{"id":3879,"date":"2025-09-23T15:57:13","date_gmt":"2025-09-23T18:57:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3879"},"modified":"2025-09-23T15:57:16","modified_gmt":"2025-09-23T18:57:16","slug":"retrospecto-tributario-15-09-a-23-09","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3879","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 15\/09 a 23\/09"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Receita Federal define tributa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios em casos de parceria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal entendeu que as sociedades de advogados, em casos de parcerias com outras bancas, podem reconhecer como receita bruta, na apura\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda (IRPJ), CSLL, PIS e Cofins, apenas a parcela dos honor\u00e1rios que lhe couber, conforme estipulado em contrato. O valor repassado ao parceiro poder\u00e1 ser desconsiderado, segundo o \u00f3rg\u00e3o , \u201cdesde que observadas as disposi\u00e7\u00f5es da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria vigente e as normas estabelecidas pelo conselho profissional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento, contido na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 161, editada recentemente pela Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit), \u00e9 um avan\u00e7o, especialmente no ponto relativo ao IRPJ e CSLL no lucro presumido, segundo especialistas ouvidos pelo Valor. Por\u00e9m, acrescentam, traz requisitos n\u00e3o previstos em lei ou que podem acabar inviabilizando o cumprimento da norma.<\/p>\n\n\n\n<p>Na solu\u00e7\u00e3o de consulta, a Receita destaca que a Lei n\u00ba 8.906, de 1994, o Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), valida, para fins tribut\u00e1rios, a segrega\u00e7\u00e3o de receitas por sociedades de advogados que atuem em regime de parceria. No entanto, de acordo com o \u00f3rg\u00e3o, a norma estabeleceria que essa atua\u00e7\u00e3o deve envolver o atendimento direto ao cliente por ambas as partes, \u201cn\u00e3o sendo aplic\u00e1vel a situa\u00e7\u00f5es em que uma das partes atua exclusivamente como contratada da outra, sem contato direto com o cliente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado Breno de Paula, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Arquilau de Paula Advogados Associados, seria uma interpreta\u00e7\u00e3o restritiva da lei, que s\u00f3 exige que as bancas \u201catuem em forma de parceria para o atendimento do cliente\u201d. \u201cN\u00e3o \u00e9 correto que a interpreta\u00e7\u00e3o da lei restrinja o conte\u00fado e a natureza de como funciona uma parceria, que pode se dar de m\u00faltiplas formas, com m\u00faltiplas atribui\u00e7\u00f5es, que inclusive podem mudar de acordo com o tempo e com a necessidade do caso\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista cita ainda outro ponto que considera pol\u00eamico, o que exige que o contrato de parceria, com v\u00e1rios detalhes, seja \u201caverbado \u00e0 margem do registro da sociedade em cada Conselho Seccional da OAB\u201d. A medida, com base em provimentos da OAB, diz ele, precisa ser revista pelo Conselho Federal \u201cpara adapt\u00e1-la \u00e0 realidade da atividade e \u00e0s m\u00fal tiplas formas de parcerias\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs parcerias s\u00e3o estabelecidas entre as partes de m\u00faltiplas maneiras e n\u00e3o necessariamente com essas todas essas formalidades. A realidade que se imp\u00f5e \u00e9 que um simples texto ou \u00e1udio formaliza a parceria. Inclusive muitas vezes nem \u00e9 necess\u00e1rio tratar previamente, j\u00e1 que a parceria \u00e9 longeva. O ajuste pode se dar ao final, sendo formalizado, justamente, quando da entrega dos valores ao parceiro\u201d, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto da solu\u00e7\u00e3o de consulta questionado por especialistas \u00e9 o que estabelece que \u201csomente a parcela do IRRF proporcional aos honor\u00e1rios reconhecidos como receita bruta pr\u00f3pria pela consulente poder\u00e1 ser aproveitada para fins de dedu\u00e7\u00e3o do IRPJ apurado com base no lucro presumido\u201d. \u201cEsse ponto \u00e9 evidentemente incorreto, j\u00e1 que subtrai indevidamente tributo pago. Basta assegurar o cr\u00e9dito integral, j\u00e1 que o tributo devido nesta opera\u00e7\u00e3o ser\u00e1 integralmente adimplido por ambas as partes\u201d, afirma Breno de Paula.<\/p>\n\n\n\n<p>Presidente da OAB, Beto Simonetti diz, em nota enviada ao Valor, que a decis\u00e3o da Receita \u00e9 um avan\u00e7o. Mas que, para que seja plenamente operacional, ainda \u00e9 preciso aprimorar pontos pr\u00e1ticos: a exig\u00eancia de atendimento conjunto ao cliente, a burocracia na averba\u00e7\u00e3o de contratos e a regulamenta\u00e7\u00e3o das notas fiscais para o fracionamento do IRRF.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOu seja, n\u00e3o h\u00e1 um empecilho que inviabilize a medida, mas ajustes necess\u00e1rios para que funcione de forma efetiva em todo o pa\u00eds. A entidade continuar\u00e1 trabalhando para que a regulamenta\u00e7\u00e3o avance e para que essa realidade legislativa seja plenamente operacional e vi\u00e1vel para os escrit\u00f3rios em todo o pa\u00eds, afirma Simonetti.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, a solu\u00e7\u00e3o de consulta \u201creflete o avan\u00e7o legislativo promovido no Estatuto da Advocacia, que passou a reconhecer as parcerias entre escrit\u00f3rios como um instrumento leg\u00edtimo de organiza\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o\u201d. \u201cEm um mundo que exige cada vez mais especializa\u00e7\u00e3o, sem perder de vista a confian\u00e7a do cliente no advogado, a Receita Federal confirma que cada parceiro deve assumir a responsabilidade tribut\u00e1ria pela sua parte nos honor\u00e1rios. Isso traz seguran\u00e7a jur\u00eddica, adequa\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade do mercado e representa uma vit\u00f3ria importante para a advocacia e para a sociedade\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Pedro Strambi, advogado tributarista do VBD Advogados, tamb\u00e9m destaca que o entendimento manifestado pela Receita Federal \u201cestabelece uma diretriz mais clara para as sociedades de advogados, especialmente por reconhecer a validade do Estatuto da OAB para fins tribut\u00e1rios\u201d. Temas envolvendo modelos de reparti\u00e7\u00e3o de receita, diz, \u201csempre geram d \u00favidas ao contribuinte e interpreta\u00e7\u00f5es conflitantes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele lembra que a Receita j\u00e1 havia sinalizado nesse sentido quando disciplinou a exclus\u00e3o dessas receitas da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins (regime cumulativo), conforme Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2264, publicada em abril de 2025. \u201cCom a solu\u00e7\u00e3o de consulta, fica esclarecido o tratamento que o Fisco considera correto tamb\u00e9m para o IRPJ e para CSLL, no caso das sociedades optantes pelo lucro presumido\u201d, afirma ele, acrescentando, contudo, que a formaliza\u00e7\u00e3o e averba\u00e7\u00e3o do contrato de parceria junto \u00e0 OAB \u00e9 um ponto de aten\u00e7\u00e3o e que a restri\u00e7\u00e3o pode gerar novos questionamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Receita faz men\u00e7\u00e3o a provimentos do Conselho Federal da OAB que n\u00e3o se relacionam diretamente com a quest\u00e3o tratada. O Provimento n\u00ba 204\/2021, que efetivamente trata do assunto e tamb\u00e9m foi citado pelo Fisco, n\u00e3o faz nenhuma refer\u00eancia \u00e0 necessidade de averba\u00e7\u00e3o, indicando que a reparti\u00e7\u00e3o seria comprovada somente pela apresenta\u00e7\u00e3o do contrato\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Receita Federal n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/16\/receita-federal-define-tributacao-de-honorarios-em-casos-de-parceria.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>CNJ vai sugerir tribunal virtual misto para julgar demandas sobre IBS e CBS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Nacional de Justi\u00e7a elaborou uma proposta de reforma processual tribut\u00e1ria para criar uma esp\u00e9cie de tribunal virtual misto destinado a julgar quest\u00f5es relacionadas a IBS e CBS, tributos criados pela reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta decorre do grupo de trabalho institu\u00eddo em abril e presidido pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, ministro Luis Roberto Barroso. Ela ainda ser\u00e1 apresentada, e sua an\u00e1lise caber\u00e1 ao Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia \u00e9 criar uma jurisdi\u00e7\u00e3o mista com compet\u00eancia nacional e composi\u00e7\u00e3o parit\u00e1ria entre membros da Justi\u00e7a Federal e das estaduais. Seu funcionamento ser\u00e1 exclusivamente digital, desde as audi\u00eancias at\u00e9 os julgamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a proposta, haver\u00e1 uma inst\u00e2ncia de primeiro grau, formada por ju\u00edzes de todos os estados e do Distrito Federal, e uma inst\u00e2ncia revisora, com desembargadores de Tribunais de Justi\u00e7a e Tribunais Regionais Federais.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta incorpora uma ideia apresentada pela Advocacia-Geral da Uni\u00e3o ao grupo de trabalho. Ela foi adiantada por Frederico Montedonio Rego, juiz auxiliar da Presid\u00eancia do CNJ, em evento da AGU nesta quarta-feira (17\/9).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o magistrado, h\u00e1 tamb\u00e9m a previs\u00e3o de uma regra de preven\u00e7\u00e3o para garantir que todas as a\u00e7\u00f5es relacionadas a uma opera\u00e7\u00e3o permane\u00e7am a cargo de um s\u00f3 magistrado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 uma proposta que tem grau de inova\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel, mas parte da experi\u00eancia bem-sucedida dos N\u00facleos de Justi\u00e7a 4.0\u201d, explicou o juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>Culpa dos impostos<\/p>\n\n\n\n<p>As altera\u00e7\u00f5es s\u00e3o necess\u00e1rias por causa da forma como foram estruturados a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS, de compet\u00eancia federal e que substitui PIS e Cofins) e o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS, de compet\u00eancia estadual e municipal para substituir ICMS e ISS).<\/p>\n\n\n\n<p>As \u00fanicas diferen\u00e7as entre os tributos s\u00e3o de al\u00edquota e destina\u00e7\u00e3o. E isso faz com que uma opera\u00e7\u00e3o possa ser questionada na Justi\u00e7a Federal ou nas estaduais, com decis\u00f5es potencialmente divergentes entre ju\u00edzes.