{"id":3858,"date":"2026-03-24T06:57:05","date_gmt":"2026-03-24T09:57:05","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3858"},"modified":"2026-03-24T08:35:58","modified_gmt":"2026-03-24T11:35:58","slug":"retrospecto-tributario-17-03-a-24-03","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3858","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 17\/03 a 24\/03"},"content":{"rendered":"\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>Reforma tribut\u00e1ria deixa maioria das PMEs sem adapta\u00e7\u00e3o fiscal<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Data: 16\/03\/2026<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A implementa\u00e7\u00e3o da Reforma Tribut\u00e1ria no Brasil j\u00e1 come\u00e7ou a produzir efeitos pr\u00e1ticos no cotidiano das empresas, mas grande parte das pequenas e m\u00e9dias empresas (PMEs) ainda n\u00e3o realizou as adapta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para operar dentro das novas regras fiscais. Levantamento da Secretaria de Acompanhamento Econ\u00f4mico (Seae) indica que mais de 80% dos contribuintes enquadrados nos regimes de Lucro Real e Lucro Presumido ainda n\u00e3o conclu\u00edram as adequa\u00e7\u00f5es operacionais exigidas desde 1\u00ba de janeiro de 2026.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">As informa\u00e7\u00f5es foram divulgadas pela plataforma de gest\u00e3o empresarial vhsys, que alerta para o risco de irregularidades na emiss\u00e3o de notas fiscais, no c\u00e1lculo de tributos e na consist\u00eancia das informa\u00e7\u00f5es enviadas \u00e0 Receita Federal. A falta de atualiza\u00e7\u00e3o pode gerar penalidades e comprometer a seguran\u00e7a das opera\u00e7\u00f5es financeiras das empresas.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Na pr\u00e1tica, a aus\u00eancia de ajustes nos sistemas fiscais pode resultar em multas, bloqueios operacionais, inconsist\u00eancias cont\u00e1beis e at\u00e9 impactos no fluxo de caixa das empresas. O problema ocorre em um momento em que o mercado exige maior precis\u00e3o nos dados e mais agilidade na gest\u00e3o financeira.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Outro fator que aumenta a press\u00e3o sobre as empresas \u00e9 o in\u00edcio das auditorias e da aplica\u00e7\u00e3o de penalidades previstas para 1\u00ba de abril. Embora os novos tributos \u2014 o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) \u2014 j\u00e1 estejam em vigor desde janeiro, a fiscaliza\u00e7\u00e3o efetiva tende a se intensificar a partir dessa data.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Segundo Reginaldo Stocco, CEO da vhsys, muitas empresas ainda n\u00e3o perceberam que a transi\u00e7\u00e3o j\u00e1 exige mudan\u00e7as imediatas nos processos internos. \u201cEstamos passando por uma transi\u00e7\u00e3o que j\u00e1 exige a\u00e7\u00e3o. Empresas que ainda n\u00e3o organizaram seus processos fiscais e sistemas de dados est\u00e3o sujeitas a riscos concretos, e isso pode custar caro em termos de multa, retrabalho e perda de agilidade operacional\u201d, afirma.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Entre as primeiras medidas recomendadas para as PMEs est\u00e1 a valida\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas aplic\u00e1veis de IBS e CBS com o contador da empresa. A defini\u00e7\u00e3o correta desses percentuais \u00e9 fundamental para evitar recolhimento indevido de impostos, seja a mais ou a menos, situa\u00e7\u00e3o que pode afetar diretamente o caixa e gerar autua\u00e7\u00f5es fiscais.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Outro passo essencial \u00e9 verificar se o sistema de gest\u00e3o empresarial \u2014 o ERP \u2014 est\u00e1 atualizado para operar com as novas regras da reforma. Mesmo quando o sistema j\u00e1 recebeu atualiza\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, as al\u00edquotas e par\u00e2metros precisam ser configurados manualmente e vinculados aos produtos e servi\u00e7os cadastrados, sob risco de emiss\u00e3o de notas fiscais com dados incorretos.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">As empresas tamb\u00e9m devem revisar seus custos e estrat\u00e9gias de precifica\u00e7\u00e3o. Com a mudan\u00e7a nas al\u00edquotas, o c\u00e1lculo do custo real de cada produto ou servi\u00e7o pode sofrer altera\u00e7\u00f5es, o que exige an\u00e1lise detalhada para evitar perda de margem de lucro ao longo dos pr\u00f3ximos meses.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Al\u00e9m disso, especialistas recomendam a padroniza\u00e7\u00e3o de processos e a integra\u00e7\u00e3o entre dados fiscais, financeiros e cont\u00e1beis. A centraliza\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es em um \u00fanico sistema reduz retrabalho, evita diverg\u00eancias e prepara as empresas para as pr\u00f3ximas fases da transi\u00e7\u00e3o da Reforma Tribut\u00e1ria, que seguir\u00e1 at\u00e9 2033.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tribut\u00e1rio (IBPT) aponta que empresas que anteciparam a adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s novas regras conseguiram reduzir em at\u00e9 40% o retrabalho e as corre\u00e7\u00f5es fiscais, al\u00e9m de melhorar a previsibilidade do fluxo de caixa e das proje\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Para Stocco, a reorganiza\u00e7\u00e3o dos processos n\u00e3o pode mais ser tratada como um planejamento de longo prazo. \u201cAs PMEs que encararem a reorganiza\u00e7\u00e3o de processos agora estar\u00e3o em vantagem operacional, com menos erros, mais clareza de custos e maior capacidade de escalar sua opera\u00e7\u00e3o sem entraves burocr\u00e1ticos\u201d, conclui o especialista.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/www.brasil247.com\/empreender\/reforma-tributaria-deixa-maioria-das-pmes-sem-adaptacao-fiscal#google_vignette\">https:\/\/www.brasil247.com\/empreender\/reforma-tributaria-deixa-maioria-das-pmes-sem-adaptacao-fiscal#google_vignette<\/a>&nbsp;<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>Receita come\u00e7a a receber declara\u00e7\u00f5es do IRPF no dia 23 de mar\u00e7o; prazo de entrega se encerra em 29 de maio<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Data: 16\/03\/2026<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">As normas e procedimentos para a apresenta\u00e7\u00e3o da Declara\u00e7\u00e3o de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa F\u00edsica (DIRPF) referentes ao exerc\u00edcio de 2026, ano-calend\u00e1rio 2025, foram apresentadas nesta segunda-feira, 16 de mar\u00e7o, pela Receita Federal. O prazo para a entrega da declara\u00e7\u00e3o come\u00e7a na segunda-feira que vem, 23 de mar\u00e7o, e vai at\u00e9 29 de maio. O programa para fazer a declara\u00e7\u00e3o estar\u00e1 dispon\u00edvel a partir de sexta-feira, 20 de mar\u00e7o. A transmiss\u00e3o foi assistida por mais de 20 mil espectadores.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida j\u00e1 estar\u00e1 plenamente dispon\u00edvel no in\u00edcio do prazo de entrega da declara\u00e7\u00e3o, com novos dados inclu\u00eddos em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado, informa\u00e7\u00f5es do e-Social relativas aos empregados dom\u00e9sticos, dados do Imposto de Renda Retido na Fonte sobre a renda vari\u00e1vel e recupera\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es de pagamento (DARFs). Todas as regras est\u00e3o presentes na <a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/instrucao-normativa-rfb-n-2.312-de-13-de-marco-de-2026-692748727\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.312\/2026<\/a>, publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o desta segunda-feira, 16\/3.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Todos os detalhes foram apresentados em coletiva de imprensa realizada no edif\u00edcio-sede do Minist\u00e9rio da Fazenda, em Bras\u00edlia\/DF. A coletiva contou com a participa\u00e7\u00e3o do secret\u00e1rio especial da Receita Federal do Brasil, Robinson Barreirinhas, do presidente do Conselho Federal de Contabilidade, Joaquim de Alencar Bezerra Filho, do diretor-presidente do Serpro, Wilton Mota, do subsecret\u00e1rio de Arrecada\u00e7\u00e3o, Cadastros e Atendimento, auditor-fiscal Gustavo Andrade Manrique, do subsecret\u00e1rio de Gest\u00e3o Corporativa, auditor-fiscal Juliano Neves, da subsecret\u00e1ria de tributa\u00e7\u00e3o Claudia Lucia Pimentel, do respons\u00e1vel pelo programa do Imposto de Renda 2026, auditor-fiscal Jos\u00e9 Carlos da Fonseca, do coordenador de suporte \u00e0 atividade fiscal, auditor-fiscal Vin\u00edcius Lara e da diretora de Neg\u00f3cios Econ\u00f4mico-Fazend\u00e1rios do Serpro, Ariadne Fonseca.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">O secret\u00e1rio especial Robinson Barreirinhas destacou as novidades para este ano, como a inclus\u00e3o da totalidade dos dados do Receita Sa\u00fade na declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida. \u201cOs recibos m\u00e9dicos em papel eram uma das principais causas para a inclus\u00e3o das declara\u00e7\u00f5es na malha fina. Com os dados do Receita Sa\u00fade, o contribuinte ter\u00e1 muito mais facilidade para preencher sua declara\u00e7\u00e3o\u201d, comemorou. O Receita Sa\u00fade registrou mais de 30 milh\u00f5es de recibos em 2025, que ser\u00e3o utilizados para alimentar os dados da pr\u00e9-preenchida.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Obrigatoriedade de entrega<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Neste ano, est\u00e3o obrigadas a declarar as pessoas f\u00edsicas que receberam rendimentos tribut\u00e1veis acima de R$ 35.584,00 (altera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos R$ 33.888,00 vigentes no ano passado), assim como aquelas que obtiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 177.920,00 (antes, R$ 169.440,00). Est\u00e3o, portanto, isentas da declara\u00e7\u00e3o as pessoas que receberam at\u00e9 dois sal\u00e1rios-m\u00ednimos mensais durante 2025, salvo se se enquadrarem em outro crit\u00e9rio de obrigatoriedade. Os demais crit\u00e9rios de obrigatoriedade mantiveram-se os mesmos. Dentre os principais, destacam-se aqueles aplic\u00e1veis aos contribuintes que:<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">&#8211; receberam rendimentos isentos, n\u00e3o tribut\u00e1veis ou tributados exclusivamente na fonte superior a R$ 200 mil;<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">&#8211; alienaram em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas valores em soma superior a R$ 40 mil ou com ganhos l\u00edquidos sujeitas \u00e0 incid\u00eancia do imposto;<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">&#8211; tiveram, em 31 de dezembro de 2025, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 800 mil;<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">&#8211; passaram \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de residente no Brasil em qualquer m\u00eas e estava nesta condi\u00e7\u00e3o no fim de 2025.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A lista completa de crit\u00e9rios de obrigatoriedade pode ser encontrada na <a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/instrucao-normativa-rfb-n-2.312-de-13-de-marco-de-2026-692748727\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.312\/2026<\/a> e na p\u00e1gina da Receita Federal (<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\">gov.br\/receitafederal<\/a>). A Receita estima receber 44 milh\u00f5es de declara\u00e7\u00f5es do IRPF este ano. A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que os contribuintes organizem seus documentos com anteced\u00eancia, para evitar contratempos no envio da declara\u00e7\u00e3o. Quem n\u00e3o entregar no prazo fixado, est\u00e1 sujeito a uma multa m\u00ednima de R$ 165,74 e a um valor m\u00e1ximo correspondente a 20% do imposto sobre a renda devido, al\u00e9m de ficar com o CPF pendente de regulariza\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante destacar, por\u00e9m, que n\u00e3o entregar a declara\u00e7\u00e3o n\u00e3o implica em puni\u00e7\u00f5es mais graves como restri\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias, indiciamento criminal ou pris\u00e3o, como circularam em not\u00edcias falsas divulgadas no ano passado.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Restitui\u00e7\u00e3o<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A Receita Federal pretende antecipar o pagamento da restitui\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda este ano. A previs\u00e3o \u00e9 que 80% dos contribuintes que tenham direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o recebam os valores at\u00e9 o dia 30 de junho. A maior agilidade no processamento possibilitar\u00e1 a redu\u00e7\u00e3o da quantidade de lotes este ano, que passar\u00e3o de cinco para quatro. O primeiro lote ser\u00e1 pago no dia 29 de maio, com os subsequentes ocorrendo nos dias 30\/6, 31\/7 e 31\/8. Confira a ordem de prioridades nas restitui\u00e7\u00f5es:<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">1\u00ba) Idade igual ou superior a 80 anos;<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">2\u00ba) Idade igual ou superior a 60 anos, deficientes e portadores de mol\u00e9stia grave;<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">3\u00ba) Pessoa que tenha maior fonte de renda vinda do magist\u00e9rio;<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">4\u00ba) Quem utilizou conjuntamente a declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida e optou pela restitui\u00e7\u00e3o no Pix;<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">5\u00ba) Quem utilizou exclusivamente a declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida ou optou pela restitui\u00e7\u00e3o no Pix; e<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">6\u00ba) Demais contribuintes<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Restitui\u00e7\u00e3o Autom\u00e1tica \u2013 ano-calend\u00e1rio 2024<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Outra novidade anunciada na coletiva foi o pagamento de um lote especial de restitui\u00e7\u00e3o para os contribuintes que n\u00e3o entregaram a declara\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda em 2025 por n\u00e3o estarem obrigados, mas tinham direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o por fatos ocorridos em 2024. Esta situa\u00e7\u00e3o pode acontecer, por exemplo, com um empregado que teve imposto de renda retido na fonte por ter recebido sal\u00e1rio no primeiro trimestre de 2024, mas ficou desempregado posteriormente e n\u00e3o obteve renda no restante do ano para se encaixar nos crit\u00e9rios de obrigatoriedade de entrega da declara\u00e7\u00e3o. A parcela de imposto que foi retida d\u00e1 a ele direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o, que ser\u00e1 realizada atrav\u00e9s de uma declara\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica elaborada pela pr\u00f3pria Receita Federal a partir de 15 de junho deste ano, com o cr\u00e9dito a partir de 15 de julho.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Segundo a Receita Federal, cerca de 4 milh\u00f5es de contribuintes se encaixam nesta situa\u00e7\u00e3o, com um valor m\u00e9dio de R$ 125 em restitui\u00e7\u00f5es devidas, totalizando um montante de R$ 500 milh\u00f5es.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A declara\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica ser\u00e1 elaborada para contribuintes que tem direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o de at\u00e9 R$ 1 mil, com CPF regular e chave Pix vinculada ao CPF. O pagamento ser\u00e1 feito de maneira autom\u00e1tica. A partir do dia 15 de junho, o contribuinte poder\u00e1 verificar se teve sua declara\u00e7\u00e3o automaticamente gerada na p\u00e1gina da Receita Federal, e poder\u00e1 realizar retifica\u00e7\u00f5es na declara\u00e7\u00e3o se assim o desejar.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">\u201cEste \u00e9 um importante mecanismo de Justi\u00e7a Fiscal, no qual a Receita Federal passa a devolver valores que o cidad\u00e3o tem direito, mas n\u00e3o pleiteou, ou por falta de conhecimento ou por falta de recursos para fazer a sua declara\u00e7\u00e3o\u201d, explicou o respons\u00e1vel pelo programa do Imposto de Renda 2026, Jos\u00e9 Carlos da Fonseca.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A declara\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser feita por meio do tradicional Programa Gerador da Declara\u00e7\u00e3o (PGD) para computador, dispon\u00edvel no site da Receita Federal a partir do dia 20\/3. O envio da declara\u00e7\u00e3o s\u00f3 poder\u00e1 ser realizado, por\u00e9m, a partir do dia 23\/03, quando os dados da declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida estar\u00e3o dispon\u00edveis para os contribuintes.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A Receita Federal recomenda que os declarantes utilizem a pr\u00e9-preenchida, que insere automaticamente dados como rendimentos recebidos e despesas m\u00e9dicas efetuadas. Ao minimizar a possibilidade de erros, a declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida evita que o contribuinte seja retido na malha fiscal, popularmente conhecida como \u201cmalha fina\u201d. \u00c9 importante destacar, por\u00e9m, que os dados da declara\u00e7\u00e3o s\u00e3o enviados por terceiros como empresas e planos de sa\u00fade, e \u00e9 responsabilidade do contribuinte ver se eles est\u00e3o corretos.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Al\u00e9m do Programa Gerador da Declara\u00e7\u00e3o, o contribuinte tamb\u00e9m pode utilizar o sistema \u201cMeu Imposto de Renda\u201d, solu\u00e7\u00e3o online para celulares e tablets. O acesso ao Meu Imposto de Renda exige autentica\u00e7\u00e3o via Plataforma GOV.BR (n\u00edveis ouro ou prata), com acesso por meio da p\u00e1gina <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\">gov.br\/receitafederal<\/a>, pelo centro virtual de atendimento ao contribuinte (Portal e-Cac) ou pelo aplicativo da Receita Federal.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">O sistema \u201cMeu Imposto de Renda\u201d recebeu v\u00e1rias melhorias em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado. A interface de ajuda est\u00e1 mais amig\u00e1vel e o sistema agora emite alertas para erros comuns, tais como pagamentos para dependentes sem a declara\u00e7\u00e3o de rendimentos e despesas m\u00e9dicas elevadas. \u201cOutro alerta \u00e9 quando o contribuinte informa uma chave PIX vinculada ao CPF que n\u00e3o existe. O objetivo \u00e9 evitar erros e estabelecer um di\u00e1logo com o cidad\u00e3o atrav\u00e9s do pr\u00f3prio programa\u201d, explicou Jos\u00e9 Carlos da Fonseca. O sistema tamb\u00e9m foi otimizado para recuperar automaticamente informa\u00e7\u00f5es de dependentes que estejam cadastrados regularmente no sistema CPF e tenham sido declarados como tal nas declara\u00e7\u00f5es dos \u00faltimos tr\u00eas anos, sem necessidade de autoriza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para a recupera\u00e7\u00e3o de dados.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Lives<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A Receita Federal ir\u00e1 realizar lives semanais com assuntos escolhidos pela pr\u00f3pria sociedade sobre o Imposto de Renda. Al\u00e9m de uma live com orienta\u00e7\u00f5es de preenchimento realizada nesta segunda-feira \u00e0s 15 horas, ser\u00e3o realizadas transmiss\u00f5es todas as quartas-feiras, al\u00e9m de eventos regionais em parceria com entidades representativas da classe cont\u00e1bil. \u201cQuando a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 dada em conjunto entre a Receita e os contadores, n\u00f3s crescemos. A Receita Federal est\u00e1 migrando para um modelo em que abandona a postura repressiva, e passa a orientar antes de aplicar a\u00e7\u00f5es punitivas. E a rela\u00e7\u00e3o com os contadores \u00e9 essencial, porque s\u00e3o eles que mediam esta rela\u00e7\u00e3o entre a Receita Federal e o contribuinte\u201d, afirmou o secret\u00e1rio especial da Receita Federal Robinson Barreirinhas.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">O presidente do Conselho Federal de Contabilidade, Joaquim de Alencar Bezerra Filho, destacou que al\u00e9m das lives, as entidades representativas da classe cont\u00e1bil ir\u00e3o realizar o Dia D Declare Certo em 10 de abril. \u201cEstaremos em pra\u00e7as, shoppings e demais espa\u00e7os p\u00fablicos para realizar este importante papel do contador de orienta\u00e7\u00e3o da sociedade, tirando d\u00favidas sobre a declara\u00e7\u00e3o\u201d, destacou.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Destina\u00e7\u00e3o No caso de contribuintes que desejarem participar do sistema de destina\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda (quando o cidad\u00e3o destina parte de seu imposto aos fundos tutelares da crian\u00e7a, dos adolescentes e da pessoa idosa), o vencimento do Darf dessa opera\u00e7\u00e3o ser\u00e1 em 29 de maio.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A destina\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa nem pagamento a mais de tributo, nem a diminui\u00e7\u00e3o da restitui\u00e7\u00e3o. O contribuinte apenas indica para onde vai parte do tributo que foi apurado na declara\u00e7\u00e3o, podendo indicar fundos municipais, estaduais ou nacionais de sua escolha.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Fotos da coletiva dispon\u00edveis em: <a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/ministeriodaeconomia\/albums\/72177720332555261\/\">16\/03\/2026 &#8211; [RFB] Coletiva IRPF 2026 | Flickr<\/a><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">\u00cdntegra da coletiva dispon\u00edvel no Youtube: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/live\/GfvFLtGqFrU\">Novas regras do Imposto de Renda 2026<\/a><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/marco\/receita-comeca-a-receber-declaracoes-do-irpf-no-dia-23-de-marco-prazo-de-entrega-se-encerra-em-29-de-maio\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/marco\/receita-comeca-a-receber-declaracoes-do-irpf-no-dia-23-de-marco-prazo-de-entrega-se-encerra-em-29-de-maio<\/a>&nbsp;&nbsp;<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>Reforma tribut\u00e1ria exigir\u00e1 respostas r\u00e1pidas e seguras, diz ministro do STJ<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Data: 16\/03\/2026<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Para o ministro do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/stj\">STJ<\/a>)<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/jose-afranio-vilela\"> Afr\u00e2nio Vilela<\/a>, a <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/reforma-tributaria\">reforma tribut\u00e1ria<\/a> exigir\u00e1 mudan\u00e7as na forma como o Judici\u00e1rio organiza seu contencioso para garantir respostas r\u00e1pidas \u00e0s partes. Segundo ele, sem uma estrutura capaz de evitar a morosidade nos julgamentos, a tend\u00eancia \u00e9 de aumento da judicializa\u00e7\u00e3o, que pode chegar a duas ou tr\u00eas vezes o volume atual.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A declara\u00e7\u00e3o foi feita durante o evento Di\u00e1logos Tribut\u00e1rios, promovido pelo JOTA no dia 9 de mar\u00e7o. Para o magistrado, a forma como o Judici\u00e1rio responder\u00e1 \u00e0s novas disputas ser\u00e1 determinante para a confian\u00e7a no novo sistema.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">\u201cN\u00f3s [o Judici\u00e1rio] vamos ter que nos estruturar, porque n\u00e3o se pode admitir morosidade nessa nova fase\u201d, disse. \u201cN\u00f3s precisamos de gest\u00e3o para mantermos o Judici\u00e1rio no n\u00edvel de confiabilidade que ele merece\u201d, afirmou.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Ao comentar poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es institucionais para lidar com o futuro contencioso decorrente da reforma tribut\u00e1ria, Vilela mencionou uma proposta debatida no grupo de trabalho criado pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/stf\">STF<\/a>) e do CNJ, <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/autor\/luis-roberto-barroso\">Lu\u00eds Roberto Barroso<\/a>, que buscava estruturar um modelo espec\u00edfico de julgamento para os novos tributos.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">O texto em quest\u00e3o previa a cria\u00e7\u00e3o de uma jurisdi\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria compartilhada, com duas inst\u00e2ncias e funcionamento totalmente virtual. As varas de primeira inst\u00e2ncia seriam compostas por um juiz, enquanto os colegiados de segunda inst\u00e2ncia reuniriam magistrados da Justi\u00e7a Federal e da Justi\u00e7a Estadual, com n\u00famero de integrantes a ser definido posteriormente pelo CNJ. A proposta tamb\u00e9m inclu\u00eda a cria\u00e7\u00e3o de um \u00f3rg\u00e3o especial respons\u00e1vel por dirimir diverg\u00eancias jurisprudenciais. No entanto, a iniciativa, segundo Vilela, sofreu resist\u00eancia no STJ.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">\u201cSe me perguntarem qual modelo eu criaria, seria muito parecido com o que hoje s\u00e3o os TREs [Tribunal Regional Eleitoral]\u201d, disse.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Segundo explicou, a ideia seria criar um \u00f3rg\u00e3o com composi\u00e7\u00e3o mista, reunindo magistrados e advogados, nos moldes da Justi\u00e7a Eleitoral. Esse tipo de arranjo institucional, na vis\u00e3o do ministro, poderia contribuir para dar maior equil\u00edbrio \u00e0s decis\u00f5es e ampliar o di\u00e1logo institucional das novas disputas.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Julgamento conjunto<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Ao tratar dos impactos da reforma tribut\u00e1ria no Judici\u00e1rio, Vilela apontou a necessidade de aprimorar a gest\u00e3o processual nas inst\u00e2ncias inferiores. Como uma das alternativas, citou o uso de mecanismos que permitam tratar conjuntamente processos semelhantes, evitando que milhares de a\u00e7\u00f5es id\u00eanticas sejam analisadas individualmente por diferentes ju\u00edzes na primeira inst\u00e2ncia. Na avalia\u00e7\u00e3o do ministro, o julgamento conjunto de causas repetitivas j\u00e1 nas inst\u00e2ncias inferiores pode evitar decis\u00f5es conflitantes e reduzir o volume de recursos encaminhados aos tribunais superiores.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">O magistrado avaliou que o uso frequente do sistema de repetitivos no STJ revela um problema estrutural do contencioso, j\u00e1 que, quando uma tese chega \u00e0 Corte, normalmente h\u00e1 um grande volume de processos acumulados. Hoje, para ele, o STJ acaba uniformizando entendimentos que deveriam ser resolvidos nas pr\u00f3prias inst\u00e2ncias de origem. \u201cO tribunal superior faz esse papel [de uniformiza\u00e7\u00e3o]\u201d, disse. \u201cO tribunal tem feito esse papel que n\u00e3o \u00e9 dele\u201d, afirmou.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Parte desse problema, afirmou, decorre n\u00e3o s\u00f3 da falta de instrumentos efetivos de uniformiza\u00e7\u00e3o dentro dos tribunais locais, mas tamb\u00e9m da forma como o Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) mede a produtividade dos magistrados, baseada sobretudo no n\u00famero de processos julgados. Segundo ele, o C\u00f3digo de Processo Civil j\u00e1 prev\u00ea mecanismos que permitem reunir processos semelhantes para julgamento conjunto, mas, na pr\u00e1tica, esses instrumentos acabam sendo pouco utilizados.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Tecnologia no STJ<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Vilela tamb\u00e9m destacou o papel da tecnologia na gest\u00e3o do grande volume de processos que chegam \u00e0 Corte. Entre as iniciativas em desenvolvimento est\u00e1 o Suma, sistema que pretende integrar diferentes ferramentas tecnol\u00f3gicas j\u00e1 utilizadas pelo tribunal. Ele deve ser apresentado em breve e funcionar\u00e1 como um painel de controle que reunir\u00e1 instrumentos de intelig\u00eancia artificial para identificar, j\u00e1 no momento da distribui\u00e7\u00e3o, processos que tratem de mat\u00e9rias com jurisprud\u00eancia consolidada, permitindo uma triagem mais r\u00e1pida dos recursos.