{"id":3896,"date":"2026-02-23T09:33:40","date_gmt":"2026-02-23T12:33:40","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3896"},"modified":"2026-02-23T17:11:25","modified_gmt":"2026-02-23T20:11:25","slug":"retrospecto-tributario-19-02-a-23-02","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3896","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 19\/02 a 23\/02"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>FecomercioSP defende crit\u00e9rios t\u00e9cnicos no Redata para todo o pa\u00eds<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo do Estado de S\u00e3o Paulo (FecomercioSP) atua junto ao Congresso Nacional para garantir que o Projeto de Lei (PL) 278\/2025, que institui o Regime Especial de Tributa\u00e7\u00e3o dos Servi\u00e7os de Datacenter (Redata), seja pautado por crit\u00e9rios t\u00e9cnicos, isonomia e racionalidade econ\u00f4mica. A iniciativa, considerada estrat\u00e9gica para o desenvolvimento da infraestrutura tecnol\u00f3gica no Brasil, visa estimular investimentos em datacenters, setor cada vez mais relevante para competitividade, seguran\u00e7a digital e soberania econ\u00f4mica das na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Em of\u00edcio encaminhado \u00e0 C\u00e2mara dos Deputados, a FecomercioSP, por meio do Conselho de Economia Digital e Inova\u00e7\u00e3o, e o Sindicato das Empresas de Internet do Estado de S\u00e3o Paulo (Seinesp) alertam para o risco de a proposta priorizar benef\u00edcios tribut\u00e1rios em detrimento de crit\u00e9rios t\u00e9cnicos. O projeto prev\u00ea redu\u00e7\u00e3o de 20% nas contrapartidas exigidas de empreendimentos localizados nas regi\u00f5es Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Para as entidades, essa condi\u00e7\u00e3o pode induzir investidores a optar por vantagens fiscais sem avaliar aspectos estruturais j\u00e1 existentes, como energia, conectividade e m\u00e3o de obra especializada.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora reconhe\u00e7am a import\u00e2ncia do est\u00edmulo a regi\u00f5es menos desenvolvidas, as institui\u00e7\u00f5es ressaltam que o Estado de S\u00e3o Paulo concentra atualmente cerca de 80% da capacidade instalada de datacenters no pa\u00eds. Recentes investimentos privados na ordem de R$ 10 bilh\u00f5es refor\u00e7am o papel do estado como principal hub digital do Hemisf\u00e9rio Sul. A infraestrutura paulista inclui fornecimento energ\u00e9tico robusto, extensa rede de fibra \u00f3ptica e o maior polo de forma\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra qualificada da Am\u00e9rica Latina, com mais de 2,3 milh\u00f5es de matr\u00edculas no ensino superior. Esses fatores, segundo a FecomercioSP, configuram o estado como eixo central para a competitividade do Brasil na economia digital global.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, as entidades solicitaram ajustes no desenho do Redata, de modo que as contrapartidas exigidas das empresas beneficiadas sejam ison\u00f4micas entre as regi\u00f5es, contemplando tanto investimentos em equipamentos quanto aportes em pesquisa e desenvolvimento e outras obriga\u00e7\u00f5es correlatas. O objetivo \u00e9 equilibrar incentivos fiscais e t\u00e9cnicos, evitando distor\u00e7\u00f5es que favore\u00e7am decis\u00f5es baseadas exclusivamente em redu\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O Redata foi originalmente apresentado na MP 1.318\/2025, e a FecomercioSP j\u00e1 havia se manifestado junto ao Legislativo \u00e0 \u00e9poca. A medida provis\u00f3ria, cuja vig\u00eancia se encerra em 25 de fevereiro, deve ser prioridade na pauta do Congresso nos pr\u00f3ximos dias. A expectativa \u00e9 que a aprova\u00e7\u00e3o do regime represente um marco para a moderniza\u00e7\u00e3o da infraestrutura digital nacional, aproveitando o potencial energ\u00e9tico do pa\u00eds e ampliando a capacidade tecnol\u00f3gica interna.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil possui matriz energ\u00e9tica cerca de 90% limpa e cerca de 15 GW de energia excedente, cen\u00e1rio considerado raro internacionalmente. O Redata determina que empresas beneficiadas invistam pelo menos 2% em pesquisa e desenvolvimento em territ\u00f3rio nacional, mobilizando entre R$ 3,4 bilh\u00f5es e R$ 5,4 bilh\u00f5es em inova\u00e7\u00e3o ao longo de dez anos. Esses aportes podem fortalecer cadeias produtivas, atrair empresas de tecnologia nacional e gerar entre 8 e 13 GW adicionais de capacidade de processamento, dobrando o poder computacional dispon\u00edvel no pa\u00eds e reduzindo a depend\u00eancia de provedores internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a FecomercioSP, o equil\u00edbrio entre incentivos fiscais e an\u00e1lise t\u00e9cnica das regi\u00f5es \u00e9 essencial para que o Redata contribua de maneira sustent\u00e1vel \u00e0 expans\u00e3o digital do pa\u00eds. A entidade refor\u00e7a que pol\u00edticas p\u00fablicas bem estruturadas, que considerem infraestrutura consolidada, conectividade, energia e forma\u00e7\u00e3o profissional, s\u00e3o determinantes para transformar o Brasil em protagonista da economia digital global.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.correiodamanha.com.br\/nacional\/sao-paulo\/estado-de-sao-paulo\/2026\/02\/260227-fecomerciosp-defende-criterios-tecnicos-no-redata-para-todo-o-pais.html\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal atualiza crit\u00e9rios para pagamento de pr\u00eamios por empresas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal atualizou os crit\u00e9rios para que premia\u00e7\u00e3o concedida por empresa n\u00e3o seja considerada pagamento de sal\u00e1rio, afastando a incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias. As regras est\u00e3o na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 10, editada recentemente pela Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit), que deve ser seguida por todos os fiscais do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo texto, que substitui um anterior editado em 2019, permite a produ\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rio interno com crit\u00e9rios para a premia\u00e7\u00e3o, o que antes abriria a possibilidade de se dar car\u00e1ter salarial \u00e0 verba. Apesar de o esclarecimento ser considerado importante por tributaristas, n\u00e3o encerra as d\u00favidas.<\/p>\n\n\n\n<p>A consulta foi apresentada por uma empresa que pretendia implementar uma nova pol\u00edtica de pagamento de pr\u00eamios, uma vez ao ano, para recompensar \u201cdesempenho excepcional\u201d e estimular o crescimento profissional dos funcion\u00e1rios. A companhia informa no pedido que esses pr\u00eamios s\u00e3o concedidos \u201cpor mera liberalidade\u201d e n\u00e3o integram a remunera\u00e7\u00e3o, nem se incorporam ao contrato de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a defini\u00e7\u00e3o da Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT), s\u00e3o considerados pr\u00eamios as \u201cliberalidades\u201d concedidas pelo empregador em forma de bens, servi\u00e7os ou valor em dinheiro a empregado ou a grupo de empregados, em decorr\u00eancia de desempenho superior ao ordinariamente esperado no exerc\u00edcio de suas atividades. A Lei n\u00ba 8.212, de 1991, e a reforma trabalhista, a Lei n\u00ba 13.647, de 2017, estabelecem a n\u00e3o incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias sobre os valores de pr\u00eamio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na solu\u00e7\u00e3o de consulta, a Receita refor\u00e7a que o pr\u00eamio n\u00e3o pode ser pago a segurados contribuintes individuais. O empregador dever\u00e1 comprovar, objetivamente, qual o desempenho esperado e tamb\u00e9m o quanto esse desempenho foi superado.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Receita, h\u00e1 incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias sobre o pr\u00eamio pago em decorr\u00eancia de lei, contrato de trabalho, conven\u00e7\u00e3o coletiva, ou qualquer forma de contrata\u00e7\u00e3o que descaracterize o paradigma de liberalidade estabelecido pela lei. Mas n\u00e3o haveria problema se o regulamento s\u00f3 enunciar as condi\u00e7\u00f5es de concess\u00e3o da liberalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA mera parametriza\u00e7\u00e3o de requisitos, em regulamento da empresa, para que o empregado fa\u00e7a jus a pr\u00eamio por desempenho superior, n\u00e3o descaracteriza poss\u00edvel ato de liberalidade do empregador\u201d, afirma a Cosit na solu\u00e7\u00e3o de consulta.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com o \u00f3rg\u00e3o, \u201cse a fiscaliza\u00e7\u00e3o re\u00fane achados de auditoria que levam \u00e0 conclus\u00e3o de que o conte\u00fado regulamentar decorre de ajuste antecedente, mesmo que indiretamente, \u00e9 pertinente o lan\u00e7amento sobre tais valores.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Se a fiscaliza\u00e7\u00e3o identificar que o regulamento resultou de ajuste pr\u00e9vio (negocia\u00e7\u00e3o, ainda que indireta), poder\u00e1 considerar o pr\u00eamio como obrigat\u00f3rio, isto \u00e9, requalificar os valores pagos como remunera\u00e7\u00e3o e cobrar as contribui\u00e7\u00f5es sobre esses valores, segundo o advogado. A requalifica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ocorrer pelo descumprimento dos demais requisitos exigidos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/19\/receita-federal-atualiza-criterios-para-pagamento-de-premios-por-empresas.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Consulta ao lote residual de restitui\u00e7\u00e3o do IRPF de fevereiro ser\u00e1 aberta nesta sexta-feira, 20\/02<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal disponibiliza, a partir das 10h desta sexta-feira (20), a consulta ao lote residual de restitui\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica (IRPF) referente a fevereiro de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Este lote \u00e9 composto por&nbsp;204.824&nbsp;restitui\u00e7\u00f5es, destinadas a contribuintes priorit\u00e1rios e n\u00e3o priorit\u00e1rios, com valor total de R$&nbsp;578.974.901,07.<\/p>\n\n\n\n<p>O cr\u00e9dito banc\u00e1rio ser\u00e1 realizado ao longo do dia 27 de fevereiro. Do total, R$ 337.697.578,81&nbsp;ser\u00e3o destinados a contribuintes com prioridade legal, distribu\u00eddos da seguinte forma:<\/p>\n\n\n\n<p>Idosos acima de 80 anos: 6.632 restitui\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Idosos entre 60 e 79 anos: 39.290 restitui\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Pessoas com defici\u00eancia f\u00edsica, mental ou mol\u00e9stia grave: 3.264 restitui\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magist\u00e9rio: 10.735 restitui\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, 127.585 restitui\u00e7\u00f5es ser\u00e3o destinadas a contribuintes que n\u00e3o possuem prioridade legal, mas receberam prioridade por terem utilizado a Declara\u00e7\u00e3o Pr\u00e9-Preenchida e\/ou optado por receber via PIX e ainda 17.318 restitui\u00e7\u00f5es destinadas a contribuintes n\u00e3o priorit\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Como consultar se sua restitui\u00e7\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel?<\/p>\n\n\n\n<p>Acesse&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\">www.gov.br\/receitafederal<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Clique em&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/meu-imposto-de-renda\">\u201cMeu Imposto de Renda\u201d&nbsp;<\/a>&nbsp;e depois em&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/pt-br\/servicos\/consultar-restituicao-de-imposto-de-renda\">\u201cConsultar minha restitui\u00e7\u00e3o\u201d<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A p\u00e1gina oferece:<\/p>\n\n\n\n<p>Orienta\u00e7\u00f5es e canais de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o;<\/p>\n\n\n\n<p>Consulta simplificada.<\/p>\n\n\n\n<p>Consulta completa, por meio do extrato de processamento acessado no e-CAC.<\/p>\n\n\n\n<p>Se houver pend\u00eancias na declara\u00e7\u00e3o, o contribuinte pode retificar e corrigir as informa\u00e7\u00f5es equivocadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel consultar pelo aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones, que permite verificar a libera\u00e7\u00e3o das restitui\u00e7\u00f5es e a situa\u00e7\u00e3o cadastral do CPF.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguran\u00e7a e pagamento<\/p>\n\n\n\n<p>O pagamento \u00e9 feito somente em conta do titular da declara\u00e7\u00e3o. Dessa forma, as rotinas de seguran\u00e7a impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados banc\u00e1rios informados ou algum problema na conta destino.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso haja erro nos dados banc\u00e1rios, a RFB oferece o servi\u00e7o de reagendamento disponibilizado pelo Banco do Brasil (BB), pelo prazo de at\u00e9 1 (um) ano ap\u00f3s a primeira tentativa de cr\u00e9dito.<br>O reagendamento pode ser feito:<\/p>\n\n\n\n<p>Portal BB &#8211;&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.bb.com.br\/site\/setor-publico\/federal\/restituicao-de-imposto-de-renda\/\">https:\/\/www.bb.com.br\/irpf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Pela Central de Relacionamento BB:<\/p>\n\n\n\n<p>4004-0001 (capitais).<\/p>\n\n\n\n<p>0800-729-0001 (demais localidades).