{"id":3854,"date":"2025-03-03T07:00:27","date_gmt":"2025-03-03T10:00:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3854"},"modified":"2026-03-03T10:19:41","modified_gmt":"2026-03-03T13:19:41","slug":"retrospecto-tributario-23-02-a-03-03","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3854","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 23\/02 a 03\/03"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Receita Federal disponibiliza atualiza\u00e7\u00e3o da minuta da primeira fase dos manuais e leiautes da nova Declara\u00e7\u00e3o de Regimes Espec\u00edficos (DeRE)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal do Brasil (RFB) comunica a disponibiliza\u00e7\u00e3o da&nbsp;nova vers\u00e3o&nbsp;da documenta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica,&nbsp;da primeira fase, referente \u00e0 Declara\u00e7\u00e3o de Regimes Espec\u00edficos (DeRE). Embora o arquivo publicado ainda contenha a indica\u00e7\u00e3o \u201cMINUTA\u201d, esclarece-se que esta corresponde \u00e0&nbsp;vers\u00e3o&nbsp;destinada \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o no&nbsp;ambiente de apura\u00e7\u00e3o restrita.<\/p>\n\n\n\n<p>O referido ambiente de&nbsp;apura\u00e7\u00e3o restrita&nbsp;consiste no&nbsp;ambiente de testes da Tributa\u00e7\u00e3o sobre Consumo, no qual s\u00e3o processadas as&nbsp;opera\u00e7\u00f5es simuladas da DeRE&nbsp;exclusivamente para fins de valida\u00e7\u00e3o de sistemas, testes de consist\u00eancia e ajustes operacionais, possibilitando aos contribuintes e aos desenvolvedores verificarem a ader\u00eancia de suas solu\u00e7\u00f5es antes da entrada em produ\u00e7\u00e3o do novo modelo de apura\u00e7\u00e3o da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) e do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS). Nesse ambiente, os d\u00e9bitos gerados possuem car\u00e1ter meramente experimental, sem efeitos fiscais ou jur\u00eddicos vinculantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Informa-se, adicionalmente, que a formaliza\u00e7\u00e3o integral da documenta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica ser\u00e1 realizada por meio de&nbsp;ato conjunto da RFB e do Comit\u00ea Gestor do IBS (CGIBS), atualmente em fase de conclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram disponibilizados, para consulta e download, os documentos t\u00e9cnicos atualizados e uma nova se\u00e7\u00e3o de&nbsp;Perguntas\u202fFrequentes (FAQ)&nbsp;concernente \u00e0 DeRE. A iniciativa constitui etapa relevante no processo de implementa\u00e7\u00e3o da Reforma Tribut\u00e1ria do Consumo, introduzida pela Emenda Constitucional n\u00ba 132\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p>A DeRE configura obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria de natureza estruturante, destinada a consolidar e formalizar as informa\u00e7\u00f5es fiscais e cont\u00e1beis necess\u00e1rias \u00e0 correta apura\u00e7\u00e3o dos tributos CBS e IBS em situa\u00e7\u00f5es submetidas a regimes espec\u00edficos \u2013 setor financeiro, plano de sa\u00fade e concursos de progn\u00f3sticos.<\/p>\n\n\n\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o antecipada da documenta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica reafirma o compromisso institucional da&nbsp;Receita Federal&nbsp;com uma transi\u00e7\u00e3o&nbsp;gradual, transparente e juridicamente segura&nbsp;para o novo modelo tribut\u00e1rio, permitindo que contribuintes, profissionais especializados e equipes de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o promovam, tempestivamente, as adapta\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a futura entrada no ambiente de apura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Documenta\u00e7\u00e3o e Suporte<\/p>\n\n\n\n<p>Os seguintes arquivos e recursos j\u00e1 podem ser acessados:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211;&nbsp;<a href=\"https:\/\/sped.rfb.gov.br\/arquivo\/show\/7945\">Manual de Usu\u00e1rio da DeRE<\/a>&nbsp;(vers\u00e3o 1.0.00)<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211;&nbsp;<a href=\"https:\/\/sped.rfb.gov.br\/arquivo\/show\/7946\">Leiautes da DeRE<\/a>&nbsp;(vers\u00e3o 1.0.0)<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211;&nbsp;<a href=\"https:\/\/sped.rfb.gov.br\/arquivo\/show\/7947\">Leiautes da DeRE<\/a>&nbsp;(Anexo I)<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211;&nbsp;<a href=\"https:\/\/sped.rfb.gov.br\/arquivo\/show\/7948\">Leiautes da DeRE<\/a>&nbsp;(Anexo II)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211;&nbsp;<a href=\"https:\/\/sped.rfb.gov.br\/arquivo\/show\/7949\">Arquivos XSD<\/a>&nbsp;(vers\u00e3o 1.0.0)<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211;&nbsp;<a href=\"https:\/\/sped.rfb.gov.br\/pastaperguntas\/show\/2922\">Perguntas Frequentes<\/a>&nbsp;com os principais questionamentos sobre a declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para auxiliar no esclarecimento de d\u00favidas, caso as informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis nos manuais e na \u00e1rea de perguntas frequentes n\u00e3o sejam suficientes, o contribuinte pode acessar o canal &#8220;Fale Conosco&#8221;, dispon\u00edvel dentro da pr\u00f3pria se\u00e7\u00e3o de &#8220;Perguntas Frequentes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/fevereiro\/receita-federal-disponibiliza-atualizacao-da-minuta-da-primeira-fase-dos-manuais-e-leiautes-da-nova-declaracao-de-regimes-especificos-dere\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Ind\u00fastrias brasileiras cruzam a fronteira e ampliam produ\u00e7\u00e3o no Paraguai para fugir de impostos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Paraguai soma mais de 300 empresas maquiladoras em opera\u00e7\u00e3o e aproximadamente 70% das ind\u00fastrias instaladas nesse modelo s\u00e3o de origem brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante d\u00e9cadas, atravessar a Ponte Internacional da Amizade foi sin\u00f4nimo de com\u00e9rcio informal e varejo de fronteira entre Brasil e Paraguai. Hoje, a travessia simboliza algo mais profundo: uma reorganiza\u00e7\u00e3o silenciosa do mapa industrial do Mercosul.<\/p>\n\n\n\n<p>A migra\u00e7\u00e3o de ind\u00fastrias brasileiras para o Paraguai deixou de ser pontual e tornou-se tend\u00eancia. Pressionadas pela elevada carga tribut\u00e1ria, pela complexidade regulat\u00f3ria e pelos altos custos operacionais no Brasil, empresas de setores como t\u00eaxtil e confec\u00e7\u00f5es, cal\u00e7ados, autope\u00e7as, metalurgia, pl\u00e1sticos, produtos qu\u00edmicos e manufaturas voltadas \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o v\u00eam instalando unidades no pa\u00eds vizinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi o que ocorreu com o empres\u00e1rio Fabrizio Gudin, de Mat\u00e3o, no interior de S\u00e3o Paulo, que decidiu abrir uma empresa no Paraguai em busca de, principalmente, menor tributa\u00e7\u00e3o. \u201cNo Paraguai se trabalha um m\u00eas e meio por ano para pagar impostos. No Brasil s\u00e3o seis meses e h\u00e1, ainda, uma concorr\u00eancia muito grande e mercados saturados\u201d, afirmou. \u201cQueremos come\u00e7ar um novo ciclo no Paraguai\u201d, complementou.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o tamb\u00e9m foi tomada por Jonathan Linzmeyer, empres\u00e1rio e consultor empresarial que deixou S\u00e3o Bento do Sul, em Santa Catarina, para viver no Paraguai e administrar uma ind\u00fastria de esquadrias de alum\u00ednio e vidros. \u201cO Paraguai tem crescimento projetado para os pr\u00f3ximos anos, seguran\u00e7a jur\u00eddica, estabilidade econ\u00f4mica e infla\u00e7\u00e3o controlada\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>A estrat\u00e9gia paraguaia de atra\u00e7\u00e3o de empresas<\/p>\n\n\n\n<p>Criada em 1997, a&nbsp;Lei de Maquila&nbsp;\u00e9 o principal motor dessa atra\u00e7\u00e3o. O regime permite importar m\u00e1quinas, mat\u00e9ria-prima e insumos com imposto zero, desde que a produ\u00e7\u00e3o seja destinada \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o. Nesses casos, a empresa paga apenas 1% sobre o valor agregado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2025, o&nbsp;governo paraguaio ampliou o alcance do programa&nbsp;para incluir incentivos espec\u00edficos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e montagem de equipamentos eletr\u00f4nicos e digitais, al\u00e9m de estabelecer prazo inicial de 20 anos para os benef\u00edcios, com possibilidade de renova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Linzmeyer destaca que o ambiente favor\u00e1vel n\u00e3o se restringe \u00e0 ind\u00fastria e alcan\u00e7a o mercado imobili\u00e1rio. \u201cNo Brasil, com a reforma tribut\u00e1ria, o imposto sobre o lucro do propriet\u00e1rio pode chegar a 30%, enquanto aqui \u00e9 8%. E a loca\u00e7\u00e3o tem retorno mensal de 1% sobre o valor do im\u00f3vel\u201d, explicou. O valor \u00e9 superior \u00e0 m\u00e9dia do rendimento l\u00edquido imobili\u00e1rio brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do regime especial de exporta\u00e7\u00e3o, o Paraguai adota o chamado modelo \u201ctriplo 10\u201d: 10% de IVA, 10% de imposto de renda empresarial e 10% de imposto de renda da pessoa f\u00edsica. \u201cMesmo fora da maquila, a al\u00edquota m\u00e1xima n\u00e3o ultrapassa 30% na soma desses tributos. No Brasil, apenas o imposto de renda da pessoa jur\u00eddica pode chegar a 34%, sem considerar tributos sobre consumo\u201d, disse Jo\u00e3o Eloi Olenike, presidente executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT).<\/p>\n\n\n\n<p>A combina\u00e7\u00e3o entre menor carga nominal, simplifica\u00e7\u00e3o e estabilidade regulat\u00f3ria ajuda a explicar o movimento de empresas brasileiras para o pa\u00eds vizinho. \u201cO Brasil tem um sistema tribut\u00e1rio extremamente complexo e oneroso. O Paraguai estruturou um modelo de atra\u00e7\u00e3o de investimentos\u201d, complementou Olenike.<\/p>\n\n\n\n<p>70% das empresas no Paraguai com benef\u00edcio fiscal s\u00e3o brasileiras<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros ajudam a dimensionar o movimento. Dados do Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio do Paraguai indicam que o pa\u00eds vizinho soma mais de 300 empresas maquiladoras em opera\u00e7\u00e3o e aproximadamente 70% das ind\u00fastrias instaladas nesse modelo s\u00e3o de origem brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a presidente da C\u00e2mara de Empres\u00e1rios Brasileiros no Paraguai (Cebras), Karina Ferreira, o movimento reflete a busca por previsibilidade. \u201cO empres\u00e1rio brasileiro n\u00e3o est\u00e1 apenas buscando pagar menos imposto, ele quer seguran\u00e7a jur\u00eddica, estabilidade nas regras, custo operacional previs\u00edvel e capacidade de planejar o crescimento da empresa\u201d, afirmou. \u201cO Paraguai oferece um ambiente muito mais simples para quem quer produzir e exportar\u201d, adicionou.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior concentra\u00e7\u00e3o das empresas brasileiras no Paraguai est\u00e1 na regi\u00e3o Leste do pa\u00eds, pr\u00f3xima \u00e0 fronteira, o que facilita a integra\u00e7\u00e3o log\u00edstica com estados como Paran\u00e1, Santa Catarina, S\u00e3o Paulo e Mato Grosso do Sul. O n\u00famero de pessoas que trabalham em empresas no regime maquila chega a aproximadamente 35 mil e 64% de tudo o que \u00e9 produzido tem como destino o mercado brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, o Paraguai enfrenta desafios. Com popula\u00e7\u00e3o estimada em 6,4 milh\u00f5es de habitantes, o pa\u00eds carece de m\u00e3o de obra t\u00e9cnica especializada em algumas \u00e1reas. \u201cExiste boa oferta de trabalhadores, mas a qualifica\u00e7\u00e3o precisa avan\u00e7ar\u201d, diz Karina Ferreira, da Cebras, que vem investindo em programas de capacita\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>Gigantes da ind\u00fastria t\u00eaxtil brasileira j\u00e1 operam no Paraguai<\/p>\n\n\n\n<p>O setor t\u00eaxtil \u00e9 um dos mais representativos nesse processo. De acordo com Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria T\u00eaxtil e de Confec\u00e7\u00e3o (Abit), cerca de 35% das aproximadamente 200 empresas brasileiras que levaram parte da produ\u00e7\u00e3o ao Paraguai pertencem ao setor. Entre elas est\u00e3o gigantes como&nbsp;Altenburg,&nbsp;Karsten&nbsp;e&nbsp;Lupo.<\/p>\n\n\n\n<p>Pimentel afirmou que o deslocamento n\u00e3o deve ser interpretado como abandono do pa\u00eds. \u201c\u00c9 um movimento mais defensivo com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s condi\u00e7\u00f5es internas, e menos um movimento de esgotamento do espa\u00e7o para produzir no Brasil.&nbsp;Isso deve servir de alerta, porque o setor t\u00eaxtil \u00e9 muito competitivo\u201c, diz Pimentel.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da carga tribut\u00e1ria reduzida, pesam fatores como energia el\u00e9trica significativamente mais barata, decisiva para ind\u00fastrias intensivas em consumo energ\u00e9tico, e encargos trabalhistas menores.<\/p>\n\n\n\n<p>Brasil x Paraguai em n\u00fameros<\/p>\n\n\n\n<p>Impostos corporativos<br>Brasil:&nbsp;~34% sobre o lucro + tributos sobre consumo (ICMS, PIS, Cofins, IPI)<br>Paraguai:&nbsp;10% IR empresarial (ou 1% no regime de Maquila) + IVA de 10%<\/p>\n\n\n\n<p>Energia el\u00e9trica<br>Brasil:&nbsp;energia industrial cara e sujeita a bandeiras<br>Paraguai:&nbsp;40% a 60% mais barata<\/p>\n\n\n\n<p>Encargos trabalhistas<br>Brasil:&nbsp;cerca de 80% sobre sal\u00e1rio<br>Paraguai:&nbsp;de 35% a 40%, com legisla\u00e7\u00e3o mais flex\u00edvel<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT)<\/p>\n\n\n\n<p>Custo Brasil pode ampliar fuga da ind\u00fastria para Paraguai ap\u00f3s acordo entre Mercosul e Uni\u00e3o Europeia<\/p>\n\n\n\n<p>Assinado em janeiro, o acordo comercial entre Mercosul e Uni\u00e3o Europeia ainda precisa ser ratificado pelos pa\u00edses-membros. Se&nbsp;aprovado pelo Congresso Nacional, poder\u00e1 influenciar decis\u00f5es industriais nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a entrada em vigor do tratado, a Uni\u00e3o Europeia passar\u00e1 a representar um destino estrat\u00e9gico para exporta\u00e7\u00f5es do bloco. A capacidade de o Brasil aproveitar essa abertura depender\u00e1 de sua competitividade interna. \u201cO acordo pode ser uma grande oportunidade para o pa\u00eds se posicionar como fornecedor sustent\u00e1vel e com energia limpa\u201d, afirmou Fernando Pimentel.<\/p>\n\n\n\n<p>O entrave, segundo ele, est\u00e1 no ambiente dom\u00e9stico. \u201cFatores como taxa de juros, custos de infraestrutura e a pr\u00f3pria estrutura trabalhista v\u00e3o empilhando despesas e dificultando a concorr\u00eancia em um mercado t\u00e3o disputado\u201d, disse. Se o custo Brasil permanecer elevado, no futuro empresas podem intensificar a reorganiza\u00e7\u00e3o das cadeias produtivas dentro do Mercosul, utilizando o Paraguai como base exportadora.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema j\u00e1 aparece na pr\u00e9-campanha presidencial de 2026. Em encontro com investidores em S\u00e3o Paulo, o senador Fl\u00e1vio Bolsonaro afirmou que o Brasil tem hoje \u201co melhor ministro da Fazenda do Paraguai\u201d, em refer\u00eancia a Fernando Haddad (PT), numa cr\u00edtica \u00e0 pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo petista. A quest\u00e3o central \u00e9 se o Brasil conseguir\u00e1 reduzir seus pr\u00f3prios entraves estruturais antes que a migra\u00e7\u00e3o produtiva deixe de ser defensiva e se consolide como tend\u00eancia permanente. (Gazeta do Povo)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-michel-teixeira-not-cias wp-block-embed-michel-teixeira-not-cias\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"tlI2dMuHfn\"><a href=\"https:\/\/www.michelteixeira.com.br\/industrias-brasileiras-cruzam-a-fronteira-e-ampliam-producao-no-paraguai-para-fugir-de-impostos\/\">Ind\u00fastrias brasileiras cruzam a fronteira e ampliam produ\u00e7\u00e3o no Paraguai para fugir de impostos<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Ind\u00fastrias brasileiras cruzam a fronteira e ampliam produ\u00e7\u00e3o no Paraguai para fugir de impostos&#8221; &#8212; Michel Teixeira Not\u00edcias\" src=\"https:\/\/www.michelteixeira.com.br\/industrias-brasileiras-cruzam-a-fronteira-e-ampliam-producao-no-paraguai-para-fugir-de-impostos\/embed\/#?secret=f5RJAVDRdh#?secret=tlI2dMuHfn\" data-secret=\"tlI2dMuHfn\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Projeto trata de benef\u00edcios tribut\u00e1rios para empresas estrangeiras de ciberseguran\u00e7a<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Um projeto apresentado no Senado altera as condi\u00e7\u00f5es para que empresas estrangeiras de seguran\u00e7a cibern\u00e9tica sejam beneficiadas com a redu\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS).<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto de lei (<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/171841\">PLP 246\/2025<\/a>) \u00e9 de autoria do senador&nbsp;Mecias de Jesus (Republicanos-RR).<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, a <a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei.complementar:2025-01-16;214\">Lei Complementar 214, de 2025<\/a>, determina a redu\u00e7\u00e3o de 60% nas al\u00edquotas do IBS e da CBS cobradas das empresas de seguran\u00e7a cibern\u00e9tica, desde que elas tenham s\u00f3cio brasileiro com pelo menos 20% de participa\u00e7\u00e3o na firma.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, para Mecias, essa condi\u00e7\u00e3o para o benef\u00edcio, com base na origem do capital, n\u00e3o tem apoio na Constitui\u00e7\u00e3o e distorce a necessidade de livre concorr\u00eancia em setores estrat\u00e9gicos. No lugar disso, ele prop\u00f5e&nbsp;a exig\u00eancia de que a empresa esteja sediada no Brasil e possua representante legal no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o senador, \u201cesse requisito [proposto por ele] assegura submiss\u00e3o plena ao ordenamento jur\u00eddico e \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o nacional, sem criar barreiras artificiais que limitem a competitividade e o acesso a tecnologias globais necess\u00e1rias \u00e0 prote\u00e7\u00e3o digital&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposi\u00e7\u00e3o foi apresentada em dezembro de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Senado<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2026\/02\/23\/projeto-trata-de-beneficios-tributarios-para-empresas-estrangeiras-de-ciberseguranca\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita atualiza lista de exce\u00e7\u00f5es \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal atualizou a lista de setores que ser\u00e3o preservados da redu\u00e7\u00e3o linear de benef\u00edcios e incentivos fiscais imposta pela Lei Complementar (LC) n\u00ba 224, de 2025. O n\u00famero de atividades que n\u00e3o sofrer\u00e3o esse corte subiu de 31 para 33.