{"id":3861,"date":"2025-08-26T09:24:26","date_gmt":"2025-08-26T12:24:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3861"},"modified":"2026-01-13T08:18:38","modified_gmt":"2026-01-13T11:18:38","slug":"retrospecto-tributario-06-01-a-13-01","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3861","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 06\/01 a 13\/01"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>STF analisar\u00e1 ICMS em marketplaces; advogado alerta para impactos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima semana, o STF reconheceu repercuss\u00e3o geral em recurso que discute a validade de lei do Estado do Rio de Janeiro que atribui a marketplaces e intermediadores de pagamento a responsabilidade pelo recolhimento do ICMS em opera\u00e7\u00f5es com mercadorias n\u00e3o digitais, nos casos de aus\u00eancia de nota fiscal ou descumprimento de obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Ricardo Cosentino, s\u00f3cio da \u00e1rea de Tribut\u00e1rio da banca Mattos Filho, a eventual declara\u00e7\u00e3o de constitucionalidade da lei ampliaria a responsabilidade das plataformas, gerando aumento de custos de compliance e repasse financeiro aos vendedores.<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista aponta tr\u00eas efeitos imediatos da decis\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>Amplia\u00e7\u00e3o da responsabilidade tribut\u00e1ria, com a absor\u00e7\u00e3o da responsabilidade pelas obriga\u00e7\u00f5es n\u00e3o cumpridas pelos vendedores;<\/p>\n\n\n\n<p>Aumento dos custos com compliance, uma vez que essas plataformas devem implementar (ou refor\u00e7ar) sistemas de monitoramento dos vendedores\/parceiros para a verifica\u00e7\u00e3o do cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, assumindo fun\u00e7\u00e3o fiscalizat\u00f3ria que naturalmente deveria ser do Estado; e<\/p>\n\n\n\n<p>Repercuss\u00e3o financeira direta, uma vez que essas plataformas se ver\u00e3o obrigadas a aumentar comiss\u00f5es e taxas para cobrir a assun\u00e7\u00e3o desse passivo tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Preju\u00edzo aos pequenos&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, os pequenos empreendedores seriam os mais impactados pela medida, j\u00e1 que o recolhimento do tributo ensejaria o aumento de custos para uso das plataformas e ferramentas &#8220;uma vez que os custos decorrentes das ferramentas de compliance e da assun\u00e7\u00e3o do passivo tribut\u00e1rio dever\u00e1, ainda que em parte, ser transferido para os vendedores\/parceiros mediante o aumento de comiss\u00f5es e taxas (ou at\u00e9 pela reten\u00e7\u00e3o dos valores a serem recebidos at\u00e9 a comprova\u00e7\u00e3o da regularidade tribut\u00e1ria)&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro efeito para esse n\u00facleo de empreendedores seria o bloqueio ou a exclus\u00e3o do mercado digital.<\/p>\n\n\n\n<p>Efeito cascata<\/p>\n\n\n\n<p>Ricardo Consentino tamb\u00e9m avalia que a valida\u00e7\u00e3o da lei, pelo STF, pode abrir&nbsp;espa\u00e7o para que outros Estados editem leis com hip\u00f3teses semelhantes e conferir\u00e1 legitimidade ao modelo de responsabiliza\u00e7\u00e3o solid\u00e1rias dos marketplaces e intermediadores de pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Neste contexto, os estados que j\u00e1 possuem legisla\u00e7\u00e3o semelhante (ex. Cear\u00e1, Bahia, Mato Grosso, Para\u00edba) enxergariam o seu modelo como constitucionalmente validado. Por outro lado, a valida\u00e7\u00e3o desse modelo aumenta uma press\u00e3o para que os Estados que ainda n\u00e3o aprovaram leis (ex. Alagoas, Rio Grande do Norte e Santa Cataria) para prever a responsabiliza\u00e7\u00e3o dos marketplaces e intermediadores de pagamento.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Cosentino ressalta, contudo, que a aus\u00eancia de uma legisla\u00e7\u00e3o complementar nacional disciplinando a mat\u00e9ria gera risco de assimetria regulat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Na falta de par\u00e2metros uniformes, cada Estado ficaria livre para editar leis com crit\u00e9rios pr\u00f3prios, o que amplia a inseguran\u00e7a jur\u00eddica. A expectativa \u00e9 de que a Reforma Tribut\u00e1ria, por meio da futura LC 214\/25, estabele\u00e7a diretrizes nacionais claras sobre a responsabilidade dos marketplaces e intermediadores de pagamento&#8221;, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda<\/p>\n\n\n\n<p>O caso envolve a&nbsp;lei 8.795\/20, do Rio de Janeiro, que alterou a&nbsp;lei 2.657\/96&nbsp;para prever novas hip\u00f3teses de sujei\u00e7\u00e3o passiva tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso extraordin\u00e1rio foi interposto contra ac\u00f3rd\u00e3o do TJ\/RJ em a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade. O tribunal fluminense declarou inconstitucionais dispositivos da lei no que se referiam \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o de bens e mercadorias digitais (seguindo precedentes do STF sobre servi\u00e7os de streaming), mas manteve a possibilidade de responsabilizar plataformas e intermediadores no com\u00e9rcio de bens n\u00e3o digitais.<\/p>\n\n\n\n<p>O recorrente alega viola\u00e7\u00e3o aos arts. 146, III, b, e 155, II e \u00a7 2\u00ba, XII, da&nbsp;CF, sustentando que apenas lei complementar Federal poderia criar hip\u00f3teses de responsabilidade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro defendeu a norma, afirmando que as hip\u00f3teses criadas estariam em harmonia com as regras gerais do&nbsp;CTN&nbsp;e que plataformas e institui\u00e7\u00f5es financeiras teriam v\u00ednculo com o fato gerador do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Repercuss\u00e3o geral<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Luiz Fux, ressaltou que o tema possui natureza constitucional, pois envolve a reserva de lei complementar para definir regras de responsabilidade tribut\u00e1ria no \u00e2mbito do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Citou precedentes como o RE 562.276 (Tema 13), que declarou inconstitucional a cria\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses de responsabilidade por lei ordin\u00e1ria Federal, e a ADIn 6.284, que afastou norma estadual sobre responsabilidade de terceiros em conflito com o CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>Fux destacou ainda a relev\u00e2ncia econ\u00f4mica e social do debate, diante da expans\u00e3o do com\u00e9rcio eletr\u00f4nico e da import\u00e2ncia das plataformas digitais para pequenos empreendedores e para a concorr\u00eancia leal, bem como o impacto potencial da decis\u00e3o sobre legisla\u00e7\u00f5es semelhantes em outros Estados, como Cear\u00e1, Bahia, Mato Grosso, Para\u00edba e S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/436744\/stf-analisara-icms-em-marketplaces-advogado-alerta-para-impactos\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/436744\/stf-analisara-icms-em-marketplaces-advogado-alerta-para-impactos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita regulamenta transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria em contencioso administrativo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal publicou portaria que disciplina a transa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios discutidos em contencioso administrativo fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>A portaria RFB 555\/25,&nbsp; fundamentada no art. 171 do CTN e na lei 13.988\/20, define princ\u00edpios, objetivos, modalidades e condi\u00e7\u00f5es para que contribuintes e o fisco possam celebrar acordos voltados \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios e \u00e0 regulariza\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>A transa\u00e7\u00e3o deve observar, entre outros, os princ\u00edpios da boa-f\u00e9 do contribuinte, da preven\u00e7\u00e3o de desequil\u00edbrios concorrenciais, da publicidade e da transpar\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os objetivos, destacam-se a redu\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios, o est\u00edmulo \u00e0 autorregulariza\u00e7\u00e3o, a adequa\u00e7\u00e3o das formas de pagamento \u00e0 capacidade financeira do devedor e a manuten\u00e7\u00e3o de empresas e empregos.<\/p>\n\n\n\n<p>A portaria revoga a RFB 247\/22 e j\u00e1 est\u00e1 em vigor.<\/p>\n\n\n\n<p>Modalidades e condi\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o previstas tr\u00eas modalidades:<\/p>\n\n\n\n<p>Por ades\u00e3o a edital da Receita Federal;<\/p>\n\n\n\n<p>Individual, proposta pela pr\u00f3pria Receita; e<\/p>\n\n\n\n<p>Individual proposta pelo contribuinte, podendo haver vers\u00e3o simplificada para d\u00e9bitos entre R$ 1 milh\u00e3o e R$ 5 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>As transa\u00e7\u00f5es podem envolver descontos para cr\u00e9ditos irrecuper\u00e1veis ou de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o, parcelamento, morat\u00f3ria e uso de cr\u00e9ditos de preju\u00edzo fiscal e base negativa de CSLL, observados limites legais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para micro e pequenas empresas, MEI, Santas Casas, cooperativas, organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil e institui\u00e7\u00f5es de ensino, o desconto pode chegar a 70% do valor total, com prazo de pagamento de at\u00e9 145 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Obriga\u00e7\u00f5es e veda\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>O contribuinte deve fornecer informa\u00e7\u00f5es patrimoniais, renunciar a a\u00e7\u00f5es ou recursos sobre os cr\u00e9ditos inclu\u00eddos no acordo, manter regularidade fiscal e n\u00e3o alienar bens com intuito de frustrar a cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A portaria pro\u00edbe redu\u00e7\u00f5es do principal do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, descontos acima de 65% (salvo hip\u00f3teses espec\u00edficas) e prazos superiores a 120 meses, exceto para os casos previstos no art. 8\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>Rescis\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A transa\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser rescindida por descumprimento das condi\u00e7\u00f5es acordadas, fraude, oculta\u00e7\u00e3o de bens, fal\u00eancia, entre outros motivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesses casos, o contribuinte fica impedido de formalizar nova transa\u00e7\u00e3o pelo prazo de dois anos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/436746\/receita-regulamenta-transacao-tributaria-em-contencioso-administrativo\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/436746\/receita-regulamenta-transacao-tributaria-em-contencioso-administrativo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Governo cumprir\u00e1 meta de reduzir benef\u00edcios fiscais, diz Tebet<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A meta de redu\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios tribut\u00e1rios ser\u00e1 cumprida dentro do prazo, mas ainda \u00e9 insuficiente para as contas p\u00fablicas, afirmou a&nbsp;ministra do Planejamento e Or\u00e7amento, Simone Tebet, durante a audi\u00eancia p\u00fablica na Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE), nesta ter\u00e7a-feira (19). Tebet tem focado nos chamados gastos tribut\u00e1rios, provenientes de isen\u00e7\u00f5es e ren\u00fancias fiscais, que ultrapassam meio trilh\u00e3o de reais e, segundo a equipe econ\u00f4mica, comprometem o desempenho das contas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Emenda Constitucional (EC)&nbsp;<a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:emenda.constitucional:2021-03-15;109\">109, de 2021<\/a>, determina que o poder p\u00fablico diminua at\u00e9 2029 descontos na cobran\u00e7a de tributos de modo que o valor que deixa de ser arrecadado corresponda no m\u00e1ximo a 2% do Produto Interno Bruto (PIB).&nbsp;Segundo Tebet, os incentivos tribut\u00e1rios previstos na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, como o da Zona Franca de Manaus, devem ficar de fora da conta. Assim, a parcela real equivale a 2,3% do PIB em 2024, com apenas 0,3 pontos percentuais a serem reduzidos nos pr\u00f3ximos anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 N\u00f3s estamos fazendo o dever de casa. Estamos cumprindo a emenda constitucional, por incr\u00edvel que pare\u00e7a. A regra foi boa, mas \u00e9 absolutamente insuficiente para resolver o problema dos gastos tribut\u00e1rios [&#8230;]. Independente de falar de corte ou n\u00e3o, [devemos] otimizar os gastos tribut\u00e1rios. Essa \u00e9 a grande mensagem que eu gostaria de deixar, porque pior do que gastar muito \u00e9 gastar mal \u2014 disse a ministra.<\/p>\n\n\n\n<p>Os benef\u00edcios tribut\u00e1rios totais foram de R$ 563,5 bilh\u00f5es em 2024, dos quais R$ 266,8 bilh\u00f5es s\u00e3o sujeitos \u00e0 limita\u00e7\u00e3o da EC 109, segundo a ministra. Entre esses gastos est\u00e3o as ren\u00fancias fiscais como incentivo a diversos setores da economia, as isen\u00e7\u00f5es e dedu\u00e7\u00f5es de rendimentos do Imposto de Renda de Pessoa F\u00edsica. Tamb\u00e9m \u00e9 o caso do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), benef\u00edcio para o setor de eventos criado na pandemia da covid-19 e que foi recentemente estendido.&nbsp;Em 2024, Tebet e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmaram que o presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, estava preocupado com o crescimento desses benef\u00edcios,&nbsp;que reduzem a arrecada\u00e7\u00e3o governamental.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, as discuss\u00f5es na C\u00e2mara dos Deputados para diminuir pelo menos 10% dos subs\u00eddios da Uni\u00e3o em at\u00e9 dois anos s\u00e3o \u201cum bom ponto de partida\u201d, mas n\u00e3o \u201cum ponto de chegada\u201d. As medidas devem aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o \u201cem torno de R$ 20 bilh\u00f5es\u201d, o que equivale a todo o gasto federal autorizado em 2025 para ci\u00eancia e tecnologia. Os projetos de lei complementar (PLP)&nbsp;<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/135378\">41\/2019<\/a>, do senador Esperidi\u00e3o Amin (PP-SC), e 128\/2025 ser\u00e3o analisados em regime de urg\u00eancia pelos deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>Ajuste das contas<\/p>\n\n\n\n<p>Para o presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o equil\u00edbrio do or\u00e7amento pode vir pela redu\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios tribut\u00e1rios, mas tamb\u00e9m deve vir pelo corte de despesas e pela rigidez nas regras que impedem o governo de gastar mais do que arrecada. Ele acusou o governo federal de contornar o&nbsp;<a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei.complementar:2023-08-30;200\">Novo Arcabou\u00e7o Fiscal<\/a>&nbsp;como \u201crotina\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Redu\u00e7\u00e3o dos subs\u00eddios, revis\u00e3o dos contratos, venda de ativos imobili\u00e1rios e aplica\u00e7\u00e3o do teto salarial. Como todos sabem, nunca se fez no Brasil uma racionaliza\u00e7\u00e3o do gasto p\u00fablico. Acho que hoje, mais do que nunca, precisamos faz\u00ea-la. N\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o \u2014 disse Renan, que requereu o convite \u00e0 ministra.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cBomba bilion\u00e1ria\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Tebet apontou que as decis\u00f5es do Poder Judici\u00e1rio que geram novos gastos obrigat\u00f3rios e imprevis\u00edveis para o governo s\u00e3o causas relevantes no desequil\u00edbrio or\u00e7ament\u00e1rio. Para ela, isso diminui os recursos que podem ser aplicados em pol\u00edticas p\u00fablicas de forma flex\u00edvel (despesas discricion\u00e1rias). O or\u00e7amento enviado estimado pelo governo para 2024, por exemplo, tinha 91,6% das despesas obrigat\u00f3rias, com destino j\u00e1 carimbado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Precisamos ter muito cuidado com o judici\u00e1rio assistencialista. Acho mais do que louv\u00e1vel que a mulher, mesmo que n\u00e3o tenha contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, tenha direito \u00e0 licen\u00e7a-maternidade, s\u00f3 que isso chegou [do Judici\u00e1rio] do nada. Estou falando, de forma conservadora, de R$ 12 bilh\u00f5es. Agora, vem do Judici\u00e1rio que mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia, que n\u00e3o t\u00eam direito ao aux\u00edlio-doen\u00e7a ou mesmo acidente, v\u00e3o ter direito ao Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada [BPC]. \u00c9 mais uma bomba bilion\u00e1ria nas nossas costas, e elas v\u00eam, em um atropelo, dentro de um or\u00e7amento absolutamente restritivo.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra ainda afirmou que os debates sobre a revis\u00e3o do Fundo Constitucional do Distrito Federal n\u00e3o avan\u00e7am. Tamb\u00e9m disse que \u201cdois pacotes modestos de revis\u00e3o de gastos\u201d apresentados por Lula sofreram restri\u00e7\u00e3o ao serem aprovados no Congresso Nacional. O pacote de corte de gastos de 2024 trouxe&nbsp;<a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei.complementar:2024-12-30;211\">novos limites para os gastos p\u00fablicos em caso de d\u00e9ficit prim\u00e1rio<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:emenda.constitucional:2024-12-20;135\">limita\u00e7\u00f5es aos supersal\u00e1rios<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2024-12-27;15077\">endurecimento das regras de acesso ao BPC<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O Senado&nbsp;<a href=\"about:blank\">pode votar na quarta-feira (20) a PEC 66\/2023, que limita o pagamento de precat\u00f3rios (gastos oriundos de decis\u00f5es judiciais) por estados e munic\u00edpios<\/a>&nbsp;e que pode ajudar o governo federal a cumprir a meta fiscal ao retirar parte desses gastos do teto de despesas.<\/p>\n\n\n\n<p>Revis\u00e3o de benef\u00edcios<\/p>\n\n\n\n<p>Para tornar os benef\u00edcios tribut\u00e1rios mais eficazes, Tebet defendeu a revis\u00e3o daqueles que n\u00e3o mais favorecem a sociedade. Como exemplo ela apontou que&nbsp;<a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2023-05-30;14592\">a volta da cobran\u00e7a de PIS e Cofins sobre os combust\u00edveis&nbsp;<\/a>em 2024 foi respons\u00e1vel por aproximar o limite de benef\u00edcios tribut\u00e1rios da meta. Com os tributos, o governo arrecadou R$ 31,2 bilh\u00f5es em 2024. O valor \u00e9 maior que o autorizado no or\u00e7amento de 2025 para as \u00e1reas de saneamento b\u00e1sico, seguran\u00e7a p\u00fablica e de atividades legislativas somadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014&nbsp; Foi necess\u00e1rio por um tempo; ele atendia ao interesse p\u00fablico no momento da pandemia. Agora, ele n\u00e3o atende mais. Muitas vezes, a gente tem que trocar benef\u00edcios tribut\u00e1rios que eram eficientes e visavam ao interesse coletivo no passado e que n\u00e3o mais produzem efeitos para a sociedade brasileira por novos subs\u00eddios que s\u00e3o relevantes para a popula\u00e7\u00e3o [&#8230;] N\u00f3s temos aqui medidas que faltam: talvez um novo arcabou\u00e7o legal para combater fraude, combater inefici\u00eancias&#8230;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o fim de tributos federais sobre o pagamento dos funcion\u00e1rios dos munic\u00edpios brasileiros, iniciado em 2024, levou o governo a perder R$ 10,6 bilh\u00f5es em arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O senador Rog\u00e9rio Carvalho (PT-SE) defendeu que at\u00e9 os benef\u00edcios previstos na Constitui\u00e7\u00e3o devem ser revisados.<\/p>\n\n\n\n<p>Conceito<\/p>\n\n\n\n<p>Os subs\u00eddios s\u00e3o instrumentos para reduzir o pre\u00e7o ao consumidor ou o custo ao produtor. Se dividem em tr\u00eas modalidades:<\/p>\n\n\n\n<p>os benef\u00edcios tribut\u00e1rios, que diminuem a receita do governo, como o tratamento favor\u00e1vel aos microempreendedores individuais (MEI) e anistia de tributos;<\/p>\n\n\n\n<p>os benef\u00edcios fiscais, em que a Uni\u00e3o transfere recursos aos beneficiados, como ocorre com bolsas acad\u00eamicas e aportes no Minha Casa, Minha Vida. Esse tipo de benef\u00edcio aumenta os gastos do governo e \u00e9 considerado na meta fiscal;<\/p>\n\n\n\n<p>os benef\u00edcios credit\u00edcios, em que a Uni\u00e3o barateia o empr\u00e9stimo a determinados beneficiados por meio de fundos e programas de cr\u00e9dito, como ocorre com o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) e fundos de desenvolvimento regionais. Normalmente s\u00e3o considerados um gasto que desequilibra o or\u00e7amento do ano (ou seja, s\u00e3o despesas financeiras), mas afetam a d\u00edvida p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/08\/19\/governo-cumprira-meta-de-reduzir-beneficios-fiscais-diz-tebet\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/08\/19\/governo-cumprira-meta-de-reduzir-beneficios-fiscais-diz-tebet<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o aprova dedu\u00e7\u00e3o no imposto de renda de valores investidos em benef\u00edcio da pessoa idosa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da C\u00e2mara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 1269\/25, que permite que pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas descontem do Imposto de Renda valores doados ou aplicados como patroc\u00ednio em a\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da pessoa idosa.<\/p>\n\n\n\n<p>A dedu\u00e7\u00e3o vale para os anos de 2026 a 2030. O limite \u00e9 de 6% do imposto devido para pessoas f\u00edsicas e de 4% para pessoas jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<p>O deputado Bibo Nunes (PL-RS) \u00e9 o autor da proposta. O relator, deputado Coronel Meira (PL-PE), recomendou a aprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Meira, esse tipo de dedu\u00e7\u00e3o j\u00e1 existe em \u00e1reas como cultura e esporte. Ele afirma que ampliar o benef\u00edcio para a \u00e1rea do envelhecimento pode ajudar a aumentar os recursos para institui\u00e7\u00f5es e programas voltados \u00e0s pessoas idosas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA proposi\u00e7\u00e3o refor\u00e7a a solidariedade social e a corresponsabilidade entre Estado e sociedade na promo\u00e7\u00e3o dos direitos da pessoa idosa\u201d, disse o relator. \u201cOs valores deduzidos retornar\u00e3o \u00e0 sociedade na forma de servi\u00e7os e a\u00e7\u00f5es concretas, com potencial de reduzir custos futuros em \u00e1reas como sa\u00fade, assist\u00eancia e previd\u00eancia social\u201d, afirmou Nunes.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto ainda ser\u00e1 analisado, em car\u00e1ter conclusivo, pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, a medida precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1189610-comissao-aprova-deducao-no-imposto-de-renda-de-valores-investidos-em-beneficio-da-pessoa-idosa\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1189610-comissao-aprova-deducao-no-imposto-de-renda-de-valores-investidos-em-beneficio-da-pessoa-idosa<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Governo estuda reduzir tributo sobre equipamentos para data centers, afirma assessor da Fazenda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O governo estuda redu\u00e7\u00e3o na carga tribut\u00e1ria na importa\u00e7\u00e3o de computadores destinados a data centers, disse nesta ter\u00e7a-feira (19), durante debate na C\u00e2mara dos Deputados, o assessor especial do Minist\u00e9rio da Fazenda Igor Marchesini.<\/p>\n\n\n\n<p>Data center \u00e9 uma estrutura f\u00edsica, com elevado consumo de energia el\u00e9trica, que abriga a infraestrutura de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o, inclusive a armazenagem de dados. Com o avan\u00e7o da intelig\u00eancia artificial (IA), assumiram mais import\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Brasil \u00e9 hoje o lugar mais caro do planeta para se processar dados, mas, com a nossa matriz energ\u00e9tica, n\u00e3o existe raz\u00e3o para isso\u201d, disse Marchesini. \u201cCom um, dois ou tr\u00eas grandes data centers, e se reservarmos 10% para o mercado interno, haver\u00e1 sobreoferta deles aqui, que \u00e9 o melhor instrumento de fomento\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o assessor, a elevada carga tribut\u00e1ria na importa\u00e7\u00e3o de equipamentos \u2013 de 64%, em geral, ou, no m\u00ednimo, 32% para investidores com direito a benef\u00edcios tribut\u00e1rios \u2013 atualmente prejudica a instala\u00e7\u00e3o dessas estruturas no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Em troca de um al\u00edvio na tributa\u00e7\u00e3o, o governo espera ampliar os investimentos no setor, mas dever\u00e1 exigir a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis, como a utiliza\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica a partir de renov\u00e1veis e a redu\u00e7\u00e3o na emiss\u00e3o de poluentes.<\/p>\n\n\n\n<p>O assessor do Minist\u00e9rio da Fazenda participou de debate na <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/atividade-legislativa\/comissoes\/comissoes-temporarias\/especiais\/57a-legislatura\/comissao-especial-sobre-inteligencia-artificial-pl-2338-23\">Comiss\u00e3o Especial sobre Intelig\u00eancia Artificial<\/a>, que analisa o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1159193-projeto-que-regulamenta-uso-da-inteligencia-artificial-no-brasil\">Projeto de Lei 2338\/23<\/a>, do Senado. A proposta, oriunda das sugest\u00f5es de juristas, regulamenta o uso da IA no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Na audi\u00eancia p\u00fablica, o diretor executivo da Scala Data Centers, Marcos Peigo, apoiou a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis pelo setor. \u201cEssa \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o que deve ser imposta, porque est\u00e1 provado que \u00e9 economicamente vi\u00e1vel\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Scala foi a primeira empresa do setor na Am\u00e9rica Latina com 100% de energia sustent\u00e1vel e a primeira com certificado de neutralidade em carbono\u201d, destacou. \u201cNunca perdemos contrato porque seria caro, ao contr\u00e1rio, ganhamos muitos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Soberania nacional<br>O relator na comiss\u00e3o especial, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), pretende apresentar o parecer em novembro pr\u00f3ximo. Depois da vota\u00e7\u00e3o no colegiado, a ideia \u00e9 que o Plen\u00e1rio da C\u00e2mara examine a vers\u00e3o final em dezembro.