presun\u00e7\u00e3o de empresas no lucro presumido. Na avalia\u00e7\u00e3o dele, a Lei 15.270\/2025 equipara o regime de tributa\u00e7\u00e3o no lucro presumido a um benef\u00edcio fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Para&nbsp;Marcio Cezar Janjacomo, da banca Janjacomo Sociedade de Advogados, o fim da isen\u00e7\u00e3o para distribui\u00e7\u00f5es mensais acima de R$ 50 mil, vigente desde 1995, cria a tese do ano: o direito adquirido sobre os lucros acumulados at\u00e9 2025. \u201cHaver\u00e1 uma corrida judicial para garantir que esse \u2018estoque\u2019 de lucros antigos n\u00e3o seja tributado pelas novas regras\u201d, estima.<\/p>\n\n\n\n<p>A mesma lei tamb\u00e9m prev\u00ea&nbsp;a tributa\u00e7\u00e3o de lucros e dividendos de empresas enquadradas no Simples Nacional. O ponto \u00e9 pass\u00edvel de questionamentos, na vis\u00e3o da maioria dos tributaristas ouvidos pela&nbsp;ConJur, dado que uma lei ordin\u00e1ria federal n\u00e3o poderia alterar o tratamento diferenciado disciplinado por lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>Aur\u00e9lio Longo Guerzoni, do Guerzoni Advogados, ressalta que, embora as autua\u00e7\u00f5es fiscais devam come\u00e7ar a ser produzidas apenas nos pr\u00f3ximos anos, h\u00e1 uma expectativa para este ano de judicializa\u00e7\u00e3o preventiva por parte de empresas vinculadas ao Simples, com o argumento de que a nova legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o revogou a lei complementar que rege o regime de apura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"doCIr8Yb7w\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-jan-15\/transicao-da-reforma-teses-filhotes-e-dividendos-pautam-tributario-em-2026-dizem-especialistas\/\">Transi\u00e7\u00e3o da reforma, \u2018teses filhotes\u2019 e dividendos pautam Direito Tribut\u00e1rio em 2026<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Transi\u00e7\u00e3o da reforma, \u2018teses filhotes\u2019 e dividendos pautam Direito Tribut\u00e1rio em 2026&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-jan-15\/transicao-da-reforma-teses-filhotes-e-dividendos-pautam-tributario-em-2026-dizem-especialistas\/embed\/#?secret=azd0qok3Wj#?secret=doCIr8Yb7w\" data-secret=\"doCIr8Yb7w\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Norma regulamenta e veda antecipa\u00e7\u00e3o de ITCMD sobre trust<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei Complementar n\u00ba 227\/2026, que regulamenta a reforma tribut\u00e1ria, pela primeira vez, prev\u00ea a incid\u00eancia do Imposto sobre Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o (ITCMD) sobre trusts. Ela preenche uma lacuna legislativa que havia sobre o tema e derruba o entendimento de Estados, como S\u00e3o Paulo, que buscavam antecipar a incid\u00eancia do imposto sobre heran\u00e7as e doa\u00e7\u00f5es para o momento da cria\u00e7\u00e3o da estrutura.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela lei, agora est\u00e1 expresso que o tributo s\u00f3 deve ser cobrado quando houver a efetiva transfer\u00eancia dos bens, seja pela morte do doador, seja pela antecipa\u00e7\u00e3o da doa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na interpreta\u00e7\u00e3o de especialistas, isso quer dizer que para os trusts revog\u00e1veis \u2013 que podem ser modificados ap\u00f3s a constitui\u00e7\u00e3o \u2013 a cobran\u00e7a do ITCMD s\u00f3 ocorrer\u00e1 quando o benefici\u00e1rio receber os bens. J\u00e1 para trusts irrevog\u00e1veis, a incid\u00eancia ocorre no momento da cria\u00e7\u00e3o da estrutura, pois entende-se que \u00e9 ali que h\u00e1 a transfer\u00eancia dos ativos.<\/p>\n\n\n\n<p>O trust \u00e9 um contrato privado, em que o instituidor transfere a parte ou toda a propriedade de seus bens a algu\u00e9m (o trustee) que assume a obriga\u00e7\u00e3o de administr\u00e1-los em benef\u00edcio do instituidor ou de pessoas por ele indicadas, geralmente herdeiros. \u00c9 comum no exterior e usado por fam\u00edlias com muito patrim\u00f4nio para manter investimentos fora do pa\u00eds. Oferece algumas vantagens, como s\u00f3 disponibilizar o dinheiro para os herdeiros mediante condi\u00e7\u00f5es preestabelecidas \u2013 idade, decis\u00f5es empresariais, pagamento parcial, etc.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tributaristas, a LC traz clareza para o fato gerador do ITCMD nos trusts, pois n\u00e3o havia antes previs\u00e3o legal sobre o assunto. Segundo eles, ela se alinha com a altera\u00e7\u00e3o feita pela Lei n\u00b0 14.754\/2023, que passou a tributar pelo Imposto de Renda fundos de investimento e offshores. Enquanto a lei do ano retrasado traz a previs\u00e3o de tributa\u00e7\u00e3o dos rendimentos dos trusts pelo IR, a lei complementar regula a cobran\u00e7a do ITCMD nas sucess\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A LC 227 tamb\u00e9m regula a cobran\u00e7a do imposto sobre doa\u00e7\u00f5es e heran\u00e7as de forma mais ampla, cumprindo determina\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF) de 2021. Naquele ano, os ministros decidiram que seria necess\u00e1ria lei complementar para permitir a cobran\u00e7a do tributo sobre doa\u00e7\u00f5es no exterior (Tema 825). A legisla\u00e7\u00e3o sancionada nesta ter\u00e7a-feira autoriza a incid\u00eancia, exceto nos casos em que o doador, o benefici\u00e1rio e o ativo estejam no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas indicam, por\u00e9m, que para a cobran\u00e7a come\u00e7ar efetivamente a acontecer ainda \u00e9 preciso que os Estados editem leis espec\u00edficas regulamentando a mat\u00e9ria. Isso gera uma janela de oportunidade para os planejamentos sucess\u00f3rios, dizem, pois a lei complementar tamb\u00e9m aumenta a base de c\u00e1lculo do tributo e determina a progressividade da al\u00edquota. Depois da publica\u00e7\u00e3o de lei estadual, \u00e9 preciso esperar pelo menos um ano e 90 dias para a cobran\u00e7a, por conta do princ\u00edpio da anterioridade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a trust, se for feito o irrevog\u00e1vel agora \u00e9 poss\u00edvel ainda usar o valor cont\u00e1bil como base de c\u00e1lculo. Se deixar revog\u00e1vel, poderia ficar o valor de mercado l\u00e1 na frente, caso tenha a mudan\u00e7a na legisla\u00e7\u00e3o estadual, mas se a pessoa morrer antes de S\u00e3o Paulo alterar a lei, pode-se defender que nem vai ter o ITCMD.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei complementar se alinha com a Lei n\u00ba 14.754 ao implementar um modelo de trust transparente e permitir a tributa\u00e7\u00e3o apenas quando h\u00e1 a efetiva transfer\u00eancia patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m evidencia como o entendimento da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de S\u00e3o Paulo (Sefaz-SP) era ilegal, na resposta \u00e0 consulta n\u00ba 25.343\/2023.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/01\/15\/norma-regulamenta-e-veda-antecipacao-de-itcmd-sobre-trust.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o aprova dedu\u00e7\u00e3o no Imposto de Renda para despesas de profissionais da seguran\u00e7a p\u00fablica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Seguran\u00e7a P\u00fablica da C\u00e2mara dos Deputados aprovou, em dezembro, proposta que permite a profissionais de seguran\u00e7a p\u00fablica deduzir do Imposto de Renda as despesas com a compra de armas de fogo, muni\u00e7\u00f5es, cursos e treinamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto aprovado foi a vers\u00e3o do relator (substitutivo), deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), para o Projeto de Lei 3678\/25, do deputado Capit\u00e3o Alden (PL-BA).<\/p>\n\n\n\n<p>O substitutivo amplia a lista de categorias beneficiadas previstas na reda\u00e7\u00e3o original.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/prop_mostrarintegra?codteor=3068965&amp;filename=SBT-A+1+CSPCCO+%3D%3E+PL+3678\/2025\">Confira a \u00edntegra da vers\u00e3o aprovada<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Limite de dedu\u00e7\u00e3o<br>Pela proposta, a dedu\u00e7\u00e3o \u00e9 limitada a 30% do valor do imposto devido em cada ano. O profissional dever\u00e1 comprovar fiscalmente todas as despesas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu parecer, o relator argumentou que muitos profissionais custeiam os pr\u00f3prios equipamentos e pr\u00f3pria qualifica\u00e7\u00e3o para exercer a fun\u00e7\u00e3o com seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se o cidad\u00e3o pode deduzir despesas com sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, por que o policial n\u00e3o pode deduzir o custo da ferramenta que salva sua vida e a vida de terceiros?&#8221;, questionou Bilynskyj.<\/p>\n\n\n\n<p>Categorias inclu\u00eddas<br>A vers\u00e3o aprovada incluiu os policiais legislativos, atendendo a uma emenda do deputado Nicoletti (Uni\u00e3o-RR), e acrescentou outras categorias como agentes socioeducativos e peritos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, a lista de beneficiados passa a incluir:<\/p>\n\n\n\n<p>policiais civis, militares, federais, penais e legislativos;<\/p>\n\n\n\n<p>bombeiros militares;<\/p>\n\n\n\n<p>guardas civis municipais;<\/p>\n\n\n\n<p>peritos oficiais; e<\/p>\n\n\n\n<p>agentes socioeducativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto tramita em car\u00e1ter conclusivo e ainda ser\u00e1 analisado pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1238668-comissao-aprova-deducao-no-imposto-de-renda-para-despesas-de-profissionais-da-seguranca-publica\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>DTE passa a ser obrigat\u00f3rio para Pessoas Jur\u00eddicas a partir de 2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Desde janeiro de 2026, o&nbsp;Domic\u00edlio Tribut\u00e1rio Eletr\u00f4nico (DTE)&nbsp;tornou-se&nbsp;obrigat\u00f3rio&nbsp;para todas as Pessoas Jur\u00eddicas inscritas no CNPJ, consolidando-se como o canal oficial de comunica\u00e7\u00e3o entre a Receita Federal e as empresas. O DTE \u00e9 atribu\u00eddo automaticamente,&nbsp;sem necessidade de ades\u00e3o pr\u00e9via, e deve ser acompanhado regularmente pelos contribuintes e seus representantes legais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio do DTE, a Receita Federal encaminha&nbsp;intima\u00e7\u00f5es, notifica\u00e7\u00f5es e demais comunica\u00e7\u00f5es oficiais, todas com&nbsp;plena validade jur\u00eddica. \u00c9 importante destacar que,&nbsp;caso a comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja acessada dentro do prazo legal, ser\u00e1 caracterizada a&nbsp;ci\u00eancia t\u00e1cita, nos termos do&nbsp;Decreto n\u00ba 70.235, de 1972, produzindo todos os efeitos jur\u00eddicos da notifica\u00e7\u00e3o, independentemente de leitura expressa pelo contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso das empresas&nbsp;optantes pelo Simples Nacional, permanece vigente o&nbsp;Domic\u00edlio Tribut\u00e1rio Eletr\u00f4nico do Simples Nacional (DTE-SN),&nbsp;conforme legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Ainda assim, essas empresas tamb\u00e9m passam a receber comunica\u00e7\u00f5es na&nbsp;Caixa Postal do e-CAC, refor\u00e7ando a necessidade de acompanhamento frequente dos canais digitais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para apoiar o acompanhamento das comunica\u00e7\u00f5es, o contribuinte pode&nbsp;cadastrar alertas autom\u00e1ticos&nbsp;no Portal e-CAC, informando&nbsp;at\u00e9 tr\u00eas endere\u00e7os de e-mail e tr\u00eas n\u00fameros de telefone celular&nbsp;para recebimento de avisos sempre que houver novas mensagens na Caixa Postal. O cadastro pode ser realizado no menu&nbsp;\u201cOutros\u201d &gt; \u201cCadastrar alerta de e-mail e SMS\u201d. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel gerar um&nbsp;c\u00f3digo de seguran\u00e7a, que permite confirmar a autenticidade dos alertas enviados pela Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal recomenda que&nbsp;empresas e contadores acessem regularmente o e-CAC, consultem a Caixa Postal regularmente e mantenham seus dados de contato atualizados, de forma a evitar a perda de prazos e garantir plena conformidade com as obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/janeiro\/atencao-pessoas-juridicas\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Ano legislativo come\u00e7a com 24 medidas provis\u00f3rias pendentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Congresso Nacional iniciar\u00e1 o ano legislativo em 2 de fevereiro com a responsabilidade de votar 24 medidas provis\u00f3rias (MPs).