{"id":3887,"date":"2026-03-09T16:48:19","date_gmt":"2026-03-09T19:48:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3887"},"modified":"2026-03-17T09:04:13","modified_gmt":"2026-03-17T12:04:13","slug":"retrospecto-tributario-03-03-a-17-03","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3887","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 09\/03 a 17\/03"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Receita Federal admite dedu\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito de IPI prescrito no IRPJ e na CSLL<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Data: 09\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal concluiu, na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 31, de 9 de mar\u00e7o de 2026, que a baixa cont\u00e1bil de cr\u00e9ditos de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) n\u00e3o utilizados dentro do prazo prescricional de cinco anos pode gerar despesa dedut\u00edvel na apura\u00e7\u00e3o do IRPJ e da CSLL, quando a empresa estiver submetida ao regime do lucro real. O entendimento consta do documento publicado pela Coordena\u00e7\u00e3o Geral de Tributa\u00e7\u00e3o e trata do tratamento cont\u00e1bil e fiscal de cr\u00e9ditos acumulados de IPI que deixaram de ser utilizados por dedu\u00e7\u00e3o, ressarcimento ou compensa\u00e7\u00e3o dentro do prazo legal.<\/p>\n\n\n\n<p>A consulta foi formulada por empresa do setor industrial cuja atividade envolve a sa\u00edda de mercadorias com suspens\u00e3o do IPI, conforme previsto no art. 29, \u00a71\u00ba, inciso I, da Lei n\u00ba 10.637, de 2002. Nesse modelo de tributa\u00e7\u00e3o, o imposto incidente na aquisi\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias primas, produtos intermedi\u00e1rios e materiais de embalagem gera cr\u00e9dito, enquanto determinadas opera\u00e7\u00f5es de sa\u00edda n\u00e3o geram d\u00e9bito do tributo. A din\u00e2mica pode resultar no ac\u00famulo de cr\u00e9ditos de IPI na escrita fiscal. No caso analisado, parte desses cr\u00e9ditos permaneceu sem utiliza\u00e7\u00e3o por per\u00edodo superior a cinco anos, o que levou \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o do direito de ressarcimento ou compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao examinar a quest\u00e3o, a Receita Federal destacou que o IPI recuper\u00e1vel n\u00e3o integra o custo de aquisi\u00e7\u00e3o dos insumos, devendo ser registrado como direito no ativo do balan\u00e7o patrimonial. Esse tratamento decorre do art. 301, \u00a73\u00ba, do Decreto n\u00ba 9.580, de 2018, que aprovou o Regulamento do Imposto sobre a Renda, norma cuja base legal est\u00e1 no Decreto Lei n\u00ba 1.598, de 1977. Assim, os valores referentes ao imposto recuper\u00e1vel s\u00e3o contabilizados em conta espec\u00edfica, geralmente denominada \u201cIPI a recuperar\u201d, representando um direito credit\u00f3rio da pessoa jur\u00eddica perante o Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a interpreta\u00e7\u00e3o da Cosit, quando o contribuinte n\u00e3o utiliza o cr\u00e9dito por meio de compensa\u00e7\u00e3o, ressarcimento ou abatimento do pr\u00f3prio imposto dentro do prazo de cinco anos, ocorre a extin\u00e7\u00e3o do direito credit\u00f3rio por prescri\u00e7\u00e3o, conforme entendimento j\u00e1 exposto na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 369, de 2017, com fundamento no art. 1\u00ba do Decreto n\u00ba 20.910, de 1932. Nessa hip\u00f3tese, o ativo registrado na contabilidade deixa de representar benef\u00edcio econ\u00f4mico futuro. A escritura\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil, realizada de acordo com o art. 177 da Lei n\u00ba 6.404, de 1976, exige ent\u00e3o a baixa desse ativo, com reconhecimento da correspondente despesa no resultado do per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise tamb\u00e9m abordou o impacto desse registro na apura\u00e7\u00e3o do lucro real, regime disciplinado pelos arts. 6\u00ba e 7\u00ba do Decreto Lei n\u00ba 1.598, de 1977. De acordo com esse sistema, o ponto de partida para o c\u00e1lculo do lucro real \u00e9 o lucro l\u00edquido cont\u00e1bil, ajustado pelas adi\u00e7\u00f5es e exclus\u00f5es previstas na legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. A Receita observou que a legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o estabelece regra que determine a adi\u00e7\u00e3o ao lucro l\u00edquido da despesa decorrente da baixa de cr\u00e9ditos de IPI prescritos. O Regulamento do Imposto sobre a Renda, em seu art. 260, apresenta hip\u00f3teses de despesas indedut\u00edveis, mas n\u00e3o inclui a situa\u00e7\u00e3o analisada.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o tamb\u00e9m examinou os crit\u00e9rios de dedutibilidade previstos no art. 47 da Lei n\u00ba 4.506, de 1964, reproduzido no art. 311 do Decreto n\u00ba 9.580, de 2018, segundo os quais s\u00e3o consideradas operacionais as despesas necess\u00e1rias \u00e0 atividade da empresa e \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da fonte produtora. A Receita entendeu que a perda decorrente da prescri\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito de IPI est\u00e1 relacionada \u00e0 pr\u00f3pria atividade industrial, uma vez que o tributo foi pago na aquisi\u00e7\u00e3o de insumos utilizados no processo produtivo. O ac\u00famulo de cr\u00e9ditos, por sua vez, decorre da estrutura do regime n\u00e3o cumulativo do imposto e da suspens\u00e3o aplic\u00e1vel a determinadas sa\u00eddas de produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses fundamentos, a Cosit concluiu que a despesa registrada na baixa cont\u00e1bil do cr\u00e9dito de IPI prescrito pode ser deduzida na apura\u00e7\u00e3o das bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, desde que reconhecida no per\u00edodo em que se consumar a prescri\u00e7\u00e3o do direito credit\u00f3rio, em observ\u00e2ncia ao regime de compet\u00eancia previsto na legisla\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria e tribut\u00e1ria. O entendimento considera que a perda tem origem em opera\u00e7\u00e3o inerente \u00e0 atividade industrial e que n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal determinando sua adi\u00e7\u00e3o ao lucro l\u00edquido para fins de apura\u00e7\u00e3o do lucro real.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-rota-da-jurisprud-ncia wp-block-embed-rota-da-jurisprud-ncia\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"X9CTcdilEd\"><a href=\"https:\/\/rotadajurisprudencia.com.br\/2026\/03\/receita-federal-admite-deducao-de-credito-de-ipi-prescrito-no-irpj-e-na-csll\/\">Receita Federal admite dedu\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito de IPI prescrito no IRPJ e na CSLL<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Receita Federal admite dedu\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito de IPI prescrito no IRPJ e na CSLL&#8221; &#8212; Rota da Jurisprud\u00eancia\" src=\"https:\/\/rotadajurisprudencia.com.br\/2026\/03\/receita-federal-admite-deducao-de-credito-de-ipi-prescrito-no-irpj-e-na-csll\/embed\/#?secret=EsBxLmq6Cw#?secret=X9CTcdilEd\" data-secret=\"X9CTcdilEd\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria: Aumento de 100% dos impostos sobre servi\u00e7os.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o, estimou 7 anos para a implementa\u00e7\u00e3o total, aumentando gradativamente a tributa\u00e7\u00e3o. \u00c9 estrat\u00e9gia. A dor ir\u00e1 aparecendo aos poucos ao longo do per\u00edodo. &nbsp;2026 \u00e9 apenas o ano do treinamento.<\/p>\n\n\n\n<p>As atividades econ\u00f4micas necess\u00e1rias \u00e0 sobreviv\u00eancia e perpetua\u00e7\u00e3o dos seres humanos, s\u00e3o divididas pelos economistas em tr\u00eas grandes grupos. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>i) &nbsp; &nbsp; Prim\u00e1rio \u2013 agropecu\u00e1ria ou agroneg\u00f3cio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>ii) &nbsp; &nbsp;Secund\u00e1rio \u2013 ind\u00fastria da transforma\u00e7\u00e3o, das leves as pesadas. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>iii) &nbsp; &nbsp;Terci\u00e1rio \u2013 mais diversos servi\u00e7os, incluindo transportes a\u00e9reos, fluviais, terrestres e mar\u00edtimos, log\u00edstica, armazenagem, constru\u00e7\u00e3o civil, hotelaria, sa\u00fade, e profissionais liberais, tecnologia da informa\u00e7\u00e3o, streaming, internet, telefonia, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>O PESO DO SETOR DE SERVI\u00c7OS<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o IBGE, o setor terci\u00e1rio \u00e9 respons\u00e1vel por 60% dos empregos formais no Brasil, e com o peso de 68% de participa\u00e7\u00e3o no PIB.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Antes da reforma os servi\u00e7os tinham o ISS nos impostos sobre consumo, cuja al\u00edquota m\u00e1xima era 5%. &nbsp;Agora, com o IBS os servi\u00e7os passam a ter a mesma al\u00edquota de mercadorias, estimada at\u00e9 o momento em 18%, a al\u00edquota do IBS. &nbsp; Considerando os atuais 5% de ISS e 3,65% de PIS e COFINS a carga com a reforma mais do que dobra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>2026 \u00e9 o ano do treinamento. &nbsp;A Uni\u00e3o, estimou 7 anos para a implementa\u00e7\u00e3o total, aumentando gradativamente a tributa\u00e7\u00e3o. \u00c9 estrat\u00e9gia. A dor ir\u00e1 aparecendo aos poucos ao longo do per\u00edodo. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>CONCENTRA\u00c7\u00c3O DA TRIBUTA\u00c7\u00c3O PELA UNI\u00c3O<\/p>\n\n\n\n<p>O governo federal, j\u00e1 tributa a renda ganha, e agora com a CBS, vai tributar a renda gasta na aquisi\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os necess\u00e1rios a sobreviv\u00eancia humana. Sim pois a cobran\u00e7a ser\u00e1 na fonte, no ato da aquisi\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do Split Payment.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspecto que evidencia esta concentra\u00e7\u00e3o \u00e9 a centraliza\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o dos hoje ICMS e ISS, pertencentes aos 27 estados e 5.600 munic\u00edpios em um s\u00f3 cofre, o do Comit\u00ea Gestor, para depois ser distribu\u00eddo, com base em crit\u00e9rios a serem definidos pelo pr\u00f3prio Comit\u00ea. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo isto enquanto durar a transi\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a para o destino, que tem um per\u00edodo inicial previsto de 70 anos, a partir de 2033. &nbsp;Per\u00edodo durante o qual o CGIBS ter\u00e1 mais poderes do que prefeitos e governadores, sendo que estes \u00faltimos foram eleitos pelo povo e correm o risco de perder sua autonomia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Agroneg\u00f3cio, ter\u00e1 um aumento de carga, a ind\u00fastria ter\u00e1 efeito neutro, pois hoje no consumo j\u00e1 tem uma al\u00edquota m\u00e9dia que atinge os 28% estimados no IVA da reforma (atuais PIS, COFINS e ICMS j\u00e1 atingem este percentual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A estrat\u00e9gia do governo \u00e9 perfeita sob o ponto de vista de garantir a arrecada\u00e7\u00e3o, aumentar gradativamente o imposto ao longo de quase uma d\u00e9cada, ou ir depenando o ganso lentamente, sem ele reclamar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto \u00e9 verdade que j\u00e1 se propaga que para se preparar para a reforma tribut\u00e1ria, as empresas dever\u00e3o rever a forma\u00e7\u00e3o de seus contratos e pre\u00e7os de venda, sim pois esta \u00e9 uma reforma mais econ\u00f4mica do que tribut\u00e1ria, em face do aumento de carga que est\u00e1 por vir.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O setor de servi\u00e7os, ser\u00e1 duramente penalizado como vimos acima. &nbsp;O Sistema tribut\u00e1rio precisa proteger a empregabilidade. &nbsp;Aumentar os custos dos servi\u00e7os pode impactar em seu consumo, com reflexos na contrata\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra, ainda mais em tempos em que a Intelig\u00eancia Artificial come\u00e7a a substituir a presen\u00e7a humana em v\u00e1rios segmentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ivo Ricardo Lozekam: Tributarista, diretor da LZ Fiscal Assessoria e Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria, especialista em ICMS e cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios. Atua como consultor e articulista em ve\u00edculos como Migalhas, Thomson Reuters e IOB Editora, abordando temas como reforma tribut\u00e1ria e guerra fiscal. \u00c9 membro do Instituto Brasileiro de Planejamento Tribut\u00e1rio (IBPT) e da Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Estudos Tribut\u00e1rios (APET), sendo refer\u00eancia nacional em gest\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos fiscais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jornal-est-ncia-de-atibaia wp-block-embed-jornal-est-ncia-de-atibaia\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"UrGt90n6Jx\"><a href=\"https:\/\/jornalestanciadeatibaia.com.br\/reforma-tributaria-aumento-de-100-dos-impostos-sobre-servicos\/\">Reforma tribut\u00e1ria: Aumento de 100% dos impostos sobre servi\u00e7os.<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Reforma tribut\u00e1ria: Aumento de 100% dos impostos sobre servi\u00e7os.&#8221; &#8212; Jornal Est\u00e2ncia de Atibaia\" src=\"https:\/\/jornalestanciadeatibaia.com.br\/reforma-tributaria-aumento-de-100-dos-impostos-sobre-servicos\/embed\/#?secret=QYmG0DD8PB#?secret=UrGt90n6Jx\" data-secret=\"UrGt90n6Jx\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Posi\u00e7\u00e3o da Receita Federal sobre IR em resgate de VGBL contraria jurisprud\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento da Receita Federal, divulgado em fevereiro, sobre a tributa\u00e7\u00e3o dos valores recebidos por benefici\u00e1rios de planos Vida Gerador de Benef\u00edcio Livre (VGBL) em caso de morte do contratante vai de encontro \u00e0 jurisprud\u00eancia recente relativa ao tema. Uma solu\u00e7\u00e3o de consulta publicada no \u00faltimo dia 25 prev\u00ea a cobran\u00e7a do Imposto de Renda (IR) sobre os rendimentos resgatados por herdeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Concebido como um seguro de vida, o VGBL funciona na pr\u00e1tica como uma previd\u00eancia privada. E a <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l7713.htm\">Lei 7.713\/1988<\/a> prev\u00ea isen\u00e7\u00e3o do IR sobre \u201cseguros recebidos de entidades de previd\u00eancia privada decorrentes de morte\u201d do contratante.<\/p>\n\n\n\n<p>No novo documento, a Receita afirma que essa isen\u00e7\u00e3o n\u00e3o vale para o valor total resgatado em caso de morte do titular, mas apenas para o capital segurado, ou seja, o valor da indeniza\u00e7\u00e3o prevista no contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, de acordo com o \u00f3rg\u00e3o, o IR deve ser cobrado sobre os saldos acumulados durante a vida do contratante \u2014 tanto faz se o plano ainda estava em fase de acumula\u00e7\u00e3o ou se o segurado j\u00e1 vinha recebendo a renda (com formas de cobran\u00e7a diferentes para cada uma dessas situa\u00e7\u00f5es).<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada Luiza Lacerda, s\u00f3cia da \u00e1rea tribut\u00e1ria do escrit\u00f3rio Demarest, aponta que isso est\u00e1 \u201cna contram\u00e3o da jurisprud\u00eancia sobre o tema (talvez at\u00e9 como resposta a ela)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com ela, j\u00e1 era sabido que a Receita defendia a cobran\u00e7a do IR nesses casos. \u201cO que muda agora \u00e9 a exist\u00eancia de uma solu\u00e7\u00e3o de consulta vinculante para as autoridades administrativas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O documento \u201cn\u00e3o inaugura um entendimento, mas apenas consolida a posi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica do Fisco\u201d, explica Heitor Cesar Ribeiro, s\u00f3cio da \u00e1rea tribut\u00e1ria do Gaia Silva Gaede Advogados. Mas, ao insistir em uma interpreta\u00e7\u00e3o restritiva da isen\u00e7\u00e3o, a Receita, segundo ele, \u201ccontraria a tend\u00eancia jurisprudencial dominante\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Precedentes<\/p>\n\n\n\n<p>Em <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jul-24\/o-resgate-de-vgbl-por-morte-do-titular-analise-da-possibilidade-de-isencao-do-irpf-sob-a-otica-jurisprudencial\/\">artigo<\/a> publicado na revista eletr\u00f4nica Consultor Jur\u00eddico no \u00faltimo ano, os tributaristas Marcelo Carlos Zampieri e Camilli Gross, ambos do Bochi Brum e Zampieri Sociedade de Advogados, explicaram que a jurisprud\u00eancia vinha se consolidando contra essa cobran\u00e7a. H\u00e1 precedentes dos Tribunais Regionais Federais da 3\u00aa e da 5\u00aa Regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese \u00e9 que o resgate dos valores do VGBL devido \u00e0 morte do titular se equipara ao recebimento de benef\u00edcio de uma entidade de previd\u00eancia complementar (explicitamente isento pela lei).<\/p>\n\n\n\n<p>Embora n\u00e3o exista um precedente vinculante espec\u00edfico nos tribunais superiores, a 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, no \u00faltimo ano, manteve uma decis\u00e3o do TRF-3 nesse sentido (AREsp 2.734.276). A Fazenda Nacional argumentava que os valores resgatados n\u00e3o configuravam complemento de aposentadoria e deveriam ser tributados.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, Zampieri e Gross entendem que a orienta\u00e7\u00e3o do Fisco \u201crepresenta um manifesto retrocesso interpretativo\u201d e causa \u201cprofunda inseguran\u00e7a jur\u00eddica\u201d, pois ignora a \u201cevolu\u00e7\u00e3o jurisprudencial\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAo insistir na incid\u00eancia do IR sobre o resgate do VGBL por morte do titular, o Fisco desconsidera a natureza de seguro e o car\u00e1ter indenizat\u00f3rio do instituto, j\u00e1 reconhecidos pelo STJ, para priorizar uma vis\u00e3o estritamente arrecadat\u00f3ria baseada na acumula\u00e7\u00e3o financeira\u201d, afirmam eles.<\/p>\n\n\n\n<p>Como consequ\u00eancia, segundo os advogados, os benefici\u00e1rios ser\u00e3o obrigados a judicializar as cobran\u00e7as para garantir a isen\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Heitor Ribeiro diz que a solu\u00e7\u00e3o de consulta \u201ccontinuar\u00e1 gerando lit\u00edgios\u201d, pois \u201csinaliza ao mercado que a Receita n\u00e3o pretende reconhecer administrativamente a isen\u00e7\u00e3o ampla que os tribunais t\u00eam chancelado, for\u00e7ando os contribuintes a buscar a tutela jurisdicional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, as seguradoras devem reter o IR sobre os rendimentos vinculados ao saldo, \u201cmas h\u00e1 jurisprud\u00eancia para contestar judicialmente essa incid\u00eancia\u201d, indica o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o tributarista Caio Cesar Braga Ruotolo, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Silveira Advogados, entende que a solu\u00e7\u00e3o de consulta somente \u201creafirma uma distin\u00e7\u00e3o que j\u00e1 est\u00e1 consolidada no STJ\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele cita <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2021-nov-16\/vgbl-seguro-vida-nao-integra-base-calculo-itcmd\/\">precedentes da corte<\/a> que <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2021-out-09\/antes-virar-pensao-pgbl-entra-partilha-reafirma-stj\/\">reconheceram<\/a> a \u201cnatureza multifacetada\u201d do VGBL, que \u201cpode ser seguro previdenci\u00e1rio ou investimento dependendo da fase e da forma de uso\u201d. Segundo o advogado, a Receita n\u00e3o trata o VGBL como heran\u00e7a, o que \u00e9 coerente com o entendimento de que se trata de um seguro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"Q3i7UJFHzx\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-09\/posicao-da-receita-federal-sobre-ir-em-resgate-de-vgbl-contraria-jurisprudencia\/\">Posi\u00e7\u00e3o da Receita Federal sobre IR em resgate de VGBL contraria jurisprud\u00eancia<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Posi\u00e7\u00e3o da Receita Federal sobre IR em resgate de VGBL contraria jurisprud\u00eancia&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-09\/posicao-da-receita-federal-sobre-ir-em-resgate-de-vgbl-contraria-jurisprudencia\/embed\/#?secret=0nOMqFItYu#?secret=Q3i7UJFHzx\" data-secret=\"Q3i7UJFHzx\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria perde sustenta\u00e7\u00e3o sem defini\u00e7\u00e3o processual, alerta PGFN<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A falta de uma defini\u00e7\u00e3o processual sobre compet\u00eancias de julgamento para tributos unificados cria o risco de a reforma tribut\u00e1ria perder importantes pilares de sustenta\u00e7\u00e3o, como a simplicidade e a transpar\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O alerta foi feito pela procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Almeida, em evento nesta ter\u00e7a-feira (10\/3), no qual ela detalhou a movimenta\u00e7\u00e3o da advocacia p\u00fablica, incluindo as procuradorias dos estados e dos munic\u00edpios, em busca de sa\u00eddas para o problema.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa quest\u00e3o processual existe por causa da forma como foram estruturados a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS, de compet\u00eancia federal e que substitui PIS e Cofins) e o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS, de compet\u00eancia estadual e municipal, para substituir ICMS e ISS).<\/p>\n\n\n\n<p>As \u00fanicas diferen\u00e7as entre os tributos s\u00e3o de al\u00edquota e destina\u00e7\u00e3o. E isso faz com que uma opera\u00e7\u00e3o possa ser questionada na Justi\u00e7a Federal ou nas estaduais, com decis\u00f5es potencialmente divergentes entre ju\u00edzes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso pode gerar uma inseguran\u00e7a jur\u00eddica enorme, pode estrangular o Superior Tribunal de Justi\u00e7a com v\u00e1rios conflitos de interpreta\u00e7\u00e3o. E pode, efetivamente, levar \u00e0 perda de grande parte dos pilares da reforma tribut\u00e1ria, como simplicidade e transpar\u00eancia\u201d, alertou Anelize.<\/p>\n\n\n\n<p>Reforma tribut\u00e1ria e compet\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>A defini\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias vem sendo debatida em v\u00e1rios grupos de trabalho. O Conselho Nacional de Justi\u00e7a, por exemplo, sugeriu a cria\u00e7\u00e3o de uma <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-set-17\/cnj-vai-sugerir-tribunal-virtual-misto-para-julgar-demandas-sobre-ibs-e-cbs\/?utm_source=chatgpt.com\">jurisdi\u00e7\u00e3o mista<\/a> para quest\u00f5es relacionadas \u00e0 CBS e ao IBS, com compet\u00eancia nacional e funcionamento exclusivamente digital.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-out-20\/jurisdicao-mista-nacional-digital-gera-criticas-a-reforma-processual-tributaria\/#:~:text=O%20esbo%C3%A7o%20de%20ato%20normativo,pequeno%20valor%20caberiam%20aos%20munic%C3%ADpios.\">Como mostrou<\/a> a revista eletr\u00f4nica Consultor Jur\u00eddico, a proposta foi criticada por advogados tributaristas, especialmente pela perspectiva de falta de unidade de interpreta\u00e7\u00e3o e pelo servi\u00e7o 100% digital.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo de trabalho instaurado por ministros do STJ, por outro lado, prop\u00f4s uma <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-set-11\/politica-de-litigante-unico-na-reforma-tributaria\/\">pol\u00edtica de litigante \u00fanico<\/a>: as a\u00e7\u00f5es sobre a cobran\u00e7a de um tributo seriam <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-set-15\/para-tributaristas-proposta-do-stj-para-litigios-da-reforma-pode-causar-decisoes-divergentes\/\">concentradas em um ente federativo<\/a> (a Uni\u00e3o, o estado ou o munic\u00edpio), a partir de crit\u00e9rios pr\u00e9-definidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, a procuradora-geral da Fazenda Nacional espera que a advocacia p\u00fablica consiga consolidar a posi\u00e7\u00e3o a partir do levantamento de propostas. \u201cO que me parece absolutamente necess\u00e1rio \u00e9 uma PEC (proposta de emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o) para delimitar compet\u00eancias.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Estrangulamento do STJ<\/p>\n\n\n\n<p>Se nenhuma defini\u00e7\u00e3o for alcan\u00e7ada, o cen\u00e1rio prov\u00e1vel \u00e9 que a CBS seja julgada pela Justi\u00e7a Federal e o IBS, pela estadual. A primeira entrar\u00e1 plenamente em vigor em 2027 e o segundo, s\u00f3 em 2029. Isso vai criar uma s\u00e9rie de dificuldades, e o documento elaborado por ministros do STJ estima a possibilidade de triplica\u00e7\u00e3o de recursos baseados em casos sobre o mesmo fato gerador.<\/p>\n\n\n\n<p>Anelize Almeida observou que os casos tribut\u00e1rios chegam ao STJ em velocidades diferentes e exemplificou: o Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o \u00e9 o mais \u00e1gil nas quest\u00f5es tribut\u00e1rias, enquanto o TRF da 3\u00aa Regi\u00e3o tem mais casos do setor financeiro e o TRF-2, do setor de petr\u00f3leo e g\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo isso vai chegar, falando de CBS e IBS? E como vai chegar, vindo dos Tribunais de Justi\u00e7a? Como o STJ vai harmonizar a jurisprud\u00eancia, com uma interpreta\u00e7\u00e3o que n\u00e3o favore\u00e7a determina\u00e7\u00e3o regi\u00e3o, \u00e0 luz das especificidades de outras? Esse \u00e9 o problema instalado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"m5QnV5oyDl\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-10\/reforma-tributaria-perde-sustentacao-sem-definicao-processual-alerta-pgfn\/\">Reforma tribut\u00e1ria perde sustenta\u00e7\u00e3o sem defini\u00e7\u00e3o processual, alerta PGFN<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Reforma tribut\u00e1ria perde sustenta\u00e7\u00e3o sem defini\u00e7\u00e3o processual, alerta PGFN&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-10\/reforma-tributaria-perde-sustentacao-sem-definicao-processual-alerta-pgfn\/embed\/#?secret=wqCGvJNE2m#?secret=m5QnV5oyDl\" data-secret=\"m5QnV5oyDl\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>MPF quer impedir uso de CNH como crit\u00e9rio para negar isen\u00e7\u00e3o de IPI a pessoas com defici\u00eancia na compra de ve\u00edculos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) ajuizou a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica contra a Uni\u00e3o para que a Receita Federal do Brasil (RFB) pare de negar a isen\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na aquisi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos a pessoas com defici\u00eancia que possuam Carteira Nacional de Habilita\u00e7\u00e3o (CNH) v\u00e1lida e sem restri\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o MPF, a Receita Federal passou a indeferir pedidos de isen\u00e7\u00e3o de requerentes com CNH v\u00e1lida, entendendo que essa circunst\u00e2ncia seria incompat\u00edvel com a condi\u00e7\u00e3o de defici\u00eancia. Para o MPF, esse crit\u00e9rio n\u00e3o est\u00e1 previsto na Lei n\u00ba 8.989\/1995, que regula a concess\u00e3o do benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio ap\u00f3s representa\u00e7\u00e3o encaminhada ao MPF por uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) cujo pedido de isen\u00e7\u00e3o foi negado com base nesse argumento. Durante a apura\u00e7\u00e3o, o \u00f3rg\u00e3o identificou que o crit\u00e9rio estava sendo aplicado de forma ampla em an\u00e1lises administrativas realizadas pela Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de recorrer \u00e0 Justi\u00e7a, o MPF expediu recomenda\u00e7\u00e3o \u00e0 Uni\u00e3o para que cessasse o uso desse par\u00e2metro e revisasse os procedimentos administrativos. Como n\u00e3o houve manifesta\u00e7\u00e3o ou demonstra\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7a de pr\u00e1tica, foi proposta a a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica na 9\u00aa Vara Federal C\u00edvel da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria de Goi\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>O MPF sustenta que a pr\u00e1tica adotada pela Receita Federal cria uma barreira indevida ao exerc\u00edcio de um direito previsto em lei. Para a procuradora da Rep\u00fablica Mariane Guimar\u00e3es de Mello, autora da a\u00e7\u00e3o, \u201ca legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o exige restri\u00e7\u00e3o na Carteira Nacional de Habilita\u00e7\u00e3o para a concess\u00e3o da isen\u00e7\u00e3o. A cria\u00e7\u00e3o desse crit\u00e9rio pela Administra\u00e7\u00e3o acaba impedindo o acesso de pessoas com defici\u00eancia a um benef\u00edcio institu\u00eddo justamente para ampliar sua mobilidade e inclus\u00e3o social\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Pedidos \u2013 O MPF pede que a Justi\u00e7a determine, em car\u00e1ter de urg\u00eancia, que a Uni\u00e3o, por meio da Receita Federal, se abstenha de utilizar a exist\u00eancia de CNH v\u00e1lida como fundamento para negar pedidos de isen\u00e7\u00e3o de IPI. Tamb\u00e9m foi requerida a rean\u00e1lise, no prazo de 90 dias, dos pedidos indeferidos nos \u00faltimos dois anos com base nesse crit\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o MPF requereu a condena\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o ao pagamento de R$ 500 mil por dano moral coletivo, com destina\u00e7\u00e3o ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00e7\u00e3o Civil P\u00fablica n\u00ba 1013315-78.2026.4.01.3500<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.mpf.mp.br\/o-mpf\/unidades\/pr-go\/noticias\/mpf-quer-impedir-uso-de-cnh-como-criterio-para-negar-isencao-de-ipi-a-pessoas-com-deficiencia-na-compra-de-veiculos\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Simulador do MDIC apoia operadores na migra\u00e7\u00e3o para a Declara\u00e7\u00e3o \u00danica de Importa\u00e7\u00e3o (Duimp)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O governo federal passou a disponibilizar um simulador para apoiar operadores de com\u00e9rcio exterior na transi\u00e7\u00e3o para a Declara\u00e7\u00e3o \u00danica de Importa\u00e7\u00e3o (Duimp), no \u00e2mbito do Portal \u00danico de Com\u00e9rcio Exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>A ferramenta auxilia importadores, despachantes aduaneiros e demais profissionais do setor a identificarem se suas opera\u00e7\u00f5es podem ser realizadas no antigo sistema de Declara\u00e7\u00e3o de Importa\u00e7\u00e3o (DI) e at\u00e9 quando, ou se j\u00e1 foram migradas para a DUIMP.