{"id":3871,"date":"2025-09-09T17:34:03","date_gmt":"2025-09-09T20:34:03","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3871"},"modified":"2025-09-09T17:34:06","modified_gmt":"2025-09-09T20:34:06","slug":"retrospecto-tributario-02-09-a-09-09-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3871","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 02\/09 a 09\/09"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 02\/09 a 09\/09<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal inicia nova edi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o de conformidade \u201cInsufici\u00eancia de Declara\u00e7\u00e3o e Recolhimento de IRPJ\/CSLL&#8221;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal iniciou nova edi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o de conformidade do Imposto Sobre a Renda das Pessoas Jur\u00eddicas (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL). Os avisos para autorregulariza\u00e7\u00e3o est\u00e3o sendo enviados para 5.536 contribuintes PJ, cujas diverg\u00eancias somam mais de R$ 3,55 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A opera\u00e7\u00e3o faz parte do trabalho de Malha Fiscal Digital (MFD), que realiza an\u00e1lise de dados e cruzamento de informa\u00e7\u00f5es prestadas pela pr\u00f3pria pessoa jur\u00eddica ou por terceiros, visando orientar a autorregulariza\u00e7\u00e3o das diverg\u00eancias identificadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta a\u00e7\u00e3o de conformidade identifica contribuintes que apuraram IRPJ e CSLL a pagar na Escritura\u00e7\u00e3o Cont\u00e1bil Fiscal (ECF) e n\u00e3o declararam em DCTF\/DCOMP ou n\u00e3o recolheram os respectivos valores (total ou parcialmente).<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira etapa s\u00e3o enviados avisos por via postal e por meio de mensagem na caixa postal do contribuinte no e-CAC, com informa\u00e7\u00f5es dos d\u00e9bitos e orienta\u00e7\u00f5es de como se regularizar. No caso de contribuintes sujeitos ao monitoramento de maiores contribuintes, os avisos s\u00e3o enviados por meio de mensagens e-MAC.<\/p>\n\n\n\n<p>O prazo para autorregulariza\u00e7\u00e3o \u00e9 31\/10\/2025. Ap\u00f3s esta data ser\u00e1 realizada nova verifica\u00e7\u00e3o nas declara\u00e7\u00f5es e os contribuintes que n\u00e3o se regularizarem estar\u00e3o sujeitos \u00e0 lavratura de autos de infra\u00e7\u00e3o para constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, com os devidos acr\u00e9scimos legais (juros de mora e multa de of\u00edcio).<\/p>\n\n\n\n<p>Informa\u00e7\u00f5es sobre a opera\u00e7\u00e3o, orienta\u00e7\u00f5es sobre como se regularizar e modelos dos documentos enviados est\u00e3o dispon\u00edveis nos endere\u00e7os eletr\u00f4nicos:<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/orientacao-tributaria\/declaracoes-e-demonstrativos\/revisao-de-declaracao-malha\/pj-parametro-10.002\">&nbsp;para o Lucro Presumido;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/orientacao-tributaria\/declaracoes-e-demonstrativos\/revisao-de-declaracao-malha\/pj-parametro-10.003\">para o Lucro Real (Trimestral ou Anual)<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A edi\u00e7\u00e3o realizada em 2024 resultou no envio de 23.620 avisos de autorregulariza\u00e7\u00e3o com valor de diverg\u00eancia no valor de R$ 4,9 bilh\u00f5es. Ap\u00f3s o prazo de autorregulariza\u00e7\u00e3o foram autuados 10.302 contribuintes que n\u00e3o se regularizaram, no valor de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio total de cerca de R$ 2,86 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A tabela a seguir discrimina os quantitativos de contribuintes incidentes nesta edi\u00e7\u00e3o, totalizados por Unidade da Federa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/setembro\/receita-federal-inicia-nova-edicao-da-acao-de-conformidade-201cinsuficiencia-de-declaracao-e-recolhimento-de-irpj-csll\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/setembro\/receita-federal-inicia-nova-edicao-da-acao-de-conformidade-201cinsuficiencia-de-declaracao-e-recolhimento-de-irpj-csll<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Senado pode votar regras mais r\u00edgidas para empresa que \u00e9 &#8216;devedora contumaz&#8217;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio do Senado pode votar nesta ter\u00e7a-feira (2) o projeto que cria o C\u00f3digo de Defesa dos Contribuintes (<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/154737\">PLP 125\/2022<\/a>). O relat\u00f3rio sobre a mat\u00e9ria, sob a responsabilidade do senador Efraim Filho (Uni\u00e3o-PB), foi entregue nesta segunda-feira (1\u00b0). Ele destacou que um dos principais focos da proposta est\u00e1 nos chamados devedores contumazes \u2014 empresas que usam a inadimpl\u00eancia fiscal como estrat\u00e9gia e deixam de pagar impostos de forma reiterada e sem justificativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Apesar de ser \u00e1rido e t\u00e9cnico, esse tema do devedor contumaz dialoga com a vida real das pessoas. Esse \u00e9 um projeto de ganha-ganha. \u00c9 bom para o governo, \u00e9 bom para quem produz, \u00e9 bom para o cidad\u00e3o, o contribuinte e o consumidor. Esse projeto s\u00f3 \u00e9 ruim para o criminoso. (&#8230;) Minha expectativa \u00e9 que amanh\u00e3 n\u00f3s tenhamos uma ampla e s\u00f3lida maioria para a aprova\u00e7\u00e3o da proposta \u2014 disse Efraim.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto, apresentado pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), traz normas gerais sobre direitos, garantias e deveres dos cidad\u00e3os na rela\u00e7\u00e3o com o Fisco de todos os entes da federa\u00e7\u00e3o. O texto faz parte de um conjunto de sugest\u00f5es elaboradas por uma comiss\u00e3o de juristas para modernizar o processo administrativo e tribut\u00e1rio brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Efraim ressaltou que uma das preocupa\u00e7\u00f5es na elabora\u00e7\u00e3o de seu relat\u00f3rio foi diferenciar empresas que passam dificuldades e ficam inadimplentes das devedoras contumazes. Segundo ele, isso era uma reivindica\u00e7\u00e3o do setor produtivo. Em seu relat\u00f3rio, ele prev\u00ea que a empresa s\u00f3 poder\u00e1 ser considerada devedora contumaz caso tenha uma d\u00edvida superior a R$ 15 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Algumas dessas empresas s\u00e3o concebidas para a pr\u00e1tica do crime. Elas j\u00e1 s\u00e3o preparadas, desde o momento em que nascem, para sonegar, para fraudar. S\u00e3o empresas conhecidas como \u201ccasca de ovo\u201d; s\u00f3 existe no papel e \u00e9 criada em nome de laranjas, com CPF de terceiros, sem patrim\u00f4nio conhecido. Quando a Receita vai atr\u00e1s do dinheiro que foi sonegado, essas empresas j\u00e1 evaporaram, j\u00e1 desapareceram, j\u00e1 sumiram \u2014 observou Efraim ao apontar a liga\u00e7\u00e3o desse tipo de empresa com o crime organizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as puni\u00e7\u00f5es previstas no texto est\u00e3o as proibi\u00e7\u00f5es de acesso a benef\u00edcios fiscais e de participa\u00e7\u00e3o em licita\u00e7\u00f5es ou concess\u00f5es. Al\u00e9m disso, a proposta prev\u00ea que a empresa devedora contumaz ser\u00e1 considerada inapta no cadastro de contribuintes enquanto n\u00e3o resolver sua situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Arrecada\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O senador contou que dialogou com o governo, com o setor produtivo e tamb\u00e9m com colegas parlamentares para chegar a um texto que possa ser aprovado por ampla maioria. Para ele, a proposta permite aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o sem o aumento de al\u00edquotas de tributos e sem prejudicar o contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 \u00c9 para o bem da sociedade, muito mais do que para o bem do governo. A conta que n\u00f3s temos \u00e9 a conta de um estudo da Receita Federal, que aponta d\u00edvida de R$ 200 bilh\u00f5es que 1.200 CNPJs criaram durante a \u00faltima d\u00e9cada. Esses R$ 200 bilh\u00f5es, aos olhos da Receita, est\u00e3o perdidos, s\u00e3o irrecuper\u00e1veis \u2014 enfatizou Efraim.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, ele salientou que incorporou em seu relat\u00f3rio regras que estavam previstas em outro projeto, o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=2416861\">PL 15\/2024<\/a>, que est\u00e1 em an\u00e1lise na C\u00e2mara, ap\u00f3s conversa com o relator dessa mat\u00e9ria, o deputado federal Danilo Forte (Uni\u00e3o-CE).<\/p>\n\n\n\n<p>Efraim tamb\u00e9m informou que o relat\u00f3rio traz regras mais r\u00edgidas para dificultar a abertura de empresas para a pr\u00e1tica de crimes, especialmente no setor de petr\u00f3leo e g\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>Inelegibilidade<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e1 na pauta do Plen\u00e1rio do Senado o projeto de lei que unifica em oito anos o prazo de inelegibilidade para pol\u00edticos impedidos de se candidatar \u2014 o <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/160067\">PLP 192\/2023<\/a>, de autoria da deputada federal&nbsp;Dani Cunha (Uni\u00e3o-RJ). A vota\u00e7\u00e3o dessa mat\u00e9ria foi solicitada pelo relator da proposta,&nbsp;senador Weverton (PDT-MA).<\/p>\n\n\n\n<p>Esse texto j\u00e1 esteve antes na pauta do Plen\u00e1rio, no fim de 2024 e em mar\u00e7o de 2025, ocasi\u00f5es em que teve a vota\u00e7\u00e3o adiada por falta de consenso entre os l\u00edderes partid\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela legisla\u00e7\u00e3o em vigor, o pol\u00edtico considerado ineleg\u00edvel fica impedido de disputar elei\u00e7\u00f5es durante o per\u00edodo original de seu mandato e por oito anos ap\u00f3s o t\u00e9rmino da legislatura. De acordo com o projeto de Dani Cunha,&nbsp;o prazo de inelegibilidade passaria a ser \u00fanico, de oito anos, contados a partir de uma das seguintes datas:<\/p>\n\n\n\n<p>da decis\u00e3o que decretar a perda do mandato;<\/p>\n\n\n\n<p>da elei\u00e7\u00e3o na qual ocorreu pr\u00e1tica abusiva;<\/p>\n\n\n\n<p>da condena\u00e7\u00e3o por \u00f3rg\u00e3o colegiado; ou<\/p>\n\n\n\n<p>da ren\u00fancia ao cargo eletivo.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a proposta, a nova regra teria aplica\u00e7\u00e3o imediata \u2014 inclusive para condena\u00e7\u00f5es j\u00e1 existentes. Para o senador Weverton, o texto estabelece &#8220;mais objetividade e seguran\u00e7a jur\u00eddica&#8221; ao fixar o in\u00edcio e o final da contagem das inelegibilidades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Precat\u00f3rios<\/p>\n\n\n\n<p>Outra mat\u00e9ria na pauta do Plen\u00e1rio do Senado \u00e9 a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/169614\">PEC 66\/2023<\/a>, proposta de emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o que limita o pagamento de precat\u00f3rios por estados e munic\u00edpios (e tamb\u00e9m o Distrito Federal) e autoriza novo prazo de parcelamento para d\u00e9bitos previdenci\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Os precat\u00f3rios s\u00e3o ordens judiciais para o pagamento de d\u00edvidas do setor p\u00fablico resultantes de a\u00e7\u00f5es judiciais sem possibilidade de recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de instituir um&nbsp;teto para o pagamento de precat\u00f3rios por estados, Distrito Federal e munic\u00edpios, a&nbsp;PEC tira os precat\u00f3rios do limite de despesas prim\u00e1rias da Uni\u00e3o a partir de 2026 e&nbsp;refinancia d\u00edvidas previdenci\u00e1rias desses entes com a Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A PEC, do senador Jader Barbalho (MDB-PA), tem como relator o senador Jaques Wagner (PT-BA).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/09\/01\/senado-pode-votar-regras-mais-rigidas-para-empresa-que-e-devedora-contumaz\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/09\/01\/senado-pode-votar-regras-mais-rigidas-para-empresa-que-e-devedora-contumaz<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Novos editais de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria tratam de remunera\u00e7\u00e3o indireta e bonifica\u00e7\u00f5es condicionais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal do Brasil (RFB) e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) publicaram os editais n\u00ba 58 e n\u00ba 59, de 29 de agosto de 2025, com propostas de transa\u00e7\u00e3o por ades\u00e3o voltadas \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o de controv\u00e9rsias tribut\u00e1rias relevantes e disseminadas, em contencioso administrativo ou judicial, nos termos da Lei n\u00ba 13.988\/2020.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa visa promover a resolu\u00e7\u00e3o de conflitos tribut\u00e1rios, estimulando a conformidade espont\u00e2nea, e contribuindo para uma administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria mais transparente, resolutiva e voltada ao di\u00e1logo com a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>O prazo para ades\u00e3o vai at\u00e9 as 19h do dia 29 de dezembro de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Quais s\u00e3o os temas abrangidos?<\/p>\n\n\n\n<p>Edital n\u00ba 58\/2025 Controv\u00e9rsia sobre a incid\u00eancia de PIS e Cofins sobre bonifica\u00e7\u00f5es e descontos condicionados concedidos por fornecedores ao com\u00e9rcio varejista.<\/p>\n\n\n\n<p>Edital n\u00ba 59\/2025 Debates relacionados \u00e0 incid\u00eancia de tributos (IRPF, contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias e a terceiros) sobre remunera\u00e7\u00f5es indiretas de pessoas f\u00edsicas:<\/p>\n\n\n\n<p>Stock Options;<\/p>\n\n\n\n<p>Pagamentos de Participa\u00e7\u00e3o nos Lucros e Resultados (PLR);<\/p>\n\n\n\n<p>Contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 previd\u00eancia privada.<\/p>\n\n\n\n<p>Destaque: Autorregulariza\u00e7\u00e3o (Portaria RFB n\u00ba 568\/2025)<\/p>\n\n\n\n<p>Os Editais preveem uma modalidade espec\u00edfica de pagamento aplic\u00e1vel a d\u00e9bitos formalizados a partir de do Programa de Autorregulariza\u00e7\u00e3o nos termos da Portaria RFB n\u00ba 568, de 15 de agosto de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa modalidade:<\/p>\n\n\n\n<p>Descontos entre 5% e 40%, conforme o n\u00famero de parcelas;<\/p>\n\n\n\n<p>Entrada entre 20% e 30%;<\/p>\n\n\n\n<p>Parcelamento em at\u00e9 37 meses;<\/p>\n\n\n\n<p>Permite o uso de preju\u00edzo fiscal e base negativa da CSLL em at\u00e9 30% do saldo.<\/p>\n\n\n\n<p>Condi\u00e7\u00f5es Gerais de Pagamento<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da modalidade de autorregulariza\u00e7\u00e3o, os editais oferecem outras condi\u00e7\u00f5es de negocia\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>Descontos de at\u00e9 65%;<\/p>\n\n\n\n<p>Entrada m\u00ednima de 10%;<\/p>\n\n\n\n<p>Parcelamento em at\u00e9 61 meses;<\/p>\n\n\n\n<p>Parcela m\u00ednima de R$ 500,00;<\/p>\n\n\n\n<p>Uso de preju\u00edzo fiscal e base negativa da CSLL para amortiza\u00e7\u00e3o de at\u00e9 30% do saldo residual.<\/p>\n\n\n\n<p>Como aderir<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes interessados devem acessar o Portal e-CAC da Receita Federal, no menu: \u201cLegisla\u00e7\u00e3o e Processo\u201d &gt; \u201cRequerimentos Web\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Os editais completos, com regras, modalidades de pagamento e documentos exigidos podem ser consultados aqui no site da Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/setembro\/novos-editais-de-transacao-tributaria-tratam-de-remuneracao-indireta-e-bonificacoes-condicionais\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/setembro\/novos-editais-de-transacao-tributaria-tratam-de-remuneracao-indireta-e-bonificacoes-condicionais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Split da Reforma Tribut\u00e1ria deve aumentar arrecada\u00e7\u00e3o em at\u00e9 R$ 500 bi por ano<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema de split payment, previsto na reforma tribut\u00e1ria, pode direcionar entre R$ 400 bilh\u00f5es e R$ 500 bilh\u00f5es anuais para o caixa do governo. Os valores equivalem ao montante estimado de sonega\u00e7\u00e3o fiscal no Brasil. A proje\u00e7\u00e3o \u00e9 de Lucas Ribeiro, tributarista, fundador e CEO da ROIT, empresa de tecnologia que desenvolve solu\u00e7\u00f5es voltadas para a reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>O mecanismo automatiza a cobran\u00e7a de impostos no ato do pagamento. Na pr\u00e1tica, os tributos s\u00e3o separados no momento da transa\u00e7\u00e3o e transferidos diretamente ao Fisco, sem passar pelo caixa das empresas. Segundo Ribeiro, o modelo traz mais efici\u00eancia e seguran\u00e7a ao sistema tribut\u00e1rio, eliminando atrasos e simplificando a complexidade das guias.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados do Instituto Brasileiro de Planejamento Tribut\u00e1rio (IBPT) indicam que a sonega\u00e7\u00e3o anual supera R$ 400 bilh\u00f5es. J\u00e1 o Soneg\u00f4metro, ferramenta do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional, projeta cifras acima de R$ 600 bilh\u00f5es. \u201cCom o split payment, os recursos hoje sonegados v\u00e3o direto para o caixa do governo\u201d, afirma Ribeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Implementa\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o oficial \u00e9 que o sistema entre em opera\u00e7\u00e3o em 1\u00ba de janeiro de 2027. No entanto, Ribeiro avalia que, devido \u00e0 complexidade t\u00e9cnica, a efetiva\u00e7\u00e3o deve ocorrer apenas em 2028. Para ele, as empresas precisam iniciar desde j\u00e1 os a justes, uma vez que a mudan\u00e7a ter\u00e1 impacto direto no fluxo de caixa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom o split payment, os valores de impostos n\u00e3o passam pelo caixa da empresa. Isso altera a din\u00e2mica financeira e exige prepara\u00e7\u00e3o antecipada\u201d, alerta.<\/p>\n\n\n\n<p>Experi\u00eancia internacional<\/p>\n\n\n\n<p>O split payment j\u00e1 funciona em pa\u00edses como It\u00e1lia e Pol\u00f4nia, ainda que aplicado a parte das opera\u00e7\u00f5es. Nesses locais, foi determinante para reduzir sonega\u00e7\u00e3o e aprimorar a arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo Brasil, sua implementa\u00e7\u00e3o trar\u00e1 desafios tecnol\u00f3gicos e operacionais, mas tem potencial para redesenhar a rela\u00e7\u00e3o entre empresas e administra\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias\u201d, observa o CEO da ROIT.<\/p>\n\n\n\n<p>Impacto para as empresas<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Ribeiro, a reforma tribut\u00e1ria imp\u00f5e a necessidade de profissionaliza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o empresarial. \u201cEmpresas v\u00e3o precisar investir em processos automatizados e tecnologia integrada com o split. Planilhas e controles manuais deixam de ser vi\u00e1veis\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>O executivo acompanha os debates sobre reforma tribut\u00e1ria desde 2019. Desde 2023, participa como painelista em audi\u00eancias p\u00fablicas no Congresso Nacional. Tamb\u00e9m \u00e9 idealizador e mantenedor da Revista e do Portal da Reforma Tribut\u00e1ria, publica\u00e7\u00f5es dedicadas ao tema.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-cartacapital wp-block-embed-cartacapital\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"giiz9uk4rG\"><a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/do-micro-ao-macro\/split-da-reforma-tributaria-deve-aumentar-arrecadacao-em-ate-r-500-bi-por-ano\/\">Split da Reforma Tribut\u00e1ria deve aumentar arrecada\u00e7\u00e3o em at\u00e9 R$ 500 bi por ano<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Split da Reforma Tribut\u00e1ria deve aumentar arrecada\u00e7\u00e3o em at\u00e9 R$ 500 bi por ano&#8221; &#8212; CartaCapital\" src=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/do-micro-ao-macro\/split-da-reforma-tributaria-deve-aumentar-arrecadacao-em-ate-r-500-bi-por-ano\/embed\/#?secret=giiz9uk4rG\" data-secret=\"giiz9uk4rG\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal anuncia que foi conclu\u00eddo o pagamento das restitui\u00e7\u00f5es do Imposto de Renda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Secretaria da Receita Federal do Brasil informou nesta ter\u00e7a-feira (2\/9) que concluiu, de forma antecipada, o pagamento de todas as restitui\u00e7\u00f5es do Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica referentes \u00e0s declara\u00e7\u00f5es do exerc\u00edcio 2025 entregues dentro do prazo e que n\u00e3o apresentaram inconsist\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o&nbsp;<a href=\"https:\/\/normasinternet2.receita.fazenda.gov.br\/#\/consulta\/externa\/143230\">Ato Declarat\u00f3rio Executivo RFB n\u00ba 1\/2025<\/a>&nbsp;tenha estabelecido a libera\u00e7\u00e3o dos valores em cinco lotes, entre os meses de maio a setembro de 2025, a efici\u00eancia no processamento das declara\u00e7\u00f5es permitiu que todos os contribuintes eleg\u00edveis recebessem seus valores at\u00e9 o lote de agosto\/2025.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, no ano de 2025 foi pago um montante de R$ 36,690 bilh\u00f5es em restitui\u00e7\u00f5es de IRPF apuradas em um total de 22,679 milh\u00f5es declara\u00e7\u00f5es de ajuste anual.<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes que n\u00e3o tiveram sua restitui\u00e7\u00e3o liberada devem acessar a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\">p\u00e1gina da Receita Federal<\/a>&nbsp;na internet, clicar em &#8220;Meu Imposto de Renda&#8221; para uma consulta completa da situa\u00e7\u00e3o da declara\u00e7\u00e3o, por meio do \u201cExtrato do Processamento\u201d. Se identificar alguma pend\u00eancia na declara\u00e7\u00e3o, o contribuinte pode retificar a declara\u00e7\u00e3o, corrigindo as informa\u00e7\u00f5es que porventura estejam equivocadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A antecipa\u00e7\u00e3o no pagamento das restitui\u00e7\u00f5es refor\u00e7a o compromisso da Receita Federal com a moderniza\u00e7\u00e3o dos seus sistemas, a agilidade no atendimento ao contribuinte e a valoriza\u00e7\u00e3o da conformidade tribut\u00e1ria e da justi\u00e7a fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/setembro\/receita-federal-anuncia-que-foi-concluido-o-pagamento-das-restituicoes-do-imposto-de-renda\">https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/setembro\/receita-federal-anuncia-que-foi-concluido-o-pagamento-das-restituicoes-do-imposto-de-renda<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o aprova projeto que prev\u00ea tributos menores para insumos agropecu\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Agricultura, Pecu\u00e1ria, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da C\u00e2mara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 54\/25, que permite a aplica\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas de impostos menores para itens como defensivos agr\u00edcolas, adubos, mudas e medicamentos do que as aplicadas a produtos em geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela proposta, insumos agropecu\u00e1rios e aqu\u00edcolas ser\u00e3o considerados bens e servi\u00e7os essenciais e indispens\u00e1veis, n\u00e3o podendo ser tratados como sup\u00e9rfluos para fins de tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto tamb\u00e9m autoriza o governo federal a zerar ou fixar em at\u00e9 30% as al\u00edquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos insumos agr\u00edcolas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os parlamentares seguiram o voto de relator, deputado Marcelo Moraes (PL-RS), favor\u00e1vel ao PLP 54\/25, da deputada Daniela Reinehr (PL-SC). \u201cA proposta representa um importante avan\u00e7o para o setor agr\u00edcola brasileiro, ao conferir seguran\u00e7a jur\u00eddica a tratamentos tribut\u00e1rios que j\u00e1 reconhecem a essencialidade dos insumos agr\u00edcolas\u201d, disse Moraes.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto aprovado altera o <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/lei\/1960-1969\/lei-5172-25-outubro-1966-358971-norma-pl.html\">C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto vai ser analisado agora pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o, e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJ). Depois seguir\u00e1 para o Plen\u00e1rio. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1194658-comissao-aprova-projeto-que-preve-tributos-menores-para-insumos-agropecuarios\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1194658-comissao-aprova-projeto-que-preve-tributos-menores-para-insumos-agropecuarios<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o aprova projeto que inclui academias no Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os da C\u00e2mara dos Deputados aprovou o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/970373-projeto-inclui-academias-em-programa-emergencial-de-retomada-do-setor-de-eventos\">Projeto de Lei 1010\/23<\/a>, que prev\u00ea a inclus\u00e3o das academias no Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). Ficariam de fora apenas as academias optantes pelo Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, deputado Gilson Marques (Novo-SC), recomendou a aprova\u00e7\u00e3o do texto. \u201cA inclus\u00e3o no Perse das academias de esporte de todas as modalidades \u00e9 medida justa e necess\u00e1ria, econ\u00f4mica e socialmente\u201d, defendeu Gilson Marques.<\/p>\n\n\n\n<p>O Perse prev\u00ea a\u00e7\u00f5es para mitigar preju\u00edzos causados pela pandemia da Covid-19. Entre elas est\u00e1 a redu\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas de certos tributos incidentes sobre o setor de eventos, incluindo atividades econ\u00f4micas como hotelaria e produ\u00e7\u00e3o cultural.<\/p>\n\n\n\n<p>Autor da proposta, o deputado Pedro Westphalen (PP-RS) disse que as academias est\u00e3o entre os setores mais afetados pela pandemia. Segundo ele, metade das academias tem d\u00edvidas em atraso, e o faturamento do setor chegou a cair 52%.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto tramita em car\u00e1ter conclusivo e ainda ser\u00e1 analisado pelas comiss\u00f5es do Esporte; de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, ter\u00e1 de ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1195400-comissao-aprova-projeto-que-inclui-academias-no-programa-emergencial-de-retomada-do-setor-de-eventos\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1195400-comissao-aprova-projeto-que-inclui-academias-no-programa-emergencial-de-retomada-do-setor-de-eventos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Senado aprova regras mais r\u00edgidas para devedor contumaz<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Senado aprovou nesta ter\u00e7a-feira (2), por unanimidade, o projeto que cria o C\u00f3digo de Defesa dos Contribuintes (<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/154737\">PLP 125\/2022<\/a>). Um dos principais focos est\u00e1 nos chamados devedores contumazes \u2014 empresas que usam a inadimpl\u00eancia fiscal como estrat\u00e9gia de neg\u00f3cio e deixam de pagar tributos de forma reiterada e sem justificativa. O texto, aprovado em dois turnos, segue para a C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Temos certeza absoluta de que n\u00f3s estamos dando um grande passo, hoje, com a vota\u00e7\u00e3o desta mat\u00e9ria. \u00c9 muito importante para o futuro do Brasil \u2014 disse o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que considerou a vota\u00e7\u00e3o do projeto um dia hist\u00f3rico para o Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto, apresentado pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), traz normas sobre direitos, garantias e deveres dos cidad\u00e3os na rela\u00e7\u00e3o com o Fisco. O texto reuniu as sugest\u00f5es elaboradas por uma comiss\u00e3o de juristas criada em 2022 para modernizar o processo administrativo e tribut\u00e1rio brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O substitutivo aprovado incluiu mudan\u00e7as feitas pelo relator, senador Efraim Filho (Uni\u00e3o-PB), para coibir fraudes como as descobertas pela opera\u00e7\u00e3o \u201cCarbono Oculto\u201d, da Pol\u00edcia Federal, que investigou lavagem de dinheiro via fundos de investimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A vers\u00e3o anterior do projeto tinha 17 artigos, que passaram a ser 58 no texto aprovado, com a inclus\u00e3o de novas regras como programas de conformidade tribut\u00e1ria. Esses programas favorecem bons pagadores, com benef\u00edcios como um b\u00f4nus pelo pagamento em dia dos tributos, que pode chegar a R$ 1 milh\u00e3o anualmente. