{"id":3892,"date":"2026-02-14T09:30:22","date_gmt":"2026-02-14T12:30:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3892"},"modified":"2026-02-19T08:05:11","modified_gmt":"2026-02-19T11:05:11","slug":"retrospecto-tributario-09-02-a-19-02","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3892","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 09\/02 a 19\/02"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Projeto prop\u00f5e corte de gastos p\u00fablicos para compensar isen\u00e7\u00f5es fiscais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei Complementar (PLP) 91\/25 prop\u00f5e altera\u00e7\u00e3o na <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/leicom\/2000\/leicomplementar-101-4-maio-2000-351480-norma-pl.html\">Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)<\/a> para permitir que o governo compense a concess\u00e3o de benef\u00edcios tribut\u00e1rios atrav\u00e9s do corte de despesas, e n\u00e3o apenas com aumento de arrecada\u00e7\u00e3o. O texto est\u00e1 em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>De autoria do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), o texto altera trecho da LRF que estabelece regras para quando o poder p\u00fablico decide abrir m\u00e3o de receitas \u2014 as ren\u00fancias fiscais (isen\u00e7\u00f5es, anistias ou subs\u00eddios).<\/p>\n\n\n\n<p>Jordy argumenta que a lei atual limita as ferramentas de gest\u00e3o. Segundo ele, o equil\u00edbrio das contas pode ser alcan\u00e7ado pelo lado da receita ou da despesa.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Permitir que o corte de gastos seja utilizado como medida compensat\u00f3ria incentiva a busca por efici\u00eancia na gest\u00e3o&#8221;, defende o parlamentar. Ele ressalta que, em momentos de crise, aumentar a carga para compensar benef\u00edcio pode prejudicar a economia e a gera\u00e7\u00e3o de empregos, tornando o corte de gastos uma sa\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>Mudan\u00e7a na pr\u00e1tica<br>Hoje, pela regra, se um governante quiser conceder incentivo fiscal para um setor, tem a obriga\u00e7\u00e3o de compensar a perda de dinheiro de uma forma: aumentando a receita. Isso ocorre via cria\u00e7\u00e3o de impostos, eleva\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas ou amplia\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo de tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta insere como op\u00e7\u00e3o a &#8220;redu\u00e7\u00e3o de despesa prim\u00e1ria corrente&#8221;. Com isso, o gestor poder\u00e1 dar isen\u00e7\u00e3o de impostos e, para equilibrar as contas, optar por cortar gastos da m\u00e1quina p\u00fablica, em vez de taxar outro setor com impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>A proposta ser\u00e1 analisada pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania. O texto est\u00e1 sujeito \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o do Plen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia C\u00e2mara de Not\u00edcias<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1243749-projeto-propoe-corte-de-gastos-publicos-para-compensar-isencoes-fiscais\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Fal\u00eancia como balc\u00e3o de cobran\u00e7a da Fazenda: fim da fun\u00e7\u00e3o social da empresa?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A recente e un\u00e2nime decis\u00e3o da 3\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, ao permitir que a Fazenda Nacional requeira a fal\u00eancia de empresas ap\u00f3s tentativas frustradas de execu\u00e7\u00e3o fiscal, inaugura um precedente perigoso no ordenamento jur\u00eddico brasileiro. Sob o pretexto de combater o \u201cdevedor contumaz\u201d, o Judici\u00e1rio acaba de entregar ao Estado a arma definitiva para aniquilar a fonte produtora, subvertendo a l\u00f3gica da preserva\u00e7\u00e3o da empresa e atropelando direitos de trabalhadores e fornecedores privados.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a relatora, ministra Nancy Andrighi, sustente que a reforma da Lei 14.112\/2020 teria sanado a incompatibilidade entre a execu\u00e7\u00e3o fiscal e o pedido de fal\u00eancia, a realidade pr\u00e1tica e econ\u00f4mica do Direito Empresarial grita o oposto. Transformar o pedido de quebra em mero instrumento de press\u00e3o para a satisfa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio \u00e9 um retrocesso que nos remete aos tempos sombrios das san\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, pr\u00e1tica recha\u00e7ada h\u00e1 d\u00e9cadas pelo Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>O STF possui entendimento antigo e sedimentado \u2014 cristalizado nas S\u00famulas 70&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-09\/falencia-como-balcao-de-cobranca-da-fazenda-fim-da-funcao-social-da-empresa\/#_ftn1\">[1]<\/a>, 323&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-09\/falencia-como-balcao-de-cobranca-da-fazenda-fim-da-funcao-social-da-empresa\/#_ftn2\">[2]<\/a>&nbsp;e 547&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-09\/falencia-como-balcao-de-cobranca-da-fazenda-fim-da-funcao-social-da-empresa\/#_ftn3\">[3]<\/a>&nbsp;\u2014 de que o Fisco n\u00e3o pode se utilizar de meios coercitivos indiretos para for\u00e7ar o pagamento de tributos. Ao autorizar o pedido de fal\u00eancia como \u201cplano B\u201d de uma execu\u00e7\u00e3o fiscal frustrada, o Estado n\u00e3o est\u00e1 apenas buscando seu cr\u00e9dito; est\u00e1 utilizando a amea\u00e7a de morte da pessoa jur\u00eddica como ferramenta de coa\u00e7\u00e3o. Se interditar um estabelecimento por d\u00edvida tribut\u00e1ria \u00e9 inconstitucional, como pode ser l\u00edcito requerer sua extin\u00e7\u00e3o total pela mesma raz\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>O argumento de que o Estado deve ter as mesmas prerrogativas dos credores privados ignora a natureza do cr\u00e9dito p\u00fablico. A Fazenda j\u00e1 disp\u00f5e de um arsenal processual privilegiado e draconiano: a Lei de Execu\u00e7\u00f5es Fiscais (Lei 6.830\/80), a inscri\u00e7\u00e3o em D\u00edvida Ativa, o protesto da CDA e a indisponibilidade de bens via Sisbajud. Equiparar o Fisco a um fornecedor de mat\u00e9ria-prima que precisa da fal\u00eancia para tentar salvar algum cr\u00e9dito \u00e9 desconhecer a supremacia do interesse p\u00fablico, que, paradoxalmente, \u00e9 ferido de morte com essa decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Atua\u00e7\u00e3o contra o pr\u00f3prio interesse<\/p>\n\n\n\n<p>Ao pedir a quebra, a Fazenda atua contra seu pr\u00f3prio interesse arrecadat\u00f3rio final\u00edstico. A fal\u00eancia \u00e9, por defini\u00e7\u00e3o, o cen\u00e1rio de \u201csoma zero\u201d ou negativa. Ela \u201cmata a fonte\u201d. Uma empresa em atividade gera empregos, consome insumos, movimenta a economia e, inclusive, paga tributos correntes. A empresa falida \u00e9 apenas um acervo de bens depreciados disputados a tapas por credores famintos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio de insolv\u00eancia decretada pelo Estado, quem paga a conta mais alta n\u00e3o \u00e9 o s\u00f3cio \u2014 que muitas vezes j\u00e1 blindou seu patrim\u00f4nio, como bem sabem os procuradores \u2014, mas sim o trabalhador, o banco que financiou a opera\u00e7\u00e3o e o fornecedor que dependia daquele cliente para sobreviver. A prefer\u00eancia do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio no concurso de credores, somada \u00e0 voracidade estatal, pode drenar os poucos recursos restantes da massa falida, deixando a ver navios os credores trabalhistas e quirograf\u00e1rios, gerando um efeito domin\u00f3 de inadimpl\u00eancia no mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Pedidos de fal\u00eancia podem abarrotar o Judici\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se desconhece a necessidade de combater fraudes e a blindagem patrimonial. Contudo, para isso j\u00e1 existem os incidentes de desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica e as medidas cautelares fiscais. Usar o instituto da fal\u00eancia como atalho para suprir a inefici\u00eancia das execu\u00e7\u00f5es fiscais \u00e9 desvirtuar o sistema de insolv\u00eancia. A fal\u00eancia deve ser o \u00faltimo suspiro de um agente econ\u00f4mico invi\u00e1vel, n\u00e3o uma guilhotina armada pelo Estado para punir quem n\u00e3o pagou o Darf.<\/p>\n\n\n\n<p>Se esse precedente se consolidar, veremos uma enxurrada de pedidos de fal\u00eancia ajuizados pela PGFN, abarrotando ainda mais as varas empresariais e utilizando o terror processual como pol\u00edtica fiscal. O Direito Tribut\u00e1rio n\u00e3o pode servir de coveiro da atividade empresarial. Espera-se que, ao revisitar o tema, os tribunais superiores ponderem que a sanha arrecadat\u00f3ria n\u00e3o pode custar a pr\u00f3pria exist\u00eancia do tecido empresarial brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-09\/falencia-como-balcao-de-cobranca-da-fazenda-fim-da-funcao-social-da-empresa\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Contratos de loca\u00e7\u00e3o exigem revis\u00e3o imediata, alertam advogados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 2026, contratos de loca\u00e7\u00e3o no Brasil passam por uma reestrutura\u00e7\u00e3o jur\u00eddica e fiscal decorrente da exig\u00eancia de contratos obrigatoriamente escritos, da proibi\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplas garantias e da integra\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias ao novo sistema de tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo, com incid\u00eancia de IBS e CBS. Especialistas alertam que os propriet\u00e1rios precisam promover ajustes imediatos nos contratos vigentes para evitar nulidades, riscos tribut\u00e1rios e disputas judiciais ou administrativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Douglas Cabral, especialista em Direito Imobili\u00e1rio, membro do Instituto Brasileiro de Direito Imobili\u00e1rio e advogado no Barcellos Tucunduva Advogados, as mudan\u00e7as exigem aten\u00e7\u00e3o tanto \u00e0s garantias quanto \u00e0 conformidade fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os principais ajustes imediatos nos contratos de loca\u00e7\u00e3o decorrem, de um lado, das exig\u00eancias civis relacionadas \u00e0 validade das garantias contratuais e, de outro, das novas condi\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias vinculadas \u00e0 incid\u00eancia do IBS e da CBS nas opera\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;No plano contratual, a lei do inquilinato estabelece regra expressa segundo a qual \u00e9 vedada, sob pena de nulidade, a cumula\u00e7\u00e3o de mais de uma modalidade de garantia no mesmo contrato, o que imp\u00f5e revis\u00e3o imediata de instrumentos que prevejam simultaneamente, por exemplo, fian\u00e7a e cau\u00e7\u00e3o&#8221;, completa o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele acrescenta que a pr\u00f3pria reforma tribut\u00e1ria cria um cen\u00e1rio em que contratos firmados at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o da LC 214\/25 podem ser enquadrados no regime opcional de recolhimento dos novos tributos, com aplica\u00e7\u00e3o definitiva de IBS e CBS \u00e0 al\u00edquota conjunta de 3,65% sobre a receita bruta recebida, desde que cumpridos requisitos formais espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A aplica\u00e7\u00e3o desse regime exige o cumprimento de requisitos formais, como comprova\u00e7\u00e3o da data do contrato e, no caso de loca\u00e7\u00f5es n\u00e3o residenciais, seu registro cartor\u00e1rio ou disponibiliza\u00e7\u00e3o \u00e0s autoridades fiscais at\u00e9 31\/12\/25&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Diante disso, \u00e9 recomend\u00e1vel que os propriet\u00e1rios revisem desde j\u00e1 a documenta\u00e7\u00e3o e a formaliza\u00e7\u00e3o dos contratos em vigor, considerando que a op\u00e7\u00e3o por esse regime afasta outras formas de incid\u00eancia, impede o aproveitamento de cr\u00e9ditos e exige escritura\u00e7\u00e3o segregada&#8221;, explica Douglas.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da adequa\u00e7\u00e3o contratual, a reforma tribut\u00e1ria traz impactos diretos sobre as cl\u00e1usulas relacionadas ao pre\u00e7o, \u00e0s responsabilidades fiscais e \u00e0 operacionaliza\u00e7\u00e3o das loca\u00e7\u00f5es. De acordo com Marina Venegas, especialista em Direito Tribut\u00e1rio e advogada no Barcellos Tucunduva Advogados, a nova sistem\u00e1tica redefine a forma como a loca\u00e7\u00e3o \u00e9 tratada pela legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A reforma tribut\u00e1ria sobre o consumo reorganiza o tratamento das opera\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias ao prever que determinadas opera\u00e7\u00f5es com bens im\u00f3veis, quando realizadas por contribuintes sujeitos ao regime regular do IBS e da CBS, ficam sujeitas a um regime espec\u00edfico de tributa\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nesse contexto, a loca\u00e7\u00e3o, cess\u00e3o onerosa e arrendamento de bem im\u00f3vel passam a integrar expressamente o rol de opera\u00e7\u00f5es tribut\u00e1veis, sendo o locador definido como contribuinte da opera\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A especialista observa que essa mudan\u00e7a altera par\u00e2metros tradicionais da rela\u00e7\u00e3o locat\u00edcia, exigindo maior precis\u00e3o contratual.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O regulamento estabelece par\u00e2metros que tendem a influenciar diretamente a reda\u00e7\u00e3o contratual, como o momento do fato gerador, que se d\u00e1 no pagamento, a exigibilidade do imposto em cada parcela recebida, assim como a base de c\u00e1lculo correspondente ao valor da loca\u00e7\u00e3o, exclu\u00eddas parcelas como tributos e emolumentos incidentes sobre o im\u00f3vel e despesas condominiais&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela destaca ainda que a integra\u00e7\u00e3o ao novo sistema exige obriga\u00e7\u00f5es cadastrais in\u00e9ditas, incluindo a inscri\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel no&nbsp;CIB &#8211;&nbsp;Cadastro Imobili\u00e1rio Brasileiro, o chamado &#8220;CPF dos im\u00f3veis&#8221;, que passa a compor a base de dados nacional integrante do Sinter.<\/p>\n\n\n\n<p>Justamente por trazer rastreabilidade ampliada \u00e0s receitas imobili\u00e1rias, o CIB deve modificar profundamente o ambiente das loca\u00e7\u00f5es informais. A advogada afirma: &#8220;A partir da integra\u00e7\u00e3o desses dados no \u00e2mbito do Sinter, amplia-se significativamente a capacidade de cruzamento de informa\u00e7\u00f5es entre as administra\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias e, com isso, a rastreabilidade das opera\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias. A identifica\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel por meio do CIB e a tend\u00eancia de padroniza\u00e7\u00e3o documental reduzem o espa\u00e7o para pr\u00e1ticas informais, como contratos de gaveta ou alugu\u00e9is n\u00e3o declarados&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, a formaliza\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria deve levar a um aumento de renegocia\u00e7\u00f5es, disputas sobre repasse de custos e questionamentos relativos ao novo \u00f4nus tribut\u00e1rio:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c0 medida que essas opera\u00e7\u00f5es se tornem mais facilmente rastre\u00e1veis, \u00e9 esperado que muitos contratos demandem renegocia\u00e7\u00e3o para refletir o custo tribut\u00e1rio associado \u00e0 loca\u00e7\u00e3o, abrindo espa\u00e7o para disputas sobre revis\u00e3o de valores, reequil\u00edbrio econ\u00f4mico e defini\u00e7\u00e3o de como o \u00f4nus tribut\u00e1rio ser\u00e1 suportado pelas partes&#8221;, enfatiza Venegas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os conflitos mais comuns previstos para 2026 envolvem adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s novas regras tribut\u00e1rias, diverg\u00eancias sobre reajustes, repactua\u00e7\u00f5es e disputas relacionadas \u00e0 formalidade documental.<\/p>\n\n\n\n<p>Marina observa que a incid\u00eancia expressa do IBS\/CBS sobre a loca\u00e7\u00e3o representa ruptura significativa em rela\u00e7\u00e3o ao modelo atual, o que pode gerar tens\u00f5es entre locadores e locat\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Cabral alerta que, nos contratos firmados at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o da LC 214\/25, a possibilidade de op\u00e7\u00e3o pelo regime de 3,65% deve ser analisada com cautela, pois sua ado\u00e7\u00e3o pode impactar a precifica\u00e7\u00e3o e a pr\u00f3pria estrutura do contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>Os especialistas recomendam que propriet\u00e1rios revisem imediatamente seus contratos, garantias, cl\u00e1usulas de tributos, rotinas de emiss\u00e3o de NFS-e e procedimentos de identifica\u00e7\u00e3o cadastral dos im\u00f3veis.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo \u00e9 prevenir autua\u00e7\u00f5es, nulidades contratuais e conflitos decorrentes da transi\u00e7\u00e3o para o novo ambiente regulat\u00f3rio \u2014 que, segundo os advogados, deve transformar de maneira definitiva a din\u00e2mica das loca\u00e7\u00f5es no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/449545\/contratos-de-locacao-exigem-revisao-imediata-alertam-advogados\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Projeto cria regime especial de tributa\u00e7\u00e3o para incentivar instala\u00e7\u00e3o de datacenters no Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 278\/26 institui o Regime Especial de Tributa\u00e7\u00e3o para Servi\u00e7os de Datacenter (Redata), suspendendo a cobran\u00e7a de tributos federais para a compra de m\u00e1quinas e equipamentos destinados a centros de processamento de dados.<\/p>\n\n\n\n<p>Apresentada pelo l\u00edder do governo na C\u00e2mara dos Deputados, Jos\u00e9 Guimar\u00e3es (PT-CE), a proposta substitui e d\u00e1 continuidade \u00e0s pol\u00edticas iniciadas pela <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1201670-medida-provisoria-busca-impulsionar-instalacao-de-datacenters-no-brasil\">Medida Provis\u00f3ria 1318\/25<\/a>, que perder\u00e1 a validade em 25 de fevereiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o l\u00edder do governo, o objetivo \u00e9 evitar que os investimentos realizados durante a vig\u00eancia da MP sejam prejudicados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO regime especial \u00e9 essencial ao incremento da competitividade econ\u00f4mica, ao fortalecimento da lideran\u00e7a tecnol\u00f3gica e \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o da soberania digital brasileira\u201d, disse Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p>Regras e contrapartidas<br>O Redata prev\u00ea a suspens\u00e3o da exig\u00eancia de PIS\/Pasep, Cofins, IPI e Imposto de Importa\u00e7\u00e3o na aquisi\u00e7\u00e3o de componentes eletr\u00f4nicos e bens de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O benef\u00edcio vale tanto para compras no mercado interno quanto para importa\u00e7\u00f5es de itens sem similar nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>No regime especial, as empresas dever\u00e3o cumprir requisitos de sustentabilidade, como o uso de energia proveniente de fontes limpas ou renov\u00e1veis e \u00edndices r\u00edgidos de efici\u00eancia h\u00eddrica.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto determina ainda o investimento de 2% do valor dos bens incentivados em pesquisa, desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto exige tamb\u00e9m que os benefici\u00e1rios disponibilizem ao mercado interno pelo menos 10% da capacidade instalada de processamento e armazenamento. O descumprimento resultar\u00e1 no pagamento de tributos, mais multas e juros.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto poder\u00e1 ser votado diretamente pelo Plen\u00e1rio da C\u00e2mara dos Deputados caso um pedido de urg\u00eancia seja aprovado pelos parlamentares nesta ter\u00e7a-feira (10).<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, o texto ter\u00e1 de ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia C\u00e2mara de Not\u00edcias<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1244124-projeto-cria-regime-especial-de-tributacao-para-incentivar-instalacao-de-datacenters-no-brasil\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal disponibiliza o PGD-C para \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos \u2014 Aten\u00e7\u00e3o aos prazos!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal disponibilizou o&nbsp;Programa Gerador de Declara\u00e7\u00e3o de Conting\u00eancia (PGD-C), ferramenta criada para que os&nbsp;\u00d3rg\u00e3os P\u00fablicos aderentes ao Programa Receita Social Autorregulariza\u00e7\u00e3o&nbsp;possam informar, em car\u00e1ter excepcional, os dados que antes eram enviados pela&nbsp;Dirf, enquanto concluem sua migra\u00e7\u00e3o e conformidade ao&nbsp;eSocial.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa alternativa tempor\u00e1ria deve ser utilizada apenas pelas institui\u00e7\u00f5es que&nbsp;ainda n\u00e3o est\u00e3o plenamente conformes&nbsp;com as obriga\u00e7\u00f5es do eSocial.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;O que \u00e9 o PGD-C?<\/p>\n\n\n\n<p>O PGD-C \u00e9 uma aplica\u00e7\u00e3o de conting\u00eancia que permite o envio das informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para evitar pend\u00eancias durante o processo de adapta\u00e7\u00e3o ao modelo do eSocial.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;leiaute do arquivo gerado pelo PGD-C segue exatamente o mesmo padr\u00e3o utilizado pela DIRF 2025, preservando estrutura, campos e regras de preenchimento j\u00e1 conhecidos pelos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. Essa equival\u00eancia facilita o trabalho das equipes e garante consist\u00eancia das informa\u00e7\u00f5es declaradas durante o per\u00edodo de conting\u00eancia, at\u00e9 que a entrega seja plenamente realizada pelo eSocial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u23f0 Prazos obrigat\u00f3rios<\/p>\n\n\n\n<p>1. Envio das informa\u00e7\u00f5es pelo PGD-C<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9: 27 de fevereiro de 2026, \u00e0s 23h59m59 (hor\u00e1rio de Bras\u00edlia)<\/p>\n\n\n\n<p>Compet\u00eancia: ano-calend\u00e1rio 2025<\/p>\n\n\n\n<p>2. Entrega do Plano de A\u00e7\u00e3o para Autorregulariza\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9: 31 de mar\u00e7o de 2026<\/p>\n\n\n\n<p>3. Regulariza\u00e7\u00e3o completa do eSocial<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9: 30 de setembro de 2026<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udd17 Acesse aqui<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udc49&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/pt-br\/servicos\/programa-receita-social-autorregularizacao\">P\u00e1gina oficial do Programa Receita Social Autorregulariza\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcdd Base normativa<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/normasinternet2.receita.fazenda.gov.br\/#\/consulta\/externa\/148683\">Portaria RFB n\u00ba 632, de 30 de dezembro de 2025<\/a>, que institui o Programa Receita Social Autorregulariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/d83ddce2-receita-federal-disponibiliza-o-pgd-c-para-orgaos-publicos-2014-atencao-aos-prazos\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal intensifica a\u00e7\u00e3o de conformidade \u201cParcela em Dia\u201d para estimular regulariza\u00e7\u00e3o de parcelamentos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Receita Federal do Brasil (RFB) deu in\u00edcio \u00e0 a\u00e7\u00e3o nacional de conformidade Parcela em Dia, voltada \u00e0 regulariza\u00e7\u00e3o de parcelamentos com parcelas em atraso. A iniciativa tem como objetivo orientar os contribuintes, prevenir a exclus\u00e3o de programas de parcelamento e incentivar a manuten\u00e7\u00e3o da regularidade fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito da a\u00e7\u00e3o, foram enviadas 1,2 milh\u00e3o de comunica\u00e7\u00f5es a contribuintes com uma ou duas parcelas em atraso, bem como \u00e0queles que j\u00e1 acumulavam tr\u00eas ou mais parcelas n\u00e3o pagas. A iniciativa tem car\u00e1ter preventivo e corretivo, uma vez que a exist\u00eancia de tr\u00eas parcelas em atraso acarreta a exclus\u00e3o do parcelamento, com a consequente exig\u00eancia imediata do saldo devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos de parcelamentos especiais, a inadimpl\u00eancia pode acarretar, al\u00e9m da exclus\u00e3o, a perda de benef\u00edcios concedidos, como redu\u00e7\u00f5es de multas e juros, tornando o d\u00e9bito mais oneroso ao contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o abrange empresas \u2014 inclusive as optantes pelo Simples Nacional \u2014, pessoas f\u00edsicas e entes p\u00fablicos, como munic\u00edpios, refor\u00e7ando o car\u00e1ter amplo e preventivo da iniciativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante ressaltar que do total de R$ 6,4 bilh\u00f5es em valores cobrados no \u00e2mbito da a\u00e7\u00e3o, verifica-se que a maior parcela da d\u00edvida est\u00e1 relacionada a parcelamentos do Simples Nacional, que concentram R$ 5,5 bilh\u00f5es do montante. Diante desse cen\u00e1rio, a Receita Federal refor\u00e7a a import\u00e2ncia de que os contribuintes regularizem as parcelas em atraso, por meio do pagamento das parcelas devedoras ou da solicita\u00e7\u00e3o de reparcelamento, quando dispon\u00edvel, a fim de evitar a exclus\u00e3o do programa e o agravamento do d\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal destaca que a manuten\u00e7\u00e3o dos pagamentos em dia evita a incid\u00eancia de juros adicionais, preserva os benef\u00edcios do parcelamento e contribui para a regularidade fiscal do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udcec Orienta\u00e7\u00f5es aos contadores e contribuintes<\/p>\n\n\n\n<p>Os contadores e contribuintes devem acessar regularmente a Caixa Postal do e-CAC atrav\u00e9s deste&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/canais_atendimento\/atendimento-virtual\/minha-caixa-postal\">link<\/a>&nbsp;para verificar as comunica\u00e7\u00f5es enviadas no \u00e2mbito do programa Parcela em Dia e regularizar as parcelas n\u00e3o pagas.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o refor\u00e7a a estrat\u00e9gia da Receita Federal de atuar de forma preventiva e orientadora, promovendo a conformidade fiscal e reduzindo custos tanto para o contribuinte quanto para a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Abaixo seguem dados por estado:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/fevereiro\/receita-federal-intensifica-acao-de-conformidade-parcela-em-dia-para-estimular-regularizacao-de-parcelamentos\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita cria regra transit\u00f3ria para prazos processuais da LC 227\/2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal criou uma regra transit\u00f3ria para a aplica\u00e7\u00e3o dos prazos processuais previstos na LC 227\/2026, que regulamentou a reforma tribut\u00e1ria. Em Ato Declarat\u00f3rio Interpretativo (ADI) publicado na \u00faltima quarta-feira (4\/2), o fisco estabeleceu que at\u00e9 31 de mar\u00e7o de 2026 ser\u00e3o considerados os prazos processuais de 20 dias \u00fateis ou de 30 dias corridos, valendo aquele que se encerrar por \u00faltimo. A medida abarca os procedimentos no \u00e2mbito da Receita Federal, como os julgamentos nas Delegacias de Julgamento (DRJs).<\/p>\n\n\n\n<p>Os prazos do ADI decorrem da necessidade de adequa\u00e7\u00e3o dos sistemas informatizados. As regras aplicam-se \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o de impugna\u00e7\u00e3o de lan\u00e7amento ou de recurso volunt\u00e1rio, de recurso volunt\u00e1rio e de impugna\u00e7\u00e3o contra o indeferimento da op\u00e7\u00e3o ou exclus\u00e3o do Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto n\u00e3o alcan\u00e7a os prazos internos de julgamento do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), embora abarque o prazo para a interposi\u00e7\u00e3o de recursos volunt\u00e1rios apresentados ao tribunal. Assim, o ADI afeta o acesso ao Carf, mas n\u00e3o disciplina prazos pr\u00f3prios do tribunal, como embargos de declara\u00e7\u00e3o, recursos especiais ou agravos.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a regra \u00e9 transit\u00f3ria, a partir de 1\u00ba de abril deve passar a valer integralmente a contagem prevista na LC 227, ou seja, em dias \u00fateis. A orienta\u00e7\u00e3o da Receita Federal \u00e9 para que os contribuintes:<\/p>\n\n\n\n<p>Atualizem seus controles internos de prazos processuais at\u00e9 31\/03\/2026;<\/p>\n\n\n\n<p>Considerem sempre o prazo mais favor\u00e1vel (20 dias \u00fateis ou 30 dias corridos) no per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>Revisem processos em andamento que possam ser afetados pela contagem diferenciada;<\/p>\n\n\n\n<p>Monitorem eventuais mudan\u00e7as conforme a evolu\u00e7\u00e3o dos sistemas da RFB.<\/p>\n\n\n\n<p>No Carf<\/p>\n\n\n\n<p>Foi apurado que, em raz\u00e3o das mudan\u00e7as na contagem dos prazos promovidas pela LC 227\/2026, o Carf deve alterar seu Regimento Interno (Ricarf) para adequar a contagem dos prazos a dias \u00fateis. As situa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o puderem ser ajustadas por ato infralegal dever\u00e3o ser tratadas por projeto de lei, segundo fontes ouvidas pela reportagem.