<\/p>\n\n\n\n<p>Para quem n\u00e3o estiver na lista de exce\u00e7\u00f5es do Fisco, a incid\u00eancia de Imposto de Renda (IRPJ), CSLL, PIS e Cofins passa a ser de cerca de 10% da al\u00edquota do sistema padr\u00e3o de tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal fez as altera\u00e7\u00f5es por meio da Instru\u00e7\u00e3o Normativa (IN) n\u00ba 2.307, de 2026, publicada ontem no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o. A norma atualiza a IN n\u00ba 2.305, de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova IN deixa claro que associa\u00e7\u00f5es civis sem fins lucrativos ficam de fora da redu\u00e7\u00e3o, sem a exig\u00eancia de que sejam Organiza\u00e7\u00f5es da Sociedade Civil de Interesse P\u00fablico (OSCIP) ou Organiza\u00e7\u00f5es Sociais, como constava na primeira instru\u00e7\u00e3o normativa. Isso inclui, por exemplo, ONGs, funda\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, clubes desportivos e sindicatos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m ficam a salvo da tributa\u00e7\u00e3o a dedu\u00e7\u00e3o dos gastos realizados por empresas com servi\u00e7os de assist\u00eancia m\u00e9dica, odontol\u00f3gica, farmac\u00eautica e social, contanto que sejam destinados a todos os empregados e dirigentes (despesa operacional). Ainda ficou mantida a isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda e da CSLL para as entidades de previd\u00eancia complementar sem fins lucrativos, como Previ (Banco do Brasil) e Petros (Petrobras).<\/p>\n\n\n\n<p>Presidente do Comit\u00ea Tribut\u00e1rio Brasileiro (CTB) e ex-auditor fiscal, Adriano Subir\u00e1 destaca que o saldo \u00e9 positivo. \u201cEntidades sem fins lucrativos e despesas m\u00e9dicas [dentro da redu\u00e7\u00e3o linear] foram pontos que levaram a cr\u00edticas e preocupa\u00e7\u00f5es\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/23\/receita-federal-amplia-lista-de-benefcios-tributrios-que-ficam-fora-da-reduo-linear.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Exclus\u00e3o do Simples e cobran\u00e7a retroativa pressionam caixa e aceleram crise em pequenas empresas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Os pequenos neg\u00f3cios representam 99% das empresas brasileiras e respondem por cerca de 30% do PIB, segundo dados do Sebrae com base em informa\u00e7\u00f5es da Receita Federal e do IBGE. Ao mesmo tempo, o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o aponta que a maioria das empresas no pa\u00eds recolhe tributos de forma incorreta, muitas vezes pagando valores superiores ao devido.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o problema envolve o enquadramento no Simples Nacional, o impacto pode ser ainda mais severo. A exclus\u00e3o do regime simplificado, acompanhada da cobran\u00e7a retroativa de impostos, tem levado empresas a enfrentar autua\u00e7\u00f5es elevadas e forte deteriora\u00e7\u00e3o do fluxo de caixa.<\/p>\n\n\n\n<p>Maynara Foga\u00e7a, tributarista e especialista em gest\u00e3o tribut\u00e1ria, CEO da Vis\u00e3o Tribut\u00e1ria, ecossistema de solu\u00e7\u00f5es fiscais e empresariais com atua\u00e7\u00e3o nacional, afirma que o risco costuma passar despercebido at\u00e9 o momento da notifica\u00e7\u00e3o. \u201cO empres\u00e1rio acredita que o Simples resolve toda a complexidade tribut\u00e1ria, mas o regime tem limites e regras claras. Quando h\u00e1 descumprimento, o passivo j\u00e1 est\u00e1 formado\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Benefici\u00e1rios com NIS final 9 recebem Aux\u00edlio G\u00e1s nesta quinta-feira<\/p>\n\n\n\n<p>Liquida Mix movimenta Multicenter Itaipu com descontos de at\u00e9 70%<\/p>\n\n\n\n<p>A exclus\u00e3o do Simples pode ocorrer por excesso de faturamento, exerc\u00edcio de atividade vedada, exist\u00eancia de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios ou omiss\u00e3o de receitas. A Lei Complementar 123\/2006 prev\u00ea que, em determinadas hip\u00f3teses, o desenquadramento produza efeitos retroativos, inclusive ao in\u00edcio do ano-calend\u00e1rio em que a irregularidade foi constatada.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o avan\u00e7o do cruzamento eletr\u00f4nico de dados, as administra\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias passaram a identificar inconsist\u00eancias com maior rapidez. Informa\u00e7\u00f5es declaradas via notas fiscais eletr\u00f4nicas, SPED e obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias s\u00e3o confrontadas de forma automatizada.<\/p>\n\n\n\n<p>A cobran\u00e7a retroativa costuma ocorrer quando h\u00e1 infra\u00e7\u00f5es como omiss\u00e3o de receitas, extrapola\u00e7\u00e3o do limite de faturamento sem comunica\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria ou enquadramento indevido de atividade econ\u00f4mica. Nesses casos, a empresa deixa de recolher pelo Simples e passa a ter os tributos recalculados conforme o regime aplic\u00e1vel, como lucro presumido ou lucro real.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO rec\u00e1lculo envolve n\u00e3o apenas a diferen\u00e7a de al\u00edquotas, mas tamb\u00e9m multa e juros. Dependendo do per\u00edodo analisado, o valor acumulado pode comprometer completamente o capital de giro\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A diferen\u00e7a entre as al\u00edquotas do Simples e as praticadas em outros regimes pode representar v\u00e1rios pontos percentuais sobre a receita bruta. Em empresas com margens reduzidas, isso significa absorver praticamente todo o lucro obtido no per\u00edodo atingido pela retroatividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do impacto financeiro imediato, a exclus\u00e3o pode gerar restri\u00e7\u00f5es na emiss\u00e3o de certid\u00f5es negativas, dificultando acesso a cr\u00e9dito e participa\u00e7\u00e3o em licita\u00e7\u00f5es. \u201cJ\u00e1 vimos empresas que descobriram um passivo equivalente a anos de resultado l\u00edquido. Sem planejamento, a continuidade do neg\u00f3cio fica amea\u00e7ada\u201d, relata.<\/p>\n\n\n\n<p>O principal equ\u00edvoco, segundo a especialista, \u00e9 tratar o Simples como solu\u00e7\u00e3o definitiva e autom\u00e1tica. O crescimento da empresa, a altera\u00e7\u00e3o de atividades e a abertura de novas frentes de receita exigem reavalia\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica do enquadramento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuitos gestores focam apenas em vender e expandir, mas n\u00e3o revisam se o regime tribut\u00e1rio ainda \u00e9 o mais adequado. O problema n\u00e3o aparece no dia a dia e, quando surge, j\u00e1 est\u00e1 consolidado\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A especialista aponta cinco medidas para evitar exclus\u00e3o do Simples e proteger o caixa<\/p>\n\n\n\n<p>Para reduzir riscos e aumentar a previsibilidade financeira, algumas medidas s\u00e3o consideradas essenciais. Antes de detalh\u00e1-las, a tributarista ressalta que preven\u00e7\u00e3o custa menos do que lit\u00edgio e parcelamento de d\u00edvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Diagn\u00f3stico peri\u00f3dico do enquadramento<\/p>\n\n\n\n<p>Revisar anualmente faturamento, CNAEs e estrutura societ\u00e1ria para verificar se a empresa ainda atende aos crit\u00e9rios do Simples.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Monitoramento de limites e d\u00e9bitos<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanhar o faturamento acumulado e eventuais pend\u00eancias fiscais que possam motivar exclus\u00e3o autom\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Auditoria fiscal preventiva<\/p>\n\n\n\n<p>Realizar an\u00e1lises t\u00e9cnicas para identificar inconsist\u00eancias antes que sejam apontadas pelo Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Simula\u00e7\u00e3o de cen\u00e1rios de transi\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Projetar impactos financeiros de eventual migra\u00e7\u00e3o para lucro presumido ou real, com base em dados reais da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Contrata\u00e7\u00e3o de assessoria especializada<\/p>\n\n\n\n<p>Buscar profissionais com experi\u00eancia comprovada em gest\u00e3o tribut\u00e1ria consultiva, capazes de atuar tanto na preven\u00e7\u00e3o quanto na defesa administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA escolha do assessor n\u00e3o deve ser guiada apenas por honor\u00e1rios, mas por capacidade t\u00e9cnica e vis\u00e3o estrat\u00e9gica. Um erro de enquadramento pode custar anos de trabalho\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Maynara, a exclus\u00e3o do Simples n\u00e3o \u00e9 apenas um problema fiscal, mas um risco estrutural de gest\u00e3o. \u201cExiste uma diferen\u00e7a entre cumprir a obriga\u00e7\u00e3o e gerir tributos com intelig\u00eancia. Empresas que acompanham seus indicadores fiscais com m\u00e9todo conseguem antecipar riscos e preservar o caixa\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre Maynara Foga\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p>Maynara Foga\u00e7a \u00e9 tributarista, especialista em gest\u00e3o tribut\u00e1ria e refer\u00eancia nacional em Auditoria de Cr\u00e9dito Tribut\u00e1rio, com mais de 23 anos de experi\u00eancia e mais de R$200 milh\u00f5es recuperados para empresas. \u00c9 CEO da Vis\u00e3o Tribut\u00e1ria e da Mais Tribut\u00e1rio, al\u00e9m de fundadora do Vis\u00e3o Tax, maior evento de empreendedorismo tribut\u00e1rio do interior paulista. Formada em Direito, com p\u00f3s em Gest\u00e3o Tribut\u00e1ria, atua como mentora e palestrante, ajudando empres\u00e1rios e contadores a transformarem o caos fiscal em lucro. Sua abordagem estrat\u00e9gica vai al\u00e9m da contabilidade tradicional, com foco em resultados reais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-imprensabr wp-block-embed-imprensabr\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"gDRxSvGOZP\"><a href=\"https:\/\/imprensabr.com\/exclusao-do-simples-e-cobranca-retroativa-pressionam-caixa-e-aceleram-crise-em-pequenas-empresas\/\">Exclus\u00e3o do Simples e cobran\u00e7a retroativa pressionam caixa e aceleram crise em pequenas empresas<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Exclus\u00e3o do Simples e cobran\u00e7a retroativa pressionam caixa e aceleram crise em pequenas empresas&#8221; &#8212; Imprensabr\" src=\"https:\/\/imprensabr.com\/exclusao-do-simples-e-cobranca-retroativa-pressionam-caixa-e-aceleram-crise-em-pequenas-empresas\/embed\/#?secret=vxOh6AwTxX#?secret=gDRxSvGOZP\" data-secret=\"gDRxSvGOZP\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita recua sobre corte linear de incentivos ao terceiro setor previsto na LC 224\/2025<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal recuou para livrar as entidades que atuam no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=terceiro+setor\">terceiro setor<\/a>&nbsp;de sofrer um corte linear de incentivos fiscais, conforme previsto na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp224.htm\">Lei Complementar 224\/2025<\/a>, que regulamenta a reforma tribut\u00e1ria. Nesta segunda-feira (23\/1), a autarquia publicou a Instru\u00e7\u00e3o Normativa (IN)&nbsp;<a href=\"https:\/\/normasinternet2.receita.fazenda.gov.br\/#\/consulta\/externa\/149398\">2.307\/ 2026<\/a>, que atualiza a regulamenta\u00e7\u00e3o da norma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Receita, os chamados \u201cajustes t\u00e9cnicos\u201d substituem a instru\u00e7\u00e3o anterior (2.305\/2025), publicada em dezembro, para garantir o \u201cestrito cumprimento da legisla\u00e7\u00e3o\u201d e preservar as associa\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos da redu\u00e7\u00e3o de 10% nas isen\u00e7\u00f5es de Imposto de Renda, Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) e Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, a nova instru\u00e7\u00e3o determina que institui\u00e7\u00f5es filantr\u00f3picas, entidades recreativas,&nbsp; culturais, cient\u00edficas, e as associa\u00e7\u00f5es civis sem fins lucrativos n\u00e3o estar\u00e3o sujeitas \u00e0 redu\u00e7\u00e3o linear nas isen\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a foi vista como correta pela tributarista&nbsp;Thais Veiga Shingai, da banca Mannrich Vasconcelos Advogados. Para ela, a Receita encerra, com a nova IN, as d\u00favidas sobre a manuten\u00e7\u00e3o dos incentivos fiscais para o terceiro setor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo n\u00e3o constavam da rela\u00e7\u00e3o da RFB de gastos tribut\u00e1rios n\u00e3o alcan\u00e7ados pela redu\u00e7\u00e3o linear, algumas pessoas vinham entendendo que essas entidades deveriam passar a recolher IRPJ, CSLL e Cofins em 2026\u201d, avalia a advogada.<\/p>\n\n\n\n<p>Desest\u00edmulo a doa\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Shingai destaca que, se por um lado, a nova IN garante a isen\u00e7\u00e3o \u00e0s associa\u00e7\u00f5es civis sem fins lucrativos, por outro, ela revoga o item 26 do Anexo \u00danico da IN anterior (2.305\/2025), o que impacta nas doa\u00e7\u00f5es ao terceiro setor.&nbsp;O dispositivo preservava do corte linear de 10% o benef\u00edcio da dedutibilidade das doa\u00e7\u00f5es a entidades civis sem fins lucrativos, incentivo previsto tanto no artigo 13, \u00a72\u00ba, III da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9249.htm\">Lei 9.249\/1995<\/a>&nbsp;(Legisla\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda) como no artigo 59 da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/mpv\/2158-35.htm\">Medida Provis\u00f3ria 2.158-35\/01<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Receita, a revoga\u00e7\u00e3o desse item dois meses ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da primeira instru\u00e7\u00e3o normativa ocorre ap\u00f3s an\u00e1lise t\u00e9cnica. \u201cA Receita Federal concluiu que o item extrapolava o comando da LC n\u00ba 224\/2025 ao incluir doa\u00e7\u00f5es feitas por terceiros a entidades sem fins lucrativos no rol de benef\u00edcios preservados da redu\u00e7\u00e3o linear.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a autarquia, em conformidade com o artigo 4\u00ba, \u00a78\u00ba, inciso V, da LC 224\/2025, as doa\u00e7\u00f5es feitas por pessoas f\u00edsicas ou jur\u00eddicas continuam sujeitas \u00e0 regra geral da redu\u00e7\u00e3o linear. A exce\u00e7\u00e3o se aplicar\u00e1 exclusivamente aos benef\u00edcios fru\u00eddos diretamente por entidades qualificadas, como organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil e&nbsp;organiza\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa dedutibilidade \u00e9 uma forma de fomentar doa\u00e7\u00f5es a essas entidades e efetivamente \u00e9 aproveitada por grandes empresas para reduzir IRPJ\/CSLL\u201d, destaca Shingai.<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista&nbsp;Milton Fontes, do escrit\u00f3rio Peixoto &amp; Cury Advogados, afirma que a nova IN refor\u00e7a a pol\u00edtica p\u00fablica social e trabalhista das assist\u00eancias m\u00e9dica, odontol\u00f3gica e de farm\u00e1cia, pois mant\u00e9m as dedu\u00e7\u00f5es sem cortes e n\u00e3o altera a pol\u00edtica para planos de previd\u00eancia privada e fundos de pens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como Shingai, ele avalia que o novo entendimento da Receita sobre a legisla\u00e7\u00e3o vai desestimular as doa\u00e7\u00f5es empresariais para o terceiro setor, dado que a vantagem fiscal foi anulada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo caso das entidades sem fins lucrativos, (a IN) protege o benef\u00edcio pr\u00f3prio da entidade, mas n\u00e3o protege o incentivo do doador, que foi afetado com a revoga\u00e7\u00e3o do item 26\u201d, disse ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Hist\u00f3rico de questionamentos<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-jan-30\/mudanca-em-incentivos-fiscais-corroi-vantagem-do-lucro-presumido\/\">Conforme mostrado<\/a>&nbsp;pela revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico, a LC 224\/2025 \u00e9 questionada no Supremo Tribunal Federal por meio de uma a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade (<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=7480666\">ADI 7.920)<\/a>&nbsp;protocolada pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/cni.portaldaindustria.com.br\/pt\/\">Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ADI, a&nbsp;CNI alega que a norma permite a redu\u00e7\u00e3o de incentivos e benef\u00edcios fiscais j\u00e1 concedidos, o que fere tanto o direito adquirido das empresas quanto a seguran\u00e7a jur\u00eddica que a pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Levantamento da confedera\u00e7\u00e3o publicado nesta ter\u00e7a-feira (24\/2) aponta que o setor industrial tem&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-24\/com-foco-tributario-setor-industrial-tem-70-acoes-de-interesse-no-stf\/\">70 a\u00e7\u00f5es de interesse<\/a>&nbsp;em andamento no STF, a maioria delas (40%) est\u00e1 relacionada a temas de Direito Tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da CNI, a preval\u00eancia tribut\u00e1ria decorre de atrito crescente entre a Uni\u00e3o e contribuintes por causa de medidas arrecadat\u00f3rias adotadas pelo governo federal, parte delas contestadas pela entidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"vGlK4X8TS7\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-24\/receita-recua-sobre-corte-linear-de-incentivos-ao-terceiro-setor-previsto-na-lc-224-2025\/\">Receita recua sobre corte linear de incentivos ao terceiro setor previsto na LC 224\/2025<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Receita recua sobre corte linear de incentivos ao terceiro setor previsto na LC 224\/2025&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-24\/receita-recua-sobre-corte-linear-de-incentivos-ao-terceiro-setor-previsto-na-lc-224-2025\/embed\/#?secret=4dHzvwQ6Bo#?secret=vGlK4X8TS7\" data-secret=\"vGlK4X8TS7\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal moderniza o Pedido de Ressarcimento de IPI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 6 de fevereiro de 2026, os contribuintes j\u00e1 podem fazer o Pedido de Ressarcimento do IPI diretamente pelo sistema PER\/DCOMP Web,&nbsp;sem precisar utilizar o programa PGD PER\/DCOMP.<\/p>\n\n\n\n<p>A atualiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m permite que pedidos retificadores, mesmo quando o pedido original foi enviado pelo PGD,&nbsp; sejam transmitidos pelo PER\/DCOMP Web. Com isso, o processo fica mais simples, pr\u00e1tico e r\u00e1pido.