&nbsp;A maior parte est\u00e1 em tramita\u00e7\u00e3o em comiss\u00f5es mistas \u2014 formadas por senadores e deputados federais. E todas ter\u00e3o de passar, primeiro, pelo Plen\u00e1rio da C\u00e2mara dos Deputados e, em seguida, pelo Plen\u00e1rio do Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>Editadas pela Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, as medidas provis\u00f3rias t\u00eam for\u00e7a de lei e come\u00e7am a valer imediatamente (assim que s\u00e3o publicadas). Mas, para serem definitivamente transformadas em lei,&nbsp;precisam ser analisadas e aprovadas pelas duas Casas do Congresso (C\u00e2mara e Senado).<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as MPs que est\u00e3o pr\u00f3ximas do fim de seu prazo de validade (de 120 dias) est\u00e1 a que estabeleceu o programa G\u00e1s do Povo (<a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/170360\">MP 1.313\/2025<\/a>). Publicada em 4 de setembro, essa medida medida provis\u00f3ria alterou as regras para oferta de g\u00e1s de cozinha a fam\u00edlias de baixa renda, al\u00e9m de incorporar incentivos para a compra de equipamentos de cozimento limpo, estabelecer um mecanismo de transpar\u00eancia de pre\u00e7os do g\u00e1s de cozinha e criar o selo de seguran\u00e7a G\u00e1s Legal. A mat\u00e9ria j\u00e1 passou por an\u00e1lise de sua respectiva comiss\u00e3o mista e aguarda vota\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara. Se n\u00e3o for aprovada nas duas Casas do Congresso at\u00e9 10 de fevereiro, perder\u00e1 a validade.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra MP cujo prazo est\u00e1 perto do fim \u00e9 a <a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/170520\">MP 1.317\/2025<\/a>, que transformou em ag\u00eancia reguladora a Autoridade Nacional de Prote\u00e7\u00e3o de Dados (ANPD), agora denominada Ag\u00eancia Nacional de Prote\u00e7\u00e3o de Dados. Essa MP determinou que a ANPD passa a ser uma autarquia de natureza especial, com&nbsp;autonomia funcional, t\u00e9cnica, decis\u00f3ria e administrativa. Al\u00e9m disso, criou 200 cargos para a nova estrutura.&nbsp;Entre as compet\u00eancias da ag\u00eancia est\u00e1 a implementa\u00e7\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2025-09-17;15211\">Estatuto Digital da Crian\u00e7a e do Adolescente (ECA Digital)<\/a>. A medida vale at\u00e9 25 de fevereiro.<\/p>\n\n\n\n<p>CNH<\/p>\n\n\n\n<p>Tem vig\u00eancia at\u00e9 30 de mar\u00e7o a <a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/172005\">MP 1.327\/2025<\/a>, que assegura a renova\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica da Carteira Nacional de Habilita\u00e7\u00e3o (CNH) de motoristas sem multas de tr\u00e2nsito aplicadas nos \u00faltimos 12 meses. Para estabelecer a renova\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica, o texto altera o <a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei:1997-09-23;9503\">C\u00f3digo de Tr\u00e2nsito Brasileiro<\/a> \u2014 que j\u00e1 previa a cria\u00e7\u00e3o do Registro Nacional Positivo de Condutores. De acordo com a medida provis\u00f3ria, o condutor inclu\u00eddo nesse registro fica dispensado de passar pelos exames do Departamento de Tr\u00e2nsito (Detran) quando acabar a validade de sua CNH ou da Autoriza\u00e7\u00e3o para Conduzir Ciclomotor.<\/p>\n\n\n\n<p>Terrenos de marinha<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00faltima medida provis\u00f3ria publicada no ano passado \u2014 no dia 30 de dezembro \u2014 foi a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/172331\">MP 1.332\/2025<\/a>. Ela&nbsp;prorrogou por tr\u00eas anos o prazo de identifica\u00e7\u00e3o das terras da Uni\u00e3o nas margens de rios e no litoral. Sem essa medida, o prazo determinado pela <a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2017-07-11;13465\">Lei da Regulariza\u00e7\u00e3o Fundi\u00e1ria<\/a> teria expirado em 31 de dezembro. A demarca\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria para a supervis\u00e3o do poder p\u00fablico sobre as terras j\u00e1 previstas como suas pela legisla\u00e7\u00e3o em vigor.&nbsp;O prazo de vig\u00eancia dessa MP ser\u00e1 contado ap\u00f3s o fim do recesso parlamentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00e9ditos extraordin\u00e1rios<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 medidas provis\u00f3rias que abrem cr\u00e9ditos extraordin\u00e1rios (no \u00e2mbito do Or\u00e7amento) cuja validade termina em&nbsp;9 de fevereiro. Uma delas&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/170227\">MP 1.311\/2025<\/a>, que&nbsp;destinou R$ 30,5 milh\u00f5es para o combate a uma praga de mandioca no Amap\u00e1 e no Par\u00e1. Outra&nbsp;(<a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/170228\">MP 1.312\/2025<\/a>)&nbsp;refor\u00e7ou com R$ 83,5 milh\u00f5es as a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o e combate \u00e0 influenza avi\u00e1ria e a outras emerg\u00eancias agropecu\u00e1rias. Ambas&nbsp;aguardam vota\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, as medidas provis\u00f3rias a seguir tamb\u00e9m tratam de cr\u00e9ditos extraordin\u00e1rios:<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/170500\">MP 1.316\/2025<\/a>, que destinou R$ 12 bilh\u00f5es para a liquida\u00e7\u00e3o ou a amortiza\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas de produtores rurais prejudicados por eventos clim\u00e1ticos adversos, como secas prolongadas ou enchentes;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/170226\">MP 1.310\/2025<\/a>, que destinou R$ 30 bilh\u00f5es para o Plano Brasil Soberano, que teve o objetivo de financiar&nbsp;exportadores prejudicados pela eleva\u00e7\u00e3o de tarifas pelos Estados Unidos;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/170630\">MP 1.320\/2025<\/a>, que destinou cerca de R$ 38 milh\u00f5es para assist\u00eancia t\u00e9cnica e extens\u00e3o rural em estados do Norte;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/171113\">MP 1.321\/2025<\/a>, que destinou ao Minist\u00e9rio da Agricultura R$ 2,5 milh\u00f5es para o enfrentamento de amea\u00e7a \u00e0 mandiocultura;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/171529\">MP 1.324\/2025<\/a>, que destinou R$ 230,38 milh\u00f5es para a\u00e7\u00f5es voltadas a fam\u00edlias em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade alimentar;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/171722\">MP&nbsp;1.325\/2025<\/a>, que destinou R$ 190 milh\u00f5es para o fortalecimento da agricultura familiar e a recomposi\u00e7\u00e3o dos estoques p\u00fablicos de milho;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/172231\">MP 1.329\/2025<\/a>, que destinou cerca de R$ 60 milh\u00f5es para fam\u00edlias atingidas por tornado em Rio Bonito do Igua\u00e7u (PR);<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/172232\">MP 1.330\/2025<\/a>, que destinou R$ 60,46 milh\u00f5es para o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, para serem aplicados em a\u00e7\u00f5es de combate a inc\u00eandios e desmatamentos;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/172340\">MP 1.333\/2026<\/a>, que destinou R$ 250 milh\u00f5es para atender diversos estados atingidos por fortes chuvas no fim de 2025.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>FGTS<\/p>\n\n\n\n<p>Outra medida provis\u00f3ria publicada no final de 2025 foi a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/172325\">MP 1.331\/2025<\/a>. Ela permitiu,&nbsp;aos trabalhadores que aderiram ao saque-anivers\u00e1rio do FGTS e&nbsp;tiveram seus contratos de trabalho encerrados ou suspensos entre janeiro de 2020 e a data de vig\u00eancia da medida, a movimenta\u00e7\u00e3o&nbsp;das&nbsp;contas desse fundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Financiamentos<\/p>\n\n\n\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/172120\">MP 1.328\/2025<\/a>, editada em 16 de dezembro, destinou at\u00e9 R$ 6 bilh\u00f5es para a renova\u00e7\u00e3o da frota de transporte de cargas. As linhas de financiamento em quest\u00e3o s\u00e3o destinadas \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de caminh\u00f5es novos ou seminovos.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a <a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/170380\">MP 1.314\/2025<\/a> autorizou o uso de at\u00e9 R$ 12 bilh\u00f5es do super\u00e1vit financeiro do Minist\u00e9rio da Fazenda em linhas de cr\u00e9dito rural&nbsp;destinadas ao pagamento total ou parcial de d\u00edvidas causadas por eventos clim\u00e1ticos adversos.<\/p>\n\n\n\n<p>Datacenter<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/170521\">MP 1.318\/2025<\/a>&nbsp;instituiu o Regime Especial de Tributa\u00e7\u00e3o para Servi\u00e7os de Datacenter (Redata). O programa reduz a zero os impostos federais sobre&nbsp; equipamentos de servidor, armazenamento, rede, refrigera\u00e7\u00e3o e outros relacionados a centros de processamento de dados (ou datacenters). Tamb\u00e9m incentiva o uso de componentes fabricados no Brasil, al\u00e9m de estabelecer a exig\u00eancia de energia 100% renov\u00e1vel ou limpa, com zero emiss\u00e3o de carbono.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O governo estima que, at\u00e9 o fim de 2026, os incentivos financeiros ao setor cheguem a R$ 5,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m aguardam vota\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional as seguintes&nbsp;medidas provis\u00f3rias:<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/171843\">MP 1.326\/2025<\/a>: trata de reajuste remunerat\u00f3rio de policiais e bombeiros do Distrito Federal;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/171467\">MP 1.323\/2025<\/a>: mudou regras para concess\u00e3o do seguro-defeso;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/171408\">MP 1.322\/2025<\/a>: prorrogou contratos tempor\u00e1rios da Funda\u00e7\u00e3o&nbsp;IBGE&nbsp;e do Minist\u00e9rio da Gest\u00e3o e da Inova\u00e7\u00e3o em Servi\u00e7os P\u00fablicos;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/170522\">MP 1.319\/2025<\/a>: determinou prazo de seis meses para a entrada em vigor do ECA Digital;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/170467\">MP 1.315\/2025<\/a>: ampliou o limite de benef\u00edcios fiscais para deprecia\u00e7\u00e3o acelerada de navios-tanque novos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2026\/01\/16\/ano-legislativo-comeca-com-24-medidas-provisorias-pendentes\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Veja como funcionam as novas tabelas de isen\u00e7\u00e3o e desconto do Imposto de Renda (IRPF)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>As novas regras da Reforma do Imposto de Renda entraram em vigor em 1\u00ba de janeiro de 2026, e com elas, novas tabelas que aumentam a faixa de isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica (IRPF) para brasileiros que ganham at\u00e9 R$5 mil por m\u00eas e reduzem gradualmente o imposto para rendas de quem ganha at\u00e9 R$7.350.&nbsp;A Receita criou novas tabelas de dedu\u00e7\u00e3o a serem aplicadas simultaneamente com a tabela tradicional.<\/p>\n\n\n\n<p>No novo modelo, deixam de pagar Imposto de Renda os trabalhadores com carteira assinada, servidores p\u00fablicos federais, estaduais e municipais e aposentados ou pensionistas do INSS ou de regimes pr\u00f3prios que tenham renda mensal de at\u00e9 R$5.000.<\/p>\n\n\n\n<p>Contribuintes com mais de uma fonte de renda que na soma dos rendimentos ultrapassarem o valor de R$5 mil dever\u00e3o complementar o imposto na declara\u00e7\u00e3o anual, mesmo que as fontes isoladas sejam isentas. A regra tamb\u00e9m se aplica ao 13\u00ba sal\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Receita, a isen\u00e7\u00e3o acontece porque haver\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o no imposto de at\u00e9 R$312,89, suficiente para zerar a cobran\u00e7a nessa faixa de renda. Para quem recebe entre R$5.000,01 e R$7.350,00, o desconto no imposto ser\u00e1 progressivo e decrescente, ou seja, quanto maior o rendimento, menor o benef\u00edcio. A partir de R$7.350,00, n\u00e3o haver\u00e1 redu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda, essa mudan\u00e7a s\u00f3 ter\u00e1 impacto no ano que vem.