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o no Carf ocorre em paralelo \u00e0 regra transit\u00f3ria da Receita Federal para os prazos aplic\u00e1veis \u00e0s DRJs e procedimentos relacionados ao fisco, e reflete uma preocupa\u00e7\u00e3o do conselho com o modelo \u201ch\u00edbrido\u201d de contagem de prazos, em dias \u00fateis e corridos, introduzido pela lei complementar. O tema j\u00e1 vinha sendo debatido internamente pelo conselho desde a san\u00e7\u00e3o da lei, diante do risco de inseguran\u00e7a jur\u00eddica e indu\u00e7\u00e3o ao erro por contribuintes e julgadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Retroatividade dos prazos<\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda-feira (2\/2), a Receita tamb\u00e9m esclareceu que a suspens\u00e3o dos prazos processuais previstos na lei complementar n\u00e3o retroage. A d\u00favida, recorrente entre especialistas desde a publica\u00e7\u00e3o da norma, dizia respeito \u00e0 possibilidade de a suspens\u00e3o alcan\u00e7ar prazos administrativos que j\u00e1 estavam em curso antes de 14 de janeiro, data de entrada em vigor da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova legisla\u00e7\u00e3o determinou a suspens\u00e3o dos prazos no \u00e2mbito administrativo entre 20 de dezembro e 20 de janeiro. Havia questionamentos, por\u00e9m, se os prazos em andamento nesse intervalo estariam tamb\u00e9m abarcados pela nova regra. Essa hip\u00f3tese foi afastada pela Receita Federal ap\u00f3s indaga\u00e7\u00f5es de representantes dos contribuintes e ressalvas do Carf.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei complementar incluiu um dispositivo para estabelecer que, no per\u00edodo entre 20 de dezembro e 20 de janeiro, fica suspensa a contagem dos prazos processuais na fase contenciosa, como os prazos para apresenta\u00e7\u00e3o de impugna\u00e7\u00f5es, interposi\u00e7\u00e3o de recurso volunt\u00e1rio e manifesta\u00e7\u00f5es de inconformidade. Esse ponto gerava preocupa\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica entre os especialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<a href=\"https:\/\/jota.us8.list-manage.com\/track\/click?u=4911ce1e520f5bf26dd891c79&amp;id=9d48ebaa6e&amp;e=21c890d41b\">Perguntas e Respostas da Receita<\/a>&nbsp;deixa claro que a contagem de qualquer prazo processual \u00e9 suspensa no dia 20 de dezembro e retomada no dia 21 de janeiro. Ou seja, h\u00e1 duas possibilidades de suspens\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>Se o prazo estava em curso no momento da publica\u00e7\u00e3o da LC 227: para-se a contagem no dia 19 de dezembro e continua-se a contagem em 21 de janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o prazo n\u00e3o estava em curso: inicia-se a contagem em 21 de janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Pagamento e compensa\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita esclarece quando a suspens\u00e3o de prazos \u00e9 aplic\u00e1vel para pagamento, compensa\u00e7\u00e3o ou parcelamento com redu\u00e7\u00e3o da multa de of\u00edcio. Com rela\u00e7\u00e3o ao artigo 6\u00ba da Lei 8.218\/91, que prev\u00ea a redu\u00e7\u00e3o da multa de lan\u00e7amento de of\u00edcio, os prazos da LC 227 n\u00e3o ser\u00e3o aplic\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o fisco, \u201cos prazos estabelecidos no art. 6\u00ba da Lei 8.218\/91, n\u00e3o s\u00e3o prazos processuais e n\u00e3o foram revogados t\u00e1cita ou expressamente. A lei espec\u00edfica define expressamente o prazo de 30 dias corridos, sem suspens\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a suspens\u00e3o dos prazos \u00e9 aplic\u00e1vel ao prazo para pagamento, compensa\u00e7\u00e3o ou parcelamento com redu\u00e7\u00e3o da multa de of\u00edcio, prevista no artigo 341-H, incisos I e II, da LC 214\/25, que primeiramente regulamentou a reforma tribut\u00e1ria. Os dispositivos tratam da redu\u00e7\u00e3o das multas em casos de lan\u00e7amento de of\u00edcio e infra\u00e7\u00f5es por descumprimento de obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias acess\u00f3rias do IBS ou da CBS.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de multa relativa \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), h\u00e1 uma regra espec\u00edfica diferente da prevista para os demais tributos administrados pela Secretaria Especial da Receita Federal. Aplica-se o artigo 341-H da LC 214, que prev\u00ea que as penalidades poder\u00e3o ter redu\u00e7\u00e3o de 50% no caso de pagamento integral do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio no prazo previsto para apresenta\u00e7\u00e3o de impugna\u00e7\u00e3o administrativa. A diminui\u00e7\u00e3o cai para 40% caso o cr\u00e9dito seja parcelado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ci\u00eancia e intima\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Para intima\u00e7\u00f5es realizadas a partir de 14 de janeiro de 2026, o prazo de impugna\u00e7\u00e3o ou de apresenta\u00e7\u00e3o de recurso volunt\u00e1rio ser\u00e1 de 20 dias \u00fateis, de acordo com o documento. Caso o contribuinte tenha ci\u00eancia entre 14 e 20 de janeiro, o prazo come\u00e7a a correr a partir de 21 de janeiro de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>20 ou 10 dias \u00fateis<\/p>\n\n\n\n<p>O Perguntas e Respostas aponta que o prazo para impugna\u00e7\u00e3o do lan\u00e7amento e para apresenta\u00e7\u00e3o de recurso volunt\u00e1rio foram modificados para 20 dias \u00fateis. O documento esclarece que o prazo para realiza\u00e7\u00e3o de ato a cargo das partes ser\u00e1 de 10 dias \u00fateis, nos casos em que n\u00e3o houver prazo expressamente previsto no Decreto 70.235\/72.<\/p>\n\n\n\n<p>Continua sendo aplic\u00e1vel o prazo de 20 dias para o contribuinte apresentar informa\u00e7\u00f5es e documentos necess\u00e1rios para o procedimento fiscal. \u201cTratando-se de prazo estabelecido em lei espec\u00edfica, n\u00e3o deve ser aplicado o disposto no art. 5\u00ba-B do Decreto 70.235, de 1972, acrescentado pela Lei Complementar 227, de 2026\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita esclarece que o prazo para a manifesta\u00e7\u00e3o de inconformidade \u00e9 de 30 dias corridos, \u201cpor se tratar de mat\u00e9ria prevista em lei espec\u00edfica\u201d, e para o recurso volunt\u00e1rio \u00e9 de 20 dias \u00fateis. A combina\u00e7\u00e3o de dias \u00fateis com dias corridos tamb\u00e9m havia gerado cr\u00edticas de especialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos de compensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o declarada, o prazo para apresenta\u00e7\u00e3o do recurso ser\u00e1 de 10 dias corridos. Al\u00e9m disso, deve ser considerado o prazo de 30 dias corridos para a suspens\u00e3o da imunidade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos processos de exclus\u00e3o ou termo de indeferimento do Simples Nacional, consta no documento a aplica\u00e7\u00e3o do prazo de 20 dias \u00fateis.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/receita-cria-regra-de-transicao-para-prazos-processuais-da-lc-227-2026\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Nova lei restringe compet\u00eancia de tribunais administrativos sobre IBS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A nova&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp227.htm\">Lei Complementar 227\/2026<\/a>&nbsp;restringe a compet\u00eancia e as possibilidades de atua\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os de julgamento administrativo tribut\u00e1rio no \u00e2mbito do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), um dos tributos institu\u00eddos pela reforma tribut\u00e1ria. Essa \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o de tributaristas e integrantes desses \u00f3rg\u00e3os, cr\u00edticos da regra que impede os julgadores administrativos de afastar a aplica\u00e7\u00e3o de alguma norma considerada por eles ilegal.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei em quest\u00e3o \u00e9 a \u00faltima etapa da regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma. A compet\u00eancia sobre o IBS \u00e9 compartilhada entre os estados, o Distrito Federal e os munic\u00edpios. E o artigo 74 da norma pro\u00edbe que as autoridades estaduais ou municipais julgadoras dos processos administrativos sobre IBS afastem ou deixem de seguir a legisla\u00e7\u00e3o \u201csob o fundamento de inconstitucionalidade ou ilegalidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o abrange n\u00e3o s\u00f3 leis, mas tamb\u00e9m atos do Poder Executivo, como decretos, portarias e instru\u00e7\u00f5es normativas. Todas essas normas s\u00e3o usadas pelos governos para fundamentar autos de infra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1rios e cobrar o pagamento de impostos em determinadas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao julgar casos sobre os tributos atuais, os tribunais administrativos podem anular uma autua\u00e7\u00e3o caso entendam que o decreto no qual ela se baseou \u00e9 ilegal.<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho de Contribuintes do Rio de Janeiro, respons\u00e1vel pelos julgamentos administrativos tribut\u00e1rios no estado, j\u00e1&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-30\/transportadora-do-rio-tem-direito-a-credito-de-icms-na-compra-de-combustivel\/\">afastou<\/a>, por exemplo, regras locais que restringiam o cr\u00e9dito de combust\u00edvel \u00e0s aquisi\u00e7\u00f5es feitas diretamente em distribuidoras. Os conselheiros entenderam que prevalecem as previs\u00f5es de uma lei complementar federal sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, o \u00f3rg\u00e3o julgador administrativo pode afastar a aplica\u00e7\u00e3o de uma norma no caso concreto se concluir que ela extrapola a lei. Mas isso n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel nas futuras disputas sobre IBS.<\/p>\n\n\n\n<p>Carimbadores de autos de infra\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com&nbsp;Renato Silveira, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Machado Associados, \u00e9 comum que o Fisco, ao regulamentar as leis, acabe \u201cindo al\u00e9m do texto legal ou dando uma interpreta\u00e7\u00e3o que n\u00e3o cabe na moldura legislativa\u201d. Ele&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-01\/contencioso-do-ibs-esvaziamento-dos-orgaos-administrativos-de-julgamento\/\">considera<\/a>&nbsp;que a regra da LC 227\/2026 \u00e9 \u201cdescabida\u201d, pois \u201cesvazia a compet\u00eancia dos \u00f3rg\u00e3os administrativos de julgamento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Rodrigo Barreto de Faria Pinho, conselheiro do \u00f3rg\u00e3o julgador administrativo tribut\u00e1rio fluminense, entende que a lei restringe a compet\u00eancia dessas autoridades, o que \u00e9 \u201cmuito ruim\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele explica que tais \u00f3rg\u00e3os j\u00e1 n\u00e3o podem afastar normas por inconstitucionalidade. Na sua vis\u00e3o, isso de fato \u201cn\u00e3o cabe ao \u00f3rg\u00e3o administrativo\u201d \u2014 \u201cmas a legalidade, sim\u201d. Pinho observa que, conforme a nova lei, se uma instru\u00e7\u00e3o normativa sobre IBS, por exemplo, afrontar a legisla\u00e7\u00e3o, n\u00e3o poder\u00e1 ser afastada pelo tribunal administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3cio do Andrade Maia Advogados,&nbsp;Leonardo Aguirra de Andrade&nbsp;tamb\u00e9m v\u00ea uma restri\u00e7\u00e3o \u201cpreocupante\u201d da compet\u00eancia desses \u00f3rg\u00e3os, que vai al\u00e9m da atual regra padr\u00e3o contra a an\u00e1lise de inconstitucionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cChama aten\u00e7\u00e3o essa impossibilidade de um julgador administrativo tratar de temas de ilegalidade, porque \u00e0s vezes h\u00e1 um cen\u00e1rio, por exemplo, de institui\u00e7\u00e3o normativa x lei\u201d, aponta Aguirra. \u201c\u00c9 um t\u00edpico ato administrativo a ser revisto e interpretado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para&nbsp;Juliano Di Pietro, vice-presidente do Tribunal de Impostos e Taxas de S\u00e3o Paulo (TIT-SP, que julga os processos administrativos tribut\u00e1rios estaduais), a LC 227\/2026 \u201csem d\u00favida restringe\u201d a compet\u00eancia desses \u00f3rg\u00e3os e \u201cfaz dos tribunais administrativos \u00f3rg\u00e3os carimbadores de autos de infra\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele considera que a compet\u00eancia para afastar decretos, portarias e instru\u00e7\u00f5es normativas \u00e9 adequada, pois desvincula os tribunais administrativos das \u201cestruturas fazend\u00e1rias\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, com a nova regra, a interpreta\u00e7\u00e3o do Fisco sobre a lei \u201csempre prevalecer\u00e1, desequilibrando bastante a balan\u00e7a que orienta o devido processo legal, o contradit\u00f3rio e a ampla defesa em processos administrativos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Maior judicializa\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Aguirra, a nova restri\u00e7\u00e3o se reflete nas pr\u00f3prias defesas dos contribuintes, que acabam tendo menos possibilidades de argumenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Silveira, por sua vez, destaca que a regra prejudica tamb\u00e9m a Fazenda P\u00fablica. O governo tende a assumir mais riscos com a judicializa\u00e7\u00e3o das disputas tribut\u00e1rias \u2014 que deve ser a op\u00e7\u00e3o de muitos contribuintes para defender seus interesses.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o tribunal administrativo n\u00e3o poder\u00e1 afastar o entendimento do Fisco pelo fundamento da ilegalidade, o mais prov\u00e1vel, diz o advogado, \u00e9 que o contribuinte acione o Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o \u201cengessamento\u201d do desempenho da fun\u00e7\u00e3o dos julgadores, os \u00f3rg\u00e3os administrativos transformam-se em uma \u201cmera inst\u00e2ncia de \u2018passagem&#8217;\u201d e deixa de existir \u201cuma discuss\u00e3o leg\u00edtima e transparente do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio\u201d, afirma Aguirra.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe o objetivo \u00e9 aplicar e seguir o entendimento do Poder Executivo na interpreta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria a exist\u00eancia do contencioso administrativo tribut\u00e1rio do IBS\u201d, opina.<\/p>\n\n\n\n<p>Posi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 un\u00e2nime<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e1rio de Godoy Ramos, julgador do Tribunal Administrativo Tribut\u00e1rio do Estado de Pernambuco (Tate-PE), tem opini\u00e3o diversa. Ele acredita que a LC 227\/2026 \u201cn\u00e3o esvazia, mas regula adequadamente a compet\u00eancia dos \u00f3rg\u00e3os administrativos de julgamento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele explica que, conforme a legisla\u00e7\u00e3o local, o pr\u00f3prio Tate-PE n\u00e3o pode alegar ilegalidade para deixar de aplicar normas. Mas isso n\u00e3o impede o \u00f3rg\u00e3o de exercer suas fun\u00e7\u00f5es. \u201cAo contr\u00e1rio: a clareza sobre os limites de compet\u00eancia fortalece a legitimidade de nossas decis\u00f5es.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ramos ressalta que a nova lei, na verdade, ampliou as hip\u00f3teses em que os tribunais administrativos podem afastar normas consideradas ilegais ou inconstitucionais. O artigo 74 prev\u00ea que esses \u00f3rg\u00e3os devem seguir, por exemplo, as decis\u00f5es do Superior Tribunal de Justi\u00e7a em recursos repetitivos. Hoje, isso n\u00e3o \u00e9 regra no Tate-PE, no TIT-SP ou mesmo no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, tais \u00f3rg\u00e3os continuam com uma compet\u00eancia \u201campla e fundamental\u201d, que envolve, por exemplo, interpretar e aplicar normas no caso concreto; checar se o fato gerador realmente ocorreu; determinar o momento exato da ocorr\u00eancia; analisar se o fato se enquadra na hip\u00f3tese normativa; confirmar se o fato ocorreu no territ\u00f3rio de compet\u00eancia daquele governo; conferir a base de c\u00e1lculo e a al\u00edquota aplicada; verificar causas de exclus\u00e3o, suspens\u00e3o ou extin\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito; garantir ampla defesa, contradit\u00f3rio e devido processo legal, entre outras atribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"wrAJVzkvAh\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-10\/nova-lei-restringe-competencia-de-tribunais-administrativos-sobre-ibs\/\">Nova lei restringe compet\u00eancia de tribunais administrativos sobre IBS<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Nova lei restringe compet\u00eancia de tribunais administrativos sobre IBS&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-10\/nova-lei-restringe-competencia-de-tribunais-administrativos-sobre-ibs\/embed\/#?secret=YkrLxL3tFZ#?secret=wrAJVzkvAh\" data-secret=\"wrAJVzkvAh\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Trabalhadores recebem alerta para conferir desconto no contracheque<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Trabalhadores que ganham at\u00e9 R$ 5.000 receber\u00e3o alertas sobre os novos limites do Imposto de Renda por meio da Caixa Postal do GOV.BR e do WhatsApp. A mensagem orienta o cidad\u00e3o a consultar o pr\u00f3ximo contracheque e, em caso de d\u00favidas, buscar esclarecimentos diretamente com o empregador, evitando ru\u00eddos e reduzindo a necessidade de atendimento presencial. O aviso tamb\u00e9m esclarece que a medida \u00e9 acompanhada de ajustes na tributa\u00e7\u00e3o de contribuintes com rendimentos mais elevados, garantindo equil\u00edbrio fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa busca levar informa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de forma direta aos cidad\u00e3os, fortalecendo o acesso a seus direitos e \u00e0s regras que impactam sua vida financeira. O envio \u00e9 gratuito, n\u00e3o exige cadastro, pode ser confirmado no gov.br e permite ao trabalhador escolher se deseja continuar recebendo comunica\u00e7\u00f5es oficiais do Governo do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O Governo do Brasil e a Receita Federal do Brasil n\u00e3o enviam pedidos de dados pessoais, como CPF ou endere\u00e7o, n\u00e3o encaminham links e n\u00e3o solicitam qualquer tipo de pagamento pelo WhatsApp. O selo azul de conta verificada e o recebimento da mensagem pela Caixa Postal do GOV.BR garantem que a fonte da informa\u00e7\u00e3o \u00e9 oficial.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/fevereiro\/trabalhadores-recebem-alerta-para-conferir-desconto-no-contracheque\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>C\u00e2mara aprova redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas tribut\u00e1rias para ind\u00fastria qu\u00edmica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara dos Deputados aprovou projeto de lei complementar (PLP) que estabelece al\u00edquotas de transi\u00e7\u00e3o menores para ind\u00fastrias qu\u00edmicas e petroqu\u00edmicas participantes de regime fiscal especial at\u00e9 sua migra\u00e7\u00e3o para um novo regime com vig\u00eancia em 2027. A proposta ser\u00e1 enviada ao Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>De autoria do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), o Projeto de Lei Complementar (PLP) 14\/26 foi aprovado nesta ter\u00e7a-feira (10) com substitutivo do relator, deputado Afonso Motta (PDT-RS). Zarattini ressaltou que o projeto n\u00e3o beneficia apenas um setor, mas a ind\u00fastria de base brasileira. &#8220;Este projeto \u00e9 fundamental para o desenvolvimento industrial do nosso pa\u00eds&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o texto, as al\u00edquotas referentes ao pagamento menor de PIS e Cofins valer\u00e3o de mar\u00e7o a dezembro de 2026 e substituem outras vetadas pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva por falta de previs\u00e3o de impacto or\u00e7ament\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto aprovado limita a ren\u00fancia fiscal em 2026 a R$ 2 bilh\u00f5es, mas isenta a proposta de crit\u00e9rios para tramita\u00e7\u00e3o rec\u00e9m inclu\u00eddos na Lei de Responsabilidade Fiscal (<a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/leicom\/2000\/leicomplementar-101-4-maio-2000-351480-norma-pl.html\">Lei Complementar 101\/00<\/a>) e na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias deste ano (LDO 2026).<\/p>\n\n\n\n<p>Outros R$ 1,1 bilh\u00e3o bancar\u00e3o cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios adicionais previstos na legisla\u00e7\u00e3o para as centrais petroqu\u00edmicas e ind\u00fastrias qu\u00edmicas participantes do Regime Especial da Ind\u00fastria Qu\u00edmica (Reiq) que apurarem os cr\u00e9ditos normais com os \u00edndices do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, n\u00e3o ser\u00e1 necess\u00e1rio indicar, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n<p>estimativa de quantitativo de benefici\u00e1rios;<\/p>\n\n\n\n<p>metas de desempenho objetivas e quantific\u00e1veis em dimens\u00f5es econ\u00f4micas, sociais e ambientais;<\/p>\n\n\n\n<p>impacto previsto na redu\u00e7\u00e3o das desigualdades regionais, se for o caso; e<\/p>\n\n\n\n<p>mecanismos de transpar\u00eancia e de monitoramento e avalia\u00e7\u00e3o de resultados das metas.<\/p>\n\n\n\n<p>Fica afastada ainda a proibi\u00e7\u00e3o da LDO de amplia\u00e7\u00e3o de gasto tribut\u00e1rio em 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Os benef\u00edcios ser\u00e3o extintos a partir do m\u00eas seguinte \u00e0quele em que for demonstrado pelo Executivo o alcance dos limites fixados.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00edquotas<br>Texto vetado anteriormente pelo governo previa aplica\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas de 0,67% de PIS e 3,08% de Cofins nos meses de novembro e dezembro de 2025, baixando para 0,54% e 2,46%, respectivamente, em todo o ano de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o projeto, al\u00e9m de limitar a ren\u00fancia, prop\u00f5e al\u00edquotas respectivas de 0,62% e 2,83% de mar\u00e7o a dezembro deste ano, um meio termo. Isso valer\u00e1 para ind\u00fastrias participantes do Reiq, que ser\u00e1 extinto no final do ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas al\u00edquotas se aplicam tamb\u00e9m \u00e0 importa\u00e7\u00e3o com incid\u00eancia de PIS-Importa\u00e7\u00e3o e Cofins- Importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A ren\u00fancia abrange a compra de nafta petroqu\u00edmica e parafina e v\u00e1rios outros produtos qu\u00edmicos utilizados como insumo pela ind\u00fastria.<\/p>\n\n\n\n<p>Car\u00e1ter transit\u00f3rio<br>O relator, deputado Afonso Motta, afirmou que a proposta tem car\u00e1ter transit\u00f3rio para evitar descontinuidade abrupta de pol\u00edtica p\u00fablica previamente institu\u00edda, preservando a previsibilidade regulat\u00f3ria e a estabilidade econ\u00f4mica do segmento durante o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o. &#8220;A proposi\u00e7\u00e3o, ao reduzir temporariamente o custo tribut\u00e1rio desses insumos, contribui para mitigar perdas de competitividade no curto prazo, sem instituir benef\u00edcio permanente ou estrutural&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Motta, a ind\u00fastria qu\u00edmica \u00e9 o terceiro setor da ind\u00fastria que mais contribui com o recolhimento de impostos, R$ 40 bilh\u00f5es anuais. &#8220;Aprovado o projeto, a consequ\u00eancia \u00e9 uma repercuss\u00e3o expressiva no PIB nacional&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O setor qu\u00edmico responde por cerca de 11% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial, mas o d\u00e9ficit na balan\u00e7a comercial de produtos qu\u00edmicos, de 44,1 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em 2025, demonstra o impacto das crescentes importa\u00e7\u00f5es, de acordo com Motta.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator tamb\u00e9m destacou que o projeto explicita o m\u00e1ximo de ren\u00fancia de receita em 2026 e indica os mecanismos de compensa\u00e7\u00e3o correspondentes, conferindo transpar\u00eancia e previsibilidade ao impacto or\u00e7ament\u00e1rio da medida. &#8220;A delimita\u00e7\u00e3o expressa do custo fiscal e a inexist\u00eancia de efeitos financeiros nos exerc\u00edcios subsequentes refor\u00e7am o car\u00e1ter excepcional e transit\u00f3rio da iniciativa&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Afonso Motta afirmou que a proposta somente gera impacto fiscal em 2026, quando tem ren\u00fancia estimada em R$ 3,1 bilh\u00f5es compensada por ganho de arrecada\u00e7\u00e3o e proje\u00e7\u00e3o de receita ao longo do ano.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o deputado Gilson Marques (Novo-SC) disse que o objetivo do projeto deveria ser conseguido com a an\u00e1lise de veto do presidente Lula ao projeto de lei que cria o Programa Especial de Sustentabilidade da Ind\u00fastria Qu\u00edmica (<a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1236912-NOVA-LEI-CRIA-INCENTIVO-A-INDUSTRIA-QUIMICA\">Lei 15.294\/25<\/a>).&nbsp; &#8220;N\u00e3o faz sentido o Congresso, sem analisar a derrubada do veto, fazer uma outra lei cobrando mais imposto e beneficiando uma \u00fanica empresa [Braskem] em detrimento de todo o setor&#8221;, criticou.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia C\u00e2mara de Not\u00edcias<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1244529-camara-aprova-reducao-de-aliquotas-tributarias-para-industria-quimica\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal libera manuais e leiautes da nova Declara\u00e7\u00e3o de Regimes Espec\u00edficos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal do Brasil (RFB) informou em seu site que j\u00e1 est\u00e3o dispon\u00edveis para consulta e download os documentos t\u00e9cnicos e uma nova se\u00e7\u00e3o de \u201cPerguntas Frequentes\u201d referentes \u00e0 Declara\u00e7\u00e3o de Regimes Espec\u00edficos (DeRE). A medida \u00e9 mais um passo na implementa\u00e7\u00e3o da Reforma Tribut\u00e1ria do Consumo, institu\u00edda pela Emenda Constitucional n\u00ba 132\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p>A DeRE \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria fundamental para a apura\u00e7\u00e3o da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) em situa\u00e7\u00f5es que envolvem regimes tribut\u00e1rios espec\u00edficos, garantindo a correta aplica\u00e7\u00e3o das novas regras fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>A libera\u00e7\u00e3o antecipada da documenta\u00e7\u00e3o faz parte do compromisso da Receita Federal em promover uma transi\u00e7\u00e3o transparente e segura para o novo sistema tribut\u00e1rio, permitindo que contribuintes, contadores e desenvolvedores de software possam se preparar e adaptar seus sistemas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os seguintes arquivos e recursos j\u00e1 podem ser acessados:<\/p>\n\n\n\n<p>Manual de Usu\u00e1rio da DeRE&nbsp;(vers\u00e3o 1.0.00)<\/p>\n\n\n\n<p>Leiauts da DeRE&nbsp;(vers\u00e3o 1.0.0)<\/p>\n\n\n\n<p>Arquivos XSD&nbsp;(vers\u00e3o 1.0.0)<\/p>\n\n\n\n<p>Perguntas Frequentes&nbsp;com os principais questionamentos sobre a declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para auxiliar no esclarecimento de d\u00favidas, caso as informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis nos manuais e na \u00e1rea de perguntas frequentes n\u00e3o sejam suficientes, o contribuinte pode acessar o canal&nbsp;&#8220;Fale Conosco&#8221;, dispon\u00edvel dentro da pr\u00f3pria se\u00e7\u00e3o de &#8220;Perguntas Frequentes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira a seguir como acessar a documenta\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes e demais interessados podem encontrar toda a documenta\u00e7\u00e3o em duas \u00e1reas espec\u00edficas<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo site da Receita Federal<\/p>\n\n\n\n<p>Acesse a p\u00e1gina da Reforma Tribut\u00e1ria do Consumo (dispon\u00edvel no menu &#8220;Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o&#8221; na p\u00e1gina principal) pelo link&nbsp;<a href=\"https:\/\/nam10.safelinks.protection.outlook.com\/?url=https%3A%2F%2Fwww.gov.br%2Freceitafederal%2Fpt-br%2Facesso-a-informacao%2Facoes-e-programas%2Fprogramas-e-atividades%2Freforma-consumo&amp;data=05%7C02%7CASCOM.RFOC%40rfb.gov.br%7C56c27bdeb9c847aba08608de68c2fed9%7C6f49aa43822a4c209670db7700bf1eb0%7C0%7C0%7C639063383875442571%7CUnknown%7CTWFpbGZsb3d8eyJFbXB0eU1hcGkiOnRydWUsIlYiOiIwLjAuMDAwMCIsIlAiOiJXaW4zMiIsIkFOIjoiTWFpbCIsIldUIjoyfQ%3D%3D%7C0%7C%7C%7C&amp;sdata=Zyx%2B2DH%2BkNriu2v%2Bw7qwRbLQ9Ge9rramu7mHfCiQtMA%3D&amp;reserved=0\">Programa da Reforma Tribut\u00e1ria do Consumo \u2014 Receita Federal<\/a>).