<\/p>\n\n\n\n<p>Na audi\u00eancia p\u00fablica, o professor da Universidade de Montreal Cristiano Therrien alertou para pontos que considera erros cometidos pelo Canad\u00e1 na rela\u00e7\u00e3o com grandes companhias norte-americanas de tecnologia e de intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, \u00e9 necess\u00e1rio aten\u00e7\u00e3o com os dados cr\u00edticos e essenciais. \u201cEmpresa p\u00fablica n\u00e3o pode ser barriga de aluguel das big techs, porque n\u00e3o vai conseguir resguardar os dados brasileiros nem tecnicamente, nem juridicamente\u201d, avaliou.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator Aguinaldo Ribeiro concordou com a import\u00e2ncia da soberania nacional nesses casos. \u201cAcho que pode ser uma grande oportunidade, a partir de tema t\u00e3o relevante, par a gente construir um sentimento de brasilidade genu\u00edna\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Incentivo \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o<br>Ainda durante o debate, a diretora-executiva do Centro de Excel\u00eancia em Intelig\u00eancia Artificial da Universidade Federal de Goi\u00e1s, Telma Woerle, defendeu maior capacita\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o brasileira para o uso da IA.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa capacita\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a de cientistas e de desenvolvedores, tem de come\u00e7ar na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e seguir at\u00e9 a terceira idade, para que as pessoas saibam empregar a IA com sabedoria, extraindo o melhor dessa tecnologia\u201d, afirmou ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras participa\u00e7\u00f5es<br>O debate tratou da infraestrutura, do fomento e da regula\u00e7\u00e3o da IA a pedido dos deputados Gustavo Gayer (PL-GO), que presidiu os trabalhos, Adriana Ventura (Novo-SP), David Soares (Uni\u00e3o-SP), Helio Lopes (PL-RJ), Lucas Ramos (PSB-PE), Mendon\u00e7a Filho (Uni\u00e3o-PE) e Reginaldo Lopes (PT-MG).<\/p>\n\n\n\n<p>Participaram da audi\u00eancia p\u00fablica a deputada Luizianne Lins (PT-CE); a diretora do Programa de Acesso Digital do Reino Unido, Alessandra Lustrati; a l\u00edder de Gest\u00e3o de Solu\u00e7\u00f5es para Clientes na Amazon Web Services, Fernanda Spinardi; o gerente de Rela\u00e7\u00f5es Governamentais e Pol\u00edticas P\u00fablicas da Salesforce, Pedro Brasileiro; e o vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunica\u00e7\u00f5es, Basilio Perez.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1190336-governo-estuda-reduzir-tributo-sobre-equipamentos-para-data-centers-afirma-assessor-da-fazenda\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1190336-governo-estuda-reduzir-tributo-sobre-equipamentos-para-data-centers-afirma-assessor-da-fazenda<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal publica novo manual sobre piloto da CBS (v.2)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal publicou ontem (18.agos.2025) a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/20250817-RTC-Empresas-Versao-2.pdf\">segunda vers\u00e3o do manual do Programa Piloto de testes da CBS,<\/a>&nbsp;com foco na nova sistem\u00e1tica de apura\u00e7\u00e3o assistida e simula\u00e7\u00e3o dos tributos CBS, IBS e IS. O piloto teve in\u00edcio em 7 de julho de 2025 e se estender\u00e1 at\u00e9 31 de dezembro de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>A principal novidade \u00e9 a apura\u00e7\u00e3o assistida, sistema que automatiza a apura\u00e7\u00e3o da CBS, reduzindo a necessidade de interven\u00e7\u00e3o manual e promovendo maior conformidade tribut\u00e1ria. Outro destaque \u00e9 a Calculadora Tribut\u00e1ria, um motor de c\u00e1lculo de c\u00f3digo aberto que aplica, de forma autom\u00e1tica, as regras da reforma para CBS, IBS e IS. Ela pode ser integrada aos sistemas das empresas, operando de forma silenciosa, sem alterar a experi\u00eancia do usu\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>No ambiente de testes, os contribuintes poder\u00e3o simular:<\/p>\n\n\n\n<p>Emiss\u00e3o de Notas Fiscais Eletr\u00f4nicas (NF-e modelo 55);<\/p>\n\n\n\n<p>Gera\u00e7\u00e3o de DARF para pagamento da CBS;<\/p>\n\n\n\n<p>Utiliza\u00e7\u00e3o do Simulador de DFe e Pagamentos, que permite testar opera\u00e7\u00f5es como fornecedor ou adquirente;<\/p>\n\n\n\n<p>Funcionamento do m\u00f3dulo de Arrecada\u00e7\u00e3o, que emite DARFs fict\u00edcios (sem QR Code ou c\u00f3digo de barras);<\/p>\n\n\n\n<p>Opera\u00e7\u00f5es de Ressarcimento e Transfer\u00eancia autom\u00e1tica de cr\u00e9ditos excedentes;<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanhamento completo da apura\u00e7\u00e3o, com extrato de cr\u00e9ditos, d\u00e9bitos, pagamentos e compensa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.reformatributaria.com\/receita-federal-publica-novo-manual-sobre-piloto-da-cbs-v-2\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria gera alta demanda por gestores, avalia advogado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A demanda por gestores tempor\u00e1rios para conduzir projetos de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 reforma tribut\u00e1ria aumentou 24% entre abril e junho deste ano, segundo levantamento setorial.<\/p>\n\n\n\n<p>O avan\u00e7o \u00e9 explicado, principalmente, pelo crescimento de tarefas extras e pontuais, apontado por 32% das companhias, pela imprevisibilidade do cen\u00e1rio pol\u00edtico e econ\u00f4mico, que representou 29% das respostas, e pela necessidade urgente de compet\u00eancias t\u00e9cnicas especializadas, indicada por 25% dos participantes da pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>O movimento reflete a corrida das empresas para se adequar \u00e0s novas regras do sistema de tributos sobre o consumo, em meio a um ambiente de incerteza que freia contrata\u00e7\u00f5es permanentes.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado tributarista especialista em economia e finan\u00e7as, Bruno Medeiros Dur\u00e3o, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Bruno Dur\u00e3o Advocacia, explica que esse comportamento do mercado est\u00e1 diretamente ligado \u00e0 complexidade das mudan\u00e7as e \u00e0 fragilidade do ambiente de neg\u00f3cios. &#8220;A reforma inaugurou um ciclo de projetos intensivos e de dura\u00e7\u00e3o definida, que v\u00e3o desde o mapeamento de impactos por NCM e servi\u00e7os at\u00e9 a revis\u00e3o de contratos, a reprograma\u00e7\u00e3o de sistemas de gest\u00e3o e a governan\u00e7a de cr\u00e9ditos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Em um momento em que a confian\u00e7a empresarial se mostra mais fraca, \u00e9 natural que as companhias priorizem a aloca\u00e7\u00e3o de especialistas por projeto, garantindo velocidade de execu\u00e7\u00e3o sem a necessidade de inflar a estrutura fixa de colaboradores&#8221;, afirma o especialista, lembrando que o&nbsp;ICEI &#8211;&nbsp;\u00cdndice de Confian\u00e7a do Empres\u00e1rio Industrial caiu para 46,1 pontos em agosto, o menor n\u00edvel do ano.<\/p>\n\n\n\n<p>A regulamenta\u00e7\u00e3o da EC 132\/23 avan\u00e7ou este ano com a LC 214\/25, que detalha as regras do IBS, da CBS e do Imposto Seletivo, al\u00e9m de definir a transi\u00e7\u00e3o at\u00e9 a implanta\u00e7\u00e3o integral do IVA dual em 2033. Segundo Bruno Medeiros Dur\u00e3o, esse cronograma imp\u00f5e \u00e0s empresas uma agenda intensa de adapta\u00e7\u00f5es j\u00e1 a partir de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A transi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas tribut\u00e1ria; ela \u00e9 tecnol\u00f3gica, cont\u00e1bil e contratual. Muitas organiza\u00e7\u00f5es precisam rever processos, redesenhar fluxos de compliance e integrar sistemas em um ambiente em que nem todos os munic\u00edpios est\u00e3o prontos para a NFS-e nacional. Essa assimetria aumenta a complexidade, sobretudo para grupos com atua\u00e7\u00e3o multirregional&#8221;, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos recentes tamb\u00e9m apontam que a chamada &#8220;aloca\u00e7\u00e3o por projetos&#8221; tem ganhado relev\u00e2ncia como alternativa de curto e m\u00e9dio prazo em \u00e1reas cr\u00edticas como finan\u00e7as, jur\u00eddico, tribut\u00e1rio e tecnologia da informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O &#8220;Guia Salarial 2025&#8221;, da consultoria Robert Half, destaca que esse modelo de trabalho tem sido adotado com frequ\u00eancia para ciclos de tr\u00eas a nove meses, sobretudo em fun\u00e7\u00f5es que exigem alta especializa\u00e7\u00e3o e atualiza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua. Para o advogado, trata-se de um caminho estrat\u00e9gico para enfrentar o momento.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O desenho \u00f3timo tem sido combinar um n\u00facleo interno permanente com interinos e consultores externos respons\u00e1veis por entregar as etapas da reforma. Esse arranjo \u00e9 custo-efetivo, reduz riscos de compliance e acelera a curva de aprendizado das empresas&#8221;, avalia.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a implementa\u00e7\u00e3o gradual do novo sistema tribut\u00e1rio e os primeiros prazos j\u00e1 no horizonte de 2026, a expectativa \u00e9 de que a demanda por gestores tempor\u00e1rios siga em expans\u00e3o ao longo dos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado, as organiza\u00e7\u00f5es que conseguirem estruturar projetos bem definidos e governan\u00e7a clara tendem a capturar efici\u00eancia no processo. &#8220;O que vai diferenciar quem se adapta com tranquilidade de quem apenas apaga inc\u00eandios \u00e9 a capacidade de priorizar as frentes cr\u00edticas, precifica\u00e7\u00e3o, cr\u00e9ditos e sistemas, com planejamento e marcos de entrega bem estabelecidos at\u00e9 2026&#8221;, conclui.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/438205\/reforma-tributaria-gera-alta-demanda-por-gestores-avalia-advogado\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Appy destaca transpar\u00eancia do novo sistema tribut\u00e1rio como fator de aprimoramento da cidadania fiscal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da Reforma Tribut\u00e1ria, Bernard Appy, ressaltou, nesta ter\u00e7a-feira (19\/8), que a transpar\u00eancia, uma das principais caracter\u00edsticas do novo sistema de tributa\u00e7\u00e3o do consumo, permitir\u00e1 que as pessoas saibam exatamente quanto pagam em impostos, ao contr\u00e1rio do que ocorre hoje. Appy deu a declara\u00e7\u00e3o ao participar do evento &#8220;Summit&nbsp;Implementa\u00e7\u00e3o da Reforma Tribut\u00e1ria&#8221;,&nbsp;ocorrido&nbsp;no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Ulysses Guimar\u00e3es, em Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Appy, a transpar\u00eancia oferecida pela reforma&nbsp;possibilitar\u00e1 uma avalia\u00e7\u00e3o regular do quanto est\u00e3o valendo a pena, para a sociedade, a concess\u00e3o de al\u00edquotas reduzidas a setores de atividade \u201cIsso \u00e9 bom para a cidadania fiscal\u201d, afirmou Appy durante o encontro,&nbsp;realizado pela Uni\u00e3o Nacional de Entidades do Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (Unecs), em conjunto com a Frente Parlamentar de Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (FCS), a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Internet (Abranet) e a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Institui\u00e7\u00f5es de Pagamento (Abipag).<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio incluiu a transpar\u00eancia em um contexto maior, de efici\u00eancia: \u201cQuando o sistema \u00e9 mais eficiente, todo mundo ganha. N\u00f3s vamos ter um sistema mais eficiente, que vai ser muito mais transparente, em que as pessoas v\u00e3o saber quanto pagam em tributos\u201d. Sabendo quanto est\u00e3o pagando, os contribuintes \u2013 frisou Appy \u2013 ter\u00e3o mais condi\u00e7\u00f5es de avaliar o quanto est\u00e3o recebendo de volta do poder p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Impacto positivo<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto do ponto de vista dos cidad\u00e3os quanto dos setores de atividade, a transpar\u00eancia ter\u00e1, segundo o secret\u00e1rio, papel decisivo para que o pa\u00eds alcance um novo patamar na justi\u00e7a tribut\u00e1ria. Ele observou que a tributa\u00e7\u00e3o menor de um setor implica uma al\u00edquota padr\u00e3o mais alta para todos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs avalia\u00e7\u00f5es quinquenais (previstas na Reforma Tribut\u00e1ria) v\u00e3o permitir olhar isso. Est\u00e1 bem calibrado? Aquilo que est\u00e1 sendo pago de al\u00edquota padr\u00e3o, al\u00edquota cheia, compensa o fato de esses setores terem al\u00edquota menor? Aquilo que hoje n\u00e3o aparece de forma transparente, vai aparecer no novo modelo\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio afirmou ainda que a Reforma Tribut\u00e1ria tem efeitos setoriais, muda par\u00e2metros, mas que \u201cno agregado, o impacto \u00e9 claramente positivo\u201d. Ele enfatizou: \u201cSe todo mundo quiser manter tudo o que tem hoje, ent\u00e3o o sistema vai ser o atual. Queremos mudar para um sistema mais eficiente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>PUC-SP<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m nesta ter\u00e7a-feira, o secret\u00e1rio fez uma apresenta\u00e7\u00e3o em evento organizado pela Faculdade de Direito da PUC-SP. Em sua participa\u00e7\u00e3o virtual, Appy ressaltou a import\u00e2ncia da reforma para o aumento do potencial de crescimento da economia, para o avan\u00e7o do pa\u00eds em termos distributivos e para a redu\u00e7\u00e3o das desigualdades na distribui\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o entre os entes federativos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/agosto\/appy-destaca-transparencia-do-novo-sistema-tributario-como-fator-de-aprimoramento-da-cidadania-fiscal\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria vai desonerar investimento em infraestrutura, diz Appy<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Para o setor de infraestrutura, a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/tag\/reforma-tributaria\/\">reforma tribut\u00e1ria<\/a>&nbsp;ter\u00e1 o efeito ben\u00e9fico de desonerar os investimentos, tanto nos servi\u00e7os de constru\u00e7\u00e3o pesada quanto na aquisi\u00e7\u00e3o de insumos e maquin\u00e1rios. Isso vai moldar uma nova forma de atua\u00e7\u00e3o das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Appy \u00e9 respons\u00e1vel pela Secretaria Extraordin\u00e1ria da Reforma Tribut\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise foi feita pelo economista&nbsp;Bernard Appy, respons\u00e1vel pela Secretaria Extraordin\u00e1ria da Reforma Tribut\u00e1ria, em evento promovido pelo Sindicato Nacional da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Pesada-Infraestrutura (Sinicon) e pelo escrit\u00f3rio Menndel e Melo Advocacia nesta quarta-feira (20\/8).<\/p>\n\n\n\n<p>A principal mudan\u00e7a ser\u00e1 a ado\u00e7\u00e3o do sistema da n\u00e3o-cumulatividade tribut\u00e1ria. Hoje, o setor adquire insumos e n\u00e3o recupera cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, o que gera incentivo para agregar valor nas etapas finais do processo produtivo.<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tribut\u00e1ria, segundo o secret\u00e1rio, corrige essa distor\u00e7\u00e3o. Com a n\u00e3o-cumulatividade, as empresas poder\u00e3o escolher m\u00e9todos mais eficientes para fazer a obra, sem precisar se preocupar com a n\u00e3o recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos na aquisi\u00e7\u00e3o de insumos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que estamos fazendo \u00e9 desonerar o investimento em infraestrutura. A reforma tribut\u00e1ria tem como princ\u00edpio essa desonera\u00e7\u00e3o, seja na aquisi\u00e7\u00e3o de uma m\u00e1quina, seja no servi\u00e7o de constru\u00e7\u00e3o\u201d, destacou Appy.<\/p>\n\n\n\n<p>Entra tamb\u00e9m nessa conta o fato de o setor da infraestrutura ter sido beneficiado com redu\u00e7\u00e3o de 50% das al\u00edquotas de IBS e CBS \u2014 os tributos unificadores adotados na reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, h\u00e1 a previs\u00e3o de que, se a construtora fornecer material para obra contratada por n\u00e3o-contribuintes do regime regular do IBS e CBS, ela poder\u00e1 se apropriar do cr\u00e9dito relativo \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o dos insumos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe o servi\u00e7o for prestado a ente privado, a empresa recupera integralmente o cr\u00e9dito imediatamente. Se for para ente do poder p\u00fablico, o adquirente fica com todo o IBS e CBS incidentes sobre aquela aquisi\u00e7\u00e3o. Na pr\u00e1tica, significa desonerar aquela obra\u201d, continuou.<\/p>\n\n\n\n<p>Di\u00e1logos da reforma tribut\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo evento, o deputado federal&nbsp;Arthur Lira (Progressistas), que presidia a C\u00e2mara dos Deputados \u00e0 \u00e9poca da aprova\u00e7\u00e3o da regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, destacou que o setor de infraestrutura ter\u00e1 maior previsibilidade para investimentos de grande porte.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele usou como argumento a redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de IBS e CBS aplic\u00e1vel ao regime de compras governamentais, o que reduz o custo de contrata\u00e7\u00f5es pelo poder p\u00fablico, considerando que o setor \u00e9 respons\u00e1vel por uma parcela importante desses contratos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos que estar conscientes da dimens\u00e3o pol\u00edtica desse avan\u00e7o. A reforma n\u00e3o \u00e9 fruto apenas de uma constru\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, mas o resultado de um longo e complexo processo de di\u00e1logo. O Brasil precisa de di\u00e1logo: de menos polariza\u00e7\u00e3o e mais assertividade\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Lira, n\u00e3o h\u00e1 um setor produtivo que n\u00e3o tenha sido ouvido e integrado \u00e0 discuss\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria. O di\u00e1logo foi o fator mais determinante entre todos os aspectos que levaram \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o pelo Congresso, disse o ex-presidente da C\u00e2mara.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cForam d\u00e9cadas de tentativas infrut\u00edferas&nbsp;<em>(de reforma)<\/em>, de idas e vindas no Congresso, at\u00e9 que se conseguisse reunir consensos m\u00ednimos. (\u2026) E&nbsp;<em>(isso)<\/em>&nbsp;s\u00f3 foi poss\u00edvel pela disposi\u00e7\u00e3o de ouvir diferentes segmentos da sociedade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"G7w1XVvZbd\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-ago-20\/reforma-tributaria-vai-desonerar-investimento-em-infraestrutura-diz-appy\/\">Reforma tribut\u00e1ria vai desonerar investimento em infraestrutura, diz Appy<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Reforma tribut\u00e1ria vai desonerar investimento em infraestrutura, diz Appy&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-ago-20\/reforma-tributaria-vai-desonerar-investimento-em-infraestrutura-diz-appy\/embed\/#?secret=s7zezJPmnc#?secret=G7w1XVvZbd\" data-secret=\"G7w1XVvZbd\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>PGFN e Receita lan\u00e7am editais de transa\u00e7\u00e3o e autorregulariza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Receita Federal abriram tr\u00eas editais de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para o parcelamento de d\u00e9bitos relacionados \u00e0 desmutualiza\u00e7\u00e3o da bolsa, ao conceito de pra\u00e7a e ao pre\u00e7o de transfer\u00eancia. Os textos fazem parte do Programa de Transa\u00e7\u00e3o Integral (PTI) e foram publicados em edi\u00e7\u00e3o extra do Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o, na sexta-feira (15\/8).<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo movimento, a Receita tamb\u00e9m regulamentou a autorregulariza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos no \u00e2mbito do programa Lit\u00edgio Zero, possibilitando que valores ainda n\u00e3o constitu\u00eddos sejam inclu\u00eddos em transa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o exijam inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa, como \u00e9 o caso desses novos editais do PTI.<\/p>\n\n\n\n<p>Como em outros editais anteriormente lan\u00e7ados, os descontos previstos podem chegar a at\u00e9 65%, e os parcelamentos dos d\u00e9bitos podem ser feitos em at\u00e9 60 vezes. O valor das parcelas n\u00e3o poder\u00e1 ser inferior a R$ 500, em qualquer modalidade de transa\u00e7\u00e3o. Nos tr\u00eas editais, os contribuintes interessados ter\u00e3o at\u00e9 28 de novembro para ades\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro edital (PGFN\/RFB 52\/2025) trata da irretroatividade do conceito de \u201cpra\u00e7a\u201d, previsto na Lei 14.395\/2022, para aplica\u00e7\u00e3o do Valor Tribut\u00e1vel M\u00ednimo (VTM) nas opera\u00e7\u00f5es entre partes interdependentes, para fins de incid\u00eancia do IPI. A norma define que, para fins de cobran\u00e7a de IPI, \u201cpra\u00e7a\u201d \u00e9 o munic\u00edpio onde est\u00e1 localizado o remetente da mercadoria. Isso significa que os pre\u00e7os considerados para o c\u00e1lculo do VTM devem ser restritos ao munic\u00edpio do remetente.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde sua edi\u00e7\u00e3o, a lei gerou interpreta\u00e7\u00f5es distintas no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Uma decis\u00e3o recente negou a retroativamente da lei, considerando que ela n\u00e3o tem car\u00e1ter interpretativo e n\u00e3o h\u00e1 dispositivo que indique essa inten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O edital PGFN\/RFB 53\/2025, por sua vez, disp\u00f5e sobre os crit\u00e9rios de apura\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o de transfer\u00eancia pelo m\u00e9todo Pre\u00e7o de Revenda menos Lucros (PRL), conforme o art. 18 da Lei 9.430\/1996. O advogado Jo\u00e3o Paulo Rezende, s\u00f3cio do Mazzuco &amp; Mello Advogados, entende que \u201cos valores vinculados tendem a ser bastante significativos e representam montante significativo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 propor\u00e7\u00e3o geral das discuss\u00f5es em andamento\u201d. O tema movimenta debates no Carf e no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o terceiro edital (PGFN\/RFB 54\/2025) abrange a tese da incid\u00eancia de IRPJ\/CSLL sobre o ganho de capital e da cobran\u00e7a de PIS\/Cofins na venda de a\u00e7\u00f5es recebidas no processo de desmutualiza\u00e7\u00e3o da Bolsa de Valores de S\u00e3o Paulo (Bovespa) e da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&amp;F). Nestes casos, o Carf tem entendimentos desfavor\u00e1vel aos contribuintes, ou seja, pela tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Modalidades de pagamentos<\/p>\n\n\n\n<p>Os editais contam com cinco modalidades de pagamento, em modelo parecido com outros j\u00e1 lan\u00e7ados pelos \u00f3rg\u00e3os. Veja abaixo:<\/p>\n\n\n\n<p>Desconto de 65% sobre o valor total, com entrada no valor m\u00ednimo de 30% em parcela \u00fanica e pagamento restante em at\u00e9 12 parcelas;<\/p>\n\n\n\n<p>Desconto de 55% sobre o valor total, com entrada no valor m\u00ednimo de 25% em parcela \u00fanica e pagamento do restante em at\u00e9 24 parcelas;<\/p>\n\n\n\n<p>Desconto de 45% sobre o valor total, com entrada no valor m\u00ednimo de 20% em parcela \u00fanica e pagamento do restante em at\u00e9 36 parcelas;<\/p>\n\n\n\n<p>Desconto de 35% sobre o valor total, com entrada no valor m\u00ednimo de 15% em parcela \u00fanica e pagamento do restante em at\u00e9 48 parcelas;<\/p>\n\n\n\n<p>Desconto de 25% sobre o valor total, com entrada no valor m\u00ednimo de 10% em parcela \u00fanica e pagamento do restante em at\u00e9 60 parcelas.<\/p>\n\n\n\n<p>Uso de preju\u00edzo fiscal<\/p>\n\n\n\n<p>Os textos tamb\u00e9m trazem a possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo fiscal e de base de c\u00e1lculo negativa da CSLL para quitar o saldo remanescente at\u00e9 o limite de 30%. Os primeiros editais publicados previam a compensa\u00e7\u00e3o de 10%, mas o percentual foi ampliado em abril e, agora, o novo patamar j\u00e1 foi incorporado aos novos editais em todas as modalidades de pagamento. A mudan\u00e7a \u00e9 positiva para os contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ades\u00e3o via Lit\u00edgio Zero<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da publica\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas novos editais, a Receita Federal tamb\u00e9m regulamentou, nesta segunda-feira (18\/8), a modalidade de autorregulariza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios dentro do programa Lit\u00edgio Zero. A Portaria RFB 568\/2025 permite que potenciais passivos se transformem em autua\u00e7\u00e3o sem cobran\u00e7a de multa de mora e of\u00edcio, possibilitando que o contribuinte inclua esses valores em transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias j\u00e1 em vigor. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio que os d\u00e9bitos estejam relacionados a temas contemplados em editais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, funciona como se o contribuinte, ao identificar tributos devidos relacionados a temas em edital, se antecipasse \u00e0 Receita e os confessasse de forma espont\u00e2nea. A fiscaliza\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o, constitui o d\u00e9bito sem aplica\u00e7\u00e3o de multa e, a partir da\u00ed, o contribuinte pode aderir aos editais em vigor, desde que n\u00e3o exijam d\u00e9bitos j\u00e1 inscritos em d\u00edvida ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, segundo especialistas, al\u00e9m dos editais publicados na sexta-feira, outros dois est\u00e3o em andamento: um voltado ao contencioso administrativo de pequeno valor (at\u00e9 60 sal\u00e1rios-m\u00ednimos) e outro que abrange lit\u00edgios de at\u00e9 R$ 50 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido deve ser apresentado por meio de formul\u00e1rio eletr\u00f4nico no portal da Receita, em at\u00e9 60 dias antes do fim do prazo do edital, j\u00e1 indicando a modalidade de transa\u00e7\u00e3o \u00e0 qual o contribuinte pretende aderir. Isso porque a Receita tem at\u00e9 30 dias para constituir o d\u00e9bito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Cronograma do ano<\/p>\n\n\n\n<p>O Programa de Transa\u00e7\u00e3o Integral (PTI) deve abranger 17 temas ao todo. At\u00e9 agora, foram publicados editais relacionados \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o dos kits para produ\u00e7\u00e3o de refrigerantes, Participa\u00e7\u00e3o nos Lucros e Resultados (PLR), previd\u00eancia privada, stock options e amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pr\u00f3ximos editais devem abordar a incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre Participa\u00e7\u00e3o nos Lucros e Resultados da empresa e a cobran\u00e7a de PIS\/Cofins n\u00e3o-cumulativos sobre descontos e bonifica\u00e7\u00f5es condicionais recebidos por redes varejistas de fornecedores. \u00c9 aguardada, ainda, a publica\u00e7\u00e3o de uma portaria para a segunda fase do PTI que leva em considera\u00e7\u00e3o a recupera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito judicializado (PRJ), ou seja, abrange cr\u00e9ditos inscritos ou n\u00e3o em d\u00edvida ativa que sejam objeto de demanda judicial. A ideia \u00e9 usar a mesma modelagem inicial, mas para cr\u00e9ditos no contencioso administrativo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/pgfn-e-receita-lancam-editais-de-transacao-e-autorregularizacao-de-debitos\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Gestores se preparam para tributa\u00e7\u00e3o de dividendo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto de lei 1.087 que fixa uma al\u00edquota m\u00ednima de 10% na fonte para pessoas f\u00edsicas que recebem renda via dividendos, a fim de compensar a isen\u00e7\u00e3o que o governo pretende dar a quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil, parece ter boas chances de passar no Congresso, segundo Daniel Loria, ex-diretor da secretaria extraordin\u00e1ria da reforma tribut\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Fazenda, hoje s\u00f3cio do Loria Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo texto, quem receber acima de R$ 1,2 milh\u00e3o ao ano ficar\u00e1 sujeito \u00e0 taxa\u00e7\u00e3o m\u00ednima, tributando quem n\u00e3o pagou nada. Quem \u00e9 CLT j\u00e1 est\u00e1 na al\u00edquota mais alta, de 27,5%, mas quem, por exemplo recebe 90% da renda via dividendos, como no caso de profissionais de um escrit\u00f3rio de advocacia, se ganhar mais de R$ 1,2 milh\u00e3o por ano vai pagar a diferen\u00e7a caso a tributa\u00e7\u00e3o n\u00e3o alcan\u00e7ar os 10%. Uma trava no projeto tribut\u00e1rio foi limitar a taxa\u00e7\u00e3o a 34% de al\u00edquota efetiva, somando-se o que se paga na pessoa jur\u00eddica e na pessoa f\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao participar da confer\u00eancia anual do Santander, nesta ter\u00e7a-feira, em S\u00e3o Paulo, Loria observou que o relat\u00f3rio foi aprovado pela comiss\u00e3o especial da C\u00e2mara por vota\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, o que quer dizer que h\u00e1 consenso. \u201cNingu\u00e9m quer se expor e votar contra\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois disso, houve negocia\u00e7\u00f5es na Casa para levar o tema ao plen\u00e1rio. \u201cAcredito que vai avan\u00e7ar nesses moldes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Se passar na C\u00e2mara e no Senado neste ano, a lei come\u00e7a a valer em 2026, afirmou Luciana Guasparido de Orleans e Bragan\u00e7a, chefe de planejamento patrimonial do private bank do Santander. Ela pontua que essa tributa\u00e7\u00e3o vai afetar estruturas de holding imobili\u00e1ria, gestoras de recursos, escrit\u00f3rios de advocacia que ficar\u00e3o sujeitos \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o dos dividendos.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma esp\u00e9cie de regra de transi\u00e7\u00e3o prev\u00ea que, se houver delibera\u00e7\u00e3o de distribui\u00e7\u00e3o de lucros acumulados neste ano, a isen\u00e7\u00e3o ser\u00e1 preservada mesmo que o pagamento seja feito depois, algo mais simples de fazer em companhias limitadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Christiano Clemente, executivo-chefe de investimentos do private bank da institui\u00e7\u00e3o disse haver muitas conversas com clientes sobre as altera\u00e7\u00f5es, que ficaram mais quentes nos \u00faltimos seis a nove meses, pelo efeito do calend\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDesta vez, efetivamente, as pessoas est\u00e3o se movimentando e executando j\u00e1 porque parece que vai passar e 2026, ano eleitoral, n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel que se discuta temas como este.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Bragan\u00e7a acrescentou que as fam\u00edlias com potencial de liquidez maior em fun\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es t\u00eam que olhar o planejamento patrimonial com mais cuidado ao transitar de uma estrutura em que o equity \u00e9 mais relevante para outra de mais dinheiro dispon\u00edvel na pessoa f\u00edsica. A blindagem patrimonial e a governan\u00e7a se torna mais necess\u00e1ria, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Clemente lembrou que com a poss\u00edvel tributa\u00e7\u00e3o dos t\u00edtulos hoje isentos de Imposto de Renda, em 5%, prevista no PL 1.303, vale pensar na janela dos fundos de infraestrutura exclusivos, com patrim\u00f4nio acima de R$ 10 milh\u00f5es. Todo capital que for integralizado at\u00e9 o fim do ano vai permanecer na regra de isen\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Loria considera, contudo, que esse projeto \u00e9 mais dif\u00edcil de ser aprovado de maneira c\u00e9lere porque tem muitas implica\u00e7\u00f5es para setores distintos. De um lado unifica as al\u00edquotas de Imposto de Renda da renda vari\u00e1vel e da renda fixa, independentemente do prazo em 17,5%, e de outro imp\u00f5e 5% para os isentos.<\/p>\n\n\n\n<p>O aspecto mais positivo do projeto ao seu ver \u00e9 a poss\u00edvel compensa\u00e7\u00e3o de ganhos e perdas entre classes diferentes de ativos. Dentro do pacote, entrou a tributa\u00e7\u00e3o das bets e o aumento da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) sobre as fintechs.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPoliticamente \u00e9 mais dif\u00edcil de mapear o trajeto, h\u00e1 menos consenso porque o governo colocou muita coisa no mesmo balaio\u201d, afirmou Loria, citando os setores do agroneg\u00f3cio, imobili\u00e1rio, al\u00e9m de bancos e apostas eletr\u00f4nicas no mesmo pacote.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/financas\/noticia\/2025\/08\/20\/gestores-se-preparam-para-tributacao-de-dividendo.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>PGFN e RFB lan\u00e7am tr\u00eas novos editais de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e autorregulariza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos pelo Lit\u00edgio Zero<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Receita Federal lan\u00e7aram tr\u00eas novos editais de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria dentro do Programa de Transa\u00e7\u00e3o Integral (PTI) com descontos que podem chegar a 65% e parcelamentos de d\u00e9bitos em at\u00e9 60 vezes.<\/p>\n\n\n\n<p>Os interessados podem aderir a qualquer um dos tr\u00eas editais at\u00e9 dia 28 de novembro deste ano e como em outros programas anteriormente lan\u00e7ados, o valor das parcelas n\u00e3o poder\u00e1 ser inferior a R$ 500, em qualquer modalidade de transa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo movimento, a Receita tamb\u00e9m regulamentou a autorregulariza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos no \u00e2mbito do programa Lit\u00edgio Zero, possibilitando que valores ainda n\u00e3o constitu\u00eddos sejam inclu\u00eddos em transa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o exijam inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa, como \u00e9 o caso desses novos editais do PTI.<\/p>\n\n\n\n<p>Novos editais de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro edital (PGFN\/RFB 52\/2025) trata da irretroatividade do conceito de \u201cpra\u00e7a\u201d, previsto na Lei 14.395\/2022, para aplica\u00e7\u00e3o do Valor Tribut\u00e1vel M\u00ednimo (VTM) nas opera\u00e7\u00f5es entre partes interdependentes, para fins de incid\u00eancia do IPI. A norma define que, para fins de cobran\u00e7a de IPI, \u201cpra\u00e7a\u201d \u00e9 o munic\u00edpio onde est\u00e1 localizado o remetente da mercadoria. Isso significa que os pre\u00e7os considerados para o c\u00e1lculo do VTM devem ser restritos ao munic\u00edpio do remetente.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde sua edi\u00e7\u00e3o, a lei gerou interpreta\u00e7\u00f5es distintas no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Uma decis\u00e3o recente negou a retroativamente da lei, considerando que ela n\u00e3o tem car\u00e1ter interpretativo e n\u00e3o h\u00e1 dispositivo que indique essa inten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O edital PGFN\/RFB 53\/2025, por sua vez, disp\u00f5e sobre os crit\u00e9rios de apura\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o de transfer\u00eancia pelo m\u00e9todo Pre\u00e7o de Revenda menos Lucros (PRL), conforme o art. 18 da Lei 9.430\/1996. O advogado Jo\u00e3o Paulo Rezende, s\u00f3cio do Mazzuco &amp; Mello Advogados, entende que &#8220;os valores vinculados tendem a ser bastante significativos e representam montante significativo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 propor\u00e7\u00e3o geral das discuss\u00f5es em andamento&#8221;. O tema movimenta debates no Carf e no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o terceiro edital (PGFN\/RFB 54\/2025) abrange a tese da incid\u00eancia de IRPJ\/CSLL sobre o ganho de capital e da cobran\u00e7a de PIS\/Cofins na venda de a\u00e7\u00f5es recebidas no processo de desmutualiza\u00e7\u00e3o da Bolsa de Valores de S\u00e3o Paulo (Bovespa) e da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&amp;F). Nestes casos, o Carf tem entendimentos desfavor\u00e1veis aos contribuintes, ou seja, pela tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Modalidades de pagamentos dos editais<\/p>\n\n\n\n<p>Os editais contam com cinco modalidades de pagamento, em modelo parecido com outros j\u00e1 lan\u00e7ados pelos \u00f3rg\u00e3os. Veja abaixo:<\/p>\n\n\n\n<p>Desconto de 65% sobre o valor total, com entrada no valor m\u00ednimo de 30% em parcela \u00fanica e pagamento restante em at\u00e9 12 parcelas;<\/p>\n\n\n\n<p>Desconto de 55% sobre o valor total, com entrada no valor m\u00ednimo de 25% em parcela \u00fanica e pagamento do restante em at\u00e9 24 parcelas;<\/p>\n\n\n\n<p>Desconto de 45% sobre o valor total, com entrada no valor m\u00ednimo de 20% em parcela \u00fanica e pagamento do restante em at\u00e9 36 parcelas;<\/p>\n\n\n\n<p>Desconto de 35% sobre o valor total, com entrada no valor m\u00ednimo de 15% em parcela \u00fanica e pagamento do restante em at\u00e9 48 parcelas;<\/p>\n\n\n\n<p>Desconto de 25% sobre o valor total, com entrada no valor m\u00ednimo de 10% em parcela \u00fanica e pagamento do restante em at\u00e9 60 parcelas.<\/p>\n\n\n\n<p>Uso de preju\u00edzo fiscal<\/p>\n\n\n\n<p>Os textos tamb\u00e9m trazem a possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo fiscal e de base de c\u00e1lculo negativa da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) para quitar o saldo remanescente at\u00e9 o limite de 30%. Os primeiros editais publicados previam a compensa\u00e7\u00e3o de 10%, mas o percentual foi ampliado em abril e, agora, o novo patamar j\u00e1 foi incorporado aos novos editais em todas as modalidades de pagamento. A mudan\u00e7a \u00e9 positiva para os contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDiferentemente das vers\u00f5es anteriores, agora, independentemente do patamar de desconto escolhido, seja o mais elevado ou o mais modesto, o contribuinte poder\u00e1 amortizar at\u00e9 30% do saldo remanescente com cr\u00e9ditos de preju\u00edzo fiscal e de base de c\u00e1lculo negativa da CSLL\u201d, destaca o tributarista do Finocchio &amp; Ustra Sociedade de Advogados, Leandro Lucon.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, a medida representa uma flexibiliza\u00e7\u00e3o significativa nas condi\u00e7\u00f5es de pagamento e tamb\u00e9m \u201cuma oportunidade concreta de escoamento desses cr\u00e9ditos que, na pr\u00e1tica, permaneciam sem utilidade para muitas empresas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ades\u00e3o via Lit\u00edgio Zero<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da publica\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas novos editais, a Receita Federal tamb\u00e9m regulamentou, nesta segunda-feira (18), a modalidade de autorregulariza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios dentro do programa Lit\u00edgio Zero. A Portaria RFB 568\/2025 permite que potenciais passivos se transformem em autua\u00e7\u00e3o sem cobran\u00e7a de multa de mora e of\u00edcio, possibilitando que o contribuinte inclua esses valores em transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias j\u00e1 em vigor. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio que os d\u00e9bitos estejam relacionados a temas contemplados em editais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, funciona como se o contribuinte, ao identificar tributos devidos relacionados a temas em edital, se antecipasse \u00e0 Receita e os confessasse de forma espont\u00e2nea. A fiscaliza\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o, constitui o d\u00e9bito sem aplica\u00e7\u00e3o de multa e, a partir da\u00ed, o contribuinte pode aderir aos editais em vigor, desde que n\u00e3o exijam d\u00e9bitos j\u00e1 inscritos em d\u00edvida ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, segundo especialistas, al\u00e9m dos editais publicados na sexta-feira, outros dois est\u00e3o em andamento: um voltado ao contencioso administrativo de pequeno valor (at\u00e9 60 sal\u00e1rios-m\u00ednimos) e outro que abrange lit\u00edgios de at\u00e9 R$ 50 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido deve ser apresentado por meio de formul\u00e1rio eletr\u00f4nico no portal da Receita, em at\u00e9 60 dias antes do fim do prazo do edital, j\u00e1 indicando a modalidade de transa\u00e7\u00e3o \u00e0 qual o contribuinte pretende aderir. Isso porque a Receita tem at\u00e9 30 dias para constituir o d\u00e9bito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada do escrit\u00f3rio Fernandes, Figueiredo, Fran\u00e7oso e Petros Advogados, Thais Folgosi Fran\u00e7oso, explica que a novidade est\u00e1 em permitir que os d\u00e9bitos ainda n\u00e3o constitu\u00eddos possam participar das transa\u00e7\u00f5es. Esse formato, segundo ela, se diferencia da den\u00fancia espont\u00e2nea .<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa den\u00fancia espont\u00e2nea, o contribuinte&nbsp; procura a Receita antes da fiscaliza\u00e7\u00e3o, reconhece a irregularidade e paga sem multa, mas \u00e0 vista e em dinheiro, j\u00e1 que a Receita n\u00e3o aceita compensa\u00e7\u00e3o. Agora, h\u00e1 a possibilidade de obter descontos em juros ou eventualmente usar preju\u00edzo fiscal, a depender do edital\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma linha, o tributarista Bernardo Leite, do ALS Advogados, avalia que o mecanismo pode ser at\u00e9 mais ben\u00e9fico e vantajoso do que a den\u00fancia espont\u00e2nea. \u201c\u00c9 uma alternativa interessante para o contribuinte que tem tributos que somente n\u00e3o poderiam ser objeto de transa\u00e7\u00e3o porque ainda n\u00e3o teriam sido constitu\u00eddos\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.contabeis.com.br\/noticias\/72420\/pgfn-lanca-tres-novos-editais-de-transacao-tributaria-e-adesao-via-litigio-zero\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Aspectos gerais da reforma tribut\u00e1ria: EC 132\/2023 e LCP 214\/2025<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s d\u00e9cadas de debate e sucessivos adiamentos, a reforma tribut\u00e1ria finalmente saiu do papel e foi aprovada pela EC 132\/2023, com a introdu\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios dispositivos, inclusive no ADCT. O novo regramento representou significativa renova\u00e7\u00e3o da estrutura do sistema tribut\u00e1rio brasileiro, alterando radicalmente a forma de recolhimento dos impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre seus principais objetivos, destacam-se: (a)&nbsp;simplifica\u00e7\u00e3o&nbsp;da arrecada\u00e7\u00e3o; (b) maior&nbsp;efici\u00eancia&nbsp;no controle da sonega\u00e7\u00e3o e evas\u00e3o fiscal; (c) e&nbsp;justi\u00e7a fiscal. Em 2025, foi publicada a&nbsp;Lei Complementar 214 de 2025, com vig\u00eancia progressiva programada para a cobran\u00e7a dos novos impostos, com previs\u00e3o de in\u00edcio em janeiro de 2026. Essa lei disp\u00f5e sobre a cria\u00e7\u00e3o e a&nbsp;implementa\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Gestor do chamado IBS, destinado a coordenar, regular, definir e fiscalizar o Fundo de Desenvolvimento Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Novos princ\u00edpios da reforma<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o eles:<\/p>\n\n\n\n<p>Universalidade: o novo sistema, abrange todos os contribuintes, promovendo assim, a inclus\u00e3o tribut\u00e1ria da sociedade como um todo.<\/p>\n\n\n\n<p>Transpar\u00eancia: os estados e munic\u00edpios dever\u00e3o divulgar gastos p\u00fablicos vinculados \u00e0 arrecada\u00e7\u00e3o, ou seja, devem ser claros, objetivos e compreens\u00edveis quanto \u00e0 descri\u00e7\u00e3o de seus gastos, permitindo aos cidad\u00e3os o acesso, para que entendam como e por que est\u00e3o sendo tributados.<\/p>\n\n\n\n<p>Simplicidade: redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de impostos para um total de quatro, objetivando menor complexidade da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, a fim de facilitar a compreens\u00e3o e o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>Justi\u00e7a fiscal: introdu\u00e7\u00e3o de um novo crit\u00e9rio de distribui\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, de acordo com a capacidade contributiva do cidad\u00e3o, como meio de aprimoramento da justi\u00e7a fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Sustentabilidade: a reforma cria os chamados de tributos verdes, com o objetivo incentivar a economia de baixo carbono.<\/p>\n\n\n\n<p>Novos impostos e unifica\u00e7\u00e3o dos antigos<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma introduziu os novos impostos e unificou os tributos existentes, na busca de mais efici\u00eancia e simplifica\u00e7\u00e3o na arrecada\u00e7\u00e3o. Os novos impostos previstos na lei s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS): de compet\u00eancia estadual e municipal, substitui o ICMS e o ISS, unificando e simplificando a tributa\u00e7\u00e3o sobre a circula\u00e7\u00e3o de bens e a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<br>Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre bens e Servi\u00e7os (CBS): de compet\u00eancia federal, substitui PIS e a Cofins.<br>Imposto Seletivo (IS):&nbsp;de compet\u00eancia federal, institu\u00eddo para tributar de maneira especial produtos e servi\u00e7os espec\u00edficos, tais como os combust\u00edveis e os produtos nocivos \u00e0 sa\u00fade, visa a desestimular o seu consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Impostos que deixam de existir<\/p>\n\n\n\n<p>A nova legisla\u00e7\u00e3o elimina os seguintes impostos:<\/p>\n\n\n\n<p>ICMS (Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os): deixa de existir se ser\u00e1&nbsp;substitu\u00eddo pelo IBS.<br>ISS (Imposto sobre Servi\u00e7os): &nbsp;ser\u00e1&nbsp;substitu\u00eddo pelo IBS.<br>PIS e Cofins: haver\u00e1 a&nbsp;incorpora\u00e7\u00e3o pela CBS, consequentemente \u00e0 extin\u00e7\u00e3o dessas contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Per\u00edodo progressivo de transi\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Haver\u00e1 um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o para a implanta\u00e7\u00e3o do novo microssistema tribut\u00e1rio, o qual ocorrer\u00e1 progressivamente e de forma gradual. A pr\u00f3pria lei, estipula um calend\u00e1rio, com determina\u00e7\u00e3o do per\u00edodo de adapta\u00e7\u00e3o, com prazo&nbsp;inicial previsto para&nbsp;janeiro de 2026&nbsp;e&nbsp;prazo final para dezembro de 2032.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a transi\u00e7\u00e3o se inicia em janeiro de 2026, com a cobran\u00e7a simb\u00f3lica do IBS de 0,01% e CBS de 0,09% compens\u00e1veis com PIS\/Cofins.&nbsp;Em 2027, extinguem-se PIS e Cofins e o IPI vai 0%,&nbsp;entrando em vigor o Imposto Seletivo de 0,05%&nbsp;(estadual e municipal), com taxas progressivas at\u00e9 2033, ano em que terminam o ICMS e o ISS. Durante a transi\u00e7\u00e3o, haver\u00e1 um per\u00edodo de adapta\u00e7\u00e3o para os Estados e Munic\u00edpios, destinado \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de nova legisla\u00e7\u00e3o regional ou local, ou altera\u00e7\u00e3o daquela j\u00e1 existente, bem como a regula\u00e7\u00e3o e a implanta\u00e7\u00e3o de novos sistemas e novas pr\u00e1ticas tribut\u00e1rias de acordo com os novos preceitos prefixados. Ocorre o chamado regime de conviv\u00eancia entre os tributos atuais e os novos, o qual perdurar\u00e1 at\u00e9 2036.<\/p>\n\n\n\n<p>Efeitos jur\u00eddicos do fato gerador<\/p>\n\n\n\n<p>Os efeitos dos atos praticados durante o per\u00edodo de conviv\u00eancia poder\u00e3o se prolongar por muitos anos. Por exemplo: um ato praticado em 2035 pode gerar discuss\u00f5es administrativas e judiciais at\u00e9 10 anos depois de praticado, devido aos lan\u00e7amentos, defesa e impugna\u00e7\u00e3o administrativa, suspens\u00e3o dos prazos, julgamentos dos recursos, ao final, a interposi\u00e7\u00e3o de uma a\u00e7\u00e3o judicial. Isso significa que a nova regra tribut\u00e1ria, ter\u00e1 de lidar com a complexidade de dois regimes convivendo \u2013 tanto em termos de arrecada\u00e7\u00e3o quanto de prazos processuais. A transi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas tribut\u00e1ria, mas tamb\u00e9m jur\u00eddica e procedimental, exigindo preparo de empresas e profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Comit\u00ea Gestor<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma trata da cria\u00e7\u00e3o de uma nova entidade, chamada de Comit\u00ea Gestor, \u00f3rg\u00e3o central destinado a garantir o bom funcionamento do novo sistema tribut\u00e1rio,&nbsp;cuja fun\u00e7\u00e3o ser\u00e1 a de regular a transi\u00e7\u00e3o, definir as al\u00edquotas e fiscalizar o Fundo de Desenvolvimento Regional.&nbsp;Seu papel ser\u00e1 o de garantir a implementa\u00e7\u00e3o de forma eficaz das novas regras, corrigindo falhas pontuais e propondo ajustes.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei traz um prazo para a institui\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Gestor,&nbsp;tal entidade p\u00fablica dever\u00e1 ser criada at\u00e9 31\/12\/2025,&nbsp;dotada de car\u00e1ter t\u00e9cnico e operacional, independ\u00eancia t\u00e9cnica, administrativa e financeira, a fim de implementar solu\u00e7\u00f5es integradas em conjunto com a Receita Federal e a Procuradoria da Fazenda. Assim como os outros \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos, o Comit\u00ea Gestor est\u00e1 sujeito ao princ\u00edpio da publicidade e impessoalidade, com a divulga\u00e7\u00e3o de seus atos normativos por meio eletr\u00f4nico. Um ponto de grande relev\u00e2ncia jur\u00eddica pr\u00e1tica \u00e9 a aus\u00eancia de subordina\u00e7\u00e3o Hier\u00e1rquica de tal entidade a qualquer \u00f3rg\u00e3o jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>Aguardando a cria\u00e7\u00e3o por lei<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, aguarda-se a aprova\u00e7\u00e3o pelo Congresso Nacional do PL 108\/2024, que definir\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o e regula\u00e7\u00e3o desse Comit\u00ea Gestor, composto por representantes da Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios, com as seguintes responsabilidades:<\/p>\n\n\n\n<p>Coordenar a transi\u00e7\u00e3o entre os sistemas tribut\u00e1rios antigos e novos.<br>Supervisionar a arrecada\u00e7\u00e3o dos novos impostos e a distribui\u00e7\u00e3o das receitas.<br>Propor ajustes e melhorias na legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, conforme necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Conclus\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tribut\u00e1ria inaugura um novo olhar sobre o sistema fiscal brasileiro, transformando-o em um verdadeiro microssistema moderno. Seu objetivo \u00e9 simplificar e tornar mais eficiente a arrecada\u00e7\u00e3o, extinguindo tributos obsoletos como ICMS, ISS, PIS e Cofins, substituindo-os pelo IBS, a CBS e o Imposto Seletivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que unificar impostos, a reforma busca promover equil\u00edbrio fiscal e justi\u00e7a tribut\u00e1ria, criando um modelo mais claro, din\u00e2mico e adaptado ao cen\u00e1rio digital. Trata-se de uma mudan\u00e7a estrutural, implementando um sistema que, embora complexo em sua transi\u00e7\u00e3o, tem como meta final a efici\u00eancia e a simplifica\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de modernizar e simplificar a arrecada\u00e7\u00e3o, seus novos princ\u00edpios buscam o equil\u00edbrio fiscal, unificando impostos e dando sustenta\u00e7\u00e3o a essa transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles ser\u00e3o a base de toda a nova estrutura normativa tribut\u00e1ria, o alicerce que orientar\u00e1 a conviv\u00eancia entre entes federativos e garantir\u00e1 mais estabilidade ao sistema. Atuar\u00e3o tamb\u00e9m como vetor hermen\u00eautico a orientar a solu\u00e7\u00e3o das d\u00favidas inerentes \u00e0 nova normatiza\u00e7\u00e3o. Mais do que unificar impostos, a reforma busca promover justi\u00e7a fiscal e efici\u00eancia criando um modelo mais claro, din\u00e2mico e adaptado ao cen\u00e1rio digital.<\/p>\n\n\n\n<p>O sucesso dessa transforma\u00e7\u00e3o depender\u00e1 da coopera\u00e7\u00e3o entre Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios, bem como da atua\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Gestor, que ser\u00e1 essencial para garantir a integra\u00e7\u00e3o com a Receita Federal e a efetividade do novo modelo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.conjur.com.br\/2025-ago-21\/aspectos-gerais-da-reforma-tributaria-ec-132-2023-e-lcp-214-2025\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Arrecada\u00e7\u00e3o federal cresce 4,6% em julho e bate recorde para o m\u00eas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Impulsionada pelo crescimento da economia e pela eleva\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF), a arrecada\u00e7\u00e3o federal atingiu R$ 254,2 bilh\u00f5es em julho, divulgou nesta quinta-feira (21) a Receita Federal.