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a reforma tribut\u00e1ria inovou ao alterar a incid\u00eancia do tributo. Com o ICMS, por exemplo, ela se d\u00e1 na sa\u00edda da mercadoria do estabelecimento. O IBS vai alterar essa ordem e a arrecada\u00e7\u00e3o ser\u00e1 no local de destino do bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso abre a discuss\u00e3o sobre qual ser\u00e1 o foro adequado para, por exemplo, ajuizar a execu\u00e7\u00e3o fiscal: o de recolhimento ou do contribuinte? E se o contribuinte quiser anular a cobran\u00e7a, onde dever\u00e1 ajuizar a a\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"Qt2eLJkOhQ\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-set-17\/cnj-vai-sugerir-tribunal-virtual-misto-para-julgar-demandas-sobre-ibs-e-cbs\/\">CNJ vai sugerir tribunal virtual misto para julgar demandas sobre IBS e CBS<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;CNJ vai sugerir tribunal virtual misto para julgar demandas sobre IBS e CBS&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-set-17\/cnj-vai-sugerir-tribunal-virtual-misto-para-julgar-demandas-sobre-ibs-e-cbs\/embed\/#?secret=2sDN7J5Zh6#?secret=Qt2eLJkOhQ\" data-secret=\"Qt2eLJkOhQ\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Restri\u00e7\u00f5es \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria: impactos da pol\u00edtica fiscal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, a 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), por unanimidade, alterou de forma significativa seu posicionamento quanto ao prazo prescricional para compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias decorrentes de decis\u00e3o transitada em julgado, conforme registrado no REsp 2178201 &#8211; RJ (2024\/0402390-1). At\u00e9 ent\u00e3o, prevalecia o entendimento de que o prazo prescricional de cinco anos, previsto no artigo 168 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), deveria ser interpretado como o limite temporal apenas para o in\u00edcio da compensa\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o como restri\u00e7\u00e3o absoluta \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o integral do saldo de cr\u00e9dito reconhecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, o artigo 106 da Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 2.055\/21 estabelece que, no caso de cr\u00e9dito oriundo de decis\u00e3o judicial transitada em julgado, a declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o pode ser apresentada at\u00e9 cinco anos ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado ou a homologa\u00e7\u00e3o da desist\u00eancia da execu\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo. Assim, iniciado o procedimento de habilita\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito, n\u00e3o h\u00e1 limita\u00e7\u00e3o temporal para sua utiliza\u00e7\u00e3o, permitindo a compensa\u00e7\u00e3o progressiva at\u00e9 a extin\u00e7\u00e3o total do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, em recente mudan\u00e7a, a 2\u00aa Turma do STJ passou a consolidar o entendimento de que \u201ctodas as PER\/DCOMP precisam necessariamente ser transmitidas no prazo de cinco anos, a contar do tr\u00e2nsito em julgado\u201d. Em outras palavras, significa dizer que todas as declara\u00e7\u00f5es de compensa\u00e7\u00e3o devem ser apresentadas obrigatoriamente dentro desse per\u00edodo, o que altera substancialmente a pr\u00e1tica anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse novo entendimento gera dificuldades concretas, sobretudo para os contribuintes que n\u00e3o possuem, no per\u00edodo de cinco anos, d\u00e9bitos suficientes para compensar a integralidade do cr\u00e9dito homologado. Essa limita\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica pode implicar perda do direito de utiliza\u00e7\u00e3o de parte do cr\u00e9dito, ainda que reconhecido judicialmente, e representa um desafio adicional para empresas de diferentes portes.<\/p>\n\n\n\n<p>A esse cen\u00e1rio se soma um movimento legislativo alinhado \u00e0 mesma linha restritiva. No dia 22 de maio foi publicado o Decreto n\u00ba 12.466\/25, que elevou a al\u00edquota do IOF aplic\u00e1vel a uma s\u00e9rie de opera\u00e7\u00f5es financeiras. A medida, que teve forte repercuss\u00e3o negativa no mercado, acabou revista pelo governo federal. Como alternativa, e para compensar a eventual perda de arrecada\u00e7\u00e3o gerada pela revis\u00e3o do IOF, foi publicada, em 11 de junho, a Medida Provis\u00f3ria (MP) n\u00ba 1.303, estabelecendo novas regras para a tributa\u00e7\u00e3o de aplica\u00e7\u00f5es financeiras e de ativos virtuais no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as medidas anunciadas na MP, chama a aten\u00e7\u00e3o a proposta de limita\u00e7\u00e3o das compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. De acordo com o governo federal, o objetivo central seria o de coibir pr\u00e1ticas que o Fisco classifica como abusivas ou indevidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa categoria incluem-se dois exemplos emblem\u00e1ticos: (i) aquelas decorrentes de pagamento indevido ou a maior, quando realizadas com base em Documento de Arrecada\u00e7\u00e3o (Darf) inexistente; e (ii) aquelas oriundas do regime de incid\u00eancia n\u00e3o cumulativa da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS e da Cofins, quando os cr\u00e9ditos n\u00e3o guardarem rela\u00e7\u00e3o efetiva com a atividade econ\u00f4mica do sujeito passivo. Essas situa\u00e7\u00f5es foram expressamente previstas no artigo 64 da MP n\u00ba 1.303\/25, que promove altera\u00e7\u00e3o relevante no artigo 74 da Lei n\u00ba 9.430\/96.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a medida provis\u00f3ria n\u00e3o preveja multa por compensa\u00e7\u00e3o indevida, a exposi\u00e7\u00e3o de motivos do governo federal destaca a preocupa\u00e7\u00e3o em aprimorar o sistema de compensa\u00e7\u00e3o dos tributos administrados pela Receita Federal. Alega-se que foram identificados volumes expressivos de compensa\u00e7\u00f5es com documentos de arrecada\u00e7\u00e3o inexistentes e cr\u00e9ditos indevidos da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e Cofins, incompat\u00edveis com a atividade dos contribuintes, o que prejudica a arrecada\u00e7\u00e3o, afeta o er\u00e1rio p\u00fablico e gera desequil\u00edbrios concorrenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da justificativa apresentada, \u00e9 claro o intento do governo federal de impor mais restri\u00e7\u00f5es \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios. A presun\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de compensa\u00e7\u00f5es indevidas, sem permitir a manifesta\u00e7\u00e3o do contribuinte, viola princ\u00edpios constitucionais como o contradit\u00f3rio, a ampla defesa e a busca pela verdade material.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso das compensa\u00e7\u00f5es do regime n\u00e3o cumulativo da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS e Cofins, quando os cr\u00e9ditos n\u00e3o se relacionam com a atividade econ\u00f4mica do contribuinte, destaca-se a posi\u00e7\u00e3o consolidada pelo STJ no Tema n\u00ba 779. O tribunal definiu que o conceito de insumo deve ser analisado segundo os crit\u00e9rios de essencialidade ou relev\u00e2ncia, o que impede a Receita Federal de decidir unilateralmente sobre a relev\u00e2ncia dos cr\u00e9ditos sem uma an\u00e1lise concreta da atividade do contribuinte e da natureza do item ou servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da crescente complexidade jur\u00eddica, \u00e9 essencial que as empresas reforcem a aten\u00e7\u00e3o nos procedimentos de apura\u00e7\u00e3o e compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, visando prevenir questionamentos fiscais e autua\u00e7\u00f5es pela Receita. Assim, recomenda-se que as companhias revisem suas pr\u00e1ticas com o apoio de assessoria jur\u00eddica e cont\u00e1bil especializada, garantindo compensa\u00e7\u00f5es seguras, conformidade com a legisla\u00e7\u00e3o e minimizando riscos frente ao Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Fernando Bittencourt e Juliana Aragon Faria de Souza s\u00e3o, respectivamente, s\u00f3cio-fundador do LFB Advogados e membro efetivo da Comiss\u00e3o de Direito Tribut\u00e1rio da OAB-SP e da OAB-SC; e advogada na LFB Advogados e membro da Comiss\u00e3o Especial de Direito Tribut\u00e1rio da OAB-SP<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/restricoes-a-compensacao-tributaria-impactos-da-politica-fiscal.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Procuradorias pedem altera\u00e7\u00f5es no projeto que regulamenta a reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Representantes das procuradorias das Fazendas nacional, estaduais, distrital e municipais pedem que seja restabelecido no Projeto de Lei Complementar (PLP) n\u00ba 108, que regulamenta a reforma tribut\u00e1ria, a atribui\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum de Harmoniza\u00e7\u00e3o Jur\u00eddica das Procuradorias para uniformizar interpreta\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas, inclusive para fins de dispensa de atua\u00e7\u00e3o perante o Poder Judici\u00e1rio. O pedido consta em nota t\u00e9cnica apresentada pelo Conselho Nacional da Advocacia P\u00fablica Fiscal (Conap) ao relator do texto no Senado, senador Eduardo Braga (MDB-AM).<\/p>\n\n\n\n<p>Pela proposta, a atribui\u00e7\u00e3o ficaria com o Comit\u00ea de Harmoniza\u00e7\u00e3o das Administra\u00e7\u00f5es Tribut\u00e1rias (Chat), que n\u00e3o tem participa\u00e7\u00e3o de procuradores. \u201cVoc\u00ea n\u00e3o pode tirar da advocacia p\u00fablica a compet\u00eancia para interpretar a legisla\u00e7\u00e3o\u201d, diz a presidente do Conap e procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Lenzi Ruas de Almeida.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o texto for mantido como est\u00e1, acrescenta, a sa\u00edda seria pedir o veto desse ponto ou mesmo recorrer ao Judici\u00e1rio com a alega\u00e7\u00e3o de viola\u00e7\u00e3o \u00e0 compet\u00eancia constitucional das procuradorias. \u201cS\u00f3 depois de chegarem milhares de processos ao Judici\u00e1rio, a procuradoria poder\u00e1 se manifestar\u201d, afirma a procuradora-geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de, na pr\u00e1tica, eventualmente receitas e procuradorias divergirem sobre a necessidade de seguir recorrendo em alguns temas &#8211; e o entendimento de um \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o vincula o outro -, a mudan\u00e7a deixou entre alguns procuradores a impress\u00e3o de tentativa de esvaziamento de algumas fun\u00e7\u00f5es das procuradorias.