&nbsp;Em seguida, clique em Documentos Fiscais. Por fim, acesse a p\u00e1gina da DeRE<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo Portal Sped<\/p>\n\n\n\n<p>Acesse diretamente a p\u00e1gina do Sistema P\u00fablico de Escritura\u00e7\u00e3o Digital (Sped). Navegue at\u00e9 a \u00e1rea dedicada \u00e0&nbsp;<a href=\"https:\/\/nam10.safelinks.protection.outlook.com\/?url=https%3A%2F%2Fsped.rfb.gov.br%2Fprojeto%2Fshow%2F2918&amp;data=05%7C02%7CASCOM.RFOC%40rfb.gov.br%7C56c27bdeb9c847aba08608de68c2fed9%7C6f49aa43822a4c209670db7700bf1eb0%7C0%7C0%7C639063383875475247%7CUnknown%7CTWFpbGZsb3d8eyJFbXB0eU1hcGkiOnRydWUsIlYiOiIwLjAuMDAwMCIsIlAiOiJXaW4zMiIsIkFOIjoiTWFpbCIsIldUIjoyfQ%3D%3D%7C0%7C%7C%7C&amp;sdata=l0pxrpo3UhWfiBo4x9iF0x7viVS40MTYtq9eO9gRJBw%3D&amp;reserved=0\">DeRE<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quem est\u00e1 obrigado a apresentar a DeRE?<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e3o obrigados os prestadores de servi\u00e7os financeiros, operadoras de planos de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade (incluindo planos funer\u00e1rios e de sa\u00fade animal), e entidades que explorem concursos de progn\u00f3sticos.<br>(Ref. T\u00e9cnica: MOD Cap. I, item 4.1)<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal segue trabalhando para oferecer aos cidad\u00e3os e empresas todas as ferramentas e informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a adapta\u00e7\u00e3o ao novo cen\u00e1rio tribut\u00e1rio do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/fevereiro\/receita-federal-libera-manuais-e-leiautes-da-nova-declaracao-de-regimes-especificos\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o aprova incentivos fiscais para quem investir em tecnologias para seguran\u00e7a privada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Seguran\u00e7a P\u00fablica da C\u00e2mara dos Deputados aprovou o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1244745-projeto-cria-incentivos-fiscais-para-quem-investir-em-capacitacao-e-em-tecnologias-para-seguranca-privada\">Projeto de Lei 3471\/25<\/a>, com incentivos a empresas de seguran\u00e7a privada que investirem em qualifica\u00e7\u00e3o profissional, inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e governan\u00e7a corporativa.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), recomendou a aprova\u00e7\u00e3o. \u201cO texto contribui para maior padroniza\u00e7\u00e3o, interoperabilidade e qualidade dos servi\u00e7os prestados em todo o territ\u00f3rio nacional\u201d, destacou ele no parecer.<\/p>\n\n\n\n<p>Autora da proposta, a deputada Rog\u00e9ria Santos (Republicanos-BA), afirmou que a ideia \u00e9 modernizar o setor e valorizar os profissionais da \u00e1rea. \u201cEssas empresas desempenham fun\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e complementar \u00e0 seguran\u00e7a p\u00fablica\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Principais pontos<br>As empresas poder\u00e3o deduzir do Imposto de Renda devido, com limite de 4% no exerc\u00edcio, at\u00e9 30% do valor investido nas a\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, ter\u00e3o prioridade em contratos p\u00fablicos e acesso preferencial a linhas de cr\u00e9dito de bancos p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 necess\u00e1rio comprovar o investimento em, pelo menos, duas de tr\u00eas \u00e1reas:<\/p>\n\n\n\n<p>capacita\u00e7\u00e3o continuada dos profissionais (cursos t\u00e9cnicos ou treinamentos);<\/p>\n\n\n\n<p>tecnologias de seguran\u00e7a eletr\u00f4nica, monitoramento remoto ou intelig\u00eancia artificial; e<\/p>\n\n\n\n<p>programas de integridade e governan\u00e7a corporativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contrapartida, as empresas beneficiadas com incentivos e est\u00edmulos dever\u00e3o manter registro atualizado e apresentar relat\u00f3rios anuais de transpar\u00eancia. O projeto tamb\u00e9m determina a inclus\u00e3o do setor em pol\u00edticas p\u00fablicas federais.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto tramita em car\u00e1ter conclusivo e ainda ser\u00e1 analisado pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania. Para virar lei, o texto ter\u00e1 de ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia C\u00e2mara de Not\u00edcias<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1244749-comissao-aprova-incentivos-fiscais-para-quem-investir-em-tecnologias-para-seguranca-privada\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Tema Repetitivo n\u00ba 1.385 do STJ: a execu\u00e7\u00e3o fiscal entre t\u00e9cnica e coer\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a afetou o&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?tipoPesquisa=tipoPesquisaNumeroRegistro&amp;termo=202500233232\">Recurso Especial n\u00ba 2.193.673<\/a>&nbsp;e o&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/pesquisa\/?tipoPesquisa=tipoPesquisaNumeroRegistro&amp;termo=202500928128\">Recurso Especial n\u00ba 2.203.951<\/a>&nbsp;como recursos representativos de controv\u00e9rsia jur\u00eddica de natureza repetitiva para solucionar a seguinte controv\u00e9rsia: \u201cDefinir se a fian\u00e7a banc\u00e1ria ou seguro oferecido em garantia de execu\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio s\u00e3o recus\u00e1veis por inobserv\u00e2ncia \u00e0 ordem legal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento do&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=1385&amp;cod_tema_final=1385\">Tema Repetitivo n\u00ba 1.385<\/a>&nbsp;pelo STJ reacende um debate antigo do contencioso tribut\u00e1rio: a possibilidade de recusa de fian\u00e7a banc\u00e1ria ou seguro garantia para assegurar a execu\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio sob o argumento de inobserv\u00e2ncia da ordem legal prevista pelo artigo 9\u00ba da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Fiscal (Lei n\u00ba 6.820\/1980).<\/p>\n\n\n\n<p>O aludido dispositivo estabelece que, para garantir a execu\u00e7\u00e3o fiscal, o executado poder\u00e1, dentre outras op\u00e7\u00f5es, efetuar dep\u00f3sito em dinheiro (inciso I) ou oferecer fian\u00e7a banc\u00e1ria ou seguro garantia (inciso II). Ainda, em seu par\u00e1grafo 3\u00ba, \u00e9 exposto que o dep\u00f3sito em dinheiro, a fian\u00e7a banc\u00e1ria ou o seguro garantia produzem os mesmos efeitos da penhora para garantia do feito executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o tema seja frequentemente tratado como uma discuss\u00e3o meramente instrumental, seus reflexos s\u00e3o muito mais amplos e revelam, mais uma vez, a tens\u00e3o permanente entre t\u00e9cnica processual e impulso arrecadat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Pano de fundo do debate<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia \u00e9 conhecida de quem atua na \u00e1rea. Para discutir judicialmente a exigibilidade do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, exige-se a garantia do ju\u00edzo, sob pena de imediata constri\u00e7\u00e3o patrimonial. Durante muito tempo, o dep\u00f3sito em dinheiro foi tratado como padr\u00e3o absoluto, quase como um dogma, em raz\u00e3o de sua liquidez. O problema \u00e9 que as t\u00e9cnicas processuais e economia nacional evolu\u00edram \u2013 assim como os instrumentos de garantia \u2013, sem, contudo, a evolu\u00e7\u00e3o dos instrumentos arrecadat\u00f3rios de execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 justamente nesse cen\u00e1rio que se insere o Tema n\u00ba 1.385. A discuss\u00e3o submetida ao STJ n\u00e3o se resume a saber se fian\u00e7a banc\u00e1ria e seguro-garantia s\u00e3o admiss\u00edveis em abstrato. A quest\u00e3o central \u00e9 se essas garantias podem ser efetivamente reconhecidas como suficientes, em condi\u00e7\u00f5es equivalentes \u00e0s formas tradicionais de constri\u00e7\u00e3o, ou se continuar\u00e3o sendo tratadas como op\u00e7\u00f5es de segunda categoria, aceitas apenas de forma excepcional e com resist\u00eancia institucional.<\/p>\n\n\n\n<p>O pano de fundo normativo n\u00e3o deixa margem para grandes d\u00favidas. O ordenamento jur\u00eddico brasileiro, especialmente ap\u00f3s o C\u00f3digo de Processo Civil de 2015 \u2013 o qual rege as execu\u00e7\u00f5es fiscais de forma subsidi\u00e1ria, conforme artigo 1\u00ba da Lei n\u00ba 6.820\/1980 \u2013, passou a prestigiar expressamente solu\u00e7\u00f5es menos onerosas ao devedor, desde que aptas a assegurar o resultado \u00fatil do processo. A pr\u00f3pria legisla\u00e7\u00e3o passou a reconhecer, de forma clara, a fian\u00e7a banc\u00e1ria e o seguro-garantia como instrumentos id\u00f4neos para garantia judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa orienta\u00e7\u00e3o normativa est\u00e1 demonstrada no artigo 835, \u00a7 2\u00ba, do CPC\/2015, que conferiu \u00e0 fian\u00e7a banc\u00e1ria e ao seguro garantia o mesmo patamar do dep\u00f3sito em dinheiro para fins de substitui\u00e7\u00e3o de penhora. O dispositivo \u00e9 um desdobramento direto do princ\u00edpio da menor onerosidade, previsto no artigo 805 do mesmo diploma legal, e reafirma a necessidade de que a execu\u00e7\u00e3o seja pautada pelo equil\u00edbrio entre a satisfa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito e a preserva\u00e7\u00e3o do devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, a leitura sistem\u00e1tica do ordenamento imp\u00f5e que o resultado \u00fatil do processo seja alcan\u00e7ado sem esquecer da efetividade e da razoabilidade que orientam as normas fundamentais do C\u00f3digo, superando interpreta\u00e7\u00f5es que ainda sustentam uma hierarquia r\u00edgida e obsoleta entre os meios de garantia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, no \u00e2mbito da execu\u00e7\u00e3o fiscal, persiste uma leitura restritiva que parece ignorar essa evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento do Tema n\u00ba 1.385 coloca o STJ diante de uma escolha relevante. De um lado, a manuten\u00e7\u00e3o de uma l\u00f3gica excessivamente formalista, que associa efetividade \u00e0 m\u00e1xima constri\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. De outro, a ado\u00e7\u00e3o de uma interpreta\u00e7\u00e3o coerente com o sistema processual vigente, que distingue prote\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito de puni\u00e7\u00e3o indireta ao contribuinte. N\u00e3o se trata de enfraquecer a cobran\u00e7a tribut\u00e1ria, mas de recoloc\u00e1-la dentro de par\u00e2metros jur\u00eddicos racionais que n\u00e3o impactem de forma abrupta na manuten\u00e7\u00e3o das atividades dos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ponto mais sens\u00edvel do debate est\u00e1 na no\u00e7\u00e3o de equival\u00eancia da garantia<\/p>\n\n\n\n<p>Fian\u00e7a banc\u00e1ria e seguro-garantia n\u00e3o s\u00e3o instrumentos fr\u00e1geis nem artificiais. Envolvem institui\u00e7\u00f5es reguladas, an\u00e1lise t\u00e9cnica de risco, contragarantias e obriga\u00e7\u00f5es contratuais rigorosas. Do ponto de vista funcional, cumprem exatamente a mesma finalidade: assegurar que, ao final do processo, o cr\u00e9dito reconhecido possa ser satisfeito. Tratar essas garantias como inerentemente inferiores ao dinheiro \u00e9 ignorar tanto a realidade do mercado quanto a pr\u00f3pria l\u00f3gica do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>A resist\u00eancia \u00e0 sua aceita\u00e7\u00e3o produz efeitos pr\u00e1ticos relevantes \u2013 e pouco discutidos. A exig\u00eancia de dep\u00f3sito em dinheiro ou de medidas patrimoniais mais gravosas eleva significativamente o custo do lit\u00edgio tribut\u00e1rio, desestimula o exerc\u00edcio do direito de defesa e, em muitos casos, inviabiliza economicamente a discuss\u00e3o judicial de exig\u00eancias controvertidas. O resultado n\u00e3o \u00e9 maior efetividade, mas um contencioso mais assim\u00e9trico, menos qualificado e, paradoxalmente, mais ineficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob a perspectiva sist\u00eamica, a tese a ser fixada no Tema n\u00ba 1.385 ter\u00e1 impacto direto sobre o comportamento das partes e sobre o pr\u00f3prio Judici\u00e1rio. Um entendimento restritivo tende a estimular a multiplica\u00e7\u00e3o de incidentes processuais, disputas acess\u00f3rias e estrat\u00e9gias defensivas voltadas apenas \u00e0 gest\u00e3o de risco financeiro. J\u00e1 o reconhecimento efetivo das garantias modernas contribui para maior previsibilidade, redu\u00e7\u00e3o de litigiosidade colateral e racionaliza\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inevit\u00e1vel reconhecer o argumento fazend\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda P\u00fablica sustenta que a prefer\u00eancia por garantias de maior liquidez visa preservar a efetividade da cobran\u00e7a e reduzir riscos. Trata-se de uma preocupa\u00e7\u00e3o leg\u00edtima, mas que n\u00e3o pode ser absolutizada. Efetividade n\u00e3o se confunde com rigidez, nem se mede exclusivamente pela rapidez da convers\u00e3o da garantia em dinheiro. Um sistema que ignora proporcionalidade e menor onerosidade acaba comprometendo a pr\u00f3pria credibilidade da execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a legisla\u00e7\u00e3o admite garantias alternativas e a jurisprud\u00eancia reconhece sua idoneidade, a recusa autom\u00e1tica ou a imposi\u00e7\u00e3o de exig\u00eancias desproporcionais transforma a execu\u00e7\u00e3o fiscal em instrumento de coer\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o de tutela do cr\u00e9dito. Esse deslocamento \u00e9 perigoso, pois corr\u00f3i a seguran\u00e7a jur\u00eddica e alimenta a percep\u00e7\u00e3o de que o processo serve mais para pressionar do que para decidir.<\/p>\n\n\n\n<p>Inclusive, ao fixar o&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=1203&amp;cod_tema_final=1203\">Tema Repetitivo n\u00ba 1.230<\/a>, o STJ demonstrou reconhecer a import\u00e2ncia do princ\u00edpio da menor onerosidade. Restou decidido que, nas execu\u00e7\u00f5es fiscais de cr\u00e9ditos n\u00e3o tribut\u00e1rios, a Fazenda P\u00fablica n\u00e3o pode rejeitar o oferecimento de fian\u00e7a banc\u00e1ria ou seguro-garantia sob o pretexto exclusivo da grada\u00e7\u00e3o legal de bens. Nesse julgado, a recusa do credor restou vinculada \u00e0 prova cabal de insufici\u00eancia, defeito formal ou inidoneidade da garantia \u2013 superando, assim, o formalismo r\u00edgido em favor da preserva\u00e7\u00e3o da higidez financeira e da capacidade do executado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o da Corte Superior, na oportunidade, assentou que \u201ca fian\u00e7a banc\u00e1ria e o seguro garantia judicial, al\u00e9m de atenderem ao princ\u00edpio da menor onerosidade (artigo 805 do CPC\/2015), produzem os mesmos efeitos jur\u00eddicos que o dep\u00f3sito em dinheiro, garantindo seguran\u00e7a e liquidez ao cr\u00e9dito do exequente\u201d (REsp n\u00ba 2.037.787\/RJ, relator ministro Afr\u00e2nio Vilela, 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, julgado em 11\/6\/2025, DJEN de 17\/6\/2025).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a relatora dos recursos representativos de controv\u00e9rsia, ministra Maria Thereza de Assis Moura, esclareceu, na sess\u00e3o de julgamento realizada no dia&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=8BlbJVVSYsY\">12\/11\/2025<\/a>, que a inten\u00e7\u00e3o com o Tema n\u00ba 1.385 \u00e9 uniformizar o entendimento da irrecusabilidade da fian\u00e7a banc\u00e1ria e do seguro garantia tanto para cr\u00e9ditos n\u00e3o tribut\u00e1rios quanto para cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a senhora ministra relatora, ao votar pela negativa de provimento dos recursos especiais da Fazenda P\u00fablica, prop\u00f4s a seguinte tese jur\u00eddica para o Tema n\u00ba 1.385: \u201cNa execu\u00e7\u00e3o fiscal, a fian\u00e7a banc\u00e1ria ou o seguro garantia oferecido em garantia de execu\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 recus\u00e1vel por inobserv\u00e2ncia \u00e0 ordem legal da penhora\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O senhor ministro Benedito Gon\u00e7alves pediu vista dos autos. Aguarda-se os senhores ministros Marco Aur\u00e9lio Bellizze, S\u00e9rgio Kukina, Gurgel de Faria, Paulo S\u00e9rgio Domingues, Teodoro Silva Santos, Afr\u00e2nio Vilela e Francisco Falc\u00e3o votarem.<\/p>\n\n\n\n<p>Conclus\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A verdade \u00e9 que o Tema n\u00ba 1.385 \u00e9 mais do que um debate t\u00e9cnico sobre meios de garantia. Ele funciona como um teste de maturidade do contencioso tribut\u00e1rio brasileiro. O julgamento final do STJ indicar\u00e1 se o sistema est\u00e1 disposto a operar de forma coerente com o processo civil contempor\u00e2neo ou se seguir\u00e1 preso a uma l\u00f3gica arrecadat\u00f3ria que sacrifica racionalidade, previsibilidade e equil\u00edbrio institucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Reconhecer a fian\u00e7a banc\u00e1ria e o seguro-garantia como instrumentos aptos a assegurar a execu\u00e7\u00e3o fiscal n\u00e3o fragiliza o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio. Ao contr\u00e1rio, refor\u00e7a a ideia de que a efetividade do processo se constr\u00f3i com t\u00e9cnica, coer\u00eancia e respeito \u00e0s garantias fundamentais \u2013 e n\u00e3o pela maximiza\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica do custo imposto ao contribuinte. \u00c9 esse o verdadeiro desafio colocado pelo Tema n\u00ba 1.385.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-11\/tema-repetitivo-no-1-385-do-stj-a-execucao-fiscal-entre-tecnica-e-coercao\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Projeto acaba com prazo para mandado de seguran\u00e7a tribut\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 5007\/25, do deputado Jonas Donizette (PSB-SP), acaba com prazo limite de 120 dias para entrar com mandado de seguran\u00e7a para questionar uma lei ou norma que afete cobran\u00e7as de impostos feitas de forma cont\u00ednua. Isso acontece porque, nesses casos, a a\u00e7\u00e3o \u00e9 preventiva \u2013 ou seja, \u00e9 proposta para evitar que a regra seja aplicada e cause preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, a <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/2009\/lei-12016-7-agosto-2009-590271-norma-pl.html\">Lei 12.016\/09<\/a> estabelece prazo de at\u00e9 120, a partir do momento em que toma conhecimento do ato que quer contestar, para entrar com um mandado de seguran\u00e7a. O texto est\u00e1 em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>O mandado de seguran\u00e7a age para proteger direitos l\u00edquidos e certos contra ilegalidades ou abusos de poder por parte de autoridades p\u00fablicas ou de seus agentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Decis\u00e3o do STJ<br>Segundo Donizette, h\u00e1 decis\u00e3o consolidada no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) com esse mesmo entendimento. Na justificativa da decis\u00e3o, o ministro relator argumentou que a renova\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica da obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria impede que se estabele\u00e7a um marco \u00fanico para o in\u00edcio da contagem do prazo de decad\u00eancia, sendo o mandado de seguran\u00e7a leg\u00edtimo e adequado para prote\u00e7\u00e3o preventiva.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A decis\u00e3o representa uma vit\u00f3ria significativa para os contribuintes e para a seguran\u00e7a jur\u00eddica, assegurando que n\u00e3o sejam impedidos de questionar aumento de al\u00edquotas ou a cria\u00e7\u00e3o de novas obriga\u00e7\u00f5es fiscais em raz\u00e3o de formalidades processuais&#8221;, disse o deputado.<\/p>\n\n\n\n<p>Donizette afirmou que a proposta busca dar efetividade e seguran\u00e7a ao entendimento firmado no STJ, conferindo estabilidade ao sistema jur\u00eddico tribut\u00e1rio e evitando que futuras interpreta\u00e7\u00f5es divergentes voltem a gerar inseguran\u00e7a e lit\u00edgios desnecess\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>A proposta ser\u00e1 analisada, em car\u00e1ter conclusivo, pela Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.&nbsp;Para virar lei, precisa ser aprovada pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia C\u00e2mara de Not\u00edcias<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1244973-projeto-acaba-com-prazo-para-mandado-de-seguranca-tributario\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal publica Pol\u00edtica de Intelig\u00eancia Artificial com foco em responsabilidade, transpar\u00eancia e supervis\u00e3o humana<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal do Brasil publicou, em 5 de fevereiro de 2026, a&nbsp;<a href=\"https:\/\/normasinternet2.receita.fazenda.gov.br\/#\/consulta\/externa\/149289\">Portaria RFB n\u00ba 647<\/a>, que estabelece a&nbsp;Pol\u00edtica de Intelig\u00eancia Artificial (IA)&nbsp;no \u00e2mbito do \u00f3rg\u00e3o. A iniciativa define princ\u00edpios, diretrizes e salvaguardas para o uso respons\u00e1vel de sistemas de IA, refor\u00e7ando o compromisso da institui\u00e7\u00e3o com a seguran\u00e7a, a transpar\u00eancia e o controle humano em todas as etapas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Portaria, a Pol\u00edtica disciplina o&nbsp;uso, desenvolvimento, contrata\u00e7\u00e3o, monitoramento e desativa\u00e7\u00e3o&nbsp;de tecnologias de IA, garantindo que sua aplica\u00e7\u00e3o ocorra sempre em conformidade com a legisla\u00e7\u00e3o, com respeito a dados pessoais, sigilosos e aos direitos fundamentais. Isso est\u00e1 alinhado \u00e0s diretrizes nacionais do&nbsp;Plano Brasileiro de Intelig\u00eancia Artificial, que orienta o pa\u00eds a adotar tecnologias centradas no ser humano, acess\u00edveis, \u00e9ticas e seguras.<\/p>\n\n\n\n<p>Supervis\u00e3o humana obrigat\u00f3ria<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos pilares da Pol\u00edtica da RFB \u00e9 a garantia de que toda e qualquer decis\u00e3o permanece sob responsabilidade exclusiva do agente p\u00fablico, sendo vedado o uso de IA para tomada de decis\u00f5es aut\u00f4nomas. Sistemas de IA poder\u00e3o apoiar an\u00e1lises e triagens, mas n\u00e3o substituir a atua\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n\n\n\n<p>Prote\u00e7\u00e3o de dados e transpar\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>A Pol\u00edtica tamb\u00e9m refor\u00e7a:<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&#8211; o rigor no tratamento de&nbsp;dados pessoais e sigilosos;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&#8211; a necessidade de sistemas explic\u00e1veis, audit\u00e1veis e transparentes;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;&#8211; pr\u00e1ticas que evitem vieses e assegurem direitos individuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas diretrizes est\u00e3o alinhadas \u00e0 pol\u00edtica nacional de uso \u00e9tico da IA e \u00e0s discuss\u00f5es sobre transpar\u00eancia algor\u00edtmica.<\/p>\n\n\n\n<p>Apoio ao trabalho dos servidores e melhoria dos servi\u00e7os ao cidad\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es de IA visa aprimorar processos, apoiar an\u00e1lises complexas e melhorar a entrega de servi\u00e7os p\u00fablicos. A tecnologia atua como ferramenta para aumentar efici\u00eancia e precis\u00e3o, sem substituir compet\u00eancias humanas. Experi\u00eancias anteriores da Receita, como sistemas de detec\u00e7\u00e3o de fraudes e an\u00e1lises avan\u00e7adas, j\u00e1 demonstram ganhos significativos no apoio \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o, sempre com supervis\u00e3o e controle humano.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a nova Pol\u00edtica, a Receita Federal reafirma seu compromisso com o uso \u00e9tico, seguro e respons\u00e1vel de tecnologias emergentes, fortalecendo sua miss\u00e3o institucional e a confian\u00e7a da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/fevereiro\/receita-federal-publica-politica-de-inteligencia-artificial-com-foco-em-responsabilidade-transparencia-e-supervisao-humana\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal alerta sobre proximidade do fim do prazo para atualiza\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis e im\u00f3veis com al\u00edquotas reduzidas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal do Brasil alerta os contribuintes sobre o prazo final para ades\u00e3o ao Regime Especial de Atualiza\u00e7\u00e3o e Regulariza\u00e7\u00e3o Patrimonial, na modalidade Atualiza\u00e7\u00e3o (Rearp Atualiza\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>O programa foi institu\u00eddo pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2025\/lei\/l15265.htm\">Lei n\u00ba 15.265\/2025<\/a>&nbsp;e regulamentado pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/normasinternet2.receita.fazenda.gov.br\/#\/consulta\/externa\/148510\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.302\/2025<\/a>. A medida permite que pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas atualizem o valor de bens m\u00f3veis e im\u00f3veis, localizados no Brasil ou no exterior, desde que tenham sido adquiridos com recursos de origem l\u00edcita at\u00e9 31 de dezembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Para pessoas f\u00edsicas, a diferen\u00e7a entre o valor atualizado e o valor de aquisi\u00e7\u00e3o dos bens ser\u00e1 tributada, de forma definitiva, pelo Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica (IRPF) \u00e0 al\u00edquota de 4%.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso das pessoas jur\u00eddicas, a diferen\u00e7a entre o valor de mercado e o custo de aquisi\u00e7\u00e3o ser\u00e1 tributada pelo Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) \u00e0 al\u00edquota de 4,8% e pela Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) \u00e0 al\u00edquota de 3,2%, tamb\u00e9m de forma definitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ades\u00e3o ao Rearp Atualiza\u00e7\u00e3o o interessado dever\u00e1:<\/p>\n\n\n\n<p>1. Transmitir a Declara\u00e7\u00e3o de Op\u00e7\u00e3o ao Regime Especial de Atualiza\u00e7\u00e3o Patrimonial (Deap) at\u00e9 19 de fevereiro de 2026;<\/p>\n\n\n\n<p>2. Efetuar o pagamento da primeira quota ou quota \u00fanica dos tributos devidos at\u00e9 27 de fevereiro de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal refor\u00e7a que, caso a Deap n\u00e3o seja transmitida ou os tributos n\u00e3o sejam recolhidos dentro dos prazos estipulados, a op\u00e7\u00e3o pelo regime torna-se sem efeito.<\/p>\n\n\n\n<p>A Deap est\u00e1 dispon\u00edvel no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC), no servi\u00e7o \u201cDeclarar op\u00e7\u00e3o pelo Rearp Atualiza\u00e7\u00e3o\u201d, acess\u00edvel pelo endere\u00e7o&nbsp;<a href=\"https:\/\/cav.receita.fazenda.gov.br\/autenticacao\/login\">https:\/\/cav.receita.fazenda.gov.br\/autenticacao\/login\/index<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Informa\u00e7\u00f5es adicionais e orienta\u00e7\u00f5es detalhadas est\u00e3o dispon\u00edveis no Manual da Deap, acess\u00edvel em&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/centrais-de-conteudo\/publicacoes\/manuais\/manual-deap\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/centrais-de-conteudo\/publicacoes\/manuais\/manual-deap<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/fevereiro\/receita-federal-alerta-sobre-proximidade-do-fim-do-prazo-para-atualizacao-de-bens-moveis-e-imoveis-com-aliquotas-reduzidas\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Comit\u00ea Gestor do IBS marca primeira reuni\u00e3o com composi\u00e7\u00e3o completa na pr\u00f3xima quinta-feira (19)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00f3xima quinta-feira (19), acontecer\u00e1 a 1\u00aa Reuni\u00e3o Extraordin\u00e1ria do Conselho Superior do CGIBS para alinhar os trabalhos que dever\u00e3o nortear as primeiras a\u00e7\u00f5es do Comit\u00ea, bem como definir as agendas de atividades para 2026. O encontro ser\u00e1 realizado em formato virtual, \u00e0s 10h. Esta \u00e9 a primeira reuni\u00e3o oficial do CGIBS, com o quadro completo, ap\u00f3s a posse dos 81 membros municipais, que ocorreu no dia 9 de fevereiro.<\/p>\n\n\n\n<p>No encontro, formado por representantes estaduais e municipais, devem ser definidos os passos iniciais para garantir a seguran\u00e7a jur\u00eddica e a capacidade operacional ao Conselho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A defini\u00e7\u00e3o das agendas de trabalho para 2026 tamb\u00e9m ser\u00e1 discutida. Conforme an\u00fancio do presidente do CGIBS, Fl\u00e1vio C\u00e9sar, na solelidade de posse dos membros municipais do Comit\u00ea, est\u00e1 sendo estudada a viabiliza\u00e7\u00e3o de uma reuni\u00e3o presencial no in\u00edcio de mar\u00e7o.