&nbsp;O valor \u00e9 o maior registrado para o m\u00eas desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 1995, e representa crescimento real (acima da infla\u00e7\u00e3o) de 4,57% em rela\u00e7\u00e3o a julho de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>De janeiro a julho, a arrecada\u00e7\u00e3o soma R$ 1,679 trilh\u00e3o, alta de 4,41% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado em valores corrigidos pela infla\u00e7\u00e3o.&nbsp;O valor tamb\u00e9m \u00e9 o maior para o per\u00edodo desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos principais fatores para o recorde foi o aumento do IOF. Em julho, a arrecada\u00e7\u00e3o com o tributo chegou a R$ 6,5 bilh\u00f5es, alta de R$ 756 milh\u00f5es, 13,05% acima da infla\u00e7\u00e3o, sobre 2024.&nbsp;No acumulado do ano, j\u00e1 s\u00e3o R$ 43,5 bilh\u00f5es, crescimento de 9,42% acima da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da alta, a Receita Federal destacou que o impacto em julho foi residual, j\u00e1 que o Supremo Tribunal Federal (STF) s\u00f3&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-07\/entenda-como-fica-iof-apos-decisao-de-ministro-do-stf\">restabeleceu o decreto que elevou o IOF na metade de julho<\/a>.&nbsp;<br>Segundo o coordenador de Previs\u00e3o e An\u00e1lise do Fisco, Marcelo Gomide, o efeito pleno ser\u00e1 sentido a partir de agosto.<\/p>\n\n\n\n<p>Alvo de disputas entre Executivo, Congresso e Supremo Tribunal Federal, a&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-07\/decisao-de-moraes-fara-governo-deixar-de-arrecadar-r-450-mi-neste-ano\">eleva\u00e7\u00e3o do IOF deve render cerca de R$ 12 bilh\u00f5es adicionais este ano<\/a>. Por decis\u00e3o do ministro Alexandre de Moraes, o STF manteve o aumento do IOF, mas retirou a incid\u00eancia sobre o risco sacado (tipo de antecipa\u00e7\u00e3o de receitas usada por comerciantes) e descartou a cobran\u00e7a retroativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros fatores:<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do IOF, uma s\u00e9rie de medidas e eventos ajudou a refor\u00e7ar os cofres p\u00fablicos em julho:<\/p>\n\n\n\n<p>Taxa\u00e7\u00e3o das apostas online e loterias: arrecada\u00e7\u00e3o de R$ 928 milh\u00f5es no m\u00eas;<\/p>\n\n\n\n<p>Receita at\u00edpica: cerca de R$ 3 bilh\u00f5es de Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e de Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) vindos dos setores de minera\u00e7\u00e3o, financeiro e petr\u00f3leo;<\/p>\n\n\n\n<p>Arrecada\u00e7\u00e3o da Previd\u00eancia Social: alta de 3,4% acima da infla\u00e7\u00e3o em julho em rela\u00e7\u00e3o a julho do ano passado, motivada pela recupera\u00e7\u00e3o do emprego formal;<\/p>\n\n\n\n<p>Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social (PIS) e Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins): alta de 2,9% acima da infla\u00e7\u00e3o em julho, motivada pelo aumento do consumo de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>No acumulado do ano, o desempenho tamb\u00e9m reflete o crescimento da economia brasileira, com massa salarial em alta de 10,6% acima da infla\u00e7\u00e3o e importa\u00e7\u00f5es de 3,3% maiores em d\u00f3lares.<\/p>\n\n\n\n<p>Meta fiscal e perspectivas<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe econ\u00f4mica avalia que a trajet\u00f3ria positiva da arrecada\u00e7\u00e3o aumenta as chances de cumprir a meta de d\u00e9ficit zero este ano, prevista na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias. Neste ano, o governo pode ter um d\u00e9ficit de at\u00e9 R$ 31 bilh\u00f5es (0,25% do Produto Interno Bruto, soma dos bens e servi\u00e7os produzidos no pa\u00eds) sem descumprir formalmente a regra, al\u00e9m de excluir R$ 44,1 bilh\u00f5es em precat\u00f3rios da conta oficial. Para 2026, o governo precisa obter um super\u00e1vit prim\u00e1rio de 0,25% do PIB, algo em torno de R$ 31 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o desempenho das contas p\u00fablicas neste e no pr\u00f3ximo ano depende da&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-06\/nova-mp-deve-reforcar-arrecadacao-em-r-105-bi-neste-ano\">medida provis\u00f3ria editada em junho<\/a>&nbsp;que pretende refor\u00e7ar a arrecada\u00e7\u00e3o em R$ 10,5 bilh\u00f5es neste ano e em R$ 20,87 bilh\u00f5es em 2026.&nbsp;Lan\u00e7ada para compensar a desidrata\u00e7\u00e3o do decreto que elevou o IOF, a MP est\u00e1 em discuss\u00e3o no Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-08\/arrecadacao-federal-cresce-46-em-julho-e-bate-recorde-para-o-mes\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Novidades no sistema Parcelamento Parametrizado facilitam vida do contribuinte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal do Brasil (RFB) acaba de lan\u00e7ar novas funcionalidades no sistema Parcelamento Parametrizado, com o objetivo de ampliar a autonomia do contribuinte e aumentar a efici\u00eancia do \u00f3rg\u00e3o na gest\u00e3o de parcelamentos tribut\u00e1rios. As novidades foram implementadas pelo Serpro, estatal de TI do governo federal respons\u00e1vel pelo desenvolvimento, manuten\u00e7\u00e3o e hospedagem da solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Temos o compromisso de colocar a tecnologia a servi\u00e7o da cidadania. Essas novas funcionalidades tornam o processo mais simples para os contribuintes e elevam a efici\u00eancia operacional na gest\u00e3o de parcelamentos tribut\u00e1rios&#8221;, destaca a diretora de Neg\u00f3cios Econ\u00f4mico-Fazend\u00e1rios do Serpro, Ariadne Fonseca.<\/p>\n\n\n\n<p>O que foi implementado<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, \u00e9 poss\u00edvel reativar parcelamentos que haviam sido encerrados ou rescindidos, o que permite resolver pend\u00eancias de forma mais r\u00e1pida, especialmente em casos de d\u00e9bitos que estavam sob revis\u00e3o ou em situa\u00e7\u00f5es de cancelamento indevido. Essa funcionalidade tamb\u00e9m corrige erros operacionais sem necessidade de an\u00e1lise manual, o que reduz a fila de processos na Receita.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o chefe da Divis\u00e3o de Parcelamentos da Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Administra\u00e7\u00e3o do Cr\u00e9dito Tribut\u00e1rio da RFB, auditor-fiscal Igor Arrais de S\u00e1, \u201ca entrega dessa funcionalidade de reativa\u00e7\u00e3o permite que o sistema parametrizado atinja sua maturidade, na medida que o parcelamento ou a transa\u00e7\u00e3o passam a ter todo o ciclo de vida: ades\u00e3o, consolida\u00e7\u00e3o, revis\u00e3o, rescis\u00e3o ou liquida\u00e7\u00e3o, encerramento e, agora, reativa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra novidade importante \u00e9 a possibilidade de alterar a vincula\u00e7\u00e3o de pagamentos dentro do pr\u00f3prio parcelamento. Com isso, o contribuinte pode corrigir eventuais erros sem correr o risco de ter o parcelamento exclu\u00eddo por inconsist\u00eancia no pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais melhorias<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dessas duas novas funcionalidades, essa atualiza\u00e7\u00e3o do sistema tamb\u00e9m vai fazer com que os parcelamentos que t\u00eam recursos contra exclus\u00e3o e estavam em situa\u00e7\u00f5es de rescindido ou exclu\u00eddo, aguardando rescis\u00e3o com recurso pendente de julgamento, possam retornar ao fluxo normal. Isso significa que o contribuinte volta a ter acesso ao extrato, pode emitir os DARFs e acompanhar o parcelamento pela internet, sem precisar recorrer \u00e0 Receita Federal para essas tarefas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m ficou mais f\u00e1cil reativar o d\u00e9bito autom\u00e1tico de um parcelamento. Caso a conta banc\u00e1ria vinculada tenha sido inativada por falha na cobran\u00e7a, o contribuinte poder\u00e1 atualizar os dados diretamente no sistema. A Receita tamb\u00e9m poder\u00e1 realizar essa atualiza\u00e7\u00e3o, garantindo a continuidade dos pagamentos sem a necessidade de gerar boletos manualmente todos os meses.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/agosto\/novidades-no-sistema-parcelamento-parametrizado-facilitam-vida-do-contribuinte\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Nesta sexta-feira, 22 de agosto, ser\u00e1 aberta a consulta ao quarto lote de restitui\u00e7\u00e3o de IRPF 2025<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A partir das 10 horas desta sexta-feira (22), o quarto lote de restitui\u00e7\u00e3o do IRPF 2025 estar\u00e1 dispon\u00edvel para consulta. Esse lote contempla tamb\u00e9m restitui\u00e7\u00f5es residuais de exerc\u00edcios anteriores.<br>O cr\u00e9dito banc\u00e1rio das 1.884.035 restitui\u00e7\u00f5es ser\u00e1 realizado ao longo do dia 29 de agosto, no valor total de R$ 2.917.617.001,41. Desse total, R$ 454.613.578,23 ser\u00e3o destinados a contribuintes que possuem prioridade legal, o que corresponde a 13.515 restitui\u00e7\u00f5es para idosos acima de 80 anos, 72.434 restitui\u00e7\u00f5es para contribuintes entre 60 e 79 anos, 7.821 restitui\u00e7\u00f5es para contribuintes com alguma defici\u00eancia f\u00edsica ou mental ou mol\u00e9stia grave e 22.841 restitui\u00e7\u00f5es para contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magist\u00e9rio. Al\u00e9m disso, 312.915 restitui\u00e7\u00f5es ser\u00e3o destinadas a contribuintes que n\u00e3o possuem prioridade legal, mas que receberam prioridade por terem utilizado a Declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida e\/ou optado por receber a restitui\u00e7\u00e3o via PIX. Foram contempladas ainda 1.454.509 restitui\u00e7\u00f5es destinadas a contribuintes n\u00e3o priorit\u00e1rios.<br>Para saber se a restitui\u00e7\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.restituicao.receita.fazenda.gov.br\/\">clique aqui<\/a>. A p\u00e1gina<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/meu-imposto-de-renda\">&nbsp;&#8220;Meu Imposto de Renda&#8221;<\/a>&nbsp;apresenta orienta\u00e7\u00f5es e os canais de presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, permitindo uma consulta simplificada ou uma consulta completa da situa\u00e7\u00e3o da declara\u00e7\u00e3o, por meio do extrato de processamento, acessado no&nbsp;<a href=\"https:\/\/cav.receita.fazenda.gov.br\/autenticacao\/login\">e-CAC<\/a>. Se identificar alguma pend\u00eancia na declara\u00e7\u00e3o, o contribuinte pode retificar a declara\u00e7\u00e3o, corrigindo as informa\u00e7\u00f5es que porventura estejam equivocadas.<br>A Receita disponibiliza, ainda,<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/centrais-de-conteudo\/download\/app\/rfb\">&nbsp;aplicativo para tablets e smartphones<\/a>&nbsp;que possibilita consultar diretamente nas bases da Receita Federal informa\u00e7\u00f5es sobre libera\u00e7\u00e3o das restitui\u00e7\u00f5es do IRPF e a situa\u00e7\u00e3o cadastral de uma inscri\u00e7\u00e3o no CPF.<br>A Receita Federal do Brasil (RFB) assume o compromisso de realizar pagamento de restitui\u00e7\u00f5es apenas em conta banc\u00e1ria de titularidade do contribuinte. Dessa forma, as rotinas de seguran\u00e7a impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados banc\u00e1rios informados ou algum problema na conta destino.<\/p>\n\n\n\n<p>Para n\u00e3o haver preju\u00edzo ao contribuinte, a RFB oferece o servi\u00e7o de reagendamento disponibilizado pelo agente financeiro Banco do Brasil (BB) pelo prazo de at\u00e9 1 (um) ano da primeira tentativa de cr\u00e9dito. Assim, o contribuinte poder\u00e1 corrigir os dados banc\u00e1rios para uma conta de sua titularidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste caso, o cidad\u00e3o poder\u00e1 reagendar o cr\u00e9dito dos valores de forma simples e r\u00e1pida pelo Portal BB, acessando o endere\u00e7o:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.bb.com.br\/irpf\">https:\/\/www.bb.com.br\/irpf<\/a>, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos). Ao utilizar esse servi\u00e7o o contribuinte deve informar o valor da restitui\u00e7\u00e3o e o n\u00famero do recibo da declara\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s isso, deve-se aguardar nova tentativa de cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso o contribuinte n\u00e3o resgate o valor de sua restitui\u00e7\u00e3o no prazo de 1 (um) ano, dever\u00e1 requer\u00ea-lo pelo&nbsp;<a href=\"https:\/\/cav.receita.fazenda.gov.br\/autenticacao\/login\">Portal e-CAC<\/a>, acessando o menu Declara\u00e7\u00f5es e Demonstrativos &gt; Meu Imposto de Renda e clicando em &#8220;Solicitar restitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o resgatada na rede banc\u00e1ria&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/agosto\/nesta-sexta-feira-22-de-agosto-sera-aberta-a-consulta-ao-quarto-lote-de-restituicao-de-irpf-2025\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Adicional da CSLL implementado pelo Brasil \u00e9 reconhecido como Tributo Complementar M\u00ednimo Dom\u00e9stico Qualificado (QDMTT) e Safe Harbour pela OCDE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A OCDE atualizou em 18 de agosto o Registro Central de Legisla\u00e7\u00f5es do Tributo M\u00ednimo Global com status de qualifica\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria, informando que o Inclusive Framework da OCDE\/G20 reconheceu o Adicional da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (Adicional da CSLL) &#8211; introduzido pela Lei n\u00ba 15.079, de 27 de dezembro de 2024, e pela Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2228, de 3 de outubro de 2024 &#8211; um Tributo Complementar M\u00ednimo Dom\u00e9stico Qualificado (QDMTT) e tamb\u00e9m como um QDMTT Safe Harbour.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse reconhecimento representa um marco importante para o Brasil na implementa\u00e7\u00e3o das regras internacionais do Pilar Dois (tributa\u00e7\u00e3o m\u00ednima global de grandes grupos multinacionais).<\/p>\n\n\n\n<p>O que significa ser QDMTT?<\/p>\n\n\n\n<p>Ser considerado um QDMTT significa que o Adicional da CSLL \u00e9 aceito internacionalmente como um tributo dom\u00e9stico m\u00ednimo que atende aos requisitos do Inclusive Framework OCDE\/G20 para compor a tributa\u00e7\u00e3o m\u00ednima global de 15%. Na pr\u00e1tica, a qualifica\u00e7\u00e3o traz mais seguran\u00e7a jur\u00eddica e garante que o valor recolhido no Brasil seja reconhecido pelos demais pa\u00edses como estando de acordo com as regras do Pilar Dois, o que diminui consideravelmente a possibilidade de que valores complementares sejam capturados por outros pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>O que significa ser QDMTT Safe Harbour?<\/p>\n\n\n\n<p>O status de \u201cSafe Harbour\u201d simplifica a aplica\u00e7\u00e3o das regras para grupos multinacionais. Isso significa menos custos de conformidade e maior previsibilidade, uma vez que os c\u00e1lculos realizados no Brasil ser\u00e3o automaticamente aceitos pelos demais pa\u00edses participantes do Pilar Dois na sua totalidade, eliminando a possibilidade de cobran\u00e7as de quaisquer valores complementares por outros pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>Vantagens para o Brasil e para os contribuintes<\/p>\n\n\n\n<p>Prote\u00e7\u00e3o da base tribut\u00e1ria nacional: o pa\u00eds mant\u00e9m a arrecada\u00e7\u00e3o do Tributo que, de outra forma, poderia ser recolhido no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguran\u00e7a jur\u00eddica: as empresas multinacionais t\u00eam clareza sobre a aceita\u00e7\u00e3o internacional da regra brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Redu\u00e7\u00e3o de custos de conformidade: o Safe Harbour evita sobreposi\u00e7\u00e3o de c\u00e1lculos e obriga\u00e7\u00f5es em diferentes pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse reconhecimento, o Brasil refor\u00e7a seu alinhamento \u00e0s melhores pr\u00e1ticas internacionais de tributa\u00e7\u00e3o e garante maior estabilidade para o ambiente de neg\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.oecd.org\/en\/topics\/sub-issues\/global-minimum-tax\/central-record-of-legislation-with-transitional-qualified-status.html#qdmtt-rules-safe-harbours\">Acesse aqui<\/a>&nbsp;para conhecer a Registro Central de Legisla\u00e7\u00f5es do Tributo M\u00ednimo Global.<\/p>\n\n\n\n<p>Legisla\u00e7\u00e3o:&nbsp;<a href=\"https:\/\/legislacao.presidencia.gov.br\/atos\/?tipo=LEI&amp;numero=15079&amp;ano=2024&amp;ato=452EzaE1UNZpWTa29\">Lei n\u00ba 15.079, de 27 de dezembro de 2024<\/a>, e pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/normasinternet2.receita.fazenda.gov.br\/#\/consulta\/externa\/140884\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2228, de 3 de outubro de 2024<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/agosto\/adicional-da-csll-implementado-pelo-brasil-e-reconhecido-como-tributo-complementar-minimo-domestico-qualificado-qdmtt-e-safe-harbour-pela-ocde\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o aprova extens\u00e3o de tratados de n\u00e3o bitributa\u00e7\u00e3o a empresas do Simples Nacional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os da C\u00e2mara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar (PLP) 229\/24, do deputado Otto Alencar Filho (PSD-BA), que estende \u00e0s empresas enquadradas no Simples Nacional a aplica\u00e7\u00e3o dos tratados internacionais de n\u00e3o bitributa\u00e7\u00e3o firmados pelo Brasil. A proposta altera o <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/leicom\/2006\/leicomplementar-123-14-dezembro-2006-548099-norma-pl.html\">Estatuto da Micro e Pequena Empresa<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a medida, os tributos pagos por essas empresas em pa\u00edses que mant\u00eam acordo de n\u00e3o bitributa\u00e7\u00e3o com o Brasil poder\u00e3o ser deduzidos da base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL). Entre esses pa\u00edses est\u00e3o a Argentina, a China e Singapura.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, a legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o permite essa dedu\u00e7\u00e3o. Para o relator da proposta, deputado Beto Richa (PSDB-PR), a lacuna cria uma situa\u00e7\u00e3o de dupla tributa\u00e7\u00e3o, contrariando os acordos internacionais que buscam evitar a pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Richa destacou ainda que a mudan\u00e7a est\u00e1 alinhada \u00e0s orienta\u00e7\u00f5es da Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE). \u201c\u00c9 essencial, em nosso entendimento, que os tratados internacionais celebrados pelo Brasil e em vigor em nosso ordenamento sejam aplic\u00e1veis ao regime do Simples\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto ser\u00e1 analisado agora nas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o, e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJ). Depois seguir\u00e1 para o Plen\u00e1rio. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1191337-comissao-aprova-extensao-de-tratados-de-nao-bitributacao-a-empresas-do-simples-nacional\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Folga indenizada entra no c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es ao INSS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal entendeu que os valores pagos para trabalhadores mar\u00edtimos a t\u00edtulo de folga indenizada devem ser inclu\u00eddos na base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias e a terceiros &#8211; como o Sistema S &#8211; e do Imposto de Renda (IRPF). O posicionamento est\u00e1 na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta (SC) n\u00ba 85, editada pela Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit), que orienta os fiscais do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o apontou que esses pagamentos t\u00eam natureza salarial, e n\u00e3o indenizat\u00f3ria, como defendem os contribuintes. E, portanto, devem integrar a base de c\u00e1lculo dos tributos. N\u00e3o h\u00e1 jurisprud\u00eancia espec\u00edfica sobre o tema no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), mas o Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRF-2) tem entendimento majorit\u00e1rio favor\u00e1vel \u00e0s empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>A posi\u00e7\u00e3o da Receita afeta as empresas de explora\u00e7\u00e3o de \u00f3leo e g\u00e1s, que t\u00eam um regime de trabalho diferenciado, regido pela Lei n\u00ba 5.811, de 1972. De acordo com os artigos 2\u00ba, 3\u00ba e 4\u00ba, o empregado que fica embarcado pode ter um turno de 12h, com direito a um repouso de 24h para cada turno trabalhado. Os empregados que atuam no apoio operacional poder\u00e3o ser mantidos em regime de sobreaviso, com direito a um descanso de 24h para cada 24h de sobreaviso.<\/p>\n\n\n\n<p>Para garantir as opera\u00e7\u00f5es, a empresa que consultou a Receita informou que os funcion\u00e1rios precisam permanecer embarcados e trabalhar em revezamento, em turno de 12h ou regime de sobreaviso, sempre ao longo de 15 dias consecutivos. Diante disso, a empresa firmou um acordo coletivo com o sindicato para estabelecer uma indeniza\u00e7\u00e3o para as situa\u00e7\u00f5es em que as folgas s\u00e3o devidas, mas por algum motivo n\u00e3o foram usufru\u00eddas, seja por necessidade de trabalho ou de treinamento. Nesses casos, o trabalhador recebe uma indeniza\u00e7\u00e3o, equivalente ao dobro da hora de trabalho por cada hora de folga n\u00e3o&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa entende que o pagamento da folga indenizada tem natureza de indeniza\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que se presta a reparar os empregados que n\u00e3o conseguirem usufruir do direito \u00e0 folga. Assim, n\u00e3o deveria incidir sobre essa verba nenhuma contribui\u00e7\u00e3o social nem Imposto de Renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Receita Federal, no entanto, n\u00e3o se trata de folga indenizada, mas sim de hora extra trabalhada, o que a equipara ao descanso semanal remunerado, que, para todos os demais trabalhadores, tem natureza remunerat\u00f3ria e, portanto, integra a base de c\u00e1lculo dos tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o \u00f3rg\u00e3o, at\u00e9 a express\u00e3o usada pela empresa, folgas indenizadas, \u00e9 inadequada, \u201cpois as folgas n\u00e3o s\u00e3o indenizadas, mas sim remuneradas novamente (de forma simples ou m\u00faltipla), seja em raz\u00e3o de servi\u00e7os efetivamente prestados na plataforma offshore, ou do tempo dedicado a treinamentos de interesse do empregador\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O maior problema, segundo Daniel Tessari, do Kincaid Mendes Vianna Advogados, \u00e9 que a jurisprud\u00eancia do TRF-2, com sede no Rio de Janeiro, Estado que concentra 88% da explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo do pa\u00eds, segundo a Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo (ANP), \u00e9 majoritariamente favor\u00e1vel ao contribuinte nesse assunto. Dessa forma, o entendimento da Receita estaria incentivando a judicializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma decis\u00e3o da 3\u00aa Turma Especializada, j\u00e1 transitada em julgado, reconheceu que a dobra offshore \u201cvisa a retribui\u00e7\u00e3o de folga n\u00e3o gozada, tendo, portanto, natureza indenizat\u00f3ria\u201d (processo n\u00ba 0148397-07.2015.4.02.5101).<\/p>\n\n\n\n<p>Em outro processo, o colegiado ressaltou que \u201co valor pago pela empregadora a esse t\u00edtulo n\u00e3o objetiva remunerar horas extras, mas sim indenizar o trabalhador pelos dias de descanso n\u00e3o gozados, em raz\u00e3o de necessidade de servi\u00e7o, j\u00e1 que as suas folgas teriam sido suprimidas e ele continuou embarcado por mais tempo do que o originariamente pactuado \u201d (processo n\u00ba 5041384-14.2022.4.02.5101).<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ nunca analisou as dobras offshore, mas tem entendimento de que folgas n\u00e3o gozadas convertidas em pagamento n\u00e3o integram a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria nem das contribui\u00e7\u00f5es a terceiros. Um precedente da 2\u00aa Turma, de 2009, impediu a Receita Federal de cobrar tributo no caso de \u201cfolgas n\u00e3o gozadas\u201d (REsp 712185). Outras decis\u00f5es, colegiadas e monocr\u00e1ticas, v\u00eam aplicando o mesmo entendimento desde ent\u00e3o (REsp 1867829, REsp 2055003 e REsp 1956866).<\/p>\n\n\n\n<p>Daniel Tessari destaca que, ao adotar entendimento contr\u00e1rio ao da jurisprud\u00eancia, a Receita aumenta o custo operacional das empresas. \u201cIsso gera o custo de contrata\u00e7\u00e3o do escrit\u00f3rio, ajuizamento da medida judicial, e tudo isso para uma jurisprud\u00eancia que est\u00e1 muito madura\u201d, diz. \u201cEspecialmente em rela\u00e7\u00e3o ao Imposto de Renda, os entendimentos s\u00e3o favor\u00e1veis para os pr\u00f3prios empregados.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Se o trabalhador n\u00e3o goza dos dias de descanso, est\u00e1 tendo um preju\u00edzo e, por isso, est\u00e1 sendo ressarcido em dobro, destaca Alessandro Cardoso, s\u00f3cio do Rolim Goulart Cardoso Advogados. \u201c\u00c9 uma quest\u00e3o interpretativa, mas \u00e9 muito importante, porque essa an\u00e1lise \u00e9 motivo de muitas controv\u00e9rsias entre o Fisco e o contribuinte\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o entendimento da Receita criou uma distor\u00e7\u00e3o dentro da pr\u00f3pria empresa, uma vez que empregados que j\u00e1 obtiveram decis\u00f5es judiciais favor\u00e1veis para n\u00e3o precisar recolher o Imposto de Renda estar\u00e3o recebendo um valor l\u00edquido mais alto que seus colegas que n\u00e3o ingressaram com a\u00e7\u00f5es, aponta Matheus Bueno, do Bueno ax Lawyers.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSem uma decis\u00e3o vinculante, no entanto, me espantaria ver a Receita Federal dando o bra\u00e7o a torcer sobre esse assunto. Ela vai tentar fazer um jiu-jitsu tribut\u00e1rio de que o pagamento est\u00e1 compensando a perda de um direito que, se tivesse ocorrido, seria sal\u00e1rio tamb\u00e9m\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, agora que o mercado conhece o entendimento do Fisco sobre o assunto, as empresas t\u00eam consci\u00eancia de que podem vir a ser autuadas a qualquer momento. \u201cA solu\u00e7\u00e3o vai acabar sendo judicializar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Receita Federal n\u00e3o se manifestou at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/08\/22\/folga-indenizada-entra-no-calculo-das-contribuicoes-ao-inss.