<\/p>\n\n\n\n<p>Desenvolvido pela Secretaria de Comercio Exterior (Secex) do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (MDIC), com apoio da Secretaria de Governo Digital do Minist\u00e9rio da Gest\u00e3o e da Inova\u00e7\u00e3o em Servi\u00e7os P\u00fablicos (MGI) e da Receita Federal do Brasil, o simulador facilita consulta \u00e0s regras e prazos da transi\u00e7\u00e3o e permite verificar, de forma r\u00e1pida e objetiva, a situa\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es de importa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao cronograma de desligamento da DI.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstamos na reta final de um amplo processo de moderniza\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es de com\u00e9rcio exterior do pa\u00eds. \u00c9 um esfor\u00e7o que sempre avan\u00e7ou em parceria com o setor privado, benefici\u00e1rio direto desse grande projeto. Nesse contexto, o simulador \u00e9 mais um servi\u00e7o que o governo coloca \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para apoiar as empresas em sua prepara\u00e7\u00e3o para as mudan\u00e7as em curso\u201d, afirma a secret\u00e1ria de Com\u00e9rcio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.<\/p>\n\n\n\n<p>Consulta r\u00e1pida para operadores<\/p>\n\n\n\n<p>O funcionamento do simulador \u00e9 simples. O operador informa os dados b\u00e1sicos da opera\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00e3o, o sistema realiza a an\u00e1lise automaticamente e indica at\u00e9 quando ainda \u00e9 poss\u00edvel registrar a DI.<\/p>\n\n\n\n<p>Com essa consulta r\u00e1pida, importadores, despachantes aduaneiros e demais operadores conseguem identificar a situa\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o e se planejar para a migra\u00e7\u00e3o ao novo processo.<\/p>\n\n\n\n<p>A ferramenta deve ser utilizada em conjunto com o cronograma oficial de desligamento da DI, dispon\u00edvel no Portal Siscomex, que permanece como refer\u00eancia para a verifica\u00e7\u00e3o das datas e condi\u00e7\u00f5es aplic\u00e1veis \u00e0s opera\u00e7\u00f5es de importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/mdic\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/marco\/simulador-do-mdic-apoia-operadores-na-migracao-para-a-declaracao-unica-de-importacao-duimp\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>PGFN cria encubadora de teses contra lit\u00edgios futuros da reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>De olho nos lit\u00edgios decorrentes da entrada em vigor da <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/tag\/reforma-tributaria\/\">reforma tribut\u00e1ria<\/a>, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional instaurou uma encubadora de teses para preparar defesas m\u00ednimas e evitar que as procuradorias sejam pegas de surpresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de um grupo que tem trabalhado em ciclos de estudos e debates para a prepara\u00e7\u00e3o de fundamenta\u00e7\u00e3o padr\u00e3o para quest\u00f5es identificadas em eventos, publica\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas e em contato com a advocacia privada.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, cinco assuntos j\u00e1 foram mapeados e tr\u00eas deles t\u00eam a defesa j\u00e1 formatada. Entre os temas analisados est\u00e1 a vincula\u00e7\u00e3o do direito ao cr\u00e9dito ao efetivo pagamento do imposto na fase anterior, que consta do artigo 47 da <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp214.htm\">Lei Complementar 214\/2025<\/a>, norma que regulamenta a reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 h\u00e1 debates sobre a inconstitucionalidade do dispositivo pela imposi\u00e7\u00e3o de \u00f4nus financeiro desproporcional ao contribuinte e por atingir a efetividade dos cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios. A PGFN defende a constitucionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro tema analisado \u00e9 a possibilidade de incluir o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS, que substituir\u00e1 ICMS e ISS) e a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS, que substituir\u00e1 PIS e Cofins) na base de c\u00e1lculo do ICMS durante o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, por compor o valor da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Reforma tribut\u00e1ria e impactos<\/p>\n\n\n\n<p>A procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Almeida, afirma que a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 levar a ideia da incubadora de teses \u00e0s procuradorias estaduais e municipais, de modo a organizar a defesa contra o futuro contencioso tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o s\u00e3o muitas teses, mas tem algumas que j\u00e1 apareceram aqui ou ali. E n\u00e3o descarto uma a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal ou proposta de altera\u00e7\u00e3o legislativa de itens espec\u00edficos da reforma, eventualmente\u201d, disse ela em evento nesta ter\u00e7a-feira (13\/3).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos pensado em temas para que a Fazenda n\u00e3o seja pega de surpresa, para que j\u00e1 tenhamos, nesse cen\u00e1rio de processos difusos, a capacidade de uma atua\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e uniforme\u201d, acrescentou Raquel Godoy, procuradora-geral adjunta de estrat\u00e9gia e representa\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"Hi6NZz6rj8\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-11\/pgfn-cria-encubadora-de-teses-contra-litigios-futuros-da-reforma-tributaria\/\">PGFN cria encubadora de teses contra lit\u00edgios futuros da reforma tribut\u00e1ria<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;PGFN cria encubadora de teses contra lit\u00edgios futuros da reforma tribut\u00e1ria&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-11\/pgfn-cria-encubadora-de-teses-contra-litigios-futuros-da-reforma-tributaria\/embed\/#?secret=GhralIx6Ue#?secret=Hi6NZz6rj8\" data-secret=\"Hi6NZz6rj8\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Jus.br unifica comunica\u00e7\u00f5es processuais e permite resposta direta da advocacia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Advogadas e advogados de todo o pa\u00eds j\u00e1 podem acessar e responder \u00e0s comunica\u00e7\u00f5es de atos processuais em um \u00fanico ambiente digital, por meio do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jus.br\/\">portal Jus.br<\/a>. A funcionalidade re\u00fane, em uma interface unificada, as publica\u00e7\u00f5es do Di\u00e1rio de Justi\u00e7a Eletr\u00f4nico Nacional (DJEN) e as comunica\u00e7\u00f5es do Domic\u00edlio Judicial Eletr\u00f4nico, facilitando o acompanhamento das intima\u00e7\u00f5es e outras demandas processuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo pr\u00f3prio portal, \u00e9 poss\u00edvel consultar os detalhes de cada comunica\u00e7\u00e3o e, quando cab\u00edvel, realizar o peticionamento intercorrente em resposta \u00e0 intima\u00e7\u00e3o. A peti\u00e7\u00e3o \u00e9 encaminhada ao tribunal j\u00e1 vinculada \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o correspondente, permitindo a identifica\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de que se trata de resposta ao ato processual publicado no DJEN ou enviado pelo Domic\u00edlio Judicial Eletr\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida traz mais praticidade \u00e0 rotina da advocacia, ao concentrar em um \u00fanico local a consulta \u00e0s comunica\u00e7\u00f5es e o envio de manifesta\u00e7\u00f5es, contribuindo para maior agilidade no cumprimento de prazos e na atua\u00e7\u00e3o processual.<\/p>\n\n\n\n<p>Para utilizar a funcionalidade, \u00e9 necess\u00e1rio acessar o Jus.br com certificado digital ou conta gov.br n\u00edvel Ouro e acessar a aba \u201cMinhas comunica\u00e7\u00f5es processuais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA possibilidade de peticionar em resposta \u00e0s comunica\u00e7\u00f5es processuais do DJEN e do Domic\u00edlio Judicial Eletr\u00f4nico via Jus.br amplia a integra\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os digitais do Poder Judici\u00e1rio, oferecendo aos profissionais da advocacia uma forma mais simples e centralizada de acompanhar as comunica\u00e7\u00f5es e responder aos atos judiciais em todo o pa\u00eds\u201d, refor\u00e7a o juiz auxiliar da Presid\u00eancia do CNJ e coordenador do Programa Justi\u00e7a 4.0, Dorotheo Barbosa Neto.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira no v\u00eddeo o passo a passo de como advogados e advogadas podem acessar as comunica\u00e7\u00f5es de atos processuais via DJEN e Domic\u00edlio Judicial Eletr\u00f4nico e realizar a peti\u00e7\u00e3o intercorrente em resposta. O v\u00eddeo tamb\u00e9m detalha as informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis em cada op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira a demonstra\u00e7\u00e3o de como realizar o peticionamento intercorrente e acessar a \u00e1rea \u201cMinhas peti\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o Jus.br<\/p>\n\n\n\n<p>Desenvolvido pelo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnj.jus.br\/tecnologia-da-informacao-e-comunicacao\/justica-4-0\/\">Programa Justi\u00e7a 4.0<\/a>, o Portal Jus.br centraliza e integra sistemas judiciais de tribunais brasileiros, garantindo sua interoperabilidade e facilitando a comunica\u00e7\u00e3o entre os atores do Poder Judici\u00e1rio. O objetivo \u00e9 otimizar processos e promover a transpar\u00eancia, al\u00e9m de garantir a seguran\u00e7a, a agilidade e a efici\u00eancia da presta\u00e7\u00e3o jurisdicional.<\/p>\n\n\n\n<p>Programa Justi\u00e7a 4.0<\/p>\n\n\n\n<p>Iniciado em 2020, o Programa Justi\u00e7a 4.0 \u00e9 fruto de um acordo de coopera\u00e7\u00e3o firmado entre o Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) e o Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), com apoio do Conselho da Justi\u00e7a Federal (CJF), do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), do Tribunal Superior do Trabalho (TST), do Conselho Superior da Justi\u00e7a do Trabalho (CSJT) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Seu objetivo \u00e9 desenvolver e aprimorar solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas para tornar os servi\u00e7os oferecidos pela Justi\u00e7a brasileira mais eficientes, eficazes e acess\u00edveis \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.cnj.jus.br\/jus-br-unifica-comunicacoes-processuais-e-permite-resposta-direta-da-advocacia\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Elas regularizam: PGFN lan\u00e7a campanha para microempreendedoras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) lan\u00e7a, neste m\u00eas de mar\u00e7o, a campanha \u201cElas regularizam\u201d, com o objetivo de incentivar mulheres microempreendedoras a quitarem suas d\u00edvidas com a Uni\u00e3o. Atualmente, mais de um milh\u00e3o de mulheres est\u00e3o com pend\u00eancias, do total de 2,5 milh\u00f5es de devedores que se enquadram nessa categoria &#8211; o que representa 43,98%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A campanha refor\u00e7a as condi\u00e7\u00f5es j\u00e1 previstas no <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/pgfn\/pt-br\/servicos\/orientacoes-contribuintes\/acordo-de-transacao\/edital-pgdau-11-2025\/transacao-conforme-a-capacidade-de-pagamento-edital-pgdau-11-2025\">Edital n\u00ba 11\/2025<\/a>,&nbsp; e as contribuintes poder\u00e3o quitar os d\u00e9bitos com descontos que podem chegar at\u00e9 100% sobre os valores de juros, multas e encargos legais. As condi\u00e7\u00f5es diferenciadas s\u00e3o para transa\u00e7\u00e3o de pequeno valor, aquela em que a d\u00edvida \u00e9 de at\u00e9 60 sal\u00e1rios m\u00ednimos &#8211; ou seja, menor que R$ 97 mil. Mas h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es diferenciadas para Microempreendedores Individuais (MEI) como um todo. Com a prorroga\u00e7\u00e3o do edital, as d\u00edvidas podem ser negociadas &#8211; e at\u00e9 quitadas &#8211; at\u00e9 29 de maio deste ano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para consultar, negociar ou quitar d\u00e9bitos com a Fazenda Nacional, basta entrar no <a href=\"https:\/\/www.regularize.pgfn.gov.br\/\">portal Regularize<\/a> e ver as condi\u00e7\u00f5es mais vantajosas em cada caso. Segundo dados da PGFN, mais de 470 mil microempreendedoras j\u00e1 acessaram o portal para quitar os d\u00e9bitos da d\u00edvida ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Almeida, refor\u00e7ar a campanha no m\u00eas de mar\u00e7o, que \u00e9 dedicado \u00e0s mulheres, \u00e9 uma oportunidade para assegurar a manuten\u00e7\u00e3o de direitos fundamentais das trabalhadoras, como acesso \u00e0 aposentadoria, ao aux\u00edlio-doen\u00e7a e ao sal\u00e1rio-maternidade. \u201cMuitas dessas mulheres enfrentam o desafio de ser a \u00fanica provedora da casa e as principais respons\u00e1veis pelo cuidado com a fam\u00edlia\u201d, ressaltou. Com as facilidades do Edital, elas poder\u00e3o reverter a sua situa\u00e7\u00e3o de inadimpl\u00eancia e \u201cconseguir uma certid\u00e3o negativa que representa muitas vezes o acesso ao cr\u00e9dito que ela precisa para seguir com o seu pequeno neg\u00f3cio\u201d, complementou.<\/p>\n\n\n\n<p>Presta\u00e7\u00e3o que cabe no bolso<\/p>\n\n\n\n<p>No <a href=\"https:\/\/www.regularize.pgfn.gov.br\/\">portal Regularize<\/a>, a empreendedora pode simular as condi\u00e7\u00f5es mais vantajosas, a depender do valor da entrada ou at\u00e9 mesmo da quita\u00e7\u00e3o da d\u00edvida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo: uma microempreendedora que possui uma d\u00edvida de R$ 20 mil com a Uni\u00e3o pode quitar sua d\u00edvida com uma entrada facilitada de 5%, que pode ser dividida em cinco parcelas de R$ 200. J\u00e1 o restante da d\u00edvida pode ser parcelado em 30 presta\u00e7\u00f5es. Assim, a microempreendedora consegue desconto de 40% ap\u00f3s fazer a entrada, com parcelas de R$ 380, mais os juros do Sistema Especial de Liquida\u00e7\u00e3o e de Cust\u00f3dia (Selic).<\/p>\n\n\n\n<p>Agora outro exemplo: se ap\u00f3s a entrada facilitada a devedora desejar parcelar em sete vezes de R$ 1.357,14, o desconto pode chegar a 50%. Ou ela ainda pode escolher parcelar em 55 vezes de R$ 241,81, com desconto de 30%.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Lopes de Amorim \u00e9 manicure e descobriu que tinha uma d\u00edvida de mais de R$ 3 mil. Por meio do Regularize, ela soube que poderia quitar pagando pouco mais de R$ 1 mil ou podia parcelar o valor em at\u00e9 60 vezes. \u201cA parcela ficou bem baratinha. Eu optei por quitar e a\u00ed eu comecei a sonhar\u201d, comemorou.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio&nbsp; do Regularize, a microempreendedora pode escolher a melhor op\u00e7\u00e3o para a sua realidade: seja com as presta\u00e7\u00f5es mais baixas, para n\u00e3o ter aperto no fim do m\u00eas, ou quitando a d\u00edvida o mais r\u00e1pido poss\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Dia D<\/p>\n\n\n\n<p>A consulta, simula\u00e7\u00e3o e regulariza\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos podem ser feitas totalmente on-line, direto no <a href=\"https:\/\/www.regularize.pgfn.gov.br\/\">portal oficial Regularize<\/a> ou de forma presencial, nas unidades de atendimento da PGFN.<\/p>\n\n\n\n<p>O dia 18 de mar\u00e7o ser\u00e1 o dia D da campanha. <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/pgfn\/pt-br\/canais_atendimento\/atendimento-ao-contribuinte\">Todas as unidades da PGFN<\/a>, espalhadas pelo Brasil, v\u00e3o dar prioridade ao atendimento de mulheres que desejam regularizar os d\u00e9bitos com a Uni\u00e3o. No <a href=\"https:\/\/www.regularize.pgfn.gov.br\/\">Regularize<\/a>, o sistema estar\u00e1 preparado para receber o maior n\u00famero de quita\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, mantendo o fluxo do portal sempre ativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira os <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/pgfn\/pt-br\/canais_atendimento\/atendimento-ao-contribuinte\">canais de atendimento<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/pgfn\/pt-br\/servicos\/orientacoes-contribuintes\/testee\">mais informa\u00e7\u00f5es<\/a> sobre a campanha.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/pgfn\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/elas-regularizam-pgfn-lanca-campanha-para-microempreendedoras\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Governo do Brasil zera PIS\/Cofins do diesel para proteger popula\u00e7\u00e3o da alta internacional do petr\u00f3leo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Governo do Brasil vai adotar um conjunto de a\u00e7\u00f5es para reduzir a press\u00e3o que as altas na cota\u00e7\u00e3o internacional do barril de petr\u00f3leo v\u00eam exercendo sobre o \u00f3leo diesel, bem como para aumentar a fiscaliza\u00e7\u00e3o no setor, com o objetivo de combater a especula\u00e7\u00e3o e a alta abusiva de pre\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>As a\u00e7\u00f5es, que incluem a edi\u00e7\u00e3o de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/planalto\/pt-br\/acompanhe-o-planalto\/noticias\/2026\/03\/governo-do-brasil-zera-pis-cofins-do-diesel-para-proteger-populacao-da-alta-internacional-do-petroleo\/2026_03_12_assinado_do1_extra_b.pdf\">Medida Provis\u00f3ria e de tr\u00eas decretos presidenciais<\/a>, s\u00e3o uma resposta ao cen\u00e1rio de forte volatilidade dos pre\u00e7os do petr\u00f3leo causado pela guerra envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Ir\u00e3 e pelas tens\u00f5es no entorno do Estreito de Ormuz, corredor estrat\u00e9gico por onde passa cerca de um quinto do petr\u00f3leo consumido no mundo. Juntas, as iniciativas ir\u00e3o proteger a popula\u00e7\u00e3o brasileira, os caminhoneiros e os setores econ\u00f4micos.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das medidas ser\u00e1 zerar as al\u00edquotas de PIS\/Cofins incidentes sobre o diesel. Na pr\u00e1tica, isso elimina os \u00fanicos dois impostos federais atualmente cobrados sobre o combust\u00edvel e representa uma redu\u00e7\u00e3o de R$ 0,32 por litro. O objetivo \u00e9 aliviar a press\u00e3o sobre um insumo essencial para o transporte de cargas, a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, o abastecimento das cidades e a mobilidade de milh\u00f5es de brasileiros. Esta medida ser\u00e1 editada via decreto presidencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, uma Medida Provis\u00f3ria vai prever o pagamento de subven\u00e7\u00e3o a produtores e importadores de diesel, no valor de R$ 0,32 por litro, que dever\u00e1 ser repassada. Somadas, as duas medidas t\u00eam o objetivo de gerar um al\u00edvio de R$ 0,64 por litro nas bombas, para conter a press\u00e3o de custos ao longo da cadeia e criar condi\u00e7\u00f5es para que esse efeito chegue \u00e0 popula\u00e7\u00e3o nas bombas dos postos. Ser\u00e1 editado decreto para regulamentar a subven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A MP prev\u00ea ainda Imposto de Exporta\u00e7\u00e3o como medida regulat\u00f3ria para aumentar o refino interno e garantir o abastecimento \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Deste modo, a renda excedente obtida em fun\u00e7\u00e3o do aumento de pre\u00e7o do petr\u00f3leo no mercado internacional ser\u00e1 compartilhada com a sociedade brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>A MP dota a Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP) de novos instrumentos de fiscaliza\u00e7\u00e3o no mercado de combust\u00edveis para coibir pr\u00e1ticas lesivas ao consumidor. Entre elas, o aumento abusivo de pre\u00e7os e a reten\u00e7\u00e3o especulativa de estoques com a finalidade de provocar escassez ou a venda do produto por valores mais altos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro decreto, a ser editado hoje, determina que os postos de combust\u00edveis adotem sinaliza\u00e7\u00e3o clara e vis\u00edvel ao consumidor, informando a redu\u00e7\u00e3o dos tributos federais e do pre\u00e7o em fun\u00e7\u00e3o da subven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao editar essas medidas, o Governo do Brasil atua para evitar que a popula\u00e7\u00e3o brasileira, os caminhoneiros e os setores produtivos arquem sozinhos com o custo de uma crise externa. A iniciativa tamb\u00e9m busca conter press\u00f5es inflacion\u00e1rias, especialmente sobre alimentos, fretes e bens essenciais que dependem diretamente do transporte rodovi\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>MEDIDAS TEMPOR\u00c1RIAS<br>O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que as medidas t\u00eam car\u00e1ter emergencial e n\u00e3o interferem na pol\u00edtica de pre\u00e7os da Petrobras. \u201cEssas s\u00e3o medidas tempor\u00e1rias, que t\u00eam a ver com o estado de guerra que n\u00f3s estamos vivendo, sem previsibilidade de solu\u00e7\u00e3o de curt\u00edssimo prazo. Todos estamos trabalhando no sentido de reivindicar a paz, reivindicar que os organismos internacionais atuem no sentido de buscar a paz\u201d, disse o ministro.<br>Segundo Haddad, o objetivo \u00e9 reduzir o impacto do cen\u00e1rio externo sobre a economia brasileira. \u201cCom essas medidas, o fortalecimento da ANP, da fiscaliza\u00e7\u00e3o e com as medidas econ\u00f4micas tomadas, n\u00f3s vamos conseguir lograr \u00eaxito em, tanto quanto poss\u00edvel, n\u00e3o permitir que os efeitos da guerra afetem o dia a dia do brasileiro, o dia a dia da brasileira\u201d, completou Haddad.<\/p>\n\n\n\n<p>IMPOSTO DE EXPORTA\u00c7\u00c3O<br>A MP tamb\u00e9m prev\u00ea o Imposto de Exporta\u00e7\u00e3o sobre o petr\u00f3leo para aumentar o refino brasileiro e garantir o abastecimento interno. A renda excedente obtida em fun\u00e7\u00e3o do aumento de pre\u00e7o do petr\u00f3leo no mercado internacional ser\u00e1 compartilhada com a sociedade brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>FISCALIZA\u00c7\u00c3O<br>A Medida Provis\u00f3ria amplia ainda instrumentos de atua\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP) para combater pr\u00e1ticas lesivas ao consumidor, como o aumento abusivo de pre\u00e7os e a reten\u00e7\u00e3o especulativa de estoques com a finalidade de provocar escassez ou a venda do produto por valores mais altos.<\/p>\n\n\n\n<p>TRANSPAR\u00caNCIA&nbsp;\u2014 Outro decreto assinado pelo presidente determina que os postos de combust\u00edveis adotem sinaliza\u00e7\u00e3o clara e vis\u00edvel ao consumidor, informando a redu\u00e7\u00e3o dos tributos federais e do pre\u00e7o em fun\u00e7\u00e3o da subven\u00e7\u00e3o.&nbsp;<br>O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou que as medidas adotadas pelo governo v\u00e3o fortalecer o monitoramento e a fiscaliza\u00e7\u00e3o do mercado de combust\u00edveis no pa\u00eds. \u201cVamos criar condi\u00e7\u00f5es para aperfei\u00e7oar o trabalho de monitoramento e de fiscaliza\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os de controle brasileiros, dar mais ferramentas e instrumentos para a ANP poder acompanhar, monitorar a pr\u00e1tica de pre\u00e7os no Brasil, e tamb\u00e9m dar mais instrumentos para os \u00f3rg\u00e3os de defesa do consumidor terem refer\u00eancias objetivas para que eles possam atuar\u201d, destacou Rui Costa.&nbsp;<br>O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ressaltou que as medidas tamb\u00e9m contribuem para enfrentar distor\u00e7\u00f5es na cadeia de distribui\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis. \u201cUm dos setores mais dif\u00edceis que temos enfrentado, em especial com a Fazenda e com a coordena\u00e7\u00e3o da Casa Civil, \u00e9 combater a especula\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o na cadeia dos combust\u00edveis, que \u00e9 t\u00e3o fundamental na forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o final, em especial dos alimentos\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>IMPACTO&nbsp;\u2014 O secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os, M\u00e1rcio Elias, destacou alguns pontos essenciais sobre as medidas anunciadas pelo governo. Ele explicou que o impacto da redu\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do diesel fica ainda maior porque o Brasil usa a mistura B15, ou seja, 15% de biodiesel misturado ao diesel. \u201cIsso faz com que o impacto dessas medidas de hoje seja ainda maior para a prote\u00e7\u00e3o do consumidor e do setor\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m refor\u00e7ou que o imposto sobre exporta\u00e7\u00e3o tem car\u00e1ter regulat\u00f3rio. \u201cH\u00e1 incid\u00eancia desse imposto de exporta\u00e7\u00e3o, que \u00e9 de car\u00e1ter meramente regulat\u00f3rio. Ele n\u00e3o tem car\u00e1ter arrecadat\u00f3rio. \u00c9 apenas para fomentar a produ\u00e7\u00e3o nacional, que n\u00e3o \u00e9 pouco, \u00e9 muito, e segundo, garantir o abastecimento do mercado interno\u201d, destacou o secret\u00e1rio-executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na tarde desta quinta-feira (12), o vice-presidente, Geraldo Alckmin, os ministros Rui Costa (Casa Civil), Wellington C\u00e9sar (Justi\u00e7a), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e o secret\u00e1rio executivo da Fazenda, Dario Durigan, se reunir\u00e3o com representantes das maiores distribuidoras privadas de combust\u00edveis \u2014 respons\u00e1veis por cerca de 70% do mercado privado no Brasil \u2014 para cobrar que as medidas anunciadas sejam efetivamente repassadas ao consumidor final. Tamb\u00e9m ser\u00e3o convidados para a reuni\u00e3o representantes da Senacon, de modo a refor\u00e7ar o acompanhamento institucional sobre a chegada desse al\u00edvio aos consumidores.