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Filtro de relev\u00e2ncia<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Outro ponto abordado pelo ministro foi a implementa\u00e7\u00e3o do chamado filtro de relev\u00e2ncia, mecanismo criado pela Emenda Constitucional 125\/2022 para limitar o acesso de recursos ao STJ. Ainda carente de regulamenta\u00e7\u00e3o, a norma alterou o artigo 105 da Constitui\u00e7\u00e3o e passou a exigir que o recorrente demonstre a relev\u00e2ncia da quest\u00e3o discutida para que o recurso especial seja admitido pela Corte.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Segundo Vilela, parte das hip\u00f3teses previstas na emenda j\u00e1 poderia come\u00e7ar a ser aplicada imediatamente.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">O texto constitucional prev\u00ea seis situa\u00e7\u00f5es em que a relev\u00e2ncia \u00e9 presumida, e cinco delas estabelecem crit\u00e9rios objetivos e est\u00e3o completas do ponto de vista normativo, explicou o magistrado. Entre esses casos est\u00e3o a\u00e7\u00f5es penais, processos por improbidade administrativa e causas com valor superior a 500 sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Para ele, apenas o inciso VI ainda dependeria de regulamenta\u00e7\u00e3o legislativa. O dispositivo traz no texto \u201coutras hip\u00f3teses previstas em lei\u201d como um dos crit\u00e9rios para reconhecimento da relev\u00e2ncia. Diferentemente dos demais, foi redigido como uma cl\u00e1usula aberta, permitindo que novas hip\u00f3teses de relev\u00e2ncia sejam definidas por lei no futuro, explicou o ministro.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">\u201cO inciso sexto \u00e9 uma intelig\u00eancia que o poder constituinte sempre usou para deixar uma margem para depois, atrav\u00e9s de uma lei ordin\u00e1ria, que \u00e9 mais f\u00e1cil de movimenta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o precisa do qu\u00f3rum t\u00e3o afetado, de jogar ali uma outra situa\u00e7\u00e3o que apare\u00e7a ao longo do tempo sem necessidade de movimentar o poder constitu\u00eddo de debates\u201d, disse.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Repetitivos<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Durante sua participa\u00e7\u00e3o, o ministro tamb\u00e9m mencionou um julgamento tribut\u00e1rio de sua relatoria que deve ser pautado em breve na 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ. Trata-se do Tema 1263, que discute se a apresenta\u00e7\u00e3o de seguro garantia em execu\u00e7\u00e3o fiscal impede o protesto da d\u00edvida e a inscri\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito tribut\u00e1rio no Cadastro Informativo de Cr\u00e9ditos n\u00e3o Quitados do Setor P\u00fablico Federal (Cadin).<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Na pr\u00e1tica, a Corte dever\u00e1 definir se uma empresa que garante uma d\u00edvida tribut\u00e1ria por meio de seguro garantia ainda pode sofrer medidas de cobran\u00e7a administrativa, como o protesto do t\u00edtulo e a inscri\u00e7\u00e3o no Cadin.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">O tema foi afetado em junho de 2024 e houve determina\u00e7\u00e3o de suspens\u00e3o nacional dos processos que tratam da mat\u00e9ria.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/reforma-tributaria-exigira-respostas-rapidas-e-seguras-diz-ministro-do-stj\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/reforma-tributaria-exigira-respostas-rapidas-e-seguras-diz-ministro-do-stj<\/a>&nbsp;<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>Reforma tribut\u00e1ria ter\u00e1 transi\u00e7\u00e3o longa at\u00e9 2096<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Data: 17\/03\/2026<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A reforma tribut\u00e1ria que promete simplificar o sistema de impostos no pa\u00eds abriu, ao mesmo tempo, uma nova frente de controv\u00e9rsia pol\u00edtica e institucional. No centro do debate est\u00e1 o Comit\u00ea Gestor do IBS, \u00f3rg\u00e3o que ficar\u00e1 encarregado de arrecadar, apurar e distribuir o imposto que substituir\u00e1 o ICMS e o ISS. Embora o novo tributo seja formalmente apresentado como pertencente a Estados, Distrito Federal e munic\u00edpios, as regras de transi\u00e7\u00e3o desenham um cen\u00e1rio de forte centraliza\u00e7\u00e3o do poder sobre essas receitas.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Pela sistem\u00e1tica prevista, a migra\u00e7\u00e3o para a cobran\u00e7a no destino n\u00e3o ser\u00e1 r\u00e1pida. Ao contr\u00e1rio: dever\u00e1 atravessar d\u00e9cadas. O prazo principal vai at\u00e9 2077, mas h\u00e1 previs\u00e3o legal para que parte desse processo se estenda at\u00e9 2096. Na pr\u00e1tica, o pa\u00eds poder\u00e1 conviver por at\u00e9 70 anos com um modelo em que a gest\u00e3o do principal imposto sobre o consumo ficar\u00e1 concentrada em uma estrutura nacional.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">RETEN\u00c7\u00c3O DA RECEITA POR AT\u00c9 SETE D\u00c9CADAS<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A engrenagem dessa transi\u00e7\u00e3o \u00e9 sustentada por um mecanismo de reten\u00e7\u00e3o de recursos. Conforme os apontamentos apresentados, o Comit\u00ea Gestor dever\u00e1 reter 95% do produto da arrecada\u00e7\u00e3o do IBS destinado a cada Estado, munic\u00edpio e ao Distrito Federal.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Desse total, 90% ficar\u00e3o submetidos a reten\u00e7\u00e3o at\u00e9 2077, com redu\u00e7\u00e3o gradual de 2% ao ano. Os 5% restantes poder\u00e3o permanecer retidos at\u00e9 2096, tamb\u00e9m de forma decrescente. O resultado \u00e9 que a autonomia plena dos entes subnacionais sobre essas receitas n\u00e3o ser\u00e1 recomposta de imediato, mas empurrada para um horizonte de longo prazo.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A \u201cCHAVE DO COFRE\u201d NAS M\u00c3OS DO COMIT\u00ca GESTOR<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A preocupa\u00e7\u00e3o de cr\u00edticos da reforma aumenta diante do papel atribu\u00eddo ao Comit\u00ea Gestor. Al\u00e9m de arrecadar e distribuir, o \u00f3rg\u00e3o ter\u00e1 compet\u00eancia para fazer a apura\u00e7\u00e3o e os ajustes necess\u00e1rios ao c\u00e1lculo do produto da arrecada\u00e7\u00e3o do IBS destinado a Estados, munic\u00edpios e Distrito Federal.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Em termos pol\u00edticos, isso significa que o comit\u00ea n\u00e3o ser\u00e1 apenas um operador administrativo. Ele passar\u00e1 a influenciar diretamente o valor que cada ente receber\u00e1. \u00c9 por isso que opositores da modelagem afirmam que o \u00f3rg\u00e3o ficar\u00e1 com a chamada \u201cchave do cofre\u201d: ser\u00e1 ele, e n\u00e3o governadores ou prefeitos, quem comandar\u00e1 o fluxo do dinheiro arrecadado.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">&nbsp;<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A cr\u00edtica ganha peso justamente porque o IBS nasce da substitui\u00e7\u00e3o de tributos que hoje comp\u00f5em o n\u00facleo da arrecada\u00e7\u00e3o estadual e municipal. O ICMS e o ISS, ainda que com diferen\u00e7as de estrutura e compet\u00eancia, sempre estiveram ligados \u00e0 autonomia financeira dos entes subnacionais. Com a nova arquitetura, essa rela\u00e7\u00e3o se altera de forma significativa.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">IBS \u2013 IMPOSTO COMPARTILHADO OU CENTRALIZADO?<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">\u00c9 nesse ponto que emerge a pergunta mais sens\u00edvel: o IBS teria se tornado, na pr\u00e1tica, um imposto federal?<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Oficialmente, n\u00e3o. O discurso da reforma sustenta a ideia de uma compet\u00eancia compartilhada entre Estados, Distrito Federal e munic\u00edpios. Mas a cr\u00edtica formulada por juristas e observadores do tema \u00e9 que essa partilha ficou muito mais formal do que efetiva.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">O argumento \u00e9 simples: se a disciplina do tributo depende de leis complementares nacionais, se a administra\u00e7\u00e3o fica nas m\u00e3os de um comit\u00ea central e se a arrecada\u00e7\u00e3o e a redistribui\u00e7\u00e3o passam por esse \u00f3rg\u00e3o, ent\u00e3o o comando real do imposto deixa de estar nos entes que, em tese, s\u00e3o seus titulares.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">MUDAN\u00c7A CONSTITUIONAL REFOR\u00c7A LEITURA DE CENTRALIZA\u00c7\u00c3O<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A tese de federaliza\u00e7\u00e3o indireta ganhou novo f\u00f4lego com a altera\u00e7\u00e3o promovida pela Emenda Constitucional 132\/23 no artigo 50 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. A mudan\u00e7a incluiu o presidente do Comit\u00ea Gestor entre as autoridades que podem ser convocadas pelo Congresso Nacional, ao lado de ministros de Estado e titulares de \u00f3rg\u00e3os diretamente subordinados \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Para cr\u00edticos da reforma, esse detalhe n\u00e3o \u00e9 apenas protocolar. Ele refor\u00e7a a percep\u00e7\u00e3o de que o comit\u00ea ocupa uma posi\u00e7\u00e3o institucional pr\u00f3xima \u00e0 estrutura federal, o que enfraqueceria o argumento de que o IBS permanece integralmente sob comando dos entes subnacionais.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Essa interpreta\u00e7\u00e3o foi resumida pelo tributarista Hugo de Brito Machado Segundo, que v\u00ea na nova modelagem um sinal claro do car\u00e1ter federal do imposto.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">\u201cEvidencia-se com isso o car\u00e1ter federal do IBS, mesmo com os arranjos feitos para que ele siga sendo de Estados, Distrito Federal e Munic\u00edpios.\u201d<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">\u2014 Hugo de Brito Machado Segundo, Reforma Tribut\u00e1ria, Editora Atlas, 2023, p. 11.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A leitura do especialista vai al\u00e9m da forma jur\u00eddica e alcan\u00e7a o desenho institucional efetivo. Para essa corrente, a chamada compet\u00eancia compartilhada acaba sendo exercida, em grande medida, pela Uni\u00e3o, por meio do Congresso Nacional, e pelo pr\u00f3prio Comit\u00ea Gestor, que administrar\u00e1 o tributo.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">UMA DISPUTA QUE VAI AL\u00c9M DOS TRIBUTOS<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">O debate em torno do IBS j\u00e1 n\u00e3o se limita \u00e0 t\u00e9cnica tribut\u00e1ria. Ele toca o cora\u00e7\u00e3o do pacto federativo brasileiro. Em jogo est\u00e3o a autonomia de Estados e munic\u00edpios, o controle pol\u00edtico sobre receitas p\u00fablicas e a redefini\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio entre os entes da Federa\u00e7\u00e3o.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A centraliza\u00e7\u00e3o operacional \u00e9 o pre\u00e7o a pagar por um sistema mais uniforme, racional e menos sujeito a conflitos de compet\u00eancia. Para os cr\u00edticos, por\u00e9m, o custo pode ser alto demais: a substitui\u00e7\u00e3o de tributos subnacionais por um imposto administrado nacionalmente, com longa transi\u00e7\u00e3o e poder concentrado, seria uma mudan\u00e7a estrutural com impacto duradouro sobre o federalismo brasileiro.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">CONCLUS\u00c3O<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Ao prometer simplifica\u00e7\u00e3o, a reforma tribut\u00e1ria tamb\u00e9m inaugurou uma disputa sobre poder. Se, de um lado, o IBS surge como s\u00edmbolo da moderniza\u00e7\u00e3o do sistema, de outro ele levanta d\u00favidas sobre quem controlar\u00e1, de fato, a arrecada\u00e7\u00e3o que sustenta Estados e munic\u00edpios.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Com transi\u00e7\u00e3o prevista at\u00e9 2077 e possibilidade de prolongamento at\u00e9 2096, o novo modelo coloca o Comit\u00ea Gestor no centro de uma transforma\u00e7\u00e3o que poder\u00e1 redefinir, por d\u00e9cadas, a rela\u00e7\u00e3o entre tributa\u00e7\u00e3o e autonomia federativa no Brasil.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/guarainoticias.com.br\/artigos-de-opiniao\/reforma-tributaria-tera-transicao-longa-ate-2096\">https:\/\/guarainoticias.com.br\/artigos-de-opiniao\/reforma-tributaria-tera-transicao-longa-ate-2096<\/a>&nbsp;<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>Receita exigir\u00e1 declara\u00e7\u00e3o de ganhos com bets no Imposto de Renda<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Data: 17\/03\/2026<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">O contribuinte ter\u00e1 de informar ao Fisco os ganhos obtidos em 2025 com apostas esportivas e plataformas de jogos online, conhecidas como \u201cbets\u201d, que dever\u00e3o ser declarados no Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica (IRPF) de 2026. Al\u00e9m dos pr\u00eamios recebidos, os contribuintes tamb\u00e9m precisar\u00e3o informar os saldos mantidos nas contas dessas plataformas no fim do ano passado.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">De acordo com o Fisco, a obriga\u00e7\u00e3o vale para quem recebeu mais de R$ 28.467,20 em pr\u00eamios ao longo de 2025 em apostas de quota fixa, modalidade que inclui as plataformas digitais de apostas e algumas loterias.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Segundo o supervisor do Imposto de Renda da Receita, Jos\u00e9 Carlos da Fonseca, os apostadores devem apurar os ganhos e registrar as informa\u00e7\u00f5es na declara\u00e7\u00e3o anual.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">\u201cEssas pessoas apuram e pagam o imposto conforme est\u00e1 na lei. Agora, elas precisam informar esse rendimento na declara\u00e7\u00e3o. Trata-se de um ganho tribut\u00e1vel\u201d, explicou.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Campo espec\u00edfico<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A Receita tamb\u00e9m criou campos espec\u00edficos no sistema da declara\u00e7\u00e3o para informar os rendimentos obtidos em plataformas de apostas.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Os valores devem ser registrados de duas formas:<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">&#8211; ganhos com apostas, informados como rendimento tribut\u00e1vel;<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">&#8211; saldo mantido nas contas das plataformas, declarado na ficha de \u201cBens e Direitos\u201d.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">O saldo existente em 31 de dezembro de 2025 precisa ser informado quando ultrapassar R$ 5 mil.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Para facilitar o preenchimento, as plataformas devem oferecer ao usu\u00e1rio um documento chamado \u201cComprovaBet\u201d, que re\u00fane o hist\u00f3rico de movimenta\u00e7\u00f5es e pr\u00eamios obtidos ao longo do ano.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Tributa\u00e7\u00e3o<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Segundo as regras atuais, o imposto incide sobre o ganho l\u00edquido anual, ou seja, a diferen\u00e7a entre o total de pr\u00eamios recebidos e o valor gasto nas apostas.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Caso o lucro anual ultrapasse R$ 28.467,20, o valor excedente ser\u00e1 tributado com al\u00edquota de 15%.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Confira mais informa\u00e7\u00f5es sobre o IRPF 2026 no Rep\u00f3rter Brasil, da TV Brasil<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Mudan\u00e7as<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A declara\u00e7\u00e3o dos ganhos com bets \u00e9 uma das principais mudan\u00e7as na declara\u00e7\u00e3o deste ano. As outras novidades s\u00e3o as seguintes:<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">&#8211; declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida ampliada: o sistema ter\u00e1 mais dados autom\u00e1ticos, facilitando o envio das informa\u00e7\u00f5es;<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">&#8211; restitui\u00e7\u00f5es em quatro lotes: o pagamento das restitui\u00e7\u00f5es ser\u00e1 feito em quatro lotes, e n\u00e3o mais em cinco como em anos anteriores;<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">&#8211; restitui\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica para pequenos contribuintes: quem teve pequenos valores de IR retidos na fonte e n\u00e3o fizerem a declara\u00e7\u00e3o receber\u00e3o automaticamente a restitui\u00e7\u00e3o num lote especial, em 15 de julho;<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">&#8211; nome social: contribuintes poder\u00e3o informar nome social diretamente na declara\u00e7\u00e3o.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Prazo da declara\u00e7\u00e3o<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">O prazo de envio da declara\u00e7\u00e3o do IR 2026 ser\u00e1 de 23 de mar\u00e7o a 29 de maio. O programa para preenchimento poder\u00e1 ser baixado pelos contribuintes a partir de sexta-feira (20), apenas para preenchimento, com as transmiss\u00f5es come\u00e7ando na segunda-feira (23) \u00e0s 8h.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Quem entregar a declara\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o prazo estar\u00e1 sujeito a multa m\u00ednima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A Receita Federal estima receber cerca de 44 milh\u00f5es de declara\u00e7\u00f5es do Imposto de Renda em 2026.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Assim como em anos anteriores, quem enviar a declara\u00e7\u00e3o mais cedo e sem pend\u00eancias tende a receber a restitui\u00e7\u00e3o primeiro.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-03\/receita-exigira-declaracao-de-ganhos-com-bets-no-imposto-de-renda\">https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2026-03\/receita-exigira-declaracao-de-ganhos-com-bets-no-imposto-de-renda<\/a>&nbsp;<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\"><strong>Empresas t\u00eam at\u00e9 31 de mar\u00e7o para regularizar acesso ao Domic\u00edlio Judicial Eletr\u00f4nico<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Data: 17\/03\/2026<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Empresas e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos que utilizam o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnj.jus.br\/tecnologia-da-informacao-e-comunicacao\/justica-4-0\/domicilio-judicial-eletronico\/\">Domic\u00edlio Judicial Eletr\u00f4nico<\/a>&nbsp;por meio de API (interface de integra\u00e7\u00e3o entre sistemas) t\u00eam at\u00e9 31 de mar\u00e7o para atualizar a forma de autentica\u00e7\u00e3o no sistema. Ap\u00f3s essa data, quem n\u00e3o gerar uma nova credencial ficar\u00e1 impossibilitado de receber e acompanhar as comunica\u00e7\u00f5es processuais pela plataforma.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnj.jus.br\/cnj-alerta-para-atualizacao-no-domicilio-judicial-eletronico\/\">atualiza\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel<\/a>&nbsp;e \u00e9 obrigat\u00f3ria para todos os sistemas que realizam conex\u00e3o automatizada com o Domic\u00edlio Judicial Eletr\u00f4nico. A medida busca fortalecer a seguran\u00e7a, garantir estabilidade e assegurar a continuidade dos servi\u00e7os oferecidos pela plataforma.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Desenvolvida pelo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnj.jus.br\/tecnologia-da-informacao-e-comunicacao\/justica-4-0\/\">Programa Justi\u00e7a 4.0<\/a>, essa solu\u00e7\u00e3o 100% digital e gratuita facilita e agiliza as consultas para quem recebe e acompanha cita\u00e7\u00f5es pessoais e intima\u00e7\u00f5es. O sistema substitui o envio de cartas e oficiais de justi\u00e7a e integra os esfor\u00e7os de transforma\u00e7\u00e3o digital do Poder Judici\u00e1rio, garantindo uma presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os mais c\u00e9lere, eficiente e acess\u00edvel a todas as pessoas.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Entenda a mudan\u00e7a<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">A atualiza\u00e7\u00e3o altera o processo de gera\u00e7\u00e3o e uso das credenciais utilizadas para acesso via API. O novo modelo de integra\u00e7\u00e3o vai substituir completamente o atual e tem por objetivo reduzir vulnerabilidades e aperfei\u00e7oar os mecanismos de seguran\u00e7a, evitando interrup\u00e7\u00f5es no uso do sistema.<\/h6>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">\u201cEstamos consolidando um ambiente digital cada vez mais seguro e confi\u00e1vel para as comunica\u00e7\u00f5es oficiais do Poder Judici\u00e1rio. A atualiza\u00e7\u00e3o das credenciais \u00e9 uma etapa indispens\u00e1vel desse processo. As empresas e os \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos precisam realizar a adequa\u00e7\u00e3o dentro do prazo para garantir continuidade no acesso e evitar impactos no recebimento de comunica\u00e7\u00f5es\u201d, destaca o Juiz Auxiliar da Presid\u00eancia do CNJ e mentor do projeto Adriano da Silva Ara\u00fajo.<\/h6>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Os usu\u00e1rios devem consultar a nova vers\u00e3o do Manual de Integra\u00e7\u00e3o, seguir as instru\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis no t\u00f3pico \u201cGerar credencial para realizar a integra\u00e7\u00e3o\u201d e implementar o novo m\u00e9todo de autentica\u00e7\u00e3o.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Acesse o&nbsp;<a href=\"https:\/\/docs.pdpj.jus.br\/servicos-negociais\/domicilio-judicial-eletronico\/\">manual<\/a>.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Em caso de d\u00favidas, entre em contato com o&nbsp;<a href=\"https:\/\/suporteti.cnj.jus.br\/\">suporte<\/a>&nbsp;do CNJ.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Justi\u00e7a 4.0<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Fruto de parceria entre o CNJ e o Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), a iniciativa conta com o apoio do Conselho da Justi\u00e7a Federal (CJF), do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), do Tribunal Superior do Trabalho (TST), do Conselho Superior da Justi\u00e7a do Trabalho (CSJT) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O desenvolvimento do Domic\u00edlio Judicial Eletr\u00f4nico teve a participa\u00e7\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban).<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/www.cnj.jus.br\/empresas-tem-ate-31-de-marco-para-regularizar-acesso-ao-domicilio-judicial-eletronico\/\">https:\/\/www.cnj.jus.br\/empresas-tem-ate-31-de-marco-para-regularizar-acesso-ao-domicilio-judicial-eletronico\/<\/a>&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Hugo Motta diz que governo avalia urg\u00eancia para Imposto Seletivo<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Data: 17\/03\/2026<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">O presidente da C\u00e2mara,&nbsp;Hugo Motta&nbsp;(Republicanos-PB), disse nesta ter\u00e7a-feira (17) que o governo avalia enviar um projeto de lei com urg\u00eancia para definir as al\u00edquotas do Imposto Seletivo. O deputado&nbsp; afirmou ainda que o debate sobre o fim da escala 6&#215;1 n\u00e3o ser\u00e1 conduzido de forma&nbsp;\u201catropelada\u201d&nbsp;e&nbsp;\u201csem medir as consequ\u00eancias\u201d. As declara\u00e7\u00f5es foram feitas durante almo\u00e7o na Frente Parlamentar de Empreendedorismo.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Sobre o imposto seletivo,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/noticias\/hugo-anuncia-urgencia-de-projeto-para-atualizar-teto-de-faturamento-do-mei\/\">Hugo<\/a>&nbsp;afirmou que o governo ainda define o formato da proposta. \u201cCom rela\u00e7\u00e3o ao imposto seletivo, eu entrei no m\u00eas de janeiro em contato com os representantes do Minist\u00e9rio da Fazenda e eles est\u00e3o decidindo como \u00e9 que ser\u00e1 essa quest\u00e3o do Imposto Seletivo\u201d.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">De acordo com ele, h\u00e1 duas possibilidades em an\u00e1lise. \u201cEles tem l\u00e1 duas op\u00e7\u00f5es postas: com o projeto de lei com urg\u00eancia trazendo as al\u00edquotas dos setores ou uma MP que vem a\u00ed no final do primeiro semestre para que passado o per\u00edodo eleitoral n\u00f3s tenhamos condi\u00e7\u00f5es de deliberar sobre essas al\u00edquotas&#8221;, declarou.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Hugo tamb\u00e9m relatou conversas com o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/macroeconomia\/fazenda-ja-se-reorganiza-para-saida-de-haddad-veja-trocas\/\">Minist\u00e9rio da Fazenda<\/a>&nbsp;sobre a constru\u00e7\u00e3o da proposta.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">\u201cA ideia inicial do governo &#8211; isso est\u00e1 sendo gestado, eu conversei com o secretario&nbsp;Dario Durigan&nbsp;&#8211; \u00e9 fazer uma conversa com os setores impactados para que como o governo tem esse ano uma tranquilidade or\u00e7ament\u00e1ria se fa\u00e7a uma discuss\u00e3o mantendo as al\u00edquotas hoje aplicadas e se discutindo a quest\u00e3o futura&#8221;, disse.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Ainda segundo o presidente da C\u00e2mara, o governo deve avan\u00e7ar na articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. \u201cIsso esta sendo gestado pelo governo, eles devem procurar ainda no primeiro semestre os lideres para combinar como ser\u00e1 esse cronograma\u201d.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">J\u00e1 sobre a proposta de mudan\u00e7a na jornada de trabalho, Motta defendeu cautela na tramita\u00e7\u00e3o da PEC que trata do fim da escala 6&#215;1. \u201cCom rela\u00e7\u00e3o \u00e0 PEC 6&#215;1, come\u00e7o dizendo que todo o setor aqui representado deve primeiramente, por mais complexo que seja o tem, se sentir satisfeito pelo formato dado pelo presidente da C\u00e2mara para a discuss\u00e3o dessa mat\u00e9ria.\u201d<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">O presidente da C\u00e2mara afirmou que o formato escolhido exige maior consenso.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">\u201cTodos sabem que se dependesse da vontade do governo e de alguns partidos representados na Casa que n\u00e3o teria sido de Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o.\u201d E acrescentou: \u201cN\u00f3s temos sim como avan\u00e7ar nesse debate para que a melhor decis\u00e3o seja tomada pelo Congresso&#8221;, informou.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Para Motta, a tramita\u00e7\u00e3o via PEC imp\u00f5e negocia\u00e7\u00e3o entre os parlamentares. \u201cO governo entendeu que o melhor jeito de tramitar \u00e9 por meio de uma PEC.\u201d E completou: \u201cA PEC obrigada a encontrar um consenso. Se n\u00e3o houver consenso, n\u00e3o \u00e9 aprovado.\u201d<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Motta tamb\u00e9m enfatizou a necessidade de avaliar impactos econ\u00f4micos. \u201cO que n\u00f3s temos que entender \u00e9 como o pa\u00eds vai absorver a redu\u00e7\u00e3o da jornada.\u201d<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Por fim, defendeu que o tema n\u00e3o seja tratado com pressa.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">\u201cN\u00f3s estamos em ano eleitoral, n\u00e3o vamos conduzir esse debate de forma atropelada, descompromissada, sem medir as consequ\u00eancias&#8221;, destacou.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">\u201cEu penso que \u00e9 justo e que \u00e9 natural querer discutir uma redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho&#8221;, completou.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">FPE entrega lista de prioridades para 2026<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Durante o evento, a FPE entregou para Hugo uma lista de pautas priorit\u00e1rias para 2026.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Dentre as propostas, est\u00e3o projetos com foco no combate ao crime organizado, como PL 2646\/2025, que tipifica condutas envolvendo organiza\u00e7\u00f5es criminosas infiltradas na economia e cria medidas de repress\u00e3o focadas na infiltra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica; e o PL 2147\/2025, que prop\u00f5e a transfer\u00eancia de recursos do FNSP (Fundo Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica) para investimentos em tecnologias de monitoramento das fronteiras brasileiras.