<br>1\u00aa Reuni\u00e3o Extraordin\u00e1ria do Conselho Superior do CGIBS<br>Quando: 19 de fevereiro (quinta-feira)<br>Hor\u00e1rio: 10h<br>Formato: virtual<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.cgibs.gov.br\/comite-gestor-do-ibs-marca-primeira-reuniao-com-composicao-completa-na-proxima-quinta-feira-19\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte falha em ampliar prote\u00e7\u00e3o e tem pouco efeito pr\u00e1tico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O rec\u00e9m-sancionado&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp225.htm\">C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte<\/a>&nbsp;n\u00e3o faz jus ao nome. Embora tenha o objetivo expresso de estabelecer regras gerais sobre direitos e garantias dos pagadores de tributos, a nova lei complementar n\u00e3o traz mudan\u00e7as profundas quanto a esses aspectos. Na verdade, a norma apenas consolida princ\u00edpios j\u00e1 existentes e, assim, n\u00e3o garante um maior amparo ao contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da proposta de ser um C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte, a lei \u00e9 muito mais direta, objetiva e inovadora ao prever regras contra o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-dez-11\/lei-do-devedor-contumaz-ataca-fraudes-mas-fiscalizacao-da-pratica-e-obstaculo\/\">devedor contumaz<\/a>&nbsp;(foi esse o grande mote desde sua&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-dez-10\/camara-aprova-regras-mais-rigidas-para-devedor-contumaz\/\">aprova\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;no Congresso). Tributaristas avaliam que haver\u00e1 pouco efeito pr\u00e1tico na prote\u00e7\u00e3o dos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Para&nbsp;Diego Diniz, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Daniel, Diniz &amp; Branco Advocacia Tribut\u00e1ria, o C\u00f3digo \u00e9 \u201cmuito mais promessa do que realidade\u201d. Isso porque a lei complementar \u201cse vale de disposi\u00e7\u00f5es principiol\u00f3gicas que precisam de maior concretude no plano real\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto positivo, segundo ele, \u00e9 que a lei representa uma sinaliza\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica no sentido de estabelecer uma \u201crela\u00e7\u00e3o mais harm\u00f4nica\u201d com o contribuinte. Mas o tributarista entende que, se n\u00e3o houver regras mais concretas e uma mudan\u00e7a de cultura do Fisco, a norma ter\u00e1 pouco efeito pr\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n<p>O vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Estudos Tribut\u00e1rios (Apet),&nbsp;Alexandre Evaristo Pinto, afirma que a norma \u00e9 \u201cmuito bem-vinda no \u00e2mbito t\u00e9orico\u201d, mas muito mais \u201cprogram\u00e1tica e principiol\u00f3gica\u201d \u2014 ou seja, falta \u201cdensidade\u201d e, consequentemente, efetividade para proteger o contribuinte \u201cperante os interesses arrecadat\u00f3rios\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00f3digo de Defesa do Fisco<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, de acordo com o advogado, essa efetividade s\u00f3 deve vir a partir de uma regulamenta\u00e7\u00e3o e vai depender da \u201cboa vontade\u201d da administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Hugo de Brito Machado Segundo, professor da Faculdade de Direito da Universidade de S\u00e3o Paulo (FDUSP) e da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC), considera que a maioria das previs\u00f5es da nova lei \u00e9 \u201cmuito vaga e gen\u00e9rica\u201d. Por isso, ele entende que \u201ctudo depender\u00e1 de como os aplicadores (Fisco e Judici\u00e1rio) v\u00e3o entender as disposi\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o tributarista, quando o texto \u00e9 muito gen\u00e9rico, os fiscais \u201cgeralmente o ignoram e priorizam textos normativos espec\u00edficos e dotados de maior concretude\u201d. Assim, \u201cas autoridades fatalmente dar\u00e3o prioridade\u201d, por exemplo, a uma instru\u00e7\u00e3o normativa que tenha alguma determina\u00e7\u00e3o expressa para uma a\u00e7\u00e3o espec\u00edfica e pontual, ainda que ela v\u00e1 de encontro aos princ\u00edpios da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, na pr\u00e1tica, o C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte \u201cpode n\u00e3o servir de nada\u201d. Mas, no Judici\u00e1rio, \u201cpode ser que algumas disposi\u00e7\u00f5es sirvam de alguma coisa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando que boa parte da lei busca distinguir os bons pagadores de tributos dos contribuintes considerados n\u00e3o cooperativos e estabelecer medidas contra devedores contumazes, o professor v\u00ea a lei muito mais como um \u201cC\u00f3digo de Defesa do Fisco\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEmbora a norma tenha esse nome de C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte, ela acaba sendo mais efetiva na parte do devedor contumaz do que na defesa do contribuinte\u201d, diz Evaristo Pinto, que classifica a lei como \u201cassim\u00e9trica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma,&nbsp;Rafael Oliveira Beber Peroto, s\u00f3cio do Oliveira e Olivi Advogados e Associados, aponta: \u201cMuito embora o objetivo principal do C\u00f3digo seja promover a defesa do contribuinte, e ainda que traga disposi\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o dos bons pagadores e dos contribuintes cooperativos, a nova lei d\u00e1 mais \u00eanfase aos deveres e \u00e0 puni\u00e7\u00e3o do mau pagador\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o de&nbsp;Renato Mendes, do Jorge Advogados, o \u201cn\u00facleo duro\u201d da defesa do contribuinte previsto na lei, de fato, \u00e9 \u201cmuito principiol\u00f3gico\u201d, enquanto a parte punitiva \u00e9 mais clara e objetiva. Ele entende que a norma poderia ter sido mais aprofundada, para garantir uma \u201cprote\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e procedimental\u201d mais robusta no curto prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, por\u00e9m, um ponto positivo: \u201cOs novos artigos fornecem a letra da lei para sustentar nulidades que antes dependiam de constru\u00e7\u00f5es doutrin\u00e1rias\u201d. Mas o advogado concorda que \u201ca face protetiva do C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte ainda precisa ser confirmada no dia a dia dos tribunais e na resist\u00eancia contra interpreta\u00e7\u00f5es administrativas restritivas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para uma lei com tal nome, esperava-se muito mais. \u201cO contribuinte que sempre cumpre com suas obriga\u00e7\u00f5es est\u00e1 preocupado se vai ter benef\u00edcios, se vai conseguir recolher os tributos com um encargo menor, se vai conseguir algum tipo de desconto para alguma situa\u00e7\u00e3o\u201d, diz Mendes. Isso n\u00e3o \u00e9 contemplado pelo C\u00f3digo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem grandes novidades<\/p>\n\n\n\n<p>Peroto afirma que \u201ca nova lei n\u00e3o promove mudan\u00e7as profundas no sistema tribut\u00e1rio nem introduz inova\u00e7\u00f5es substanciais no aspecto principiol\u00f3gico, pois re\u00fane e consolida princ\u00edpios que j\u00e1 estavam presentes de forma dispersa e at\u00e9 impl\u00edcita no ordenamento jur\u00eddico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, o C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte \u201cpossui papel essencialmente complementar, conferindo maior clareza, sistematiza\u00e7\u00e3o e, de certa maneira, efetividade a muitos dos princ\u00edpios, direitos e garantias j\u00e1 previstos antes pela legisla\u00e7\u00e3o infra e constitucional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Diniz confirma que as previs\u00f5es gerais da lei j\u00e1 podiam ser encontradas \u201cem outras disposi\u00e7\u00f5es\u201d. O ineditismo \u2014 positivo, segundo ele \u2014, \u00e9 unific\u00e1-las em uma norma e estend\u00ea-las para todos os entes federados.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Evaristo Pinto, alguns desses pontos \u201cj\u00e1 s\u00e3o efetivos\u201d por conta de outras normas. Ou seja, a maior parte das ideias j\u00e1 est\u00e1 contida na legisla\u00e7\u00e3o e na pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o: \u201cN\u00e3o tem nada que seja totalmente in\u00e9dito\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as \u201cnormas fundamentais da rela\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria\u201d previstas no C\u00f3digo est\u00e1, por exemplo, o respeito \u00e0 seguran\u00e7a jur\u00eddica e \u00e0 boa-f\u00e9 na aplica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o. O vice da Apet classifica esse ponto como \u201cuma obviedade\u201d, enquanto Mendes considera que se trata de um princ\u00edpio constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro trecho diz que a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria deve \u201cadequar meios e fins que imponham menor onerosidade aos contribuintes\u201d. Mendes explica que \u201cesse tipo de disposi\u00e7\u00e3o pauta a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l6830.htm\">Lei de Execu\u00e7\u00e3o Fiscal<\/a>\u201c.<\/p>\n\n\n\n<p>O C\u00f3digo tamb\u00e9m cita a redu\u00e7\u00e3o da litigiosidade. Segundo Evaristo Pinto, \u201cisso faz parte do jogo: para o sistema ser eficiente, tem que ser o menos litigioso poss\u00edvel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas outras obriga\u00e7\u00f5es do Fisco previstas na lei s\u00e3o \u00f3bvias, como \u201cindicar os pressupostos de fato e de direito que justifiquem seus atos\u201d, \u201cadotar medidas de transpar\u00eancia\u201d e \u201cgarantir a ampla defesa e o contradit\u00f3rio\u201d. O mesmo vale para os direitos do contribuinte, como \u201cser tratado com respeito e urbanidade\u201d, \u201cter vista dos autos e obter c\u00f3pias de documentos neles contidos\u201d e \u201cprovar suas alega\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 indica\u00e7\u00e3o de pressupostos, embora n\u00e3o se trate de uma novidade, Mendes acredita que os advogados ter\u00e3o \u201cum substrato legal\u201d para contestar lan\u00e7amentos que n\u00e3o cumpram o requisito.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ainda itens que j\u00e1 estavam presentes na legisla\u00e7\u00e3o, mas com reda\u00e7\u00f5es diferentes. \u00c9 o caso da promo\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es e campanhas de orienta\u00e7\u00e3o aos contribuintes. O vice-presidente da Apet lembra que a Receita publica todo ano perguntas e respostas sobre o Imposto de Renda. Normas recentes, como a tributa\u00e7\u00e3o dos dividendos e a redu\u00e7\u00e3o de incentivos fiscais, tamb\u00e9m geraram medidas semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Poss\u00edveis avan\u00e7os<\/p>\n\n\n\n<p>O C\u00f3digo prev\u00ea a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-jan-13\/desembargador-suspende-taxa-do-ibama-com-base-em-novo-codigo-do-contribuinte\/\">presun\u00e7\u00e3o de boa-f\u00e9<\/a>&nbsp;do contribuinte \u201cnos \u00e2mbitos judicial e extrajudicial\u201d. Na avalia\u00e7\u00e3o de Machado Segundo, isso, se cumprido, \u201cpode mudar um paradigma\u201d, pois hoje \u201co que se presume \u00e9 a m\u00e1-f\u00e9 do cidad\u00e3o (n\u00e3o s\u00f3 do contribuinte)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Peroto entende, contudo, que esse princ\u00edpio n\u00e3o \u00e9 uma grande novidade no ordenamento jur\u00eddico. \u201cO avan\u00e7o trazido pelo C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte est\u00e1 em sua positiva\u00e7\u00e3o expressa\u201d, opina.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, Diniz afirma que a presun\u00e7\u00e3o de boa-f\u00e9 \u201cna rela\u00e7\u00e3o entre administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e administrado\u201d j\u00e1 \u00e9 defendida h\u00e1 muito tempo pela doutrina e \u201cencontra respaldo em precedentes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a nova lei, o contribuinte tamb\u00e9m tem o direito de \u201ceximir-se de fornecer documentos e informa\u00e7\u00f5es aos quais a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria possua acesso ou que j\u00e1 lhe tenham sido entregues\u201d. Machado Segundo acredita que isso pode reduzir burocracias e exig\u00eancias de informa\u00e7\u00e3o duplicadas: \u201cSe a Receita j\u00e1 tem a informa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode ficar pedindo de novo s\u00f3 por comodidade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Outro trecho prev\u00ea que o Fisco s\u00f3 pode receber a garantia em um processo (fian\u00e7a banc\u00e1ria ou seguro garantia) depois do tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o em seu favor. O professor enxerga esse ponto como uma \u201cimportante conquista processual\u201d, j\u00e1 que h\u00e1 uma dificuldade em receber de volta valores pagos de forma indevida \u00e0 Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Mendes v\u00ea algum \u201cgrau de novidade\u201d no trecho que estabelece como dever do Fisco \u201cpossibilitar ao sujeito passivo autorregularizar o pagamento dos tributos e das obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias antes da lavratura do auto de infra\u00e7\u00e3o\u201d. Ele explica que isso j\u00e1 ocorre, mas apenas com alguns contribuintes \u201cde maior volume\u201d. A ideia agora \u00e9 liberar para todos.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado tamb\u00e9m destaca o trecho que prev\u00ea a responsabilidade civil, penal e administrativa da autoridade administrativa que \u201cagir com dolo, m\u00e1-f\u00e9, abuso ou excesso\u201d ao supervisionar e aplicar as obriga\u00e7\u00f5es previstas no C\u00f3digo. Na sua vis\u00e3o, isso cria um \u201cfreio inibit\u00f3rio para a sanha arrecadat\u00f3ria desmedida da Fazenda P\u00fablica\u201d e traz uma defesa dos direitos dos contribuintes de forma mais concreta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"kZjNnk5j52\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-13\/codigo-de-defesa-do-contribuinte-falha-em-ampliar-protecao-e-tem-pouco-efeito-pratico\/\">C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte falha em ampliar prote\u00e7\u00e3o e tem pouco efeito pr\u00e1tico<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte falha em ampliar prote\u00e7\u00e3o e tem pouco efeito pr\u00e1tico&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-13\/codigo-de-defesa-do-contribuinte-falha-em-ampliar-protecao-e-tem-pouco-efeito-pratico\/embed\/#?secret=1GuRk5kLZ9#?secret=kZjNnk5j52\" data-secret=\"kZjNnk5j52\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Produtores perdem no Carf disputas sobre cess\u00e3o de terras rurais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O contribuinte est\u00e1 perdendo, no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), a disputa travada com a Receita Federal sobre a tributa\u00e7\u00e3o da cess\u00e3o de terras rurais a terceiros. Em pelo menos nove decis\u00f5es proferidas no segundo semestre do ano passado, de diferentes turmas, os conselheiros mantiveram a cobran\u00e7a de Imposto de Renda (IRPF) a produtores rurais, por entender que trata-se de arrendamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tipo de contrato prev\u00ea um valor fixo pelo uso da terra. A Receita defende que essa opera\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante a um aluguel. O IRPF a pagar, portanto, pode chegar a 27,5%. J\u00e1 os propriet\u00e1rios de terras entendem que trata-se de parceria, em que h\u00e1 uma divis\u00e3o dos resultados, envolvendo risco. Nesse caso, a al\u00edquota \u00e9 de 5% do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>A diferen\u00e7a entre arrendamento e parceria tem pesado no bolso dos produtores rurais, geralmente pessoas f\u00edsicas. Em um dos casos julgados, a cobran\u00e7a \u00e9 pr\u00f3xima de R$ 1 milh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o j\u00e1 foi levada ao Congresso Nacional. Em 2025, o deputado federal Pedro Lupion (PP\/PR) apresentou projeto de lei propondo que os rendimentos decorrentes de arrendamento de im\u00f3vel rural sejam inclu\u00eddos no conceito de \u201catividade rural\u201d. Na justificativa aponta que a Receita tem \u201creiteradamente\u201d desqualificado contratos de parceria rural, tratando-os como arrendamento e, assim, afastando o regime de tributa\u00e7\u00e3o da atividade rural.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA incerteza jur\u00eddica desestimula acordos leg\u00edtimos de explora\u00e7\u00e3o produtiva da terra, eleva o custo de transa\u00e7\u00e3o no campo e provoca judicializa\u00e7\u00e3o, porque os autos de infra\u00e7\u00e3o costumam retroagir cinco anos sem que o contribuinte conseguisse prever a mudan\u00e7a de entendimento da administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria\u201d, alega na justificativa do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>A autorregulariza\u00e7\u00e3o para produtores rurais pessoas f\u00edsicas estava entre as prioridades da Receita Federal para 2025, de acordo com o Relat\u00f3rio Anual de Fiscaliza\u00e7\u00e3o. No documento, o \u00f3rg\u00e3o aponta que as principais inconformidades tribut\u00e1rias observadas envolvem a aus\u00eancia de entrega da declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda ou do Livro Caixa Digital do Produtor Rural, a dedu\u00e7\u00e3o indevida de despesas n\u00e3o vinculadas \u00e0 atividade rural e a omiss\u00e3o ou tributa\u00e7\u00e3o incorreta de rendimentos provenientes de arrendamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por muito tempo, a Receita n\u00e3o era t\u00e3o r\u00edgida nas fiscaliza\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio\u201d<br>\u2014 Vin\u00edcius Caccavali<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Receita e at\u00e9 o Carf quando avaliam casos concretos cometem equ\u00edvocos ao avaliar a quest\u00e3o do risco, ignorando que o pr\u00f3prio Estatuto da Terra prev\u00ea risco\u201d, afirma o advogado F\u00e1bio Calcini, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Brasil Salom\u00e3o e Matthes Advocacia. De acordo com o Estatuto da Terra (Lei n\u00ba 4.504, de 1964), na parceria rural, uma pessoa cede \u00e0 outra o uso de im\u00f3vel rural mediante partilha de riscos como caso fortuito e de for\u00e7a maior e varia\u00e7\u00f5es de pre\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>As discuss\u00f5es e d\u00favidas nesse tema n\u00e3o s\u00e3o novas, de acordo com o advogado, mas ganharam evid\u00eancia porque a Receita tem, cada vez mais, aberto opera\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o de produtores rurais. \u201cO setor est\u00e1 preocupado com o assunto\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Consultas com pedidos de avalia\u00e7\u00e3o de contratos para verificar se est\u00e1 bem caracterizada a parceria tornaram-se mais recorrentes, diz Calcini. A cobran\u00e7a, acrescenta, pode decorrer de fiscaliza\u00e7\u00f5es referentes \u00e0 pessoa f\u00edsica ou realizadas no terceiro que arrenda a terra. \u201cA diferen\u00e7a [de IR] \u00e9 muito grande. Existem milhares de contratos e a Receita tem intensificado as fiscaliza\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>As decis\u00f5es t\u00eam sido normalmente desfavor\u00e1veis aos contribuintes, mas, pondera o advogado, dependem das peculiaridades de cada caso. N\u00e3o h\u00e1 ainda entendimento da C\u00e2mara Superior \u2013 \u00faltima inst\u00e2ncia do Carf. \u201cDepende de como foi feito o contrato e dos elementos f\u00e1ticos de cada opera\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma das decis\u00f5es, de novembro, a 2\u00aa Turma da 3\u00aa C\u00e2mara da 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o considerou que \u00e9 da ess\u00eancia da parceria rural que os contratantes partilhem os riscos advindos de caso fortuito e for\u00e7a maior do empreendimento rural, o que \u00e9 descaracterizado quando uma das partes recebe quantia fixa, independentemente da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, a Receita cobra IRPF de 2006 a 2010, em um total de R$ 1,76 milh\u00e3o \u2013 R$ 895 mil de imposto e o restante de multa e juros, calculados at\u00e9 junho de 2011. De acordo com o processo, a Receita aponta omiss\u00e3o de rendimentos recebidos de pessoas jur\u00eddicas decorrentes de alugu\u00e9is e royalties, omiss\u00e3o de rendimentos recebidos de pessoas f\u00edsicas sujeitos a carn\u00ea-le\u00e3o decorrentes de alugu\u00e9is e royalties e omiss\u00e3o de rendimentos de atividade rural (processo n\u00ba 15868.720066\/2011-5).<\/p>\n\n\n\n<p>O contrato, segundo o contribuinte alegou no processo, estipula o recebimento do percentual de 15% da produ\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar. Para isso, precisa vender essa parcela da produ\u00e7\u00e3o. Para a Receita, por\u00e9m, o contrato de parceria agr\u00edcola foi descaracterizado porque havia outro contrato de venda dessa fatia da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra autua\u00e7\u00e3o, mantida em julho pela 1\u00aa Turma da 2\u00aa C\u00e2mara da 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o, cobra R$ 31,67 mil, por omiss\u00e3o de rendimentos de alugu\u00e9is. Para a fiscaliza\u00e7\u00e3o, o contrato seria de arrendamento, e n\u00e3o de parceria rural (processo n\u00ba 12571.720150\/2017-02).<\/p>\n\n\n\n<p>Em setembro a 1\u00aa Turma da 4\u00aa C\u00e2mara da 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m manteve uma autua\u00e7\u00e3o pelo mesmo motivo. Para os conselheiros, no caso de contrato de arrendamento, o rendimento recebido pelo propriet\u00e1rio dos bens rurais cedidos deve ser tributado como se fosse um aluguel comum. Foi mantida cobran\u00e7a de R$ 64 mil, referente ao per\u00edodo entre 2013 e 2015. \u201cSe n\u00e3o h\u00e1 compartilhamento de riscos, n\u00e3o h\u00e1 parceria, no caso\u201d, afirmou o relator, conselheiro Marcio Henrique Sales Parada, no voto (processo n\u00ba 12571.720076\/2017-16).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Vin\u00edcius Vicentin Caccavali, s\u00f3cio de tribut\u00e1rio do VBSO Advogados, por muito tempo a Receita n\u00e3o era t\u00e3o r\u00edgida nas fiscaliza\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio, o que mudou nos \u00faltimos 15 anos, em especial em rela\u00e7\u00e3o a pessoas f\u00edsicas que s\u00e3o grandes contribuintes. \u201cTem muita gente que vai fazer um contrato, chamar de parceria rural mas, na pr\u00e1tica, n\u00e3o interessa como chama, mas quais os elementos essenciais\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado destaca que existem muitos casos em que as pessoas chamam de contrato de parceria, mas fixam cl\u00e1usulas que tiram o risco do dono da terra. \u201cSem o elemento risco n\u00e3o d\u00e1 pra falar que tem o contrato de parceria\u201d, diz. \u00c9 comum o escrit\u00f3rio fazer esse alerta aos produtores rurais, segundo o advogado. \u201cRevisamos muitos contratos que t\u00eam a cl\u00e1usula que exime [o produtor] de todo o risco.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o advogado pondera que tamb\u00e9m ocorrem exageros por parte da Receita. \u201cH\u00e1 diverg\u00eancia sobre quais riscos devem ser compartilhados\u201d, afirma. Em uma das decis\u00f5es, a Receita cita que o dono da terra ficou afastado do risco trabalhista, o que j\u00e1 n\u00e3o deveria ser exigido dele, de acordo com o advogado. \u201cEle n\u00e3o deve ficar respons\u00e1vel se quem usa a terra dele paga FGTS, por exemplo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/11\/produtores-perdem-no-carf-disputas-sobre-cessao-de-terras-rurais.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf nega dedu\u00e7\u00e3o de IR pago no exterior para compensar estimativas mensais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria de 4 votos a 2, a 1\u00aa Turma da 2\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) negou a possibilidade de utilizar cr\u00e9ditos de imposto de renda pago no exterior relativos \u00e0 per\u00edodos anteriores para quitar estimativas mensais de IRPJ e CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso envolve a ArcelorMittal, que foi autuada por deduzir cr\u00e9ditos de imposto de renda pagos no exterior de forma considerada indevida. Isso porque utilizou valores de exerc\u00edcios anteriores para quitar estimativas mensais que resultaram em saldo negativo de CSLL no Brasil (2018).<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o na turma girou em torno da temporalidade e da forma de utiliza\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos de IR no exterior. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) defende que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel compensar valores pagos no exterior sem que haja, ao menos, tributa\u00e7\u00e3o correspondente no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sustenta\u00e7\u00e3o oral, a procuradora da Fazenda Nacional L\u00edvia da Silva Queiroz destacou que h\u00e1 diferen\u00e7a entre apenas oferecer o lucro \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o e efetivamente recolher o imposto, condi\u00e7\u00e3o que considera indispens\u00e1vel para o uso do cr\u00e9dito. Segundo ela, o mecanismo de elimina\u00e7\u00e3o da bitributa\u00e7\u00e3o atua justamente quando a tributa\u00e7\u00e3o no Brasil \u00e9 afastada em raz\u00e3o do cr\u00e9dito concedido, e n\u00e3o antes disso.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a relatora, conselheira Isabelle Resende Alves Rocha, embora as estimativas representem adiantamentos, elas mant\u00eam natureza de imposto devido. A conselheira destacou que a legisla\u00e7\u00e3o brasileira adota uma base conjunta de apura\u00e7\u00e3o do imposto de renda, que re\u00fane os resultados obtidos no Brasil e no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, segundo a julgadora, n\u00e3o faria sentido afastar as antecipa\u00e7\u00f5es mensais dessa base integrada, j\u00e1 que ambas comp\u00f5em o mesmo c\u00e1lculo ao final do exerc\u00edcio. O voto foi acompanhado pelo conselheiro Lucas Issah.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia foi no sentido de que as estimativas mensais incidem sobre o lucro local, sem rela\u00e7\u00e3o direta com os lucros auferidos no exterior, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o seria poss\u00edvel utilizar cr\u00e9ditos de IR pago fora do pa\u00eds para compens\u00e1-las. Nessa linha de entendimento, o m\u00e9todo de cr\u00e9dito tem o objetivo de eliminar a bitributa\u00e7\u00e3o internacional, ou seja, permitir que o imposto pago no exterior seja abatido do tributo devido no Brasil sobre o mesmo lucro estrangeiro, e n\u00e3o sobre lucros dom\u00e9sticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Votaram nesse sentido os conselheiros Renato Rodrigues Gomes, Raimundo Pires de Santana Filho, Ricardo Pezzuto Rufino e Marcelo Ant\u00f4nio Biancardi.<\/p>\n\n\n\n<p>A turma tamb\u00e9m votou, entre outras mat\u00e9rias, um pedido subsidi\u00e1rio do contribuinte para redu\u00e7\u00e3o do valor exigido, caso a compensa\u00e7\u00e3o principal n\u00e3o fosse aceita. Nesse ponto, a decis\u00e3o foi un\u00e2nime a favor do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso tramita com o n\u00famero 10600.731277\/2023-77.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-nega-deducao-de-ir-pago-no-exterior-para-compensar-estimativas-mensais\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m IRPJ, CSLL e PIS\/Cofins por omiss\u00e3o de receitas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 1\u00aa Turma da 3\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve uma cobran\u00e7a de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins contra a Harpia Asset por omiss\u00e3o de receitas em 2013 a 2014. O valor original do lan\u00e7amento, em 2019, era de R$ 140,6 milh\u00f5es, mas sofreu redu\u00e7\u00f5es na primeira inst\u00e2ncia em raz\u00e3o da decad\u00eancia de parte dos cr\u00e9ditos PIS\/Cofins analisados.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa foi autuada porque, ap\u00f3s sucessivas intima\u00e7\u00f5es da Receita Federal, n\u00e3o teria comprovado a origem de R$ 335,5 milh\u00f5es movimentados no per\u00edodo analisado. De acordo com a fiscaliza\u00e7\u00e3o, a contribuinte integra um grupo econ\u00f4mico informal voltado \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis, sendo uma das empresas com \u201catua\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica\u201d criada para blindagem patrimonial por meio do n\u00e3o recolhimento de tributos. A exist\u00eancia de tal grupo econ\u00f4mico irregular foi reconhecida pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (AResp 1345689).<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa da contribuinte pediu a nulidade da cobran\u00e7a porque: as condutas imputadas se basearam em informa\u00e7\u00f5es fornecidas por institui\u00e7\u00f5es financeiras; as dilig\u00eancias realizadas na primeira inst\u00e2ncia n\u00e3o teriam esclarecido todas as quest\u00f5e levantadas pelos julgadores de piso; aus\u00eancia de individualiza\u00e7\u00e3o das condutas atribu\u00eddas a ela e aos solid\u00e1rios; e pelo uso, em car\u00e1ter complementar, de provas usadas no processo judicial. No m\u00e9rito, questionou a base de c\u00e1lculo dos tributos cobrados e o uso do arbitramento para a defini\u00e7\u00e3o do valor devido.<\/p>\n\n\n\n<p>A turma seguiu o voto da relatora, conselheira Eduarda Lacerda Kanieski, que manteve o ac\u00f3rd\u00e3o da 1\u00aa Turma da Delegacia de Julgamento de Ribeir\u00e3o Preto (SP). A julgadora afastou as nulidades e validou tanto o uso do arbitramento, dada a n\u00e3o apresenta\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis solicitadas, quanto a defini\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo a partir das movimenta\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias da contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 9515.720994\/2019-21.