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a traz altera\u00e7\u00f5es nas tabelas a serem aplicadas sobre a renda tribut\u00e1vel. A partir de janeiro, duas tabelas passam a valer: uma com as al\u00edquotas atuais que v\u00e3o de 7,5% a 27,5%, e outra de isen\u00e7\u00e3o\/redu\u00e7\u00e3o do imposto para quem ganha at\u00e9 R$5.000 e entre R$5.000,01 e R$7.350. O fisco atualizou as tabelas mensal e anual. Confira:<\/p>\n\n\n\n<p>Tabela de isen\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o do IRPF mensal<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>Rendimentos tribut\u00e1veis mensais<\/td><td>Redu\u00e7\u00e3o do imposto<\/td><\/tr><tr><td>At\u00e9 R$ 5 mil<\/td><td>At\u00e9 R$ 312,89, zerando o imposto<\/td><\/tr><tr><td>De R$5.000,01 a R$7.350<\/td><td>R$ 908,73 &#8211; (0,133 x renda mensal), at\u00e9 zerar para quem ganha R$7.350<\/td><\/tr><tr><td>A partir de R$7.350<\/td><td>Sem redu\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Tabela mensal do Imposto de Renda em 2026 para rendas acima de R$ 7.350<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>Base de C\u00e1lculo Mensal<\/td><td>Al\u00edquota<\/td><td>Dedu\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td>At\u00e9 R$ 2.428,80<\/td><td>Isento<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td>De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,65<\/td><td>7,5%<\/td><td>R$ 182,16<\/td><\/tr><tr><td>De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05<\/td><td>15%<\/td><td>R$ 394,16<\/td><\/tr><tr><td>De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68<\/td><td>22,5%<\/td><td>R$ 675,49<\/td><\/tr><tr><td>Acima de R$ 4.664,68<\/td><td>27,5%<\/td><td>R$ 908,73<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da tabela mensal, a Receita Federal tamb\u00e9m implementou uma mudan\u00e7a na isen\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o no c\u00e1lculo anual do imposto. Na nova regra, a isen\u00e7\u00e3o anual acontece para quem ganha at\u00e9 R$60 mil. Para rendas entre R$60.000,01 e R$88,2 mil haver\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o gradual do imposto. Acima desse valor, n\u00e3o h\u00e1 desconto adicional. O redutor anual \u00e9 limitado ao imposto apurado, ou seja, n\u00e3o gera imposto negativo nem restitui\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica extra.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Receita, a tabela anual diz respeito ao ano-calend\u00e1rio 2026 para a declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda em 2027. Confira as novas tabelas:<\/p>\n\n\n\n<p>Tabela anual de isen\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda 2026<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>Rendimentos tribut\u00e1veis anuais<\/td><td>Redu\u00e7\u00e3o do imposto<\/td><\/tr><tr><td>At\u00e9 R$ 60 mil<\/td><td>At\u00e9 R$ 2.694,15, zerando o imposto<\/td><\/tr><tr><td>De R$ 60.000,01 a R$ 88.200<\/td><td>R$ 8.429,73 \u2013 (0,095575 \u00d7 renda anual), at\u00e9 zerar para quem ganha R$ 88.200<\/td><\/tr><tr><td>A partir de R$ 88.200,01<\/td><td>Sem Redu\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Tabela anual do IRPF em 2026<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>Base de c\u00e1lculo anual<\/td><td>Al\u00edquota<\/td><td>Dedu\u00e7\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td>At\u00e9 R$ 28.467,20<\/td><td>Isento<\/td><td>&#8211;<\/td><\/tr><tr><td>De R$ 28.467,21 a R$ 33.919,80<\/td><td>7,5%<\/td><td>R$ 2.135,04<\/td><\/tr><tr><td>De R$ 33.919,81 a R$ 45.012,60<\/td><td>15%<\/td><td>R$ 4.679,03<\/td><\/tr><tr><td>De R$ 45.012,61 a R$ 55.976,16<\/td><td>22,5%<\/td><td>R$ 8.054,97<\/td><\/tr><tr><td>Acima de R$ 55.976,16<\/td><td>27,5%<\/td><td>R$ 10.853,78<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/veja-como-funcionam-as-novas-tabelas-de-isencao-e-desconto-do-imposto-de-renda-irpf\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Lei extingue multa por erro em classifica\u00e7\u00e3o fiscal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei Complementar n\u00ba 227, de 2026, que regulamenta a reforma tribut\u00e1ria e foi sancionada nesta semana, extinguiu a multa aduaneira de 1% por erro na classifica\u00e7\u00e3o fiscal de produtos importados. A penalidade surgiu em 1966, com o Decreto-Lei n\u00ba 37, e apesar de o percentual ser baixo, tinha um impacto relevante para os importadores, por ser aplicada sobre o valor da mercadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem mais de 10 mil tipos de classifica\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria de produtos, segundo a tabela de codifica\u00e7\u00e3o mais atualizada da Receita Federal. As categorias s\u00e3o t\u00e3o espec\u00edficas que podem variar at\u00e9 com o tipo de n\u00f3 de um tapete ou novo modelo de telefone celular. De acordo com especialistas, os setores que mais podem ser afetados com a mudan\u00e7a s\u00e3o os de infraestrutura, sa\u00fade e tecnologia, pela importa\u00e7\u00e3o recorrente de pe\u00e7as, produtos e m\u00e1quinas, inclusive para reposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) mantinha a multa em quase todos os casos, dizem tributaristas. Agora, ela n\u00e3o ser\u00e1 mais aplicada nas novas autua\u00e7\u00f5es fiscais. Advogados defendem que a nova lei deveria valer para os processos em curso ainda n\u00e3o julgados, por conta da retroatividade benigna, princ\u00edpio previsto no C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN) \u2013 se houver uma nova regra mais ben\u00e9fica ao contribuinte, ela deve prevalecer.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o conselheiro do Carf La\u00e9rcio Uliana, vice-presidente de turma aduaneira, essa ser\u00e1 a grande discuss\u00e3o travada no tribunal administrativo daqui para frente. \u201cTem uma corrente majorit\u00e1ria dentro do Carf que entende que seria poss\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da retroatividade benigna para os casos antigos\u201d, diz. \u201cMas os que negam a aplica\u00e7\u00e3o dizem que como s\u00f3 est\u00e1 no CTN, n\u00e3o se pode aplicar para quest\u00f5es aduaneiras, porque n\u00e3o t\u00eam natureza tribut\u00e1ria\u201d, completa ele, adicionando que uns defendem que \u00e9 um conceito mais amplo do Direito, previsto n\u00e3o s\u00f3 no c\u00f3digo tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Uliana, a multa de 1% era aplicada n\u00e3o s\u00f3 para erros de classifica\u00e7\u00e3o da categoria, mas na quantidade da carga importada, na descri\u00e7\u00e3o do produto ou omiss\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o relevante, como uma importadora de plataforma de petr\u00f3leo no Brasil ter omitido a rela\u00e7\u00e3o que tinha com um dos exportadores. O caso foi julgado recentemente no Carf, onde Uliana foi o relator. A multa foi mantida (processo n\u00ba 11762.720041\/2011-81).<\/p>\n\n\n\n<p>Ele afirma que essa informa\u00e7\u00e3o era relevante pois ajudaria a aplicar os m\u00e9todos de valora\u00e7\u00e3o da mercadoria. \u201cTem alguns produtos que entram com valores agressivos no pa\u00eds e \u00e9 preciso ir esgotando esse m\u00e9todo de valora\u00e7\u00e3o aduaneira, porque, \u00e0s vezes, a empresa est\u00e1 colocando o pre\u00e7o abaixo do mercado para quebrar o concorrente. Ent\u00e3o \u00e9 preciso verificar se \u00e9 uma concorr\u00eancia desleal e por isso tem de ser observados os m\u00e9todos de valora\u00e7\u00e3o aduaneira.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A classifica\u00e7\u00e3o pode ser t\u00e3o complexa em alguns casos que, \u00e0s vezes, h\u00e1 diverg\u00eancia entre a Receita e a pr\u00f3pria decis\u00e3o do Carf, que entende por uma terceira classifica\u00e7\u00e3o. Mesmo nessas situa\u00e7\u00f5es, a multa era mantida.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse entendimento foi inclusive pacificado pela S\u00famula 161, editada pelo Carf. Com a lei complementar, ela deve ser derrubada.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/01\/16\/lei-extingue-multa-por-erro-em-classificacao-fiscal.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita negocia com empresas e evita bilh\u00f5es de reais em autua\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal sentou \u00e0 mesa com contribuintes para debater teses tribut\u00e1rias e deixou de lavrar, em apenas dois casos, autua\u00e7\u00f5es fiscais que somariam cerca de R$ 32 bilh\u00f5es. As discuss\u00f5es ocorreram dentro do Programa Confia. Um deles, de R$ 30 bilh\u00f5es, envolve empresas do setor el\u00e9trico que questionavam tributa\u00e7\u00e3o sobre a devolu\u00e7\u00e3o a consumidores de cr\u00e9ditos da chamada \u201ctese do s\u00e9culo\u201d \u2013 a exclus\u00e3o do ICMS do c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. No outro, de R$ 2 bilh\u00f5es, a negocia\u00e7\u00e3o com uma \u00fanica empresa era sobre tributa\u00e7\u00e3o internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O Confia cria um relacionamento entre grandes empresas e a Receita e pode ajudar a solucionar, de forma consensual, controv\u00e9rsias tribut\u00e1rias, evitando lit\u00edgios e o contencioso administrativo, segundo explicou Fl\u00e1vio Campos, auditor fiscal e coordenador do Centro Confia, em entrevista ao Valor. Nas duas situa\u00e7\u00f5es, ap\u00f3s a discuss\u00e3o pr\u00e9via dos temas no \u00e2mbito do programa, o \u00f3rg\u00e3o concluiu que n\u00e3o caberia o lan\u00e7amento dos cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios. No caso da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, a partir do questionamento de uma empresa, o entendimento foi estendido a todo o setor el\u00e9trico.<\/p>\n\n\n\n<p>Criado em setembro de 2022, o programa come\u00e7ou em uma fase experimental com nove empresas, operou com estrutura reduzida at\u00e9 agosto de 2024 e, na sequ\u00eancia, entrou na fase piloto, com 20 empresas. Agora, avan\u00e7a para o modelo permanente, ap\u00f3s ter sido institu\u00eddo por lei complementar aprovada no ano passado. No dia 26 deste m\u00eas, estar\u00e3o abertas as candidaturas para a nova etapa e a previs\u00e3o inicial \u00e9 de 40 vagas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os crit\u00e9rios de acesso combinam requisitos quantitativos, como classifica\u00e7\u00e3o como \u201ccontribuinte especial\u201d, receita bruta declarada m\u00ednima de R$ 2 bilh\u00f5es e m\u00ednimo de R$ 100 milh\u00f5es em d\u00edvidas tribut\u00e1rias declaradas. H\u00e1 tamb\u00e9m crit\u00e9rios qualitativos, que incluem hist\u00f3rico de conformidade tribut\u00e1ria e aduaneira, perfil de lit\u00edgio, estrutura organizacional de governan\u00e7a tribut\u00e1ria e sistema de gest\u00e3o de conformidade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Na modalidade permanente, o Confia vai prever novos benef\u00edcios para as empresas participantes, como o \u201cSelo Confia\u201d, redu\u00e7\u00e3o de 1% a 3% na CSLL, veda\u00e7\u00e3o ao registro ou \u00e0 averba\u00e7\u00e3o de arrolamento de bens e direitos, prioridade em servi\u00e7os da Receita e prefer\u00eancia em licita\u00e7\u00f5es, al\u00e9m da possibilidade de autorregulariza\u00e7\u00e3o sem multa, com prazos definidos e op\u00e7\u00e3o de parcelamento.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o os mesmos benef\u00edcios do Programa Sintonia com acr\u00e9scimos, al\u00e9m de um \u201cgerente de relacionamento\u201d. A empresa passa a ter um auditor fiscal como ponte para d\u00favidas, mas precisa abrir suas informa\u00e7\u00f5es para a Receita Federal \u2013 o que desincentiva alguns contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre a fase inicial e o piloto, o Confia resultou em cerca de R$ 500 milh\u00f5es em cr\u00e9ditos regularizados, ou seja, arrecada\u00e7\u00e3o direta para o Estado, sem lit\u00edgio. Aproximadamente R$ 300 milh\u00f5es em multas deixaram de ser pagas pelas empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a fase permanente, a expectativa \u00e9 de R$ 1 bilh\u00e3o em autorregulariza\u00e7\u00e3o no primeiro ano, embora esse n\u00e3o seja o objetivo central do programa, que busca mudar o comportamento dos contribuintes no longo prazo, e n\u00e3o apenas resolver passivos pontuais, afirmou o coordenador do Centro Confia.