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Play Video<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">A frente tamb\u00e9m defendeu a aprova\u00e7\u00e3o da PEC (Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o) da Reforma Administrativa e de uma pol\u00edtica nacional para a explora\u00e7\u00e3o de minerais cr\u00edticos no pa\u00eds.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">No contexto da escalada de tens\u00e3o no Oriente M\u00e9dio e a alta no pre\u00e7o do petr\u00f3leo, a FPE ainda pediu pela extens\u00e3o das medidas&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/macroeconomia\/governo-zera-pis-e-cofins-do-diesel-para-evitar-alta-do-combustivel\/\">anunciadas pelo governo federal para controlar o pre\u00e7o dos combust\u00edveis<\/a>.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Na \u00faltima semana, o Executivo editou MP (medida provis\u00f3ria) que zerou os tributos PIS e Cofins sobre o diesel para reduzir o impacto sobre os consumidores. A FPE solicitou a extens\u00e3o do benef\u00edcio a outros combust\u00edveis.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/politica\/hugo-motta-diz-que-governo-avalia-urgencia-para-imposto-seletivo\/\">https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/politica\/hugo-motta-diz-que-governo-avalia-urgencia-para-imposto-seletivo\/<\/a>&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Projeto prev\u00ea corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros para restitui\u00e7\u00e3o de imposto de renda retido na fonte<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Data: 17\/03\/2026<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">O Projeto de Lei 6793\/25 obriga o governo a aplicar atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros na restitui\u00e7\u00e3o aos contribuintes dos valores de tributos retidos na fonte, como o Imposto de Renda (IR). O texto est\u00e1 em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">A proposta estabelece que a restitui\u00e7\u00e3o de IR dever\u00e1 ser atualizada pela varia\u00e7\u00e3o do \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). A nova regra valer\u00e1 a partir do ano financeiro seguinte ao da entrada em vigor da futura lei.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">\u201cEssa medida n\u00e3o apenas garante isonomia e equil\u00edbrio na rela\u00e7\u00e3o entre Estado e contribuinte, mas tamb\u00e9m refor\u00e7a a seguran\u00e7a jur\u00eddica e a confian\u00e7a no sistema tribut\u00e1rio nacional\u201d, disse o deputado Duda Ramos (MDB-RR), autor da proposta.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Pr\u00f3ximos passos<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">&nbsp;A proposta ser\u00e1 analisada em car\u00e1ter conclusivo pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania. Para virar lei, o texto ter\u00e1 de ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Fonte: Ag\u00eancia C\u00e2mara de Not\u00edcias<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1254369-projeto-preve-correcao-monetaria-e-juros-para-restituicao-de-imposto-de-renda-retido-na-fonte\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1254369-projeto-preve-correcao-monetaria-e-juros-para-restituicao-de-imposto-de-renda-retido-na-fonte<\/a>&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>CAE confirma redu\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para \u00e1reas de livre com\u00e9rcio da Amaz\u00f4nia<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Data: 17\/03\/2026<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Sem a apresenta\u00e7\u00e3o de emendas at\u00e9 esta ter\u00e7a-feira (17), a Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) manteve, em turno suplementar, o susbtitutivo (texto alternativo) do <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/157505\">PL 2.697\/2023<\/a>, que reduz a zero as al\u00edquotas da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e Cofins nas vendas internas \u00e0s \u00c1reas de Livre Com\u00e9rcio de Tabatinga (AM), de Macap\u00e1 e Santana (ambas no Amap\u00e1), de Brasil\u00e9ia e Cruzeiro do Sul (ambas no Acre) e de Guajar\u00e1-Mirim (RO).<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">O PL 2.697\/2023, do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), <a href=\"https:\/\/brc-word-edit.officeapps.live.com\/noticias\/materias\/2026\/03\/03\/cae-aprova-reducao-tributaria-para-areas-livre-comercio-da-amazonia\">foi aprovado em primeiro turno na forma do substitutivo<\/a> apresentado pelo relator, senador Alan Rick (Republicanos-AC). Caso n\u00e3o haja recurso para ir ao Plen\u00e1rio, o texto segue para a C\u00e2mara dos Deputados.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Alan Rick argumentou que o substitutivo apresentado, al\u00e9m de preservar o m\u00e9rito da proposi\u00e7\u00e3o original ao tratar de forma ison\u00f4mica as ALCs, recorre \u00e0 lei interpretativa para lidar com uma quest\u00e3o j\u00e1 amplamente judicializada.&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">O relator tamb\u00e9m destacou que a proposta esclarece o alcance da <a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2004-12-15;10996\">Lei 10.996, de 2004<\/a> \u2014 que altera outras leis tribut\u00e1rias para conceder benef\u00edcios fiscais espec\u00edficos \u2014 e restaura o estado anterior \u00e0 decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) sobre a mat\u00e9ria, que garantiu a equipara\u00e7\u00e3o \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es das empresas das ALCs de Roraima.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2026\/03\/17\/cae-confirma-reducao-tributaria-para-areas-de-livre-comercio-da-amazonia\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2026\/03\/17\/cae-confirma-reducao-tributaria-para-areas-de-livre-comercio-da-amazonia<\/a>&nbsp;&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Receita Federal constr\u00f3i a transi\u00e7\u00e3o para a DeCripto em intera\u00e7\u00e3o com a sociedade<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Data: 17\/03\/2026<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Com a edi\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/normasinternet2.receita.fazenda.gov.br\/#\/consulta\/externa\/147709\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.291, de 14 de novembro de 2025<\/a> a Receita Federal atualizou norma de 2019 referente \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es relativas a opera\u00e7\u00f5es com criptoativos, o que possibilita intensificar a coopera\u00e7\u00e3o com as administra\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias dos demais pa\u00edses que adotam o padr\u00e3o da OCDE, no combate \u00e0 evas\u00e3o, \u00e0 lavagem de dinheiro e ao financiamento de atividades criminosas. O novo leiaute entra em vigor no segundo semestre de 2026 e, no caminho dessa transi\u00e7\u00e3o, entidades do setor poder\u00e3o indicar associados para utiliza\u00e7\u00e3o de ambiente de teste, possibilitando eventuais ajustes operacionais.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">O processo de edi\u00e7\u00e3o da IN RFB n\u00ba 2.291, de 2025, foi precedido de diversos di\u00e1logos com interessados e de consulta p\u00fablica. Avan\u00e7ando no compromisso de facilitar o cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria, a fiscaliza\u00e7\u00e3o da Receita Federal divulgou o leiaute atualizado e o respectivo manual de orienta\u00e7\u00e3o. Mais detalhes em <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/orientacao-tributaria\/declaracoes-e-demonstrativos\/criptoativos\/decripto\">Atos referentes \u00e0 DeCripto (IN RFB 2291\/2025) \u2014 Receita Federal<\/a>.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Neste primeiro trimestre de 2026, a equipe t\u00e9cnica atendeu solicita\u00e7\u00e3o de esclarecimentos apresentada pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Tokeniza\u00e7\u00e3o e Ativos Digitais e se reuniu com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Criptoeconomia, discutindo, tamb\u00e9m, aspectos da evolu\u00e7\u00e3o introduzida pela norma.&nbsp; O ambiente de testes dever\u00e1 estar dispon\u00edvel at\u00e9 30 de mar\u00e7o.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Aproveita-se para lembrar que a Instru\u00e7\u00e3o Normativa da Receita Federal trata exclusivamente de capta\u00e7\u00e3o de dados, a tributa\u00e7\u00e3o de criptoativos n\u00e3o \u00e9 tratada no ato.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/marco\/receita-federal-constroi-a-transicao-para-a-decripto-em-interacao-com-a-sociedade\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/marco\/receita-federal-constroi-a-transicao-para-a-decripto-em-interacao-com-a-sociedade<\/a>&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Projeto cria incentivo fiscal para empresas que investirem em seguran\u00e7a do trabalho<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Data: 18\/03\/2026<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">O Projeto de Lei 6457\/25, em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados, cria um incentivo fiscal para empresas que investirem na seguran\u00e7a dos seus funcion\u00e1rios.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">A proposta permite que empresas tributadas sobre o lucro real deduzam do Imposto de Renda o dobro dos gastos feitos para cumprir normas de seguran\u00e7a e sa\u00fade no trabalho. O benef\u00edcio vale para despesas com a Norma Regulamentadora 1 (NR-1), do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE), que trata do gerenciamento de riscos ocupacionais.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Pelo projeto, o incentivo fiscal n\u00e3o poder\u00e1 exceder 10% do lucro tribut\u00e1vel em cada exerc\u00edcio financeiro. Despesas que n\u00e3o possam ser deduzidas em um ano por conta desse limite poder\u00e3o ser transferidas para os dois exerc\u00edcios subsequentes.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Segundo o autor, deputado Capit\u00e3o Alberto Neto (PL-AM), o objetivo \u00e9 reduzir acidentes e doen\u00e7as causadas pelo trabalho, al\u00e9m de diminuir os gastos p\u00fablicos com sa\u00fade e previd\u00eancia.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Ele afirma ainda que a medida fortalece a competitividade das empresas brasileiras. &#8220;O incentivo fiscal favorece o desenho de ambientes de trabalho mais seguros e produtivos, sem que esse custo seja imposto exclusivamente ao empreendedor&#8221;, diz.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">O parlamentar lembra que a NR-1 s\u00f3 entrar\u00e1 em vigor em 26 de maio de 2026 e que os incentivos servir\u00e3o para estimular as empresas a adot\u00e1-la.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">NR1<br>A NR-1 define as diretrizes b\u00e1sicas de seguran\u00e7a e sa\u00fade no trabalho a serem cumpridas por empresas e funcion\u00e1rios sob o regime da <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/declei\/1940-1949\/decreto-lei-5452-1-maio-1943-415500-norma-pe.html\">Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho<\/a> (CLT).<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">A norma prev\u00ea o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), exige a identifica\u00e7\u00e3o de perigos e a cria\u00e7\u00e3o de planos de a\u00e7\u00e3o preventivos.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">O documento tamb\u00e9m lista direitos e deveres de empregadores e empregados, detalha regras para capacita\u00e7\u00e3o e treinamento dos trabalhadores (inclusive on-line ou semipresencial) e simplifica exig\u00eancias para micro e pequenas empresas, conforme o risco.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Pr\u00f3ximas etapas<br>A proposta ser\u00e1 analisada, em car\u00e1ter conclusivo, pelas comiss\u00f5es de Trabalho; de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1254018-projeto-cria-incentivo-fiscal-para-empresas-que-investirem-em-seguranca-do-trabalho\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1254018-projeto-cria-incentivo-fiscal-para-empresas-que-investirem-em-seguranca-do-trabalho\/<\/a>&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Governo federal prop\u00f5e aos estados zerar ICMS sobre importa\u00e7\u00e3o de diesel<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Data: 18\/03\/2026<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">No Brasil, o governo federal prop\u00f4s aos estados zerar o ICMS sobre a importa\u00e7\u00e3o de diesel.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">O pre\u00e7o do diesel disparou em v\u00e1rios postos do pa\u00eds.&nbsp;Em Samambaia, no Distrito Federal, o litro, que custava em m\u00e9dia cerca de R$ 6 h\u00e1 quase tr\u00eas semanas, agora passa de R$ 8. No Cear\u00e1, uma a\u00e7\u00e3o conjunta do Procon e da ANP, a Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, autuou cinco distribuidoras. Em Bras\u00edlia, outra opera\u00e7\u00e3o multou tr\u00eas distribuidoras.&nbsp;Fiscaliza\u00e7\u00f5es da ANP e de \u00f3rg\u00e3os de defesa do consumidor encontraram ind\u00edcios de alta abusiva de pre\u00e7os. porque parte dos postos e distribuidoras est\u00e1 reajustando os combust\u00edveis que foram comprados antes da alta provocada pela guerra.&nbsp;Postos de 22 cidades, em dez estados e no Distrito Federal, foram fiscalizados. Se ficar comprovado que houve aumento abusivo, a multa pode chegar a&nbsp;R$ 500 milh\u00f5es. A Pol\u00edcia Federal recebeu os dados dessas opera\u00e7\u00f5es e abriu um inqu\u00e9rito.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Cerca de 30% do \u00f3leo diesel usado no Brasil \u00e9 importado.&nbsp;Na quinta-feira (12), o governo federal zerou a cobran\u00e7a dos tributos federais PIS e Cofins sobre o diesel. No dia seguinte, a Petrobras aumentou o pre\u00e7o para as distribuidoras. Segundo levantamento da Petrobras, o pre\u00e7o m\u00e9dio do diesel nas bombas foi de R$ 6,89 no \u00faltimo s\u00e1bado (14). Na composi\u00e7\u00e3o desse valor:<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">40% ficam com a Petrobras, respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o;<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">distribui\u00e7\u00e3o e revenda respondem por quase 27%;<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">11% correspondem ao biodiesel misturado ao combust\u00edvel;<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">entre os impostos, a maior parcela \u00e9 estadual: 17% s\u00e3o impostos cobrados pelos estados;<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">os impostos federais representam quase 5%.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Nesta quarta-feira (18), em reuni\u00e3o com secret\u00e1rios estaduais, o Minist\u00e9rio da Fazenda prop\u00f4s que os governadores zerem o ICMS sobre a importa\u00e7\u00e3o do diesel at\u00e9 o fim de maio.&nbsp;A proposta \u00e9 semelhante \u00e0 medida que o ent\u00e3o presidente Jair Bolsonaro imp\u00f4s aos estados em 23 de junho de 2022, quando reduziu a al\u00edquota do ICMS sobre combust\u00edveis. A medida causou reclama\u00e7\u00f5es e acusa\u00e7\u00f5es de que foi uma medida eleitoreira.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Na proposta apresentada nesta quarta-feira (18) pelo governo Lula, se os estados aderirem, deixar\u00e3o de arrecadar R$ 3 bilh\u00f5es por m\u00eas, e o governo se compromete a compensar metade dessa perda.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">\u201cRetiramos alguns custos. Seja do ponto de vista do PIS\/Cofins, seja com subven\u00e7\u00e3o federal, seja agora, caso isso avance com os estados com ICMS importa\u00e7\u00e3o do diesel, isso certamente traz pelo menos um al\u00edvio, vamos dizer assim, para a cadeia de combust\u00edveis\u201d, diz Dario Durigan, secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">A expectativa do governo \u00e9 de que os governadores respondam \u00e0 proposta at\u00e9 o dia 28 de mar\u00e7o.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/jornal-nacional\/noticia\/2026\/03\/18\/governo-federal-propoe-aos-estados-zerar-icms-sobre-importacao-de-diesel.ghtml\">https:\/\/g1.globo.com\/jornal-nacional\/noticia\/2026\/03\/18\/governo-federal-propoe-aos-estados-zerar-icms-sobre-importacao-de-diesel.ghtml<\/a>&nbsp;&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>OAB-RJ v\u00ea perigo de judicializa\u00e7\u00e3o em MP para enfrentar alta de petr\u00f3leo<\/strong>&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Data: 19\/03\/2026<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">A seccional do Rio de Janeiro da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/oab\">Ordem dos Advogados<\/a>&nbsp;do Brasil (OAB-RJ) divulgou nesta semana uma nota criticando a reintrodu\u00e7\u00e3o do Imposto de Exporta\u00e7\u00e3o sobre \u00f3leos brutos de petr\u00f3leo, uma das a\u00e7\u00f5es previstas na Medida Provis\u00f3ria 1.340 para estabilizar o pre\u00e7o dos combust\u00edveis.&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">O governo editou a MP 1340 em 12\/3 para&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/executivo\/impacto-da-guerra-no-ira-ainda-e-incerto-mas-governo-ve-cenario-em-deterioracao\">enfrentar a alta do petr\u00f3leo causada pela guerra no Ir\u00e3<\/a>&nbsp;e em pa\u00edses vizinhos.&nbsp;No mesmo dia, o presidente Luiz In\u00e1cio&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/lula\">Lula<\/a>&nbsp;da Silva&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/energia\/governo-lula-zera-a-aliquota-de-pis-cofins-sobre-importacao-do-diesel\">zerou, via decreto, as al\u00edquotas de PIS e Cofins sobre importa\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;e comercializa\u00e7\u00e3o do diesel.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">A principal medida da MP foi a autoriza\u00e7\u00e3o da subven\u00e7\u00e3o financeira para produtores e importadores de diesel no valor de R$ 0,32 por litro, mas o governo incluiu tamb\u00e9m a al\u00edquota de 50% de imposto sobre a exporta\u00e7\u00e3o de diesel enquanto durar a subven\u00e7\u00e3o \u2014 para manter o produto no Brasil e auxiliar o controle do pre\u00e7o.&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">De acordo com governo, as medidas devem reduzir o pre\u00e7o do diesel em R$ 0,64. A MP criou tamb\u00e9m uma puni\u00e7\u00e3o para quem n\u00e3o repassar a economia para o consumidor final.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">A OAB-RJ criticou a introdu\u00e7\u00e3o do imposto de exporta\u00e7\u00e3o e lembrou, em sua nota, que a medida \u00e9 similar \u00e0 tomada em 2023 com a MP 1163, que resultou em \u201cintensa judicializa\u00e7\u00e3o\u201d. A preocupa\u00e7\u00e3o da entidade \u00e9 que o imposto seja usado com finalidade arrecadat\u00f3ria, em vez de ser uma medida de controle extrafiscal.&nbsp;&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">A entidade relembra que, em 2023, a 3\u00aa Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRF2) determinou que a MP 1163 tinha prop\u00f3sito arrecadat\u00f3rio. Isso a afastava do car\u00e1ter regulat\u00f3rio que justifica a exce\u00e7\u00e3o constitucional \u00e0 anterioridade tribut\u00e1ria. Essa MP caducou e n\u00e3o foi convertida em lei.&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">\u201cDiante desses precedentes, \u00e9 razo\u00e1vel antever que a reedi\u00e7\u00e3o da medida em 2026 tende a reacender controv\u00e9rsias judiciais, ampliando o ambiente de incerteza regulat\u00f3ria e elevando os custos de conformidade para operadores j\u00e1 submetidos a significativa complexidade normativa\u201d, diz a nota, assinada por Maur\u00edcio Pereira Faro, presidente da Comiss\u00e3o Especial de Assuntos Tribut\u00e1rios da OAB-RJ.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">A MP 1340, deste ano, prev\u00ea as medidas at\u00e9 no m\u00e1ximo 31 de dezembro, mas para isso precisa ser aprovada pelo Congresso. Caso contr\u00e1rio, ela \u00e9 v\u00e1lida por quatro meses, ou seja, at\u00e9 setembro.&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">A OAB-RJ afirma que sua preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 que a cria\u00e7\u00e3o de um tributo sobre a receita de exporta\u00e7\u00e3o reduza a atratividade do Brasil para novos projetos de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo.&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">\u201cAo incidir sobre a receita da exporta\u00e7\u00e3o \u2014 e n\u00e3o sobre o lucro \u2014 o imposto assume fei\u00e7\u00e3o regressiva, insens\u00edvel \u00e0s diferen\u00e7as econ\u00f4micas entre projetos\u201d, diz o \u00f3rg\u00e3o. \u201cOs empreendimentos com margens estreitas, campos maduros em decl\u00ednio, atividades sujeitas a altos custos de descomissionamento ou financiamentos mais onerosos s\u00e3o onerados na mesma propor\u00e7\u00e3o que projetos mais lucrativos.\u201d&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Segundo a entidade, isso afronta o princ\u00edpio da capacidade contributiva e gera distor\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas.&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">\u201cA OAB-RJ manifesta sua preocupa\u00e7\u00e3o com o risco de agravamento da instabilidade jur\u00eddica, da retra\u00e7\u00e3o de investimentos e da redu\u00e7\u00e3o de competitividade do setor petrol\u00edfero brasileiro. \u00c9 imprescind\u00edvel que medidas tribut\u00e1rias dessa natureza se submetam ao crivo da razoabilidade, da seguran\u00e7a jur\u00eddica e dos princ\u00edpios constitucionais que regem a ordem econ\u00f4mica e tribut\u00e1ria\u201d, diz a nota.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/oab-rj-ve-perigo-de-judicializacao-em-mp-para-enfrentar-alta-de-petroleo\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/oab-rj-ve-perigo-de-judicializacao-em-mp-para-enfrentar-alta-de-petroleo<\/a>&nbsp;&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Receita Federal antecipa libera\u00e7\u00e3o do download do Programa do IRPF 2026<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Data: 19\/03\/2026<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">A Receita Federal acaba de antecipar a libera\u00e7\u00e3o do Programa Gerador da Declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica (PGD IRPF 2026). A previs\u00e3o inicial era que o download estivesse dispon\u00edvel amanh\u00e3, \u00e0s 8h, mas, devido \u00e0 conclus\u00e3o antecipada dos testes finais e \u00e0 estabilidade das vers\u00f5es para todas as plataformas, o programa foi disponibilizado ainda hoje.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Com a novidade, os contribuintes j\u00e1 podem baixar o PGD IRPF e iniciar o preenchimento da declara\u00e7\u00e3o com anteced\u00eancia, garantindo mais comodidade e facilitando a organiza\u00e7\u00e3o da documenta\u00e7\u00e3o.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Segundo a \u00e1rea t\u00e9cnica, a antecipa\u00e7\u00e3o foi poss\u00edvel gra\u00e7as ao aprimoramento dos processos internos e \u00e0 integra\u00e7\u00e3o das equipes envolvidas no desenvolvimento, homologa\u00e7\u00e3o e publica\u00e7\u00e3o das ferramentas digitais. O objetivo perseguido pelas equipes \u00e9 sempre oferecer ao cidad\u00e3o um servi\u00e7o mais \u00e1gil, est\u00e1vel e acess\u00edvel.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">O per\u00edodo oficial de entrega das declara\u00e7\u00f5es permanece inalterado, a partir de 23\/3, mas a libera\u00e7\u00e3o antecipada do programa permite que os contribuintes se preparem com mais tranquilidade, especialmente aqueles que n\u00e3o utilizam a declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida e desejam garantir lugar no grupo de restitui\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">O download do PGD IRPF j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/centrais-de-conteudo\/download\/pgd\/dirpf\">neste link<\/a>.<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/marco\/receita-federal-antecipa-liberacao-do-download-do-programa-do-irpf-2026\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/marco\/receita-federal-antecipa-liberacao-do-download-do-programa-do-irpf-2026<\/a>&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Fazenda e Confaz fortalecem fiscaliza\u00e7\u00e3o sobre notas fiscais dos combust\u00edveis, em nova ofensiva contra altas abusivas do diesel<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Data: 19\/03\/2026<\/h1>\n\n\n\n<p>Em nova frente de a\u00e7\u00e3o para conter a alta abusiva de pre\u00e7os, o secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio da Fazenda, Dario Durigan, anunciou, na quarta-feira (18\/03), um mecanismo que prev\u00ea o compartilhamento em tempo real de notas fiscais dos combust\u00edveis entre os estados e a Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP). A medida busca refor\u00e7ar a fiscaliza\u00e7\u00e3o sobre pre\u00e7os, combatendo especula\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas abusivas, especialmente sobre os pre\u00e7os do \u00f3leo diesel.&nbsp;\u201cEstamos comprometidos a manter a oferta de diesel no pa\u00eds e fazer com que a varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os seja mitigada ao m\u00e1ximo para a popula\u00e7\u00e3o\u201d, apontou Durigan, em fala a jornalistas em Bras\u00edlia, com a presen\u00e7a do secret\u00e1rio especial da Receita Federal do Brasil, Robinson Barreirinhas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O novo sistema de integra\u00e7\u00e3o foi definido em reuni\u00e3o virtual do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz), realizada na quarta-feira (18\/03), em acordo que j\u00e1 conta com a ades\u00e3o de 21 estados. \u201c\u00c9 do interesse de todo mundo, do interesse do pa\u00eds, que possamos fiscalizar melhor com os organismos de Estado, com nossas equipes de fiscaliza\u00e7\u00e3o eventuais aumentos abusivos e ilegais que estejam acontecendo\u201d, afirmou o secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio da Fazenda. A participa\u00e7\u00e3o dos estados \u00e9 essencial nesse processo, pois as notas fiscais de venda dos combust\u00edveis est\u00e3o sob a esfera das administra\u00e7\u00f5es estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo apontou o secret\u00e1rio-executivo, essa integra\u00e7\u00e3o promove ganho imediato de fiscaliza\u00e7\u00e3o por parte da ANP, da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica e dos \u00f3rg\u00e3os de Prote\u00e7\u00e3o e Defesa do Consumidor (Procons) estaduais. \u201cAprovamos acordo que 21 estados j\u00e1 assinam hoje.&nbsp;Os que ainda n\u00e3o assinaram continuam convidados a aderir, para aprimorarmos a fiscaliza\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O acordo foi constru\u00eddo sob pleno respeito ao federalismo, apontou Durigan. \u201cH\u00e1 uma diferen\u00e7a muito grande entre o governo anterior e este governo, em especial no trato das quest\u00f5es federativas. Acreditamos em um federalismo muito diferente do que acreditava o governo anterior\u201d, destacou Durigan, que \u00e9 presidente do Confaz.<\/p>\n\n\n\n<p>Na semana passada, o Governo Federal&nbsp;anunciou&nbsp;um conjunto de medidas para conter a alta do diesel. Em esfor\u00e7o exclusivo da esfera federal, o governo brasileiro decidiu zerar a tributa\u00e7\u00e3o de PIS\/Cofins [Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social \/ Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social] sobre o \u00f3leo diesel, autorizar subven\u00e7\u00e3o aos produtores dom\u00e9sticos e aumentar a tributa\u00e7\u00e3o sobre as exporta\u00e7\u00f5es do combust\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Dario Durigan destacou a preocupa\u00e7\u00e3o do presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, e de todo o Governo Federal em n\u00e3o transferir \u00e0 popula\u00e7\u00e3o brasileira o custo da guerra no Oriente M\u00e9dio. \u201cTemos de preservar a nossa popula\u00e7\u00e3o o m\u00e1ximo poss\u00edvel, dentro das regras, das governan\u00e7as das empresas p\u00fablicas, mitigando impactos sobre os combust\u00edveis\u201d, refor\u00e7ou.