<\/p>\n\n\n\n<p>0800-729-0088 (deficientes auditivos).<\/p>\n\n\n\n<p>Para reagendar, \u00e9 necess\u00e1rio informar:<\/p>\n\n\n\n<p>Valor da restitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;N\u00famero do recibo da declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o reagendamento, basta aguardar nova tentativa de cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso o valor n\u00e3o seja resgatado em at\u00e9 1 (um) ano, o contribuinte dever\u00e1 solicitar pelo&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/cav.receita.fazenda.gov.br\/autenticacao\/login\">Portal e-CAC<\/a>,&nbsp;acessando:<\/p>\n\n\n\n<p>Declara\u00e7\u00f5es e Demonstrativos &gt; Meu Imposto de Renda &gt; Solicitar restitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o resgatada na rede banc\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/fevereiro\/consulta-ao-lote-residual-de-restituicao-do-irpf-de-fevereiro-sera-aberta-nesta-sexta-feira-20-02\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal prorroga para 20 de mar\u00e7o o prazo para ades\u00e3o \u00e0 primeira edi\u00e7\u00e3o do Programa Confia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal prorrogou para 20 de mar\u00e7o de 2026 o prazo para que empresas interessadas se candidatem \u00e0 primeira edi\u00e7\u00e3o do Programa de Conformidade Cooperativa Fiscal (Confia). A mudan\u00e7a atende a solicita\u00e7\u00f5es de contribuintes que pediram mais tempo para finalizar processos internos de aprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Portaria RFB n\u00ba 650, de 12 de fevereiro de 2026, publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o desta quinta-feira (19\/2), oficializa a extens\u00e3o do prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por que o prazo foi ampliado?<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal reconheceu que grandes empresas \u2014 p\u00fablico-alvo do Confia \u2014 operam com ciclos decis\u00f3rios mais longos, envolvendo diferentes n\u00edveis de governan\u00e7a e \u00e1reas t\u00e9cnicas, jur\u00eddicas e de compliance.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o per\u00edodo entre 15 de dezembro de 2025 e 15 de janeiro de 2026 foi marcado pela menor disponibilidade de executivos-chave, devido \u00e0s f\u00e9rias regulamentares, o que impactou diretamente a capacidade das empresas de concluir suas an\u00e1lises internas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para garantir decis\u00f5es maduras, ampliar a participa\u00e7\u00e3o qualificada e evitar a perda de interessados por limita\u00e7\u00f5es operacionais, a RFB decidiu estender o prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se candidatar<\/p>\n\n\n\n<p>Para participar da primeira edi\u00e7\u00e3o do Confia, o contribuinte deve enviar o requerimento de ades\u00e3o pelo Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) at\u00e9 20 de mar\u00e7o de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo de ades\u00e3o possui&nbsp;seis etapas:<\/p>\n\n\n\n<p>1. abertura de vagas;<\/p>\n\n\n\n<p>2. autoavalia\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>3. candidatura;<\/p>\n\n\n\n<p>4. valida\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>5. elabora\u00e7\u00e3o do Plano de Trabalho de Conformidade;<\/p>\n\n\n\n<p>6. certifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A edi\u00e7\u00e3o de 2026 oferece&nbsp;40 vagas. O passo a passo completo est\u00e1 dispon\u00edvel na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/pt-br\/servicos\/candidatar-ao-programa-confia-receita-federal\">p\u00e1gina de servi\u00e7os da Receita Federal<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem pode participar<\/p>\n\n\n\n<p>Para concorrer a uma vaga, a empresa deve atender, entre outros, aos seguintes requisitos:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; ser pessoa jur\u00eddica classificada pela RFB como&nbsp;maior contribuinte especial;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; ter&nbsp;receita bruta&nbsp;declarada no lucro real de, no m\u00ednimo,&nbsp;R$ 2 bilh\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; possuir ao menos&nbsp;R$ 100 milh\u00f5es&nbsp;em d\u00e9bitos tribut\u00e1rios declarados;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; apresentar&nbsp;grau de endividamento menor ou igual a 30%;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; ter&nbsp;CND ou CPEND&nbsp;v\u00e1lidas;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; responder ao&nbsp;Question\u00e1rio de Autoavalia\u00e7\u00e3o (QAA).<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas selecionadas ser\u00e3o convidadas a elaborar, em conjunto com a Receita Federal, um&nbsp;Plano de Trabalho de Conformidade, etapa final antes da certifica\u00e7\u00e3o como&nbsp;Empresa Confia.<\/p>\n\n\n\n<p>Importante destacar que&nbsp;as respostas do QAA t\u00eam car\u00e1ter exclusivamente diagn\u00f3stico&nbsp;e buscam oferecer uma vis\u00e3o inicial sobre a governan\u00e7a tribut\u00e1ria da organiza\u00e7\u00e3o,&nbsp;sem qualquer efeito eliminat\u00f3rio.<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/acesso-a-informacao\/acoes-e-programas\/confia\/orientacao-oficial-sobre-o-questionario-de-autoavaliacao-do-programa-confia\">&nbsp;Clique aqui para ver o Comunicado Oficial da Equipe Confia sobre o QAA<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Benef\u00edcios de participar do Confia<\/p>\n\n\n\n<p>O Confia \u00e9 um programa volunt\u00e1rio que estimula a conformidade tribut\u00e1ria e aduaneira por meio de uma rela\u00e7\u00e3o mais transparente e colaborativa entre o Fisco e os maiores contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as principais vantagens, destacam-se:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211;&nbsp;ponto de contato exclusivo&nbsp;entre a empresa e a Receita Federal;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; possibilidade de&nbsp;regulariza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos&nbsp;com exclus\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o de penalidades;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211;&nbsp;tratamento priorit\u00e1rio&nbsp;na presta\u00e7\u00e3o de diversos servi\u00e7os da RFB;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211;&nbsp;renova\u00e7\u00e3o cooperativa&nbsp;da CND ou CPEND.<\/p>\n\n\n\n<p>Um novo marco na rela\u00e7\u00e3o Fisco-Contribuinte<\/p>\n\n\n\n<p>O Programa Confia inaugura um novo modelo de relacionamento entre o Fisco e os maiores contribuintes, baseado na conformidade cooperativa fiscal &#8211; uma pr\u00e1tica j\u00e1 consolidada em pa\u00edses desenvolvidos e recomendada pela OCDE.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o lan\u00e7amento do Programa em 9 de dezembro de 2025 e a publica\u00e7\u00e3o da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp225.htm\">Lei Complementar n\u00ba 225, de 8 de janeiro de 2026<\/a>, o Brasil passa a ocupar posi\u00e7\u00e3o de destaque na Am\u00e9rica Latina nessa agenda inovadora!<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o perca a oportunidade de colocar sua empresa na vanguarda da conformidade cooperativa tribut\u00e1ria!<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/acesso-a-informacao\/acoes-e-programas\/confia\">Clique aqui para saber mais sobre o Programa Confia<\/a>&nbsp;da Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/fevereiro\/receita-federal-prorroga-para-20-de-marco-o-prazo-para-adesao-a-primeira-edicao-do-programa-confia\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Nova lei impede devedor contumaz de pedir recupera\u00e7\u00e3o e negociar d\u00edvida com o Fisco<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Devedores contumazes agora est\u00e3o proibidos de pedir recupera\u00e7\u00e3o judicial e fazer transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias com a Uni\u00e3o \u2013 forma de quitar tributos devidos com descontos e de forma parcelada. Tamb\u00e9m correm o risco de responder a pedido de fal\u00eancia apresentado pela Fazenda P\u00fablica. As medidas est\u00e3o previstas na Lei Complementar (LC) n\u00ba 225, de 2026, que criou o C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte, e na Lei de Transa\u00e7\u00f5es Tribut\u00e1rias (n\u00ba 13.988, de 2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo especialistas, pela Lei de Recupera\u00e7\u00e3o Judicial e Fal\u00eancia (n\u00ba 11.101, de 2005), a Fazenda s\u00f3 poderia pedir a quebra de uma companhia por descumprimento de acordo de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Mais recentemente, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) ampliou essa hip\u00f3tese, permitindo o pedido em caso de cobran\u00e7a fiscal infrut\u00edfera.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal ainda far\u00e1 a regulamenta\u00e7\u00e3o da LC 225 at\u00e9 mar\u00e7o, segundo o auditor fiscal M\u00e1rcio Gon\u00e7alves. A partir dela, o \u00f3rg\u00e3o come\u00e7ar\u00e1 a notificar empresas que podem se enquadradas na classifica\u00e7\u00e3o de devedor contumaz. Ser\u00e1 poss\u00edvel contestar o comunicado em at\u00e9 30 dias e recorrer administrativamente. A lista final ser\u00e1 p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse intervalo, especialistas veem que h\u00e1 uma \u201cjanela de oportunidade\u201d para negociar com o Fisco. At\u00e9 que recebam os comunicados e apresentem defesa, n\u00e3o estariam impedidos de firmar transa\u00e7\u00f5es ou buscar a reestrutura\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas no Judici\u00e1rio, dizem advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova lei, por\u00e9m, \u00e9 alvo de cr\u00edtica por juristas. Defendem que a nova previs\u00e3o viola o princ\u00edpio da preserva\u00e7\u00e3o da empresa, pois permite que uma classifica\u00e7\u00e3o fiscal feita unilateralmente pelo governo determine se uma companhia pode ou n\u00e3o entrar em reestrutura\u00e7\u00e3o \u2013 um processo cuja soberania \u00e9 dos credores, sob supervis\u00e3o do juiz. Lembram que a Fazenda j\u00e1 tem prioridade no recebimento do cr\u00e9dito na fal\u00eancia e a quita\u00e7\u00e3o dos passivos fiscais \u00e9 requisito para a empresa sair e at\u00e9 mesmo homologar o plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Para alguns especialistas, a lei pode ainda afrontar princ\u00edpios constitucionais como os do acesso \u00e0 Justi\u00e7a, contradit\u00f3rio e a isonomia. Por conta disso, entidades estudam entrar com a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF). J\u00e1 o Instituto Brasileiro de Insolv\u00eancia (Ibajud) instalou grupo de estudos para enviar em breve sugest\u00f5es \u00e0 norma ao Executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei classifica como devedor contumaz o contribuinte com inadimpl\u00eancia \u201csubstancial, reiterada e injustificada\u201d. \u00c9 preciso ter d\u00e9bitos com a Uni\u00e3o acima de R$ 15 milh\u00f5es e equivalente a mais de 100% do patrim\u00f4nio \u2013 Estados e munic\u00edpios devem estabelecer outros valores em normas espec\u00edficas. A inadimpl\u00eancia precisa ser reiterada, isto \u00e9, por quatro per\u00edodos de apura\u00e7\u00e3o consecutivos ou seis alternados em um intervalo de doze meses.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ainda o terceiro crit\u00e9rio, de o passivo fiscal ser injustificado, definido como \u201caus\u00eancia de motivos objetivos que afastem a configura\u00e7\u00e3o da contum\u00e1cia\u201d, como estado de calamidade p\u00fablica e resultado negativo no ano corrente e anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o vice-presidente do Ibajud, Luiz Alexandre Cristaldo, o pr\u00f3prio pedido de recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 um argumento para rebater o crit\u00e9rio da d\u00edvida \u201cinjustificada\u201d. \u201cA pr\u00f3pria recupera\u00e7\u00e3o judicial, no nosso entendimento, j\u00e1 \u00e9 uma justificativa. O empres\u00e1rio pode dizer que n\u00e3o est\u00e1 conseguindo pagar seus compromissos, que n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 com o Fisco, mas com funcion\u00e1rios, prestadores de servi\u00e7o e fornecedores.