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o Conap, a exist\u00eancia do Comit\u00ea de Harmoniza\u00e7\u00e3o das Administra\u00e7\u00f5es Tribut\u00e1rias, cujas resolu\u00e7\u00f5es vinculam apenas a atua\u00e7\u00e3o dos Fiscos (Receita Federal e Secretarias de Fazenda estaduais e municipais, ou seja, os \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o e de cobran\u00e7a administrativa), n\u00e3o supre a necessidade de atua\u00e7\u00e3o e harmoniza\u00e7\u00e3o das interpreta\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas realizadas pelas procuradorias. A advocacia p\u00fablica atua em outras etapas de cobran\u00e7a do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio e em outras inst\u00e2ncias (judiciais, consultivas e administrativas), al\u00e9m de exercer o controle de legalidade do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio com a finalidade de evitar lit\u00edgios, diz a nota.<\/p>\n\n\n\n<p>A oitiva obrigat\u00f3ria do F\u00f3rum de Harmoniza\u00e7\u00e3o Jur\u00eddica das Procuradorias estava prevista no texto aprovado pela C\u00e2mara dos Deputados. Foi exclu\u00edda sob a justificativa de que as decis\u00f5es do Chat vincular\u00e3o, apenas, as administra\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias dos entes federativos. Na nota t\u00e9cnica, a Conap aponta que, apesar da aus\u00eancia de efeitos vinculantes, \u00e9 certo que a participa\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum de Harmoniza\u00e7\u00e3o Jur\u00eddica das Procuradorias na atividade de harmoniza\u00e7\u00e3o da interpreta\u00e7\u00e3o do IBS e da CBS \u00e9 \u201cindispens\u00e1vel para preven\u00e7\u00e3o e pacifica\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios entre contribuinte e Fisco\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outra nota t\u00e9cnica, o Conap critica o prazo de at\u00e9 12 meses para inscri\u00e7\u00e3o de d\u00e9bito na d\u00edvida ativa previsto no PLP 108\/2024. O grupo aponta que a proposta \u201cenfrenta graves problemas conceituais e estruturais que amea\u00e7am a seguran\u00e7a jur\u00eddica, a efici\u00eancia da arrecada\u00e7\u00e3o e violam preceitos constitucionais\u201d. O trecho se refere apenas ao IBS (inscri\u00e7\u00f5es municipais e estaduais\/distritais).<\/p>\n\n\n\n<p>O parecer do relator apresentado na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o, Justi\u00e7a e Cidadania do PLP 108\/2024, prev\u00ea que os entes federativos podem delegar ao Comit\u00ea Gestor do IBS (CGIBS) a compet\u00eancia para inscrever a d\u00edvida ativa fruto do inadimplemento do novo tributo e que o regulamento dele definir\u00e1 o prazo m\u00e1ximo para a realiza\u00e7\u00e3o das atividades de cobran\u00e7a administrativa, desde que n\u00e3o superior a 12 meses, contado da constitui\u00e7\u00e3o definitiva do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Conap, o CGIBS, sendo um \u00f3rg\u00e3o de gest\u00e3o administrativo-fiscal focado na arrecada\u00e7\u00e3o, n\u00e3o possui a natureza nem a dist\u00e2ncia necess\u00e1rias para esse controle. \u201cDelegar-lhe a compet\u00eancia de inscri\u00e7\u00e3o significa fundir as fun\u00e7\u00f5es de quem constitui o cr\u00e9dito com quem valida sua legalidade final\u201d, afirma em nota t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o de at\u00e9 12 meses \u00e9 vista como danosa porque o prazo retardaria o in\u00edcio da cobran\u00e7a efetiva, dando margem a maior risco de fraude. \u201cEste longo per\u00edodo cria uma perigosa janela de oportunidade para o devedor, que pode promover a dilapida\u00e7\u00e3o patrimonial e outras fraudes para esvaziar seus bens\u201d, diz o texto. Medidas de prote\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito p\u00fablico, como a presun\u00e7\u00e3o de fraude \u00e0 execu\u00e7\u00e3o s\u00f3 s\u00e3o ativadas ap\u00f3s a inscri\u00e7\u00e3o, tornando a recupera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito mais dif\u00edcil quando ele chega \u00e0 advocacia p\u00fablica, segundo a nota.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00edvida refere-se apenas ao IBS, o que ainda leva a um descasamento em rela\u00e7\u00e3o a como vai funcionar a CBS, segundo a presidente do Conap, que destaca a impossibilidade de a autoridade que lan\u00e7a o cr\u00e9dito realizar a inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa. O prazo de at\u00e9 12 meses tamb\u00e9m fica muito afastado da previs\u00e3o recomendada pela OCDE, de 90 dias. \u201cOs estudos mostram que quanto antes come\u00e7a a cobran\u00e7a maior o \u00edndice de recuperabilidade daquele cr\u00e9dito\u201d, afirma ela.<\/p>\n\n\n\n<p>As quest\u00f5es apontadas nas notas t\u00e9cnicas s\u00e3o consideradas j\u00e1 avaliadas por t\u00e9cnicos que acompanham a tramita\u00e7\u00e3o da reforma no Senado. A Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ) aprovou na quarta-feira o projeto que regulamenta a reforma tribut\u00e1ria. O relator apresentou um substitutivo (texto alternativo) ao projeto recebido da C\u00e2mara dos Deputados. A mat\u00e9ria vai a Plen\u00e1rio em regime de urg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota ao Valor, a assessoria t\u00e9cnica do senador explica que o F\u00f3rum de Harmoniza\u00e7\u00e3o Jur\u00eddica das Procuradorias ter\u00e1 compet\u00eancia para atuar como \u00f3rg\u00e3o consultivo do Comit\u00ea de Harmoniza\u00e7\u00e3o das Administra\u00e7\u00f5es Tribut\u00e1rias nas atividades de uniformiza\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o das normas comuns relativas ao IBS e \u00e0 CBS e analisar relevantes e disseminadas controv\u00e9rsias jur\u00eddicas relativas aos tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo a \u00e1rea t\u00e9cnica, as resolu\u00e7\u00f5es do F\u00f3rum ir\u00e3o vincular a PGFN e as Procuradorias dos Estados, do Distrito Federal e dos munic\u00edpios. Portanto, acrescenta, sua compet\u00eancia para harmonizar a atua\u00e7\u00e3o das procuradorias est\u00e1 garantida inclusive para fins de dispensa de atua\u00e7\u00e3o perante o Judici\u00e1rio. \u201cO que foi alterado foi a oitava obrigat\u00f3ria do \u00f3rg\u00e3o antes das delibera\u00e7\u00f5es do Chat, que continua podendo acontecer, s\u00f3 n\u00e3o ser\u00e1 obrigat\u00f3ria, porque o Chat exerce compet\u00eancia de car\u00e1ter normativo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a quest\u00e3o dos 12 meses para inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa, a assessoria t\u00e9cnica informa que o texto j\u00e1 veio da C\u00e2mara dos Deputados com esse prazo. \u201cEmbora seja um prazo bem mais alongado do que o aplic\u00e1vel no \u00e2mbito da Uni\u00e3o, ele reflete a realidade operacionalmente poss\u00edvel de diversos entes subnacionais, especialmente munic\u00edpios menores.\u201d Hoje , segundo a nota, muitos desses munic\u00edpios praticam atualmente prazos bem maiores do que 12 meses.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/19\/procuradorias-pedem-alteracoes-no-projeto-que-regula-a-reforma.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Plen\u00e1rio vota regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria na quarta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Plen\u00e1rio vota na quarta-feira (24) o projeto que regulamenta a segunda parte da reforma tribut\u00e1ria. A ordem do dia est\u00e1 marcada para as 16h e tem tr\u00eas itens na pauta.<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei Complementar (PLP) 108\/2024 foi aprovado na semana passada pela Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ). A proposta regula o Comit\u00ea Gestor que vai administrar o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), permitindo a implementa\u00e7\u00e3o de um per\u00edodo-teste j\u00e1 em 2026,&nbsp;conforme previsto em lei.&nbsp;A mat\u00e9ria recebeu um substitutivo do relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM).<\/p>\n\n\n\n<p>O texto chega ao Plen\u00e1rio com um pedido de urg\u00eancia aprovado pela CCJ. At\u00e9 a manh\u00e3 desta segunda-feira (22), o PLP 108\/2024 havia recebido sete emendas de Plen\u00e1rio, que ainda est\u00e3o pendentes de parecer. Se aprovado pelo Senado, o texto retorna \u00e0 C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>Medida provis\u00f3ria<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, o Plen\u00e1rio pode votar a medida provis\u00f3ria que incentiva parcerias com hospitais privados para acelerar o atendimento de pacientes do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) com m\u00e9dicos especialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>A MP 1.301\/2025 foi aprovada em uma comiss\u00e3o mista de senadores e deputados, mas ainda precisa passar pelo Plen\u00e1rio da C\u00e2mara. Relatada pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), a mat\u00e9ria perde a validade na pr\u00f3xima sexta-feira (26). O texto prev\u00ea:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 credenciamento de hospitais privados para atendimento a usu\u00e1rios do SUS com pagamento em cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 troca de d\u00e9bitos de operadoras de planos de sa\u00fade por presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os assistenciais; e<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 execu\u00e7\u00e3o direta, pela Uni\u00e3o, de a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os especializados em situa\u00e7\u00f5es de urg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Acordo internacional<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00faltimo item na pauta \u00e9 o Projeto Decreto Legislativo (PDL) 390\/2024, que aprova um acordo entre Brasil e Pa\u00edses Baixos (Holanda) sobre troca e prote\u00e7\u00e3o m\u00fatua de informa\u00e7\u00f5es classificadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre outras medidas, o texto regulamenta a equival\u00eancia dos graus de sigilo. O relator na Comiss\u00e3o de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores (CRE) foi o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/09\/22\/plenario-vota-regulamentacao-da-reforma-tributaria-na-quarta\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00f5es debatem poss\u00edvel cobran\u00e7a pelo uso de sistemas da Reforma Tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>As comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os da C\u00e2mara dos Deputados realizam audi\u00eancia p\u00fablica nesta ter\u00e7a-feira (23) para discutir a previs\u00e3o de cobran\u00e7a pelo uso de sistemas da Reforma Tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O debate ser\u00e1 realizado \u00e0s 16 horas, no plen\u00e1rio 5, e ser\u00e1 interativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja quem foi convidado e envie suas perguntas<\/p>\n\n\n\n<p>A audi\u00eancia foi solicitada pelos deputados Luiz Carlos Hauly (Pode-PR), Sargento Portugal (Pode-RJ), J\u00falio Cesar (PSD-PI) e Any Ortiz (Cidadania-RS).