<\/p>\n\n\n\n<p>No programa, os temas a serem discutidos podem ser apresentados tanto pela Receita Federal quanto pelas empresas. Quando o contribuinte leva espontaneamente um planejamento ou interpreta\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e concorda com o entendimento da Receita, um eventual pagamento que tenha de ser feito pode ocorrer sem aplica\u00e7\u00e3o de multa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda no caso de haver revela\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria pela empresa, mas ela discordar da Receita, o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio \u00e9 constitu\u00eddo sem multa, apenas com incid\u00eancia de juros, preservando o direito de discuss\u00e3o no Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf). Caso a controv\u00e9rsia avance ao Judici\u00e1rio, passa a incidir apenas multa de mora a partir desse momento. \u201cN\u00e3o posso deixar de constituir o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio. Mas vou constituir o cr\u00e9dito, se for uma revela\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, sem nenhuma penalidade\u201d, explicou Campos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese de a Receita identificar inconsist\u00eancias e levar o tema ao contribuinte no \u00e2mbito do Confia, \u00e9 poss\u00edvel a regulariza\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito sem multa, inclusive com parcelamento, diferentemente do procedimento padr\u00e3o atual, em que a penalidade chega a 75%.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso o contribuinte discorde do entendimento da Receita, o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio \u00e9 constitu\u00eddo com previs\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o da multa. Pelas regras do programa, h\u00e1 abatimento de 20% quando o tema \u00e9 tratado pela primeira vez pela empresa, outros 20% se a conduta estiver amparada por tese com respaldo no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) ou no Supremo Tribunal Federal (STF) e mais 20% quando a diverg\u00eancia \u00e9 considerada imaterial, definida como valores inferiores a 10% do que a empresa paga de tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Campos, o principal ganho do programa \u00e9 permitir que a Receita reduza a inseguran\u00e7a jur\u00eddica ao consolidar entendimentos sobre temas complexos, regularizando situa\u00e7\u00f5es do passado e induzindo mudan\u00e7as de comportamento para o futuro. Com a amplia\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o de empresas, a expectativa \u00e9 que grandes temas tribut\u00e1rios passem a ter a \u201cposi\u00e7\u00e3o institucional\u201d do Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDeixa de ser a posi\u00e7\u00e3o de um auditor e passa a ser a posi\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o. A ideia \u00e9 evitar lit\u00edgio e, se tiver diverg\u00eancia, trabalhar a quest\u00e3o para que se julgue logo. Hoje, gasta-se de 20 a 30 anos para ter uma posi\u00e7\u00e3o do Estado brasileiro. Em 2 ou 3 anos [com o Confia] consigo pacificar um tema\u201d, afirmou. Em alguns casos, segundo o auditor, a Receita pode inclusive atuar conjuntamente com o contribuinte no Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/01\/19\/receita-negocia-com-empresas-e-evita-bilhoes-de-reais-em-autuacoes.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Estado lan\u00e7a portal e cartilha para guiar contribuintes sobre a Reforma Tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Governo do Paran\u00e1, por meio da Secretaria da Fazenda e da Receita Estadual, lan\u00e7ou nesta quarta-feira (14) duas ferramentas virtuais para orientar contribuintes, gestores p\u00fablicos e equipes t\u00e9cnicas municipais durante o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o para a Reforma Tribut\u00e1ria. A iniciativa ocorre ap\u00f3s aprova\u00e7\u00e3o federal da Lei Complementar n\u00ba 227\/2026, que cria o Comit\u00ea Gestor do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7o (IBS), e marca o in\u00edcio das novas regras do sistema de tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo em todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Comit\u00ea Gestor do IBS ser\u00e1 essencial para garantir uma transi\u00e7\u00e3o organizada, com seguran\u00e7a jur\u00eddica e coopera\u00e7\u00e3o entre estados e munic\u00edpios. Sua regulamenta\u00e7\u00e3o \u00e9 decisiva para transformar a reforma tribut\u00e1ria em realidade e assegurar um modelo mais moderno, transparente e justo para a arrecada\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou o secret\u00e1rio da Fazenda, Norberto Ortigara.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das novidades anunciadas \u00e9 o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.fazenda.pr.gov.br\/Pagina\/Reforma-Tributaria\">portal exclusivo&nbsp;sobre a Reforma Tribut\u00e1ria<\/a>, reunindo informa\u00e7\u00f5es, perguntas e respostas, materiais explicativos e atualiza\u00e7\u00f5es constantes sobre o processo de transi\u00e7\u00e3o. A iniciativa busca facilitar o entendimento das mudan\u00e7as frente \u00e0s novas obriga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do portal, a equipe da Receita Estadual tamb\u00e9m elaborou uma&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.parana.pr.gov.br\/sites\/default\/arquivos_restritos\/files\/documento\/2026-01\/cartilha_reforma_tributariaa_1.pdf\">cartilha did\u00e1tica<\/a>&nbsp;&nbsp;voltada especialmente a gestores p\u00fablicos e equipes t\u00e9cnicas dos munic\u00edpios. O material apresenta, de forma clara e acess\u00edvel, os principais pontos da reforma, detalhando como as prefeituras podem se adequar \u00e0s novas exig\u00eancias, ajustar seus processos e preservar a capacidade de arrecada\u00e7\u00e3o ao longo da transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A cartilha explica o funcionamento do chamado IVA Dual, composto pela Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), de compet\u00eancia federal, e pelo Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), de compet\u00eancia compartilhada entre estados e munic\u00edpios. Ambos incidir\u00e3o sobre uma base mais ampla de consumo e substituir\u00e3o, de forma gradual, o ICMS e o ISS, que deixam de existir ao final do per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Paran\u00e1 tem trabalhado de forma antecipada e colaborativa para que a Reforma Tribut\u00e1ria seja compreendida e aplicada da melhor maneira poss\u00edvel. Nosso objetivo \u00e9 garantir uma transi\u00e7\u00e3o segura e organizada para o novo modelo\u201d, afirma a diretora da Receita Estadual do Paran\u00e1, Suzane Gambetta.<\/p>\n\n\n\n<p>CRONOGRAMA DA REFORMA&nbsp;\u2013&nbsp;O governo federal sancionou o Projeto de Lei Complementar n\u00ba 108\/2024, que institui o Comit\u00ea Gestor do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS). A partir dessa aprova\u00e7\u00e3o, o novo modelo passa a ter respaldo legal e entra em fase efetiva de implementa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo sistema come\u00e7ou a ser testado no in\u00edcio deste ano, com simula\u00e7\u00f5es do funcionamento do IBS e da CBS, ainda sem recolhimento efetivo. A cobran\u00e7a ter\u00e1 in\u00edcio em 2027, e a transi\u00e7\u00e3o se estender\u00e1 at\u00e9 2033, quando o novo modelo estar\u00e1 plenamente implementado.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira verdades e mentiras sobre a Reforma Tribut\u00e1ria:<\/p>\n\n\n\n<p>Com a entrada em vigor da Reforma Tribut\u00e1ria, informa\u00e7\u00f5es incorretas t\u00eam circulado, gerando d\u00favidas e inseguran\u00e7a entre contribuintes. Para esclarecer os principais pontos, o auditor fiscal e suplente no Conselho Superior do Comit\u00ea Gestor do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (CGIBS), Juliano Binder, explica o que \u00e9 fato e o que \u00e9 desinforma\u00e7\u00e3o sobre o novo sistema. \u201c\u00c9 natural que uma mudan\u00e7a dessa magnitude gere d\u00favidas, mas \u00e9 fundamental que a popula\u00e7\u00e3o busque informa\u00e7\u00f5es em fontes oficiais\u201d, afirma o auditor.<\/p>\n\n\n\n<p>A Reforma Tribut\u00e1ria vai aumentar os pre\u00e7os para o consumidor?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o. Em 2026, as informa\u00e7\u00f5es sobre IBS e CBS passam a constar nas notas fiscais apenas de forma informativa, ampliando a transpar\u00eancia. N\u00e3o h\u00e1 impacto direto nos pre\u00e7os neste per\u00edodo de testes. Empresas do Simples Nacional e MEIs est\u00e3o dispensados dessa obriga\u00e7\u00e3o inicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Haver\u00e1 puni\u00e7\u00f5es em 2026 para quem n\u00e3o se adaptar \u00e0s novas regras?<\/p>\n\n\n\n<p>O ano de 2026 \u00e9 educativo e de testes. At\u00e9 o primeiro dia do quarto m\u00eas seguinte \u00e0 publica\u00e7\u00e3o do Regulamento do IBS e da CBS, n\u00e3o haver\u00e1 autua\u00e7\u00f5es nem penalidades relacionadas aos novos tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo da Reforma \u00e9 aumentar impostos?&nbsp;N\u00e3o. O principal objetivo \u00e9 simplificar o sistema tribut\u00e1rio, reduzir distor\u00e7\u00f5es, aumentar a transpar\u00eancia e diminuir o custo de conformidade para empresas e contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Prestadores de servi\u00e7os (pessoas f\u00edsicas) ser\u00e3o obrigados a se formalizar e pagar impostos em 2026?<\/p>\n\n\n\n<p>Isso \u00e9 falso. A Reforma n\u00e3o cria obriga\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de formaliza\u00e7\u00e3o para prestadores de servi\u00e7os pessoas f\u00edsicas. Nada muda para pedreiros, jardineiros, pintores ou MEIs. Al\u00e9m disso, foi criada a figura do nanoempreendedor, que fatura at\u00e9 metade do limite do MEI e n\u00e3o precisa se formalizar nem recolher IBS ou CBS.<\/p>\n\n\n\n<p>O MEI perde benef\u00edcios com a Reforma Tribut\u00e1ria?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o. O regime do MEI permanece com tratamento diferenciado e simplificado, sem mudan\u00e7as estruturais.<\/p>\n\n\n\n<p>Motoristas de aplicativo v\u00e3o pagar mais imposto a partir de 2026?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o procede. Nada muda para motoristas e entregadores de aplicativo. Quem \u00e9 MEI ou optante pelo Simples Nacional continua nas mesmas regras.<\/p>\n\n\n\n<p>Locat\u00e1rios ter\u00e3o que emitir nota fiscal ou pagar imposto em 2026?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o. Locat\u00e1rios n\u00e3o precisam adotar nenhum procedimento. A obriga\u00e7\u00e3o de emitir documento fiscal \u00e9 do locador, quando este for contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>A Reforma Tribut\u00e1ria afeta contratos j\u00e1 em andamento?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o de forma imediata. Os contratos continuam v\u00e1lidos e eventuais ajustes ocorrem gradualmente, conforme a transi\u00e7\u00e3o avan\u00e7a e os novos tributos passam a ser efetivamente cobrados.<\/p>\n\n\n\n<p>O contencioso tribut\u00e1rio ser\u00e1 afetado pela Reforma?<\/p>\n\n\n\n<p>Sim. A expectativa \u00e9 de redu\u00e7\u00e3o do contencioso, em raz\u00e3o da simplifica\u00e7\u00e3o do sistema, da uniformiza\u00e7\u00e3o de regras e da elimina\u00e7\u00e3o de disputas relacionadas \u00e0 compet\u00eancia tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A Reforma altera o tratamento das exporta\u00e7\u00f5es?&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o. As exporta\u00e7\u00f5es permanecem desoneradas, com manuten\u00e7\u00e3o do direito ao cr\u00e9dito integral de IBS e CBS, refor\u00e7ando a competitividade dos produtos brasileiros no Exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2794&nbsp;Confira a cartilha: o acesso tamb\u00e9m pode ser feito pelo menu azul so site Fazenda, na se\u00e7\u00e3o Peri\u00f3dicos \u2013 CARTILHA REFORMA TRIBUT\u00c1RIA.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.fazenda.pr.gov.br\/Noticia\/Estado-lanca-portal-e-cartilha-para-guiar-contribuintes-sobre-Reforma-Tributaria\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Arcos Dourados desiste de processo no Carf sobre taxa de franquia na base do PIS\/Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Arcos Dourados, respons\u00e1vel pela opera\u00e7\u00e3o da franquia McDonald\u2019s no Brasil e em outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e do Caribe, desistiu do processo em que discutia a inclus\u00e3o das taxas de franquia na base de c\u00e1lculo do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/pis-cofins-13052021\">PIS e da Cofins<\/a>. A informa\u00e7\u00e3o foi comunicada pela C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/Carf\">Carf<\/a>) e o processo foi retirado de pauta.