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Uma cr\u00edtica dos advogados \u00e9 que os par\u00e2metros estabelecidos s\u00e3o muito baixos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Receita, a lei n\u00e3o ser\u00e1 aplicada de forma indiscriminada, pois os devedores contumazes seriam exce\u00e7\u00e3o. \u201cDos 20 milh\u00f5es de CNPJs, seriam o equivalente a 0,05%. A maioria tem um comportamento de conformidade, s\u00f3 est\u00e1 em uma dificuldade tempor\u00e1ria\u201d, diz o auditor fiscal M\u00e1rcio Gon\u00e7alves. \u201cA lei n\u00e3o foi feita para o devedor comum, \u00e9 voltada para aqueles que criaram empresas para n\u00e3o pagar tributos, o que provoca distor\u00e7\u00f5es no mercado, afetando a livre concorr\u00eancia\u201d, acrescenta ele, citando recentes opera\u00e7\u00f5es de combate \u00e0 lavagem de dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia, de acordo com Gon\u00e7alves, \u00e9 expor e punir os maus pagadores e empresas fraudulentas para n\u00e3o poderem se beneficiar da recupera\u00e7\u00e3o judicial e transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria \u2013 al\u00e9m de outras restri\u00e7\u00f5es, como participa\u00e7\u00e3o em licita\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. \u201cEstamos separando o joio do trigo e dando um tratamento diferenciado para que os verdadeiros contribuintes possam entrar no mercado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A permiss\u00e3o do pedido de quebra contra esses devedores, afirma, serve para retir\u00e1-los do mercado, evitando fraudes fiscais e a abertura de novos CNPJs. \u201cH\u00e1 inclusive a previs\u00e3o de aplicar as mesmas penalidades \u00e0s partes relacionadas\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>O prop\u00f3sito, acrescenta, \u00e9 \u201chigienizar o sistema\u201d. \u201cO objetivo n\u00e3o \u00e9 arrecadat\u00f3rio, porque numa fal\u00eancia j\u00e1 se pode assumir que boa parte do cr\u00e9dito n\u00e3o vai ser recuperado, porque j\u00e1 houve o desvio para o exterior, por exemplo. O objetivo \u00e9 higienizar o sistema e mostrar que o crime n\u00e3o compensa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para o vice-presidente do Ibajud, a premissa usada pelo governo de combater fraudes \u00e9 positiva, mas prejudica devedoras de boa-f\u00e9 ao dar mais poder ao Fisco nas insolv\u00eancias. \u201cAinda que o governo federal fale que n\u00e3o \u00e9 uma pol\u00edtica arrecadat\u00f3ria e sim concorrencial, menos de 20% dessas empresas de fachada pedem recupera\u00e7\u00e3o judicial. Elas s\u00e3o abertas, deixadas de lado e outras surgem. E o C\u00f3digo vai prejudicar muito a empresa que est\u00e1 lutando para se soerguer\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o dele, a nova legisla\u00e7\u00e3o conflita com a pol\u00edtica de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria usada pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), inclusive em reestrutura\u00e7\u00f5es e fal\u00eancias. \u201cH\u00e1 um choque com outras pol\u00edticas de governo e o pr\u00f3prio governo vai ter que se posicionar\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A PGFN n\u00e3o quis se manifestar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/19\/nova-lei-impede-devedor-contumaz-de-pedir-recuperacao-e-negociar-divida-com-o-fisco.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Agenda: STF retira da pauta casos tribut\u00e1rios bilion\u00e1rios, mas mant\u00e9m &#8216;penduricalhos&#8217;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) alterou a pauta prevista para esta semana e retirou de julgamento duas quest\u00f5es tribut\u00e1rias bilion\u00e1rias. Mas manteve a an\u00e1lise de decis\u00e3o concedida pelo ministro Fl\u00e1vio Dino que suspende o pagamento de &#8220;penduricalhos&#8221; do servi\u00e7o p\u00fablico nos tr\u00eas poderes, em todos os n\u00edveis da federa\u00e7\u00e3o, incluindo a magistratura e o Minist\u00e9rio P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Estavam na pauta o julgamento sobre a exclus\u00e3o do ISS na base do PIS da Cofins (RE 592616) e da incid\u00eancia de PIS e Cofins sobre benef\u00edcios fiscais concedidos pelos Estados na forma de cr\u00e9ditos presumidos de ICMS (RE 835818). Ambos os casos com impacto de quase R$ 50 bilh\u00f5es. Com a retirada, o tema sobre a validade dos &#8220;penduricalhos&#8221; passou a ser o primeiro item da pauta de quarta-feira.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento em que o STF vai definir se o ISS integra ou n\u00e3o a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins tem impacto estimado em R$ 35,4 bilh\u00f5es para a Uni\u00e3o, segundo o Projeto de Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (PLDO) para o ano de 2026 (RE 592616).O tema \u00e9 considerado uma das teses filhotes da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, que excluiu o ICMS da base das contribui\u00e7\u00f5es sociais, em 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>O outro processo, que trata da incid\u00eancia de PIS e Cofins sobre benef\u00edcios fiscais concedidos pelos Estados na forma de cr\u00e9ditos presumidos de ICMS, tem impacto estimado em R$ 16,5 bilh\u00f5es pela Uni\u00e3o. O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) julgou a tributa\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais de ICMS autorizando a incid\u00eancia de IRPJ e CSLL, mas preservando precedente sobre cr\u00e9ditos presumidos favor\u00e1vel aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Penduricalhos<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento sobre os penduricalhos, o Plen\u00e1rio vai julgar liminar do ministro Fl\u00e1vio Dino que suspendeu, no in\u00edcio do m\u00eas, os pagamentos acima do teto do funcionalismo p\u00fablico, nos tr\u00eas Poderes, em todos os n\u00edveis da federa\u00e7\u00e3o, incluindo a magistratura e o Minist\u00e9rio P\u00fablico. A decis\u00e3o foi posteriormente complementada e, na \u00faltima semana, ele proibiu a aplica\u00e7\u00e3o de novas normas sobre parcelas remunerat\u00f3rias e indenizat\u00f3rias que ultrapassem o teto constitucional. O relator tamb\u00e9m proibiu o reconhecimento de novas parcelas relativas a suposto direito anterior \u00e0 liminar, al\u00e9m daquelas j\u00e1 recebidas at\u00e9 a data de sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A liminar foi dada dois dias depois de o Congresso aprovar projetos que reajustam os sal\u00e1rios dos servidores do Legislativo. As propostas criam gratifica\u00e7\u00f5es que chegam a 100% da remunera\u00e7\u00e3o e podem superar o teto salarial, equivalente ao vencimento dos ministros do STF, de R$ 46,3 mil.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/22\/agenda-stf-julga-casos-tributarios-de-quase-r-50-bilhoes-na-quarta-feira.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>A redu\u00e7\u00e3o linear dos &#8216;benef\u00edcios fiscais&#8217; e a armadilha nas &#8216;Perguntas e Respostas&#8217; da Receita Federal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal do Brasil (RFB) publicou, no fim de janeiro de 2026, um guia de \u201cPerguntas e Respostas\u201d para orientar a aplica\u00e7\u00e3o da Lei Complementar n\u00ba 224\/2025 (LC 224), que instituiu uma redu\u00e7\u00e3o linear de 10% sobre os benef\u00edcios classificados como gastos tribut\u00e1rios da Uni\u00e3o, relativos ao PIS, Cofins, IPI, IRPJ, CSLL, Imposto de Importa\u00e7\u00e3o e contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria do empregador.<\/p>\n\n\n\n<p>A LC 224 introduziu, \u201caparentemente\u201d, mudan\u00e7as relevantes para as pessoas jur\u00eddicas sem fins lucrativos, abrangendo associa\u00e7\u00f5es, funda\u00e7\u00f5es, institui\u00e7\u00f5es, organiza\u00e7\u00f5es e sindicatos patronais, impondo-lhes uma redu\u00e7\u00e3o de supostos \u201cbenef\u00edcios fiscais\u201d. Excluiu da redu\u00e7\u00e3o linear dos benef\u00edcios fiscais apenas as entidades acobertadas por imunidade constitucional ou qualificadas como OSCIP ou Organiza\u00e7\u00e3o Social.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora n\u00e3o tenha havido revoga\u00e7\u00e3o expressa das isen\u00e7\u00f5es de IRPJ, CSLL e Cofins, a aplica\u00e7\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o linear implica recomposi\u00e7\u00e3o parcial da carga tribut\u00e1ria para as entidades do terceiro setor que n\u00e3o se enquadrem nas exce\u00e7\u00f5es legais.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesses casos, as receitas e eventual super\u00e1vit passariam a se submeter \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o residual correspondente a 10% das al\u00edquotas do regime padr\u00e3o de refer\u00eancia, nos seguintes termos: (i) IRPJ e CSLL: aplica\u00e7\u00e3o do Lucro Real, com al\u00edquotas de 15% (IRPJ), adicional de 10% sobre o lucro excedente e 9% (CSLL); (ii) Cofins: sob uma \u00f3tica conservadora, ado\u00e7\u00e3o do regime n\u00e3o cumulativo, \u00e0 al\u00edquota de 7,6%.<\/p>\n\n\n\n<p>A contribui\u00e7\u00e3o ao PIS sobre a folha de sal\u00e1rios, em princ\u00edpio, n\u00e3o sofre altera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em consequ\u00eancia, as entidades afetadas deveriam come\u00e7ar a se preocupar com a apura\u00e7\u00e3o do IRPJ, da CSL pelo Lucro Real, exigindo, por exemplo, controle rigoroso de despesas dedut\u00edveis e indedut\u00edveis, escritura\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil adequada e cumprimento de obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias, al\u00e9m da apura\u00e7\u00e3o da Cofins sobre suas receitas.<\/p>\n\n\n\n<p>A despeito de a norma entrar em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o (26 de dezembro de 2025), os efeitos devem observar o princ\u00edpio da anterioridade. No caso do IRPJ, aplica-se a anterioridade anual, com efeitos a partir de 1\u00ba de janeiro de 2026. Para Cofins e CSLL, observa-se a anterioridade nonagesimal, de modo que os efeitos se iniciam em 1\u00ba de abril de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s grande discuss\u00e3o e instabilidade provocada nas associa\u00e7\u00f5es civis sem fins lucrativos n\u00e3o excepcionadas da redu\u00e7\u00e3o linear, o \u201cPerguntas e Respostas\u201d da RFB afirma, de forma direta, que as associa\u00e7\u00f5es civis sem fins lucrativos representativas de categoria profissional ou econ\u00f4mica n\u00e3o seriam atingidas pela redu\u00e7\u00e3o linear, tal como consta no item 35 do documento.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui surge um ponto sens\u00edvel de seguran\u00e7a jur\u00eddica, eis que a explica\u00e7\u00e3o no item 35 do \u201cPerguntas e Respostas\u201d parece criar uma exce\u00e7\u00e3o n\u00e3o n\u00edtida no texto legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a LC 224 foi desenhada com uma regra geral de aplica\u00e7\u00e3o do redutor linear, sem que as referidas associa\u00e7\u00f5es civis estejam taxativamente enumeradas na lista de exce\u00e7\u00f5es, est\u00e1-se perante uma esp\u00e9cie de antinomia entre a norma legal e a orienta\u00e7\u00e3o administrativa da Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso lembrar que a orienta\u00e7\u00e3o constante no \u201cPerguntas e Respostas\u201d n\u00e3o \u00e9 lei, nem decreto, e normalmente n\u00e3o tem a forma cl\u00e1ssica de ato normativo, tal como uma Instru\u00e7\u00e3o Normativa, um Ato Declarat\u00f3rio ou uma Portaria. \u00c9, em ess\u00eancia, um mero instrumento de orienta\u00e7\u00e3o. Neste sentido a pr\u00f3pria Receita Federal anuncia divulgar o material como guia para dar \u201cclareza\u201d e \u201cseguran\u00e7a jur\u00eddica\u201d sobre a aplica\u00e7\u00e3o da LC 224.<\/p>\n\n\n\n<p>Relembremos, ainda, que o C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), em seu artigo 100, reconhece as chamadas \u201cnormas complementares\u201d (dentre elas, atos normativos de autoridades administrativas e pr\u00e1ticas reiteradas), prevendo em seu par\u00e1grafo \u00fanico que a observ\u00e2ncia dessas normas pode excluir penalidades, juros de mora e atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, enquanto o contribuinte agir conforme a orienta\u00e7\u00e3o administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas \u00e9 claro que orienta\u00e7\u00e3o administrativa n\u00e3o pode derrogar a lei. E exatamente por tal raz\u00e3o \u00e9 que o CTN n\u00e3o autoriza a exclus\u00e3o do tributo (valor principal) em caso de mudan\u00e7a de entendimento de tais orienta\u00e7\u00f5es, sendo sempre devido pelo contribuinte o valor principal retroativo aos \u00faltimos 5 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas em qual orienta\u00e7\u00e3o confiar? O sistema j\u00e1 prev\u00ea o tratamento das antinomias, recomendando a aplica\u00e7\u00e3o da norma superior em detrimento da inferior, a norma especial em detrimento da geral e a norma posterior em detrimento da norma anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, \u00e9 evidente que eventual antinomia entre a LC 224 e a orienta\u00e7\u00e3o do \u201cPerguntas e Respostas\u201d da Receita Federal, a primeira deve prevalecer. O artigo 100 do CTN confere uma blindagem t\u00edpica para multa e juros, mas n\u00e3o para o valor principal do tributo. Ademais, caberia ainda a discuss\u00e3o acerca da natureza da manifesta\u00e7\u00e3o, se de ato administrivo ou apenas uma orienta\u00e7\u00e3o, aumentando ainda mais o risco para os contribuintes em face de uma mudan\u00e7a de entendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal n\u00e3o tem licen\u00e7a para mudar ou ignorar a lei. A lei mal escrita deve ser refeita e corrigida por outra lei. Enquanto isso, \u00e9 de extrema conveni\u00eancia que seja utilizado o instrumento da consulta formal, com seguran\u00e7a legal mais robusta, protocolada dentro do prazo de recolhimento do tributo e com o respectivo provisionamento dos valores, ao menos at\u00e9 quando a RFB responde-la formal e definitivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>A bem da verdade, o mais certo a fazer \u00e9 alterar a lei e deixar a regra clara, sem ambiguidades, evitando reveses interpretativos futuros e n\u00e3o mais alimentar a vergonhosa fama de que, no Brasil, at\u00e9 o passado \u00e9 incerto.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/fio-da-meada\/post\/2026\/02\/a-reducao-linear-dos-beneficios-fiscais-e-a-armadilha-nas-perguntas-e-respostas-da-receita-federal.