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/casacivil\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/marco\/governo-do-brasil-zera-pis-cofins-do-diesel-para-proteger-populacao-da-alta-internacional-do-petroleo\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Associa\u00e7\u00f5es emitem nota contra IOF sobre criptomoedas e apontam ilegalidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Associa\u00e7\u00f5es que representam empresas do setor de criptomoedas e inova\u00e7\u00e3o financeira divulgaram uma nota p\u00fablica contra a possibilidade de ampliar a cobran\u00e7a do Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (<a href=\"https:\/\/portaldobitcoin.uol.com.br\/tudo-sobre\/iof\/\">IOF<\/a>) sobre transa\u00e7\u00f5es com&nbsp;<a href=\"https:\/\/portaldobitcoin.uol.com.br\/cotacoes\/\">criptomoedas<\/a>, em especial com&nbsp;<a href=\"https:\/\/portaldobitcoin.uol.com.br\/stablecoins-o-que-sao-e-quais-as-principais-criptomoedas-estaveis-do-mercado\/\">stablecoins<\/a>. O comunicado foi assinado por entidades que afirmam representar mais de 850 empresas do ecossistema brasileiro de ativos virtuais e infraestrutura financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as organiza\u00e7\u00f5es que subscrevem o documento est\u00e3o&nbsp;<a href=\"https:\/\/portaldobitcoin.uol.com.br\/tudo-sobre\/abcripto\/\">ABcripto<\/a>, ABFintechs, Abracam,&nbsp;<a href=\"https:\/\/portaldobitcoin.uol.com.br\/tudo-sobre\/abtoken\/\">ABToken<\/a>&nbsp;e Zetta. Segundo elas, discuss\u00f5es recentes sobre a possibilidade de aplicar o IOF a opera\u00e7\u00f5es com stablecoins geram preocupa\u00e7\u00e3o no setor, principalmente por levantarem d\u00favidas sobre a seguran\u00e7a jur\u00eddica e o ambiente regulat\u00f3rio para inova\u00e7\u00e3o financeira no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>No comunicado, as entidades afirmam reconhecer a import\u00e2ncia de debater o tratamento tribut\u00e1rio de novas tecnologias, mas defendem que qualquer mudan\u00e7a deve seguir rigorosamente o processo legislativo previsto na Constitui\u00e7\u00e3o. Na avalia\u00e7\u00e3o do grupo, eventuais tentativas de ampliar a incid\u00eancia do imposto por meio de decreto ou norma administrativa seriam ilegais, pois atos dessa natureza n\u00e3o poderiam criar ou expandir fatos geradores tribut\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o ganhou for\u00e7a nas \u00faltimas semanas ap\u00f3s surgirem an\u00e1lises dentro do governo sobre formas de aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o e refor\u00e7ar a fiscaliza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es envolvendo ativos digitais. Como mostrou&nbsp;<a href=\"https:\/\/portaldobitcoin.uol.com.br\/associacoes-se-posicionam-contra-iof-sobre-criptomoedas-efeito-nefasto\/\">reportagem<\/a>&nbsp;do&nbsp;Portal do Bitcoin, entidades do setor passaram a reagir ao que classificam como um poss\u00edvel \u201cefeito nefasto\u201d para o mercado cripto brasileiro, caso a tributa\u00e7\u00e3o avance sobre transa\u00e7\u00f5es com stablecoins.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo as associa\u00e7\u00f5es, o IOF-C\u00e2mbio incide especificamente sobre opera\u00e7\u00f5es de c\u00e2mbio que envolvem a entrega de moeda fiduci\u00e1ria, nacional ou estrangeira. Na vis\u00e3o das entidades, esse requisito n\u00e3o se aplica \u00e0s stablecoins, que s\u00e3o classificadas pela legisla\u00e7\u00e3o brasileira como ativos virtuais, e n\u00e3o como moeda.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse entendimento se baseia no Lei n\u00ba 14.478\/2022, que estabelece o marco regulat\u00f3rio do setor e exclui explicitamente moedas fiduci\u00e1rias da defini\u00e7\u00e3o de ativos virtuais. Para as associa\u00e7\u00f5es, isso significa que stablecoins n\u00e3o podem ser equiparadas juridicamente a moeda estrangeira nem a documentos que a representem.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNesse contexto, eventual amplia\u00e7\u00e3o da incid\u00eancia tribut\u00e1ria sobre opera\u00e7\u00f5es com stablecoins por meio de decreto ou norma administrativa \u00e9 ilegal, uma vez que atos dessa natureza n\u00e3o podem criar ou ampliar fato gerador tribut\u00e1rio\u201d, diz a nota.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguran\u00e7a jur\u00eddica e investimentos<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto levantado pelas entidades \u00e9 que a introdu\u00e7\u00e3o de novas cobran\u00e7as tribut\u00e1rias poderia afetar a competitividade do Brasil em um setor que cresce rapidamente. Segundo o comunicado, o pa\u00eds j\u00e1 conta com cerca de 25 milh\u00f5es de usu\u00e1rios de criptomoedas, o que o coloca entre os mercados mais relevantes do mundo para ativos digitais.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo tamb\u00e9m afirma que n\u00e3o existe precedente internacional de cobran\u00e7a semelhante, o que poderia colocar o Brasil em desvantagem em rela\u00e7\u00e3o a outras economias e reduzir o interesse de empresas e investidores em desenvolver projetos no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, as associa\u00e7\u00f5es lembram que a redu\u00e7\u00e3o gradual do IOF sobre opera\u00e7\u00f5es cambiais faz parte das exig\u00eancias para a entrada do Brasil na OCDE, conforme calend\u00e1rio estabelecido pelo governo federal no Decreto n\u00ba 11.153\/2022. Para o setor, criar novas incid\u00eancias tribut\u00e1rias nesse momento poderia contrariar esse compromisso internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o existe paralelo de cobran\u00e7a similar no mundo, o que evidencia que a discuss\u00e3o, al\u00e9m de juridicamente inconsistente, caminha na contram\u00e3o n\u00e3o apenas de organismos internacionais, mas tamb\u00e9m das principais economias mundiais\u201d, afirmam as entidades.<\/p>\n\n\n\n<p>No documento, as entidades refor\u00e7am que o debate sobre tributa\u00e7\u00e3o de novas tecnologias deve ocorrer com amplo di\u00e1logo t\u00e9cnico entre governo, reguladores e ind\u00fastria. O objetivo, segundo elas, \u00e9 evitar decis\u00f5es que possam prejudicar a inova\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento do mercado financeiro digital.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o setor, manter regras claras e previs\u00edveis \u00e9 essencial para que o Brasil continue atraindo investimentos e consolidando sua posi\u00e7\u00e3o como um dos principais polos globais de inova\u00e7\u00e3o em ativos digitais e infraestrutura financeira.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/portaldobitcoin.uol.com.br\/associacoes-emitem-nota-contra-iof-sobre-criptomoedas-e-apontam-ilegalidade\/amp\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Governo zera PIS\/Cofins e anuncia R$ 0,64 de al\u00edvio no diesel nas distribuidoras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O governo federal assinou nesta quinta-feira (12) decreto que zera as al\u00edquotas de&nbsp;PIS\/Cofins&nbsp;incidentes sobre o \u00f3leo diesel, eliminando os \u00fanicos dois tributos federais atualmente cobrados sobre o combust\u00edvel. A medida representa redu\u00e7\u00e3o de&nbsp;R$ 0,32 por litro&nbsp;e integra um conjunto de a\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter tempor\u00e1rio editadas pelo presidente&nbsp;Lula&nbsp;em resposta \u00e0 alta internacional do barril de petr\u00f3leo, impulsionada pelo conflito envolvendo&nbsp;Estados Unidos, Israel e Ir\u00e3&nbsp;e pelas tens\u00f5es no entorno do&nbsp;Estreito de Ormuz, corredor por onde passa cerca de&nbsp;um quinto&nbsp;do petr\u00f3leo consumido no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto j\u00e1 \u00e9 mensur\u00e1vel nas bombas. Estudo do&nbsp;Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT), divulgado nesta quinta-feira, aponta que o diesel comum subiu&nbsp;8,70%&nbsp;\u2014 m\u00e9dia de&nbsp;R$ 0,52&nbsp;\u2014 nos primeiros&nbsp;oito dias de mar\u00e7o&nbsp;no Brasil. O&nbsp;Nordeste&nbsp;registrou a maior varia\u00e7\u00e3o regional, com alta de&nbsp;12,96%&nbsp;no diesel S10 comum, e lidera tamb\u00e9m no diesel S500 comum, com acr\u00e9scimo de&nbsp;10,44%.<\/p>\n\n\n\n<p>O diesel comum mais caro do Brasil est\u00e1 na regi\u00e3o:&nbsp;R$ 6,16 o litro. No diesel aditivado, a varia\u00e7\u00e3o m\u00e9dia nacional foi de&nbsp;8,91%&nbsp;(alta de&nbsp;R$ 0,55), com o Nordeste novamente no topo, a&nbsp;13,87%. A&nbsp;Petrobras&nbsp;ainda n\u00e3o reajustou os pre\u00e7os nas refinarias e, segundo o ministro da Fazenda&nbsp;Fernando Haddad, as medidas anunciadas n\u00e3o alteram a pol\u00edtica de pre\u00e7os da estatal.<\/p>\n\n\n\n<p>Subven\u00e7\u00e3o a produtores e importadores de diesel<\/p>\n\n\n\n<p>Paralelamente ao decreto, uma&nbsp;Medida Provis\u00f3ria&nbsp;prev\u00ea o pagamento de subven\u00e7\u00e3o a produtores e importadores de diesel no valor de&nbsp;R$ 0,32 por litro. O repasse \u00e9 condicionado \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o de que o valor foi efetivamente transferido ao consumidor final. Somadas, as duas medidas t\u00eam como objetivo gerar al\u00edvio de&nbsp;R$ 0,64 por litro&nbsp;nas bombas, segundo c\u00e1lculos do&nbsp;Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>O barril de petr\u00f3leo tipo Brent saiu de&nbsp;US$ 77&nbsp;para&nbsp;US$ 114, recuou para&nbsp;US$ 99&nbsp;e opera atualmente em torno de&nbsp;US$ 100. \u201cVamos fazer tudo o que for poss\u00edvel para que essa guerra n\u00e3o chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, n\u00e3o chegando ao bolso do caminhoneiro, n\u00e3o vai chegar ao prato de feij\u00e3o, \u00e0 salada, \u00e0 cebola e \u00e0 comida que o povo mais come\u201d, afirmou&nbsp;Lula&nbsp;em coletiva no&nbsp;Pal\u00e1cio do Planalto.<\/p>\n\n\n\n<p>A MP inclui ainda a previs\u00e3o de&nbsp;Imposto de Exporta\u00e7\u00e3o&nbsp;sobre o petr\u00f3leo para financiar a subven\u00e7\u00e3o ao diesel e ampliar o refino interno, garantindo o abastecimento nacional. A&nbsp;Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/anp\/pt-br\">ANP<\/a>)&nbsp;receber\u00e1 novos instrumentos de fiscaliza\u00e7\u00e3o para coibir aumento abusivo de pre\u00e7os e reten\u00e7\u00e3o especulativa de estoques.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTanto no caso de armazenamento de combust\u00edvel injustificado como de aumento abusivo de pre\u00e7o, a abusividade passa a ser fiscalizada pela ANP com crit\u00e9rios objetivos, que ser\u00e3o produto de uma resolu\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia\u201d, disse o ministro&nbsp;Fernando Haddad.<\/p>\n\n\n\n<p>Sinaliza\u00e7\u00e3o nos postos para o consumidor<\/p>\n\n\n\n<p>Um terceiro decreto determina que postos de combust\u00edveis adotem sinaliza\u00e7\u00e3o clara e vis\u00edvel ao consumidor, informando a redu\u00e7\u00e3o dos tributos federais e o valor da subven\u00e7\u00e3o. Na tarde desta quinta, o vice-presidente&nbsp;Geraldo Alckmin&nbsp;e os ministros&nbsp;Rui Costa (Casa Civil),&nbsp;Wellington C\u00e9sar (Justi\u00e7a)&nbsp;e&nbsp;Alexandre Silveira (Minas e Energia)&nbsp;se re\u00fanem com representantes das maiores distribuidoras privadas de combust\u00edveis \u2014 respons\u00e1veis por cerca de&nbsp;70% do mercado privado&nbsp;no Brasil \u2014 para cobrar o repasse efetivo das medidas ao consumidor final.<\/p>\n\n\n\n<p>O pacote busca conter press\u00f5es inflacion\u00e1rias sobre alimentos, fretes e bens essenciais dependentes do transporte rodovi\u00e1rio. No Nordeste, onde o diesel j\u00e1 acumula a maior alta regional do pa\u00eds desde o in\u00edcio do conflito, o impacto potencial sobre o custo do frete e dos alimentos \u00e9 direto, dado o peso do modal rodovi\u00e1rio no abastecimento da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-movimento-econ-mico wp-block-embed-movimento-econ-mico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"3saMMbkUeV\"><a href=\"https:\/\/movimentoeconomico.com.br\/economia\/combustivel\/2026\/03\/12\/governo-zera-pis-cofins-e-anuncia-r-064-de-alivio-no-diesel-nas-distribuidoras\/\">Governo zera PIS\/Cofins e anuncia R$ 0,64 de al\u00edvio no diesel nas distribuidoras<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Governo zera PIS\/Cofins e anuncia R$ 0,64 de al\u00edvio no diesel nas distribuidoras&#8221; &#8212; Movimento Econ\u00f4mico\" src=\"https:\/\/movimentoeconomico.com.br\/economia\/combustivel\/2026\/03\/12\/governo-zera-pis-cofins-e-anuncia-r-064-de-alivio-no-diesel-nas-distribuidoras\/embed\/#?secret=w6aueWZPYf#?secret=3saMMbkUeV\" data-secret=\"3saMMbkUeV\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal detalha quando h\u00e1 n\u00e3o incid\u00eancia de PIS e Cofins em servi\u00e7os prestados ao exterior<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal esclareceu que receitas decorrentes da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os a pessoas f\u00edsicas ou jur\u00eddicas residentes ou domiciliadas no exterior podem se beneficiar da isen\u00e7\u00e3o ou da n\u00e3o incid\u00eancia da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e da Cofins, desde que atendidos requisitos espec\u00edficos previstos na legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e cambial. O entendimento consta da Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 34, de 12 de mar\u00e7o de 2026, que analisou opera\u00e7\u00e3o envolvendo presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de registro de marcas e patentes para empresas estrangeiras no Brasil. O documento tamb\u00e9m tratou das condi\u00e7\u00f5es para caracteriza\u00e7\u00e3o do ingresso de divisas e da incid\u00eancia do IOF em opera\u00e7\u00f5es de c\u00e2mbio relacionadas \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Receita Federal, a isen\u00e7\u00e3o ou a n\u00e3o incid\u00eancia das contribui\u00e7\u00f5es sociais sobre receitas provenientes de exporta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os depende do atendimento de dois requisitos objetivos. O primeiro \u00e9 que o tomador do servi\u00e7o seja pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica residente ou domiciliada no exterior. O segundo \u00e9 que o pagamento represente ingresso de divisas. Esses crit\u00e9rios decorrem do art. 14, inciso III, e \u00a71\u00ba, da Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 2.158-35, de 2001, que trata da isen\u00e7\u00e3o no regime cumulativo, bem como do art. 5\u00ba, inciso II, da Lei n\u00ba 10.637, de 2002, relativo ao PIS\/Pasep, e do art. 6\u00ba, inciso II, da Lei n\u00ba 10.833, de 2003, referente \u00e0 Cofins, dispositivos que preveem a n\u00e3o incid\u00eancia das contribui\u00e7\u00f5es sobre receitas de servi\u00e7os prestados a residentes no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o administrativa tamb\u00e9m considera o conceito de exporta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os estabelecido no Parecer Normativo Cosit n\u00ba 1, de 2018, segundo o qual a exporta\u00e7\u00e3o ocorre quando o prestador atua a partir do territ\u00f3rio nacional para atender demanda situada em mercado estrangeiro, em favor de tomador que atua no exterior. A Receita destacou que a legisla\u00e7\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es sociais n\u00e3o condiciona o benef\u00edcio fiscal ao local de execu\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o ou ao local de produ\u00e7\u00e3o do resultado econ\u00f4mico, mas sim \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o do tomador e ao cumprimento das regras cambiais relativas ao pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso analisado, o questionamento partiu de sociedade do setor jur\u00eddico contratada para realizar registros de marcas e patentes de empresas estrangeiras junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial, atividade executada integralmente no Brasil. O pagamento, segundo a descri\u00e7\u00e3o apresentada, \u00e9 realizado por empresas estrangeiras, ainda que por meio de conta banc\u00e1ria mantida no pa\u00eds. A Receita esclareceu que a exist\u00eancia de conta em moeda nacional no Brasil n\u00e3o impede a caracteriza\u00e7\u00e3o do ingresso de divisas, desde que a opera\u00e7\u00e3o esteja vinculada a pagamento decorrente de exporta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e observe a legisla\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e cambial aplic\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>A Solu\u00e7\u00e3o de Consulta tamb\u00e9m esclarece que o ingresso de divisas pode ocorrer em diferentes modalidades de pagamento autorizadas pela legisla\u00e7\u00e3o cambial. Nos termos da Resolu\u00e7\u00e3o BCB n\u00ba 277, de 2022, as receitas de exporta\u00e7\u00e3o podem ser recebidas no Brasil em reais ou em moeda estrangeira, independentemente da moeda utilizada na negocia\u00e7\u00e3o comercial, podendo o recebimento ocorrer antes ou depois da presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o. A Receita tamb\u00e9m destacou que o requisito do ingresso de divisas pode ser considerado atendido sempre que houver convers\u00e3o de moeda estrangeira vinculada ao pagamento da exporta\u00e7\u00e3o, ainda que a opera\u00e7\u00e3o ocorra em valores l\u00edquidos ou em momento posterior \u00e0 presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto examinado diz respeito \u00e0 possibilidade de participa\u00e7\u00e3o de terceiros na rela\u00e7\u00e3o contratual. A Receita afirmou que a presen\u00e7a de agente ou representante no Brasil n\u00e3o impede o reconhecimento da exporta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, desde que esse intermedi\u00e1rio atue como mandat\u00e1rio da empresa estrangeira e n\u00e3o em nome pr\u00f3prio. Esse entendimento segue orienta\u00e7\u00e3o j\u00e1 consolidada em precedentes administrativos, como a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 346, de 2017, segundo a qual a intermedia\u00e7\u00e3o n\u00e3o altera a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica entre o prestador brasileiro e o tomador residente no exterior quando o agente atua por conta e ordem do mandante estrangeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A Solu\u00e7\u00e3o de Consulta tamb\u00e9m tratou da hip\u00f3tese de manuten\u00e7\u00e3o de recursos no exterior. Conforme o art. 1\u00ba da Lei n\u00ba 11.371, de 2006, com reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 14.286, de 2021, pessoas f\u00edsicas ou jur\u00eddicas residentes no Brasil podem manter no exterior valores recebidos em decorr\u00eancia de exporta\u00e7\u00f5es. Nesses casos, a aplica\u00e7\u00e3o da n\u00e3o incid\u00eancia de PIS\/Pasep e Cofins independe do efetivo ingresso de divisas no pa\u00eds, conforme previsto no art. 20, \u00a72\u00ba, da Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.121, de 2022, desde que o pagamento esteja vinculado \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os a tomador residente ou domiciliado no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>No tocante ao Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras, a Receita esclareceu que a liquida\u00e7\u00e3o de contrato de c\u00e2mbio relacionado ao pagamento de exporta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os pode se enquadrar no art. 15-B, inciso I, do Decreto n\u00ba 6.306, de 2007, que disciplina a incid\u00eancia do IOF nas opera\u00e7\u00f5es de c\u00e2mbio. A autoridade fiscal ressaltou que a regularidade dessas opera\u00e7\u00f5es depende da observ\u00e2ncia das normas expedidas pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional e pelo Banco Central do Brasil relativas \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o e liquida\u00e7\u00e3o de contratos de c\u00e2mbio vinculados a exporta\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-rota-da-jurisprud-ncia wp-block-embed-rota-da-jurisprud-ncia\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"nGeycy8cRf\"><a href=\"https:\/\/rotadajurisprudencia.com.br\/2026\/03\/receita-federal-detalha-quando-ha-nao-incidencia-de-pis-e-cofins-em-servicos-prestados-ao-exterior\/\">Receita Federal detalha quando h\u00e1 n\u00e3o incid\u00eancia de PIS e Cofins em servi\u00e7os prestados ao exterior<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Receita Federal detalha quando h\u00e1 n\u00e3o incid\u00eancia de PIS e Cofins em servi\u00e7os prestados ao exterior&#8221; &#8212; Rota da Jurisprud\u00eancia\" src=\"https:\/\/rotadajurisprudencia.com.br\/2026\/03\/receita-federal-detalha-quando-ha-nao-incidencia-de-pis-e-cofins-em-servicos-prestados-ao-exterior\/embed\/#?secret=ZNRbgbBdgs#?secret=nGeycy8cRf\" data-secret=\"nGeycy8cRf\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF decide sobre incid\u00eancia de IR em pens\u00e3o aliment\u00edcia. E a dedu\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre a obriga\u00e7\u00e3o de pagar pens\u00e3o aliment\u00edcia e a incid\u00eancia do Imposto de Renda (IR) tem sido fonte de intensos debates e, mais recentemente, de uma importante defini\u00e7\u00e3o pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Na A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.422, a corte estabeleceu a inconstitucionalidade da cobran\u00e7a de IR sobre os valores recebidos a t\u00edtulo de alimentos. Contudo, se por um lado a decis\u00e3o trouxe seguran\u00e7a jur\u00eddica para o alimentando (quem recebe), por outro, n\u00e3o eliminou os desafios pr\u00e1ticos enfrentados pelo alimentante (quem paga), especialmente no que tange \u00e0 dedu\u00e7\u00e3o desses valores de sua base de c\u00e1lculo.<\/p>\n\n\n\n<p>Este artigo analisa a dupla perspectiva da quest\u00e3o, destacando como a m\u00e1 formaliza\u00e7\u00e3o dos pagamentos e a interpreta\u00e7\u00e3o restritiva da Receita Federal resultam em glosas fiscais, transformando um direito do contribuinte em uma complexa disputa administrativa e judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Dupla \u00f3tica do imposto de renda na pens\u00e3o aliment\u00edcia<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise do tema exige a compreens\u00e3o de duas realidades distintas: a de quem recebe e a de quem paga a pens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Vis\u00e3o do alimentando: tese do STF e fim da tributa\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O STF, ao julgar a ADI 5422, entendeu que a pens\u00e3o aliment\u00edcia n\u00e3o representa um \u201cacr\u00e9scimo patrimonial\u201d ou nova riqueza para quem a recebe. Trata-se, na verdade, de uma mera entrada de valores destinados ao sustento, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, representando a materializa\u00e7\u00e3o do dever de solidariedade familiar. Sob essa \u00f3tica, tributar a pens\u00e3o seria o mesmo que tributar o pr\u00f3prio direito \u00e0 vida e \u00e0 dignidade. Al\u00e9m disso, entendeu-se que configurava uma bitributa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que esses rendimentos foram, em regra, tributados na fonte pagadora do alimentante. A decis\u00e3o, portanto, pacificou que os valores recebidos como pens\u00e3o s\u00e3o rendimentos isentos e n\u00e3o tribut\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Vis\u00e3o do alimentante: direito \u00e0 dedu\u00e7\u00e3o e seus requisitos<\/p>\n\n\n\n<p>Para o alimentante, a legisla\u00e7\u00e3o (artigo 8\u00ba, II, \u2018f\u2019, da Lei n\u00ba 9.250\/95) assegura o direito de deduzir da base de c\u00e1lculo do IR as import\u00e2ncias pagas a t\u00edtulo de pens\u00e3o. Contudo, esse direito n\u00e3o \u00e9 absoluto e est\u00e1 condicionado a dois requisitos fundamentais:<\/p>\n\n\n\n<p>Origem judicial ou por escritura p\u00fablica: a obriga\u00e7\u00e3o deve decorrer de uma decis\u00e3o judicial, de um acordo homologado judicialmente ou, ainda, de escritura p\u00fablica.<br>Comprova\u00e7\u00e3o do efetivo pagamento: o contribuinte deve ser capaz de provar, de forma inequ\u00edvoca, que os pagamentos foram realizados nos exatos termos da obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 justamente na intersec\u00e7\u00e3o desses requisitos com as realidades da vida cotidiana que surgem os principais conflitos com o Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e1 formaliza\u00e7\u00e3o: caminho para glosa fiscal<\/p>\n\n\n\n<p>A principal causa de autua\u00e7\u00f5es da Receita Federal sobre a dedu\u00e7\u00e3o de pens\u00e3o aliment\u00edcia \u00e9 a \u201cm\u00e1 formaliza\u00e7\u00e3o\u201d. Muitos pais, por praticidade ou acordo informal, n\u00e3o seguem \u00e0 risca o m\u00e9todo de pagamento estipulado na decis\u00e3o judicial, o que abre margem para o questionamento fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Os problemas mais comuns s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>Pagamentos \u201cin natura\u201c: \u00e9 extremamente comum que o alimentante pague diretamente despesas essenciais do filho, como mensalidade escolar, plano de sa\u00fade, cursos e at\u00e9 mesmo a remunera\u00e7\u00e3o de cuidadores (bab\u00e1s) ou o aluguel do im\u00f3vel onde o filho reside. Para a Receita Federal, se o acordo judicial prev\u00ea o pagamento em pec\u00fania (dinheiro), qualquer pagamento direto de uma despesa pode ser considerado uma \u201cliberalidade\u201d e, portanto, n\u00e3o dedut\u00edvel.<br>Falta de comprova\u00e7\u00e3o direta: o Fisco privilegia a comprova\u00e7\u00e3o via dep\u00f3sito ou transfer\u00eancia banc\u00e1ria para a conta corrente indicada no acordo judicial, em nome do guardi\u00e3o do menor. Pagamentos em esp\u00e9cie, transfer\u00eancias para contas de terceiros (como a bab\u00e1 ou a pr\u00f3pria escola) ou a simples aus\u00eancia de recibos detalhados s\u00e3o frequentemente rejeitados.<br>Acordos judiciais gen\u00e9ricos: muitas senten\u00e7as ou acordos fixam apenas um valor ou percentual a ser pago, sem detalhar a possibilidade de pagamentos \u201cin natura\u201d. Essa falta de especificidade \u00e9 usada pelo Fisco como argumento para glosar dedu\u00e7\u00f5es que n\u00e3o sejam o simples dep\u00f3sito em dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o paradoxal: o alimentante cumpre sua obriga\u00e7\u00e3o de sustento, garantindo as necessidades do filho, mas \u00e9 punido pela Receita Federal por n\u00e3o aderir a um formalismo estrito, sendo obrigado a pagar o imposto sobre um valor que, na pr\u00e1tica, n\u00e3o integrou seu patrim\u00f4nio dispon\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Defesa do contribuinte e posi\u00e7\u00e3o dos tribunais<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da rigidez do Fisco, muitas vezes h\u00e1 s\u00f3lidos argumentos de defesa em casos de autua\u00e7\u00e3o. A jurisprud\u00eancia, tanto administrativa (Carf) quanto judicial, tem se mostrado sens\u00edvel \u00e0 quest\u00e3o, priorizando o princ\u00edpio da verdade material sobre o formalismo exacerbado.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento que vem se consolidando \u00e9 que, se o contribuinte conseguir comprovar que os valores, ainda que pagos a terceiros, reverteram-se integralmente em benef\u00edcio do alimentando e visavam a cumprir a obriga\u00e7\u00e3o alimentar, a dedu\u00e7\u00e3o deve ser permitida.<\/p>\n\n\n\n<p>Em decis\u00e3o paradigm\u00e1tica, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais admitiu que o adimplemento da pens\u00e3o pode ocorrer de modo diverso do previsto no t\u00edtulo judicial, desde que comprovado o efetivo desembolso e a inexist\u00eancia de duplicidade, at\u00e9 o limite da obriga\u00e7\u00e3o (Ac\u00f3rd\u00e3o 2001-005.862).<\/p>\n\n\n\n<p>Para uma defesa eficaz, \u00e9 crucial que o contribuinte re\u00fana um conjunto robusto de provas, como:<\/p>\n\n\n\n<p>Contratos e boletos da escola, plano de sa\u00fade, etc.;<br>Comprovantes de transfer\u00eancia, mesmo que para terceiros;<br>Recibos detalhados emitidos pelos prestadores de servi\u00e7o;<br>Uma declara\u00e7\u00e3o do guardi\u00e3o do alimentando, confirmando que os pagamentos diretos foram feitos com seu consentimento e para quitar despesas do filho.<\/p>\n\n\n\n<p>Conclus\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do STF na ADI 5.422 foi um avan\u00e7o civilizat\u00f3rio ao reconhecer a natureza n\u00e3o patrimonial da pens\u00e3o aliment\u00edcia para quem a recebe. No entanto, a realidade do alimentante permanece em uma zona de inseguran\u00e7a jur\u00eddica e pr\u00e1tica. A glosa de dedu\u00e7\u00f5es por quest\u00f5es formais imp\u00f5e um \u00f4nus indevido ao contribuinte que, de boa-f\u00e9, cumpre seu dever familiar.