<\/p>\n\n\n\n<p>ICMS<\/p>\n\n\n\n<p>Durigan explicou que na reuni\u00e3o do Confaz foi discutida ainda a proposta de retirada tempor\u00e1ria pelos estados do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) sobre o diesel importado. Segundo explicou o secret\u00e1rio-executivo do MF, esse esfor\u00e7o \u00e9 vital para reduzir press\u00f5es sobre o pre\u00e7o do \u00f3leo diesel. Durigan lembrou que o Brasil importa 27% do diesel consumido no mercado dom\u00e9stico.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme apontou o secret\u00e1rio-executivo, a Uni\u00e3o compensaria 50% do impacto da medida. \u201cSeria uma ren\u00fancia estimada de algo de R$ 1,5 bilh\u00e3o por m\u00eas para os estados e R$ 1,5 bilh\u00e3o por m\u00eas para a Uni\u00e3o\u201d, detalhou, destacando que, caso seja aprovada, essa medida ser\u00e1 tempor\u00e1ria, somente enquanto persistirem os impactos da guerra no Oriente M\u00e9dio. O tema voltar\u00e1 a ser debatido no dia 27 de mar\u00e7o, durante reuni\u00e3o presencial do Confaz,&nbsp;que ser\u00e1 realizada na capital paulista. \u201cSeria muito importante para garantir o abastecimento, para garantir a oferta forte e firme de diesel no pa\u00eds, que fa\u00e7amos isso da forma mais \u00e1gil poss\u00edvel\u201d, conclamou Durigan.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cApresentamos a proposta, demarcando muito bem a diferen\u00e7a do que est\u00e1 sendo feito agora. Isso tem de ser feito em comum acordo com os estados. Todos est\u00e3o cientes do momento delicado que enfrentamos, em que uma guerra externa, que n\u00e3o tem nada a ver conosco, est\u00e1 implicando custos ao pa\u00eds, \u00e0s fam\u00edlias, aos caminhoneiros. Estamos fazendo o melhor poss\u00edvel, respeitando a governan\u00e7a da Petrobras, adotando medidas com neutralidade fiscal, com a menor interven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel, mas garantindo que a popula\u00e7\u00e3o brasileira n\u00e3o arque com o custo da guerra\u201d, afirmou Durigan.<\/p>\n\n\n\n<p>A reuni\u00e3o virtual do Confaz tamb\u00e9m avan\u00e7ou nos esfor\u00e7os federativos no combate aos devedores contumazes (contribuintes que adotam a postura intencional de n\u00e3o pagar impostos, para assim obter ganhos, prejudicando a popula\u00e7\u00e3o, concorrentes e o Er\u00e1rio). \u201cOs estados se comprometeram a enviar para a Receita Federal as suas listas de devedores contumazes, em especial no ICMS do setor de combust\u00edvel\u201d, disse Durigan.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/marco\/fazenda-e-confaz-decidem-fortalecer-fiscalizacao-sobre-notas-fiscais-dos-combustiveis-em-nova-ofensiva-contra-altas-abusivas-do-diesel\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Lei reduz al\u00edquotas de tributos para ind\u00fastria qu\u00edmica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva sancionou sem vetos uma lei complementar que reduz tributos para empresas das ind\u00fastrias qu\u00edmica e petroqu\u00edmica que participam de um regime fiscal especial. A norma vale como uma regra de transi\u00e7\u00e3o at\u00e9 a entrada em vigor do novo modelo tribut\u00e1rio, prevista para 2027.<\/p>\n\n\n\n<p>Publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o desta sexta-feira (20), a&nbsp;<a href=\"https:\/\/in.gov.br\/web\/dou\/-\/lei-complementar-n-228-de-19-de-marco-de-2026-694431407\">Lei 228, de 2026<\/a>,&nbsp;diminui as al\u00edquotas de PIS e Cofins entre mar\u00e7o e dezembro de 2026.&nbsp; A norma tem origem no Projeto de Lei Complementar (PLP) <a href=\"about:blank\">14\/2026<\/a>, do deputado Carlos Zarattini (PT-SP), <a href=\"about:blank\">aprovado pelo Senado no fim de fevereiro<\/a> com relatoria da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB).<\/p>\n\n\n\n<p>O texto foi elaborado ap\u00f3s vetos presidenciais a pontos da&nbsp;<a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2025-12-19;15294\">Lei 15.294, de 2025<\/a>,&nbsp;que criou o Programa Especial de Sustentabilidade da Ind\u00fastria Qu\u00edmica (Presiq). Na ocasi\u00e3o, o governo alegou que os benef\u00edcios fiscais n\u00e3o apresentavam estimativas claras de impacto nas contas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, a nova lei corrige o problema ao estabelecer o limite de at\u00e9 R$ 2 bilh\u00f5es em ren\u00fancia fiscal para 2026.&nbsp;Al\u00e9m disso, prev\u00ea cerca de R$ 1,1 bilh\u00e3o em cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios adicionais previstos na legisla\u00e7\u00e3o para as centrais petroqu\u00edmicas e ind\u00fastrias qu\u00edmicas participantes do Regime Especial da Ind\u00fastria Qu\u00edmica (Reiq) que apurarem os cr\u00e9ditos normais com os \u00edndices do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, n\u00e3o ser\u00e1 necess\u00e1rio indicar, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n<p>estimativa de quantitativo de benefici\u00e1rios;<\/p>\n\n\n\n<p>metas de desempenho objetivas e quantific\u00e1veis em dimens\u00f5es econ\u00f4micas, sociais e ambientais;<\/p>\n\n\n\n<p>impacto previsto na redu\u00e7\u00e3o das desigualdades regionais, se for o caso; e<\/p>\n\n\n\n<p>mecanismos de transpar\u00eancia e de monitoramento e avalia\u00e7\u00e3o de resultados das metas.<\/p>\n\n\n\n<p>Fica afastada ainda a proibi\u00e7\u00e3o da LDO de amplia\u00e7\u00e3o de gasto tribut\u00e1rio em 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei tamb\u00e9m flexibiliza algumas exig\u00eancias recentes da legisla\u00e7\u00e3o fiscal, como a necessidade de detalhar metas, n\u00famero de benefici\u00e1rios e mecanismos de avalia\u00e7\u00e3o dos incentivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o texto, os benef\u00edcios podem ser interrompidos antes do prazo caso o limite de gastos seja atingido. A medida tem car\u00e1ter tempor\u00e1rio e busca garantir previsibilidade ao setor at\u00e9 a substitui\u00e7\u00e3o definitiva de PIS e Cofins pela nova estrutura tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a reforma tribut\u00e1ria, esses incentivos deixam de existir a partir de 2027.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2026\/03\/20\/lei-reduz-aliquotas-de-tributos-para-industria-quimica\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Retomada de Imposto de Exporta\u00e7\u00e3o reacende controv\u00e9rsias judiciais, diz OAB-RJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o Especial de Assuntos Tribut\u00e1rios da&nbsp;<a href=\"https:\/\/oabrj.org.br\/\">seccional do Rio de Janeiro<\/a>&nbsp;da Ordem dos Advogados do Brasil avalia que a reintrodu\u00e7\u00e3o do Imposto de Exporta\u00e7\u00e3o (IE), nos termos da&nbsp;Medida Provis\u00f3ria 1.340\/2026, dever\u00e1 reacender controv\u00e9rsias judiciais, ampliar o ambiente de&nbsp; incerteza regulat\u00f3ria e elevar os custos de conformidade para os operadores submetidos \u00e0 complexidade normativa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade se refere ao imposto que incide sobre \u00f3leos brutos de petr\u00f3leo, com al\u00edquota de 12%,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-21\/stf-valida-cobranca-de-imposto-de-importacao-sobre-mercadoria-nacional\/\">validado nesta sexta-feira<\/a>&nbsp;(20\/3) pelo Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento da comiss\u00e3o \u00e9 de que em um cen\u00e1rio de forte competi\u00e7\u00e3o internacional por investimentos, a cria\u00e7\u00e3o de um tributo sobre a receita de exporta\u00e7\u00e3o tender\u00e1 a reduzir a atratividade do pa\u00eds para novos projetos de explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo. Para a entidade, ao incidir sobre a receita da exporta\u00e7\u00e3o em vez do lucro, o imposto assume fei\u00e7\u00e3o regressiva e insens\u00edvel \u00e0s diferen\u00e7as econ\u00f4micas entre projetos.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque, afirma, empreendimentos com margens estreitas, campos maduros em decl\u00ednio, atividades sujeitas a altos custos de descomissionamento ou financiamentos mais onerosos s\u00e3o onerados na mesma propor\u00e7\u00e3o que projetos mais lucrativos em um desenho que afronta o princ\u00edpio da capacidade contributiva, ao passo que conduz a distor\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas que v\u00e3o na contram\u00e3o das boas pr\u00e1ticas internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNesse contexto, a OAB-RJ manifesta sua preocupa\u00e7\u00e3o com o risco de&nbsp;agravamento da instabilidade jur\u00eddica, da retra\u00e7\u00e3o de investimentos e da&nbsp;redu\u00e7\u00e3o de competitividade do setor petrol\u00edfero brasileiro. \u00c9 imprescind\u00edvel que medidas tribut\u00e1rias dessa natureza se submetam ao crivo da razoabilidade, da seguran\u00e7a jur\u00eddica e dos princ\u00edpios constitucionais que regem a ordem econ\u00f4mica e tribut\u00e1ria\u201d, afirma em nota o presidente da comiss\u00e3o, Maur\u00edcio Faro.<\/p>\n\n\n\n<p>Prop\u00f3sito arrecadat\u00f3rio<\/p>\n\n\n\n<p>A seccional relembra ter havido em 2023 uma intensa judicializa\u00e7\u00e3o sobre o tema e afirma que a 3\u00aa Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o reconheceu, em reiterados precedentes, que a majora\u00e7\u00e3o pretendida pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/155963\">MP 1.163\/2023<\/a>&nbsp;ostentava \u201cprop\u00f3sito predominantemente arrecadat\u00f3rio\u201d, afastando-se da fei\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria que justifica a exce\u00e7\u00e3o constitucional \u00e0 anterioridade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a OAB-RJ, o ordenamento brasileiro j\u00e1 contempla instrumentos aptos a capturar parcela significativa dos ganhos adicionais decorrentes de pre\u00e7os elevados ou produtividade excepcional. Esses instrumentos, afirma, operam como sistemas progressivos e s\u00e3o capazes de absorver varia\u00e7\u00f5es positivas de mercado.&nbsp;Esse \u00e9 o caso da Participa\u00e7\u00e3o Especial, dos royalties, do excedente em \u00f3leo nos contratos de partilha e at\u00e9 mesmo dos mecanismos contratuais contingentes, como os&nbsp;earnouts&nbsp;do excedente da cess\u00e3o onerosa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA cria\u00e7\u00e3o de um imposto adicional sobre receita, portanto, n\u00e3o apenas se mostra redundante, mas potencialmente prejudicial \u00e0 coer\u00eancia do arranjo fiscal vigente\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"OvwZ1aJi0a\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-22\/retomada-do-imposto-de-exportacao-reacende-controversias-judiciais-diz-oab-rj\/\">Retomada de Imposto de Exporta\u00e7\u00e3o reacende controv\u00e9rsias judiciais, diz OAB-RJ<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Retomada de Imposto de Exporta\u00e7\u00e3o reacende controv\u00e9rsias judiciais, diz OAB-RJ&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-22\/retomada-do-imposto-de-exportacao-reacende-controversias-judiciais-diz-oab-rj\/embed\/#?secret=yZh6AnN0kY#?secret=OvwZ1aJi0a\" data-secret=\"OvwZ1aJi0a\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m cobran\u00e7a por dedu\u00e7\u00e3o indevida de perdas em opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Por voto de qualidade, a 1\u00aa Turma da 2\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve uma cobran\u00e7a de IRPJ e CSLL contra o Ita\u00fa por dedu\u00e7\u00f5es de perdas em opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito realizadas em 2020. O resultado vai de encontro a precedente da C\u00e2mara Superior de Recursos Fiscais (CSRF), mas mant\u00e9m a coer\u00eancia com julgado anterior da turma.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa do banco argumentou que os valores debatidos seriam dedut\u00edveis com base no artigo 10, par\u00e1grafo 4\u00ba, da Lei 9.430\/1996. O dispositivo define que \u201cos valores registrados na conta redutora do cr\u00e9dito poder\u00e3o ser baixados definitivamente a partir do per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o em que se completar cinco anos do vencimento do cr\u00e9dito sem que o mesmo tenha sido liquidado pelo devedor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m citou o ac\u00f3rd\u00e3o 9101-007.302, oriundo do julgamento do processo 16327.720676\/2012-12 pela 1\u00aa Turma da CSRF, em mar\u00e7o de 2025. Na ocasi\u00e3o, o relator, conselheiro Jandir Jos\u00e9 Dalle Lucca, foi acompanhado por outros cinco julgadores ap\u00f3s se manifestar pela interpreta\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) rebateu afirmando que o disposto no artigo 10 da Lei 9.430\/1996 apresenta determina\u00e7\u00f5es para fins de contabilidade e que os requisitos para a dedu\u00e7\u00e3o de perdas em opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito s\u00e3o apresentados no artigo 9\u00ba da mesma norma. Entre as exig\u00eancias, ressaltou, est\u00e1 a cobran\u00e7a judicial dos valores. O n\u00e3o cumprimento dela impediria o disposto no artigo 10 porque, caso contr\u00e1rio, \u201cbastaria o contribuinte apostar em uma in\u00e9rcia do fisco ou em um atraso do julgamento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os conselheiros Raimundo Pires de Santana Filho, Marcelo Antonio Biancardi e Nilton Costa Sim\u00f5es, presidente da turma, votaram pela manuten\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a por interpretarem que cobran\u00e7as judiciais dos cr\u00e9ditos s\u00e3o imprescind\u00edveis para o direito \u00e0 baixa definitiva dos valores prevista no artigo 10 da Lei 9.430\/1996.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os conselheiros Renato Rodrigues Gomes, Isabelle Resende Alves Rocha e Lucas Issa Halah, relator do caso, manifestaram-se pelo cancelamento da cobran\u00e7a. Para eles, a exig\u00eancia da cobran\u00e7a judicial perde o sentido ap\u00f3s o prazo de cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 16327.720937\/2024-38.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-mantem-cobranca-por-deducao-indevida-de-perdas-em-operacoes-de-credito\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Contribuinte vence no Carf disputa sobre c\u00e1lculo de IPI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) mudou de posicionamento e cancelou uma cobran\u00e7a de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de R$ 120 milh\u00f5es contra a Action, fabricante de secadores de cabelo. Por voto de qualidade, o tribunal entendeu, pela primeira vez, que a Lei n\u00ba 14.395, de 2022, que traz o conceito de pra\u00e7a para determina\u00e7\u00e3o do valor m\u00ednimo tribut\u00e1vel nas vendas entre empresas do mesmo grupo econ\u00f4mico, pode ser aplicada de forma retroativa, por ser uma norma interpretativa.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 uma das 17 teses de grande impacto econ\u00f4mico previstas no edital do Programa de Transa\u00e7\u00e3o Integral (PTI), criado em 2024 pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), cuja expectativa de arrecada\u00e7\u00e3o \u00e9 de R$ 40 bilh\u00f5es. Segundo advogados, o precedente pode servir para casos similares no Carf, sobretudo para companhias de cosm\u00e9ticos como L\u2019Or\u00e9al, Avon, Unilever e Natura. Juntos, esses processos discutem quase R$ 5 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi julgada pela 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior \u2013 \u00faltima inst\u00e2ncia do tribunal administrativo. A relatora, Tatiana Josefovicz Belisario, negou recurso da PGFN e manteve decis\u00e3o anterior, cujo voto vencedor foi do conselheiro La\u00e9rcio Cruz Uliana Junior (processo n\u00ba 13370.722417\/2020-12).<\/p>\n\n\n\n<p>O que se discutiu no caso da Action foi a aplica\u00e7\u00e3o do conceito de \u201cpra\u00e7a\u201d, que \u00e9 base para o c\u00e1lculo do chamado Valor Tribut\u00e1vel M\u00ednimo (VTM) \u2013 piso para a cobran\u00e7a do IPI -, previsto na lei de 2022. Como o caso era anterior, o contribuinte defendeu a aplica\u00e7\u00e3o retroativa da norma, que pacificou a quest\u00e3o e definiu que \u201cpra\u00e7a\u201d \u00e9 o munic\u00edpio do estabelecimento remetente. Segundo tributaristas, a posi\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara Superior do Carf era desfavor\u00e1vel aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso envolve vendas feitas por f\u00e1brica do contribuinte localizada em Varginha (MG) para um centro de distribui\u00e7\u00e3o em Extrema (MG). Enquanto a Action defendeu o c\u00e1lculo do IPI com base na m\u00e9dia ponderada de pre\u00e7os praticada pelos estabelecimentos, a Receita considerou o valor de revenda a outros clientes independentes.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema divide opini\u00f5es. Em julho do ano passado, a mesma C\u00e2mara Superior foi desfavor\u00e1vel \u00e0 Ind\u00fastria de Cosm\u00e9ticos Carvalho. Para a maioria dos conselheiros, a nova lei n\u00e3o era interpretativa e n\u00e3o havia dispositivo espec\u00edfico que indicasse essa inten\u00e7\u00e3o. A empresa recorreu (processo n\u00ba 10872.720385\/2016-95).<\/p>\n\n\n\n<p>Seis meses depois, houve a mudan\u00e7a de entendimento do colegiado, pois a conselheira Denise Madalena Green, que havia votado pelo Fisco, mudou de posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a relatora, Tatiana Josefovicz Belisario, um dos argumentos que fazem a norma ser interpretativa \u00e9 que a Lei n\u00ba 14.395, de 2022, inseriu o artigo 15-A na Lei n\u00ba 4.502, de 1964, para esclarecer qual o conceito de pra\u00e7a, ao inv\u00e9s de alterar o dispositivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando se modifica, tem efeitos para frente. Quando se interpreta, tem efeitos para tr\u00e1s. Se a lei quisesse apenas modificar, ela n\u00e3o teria inserido o artigo 15-A. Teria simplesmente alterado a reda\u00e7\u00e3o para ao inv\u00e9s de estar escrito pra\u00e7a, colocar munic\u00edpio\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o dela, que tamb\u00e9m foi relatora da a\u00e7\u00e3o da Ind\u00fastria Carvalho, houve um \u201camadurecimento dos debates na turma\u201d e a nova interpreta\u00e7\u00e3o pode ser aplicada em outros casos. \u201cA princ\u00edpio, espera-se a manuten\u00e7\u00e3o desse cen\u00e1rio\u201d, afirma ela, ponderando que para os casos pendentes de julgamento de embargos de declara\u00e7\u00e3o seria dif\u00edcil a altera\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o da Action destoa de outros julgados no Carf, como os de 2024, em que a C\u00e2mara Superior manteve autua\u00e7\u00f5es fiscais contra a Natura, no valor de R$ 823 milh\u00f5es, e contra a Avon, no montante de R$ 1 bilh\u00e3o (processos n\u00ba 16561.720176\/2012-16 e n\u00ba 19515.720949\/2017-12).<\/p>\n\n\n\n<p>Em an\u00e1lise mais recente, de janeiro, a L\u2019Or\u00e9al venceu na 1\u00aa Turma Ordin\u00e1ria da 3\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o, mas a Uni\u00e3o j\u00e1 recorreu. Nessa a\u00e7\u00e3o, s\u00e3o discutidos R$ 840 milh\u00f5es de IPI (processo n\u00ba 16682.721207\/2018-67). No caso da Unilever, a empresa perdeu na c\u00e2mara baixa e tamb\u00e9m aguarda an\u00e1lise de recurso (processo n\u00ba 10880.9370 63\/2021-41).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o advogado que atuou no caso da Action, a segrega\u00e7\u00e3o entre f\u00e1brica e distribuidora \u00e9 comum no mercado, pelos seus benef\u00edcios tribut\u00e1rios. \u201cPaga o IPI na f\u00e1brica e n\u00e3o paga o IPI na distribuidora, porque o IPI \u00e9 o imposto pago sobre produtos industrializados\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>O Fisco, diz o advogado, entendia que \u201cpra\u00e7a\u201d \u00e9 um conceito mais amplo e que em opera\u00e7\u00e3o intragrupo, deveria ser considerado o pre\u00e7o da distribuidora. Com a nova lei editada em 2022, essa discuss\u00e3o cessou, pois definiu que pra\u00e7a \u00e9 cidade, computando o pre\u00e7o da f\u00e1brica, se tiver em munic\u00edpio diferente do da distribuidora e margem de lucro \u201cnormal\u201d \u2013 em torno de 5% a 8%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs contribuintes sempre defenderam que a lei \u00e9 interpretativa, portanto, deve produzir efeito retroativo. Mas o Fisco entendia que s\u00f3 valia para fatos geradores futuros\u201d, diz ele. Com a decis\u00e3o, de acordo com ele, o Carf valida a tese das empresas. \u201c\u00c9 uma vit\u00f3ria muito emblem\u00e1tica, porque mudou o entendimento da C\u00e2mara Superior e a Lei n\u00ba 14.395 agora retroage, podendo servir para outros autos de infra\u00e7\u00e3o\u201d, completa o advogado, que tem cerca de 20 a\u00e7\u00f5es sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o tamb\u00e9m evita a ida de contribuintes ao Judici\u00e1rio, o que implicaria mais custos \u2013 entre eles a apresenta\u00e7\u00e3o de garantias. O conselheiro La\u00e9rcio Cruz Uliana Junior, que deu o voto vencedor no caso Action na c\u00e2mara baixa, diz que o Fisco entendia que o conceito de pra\u00e7a deveria ser a regi\u00e3o metropolitana, por exemplo. \u201cMas outra corrente \u00e9 de que pra\u00e7a \u00e9 igual ao conceito de cidade, estabelecido no Direito Comercial e Empresarial\u201d, afirma ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o conselheiro, a Lei n\u00ba 14.395, de 2022, \u00e9 interpretativa, aplic\u00e1vel retroativamente. \u201cA lei em si n\u00e3o diz que \u00e9 interpretativa, mas alguns conselheiros, como eu, entendem que sim, considerando a exposi\u00e7\u00e3o de motivos da norma e que n\u00e3o tem necessidade de isso estar expresso na lei. E j\u00e1 tem precedentes do Superior Tribunal de Justi\u00e7a validando esse entendimento\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/03\/19\/contribuinte-vence-no-carf-disputa-sobre-calculo-de-ipi.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf nega dedutibilidade de gratifica\u00e7\u00f5es e PLR pagas \u00e0 gest\u00e3o estrat\u00e9gica da XP Investimentos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria de 5 votos a 1, a 1\u00aa Turma da 2\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) negou a possibilidade de deduzir do lucro real valores pagos a funcion\u00e1rios membros do conselho de administra\u00e7\u00e3o a t\u00edtulo de gratifica\u00e7\u00f5es e participa\u00e7\u00e3o nos lucros (PLR). Prevaleceu o entendimento defendido pela fiscaliza\u00e7\u00e3o, de que, embora os benefici\u00e1rios estivessem registrados como empregados, os valores teriam sido pagos em raz\u00e3o do exerc\u00edcio de cargos de conselheiro e administrador, hip\u00f3tese em que a legisla\u00e7\u00e3o veda a dedutibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa sustentou que os valores decorreram exclusivamente da rela\u00e7\u00e3o de emprego, j\u00e1 que os benefici\u00e1rios j\u00e1 eram empregados da empresa e n\u00e3o recebiam qualquer remunera\u00e7\u00e3o pelo exerc\u00edcio do cargo de conselheiro. Segundo a XP Investimentos Corretora de Cambio, T\u00edtulos e Valores Mobili\u00e1rios S\/A, eles permaneceram exercendo fun\u00e7\u00f5es t\u00edpicas de empregados e preencheram os requisitos para o recebimento de PLR e gratifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, conselheiro Renato Rodrigues Gomes, entendeu que a veda\u00e7\u00e3o \u00e0 dedutibilidade da PLR e das gratifica\u00e7\u00f5es n\u00e3o depende da forma do v\u00ednculo jur\u00eddico, nem do registro do benefici\u00e1rio como empregado. Segundo ele, a legisla\u00e7\u00e3o estabelece crit\u00e9rios claros: a dedu\u00e7\u00e3o, nesses casos, s\u00f3 \u00e9 admitida se o benefici\u00e1rio \u00e9 empregado da fonte pagadora, desde que n\u00e3o exer\u00e7a cargo de dire\u00e7\u00e3o ou administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, como os benefici\u00e1rios, \u00e0 \u00e9poca dos fatos, integravam o conselho de administra\u00e7\u00e3o, cargo que o estatuto social da empresa qualifica como de gest\u00e3o estrat\u00e9gica, devem ser tratados como administradores para fins tribut\u00e1rios, sendo irrelevante a forma de contrata\u00e7\u00e3o ou a eventual manuten\u00e7\u00e3o de v\u00ednculo empregat\u00edcio. Nessa condi\u00e7\u00e3o, entendeu o conselheiro, os valores recebidos a t\u00edtulo de PLR e gratifica\u00e7\u00f5es n\u00e3o se enquadram nas hip\u00f3teses legais de dedu\u00e7\u00e3o do lucro real.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 16327.721083\/2021-64.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-nega-dedutibilidade-de-gratificacoes-e-plr-pagas-a-gestao-estrategica-da-xp-investimentos\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf autoriza exclus\u00e3o de incentivos de ICMS das bases do IRPJ e CSLL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Por 4 votos a 2, a 2\u00aa Turma da 3\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu pela possibilidade da exclus\u00e3o de incentivos de ICMS da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL. A maioria da turma entendeu que, nos termos da Lei Complementar 160\/2017, os benef\u00edcios concedidos ao contribuinte podem ser considerados subven\u00e7\u00f5es para investimento, sem a necessidade de demonstra\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de que os recursos foram aplicados na expans\u00e3o do empreendimento. No caso, a Belagr\u00edcola Com\u00e9rcio e Representa\u00e7\u00f5es de Produtos Agr\u00edcolas possu\u00eda incentivos de ICMS concedidos na forma de isen\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo e diferimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa sustentou que os benef\u00edcios se enquadram como subven\u00e7\u00f5es para investimento, nos termos da Lei 12.973\/2014 e da LC 160\/2017, o que autorizaria sua exclus\u00e3o do lucro real. Segundo o advogado representante da empresa, F\u00e1bio Calcini, do Brasil Salom\u00e3o, no plano cont\u00e1bil, foi adotada a sistem\u00e1tica de registrar os valores simultaneamente como receita e despesa, de modo a n\u00e3o causar impacto efetivo no resultado, realizando posteriormente a exclus\u00e3o no Lalur, sem que houvesse ingresso patrimonial, acr\u00e9scimo de resultado ou forma\u00e7\u00e3o de reserva de lucros.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal, por sua vez, entendeu que o procedimento configuraria um artif\u00edcio cont\u00e1bil utilizado para reduzir indevidamente a base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL. Para o fisco, os incentivos foram tratados como \u201cgrandezas negativas\u201d, uma vez que n\u00e3o teriam transitado pelo resultado como receitas efetivas, al\u00e9m de n\u00e3o ter sido comprovada a destina\u00e7\u00e3o dos valores \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o do empreendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator Alberto Pinto Souza J\u00fanior aplicou o Tema 1182, do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), ao caso. Para ele, o precedente estabelece que a exclus\u00e3o dos benef\u00edcios fiscais de ICMS da base do IRPJ e da CSLL \u00e9 vedada como regra, salvo quando atendidos os requisitos legais, especialmente os previstos no artigo 30 da Lei 12.973\/2014, a qual exige apenas a exclus\u00e3o da receita de subven\u00e7\u00e3o do lucro real e o registro em reserva de lucros, sem impor condicionantes cont\u00e1beis adicionais ou a necessidade de tr\u00e2nsito dos valores pela conta de resultado.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro destacou ainda que a Corte Superior conferiu tratamento distinto \u00e0 isen\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo e diferimento em rela\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito presumido de ICMS. Segundo o relator, para essas modalidades n\u00e3o se exige a demonstra\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de concess\u00e3o como est\u00edmulo \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o do empreendimento, aplicando-se o regime do artigo 30 da Lei 12.973\/2014, que equiparou as subven\u00e7\u00f5es para custeio \u00e0s subven\u00e7\u00f5es para investimento, sendo suficiente a vincula\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio \u00e0 atividade econ\u00f4mica da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia entendeu que os incentivos analisados n\u00e3o gerariam acr\u00e9scimo patrimonial nem receita positiva e, portanto, n\u00e3o poderiam ser exclu\u00eddos da base de c\u00e1lculo dos tributos federais, por se tratarem de meras exonera\u00e7\u00f5es fiscais, sem efeito econ\u00f4mico compat\u00edvel com a l\u00f3gica da subven\u00e7\u00e3o para investimento. Votaram nesse sentido os conselheiros S\u00e9rgio Magalh\u00e3es Lima e Marcelo Izaguirre da Silva, que classificaram a estrat\u00e9gia adotada pela empresa como uma simula\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil voltada \u00e0 redu\u00e7\u00e3o indevida da carga tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento, ficou prejudicada a mat\u00e9ria do estorno de cr\u00e9ditos de ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 10340.720142\/2024-75.