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-mantem-irpj-csll-e-pis-cofins-por-omissao-de-receitas\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:\u00a0\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Repetitivo veta dupla condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios de quem desiste de embargos para aderir ao Refis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) estabeleceu, sob o rito dos recursos&nbsp;repetitivos, que a extin\u00e7\u00e3o dos embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal em raz\u00e3o da desist\u00eancia do contribuinte ou de sua ren\u00fancia ao direito, para fins de ades\u00e3o a programa de recupera\u00e7\u00e3o fiscal (Refis) que j\u00e1 inclui verba honor\u00e1ria pela cobran\u00e7a da d\u00edvida, n\u00e3o autoriza nova condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a fixa\u00e7\u00e3o da tese jur\u00eddica no&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=1317&amp;cod_tema_final=1317\">Tema 1.317<\/a>, podem voltar a tramitar, tanto no STJ quanto nos tribunais de segunda inst\u00e2ncia, todos os recursos especiais e agravos em&nbsp;recurso especial&nbsp;que estavam suspensos \u00e0 espera do julgamento. O entendimento dever\u00e1 ser obrigatoriamente observado pelos tribunais do pa\u00eds em casos semelhantes, nos termos do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm#art927III\">artigo 927, inciso III, do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC)<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do repetitivo, ministro Gurgel de Faria, explicou que, sob a vig\u00eancia do CPC de 1973, a jurisprud\u00eancia do STJ reconhecia relativa autonomia entre a execu\u00e7\u00e3o fiscal e os embargos, o que permitia a condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios advocat\u00edcios em ambos os processos. Nessa sistem\u00e1tica \u2013 prosseguiu \u2013, admitia-se o arbitramento cumulativo da verba, desde que a soma n\u00e3o ultrapassasse o limite de 20% previsto no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l5869.htm#art20%C2%A73\">artigo 20, par\u00e1grafo 3\u00ba, do CPC de 1973<\/a>, podendo o juiz fixar os honor\u00e1rios em uma \u00fanica decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nessa posi\u00e7\u00e3o, o relator observou que as turmas de direito p\u00fablico do STJ passaram a admitir a condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios nos embargos nos casos de desist\u00eancia ou ren\u00fancia para ades\u00e3o a programas de parcelamento, salvo se a legisla\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio fiscal dispusesse de forma diversa.<\/p>\n\n\n\n<p>Para evitar&nbsp;bis in idem, Fazenda P\u00fablica n\u00e3o pode cobrar honor\u00e1rios adicionais<\/p>\n\n\n\n<p>Gurgel de Faria destacou, contudo, que o CPC de 2015 trouxe regra espec\u00edfica para os honor\u00e1rios nos casos de rejei\u00e7\u00e3o de embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de t\u00edtulo executivo extrajudicial, categoria que inclui a Certid\u00e3o de D\u00edvida Ativa (CDA). Segundo o ministro, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm#art827%C2%A72\">artigo 827, par\u00e1grafo 2\u00ba<\/a>, prev\u00ea que, quando a defesa do devedor n\u00e3o afasta total ou parcialmente a cobran\u00e7a, seja nos embargos, seja na pr\u00f3pria execu\u00e7\u00e3o, o magistrado deve majorar os honor\u00e1rios inicialmente fixados em 10%, respeitado o teto de 20% sobre o valor do cr\u00e9dito executado.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Aplicando esta nova disciplina normativa \u00e0 controv\u00e9rsia em julgamento, tem-se que, havendo inclus\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios referentes \u00e0 cobran\u00e7a de d\u00edvida p\u00fablica por ocasi\u00e3o de ades\u00e3o ao programa de recupera\u00e7\u00e3o fiscal, a Fazenda P\u00fablica n\u00e3o poder\u00e1 exigir judicialmente valor adicional a t\u00edtulo de verba honor\u00e1ria, sob pena de&nbsp;bis in idem, pois o acerto dos honor\u00e1rios no momento da ades\u00e3o ao parcelamento configura verdadeira transa\u00e7\u00e3o sobre esse cr\u00e9dito&#8221;, afirmou o ministro.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, Gurgel de Faria tamb\u00e9m definiu a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos do precedente qualificado, uma vez que o novo posicionamento modifica jurisprud\u00eancia anteriormente consolidada.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os pagamentos de honor\u00e1rios advocat\u00edcios j\u00e1 recolhidos, quando decorrentes de&nbsp;senten\u00e7a&nbsp;que extingue embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal em face de ades\u00e3o a programa de recupera\u00e7\u00e3o fiscal que j\u00e1 contemplava verba honor\u00e1ria pela cobran\u00e7a da d\u00edvida p\u00fablica, permanecem v\u00e1lidos se n\u00e3o tiverem sido objeto de impugna\u00e7\u00e3o pela parte embargante at\u00e9 18 de mar\u00e7o de 2025, data de encerramento da sess\u00e3o virtual em que foi afetado o presente tema&#8221;, declarou o relator.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/julgamento\/eletronico\/documento\/mediado\/?documento_tipo=integra&amp;documento_sequencial=346737448&amp;registro_numero=202402646011&amp;peticao_numero=&amp;publicacao_data=20251224&amp;formato=PDF\">Leia o ac\u00f3rd\u00e3o no REsp 2.158.358<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2026\/09022026-Repetitivo-veta-dupla-condenacao-em-honorarios-de-quem-desiste-de-embargos-para-aderir-ao-Refis.aspx\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Novas a\u00e7\u00f5es questionam no STF tributa\u00e7\u00e3o de lucros e renda elevada&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu duas novas A\u00e7\u00f5es Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=7495031\">7933<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=7496045\">7934<\/a>)&nbsp;contra&nbsp;altera\u00e7\u00f5es nas&nbsp;regras do Imposto de Renda&nbsp;que&nbsp;institu\u00edram&nbsp;a tributa\u00e7\u00e3o de altas rendas e a cobran\u00e7a&nbsp;do imposto&nbsp;sobre lucros e dividendos.&nbsp;As a\u00e7\u00f5es foram distribu\u00eddas, por preven\u00e7\u00e3o, ao ministro Nunes Marques, que j\u00e1 \u00e9 relator de outras a\u00e7\u00f5es sobre o tema.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ADI 7933 foi apresentada pelo Partido Liberal (PL), que&nbsp;sustenta que a&nbsp;Lei 15.270\/2025&nbsp;promove mudan\u00e7as profundas no regime do Imposto de Renda com prazo curto para entrada em vigor. Isso, segundo seu argumento,&nbsp;violaria princ\u00edpios constitucionais como a seguran\u00e7a jur\u00eddica, a capacidade contributiva e a previsibilidade tribut\u00e1ria. O pedido inclui a suspens\u00e3o de dispositivos que tratam da tributa\u00e7\u00e3o mensal de lucros e dividendos acima de R$ 50 mil e da tributa\u00e7\u00e3o m\u00ednima anual sobre rendimentos a partir de R$ 600 mil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a ADI 7934 foi ajuizada pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Servi\u00e7os (CNS)&nbsp;para&nbsp;questionar&nbsp;os artigos que institu\u00edram a tributa\u00e7\u00e3o mensal e anual de altas rendas. A entidade sustenta que&nbsp;a forma de cobran\u00e7a antecipada desrespeita a progressividade do Imposto de Renda e pode gerar cobran\u00e7a indevida ao longo do ano.&nbsp;De forma&nbsp;alternativa,&nbsp;a&nbsp;CNS pede&nbsp;que o STF afaste a aplica\u00e7\u00e3o dessas regras a microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nas duas a\u00e7\u00f5es,&nbsp;h\u00e1 pedido de liminar&nbsp;para suspender a efic\u00e1cia dos pontos questionados at\u00e9 o julgamento definitivo&nbsp;pelo Tribunal. O objetivo, de acordo com os&nbsp;autores, \u00e9 evitar inseguran\u00e7a jur\u00eddica e impactos financeiros imediatos para contribuintes afetados pelas novas regras da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/novas-acoes-questionam-no-stf-tributacao-de-lucros-e-renda-elevada\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Ju\u00edza afasta IR sobre dividendos de escrit\u00f3rio de advocacia optante pelo Simples<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza Federal S\u00edlvia Figueiredo Marques, da 26\u00aa vara C\u00edvel de SP, concedeu liminar para afastar a cobran\u00e7a de imposto de renda da pessoa f\u00edsica sobre lucros e dividendos distribu\u00eddos aos s\u00f3cios de um escrit\u00f3rio de advocacia optante pelo Simples Nacional. A decis\u00e3o suspende a aplica\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de 10% prevista na lei 15.270\/25.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso foi analisado em mandado de seguran\u00e7a impetrado contra ato da Receita Federal, que vinha adotando o entendimento de que a nova regra de tributa\u00e7\u00e3o alcan\u00e7aria tamb\u00e9m empresas enquadradas no Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O Simples Nacional \u00e9 um regime tribut\u00e1rio voltado a microempresas e empresas de pequeno porte, com faturamento anual de at\u00e9 R$ 4,8 milh\u00f5es. Al\u00e9m de simplificar o recolhimento de tributos, o regime garante tratamento diferenciado e favorecido, previsto diretamente na Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, o escrit\u00f3rio sustentou que a cobran\u00e7a do imposto sobre a distribui\u00e7\u00e3o de lucros viola a lei complementar 123\/06, que regula o Simples Nacional. O artigo 14 da norma estabelece que os valores pagos ou distribu\u00eddos aos s\u00f3cios dessas empresas s\u00e3o isentos de Imposto de Renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o pedido, a magistrada destacou que cabe exclusivamente \u00e0 lei complementar disciplinar o tratamento diferenciado das microempresas e empresas de pequeno porte, conforme determina o artigo 146 da CF. Por esse motivo, afirmou que uma lei ordin\u00e1ria n\u00e3o pode restringir ou afastar benef\u00edcio fiscal assegurado por norma hierarquicamente superior.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a magistrada, o artigo 6\u00ba-A da lei 9.250\/95, inclu\u00eddo pela lei 15.270\/25 e que instituiu a reten\u00e7\u00e3o do IR sobre dividendos pagos \u00e0 pessoa f\u00edsica, n\u00e3o pode ser aplicado \u00e0s empresas optantes do Simples Nacional. Para ela, entendimento contr\u00e1rio afrontaria a pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o e a sistem\u00e1tica prevista na LC 123\/06.<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza tamb\u00e9m reconheceu o perigo da demora, ao afirmar que o n\u00e3o recolhimento do tributo poderia levar \u00e0 autua\u00e7\u00e3o fiscal, uma vez que a Receita Federal considera o imposto devido.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, foi concedida liminar para suspender a obriga\u00e7\u00e3o de reten\u00e7\u00e3o na fonte do IRPF sobre lucros e dividendos, at\u00e9 o julgamento final do mandado de seguran\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: 5002505-76.2026.4.03.6100<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/449650\/juiza-afasta-ir-sobre-dividendos-de-escritorio-de-advocacia-no-simples\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Multa morat\u00f3ria acaba no primeiro pagamento do parcelamento, fixa STJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O termo final para a cobran\u00e7a da multa de mora pela d\u00edvida tribut\u00e1ria \u00e9 aquele em que o contribuinte inicia o pagamento do valor devido, data na qual ele deixa de ser inadimplente com o Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a deu provimento ao recurso especial da Usiminas em lit\u00edgio contra a Fazenda Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso envolve a interpreta\u00e7\u00e3o do artigo 61, paragrafo 1\u00ba, da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9430.htm\">Lei 9.430\/1996<\/a>, a chamada Lei do Ajuste Tribut\u00e1rio. Esse \u00e9 o dispositivo que prev\u00ea multa morat\u00f3ria para tributos n\u00e3o pagos \u00e0 Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>O par\u00e1grafo 1\u00ba informa que a multa ser\u00e1 calculada \u201ca partir do primeiro dia subsequente ao do vencimento do prazo previsto para o pagamento do tributo ou da contribui\u00e7\u00e3o at\u00e9 o dia em que ocorrer o seu pagamento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00favida era qual seria essa data final nos casos em que o contribuinte aderiu a um programa de parcelamento. Por unanimidade de votos, a 1\u00aa Turma concluiu que deve ser o momento do pagamento da primeira parcela.<\/p>\n\n\n\n<p>Multa at\u00e9 a parcela inicial<\/p>\n\n\n\n<p>Relator do recurso especial, o ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues observou que o parcelamento \u00e9 causa de suspens\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio na forma do artigo 151, VI, do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l5172compilado.htm\">C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional<\/a>, exatamente para afastar a incid\u00eancia de multa e juros.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, ele prop\u00f4s interpretar o trecho da Lei 9.430\/1996 de forma mais ben\u00e9fica ao contribuinte, no sentido de que o termo final para a cobran\u00e7a da multa de mora \u00e9 a data em que se inicia o pagamento do valor parcelado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cData essa na qual ele deixa de ser inadimplente com o Fisco\u201d, acrescentou o ministro. Para ele, n\u00e3o h\u00e1 qualquer preju\u00edzo \u00e0 Fazenda, pois a multa pode voltar a incidir em caso de eventual inadimplemento por parte do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.857.783<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"pZOsuhZi9g\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-10\/multa-moratoria-acaba-no-primeiro-pagamento-do-parcelamento-fixa-stj\/\">Multa morat\u00f3ria acaba no primeiro pagamento do parcelamento, fixa STJ<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Multa morat\u00f3ria acaba no primeiro pagamento do parcelamento, fixa STJ&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-10\/multa-moratoria-acaba-no-primeiro-pagamento-do-parcelamento-fixa-stj\/embed\/#?secret=FFFjVuayk0#?secret=pZOsuhZi9g\" data-secret=\"pZOsuhZi9g\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Liminar afasta limita\u00e7\u00f5es do TCU em transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Uma decis\u00e3o afastou recentes limita\u00e7\u00f5es impostas pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) a uma transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A liminar permite que uma empresa use preju\u00edzo fiscal para quitar at\u00e9 70% da d\u00edvida, como previsto na Lei de Transa\u00e7\u00f5es (n\u00ba 13.988\/2020). O entendimento derruba a trava do TCU, de que o cr\u00e9dito n\u00e3o poderia ultrapassar 35% do passivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a decis\u00e3o, a companhia pode usar at\u00e9 R$ 65,6 milh\u00f5es de preju\u00edzo na negocia\u00e7\u00e3o, o que representa quase um ter\u00e7o da d\u00edvida de R$ 177 milh\u00f5es em tributos. Preju\u00edzo fiscal \u00e9 um cr\u00e9dito gerado para a companhia quando ela n\u00e3o apura lucro em determinado ano. Esse estoque pode ser usado como moeda para pagar tributos ou quitar d\u00edvidas com a Receita Federal ou a PGFN.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o beneficia a Vargem Grande Participa\u00e7\u00f5es S.A, do Grupo CMZ, dono da marca de sorvete Creme Mel, de Goi\u00e2nia, em recupera\u00e7\u00e3o judicial at\u00e9 agosto de 2023 com d\u00edvidas de R$ 88,8 milh\u00f5es. Na senten\u00e7a de encerramento da reestrutura\u00e7\u00e3o, o juiz n\u00e3o exigiu que a d\u00edvida fiscal fosse equalizada, apesar de a jurisprud\u00eancia predominante determinar o contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora esse processo j\u00e1 estivesse encerrado h\u00e1 dois anos e meio, a empresa disse \u00e0 PGFN ao pedir a transa\u00e7\u00e3o e ao Judici\u00e1rio ao pleitear a liminar que estava em recupera\u00e7\u00e3o judicial. Nessa condi\u00e7\u00e3o, ela poderia ter o desconto m\u00e1ximo de 70% na transa\u00e7\u00e3o \u2013 em vez de 65%.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa da Vargem Participa\u00e7\u00f5es disse que o pedido pode ser feito \u201cpor empresas que est\u00e3o ou n\u00e3o em recupera\u00e7\u00e3o judicial, pois a autoriza\u00e7\u00e3o legal para utiliza\u00e7\u00e3o do preju\u00edzo fiscal \u00e9 a mesma para ambas\u201d. \u201cPor esse motivo, a decis\u00e3o liminar pode ser aplicada indistintamente a ambos os casos\u201d, afirmou a advogada que representa a empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela disse que \u201ctodos os documentos sobre a recupera\u00e7\u00e3o judicial foram devidamente apresentados \u00e0 PGFN no curso do pedido de transa\u00e7\u00e3o e que a empresa permanece cumprindo o plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial pelos pr\u00f3ximos anos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O TCU imp\u00f4s limita\u00e7\u00f5es \u00e0s transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias ap\u00f3s uma auditoria concluir, em novembro, que havia fragilidades nessa pol\u00edtica de negocia\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos feita pela PGFN. Para o tribunal administrativo, a trava global deve ser de, no m\u00e1ximo, 65% e n\u00e3o \u00e9 permitido atingir o valor principal devido.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela regra antiga, poderia se reduzir o total da d\u00edvida em at\u00e9 91%, no caso de empresas em reestrutura\u00e7\u00e3o, segundo especialistas. Isso porque a PGFN permitia que, depois de aplicado o desconto sobre multa e juros, a empresa pudesse usar o preju\u00edzo e base negativa de CSLL sobre o restante at\u00e9 o limite de 70%.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o ac\u00f3rd\u00e3o do TCU, a PGFN disse que as novas regras se aplicariam a novos acordos e n\u00e3o aos que estivessem em conclus\u00e3o ou j\u00e1 firmados. No caso analisado pela Justi\u00e7a de Goi\u00e1s, as negocia\u00e7\u00f5es j\u00e1 haviam se iniciado e \u201ccaminhavam bem\u201d, at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois disso, a PGFN afirmou \u00e0 empresa que seria \u201cimposs\u00edvel\u201d usar o preju\u00edzo fiscal e base de c\u00e1lculo de CSLL para amortizar o saldo residual, ap\u00f3s aplica\u00e7\u00e3o dos descontos m\u00e1ximos. Isso levou a companhia a buscar o Judici\u00e1rio \u201cpara que seu pedido de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria seja analisado com base apenas na legisla\u00e7\u00e3o vigente\u201d. O pedido foi deferido pelo juiz Rafael Branquinho, da 1\u00aa Vara Federal da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Estado de Goi\u00e1s (SJGO).<\/p>\n\n\n\n<p>Para Branquinho, a decis\u00e3o do TCU \u201cestabeleceu limita\u00e7\u00e3o n\u00e3o prevista no texto legal\u201d (processo n\u00ba 1079273-45.2025.4.01.3500). Ele lembrou que a jurisprud\u00eancia reconhece que \u201co preju\u00edzo fiscal e a base de c\u00e1lculo negativa da CSLL n\u00e3o constituem benef\u00edcio fiscal, mas sim direito patrimonial incorporado ao contribuinte\u201d (RE 591.340 e RE 574.706). Os cr\u00e9ditos, acrescentou, tampouco configuram \u201cren\u00fancia de receita ou impacto or\u00e7ament\u00e1rio futuro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a PGFN afirma que monitora o processo \u201cpara garantir a seguran\u00e7a jur\u00eddica e a observ\u00e2ncia das diretrizes do TCU\u201d, onde j\u00e1 entrou com recurso e aguarda o julgamento. \u201cA atua\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o baseia-se em fundamentos t\u00e9cnicos e mant\u00e9m a linha argumentativa de que o modelo adotado est\u00e1 alinhado \u00e0s diretrizes que buscam viabilizar a regulariza\u00e7\u00e3o fiscal de forma sustent\u00e1vel para as empresas e para a arrecada\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>O TCU afirma, tamb\u00e9m por nota, que \u201cse manifesta por meio de seus ac\u00f3rd\u00e3os\u201d e que n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o para julgamento do recurso da PGFN no caso.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/10\/liminar-afasta-limitacoes-do-tcu-em-transacao-tributaria.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Corre\u00e7\u00e3o pela Selic no ressarcimento de PIS e Cofins s\u00f3 come\u00e7a 360 dias ap\u00f3s pedido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria pela taxa Selic no ressarcimento de cr\u00e9ditos de PIS e Cofins s\u00f3 tem inicio ap\u00f3s o prazo de 360 dias depois da peti\u00e7\u00e3o inicial, conforme previsto no artigo 24 da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2007\/lei\/l11457.htm\">Lei 11.457\/2007<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 da 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que deu provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional em lit\u00edgio contra uma empresa de distribui\u00e7\u00e3o de commodities agr\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado concluiu que incide o prazo geral, previsto na lei e aplicado no<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=1003&amp;cod_tema_final=1003\">&nbsp;Tema 1.003<\/a>&nbsp;dos recursos repetitivos do STJ, frente ao prazo espec\u00edfico fixado administrativamente pelo Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2020-jun-26\/stj-define-termo-inicial-correcao-ressarcimento-creditos-tributarios\">tese vinculante julgada pelo STJ<\/a>&nbsp;em 2020 diz que o termo inicial da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria de ressarcimento de cr\u00e9dito escritural excedente de tributo sujeito ao regime n\u00e3o cumulativo ocorre somente ap\u00f3s escoado o prazo de 360 dias para a an\u00e1lise do pedido administrativo pelo Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei x portaria<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda Nacional foi ao STJ pela aplica\u00e7\u00e3o dessa tese. O Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o havia decidido que a Selic incidiria no 61\u00ba dia ap\u00f3s o pedido, pois esse \u00e9 o prazo que a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria tem para analisar o pedido de ressarcimento do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma est\u00e1 no artigo 2\u00ba da Portaria 348\/2014 e libera o Fisco para pagar at\u00e9 70% do valor pleiteado, desde que o contribuinte atenda a uma s\u00e9rie de requisitos. Assim, ele \u00e9 ressarcido antes de a fiscaliza\u00e7\u00e3o sobre o ressarcimento ser efetivamente feita.<\/p>\n\n\n\n<p>Relator do recurso especial, o ministro Afr\u00e2nio Vilela deu raz\u00e3o ao pleito da Fazenda. Para ele, deve prevalecer a tese do Tema 1.003 dos repetitivos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAinda que exista um procedimento espec\u00edfico para o ressarcimento de cr\u00e9ditos como esse previsto na Portaria 348, o prazo determinante para fins dessa corre\u00e7\u00e3o \u00e9 o estabelecido no 24 da Lei 11.457\/2007\u201d, resumiu. A vota\u00e7\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.233.168<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"Pr1qlVtKyh\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-10\/selic-no-ressarcimento-de-pis-e-cofins-so-incide-360-dias-apos-pedido\/\">Corre\u00e7\u00e3o pela Selic no ressarcimento de PIS e Cofins s\u00f3 come\u00e7a 360 dias ap\u00f3s pedido<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Corre\u00e7\u00e3o pela Selic no ressarcimento de PIS e Cofins s\u00f3 come\u00e7a 360 dias ap\u00f3s pedido&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-10\/selic-no-ressarcimento-de-pis-e-cofins-so-incide-360-dias-apos-pedido\/embed\/#?secret=mwUQbkAXFj#?secret=Pr1qlVtKyh\" data-secret=\"Pr1qlVtKyh\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ nega pedido da Cometa sobre amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Via\u00e7\u00e3o Cometa perdeu na 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), ontem, uma discuss\u00e3o sobre amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio interno. A decis\u00e3o foi dada em recurso do contribuinte contra entendimento desfavor\u00e1vel do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF-3), com sede em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso foi um dos primeiros sobre o tema a ser levado ao Judici\u00e1rio. Come\u00e7ou a tramitar em 2010. O processo envolve a opera\u00e7\u00e3o de aquisi\u00e7\u00e3o de 99% das a\u00e7\u00f5es da Via\u00e7\u00e3o Cometa pela empresa Cometapar Participa\u00e7\u00f5es, que foi incorporada depois pela primeira.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a Via\u00e7\u00e3o Cometa ingressou com mandado de seguran\u00e7a preventivo e n\u00e3o quis usar o \u00e1gio at\u00e9 obter decis\u00e3o favor\u00e1vel. Mas tanto na primeira inst\u00e2ncia quanto no TRF-3 o pedido para afastar a tributa\u00e7\u00e3o da amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio pelo Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL foi negado. Para as inst\u00e2ncias inferiores, o aproveitamento n\u00e3o seria poss\u00edvel por se tratar de \u00e1gio interno (REsp 1808639).<\/p>\n\n\n\n<p>Em sustenta\u00e7\u00e3o oral, a advogada da empresa destacou que at\u00e9 hoje os valores do \u00e1gio n\u00e3o foram utilizados e que a Via\u00e7\u00e3o Cometa optou por um mandado de seguran\u00e7a preventivo. De acordo com ela, a Lei n 9.532, de 1997, quando permitiu a amortiza\u00e7\u00e3o do \u00e1gio foi expressa ao determinar que o \u00e1gio \u00e9 a diferen\u00e7a entre o investimento e o patrim\u00f4nio l\u00edquido da empresa. \u201cN\u00e3o se trata de valor de mercado, mas de patrim\u00f4nio l\u00edquido\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a Fazenda Nacional pediu a manuten\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o que impediu amortiza\u00e7\u00e3o do \u00e1gio interno. A procuradora da Fazenda Juliana Santiago citou na sess\u00e3o o uso de planejamento tribut\u00e1rio abusivo em casos para a amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o relator, ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, afirmou que o caso trata da possibilidade da amortiza\u00e7\u00e3o fiscal do \u00e1gio interno proveniente da aquisi\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria de empresas de mesmo grupo econ\u00f4mico. E que a Lei n 9.532, de 1997 e o Decreto n 3.000, de 1999, determinam que a empresa que absorve patrim\u00f4nio de outra pode amortizar o valor do \u00e1gio nos balan\u00e7os na raz\u00e3o de 1\/60, no m\u00e1ximo, para cada m\u00eas de apura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem veda\u00e7\u00e3o expressa na norma tribut\u00e1ria, acrescentou Bellizze, h\u00e1 um debate considerando regras cont\u00e1beis. Para ele, a lei tribut\u00e1ria deve prevalecer em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s regras cont\u00e1beis.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo o relator destacou, apenas a partir da Lei n 12.973, de 2014, a legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, aproximando-se da cont\u00e1bil, restringiu a aquisi\u00e7\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria entre partes n\u00e3o dependentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, Bellizze decidiu manter a decis\u00e3o de segunda inst\u00e2ncia por causa da impossibilidade de an\u00e1lise de provas no STJ \u2014 impedimento consolidado na S\u00famula n\u00ba 7.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao votar, o ministro Afr\u00e2nio Vilela destacou que \u201cn\u00e3o foi chancelado o aproveitamento do \u00e1gio em toda e qualquer situa\u00e7\u00e3o entre partes vinculadas\u201d. Ele citou, em sua manifesta\u00e7\u00e3o, decis\u00f5es do STJ favor\u00e1veis a contribuinte em caso de \u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 havia processos de \u00e1gio julgados na 1\u00aa e 2\u00aa Turmas do STJ. Os contribuintes j\u00e1 tiveram vit\u00f3rias e derrotas na 2\u00aa Turma sobre o tema (Resp 2083418 e REsp 2152642) e vit\u00f3ria na 1\u00aa Turma (REsp 2026473).<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de ser um assunto em que as decis\u00f5es dependem do caso concreto e do desenho de cada opera\u00e7\u00e3o, em geral, as autua\u00e7\u00f5es s\u00e3o altas. Cobran\u00e7as decorrentes de amortiza\u00e7\u00f5es de \u00e1gio s\u00e3o alguns dos casos de maior valor na esfera administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor de contencioso relativo a \u00e1gio era de cerca de R$ 150 bilh\u00f5es no ano de 2022, estando a maior parte ainda em discuss\u00e3o na esfera administrativa. O dado foi informado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) naquele ano, quando a Uni\u00e3o abriu um edital de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o julgamento, a advogada da Via\u00e7\u00e3o Cometa afirmou ao Valor que ir\u00e1 aguardar o inteiro teor da decis\u00e3o para avaliar o cabimento de recurso. Mas Priscila destacou que, apesar da derrota no caso concreto em raz\u00e3o de quest\u00f5es processuais, o STJ reafirmou na decis\u00e3o o entendimento de que o \u00e1gio interno era poss\u00edvel antes da Lei n 12.973.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA vit\u00f3ria dos contribuintes como um todo fica evidente, pois o Fisco nega invariavelmente todos os casos de \u00e1gio interno. Agora o STJ fica firme nessa orienta\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/10\/segunda-turma-do-stj-nega-pedido-da-cometa-sobre-amortizao-de-gio.