<\/p>\n\n\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o definitiva passa por uma dupla via: a conscientiza\u00e7\u00e3o de advogados e partes para que elaborem acordos judiciais mais detalhados, prevendo expressamente a possibilidade de pagamentos \u201cin natura\u201c; e uma mudan\u00e7a de postura da pr\u00f3pria Receita Federal, para que adote uma an\u00e1lise pautada pela razoabilidade e pela verdade material, reconhecendo que o cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o alimentar transcende a simples transfer\u00eancia banc\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso n\u00e3o ocorre, cabe ao contribuinte documentar exaustivamente seus pagamentos e, se necess\u00e1rio, buscar no Judici\u00e1rio a valida\u00e7\u00e3o de seu direito, inclusive por meio de uma a\u00e7\u00e3o judicial para revisionar os alimentos, para obten\u00e7\u00e3o de uma nova decis\u00e3o judicial, que reconhecer\u00e1 a forma com que, efetivamente, os alimentos t\u00eam sido pagos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-12\/stf-decide-sobre-incidencia-de-ir-em-pensao-alimenticia-e-a-deducao\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o aprova deduzir sal\u00e1rio-maternidade de tributos pagos por pequena empresa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o, Justi\u00e7a e de Cidadania da C\u00e2mara dos Deputados aprovou proposta que permite \u00e0s micro e pequenas empresas inscritas no Sistema de Escritura\u00e7\u00e3o Digital das Obriga\u00e7\u00f5es Fiscais, Previdenci\u00e1rias e Trabalhistas (eSocial) o abatimento dos gastos com sal\u00e1rio-maternidade de qualquer tributo federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela lei, todas as seguradas do Regime Geral de Previd\u00eancia Social (RGPS) t\u00eam direito ao sal\u00e1rio-maternidade. Atualmente, as empresas descontam os valores pagos \u00e0s funcion\u00e1rias no ato do recolhimento da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), recomendou a aprova\u00e7\u00e3o do substitutivo da antiga Comiss\u00e3o de Desenvolvimento Econ\u00f4mico, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio para o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/215463-pequena-empresa-podera-ser-ressarcida-pelo-salario-maternidade\">Projeto de Lei 125\/11<\/a>, da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ). O <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/prop_mostrarintegra?codteor=2405878&amp;filename=Parecer-CPASF-2024-04-10\">substitutivo aprovado<\/a> est\u00e1 apensado ao <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/220939-proposta-determina-pagamento-do-salario-maternidade-pela-previdencia\">Projeto de Lei 1219\/11<\/a>, do Senado, que pretende transferir o pagamento do sal\u00e1rio-maternidade de algumas micro e pequenas empresas para a Previd\u00eancia Social. Esse texto acabou rejeitado.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>Como o texto foi modificado pela C\u00e2mara, ele volta ao Senado. Para virar lei, precisa ser aprovado nas duas Casas legislativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia C\u00e2mara de Not\u00edcias<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1253226-comissao-aprova-deduzir-salario-maternidade-de-tributos-pagos-por-pequena-empresa\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>PGFN planeja criar um cadastro positivo fiscal at\u00e9 o fim do ano<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) planeja criar um \u201cpacote de bondades\u201d para contribuintes que s\u00e3o bons pagadores de tributos, por meio de um cadastro positivo fiscal. A medida se assemelhar\u00e1 ao que fez a Receita Federal com os programas Confia e Sintonia, s\u00f3 que de forma mais ampla, segundo o \u00f3rg\u00e3o. O cadastro funcionar\u00e1 como um \u201cfast pass\u201d para a empresa ser considerada prioridade em todo atendimento pela PGFN, inclusive para transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa \u00e9 que a Lei n\u00ba 14.195, de 2021, que j\u00e1 autoriza a pr\u00e1tica, seja regulamentada at\u00e9 o fim deste ano. As companhias tamb\u00e9m poder\u00e3o ter acesso a outras benesses como maior dura\u00e7\u00e3o das certid\u00f5es de regularidade fiscal e dispensa de garantias. \u201cA ideia \u00e9 dar prioridade para tudo, para todo o atendimento, negocia\u00e7\u00e3o e para garantia\u201d, afirma a procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Almeida.<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral do Estado de S\u00e3o Paulo (PGE-SP) diz que planeja adotar a mesma iniciativa. Na PGFN, o projeto est\u00e1 sendo estruturado, ent\u00e3o ainda n\u00e3o existem crit\u00e9rios definidos \u2013 eles vir\u00e3o na regulamenta\u00e7\u00e3o. No momento, est\u00e1 na fase de testes e unifica\u00e7\u00e3o de sistemas, segundo Anelize. A informa\u00e7\u00e3o foi compartilhada em detalhes com o Valor durante o Semin\u00e1rio de Regularidade Fiscal, evento realizado pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp), ontem.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a procuradora-geral, o projeto visa diferenciar os bons pagadores e os devedores contumazes. \u00c9 como se fosse um espelho da nova Lei Complementar (LC) n\u00ba 225, de 2026, que criou o C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte. Enquanto a LC busca punir maus pagadores e fraudadores de tributos, o cadastro fiscal positivo quer premiar bons contribuintes, cujo CNPJ teria uma esp\u00e9cie de \u201cestrela dourada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 exatamente o oposto do devedor contumaz. O devedor contumaz \u00e9 aquele sujeito que usa a sua opera\u00e7\u00e3o para fraudar, para n\u00e3o pagar tributo. O cadastro positivo quer tamb\u00e9m se alimentar da lei do devedor contumaz e vice-versa, na l\u00f3gica do compliance cooperativo, da conformidade cooperativa\u201d, diz ela.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia \u00e9 priorizar demandas das companhias dessa categoria na PGFN, pois o \u00f3rg\u00e3o \u201cn\u00e3o tem capacidade operacional para atender todo mundo ao mesmo tempo\u201d e nem pode dispensar todos os contribuintes de apresentarem garantia, por exemplo. \u201cMas tem determinado contribuinte que paga o corrente, que tem um bom relacionamento com a PGFN, que abre os seus livros para a gente fazer revis\u00e3o de Capag [capacidade de pagamento], que tem um patrim\u00f4nio l\u00edquido suficiente. A gente precisa exigir a mesma garantia desse contribuinte e daquele contribuinte que n\u00e3o paga o corrente, que est\u00e1 endividado? Me parece que n\u00e3o\u201d, afirma Anelize.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a fase de estabelecimento das balizas para o cadastro, haver\u00e1 a etapa de unifica\u00e7\u00e3o dos sistemas da PGFN, como o Regularize, o Sistema de Cadastro e Acompanhamento de Requerimentos (Sicar) e o Sistema de Parcelamentos de Outras Negocia\u00e7\u00f5es (Sispar). \u201cEstamos internalizando do ponto de vista operacional os nossos sistemas para dizer se aquele CNPJ \u00e9 a estrelinha dourada. Se for, significa atender bem, r\u00e1pido, a certid\u00e3o pode ter maior prazo e os nossos prazos internos podem ser menores e sem exigir tanta garantia\u201d, detalha a procuradora-geral.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 um pacote de bondades e benef\u00edcios\u201d, diz o procurador-geral adjunto da D\u00edvida Ativa da Uni\u00e3o e do FGTS da PGFN, Theo Lucas Borges. \u201cNosso atendimento normal n\u00e3o \u00e9 ruim, mas o atendimento para esses contribuintes vai ser mais c\u00e9lere, com pessoas mais especializadas, por exemplo, para analisar banco, que n\u00e3o \u00e9 a mesma pessoa que analisa produtor rural\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>A celeridade poderia acontecer, por exemplo, na redu\u00e7\u00e3o de prazo para emiss\u00e3o de certid\u00e3o de regularidade fiscal, hoje de 10 dias. \u201cA gente pode, para o devedor cadastro positivo, reduzir isso em um ter\u00e7o ou para cinco dias, mas toda essa operacionalidade a gente est\u00e1 discutindo internamente\u201d, afirma Anelize.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo 17 da Lei n\u00ba 14.195 permite especificamente \u00e0 PGFN \u201ccriar condi\u00e7\u00f5es para a constru\u00e7\u00e3o permanente de um ambiente de confian\u00e7a entre os contribuintes e a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria federal\u201d. Dentre as diretrizes, est\u00e1 a garantia de previsibilidade das a\u00e7\u00f5es da PGFN a contribuintes inscritos no cadastro, criar condi\u00e7\u00f5es para solu\u00e7\u00e3o consensual, al\u00e9m de \u201cmelhorar a compreens\u00e3o das atividades empresariais e dos gargalos fiscais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei ainda prev\u00ea \u201ccria\u00e7\u00e3o de canais de atendimento diferenciado, inclusive para recebimento de pedidos de transa\u00e7\u00e3o\u201d, flexibiliza\u00e7\u00e3o das regras de aceita\u00e7\u00e3o e substitui\u00e7\u00e3o de garantias e execu\u00e7\u00e3o de garantias em execu\u00e7\u00e3o fiscal s\u00f3 ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado (quando n\u00e3o cabe mais recurso) da a\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra possibilidade \u00e9 dar uma esp\u00e9cie de \u201ccheque especial\u201d para que d\u00edvidas menores n\u00e3o provoquem cerceamento da certid\u00e3o de regularidade fiscal, protestos ou \u201cdanos \u00e0 gest\u00e3o da empresa\u201d, diz Theo Lucas Borges. \u201cA gente n\u00e3o vai ajuizar uma execu\u00e7\u00e3o fiscal sem que ele saiba previamente e vamos privilegiar garantias que n\u00e3o sejam custosas\u201d, afirma. Ser\u00e1 uma situa\u00e7\u00e3o diferente da de outros contribuintes de alta litig\u00e2ncia, em que o privil\u00e9gio ser\u00e3o garantias mais l\u00edquidas para Fazenda \u201ce que certamente vai causar mais transtorno\u201d, mas que merece \u201cporque est\u00e1 se evadindo do pagamento do tributo\u201d, completa o procurador.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a procuradora-geral, o projeto \u00e9 mais amplo que o Confia. \u201cNo Confia, as empresas querem chegar perto da Receita para dizer se o que est\u00e3o fazendo est\u00e1 certo ou n\u00e3o. Aqui na d\u00edvida, a gente j\u00e1 tem um n\u00e3o pagamento no tempo, \u00e9 uma outra rela\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/03\/13\/pgfn-planeja-criar-um-cadastro-positivo-fiscal-ate-o-fim-do-ano.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>PGFN quer regular lei sobre devedor contumaz com a Receita<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) quer regulamentar a Lei Complementar (LC) n\u00ba 225\/2026, que criou o C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte e a figura do devedor contumaz, em conjunto com a Receita Federal. A ideia \u00e9 normatizar o tema at\u00e9 o fim deste m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuero que a regulamenta\u00e7\u00e3o seja conjunta, PGFN e Receita. A gente levou isso ao secret\u00e1rio Dario [Durigan] para que possa ser editada uma portaria do ministro [da Fazenda] ou uma regulamenta\u00e7\u00e3o da PGFN e Receita\u201d, disse ao Valor a procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Almeida, em evento da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp) na quinta-feira. Outra iniciativa prevista, segundo ela, ser\u00e1 a de mapear casos de devedores contumazes, \u201cque n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 de recupera\u00e7\u00e3o judicial e fal\u00eancia\u201d. \u201cH\u00e1 empresas ativas com v\u00e1rias \u2018red flags\u2019\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Anelize, o \u00f3rg\u00e3o entrou recentemente com tr\u00eas pedidos de fal\u00eancia contra empresas que podem ser consideradas devedoras contumazes pelos par\u00e2metros legais \u2013 que ainda n\u00e3o podem ser aplicados por falta da regulamenta\u00e7\u00e3o. A PGFN tem se valido, nessas a\u00e7\u00f5es, do entendimento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) que ampliou o poder das procuradorias para pedir fal\u00eancia ap\u00f3s execu\u00e7\u00f5es fiscais infrut\u00edferas (REsp 2196073).<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos casos \u00e9 da marca de bolsas de luxo Victor Hugo. Segundo a PGFN, a d\u00edvida fiscal do grupo \u00e9 de R$ 1,2 bilh\u00e3o \u2013 R$ 900 milh\u00f5es para a Uni\u00e3o e R$ 300 milh\u00f5es para o Estado do Rio de Janeiro. Ainda n\u00e3o h\u00e1 representantes legais da empresa nesta a\u00e7\u00e3o (processo n\u00ba 3065177-75.2025.8.19.0001).<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo processo \u00e9 o da empresa ga\u00facha de embalagens Embanor Artes Gr\u00e1ficas, cujos d\u00e9bitos tribut\u00e1rios superam R$ 35 milh\u00f5es. O pedido foi feito em 18 de fevereiro e a companhia foi intimada dia 11 de mar\u00e7o. O prazo para defesa vai at\u00e9 o dia 25.<\/p>\n\n\n\n<p>Os advogados da empresa tentar\u00e3o fazer uma transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria com a Uni\u00e3o. Outra op\u00e7\u00e3o legal, mas que n\u00e3o \u00e9 considerada pela empresa, \u00e9 fazer um dep\u00f3sito elisivo, mecanismo previsto na Lei de Recupera\u00e7\u00e3o Judicial e Fal\u00eancia (n\u00ba 11.101, de 2005). Ela \u00e9 mais custosa: \u00e9 preciso depositar em ju\u00edzo em at\u00e9 10 dias, al\u00e9m do valor total do passivo, juros, corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e honor\u00e1rios advocat\u00edcios (processo n\u00ba 5002277-04.2026.8.21.0010).<\/p>\n\n\n\n<p>O terceiro caso est\u00e1 em sigilo. Mas, segundo informou a PGFN ao Valor, envolve uma companhia de Minas Gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a regulamenta\u00e7\u00e3o, contribuintes que podem ser enquadrados como devedor contumaz passar\u00e3o a ser notificados pelo Fisco. Haver\u00e1 prazo de 30 dias para contesta\u00e7\u00e3o. At\u00e9 que a empresa tenha, de fato, o selo de devedor contumaz, ela estar\u00e1 livre para firmar acordos tribut\u00e1rios. \u201cNo processo administrativo, tem a ampla defesa e o contradit\u00f3rio e \u00e9 poss\u00edvel negociar no curso do processo\u201d, disse Anelize.<\/p>\n\n\n\n<p>A procuradora-geral ponderou que o pedido de fal\u00eancia seria a \u00faltima alternativa. \u201c\u00c9 a \u00faltima possibilidade, em casos em que a gente j\u00e1 chamou a empresa para conversar, j\u00e1 ofereceu transa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o houve resultado\u201d, afirmou. A ideia, portanto, acrescentou, n\u00e3o \u00e9 \u201cacabar com a empresa\u201d. \u201cA gente n\u00e3o quer demitir todos os funcion\u00e1rios e acabar com a produ\u00e7\u00e3o. Mas ou a empresa se reestrutura dentro da legalidade, ou a gente vende, inclusive por aliena\u00e7\u00e3o da Fazenda Nacional, pelo nosso Comprei [plataforma de neg\u00f3cios da PGFN].\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A lei divide opini\u00f5es: uns acham positivo dar mais poder \u00e0s procuradorias, outros acham que os crit\u00e9rios estabelecidos s\u00e3o muito baixos. Um deles \u00e9 ter d\u00e9bitos com a Uni\u00e3o acima de R$ 15 milh\u00f5es equivalente a 100% do patrim\u00f4nio, por quatro per\u00edodos de apura\u00e7\u00e3o consecutivos ou seis alternados em 12 meses. O terceiro quesito \u00e9 o passivo fiscal ser injustificado, isto \u00e9, \u201caus\u00eancia de motivos objetivos que afastem a configura\u00e7\u00e3o da contum\u00e1cia\u201d, como estado de calamidade p\u00fablica e resultado negativo.<\/p>\n\n\n\n<p>O procurador Filipe Aguiar de Barros, coordenador nacional de Insolv\u00eancia na PGFN, afirmou, ao Valor, que ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel classificar devedor como contumaz com base na nova lei, pela falta de regulamenta\u00e7\u00e3o. \u201cA gente at\u00e9 fez refer\u00eancia no caso do Rio [Victor Hugo] a uma poss\u00edvel classifica\u00e7\u00e3o como devedor contumaz, mas esse enquadramento n\u00e3o \u00e9 juridicamente poss\u00edvel, porque ainda n\u00e3o h\u00e1 regulamenta\u00e7\u00e3o nem processo administrativo\u201d, disse. \u201cO que existe \u00e9 uma refer\u00eancia ao valor, de R$ 15 milh\u00f5es.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o evento da Fiesp, o ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), defendeu a nova lei e disse que ela \u00e9 a \u201cverdadeira reforma tribut\u00e1ria\u201d, pois privilegia a boa-f\u00e9, protege o cidad\u00e3o e diferencia bons contribuintes dos que agem na ilegalidade. Mas acrescentou que \u00e9 preciso cuidado na regulamenta\u00e7\u00e3o. \u201cO importante \u00e9 que tenhamos nas regulamenta\u00e7\u00f5es fatores extremamente objetivos na defini\u00e7\u00e3o do que \u00e9 devedor contumaz para se dar margem muita pequena \u00e0 subjetividade, que vai levar \u00e0 judicializa\u00e7\u00e3o desses crit\u00e9rios\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/03\/16\/pgfn-quer-regular-lei-sobre-devedor-contumaz-com-a-receita.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf livra contribuintes de pagar contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre planos de stock options<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) passou a livrar contribuintes do pagamento de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias sobre planos de op\u00e7\u00e3o de compra de a\u00e7\u00f5es, as stock options. As decis\u00f5es, da 1\u00aa Turma da 2\u00aa C\u00e2mara da 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o, aplicaram entendimento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) sobre Imposto de Renda (IRPF), por ainda n\u00e3o haver precedente vinculante sobre as contribui\u00e7\u00f5es ao INSS.<\/p>\n\n\n\n<p>Os planos de stock options, previstos no artigo 168 da Lei das S\/A, de n\u00ba 6.404\/1976, servem como incentivo para reter empregados de companhias abertas. Eles podem comprar participa\u00e7\u00e3o na empresa por um pre\u00e7o prefixado e ter car\u00eancia para a venda.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ definiu, por meio de recursos repetitivos, que os planos de stock options t\u00eam natureza mercantil, n\u00e3o salarial. Portanto, o IRPF n\u00e3o incidiria no momento da aquisi\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es, mas somente na obten\u00e7\u00e3o de ganho de capital com a venda (Tema 1226). Se n\u00e3o se trata de remunera\u00e7\u00e3o, entendeu o Carf, tamb\u00e9m n\u00e3o incide contribui\u00e7\u00e3o ao INSS.<\/p>\n\n\n\n<p>A incid\u00eancia ou n\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias tamb\u00e9m deve ser definida pelo STJ por meio de recursos repetitivos (Tema 1379). A quest\u00e3o est\u00e1 na pauta da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, que vai se debru\u00e7ar sobre o assunto pela primeira vez, segundo especialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na seara trabalhista, o entendimento tamb\u00e9m \u00e9 de que n\u00e3o h\u00e1 natureza salarial. Mas nos julgamentos tribut\u00e1rios administrativos, ainda prevalece entendimento contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O panorama parece ter come\u00e7ado a mudar em 2024. Em julgamento realizado em agosto, o entendimento foi o de que pagamentos efetuados a empregados por meio de op\u00e7\u00e3o de compra de a\u00e7\u00f5es n\u00e3o caracterizam hip\u00f3tese de incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria. Por quatro votos a dois, os conselheiros consideraram que o julgamento do Tema 1.226 pelo STJ, apesar de tratar unicamente de Imposto de Renda, determinou, em suas raz\u00f5es de decidir, a natureza mercantil dos contratos (processo n\u00ba 15746.727105\/2022-87).<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, conselheiro Fernando Gomes Favacho, diz em seu voto que, em julgamentos anteriores, j\u00e1 se posicionou a favor da tributa\u00e7\u00e3o em casos similares, mas que, independentemente da quest\u00e3o f\u00e1tica, o panorama jur\u00eddico foi modificado e cita a decis\u00e3o do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cApesar de o assunto ali tratado corresponder a IRPF, a mat\u00e9ria expressa o entendimento da Corte Superior no sentido da natureza mercantil dos contratos celebrados \u2013 restando afastada a natureza remunerat\u00f3ria\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, Favacho destaca ainda que ficou demonstrada a exist\u00eancia de risco, j\u00e1 que o pre\u00e7o do exerc\u00edcio estava atrelado ao valor m\u00e9dio do mercado e havia cl\u00e1usula de \u201clock-up\u201d para metade dos pap\u00e9is, que impedia a venda deles por um per\u00edodo m\u00ednimo, expondo o adquirente \u00e0 volatilidade do mercado. Tamb\u00e9m verifica-se, acrescenta, a voluntariedade e a onerosidade, pois os participantes n\u00e3o estavam obrigados a participar dos planos, e se fizessem a op\u00e7\u00e3o, ficavam obrigados a pagar pelas a\u00e7\u00f5es para exercer o direito.<\/p>\n\n\n\n<p>Em julgamento posterior, em novembro, a turma decidiu da mesma forma. O relator, conselheiro Thiago \u00c1lvares Feital, disse que a decis\u00e3o do STJ n\u00e3o vincula o Carf por n\u00e3o ter transitado em julgado e que o caso travava de Imposto de Renda. Contudo, afirma, as raz\u00f5es daquela decis\u00e3o podem ser adotadas desde a sua publica\u00e7\u00e3o, servindo como refer\u00eancia (processo n\u00ba 13603.720891\/2013-08).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm parte, isso se d\u00e1 pelo dever de coer\u00eancia que se espera das institui\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas\u201d, diz. O relator acrescenta que tamb\u00e9m n\u00e3o v\u00ea como poderia chegar a uma conclus\u00e3o diferente daquela a que o tribunal chegou, mesmo tratando-se, no caso, de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSob pena de se criar uma interpreta\u00e7\u00e3o esquizofr\u00eanica do instituto ou bem se reconhece que ele tem natureza mercantil ou se admite que tenha natureza remunerat\u00f3ria. A decis\u00e3o do STJ foi no primeiro sentido\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o advogado que defendeu o contribuinte em um dos casos no Carf, o grande indutor da mudan\u00e7a de posi\u00e7\u00e3o foi o julgamento do STJ, apesar de ser sobre Imposto de Renda. \u201cO repetitivo define que planos de stock options para fins de IRPF t\u00eam natureza mercantil, e n\u00e3o remunerat\u00f3ria. Ent\u00e3o, o pressuposto para exigir contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria seria o mesmo, ter natureza remunerat\u00f3ria\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirma que o entendimento da 1\u00aa Turma da 2\u00aa C\u00e2mara da 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Carf nos processos foi de aplicar julgado do STJ que n\u00e3o vincula o \u00f3rg\u00e3o por aus\u00eancia de tr\u00e2nsito em julgado do ac\u00f3rd\u00e3o e tamb\u00e9m porque o tema tinha por objeto o IRPF.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a procuradoria, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel aplicar o entendimento do STJ \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias, pois se trata de tributo diverso. \u201cA PGFN considera que o STJ n\u00e3o classificou todos os planos de stock options como mercantis de forma autom\u00e1tica. O Tema 1226 estabeleceu crit\u00e9rios para que o julgador analise o caso concreto. Assim, a natureza mercantil depende da presen\u00e7a de caracter\u00edsticas espec\u00edficas no contrato, e n\u00e3o de uma regra geral para todos os casos\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/03\/10\/carf-livra-contribuintes-de-pagar-contribuicao-previdenciaria-sobre-planos-de-stock-options.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Por maioria de votos, CARF afasta cobran\u00e7a previdenci\u00e1ria sobre JCP pagos a usufrutu\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, em sess\u00e3o de 3 de dezembro de 2025, ao julgar o processo 15746.720461\/2020-16, decidiu, por unanimidade de votos, conhecer do recurso de of\u00edcio (por falta de atingimento do limite de al\u00e7ada vigente), e, por maioria de votos, deu provimento ao recurso volunt\u00e1rio interposto por uma sociedade an\u00f4nima, resultando no cancelamento de autos de infra\u00e7\u00e3o que exigiam contribui\u00e7\u00f5es sociais previdenci\u00e1rias. A controv\u00e9rsia central girava em torno da incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es sociais previdenci\u00e1rias sobre valores de Juros sobre Capital Pr\u00f3prio (JCP) pagos aos seus acionistas, os quais a fiscaliza\u00e7\u00e3o entendeu como desproporcionais \u00e0s participa\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias formais e, por isso, requalificou como remunera\u00e7\u00e3o (pr\u00f3-labore).<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa questionou o auto de infra\u00e7\u00e3o, argumentando que os pagamentos de JCP foram efetuados em conformidade com a titularidade dos direitos econ\u00f4micos das a\u00e7\u00f5es, que estavam gravadas com usufruto vital\u00edcio. Segundo a defesa, o usufruto altera a titularidade dos rendimentos para os usufrutu\u00e1rios, e essa circunst\u00e2ncia foi devidamente comunicada \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o e comprovada por extensa documenta\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria. O voto vencedor destacou a natureza jur\u00eddica dos Juros sobre Capital Pr\u00f3prio como remunera\u00e7\u00e3o de capital, conforme o artigo 9\u00ba da Lei n\u00ba 9.249\/1995, n\u00e3o se confundindo com remunera\u00e7\u00e3o por presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, o que, em princ\u00edpio, afasta a incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o majorit\u00e1ria enfatizou a reconstru\u00e7\u00e3o f\u00e1tica a partir da documenta\u00e7\u00e3o apresentada. A empresa demonstrou que, desde 2007, houve doa\u00e7\u00f5es de a\u00e7\u00f5es com reserva de usufruto vital\u00edcio, abrangendo direitos patrimoniais e econ\u00f4micos, incluindo lucros, dividendos e JCP. Altera\u00e7\u00f5es posteriores no usufruto, formalizadas por instrumentos espec\u00edficos e atas societ\u00e1rias, foram apresentadas, permitindo identificar as propor\u00e7\u00f5es exatas dos direitos patrimoniais detidos pelos envolvidos. Essa documenta\u00e7\u00e3o foi considerada consistente para comprovar que os pagamentos de JCP em 2016 observaram rigorosamente tais propor\u00e7\u00f5es, rebatendo a alega\u00e7\u00e3o de desproporcionalidade baseada apenas na participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria formal.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado vencedor fundamentou seu entendimento no direito real de usufruto, previsto no artigo 1.394 do C\u00f3digo Civil, que confere ao usufrutu\u00e1rio o direito de percep\u00e7\u00e3o dos frutos do bem gravado. No \u00e2mbito societ\u00e1rio, o artigo 205 da Lei n\u00ba 6.404\/76 (Lei das S.A.) expressamente reconhece a legitimidade do usufrutu\u00e1rio como titular dos rendimentos, como dividendos. A decis\u00e3o estendeu esse entendimento aos JCP, com base no par\u00e1grafo 7\u00ba do artigo 9\u00ba da Lei n\u00ba 9.249\/95, que permite imputar os JCP aos dividendos obrigat\u00f3rios. Precedentes do pr\u00f3prio CARF, como o Ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba 1402-002.445, e Solu\u00e7\u00f5es de Consulta da Receita Federal do Brasil (SC n\u00ba 98\/2018 e SC COSIT n\u00ba 137\/2020) que reconhecem a altera\u00e7\u00e3o do benefici\u00e1rio dos proventos sem modificar sua natureza jur\u00eddica, foram citados para corroborar a tese.