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 \u00c9 um projeto de ganha-ganha: \u00e9 bom para o governo porque evita a evas\u00e3o de divisas, co\u00edbe a sonega\u00e7\u00e3o. \u00c9 bom para as empresas porque defende a concorr\u00eancia legal, valoriza o bom ambiente de neg\u00f3cios, habilita investimentos que v\u00eam por conta da seguran\u00e7a jur\u00eddica. \u00c9 bom para o cidad\u00e3o, porque evita risco \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 integridade do consumidor, que, muitas vezes, est\u00e1 submetido a produtos contrabandeados, falsificados (&#8230;). Esse projeto de ganha-ganha s\u00f3 \u00e9 ruim para uma pessoa: para o bandido, para quem pratica o crime \u2014 disse Efraim.<\/p>\n\n\n\n<p>Devedor contumaz<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das principais mudan\u00e7as do texto torna mais r\u00edgidas as regras para os chamados devedores contumazes. O projeto original definiu como devedor contumaz apenas o fraudador. Na vis\u00e3o de Efraim, o devedor contumaz \u00e9 aquele que usa a inadimpl\u00eancia fiscal como estrat\u00e9gia de neg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 O devedor contumaz n\u00e3o se confunde com o contribuinte em situa\u00e7\u00e3o de inadimplemento eventual ou aquele que enfrenta dificuldades financeiras moment\u00e2neas. O contumaz age com dolo [inten\u00e7\u00e3o] estruturando sua atividade econ\u00f4mica a partir do inadimplemento sistem\u00e1tico, em clara concorr\u00eancia desleal com os que cumprem suas obriga\u00e7\u00f5es fiscais \u2014 explicou Efraim.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o relator, um estudo da Receita Federal aponta d\u00edvida de R$ 200 bilh\u00f5es por parte de 1.200 CNPJs durante a \u00faltima d\u00e9cada. Esses R$ 200 bilh\u00f5es, explicou, n\u00e3o ser\u00e3o recuperados pela Receita, mas o projeto pode coibir esse tipo de pr\u00e1tica no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>No texto do substitutivo, o devedor contumaz \u00e9 definido, em \u00e2mbito federal, como o contribuinte com d\u00edvida injustificada, superior a R$ 15 milh\u00f5es e correspondente a mais de 100% do seu patrim\u00f4nio conhecido. Em \u00e2mbito estadual e municipal, o texto considera como devedor contumaz quem tem d\u00edvidas com os fiscos de forma reiterada (por pelo menos quatro per\u00edodos de apura\u00e7\u00e3o consecutivos ou seis alternados no prazo de 12 meses) e injustificada.<\/p>\n\n\n\n<p>Os valores para a caracteriza\u00e7\u00e3o desse devedor com rela\u00e7\u00e3o aos fiscos estaduais e municipais ser\u00e3o previstos em legisla\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria para esse fim. Caso isso n\u00e3o ocorra, ser\u00e1 aplicada a mesma regra prevista para a esfera federal. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Exce\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Para descaracterizar a situa\u00e7\u00e3o de contum\u00e1cia, o contribuinte pode alegar a ocorr\u00eancia de estado de calamidade reconhecido pelo Poder P\u00fablico; a apura\u00e7\u00e3o de resultado negativo no exerc\u00edcio financeiro corrente e no anterior, sem ind\u00edcios de fraude ou m\u00e1-f\u00e9; e, no caso de execu\u00e7\u00e3o fiscal, aus\u00eancia da pr\u00e1tica de fraude.<\/p>\n\n\n\n<p>O devedor contumaz n\u00e3o poder\u00e1 ter benef\u00edcios fiscais, participar de licita\u00e7\u00f5es e firmar contratos com a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica ou propor recupera\u00e7\u00e3o judicial. Al\u00e9m disso, poder\u00e1 ser considerado inapto no cadastro de contribuintes, o que gera diversas restri\u00e7\u00f5es \u00e0 empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator tamb\u00e9m incluiu no texto a aplica\u00e7\u00e3o do rito simplificado do contencioso administrativo aos devedores contumazes. A inten\u00e7\u00e3o, de acordo com Efraim, \u00e9 fazer com que os recursos sejam analisados mais rapidamente para evitar preju\u00edzos ao ambiente concorrencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Suspens\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O texto aprovado traz, ainda, as regras do processo administrativo para identifica\u00e7\u00e3o do devedor contumaz. Entre elas est\u00e1 a concess\u00e3o do prazo de 30 dias a partir da data da notifica\u00e7\u00e3o para regularizar a sua situa\u00e7\u00e3o. Dentro desse prazo, o contribuinte poder\u00e1 apresentar defesa com efeito suspensivo do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>A suspens\u00e3o do processo, no entanto, n\u00e3o poder\u00e1 ser aplicada em alguns casos, como ind\u00edcios da cria\u00e7\u00e3o da empresa para a pr\u00e1tica de fraude ou sonega\u00e7\u00e3o fiscal, evid\u00eancias de participa\u00e7\u00e3o em organiza\u00e7\u00e3o criada para sonegar tributos, venda ou produ\u00e7\u00e3o de mercadoria ilegal, uso de laranjas e domic\u00edlio inexistente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Muitas dessas empresas que s\u00e3o concebidas desde o seu nascedouro para a pr\u00e1tica do crime j\u00e1 s\u00e3o formalizadas em CPFs de terceiros e laranjas, que muitas vezes sequer sabem que est\u00e3o respondendo por aquela empresa. Elas j\u00e1 nascem com patrim\u00f4nio desconhecido. S\u00e3o empresas que se chamam, no jarg\u00e3o, empresas casca de ovo, ou seja, \u00e9 fr\u00e1gil, por dentro n\u00e3o existe nada, \u00e9 s\u00f3 no papel \u2014 disse o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma mudan\u00e7a feita por Efraim acabou com a regra que possibilitava extinguir a punibilidade no caso de pagamento dos tributos. Assim, o fato de algu\u00e9m deixar de ser um devedor contumaz n\u00e3o impede que receba as puni\u00e7\u00f5es previstas no <a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:decreto.lei:1940-12-07;2848\">C\u00f3digo Penal<\/a> para o crime de apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita.<\/p>\n\n\n\n<p>O senador Veneziano Vital do R\u00eago (MDB-PB), que relatou outro projeto sobre devedores contumazes (<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/155601\">PLP 164\/2022<\/a>) na CCJ, comemorou a vota\u00e7\u00e3o e elogiou a disposi\u00e7\u00e3o do relator para acolher sugest\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>ANP e Fintechs<\/p>\n\n\n\n<p>Recentes fraudes descobertas pela opera\u00e7\u00e3o \u201cCarbono Oculto\u201d, da Pol\u00edcia Federal, tamb\u00e9m motivaram altera\u00e7\u00f5es no relat\u00f3rio. A opera\u00e7\u00e3o investiga lavagem de dinheiro via fundos de investimentos com o envolvimento de distribuidoras de combust\u00edvel usadas pela fac\u00e7\u00e3o criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).<\/p>\n\n\n\n<p>Uma dessas mudan\u00e7as confere \u00e0 Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP) a compet\u00eancia para estabelecer valores m\u00ednimos de capital social, exigir comprova\u00e7\u00e3o da licitude dos recursos e identificar o titular efetivo das empresas interessadas. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 inibir a atua\u00e7\u00e3o dos chamados \u201claranjas\u201d e diminuir o risco de apropria\u00e7\u00e3o do mercado por organiza\u00e7\u00f5es criminosas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Essa altera\u00e7\u00e3o legislativa \u00e9 coerente com o imperativo de retomar o controle do setor estrat\u00e9gico que est\u00e1 sob ataque de grupos criminosos estruturados, como o PCC. Ao dificultar o acesso de agentes fraudulentos ao mercado formal, a proposi\u00e7\u00e3o representa um avan\u00e7o importante na retomada da legalidade, da concorr\u00eancia leal e da prote\u00e7\u00e3o do interesse p\u00fablico \u2014 disse o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Efraim ainda inseriu no substitutivo a exig\u00eancia de que as institui\u00e7\u00f5es de pagamento e os participantes de arranjos de pagamentos (fintechs) cumpram as normas e obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias definidas em regulamento pelo Poder Executivo. A medida busca ampliar o controle de movimenta\u00e7\u00f5es financeiras para preven\u00e7\u00e3o \u00e0 lavagem de dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O termo \u201cfintech\u201d se origina do ingl\u00eas financial technology, ou seja, tecnologia financeira, e faz refer\u00eancia a empresas jovens de base tecnol\u00f3gica que trazem inova\u00e7\u00f5es para os servi\u00e7os do mercado financeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Bons pagadores<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das novidades favor\u00e1veis ao contribuinte \u00e9 que o bom pagador poder\u00e1 ter vantagens. Entre elas est\u00e3o o acesso a canais de atendimento simplificados; flexibiliza\u00e7\u00e3o das regras para aceita\u00e7\u00e3o ou substitui\u00e7\u00e3o de garantias; possibilidade de antecipar a oferta de garantias para regulariza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos futuros; e prioridade na an\u00e1lise de processos administrativos, em especial os que envolvem a possibilidade de devolu\u00e7\u00e3o de tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima vers\u00e3o do relat\u00f3rio, aprovada em Plen\u00e1rio, o relator acolheu sugest\u00f5es da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) para instituir programas de conformidade tribut\u00e1ria, que podem melhorar a rela\u00e7\u00e3o entre o fisco e os contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto cria tr\u00eas programas de conformidade tribut\u00e1ria no \u00e2mbito da Uni\u00e3o, geridos pela Receita Federal, para beneficiar empresas de todos os portes: Programa de Conformidade Cooperativa Fiscal (Confia); Programa de Est\u00edmulo \u00e0 Conformidade Tribut\u00e1ria (Sintonia); Programa Brasileiro de Operador Econ\u00f4mico Autorizado (Programa OEA).<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as vantagens desses programas est\u00e3o a possibilidade de evitar penalidades e lit\u00edgios, a redu\u00e7\u00e3o de multas e juros e o direito a um b\u00f4nus de adimpl\u00eancia fiscal, correspondente ao desconto de at\u00e9 3% no pagamento \u00e0 vista do valor devido da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL), dentro de um limite de valor que chega a R$ 1 milh\u00e3o no terceiro ano do benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras regras<\/p>\n\n\n\n<p>O senador Izalci Lucas (PL-DF) lembrou que, apesar do destaque para o devedor contumaz, o projeto trata de uma reivindica\u00e7\u00e3o antiga ao estabelecer o C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Vai no sentido de respeitar a expectativa dos contribuintes, de reduzir realmente a litigiosidade, usando, inclusive, formas alternativas de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos; de facilitar o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es \u2014 disse o senador.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os direitos do contribuinte listados no texto est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>ser tratado com respeito e educa\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>receber comunica\u00e7\u00f5es e explica\u00e7\u00f5es claras e simples;<\/p>\n\n\n\n<p>receber notifica\u00e7\u00e3o sobre seu processo administrativo;<\/p>\n\n\n\n<p>ter acesso ao processo e obter c\u00f3pias de documentos;<\/p>\n\n\n\n<p>acessar suas informa\u00e7\u00f5es e retific\u00e1-las, se for o caso;<\/p>\n\n\n\n<p>ser intimado e contestar atos e decis\u00f5es do \u00f3rg\u00e3o tribut\u00e1rio;<\/p>\n\n\n\n<p>recorrer, pelo menos uma vez, de decis\u00e3o contr\u00e1ria ao seu pedido;<\/p>\n\n\n\n<p>provar suas alega\u00e7\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>n\u00e3o ter que fornecer documentos e informa\u00e7\u00f5es j\u00e1 entregues ou aos quais o \u00f3rg\u00e3o tenha acesso;<\/p>\n\n\n\n<p>ser assistido por advogado;<\/p>\n\n\n\n<p>ter seus processos decididos em prazo razo\u00e1vel;<\/p>\n\n\n\n<p>identificar os servidores do fisco nos \u00f3rg\u00e3os e durante a fiscaliza\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>ter o sigilo das suas informa\u00e7\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>ter danos reparados em caso de cobran\u00e7a e exig\u00eancias excessivas; e<\/p>\n\n\n\n<p>receber tratamento facilitado caso n\u00e3o tenha recursos para pagar taxas e custos.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os deveres dos contribuintes incluem o cumprimento das suas obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias; o pagamento integral dos tributos; a presta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e apresenta\u00e7\u00e3o de documentos; a declara\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es consideradas relevantes pela legisla\u00e7\u00e3o; a guarda dos documentos fiscais pelo prazo determinado pela lei; e o cumprimento das decis\u00f5es administrativas ou judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>O substitutivo tamb\u00e9m traz uma lista de obriga\u00e7\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os tribut\u00e1rios, entre elas: &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>respeitar a seguran\u00e7a jur\u00eddica e a boa-f\u00e9 ao aplicar a legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria;<\/p>\n\n\n\n<p>garantir os direitos dos contribuintes;<\/p>\n\n\n\n<p>reduzir o n\u00famero de processos administrativos e judiciais;<\/p>\n\n\n\n<p>facilitar e auxiliar o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias;<\/p>\n\n\n\n<p>reprimir a evas\u00e3o, a fraude e a inadimpl\u00eancia fiscais<\/p>\n\n\n\n<p>justificar seus atos com base na lei e nos fatos;<\/p>\n\n\n\n<p>garantir a ampla defesa e o contradit\u00f3rio;<\/p>\n\n\n\n<p>reduzir exig\u00eancias que impliquem em despesa e eliminar taxas com os processos, exceto as previstas em lei;<\/p>\n\n\n\n<p>s\u00f3 buscar as informa\u00e7\u00f5es que sejam necess\u00e1rias \u00e0 sua atividade; e&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>considerar o grau de coopera\u00e7\u00e3o e a capacidade do contribuinte de cumprir suas obriga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto tamb\u00e9m obriga os \u00f3rg\u00e3os tribut\u00e1rios a priorizar a resolu\u00e7\u00e3o cooperativa e, quando poss\u00edvel, coletiva, dos conflitos. Eles dever\u00e3o considerar os fatos alegados pelo contribuinte que tenham afetado a sua capacidade de pagar os tributos e a possibilidade de recuperar valores questionados.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m ser\u00e1 necess\u00e1rio publicar todos os atos produzidos para a solu\u00e7\u00e3o do conflito. Os \u00f3rg\u00e3os tamb\u00e9m ter\u00e3o de consolidar as normas tribut\u00e1rias periodicamente e, caso n\u00e3o o fa\u00e7am, poder\u00e3o ter que reduzir as multas aplicadas.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/09\/02\/senado-aprova-regras-mais-rigidas-para-devedor-contumaz\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/09\/02\/senado-aprova-regras-mais-rigidas-para-devedor-contumaz<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Portaria do MDIC regulamenta prorroga\u00e7\u00e3o de prazo do drawback para empresas afetadas por tarifas dos EUA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o publicou, nesta ter\u00e7a-feira (2\/09), em edi\u00e7\u00e3o extra, portaria da Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (Secex\/MDIC) que&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/web\/dou\/-\/portaria-secex-n-430-de-1-de-setembro-de-2025-652641460\">regulamenta a prorroga\u00e7\u00e3o por um ano do prazo de desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria do drawback suspens\u00e3o,<\/a>&nbsp;para os casos de compromissos de exporta\u00e7\u00e3o afetados pelas medidas tarif\u00e1rias unilaterais impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>O regime de drawback suspens\u00e3o permite que os exportadores brasileiros adquiram no exterior ou no Brasil, sem o pagamento dos tributos incidentes, os insumos necess\u00e1rios \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de bens a serem exportados.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida faz parte das iniciativas do Plano Brasil Soberano, lan\u00e7ado pelo governo federal em 13 de agosto deste ano por meio da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2023-2026\/2025\/Mpv\/mpv1309.htm\">Medida Provis\u00f3ria<\/a>&nbsp;n\u00ba 1.309, para garantir a continuidade e a diversifica\u00e7\u00e3o de destinos das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras diante das a\u00e7\u00f5es injustificadas do governo norte-americano, preservando a atividade produtiva e os empregos no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a portaria, as empresas que utilizam o regime do drawback suspens\u00e3o e que forem prejudicadas pelo tarifa\u00e7o ter\u00e3o um ano adicional para concluir as exporta\u00e7\u00f5es que haviam sido contratadas para os Estados Unidos. Esse prazo extra evita a cobran\u00e7a de tributos, juros e multas. Durante esse per\u00edodo, as vendas poder\u00e3o ser direcionadas tanto para os EUA quanto a outros mercados.<\/p>\n\n\n\n<p>O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os, Geraldo Alckmin, lembra que a prorroga\u00e7\u00e3o do drawback e demais medidas do Plano Brasil Soberano s\u00e3o fruto do amplo e permanente di\u00e1logo mantido com o setor produtivo desde o an\u00fancio do tarifa\u00e7o. \u201cEsse era um pleito do setor produtivo, que agora est\u00e1 resolvido. A prorroga\u00e7\u00e3o do&nbsp;drawback vai impedir que os exportadores prejudicados pelo tarifa\u00e7o tenham de arcar com impostos ou multas no caso de n\u00e3o conseguirem cumprir com suas obriga\u00e7\u00f5es. E ter\u00e3o mais um ano para buscar novos mercados ou exportarem para os pr\u00f3prios Estados Unidos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Secret\u00e1ria de Com\u00e9rcio Exterior, Tatiana Prazeres, a \u201cportaria garante apoio ao exportador que investiu com o foco na exporta\u00e7\u00e3o aos EUA e se soma a outras iniciativas para mitigar os efeitos de medidas que, indevidamente, prejudicam nossa competividade exportadora.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Do valor de mais de US$ 40 bilh\u00f5es das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para os Estados Unidos no ano passado, cerca de US$ 10,5 bilh\u00f5es (26%) foram beneficiados pelo drawback suspens\u00e3o, alcan\u00e7ando quase mil empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Como acessar:<\/p>\n\n\n\n<p>Para solicitar a prorroga\u00e7\u00e3o de prazos, os exportadores dever\u00e3o encaminhar correspond\u00eancia ao Departamento de Opera\u00e7\u00f5es de Com\u00e9rcio Exterior (Decex) da Secex, acompanhada dos documentos indicados na portaria, por meio do m\u00f3dulo Anexa\u00e7\u00e3o Eletr\u00f4nica de Documentos do&nbsp;<a href=\"https:\/\/portalunico.siscomex.gov.br\/portal\/\">Sistema Integrado de Com\u00e9rcio Exterior<\/a>&nbsp;(Siscomex).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mdic\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/setembro\/portaria-do-mdic-regulamenta-prorrogacao-de-prazo-do-drawback-para-empresas-afetadas-por-tarifas-dos-eua\">https:\/\/www.gov.br\/mdic\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/setembro\/portaria-do-mdic-regulamenta-prorrogacao-de-prazo-do-drawback-para-empresas-afetadas-por-tarifas-dos-eua<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Especialistas admitem excesso de isen\u00e7\u00f5es fiscais, mas criticam possibilidade de corte linear<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Em audi\u00eancia na Comiss\u00e3o de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara dos Deputados,&nbsp;nesta ter\u00e7a-feira (2), especialistas admitiram excesso de isen\u00e7\u00f5es fiscais no Brasil, mas criticaram a possibilidade de corte linear de 10% previsto em propostas que alteram a lei (LC 200\/23) do novo arcabou\u00e7o fiscal. Os projetos visam conter o total de subs\u00eddios tribut\u00e1rios federais, que chegou a R$ 564 bilh\u00f5es em 2024. Essa ren\u00fancia fiscal equivale a 4,8% do PIB, bem acima do teto de 2% do PIB fixado como meta at\u00e9 2029 por emenda constitucional (EC 109).<\/p>\n\n\n\n<p>Para a procuradora do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Contas de S\u00e3o Paulo \u00c9lida Graziane Pinto, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas quanto \u00e0 urg\u00eancia em reduzir essa ren\u00fancia, que continua crescendo neste ano. \u201cUma frase que talvez caiba neste debate das ren\u00fancias fiscais, que j\u00e1 escalam para mais de R$ 800 bilh\u00f5es apenas no n\u00edvel da Uni\u00e3o, \u00e9: \u2018para todo esperto, tem um ot\u00e1rio\u2019. Se algu\u00e9m est\u00e1 se beneficiando de um privil\u00e9gio tribut\u00e1rio de natureza indefinida, por prazo indeterminado e sem entregar contrapartidas, o resto da sociedade est\u00e1 pagando a mais\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta (PLP 182\/25) de redu\u00e7\u00e3o linear de 10% \u00e9 expl\u00edcita em projeto do l\u00edder do governo, deputado Jos\u00e9 Guimar\u00e3es (PT-CE), que chegou \u00e0 C\u00e2mara no fim de agosto. O outro texto (<a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1177469-projeto-obriga-governo-a-reduzir-beneficios-tributarios-em-10-ate-fim-de-2026\">PLP 128\/25<\/a>) \u00e9 do deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE), mas tamb\u00e9m prev\u00ea a possibilidade de percentuais diferenciados por setor econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>A professora do Instituto de Finan\u00e7as P\u00fablicas, Selene Nunes, pediu cautela a fim de se preservarem os empregos formais no pa\u00eds. \u201cFalam assim: \u2018vamos cortar 2% ou 10% ou o que for de forma linear\u2019, ignorando que essas pol\u00edticas t\u00eam impacto sobre n\u00edvel de emprego, sobre investimentos que v\u00e3o ser realizados e sobre n\u00edvel de pre\u00e7os\u201d, colocou.<\/p>\n\n\n\n<p>O gerente jur\u00eddico do Instituto Brasileiro de Petr\u00f3leo (IBP), Matias Lopes, manifestou preocupa\u00e7\u00e3o diante dos reflexos dos projetos de lei no Repetro, o regime aduaneiro especial de exporta\u00e7\u00e3o e de importa\u00e7\u00e3o de bens destinados \u00e0s atividades de pesquisa e de lavra das jazidas de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural. Segundo ele, eventuais mudan\u00e7as podem encolher as exporta\u00e7\u00f5es do setor em 13% e tirar o Brasil da concorr\u00eancia global de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sugest\u00f5es<br>De forma geral, os especialistas citaram riscos de cen\u00e1rio de lit\u00edgio e de judicializa\u00e7\u00e3o caso os cortes lineares sejam aprovados. Entre as sugest\u00f5es, defenderam o refor\u00e7o da transpar\u00eancia por meio de monitoramento mais rigoroso do cumprimento das contrapartidas e do controle social dos benefici\u00e1rios da ren\u00fancia fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Organizador do debate na Subcomiss\u00e3o Especial de Isen\u00e7\u00f5es Fiscais, o deputado Ricardo Abr\u00e3o (Uni\u00e3o-RJ) tamb\u00e9m defendeu a individualiza\u00e7\u00e3o dos futuros cortes. &#8220;O termo \u2018caixa preta\u2019 \u00e9 realmente verdadeiro: n\u00e3o tem estudo peri\u00f3dico para avaliar cada benef\u00edcio fiscal. Diante da press\u00e3o que est\u00e1 tendo, j\u00e1 est\u00e3o querendo votar esse projeto que veio do governo federal e a tend\u00eancia \u00e9 passar esse corte linear de 10%, que eu tamb\u00e9m acredito que n\u00e3o vai resolver. Tem que focar em cada benef\u00edcio, sem prejudicar onde o benef\u00edcio \u00e9 necess\u00e1rio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A subcomiss\u00e3o foi criada para discutir a pol\u00edtica federal de concess\u00e3o de isen\u00e7\u00f5es fiscais, subs\u00eddios financeiros, benef\u00edcios credit\u00edcios e ren\u00fancias tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1195763-especialistas-admitem-excesso-de-isencoes-fiscais-mas-criticam-possibilidade-de-corte-linear\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1195763-especialistas-admitem-excesso-de-isencoes-fiscais-mas-criticam-possibilidade-de-corte-linear<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal divulga painel gerencial de declara\u00e7\u00f5es do ITR<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal do Brasil disponibilizou, em seu Portal de Dados Abertos, o novo Painel Gerencial de Declara\u00e7\u00f5es do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). A iniciativa integra a pol\u00edtica de transpar\u00eancia ativa do \u00f3rg\u00e3o, que busca ampliar o acesso da sociedade \u00e0s informa\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de forma clara, acess\u00edvel e sem a necessidade de solicita\u00e7\u00e3o formal.<\/p>\n\n\n\n<p>O Painel apresenta dados agregados das declara\u00e7\u00f5es de ITR entregues a partir de 2023, com destaque para as informa\u00e7\u00f5es referentes ao ano de 2025. A plataforma permite a visualiza\u00e7\u00e3o interativa dos dados por Unidade Federativa e Munic\u00edpio, oferecendo uma an\u00e1lise mais detalhada e abrangente sobre as declara\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A publica\u00e7\u00e3o est\u00e1 alinhada aos princ\u00edpios da Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o (Lei n\u00ba 12.527\/2011), que estabelece a obrigatoriedade de os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos divulgarem informa\u00e7\u00f5es de interesse coletivo de forma proativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esta a\u00e7\u00e3o, a Receita Federal reafirma seu compromisso com a transpar\u00eancia, a presta\u00e7\u00e3o de contas e a efici\u00eancia na gest\u00e3o p\u00fablica, colocando \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da sociedade mais uma ferramenta para o acompanhamento e controle social dos dados fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>O Painel Gerencial pode ser acessado por meio do Portal de Dados Abertos da Receita Federal, dispon\u00edvel&nbsp;<a href=\"https:\/\/app.powerbi.com\/view?r=eyJrIjoiMDZlNTM0YjgtMTU0Yi00YWE2LTkwNGEtNjBhNjI5ODkyMjViIiwidCI6IjZmNDlhYTQzLTgyMmEtNGMyMC05NjcwLWRiNzcwMGJmMWViMCJ9\">neste link<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/setembro\/receita-federal-divulga-painel-gerencial-de-declaracoes-do-itr\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/setembro\/receita-federal-divulga-painel-gerencial-de-declaracoes-do-itr<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal oportuniza autorregulariza\u00e7\u00e3o para empresas com pend\u00eancias na tributa\u00e7\u00e3o de receitas financeiras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal iniciou nova edi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o de conformidade Insufici\u00eancia de IRPJ\/CSLL \u2013 Lucro Presumido \u2013 Receita Financeira\/JCP. Os avisos para autorregulariza\u00e7\u00e3o est\u00e3o sendo enviados para 3.960 contribuintes PJ, cujas diverg\u00eancias somam mais de R$ 255 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A opera\u00e7\u00e3o faz parte do trabalho de Malha Fiscal Digital, que realiza an\u00e1lise de dados e cruzamento de informa\u00e7\u00f5es prestadas pela pr\u00f3pria pessoa jur\u00eddica e por terceiros, visando orientar a autorregulariza\u00e7\u00e3o das diverg\u00eancias identificadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse par\u00e2metro de malha \u00e9 feita a compara\u00e7\u00e3o entre informa\u00e7\u00f5es prestadas na Escritura\u00e7\u00e3o Cont\u00e1bil Fiscal &#8211; ECF com a Declara\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda Retido na Fonte &#8211; DIRF nas quais o contribuinte consta como benefici\u00e1rio, especificamente em rela\u00e7\u00e3o aos valores de rendimentos e ganhos l\u00edquidos auferidos em aplica\u00e7\u00f5es financeiras de renda fixa ou de Juros sobre Capital Pr\u00f3prio &#8211; JCP n\u00e3o oferecidos \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o do IRPJ ou da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira etapa da opera\u00e7\u00e3o \u00e9 o envio dos Avisos de Autorregulariza\u00e7\u00e3o (cartas via Correios e mensagens para a Caixa Postal do contribuinte no e-CAC), com informa\u00e7\u00f5es dos d\u00e9bitos e orienta\u00e7\u00f5es de como se regularizar.