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Repetitivo afasta teto de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos para base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es parafiscais<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 23\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), sob o rito dos recursos repetitivos (Tema 1.390), decidiu que o limite de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos \u2013 previsto no artigo 4\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei 6.950\/1981 \u2013 n\u00e3o se aplica \u00e0 base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es parafiscais arrecadadas em favor de terceiros, como os servi\u00e7os sociais aut\u00f4nomos.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o afeta as contribui\u00e7\u00f5es destinadas ao sal\u00e1rio-educa\u00e7\u00e3o e \u00e0s seguintes entidades: Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Servi\u00e7o Social do Transporte (Sest), Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Ag\u00eancia Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ag\u00eancia Brasileira de Promo\u00e7\u00e3o de Exporta\u00e7\u00f5es e Investimentos (ApexBrasil), Fundo Aerovi\u00e1rio (Faer), Diretoria de Portos e Costas (DPC) e Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, no julgamento do Tema 1.079, a Primeira Se\u00e7\u00e3o j\u00e1 havia definido que, a partir da entrada em vigor do artigo 1\u00ba, inciso I, do Decreto-Lei 2.318\/1986, o limite de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos n\u00e3o se aplicava \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es devidas ao Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), ao Servi\u00e7o Social da Ind\u00fastria (Sesi), ao Servi\u00e7o Social do Com\u00e9rcio (Sesc) e ao Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado entendeu que, como a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es ao sal\u00e1rio-educa\u00e7\u00e3o, ao Senar e ao Sescoop foi definida pelas pr\u00f3prias leis de reg\u00eancia \u2013 e pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal \u2013, o teto previsto na Lei 6.950\/1981 nunca se aplicou a elas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0s outras contribui\u00e7\u00f5es, a ministra Maria Thereza de Assis Moura, relatora do repetitivo, explicou que elas deixaram de se sujeitar ao teto com a aplica\u00e7\u00e3o do entendimento fixado no julgamento do Tema 1.079.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a ministra, as contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 DPC, ao Faer, ao Sest e ao Senat s\u00e3o uma mera destina\u00e7\u00e3o diversa \u2013 com a mesma base de c\u00e1lculo \u2013 das contribui\u00e7\u00f5es ao Sesi, ao Senai e ao Sesc. Por sua vez, as contribui\u00e7\u00f5es ao Sebrae, \u00e0 ApexBrasil e \u00e0 ABDI t\u00eam a mesma base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es ao Sesi, ao Senai e ao Sesc, sendo uma al\u00edquota adicional incidente sobre ela. Em ambos os casos \u2013 concluiu \u2013, o limite de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos n\u00e3o se aplica.<\/p>\n\n\n\n<p>Colegiado decidiu n\u00e3o modular efeitos da decis\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Thereza de Assis Moura afirmou que n\u00e3o h\u00e1, no momento, jurisprud\u00eancia dominante que considere o teto da base de c\u00e1lculo aplic\u00e1vel \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es em quest\u00e3o. &#8220;A orienta\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel aos contribuintes estabelecida no julgamento do Tema 1.079 do STJ passou a ser extrapolada, pelos Tribunais Regionais Federais, \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es em an\u00e1lise&#8221;, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, n\u00e3o haveria motivos para a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da decis\u00e3o \u2013 a qual, como lembrou a relatora, possui natureza excepcional e deve ser adotada somente quando h\u00e1 mudan\u00e7a na orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial consolidada.<\/p>\n\n\n\n<p>Leia o ac\u00f3rd\u00e3o no REsp 2.187.625.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/paginas\/comunicacao\/noticias\/2026\/23022026-repetitivo-afasta-teto-de-20-salarios-minimos-para-base-de-calculo-das-contribuicoes-parafiscais.aspx\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:\u00a0\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Saldos do FGTS devem ser corrigidos, no m\u00ednimo, pelo \u00edndice da infla\u00e7\u00e3o, reafirma STF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou o entendimento de que os saldos das contas vinculadas do Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS) devem ser corrigidos, no m\u00ednimo, pelo \u00edndice oficial de infla\u00e7\u00e3o (IPCA). Dessa forma, \u00e9 constitucional a f\u00f3rmula legal de corre\u00e7\u00e3o dos saldos (Taxa Referencial + 3% de juros ao ano + distribui\u00e7\u00e3o de lucros), desde que a soma assegure, ao menos, o IPCA.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, segundo o entendimento da Corte, fica vedada, em qualquer hip\u00f3tese, a aplica\u00e7\u00e3o retroativa da nova sistem\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o un\u00e2nime foi tomada no julgamento do Recurso Extraordin\u00e1rio com Agravo&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=7396529\">(ARE) 1573884<\/a>, com repercuss\u00e3o geral reconhecida (<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciaRepercussao\/verAndamentoProcesso.asp?incidente=7396529&amp;numeroProcesso=1573884&amp;classeProcesso=ARE&amp;numeroTema=1444\">Tema 1.444<\/a>) e m\u00e9rito julgado no Plen\u00e1rio Virtual. Com isso, a tese fixada dever\u00e1 ser aplicada aos casos semelhantes em todas as inst\u00e2ncias do Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Aplica\u00e7\u00e3o retroativa<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, o recurso foi interposto por um trabalhador titular de conta vinculada ao fundo contra decis\u00e3o da Turma Recursal da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria da Para\u00edba, que negou o pedido de substitui\u00e7\u00e3o da Taxa Referencial (TR) por \u00edndice oficial de infla\u00e7\u00e3o que melhor recompusesse as perdas decorrentes da desvaloriza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, bem como o pagamento de diferen\u00e7as relativas a dep\u00f3sitos anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a Federal na Para\u00edba destacou que o STF, no julgamento da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5090, fixou entendimento de que \u00e9 v\u00e1lida a remunera\u00e7\u00e3o das contas vinculadas na forma prevista em lei, desde que garantido, no m\u00ednimo, o \u00edndice oficial de infla\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, a Corte determinou que o novo par\u00e2metro s\u00f3 incidiria a partir da data de publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>No STF, o recorrente argumentou, entre outros pontos, que o fundo constitui patrim\u00f4nio do trabalhador e n\u00e3o pode sofrer perdas monet\u00e1rias decorrentes da insufici\u00eancia da atualiza\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos diante da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Dupla finalidade do fundo<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Edson Fachin, presidente do STF e relator do recurso, manifestou-se pelo reconhecimento da repercuss\u00e3o geral da mat\u00e9ria. \u201cA controv\u00e9rsia ultrapassa os interesses subjetivos das partes, alcan\u00e7ando parcela expressiva da popula\u00e7\u00e3o, composta por trabalhadores e benefici\u00e1rios de pol\u00edticas habitacionais financiadas com recursos do FGTS, entre outros\u201d, afirmou. Ele citou dados do painel de Grandes Litigantes do DataJud, vinculado ao Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ), que apontam a exist\u00eancia de cerca de 176 mil processos sobre o tema em tramita\u00e7\u00e3o no Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao m\u00e9rito, Fachin entendeu que a Justi\u00e7a Federal aplicou adequadamente o entendimento firmado pelo STF na ADI 5090 e, por isso, o recurso n\u00e3o poderia ser acolhido.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sua avalia\u00e7\u00e3o, a pretens\u00e3o de substitui\u00e7\u00e3o isolada da TR pelo IPCA \u00e9 invi\u00e1vel, pois ignora a dupla finalidade do fundo, que concilia o car\u00e1ter de poupan\u00e7a individual do trabalhador com o papel de fonte de recursos para pol\u00edticas p\u00fablicas de interesse social.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro lembrou ainda que, naquela ocasi\u00e3o, a Corte afastou a possibilidade de retroatividade para recomposi\u00e7\u00e3o de perdas pret\u00e9ritas. Segundo ele, o Tribunal levou em conta a necessidade de resguardar o equil\u00edbrio e a previsibilidade do regime econ\u00f4mico-financeiro do FGTS, bem como a estabilidade dos contratos e investimentos realizados com recursos do fundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Tese<\/p>\n\n\n\n<p>A tese de repercuss\u00e3o geral fixada foi a seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 constitucional a f\u00f3rmula legal de remunera\u00e7\u00e3o das contas do FGTS (TR + 3% ao ano + distribui\u00e7\u00e3o de lucros), desde que assegurada pelo \u00f3rg\u00e3o gestor, no m\u00ednimo, corre\u00e7\u00e3o igual ao \u00edndice oficial de infla\u00e7\u00e3o; vedada, em qualquer caso, a aplica\u00e7\u00e3o retroativa da nova sistem\u00e1tica, observada a modula\u00e7\u00e3o de efeitos fixada no julgamento da ADI 5.090.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/saldos-do-fgts-devem-ser-corrigidos-no-minimo-pelo-indice-da-inflacao-reafirma-stf\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Entidade contesta no STF lei que alterou regime do lucro presumido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Servi\u00e7os (CNS) questiona no&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/\">Supremo Tribunal Federal<\/a>&nbsp;mudan\u00e7as recentes na legisla\u00e7\u00e3o que elevaram a carga tribut\u00e1ria de empresas enquadradas no regime de lucro presumido. A a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade&nbsp;foi distribu\u00edda ao ministro Luiz Fux.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse tipo de regime,&nbsp;as bases do&nbsp;Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) das empresas s\u00e3o calculadas&nbsp;sobre um lucro estimado,&nbsp;e&nbsp;n\u00e3o sobre o lucro efetivamente obtido.&nbsp;Esse percentual varia conforme a atividade econ\u00f4mica.&nbsp;A&nbsp;Lei Complementar 224\/2025&nbsp;estabeleceu&nbsp;um&nbsp;adicional de 10%&nbsp;da presun\u00e7\u00e3o&nbsp;sobre a parcela da receita bruta total que exceda o valor&nbsp;de&nbsp;R$ 5 milh\u00f5es&nbsp;no ano-calend\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a confedera\u00e7\u00e3o, ao introduzir novo crit\u00e9rio de tratamento do lucro presumido, a norma passou a trat\u00e1-lo como um benef\u00edcio fiscal, permitindo o aumento autom\u00e1tico da base de c\u00e1lculo dos tributos a partir do montante de faturamento anual da empresa, sem nenhuma altera\u00e7\u00e3o legislativa nos crit\u00e9rios de apura\u00e7\u00e3o da renda.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado pr\u00e1tico da inova\u00e7\u00e3o legislativa, segundo a CNS, foi a tributa\u00e7\u00e3o de base econ\u00f4mica dissociada da realidade, \u201ccom eleva\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica da carga tribut\u00e1ria de contribuintes que, h\u00e1 d\u00e9cadas, se submetem ao regime expressamente previsto no ordenamento jur\u00eddico para apura\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, e n\u00e3o como mecanismo de desonera\u00e7\u00e3o fiscal\u201d.&nbsp;Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.936<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"BeTsNWCsHy\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-18\/entidade-contesta-no-stf-lei-que-alterou-regime-do-lucro-presumido\/\">Entidade contesta no STF lei que alterou regime do lucro presumido<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Entidade contesta no STF lei que alterou regime do lucro presumido&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-18\/entidade-contesta-no-stf-lei-que-alterou-regime-do-lucro-presumido\/embed\/#?secret=Voo3TUGimE#?secret=BeTsNWCsHy\" data-secret=\"BeTsNWCsHy\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF: Munic\u00edpio n\u00e3o pode atualizar d\u00e9bito fiscal acima da Selic, vota C\u00e1rmen<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O STF julga, em plen\u00e1rio virtual, se os munic\u00edpios podem fixar \u00edndices de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e taxas de juros de mora para seus cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios em patamar superior ao adotado pela Uni\u00e3o. O tema \u00e9 analisado no&nbsp;RE 1.346.152, leading case do Tema 1.217 da repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Relatora do recurso, a ministra C\u00e1rmen L\u00facia votou pelo desprovimento do pedido do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo e prop\u00f4s a fixa\u00e7\u00e3o da seguinte tese:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs munic\u00edpios n\u00e3o podem adotar \u00edndices de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e taxas de juros de mora incidentes sobre seus cr\u00e9ditos fiscais em percentuais que superem a taxa Selic, praticada pela Uni\u00e3o para os mesmos fins.