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua an\u00e1lise, o voto vencedor do CARF reiterou que a jurisprud\u00eancia administrativa \u00e9 consolidada no reconhecimento de que os rendimentos de participa\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias, incluindo lucros, dividendos e JCP, pertencem ao usufrutu\u00e1rio quando o usufruto est\u00e1 regularmente institu\u00eddo. Foram mencionados os Ac\u00f3rd\u00e3os n\u00ba 2401-004.570 e n\u00ba 2002-009.859 do CARF, que explicitam a abrang\u00eancia do usufruto sobre participa\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias e a remessa aos efeitos do direito privado na aus\u00eancia de efeitos tribut\u00e1rios espec\u00edficos. Dessa forma, a C\u00e2mara afastou a requalifica\u00e7\u00e3o dos valores de JCP como remunera\u00e7\u00e3o por presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, n\u00e3o havendo desvio de finalidade ou simula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto vencido, proferido pelo relator original, negou provimento ao recurso volunt\u00e1rio. Ele defendeu que a constitui\u00e7\u00e3o do usufruto entre os acionistas n\u00e3o poderia ser oposta ao Fisco, invocando o artigo 123 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, que impede conven\u00e7\u00f5es particulares de alterarem a defini\u00e7\u00e3o legal do sujeito passivo das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. Al\u00e9m disso, argumentou que a interpreta\u00e7\u00e3o das normas de JCP (Lei n\u00ba 9.249\/95) deveria ser literal, conforme o artigo 111 do CTN, sem estender o benef\u00edcio a usufrutu\u00e1rios n\u00e3o explicitamente previstos na legisla\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m mencionou que um contrato particular de usufruto n\u00e3o registrado publicamente n\u00e3o produziria efeitos contra terceiros, incluindo o Fisco, com base nos artigos 219, 221 e 288 do C\u00f3digo Civil e no artigo 40 da Lei n\u00ba 6.404\/76. Contudo, essa tese n\u00e3o prevaleceu.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base na comprova\u00e7\u00e3o de que o pagamento dos JCP observou a propor\u00e7\u00e3o dos direitos patrimoniais detidos pelos usufrutu\u00e1rios e no reconhecimento da natureza financeira do instituto, o provimento do recurso volunt\u00e1rio levou ao cancelamento do lan\u00e7amento fiscal.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-rota-da-jurisprud-ncia wp-block-embed-rota-da-jurisprud-ncia\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"KsQ6iP6Gnq\"><a href=\"https:\/\/rotadajurisprudencia.com.br\/2026\/03\/por-maioria-de-votos-carf-afasta-cobranca-previdenciaria-sobre-jcp-pagos-a-usufrutuarios\/\">Por maioria de votos, CARF afasta cobran\u00e7a previdenci\u00e1ria sobre JCP pagos a usufrutu\u00e1rios<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Por maioria de votos, CARF afasta cobran\u00e7a previdenci\u00e1ria sobre JCP pagos a usufrutu\u00e1rios&#8221; &#8212; Rota da Jurisprud\u00eancia\" src=\"https:\/\/rotadajurisprudencia.com.br\/2026\/03\/por-maioria-de-votos-carf-afasta-cobranca-previdenciaria-sobre-jcp-pagos-a-usufrutuarios\/embed\/#?secret=0v6jWLLr73#?secret=KsQ6iP6Gnq\" data-secret=\"KsQ6iP6Gnq\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Para CARF, IRRF pago no Brasil sobre remessas a filial em \u201cpara\u00edso fiscal\u201d comp\u00f5e saldo negativo de IRPJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), por meio de sua C\u00e2mara Superior de Recursos Fiscais (CSRF), 1\u00aa Turma, proferiu decis\u00e3o por maioria de votos, favor\u00e1vel a uma institui\u00e7\u00e3o financeira, no processo de n\u00famero 16327.720668\/2019-42, em sess\u00e3o realizada em 21 de janeiro de 2026. O colegiado reconheceu a possibilidade de aproveitamento do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) incidente no Brasil sobre rendimentos de juros pagos a uma filial domiciliada no exterior, mesmo que em \u201cpara\u00edso fiscal\u201d, para a composi\u00e7\u00e3o do Saldo Negativo de Imposto sobre a Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) da controladora no Brasil. Tr\u00eas conselheiros votaram vencidos, propondo negar provimento ao recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia central do recurso especial interposto pela institui\u00e7\u00e3o financeira residia na aplica\u00e7\u00e3o de limites para a compensa\u00e7\u00e3o do IRRF sobre rendimentos pagos a uma filial em para\u00edso fiscal. A quest\u00e3o era se o IRRF, recolhido no Brasil sobre juros remetidos \u00e0 filial nas Ilhas Cayman, poderia ser computado no Saldo Negativo do IRPJ da controladora brasileira, ainda que esta n\u00e3o apurasse lucro real positivo. A Receita Federal e o ac\u00f3rd\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia haviam glosado parte do cr\u00e9dito, entendendo que este se sujeitava aos limites de compensa\u00e7\u00e3o definidos pelo artigo 26 da Lei n\u00ba 9.249\/95, em conjunto com o artigo 14 da Instru\u00e7\u00e3o Normativa SRF n\u00ba 213\/2002, por for\u00e7a do par\u00e1grafo \u00fanico do artigo 9\u00ba da Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 2.158-35\/2001.<\/p>\n\n\n\n<p>A institui\u00e7\u00e3o financeira sustentava que a compensa\u00e7\u00e3o do IRRF, prevista no artigo 9\u00ba da Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 2.158-35\/2001, n\u00e3o deveria se submeter a tais limites. O argumento principal era que o valor havia sido efetivamente recolhido no Brasil, e n\u00e3o no exterior, configurando-se como mera antecipa\u00e7\u00e3o do imposto de renda devido pela matriz, cuja dedu\u00e7\u00e3o est\u00e1 prevista no artigo 2\u00ba, \u00a7 4\u00ba, III, da Lei n\u00ba 9.430\/1996. Para a contribuinte, a regra do artigo 26 da Lei n\u00ba 9.249\/95 visa exclusivamente evitar a dupla tributa\u00e7\u00e3o internacional, aplicando-se apenas ao imposto de renda incidente e pago no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto vencedor na CSRF acolheu a tese da contribuinte, diferenciando a natureza do imposto. Foi reiterado o entendimento de que a limita\u00e7\u00e3o contida no par\u00e1grafo \u00fanico do artigo 9\u00ba da Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 2.158-35\/2001, que remete ao artigo 26 da Lei n\u00ba 9.249\/95, aplica-se apenas a recolhimentos de imposto efetuados no exterior. O artigo 26 da Lei n\u00ba 9.249\/95 estabelece que a pessoa jur\u00eddica pode compensar o imposto de renda incidente no exterior sobre lucros, rendimentos e ganhos de capital computados no lucro real, at\u00e9 o limite do imposto de renda incidente no Brasil sobre os mesmos. Contudo, suas formalidades, como o reconhecimento do documento pelo \u00f3rg\u00e3o arrecadador estrangeiro e o consulado brasileiro, al\u00e9m da convers\u00e3o da moeda, demonstram seu foco em tributos pagos fora do territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o destacou que, no caso de IRRF retido e recolhido no Brasil, n\u00e3o h\u00e1 o risco de o Fisco brasileiro restituir impostos pagos a Estados estrangeiros, que \u00e9 a raz\u00e3o de ser das limita\u00e7\u00f5es do artigo 26 da Lei n\u00ba 9.249\/95. Ao contr\u00e1rio, trata-se de um tributo j\u00e1 arrecadado pelos cofres brasileiros. Portanto, a regra que permite o aproveitamento desse cr\u00e9dito, conforme o artigo 9\u00ba da Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 2.158-35\/2001, garante o seu c\u00f4mputo para a forma\u00e7\u00e3o de Saldo Negativo, mesmo na apura\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo fiscal, desde que o lucro da filial, que cont\u00e9m os rendimentos, seja devidamente computado na determina\u00e7\u00e3o do lucro real da pessoa jur\u00eddica no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, o colegiado considerou que a Instru\u00e7\u00e3o Normativa SRF n\u00ba 213\/2002, ao estender as restri\u00e7\u00f5es do artigo 26 da Lei n\u00ba 9.249\/95 a situa\u00e7\u00f5es de IRRF pago no Brasil, incorria em aplica\u00e7\u00e3o inadequada, contrariando o comando legal do artigo 9\u00ba da Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 2.158-35\/2001. Com base nesse entendimento e em precedentes de casos an\u00e1logos, como o Ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba 9101-005.957, que tratava de uma situa\u00e7\u00e3o similar envolvendo outra institui\u00e7\u00e3o financeira, o recurso especial do contribuinte foi provido, reconhecendo o direito \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do saldo negativo de IRPJ com o IRRF pago internamente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-rota-da-jurisprud-ncia wp-block-embed-rota-da-jurisprud-ncia\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"HUs78528mW\"><a href=\"https:\/\/rotadajurisprudencia.com.br\/2026\/03\/para-carf-irrf-pago-no-brasil-sobre-remessas-a-filial-em-paraiso-fiscal-compoe-saldo-negativo-de-irpj\/\">Para CARF, IRRF pago no Brasil sobre remessas a filial em &#8220;para\u00edso fiscal&#8221; comp\u00f5e saldo negativo de IRPJ<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Para CARF, IRRF pago no Brasil sobre remessas a filial em &#8220;para\u00edso fiscal&#8221; comp\u00f5e saldo negativo de IRPJ&#8221; &#8212; Rota da Jurisprud\u00eancia\" src=\"https:\/\/rotadajurisprudencia.com.br\/2026\/03\/para-carf-irrf-pago-no-brasil-sobre-remessas-a-filial-em-paraiso-fiscal-compoe-saldo-negativo-de-irpj\/embed\/#?secret=56DMqWK93G#?secret=HUs78528mW\" data-secret=\"HUs78528mW\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>\u00c1lcool anidro adicionado \u00e0 gasolina n\u00e3o gera cr\u00e9dito, decide Carf<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Por voto de qualidade, a 2\u00aa Turma da 1\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) concluiu que a opera\u00e7\u00e3o realizada pela Alesat \u2014 a adi\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool anidro \u00e0 gasolina tipo A para obten\u00e7\u00e3o da gasolina tipo C \u2014 n\u00e3o equivale \u00e0 atividade de produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis. Assim, o \u00e1lcool foi considerado insumo alheio ao processo produtivo, o que afasta o direito ao cr\u00e9dito de PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre outros pontos, o relator considerou que a empresa apenas adiciona o \u00e1lcool \u00e0 gasolina, opera\u00e7\u00e3o que n\u00e3o pode ser equiparada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis. Ainda, para o conselheiro Fabio Kirzner Ejchel, caso o \u00e1lcool fosse considerado insumo a contribuinte seria fabricante, e n\u00e3o distribuidora de combust\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou vencida, por outro lado, a posi\u00e7\u00e3o de que a gasolina tipo C \u00e9 um novo produto, sendo o \u00e1lcool um insumo.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro Jorge Lu\u00eds Cabral seguiu o relator pelas conclus\u00f5es. Para ele, o fator que impede o creditamento \u00e9 o fato de os combust\u00edveis estarem sujeitos ao regime monof\u00e1sico do PIS e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado tamb\u00e9m decidiu por maioria, vencido o relator, que o frete na venda de gasolina e \u00f3leo diesel gera cr\u00e9ditos. Ainda, por unanimidade, foi permitido o creditamento sobre armazenamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Os processos tramitam com o n\u00famero 10469.720409\/2010-82, 10469.720405\/2010-02, 10469.720406\/2010-49 e 10469.720410\/2010-15.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/alcool-anidro-adicionado-a-gasolina-nao-gera-credito-decide-carf\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>T\u00edtulo de cr\u00e9dito \u00e9 garantia real para fins de IRPJ e CSLL, decide Carf<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma da 1\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu, por unanimidade, que t\u00edtulos de cr\u00e9dito recebidos como garantia fiduci\u00e1ria constituem garantias reais para fins de dedu\u00e7\u00e3o no IRPJ e na CSLL. O caso envolvia a dedutibilidade de perdas na recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos pelo Banco Safra S.A.<\/p>\n\n\n\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o apontou que a institui\u00e7\u00e3o financeira fez dedu\u00e7\u00f5es de perdas com cr\u00e9ditos garantidos por t\u00edtulos antes de preencher os requisitos legais para o registro deles como perdas.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o contribuinte defendeu a tese de que os t\u00edtulos de cr\u00e9ditos n\u00e3o poderiam ser considerados garantias reais por serem \u201creceb\u00edveis n\u00e3o performados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro dessa l\u00f3gica, n\u00e3o haveria problema com as dedu\u00e7\u00f5es feitas porque os requisitos legais para cr\u00e9ditos n\u00e3o garantidos estariam cumpridos.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 16327.721049\/2021-90.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/titulo-de-credito-e-garantia-real-para-fins-de-irpj-e-csll-decide-carf\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf autoriza cr\u00e9ditos de PIS e Cofins sobre servi\u00e7os de processamento de pagamentos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Uma decis\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) autorizou a Uber a aproveitar cr\u00e9ditos de PIS e Cofins sobre despesas com servi\u00e7os de processamento de pagamentos eletr\u00f4nicos. Para a 1\u00aa Turma da 2\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o, esses servi\u00e7os s\u00e3o essenciais e indispens\u00e1veis para o funcionamento de plataformas digitais, caracterizando-se como insumos.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o, segundo especialistas, \u00e9 nova nas esferas administrativa e judicial. O mais comum, dizem, s\u00e3o casos de varejistas tentando aproveitar cr\u00e9ditos das contribui\u00e7\u00f5es sociais sobre despesas com administradoras de cart\u00f5es. Mas como a an\u00e1lise \u00e9 feita a partir da atividade empresarial, acrescentam, esse tipo de pleito normalmente \u00e9 negado.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do Carf derruba cobran\u00e7a de PIS e Cofins no valor de R$ 33 milh\u00f5es recebida pela Uber, referente ao per\u00edodo de janeiro a dezembro de 2017. A fiscaliza\u00e7\u00e3o rejeitou o aproveitamento de cr\u00e9ditos das contribui\u00e7\u00f5es sociais sobre gastos no valor de R$ 187 milh\u00f5es com servi\u00e7os prestados por intermediadoras de pagamentos \u2013 como PayPal, PayU e Adyen do Brasil. O entendimento foi o de que s\u00e3o despesas operacionais enquadradas indevidamente como insumos.<\/p>\n\n\n\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o embasou sua an\u00e1lise na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 63, de 2019, da Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit). A norma, que orienta os fiscais do pa\u00eds, determina que \u201cn\u00e3o pode ser descontado cr\u00e9dito da Cofins, a t\u00edtulo de insumo, em rela\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o de pagamento on-line, por este n\u00e3o participar de nenhuma etapa da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, a Uber alegou que as intermediadoras de pagamento garantem que o usu\u00e1rio possa fazer a transa\u00e7\u00e3o financeira diretamente no aplicativo, que \u00e9 a principal comodidade oferecida. E acrescentou que essas empresas a conectam com os usu\u00e1rios e as administradoras de cart\u00f5es e s\u00e3o respons\u00e1veis por todas as etapas da transa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 parte essencial do seu modelo de neg\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uber, esclareceu, em sua defesa, que \u201csua atividade compreende tanto a intermedia\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de transporte realizado por \u2018parceiro independente\u2019 (ou \u2018motorista parceiro\u2019) ao passageiro, usu\u00e1rio do aplicativo da impugnante, como a intermedia\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de pagamento eletr\u00f4nico ou on-line proveniente da consecu\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os realizados pelo \u2018parceiro independente\u2019 ao passageiro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, afirmou a Uber, as despesas com a contrata\u00e7\u00e3o de empresas especializadas na operacionaliza\u00e7\u00e3o dos fluxos de pagamento entre usu\u00e1rios e motoristas estaria entre os custos necess\u00e1rios e indispens\u00e1veis para a presta\u00e7\u00e3o dos seus servi\u00e7os (processo n\u00ba 15746.720716\/2021-13).<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira inst\u00e2ncia, a 5\u00aa Turma da Delegacia de Julgamento da Receita Federal (DRJ) em Curitiba j\u00e1 havia dado raz\u00e3o \u00e0 Uber. A decis\u00e3o foi parcialmente favor\u00e1vel \u00e0 plataforma, com base na an\u00e1lise do contrato com a PayPal, que previa servi\u00e7os de marketing, al\u00e9m dos prestados para a gest\u00e3o de pagamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o manteve em parte o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio discutido e o caso foi levado, de of\u00edcio, ao Carf. Em sua defesa, a Uber destacou que os servi\u00e7os de marketing eram, na realidade, prestados por ela \u00e0 PayPal, e n\u00e3o tinham fundamentado o aproveitamento de cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>No Carf, prevaleceu o entendimento do relator, Rodrigo Pinheiro Lucas Ristow, que foi acompanhado por unanimidade. Segundo ele, conforme o modelo de neg\u00f3cios da empresa, \u201c\u00e9 de suma import\u00e2ncia a exist\u00eancia de empresas que realizem o processamento dos pagamentos, visando a comprova\u00e7\u00e3o dos valores pagos pelos clientes e a entrega dos valores para os motoristas\u201d. A aus\u00eancia desse tipo de servi\u00e7o, acrescenta, \u201cinviabilizaria todo o neg\u00f3cio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o tem como pano de fundo entendimento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) sobre o conceito de insumo para cr\u00e9dito de PIS e Cofins, julgado sob a sistem\u00e1tica dos recursos repetitivos (Tema 779). Os ministros adotaram os crit\u00e9rios de essencialidade e relev\u00e2ncia para justificar a categoriza\u00e7\u00e3o de uma despesa como insumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nessa decis\u00e3o, por\u00e9m, o Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF-4) negou um pedido semelhante de contribuinte. A empresa tentou garantir o creditamento pelos gastos com a PayPal, mas a 1\u00aa Turma considerou que a atividade da empresa, o com\u00e9rcio de roupas, n\u00e3o justificava o enquadramento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA op\u00e7\u00e3o por manter o com\u00e9rcio exclusivamente na modalidade on-line, sem possuir estabelecimento f\u00edsico, constitui parte da estrat\u00e9gia empresarial da impetrante, visando reduzir os custos e alcan\u00e7ar uma maior quantidade de clientes\u201d, diz o ac\u00f3rd\u00e3o (processo n\u00ba 5008867-80.2022.4.04.7208).<\/p>\n\n\n\n<p>No pr\u00f3prio Carf, o pleito de uma rede de restaurantes para aproveitar cr\u00e9ditos sobre os gastos com taxas de administradoras de cart\u00e3o de cr\u00e9dito foi negado pela 2\u00aa Turma Ordin\u00e1ria da 1\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o, \u201cpor aus\u00eancia de previs\u00e3o legal\u201d (processo n\u00ba 15746.720013\/2022-76).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA utiliza\u00e7\u00e3o de cart\u00e3o de cr\u00e9dito n\u00e3o se constitui insumo essencial para a atividade da empresa e t\u00e3o somente uma despesa operacional para obten\u00e7\u00e3o de seus resultados. A sua aus\u00eancia n\u00e3o paralisaria ou tornaria invi\u00e1vel a atividade econ\u00f4mica da empresa, pois existem outros meios de pagamento que ela poderia adotar e oferecer a seus clientes\u201d, afirma o ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/03\/16\/carf-autoriza-creditos-de-pis-e-cofins-sobre-servicos-de-processamento-de-pagamentos.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf aplica Tema 372 do STF sobre PIS\/Cofins em receitas financeiras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 2\u00aa Turma da 2\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) aplicou ao processo o Tema 372 do Supremo Tribunal Federal (STF) e decidiu que as receitas financeiras de institui\u00e7\u00f5es financeiras integram a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, por constitu\u00edrem receitas operacionais. No caso em quest\u00e3o, o Unibanco pediu o sobrestamento do processo para aguardar o tr\u00e2nsito em julgado do Tema, mas a turma entendeu que n\u00e3o caberia suspender o julgamento administrativo uma vez que n\u00e3o houve declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade pela Corte.<\/p>\n\n\n\n<p>O STF fixou, em repercuss\u00e3o geral, a seguinte tese: \u201cas receitas brutas operacionais decorrentes da atividade empresarial t\u00edpica das institui\u00e7\u00f5es financeiras integram a base de c\u00e1lculo de PIS\/Cofins cobrado em face daquelas ante a Lei 9.718\/98, mesmo em sua reda\u00e7\u00e3o original, ressalvadas as exclus\u00f5es e dedu\u00e7\u00f5es legalmente prescritas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, a defesa do Unibanco, argumentou que, diante da suspens\u00e3o nacional dos processos judiciais determinada pelo STF, n\u00e3o faria sentido prosseguir com o julgamento no \u00e2mbito administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o de n\u00e3o sobrestar o processo foi tomada por voto de qualidade. Os conselheiros fazend\u00e1rios entenderam que, pelo artigo 100 do Regimento Interno do Carf, a suspens\u00e3o do julgamento somente \u00e9 cab\u00edvel quando h\u00e1 declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade pelo STF ou de ilegalidade pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). Ficaram vencidas, al\u00e9m da relatora, Jucileia de Souza Lima, as conselheiras Aline Cardoso de Faria e Onizia de Miranda Aguiar Pignataro.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00e9rito, o processo envolveu um pedido de restitui\u00e7\u00e3o de Cofins apresentado pelo Ita\u00fa, que teria ampliado a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. O pedido foi negado sob a justificativa de que as receitas financeiras das institui\u00e7\u00f5es financeiras s\u00e3o tribut\u00e1veis por constitu\u00edrem receitas operacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>A turma seguiu o voto da relatora, que entendeu que as receitas financeiras regulares e habituais, decorrentes da intermedia\u00e7\u00e3o ou aplica\u00e7\u00e3o de recursos financeiros em moeda nacional ou estrangeira, comp\u00f5em a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins por constitu\u00edrem receitas operacionais das institui\u00e7\u00f5es financeiras. A conselheira destacou a decis\u00e3o do STF e, em observ\u00e2ncia ao entendimento da Corte, votou por negar provimento ao recurso do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 16327.000957\/2005-26.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-aplica-tema-372-do-stf-sobre-pis-cofins-em-receitas-financeiras\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>STJ mant\u00e9m cr\u00e9dito de ICMS da Petrobras por insumo na extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa turma do STJ manteve o direito da Petrobras ao cr\u00e9dito de ICMS sobre a aquisi\u00e7\u00e3o de fluidos de perfura\u00e7\u00e3o utilizados na extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado seguiu voto do relator, ministro Francisco Falc\u00e3o, segundo o qual ac\u00f3rd\u00e3o do TJ\/RJ, que anulou auto de infra\u00e7\u00e3o fiscal e reconheceu o direito ao creditamento do imposto por considerar o insumo essencial \u00e0 atividade produtiva da empresa, est\u00e1 em conformidade com a jurisprud\u00eancia da Corte.<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda<\/p>\n\n\n\n<p>O caso teve origem em a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria proposta pela Petrobras contra auto de infra\u00e7\u00e3o lavrado pela fiscaliza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria do Estado do Rio de Janeiro. O lan\u00e7amento questionava cr\u00e9ditos de ICMS utilizados pela empresa para afastar a incid\u00eancia do imposto na venda de petr\u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cr\u00e9ditos estavam relacionados \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de fluidos de perfura\u00e7\u00e3o, utilizados no processo de extra\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo. Segundo a empresa, o insumo \u00e9 indispens\u00e1vel \u00e0 atividade produtiva e, por isso, permitiria o creditamento no regime de n\u00e3o cumulatividade do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2\u00aa inst\u00e2ncia, o TJ\/RJ reconheceu o direito ao cr\u00e9dito e anulou o lan\u00e7amento tribut\u00e1rio, que envolvia aproximadamente R$ 144 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Sustenta\u00e7\u00e3o oral<\/p>\n\n\n\n<p>Em sustenta\u00e7\u00e3o oral nesta ter\u00e7a-feira, 10, o procurador do Estado do Rio de Janeiro, Ciro de Almeida Grynberg, afirmou que a discuss\u00e3o ultrapassa o caso concreto e envolve efeitos relevantes para as contas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, desde 2021 o setor de petr\u00f3leo e g\u00e1s no Estado passou a apresentar diversos insumos para fins de creditamento do ICMS, o que teria provocado forte impacto fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo destacou, a discuss\u00e3o envolve perdas de arrecada\u00e7\u00e3o estimadas em R$ 6,6 bilh\u00f5es por ano e um passivo tribut\u00e1rio aproximado de R$ 32 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O procurador tamb\u00e9m sustentou que a controv\u00e9rsia jur\u00eddica envolve a defini\u00e7\u00e3o do crit\u00e9rio para o creditamento do ICMS. Para o Estado, o direito ao cr\u00e9dito dependeria da incorpora\u00e7\u00e3o f\u00edsica do insumo ao produto final, conforme interpreta\u00e7\u00e3o da LC 87\/96.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a Petrobras defendeu que o regime de n\u00e3o cumulatividade permitiria um modelo mais amplo de creditamento, baseado na essencialidade do insumo para a atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Debate entre entendimento do STF e do STJ<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a sustenta\u00e7\u00e3o, o Estado pediu que o STJ revisitasse sua jurisprud\u00eancia ap\u00f3s decis\u00e3o recente do STF sobre o regime de n\u00e3o cumulatividade do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a argumenta\u00e7\u00e3o apresentada, o Supremo teria indicado que o modelo constitucional do imposto se aproxima de um regime de cr\u00e9dito f\u00edsico, vinculado \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o do insumo na elabora\u00e7\u00e3o do produto final.<\/p>\n\n\n\n<p>No STJ, entretanto, a 1\u00aa se\u00e7\u00e3o firmou entendimento em embargos de diverg\u00eancia julgados em 2023 no sentido de que o direito ao cr\u00e9dito pode ser reconhecido com base no crit\u00e9rio da essencialidade do insumo para a atividade produtiva, sem exigir necessariamente sua incorpora\u00e7\u00e3o f\u00edsica ao produto.<\/p>\n\n\n\n<p>O Estado sustentou que seria necess\u00e1rio promover um di\u00e1logo entre esses precedentes para verificar se o entendimento da Corte deveria ser revisado \u00e0 luz da interpreta\u00e7\u00e3o constitucional fixada pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto do relator<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o ministro Francisco Falc\u00e3o entendeu que o ac\u00f3rd\u00e3o do tribunal estadual est\u00e1 alinhado ao entendimento do STJ sobre a mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>S. Exa. destacou que a jurisprud\u00eancia da Corte j\u00e1 reconhece a possibilidade de creditamento quando comprovada a essencialidade do insumo para a atividade produtiva.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento foi acompanhado por unanimidade pelo colegiado.<\/p>\n\n\n\n<p>Quest\u00e3o de ordem<\/p>\n\n\n\n<p>Ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze levantou a possibilidade de rediscutir o tema na 1\u00aa se\u00e7\u00e3o. S. Exa. observou que o julgamento do STF foi decidido por margem apertada e que o voto divergente vencedor do ministro Dias Toffoli analisou a quest\u00e3o tanto nas opera\u00e7\u00f5es internas quanto nas exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o ministro, embora a tese fixada pelo Supremo n\u00e3o vincule diretamente o STJ nesse ponto, a fundamenta\u00e7\u00e3o apresentada poderia justificar uma reavalia\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia da Corte.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro chegou a cogitar a apresenta\u00e7\u00e3o de quest\u00e3o de ordem para devolver o tema \u00e0 1\u00aa se\u00e7\u00e3o, mas a proposta n\u00e3o reuniu apoio do colegiado.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, acompanhou o relator, ressaltando que a mat\u00e9ria poder\u00e1 ser reexaminada em outro momento.