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Comit\u00ea Gestor busca mais recursos para implementar o sistema do IBS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Comit\u00ea Gestor do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) vai receber em setembro a primeira parcela do repasse previsto pela Uni\u00e3o para os trabalhos de implementa\u00e7\u00e3o do futuro imposto de compet\u00eancia dos Estados e munic\u00edpios. Ser\u00e3o quatro repasses mensais de R$ 50 milh\u00f5es, em um total de R$ 200 milh\u00f5es para o sistema, que deve estar rodando at\u00e9 janeiro de 2026, quando come\u00e7a a fase de testes da reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor total previsto para este ano, de acordo com a Lei Complementar n\u00ba 214 &#8211; a primeira que regulamentou a reforma tribut\u00e1ria do consumo -, era maior, de R$ 600 milh\u00f5es, em 12 parcelas mensais de R$ 50 milh\u00f5es. Por\u00e9m, como atrasou a elei\u00e7\u00e3o para a presid\u00eancia do Comit\u00ea Gestor devido uma diverg\u00eancia entre os munic\u00edpios sobre a indica\u00e7\u00e3o de membros para o colegiado, o repasse foi reduzido para R$ 200 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o, por\u00e9m, ir\u00e1 pedir ao Minist\u00e9rio da Fazenda que considere depositar os R$ 400 milh\u00f5es que n\u00e3o puderam ser recebidos at\u00e9 o momento. Esse dinheiro ser\u00e1 fundamental, segundo o presidente do Comit\u00ea Gestor, Fl\u00e1vio C\u00e9sar Mendes de Oliveira, para o desenvolvimento do sistema do IBS, que ficar\u00e1 respons\u00e1vel pela apura\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o do tributo aos Estados e munic\u00edpios e estar\u00e1 integrado ao da Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstamos dando um passo de cada vez e tentando minimizar os impactos e preju\u00edzos da melhor forma poss\u00edvel\u201d, afirmou o presidente, eleito em 1\u00ba de agosto, em refer\u00eancia ao atraso devido \u00e0 diverg\u00eancia entre as entidades que representam os munic\u00edpios. As prefeituras tamb\u00e9m t\u00eam assento no Comit\u00ea Gestor do IBS, mas eles divergem sobre as indica\u00e7\u00f5es para o Conselho Superior. Por isso, o colegiado foi instalado somente com a presen\u00e7a dos Estados, ap\u00f3s uma s\u00e9rie de consultas jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Oliveira, que \u00e9 tamb\u00e9m presidente do Comit\u00ea Nacional de Secret\u00e1rios Estaduais de Fazenda (Comsefaz) e secret\u00e1rio de Fazenda do Mato Grosso do Sul, destacou que tudo vem sendo feito \u201ccom total transpar\u00eancia\u201d e comunicado \u00e0 Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Munic\u00edpios (CNM) e Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), que ainda tentam chegar a um acordo sobre as indica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio de janeiro, quando foi sancionada a lei complementar, j\u00e1 foi criado um \u201cPr\u00e9-Comit\u00ea Gestor\u201d, reunindo Comsefaz, FNP e CNM, dividido em sete grupos de trabalho, para que n\u00e3o houvesse atrasos nos trabalhos de regulamenta\u00e7\u00e3o do IBS. \u201cS\u00e3o mais ou menos dois mil t\u00e9cnicos, envolvendo Estados e munic\u00edpios, que est\u00e3o trabalhando nesses \u00faltimos meses intensamente\u201d, disse o presidente do Comit\u00ea Gestor.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u201cPr\u00e9-Comit\u00ea\u201d, come\u00e7ou o desenvolvimento dos primeiros sistemas, com o apoio individual de alguns Estados, mas o processo precisa ser finalizado e integrado \u00e0 Receita Federal. Por isso, segundo Oliveira, o mais urgente \u00e9 terminar at\u00e9 o fim de ano o sistema de apura\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o entre os entes, uma particularidade do IBS em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), o tributo que ser\u00e1 de compet\u00eancia exclusiva federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do prazo curto, o presidente afirmou que n\u00e3o existem planos de adiar a fase de testes da reforma tribut\u00e1ria do consumo, prevista para iniciar em janeiro de 2026. Os aportes da Uni\u00e3o que come\u00e7ar\u00e3o em setembro, disse, ser\u00e3o fundamentais para esse processo.<\/p>\n\n\n\n<p>O recebimento desses recursos s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel porque, neste m\u00eas, o \u00f3rg\u00e3o ganhou um CNPJ e est\u00e1 em tratativa final para abrir uma conta no Banco do Brasil para receber os repasses. Para 2026, est\u00e1 previsto aporte de R$ 1,2 bilh\u00e3o da Uni\u00e3o no Comit\u00ea Gestor e, para 2027, de R$ 1,8 bilh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto que precisa ser finalizado em 2025, o regulamento da CBS e do IBS, est\u00e1 dentro da previs\u00e3o de ser conclu\u00eddo at\u00e9 o fim do ano, segundo Oliveira. \u201cMesmo n\u00e3o tendo a indica\u00e7\u00e3o ainda dos representantes dos munic\u00edpios, n\u00f3s n\u00e3o vamos tomar nenhuma decis\u00e3o e nenhuma delibera\u00e7\u00e3o dentro do Comit\u00ea Gestor sem a anu\u00eancia dos munic\u00edpios.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A CNM pediu para sair do Pr\u00e9-Comit\u00ea, mas os t\u00e9cnicos seguem como ouvintes nos grupos, de acordo com Oliveira, o que permite os andamentos para definir o regulamento dos futuros tributos. Esse trabalho \u00e9 feito em conjunto com o Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de a fase de transi\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria coincidir com ano de elei\u00e7\u00f5es gerais, Oliveira disse acreditar que n\u00e3o haver\u00e1 maiores complica\u00e7\u00f5es. \u201cVai ser uma transi\u00e7\u00e3o teste justamente para come\u00e7ar a entender essa complexidade toda e ir ajustando os pontos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em paralelo, o presidente do Comsefaz vem tentando se reunir com o senador Eduardo Braga (MDB-AL), relator do Projeto de Lei Complementar (PLP) n\u00ba 108, o segundo que trata da regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria. Esse texto aborda quest\u00f5es mais administrativas em rela\u00e7\u00e3o aos novos tributos e tamb\u00e9m ao pr\u00f3prio Comit\u00ea Gestor do IBS.<\/p>\n\n\n\n<p>Um ponto fundamental para Estados e munic\u00edpios \u00e9 incluir no PLP um item para derrubar a aplica\u00e7\u00e3o da regra do voto de qualidade do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) \u00e0s esferas administrativas em geral. Essa regra exclui a cobran\u00e7a de juros e multa em casos de decis\u00e3o por empate nos recursos contra a Fazenda nacional. Mas, na vis\u00e3o dos entes subnacionais, isso incentiva a litig\u00e2ncia excessiva e reduz a arrecada\u00e7\u00e3o municipal e a estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora existam diverg\u00eancias e pontos de aten\u00e7\u00e3o que j\u00e1 foram encaminhados ao relator, o secret\u00e1rio acredita que o PLP 108 ser\u00e1 aprovado de uma forma mais tranquila do que a regulamenta\u00e7\u00e3o anterior. Atualmente, o texto tramita no Senado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/08\/22\/comite-gestor-busca-mais-recursos-para-implementar-o-sistema-do-ibs.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Empresas podem cortar at\u00e9 20% de tributos com planejamento cont\u00e1bil, revela pesquisa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Em um ambiente econ\u00f4mico vol\u00e1til, com alta carga tribut\u00e1ria e burocracias que consomem tempo e recursos, empresas que ainda tratam a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/contabil\/contabilidade\/\">contabilidade<\/a>&nbsp;como tarefa secund\u00e1ria est\u00e3o se colocando em risco. \u201cO que era antes uma obriga\u00e7\u00e3o fiscal, hoje se revela como ferramenta essencial de sobreviv\u00eancia e crescimento no mundo dos neg\u00f3cios\u201d, afirma a contadora e s\u00f3cia da Contax Contabilidade e Planejamento Tribut\u00e1rio, Debora Correa Rebellato.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT), empresas que realizam planejamento fiscal de forma estruturada e legal podem reduzir entre 8% e 20% de sua carga tribut\u00e1ria anual, uma economia que pode significar a continuidade ou o fim de um neg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO planejamento cont\u00e1bil deixou de ser um processo reativo. Ele \u00e9 hoje um ativo estrat\u00e9gico que define a sa\u00fade financeira e a capacidade de expans\u00e3o de qualquer empresa. Muitas empresas ainda operam no escuro, tomando decis\u00f5es baseadas em suposi\u00e7\u00f5es ou apenas no extrato banc\u00e1rio. O resultado? Pagamentos desnecess\u00e1rios, exposi\u00e7\u00e3o a multas e dificuldade de expans\u00e3o\u201d refor\u00e7a a especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Contabilidade al\u00e9m do compliance<\/p>\n\n\n\n<p>O planejamento cont\u00e1bil vai muito al\u00e9m do cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es legais. Ele envolve simula\u00e7\u00f5es de cen\u00e1rios, escolhas tribut\u00e1rias mais vantajosas, an\u00e1lise de margem de lucro e gest\u00e3o estrat\u00e9gica de custos. Essa abordagem oferece dados concretos para decis\u00f5es como: investir, cortar, expandir ou recuar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUm exemplo \u00e9 que muitos empres\u00e1rios desconhecem que est\u00e3o pagando mais impostos do que deveriam, simplesmente por estarem enquadrados no regime tribut\u00e1rio errado. No Brasil, a escolha entre&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/simples-nacional\/\">Simples Nacional<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/lucro-presumido\/\">Lucro Presumido<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/lucro-real\/\">Lucro Real<\/a>&nbsp;pode representar diferen\u00e7as de milhares de reais ao longo do ano. Sem um bom planejamento, as empresas acabam perdendo competitividade para quem organiza sua gest\u00e3o de forma mais estrat\u00e9gica\u201d, alerta Debora.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto vital do planejamento cont\u00e1bil \u00e9 o controle de riscos fiscais e trabalhistas. Empresas bem organizadas reduzem a chance de cair na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/malha-fina\/\">malha fina<\/a>, sofrer autua\u00e7\u00f5es ou ter o nome envolvido em processos por inconsist\u00eancia de dados. \u201cAl\u00e9m disso, a reputa\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil positiva facilita o acesso a cr\u00e9dito, atrai investidores e abre portas em licita\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, algo fundamental para empresas que buscam crescer ou se posicionar em novos mercados\u201d, refor\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No fim das contas, o que diferencia as empresas que prosperam daquelas que estagnam n\u00e3o est\u00e1 apenas no produto, no marketing ou na inova\u00e7\u00e3o. Est\u00e1 na base invis\u00edvel que sustenta tudo: a contabilidade estrat\u00e9gica, \u201cQuem n\u00e3o planeja, paga mais e cresce menos. E, no cen\u00e1rio atual, isso pode ser fatal para qualquer neg\u00f3cio. Quem transforma o planejamento cont\u00e1bil em pilar de gest\u00e3o est\u00e1 sempre \u00e0 frente da concorr\u00eancia. N\u00e3o \u00e9 sobre n\u00fameros. \u00c9 sobre estrat\u00e9gia\u201d, conclui a contadora.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.contabeis.com.br\/noticias\/72410\/empresas-podem-cortar-ate-20-de-tributos-com-planejamento-contabil-aponta-pesquisa\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal arrecada bilh\u00f5es com \u2018cobran\u00e7a amig\u00e1vel\u2019<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal conseguiu arrecadar at\u00e9 julho deste ano R$ 87,5 bilh\u00f5es com medidas de \u201ccobran\u00e7a amig\u00e1vel&#8221;. Elas buscam estimular a conformidade tribut\u00e1ria sem gerar autua\u00e7\u00f5es fiscais ou lit\u00edgio para empresas ou pessoas f\u00edsicas. Trata-se de uma forma de evitar a inscri\u00e7\u00e3o na d\u00edvida ativa dos contribuintes e, ao mesmo tempo, de antecipar a arrecada\u00e7\u00e3o para a Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse valor, R$ 42,1 bilh\u00f5es s\u00e3o resultado do monitoramento de grandes contribuintes. Em 2024, dos R$ 171 bilh\u00f5es que a Receita levantou com medidas de arrecada\u00e7\u00e3o amig\u00e1vel, R$ 45,8 bilh\u00f5es foram dos grandes grupos econ\u00f4micos ou pessoas com patrim\u00f4nio na casa das centenas de milh\u00f5es de reais. Ou seja, o arrecadado com esse segmento espec\u00edfico s\u00f3 at\u00e9 julho deste ano j\u00e1 representa quase o mesmo valor referente a todo o ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros s\u00e3o comemorados pelo Fisco. Isso porque mostram que o trabalho de orienta\u00e7\u00e3o, abertura de transa\u00e7\u00f5es para acordos, incentivo \u00e0 autorregulariza\u00e7\u00e3o e as chamadas &#8220;cartinhas&#8221; enviadas \u00e0s empresas t\u00eam surtido efeito. &#8220;Para a Receita, se a arrecada\u00e7\u00e3o pudesse vir toda sem contencioso, o custo administrativo seria menor e seria melhor para todos&#8221;, diz a auditora-fiscal Adriana Gomes R\u00eago, secret\u00e1ria especial-adjunta da Receita Federal, em entrevista exclusiva ao Valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as a\u00e7\u00f5es da Receita para conseguir essa arrecada\u00e7\u00e3o \u201camig\u00e1vel\u201d, destacam-se as chamadas \u201ccartinhas\u201d. Elas s\u00e3o enviadas aos contribuintes de forma eletr\u00f4nica, informando que o Fisco v\u00ea diverg\u00eancias entre os valores que possui em sua base de dados e os declarados. Foram 125,4 mil cartas enviadas a pessoas jur\u00eddicas neste ano abrindo possibilidade de autorregulariza\u00e7\u00e3o. \u00c9 uma forma de a empresa, de forma espont\u00e2nea, recolher tributos pagos a menor.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa arrecada\u00e7\u00e3o traz vantagens tanto para a Receita quanto para o contribuinte, explica a secret\u00e1ria. Isso porque o contribuinte evita ser autuado, o que ensejaria o pagamento de juros e multa, a depender do caso. Tamb\u00e9m \u00e9 bom para o Fisco, porque evita levar os valores para inscri\u00e7\u00e3o na D\u00edvida Ativa da Uni\u00e3o, uma arrecada\u00e7\u00e3o que por vezes demora para entrar nos cofres p\u00fablicos ou nem entra e precisa ser cobrada na Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha de estimular que os contribuintes fiquem em dia com a Receita de forma \u201cespont\u00e2nea\u201d, o Fisco lan\u00e7ou o programa Lit\u00edgio Zero, permitindo que grandes contribuintes apontem outros fatos geradores (que ensejariam o pagamento de tributos) para incluir nas transa\u00e7\u00f5es abertas por meio de editais de grandes teses.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses editais est\u00e3o sendo lan\u00e7ados pela Receita no \u00e2mbito do Programa de Transa\u00e7\u00e3o Integral (PTI). A Portaria RFB 568\/2025, publicada na segunda-feira passada, permite que o contribuinte aponte d\u00e9bitos relacionados aos temas dos editais abertos que ele queira incluir para transacionar.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o pedido \u00e9 aceito, esses valores podem ser quitados sem multa de mora ou of\u00edcio. O pedido precisa ser apresentado por formul\u00e1rio eletr\u00f4nico at\u00e9 60 dias do prazo final do edital. O Le\u00e3o tem at\u00e9 30 dias para constituir o cr\u00e9dito para autorregulariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Adriana, essa medida \u00e9 fruto de um pedido das pr\u00f3prias empresas. \u201cPara elas, n\u00e3o h\u00e1 multas e juros. A Receita evita o esfor\u00e7o de fiscalizar, intimar, calcular, provar e julgar\u201d, explica a secret\u00e1ria especial-adjunta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs empresas avaliam quanto custam essas brigas e quanto tempo leva. Hoje s\u00e3o 18 anos, considerando o administrativo mais o judicial\u201d, afirma o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), Pablo Ces\u00e1rio. Para ele, o modelo de judicializa\u00e7\u00e3o elevada \u00e9 \u201ccustoso e disfuncional\u201d.<br>Ces\u00e1rio destaca que a possibilidade de incluir cr\u00e9ditos que ainda est\u00e3o na fase administrativa \u00e9 interessante para as empresas a depender dos casos concretos. Ainda segundo o presidente executivo, a estrat\u00e9gia de cobran\u00e7a amig\u00e1vel gera resultados porque existem erros operacionais eventuais em raz\u00e3o do n\u00famero de transa\u00e7\u00f5es e obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias que, pela complexidade, podem levar a esses erros.<br>De acordo com Cinthia Benvenuto, s\u00f3cia da Innocenti Advogados, as transa\u00e7\u00f5es e demais m\u00e9todos alternativos de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos tribut\u00e1rios t\u00eam se mostrado eficazes e v\u00eam se consolidando de forma gradual e cont\u00ednua. \u201cMuito mais do que meros mecanismos de incremento da arrecada\u00e7\u00e3o, constituem instrumentos eficazes de redu\u00e7\u00e3o do contencioso fiscal\u201d, afirmou.<br>Ainda segundo Cinthia, os resultados positivos obtidos na esfera federal t\u00eam inspirado as esferas estadual e municipal a institu\u00edrem e regulamentarem seus pr\u00f3prios m\u00e9todos alternativos de solu\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios.<br>Para Paulo Rog\u00e9rio Ribeiro, s\u00f3cio do Machado Associados, a transa\u00e7\u00e3o e a autorregulariza\u00e7\u00e3o s\u00e3o m\u00e9todos modernos e eficazes de pagamento de d\u00edvidas tribut\u00e1rias. Isso porque, diz ele, elas t\u00eam ganhado cada vez mais espa\u00e7o ao viabilizarem uma solu\u00e7\u00e3o relativamente r\u00e1pida, de baixo custo e com potencial de evitar ou reduzir o contencioso tribut\u00e1rio. \u201cEm vez de rela\u00e7\u00f5es turbulentas e litigiosas, com custos altos para ambos os lados e, no mais das vezes, decididas por terceiros, o Poder Judici\u00e1rio, esses novos m\u00e9todos prometem solu\u00e7\u00f5es consensuais atrativas para ambos os lados\u201d, afirmou.<br><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/08\/25\/receita-arrecada-bilhoes-com-cobranca-amigavel.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/08\/25\/receita-arrecada-bilhoes-com-cobranca-amigavel.ghtml<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS<\/strong>:<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por maioria, Carf nega pagamento de JCP extempor\u00e2neo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), por maioria de 6 votos a 5, negou, para fins de dedu\u00e7\u00e3o no Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e na Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL), o pagamento de Juros sobre Capital Pr\u00f3prio (JCP) realizado de forma extempor\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa discuss\u00e3o vinha sendo decidida nesta turma por voto de qualidade, igualmente desfavor\u00e1vel ao contribuinte. Contudo, em decis\u00f5es por voto de qualidade, o contribuinte se beneficiava da exclus\u00e3o da multa de of\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta reportagem foi antecipada a assinantes JOTA PRO Tributos em 12\/8. Conhe\u00e7a a plataforma do JOTA de monitoramento tribut\u00e1rio para empresas e escrit\u00f3rios, que traz decis\u00f5es e movimenta\u00e7\u00f5es do Carf, STJ e STF<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a no placar coincide com a nova composi\u00e7\u00e3o do colegiado, que passou a contar com dez conselheiros, incluindo o presidente do Carf, Carlos Higino, e a vice-presidente, Sem\u00edramis Oliveira Duro, que votaram \u00e0 favor da Fazenda Nacional neste processo.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso em quest\u00e3o, a Premium Distribuidora deliberou, em 2011, o pagamento de JCP referentes aos exerc\u00edcios de 2006, 2007, 2008 e 2009. Para a fiscaliza\u00e7\u00e3o, o regime de compet\u00eancia exige que a despesa seja registrada no mesmo exerc\u00edcio ao qual se refere o patrim\u00f4nio l\u00edquido utilizado no c\u00e1lculo.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto vencido, o relator, conselheiro Jandir Jos\u00e9 Dalle Lucca, defendeu que a legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o imp\u00f5e limite temporal para pagamento do JCP e, por isso, n\u00e3o seria necess\u00e1rio vincular sua delibera\u00e7\u00e3o ao ano calend\u00e1rio de refer\u00eancia. Ele foi acompanhado pelos conselheiros Luis Henrique Marotti Toselli, Maria Carolina Maldonado Kraljevic e Heldo Jorge dos Santos Pereira Junior.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia, aberta pela conselheira Edeli Pereira Bessa, entendeu que o JCP deve ser pago no momento da proposta de destina\u00e7\u00e3o do lucro, pois ap\u00f3s essa etapa, o lucro destinado n\u00e3o pode mais ser usado para tal finalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 11516.722940\/2014-73.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/por-maioria-carf-nega-pagamento-de-jcp-extemporaneo\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf aplica tese do STJ sobre prescri\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria aduaneira n\u00e3o tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O prazo de tr\u00eas anos para a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente previsto no artigo 1\u00ba, par\u00e1grafo 1\u00ba, da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9873.htm#:~:text=%C2%A7%C2%A01o%C2%A0%C2%A0Incide,for%20o%20caso.\">Lei 9.873\/1999<\/a>&nbsp;incide sobre processos administrativos a respeito de quest\u00f5es aduaneiras n\u00e3o tribut\u00e1rias, conforme a tese firmada pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a no julgamento do&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=1293&amp;cod_tema_final=1293\">Tema Repetitivo 1.293<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse entendimento foi reafirmado pela 1\u00aa Turma Ordin\u00e1ria da 4\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) no julgamento de um recurso volunt\u00e1rio apresentado contra multa por interposi\u00e7\u00e3o fraudulenta aplicada pela Fazenda Nacional contra uma importadora.<\/p>\n\n\n\n<p>O precedente do STJ foi reconhecido pelo relator do processo, conselheiro La\u00e9rcio Cruz Uliana J\u00fanior, durante a leitura de seu voto. Apesar da norma, a prescri\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi aplicada ao caso concreto porque o recurso foi interposto dentro do prazo previsto.<\/p>\n\n\n\n<p>Gustavo Henrique Campos, advogado tributarista do escrit\u00f3rio \/asbz, ressalta que a manifesta\u00e7\u00e3o do relator \u00e9 importante por indicar que s\u00f3 atos decis\u00f3rios interrompem a prescri\u00e7\u00e3o, indicando uma poss\u00edvel mudan\u00e7a de entendimento do Carf.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm outros processos que tratavam da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente, o Carf havia optado por sobrestar o julgamento com base no artigo 100 do Regimento Interno, que prev\u00ea essa possibilidade quando h\u00e1 decis\u00e3o de m\u00e9rito do STF ou do STJ pendente de tr\u00e2nsito em julgado, o que \u00e9 o caso do Tema Repetitivo 1.293\u201d, disse o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDevemos acompanhar, assim, se o Carf passar\u00e1 a aplicar imediatamente a tese firmada pelo STJ aos casos de multas aduaneiras ou se essa foi uma decis\u00e3o isolada porque o prazo para prescri\u00e7\u00e3o intercorrente n\u00e3o havia flu\u00eddo e o par\u00e1grafo \u00fanico ao artigo 100 do Regimento Interno permite que o sobrestamento n\u00e3o seja aplicado quando o julgamento puder ser conclu\u00eddo independentemente de manifesta\u00e7\u00e3o quanto ao tema afetado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma linha, o s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Daniel &amp; Diniz Advocacia&nbsp;Tribut\u00e1ria&nbsp;Carlos Augusto Daniel Neto&nbsp;considerou correta a aplica\u00e7\u00e3o da tese do STJ. Ele prev\u00ea debates sobre o assunto no conselho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA discuss\u00e3o dos marcos interruptivos da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente dever\u00e1 ocorrer no \u00e2mbito do Carf, no seu contexto espec\u00edfico e na verifica\u00e7\u00e3o da aplicabilidade do Tema 1.293 aos casos concretos, mas n\u00e3o se pode ignorar, como o relator colocou, a observ\u00e2ncia estrita do artigo 2\u00ba da Lei n\u00ba 9.873\/99 e da jurisprud\u00eancia judicial pac\u00edfica sobre o tema.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 10314.720151\/2021-31<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.conjur.com.br\/2025-ago-18\/carf-aplica-tese-do-stj-sobre-prescricao-de-materia-aduaneira-nao-tributaria\/\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m autua\u00e7\u00e3o sobre pre\u00e7o de transfer\u00eancia contra a Vale<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma da 1\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve, por voto de qualidade, a autua\u00e7\u00e3o contra a Vale S.A. por ajustes no c\u00e1lculo do pre\u00e7o de transfer\u00eancia pelo m\u00e9todo do Pre\u00e7o sob Cota\u00e7\u00e3o na Exporta\u00e7\u00e3o (Pecex). Estavam em discuss\u00e3o os ajustes referentes ao custo de intermedia\u00e7\u00e3o e ao frete nas exporta\u00e7\u00f5es realizadas por meio da Vale International S\/A (VISA), empresa vinculada sediada no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a fiscaliza\u00e7\u00e3o, os pre\u00e7os praticados deveriam seguir as cota\u00e7\u00f5es da London Metal Exchange (LME), sem dedu\u00e7\u00f5es por frete ou por custos entre partes vinculadas. A Vale, contudo, sustentou que os ajustes est\u00e3o previstos na legisla\u00e7\u00e3o e refletem a realidade da opera\u00e7\u00e3o: toda a produ\u00e7\u00e3o destinada ao exterior \u00e9 vendida \u00e0 VISA, que assume outras fun\u00e7\u00f5es, como armazenagem e log\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa defendeu que o custo de intermedia\u00e7\u00e3o, fixado em 5,5% com base em estudos t\u00e9cnicos e pr\u00e1ticas de mercado, e o valor do frete s\u00e3o indispens\u00e1veis para assegurar a comparabilidade entre o pre\u00e7o efetivamente praticado na exporta\u00e7\u00e3o e a cota\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia. Em sustenta\u00e7\u00e3o oral, o advogado da empresa argumentou que a legisla\u00e7\u00e3o veda a compara\u00e7\u00e3o entre situa\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas distintas e que, se o pre\u00e7o par\u00e2metro n\u00e3o inclui o frete, mas o exportador suporta esse custo, o ajuste \u00e9 necess\u00e1rio para refletir a realidade da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto vencido, a relatora, conselheira Cristiane Mcnaughton, entendeu que os ajustes realizados pela Vale, tanto o custo de intermedia\u00e7\u00e3o quanto o frete, eram compat\u00edveis com a legisla\u00e7\u00e3o e necess\u00e1rios para garantir a comparabilidade exigida pelo m\u00e9todo Pecex. Para ela, o percentual referente \u00e0 intermedia\u00e7\u00e3o foi justificado por estudos t\u00e9cnicos e pela atua\u00e7\u00e3o efetiva da VISA como distribuidora e respons\u00e1vel tamb\u00e9m por outros servi\u00e7os, como armazenagem e log\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao frete, considerou leg\u00edtimo o ajuste, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 armaz\u00e9ns da LME no Brasil e o custo de transporte \u00e9 inevit\u00e1vel nas opera\u00e7\u00f5es e estava previsto em documentos oficiais da LME como parte do \u201cpr\u00eamio\u201d ou \u201cdesconto\u201d no pre\u00e7o. Seu voto foi acompanhado pelos conselheiros Gustavo Schneider Fossati e Ana Claudia Borges de Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia, aberta pelo conselheiro Lizandro Rodrigues de Sousa, entendeu que os ajustes n\u00e3o poderiam ser aplicados, uma vez que a legisla\u00e7\u00e3o e a IN 1.312\/2012 n\u00e3o autorizam a dedu\u00e7\u00e3o de custos de intermedia\u00e7\u00e3o em opera\u00e7\u00f5es entre partes vinculadas, nem o abatimento do frete frente ao pre\u00e7o de cota\u00e7\u00e3o. Prevaleceu o argumento de que admitir tais dedu\u00e7\u00f5es esvaziaria os objetivos do m\u00e9todo Pecex, criado justamente para limitar a manipula\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os em exporta\u00e7\u00f5es para empresas do mesmo grupo econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 16682.721194\/2023-93.