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o PGD PER\/DCOMP continue dispon\u00edvel, a Receita Federal recomenda o uso do PER\/DCOMP Web, que traz diversas melhorias, como:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Interface mais moderna, intuitiva e f\u00e1cil de usar;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Preenchimento com recupera\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de dados da pr\u00f3pria Receita Federal;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Consulta simples e possibilidade de gerar PDF dos documentos enviados;<\/p>\n\n\n\n<p>Dispensa de instala\u00e7\u00e3o de programa no computador;<\/p>\n\n\n\n<p>Mais agilidade, seguran\u00e7a e precis\u00e3o no envio das informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa refor\u00e7a o compromisso da Receita Federal com a transforma\u00e7\u00e3o digital, tornando os servi\u00e7os mais eficientes e facilitando a vida dos contribuintes em todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/fevereiro\/receita-federal-moderniza-o-pedido-de-ressarcimento-de-ipi\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Setor financeiro detalha arquitetura do split payment para 2027<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o do&nbsp;<em>split payment<\/em>&nbsp;\u2013 mecanismo que viabiliza o recolhimento da CBS e do IBS no momento da liquida\u00e7\u00e3o das transa\u00e7\u00f5es financeiras \u2013 entrou em fase avan\u00e7ada de detalhamento t\u00e9cnico. Nesta segunda-feira (23\/02), em S\u00e3o Paulo, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Institui\u00e7\u00f5es Financeiras (Fin) apresentou o escopo da primeira fase do modelo, os fluxos operacionais previstos e o cronograma de integra\u00e7\u00e3o com a plataforma p\u00fablica do governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na an\u00e1lise da diretora-presidente da Fin, Cristiane Coelho, o&nbsp;split payment&nbsp;\u00e9 \u201cpilar-chave para a reforma tribut\u00e1ria do consumo\u201d e sua fun\u00e7\u00e3o vai al\u00e9m de antecipar o ingresso de recursos para os cofres p\u00fablicos. \u201cO \u2018cora\u00e7\u00e3o\u2019 do split \u00e9 vincular o pagamento ao documento fiscal\u201d, disse. Segundo ela, \u00e9 essa integra\u00e7\u00e3o entre liquida\u00e7\u00e3o financeira e nota fiscal que permitir\u00e1 a transforma\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio escritural em cr\u00e9dito financeiro \u2013 apropriado somente ap\u00f3s a confirma\u00e7\u00e3o do pagamento do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>O modelo est\u00e1 previsto na Lei Complementar 214\/2025 como uma das quatro formas de recolhimento da CBS e do IBS. A l\u00f3gica apresentada no evento foi a de que o split refor\u00e7a a n\u00e3o cumulatividade do novo IVA dual, ao permitir que cr\u00e9ditos sejam gerados e utilizados com maior tempestividade ao longo da cadeia produtiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Foco inicial: B2B e arranjos<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira fase de implementa\u00e7\u00e3o do modelo de&nbsp;split payment&nbsp;ter\u00e1 foco em opera\u00e7\u00f5es B2B, de forma opcional, e abranger\u00e1 quatro arranjos de pagamento: TED, Pix (em suas diferentes modalidades), boleto e TEF (tamb\u00e9m conhecido como book transfer ou transfer\u00eancias internas). Em todos eles haver\u00e1 a inclus\u00e3o de tr\u00eas novos campos: valores da CBS e do IBS e identifica\u00e7\u00e3o do documento fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, o modelo come\u00e7ar\u00e1 pelos formatos \u201cinteligente\u201d e \u201csuperinteligente\u201d. No primeiro, o tributo \u00e9 informado na transa\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o h\u00e1 consulta autom\u00e1tica ao sistema do governo. J\u00e1 no superinteligente \u2013 considerado o modelo padr\u00e3o previsto na lei \u2013, a plataforma p\u00fablica poder\u00e1 corrigir o valor informado e, se houver cr\u00e9dito dispon\u00edvel, reduzir o montante a ser efetivamente recolhido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO split n\u00e3o \u00e9 apenas segrega\u00e7\u00e3o de valor. Ele conversa com a plataforma p\u00fablica para validar e eventualmente ajustar o tributo\u201d, afirmou Ricardo Pandur, diretor de Estrat\u00e9gia de Pagamentos da Accenture. Segundo ele, o objetivo \u00e9 garantir neutralidade ao longo da cadeia e permitir o uso imediato de cr\u00e9ditos quando houver saldo dispon\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos pontos centrais do evento foi o detalhamento dos fluxos operacionais e dos prazos de comunica\u00e7\u00e3o com o governo. As intera\u00e7\u00f5es ocorrer\u00e3o via APIs, tanto para o envio das informa\u00e7\u00f5es da transa\u00e7\u00e3o previstas no super inteligente quanto para o informe de segrega\u00e7\u00e3o e recolhimento, j\u00e1 o recolhimento ser\u00e1 feito por movimenta\u00e7\u00e3o financeira \u00e0s contas destinos do Comit\u00ea Gestor e Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio do que parte do mercado imaginava, os envios n\u00e3o precisar\u00e3o ocorrer em tempo real. Na fase inicial, haver\u00e1 janelas de at\u00e9 30 minutos para envio de dados ap\u00f3s o registro da transa\u00e7\u00e3o, prazo que dever\u00e1 ser reduzido para 15 minutos no regime definitivo. \u201cN\u00e3o \u00e9 um processo em mil\u00e9simos de segundo. H\u00e1 tempo para organizar as filas e estruturar a arquitetura\u201d, afirmou Pandur.<\/p>\n\n\n\n<p>O repasse financeiro ao governo ser\u00e1 feito de forma consolidada por arranjo e de maneira ass\u00edncrona, em geral no dia \u00fatil seguinte (D+1), prazo que ainda pode ser revisado. A plataforma tamb\u00e9m receber\u00e1 informes preliminares de pagamento, mecanismo que permitir\u00e1 ao Fisco acompanhar a liquida\u00e7\u00e3o antes da consolida\u00e7\u00e3o final.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fin tamb\u00e9m chamou aten\u00e7\u00e3o para o regime de penalidades previsto na legisla\u00e7\u00e3o. Deixar de segregar corretamente os valores de IBS e CBS pode gerar multa por transa\u00e7\u00e3o. O n\u00e3o recolhimento ou recolhimento a menor implica multa de mora de 3% ao m\u00eas, al\u00e9m de atualiza\u00e7\u00e3o pela Selic. H\u00e1 ainda penalidades por atraso no envio de informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Em caso de infra\u00e7\u00f5es reiteradas, as san\u00e7\u00f5es podem atingir o \u00e2mbito regulat\u00f3rio, com possibilidade de suspens\u00e3o ou at\u00e9 cassa\u00e7\u00e3o da autoriza\u00e7\u00e3o para funcionamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO split tem natureza de demanda regulat\u00f3ria. N\u00e3o \u00e9 algo que as institui\u00e7\u00f5es de pagamento possam optar por ignorar\u201d, afirmou Coelho, destacando que, mesmo sendo opcional ao contribuinte na primeira fase, todas as empresas de pagamentos precisar\u00e3o estar aptas a processar a modalidade desde o in\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Pioneirismo e pr\u00f3ximos passos<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade ressaltou que o modelo brasileiro ser\u00e1 pioneiro em escala e abrang\u00eancia. Diferentemente de experi\u00eancias internacionais, como It\u00e1lia e Pol\u00f4nia \u2013 onde o split \u00e9 aplicado de forma restrita ou com estrutura distinta \u2013 o sistema brasileiro prev\u00ea integra\u00e7\u00e3o ampla entre sistema de pagamentos e sistema fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>O cronograma apresentado indica que 2026 ser\u00e1 dedicado \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o das especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas da plataforma p\u00fablica, desenvolvimento interno dos PSPs e fase de homologa\u00e7\u00e3o. A entrada em vigor acompanha o in\u00edcio da transi\u00e7\u00e3o da reforma, em 2027.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos pr\u00f3ximos meses, o setor dever\u00e1 aprofundar a defini\u00e7\u00e3o de regras operacionais, SLAs e governan\u00e7a com o Comit\u00ea Gestor do IBS e a Receita Federal. Para as institui\u00e7\u00f5es financeiras e de pagamento, o desafio agora \u00e9 interno: estruturar equipes, or\u00e7amento e arquitetura tecnol\u00f3gica para absorver a nova engrenagem tribut\u00e1ria que passar\u00e1 a operar dentro do sistema de pagamentos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/jota.info\/coberturas-especiais\/setor-financeiro-detalha-arquitetura-do-split-payment-para-2027\">http:\/\/jota.info\/coberturas-especiais\/setor-financeiro-detalha-arquitetura-do-split-payment-para-2027<\/a>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Impacto para o Brasil da Ordem Executiva dos EUA publicada em 20 de fevereiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Governo dos EUA revogou expressamente, na sexta-feira (20\/2), as Ordens Executivas que impunham tarifas espec\u00edficas contra o Brasil (de 40%), bem como as chamadas tarifas rec\u00edprocas (10%), aplic\u00e1veis a diversos pa\u00edses e produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma data, foi publicada nova Ordem Executiva, estabelecendo tarifa global de 10% para todos os pa\u00edses, excetuados determinados produtos. No s\u00e1bado (21), os EUA anunciaram a inten\u00e7\u00e3o de elevar essa tarifa para 15%, mas o ato formal correspondente ainda n\u00e3o foi publicado.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes dessas altera\u00e7\u00f5es, aproximadamente 22% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para o mercado norte-americano estavam sujeitas a tarifas adicionais de 40% ou 50%.<\/p>\n\n\n\n<p>Com as novas Ordens Executivas, estimativas indicam que, desconsideradas eventuais sobreposi\u00e7\u00f5es com exporta\u00e7\u00f5es alcan\u00e7adas pela Se\u00e7\u00e3o 232, cerca de 25% (US$ 9,3 bilh\u00f5es) das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para os Estados Unidos passam a ser alcan\u00e7ados pelas tarifas de 10% (ou 15%). Com o novo regime, esses produtos passam a enfrentar a mesma tarifa aplicada aos demais pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td rowspan=\"2\">Exporta\u00e7\u00e3o para os EUA&nbsp;<\/td><td colspan=\"2\">2025<\/td><\/tr><tr><td>US$ mi.<\/td><td>Part.%<\/td><\/tr><tr><td>Total Geral<\/td><td>&nbsp; 37.682<\/td><td>100%<\/td><\/tr><tr><td>Produtos sem sobretaxas (exclu\u00eddos da Se\u00e7\u00e3o 122 e n\u00e3o alcan\u00e7ados pela Se\u00e7\u00e3o 232)<\/td><td>&nbsp; 17.496<\/td><td>46%<\/td><\/tr><tr><td>Produtos sujeitos a sobretaxa de 10% (ou 15%) (Se\u00e7\u00e3o 122)<\/td><td>&nbsp;&nbsp;&nbsp; 9.248<\/td><td>25%<\/td><\/tr><tr><td>Produtos sujeitos a sobretaxas setoriais (de 10% a 50%) e n\u00e3o discriminat\u00f3rias por origem (Se\u00e7\u00e3o 232)<\/td><td>&nbsp; 10.938<\/td><td>29%<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>O equivalente a 46% (US$ 17,5 bilh\u00f5es) das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras para os EUA em 2025 (desconsideradas eventuais sobreposi\u00e7\u00f5es com as exporta\u00e7\u00f5es alcan\u00e7adas pela Se\u00e7\u00e3o 232), passam a n\u00e3o contar com nenhuma tarifa adicional, em raz\u00e3o das exce\u00e7\u00f5es previstas na medida publicada em 20\/2.<\/p>\n\n\n\n<p>Paralelamente, continuam sujeitas \u00e0s tarifas impostas com base na Se\u00e7\u00e3o 232 os mesmos produtos j\u00e1 anteriormente alcan\u00e7ados por esse instrumento, que correspondem a 29% das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras aos Estados Unidos (US$ 10,9 bilh\u00f5es). Trata-se de mecanismo de aplica\u00e7\u00e3o linear entre pa\u00edses, com incid\u00eancia delimitada por produto.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo regime tarif\u00e1rio dos EUA amplia a competitividade de diversos segmentos industriais brasileiros no mercado norte-americano. Entre os setores beneficiados est\u00e3o m\u00e1quinas e equipamentos, cal\u00e7ados, m\u00f3veis, confec\u00e7\u00f5es, madeira, produtos qu\u00edmicos e rochas ornamentais, que deixam de enfrentar tarifas de 50% e passam a competir sob al\u00edquota ison\u00f4mica de 10% (ou 15%).<\/p>\n\n\n\n<p>Uma novidade do novo regime tarif\u00e1rio dos EUA \u00e9 a exclus\u00e3o das aeronaves da incid\u00eancia das novas tarifas. O produto passa a contar com al\u00edquota zero para ingresso no mercado norte-americano (era de 10%). Aeronaves foram o terceiro principal item da pauta exportadora brasileira para os EUA em 2024 e 2025, com elevado valor agregado e importante conte\u00fado tecnol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p>No setor agropecu\u00e1rio, produtos como pescados, mel, tabaco e caf\u00e9 sol\u00favel tamb\u00e9m passam da al\u00edquota de 50% para 10% (ou 15%), competindo em condi\u00e7\u00f5es equivalentes \u00e0s de outros fornecedores internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2025, a corrente de com\u00e9rcio entre Brasil e Estados Unidos alcan\u00e7ou US$ 82,8 bilh\u00f5es, valor 2,2% superior ao registrado em 2024. As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras totalizaram US$ 37,7 bilh\u00f5es, enquanto as importa\u00e7\u00f5es somaram US$ 45,1 bilh\u00f5es, resultando em d\u00e9ficit comercial de US$ 7,5 bilh\u00f5es para o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>* Os dados s\u00e3o estimativos, uma vez que os c\u00f3digos tarif\u00e1rios foram divulgados na nomenclatura HTS (Harmonized Tariff Schedule) e posteriormente consolidados ao n\u00edvel de seis d\u00edgitos do Sistema Harmonizado (SH6), o que pode gerar varia\u00e7\u00f5es nos valores apurados. Ademais, a aplica\u00e7\u00e3o das tarifas nos Estados Unidos envolve crit\u00e9rios adicionais para determinados produtos, como destina\u00e7\u00e3o espec\u00edfica ou uso final, que podem influenciar a defini\u00e7\u00e3o da al\u00edquota efetivamente incidente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/mdic\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/fevereiro\/impacto-para-o-brasil-da-ordem-executiva-dos-eua-publicada-em-20-de-fevereiro\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Abat promover\u00e1 debates sobre IA no Judici\u00e1rio e reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/abatadv.com.br\/\">Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Advocacia Tribut\u00e1ria (Abat)<\/a>&nbsp;promover\u00e1, nas pr\u00f3ximas semanas, eventos sobre o impacto da intelig\u00eancia artificial na forma\u00e7\u00e3o de precedentes nos tribunais superiores, semin\u00e1rio sobre&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22reforma+tribut%C3%A1ria%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">reforma tribut\u00e1ria<\/a>, um debate sobre transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria federal e controle externo, al\u00e9m do lan\u00e7amento de novos cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o lato sensu, desenvolvidos em parceria com a Faculdade do Com\u00e9rcio (FAC) e o Instituto Ives Gandra.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos uma agenda diversificada j\u00e1 para este primeiro trimestre do ano, com temas atuais e relevantes, voltados a associados e interessados em ampliar conhecimento e atualiar seus repert\u00f3rios\u201d, afirma&nbsp;Halley Henares, presidente da Abat.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira os principais eventos:<\/p>\n\n\n\n<p>Webin\u00e1rio: O futuro do Judici\u00e1rio com a Intelig\u00eancia Artificial \u2014 O primeiro evento, agendado para sexta-feira (27\/2), das 16h30 \u00e0s 18h00, reunir\u00e1 renomados especialistas para debater um dos temas mais atuais e relevantes para o Direito contempor\u00e2neo: a Forma\u00e7\u00e3o de Precedentes e a Intelig\u00eancia Artificial no Poder Judici\u00e1rio. O encontro, promovido pelo Comit\u00ea de Tribunais Superiores da Abat, ser\u00e1 gratuito para associados e contar\u00e1 com a participa\u00e7\u00e3o de palestrantes com vasta experi\u00eancia acad\u00eamica e pr\u00e1tica na \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>Semin\u00e1rio Especial: Reforma tribut\u00e1ria e o sistema jur\u00eddico atual&nbsp;\u2014 O segundo evento, agendado para o dia 19\/3, ser\u00e1 promovido de forma presencial na Av. Dr. Chucri Zaidan, 1550, em S\u00e3o Paulo. O semin\u00e1rio, coordenado cientificamente por Halley Henares (presidente do Conselho da Abat) e Eduardo Soares de Melo (conselheiro da Abat), abordar\u00e1 os desafios e oportunidades da reforma tribut\u00e1ria no contexto do sistema jur\u00eddico atual, reunindo especialistas de renome para debater as implica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas e te\u00f3ricas das mudan\u00e7as tribut\u00e1rias em discuss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Comit\u00ea Transa\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria&nbsp;\u2014 Debate sobre transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria federal e controle externo Mais um evento da Abat, agendado para o dia 10\/3, ser\u00e1 promovido em formato de webin\u00e1rio e abordar\u00e1 um tema de grande relev\u00e2ncia para a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria: \u201cTransa\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria Federal e controle externo: debates a partir da atua\u00e7\u00e3o do TCU\u201d. O evento contar\u00e1 com a participa\u00e7\u00e3o de Anelize de Almeida, procuradora-geral da Fazenda Nacional, como palestrante principal, seguida de debate com especialistas na \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"vhHlzF7067\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-25\/abat-promovera-debates-sobre-ia-no-judiciario-e-reforma-tributaria\/\">Abat promover\u00e1 debates sobre IA no Judici\u00e1rio e reforma tribut\u00e1ria<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Abat promover\u00e1 debates sobre IA no Judici\u00e1rio e reforma tribut\u00e1ria&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-25\/abat-promovera-debates-sobre-ia-no-judiciario-e-reforma-tributaria\/embed\/#?secret=qG7Sat4bQG#?secret=vhHlzF7067\" data-secret=\"vhHlzF7067\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>C\u00e2mara aprova incentivo fiscal para investimentos em centros de processamento de dados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara dos Deputados aprovou projeto de lei que cria incentivos fiscais para estimular a instala\u00e7\u00e3o de datacenters no Brasil, principalmente direcionados \u00e0 computa\u00e7\u00e3o em nuvem e \u00e0 intelig\u00eancia artificial. A proposta ser\u00e1 enviada ao Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio do Regime Especial de Tributa\u00e7\u00e3o para Servi\u00e7os de Datacenter (Redata), as empresas interessadas contar\u00e3o com suspens\u00e3o de tributos por cinco anos na compra de equipamentos, mas ter\u00e3o de oferecer contrapartidas, como uso de energia de fonte limpa (hidrel\u00e9tricas) ou renov\u00e1vel (solar e e\u00f3lica).<\/p>\n\n\n\n<p>Para acessar os benef\u00edcios, a empresa tamb\u00e9m tem de estar em dia com os tributos federais. A estimativa do governo \u00e9 de uma isen\u00e7\u00e3o em torno de R$ 5,2 bilh\u00f5es em 2026 e de R$ 1 bilh\u00e3o em cada um dos dois anos seguintes.