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: AREsp 2.849.754<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/451507\/mantido-credito-de-icms-da-petrobras-por-insumo-na-extracao\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF julgar\u00e1 tributa\u00e7\u00e3o do 13\u00ba pago no aviso pr\u00e9vio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a repercuss\u00e3o geral da cobran\u00e7a de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre o 13\u00ba sal\u00e1rio pago no aviso pr\u00e9vio. O julgamento foi finalizado no Plen\u00e1rio Virtual no dia 24 de fevereiro e, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o do ministro Gilmar Mendes, todos os demais ministros entenderam que h\u00e1 quest\u00e3o constitucional envolvida. A an\u00e1lise do m\u00e9rito do caso ainda n\u00e3o tem data para acontecer.<\/p>\n\n\n\n<p>O reconhecimento da repercuss\u00e3o geral animou as empresas, que veem uma possibilidade real de revers\u00e3o do julgamento desfavor\u00e1vel aos contribuintes no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), em 2024. Naquele ano, ficou definido pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o que a verba \u00e9 acess\u00f3ria ao 13\u00ba, portanto, de natureza salarial, o que implica incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria (Tema 1170).<\/p>\n\n\n\n<p>Para advogados, a decis\u00e3o destoa de uma anterior, de 2014, em que o STJ afastou a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre o aviso, por sua natureza indenizat\u00f3ria (Tema 478).<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 2014, a Receita Federal come\u00e7ou a lavrar autos de infra\u00e7\u00e3o contra diversas companhias. No geral, elas n\u00e3o recolhiam o tributo, pois entendiam que o proporcional do 13\u00ba pago no aviso pr\u00e9vio \u00e9 vinculado ao pr\u00f3prio aviso e n\u00e3o teria natureza salarial, portanto, seria isento.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com especialistas, as al\u00edquotas da contribui\u00e7\u00e3o variam de 26,2% a 31,8% e o impacto financeiro em casos pontuais pode n\u00e3o ser t\u00e3o relevante. Mas ele pode ser significativo para empresas com muitos funcion\u00e1rios ou na extin\u00e7\u00e3o de companhias, filiais ou em programas de demiss\u00e3o volunt\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A esperan\u00e7a, no Supremo, \u00e9 de uma reviravolta no entendimento atual. Isso faria com que as empresas pudessem recuperar os cr\u00e9ditos, inclusive de anos anteriores. E se for validada a decis\u00e3o do STJ, advogados devem brigar por, pelo menos, a modula\u00e7\u00e3o de efeitos, com a limita\u00e7\u00e3o dos efeitos da cobran\u00e7a no tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos par\u00e2metros fixados ao analisar o conceito constitucional de folha de sal\u00e1rios foi entender que o pagamento deve ser habitual e retributivo, oriundo de contrapresta\u00e7\u00e3o de trabalho (Tema 20).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao reconhecer a repercuss\u00e3o geral, o relator, ministro Edson Fachin, diz, no voto, que o assunto \u201creveste-se de plausibilidade jur\u00eddica e merece aten\u00e7\u00e3o do Supremo\u201d, porque o \u201cexame da legisla\u00e7\u00e3o infraconstitucional n\u00e3o \u00e9 suficiente para definir o car\u00e1ter preponderante no d\u00e9cimo terceiro proporcional pago no aviso pr\u00e9vio indenizado, a natureza remunerat\u00f3ria ou indenizat\u00f3ria\u201d (Tema 1445).<\/p>\n\n\n\n<p>Fachin lembra que j\u00e1 existe na Corte a S\u00famula n\u00ba 688, a qual entende ser leg\u00edtima a cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre o 13\u00ba sal\u00e1rio. Do mesmo modo, acrescenta, \u00e9 relevante a discuss\u00e3o sobre o reflexo desta verba no aviso pr\u00e9vio indenizado, por ter relevantes impactos \u201cdo ponto de vista econ\u00f4mico, pol\u00edtico, social e jur\u00eddico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirma que \u201creitera o respeito \u00e0 decis\u00e3o do Supremo de apreciar a quest\u00e3o sob a sistem\u00e1tica de repercuss\u00e3o geral\u201d e que confia \u201cque ser\u00e1 reconhecida a constitucionalidade da tributa\u00e7\u00e3o, em refor\u00e7o ao posicionamento do STJ, que reconheceu a legalidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/03\/10\/stf-julgara-tributacao-do-13o-pago-no-aviso-previo.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ nega cr\u00e9dito presumido de IPI para exporta\u00e7\u00e3o de tabaco<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa turma do STJ negou pedido de exportadora de tabaco para obter cr\u00e9dito presumido de IPI, ao concluir que a exporta\u00e7\u00e3o de produto classificado como n\u00e3o tributado n\u00e3o gera direito ao benef\u00edcio fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi proposta para reconhecimento do direito ao cr\u00e9dito presumido referente ao per\u00edodo de 2001 a 2003.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal defendeu que o tabaco em folha exportado pela empresa \u00e9 classificado como produto n\u00e3o tributado na tabela do IPI, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o poderia gerar cr\u00e9dito presumido.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a exportadora, por\u00e9m, a empresa teria direito ao cr\u00e9dito presumido institu\u00eddo pela lei 9.363\/96, mecanismo criado para ressarcir valores de PIS\/Pasep e Cofins incidentes na cadeia produtiva de mercadorias destinadas \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme afirmou, o benef\u00edcio integra a pol\u00edtica de desonera\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es adotada no pa\u00eds, voltada a evitar que tributos brasileiros sejam incorporados ao pre\u00e7o de produtos vendidos no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1\u00aa inst\u00e2ncia, o pedido foi acolhido ap\u00f3s realiza\u00e7\u00e3o de per\u00edcia que apontou a exist\u00eancia de processo de industrializa\u00e7\u00e3o do tabaco. A decis\u00e3o reconheceu o direito ao cr\u00e9dito presumido, embora tenha limitado parte do per\u00edodo com base em normas da Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, o tribunal manteve o reconhecimento do direito ao benef\u00edcio, mas restringiu o alcance do cr\u00e9dito em raz\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o de instru\u00e7\u00f5es normativas da Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Sustenta\u00e7\u00e3o oral<\/p>\n\n\n\n<p>Em sess\u00e3o nesta ter\u00e7a-feira 10, o advogado T\u00falio Freitas do Egito Coelho, representando a empresa, afirmou que a lei 9.363\/96 criou o cr\u00e9dito presumido justamente para compensar tributos cumulativos incidentes ao longo da cadeia produtiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, a norma buscou justamente assegurar competitividade \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es brasileiras por meio da devolu\u00e7\u00e3o de tributos cumulativos incidentes ao longo da cadeia produtiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, afirmou que o simples enquadramento do produto como n\u00e3o tributado na tabela do IPI n\u00e3o elimina a realidade econ\u00f4mica do processo produtivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto levantado foi a restri\u00e7\u00e3o criada por instru\u00e7\u00f5es normativas da Receita Federal, que passaram a excluir produtos NT do conceito de receita de exporta\u00e7\u00e3o para fins de c\u00e1lculo do benef\u00edcio. O advogado afirmou que essa limita\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderia ser imposta por norma infralegal, j\u00e1 que apenas lei poderia restringir ou retirar incentivo fiscal institu\u00eddo pelo Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme afirmou, a utiliza\u00e7\u00e3o dessas instru\u00e7\u00f5es normativas para afastar o benef\u00edcio viola o princ\u00edpio da legalidade tribut\u00e1ria, vez que a lei 9.363\/96 n\u00e3o estabeleceu tal impedimento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO incentivo fiscal foi criado por lei, apenas a lei poderia retirar o incentivo fiscal, jamais uma instru\u00e7\u00e3o normativa\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, pediu ao colegiado o reconhecimento do direito da exportadora ao cr\u00e9dito presumido de IPI referente ao per\u00edodo discutido, com base na interpreta\u00e7\u00e3o literal da lei e no princ\u00edpio de que produtos destinados ao mercado externo n\u00e3o devem carregar tributos nacionais em sua composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto do relator<\/p>\n\n\n\n<p>Em voto, o relator, ministro Afr\u00e2nio Vilela, destacou que a 2\u00aa turma j\u00e1 havia analisado controv\u00e9rsia semelhante em julgamento anterior e que o entendimento do colegiado \u00e9 no sentido de que produtos classificados como NT n\u00e3o geram cr\u00e9dito presumido de IPI.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo S. Exa., no per\u00edodo discutido no caso concreto, o tabaco em folha exportado era classificado como produto n\u00e3o tributado pelo imposto, o que afasta a possibilidade de enquadramento da empresa como estabelecimento produtor para fins do benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Afr\u00e2nio Vilela concluiu ainda que as inst\u00e2ncias administrativas n\u00e3o criaram restri\u00e7\u00e3o indevida ao benef\u00edcio fiscal. Segundo o relator, a situa\u00e7\u00e3o discutida simplesmente n\u00e3o est\u00e1 prevista na lei 9.363\/96.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, votou para reformar o ac\u00f3rd\u00e3o e julgar improcedente o pedido da empresa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento foi acompanhado por unanimidade pelo colegiado.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: REsp 1.726.185<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/451527\/stj-nega-credito-presumido-de-ipi-para-exportacao-de-tabaco\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Liminar da OAB-RJ afasta 10% sobre lucro presumido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) conseguiu liminar para afastar a aplica\u00e7\u00e3o do adicional de 10% sobre as al\u00edquotas do Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL no lucro presumido, estabelecida pela Lei Complementar (LC) n\u00ba 224\/2025. A norma considera esse regime de apura\u00e7\u00e3o como um benef\u00edcio fiscal, o que foi recha\u00e7ado pela ju\u00edza D\u00e9bora Maliki, da 6\u00aa Vara Federal de S\u00e3o Jo\u00e3o de Meriti, em decis\u00e3o proferida nesta segunda-feira.<\/p>\n\n\n\n<p>A liminar beneficia os mais de 170 mil advogados associados \u00e0 OAB no Estado \u2013 incluindo os profissionais com inscri\u00e7\u00e3o suplementar no Rio de Janeiro, diz a presidente da OAB-RJ, Ana Tereza Basilio. Escrit\u00f3rios de advocacia adotam essa sistem\u00e1tica de apura\u00e7\u00e3o do IRPJ e CSLL, permitido a empresas que faturam at\u00e9 R$ 78 milh\u00f5es por ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ora, por\u00e9m, as decis\u00f5es no Judici\u00e1rio s\u00e3o, em sua maioria, desfavor\u00e1veis aos contribuintes. Existem duas outras liminares concedidas em primeira inst\u00e2ncia, em S\u00e3o Paulo e no Rio de Janeiro, mas 17 pedidos j\u00e1 foram negados e j\u00e1 h\u00e1 senten\u00e7a dando raz\u00e3o \u00e0 Uni\u00e3o. A seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP) tamb\u00e9m ajuizou a\u00e7\u00e3o coletiva, mas n\u00e3o houve decis\u00e3o ainda (processo n\u00ba 5004598-12.2026.4.03.6100).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a presidente da OAB-RJ, outras seccionais tamb\u00e9m entraram com mandados de seguran\u00e7a coletivos, mas essa \u00e9 a primeira liminar favor\u00e1vel para a entidade. O tema tamb\u00e9m j\u00e1 foi levado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Servi\u00e7os (CNS). A relatoria est\u00e1 com o ministro Luiz Fux (ADI 7936).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa decis\u00e3o \u00e9 t\u00e9cnica e muito bem fundamentada. Sem d\u00favida, traz muitos subs\u00eddios para futura decis\u00e3o do STF sobre o tema\u201d, afirma Ana Tereza. De acordo com ela, a liminar, apesar de beneficiar apenas escrit\u00f3rios de advocacia, pode tamb\u00e9m ajudar a fundamentar a\u00e7\u00f5es movidas por empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o se baseia na LC n\u00ba 224, de 2025, que equiparou o lucro presumido a um benef\u00edcio fiscal e majorou as al\u00edquotas em 10%. O adicional \u00e9 cobrado para empresas com faturamento acima de R$ 5 milh\u00f5es por ano ou de R$ 1,25 milh\u00e3o por trimestre \u2014 o que anteciparia a tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os contribuintes, o lucro presumido \u00e9 uma sistem\u00e1tica leg\u00edtima de apura\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda. Equipar\u00e1-lo a um incentivo fiscal, dizem, desconfigura a natureza do regime e viola princ\u00edpios da isonomia, capacidade contributiva e livre concorr\u00eancia. Isso porque criaria uma disparidade entre os contribuintes que ganham acima de R$ 5 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No processo, a OAB-RJ argumentou que o voto do relator da Comiss\u00e3o de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara dos Deputados admitiu expressamente que o lucro presumido \u201cn\u00e3o \u00e9 um gasto tribut\u00e1rio estritamente falando, pois n\u00e3o consta no Demonstrativo de Gastos Tribut\u00e1rios\u201d da Receita Federal. E que o pr\u00f3prio Fisco, na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 6\/2026, teria reconhecido que m\u00e9todo alternativo de apura\u00e7\u00e3o n\u00e3o se confunde com benef\u00edcio fiscal \u2014 alega\u00e7\u00e3o n\u00e3o rebatida especificamente pela Uni\u00e3o no processo, segundo a magistrada.<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza, na decis\u00e3o, diz que o lucro presumido tamb\u00e9m pode resultar em uma carga tribut\u00e1ria superior \u00e0 do lucro real. \u201cQuando a margem de lucro efetiva da empresa \u00e9 inferior ao percentual de presun\u00e7\u00e3o legal, o regime presumido implica tributa\u00e7\u00e3o sobre renda que n\u00e3o foi auferida. Esse dado evidencia que n\u00e3o se trata de vantagem intr\u00ednseca ao contribuinte, mas de m\u00e9todo de apura\u00e7\u00e3o cujo resultado varia conforme a realidade de cada empresa\u201d, afirma D\u00e9bora.<\/p>\n\n\n\n<p>No processo, a Fazenda alega que a legisla\u00e7\u00e3o se baseia na Emenda Constitucional (EC) n\u00ba 109\/2021, que reduziu os incentivos tribut\u00e1rios. Para a ju\u00edza, a EC trata especificamente de \u201creduzir aquilo que efetivamente constitui benef\u00edcio fiscal\u201d. \u201cN\u00e3o lhe conferiu, todavia, o poder de transmutar a natureza jur\u00eddica de institutos consagrados no ordenamento para, ap\u00f3s essa transmuta\u00e7\u00e3o artificial, submet\u00ea-los \u00e0 l\u00f3gica da redu\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios. Fazer isso seria burlar, por via obl\u00edqua, os limites que a pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o imp\u00f4s ao exerc\u00edcio do poder de tributar\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela ressalta que o m\u00e9rito da a\u00e7\u00e3o ainda ser\u00e1 analisado, mas que j\u00e1 h\u00e1 risco de dano para os contribuintes, que devem desembolsar tributos com al\u00edquotas superiores em abril. Al\u00e9m disso, correm o risco de sofreram autua\u00e7\u00f5es fiscais, com imposi\u00e7\u00e3o de multa, al\u00e9m de impedimento de certid\u00e3o de regularidade fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota ao Valor, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) diz que o \u201clucro presumido, modalidade substitutiva \u00e0 apura\u00e7\u00e3o do IRPJ\/CSLL, constitui uma op\u00e7\u00e3o aos contribuintes, permitindo a sua apura\u00e7\u00e3o simplificada, em rela\u00e7\u00e3o ao sistema padr\u00e3o do lucro real, trazendo benef\u00edcios como simplifica\u00e7\u00e3o na apura\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo, redu\u00e7\u00e3o nos custos de conformidade e previsibilidade tribut\u00e1ria, j\u00e1 que a h\u00e1 uma presun\u00e7\u00e3o legal independente do resultado efetivo da empresa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>E acrescenta: \u201cPor permitir uma redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria e constituir-se como um regime tribut\u00e1rio favorecido, \u00e9 poss\u00edvel a redefini\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios para sua utiliza\u00e7\u00e3o pelo legislador, sem qualquer ofensa aos princ\u00edpios constitucionais\u201d. Sobre o caso da OAB-RJ, afirma que ainda n\u00e3o foi intimada, mas avalia possibilidade de recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o presidente da Comiss\u00e3o Especial de Assuntos Tribut\u00e1rios (Caet) da OAB-RJ, Maur\u00edcio Faro, a decis\u00e3o acata a tese de que o regime de apura\u00e7\u00e3o do lucro presumido n\u00e3o \u00e9 benef\u00edcio. \u201cEsse pressuposto que autorizaria a majora\u00e7\u00e3o da presun\u00e7\u00e3o, como feito na lei complementar, n\u00e3o \u00e9 verdadeiro. Essa premissa n\u00e3o existe\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/03\/10\/oab-rj-consegue-liminar-para-afastar-aumento-de-10-pontos-percentuais-sobre-lucro-presumido.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ afasta cr\u00e9dito de PIS\/Cofins sobre IPI n\u00e3o recuper\u00e1vel de compra de mercadoria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa se\u00e7\u00e3o do STJ concluiu o julgamento do Tema 1.373, fixando que o IPI n\u00e3o recuper\u00e1vel incidente sobre a opera\u00e7\u00e3o de compra de mercadoria n\u00e3o integra a base de c\u00e1lculo dos cr\u00e9ditos da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS\/Pasep e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado acompanhou voto da relatora, ministra Maria Thereza de Assis Moura, com acr\u00e9scimo proposto pelo ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, que estabeleceu marco temporal para aplica\u00e7\u00e3o da tese.<\/p>\n\n\n\n<p>Impossibilidade de creditamento<\/p>\n\n\n\n<p>Em voto na sess\u00e3o de outubro de 2025, a relatora entendeu que o IPI n\u00e3o recuper\u00e1vel incidente na compra de mercadorias n\u00e3o integra a base de c\u00e1lculo dos cr\u00e9ditos&nbsp;de PIS\/Pasep e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme destacou, o regime de n\u00e3o cumulatividade das contribui\u00e7\u00f5es n\u00e3o autoriza o creditamento sobre toda e qualquer despesa e o art. 3\u00ba das leis 10.637\/02 e 10.833\/03 limita o cr\u00e9dito apenas \u00e0s hip\u00f3teses expressamente previstas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a ministra, o IPI destacado na nota fiscal n\u00e3o gera d\u00e9bito de PIS\/Cofins para o vendedor, uma vez que o valor \u00e9 apenas repassado ao comprador e n\u00e3o comp\u00f5e a receita bruta da opera\u00e7\u00e3o. Assim, \u201cn\u00e3o h\u00e1 cr\u00e9dito sem d\u00e9bito\u201d, o que inviabiliza o aproveitamento pretendido.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Thereza afirmou ainda que a instru\u00e7\u00e3o normativa 2.121\/22, ao vedar o cr\u00e9dito, n\u00e3o inovou no ordenamento jur\u00eddico, mas apenas reafirmou interpreta\u00e7\u00e3o j\u00e1 compat\u00edvel com a lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora citou precedentes do STJ, como os Temas 779, 780 e 1.231, para refor\u00e7ar que a cria\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos presumidos exige previs\u00e3o legal espec\u00edfica. Concluiu, portanto, pela impossibilidade de creditamento do IPI n\u00e3o recuper\u00e1vel no regime.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, sugeriu a fixa\u00e7\u00e3o da seguinte tese: \u201cO IPI n\u00e3o recuper\u00e1vel em incidente sobre opera\u00e7\u00e3o de entrada n\u00e3o integra a base de apura\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos de contribui\u00e7\u00e3o ao PIS\/Pasep e da Cofins\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Marco temporal<\/p>\n\n\n\n<p>Ao apresentar voto-vista em sess\u00e3o nesta quarta-feira, 11, ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues acompanhou integralmente a relatora quanto \u00e0 impossibilidade de creditamento do IPI n\u00e3o recuper\u00e1vel. O magistrado, por\u00e9m, prop\u00f4s acr\u00e9scimo para definir o marco temporal de aplica\u00e7\u00e3o da tese.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o ministro, a Receita Federal adotava entendimento favor\u00e1vel aos contribuintes por anos, com solu\u00e7\u00f5es de consulta e atos normativos nesse sentido, at\u00e9 a mudan\u00e7a promovida pela instru\u00e7\u00e3o normativa 2.121\/22.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, Domingues explicou que a fixa\u00e7\u00e3o de um marco temporal evitaria cobran\u00e7as retroativas baseadas na nova interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, prop\u00f4s o seguinte acr\u00e9scimo \u00e0 tese: \u201ca partir das opera\u00e7\u00f5es realizadas ap\u00f3s a entrada em vigor da instru\u00e7\u00e3o normativa 2.121\/22 da Receita Federal do Brasil, em 20\/12\/22\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanhando o entendimento, a tese final fixada pelo colegiado foi a seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO IPI n\u00e3o recuper\u00e1vel em incidente sobre opera\u00e7\u00e3o de entrada n\u00e3o integra a base de apura\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos de contribui\u00e7\u00e3o ao PIS\/Pasep e da Cofins, a partir das opera\u00e7\u00f5es realizadas ap\u00f3s a entrada em vigor da instru\u00e7\u00e3o normativa 2.121\/22 da Receita Federal do Brasil, em 20\/12\/22.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Processos Relacionados:&nbsp;REsps 2.191.364 e 2.198.235<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/451630\/stj-afasta-credito-de-pis-cofins-sobre-ipi-nao-recuperavel-de-compra\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Extin\u00e7\u00e3o em bloco de execu\u00e7\u00f5es fiscais exige intima\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do munic\u00edpio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A tese fixada no <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22Tema+1.184%22\">Tema 1.184<\/a> do Supremo Tribunal Federal permite a <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22extin%C3%A7%C3%A3o+de+execu%C3%A7%C3%B5es+fiscais%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00f5es fiscais<\/a> de baixo valor por falta de interesse. Essa medida, por\u00e9m, exige a intima\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do ente p\u00fablico credor. O encerramento sum\u00e1rio do processo sem a oitiva da parte ofende a garantia do contradit\u00f3rio e configura <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22decis%C3%A3o+surpresa%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">decis\u00e3o surpresa<\/a>, pr\u00e1tica vedada pelo C\u00f3digo de Processo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o ministro Benedito Gon\u00e7alves, do <a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Inicio\">Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/a>, acolheu um recurso especial para anular a extin\u00e7\u00e3o em lote de execu\u00e7\u00f5es ajuizadas pelo munic\u00edpio de Porto Ferreira (SP) e determinar a intima\u00e7\u00e3o pr\u00e9via da prefeitura.<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo de primeira inst\u00e2ncia havia determinado o encerramento dos processos de cobran\u00e7a em lote sem intimar a prefeitura previamente. A medida foi justificada com base no Tema 1.184 do STF e na <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22Resolu%C3%A7%C3%A3o+547%2F2024%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">Resolu\u00e7\u00e3o 547\/2024<\/a> do Conselho Nacional de Justi\u00e7a, que detalhou os crit\u00e9rios para a extin\u00e7\u00e3o das execu\u00e7\u00f5es fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.tjsp.jus.br\/\">Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo<\/a> manteve a senten\u00e7a argumentando que a falta de intima\u00e7\u00e3o da prefeitura estaria suprida pela possibilidade de manifesta\u00e7\u00e3o na fase recursal.<\/p>\n\n\n\n<p>O munic\u00edpio, ent\u00e3o, recorreu ao STJ alegando viola\u00e7\u00e3o aos artigos 9\u00ba e 10 do <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm\">C\u00f3digo de Processo Civil<\/a>, que pro\u00edbem decis\u00f5es tomadas contra uma das partes sem manifesta\u00e7\u00e3o pr\u00e9via. A prefeitura sustentou que o princ\u00edpio da n\u00e3o surpresa foi desrespeitado pela falta de intima\u00e7\u00e3o para an\u00e1lise de cada caso concreto e que o encerramento abrangeu, de forma gen\u00e9rica, d\u00edvidas j\u00e1 quitadas ou processos suspensos por parcelamento ativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem contradit\u00f3rio<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o lit\u00edgio de forma monocr\u00e1tica, o relator acolheu os argumentos do ente p\u00fablico. O magistrado observou que o contradit\u00f3rio na sistem\u00e1tica processual atual tem natureza substancial e compreende o direito de influenciar a forma\u00e7\u00e3o do convencimento do julgador antes da decis\u00e3o, n\u00e3o se limitando \u00e0 mera ci\u00eancia posterior dos atos processuais.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro explicou que a extin\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es sem pr\u00e9via oitiva do exequente configura v\u00edcio estrutural do procedimento (error in procedendo), o que anula a senten\u00e7a e todos os atos subsequentes. Ele ressaltou que a possibilidade de impugna\u00e7\u00e3o posterior n\u00e3o substitui a exig\u00eancia do contradit\u00f3rio pr\u00e9vio quando a decis\u00e3o afeta diretamente o processo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAinda que se trate da aplica\u00e7\u00e3o de precedente vinculante do Supremo Tribunal Federal, \u00e9 imprescind\u00edvel oportunizar ao ente exequente a manifesta\u00e7\u00e3o pr\u00e9via acerca de sua incid\u00eancia no caso concreto, sobretudo quando a decis\u00e3o produz efeitos processuais relevantes, como a extin\u00e7\u00e3o de in\u00fameros feitos executivos sem resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito\u201d, ponderou o ministro.<\/p>\n\n\n\n<p>O procurador municipal Matheus Gomes representou a prefeitura de Porto Ferreira no processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/stj_dje_20260303_0_54496086.pdf\">aqui<\/a> para ler a decis\u00e3o<br>AREsp 2.990.725<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"wvIxcbtQBd\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-11\/extincao-em-bloco-de-execucoes-fiscais-exige-intimacao-previa-do-municipio\/\">Extin\u00e7\u00e3o em bloco de execu\u00e7\u00f5es fiscais exige intima\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do munic\u00edpio<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Extin\u00e7\u00e3o em bloco de execu\u00e7\u00f5es fiscais exige intima\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do munic\u00edpio&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-11\/extincao-em-bloco-de-execucoes-fiscais-exige-intimacao-previa-do-municipio\/embed\/#?secret=dgRM6lhcFZ#?secret=wvIxcbtQBd\" data-secret=\"wvIxcbtQBd\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>PIS\/Cofins comp\u00f5em IRPJ e CSLL no lucro presumido, decide STJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa se\u00e7\u00e3o do STJ decidiu, no Tema 1.312, que as contribui\u00e7\u00f5es de PIS e Cofins comp\u00f5em a base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL quando apurados pelo regime de lucro presumido.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado seguiu voto do relator, ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, segundo o qual a sistem\u00e1tica simplificada escolhida pelo contribuinte impede a exclus\u00e3o dos tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia discutida no tribunal envolve a forma de apura\u00e7\u00e3o do IRPJ e da CSLL pelas pessoas jur\u00eddicas que optam pelo regime de lucro presumido.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa sistem\u00e1tica, a legisla\u00e7\u00e3o prev\u00ea um modelo simplificado de c\u00e1lculo da base tribut\u00e1ria, dispensando controles cont\u00e1beis mais complexos e permitindo ao contribuinte escolher esse regime, desde que n\u00e3o esteja enquadrado nas hip\u00f3teses de impedimento previstas na lei 9.718\/98.