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2023, a 1\u00aa Turma da 4\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o havia decidido de forma desfavor\u00e1vel \u00e0 companhia por&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/taxa-de-franquia-do-mcdonalds-e-tributavel-decide-carf\">voto de qualidade<\/a>. Para o colegiado, a taxa de franquia \u201cdecorre de atividade operacional intr\u00ednseca ao modelo empresarial do contribuinte\u201d, devendo ser tributada pelas contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo envolvia a cobran\u00e7a dos tributos entre novembro e dezembro de 2002 e, segundo o relat\u00f3rio fiscal, o valor da autua\u00e7\u00e3o seria de R$ 2,7 milh\u00f5es, sem as corre\u00e7\u00f5es. O tema foi pol\u00eamico entre os conselheiros do Carf, e a decis\u00e3o ocorreu por voto de qualidade, isto \u00e9, quando o presidente do julgamento profere o voto de minerva. No caso em quest\u00e3o, a decis\u00e3o coube a Mara Cristina Sifuentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo, por maioria de votos, o colegiado do Carf havia afastado os tributos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis e im\u00f3veis dos restaurantes, como pr\u00e9dios e restaurantes.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o se deu em torno do que poderia ser cobrado de tributos da contribuinte ap\u00f3s a empresa ter vencido um processo no Judici\u00e1rio sobre a cobran\u00e7a. Segundo os autos, no final dos anos 90 a empresa questionou na Justi\u00e7a o artigo 3\u00ba da&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/L9718.htm\">Lei 9718\/98<\/a>, que dizia que o PIS e a Cofins incidem sobre toda a receita bruta da pessoa jur\u00eddica. A decis\u00e3o judicial entendeu que deveriam ser tributadas apenas as receitas t\u00edpicas da contribuinte, mas n\u00e3o especificou uma lista taxativa de quais seriam.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado, a Receita Federal lavrou um segundo auto de infra\u00e7\u00e3o com os itens que n\u00e3o teriam sido abarcados na decis\u00e3o judicial. Com isso, a receita tribut\u00e1vel diminuiu de R$ 14 milh\u00f5es para R$ 10 milh\u00f5es. Entre os itens listados pelo fisco estavam a loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis e im\u00f3veis e a taxa de franquia.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado discutiu o que poderia ser entendido como receita t\u00edpica da contribuinte. A diverg\u00eancia se deu principalmente quanto \u00e0 taxa de franquia. O conselheiro L\u00e1zaro Ant\u00f4nio Souza Soares foi incisivo em defender que, como a atividade da Arcos Dorados seria o franchising, a loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis e im\u00f3veis e a taxa de franquia configurariam receita t\u00edpica da empresa e, portanto, deveriam ser tributados.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os conselheiros Oswaldo Gon\u00e7alves e Fernanda Vieira Kotzias defenderam a n\u00e3o tributa\u00e7\u00e3o. O voto da conselheira Larissa Girard direcionou o resultado do julgamento porque ela entendeu que a taxa de franquia configura receita t\u00edpica da contribuinte, mas a loca\u00e7\u00e3o, n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramitava com o n\u00famero 10882.002488\/2007-60.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/arcos-dourados-desiste-de-processo-no-carf-sobre-taxa-de-franquia-na-base-do-pis-cofins\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:\u00a0\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Uni\u00e3o \u00e9 condenada a indenizar&nbsp;microempreendedora&nbsp;individual&nbsp;em R$ 15 mil&nbsp;por altera\u00e7\u00e3o cadastral&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;Justi\u00e7a Federal condenou a Uni\u00e3o&nbsp;ao pagamento de indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais no valor de R$ 15 mil a uma microempreendedora individual (MEI)&nbsp;que teve dados cadastrais alterados por terceiros no Portal do Empreendedor. A senten\u00e7a, do juiz federal&nbsp;Flademir&nbsp;Jer\u00f4nimo Belinati Martins, proferida no \u00e2mbito do N\u00facleo Adjunto de Justi\u00e7a 4.0&nbsp;do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF3), estabeleceu ainda&nbsp;que&nbsp;seja feita a retifica\u00e7\u00e3o dos dados para os termos originais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Documentos&nbsp;comprovaram que o cadastro da autora foi invadido e alterado eletronicamente, sem&nbsp;que&nbsp;qualquer mecanismo de seguran\u00e7a garantisse a integridade das informa\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Uni\u00e3o, na qualidade de controladora de dados, tem o dever legal, refor\u00e7ado pela Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados (LGPD), de adotar medidas eficazes para proteger os administrados contra acessos n\u00e3o autorizados\u201d, observou o magistrado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A autora afirmou ser MEI&nbsp;desde 2018, atuando como manicure em Ara\u00e7atuba\/SP. Ela contou que, em 2024, descobriu&nbsp;a altera\u00e7\u00e3o de seus dados cadastrais&nbsp;no Portal do Empreendedor. Na ocasi\u00e3o,&nbsp;o objeto social&nbsp;foi mudado&nbsp;para com\u00e9rcio varejista de m\u00f3veis e o endere\u00e7o,&nbsp;para&nbsp;Alto Parna\u00edba\/MA.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em decorr\u00eancia da fraude, foram realizadas compras indevidas em seu&nbsp;nome, resultando no protesto de seis t\u00edtulos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o alegou&nbsp;aus\u00eancia de responsabilidade civil,&nbsp;afirmando&nbsp;que&nbsp;o dano teria sido causado exclusivamente por terceiros.&nbsp;Tamb\u00e9m sustentou que&nbsp;o sistema MEI&nbsp;\u00e9&nbsp;simplificado por determina\u00e7\u00e3o legal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo&nbsp;o&nbsp;juiz federal, a responsabilidade da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica \u00e9 objetiva, nos termos do art. 37, \u00a76\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Federal&nbsp;(CF),&nbsp;e exige&nbsp;apenas a prova do dano, da conduta estatal, comissiva ou omissiva, e do nexo de causalidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA&nbsp;falha no servi\u00e7o \u00e9 evidente, a facilidade com que terceiros alteraram dados sens\u00edveis configura omiss\u00e3o espec\u00edfica&nbsp;da Uni\u00e3o&nbsp;na gest\u00e3o da plataforma&nbsp;e&nbsp;a altera\u00e7\u00e3o cadastral indevida foi o fator determinante que permitiu aos fals\u00e1rios&nbsp;realizar&nbsp;transa\u00e7\u00f5es comerciais e contrair d\u00edvidas em nome da autora, culminando nos protestos efetuados no Maranh\u00e3o.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O direito&nbsp;de pessoas jur\u00eddicas&nbsp;\u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral&nbsp;encontra amparo no artigo 5\u00ba, incisos V e X, da CF, e nos artigos 186 e 927 do C\u00f3digo Civil, e&nbsp;se configura pelo abalo&nbsp;\u00e0 imagem, credibilidade e reputa\u00e7\u00e3o perante o mercado e&nbsp;terceiros.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o vivenciada pela autora, que viu sua imagem comercial comprometida por d\u00edvidas que n\u00e3o contraiu, ultrapassa o mero aborrecimento cotidiano, atingindo sua honra e tranquilidade\u201d, concluiu o magistrado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Procedimento do Juizado Especial C\u00edvel 5003083-93.2024.4.03.6331&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social do TRF3&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/web.trf3.jus.br\/noticias\/Noticiar\/ExibirNoticia\/442098-uniao-e-condenada-a-indenizar-microempreendedora-individual\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ afasta equipara\u00e7\u00e3o da Caixa \u00e0 Fazenda P\u00fablica em fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Quando atua sob o regime de Direito Privado, a Caixa Econ\u00f4mica Federal n\u00e3o pode ser equiparada \u00e0 Fazenda P\u00fablica para fins de fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios. Esse foi o entendimento da 3\u00aa Turma do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-dez-31\/no-proximo-ano-stj-vai-julgar-governador-teses-tributarias-e-veto-ao-airbnb\/\">Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/a>&nbsp;ao julgar um recurso envolvendo liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a decorrente de contrato de natureza privada.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma decis\u00e3o, o colegiado do STJ reafirmou que \u00e9 poss\u00edvel a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios na fase de liquida\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a, desde que haja atua\u00e7\u00e3o adicional do advogado, sem que isso configure&nbsp;bis in idem&nbsp;(duplicidade).<\/p>\n\n\n\n<p>Na origem, foram fixados honor\u00e1rios com base nos percentuais previstos para a Fazenda P\u00fablica, o que motivou a interposi\u00e7\u00e3o de recursos tanto pela Caixa quanto por uma das partes vencedoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o relator da mat\u00e9ria no STJ, ministro Moura Ribeiro, afirmou que a Caixa, ao atuar em contrato de Direito Privado e sem exercer fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou gest\u00e3o do FGTS, submete-se ao regime jur\u00eddico privado. Logo, n\u00e3o se aplicam os percentuais reduzidos previstos para a Fazenda P\u00fablica, devendo ser observada a regra geral do artigo 85 do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm\">C\u00f3digo de Processo Civil<\/a>, que estabelece honor\u00e1rios entre 10% e 20% sobre o valor da condena\u00e7\u00e3o, do proveito econ\u00f4mico ou da causa.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator tamb\u00e9m afastou a possibilidade de arbitramento por equidade, destacando que, em causas de elevado valor, deve prevalecer a aplica\u00e7\u00e3o dos percentuais legais, conforme o entendimento firmado no&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=1076&amp;cod_tema_final=1076\">Tema 1.076 do STJ.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, Moura Ribeiro afastou a alega\u00e7\u00e3o de negativa de presta\u00e7\u00e3o jurisdicional e rejeitou o argumento de que a condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios na liquida\u00e7\u00e3o configura duplicidade. Segundo ele, o artigo 85 do CPC autoriza a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios em todas as fases do processo, inclusive na liquida\u00e7\u00e3o, desde que comprovada a atua\u00e7\u00e3o adicional do advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto do magistrado foi acompanhado por todos os demais integrantes da 3\u00aa Turma \u2014 as ministras Daniela Teixeira e Nancy Andrighi e os ministros Humberto Martins e Ricardo Villas B\u00f4as Cueva.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/REsp_2164440_STJ_Acordao.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o ac\u00f3rd\u00e3o<br>REsp 2.164.440<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"THejHVF1F9\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-jan-13\/stj-afasta-equiparacao-da-caixa-a-fazenda-publica-em-fixacao-de-honorarios\/\">STJ afasta equipara\u00e7\u00e3o da Caixa \u00e0 Fazenda P\u00fablica em fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;STJ afasta equipara\u00e7\u00e3o da Caixa \u00e0 Fazenda P\u00fablica em fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-jan-13\/stj-afasta-equiparacao-da-caixa-a-fazenda-publica-em-fixacao-de-honorarios\/embed\/#?secret=bP2j6si8Wi#?secret=THejHVF1F9\" data-secret=\"THejHVF1F9\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Desembargador suspende cobran\u00e7a de taxa do Ibama com base em C\u00f3digo do Contribuinte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O desembargador Leandro Paulsen, do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4), proferiu na \u00faltima sexta-feira (9\/1) uma liminar a favor de uma empresa do ramo imobili\u00e1rio sediada em Brusque (SC) para suspender a cobran\u00e7a de d\u00edvida relacionada \u00e0 Taxa de Controle e Fiscaliza\u00e7\u00e3o Ambiental (TCFA), aplicada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama). O magistrado mencionou o princ\u00edpio da boa-f\u00e9 do C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte, sancionado um dia antes da decis\u00e3o, em 8 de janeiro de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>A TCFA \u00e9 uma esp\u00e9cie de tributo para controle e fiscaliza\u00e7\u00e3o das atividades potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos naturais. A empresa, DDWC Administra\u00e7\u00e3o e Participa\u00e7\u00f5es LTDA, foi autuada para o pagamento da taxa referente aos per\u00edodos entre o segundo trimestre de 2015 e o quarto trimestre de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>A DWWC alegou que n\u00e3o exercia as atividades potencialmente poluidoras objeto da notifica\u00e7\u00e3o, mas que no decorrer do processo administrativo foi enquadrada em outro tipo de atividade sujeita \u00e0 cobran\u00e7a da TCFA \u2013 com o que n\u00e3o concordou.