<\/p>\n\n\n\n<p>De autoria do l\u00edder do governo, deputado Jos\u00e9 Guimar\u00e3es (PT-CE), o Projeto de Lei 278\/26 substitui a Medida Provis\u00f3ria 1318\/25, que n\u00e3o avan\u00e7ou na tramita\u00e7\u00e3o. Para Guimar\u00e3es, o projeto tem uma import\u00e2ncia vital para o Brasil. &#8220;A vinda dessas institui\u00e7\u00f5es de datacenters vai gerar uma janela de oportunidade de neg\u00f3cios&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto aprovado em Plen\u00e1rio \u00e9 um substitutivo do relator, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB). Ele afirmou que o avan\u00e7o das novas tecnologias, como a intelig\u00eancia artificial e a internet das coisas, exige infraestruturas capazes de suportar volumes muito superiores de processamento e armazenamento de dados. &#8220;Se o pa\u00eds n\u00e3o acompanhar essa r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio, ser\u00e1, mais uma vez, ultrapassado por outras na\u00e7\u00f5es em termos de infraestrutura de produ\u00e7\u00e3o&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Aguinaldo Ribeiro ressaltou que o Brasil hoje depende de estruturas montadas em outros pa\u00edses at\u00e9 mesmo para armazenar dados do sistema \u201cgov.br\u201d, apesar de ter recursos naturais estrat\u00e9gicos e favor\u00e1veis para a instala\u00e7\u00e3o de datacenters. &#8220;Atualmente, h\u00e1 uma corrida mundial de pa\u00edses visando garantir a instala\u00e7\u00e3o dessa infraestrutura cr\u00edtica em seus territ\u00f3rios. Isso destaca a urg\u00eancia de o Brasil resolver rapidamente seus entraves tribut\u00e1rios&#8221;, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p>Benef\u00edcio fiscal<br>A habilita\u00e7\u00e3o no Redata ser\u00e1 autorizada pelo Minist\u00e9rio da Fazenda e envolve Imposto de Importa\u00e7\u00e3o, PIS\/Cofins, PIS\/Cofins-Importa\u00e7\u00e3o e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra, no mercado interno ou por importa\u00e7\u00e3o, de componentes eletr\u00f4nicos e de outros produtos de tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o se destinados ao ativo imobilizado da empresa habilitada.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa vendedora dos equipamentos tamb\u00e9m ser\u00e1 beneficiada como coabilitada, mas apenas para os produtos usados na fabrica\u00e7\u00e3o dos computadores a serem usados no datacenter, segundo lista da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do IPI, a suspens\u00e3o valer\u00e1 apenas para componentes eletr\u00f4nicos e outros produtos de tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o industrializados na Zona Franca de Manaus (ZFM) e listados pelo Poder Executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao Imposto de Importa\u00e7\u00e3o, a suspens\u00e3o se aplica aos produtos sem similar nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o cumprimento dos compromissos e entrega final dos produtos, a suspens\u00e3o ser\u00e1 convertida em isen\u00e7\u00e3o definitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e3o contemplados os datacenters para armazenagem, processamento e gest\u00e3o de dados e aplica\u00e7\u00f5es digitais, inclu\u00eddos computa\u00e7\u00e3o em nuvem, processamento de alto desempenho, treinamento e infer\u00eancia de modelos de intelig\u00eancia artificial e servi\u00e7os correlatos.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o contrato com a empresa coabilitada for desfeito, essa empresa n\u00e3o contar\u00e1 mais com a isen\u00e7\u00e3o para a venda dos equipamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Energia renov\u00e1vel<br>Estimativas citadas pelo relator do projeto, deputado Aguinaldo Ribeiro, indicam que o mercado mundial de datacenters movimentar\u00e1 em 2026 cerca de R$ 1,6 trilh\u00e3o. Com crescimento acentuado acima de 10% anuais, estima-se investimentos no per\u00edodo de 2025 a 2030 na ordem de 3,7 a 7,9 trilh\u00f5es de d\u00f3lares em datacenters.<\/p>\n\n\n\n<p>O relatou explicou que, por ter mais de 86% de matriz el\u00e9trica formada por fontes renov\u00e1veis, o Brasil tem &#8220;enorme vantagem competitiva&#8221; em rela\u00e7\u00e3o a outras na\u00e7\u00f5es, inclusive na atra\u00e7\u00e3o de empresas j\u00e1 instaladas em outros pa\u00edses que desejam reduzir sua pegada de carbono global. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 pa\u00eds mais favor\u00e1vel em termos ambientais para instala\u00e7\u00e3o dessas infraestruturas no mundo do que o Brasil&#8221;, disse Aguinaldo Ribeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Entrave tribut\u00e1rio<br>O maior entrave para o Brasil atrair investimentos na \u00e1rea, segundo Aguinaldo Ribeiro, \u00e9 tribut\u00e1rio. Grande parte dos equipamentos utilizados na montagem e utiliza\u00e7\u00e3o dos datacenters s\u00e3o tributados por diversos tributos, como PIS\/Cofins, IPI, ICMS e Imposto de Importa\u00e7\u00e3o. &#8220;Nossa legisla\u00e7\u00e3o atual, ultrapassada, permite o ac\u00famulo de res\u00edduos tribut\u00e1rios em investimentos, onerando-os&#8221;, disse o relator, lembrando que as mudan\u00e7as da reforma tribut\u00e1ria s\u00f3 passam a valer a partir de 2027.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se deixarmos para oferecer condi\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias favor\u00e1veis apenas ap\u00f3s a entrada em vigor da reforma tribut\u00e1ria, corremos o risco de perdermos esta enorme oportunidade de investimentos estrat\u00e9gicos que se apresenta ao pa\u00eds&#8221;, declarou o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Compromissos<br>A contrapartida para empresa de datacenter envolve cinco compromissos:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>direcionar ao mercado interno um m\u00ednimo de 10% do fornecimento efetivo de processamento, armazenagem e tratamento de dados a ser instalado com os benef\u00edcios;<\/li>\n\n\n\n<li>atender a crit\u00e9rios e indicadores de sustentabilidade definidos em regulamento;<\/li>\n\n\n\n<li>honrar a totalidade de sua demanda contratual de energia el\u00e9trica, seja com contratos de suprimento ou autoprodu\u00e7\u00e3o de fontes limpas ou renov\u00e1veis;<\/li>\n\n\n\n<li>apresentar \u00cdndice de Efici\u00eancia H\u00eddrica no uso da \u00e1gua para resfriamento dos equipamentos igual ou inferior a 0,05 litro\/kWh em aferi\u00e7\u00e3o anual; e<\/li>\n\n\n\n<li>realizar investimentos no pa\u00eds equivalentes a 2% do valor dos produtos comprados no mercado interno ou importados com o benef\u00edcio fiscal.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Ribeiro incluiu ainda dispositivo para exigir do benefici\u00e1rio do Redata a publica\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rio de sustentabilidade das instala\u00e7\u00f5es com o \u00edndice de efici\u00eancia, as fontes de energia el\u00e9trica utilizadas e demais indicadores de sustentabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 venda ao mercado interno de um m\u00ednimo de 10% do fornecimento efetivo de processamento, armazenagem e tratamento de dados, essa cota n\u00e3o poder\u00e1 ser direcionada \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o ou para uso pr\u00f3prio na aus\u00eancia de demanda dom\u00e9stica.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o texto define que o percentual ser\u00e1 apurado pela divis\u00e3o do faturamento anual bruto obtido no mercado interno pelo faturamento bruto total com a venda dos servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Em bases compar\u00e1veis (unidade de processamento ou energia dispon\u00edvel, por exemplo), essa sistem\u00e1tica possibilita \u00e0 empresa vender o processamento por um pre\u00e7o 50% maior no mercado interno entregando menos que 10% do fornecimento efetivo a fim de compensar a conta, atingindo a cota segundo a compara\u00e7\u00e3o do faturamento e n\u00e3o do fornecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Alternativas<br>Em vez de destinar ao mercado interno, a empresa de datacenter poder\u00e1 direcionar o processamento efetivo tamb\u00e9m ou apenas a institutos de ci\u00eancia e tecnologia (ICTs) ou ao poder p\u00fablico para o desenvolvimento de pol\u00edticas p\u00fablicas, inclusive de fomento a startups e ao ecossistema digital.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste caso das ICTs ou poder p\u00fablico, o regulamento definir\u00e1 um fator multiplicador para aferir o cumprimento da cota de 10%, pois o processamento ser\u00e1 alocado sem \u00f4nus.<\/p>\n\n\n\n<p>Um relat\u00f3rio anual com parecer conclusivo de auditoria independente credenciada pelo Executivo atestar\u00e1 a veracidade das informa\u00e7\u00f5es prestadas e exigidas por regulamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra alternativa ao direcionamento para o Brasil de 10% do fornecimento efetivo de processamento \u00e9 sua substitui\u00e7\u00e3o por um investimento adicional, em projetos de pesquisa, de 10% do valor dos produtos comprados no mercado interno ou importados com benef\u00edcio do Redata.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses projetos ser\u00e3o relacionados ao desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o em programas priorit\u00e1rios de apoio ao desenvolvimento industrial e tecnol\u00f3gico da cadeia produtiva de economia digital. Os condutores dos projetos ser\u00e3o os mesmos definidos pelo texto para receber os 2% normais de investimento exigidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a empresa estiver localizada nas regi\u00f5es Norte, Nordeste e Centro-Oeste, o direcionamento do processamento ao Brasil e o compromisso de investimento ser\u00e3o reduzidos de 10% e 2% para, respectivamente, 8% e 1,6%. Estados de outras regi\u00f5es, mas inclu\u00eddos em \u00e1reas de abrang\u00eancia das ag\u00eancias de desenvolvimento regional, tamb\u00e9m contam para essa redu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Investimentos<br>O compromisso de investir 2% do valor dos equipamentos comprados para o datacenter funcionar dever\u00e1 ser cumprido em parceria com:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>ICTs p\u00fablicas ou privadas;<\/li>\n\n\n\n<li>entidades brasileiras de ensino, oficiais ou reconhecidas pelo poder p\u00fablico;<\/li>\n\n\n\n<li>empresas p\u00fablicas dotadas de personalidade jur\u00eddica de direito privado que mantenham fundos de investimento destinados a empresas de base tecnol\u00f3gica; ou<\/li>\n\n\n\n<li>organiza\u00e7\u00f5es sociais ou servi\u00e7os sociais aut\u00f4nomos que mantenham contrato de gest\u00e3o com o governo federal para promover e incentivar a realiza\u00e7\u00e3o de projetos de pesquisa aplicada, desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Cota regional<br>De todos os recursos direcionados a investimentos em projetos e programas de fomento \u00e0 cadeia produtiva da economia digital, 40% dever\u00e3o ir para aqueles localizados nas regi\u00f5es Norte, Nordeste e Centro-Oeste, inclu\u00eddas as respectivas \u00e1reas de abrang\u00eancia das ag\u00eancias de desenvolvimento regional, como Sudam e Sudene.<\/p>\n\n\n\n<p>Fundo privado<br>Tanto no caso padr\u00e3o dos 2% de investimento quanto no investimento adicional de 10%, o dinheiro poder\u00e1 ser destinado a fundo privado definido no regulamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Descumprimento<br>Se a empresa habilitada n\u00e3o cumprir os compromissos ao acessar o incentivo (exceto o direcionamento de processamento ao Brasil) no prazo estipulado, ela dever\u00e1 pagar os tributos suspensos com juros e multa de mora.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a empresa vendedora dos equipamentos beneficiados, essa quita\u00e7\u00e3o de tributos deve ocorrer caso eles n\u00e3o sejam entregues ao datacenter.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no caso de venda dos produtos comprados a outra empresa n\u00e3o habilitada no Brasil, os tributos tamb\u00e9m devem ser pagos se a transa\u00e7\u00e3o for antes da convers\u00e3o da suspens\u00e3o em al\u00edquota zero, o que ocorre depois de cumpridas as contrapartidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Prazo para corrigir<br>Quanto ao descumprimento da condi\u00e7\u00e3o de direcionar 10% do fornecimento efetivo de processamento ao Brasil, o texto coloca como consequ\u00eancia a suspens\u00e3o dos benef\u00edcios tribut\u00e1rios em novas compras de equipamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Se depois de 180 dias de uma notifica\u00e7\u00e3o a empresa n\u00e3o corrigir o procedimento, a suspens\u00e3o ser\u00e1 convertida automaticamente em cancelamento da habilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, da decis\u00e3o de suspender a habilita\u00e7\u00e3o caber\u00e1 recurso sem efeito suspensivo, e tanto a empresa quanto o grupo econ\u00f4mico do qual faz parte n\u00e3o poder\u00e3o contar com benef\u00edcios do Redata. Como consequ\u00eancia do cancelamento, uma nova ades\u00e3o ao programa poder\u00e1 ocorrer somente depois de dois anos dessa data.<\/p>\n\n\n\n<p>Avalia\u00e7\u00e3o<br>Os benef\u00edcios fiscais criados ser\u00e3o objeto de acompanhamento e de avalia\u00e7\u00e3o pelos minist\u00e9rios do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os; e da Fazenda quanto ao atingimento dos objetivos estabelecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fundo da crian\u00e7a<br>O projeto muda ainda o novo Estatuto Digital da Crian\u00e7a e do Adolescente (<a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/2025\/lei-15211-17-setembro-2025-797997-norma-pl.html\">Lei 15.211\/25<\/a>) para determinar que os recursos de multas aplicadas com base na lei ser\u00e3o destinados ao Fundo Nacional para a Crian\u00e7a e o Adolescente.<\/p>\n\n\n\n<p>A regra valer\u00e1 por cinco anos, e os recursos dever\u00e3o ser utilizados necessariamente em pol\u00edticas e projetos de prote\u00e7\u00e3o desse p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Debate em Plen\u00e1rio<br>O deputado Capit\u00e3o Alberto Neto (PL-AM), vice-l\u00edder do PL, disse que o Brasil tem o ambiente favor\u00e1vel para receber datacenters de todo o mundo. &#8220;Somos campe\u00f5es em energias renov\u00e1veis, temos \u00e1gua em abund\u00e2ncia, e vamos gerar tecnologia e desenvolvimento&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele defendeu que haja uma altera\u00e7\u00e3o no texto para beneficiar a ind\u00fastria brasileira para produzir materiais para os datacenters. &#8220;A gente precisa de uma contrapartida para beneficiar a ind\u00fastria nacional, na Zona Franca de Manaus, em S\u00e3o Paulo, na Bahia. Fizemos um acordo para fazer esse ajuste no Senado&#8221;, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), s\u00f3 atrair capital financeiro sem regras r\u00edgidas de comportamento da ind\u00fastria no Brasil pode ter um efeito contr\u00e1rio do que se pretende. &#8220;Tenho um projeto que regula o consumo de \u00e1gua dos datacenters que, como sabemos, \u00e9 muito elevado, maior que muitas cidades brasileiras.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o deputado Ricardo Galv\u00e3o (Rede-SP) afirmou que os datacenters modernos s\u00e3o alimentados por circuitos fechados de \u00e1gua, ou seja, que usam o mesmo volume de \u00e1gua para manter os servidores refrigerados. &#8220;Sem os datacenters nacionais, o programa brasileiro de intelig\u00eancia artificial n\u00e3o caminha&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia C\u00e2mara de Not\u00edcias<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1247282-camara-aprova-incentivo-fiscal-para-investimentos-em-centros-de-processamento-de-dados\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Gayer protocola PDL e aciona TCU contra aumento de imposto do governo Lula sobre mais de 1.200 produtos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/deputados\/220568\">deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO)<\/a>&nbsp;intensificou sua atua\u00e7\u00e3o contra o aumento do imposto de importa\u00e7\u00e3o promovido pelo governo por meio da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.aduaneiras.com.br\/Materias?guid=4a1198ee34681cd7e0637f0110ac15b0#:~:text=Altera%20o%20Anexo%20VI%20%2D%20Lista,%2FCamex%20n%C2%BA%20272%2F2021.\">Resolu\u00e7\u00e3o Gecex n\u00ba 852\/2026 do Governo Lula<\/a>, que elevou as al\u00edquotas sobre 1.252 c\u00f3digos da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.mercosur.int\/pt-br\/politica-comercial\/nomenclatura-comum-ncm-e-tarifa-externa-comum-tec\">Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM)<\/a>, atingindo principalmente m\u00e1quinas, equipamentos industriais e bens de tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida impacta diretamente setores estrat\u00e9gicos da economia, como energia, infraestrutura, telecomunica\u00e7\u00f5es, agroneg\u00f3cio, minera\u00e7\u00e3o, petr\u00f3leo e g\u00e1s, segmentos que dependem de bens de capital e tecnologia para expans\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Como rea\u00e7\u00e3o imediata, o parlamentar protocolou o&nbsp;Projeto de Decreto Legislativo n\u00ba 45\/2026, com base no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jusbrasil.com.br\/topicos\/10705692\/inciso-v-do-artigo-49-da-constituicao-federal-de-1988\">art. 49, inciso V, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>, que permite ao&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/\">Congresso Nacional<\/a>&nbsp;sustar atos do Poder Executivo que extrapolem o poder regulamentar.<\/p>\n\n\n\n<p>O PDL busca suspender os efeitos da resolu\u00e7\u00e3o, sob o argumento de que a eleva\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria foi ampla, possui impacto sist\u00eamico na economia e n\u00e3o teve demonstra\u00e7\u00e3o p\u00fablica suficiente de estudos t\u00e9cnicos individualizados que comprovem sua proporcionalidade e necessidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da iniciativa legislativa,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/deputados\/220568\">Gayer (PL-GO)<\/a>&nbsp;tamb\u00e9m encaminhou o Of\u00edcio n\u00ba 15\/2026 ao&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.tcu.gov.br\/\">Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU)<\/a>, solicitando auditoria sobre a conformidade t\u00e9cnica, econ\u00f4mica e procedimental da decis\u00e3o do Executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>A solicita\u00e7\u00e3o refor\u00e7a o papel do controle externo na fiscaliza\u00e7\u00e3o de medidas com impacto macroecon\u00f4mico relevante.<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento generalizado de tarifas sobre bens de capital e tecnologia pode elevar o custo de investimento produtivo, comprometer a moderniza\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria nacional e gerar repasse indireto ao consumidor final.<\/p>\n\n\n\n<p>Com as iniciativas no Congresso e junto ao&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.tcu.gov.br\/\">TCU<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/deputados\/220568\">Gustavo Gayer (PL-GO)<\/a>&nbsp;afirma que busca restabelecer o debate t\u00e9cnico e o controle institucional sobre uma medida que, segundo ele, pode comprometer o ambiente de neg\u00f3cios e a competitividade nacional.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/partidoliberal.org.br\/gayer-protocola-pdl-e-aciona-tcu-contra-aumento-de-imposto-do-governo-lula-sobre-mais-de-1-200-produtos\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>IPVA atrasado gera multa: veja como negociar d\u00edvida e regularizar atraso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O prazo de pagamento do IPVA 2026 terminou em fevereiro para quem n\u00e3o parcelou o imposto.