{"id":3875,"date":"2025-09-16T09:07:37","date_gmt":"2025-09-16T12:07:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3875"},"modified":"2025-09-16T09:07:40","modified_gmt":"2025-09-16T12:07:40","slug":"retrospecto-tributario-09-09-a-15-09","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3875","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 09\/09 a 15\/09"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 09\/09 a 15\/09<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fazenda amplia julgamentos colegiados nas delegacias da Receita<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O minist\u00e9rio da Fazenda editou a portaria 1.853\/25, para alterar as regras de julgamento das DRJs &#8211; Delegacias Regionais de Julgamento da Receita Federal. A medida, assinada pelo ministro Fernando Haddad, amplia as hip\u00f3teses de julgamentos colegiados e torna obrigat\u00f3ria a observ\u00e2ncia de s\u00famulas em mais situa\u00e7\u00f5es. O objetivo, segundo a pasta, \u00e9 harmonizar procedimentos e refor\u00e7ar a seguran\u00e7a jur\u00eddica no contencioso administrativo tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>As DRJs atuam como primeira inst\u00e2ncia administrativa em recursos contra autua\u00e7\u00f5es fiscais e funcionam como etapa anterior ao Carf &#8211; Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. At\u00e9 a edi\u00e7\u00e3o da nova norma, a colegialidade estava restrita a casos acima de mil sal\u00e1rios-m\u00ednimos (R$ 1,51 milh\u00e3o). Agora, os julgamentos colegiados passam a ser aplicados tamb\u00e9m a processos de pequeno valor, at\u00e9 60 sal\u00e1rios-m\u00ednimos (R$ 91.080), e de baixa complexidade, entre 60 e mil sal\u00e1rios-m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p>A portaria 1.853\/25 altera a portaria 20\/23 e introduz uma s\u00e9rie de ajustes. Entre eles, prev\u00ea que:<\/p>\n\n\n\n<p>julgamentos colegiados ocorrer\u00e3o inclusive em processos de inst\u00e2ncia recursal \u00fanica, independentemente do valor da controv\u00e9rsia;<\/p>\n\n\n\n<p>julgadores devem observar as s\u00famulas do Carf em decis\u00f5es monocr\u00e1ticas e colegiadas;<\/p>\n\n\n\n<p>em caso de ren\u00fancia ou t\u00e9rmino de mandato, o julgador permanece em exerc\u00edcio por at\u00e9 90 dias at\u00e9 a nomea\u00e7\u00e3o de substituto;<\/p>\n\n\n\n<p>processos n\u00e3o enquadrados em hip\u00f3teses espec\u00edficas devem ser redistribu\u00eddos com prioridade;<\/p>\n\n\n\n<p>recursos contra decis\u00f5es de primeira inst\u00e2ncia que adotem como fundamento decis\u00f5es plen\u00e1rias do STF, s\u00famulas vinculantes da Corte ou s\u00famulas do Carf n\u00e3o ser\u00e3o conhecidos, salvo quando houver outra mat\u00e9ria em an\u00e1lise ou se o contribuinte demonstrar a inaplicabilidade da s\u00famula ou decis\u00e3o ao caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma tamb\u00e9m autoriza a apresenta\u00e7\u00e3o de sustenta\u00e7\u00e3o oral gravada e memoriais digitais tanto em impugna\u00e7\u00f5es e manifesta\u00e7\u00f5es de inconformidade quanto em recursos volunt\u00e1rios. Al\u00e9m disso, refor\u00e7a que decis\u00f5es monocr\u00e1ticas devem conter ementa, relat\u00f3rio, fundamentos legais e ordem de intima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto alterado foi o tratamento dado aos processos de pequeno valor julgados colegiadamente: ainda que apreciados por turma, seguir\u00e3o o rito simplificado previsto para sua categoria, com registro em ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a portaria detalha prazos e regras para dilig\u00eancias e per\u00edcias, redistribui\u00e7\u00e3o de processos, declara\u00e7\u00e3o de votos vencidos e corre\u00e7\u00e3o de inexatid\u00f5es materiais em ac\u00f3rd\u00e3os ou decis\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova disciplina entrou em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o no DOU, no dia 4 de setembro.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/439550\/fazenda-amplia-julgamentos-colegiados-nas-delegacias-da-receita\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/439550\/fazenda-amplia-julgamentos-colegiados-nas-delegacias-da-receita<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf aprova s\u00famulas sobre cr\u00e9dito extempor\u00e2neo e pre\u00e7o de transfer\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) aprovou, no dia 5 de setembro, 11 novas s\u00famulas, incluindo a que trata do aproveitamento de cr\u00e9ditos extempor\u00e2neos de PIS\/Cofins, na 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o, ponto de maior preocupa\u00e7\u00e3o entre os contribuintes, e outra relacionada \u00e0 inclus\u00e3o de frete e seguro no c\u00e1lculo do pre\u00e7o de transfer\u00eancia, na 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o. Com a vota\u00e7\u00e3o, o conselho soma 21 s\u00famulas aprovadas em 2025.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Duas propostas de enunciado foram retiradas de pauta. Os textos tratavam de frete na revenda (3\u00aa Se\u00e7\u00e3o) e necessidade de comprovar a natureza ou a causa dos dep\u00f3sitos para afastar a presun\u00e7\u00e3o de receita. Esta \u00faltima j\u00e1 havia sido pautada anteriormente na 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o, mas foi transferida para o pleno. Agora, acabou novamente retirada. Ambas devem voltar \u00e0 vota\u00e7\u00e3o ap\u00f3s ajustes na reda\u00e7\u00e3o, ainda este ano, segundo o presidente do Carf, Carlos Higino Ribeiro de Alencar.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pauta, apenas uma proposta era considerada favor\u00e1vel ao contribuinte. O texto define que despesas incorridas com embalagens para transporte de produto, quando destinadas \u00e0 sua manuten\u00e7\u00e3o, preserva\u00e7\u00e3o e qualidade, enquadram-se na defini\u00e7\u00e3o de insumos fixada pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), no julgamento do Recurso Especial (REsp) 1.221.170\/PR, gerando cr\u00e9ditos de PIS e Cofins. A aprova\u00e7\u00e3o do texto foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>Vota\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta sexta, as discuss\u00f5es relacionadas aos textos foram pontuais. No pleno, a vota\u00e7\u00e3o foi un\u00e2nime para o enunciado que estabelece que a imputa\u00e7\u00e3o proporcional \u00e9 o \u00fanico m\u00e9todo admitido pelo C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN) para calcular valores devidos em recolhimentos ou compensa\u00e7\u00f5es em atraso, quando n\u00e3o computados integralmente os acr\u00e9scimos morat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Na 1\u00aa Turma, a proposta sobre pre\u00e7o de transfer\u00eancia foi aprovada por maioria. O texto determina que frete, seguro (quando arcados pelo importador) e tributos incidentes na importa\u00e7\u00e3o devem ser inclu\u00eddos no pre\u00e7o praticado para fins de compara\u00e7\u00e3o com o pre\u00e7o-par\u00e2metro do m\u00e9todo PRL, at\u00e9 a entrada em vigor do artigo 38 da MP 563\/2012, convertida na Lei 12.715\/2012. Discordaram os conselheiros Lu\u00eds Henrique Marotti Toselli e Heldo Jorge dos Santos Pereira J\u00fanior.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo placar se repetiu na 2\u00aa Turma, que aprovou o enunciado segundo o qual valores declarados no IRPF sem comprova\u00e7\u00e3o individualizada de origem n\u00e3o podem ser exclu\u00eddos da base de c\u00e1lculo de lan\u00e7amento feito com base na presun\u00e7\u00e3o do artigo 42 da Lei 9.430\/1996.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto havia sido retirado em sess\u00e3o extraordin\u00e1ria a pedido da CNI e chegou a ser cogitado para o pleno, mas acabou retornando para decis\u00e3o na pr\u00f3pria turma. Segundo a presid\u00eancia, a op\u00e7\u00e3o por mant\u00ea-lo no colegiado foi uma medida de \u201ccautela\u201d, para restringir seus efeitos apenas aos tributos sob a compet\u00eancia desta se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a s\u00famula de maior preocupa\u00e7\u00e3o, sobre cr\u00e9dito extempor\u00e2neo, o presidente afirmou que o objetivo n\u00e3o \u00e9 impedir a utiliza\u00e7\u00e3o desses cr\u00e9ditos, mas orientar o contribuinte para um procedimento considerado \u201cmais seguro\u201d, realizado de forma autom\u00e1tica pelos sistemas da Receita Federal. \u201cN\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o possa utilizar, mas vai utilizar o sistema mais adequado para isso\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse argumento tamb\u00e9m foi utilizado pelo conselheiro Rosaldo Trevisan, que votou favoravelmente \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o, ao defender o uso e evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica dos sistemas, uma vez que permitem c\u00e1lculos autom\u00e1ticos, sem necessidade de retifica\u00e7\u00f5es manuais.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o, R\u00e9gis Holanda, complementou ainda que a s\u00famula reflete a exig\u00eancia para o contribuinte de cumprir com uma obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria para comprovar a exist\u00eancia do cr\u00e9dito. Explicou que a legisla\u00e7\u00e3o j\u00e1 permite transportar para per\u00edodos subsequentes os cr\u00e9ditos n\u00e3o aproveitados no trimestre de refer\u00eancia. No entanto, \u00e9 preciso assegurar o controle desses valores, verificando se de fato o cr\u00e9dito existe, n\u00e3o foi utilizado e respeitou o crit\u00e9rio de rateio aplicado em determinado trimestre, pelo pr\u00f3prio sistema, que registra o saldo e o transporte autom\u00e1tico para per\u00edodos futuros. Caso o processo dependa de um processo manual ou apenas de dilig\u00eancias, n\u00e3o haver\u00e1 o mesmo n\u00edvel de rastreabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema, segundo tributaristas, pode gerar impacto no mercado, principalmente pelo alto valor envolvido nos processos. Segundo advogados, \u00e9 comum que empresas, ao revisar as apura\u00e7\u00f5es de anos anteriores, identifiquem cr\u00e9ditos de insumos que n\u00e3o haviam sido aproveitados e busquem registr\u00e1-los no exerc\u00edcio corrente. O fisco, no entanto, entende que isso n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel e exige a retifica\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias do passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Organiza\u00e7\u00e3o interna<\/p>\n\n\n\n<p>A vota\u00e7\u00e3o de s\u00famulas \u00e9 uma das estrat\u00e9gias do presidente do Carf para reduzir o estoque de processos, que com a greve voltou a alcan\u00e7ar R$ 1 trilh\u00e3o. A inten\u00e7\u00e3o, segundo Alencar, \u00e9 dar maior previsibilidade aos entendimentos no \u00e2mbito dos tribunais administrativos. Isso n\u00e3o significa, diz, que os julgamentos sobre os temas ser\u00e3o feitos de forma autom\u00e1tica a partir de agora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSempre cabe ao advogado do contribuinte dizer se o caso est\u00e1 enquadrado na s\u00famula. Ela [s\u00famula] n\u00e3o restringe o direito de defesa, n\u00e3o \u00e9 um resultado autom\u00e1tico, simplesmente firma uma tese jur\u00eddica\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja como foi a vota\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>Em pleno: a imputa\u00e7\u00e3o proporcional \u00e9 o \u00fanico m\u00e9todo admitido pelo C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional para determina\u00e7\u00e3o dos valores devidos em face de recolhimento ou compensa\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos em atraso, quando n\u00e3o computada a integralidade dos acr\u00e9scimos morat\u00f3rios. Aprovada por unanimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>1\u00aa Turma: o valor do frete e do seguro, cujo \u00f4nus tenha sido do importador, e os tributos incidentes na importa\u00e7\u00e3o devem ser inclu\u00eddos no pre\u00e7o praticado para fins de compara\u00e7\u00e3o com o pre\u00e7o par\u00e2metro determinado segundo o M\u00e9todo do Pre\u00e7o de Revenda menos Lucro (PRL), apurado conforme a Instru\u00e7\u00e3o Normativa SRF 243\/2002, at\u00e9 a entrada em vigor do artigo 38 da Medida Provis\u00f3ria 563\/2012, convertida na Lei 12.715\/2012, que deu nova reda\u00e7\u00e3o ao artigo 18 da Lei 9.430\/1996. Aprovada por maioria de 8 votos a 2, com discord\u00e2ncia dos conselheiros Lu\u00eds Henrique Marotti Toselli e Heldo Jorge dos Santos Pereira J\u00fanior.<\/p>\n\n\n\n<p>2\u00aa Turma: os valores informados em Declara\u00e7\u00e3o de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa F\u00edsica, que n\u00e3o tiveram a sua comprova\u00e7\u00e3o de origem individualizada, n\u00e3o s\u00e3o pass\u00edveis de exclus\u00e3o da base de c\u00e1lculo do lan\u00e7amento efetuado com base na presun\u00e7\u00e3o estabelecida no artigo 42 da Lei 9.430\/1996.&nbsp; Aprovado por maioria de 8 votos a 2, com discord\u00e2ncia dos conselheiros Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim e a vice-presidente, Sem\u00edramis de Oliveira Duro.<\/p>\n\n\n\n<p>3\u00aa Turma:<\/p>\n\n\n\n<p>aproveitamento de cr\u00e9ditos extempor\u00e2neos da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e da Cofins exige a apresenta\u00e7\u00e3o de DCTF e Dacon retificadores, comprovando os cr\u00e9ditos e os saldos credores dos trimestres correspondentes. Aprovada por maioria de 7 votos a 3, vencidas as conselheiras Tatiana Josefovicz Belis\u00e1rio, Cynthia Elena de Campos e Denise Madalena Green.<\/p>\n\n\n\n<p>As despesas portu\u00e1rias na exporta\u00e7\u00e3o de produtos acabados n\u00e3o se qualificam como insumos do processo produtivo do exportador para efeito de cr\u00e9ditos de Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e de Cofins n\u00e3o cumulativas. Aprovada por maioria de 8 votos a 2, vencidas as conselheiras Tatiana Josefovicz Belis\u00e1rio e Denise Madalena Green.<\/p>\n\n\n\n<p>A ado\u00e7\u00e3o do IGP-M como \u00edndice de reajuste descaracteriza a condi\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o predeterminado, conforme disposto no art. 10, inciso XI, al\u00ednea &#8220;b&#8221;, da Lei 10.833\/2003, salvo se o postulante ao cr\u00e9dito comprovar que a varia\u00e7\u00e3o do \u00edndice foi inferior aos patamares previstos no art. 109 da Lei 11.196\/2005. Aprovada por unanimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Na atividade de com\u00e9rcio n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a apura\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos da n\u00e3o-cumulatividade da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e da Cofins com base no inciso II do art. 3\u00ba das Leis 10.637\/2002 e 10.833\/2003. Aprovada por maioria de 9 a 1, vencida a conselheira Cynthia Elena.<\/p>\n\n\n\n<p>As despesas incorridas com embalagens para transporte de produto, quando destinadas \u00e0 sua manuten\u00e7\u00e3o, preserva\u00e7\u00e3o e qualidade, enquadram-se na defini\u00e7\u00e3o de insumos fixada pelo STJ, no julgamento do REsp 1.221.170\/PR. Aprovada por unanimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada um dos componentes da mercadoria descrita como &#8220;kit ou concentrado para refrigerantes&#8221; deve ser classificado em c\u00f3digo pr\u00f3prio da TIPI, quando o kit ou concentrado for constitu\u00eddo por diferentes mat\u00e9rias-primas e produtos intermedi\u00e1rios, que apenas ap\u00f3s nova etapa de industrializa\u00e7\u00e3o no estabelecimento adquirente se tornam uma prepara\u00e7\u00e3o composta para elabora\u00e7\u00e3o de bebidas. Aprovada por unanimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A apura\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito presumido de IPI sobre vendas realizadas a empresa comercial exportadora, previsto nas Leis 9.363\/1996 e 10.276\/2001, est\u00e1 condicionada \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o de que o produto tenha sa\u00eddo do estabelecimento produtor diretamente para embarque ou para recinto alfandegado, por conta e ordem da referida empresa comercial exportadora. A multa decorrente da convers\u00e3o da pena de perdimento, prescrita no \u00a73\u00ba do art. 23 do Decreto-Lei 1.455\/1976, com a reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei 10.637\/2002, \u00e9 inaplic\u00e1vel a opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o anteriores a 28\/07\/2010. Aprovada por maioria de 9 a 1, vencida a conselheira Tatiana Josefovicz Belis\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A multa decorrente da convers\u00e3o da pena de perdimento, prescrita no \u00a73\u00ba do art. 23 do Decreto-Lei 1.455\/1976, com a reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei 10.637\/2002, \u00e9 inaplic\u00e1vel a opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o anteriores a 28\/07\/2010. Aprovada por unanimidade.