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os parlamentares, a moderniza\u00e7\u00e3o dos sistemas de informa\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para implementar a Reforma Tribut\u00e1ria, regulamentada pela Emenda Constitucional 132&nbsp;e pela Lei Complementar 214\/25.&nbsp;Eles argumentam, no entanto, que a possibilidade de cobrar pelo uso de automa\u00e7\u00f5es cria um custo adicional injustificado para os contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma exige que os sistemas de gest\u00e3o empresarial operem simultaneamente dois sistemas distintos dentro de uma interface unificada para os usu\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1202092-comissoes-debatem-possivel-cobranca-pelo-uso-de-sistemas-da-reforma-tributaria\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf: composi\u00e7\u00e3o completa da C\u00e2mara Superior mant\u00e9m mudan\u00e7a sobre JCP e multa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria de 6 votos a 4, a 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve o entendimento de que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel deduzir, do Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL), despesas com pagamento \u00e0 posteriori de Juros sobre Capital Pr\u00f3prio (JCP). No caso, o Citibank N.A. deliberou, em 2014, o pagamento de valores referentes aos exerc\u00edcios de 2011 a 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento teve in\u00edcio em abril, mas foi interrompido por um pedido de vista quando o placar estava em 4 a 3 favor\u00e1vel \u00e0 empresa. Na ocasi\u00e3o, seguindo o padr\u00e3o de decis\u00f5es da turma, o desfecho seria definido por voto de qualidade, desfavor\u00e1vel ao contribuinte. Contudo, na quarta-feira (13\/8), com a composi\u00e7\u00e3o completa de dez conselheiros, incluindo o presidente do Carf, Carlos Higino, e a vice-presidente, Sem\u00edramis de Oliveira Duro, ambos votando com a Fazenda, o resultado se deu por maioria.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto vencido, a relatora, Maria Carolina Maldonado Kraljevic, considerou os precedentes do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). A dedutibilidade dos JCP fora do ano em que houve a apura\u00e7\u00e3o ser\u00e1 julgada como repetitivo pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ nos seguintes recursos: REsp 2.161.414, REsp 2.162.629, REsp 2.163.735 e REsp 2.162.248.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a diverg\u00eancia, linha vencedora, entende-se que o valor deve ser registrado no regime de compet\u00eancia, ou seja, no per\u00edodo em que os juros foram incorridos. Acrescentam ainda que o pagamento posterior representa nova destina\u00e7\u00e3o de lucro j\u00e1 apropriado.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro caso de JCP<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m envolvendo JCP extempor\u00e2neo, em caso que tem como parte o Safra Asset Management Ltda, o colegiado manteve as raz\u00f5es do processo anterior. Com este julgamento, a nova composi\u00e7\u00e3o do colegiado j\u00e1 soma tr\u00eas ac\u00f3rd\u00e3os sobre o tema com placar diferente do que vinha sendo decidido por esta turma.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso o assunto passa a ser pass\u00edvel de enunciado de s\u00famula, j\u00e1 que para tanto s\u00e3o necess\u00e1rias pelo menos tr\u00eas decis\u00f5es tomadas por unanimidade ou maioria.<\/p>\n\n\n\n<p>O Regimento Interno do Carf, no artigo 124, define que \u201cqualquer conselheiro de Turma da C\u00e2mara Superior poder\u00e1 propor enunciado de s\u00famula, que trate de mat\u00e9ria de compet\u00eancia da respectiva turma, correspondente a tese por ela adotada em tr\u00eas ac\u00f3rd\u00e3os concordantes proferidos por unanimidade ou maioria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda nesse caso, o colegiado analisou a concomit\u00e2ncia entre multa isolada e multa de of\u00edcio, tema que tamb\u00e9m sofreu mudan\u00e7a de entendimento. Antes, a turma decidia a favor do contribuinte, mas agora, no segundo julgamento sobre o assunto com composi\u00e7\u00e3o completa, o resultado, definido por voto de qualidade, foi favor\u00e1vel \u00e0 Fazenda. Trata-se do processo 16327.721056\/2013-81.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-composicao-completa-da-camara-superior-mantem-mudanca-sobre-jcp-e-multa\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf afasta contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre stock options<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria de 4 votos a 2, a 1\u00aa Turma da 2\u00aa C\u00e2mara da 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) afastou a cobran\u00e7a de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre planos de stock options oferecidos pela farmac\u00eautica Hypera S.A. a seus funcion\u00e1rios. Venceu o entendimento de que os planos t\u00eam natureza mercantil.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa foi autuada para a cobran\u00e7a de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias relativas ao per\u00edodo de fevereiro de 2018 a dezembro de 2019. O advogado Maur\u00edcio Faro, do BMA Advogados, sustentou que est\u00e3o presentes todas as caracter\u00edsticas que v\u00eam sendo consideradas relevantes para confirmar a natureza mercantil do plano, ou seja, onerosidade, risco e voluntariedade.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, conselheiro Fernando Gomes Favacho, concordou com a argumenta\u00e7\u00e3o. O julgador tamb\u00e9m levou em considera\u00e7\u00e3o que a tese firmada pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) no Tema 1226 definiu que as stock options possuem natureza mercantil. O precedente, por\u00e9m, trata do Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica (IRPF), e o tribunal superior n\u00e3o deliberou sobre a incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria nesses planos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os conselheiros D\u00e9bora F\u00f3fano dos Santos e Marco Aur\u00e9lio de Oliveira Barbosa (presidente do colegiado) divergiram sobre a natureza dos planos e ficaram vencidos.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso foi analisado no processo administrativo 15746.727105\/2022-87 e envolve a Hypera S.A.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-afasta-contribuicao-previdenciaria-sobre-stock-options\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Colegiado do Carf muda entendimento e mant\u00e9m multa isolada por voto de qualidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve, por voto de qualidade, a aplica\u00e7\u00e3o de multa isolada \u00e0 Companhia Mutual de Seguros (em processo de fal\u00eancia) em caso envolvendo omiss\u00e3o de receitas.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o, relatada pelo conselheiro Luis Henrique Marotti Toselli, marcou uma mudan\u00e7a de entendimento da turma, que vinha decidindo, por maioria, em favor do contribuinte para cancelar esta penalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta vez, como houve mudan\u00e7a no colegiado, tanto o presidente do Carf, Carlos Higino, quanto a vice-presidente, Sem\u00edramis Oliveira Duro, votaram a favor da Fazenda Nacional e, portanto, a decis\u00e3o se deu por voto de qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficaram vencidos os conselheiros Luis Henrique Marotti Toselli, Maria Carolina Maldonado Kraljevic, Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, Heldo Jorge dos Santos Pereira e Jandir Jos\u00e9 Dalle Lucca, que votaram para cancelar a multa.<\/p>\n\n\n\n<p>Na origem, o caso tratou de autua\u00e7\u00e3o para cobran\u00e7a de IRRF sobre pagamentos sem causa, com aplica\u00e7\u00e3o de multa isolada e multa de of\u00edcio qualificada.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso tramita com o n\u00famero 16327.720611\/2016-09.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/colegiado-do-carf-muda-entendimento-e-mantem-multa-isolada-por-voto-de-qualidade\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf afasta autua\u00e7\u00e3o quase bilion\u00e1ria por \u00e1gio com uso de empresa ve\u00edculo<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 23\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Por 6 votos a 2, o colegiado da 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/Carf\">Carf<\/a>) derrubou a autua\u00e7\u00e3o de aproximadamente R$ 950 milh\u00f5es relacionada \u00e0 amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio com uso de empresa ve\u00edculo. Tratou-se da estrutura de compra do grupo Notre Dame Interm\u00e9dica Sa\u00fade S.A pelo fundo private equity Bain Capital, realizada a partir de duas holdings.<\/p>\n\n\n\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o entendeu que a Bain Brazil (holding que efetuou a compra) teria sido utilizada unicamente para viabilizar o aproveitamento fiscal do \u00e1gio, atribuindo ao fundo estrangeiro a condi\u00e7\u00e3o de real adquirente. A defesa, no entanto, sustentou que os recursos da opera\u00e7\u00e3o vieram tanto de aportes estrangeiros via Fundo de Investimento em Participa\u00e7\u00f5es (FIPs) quanto da emiss\u00e3o de deb\u00eantures no mercado nacional por uma terceira empresa (a BCBF), segunda holding utilizada na opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada representante do contribuinte, Luciana Rosanova Galhardo, do Pinheiro Neto, argumentou que, como os FIPs n\u00e3o podem contrair d\u00edvidas, a terceira empresa assumiu esse papel e repassou os valores \u00e0 Bain Brazil, que efetivou a compra do grupo. Ap\u00f3s a aquisi\u00e7\u00e3o, a Bain foi cindida e seu patrim\u00f4nio, incluindo o \u00e1gio, foi incorporado pelas tr\u00eas empresas operacionais que integraram a estrutura da opera\u00e7\u00e3o. Segundo a tributarista, a estrutura foi necess\u00e1ria para atender a exig\u00eancias regulat\u00f3rias, como a veda\u00e7\u00e3o de endividamento pelos FIPs e os limites impostos pela ANS \u00e0s operadoras de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, conselheiro Luis Henrique Marotti Toselli, entendeu que a estrutura adotada tinha prop\u00f3sito negocial, j\u00e1 que os recursos de aporte vieram de um fundo de investimento que, por restri\u00e7\u00f5es legais, n\u00e3o poderia assumir d\u00edvidas. Sendo assim, em seu entendimento, a utiliza\u00e7\u00e3o da empresa ve\u00edculo teria prop\u00f3sito negocial. A conselheira Edeli Pereira Bessa divergiu ao entender que n\u00e3o seria poss\u00edvel a exist\u00eancia de uma holding na estrutura de aquisi\u00e7\u00e3o sem que houvesse, de fato, uma rela\u00e7\u00e3o de compra entre as empresas envolvidas. Ela foi acompanhada pelo conselheiro Guilherme Adolfo dos Santos Mendes.