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento segue no plen\u00e1rio virtual at\u00e9 24 de fevereiro.&nbsp;Os ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin acompanharam a relatora, confira o placar at\u00e9 o momento:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda o caso<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia teve origem em execu\u00e7\u00e3o fiscal ajuizada pelo munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo para cobran\u00e7a de ISS relativo ao exerc\u00edcio de 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas certid\u00f5es de d\u00edvida ativa constava a incid\u00eancia de multa, atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria pelo IPCA e juros de 1% ao m\u00eas, al\u00e9m de encargos previstos em leis municipais.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa executada apresentou exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade, sustentando que a soma do IPCA com juros de 1% ao m\u00eas resultaria em \u00edndice superior \u00e0 Selic \u2014 taxa adotada pela Uni\u00e3o para atualiza\u00e7\u00e3o de seus cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, que j\u00e1 engloba corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros.<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo de primeira inst\u00e2ncia rejeitou o pedido. Contudo, o TJ\/SP reformou a decis\u00e3o, entendendo que os \u00edndices previstos na legisla\u00e7\u00e3o municipal superavam o padr\u00e3o da Selic e que a compet\u00eancia do ente federado para fixar juros e corre\u00e7\u00e3o deve observar os par\u00e2metros estabelecidos pela Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Extens\u00e3o do Tema 1.062 aos munic\u00edpios<\/p>\n\n\n\n<p>O caso dialoga com o Tema 1.062&nbsp;(ARE 1.216.078),&nbsp;no qual o STF fixou a tese de que estados e Distrito Federal podem legislar sobre corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros de mora incidentes sobre seus cr\u00e9ditos fiscais, desde que limitados aos percentuais estabelecidos pela Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A repercuss\u00e3o geral foi reconhecida neste processo para definir se o mesmo entendimento se aplica aos munic\u00edpios, que n\u00e3o foram expressamente abrangidos na tese anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a relatora, a orienta\u00e7\u00e3o firmada para estados e DF deve ser estendida aos entes municipais.<\/p>\n\n\n\n<p>Compet\u00eancia concorrente e limites \u00e0 atua\u00e7\u00e3o municipal<\/p>\n\n\n\n<p>No voto, a ministra C\u00e1rmen L\u00facia reafirma que juros de mora e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria de cr\u00e9ditos fiscais s\u00e3o institutos de direito financeiro e tribut\u00e1rio, mat\u00e9ria inserida na compet\u00eancia legislativa concorrente prevista no art.&nbsp;24, inciso I, da CF.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse regime, cabe \u00e0 Uni\u00e3o editar normas gerais, competindo aos estados e ao Distrito Federal suplement\u00e1-las, dentro dos limites fixados pela legisla\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto aos munic\u00edpios, por\u00e9m, a relatora destaca que a Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o lhes confere compet\u00eancia legislativa concorrente na mat\u00e9ria. A atua\u00e7\u00e3o municipal limita-se \u00e0 suplementa\u00e7\u00e3o \u201cno que couber\u201d, nos termos do art. 30, II, da CF, n\u00e3o sendo poss\u00edvel instituir disciplina que contrarie os par\u00e2metros nacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, admitir regime diverso comprometeria a unidade do sistema e o equil\u00edbrio federativo.<\/p>\n\n\n\n<p>STF decidir\u00e1 incid\u00eancia da Selic sobre d\u00e9bitos da Fazenda P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p>Selic como par\u00e2metro nacional<\/p>\n\n\n\n<p>O voto dedica parte relevante da fundamenta\u00e7\u00e3o \u00e0 natureza da Selic. A ministra destaca que a taxa integra o Sistema Especial de Liquida\u00e7\u00e3o e de Cust\u00f3dia, administrado pelo Banco Central, e constitui instrumento central da pol\u00edtica monet\u00e1ria e da d\u00edvida p\u00fablica nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a lei 9.250\/95, a Selic passou a ser adotada de forma unificada para atualiza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios federais, sendo inaplic\u00e1vel sua cumula\u00e7\u00e3o com outros \u00edndices.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a relatora, \u00e9 injustific\u00e1vel a ado\u00e7\u00e3o, pelo munic\u00edpio, de \u00edndice diverso e superior \u00e0 Selic, ainda mais quando acumulado com juros morat\u00f3rios de 1% ao m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>EC 113\/21 refor\u00e7a unifica\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra tamb\u00e9m invoca a emenda constitucional 113\/21,&nbsp;que determinou a incid\u00eancia da Selic, uma \u00fanica vez, para atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, remunera\u00e7\u00e3o do capital e compensa\u00e7\u00e3o da mora nas discuss\u00f5es e condena\u00e7\u00f5es que envolvam a Fazenda P\u00fablica, independentemente da natureza do d\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<p>Para C\u00e1rmen L\u00facia, a norma tem aplica\u00e7\u00e3o imediata, inclusive aos processos em curso.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo antes da emenda, afirma no voto, a legisla\u00e7\u00e3o federal e a do Estado de S\u00e3o Paulo j\u00e1 adotavam exclusivamente a Selic para remunera\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos fiscais, o que tornaria indevida a cumula\u00e7\u00e3o de IPCA com juros de 1% ao m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final, votou pelo desprovimento do recurso do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, os&nbsp;ministros Alexandre de Moraes e&nbsp;Cristiano Zanin&nbsp;votaram acompanhando a relatora.&nbsp;O julgamento segue em plen\u00e1rio virtual at\u00e9 24 de fevereiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: RE 1.346.152<\/p>\n\n\n\n<p>Confira a \u00edntegra do voto da relatora.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/450093\/municipio-nao-pode-atualizar-debito-fiscal-acima-da-selic-vota-carmen\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF interrompe an\u00e1lise sobre prorroga\u00e7\u00e3o do prazo para aprova\u00e7\u00e3o de dividendos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Luiz Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, pediu destaque nesta quarta-feira (18\/2) e interrompeu o julgamento no qual o Plen\u00e1rio discutia se mantinha ou n\u00e3o a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-dez-27\/stf-prorroga-prazo-para-aprovacao-de-distribuicao-de-dividendos\/\">decis\u00e3o liminar<\/a>&nbsp;que prorrogou em um m\u00eas o prazo para empresas aprovarem as distribui\u00e7\u00f5es de lucros e dividendos referentes a 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise ser\u00e1 reiniciada em sess\u00e3o presencial, ainda sem data marcada. Antes do pedido de destaque, a sess\u00e3o era virtual. Apenas dois ministros haviam votado, ambos a favor de confirmar a liminar proferida pelo ministro Kassio Nunes Marques no final do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso diz respeito \u00e0&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2025\/lei\/l15270.htm\">Lei 15.270\/2025<\/a>, que estabeleceu a isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda para quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil mensais e a tributa\u00e7\u00e3o de quem recebe mais de R$ 50 mil em dividendos. At\u00e9 ent\u00e3o, esse tipo de rendimento n\u00e3o atra\u00eda imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo texto da norma, publicada em novembro do \u00faltimo ano, o prazo para a aprova\u00e7\u00e3o das distribui\u00e7\u00f5es de lucros e dividendos acabaria no dia 31 de dezembro de 2025. Cinco dias antes dessa data, Nunes Marques prorrogou o prazo para 31 de dezembro de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o, o magistrado entendeu que as empresas tiveram um per\u00edodo curto demais para cumprir os prazos estipulados. Na sua vis\u00e3o, isso gera inseguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do caso tamb\u00e9m explicou que microempresas e empresas de pequeno porte geralmente n\u00e3o t\u00eam estrutura jur\u00eddica e cont\u00e1bil suficiente para cumprir, em t\u00e3o pouco tempo, todas as exig\u00eancias formais impostas pela lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 um conflito da nova regra com a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l6404consol.htm\">Lei das Sociedades por A\u00e7\u00f5es<\/a>. Essa norma e o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10406compilada.htm\">C\u00f3digo Civil<\/a>&nbsp;afirmam que as delibera\u00e7\u00f5es sobre balan\u00e7o, resultado econ\u00f4mico, destina\u00e7\u00e3o de lucros e distribui\u00e7\u00e3o de dividendos costumam ocorrer nos quatro primeiros meses depois do encerramento do exerc\u00edcio social, e n\u00e3o antes do seu t\u00e9rmino.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi tomada no \u00e2mbito de duas a\u00e7\u00f5es que contestam a Lei 15.270\/2025, movidas pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio (CNC) e pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-dez-23\/cni-contesta-no-stf-tributacao-de-lucros-e-dividendos-da-reforma-tributaria\/\">Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI)<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A liminar foi submetida \u00e0 an\u00e1lise do Plen\u00e1rio. Na sess\u00e3o virtual, que havia come\u00e7ado na sexta-feira (13\/2), Nunes Marques ratificou seu entendimento e foi acompanhado pelo ministro Alexandre de Moraes.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/voto-Kassio-referendo-liminar-prorrogacao-prazo-prazo-aprovacao-distribuicao-lucros-e-dividendos-2025.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o voto de Nunes Marques<br>ADI 7.912<br>ADI 7.914<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-19\/stf-interrompe-analise-sobre-prorrogacao-do-prazo-para-aprovacao-de-dividendos\/\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia por modula\u00e7\u00e3o geram riscos \u00e0 judicializa\u00e7\u00e3o preventiva<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia de que quem vence um processo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-09\/quem-tem-vitoria-judicial-negada-por-modulacao-paga-honorarios-de-sucumbencia\">pode ser condenado a pagar honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia<\/a>&nbsp;se a vit\u00f3ria n\u00e3o puder ser aproveitada, por causa da modula\u00e7\u00e3o de efeitos da tese vencedora, atinge em cheio a pr\u00e1tica da chamada judicializa\u00e7\u00e3o preventiva e gera danos colaterais sist\u00eamicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Judicializa\u00e7\u00e3o preventiva \u00e9 a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jul-01\/judicializacao-para-prevenir-modulacao-de-teses-faz-stj-debater-criterios\/\">tend\u00eancia de correr ao Judici\u00e1rio<\/a>&nbsp;sempre que alguma controv\u00e9rsia jur\u00eddica estiver para ser julgada por uma corte superior. E ela s\u00f3 faz sentido justamente pelo risco gerado pela modula\u00e7\u00e3o de efeitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a tese defendida pela parte for vencedora no Superior Tribunal de Justi\u00e7a ou no Supremo Tribunal Federal, n\u00e3o haver\u00e1 preju\u00edzo. Mas se for derrotada e houver modula\u00e7\u00e3o, h\u00e1 a possibilidade de se mitigar os resultados negativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Modular a aplica\u00e7\u00e3o temporal de uma tese significa que ela s\u00f3 valer\u00e1 a partir de determinado momento no tempo. Essa data ser\u00e1 escolhida pelo colegiado que deu a decis\u00e3o, j\u00e1 que&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mar-21\/modulacoes-dos-efeitos-de-teses-tributarias-do-stj-ligam-alerta-para-contribuintes\/\">n\u00e3o h\u00e1 crit\u00e9rios legais para sua fixa\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A modula\u00e7\u00e3o existe para preservar a seguran\u00e7a jur\u00eddica de quem se amparou em decis\u00f5es favor\u00e1veis anteriores \u00e0 tese vinculante que acabou sendo desfavor\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse ponto \u00e9 mais sens\u00edvel nos processos tribut\u00e1rios porque permite a contribuintes aproveitar decis\u00f5es favor\u00e1veis ou, ao menos, evitar posi\u00e7\u00f5es que lhes seriam negativas por per\u00edodos de tempo que podem se mostrar consider\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 casos, como o da tese do fim do teto de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos para a contribui\u00e7\u00e3o \u00e0s entidades do Sistema S, em que a modula\u00e7\u00e3o feita pelo STJ&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-16\/modulacao-da-tese-das-contribuicoes-ao-sistema-s-cria-problema-concorrencial\/\">gerou um problema concorrencial<\/a>&nbsp;\u2014 um per\u00edodo de tr\u00eas anos e quatro meses em que alguns ainda gozaram dessa limita\u00e7\u00e3o, e outros n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Judicializa\u00e7\u00e3o preventiva<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma do STJ proferiu recentemente o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-09\/quem-tem-vitoria-judicial-negada-por-modulacao-paga-honorarios-de-sucumbencia\">primeiro ac\u00f3rd\u00e3o<\/a>&nbsp;impondo o pagamento de honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia a quem venceu o processo, mas n\u00e3o p\u00f4de aproveitar o resultado por causa da modula\u00e7\u00e3o temporal de uma tese vinculante. O exemplo \u00e9 sintom\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo questionou a constitucionalidade da al\u00edquota diferenciada de ICMS imposta pelo estado de S\u00e3o Paulo sobre servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es, com base no princ\u00edpio da seletividade. A a\u00e7\u00e3o foi ajuizada em 23 de junho de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Acontece que, desde 5 de fevereiro daquele ano, o STF j\u00e1 vinha julgando o Tema 745 da repercuss\u00e3o geral, em processo sobre al\u00edquota majorada de ICMS aplicada pelo estado de Santa Catarina sobre o fornecimento de energia el\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, quando o contribuinte resolveu litigar, tinha como saber que o STF se inclinava a reconhecer a inconstitucionalidade da al\u00edquota majorada de ICMS com base no princ\u00edpio da seletividade. E j\u00e1 se discutia no julgamento virtual a modula\u00e7\u00e3o de efeitos.