<\/p>\n\n\n\n<p>O prazo para autorregulariza\u00e7\u00e3o \u00e9 31\/10\/2025. Ap\u00f3s, os contribuintes estar\u00e3o sujeitos \u00e0 lavratura de autos de infra\u00e7\u00e3o para constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, com os devidos acr\u00e9scimos legais (juros de mora e multa de of\u00edcio).<\/p>\n\n\n\n<p>A edi\u00e7\u00e3o realizada em 2024 resultou no envio de 3.182 avisos de autorregulariza\u00e7\u00e3o com valor de diverg\u00eancia na ordem de R$ 210 milh\u00f5es. Ap\u00f3s o prazo de autorregulariza\u00e7\u00e3o foram autuados 751 contribuintes que n\u00e3o se regularizaram, no valor de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio total de cerca de R$ 128 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Informa\u00e7\u00f5es sobre a a\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00f5es sobre como se regularizar est\u00e3o dispon\u00edveis&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/orientacao-tributaria\/declaracoes-e-demonstrativos\/revisao-de-declaracao-malha\/pj-parametro-10.004\">aqui<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A tabela a seguir discrimina os quantitativos de contribuintes incidentes nesta edi\u00e7\u00e3o, totalizados por Unidade da Federa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/setembro\/receita-federal-oportuniza-autorregularizacao-para-empresas-com-pendencias-na-tributacao-de-receitas-financeiras\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/setembro\/receita-federal-oportuniza-autorregularizacao-para-empresas-com-pendencias-na-tributacao-de-receitas-financeiras<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Associa\u00e7\u00e3o defende 4\u00aa Se\u00e7\u00e3o no Carf para julgamento do IBS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Uma proposta da Associa\u00e7\u00e3o dos Conselheiros Representantes dos Contribuintes no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Aconcarf) prev\u00ea a cria\u00e7\u00e3o de uma 4\u00aa Se\u00e7\u00e3o no tribunal, voltada ao julgamento do Imposto Sobre Bens e Servi\u00e7os (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/ibs\">IBS<\/a>). A ideia \u00e9 aproximar a an\u00e1lise do imposto das discuss\u00f5es relacionadas \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o Sobre Bens e Servi\u00e7os (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/cbs\">CBS<\/a>), que ficar\u00e1 a cargo da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o, hoje respons\u00e1vel pela an\u00e1lise, entre outros, de PIS, Cofins, IPI e Cide, de modo a facilitar a harmoniza\u00e7\u00e3o entre os tributos criados pela reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto foi exposto no dia 26 de agosto pela presidente da Aconcarf, Ana Cl\u00e1udia Borges, durante participa\u00e7\u00e3o no VIII Congresso Internacional de Direito Tribut\u00e1rio do Rio de Janeiro, organizado pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Direito Financeiro (ABDF).<\/p>\n\n\n\n<p>Borges defende que a nova se\u00e7\u00e3o tenha composi\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 prevista no PLP 108 para a nova inst\u00e2ncia administrativa que julgar\u00e1 o IBS. Assim, os colegiados seriam formados por representantes dos contribuintes e tamb\u00e9m da Fazenda, dos estados e munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, a presidente da Aconcarf sinalizou que, apesar de o IBS ser de compet\u00eancia dos estados e munic\u00edpios, ele poderia ser julgado pelo Carf. Durante a participa\u00e7\u00e3o no congresso, Borges lembrou que a Lei 11.941\/2009 unificou as estruturas administrativas de julgamento, entre outras sob a justificativa de racionalidade administrativa e redu\u00e7\u00e3o de custos operacionais. A cria\u00e7\u00e3o de um novo tribunal administrativo, assim, significaria \u201cdar dois passos atr\u00e1s\u201d. \u201cEstou gastando tempo e muito dinheiro p\u00fablico para construir um novo tribunal. Estou gastando com a atividade-meio, ao inv\u00e9s de estar preocupado com a atividade-fim\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Borges, a 4\u00aa Se\u00e7\u00e3o seria \u201cum pouco maior\u201d que as existentes no Carf atualmente. A conselheira ainda destacou que a \u201cchegada\u201d de processos sobre os novos tributos no Carf n\u00e3o seria imediata, j\u00e1 que h\u00e1 o tempo at\u00e9 a autua\u00e7\u00e3o e o recurso por parte do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento administrativo p\u00f3s-reforma \u00e9 um tema que gera debates entre especialistas da \u00e1rea tribut\u00e1ria. A principal cr\u00edtica \u00e9 a possibilidade de forma\u00e7\u00e3o de jurisprud\u00eancias divergentes na esfera administrativa, j\u00e1 que, pelos textos do PLP 108 e da Lei Complementar 214\/25, que regulamentam a reforma, CBS ser\u00e1 analisado pelo Carf, enquanto o IBS por uma nova estrutura, ainda a ser criada. Haver\u00e1 um Comit\u00ea de Harmoniza\u00e7\u00e3o em caso de diverg\u00eancia, por\u00e9m o PLP 108 prev\u00ea que ele ser\u00e1 composto apenas pela Receita, estados e munic\u00edpios. Contribuintes e Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) n\u00e3o ter\u00e3o assento.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema do julgamento da CBS pelo Carf foi tratado pela vice-presidente do conselho no dia 7 de agosto, durante participa\u00e7\u00e3o do I Congresso Mulheres no Tribut\u00e1rio. Segundo Sem\u00edramis de Oliveira Duro, por mais que exista a previs\u00e3o de extin\u00e7\u00e3o do PIS e da Cofins a partir de 2027, o estoque do Carf em rela\u00e7\u00e3o aos novos tributos ainda deve durar pelo menos 10 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a vice-presidente, a jurisprud\u00eancia do Carf em rela\u00e7\u00e3o a PIS e Cofins n\u00e3o poder\u00e1 ser aproveitada para a an\u00e1lise da CBS, j\u00e1 que os tributos s\u00e3o distintos. Ainda assim, ela afirmou que o conselho \u201cn\u00e3o est\u00e1 de bra\u00e7os cruzados esperando a reforma\u201d, citando o desenvolvimento de uma intelig\u00eancia artificial e a realiza\u00e7\u00e3o de sess\u00f5es ass\u00edncronas como evolu\u00e7\u00f5es voltadas ao aumento da efici\u00eancia no tribunal.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/associacao-defende-4a-secao-no-carf-para-julgamento-do-ibs\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/associacao-defende-4a-secao-no-carf-para-julgamento-do-ibs<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Governo prop\u00f5e elevar taxa\u00e7\u00e3o em regime de lucro presumido em PL que corta isen\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O governo do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva incluiu o aumento da tributa\u00e7\u00e3o sobre empresas que optam pelo regime de lucro presumido como uma das bases do projeto que corta isen\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, considerado essencial para o cumprimento da meta fiscal de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto do deputado Jos\u00e9 Guimar\u00e3es (PT-CE), l\u00edder do governo na C\u00e2mara dos Deputados, eleva em 10% os percentuais de presun\u00e7\u00e3o dos regimes de tributa\u00e7\u00e3o em que a base de c\u00e1lculo \u00e9 presumida para empresas que faturam mais de R$ 1,2 milh\u00e3o ao ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos objetivos da medida \u00e9 reduzir a atratividade do regime de lucro presumido, considerado pela equipe econ\u00f4mica um benef\u00edcio fiscal que distorce o sistema, segundo fonte do Minist\u00e9rio da Fazenda sob condi\u00e7\u00e3o de anonimato.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa autoridade destacou que a iniciativa tamb\u00e9m busca atingir profissionais liberais, como advogados, que geralmente se enquadram no regime de lucro presumido e se beneficiam de uma carga tribut\u00e1ria reduzida.<\/p>\n\n\n\n<p>O regime de lucro presumido, aberto \u00e0 maioria das empresas com faturamento anual de at\u00e9 R$ 78 milh\u00f5es, costuma ser vantajoso para pessoas jur\u00eddicas com margem de lucro superior \u00e0 presun\u00e7\u00e3o definida pela Receita Federal, j\u00e1 que o imposto \u00e9 calculado sobre essa base fixa, e n\u00e3o sobre o lucro cont\u00e1bil real.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse grupo est\u00e3o muitos prestadores de servi\u00e7os, como escrit\u00f3rios de advocacia e cl\u00ednicas m\u00e9dicas, al\u00e9m de neg\u00f3cios de m\u00e9dio porte no com\u00e9rcio e na ind\u00fastria.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao apresentar o Projeto de Lei Or\u00e7ament\u00e1ria (PLOA) de 2026 na sexta-feira, a equipe econ\u00f4mica afirmou contar com a aprova\u00e7\u00e3o do projeto \u2014 submetido no mesmo dia ao Congresso por Guimar\u00e3es \u2014 para arrecadar R$ 19,8 bilh\u00f5es em receitas extras, visando o cumprimento da meta de super\u00e1vit prim\u00e1rio de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto prop\u00f5e a redu\u00e7\u00e3o linear de incentivos e benef\u00edcios federais de natureza tribut\u00e1ria, caminho que o governo j\u00e1 havia sinalizado ap\u00f3s a crise pol\u00edtica gerada pela eleva\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF) incidente sobre algumas transa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio \u00e0 insatisfa\u00e7\u00e3o generalizada de parlamentares e setores da economia com o aumento do IOF, o governo j\u00e1 havia divulgado publicamente que encaminharia uma proposta para redu\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios tribut\u00e1rios, diante da suposta predisposi\u00e7\u00e3o demonstrada pelos presidentes da C\u00e2mara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (Uni\u00e3o-AP), em apreciar uma mat\u00e9ria dessa natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o governo ainda n\u00e3o havia revelado que buscaria, na proposta, aumentar a tributa\u00e7\u00e3o sobre as empresas do lucro presumido \u2014 medida que deve enfrentar resist\u00eancias no Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resposta a questionamento da Reuters, o Minist\u00e9rio da Fazenda afirmou que nada muda para as empresas do lucro presumido que faturam at\u00e9 R$ 1,2 milh\u00e3o ao ano, ressaltando que, para as demais, o aumento de 10% se aplica exclusivamente sobre a parcela que ultrapassar esse montante.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, um neg\u00f3cio que faturar R$ 1,4 milh\u00e3o no ano, por exemplo, ter\u00e1 um aumento de 10% na presun\u00e7\u00e3o de lucro sobre R$ 200 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>O minist\u00e9rio n\u00e3o respondeu quanto da arrecada\u00e7\u00e3o extra esperada para o pr\u00f3ximo ano ser\u00e1 resultado exclusivamente dessa medida no projeto.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/politica\/governo-propoe-elevar-taxacao-em-regime-de-lucro-presumido-em-pl-que-corta-isencoes\/\">https:\/\/www.infomoney.com.br\/politica\/governo-propoe-elevar-taxacao-em-regime-de-lucro-presumido-em-pl-que-corta-isencoes\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/noticiasfiscais.com.br\/2025\/09\/04\/receita-cobrara-dados-de-fintechs-de-forma-retroativa-desde-janeiro\/\"><strong>Receita cobrar\u00e1 dados de fintechs de forma retroativa, desde janeiro<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Na semana passada, a Receita publicou&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/instrucao-normativa-rfb-n-2.278-de-28-de-agosto-de-2025-651968141\">instru\u00e7\u00e3o normativa<\/a>&nbsp;para estabelecer&nbsp;que&nbsp;as&nbsp;fintechs&nbsp;devem&nbsp;estar sujeitas \u00e0s mesmas regras dos bancos, no que se refere \u00e0&nbsp;obriga\u00e7\u00e3o de fornecer informa\u00e7\u00f5es que levem ao combate a crimes, como lavagem de dinheiro. A decis\u00e3o foi tomada ap\u00f3s a deflagra\u00e7\u00e3o de&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/justica\/noticia\/2025-08\/operacoes-contra-crime-no-setor-de-combustiveis-bloquearam-r-32-bi\">opera\u00e7\u00f5es<\/a>&nbsp;que desmantelaram um esquema de liga\u00e7\u00e3o entre o crime organizado, o setor financeiro e empresas de combust\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Por causa da onda de&nbsp;fake news&nbsp;sobre uma eventual cobran\u00e7a de impostos sobre o Pix, a Receita&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-01\/receita-revoga-ato-normativo-que-previa-fiscalizacao-do-pix\">revogou em janeiro<\/a>&nbsp;deste ano uma instru\u00e7\u00e3o normativa sobre a presta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre as transfer\u00eancias instant\u00e2neas.&nbsp;A revoga\u00e7\u00e3o, na pr\u00e1tica, prejudicou a fiscaliza\u00e7\u00e3o das&nbsp;fintechs.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs mentiras, sim, ajudaram o crime organizado. A gente corrigiu agora na sexta-feira e vamos pedir os dados retroativamente a janeiro. A partir dessas informa\u00e7\u00f5es, eu tenho certeza de que mais coisas ser\u00e3o encontradas relacionadas a esse tipo de problema\u201d, disse Barreirinhas ao participar de audi\u00eancia p\u00fablica na&nbsp;Comiss\u00e3o de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o da&nbsp;C\u00e2mara nesta quarta-feira.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o secret\u00e1rio,&nbsp;os \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis pela Opera\u00e7\u00e3o Carbono Oculto s\u00f3 v\u00e3o divulgar os nomes de postos de combust\u00edveis envolvidos com o crime organizado e a adultera\u00e7\u00e3o de produtos ap\u00f3s terem certeza da participa\u00e7\u00e3o deles.&nbsp;A opera\u00e7\u00e3o reuniu \u00f3rg\u00e3os federais e estaduais em a\u00e7\u00f5es de apreens\u00e3o de documentos e pris\u00e3o de suspeitos. O esquema pode ter movimentado R$ 80 bilh\u00f5es e envolvia a adi\u00e7\u00e3o de metanol em combust\u00edveis. At\u00e9 mil postos em dez estados podem ter sido atingidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Parlamentares da comiss\u00e3o&nbsp;cobraram a lista dos postos, alegando defesa do consumidor.&nbsp;Barreirinhas disse que a cautela \u00e9 necess\u00e1ria para n\u00e3o prejudicar pessoas inocentes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor que a gente n\u00e3o fica falando de nomes? Para n\u00e3o cometer erro de opera\u00e7\u00f5es passadas em que n\u00e3o se separou antes o joio do trigo e se quebraram empresas, quebraram setores do empresariado por falta de cautela. A gente n\u00e3o pode demonizar sem ter certeza absoluta de quem n\u00f3s estamos pegando\u201d, refor\u00e7ou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, o esquema financeiro tamb\u00e9m usava pessoas sem liga\u00e7\u00e3o com os crimes. O dinheiro passava por contas de&nbsp;fintechs&nbsp;e bancos tradicionais, em chamadas contas-bols\u00e3o. Depois, era aplicado em fundos de investimento e, ao final, em neg\u00f3cios regulares. Assim, pessoas id\u00f4neas podiam virar s\u00f3cias de criminosos sem saber.<\/p>\n\n\n\n<p>Barreirinhas lembrou que opera\u00e7\u00f5es anteriores da Receita contra contrabando de cigarros e apostas ilegais tamb\u00e9m envolveram&nbsp;fintechs. Por isso, em 2024,&nbsp;o governo havia editado instru\u00e7\u00e3o normativa para dar transpar\u00eancia \u00e0s opera\u00e7\u00f5es desses bancos digitais, que acabou sendo revogada ap\u00f3s a dissemina\u00e7\u00e3o de&nbsp;fake news&nbsp;sobre&nbsp;taxa\u00e7\u00e3o do Pix.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao defender a necessidade da amplia\u00e7\u00e3o da fiscaliza\u00e7\u00e3o, o secret\u00e1rio&nbsp;ressaltou que o objetivo n\u00e3o \u00e9 atingir todas as institui\u00e7\u00f5es digitais, que contribuem para a inclus\u00e3o financeira. Mas informou que a Medida Provis\u00f3ria 1.303\/25&nbsp;prev\u00ea puni\u00e7\u00e3o a&nbsp;<em>fintechs<\/em>&nbsp;que atuem com&nbsp;<em>bets<\/em>&nbsp;ilegais.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-09\/receita-cobrara-dados-de-fintechs-de-forma-retroativa-desde-janeiro\">https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-09\/receita-cobrara-dados-de-fintechs-de-forma-retroativa-desde-janeiro<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal apresenta n\u00fameros do Piloto RTC-CBS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal apresenta n\u00fameros da produ\u00e7\u00e3o restrita da nova plataforma da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), prevista na Reforma Tribut\u00e1ria do Consumo. O ambiente conta, atualmente, com a participa\u00e7\u00e3o de 118 empresas, respons\u00e1veis por testar os fluxos de emiss\u00e3o e recep\u00e7\u00e3o de documentos fiscais digitais, al\u00e9m de testar a apura\u00e7\u00e3o assistida e a devolu\u00e7\u00e3o (ressarcimentos e transfer\u00eancias) de tributos devidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os primeiros resultados, j\u00e1 foram emitidos cerca de 12 mil documentos, envolvendo 5.044 adquirentes. Deste total, 1.316 documentos apresentaram diverg\u00eancias, a partir de erros, em sua maioria, propositais para identificar o comportamento da solu\u00e7\u00e3o. Os testes tamb\u00e9m apontam a import\u00e2ncia das opera\u00e7\u00f5es entre empresas e entre estas e o consumidor final.<\/p>\n\n\n\n<p>Com essa fase, a Receita Federal, em parceria com o Serpro, busca validar os mecanismos tecnol\u00f3gicos, de consist\u00eancia e de&nbsp;processamento e cruzamento de dados em tempo real, etapa fundamental para a implanta\u00e7\u00e3o definitiva da CBS no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Para conhecer mais sobre o Piloto RTC-CBS, acesse o site da Receita Federal, p\u00e1gina&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/acesso-a-informacao\/acoes-e-programas\/programas-e-atividades\/reforma-consumo\">Reforma Tribut\u00e1ria do Consumo<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/setembro\/receita-federal-apresenta-numeros-do-piloto-rtc-cbs\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/setembro\/receita-federal-apresenta-numeros-do-piloto-rtc-cbs<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comit\u00ea Gestor do Simples Nacional prorroga pagamento de tributos para empresas afetadas por tarifas dos EUA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Comit\u00ea Gestor do Simples Nacional publicou, nesta segunda-feira (1\u00ba), a Resolu\u00e7\u00e3o CGSN n\u00ba 180, que prorroga os prazos de recolhimento de tributos para micro e pequenas empresas exportadoras afetadas por medidas unilaterais impostas pelos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a nova resolu\u00e7\u00e3o, os tributos que deveriam ser pagos em setembro e outubro de 2025 foram postergados:<\/p>\n\n\n\n<p>* Tributos devidos em setembro: novo vencimento em 21 de novembro de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>* Tributos devidos em outubro: vencimento adiado para 22 de dezembro de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>A prorroga\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m se aplica \u00e0s parcelas mensais de parcelamentos j\u00e1 existentes junto \u00e0 Receita Federal e \u00e0 Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), com novos vencimentos fixados para o \u00faltimo dia \u00fatil de novembro e dezembro, respectivamente. Apesar da prorroga\u00e7\u00e3o, a norma n\u00e3o prev\u00ea restitui\u00e7\u00e3o ou compensa\u00e7\u00e3o de valores j\u00e1 pagos.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o de hoje (3\/9) e visa amenizar os impactos econ\u00f4micos provocados por tarifas adicionais norte-americanas sobre produtos brasileiros, implementadas por meio de uma ordem executiva datada de 30 de julho de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida \u00e9 v\u00e1lida exclusivamente para empresas optantes pelo Simples Nacional \u2013 incluindo Microempreendedores Individuais (MEIs) no regime do Simei \u2013 que tiveram pelo menos 5% de seu faturamento bruto oriundo de exporta\u00e7\u00f5es para os EUA no per\u00edodo entre julho de 2024 e junho de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e3o inclu\u00eddas empresas que fornecem mercadorias a exportadoras, desde que os bens sejam destinados ao mercado norte-americano.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/setembro\/comite-gestor-do-simples-nacional-prorroga-pagamento-de-tributos-para-empresas-afetadas-por-tarifas-dos-eua\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/setembro\/comite-gestor-do-simples-nacional-prorroga-pagamento-de-tributos-para-empresas-afetadas-por-tarifas-dos-eua<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto prev\u00ea isen\u00e7\u00e3o fiscal para empresas que ajudarem na reconstru\u00e7\u00e3o p\u00f3s-desastre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 217\/25 concede incentivos fiscais para empresas que participarem da reconstru\u00e7\u00e3o de infraestruturas em regi\u00f5es atingidas por emerg\u00eancias ou calamidades p\u00fablicas. O objetivo do texto, em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados, \u00e9 acelerar a recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas devastadas por desastres naturais, como enchentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta prev\u00ea a isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) sobre os custos com contrata\u00e7\u00e3o, coordena\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o das obras de recupera\u00e7\u00e3o. Esses valores poder\u00e3o ser deduzidos no ano-calend\u00e1rio em que os gastos ocorrerem e nos quatro anos seguintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem ter\u00e1 direito \u00e0 isen\u00e7\u00e3o<br>Para usufruir do benef\u00edcio, a empresa precisar\u00e1 apresentar um projeto detalhado e garantir o fornecimento de todos os recursos materiais e de m\u00e3o de obra necess\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Os custos de materiais e servi\u00e7os dever\u00e3o seguir a tabela de refer\u00eancia de pre\u00e7os do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAo possibilitar a realiza\u00e7\u00e3o direta, por empresas privadas, das obras de infraestrutura, a proposi\u00e7\u00e3o pode proporcionar uma resposta \u00e1gil \u00e0s extremas necessidades de obras estruturais nas localidades afetadas\u201d, disse o autor do projeto, deputado Mauricio Marcon (Pode-RS).<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto ser\u00e1 analisado, em car\u00e1ter conclusivo, nas comiss\u00f5es de Integra\u00e7\u00e3o Nacional e Desenvolvimento Regional; Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1174002-projeto-preve-isencao-fiscal-para-empresas-que-ajudarem-na-reconstrucao-pos-desastre\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1174002-projeto-preve-isencao-fiscal-para-empresas-que-ajudarem-na-reconstrucao-pos-desastre<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tributar aplica\u00e7\u00f5es reduzir\u00e1 financiamento da infraestrutura, aponta debate<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A tributa\u00e7\u00e3o sobre aplica\u00e7\u00f5es financeiras prevista na Medida Provis\u00f3ria (MP) <a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/169059\">1.303\/2025<\/a> representa um retrocesso no financiamento da infraestrutura do pa\u00eds e pode colocar em risco obras de saneamento e transporte. Tamb\u00e9m trar\u00e1 impactos negativos em setores como agricultura e o mercado imobili\u00e1rio. A opini\u00e3o foi compartilhada por todos os debatedores que participaram de audi\u00eancia p\u00fablica nesta quarta-feira (3) na comiss\u00e3o mista que analisa a MP.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Editada em junho, a medida foi elaborada para compensar a revoga\u00e7\u00e3o do aumento do Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF) e determina a tributa\u00e7\u00e3o de fundos de investimento, como letras de cr\u00e9dito e fundos imobili\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Representantes desses setores e do mercado financeiro defenderam a revis\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o imposta \u00e0s deb\u00eantures incentivadas e outros pap\u00e9is usados para financiamento pelo mercado de capitais, como CRAs e CRIs do agroneg\u00f3cio e do setor imobili\u00e1rio, LCIs e LCAs, al\u00e9m de fundos de investimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, por exemplo, apenas as deb\u00eantures incentivadas de infraestrutura movimentaram cerca de R$ 135 bilh\u00f5es, maior patamar hist\u00f3rico. De acordo com o&nbsp; presidente-executivo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Infraestrutura e Ind\u00fastrias de Base (Abdib), Venilton Tadini, esses pap\u00e9is j\u00e1 representam 80% dos investimentos no setor, contra 20% do BNDES.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As deb\u00eantures incentivadas foram criadas em 2011 com o objetivo de atrair investimentos privados para projetos de infraestrutura, oferecendo isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda para investidores pessoas f\u00edsicas. J\u00e1 as deb\u00eantures de infraestrutura, institu\u00eddas em 2024, ampliaram as fontes de financiamento ao conceder incentivos fiscais \u00e0s empresas emissoras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Tadini, a medida provis\u00f3ria pode interromper um ciclo virtuoso de financiamento da infraestrutura no Brasil, afetando diretamente a competitividade da economia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Se mexermos na quest\u00e3o das deb\u00eantures, estaremos, portanto, tirando do mercado de capitais uma fonte essencial de financiamento para investimentos em infraestrutura \u2014 afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m ressaltou que os impactos fiscais da medida s\u00e3o, na pr\u00e1tica, contraproducentes. Segundo simula\u00e7\u00f5es feitas pela entidade, o ganho estimado com a medida seria inferior ao preju\u00edzo causado pela retra\u00e7\u00e3o nos investimentos, justamente por conta do efeito multiplicador sobre a economia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 A simula\u00e7\u00e3o indica uma perda de arrecada\u00e7\u00e3o entre R$ 2,7 bilh\u00f5es e R$ 4,3 bilh\u00f5es, em raz\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o nos investimentos e do efeito multiplicador que eles geram. Estamos h\u00e1 anos trabalhando nesse modelo, e agora isso pode ser desmontado de uma vez s\u00f3 \u2014 disse Tadini.