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00d4nus e b\u00f4nus<\/p>\n\n\n\n<p>Em sess\u00e3o nesta quarta-feira, 11, o relator, ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, afirmou que, ao aderir ao regime, o contribuinte tamb\u00e9m aceita as limita\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias dessa sistem\u00e1tica, inclusive quanto \u00e0 impossibilidade de aplicar regras de outros regimes de apura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o relator, o modelo simplificado dispensa uma escritura\u00e7\u00e3o fiscal detalhada, mas tamb\u00e9m impede que a empresa utilize dedu\u00e7\u00f5es ou exclus\u00f5es n\u00e3o previstas nas regras do lucro presumido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOptando por esse regime diferenciado, a pessoa jur\u00eddica se sujeita a um regime no qual, por ser simplificada, tamb\u00e9m abre m\u00e3o de utilizar uma escritura\u00e7\u00e3o fiscal mais detalhada, mas tamb\u00e9m de utilizar dedu\u00e7\u00f5es e receitas n\u00e3o previstas no regime pr\u00f3prio do lucro presumido\u201d, observou.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, concluiu que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel excluir da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL os valores referentes ao PIS e \u00e0 Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final, prop\u00f4s a fixa\u00e7\u00e3o da seguinte tese: \u201cAs contribui\u00e7\u00f5es de PIS e Cofins comp\u00f5em a base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL quando apuradas na sistem\u00e1tica do lucro presumido\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento foi acompanhado por unanimidade pelo colegiado.<\/p>\n\n\n\n<p>Processos: REsps 2.151.903, 2.151.904 e 2.151.907<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/451623\/pis-cofins-compoem-irpj-e-csll-no-lucro-presumido-decide-stj\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ nega cr\u00e9dito presumido de IPI sobre exporta\u00e7\u00e3o de produto n\u00e3o tributado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu na ter\u00e7a-feira (10\/3), por unanimidade, que receitas de exporta\u00e7\u00e3o de produtos classificados como n\u00e3o tributados (NT) pelo IPI n\u00e3o podem integrar a base de c\u00e1lculo do cr\u00e9dito presumido do imposto. A decis\u00e3o \u00e9 favor\u00e1vel \u00e0 Fazenda, que recorria de ac\u00f3rd\u00e3o desfavor\u00e1vel na origem e defendia a impossibilidade de creditamento. O processo \u00e9 o REsp 1726185\/RS.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros discutiram o benef\u00edcio previsto na Lei 9.363\/1996, que institui o direito ao cr\u00e9dito presumido do IPI para ressarcimento do valor do PIS\/Cofins. No caso concreto, a empresa pleiteou o benef\u00edcio sobre opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o de tabaco em folha processado feitas entre 2001 e 2003, defendendo que o benef\u00edcio deveria abranger todas as receitas de exporta\u00e7\u00e3o decorrentes de processo de industrializa\u00e7\u00e3o, ainda que o produto estivesse classificado como NT na Tabela de Incid\u00eancia do IPI.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a sustenta\u00e7\u00e3o oral, o advogado da empresa afirmou que a pol\u00edtica do cr\u00e9dito presumido foi criada justamente para evitar a exporta\u00e7\u00e3o de tributos. Tamb\u00e9m sustentou que a restri\u00e7\u00e3o aplicada pela Receita teria sido introduzida por normas infralegais, sem previs\u00e3o na lei.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHouve o entendimento da Receita Federal de que este produto em particular seria produto NT na tabela. Ent\u00e3o, o entendimento que adota \u00e9 que, por ser NT, n\u00e3o teria direito ao cr\u00e9dito presumido do IPI. Inclusive, essa express\u00e3o n\u00e3o \u00e9 perfeita, porque o cr\u00e9dito n\u00e3o \u00e9 de IPI, \u00e9 referente ao PIS\/Cofins incidente na cadeia de produ\u00e7\u00e3o cumulativamente. O que o Congresso fez foi beneficiar essas exportadoras, como os concorrentes internacionais fazem\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Afr\u00e2nio Vilela, concluiu que o benef\u00edcio previsto na Lei 9.363\/1996 n\u00e3o se aplica a exporta\u00e7\u00f5es de produtos que, no per\u00edodo analisado, eram classificados como n\u00e3o tributados pelo imposto \u2014 como o tabaco em folha processado.<\/p>\n\n\n\n<p>Vilela destacou que o colegiado j\u00e1 enfrentou quest\u00e3o semelhante em precedente recente. \u201cA 2\u00aa Turma, em setembro do ano passado, no REsp 2090515\/RS, deixou assentado que, no per\u00edodo em que o tabaco manufaturado era classificado como produto NT, n\u00e3o se podia considerar essas exporta\u00e7\u00f5es na defini\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito presumido de IPI\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, a interpreta\u00e7\u00e3o adotada pela Receita vedando a utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito presumido decorrente de produtos NT n\u00e3o criou uma nova condi\u00e7\u00e3o para o benef\u00edcio fiscal. \u201cAs inst\u00e2ncias administrativas n\u00e3o impuseram condi\u00e7\u00e3o em contrariedade ao princ\u00edpio da legalidade. Apenas esclareceram que a exporta\u00e7\u00e3o de produtos NT n\u00e3o se enquadra na hip\u00f3tese prevista na Lei 9.363\u201d, disse. Foi acompanhado pelos demais magistrados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/stj-nega-credito-presumido-de-ipi-sobre-exportacao-de-produto-nao-tributado\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ nega direito a cr\u00e9ditos de PIS e Cofins a comerciantes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que o IPI incidente sobre a compra de mercadorias para revenda n\u00e3o gera cr\u00e9ditos de PIS e Cofins. A quest\u00e3o foi resolvida ontem pelos ministros da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o por meio de recursos repetitivos e, por isso, o entendimento deve ser seguido pelas inst\u00e2ncias inferiores do Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o \u00e9 uma derrota para os comerciantes, que tentavam caracterizar o IPI como um custo e integr\u00e1-lo \u00e0 base de c\u00e1lculo dos cr\u00e9ditos do PIS e da Cofins (Tema 1373). J\u00e1 a Fazenda Nacional defendia que os contribuintes n\u00e3o t\u00eam direito de se creditar sobre todo e qualquer gasto relacionado \u00e0 atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Na cadeia tribut\u00e1ria, o IPI \u00e9 pago pelo fabricante ou importadora de bens, que vende seus produtos para comerciantes. Nessa opera\u00e7\u00e3o, a mercadoria entregue j\u00e1 vem com o IPI embutido no pre\u00e7o. Como os comerciantes n\u00e3o s\u00e3o contribuintes do imposto, esse valor n\u00e3o pode ser compensado posteriormente, o que o torna n\u00e3o recuper\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo as empresas, para que o regime da n\u00e3o cumulatividade seja efetivo, deveria-se considerar o valor do IPI como custo de aquisi\u00e7\u00e3o, o que geraria cr\u00e9ditos de PIS e Cofins. No entendimento da Fazenda Nacional, por\u00e9m, a legisla\u00e7\u00e3o prev\u00ea que valor de aquisi\u00e7\u00e3o de bens ou servi\u00e7os n\u00e3o sujeitos \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es n\u00e3o pode ser creditado.<\/p>\n\n\n\n<p>No cerne da discuss\u00e3o estavam duas instru\u00e7\u00f5es normativas da Receita Federal \u2013 n\u00ba 2.121, de 2022, que foi posteriormente substitu\u00edda pela n\u00ba 2.152, de 2023. Foi com essas normas que o \u00f3rg\u00e3o mudou entendimento que vigia desde 2002, de que o IPI nessas opera\u00e7\u00f5es deveria integrar a base para os cr\u00e9ditos de PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>No STJ, os contribuintes defenderam que a Receita n\u00e3o teria autoridade para criar direitos ou obriga\u00e7\u00f5es n\u00e3o previstos em lei por meio de suas normas infralegais. Por\u00e9m, prevaleceu no julgamento da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o a argumenta\u00e7\u00e3o apresentada pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento, iniciado em outubro, foi retomado ontem com o voto-vista do ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues. Ele acompanhou o entendimento da relatora, Maria Thereza de Assis Moura, dando vit\u00f3ria \u00e0 Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele prop\u00f4s apenas uma limita\u00e7\u00e3o temporal para que a interpreta\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel ao contribuinte passasse a vigorar apenas a partir de 2022, quando a IN n\u00ba 2.121 registrou a mudan\u00e7a no entendimento da Receita. A relatora modificou seu voto para incorporar a sugest\u00e3o, e a tese foi aprovada por unanimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma do STJ ainda n\u00e3o tinha formado nenhum precedente sobre o tema quando ele foi afetado. Na 2\u00aa Turma, por sua vez, havia precedente favor\u00e1vel \u00e0 Fazenda Nacional. Em julgamento de maio de 2025, o colegiado entendeu que \u201catos normativos secund\u00e1rios que visam fiel execu\u00e7\u00e3o da lei n\u00e3o extrapolam sua fun\u00e7\u00e3o regulamentar quando apenas detalham comandos j\u00e1 existentes no diploma legal hierarquicamente superior\u201d (REsp 2188258).<\/p>\n\n\n\n<p>A orienta\u00e7\u00e3o do STJ parece antecipar o desfecho negativo aos contribuintes no Tema Repetitivo n\u00ba 1364, que discute a possibilidade de apurar cr\u00e9ditos de PIS e Cofins sobre o valor do ICMS incidente sobre a opera\u00e7\u00e3o de aquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a PGFN avalia \u201cpositivamente\u201d a decis\u00e3o. O \u00f3rg\u00e3o afirma que a Receita Federal mudou de entendimento com a IN de 2022, e que \u201cessa adequa\u00e7\u00e3o normativa baseou-se na premissa sistem\u00e1tica de que a n\u00e3o cumulatividade visa afastar a onera\u00e7\u00e3o em cascata da pr\u00f3pria contribui\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o de outros tributos\u201d. E acrescenta: \u201cO STJ referendou a legalidade dessa IN, entendendo que ela n\u00e3o extrapolou a lei, alinhando-se \u00e0 leitura da administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/03\/12\/stj-nega-direito-a-creditos-de-pis-e-cofins-a-comerciantes.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Supremo afasta cobran\u00e7a do seguro de acidente de trabalho sobre aut\u00f4nomos antes de emenda constitucional de 1998&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta quinta-feira (12), o Supremo Tribunal Federal (STF), por maioria, considerou inconstitucional a cobran\u00e7a do Seguro de Acidente do Trabalho (SAT) sobre trabalhadores&nbsp;sem v\u00ednculo empregat\u00edcio&nbsp;antes da Emenda Constitucional&nbsp;(EC)&nbsp;20\/1998 \u2014 que passou a prever expressamente a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre rendimentos pagos a&nbsp;esse grupo. O Tribunal reafirmou o entendimento de que a amplia\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a por lei ordin\u00e1ria, naquele per\u00edodo, n\u00e3o tinha fundamento constitucional.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o ocorreu em dois processos julgados conjuntamente: o agravo regimental nos embargos de diverg\u00eancia no agravo regimental no Recurso Extraordin\u00e1rio com Agravo&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6974747\">(ARE) 1503306<\/a>, relatado pela ministra&nbsp;C\u00e1rmen&nbsp;L\u00facia, e os embargos de diverg\u00eancia no Recurso Extraordin\u00e1rio&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=5258065\">(RE) 1073380<\/a>, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte da contribui\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia tem origem em mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria desde a d\u00e9cada de 1990. Na reda\u00e7\u00e3o original do artigo 195 da Constitui\u00e7\u00e3o, a contribui\u00e7\u00e3o do empregador incidia sobre a \u201cfolha de sal\u00e1rios\u201d, conceito associado \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o decorrente de rela\u00e7\u00e3o de emprego.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, a&nbsp;EC&nbsp;20\/1998 alterou o artigo 195 da Constitui\u00e7\u00e3o e passou a prever expressamente a incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o sobre demais rendimentos pagos ou creditados a pessoa f\u00edsica que preste servi\u00e7o, mesmo sem v\u00ednculo empregat\u00edcio, o que ampliou a base constitucional da cobran\u00e7a.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos processos analisados, a Uni\u00e3o sustentava&nbsp;haver diverg\u00eancia entre decis\u00f5es da Primeira e da Segunda Turma do STF sobre a aplica\u00e7\u00e3o dessa contribui\u00e7\u00e3o antes da emenda e pedia&nbsp;que prevalecesse&nbsp;o entendimento que admitia&nbsp;a cobran\u00e7a do SAT nesse per\u00edodo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Seguridade social&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos dois casos analisados, prevaleceu a corrente inaugurada pelo ministro Alexandre de Moraes. Para ele, a jurisprud\u00eancia da Corte consolidou&nbsp;o&nbsp;entendimento de que, antes da&nbsp;EC&nbsp;20\/1998, a amplia\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o para alcan\u00e7ar trabalhadores sem v\u00ednculo empregat\u00edcio representava nova fonte de custeio da seguridade social, hip\u00f3tese que exigiria lei complementar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha, o ministro afirmou que decis\u00f5es anteriores do Supremo j\u00e1 haviam considerado inconstitucional a amplia\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a por lei ordin\u00e1ria. Assim, a contribui\u00e7\u00e3o sobre pagamentos feitos a trabalhadores avulsos, aut\u00f4nomos e administradores s\u00f3 passou a ter fundamento constitucional ap\u00f3s a altera\u00e7\u00e3o promovida pela emenda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na ARE 1503306, a ministra&nbsp;C\u00e1rmen&nbsp;L\u00facia, reajustou seu voto para admitir&nbsp;os embargos de diverg\u00eancia&nbsp;e examinar o m\u00e9rito da controv\u00e9rsia, nos termos propostos pelo ministro Alexandre de Moraes. No m\u00e9rito, negou provimento ao recurso extraordin\u00e1rio, mantendo a decis\u00e3o que afastou a cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o nesse per\u00edodo. Acompanharam essa corrente os ministros Luiz Fux, Cristiano Zanin, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a&nbsp;e&nbsp;Kassio&nbsp;Nunes Marques.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Finalidade da contribui\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O relator da RE 1073380, ministro Gilmar Mendes, divergiu da posi\u00e7\u00e3o&nbsp;majorit\u00e1rianos&nbsp;dois processos. Para ele, os precedentes da Corte indicam que o SAT \u00e9 compat\u00edvel com a finalidade da contribui\u00e7\u00e3o, voltada ao custeio do seguro contra acidentes de trabalho, n\u00e3o havendo raz\u00e3o para distinguir, quanto \u00e0 cobertura do sistema, o trabalhador empregado e o trabalhador avulso expostos aos mesmos riscos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ficaram vencidos,&nbsp;junto ao relator, os ministros Fl\u00e1vio Dino, Dias Toffoli e Edson Fachin, que tamb\u00e9m concordaram com a possibilidade de incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o antes da EC 20\/1998.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/stf-afasta-cobranca-do-seguro-de-acidente-de-trabalho-sobre-autonomos-antes-de-emenda-constitucional-de-1998\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ vai discutir legitimidade de associa\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica em a\u00e7\u00e3o coletiva de tributos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) acolheu, por maioria de votos, um recurso da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Contribuintes de Tributos para discutir sua legitimidade para ajuizar mandado de seguran\u00e7a coletivo em defesa de seus filiados.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo, conforme a corrente vencedora, \u00e9 garantir a seguran\u00e7a jur\u00eddica e evitar interpreta\u00e7\u00f5es diversas no Judici\u00e1rio envolvendo quest\u00f5es tribut\u00e1rias. A discuss\u00e3o foi feita no AREsp 2624433, na ter\u00e7a-feira (10\/3).<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nova no Judici\u00e1rio. Associa\u00e7\u00f5es desse tipo s\u00e3o consideradas gen\u00e9ricas porque englobam \u201ccontribuintes de tributos\u201d de forma ampla, sem delimita\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>Elas costumam ajuizar diversas a\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, questionando bases de c\u00e1lculos de impostos, por exemplo. Eventuais decis\u00f5es favor\u00e1veis a essas entidades valem para seus associados, que podem se filiar \u00e0 entidade mesmo depois da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal tem tentado mitigar os efeitos. No final de 2025, o \u00f3rg\u00e3o limitou o direito a cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios s\u00f3 para casos posteriores \u00e0 filia\u00e7\u00e3o (IR 2.288\/2025). Tamb\u00e9m vedou a habilita\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito em casos de mandado de seguran\u00e7a coletivo impetrado por \u201cassocia\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter gen\u00e9rico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPerplexidade\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No caso analisado pela 1\u00aa Turma do STJ, a a\u00e7\u00e3o da entidade foi extinta sem an\u00e1lise do m\u00e9rito em decis\u00f5es de 1\u00aa e 2\u00aa inst\u00e2ncias, por reconhecimento de que n\u00e3o havia legitimidade para mover um mandado de seguran\u00e7a coletivo. O pedido da associa\u00e7\u00e3o \u00e9 para que as contribui\u00e7\u00f5es dos seus associados ao PIS\/PASEP e \u00e0 COFINS sejam feitas sem a inclus\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria na base de c\u00e1lculo.<\/p>\n\n\n\n<p>No STJ, o relator, S\u00e9rgio Kukina, entendeu que o recurso da entidade n\u00e3o poderia ser aceito, pois demandaria um novo exame de fatos e provas, o que \u00e9 vedado em recurso especial conforme a S\u00famula 7 do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues apresentou a diverg\u00eancia que acabou vencedora do julgamento. Para ele, o recurso movido ao STJ traz uma discuss\u00e3o de direito sobre as regras previstas na lei do mandado de seguran\u00e7a (12.016\/2009).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, seria poss\u00edvel acolher o recurso para analisar a demanda da entidade e estabelecer crit\u00e9rios para a legitimidade em mover esse tipo de a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a apresenta\u00e7\u00e3o de seu voto, o ministro falou em uma situa\u00e7\u00e3o de \u201cperplexidade\u201d diante da possibilidade de a \u201cassocia\u00e7\u00e3o totalmente gen\u00e9rica\u201d impetrar a\u00e7\u00f5es coletivas para, em seguida, \u201cqualquer pessoa poder aderir \u00e0 associa\u00e7\u00e3o e se valer do t\u00edtulo executivo em seu pr\u00f3prio benef\u00edcio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o ministro, existe o risco de que, eventualmente, alguma decis\u00e3o de inst\u00e2ncia inferior entenda que h\u00e1 legitimidade de associa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ricas impetrarem a\u00e7\u00f5es coletivas. Nessa situa\u00e7\u00e3o, o recurso especial que venha a ser movido no STJ contra essa decis\u00e3o n\u00e3o poderia ser analisado, de acordo com a aplica\u00e7\u00e3o do mesmo entendimento baseado na S\u00famula 7.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a decis\u00e3o que livrou a associa\u00e7\u00e3o de algum imposto poderia se tornar definitiva sem que o STJ pudesse analis\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o que surge \u00e9: quando o tribunal diz que ela n\u00e3o tem legitimidade, n\u00e3o podemos analisar se \u00e9 fato ou n\u00e3o. Quando o tribunal disser que tem legitimidade, a gente tamb\u00e9m n\u00e3o vai poder analisar\u201d, afirmou Domingues.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o magistrado, essas entidades apresentam \u201ccentenas de processos\u201d pelo Brasil. \u201cEm um dos casos se dir\u00e1 que n\u00e3o tem legitimidade e, em outros, que tem. Essa decis\u00e3o poder\u00e1 alcan\u00e7ar todo o territ\u00f3rio nacional. Todas as pessoas v\u00e3o poder se valer daquele t\u00edtulo judicial para executar em seu pr\u00f3prio benef\u00edcio, sendo ou n\u00e3o associadas \u00e0 \u00e9poca da propositura da a\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo a diverg\u00eancia, a ministra Regina Helena Costa afirmou que uma associa\u00e7\u00e3o nacional de contribuintes de tributos pretende abarcar um universo completo de todos os contribuintes. \u201cA gente n\u00e3o consegue enxergar onde termina o universo de contribuintes de pessoas que seriam predestinadas pela associa\u00e7\u00e3o. Acho que merece o olhar do STJ\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma linha, o ministro Gurgel de Faria afirmou que a atua\u00e7\u00e3o das associa\u00e7\u00f5es gen\u00e9ricas poderia ser considerada uma \u201clitig\u00e2ncia predat\u00f3ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUma associa\u00e7\u00e3o dessa n\u00e3o pode ter uma carta em branco, como ela pretende muitas vezes, no que diz respeito a ingressar com essas a\u00e7\u00f5es e depois, eventualmente, tendo decis\u00e3o favor\u00e1vel, vir a executar senten\u00e7as nos mais variados casos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/stj-vai-discutir-legitimidade-de-associacao-generica-em-acao-coletiva-de-tributos\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ vai definir em repetitivo se cr\u00e9dito presumido de ICMS integra base do IRPJ e CSLL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a decidiu, na \u00faltima ter\u00e7a-feira (10\/03), afetar \u00e0 sistem\u00e1tica dos recursos repetitivos a controv\u00e9rsia sobre a inclus\u00e3o do cr\u00e9dito presumido de ICMS na base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ), e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL). A discuss\u00e3o possui grande relev\u00e2ncia no contencioso tribut\u00e1rio e alcan\u00e7a milhares de processos em tramita\u00e7\u00e3o tanto no Poder Judici\u00e1rio quanto nas inst\u00e2ncias administrativas. O debate envolve a natureza dos incentivos fiscais concedidos pelos estados no \u00e2mbito do ICMS e a possibilidade de incid\u00eancia de tributos federais sobre esses valores. Os processos eleitos como representativos de controv\u00e9rsia tem relatoria da Ministra Regina Helena Costa e v\u00e3o delimitar a seguinte tese controvertida: \u201cDefinir se os cr\u00e9ditos presumidos do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os \u2013 ICMS, concedidos pelos Estados-membros como incentivo fiscal \u00e0 pessoa jur\u00eddica, podem ser exclu\u00eddos das bases de c\u00e1lculo do Imposto sobre a Renda de Pessoa Jur\u00eddica \u2013 IRPJ e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido \u2013 CSLL, nos regimes jur\u00eddicos anterior e posterior \u00e0 Lei n. 14.789\/2023.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a j\u00e1 havia analisado parte dessa mat\u00e9ria no julgamento do EREsp 1.517.492\/PR, quando a Primeira Se\u00e7\u00e3o firmou entendimento no sentido de que o cr\u00e9dito presumido de ICMS n\u00e3o deve compor a base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL. Na ocasi\u00e3o, o tribunal fundamentou a decis\u00e3o na preserva\u00e7\u00e3o do pacto federativo previsto na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, entendendo que a tributa\u00e7\u00e3o federal sobre incentivo fiscal estadual poderia neutralizar pol\u00edticas p\u00fablicas adotadas pelos estados para estimular atividades econ\u00f4micas. O precedente, contudo, n\u00e3o possu\u00eda efeito vinculante para os demais processos em tramita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, a Primeira Se\u00e7\u00e3o voltou a analisar a tributa\u00e7\u00e3o de incentivos fiscais estaduais no julgamento do Tema 1.182 dos recursos repetitivos. Nesse julgamento, o tribunal definiu que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel excluir automaticamente da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL benef\u00edcios fiscais relacionados ao ICMS, como redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota, isen\u00e7\u00e3o, imunidade ou diferimento, salvo quando atendidos os requisitos previstos no artigo 10 da Lei Complementar 160\/2017 e no artigo 30 da Lei 12.973\/2014. O colegiado tamb\u00e9m estabeleceu que o entendimento firmado no EREsp 1.517.492\/PR, relativo especificamente ao cr\u00e9dito presumido de ICMS, n\u00e3o se estende automaticamente \u00e0s demais modalidades de incentivo fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda no Tema 1.182, o tribunal fixou que a exclus\u00e3o dos benef\u00edcios fiscais da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL n\u00e3o depende da demonstra\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de que a subven\u00e7\u00e3o foi concedida como est\u00edmulo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou \u00e0 expans\u00e3o de empreendimento econ\u00f4mico. A tese tamb\u00e9m esclareceu que, embora a Lei Complementar 160\/2017 tenha inclu\u00eddo os par\u00e1grafos 4\u00ba e 5\u00ba ao artigo 30 da Lei 12.973\/2014, essa altera\u00e7\u00e3o n\u00e3o revogou o par\u00e1grafo 2\u00ba do mesmo dispositivo. Assim, permanece a possibilidade de a Receita Federal proceder ao lan\u00e7amento de IRPJ e CSLL caso, em procedimento de fiscaliza\u00e7\u00e3o, seja constatado que os valores decorrentes do benef\u00edcio fiscal foram utilizados para finalidade diversa da garantia da viabilidade do empreendimento econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio normativo sofreu altera\u00e7\u00f5es significativas com a promulga\u00e7\u00e3o da Lei 14.789\/2023, que modificou o tratamento tribut\u00e1rio das subven\u00e7\u00f5es para investimento e estabeleceu novas regras para a tributa\u00e7\u00e3o de incentivos fiscais relacionados ao ICMS no \u00e2mbito federal. A legisla\u00e7\u00e3o passou a prever a tributa\u00e7\u00e3o desses valores, com a possibilidade de apura\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito fiscal vinculado aos investimentos realizados, disciplina que passou a produzir efeitos a partir de 1\u00ba de janeiro de 2024. Ap\u00f3s a edi\u00e7\u00e3o da lei, a Receita Federal publicou atos e instru\u00e7\u00f5es normativas para regulamentar a aplica\u00e7\u00e3o das novas regras.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a afeta\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia \u00e0 sistem\u00e1tica dos recursos repetitivos, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a dever\u00e1 analisar novamente o tema relativo ao cr\u00e9dito presumido de ICMS, agora com potencial de fixa\u00e7\u00e3o de tese vinculante para as inst\u00e2ncias inferiores. A defini\u00e7\u00e3o uniforme pelo tribunal tende a orientar o julgamento de processos que discutem a incid\u00eancia de IRPJ e CSLL sobre incentivos fiscais estaduais e a aplica\u00e7\u00e3o das normas previstas na Lei Complementar 160\/2017, na Lei 12.973\/2014 e na Lei 14.789\/2023.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-rota-da-jurisprud-ncia wp-block-embed-rota-da-jurisprud-ncia\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"TfouY1OPcM\"><a href=\"https:\/\/rotadajurisprudencia.com.br\/2026\/03\/stj-vai-definir-em-repetitivo-se-credito-presumido-de-icms-integra-base-do-irpj-e-csll\/\">STJ vai definir em repetitivo se cr\u00e9dito presumido de ICMS integra base do IRPJ e CSLL<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;STJ vai definir em repetitivo se cr\u00e9dito presumido de ICMS integra base do IRPJ e CSLL&#8221; &#8212; Rota da Jurisprud\u00eancia\" src=\"https:\/\/rotadajurisprudencia.com.br\/2026\/03\/stj-vai-definir-em-repetitivo-se-credito-presumido-de-icms-integra-base-do-irpj-e-csll\/embed\/#?secret=K6MQxMibV6#?secret=TfouY1OPcM\" data-secret=\"TfouY1OPcM\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>TRT-2 determina uso da Selic para juros de cr\u00e9ditos previdenci\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>As contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias decorrentes de decis\u00f5es condenat\u00f3rias e homologat\u00f3rias de acordos proferidos pela Justi\u00e7a do Trabalho dever\u00e3o ser atualizadas pela taxa Selic. A decis\u00e3o un\u00e2nime \u00e9 do&nbsp;<a href=\"http:\/\/trt2.jus.br\/\">Tribunal Regional do Trabalho da 2\u00aa Regi\u00e3o (Grande S\u00e3o Paulo e litoral paulista)<\/a>, que acolheu pedido da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o e decidiu que a taxa deve ser aplicada como \u00edndice de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22juros+de+mora%22\">juros de mora<\/a>. A tese passa a ter efeito vinculante nos 46 munic\u00edpios sob jurisdi\u00e7\u00e3o do tribunal.