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Alzheimer equivale a aliena\u00e7\u00e3o mental e garante isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A dem\u00eancia decorrente da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=alzheimer&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">doen\u00e7a de Alzheimer<\/a>&nbsp;enquadra-se no conceito de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22aliena%C3%A7%C3%A3o+mental%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">aliena\u00e7\u00e3o mental<\/a>&nbsp;previsto na legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Assim, a comprova\u00e7\u00e3o cl\u00ednica da patologia incapacitante justifica a isen\u00e7\u00e3o de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22imposto+de+renda%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">Imposto de Renda<\/a>&nbsp;sobre proventos de aposentadoria, independentemente da data de contra\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, o juiz Itagiba Catta Preta Neto, do Juizado Especial C\u00edvel Adjunto \u00e0 4\u00aa Vara Federal do Distrito Federal, concedeu tutela de urg\u00eancia para determinar que a Uni\u00e3o suspenda imediatamente os descontos de Imposto de Renda na fonte de um aposentado.<\/p>\n\n\n\n<p>O contribuinte foi diagnosticado em agosto de 2023 com dem\u00eancia por prov\u00e1vel doen\u00e7a de Alzheimer. Diante do quadro cl\u00ednico progressivo e da natureza alimentar dos proventos, o aposentado buscou o reconhecimento do direito \u00e0 isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, argumentando que sua condi\u00e7\u00e3o de sa\u00fade se enquadra no rol de mol\u00e9stias graves previsto na legisla\u00e7\u00e3o para fins fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquadramento legal<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, o autor sustentou que a patologia deve ser classificada juridicamente como aliena\u00e7\u00e3o mental, uma das hip\u00f3teses taxativas para o benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido de tutela de urg\u00eancia fundamentou-se na necessidade de cessar imediatamente os descontos para garantir recursos financeiros ao tratamento de sa\u00fade e \u00e0 subsist\u00eancia do idoso, alegando haver probabilidade do direito e risco de dano.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o pedido liminar, o julgador baseou-se na interpreta\u00e7\u00e3o do artigo 6\u00ba, inciso XIV, da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%227.713%2F1988%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">Lei 7.713\/1988<\/a>, que elenca as doen\u00e7as que d\u00e3o direito \u00e0 isen\u00e7\u00e3o, incluindo a aliena\u00e7\u00e3o mental. O juiz entendeu que a documenta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica anexada aos autos, comprovando a dem\u00eancia, foi suficiente para atrair a incid\u00eancia da norma isentiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo caso em tela, a documenta\u00e7\u00e3o juntada faz prova de que o autor tem diagn\u00f3stico de dem\u00eancia por prov\u00e1vel Doen\u00e7a de Alzheimer (CID-10 G30.9)\u201d, registrou o julgador. \u201cDesse modo, considerando que se trata de pessoa com quadro de dem\u00eancia, entendo por comprovada a doen\u00e7a grave do autor, de modo que faz jus \u00e0 isen\u00e7\u00e3o do imposto sobre os proventos de aposentadoria.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A liminar determinou o cumprimento imediato da ordem pela Fazenda Nacional, sob pena de medidas coercitivas, garantindo tamb\u00e9m a prioridade na tramita\u00e7\u00e3o do feito.<\/p>\n\n\n\n<p>Representou o autor na a\u00e7\u00e3o a advogada&nbsp;Aline Vasconcelos Torres.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/1134068-10.2025.4.01.3400.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler a decis\u00e3o<br>Processo 1134068-10.2025.4.01.3400<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"d7XnGKGvVn\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-11\/alzheimer-equivale-a-alienacao-mental-e-garante-isencao-de-imposto-de-renda\/\">Alzheimer equivale a aliena\u00e7\u00e3o mental e garante isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Alzheimer equivale a aliena\u00e7\u00e3o mental e garante isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-11\/alzheimer-equivale-a-alienacao-mental-e-garante-isencao-de-imposto-de-renda\/embed\/#?secret=FU8ElpYMjc#?secret=d7XnGKGvVn\" data-secret=\"d7XnGKGvVn\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Ind\u00edcios de \u00e1gio interno artificial impedem amortiza\u00e7\u00e3o fiscal, decide STJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Ind\u00edcios de que o \u00e1gio interno gerado em opera\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias foi criado artificialmente bastam para impedir sua amortiza\u00e7\u00e3o fiscal. A consequ\u00eancia \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o do c\u00e1lculo do lucro real tribut\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o un\u00e2nime \u00e9 da 2\u00aa Turma do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Inicio\">Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/a>, que rejeitou a tentativa da Via\u00e7\u00e3o Cometa de deduzir valores de \u00e1gio&nbsp;lan\u00e7ados em seus registros cont\u00e1beis na incorpora\u00e7\u00e3o de uma empresa-ve\u00edculo criada para permitir sua aquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado barrou o recurso especial com a aplica\u00e7\u00e3o da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/docs_internet\/revista\/eletronica\/stj-revista-sumulas-2005_1_capSumula7.pdf\">S\u00famula 7<\/a>, pois analisar a dedutibilidade do \u00e1gio interno implicaria rever fatos e provas julgados pelo Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso \u00e9 um exemplo do que os tribunais v\u00eam considerando planejamento tribut\u00e1rio abusivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1gio \u00e9 o valor pago a mais na compra de uma empresa, acima do seu valor cont\u00e1bil, normalmente vinculado \u00e0 expectativa de lucros futuros. Ele pode ser abatido dos impostos, desde que a compra seja real, feita com terceiros independentes e tenha fundamento econ\u00f4mico comprovado.<\/p>\n\n\n\n<p>As opera\u00e7\u00f5es analisadas pela 2\u00aa Turma do STJ foram feitas em 2001, quando o Grupo JCA decidiu comprar a Via\u00e7\u00e3o Cometa. Para isso, criou a Cometapar (empresa-ve\u00edculo), que adquiriu quase todas as a\u00e7\u00f5es da empresa de transportes por um valor maior do que ela realmente valia na \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, a pr\u00f3pria Via\u00e7\u00e3o Cometa incorporou a Cometapar. Com isso, o \u00e1gio registrado no balan\u00e7o da empresa adquirida passou a constar da contabilidade da compradora, podendo, em tese, ser amortizado sobre o lucro real \u00e0 raz\u00e3o de 1\/60 por m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa opera\u00e7\u00e3o reduziria de forma artificial as bases de c\u00e1lculo do Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL).<\/p>\n\n\n\n<p>Antes da amortiza\u00e7\u00e3o, a Via\u00e7\u00e3o Cometa ajuizou um mandado de seguran\u00e7a preventivo para solicitar essa possibilidade. O TRF-3 negou a opera\u00e7\u00e3o porque, ao analisar as provas pr\u00e9-constitu\u00eddas, n\u00e3o viu ind\u00edcios do pagamento do pre\u00e7o, o que indicaria a poss\u00edvel artificialidade do \u00e1gio gerado na opera\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria. E essa conclus\u00e3o n\u00e3o poderia ser reanalisada pela 2\u00aa Turma.<\/p>\n\n\n\n<p>Diverg\u00eancia jurisprudencial<\/p>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o do \u00e1gio interno por meio de empresas-ve\u00edculo como a Cometapar foi uma estrat\u00e9gia usada no Brasil por um per\u00edodo espec\u00edfico, que se encerrou com a edi\u00e7\u00e3o da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2011-2014\/2014\/lei\/l12973.htm\">Lei 12.973\/2014<\/a>. A norma vedou expressamente o \u00e1gio entre partes dependentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Como essa pr\u00e1tica n\u00e3o era tratada na lei at\u00e9 ent\u00e3o, h\u00e1 a discuss\u00e3o sobre se ela era mesmo permitida. Esse ponto gerou uma diverg\u00eancia jurisprudencial entre as turmas de Direito P\u00fablico do STJ que&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-04\/stj-vai-uniformizar-posicao-sobre-empresa-veiculo-para-gerar-agio-interno\/\">deve ser resolvida em julgamento da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-nov-20\/stj-diverge-sobre-proposito-negocial-da-empresa-veiculo-que-gera-agio-interno\/\">Como mostrou<\/a>&nbsp;a revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico, a 2\u00aa Turma foi rigorosa em 2024 ao entender que empresa-ve\u00edculo n\u00e3o \u00e9 empresa, na defini\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo Civil, e, portanto,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-nov-08\/stj-veta-amortizacao-de-agio-interno-por-meio-de-empresa-veiculo\/\">n\u00e3o pode gerar \u00e1gio interno<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2023, a 1\u00aa Turma&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-set-21\/nao-cabe-fisco-presumir-indedutibilidade-tributaria-agio-interno\/\">adotou um entendimento menos r\u00edgido<\/a>: decidiu que o Fisco n\u00e3o pode presumir que essas empresas n\u00e3o tenham base material ou econ\u00f4mica para, com isso, impedir a amortiza\u00e7\u00e3o do \u00e1gio interno.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e1lidas se leg\u00edtimas<\/p>\n\n\n\n<p>Ao apresentar seu voto no julgamento desta ter\u00e7a-feira (10\/2), o relator do recurso, ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, que n\u00e3o integrava a 2\u00aa Turma na \u00e9poca do primeiro precedente, destacou que a amortiza\u00e7\u00e3o fiscal do \u00e1gio interno foi at\u00e9 permitida.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele observou que, sob a \u00e9gide dos artigos 7\u00ba e 8\u00ba da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9532.htm\">Lei 9.532\/1997<\/a>&nbsp;e dos artigos 385 e 386 do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto\/d3000.htm\">Decreto 3.000\/1999<\/a>, n\u00e3o havia qualquer restri\u00e7\u00e3o ao uso do \u00e1gio fundado economicamente em expectativa de rentabilidade futura.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o ministro fez uma pondera\u00e7\u00e3o: essas opera\u00e7\u00f5es s\u00f3 s\u00e3o v\u00e1lidas quando a aquisi\u00e7\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria com \u00e1gio \u00e9 efetiva e leg\u00edtima, seguida de incorpora\u00e7\u00e3o, fus\u00e3o ou cis\u00e3o, e conduzida nos mesmos termos que seriam adotados em negocia\u00e7\u00f5es entre partes independentes. O voto conferiu ao Fisco a possibilidade de comprovar a artificialidade do \u00e1gio interno em cada caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao acompanhar o relator, o ministro Afr\u00e2nio Vilela ressaltou, por sua vez, que a 1\u00aa Turma n\u00e3o chancelou o aproveitamento do \u00e1gio em toda e qualquer opera\u00e7\u00e3o entre partes vinculadas.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.808.639<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"Z05a67IIZg\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-11\/indicios-de-agio-interno-artificial-impedem-amortizacao-fiscal\/\">Ind\u00edcios de \u00e1gio interno artificial impedem amortiza\u00e7\u00e3o fiscal, decide STJ<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Ind\u00edcios de \u00e1gio interno artificial impedem amortiza\u00e7\u00e3o fiscal, decide STJ&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-11\/indicios-de-agio-interno-artificial-impedem-amortizacao-fiscal\/embed\/#?secret=9NHPeuuZWT#?secret=Z05a67IIZg\" data-secret=\"Z05a67IIZg\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ tem diverg\u00eancia sobre execu\u00e7\u00e3o fiscal quando devedor morre antes da cita\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a registrou uma diverg\u00eancia nesta quarta-feira (11\/2), no in\u00edcio do debate sobre o que acontece com a execu\u00e7\u00e3o fiscal e a d\u00edvida tribut\u00e1ria quando o contribuinte devedor morre antes de ser citado.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o est\u00e1 sendo apreciada no julgamento do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-nov-10\/stj-vai-decidir-destino-da-divida-tributaria-quando-o-devedor-morre-antes-da-citacao\/\">Tema 1.393 dos recursos repetitivos<\/a>, sob a relatoria da ministra Maria Thereza de Assis Moura. A an\u00e1lise foi interrompida por pedido de vista do ministro Benedito Gon\u00e7alves.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00favida \u00e9 saber se a Fazenda pode direcionar a execu\u00e7\u00e3o fiscal para o esp\u00f3lio e os sucessores ou herdeiros, por meio da simples emenda da peti\u00e7\u00e3o inicial.<\/p>\n\n\n\n<p>As turmas de Direito P\u00fablico do tribunal j\u00e1 t\u00eam posi\u00e7\u00e3o firmada nessa quest\u00e3o: elas entendem que o redirecionamento da execu\u00e7\u00e3o fiscal s\u00f3 \u00e9 cab\u00edvel se o devedor j\u00e1 foi devidamente citado.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, h\u00e1 jurisprud\u00eancia dissonante nos tribunais de apela\u00e7\u00e3o. Maria Thereza prop\u00f4s uma altera\u00e7\u00e3o de posi\u00e7\u00e3o aos colegas e abriu a diverg\u00eancia a ministra Regina Helena Costa.<\/p>\n\n\n\n<p>Destino da execu\u00e7\u00e3o fiscal<\/p>\n\n\n\n<p>Para a relatora dos recursos especiais, se a certid\u00e3o da d\u00edvida ativa (CDA) que embasa a execu\u00e7\u00e3o fiscal foi regularmente constitu\u00edda enquanto o devedor estava vivo e n\u00e3o houve erro por parte da Fazenda, \u00e9 poss\u00edvel redirecionar a cobran\u00e7a no mesmo processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela observou que o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm\">C\u00f3digo de Processo Civil<\/a>&nbsp;permite a habilita\u00e7\u00e3o dos sucessores e que a morte do devedor original n\u00e3o representa qualquer tipo de v\u00edcio na constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito. \u201cExigir uma nova execu\u00e7\u00e3o seria demais, sem que a parte tenha dado causa a isso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora prop\u00f4s duas teses vinculantes:<\/p>\n\n\n\n<p>1) A execu\u00e7\u00e3o fiscal ajuizada em face de devedor falecido deve ser extinta, ressalvada a possibilidade de propositura de nova execu\u00e7\u00e3o;<br>2) Falecido o devedor ap\u00f3s o ajuizamento, \u00e9 cab\u00edvel o prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o fiscal com a cita\u00e7\u00e3o do esp\u00f3lio e de sucessores ou herdeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Quest\u00e3o processual<\/p>\n\n\n\n<p>No entendimento de Regina Helena Costa, a segunda tese representa uma mudan\u00e7a jurisprudencial invi\u00e1vel por duas quest\u00f5es processuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro porque se o devedor morreu antes de ser citado, a rela\u00e7\u00e3o processual n\u00e3o foi aperfei\u00e7oada. E a jurisprud\u00eancia do STJ vem apontando, desde ao menos 2010, para a extin\u00e7\u00e3o do processo nesse caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo porque, sem a cita\u00e7\u00e3o, a Fazenda n\u00e3o pode sequer substituir a CDA. \u201cFica uma situa\u00e7\u00e3o muito incongruente e eu diria at\u00e9 com ind\u00edcios de nulidade processual\u201d, afirmou a ministra, que n\u00e3o chegou a propor tese vinculante.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.227.141<br>REsp 2.237.254<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"O1vYpUV6uy\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-11\/stj-tem-divergencia-sobre-execucao-fiscal-quando-devedor-morre-antes-da-citacao\/\">STJ tem diverg\u00eancia sobre execu\u00e7\u00e3o fiscal quando devedor morre antes da cita\u00e7\u00e3o<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;STJ tem diverg\u00eancia sobre execu\u00e7\u00e3o fiscal quando devedor morre antes da cita\u00e7\u00e3o&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-11\/stj-tem-divergencia-sobre-execucao-fiscal-quando-devedor-morre-antes-da-citacao\/embed\/#?secret=jEbrGcA9TR#?secret=O1vYpUV6uy\" data-secret=\"O1vYpUV6uy\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ derruba teto de 20 sal\u00e1rios-m\u00ednimos para contribui\u00e7\u00f5es a terceiros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu nesta quarta-feira (11\/2) afastar a limita\u00e7\u00e3o de 20 sal\u00e1rios-m\u00ednimos da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es destinadas a terceiros, como sal\u00e1rio-educa\u00e7\u00e3o, Incra, Sest, Senar, Senat, DPC, FAER, Sescoop, APEX-Brasil, ABDI e Sebrae.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatoria foi da ministra Maria Thereza de Assis Moura e a decis\u00e3o foi tomada por unanimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia foi julgada sob o rito dos recursos repetitivos, no Tema 1390. Isso faz com que o entendimento passe a ter efeito vinculante para os demais \u00f3rg\u00e3os do Judici\u00e1rio e para o contencioso administrativo fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu a tese da Fazenda Nacional de que o teto previsto na Lei 6.950\/1981 foi revogado pela Lei 2.318\/1986.<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes sustentaram que a Lei 2.318\/1986 n\u00e3o revogou expressamente o teto \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es debatidas. E pediram que o STJ n\u00e3o estendesse ao Tema 1390 a mesma tese fixada pelo colegiado no Tema 1079, que afastou o limite para contribui\u00e7\u00f5es do Sistema S, como Sesi, Senai, Sesc e Senac, em mar\u00e7o de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO resultado do Tema 1079 diz respeito somente a contribui\u00e7\u00f5es como Sesi e Senac, tendo em vista o decreto-lei 2.318\/1986. No artigo 3\u00ba, a lei apenas refor\u00e7ou o fato de que a revoga\u00e7\u00e3o estava restrita a estas contribui\u00e7\u00f5es de forma que a limita\u00e7\u00e3o imposta pelo artigo 4\u00ba da lei permaneceu eficaz para as demais contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias\u201d, argumentou o advogado Carlos Eduardo Domingues.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 poucos anos atr\u00e1s, o STJ vinha proferindo decis\u00f5es monocr\u00e1ticas e ac\u00f3rd\u00e3os favor\u00e1veis aos contribuintes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 limita\u00e7\u00e3o da base das contribui\u00e7\u00f5es a terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as decis\u00f5es favor\u00e1veis est\u00e3o a do ministro Herman Benjamin no REsp 1.439.511\/SC, no qual o magistrado determinou a aplica\u00e7\u00e3o do limite de 20 vezes o maior sal\u00e1rio m\u00ednimo vigente no pa\u00eds para o sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o ao Incra e ao sal\u00e1rio-educa\u00e7\u00e3o em um processo da Bunge contra o INSS. Outro exemplo \u00e9 a decis\u00e3o do ministro Bento Gon\u00e7alves no REsp 1.910.665\/RS, analisado em 2021, na qual o magistrado afirmou que \u201ccaso fosse o desejo do legislador afastar o limite de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos tamb\u00e9m das contribui\u00e7\u00f5es parafiscais, teria feito de forma expressa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por causa deste hist\u00f3rico e da inflex\u00e3o na atual decis\u00e3o da Corte \u2014 que j\u00e1 era esperada \u2014 os advogados das partes solicitaram, caso perdessem no m\u00e9rito, que fosse aplicada uma modula\u00e7\u00e3o de efeitos semelhante \u00e0 aplicada no Tema 1079.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cT\u00ednhamos 22 decis\u00f5es favor\u00e1veis aos contribuintes e zero contra o teto. Duas eram de ac\u00f3rd\u00e3os de colegiados. Se existiu \u2018overruling\u2019 para Sesi e Senac, n\u00e3o h\u00e1 que se dizer que n\u00e3o existiu para as demais contribui\u00e7\u00f5es\u201d, defendeu Cinthia Benvenuto, advogada da Central Brasileira do Setor de Servi\u00e7os (Cebrasse).<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, para a relatora, ministra Maria Thereza de Assis Moura, n\u00e3o h\u00e1 jurisprud\u00eancia pacificada e dominante dos tribunais a respeito das entidades referentes ao Tema 1390, o que n\u00e3o justifica o uso do mecanismo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAfasto a modula\u00e7\u00e3o ainda que possamos dizer que h\u00e1 semelhan\u00e7as na aplica\u00e7\u00e3o do tema 1079\u201d, afirmou a relatora, ao votar.<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados dos contribuintes pretendem recorrer da decis\u00e3o via embargos de declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Modula\u00e7\u00e3o na Corte Especial<\/p>\n\n\n\n<p>No Tema 1079, os ministros aplicaram uma modula\u00e7\u00e3o para resguardar as empresas que obtiveram decis\u00f5es favor\u00e1veis at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O mecanismo \u00e9, atualmente, alvo de recurso do fisco atrav\u00e9s de embargos de diverg\u00eancia na Corte Especial, onde Assis Moura tamb\u00e9m \u00e9 a relatora do processo e votou pelo n\u00e3o conhecimento do recurso e manuten\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o modulado.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso come\u00e7ou a ser julgado em dezembro de 2025, mas teve a an\u00e1lise suspensa por pedido de vista do ministro Og Fernandes, sem previs\u00e3o de retorno \u00e0 pauta.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita como REsp 2187625\/RJ (Tema 1390).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/stj-derruba-teto-de-20-salarios-minimos-para-contribuicoes-a-terceiros\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ: Corre\u00e7\u00e3o de Pis\/Cofins pela Selic come\u00e7a ap\u00f3s 360 dias do pedido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa turma do STJ decidiu que a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria pela Selic sobre cr\u00e9ditos de Pis e Cofins a serem ressarcidos tem in\u00edcio ap\u00f3s o prazo de 360 dias previsto no art. 24 da lei 11.457\/07, contados do protocolo do pedido administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda o caso<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia teve origem em mandado de seguran\u00e7a impetrado por empresa do agroneg\u00f3cio que buscava compelir a Receita Federal a efetuar o pagamento antecipado de 70% de cr\u00e9ditos de PIS e Cofins, com incid\u00eancia de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria pela taxa Selic a partir do 61\u00ba dia ap\u00f3s o protocolo dos pedidos administrativos de ressarcimento, com fundamento no art. 2\u00ba da portaria MF 348\/14.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, segundo a Fazenda, n\u00e3o havia mora administrativa capaz de autorizar a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria antes do escoamento do prazo de 360 dias previsto no art. 24 da lei 11.457\/07.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme&nbsp;defendeu, esse marco, j\u00e1 consolidado no Tema 1.003 do STJ, deve prevalecer inclusive nos procedimentos especiais de ressarcimento disciplinados pela portaria MF 348\/14, de modo que o prazo de 60 dias para pagamento antecipado n\u00e3o poderia definir o termo inicial da atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1\u00aa inst\u00e2ncia, o entendimento foi favor\u00e1vel \u00e0 empresa. O ju\u00edzo reconheceu a mora da Uni\u00e3o ao ultrapassar o prazo de 60 dias previsto na portaria MF 348\/14 e autorizou a incid\u00eancia de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria sobre os valores a serem ressarcidos a partir do 61\u00ba dia, aplicando a taxa Selic.<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, a concess\u00e3o da seguran\u00e7a foi mantida pelo TRF da 3\u00aa regi\u00e3o. O tribunal considerou que, embora o art. 24 da lei 11.457\/07 estabele\u00e7a prazo geral de 360 dias para a an\u00e1lise de pedidos administrativos, a exist\u00eancia de procedimento espec\u00edfico na portaria MF 348\/14 justificaria a caracteriza\u00e7\u00e3o da mora administrativa ap\u00f3s o decurso do prazo de 60 dias, autorizando a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria desde ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto do relator<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso no STJ, o relator, ministro Afr\u00e2nio Vilela, afastou o entendimento do tribunal de origem e aplicou a tese firmada no Tema 1.003 do STJ, segundo a qual o termo inicial da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria no ressarcimento de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios ocorre somente ap\u00f3s o escoamento do prazo de 360 dias previsto em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o ministro destacou que a exist\u00eancia de procedimentos especiais de ressarcimento, como o previsto na portaria MF 348\/14, n\u00e3o afasta a aplica\u00e7\u00e3o do prazo legal estabelecido no art. 24 da lei 11.457\/07, que deve prevalecer para fins de configura\u00e7\u00e3o da mora administrativa e in\u00edcio da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDessa forma, ainda que haja procedimento espec\u00edfico para o ressarcimento de cr\u00e9ditos escriturais \u2013 como o previsto na portaria 348\/14, que contempla a antecipa\u00e7\u00e3o de 70% do cr\u00e9dito em at\u00e9 60 dias \u2013, para fins de atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria deve prevalecer o prazo estabelecido no art. 24 da lei 11.457\/07, que concede \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica 360 dias para analisar peti\u00e7\u00f5es, defesas ou recursos administrativos do contribuinte\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanhando o entendimento, o colegiado reformou a decis\u00e3o do tribunal regional, fixando que a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria somente se inicia ap\u00f3s o decurso do prazo de 360 dias, contados do protocolo do pedido administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo Relacionado:&nbsp;REsp 2.233.168<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/449715\/stj-correcao-de-pis-cofins-pela-selic-comeca-apos-360-dias-do-pedido\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ derruba teto para contribui\u00e7\u00f5es para todas as entidades parafiscais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mar-13\/stj-derruba-limite-para-calculo-de-contribuicoes-ao-sistema-s\/\">fim do teto de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos<\/a>&nbsp;para a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es ao Sistema S (Sesi, Senai, Sesc e Senac), conforme decis\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Inicio\">Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/a>&nbsp;em 2024, tamb\u00e9m vale para todas as demais entidades parafiscais (institui\u00e7\u00f5es privadas que exercem fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica e s\u00e3o financiadas por arrecada\u00e7\u00f5es espec\u00edficas).