<\/p>\n\n\n\n<p>Os processos s\u00e3o de n\u00famero 16561.720078\/2020-81, 16561.720080\/2020-50 e 16561.720082\/2020-49.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma sess\u00e3o, o colegiado analisou outro caso envolvendo \u00e1gio com uso de holding como ve\u00edculo. O processo 11080.733632\/2017-83, da Brinox Metalurgica SA, envolve tanto amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio quanto dedu\u00e7\u00e3o de juros pagos na emiss\u00e3o de deb\u00eantures para a capta\u00e7\u00e3o de recursos \u00e0 aquisi\u00e7\u00f5es de participa\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias. O caso saiu com pedido de vista.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-afasta-autuacao-quase-bilionaria-por-agio-com-uso-de-empresa-veiculo\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:\u00a0\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>STF valida regra que restringe cr\u00e9ditos de IPI apenas a remetente de insumos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou, por unanimidade, a constitucionalidade de dispositivo que suspende a cobran\u00e7a do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nas sa\u00eddas de mat\u00e9rias-primas, produtos intermedi\u00e1rios e materiais de embalagem destinados a determinados estabelecimentos industriais.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise ocorreu no julgamento virtual da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7135. A a\u00e7\u00e3o foi proposta pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) contra o Presidente da Rep\u00fablica e o Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do caso, ministro Gilmar Mendes, destacou que cabe ao legislador definir os limites do benef\u00edcio fiscal, posi\u00e7\u00e3o que foi integralmente seguida pelos demais ministros.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o envolve o inciso 5\u00ba do artigo 29 da Lei 10.637\/2002, que permite apenas ao estabelecimento industrial remetente (quem vende o insumo) manter e utilizar cr\u00e9ditos de IPI, vedando a prerrogativa ao adquirente de tais bens. No caso concreto, o PSDB buscava estender o direito ao cr\u00e9dito ao adquirente de insumos submetidos ao regime de suspens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, cabe ao legislador definir os limites do benef\u00edcio fiscal, e o Judici\u00e1rio n\u00e3o pode criar benef\u00edcios fiscais ou cr\u00e9ditos presumidos, especialmente porque a suspens\u00e3o do tributo na etapa anterior impede o direito ao cr\u00e9dito pelo adquirente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTrata-se de uma delimita\u00e7\u00e3o consciente, racional e leg\u00edtima por parte do legislador ordin\u00e1rio, que decidiu restringir o incentivo fiscal \u00e0 etapa inicial da cadeia produtiva, visando controlar o alcance da desonera\u00e7\u00e3o e preservar os efeitos da pol\u00edtica industrial pretendida\u201d, afirmou Mendes.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro citou jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), no REsp 1587197, segundo a qual n\u00e3o se pode presumir a extens\u00e3o autom\u00e1tica dos efeitos de normas tribut\u00e1rias relativas ao \u201cestabelecimento industrial\u201d para os chamados \u201cequiparados\u201d, sem previs\u00e3o expressa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-valida-regra-que-restringe-creditos-de-ipi-apenas-a-remetente-de-insumos\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Despesas de conven\u00e7\u00e3o coletiva geram cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Uma liminar incomum permitiu \u00e0 Fiteca Tecidos, f\u00e1brica de tecelagem de Minas Gerais, tomar cr\u00e9dito de PIS e Cofins sobre despesas obrigat\u00f3rias previstas em conven\u00e7\u00e3o coletiva de trabalho, como vale-alimenta\u00e7\u00e3o, cesta b\u00e1sica e aux\u00edlio-lanche. A decis\u00e3o foi dada pelo juiz Gustavo Figueiredo Melilo Carolino, da 2\u00aa Vara Federal com Juizado Especial Federal (JEF) Adjunto de Sete Lagoas, que enquadrou os gastos como \u201cinsumos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 antigo, j\u00e1 decidido pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) em recurso repetitivo (temas 779 e 780). Desde o julgamento, em 2018, contribuintes tentam enquadrar determinadas despesas como bens ou servi\u00e7os essenciais ou relevantes para a atividade econ\u00f4mica, requisitos para conseguir o creditamento. Os cr\u00e9ditos servem como moeda para pagamento dos tributos, o que, na pr\u00e1tica, reduz a carga tribut\u00e1ria da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo tributaristas e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), s\u00e3o raras as decis\u00f5es favor\u00e1veis envolvendo conven\u00e7\u00e3o coletiva. Em nota ao Valor, a PGFN diz que a liminar \u00e9 uma \u201cdecis\u00e3o isolada sobre o assunto e que se encontra em disson\u00e2ncia da jurisprud\u00eancia de todos os Tribunais Regionais Federais\u201d. O \u00f3rg\u00e3o avalia a interposi\u00e7\u00e3o de recurso e refor\u00e7a que a liminar tem car\u00e1ter provis\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A PGFN e a Receita Federal t\u00eam entendimento contr\u00e1rio \u00e0 decis\u00e3o de Minas. Para os \u00f3rg\u00e3os, conforme a Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 2.121\/2022 e a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 56\/2024, \u00e9 vedado o cr\u00e9dito para despesas de manuten\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra, sobretudo as de acordos com sindicatos, pois \u201cn\u00e3o possuem for\u00e7a normativa\u201d para fins tribut\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria diz, ainda em nota, que n\u00e3o entende os valores como insumos. \u201cSegundo definido pelo STJ por ocasi\u00e3o dos julgamentos dos Temas Repetitivos n\u00ba 779 e 780, nem tudo o que \u00e9 custo ou despesa da pessoa jur\u00eddica se caracteriza como insumo, mas apenas aquelas despesas consideradas essenciais ou relevantes no processo produtivo, o que n\u00e3o seria o caso das parcelas em discuss\u00e3o no processo acima\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o cita duas senten\u00e7as favor\u00e1veis \u00e0 Uni\u00e3o sobre o tema, tamb\u00e9m de Minas. Uma delas foi contr\u00e1ria \u00e0 Localiza (processo n\u00ba 1042444-77.2021.4.01.3800), outra \u00e0 HI Transportes (processo n\u00ba 6000432-87.2024.4.06.3809). H\u00e1 tamb\u00e9m outro caso da Localiza desfavor\u00e1vel, julgado pela 3\u00aa Turma do TRF -6 (processo n\u00ba 1039127-25.2021.4.01.0000).<\/p>\n\n\n\n<p>A tese da Fiteca Tecidos \u00e9 de que os benef\u00edcios s\u00e3o uma obriga\u00e7\u00e3o legal, imposta pela conven\u00e7\u00e3o coletiva, que, desde a reforma trabalhista (Lei n\u00ba 13.467, de 2017), tem for\u00e7a de lei &#8211; o que foi ratificado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em julgamento vinculante (Tema 1046). Lembra que seu descumprime nto caracteriza um il\u00edcito, pass\u00edvel de multa e fiscaliza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE).<\/p>\n\n\n\n<p>Para a f\u00e1brica de tecidos, as despesas se enquadram como insumos relevantes para o processo produtivo. Alega ainda que a veda\u00e7\u00e3o da Receita \u00e9 ilegal e inconstitucional, violando princ\u00edpios como o da n\u00e3o cumulatividade, razoabilidade e isonomia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o, o juiz acata os argumentos e diz que a posi\u00e7\u00e3o do Fisco \u201cmostra-se flagrantemente equivocada e contr\u00e1ria ao ordenamento jur\u00eddico p\u00e1trio, especialmente ap\u00f3s a reforma trabalhista de 2017 e o reconhecimento pelo STF da for\u00e7a normativa das CCTs [conven\u00e7\u00f5es coletivas de trabalho]\u201d. Segundo ele, os benef\u00edcios \u201cpossuem natureza indenizat\u00f3ria, n\u00e3o integrando a base de c\u00e1lculo da folha de pagamento para fins previdenci\u00e1rios\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, seria poss\u00edvel o creditamento. \u201cTais despesas s\u00e3o essenciais para viabilizar a atividade da m\u00e3o de obra, constituindo verdadeiros insumos do processo produtivo, uma vez que sua aus\u00eancia comprometeria o desenvolvimento regular das atividades empresariais\u201d, afirma o magistrado (processo n\u00ba 6002073-67.2025.4.06.3812).<\/p>\n\n\n\n<p>A tributarista Maysa Pittondo Deligne, s\u00f3cia do CPMG Advocacia que atua no caso, defende que o pagamento dos benef\u00edcios n\u00e3o \u00e9 feito diretamente ao trabalhador, \u00e9 preciso a intermedia\u00e7\u00e3o de uma pessoa jur\u00eddica. \u201cN\u00e3o estamos pedindo cr\u00e9dito de todas as despesas da conven\u00e7\u00e3o coletiva, porque o que \u00e9 pago diretamente ao empregado \u00e9 despesa com m\u00e3o de obra, esbarra na veda\u00e7\u00e3o legal\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros gastos que podem se enquadrar na tese, afirma, s\u00e3o plano de sa\u00fade, plano odontol\u00f3gico, vale-transporte, vale-refei\u00e7\u00e3o e seguro de vida. Mas como n\u00e3o havia a previs\u00e3o nessa conven\u00e7\u00e3o coletiva, n\u00e3o foram pleiteadas na a\u00e7\u00e3o da Fiteca, acrescenta Maysa. \u201cVai depender do que est\u00e1 convencionado nos acordos\u201d, diz. O impacto para a empresa \u00e9 de R$ 100 mil, mas, para outras companhias com mais itens na conven\u00e7\u00e3o e maior folha de pagamento, o impacto pode ser milion\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A tributarista afirma que a discuss\u00e3o \u00e9 relevante, principalmente com a chegada da reforma tribut\u00e1ria do consumo, cujo per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o come\u00e7a no ano que vem. \u201cO PIS e Cofins v\u00e3o acabar, mas ainda h\u00e1 discuss\u00e3o sobre os \u00faltimos cinco anos, ent\u00e3o as discuss\u00f5es judiciais persistem mesmo ap\u00f3s a reforma\u201d, diz. \u201c\u00c9 um tema relevante para a empresa, pois ela j\u00e1 poderia estar tomando cr\u00e9dito e pagando o que ela precisa, nada al\u00e9m disso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado T\u00falio Parente, s\u00f3cio do Rivitti e Dias Advogados, o caso se encaixa na tese do STJ. \u201cEsses gastos com cesta b\u00e1sica e vale-alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o configuram liberalidade do empregador. Na realidade, s\u00e3o despesas juridicamente obrigat\u00f3rias, que, a nosso ver, atende ao crit\u00e9rio de relev\u00e2ncia estabelecido pelo STJ\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo que a maioria dos TRFs seja contra a tese, a liminar \u201cpode sinalizar uma evolu\u00e7\u00e3o do Judici\u00e1rio na compreens\u00e3o do tema\u201d. Na vis\u00e3o de Parente, a decis\u00e3o ter sido favor\u00e1vel \u201c\u00e9 uma postura muito mais coerente com a raz\u00e3o de decidir do repetitivo e que revela muito mais ader\u00eancia \u00e0 realidade normativa das rela\u00e7\u00f5es de trabalho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel ainda, acrescenta, que o tema seja novamente decidido pelo STJ, para que seja analisado diante do contexto da reforma trabalhista. \u201cSe continuar um contencioso volumoso, acho que pode haver uma aceita\u00e7\u00e3o do STJ para voltar ao tema\u201d, adiciona.