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-aprova-sumulas-sobre-credito-extemporaneo-e-preco-de-transferencia\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-aprova-sumulas-sobre-credito-extemporaneo-e-preco-de-transferencia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>PGFN e Receita abrem transa\u00e7\u00e3o sobre stock options, PLR e para o setor varejista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Receita Federal abriram novos editais de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria relacionados a stock options, Participa\u00e7\u00e3o nos Lucros e Resultados (PLR), previd\u00eancia privada e bonifica\u00e7\u00f5es para o setor varejista. Os textos foram publicados no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o em 1\u00ba de setembro.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro edital publicado nesta segunda (PGFN\/RFB 58\/2025) trata da incid\u00eancia de PIS\/Cofins sobre valores referentes a bonifica\u00e7\u00f5es e a descontos condicionais recebidos pelo com\u00e9rcio varejista em geral das ind\u00fastrias e de outros fornecedores. Tanto o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) quanto o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) t\u00eam posicionamentos desfavor\u00e1veis aos contribuintes sobre a mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo edital (PGFN\/RFB 59\/2025) abrange a incid\u00eancia de Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica (IRPF), contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias e contribui\u00e7\u00f5es destinadas a terceiros. O texto trata de tr\u00eas assuntos: valores auferidos em planos de stock options, valores pagos a t\u00edtulo de participa\u00e7\u00e3o nos lucros e resultados da empresa (PLR) e valores pagos por empregadores para programas de previd\u00eancia privada complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o sobre stock options foi analisada pelo STJ, que fixou entendimento ben\u00e9fico aos contribuintes, sob o rito dos repetitivos. A Corte decidiu que os planos de op\u00e7\u00e3o de compra de a\u00e7\u00f5es oferecidos a funcion\u00e1rios pelas empresas t\u00eam natureza mercantil, ou seja, n\u00e3o configuram remunera\u00e7\u00e3o. O debate, no entanto, foi voltado \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o pelo IRPF, ficando em aberto a quest\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o julgamento no ano passado, o Carf t\u00eam sobrestado a maioria dos processos administrativos para aguardar o tr\u00e2nsito em julgado do repetitivo e uma defini\u00e7\u00e3o clara quanto ao alcance do julgado.<\/p>\n\n\n\n<p>Modalidades e prazo<\/p>\n\n\n\n<p>Os descontos oferecidos podem chegar a at\u00e9 65% e os parcelamentos dos d\u00e9bitos podem ser feitos em at\u00e9 60 vezes. Em qualquer modalidade de transa\u00e7\u00e3o, o valor m\u00ednimo das parcelas \u00e9 de R$ 500.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m ser\u00e1 poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo fiscal e de base de c\u00e1lculo negativa da CSLL para quitar o saldo remanescente at\u00e9 o limite de 30%, independente da modalidade de pagamento escolhida. A medida j\u00e1 vinha sendo adotada em outros temas do Programa de Transa\u00e7\u00e3o Integral (PTI).<\/p>\n\n\n\n<p>O prazo para ades\u00e3o aos novos editais vai at\u00e9 28 de dezembro e os contribuintes devem apresentar os documentos no portal Regularize.<\/p>\n\n\n\n<p>Editais anteriores<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas mat\u00e9rias j\u00e1 haviam sido tratadas em outros editais, cujo prazo de ades\u00e3o encerrou em 30 de junho, e traziam especificidades para cada tema. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 PLR, por exemplo, o primeiro edital publicado tratava apenas da incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias e de contribui\u00e7\u00f5es destinadas a outras entidades ou fundos.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 previd\u00eancia privada, o edital inicial tratava da incid\u00eancia de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias e de contribui\u00e7\u00f5es destinadas a outras entidades ou fundos sobre valores aportados por empregadores a programas de previd\u00eancia privada complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela frente<\/p>\n\n\n\n<p>O cronograma da PGFN e Receita prev\u00ea, ainda neste m\u00eas, a publica\u00e7\u00e3o de uma portaria para a segunda fase do PTI que leva em considera\u00e7\u00e3o a recupera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito judicializado (PRJ), ou seja, abrange cr\u00e9ditos inscritos ou n\u00e3o em d\u00edvida ativa que sejam objeto de demanda judicial. A ideia \u00e9 usar a mesma modelagem inicial, mas para cr\u00e9ditos no contencioso administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>O prazo inicialmente previsto para a publica\u00e7\u00e3o \u00e9 30 de setembro e os contribuintes poder\u00e3o apresentar propostas at\u00e9 29 de dezembro.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, o PTI deve abranger 17 temas de \u201crelevante e disseminada controv\u00e9rsia jur\u00eddica\u201d. At\u00e9 o momento n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o do calend\u00e1rio para o pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/pgfn-e-receita-abrem-transacao-sobre-stock-options-plr-e-para-o-setor-varejista\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/pgfn-e-receita-abrem-transacao-sobre-stock-options-plr-e-para-o-setor-varejista<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o aprova inclus\u00e3o de aluguel de m\u00e1quinas no programa de apoio ao setor de eventos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os da C\u00e2mara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3026\/23, que inclui o segmento de aluguel de m\u00e1quinas e equipamentos comerciais e industriais, sem operadores, entre os benefici\u00e1rios do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse).<\/p>\n\n\n\n<p>A comiss\u00e3o aprovou o parecer do relator, deputado Josenildo (PDT-AP), favor\u00e1vel \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o da proposta, com ajuste na reda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO setor de eventos, por suas caracter\u00edsticas e din\u00e2mica de funcionamento, faz frequente uso do aluguel de m\u00e1quinas e equipamentos, que constituem importante elo da cadeia de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto aprovado altera a Lei 14.148\/21, que criou o Perse. A norma reduziu a 0%, por 60 meses, as al\u00edquotas de alguns tributos (PIS\/Pasep, Cofins, CSLL e IRPJ) \u2013 incidentes sobre o resultado de empresas do setor de eventos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Perse \u00e9 hoje o principal mecanismo de suporte ao setor de eventos e turismo do Pa\u00eds\u201d, disse o autor da proposta, deputado Max Lemos (PDT-RJ). \u201cApesar de ser um programa recente, os efeitos s\u00e3o not\u00e1veis, o que faz com que diversos outros segmentos busquem a ades\u00e3o\u201d, continuou o parlamentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto tramita em car\u00e1ter conclusivo e ainda ser\u00e1 analisado pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, ter\u00e1 de ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1198748-comissao-aprova-inclusao-de-aluguel-de-maquinas-no\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1198748-comissao-aprova-inclusao-de-aluguel-de-maquinas-no<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Braga define al\u00edquotas para o setor financeiro, iniciando em 10,85% em 2027<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio do senador Eduardo Braga para o PLP 108, da reforma tribut\u00e1ria, incorporou ao texto legal as al\u00edquotas de IBS\/CBS para o setor financeiro, uma das que estavam em aberto e que na LC 214 em vigor s\u00f3 tinha a f\u00f3rmula de c\u00e1lculo. A soma dos dois tributos come\u00e7ar\u00e1 em 10,85% em 2027 e chegar\u00e1 a 12,50% em 2033, tendo a aplica\u00e7\u00e3o de um redutor nos munic\u00edpios onde h\u00e1 ISS.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO art. 233 da LCP 214, de 2025, estabelece crit\u00e9rios para o c\u00e1lculo da al\u00edquota de servi\u00e7os financeiros, com base no dispositivo constitucional que prev\u00ea a manuten\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria sobre opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito. Ao longo dos \u00faltimos meses, a equipe da Secretaria Extraordin\u00e1ria da Reforma Tribut\u00e1ria (SERT), com apoio do Banco Central e da RFB e acompanhamento de t\u00e9cnicos dos Estados e Munic\u00edpios, calculou qual seria essa al\u00edquota. Como se chegou a um resultado robusto, propomos que a al\u00edquota seja desde logo incorporada no texto da LCP 214, de 2025\u201d, disse Braga. \u201cEssa mudan\u00e7a traz mais seguran\u00e7a jur\u00eddica e reduz o risco de judicializa\u00e7\u00e3o caso o c\u00e1lculo seja feito posteriormente\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>A al\u00edquota vai subindo anualmente, conforme a transi\u00e7\u00e3o do ICMS para IBS, da seguinte forma: \u201cI &#8211; em 2027 e 2028, a 10,85% (dez inteiros e oitenta e cinco cent\u00e9simos por cento); II &#8211; em 2029, a 11,00% (onze por cento); III &#8211; em 2030, a 11,15% (onze inteiros e quinze cent\u00e9simos por cento); IV &#8211; em 2031, a 11,30% (onze inteiros e trinta cent\u00e9simos por cento); V &#8211; em 2032, a 11,50% (onze inteiros e cinco d\u00e9cimos por cento); e VI &#8211; em 2033, a 12,50% (doze inteiros e cinco d\u00e9cimos por cento).<\/p>\n\n\n\n<p>O texto prev\u00ea um redutor nas localidades em que h\u00e1 incid\u00eancia de ISS, conforme a seguinte escada: I &#8211; em 2027 e 2028, em 2 p.p. (dois pontos percentuais); II &#8211; em 2029, em 1,8 p.p. (um inteiro e oito d\u00e9cimos de ponto percentual); III &#8211; em 2030, em 1,6 p.p. (um inteiro e seis d\u00e9cimos de ponto percentual); IV &#8211; em 2031 em 1,4 p.p. (um inteiro e quatro d\u00e9cimos de ponto percentual); e V &#8211; em 2032, em 1,2 p.p. (um inteiro e dois d\u00e9cimos de ponto percentual).\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/braga-define-aliquotas-para-o-setor-financeiro-iniciando-em-1085-em-2027\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/braga-define-aliquotas-para-o-setor-financeiro-iniciando-em-1085-em-2027<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sem notas fiscais da reforma, empresas pagar\u00e3o IBS e CBS em 2026 e podem at\u00e9 parar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Com a chegada da fase de transi\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria do consumo, a exig\u00eancia de novos modelos de notas fiscais tem gerado apreens\u00e3o entre empresas e entidades setoriais. O principal problema gira em torno da capacidade de adapta\u00e7\u00e3o dos sistemas aos novos layouts exigidos pela Receita Federal. Contribuintes temem n\u00e3o conseguir atender aos prazos para come\u00e7ar a informar o IBS e a CBS nos documentos fiscais a partir de janeiro de 2026 e, com isso, sofrer penalidades. Entre elas a de serem obrigados a recolher os novos tributos j\u00e1 em 2026, ano previsto para ser apenas de teste. O maior risco, no entanto, \u00e9 operacional, de os contribuintes n\u00e3o conseguirem emitir os documentos fiscais, o que inviabilizaria o faturamento e a conclus\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora haja algum temor por parte dos contribuintes de o governo n\u00e3o disponibilizar todos os novos modelos de notas fiscais a tempo, especialistas ouvidos pelo JOTA apontam uma preocupa\u00e7\u00e3o maior com a conscientiza\u00e7\u00e3o das empresas, que precisam se adaptar e fazer a sua parte para cumprir as novas regras.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao JOTA, o gerente do projeto de implanta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria do consumo na Receita Federal, Marcos Flores, garante que o fisco est\u00e1 trabalhando para que todos os modelos estejam prontos at\u00e9 dezembro, com tempo h\u00e1bil para os contribuintes se adaptarem. Flores ressalta que o \u00f3rg\u00e3o tem publicado uma s\u00e9rie de notas t\u00e9cnicas que j\u00e1 trazem os novos layouts, inclusive da nota de mercadorias.<\/p>\n\n\n\n<p>No limite, em casos de documentos que s\u00e3o exigidos pela primeira vez, como as dos setores de saneamento b\u00e1sico, de loca\u00e7\u00f5es e de transa\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias, o fisco garante que, se esse prazo n\u00e3o for cumprido, como \u00faltima op\u00e7\u00e3o, tomar\u00e1 medidas para que as empresas cumpram a obriga\u00e7\u00e3o de modo mais simples, pois a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 de uma rela\u00e7\u00e3o de coopera\u00e7\u00e3o com o contribuinte. &#8220;Estamos trabalhando para que n\u00e3o falte nada e que d\u00ea tempo de o contribuinte atualizar o seu sistema&#8221;, afirma Flores, que observou que os resultados tamb\u00e9m dependem dos estados e munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Contribuinte que n\u00e3o informar IBS e CBS em 2026 deve pag\u00e1-los<\/p>\n\n\n\n<p>O prazo para a emiss\u00e3o dos novos documentos fiscais come\u00e7a em 1\u00ba de janeiro de 2026, in\u00edcio de uma transi\u00e7\u00e3o que vai at\u00e9 2033. A reforma tribut\u00e1ria define que, neste primeiro ano, haver\u00e1 apenas o \u201cteste\u201d da CBS, que ter\u00e1 al\u00edquota de 0,9%, e do IBS, com al\u00edquota de 0,1%, sem a cobran\u00e7a efetiva, porque os valores ser\u00e3o compensados com o PIS e a Cofins. Mas h\u00e1 um detalhe que tem passado despercebido pelos contribuintes: se elas n\u00e3o emitirem os documentos fiscais, chamados de obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias, eles ser\u00e3o obrigados a recolher a CBS e o IBS a essas al\u00edquotas mesmo em 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>A penalidade consta do 125, par\u00e1grafo 4\u00ba, do Ato das Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais Transit\u00f3rias (ADCT), inserido pela reforma tribut\u00e1ria, e do artigo 348, par\u00e1grafo 1\u00ba, da Lei Complementar 214\/2025. Ambos definem que os contribuintes que cumprirem as obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias, ou seja, a emiss\u00e3o dos documentos fiscais, relativas \u00e0 CBS e ao IBS ficam dispensados do recolhimento desses tributos. Especialistas explicam que, caso contr\u00e1rio, \u00e9 aplicada a regra: os fiscos cobrar\u00e3o os valores diante do princ\u00edpio da indisponibilidade do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Risco de n\u00e3o conseguir operar<\/p>\n\n\n\n<p>Marcus Vinicius Gon\u00e7alves, s\u00f3cio da KPMG, empresa global de auditoria e consultoria, no entanto, aponta que a previs\u00e3o na legisla\u00e7\u00e3o para o recolhimento dos tributos j\u00e1 em 2026 \u00e9 o menor dos problemas. Na pr\u00e1tica, explica, se as empresas n\u00e3o inserirem os campos do IBS e da CBS, as notas fiscais n\u00e3o poder\u00e3o ser emitidas, o que inviabilizar\u00e1 a conclus\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es com mercadorias e servi\u00e7os. \u201cO problema n\u00e3o est\u00e1 no 1% [de tributo a ser pago], est\u00e1 no risco de n\u00e3o conseguir operar\u201d, afirma Gon\u00e7alves.