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-autoriza-exclusao-de-incentivos-de-icms-das-bases-do-irpj-e-csll\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>STJ julga se MS coletivo serve para excluir benef\u00edcio de ICMS da base de IRPJ e CSLL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Inicio\">Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/a>&nbsp;come\u00e7ou a decidir se \u00e9 cab\u00edvel o mandado de seguran\u00e7a coletivo para discutir a exclus\u00e3o dos incentivos de ICMS da base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL).<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi iniciado nesta ter\u00e7a-feira (17\/3), j\u00e1 tem diverg\u00eancia de posi\u00e7\u00e3o e foi interrompido por pedido de vista do ministro Afr\u00e2nio Vilela.<\/p>\n\n\n\n<p>O mandado de seguran\u00e7a coletivo \u00e9 um instrumento que pode ser utilizado por associa\u00e7\u00f5es ou sindicatos para pleitear o que considerem direito l\u00edquido e certo. A senten\u00e7a seria aproveit\u00e1vel de forma individualizada pelos associados ou sindicalizados.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 saber se \u00e9 poss\u00edvel comprovar o direito l\u00edquido e certo relacionado ao tema, pois a exclus\u00e3o dos benef\u00edcios de ICMS das bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL depende do atendimento de uma s\u00e9rie de requisitos previstos em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Exig\u00eancias<\/p>\n\n\n\n<p>Esses benef\u00edcios fiscais precisam ter sido publicados at\u00e9 o in\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o de efeitos da Lei Complementar 160\/2017 ou precisar\u00e3o ser registrados em conta de reserva de lucros, conforme o artigo 10\u00aa da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp160.htm\">LC 160\/2017<\/a>&nbsp;e o artigo 30 da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2011-2014\/2014\/lei\/l12973.htm\">Lei 12.973\/2014<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi o pr\u00f3prio&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-abr-27\/tese-beneficios-fiscais-icms-agravar-guerra-fiscal\/\">STJ que validou essas exig\u00eancias<\/a>, ao julgar o Tema 1.182 dos recursos repetitivos, em 2023. A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o entendeu que os benef\u00edcios de ICMS n\u00e3o poderiam ser automaticamente exclu\u00eddos das bases de IRPJ e CSLL, o que representou uma grande vit\u00f3ria do Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o mandado de seguran\u00e7a exige a comprova\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia do direito l\u00edquido e certo de forma pr\u00e9-existente ao ajuizamento, o Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o entendeu que seu uso seria imposs\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Relator do recurso no STJ, o ministro Teodoro Silva Santos votou por dar provimento e permitir o tr\u00e2mite do MS coletivo. \u201cA fase de execu\u00e7\u00e3o individual \u00e9 momento adequado para o sindicalizado apresentar o c\u00e1lculo e comprovar o atendimento dos requisitos legais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Abriu a diverg\u00eancia o ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, que votou por negar provimento ao recurso especial do sindicato autor. Para ele, o \u00f3rg\u00e3o pode ajuizar processos coletivos, mas n\u00e3o nesse tema espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor depender de requisitos que devem ser analisados de forma individualizada e n\u00e3o comportar a pretens\u00e3o uma solu\u00e7\u00e3o \u00fanica para todos associados, trata-se no caso de interesse individuais heterog\u00eaneos cuja an\u00e1lise n\u00e3o se afigura vi\u00e1vel na via mandamental coletiva.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"ZJVD0rUzWc\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-17\/stj-decide-se-ms-pode-excluir-beneficio-de-icms-de-base-de-tributos\/\">STJ julga se MS coletivo serve para excluir benef\u00edcio de ICMS da base de IRPJ e CSLL<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;STJ julga se MS coletivo serve para excluir benef\u00edcio de ICMS da base de IRPJ e CSLL&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-17\/stj-decide-se-ms-pode-excluir-beneficio-de-icms-de-base-de-tributos\/embed\/#?secret=JQ9spD3hg4#?secret=ZJVD0rUzWc\" data-secret=\"ZJVD0rUzWc\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Rescis\u00f3ria deve considerar entendimento vigente na data da decis\u00e3o, define STJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O marco temporal para saber se existe controv\u00e9rsia jur\u00eddica sobre determinado tema e verificar se a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria \u00e9 cab\u00edvel por viola\u00e7\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o literal de lei \u00e9 a data de prola\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o que se pretende rescindir e n\u00e3o a do tr\u00e2nsito em julgado.<\/p>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Inicio\">Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/a>&nbsp;e foi adotada no julgamento do&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=1299&amp;cod_tema_final=1299\">Tema 1.299<\/a>&nbsp;dos recursos repetitivos, encerrado na \u00faltima quarta-feira (11\/3).<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria \u00e9 um processo para anular uma decis\u00e3o judicial definitiva quando ela cont\u00e9m erro grave ou foi proferida contra disposi\u00e7\u00e3o literal de lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A corte reiterou posi\u00e7\u00e3o de que o instrumento n\u00e3o serve para adequar decis\u00e3o definitiva a algum entendimento posterior, mesmo que tenha sido fixado por meio de tese vinculante.<\/p>\n\n\n\n<p>O debate foi sobre uma quest\u00e3o espec\u00edfica relacionada a reajustes salariais de auditores fiscais, mas a defini\u00e7\u00e3o do marco temporal que influencia no cabimento da rescis\u00f3ria pode, em tese, ser aplicada para outros processos em que a rescis\u00e3o se d\u00e1 por ofensa \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o literal de lei, como prev\u00ea o artigo 966, inciso V do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm\">C\u00f3digo de Processo Civil<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Se havia jurisprud\u00eancia vacilante e n\u00e3o consolidada sobre determinado dispositivo de lei, n\u00e3o h\u00e1 como se considerar que a decis\u00e3o a ser rescindida possa t\u00ea-lo violado literalmente. Logo, n\u00e3o cabe a rescis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa posi\u00e7\u00e3o deu origem \u00e0&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudencia\/sumariosumulas.asp?base=30&amp;sumula=1472\">S\u00famula 343<\/a>&nbsp;do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual \u201cn\u00e3o cabe a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria por ofensa a literal disposi\u00e7\u00e3o de lei, quando a decis\u00e3o rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpreta\u00e7\u00e3o controvertida nos tribunais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, se a interpreta\u00e7\u00e3o sobre a norma estava consolidada, por exemplo, por uma tese vinculante do STJ ou do Supremo Tribunal Federal, a decis\u00e3o que a contrariou pode ser rescindida, por ter violado a lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Usualmente, o marco escolhido para avaliar o cen\u00e1rio interpretativo \u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o. No Tema 1.299 dos repetitivos, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o adiantou-o para o momento da prola\u00e7\u00e3o, o que acaba por restringir o uso da rescis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa quest\u00e3o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-15\/stj-debate-posicao-que-pode-restringir-aproveitamento-da-acao-rescisoria\/\">chegou a gerar diverg\u00eancia<\/a>&nbsp;entre a relatora, ministra Regina Helena Costa, e a ministra Maria Thereza de Assis Moura, autora do voto vencedor.<\/p>\n\n\n\n<p>Na quarta-feira, a primeira aderiu \u00e0 posi\u00e7\u00e3o da segunda, ao perceber que o STJ j\u00e1 tem jurisprud\u00eancia nesse sentido, no julgamento de casos sobre essa espec\u00edfica quest\u00e3o dos auditores fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>Preju\u00edzo reduzido<\/p>\n\n\n\n<p>Os casos concretos em discuss\u00e3o tratam do reajuste de 28,86% da verba paga aos auditores chamada Retribui\u00e7\u00e3o Adicional Vari\u00e1vel (RAV), feita pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8627.htm\">Lei 8.627\/1993<\/a>&nbsp;junto com um reposicionamento funcional \u2014 uma promo\u00e7\u00e3o de cargo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o passou a defender a tese de que, como o reposicionamento levou ao aumento do sal\u00e1rio e \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo da RAV em 26,66%, o servidor s\u00f3 deveria receber como reajuste a sobra de 2,2%.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa tese foi admitida por toda a Justi\u00e7a Federal, mas derrubada em 2013 pelo STJ, no Tema 548. Assim, os auditores passaram a ajuizar rescis\u00f3rias para derrubar as decis\u00f5es que lhes foram desfavor\u00e1veis antes.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a tese fixada pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o na quarta, torna-se invi\u00e1vel a rescis\u00e3o das decis\u00f5es at\u00e9 mesmo se elas transitaram em julgado depois do julgamento do Tema 548, quando j\u00e1 se poderia saber que contrariavam a interpreta\u00e7\u00e3o da Lei 8.627\/1993 dada pelo STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, o tribunal reduziu o preju\u00edzo financeiro da Uni\u00e3o frente ao pleito dos auditores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(Para o cabimento da rescis\u00f3ria) deve ser levado em conta o momento da prola\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o rescindenda. Esse \u00e9 o momento em que deve haver controv\u00e9rsia viva sobra a interpreta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica. O tr\u00e2nsito em julgado, para esses fins, \u00e9 irrelevante\u201d, defendeu a ministra Maria Thereza.<\/p>\n\n\n\n<p>Uso da rescis\u00f3ria<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 outro fator que d\u00e1 import\u00e2ncia \u00e0 tese firmada pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2019-mai-8\/nao-cabe-acao-rescisoria-baseada-precedente-posterior-stj\/\">esse uso da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria<\/a>&nbsp;para adequa\u00e7\u00e3o de julgados anteriores a posi\u00e7\u00f5es jurisprudenciais mais recentes ter ganhado for\u00e7a no Brasil recentemente.<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00f3pria 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-fev-09\/cabe-rescisoria-adequar-jurisprudencia-posterior-stj\/\">afastou a S\u00famula 343 do STF<\/a>&nbsp;quando decidiu, em fevereiro de 2023, que cabe rescis\u00f3ria para adequar o resultado de um processo tribut\u00e1rio a uma nova orienta\u00e7\u00e3o formada no Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em setembro de 2024,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-12\/stj-autoriza-fazenda-a-usar-rescisoria-para-aplicar-modulacao-da-tese-do-seculo\/\">repetiu a dose<\/a>&nbsp;ao decidir que a Fazenda pode usar a rescis\u00f3ria para adequar senten\u00e7as definitivas anteriores \u00e0 modula\u00e7\u00e3o da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, restringindo o aproveitamento de cr\u00e9ditos de PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>A posi\u00e7\u00e3o, que&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-fev-10\/tributaristas-stj-torna-decisoes-pro-contribuinte-provisorias\">gerou cr\u00edticas na comunidade jur\u00eddica<\/a>, passou a ser citada em peti\u00e7\u00f5es enviadas ao STJ, na tentativa de ser replicada em outras situa\u00e7\u00f5es, o que levou at\u00e9 a um<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-jun-14\/stj-nao-abandonou-sumula-343-stf-julgar-acoes-rescisorias\/\">&nbsp;alerta feito pelo ministro Gurgel de Faria<\/a>, em junho de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao apreciar o Tema 1.299, a ministra Regina Helena Costa chegou a afirmar que, de fato, o STJ n\u00e3o abandonou a S\u00famula 343, mas deixou claro que a posi\u00e7\u00e3o se restringe \u00e0 an\u00e1lise do reajuste de 28,86% sobre a RAV dos servidores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO exame sobre a possibilidade de superar a S\u00famula 343 limita-se \u00e0 hip\u00f3tese de direito material versada nos autos, dela n\u00e3o se podendo extrair orienta\u00e7\u00e3o vinculante de espectro geral ou efeito expansivo para situa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o guardem identidade com a controv\u00e9rsia examinada.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Tese aprovada<\/p>\n\n\n\n<p>Aplica-se o \u00f3bice do verbete sumular 343 do STF \u00e0s a\u00e7\u00f5es rescis\u00f3rias ajuizadas com base em ofensa a literal disposi\u00e7\u00e3o de lei (artigo 485, V, do CPC\/1973 e 966, V, do CPC\/2015) que visem desconstituir decis\u00f5es judiciais prolatadas antes do julgamento do Tema Repetitivo 548 do STJ (em 11\/9\/2013), nos quais tenha sido reconhecida, para efeito de aplica\u00e7\u00e3o do reajuste de 28,86% sobre a Retribui\u00e7\u00e3o Adicional Vari\u00e1vel (RAV), a possibilidade de compensa\u00e7\u00e3o do percentual com supervenientes reposicionamentos funcionais da carreira de Auditor Fiscal da Receita Federal implementados pela Lei 8.627\/1993. O marco temporal para a aferi\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia interpretativa \u00e9 a data do julgamento do t\u00edtulo rescindendo<\/p>\n\n\n\n<p>EREsp 1.431.163<br>EREsp 1.910.729&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"KDHYXRUrA5\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-17\/marco-da-aplicacao-da-acao-rescisoria-e-a-data-da-decisao-diz-stj\/\">Rescis\u00f3ria deve considerar entendimento vigente na data da decis\u00e3o, define STJ<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Rescis\u00f3ria deve considerar entendimento vigente na data da decis\u00e3o, define STJ&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-17\/marco-da-aplicacao-da-acao-rescisoria-e-a-data-da-decisao-diz-stj\/embed\/#?secret=QsaaOQjcSD#?secret=KDHYXRUrA5\" data-secret=\"KDHYXRUrA5\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>OAB contesta lei que veda pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial a devedor contumaz&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra trecho do C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte que veda ao contribuinte qualificado como devedor contumaz a propositura de pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial ou a perman\u00eancia em processo&nbsp;j\u00e1 em curso,&nbsp;possibilitando&nbsp;a mudan\u00e7a da recupera\u00e7\u00e3o judicial&nbsp;para&nbsp;fal\u00eancia.&nbsp;A&nbsp;A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=7532392\">(ADI) 7943<\/a>&nbsp;foi&nbsp;distribu\u00edda ao ministro Fl\u00e1vio Dino.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo&nbsp;a OAB,&nbsp;a regra da Lei Complementar 225\/2026 \u00e9 desproporcional, sancionat\u00f3ria e com efeitos gravosos sobre a atividade empresarial e o acesso \u00e0&nbsp;Justi\u00e7a. Na avalia\u00e7\u00e3o da&nbsp;entidade, ao estabelecer san\u00e7\u00e3o pol\u00edtica indireta,&nbsp;a norma&nbsp;cria mecanismo coercitivo at\u00edpico de cobran\u00e7a e repress\u00e3o fiscal, incompat\u00edvel com o sistema constitucional de garantias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro argumento \u00e9 o de que a medida, criada&nbsp;sob pretexto de combater a&nbsp;inadimpl\u00eancia contumaz, compromete pilares essenciais da ordem econ\u00f4mica e do sistema de&nbsp;Justi\u00e7a, como a livre iniciativa, o exerc\u00edcio da propriedade com fun\u00e7\u00e3o social e a atua\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao pedir liminar para suspender o&nbsp;dispositivo,&nbsp;a OAB sustenta&nbsp;que&nbsp;a eventual declara\u00e7\u00e3o posterior de inconstitucionalidade n\u00e3o ser\u00e1 capaz de restaurar empresas j\u00e1 extintas nem recompor o valor econ\u00f4mico dissipado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/oab-contesta-lei-que-veda-pedido-de-recuperacao-judicial-a-devedor-contumaz\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>ISS por destina\u00e7\u00e3o de res\u00edduos fica com munic\u00edpio que abriga aterro sanit\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Imposto Sobre Servi\u00e7os (ISS) referente \u00e0 destina\u00e7\u00e3o e \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o final de res\u00edduos s\u00f3lidos deve ser recolhido pelo munic\u00edpio que abriga o aterro sanit\u00e1rio, ainda que o servi\u00e7o seja prestado em outro local.<\/p>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 da 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que negou provimento a um recurso especial do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>A prefeitura paulistana tentou reter o ISS pago por uma empresa contratada exclusivamente para destinar os res\u00edduos s\u00f3lidos recolhidos, uma vez que varri\u00e7\u00e3o, coleta, remo\u00e7\u00e3o, tratamento, reciclagem e separa\u00e7\u00e3o s\u00e3o feitos pelo pr\u00f3prio munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>O pagamento do ISS foi feito ao munic\u00edpio de Caieiras (SP), onde est\u00e1 o aterro sanit\u00e1rio. O Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo afastou a reten\u00e7\u00e3o almejada pela capital com base nas disposi\u00e7\u00f5es da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp116.htm\">Lei Complementar 116\/2003<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>ISS no local do aterro<\/p>\n\n\n\n<p>A regra geral \u00e9 que o ISS \u00e9 devido no local do estabelecimento prestador do servi\u00e7o, mas o artigo 3\u00ba da norma traz algumas exce\u00e7\u00f5es, entre elas a do inciso VI, que prev\u00ea a tributa\u00e7\u00e3o no local da destina\u00e7\u00e3o final do lixo, dos rejeitos e de outros res\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<p>A posi\u00e7\u00e3o foi mantida pelo STJ, por unanimidade de votos. Relator do recurso, o ministro Francisco Falc\u00e3o apontou que a lei deve ser interpretada para privilegiar os munic\u00edpios que mant\u00eam aterros sanit\u00e1rios, por arcarem com impactos ambientais e operacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAssim, \u00e9 razo\u00e1vel que a receita tribut\u00e1ria do ISSQN seja revertida em favor desses munic\u00edpios, a fim de viabilizar a manuten\u00e7\u00e3o da infraestrutura necess\u00e1ria \u00e0 gest\u00e3o, tratamento e disposi\u00e7\u00e3o final dos res\u00edduos provenientes de outros munic\u00edpios, como no caso dos autos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/STJ_202501649800_tipo_integra_360583003.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o ac\u00f3rd\u00e3o<br>AREsp 2.931.335<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"yaHQhdHKpC\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-17\/iss-por-destinacao-de-residuos-fica-com-municipio-que-abriga-aterro-sanitario\/\">ISS por destina\u00e7\u00e3o de res\u00edduos fica com munic\u00edpio que abriga aterro sanit\u00e1rio<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;ISS por destina\u00e7\u00e3o de res\u00edduos fica com munic\u00edpio que abriga aterro sanit\u00e1rio&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-17\/iss-por-destinacao-de-residuos-fica-com-municipio-que-abriga-aterro-sanitario\/embed\/#?secret=BGll7xPhfx#?secret=yaHQhdHKpC\" data-secret=\"yaHQhdHKpC\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>OAB contesta no STF adicional de 10% a margens do lucro presumido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil acionou o Supremo Tribunal Federal para contestar o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-jan-30\/mudanca-em-incentivos-fiscais-corroi-vantagem-do-lucro-presumido\/\">acr\u00e9scimo de 10% \u00e0s margens de presun\u00e7\u00e3o aplicadas a empresas no regime do lucro presumido<\/a>. A a\u00e7\u00e3o, movida na \u00faltima sexta-feira (13\/3), questiona a regra criada pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp224.htm\">Lei Complementar 224\/2025<\/a>, que regulamenta a reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O lucro presumido \u00e9 um regime opcional e simplificado de apura\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL), aplic\u00e1vel a empresas com faturamento anual de at\u00e9 R$ 78 milh\u00f5es. Nele, as bases desses dois tributos s\u00e3o calculadas por meio da aplica\u00e7\u00e3o de uma margem ou coeficiente de presun\u00e7\u00e3o, que varia conforme a \u00e1rea de atividade da companhia.<\/p>\n\n\n\n<p>A LC 224\/2025, sancionada em dezembro, estabeleceu um acr\u00e9scimo de 10% a essas margens de presun\u00e7\u00e3o, a ser aplicado \u00e0 parcela bruta total do faturamento que exceder R$ 1,25 milh\u00e3o por trimestre.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, se uma empresa prestadora de servi\u00e7os optante do regime, com margem de presun\u00e7\u00e3o de 32%, faturar, por exemplo, R$ 1,5 milh\u00e3o no trimestre, ela ter\u00e1 a seguinte divis\u00e3o de c\u00e1lculos: sobre R$ 1,25 milh\u00e3o ser\u00e1 aplicada a margem de presun\u00e7\u00e3o setorial de 32% (ou seja, sem o acr\u00e9scimo de 10%) e sobre os R$ 250 mil restantes ser\u00e1 aplicada a margem de presun\u00e7\u00e3o de 35,2% (percentual de 32% com o acr\u00e9scimo de 10% previsto na lei).<\/p>\n\n\n\n<p>Para a OAB Nacional, a lei trata o lucro presumido, indevidamente, como um benef\u00edcio fiscal. Assim, a mudan\u00e7a descaracteriza a l\u00f3gica desse regime e pode ampliar a carga fiscal sobre sociedades profissionais, incluindo as de advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcabou por se reconhecer que uma sistem\u00e1tica que viabiliza a arrecada\u00e7\u00e3o por meio de uma maior simplifica\u00e7\u00e3o da atividade de apura\u00e7\u00e3o e recolhimento de tributos se equipararia a benef\u00edcio, o que \u00e9 inadmiss\u00edvel\u201d, diz a peti\u00e7\u00e3o inicial.<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade explica que a vantagem do lucro presumido \u00e9 permitir a tributa\u00e7\u00e3o sobre uma parcela estimada da receita. Mas argumenta que a LC 224\/2025 cria uma presun\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica de maior rentabilidade para atividades profissionais, desconsiderando as diferen\u00e7as de estrutura e custos entre os prestadores de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o da OAB, isso viola princ\u00edpios constitucionais, como a capacidade contributiva e a seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido \u00e9 para que o STF declare inconstitucional o adicional criado. Caso os ministros n\u00e3o tenham esse entendimento, a autora pede que ao menos seja barrado o aumento da tributa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos servi\u00e7os de advocacia, que j\u00e1 t\u00eam um \u201cregime de tributa\u00e7\u00e3o consolidado e espec\u00edfico\u201d previsto na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9249.htm\">Lei 9.249\/1995<\/a>.&nbsp;Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa da OAB Nacional.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"BJlHvjbEEb\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-17\/oab-contesta-no-stf-adicional-de-10-a-margens-do-lucro-presumido\/\">OAB contesta no STF adicional de 10% a margens do lucro presumido<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;OAB contesta no STF adicional de 10% a margens do lucro presumido&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-17\/oab-contesta-no-stf-adicional-de-10-a-margens-do-lucro-presumido\/embed\/#?secret=oIek5ECVq1#?secret=BJlHvjbEEb\" data-secret=\"BJlHvjbEEb\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Ju\u00edza nega a Marcelo Bretas isen\u00e7\u00e3o de IR por doen\u00e7a laboral desmentida pelo Instagram<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza federal Bianca Stamato Fernandes, da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Rio de Janeiro, negou o pedido do ex-juiz da filial fluminense da \u201clava jato\u201d Marcelo Bretas de isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda. Bretas alegou que sofre de uma doen\u00e7a de origem profissional, a s\u00edndrome de burnout.<\/p>\n\n\n\n<p>A informa\u00e7\u00e3o foi publicada pelo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/colunas\/tacio-lorran\/aposentado-bretas-alega-burnout-e-instagram-desmente\">portal Metr\u00f3poles<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o em que negou os embargos de declara\u00e7\u00e3o apresentados pelo lavajatista, a julgadora reproduziu publica\u00e7\u00f5es no Instagram em que ele anuncia normalmente sua atividade de consultor de compliance, sem qualquer sinal de que seu trabalho p\u00f3s-magistratura esteja sendo prejudicado por algum problema de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEventual reconhecimento do benef\u00edcio fiscal depende da demonstra\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca de que a enfermidade alegada pelo autor qualifica-se como mol\u00e9stia profissional. Entretanto, a escassa documenta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica acostada aos autos n\u00e3o comprova a exist\u00eancia de situa\u00e7\u00e3o que persiste de forma cont\u00ednua, de modo a configurar a exist\u00eancia do referido dist\u00farbio\u201d, escreveu a ju\u00edza.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor outro lado, \u00e9 fato not\u00f3rio, como bem noticiado pela Uni\u00e3o Federal, que o autor exerce regularmente atividades profissionais, como \u2018produtor de conte\u00fado digital\u2019, \u2018Conselheiro\u2019 e \u2018Consultor em Compliance e Governan\u00e7a\u2019, circunst\u00e2ncia f\u00e1tica que afasta a tese de que o autor padece de s\u00edndrome de burnout. Assim, n\u00e3o restou demonstrada a mol\u00e9stia profissional\u201d, completou ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Marcelo Bretas, ex-titular da 7\u00aa Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, foi&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jun-03\/cnj-decide-aposentadoria-compulsoria-de-bretas-por-atuacao-na-lava-jato\/\">aposentado compulsoriamente<\/a>&nbsp;em junho do ano passado pelo Conselho Nacional de Justi\u00e7a pelos abusos que cometeu no bra\u00e7o fluminense da \u201clava jato\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselho puniu Bretas pela negocia\u00e7\u00e3o de penas no caso da dela\u00e7\u00e3o do advogado Nythalmar Dias Ferreira Filho e pela condu\u00e7\u00e3o de um acordo de colabora\u00e7\u00e3o premiada baseado apenas em informa\u00e7\u00f5es repassadas por terceiro para prejudicar o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), e favorecer a candidatura de Wilson Witzel (PMB) ao governo estadual em 2018.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"wtEdbHLViw\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-17\/juiza-nega-a-marcelo-bretas-isencao-de-ir-por-doenca-laboral-desmentida-pelo-instagram\/\">Ju\u00edza nega a Marcelo Bretas isen\u00e7\u00e3o de IR por doen\u00e7a laboral desmentida pelo Instagram<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Ju\u00edza nega a Marcelo Bretas isen\u00e7\u00e3o de IR por doen\u00e7a laboral desmentida pelo Instagram&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-17\/juiza-nega-a-marcelo-bretas-isencao-de-ir-por-doenca-laboral-desmentida-pelo-instagram\/embed\/#?secret=wXJlbUHYkt#?secret=wtEdbHLViw\" data-secret=\"wtEdbHLViw\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ julga exclus\u00e3o de incentivos fiscais da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa turma do STJ come\u00e7ou a julgar a adequa\u00e7\u00e3o de mandado de seguran\u00e7a coletivo impetrado por sindicato para excluir incentivos fiscais estatais da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>Relator do caso, ministro Teodoro Silva Santos entendeu que a a\u00e7\u00e3o coletiva \u00e9 cab\u00edvel para o reconhecimento do direito dos sindicalizados.