<\/p>\n\n\n\n<p>Disse que, enquanto corre o processo administrativo, j\u00e1 procedeu ao dep\u00f3sito judicial dos montantes exigidos, calculados em R$15.911,50, de modo que estaria sendo indevidamente cobrada, inclusive com indica\u00e7\u00e3o de protesto em Certid\u00e3o de D\u00edvida Ativa (CDA).<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz federal Tiago do Carmo Martins, da 3\u00aa Vara Federal de Itaja\u00ed, havia negado o pedido de tutela de urg\u00eancia por considerar que a documenta\u00e7\u00e3o apresentada seria \u201cinsuficiente para comprovar, por si s\u00f3, os fatos narrados na peti\u00e7\u00e3o inicial\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSomente com os esclarecimentos necess\u00e1rios e com a juntada, pela parte r\u00e9, de documentos pertinentes ao pleno exerc\u00edcio do contradit\u00f3rio ser\u00e1 poss\u00edvel avaliar a eventual nulidade das decis\u00f5es administrativas\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do desembargador Leandro Paulsen, favor\u00e1vel \u00e0 empresa, se baseou no C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN) \u2013 que diz que o dep\u00f3sito do montante integral suspende a exigibilidade do d\u00e9bito \u2013 e no C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte, que virou lei em janeiro deste ano. A nova norma disp\u00f5e que a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria deve \u201cpresumir a boa-f\u00e9 do contribuinte nos \u00e2mbitos judicial e extrajudicial, sem preju\u00edzo da realiza\u00e7\u00e3o das dilig\u00eancias e auditorias\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme Paulsen, a argumenta\u00e7\u00e3o da empresa \u201cevidencia probabilidade do direito, havendo-se, ademais, que presumir a boa-f\u00e9 do contribuinte quando litiga em ju\u00edzo e, portanto, que n\u00e3o esteja omitindo fatos relevantes nem alterando a verdade dos fatos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, deferiu o pedido de antecipa\u00e7\u00e3o da tutela recursal e reconheceu a suspens\u00e3o da exigibilidade dos cr\u00e9ditos cobrados pelo Ibama a t\u00edtulo da TCFA, determinando a suspens\u00e3o dos atos de cobran\u00e7a, inclusive inclus\u00e3o em cadastros de devedores, de d\u00edvida ativa e protesto.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 5041309-87.2025.4.04.0000.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/desembargador-suspende-cobranca-de-taxa-do-ibama-com-base-em-codigo-do-contribuinte\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF suspende an\u00e1lise de ICMS sobre subven\u00e7\u00e3o por tarifa social de energia el\u00e9trica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Um pedido de vista do ministro Fl\u00e1vio Dino interrompeu, na \u00faltima ter\u00e7a-feira (13\/1), o julgamento em que o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal discute se o valor da subven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica a consumidores de baixa renda deve ser inclu\u00eddo na base de c\u00e1lculo do ICMS sobre a energia el\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, a an\u00e1lise foi suspensa. O fim da sess\u00e3o virtual estava previsto para o dia 6 de fevereiro. O caso tem repercuss\u00e3o geral, ou seja, a tese estabelecida servir\u00e1 para casos semelhantes nas demais inst\u00e2ncias do Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes da interrup\u00e7\u00e3o, apenas o relator, ministro Cristiano Zanin, havia votado. Ele se posicionou contra a cobran\u00e7a de ICMS sobre a subven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica voltada \u00e0 tarifa social de energia el\u00e9trica para consumidores de baixa renda. Segundo o magistrado, os valores repassados pela Uni\u00e3o \u00e0s concession\u00e1rias n\u00e3o integram a base de c\u00e1lculo do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Contexto<\/p>\n\n\n\n<p>Consumidores de baixa renda pagam um valor menor nas faturas de energia el\u00e9trica, por meio de um subs\u00eddio conhecido como tarifa social. A subven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, prevista na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10604.htm\">Lei 10.604\/2002<\/a>, \u00e9 o valor pago pelo governo federal \u00e0s concession\u00e1rias de energia para compensar a perda de arrecada\u00e7\u00e3o causada por esse desconto concedido \u00e0s pessoas pobres.<\/p>\n\n\n\n<p>A cada m\u00eas, a Uni\u00e3o repassa \u00e0s concession\u00e1rias a diferen\u00e7a entre o que ela teria recebido sem o desconto e o que efetivamente recebeu dos consumidores de baixa renda. A ideia \u00e9 manter o equil\u00edbrio econ\u00f4mico-financeiro do contrato administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso chegou ao STF depois que o Superior Tribunal de Justi\u00e7a considerou leg\u00edtima a inclus\u00e3o do valor da subven\u00e7\u00e3o na base de c\u00e1lculo do ICMS em S\u00e3o Paulo. Para o STJ, a subven\u00e7\u00e3o integra o pre\u00e7o final da tarifa de energia \u2014 e o tributo deve ser pago sobre o valor total da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Sindicato da Ind\u00fastria da Energia no Estado de S\u00e3o Paulo (Siesp) acionou o Supremo e argumentou que o governo paulista interferiu em uma pol\u00edtica p\u00fablica da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com o sindicato, a subven\u00e7\u00e3o representa uma indeniza\u00e7\u00e3o pelas perdas de arrecada\u00e7\u00e3o sofridas e, por isso, n\u00e3o poderia ser inclu\u00edda na base de c\u00e1lculo do imposto. Outro argumento do Siesp \u00e9 que o fato gerador do ICMS acontece no momento da sa\u00edda da mercadoria, enquanto a subven\u00e7\u00e3o \u00e9 paga depois da entrega da energia.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto do relator<\/p>\n\n\n\n<p>Zanin explicou que a subven\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o representa pre\u00e7o, tarifa, nem receita pr\u00f3pria da opera\u00e7\u00e3o mercantil\u201d entre a concession\u00e1ria e o consumidor \u2014 ou seja, n\u00e3o \u00e9 um \u201celemento integrante do neg\u00f3cio jur\u00eddico de fornecimento de energia el\u00e9trica\u201d, embora seja um desdobramento regulat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, a subven\u00e7\u00e3o \u00e9 uma receita \u201calheia \u00e0 opera\u00e7\u00e3o de circula\u00e7\u00e3o de mercadoria\u201d. A concession\u00e1ria n\u00e3o recebe o valor como contrapresta\u00e7\u00e3o pelo consumo de energia, mas como recomposi\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio financeiro do contrato de concess\u00e3o com a Uni\u00e3o diante da pol\u00edtica p\u00fablica implementada em favor dos consumidores de baixa renda.<\/p>\n\n\n\n<p>As concession\u00e1rias tamb\u00e9m n\u00e3o podem renunciar \u00e0 subven\u00e7\u00e3o. A tarifa social \u00e9 o pre\u00e7o determinado pelo poder p\u00fablico e define o valor da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o magistrado, o repasse da Uni\u00e3o \u00e0s concession\u00e1rias n\u00e3o tem \u201cqualquer pertin\u00eancia com a compet\u00eancia tribut\u00e1ria dos estados\u201d. Para o ICMS, importa apenas o valor da opera\u00e7\u00e3o comercial entre as concession\u00e1rias e os consumidores de baixa renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/voto-Zanin-ICMS-subvencao-energia-eletrica-baixa-renda.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o voto de Zanin<br>RE 990.115<br>Tema 1.113<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"9o77frzmhK\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-jan-15\/stf-suspende-analise-de-icms-sobre-subvencao-pela-tarifa-social-de-energia-eletrica\/\">STF suspende an\u00e1lise de ICMS sobre subven\u00e7\u00e3o por tarifa social de energia el\u00e9trica<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;STF suspende an\u00e1lise de ICMS sobre subven\u00e7\u00e3o por tarifa social de energia el\u00e9trica&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-jan-15\/stf-suspende-analise-de-icms-sobre-subvencao-pela-tarifa-social-de-energia-eletrica\/embed\/#?secret=CRFBarFUZh#?secret=9o77frzmhK\" data-secret=\"9o77frzmhK\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>CNI aciona STF contra dispositivos da lei que reduz benef\u00edcios fiscais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/CNI\">CNI<\/a>) ajuizou uma A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/stf\">STF<\/a>) na \u00faltima quarta-feira (14\/1) contra dispositivos da Lei Complementar 224\/2025, que reduz<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/benef%C3%ADcios%20fiscais\">&nbsp;benef\u00edcios fiscais<\/a>&nbsp;\u00e0s empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade pretende discutir a redu\u00e7\u00e3o linear dos benef\u00edcios e pede que a Corte d\u00ea uma liminar para suspender o prazo de 31 de dezembro de 2025 como data limite para aprova\u00e7\u00e3o dos projetos entre o Poder P\u00fablico e empresas para a manter a isen\u00e7\u00e3o. O relator \u00e9 o ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio da a\u00e7\u00e3o (ADI 7920), a CNI defende que a regra de projetos aprovada pelo Executivo federal at\u00e9 dezembro de 2025 n\u00e3o contempla isen\u00e7\u00f5es baseadas em outras contrapartidas oferecidas. Seria o caso, por exemplo, da cria\u00e7\u00e3o de empregos, diminui\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o de poluentes ou qualquer outro acordo firmado entre o Estado e o contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, na avalia\u00e7\u00e3o da entidade, a medida viola o direito adquirido a benef\u00edcios fiscais a prazo certo e sujeito a condi\u00e7\u00f5es que n\u00e3o prevejam aprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via pelo Poder Executivo ou condi\u00e7\u00f5es que n\u00e3o sejam classificadas como investimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A CNI requer que seja deferida liminar que determine a suspens\u00e3o dos efeitos da express\u00e3o \u201cconsiderando-se como condi\u00e7\u00e3o onerosa exclusivamente investimento previsto em projeto aprovado pelo Poder Executivo federal at\u00e9 o dia 31 de dezembro de 2025\u201d no inciso IV do \u00a7 8.\u00ba do artigo 4\u00ba da lei. O pedido \u00e9 o mesmo no m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>Por arrastamento, se pede a suspens\u00e3o de trechos do decreto regulamentar (artigo 14, IV, do Decreto 12.808\/2025) e do artigo 16 da Instru\u00e7\u00e3o Normativa da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/Receita%20Federal\">Receita Federal<\/a>&nbsp;do Brasil 2305\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a Corte n\u00e3o optar pela inconstitucionalidade da express\u00e3o, alternativamente, a entidade pede que seja afastado o&nbsp;sentido de que a enumera\u00e7\u00e3o nos seus incisos \u00e9 exaustiva. Isso permitiria que as autoridades administrativas e judici\u00e1rias reconhecessem a exist\u00eancia de direito adquirido quanto a benef\u00edcios e incentivos com prazo certo e condi\u00e7\u00f5es outras que n\u00e3o apenas \u201cinvestimento previsto em projeto aprovado pelo Poder Executivo federal at\u00e9 o dia 31 de dezembro de 2025\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da CNI, a imposi\u00e7\u00e3o dessa data limite gera quebra de confian\u00e7a. Al\u00e9m disso, a mudan\u00e7a na regra fere o direito adquirido e o princ\u00edpio da n\u00e3o-surpresa \u2013 uma vez que o contribuinte ter\u00e1 novos custos, pois investimentos de longo prazo foram planejados com base em incentivos que ser\u00e3o reduzidos antes do prazo previsto.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a foi sorteado relator da ADI 7920.