<\/p>\n\n\n\n<p>O s\u00f3cio da KPMG destaca que, em 2026, o contribuinte vai poder compensar a al\u00edquota de 1% do somat\u00f3rio da CBS e do IBS com o PIS e a Cofins que seria obrigado a recolher. Mas, para isso, precisa destacar corretamente os novos tributos nas notas fiscais. \u201cSe as empresas n\u00e3o conseguirem neste curto per\u00edodo de tempo, entre agora e o fim do ano, adaptar os sistemas, fazer customiza\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para emitir e receber nota no novo layout, o risco \u00e9 n\u00e3o conseguir operar\u201d, diz Gon\u00e7alves, que observa haver um movimento crescente por parte de associa\u00e7\u00f5es empresariais e empresas de tecnologia para pedir a prorroga\u00e7\u00e3o do prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>Edgard de Castro, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Tecnologia para o Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (Afrac), tamb\u00e9m aponta preocupa\u00e7\u00e3o com o prazo de adapta\u00e7\u00e3o das empresas, sobretudo as de pequeno porte, que podem n\u00e3o contar com estrutura para realizar as mudan\u00e7as. Ele chama a aten\u00e7\u00e3o das empresas para a import\u00e2ncia de se atualizar at\u00e9 dezembro de 2025: \u201c\u00c9 um alerta bem claro para as empresas, para dizer: olha, tem de se adequar. A reforma tribut\u00e1ria existe, \u00e9 100% real e come\u00e7a a partir de janeiro de 2026.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos grandes gargalos citados por Castro \u00e9 a adapta\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios, que, a partir de 1\u00ba de janeiro de 2026, dever\u00e3o estar integrados ao novo padr\u00e3o nacional da Nota Fiscal de Servi\u00e7o eletr\u00f4nica (NFS-e). O presidente da Afrac aponta que cerca de mil contribuintes j\u00e1 aderiram ao novo sistema. \u201cEnt\u00e3o, h\u00e1 uma s\u00e9rie de adequa\u00e7\u00f5es a serem feitas. E \u00e9 importante que fique claro: n\u00e3o estamos falando de empresas versus governo. O Legislativo definiu e todos t\u00eam de atender. Estamos todos em uma cruzada contra o tempo\u201d, conclui Castro.<\/p>\n\n\n\n<p>Falta de mobiliza\u00e7\u00e3o das empresas<\/p>\n\n\n\n<p>Rodrigo Sartorio, diretor de Produtos da Totvs, empresa l\u00edder no mercado de tecnologia para gest\u00e3o empresarial, afirma que o que mais preocupa \u00e9 a falta de mobiliza\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias empresas para adaptar os seus sistemas \u00e0s novas regras. A seu ver, a necessidade de conscientiza\u00e7\u00e3o atinge empresas de todos os portes e setores. Sartorio diz que o governo tem cumprido o cronograma de publica\u00e7\u00e3o das notas t\u00e9cnicas, mas lembra que a reforma exige n\u00e3o apenas adequa\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica por parte dos contribuintes, mas tamb\u00e9m revis\u00e3o estrat\u00e9gica.<\/p>\n\n\n\n<p>Para se ter ideia, embora j\u00e1 exista um ambiente de homologa\u00e7\u00e3o disponibilizado pelo governo, para que os contribuintes testem os novos modelos, o diretor afirma que menos de 50% dos clientes da Totvs iniciaram a parametriza\u00e7\u00e3o dos sistemas. Ou seja, a Totvs oferece as solu\u00e7\u00f5es prontas, mas grande parte das empresas ainda precisa configurar os seus sistemas e fazer testes para cumprir as novas regras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEnviamos cartas aos clientes alertando sobre o in\u00edcio da transi\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria e temos realizado eventos para fazer esse choque de realidade\u201d, afirma Sartorio. \u201cEu acredito que a gente tem essa mobiliza\u00e7\u00e3o que est\u00e1 crescente, mas o timing \u00e9 perigoso. Acelerou agora, mas no nosso entendimento ficou muito represado para o fim do ano\u201d, enfatiza.<\/p>\n\n\n\n<p>Receita aposta em colabora\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Ao JOTA, Marcos Flores, da Receita Federal, afirma que o \u00f3rg\u00e3o tem buscado informar ao setor privado que a transi\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria ser\u00e1 realizada de forma colaborativa, sem car\u00e1ter punitivo. Na avalia\u00e7\u00e3o do gerente do projeto de implanta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria do consumo, a maioria dos contribuintes, sobretudo aqueles que j\u00e1 emitem as notas, n\u00e3o ter\u00e1 problemas para se adaptar.<\/p>\n\n\n\n<p>Flores lembra que, h\u00e1 pelo menos 15 anos, os contribuintes adaptam os documentos fiscais a novas notas t\u00e9cnicas pelo menos duas vezes por ano. \u201cPara quem j\u00e1 emite nota fiscal, sem susto. Se deu conta do recado por 15 anos, vai dar conta agora tamb\u00e9m\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Para casos mais complexos, em que ainda n\u00e3o existem os documentos fiscais, como saneamento b\u00e1sico, loca\u00e7\u00f5es e transa\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias, Flores diz que, se esse prazo n\u00e3o for cumprido, a Receita tomar\u00e1 medidas para viabilizar o cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o detalhou quais. O foco, por\u00e9m, \u00e9 concluir tudo ainda em 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A gente n\u00e3o tem inten\u00e7\u00e3o de resolver isso de forma coercitiva&#8221;, garante Flores. &#8220;O objetivo \u00e9 que a gente consiga fazer a transi\u00e7\u00e3o, para que o contribuinte consiga transmitir tudo. Estamos tentando ajudar o contribuinte e acho que isso est\u00e1 claro.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>A finalidade da exig\u00eancia em 2026, segundo Flores, al\u00e9m de preparar os sistemas para a nova estrutura tribut\u00e1ria, \u00e9 permitir que as administra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas calibrem as futuras al\u00edquotas. O objetivo \u00e9 manter a carga tribut\u00e1ria e fazer com que a al\u00edquota seja a mais baixa poss\u00edvel. \u201cA administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria precisa do documento fiscal para calcular a al\u00edquota correta, inclusive o TCU vai validar a metodologia. Mas, se os documentos fiscais n\u00e3o s\u00e3o emitidos, \u00e9 como se aquele fato gerador n\u00e3o existisse, e tem de subir a al\u00edquota\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Para facilitar o processo de emiss\u00e3o, Flores lembra que a Receita disponibiliza ferramentas, como a calculadora da reforma tribut\u00e1ria, que j\u00e1 \u00e9 utilizada no projeto-piloto da CBS. \u201cEstamos trabalhando para facilitar a vida do contribuinte. A Receita est\u00e1 disponibilizando uma ferramenta que calcula todos esses tributos. Mesmo que [o contribuinte] n\u00e3o saiba o layout do documento fiscal ainda, ele pode acoplar o seu sistema \u00e0 calculadora\u201d, afirma o gerente.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/sem-notas-fiscais-da-reforma-empresas-pagarao-ibs-e-cbs-em-2026-e-podem-ate-parar\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/sem-notas-fiscais-da-reforma-empresas-pagarao-ibs-e-cbs-em-2026-e-podem-ate-parar<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Possibilidade de inclus\u00e3o do IBS e CBS no c\u00e1lculo de outros tributos poder\u00e1 gerar judicializa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>As disputas judiciais intermin\u00e1veis sobre a inclus\u00e3o de um tributo na base de c\u00e1lculo de outro correm o risco de se repetirem com o Imposto (IBS) e a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS). Embora a reforma tribut\u00e1ria tenha vindo para simplificar o atual sistema, deixa em aberto, segundo tributaristas ouvidos pelo Valor, se as empresas no lucro p resumido e no regime de tributa\u00e7\u00e3o do Simples Nacional dever\u00e3o incluir o IBS e a CBS no c\u00e1lculo do Imposto de Renda (IRPJ) e da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>A l\u00f3gica, afirmam os especialistas, seria seguir o desenho do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), sem essa inclus\u00e3o. Por\u00e9m, h\u00e1 receio de a Receita Federal manter o atual entendimento pela semelhan\u00e7a entre o IBS e a CBS com os atuais tributos. A falta de uma defini\u00e7\u00e3o, por meio da emenda constitucional ou da regulamenta\u00e7\u00e3o, acrescentam, poder\u00e1 resultar em judicializa\u00e7\u00e3o em breve. O per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o da reforma j\u00e1 come\u00e7a no ano que vem.<\/p>\n\n\n\n<p>Existe a d\u00favida porque a base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL no regime do lucro presumido (faturamento anual de at\u00e9 R$ 78 milh\u00f5es) e no Simples (de at\u00e9 R$ 48 milh\u00f5es ao ano) \u00e9 a receita bruta. Para os tributaristas, tributos n\u00e3o integram esse montante, por\u00e9m a interpreta\u00e7\u00e3o da Receita em situa\u00e7\u00f5es similares n\u00e3o foi essa. No regime do lucro real, ainda que os tributos sejam reconhecidos na receita bruta, depois eles s\u00e3o retirados como \u201cdespesa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o \u00e9 sobre a contabiliza\u00e7\u00e3o do IBS e da CBS, segundo Daniel Loria, s\u00f3cio do Loria Advogados e ex-integrante da Secretaria Extraordin\u00e1ria da Reforma Tribut\u00e1ria. Para ele, os valores n\u00e3o deveriam entrar na receita porque o IBS e CBS s\u00e3o tributos sobre o consumo e o contribuinte, de fato, \u00e9 o consumidor final. As empresas, acrescenta, ser\u00e3o apenas as recolhedoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem duas formas de resolver esse ponto, segundo Loria: uma mudan\u00e7a em lei ou por discuss\u00e3o interpretativa &#8211; sendo a primeira forma a mais segura. \u201cSe deixar em aberto e for para interpreta\u00e7\u00e3o pode gerar lit\u00edgio\u201d, afirma o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo IBS e CBS tributos destacados na nota fiscal, devem ser contabilizados como o IPI, tributo recuper\u00e1vel, que gera um ativo no balan\u00e7o patrimonial e n\u00e3o afeta a receita bruta, segundo Gustavo Vettori, professor na Faculdade de Economia e Administra\u00e7\u00e3o (FEA) da USP e s\u00f3cio do Vettori, Rubinstein e Foz Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado, tamb\u00e9m contaria para a exclus\u00e3o da base de c\u00e1lculo do IRPJ e CSLL a decis\u00e3o do Supremo de que ICMS destacado na nota fiscal e n\u00e3o recolhido configura apropria\u00e7\u00e3o indevida e que o imposto estadual est\u00e1 fora do conceito de receita para ser tributado pelo PIS e pela Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO IBS e a CBS se assemelham ao IPI e foram as caracter\u00edsticas desse tributo que o afastaram da receita. Mesmo quando se entendia que o ICMS estava na receita bruta, nunca se falou de incluir o IPI na receita bruta. Por isso, IBS e CBS deveriam ficar fora\u201d, afirma Vettori.<\/p>\n\n\n\n<p>Fabio Silva, professor no FGV Law e s\u00f3cio do mesmo escrit\u00f3rio, pontua que se IBS e CBS ficarem fora da receita bruta, haver\u00e1 um efeito indireto da reforma tribut\u00e1ria de reduzir a arrecada\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda e da CSLL das empresas no lucro presumido e Simples. Isso porque ICMS, ISS, PIS e Cofins hoje integram a base desses tributos. \u201cN\u00e3o \u00e9 uma queda significativa, fica em torno de 1%, mas existe\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A retirada dos novos tributos tamb\u00e9m poderia ter outro efeito: o de incluir mais empresas no lucro presumido. Aquelas que hoje ultrapassam o teto de R$ 78 milh\u00f5es por ano, com os impostos inclu\u00eddos no faturamento, poderiam ficar abaixo desse limite com a exclus\u00e3o do IBS e da CBS, afirma Sil va.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, os tributaristas pontuam que se a Receita assemelhar IBS e CBS a ICMS, ISS, PIS e Cofins, que est\u00e3o na receita bruta, como a base de c\u00e1lculo ser\u00e1 inflada, haver\u00e1 um aumento de carga tribut\u00e1ria. N\u00e3o h\u00e1, por enquanto, essa manifesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe, no futuro, a Receita indicar que es t\u00e3o na receita bruta [IBS e CBS], acabar\u00e1 criando um contencioso gigante porque as empresas no regime presumido v\u00e3o alegar que a base de c\u00e1lculo est\u00e1 majorada e vamos voltar \u00e0 discuss\u00e3o da \u2018tese do s\u00e9culo\u2019\u201d, afirma Silva, em refer\u00eancia \u00e0 exclus\u00e3o do ICMS da base do PIS e da Cofins, em julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que levou d\u00e9cadas para terminar.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Gustavo Vettori, \u00e9 necess\u00e1ria uma previs\u00e3o legal clara. \u201c\u00c9 papel do Congresso legislar e esclarecer. A solu\u00e7\u00e3o mais simples \u00e9 excluir da base\u201d, afirma ele. Eventual perda de arrecada\u00e7\u00e3o com a exclus\u00e3o, acrescenta o especialista, poder\u00e1 ser compensada com percentual da al\u00edquota no lucro presumido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA pr\u00f3pria reforma tribut\u00e1ria traz os princ\u00edpios da transpar\u00eancia, da coopera\u00e7\u00e3o. Esse assunto deveria ser definido antecipadamente, para evitar que no futuro sejam dadas interpreta\u00e7\u00f5es distintas, gerando um contencioso que pode contrariar princ\u00edpios da reforma\u201d, diz Vettori.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, o Minist\u00e9rio da Fazenda n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/12\/possibilidade-de-inclusao-do-ibs-e-cbs-no-calculo-de-outros-tributos-podera-gerar-judicializacao.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/12\/possibilidade-de-inclusao-do-ibs-e-cbs-no-calculo-de-outros-tributos-podera-gerar-judicializacao.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria criou desvantagem para empresas do Simples, diz diretor do IBPT<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Com o in\u00edcio do per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria em 2026, as empresas brasileiras optantes do regime do Simples Nacional podem ser impactadas pela mudan\u00e7as e perder competitividade. O alerta \u00e9 do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT).<\/p>\n\n\n\n<p>Levantamento do IBPT mostra que das mais de 27 milh\u00f5es de empresas ativas no Brasil, 19,2 milh\u00f5es ou 72,5% do total s\u00e3o optantes do Simples. E entre as empresas enquadradas atualmente no regime tribut\u00e1rio simplificado, mais de 70% operam no modelo B2B, ou seja, vendem para outras empresas e n\u00e3o para o consumidor final. S\u00e3o estas que podem levar desvantagem, segundo o instituto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Simples n\u00e3o acabou. Mas a reforma criou uma desvantagem competitiva para boa parte das empresas que est\u00e3o nele. E a maioria ainda n\u00e3o percebeu\u201d, comenta o diretor do IBPT e respons\u00e1vel pelo estudo, o advogado tribut\u00e1rio Carlos Pinto.<\/p>\n\n\n\n<p>No novo regime tribut\u00e1rio, as vendas para outras empresas poder\u00e3o gerar cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, convertidos em descontos nos impostos pagos pelas empresas compradoras.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas n\u00e3o ser\u00e3o obrigadas a adotar o modelo de cobran\u00e7a do CBS, podendo optar por seguir no modelo do Simples Nacional. Por\u00e9m, ao manter o atual regime simplificado, n\u00e3o gerar\u00e3o cr\u00e9ditos e poder\u00e3o ficar menos competitivas perante seus clientes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA ideia do CBS [Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os] \u00e9 que ocorra uma n\u00e3o cumulatividade plena. Quer dizer, as empresas pagantes de CBS poderem descontar do seu imposto o CBS embutido no pre\u00e7o dos insumos que elas compram\u201d, explica o advogado tributarista Morvan Meirelles Costa Junior, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Meirelles Costa Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>A Isto\u00c9 Dinheiro questionou o Minist\u00e9rio da Fazenda sobre os impactos da reforma tribut\u00e1ria nas empresas inscritas no Simples Nacional. O \u00f3rg\u00e3o respondeu que \u201ca empresa do Simples que atua no modelo B2B poder\u00e1 optar por recolher o novos tributos na sistem\u00e1tica regular de d\u00e9bito e cr\u00e9dito (mantendo o recolhimento pelo Simples dos demais tributos)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O que as empresas precisar\u00e3o avaliar?<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tribut\u00e1ria n\u00e3o estar\u00e1 plenamente implementada at\u00e9 2033, por\u00e9m Carlos Pinto recomenda buscar o melhor posicionamento o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. \u201cQuem esperar demais para agir pode j\u00e1 estar fora do jogo antes disso\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro passo \u00e9 justamente avaliar se a empresa vende para outras empresas ou para o consumidor final.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuem vende para consumidor final tende a seguir bem no Simples; j\u00e1 quem vende para outras empresas pode precisar repensar a estrat\u00e9gia\u201d, analisa o advogado Jo\u00e3o Henrique Gasparino, diretor executivo na Nimbus Tax.