&nbsp;Ap\u00f3s diverg\u00eancia aberta pelo ministro Marco Aurelio Bellizze, o julgamento foi suspenso ap\u00f3s diverg\u00eancia e pedido de vista.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1\u00aa inst\u00e2ncia, o ju\u00edzo concedeu a seguran\u00e7a para excluir os incentivos. O TRF da 4\u00aa regi\u00e3o, por\u00e9m, afastou o m\u00e9rito ao entender que o mandado de seguran\u00e7a coletivo seria inadequado diante da necessidade de comprova\u00e7\u00e3o individual dos requisitos do art. 30 da lei 12.973\/14.<\/p>\n\n\n\n<p>Sustenta\u00e7\u00f5es orais<\/p>\n\n\n\n<p>Representando o Sindicato do Com\u00e9rcio Varejista e Atacadista de Brusque\/SC, a advogada observou que a a\u00e7\u00e3o busca apenas a declara\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o do Tema 1.182 do STJ, sem exame individualizado de valores ou de requisitos cont\u00e1beis na via judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, afirmou que a decis\u00e3o do tribunal regional afrontou o art. 1\u00ba da lei do mandado de seguran\u00e7a, vez que o caso envolve tutela de direito l\u00edquido e certo. Tamb\u00e9m sustentou que os requisitos apontados s\u00e3o cont\u00e1beis, como o tr\u00e2nsito dos valores pelo resultado e a constitui\u00e7\u00e3o de reserva de incentivos fiscais, e que a verifica\u00e7\u00e3o disso deve ocorrer na esfera administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada ainda argumentou que o caso trata de mandado de seguran\u00e7a meramente declarat\u00f3rio, sem discuss\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o ou homologa\u00e7\u00e3o de valores, e que a pr\u00f3pria tese do Tema 1.182 remete \u00e0 Receita Federal a fiscaliza\u00e7\u00e3o posterior do cumprimento das exig\u00eancias legais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sentido oposto, Bernardo Alves da Silva Junior, pela Fazenda Nacional, pediu a manuten\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o do TRF da 4\u00aa regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, o Tema 1.182 firmou que os incentivos fiscais do Estado n\u00e3o podem ser exclu\u00eddos automaticamente da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, pois isso depende do cumprimento dos requisitos do art. 30 da lei 12.973\/14, especialmente o registro dos valores em reserva de lucros.<\/p>\n\n\n\n<p>O procurador afirmou que o direito discutido depende de provid\u00eancias cont\u00e1beis espec\u00edficas de cada empresa, o que afasta sua homogeneidade e impede o reconhecimento em mandado de seguran\u00e7a coletivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Sustentou ainda que n\u00e3o h\u00e1 direito l\u00edquido e certo sem prova pr\u00e9-constitu\u00edda e que a tese j\u00e1 foi fixada pelo STJ com efic\u00e1cia vinculante, tornando desnecess\u00e1ria nova declara\u00e7\u00e3o judicial gen\u00e9rica.<\/p>\n\n\n\n<p>Cabimento da via eleita<br>Em voto, o relator, ministro Teodoro Silva Santos, reconheceu que organiza\u00e7\u00f5es sindicais podem impetrar mandado de seguran\u00e7a coletivo em defesa de direitos l\u00edquidos e certos de seus associados, conforme jurisprud\u00eancia do STJ e do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, destacou que o mandado foi impetrado para o reconhecimento do direito l\u00edquido e certo dos sindicalizados exclu\u00edrem benef\u00edcios fiscais do Estado das bases do IRPJ e da CSLL, desde que observados os requisitos legais.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, votou por conhecer em parte do recurso especial e dar-lhe provimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Aus\u00eancia de direito l\u00edquido e certo<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze abriu diverg\u00eancia ao entender que o mandado de seguran\u00e7a coletivo n\u00e3o \u00e9 via adequada para o caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Para S. Exa., o reconhecimento do direito depende da verifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, pela Fazenda, do cumprimento de requisitos legais por cada contribuinte, o que impede a concess\u00e3o de ordem gen\u00e9rica.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro afirmou que o direito n\u00e3o pode ser condicionado a an\u00e1lise futura, pois o mandado de seguran\u00e7a exige comprova\u00e7\u00e3o imediata: \u201co deferimento do mandado de seguran\u00e7a s\u00f3 pode ser reconhecido se o direito for l\u00edquido e certo e comprovado de plano, n\u00e3o pode ser condicional\u201d, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p>Bellizze destacou que, embora os sindicatos tenham legitimidade para propor a\u00e7\u00f5es coletivas, o caso envolve situa\u00e7\u00f5es individuais distintas, com escritura\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis pr\u00f3prias, o que afasta a homogeneidade necess\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m ressaltou que a tese do Tema 1.182 exige a comprova\u00e7\u00e3o dos requisitos legais para a pr\u00f3pria exist\u00eancia do direito, o que refor\u00e7a a necessidade de an\u00e1lise individualizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, votou por negar provimento ao recurso e manter o ac\u00f3rd\u00e3o do TRF da 4\u00aa regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s diverg\u00eancia aberta por Bellizze, o julgamento foi suspenso por pedido de vista do ministro Afr\u00e2nio Vilela.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo Relacionado: REsp 2.255.283<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/452076\/stj-julga-incentivos-fiscais-na-base-de-calculo-do-irpj-e-da-csll\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>TRF-3 afasta restri\u00e7\u00f5es do TCU \u00e0s transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Uma empresa conseguiu decis\u00e3o de segunda inst\u00e2ncia para afastar as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) \u00e0s transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias federais. O desembargador Luiz Alberto de Souza Ribeiro, da 6\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF-3), negou recurso da Fazenda e manteve liminar favor\u00e1vel ao contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a primeira decis\u00e3o de segunda inst\u00e2ncia favor\u00e1vel aos contribuintes. Ela beneficia a Galileia Filmes e Produ\u00e7\u00f5es, que poder\u00e1 usar preju\u00edzo fiscal e base negativa de CSLL para quitar at\u00e9 70% da d\u00edvida, ap\u00f3s descontos sobre multa e juros, como previsto na Lei de Transa\u00e7\u00f5es Tribut\u00e1rias (n\u00ba 13.988, de 2020). O ac\u00f3rd\u00e3o derruba a trava do TCU, de que esse cr\u00e9dito n\u00e3o poderia ultrapassar 35% do passivo \u2013 ou seja, resultar em redu\u00e7\u00e3o acima de 65% da d\u00edvida ou incidir sobre o valor principal.<\/p>\n\n\n\n<p>As transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias s\u00e3o uma forma de negociar tributos em atraso com a Fazenda Nacional, com abatimentos e de forma parcelada. Esse instrumento tem aumentado a arrecada\u00e7\u00e3o do governo nos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados do \u00faltimo PGFN em N\u00fameros, da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), foram arrecadados R$ 68 bilh\u00f5es com as transa\u00e7\u00f5es em 2025. \u00c9 mais que o triplo dos R$ 20 bilh\u00f5es arrecadados com execu\u00e7\u00f5es fiscais em toda a Justi\u00e7a Federal no mesmo ano, de acordo com o \u00faltimo Justi\u00e7a em N\u00fameros, do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ).<\/p>\n\n\n\n<p>A PGFN discorda do entendimento do TCU e j\u00e1 recorreu do ac\u00f3rd\u00e3o que imp\u00f4s as limita\u00e7\u00f5es. O caso seria julgado pelo tribunal administrativo no dia 4 deste m\u00eas, mas foi retirado de pauta. Segundo a procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Almeida, o entendimento do \u00f3rg\u00e3o pode comprometer a recupera\u00e7\u00e3o de recursos neste ano por meio do Programa de Transa\u00e7\u00e3o Integral (PTI), modalidade de negocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas tribut\u00e1rias com bons pagadores.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da Galileia Filmes e Produ\u00e7\u00f5es, a PGFN sustentou que a decis\u00e3o do TCU \u201ccausa risco concreto de frustra\u00e7\u00e3o da oportunidade de transa\u00e7\u00e3o e de preju\u00edzos econ\u00f4micos relevantes\u201d (processo n\u00ba 5036827-59.2025.4.03.6100).<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda, de acordo com a procuradora-geral, n\u00e3o tem deixado de realizar os acordos. Mas advogados t\u00eam aconselhado as empresas a esperar a revers\u00e3o do entendimento do TCU para negociar em melhores condi\u00e7\u00f5es. O uso de preju\u00edzo fiscal \u00e9 crucial sobretudo para empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial, pois t\u00eam grandes estoques e a quita\u00e7\u00e3o do passivo tribut\u00e1rio \u00e9 condi\u00e7\u00e3o para se homologar o plano de reestrutura\u00e7\u00e3o. Sem ele, essas companhias n\u00e3o podem sair do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da Galileia, a empresa devia R$ 40 milh\u00f5es ao governo e conseguiu, na PGFN, a revis\u00e3o da capacidade de pagamento (Capag) de R$ 62 milh\u00f5es para R$ 12,9 milh\u00f5es. A Capag \u00e9 um dos crit\u00e9rios usados para a aplica\u00e7\u00e3o dos descontos \u2013 quantos menos a empresa pode pagar, maiores s\u00e3o as redu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas ela n\u00e3o havia conseguido ainda autoriza\u00e7\u00e3o para usar o preju\u00edzo fiscal. \u201cSem o preju\u00edzo, a empresa n\u00e3o consegue pagar\u201d, afirma o advogado que atua no processo. Para ele, sem esse mecanismo, a pr\u00f3pria efetividade do programa de transa\u00e7\u00e3o vai cair. \u201cO parecer do TCU foi um golpe na PGFN e no caixa do governo. Ele restringe muito o alcance e inviabiliza a celebra\u00e7\u00e3o de acordo, principalmente no contexto das reestrutura\u00e7\u00f5es\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Taborda refor\u00e7a que o uso de preju\u00edzo n\u00e3o \u00e9 desconto. \u201cTem o desconto e sobre o que sobrar tem o pagamento em at\u00e9 70% com o preju\u00edzo, que \u00e9 uma moeda de pagamento. Isso que eles entenderam diferente, que a utiliza\u00e7\u00e3o do preju\u00edzo deveria estar no limite do benef\u00edcio global de 65% para empresas normais e 70% para as que est\u00e3o em reestrutura\u00e7\u00e3o\u201d, adiciona o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dessa decis\u00e3o, j\u00e1 h\u00e1 not\u00edcia de uma senten\u00e7a favor\u00e1vel a uma empresa em reestrutura\u00e7\u00e3o, dada pela Justi\u00e7a Federal do Rio de Janeiro (processo n\u00ba 5004750-77.2026.4.02.5101), al\u00e9m de outras liminares. Mas o entendimento n\u00e3o \u00e9 un\u00e2nime e os pedidos das companhias tamb\u00e9m t\u00eam sido negados \u2013 em um deles, \u00e9 o mesmo escrit\u00f3rio que atua no caso da Galileia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse processo, a empresa Allonda Ambiental buscava usar R$ 63 milh\u00f5es dos seus R$ 106 milh\u00f5es de preju\u00edzo fiscal. Mas o juiz Gabriel Hillen Albernaz Andrade, da 6\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo, negou a solicita\u00e7\u00e3o. Disse que o preju\u00edzo e base negativa de CSLL n\u00e3o s\u00e3o \u201cingresso efetivo de receitas nos cofres p\u00fablicos ou mesmo cr\u00e9ditos l\u00edquidos e certos\u201d, por isso, n\u00e3o podem ser usados na compensa\u00e7\u00e3o administrativa (processo n\u00ba 5037804-51.2025.4.03.6100).<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz Marcelo Guerra Martins, da 13\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo, chegou \u00e0 mesma conclus\u00e3o. O advogado do caso diz que vai recorrer. \u201cO TCU est\u00e1 ultrapassando o poder dele, \u00e9 inconstitucional\u201d, afirma (processo n\u00ba 5004452-68.2026.4.03.6100).<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota ao Valor, a PGFN diz que recorreu da decis\u00e3o do TCU e que sua atua\u00e7\u00e3o \u201cbaseia-se em fundamentos t\u00e9cnicos e mant\u00e9m a linha argumentativa de que o modelo adotado est\u00e1 alinhado \u00e0s diretrizes que buscam viabilizar a regulariza\u00e7\u00e3o fiscal de forma sustent\u00e1vel para as empresas e para a arrecada\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o\u201d. \u201cO \u00f3rg\u00e3o esclarece que est\u00e1 prestando todas as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 Corte de Contas para subsidiar a an\u00e1lise do caso\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/03\/18\/trf-3-afasta-restricoes-do-tcu-as-transacoes-tributarias.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Segunda Turma aplica tese do STF e reconhece incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o patronal sobre ter\u00e7o de f\u00e9rias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o de julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) em regime de repercuss\u00e3o geral (Tema 985), a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) readequou seu entendimento para reconhecer a incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal sobre o ter\u00e7o constitucional de f\u00e9rias gozadas, atribuindo natureza remunerat\u00f3ria \u00e0 verba para fins de custeio da previd\u00eancia social.<\/p>\n\n\n\n<p>No exerc\u00edcio do ju\u00edzo de retrata\u00e7\u00e3o, o colegiado decidiu que uma empresa deve responder pela contribui\u00e7\u00e3o patronal.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso havia sido julgado pelo STJ \u00e0 luz da jurisprud\u00eancia ent\u00e3o dominante no tribunal, que previa a n\u00e3o incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o patronal sobre o adicional de f\u00e9rias, diante do reconhecimento de sua natureza indenizat\u00f3ria. Anteriormente, a mesma posi\u00e7\u00e3o foi adotada em ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4).<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o favor\u00e1vel \u00e0 empresa no STJ levou a Fazenda P\u00fablica a interpor recurso extraordin\u00e1rio, cujo processamento foi suspenso at\u00e9 o julgamento do Tema 985, que veio a estabelecer a tese relativa \u00e0 incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal sobre o ter\u00e7o de f\u00e9rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Ju\u00edzo de retrata\u00e7\u00e3o obedece a regra prevista no CPC<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a relatora do processo, ministra Maria Thereza de Assis Moura, como o STF reconheceu a constitucionalidade da cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o patronal sobre o ter\u00e7o de f\u00e9rias em julgamento com repercuss\u00e3o geral, a Segunda Turma deve rever sua posi\u00e7\u00e3o anterior, que havia afastado a incid\u00eancia. Segundo ela, o ju\u00edzo de retrata\u00e7\u00e3o est\u00e1 previsto no artigo 1.030, II, do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC) e deve ser exercido quando houver diverg\u00eancia entre a decis\u00e3o tomada por um tribunal e o entendimento vinculante fixado pelo STF ou pelo STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra destacou ainda que o STF modulou os efeitos da decis\u00e3o para que a nova tese valesse a partir de 15 de setembro de 2020, data da publica\u00e7\u00e3o da ata do julgamento, preservadas as contribui\u00e7\u00f5es j\u00e1 pagas e n\u00e3o contestadas at\u00e9 ent\u00e3o. De acordo com a relatora, o julgamento inicial do STJ, ao dar ganho de causa \u00e0 empresa, antecipou-se de forma contr\u00e1ria ao que viria a ser o entendimento constitucional vinculante.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAssim, imp\u00f5e-se a retrata\u00e7\u00e3o para reconhecer a legalidade da incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria a cargo do empregador sobre o ter\u00e7o constitucional de f\u00e9rias gozadas, devendo a Fazenda Nacional aplicar o entendimento do Tema 985, respeitada a modula\u00e7\u00e3o de efeitos\u201d, concluiu Maria Thereza de Assis Moura.<\/p>\n\n\n\n<p>Leia o&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/julgamento\/eletronico\/documento\/mediado\/?documento_tipo=integra&amp;documento_sequencial=358787153&amp;registro_numero=201502455788&amp;peticao_numero=&amp;publicacao_data=20260220&amp;formato=PDF\">ac\u00f3rd\u00e3o no REsp 1.559.926<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo Relacionado: REsp n. 1.559.926<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/paginas\/comunicacao\/noticias\/2026\/18032026-segunda-turma-aplica-tese-do-stf-e-reconhece-incidencia-de-contribuicao-patronal-sobre-terco-de-ferias.aspx\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Partido questiona leis do ES que condicionam benef\u00edcios fiscais \u00e0 produ\u00e7\u00e3o no estado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Partido Solidariedade ajuizou no&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/\">Supremo Tribunal Federal<\/a>&nbsp;uma a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade contra normas do Esp\u00edrito Santo que criam benef\u00edcios fiscais em opera\u00e7\u00f5es de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/tag\/icms\/\">ICMS<\/a>&nbsp;sobre g\u00eaneros aliment\u00edcios produzidos no estado. O relator da a\u00e7\u00e3o \u00e9 o ministro Cristiano Zanin.<\/p>\n\n\n\n<p>O objeto do questionamento s\u00e3o dispositivos da Lei capixaba 7.000\/2001 e do regulamento do ICMS do estado que reduzem a base de c\u00e1lculo do imposto nas opera\u00e7\u00f5es internas envolvendo diversos produtos, como massas aliment\u00edcias n\u00e3o cozidas, p\u00e3es, biscoitos e bolachas, desde que produzidos no Esp\u00edrito Santo. Al\u00e9m disso, concedem benef\u00edcios a estabelecimentos industriais locais que comercializam carne bovina, ovina, bufalina, caprina, de aves e su\u00edna, bem como produtos comest\u00edveis resultantes do abate desses animais.<\/p>\n\n\n\n<p>O partido sustenta que a pr\u00e1tica gera discrimina\u00e7\u00e3o e desvantagem concorrencial para produtos provenientes de outros estados, em viola\u00e7\u00e3o ao artigo 152 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que veda o tratamento tribut\u00e1rio diferenciado em raz\u00e3o da proced\u00eancia ou do destino de bens e servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>A legenda lembra que o STF, em diversos precedentes, tem declarado a inconstitucionalidade de atos normativos estaduais que, em afronta ao artigo 152 da Constitui\u00e7\u00e3o, criaram indevidamente discrimina\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias com base na origem ou no destino dos bens.&nbsp;Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.495<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"WoVNKMosjn\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-19\/partido-questiona-leis-do-es-que-condicionam-beneficios-fiscais-a-producao-no-estado\/\">Partido questiona leis do ES que condicionam benef\u00edcios fiscais \u00e0 produ\u00e7\u00e3o no estado<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Partido questiona leis do ES que condicionam benef\u00edcios fiscais \u00e0 produ\u00e7\u00e3o no estado&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-19\/partido-questiona-leis-do-es-que-condicionam-beneficios-fiscais-a-producao-no-estado\/embed\/#?secret=moJv90qodO#?secret=WoVNKMosjn\" data-secret=\"WoVNKMosjn\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Fux leva ao plen\u00e1rio f\u00edsico isen\u00e7\u00e3o de ICMS em \u00e1reas de livre com\u00e9rcio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Ministro Luiz Fux pediu destaque e levou ao plen\u00e1rio f\u00edsico o julgamento de quatro a\u00e7\u00f5es que discutem a validade de norma do Estado de S\u00e3o Paulo que estabeleceu prazo para a isen\u00e7\u00e3o de ICMS nas remessas de mercadorias destinadas \u00e0s \u00c1reas de Livre Com\u00e9rcio da regi\u00e3o Norte.<\/p>\n\n\n\n<p>As ADIns foram ajuizadas pelos Estados de Rond\u00f4nia, Acre, Amap\u00e1 e Roraima.<\/p>\n\n\n\n<p>Leia Mais<\/p>\n\n\n\n<p>STF julga fim de isen\u00e7\u00e3o de ICMS em \u00e1reas de livre com\u00e9rcio no Norte<\/p>\n\n\n\n<p>Antes do destaque, a relatora, ministra C\u00e1rmen L\u00facia, votou pela nulidade da norma paulista, sendo acompanhada pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Dias Toffoli.<\/p>\n\n\n\n<p>Ministro Nunes Marques divergiu, entendendo pela validade do regulamento de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira o placar at\u00e9 o pedido de destaque:<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, no plen\u00e1rio f\u00edsico, o placar \u00e9 zerado e o julgamento ser\u00e1 reiniciado.<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda<\/p>\n\n\n\n<p>As a\u00e7\u00f5es questionam o \u00a75\u00ba do art. 5\u00ba do anexo I do regulamento do ICMS paulista, inclu\u00eddo pelo&nbsp;decreto estadual 67.383\/22, que estabeleceu 31\/12\/24 como prazo final da isen\u00e7\u00e3o do imposto para opera\u00e7\u00f5es destinadas a \u00e1reas incentivadas da regi\u00e3o Norte.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os Estados autores das a\u00e7\u00f5es, o dispositivo paulista restringiu efeitos de conv\u00eanio firmado no \u00e2mbito do Confaz &#8211; Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria&nbsp; que concedeu isen\u00e7\u00e3o de ICMS nas sa\u00eddas de mercadorias destinadas \u00e0s \u00c1reas de Livre Com\u00e9rcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Os governadores argumentam que o&nbsp;conv\u00eanio ICMS 52\/92, que instituiu o benef\u00edcio, n\u00e3o estabeleceu prazo para vig\u00eancia, raz\u00e3o pela qual a fixa\u00e7\u00e3o de termo final por ato unilateral do Estado de S\u00e3o Paulo violaria a&nbsp;CF.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os autores, a medida tamb\u00e9m comprometeria a pol\u00edtica de redu\u00e7\u00e3o das desigualdades regionais, pois poderia desestimular a atividade econ\u00f4mica nas \u00e1reas beneficiadas e concentrar arrecada\u00e7\u00e3o no Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo paulista sustenta a validade da norma. Argumenta que os conv\u00eanios do Confaz t\u00eam natureza autorizativa, de modo que os Estados possuem autonomia para decidir sobre a internaliza\u00e7\u00e3o e eventual revoga\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito da pr\u00f3pria legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, pediu a retirada das a\u00e7\u00f5es da pauta, alegando que decreto estadual editado em 2026 restabeleceu temporariamente os benef\u00edcios fiscais questionados.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto da relatora<\/p>\n\n\n\n<p>Ministra C\u00e1rmen L\u00facia, relatora dos casos, entendeu que a altera\u00e7\u00e3o normativa de 2026, promovida pelo Estado de S\u00e3o Paulo, n\u00e3o elimina a controv\u00e9rsia constitucional, j\u00e1 que o restabelecimento da isen\u00e7\u00e3o possui car\u00e1ter tempor\u00e1rio e n\u00e3o afasta a discuss\u00e3o sobre a revoga\u00e7\u00e3o unilateral do benef\u00edcio.&nbsp;Assim, manteve as a\u00e7\u00f5es na pauta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No voto, S. Exa. prop\u00f4s converter o julgamento da cautelar em an\u00e1lise definitiva do m\u00e9rito e declarar a inconstitucionalidade da norma paulista.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a relatora, a CF exige que a concess\u00e3o ou revoga\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais relativos ao ICMS seja deliberada conjuntamente pelos Estados e pelo DF, conforme previsto no art. 155, \u00a72\u00ba, XII, g, e regulamentado pela&nbsp;lei complementar 24\/75.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a ministra, a regra busca evitar a chamada &#8220;guerra fiscal&#8221; entre unidades federativas, preservando o equil\u00edbrio do pacto federativo e a coopera\u00e7\u00e3o entre os Estados.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, afirmou que, embora os conv\u00eanios do Confaz tenham natureza autorizativa, n\u00e3o \u00e9 permitido que um Estado altere ou revogue unilateralmente benef\u00edcio previamente pactuado, sem nova delibera\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora concluiu que a fixa\u00e7\u00e3o de prazo para a isen\u00e7\u00e3o sem aprova\u00e7\u00e3o no Confaz descumpre o qu\u00f3rum qualificado exigido para revoga\u00e7\u00e3o de incentivos fiscais e viola o modelo constitucional de coordena\u00e7\u00e3o federativa em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final, sugeriu a fixa\u00e7\u00e3o da seguinte tese:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 inconstitucional ato unilateral de Estado Federado que revogue,&nbsp;total ou parcialmente, benef\u00edcios ou isen\u00e7\u00f5es concedidos, relativos a&nbsp;ICMS, sem o estrito cumprimento dos princ\u00edpios constitucionais e das&nbsp;regras fixadas em Lei Complementar no atendimento \u00e0 al. g do inc. XII&nbsp;do \u00a7 2o. do art. 155 da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Minista C\u00e1rmen L\u00facia foi acompanhada pelos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Confira o&nbsp;voto.<\/p>\n\n\n\n<p>Diverg\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>Ao votor, ministro Nunes Marques divergiu da relatora e defendeu a constitucionalidade da norma paulista.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ministro, a exig\u00eancia de delibera\u00e7\u00e3o conjunta no \u00e2mbito do Confaz aplica-se \u00e0 autoriza\u00e7\u00e3o geral para concess\u00e3o de benef\u00edcios fiscais, mas n\u00e3o impede que cada Estado, no exerc\u00edcio de sua autonomia, discipline a internaliza\u00e7\u00e3o, modifica\u00e7\u00e3o ou supress\u00e3o desses benef\u00edcios em sua legisla\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo destacou, os conv\u00eanios do Confaz possuem natureza meramente autorizativa, cabendo aos entes federativos decidir, por crit\u00e9rios de conveni\u00eancia e oportunidade, se implementam ou n\u00e3o o benef\u00edcio, bem como estabelecer suas condi\u00e7\u00f5es e prazo de vig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o ministro entendeu que a fixa\u00e7\u00e3o de prazo para a isen\u00e7\u00e3o de ICMS pelo Estado de S\u00e3o Paulo n\u00e3o viola o pacto federativo nem configura &#8220;guerra fiscal&#8221;, mas representa exerc\u00edcio leg\u00edtimo da autonomia pol\u00edtica e da gest\u00e3o fiscal dos entes subnacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final, votou por reconhecer a constitucionalidade do dispositivo impugnado, ressalvado apenas o preju\u00edzo parcial quanto ao per\u00edodo alcan\u00e7ado por norma superveniente.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira o voto.<\/p>\n\n\n\n<p>Processos: ADIns&nbsp;7.822,&nbsp;7.830,&nbsp;7.844&nbsp;e&nbsp;7.848<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/452338\/fux-leva-ao-plenario-fisico-isencao-de-icms-em-areas-de-livre-comercio\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Contribuintes vencem discuss\u00e3o sobre previd\u00eancia privada no STJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que n\u00e3o incide contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre valores destinados por empresa a plano de previd\u00eancia privada aberta, mesmo que ele n\u00e3o seja oferecido a todos os funcion\u00e1rios. O entendimento foi adotado pela 2\u00aa Turma, em julgamento finalizado nesta semana.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o \u00e9 mais uma vit\u00f3ria dos contribuintes, segundo especialistas, e complementa outro entendimento adotado pela mesma turma, em agosto do ano passado. Na ocasi\u00e3o, os ministros decidiram que n\u00e3o incide contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal sobre aportes extraordin\u00e1rios realizados em planos de previd\u00eancia complementar, ainda que beneficiem apenas dirigentes. O caso analisado era de entidade aberta, mas n\u00e3o houve distin\u00e7\u00e3o expressa entre os regimes na tese (REsp 2167007).