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/16\/despesas-de-convencao-coletiva-geram-creditos-de-pis-cofins.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>TRF-3 reduz tributa\u00e7\u00e3o de juros sobre o capital pr\u00f3prio recebidos por empresa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes ganharam um importante precedente sobre tributa\u00e7\u00e3o de juros sobre o capital pr\u00f3prio (JCP). O Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF-3) concedeu a uma empresa de gest\u00e3o patrimonial o direito de tributar os valores recebidos pela sistem\u00e1tica do lucro presumido, o que garante a inclus\u00e3o de 32% do total na base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda (IRPJ) e da CSLL &#8211; e n\u00e3o tudo o que foi auferido, como exige a Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>No pedido, o contribuinte defendeu que os valores de JCP s\u00e3o decorrentes da sua atividade empresarial (administra\u00e7\u00e3o de bens, investimentos e participa\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias) e se enquadram como receita bruta operacional, e n\u00e3o como receita financeira acess\u00f3ria. Para ele, a legisla\u00e7\u00e3o do IRPJ e da CSLL, especialmente os artigos 15 e 20 da Lei n\u00ba 9.249, de 1995, e 25 da Lei n\u00ba 9.430, de 1996, autorizariam a inclus\u00e3o dos JCP na base de c\u00e1lculo do lucro presumido, com aplica\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de 32%.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi dada pela 6\u00aa Turma do TRF-3 em embargos de declara\u00e7\u00e3o com efeitos infringentes (modificativos), depois de o contribuinte recorrer ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) para que se caso fosse reavaliado pelos desembargadores. \u201cA primeira an\u00e1lise foi superficial e o STJ acolheu nosso pedido de que era preciso julgar o caso levando em considera\u00e7\u00e3o a atividade operacional da empresa\u201d, diz o advogado Newton Domingueti, s\u00f3cio da \u00e1rea tribut\u00e1ria do Velloza Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa recorreu ao Judici\u00e1rio depois de a Receita Federal, por meio de solu\u00e7\u00e3o de consulta, considerar juros sobre o capital pr\u00f3prio como receita bruta para fins de tributa\u00e7\u00e3o pelo PIS e pela Cofins. O entendimento, dado em pedido formulado pelo pr\u00f3prio contribuinte, \u00e9 da Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit) &#8211; o que vincula toda a fiscaliza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 84, de 2016, a Cosit entendeu que \u201cas receitas decorrentes do recebimento de juros sobre o capital pr\u00f3prio auferidas por pessoa jur\u00eddica cujo objeto social seja a participa\u00e7\u00e3o no capital social de outras sociedades comp\u00f5em sua receita bruta para fins de apura\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e da Cofins devidos no regime de apura\u00e7\u00e3o cumulativa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o do TRF-3, al\u00e9m da solu\u00e7\u00e3o de consulta, os desembargadores citam expressamente decis\u00e3o da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ (REsp 2089298), de 2024. No julgamento, os ministros decidiram que, no regime de lucro presumido, a receita bruta compreende todos os ingressos financeiros decorrentes da atividade empresarial &#8211; incluindo JCP, segundo especialistas, quando compat\u00edvel com o objeto social da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDe rigor o acolhimento dos embargos de declara\u00e7\u00e3o, com efeitos infringentes, para reconhecer ser direito da impetrante a tributa\u00e7\u00e3o dos juros sobre capital pr\u00f3prio na al\u00edquota de 32% tanto para Imposto sobre a Renda de Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) quanto para a Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro (CSLL), tendo em vista que a pr\u00f3pria Receita Federal admite que o recebimento de juros sobre capital pr\u00f3prio decorre da atividade empresarial da contribuinte\u201d, diz em seu voto o relator do caso, desembargador Mairan Maia.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema, afirma Domingueti, \u00e9 relativamente novo no Judici\u00e1rio e ainda dever\u00e1 ser analisado pelos tribunais superiores. \u201cEsse precedente representa pronunciamento in\u00e9dito em favor dos contribuintes enquadrados dentro da sistem\u00e1tica do lucro presumido e que auferem receitas de JCP em raz\u00e3o de sua atividade empresarial\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Jo\u00e3o Colussi, s\u00f3cio do Mattos Filho, a solu\u00e7\u00e3o trazida pelo TRF-3 est\u00e1 correta e decorre dos fundamentos do princ\u00edpio que criou o regime de tributa\u00e7\u00e3o baseada no lucro presumido. \u201cA legisla\u00e7\u00e3o e a jurisprud\u00eancia consolidaram que \u2018receita bruta\u2019 abrange todos os ingressos financeiros decorrentes da atividade principal da empresa, ou seja, receitas operacionais. Para empresas cujo objeto social \u00e9 a administra\u00e7\u00e3o de bens, participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria ou investimentos, como a empresa objeto do julgamento, receitas como JCP, s\u00e3o consideradas operacionais, pois decorrem diretamente da atividade-fim da empresa\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Diego Miguita, do Tauil &amp; Chequer Advogados, sempre houve controv\u00e9rsia em rela\u00e7\u00e3o ao tratamento tribut\u00e1rio dos juros sobre o capital pr\u00f3prio na apura\u00e7\u00e3o do lucro presumido, \u201cespecialmente pela assimetria na posi\u00e7\u00e3o das autoridades fiscais\u201d. \u201cNa apura\u00e7\u00e3o do PIS e da Cofins, trata-se de receita bruta, ao passo que, na apura\u00e7\u00e3o do IRPJ e da CSLL, receita n\u00e3o operacional, que n\u00e3o se submete a margens de presun\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O principal argumento da Receita Federal, acrescenta, \u00e9 a regra do artigo 51 da Lei n\u00ba 9.430\/1996, segundo a qual os JCP devem adicionados ao lucro presumido, \u201co que, implicitamente, sugeriria que se trata de receita financeira n\u00e3o decorrente das atividades sociais da pessoa jur\u00eddica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cContudo, a interpreta\u00e7\u00e3o do dispositivo legal n\u00e3o deve ser restrita \u00e0 sua literalidade, comportando an\u00e1lise contextualizada e sistem\u00e1tica da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria\u201d, afirma ele, considerando acertada a decis\u00e3o do TRF-3.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota ao Valor, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) defende que a Lei n\u00ba 9.430\/96, em seu artigo 51, estabelece que a receita de JCP deve ser diretamente adicionada \u00e0 base de c\u00e1lculo do IRPJ para fins de apura\u00e7\u00e3o do lucro presumido, n\u00e3o se submetendo aos percentuais previstos no artigo 15 da Lei n\u00ba 9.249\/95.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA &nbsp;legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria brasileira possui um regramento espec\u00edfico para as receitas de JCP auferidas por pessoas jur\u00eddicas, independentemente de serem ou n\u00e3o consideradas receitas da atividade principal da empresa, o que impede a sua inclus\u00e3o na base para aplica\u00e7\u00e3o dos percentuais de presun\u00e7\u00e3o dos artigos 15 e 20 da Lei n\u00ba 9.249\/95\u201d, afirma. E acrescenta: \u201cVale mencionar que, se o entendimento adotado no ac\u00f3rd\u00e3o proferido nos autos 5012 583-08.2021.4.03.6100 fosse aplicado, a pessoa jur\u00eddica benefici\u00e1ria acabaria pagando menos IRPJ do que o s\u00f3cio pessoa f\u00edsica. Diante do exposto, e considerando que a decis\u00e3o contraria a legisla\u00e7\u00e3o vigente, a Uni\u00e3o Federal tem forte convic\u00e7\u00e3o na sua revers\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/17\/trf-3-reduz-tributacao-de-juros-sobre-o-capital-proprio-recebidos-por-empresa.