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto para an\u00e1lise s\u00e3o os cr\u00e9ditos de CBS poss\u00edveis de serem gerados na cadeia de valor da empresa. \u201cPor exemplo, se eu sou prestador de servi\u00e7o, meu custo \u00e9 basicamente m\u00e3o de obra. Eu n\u00e3o tenho custos relevantes que gerem cr\u00e9ditos\u201d, explica Meirelles Costa. \u00c9 o caso de grande parte dos microempreendedores individuais (MEIs), para quem a perman\u00eancia no Simples Nacional far\u00e1 pouca diferen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO ponto central na an\u00e1lise \u00e9 que as empresas do Simples n\u00e3o gerar\u00e3o cr\u00e9dito para seus fornecedores. Assim, caso a empresa forne\u00e7a bens ou servi\u00e7os para consumidores finais, a tend\u00eancia \u00e9 que optem pela perman\u00eancia no Simples. Caso a empresa tenha por clientes outros contribuintes do IBS\/CBS, a tend\u00eancia \u00e9 que optem pelo sistema geral\u201d, resume o advogado Arist\u00f3teles de Queiroz Camara, s\u00f3cio do Serur Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Como funciona o Simples Nacional<\/p>\n\n\n\n<p>Criado em 1996 atrav\u00e9s de medida provis\u00f3ria e convertido na lei n\u00ba 9.317\/1996, o Simples Nacional \u201c\u00e9 um tratamento diferenciado e simplificado aplicado \u00e0s microempresas e empresas de pequeno porte\u201d, nas palavras da especialista em Legisla\u00e7\u00e3o da Questor Sistemas, Emiliana Lucatteli.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem pode aderir ao Simples Nacional<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Lucatteli, todas microempresas e empresas de pequeno porte podem aderir ao Simples desde que desempenhe uma das atividades inclusas nos anexos do Simples Nacional e atendam alguns requisitos:<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa n\u00e3o poder\u00e1 ter d\u00e9bitos com qualquer ente federativo;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o poder\u00e1 ser uma Sociedade por a\u00e7\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>Os s\u00f3cios devem ser residentes no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu quadro societ\u00e1rio, n\u00e3o pode constar outra empresa, somente pessoas f\u00edsicas;<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa tampouco poder\u00e1 ser s\u00f3cia de outras empresas<\/p>\n\n\n\n<p>Caso os s\u00f3cios tenham outras empresas, ser\u00e1 considerado o montante do faturamento de ambas, n\u00e3o podendo ultrapassar o limite de 4,8 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Emiliana Lucatteli esclarece que, para an\u00e1lise da legisla\u00e7\u00e3o, microempresa e empresa de pequeno porte s\u00e3o definidas de acordo com faturamento, conforme segue:<\/p>\n\n\n\n<p>Microempresa: em cada ano-calend\u00e1rio, receita bruta igual ou inferior a R$ 360 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Empresa de pequeno porte: em cada ano-calend\u00e1rio, receita bruta superior a R$ 360 mil e igual ou inferior a R$ 4,8 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Quais impostos o Simples Nacional engloba<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo Emiliana Lucatteli, o regime tribut\u00e1rio do Simples Nacional substitui atualmente os seguintes tributos:<\/p>\n\n\n\n<p>IRPJ \u2013 Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica;<\/p>\n\n\n\n<p>CSLL \u2013 Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido;<\/p>\n\n\n\n<p>Pis \u2013 Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social;<\/p>\n\n\n\n<p>Cofins \u2013 Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social;<\/p>\n\n\n\n<p>IPI \u2013 Imposto sobre Produtos Industrializados;<\/p>\n\n\n\n<p>CPP \u2013 Contribui\u00e7\u00e3o para a Seguridade Social destinada \u00e0 Previd\u00eancia Social a carga da pessoa jur\u00eddica;<\/p>\n\n\n\n<p>ICMS \u2013 Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os; e<\/p>\n\n\n\n<p>ISS \u2013 Imposto Sobre Servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a reforma tribut\u00e1ria, o Pis e o Cofins ser\u00e3o substitu\u00eddos pelo CBS. J\u00e1 o ICMS e o ISS ser\u00e3o condensados no IBS (Imposto sobre bens e servi\u00e7os).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/istoedinheiro.com.br\/simples-nacional-reforma-tributaria-11925\">https:\/\/istoedinheiro.com.br\/simples-nacional-reforma-tributaria-11925<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para arrecada\u00e7\u00e3o neutra, faz sentido que IBS e CBS entrem na base de c\u00e1lculo de ISS e ICMS, diz Appy<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o do governo \u00e9 de que o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) entrem na base se c\u00e1lculo do ICMS e do ISS durante o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, diz o secret\u00e1rio especial da reforma tribut\u00e1ria, Bernard Appy. Para ele, como a ideia da reforma tribut\u00e1ria \u00e9 ser neutra do ponto de vista da arrecada\u00e7\u00e3o, ess e entendimento faz sentido, embora n\u00e3o esteja claro na emenda ou nas leis de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria sobre consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>As declara\u00e7\u00f5es foram dadas em evento sobre reforma tribut\u00e1ria promovido nesta sexta-feira em S\u00e3o Paulo pelo escrit\u00f3rio Schneider Pugliese.<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tribut\u00e1ria sobre consumo estabeleceu a substitui\u00e7\u00e3o dos atuais PIS, Cofins, ICMS e ISS, al\u00e9m de parte do IPI, por um IVA dual: a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), federal, e o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), a ser administrado por Estados e munic\u00edpios. A reforma tamb\u00e9m cria o Imposto Seletivo (IS), que ser\u00e1 cobrado sobre bens e servi\u00e7os nocivos ao meio ambiente e \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das recentes pol\u00eamicas que surgiram se refere ao c\u00e1lculo do ICMS e do ISS durante o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o para os novos tributos estabelecidos pela reforma. A quest\u00e3o \u00e9 se nesse per\u00edodo o IBS e a CBS integrar\u00e3o a base de c\u00e1lculo do ICMS e do ISS, discuss\u00e3o que, para tributaristas, pode gerar a\u00e7\u00f5es judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa quest\u00e3o, explica Appy, afeta mais aos Estados e munic\u00edpios, que s\u00e3o os que recolhem ICMS e ISS. \u201cO conceito da reforma tribut\u00e1ria foi ser neutro em termos de carga tribut\u00e1ria. Se hoje o ICMS e o ISS incidem sobre o PIS e a Cofins, a ideia \u00e9 que IBS e a CBS tamb\u00e9m estejam inclu\u00eddos. Talvez tivesse sido ideal deixar isso expl\u00edcito da emenda constitucional.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Appy lembra que o texto da emenda da reforma, durante a tramita\u00e7\u00e3o no Legislativo, chegou a estabelecer o contr\u00e1rio: a exclus\u00e3o do IBS e da CBS da base de c\u00e1lculo do ICMS e do ISS. Isso \u201cfoi um equ\u00edvoco\u201d e depois foi retirado ao longo da tramita\u00e7\u00e3o, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO ideal teria sido deixar isso expl\u00edcito dentro da emenda constitucional de que est\u00e1 inclu\u00eddo. Sabemos que essa \u00e9 uma \u00e1rea que pode gerar lit\u00edgio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia, diz ele, n\u00e3o \u00e9 prejudicar Estados e munic\u00edpios no per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o ou obrigar esses entes a elevar al\u00edquotas para compensar eventual perda de arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2025\/09\/12\/para-arrecadao-neutra-faz-sentido-que-ibs-e-cbs-entrem-na-base-de-clculo-de-iss-e-icms-diz-appy.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2025\/09\/12\/para-arrecadao-neutra-faz-sentido-que-ibs-e-cbs-entrem-na-base-de-clculo-de-iss-e-icms-diz-appy.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal oportuniza autorregulariza\u00e7\u00e3o para empresas com pend\u00eancias na tributa\u00e7\u00e3o do IPI<\/strong><br>Data: 15\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Diverg\u00eancias em montante superior a R$ 240 milh\u00f5es foram identificadas em quase 1,5 mil empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal iniciou nova edi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o de conformidade para regulariza\u00e7\u00e3o de diverg\u00eancias tribut\u00e1rias relativas ao Imposto de Produtos Industrializados \u2013 IPI. Os alertas foram enviados a 1.469 contribuintes PJ, totalizando R$ 244,9 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A opera\u00e7\u00e3o faz parte do trabalho de Malha Fiscal Digital, que realiza an\u00e1lise de dados e cruzamento de informa\u00e7\u00f5es prestadas pela pr\u00f3pria pessoa jur\u00eddica e por terceiros, visando orientar a autorregulariza\u00e7\u00e3o das diverg\u00eancias identificadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse par\u00e2metro de malha se analisa saldo devedor de IPI na Escritura\u00e7\u00e3o Fiscal Digital do tributo \u2013 EFD ICMS\/IPI \u2013 e inexist\u00eancia de declara\u00e7\u00e3o em DCTF\/DCOMP e\/ou n\u00e3o recolhimento dos correspondentes valores, total ou parcialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira etapa da opera\u00e7\u00e3o foi o envio de Avisos de Autorregulariza\u00e7\u00e3o (cartas via Correios e mensagens para a Caixa Postal do contribuinte no e-CAC), com informa\u00e7\u00f5es e orienta\u00e7\u00f5es de como se regularizar.<\/p>\n\n\n\n<p>O prazo para autorregulariza\u00e7\u00e3o indicado \u00e9 24\/10\/2025. Ap\u00f3s, os contribuintes estar\u00e3o sujeitos \u00e0 lavratura de autos de infra\u00e7\u00e3o para constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, com os devidos acr\u00e9scimos legais (juros de mora e multa de of\u00edcio).<\/p>\n\n\n\n<p>A edi\u00e7\u00e3o realizada em 2024 resultou no envio de 1.400 avisos de autorregulariza\u00e7\u00e3o com valor de diverg\u00eancia na ordem de R$ 544 milh\u00f5es. Foram autuados 544 contribuintes que n\u00e3o se regularizaram, no valor de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio total de cerca de R$ 163 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Informa\u00e7\u00f5es sobre a a\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00f5es sobre como se regularizar est\u00e3o dispon\u00edveis&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/orientacao-tributaria\/declaracoes-e-demonstrativos\/revisao-de-declaracao-malha\/pj-operacao-30.001\">neste endere\u00e7o eletr\u00f4nico<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>Regi\u00e3o<\/td><td>Quantidade empresas<\/td><td>Valor diverg\u00eancia<\/td><\/tr><tr><td>Norte<\/td><td>44&nbsp;<\/td><td>11.095.172&nbsp;<\/td><\/tr><tr><td>Nordeste<\/td><td>155<\/td><td>20.304.766&nbsp;<\/td><\/tr><tr><td>Centro-Oeste<\/td><td>65<\/td><td>9.899.118&nbsp;<\/td><\/tr><tr><td>Sudeste<\/td><td>878&nbsp;<\/td><td>157.711.741&nbsp;<\/td><\/tr><tr><td>Sul<\/td><td>&nbsp;327&nbsp;<\/td><td>45.964.888&nbsp;<\/td><\/tr><tr><td>Brasil<\/td><td>1.469<\/td><td>244.975.684&nbsp;<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Para esse par\u00e2metro de malha, nessa edi\u00e7\u00e3o, 59,8% dos contribuintes e 64,4% dos valores de diverg\u00eancias est\u00e3o em Estados da regi\u00e3o sudeste. Os dados est\u00e3o detalhados na tabela a seguir.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-sistema-fenacon wp-block-embed-sistema-fenacon\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"cViKeEvpDd\"><a href=\"https:\/\/fenacon.org.br\/noticias\/receita-federal-oportuniza-autorregularizacao-para-empresas-com-pendencias-na-tributacao-do-ipi\/\">Receita Federal oportuniza autorregulariza\u00e7\u00e3o para empresas com pend\u00eancias na tributa\u00e7\u00e3o do IPI<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Receita Federal oportuniza autorregulariza\u00e7\u00e3o para empresas com pend\u00eancias na tributa\u00e7\u00e3o do IPI&#8221; &#8212; Sistema FENACON\" src=\"https:\/\/fenacon.org.br\/noticias\/receita-federal-oportuniza-autorregularizacao-para-empresas-com-pendencias-na-tributacao-do-ipi\/embed\/#?secret=PJ5wzVhlI0#?secret=cViKeEvpDd\" data-secret=\"cViKeEvpDd\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e3o Paulo quer negociar R$ 15 bi em d\u00edvidas com contribuintes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral do Estado de S\u00e3o Paulo (PGE-SP) abriu prazo para pessoas f\u00edsicas e empresas negociarem d\u00edvidas de ICMS, IPVA e, pela primeira vez, de ITCMD e multas do Procon por meio de novo edital de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. A medida, publicada ontem, no Di\u00e1rio Oficial do Estado, \u00e9 a quarta fase do Acordo Paulista. A ideia \u00e9 regularizar, ao menos, R$ 15 bilh\u00f5es de cr\u00e9ditos inscritos na d\u00edvida ativa. A ades\u00e3o pode ser feita at\u00e9 27 de fevereiro de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa fase, houve uma mudan\u00e7a na classifica\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos da d\u00edvida ativa, atrav\u00e9s da Resolu\u00e7\u00e3o PGE n\u00ba 53\/2025, tamb\u00e9m publicada ontem. Na pr\u00e1tica, amplia a base de contribuintes que podem obter descontos. O \u00f3rg\u00e3o passa agora a considerar o grau de recuperabilidade da d\u00edvida, nos moldes do que faz a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Segundo advogados, \u00e9 o edital mais abrangente j\u00e1 aberto pela PGE-SP.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o \u00f3rg\u00e3o, at\u00e9 \u00e0s 19h de ontem, j\u00e1 foram negociados R$ 677,3 milh\u00f5es da d\u00edvida ativa pelo edital, sendo R$ 470,2 milh\u00f5es com benef\u00edcios. Destes, R$ 449,7 milh\u00f5es s\u00e3o cr\u00e9ditos de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o. Para o \u00f3rg\u00e3o, isso \u201cdemonstra o acerto no ajuste do grau de recuperabilidade das d\u00edvidas implementado\u201d. O total da d\u00edvida ativa do Estado \u00e9 da ordem de R$ 400 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Os descontos v\u00e3o at\u00e9 75% sobre os juros e multa de cr\u00e9ditos irrecuper\u00e1veis &#8211; menos que o terceiro edital, que permitia redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 100%, mas era voltado s\u00f3 para empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial. Os cr\u00e9ditos de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o podem ter 60% de abatimento, al\u00e9m de dispensa de garantia. Para os recuper\u00e1veis, n\u00e3o h\u00e1 desconto, e a dispensa de garantia s\u00f3 vale para quem parcelar em at\u00e9 84 vezes.<\/p>\n\n\n\n<p>A redu\u00e7\u00e3o m\u00e1xima \u00e9 de 65% do total passivo, n\u00e3o podendo ser atingido o valor do principal (tributo devido e multa isolada). As d\u00edvidas podem ser parceladas em at\u00e9 120 vezes &#8211; da \u00faltima vez, era at\u00e9 145 meses. O valor m\u00ednimo de cada parcela \u00e9 de R$ 500 para cr\u00e9ditos de ICMS, de R$ 185,10 para d\u00edvidas do Procon e ITCMD e de R$ 74,04 para os de IPVA.<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes tamb\u00e9m podem usar precat\u00f3rios e cr\u00e9ditos acumulados de ICMS pr\u00f3prios ou adquiridos de terceiros para saldar a d\u00edvida com o Estado, limitados a 75% do total devido (principal, multa e juros), o que j\u00e1 era permitido. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel oferecer dep\u00f3sitos judiciais para adiantar a quita\u00e7\u00e3o de parcelas, de forma regressiva.