&nbsp;O atraso gera multa di\u00e1ria de 0,33%, limitada a 20% do valor, al\u00e9m de juros calculados pela taxa Selic, atualmente em 15%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista ao UOL, Jo\u00e3o Eloi Olenike, presidente-executivo do IBPT, alerta que quitar o d\u00e9bito rapidamente evita custos altos. Atrasos prolongados podem levar \u00e0 inscri\u00e7\u00e3o na d\u00edvida ativa, prejudicando o cr\u00e9dito e dificultando opera\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Siga o&nbsp;Jornal Correio&nbsp;no Google e receba as principais not\u00edcias da Bahia, do Brasil e do Mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguir no Google<\/p>\n\n\n\n<p>Veja os 10 carros com as maiores d\u00edvidas de IPVA na Bahia<\/p>\n\n\n\n<p>1&nbsp;de&nbsp;28<\/p>\n\n\n\n<p>LR DISCOVERY 4 2.7 S | 57.879,77 | 2015 a 2024 por Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Como consultar o d\u00e9bito<\/p>\n\n\n\n<p>O valor do IPVA pode ser consultado online no portal da Secretaria da Fazenda estadual. D\u00e9bitos inscritos na d\u00edvida ativa s\u00e3o tratados pela Procuradoria-Geral do Estado, mas quem paga rapidamente evita complica\u00e7\u00f5es legais e financeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira o IPVA dos 10 carros mais caros da Bahia<\/p>\n\n\n\n<p>1&nbsp;de&nbsp;10<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns estados oferecem&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>programas<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;de renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas, com descontos e parcelamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Claudia Yoshinaga, coordenadora do Centro de Estudos em Finan\u00e7as da FGV EAESP, \u201c\u00c9 melhor algu\u00e9m pagar, ainda que seja com algum tipo de desconto, do que ser um devedor eterno da fazenda, e o governo nunca ver a cor do dinheiro&#8221;, contou ao UOL.<\/p>\n\n\n\n<p>Programas estaduais de negocia\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Em S\u00e3o Paulo, o programa Acordo Paulista permite quitar d\u00e9bitos com at\u00e9 75% de desconto sobre multas, juros e honor\u00e1rios, parcelando em at\u00e9 120 vezes. O prazo de ades\u00e3o \u00e9 27 de fevereiro de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Bahia, o Refis IPVA oferece at\u00e9 95% de desconto em multas e juros, com parcelamento em at\u00e9 tr\u00eas vezes.<\/p>\n\n\n\n<p>O Piau\u00ed tamb\u00e9m mant\u00e9m o Refis anual, com redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 95% em multas e juros.<\/p>\n\n\n\n<p>No Paran\u00e1, o Regulariza Paran\u00e1 reduz 95% da multa e 60% dos juros para pagamento \u00e0 vista, at\u00e9 25 de fevereiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Goi\u00e1s possui o programa Negocie J\u00e1, com descontos de at\u00e9 99% para pagamento \u00e0 vista e 90% no parcelamento, com prazo at\u00e9 31 de julho.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Santa Catarina planeja condi\u00e7\u00f5es especiais com descontos de 75% a 90%, mas n\u00e3o permite parcelamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como outros estados, Minas Gerais oferece um programa permanente de parcelamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem n\u00e3o consegue negociar tamb\u00e9m pode recorrer a empresas que quitam o d\u00e9bito \u00e0 vista junto ao estado e cobram o valor em parcelas acrescidas de juros, semelhante a um empr\u00e9stimo.<\/p>\n\n\n\n<p>Consequ\u00eancias do atraso<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a inscri\u00e7\u00e3o na d\u00edvida ativa, o nome do contribuinte pode entrar no Cadin, SPC e Serasa. Isso dificulta empr\u00e9stimos, financiamentos, cart\u00f5es de cr\u00e9dito e contratos, como aluguel de im\u00f3veis.<\/p>\n\n\n\n<p>O IPVA atrasado tamb\u00e9m impede o licenciamento do ve\u00edculo. Sem o documento, o carro circula de forma irregular, configurando infra\u00e7\u00e3o grav\u00edssima, com sete pontos na carteira, multa e risco de remo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Dicas para pagar em dia<\/p>\n\n\n\n<p>Para n\u00e3o se enrolar com os impostos, Jo\u00e3o Eloi Olenike recomenda reservar um peda\u00e7o do 13\u00ba sal\u00e1rio logo no come\u00e7o do ano.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Claudia Yoshinaga sugere agendar as parcelas ou criar alertas no celular, garantindo que nada seja esquecido.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.correio24horas.com.br\/em-alta\/ipva-atrasado-gera-multa-veja-como-negociar-divida-e-regularizar-atraso-0226\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Empresas do Simples precisam decidir seu futuro at\u00e9 setembro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas do Simples Nacional t\u00eam at\u00e9 setembro para fazer a op\u00e7\u00e3o pelo regime h\u00edbrido \u2013 permite recolher os novos CBS e IBS fora da guia \u00fanica de tributos (DAS) \u2013 e, com isso, gerarem cr\u00e9ditos integrais a outras empresas a partir de 2027, quando o novo sistema tribut\u00e1rio come\u00e7ar a rodar.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com especialistas, o regime h\u00edbrido tende a ser o mais indicado para as empresas que vendem produtos e servi\u00e7os para pessoas jur\u00eddicas (modelo B2B), mas \u00e9 preciso realizar simula\u00e7\u00f5es com base nas caracter\u00edsticas do neg\u00f3cio, principalmente o perfil de clientes e fornecedores.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ora, na fase de testes, as micro e pequenas empresas est\u00e3o dispensadas das novas obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias. Mas \u00e9 extensa a lista de tarefas a serem realizadas at\u00e9 janeiro de 2027, quando a CBS come\u00e7a a ser cobrada no lugar do PIS\/Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>A urg\u00eancia de se adequar \u00e0 reforma tribut\u00e1ria n\u00e3o nasce apenas da burocracia, mas da competitividade. Na avalia\u00e7\u00e3o de especialistas, quem n\u00e3o entender o novo sistema de cr\u00e9ditos e a din\u00e2mica da cobran\u00e7a do IBS\/CBS corre o risco de se tornar um elo invis\u00edvel ou caro demais nas cadeias produtivas.<\/p>\n\n\n\n<p>A l\u00f3gica do cr\u00e9dito<\/p>\n\n\n\n<p>Para Carlos Pinto, diretor do IBPT, com a reforma tribut\u00e1ria que se avizinha, o cr\u00e9dito fiscal virou moeda, o que imp\u00f5e uma mudan\u00e7a radical da cultura e mentalidade dos empres\u00e1rios, sobretudo dos pequenos, que ainda n\u00e3o possuem maturidade tecnol\u00f3gica e nem sempre contam com assessoria cont\u00e1bil e jur\u00eddica adequadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNuma simula\u00e7\u00e3o que fizemos para uma empresa do lucro presumido, em um determinado cen\u00e1rio, conclu\u00edmos que se ela trocasse 10% dos seus fornecedores, no final do m\u00eas, ela teria mais cr\u00e9dito a receber do que imposto a pagar\u201d, revelou.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o diretor do IBPT, as empresas do Simples Nacional j\u00e1 encontram resist\u00eancia quando vendem produtos para empresas que s\u00e3o ou do lucro real ou lucro presumido porque o valor do cr\u00e9dito gerado \u00e9 muito baixo. \u201cCom o novo sistema tribut\u00e1rio, essa resist\u00eancia vai piorar ainda mais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de segregar a CBS e a IBS para gerar cr\u00e9ditos para as empresas tomadoras de servi\u00e7os ou adquirentes de produtos, ressalta, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma mudan\u00e7a de regra, mas exige dos empres\u00e1rios um conhecimento profundo da cadeia de fornecedores, principalmente. Eles est\u00e3o no Simples? Essa pergunta vale ouro para quem apura impostos pelo lucro real, presumido e, no futuro, regime h\u00edbrido.<\/p>\n\n\n\n<p>Douglas Campanini, s\u00f3cio da Athros Auditoria e Consultoria, explica que a extin\u00e7\u00e3o do ICMS (estadual) e ISS (municipal), que ser\u00e3o substitu\u00eddos pelo IBS (Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os) na reforma tribut\u00e1ria, ser\u00e1 feita de forma gradual at\u00e9 2032.<\/p>\n\n\n\n<p>A CBS, no entanto, come\u00e7ar\u00e1 a ser cobrada a partir de janeiro de 2027, com uma al\u00edquota plena de refer\u00eancia estimada entre 8% e 9%. Isso explica a urg\u00eancia da realiza\u00e7\u00e3o de um estudo aprofundado do perfil do neg\u00f3cio e de simula\u00e7\u00f5es para determinar o regime tribut\u00e1rio mais adequado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAl\u00e9m de fazer contas do valor do cr\u00e9dito gerado com uma eventual op\u00e7\u00e3o pelo regime h\u00edbrido, \u00e9 preciso realizar uma an\u00e1lise de mercado, comparando os pre\u00e7os praticados pelos concorrentes que n\u00e3o est\u00e3o no Simples\u201d, resume Campanini.<\/p>\n\n\n\n<p>Documentos fiscais<\/p>\n\n\n\n<p>Com a reforma tribut\u00e1ria do consumo batendo \u00e0s portas, Fl\u00e1vio Perez, consultor tribut\u00e1rio da Orcose Contabilidade, ressalta como urgente neste momento a necessidade de as empresas do Simples adequarem seus sistemas para a correta emiss\u00e3o de notas fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa adequa\u00e7\u00e3o tem sido um grande desafio para as empresas por conta da quantidade de c\u00f3digos que devem ser informados nos documentos fiscais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para Elvira de Carvalho, contabilista e advogada da King Contabilidade, al\u00e9m de adequarem os pr\u00f3prios sistemas \u00e0s novas exig\u00eancias impostas pela reforma tribut\u00e1ria, \u00e9 importante tamb\u00e9m saber se fornecedores seguem o mesmo caminho.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque, se a empresa do Simples optar pelo regime h\u00edbrido, ela passa a ter direito a cr\u00e9ditos nas compras, que ser\u00e3o validados pelo fisco somente com a emiss\u00e3o correta da nota fiscal pelo fornecedor.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto de aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a revis\u00e3o de contratos com fornecedores. \u201cA tributa\u00e7\u00e3o por fora dos novos tributos muda o custo das mercadorias e servi\u00e7os e isso n\u00e3o est\u00e1 previsto nos contratos atuais\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em simula\u00e7\u00f5es preliminares realizadas com clientes que est\u00e3o no Simples Nacional, o pagamento da CBS e IBS por fora se mostrou mais vantajoso em cerca de 40% dos casos, calcula.<\/p>\n\n\n\n<p>Li\u00e7\u00e3o de casa das empresas do Simples para 2027<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Pe\u00e7a ao contador para fazer simula\u00e7\u00f5es levando em conta o novo regime h\u00edbrido, que permite o recolhimento da CBS\/IBS pelo regime normal, principalmente se o modelo de neg\u00f3cios for B2B.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Para modelos de neg\u00f3cios mistos, que atendam pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas, identifique o peso de cada um no faturamento. Se parcela significativa for de empresas, o regime h\u00edbrido talvez seja o mais vi\u00e1vel para ganhar em competitividade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Fa\u00e7a adapta\u00e7\u00f5es nos softwares para a emiss\u00e3o dos documentos fiscais que devem destacar a CBS cheia (federal) e um percentual de IBS, que ser\u00e1 extinto s\u00f3 em 2032.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Atualize o cadastro de produtos ou servi\u00e7os com o novo c\u00f3digo de classifica\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/portalcontabilsc.com.br\/noticias\/empresas-do-simples-precisam-decidir-seu-futuro-ate-setembro\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Passivos e ativos tribut\u00e1rios como eventos subsequentes no balan\u00e7o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Estamos iniciando a temporada de publica\u00e7\u00e3o das demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis. No Brasil, como a maioria das companhias abertas encerram seu exerc\u00edcio social em 31 de dezembro, as informa\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis s\u00e3o conclu\u00eddas entre a segunda metade de fevereiro e o fim de mar\u00e7o \u2013 at\u00e9 porque abril \u00e9 o prazo para a realiza\u00e7\u00e3o das assembleias gerais ordin\u00e1rias, para a aprova\u00e7\u00e3o das contas (exatamente as informa\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis). Portanto, h\u00e1 sempre uma diferen\u00e7a de prazo entre a data das demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis \u2013 31 de dezembro do ano anterior \u2013 e a data da publica\u00e7\u00e3o das respectivas informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante esse per\u00edodo, o \u201cmundo empresarial\u201d e particularmente o \u201cmundo tribut\u00e1rio\u201d n\u00e3o ficam parados aguardando a publica\u00e7\u00e3o das demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis, como se congelados para preservar os saldos de 31 de dezembro. O mundo segue girando; no caso espec\u00edfico da mat\u00e9ria tribut\u00e1ria, decis\u00f5es externas \u00e0 empresa s\u00e3o tomadas: seja pelas autoridades fiscais, seja pelo Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Decis\u00f5es e conclus\u00f5es de procedimentos administrativos ou processos judiciais em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria comumente s\u00e3o relevantes para as empresas. O que acontece no intervalo de tempo mencionado \u2013 31 de dezembro at\u00e9 a data da publica\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis \u2013 \u00e9 considerado evento subsequente. Dada a sua import\u00e2ncia, h\u00e1 uma \u201cnorma cont\u00e1bil\u201d espec\u00edfica: o Pronunciamento T\u00e9cnico CPC 24 (equivalente ao padr\u00e3o cont\u00e1bil internacional IAS 10).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com sua regulamenta\u00e7\u00e3o, h\u00e1 dois tipos de evento subsequente, a saber:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022Evento subsequente que origina ajuste: \u201cA entidade deve ajustar os valores reconhecidos em suas demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis para que reflitam os eventos subsequentes que evidenciem condi\u00e7\u00f5es que j\u00e1 existiam na data final do per\u00edodo cont\u00e1bil a que se referem as demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis\u201d (item 8 do CPC 24);<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022Evento subsequente que n\u00e3o origina ajuste: \u201cA entidade n\u00e3o deve ajustar os valores reconhecidos em suas demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis por eventos subsequentes que s\u00e3o indicadores de condi\u00e7\u00f5es que surgiram ap\u00f3s o per\u00edodo cont\u00e1bil a que se referem as demonstra\u00e7\u00f5es\u201d (item 10 do CPC 24).<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras: mesmo acontecendo ap\u00f3s o encerramento do exerc\u00edcio social (31 de dezembro), uma decis\u00e3o tribut\u00e1ria deve ser reconhecida nas demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis deste exerc\u00edcio, para efeito de publica\u00e7\u00e3o, se tiver o efeito de confirmar uma situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 existente (poder\u00edamos nos referir a uma \u201cdecis\u00e3o declarat\u00f3ria\u201d).<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a decis\u00e3o tribut\u00e1ria que cria uma nova situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser reconhecida nas demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis a serem publicadas, mas informada em nota explicativa (poder\u00edamos nos referir a uma \u201cdecis\u00e3o constitutiva\u201d). Sendo assim, implica averiguar qual o efeito da decis\u00e3o tribut\u00e1ria proferida por ente externo \u00e0 empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos exemplos que pretende esclarecer o entendimento sobre o evento subsequente, o CPC 24 arrola para o primeiro caso \u2013 que deve ser reconhecido nas demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis a serem publicadas \u2013 situa\u00e7\u00f5es relacionadas a passivo tribut\u00e1rio. Parafraseando esses exemplos, poder\u00edamos citar: lavratura de auto de infra\u00e7\u00e3o cuja fiscaliza\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava pr\u00f3xima da conclus\u00e3o no exerc\u00edcio anterior; decis\u00e3o judicial de tribunal superior no sentido de vetar algum cr\u00e9dito fiscal (PIS\/COFINS, por exemplo); descoberta de omiss\u00e3o ou erro (ou fraude, sonega\u00e7\u00e3o) na apura\u00e7\u00e3o de tributos do exerc\u00edcio anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Em alguns casos mais raros, \u00e9 poss\u00edvel o reconhecimento de ativo tribut\u00e1rio como evento subsequente \u2013 ali\u00e1s, j\u00e1 tivemos situa\u00e7\u00f5es assim em um passado recente. Por exemplo, decis\u00e3o de tribunal superior favor\u00e1vel aos contribuintes em mat\u00e9ria que a empresa havia constitu\u00eddo provis\u00e3o para conting\u00eancia, implicando a sua revers\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa distin\u00e7\u00e3o de tratamento entre ativo e passivo tribut\u00e1rio procede e tem seu fundamento confirmado na refer\u00eancia expressa ao CPC 25, que trata de passivo contingente, provis\u00e3o e ativo contingente \u2013 lembrando que o \u201ccontingente\u201d se refere \u00e0 depend\u00eancia de uma decis\u00e3o futura e incerta a ser tomado por um ente externo \u00e0 empresa. O passivo contingente deve ser reconhecido como provis\u00e3o (passivo e contrapartida na despesa) quando o risco de perda \u00e9 prov\u00e1vel; e deve ser informado em nota explicativa quando o risco de perda \u00e9 poss\u00edvel. J\u00e1 o ativo contingente somente poder\u00e1 ser reconhecido quando praticamente certo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, uma decis\u00e3o liminar ou mesmo senten\u00e7a a favor da empresa em contencioso de mat\u00e9ria tribut\u00e1ria ou, ainda, a celebra\u00e7\u00e3o de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para solucionar o seu passivo fiscal, normalmente, podem ser citadas como exemplos de evento subsequente que n\u00e3o implica ajuste nas demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis. Isso porque, no encerramento do exerc\u00edcio (31 de dezembro), poderiam ser consideradas situa\u00e7\u00f5es de ativo contingente, que dependiam, ainda, de uma decis\u00e3o de ente externo \u00e0 empresa: do juiz ou do procurador da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo em vista a intensa atividade das autoridades tribut\u00e1rias e judiciais, que podem ocorrer mesmo no in\u00edcio do ano, a tarefa de preparar as demonstra\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis finais, para serem publicadas, deve observar a exist\u00eancia e o efeito de decis\u00f5es em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria e avaliar sua qualifica\u00e7\u00e3o como evento subsequente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/fio-da-meada\/post\/2026\/02\/passivos-e-ativos-tributarios-como-eventos-subsequentes-no-balanco.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Arrecada\u00e7\u00e3o de receitas federais alcan\u00e7a R$ 325,751 bilh\u00f5es em janeiro de 2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A arrecada\u00e7\u00e3o total das receitas federais alcan\u00e7ou R$ 325,751<strong>&nbsp;<\/strong>bilh\u00f5es em janeiro, representando alta real (j\u00e1 descontada a infla\u00e7\u00e3o medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo \u2014 IPCA) de 3,56% sobre o resultado do mesmo per\u00edodo de 2026 (R$ 301,164 bilh\u00f5es). Em termos nominais, houve crescimento de 8,16%.