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, havia cinco entendimentos distintos sobre o \u00edndice de juros aplic\u00e1vel \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias reconhecidas em a\u00e7\u00f5es trabalhistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse cen\u00e1rio de diverg\u00eancia, a Procuradoria-Geral Federal apresentou pedido de instaura\u00e7\u00e3o de incidente de resolu\u00e7\u00e3o de demandas repetitivas, instrumento utilizado para uniformizar a interpreta\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es jur\u00eddicas repetitivas. O TRT-2 escolheu como processo-piloto para ser julgado como paradigma um caso em tramita\u00e7\u00e3o em que uma empresa varejista \u00e9 parte na a\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do TRT-2 vale para contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias decorrentes de decis\u00f5es condenat\u00f3rias e homologat\u00f3rias de acordo proferidas pela Justi\u00e7a do Trabalho. Com isso, o tribunal fixou uma tese mais ampla quanto \u00e0s situa\u00e7\u00f5es abrangidas e ao regime de apura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O efeito vinculante do TRT-2 poder\u00e1 ser estendido para todo o Brasil se houver recurso da varejista no TST, em que tamb\u00e9m h\u00e1 diverg\u00eancia sobre o \u00edndice, e se a corte federal confirmar a Selic para corrigir cr\u00e9ditos previdenci\u00e1rios da Uni\u00e3o.&nbsp;Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa da AGU.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo&nbsp;1000107-45.2023.5.02.0000<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"cNu5Z1JesP\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-13\/trt-2-determina-uso-da-selic-para-juros-de-creditos-previdenciarios\/\">TRT-2 determina uso da Selic para juros de cr\u00e9ditos previdenci\u00e1rios<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;TRT-2 determina uso da Selic para juros de cr\u00e9ditos previdenci\u00e1rios&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-13\/trt-2-determina-uso-da-selic-para-juros-de-creditos-previdenciarios\/embed\/#?secret=K430RwFySn#?secret=cNu5Z1JesP\" data-secret=\"cNu5Z1JesP\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF valida medidas contra devedores contumazes de ICMS em S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, validou as normas de S\u00e3o Paulo que estabelecem medidas contra devedores contumazes de ICMS no estado. A decis\u00e3o foi tomada em sess\u00e3o virtual, no julgamento de uma a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi apresentada pelo partido Solidariedade contra trechos da Lei estadual 6.374\/1989, do Decreto estadual 45.490\/2000 e da Lei Complementar estadual 1.320\/2018, que fixam o regime especial de fiscaliza\u00e7\u00e3o e recolhimento do tributo. De acordo com as normas, as medidas s\u00e3o aplicadas para d\u00edvidas superiores a 40 mil Unidades Fiscais do Estado de S\u00e3o Paulo (Ufesps), relativamente a seis per\u00edodos de apura\u00e7\u00e3o nos 12 meses anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as san\u00e7\u00f5es poss\u00edveis est\u00e3o o impedimento \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais relativos ao tributo e a exig\u00eancia de comprova\u00e7\u00e3o da entrada da mercadoria ou do recebimento do servi\u00e7o para a apropria\u00e7\u00e3o do respectivo cr\u00e9dito. O Solidariedade argumentou, entre outros pontos, que as medidas adotadas contra devedores contumazes eram san\u00e7\u00f5es pol\u00edticas indevidas, em afronta ao livre exerc\u00edcio da atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Medidas leg\u00edtimas<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o ministro Cristiano Zanin, relator da a\u00e7\u00e3o, destacou que o STF considera inconstitucional a ado\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos coercitivos indiretos para compelir o contribuinte inadimplente a pagar os tributos devidos \u2014 as chamadas san\u00e7\u00f5es pol\u00edticas tribut\u00e1rias. Contudo, o tribunal entende ser leg\u00edtima a ado\u00e7\u00e3o de medidas extrajudiciais contra o devedor de tributos, desde que sejam proporcionais e razo\u00e1veis e n\u00e3o restrinjam injustificadamente direitos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o magistrado, a atua\u00e7\u00e3o do Estado para coibir pr\u00e1ticas empresariais orientadas \u00e0 inadimpl\u00eancia contumaz \u00e9 amparada pelos princ\u00edpios da livre concorr\u00eancia, da capacidade contributiva e da isonomia. Nesse sentido, ele avaliou que as normas paulistas est\u00e3o de acordo com a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm\">Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>, que permite o estabelecimento de crit\u00e9rios especiais de tributa\u00e7\u00e3o, por meio de lei complementar, para prevenir desequil\u00edbrios da concorr\u00eancia. A seu ver, a lei paulista visa implementar medidas concretas a fim de garantir a concorr\u00eancia leal entre os agentes econ\u00f4micos.&nbsp;Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/voto-zanin-devedor-contumaz-sao-paulo.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o voto do ministro Cristiano Zanin<br>ADI 7.513<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"2ntCL5zbxr\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-13\/stf-valida-medidas-contra-devedores-contumazes-de-icms-em-sao-paulo\/\">STF valida medidas contra devedores contumazes de ICMS em S\u00e3o Paulo<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;STF valida medidas contra devedores contumazes de ICMS em S\u00e3o Paulo&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-13\/stf-valida-medidas-contra-devedores-contumazes-de-icms-em-sao-paulo\/embed\/#?secret=hzRZWezQGG#?secret=2ntCL5zbxr\" data-secret=\"2ntCL5zbxr\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ: Primeira Se\u00e7\u00e3o discute se bonifica\u00e7\u00f5es e descontos entram na base de c\u00e1lculo do PIS\/Pasep e da Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) afetou os Recursos Especiais 2.221.794, 2.221.800 e 2.223.143, de relatoria do ministro Afr\u00e2nio Vilela, para julgamento sob o rito dos repetitivos.<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia, registrada como Tema 1.412 na base de dados do STJ, est\u00e1 em definir se as bonifica\u00e7\u00f5es e os descontos comp\u00f5em a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es ao Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social (PIS) e ao Programa de Forma\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio do Servidor P\u00fablico (Pasep) e da Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), nos termos do artigo 1\u00ba, par\u00e1grafo 3\u00ba, inciso V, al\u00ednea \u201ca\u201d, das Leis 10.637\/2002 e 10.833\/2003.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao propor a afeta\u00e7\u00e3o, o relator ressaltou a repercuss\u00e3o social, jur\u00eddica e financeira do tema e o papel do tribunal em uniformizar nacionalmente, mediante a forma\u00e7\u00e3o de precedentes qualificados, a interpreta\u00e7\u00e3o sobre quest\u00f5es de direito que se repetem em m\u00faltiplos processos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA fixa\u00e7\u00e3o de tese no presente processo permite, ao STJ, pacificar seu posicionamento acerca da mat\u00e9ria, promovendo maiores seguran\u00e7a jur\u00eddica e confian\u00e7a do jurisdicionado nas decis\u00f5es proferidas pelo Poder Judici\u00e1rio, al\u00e9m de evitar o envio desnecess\u00e1rio de recursos especiais e\/ou agravos em recursos especiais a esta corte superior\u201d, afirmou o ministro.<\/p>\n\n\n\n<p>Afr\u00e2nio Vilela tamb\u00e9m destacou dados dos sistemas da Procuradoria da Fazenda Nacional que apontam a exist\u00eancia de 1.026 processos sobre o tema, sendo 82 apenas no STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado determinou a suspens\u00e3o de todos os processos pendentes que discutam a mesma mat\u00e9ria e nos quais tenha havido a interposi\u00e7\u00e3o de recurso especial ou de agravo em recurso especial, tanto na segunda inst\u00e2ncia como no STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Diverg\u00eancia jurisprudencial entre os colegiados do tribunal<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto pela afeta\u00e7\u00e3o do tema, o ministro comentou que a quest\u00e3o \u00e9 objeto de forte diverg\u00eancia jurisprudencial entre as duas turmas que comp\u00f5em a Primeira Se\u00e7\u00e3o da corte. Segundo ele, a Primeira Turma entende que as bonifica\u00e7\u00f5es e os descontos concedidos pelo fornecedor ao varejista \u2013 inclusive os descontos condicionados a contrapresta\u00e7\u00f5es vinculadas \u00e0 opera\u00e7\u00e3o de compra e venda \u2013 n\u00e3o integram a base de c\u00e1lculo do PIS, do Pasep e da Cofins do varejista.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado \u2013 prosseguiu \u2013, a Segunda Turma considera que os descontos condicionados e as bonifica\u00e7\u00f5es devem ser inclu\u00eddos na base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es sociais, por constitu\u00edrem receita bruta do varejista, na forma do artigo 12, inciso IV, do Decreto-Lei 1.598\/1977, e n\u00e3o redu\u00e7\u00e3o dos custos de aquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Recursos repetitivos geram economia de tempo e seguran\u00e7a jur\u00eddica<\/p>\n\n\n\n<p>O CPC regula, nos artigos 1.036 e seguintes, o julgamento por amostragem, mediante a sele\u00e7\u00e3o de recursos especiais que tenham controv\u00e9rsias id\u00eanticas. Ao afetar um processo, ou seja, encaminh\u00e1-lo para julgamento sob o rito dos repetitivos, os ministros facilitam a solu\u00e7\u00e3o de demandas que se repetem nos tribunais brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de aplicar o mesmo entendimento jur\u00eddico a diversos processos gera economia de tempo e seguran\u00e7a jur\u00eddica. No site do STJ, \u00e9 poss\u00edvel acessar todos os temas afetados, bem como saber a abrang\u00eancia das decis\u00f5es de sobrestamento e as teses jur\u00eddicas firmadas nos julgamentos, entre outras informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Leia o&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/julgamento\/eletronico\/documento\/mediado\/?documento_tipo=integra&amp;documento_sequencial=360424758&amp;registro_numero=202502464993&amp;peticao_numero=202600IJ3193&amp;publicacao_data=20260303&amp;formato=PDF\">ac\u00f3rd\u00e3o de afeta\u00e7\u00e3o do REsp 2.221.794<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Processos Relacionados: REsp n. 2.221.794, REsp n. 2.221.800 e REsp n. 2.223.143<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2026\/13032026-Primeira-Secao-discute-se-bonificacoes-e-descontos-entram-na-base-de-calculo-do-PISPasep-e-da-Cofins.aspx\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ debate se entidades parafiscais podem arrecadar e cobrar contribui\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Com a entrada em vigor da<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2007\/lei\/l11457.htm\">&nbsp;Lei 11.457\/2007<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel que&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/tag\/entidades-parafiscais\/\">entidades parafiscais<\/a>&nbsp;fiscalizem e arrecadem diretamente as contribui\u00e7\u00f5es a que t\u00eam direito, nem promovam a\u00e7\u00f5es de cobran\u00e7a. Da mesma forma, n\u00e3o podem constar no polo passivo de processos dos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa foi a posi\u00e7\u00e3o sugerida pelo ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze \u00e0 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Inicio\">Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/a>, no Tema 1.275 dos recursos repetitivos. O julgamento foi iniciado na \u00faltima quarta-feira (11\/3) e interrompido por pedido de vista do ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 a Lei 14.457\/2007, que ficou conhecida como a Lei da Super Receita, entidades parafiscais como o Senai eram autorizadas por decretos a fiscalizar e cobrar diretamente determinadas contribui\u00e7\u00f5es, como o adicional para empresas com mais de 500 empregados.<\/p>\n\n\n\n<p>A altera\u00e7\u00e3o legislativa transferiu para a Receita Federal a compet\u00eancia para cobrar contribui\u00e7\u00f5es calculadas sobre a mesma base da previd\u00eancia patronal, ou seja, a folha salarial<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso das entidades do Sistema S, Sal\u00e1rio-Educa\u00e7\u00e3o, Incra e outras.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, Bellizze concluiu n\u00e3o ser mais poss\u00edvel, em regra, permitir que esses terceiros destinat\u00e1rios das contribui\u00e7\u00f5es fiscalizem e arrecadem os tributos, nem aju\u00edzem a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDiz-se em regra, pois, ainda que se admita em tese a delega\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es de arrecadar e fiscalizar as contribui\u00e7\u00f5es parafiscais \u00e0 pessoa jur\u00eddica de direito privado, exige-se para tanto expressa disposi\u00e7\u00e3o de lei nesse sentido.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A consequ\u00eancia direta \u00e9 a impossibilidade de constar no polo passivo das a\u00e7\u00f5es ajuizadas pelos contribuintes que discutem a obriga\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00e3o ou pedem a restitui\u00e7\u00e3o de valores pagos. Nem como assistente simples, segundo o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido de vista de Paulo S\u00e9rgio Domingues visa avaliar a necessidade de modula\u00e7\u00e3o temporal dos efeitos da tese. Em outras palavras, saber se ela se aplica indistintamente ou s\u00f3 a partir de determinado momento no tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Teses propostas<\/p>\n\n\n\n<p>1) Sob a \u00e9gide da Lei 11.457\/2007, os terceiros destinat\u00e1rios das contribui\u00e7\u00f5es parafiscais, cuja base de c\u00e1lculo seja a mesma utilizada para a contribui\u00e7\u00e3o da previd\u00eancia patronal, n\u00e3o t\u00eam, em regra, aptid\u00e3o para fiscalizar e arrecadar diretamente os tributos em quest\u00e3o e, por conseguinte, legitimidade ativa&nbsp;ad causam&nbsp;para promover a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a a fim de exigi-los. Os artigos 6\u00ba e 50 do Decreto 494\/1962, bem como o 10 do Decreto 60.466\/1967, n\u00e3o d\u00e3o suporte \u00e0 pretendida legitima\u00e7\u00e3o do Senai para arrecadar as contribui\u00e7\u00f5es a ele destinadas, porquanto, al\u00e9m de superados expressamente por norma subsequente de car\u00e1ter igualmente infralegal, mostram-se absolutamente incompat\u00edveis com o sistema arrecadat\u00f3rio introduzido na Lei 11.457\/2007;<\/p>\n\n\n\n<p>2) As entidades terceiras que figuram unicamente como destinat\u00e1rias dos produtos das contribui\u00e7\u00f5es parafiscais sem, portanto, ostentar capacidade tribut\u00e1ria ativa por delega\u00e7\u00e3o estabelecida em lei, n\u00e3o t\u00eam legitimidade para compor o polo passivo das a\u00e7\u00f5es em que se discute a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddico-tribut\u00e1ria, com ou sem pretens\u00e3o repetit\u00f3ria, entre contribuinte e a Uni\u00e3o. Nesse caso, as entidades terceiras t\u00eam interesse exclusivamente reflexo e econ\u00f4mico, n\u00e3o lhes sendo conferido a possibilidade de intervir no feito como assistente simples.<\/p>\n\n\n\n<p>EREsp 1.793.915<br>EREsp 1.997.816<br>REsp 2.034.824<br>REsp 2.170.082<br>REsp 2.170.092<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"zPZAwemy8t\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-14\/stj-decide-se-entidades-parafiscais-podem-arrecadar-e-defender-contribuicoes\/\">STJ debate se entidades parafiscais podem arrecadar e cobrar contribui\u00e7\u00f5es<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;STJ debate se entidades parafiscais podem arrecadar e cobrar contribui\u00e7\u00f5es&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-14\/stj-decide-se-entidades-parafiscais-podem-arrecadar-e-defender-contribuicoes\/embed\/#?secret=vdbJ0iK4PE#?secret=zPZAwemy8t\" data-secret=\"zPZAwemy8t\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ vai definir se descontos a varejistas comp\u00f5em base de c\u00e1lculo de PIS e Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a vai decidir, por meio de tese vinculante, se os&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-dez-29\/como-a-reforma-tributaria-vai-impactar-as-bonificacoes-no-varejo\/\">descontos e bonifica\u00e7\u00f5es<\/a>&nbsp;obtidos varejistas junto a fornecedores integram a base de c\u00e1lculo do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=Cofins\">PIS e da Cofins<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em julgamento no final de fevereiro, o colegiado decidiu afetar tr\u00eas recursos sobre o tema, sob o rito dos recursos repetitivos, e suspendeu a tramita\u00e7\u00e3o de todos os lit\u00edgios sobre a mesma controv\u00e9rsia que aguardam julgamento na segunda inst\u00e2ncia ou na pr\u00f3pria corte.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso concreto trata de uma empresa de materiais de constru\u00e7\u00e3o que buscou a Justi\u00e7a para afastar da base de apura\u00e7\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es os descontos obtidos no pre\u00e7o das mercadorias compradas com fornecedores e os valores correspondentes a mercadorias adquiridas em bonifica\u00e7\u00f5es para revenda.<\/p>\n\n\n\n<p>A varejista obteve provimento na primeira inst\u00e2ncia e no Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o. Os magistrados entenderam que as bonifica\u00e7\u00f5es n\u00e3o se configuram como receita, caracterizando-se apenas como redu\u00e7\u00e3o no custo de aquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda Nacional recorreu ao STJ. O ente p\u00fablico sustentou que as redu\u00e7\u00f5es de pre\u00e7o condicionadas a a\u00e7\u00f5es do lojista e os produtos entregues gratuitamente funcionam como receita do adquirente.<\/p>\n\n\n\n<p>Impacto relevante<\/p>\n\n\n\n<p>Para o \u00f3rg\u00e3o federal, as exce\u00e7\u00f5es contidas na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=Lei+10.637%2F2002\">Lei 10.637\/2002<\/a>&nbsp;e na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=Lei+10.833%2F2003&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">Lei 10.833\/2003<\/a>&nbsp;abarcam apenas os descontos incondicionais, o que exige a cobran\u00e7a de impostos sobre o restante. A empresa, em contrapartida, argumentou que tem o direito l\u00edquido e certo de n\u00e3o recolher os tributos sobre valores que sequer representam faturamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao examinar a admissibilidade do lit\u00edgio sob a \u00f3tica dos repetitivos, o relator, ministro Afr\u00e2nio Vilela, atestou a viabilidade da afeta\u00e7\u00e3o. O magistrado ressaltou que a defini\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o ostenta um amplo impacto financeiro e jur\u00eddico tanto para as empresas do setor quanto para o or\u00e7amento estatal. Ele observou tamb\u00e9m a urg\u00eancia da pacifica\u00e7\u00e3o em virtude de uma forte cis\u00e3o interna no tribunal.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro detalhou que a 1\u00aa Turma do STJ adota a linha de que os descontos, ainda que condicionados a contrapartidas, s\u00e3o mecanismos de diminui\u00e7\u00e3o de despesas, n\u00e3o atraindo a carga tribut\u00e1ria. Em sentido oposto, a 2\u00aa Turma do STJ interpreta que tais montantes constituem uma remunera\u00e7\u00e3o paga pelos fornecedores pelo uso do espa\u00e7o nas lojas f\u00edsicas e pela promo\u00e7\u00e3o de marcas, enquadrando-se como faturamento tribut\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA fixa\u00e7\u00e3o de tese no presente processo permite, ao STJ, pacificar seu posicionamento acerca da mat\u00e9ria, promovendo maiores seguran\u00e7a jur\u00eddica e confian\u00e7a ao jurisdicionados nas decis\u00f5es proferidas pelo Poder Judici\u00e1rio, al\u00e9m de evitar o envio desnecess\u00e1rio de recursos especiais e\/ou agravos em recursos especiais a esta Corte Superior\u201d, observou o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/STJ_202502464993_tipo_integra_360424758.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o ac\u00f3rd\u00e3o<br>REsp 2.221.794<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"fvNWTUxL6s\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-16\/stj-vai-definir-se-descontos-de-varejistas-compoem-base-de-calculo-de-pis-e-cofins\/\">STJ vai decidir se descontos a varejistas comp\u00f5em base de c\u00e1lculo de PIS e Cofins<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;STJ vai decidir se descontos a varejistas comp\u00f5em base de c\u00e1lculo de PIS e Cofins&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-16\/stj-vai-definir-se-descontos-de-varejistas-compoem-base-de-calculo-de-pis-e-cofins\/embed\/#?secret=W7dy6AUtJn#?secret=fvNWTUxL6s\" data-secret=\"fvNWTUxL6s\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF vai reiniciar an\u00e1lise sobre IPTU para im\u00f3veis voltados a servi\u00e7os essenciais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Fl\u00e1vio Dino, do Supremo Tribunal Federal, pediu destaque na \u00faltima sexta-feira (13\/3) e interrompeu o julgamento no qual o Plen\u00e1rio discutia a cobran\u00e7a do IPTU sobre im\u00f3veis de empresas estatais destinados \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso ser\u00e1 reiniciado em sess\u00e3o presencial, ainda sem data marcada. O julgamento tem repercuss\u00e3o geral, ou seja, a tese estabelecida servir\u00e1 para casos semelhantes nas demais inst\u00e2ncias do Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, a sess\u00e3o era virtual. O \u00fanico a votar antes do pedido de destaque foi o relator, ministro Dias Toffoli, que afastou a cobran\u00e7a do IPTU nas situa\u00e7\u00f5es discutidas.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o se restringe a im\u00f3veis revers\u00edveis ao poder p\u00fablico, ou seja, aqueles colocados \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da empresa para servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais, mas que devem retornar ao governo ao final do contrato de concess\u00e3o. \u00c9 o caso, por exemplo, dos im\u00f3veis onde est\u00e3o instaladas as subesta\u00e7\u00f5es e as linhas de transmiss\u00e3o de energia el\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p>O STF vai decidir se esses im\u00f3veis est\u00e3o protegidos pela imunidade tribut\u00e1ria rec\u00edproca \u2014 um princ\u00edpio&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm\">constitucional<\/a>&nbsp;que impede os entes federativos (Uni\u00e3o, estados, Distrito Federal e munic\u00edpios) de cobrar impostos sobre o patrim\u00f4nio, a renda ou os servi\u00e7os uns dos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Contexto<\/p>\n\n\n\n<p>O caso tem origem em uma execu\u00e7\u00e3o fiscal na qual a prefeitura de Juiz de Fora (MG) cobra IPTU sobre im\u00f3veis de propriedade da Companhia Energ\u00e9tica de Minas Gerais (Cemig) revers\u00edveis \u00e0 Uni\u00e3o e destinados \u00e0 presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de contesta\u00e7\u00f5es da Cemig, a cobran\u00e7a foi mantida em primeira e segunda inst\u00e2ncias. O entendimento foi que uma sociedade de economia mista em concorr\u00eancia com a iniciativa privada n\u00e3o teria direito \u00e0 imunidade tribut\u00e1ria rec\u00edproca, pois isso poderia desequilibrar o mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao STF, a Cemig ressalta que \u00e9 concession\u00e1ria de um servi\u00e7o p\u00fablico essencial e que n\u00e3o se comporta efetivamente como dona dos im\u00f3veis em quest\u00e3o, j\u00e1 que eles s\u00e3o revers\u00edveis ao poder concedente.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto do relator<\/p>\n\n\n\n<p>Toffoli considerou que a imunidade tribut\u00e1ria rec\u00edproca se aplica aos im\u00f3veis de estatais destinados a servi\u00e7o p\u00fablico essencial e revers\u00edveis ao poder p\u00fablico, ainda que elas participem da bolsa de valores. Por isso, defendeu o afastamento do IPTU.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado explicou que a imunidade tribut\u00e1ria rec\u00edproca passa por tr\u00eas crit\u00e9rios. O primeiro deles \u00e9 que ela n\u00e3o pode ser usada apenas para dar ao ente federado condi\u00e7\u00f5es de contrata\u00e7\u00e3o em circunst\u00e2ncias mais vantajosas. Na sua vis\u00e3o, afastar somente o IPTU dos im\u00f3veis em quest\u00e3o n\u00e3o provocaria essa consequ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O benef\u00edcio constitucional tamb\u00e9m n\u00e3o deve ser aplicado em rela\u00e7\u00e3o a atividades destinadas primordialmente a aumentar o patrim\u00f4nio do Estado ou de particulares. O relator destacou que os servi\u00e7os discutidos s\u00e3o essenciais e est\u00e3o inseridos em setores fortemente regulados.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro observou ainda que eventuais lucros retornam ao poder p\u00fablico e a receita \u00e9 usada para a boa execu\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a imunidade n\u00e3o pode resultar na quebra da livre concorr\u00eancia e do exerc\u00edcio de atividades l\u00edcitas. Para Toffoli, isso n\u00e3o acontece nas situa\u00e7\u00f5es analisadas, pois somente o IPTU \u00e9 afastado e a imunidade se restringe \u00e0queles bens. O mesmo tributo ainda pode ser cobrado de outros im\u00f3veis e os demais impostos, como ICMS e IPI, ainda s\u00e3o aplic\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/voto-Toffoli-IPTU-imoveis-reversiveis-destinados-servico-publico-essencial.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o voto de Toffoli<br>RE 1.317.330<br>Tema 1.398<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"L5Q48NHZ5e\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-16\/stf-vai-reiniciar-analise-sobre-iptu-para-imoveis-voltados-a-servicos-essenciais\/\">STF vai reiniciar an\u00e1lise sobre IPTU para im\u00f3veis voltados a servi\u00e7os essenciais<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;STF vai reiniciar an\u00e1lise sobre IPTU para im\u00f3veis voltados a servi\u00e7os essenciais&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-16\/stf-vai-reiniciar-analise-sobre-iptu-para-imoveis-voltados-a-servicos-essenciais\/embed\/#?secret=0Dijgkhnj8#?secret=L5Q48NHZ5e\" data-secret=\"L5Q48NHZ5e\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Receita Federal admite dedu\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito de IPI prescrito no IRPJ e na CSLL Data: 09\/03\/2026 A Receita Federal concluiu, na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 31, de 9 de mar\u00e7o de 2026, que a baixa cont\u00e1bil de cr\u00e9ditos de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) n\u00e3o utilizados dentro do prazo prescricional de cinco anos pode [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3970,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[9,29,33,63,96,73],"class_list":["post-3887","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-retrospecto-tributario","tag-amaral-yazbek","tag-empresas","tag-negocios","tag-noticia-do-dia","tag-reforma-tributaria","tag-retrospecto-tributario"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Retrospecto Tribut\u00e1rio - 03\/03 a 17\/03<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. 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