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o est\u00e3o contemplados pelo edital d\u00e9bitos do adicional do ICMS ao Fundo Estadual de Combate e Erradica\u00e7\u00e3o da Pobreza (Fecoep) e os garantidos por dep\u00f3sito, seguro garantia ou fian\u00e7a banc\u00e1ria em processos com decis\u00e3o de m\u00e9rito definitiva a favor do Estado de S\u00e3o Paulo. Tamb\u00e9m est\u00e3o de fora contribuintes que tiveram transa\u00e7\u00e3o rescindida nos \u00faltimos dois anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova forma de classifica\u00e7\u00e3o da PGE-SP continua considerando as garantias, hist\u00f3rico de pagamento e a idade do d\u00e9bito, al\u00e9m de d\u00edvidas parceladas. Mas agora divide os contribuintes por notas de zero a tr\u00eas &#8211; antes era apenas zero e um. Os \u201cmelhores devedores\u201d s\u00e3o aqueles que t\u00eam mais da metade da d\u00edvida com garantia ou parcelada e que tenha sido constitu\u00edda nos \u00faltimos cinco anos, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da advogada Amanda Gazzaniga, do escrit\u00f3rio ButtiniMoraes, a PGE-SP traz mais transpar\u00eancia na classifica\u00e7\u00e3o. \u201cFicava uma d\u00favida entre o que era de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o e o que era recuper\u00e1vel, porque a procuradoria considerava todas as d\u00edvidas, n\u00e3o s\u00f3 aquela que voc\u00ea queria transacionar\u201d, diz. \u201cIsso deixava os cr\u00e9ditos muito categorizados e entrava no n\u00edvel de recuperabilidade que n\u00e3o havia desconto, s\u00f3 parcelamento. Ent\u00e3o afugentava contribuintes\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, com a atribui\u00e7\u00e3o de notas, deve haver mais ades\u00e3o, estima a advogada. Amanda tamb\u00e9m refor\u00e7a que esse \u00e9 o edital mais abrangente at\u00e9 agora, com prazo para ades\u00e3o maior que os anteriores, o que \u00e9 positivo. Segundo ela, regularizar multas do Procon beneficia principalmente o varejo e, no geral, favorece empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial que queiram regularizar todo o passivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Leandro Lucon, do Finocchio &amp; Ustra Advogados, o novo edital \u00e9 uma mudan\u00e7a estrutural em rela\u00e7\u00e3o ao modelo anterior. \u201cNo Acordo Paulista de 2024, previa-se desconto independentemente da natureza do cr\u00e9dito ou do perfil do devedor. N\u00e3o havia diferencia\u00e7\u00e3o entre cr\u00e9ditos com maior ou menor chance de recupera\u00e7\u00e3o, todos eram tratados de forma uniforme\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, essa sistem\u00e1tica se assemelha ao modelo federal, que aplica descontos de forma seletiva. \u201cEm S\u00e3o Paulo, o par\u00e2metro \u00e9 a qualidade do cr\u00e9dito em si, medida pela sua chance de recupera\u00e7\u00e3o\u201d, diz Lucon.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a, acrescenta, \u201cmarca a transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria como uma pol\u00edtica p\u00fablica moderna, baseada em an\u00e1lise de risco e seletividade, em contraste com os programas de anistia indiscriminada do passado\u201d. \u201cA procuradoria demonstra, com esse edital, uma clara preocupa\u00e7\u00e3o em alinhar a transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria \u00e0 racionalidade econ\u00f4mica e \u00e0 sustentabilidade das contas p\u00fablicas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A ades\u00e3o \u00e9 feita pelo site dividaativa.pge.sp.gov.br\/transacao. Nas tr\u00eas primeiras etapas do Acordo Paulista foram R$ 57,6 bilh\u00f5es recuperados. O primeiro edital tratou de d\u00edvidas de ICMS. O segundo, de IPVA. E o terceiro envolveu empresas em recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/09\/sao-paulo-quer-negociar-r-15-bi-em-dividas-com-contribuintes.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/09\/sao-paulo-quer-negociar-r-15-bi-em-dividas-com-contribuintes.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf permite dedu\u00e7\u00e3o de furto de energia do IRPJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu, por sete votos a um, permitir a dedu\u00e7\u00e3o de perdas n\u00e3o t\u00e9cnicas, como furtos de energia, no c\u00e1lculo do Imposto de Renda (IRPJ) e da CSLL. \u00c9 a primeira vez que a mais alta inst\u00e2ncia do tribunal administrativo julga a quest\u00e3o. A decis\u00e3o foi dada na sess\u00e3o de julgamento de ontem, em dois processos bilion\u00e1rios da Light.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos recursos, a empresa contesta duas autua\u00e7\u00f5es fiscais que somam cerca de R$ 2 bilh\u00f5es. O relator, conselheiro Jandir Dalle Lucca, havia votado em mar\u00e7o, quando se iniciou a an\u00e1lise dos casos, de forma favor\u00e1vel \u00e0 concession\u00e1ria de energia, em recupera\u00e7\u00e3o judicial. Para ele, as perdas n\u00e3o t\u00e9cnicas, seja por se qualificarem como custos operacionais, seja como despesas necess\u00e1rias \u00e0 atividade, devem ser consideradas na apura\u00e7\u00e3o do lucro tribut\u00e1vel e deduzidas do IRPJ e da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve uma diverg\u00eancia, da conselheira Edeli Pereira Bessa, representante da Fazenda. Ela votou para manter os autos de infra\u00e7\u00e3o, por entender que o contribuinte deveria ter segregado na contabilidade o que era furto dos outros tipos de perda, sem ter assumido que tudo era despesa. Mas o entendimento n\u00e3o prevaleceu.<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto central da discuss\u00e3o era definir se as chamadas perdas n\u00e3o t\u00e9cnicas &#8211; derivadas principalmente dos \u201cgatos\u201d, os furtos decorrentes de liga\u00e7\u00f5es clandestinas na rede el\u00e9trica &#8211; s\u00e3o despesas operacionais da atividade econ\u00f4mica de uma distribuidora de energia. Para os contribuintes, essas perdas s\u00e3o custos inerentes \u00e0 opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a fiscaliza\u00e7\u00e3o entende que essas despesas n\u00e3o est\u00e3o ligadas \u00e0 atividade econ\u00f4mica das concession\u00e1rias e que h\u00e1 uma m\u00e1 gest\u00e3o das companhias de energia em rela\u00e7\u00e3o a essas perdas. Para o Fisco, a dedu\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel se cada furto de energia estiver registrado de forma detalhada e individualizada em boletim de ocorr\u00eancia policial, previs\u00e3o que consta no par\u00e1grafo 3\u00ba do artigo 47 da Lei n\u00ba 4.506, de 1964.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento nas chamadas turmas baixas do Carf sobre o assunto n\u00e3o \u00e9 un\u00e2nime. A pr\u00f3pria Light tem, pelo menos, outros tr\u00eas processos sobre o tema, sendo que em dois deles houve ac\u00f3rd\u00e3o favor\u00e1vel \u00e0 Uni\u00e3o &#8211; mas ainda h\u00e1 recursos a serem julgados (entre eles, o processo n\u00ba 16682.721141\/2018-13). No terceiro caso, ainda n\u00e3o h\u00e1 decis\u00e3o. Ao todo, os cinco casos da Light t\u00eam impacto de R$ 10 bilh\u00f5es, em valores hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outra a\u00e7\u00e3o, da EDP Esp\u00edrito Santo Distribui\u00e7\u00e3o de Energia, a 2\u00aa Turma Ordin\u00e1ria da 4\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Carf manteve a cobran\u00e7a de IRPJ e CSLL, mas afastou o PIS e a Cofins. O contribuinte recorreu, mas a C\u00e2mara Superior, em 2024, n\u00e3o conheceu do recurso. Ainda haver\u00e1 an\u00e1lise dos embargos de declara\u00e7\u00e3o (processo n\u00ba 15586.720168\/2018-14).<\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos da Light analisados agora, a inst\u00e2ncia inferior, a 4\u00aa Turma Extraordin\u00e1ria da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o de Julgamento do Carf, havia sido un\u00e2nime a favor da companhia. Os conselheiros entenderam que as perdas n\u00e3o t\u00e9cnicas \u201cs\u00e3o intr\u00ednsecas \u00e0 atividade de distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica e imposs\u00edveis de serem evitadas na realidade atual do pa\u00eds, raz\u00e3o pela qual devem integrar o custo do servi\u00e7o prestado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A Light, representada pelos escrit\u00f3rios BMA e Pinheiro Neto, afirma, no processo, que a Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel) autoriza, at\u00e9 certo limite, que as perdas com os \u201cgatos\u201d sejam repassadas para o pre\u00e7o da tarifa. Por isso, vedar a dedu\u00e7\u00e3o desses valores no IRPJ e CSLL terminaria fazendo com que ela fosse tributada duas vezes (processos n\u00ba 16682.720895\/2020-62 e n\u00ba 16682.721089\/2020-10).<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 um dos mais relevantes para o setor. Segundo relat\u00f3rio da Aneel, as perdas totais de energia na distribui\u00e7\u00e3o (t\u00e9cnicas e n\u00e3o t\u00e9cnicas) representaram aproximadamente 14% do mercado consumidor brasileiro em 2021. Significariam mais que o consumo total de energia el\u00e9trica das regi\u00f5es Norte e Centro-Oeste em 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista Maur\u00edcio Faro, s\u00f3cio do BMA, que atua pela Light em um dos casos, diz que a decis\u00e3o \u00e9 muito importante, pois \u00e9 o tema tribut\u00e1rio de maior conting\u00eancia do setor el\u00e9trico. \u201c\u00c9 evidente que a concession\u00e1ria \u00e9 obrigada a adquirir a energia sob pena de sofrer san\u00e7\u00f5es da Aneel\u201d, afirma. \u201cO fato de parte da energia ser furtada n\u00e3o desnatura a natureza de custo da aquisi\u00e7\u00e3o\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Rafael Gandara de Carvalho, s\u00f3cio de Pinheiro Neto Advogados, que atua no segundo caso, destaca que os furtos de energia s\u00e3o um problema recorrente no Rio de Janeiro. Segundo ele, o volume de energia furtado \u00e9 quase o consumo anual do Estado do Esp\u00edrito Santo. \u201cRepresenta um custo consider\u00e1vel\u201d, di z.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele defende que a perda de energia n\u00e3o decorre de uma liberalidade da Light. \u201c\u00c9 uma realidade inerente \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica no Rio de Janeiro. A empresa \u00e9 obrigada a comprar toda a energia, mesmo que n\u00e3o consiga faturar todo o consumo, devido a quest\u00f5es regulat\u00f3rias.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o de Carvalho, o precedente \u00e9 importante para todo o setor el\u00e9trico, por conta os altos montantes envolvidos &#8211; que inclusive superam o valor de mercado e patrimonial da Light. \u201cA vit\u00f3ria representa n\u00e3o apenas um benef\u00edcio fiscal, mas tamb\u00e9m um impacto positivo na viabilidade financeira da concess\u00e3o de energia el\u00e9trica no Rio\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) disse que \u201caguardar\u00e1 a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o para avaliar quais medidas podem ser tomadas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/11\/carf-permite-deducao-de-furto-de-energia-do-irpj.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/11\/carf-permite-deducao-de-furto-de-energia-do-irpj.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:\u00a0\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>STF garante cr\u00e9ditos de ICMS sobre repasses a fundo do Rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF) garantiu o aproveitamento de cr\u00e9ditos de ICMS sobre os valores repassados ao Fundo Or\u00e7ament\u00e1rio Tempor\u00e1rio (FOT), do Rio de Janeiro, contrapartida para empresas usarem incentivos fiscais. Alguns ministros j\u00e1 haviam dado decis\u00f5es monocr\u00e1ticas para assegurar a n\u00e3o cumulatividade, mas, agora, o entendimento \u00e9 da maioria da Corte. A Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) vai recorrer da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o \u00e9 um al\u00edvio para os contribuintes, sobretudo quando o governo fluminense tenta aumentar a al\u00edquota de repasse de 10% para 30% &#8211; na pr\u00e1tica, reduz benef\u00edcios fiscais. A medida consta no Projeto de Lei n\u00ba 6034\/2025, enviado \u00e0 Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) pelo governo.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto foi criticado por advogados e pela Federa\u00e7\u00e3o de Ind\u00fastrias do Estado do Rio (Firjan), que chamou o projeto de \u201ctarifa\u00e7o fluminense\u201d. Se aprovado, os 30% j\u00e1 come\u00e7am a valer em 2026. As al\u00edquotas aumentam progressivamente at\u00e9 2032, quando o tributo \u00e9 extinto pela reforma tribut\u00e1ria do consumo, chegando a 90%.<\/p>\n\n\n\n<p>O FOT foi estabelecido em 2019 para substituir o Fundo Estadual de Equil\u00edbrio Fiscal (FEEF), criado pela Lei n\u00ba 7.428\/2016. Ambos tinham a mesma natureza jur\u00eddica e finalidade: proteger e equilibrar, de forma tempor\u00e1ria, as finan\u00e7as do Estado, enquanto ele estiver em Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal (RRF).<\/p>\n\n\n\n<p>As normas que criaram os fundos foram validadas pelo Supremo em 2023 (ADI 5635). No julgamento, os ministros tamb\u00e9m disseram que se aplicam as mesmas regras do ICMS &#8211; isto \u00e9, a n\u00e3o cumulatividade, viabilizando o cr\u00e9dito -, pr\u00e1tica que n\u00e3o \u00e9 adotada pelo governo do Rio de Janeiro, dizem tributaristas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, a solu\u00e7\u00e3o tem sido entrar com novas a\u00e7\u00f5es judiciais para validar o entendimento anterior do STF, o que acabou gerando novo contencioso sobre o tema. \u201cVoc\u00ea passa dez anos discutindo uma tese, vem o Supremo e decide, mas nem sempre essa decis\u00e3o \u00e9 eficaz o suficiente e acaba criando outro contencioso para discutir concretamente a situa\u00e7\u00e3o\u201d,&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A nova decis\u00e3o da Corte, em embargos de diverg\u00eancia, veio em um momento importante para as empresas, que recha\u00e7am o projeto de lei enviado pelo governo. Os ministros reafirmaram, por 8 a 3, que \u00e9 preciso respeitar a n\u00e3o cumulatividade dos valores repassados ao FOT. Prevaleceu o voto divergente do ministro Alexandre de Moraes e ficou vencida a relatora do caso, a ministra C\u00e1rmen L\u00facia (ARE 1521931).<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora rejeitou os embargos porque, na vis\u00e3o dela, inexistia diverg\u00eancia entre a 1\u00aa e 2\u00aa Turmas e a decis\u00e3o anterior estava em conson\u00e2ncia com a jurisprud\u00eancia do STF. Moraes, por\u00e9m, divergiu, e foi seguido pelos outros integrantes do plen\u00e1rio. Ele lembrou algumas decis\u00f5es monocr\u00e1ticas que foram proferidas sobre o assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o do ministro, \u00e9 preciso aplicar o posicionamento dado na ADI 5635 na a\u00e7\u00e3o julgada, proposta pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Atacado Farmac\u00eautico. \u201cA quest\u00e3o relacionada ao princ\u00edpio da n\u00e3o cumulatividade do ICMS n\u00e3o pressup\u00f5e o exame de mat\u00e9ria f\u00e1tica, tampouco de legisla\u00e7\u00e3o infraconstitucional, devendo ser garantida a n\u00e3o cumulatividade do ICMS relativo ao dep\u00f3sito institu\u00eddo sem preju\u00edzo da veda\u00e7\u00e3o ao aproveitamento indevido dos cr\u00e9ditos\u201d, diz em seu voto.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o tributarista Maur\u00edcio Faro, s\u00f3cio do BMA Advogados e que atua no caso, a falta de regulamenta\u00e7\u00e3o por parte do governo do Rio de Janeiro &#8211; que foi determinada pela Corte na ADI &#8211; prejudica as empresas. \u201cComo o Estado n\u00e3o regulamentou, v\u00e1rios contribuintes n\u00e3o est\u00e3o conseguindo esse reconhecimento nem no Tribunal de Justi\u00e7a nem no Supremo, como entendeu a ministra C\u00e1rmen L\u00facia inicialmente\u201d, afirma Faro, lembrando que a relatora havia at\u00e9 aplicado multa contra a associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o, acrescenta, traz certo conforto nesse momento de indefini\u00e7\u00e3o. \u201cSe vier o PL, pelo menos, a gente tem uma decis\u00e3o que reconhece o cr\u00e9dito, algo que n\u00e3o \u00e9 tratado no projeto\u201d diz Faro, que tamb\u00e9m \u00e9 presidente da Comiss\u00e3o de Direito Tribut\u00e1ria da OAB-RJ. A entidade publicou uma nota contra a proposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o tributarista Sandro Reis, s\u00f3cio do Bichara Advogados, a falta de normativa sobre o tema \u00e9 intencional. \u201cO Estado, por uma in\u00e9rcia proposital, tem um comportamento como se n\u00e3o houvesse essa sinaliza\u00e7\u00e3o do Supremo sobre a obedi\u00eancia da n\u00e3o cumulatividade. Nada fez para dar clareza\u201d, afirma. \u201cEle praticamente obrigou todos os contribuintes que discutem o tema a fazer dep\u00f3sitos judiciais dos valores.