<\/p>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o un\u00e2nime \u00e9 da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ, que fixou tese vinculante no julgamento do Tema 1.390 dos recursos repetitivos. O caso afeta as seguintes contribui\u00e7\u00f5es parafiscais:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Sal\u00e1rio-Educa\u00e7\u00e3o;<br>\u2014 Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra);<br>\u2014 Diretoria de Portos e Costas do Minist\u00e9rio da Marinha (DPC);<br>\u2014 Fundo Aerovi\u00e1rio (Faer);<br>\u2014 Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Pequenas e M\u00e9dias Empresas (Sebrae);<br>\u2014 Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural (Senar);<br>\u2014 Servi\u00e7o Social do Transporte (Sest);<br>\u2014 Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat);<br>\u2014 Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop);<br>\u2014 Ag\u00eancia de Promo\u00e7\u00e3o de Exporta\u00e7\u00f5es do Brasil (Apex-Brasil);<br>\u2014 Ag\u00eancia Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de um desdobramento da tese fixada pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o sobre as contribui\u00e7\u00f5es compuls\u00f3rias aos empregadores, que chegaram a ser limitadas a 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p>Cobran\u00e7as parafiscais<\/p>\n\n\n\n<p>Esse teto estava previsto no artigo 4\u00ba da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l6950.htm\">Lei 6.950\/1981<\/a>&nbsp;para a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria e foi estendido no par\u00e1grafo \u00fanico para contribui\u00e7\u00f5es parafiscais arrecadadas por conta de terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais tarde, o<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/1965-1988\/del2318.htm\">&nbsp;Decreto-Lei 2.318\/1986<\/a>, ao tratar especificamente das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias, revogou o teto de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos para a base de c\u00e1lculo. O STJ entendeu que isso se aplica, por tabela, \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es parafiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas contribui\u00e7\u00f5es beneficiam entidades que recebem delega\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico para arrecadar tributos espec\u00edficos para financiar atividades de interesse coletivo, exercidas fora do or\u00e7amento geral do estado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso das integrantes do Sistema S, mas tamb\u00e9m das demais que, a partir de agora, ter\u00e3o reconhecido definitivamente o direito de recolher contribui\u00e7\u00f5es sem limita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Fim do teto<\/p>\n\n\n\n<p>A vota\u00e7\u00e3o foi un\u00e2nime, conforme a posi\u00e7\u00e3o da relatora, ministra Maria Thereza de Assis Moura. O colegiado aprovou a seguinte tese:<\/p>\n\n\n\n<p>A base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es ao Incra, sal\u00e1rio educa\u00e7\u00e3o, DPC, Faer, Senar, Sest, Senat, Sescoop, Sebrae, ApexBrasil e ABDI n\u00e3o \u00e9 limitada a 20 vezes o maior sal\u00e1rio minimo vigente no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-dez-13\/ministro-do-stj-propoe-ampliar-tese-para-derrubar-limite-de-contribuicao-ao-sistema-s\/\">foi alvo de debate anterior<\/a>&nbsp;na 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o \u2014 o ministro Mauro Campbell chegou a propor a extens\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o dada \u00e0s entidades do Sistema S a todas as outras, medida rejeitada por maioria de votos na ocasi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em embargos de declara\u00e7\u00e3o, essas outras entidades parafiscais&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mai-13\/entidades-parafiscais-pedem-que-stj-estenda-tese-sobre-contribuicao-ao-sistema-s\/\">tentaram novamente ser beneficiadas<\/a>, sem sucesso. Foi necess\u00e1ria uma nova afeta\u00e7\u00e3o ao rito dos repetitivos para uma solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os contribuintes sustentaram especificidades em cada uma delas para tentar manter a limita\u00e7\u00e3o. Para as empresas, o fim do teto tem consequ\u00eancias importantes,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mar-18\/fim-do-limite-para-contribuicoes-ao-sistema-s-atinge-grandes-empregadores\/\">como j\u00e1 mostrou<\/a>&nbsp;a revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>Modula\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O voto da ministra Maria Thereza de Assis Moura ainda afastou a hip\u00f3tese de modula\u00e7\u00e3o temporal dos efeitos da tese para que s\u00f3 se tornassem aplic\u00e1veis a partir de determinada data espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua an\u00e1lise, o STJ e os demais tribunais brasileiros n\u00e3o tinham jurisprud\u00eancia pacificada sobre o tema a ponto de surgir a necessidade de, pela tese aprovada, preservar a seguran\u00e7a jur\u00eddica anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse ponto, h\u00e1 uma diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao julgamento sobre a contribui\u00e7\u00e3o \u00e0s entidades do Sistema S: houve modula\u00e7\u00e3o que,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-16\/modulacao-da-tese-das-contribuicoes-ao-sistema-s-cria-problema-concorrencial\/\">bastante contestada<\/a>, ainda est\u00e1 sendo analisada,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-dez-06\/vista-interrompe-analise-da-modulacao-da-tese-do-sistema-s-no-stj\">desta vez pela Corte Especial<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.187.625<br>REsp 2.187.646<br>REsp 2.188.421<br>REsp 2.185.634<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"AkCWVE6JHp\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-12\/stj-derruba-teto-para-contribuicoes-a-todas-as-entidades-parafiscais\/\">STJ derruba teto para contribui\u00e7\u00f5es para todas as entidades parafiscais<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;STJ derruba teto para contribui\u00e7\u00f5es para todas as entidades parafiscais&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-12\/stj-derruba-teto-para-contribuicoes-a-todas-as-entidades-parafiscais\/embed\/#?secret=ISQXmpa1yR#?secret=AkCWVE6JHp\" data-secret=\"AkCWVE6JHp\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Justi\u00e7a Federal de S\u00e3o Paulo livra varejista do adicional de 10% sobre o lucro presumido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a Federal de S\u00e3o Paulo proferiu liminar que livra o grupo de lojas de artigos esportivos Alluvic de pagar 10% de tributa\u00e7\u00e3o extra sobre o lucro presumido. O adicional foi criado por meio da Lei Complementar (LC) n\u00ba 224\/25, majorando as al\u00edquotas do Imposto de Renda (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) das empresas nesse regime de tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a do Rio concedeu a primeira liminar nesse sentido (processo n\u00ba 5000259-79.2026.4.02.5116), mas n\u00e3o havia not\u00edcia de decis\u00e3o favor\u00e1vel do Judici\u00e1rio paulista. Apesar de n\u00e3o ser definitiva, ela pode influenciar outros magistrados ao analisar o mesmo tema.<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza Silvia Figueiredo Marques, da 26\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo, entendeu que \u201cn\u00e3o pode, o legislador, alterar a realidade e transformar uma forma de tributa\u00e7\u00e3o, prevista em lei, em um benef\u00edcio\u201d (processo n\u00ba 5004081-07.2026.4.03.6100). A justificativa da lei para a tributa\u00e7\u00e3o extra \u00e9 que tal regime seria equivalente a benef\u00edcio fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas com faturamento anual de at\u00e9 R$ 78 milh\u00f5es podem ser tributadas pelo lucro presumido. Nesse regime, a Receita Federal estima o lucro com base em um percentual da receita bruta e o IRPJ e a CSLL s\u00e3o calculados sobre essa margem, que \u00e9 presumida trimestralmente.<\/p>\n\n\n\n<p>No apagar das luzes de 2025, a LC 224 reduziu ou imp\u00f4s crit\u00e9rios de concess\u00e3o de isen\u00e7\u00f5es, al\u00edquotas zero, redu\u00e7\u00f5es de base de c\u00e1lculo e cr\u00e9ditos presumidos pela Uni\u00e3o. Uma das medidas foi a majora\u00e7\u00e3o em 10% sobre as margens de presun\u00e7\u00e3o para o c\u00e1lculo do IRPJ e CSLL no regime do lucro presumido.<\/p>\n\n\n\n<p>O adicional ser\u00e1 cobrado para faturamento acima de R$ 5 milh\u00f5es por ano ou de R$ 1,25 milh\u00e3o por trimestre \u2013 na pr\u00e1tica, isso anteciparia a tributa\u00e7\u00e3o, segundo tributaristas. Por ser trimestral, a primeira cobran\u00e7a de IRPJ e CSLL, com base na LC 224\/2025, acontecer\u00e1 em abril.<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, a advogada da empresa argumentou que o artigo 44 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN) prev\u00ea que o lucro presumido \u00e9 um regime de tributa\u00e7\u00e3o. Sendo assim, diz ela, n\u00e3o trata-se de um beneficio fiscal e n\u00e3o pode ser reduzido.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a advogada, a lei complementar gera inseguran\u00e7a para as empresas sobre quais ser\u00e3o as consequ\u00eancias da redu\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais, ap\u00f3s a reforma tribut\u00e1ria. \u201cPara justificar um aumento de carga tribut\u00e1ria, o que desorganiza a l\u00f3gica do novo sistema como um todo, a LC manda tributar uma renda inexistente\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>No processo, a empresa alega ainda que a LC 224\/25 imp\u00f5e consequ\u00eancias imediatas no fluxo de caixa e no risco fiscal. Para o s\u00f3cio-administrador da empresa que conseguiu a decis\u00e3o, a liminar \u00e9 importante porque \u201cn\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para mais carga tributaria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O empres\u00e1rio afirma que o mercado como um todo, especialmente o varejo, ser\u00e1 prejudicado pela legisla\u00e7\u00e3o nova, \u201cconsiderando que a carga tribut\u00e1ria j\u00e1 \u00e9 bem elevada\u201d. \u201cAl\u00e9m disso, j\u00e1 temos custos altos com funcion\u00e1rios, alugu\u00e9is das lojas nos shopping centers e a economia n\u00e3o vem acompanhando o ritmo dos reajustes desses custos\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/12\/justica-federal-de-sao-paulo-livra-varejista-do-adicional-de-10-sobre-o-lucro-presumido.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Justi\u00e7a decreta fal\u00eancia do grupo Victor Hugo ap\u00f3s cobran\u00e7a frustrada de R$ 1,2 bilh\u00e3o de d\u00edvida fiscal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a do Rio de Janeiro declarou a fal\u00eancia do grupo Victor Hugo, fabricante de bolsas e artigos de luxo em couro, a pedido da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) em conjunto com a Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ). A d\u00edvida fiscal da empresa \u00e9 de cerca de R$ 1,2 bilh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse valor, seriam quase R$ 900 milh\u00f5es devidos para a Uni\u00e3o e R$ 355 milh\u00f5es para o Estado do Rio. Segundo as procuradorias, a atua\u00e7\u00e3o da fabricante se encaixa na condi\u00e7\u00e3o de devedor contumaz. Isso porque usaria a \u201cinadimpl\u00eancia deliberada\u201d e a \u201cblindagem patrimonial como estrat\u00e9gia de neg\u00f3cio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No pedido, as procuradorias estadual e federal apontaram um esquema sofisticado de evas\u00e3o de ativos. Nele, a marca &#8220;Victor Hugo&#8221; teria sido cedida a empresas offshore, sediadas em para\u00edsos fiscais (Uruguai e Belize) e geridas por laranjas, que seriam pessoas usadas para ocultar a identidade do real benefici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m foi apontada a transfer\u00eancia simulada de parques industriais e fundos de com\u00e9rcio entre as empresas do grupo para oculta\u00e7\u00e3o de patrim\u00f4nio. Em dezembro de 2025, por exemplo, o grupo tentou transferir ativos nacionais para uma entidade controlada por capital estrangeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o consegu\u00edamos seguir adiante com nenhuma medida de constri\u00e7\u00e3o\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Roberta Barcia<\/p>\n\n\n\n<p>Para a procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Almeida, ao negligenciar o pagamento de tributos e encargos sociais, o grupo teve uma vantagem competitiva indevida. \u201cUma marca que \u00e9 sonho de consumo para muitas pessoas e, na verdade, tem por tr\u00e1s uma fraude fiscal estruturada grandiosa e delet\u00e9ria para a ordem econ\u00f4mica\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o, a ju\u00edza Priscila Fernandes Miranda Botelho da Ponte, da 1\u00aa Vara Estadual da Justi\u00e7a do Rio de Janeiro, considerou que a Fazenda se valeu das vias apropriadas para satisfazer seu cr\u00e9dito, usando todas as medidas cab\u00edveis, sem \u00eaxito. \u201cImpedir a administra\u00e7\u00e3o fazend\u00e1ria de lan\u00e7ar m\u00e3o do \u00faltimo instrumento juridicamente dispon\u00edvel para mitigar a vultosa les\u00e3o ao er\u00e1rio configura, simultaneamente, afronta \u00e0s normas de concorr\u00eancia, com reflexos na esfera privada, e, sobretudo, viola\u00e7\u00e3o ao interesse p\u00fablico, em raz\u00e3o do elevado e reiterado preju\u00edzo \u00e0 arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria\u201d, diz (processo n\u00ba 3065177-75.2025.8.19.0001).<\/p>\n\n\n\n<p>Esse caso tem dezenas de tipologias de fraudes, segundo o procurador-geral do Estado do Rio, Renan Saad, citando a remessa para offshore e a mudan\u00e7a de CNPJ. Ainda de acordo com ele, a atua\u00e7\u00e3o das procuradorias tem duas partes: uma \u00e9 buscar a recupera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio e outra \u00e9 a pr\u00f3pria defesa da ordem econ\u00f4mica e da concorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A coordenadora do N\u00facleo de Insolv\u00eancia da Procuradoria da D\u00edvida Ativa da PGE-RJ, Roberta Barcia, lembra que esse mesmo grupo econ\u00f4mico foi declarado como fraudulento por decis\u00e3o que transitou em julgado (da qual n\u00e3o cabe mais recurso). Esse ponto foi apresentado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o foi escolhido qualquer devedor [para pedir a fal\u00eancia], era uma empresa com a qual n\u00e3o consegu\u00edamos seguir adiante com nenhuma medida de constri\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Roberta. O pedido de fal\u00eancia incluiu o de manuten\u00e7\u00e3o da atividade empresarial, com administrador judicial e, posteriormente, venda antecipada para outro empres\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, a medida foi referendada por decis\u00e3o da 3\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), que reconheceu a legitimidade das Fazendas P\u00fablicas de solicitarem fal\u00eancia de empresas devedoras, quando houver execu\u00e7\u00e3o fiscal frustrada (Resp n 2196073).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Aur\u00e9lio Longo Guerzoni, s\u00f3cio do Guerzoni Advogados, contudo, o STJ n\u00e3o fixou par\u00e2metros para definir o que configura uma execu\u00e7\u00e3o fiscal frustrada. Por isso, diz ele, faz sentido o ju\u00edzo falimentar investigar se h\u00e1 caracteriza\u00e7\u00e3o da inefic\u00e1cia da cobran\u00e7a seguindo a Lei Complementar n\u00ba 225, de 2026. A norma disciplina o devedor contumaz e exige inadimpl\u00eancia substancial, reiterada e injustificada de tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Guerzoni, usando esses crit\u00e9rios, se o juiz n\u00e3o identificar hist\u00f3rico de regulariza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria nem indica\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o se trata de devedor contumaz, o entendimento do STJ tende a amparar o pedido de fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com a autoriza\u00e7\u00e3o pelo STJ, a procuradora-geral da Fazenda Nacional destaca que o pedido de fal\u00eancia seguir\u00e1 sendo usado como um \u00faltimo recurso, algo excepcional. \u201cN\u00e3o queremos que o instrumento seja banalizado. Temos v\u00e1rios meios de press\u00e3o. Se escapam de todos esses, entramos no campo da fraude\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Em conjunto com Estados e a partir da decis\u00e3o do STJ, a PGFN tem estudado a regulamenta\u00e7\u00e3o desses pedidos de fal\u00eancia, para orientar os procuradores. Segundo Anelize, o Conselho Nacional da Advocacia P\u00fablica Fiscal pode ser um foro para discutir diretrizes para o uso desse instrumento. No caso do Rio, diz Renan Saad, a ideia \u00e9 usar o pedido de fal\u00eancia nas situa\u00e7\u00f5es em que a empresa n\u00e3o consegue mais colaborar com a atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o coordenador nacional de insolv\u00eancia da PGFN, Filipe Barros, a ideia de regulamenta\u00e7\u00e3o veio ap\u00f3s a decis\u00e3o do STJ. \u201cTemos a inten\u00e7\u00e3o de deixar claro porque ser\u00e1 pedida em um caso e n\u00e3o em outro\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>O Valor n\u00e3o conseguiu, at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o, encontrar representantes do grupo para comentar a decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/13\/justica-decreta-falencia-do-grupo-victor-hugo-apos-cobranca-frustrada-de-r-12-bilhao-de-divida-fiscal.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ restringe recusa da fian\u00e7a e do seguro-garantia na execu\u00e7\u00e3o fiscal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Como a fian\u00e7a banc\u00e1ria e o seguro-garantia s\u00e3o meios leg\u00edtimos para garantir o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, n\u00e3o \u00e9 leg\u00edtima a sua recusa pela Fazenda Nacional com \u00fanico fundamento na ordem de prefer\u00eancia estabelecida em lei para a penhora.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a restringiu, por unanimidade, as possibilidades da Fazenda Nacional de recusar o oferecimento de outras garantias que n\u00e3o sejam dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A posi\u00e7\u00e3o agora \u00e9 vinculante, j\u00e1 que foi estabelecida no julgamento do&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=1385&amp;cod_tema_final=1385\">Tema 1.385<\/a>&nbsp;dos recursos repetitivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Entendimento unificado<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado representa uma&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jun-12\/fianca-bancaria-e-seguro-garantia-judicial-suspendem-credito-nao-tributario\/\">unifica\u00e7\u00e3o da forma como a garantia \u00e9 tratada<\/a>&nbsp;nos casos tribut\u00e1rios e nos n\u00e3o tribut\u00e1rios \u2014 para estes, a pr\u00f3pria 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o j\u00e1 decidiu que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel recusar a fian\u00e7a banc\u00e1ria ou o seguro-garantia apenas com base na ordem de prefer\u00eancia trazida na lei.<\/p>\n\n\n\n<p>O debate se deu no caso em que o colegiado fixou a tese de que esses instrumentos tamb\u00e9m suspendem a exigibilidade do cr\u00e9dito n\u00e3o tribut\u00e1rio, o que<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jun-24\/decisao-do-stj-fortalece-seguro-garantia-fianca-bancaria-e-direito-de-defesa\/\">&nbsp;fortaleceu o seguro-garantia, fian\u00e7a banc\u00e1ria e direito de defesa<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de uma derrota para a Fazenda Nacional, que se opunha a todo um arcabou\u00e7o legal que trata a substitui\u00e7\u00e3o da penhora em dinheiro pela fian\u00e7a banc\u00e1ria ou seguro-garantia como um direito do devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>O Fisco sustenta que tem a prerrogativa de optar pela penhora do dinheiro porque o artigo 11 da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Fiscal (<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l6830.htm\">Lei 6.830\/1980<\/a>) deve prevalecer sobre a poss\u00edvel oferta de garantia do devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma traz a ordem legal de prefer\u00eancia: dinheiro em primeiro lugar, seguido de t\u00edtulos da d\u00edvida p\u00fablica, pedras e metais preciosos, im\u00f3veis, navios e aeronaves, ve\u00edculos, im\u00f3veis e direitos e a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A mesma LEF autoriza, no artigo 9\u00ba, o uso de fian\u00e7a banc\u00e1ria ou seguro como garantia da execu\u00e7\u00e3o, o que produz os mesmos efeitos da penhora. E essa substitui\u00e7\u00e3o \u00e9 tratada como um direito do devedor pelo artigo 15, inciso I.<\/p>\n\n\n\n<p>Peculiaridades<\/p>\n\n\n\n<p>Para a relatora, ministra Maria Thereza de Assis Moura, a oferta de seguro-garantia ou fian\u00e7a banc\u00e1ria n\u00e3o pode ser recusada pelo Fisco apenas com base na ordem de prefer\u00eancia trazida na lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa posi\u00e7\u00e3o foi refor\u00e7ada no voto-vista do ministro Benedito Gon\u00e7alves. Ele salientou que a Fazenda pode discordar da oferta, mas n\u00e3o de forma arbitr\u00e1ria e taxativa, cabendo ao juiz da execu\u00e7\u00e3o analisar o caso a partir de suas peculiaridades.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 importante porque assegura meios menos onerosos de acesso \u00e0 Justi\u00e7a ao executado, sem que a efetividade da execu\u00e7\u00e3o seja prejudicada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTendo em vista que o seguro-garantia e fian\u00e7a banc\u00e1ria s\u00e3o meios h\u00e1beis para garantir com seguran\u00e7a o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, n\u00e3o h\u00e1 como se reputar leg\u00edtima a recusa imotivada do credor t\u00e3o somente com fundamento na inobserv\u00e2ncia da ordem legal de prefer\u00eancia\u201d, concluiu o ministro.<\/p>\n\n\n\n<p>Tese vinculante aprovada<\/p>\n\n\n\n<p>Na execu\u00e7\u00e3o fiscal, a fian\u00e7a banc\u00e1ria ou o seguro-garantia oferecido em garantia de execu\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 recus\u00e1vel por inobserv\u00e2ncia da ordem legal da penhora.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.193.673<br>REsp 2.203.951<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"pfaKxWQOcj\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-14\/stj-restringe-recusa-da-fianca-e-do-seguro-garantia-na-execucao-fiscal\/\">STJ restringe recusa da fian\u00e7a e do seguro-garantia na execu\u00e7\u00e3o fiscal<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;STJ restringe recusa da fian\u00e7a e do seguro-garantia na execu\u00e7\u00e3o fiscal&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-14\/stj-restringe-recusa-da-fianca-e-do-seguro-garantia-na-execucao-fiscal\/embed\/#?secret=XAKQgWWEV4#?secret=pfaKxWQOcj\" data-secret=\"pfaKxWQOcj\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Liminar assegura op\u00e7\u00e3o pelo Simples Nacional ap\u00f3s o prazo de inscri\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz Jos\u00e9 Tarc\u00edsio Janu\u00e1rio, da 1\u00aa Vara Federal de Jundia\u00ed (SP), proferiu uma liminar em mandado de seguran\u00e7a que assegura a um restaurante o direito de optar pelo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22Simples+Nacional%22\">Simples Nacional<\/a>&nbsp;ap\u00f3s o encerramento do prazo de inscri\u00e7\u00e3o do regime tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da recusa da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\">Receita Federal<\/a>, a empresa apresentou em ju\u00edzo um&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22pedido+de+reconsidera%C3%A7%C3%A3o%22\">pedido de reconsidera\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;afirmando ter feito em dezembro um requerimento ao \u00f3rg\u00e3o para renegociar os seus d\u00e9bitos e remet\u00ea-los para a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22inscri%C3%A7%C3%A3o+em+d%C3%ADvida+ativa%22\">inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O estabelecimento ressaltou que constava da inicial a sua pretens\u00e3o de aderir ao regime simplificado para empresas de pequeno porte, cujo faturamento anual n\u00e3o exceda R$ 4,8 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Em janeiro deste ano, a Receita negou \u00e0 empresa o pedido de inscri\u00e7\u00e3o no Simples e determinou a remessa dos d\u00e9bitos para a d\u00edvida ativa, informando que o parcelamento das d\u00edvidas s\u00f3 poderia ser efetuado no dia 4 deste m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que a op\u00e7\u00e3o pelo Simples deve ser feita ainda em janeiro, e para aderir ao regime a empresa n\u00e3o pode ter d\u00e9bitos com as Fazendas P\u00fablicas e com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).<\/p>\n\n\n\n<p>Erro material<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento do juiz \u00e9 de que houve erro material na decis\u00e3o, pois a contribuinte comprovou ter pedido a inscri\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos na d\u00edvida ativa ainda em dezembro, ou seja, antes do encerramento do prazo para optar pelo regime.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAssim, tendo em vista que a contribuinte procurou regularizar sua situa\u00e7\u00e3o, com requerimento administrativo em 12\/12\/2025, e manifesta\u00e7\u00e3o da inten\u00e7\u00e3o de optar pelo Simples Nacional antes do t\u00e9rmino do prazo para tanto, \u00e9 de se reconhecer o direito da op\u00e7\u00e3o para o ano de 2026\u201d, concluiu ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 5001294-05.2026.4.03.6100<br><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-14\/liminar-assegura-opcao-pelo-simples-nacional-apos-o-prazo-de-inscricao\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-14\/liminar-assegura-opcao-pelo-simples-nacional-apos-o-prazo-de-inscricao\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uso de dados fiscais em verifica\u00e7\u00e3o eleitoral deve passar pelo juiz, diz Zanin<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ministro Cristiano Zanin, do&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/\">Supremo Tribunal Federal<\/a>, o compartilhamento de dados fiscais entre a Receita Federal e o Minist\u00e9rio P\u00fablico Eleitoral, para fiscaliza\u00e7\u00e3o dos limites de doa\u00e7\u00e3o a candidatos, deve necessariamente passar pelo controle de um juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o proposta por ele no julgamento do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2021-jan-05\/stf-julgar-compartilhamento-dados-mpe-aval-judicial\/\">Tema 1.121 da repercuss\u00e3o geral<\/a>, iniciado pelo STF na sexta-feira (14\/2). O fim da sess\u00e3o virtual est\u00e1 previsto para 24 de fevereiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Zanin, \u201co fato de os dados fiscais j\u00e1 estarem \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de um \u00f3rg\u00e3o da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica \u2014 no caso, da Receita Federal \u2014 n\u00e3o legitima automaticamente a transfer\u00eancia desses dados para outro \u00f3rg\u00e3o p\u00fablico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Entendimento do TSE<\/p>\n\n\n\n<p>O tratamento \u00e9 mais rigoroso que o dispensado ao compartilhamento de dados pela mesma Receita Federal com o MP para fins penais \u2014 em 2019, o STF<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2019-nov-28\/envio-informacoes-receita-sao-constitucionais-decide-supremo\/\">&nbsp;julgou constitucional o envio dessas informa\u00e7\u00f5es,<\/a>&nbsp;sempre que identificados ind\u00edcios de crimes.<\/p>\n\n\n\n<p>A posi\u00e7\u00e3o endossada pelo ministro Cristiano Zanin foi constru\u00edda no pr\u00f3prio Tribunal Superior Eleitoral. A corte entende que o MP pode, no m\u00e1ximo, requisitar \u00e0 Receita Federal a confirma\u00e7\u00e3o de que as doa\u00e7\u00f5es obedecem ou n\u00e3o aos limites estabelecidos na lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa posi\u00e7\u00e3o foi consolidada na S\u00famula 46 do TSE:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 il\u00edcita a prova colhida por meio da quebra do sigilo fiscal sem pr\u00e9via e fundamentada autoriza\u00e7\u00e3o judicial, podendo o Minist\u00e9rio P\u00fablico Eleitoral acessar diretamente apenas a rela\u00e7\u00e3o dos doadores que excederam os limites legais, para os fins da representa\u00e7\u00e3o cab\u00edvel, em que poder\u00e1 requerer, judicialmente e de forma individualizada, o acesso aos dados relativos aos rendimentos do doador.<\/p>\n\n\n\n<p>O MPE aponta a possibilidade desse compartilhamento a partir de um conv\u00eanio firmado entre o TSE e a Receita Federal e rejeita a ocorr\u00eancia de devassa ou acesso indiscriminado a dados fiscais, ressaltando que se busca apenas o necess\u00e1rio para averiguar ilicitudes eleitorais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 que somente o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre os rendimentos dos doadores permite o ajuizamento da representa\u00e7\u00e3o por doa\u00e7\u00e3o acima do limite. Sem os dados fiscais, a alternativa seria processar todos os doadores para descobrir quem seguiu os par\u00e2metros legais.<\/p>\n\n\n\n<p>Acima do teto<\/p>\n\n\n\n<p>O caso concreto tem origem em uma doa\u00e7\u00e3o eleitoral acima do limite legal que foi identificada pelo MPE por meio de dados compartilhados pela Receita. O Tribunal Regional Eleitoral do Paran\u00e1 aplicou uma multa, mas o TSE anulou a decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao rejeitar o recurso, o ministro Cristiano Zanin se baseou na prote\u00e7\u00e3o de dados pessoais, que vale inclusive para aqueles que n\u00e3o est\u00e3o situados no n\u00facleo da esfera privada, como \u00e9 o caso dos econ\u00f4micos e financeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele destacou que o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/L5172Compilado.htm\">C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional<\/a>&nbsp;n\u00e3o autoriza o compartilhamento de dados fiscais nos casos eleitorais debatidos, mas apenas quando houver ordem judicial, no interesse da justi\u00e7a ou para apura\u00e7\u00e3o administrativa em hip\u00f3teses espec\u00edficas.<\/p>\n\n\n\n<p>Fora dessas hip\u00f3teses taxativamente previstas em lei, a divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es fiscais permanece vedada, em aten\u00e7\u00e3o \u00e0 prote\u00e7\u00e3o constitucional da privacidade, de acordo com o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPortanto, a lei n\u00e3o permite o compartilhamento direto de dados fiscais entre a Receita Federal e o Minist\u00e9rio P\u00fablico Eleitoral. A Portaria Conjunta SRF-TSE 74\/2006, por sua vez, constitui ato normativo infralegal, desprovido de aptid\u00e3o para inovar ou criar novas hip\u00f3teses de tratamento e transfer\u00eancia de dados pessoais protegidos por sigilo fiscal.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Tese proposta<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 il\u00edcita a prova obtida por meio do compartilhamento de dados fiscais entre a Receita Federal e o Minist\u00e9rio P\u00fablico Eleitoral, sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial pr\u00e9via e fundamentada, para a fiscaliza\u00e7\u00e3o do cumprimento dos limites legais de doa\u00e7\u00e3o. A autoriza\u00e7\u00e3o contida no art. 198, \u00a7 1, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional n\u00e3o se aplica a essas situa\u00e7\u00f5es e a Portaria Conjunta SRF-TSE n. 74\/2006 n\u00e3o \u00e9 suficiente para legitimar o compartilhamento, por violar o princ\u00edpio da reserva legal<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/digital.stf.jus.br\/decisoes-monocraticas\/api\/public\/votos\/255771\/conteudo.