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do Moveinfra \u2014 que re\u00fane grandes empresas de infraestrutura \u2014, Ronei Glanzmann, lembrou que, at\u00e9 2010, o Brasil era quase totalmente dependente do BNDES para financiar seus projetos de infraestrutura. A partir de 2017, as deb\u00eantures incentivadas passaram a se tornar mais competitivas com as mudan\u00e7as nas taxas de mercado e se tornaram a principal fonte de financiamento do setor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Se as deb\u00eantures deixarem de financiar a infraestrutura, quem vai financiar? Ser\u00e1 o BNDES. E, para isso, o Tesouro Nacional ter\u00e1 que aportar novamente algo em torno de R$ 67 bilh\u00f5es por ano \u2014 destacou Glanzmann.<\/p>\n\n\n\n<p>A mesma preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 compartilhada por Marcos Aur\u00e9lio Barcelos, diretor-presidente da Melhores Rodovias do Brasil (ABCR). Para ele, a aprova\u00e7\u00e3o da MP com tributa\u00e7\u00e3o sobre investimentos hoje isentos pode levar o pa\u00eds a retroceder uma d\u00e9cada no modelo de financiamento da infraestrutura.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 As deb\u00eantures deram muito certo, e todo o setor depende delas. Por que aumentar o imposto sobre esse instrumento? O que vai acontecer \u00e9 que elas deixar\u00e3o de ser emitidas, pois seus custos ficar\u00e3o equivalentes a outros investimentos \u2014 menos vantajosos \u2014 apontou.<\/p>\n\n\n\n<p>Agro<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta de altera\u00e7\u00e3o na tributa\u00e7\u00e3o de instrumentos financeiros como LCIs e LCAs inclu\u00edda na medida provis\u00f3ria pode representar um grave retrocesso para o financiamento da agricultura e do setor imobili\u00e1rio, segundo avalia\u00e7\u00e3o do representante da Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Estudos Tribut\u00e1rios (Apet), Igor Nascimento.&nbsp;Ele&nbsp; alertou para o impacto da perda de seguran\u00e7a jur\u00eddica e previsibilidade, especialmente em investimentos de longo prazo, e para o risco de fuga de capitais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 O dinheiro vai sair do Brasil e vai para o exterior. O investidor que hoje coloca recursos no Fiagro [Fundo de Investimento em Cadeias Agroindustriais] vai sair e investir na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola de outro pa\u00eds \u2014 disse.<\/p>\n\n\n\n<p>A senadora Tereza Cristina (PP-MS) reconhece a necessidade de buscar o equil\u00edbrio fiscal, mas questiona os caminhos escolhidos pelo governo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 N\u00e3o podemos retroceder. Devemos retirar essas medidas do texto da MP. \u00c0s vezes achamos que estamos ganhando, mas no final estamos perdendo. \u00c9 preciso olhar com aten\u00e7\u00e3o se vale insistir nesses temas na medida provis\u00f3ria \u2014 alertou.<\/p>\n\n\n\n<p>A comiss\u00e3o mista que analisa a MP \u00e9 presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL).&nbsp;O relator da proposta, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), deve apresentar seu parecer no dia 16 de setembro.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/09\/03\/tributar-aplicacoes-reduzira-financiamento-da-infraestrutura-aponta-debate\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/09\/03\/tributar-aplicacoes-reduzira-financiamento-da-infraestrutura-aponta-debate<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Plen\u00e1rio do Senado aprova acordo com Chile que evita dupla tributa\u00e7\u00e3o de IR<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O protocolo entre Brasil e Chile destinado a evitar a dupla tributa\u00e7\u00e3o de imposto de renda e evitar a evas\u00e3o desse tributo foi ratificado pelo Plen\u00e1rio do Senado nesta quarta-feira (3). O projeto de decreto legislativo que trata desse protocolo (<a href=\"http:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/168165\">PDL 722\/2024<\/a>) segue para&nbsp;promulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora da mat\u00e9ria na Casa foi a senadora&nbsp;Tereza Cristina (PP-MS). Ela apresentou parecer favor\u00e1vel \u00e0 ratifica\u00e7\u00e3o quando o projeto estava em an\u00e1lise na Comiss\u00e3o de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores (CRE).<\/p>\n\n\n\n<p>Assinado em Santiago, capital do Chile, em mar\u00e7o de 2022, o protocolo altera alguns trechos da conven\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria que havia sido celebrada entre os dois pa\u00edses em 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram atualizados trechos referentes a quem \u00e9 considerado \u201cpessoa\u201d ou \u201cresidente\u201d do Estado contratante, tributa\u00e7\u00e3o de fundo de pens\u00e3o, defini\u00e7\u00e3o de \u201cestabelecimento permanente\u201d, royalties, procedimento amig\u00e1vel, tratamento concedido a membros de miss\u00f5es diplom\u00e1ticas e consulares, den\u00fancia do protocolo, impossibilidade de amplia\u00e7\u00e3o da base tribut\u00e1ria de um residente e notifica\u00e7\u00e3o do cumprimento dos procedimentos por escrito por via diplom\u00e1tica, entre outros pontos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m foi atualizado, conforme os padr\u00f5es internacionais, o texto sobre interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es entre as respectivas administra\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias \u2014 que, segundo o governo brasileiro, \u00e9 \u201cfator relevante na luta contra a evas\u00e3o fiscal em contexto global de crescente mobilidade do capital, de pessoas e de atividades empresariais em geral\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Tereza Cristina acrescenta que \u201co protocolo foi al\u00e9m dos objetivos tradicionais dos acordos de dupla tributa\u00e7\u00e3o e prop\u00f4s medidas para favorecer os investimentos chilenos no Brasil e os investimentos brasileiros no Chile\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/09\/03\/plenario-do-senado-aprova-acordo-com-chile-que-evita-dupla-tributacao-de-ir\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/09\/03\/plenario-do-senado-aprova-acordo-com-chile-que-evita-dupla-tributacao-de-ir<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8220;CPF dos im\u00f3veis&#8221; aumentar\u00e1 impostos? Especialistas se dividem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A nova medida que cria o CIB (Cadastro Imobili\u00e1rio Brasileiro), conhecido como \u201cCPF dos im\u00f3veis\u201d, foi regulamentada pela Receita Federal em agosto.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema centraliza os registros de im\u00f3veis urbanos e rurais e integra as informa\u00e7\u00f5es ao Sinter (Sistema Nacional de Gest\u00e3o de Informa\u00e7\u00f5es Territoriais).<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas ouvidos pela CNN apontam que a iniciativa refor\u00e7a a transpar\u00eancia e o controle fiscal. No entanto, parte deles alerta para o risco de aumento da carga tribut\u00e1ria e para os limites da aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a advogada Ana Taques, s\u00f3cia da \u00e1rea imobili\u00e1ria do escrit\u00f3rio Siqueira Castro, o principal efeito ser\u00e1 o fechamento de brechas usadas em opera\u00e7\u00f5es informais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA medida nada mais \u00e9 do que uma forma do governo controlar sua situa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Em transa\u00e7\u00f5es por CPF, muitas s\u00e3o feitas pelos chamados \u2018contratos de gaveta\u2019 ou particulares, que n\u00e3o t\u00eam registro formal nenhum \u2014 logo, n\u00e3o h\u00e1 incid\u00eancia de tributos sobre o aluguel\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela pondera, por\u00e9m, que a efetividade depende da averba\u00e7\u00e3o formal, refor\u00e7ando que a medida s\u00f3 ser\u00e1 v\u00e1lida se o contrato for averbado na matr\u00edcula do im\u00f3vel, tanto na prefeitura quanto no cart\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcontece que isso \u00e9 opcional \u2014 contratos particulares ainda v\u00e3o existir e a Receita ainda n\u00e3o tem estrutura para fiscaliz\u00e1-los. Mas \u00e9 uma normativa que vem para tentar controlar e depois tributar parte disso\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do especialista em gest\u00e3o tribut\u00e1ria da Fipecafi (Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Cont\u00e1beis, Atuariais e Financeiras), Humberto Aillon, a integra\u00e7\u00e3o de dados inevitavelmente vai aumentar a fiscaliza\u00e7\u00e3o e ampliar a arrecada\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom certeza vai acarretar em aumento de impostos, pois, com a unifica\u00e7\u00e3o, a Receita Federal ter\u00e1 acesso a todas as mudan\u00e7as de titularidades, movimenta\u00e7\u00f5es de compra e venda entre CPFs, pois ainda hoje \u00e9 poss\u00edvel afirmar que existem diversos contribuintes que n\u00e3o declaram corretamente seus im\u00f3veis e tampouco movimenta\u00e7\u00e3o patrimonial de im\u00f3veis urbanos e rurais\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o), Carlos Pinto, pontua que o impacto \u00e9 maior para investidores e administradoras de im\u00f3veis. Ele explica que, antes, quem alugava im\u00f3veis pagava imposto apenas sobre o lucro, pela tabela progressiva do Imposto de Renda, com texto de 27,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, no entanto, quem tem quatro ou mais im\u00f3veis para alugar ou recebe mais de R$ 240 mil por ano com aluguel passa a pagar dois novos tributos: IBS (tributo estadual\/municipal) e CBS (tributo federal), al\u00e9m do IR.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso pode elevar a carga de impostos para perto de 27% sobre o valor bruto dos alugu\u00e9is, sem dedu\u00e7\u00f5es, principalmente para administradoras e investidores profissionais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Pinto, pequenos locadores continuam no modelo atual: \u201cQuem tem at\u00e9 tr\u00eas im\u00f3veis alugados ou recebe menos de R$ 240 mil por ano com alugu\u00e9is continua sendo tributado s\u00f3 pelo IR, sem as novas cobran\u00e7as, desde que a atividade n\u00e3o seja empresarial\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o advogado Guilherme Manier, s\u00f3cio da \u00e1rea tribut\u00e1ria do Viseu Advogados, a mudan\u00e7a n\u00e3o interfere na negocia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os de im\u00f3veis, mas amplia o poder de fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/macroeconomia\/reforma-tributaria-saiba-tudo-o-que-muda-com-novo-sistema\/#:~:text=Objetivo%20%C3%A9%20simplificar%20sistema%20tribut%C3%A1rio,arrecada%C3%A7%C3%A3o%20e%20carga%20tribut%C3%A1ria%20atuais&amp;text=O%20objetivo%20da%20reforma%20tribut%C3%A1ria,arrecada%C3%A7%C3%A3o%20e%20carga%20tribut%C3%A1ria%20atuais.\">reforma tribut\u00e1ria<\/a>&nbsp;n\u00e3o altera a liberdade de negocia\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os de im\u00f3veis no Brasil. A nova legisla\u00e7\u00e3o tem como foco aprimorar a fiscaliza\u00e7\u00e3o, sem interferir nos valores definidos pelas partes\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Lei Complementar autoriza a Receita Federal a revisar os valores declarados para o c\u00e1lculo do IBS e da CBS, mas garante ao contribuinte plena autonomia para estabelecer o pre\u00e7o de compra e venda do im\u00f3vel\u201d, continuou.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o tributarista Leonardo Branco, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Daniel, Diniz e Branco, avalia que o CIB se insere em um movimento mais amplo de amplia\u00e7\u00e3o da base de incid\u00eancia dos novos tributos sobre consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse Cadastro Imobili\u00e1rio Brasileiro, que vem introduzido por meio de instru\u00e7\u00e3o normativa da Receita Federal, ele est\u00e1 em um contexto maior de reforma tribut\u00e1ria, em que, com o IBS e a CBS, n\u00f3s temos uma amplia\u00e7\u00e3o do aspecto material desse tributo. Em outras palavras, algumas opera\u00e7\u00f5es, como, por exemplo, o pr\u00f3prio aluguel de im\u00f3veis, que antes n\u00e3o estavam sob a tributa\u00e7\u00e3o do consumo, passam a integrar a base de c\u00e1lculo desses tributos\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado ressalta que isso representa um avan\u00e7o no controle fiscal. \u201cNa verdade, a gente vai ter um maior controle fiscal realizado sobre essas atividades imobili\u00e1rias justamente porque elas ganham essa maior relev\u00e2ncia porque s\u00e3o fatos geradores de tributo sobre o consumo\u201d, frisou.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada Lucilene Prado, s\u00f3cia do FM\/Derraik e especialista em Direito Tribut\u00e1rio, tamb\u00e9m destaca que o CIB aumenta a transpar\u00eancia e tende a beneficiar o mercado ao reduzir assimetrias de informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa implementa\u00e7\u00e3o do CIB, \u00e9, na verdade, uma medida decorrente da reforma, mas tamb\u00e9m necess\u00e1ria e importante para voc\u00ea ter mais transpar\u00eancia, para consolidar melhor as informa\u00e7\u00f5es dos im\u00f3veis no Brasil. Isso no final do dia ter\u00e1 outras vantagens tamb\u00e9m, seja para os cart\u00f3rios de registro de im\u00f3veis, seja para os compradores de im\u00f3veis, seja para os agentes financeiros que financiam im\u00f3veis, enfim, voc\u00ea aumenta a seguran\u00e7a jur\u00eddica\u201d, pontuou.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/financas\/cpf-dos-imoveis-aumentara-impostos-especialistas-se-dividem\">https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/financas\/cpf-dos-imoveis-aumentara-impostos-especialistas-se-dividem<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf aprova s\u00famula que limita cr\u00e9ditos de PIS e Cofins para o com\u00e9rcio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) aprovou, na manh\u00e3 de hoje, uma s\u00famula que limita o aproveitamento de cr\u00e9ditos de PIS e Cofins pelo com\u00e9rcio. A aprova\u00e7\u00e3o foi por maioria de votos, uma conselheira ficou vencida.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto aprovado, baseado em precedentes do \u00f3rg\u00e3o, estabelece que \u201cna atividade de com\u00e9rcio n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a apura\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos da n\u00e3o cumulatividade da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS e Cofins com base no inciso II do artigo 3\u00ba das Leis n\u00ba 10.637\/2002 e n\u00ba 10.833\/2003\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a conselheira Cynthia Elena de Campos, que ficou vencida, a an\u00e1lise deve ser casu\u00edstica e em alguns casos deve haver a segrega\u00e7\u00e3o da atividade. A conselheira citou decis\u00e3o recente que analisou a atividade de um supermercado e segregou a atividade, j\u00e1 que a parte comercial n\u00e3o d\u00e1 direito a cr\u00e9dito de insumo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC) havia manifestado preocupa\u00e7\u00e3o com a proposta. Para a CNC, a s\u00famula limita um direito j\u00e1 reconhecido pelo Judici\u00e1rio, garantindo que cada caso seja analisado individualmente.<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) considera que o conceito de insumo para PIS e Cofins deve considerar a essencialidade e a relev\u00e2ncia de cada gasto para a atividade da empresa. Segundo a CNC, a partir desse entendimento, o Carf passou a reconhecer, em decis\u00f5es recentes e em alguns casos concretos, cr\u00e9ditos em despesas de publicidade, marketing digital e manuten\u00e7\u00e3o de plataformas eletr\u00f4nicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo a CNC, a medida teria impacto direto no setor, elevando a carga efetiva de impostos das empresas e levaria a mais disputas na Justi\u00e7a, tendo em vista que as empresas recorreriam das derrotas no Carf.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/05\/carf-aprova-smula-que-limita-crditos-de-pis-e-cofins-para-o-comrcio.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/05\/carf-aprova-smula-que-limita-crditos-de-pis-e-cofins-para-o-comrcio.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fazenda estuda limitar o uso de cr\u00e9ditos de preju\u00edzo fiscal para pagamento de tributos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda estuda formas para limitar o uso de preju\u00edzo fiscal por empresas. A an\u00e1lise, segundo fontes, \u00e9 liderada pela Receita Federal, que considera haver um descontrole na ado\u00e7\u00e3o do mecanismo. Para o \u00f3rg\u00e3o, seria necess\u00e1rio reformular as regras, o que, afirmam especialistas, elevaria a arrecada\u00e7\u00e3o federal em alguns bilh\u00f5es de reais, a depender do desenho final da medida.<\/p>\n\n\n\n<p>O que est\u00e1 em jogo \u00e9 um valor consider\u00e1vel, apesar de integrantes da equipe econ\u00f4mica afirmarem que a medida n\u00e3o tem como objetivo principal aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o. No ano passado, um total de R$ 60,6 bilh\u00f5es de preju\u00edzo fiscal, em vez de dinheiro, foram usados para pagar tributos ou quitar d\u00e9bitos com a Uni\u00e3o, segundo levantamento do economista Tiago Sbardelotto, da XP Investimentos, com base em dados da Receita Federal. O n\u00famero representa uma alta nominal de 26% em rela\u00e7\u00e3o aos R$ 48 bilh\u00f5es de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>O preju\u00edzo fiscal \u00e9 uma esp\u00e9cie de cr\u00e9dito gerado quando uma empresa apura preju\u00edzo em determinado ano. Esse \u201cestoque de perdas\u201d pode, pela legisla\u00e7\u00e3o, ser usado para pagar tributos ou quitar d\u00edvidas do contribuinte com a Receita Federal ou a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).<\/p>\n\n\n\n<p>Para a equipe econ\u00f4mica, por\u00e9m, o preju\u00edzo fiscal seria meramente um acerto cont\u00e1bil e n\u00e3o um cr\u00e9dito que daria \u00e0s empresas o direito de pagar tributos. Procurados para comentar o assunto, a Receita Federal e o Minist\u00e9rio da Fazenda n\u00e3o deram retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as possibilidades aventadas para o mecanismo est\u00e3o limitar o uso em transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias &#8211; os acordos firmados entre a Fazenda Nacional e os contribuintes -, estabelecer um tempo (prescri\u00e7\u00e3o) para aproveitamento dos cr\u00e9ditos e determinar que o contribuinte s\u00f3 pode utilizar preju\u00edzo fiscal gerado por ele mesmo, n\u00e3o de empresas incorporadas &#8211; pr\u00e1tica comum no mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>O economista Tiago Sbardelotto avalia que a possibilidade de o governo limitar o uso do cr\u00e9dito oriundo de preju\u00edzo fiscal \u00e9 mais uma maneira para \u201ctentar fechar a torneira das compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias\u201d. \u201cO governo est\u00e1 tentando novamente utilizar a mesma estrat\u00e9gia para poder ter um ganho arrecadat\u00f3rio\u201d, diz ele, lembrando do limite que passou a ser aplicado para os encontros de contas realizados por grandes empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Sbardelotto, o aumento no uso de preju\u00edzo fiscal em 2024 \u00e9 explicado pelo limite mensal para compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias federais imposto pela Lei n\u00ba 14.873, de 2024. A norma, fruto da convers\u00e3o da Medida Provis\u00f3ria (MP) n\u00ba 1.202, de 2023, restringe o uso dos cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios oriundos de a\u00e7\u00f5es judiciais acima de R$ 10 milh\u00f5es. Determina que devem ser compensados no per\u00edodo entre 12 e 60 meses &#8211; para valor igual ou superior a R$ 500 milh\u00f5es deve ser aplicado o prazo m\u00e1ximo.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes, n\u00e3o havia limite de tempo, ou seja, a empresa usava os valores conforme melhor se encaixava no seu planejamento tribut\u00e1rio. Com a regra, o uso ficou mais dilu\u00eddo no tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs empresas t\u00eam d\u00e9bitos a pagar e usam os cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios que elas t\u00eam nas m\u00e3os. Se n\u00e3o podem usar os cr\u00e9ditos oriundos de a\u00e7\u00f5es judiciais, elas v\u00e3o usar o saldo negativo [preju\u00edzo fiscal]\u201d, explica o economista da XP Investimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de preju\u00edzo fiscal, o Supremo Tribunal Federal (STF) j\u00e1 reconheceu que, como decorre do conceito de renda, seu uso n\u00e3o pode ser completamente vetado, tem que haver um fluxo. A Corte imp\u00f4s o limite de 30% por per\u00edodo, a chamada \u201ctrava de 30\u201d. Por\u00e9m, segundo relatou uma fonte da equipe econ\u00f4mica ao Valor, h\u00e1 um desafio de fiscaliza\u00e7\u00e3o do preju\u00edzo fiscal, o que faz com que a cesta de cr\u00e9ditos que os contribuintes alegam ter direito seja muito grande.<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, esses cr\u00e9ditos de preju\u00edzo fiscal e da base de c\u00e1lculo negativa da CSLL passaram a ser aceitos nas transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, para o pagamento de d\u00e9bitos inscritos na d\u00edvida ativa da Uni\u00e3o. A medida tornou os acordos com a Fazenda Nacional ainda mais atraentes para os contribuintes, segundo especialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1, contudo, um consenso entre os t\u00e9cnicos na Fazenda sobre o que pode ser feito a respeito do preju\u00edzo fiscal. O risco de tirar a trava de 30% e limitar o aproveitamento no tempo \u00e9 ter uma enxurrada de uso de preju\u00edzo fiscal concentrada nos pr\u00f3ximos anos, al\u00e9m da necessidade de haver previs\u00e3o legal para isso e estudos para saber se, ainda que exista lei, ser\u00e1 mantida quando os contribuintes contestarem a mudan\u00e7a no Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Os advogados consideram que o preju\u00edzo fiscal \u00e9 um cr\u00e9dito detido pela empresa contra a Uni\u00e3o, que pode ser aproveitado no limite de 30% (por decis\u00e3o do STF) em anos de lucro. O uso do preju\u00edzo fiscal \u00e9 visto por eles como necess\u00e1rio para que o tributo incida sobre a renda, n\u00e3o como um cr\u00e9dito para reduzir tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o tributarista Breno Vasconcelos, s\u00f3cio do Mannrich e Vasconcelos Advogados, a base do Imposto de Renda (IRPJ) e da CSLL deve refletir o acr\u00e9scimo patrimonial real. Nesse sentido, acrescenta, a considera\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos anteriores \u00e9 indispens\u00e1vel para verificar se houve, de fato, renda tribut\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA compensa\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria para que a tributa\u00e7\u00e3o reflita a capacidade econ\u00f4mica real, evitando a cobran\u00e7a sobre lucros fict\u00edcios, o que comprometeria o fluxo de caixa e contrariaria o conceito constitucional de renda\u201d, afirma o tributarista.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/05\/fazenda-estuda-limitar-o-uso-de-creditos-de-prejuizo-fiscal-para-pagamento-de-tributos.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/05\/fazenda-estuda-limitar-o-uso-de-creditos-de-prejuizo-fiscal-para-pagamento-de-tributos.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fazenda altera regras para julgamentos nas delegacias da Receita<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda editou norma que amplia os julgamentos colegiados e as hip\u00f3teses em que a aplica\u00e7\u00e3o de s\u00famulas \u00e9 obrigat\u00f3ria pelas Delegacias Regionais de Julgamento (DRJs) da Receita Federal. Essas unidades analisam recursos dos contribuintes contra autua\u00e7\u00f5es fiscais e s\u00e3o a inst\u00e2ncia tribut\u00e1ria administrativa anterior ao Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).<\/p>\n\n\n\n<p>As novas previs\u00f5es est\u00e3o na Portaria MF n\u00ba 1853, que altera a norma anterior, de n\u00ba 20, de fevereiro de 2023, e disciplina os julgamentos nas delegacias da Receita Federal. A norma foi publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o, no fim da semana passada, e j\u00e1 est\u00e1 em vigor.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, os julgamentos colegiados eram previstos apenas para causas de valor superior a mil sal\u00e1rios m\u00ednimos (de mais de R$ 1,51 milh\u00e3o). Agora, passam a valer tamb\u00e9m para casos de pequeno valor (de at\u00e9 60 sal\u00e1rios m\u00ednimos, equivalente hoje a R$ 91.080) e baixa complexidade (entre 60 e mil sal\u00e1rios m\u00ednimos, ou seja, de R$ 91.080 a R$ 1,51 milh\u00e3o ).<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Colussi, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Mattos Filho Advogados, lembra que os recursos contra autua\u00e7\u00f5es fiscais foram julgados nas delegacias de forma exclusivamente monocr\u00e1tica entre 1973 e 2009. Com a Portaria MF n\u00ba 256, de 2009, processos de maior valor ou complexidade passaram a ser julgados por turmas colegiadas. Agora, a amplia\u00e7\u00e3o passou a abranger tamb\u00e9m os processos de menor valor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA participa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios auditores, com conhecimentos distintos do Direito, traz mais transpar\u00eancia e, no final das contas, mais celeridade para as decis\u00f5es das delegacias da Receita. Porque quanto mais leg\u00edtima e revisada a senten\u00e7a, menor a chance de que o contribuinte recorra novamente e leve a quest\u00e3o ao Carf\u201d, afirma Colussi.<\/p>\n\n\n\n<p>A obriga\u00e7\u00e3o de aplicar as s\u00famulas do Carf j\u00e1 estava prevista em outra portaria, de 2023, mas era v\u00e1lida somente para casos de pequeno valor e baixa complexidade. Agora, o julgador que n\u00e3o aplicar a s\u00famula do Carf a processo de qualquer valor est\u00e1 sujeito \u00e0 perda do mandato.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a medida possa gerar preocupa\u00e7\u00e3o entre os contribuintes, seu efeito vai ser de uniformiza\u00e7\u00e3o dos entendimentos, aponta o s\u00f3cio do BMA Advogados, Rodrigo Taraia. Ele explica que as s\u00famulas do Carf nem sempre s\u00e3o favor\u00e1veis aos contribuintes e sua aplica\u00e7\u00e3o pelas inst\u00e2ncias inferiores pode ser vista como negativa para as empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que aconteceu foi uma compatibiliza\u00e7\u00e3o para que as decis\u00f5es que s\u00e3o vinculantes j\u00e1 sejam observadas desde logo, ainda que para isso se inclua esse dispositivo vinculado \u00e0 perda de mandato\u201d, afirma ele, lembrando que as delegacias de julgamento s\u00e3o formadas exclusivamente por auditores fiscais e seu entendimento costuma ser mais desfavor\u00e1vel ao contribuinte que o do Carf.