&nbsp;Os valores arrecadados representam o melhor desempenho arrecadat\u00f3rio apurado desde 1995 para meses de janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>As informa\u00e7\u00f5es foram divulgadas, na ter\u00e7a-feira-feira (24\/02), pela Receita Federal do Brasil (RFB) em entrevista coletiva realizada no Minist\u00e9rio da Fazenda, em Bras\u00edlia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados foram apresentados e detalhados pelo chefe do Centro de Estudos Tribut\u00e1rios e Aduaneiros (Cetad) da RFB, Claudemir Malaquias; e pelo coordenador de Previs\u00e3o e An\u00e1lise da Receita Federal, Marcelo Gomide, auditores-fiscais da Receita Federal. A entrevista ocorreu presencialmente e houve transmiss\u00e3o ao vivo, pelo canal do Minist\u00e9rio da Fazenda no YouTube.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/centrais-de-conteudo\/publicacoes\/relatorios\/arrecadacao-federal\/2026\">Confira os dados da arrecada\u00e7\u00e3o federal de janeiro de 2026<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA arrecada\u00e7\u00e3o segue o desempenho da atividade econ\u00f4mica\u201d, comentou Claudemir Malaquias, ao destacar o resultado da arrecada\u00e7\u00e3o do m\u00eas passado. \u201c\u00c9 importante destacar que janeiro tem um comportamento um pouco diferente do restante do ano, porque os contribuintes est\u00e3o apurando o ajuste do Imposto de Renda e da CSLL [Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido] nesse per\u00edodo, de janeiro a mar\u00e7o. Acaba que os valores recolhidos no m\u00eas de janeiro s\u00e3o elevados pelo fato pagamento do ajuste, mas tamb\u00e9m em fevereiro e mar\u00e7o\u201d, informou Marcelo Gomide.<\/p>\n\n\n\n<p>Fatores<\/p>\n\n\n\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o entre janeiro deste ano e igual per\u00edodo de 2025, h\u00e1 uma s\u00e9rie de destaques que explicam o desempenho da arrecada\u00e7\u00e3o no m\u00eas passado, a come\u00e7ar pelo comportamento dos principais indicadores macroecon\u00f4micos.<\/p>\n\n\n\n<p>A venda de bens, em dezembro de 2025, subiu 2,84%; a venda de servi\u00e7os subiu 3,45% e a massa salarial subiu 8,33%, sempre na compara\u00e7\u00e3o com dezembro de 2025. J\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o industrial de dezembro de 2025 caiu 1% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas de 2024 e o valor em d\u00f3lar das importa\u00e7\u00f5es registrou retra\u00e7\u00e3o de 17,08%.&nbsp;\u201cS\u00e3o indicadores macroecon\u00f4micos que determinaram o resultado da arrecada\u00e7\u00e3o de janeiro de 2026\u201d, explicou o chefe do Cetad\/RFB.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve crescimento da arrecada\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) Capital em raz\u00e3o do comportamento dos T\u00edtulos e Fundos de Renda Fixa.&nbsp;A arrecada\u00e7\u00e3o de IRRF \u2014 Rendimentos de Capital em janeiro deste ano somou R$ 14,683 bilh\u00f5es, ou seja, alta de 32,56% ante os R$ 11,077 bilh\u00f5es apurados em igual m\u00eas do ano passado. A RFB destaca, adicionalmente, o crescimento da arrecada\u00e7\u00e3o decorrente da tributa\u00e7\u00e3o de Juros sobre o Capital Pr\u00f3prio (JCP).<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m foi verificada eleva\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF), em raz\u00e3o de altera\u00e7\u00e3o na legisla\u00e7\u00e3o do tributo por meio do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2025\/decreto\/d12499.htm\">Decreto n\u00ba 12.499\/2025<\/a>.&nbsp;O recolhimento de IOF no m\u00eas passado alcan\u00e7ou R$ 8,009 bilh\u00f5es, alta de 49,05% sobre os R$ 5,374 bilh\u00f5es apurados em igual per\u00edodo de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve destaque tamb\u00e9m para a Receita Previdenci\u00e1ria, que totalizou arrecada\u00e7\u00e3o de R$ 63,459 bilh\u00f5es em janeiro deste ano, representando crescimento real de 5,48% sobre o resultado de janeiro de 2025&nbsp;(R$ 60,161 bilh\u00f5es).&nbsp;A Receita Federal explica que tal desempenho reflete o crescimento real de 3,89% na massa salarial, aumento de 7,46% na arrecada\u00e7\u00e3o do Simples Nacional e alta de 17,02% no montante das compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. \u201cO principal motivo desse crescimento est\u00e1 ligado \u00e0 massa salarial, que apresentou crescimentos bem expressivos no ano passado\u201d, destacou Marcelo Gomide.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, foi apurada diminui\u00e7\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o a janeiro de 2025, da taxa de c\u00e2mbio e do volume em d\u00f3lar das importa\u00e7\u00f5es, fatores que contribu\u00edram para a redu\u00e7\u00e3o dos tributos sobre o com\u00e9rcio exterior, destaca a RFB.<\/p>\n\n\n\n<p>Setores<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal tamb\u00e9m apresentou informa\u00e7\u00f5es sobre a participa\u00e7\u00e3o das divis\u00f5es econ\u00f4micas na arrecada\u00e7\u00e3o (pela Classifica\u00e7\u00e3o Nacional de Atividades Econ\u00f4micas \u2013 CNAE), exceto receitas previdenci\u00e1rias. Sob tal crit\u00e9rio, a principal origem da arrecada\u00e7\u00e3o em janeiro foi das entidades financeiras, com R$ 43,914 bilh\u00f5es, alta real de 4,78% sobre os R$ 41,912 bilh\u00f5es em igual m\u00eas do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>O setor de extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural tamb\u00e9m se destacou, respondendo pela arrecada\u00e7\u00e3o de R$ 11,856 bilh\u00f5es no m\u00eas passado, ante R$ 4,812 bilh\u00f5es em janeiro de 2025 (alta real de 146,4%).&nbsp;Nesse caso, explicou Malaquias, o aumento ocorreu porque uma grande empresa do setor alterou a sua CNAE: antes era de \u201crefino de petr\u00f3leo\u201d e passou para \u201cextra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural\u201d. A escolha da CNAE \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o de cada contribuinte. \u201c\u00c9 ele que escolhe a indica\u00e7\u00e3o cadastral que deseja colocar. A orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 que o CNAE principal seja o mais representativo dentro de seu neg\u00f3cio. Nesse caso, passou de refino para extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo\u201d, explicou Malaquias, detalhando que essa mudan\u00e7a n\u00e3o gera qualquer altera\u00e7\u00e3o na tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro destaque envolve o segmento de \u201catividades de explora\u00e7\u00e3o de jogos de azar e apostas\u201d, respons\u00e1vel pela arrecada\u00e7\u00e3o de R$ 1,496 bilh\u00e3o em janeiro deste ano, ante R$ 55 milh\u00f5es em igual m\u00eas do ano passado. \u00c9 um salto de 2.642%,&nbsp;fruto, principalmente, da regulamenta\u00e7\u00e3o aplicada sobre o setor.<\/p>\n\n\n\n<p>Receitas Administradas<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando dados referentes exclusivamente \u00e0 arrecada\u00e7\u00e3o de receitas administradas pela Receita Federal, o recolhimento de janeiro somou R$ 313,201 bilh\u00f5es. Isso significa ter havido eleva\u00e7\u00f5es de 5,21%, em termos reais, e de 9,88%, em termos nominais, sobre o resultado do mesmo m\u00eas de 2025 (R$ 285,028 bilh\u00f5es).<\/p>\n\n\n\n<p>As receitas federais administradas por outros \u00f3rg\u00e3os somaram R$ 12,551 bilh\u00f5es no m\u00eas passado, queda real de 25,53% e nominal de 22,22%, na compara\u00e7\u00e3o com os R$ 16,136 bilh\u00f5es apurados em janeiro de 2025.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/fevereiro\/arrecadacao-de-receitas-federais-alcanca-r-325-751-bilhoes-em-janeiro-de-2026#:~:text=A%20arrecada%C3%A7%C3%A3o%20total%20das%20receitas,crescimento%20de%208%2C16%25\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal nega a contribuintes direito a cr\u00e9ditos extra na aplica\u00e7\u00e3o da \u2018tese do s\u00e9culo\u2019<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal decidiu barrar o pagamento de cr\u00e9ditos extra exigidos na devolu\u00e7\u00e3o de valores decorrentes da aplica\u00e7\u00e3o da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d \u2013 que excluiu o ICMS da base do PIS e da Cofins. Para o \u00f3rg\u00e3o, o contribuinte n\u00e3o teria direito ao complemento por uso de um m\u00e9todo de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es sociais que deixaria uma conta maior para a Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O que se discute \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo chamado de \u201cgross up\u201d na hora de saber o valor dos cr\u00e9ditos a serem ressarcidos. Nele, \u00e9 considerado o \u201cc\u00e1lculo por dentro\u201d, que \u00e9 a incid\u00eancia dos tributos em suas pr\u00f3prias bases. O m\u00e9todo deixa um res\u00edduo de ICMS na base do PIS e da Cofins, al\u00e9m do que \u00e9 destacado na nota fiscal. Isso gera um cr\u00e9dito adicional de cerca de 10% em rela\u00e7\u00e3o ao que a Receita considera devido na tese do s\u00e9culo, segundo advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>A posi\u00e7\u00e3o da Receita consta na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 21, publicada ontem no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o. Por ser da Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit), ela orienta os fiscais do pa\u00eds. Essa \u00e9 a primeira vez que o \u00f3rg\u00e3o se manifesta sobre \u201cgross up\u201d nessa discuss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a tese do s\u00e9culo foi julgada no Supremo Tribunal Federal (STF), no ano 2017, a Receita estimava o impacto aos cofres p\u00fablicos em R$ 250 bilh\u00f5es. Desde l\u00e1, contribuintes aproveitam cr\u00e9ditos de valores pagos de PIS\/Cofins com o ICMS no c\u00e1lculo, impactando a arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>ICMS, PIS e Cofins s\u00e3o tributos calculados por dentro. De acordo com os tributaristas, o que faz com que o contribuinte tamb\u00e9m precise fazer o c\u00e1lculo por dentro (gross up) para chegar ao pre\u00e7o real de venda de uma mercadoria. Por esse racioc\u00ednio, a exclus\u00e3o do ICMS destacado na nota seria insuficiente e as empresas teriam um complemento a receber.<\/p>\n\n\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o de consulta foi apresentada por uma empresa sob a alega\u00e7\u00e3o de que a Lei n\u00ba 14.592 estabeleceu que \u00e9 o valor do \u201cICMS que tenha incidido sobre a opera\u00e7\u00e3o\u201d o que n\u00e3o integra a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. Ainda segundo a empresa, a partir da diferen\u00e7a conceitual entre o ICMS destacado e o ICMS incidente, haveria um saldo residual a ser exclu\u00eddo, o que poderia ser demonstrado pelo m\u00e9todo do gross up.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a empresa, uma vez que os tributos indiretos constituem suas pr\u00f3prias bases de c\u00e1lculo, a mera subtra\u00e7\u00e3o do ICMS destacado da base desses tributos n\u00e3o exclui a totalidade do ICMS incidido sobre a opera\u00e7\u00e3o, como recomenda a lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, na vis\u00e3o da Receita, a t\u00e9cnica do c\u00e1lculo do gross up \u00e9 usado com o objetivo de precificar o valor de venda da mercadoria, estimando uma margem l\u00edquida que preserve a lucratividade da opera\u00e7\u00e3o. Portanto, para o \u00f3rg\u00e3o, uma vez que a decis\u00e3o do STF concluiu pela exclus\u00e3o do ICMS do PIS\/Cofins, n\u00e3o prospera o entendimento de que esse valor n\u00e3o seja tributado. \u201cDiminuindo a incid\u00eancia tribut\u00e1ria, o que ocorre \u00e9 o aumento da receita, sobre a qual incidem as contribui\u00e7\u00f5es\u201d, afirma na solu\u00e7\u00e3o de consulta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/26\/receita-federal-nega-a-contribuintes-direito-a-creditos-extra-na-aplicacao-da-tese-do-seculo.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Governo, procurador infiel do povo brasileiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Os governos nacionais dos \u00faltimos 15 anos (PT, 8,5 anos; MDB, 2,5 anos, e PL, 4 anos) atuaram fortemente na divis\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, alimentando dicotomias como pobres x ricos, direita x esquerda e Nordeste x Sul\/Sudeste, por acreditarem que o aprofundamento da cis\u00e3o seria o caminho mais f\u00e1cil para o convencimento da necessidade de fideliza\u00e7\u00e3o do voto visando \u00e0 reelei\u00e7\u00e3o. Apostou-se tamb\u00e9m que, com tal polariza\u00e7\u00e3o, estaria aberta a mesma segmenta\u00e7\u00e3o no Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O sucesso dessa empreitada serviu de alicerce \u00e0s narrativas empregadas pelos governos ditos de esquerda e pelos partidos apoiadores (PT, PDT, PSOL, PSB e outros menores) e as legendas de centro-direita, como PL, PSD, Uni\u00e3o Brasil, MDB e outros, e como nenhum bloco conseguiu maioria est\u00e1vel, a governabilidade foi buscada por meio de alian\u00e7as fr\u00e1geis. Fala-se em governo de coaliz\u00e3o, por\u00e9m impregnado de fisiologismo, no entanto se assemelha mais a governo de coopta\u00e7\u00e3o, modelo que vigora no Brasil desde a institui\u00e7\u00e3o da reelei\u00e7\u00e3o, em 1997, baseado na velha pr\u00e1tica do toma-l\u00e1-d\u00e1-c\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u201cmodelo\u201d trouxe consigo a necessidade de irrefreada cria\u00e7\u00e3o de cargos para acomodar os aliados, resultando na expans\u00e3o da gastan\u00e7a dos recursos p\u00fablicos decorrentes da implanta\u00e7\u00e3o, ao longo dos anos, de 15 ou 16 novos minist\u00e9rios, al\u00e9m de secretarias especiais, ag\u00eancias governamentais, consultorias, assessorias e outros \u00f3rg\u00e3os estatais que expandiram a rede de privil\u00e9gios e enterraram o teto de gastos do governo, desrespeitando os limites das remunera\u00e7\u00f5es, os gastos com viagens, cart\u00f5es de cr\u00e9dito institucionais, aluguel de carros, combust\u00edvel, e outras despesas.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a conta sempre chega, os gastos com funcionalismo p\u00fablico no Brasil j\u00e1 ultrapassam 13,1% do PIB, percentual muito acima da m\u00e9dia de 9,8% do PIB que gastam, em m\u00e9dia, os 38 pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE). Esses 3,3 pontos percentuais a mais, equivalente hoje a R$ 410 bilh\u00f5es por ano. O Brasil, com esse custo t\u00e3o alto, n\u00e3o cabe mais no PIB.<\/p>\n\n\n\n<p>Somam-se a esse esdr\u00faxulo desperd\u00edcio os efeitos da falta de um plano de governo \u2013 com metas claras, quantificadas e prazos definidos, audit\u00e1veis e transparentes -, dos descontroles e da corrup\u00e7\u00e3o, mal que na estimativa de especialistas brasileiros e internacionais joga pelo ralo pelo menos 3% do PIB, ou seja, R$ 372 bilh\u00f5es por ano. \u00c9 coisa s\u00e9ria, mas vale lembrar o que disse a respeito o falecido humorista J\u00f4 Soares: \u201ca corrup\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma inven\u00e7\u00e3o brasileira, mas a impunidade tem muito a ver conosco\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil apresenta um quadro dram\u00e1tico de empobrecimento acentuado de grande parcela da popula\u00e7\u00e3o, baix\u00edssima renda domiciliar per capita (R$2.020,00 em 2024), p\u00e9ssimos servi\u00e7os de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade, falta de seguran\u00e7a p\u00fablica agravada com o fortalecimento das organiza\u00e7\u00f5es criminosas, e inexist\u00eancia de um processo de distribui\u00e7\u00e3o de renda, causando enormes abismos sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos esses males foram gerados pelos mesmos governos que ainda transformaram essa realidade em oportunidade para se perpetuar no poder. Fizeram e fazem isso, de um lado tirando o dinheiro de grande parte da popula\u00e7\u00e3o \u2013 por meio de impostos e infla\u00e7\u00e3o elevados, n\u00e3o corre\u00e7\u00e3o anual das tabelas de Imposto de Renda e n\u00e3o corre\u00e7\u00e3o dos valores dos benef\u00edcios sociais de programas como o Bolsa Fam\u00edlia, com isto tirando a liberdade pol\u00edtica e de express\u00e3o do cidad\u00e3o. E, de outro, alterando a Lei da Ficha Limpa para abrandar puni\u00e7\u00f5es, e engordando absurdamente os valores dos fundos partid\u00e1rio e eleitoral, isto \u00e9, dinheiro para financiar suas campanhas.&nbsp; Um cen\u00e1rio que se encaixa perfeitamente na defini\u00e7\u00e3o do escritor, ativista pol\u00edtico e consultor financeiro norte-americano Harry Browne: \u201cO governo \u00e9 bom em uma coisa. Ele sabe como quebrar suas pernas apenas para depois lhe dar uma muleta e dizer: veja, se n\u00e3o fosse pelo governo, voc\u00ea n\u00e3o seria capaz de andar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As \u201cmuletas\u201d citadas por Browne, no caso brasileiro, podem ser traduzidas pelo Bolsa Fam\u00edlia, com 21 milh\u00f5es de fam\u00edlias beneficiadas; o Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada, BPC (5 milh\u00f5es de cadastrados), Aux\u00edlio-G\u00e1s (de 10 a 20 milh\u00f5es de fam\u00edlias) e Farm\u00e1cia Popular (5 milh\u00f5es de benefici\u00e1rios), dentre outros, incluindo financiamentos subsidiados como Fies, na educa\u00e7\u00e3o, e Minha Casa Minha Vida, na habita\u00e7\u00e3o. Esses programas, hoje indispens\u00e1veis, somam de R$ 220 a R$ 240 bilh\u00f5es por ano, o correspondente a 2% do PIB.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo atual propaga ser voltado para os pobres, entretanto quase n\u00e3o se fala das \u201cmuletas\u201d ofertadas aos ricos, as ren\u00fancias fiscais, via sistema tribut\u00e1rio. S\u00e3o os chamados gastos tribut\u00e1rios, que j\u00e1 correspondem de 5% a 6% do PIB, ou R$ 600 bilh\u00f5es ao ano, quase tr\u00eas vezes mais que a soma dos programas sociais oferecidos aos pobres.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma n\u00e9voa proposital no discurso oficial do governo, que propaga o discurso segundo o qual os ricos n\u00e3o gostam de pagar impostos. \u00c9 um contrassenso porque regularmente s\u00e3o institu\u00eddos novos impostos, a arrecada\u00e7\u00e3o bate seguidos recordes e as ren\u00fancias fiscais s\u00f3 crescem, ali\u00e1s desrespeitando a Emenda Constitucional n\u00ba 109, de 2021, que limita esses gastos tribut\u00e1rios a 2% do PIB. Somente no atual governo, as ren\u00fancias fiscais aumentaram 3 pontos percentuais.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, banalizou-se a transforma\u00e7\u00e3o dos meios em fins, ignorando-se que os governos em pa\u00edses democr\u00e1ticos s\u00e3o escolhidos pelo povo, em elei\u00e7\u00f5es livres e diretas, para em nome da popula\u00e7\u00e3o cobrar tributos e devolver o produto da arrecada\u00e7\u00e3o em forma de servi\u00e7os essenciais, universais e de boa qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 o que acontece no Brasil, apesar de o pa\u00eds ostentar a posi\u00e7\u00e3o de 10\u00aa maior economia mundial oferece servi\u00e7os ess\u00eancias da 30\u00aa e \u00faltima posi\u00e7\u00e3o do Ranking dos 30 pa\u00edses de maior carga tribut\u00e1ria (fonte: IBPT). Falta muito, mas somente para o povo. A cada dia o governo se consolida como procurador infiel daqueles que lhe outorgaram o mandato.