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Juiz concede Habeas Data para Receita fornecer informa\u00e7\u00f5es a empresa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Habeas Data \u00e9 um rem\u00e9dio constitucional regulamentado pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9507.htm\">Lei 9.507\/1997<\/a>&nbsp;e tem como fun\u00e7\u00e3o garantir que qualquer pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica possa corrigir ou acessar suas informa\u00e7\u00f5es nos bancos de dados de \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Juiz entendeu que demora no fornecimento das informa\u00e7\u00f5es poderia prejudicar empresa<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o fundamento adotado pelo juiz Frederico Jos\u00e9 Pinto de Azevedo, da 3\u00aa Vara Federal de Pernambuco, para ordenar que a Receita Federal forne\u00e7a informa\u00e7\u00f5es requeridas por uma empresa do setor do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme os autos, a empresa impetrou Habeas Data, com pedido liminar, para acessar o relat\u00f3rio Sistema de acompanhamento de Preju\u00edzo, Lucro Inflacion\u00e1rio e Base de C\u00e1lculo Negativa da CSLL (Sapli) junto \u00e0 Receita Federal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a companhia, o acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es \u00e9 necess\u00e1rio para que ela possa formular proposta de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria individual. A autora da a\u00e7\u00e3o alega que fez uma s\u00e9rie de requerimentos administrativos para obter os dados, mas n\u00e3o obteve sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o juiz entendeu que o risco de inefic\u00e1cia era evidente, j\u00e1 que a falta de informa\u00e7\u00f5es inviabilizaria a elabora\u00e7\u00e3o de um plano de recupera\u00e7\u00e3o fiscal e a ades\u00e3o a programas de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, ele ordenou que a Receita fornecesse as informa\u00e7\u00f5es requeridas dentro do prazo de 30 dias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAlerta-se que n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal que autorize a concess\u00e3o de liminar em sede de Habeas Data. A decis\u00e3o fortalece a tese de que, se forem relevantes os fundamentos, a falta de previs\u00e3o na lei espec\u00edfica n\u00e3o deve impedir a concess\u00e3o da liminar\u201d, disse o&nbsp;advogado&nbsp;Pedro Holinger, do escrit\u00f3rio Bento Muniz Advocacia, que atuou no caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 0038471-64.2025.4.05.8300<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"PsLNSYdmKr\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-set-19\/juiz-concede-habeas-data-para-receita-fornecer-informacoes-a-empresa\/\">Juiz concede Habeas Data para Receita fornecer informa\u00e7\u00f5es a empresa<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Juiz concede Habeas Data para Receita fornecer informa\u00e7\u00f5es a empresa&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-set-19\/juiz-concede-habeas-data-para-receita-fornecer-informacoes-a-empresa\/embed\/#?secret=JCjdb5JZZb#?secret=PsLNSYdmKr\" data-secret=\"PsLNSYdmKr\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Uni\u00e3o tenta no STF validar inclus\u00e3o de tributos no c\u00e1lculo do PIS\/Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O governo federal, por meio da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU), adotou uma estrat\u00e9gia jur\u00eddica que surpreendeu os contribuintes: protocolou a\u00e7\u00e3o no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar validar a inclus\u00e3o de tributo na base de c\u00e1lculo de outro tributo. A medida, se aceita, resolveria, de uma tacada s\u00f3, tr\u00eas teses sobre PIS e Cofins. Em ao menos duas delas, h\u00e1 chance de vit\u00f3ria para as empresas, segundo tributaristas ouvidos pelo Valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Em A\u00e7\u00e3o Declarat\u00f3ria de Constitucionalidade (ADC 98), o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, representado pela AGU, pede que o Supremo reconhe\u00e7a que o conceito de receita ou faturamento das empresas, para fins de c\u00e1lculo da incid\u00eancia do PIS e Cofins, deve incluir despesas tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>A peti\u00e7\u00e3o inicial, distribu\u00edda para relatoria da ministra C\u00e1rmen L\u00facia, cita especialmente tr\u00eas temas que j\u00e1 tiveram a repercuss\u00e3o geral reconhecida pelo STF: a inclus\u00e3o do ISS na base de c\u00e1lculo do PIS e Cofins (Tema 118), a inclus\u00e3o do cr\u00e9dito presumido de ICMS decorrente de incentivos fiscais (Tema 843) e a inclus\u00e3o do PIS e Cofins nas pr\u00f3prias bases (Tema 1067).<\/p>\n\n\n\n<p>Nos dois primeiros temas, os contribuintes t\u00eam expectativas altas de obter entendimentos favor\u00e1veis. No Tema 118, com impacto estimado de R$ 35,4 bilh\u00f5es, segundo a Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) de 2025, o placar est\u00e1 em quatro votos a dois contra a Uni\u00e3o &#8211; se considerados os votos dados anteriormente no Plen\u00e1rio Virtual, j\u00e1 h\u00e1 maioria para as empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas dos votos pr\u00f3-contribuintes s\u00e3o de ministros aposentados: Celso de Mello, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber. Assim, n\u00e3o votam Nunes Marques, Cristiano Zanin e Fl\u00e1vio Dino.<\/p>\n\n\n\n<p>No Tema 843, sobre o cr\u00e9dito presumido de ICMS, o impacto esperado \u00e9 de R$ 16,5 bilh\u00f5es. O julgamento foi iniciado no Plen\u00e1rio Virtual do STF em mar\u00e7o de 2021, e houve maioria a favor dos contribuintes. Por\u00e9m, antes do encerramento da sess\u00e3o, o ministro Gilmar Mendes pediu destaque, o que transfere o caso para sess\u00e3o presencial e zera o placar. Ainda n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O maior impacto \u00e9 o do Tema 1067, de R$ 65,7 bilh\u00f5es. Trata da exclus\u00e3o do PIS e da Cofins duas suas pr\u00f3prias bases de c\u00e1lculo. Esse tamb\u00e9m seria o caso de maior incerteza, pois ainda n\u00e3o houve discuss\u00e3o no processo, que teve a repercuss\u00e3o geral reconhecida em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ADC 98, o presidente justifica a necessidade de an\u00e1lise da quest\u00e3o com base no argumento de que a Corte n\u00e3o estabeleceu, no julgamento da tese do s\u00e9culo (Tema 69), a inconstitucionalidade da incid\u00eancia de um tributo sobre outro, s\u00f3 analisando as peculiaridades de reconhecimento do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>O que a a\u00e7\u00e3o pede \u00e9 que seja afirmada a constitucionalidade do artigo 1\u00ba da Lei n\u00ba 10.637\/2002, do artigo 1\u00ba da Lei n\u00ba 10.833\/2003 e do artigo 2\u00ba da Lei n\u00ba 9.718\/1998, que determinam que o PIS e a Cofins incidem sobre o total das receitas mensais das empresas, tanto no regime cumulativo quanto no n\u00e3o cumulativo. Em nota ao Valor, a AGU afirma que o julgamento vai \u201cpacificar o ambiente de neg\u00f3cios\u201d a partir de uma manifesta\u00e7\u00e3o definitiva do STF, que poria \u201cfim \u00e0s discuss\u00f5es sobre o tema\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A peti\u00e7\u00e3o da AGU ressalta que a nova a\u00e7\u00e3o n\u00e3o abrange a discuss\u00e3o da inclus\u00e3o do ICMS na base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, destacando que, em 2023, a decis\u00e3o do Supremo sobre o assunto foi incorporada \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o por meio da Lei n\u00ba 14.592.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com tributaristas, a interposi\u00e7\u00e3o da ADC \u00e9 uma tentativa de passar por cima da jurisprud\u00eancia que vinha se formando a favor do contribuinte. Luiz Gustavo Bichara, s\u00f3cio do Bichara Advogados, diz que o governo manobra para driblar o qu\u00f3rum julgador. \u201cAl\u00e9m de ser um desrespeito para com o Supremo, \u00e9 um ato que propala inseguran\u00e7a jur\u00eddica. J\u00e1 passa de hora de se respeitar os precedentes judiciais\u201d, afirma o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele lembra que a mesma estrat\u00e9gia j\u00e1 foi usada pela AGU quando foi discutida a \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, com a proposi\u00e7\u00e3o da ADC 18. Na ocasi\u00e3o, como o Supremo priorizava a\u00e7\u00f5es de controle de constitucionalidade (como as ADCs) sobre outros tipos de processos, a tramita\u00e7\u00e3o da ADC travou o julgamento dos recursos originais por cerca de oito anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista Marcus L\u00edvio, s\u00f3cio do Salom\u00e3o Advogados, afirma que o governo est\u00e1 tentando trazer a discuss\u00e3o para o campo da constitucionalidade para que ministros diferentes possam se manifestar. \u201cN\u00e3o se trata de discutir a tese em si, \u00e9 uma estrat\u00e9gia para tirar a discuss\u00e3o do \u00e2mbito do repetitivo para analisar a legisla\u00e7\u00e3o pelo \u00e2ngulo constitucional. Tira da repercuss\u00e3o geral para levar para uma discuss\u00e3o em abstrato\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas mesmo que essa seja a inten\u00e7\u00e3o, o Supremo n\u00e3o deveria sequer conhecer o pedido, segundo Marco Behrndt, s\u00f3cio tributarista do Machado Meyer. O especialista afirma que os dispositivos apontados pela AGU como fonte da controv\u00e9rsia sobre o conceito de faturamento, na verdade, remetem ao conceito que est\u00e1 na Constitui\u00e7\u00e3o, no artigo 195, inciso I, al\u00ednea \u201cb\u201d, que afirma que as contribui\u00e7\u00f5es sociais devidas pelas empresas incidem sobre a receita ou o faturamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando julgou o Tema 69 [tese do s\u00e9culo], o Supremo j\u00e1 disse que estava definindo o conceito de receita e faturamento \u2018\u00e0 luz da Constitui\u00e7\u00e3o\u2019. O conceito n\u00e3o est\u00e1 nas leis apontadas, est\u00e1 na pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o. Como a an\u00e1lise constitucional j\u00e1 foi feita, a meu ver, n\u00e3o caberia essa an\u00e1lise proposta\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Parte da argumenta\u00e7\u00e3o do governo \u00e9 consequencialista, e, por isso, n\u00e3o deve prosperar, afirma Rafael Nichele, do escrit\u00f3rio Rafael Nichele Advogados Associados. De acordo com o tributarista, o impacto or\u00e7ament\u00e1rio n\u00e3o pode se sobrepor ao argumento jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse tipo de argumenta\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi usado no julgamento do Tema 69, que foi batizado de tese do s\u00e9culo at\u00e9 com base no impacto bilion\u00e1rio para os cofres da Fazenda. E esse argumento est\u00e1 sendo trazido para tentar reabrir o que o STF j\u00e1 decidiu sobre o conceito de receita\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A AGU, por sua vez, na nota ao Valor, argumenta que os recursos partem da mesma l\u00f3gica, e que \u201csubmeter tema de tamanha relev\u00e2ncia para o tribunal, a fim de que possa decidir de forma conjunta e uniforme, \u00e9 postura leg\u00edtima, que respeita as regras vigentes, a din\u00e2mica de julgamentos da Corte e o sistema de precedentes judiciais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m por nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que defende a Uni\u00e3o nos recursos extraordin\u00e1rios questionados, afirma que o assunto est\u00e1 sendo conduzido pela AGU.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/23\/uniao-tenta-no-stf-validar-inclusao-de-tributos-no-pis-cofins.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF afasta cobran\u00e7a de ITCMD sobre doa\u00e7\u00e3o ou heran\u00e7a no exterior<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Uma lacuna legislativa tem permitido a contribuintes receberem doa\u00e7\u00f5es ou heran\u00e7a sem pagar o ITCMD. S\u00e3o casos envolvendo transmiss\u00f5es de bens institu\u00eddas no exterior. Em duas decis\u00f5es recentes, a ministra C\u00e1rmen L\u00facia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afastou a cobran\u00e7a do imposto estadual. Uma delas j\u00e1 foi ratificada pela 1\u00aa Turma e a outra \u00e9 analisada nesta semana, no Plen\u00e1rio Virtual.