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra mudan\u00e7a importante destacada por tributaristas foi o acr\u00e9scimo do artigo 50-A, que impede o processamento de recurso contra decis\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia baseada em s\u00famula vinculante do Supremo Tribunal Federal (STF) ou do Carf. As \u00fanicas exce\u00e7\u00f5es ocorrem quando houver outro tema a ser apreciado no mesmo recurso ou quando o recurso argumentar as raz\u00f5es de fato ou de direito para n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o do precedente utilizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa foi a altera\u00e7\u00e3o com mais possibilidade de questionamentos posteriores, segundo Jo\u00e3o Colussi, uma vez que a admissiblidade dos recursos ao Carf \u00e9 um tr\u00e2mite importante para garantia dos direitos dos contribuintes. \u201cEsse dispositivo \u00e9 v\u00e1lido em situa\u00e7\u00f5es extremas, quando \u00e9 flagrante que o recurso \u00e9 contr\u00e1rio a uma s\u00famula. Nesse caso, a medida d\u00e1 celeridade ao processo\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o tributarista, a ocorr\u00eancia de qualquer \u201cdisfuncionalidade\u201d nesse tipo de triagem, que limite o acesso do contribuinte \u00e0 segunda inst\u00e2ncia &#8211; ao Carf -, pode ser resolvida, em \u00faltima inst\u00e2ncia, pelo Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s decis\u00f5es, a portaria detalhou os requisitos formais das senten\u00e7as monocr\u00e1ticas (que deve conter ementa, relat\u00f3rio, fundamentos legais, conclus\u00e3o e ordem de intima\u00e7\u00e3o) e disciplinou o prazo para apresenta\u00e7\u00e3o de votos vencidos e de declara\u00e7\u00f5es de votos, de at\u00e9 30 dias ap\u00f3s o fim do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros procedimentos internos tamb\u00e9 m foram ajustados, esclarecendo quest\u00f5es mais pr\u00e1ticas, como a substitui\u00e7\u00e3o dos julgadores em caso de ren\u00fancia ou fim do mandato, com a institui\u00e7\u00e3o do prazo de 90 dias de continuidade na fun\u00e7\u00e3o at\u00e9 a designa\u00e7\u00e3o de um novo membro.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Caio Quintella, ex-conselheiro do Carf e s\u00f3cio de Nader Quintella Advogados, as mudan\u00e7as devem reduzir o tempo de tramita\u00e7\u00e3o dos questionamentos \u00e0 Receita. \u201cA portaria confirma e refor\u00e7a a integra\u00e7\u00e3o total do contencioso administrativo. Reduz o tempo do contencioso, principalmente em temas j\u00e1 decididos pelo Poder Judici\u00e1rio, e confere uma maior transpar\u00eancia e participa\u00e7\u00e3o do contribuinte nessa etapa do processo tribut\u00e1rio junto ao Minist\u00e9rio da Fazenda\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Receita Federal n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/08\/fazenda-altera-regras-para-julgamentos-nas-delegacias-da-receita.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/08\/fazenda-altera-regras-para-julgamentos-nas-delegacias-da-receita.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Sefaz-SP realiza opera\u00e7\u00e3o decorrente da implementa\u00e7\u00e3o da malha fiscal em processos de ressarcimento de ICMS-ST<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema e-Ressarcimento decorre de diagn\u00f3stico realizado pela atual gest\u00e3o no sentido da necessidade de aprimoramentos do processo de gest\u00e3o dos ressarcimentos de ICMS-ST. No primeiro semestre de 2023 foi demandado projeto de especifica\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de sistema informatizado&nbsp;para tratamento do tema em raz\u00e3o da tentativa frustrada inaugurada em 2018 e que culminou com a rescis\u00e3o do contrato com a empresa prestadora do servi\u00e7o por inexecu\u00e7\u00e3o do objeto em 2021.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por concep\u00e7\u00e3o, a diretriz da atual gest\u00e3o foi a constru\u00e7\u00e3o de uma solu\u00e7\u00e3o nos moldes do que j\u00e1 ocorre com o tratamento do cr\u00e9dito acumulado de ICMS, gerido por meio do &#8220;e-CredAc&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fruto desse trabalho,&nbsp;j\u00e1 no ano de 2024 foi posto em produ\u00e7\u00e3o o primeiro m\u00f3dulo do sistema e-Ressarcimento, de consulta, permitindo a visualiza\u00e7\u00e3o pelos contribuintes do status do processamento dos arquivos transmitidos. J\u00e1 se encontravam em testes e piloto&nbsp;rotinas de auditoria&nbsp;utilizando os arquivos de ressarcimento e de contas&nbsp;correntes.<\/p>\n\n\n\n<p>Na data de hoje, segunda-feira dia 1\u00ba de setembro, a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de S\u00e3o Paulo (Sefaz-SP), por meio da Diretoria de Fiscaliza\u00e7\u00e3o da Diretoria Geral Executiva da Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria (DEAT), deflagra grande opera\u00e7\u00e3o para verificar os lan\u00e7amentos de cr\u00e9ditos de ressarcimento do ICMS retidos anteriormente por substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa se insere no escopo de a\u00e7\u00f5es que est\u00e3o sendo propostas pelo Grupo de Trabalho da DEAT, institu\u00eddo pela Portaria DEAT n\u00ba 07\/2025, dentre as quais a prioriza\u00e7\u00e3o dos avan\u00e7os no sistema e-Ressarcimento e o processamento automatizado e cruzamento de bases \u2013 malha fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>A opera\u00e7\u00e3o, a partir dos indicativos da malha fiscal implementada, contemplar\u00e1 3.404 (tr\u00eas mil quatrocentos e quatro) lan\u00e7amentos de cr\u00e9ditos, feitos por 2.239 (dois mil duzentos e trinta e nove) contribuintes em todo o Estado, sujeitos \u00e0 checagem de conformidade com a legisla\u00e7\u00e3o e do correto uso do visto eletr\u00f4nico, requisito indispens\u00e1vel para a valida\u00e7\u00e3o e reconhecimento dos cr\u00e9ditos na modalidade de compensa\u00e7\u00e3o escritural.<\/p>\n\n\n\n<p>\u200bA opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o esgota as medidas inseridas no escopo do Grupo de Trabalho, inaugurando plano que ser\u00e1 executado entre setembro de 2025 e fevereiro de 2026, com foco no aperfei\u00e7oamento dos procedimentos de fiscaliza\u00e7\u00e3o e controle do ressarcimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a execu\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o, a Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria reafirma seu compromisso com o est\u00edmulo \u00e0 regularidade fiscal, a recupera\u00e7\u00e3o de valores devidos ao er\u00e1rio e a moderniza\u00e7\u00e3o da Receita Estadual da Secretaria da Fazenda e Planejamento. Todo o trabalho ser\u00e1 pautado no uso intensivo de tecnologias de an\u00e1lise e cruzamento de dados, refor\u00e7ando a transpar\u00eancia, a efici\u00eancia e a justi\u00e7a fiscal no Estado de S\u00e3o Paulo.\u200b<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/portal.fazenda.sp.gov.br\/Noticias\/Paginas\/Sefaz-SP-realiza-opera%C3%A7%C3%A3o-decorrente-da-implementa%C3%A7%C3%A3o-da-malha-fiscal-em-processos-de-ressarcimento-de-ICMS-ST.aspx\">https:\/\/portal.fazenda.sp.gov.br\/Noticias\/Paginas\/Sefaz-SP-realiza-opera%C3%A7%C3%A3o-decorrente-da-implementa%C3%A7%C3%A3o-da-malha-fiscal-em-processos-de-ressarcimento-de-ICMS-ST.aspx<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sefaz-SP avan\u00e7a na verifica\u00e7\u00e3o e responsabiliza\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria de adquirentes de combust\u00edveis de distribuidor devedor contumaz<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de S\u00e3o Paulo (Sefaz-SP) emitiu nesta quarta-feira (3) 85 notifica\u00e7\u00f5es fiscais aos destinat\u00e1rios das notas fiscais emitidas por distribuidoras envolvidas em esquemas fraudulentos de sonega\u00e7\u00e3o, j\u00e1 identificados em etapas anteriores da a\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas notificadas j\u00e1 haviam sido acionadas anteriormente sobre a obriga\u00e7\u00e3o de exigir o comprovante de recolhimento do ICMS nas aquisi\u00e7\u00f5es de combust\u00edvel. Na notifica\u00e7\u00e3o encaminhada hoje, a Sefaz-SP informa a aus\u00eancia do pagamento do imposto devido e concede aos destinat\u00e1rios a oportunidade para regulariza\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria, sob pena de corresponsabiliza\u00e7\u00e3o mediante a lavratura de Auto de Infra\u00e7\u00e3o e Imposi\u00e7\u00e3o de Multa &#8211; AIIM para cobran\u00e7a do imposto devido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O valor total do ICMS n\u00e3o recolhido, objeto das notifica\u00e7\u00f5es encaminhadas hoje, \u00e9 estimado em R$ 259 milh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em fase anterior, j\u00e1 foram lavrados 169 AIIMs, totalizando outros R$ 210 milh\u00f5es&nbsp;de ICMS devido por duas distribuidoras de combust\u00edveis com atua\u00e7\u00e3o no estado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com esta medida, que ter\u00e1 abrang\u00eancia em todo o territ\u00f3rio paulista, a Secretaria refor\u00e7a sua miss\u00e3o institucional de combater a sonega\u00e7\u00e3o fiscal no setor de combust\u00edveis, assegurando a arrecada\u00e7\u00e3o do ICMS, garantindo os recursos necess\u00e1rios para o desenvolvimento das pol\u00edticas p\u00fablicas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e promovendo um ambiente de concorr\u00eancia leal em todo o Estado. Como efeito adicional, a\u00e7\u00f5es como essa tamb\u00e9m contribuem, positivamente, para coibir pr\u00e1ticas que podem afetar a qualidade dos combust\u00edveis e, assim, beneficiar indiretamente o consumidor paulista.\u200b<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/portal.fazenda.sp.gov.br\/Noticias\/Paginas\/Sefaz-SP-avan%C3%A7a-no-procedimento-de-verifica%C3%A7%C3%A3o-e-responsabiliza%C3%A7%C3%A3o-solid%C3%A1ria-de-adquirentes-de-combust%C3%ADveis-de-distribuidor.aspx\">https:\/\/portal.fazenda.sp.gov.br\/Noticias\/Paginas\/Sefaz-SP-avan%C3%A7a-no-procedimento-de-verifica%C3%A7%C3%A3o-e-responsabiliza%C3%A7%C3%A3o-solid%C3%A1ria-de-adquirentes-de-combust%C3%ADveis-de-distribuidor.aspx<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Programa de autorregulariza\u00e7\u00e3o busca recuperar R$ 2,2 milh\u00f5es em ICMS no setor de bebidas quentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O governo do Estado, por meio da Receita Estadual, lan\u00e7ou um novo programa de autorregulariza\u00e7\u00e3o voltado a contribuintes do setor de bebidas quentes. O programa abrange 16 estabelecimentos nos quais h\u00e1 ind\u00edcio de um total de R$ 2,2 milh\u00f5es em ICMS devido aos cofres p\u00fablicos. A iniciativa \u00e9 conduzida pela Central de Servi\u00e7os Compartilhados de Autorregulariza\u00e7\u00e3o (CSC ATR) e pelo Grupo Especializado Setorial de Bebidas (GES Bebidas).<\/p>\n\n\n\n<p>A irregularidade identificada refere-se \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o indevida do Pre\u00e7o Final ao Consumidor (PFC) ao inv\u00e9s da Margem de Valor Agregado (MVA) na apura\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do ICMS devido por Substitui\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria (ST) em opera\u00e7\u00f5es internas. Nesses casos, foi constatada a aplica\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo do ICMS-ST inferior \u00e0 prevista na legisla\u00e7\u00e3o, resultando em diverg\u00eancias no c\u00e1lculo do imposto e, consequentemente, nos valores pagos.<\/p>\n\n\n\n<p>Contribuintes t\u00eam at\u00e9 31 de outubro para regularizar pend\u00eancias<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio dos trabalhos do fisco ga\u00facho, foram constatados ind\u00edcios no per\u00edodo compreendido entre 1\u00ba de outubro de 2020 e 28 de fevereiro de 2025. Dessa forma, atrav\u00e9s do programa de autorregulariza\u00e7\u00e3o, a Receita Estadual oportuniza aos contribuintes a&nbsp;regulariza\u00e7\u00e3o das pend\u00eancias at\u00e9 31 de outubro de 2025, efetuando o recolhimento do valor devido.<\/p>\n\n\n\n<p>Persistindo as diverg\u00eancias constatadas, o contribuinte ficar\u00e1&nbsp;sujeito \u00e0 abertura de procedimento de a\u00e7\u00e3o fiscal, com imposi\u00e7\u00e3o da multa correspondente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Comunica\u00e7\u00e3o e Suporte<\/p>\n\n\n\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o para autorregulariza\u00e7\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel nas caixas postais eletr\u00f4nicas dos contribuintes desde 1\u00ba de setembro.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e1rea restrita do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.sefaz.rs.gov.br\/Receita\/PortalEcac.aspx\">Portal e-CAC da Receita Estadual<\/a>, na aba \u201cAutorregulariza\u00e7\u00e3o\u201d, tamb\u00e9m s\u00e3o encontradas orienta\u00e7\u00f5es e arquivos com informa\u00e7\u00f5es detalhadas das Notas Fiscais Eletr\u00f4nicas (NF-e), bem como o c\u00e1lculo da diverg\u00eancia apontada.<\/p>\n\n\n\n<p>O atendimento do programa \u00e9 feito exclusivamente pelo canal de comunica\u00e7\u00e3o disponibilizado na aba \u201cAutorregulariza\u00e7\u00e3o\u201d, ficando a cargo da CSC ATR.<br>A\u00e7\u00f5es de regulariza\u00e7\u00e3o da Receita Estadual<\/p>\n\n\n\n<p>A CSC ATR atua de forma especializada na an\u00e1lise massiva de dados, gest\u00e3o operacional e atendimento dos programas de autorregulariza\u00e7\u00e3o. Trabalhando em sinergia com os GES, ela visa a detectar inconsist\u00eancias fiscais de forma eficiente, estimular o cumprimento volunt\u00e1rio das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias e promover a justi\u00e7a fiscal, com menor onerosidade ao contribuinte em compara\u00e7\u00e3o aos procedimentos repressivos.<\/p>\n\n\n\n<p>O programa integra as a\u00e7\u00f5es de regulariza\u00e7\u00e3o da Receita Estadual e est\u00e1 alinhado aos objetivos estrat\u00e9gicos do Receita 2030+ do governo do Estado, que busca, entre outros aspectos, aperfei\u00e7oar o relacionamento com os setores econ\u00f4micos e com a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>A autorregulariza\u00e7\u00e3o \u00e9 uma importante ferramenta nesse processo, promovendo a orienta\u00e7\u00e3o para o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias e atuando como vetor para a constru\u00e7\u00e3o de um ambiente de conformidade sustent\u00e1vel, que favore\u00e7a o desenvolvimento do Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.estado.rs.gov.br\/programa-de-autorregularizacao-busca-recuperar-r-2-2-milhoes-em-icms-no-setor-de-bebidas-quentes\">https:\/\/www.estado.rs.gov.br\/programa-de-autorregularizacao-busca-recuperar-r-2-2-milhoes-em-icms-no-setor-de-bebidas-quentes<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e3o Paulo quer negociar R$ 15 bi em d\u00edvidas com contribuintes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral do Estado de S\u00e3o Paulo (PGE-SP) abriu prazo para pessoas f\u00edsicas e empresas negociarem d\u00edvidas de ICMS, IPVA e, pela primeira vez, de ITCMD e multas do Procon por meio de novo edital de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. A medida, publicada ontem, no Di\u00e1rio Oficial do Estado, \u00e9 a quarta fase do Acordo Paulista. A ideia \u00e9 regularizar, ao menos, R$ 15 bilh\u00f5es de cr\u00e9ditos inscritos na d\u00edvida ativa. A ades\u00e3o pode ser feita at\u00e9 27 de fevereiro de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa fase, houve uma mudan\u00e7a na classifica\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos da d\u00edvida ativa, atrav\u00e9s da Resolu\u00e7\u00e3o PGE n\u00ba 53\/2025, tamb\u00e9m publicada ontem. Na pr\u00e1tica, amplia a base de contribuintes que podem obter descontos. O \u00f3rg\u00e3o passa agora a considerar o grau de recuperabilidade da d\u00edvida, nos moldes do que faz a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Segundo advogados, \u00e9 o edital mais abrangente j\u00e1 aberto pela PGE-SP.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o \u00f3rg\u00e3o, at\u00e9 \u00e0s 19h de ontem, j\u00e1 foram negociados R$ 677,3 milh\u00f5es da d\u00edvida ativa pelo edital, sendo R$ 470,2 milh\u00f5es com benef\u00edcios. Destes, R$ 449,7 milh\u00f5es s\u00e3o cr\u00e9ditos de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o. Para o \u00f3rg\u00e3o, isso \u201cdemonstra o acerto no ajuste do grau de recuperabilidade das d\u00edvidas implementado\u201d. O total da d\u00edvida ativa do Estado \u00e9 da ordem de R$ 400 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Os descontos v\u00e3o at\u00e9 75% sobre os juros e multa de cr\u00e9ditos irrecuper\u00e1veis &#8211; menos que o terceiro edital, que permitia redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 100%, mas era voltado s\u00f3 para empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial. Os cr\u00e9ditos de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o podem ter 60% de abatimento, al\u00e9m de dispensa de garantia. Para os recuper\u00e1veis, n\u00e3o h\u00e1 desconto, e a dispensa de garantia s\u00f3 vale para quem parcelar em at\u00e9 84 vezes.<\/p>\n\n\n\n<p>A redu\u00e7\u00e3o m\u00e1xima \u00e9 de 65% do total passivo, n\u00e3o podendo ser atingido o valor do principal (tributo devido e multa isolada). As d\u00edvidas podem ser parceladas em at\u00e9 120 vezes &#8211; da \u00faltima vez, era at\u00e9 145 meses. O valor m\u00ednimo de cada parcela \u00e9 de R$ 500 para cr\u00e9ditos de ICMS, de R$ 185,10 para d\u00edvidas do Procon e ITCMD e de R$ 74,04 para os de IPVA.<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes tamb\u00e9m podem usar precat\u00f3rios e cr\u00e9ditos acumulados de ICMS pr\u00f3prios ou adquiridos de terceiros para saldar a d\u00edvida com o Estado, limitados a 75% do total devido (principal, multa e juros), o que j\u00e1 era permitido. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel oferecer dep\u00f3sitos judiciais para adiantar a quita\u00e7\u00e3o de parcelas, de forma regressiva.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o est\u00e3o contemplados pelo edital d\u00e9bitos do adicional do ICMS ao Fundo Estadual de Combate e Erradica\u00e7\u00e3o da Pobreza (Fecoep) e os garantidos por dep\u00f3sito, seguro garantia ou fian\u00e7a banc\u00e1ria em processos com decis\u00e3o de m\u00e9rito definitiva a favor do Estado de S\u00e3o Paulo. Tamb\u00e9m est\u00e3o de fora contribuintes que tiveram transa\u00e7\u00e3o rescindida nos \u00faltimos dois anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova forma de classifica\u00e7\u00e3o da PGE-SP continua considerando as garantias, hist\u00f3rico de pagamento e a idade do d\u00e9bito, al\u00e9m de d\u00edvidas parceladas. Mas agora divide os contribuintes por notas de zero a tr\u00eas &#8211; antes era apenas zero e um. Os \u201cmelhores devedores\u201d s\u00e3o aqueles que t\u00eam mais da metade da d\u00edvida com garantia ou parcelada e que tenha sido constitu\u00edda nos \u00faltimos cinco anos, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da advogada Amanda Gazzaniga, do escrit\u00f3rio ButtiniMoraes, a PGE-SP traz mais transpar\u00eancia na classifica\u00e7\u00e3o. \u201cFicava uma d\u00favida entre o que era de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o e o que era recuper\u00e1vel, porque a procuradoria considerava todas as d\u00edvidas, n\u00e3o s\u00f3 aquela que voc\u00ea queria transacionar\u201d , diz. \u201cIsso deixava os cr\u00e9ditos muito categorizados e entrava no n\u00edvel de recuperabilidade que n\u00e3o havia desconto, s\u00f3 parcelamento. Ent\u00e3o afugentava contribuintes\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, com a atribui\u00e7\u00e3o de notas, deve haver mais ades\u00e3o, estima a advogada. Amanda tamb\u00e9m refor\u00e7a que esse \u00e9 o edital mais abrangente at\u00e9 agora, com prazo para ades\u00e3o maior que os anteriores, o que \u00e9 positivo. Segundo ela, regularizar multas do Procon beneficia principalmente o varejo e, no geral, favorece empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial que queiram regularizar todo o passivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Leandro Lucon, do Finocchio &amp; Ustra Advogados, o novo edital \u00e9 uma mudan\u00e7a estrutural em rela\u00e7\u00e3o ao modelo anterior. \u201cNo Acordo Paulista de 2024, previa-se desconto independentemente da natureza do cr\u00e9dito ou do perfil do devedor. N\u00e3o havia diferencia\u00e7\u00e3o entre cr\u00e9ditos com maior ou menor chance de recupera\u00e7\u00e3o, todos eram tratados de forma uniforme\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, essa sistem\u00e1tica se assemelha ao modelo federal, que aplica descontos de forma seletiva. \u201cEm S\u00e3o Paulo, o par\u00e2metro \u00e9 a qualidade do cr\u00e9dito em si, medida pela sua chance de recupera\u00e7\u00e3o\u201d, diz Lucon.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a, acrescenta, \u201cmarca a transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria como uma pol\u00edtica p\u00fablica moderna, baseada em an\u00e1lise de risco e seletividade, em contraste com os programas de anistia indiscriminada do passado\u201d. \u201cA procuradoria demonstra, com esse edital, uma clara preocupa\u00e7\u00e3o em alinhar a transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria \u00e0 racionalidade econ\u00f4mica e \u00e0 sustentabilidade das contas p\u00fablicas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A ades\u00e3o \u00e9 feita pelo site dividaativa.pge.sp.gov.br\/transacao. Nas tr\u00eas primeiras etapas do Acordo Paulista foram R$ 57,6 bilh\u00f5es recuperados. O primeiro edital tratou de d\u00edvidas de ICMS. O segundo, de IPVA. E o terceiro envolveu empresas em recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/09\/sao-paulo-quer-negociar-r-15-bi-em-dividas-com-contribuintes.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/09\/sao-paulo-quer-negociar-r-15-bi-em-dividas-com-contribuintes.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Para capitais, extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00f5es fiscais derruba arrecada\u00e7\u00e3o de IPTU<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o da norma do Conselho Nacional de Justi\u00e7a que autoriza a extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00f5es fiscais com valor inferior a R$ 10 mil retirou dos munic\u00edpios brasileiros o principal instrumento para cobran\u00e7a de d\u00edvidas de IPTU. O resultado, em um ano, \u00e9 a queda da arrecada\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos desse imposto inscritos na D\u00edvida Ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>O alerta \u00e9 da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Secretarias de Finan\u00e7as das Capitais (Abrasf), a partir de levantamento com dados de 18 capitais brasileiras. A maioria delas apresentou queda de arrecada\u00e7\u00e3o dos valores de IPTU inscritos na D\u00edvida Ativa no primeiro semestre de 2025, em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a entidade, esse cen\u00e1rio representa um est\u00edmulo \u00e0 inadimpl\u00eancia. Para fazer o cruzamento de dados, a Abrasf atualizou os valores anteriores arrecadados em IPTU da D\u00edvida Ativa tanto pela Selic como pelo IPCA-E, os \u00edndices mais usados pelos munic\u00edpios. Pela Selic, 16 capitais tiveram uma queda na arrecada\u00e7\u00e3o. Pelo IPCA-E, foram 14 ao todo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na an\u00e1lise da associa\u00e7\u00e3o, o \u00fanico fator que explica essa varia\u00e7\u00e3o \u00e9 a extin\u00e7\u00e3o em massa das execu\u00e7\u00f5es fiscais voltadas a cobrar essas d\u00edvidas. A norma do CNJ entrou em vigor em fevereiro de 2024 e, at\u00e9 dezembro, j\u00e1 havia levado ao&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-dez-19\/decisao-do-stf-ja-levou-a-extincao-de-7-milhoes-de-execucoes-fiscais-diz-barroso\/\">fim de 7 milh\u00f5es desses processos<\/a>, segundo presidente do CNJ, ministro Luis Roberto Barroso.<\/p>\n\n\n\n<p>Grande parte deles \u00e9 para cobran\u00e7a de IPTU. A \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnj.jus.br\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/relatorio-contencioso-tributario-final-v10-2.pdf\">relat\u00f3rio<\/a>&nbsp;Diagn\u00f3stico do Contencioso Judicial Tribut\u00e1rio Brasileiro, feito pelo CNJ em conjunto com o Insper, estimou que o tributo representa 24,9% do contencioso, \u00e0 \u00e9poca com mais de 528,1 mil processos.<\/p>\n\n\n\n<p>Execu\u00e7\u00f5es fiscais extintas<\/p>\n\n\n\n<p>Pelas normas do CNJ, a extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o fiscal \u00e9 poss\u00edvel se ela estiver h\u00e1 um ano sem movimenta\u00e7\u00e3o \u00fatil. A resolu\u00e7\u00e3o ainda fixa que novas cobran\u00e7as judiciais dependem de concilia\u00e7\u00e3o ou tentativa de solu\u00e7\u00e3o administrativa e de pr\u00e9vio protesto do t\u00edtulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo&nbsp;Ricardo Almeida Ribeiro da Silva, procurador do munic\u00edpio do Rio de Janeiro e assessor jur\u00eddico da Abrasf, os munic\u00edpios t\u00eam investido em novas estrat\u00e9gias de recupera\u00e7\u00e3o desses valores, mas os dados mostram que n\u00e3o foram suficientes para contrabalancear o impacto da extin\u00e7\u00e3o das execu\u00e7\u00f5es fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>O protesto do t\u00edtulo,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-14\/o-debate-sobre-execucoes-fiscais-de-pequeno-valor-no-stf-e-no-cnj\/\">ele alerta<\/a>, \u00e9 cada vez menos eficiente: tem um alto custo para dar baixa e j\u00e1 n\u00e3o exerce o mesmo poder de coer\u00e7\u00e3o em um pa\u00eds com 60 milh\u00f5es de CPFs negativados e de acesso ao cr\u00e9dito ampliado por cooperativas e empresas de cr\u00e9dito popular.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse cen\u00e1rio est\u00e1 levando \u00e0 ideia de que ningu\u00e9m mais perde im\u00f3vel por d\u00edvida de IPTU. \u00c9 a \u2018economia do comportamento\u2019: o efeito psicol\u00f3gico na conduta de quem n\u00e3o teme mais essa d\u00edvida. Tirou-se o crit\u00e9rio coercitivo, j\u00e1 que as d\u00edvidas de IPTU n\u00e3o s\u00e3o elevadas e o \u00fanico risco seria perder o im\u00f3vel\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Inadimpl\u00eancia de IPTU<\/p>\n\n\n\n<p>O ideal, na opini\u00e3o do advogado, seria aplicar a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-dez-19\/e-legitima-a-extincao-das-execucoes-fiscais-de-baixo-valor-decide-stf\/\">posi\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;firmada pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 1.184 da repercuss\u00e3o geral, vinculante. A corte entendeu que \u00e9&nbsp;leg\u00edtima a extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00f5es fiscais de baixo valor pela aus\u00eancia de interesse de agir.<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio chegou a debater um valor de teto para a extin\u00e7\u00e3o em massa desses processos, mas se limitou a incluir na tese que deve ser \u201crespeitada a compet\u00eancia constitucional de cada ente federado\u201d. Para Ricardo Almeida, isso implica delegar a an\u00e1lise para cada munic\u00edpio, de acordo com as particularidades locais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO IPTU \u00e9 o grande imposto das municipalidades e est\u00e1 sendo maltratado. A cobran\u00e7a da d\u00edvida depende do Judici\u00e1rio e, sem ele, estamos vendo o resultado: o devedor n\u00e3o paga e a inadimpl\u00eancia tende a crescer. Est\u00e1vamos em uma curva de crescimento na arrecada\u00e7\u00e3o da D\u00edvida Ativa\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Cruzamento de dados<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados mais \u201cben\u00e9ficos\u201d para as capitais s\u00e3o os atualizados pelo IPCA-E. Nesse cen\u00e1rio, Campo Grande (MS), Florian\u00f3polis (SC), Manaus (AM) e Recife (PE) apresentaram um crescimento da arrecada\u00e7\u00e3o da D\u00edvida Ativa referente a IPTU em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro semestre de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 capitais como Belo Horizonte (MG) e Porto Velho (RO) em que a arrecada\u00e7\u00e3o caiu 30,9% e 27,3%, respectivamente. No caso mineiro, isso representou uma queda de quase R$ 8 milh\u00f5es no semestre.