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o voto do relator<br>RE 1.296.829<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"zLDBcXXfOX\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-15\/uso-de-dados-fiscais-em-verificacao-eleitoral-deve-passar-pelo-juiz-diz-zanin\/\">Uso de dados fiscais em verifica\u00e7\u00e3o eleitoral deve passar pelo juiz, diz Zanin<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Uso de dados fiscais em verifica\u00e7\u00e3o eleitoral deve passar pelo juiz, diz Zanin&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-15\/uso-de-dados-fiscais-em-verificacao-eleitoral-deve-passar-pelo-juiz-diz-zanin\/embed\/#?secret=SLTEEoW5qp#?secret=zLDBcXXfOX\" data-secret=\"zLDBcXXfOX\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Aus\u00eancia de modula\u00e7\u00e3o da tese das contribui\u00e7\u00f5es parafiscais gera incoer\u00eancia e assimetria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Com o fim do teto de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos para as contribui\u00e7\u00f5es parafiscais, fixado pelo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Inicio\">Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/a>, n\u00e3o h\u00e1 coer\u00eancia judicial em preservar os contribuintes que tinham decis\u00e3o favor\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o ao Sistema S, mas n\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais entidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 de advogados tributaristas ouvidos pela revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico. Ela diz respeito \u00e0 forma como a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ tratou as teses vinculantes dos Temas 1.079 e 1.390 dos recursos repetitivos.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mar-13\/stj-derruba-limite-para-calculo-de-contribuicoes-ao-sistema-s\/\">Tema 1.079 foi julgado em mar\u00e7o de 2024<\/a>. A corte passou a entender que o teto de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos para a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es \u00e0s entidades do Sistema S (Sesi, Senai, Sesc e Senac) n\u00e3o vale mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Como houve a mudan\u00e7a de jurisprud\u00eancia, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-16\/modulacao-da-tese-das-contribuicoes-ao-sistema-s-cria-problema-concorrencial\">fez a modula\u00e7\u00e3o temporal da tese<\/a>&nbsp;\u2014 mecanismo pelo qual o tribunal decide a partir de quando a decis\u00e3o produz efeito \u2014 e decidiu que ela s\u00f3 se aplica a todas as empresas indistintamente a partir de 2 maio de 2024, data em que o ac\u00f3rd\u00e3o foi publicado.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem tinha a\u00e7\u00e3o ou procedimento administrativo com decis\u00e3o favor\u00e1vel em 25 de outubro de 2023, quando o colegiado come\u00e7ou a julgar os recursos, pode considerar o valor das contribui\u00e7\u00f5es ainda com o teto de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos at\u00e9 2 de maio de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima quarta-feira (12\/2), a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o estendeu o fim do teto a outras 11 contribui\u00e7\u00f5es parafiscais,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-12\/stj-derruba-teto-para-contribuicoes-a-todas-as-entidades-parafiscais\/\">ao julgar o Tema 1.390<\/a>&nbsp;(Incra, sal\u00e1rio-educa\u00e7\u00e3o, DPC, Faer, Senar, Sest, Senat, Sescoop, Sebrae, Apex-Brasil e ABDI). A mesma raz\u00e3o de decidir foi aplicada, mas desta vez o colegiado optou por n\u00e3o modular: a tese j\u00e1 vale para todos os contribuintes obrigados ao recolhimento dessas contribui\u00e7\u00f5es parafiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para que essa decis\u00e3o tenha efeitos apenas para o futuro. Aqui n\u00e3o h\u00e1 uma jurisprud\u00eancia pacificada ou dominante neste tribunal a respeito do tema\u201d, justificou a relatora, ministra Maria Thereza de Assis Moura.<\/p>\n\n\n\n<p>Instabilidade tribut\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>Para&nbsp;Juliana Camargo Amaro, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Finocchio &amp; Ustra Advogados, a discuss\u00e3o da limita\u00e7\u00e3o aos 20 sal\u00e1rios sempre envolveu todas as entidades de forma conjunta. A norma que a justificava (par\u00e1grafo \u00fanico do artigo 4\u00ba da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l6950.htm\">Lei 6.950\/1981<\/a>) n\u00e3o as diferenciava.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua an\u00e1lise, a diferencia\u00e7\u00e3o feita pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o demonstra a instabilidade do sistema tribut\u00e1rio nacional e refor\u00e7a a inseguran\u00e7a jur\u00eddica atual dos precedentes nos tribunais superiores, j\u00e1 que os contribuintes tinham a justa expectativa de que o Tema 1.390 seguiria a mesma modula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs temas n\u00e3o eram apenas tratados em conjunto na legisla\u00e7\u00e3o, mas, tamb\u00e9m, na jurisprud\u00eancia consolidada do Superior Tribunal de Justi\u00e7a e Tribunais Regionais Federais, amplamente favor\u00e1veis aos contribuintes h\u00e1 duas d\u00e9cadas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Fernando Perfetto, tributarista do Loeser e Hadad Advogados, v\u00ea como resultado pr\u00e1tico a cria\u00e7\u00e3o de uma indesejada assimetria: quem saiu da in\u00e9rcia para manter o teto da contribui\u00e7\u00e3o para o Sistema S ficou numa situa\u00e7\u00e3o melhor do que os contribuintes das demais entidades.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa pr\u00e1tica, o STJ acabou tratando situa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias semelhantes de forma desigual\u201d, afirmou ele. Esse ponto foi destacado durante as sustenta\u00e7\u00f5es orais de&nbsp;Halley Henares Neto, em nome da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Advocacia Tribut\u00e1ria (Abat), que atuou como&nbsp;amicus curiae&nbsp;(amiga da corte).<\/p>\n\n\n\n<p>Ele deu como exemplo empresas de transporte, que trabalham sob o prisma da modicidade da tarifa e seriam alcan\u00e7adas pela tese mesmo com decis\u00f5es anteriores favor\u00e1veis porque contribuem para o Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), enquanto ind\u00fastrias que s\u00f3 contribuem para o Sistema S poderiam aproveitar a modula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Incoer\u00eancia judicial<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA aus\u00eancia de modula\u00e7\u00e3o representa uma incoer\u00eancia, sobretudo porque ambos os temas envolvem a mesma discuss\u00e3o\u201d, afirma&nbsp;Aur\u00e9lio Longo Guerzoni, s\u00f3cio-fundador do Guerzoni Advogados . \u201cEmpresas sujeitas a diferentes blocos de contribui\u00e7\u00f5es parafiscais poder\u00e3o receber tratamento jurisdicional diferente, o que compromete a uniformidade do sistema.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Cinthia Benvenuto, s\u00f3cia do Innocenti Advogados, que atuou no caso pela Central Brasileira do Setor de Servi\u00e7os (Cebrasse) como&nbsp;amicus curiae, definiu o impacto da n\u00e3o modula\u00e7\u00e3o como comprometedor da seguran\u00e7a jur\u00eddica, da isonomia e da livre concorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara mim n\u00e3o h\u00e1 congru\u00eancia alguma a modula\u00e7\u00e3o atingir apenas parte das contribui\u00e7\u00f5es parafiscais porque a altera\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia dominante se deu para todas elas. Enfraquece nosso sistema de precedentes e causa imensa inseguran\u00e7a para as empresas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A modula\u00e7\u00e3o foi defendida por outros advogados durante o julgamento.&nbsp;Saul Tourinho Leal, da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Servi\u00e7os, fez refer\u00eancia ao fato de que mesmo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-dez-06\/vista-interrompe-analise-da-modulacao-da-tese-do-sistema-s-no-stj\/\">a modula\u00e7\u00e3o do Tema 1079 segue em debate<\/a>, agora na Corte Especial do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ressaltou que o tema inaugura uma nova categoria da pr\u00e1tica judicial. \u201cS\u00e3o partes que n\u00e3o sabem ganhar, porque j\u00e1 houve a queda do teto&nbsp;(de contribui\u00e7\u00e3o)&nbsp;e o que remanesce \u00e9 a mais criteriosa modula\u00e7\u00e3o de efeitos j\u00e1 emanada da jurisdi\u00e7\u00e3o nacional.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.187.625<br>REsp 2.187.646<br>REsp 2.188.421<br>REsp 2.185.634<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"QgoZnneodG\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-16\/ausencia-de-modulacao-gera-desigualdade-em-acoes-parafiscais\/\">Aus\u00eancia de modula\u00e7\u00e3o da tese das contribui\u00e7\u00f5es parafiscais gera incoer\u00eancia e assimetria<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Aus\u00eancia de modula\u00e7\u00e3o da tese das contribui\u00e7\u00f5es parafiscais gera incoer\u00eancia e assimetria&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-16\/ausencia-de-modulacao-gera-desigualdade-em-acoes-parafiscais\/embed\/#?secret=Kl63vGwcQ4#?secret=QgoZnneodG\" data-secret=\"QgoZnneodG\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>CNS vai ao STF contra adicional de 10% no lucro presumido previsto na LC 224&nbsp;\/2025<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Servi\u00e7os (CNS) ajuizou no Supremo Tribunal Federal (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/stf\">STF<\/a>) uma A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/adi\">ADI<\/a>) contra dispositivos da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/artigos\/lc-224-25-ajuste-fiscal-sem-criterio-joga-fora-bebe-com-agua-do-banho\">Lei Complementar (LC) 224\/2025<\/a>&nbsp;que criaram um \u201cadicional\u201d de 10% sobre os percentuais de presun\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/irpj-entenda-o-que-e-como-funciona-e-como-e-calculado\">IRPJ<\/a>) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/artigos\/csll-o-que-e\">CSLL<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a vale para empresas do lucro presumido com receita anual acima de R$ 5 milh\u00f5es. Para a entidade, o regime foi tratado indevidamente como benef\u00edcio fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido consta na ADI 7936, por meio da qual a confedera\u00e7\u00e3o questiona o artigo 4\u00ba da Lei Complementar 224\/2025, os artigos 2\u00ba e 12 do Decreto 12.808\/2025 e os artigos 2\u00ba, 4\u00ba, 13, 14 e 15 da Instru\u00e7\u00e3o Normativa 2.305\/2025 da Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso foi distribu\u00eddo ao ministro&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/luiz-fux\">Luiz Fux<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A LC 224 promoveu &#8220;a majora\u00e7\u00e3o dos percentuais de presun\u00e7\u00e3o<br>aplic\u00e1veis ao IRPJ e \u00e0 CSLL mediante a equipara\u00e7\u00e3o do regime do lucro presumido a benef\u00edcio fiscal&#8221;, diz a CNS na peti\u00e7\u00e3o inicial da ADI 7936.<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade argumenta que isso \u00e9 ilegal, pois o lucro presumido \u00e9 um regime ordin\u00e1rio de apura\u00e7\u00e3o, n\u00e3o um incentivo fiscal \u2014 e afirma que a &#8220;inova\u00e7\u00e3o legislativa&#8221; teve o efeito pr\u00e1tico de tributar &#8220;base econ\u00f4mica dissociada da realidade, com eleva\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica da carga tribut\u00e1ria&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As normas impugnadas afetam diretamente o regime de tributa\u00e7\u00e3o optativo do lucro presumido, que consiste em forma de apura\u00e7\u00e3o dos tributos de milhares de empresas e entidades do setor de servi\u00e7os&#8221;, afirma a CNS, &#8220;com impacto<br>relevante sobre a seguran\u00e7a jur\u00eddica e a equidade nas rela\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO resultado pr\u00e1tico da inova\u00e7\u00e3o legislativa foi a tributa\u00e7\u00e3o de contribuintes que, h\u00e1 d\u00e9cadas, se submetem ao regime legal expressamente previsto no ordenamento jur\u00eddico como op\u00e7\u00e3o de apura\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, e n\u00e3o como mecanismo de desonera\u00e7\u00e3o fiscal\u201d, afirmou a CNS. Segundo a entidade, isso pressiona as empresas a migrar para o lucro real.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m destaca que a Receita Federal n\u00e3o classifica o lucro presumido como gasto tribut\u00e1rio e a legisla\u00e7\u00e3o sobre imposto de renda tamb\u00e9m n\u00e3o classifica o regime como benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A pr\u00f3pria legisla\u00e7\u00e3o do imposto sobre a renda afasta, de modo inequ\u00edvoco, qualquer tentativa de qualificar o lucro presumido como incentivo ou benef\u00edcio fiscal&#8221;, afirma a CNS, citando o artigo 10 da Lei 9.532\/1997, que diz: &#8220;do imposto apurado com base no lucro arbitrado ou no lucro presumido n\u00e3o ser\u00e1 permitida qualquer dedu\u00e7\u00e3o a t\u00edtulo de incentivo fiscal&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O dispositivo revela que o legislador distingue conceitualmente o<br>regime de apura\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo dos mecanismos de incentivo,<br>tratando-os como categorias jur\u00eddicas aut\u00f4nomas e n\u00e3o sobrepon\u00edveis&#8221;, diz a CNS. &#8220;Se o lucro presumido fosse, em si, um incentivo fiscal, n\u00e3o faria<br>sentido l\u00f3gico nem sistem\u00e1tico vedar a dedu\u00e7\u00e3o de incentivos sobre o<br>imposto nele apurado.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade pede medida cautelar para suspender a cobran\u00e7a imediatamente e a declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade dos dispositivos apontados.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros processos j\u00e1 haviam questionado o mesmo ponto em inst\u00e2ncias inferiores.<\/p>\n\n\n\n<p>Em janeiro, uma liminar da 1\u00aa Vara Federal de Resende, no Rio de Janeiro,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/liminar-suspende-aplicacao-da-lei-224-2025-e-impede-majoracao-de-tributacao-no-lucro-presumido\">chegou a suspender o aumento da cobran\u00e7a<\/a>&nbsp;para uma empresa espec\u00edfica, garantindo o&nbsp;direito de apurar e recolher os tributos segundo os percentuais de presun\u00e7\u00e3o anteriormente vigentes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/cns-vai-ao-stf-contra-adicional-de-10-no-lucro-presumido-previsto-na-lc-224-2025\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Fux rejeita PIS\/Cofins em aplica\u00e7\u00f5es de reservas de seguradoras e previd\u00eancias privadas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>As receitas de aplica\u00e7\u00f5es financeiras das reservas t\u00e9cnicas de seguradoras e entidades de previd\u00eancia privada n\u00e3o integram a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. Esta foi a tese sugerida pelo ministro Luiz Fux, relator de uma a\u00e7\u00e3o sobre o tema no Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto de Fux foi o \u00fanico apresentado antes de Alexandre de Moraes pedir vista dos autos nesta ter\u00e7a-feira (18\/2) e o julgamento ser suspenso.&nbsp;O caso tem repercuss\u00e3o geral, ou seja, a tese estabelecida servir\u00e1 para casos semelhantes nas demais inst\u00e2ncias do Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguradoras e entidades de previd\u00eancia privada precisam formar reservas t\u00e9cnicas para garantir o cumprimento de suas obriga\u00e7\u00f5es. Esses recursos s\u00e3o investidos em aplica\u00e7\u00f5es financeiras, de&nbsp;modo a preserv\u00e1-los e faz\u00ea-los crescer ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso levado ao STF, uma empresa pede a exclus\u00e3o desses valores da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. Segundo ela, somente receitas da venda de mercadorias e da presta\u00e7\u00e3o dos seus servi\u00e7os deveriam ser consideradas.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator explicou que as contribui\u00e7\u00f5es ao PIS e da Cofins incidem sobre o faturamento, formado pelas receitas relativas ao desempenho das atividades t\u00edpicas de uma empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o magistrado, as aplica\u00e7\u00f5es financeiras das reservas t\u00e9cnicas n\u00e3o podem ser encaradas como atividade t\u00edpica das seguradoras e entidades de previd\u00eancia privada.<\/p>\n\n\n\n<p>A atividade t\u00edpica dessas empresas \u00e9 a \u201cprovis\u00e3o de assist\u00eancia diante de eventos acobertados nos contratos, em contrapartida \u00e0s taxas e aos pr\u00eamios convencionados\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o objetivo das aplica\u00e7\u00f5es \u00e9 a \u201cgarantia da solv\u00eancia do ramo negocial\u201d. Fux ressaltou que essas receitas \u201cn\u00e3o refletem uma capacidade contributiva\u201d dessas empresas, pois s\u00e3o compuls\u00f3rias e intransfer\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a pr\u00f3pria legisla\u00e7\u00e3o do PIS e da Cofins prev\u00ea que as contribui\u00e7\u00f5es n\u00e3o incidem sobre a parcela dos pr\u00eamios \u201cdestinada \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o de provis\u00f5es ou reservas t\u00e9cnicas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/voto-Fux-PIS-Cofins-aplicacoes-financieras-reservas-tecnicas-seguradoras-previdencias-privadas.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o voto de Fux<br>RE 1.479.774<br>Tema 1.309<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"rPI02faQMj\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-18\/fux-rejeita-pis-cofins-sobre-aplicacoes-de-reservas-de-seguradoras-e-previdencias-privadas\/\">Fux rejeita PIS\/Cofins sobre aplica\u00e7\u00f5es de reservas de seguradoras e previd\u00eancias privadas<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Fux rejeita PIS\/Cofins sobre aplica\u00e7\u00f5es de reservas de seguradoras e previd\u00eancias privadas&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-18\/fux-rejeita-pis-cofins-sobre-aplicacoes-de-reservas-de-seguradoras-e-previdencias-privadas\/embed\/#?secret=L8ls9PgRty#?secret=rPI02faQMj\" data-secret=\"rPI02faQMj\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Ju\u00edza afasta tributa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito de ICMS via Lei das Subven\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A incid\u00eancia de tributos federais sobre cr\u00e9ditos presumidos de ICMS malfere o pacto federativo, porquanto permite que a Uni\u00e3o promova o esvaziamento de incentivos fiscais institu\u00eddos pelos Estados-membros. Ademais, a Lei n\u00ba 14.789\/2023 \u2014 o diploma das Subven\u00e7\u00f5es \u2014 descura de alterar a natureza jur\u00eddica de tais cr\u00e9ditos, os quais n\u00e3o consubstanciam lucro ou receita tribut\u00e1vel, mas sim aut\u00eantica ren\u00fancia fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob esse prisma jurisdicional, a magistrada Cristiane Farias Rodrigues dos Santos, titular da 9\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo, exarou senten\u00e7a concessiva de seguran\u00e7a a fim de garantir a uma empresa do setor atacadista de produtos sider\u00fargicos o direito de excluir cr\u00e9ditos presumidos de ICMS da base de c\u00e1lculo do IRPJ, da CSLL, do PIS e da Cofins. Com tal provimento, restaram afastadas as limita\u00e7\u00f5es cogentes impostas pela novel legisla\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Conquanto a impetrante possua sede em solo paulista, a lide versa sobre o Tratamento Tribut\u00e1rio Diferenciado (TTD) outorgado pelo estado de Santa Catarina, onde a companhia mant\u00e9m opera\u00e7\u00f5es. A atividade da atacadista origina cr\u00e9ditos presumidos de ICMS com o escopo de fomentar o incremento econ\u00f4mico daquela regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No bojo da a\u00e7\u00e3o, o patroc\u00ednio da contribuinte sustentou que o novo regramento federal, ao onerar o incentivo catarinense, aniquila a efic\u00e1cia do benef\u00edcio estadual e vulnera a imunidade rec\u00edproca entre os entes federados. O argumento nodal reside na premissa de que, independentemente do domic\u00edlio fiscal onde a empresa recolha seus tributos federais, \u00e9 defeso \u00e0 Uni\u00e3o interferir na pol\u00edtica fiscal de Santa Catarina.<\/p>\n\n\n\n<p>Em contrapartida, a Fazenda Nacional propugnou pela higidez da exa\u00e7\u00e3o, asseverando que os montantes incorporam-se ao patrim\u00f4nio da sociedade como receita tribut\u00e1vel e que a exclus\u00e3o da base de c\u00e1lculo estaria condicionada ao estrito cumprimento dos requisitos insculpidos na norma de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Da Autonomia dos Entes Federados<\/p>\n\n\n\n<p>Ao perscrutar o m\u00e9rito, a ju\u00edza federal acolheu a tese esposada pela empresa. A decis\u00e3o fundamentou-se na exegese consolidada pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a no bojo dos Embargos de Diverg\u00eancia no REsp 1.517.492\/PR.<\/p>\n\n\n\n<p>A referida Corte Superior sedimentou, em 2018, o entendimento de que a tributa\u00e7\u00e3o pela Uni\u00e3o de incentivo concedido por Estado-membro configura inger\u00eancia indevida na pol\u00edtica fiscal local, diretriz esta aplic\u00e1vel a todo o territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA raz\u00e3o de decidir repousa no Princ\u00edpio Federativo: ao tributar um incentivo concedido por um Estado-membro, a Uni\u00e3o interfere indevidamente na pol\u00edtica fiscal local, esvaziando, por via obl\u00edqua, a autonomia pol\u00edtica e financeira daquela unidade federada\u201d, asseverou a magistrada.<\/p>\n\n\n\n<p>A senten\u00e7a enfatizou que altera\u00e7\u00f5es legislativas recentes n\u00e3o det\u00eam o cond\u00e3o de derrogar preceitos constitucionais ou de transmutar a natureza jur\u00eddica do instituto, conforme definida pelos tribunais superiores. O decisum assegurou, outrossim, o direito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o dos valores indevidamente recolhidos no quinqu\u00eanio anterior ao ajuizamento da demanda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs inova\u00e7\u00f5es trazidas pela Lei n\u00ba 14.789\/2023 n\u00e3o possuem o cond\u00e3o de modificar a natureza jur\u00eddica dos cr\u00e9ditos presumidos nem de superar os fundamentos constitucionais de prote\u00e7\u00e3o ao Pacto Federativo e \u00e0 Seguran\u00e7a Jur\u00eddica estabelecidos pelas Cortes Superiores\u201d, finalizou a julgadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo Relacionado: 5029128-17.2025.4.03.6100<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"f0XOfvPHGL\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-09\/juiza-afasta-tributacao-de-credito-de-icms-via-lei-das-subvencoes\/\">Ju\u00edza afasta tributa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito de ICMS via Lei das Subven\u00e7\u00f5es<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Ju\u00edza afasta tributa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito de ICMS via Lei das Subven\u00e7\u00f5es&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-09\/juiza-afasta-tributacao-de-credito-de-icms-via-lei-das-subvencoes\/embed\/#?secret=ITopnC3sf4#?secret=f0XOfvPHGL\" data-secret=\"f0XOfvPHGL\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>ITBI n\u00e3o incide sobre im\u00f3vel integralizado ao capital social, decide TJ\/GO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa c\u00e2mara C\u00edvel do TJ\/GO afastou a cobran\u00e7a de ITBI sobre im\u00f3vel rural transferido para integraliza\u00e7\u00e3o de capital social e reafirmou que a imunidade prevista no art. 156, \u00a7 2\u00ba, I, da CF&nbsp;impede a tributa\u00e7\u00e3o com base na diferen\u00e7a entre o valor declarado pelo contribuinte e o valor venal arbitrado pelo Munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria, a 4\u00aa turma deu provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o e concedeu a seguran\u00e7a para declarar inexig\u00edvel o imposto na opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda o caso<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia teve in\u00edcio com mandado de seguran\u00e7a impetrado contra ato do auditor fiscal do Munic\u00edpio de Rio Verde\/GO, que indeferiu pedido de imunidade de ITBI incidente sobre im\u00f3vel rural incorporado ao patrim\u00f4nio da empresa para integraliza\u00e7\u00e3o de capital social.<\/p>\n\n\n\n<p>Em primeiro grau, a Vara das Fazendas P\u00fablicas da comarca denegou a seguran\u00e7a, ao considerar leg\u00edtima a cobran\u00e7a do imposto sobre a diferen\u00e7a entre o valor declarado e o valor venal atribu\u00eddo pela administra\u00e7\u00e3o municipal.<\/p>\n\n\n\n<p>STF suspende an\u00e1lise de imunidade de ITBI em integraliza\u00e7\u00e3o de capital social<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa recorreu sustentando que o caso n\u00e3o se enquadrava no&nbsp;Tema 796 do STF, pois n\u00e3o houve forma\u00e7\u00e3o de reserva de capital. Alegou ainda que o Munic\u00edpio arbitrou o valor do im\u00f3vel sem pr\u00e9vio procedimento administrativo, em afronta ao&nbsp;Tema 1.113 do STJ, e invocou o art. 23 da&nbsp;lei 9.249\/95, que autoriza a integraliza\u00e7\u00e3o pelo valor constante na declara\u00e7\u00e3o de imposto de renda.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, o s\u00f3cio transferiu im\u00f3vel rural pelo valor de R$ 55.518,00, correspondente ao declarado no imposto de renda, sem excedente destinado \u00e0 reserva de capital. Ainda assim, o Munic\u00edpio atribuiu valor venal superior e exigiu ITBI sobre a diferen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>TJ\/GO refor\u00e7a imunidade e afasta cobran\u00e7a baseada em valor arbitrado<\/p>\n\n\n\n<p>No voto prevalecente, a desembargadora Sirlei Martins da Costa destacou que o art. 156, \u00a7 2\u00ba, I, da CF prev\u00ea duas hip\u00f3teses distintas de imunidade do ITBI: uma, incondicionada, relativa \u00e0 integraliza\u00e7\u00e3o de capital; outra, condicionada, ligada \u00e0s opera\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias de fus\u00e3o, incorpora\u00e7\u00e3o, cis\u00e3o ou extin\u00e7\u00e3o de pessoa jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base no Tema 796 do STF, a magistrada explicou que a tributa\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel quando houver excedente destinado \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de reserva de capital. Quando a totalidade do im\u00f3vel \u00e9 integralizada como capital social, sem excedente, a opera\u00e7\u00e3o \u00e9 integralmente imune.<\/p>\n\n\n\n<p>A redatora ressaltou ainda que o art. 23 da lei 9.249\/95 assegura ao contribuinte a faculdade de transferir bens para integraliza\u00e7\u00e3o pelo valor declarado no imposto de renda ou pelo valor de mercado, a seu crit\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a cobran\u00e7a fundada em avalia\u00e7\u00e3o unilateral do Munic\u00edpio afronta a norma constitucional e os princ\u00edpios da legalidade e da tipicidade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao distinguir o caso do Tema 1.113 do STJ, o voto destacou que aquele precedente trata da base de c\u00e1lculo do ITBI em transmiss\u00f5es onerosas em geral. Na hip\u00f3tese examinada, contudo, incide imunidade constitucional, o que afasta a pr\u00f3pria possibilidade de tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final, o colegiado, por maioria, reformou a senten\u00e7a e concedeu a seguran\u00e7a para declarar inexig\u00edvel o ITBI sobre a transfer\u00eancia do im\u00f3vel destinada \u00e0 integraliza\u00e7\u00e3o do capital social.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado tributarista Leonardo Amaral, do escrit\u00f3rio Amaral e Melo Advogados, a decis\u00e3o traz previsibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Tribunal deixou claro que a imunidade do ITBI protege a integraliza\u00e7\u00e3o de capital quando n\u00e3o h\u00e1 forma\u00e7\u00e3o de reserva. A tentativa de cobrar imposto com base em avalia\u00e7\u00e3o unilateral do munic\u00edpio desvirtua o objetivo constitucional de estimular a formaliza\u00e7\u00e3o e o crescimento das empresas\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: 5154585-96.2025.8.09.0138<\/p>\n\n\n\n<p>Confira o ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/449973\/tj-go-itbi-nao-incide-sobre-imovel-integralizado-ao-capital-social\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto prop\u00f5e corte de gastos p\u00fablicos para compensar isen\u00e7\u00f5es fiscais Data: 09\/02\/2026 O Projeto de Lei Complementar (PLP) 91\/25 prop\u00f5e altera\u00e7\u00e3o na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para permitir que o governo compense a concess\u00e3o de benef\u00edcios tribut\u00e1rios atrav\u00e9s do corte de despesas, e n\u00e3o apenas com aumento de arrecada\u00e7\u00e3o. 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