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"E46ABENwsE\"><a href=\"https:\/\/lawmm.com.br\/carf-mantem-autuacao-sobre-preco-de-transferencia-contra-a-vale\/\"> Carf mant\u00e9m autua\u00e7\u00e3o sobre pre\u00e7o de transfer\u00eancia contra a Vale <\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;&lt;h6&gt; Carf mant\u00e9m autua\u00e7\u00e3o sobre pre\u00e7o de transfer\u00eancia contra a Vale &lt;\/h6&gt;&#8221; &#8212; Marcelo Morais Advogados\" src=\"https:\/\/lawmm.com.br\/carf-mantem-autuacao-sobre-preco-de-transferencia-contra-a-vale\/embed\/#?secret=bI2GuL63KD#?secret=E46ABENwsE\" data-secret=\"E46ABENwsE\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf nega exclus\u00e3o de incentivos de ICMS da base do IRPJ e CSLL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma 4\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) negou, por cinco votos a um, a possibilidade de excluir incentivos de ICMS da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL. O entendimento foi de que, no caso em quest\u00e3o, n\u00e3o se aplica o Tema 1.182 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), uma vez que o contribuinte teria se apropriado dos benef\u00edcios fiscais como se fossem subven\u00e7\u00e3o de investimento, sem observar os pressupostos legais para tal.<\/p>\n\n\n\n<p>A Sipal Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio declarou, em sua contabilidade, valores referentes a isen\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo e diferimento como subven\u00e7\u00f5es para investimento. Com base nessa classifica\u00e7\u00e3o, defendeu o contribuinte, registrou o valor simultaneamente como receita e despesa, de modo a n\u00e3o causar impacto efetivo no resultado, e os destinou \u00e0 reserva de lucros. Dessa forma, seria poss\u00edvel promover a exclus\u00e3o desses valores da base de c\u00e1lculo do IRPJ e CSLL, nos termos do artigo 30 da Lei 12.973\/2014 e da LC 160\/2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a fiscaliza\u00e7\u00e3o, no entanto, a forma de exclus\u00e3o adotada configuraria uma simula\u00e7\u00e3o, uma vez que os valores n\u00e3o teriam integrado o lucro cont\u00e1bil da empresa e nem resultaram em muta\u00e7\u00f5es patrimoniais efetivas. Assim, disse a fiscaliza\u00e7\u00e3o, teriam sido usados para simular receitas n\u00e3o efetivamente auferidas. Nesse quesito, o fisco entendeu que o caso em quest\u00e3o n\u00e3o se sustenta em rela\u00e7\u00e3o ao que decidiu o STJ e \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o, porque os incentivos foram concedidos sem vincula\u00e7\u00e3o de expans\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator afastou a aplica\u00e7\u00e3o do Tema 1.182 do STJ ao entender que os incentivos utilizados foram indevidamente classificados, sem que houvesse ingresso efetivo no patrim\u00f4nio do contribuinte. Ele destacou que quem se beneficia do n\u00e3o pagamento do imposto \u00e9 o adquirente da mercadoria, e n\u00e3o o vendedor, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o h\u00e1 receita nova que justifique a exclus\u00e3o tribut\u00e1ria. Al\u00e9m disso, argumentou que a empresa n\u00e3o comprovou a destina\u00e7\u00e3o dos valores \u00e0 expans\u00e3o da atividade econ\u00f4mica e que os registros cont\u00e1beis simularam acr\u00e9scimos de receita.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00danica a divergir, a conselheira Luciana Yoshihara Arcangelo Zanin entendeu que esses incentivos estimulam o desenvolvimento econ\u00f4mico da empresa, direta ou indiretamente. Ainda, por voto de qualidade os conselheiros mantiveram a multa qualificada aplicada contra o contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 10340.721160\/2023-93.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso favor\u00e1vel ao contribuinte<\/p>\n\n\n\n<p>Um caso semelhante, envolvendo a Latic\u00ednios Bela Vista, foi julgado pela 2\u00aa Turma da 1\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Carf. No processo, de n\u00famero 10746.730340\/2021-31, discutia-se metodologia id\u00eantica de c\u00e1lculo, na qual o contribuinte registrou simultaneamente o valor como receita e despesa, de modo a n\u00e3o causar efeitos no resultado cont\u00e1bil. Por unanimidade, por\u00e9m, a turma decidiu a favor do contribuinte, aplicando o entendimento do STJ no Tema 1.182.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/jota.info\/tributos\/carf-nega-exclusao-de-incentivos-de-icms-da-base-do-irpj-e-csll\">http:\/\/jota.info\/tributos\/carf-nega-exclusao-de-incentivos-de-icms-da-base-do-irpj-e-csll<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf aprova seis s\u00famulas e adia an\u00e1lise de outras duas propostas ap\u00f3s pedido da CNI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) aprovou, nesta quarta-feira (20\/8), seis enunciados de s\u00famulas.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, o colegiado deixou de fora da vota\u00e7\u00e3o, a pedido da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), duas propostas: uma sobre a necessidade de demonstrar a natureza ou a causa dos dep\u00f3sitos para afastar a presun\u00e7\u00e3o de receita e outra relacionada \u00e0 impossibilidade de excluir da base de c\u00e1lculo do IRPF quantias declaradas sem comprova\u00e7\u00e3o individualizada de origem.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o presidente do Carf, Carlos Higino, o requerimento foi feito porque a proposta pode ter reflexos em outras se\u00e7\u00f5es do \u00f3rg\u00e3o. O texto ser\u00e1 reanalisado e o enunciado poder\u00e1 voltar \u00e0 pauta em setembro.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 a primeira vota\u00e7\u00e3o de enunciados em 2025, em uma iniciativa do presidente para reduzir o estoque de processos, que voltou a se aproximar de R$ 1 trilh\u00e3o especialmente com a greve.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja as s\u00famulas aprovadas:<\/p>\n\n\n\n<p>Resgate de contribui\u00e7\u00f5es vertidas a plano de aposentadoria privada complementar por benefici\u00e1rio acometido de mol\u00e9stia grave especificada no art. 6\u00ba, inciso XIV, da Lei 7.713\/1988, est\u00e1 isento do imposto sobre a renda;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o incidem as contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias sobre a import\u00e2ncia paga pelo empregador ao empregado durante os primeiros quinze dias de afastamento por motivo de doen\u00e7a;<\/p>\n\n\n\n<p>Na vig\u00eancia da Lei 4.771\/1965, a \u00e1rea declarada a t\u00edtulo de reserva legal somente pode ser exclu\u00edda da \u00e1rea tribut\u00e1vel, para fins de c\u00e1lculo do ITR, se a averba\u00e7\u00e3o \u00e0 margem da inscri\u00e7\u00e3o de matr\u00edcula do im\u00f3vel, no registro de im\u00f3veis competente, for efetuada em data anterior \u00e0 da ocorr\u00eancia do fato gerador.<\/p>\n\n\n\n<p>Pens\u00e3o aliment\u00edcia paga a c\u00f4njuge ou filho na const\u00e2ncia da sociedade conjugal, ainda que decorrente de acordo homologado judicialmente, \u00e9 indedut\u00edvel da base de c\u00e1lculo do IRPF;<\/p>\n\n\n\n<p>No lan\u00e7amento do IRPF com base na aplica\u00e7\u00e3o da presun\u00e7\u00e3o do art. 42 da Lei 9.430\/1996, quando n\u00e3o comprovada a origem individualizada dos dep\u00f3sitos banc\u00e1rios, n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a redu\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo da autua\u00e7\u00e3o a 20%, ainda que o contribuinte afirme exercer exclusivamente a atividade rural;<\/p>\n\n\n\n<p>O fato gerador do IRPF, exigido a partir da omiss\u00e3o de rendimentos sujeitos ao ajuste anual, \u00e9 complexivo, operando-se em 31 de dezembro do correspondente ano-calend\u00e1rio, ainda que apurado em bases mensais ou objeto de antecipa\u00e7\u00f5es no decorrer do per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00famulas retiradas:<\/p>\n\n\n\n<p>No lan\u00e7amento do Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica, para elidir a presun\u00e7\u00e3o contida no art. 42 da Lei 9.430\/1996, \u00e9 imprescind\u00edvel a comprova\u00e7\u00e3o da natureza ou causa da opera\u00e7\u00e3o que envolveu os valores creditados em conta de dep\u00f3sito ou de investimento, mantida junto a institui\u00e7\u00e3o financeira, sendo insuficiente a identifica\u00e7\u00e3o do depositante;<\/p>\n\n\n\n<p>Os valores informados em Declara\u00e7\u00e3o de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa F\u00edsica, que n\u00e3o tiveram a sua comprova\u00e7\u00e3o de origem individualizada, n\u00e3o s\u00e3o pass\u00edveis de exclus\u00e3o da base de c\u00e1lculo do lan\u00e7amento efetuado com base na presun\u00e7\u00e3o estabelecida no art. 42 da Lei 9.430\/1996.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-aprova-seis-sumulas-e-adia-analise-de-outras-duas-propostas-apos-pedido-da-cni\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:\u00a0\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Ju\u00edza mant\u00e9m empresa no Perse at\u00e9 prazo original previsto na lei<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O benef\u00edcio fiscal do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) \u00e9 uma isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria concedida por prazo certo e mediante condi\u00e7\u00f5es onerosas. Por essa raz\u00e3o,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-31\/fim-do-perse-viola-seguranca-juridica-e-anterioridades-dizem-tributaristas\/#:~:text=O%20Perse%20foi%20criado%20pela,pelo%20prazo%20de%20cinco%20anos.\">ele n\u00e3o pode ser revogado livremente<\/a>, conforme previsto na S\u00famula 544 do Supremo Tribunal Federal e no artigo 178 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN).<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o entendimento da ju\u00edza Simone de F\u00e1tima Diniz Bretas, da 34\u00aa Vara Federal do Rio de Janeiro, para determinar, por meio de liminar, que uma empresa de agenciamento de jogadores de futebol continue usufruindo das isen\u00e7\u00f5es previstas no Perse at\u00e9 mar\u00e7o de 2027.<\/p>\n\n\n\n<p>Este foi o prazo concedido originalmente pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2019-2022\/2021\/lei\/l14148.htm\">Lei 14.148\/2021<\/a>, que foi criada para socorrer o setor de eventos durante a pandemia. Por meio do programa, a empresa obteve al\u00edquota zero para IRPJ, CSLL, PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Em maio do ano passado, por\u00e9m, foi publicada a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2024\/lei\/l14859.htm\">Lei 14.859\/2024<\/a>, que determinou a extin\u00e7\u00e3o do Perse no momento em que o programa alcan\u00e7asse o teto de R$ 15 bilh\u00f5es em ren\u00fancias fiscais, limite que&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-31\/fim-do-perse-viola-seguranca-juridica-e-anterioridades-dizem-tributaristas\/#:~:text=O%20Perse%20foi%20criado%20pela,pelo%20prazo%20de%20cinco%20anos.\">foi atingido em abril de 2025<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O an\u00fancio do fim do Perse levou a empresa a impetrar um mandado de seguran\u00e7a para garantir a manuten\u00e7\u00e3o das isen\u00e7\u00f5es at\u00e9 o prazo original. A empresa argumentou no processo que reorganizou suas atividades e investiu em seu modelo de neg\u00f3cios com base na data limite original, e que a frustra\u00e7\u00e3o dessas expectativas seria uma atua\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Tributaristas ouvidos pela revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-31\/fim-do-perse-viola-seguranca-juridica-e-anterioridades-dizem-tributaristas\/#:~:text=O%20Perse%20foi%20criado%20pela,pelo%20prazo%20de%20cinco%20anos.\">previram<\/a>&nbsp;que o encerramento do Perse&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mai-30\/restricoes-da-nova-lei-do-perse-podem-gerar-nova-onda-de-judicializacao\/\">poderia levar \u00e0 judicializa\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;em massa porque violaria o princ\u00edpio da anterioridade \u2014 segundo essa regra, leis que criam ou aumentam um imposto s\u00f3 devem produzir efeitos no ano seguinte \u00e0 sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguran\u00e7a jur\u00eddica<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal alegou no processo que a extin\u00e7\u00e3o do Perse por crit\u00e9rio quantitativo (o teto de R$ 15 bilh\u00f5es) teve fundamento constitucional e legal para garantir o equil\u00edbrio fiscal. Segundo o \u00f3rg\u00e3o, n\u00e3o houve viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da anterioridade, uma vez que n\u00e3o se tratava de majora\u00e7\u00e3o de tributo, mas do t\u00e9rmino de um benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos argumentos da empresa de agenciamento para manter o benef\u00edcio \u00e9 que o o artigo 178 do CTN pro\u00edbe a revoga\u00e7\u00e3o da isen\u00e7\u00e3o se ela for \u201cconcedida por prazo certo e em fun\u00e7\u00e3o de determinadas condi\u00e7\u00f5es\u201d. Em resposta, a Receita afirmou que o Perse n\u00e3o se enquadra como isen\u00e7\u00e3o nos termos do artigo 178, mas sim como al\u00edquota zero, um instituto jur\u00eddico distinto.<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza deu raz\u00e3o \u00e0 empresa. Ela justificou que, embora tecnicamente seja uma al\u00edquota zero, o benef\u00edcio do Perse configura uma exonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria por prazo certo e mediante condi\u00e7\u00f5es onerosas. Essas condi\u00e7\u00f5es incluem a necessidade de atendimento a requisitos legais, ades\u00e3o ao Domic\u00edlio Tribut\u00e1rio Eletr\u00f4nico, regularidade cadastral e fiscal, inexist\u00eancia de d\u00e9bitos, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>A magistrada ressaltou que a distin\u00e7\u00e3o te\u00f3rica entre isen\u00e7\u00e3o e al\u00edquota zero n\u00e3o afasta o efeito pr\u00e1tico de um incentivo setorial pleno e tempor\u00e1rio. A decis\u00e3o citou jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a que reconhece a viola\u00e7\u00e3o do artigo 178 do CTN quando h\u00e1 revoga\u00e7\u00e3o de al\u00edquota zero institu\u00edda por prazo e condi\u00e7\u00f5es onerosas, mesmo que antes do termo final.<\/p>\n\n\n\n<p>A julgadora lembrou, ainda,&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudencia\/sumariosumulas.asp?base=30&amp;sumula=2283\">da S\u00famula 544 do STF<\/a>, que estabelece que isen\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias concedidas sob condi\u00e7\u00e3o onerosa n\u00e3o podem ser livremente suprimidas. Para a julgadora, o limite de R$ 15 bilh\u00f5es imposto pela Lei n\u00ba 14.859\/2024 foi equivalente a uma revoga\u00e7\u00e3o parcial do benef\u00edcio, o que violou o CTN e a seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO ordenamento jur\u00eddico veda a atua\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1ria e retroativa do Estado que venha a frustrar leg\u00edtimas expectativas jur\u00eddicas baseadas em normas vigentes. A cl\u00e1usula do Estado de Direito (artigo 1\u00ba, caput, da CF\/88) exige previsibilidade e estabilidade nas rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas, notadamente na seara tribut\u00e1ria\u201d, afirmou a julgadora.<\/p>\n\n\n\n<p>O escrit\u00f3rio&nbsp;Chambarelli Advogados&nbsp;representou a empresa no processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Bloom-Soccer-MS-Manutencao-Perse-2-Sentenca.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler a decis\u00e3o<br>Processo 5002027-22.2025.4.02.5101<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.conjur.com.br\/2025-ago-18\/juiza-mantem-empresa-no-perse-ate-prazo-original-previsto-na-lei\/\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Ju\u00edza manda Receita Federal inscrever d\u00e9bito na d\u00edvida ativa para permitir parcelamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz pode mandar a Receita Federal inscrever um d\u00e9bito tribut\u00e1rio na d\u00edvida ativa se esse for um requisito necess\u00e1rio para o contribuinte aderir a programa de parcelamento e o prazo dessa inscri\u00e7\u00e3o j\u00e1 estiver exaurido.<\/p>\n\n\n\n<p>Receita descumpriu limite de 90 dias para enviar o d\u00e9bito para inscri\u00e7\u00e3o na d\u00edvida ativa<\/p>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 da ju\u00edza Sylvia Marlene de Castro Figueiredo, da 10\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo. Ela deu prazo de cinco dias para a Receita Federal adotar as provid\u00eancias necess\u00e1rias para a inscri\u00e7\u00e3o de um d\u00e9bito na d\u00edvida ativa da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido foi feito por uma empresa que tem interesse em aderir a programa de parcelamento de d\u00e9bitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto o prazo ficava menor, a Receita Federal seguia inerte, desrespeitando o limite de 90 dias para que o d\u00e9bito fosse encaminhado para a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), para controle de legalidade e inscri\u00e7\u00e3o na d\u00edvida ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>In\u00e9rcia da Receita<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, a magistrada observou que inscri\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos n\u00e3o acarreta qualquer preju\u00edzo para a Fazenda. E que restou comprovado o&nbsp;periculum in mora&nbsp;(perigo da demora), ante o curto prazo para ades\u00e3o em programa de parcelamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a advogada da empresa, a tributarista&nbsp;Julia Leite, da Leite Alencar Sociedade de Advogados, a concess\u00e3o da liminar \u00e9 um passo importante para os contribuintes frente \u00e0 in\u00e9rcia da Receita em cumprir os prazos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a advogada diz que esse tipo de liminar ainda \u00e9 pouco conhecida e usada pelos contribuintes, e o instrumento pode ser um diferencial na regulariza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos com mais efici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Decisao-Liminar-inscricao-de-debitos-em-divida-ativa-11.pdf\">&nbsp;aqui<\/a>&nbsp;para ler a decis\u00e3o<br>Processo 5017026-60.2025.4.03.6100<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.conjur.com.br\/2025-ago-18\/juiza-manda-receita-federal-inscrever-debito-na-divida-ativa-para-permitir-parcelamento\/\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Erro em c\u00e1lculo de juros anula d\u00edvidas com a Uni\u00e3o, decide ju\u00edza<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Quando \u00e9 imposs\u00edvel identificar os crit\u00e9rios para o c\u00e1lculo dos juros de d\u00edvidas com a Uni\u00e3o, elas devem ser anuladas. Com esse entendimento, a ju\u00edza Cl\u00e1udia Mantovani Arruga, da 10\u00aa Vara de Execu\u00e7\u00f5es Fiscais Federal de S\u00e3o Paulo, declarou nulas as Certid\u00f5es de D\u00edvida Ativa de uma empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o ajuizou um processo de execu\u00e7\u00e3o fiscal contra uma empresa de engrenagens, referente a uma d\u00edvida de R$ 1.862.049,60. A execu\u00e7\u00e3o foi autorizada, em um primeiro momento, mas o mandado de penhora n\u00e3o foi executado, porque a empresa informou \u00e0 oficial de justi\u00e7a que estava em recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois disso, a empresa executada pediu exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade (mecanismo usado para impedir o andamento da penhora) \u00e0 ju\u00edza do caso. A empresa tamb\u00e9m pediu a nulidade das suas certid\u00f5es de d\u00edvida ativa porque elas n\u00e3o indicavam a forma de calcular os juros e demais encargos.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem crit\u00e9rios<\/p>\n\n\n\n<p>A magistrada concordou com a empresa. Ela avaliou que pela leitura das c\u00e9dulas, n\u00e3o era poss\u00edvel determinar os crit\u00e9rios que foram usados para calcular os juros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPela leitura das CDAs, de fato n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel determinar o termo inicial de flu\u00eancia dos juros de mora e da corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria incidente, assistindo raz\u00e3o \u00e0 excipiente no tocante \u00e0 nulidade das CDAs, que n\u00e3o observaram o requisito formal previsto no artigo 2\u00ba, par\u00e1grafo 5\u00ba e par\u00e1grafo 6\u00ba, inciso III, da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l6830.htm\">Lei 6.830\/1980<\/a>, eivando a certid\u00e3o de iliquidez\u201d, escreveu a julgadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela acolheu o pedido de exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade, declarou a nulidade das c\u00e9dulas e extinguiu as execu\u00e7\u00f5es fiscais referentes a elas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os advogados&nbsp;Lu\u00eds Eduardo Esteves Ferreira&nbsp;e&nbsp;Ivan Marchini Comodaro, s\u00f3cios do escrit\u00f3rio&nbsp;Comodaro e Fontana Sociedade de Advogados, Vice-Presidente e Presidente, respectivamente, da Comiss\u00e3o de Direito Tribut\u00e1rio da OAB de Guarulhos, defenderam a empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Sentenca-extincao.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler a decis\u00e3o<br>Processo 5011302-91.2023.4.03.6182<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-ago-19\/erro-em-calculo-de-juros-anula-dividas-com-a-uniao-decide-justica-federal\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-ago-19\/erro-em-calculo-de-juros-anula-dividas-com-a-uniao-decide-justica-federal\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF valida tipo de atividade como crit\u00e9rio para taxa de fiscaliza\u00e7\u00e3o de estabelecimento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O valor de taxas de fiscaliza\u00e7\u00e3o deve ser definido com base no tipo de atividade do estabelecimento monitorado. Foi o que decidiu o Plen\u00e1rio do&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/\">Supremo Tribunal Federal<\/a>&nbsp;em julgamento virtual encerrado nesta segunda-feira (18\/8).<\/p>\n\n\n\n<p>O caso tem repercuss\u00e3o geral reconhecida, ou seja, a tese estabelecida servir\u00e1 para casos semelhantes nas demais inst\u00e2ncias do Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Contexto<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o no STF se baseou na Taxa de Fiscaliza\u00e7\u00e3o de Estabelecimentos (TFE) da prefeitura de S\u00e3o Paulo. A corte julgou um recurso do munic\u00edpio contra uma decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o que considerou ilegal o par\u00e2metro utilizado para definir o valor da taxa (conforme lei municipal) \u2014 a atividade econ\u00f4mica do estabelecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a prefeitura, a decis\u00e3o violou trechos da Constitui\u00e7\u00e3o que autorizam a cria\u00e7\u00e3o de tais taxas e pro\u00edbem que elas tenham base de c\u00e1lculo pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor do recurso alegou que o crit\u00e9rio vetado pelo TRF-3 se orienta na Classifica\u00e7\u00e3o Nacional de Atividades Econ\u00f4micas (CNAE) para se adequar \u00e0 exig\u00eancia constitucional, j\u00e1 que dessa forma o fato gerador da taxa recai sobre a atua\u00e7\u00e3o fiscalizat\u00f3ria, e n\u00e3o sobre a atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica apresentou parecer contr\u00e1rio ao recurso, com a justificativa de que o valor da cobran\u00e7a deve ter correspond\u00eancia proporcional ao custo do servi\u00e7o prestado pelo Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Correspond\u00eancia com custos<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Gilmar Mendes, relator do caso, considerou que o tipo de atividade exercida pelo contribuinte pode ser usado como crit\u00e9rio para defini\u00e7\u00e3o do valor da taxa de fiscaliza\u00e7\u00e3o do estabelecimento. Todos os demais ministros acompanharam seu entendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, o tipo de atividade do estabelecimento tem correspond\u00eancia com o custo da fiscaliza\u00e7\u00e3o do poder p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o se pode ignorar que o exerc\u00edcio do poder de pol\u00edcia na presente hip\u00f3tese, o qual engloba a atividade de controle, vigil\u00e2ncia e fiscaliza\u00e7\u00e3o de estabelecimentos, ser\u00e1 mais ou menos custoso ao poder p\u00fablico de acordo com a atividade desempenhada pelo estabelecimento objeto de fiscaliza\u00e7\u00e3o\u201d, escreveu Gilmar.<\/p>\n\n\n\n<p>A t\u00edtulo de exemplo, o decano do STF defendeu que os riscos \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 seguran\u00e7a causados por um posto de gasolina fazem com que o pre\u00e7o cobrado para a fiscaliza\u00e7\u00e3o desse local seja superior ao cobrado para fiscalizar uma ag\u00eancia de viagens, ainda que seja imposs\u00edvel estabelecer uma \u201creferibilidade absoluta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o se trata de legitimar uma base de c\u00e1lculo t\u00edpica de imposto, cuja hip\u00f3tese de incid\u00eancia se baseia unicamente na demonstra\u00e7\u00e3o de riqueza do contribuinte, mas em reconhecer que o tipo de atividade exercida pelo estabelecimento guarda correspond\u00eancia com o custo da atividade fiscalizat\u00f3ria do poder de pol\u00edcia\u201d, argumentou Gilmar.