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ainda o caso de Salvador (BA), que viu essa varia\u00e7\u00e3o negativa alcan\u00e7ar 69,6%, montante que \u00e9 explicado pelo fato de a cidade ter registrado arrecada\u00e7\u00e3o de IPTU D\u00edvida Ativa acima da m\u00e9dia em abril de 2024 \u2014 foram R$ 16 milh\u00f5es em fun\u00e7\u00e3o de convers\u00e3o de dep\u00f3sitos judiciais. Sem esses valores, de acordo com a Abrasf, a capital baiana ainda teria uma queda de 4% na arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-set-03\/para-capitais-extincao-de-execucoes-fiscais-derruba-arrecadacao-de-iptu\/#:~:text=O%20alerta%20%C3%A9%20da%20Associa%C3%A7%C3%A3o,ao%20mesmo%20per%C3%ADodo%20de%202024.\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-set-03\/para-capitais-extincao-de-execucoes-fiscais-derruba-arrecadacao-de-iptu\/#:~:text=O%20alerta%20%C3%A9%20da%20Associa%C3%A7%C3%A3o,ao%20mesmo%20per%C3%ADodo%20de%202024.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf afasta Imposto de Renda e CSLL sobre juros subsidiados do BNDES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Uma decis\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) afastou a tributa\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL sobre juros subsidiados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES). Por unanimidade, os conselheiros anularam auto de infra\u00e7\u00e3o de R$ 167 milh\u00f5es contra a Stellantis, fabricante de ve\u00edculos das marcas Citro\u00ebn, Fiat, Peugeot, Jeep e RAM. Para eles, o banco faz parte do poder p\u00fablico e o financiamento deve ser classificado como subven\u00e7\u00e3o para investimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo advogados, a decis\u00e3o \u00e9 in\u00e9dita e pode beneficiar todas as empresas que tomam empr\u00e9stimo n\u00e3o s\u00f3 com a institui\u00e7\u00e3o, mas com qualquer banco p\u00fablico ou de desenvolvimento, como o Banco do Brasil e bancos estaduais. Tributaristas j\u00e1 indicam a clientes revisitarem seus balan\u00e7os cont\u00e1beis para exclu\u00edrem os valores da base de c\u00e1lculo dos tributos, transformando o excedente em cr\u00e9dito na contabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal, ao aplicar a multa \u00e0 empresa, enquadrou o BNDES como pessoa jur\u00eddica de direito privado. Pelo artigo 198 da Instru\u00e7\u00e3o Normativa (IN) n\u00ba 1.700, de 2017, subs\u00eddios dados por empresas dessa natureza n\u00e3o podem ser exclu\u00eddos da base de c\u00e1lculo do IRPJ e CSLL, pois \u201cconstituem receita da pessoa jur\u00eddica benefici\u00e1ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia, da Delegacia de Julgamento (DRJ), foi desfavor\u00e1vel \u00e0 Stellantis, entendendo que as exclus\u00f5es foram indevidas. Para a DRJ, mesmo se tratando de empresa p\u00fablica, que faz parte da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica indireta federal e \u00e9 constitu\u00edda por capital exclusivo da Uni\u00e3o, as subven\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o poderiam ser classificadas como de natureza governamental.<\/p>\n\n\n\n<p>O contribuinte recorreu e obteve vit\u00f3ria na 2\u00aa Turma Ordin\u00e1ria da 2\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Carf. A empresa argumentou que o BNDES se enquadra na defini\u00e7\u00e3o de \u201cpoder p\u00fablico\u201d previsto no artigo 30 da Lei n\u00ba 12.973, de 2014, que assegura a exclus\u00e3o na determina\u00e7\u00e3o do lucro real, \u201cdesde que seja registrada em reserva de lucros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o da empresa, o termo \u201cpoder p\u00fablico\u201d abarcaria todas as entidades da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, inclusive as de administra\u00e7\u00e3o indireta, sendo irrelevante o fato de se constitu\u00edrem como pessoas jur\u00eddicas de direito privado. Isso porque prestam uma fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica essencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o, o relator do caso, o conselheiro Andr\u00e9 Luis Ulrich Pinto, diz que empr\u00e9stimos subsidiados devem receber o tratamento de subven\u00e7\u00f5es. Na vis\u00e3o dele, a Lei n\u00ba 12.973\/2014 \u201cn\u00e3o veda expressamente a exclus\u00e3o de subven\u00e7\u00f5es em fun\u00e7\u00e3o da natureza jur\u00eddica de quem as concede\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA verdade \u00e9 que a lei n\u00e3o utiliza as express\u00f5es \u2018pessoa jur\u00eddica de direito p\u00fablico\u2019 ou \u2018pessoa jur\u00eddica de direito privado\u2019 como crit\u00e9rio para exclus\u00e3o das subven\u00e7\u00f5es na determina\u00e7\u00e3o do lucro real. A express\u00e3o \u00e9 adotada pela Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 1700\/2017, que n\u00e3o pode ser interpretada de forma literal para impedir o exerc\u00edcio do direito da recorrente\u201d, afirma (processo n\u00ba 13136.721103\/2021-56).<\/p>\n\n\n\n<p>O relator diz ainda que o BNDES \u00e9 \u201cuma empresa p\u00fablica integrante da administra\u00e7\u00e3o indireta e, portanto, deve ser considerada como pertencente ao poder p\u00fablico\u201d. Lembra que o banco est\u00e1 sujeito a controles externos \u2013 pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalta que n\u00e3o \u00e9 discutido no processo se a subven\u00e7\u00e3o \u00e9 receita ou a constitui\u00e7\u00e3o e destina\u00e7\u00e3o dos valores em reserva de lucros. \u201cO que se discute \u00e9 impossibilidade da exclus\u00e3o, diante da personalidade jur\u00eddica de direito privado do BNDES\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/01\/carf-afasta-imposto-de-renda-e-csll-sobre-juros-subsidiados-do-bndes.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/01\/carf-afasta-imposto-de-renda-e-csll-sobre-juros-subsidiados-do-bndes.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Doa\u00e7\u00e3o de medicamentos deve ser isenta de tributos, aprova CAE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) aprovou nesta ter\u00e7a-feira (2) um projeto que isenta de tributos federais a doa\u00e7\u00e3o de medicamentos. A mat\u00e9ria segue para o Plen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto de lei (PL) <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/160918\">4.719\/2020<\/a>&nbsp;recebeu relat\u00f3rio favor\u00e1vel do senador Fernando Farias (MDB-AL). De acordo com a proposta, do ex-deputado General Peternelli (SP), os medicamentos doados devem ter pelo menos seis meses de validade.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo texto, \u00e9 considerada isenta de tributos a doa\u00e7\u00e3o de rem\u00e9dios feita a Uni\u00e3o, estados, Distrito Federal, munic\u00edpios, Santas Casas de Miseric\u00f3rdia, Cruz Vermelha Brasileira, entidades beneficentes e organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil. A isen\u00e7\u00e3o vale para as contribui\u00e7\u00f5es ao PIS\/Pasep e \u00e0 Cofins e para o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o projeto, quem receber os medicamentos doados deve distribu\u00ed-los sem fins lucrativos. Ou seja: fica proibida a revenda dos rem\u00e9dios.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Fernando Farias, o PL 4.719\/2020 tem como objetivo evitar o desperd\u00edcio de medicamentos. O relator citou dados do Conselho Federal de Farm\u00e1cia, segundo os quais cerca de 14 mil toneladas de medicamentos s\u00e3o descartadas anualmente no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Al\u00e9m de representar um passivo ambiental, com risco de contamina\u00e7\u00e3o de solos, rios e len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos, essa realidade demonstra a oportunidade de aproveitar tais produtos em favor de popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis, desde que ainda dentro do prazo de validade. O projeto atua exatamente nesse ponto, ao prever que os medicamentos s\u00f3 poder\u00e3o ser doados quando houver prazo remanescente de validade \u2014 afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Farias acatou duas emendas da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP). A primeira determina que o controle e a fiscaliza\u00e7\u00e3o das doa\u00e7\u00f5es sejam feitos de acordo com regulamento posterior. A segunda emenda inclui organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil (OSCs), organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil de interesse p\u00fablico (Oscips) e organiza\u00e7\u00f5es sociais (OS) como poss\u00edveis benefici\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/09\/02\/doacao-de-medicamentos-deve-ser-isenta-de-tributos-aprova-cae\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/09\/02\/doacao-de-medicamentos-deve-ser-isenta-de-tributos-aprova-cae<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf determina nova dilig\u00eancia em disputa de R$ 14 bilh\u00f5es com a Caixa sobre FGTS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Pela segunda vez, os conselheiros da 1\u00aa Turma da 1\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) converteram em dilig\u00eancia o processo que discute, no m\u00e9rito, se as receitas advindas de atos e opera\u00e7\u00f5es vinculados ao Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS) devem compor a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta vez, a volta do caso \u00e0 Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ) foi determinada para que sejam analisados documentos cont\u00e1beis apresentados pela contribuinte em sede de recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso envolve a Caixa Econ\u00f4mica Federal, que figura como parte no processo contra a Fazenda Nacional, e, somado a outro processo de mesma origem em tramita\u00e7\u00e3o na 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, relacionado ao IRPJ e \u00e0 CSLL, alcan\u00e7a aproximadamente R$ 14 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora, conselheira Laura Baptista Borges, chegou a votar pelo cancelamento do auto de infra\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao PIS, com base no Ato Declarat\u00f3rio Interpretativo 6\/2024, mas negou em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Cofins, por entender que este tributo n\u00e3o est\u00e1 abarcado pela Lei 8.036\/1990, que instituiu o FGTS.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela destacou que a Cofins foi criada posteriormente, pela LC 70\/1991, de modo que a isen\u00e7\u00e3o prevista na lei do FGTS n\u00e3o poderia ser estendida a ela. Ressaltou ainda que, embora a Caixa sustente que a Cofins sucedeu o Finsocial, ambos possuindo a mesma natureza, tal argumento n\u00e3o afasta a limita\u00e7\u00e3o temporal expressa no CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a relatora entendeu que a base de c\u00e1lculo da Cofins deveria ser reduzida em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s despesas de intermedia\u00e7\u00e3o financeira, uma vez que a pr\u00f3pria Lei 8.036\/1990 prev\u00ea a possibilidade de dedu\u00e7\u00e3o desses custos.<\/p>\n\n\n\n<p>A turma concordou, por\u00e9m, que, embora para a relatora os documentos cont\u00e1beis apresentados fossem suficientes para comprovar as despesas, a fiscaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o havia analisado as provas. A decis\u00e3o se deu por unanimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita como 16327.720029\/2023-63.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-determina-nova-diligencia-em-disputa-de-r-14-bilhoes-com-a-caixa-sobre-fgts\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-determina-nova-diligencia-em-disputa-de-r-14-bilhoes-com-a-caixa-sobre-fgts<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf aprova quatro novas s\u00famulas e agenda outra vota\u00e7\u00e3o para setembro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) aprovou quatro novas s\u00famulas no dia 26 de agosto. Os enunciados tratam do creditamento de PIS\/Cofins sobre energia el\u00e9trica; do in\u00edcio da suspens\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es ao PIS\/Cofins prevista na Lei 10.925\/2004; da dedu\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos com cr\u00e9ditos n\u00e3o admitidos de IPI; e da exig\u00eancia de vincula\u00e7\u00e3o f\u00edsica no regime de drawback.<\/p>\n\n\n\n<p>Das quatro propostas, apenas uma foi aprovada por unanimidade. O enunciado prev\u00ea que a suspens\u00e3o da incid\u00eancia das contribui\u00e7\u00f5es prevista no artigo 9\u00ba da Lei 10.925\/2004 \u00e9 aplic\u00e1vel desde 1\u00ba de agosto de 2004.<\/p>\n\n\n\n<p>A s\u00famula relacionada ao setor el\u00e9trico delimita que o creditamento de PIS\/Cofins s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel sobre a energia efetivamente consumida nos estabelecimentos da empresa, ficando de fora a demanda contratada e a contribui\u00e7\u00e3o para custeio da ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>A conselheira Tatiana Belis\u00e1rio contestou a inclus\u00e3o da demanda contratada no texto, ressaltando que o contrato de fornecimento deve ser analisado como presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o essencial ao consumidor industrial. A julgadora tamb\u00e9m se op\u00f4s aos enunciados quanto \u00e0 decad\u00eancia no aproveitamento de cr\u00e9ditos n\u00e3o admitidos do IPI e o que exige vincula\u00e7\u00e3o f\u00edsica no drawback, sendo neste \u00faltimo acompanhada pela conselheira Cynthia Campos.<\/p>\n\n\n\n<p>A aprova\u00e7\u00e3o de s\u00famulas integra a estrat\u00e9gia do presidente do Carf, Carlos Higino, para reduzir o estoque de processos. Com essas vota\u00e7\u00f5es, o conselho soma dez enunciados aprovados este ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja os textos aprovados pelo Carf<\/p>\n\n\n\n<p>Para efeito de apura\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito no \u00e2mbito do regime da n\u00e3o cumulatividade da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e da Cofins, somente ser\u00e1 considerada a energia el\u00e9trica efetivamente consumida nos estabelecimentos da pessoa jur\u00eddica, n\u00e3o se enquadrando nesse conceito outras despesas como a Contribui\u00e7\u00e3o para o Custeio da Ilumina\u00e7\u00e3o P\u00fablica (COSIP) ou a demanda contratada. Aprovada por maioria (9\u00d71).<\/p>\n\n\n\n<p>A suspens\u00e3o da incid\u00eancia da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/PASEP e da Cofins prevista no art. 9\u00ba da Lei 10.925\/2004, relativamente \u00e0s atividades elencadas em sua reda\u00e7\u00e3o original, aplica-se desde 1\u00ba de agosto de 2004, nos termos do art. 17, inciso III, dessa Lei, n\u00e3o sendo poss\u00edvel deslocar o in\u00edcio dessa vig\u00eancia por meio de ato infralegal. Aprovada por unanimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A dedu\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos a partir de cr\u00e9ditos n\u00e3o admitidos pelo Regulamento do IPI n\u00e3o se considera pagamento, e sujeita-se ao prazo decadencial regido pelo art. 173, inciso I, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional. Aprovada por maioria (9\u00d71).<\/p>\n\n\n\n<p>O regime aduaneiro especial de drawback, em sua modalidade suspens\u00e3o, imp\u00f5e que, at\u00e9 28\/07\/2010, haja vincula\u00e7\u00e3o f\u00edsica entre os insumos importados com suspens\u00e3o de tributos e os produtos exportados. Aprovada por maioria (8\u00d72).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-aprova-quatro-novas-sumulas-e-agenda-outra-votacao-para-setembro\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-aprova-quatro-novas-sumulas-e-agenda-outra-votacao-para-setembro<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf decide que valores do FGTS ficam fora da base de PIS, IRPJ e CSLL da Caixa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma da 1\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu, por maioria de votos, que os valores decorrentes de atos e opera\u00e7\u00f5es vinculados ao FGTS n\u00e3o comp\u00f5em receita ou faturamento da Caixa Econ\u00f4mica Federal para fins de incid\u00eancia de IRPJ, CSLL e PIS, j\u00e1 que a institui\u00e7\u00e3o atua como agente operador e financeiro do fundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, entretanto, os conselheiros mantiveram a cobran\u00e7a da Cofins, ao entenderem que o tributo foi criado posteriormente \u00e0 institui\u00e7\u00e3o do FGTS e n\u00e3o est\u00e1 abrangido pela isen\u00e7\u00e3o prevista na Lei 8.036\/1990.<\/p>\n\n\n\n<p>Se somado a outro processo de mesma origem em tramita\u00e7\u00e3o na 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o, esse caso alcan\u00e7a aproximadamente R$ 14 bilh\u00f5es. A discuss\u00e3o desta ter\u00e7a girou em torno da interpreta\u00e7\u00e3o do artigo 28 da Lei 8.036\/1990, que prev\u00ea a isen\u00e7\u00e3o de tributos federais sobre atos e opera\u00e7\u00f5es relacionados ao FGTS. Para a fiscaliza\u00e7\u00e3o, a norma se refere apenas a fatos objetivos ligados \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o do fundo, n\u00e3o alcan\u00e7ando o lucro ou a renda da Caixa.<\/p>\n\n\n\n<p>O posicionamento vencedor seguiu o ato declarat\u00f3rio interpretativo 06\/2024, que reconheceu a aplica\u00e7\u00e3o da isen\u00e7\u00e3o do artigo 28 da Lei 8.036\/1990 aos tributos federais cujos fatos geradores se baseiam em faturamento e lucro. Assim, os conselheiros entenderam que, diante do pr\u00f3prio reconhecimento da Receita Federal, n\u00e3o faria sentido manter a exig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator Itamar Artur Magalh\u00e3es Alves Ruga foi o \u00fanico voto vencido, ao sustentar que a isen\u00e7\u00e3o n\u00e3o alcan\u00e7a tributos sobre a renda e, por for\u00e7a do artigo 111 do CTN, a lei deveria ser interpretada de forma restritiva.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 16327.720936\/2023-11.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-decide-que-valores-do-fgts-ficam-fora-da-base-de-pis-irpj-e-csll-da-caixa\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-decide-que-valores-do-fgts-ficam-fora-da-base-de-pis-irpj-e-csll-da-caixa<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:\u00a0\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Valor de n\u00e3o-execu\u00e7\u00e3o da Fazenda n\u00e3o afasta pena de multa cobrada pelo MP, diz STJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A execu\u00e7\u00e3o da pena de multa ajuizada pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico n\u00e3o pode ser extinta com base no fato de o valor dela se enquadrar em autoriza\u00e7\u00e3o dada por lei para que se deixe de ajuizar execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 da 5\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que deu provimento ao recurso especial do Minist\u00e9rio P\u00fablico de S\u00e3o Paulo para manter a cobran\u00e7a R$ 17,1 mil definida em uma condena\u00e7\u00e3o criminal.<\/p>\n\n\n\n<p>O r\u00e9u, representado pela Defensoria P\u00fablica de S\u00e3o Paulo, pediu a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade, que foi rejeitada em primeiro grau porque o MP-SP deu in\u00edcio \u00e0 execu\u00e7\u00e3o da pena de multa.<\/p>\n\n\n\n<p>Pena de multa<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 definido pelo artigo 51 do C\u00f3digo Penal. Depois do tr\u00e2nsito em julgado da condena\u00e7\u00e3o, o r\u00e9u tem dez dias para efetuar o pagamento. Se n\u00e3o o fizer, abre-se prazo de 90 dias para o MP iniciar a cobran\u00e7a perante o ju\u00edzo da Execu\u00e7\u00e3o Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas se o MP se manter inerte \u00e9 que a d\u00edvida pode ser cobrada pela advocacia da Fazenda P\u00fablica, por meio de execu\u00e7\u00e3o fiscal. Nesse caso, a efetiva cobran\u00e7a vai depender do interesse do ente p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Em S\u00e3o Paulo, essa multa de R$ 17,1 mil dificilmente seria cobrada porque a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.al.sp.gov.br\/norma\/160361\">Lei Estadual 14.272\/2010<\/a>&nbsp;autoriza que a Fazenda deixe de ajuizar execu\u00e7\u00f5es fiscais para d\u00edvidas cujo valor n\u00e3o ultrapasse 1,2 mil Unidades Fiscais do estado de S\u00e3o Paulo (UFESP).<\/p>\n\n\n\n<p>Isso corresponde a R$ 42,4 mil. Ou seja, para d\u00edvidas tribut\u00e1rias ou n\u00e3o at\u00e9 esse valor, \u00e9 mais caro para o Estado cobrar do que deixar de cobr\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p>Nem compensa<\/p>\n\n\n\n<p>No caso dos autos, o Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo entendeu que esse valor de al\u00e7ada deveria ser observado tamb\u00e9m pelo MP-SP no \u00e2mbito das execu\u00e7\u00f5es de penas de multa nos ju\u00edzos penais.<\/p>\n\n\n\n<p>A corte paulista destacou que o Minist\u00e9rio P\u00fablico tem autonomia administrativa, mas segue integrado ao Poder Executivo e, portanto, deve se submeter \u00e0s mesmas normas e regramentos que cuidam de sua administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O MP-SP recorreu ao STJ para sustentar que \u201cpouco importa o valor da multa aplicada ao condenado, ela sempre dever\u00e1 ser executada se n\u00e3o estiver prescrita\u201d, pois a lei federal n\u00e3o prev\u00ea requisitos econ\u00f4micos para a execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Regras da Execu\u00e7\u00e3o Penal<\/p>\n\n\n\n<p>Relator do recurso especial, o ministro Ribeiro Dantas citou o hist\u00f3rico legislativo e jurisprudencial do tema e concluiu que, se o MP deu in\u00edcio \u00e0 cobran\u00e7a, ela deve ser feita conforme o artigo 164 e os outros dispositivos da Lei de Execu\u00e7\u00e3o Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO fato de o valor da multa se enquadrar em autoriza\u00e7\u00e3o dada por lei para que se deixe de ajuizar execu\u00e7\u00e3o fiscal \u2014 no caso, valor inferior a 1.200 UFESP\u2019s, previsto em lei estadual \u2014 ou o fato de o gasto com o processo superar o valor a ser cobrado n\u00e3o impedem o prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o penal, cujo intuito n\u00e3o \u00e9 o arrecadat\u00f3rio e, sim, especialmente, a preven\u00e7\u00e3o de novos delitos\u201d, apontou.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 relevante porque a pena de multa \u00e9 um dos grandes&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mar-14\/rigor-da-legislacao-e-mensalao-tornaram-pena-de-multa-fator-de-marginalizacao\/\">fatores de marginaliza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria<\/a>, como j\u00e1 mostrou a revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem o pagamento, n\u00e3o h\u00e1 a extin\u00e7\u00e3o da punibilidade do condenado, que permanece com uma s\u00e9rie de direitos suspensos. E os&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mar-15\/valor-fixado-para-pena-de-multa-contrasta-com-miseria-dos-presos-brasileiros\/\">valores dessas multas<\/a>&nbsp;contrastam com a mis\u00e9ria dos presos no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.189.020<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-set-01\/valor-de-nao-execucao-da-fazenda-nao-afasta-pena-de-multa-cobrada-pelo-mp\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-set-01\/valor-de-nao-execucao-da-fazenda-nao-afasta-pena-de-multa-cobrada-pelo-mp\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF barra cobran\u00e7a retroativa de ICMS sobre transfer\u00eancia de mercadorias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Por 8 votos a 3, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a modula\u00e7\u00e3o de efeitos estabelecida na ADC 49 n\u00e3o permite a cobran\u00e7a retroativa de ICMS sobre contribuintes que deixaram de recolher o imposto em transfer\u00eancias de mercadorias entre empresas do mesmo grupo antes de 2024. Por meio da ADC 49 os ministros declararam inconstitucional dispositivo da Lei Kandir (Lei Complementar 87\/1996) que possibilitava a cobran\u00e7a do tributo nessas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Na modula\u00e7\u00e3o da ADC, a Corte definiu que o entendimento valia a partir de 2024, com exce\u00e7\u00e3o das empresas que possu\u00edam processos administrativos e judiciais pendentes de conclus\u00e3o at\u00e9 a data de publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento da decis\u00e3o de m\u00e9rito da ADC 49 (29\/4\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, depois disso, estados passaram a cobrar o ICMS n\u00e3o recolhido por empresas antes de 2024. \u00c9 o caso de S\u00e3o Paulo, que consta como parte no RE 1490708. A Agriconnection, ent\u00e3o, protocolou embargos para que prevalecesse a tese da impossibilidade de cobran\u00e7a retroativa do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, Lu\u00eds Roberto Barroso, votou para rejeitar os embargos por entender que estes buscavam rediscutir o m\u00e9rito e que n\u00e3o havia omiss\u00e3o ou contradi\u00e7\u00e3o na modula\u00e7\u00e3o proposta. Foi seguido pelos ministros Alexandre de Moraes e C\u00e1rmen L\u00facia.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Dias Toffoli, entretanto, abriu diverg\u00eancia para acolher os embargos. Defendeu que a modula\u00e7\u00e3o definida pela ADC n\u00e3o teve o \u201cprop\u00f3sito de ampliar a efetiva arrecada\u00e7\u00e3o das unidades federadas mediante autoriza\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a do imposto\u201d e que permitir a cobran\u00e7a \u201ccontraria a inten\u00e7\u00e3o de se preservarem as opera\u00e7\u00f5es praticadas e estruturas negociais concebidas pelos contribuintes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Cristiano Zanin, Fl\u00e1vio Dino, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques acompanharam o entendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a advogada representante da embargante, a exig\u00eancia de ICMS dos contribuintes em rela\u00e7\u00e3o a fatos geradores anteriores a 2024 representa uma \u201cviola\u00e7\u00e3o \u00e0 modula\u00e7\u00e3o proposta\u201d na ADC 49. \u201cEsse \u00e9 um tema pacificado desde a s\u00famula 166 do STJ. Mas o caso mostra a insist\u00eancia do fisco de n\u00e3o s\u00f3 cobrar quando tinha uma jurisprud\u00eancia favor\u00e1vel, mas de cobrar quando o Supremo disse que iria fazer a modula\u00e7\u00e3o a partir de 2024 apenas para que o contribuinte n\u00e3o buscasse uma repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito a fim de evitar o que chamam de \u2018macro litig\u00e2ncia\u2019\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a representante da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Advocacia Tribut\u00e1ria (Abat), o acolhimento aos embargos representa uma conformidade com os motivos elencados por Fachin ao sugerir a modula\u00e7\u00e3o na ADC 49: n\u00e3o causar impacto or\u00e7ament\u00e1rio aos estados, n\u00e3o gerar desequil\u00edbrio de concorr\u00eancia e inseguran\u00e7a jur\u00eddica para os contribuintes e n\u00e3o acarretar lit\u00edgios em excesso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando abre margem para autua\u00e7\u00e3o de fatos geradores que n\u00e3o tinham sido autuados, na verdade desestabiliza a situa\u00e7\u00e3o de contribuintes que n\u00e3o vinham recolhendo esse tributo porque estavam amparados em decis\u00f5es vinculantes do STJ e do STF\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-barra-cobranca-retroativa-de-icms-sobre-transferencia-de-mercadorias\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-barra-cobranca-retroativa-de-icms-sobre-transferencia-de-mercadorias<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ministros do STF v\u00e3o definir \u00edndice para corre\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas civis e indeniza\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) come\u00e7a a julgar nesta sexta-feira, no Plen\u00e1rio Virtual, recurso que discute qual \u00edndice deve ser aplicado na corre\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas civis e indeniza\u00e7\u00f5es. A quest\u00e3o foi levada ao ministros da 2\u00aa Turma depois de a Corte Especial do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidir, em um conturbado julgamento, pela ado\u00e7\u00e3o da taxa b\u00e1sica de juros, a Selic \u2013 hoje em 15%.