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado \u00e9 que o Supremo decidiu pela inconstitucionalidade no caso concreto, estendeu a decis\u00e3o para todo e qualquer uso da t\u00e9cnica da seletividade em rela\u00e7\u00e3o ao ICMS e decidiu que&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2021-dez-16\/icms-menor-energia-telecomunicacoes-vale-2024\/\">a tese s\u00f3 valeria a partir do exerc\u00edcio financeiro de 2024<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a Federal de S\u00e3o Paulo aplicou a tese ao caso concreto do ICMS sobre servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es. A parte estava certa: a al\u00edquota majorada \u00e9 indevida. Mas n\u00e3o venceu por causa da modula\u00e7\u00e3o, e ent\u00e3o foi obrigada pelo STJ a pagar honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia ao Fisco estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>Litigar \u00e9 arriscado<\/p>\n\n\n\n<p>Nos debates da 1\u00aa Turma do STJ, o tema da judicializa\u00e7\u00e3o preventiva foi discutido. Relator do recurso e autor do voto vencedor, o ministro Gurgel de Faria disse que correu tudo como as contribuintes imaginavam no processo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA tese delas foi acolhida. A lei era inconstitucional. Para que ela iria discutir, se n\u00e3o fosse isso? E tem o fato de o Supremo j\u00e1 estar julgando a repercuss\u00e3o geral. Se a gente der uma sinaliza\u00e7\u00e3o dessa&nbsp;(de afastar a sucumb\u00eancia), estaremos dando aval para multiplicar as a\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, que formou a maioria vencedora, classificou a situa\u00e7\u00e3o como triste porque a pr\u00f3pria advocacia sabe do risco do lit\u00edgio. Ele defendeu a fixa\u00e7\u00e3o de balizas para a modula\u00e7\u00e3o, para que ocorra a partir da afeta\u00e7\u00e3o do recurso em que a tese ser\u00e1 fixada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 para que fique bastante claro: at\u00e9 aqui se discutiu o tema, agora vamos resolver a fixa\u00e7\u00e3o da tese. E n\u00e3o adianta correr com o ajuizamento de a\u00e7\u00f5es, porque isso s\u00f3 traz preju\u00edzo e vai contra o objetivo de pacifica\u00e7\u00e3o social que levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do sistema brasileiro de precedentes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Danos colaterais<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a advogada&nbsp;Maria Andr\u00e9ia dos Santos, s\u00f3cia do Sanmahe Advogados, a decis\u00e3o do STJ \u00e9 uma consequ\u00eancia do que ela define como anomalia instaurada no ordenamento jur\u00eddico brasileiro: a utiliza\u00e7\u00e3o da modula\u00e7\u00e3o temporal em discuss\u00f5es tribut\u00e1rias se tornar pr\u00e1tica recorrente, e n\u00e3o excepcional.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado \u00e9 que o Fisco exige e recebe tributos indevidos anos a fio, enquanto o contribuinte que obt\u00e9m decis\u00e3o favor\u00e1vel fica \u00e0 merc\u00ea de crit\u00e9rios incertos: h\u00e1 modula\u00e7\u00f5es para quem ajuizou processo com anteced\u00eancia, outras s\u00f3 para quem j\u00e1 havia recebido decis\u00e3o favor\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO cen\u00e1rio final de uma decis\u00e3o como essa proferida pelo STJ \u00e9 um est\u00edmulo ao Fisco para que ele prossiga cobrando tributos indevidos, pois, no futuro, ainda que a cobran\u00e7a seja julgada inconstitucional ou ilegal, os tribunais ir\u00e3o modular os efeitos e alijar\u00e3o todo um contingente de contribuintes dos efeitos ben\u00e9ficos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ela acrescenta que isso \u201cestimula uma litigiosidade exacerbada dos contribuintes, pois, quanto mais cedo a a\u00e7\u00e3o for ajuizada, mais se evitar\u00e1 que a modula\u00e7\u00e3o impe\u00e7a a frui\u00e7\u00e3o do direito e mais se afastar\u00e3o os riscos sucumbenciais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada sustenta que, para fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia, deve prevalecer o princ\u00edpio da causalidade: se o Fisco deu causa ao processo ao exigir um tributo inconstitucional, deve arcar com a verba, mesmo que o processo seja fulminado pela modula\u00e7\u00e3o de efeitos do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Em&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-16\/criticas-a-interpretacao-da-modulacao-de-efeitos-adotada-no-julgamento-do-aresp-2-354-017\/\">artigo publicado<\/a>&nbsp;na revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico, a advogada&nbsp;Roberta Vieira Gemente&nbsp;observou que o STJ confundiu a improced\u00eancia dos efeitos retroativos com a improced\u00eancia do pr\u00f3prio direito declarado, o que reduz o processo a uma l\u00f3gica estritamente utilitarista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA resposta judicial mais coerente, sob a perspectiva da instrumentalidade, seria tratar a a\u00e7\u00e3o como procedente em parte, com eventual reparti\u00e7\u00e3o de \u00f4nus sucumbenciais, ou, ao menos, reconhecer que houve grau relevante de \u00eaxito.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.354.017<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"4ncjXGeoww\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-19\/sucumbencia-por-modulacao-gera-riscos-a-judicializacao-preventiva\/\">Honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia por modula\u00e7\u00e3o geram riscos \u00e0 judicializa\u00e7\u00e3o preventiva<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia por modula\u00e7\u00e3o geram riscos \u00e0 judicializa\u00e7\u00e3o preventiva&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-19\/sucumbencia-por-modulacao-gera-riscos-a-judicializacao-preventiva\/embed\/#?secret=P7whyzayfT#?secret=4ncjXGeoww\" data-secret=\"4ncjXGeoww\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Uso da tese do Sistema S por TRFs levou STJ a rejeitar modula\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A forma como os Tribunais Regionais Federais aplicaram e estenderam a tese do fim do teto para as contribui\u00e7\u00f5es ao Sistema S levou a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a a decidir que a posi\u00e7\u00e3o referente \u00e0s demais entidades parafiscais deve valer imediatamente para todo mundo, sem modula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A justificativa consta do ac\u00f3rd\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-12\/stj-derruba-teto-para-contribuicoes-a-todas-as-entidades-parafiscais\">Tema 1.390 dos recursos repetitivos<\/a>, publicado pelo tribunal nesta quinta-feira (19\/2). No julgamento, a relatora, ministra Maria Thereza de Assis Moura, n\u00e3o chegou a ler o voto.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese referente a Sesi, Senai, Sesc e Senac, no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mar-13\/stj-derruba-limite-para-calculo-de-contribuicoes-ao-sistema-s\/\">Tema 1.079 dos recursos repetitivos<\/a>, foi firmada em novembro de 2024 e estabeleceu que a limita\u00e7\u00e3o de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos para as contribui\u00e7\u00f5es, prevista no par\u00e1grafo \u00fanico do artigo 4\u00ba da Lei 6.950\/1981, n\u00e3o existe mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o, o STJ&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-dez-13\/ministro-do-stj-propoe-ampliar-tese-para-derrubar-limite-de-contribuicao-ao-sistema-s\">at\u00e9 discutiu<\/a>&nbsp;a possibilidade, mas resolveu n\u00e3o estender a decis\u00e3o \u00e0s&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mai-13\/entidades-parafiscais-pedem-que-stj-estenda-tese-sobre-contribuicao-ao-sistema-s\">demais entidades parafiscais<\/a>. Essa extens\u00e3o acabou sendo feita pelos TRFs, que aplicaram aos casos delas a mesma raz\u00e3o de decidir usada pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o para o Sistema S.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso criou uma jurisprud\u00eancia desfavor\u00e1vel aos contribuintes que foi apontada por Maria Thereza nos recursos em que a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o por fim analisou o<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-12\/stj-derruba-teto-para-contribuicoes-a-todas-as-entidades-parafiscais\">&nbsp;teto de contribui\u00e7\u00e3o para as demais entidades parafiscais<\/a>, em fevereiro de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1, neste momento, \u2018jurisprud\u00eancia dominante\u2019 afirmando a aplicabilidade do teto da base de c\u00e1lculo \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es em quest\u00e3o. Pelo contr\u00e1rio, a orienta\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel aos contribuintes estabelecida no julgamento do Tema 1.079 do STJ passou a ser extrapolada, pelos Tribunais Regionais Federais, \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es em an\u00e1lise.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Se n\u00e3o h\u00e1 jurisprud\u00eancia dominante, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer a modula\u00e7\u00e3o temporal dos efeitos da tese, pois n\u00e3o h\u00e1 seguran\u00e7a jur\u00eddica a ser protegida. Assim, o fim do teto para as contribui\u00e7\u00f5es se aplica indistintamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Modula\u00e7\u00e3o rejeitada<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo advogados ouvidos pela revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico, a aus\u00eancia de modula\u00e7\u00e3o gera&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-16\/ausencia-de-modulacao-gera-desigualdade-em-acoes-parafiscais\/\">incoer\u00eancia judicial e assimetria<\/a>&nbsp;entre contribuintes de diferentes \u00e1reas da economia brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-15\/stj-mantem-modulacao-de-tese-sobre-limite-da-contribuicao-ao-sistema-s\">tese do Sistema S foi modulada<\/a>: ela s\u00f3 passou a valer para todos em 2 maio de 2024, data em que o ac\u00f3rd\u00e3o foi publicado. Quem tinha a\u00e7\u00e3o ou procedimento administrativo com decis\u00e3o favor\u00e1vel em 25 de outubro de 2023, quando o colegiado come\u00e7ou a julgar os recursos,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-16\/modulacao-da-tese-das-contribuicoes-ao-sistema-s-cria-problema-concorrencial\">p\u00f4de considerar o valor das contribui\u00e7\u00f5es ainda com o teto<\/a>&nbsp;de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos at\u00e9 2 de maio de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, o contribuinte do Sistema S pode ter passado tr\u00eas anos e quatro meses (da afeta\u00e7\u00e3o do Tema 1.079 at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o) gozando do teto de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos, enquanto os contribuintes das demais entidades n\u00e3o tiveram essa possibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>No voto, a ministra Maria Thereza de Assis Moura analisou esse ponto e decidiu n\u00e3o estender a modula\u00e7\u00e3o de um tema para o outro.