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/ARE-990094-Voto-Gilmar-Mendes.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o voto de Gilmar Mendes<br>ARE 990.094<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-ago-19\/stf-valida-tipo-de-atividade-como-criterio-para-taxa-de-fiscalizacao-de-estabelecimento\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-ago-19\/stf-valida-tipo-de-atividade-como-criterio-para-taxa-de-fiscalizacao-de-estabelecimento\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>\u00c9 v\u00e1lida norma que limita cr\u00e9dito de IPI ao fabricante, decide STF<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Data: 19\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>STF declarou constitucional o \u00a7 5\u00ba do art. 29 da lei 10.637\/02, que, ao tratar do regime de suspens\u00e3o do IPI na aquisi\u00e7\u00e3o de insumos, limita o direito \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos do imposto apenas ao estabelecimento industrial remetente, vedando essa possibilidade ao adquirente.<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, o plen\u00e1rio seguiu voto do relator, ministro Gilmar Mendes, segundo o qual&nbsp;a aus\u00eancia de pagamento do imposto na etapa anterior inviabiliza o surgimento de cr\u00e9dito na etapa seguinte, n\u00e3o sendo devido ao adquirente.<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda o caso<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi ajuizada pelo PSDB, que alegou que a suspens\u00e3o do benef\u00edcio afronta o princ\u00edpio da n\u00e3o cumulatividade, previsto no art. 153, \u00a7 3\u00ba, II, da Constitui\u00e7\u00e3o, por impedir que o adquirente dos insumos aproveite os cr\u00e9ditos de IPI.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o partido, o regime de suspens\u00e3o n\u00e3o se confunde com hip\u00f3teses de isen\u00e7\u00e3o, al\u00edquota zero ou n\u00e3o incid\u00eancia, e a restri\u00e7\u00e3o gera aumento de custos para a ind\u00fastria e, por consequ\u00eancia, ao consumidor final, atingindo inclusive bens essenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, requereu a suspens\u00e3o da efic\u00e1cia do dispositivo legal e interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, a fim de estender o direito ao cr\u00e9dito ao adquirente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em defesa da norma, AGU, Congresso Nacional e PGR sustentaram que a suspens\u00e3o do tributo n\u00e3o gera \u00f4nus na etapa anterior, inexistindo, portanto, cr\u00e9dito a ser aproveitado pelo adquirente.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto do relator<\/p>\n\n\n\n<p>Em voto, ministro Gilmar Mendes destacou \u00e9 dever do legislador definir o modelo tribut\u00e1rio e estabelecer hip\u00f3teses de desonera\u00e7\u00e3o, cabendo ao Judici\u00e1rio apenas o controle de eventuais viola\u00e7\u00f5es constitucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para S. Exa., estender o benef\u00edcio ao adquirente significaria atuar como legislador positivo.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro ressaltou que a escolha legislativa foi clara ao conferir o benef\u00edcio apenas ao remetente: \u201co benef\u00edcio do creditamento do IPI, nas opera\u00e7\u00f5es submetidas ao regime de suspens\u00e3o, foi conferido exclusivamente ao remetente dos insumos, qual seja o estabelecimento industrial, fabricante\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Gilmar Mendes afirmou que se trata de uma delimita\u00e7\u00e3o leg\u00edtima e racional, voltada a restringir o incentivo \u00e0 etapa inicial da cadeia produtiva, controlando o alcance da desonera\u00e7\u00e3o e preservando os efeitos da pol\u00edtica industrial.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, afirmou: \u201cN\u00e3o basta que determinada pol\u00edtica p\u00fablica \u2013 fiscal, no caso \u2013 se revele imperfeita ou mesmo ineficiente aos olhos de determinados segmentos econ\u00f4micos ou de formula\u00e7\u00f5es doutrin\u00e1rias. A jurisdi\u00e7\u00e3o constitucional n\u00e3o se presta a corrigir escolhas leg\u00edtimas do legislador, tampouco a promover, por via interpretativa, a redistribui\u00e7\u00e3o de encargos tribut\u00e1rios ou a cria\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais sem lastro legal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o relator destacou que a aus\u00eancia de pagamento do imposto na etapa anterior inviabiliza o surgimento de cr\u00e9dito na etapa seguinte, n\u00e3o sendo devido ao adquirente.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, votou pela improced\u00eancia do pedido, para declarar a constitucionalidade do \u00a7 5\u00ba do art. 29 da lei 10.637\/02, que restringe o direito \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos do IPI ao estabelecimento industrial remetente, e afastar a pretens\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o defendida na inicial.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento foi acompanhado por unanimidade pela Corte.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo Relacionado: ADIn 7.135<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/438162\/e-valida-norma-que-limita-credito-de-ipi-ao-fabricante-decide-stf\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/438162\/e-valida-norma-que-limita-credito-de-ipi-ao-fabricante-decide-stf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF: Maioria valida norma que limita cr\u00e9dito de IPI ao fabricante<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O STF formou maioria para declarar constitucional o \u00a7 5\u00ba do art. 29 da lei 10.637\/02, dispositivo que, ao tratar do regime de suspens\u00e3o do IPI na aquisi\u00e7\u00e3o de insumos por determinadas cadeias produtivas, restringe o direito \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos do imposto ao estabelecimento industrial remetente, vedando tal prerrogativa ao adquirente dos referidos bens.<\/p>\n\n\n\n<p>A delibera\u00e7\u00e3o ocorre no plen\u00e1rio virtual e deve ser conclu\u00edda em 18 de agosto. O relator, ministro Gilmar Mendes, votou por n\u00e3o conhecer do recurso. At\u00e9 o momento, o decano foi acompanhado pelos ministros C\u00e1rmen L\u00facia, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Fl\u00e1vio Dino, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a e Dias Toffoli.<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda<\/p>\n\n\n\n<p>Em a\u00e7\u00e3o ajuizada pelo PSDB, o partido afirmou que a suspens\u00e3o viola o princ\u00edpio da n\u00e3o cumulatividade, previsto no art. 153, \u00a7 3\u00ba, II, da Constitui\u00e7\u00e3o, ao impedir o adquirente de insumos de aproveitar os cr\u00e9ditos do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Alegou, ainda, que a sistem\u00e1tica de suspens\u00e3o do IPI n\u00e3o se confunde com regimes de isen\u00e7\u00e3o, al\u00edquota zero ou n\u00e3o incid\u00eancia, e que a restri\u00e7\u00e3o resulta em \u00f4nus indevido aos adquirentes industriais e, por conseguinte, em aumento de custos repassados ao consumidor final, afetando especialmente o acesso a bens essenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, requereu a suspens\u00e3o da efic\u00e1cia do \u00a7 5\u00ba do art. 29 da lei 10.637\/02 e a interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, para assegurar o direito ao cr\u00e9dito do IPI tamb\u00e9m ao adquirente dos insumos submetidos ao regime de suspens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A AGU, o Congresso Nacional e a Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica defenderam a validade da norma. Para eles, a suspens\u00e3o do tributo n\u00e3o gera \u00f4nus tribut\u00e1rio anterior e, portanto, n\u00e3o h\u00e1 cr\u00e9dito a ser apropriado pelo adquirente.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto do relator<\/p>\n\n\n\n<p>Em voto, ministro Gilmar Mendes destacou que cabe ao legislador definir o modelo tribut\u00e1rio e as hip\u00f3teses de desonera\u00e7\u00e3o, cabendo ao Judici\u00e1rio somente controlar viola\u00e7\u00f5es diretas \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, ampliar o benef\u00edcio ao adquirente configuraria atua\u00e7\u00e3o judicial como legislador positivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, destacou que, no caso, a escolha legislativa \u00e9 n\u00edtida: &#8220;o benef\u00edcio do creditamento do IPI, nas opera\u00e7\u00f5es submetidas ao regime de suspens\u00e3o, foi conferido exclusivamente ao remetente dos insumos, qual seja o estabelecimento industrial, fabricante&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, entendeu tratar-se de uma delimita\u00e7\u00e3o consciente, racional e leg\u00edtima por parte do legislador, que decidiu restringir o incentivo fiscal \u00e0 etapa inicial da cadeia produtiva, visando controlar o alcance da desonera\u00e7\u00e3o e preservar os efeitos da pol\u00edtica industrial pretendida.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o basta que determinada pol\u00edtica p\u00fablica &#8211; fiscal, no caso &#8211; se revele imperfeita ou mesmo ineficiente aos olhos de determinados segmentos econ\u00f4micos ou de formula\u00e7\u00f5es doutrin\u00e1rias. A jurisdi\u00e7\u00e3o constitucional n\u00e3o se presta a corrigir escolhas leg\u00edtimas do legislador, tampouco a promover, por via interpretativa, a redistribui\u00e7\u00e3o de encargos tribut\u00e1rios ou a cria\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais sem lastro legal.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, ressaltou a aus\u00eancia de pagamento do tributo na etapa anterior inviabiliza o surgimento do cr\u00e9dito na etapa subsequente, n\u00e3o sendo devido ao adquirente.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, votou pela improced\u00eancia do pedido, para declarar a constitucionalidade do \u00a7 5\u00ba do art. 29 da lei 10.637\/02, que restringe o direito \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos do IPI ao estabelecimento industrial remetente, e afastar a pretens\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o defendida na inicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: ADIn 7.135<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/436966\/stf-maioria-valida-norma-que-limita-credito-de-ipi-ao-fabricante\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/436966\/stf-maioria-valida-norma-que-limita-credito-de-ipi-ao-fabricante<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ julgar\u00e1 exclus\u00e3o do Difal do ICMS do PIS\/Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu julgar, por meio de recursos repetitivos, a possibilidade de exclus\u00e3o do diferencial de al\u00edquotas (Difal) do ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. Apesar de as duas turmas de direito p\u00fablico terem entendimento favor\u00e1vel ao contribuinte, h\u00e1 decis\u00f5es de Tribunais Regionais Federais (TRFs) que n\u00e3o t\u00eam aplicado a jurisprud\u00eancia dominante.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o da Corte superior dever\u00e1 ser seguida por todas as inst\u00e2ncias do Judici\u00e1rio. Por\u00e9m, ainda n\u00e3o h\u00e1 data definida para o julgamento. At\u00e9 l\u00e1, todas as a\u00e7\u00f5es sobre o tema est\u00e3o suspensas no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o interessa especialmente as varejistas que atuam no com\u00e9rcio eletr\u00f4nico. O Difal \u00e9 a diferen\u00e7a entre as al\u00edquotas de ICMS do remetente e do destinat\u00e1rio nas opera\u00e7\u00f5es interestaduais. Segundo os contribuintes, deve ser aplicada ao caso a chamada \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ela excluiu o imposto estadual da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins (Tema 69 da repercuss\u00e3o geral).<\/p>\n\n\n\n<p>Em um dos quatro processos escolhidos pelo STJ para julgamento, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) questiona decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRF-2). Segundo os desembargadores, o Difal do ICMS n\u00e3o constitui um novo tributo, \u201ctratando-se apenas de uma sistem\u00e1tica diferenciada de recolhimento e distribui\u00e7\u00e3o que objetiva proteger a competitividade entre o estado produtor da mercadoria e o estado destinat\u00e1rio do bem\u201d (REsp n\u00b0 2191532).<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado que defende o contribuinte nesse processo, explica que nem o ICMS nem o Difal constituem receitas para a empresa, que \u00e9 o fato gerador da cobran\u00e7a de PIS e de Cofins. \u201cO valor s\u00f3 transita pela empresa, mas \u00e9 repassado para outro Estado logo em seguida. \u00c9 o mesmo conceito do Tema 69 do Supremo [tese do s\u00e9culo]\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outro processo, o TRF da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF-4) manteve o Difal do ICMS na base do PIS e da Cofins, com base na extensa jurisprud\u00eancia j\u00e1 consolidada no tribunal. \u201cN\u00e3o pode ser exclu\u00eddo da base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins pela simples raz\u00e3o de que o seu montante, por n\u00e3o constituir receita bruta, nunca foi computado na base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es\u201d (REsp 2.174.697).<\/p>\n\n\n\n<p>Essa diverg\u00eancia de decis\u00f5es de segunda inst\u00e2ncia justificou a afeta\u00e7\u00e3o do tema como repetitivo no STJ. Mas as duas turmas de direito p\u00fablico j\u00e1 t\u00eam entendimento firmado de que o Difal do ICMS n\u00e3o integra a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Em novembro de 2024, a 1\u00aa Turma definiu que o Difal era \u201cmera modalidade de cobran\u00e7a de tributo\u201d. Isentou uma empresa da inclus\u00e3o do imposto na base do PIS e da Cofins e possibilitou a compensa\u00e7\u00e3o dos valores indevidamente recolhidos (REsp 2128785). Em maio, os ministros da 2\u00aa Turma adotaram o mesmo entendimento (REsp 2133516).<\/p>\n\n\n\n<p>Em janeiro, a pr\u00f3pria PGFN dispensou os procuradores de recorrer de decis\u00f5es favor\u00e1veis aos contribuintes por meio do Parecer SEI n\u00ba 71, de 2025. No texto, afirma que n\u00e3o existe \u201cdiferen\u00e7a normativa entre o ICMS e o ICMS-Difal, dado que ambos integram o valor do produto e seus valores n\u00e3o ingressam no caixa da empresa como receita nova\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fevereiro de 2024, o Supremo decidiu que a extens\u00e3o do Tema 69 ao Difal do ICMS era uma quest\u00e3o infraconstitucional (RE 1469440). Assim, a decis\u00e3o do STJ sobre o tema ser\u00e1 definitiva.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/08\/20\/stj-julgara-exclusao-do-difal-do-icms-do-pis-cofins.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/08\/20\/stj-julgara-exclusao-do-difal-do-icms-do-pis-cofins.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ vai decidir se ICMS-Difal comp\u00f5e base de c\u00e1lculo de PIS e Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a vai fixar tese vinculante para definir se o diferencial de al\u00edquotas do ICMS (ICMS-Difal) deve ser inclu\u00eddo na base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es para PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado selecionou tr\u00eas processos para serem julgados sob o rito dos recursos repetitivos. A relatoria \u00e9 do ministro Gurgel de Faria.<\/p>\n\n\n\n<p>O Difal \u00e9 o imposto usado para compensar a diferen\u00e7a entre as al\u00edquotas do ICMS quando uma empresa em um estado faz uma venda para o consumidor final em outra unidade da federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Difal na base de PIS e Cofins<\/p>\n\n\n\n<p>O tema no STJ j\u00e1 tem jurisprud\u00eancia pacificada.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mai-30\/stj-unifica-o-entendimento-de-que-o-icms-difal-nao-compoe-a-base-de-pis-e-cofins\/\">Como mostrou<\/a>&nbsp;a revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico, as turmas de Direito P\u00fablico entendem que o Difal n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo de PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de mais uma das chamadas \u201c<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-abr-29\/filhotes-tese-seculo-geram-incerteza-judicializacao\/\">teses-filhotes<\/a>\u201d da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-nov-19\/icms-difal-nao-compoe-a-base-de-calculo-de-pis-e-cofins-define-stj\/O%20Difal%20%C3%A9%20o%20imposto%20usado%20para%20compensar%20a%20diferen%C3%A7a%20entre%20as%20al%C3%ADquotas%20do%20ICMS%20quando%20uma%20empresa%20em%20um%20estado%20faz%20uma%20venda%20para%20o%20consumidor%20final%20em%20outra%20unidade%20da%20federa%C3%A7%C3%A3o%20%E2%80%94%20situa%C3%A7%C3%A3o%20que%20se%20tornou%20frequente%20com%20o%20crescimento%20do%20e-commerce.\">\u201ctese do s\u00e9culo\u201d<\/a>, aquela em que o Supremo Tribunal Federal decidiu que o ICMS n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo de PIS e Cofins, ainda em 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>A l\u00f3gica usada nas turmas do STJ \u00e9 a mesma da aplicada pelo STF. Isso porque o Difal \u00e9 a mera sistem\u00e1tica de recolhimento do ICMS, n\u00e3o se tratando, portanto, de nova esp\u00e9cie tribut\u00e1ria. Assim, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para fazer distin\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que eles t\u00eam a mesma natureza jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Justi\u00e7a tribut\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>Advogado do contribuinte em um dos processos,&nbsp;Gustavo Eugenio Sgardioli&nbsp;apontou que o tema a ser julgado \u00e9 relevante por tratar de quest\u00e3o tribut\u00e1ria que impacta diretamente milhares de empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDo ponto de vista dos contribuintes, essa inclus\u00e3o representa uma tributa\u00e7\u00e3o indevida, j\u00e1 que se trata de imposto estadual que n\u00e3o integra a receita ou faturamento da empresa, mas apenas transita pelos caixas para ser repassado aos estados\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNossa expectativa \u00e9 de que prevale\u00e7a o entendimento de que o ICMS-Difal n\u00e3o deve compor a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es, garantindo justi\u00e7a tribut\u00e1ria e evitando um peso financeiro desproporcional para os contribuintes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Delimita\u00e7\u00e3o do tema<\/p>\n\n\n\n<p>Definir se a contribui\u00e7\u00e3o ao Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social (PIS) e a Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) incidem sobre o ICMS-Difal (Diferencial de Al\u00edquotas do Imposto sobre a Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os).<\/p>\n\n\n\n<p>Com a afeta\u00e7\u00e3o ao rito dos recursos repetitivos, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o determinou a suspens\u00e3o dos recursos especiais ou agravos em REsp em segunda inst\u00e2ncia e no STJ que tratem da mesma quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/STJ_202404225771_tipo_integra_329990631.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o ac\u00f3rd\u00e3o de afeta\u00e7\u00e3o<br>REsp 2.174.178<br>REsp 2.181.166<br>REsp 2.191.532<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-ago-21\/stj-vai-decidir-se-icms-difal-compoe-base-de-calculo-de-pis-e-cofins\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-ago-21\/stj-vai-decidir-se-icms-difal-compoe-base-de-calculo-de-pis-e-cofins\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ ir\u00e1 analisar cobran\u00e7a de PIS\/Cofins sobre valores de interconex\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu encaminhar \u00e0 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o a an\u00e1lise de um caso envolvendo a Tim Celular S.A. e a Fazenda Nacional. A a\u00e7\u00e3o discute a possibilidade de excluir, da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, os valores pagos por operadoras de telefonia a t\u00edtulo de interconex\u00e3o \u2014 quando uma empresa utiliza a rede de outra para completar chamadas e realiza pagamento pela utiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida busca uniformizar o entendimento, diante de decis\u00f5es conflitantes sobre o tema. Isso porque na an\u00e1lise dos Embargos de Diverg\u00eancia em Recurso Especial (EREsp)1599065\/DF, julgados em setembro de 2024, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o decidiu por unanimidade que tais valores n\u00e3o integram a base de c\u00e1lculo porque n\u00e3o comp\u00f5em o patrim\u00f4nio da Oi S.A.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, os ministros Marco Aur\u00e9lio Bellizze e Maria Thereza de Assis pontuaram que tal entendimento foi tomado por outra composi\u00e7\u00e3o e que a tese diverge da decidida no Tema 69 do Supremo Tribunal Federal (STF), que considera a receita bruta das pessoas jur\u00eddicas para a incid\u00eancia do Pis e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Francisco Falc\u00e3o, n\u00e3o se pronunciou sobre o m\u00e9rito, pois votou pelo n\u00e3o conhecimento do recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo tramita como Recurso Especial (REsp) 1506712\/SP.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/1a-secao-do-stj-ira-analisar-cobranca-de-pis-cofins-sobre-valores-de-interconexao\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/1a-secao-do-stj-ira-analisar-cobranca-de-pis-cofins-sobre-valores-de-interconexao<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF vai julgar tributa\u00e7\u00e3o sobre vale-transporte com repercuss\u00e3o geral<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/stf\">STF<\/a>) decidiu julgar a incid\u00eancia de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/contribuicao-previdenciaria\">contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria<\/a>&nbsp;sobre os valores pagos a empregados a t\u00edtulo de vale-transporte e alimenta\u00e7\u00e3o sob a sistem\u00e1tica da repercuss\u00e3o geral. Com isso, a tese a ser fixada pelo tribunal ter\u00e1 aplica\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria em todos os processos que tratam do tema no Judici\u00e1rio e no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/carf\">Carf<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros decidir\u00e3o se os valores descontados do trabalhador para custeio de vale-transporte e alimenta\u00e7\u00e3o se enquadram no conceito constitucional de \u201crendimentos do trabalho\u201d e, portanto, devem compor a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao se manifestar pela exist\u00eancia de repercuss\u00e3o geral e pelo car\u00e1ter constitucional da mat\u00e9ria, o relator, ministro&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/andre-mendonca\">Andr\u00e9 Mendon\u00e7a<\/a>, afirmou que o Supremo ainda n\u00e3o fixou par\u00e2metros constitucionais sobre a incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal sobre verbas descontadas dos trabalhadores para custeio de benef\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o ministro, \u00e9 necess\u00e1rio interpretar o conceito de \u201crendimentos do trabalho\u201d previsto no artigo 195, inciso I, al\u00ednea \u201ca\u201d, da Constitui\u00e7\u00e3o. Ele destacou, ainda, a relev\u00e2ncia econ\u00f4mica, social e jur\u00eddica da controv\u00e9rsia.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator foi seguido por todos os ministros.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso concreto<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso analisado pelo Supremo teve origem em mandado de seguran\u00e7a impetrado pela empresa Prosul Projetos Supervis\u00e3o e Planejamento Ltda., de Santa Catarina.<\/p>\n\n\n\n<p>No processo, a empresa alega que os descontos feitos sobre o sal\u00e1rio do trabalhador para custear vale-transporte e aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o configuram remunera\u00e7\u00e3o. Para a defesa, tratam-se de valores que apenas ressarcem o empregador pelo adiantamento dos benef\u00edcios aos funcion\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO desconto do vale-transporte n\u00e3o se equipara \u00e0 verba salarial, pois n\u00e3o configura qualquer tipo de contrapartida pelos servi\u00e7os prestados, simplesmente ressarce o empregador\u201d, l\u00ea-se na peti\u00e7\u00e3o inicial.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/trf4\">TRF4<\/a>) rejeitou a tese, entendendo que os descontos comp\u00f5em a remunera\u00e7\u00e3o do trabalhador e, portanto, devem integrar a base de c\u00e1lculo do tributo. No recurso extraordin\u00e1rio ao STF, a empresa sustenta que a cobran\u00e7a amplia de forma inconstitucional o conceito de \u201crendimentos do trabalho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita como recurso extraordin\u00e1rio com agravo&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6354957\">(ARE) 1.370.843<\/a>&nbsp;(Tema 1415).&nbsp;Ainda n\u00e3o h\u00e1 data para o julgamento do m\u00e9rito da quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-vai-julgar-tributacao-sobre-vale-transporte-com-repercussao-geral\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-vai-julgar-tributacao-sobre-vale-transporte-com-repercussao-geral<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ vai definir se Lei Kandir j\u00e1 permitia Difal sobre consumidor final contribuinte antes de 2022<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a vai definir se a cobran\u00e7a do diferencial de al\u00edquota do ICMS (Difal) em opera\u00e7\u00f5es interestaduais destinadas ao consumidor final contribuinte do imposto j\u00e1 estava permitido pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp87.htm\">Lei Kandir<\/a>&nbsp;antes de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp190.htm\">Lei Complementar 190\/2022<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado afetou dois recursos sobre o tema, para serem julgados sob o rito dos recursos repetitivos. Haver\u00e1 fixa\u00e7\u00e3o de tese vinculante. A relatoria \u00e9 do ministro Afr\u00e2nio Vilela.<\/p>\n\n\n\n<p>A tem\u00e1tica se insere na complexa forma com que se desenvolveu e implementou o ICMS-Difal, tributo previsto desde a reda\u00e7\u00e3o original da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm\">Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>&nbsp;como forma de equilibrar a arrecada\u00e7\u00e3o entre os estados.