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Reis diz que seria preciso esclarecer como seria aplicada a n\u00e3o cumulatividade &#8211; se o pagamento do FOT poderia ser feito, por exemplo, com cr\u00e9ditos de ICMS. \u201cIsso gera para o contribuinte um problema muito grave de inseguran\u00e7a jur\u00eddica porque independentemente do que o Supremo diz, o contri buinte est\u00e1 submetido \u00e0s regras que o Estado determina para ele e o Estado do Rio de Janeiro continua convenientemente silente&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A indefini\u00e7\u00e3o se agrava com a propositura do PL, que n\u00e3o foi discutido com contribuintes antes de ser levado \u00e0 Alerj, acrescenta. Na proposta, \u00e9 poss\u00edvel ser aplicada uma carga tribut\u00e1ria menor, de 18,18%, para empresas que comprovem que determinado incentivo foi dado por prazo certo e sob car\u00e1ter oneroso. \u201cA Secretaria da Fazenda pode criar exig\u00eancias adicionais que n\u00e3o est\u00e3o no projeto de lei\u201d, alerta Reis.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os especialistas, j\u00e1 houve e ainda h\u00e1 a cobran\u00e7a do FOT em outros Estados, como em Bras\u00edlia, Pernambuco e no Esp\u00edrito Santo. Mas o embate tem sido maior no Rio de Janeiro, onde as decis\u00f5es do tribunal estadual t\u00eam sido desfavor\u00e1veis e n\u00e3o permitido a tomada de cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Ricardo Cosentino, s\u00f3cio do Mattos Filho, destaca que o uso de saldo credor de ICMS para pagar o FOT \u00e9 de interesse dos contribuintes, especialmente os que exploram o petr\u00f3leo na regi\u00e3o. \u201cS\u00e3o empresas que t\u00eam o benef\u00edcio fiscal Repetro e como s\u00e3o exportadoras terminam acumulando cr\u00e9dito de ICMS\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o dele, o problema \u00e9 mais delicado para esse setor do que para ind\u00fastria, que p\u00f4de escolher onde se instalar baseado no incentivo. \u201cMas o Repetro est\u00e1 ligado \u00e0 natureza do pr\u00f3prio Estado, de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo. Ela n\u00e3o tem como escolher, recebe o benef\u00edcio, se instala e tem que explorar\u201d, diz. \u201cE, de repente, h\u00e1 a surpresa que pode haver a redu\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio, que vai se extinguindo ao longo dos anos. Isso \u00e9 muito desafiador e deixa d\u00favidas se vale a pena investir no Estado\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele critica a postura do governo. \u201cO Estado tem uma percep\u00e7\u00e3o de que ele vai conseguir receita a partir da redu\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais, quando, na verdade, deveria dar seguran\u00e7a para atrair investimento\u201d, diz. \u201cSe a regra do jogo muda no meio do caminho por uma dificuldade de caixa, causa instabilidade e o Estado perde credibilidade no mercado porque n\u00e3o honra aquilo que foi assinado em contrato.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Secretaria da Fazenda do Rio de Janeiro afirma que n\u00e3o haver\u00e1 regulamenta\u00e7\u00e3o, pois \u201co c\u00e1lculo do valor que a empresa que recebe benef\u00edcio fiscal tem que pagar para o FOT j\u00e1 considera os cr\u00e9ditos aos quais ela tem direito no per\u00edodo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o aumento do repasse, o \u00f3rg\u00e3o diz que \u201cvisa reduzir os benef\u00edcios fiscais de maneira ampla e buscando um tratamento igualit\u00e1rio entre os contribuintes para compensar parte dessas perdas e promover o equil\u00edbrio fiscal\u201d, por conta da reforma.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/09\/stf-garante-creditos-de-icms-sobre-repasses-a-fundo-do-rio.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/09\/stf-garante-creditos-de-icms-sobre-repasses-a-fundo-do-rio.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF julga se marketplace responde por ICMS de vendedor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) vai definir se os marketplaces podem ser responsabilizados pelo ICMS devido por vendedores que n\u00e3o emitem notas fiscais. Por unanimidade, os ministros deram repercuss\u00e3o geral ao tema, o que significa que o entendimento valer\u00e1 para as inst\u00e2ncias inferiores do Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso levado ao Supremo questiona a Lei Estadual n\u00ba 8.795, editada em 2020 pelo Rio de Janeiro, que considera os marketplaces respons\u00e1veis passivos pelo ICMS em casos de n\u00e3o emiss\u00e3o de nota fiscal ou cumprimento de obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias acess\u00f3rias &#8211; declara\u00e7\u00f5es do imposto devido.<\/p>\n\n\n\n<p>No Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro (TJRJ), a lei foi considerada constitucional nesse trecho. O que o Supremo ter\u00e1 que analisar agora \u00e9 se um Estado pode estabelecer cen\u00e1rios de responsabiliza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria por conta pr\u00f3pria, sem que haja uma lei complementar federal estabelecendo par\u00e2metros uniformes para todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u201creserva da lei complementar\u201d est\u00e1 estabelecida nos artigos 146 e 155 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que determinam que cabe \u00e0 lei complementar estabelecer normas gerais tribut\u00e1rias, apontando quem s\u00e3o os contribuintes de cada imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o Estado do Rio de Janeiro, a lei estadual est\u00e1 em harmonia com as leis complementares que disciplinam a cobran\u00e7a do ICMS: o C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (Lei n\u00ba 5.172, de 1966) e a Lei Kandir (Lei Complementar n\u00ba 87, de 1996).<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota enviada ao Valor, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ) diz que a lei estadual n\u00e3o prev\u00ea responsabiliza\u00e7\u00e3o \u201campla e irrestrita\u201d das plataformas, \u201cmas sim espec\u00edfica e direcionada \u00e0quelas plataformas de intermedia\u00e7\u00e3o que voluntariamente optem pela omiss\u00e3o e, consequentemente, contribuam para a dissemina\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas fiscais ilegais nos ambientes por elas controlados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA responsabilidade somente ocorrer\u00e1 nas hip\u00f3teses em que esses ambientes virtuais tomem conhecimento de pr\u00e1ticas infracionais ou descumpram obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias pr\u00f3prias e, ainda assim, permane\u00e7am inertes, contribuindo para a cria\u00e7\u00e3o de um ambiente de sonega\u00e7\u00e3o fiscal virtual\u201d, afirma a PGE-RJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, segundo a defesa do contribuinte no processo, a cargo dos advogados Felipe Renault e Gustavo da Gama, s\u00f3cios do Renault Advogados, o Estado n\u00e3o poderia ter criado essa obriga\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de alegar viola\u00e7\u00e3o \u00e0 reserva da lei complementar, a defesa sustenta que a atividade praticada pelos marketplaces \u00e9 a de intermedia\u00e7\u00e3o, e que as empresas sequer precisam ter cadastro estadual se n\u00e3o tiverem estoque pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO marketplace \u00e9 contribuinte apenas de ISS nas vendas que intermediar e vai dever ICMS quando vender na sua plataforma produtos do seu estoque. Mas a hip\u00f3tese de intermedia\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem como atrair ICMS de forma alguma\u201d, afirma Felipe Renault.<\/p>\n\n\n\n<p>Gustavo da Gama acrescenta que a decis\u00e3o do Supremo pode ter impacto em outros Estados que institu\u00edram leis semelhantes S\u00e3o os casos do Cear\u00e1 (Lei n\u00ba 16.904, de 2019), da Bahia (Lei n\u00ba 14.183, de 2019), do Mato Grosso (Lei n\u00ba 11.081, de 2020), da Para\u00edba (Lei n\u00ba 11.615, de 2019) e de S\u00e3o Paulo (Lei n\u00ba 13.918, de 2009), por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo especialistas, essa ser\u00e1 a primeira vez que o Supremo vai analisar a quest\u00e3o espec\u00edfica dos marketplaces. Mas, em outros processos an\u00e1logos, a jurisprud\u00eancia vem sendo favor\u00e1vel aos contribuintes. Maur\u00edcio Barros, s\u00f3cio da \u00e1rea tribut\u00e1ria do Cescon Barrieu, destaca o Tema 1093, em que o STF decidiu que a institui\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a do diferencial de al\u00edquotas (Difal) do ICMS exigia a edi\u00e7\u00e3o de lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema tamb\u00e9m foi discutido no Tema 13 da repercuss\u00e3o geral, em 2011, quando o Supremo considerou inconstitucional lei estadual que estabeleceu a responsabilidade solid\u00e1ria dos s\u00f3cios de empresas por d\u00edvidas junto \u00e0 Seguridade Social.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Barros, a decis\u00e3o do STF pode ter impacto no sistema de compliance dos marketplaces, que hoje operam de forma a evitar essa responsabiliza\u00e7\u00e3o. \u201cAs plataformas costumam ter muito controle sobre a emiss\u00e3o da nota fiscal dos vendedores, para n\u00e3o ter problemas\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, segundo Gabriel Baccarini, s\u00f3cio tributarista do Cascione Advogados, uma chancela da lei pelo Supremo ter\u00e1 o efeito ben\u00e9fico de ampliar o controle que essas plataformas t\u00eam sobre os vendedores. \u201cN\u00e3o se discute aumento nem redu\u00e7\u00e3o de tributo, mas estrat\u00e9gias para evitar a sonega\u00e7\u00e3o. Trata-se de exigir do vendedor, que atua em parceria com a plataforma, que tenha o controle da emiss\u00e3o da nota fiscal. Com essa obriga\u00e7\u00e3o cumprida, o marketplace n\u00e3o ser\u00e1 responsabilizado\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, as dez maiores plataformas de marketplace do pa\u00eds movimentaram cerca de R$ 321,9 bilh\u00f5es, segundo o levantamento Top 300 do varejo brasileiro, do Instituto Retail Think Tank (IRTT). O ranking \u00e9 encabe\u00e7ado pelo Mercado Livre (R$ 138,9 bilh\u00f5es movimentados), seguido por Magazine Luiza (R$ 46,1 bilh\u00f5es) e Shopee (R$ 40 bilh\u00f5es). Se a receita viesse de uma \u00fanica empresa, e n\u00e3o dos milhares de vendedores que usam a plataforma, o Mercado Livre seria o maior varejista brasileiro, segundo o instituto.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/10\/stf-julga-se-marketplace-responde-por-icms-de-vendedor.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/10\/stf-julga-se-marketplace-responde-por-icms-de-vendedor.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ afasta prazo para processos contra cobran\u00e7a tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu de forma favor\u00e1vel aos contribuintes e entendeu que n\u00e3o se aplica prazo decadencial em mandados de seguran\u00e7a contra a cobran\u00e7a de tributos. Esse \u00e9 um tipo de processo muito usado, em geral, pelo baixo custo, celeridade e aus\u00eancia de condena\u00e7\u00e3o por honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 atrav\u00e9s dessa classe processual que muitos contribuintes discutem teses bilion\u00e1rias, como a do s\u00e9culo &#8211; a exclus\u00e3o do ICMS do PIS e da Cofins &#8211; e a n\u00e3o tributa\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios fiscais. Em \u00e2mbito federal, \u00e9 o segundo tipo de a\u00e7\u00e3o que a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) foi mais demandada em 2024. Recebeu 233 mil intima\u00e7\u00f5es, cerca de 7,5% do total de processos no per\u00edodo. Os dados s\u00e3o da PGFN em N\u00fameros.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros negaram dois recursos do Estado de Minas Gerais. A tese do Estado \u00e9 de que deveria ser aplicada a decad\u00eancia de 120 dias, prevista no artigo 23 da Lei de Mandados de Seguran\u00e7a, a n\u00ba 12.016, de 2009. Na vis\u00e3o do governo, esse prazo se inicia no momento em que a norma tribut\u00e1ria \u00e9 publicada. Mas os ministros rejeitaram esse argumento por unanimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo advogados, havia precedentes divergentes da 1\u00aa e 2\u00aa Turmas do STJ &#8211; a primeira mais favor\u00e1vel e a segunda desfavor\u00e1vel ao contribuinte. O relator, ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, citou um caso julgado em embargos de diverg\u00eancia na 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, de relatoria da ministra aposentada Eliana Calmon, que j\u00e1 acolhia a tese dos contribuintes (EREsp 467653). Mas como n\u00e3o foi analisado em recurso repetitivo na \u00e9poca, n\u00e3o teve efeito vinculante. Agora, a decis\u00e3o deve ser seguida por todo o Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o do relator, o mandado de seguran\u00e7a poderia ser impetrado a qualquer momento. \u201cA cada fato gerador ocorrido e consumado, sucederia outro cuja ocorr\u00eancia ou consuma\u00e7\u00e3o seria iminente e que coloca o contribuinte em estado de amea\u00e7a a les\u00e3o a direito, n\u00e3o apenas atual e objetiva, mas tamb\u00e9m permanente, demonstrando o car\u00e1ter preventivo do mandado de seguran\u00e7a pela presen\u00e7a constante do justo receio\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese fixada pelo ministro foi a seguinte: \u201cO prazo decadencial do artigo 23 da Lei n\u00ba 12.016\/2009 n\u00e3o se aplica ao mandado de seguran\u00e7a cuja causa de pedir seja impugna\u00e7\u00e3o de lei ou ato normativo que interfira em obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias sucessivas, dado o car\u00e1ter preventivo da impetra\u00e7\u00e3o decorrente da amea\u00e7a atual objetiva e permanente da aplica\u00e7\u00e3o da norma impugnada\u201d (Tema 1273).<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00e9rito, os contribuintes pediam a invalidade do aumento da al\u00edquota de ICMS de Minas Gerais, que passou de 18% para 25% pela Lei n\u00ba 21.781, de 2015. Como as empresas entraram com mandados de seguran\u00e7a nos anos de 2018 e 2020, a procuradoria do Estado alegou que a decad\u00eancia deveria ser aplicada. Para o governo mineiro, as a\u00e7\u00f5es deveriam ter sido ajuizadas at\u00e9 120 dias depois da publica\u00e7\u00e3o da norma.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sustenta\u00e7\u00e3o oral, procuradoras ressaltaram que se esse per\u00edodo de dois meses n\u00e3o for respeitado, haver\u00e1 uma \u201ccat\u00e1strofe\u201d no Judici\u00e1rio, gerando aumento do n\u00famero de processos, al\u00e9m de inseguran\u00e7a jur\u00eddica. Na vis\u00e3o da procuradora do Rio Grande do Sul (parte interessada), Fernanda Figueira Tonetto Braga, seria \u201co absoluto desaparecimento do prazo decadencial\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSeria o fim do prazo decadencial e da coisa julgada porque processos decididos em mandado de seguran\u00e7a cinco anos atr\u00e1s sobre o mesmo fato, tendo como norte a mesma obriga\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, poder\u00e3o ser reabertos sob argumento de que a obriga\u00e7\u00e3o e o trato sucesso se renova periodicamente\u201d, disse Fernanda, na sustenta\u00e7\u00e3o oral.<\/p>\n\n\n\n<p>A procuradora de Minas Gerais, Maria Cec\u00edlia Ferreira Albrecht, defendeu que \u201ca hip\u00f3tese de incid\u00eancia de obriga\u00e7\u00e3o tributaria \u00e9 inaugurada pela publica\u00e7\u00e3o da lei que a prev\u00ea, sendo esse momento que deve ser considerado como marco inicial para contar esse prazo decadencial\u201d. Citou que os mandados de seguran\u00e7a s\u00e3o 21% das a\u00e7\u00f5es ajuizadas para avalia\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a tribut\u00e1ria, de acordo com o CNJ, e que, em Minas Gerais, existem 8,2 mil a\u00e7\u00f5es do tipo &#8211; 7,9 mil delas s\u00e3o tribut\u00e1rias, sendo 5 mil s\u00f3 de ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Marcelo Romanelli, do Papini, Notini, Canaan, Tavares e Romanelli Sociedade de Advogados, que atuou em um dos casos analisados, avaliou que o julgamento foi muito importante para os contribuintes. \u201cColocou um ponto final na discuss\u00e3o sobre o prazo decadencial, para que os contribuintes possam discutir qualquer tipo de altera\u00e7\u00f5es legislativas ou majora\u00e7\u00f5es de al\u00edquota atrav\u00e9s do mandado de seguran\u00e7a\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele concordou com o voto do ministro relator. \u201cDefendemos que uma vez que haja rela\u00e7\u00e3o de trato sucessivo, que se renova m\u00eas a m\u00eas, n\u00e3o teria porque se falar em decad\u00eancia, porque em cada m\u00eas o tributo \u00e9 devido\u201d, disse. O precedente ser\u00e1 importante para dar tranquilidade \u00e0s empresas na transi\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, acrescenta. \u201cPoderemos discuti r qualquer ilegalidade que por ventura surgir.