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/cni-aciona-stf-contra-dispositivos-da-lei-que-reduz-beneficios-fiscais\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Empresas podem ressarcir via precat\u00f3rio cr\u00e9ditos da tese do s\u00e9culo, dizem TRFs<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Em decis\u00f5es recentes, Tribunais Regionais Federais (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/trfs\">TRFs<\/a>) t\u00eam autorizado o ressarcimento,&nbsp;via&nbsp;precat\u00f3rio, de&nbsp;cr\u00e9ditos&nbsp;relativos ao Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social (PIS) e \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento&nbsp;da&nbsp;Seguridade Social (Cofins)&nbsp;j\u00e1 habilitados para compensa\u00e7\u00e3o na esfera administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes recorreram ao Judici\u00e1rio para resguardar os&nbsp;cr\u00e9ditos&nbsp;acumulados ap\u00f3s o julgamento&nbsp;da&nbsp;\u201c<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/tese-do-seculo\">Tese&nbsp;do&nbsp;S\u00e9culo<\/a>\u201d, em que o Supremo Tribunal Federal (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/stf\">STF<\/a>) decidiu pela exclus\u00e3o&nbsp;do&nbsp;Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS)&nbsp;da&nbsp;base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es. Muitas&nbsp;empresas&nbsp;tentaram utilizar esses&nbsp;cr\u00e9ditos&nbsp;pela&nbsp;via&nbsp;da&nbsp;compensa\u00e7\u00e3o, mas, com a redu\u00e7\u00e3o&nbsp;da&nbsp;atividade empresarial, deixaram de gerar d\u00e9bitos suficientes para absorv\u00ea-los dentro&nbsp;do&nbsp;prazo de cinco anos&nbsp;do&nbsp;tr\u00e2nsito em julgado estabelecido pela Receita Federal. Agora, correm o risco de perder os ativos.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento dos TRFs tem sido amplamente favor\u00e1vel aos contribuintes. No TRF&nbsp;da&nbsp;4\u00aa Regi\u00e3o, decis\u00f5es recentes&nbsp;da&nbsp;2\u00aa Turma t\u00eam reconhecido a legitimidade&nbsp;da&nbsp;mudan\u00e7a de estrat\u00e9gia: \u00e9 poss\u00edvel desistir&nbsp;da&nbsp;compensa\u00e7\u00e3o administrativa e ajuizar a\u00e7\u00e3o para buscar a restitui\u00e7\u00e3o&nbsp;via&nbsp;precat\u00f3rio. Esse posicionamento foi adotado nos processos de n\u00famero 5013192-42.2024.4.04.7107 e 5001096-80.2024.4.04.7111.<\/p>\n\n\n\n<p>Em ambas as decis\u00f5es, o tribunal afirmou que desistir&nbsp;do&nbsp;cumprimento de senten\u00e7a para viabilizar a compensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o implica ren\u00fancia ao direito material de restitui\u00e7\u00e3o&nbsp;do&nbsp;cr\u00e9dito, mas apenas a uma de suas modalidades.<\/p>\n\n\n\n<p>O TRF&nbsp;da&nbsp;5\u00aa Regi\u00e3o segue o mesmo entendimento. Na Apela\u00e7\u00e3o 0802715-23.2023.4.05.8302, a 3\u00aa Turma fixou que a escolha pela compensa\u00e7\u00e3o ou pelo&nbsp;precat\u00f3rio&nbsp;n\u00e3o torna os meios mutuamente excludentes. O Tribunal ainda destacou que somente o decurso&nbsp;do&nbsp;prazo prescricional pode extinguir a pretens\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o&nbsp;do&nbsp;ind\u00e9bito e que o pedido administrativo n\u00e3o impede posterior restitui\u00e7\u00e3o&nbsp;via&nbsp;precat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Origem&nbsp;do&nbsp;debate<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o julgamento&nbsp;da&nbsp;\u201cTese&nbsp;do&nbsp;S\u00e9culo\u201d, os contribuintes que optaram por compensar os&nbsp;cr\u00e9ditos&nbsp;tribut\u00e1rios relativos \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o PIS e \u00e0 Cofins passaram a enfrentar um novo desafio: o fim&nbsp;do&nbsp;prazo de cinco anos para compensa\u00e7\u00e3o e a possibilidade de perda desse ativo tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2021, o STF decidiu que o ICMS n\u00e3o integrava a base de c\u00e1lculo&nbsp;do&nbsp;PIS e&nbsp;da&nbsp;Cofins, e permitiu a recupera\u00e7\u00e3o dos valores pagos indevidamente a partir de 15 de mar\u00e7o de 2017, observando-se o prazo de prescri\u00e7\u00e3o quinquenal. A defini\u00e7\u00e3o foi feita no Recurso Extraordin\u00e1rio 574.706 (Tema 69&nbsp;da&nbsp;Repercuss\u00e3o Geral) e representou uma vit\u00f3ria significativa aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>A tributarista Aretha Soller Vilas Boas, s\u00f3cia&nbsp;do&nbsp;escrit\u00f3rio Frizzo e Feriato Advocacia Empresarial, explica que muitos contribuintes optaram inicialmente pela compensa\u00e7\u00e3o administrativa, considerando que, \u00e0 \u00e9poca, tinham d\u00e9bitos suficientes para absorver os&nbsp;cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, no mesmo ano&nbsp;da&nbsp;decis\u00e3o proferida pela Suprema Corte, a Receita Federal editou a Instru\u00e7\u00e3o Normativa (IN) 2.055\/2021, a qual, na interpreta\u00e7\u00e3o&nbsp;do&nbsp;Superior Tribunal de Justi\u00e7a (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/stj\">STJ<\/a>) estabelece prazo de cinco anos para consumos dos&nbsp;cr\u00e9ditos, contado&nbsp;do&nbsp;tr\u00e2nsito em julgado&nbsp;da&nbsp;decis\u00e3o que reconhece o cr\u00e9dito. O artigo 74-A, par\u00e1grafo 2\u00ba,&nbsp;da&nbsp;Lei 9.430\/96 complementa esse entendimento ao refor\u00e7ar prazos e limites quantitativos para compensa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a tributarista, mudan\u00e7as no cen\u00e1rio econ\u00f4mico e na atividade de diversas&nbsp;empresas&nbsp;reduziram o faturamento e, consequentemente, os d\u00e9bitos de PIS\/Cofins, Imposto de Renda sobre Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) aptos \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o. Assim, \u201chouve um delay entre o ac\u00famulo&nbsp;do&nbsp;cr\u00e9dito, corrigido pela Selic, e a diminui\u00e7\u00e3o&nbsp;do&nbsp;d\u00e9bito, que n\u00e3o est\u00e1 sendo suficiente para consumi-lo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, os contribuintes passaram a buscar alternativas para evitar a perda dos&nbsp;cr\u00e9ditos&nbsp;acumulados. Segundo especialistas ouvidos pelo&nbsp;JOTA, a principal sa\u00edda&nbsp;tem sido o ajuizamento de a\u00e7\u00f5es judiciais para solicitar o ressarcimento&nbsp;do&nbsp;cr\u00e9dito remanescente por meio de&nbsp;precat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Nestas demandas, Villas Boas explica que s\u00e3o apresentados os c\u00e1lculos detalhando o que foi compensado e o saldo remanescente, e pedindo pela expedi\u00e7\u00e3o&nbsp;do&nbsp;precat\u00f3rio. \u201cSe n\u00e3o houvesse prazo para compensa\u00e7\u00e3o, os contribuintes permaneceriam na&nbsp;via&nbsp;administrativa. Mas, na imin\u00eancia&nbsp;do&nbsp;prazo expirar, ingressamos com a\u00e7\u00f5es judiciais explicando o contexto\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma linha, Fernanda Pazello, s\u00f3cia&nbsp;da&nbsp;\u00e1rea tribut\u00e1ria&nbsp;do&nbsp;TozziniFreire Advogados, destaca que muitas&nbsp;empresas&nbsp;v\u00eam optando pela&nbsp;via&nbsp;judicial devido ao risco de perderem seus&nbsp;cr\u00e9ditos&nbsp;por limita\u00e7\u00e3o temporal. \u201cA nosso ver, a recupera\u00e7\u00e3o&nbsp;via&nbsp;precat\u00f3rio&nbsp;\u00e9 a alternativa mais vi\u00e1vel diante de um cen\u00e1rio criado pelo pr\u00f3prio governo\u201d, resume.<\/p>\n\n\n\n<p>O que alega a Receita Federal?<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal tem impugnado pedidos de ressarcimento ao alegar a preclus\u00e3o&nbsp;do&nbsp;direito, sob o argumento de que o contribuinte, ao habilitar o cr\u00e9dito, renuncia \u00e0 execu\u00e7\u00e3o&nbsp;do&nbsp;t\u00edtulo judicial, conforme prev\u00ea a IN 2.055\/2021. O \u00f3rg\u00e3o sustenta que as modalidades de restitui\u00e7\u00e3o &#8211; compensa\u00e7\u00e3o e&nbsp;precat\u00f3rio&nbsp;&#8211; seriam mutuamente excludentes, de modo que a op\u00e7\u00e3o pela&nbsp;via&nbsp;administrativa implicaria ren\u00fancia e impediria o posterior pedido de ressarcimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o entendimento adotado pelo \u00f3rg\u00e3o no processo 5005154-50.2024.4.04.7007, que tramita na 1\u00aa Vara Federal de Francisco Beltr\u00e3o, no estado&nbsp;do&nbsp;Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>A assinatura&nbsp;da&nbsp;certid\u00e3o de ren\u00fancia, exigida para habilitar o cr\u00e9dito administrativamente, seria, segundo a Receita, o instrumento que impediria o posterior pedido judicial. Entretanto, o documento serve apenas para evitar duplicidade de restitui\u00e7\u00e3o e n\u00e3o implica ren\u00fancia ao direito material, conforme sustenta a tributarista&nbsp;do&nbsp;escrit\u00f3rio Frizzo e Feriato.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;JOTA&nbsp;procurou a Receita Federal para comentar o caso, mas n\u00e3o obteve resposta at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o&nbsp;da&nbsp;mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O que dizem os especialistas?<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas t\u00eam rebatido o entendimento&nbsp;da&nbsp;Receita. Ricardo Cosentino, s\u00f3cio&nbsp;da&nbsp;\u00e1rea tribut\u00e1ria&nbsp;do&nbsp;escrit\u00f3rio Mattos Filho, argumenta que a certid\u00e3o de ren\u00fancia n\u00e3o extingue o direito ao cr\u00e9dito, mas apenas a execu\u00e7\u00e3o&nbsp;do&nbsp;t\u00edtulo judicial, por exig\u00eancia&nbsp;da&nbsp;pr\u00f3pria Administra\u00e7\u00e3o. Ele lembra que a S\u00famula 461&nbsp;do&nbsp;STJ garante ao contribuinte o direito de optar entre&nbsp;precat\u00f3rio&nbsp;e compensa\u00e7\u00e3o para receber valores reconhecidos judicialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Fernanda Pazello, n\u00e3o h\u00e1 impedimento para que o contribuinte altere a forma de recupera\u00e7\u00e3o&nbsp;do&nbsp;cr\u00e9dito, seja nos autos principais&nbsp;da&nbsp;a\u00e7\u00e3o, seja por meio de nova demanda. \u201cO principal argumento \u00e9 o de que as duas alternativas \u2013 compensa\u00e7\u00e3o ou&nbsp;precat\u00f3rio&nbsp;\u2013 s\u00e3o modalidades postas \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o&nbsp;do&nbsp;contribuinte para recuperar o ind\u00e9bito tribut\u00e1rio, e a desist\u00eancia de uma das modalidades n\u00e3o importa em ren\u00fancia ao direito de repeti\u00e7\u00e3o&nbsp;do&nbsp;ind\u00e9bito ou ao cr\u00e9dito em si\u201d, avalia.<\/p>\n\n\n\n<p>A mesma vis\u00e3o \u00e9 compartilhada por Carolina Argente de Almeida Padilla, advogada s\u00eanior&nbsp;do&nbsp;\/asbz. Ela destaca que a posi\u00e7\u00e3o dos contribuintes est\u00e1 alinhada ao entendimento&nbsp;do&nbsp;STF no Tema 1.262, segundo o qual a restitui\u00e7\u00e3o&nbsp;do&nbsp;ind\u00e9bito reconhecido judicialmente deve observar o regime constitucional de precat\u00f3rios, n\u00e3o sendo admitida restitui\u00e7\u00e3o administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Villas Boas acrescenta ainda que a perda dos&nbsp;cr\u00e9ditos&nbsp;configuraria enriquecimento il\u00edcito por parte&nbsp;da&nbsp;Receita. \u201cA forma pretendida pela Receita faria o contribuinte abrir m\u00e3o de ativo tribut\u00e1rio reconhecido judicialmente, o que \u00e9 inconceb\u00edvel\u201d, afirma. Para ela, a repeti\u00e7\u00e3o&nbsp;do&nbsp;ind\u00e9bito continua \u00edntegra; o que muda \u00e9 apenas a modalidade de compensa\u00e7\u00e3o para ressarcimento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/empresas-podem-ressarcir-via-precatorio-creditos-da-tese-do-seculo-dizem-trfs\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o cabe cobran\u00e7a de IPTU em \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o permanente, diz TJ-SC<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/01\/2026&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A 3\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.tjsc.jus.br\/\">Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina<\/a>&nbsp;manteve anula\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a de Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) sobre um im\u00f3vel localizado integralmente em \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o permanente (APP) em Imbituba (SC).<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado concluiu que, por se tratar de \u00e1rea ambiental protegida e sem possibilidade de uso econ\u00f4mico, o terreno n\u00e3o pode gerar o imposto, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 materializa\u00e7\u00e3o do fato gerador.