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise do m\u00e9rito no STJ ocorreu em mar\u00e7o de 2024. Mas a proclama\u00e7\u00e3o do resultado s\u00f3 ocorreu em agosto, ap\u00f3s o exame de tr\u00eas quest\u00f5es de ordem apresentadas pelo relator do caso, o ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, que poderiam anular a decis\u00e3o tomada pela maioria. Em agosto deste ano, o pr\u00f3prio Salom\u00e3o, vice-presidente do STJ, admitiu recurso extraordin\u00e1rio contra o ac\u00f3rd\u00e3o da Corte Especial.<\/p>\n\n\n\n<p>No STJ, a vota\u00e7\u00e3o foi acirrada. Salom\u00e3o foi voto vencido, entendendo que deveriam ser aplicados os juros de 1% ao m\u00eas mais corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, conforme o \u00edndice adotado pela tabela do tribunal onde o caso for julgado (INPC ou IPCA, por exemplo). Agora, o tema ser\u00e1 julgado no Supremo por meio de recurso da empresa de transporte rodovi\u00e1rio Expresso Itamarati.<\/p>\n\n\n\n<p>A companhia foi condenada a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral a uma passageira. Segundo consta no processo, o motorista passou por uma lombada em velocidade acima da permitida e a passageira foi arremessada para o alto. Ela sofreu les\u00f5es que resultaram na invalidez para o trabalho que exercia, o de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os dom\u00e9sticos.<\/p>\n\n\n\n<p>O acidente aconteceu em mar\u00e7o de 2013. A a\u00e7\u00e3o foi ajuizada em novembro de 2014 e a senten\u00e7a que condenou a empresa de transporte rodovi\u00e1rio a pagar indeniza\u00e7\u00e3o \u00e9 de outubro de 2016, com dano moral fixado em R$ 20 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) manteve a condena\u00e7\u00e3o da primeira inst\u00e2ncia: R$ 20 mil acrescidos de juros de mora de 1% ao m\u00eas a partir da data em que a empresa foi citada (novembro de 2014) e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria a contar da data da senten\u00e7a (outubro de 2016). A Expresso Itamarati recorreu, ent\u00e3o, ao STJ pedindo a aplica\u00e7\u00e3o s\u00f3 da Selic.<\/p>\n\n\n\n<p>Se aplicada taxa b\u00e1sica pelo m\u00e9todo composto (capitalizado), esses R$ 20 mil em dez anos teriam reajuste de 133%. Equivaleriam a R$ 46,7 mil. A Selic \u00e9 a taxa que a Uni\u00e3o usa para cobrar suas d\u00edvidas. Por\u00e9m, pela soma dos acumulados mensais (metodologia simples). Nesse caso, seriam R$ 37 mil, ap\u00f3s a corre\u00e7\u00e3o. Pela aplica\u00e7\u00e3o de juros de mora de 1% ao m\u00eas de forma simples, mais infla\u00e7\u00e3o, seriam devidos R$ 51,4 mil. As contas constam no voto lido pelo ministro Luis Felipe Salom\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto central da discuss\u00e3o no STJ \u00e9 o artigo 406 do C\u00f3digo Civil. Esse dispositivo determina que os juros morat\u00f3rios, quando n\u00e3o estabelecidos em contrato, ser\u00e3o fixados pela taxa que estiver em vigor para o pagamento de impostos devidos \u00e0 Fazenda Nacional. A Corte Especial, quando julgou o tema no ano de 2008, entendeu que se tratava da Selic.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso preocupa credores e empresas, segundo advogados, que estimam redu\u00e7\u00e3o no valor final das indeniza\u00e7\u00f5es se prevalecer a Selic. Eles lembram que muitos processos em curso foram calculados com base no crit\u00e9rio de INPC mais 12% ao ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban), que \u00e9 parte interessada na a\u00e7\u00e3o, diz que acompanha o caso e espera que seja mantida a jurisprud\u00eancia vigente desde 2008, que estabelece a taxa Selic para juros morat\u00f3rios, \u201cpor ela conferir previsibilidade e estabilidade da aplica\u00e7\u00e3o das normas jur\u00eddicas p\u00fablicas e privadas, prestigiando a seguran\u00e7a jur\u00eddica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Seguradoras (CNseg), que tamb\u00e9m \u00e9 parte interessada, afirma por nota que o artigo 406 do C\u00f3digo Civil determina a utiliza\u00e7\u00e3o da taxa que estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos \u00e0 Fazenda Nacional, quando os juros morat\u00f3rios n\u00e3o forem convencionados, ou o forem sem taxa estipulada, ou quando provierem de determina\u00e7\u00e3o da lei. No caso, segundo a entidade, a taxa em vigor \u00e9 a Selic, por for\u00e7a da Lei federal n\u00ba 9.065\/1995, que institui a Selic para pagamentos de impostos \u00e0 Fazenda P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA varia\u00e7\u00e3o da Selic, de acordo com a economia e a realidade, faz com que ela melhor cumpra a fun\u00e7\u00e3o dos juros morat\u00f3rios, que visa retribuir ao credor os frutos que lhe foram privados pela indisponibilidade de quantia em seu patrim\u00f4nio\u201d, diz a entidade. Ainda segundo a CNseg, a varia\u00e7\u00e3o da Selic ao longo do tempo evita um enriquecimento sem causa por qualquer das partes, credora ou devedora.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/03\/ministros-do-stf-vao-definir-indice-para-correcao-de-dividas-civis-e-indenizacoes.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/03\/ministros-do-stf-vao-definir-indice-para-correcao-de-dividas-civis-e-indenizacoes.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ suspende processos sobre contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria em&nbsp;stock option plan<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a afetou ao rito dos repetitivos dois recursos sobre incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre opera\u00e7\u00f5es de&nbsp;stock option plan&nbsp;e, com isso, suspendeu a tramita\u00e7\u00e3o de todos os processos sobre o tema no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A afeta\u00e7\u00e3o foi conclu\u00edda na ter\u00e7a-feira (2\/9). O colegiado vai fixar tese vinculante. A relatoria do caso \u00e9 do ministro S\u00e9rgio Kukina.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-ago-29\/stj-pode-fixar-tese-sobre-contribuicao-previdenciaria-em-stock-option-plan\/\">Como mostrou<\/a>&nbsp;a revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico, o caso \u00e9 um desdobramento da tese fixada em 2024 segundo a qual o Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica (IRPF) s\u00f3 incide para os trabalhadores aderentes do&nbsp;stock option plan&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-15\/so-incide-irpf-no-stock-option-plan-quando-trabalhador-revende-acoes-e-tem-lucro\/\">quando estes decidem revender a a\u00e7\u00f5es<\/a>&nbsp;adquiridas e obt\u00eam lucro em rela\u00e7\u00e3o ao valor originalmente pago.<\/p>\n\n\n\n<p>Stock option plan<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;stock option plan&nbsp;\u00e9 um plano de compra de a\u00e7\u00f5es que a empresa oferece aos trabalhadores e executivos para incentivar melhor desempenho.<\/p>\n\n\n\n<p>A firma oferece op\u00e7\u00f5es de compra de a\u00e7\u00f5es por um pre\u00e7o fixo, mas ela s\u00f3 pode ser exercida depois de um prazo de car\u00eancia. Se nesse per\u00edodo o desempenho mudar e as a\u00e7\u00f5es se valorizarem, o colaborador poder\u00e1 compr\u00e1-las abaixo do pre\u00e7o de mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda Nacional entende que incide tributa\u00e7\u00e3o sobre os valores envolvidos nessas opera\u00e7\u00f5es, o que tem gerado judicializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na tese do STJ sobre a incid\u00eancia do IRPF, ficou definido que essa compra de a\u00e7\u00f5es tem natureza mercantil, n\u00e3o de remunera\u00e7\u00e3o salarial. Se n\u00e3o representa aumento de renda, em tese n\u00e3o h\u00e1 como ser alvo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesma raz\u00e3o de decidir<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa era de que esse ponto impactasse o contencioso envolvendo&nbsp;stock option plan&nbsp;no Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf), o que n\u00e3o aconteceu.<\/p>\n\n\n\n<p>Em agosto, por exemplo, o \u00f3rg\u00e3o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-ago-11\/carf-mantem-multa-contra-b3-por-nao-recolher-inss-sobre-stock-options\/\">manteve multa de cerca de R$ 14 milh\u00f5es contra a B3<\/a>, a bolsa de valores de S\u00e3o Paulo, ao reconhecer o car\u00e1ter remunerat\u00f3rio das&nbsp;stock options&nbsp;distribu\u00eddas aos empregados, e entendeu como necess\u00e1rio o recolhimento de INSS.<\/p>\n\n\n\n<p>Para&nbsp;Alexandre Insfran, advogado da \u00e1rea tribut\u00e1ria e previdenci\u00e1ria do Velloza Advogados, \u201ca perspectiva \u00e9 que as raz\u00f5es do primeiro repetitivo sejam tamb\u00e9m aplicadas para afastar o car\u00e1ter remunerat\u00f3rio de eventual diferen\u00e7a entre o valor das a\u00e7\u00f5es na data de exerc\u00edcio e o pre\u00e7o pago pelo benefici\u00e1rio, considerando, entre muitos outros aspectos, que esses valores decorrem de condi\u00e7\u00f5es mercadol\u00f3gicas t\u00edpicas de contrato mercantil e n\u00e3o decorrem diretamente da rela\u00e7\u00e3o de trabalho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Precedente in\u00e9dito<\/p>\n\n\n\n<p>Os recursos selecionados como representativos da controv\u00e9rsia pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o atacam ac\u00f3rd\u00e3os do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o que afastaram incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre tais valores.<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ, por sua vez, n\u00e3o tem nenhum precedente sobre o tema. Assim como ocorreu com o caso da incid\u00eancia de IRPF sobre as&nbsp;stock option, a tend\u00eancia \u00e9 que,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-15\/stj-torna-vinculante-primeiro-precedente-sobre-stock-options-e-gera-debate\/\">no primeiro julgamento, o colegiado j\u00e1 defina posi\u00e7\u00e3o vinculante<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Delimita\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia<\/p>\n\n\n\n<p>Deliberar acerca da incid\u00eancia, ou n\u00e3o, de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria e de terceiros no momento em que se exerce a op\u00e7\u00e3o de compra de a\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito do plano denominado&nbsp;stock option.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.070.059<br>REsp 2.212.406<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-set-04\/stj-suspende-processos-sobre-contribuicao-previdenciaria-em-stock-option-plan\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-set-04\/stj-suspende-processos-sobre-contribuicao-previdenciaria-em-stock-option-plan\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF avalia cria\u00e7\u00e3o de n\u00facleo virtual para tratar conflitos judiciais ligados \u00e0 reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do Supremo Tribunal Federal, Lu\u00eds Roberto Barroso, afirmou que est\u00e1 trabalhando na cria\u00e7\u00e3o de um n\u00facleo online, envolvendo ju\u00edzes federais e estaduais, para tratar conflitos judiciais ligados \u00e0 reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia est\u00e1 sendo avaliada por meio do programa \u201cJusti\u00e7a 4.0\u201d, criado no \u00e2mbito do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ), e ajudaria a agilizar as decis\u00f5es durante o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, entre 2026 e 2033, quando o pa\u00eds passar\u00e1 a adotar em definitivo a CBS (federal) e o IBS, com gest\u00e3o compartilhada entre estados e munic\u00edpios.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Caso seja levada adiante pelo CNJ, a proposta ainda teria que passar pelo crivo do Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A informa\u00e7\u00e3o foi publicada nesta segunda-feira (1\u00ba), pelo jornal Valor Econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Barroso, o n\u00facleo virtual reuniria ju\u00edzes estaduais e federais:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos duas preocupa\u00e7\u00f5es com a reforma (tribut\u00e1ria). Como v\u00e3o ficar as disputas judiciais? Parte vai ficar na Justi\u00e7a Federal e parte na Justi\u00e7a estadual? Vai ser um caos (se for assim). Estamos trabalhando para a cria\u00e7\u00e3o de uma Justi\u00e7a 4.0, compartilhada por ju\u00edzes federais e estaduais para decidir sobre quest\u00f5es da reforma tribut\u00e1ria\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra reforma<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do STF defendeu tamb\u00e9m que o pa\u00eds ter\u00e1 que rever a pr\u00f3pria reforma tribut\u00e1ria, atualmente em fase final de regulamenta\u00e7\u00e3o no Senado Federal, para tornar o sistema de arrecada\u00e7\u00e3o de impostos mais justo:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO sistema brasileiro tem que se tornar mais justo. Ele \u00e9 profundamente injusto e faz com que as pessoas mais pobres paguem muito mais imposto do que as pessoas ricas. Vamos ter que fazer uma nova reforma tribut\u00e1ria, n\u00e3o para simplificar, mas para tornar o sistema mais justo. (\u2026) A tributa\u00e7\u00e3o para ser justa vai ter que cortar na carne de quem ganha mais\u201d, completou o ministro.<\/p>\n\n\n\n<p>Justi\u00e7a 4.0<\/p>\n\n\n\n<p>O programa Justi\u00e7a 4.0 foi criado pelo Conselho Nacional de Justi\u00e7a com o objetivo de tornar o sistema judici\u00e1rio brasileiro mais pr\u00f3ximo da sociedade ao disponibilizar novas tecnologias e intelig\u00eancia artificial. A ideia impulsiona a transforma\u00e7\u00e3o digital do Judici\u00e1rio para garantir servi\u00e7os mais r\u00e1pidos, eficazes e acess\u00edveis. Ao promover solu\u00e7\u00f5es digitais colaborativas que automatizam as atividades dos tribunais, o Justi\u00e7a 4.0 tamb\u00e9m otimiza o trabalho dos magistrados, servidores e advogados.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/comsefaz.org.br\/novo\/stf-avalia-criacao-de-nucleo-virtual-para-tratar-conflitos-judiciais-ligados-a-reforma-tributaria\/\">https:\/\/comsefaz.org.br\/novo\/stf-avalia-criacao-de-nucleo-virtual-para-tratar-conflitos-judiciais-ligados-a-reforma-tributaria\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF rejeita embargos sobre efeitos da coisa julgada em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu rejeitar os novos embargos de declara\u00e7\u00e3o apresentados pelo contribuinte e pela Fazenda Nacional nos Temas 881 (RE 949297) e 885 (RE 955227), que tratam dos efeitos da coisa julgada em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O contribuinte pedia a modula\u00e7\u00e3o do entendimento firmado, prevalecendo a posi\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) sobre o tema at\u00e9 a data da publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, pedia que constasse na ementa e ac\u00f3rd\u00e3o que o afastamento das multas n\u00e3o se restringia \u00e0s controv\u00e9rsias envolvendo a exig\u00eancia de CSLL, mas era aplic\u00e1vel para qualquer situa\u00e7\u00f5es em que o contribuinte possua decis\u00e3o favor\u00e1vel transitada em julgado em a\u00e7\u00f5es judiciais propostas para questionar a exigibilidade de qualquer tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a Uni\u00e3o pedia o estabelecimento de um prazo de 30 dias a contar da publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento dos embargos para pagamento dos tributos sem a cobran\u00e7a das multas excepcionadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, a Corte negou a modula\u00e7\u00e3o temporal da decis\u00e3o, mas decidiu isentar as empresas de multas punitivas e morat\u00f3rias. No m\u00e9rito, o colegiado decidiu que um contribuinte que obteve uma decis\u00e3o transitada em julgado desobrigando o recolhimento da CSLL deve voltar a pagar o tributo desde 2007, quando a Corte reconheceu a constitucionalidade da contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos ministros seguiu o voto do relator, Lu\u00eds Roberto Barroso, formando uma corrente majorit\u00e1ria composta por Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Fl\u00e1vio Dino, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a e Luiz Fux.<\/p>\n\n\n\n<p>Barroso rejeitou os pedidos por entender que buscavam \u201cuma nova aprecia\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito de um julgamento que transcorreu de forma regular\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou vencida a diverg\u00eancia do ministro Dias Toffoli, que foi acompanhada pelo ministro Nunes Marques. A ministra C\u00e1rmen L\u00facia n\u00e3o votou.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-rejeita-embargos-sobre-efeitos-da-coisa-julgada-em-materia-tributaria\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-rejeita-embargos-sobre-efeitos-da-coisa-julgada-em-materia-tributaria<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ rev\u00ea decis\u00e3o sobre cr\u00e9dito presumido de ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Gurgel de Faria, do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), anulou decis\u00e3o que afastava a incid\u00eancia de Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL sobre cr\u00e9dito presumido de ICMS ap\u00f3s a nova Lei de Subven\u00e7\u00f5es, a n\u00ba 14.789, de 2023. Ao acatar o recurso da Uni\u00e3o ele permitiu a tributa\u00e7\u00e3o e tornou sem efeito o entendimento anterior, de junho. Ao Valor, a defesa da empresa informou que vai recorrer.<\/p>\n\n\n\n<p>Editada por iniciativa do Minist\u00e9rio da Fazenda, essa lei passou a tributar todos os benef\u00edcios fiscais de ICMS e permitir a apura\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito de at\u00e9 25%. Na decis\u00e3o, o ministro considerou o argumento da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) de que o caso foi ajuizado antes da vig\u00eancia da nova legisla\u00e7\u00e3o que, portanto, n\u00e3o havia sido discutida no processo \u2013 isso configuraria supress\u00e3o de inst\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 relevante para a Fazenda. Ao propor a Medida Provis\u00f3ria (MP) n\u00ba 1.185\/2023, que antecedeu a Lei das Subven\u00e7\u00f5es, o governo federal previu aumento de R$ 35,4 bilh\u00f5es na receita anual. Esse n\u00famero foi depois reduzido para R$ 26,3 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Como mostrou o Valor, 62% das decis\u00f5es dos Tribunais Regionais Federais (TRFs) t\u00eam sido favor\u00e1veis \u00e0s empresas para casos de cr\u00e9dito presumido. No TRF da 3\u00aa Regi\u00e3o, com sede em S\u00e3o Paulo, esse percentual \u00e9 de 89%.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do STJ foi dada em embargos de declara\u00e7\u00e3o, um recurso em que \u00e9 raro haver mudan\u00e7a de entendimento. \u201cDe fato, como aduzido pela parte embargante, no que toca \u00e0 Lei 14.789\/2023, \u2018a aplica\u00e7\u00e3o do novel diploma legislativo nem sequer estava em discuss\u00e3o, afinal a lei \u00e9 posterior ao ajuizamento da demanda, n\u00e3o integrando, pois, o objeto do pedido nem sequer foi discutida na inst\u00e2ncia de origem\u201d, diz Faria.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tributaristas, precedentes do STJ devem prevalecer mesmo ap\u00f3s a edi\u00e7\u00e3o da nova lei, principalmente para cr\u00e9dito presumido. Citam julgamento de 2017 em que a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o permitiu a exclus\u00e3o do incentivo das bases do IRPJ e da CSLL por violar o pacto federativo, argumento que n\u00e3o mudou (EREsp 1517492).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2023, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o entendeu que essa decis\u00e3o n\u00e3o poderia ser estendida aos demais benef\u00edcios fiscais. Nos outros tipos, devem ser cumpridos requisitos do artigo 30 da Lei n\u00ba 12.973, de 2014, para afastar a cobran\u00e7a (Tema 1182). A decis\u00e3o deve ser seguida pelas inst\u00e2ncias inferiores.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso analisado pelo ministro Gurgel de Faria \u00e9 anterior \u00e0 mudan\u00e7a legislativa e envolve a mineradora Andreetta, de Passo Fundo (RS). Ela recorreu ao STJ de ac\u00f3rd\u00e3o do TRF-4, com sede em Porto Alegre, que afastou a tributa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito presumido de ICMS at\u00e9 a vig\u00eancia da Lei de Subven\u00e7\u00f5es, ou seja, dezembro de 2023 (REsp 2202266).<\/p>\n\n\n\n<p>O TRF-4 n\u00e3o entrou no m\u00e9rito da nova norma. \u201cAfigura-se prudente n\u00e3o ingressar nessa nova tem\u00e1tica, relegando-se a an\u00e1lise da legitimidade da Lei 14.789\/23 para eventual a\u00e7\u00e3o futura, que dela trate de forma espec\u00edfica e justificada\u201d, afirma o ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o ministro Faria entendeu, na decis\u00e3o anterior, que o contribuinte poderia fazer a exclus\u00e3o, com base nos precedentes da Corte \u201cde que a incid\u00eancia de tributo federal sobre o incentivo fiscal em comento ofenderia o princ\u00edpio federativo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o procurador Marcelo Kosminsky, coordenador-geral da atua\u00e7\u00e3o no STJ, a revoga\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o \u00e9 acertada, pois ela tratava de tema in\u00e9dito, o que exige delibera\u00e7\u00e3o colegiada. \u201cA Lei n\u00ba 14.789\/2023 instituiu uma profunda reestrutura\u00e7\u00e3o no tratamento tribut\u00e1rio das subven\u00e7\u00f5es governamentais, revogando o regime anterior e corrigindo distor\u00e7\u00f5es que encerravam uma fic\u00e7\u00e3o jur\u00eddica que equiparava, indiscriminadamente, todos os incentivos estaduais a subven\u00e7\u00f5es para investimento\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo Kosminsky, em substitui\u00e7\u00e3o ao modelo de isen\u00e7\u00e3o, a lei criou um novo e controlado mecanismo de cr\u00e9dito fiscal, vinculado \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o do investimento. Na vis\u00e3o dele, isso assegura que o incentivo federal seja direcionado s\u00f3 a investimentos produtivos e verific\u00e1veis, o que promove maior transpar\u00eancia e responsabilidade fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada da empresa no caso defende que a jurisprud\u00eancia anterior do STJ deve prevalecer. \u201cO STJ deixou bem definido que exclui o cr\u00e9dito presumido do IRPJ e CSLL independentemente de qualquer legisla\u00e7\u00e3o, sob pena de violar o pacto federativo e a seguran\u00e7a jur\u00eddica\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela acrescenta que, como o tema \u00e9 relevante e de grande repercuss\u00e3o para a Uni\u00e3o, h\u00e1 press\u00e3o sobre os ministros. \u201cEnt\u00e3o o relator acabou voltando atr\u00e1s. Mas entendemos que ele deve levar o caso para a turma e o tema deve ir para repetitivo, suspendendo todos os casos, para ter uma consolida\u00e7\u00e3o no STJ e n\u00e3o ter risco de nenhuma decis\u00e3o divergente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda Nacional destaca ainda que est\u00e1 pendente julgamento no STJ (Tema 576) em que os ministros poder\u00e3o revisar a decis\u00e3o sobre tributa\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios do ICMS considerando as altera\u00e7\u00f5es promovidas pela Lei n\u00ba 14.789, de 2023. A discuss\u00e3o, por\u00e9m, deve acabar no Supremo Tribunal Federal (STF), onde existem tr\u00eas a\u00e7\u00f5es em que \u00e9 questionada a constitucionalidade da nova Lei das Subven\u00e7\u00f5es (ADIs 7751, 7604 e 7622).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/05\/stj-reve-decisao-sobre-credito-presumido-de-icms.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/05\/stj-reve-decisao-sobre-credito-presumido-de-icms.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF retoma julgamento de multa isolada por erro em obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, pela quinta vez, o julgamento virtual do car\u00e1ter confiscat\u00f3rio da multa isolada no \u00e2mbito tribut\u00e1rio. A multa \u00e9 cobrada pelo Fisco quando h\u00e1 descumprimento ou erro alguma obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria acess\u00f3ria &#8212; declara\u00e7\u00f5es e emiss\u00f5es de documentos fiscais exigidos junto com os recolhimentos de tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento come\u00e7ou em novembro de 2022, mas foi interrompido por dois pedidos de vista e dois pedidos de destaque, que foram posteriormente cancelados (RE 640452). At\u00e9 agora, votaram o relator, ministro Luis Roberto Barroso, e os ministros Dias Toffoli, Edson Fachin e Cristiano Zanin.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto Barroso quanto Toffoli concordam que \u00e9 preciso haver limite para aplica\u00e7\u00e3o desse tipo de multa, mas divergem a respeito do patamar m\u00e1ximo que elas podem atingir. Para Barroso, o teto deveria der de 20% sobre o valor do tributo devido ou pago. O relator foi acompanhado por Fachin.<\/p>\n\n\n\n<p>Toffoli prop\u00f5e um teto mais alto, de at\u00e9 60% do valor do tributo, quando houver essa obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, mas podendo chegar a 100% se houver circunst\u00e2ncias agravantes. Quando n\u00e3o houver tributo ou cr\u00e9dito vinculado, ele admite o patamar de at\u00e9 20% como teto para a multa, podendo chegar a 30% se houver circunst\u00e2ncias agravantes. Zanin seguiu a diverg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso concreto<\/p>\n\n\n\n<p>No caso levado ao Supremo, a Eletronorte questionava uma lei do Estado de Rond\u00f4nia, hoje revogada, que institu\u00eda multa de 40% sobre o valor da opera\u00e7\u00e3o se alguma obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria fosse descumprida. No processo, a empresa deveria pagar R$ 168,4 milh\u00f5es por n\u00e3o emitir notas fiscais em compras de diesel para gera\u00e7\u00e3o de energia termel\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p>O ICMS devido havia sido recolhido pela sistem\u00e1tica da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, em que um contribuinte da cadeia adianta o pagamento em nome dos demais. O valor da pena imposta \u00e0 Eletronorte pelo descumprimento da obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria foi o dobro do montante do imposto pago.<\/p>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Advocacia Tribut\u00e1ria (Abat), que atua no processo caso como parte interessada (amicus curiae) fez um levantamento sobre o tema englobando 16 Estados.<\/p>\n\n\n\n<p>Destes, 11 aplicam multa por descumprimento de obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria sobre o valor da opera\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o sobre o valor do tributo &#8211; o que deixa a conta muito mais alta. S\u00e3o eles: S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goi\u00e1s, Mato Grosso, Paran\u00e1, Santa Catarina, Amap\u00e1, Cear\u00e1, Rio Grande do Norte e Sergipe.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Tiago Conde, que defende a Eletronorte no processo, explica que est\u00e1 em jogo o reconhecimento do car\u00e1ter confiscat\u00f3rio da multa. &#8220;Muitas vezes o contribuinte n\u00e3o cumpriu a obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria por n\u00e3o saber sequer que ela era devida&#8221;, afirma. &#8220;A decis\u00e3o do Supremo pode ajudar a trazer estabilidade, porque o descumprimento de obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria n\u00e3o pode acarretar em uma multa com car\u00e1ter confiscat\u00f3rio, para fins meramente arrecadat\u00f3rios&#8221;, defende.