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela explicou que, para algumas das entidades parafiscais envolvidas (Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural \u2014 Senar e Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo \u2014 Sescoop), a lei de reg\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o prev\u00ea base de c\u00e1lculo pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p>As demais adotam a mesma base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es ao Sistema S ou levantam conflito interpretativo semelhante ao do Tema 1.079. S\u00e3o elas:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Sal\u00e1rio-Educa\u00e7\u00e3o;<br>\u2014 Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra);<br>\u2014 Diretoria de Portos e Costas do Minist\u00e9rio da Marinha (DPC);<br>\u2014 Fundo Aerovi\u00e1rio (Faer);<br>\u2014 Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Pequenas e M\u00e9dias Empresas (Sebrae);<br>\u2014 Servi\u00e7o Social do Transporte (Sest);<br>\u2014 Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat);<br>\u2014 Ag\u00eancia de Promo\u00e7\u00e3o de Exporta\u00e7\u00f5es do Brasil (Apex-Brasil);<br>\u2014 Ag\u00eancia Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMesmo em rela\u00e7\u00e3o a essas, no entanto, tenho que n\u00e3o \u00e9 o caso de adotar a modula\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 jurisprud\u00eancia s\u00f3lida favor\u00e1vel aos contribuintes espec\u00edfica para esses tributos. Assim, ainda que existam semelhan\u00e7as de fundamento jur\u00eddico para a contesta\u00e7\u00e3o, a seguran\u00e7a jur\u00eddica n\u00e3o recomenda que se espelhe a modula\u00e7\u00e3o do Tema 1.079\u201d, disse a relatora.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/STJ_202404595342_tipo_integra_358508581.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o ac\u00f3rd\u00e3o<br>REsp 2.187.625<br>REsp 2.187.646<br>REsp 2.188.421<br>REsp 2.185.634<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"qub9ZkOAnj\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-19\/uso-da-tese-do-sistema-s-por-trfs-levou-stj-a-rejeitar-modulacao-de-contribuicoes\/\">Uso da tese do Sistema S por TRFs levou STJ a rejeitar modula\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Uso da tese do Sistema S por TRFs levou STJ a rejeitar modula\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-19\/uso-da-tese-do-sistema-s-por-trfs-levou-stj-a-rejeitar-modulacao-de-contribuicoes\/embed\/#?secret=tiwMeLMRwr#?secret=qub9ZkOAnj\" data-secret=\"qub9ZkOAnj\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF vai voltar a julgar desonera\u00e7\u00e3o da folha a partir de 27 de fevereiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) vai retomar na pr\u00f3xima semana o julgamento de a\u00e7\u00e3o movida pelo governo contra a lei aprovada em 2023 que prorrogou a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos de 17 setores da economia e de munic\u00edpios. O ministro Alexandre de Moraes pediu vista em outubro e devolveu hoje o processo para julgamento. O caso foi pautado para a sess\u00e3o virtual que ser\u00e1 realizada entre 27 de fevereiro e 6 de mar\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, h\u00e1 tr\u00eas votos para manter o acordo que prev\u00ea a reonera\u00e7\u00e3o gradual entre 2025 e 2027 e compensa\u00e7\u00e3o parcial das perdas.<\/p>\n\n\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o dialogada entre os Poderes foi tomada ap\u00f3s o governo questionar no STF a lei que prorrogou a desonera\u00e7\u00e3o sem indicar uma estimativa de impacto fiscal e apontar as fontes de custeio<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, Cristiano Zanin, votou para derrubar a lei da desonera\u00e7\u00e3o, por entender que n\u00e3o poderia ter sido editada sem prever medidas para compensar a perda de arrecada\u00e7\u00e3o. Mas ele n\u00e3o analisou o m\u00e9rito do acordo firmado entre o governo e o Congresso, j\u00e1 que n\u00e3o foi objeto da a\u00e7\u00e3o. O relator foi acompanhado, at\u00e9 o momento, pelos ministros Edson Fachin e Gilmar Mendes.<\/p>\n\n\n\n<p>A Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) informou no ano passado que, mesmo com o acordo, havia risco de preju\u00edzo de R$ 20,23 bilh\u00f5es para os cofres p\u00fablicos em 2025 devido \u00e0 insufici\u00eancia das medidas adotadas para compensar a desonera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o tamb\u00e9m disse que o impacto negativo total da desonera\u00e7\u00e3o em 2024 foi de R$ 30,5 bilh\u00f5es, enquanto as medidas arrecadat\u00f3rias totalizaram R$ 9,38 bilh\u00f5es, o que indica um d\u00e9ficit, em 2025, de R$ 21,12 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-infomoney wp-block-embed-infomoney\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"3VjkeRNfoW\"><a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/politica\/stf-vai-voltar-a-julgar-desoneracao-da-folha-a-partir-de-27-de-fevereiro\/\">STF vai voltar a julgar desonera\u00e7\u00e3o da folha a partir de 27 de fevereiro<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;STF vai voltar a julgar desonera\u00e7\u00e3o da folha a partir de 27 de fevereiro&#8221; &#8212; InfoMoney\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/politica\/stf-vai-voltar-a-julgar-desoneracao-da-folha-a-partir-de-27-de-fevereiro\/embed\/#?secret=gHujs486G0#?secret=3VjkeRNfoW\" data-secret=\"3VjkeRNfoW\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Fachin leva para plen\u00e1rio f\u00edsico discuss\u00e3o sobre liminar que prorrogou dividendos sem IR<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do Supremo Tribunal Federal (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/STF\">STF<\/a>), Edson Fachin, levou para plen\u00e1rio f\u00edsico o referendo da liminar de Nunes Marques que prorrogou para 31 de janeiro de 2026 o prazo para a aprova\u00e7\u00e3o de dividendos sem a incid\u00eancia de Imposto de Renda (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/IRPJ\">IR<\/a>). A&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2025\/lei\/l15270.htm\">Lei 15.270\/25<\/a>, que alterou o IR, previa a isen\u00e7\u00e3o aos lucros apurados at\u00e9 o fim de 2025, e, pela sua reda\u00e7\u00e3o original, determinava que a aprova\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o ocorresse at\u00e9 31 de dezembro de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>As regras fazem parte da lei que ampliou a isen\u00e7\u00e3o do IR para quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil e que imp\u00f4s uma tributa\u00e7\u00e3o m\u00ednima aos mais ricos. A norma foi sancionada pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) no final de novembro.<\/p>\n\n\n\n<p>Em dezembro de 2025, Nunes Marques, por meio de uma liminar, ampliou o prazo a pedido da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/CNI\">CNI<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/CNC\">CNC<\/a>&nbsp;porque entendeu que ao estabelecer a data limite de 31 de dezembro de 2025 para a aprova\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o dos dividendos ainda isentos, a nova legisla\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda \u201cadiantou, consideravelmente, a sistem\u00e1tica atualmente vigente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado entendeu que a publica\u00e7\u00e3o da norma era \u201crecent\u00edssima\u201d e, com isso, o prazo ficou ex\u00edguo para o cumprimento dos dispositivos pelas empresas, uma vez que existem \u201cdeveres instrumentais indispens\u00e1veis para uma adequada \u2013 e segura \u2013 apura\u00e7\u00e3o de resultados e delibera\u00e7\u00e3o em assembleia\u201d. A lei foi publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o (DOU) no dia 27 de novembro de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma liminar, o relator, Nunes Marques n\u00e3o atendeu a pedido feito pela OAB para que as empresas do Simples n\u00e3o estivessem sujeitas \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o dos dividendos.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento estava em plen\u00e1rio virtual at\u00e9 24 de fevereiro e ainda n\u00e3o h\u00e1 nova data para a aprecia\u00e7\u00e3o. Antes do pedido de destaque de Fachin, o ministro Alexandre de Moraes havia votado com o relator, ministro Nunes Marques, pela manuten\u00e7\u00e3o da liminar.<\/p>\n\n\n\n<p>Os casos apreciados tramitam como ADI 7912 e ADI 7914.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/fachin-leva-para-plenario-fisico-discussao-sobre-liminar-que-prorrogou-dividendos-sem-ir\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF julga a\u00e7\u00e3o contra compra de cr\u00e9ditos de carbono<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) deve voltar a julgar, at\u00e9 o m\u00eas de maio, se \u00e9 v\u00e1lida a lei que obriga as seguradoras, entidades de previd\u00eancia complementar e resseguradoras a adquirirem um percentual m\u00ednimo anual de ativos ambientais, como cr\u00e9ditos de carbono. Ap\u00f3s tr\u00eas votos pela inconstitucionalidade da norma, o julgamento no Plen\u00e1rio Virtual foi suspenso por um pedido de vista do ministro Cristiano Zanin, que tem 90 dias para devolver o caso \u00e0 pauta.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi proposta pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previd\u00eancia Privada e Vida, Sa\u00fade Suplementar e Capitaliza\u00e7\u00e3o (CNseg). Para a entidade, a obriga\u00e7\u00e3o fomentar\u00e1 a especula\u00e7\u00e3o no mercado de cr\u00e9ditos de carbono em geral, prejudicando tanto aqueles que t\u00eam obriga\u00e7\u00e3o de adquirir cr\u00e9ditos de carbono quanto aqueles que desejam faz\u00ea-lo voluntariamente, \u201cdado que os pre\u00e7os ser\u00e3o inflados artificialmente diante da demanda criada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo da ADI 7795 \u00e9 a declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade do artigo 56 e par\u00e1grafo \u00fanico da Lei n\u00ba 15.042, de 2024. Essa legisla\u00e7\u00e3o instituiu o Sistema Brasileiro de Com\u00e9rcio de Emiss\u00f5es de Gases de Efeito Estufa (SBCE) e regulou o mercado de cr\u00e9ditos de carbono.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o artigo 56, as sociedades seguradoras, as entidades abertas de previd\u00eancia complementar, as sociedades de capitaliza\u00e7\u00e3o e os resseguradores locais dever\u00e3o adquirir no m\u00ednimo 0,5% ao ano de suas reservas t\u00e9cnicas e provis\u00f5es em cr\u00e9ditos de carbono. Na a\u00e7\u00e3o, a CNseg alega que seria imposs\u00edvel cumprir a obriga\u00e7\u00e3o, considerando, entre outros pontos, que o volume de recursos que devem ser investidos \u00e9 de cerca de R$ 9 bilh\u00f5es, acima do montante de cr\u00e9ditos de carbono existente no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO mercado de carbono no Brasil \u00e9 bastante incipiente e de baixa liquidez. N\u00e3o h\u00e1 n\u00fameros oficiais, mas estimativas de consultorias especializadas indicam que este mercado movimenta hoje, apenas, cerca de R$ 1 bilh\u00e3o\u201d, afirma a entidade em nota \u00e0 imprensa.<\/p>\n\n\n\n<p>A CNSeg tamb\u00e9m argumenta que esse tipo de obriga\u00e7\u00e3o s\u00f3 poderia ser institu\u00eddo por meio de lei complementar. A entidade diz ainda que a exig\u00eancia viola os princ\u00edpios da isonomia, livre iniciativa e livre concorr\u00eancia, ao criar desvantagem para o setor; do poluidor-pagador, previsto no artigo 225 da Constitui\u00e7\u00e3o; da proporcionalidade e da razoabilidade (artigo 5\u00ba); e da seguran\u00e7a jur\u00eddica e da liberdade (artigos 1\u00ba e 5\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o, respectivamente).<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator do processo no Supremo, ministro Fl\u00e1vio Dino, a mat\u00e9ria n\u00e3o precisa ser objeto de lei complementar. Por outro lado, segundo ele, os dispositivos questionados s\u00e3o inconstitucionais. Ao prever a obriga\u00e7\u00e3o apenas \u00e0s empresas desse setor, diz Dino, no voto, o Legislativo cometeu discrimina\u00e7\u00e3o, especialmente levando em conta que as seguradoras n\u00e3o s\u00e3o os maiores respons\u00e1veis pela emiss\u00e3o de gases de efeito estufa. Os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli o acompanharam.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o advogado Jo\u00e3o Eduardo Diamantino, s\u00f3cio do Diamantino Advogados Associados, a inten\u00e7\u00e3o da lei era fomentar o mercado de carbono e fortalecer o dever estatal de prote\u00e7\u00e3o ambiental. Por\u00e9m, ao impor o limite m\u00ednimo de aloca\u00e7\u00e3o \u00e0s seguradoras, sem considerar que n\u00e3o h\u00e1 provas de que essas empresas sejam respons\u00e1veis pela emiss\u00e3o de gases que causem efeito estufa, \u201cignorou-se o nexo causal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A cobran\u00e7a, para ele, cria uma esp\u00e9cie de \u201cped\u00e1gio\u201d para as seguradoras sem uma motiva\u00e7\u00e3o clara, violando o princ\u00edpio da livre iniciativa e da isonomia. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 regra que discipline uma eventual transi\u00e7\u00e3o, como seria ideal para o setor, acrescenta. \u201cA lei s\u00f3 criou uma cobran\u00e7a, sem dar tempo de as empresas se planejarem.