<\/p>\n\n\n\n<p>No cerne da discuss\u00e3o est\u00e1 a Lei n\u00ba 8.212, de 1991. A norma prev\u00ea, em seu artigo 28, par\u00e1grafo 9\u00ba, que n\u00e3o integra o sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o\u201d \u2013 base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria \u2013 \u201co valor das contribui\u00e7\u00f5es efetivamente pago pela pessoa jur\u00eddica relativo a programa de previd\u00eancia complementar, aberto ou fechado, desde que dispon\u00edvel \u00e0 totalidade de seus empregados e dirigentes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes argumentaram, no julgamento, que norma posterior, a Lei Complementar (LC) n\u00ba 109, de 2001, n\u00e3o traz essa condicionante e exclui, de forma ampla, as contribui\u00e7\u00f5es devidas pelo patrocinador do plano de previd\u00eancia complementar do conceito de remunera\u00e7\u00e3o \u2013 o que as tornaria isentas.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento finalizado nesta semana, o advogado que defendeu a empresa, argumentou que a lei complementar passou a exigir a extens\u00e3o do plano a todos os empregados apenas para as entidades fechadas, que n\u00e3o \u00e9 o caso do processo analisado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo se trata de entidade aberta, a LC 109 permite o afastamento da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria mesmo quando \u00e9 ofertada a grupos espec\u00edficos, sem que isso caracterize sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o para fins de incid\u00eancia tribut\u00e1ria\u201d, disse o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>A turma acompanhou por unanimidade o entendimento do relator, ministro Afr\u00e2nio Vilela. Ele entendeu que a Lei Complementar n\u00ba 109, de 2001, por n\u00e3o trazer a condi\u00e7\u00e3o de atendimento a todos os empregados, conforme constava na norma de 1991, acabou revogando essa exig\u00eancia (REsp 2142645).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDiante da nova disciplina legal e da incompatibilidade entre as normas coexistentes, estou entendendo pela revoga\u00e7\u00e3o t\u00e1cita, ainda que parcial, da exig\u00eancia contida na Lei n\u00ba 8.212\/1991\u201d, afirmou o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento tinha sido iniciado em novembro de 2025, e o ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze tinha pedido vista para analisar se o voto do relator nesse caso n\u00e3o teria alguma diverg\u00eancia com a tese fixada anteriormente. Ao voltar a julgar o processo, ele entendeu que n\u00e3o havia incompatibilidade. E o entendimento do relator foi seguido \u00e0 unanimidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/03\/20\/contribuintes-vencem-discussao-sobre-previdencia-privada-no-stj.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>TRF-3 suspende limite para uso de preju\u00edzo fiscal e base de c\u00e1lculo negativa na CSLL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 6\u00aa Turma do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.trf3.jus.br\/\">Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o<\/a>&nbsp;suspendeu a limita\u00e7\u00e3o do uso de preju\u00edzo fiscal e da base de c\u00e1lculo negativa, o chamado&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22PF%2FBCN%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">PF\/BCN<\/a>, na Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido em transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias.&nbsp;A limita\u00e7\u00e3o se refere a uma determina\u00e7\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.tcu.gov.br\/\">Tribunal de Contas da Uni\u00e3o<\/a>&nbsp;que, no \u00e2mbito do Ac\u00f3rd\u00e3o 2.670\/2025, limitou a soma dos descontos com a utiliza\u00e7\u00e3o de PF\/BCN sobre a CSLL, usado para amortiza\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas, ao teto global de 65%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso em quest\u00e3o, o colegiado negou provimento a um agravo de instrumento interposto pela Uni\u00e3o contra uma decis\u00e3o liminar de primeira inst\u00e2ncia que beneficiou uma produtora de filmes suspendendo o novo entendimento do TCU.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, a liminar&nbsp;da primeira inst\u00e2ncia determinava que a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional analisasse o pedido de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria da empresa, no valor de R$ 283 mil, mantendo o entendimento anterior de direito de uso dos cr\u00e9ditos de PF\/BCN para amortizar o saldo devedor, at\u00e9 o limite de 70% do saldo remanescente ap\u00f3s os descontos, incidindo inclusive sobre o principal da d\u00edvida, sem restri\u00e7\u00e3o cumulativa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A produtora argumentou que o ac\u00f3rd\u00e3o do TCU imp\u00f5e limita\u00e7\u00e3o incongruente com a literalidade do artigo 11, IV, da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2019-2022\/2020\/lei\/l13988.htm\">Lei 13.988\/2020<\/a>, que disp\u00f5e sobre transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. Ela defendeu ainda que a aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica do entendimento da corte pela PGFN causa risco concreto de frustra\u00e7\u00e3o da oportunidade de transa\u00e7\u00e3o e de preju\u00edzos econ\u00f4micos relevantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da decis\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia favor\u00e1vel \u00e0 produtora, a Uni\u00e3o interp\u00f4s agravo de instrumento no TRF-3 alegando aus\u00eancia de&nbsp;fumus boni iuris&nbsp;(fuma\u00e7a do bom direito) e de&nbsp;periculum in mora&nbsp;(perigo da demora), sustentando que a pretens\u00e3o voltava-se contra entendimento do TCU e n\u00e3o contra ato coator praticado pela autoridade impetrada. A Uni\u00e3o afirmou ainda que as alega\u00e7\u00f5es de risco econ\u00f4mico formuladas pela empresa eram gen\u00e9ricas e desprovidas de prova documental.<\/p>\n\n\n\n<p>Perigo de dano<\/p>\n\n\n\n<p>O desembargador Souza Ribeiro, relator do processo no TRF-3, rejeitou os argumentos da Uni\u00e3o e manteve a liminar favor\u00e1vel ao contribuinte. O entendimento do magistrado \u00e9 de que h\u00e1 plausibilidade jur\u00eddica nas alega\u00e7\u00f5es da empresa quanto \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o da Lei 13.988\/2020 e aos potenciais efeitos pr\u00e1ticos da aplica\u00e7\u00e3o imediata do entendimento do TCU. \u201cH\u00e1, portanto,&nbsp;fumus boni iuris&nbsp;suficiente para autorizar a manuten\u00e7\u00e3o, em car\u00e1ter provis\u00f3rio, da tutela de primeiro grau deferida.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao&nbsp;periculum in mora, ele afirmou que a aplica\u00e7\u00e3o imediata da interpreta\u00e7\u00e3o restritiva do TCU pode acarretar risco efetivo de perda da utilidade do provimento jurisdicional, o que caracteriza perigo de dano de dif\u00edcil repara\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito espec\u00edfico da prote\u00e7\u00e3o jurisdicional buscada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o se est\u00e1 aqui a afastar a compet\u00eancia do TCU, nem a impedir a atua\u00e7\u00e3o administrativa ou recursal da PGFN perante o Tribunal de Contas; trata-se, na presente via, de preservar a efic\u00e1cia da presta\u00e7\u00e3o jurisdicional at\u00e9 decis\u00e3o de m\u00e9rito, diante da plausibilidade das alega\u00e7\u00f5es e do car\u00e1ter irrevers\u00edvel dos preju\u00edzos invocados\u201d, salientou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado&nbsp;Thiago Taborda Sim\u00f5es, do escrit\u00f3rio TSA Advogados, que atuou no caso, o uso de cr\u00e9dito de preju\u00edzo fiscal \u00e9, na verdade, uma moeda de pagamento, e n\u00e3o um benef\u00edcio fiscal, conforme o entendimento do TCU. \u201cA ado\u00e7\u00e3o desse entendimento contraria a lei e reduz muito o resultado da transa\u00e7\u00e3o, grande parte das vezes inviabilizando o acordo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Judicializa\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-dez-18\/decisao-do-tcu-mina-transacao-tributaria-e-deve-gerar-judicializacao-dizem-advogados\/\">tributaristas ouvidos pela revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico<\/a>, o novo entendimento do TCU sobre o uso de PF\/BCN em transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias tem gerado judicializa\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos meses. Segundo os especialistas, a posi\u00e7\u00e3o do tribunal poderia inviabilizar o instituto e obrigar os contribuintes a entrar com a\u00e7\u00f5es para conseguir acesso ao benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ac\u00f3rd\u00e3o&nbsp;2.670\/2025 do TCU, que mudou as regras do uso do mecanismo, resulta de uma auditoria da corte de contas que identificou fragilidades de governan\u00e7a, transpar\u00eancia e controle na pol\u00edtica de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria conduzida pela PGFN e pela Receita Federal. O entendimento do ministro do TCU Walton Alencar Rodrigues, relator do processo, \u00e9 de que h\u00e1 uma interpreta\u00e7\u00e3o equivocada sobre o uso do mecanismo de PF\/BCN, o que, segundo ele, tem resultado em acordos sem gera\u00e7\u00e3o de receita efetiva para o Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a decis\u00e3o da corte administrativa, a PGFN disse em nota discordar respeitosamente do TCU e que iria recorrer da decis\u00e3o do tribunal. \u201cPor medida de cautela e prud\u00eancia na gest\u00e3o do cr\u00e9dito fazend\u00e1rio, a PGFN se abster\u00e1 de propor ou aceitar propostas de acordo envolvendo utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de PF\/BCN em montante cuja aplica\u00e7\u00e3o conjunta com os descontos resulte em redu\u00e7\u00e3o superior a 65% da d\u00edvida transacionada ou incida sobre o valor do principal do tributo\u201d, informou o \u00f3rg\u00e3o na ocasi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Agravo-de-instrumento-PF-BCN-TRF3-produtora.pdf\">aqui&nbsp;<\/a>para ler a decis\u00e3o<br>Ag 5001421-07.2026.4.03.0000<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"1fLMWTAJUU\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-21\/trf-3-suspende-limite-para-uso-de-prejuizo-fiscal-e-base-de-calculo-negativa-na-csll\/\">TRF-3 suspende limite para uso de preju\u00edzo fiscal e base de c\u00e1lculo negativa na CSLL<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;TRF-3 suspende limite para uso de preju\u00edzo fiscal e base de c\u00e1lculo negativa na CSLL&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-21\/trf-3-suspende-limite-para-uso-de-prejuizo-fiscal-e-base-de-calculo-negativa-na-csll\/embed\/#?secret=O4nlU9RhIn#?secret=1fLMWTAJUU\" data-secret=\"1fLMWTAJUU\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF valida cobran\u00e7a de imposto de importa\u00e7\u00e3o sobre mercadoria nacional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal validou, nesta sexta-feira (20\/3), a cobran\u00e7a do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o sobre mercadorias nacionais exportadas que retornam ao Brasil. A sess\u00e3o virtual terminou oficialmente \u00e0s 23h59.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento firmado \u00e9 de que a exporta\u00e7\u00e3o definitiva de um produto fabricado no Brasil rompe o v\u00ednculo com o mercado interno. Assim, a reintegra\u00e7\u00e3o posterior dessa mercadoria ao pa\u00eds configura nova entrada no territ\u00f3rio nacional e deve ser tributada como uma importa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2016-mai-09\/pgr-questiona-imposto-importacao-mercadoria-nacional\/\">&nbsp;a\u00e7\u00e3o foi movida<\/a>&nbsp;em 2016 pelo ent\u00e3o procurador-geral da Rep\u00fablica, Rodrigo Janot, para contestar trechos de decretos que regulam o Imposto de Importa\u00e7\u00e3o. Conforme essas normas, produtos nacionais exportados de forma definitiva, quando reinseridos no mercado interno, s\u00e3o equiparados a mercadorias estrangeiras e, por isso, tributados.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Janot, as regras ampliam de forma indevida a cobran\u00e7a desse imposto, pois a<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm\">&nbsp;Constitui\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;restringe sua incid\u00eancia a produtos estrangeiros. Na sua vis\u00e3o, a equipara\u00e7\u00e3o extrapola os limites constitucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto do relator<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Kassio Nunes Marques, relator do caso, votou a favor da cobran\u00e7a do imposto nas situa\u00e7\u00f5es contestadas. At\u00e9 o momento, ele foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, C\u00e1rmen L\u00facia, Dias Toffoli e Fl\u00e1vio Dino.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Nunes Marques, a origem fabril do produto n\u00e3o \u00e9 \u201cfator preponderante para a materialidade tribut\u00e1ria\u201d. O que importa \u00e9 sua inser\u00e7\u00e3o (ou reinser\u00e7\u00e3o) no mercado interno depois de circular fora do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Leis\/l5172compilado.htm\">&nbsp;C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN)<\/a>&nbsp;adota o crit\u00e9rio do \u201cingresso do bem no espa\u00e7o aduaneiro brasileiro com destina\u00e7\u00e3o ao mercado interno\u201d. Segundo o relator, isso est\u00e1 alinhado \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, que \u201cvincula a incid\u00eancia do tributo \u00e0 proced\u00eancia do bem no exterior, n\u00e3o \u00e0 sua origem produtiva\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTrata-se de elemento que privilegia a dimens\u00e3o econ\u00f4mica do fato tribut\u00e1vel em detrimento de aspectos meramente formais relacionados \u00e0 origem produtiva da mercadoria\u201d, apontou Nunes Marques.<\/p>\n\n\n\n<p>Na opini\u00e3o do magistrado, se a reintegra\u00e7\u00e3o n\u00e3o fosse considerada importa\u00e7\u00e3o, haveria preju\u00edzo \u00e0 gest\u00e3o da pol\u00edtica tribut\u00e1ria da Uni\u00e3o, al\u00e9m de distor\u00e7\u00f5es comerciais, est\u00edmulo a planejamentos tribut\u00e1rios abusivos, enfraquecimento dos mecanismos de fiscaliza\u00e7\u00e3o aduaneira e tratamento favorecido a determinados bens e empresas, \u201cem dissintonia com os princ\u00edpios da isonomia e da livre concorr\u00eancia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>40 anos atr\u00e1s<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1986, o STF invalidou a cobran\u00e7a do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o em casos de sa\u00edda tempor\u00e1ria de mercadorias do territ\u00f3rio nacional (RE 104.306). No entanto, Nunes Marques explicou que aquela situa\u00e7\u00e3o era diferente do caso analisado nesta sess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As mercadorias debatidas h\u00e1 40 anos eram enviadas para participa\u00e7\u00e3o em feiras no exterior. Depois da decis\u00e3o, a legisla\u00e7\u00e3o foi adaptada para impedir a cobran\u00e7a do imposto em situa\u00e7\u00f5es de reimporta\u00e7\u00e3o de mercadoria exportada temporariamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a a\u00e7\u00e3o de Janot diz respeito a exporta\u00e7\u00f5es definitivas que retornam ao territ\u00f3rio nacional, o que ainda \u00e9 tributado. \u201cEventual reinser\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio nacional configura nova opera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, distinta da anterior, sujeita ao regime jur\u00eddico pr\u00f3prio da importa\u00e7\u00e3o\u201d, concluiu Nunes Marques.<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 400<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"h5FLTuLYvj\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-21\/stf-valida-cobranca-de-imposto-de-importacao-sobre-mercadoria-nacional\/\">STF valida cobran\u00e7a de imposto de importa\u00e7\u00e3o sobre mercadoria nacional<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;STF valida cobran\u00e7a de imposto de importa\u00e7\u00e3o sobre mercadoria nacional&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-21\/stf-valida-cobranca-de-imposto-de-importacao-sobre-mercadoria-nacional\/embed\/#?secret=pZKlsCk8C3#?secret=h5FLTuLYvj\" data-secret=\"h5FLTuLYvj\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF vai decidir se contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal incide sobre 13\u00ba proporcional ao aviso-pr\u00e9vio indenizado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) ir\u00e1 decidir se a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal incide sobre o 13\u00ba sal\u00e1rio proporcional devido no aviso-pr\u00e9vio indenizado, parcela paga quando o empregado \u00e9 dispensado de trabalhar no per\u00edodo, mas recebe o sal\u00e1rio correspondente. A quest\u00e3o \u00e9 objeto do Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) 1566336, que teve repercuss\u00e3o geral reconhecida (Tema 1.445) pelo Plen\u00e1rio Virtual.<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso foi apresentado por uma empresa contra decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). Em recurso especial repetitivo (Tema 1.170), o STJ fixou entendimento de que a contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 devida sobre os valores pagos ao trabalhador a t\u00edtulo de 13\u00ba proporcional relacionado ao per\u00edodo do aviso-pr\u00e9vio indenizado.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso extraordin\u00e1rio, a empresa sustenta que o entendimento do STJ contraria a interpreta\u00e7\u00e3o do STF sobre a mat\u00e9ria. Argumenta que o entendimento do Supremo \u00e9 de que a contrapresta\u00e7\u00e3o pelo trabalho realizado \u00e9 o crit\u00e9rio para a incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o, enquanto o aviso-pr\u00e9vio indenizado \u00e9 um per\u00edodo n\u00e3o trabalhado.<\/p>\n\n\n\n<p>Na manifesta\u00e7\u00e3o pelo reconhecimento da repercuss\u00e3o geral, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, destacou que a mat\u00e9ria tem relev\u00e2ncia sob as perspectivas econ\u00f4mica, pol\u00edtica, social e jur\u00eddica e ultrapassa os interesses das partes envolvidas no processo, especialmente em raz\u00e3o da necessidade de dar uma interpreta\u00e7\u00e3o em harmonia com a Constitui\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios que regem o financiamento da seguridade social.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou vencido o ministro Gilmar Mendes, que considerou que a mat\u00e9ria n\u00e3o tem natureza constitucional nem repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda n\u00e3o h\u00e1 data prevista para o julgamento do m\u00e9rito da controv\u00e9rsia.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/stf-vai-decidir-se-contribuicao-previdenciaria-patronal-incide-sobre-13o-proporcional-ao-aviso-previo-indenizado-2\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Com base em tese do Supremo, STJ reconhece contribui\u00e7\u00e3o patronal sobre ter\u00e7o de f\u00e9rias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o de julgamento do&nbsp;<a href=\"http:\/\/stf.jus.br\/\">Supremo Tribunal Federal<\/a>&nbsp;em regime de&nbsp;repercuss\u00e3o geral&nbsp;(<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciaRepercussao\/verAndamentoProcesso.asp?incidente=5255826&amp;numeroProcesso=1072485&amp;classeProcesso=RE&amp;numeroTema=985#:~:text=Tema%20985%20-%20Natureza%20jur%C3%ADdica%20do%2cincid%C3%AAncia%20da%20contribui%C3%A7%C3%A3o%20previdenci%C3%A1ria%20patronal.\">Tema 985<\/a>), a 2\u00aa Turma do&nbsp;<a href=\"http:\/\/stj.jus.br\/\">Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/a>&nbsp;readequou seu entendimento para reconhecer a incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal (descontada diretamente da folha de pagamento do trabalhador) sobre o ter\u00e7o constitucional de f\u00e9rias gozadas, atribuindo natureza remunerat\u00f3ria \u00e0 verba para fins de custeio da previd\u00eancia social.<\/p>\n\n\n\n<p>No exerc\u00edcio do ju\u00edzo de retrata\u00e7\u00e3o \u2014 revis\u00e3o de uma decis\u00e3o j\u00e1 tomada \u2014, o colegiado decidiu que uma empresa deve responder pela contribui\u00e7\u00e3o patronal.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso havia sido julgado pelo STJ \u00e0 luz da jurisprud\u00eancia ent\u00e3o dominante no tribunal, que previa a n\u00e3o incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o patronal sobre o adicional de f\u00e9rias, diante do reconhecimento de sua natureza indenizat\u00f3ria. Anteriormente, a mesma posi\u00e7\u00e3o foi adotada em&nbsp;ac\u00f3rd\u00e3o&nbsp;do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o favor\u00e1vel \u00e0 empresa no STJ levou a Fazenda P\u00fablica a interpor&nbsp;recurso extraordin\u00e1rio, cujo processamento foi suspenso at\u00e9 o julgamento do Tema 985, que veio a estabelecer a tese relativa \u00e0 incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o sobre o ter\u00e7o de f\u00e9rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Ju\u00edzo de retrata\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a relatora do processo, ministra Maria Thereza de Assis Moura, como o STF reconheceu a constitucionalidade da cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o patronal sobre o ter\u00e7o de f\u00e9rias em julgamento com&nbsp;repercuss\u00e3o geral, a 2\u00aa Turma deve rever sua posi\u00e7\u00e3o anterior, que havia afastado a incid\u00eancia. Segundo ela, o ju\u00edzo de retrata\u00e7\u00e3o est\u00e1 previsto no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm#art1030II\">artigo 1.030, II, do C\u00f3digo de Processo Civil<\/a>, e deve ser exercido quando houver diverg\u00eancia entre a decis\u00e3o tomada por um tribunal e o entendimento vinculante fixado pelo STF ou pelo STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra destacou ainda que o STF modulou os efeitos da decis\u00e3o para que a nova tese valesse a partir de 15 de setembro de 2020, data da publica\u00e7\u00e3o da ata do julgamento, preservadas as contribui\u00e7\u00f5es j\u00e1 pagas e n\u00e3o contestadas at\u00e9 ent\u00e3o. De acordo com a relatora, o julgamento inicial do STJ, ao dar ganho de causa \u00e0 empresa, antecipou-se de forma contr\u00e1ria ao que viria a ser o entendimento constitucional vinculante.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAssim, imp\u00f5e-se a retrata\u00e7\u00e3o para reconhecer a legalidade da incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria a cargo do empregador sobre o ter\u00e7o constitucional de f\u00e9rias gozadas, devendo a Fazenda Nacional aplicar o entendimento do Tema 985, respeitada a modula\u00e7\u00e3o de efeitos\u201d, concluiu Maria Thereza de Assis Moura.&nbsp;Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.559.926<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"Ps02hI9SAQ\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-23\/stj-reconhece-contribuicao-patronal-sobre-terco-de-ferias\/\">Com base em tese do Supremo, STJ reconhece contribui\u00e7\u00e3o patronal sobre ter\u00e7o de f\u00e9rias<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Com base em tese do Supremo, STJ reconhece contribui\u00e7\u00e3o patronal sobre ter\u00e7o de f\u00e9rias&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-23\/stj-reconhece-contribuicao-patronal-sobre-terco-de-ferias\/embed\/#?secret=39EhPjqmEm#?secret=Ps02hI9SAQ\" data-secret=\"Ps02hI9SAQ\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Justi\u00e7a garante direito a cr\u00e9ditos de PIS e Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a Federal confirmou em senten\u00e7a uma liminar reconhecendo o direito de uma empresa a cr\u00e9ditos de PIS e Cofins sobre despesas com pessoal que foram acordadas em conven\u00e7\u00e3o coletiva. A decis\u00e3o \u00e9 da 1\u00aa Vara Federal do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo especialistas, s\u00e3o raras as decis\u00f5es favor\u00e1veis ao contribuinte sobre essa quest\u00e3o. Outra liminar foi concedida recentemente pela 2\u00aa Vara Federal com Juizado Especial Federal (JEF) Adjunto de Sete Lagoas (MG), em benef\u00edcio de uma f\u00e1brica de tecelagem.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do Rio, o contribuinte tentou aproveitar cr\u00e9ditos de PIS e Cofins, com base nas leis n\u00ba 10.637\/2002 e n\u00ba 10.833\/2003, sobre valores gastos com alimenta\u00e7\u00e3o, vestimenta e plano de sa\u00fade dos trabalhadores. Mas a tentativa foi barrada pela Receita Federal, com o argumento de que essas despesas n\u00e3o se enquadram no conceito de insumo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita entende, com base na Instru\u00e7\u00e3o Normativa (IN) n\u00ba 2.121, de 2022, que n\u00e3o s\u00e3o considerados insumos os gastos que se destinem a viabilizar a atividade dos empregados, \u201ctais como alimenta\u00e7\u00e3o, vestimenta, cursos, plano de sa\u00fade e seguro de vida\u201d. Essa ressalva foi inclu\u00edda na IN em abril de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa, no entanto, invocou como precedente a decis\u00e3o de 2018 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), em recurso repetitivo. Naquela ocasi\u00e3o, os ministros entenderam que o conceito de insumo, para cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, deve ser interpretado conforme os princ\u00edpios da essencialidade e da relev\u00e2ncia (Tema 779, REsp 1221170).<\/p>\n\n\n\n<p>Na senten\u00e7a, o juiz Humberto de Vasconcelos Sampaio, da 1\u00aa Vara Federal do Rio de Janeiro, reconheceu que a decis\u00e3o do STJ leva em considera\u00e7\u00e3o \u201ca imprescindibilidade ou a import\u00e2ncia de determinado item, bem ou servi\u00e7o para o desenvolvimento da atividade econ\u00f4mica desempenhada pelo contribuinte\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAssim, o STJ afastou a interpreta\u00e7\u00e3o restritiva da Receita Federal e vedou a limita\u00e7\u00e3o do conceito de insumo por atos infralegais\u201d, afirma o magistrado na senten\u00e7a. Segundo ele, ao excluir as despesas com os trabalhadores de forma gen\u00e9rica, a IN da Receita contrariou \u201cfrontalmente o entendimento do STJ\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria n\u00e3o pode, por meio de instru\u00e7\u00e3o normativa, reduzir o alcance de benef\u00edcio fiscal previsto em lei e interpretado de forma ampliativa pelo tribunal superior competente\u201d, diz o julgador.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso analisado, o magistrado entendeu que as despesas com essas categorias n\u00e3o constituem liberalidade do empregador, mas obriga\u00e7\u00f5es impostas por instrumentos coletivos e cujo cumprimento \u00e9 indispens\u00e1vel para a atividade da empresa. \u201cO descumprimento dessas obriga\u00e7\u00f5es inviabiliza a opera\u00e7\u00e3o da empresa, o que evidencia a essencialidade e relev\u00e2ncia dos gastos para o desenvolvimento da atividade econ\u00f4mica.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, as despesas se enquadram no conceito de insumo definido pelo STJ e a restri\u00e7\u00e3o imposta pela Receita ao aproveitamento dos cr\u00e9ditos seria \u201cileg\u00edtima\u201d. Os autos foram remetidos ao Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro (TRF-2), que agora vai se debru\u00e7ar sobre a quest\u00e3o (processo n\u00ba 5004629-49.2026.4.02.5101).<\/p>\n\n\n\n<p>No segundo grau, o entendimento \u00e9 predominantemente pr\u00f3-fazend\u00e1rio. Em abril de 2025, por exemplo, a 3\u00aa Turma Especializada do TRF-2 negou o recurso de uma empresa de transporte de cargas, com a justificativa de que as \u201cdespesas com uniformes, vale-transporte, alimenta\u00e7\u00e3o e plano de sa\u00fade, mesmo exigidas por conven\u00e7\u00e3o coletiva, n\u00e3o configuram insumos aptos a gerar cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins\u201d (processo n\u00ba 5094931-32.2023.4.02.5101).<\/p>\n\n\n\n<p>Em outro processo, a 4\u00aa Turma Especializada negou o recurso de uma empresa de engenharia que queria compensar gastos com vale-alimenta\u00e7\u00e3o, vale-transporte e plano de sa\u00fade dos empregados. \u201cSomente caracteriza-se como insumo quando a subtra\u00e7\u00e3o do bem ou servi\u00e7o em quest\u00e3o resultar na impossibilidade de realiza\u00e7\u00e3o da atividade empresarial ou, no m\u00ednimo, lhe acarretar substancial perda de qualidade\u201d, diz o ac\u00f3rd\u00e3o (processo n\u00ba 5049046-63.2021.4.02.5101).