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o tamb\u00e9m foi elogiada pelo advogado Leonel Martins Bispo, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Bispo, Machado e Mussy Advogados, que atuou no segundo caso. &#8220;Essa decis\u00e3o representa um ganho em termos de seguran\u00e7a jur\u00eddica, por reafirmar uma jurisprud\u00eancia hist\u00f3rica da Corte e afastar as decis\u00f5es em sentido contr\u00e1rio, que representavam uma corrente minorit\u00e1ria&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a advogada Fernanda Rizzo, do Vieira Rezende, a decis\u00e3o reafirma o car\u00e1ter preventivo do mandado de seguran\u00e7a. Na vis\u00e3o dela, foi uma interpreta\u00e7\u00e3o que \u201charmoniza a t\u00e9cnica processual com a realidade material, evitando que a decad\u00eancia seja usada como obst\u00e1culo \u00e0 tutela de direitos fundamentais e \u00e0 efetividade da justi\u00e7a fiscal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurado pelo Valor, o governo de Minas Gerais n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/11\/stj-afasta-prazo-para-processos-contra-cobranca-tributaria.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/11\/stj-afasta-prazo-para-processos-contra-cobranca-tributaria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF interrompe julgamento sobre cobran\u00e7a de multa por erro em obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Um pedido de vista interrompeu, pela quinta vez, o julgamento virtual do car\u00e1ter confiscat\u00f3rio da multa isolada no \u00e2mbito tribut\u00e1rio pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A multa \u00e9 cobrada quando h\u00e1 descumprimento ou erro em alguma obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria acess\u00f3ria &#8212; declara\u00e7\u00f5es e emiss\u00f5es de documentos fiscais exigidos junto com os recolhimentos de tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento come\u00e7ou em novembro de 2022, mas foi interrompido por dois pedidos de vista e dois pedidos de destaque, que foram posteriormente cancelados (RE 640452). Desta vez, o ministro Fl\u00e1vio Dino pediu vista. Ele tem at\u00e9 90 dias para liberar o processo novamente, e s\u00f3 ent\u00e3o um novo julgamento ser\u00e1 marcado.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o pedido, cinco votos tinham sido depositados: o do relator, Lu\u00cds Roberto Barroso, e dos ministros Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Edson Fachin.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tr\u00eas correntes formadas: Barroso, Toffoli e Zanin acreditam que \u00e9 necess\u00e1rio haver um limite para esse tipo de multa, mas divergem quanto ao patamar m\u00e1ximo que elas podem atingir. Para Barroso, o teto deveria ser de 20% sobre o valor do tributo devido ou pago. O relator foi acompanhado por Fachin.<\/p>\n\n\n\n<p>Toffoli prop\u00f5e um teto mais alto, de at\u00e9 60% do valor do tributo, quando houver essa obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, mas podendo chegar a 100% se houver circunst\u00e2ncias agravantes. Quando n\u00e3o houver tributo ou cr\u00e9dito vinculado, ele admite o patamar de at\u00e9 20% como teto para a multa, podendo chegar a 30% se houver circunst\u00e2ncias agravantes. Alexandre de Moraes acompanhou a diverg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Zanin inaugurou uma terceira via, acompanhando os patamares m\u00e1ximos propostos por Toffoli, mas restringindo o entendimento para os casos de transporte de mercadoria sem nota fiscal, sem generalizar. Ele ainda apresentou outras ressalvas: de que o Congresso Nacional deve regular o tema, determinando a grada\u00e7\u00e3o das multas ; e de que o Judici\u00e1rio pode, excepcionalmente, analisar o car\u00e1ter confiscat\u00f3rio mesmo das multas que tenham sido aplicadas dentro dos par\u00e2metros estabelecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto Zanin quanto Toffoli acrescentaram que, quando houver outras multas por descumprimento de obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias (tamb\u00e9m chamadas de deveres instrumentais) na autua\u00e7\u00e3o, a infra\u00e7\u00e3o mais grave deve abranger a menor, o chamado princ\u00edpio da consun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso levado ao Supremo, a Eletronorte questionava uma lei do Estado de Rond\u00f4nia, hoje revogada, que institu\u00eda multa de 40% sobre o valor da opera\u00e7\u00e3o se alguma obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria fosse descumprida. No processo, a empresa deveria pagar R$ 168,4 milh\u00f5es por n\u00e3o emitir notas fiscais em compras de diesel para gera\u00e7\u00e3o de energia termel\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p>O ICMS devido havia sido recolhido pela sistem\u00e1tica da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, em que um contribuinte da cadeia adianta o pagamento em nome dos demais. O valor da pena imposta \u00e0 Eletronorte pelo descumprimento da obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria foi o dobro do montante do imposto pago.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/12\/stf-interrompe-julgamento-sobre-cobranca-de-multa-por-erro-em-obrigacao-tributaria.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/12\/stf-interrompe-julgamento-sobre-cobranca-de-multa-por-erro-em-obrigacao-tributaria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supremo valida Selic para corre\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas civis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que a taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, deve ser o \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o para d\u00edvidas civis e indeniza\u00e7\u00f5es. O julgamento foi un\u00e2nime e terminou \u00e0 meia-noite desta sexta-feira, no Plen\u00e1rio Virtual. Prevaleceu o voto do relator, ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a. A decis\u00e3o afeta cerca de seis milh\u00f5es de processos no pa\u00eds, segundo informou o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) quando julgou o tema no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o impacta todas as rela\u00e7\u00f5es de direito privado, como obriga\u00e7\u00f5es previstas em contrato de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, empr\u00e9stimo ou casos que envolvem direito do consumidor e inadimpl\u00eancia \u2014 falta de pagamento de conta de \u00e1gua ou energia, cart\u00e3o de cr\u00e9dito, atraso de voo e situa\u00e7\u00f5es extracontratuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo advogados, a quest\u00e3o ficou pacificada a partir de 2024, com a Lei n\u00ba 14.905, que mudou o C\u00f3digo Civil. A legisla\u00e7\u00e3o estabeleceu novas regras para a atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e a aplica\u00e7\u00e3o de juros em casos de inadimpl\u00eancia \u2014 devem ser aplicados, respectivamente, IPCA e Selic. Para o c\u00e1lculo dos juros, dever\u00e1 ser deduzida a atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria. Se a diferen\u00e7a entre esses valores for negativa, a taxa de juros considerada ser\u00e1 zero para o per\u00edodo de refer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o foi levada ao Supremo depois de a Corte Especial do STJ decidir pela ado\u00e7\u00e3o da Selic. O julgamento, na ocasi\u00e3o, foi apertado, com diferen\u00e7a de um voto. O relator, ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, ficou vencido. Como o STF reafirmou o precedente, alguns especialistas dizem que houve harmoniza\u00e7\u00e3o dos entendimentos \u2014 entre as decis\u00f5es dos tribunais superiores e a nova lei. Essa compreens\u00e3o, todavia, n\u00e3o \u00e9 un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>Os devedores saem vitoriosos com a decis\u00e3o. Eles defendem a aplica\u00e7\u00e3o da Selic, pois, na pr\u00e1tica, o valor da d\u00edvida fica menor se comparado \u00e0 taxa de 12% ao ano e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria que era usada pelos tribunais \u2014 cada um tinha sua regra e, em maioria, era aplicado o IPCA. Hoje, os percentuais est\u00e3o pr\u00f3ximos. Por\u00e9m, a Selic j\u00e1 esteve mais baixa, chegando a 2% no per\u00edodo da pandemia da covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Leonardo Amarante, do Leonardo Amarante Advogados Associados, que representa a credora no caso, aplicar a Selic reduz, em m\u00e9dia, 30% do valor da indeniza\u00e7\u00e3o a ser recebida. No processo em an\u00e1lise, se aplicada a taxa b\u00e1sica, o valor da d\u00edvida de R$ 20 mil iria para R$ 37 mil. Se utilizada a taxa de 12% ao ano somada \u00e0 corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, seria de cerca de R$ 51 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Seis entidades est\u00e3o como partes interessadas (amicus curiae). Entre elas, a Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban) e a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previd\u00eancia Privada e Vida, Sa\u00fade Suplementar e Capitaliza\u00e7\u00e3o (CNseg), que defendem a aplica\u00e7\u00e3o da Selic. J\u00e1 o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB) s\u00e3o contra.<\/p>\n\n\n\n<p>No voto, o ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a diz inicialmente que n\u00e3o seria poss\u00edvel julgar o caso por quest\u00f5es processuais \u2014 seria necess\u00e1rio an\u00e1lise de lei infraconstitucional, o que \u00e9 vedado pelo Supremo. Mas acrescenta que a jurisprud\u00eancia do STF j\u00e1 reconhece a validade da taxa Selic como \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria para atualizar condena\u00e7\u00f5es c\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAinda que fosse poss\u00edvel superar o \u00f3bice acima apontado, melhor sorte n\u00e3o teria a recorrente. Isso porque a jurisprud\u00eancia do Supremo Tribunal tem reconhecido a validade da Taxa Selic como \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e de juros morat\u00f3rios e, ainda, a sua incid\u00eancia para atualiza\u00e7\u00e3o de condena\u00e7\u00f5es c\u00edveis em geral\u201d, diz Mendon\u00e7a, citando precedente de 2021 em que a taxa foi aplicada em condena\u00e7\u00e3o judicial e aos dep\u00f3sitos recursais na Justi\u00e7a do Trabalho (ADC 58).<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro tamb\u00e9m reafirma o julgamento do STJ. A discuss\u00e3o se baseou na aplica\u00e7\u00e3o do artigo 406 do C\u00f3digo Civil. O dispositivo determina que os juros morat\u00f3rios, quando n\u00e3o estabelecidos em contrato, ser\u00e3o fixados pela taxa que estiver em vigor para o pagamento de impostos devidos \u00e0 Fazenda Nacional. Defensores dos credores dizem que se aplicaria, ent\u00e3o, o artigo 161 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), que determina a aplica\u00e7\u00e3o de juros de mora de 1% ao m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso analisado (RE 1558191) envolve condena\u00e7\u00e3o da empresa de transporte Expresso Itamarati, obrigada a indenizar uma passageira. O motorista passou por uma lombada em alta velocidade e a passageira foi arremessada para o alto. Ela sofreu les\u00f5es que resultaram na invalidez para o trabalho que exercia, o de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os dom\u00e9sticos.<\/p>\n\n\n\n<p>O acidente ocorreu em mar\u00e7o de 2013. Em 2016, veio a senten\u00e7a que condenou a empresa a pagar a indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral em R$ 20 mil. O Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) aplicou juros de mora de 1% ao m\u00eas a partir da data em que a empresa foi citada (novembro de 2014) e de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria a contar da senten\u00e7a (outubro de 2016).<\/p>\n\n\n\n<p>A Expresso Itamarati reverteu o ac\u00f3rd\u00e3o de segunda inst\u00e2ncia no STJ. Em seguida, a passageira recorreu ao Supremo. O advogado dela, Leonardo Amarante, diz agora que vai recorrer para que seja, pelo menos, aplicada a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos \u2014 restringir a aplica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o para frente, como foi feito para corre\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas trabalhistas (ADC 58). Defende que a jurisprud\u00eancia majorit\u00e1ria sempre foi contra a aplica\u00e7\u00e3o da Selic. \u201cTodos os tribunais do Brasil, desde o C\u00f3digo Civil de 2002, aplicavam os juros de 12% e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria. N\u00e3o se tinha diverg\u00eancia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, quando a Selic foi para 2% em 2020, as empresas devedoras \u201cressuscitaram\u201d um ac\u00f3rd\u00e3o do ex-ministro Teori Zavascki que defendia a Selic. \u201cCriaram a narrativa de que haveria jurisprud\u00eancia dominante, mas \u00e9 o oposto\u201d, afirma. \u201cEst\u00e1 se estimulando um calote, porque devedores est\u00e3o usando o Judici\u00e1rio e ganhando dinheiro.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Andr\u00e9 Gondinho, s\u00f3cio do Bichara Advogados, que representa a CNSeg, defende que j\u00e1 havia jurisprud\u00eancia favor\u00e1vel \u00e0 Selic. \u201cA decis\u00e3o cria uma harmonia porque o STF j\u00e1 decidiu que se aplica a Selic para d\u00edvidas tribut\u00e1rias e trabalhistas\u201d, diz ele, citando julgamentos como o da ADC 58 e o da ADI 5867.<\/p>\n\n\n\n<p>A taxa Selic, acrescenta, flutua de acordo com quest\u00f5es macroecon\u00f4micas. \u201cEnt\u00e3o \u00e9 suficiente para fazer essa corre\u00e7\u00e3o\u201d, afirma. Aplicar a taxa de 12% mais corre\u00e7\u00e3o seria ir contra o artigo 944 do C\u00f3digo Civil, segundo Gondinho. O dispositivo estabelece que a indeniza\u00e7\u00e3o se mede pela extens\u00e3o do dano. \u201cA indeniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode significar lucro&#8221;, defende.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Febraban diz que aplicar a Selic \u201cconfere previsibilidade e estabilidade da aplica\u00e7\u00e3o das normas jur\u00eddicas p\u00fablicas e privadas, prestigiando a seguran\u00e7a jur\u00eddica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/13\/supremo-valida-selic-para-correcao-de-dividas-civis.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/13\/supremo-valida-selic-para-correcao-de-dividas-civis.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em repetitivo, STJ afasta prazo decadencial em mandado de seguran\u00e7a sobre tributo sucessivo<\/strong><br>Data: 13\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) entendeu, por unanimidade, que mandados de seguran\u00e7a podem ser ajuizados a qualquer momento para questionar obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias peri\u00f3dicas, independentemente de quando a lei que as instituiu foi publicada. A tese, julgada sob o rito dos repetitivos (Tema 1273), dever\u00e1 necessariamente ser aplicada pelas demais inst\u00e2ncias do Judici\u00e1rio, com exce\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF).<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, Paulo S\u00e9rgio Domingues, rejeitou os recursos dos estados de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, que defendiam a aplica\u00e7\u00e3o do prazo decadencial de at\u00e9 120 dias ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da norma \u2014 como previsto no artigo 23 da Lei 12.016\/2009, que versa sobre mandados de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Domingues, a jurisprud\u00eancia da Corte aponta que a lei \u201cconstitui requisito necess\u00e1rio, mas n\u00e3o suficiente para surgimento da obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria\u201d. \u201cProponho que o prazo decadencial n\u00e3o se aplica ao mandado de seguran\u00e7a cuja causa de pedir seja a impugna\u00e7\u00e3o de lei ou ato normativo que interfira em obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias sucessivas, dado o car\u00e1ter preventivo da impetra\u00e7\u00e3o decorrente da amea\u00e7a atual, objetiva e permanente da norma impugnada\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator ainda pontuou que abriria uma terceira via de entendimento: que o termo inicial do prazo decadencial seria a partir da primeira exig\u00eancia tribut\u00e1ria. Contudo, explicou que n\u00e3o o fez por n\u00e3o t\u00ea-la encontrado na doutrina do tribunal.