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro lado<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) defende a Uni\u00e3o como parte interessada no processo, e sustenta que estabelecer um patamar \u00fanico para as multas isoladas \u201ciria em descompasso com o princ\u00edpio constitucional da igualdade, pelo qual as situa\u00e7\u00f5es devem ser tratadas de forma distinta na medida de suas particularidades\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o \u00f3rg\u00e3o, o dinheiro dessas multas \u00e9 usado na garantia de a\u00e7\u00f5es de interesse p\u00fablico, como o combate \u00e0 lavagem de dinheiro, preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente, a prote\u00e7\u00e3o ao mercado interno, a lealdade de concorr\u00eancia e a prote\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria. &#8220;Elas t\u00eam uma import\u00e2ncia extrafiscal (al\u00e9m da arrecada\u00e7\u00e3o) e, muitas vezes, incidem em setores sens\u00edveis, como combust\u00edveis, bebidas e cigarros&#8221;, exemplifica.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, conclui o \u00f3rg\u00e3o, os diversos patamares das multas n\u00e3o ferem o princ\u00edpio constitucional da capacidade contributiva. \u201c\u00c9 preciso que essas san\u00e7\u00f5es sejam interpretadas em conjunto com outros princ\u00edpios constitucionais, como isonomia, seguran\u00e7a jur\u00eddica, lealdade de concorr\u00eancia, prote\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria e o desenvolvimento nacional.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral do Estado de Rond\u00f4nia tamb\u00e9m foi procurada, mas n\u00e3o respondeu at\u00e9 o fechamento da reportagem.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/06\/stf-retoma-julgamento-de-multa-isolada-por-erro-em-obrigacao-tributaria.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/06\/stf-retoma-julgamento-de-multa-isolada-por-erro-em-obrigacao-tributaria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF come\u00e7a julgamento sobre corre\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas civis e indeniza\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) come\u00e7ou a julgar, no Plen\u00e1rio Virtual, recurso que discute qual \u00edndice deve ser aplicado na corre\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas civis e indeniza\u00e7\u00f5es. O relator, ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, depositou o voto na sexta-feira, a favor da aplica\u00e7\u00e3o da Selic.<\/p>\n\n\n\n<p>Os outros quatro ministros t\u00eam at\u00e9 o dia 12 deste m\u00eas para se manifestarem ou suspenderem o julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>D\u00edvidas civis s\u00e3o obriga\u00e7\u00f5es decorrentes de rela\u00e7\u00f5es de direito privado, como contratos de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, de empr\u00e9stimo ou financiamento, falta de pagamento de conta de \u00e1gua ou energia, de cart\u00e3o de cr\u00e9dito, entre outras.<\/p>\n\n\n\n<p>No voto, Mendon\u00e7a afirma que a jurisprud\u00eancia do STF tem reconhecido a validade da taxa Selic como \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e de juros morat\u00f3rios e, ainda, a sua incid\u00eancia para atualiza\u00e7\u00e3o de condena\u00e7\u00f5es c\u00edveis em geral. O relator cita julgamento anterior (ADC 58) em que se discutiu o \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o a ser aplicado aos cr\u00e9ditos decorrentes de condena\u00e7\u00e3o judicial e aos dep\u00f3sitos recursais na Justi\u00e7a do Trabalho. O ministro ainda majorou os honor\u00e1rios a serem pagos em 10%.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 julgado no Supremo em a\u00e7\u00e3o em que a empresa de transporte rodovi\u00e1rio Expresso Itamarati foi condenada a pagar indeniza\u00e7\u00e3o por dano moral a uma passageira. Segundo consta no processo, o motorista passou por uma lombada em velocidade acima da permitida e a passageira foi arremessada para o alto. Ela sofreu les\u00f5es que resultaram na invalidez para o trabalho que exercia, o de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os dom\u00e9sticos.<\/p>\n\n\n\n<p>O acidente aconteceu em mar\u00e7o de 2013. A a\u00e7\u00e3o foi ajuizada em novembro de 2014 e a senten\u00e7a que condenou a empresa de transporte rodovi\u00e1rio a pagar indeniza\u00e7\u00e3o \u00e9 de outubro de 2016, com dano moral fixado em R$ 20 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) manteve a condena\u00e7\u00e3o da primeira inst\u00e2ncia: R$ 20 mil acrescidos de juros de mora de 1% ao m\u00eas a partir da data em que a empresa foi citada (novembro de 2014) e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria a contar da data da senten\u00e7a (outubro de 2016).<\/p>\n\n\n\n<p>A Expresso Itamarati recorreu, ent\u00e3o, ao STJ pedindo a aplica\u00e7\u00e3o s\u00f3 da Selic. O pedido foi atendido e a passageira recorreu ao STF.<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto central da discuss\u00e3o no STJ foi o artigo 406 do C\u00f3digo Civil. Esse dispositivo determina que os juros morat\u00f3rios, quando n\u00e3o estabelecidos em contrato, ser\u00e3o fixados pela taxa que estiver em vigor para o pagamento de impostos devidos \u00e0 Fazenda Nacional. A Corte Especial do STJ, quando julgou o tema no ano de 2008, entendeu que se tratava da Selic.<\/p>\n\n\n\n<p>Se aplicada taxa b\u00e1sica pelo m\u00e9todo composto (capitalizado), esses R$ 20 mil em dez anos teriam reajuste de 133%. Equivaleriam a R$ 46,7 mil. A Selic \u00e9 a taxa que a Uni\u00e3o usa para cobrar suas d\u00edvidas. Por\u00e9m, pela soma dos acumulados mensais (metodologia simples). Nesse caso, seriam R$ 37 mil, ap\u00f3s a corre\u00e7\u00e3o. Pela aplica\u00e7\u00e3o de juros de mora de 1% ao m\u00eas de forma simples, mais infla\u00e7\u00e3o, seriam devidos R$ 51,4 mil. As contas constam no voto lido pelo ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, que votou contra a Selic no STJ e ficou vencido.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/07\/stf-comeca-julgamento-sobre-correcao-de-dividas-civis-e-indenizacoes.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/07\/stf-comeca-julgamento-sobre-correcao-de-dividas-civis-e-indenizacoes.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF garante cr\u00e9ditos de ICMS sobre repasses a fundo do Rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF) garantiu o aproveitamento de cr\u00e9ditos de ICMS sobre os valores repassados ao Fundo Or\u00e7ament\u00e1rio Tempor\u00e1rio (FOT), do Rio de Janeiro, contrapartida para empresas usarem incentivos fiscais. Alguns ministros j\u00e1 haviam dado decis\u00f5es monocr\u00e1ticas para assegurar a n\u00e3o cumulatividade, mas, agora, o entendimento \u00e9 da maioria da Corte. A Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) vai recorrer da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o \u00e9 um al\u00edvio para os contribuintes, sobretudo quando o governo fluminense tenta aumentar a al\u00edquota de repasse de 10% para 30% &#8211; na pr\u00e1tica, reduz benef\u00edcios fiscais. A medida consta no Projeto de Lei n\u00ba 6034\/2025, enviado \u00e0 Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) pelo governo.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto foi criticado por advogados e pela Federa\u00e7\u00e3o de Ind\u00fastrias do Estado do Rio (Firjan), que chamou o projeto de \u201ctarifa\u00e7o fluminense\u201d. Se aprovado, os 30% j\u00e1 come\u00e7am a valer em 2026. As al\u00edquotas aumentam progressivamente at\u00e9 2032, quando o tributo \u00e9 extinto pela reforma tribut\u00e1ria do consumo, chegando a 90%.<\/p>\n\n\n\n<p>O FOT foi estabelecido em 2019 para substituir o Fundo Estadual de Equil\u00edbrio Fiscal (FEEF), criado pela Lei n\u00ba 7.428\/2016. Ambos tinham a mesma natureza jur\u00eddica e finalidade: proteger e equilibrar, de forma tempor\u00e1ria, as finan\u00e7as do Estado, enquanto ele estiver em Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal (RRF).<\/p>\n\n\n\n<p>As normas que criaram os fundos foram validadas pelo Supremo em 2023 (ADI 5635). No julgamento, os ministros tamb\u00e9m disseram que se aplicam as mesmas regras do ICMS &#8211; isto \u00e9, a n\u00e3o cumulatividade, viabilizando o cr\u00e9dito -, pr\u00e1tica que n\u00e3o \u00e9 adotada pelo governo do Rio de Janeiro, dizem tributaristas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, a solu\u00e7\u00e3o tem sido entrar com novas a\u00e7\u00f5es judiciais para validar o entendimento anterior do STF, o que acabou gerando novo contencioso sobre o tema. \u201cVoc\u00ea passa dez anos discutindo uma tese, vem o Supremo e decide, mas nem sempre essa decis\u00e3o \u00e9 eficaz o suficiente e acaba criando outro contencioso para discutir concretamente a situa\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Sandro Reis, s\u00f3cio do Bichara Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova decis\u00e3o da Corte, em embargos de diverg\u00eancia, veio em um momento importante para as empresas, que recha\u00e7am o projeto de lei enviado pelo governo. Os ministros reafirmaram, por 8 a 3, que \u00e9 preciso respeitar a n\u00e3o cumulatividade dos valores repassados ao FOT. Prevaleceu o voto divergente do ministro Alexandre de Moraes e ficou vencida a relatora do caso, a ministra C\u00e1rmen L\u00facia (ARE 1521931).<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora rejeitou os embargos porque, na vis\u00e3o dela, inexistia diverg\u00eancia entre a 1\u00aa e 2\u00aa Turmas e a decis\u00e3o anterior estava em conson\u00e2ncia com a jurisprud\u00eancia do STF. Moraes, por\u00e9m, divergiu, e foi seguido pelos outros integrantes do plen\u00e1rio. Ele lembrou algumas decis\u00f5es monocr\u00e1ticas que foram proferidas sobre o assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o do ministro, \u00e9 preciso aplicar o posicionamento dado na ADI 5635 na a\u00e7\u00e3o julgada, proposta pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Atacado Farmac\u00eautico. \u201cA quest\u00e3o relacionada ao princ\u00edpio da n\u00e3o cumulatividade do ICMS n\u00e3o pressup\u00f5e o exame de mat\u00e9ria f\u00e1tica, tampouco de legisla\u00e7\u00e3o infraconstitucional, devendo ser garantida a n\u00e3o cumulatividade do ICMS relativo ao dep\u00f3sito institu\u00eddo sem preju\u00edzo da veda\u00e7\u00e3o ao aproveitamento indevido dos cr\u00e9ditos\u201d, diz em seu voto.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o tributarista Maur\u00edcio Faro, s\u00f3cio do BMA Advogados e que atua no caso, a falta de regulamenta\u00e7\u00e3o por parte do governo do Rio de Janeiro &#8211; que foi determinada pela Corte na ADI &#8211; prejudica as empresas. \u201cComo o Estado n\u00e3o regulamentou, v\u00e1rios contribuintes n\u00e3o est\u00e3o conseguindo esse reconhecimento nem no Tribunal de Justi\u00e7a nem no Supremo, como entendeu a ministra C\u00e1rmen L\u00facia inicialmente\u201d, afirma Faro, lembrando que a relatora havia at\u00e9 aplicado multa contra a associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o, acrescenta, traz certo conforto nesse momento de indefini\u00e7\u00e3o. \u201cSe vier o PL, pelo menos, a gente tem uma decis\u00e3o que reconhece o cr\u00e9dito, algo que n\u00e3o \u00e9 tratado no projeto\u201d diz Faro, que tamb\u00e9m \u00e9 presidente da Comiss\u00e3o de Direito Tribut\u00e1ria da OAB-RJ. A entidade publicou uma nota contra a proposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o tributarista Sandro Reis, s\u00f3cio do Bichara Advogados, a falta de normativa sobre o tema \u00e9 intencional. \u201cO Estado, por uma in\u00e9rcia proposital, tem um comportamento como se n\u00e3o houvesse essa sinaliza\u00e7\u00e3o do Supremo sobre a obedi\u00eancia da n\u00e3o cumulatividade. Nada fez para dar clareza\u201d, afirma. \u201cEle praticamente obrigou todos os contribuintes que discutem o tema a fazer dep\u00f3sitos judiciais dos valores.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Reis diz que seria preciso esclarecer como seria aplicada a n\u00e3o cumulatividade &#8211; se o pagamento do FOT poderia ser feito, por exemplo, com cr\u00e9ditos de ICMS. \u201cIsso gera para o contribuinte um problema muito grave de inseguran\u00e7a jur\u00eddica porque independentemente do que o Supremo diz, o contribuinte est\u00e1 submetido \u00e0s regras que o Estado determina para ele e o Estado do Rio de Janeiro continua convenientemente silente&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A indefini\u00e7\u00e3o se agrava com a propositura do PL, que n\u00e3o foi discutido com contribuintes antes de ser levado \u00e0 Alerj, acrescenta. Na proposta, \u00e9 poss\u00edvel ser aplicada uma carga tribut\u00e1ria menor, de 18,18%, para empresas que comprovem que determinado incentivo foi dado por prazo certo e sob car\u00e1ter oneroso. \u201cA Secretaria da Fazenda pode criar exig\u00eancias adicionais que n\u00e3o est\u00e3o no projeto de lei\u201d, alerta Reis.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os especialistas, j\u00e1 houve e ainda h\u00e1 a cobran\u00e7a do FOT em outros Estados, como em Bras\u00edlia, Pernambuco e no Esp\u00edrito Santo. Mas o embate tem sido maior no Rio de Janeiro, onde as decis\u00f5es do tribunal estadual t\u00eam sido desfavor\u00e1veis e n\u00e3o permitido a tomada de cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Ricardo Cosentino, s\u00f3cio do Mattos Filho, destaca que o uso de saldo credor de ICMS para pagar o FOT \u00e9 de interesse dos contribuintes, especialmente os que exploram o petr\u00f3leo na regi\u00e3o. \u201cS\u00e3o empresas que t\u00eam o benef\u00edcio fiscal Repetro e como s\u00e3o exportadoras terminam acumulando cr\u00e9dito de ICMS\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o dele, o problema \u00e9 mais delicado para esse setor do que para ind\u00fastria, que p\u00f4de escolher onde se instalar baseado no incentivo. \u201cMas o Repetro est\u00e1 ligado \u00e0 natureza do pr\u00f3prio Estado, de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo. Ela n\u00e3o tem como escolher, recebe o benef\u00edcio, se instala e tem que explorar\u201d, diz. \u201cE, de repente, h\u00e1 a surpresa que pode haver a redu\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio, que vai se extinguindo ao longo dos anos. Isso \u00e9 muito desafiador e deixa d\u00favidas se vale a pena investir no Estado\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele critica a postura do governo. \u201cO Estado tem uma percep\u00e7\u00e3o de que ele vai conseguir receita a partir da redu\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais, quando, na verdade, deveria dar seguran\u00e7a para atrair investimento\u201d, diz. \u201cSe a regra do jogo muda no meio do caminho por uma dificuldade de caixa, causa instabilidade e o Estado perde credibilidade no mercado porque n\u00e3o honra aquilo que foi assinado em contrato.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Secretaria da Fazenda do Rio de Janeiro afirma que n\u00e3o haver\u00e1 regulamenta\u00e7\u00e3o, pois \u201co c\u00e1lculo do valor que a empresa que recebe benef\u00edcio fiscal tem que pagar para o FOT j\u00e1 considera os cr\u00e9ditos aos quais ela tem direito no per\u00edodo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o aumento do repasse, o \u00f3rg\u00e3o diz que \u201cvisa reduzir os benef\u00edcios fiscais de maneira ampla e buscando um tratamento igualit\u00e1rio entre os contribuintes para compensar parte dessas perdas e promover o equil\u00edbrio fiscal\u201d, por conta da reforma.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/09\/stf-garante-creditos-de-icms-sobre-repasses-a-fundo-do-rio.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/09\/09\/stf-garante-creditos-de-icms-sobre-repasses-a-fundo-do-rio.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Industrializa\u00e7\u00e3o de manta asf\u00e1ltica atrai incid\u00eancia de ICMS, diz TJ-MG<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 19\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.tjmg.jus.br\/portal-tjmg\/\">Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais<\/a>&nbsp;reformou decis\u00e3o da Vara de Carmo de Cajuru, no Centro-Oeste do estado, e reconheceu que n\u00e3o incide Imposto Sobre Servi\u00e7os de Qualquer Natureza (ISSQN) sobre processo de industrializa\u00e7\u00e3o de manta asf\u00e1ltica por encomenda. Para o colegiado, a cobran\u00e7a correta \u00e9 a do imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS).<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o atendeu a recurso de empresa em gravo de instrumento. A empresa alegou que sua atividade consiste em receber mat\u00e9ria-prima e transform\u00e1-la em produto final&nbsp;\u2014 no caso, concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ), usado como manta asf\u00e1ltica.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o produto \u00e9 aplicado por terceiros que efetuaram a encomenda, a opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderia ser classificada como presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, afastando assim a incid\u00eancia do ISSQN.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes disso, a companhia havia solicitado mandado de seguran\u00e7a para suspender a cobran\u00e7a do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22impostos%22\">imposto<\/a>&nbsp;municipal, determinada pela Secretaria de Planejamento de Carmo do Cajuru. O pedido foi negado.<\/p>\n\n\n\n<p>No voto vencedor, o relator, desembargador Carlos Henrique Perp\u00e9tuo Braga, destacou que o caso deve seguir a orienta\u00e7\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/\">Supremo Tribunal Federal<\/a>&nbsp;no Tema 816 de repercuss\u00e3o geral, segundo o qual, quando a industrializa\u00e7\u00e3o resulta em mercadoria destinada \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o ou integra processo subsequente de industrializa\u00e7\u00e3o, a tributa\u00e7\u00e3o cab\u00edvel \u00e9 do ICMS, e n\u00e3o do ISSQN.<\/p>\n\n\n\n<p>A posi\u00e7\u00e3o foi acompanhada pelos desembargadores Wagner Wilson Ferreira e Pedro Bittencourt Marcondes.&nbsp;Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do TJ-MG.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 1.0000.25.037831-2\/001<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-set-03\/industrializacao-de-manta-asfaltica-atrai-incidencia-de-icms-diz-tj-mg\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-set-03\/industrializacao-de-manta-asfaltica-atrai-incidencia-de-icms-diz-tj-mg\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TJSP publicou decis\u00e3o ontem reconhecendo que \u00e9 faculdade do contribuinte a transfer\u00eancia de cr\u00e9ditos de ICMS nas opera\u00e7\u00f5es interestaduais entre estabelecimentos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) publicou ontem ac\u00f3rd\u00e3o no sentido de que a transfer\u00eancia de cr\u00e9ditos de ICMS entre estabelecimentos do mesmo titular em estados distintos n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Note-se que anteriormente o TJSP tinha jurisprud\u00eancia maci\u00e7a em sentido contr\u00e1rio. Contudo, ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da Lei Complementar 204\/2023 e do Conv\u00eanio ICMS 109\/2024 esse entendimento vem mudando<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, a Lei Complementar 204\/2023, foi aprovada pelo Congresso Nacional e parcialmente vetada pelo Presidente da Rep\u00fablica. Contudo, no dia 28 de maio de 2024, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente<\/p>\n\n\n\n<p>A parte vetada da Lei Complementar dava direito aos contribuintes escolherem por tributar as opera\u00e7\u00f5es entre estabelecimentos do mesmo titular, garantindo que a transfer\u00eancia dos cr\u00e9ditos de ICMS fosse uma op\u00e7\u00e3o ao inv\u00e9s de uma obriga\u00e7\u00e3o do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a derrubada do veto, voltou a haver na lei, a faculdade de o contribuinte realizar, ou n\u00e3o, a transfer\u00eancia dos cr\u00e9ditos de ICMS, permitindo que as empresas possam optar pela equipara\u00e7\u00e3o das transfer\u00eancias de mercadorias a estabelecimento do mesmo titular a uma opera\u00e7\u00e3o sujeita \u00e0 ocorr\u00eancia do ICMS, de modo a aproveitar, nas etapas seguintes, o cr\u00e9dito do referido imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobreveio tamb\u00e9m o Conv\u00eanio ICMS n\u00ba 109\/2024 que em sua cl\u00e1usula primeira, apenas \u201cassegura o direito\u201d \u00e0 transfer\u00eancia do cr\u00e9dito nas opera\u00e7\u00f5es interestaduais. O Conv\u00eanio foi internalizado em S\u00e3o Paulo, por meio do Decreto n.\u00ba 69.127\/2024, de 10\/12\/24). A reda\u00e7\u00e3o do Conv\u00eanio ICMS 109\/2024 corrobora o entendimento dos contribuintes, no sentido de que a transfer\u00eancia do cr\u00e9dito \u00e9 facultativa, assim como o lan\u00e7amento a d\u00e9bito do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as mudan\u00e7as promovidas, merece destaque a cl\u00e1usula primeira do Conv\u00eanio, que reconhece que a transfer\u00eancia dos cr\u00e9ditos de ICMS para o estabelecimento de destino \u00e9 um direito do contribuinte. O Conv\u00eanio Confaz n\u00ba 178\/2023 tratava a transfer\u00eancia como obrigat\u00f3ria. Com o novo texto, o Confaz corroborou a defini\u00e7\u00e3o que foi dada pela Lei Complementar n\u00ba 204\/2023 sobre o assunto, que j\u00e1 tratava a transfer\u00eancia dos cr\u00e9ditos como uma faculdade do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, o Conv\u00eanio concedeu a possibilidade de o contribuinte, ou manter o cr\u00e9dito de ICMS no estabelecimento de origem, ou equiparar a transfer\u00eancia de mercadorias a opera\u00e7\u00f5es tributadas com a finalidade de transferir o cr\u00e9dito de ICMS ao estabelecimento de destino.<\/p>\n\n\n\n<p>Em vista disso o TJSP tem concedido a seguran\u00e7a, a fim de reconhecer o direito do contribuinte de a partir de 28 de julho de 2024, optar pela manuten\u00e7\u00e3o ou transfer\u00eancia dos cr\u00e9ditos de ICMS do estabelecimento de origem para o de destino das mercadorias.<\/p>\n\n\n\n<p>Ontem foi publicada nova decis\u00e3o do TJSP nesse sentido<\/p>\n\n\n\n<p>\u2018MANDADO DE SEGURAN\u00c7A \u2013 ICMS \u2013 TRANSFER\u00caNCIA DE CR\u00c9DITOS \u2013 MOVIMENTA\u00c7\u00c3O INTERESTADUAL DE MERCADORIAS ENTRE ESTABELECIMENTOS DO MESMO CONTRIBUINTE \u2013 OBRIGATORIEDADE ENQUANTO EM VIGOR O CONV\u00caNIO CONFAZ 178\/2023 E DECRETO ESTADUAL N\u00ba 68.243\/23 E AT\u00c9 28.07.2024, QUANDO DA ENTRADA EM VIGOR DO ART. 12, \u00a7 5\u00ba, DA LEI COMPLEMENTAR 87\/96, INTRODUZIDO PELA LEI COMPLEMENTAR 204\/23, NORMA DE SUPERIOR HIERARQUIA \u2013 ORDEM DENEGADA \u2013 RECURSO DA IMPETRANTE PARCIALMENTE PROVIDO\u2019. (TJSP; Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel 1037663-75.2024.8.26.0114; Relator (a): Ricardo Feitosa; \u00d3rg\u00e3o Julgador: 4\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico; Foro de Campinas \u2013 2\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica; Data do Julgamento: 01\/09\/2025; Data de Registro: 03\/09\/2025).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2025\/09\/tjsp-publicou-decisao-ontem-reconhecendo-que-e-faculdade-do-contribuinte-a-transferencia-de-creditos-de-icms-nas-operacoes-interestaduais-entre-estabelecimentos\/\">https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2025\/09\/tjsp-publicou-decisao-ontem-reconhecendo-que-e-faculdade-do-contribuinte-a-transferencia-de-creditos-de-icms-nas-operacoes-interestaduais-entre-estabelecimentos\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Ju\u00edza condena loteadora a pagar taxa condominial e IPTU de contrato suspenso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/09\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Por entender que havia ind\u00edcios de desequil\u00edbrio contratual, a ju\u00edza Fl\u00e1viah Lan\u00e7oni Costa Pinheiro, da 15\u00aa Vara C\u00edvel e Ambiental de Goi\u00e2nia, decidiu ordenar, em decis\u00e3o liminar, que uma loteadora assuma integralmente o pagamento das taxas condominiais e do IPTU de um lote residencial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi provocada por a\u00e7\u00e3o de rescis\u00e3o contratual em que a parte autora alega que o contrato firmado para a compra do terreno tem&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22cl%C3%A1usulas+abusivas%22\">cl\u00e1usulas abusivas<\/a>. Afirma que, desde a celebra\u00e7\u00e3o do contrato, j\u00e1 pagou pouco mais de R$ 114 mil, mas o saldo devedor \u00e9 de R$ 492 mil, o que evidenciaria a incid\u00eancia de encargos acima de sua capacidade financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao pedir a rescis\u00e3o do contrato, o autor afirma que a loteadora ofereceu a devolu\u00e7\u00e3o parcelada dos valores pagos, o que configura ilegalidade e desrespeito aos seus direitos como consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, ele pede a rescis\u00e3o do contrato, a suspens\u00e3o das cobran\u00e7as, a libera\u00e7\u00e3o do lote para que a empresa requerida possa comercializ\u00e1-lo livremente, bem como a reintegra\u00e7\u00e3o de posse, considerando seu desinteresse no neg\u00f3cio firmado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o julgador entendeu que o contrato firmado continha cl\u00e1usulas abusivas. \u201cVerifico que a requerente apresentou documentos referentes \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da tabela PRICE no contrato, que resultou no aumento dos valores das parcelas. Essa situa\u00e7\u00e3o pode afetar o equil\u00edbrio contratual, em aten\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios da boa-f\u00e9 objetiva e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do consumidor previstos no C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (Lei n\u00ba 8.078\/1990)\u201d, registrou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele explicou que a rescis\u00e3o do contrato demandaria o julgamento do m\u00e9rito, o que n\u00e3o se mostra poss\u00edvel nesta fase processual. \u201cAssim, defiro o pedido de tutela de urg\u00eancia para suspender as cobran\u00e7as relativas ao contrato. Por outro lado, indefiro a rescis\u00e3o do contrato, a libera\u00e7\u00e3o do lote para comercializa\u00e7\u00e3o e a reintegra\u00e7\u00e3o de posse, por requererem an\u00e1lise mais aprofundada, pr\u00f3pria da fase de m\u00e9rito\u201d, resumiu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Atuaram no caso os advogados&nbsp;Luiz Ant\u00f4nio Lorena,&nbsp;Carlos Eduardo Vinaud&nbsp;e&nbsp;Altievi Almeida.<br>Processo 5632538-41.2025.8.09.0051<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-set-03\/juiza-condena-loteadora-a-pagar-taxa-condominial-e-iptu-de-contrato-suspenso\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-set-03\/juiza-condena-loteadora-a-pagar-taxa-condominial-e-iptu-de-contrato-suspenso\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 02\/09 a 09\/09 Receita Federal inicia nova edi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o de conformidade \u201cInsufici\u00eancia de Declara\u00e7\u00e3o e Recolhimento de IRPJ\/CSLL&#8221; Data: 01\/09\/2025 A Receita Federal iniciou nova edi\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o de conformidade do Imposto Sobre a Renda das Pessoas Jur\u00eddicas (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL). 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