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a CNSeg informa que seu posicionamento continua sendo o que foi divulgado na nota \u00e0 imprensa quando interp\u00f4s a a\u00e7\u00e3o, em mar\u00e7o de 2025. Na ocasi\u00e3o, a entidade apontou que a exig\u00eancia poderia ter impacto negativo no mercado de carbono. De acordo com a confedera\u00e7\u00e3o, a obriga\u00e7\u00e3o vai fomentar a especula\u00e7\u00e3o, \u201cpois a demanda criada pela lei \u00e9 amplamente maior que a oferta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade lembra, por fim, que os recursos das seguradoras n\u00e3o pertencem \u00e0s empresas, mas aos segurados e participantes da previd\u00eancia. \u201cPortanto, as seguradoras t\u00eam o dever regulat\u00f3rio, legal e contratual de administrar esses recursos com a devida dilig\u00eancia e cautela\u201d, afirma. Nova manifesta\u00e7\u00e3o, acrescenta, poder\u00e1 ser feita \u201cao fim do julgamento, que ainda se encontra em curso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/23\/stf-julga-acao-contra-compra-de-creditos-de-carbono.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Multa superior a 100% do valor do imposto tem efeito de confisco, decide TJ-GO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o de multas tribut\u00e1rias que, somadas, ultrapassam o valor do d\u00e9bito principal configura efeito de confisco. A pr\u00e1tica \u00e9 vedada pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm\">Constitui\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;e deve resultar na exclus\u00e3o do d\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<p>Este foi o entendimento da 7\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Goi\u00e1s para reconhecer a nulidade de multas aplicadas contra um frigor\u00edfico e condenar o estado ao pagamento de honor\u00e1rios sucumbenciais sobre o proveito econ\u00f4mico obtido.<\/p>\n\n\n\n<p>O frigor\u00edfico foi alvo de uma a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a de cr\u00e9ditos de ICMS que totalizavam mais de R$ 13 milh\u00f5es. Ao analisar as Certid\u00f5es de D\u00edvida Ativa (CDAs), a defesa da empresa constatou que, em uma das cobran\u00e7as, o Fisco aplicou duas penalidades cumulativas sobre o mesmo fato: uma multa de 60% sobre o valor do imposto n\u00e3o pago e outra de 25% sobre o valor da opera\u00e7\u00e3o. Somadas, as san\u00e7\u00f5es atingiram o patamar de 268,33% do valor do tributo original.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa apresentou exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade \u2014 instrumento processual que permite alegar mat\u00e9rias de ordem p\u00fablica sem necessidade de garantir o ju\u00edzo \u2014, sustentando o car\u00e1ter confiscat\u00f3rio da cobran\u00e7a e a nulidade de outra multa baseada em lei j\u00e1 revogada.<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo da 3\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica Estadual de Goi\u00e2nia, no entanto, rejeitou o pedido. O magistrado de primeira inst\u00e2ncia argumentou que a an\u00e1lise do efeito de confisco exigiria produ\u00e7\u00e3o de provas, o que seria invi\u00e1vel naquela via processual, e que o estado j\u00e1 havia promovido adequa\u00e7\u00f5es de of\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Direito de propriedade<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso ao tribunal, a relatora do caso, desembargadora Doraci Lamar Rosa da Silva Andrade, reformou a decis\u00e3o. A magistrada destacou que a verifica\u00e7\u00e3o do excesso n\u00e3o exige per\u00edcia complexa, bastando um simples c\u00e1lculo aritm\u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme apontou a desembargadora, a legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria de Goi\u00e1s e&nbsp;<a href=\"https:\/\/escola.mpu.mp.br\/publicacoescientificas\/index.php\/revista2\/article\/view\/650\/563#:~:text=tributo%20para%20as%20multas%20punitivas%20e%20de,%C3%A9%20de%20(re)discuss%C3%A3o%20da%20mat%C3%A9ria%20com%20a\">um precedente firmado pelo Supremo Tribunal Federal<\/a>&nbsp;em 2018 conclu\u00edram que penalidades superiores a 100% do tributo violam o direito de propriedade.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora lembrou, al\u00e9m disso, que o inciso IV do artigo 150 da Constitui\u00e7\u00e3o pro\u00edbe a Uni\u00e3o, os estados e munic\u00edpios de \u201cutilizar tributo com efeito de confisco\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o compete ao Poder Judici\u00e1rio atuar como legislador positivo; assim, reconhecido o car\u00e1ter confiscat\u00f3rio da multa, imp\u00f5e-se sua exclus\u00e3o integral\u201d, determinou a magistrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de derrubar a multa abusiva, o colegiado reconheceu o interesse de agir da empresa em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 outra CDA questionada, pois, embora o estado concordasse que a norma base da puni\u00e7\u00e3o havia sido revogada, n\u00e3o houve comprova\u00e7\u00e3o formal da adequa\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Atuou na causa em favor da empresa o advogado&nbsp;Luciano Faria, do escrit\u00f3rio Jo\u00e3o Domingos Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Dec_CasoTributario_Frigorifico_GO.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o ac\u00f3rd\u00e3o<br>Ag 5576508-83.2025.8.09.0051<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"BorMdd6uGs\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-19\/multa-superior-a-100-do-valor-do-imposto-tem-efeito-de-confisco-decide-tj-go\/\">Multa superior a 100% do valor do imposto tem efeito de confisco, decide TJ-GO<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Multa superior a 100% do valor do imposto tem efeito de confisco, decide TJ-GO&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-19\/multa-superior-a-100-do-valor-do-imposto-tem-efeito-de-confisco-decide-tj-go\/embed\/#?secret=3GpC9JJl53#?secret=BorMdd6uGs\" data-secret=\"BorMdd6uGs\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Volkswagen vence no TJSP disputa travada com concession\u00e1rias por cr\u00e9ditos da \u2018tese do s\u00e9culo\u2019<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Data: 20\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Uma decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) libera a Volkswagen de ter que dividir com concession\u00e1rias cerca de R$ 2,3 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios obtidos com a \u201ctese do s\u00e9culo\u201d \u2013 a exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, definida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Distribuidores Volkswagen (Assobrav) pretende recorrer da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o sobre a quem cabe o direito a esses cr\u00e9ditos de PIS e Cofins atingiu v\u00e1rios setores da economia. No setor de energia, por exemplo, entidades de defesa dos consumidores argumentaram que eles deveriam ser ressarcidos, e n\u00e3o as distribuidoras \u2013 que acabaram derrotadas no Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em agosto do ano passado, o STF negou pedido das distribuidoras e considerou constitucional lei que autoriza a Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) a definir como as empresas devem ressarcir consumidores por valores referentes a cobran\u00e7as indevidas de tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>No setor automotivo, as concession\u00e1rias da Volkswagen, representadas pela Assobrav, v\u00e3o tentar agora reverter a decis\u00e3o no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). Alegam que pagaram por ve\u00edculos com os valores de PIS e Cofins embutidos no pre\u00e7o. Por\u00e9m, os precedentes conhecidos sobre o assunto no tribunal esbarram na S\u00famula n\u00ba 7, que reflete o impedimento de os ministros analisarem provas (AREsp 2733222 e AREsp 3020060).<\/p>\n\n\n\n<p>No processo, citam que outras montadoras fizeram acordo com suas redes de concession\u00e1rias para o repasse dos cr\u00e9ditos de PIS e Cofins, como Toyota, Kia, Renault\/Nissan e Chevrolet. E destacam que, em 2007, a montadora as convocou para discutirem se entrariam com a a\u00e7\u00e3o sobre a tese do s\u00e9culo. Um e-mail de um executivo da Volkswagen, afirmam, indicaria a decis\u00e3o de repartir os ind\u00e9bitos com as concession\u00e1rias, porque seriam elas que suportavam a carga tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a Volkswagen defende que os valores discutidos t\u00eam natureza jur\u00eddica de tributos diretos, portanto, n\u00e3o h\u00e1 cobran\u00e7a e repasse de PIS\/Cofins \u00e0s concession\u00e1rias. Alega ainda que a fixa\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os \u00e9 livre e que n\u00e3o havia promessa de partilha dos valores. No processo, cita quatro precedentes em que as decis\u00f5es foram contr\u00e1rias ao repasse.<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados que atuam na tese apontam pelo menos 30 casos sobre o tema em discuss\u00e3o judicial, envolvendo \u201calgumas dezenas de bilh\u00f5es de reais\u201d. Apesar desse precedente no TJSP, alegam que existem decis\u00f5es em diferentes sentidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o da 2\u00aa C\u00e2mara Reservada de Direito Empresarial da Corte paulista, o relator do caso, desembargador Paulo Roberto Grava Brazil, considera que a repercuss\u00e3o econ\u00f4mica de um tributo ao longo de uma cadeia \u00e9 \u201cinerente \u00e0 pr\u00f3pria atividade econ\u00f4mica e \u00e0 fungibilidade do dinheiro\u201d, independentemente de o tributo estar expressamente indicado ou n\u00e3o em nota fiscal, destacado ou n\u00e3o no pre\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA transfer\u00eancia do encargo financeiro deve ser a transfer\u00eancia sob a perspectiva jur\u00eddica. Do contr\u00e1rio, no limite, o consumidor final poderia pleitear reembolsos ou indeniza\u00e7\u00f5es de parte dos pre\u00e7os que pagou\u201d, afirma ele, no ac\u00f3rd\u00e3o (processo n\u00ba 1028586-84.2023.8.26.0564).<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo o desembargador, da perspectiva contratual, a prova documental juntada indica que desde o ano de 2007 as partes conversam a respeito da a\u00e7\u00e3o e de suas consequ\u00eancias, mas n\u00e3o existiriam documentos que provem que a montadora reconheceu que as associadas fazem jus a qualquer valor recuperado ou poupado. \u201cOs e-mails e cartas indicam que as partes nunca firmaram algo a respeito do repasse dos valores eventualmente restitu\u00eddos ou poupados.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado da Assobrav destaca que o julgamento se deu por maioria de votos e op\u00f5e um argumento tribut\u00e1rio, adotado pelo relator, a um de direito civil, sobre o enriquecimento sem causa, indicado em dois votos vencidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele afirma que, quando a Volkswagen vende autom\u00f3vel para uma concession\u00e1ria, emite uma nota fiscal que tem uma caixinha espec\u00edfica de PIS e Cofins. \u201cH\u00e1 uma discrimina\u00e7\u00e3o clar\u00edssima. A montadora embutia no pre\u00e7o do carro o PIS e a Cofins. No final, ela levantou o valor do processo que venceu da Uni\u00e3o e recebeu o dinheiro, mas quem pagou foram as concession\u00e1rias\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado da Volkswagen afirma, por\u00e9m, que foram as montadoras que pagaram o PIS e a Cofins e elas n\u00e3o repassaram as contribui\u00e7\u00f5es. \u201cO valor do PIS e da Cofins n\u00e3o conta no valor do produto, n\u00e3o \u00e9 repassado como ICMS\u201d, afirma ele, acrescentando que a fixa\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os \u00e9 livre.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo o advogado, quando come\u00e7ou a discuss\u00e3o judicial da tese do s\u00e9culo, a Volkswagen entrou com a\u00e7\u00e3o para suspender a exigibilidade do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio e fez dep\u00f3sito judicial, com o dinheiro dela. \u201cQuando ela ganhou, levantou o dinheiro que era dela\u201d, diz ele. \u201cE as concession\u00e1rias pediram um peda\u00e7o alegando que ela [a montadora] repassou na nota. Mas n\u00e3o repassou na nota, nem no pre\u00e7o do produto.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Volkswagen do Brasil informa que \u201cmanifesta sua confian\u00e7a no papel do Poder Judici\u00e1rio e na import\u00e2ncia da seguran\u00e7a jur\u00eddica e da previsibilidade para o ambiente de neg\u00f3cios no pa\u00eds\u201d. A montadora, por\u00e9m, n\u00e3o comentou outros aspectos relacionados ao processo judicial.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/20\/volkswagen-vence-no-tjsp-disputa-travada-com-concessionarias-por-creditos-da-tese-do-seculo.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FecomercioSP defende crit\u00e9rios t\u00e9cnicos no Redata para todo o pa\u00eds Data: 18\/02\/2026 A Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo do Estado de S\u00e3o Paulo (FecomercioSP) atua junto ao Congresso Nacional para garantir que o Projeto de Lei (PL) 278\/2025, que institui o Regime Especial de Tributa\u00e7\u00e3o dos Servi\u00e7os de Datacenter (Redata), seja pautado [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3970,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[9,29,33,63,96,73],"class_list":["post-3896","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-retrospecto-tributario","tag-amaral-yazbek","tag-empresas","tag-negocios","tag-noticia-do-dia","tag-reforma-tributaria","tag-retrospecto-tributario"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Retrospecto Tribut\u00e1rio - 19\/02 a 23\/02<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. 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