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, segundo o advogado tributarista Leonel Martins Bispo, s\u00f3cio da BMM Advocacia Empresarial, n\u00e3o haver\u00e1 aplica\u00e7\u00e3o de qualquer prazo decadencial nestes casos. \u201cA decis\u00e3o de hoje afasta a aplica\u00e7\u00e3o deste prazo para impetra\u00e7\u00f5es em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria, envolvendo cobran\u00e7as peri\u00f3dicas. Ent\u00e3o, para fins de ajuizamento do mandado de seguran\u00e7a, n\u00e3o se aplica nenhum prazo decadencial, quando o objetivo for questionar incid\u00eancias que se renovam no tempo. O prazo que se aplica \u00e9 prescricional, de cinco anos\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Defesas<\/p>\n\n\n\n<p>Na origem, o processo tratava da legalidade da al\u00edquota de ICMS aplicada por Minas Gerais sobre energia el\u00e9trica e servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o, que era superior \u00e0 al\u00edquota padr\u00e3o estadual. O Tribunal do Estado determinou a impossibilidade de cobran\u00e7a acima da al\u00edquota modal, como j\u00e1 fixado pelo Supremo com repercuss\u00e3o geral no RE 714139 (Tema 745).<\/p>\n\n\n\n<p>Em sustenta\u00e7\u00e3o oral, a procuradora do Estado Maria Cec\u00edlia Albrecht, de Minas Gerais, argumentou que o pagamento m\u00eas a m\u00eas do tributo n\u00e3o converte a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica em trato sucessivo. \u201cA hip\u00f3tese de incid\u00eancia da obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria \u00e9 inaugurada pela publica\u00e7\u00e3o da norma que a prev\u00ea, sendo este o marco inicial. N\u00e3o se pode tratar o mandado de seguran\u00e7a como preventivo quando a les\u00e3o j\u00e1 ocorreu com a edi\u00e7\u00e3o da lei\u201d, defendeu.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma linha, a procuradora do Estado Fernanda Figueira Tonetto, do Rio Grande do Sul, alertou para poss\u00edveis consequ\u00eancias de entendimento diverso. \u201cAdmitir o trato sucessivo significaria, na pr\u00e1tica, o desaparecimento do prazo decadencial, comprometendo a seguran\u00e7a jur\u00eddica e a previsibilidade or\u00e7ament\u00e1ria dos entes federados. Haveria incentivo \u00e0 reabertura de discuss\u00f5es fiscais j\u00e1 encerradas e multiplica\u00e7\u00e3o de processos, sobrecarregando ainda mais o Judici\u00e1rio e banalizando o mandado de seguran\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator disse n\u00e3o vislumbrar a possibilidade de uma \u201ccat\u00e1strofe judici\u00e1ria\u201d a partir da tese. \u201cIsso vem sendo adotado h\u00e1 d\u00e9cadas no Brasil. Se n\u00e3o for mandado de seguran\u00e7a, ser\u00e1 uma outra a\u00e7\u00e3o de outra natureza. O que ter\u00edamos seria a sucumb\u00eancia\u201d, disse. Acrescentou concordar que n\u00e3o deveria ser poss\u00edvel desistir do mandado de seguran\u00e7a a qualquer momento, mas que esse \u201c\u00e9 um ponto a ser tratado em um outro momento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita como Recurso Especial (REsp) 2103305.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/em-repetitivo-stj-afasta-prazo-decadencial-em-mandado-de-seguranca-sobre-tributo-sucessivo\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/em-repetitivo-stj-afasta-prazo-decadencial-em-mandado-de-seguranca-sobre-tributo-sucessivo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ nega decad\u00eancia de cobran\u00e7a de ITCMD em im\u00f3vel transmitido ap\u00f3s div\u00f3rcio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu, por unanimidade, que n\u00e3o houve decad\u00eancia de prazo para o fisco lan\u00e7ar o Imposto de Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o (ITCMD) sobre im\u00f3vel transmitido em decorr\u00eancia de div\u00f3rcio. No caso, a contribuinte alegava que a Fazenda havia extrapolado o prazo e pedia a restitui\u00e7\u00e3o dos valores.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora, ministra Regina Helena Costa, determinou o retorno do processo \u00e0 origem para que o tribunal local reexamine a base de c\u00e1lculo do imposto. Reiterou que o prazo decadencial para o lan\u00e7amento do ITCMD inicia-se no 1\u00ba dia do exerc\u00edcio seguinte \u00e0quele em que o lan\u00e7amento poderia ter sido efetuado \u2014 ou seja, ao registro da translada\u00e7\u00e3o da propriedade imobili\u00e1ria no cart\u00f3rio de registro de im\u00f3veis \u2014 e que a Fazenda tinha o direito de cobr\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, que a acompanhou, afirmou durante o julgamento que n\u00e3o houve decad\u00eancia porque n\u00e3o h\u00e1 elemento que demonstre que a Fazenda teve ci\u00eancia do processo de div\u00f3rcio. \u201cA jurisprud\u00eancia do Tema 1048 fala que \u00e9 irrelevante a data que a Fazenda tomou ci\u00eancia, referindo-se a processos de invent\u00e1rios. Por que \u00e9 diferente do que estamos falando? Pela legisla\u00e7\u00e3o, a Fazenda participa dos processos de invent\u00e1rio diretamente. N\u00e3o vi nenhum elemento que teria havido essa ci\u00eancia. Sem d\u00favida, a relatora tem total raz\u00e3o em seu entendimento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita como Recurso Especial (REsp) 2168168\/SP.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stj-nega-decadencia-de-cobranca-de-itcmd-em-imovel-transmitido-apos-divorcio\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stj-nega-decadencia-de-cobranca-de-itcmd-em-imovel-transmitido-apos-divorcio<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunais estaduais mant\u00eam validade de contratos de franquia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Os tribunais estaduais brasileiros t\u00eam decidido a favor da manuten\u00e7\u00e3o das cl\u00e1usulas contratuais que definem onde eventuais conflitos entre franqueadores e franqueados devem ser resolvidos. Desde julho de 2024, uma nova legisla\u00e7\u00e3o trouxe requisitos obrigat\u00f3rios para a chamada \u201celei\u00e7\u00e3o de foro\u201d. Se descumpridos, a pr\u00e1tica pode ser considerada \u201cabusiva\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Levantamento do BMA Advogados, que analisou 70 decis\u00f5es judiciais sobre o assunto, proferidas entre julho de 2024 e maio deste ano, mostra que 73% delas mantiveram a disposi\u00e7\u00e3o contratual. Foram verificadas decis\u00f5es de 14 tribunais estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>As regras mudaram no ano passado. A Lei n\u00ba 14.879 alterou um dispositivo do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC) e introduziu crit\u00e9rios cumulativos para a validade dessas cl\u00e1usulas. O artigo 63 passou a exigir que: a elei\u00e7\u00e3o do foro onde lit\u00edgios ser\u00e3o resolvidos seja formalizada obrigatoriamente por escrito; a cl\u00e1usula ter\u00e1 que mencionar a qual neg\u00f3cio jur\u00eddico espec\u00edfico se refere; e o local estabelecido ter\u00e1 que ter a ver com as partes ou onde a atividade \u00e9 realizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, desde que a nova legisla\u00e7\u00e3o entrou em vigor, em julho do ano passado, franqueadores passaram a temer que todos os contratos tivessem que ser alterados ou que franqueados levassem o assunto ao Judici\u00e1rio. Hoje, o franchising brasileiro re\u00fane mais de 197 mil opera\u00e7\u00f5es, cerca de 3,3 mil marcas e movimentou s\u00f3 em 2024 aproximadamente R$ 273 bilh\u00f5es, com gera\u00e7\u00e3o de mais de 1,7 milh\u00e3o de empregos diretos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o levantamento, embora a norma j\u00e1 estivesse em vigor quando ac\u00f3rd\u00e3os analisados foram prolatados, s\u00f3 24% deles abordaram a reforma legal e analisaram o artigo 63 da nova lei. \u201cConsiderando que a demanda foi ajuizada ap\u00f3s o advento da Lei n\u00ba 14.879\/2024, constata-se que, por for\u00e7a do princ\u00edpio tempus regit actum, o presente processo submete-se integralmente \u00e0s disposi\u00e7\u00f5es da nova legisla\u00e7\u00e3o, independentemente da data da cl\u00e1usula de elei\u00e7\u00e3o de foro\u201d, afirma o desembargador Roberto Maia, relator na 20\u00aa C\u00e2mara de Direito Privado do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO ajuizamento em ju\u00edzo aleat\u00f3rio, compreendido como aquele que n\u00e3o tem vincula\u00e7\u00e3o com o domic\u00edlio das partes ou com o neg\u00f3cio jur\u00eddico discutido na demanda, passou a ser reputado como pr\u00e1tica abusiva\u201d, complementa o magistrado. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime (agravo de instrumento n\u00ba 2295795-78.2024.8.26.0000).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Tatiana Dratovsky Sister, s\u00f3cia da \u00e1rea de Contratos Comerciais e Franquias do BMA Advogados, os clientes queriam saber se \u201ca lei pegou\u201d, especialmente os franqueadores. Isso porque uma corrente jur\u00eddica diz que o franqueado, por assinar contrato padr\u00e3o da rede de franquia, n\u00e3o teria espa\u00e7o para negocia\u00e7\u00e3o e deveria ser tratado como \u201cvulner\u00e1vel\u201d. Assim, na pr\u00e1tica, a nova norma poderia levar o Judici\u00e1rio a atender os pedidos dos franqueados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa minha opini\u00e3o, franqueado \u00e9 empres\u00e1rio e nada hipossuficiente, mas como existe essa corrente resolvemos pesquisar\u201d, afirma Tatiana. \u201cDos 70 ac\u00f3rd\u00e3os selecionados, ap\u00f3s busca em 26 Estados, vimos que a concentra\u00e7\u00e3o est\u00e1 em S\u00e3o Paulo (19), Santa Catarina (15), Rio de Janeiro (7) e Paran\u00e1 (7)\u201d, aponta.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com a pesquisa do BMA, os fundamentos mais comuns para a manuten\u00e7\u00e3o da cl\u00e1usula foram: n\u00e3o h\u00e1 partes vulner\u00e1veis (31); foi aplicada a S\u00famula 335 do STF, que valida cl\u00e1usula de elei\u00e7\u00e3o de foro se n\u00e3o houver hipossufici\u00eancia da parte (27); entenderam que contratos de natureza empresarial s\u00e3o sempre v\u00e1lidos (25); dizem que a manuten\u00e7\u00e3o do foro n\u00e3o prejudica o acesso \u00e0 justi\u00e7a (24); e\/ou invocaram o princ\u00edpio \u201cpacta sunt servanda\u201d, de respeito ao pactuado pelas partes (18).<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o, a 20\u00aa C\u00e2mara de Direito Privado do TJSP proferiu decis\u00e3o nesse sentido. \u201cAs Cortes Reservadas em mat\u00e9ria empresarial v\u00eam preservando a livre disposi\u00e7\u00e3o entre os empres\u00e1rios no que se refere \u00e0 elei\u00e7\u00e3o do foro para lit\u00edgio\u201d, diz o desembargador relator Ricardo Negr\u00e3o, em decis\u00e3o un\u00e2nime. \u201cEssa disposi\u00e7\u00e3o est\u00e1 inclu\u00edda no \u00e2mbito das estrat\u00e9gias empresariais, adotadas em comum acordo por sujeitos que n\u00e3o s\u00e3o considerados hipossuficientes tecnicamente, nem mesmo em contrata\u00e7\u00e3o de franquia\u201d (agravo de instrumento n\u00ba 2025649-59.2025.8.26.0000).<\/p>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o, afirma Tatiana, \u00e9 que para contratos j\u00e1 firmados, se ficar comprovado que n\u00e3o h\u00e1 vulnerabilidade de uma das partes, que a natureza do acordo \u00e9 empresarial e que n\u00e3o h\u00e1 impossibilidade de acesso \u00e0 Justi\u00e7a \u00e9 poss\u00edvel manter a cl\u00e1usula como est\u00e1. \u201cS\u00f3 para novos contratos o melhor \u00e9 j\u00e1 atender os comandos da reforma legal\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Natan Baril, diretor jur\u00eddico da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Franchising (ABF), a altera\u00e7\u00e3o do artigo 63 do CPC trouxe um filtro importante contra a escolha de foros aleat\u00f3rios. \u201cMas carrega o risco de gerar instabilidade contratual\u201d, afirma. \u201cSe cada cl\u00e1usula de foro puder ser contestada, aumenta a litigiosidade, isso eleva custos e afeta a confian\u00e7a das partes. O equil\u00edbrio est\u00e1 em respeitar pactos que tenham v\u00ednculo com as partes ou com o contrato e coibir apenas abusos evidentes\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o levantamento, Baril diz que um Judici\u00e1rio que preserva as cl\u00e1usulas de foro quando h\u00e1 pertin\u00eancia refor\u00e7a a autonomia privada, d\u00e1 seguran\u00e7a jur\u00eddica e garante previsibilidade \u00e0s redes de franquia. \u201cO entendimento de que as mudan\u00e7as valem apenas para a\u00e7\u00f5es novas protege contratos antigos e fortalece a estabilidade do setor, o que atrai cr\u00e9dito e incentiva investimentos\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>O franqueado, afirma o diretor jur\u00eddico da ABF, n\u00e3o pode ser visto como parte vulner\u00e1vel de um contrato. \u201cFranquia \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o empresarial, n\u00e3o de consumo. Trata-se de contrato de padr\u00e3o empresarial, e n\u00e3o de contrato de ades\u00e3o\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/15\/tribunais-estaduais-mantem-validade-de-contratos-de-franquia.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/15\/tribunais-estaduais-mantem-validade-de-contratos-de-franquia.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF valida regra que restringe cr\u00e9ditos de IPI apenas a remetente de insumos<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 15\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) declarou, por unanimidade, a constitucionalidade de dispositivo que suspende a cobran\u00e7a do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) nas sa\u00eddas de mat\u00e9rias-primas, produtos intermedi\u00e1rios e materiais de embalagem destinados a determinados estabelecimentos industriais.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise ocorreu no julgamento virtual da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7135. A a\u00e7\u00e3o foi proposta pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) contra o Presidente da Rep\u00fablica e o Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do caso, ministro Gilmar Mendes, destacou que cabe ao legislador definir os limites do benef\u00edcio fiscal, posi\u00e7\u00e3o que foi integralmente seguida pelos demais ministros.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o envolve o inciso 5\u00ba do artigo 29 da Lei 10.637\/2002, que permite apenas ao estabelecimento industrial remetente (quem vende o insumo) manter e utilizar cr\u00e9ditos de IPI, vedando a prerrogativa ao adquirente de tais bens. No caso concreto, o PSDB buscava estender o direito ao cr\u00e9dito ao adquirente de insumos submetidos ao regime de suspens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, cabe ao legislador definir os limites do benef\u00edcio fiscal, e o Judici\u00e1rio n\u00e3o pode criar benef\u00edcios fiscais ou cr\u00e9ditos presumidos, especialmente porque a suspens\u00e3o do tributo na etapa anterior impede o direito ao cr\u00e9dito pelo adquirente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTrata-se de uma delimita\u00e7\u00e3o consciente, racional e leg\u00edtima por parte do legislador ordin\u00e1rio, que decidiu restringir o incentivo fiscal \u00e0 etapa inicial da cadeia produtiva, visando controlar o alcance da desonera\u00e7\u00e3o e preservar os efeitos da pol\u00edtica industrial pretendida\u201d, afirmou Mendes.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro citou jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), no REsp 1587197, segundo a qual n\u00e3o se pode presumir a extens\u00e3o autom\u00e1tica dos efeitos de normas tribut\u00e1rias relativas ao \u201cestabelecimento industrial\u201d para os chamados \u201cequiparados\u201d, sem previs\u00e3o expressa.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-valida-regra-que-restringe-creditos-de-ipi-apenas-a-remetente-de-insumos\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-valida-regra-que-restringe-creditos-de-ipi-apenas-a-remetente-de-insumos<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 09\/09 a 15\/09 Fazenda amplia julgamentos colegiados nas delegacias da Receita Data: 09\/09\/2025 O minist\u00e9rio da Fazenda editou a portaria 1.853\/25, para alterar as regras de julgamento das DRJs &#8211; Delegacias Regionais de Julgamento da Receita Federal. 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