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso teve in\u00edcio a partir de embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal apresentados pelo propriet\u00e1rio depois da inscri\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito em d\u00edvida ativa. Em primeiro grau, o ju\u00edzo reconheceu a inexigibilidade da certid\u00e3o de d\u00edvida ativa (CDA) e extinguiu a execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O munic\u00edpio recorreu e alegou que a isen\u00e7\u00e3o somente poderia ser concedida mediante processo administrativo espec\u00edfico, e que o fato de o im\u00f3vel estar em&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22%C3%A1rea+de+preserva%C3%A7%C3%A3o+permanente%22\">\u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o permanente<\/a>&nbsp;n\u00e3o afastaria, por si s\u00f3, a incid\u00eancia do IPTU.<\/p>\n\n\n\n<p>Benef\u00edcio autom\u00e1tico<\/p>\n\n\n\n<p>O tribunal rejeitou os argumentos. Para o colegiado, a pr\u00f3pria administra\u00e7\u00e3o municipal reconheceu, em processo interno, que o terreno est\u00e1 integralmente em APP e tomado por dunas. Al\u00e9m disso, a legisla\u00e7\u00e3o local j\u00e1 prev\u00ea expressamente isen\u00e7\u00e3o de IPTU para im\u00f3veis situados nessas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o ac\u00f3rd\u00e3o, essa isen\u00e7\u00e3o tem natureza declarat\u00f3ria: quando os requisitos legais est\u00e3o preenchidos, o benef\u00edcio existe automaticamente, com efeitos retroativos, ainda que o contribuinte n\u00e3o tenha formalizado pedido administrativo. Esse entendimento est\u00e1 amparado em reiterados precedentes do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Inicio\">Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/a>, que afirmam que o ato administrativo \u00e9 meramente reconhecedor de uma situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica pr\u00e9-existente.<\/p>\n\n\n\n<p>O TJ-SC tamb\u00e9m lembrou que a jurisprud\u00eancia consolidada afasta a cobran\u00e7a de IPTU sobre bens totalmente indispon\u00edveis ao uso, pois isso representa desmaterializa\u00e7\u00e3o do fato gerador e afronta ao princ\u00edpio da capacidade contributiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, o colegiado manteve integralmente a senten\u00e7a e negou provimento ao recurso. A tese adotada reafirma a inexigibilidade do IPTU em im\u00f3veis totalmente inseridos em APP e confirma que o reconhecimento da isen\u00e7\u00e3o n\u00e3o exige procedimento administrativo quando as condi\u00e7\u00f5es legais j\u00e1 est\u00e3o comprovadas.&nbsp;Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do TJ-SC.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"qxrcE9eVPT\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-jan-13\/imovel-integralmente-em-app-nao-gera-iptu-decide-tj-sc\/\">N\u00e3o cabe cobran\u00e7a de IPTU em \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o permanente, diz TJ-SC<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;N\u00e3o cabe cobran\u00e7a de IPTU em \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o permanente, diz TJ-SC&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-jan-13\/imovel-integralmente-em-app-nao-gera-iptu-decide-tj-sc\/embed\/#?secret=rXWGxXojVm#?secret=qxrcE9eVPT\" data-secret=\"qxrcE9eVPT\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>TJSC decide que n\u00e3o incide imposto sobre distribui\u00e7\u00e3o de lucros entre s\u00f3cios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/01\/2026&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina (TJSC) decidiu que n\u00e3o incide o Imposto sobre Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o (ITCMD) sobre a distribui\u00e7\u00e3o desproporcional de lucros entre s\u00f3cios de uma empresa t\u00eaxtil com sede em Jaragu\u00e1 do Sul, no Norte do Estado, quando essa possibilidade est\u00e1 prevista no contrato social.<br>O caso envolvia a tentativa do Estado de cobrar o imposto sob o argumento de que a divis\u00e3o desigual dos lucros configuraria uma doa\u00e7\u00e3o disfar\u00e7ada entre os s\u00f3cios. Para o Fisco, a diferen\u00e7a significativa nos valores recebidos indicaria a ocorr\u00eancia do fato gerador do tributo. Ao analisar a controv\u00e9rsia, o colegiado afastou essa interpreta\u00e7\u00e3o.<br>\u201cA distribui\u00e7\u00e3o desproporcional da participa\u00e7\u00e3o de cada s\u00f3cio nos resultados n\u00e3o gera necessariamente repercuss\u00e3o na esfera tribut\u00e1ria, pois necess\u00e1ria a ocorr\u00eancia de fato gerador para autorizar ao ente p\u00fablico a exig\u00eancia do ITCMD (&#8230;). N\u00e3o h\u00e1 como se presumir, por si s\u00f3, a ocorr\u00eancia de doa\u00e7\u00e3o, por meio de interpreta\u00e7\u00e3o restritiva de atos negociais\u201d, destacou o relator.<br>A decis\u00e3o destacou que eventuais irregularidades no cumprimento de regras societ\u00e1rias n\u00e3o geram, por si s\u00f3, efeitos na esfera tribut\u00e1ria. Para que haja tributa\u00e7\u00e3o, \u00e9 indispens\u00e1vel a prova de inten\u00e7\u00e3o fraudulenta, o que n\u00e3o foi verificado no caso. Outro ponto enfatizado foi a impossibilidade de a legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria ampliar conceitos do direito privado para justificar a cobran\u00e7a de impostos. Segundo o entendimento firmado, o direito tribut\u00e1rio deve respeitar os limites definidos pela legisla\u00e7\u00e3o civil.<br>Com esse posicionamento, a 2\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico manteve a decis\u00e3o que afastou a cobran\u00e7a do ITCMD e reconheceu a inexist\u00eancia de obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria relacionada \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o desproporcional de lucros no caso analisado (Acord\u00e3o n. 5016453-33.2020.8.24.0036\/SC).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.tjsc.jus.br\/web\/imprensa\/-\/tjsc-decide-que-nao-incide-o-imposto-sobre-distribuicao-desproporcional-de-lucros-entre-socios?redirect=%2F\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Empresa inadimplente n\u00e3o pode ser impedida de emitir notas fiscais, decide TJSP<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/01\/2026&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A 3\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo concedeu a seguran\u00e7a para possibilitar que empresa&nbsp;de fabrica\u00e7\u00e3o e com\u00e9rcio de produtos qu\u00edmicos inadimplente possa voltar a emitir notas fiscais. A vota\u00e7\u00e3o foi por maioria de votos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os autos, a empresa foi submetida ao bloqueio de emiss\u00e3o de notas fiscais eletr\u00f4nicas ap\u00f3s ser enquadrada como inadimplente contumaz, de acordo com a Lei Complementar Estadual n\u00ba 1.320\/18. Contra a medida, impetrou mandado de seguran\u00e7a sustentando a ilegalidade do bloqueio por entender que a restri\u00e7\u00e3o inviabiliza o exerc\u00edcio de sua atividade econ\u00f4mica e configura san\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o relator do recurso, desembargador Kleber Leyser de Aquino, destacou que a veda\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma medida razo\u00e1vel diante da exist\u00eancia de outros meios legais para assegurar o adimplemento, como a inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa, ajuizamento de execu\u00e7\u00f5es fiscais, imposi\u00e7\u00e3o de multas e juros ou inclus\u00e3o em cadastros de inadimplentes.&nbsp;\u201cNeste sentido, a Lei Complementar Estadual n\u00ba 1.320, de 16\/04\/18, ao tratar do regime especial ao qual podem ser submetidos os contribuintes reiteradamente inadimplentes, estabelece somente a possibilidade de ser necess\u00e1ria a autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via para a emiss\u00e3o e a escritura\u00e7\u00e3o de documentos fiscais, e n\u00e3o a possibilidade de suspens\u00e3o da emiss\u00e3o de qualquer nota fiscal pelo contribuinte, como ocorreu no caso dos autos\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado salientou, ainda, que a restri\u00e7\u00e3o ultrapassa o car\u00e1ter de mera fiscaliza\u00e7\u00e3o ou penalidade leg\u00edtima e assume contornos de san\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, medida expressamente repudiada pelo Supremo Tribunal Federal, podendo conduzir a requerente a preju\u00edzos financeiros significativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Participaram do julgamento os desembargadores Silvana Malandrino Mollo, Jos\u00e9 Luiz Gavi\u00e3o de Almeida, Camargo Pereira e Encinas Manfr\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>Apela\u00e7\u00e3o n\u00ba&nbsp;<a href=\"https:\/\/esaj.tjsp.jus.br\/cposg\/search.do?conversationId=&amp;paginaConsulta=0&amp;cbPesquisa=NUMPROC&amp;numeroDigitoAnoUnificado=1013697-57.2025&amp;foroNumeroUnificado=0564&amp;dePesquisaNuUnificado=1013697-57.2025.8.26.0564&amp;dePesquisa=&amp;tipoNuProcesso=UNIFICADO\">1013697-57.2025.8.26.0564<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.tjsp.jus.br\/Noticias\/Noticia?codigoNoticia=113228\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Liminar livra dono de ve\u00edculo fabricado em 2006 de pagar IPVA 2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/01\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza Paula Narimatu e Almeida, da 13\u00aa Vara de Fazenda P\u00fablica de S\u00e3o Paulo, reconheceu em decis\u00e3o liminar a imunidade do pagamento do IPVA referente ao exerc\u00edcio de 2026 para um autom\u00f3vel que completou 20 anos de fabrica\u00e7\u00e3o este ano. A magistrada entendeu que o fato de o documento do ve\u00edculo n\u00e3o especificar o m\u00eas exato de fabrica\u00e7\u00e3o n\u00e3o impede o reconhecimento da imunidade desde 1\u00ba de janeiro de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o se baseou na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/Emendas\/Emc\/emc137.htm\">Emenda Constitucional 137\/2025<\/a>, promulgada em 9 de dezembro do ano passado. A norma alterou a Constitui\u00e7\u00e3o Federal para estabelecer que o IPVA n\u00e3o incide sobre &#8220;ve\u00edculos terrestres de passageiros, caminhonetes e mistos com 20 (vinte) anos ou mais de fabrica\u00e7\u00e3o, excetuados os micro-\u00f4nibus, \u00f4nibus, reboques e semirreboques&#8221;. Antes da emenda, a imunidade n\u00e3o era padronizada entre os estados.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A imunidade constitucional \u00e9 norma de efic\u00e1cia plena e aplicabilidade imediata. Verifico que n\u00e3o h\u00e1 margem para interpreta\u00e7\u00e3o restritiva quanto ao marco temporal: completados 20 anos da fabrica\u00e7\u00e3o, opera-se imediatamente a imunidade&#8221;, afirmou a ju\u00edza.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aus\u00eancia de especifica\u00e7\u00e3o do m\u00eas exato de fabrica\u00e7\u00e3o no documento, ela disse que a men\u00e7\u00e3o apenas ao ano &#8220;corrobora a interpreta\u00e7\u00e3o de que a imunidade deve ser reconhecida desde 1\u00ba de janeiro de 2026&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O ve\u00edculo objeto da decis\u00e3o \u00e9 um VW Polo com fabrica\u00e7\u00e3o de 2006. A liminar determina que o Departamento Estadual de Tr\u00e2nsito (Detran\/SP) proceda ao licenciamento do autom\u00f3vel independente do pagamento do IPVA 2026, que, via de regra, pode ser quitado em cota \u00fanica anual ou parcelado.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa do contribuinte foi feita pelo advogado Yuri do Carmo Alves.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o tramita com o n\u00famero 1001145-07.2026.8.26.0053.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/liminar-livra-dono-de-veiculo-fabricado-em-2006-de-pagar-ipva-2026\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 13\/01 a 20\/01 Quase metade dos temas tribut\u00e1rios parados nos tribunais envolve PIS, Cofins e CSLL Data: 12\/01\/2026 Dentre os diversos julgamentos de temas de repercuss\u00e3o geral j\u00e1 afetados que aguardam aprecia\u00e7\u00e3o pelos tribunais superiores em 2026, ao menos 11 envolvem discuss\u00f5es sobre a incid\u00eancia do PIS, da Cofins e da CSLL [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3626,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[9,29,33,63,96,73],"class_list":["post-3964","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-retrospecto-tributario","tag-amaral-yazbek","tag-empresas","tag-negocios","tag-noticia-do-dia","tag-reforma-tributaria","tag-retrospecto-tributario"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Retrospecto Tribut\u00e1rio - 13\/01 a 20\/01<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. 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