<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada que defendeu a empresa no processo afirma que a confirma\u00e7\u00e3o da liminar por senten\u00e7a \u201crefor\u00e7a a mudan\u00e7a de paradigma sobre as despesas trabalhistas para a tomada de cr\u00e9dito de PIS e Cofins, o que representa 9,25% sobre todos os benef\u00edcios pactuados em conven\u00e7\u00f5es coletivas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela afirma que causa preocupa\u00e7\u00e3o, no entanto, o fato de a instru\u00e7\u00e3o normativa ainda estar sendo pouco comentada e avaliada pelas diversas inst\u00e2ncias da Justi\u00e7a, \u201capesar de ter restringido ilegalmente o creditamento das contribui\u00e7\u00f5es sociais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informa que est\u00e1 avaliando a estrat\u00e9gia e vai interpor os recursos cab\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/03\/23\/justica-garante-direito-a-creditos-de-pis-e-cofins.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Contribuintes obt\u00eam senten\u00e7as contra novas regras para dividendos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas conseguiram duas importantes decis\u00f5es de m\u00e9rito na disputa com a Fazenda Nacional sobre a tributa\u00e7\u00e3o de dividendos. Uma das senten\u00e7as garante isen\u00e7\u00e3o a um escrit\u00f3rio de advocacia inscrito no Simples Nacional. A outra beneficia 35 mil companhias vinculadas \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Paran\u00e1 (ACP) e adia para abril o prazo para deliberarem sobre a distribui\u00e7\u00e3o de lucros e dividendos referentes a 2025. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) vai recorrer das decis\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o envolve a Lei n\u00ba 15.270, de 2025. A norma institui a tributa\u00e7\u00e3o de dividendos como forma de compensar a isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda (IRPF) para quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil. Ela estabeleceu o prazo de 31 de dezembro para as empresas aprovarem a distribui\u00e7\u00e3o dos valores referentes a 2025 e evitarem a incid\u00eancia do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF).<\/p>\n\n\n\n<p>Nas senten\u00e7as concedidas aos contribuintes, por\u00e9m, os ju\u00edzes afirmam que a lei editada no fim do ano passado \u00e9 incompat\u00edvel com a legisla\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria. O tema j\u00e1 foi levado ao Supremo Tribunal Federal (STF) que, em liminar, estendeu at\u00e9 31 de janeiro o prazo para a aprova\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o de lucros e dividendos referentes a 2025. Os ministros devem voltar ao assunto em maio (ADI 7912 e ADI 7914).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Paran\u00e1, a ju\u00edza Cristiane Pederzolli Rentzsch, da 8\u00aa Vara Federal C\u00edvel do Distrito Federal, j\u00e1 havia dado liminar favor\u00e1vel. Na vis\u00e3o da magistrada, a exig\u00eancia feita pela Lei n\u00ba 15.270, de 2025, \u00e9 \u201cjuridicamente imposs\u00edvel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO conflito n\u00e3o \u00e9 interpretativo, mas estrutural. Se o exerc\u00edcio social coincide com o ano-calend\u00e1rio, a assembleia geral ordin\u00e1ria somente pode ser convocada e realizada entre 1\u00ba de janeiro e 30 de abril de 2026. A delibera\u00e7\u00e3o sobre dividendos de 2025, portanto, juridicamente n\u00e3o pode ocorrer em 31 de dezembro de 2025, quando o pr\u00f3prio exerc\u00edcio ainda n\u00e3o se encerrou\u201d, afirma ela, na senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, segundo a ju\u00edza, a imposi\u00e7\u00e3o legal n\u00e3o pode ser cumprida, porque no final de dezembro do ano passado \u201cn\u00e3o h\u00e1 lucro l\u00edquido definitivamente apurado\u201d. \u201cN\u00e3o h\u00e1 balan\u00e7o patrimonial fechado. N\u00e3o h\u00e1 demonstra\u00e7\u00f5es financeiras consolidadas conforme exig\u00eancias cont\u00e1beis e societ\u00e1rias. N\u00e3o h\u00e1 documentos disponibilizados nos termos do artigo 133 da Lei n\u00ba 6.404\/76.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Cristiane lembra ainda, na decis\u00e3o, da regra do artigo 110 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN). O dispositivo estabelece que \u201ca lei tribut\u00e1ria n\u00e3o pode alterar a defini\u00e7\u00e3o, o conte\u00fado e o alcance de institutos, conceitos e formas de direito privado\u201d (processo n\u00ba 1145663-06.2025.4.01.3400).<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor jur\u00eddico da ACP e que atuou no processo, diz que a decis\u00e3o protege os empres\u00e1rios. \u201cTentaram exigir uma decis\u00e3o societ\u00e1ria fora do prazo legal, como se as empresas n\u00e3o tivessem um calend\u00e1rio pr\u00f3prio para aprovar contas e distribuir resultados\u201d, afirma. \u201c\u00c9 uma decis\u00e3o que prestigia a coer\u00eancia do sistema jur\u00eddico, protege a confian\u00e7a leg\u00edtima dos contribuintes e oferece maior previsibilidade \u00e0s empresas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no caso do Simples Nacional, o escrit\u00f3rio alegou que a aplica\u00e7\u00e3o da norma viola a reserva de lei complementar e o tratamento favorecido assegurado constitucionalmente ao regime. Para a banca, a isen\u00e7\u00e3o prevista na Lei Complementar (LC) n\u00ba 123, de 2006, n\u00e3o poderia ser revogada por lei ordin\u00e1ria. A liminar nesse caso havia sido negada.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o, por sua vez, alegou no caso que n\u00e3o existe hierarquia formal entre lei complementar e lei ordin\u00e1ria quando ambas retiram sua validade diretamente da Constitui\u00e7\u00e3o. A tributa\u00e7\u00e3o do s\u00f3cio de empresa no Simples, defendeu, n\u00e3o \u00e9 mat\u00e9ria reservada \u00e0 lei complementar, ent\u00e3o a previs\u00e3o da Lei n\u00ba 15.270 deveria prevalecer sobre a isen\u00e7\u00e3o anterior por crit\u00e9rio de especialidade e cronologia. Ainda segundo a Uni\u00e3o, a isen\u00e7\u00e3o prevista na LC 123 \u201cdeixou de ser aplicada\u201d frente ao novo regramento de tributa\u00e7\u00e3o de altas rendas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o, o juiz federal substituto Rafael Farinatti Aymone, da 3\u00aa Vara Federal de Caxias do Sul (RS), afirma, por\u00e9m, que a Constitui\u00e7\u00e3o reserva \u00e0 lei complementar a defini\u00e7\u00e3o de tratamento diferenciado e favorecido \u00e0s microempresas e empresas de pequeno porte, o que inclui a institui\u00e7\u00e3o de regimes simplificados de arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Citando decis\u00e3o do STF (ADI 5469), o juiz aponta que atos normativos que adentram no campo material de incid\u00eancia da LC 123 padecem de inconstitucionalidade formal, por \u201cinvas\u00e3o de campo pr\u00f3prio de lei complementar federal\u201d (processo n\u00ba 5018020-47.2025.4.04.7107).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o magistrado, a isen\u00e7\u00e3o prevista naquela norma \u00e9 um benef\u00edcio fiscal estrutural do regime simplificado, destinado a evitar a bitributa\u00e7\u00e3o e garantir a viabilidade econ\u00f4mica do pequeno empreendedor. \u201cSe o legislador constituinte exigiu lei complementar para criar o regime, somente outra lei complementar pode restringir as desonera\u00e7\u00f5es que o comp\u00f5em\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz ainda aponta, na senten\u00e7a, outras justificativas para a n\u00e3o tributa\u00e7\u00e3o dos lucros e dividendos no regime do Simples Nacional. Uma delas \u00e9 evitar a bitributa\u00e7\u00e3o da renda j\u00e1 inclu\u00edda no Documento de Arrecada\u00e7\u00e3o do Simples Nacional (DAS). A outra \u00e9 que a aus\u00eancia de revoga\u00e7\u00e3o expressa refor\u00e7a a interpreta\u00e7\u00e3o de que o legislador n\u00e3o pretendeu, ou n\u00e3o poderia, atingir o regramento especial por via indireta.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota ao Valor, a PGFN afirma que as decis\u00f5es \u201cpossuem car\u00e1ter isolado e, portanto, n\u00e3o representam a forma\u00e7\u00e3o de um entendimento jurisprudencial consolidado sobre a mat\u00e9ria\u201d. \u201cPor essa raz\u00e3o, entende que essas senten\u00e7as n\u00e3o influenciam substancialmente o debate em curso no Supremo Tribunal Federal (STF)\u201d, diz o \u00f3rg\u00e3o, citando decis\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 Uni\u00e3o em agravos (processos n\u00ba 5004761-56.2026.4.03.0000 e n\u00ba 5018746-56.2025.4.02.0000).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/03\/23\/contribuintes-obtem-sentencas-contra-novas-regras-para-dividendos.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Imunidade tribut\u00e1ria rec\u00edproca n\u00e3o alcan\u00e7a estatal que atua no mercado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22imunidade+tribut%C3%A1ria+rec%C3%ADproca%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">A imunidade tribut\u00e1ria rec\u00edproca<\/a>, regra constitucional que impede entes federativos de tributarem uns aos outros, n\u00e3o se estende a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22economia+mista%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">sociedades de economia mista<\/a>&nbsp;que exercem atividades econ\u00f4micas em concorr\u00eancia com o setor privado.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa foi a conclus\u00e3o da 18\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.tjsp.jus.br\/\">Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo<\/a>&nbsp;para manter uma cobran\u00e7a de IPTU da prefeitura de Tabo\u00e3o da Serra (SP) contra a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=CDHU&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de S\u00e3o Paulo (CDHU)<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o fiscal, a CDHU apresentou uma exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade pedindo a extin\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a. A empresa argumentou que tem direito \u00e0 imunidade rec\u00edproca prevista no artigo 150, inciso VI da Constitui\u00e7\u00e3o, que pro\u00edbe entes federados de cobrarem, uns dos outros, impostos sobre patrim\u00f4nio, renda ou servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a estatal alegou a sua ilegitimidade passiva para responder pela d\u00edvida, sob a justificativa de que o im\u00f3vel gerador do tributo havia sido vendido a terceiros e que a cobran\u00e7a \u00e9 referente a um per\u00edodo posterior \u00e0 promessa de compra e venda; ou seja, o comprador deveria responder pelo IPTU.<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo de primeira inst\u00e2ncia rejeitou os argumentos e determinou o prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A CDHU recorreu ao TJ-SP. Em resposta, a prefeitura de Tabo\u00e3o sustentou que a isen\u00e7\u00e3o constitucional n\u00e3o \u00e9 autom\u00e1tica e que a falta de registro imobili\u00e1rio mant\u00e9m a responsabilidade solid\u00e1ria da CDHU pelo imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Imunidade afastada<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do caso no TJ-SP, desembargador Wanderley Jos\u00e9 Federighi, deu raz\u00e3o \u00e0 prefeitura e rejeitou as alega\u00e7\u00f5es da estatal. O magistrado explicou que, embora a CDHU exer\u00e7a atividade de relevante interesse coletivo, ela atua na explora\u00e7\u00e3o de atividade econ\u00f4mica em sentido estrito, concorrendo com empresas do setor privado no ramo de constru\u00e7\u00e3o civil.<\/p>\n\n\n\n<p>O desembargador observou que o artigo 173, par\u00e1grafo 2\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o pro\u00edbe a concess\u00e3o de privil\u00e9gios fiscais n\u00e3o extensivos \u00e0 iniciativa privada para empresas p\u00fablicas e sociedades de economia mista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAssim, o reconhecimento da imunidade tribut\u00e1ria da CDHU, no caso em apre\u00e7o, implicaria a concess\u00e3o de benef\u00edcio fiscal n\u00e3o extensivo \u00e0s empresas privadas que tamb\u00e9m se dedicam \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de moradias populares, em evidente afronta ao disposto no artigo 173, \u00a7 2\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u201d, avaliou o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 alegada ilegitimidade passiva, o desembargador recha\u00e7ou a tentativa da empresa de repassar a d\u00edvida exclusivamente ao comprador do im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele explicou que um contrato de promessa de compra e venda n\u00e3o transfere automaticamente a propriedade do bem, o que s\u00f3 ocorre com a formaliza\u00e7\u00e3o no Cart\u00f3rio de Registro de Im\u00f3veis, conforme o artigo 1.245 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado aplicou o entendimento fixado pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a no Tema 122, que estabelece que tanto o promitente comprador quanto o propriet\u00e1rio legal s\u00e3o respons\u00e1veis solid\u00e1rios pelo pagamento do IPTU, cabendo \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o municipal definir o sujeito passivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAssim, diante da aus\u00eancia do registro da transfer\u00eancia de propriedade na matr\u00edcula imobili\u00e1ria, n\u00e3o h\u00e1 como se afastar a legitimidade da apelada, pois esta continua a figurar como propriet\u00e1ria do referido bem e, como consequ\u00eancia, \u00e9 respons\u00e1vel tribut\u00e1ria solid\u00e1ria pelos d\u00e9bitos referentes ao im\u00f3vel\u201d, concluiu o desembargador.<\/p>\n\n\n\n<p>O procurador municipal&nbsp;Richard Bassan&nbsp;atuou na causa pela prefeitura de Tabo\u00e3o da Serra.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/doc_190071300.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o ac\u00f3rd\u00e3o<br>Ag 2365670-04.2025.8.26.0000<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"7TL01hVrDl\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-19\/imunidade-tributaria-reciproca-nao-alcanca-estatal-que-atua-no-mercado\/\">TJ-SP afasta imunidade tribut\u00e1ria rec\u00edproca e mant\u00e9m IPTU de estatal de habita\u00e7\u00e3o<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;TJ-SP afasta imunidade tribut\u00e1ria rec\u00edproca e mant\u00e9m IPTU de estatal de habita\u00e7\u00e3o&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-19\/imunidade-tributaria-reciproca-nao-alcanca-estatal-que-atua-no-mercado\/embed\/#?secret=vbM7LhARKv#?secret=7TL01hVrDl\" data-secret=\"7TL01hVrDl\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>TJSP impede prefeituras de cobrar ITBI de empresas inativas ou sem receita<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de S\u00e3o Paulo (TJSP) decidiu que as prefeituras n\u00e3o podem cobrar Imposto sobre Transmiss\u00e3o de Bens Im\u00f3veis (ITBI) de empresas inativas ou sem receita operacional que tiveram seu capital social integralizado com im\u00f3veis. A decis\u00e3o foi dada em Incidente de Resolu\u00e7\u00e3o de Demandas Repetitivas (IRDR), ou seja, vale para todos os processos no Judici\u00e1rio paulista.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo advogados, a tese da inatividade foi criada pelas prefeituras em meio \u00e0 pandemia da covid-19, quando muitas empresas ficaram sem receita. Para os munic\u00edpios, nessas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o haveria base legal para a concess\u00e3o da imunidade tribut\u00e1ria, prevista na Constitui\u00e7\u00e3o Federal. O texto condiciona o benef\u00edcio \u00e0 verifica\u00e7\u00e3o da atividade preponderante do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>O argumento das prefeituras \u00e9 que, se a empresa est\u00e1 inativa, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel verificar a atividade preponderante. Pelo artigo 37 do C\u00f3digo Tribunal Nacional (CTN), se mais da metade do faturamento vier de atividade imobili\u00e1ria, o ITBI deve ser cobrado. Essa quest\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 em discuss\u00e3o no Supremo Tribunal Federal (STF), em julgamento que come\u00e7a hoje no Plen\u00e1rio Virtual.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 existem tr\u00eas votos a favor dos contribuintes no sentido de que a imunidade tribut\u00e1ria prevista na Constitui\u00e7\u00e3o \u00e9 incondicionada, ou seja, independente da verifica\u00e7\u00e3o da atividade preponderante da empresa. Votaram o relator, ministro Edson Fachin, seguido pelos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. O pr\u00f3ximo a se manifestar ser\u00e1 o ministro Gilmar Mendes. O caso est\u00e1 em repercuss\u00e3o geral, ou seja, vincular\u00e1 todo o Judici\u00e1rio (Tema 1348).<\/p>\n\n\n\n<p>O processo julgado pelo TJSP foi da Mtx Realty Administra\u00e7\u00e3o e Participa\u00e7\u00f5es Ltda, holding vinculada a um grupo do setor de metais. Ela teve seu capital social integralizado por dois im\u00f3veis via cis\u00e3o parcial, ficando inativa por tr\u00eas anos \u2013 esse \u00e9 o prazo definido pelo CTN para verificar a atividade preponderante de uma empresa nova. No caso de empresas j\u00e1 constitu\u00eddas, a verifica\u00e7\u00e3o da atividade \u00e9 de dois anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa, autuada pela Prefeitura de S\u00e3o Paulo, n\u00e3o tinha atividade imobili\u00e1ria preponderante. Na tese, por\u00e9m, a maioria dos desembargadores entendeu ser necess\u00e1rio verificar se o contribuinte faz jus ao benef\u00edcio, como determina o CTN \u2013 se mais de 50% da receita operacional decorrer da venda ou aluguel de im\u00f3veis, incide o ITBI.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas se \u201causente essa circunst\u00e2ncia positiva seja por inexist\u00eancia de predomin\u00e2ncia do neg\u00f3cio imobili\u00e1rio, seja por inatividade da empresa\u201d, deve haver \u201co reconhecimento da imunidade tribut\u00e1ria definitiva, vedada a exig\u00eancia do ITBI\u201d. O placar foi apertado. Os contribuintes venceram por sete votos a seis. A maioria seguiu o relator, Henrique Harris Junior, do 7\u00ba Grupo de Direito P\u00fablico do TJSP.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo especialistas, a tese da prefeitura ganhou ader\u00eancia em parte do Judici\u00e1rio paulista. \u201cVirou uma loteria. Se desse sorte, caia com o pessoal que entendia de forma favor\u00e1vel ao contribuinte\u201d, diz o advogado que defendeu a empresa no caso. A senten\u00e7a lhe foi contr\u00e1ria, exigindo o ITBI.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, na segunda inst\u00e2ncia, a decis\u00e3o foi revertida, o que evitou o pagamento de R$ 4 milh\u00f5es do tributo. \u201cA decis\u00e3o reduz a incerteza em opera\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias que envolvem im\u00f3veis, como integraliza\u00e7\u00f5es de capital, e vai permitir que as empresas estruturem essas opera\u00e7\u00f5es com seguran\u00e7a jur\u00eddica e menor risco de autua\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, existe precedente do STF sobre o tema, favor\u00e1vel, que prestigia a an\u00e1lise da atividade econ\u00f4mica real para fins de incid\u00eancia do ITBI. No julgado, de 2012, ficou estabelecido que mesmo se confirmada a aus\u00eancia de atividade econ\u00f4mica, \u201ctal circunst\u00e2ncia poderia em tese ser atribu\u00edda a uma s\u00e9rie de eventos, sem que se possa concluir que em todo e qualquer caso poss\u00edvel haveria prop\u00f3sito de desvio il\u00edcito da prote\u00e7\u00e3o constitucional\u201d (ARE 660434).<\/p>\n\n\n\n<p>No TJSP, o relator ponderou que a corrente que defende os munic\u00edpios entende que a inatividade da empresa \u201crepresenta um desvirtuamento do prop\u00f3sito da benesse constitucional\u201d. \u201cA segunda corrente entende que a aus\u00eancia de receitas operacionais equivale \u00e0 aus\u00eancia de receitas imobili\u00e1rias no per\u00edodo legal, n\u00e3o havendo \u00f3bice \u00e0 imunidade tribut\u00e1ria\u201d, afirma ele, no ac\u00f3rd\u00e3o (processo n\u00ba 2386871-86.2024.8.26.0000).<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o do desembargador, n\u00e3o se pode fazer uma interpreta\u00e7\u00e3o restritiva da imunidade, de que o benef\u00edcio constitucional s\u00f3 se aplica a empresas ativas e lucrativas. \u201cNem a Constitui\u00e7\u00e3o Federal e nem o C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional exigem que a empresa permane\u00e7a ativa para que tenha direito \u00e0 imunidade\u201d, diz. \u201cDesse modo, n\u00e3o cabem interpreta\u00e7\u00f5es meramente ampliativas do texto legal em favor do Fisco.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Procuradoria Geral do Munic\u00edpio (PGM) afirma que ir\u00e1 recorrer da decis\u00e3o do TJSP, por entender que a imunidade tribut\u00e1ria prevista na Constitui\u00e7\u00e3o deve estimular a atividade econ\u00f4mica e n\u00e3o pode ser aplicada a empresas inativas. A aplica\u00e7\u00e3o nesse tipo de caso, diz o \u00f3rg\u00e3o, distorce a finalidade do benef\u00edcio e favorece pr\u00e1ticas que n\u00e3o contribuem para o desenvolvimento econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/03\/20\/tjsp-impede-prefeituras-de-cobrar-itbi-de-empresas-inativas-ou-sem-receita.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Tr\u00e2mite recente impede extin\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de execu\u00e7\u00e3o de baixo valor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Um processo de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22execu%C3%A7%C3%A3o+fiscal%22\">execu\u00e7\u00e3o fiscal<\/a>&nbsp;de baixo valor que tenha tido movimenta\u00e7\u00e3o \u00fatil recente, como cita\u00e7\u00e3o do devedor, penhora ou parcelamento em andamento, n\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de extin\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a 14\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.tjsp.jus.br\/\">Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo<\/a>&nbsp;anulou a extin\u00e7\u00e3o de uma execu\u00e7\u00e3o fiscal justificada por falta de interesse de agir, condi\u00e7\u00e3o que resulta em extin\u00e7\u00e3o do processo sem resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>O munic\u00edpio de Tabo\u00e3o da Serra (SP) questionou, em apela\u00e7\u00e3o, a decis\u00e3o proferida em primeira inst\u00e2ncia, pleiteou sua nulidade e alegou que a senten\u00e7a incorreu em equ\u00edvoco ao aplicar o&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciaRepercussao\/verAndamentoProcesso.asp?classeProcesso=RE&amp;incidente=6291425&amp;numeroProcesso=1355208&amp;numeroTema=1184\">Tema 1.184<\/a>&nbsp;do Supremo Tribunal Federal, que diz que \u00e9 leg\u00edtima a extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o fiscal de baixo valor por aus\u00eancia de interesse de agir, e a&nbsp;<a href=\"https:\/\/atos.cnj.jus.br\/atos\/detalhar\/5455\">Resolu\u00e7\u00e3o 547\/2024<\/a>, do Conselho Nacional de Justi\u00e7a, que disp\u00f5e sobre tema correlato.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos argumentos do ente federativo foi de que a \u00faltima decis\u00e3o desconsiderou as peculiaridades do caso concreto, como a efetiva e \u00fatil movimenta\u00e7\u00e3o processual no decurso do processo, como localiza\u00e7\u00e3o de bens, penhora, parcelamento efetuado e n\u00e3o cumprido e cita\u00e7\u00e3o. O munic\u00edpio sustentou ainda ter havido desconsidera\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o municipal e viola\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios do contradit\u00f3rio e da ampla defesa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Reforma da decis\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do recurso, desembargador Rezende Silveira, acolheu os argumentos do munic\u00edpio. Ele fundamentou o prosseguimento regular da execu\u00e7\u00e3o fiscal na Resolu\u00e7\u00e3o do CNJ 547\/2024, que criou condicionantes com for\u00e7a de lei para caracterizar a falta de interesse de agir.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o CNJ, configuram-se como n\u00e3o interesse de agir a aus\u00eancia de cita\u00e7\u00e3o, a n\u00e3o localiza\u00e7\u00e3o de bens penhor\u00e1veis por mais de um ano e a n\u00e3o ado\u00e7\u00e3o, por parte da exequente, do pedido de suspens\u00e3o do processo por at\u00e9 90 dias, a fim de comprovar as provid\u00eancias administrativas previstas no item 2 do Tema 1.184 do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado ressalta que, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s execu\u00e7\u00f5es fiscais ajuizadas antes da publica\u00e7\u00e3o do Tema 1.184, cabe ao juiz verificar se \u00e9 caso de extin\u00e7\u00e3o por falta de interesse de agir, nas hip\u00f3teses previstas no artigo 1\u00ba da Resolu\u00e7\u00e3o CNJ 547\/2024.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO devedor foi citado (fls. 14), houve penhora parcial (fls. 24\/26), com levantamento dos valores em 04.04.2025 (fls. 40), al\u00e9m de acordo de parcelamento, sendo prematura, portanto, a extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o fiscal, j\u00e1 que n\u00e3o houve paralisa\u00e7\u00e3o por mais de um ano do processo. Assim, de rigor a reforma da senten\u00e7a para prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o fiscal.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Limites \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Para&nbsp;Richard Bassan, procurador do munic\u00edpio de Tabo\u00e3o da Serra que atuou no processo, o precedente da 14\u00aa C\u00e2mara exp\u00f5e os limites da aplica\u00e7\u00e3o do Tema 1.184\/ STF e reconhece que o crit\u00e9rio de baixo valor n\u00e3o deve ser absoluto se o processo j\u00e1 superou a in\u00e9rcia inicial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa distin\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para recupera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito p\u00fablico, uma vez que n\u00e3o aplica os crit\u00e9rios indistintamente, preserva o esfor\u00e7o da administra\u00e7\u00e3o, promove equil\u00edbrio na gest\u00e3o do passivo, impedindo que o Poder Judici\u00e1rio interprete a busca pela efici\u00eancia como uma autoriza\u00e7\u00e3o para a ren\u00fancia indiscriminada de receitas p\u00fablicas j\u00e1 em fase avan\u00e7ada de recupera\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou ele. \u201cTrata-se de uma vit\u00f3ria para a Fazenda P\u00fablica que refor\u00e7a a necessidade de uma an\u00e1lise casu\u00edstica, garantindo que a efici\u00eancia processual caminhe junto com a efetividade da justi\u00e7a fiscal.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/execucao-fiscal-Taboao-da-Serra-TJSP-TEMA-1184-e-resolucao-CNJ.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler a decis\u00e3o<br>Apela\u00e7\u00e3o 0501431-77.2013.8.26.0609<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"gSb93xjVcW\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-21\/tramite-recente-impede-extincao-automatica-de-execucao-de-baixo-valor\/\">Tr\u00e2mite recente impede extin\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de execu\u00e7\u00e3o de baixo valor<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Tr\u00e2mite recente impede extin\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de execu\u00e7\u00e3o de baixo valor&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-21\/tramite-recente-impede-extincao-automatica-de-execucao-de-baixo-valor\/embed\/#?secret=UOYPlcuiEk#?secret=gSb93xjVcW\" data-secret=\"gSb93xjVcW\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reforma tribut\u00e1ria deixa maioria das PMEs sem adapta\u00e7\u00e3o fiscal Data: 16\/03\/2026 A implementa\u00e7\u00e3o da Reforma Tribut\u00e1ria no Brasil j\u00e1 come\u00e7ou a produzir efeitos pr\u00e1ticos no cotidiano das empresas, mas grande parte das pequenas e m\u00e9dias empresas (PMEs) ainda n\u00e3o realizou as adapta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para operar dentro das novas regras fiscais. 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