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/redepress.com.br\/noticias\/2026\/02\/governo-procurador-infiel-do-povo-brasileiro\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>MP do Redata perde validade e incentivos dependem de projeto de lei<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Seis medidas provis\u00f3rias venceram sem a vota\u00e7\u00e3o pelo Congresso Nacional. A maior parte delas tratava de cr\u00e9ditos que j\u00e1 foram liberados, mas a \u00faltima a perder a vig\u00eancia institu\u00eda um regime especial para incentivar centros de processamento de dados. Agora, a continuidade dos incentivos depende da aprova\u00e7\u00e3o de um projeto de lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Vencida no dia 25 de fevereiro, a <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1201670-medida-provisoria-busca-impulsionar-instalacao-de-datacenters-no-brasil\">MP 1.318\/2025<\/a> havia institu\u00eddo o Regime Especial de Tributa\u00e7\u00e3o para Servi\u00e7os de Datacenter (Redata), suspendendo a cobran\u00e7a de tributos federais para a compra de m\u00e1quinas e equipamentos destinados a centros de processamento de dados. A medida foi editada em setembro, mas a comiss\u00e3o mista que faria a an\u00e1lise antes dos plen\u00e1rios da C\u00e2mara e do Senado n\u00e3o chegou a ser instalada.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes do fim do prazo, o l\u00edder do governo na C\u00e2mara, deputado Jos\u00e9 Guimar\u00e3es (PT-CE) apresentou um projeto com o mesmo objetivo da MP. A inten\u00e7\u00e3o, de acordo com o deputado, foi evitar que os investimentos feitos durante a vig\u00eancia da MP acabem prejudicados. O <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/172786\">PL 278\/2026<\/a> foi aprovado na ter\u00e7a-feira (24) pela C\u00e2mara dos Deputados e agora depende da aprova\u00e7\u00e3o do Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>Navios<\/p>\n\n\n\n<p>Outra medida que perdeu o prazo para a aprova\u00e7\u00e3o&nbsp; foi a <a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/170467\">MP 1.315\/2025<\/a>, que venceu no dia 22 de fevereiro. &nbsp;O texto incentivava a produ\u00e7\u00e3o nacional e o uso de embarca\u00e7\u00f5es brasileiras no transporte de petr\u00f3leo e derivados e no apoio a opera\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas.&nbsp;Para isso aumentava o limite da concess\u00e3o de quotas de deprecia\u00e7\u00e3o acelerada para navios-tanque novos produzidos no Brasil e para embarca\u00e7\u00f5es de apoio mar\u00edtimo usadas em plataformas offshore (em alto mar).<\/p>\n\n\n\n<p>Deprecia\u00e7\u00e3o acelerada \u00e9 um mecanismo que reduz o Imposto de Renda das Pessoas Jur\u00eddicas (IRPJ) e a Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) pagos pelas empresas beneficiadas. A MP havia aumentado o limite da concess\u00e3o da deprecia\u00e7\u00e3o acelerada de R$ 1,6 bilh\u00e3o para para R$ 2,4 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00e9dito<\/p>\n\n\n\n<p>Outras medidas que perderam o prazo para a aprova\u00e7\u00e3o tratavam de cr\u00e9ditos extraordin\u00e1rios, que s\u00e3o liberados em situa\u00e7\u00f5es de urg\u00eancia e permitem o uso dos recursos de imediato. Nesse caso, o governo federal disp\u00f5e do valor apenas durante o tempo de vig\u00eancia da medida provis\u00f3ria. Na maioria dos casos, a perda do prazo de vig\u00eancia ocorre depois que os recursos j\u00e1 foram liberados, por isso n\u00e3o h\u00e1 efeitos pr\u00e1ticos com o fim do prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>As medidas que tratavam de libera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos e que perderam a vig\u00eancia em fevereiro foram as seguintes:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/170226\">MP 1.310\/2025<\/a>: destinou R$\u00a030 bilh\u00f5es\u00a0para o Plano Brasil Soberano, com o objetivo de\u00a0financiar\u00a0exportadores prejudicados pela eleva\u00e7\u00e3o de tarifas pelos Estados Unidos;<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/170227\">MP 1.311\/2025<\/a>: destinou R$ 30,5 milh\u00f5es para o combate a uma praga de mandioca que afetou o Amap\u00e1 e o Par\u00e1;<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/170380\">MP 1.314\/2025<\/a>: autorizou o uso de recursos para a cria\u00e7\u00e3o de linhas de cr\u00e9dito rural destinadas \u00e0 liquida\u00e7\u00e3o ou \u00e0 amortiza\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas de produtores rurais prejudicados por eventos clim\u00e1ticos adversos, como secas prolongadas ou enchentes;<\/li>\n\n\n\n<li><a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/170500\">MP 1.316\/2025<\/a>: destinou os recursos autorizados pela MP 1314 (R$ 12 bilh\u00f5es) para a liquida\u00e7\u00e3o ou a amortiza\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas de produtores rurais.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Prorroga\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Mais duas medidas tiveram a prorroga\u00e7\u00e3o publicada nesta semana. Uma delas \u00e9 a &nbsp;<a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/171722\">MP&nbsp;1.325\/2025<\/a>, que destinou R$ 190 milh\u00f5es para o fortalecimento da agricultura familiar e a recomposi\u00e7\u00e3o dos estoques p\u00fablicos de milho. A medida, que vence no dia 3 de maio, aguarda a escolha de um relator na Comiss\u00e3o Mista de Or\u00e7amento (CMO).<\/p>\n\n\n\n<p>A outra medida com a validade prorrogada por 60 dias \u00e9 a <a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/171843\">MP 1.326\/2025<\/a>, que trata do reajuste remunerat\u00f3rio de policiais e bombeiros do Distrito Federal. A medica passa a valer at\u00e9 o dia 10 de maio. A comiss\u00e3o mista que deve analisar a medida ainda n\u00e3o foi instalada.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Senado<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2026\/02\/27\/mp-do-redata-perde-validade-e-incentivos-dependem-de-projeto-de-lei#:~:text=Vencida%20no%20dia%2025%20de,centros%20de%20processamento%20de%20dados\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>IFI faz alerta para contas estaduais e alta de impostos em 2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Relat\u00f3rio de Acompanhamento Fiscal de feveireiro divulgado pela Institui\u00e7\u00e3o Fiscal Independente (IFI) aponta que 2026 ser\u00e1 focado na meta de d\u00e9ficit zero, adiando reformas profundas para 2027. O diretor Alexandre Andrade alerta para a piora nas contas dos estados em 2025, impulsionada por gastos com pessoal, o que amea\u00e7a a continuidade de obras p\u00fablicas. Para fechar as contas, o governo aposta no aumento do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o, buscando arrecadar at\u00e9 R$ 20 bilh\u00f5es extras neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Senado<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/audios\/2026\/02\/ifi-faz-alerta-para-contas-estaduais-e-alta-de-impostos-em-2026\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Airbnb na mira: o que a reforma tribut\u00e1ria muda para alugu\u00e9is por temporada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Com a entrada em vigor das novas regras da reforma tribut\u00e1ria, propriet\u00e1rios que alugam im\u00f3veis por temporada, especialmente via plataformas como o Airbnb, poder\u00e3o pagar mais impostos a partir de 2027. A mudan\u00e7a atinge apenas quem se enquadra como \u201clocador profissional\u201d, mas pode equiparar a atividade a uma empresa do ponto de vista tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso determinadas condi\u00e7\u00f5es sejam cumpridas (veja mais adiante quais s\u00e3o), o locador do im\u00f3vel por temporada dever\u00e1 pagar o IVA sobre os rendimentos brutos obtidos com esse tipo de aluguel, com redu\u00e7\u00e3o de 40% da al\u00edquota cheia. Tamb\u00e9m incidir\u00e1 o Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica (IRPF).<\/p>\n\n\n\n<p>O IVA \u00e9 um tributo dual (dividido entre dois entes arrecadadores), composto pela Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), de car\u00e1ter federal, e pelo Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), de cunho estadual e municipal \u2013 ambos criados com a reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT), Jo\u00e3o Eloi Olenike, afirma que a nova regulamenta\u00e7\u00e3o transformou a figura do locador pessoa f\u00edsica. \u201cAgora, existe um limite claro que separa o pequeno locador, aquele que continua pagando apenas Imposto de Renda, do locador profissional, que passa a ser tratado praticamente como uma empresa para fins do IVA\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o aluguel por temporada passa a pagar IVA<\/p>\n\n\n\n<p>Como a&nbsp;Gazeta do Povo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/como-reforma-tributaria-afetara-pessoas-fisicas-rendimentos-imoveis\/\">mostrou<\/a>&nbsp;anteriormente, a reforma tribut\u00e1ria estabeleceu algumas condi\u00e7\u00f5es para a cobran\u00e7a do IVA sobre alugu\u00e9is de pessoas f\u00edsicas:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>receita bruta superior a R$ 240 mil anuais com alugu\u00e9is \u2013 o valor ser\u00e1 corrigido anualmente pela infla\u00e7\u00e3o (IPCA);<\/li>\n\n\n\n<li>aluguel de mais de tr\u00eas im\u00f3veis distintos.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Assim, caso uma pessoa f\u00edsica alugue apenas um ou dois im\u00f3veis, mesmo que o valor seja superior a R$ 240 mil anuais, ela n\u00e3o pagar\u00e1 IVA. Da mesma forma, se alugar cinco im\u00f3veis e a renda bruta for inferior a R$ 240 mil, tamb\u00e9m n\u00e3o haver\u00e1 incid\u00eancia do imposto. Em ambos os casos, o contribuinte seguir\u00e1 pagando apenas o Imposto de Renda via Carn\u00ea-Le\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Charles Gularte, s\u00f3cio-diretor de contabilidade e rela\u00e7\u00f5es institucionais da Contabilizei, explica que todos os alugu\u00e9is s\u00e3o somados para verificar se o limite de R$ 240 mil foi atingido, incluindo alugu\u00e9is de longa dura\u00e7\u00e3o e receitas de Airbnb.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 conta separada para saber se a pessoa deve ou n\u00e3o entrar no sistema. Por\u00e9m, na hora de gerar a guia de pagamento, cada im\u00f3vel pagar\u00e1 a al\u00edquota correspondente \u00e0 sua categoria (residencial, com desconto maior, ou temporada, com desconto menor)\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferen\u00e7as entre alugu\u00e9is convencionais e de temporada<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tribut\u00e1ria, contudo, estabeleceu diferen\u00e7as entre a taxa\u00e7\u00e3o dos alugu\u00e9is convencionais e por temporada. Jo\u00e3o Eloi Olenike, do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT), entende que a lei criou mecanismos para limitar o impacto da carga tribut\u00e1ria por meio de redu\u00e7\u00f5es e outros poss\u00edveis descontos. Veja a seguir:<\/p>\n\n\n\n<p>1. Redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota<\/p>\n\n\n\n<p>O setor de loca\u00e7\u00e3o convencional ter\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o de 70% no IVA. Como as estimativas apontam para uma al\u00edquota de 28%, a tributa\u00e7\u00e3o para o setor deve ficar em 8,4%.<br>J\u00e1 para quem aluga por temporada, o desconto ser\u00e1 de 40%, o que pode resultar em uma al\u00edquota efetiva de aproximadamente 16,8%.<\/p>\n\n\n\n<p>2. Redutor social<\/p>\n\n\n\n<p>Abatimento de R$ 600 mensais da base de c\u00e1lculo do imposto para im\u00f3veis residenciais. Assim, se o aluguel for de R$ 3.000, o IVA incidir\u00e1 apenas sobre R$ 2.400. O redutor n\u00e3o se aplica a alugu\u00e9is por temporada.<\/p>\n\n\n\n<p>3. Cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios<\/p>\n\n\n\n<p>Diferentemente do modelo atual, poder\u00e3o ser abatidos da al\u00edquota final os impostos pagos em reformas, manuten\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os de imobili\u00e1ria, pelo princ\u00edpio da n\u00e3o cumulatividade do IVA.<\/p>\n\n\n\n<p>Alugu\u00e9is de temporada equiparados a servi\u00e7os de hotelaria<\/p>\n\n\n\n<p>Para Gularte, a diferen\u00e7a de al\u00edquotas entre os alugu\u00e9is convencionais e por temporada se deve \u00e0 equipara\u00e7\u00e3o desses \u00faltimos ao servi\u00e7o de hotelaria, j\u00e1 que envolvem hospedagem de curta dura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, o foco da tributa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o im\u00f3vel em si, mas o grau de profissionaliza\u00e7\u00e3o da atividade. \u201cPequenos locadores ocasionais n\u00e3o entram automaticamente no regime do IVA\u201d, pontua. Na pr\u00e1tica, \u00e9 isso que explica por que o Airbnb passou a ser tratado de forma diferente do aluguel tradicional.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00edquota cheia do IVA s\u00f3 ser\u00e1 cobrada a partir de 2033<\/p>\n\n\n\n<p>O professor de gest\u00e3o tribut\u00e1ria da Fipecafi, H\u00e9lder Santos, lembra que a reforma prev\u00ea um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o. Em 2026, os efeitos ainda n\u00e3o ser\u00e3o plenos, com cobran\u00e7a escalonada entre 2027 e 2032, e in\u00edcio da al\u00edquota cheia somente a partir de 2033.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, nada muda em 2026, que ser\u00e1 um ano de testes e de ajustes de documentos fiscais, por exemplo. H\u00e9lder ainda destaca que alguns munic\u00edpios do pa\u00eds, como Gramado (RS), j\u00e1 instituem Imposto sobre Servi\u00e7os (ISS) de 3% sobre aluguel por temporada. Assim como em outras \u00e1reas, haver\u00e1 substitui\u00e7\u00e3o gradual desse imposto pelo IVA, tamb\u00e9m de forma progressiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a reforma tribut\u00e1ria, locadores que pagarem IVA precisar\u00e3o emitir NF<\/p>\n\n\n\n<p>Para os locadores que se enquadrarem como contribuintes do IVA, a emiss\u00e3o da Nota Fiscal de Servi\u00e7os Eletr\u00f4nica (NFS-e) para o aluguel ser\u00e1 obrigat\u00f3ria. Gularte pontua que, embora j\u00e1 exista um documento que orienta sobre a emiss\u00e3o de nota para loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis e im\u00f3veis, essa regra ainda n\u00e3o est\u00e1 em vigor.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, isso significa que o texto da Receita Federal apenas antecipa orienta\u00e7\u00f5es e permite que as prefeituras comecem a se preparar, mas n\u00e3o cria uma obriga\u00e7\u00e3o imediata para o contribuinte. \u201cAssim, at\u00e9 que haja uma defini\u00e7\u00e3o oficial sobre quando essas regras passam a ser aplicadas, nada muda no processo atual e, por enquanto, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria a emiss\u00e3o de nota fiscal para loca\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ressalta ainda que, como 2026 ser\u00e1 um ano de testes da reforma, haver\u00e1 al\u00edquota simb\u00f3lica de 1% na NFS-e, sem recolhimento, apenas para adapta\u00e7\u00e3o ao novo sistema.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/airbnb-na-mira-o-que-a-reforma-tributaria-muda-para-alugueis-por-temporada\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Exemplos de como, com planejamento tribut\u00e1rio, economiza-se em imposto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o IBPT &#8211; Instituto Brasileiro de Planejamento Tribut\u00e1rio, 95% das empresas brasileiras pagam mais impostos do que deveriam. O problema acomete, em particular, neg\u00f3cios do setor de sa\u00fade, caracterizado por regras tribut\u00e1rias bem espec\u00edficas, e complexas. No entanto, com revis\u00e3o cont\u00e1bil especializada, \u00e9 poss\u00edvel reaver todo o dinheiro gasto desnecessariamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Dois casos reais recentes mostram o quanto isso \u00e9 representativo para a sustentabilidade financeira dos neg\u00f3cios. Somados, chegam a R$ 560 mil de impostos pagos a mais, agora j\u00e1 ressarcidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Um deles \u00e9 o de uma cl\u00ednica de endoscopia na cidade de Itajub\u00e1\/MG. O empreendimento conseguiu recuperar R$ 260 mil, depois de um diagn\u00f3stico tribut\u00e1rio e de um pedido de restitui\u00e7\u00e3o feito \u00e0 Receita Federal, sem judicializa\u00e7\u00e3o. O outro caso \u00e9 o de uma cl\u00ednica de oftalmologia de Campinas\/SP, que obteve de volta R$ 300 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o houve milagre, nem muito menos subterf\u00fagios. O que as duas cl\u00ednicas fizeram foi contratar uma contabilidade especializada na \u00e1rea m\u00e9dica. Porque, como dissemos, s\u00e3o muitas as especificidades e complexidades de atividades nessa \u00e1rea, as quais uma contabilidade generalista n\u00e3o consegue contemplar.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma a assessoria especializada faz um diagn\u00f3stico da empresa m\u00e9dica e detecta recursos desperdi\u00e7ados com impostos pagos indevidamente. Em seguida, orienta sobre as provid\u00eancias necess\u00e1rias para, administrativamente, pedir revis\u00e3o e ressarcimento \u00e0 Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise tribut\u00e1ria realizada pela contabilidade especializada verifica os recolhimentos feitos por profissionais e cl\u00ednicas de tributos como IRPJ &#8211; Imposto de Renda de Pessoa Jur\u00eddica e CSLL &#8211; Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido dos \u00faltimos cinco anos. Ao mesmo tempo, s\u00e3o averiguados servi\u00e7os prestados (como exames e procedimentos), al\u00e9m de outros fatores que, quando associados a neg\u00f3cios de sa\u00fade, tornam o CNPJ apto \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios tribut\u00e1rios previstos em lei, como a equipara\u00e7\u00e3o hospitalar.