<\/p>\n\n\n\n<p>Difal sobre n\u00e3o contribuinte do ICMS<\/p>\n\n\n\n<p>Originalmente, ele era destinado apenas ao consumidor \u2014 quem adquire a mercadoria ou \u00e9 o tomador do servi\u00e7o \u2014 que se encontra em um estado diferente do vendedor ou prestador de servi\u00e7o, desde que fosse contribuinte do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2015, com o crescimento dos&nbsp;e-commerce, a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/emendas\/emc\/emc87.htm\">Emenda Constitucional 87\/2015<\/a>&nbsp;instituiu uma nova vers\u00e3o do Difal, aplic\u00e1vel ao consumidor final n\u00e3o contribuinte \u2014 a pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica que adquire a mercadoria ou contrata o servi\u00e7o para uso pr\u00f3prio, n\u00e3o para revenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa vers\u00e3o o Supremo Tribunal Federal decidiu que&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2021-fev-24\/estados-nao-podem-cobrar-diferencial-aliquota-icms-stf\/\">n\u00e3o poderia ser implementada sem a edi\u00e7\u00e3o de uma lei regulamentadora<\/a>, que s\u00f3 veio com a Lei Complementar 190\/2022. A corte&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-ago-07\/supremo-forma-maioria-a-favor-da-cobranca-do-difal-desde-2022\/\">tem maioria para definir que \u00e9 j\u00e1 a partir dessa data<\/a>&nbsp;que a cobran\u00e7a pode ser feita.<\/p>\n\n\n\n<p>Difal sobre contribuinte do ICMS<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para o Difal original, o STF entendeu que a controv\u00e9rsia seria infraconstitucional: ela dependeria da interpreta\u00e7\u00e3o de lei complementar (Lei Kandir), fun\u00e7\u00e3o reservada ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>As turmas de Direito P\u00fablico do STJ n\u00e3o t\u00eam jurisprud\u00eancia sobre o tema porque os recursos raramente ultrapassam a barreira do conhecimento, j\u00e1 que s\u00e3o decididos pelos tribunais de segundo grau com base em argumentos constitucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCabe ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a exercer seu papel constitucional e consolidar o entendimento acerca da quest\u00e3o infraconstitucional que se descortina, sendo ineg\u00e1vel o impacto nos processos em tr\u00e2mite em todo o pa\u00eds\u201d, disse Afr\u00e2nio Vilela.<\/p>\n\n\n\n<p>Expectativas<\/p>\n\n\n\n<p>Tiago Borges, advogado do contencioso tribut\u00e1rio do VBD Advogados, explica que a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o vai se debru\u00e7ar sobre as previs\u00f5es originalmente constantes nos artigos 6\u00b0, 12 e 13 da Lei Kandir, usados para fundamentar a cobran\u00e7a do Difal sobre os contribuintes do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>O argumento seria de que \u201ca reda\u00e7\u00e3o desses artigos n\u00e3o teria disposto expressamente sobre opera\u00e7\u00f5es com bens ou mercadorias destinadas a uso e consumo ou ativo imobilizado\u201d, aponta o tributarista.<\/p>\n\n\n\n<p>Let\u00edcia Micchelucci, tributarista do Loeser e Hadad Advogados, avisa que a tend\u00eancia \u00e9 que, respeitados os limites de compet\u00eancia de cada Corte, as decis\u00f5es sejam harm\u00f4nicas, especialmente porque o STF j\u00e1 delimitou o escopo de sua atua\u00e7\u00e3o nesse tema.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm s\u00edntese, o julgamento do STJ tende a pacificar a controv\u00e9rsia infraconstitucional sobre o DIFAL, restando ao STF apenas o controle de eventuais viola\u00e7\u00f5es constitucionais, o que mitiga, mas n\u00e3o elimina, o risco de decis\u00f5es conflitantes\u201d, avalia<\/p>\n\n\n\n<p>Alexandre Teixeira Jorge, tributarista do BBL Advogados, tamb\u00e9m n\u00e3o v\u00ea risco de conflitos interpretativos. \u201cO STJ julgar\u00e1 a legalidade da cobran\u00e7a do ICMS-DIFAL opera\u00e7\u00f5es interestaduais destinadas a consumidor final contribuinte do imposto entre a LC 87\/1996 e a&nbsp;LC&nbsp;190\/2022.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Delimita\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia<\/p>\n\n\n\n<p>Definir se a cobran\u00e7a de ICMS-DIFAL em opera\u00e7\u00f5es interestaduais destinadas a consumidor final contribuinte do imposto estava suficientemente disciplinada na Lei Complementar 87\/1996 (Lei Kandir), antes da entrada em vigor da Lei Complementar 190\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o ainda determinou a suspens\u00e3o de todos os processos, individuais ou coletivos, que versem sobre a mesma mat\u00e9ria, nos quais tenha havido a interposi\u00e7\u00e3o de recurso especial ou de agravo em recurso especial, na segunda inst\u00e2ncia, ou que estejam em tramita\u00e7\u00e3o no STJ.<br>REsp 2.133.933<br>REsp 2.025.997<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-ago-23\/stj-vai-definir-se-lei-kandir-ja-permitia-difal-sobre-consumidor-final-contribuinte\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-ago-23\/stj-vai-definir-se-lei-kandir-ja-permitia-difal-sobre-consumidor-final-contribuinte\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF decide que atividade pode definir valor da Taxa de Fiscaliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) validou o artigo 14 da Lei Municipal 13.477\/2002, de S\u00e3o Paulo, que instituiu a Taxa de Fiscaliza\u00e7\u00e3o de Estabelecimentos (TFE).<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi tomada no julgamento virtual do Agravo em Recurso Extraordin\u00e1rio (ARE) 990.094 (Tema 1035), envolvendo o Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo e a Empresa Brasileira de Correios e Tel\u00e9grafos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, os ministros acompanharam o voto do relator, ministro Gilmar Mendes, que considerou constitucional a ado\u00e7\u00e3o do tipo de atividade exercida pelo contribuinte como um dos crit\u00e9rios para fixa\u00e7\u00e3o do valor da taxa de fiscaliza\u00e7\u00e3o do estabelecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Mendes, a natureza da atividade est\u00e1 ligada aos custos de fiscaliza\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, \u00e0s despesas do poder p\u00fablico para exercer o controle sobre cada setor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 natural compreender, por exemplo, que um posto de combust\u00edvel deve pagar valor superior, a t\u00edtulo de taxa de poder de pol\u00edcia, em compara\u00e7\u00e3o a uma ag\u00eancia de viagem. Afinal, a fiscaliza\u00e7\u00e3o do primeiro estabelecimento, por envolver maior risco \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 seguran\u00e7a, dever\u00e1 ser feita de maneira mais cautelosa\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro destacou ainda que \u201cn\u00e3o se exige uma referibilidade absoluta entre o valor cobrado e o custo exato do servi\u00e7o p\u00fablico. Exigir tal precis\u00e3o inviabilizaria a arrecada\u00e7\u00e3o e a pr\u00f3pria gest\u00e3o tribut\u00e1ria.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA cobran\u00e7a deve ser diretamente proporcional ao custo da atividade colocada \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o ou prestada pelo Estado, dentro de um limite razo\u00e1vel, sob pena de violar princ\u00edpios constitucionais\u201d, afirmou Mendes.<\/p>\n\n\n\n<p>Na tese fixada pelo Supremo, ficou consolidado que \u201c\u00e9 constitucional considerar o tipo de atividade exercida pelo contribuinte como um dos crit\u00e9rios para fixa\u00e7\u00e3o do valor de taxa de fiscaliza\u00e7\u00e3o do estabelecimento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-decide-que-atividade-pode-definir-valor-da-taxa-de-fiscalizacao\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-decide-que-atividade-pode-definir-valor-da-taxa-de-fiscalizacao<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF valida lei que permite a divulga\u00e7\u00e3o do nome de devedores contumazes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou pela validade de norma estadual que autoriza a divulga\u00e7\u00e3o de nomes de devedores contumazes de ICMS. Em julgamento realizado no Plen\u00e1rio Virtual, os ministros analisaram uma legisla\u00e7\u00e3o ga\u00facha que prev\u00ea a publica\u00e7\u00e3o dos nomes dos inadimplentes na p\u00e1gina da Secretaria da Fazenda do Estado na internet, al\u00e9m de informa\u00e7\u00f5es sobre a condi\u00e7\u00e3o de devedor nas notas fiscais emitidas pelas empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema foi levado ao Supremo por meio de a\u00e7\u00e3o proposta pelo Partido Social Liberal (PSL) contra o governador do Rio Grande do Sul. Mas v\u00e1rios Estados como S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Paran\u00e1, Mato Grosso do Sul, Piau\u00ed, Pernambuco, Mato Grosso, Rond\u00f4nia, Sergipe, Maranh\u00e3o, Par\u00e1, Amazonas e Minas Gerais foram admitidos como parte interessada no processo (ADI 4854).<\/p>\n\n\n\n<p>No pedido, o partido alega que o Regime Especial de Fiscaliza\u00e7\u00e3o (REF) para contribuintes considerados devedores contumazes, institu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.711, de 2011, e regulamentada pelo Decreto n\u00ba 48.494, de 2011, viola os princ\u00edpios constitucionais da liberdade de trabalho e com\u00e9rcio, impondo san\u00e7\u00f5es desproporcionais.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 na lei, segundo o PSL, medidas que implicam exposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica negativa do nome da empresa no mercado, al\u00e9m da inclus\u00e3o dela em cadastro de restri\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito. S\u00e3o previstas tamb\u00e9m restri\u00e7\u00f5es operacionais e financeiras, como a perda de regimes especiais de pagamento do ICMS, a exig\u00eancia de pagamento do imposto no momento da ocorr\u00eancia do fato gerador, a suspens\u00e3o do diferimento do imposto e a exig\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas peri\u00f3dicas da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma estabelece ainda que as notas fiscais emitidas contenham a frase \u201ccontribuinte submetido a REF com vencimento do ICMS no fato gerador\u201d. Al\u00e9m disso, s\u00f3 permite cr\u00e9dito fiscal mediante comprovante de arrecada\u00e7\u00e3o. De acordo com a a\u00e7\u00e3o judicial, o Estado do Rio Grande do Sul tamb\u00e9m tem realizado o envio de mensagens eletr\u00f4nicas e feito liga\u00e7\u00f5es telef\u00f4nicas para fornecedores e clientes das empresas devedoras do ICMS informando sobre essa situa\u00e7\u00e3o de inadimpl\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, o Estado alegou que os contribuintes inclu\u00eddos no REF representam 0,5% dos contribuintes devedores. Isso evidenciaria a excepcionalidade da medida, reservada a casos graves e cr\u00f4nicos de inadimpl\u00eancia, quando todas as formas ordin\u00e1rias e amig\u00e1veis de regulariza\u00e7\u00e3o j\u00e1 teriam sido tentadas sem sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos ministros seguiu o voto de Nunes Marques. \u201cSe por um lado o excesso de exa\u00e7\u00e3o pode inviabilizar ou dificultar a atividade econ\u00f4mica, por outro a inadimpl\u00eancia contumaz desequilibra artificial e ilicitamente as condi\u00e7\u00f5es de livre concorr\u00eancia, porquanto a tributa\u00e7\u00e3o constitui custo de qualquer neg\u00f3cio\u201d, afirmou o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com ele, segundo a jurisprud\u00eancia do Supremo, n\u00e3o constitui san\u00e7\u00e3o pol\u00edtica a submiss\u00e3o de contribuinte a regime fiscal diferenciado em virtude de inadimplemento reiterado. \u201cN\u00e3o h\u00e1 qualquer argumento do requerente que demonstre serem desarrazoados os par\u00e2metros estabelecidos no REF; tampouco \u00e9 poss\u00edvel inferir, em abstrato, interferir, em abstrato, interfer\u00eancia direta no exerc\u00edcio de atividade profissional\u201d, diz o ministro.<\/p>\n\n\n\n<p>No plano federal, n\u00e3o existe norma que estabele\u00e7a crit\u00e9rios uniformes para definir quando um contribuinte deve ser considerado devedor contumaz, segundo Anderson Mainates, advogado associado do Cascione na \u00e1rea tribut\u00e1ria. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 norma que defina qual procedimento deve ser adotado ou quais as consequ\u00eancias dessa classifica\u00e7\u00e3o pelo Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o tributarista, mais grave do que validar a divulga\u00e7\u00e3o dos nomes dos devedores contumazes, \u00e9 o condicionamento da apropria\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o do recolhimento do imposto e a possibilidade de revoga\u00e7\u00e3o de regimes especiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Mainates destaca que tanto o STF quanto o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) j\u00e1 enfrentaram o tema sob a \u00f3tica criminal, fixando como par\u00e2metro comum, a necessidade de verifica\u00e7\u00e3o de dolo ou inten\u00e7\u00e3o de apropria\u00e7\u00e3o dos valores n\u00e3o recolhidos ao Fisco (RHC 163.334 no STJ e HC 760.150 no STF).<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista lembra que tramita na C\u00e2mara o Projeto de Lei n\u00ba 15, de 2024, que busca suprir essa lacuna normativa. O projeto dedica um cap\u00edtulo \u00e0 defini\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios para caracteriza\u00e7\u00e3o do devedor contumaz, assegurando contradit\u00f3rio e ampla defesa mediante processo administrativo espec\u00edfico. \u201cEssa uniformiza\u00e7\u00e3o \u00e9 relevante porque, hoje, cada Estado adota seus pr\u00f3prios par\u00e2metros\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O PL 15 foi enviado pelo Minist\u00e9rio da Fazenda \u00e0 C\u00e2mara dos Deputados. Ele institui programas de conformidade tribut\u00e1ria e aduaneira no \u00e2mbito da Receita Federal, do Minist\u00e9rio da Fazenda e disp\u00f5e sobre o devedor contumaz e as condi\u00e7\u00f5es para frui\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem outros projetos sobre o tema. No Senado, tramita o PLP n\u00ba 164, de 2022. O texto busca criar uma norma geral para uniformizar crit\u00e9rios e procedimentos em todo o pa\u00eds, evitando distor\u00e7\u00f5es entre os Estados.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esfera estadual, as normas tamb\u00e9m s\u00e3o diferentes. Em S\u00e3o Paulo, por exemplo, a Lei Complementar n\u00ba 1.320, de 2018, considera devedor contumaz quem tiver d\u00e9bitos declarados e n\u00e3o pagos relativos a seis per\u00edodos de apura\u00e7\u00e3o (consecutivos ou n\u00e3o) em 12 meses. J\u00e1 no Rio Grande do Sul, a classifica\u00e7\u00e3o depende de d\u00e9bitos declarados e n\u00e3o pagos em mais de oito per\u00edodos, ou que ultrapassem 30% do patrim\u00f4nio l\u00edquido, ou ainda 25% do faturamento anual declarado ao Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto do relator foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Fl\u00e1vio Dino, Dias Toffoli, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Lu\u00eds Barroso e Alexandre de Moraes.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/08\/24\/stf-valida-lei-que-permite-a-divulgacao-do-nome-de-devedores-contumazes.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/08\/24\/stf-valida-lei-que-permite-a-divulgacao-do-nome-de-devedores-contumazes.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF mant\u00e9m quebra da coisa julgada e afasta multas de empresas que n\u00e3o pagaram CSLL de 2007<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal manteve as decis\u00f5es de manter a quebra da coisa julgada em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria e afastar multas contra empresas que n\u00e3o pagaram a Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) de 2007 at\u00e9 a data do julgamento original, em fevereiro de 2023. O Plen\u00e1rio reafirmou os entendimentos ao analisar novos embargos de declara\u00e7\u00e3o na sess\u00e3o virtual encerrada nesta sexta-feira (22\/8).<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu o entendimento do ministro Roberto Barroso, que votou pelo afastamento das multas de empresas que n\u00e3o pagaram CSLL em 2007<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu o entendimento do ministro Roberto Barroso, que votou pelo afastamento das multas de empresas que n\u00e3o pagaram CSLL em 2007<\/p>\n\n\n\n<p>Os recursos foram apresentados contra ac\u00f3rd\u00e3os de aclarat\u00f3rios em dois recursos extraordin\u00e1rios com repercuss\u00e3o geral que discutiram os limites da coisa julgada em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria (temas 885 e 881).<\/p>\n\n\n\n<p>O caso concreto envolve uma decis\u00e3o transitada em julgado em 1992 que admitia o n\u00e3o pagamento da CSLL. Em 2007, por\u00e9m, o Supremo entendeu que a cobran\u00e7a \u00e9 constitucional. J\u00e1 em 2023 ficou definido que a cobran\u00e7a passou a surtir efeitos em 2007, independentemente de decis\u00f5es anteriores que j\u00e1 transitaram em julgado permitindo o n\u00e3o pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em abril de 2024, foi a vez de o STF estabelecer a n\u00e3o exigibilidade de multas punitivas ou morat\u00f3rias pelo n\u00e3o pagamento da contribui\u00e7\u00e3o desde a valida\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um dos embargos julgados na sess\u00e3o encerrada na sexta, a Uni\u00e3o pediu que a n\u00e3o incid\u00eancia de multas seja condicionada ao pagamento espont\u00e2neo dos d\u00e9bitos por CSLL ou o parcelamento deles em at\u00e9 30 dias ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da ata do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros dois foram opostos pela empresa t\u00eaxtil parte em um dos processos. No primeiro, defendeu que a argumenta\u00e7\u00e3o usada para afastar deveria ser aplicada para tamb\u00e9m modular a exig\u00eancia do tributo. No segundo, alegou que houve contradi\u00e7\u00e3o do tribunal ao limitar \u00e0 CSLL a n\u00e3o incid\u00eancia das multas.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto do relator<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, votou pela rejei\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas embargos. Para ele, o pedido feito pela Uni\u00e3o reabriria a discuss\u00e3o sobre a modula\u00e7\u00e3o e jurisprud\u00eancia do STF impede rediscuss\u00f5es por essa via recursal. J\u00e1 as quest\u00f5es levantadas pela empresa teriam sido devidamente debatidas durante o julgamento atacado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Fl\u00e1vio Dino, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a e Luiz Fux.<\/p>\n\n\n\n<p>A respeito do pedido de modula\u00e7\u00e3o da exig\u00eancia da CSLL, lembrou que o objetivo do colegiado ao afastar as multas entendeu que n\u00e3o seria adequado presumir o dolo dos contribuintes que tinham decis\u00f5es a seu favor decis\u00f5es transitadas em julgado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDe um lado, prevaleceu a necessidade de neutralizar a vantagem competitiva indevida, o que se fez com a determina\u00e7\u00e3o de pagamento do tributo tido por constitucional. De outro lado, afastou-se a multa por n\u00e3o ser razo\u00e1vel, dadas as circunst\u00e2ncias consideradas, presumir o dolo capaz de ensejar a puni\u00e7\u00e3o do contribuinte titular de coisa julgada, no caso espec\u00edfico da<\/p>\n\n\n\n<p>CSLL\u201d, escreveu.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 exclusividade da dispensa de multa para d\u00e9bitos da contribui\u00e7\u00e3o, argumentou que isso se justifica pela particularidade da quest\u00e3o, que envolvia uma diverg\u00eancia entre as jurisprud\u00eancia do STF e do Superior Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso porque, ap\u00f3s a decis\u00e3o do STF que, em 2007, declarou a constitucionalidade da contribui\u00e7\u00e3o, sobreveio decis\u00e3o do STJ, de 2011, que fixou, erradamente, tese pela manuten\u00e7\u00e3o dos efeitos das decis\u00f5es favor\u00e1veis ao contribuinte. Assim, foram as circunst\u00e2ncias espec\u00edficas do caso de fundo que levaram esta Corte a afastar as multas tribut\u00e1rias, apenas em rela\u00e7\u00e3o aos lit\u00edgios da CSLL\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Diverg\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Dias Toffoli abriu diverg\u00eancia ao votar pelo acolhimento dos embargos que pediam a modula\u00e7\u00e3o da exig\u00eancia da CSLL. Para ele, a exigibilidade do tributo de contribuintes com decis\u00f5es favor\u00e1veis deve valer s\u00f3 a partir de decis\u00e3o de fevereiro de 2023. O ministro Nunes Marques acompanhou a diverg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, Toffoli argumenta que a tese fixada pelo STF redesenhou a jurisprud\u00eancia estabelecida pelo STJ. De acordo com o entendimento do Supremo, casos como esse justificam a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos de julgados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA meu ver, \u00e9 correta a percep\u00e7\u00e3o da ora embargante de que, se reconhecida que a modifica\u00e7\u00e3o do desenho jurisprudencial provocada pelo julgamento dos Temas 881 e 885 quebrou \u201ca confian\u00e7a e a expectativa do contribuinte quanto \u00e0 preval\u00eancia de sua coisa julgada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s multas\u201d, esse reconhecimento tamb\u00e9m deveria ser feito quanto \u00e0 exig\u00eancia do tributo questionado judicialmente\u201d, escreveu.<\/p>\n\n\n\n<p>Toffoli tamb\u00e9m defendeu que a n\u00e3o incid\u00eancia das multas deve valer para casos de quebra de coisa julgada em mat\u00e9rias referentes a qualquer tributo, e n\u00e3o s\u00f3 nas a\u00e7\u00f5es sobre d\u00e9bitos de CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 949.297<\/p>\n\n\n\n<p>RE 955.227<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-ago-24\/stf-decide-manter-quebra-da-coisa-coisa-julgada-e-afasta-multas-de-empresas-que-nao-pagaram-csll-de-2007\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-ago-24\/stf-decide-manter-quebra-da-coisa-coisa-julgada-e-afasta-multas-de-empresas-que-nao-pagaram-csll-de-2007\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/noticiasfiscais.com.br\/2025\/08\/20\/decreto-nao-pode-instituir-cobranca-antecipada-de-icms-decide-juiza\/\"><strong>Decreto n\u00e3o pode instituir cobran\u00e7a antecipada de ICMS, decide ju\u00edza<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/08\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A antecipa\u00e7\u00e3o do pagamento do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Presta\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os (<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mai-30\/icms-protagonimo-fiscal-nos-estados-e-a-situacao-pos-reforma\/\">ICMS<\/a>) n\u00e3o pode ser institu\u00edda por decreto nem ocorrer sem substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Com esse entendimento, a ju\u00edza Alessandra Teixeira Miguel, da 3\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de S\u00e3o Paulo, suspendeu a cobran\u00e7a de um d\u00e9bito fiscal de R$ 4.181.517,70 de uma empresa distribuidora.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a companhia ajuizou uma a\u00e7\u00e3o ap\u00f3s ser imposta o valor pela Fazenda P\u00fablica do estado paulista. O montante foi cobrado por um auto de infra\u00e7\u00e3o e imposi\u00e7\u00e3o de multa com base no artigo&nbsp;<a href=\"https:\/\/legislacao.fazenda.sp.gov.br\/Paginas\/art426a.aspx\">426-A do RICMS.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O dispositivo prev\u00ea que ao receber mercadorias de outros estados, \u201co contribuinte paulista que conste como destinat\u00e1rio no documento fiscal relativo \u00e0 opera\u00e7\u00e3o dever\u00e1 efetuar antecipadamente o recolhimento\u201d de impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa, al\u00e9m de questionar a constitucionalidade da cobran\u00e7a, argumentou que o ICMS n\u00e3o poderia ser cobrado no deslocamento de mercadorias entre estabelecimentos que possuem o mesmo titular.<\/p>\n\n\n\n<p>Exig\u00eancia indevida<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza reconheceu a inconstitucionalidade na exig\u00eancia de antecipa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria por meio de decreto e apontou que isso evidencia \u201ca probabilidade do direito da autora. Ademais, s\u00e3o ineg\u00e1veis os preju\u00edzos financeiros possivelmente implicados \u00e0 autora\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A julgadora afirmou que a antecipa\u00e7\u00e3o do pagamento sem substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria precisa ser respaldada em alguma lei nesse sentido estrito e proibiu o embasamento em decreto, como no uso do RICMS. Para isso, a ju\u00edza citou o entendimento do Supremo Tribunal Federal no Tema 456.<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STF estabeleceu que pagar de forma adiantada o ICMS s\u00f3 poderia ocorrer com a cria\u00e7\u00e3o de uma lei espec\u00edfica. A substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria progressiva do imposto ficaria liberada apenas com uma lei complementar federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a ju\u00edza decidiu suspender a d\u00edvida \u201cat\u00e9 o julgamento final da demanda\u201d e ordenou que autoridades fiscais n\u00e3o cobrem o valor enquanto isso.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada&nbsp;Daniela Andrade dos Santos, da Advocacia Haddad Neto, defendeu os interesses da empresa na a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Decisao-Liminar.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler a decis\u00e3o<br>Processo 1060985-79.2025.8.26.0053<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-ago-18\/cobranca-de-icms-antecipadamente-nao-pode-ser-feita-com-decreto\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-ago-18\/cobranca-de-icms-antecipadamente-nao-pode-ser-feita-com-decreto\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>STF analisar\u00e1 ICMS em marketplaces; advogado alerta para impactos Data: 18\/08\/2025 Na \u00faltima semana, o STF reconheceu repercuss\u00e3o geral em recurso que discute a validade de lei do Estado do Rio de Janeiro que atribui a marketplaces e intermediadores de pagamento a responsabilidade pelo recolhimento do ICMS em opera\u00e7\u00f5es com mercadorias n\u00e3o digitais, nos casos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3643,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[9,29,33,63,96,73],"class_list":["post-3861","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-retrospecto-tributario","tag-amaral-yazbek","tag-empresas","tag-negocios","tag-noticia-do-dia","tag-reforma-tributaria","tag-retrospecto-tributario"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.4 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Retrospecto Tribut\u00e1rio - 11\/08 a 19\/08<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. 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