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o as primeiras manifesta\u00e7\u00f5es do Supremo sobre o assunto, de acordo com tributaristas. Nos dois processos, a ministra negou recursos do Estado de S\u00e3o Paulo e manteve o entendimento do Tribunal de Justi\u00e7a (TJSP) de que n\u00e3o h\u00e1 respaldo legal para a tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese dos contribuintes \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 norma vigente v\u00e1lida que autorize a incid\u00eancia do tributo &#8211; lei complementar federal ou estadual. Ao Valor, a Procuradoria Geral do Estado de S\u00e3o Paulo (PGE-SP) informou que vai recorrer.<\/p>\n\n\n\n<p>O ITCMD incide sobre doa\u00e7\u00f5es e heran\u00e7as e a al\u00edquota varia de 4% a 8%. De janeiro a julho deste ano, o governo paulista arrecadou R$ 2,7 bilh\u00f5es com o tributo, 43% a menos que o mesmo per\u00edodo de 2024. Representou 12% da receita tribut\u00e1ria em 2025, de R$ 22,3 bilh\u00f5es at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A pol\u00eamica surgiu com a edi\u00e7\u00e3o da Emenda Constitucional n\u00ba 132\/23 &#8211; a reforma tribut\u00e1ria. O texto estabelece que, enquanto n\u00e3o for editada lei complementar sobre o tema pelo Congresso Nacional, valem as normas estaduais. S\u00f3 que a lei paulista foi considerada inconstitucional pelo TJSP, em 2011, e pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2021, com repercuss\u00e3o geral &#8211; o que vale para outros Estados e o Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros definiram que os Estados e o Distrito Federal n\u00e3o possuem compet\u00eancia legislativa para instituir a cobran\u00e7a de ITCMD sobre doa\u00e7\u00f5es e heran\u00e7as no exterior (RE 851108). De acordo com eles, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal estabelece que cabe \u00e0 lei complementar federal &#8211; e n\u00e3o a leis estaduais &#8211; regular a quest\u00e3o. At\u00e9 hoje, a norma federal n\u00e3o foi editada, segundo advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de S\u00e3o Paulo (Sefaz-SP) entende que \u00e9 poss\u00edvel cobrar o imposto mesmo sem nova lei estadual. Na vis\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o, a EC 132\/23 torna novamente v\u00e1lida a Lei n\u00ba 10.705, de 2000, considerada inconstitucional. Essa argumenta\u00e7\u00e3o foi negada pelo TJSP, o que foi mantido pela ministra C\u00e1rmen L\u00facia.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos casos trata de doa\u00e7\u00e3o feita por contribuinte no Reino Unido para donat\u00e1rio em S\u00e3o Paulo (RE 1553620). Na vis\u00e3o da relatora, o TJSP aplicou de forma correta a tese de repercuss\u00e3o geral do STF. Ela seguiu o parecer da Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR). \u201cComo assinalado no ac\u00f3rd\u00e3o recorrido, a aus\u00eancia de base legal a sustentar a cobran\u00e7a do imposto estadual torna invi\u00e1vel o reconhecimento da incid\u00eancia tribut\u00e1ria na esp\u00e9cie em exame, mesmo ap\u00f3s a edi\u00e7\u00e3o da Emenda Constitucional n\u00ba 132\/2023\u201d, diz ela no voto.<\/p>\n\n\n\n<p>A PGE-SP, no recurso, argumentava que o imposto poderia ser cobrado a partir de 2023, por conta da emenda constitucional. Mas sobre esse ponto, a ministra afirma que envolve rean\u00e1lise de prova, o que n\u00e3o pode ser feito pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<p>No novo agravo em an\u00e1lise nesta semana no Plen\u00e1rio Virtual, a ministra voltou a rejeitar o pedido do \u00f3rg\u00e3o e aplicou multa de 1% por \u201cabuso do direito de recorrer\u201d se o entendimento for un\u00e2nime. Ainda faltam os votos dos outros quatro ministros. A vota\u00e7\u00e3o acaba na sexta-feira.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo processo envolve a transmiss\u00e3o de quotas de uma empresa localizada nas Ilhas Brit\u00e2nicas, em raz\u00e3o de abertura de sucess\u00e3o no Brasil &#8211; repasse de uma m\u00e3e aos filhos. Nesse caso, em segredo de justi\u00e7a, a ministra frisou que \u00e9 preciso n\u00e3o s\u00f3 lei estadual, mas lei complementar para permitir a incid\u00eancia do ITCMD &#8211; na a\u00e7\u00e3o, o tributo cobrado \u00e9 de R$ 3 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 necess\u00e1ria, nos termos da al\u00ednea a do inciso III do par\u00e1grafo 1\u00ba do artigo 155 da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, a edi\u00e7\u00e3o de lei complementar federal disciplinando as normais gerais para a incid\u00eancia do Imposto sobre Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o &#8211; ITCMD, quando envolver doador residente ou domiciliado no exterior e os bens doados estiverem localizados em territ\u00f3rio brasileiro\u201d, afirma a relatora na decis\u00e3o, mantida pela 1\u00aa Turma por unanimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Ricardo Hiroshi Akamine, s\u00f3cio do PK Advogados que atua no caso, entende que, numa vis\u00e3o conservadora, s\u00f3 \u00e9 necess\u00e1rio hoje a lei estadual. \u201cO artigo 16 da emenda constitucional permite que os Estados cobrem ITCMD at\u00e9 que a lei complementar seja editada\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Akamine afirma que j\u00e1 tem a\u00e7\u00e3o transitada em julgado sobre o tema em que o governo de S\u00e3o Paulo nem levou a quest\u00e3o aos tribunais superiores. H\u00e1 outro caso em Minas Gerais, que n\u00e3o chegou no Supremo. \u201cO STF tem declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade envolvendo praticamente todos os Estados, determinando lei complementar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista Luiz Gustavo Simionato, do LCSC Advogados que atua no caso de doa\u00e7\u00e3o no Reino Unido, acredita ser dif\u00edcil a Fazenda reverter o entendimento da decis\u00e3o monocr\u00e1tica. \u201cA pr\u00f3pria ministra cita uma decis\u00e3o do ministro Alexandre de Moraes em que ele deixa claro que o artigo 4\u00ba da lei de S\u00e3o Paulo, a n\u00ba 10.705, foi declarado inconstitucional. Ent\u00e3o \u00e9 como se n\u00e3o existisse legisla\u00e7\u00e3o estadual atualmente que permita essa cobran\u00e7a\u201d, afirma o advogado, citando a Rcl 58187.<\/p>\n\n\n\n<p>Simionato lembra do Projeto de Lei (PL) n\u00ba 7\/2024 em tr\u00e2mite na Assembleia Legislativa do Estado de S\u00e3o Paulo (Alesp), destinado \u00e0 institui\u00e7\u00e3o do imposto, mas que ainda n\u00e3o foi aprovado &#8211; h\u00e1 ainda o PL n\u00ba 199\/2025 tramitando na Casa, tamb\u00e9m pendente de aprova\u00e7\u00e3o. Antes da san\u00e7\u00e3o de nova norma, n\u00e3o h\u00e1 como o Estado fazer a cobran\u00e7a, diz. \u201cA Constitui\u00e7\u00e3o ainda exige a lei complementar, mas, com a emenda constitucional, entendo que a partir da edi\u00e7\u00e3o dessa nova lei, o Estado poder\u00e1 cobrar o imposto\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo advogados, a situa\u00e7\u00e3o ocorre em outros Estados, como Minas Gerais, Esp\u00edrito Santo e Rio de Janeiro, que tamb\u00e9m n\u00e3o editaram novas leis sobre o assunto desde 2023. J\u00e1 Paran\u00e1, Pernambuco, Amazonas, Para\u00edba, Piau\u00ed, Rio Grande do Norte e Bahia criaram novas normas.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Ricardo Santos, s\u00f3cio do Lefosse, afirma que as decis\u00f5es de C\u00e1rmen L\u00facia chamaram a aten\u00e7\u00e3o do mercado. Na vis\u00e3o dele, o entendimento da ministra \u201cest\u00e1 alinhado com a jurisprud\u00eancia do Supremo\u201d. \u201cA tese do Fisco \u00e9 a quest\u00e3o da constitucionalidade superveniente e j\u00e1 houve algumas decis\u00f5es do STF que reconheceram n\u00e3o existir constitucionalidade superveniente\u201d, diz ele, citando o RE 390840 e o RE 346084. \u201cSe uma lei foi declarada inconstitucional, \u00e9 necess\u00e1rio uma nova prevendo a institui\u00e7\u00e3o do tributo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m lembra de dois julgados de 2025 em que o Supremo afirmou n\u00e3o ser necess\u00e1rio os Estados editarem novas leis para a cobran\u00e7a, mas elas s\u00f3 produziriam efeitos a partir da edi\u00e7\u00e3o da lei complementar (RE 1525264 e RE 1527727).<\/p>\n\n\n\n<p>Santos refor\u00e7a que entre 2021, quando o Supremo declarou a lei de S\u00e3o Paulo inconstitucional, e 2023, quando foi editada a EC 132, n\u00e3o se pode cobrar o tributo. \u201cA partir de 2023, com a lei nacional, a\u00ed sim todos os Estados puderam passar a ter uma lei cobrando o imposto, mas nem todos editaram\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a PGE-SP afirma que recorrer\u00e1 das decis\u00f5es, para que se reconhe\u00e7a a vig\u00eancia do artigo 16 da EC n\u00ba 132\/2023 e \u201ca plena efic\u00e1cia do artigo 2\u00ba da Lei Estadual n\u00ba 10.705\/2000\u201d. \u201cA PGE-SP permanece convicta de que a reforma tribut\u00e1ria realizada pelo artigo 16 da Emenda Constitucional n\u00ba 132\/2023 supriu diretamente o v\u00e1cuo legislativo identificado pelo STF no Tema 825 da repercuss\u00e3o geral e na ADI 6.830 e ampliou a efic\u00e1cia da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria estadual para autorizar a cobran\u00e7a do ITCMD sem distin\u00e7\u00e3o entre transmiss\u00f5es nacionais e internacionais\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/22\/stf-afasta-cobranca-de-itcmd-sobre-doacao-ou-heranca-no-exterior.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Receita Federal define tributa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios em casos de parceria Data: 16\/09\/2025 A Receita Federal entendeu que as sociedades de advogados, em casos de parcerias com outras bancas, podem reconhecer como receita bruta, na apura\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda (IRPJ), CSLL, PIS e Cofins, apenas a parcela dos honor\u00e1rios que lhe couber, conforme estipulado [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3643,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[9,29,33,63,96,73],"class_list":["post-3879","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-retrospecto-tributario","tag-amaral-yazbek","tag-empresas","tag-negocios","tag-noticia-do-dia","tag-reforma-tributaria","tag-retrospecto-tributario"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Retrospecto Tribut\u00e1rio - 15\/09 a 23\/09<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. 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