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo \u00e9 \u00e1gil, hoje muito facilitado por tecnologias avan\u00e7adas, e envolve uma revis\u00e3o minuciosa de todos os impostos, taxas e contribui\u00e7\u00f5es pagos. Caso existam valores a serem recuperados, o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio pode ser solicitado sem judicializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na maioria das vezes, m\u00e9dicos e cl\u00ednicas n\u00e3o t\u00eam conhecimento do problema, muito menos da oportunidade de reaver os recursos. Contudo, a recupera\u00e7\u00e3o de tributos \u00e9 uma pr\u00e1tica essencial para melhorar o fluxo de caixa, otimizar as finan\u00e7as e garantir a sustentabilidade do neg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m de identificar isso que chamo de \u201cralos financeiros\u201d, e recuperar o dinheiro perdido, \u00e9 preciso eliminar desperd\u00edcios. Assim, \u00e9 fundamental que m\u00e9dicos, cl\u00ednicas e profissionais de sa\u00fade se atentem \u00e0 import\u00e2ncia de um planejamento tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>De um lado, pagar mais do que o devido \u00e9 desperd\u00edcio. De outro, pagar menos sem saber pode acarretar multas e penalidades. Um planejamento tribut\u00e1rio inteligente gera economia, resultando em quantias substanciais para reinvestir no empreendimento, adquirir novos equipamentos, ampliar equipes e melhorar a experi\u00eancia do paciente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.migalhas.com.br\/amp\/depeso\/450664\/exemplos-de-como-com-planejamento-tributario-economiza-se-em-imposto\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>CGIBS d\u00e1 in\u00edcio \u00e0 sua estrutura\u00e7\u00e3o e institui comiss\u00f5es t\u00e9cnicas para consolidar a implementa\u00e7\u00e3o do novo imposto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Superior do Comit\u00ea Gestor do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (CGIBS) aprovou, em sua primeira resolu\u00e7\u00e3o deliberativa, a cria\u00e7\u00e3o de seis comiss\u00f5es de trabalho tempor\u00e1rias destinadas a organizar sua estrutura inicial e o funcionamento pleno do novo modelo de tributa\u00e7\u00e3o do consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa decorreu da primeira reuni\u00e3o extraordin\u00e1ria deliberativa do CGIBS, realizada nos dias 19 e 23 de fevereiro. A medida marca a transi\u00e7\u00e3o dos trabalhos preparat\u00f3rios realizados nos \u00faltimos anos para o \u00e2mbito institucional definitivo do CGIBS. A decis\u00e3o estabelece uma estrutura provis\u00f3ria para viabilizar o in\u00edcio das atividades do Comit\u00ea, entidade de natureza p\u00fablica federativa regrada pela Lei Complementar n\u00ba 227\/2026. Como parte desse processo, foram institu\u00eddas seis Comiss\u00f5es de Trabalho (CTs), de car\u00e1ter t\u00e9cnico-preparat\u00f3rio, destinadas a assessorar a Presid\u00eancia e o Conselho Superior na fase de instala\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As comiss\u00f5es atuar\u00e3o at\u00e9 a aprova\u00e7\u00e3o do regimento interno definitivo e a instala\u00e7\u00e3o das diretorias permanentes previstas em lei, quando ser\u00e3o automaticamente extintas. De acordo com a resolu\u00e7\u00e3o, os grupos ter\u00e3o como atribui\u00e7\u00e3o a elabora\u00e7\u00e3o de propostas t\u00e9cnicas a serem submetidas ao Conselho Superior.<\/p>\n\n\n\n<p>Comiss\u00f5es de Trabalho<\/p>\n\n\n\n<p>Foram institu\u00eddas as seguintes frentes de atua\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>Comiss\u00e3o de Trabalho Administrativo (CT-ADM), respons\u00e1vel pela organiza\u00e7\u00e3o do funcionamento inicial do Comit\u00ea, incluindo o dimensionamento de pessoal e a estrutura administrativa;<\/p>\n\n\n\n<p>Comiss\u00e3o de Trabalho Jur\u00eddico (CT-JUR), destinada \u00e0 emiss\u00e3o de pareceres e ao assessoramento jur\u00eddico institucional;<\/p>\n\n\n\n<p>Comiss\u00e3o de Trabalho do Regimento Interno (CT-REG), encarregada de desenvolver, sistematizar e consolidar as minutas do regimento interno do CGIBS;<\/p>\n\n\n\n<p>Comiss\u00e3o de Trabalho do Regulamento do IBS (CT-RIBS), com a atribui\u00e7\u00e3o de consolidar a proposta de regulamento \u00fanico do imposto, atuando na uniformiza\u00e7\u00e3o da interpreta\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o do novo imposto. Tem tamb\u00e9m como miss\u00e3o articular tecnicamente na constru\u00e7\u00e3o do regulamento comum IBS, juntamente com a Receita Federal do Brasil, promovendo sua an\u00e1lise e apoio na implementa\u00e7\u00e3o coordenada do novo sistema tribut\u00e1rio;<\/p>\n\n\n\n<p>Comiss\u00e3o de Trabalho Operacional (CT-OPE), internalizar e dar continuidade ao desenvolvimento da infraestrutura tecnol\u00f3gica e dos sistemas relacionados \u00e0 apura\u00e7\u00e3o do IBS;<\/p>\n\n\n\n<p>Comiss\u00e3o de Trabalho do Tesouro (CT-TES), respons\u00e1vel pela elabora\u00e7\u00e3o da proposta or\u00e7ament\u00e1ria do Comit\u00ea para 2026 e pela estrutura\u00e7\u00e3o inicial do sistema de distribui\u00e7\u00e3o do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada comiss\u00e3o contar\u00e1 com coordena\u00e7\u00e3o parit\u00e1ria entre representantes dos estados e dos munic\u00edpios e poder\u00e1 requisitar apoio t\u00e9cnico de servidores das administra\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, financeiras e das Procuradorias estaduais, distritais e municipais.<\/p>\n\n\n\n<p>In\u00edcio das atividades<\/p>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o das comiss\u00f5es representa o marco inicial da atua\u00e7\u00e3o institucional do Comit\u00ea Gestor e assegura a incorpora\u00e7\u00e3o, ao CGIBS, de todo o acervo t\u00e9cnico acumulado ao longo da fase preparat\u00f3ria da reforma tribut\u00e1ria. a consolida\u00e7\u00e3o definitiva da governan\u00e7a compartilhada entre Estados e Munic\u00edpios para administra\u00e7\u00e3o do IBS.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, representa a consolida\u00e7\u00e3o do trabalho t\u00e9cnico que vem sendo desenvolvido de forma coordenada entre os entes federativos desde a aprova\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria. Com essa medida, o Comit\u00ea Gestor assegura a continuidade e a acelera\u00e7\u00e3o dos preparativos necess\u00e1rios \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o do IBS, refor\u00e7ando o compromisso com uma transi\u00e7\u00e3o segura, coordenada e eficiente.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/cgibs.gov.br\/resolucoes\">Acesse a Resolu\u00e7\u00e3o CSIBS n\u00ba 1, de 23 de Fevereiro de 2026.<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.cgibs.gov.br\/cgibs-da-inicio-a-sua-estruturacao-e-institui-comissoes-tecnicas-para-consolidar-a-implementacao-do-novo-imposto\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o aprova projeto que obriga enfermeiros aut\u00f4nomos a emitir nota fiscal eletr\u00f4nica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Sa\u00fade da C\u00e2mara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4258\/25, que torna obrigat\u00f3rio para profissionais de enfermagem aut\u00f4nomos ou empreendedores emitir nota fiscal de servi\u00e7os eletr\u00f4nica (NFS-e).<\/p>\n\n\n\n<p>A medida vale para profissionais registrados nos Conselhos Regionais de Enfermagem que atuam em servi\u00e7os n\u00e3o convencionais e na sa\u00fade suplementar.<\/p>\n\n\n\n<p>A autora da proposta \u00e9 a deputada Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ). Segundo ela, a medida formaliza a atividade, amplia a transpar\u00eancia e valoriza a categoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Valoriza\u00e7\u00e3o da categoria<br>A relatora, deputada Enfermeira Ana Paula (Pode-CE), recomendou a aprova\u00e7\u00e3o do projeto. Ela afirmou que o aumento da atua\u00e7\u00e3o de enfermeiros e t\u00e9cnicos como empreendedores, em \u00e1reas como curativos e acompanhamento de doen\u00e7as cr\u00f4nicas, exige regulamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 fundamental que o profissional de enfermagem, ao exercer suas atividades aut\u00f4nomas, esteja submetido \u00e0s mesmas regras de mercado e de transpar\u00eancia fiscal que qualquer outro prestador de servi\u00e7os\u201d, afirmou a relatora. Para ela, a obrigatoriedade da nota fiscal \u201cgarante essa formaliza\u00e7\u00e3o e regularidade fiscal\u201d, contribuindo para a inclus\u00e3o econ\u00f4mica desses profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Regras e san\u00e7\u00f5es<br>O texto determina que os munic\u00edpios e o Distrito Federal dever\u00e3o adaptar seus sistemas fiscais para possibilitar a emiss\u00e3o. As prefeituras tamb\u00e9m poder\u00e3o firmar conv\u00eanios com entidades de classe para simplificar o processo e orientar os profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p>O descumprimento da norma sujeitar\u00e1 o profissional ou o estabelecimento \u00e0s san\u00e7\u00f5es administrativas j\u00e1 previstas nos regulamentos municipais e distritais.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto tramita em car\u00e1ter conclusivo e ainda ser\u00e1 analisado pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia C\u00e2mara de Not\u00edcias<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1248527-comissao-aprova-projeto-que-obriga-enfermeiros-autonomos-a-emitir-nota-fiscal-eletronica\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf afasta tese de kit de concentrado para energ\u00e9tico e mant\u00e9m cr\u00e9ditos de IPI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade de votos, 1\u00aa Turma da 4\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve o aproveitamento de cr\u00e9ditos de IPI sobre o concentrado \u00fanico utilizado na produ\u00e7\u00e3o de energ\u00e9ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda tentava enquadrar o produto como um kit de concentrado, o que pressuporia a exist\u00eancia de componentes separados, mas o colegiado entendeu que se trata de um insumo homog\u00eaneo, j\u00e1 produzido em p\u00f3 e apenas misturado com \u00e1gua com g\u00e1s na etapa final.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa argumentou que a empresa n\u00e3o \u00e9 uma ind\u00fastria de refrigerantes e que o insumo utilizado, um p\u00f3 concentrado adquirido na Zona Franca de Manaus, chega \u00e0 empresa totalmente homogenizado, sem qualquer possibilidade de separa\u00e7\u00e3o de componentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo explicou o advogado de defesa, o produto segue diretamente para a unidade de Santa Catarina, onde \u00e9 misturado com \u00e1gua com g\u00e1s, inexistindo qualquer outro processo produtivo que pudesse justificar o enquadramento como kit.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora, conselheira Ana Paula Pedrosa Giglio, fez um distinguish da recente s\u00famula do Carf ao considerar que sua aplica\u00e7\u00e3o seria invi\u00e1vel no caso, j\u00e1 que exigiria do contribuinte a separa\u00e7\u00e3o dos componentes do produto para classific\u00e1-los de forma distinta, algo imposs\u00edvel diante de um concentrado homog\u00eaneo. Com esse entendimento, acolheu a classifica\u00e7\u00e3o fiscal defendida pela empresa e manteve o aproveitamento dos cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>O enunciado da s\u00famula aprovado por unanimidade em setembro define que cada um dos componentes da mercadoria descrita como \u201ckit ou concentrado para refrigerantes\u201d deve ser classificado em c\u00f3digo pr\u00f3prio da TIPI, quando o kit ou concentrado for constitu\u00eddo por diferentes mat\u00e9rias-primas e produtos intermedi\u00e1rios, que apenas ap\u00f3s nova etapa de industrializa\u00e7\u00e3o no estabelecimento adquirente se tornam uma prepara\u00e7\u00e3o composta para elabora\u00e7\u00e3o de bebidas.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita sob o n\u00famero 17830.722005\/2022-31.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-afasta-tese-de-kit-de-concentrado-para-energetico-e-mantem-creditos-de-ipi\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf julga multa milion\u00e1ria aplicada \u00e0 Unilever<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) come\u00e7ou a julgar recurso da Fazenda Nacional contra decis\u00e3o que anulou multa aplicada pela Receita Federal contra a Unilever por suposta fraude em importa\u00e7\u00f5es. Por enquanto, apenas o relator do caso votou, a favor da empresa. O julgamento foi suspenso por pedido de vista.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso envolve importa\u00e7\u00f5es de desodorantes da Argentina. A autua\u00e7\u00e3o fiscal \u00e9 no valor de R$ 482 milh\u00f5es. A Receita Federal aplicou multa de 100% sobre o valor aduaneiro, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 pena de perdimento. Para a fiscaliza\u00e7\u00e3o, os produtos foram desembara\u00e7ados mediante fraude e simula\u00e7\u00e3o, com a oculta\u00e7\u00e3o do real interessado (processo n\u00ba 18130.720036\/2022-15).<\/p>\n\n\n\n<p>A alega\u00e7\u00e3o foi a de que as importa\u00e7\u00f5es j\u00e1 se destinavam \u00e0 adquirente, a Unilever Brasil, apesar de terem sido feitas por intermedi\u00e1ria, a Unilever Brasil Industrial, entre janeiro de 2018 e dezembro de 2020. De acordo com a Receita, o intuito da oculta\u00e7\u00e3o do real adquirente seria sonega\u00e7\u00e3o de tributos, especificamente o PIS e a Cofins, que s\u00e3o recolhidos com base no pre\u00e7o praticado pelo importador, n\u00e3o incidindo no pr\u00f3ximo elo da cadeia \u2013 no caso a Unilever Brasil, onde, segundo a fiscaliza\u00e7\u00e3o, se concentra a margem de lucro esperada pelo grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2025, a 2\u00aa Turma da 4\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o havia afastado a multa. Considerou que \u00e9 necess\u00e1rio haver provas concretas para a acusa\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o apenas ind\u00edcios. O colegiado \u00e9 especializado em quest\u00f5es aduaneiras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 um caso de interposi\u00e7\u00e3o fraudulenta comprovada\u201d, afirmou na sess\u00e3o a procuradora Maria Concilia de Arag\u00e3o Bastos, da Fazenda Nacional. Segundo a procuradora, \u00e9 o mesmo modus operandi que a empresa adotou ao longo do tempo. \u201cA Unilever era quem negociava os valores e quantidades dos produtos diretamente com o exportador\u201d, disse ela, acrescentando que os paradigmas apresentados \u2013 decis\u00f5es em sentido contr\u00e1rio para justificar o recurso \u2013 s\u00e3o da pr\u00f3pria Unilever.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com a procuradora, a fiscaliza\u00e7\u00e3o demonstrou que a estrutura foi montada para a redu\u00e7\u00e3o de recolhimento dos tributos. \u201cA Unilever Brasil Industrial n\u00e3o tem empregados, conta de luz. \u00c9 um CNPJ que funciona dentro da Unilever Brasil para fazer as transfer\u00eancias e emitir as notas de venda para ela [a Unilever Brasil].\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o advogado da empresa afirmou que, no julgamento anterior, os conselheiros entenderam que as provas foram consideradas insuficientes e a multa foi afastada. Ele destacou que \u201cpouco importa\u201d que os paradigmas sejam da mesma empresa, porque \u201cs\u00e3o materialmente e temporalmente diferentes\u201d. \u201cDe 2011 [data dos fatos dos primeiros paradigmas] a 2020 as coisas mudaram, inclusive com a possibilidade de o contribuinte aprimorar sua atividade comercial.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, \u201co que pegou nos paradigmas foi a incapacidade de o contribuinte demonstrar naquela \u00e9poca que a Unilever Brasil Industrial fazia esse papel de importador, de fato e de direito\u201d. Segundo o advogado, existem \u201cprovas seguras\u201d de que a Unilever Brasil Industrial \u00e9 a real importadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o relator, conselheiro Alexandre Freitas Costa, da representa\u00e7\u00e3o dos contribuintes, acatou a argumenta\u00e7\u00e3o da empresa. Ele entendeu que o caso \u00e9 diferente de outros julgados pelo Carf sobre a mesma estrutura, em que as multas foram mantidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, acrescentou, n\u00e3o ficou comprovada, pela fiscaliza\u00e7\u00e3o, a interposi\u00e7\u00e3o fraudulenta. E, segundo Costa, o recurso da Fazenda n\u00e3o poderia ser conhecido, pela diferen\u00e7a entre as conclus\u00f5es. Assim, o m\u00e9rito deveria ser julgado, mantendo-se o entendimento favor\u00e1vel \u00e0 empresa. Na sequ\u00eancia, o julgamento foi suspenso por um pedido de vista.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o advogado Caio Quintella, ex-conselheiro da C\u00e2mara Superior do Carf, existe apreens\u00e3o para o julgamento desse caso na C\u00e2mara Superior, por se tratar de um recurso apresentado a ac\u00f3rd\u00e3o com entendimento \u201cbastante sofisticado\u201d, constru\u00eddo por turma aduaneira especial, de que a mera discord\u00e2ncia da legalidade da estrutura, de um ponto de vista jur\u00eddico, de planejamento tribut\u00e1rio, n\u00e3o pode implicar fraude e simula\u00e7\u00e3o para fins aduaneiros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTal posi\u00e7\u00e3o separa muito bem os objetos envolvidos nesses casos, identificando aquilo que \u00e9 propriamente aduaneiro e aquilo que \u00e9 da simples prerrogativa fiscalizat\u00f3ria da Receita Federal\u201d, afirma. Nesse sentido, segundo Quintella, o pedido de vista, do conselheiro Rosaldo Trevisan, da representa\u00e7\u00e3o da Fazenda, confirma a relev\u00e2ncia do caso, pelo fato de ele ser especialista no tema aduaneiro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/27\/carf-julga-multa-milionaria-aplicada-a-unilever.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:\u00a0\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Repetitivo afasta teto de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos para base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es parafiscais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), sob o rito dos recursos repetitivos (Tema 1.390), decidiu que o limite de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos \u2013 previsto no artigo 4\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, da Lei 6.950\/1981 \u2013 n\u00e3o se aplica \u00e0 base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es parafiscais arrecadadas em favor de terceiros, como os servi\u00e7os sociais aut\u00f4nomos.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o afeta as contribui\u00e7\u00f5es destinadas ao sal\u00e1rio-educa\u00e7\u00e3o e \u00e0s seguintes entidades: Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Servi\u00e7o Social do Transporte (Sest), Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem do Transporte (Senat), Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0s Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Ag\u00eancia Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ag\u00eancia Brasileira de Promo\u00e7\u00e3o de Exporta\u00e7\u00f5es e Investimentos (ApexBrasil), Fundo Aerovi\u00e1rio (Faer), Diretoria de Portos e Costas (DPC) e Instituto Nacional de Coloniza\u00e7\u00e3o e Reforma Agr\u00e1ria (Incra).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, no julgamento do Tema 1.079, a Primeira Se\u00e7\u00e3o j\u00e1 havia definido que, a partir da entrada em vigor do artigo 1\u00ba, inciso I, do Decreto-Lei 2.318\/1986, o limite de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos n\u00e3o se aplicava \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es devidas ao Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), ao Servi\u00e7o Social da Ind\u00fastria (Sesi), ao Servi\u00e7o Social do Com\u00e9rcio (Sesc) e ao Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado entendeu que, como a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es ao sal\u00e1rio-educa\u00e7\u00e3o, ao Senar e ao Sescoop foi definida pelas pr\u00f3prias leis de reg\u00eancia \u2013 e pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal \u2013, o teto previsto na Lei 6.950\/1981 nunca se aplicou a elas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0s outras contribui\u00e7\u00f5es, a ministra Maria Thereza de Assis Moura, relatora do repetitivo, explicou que elas deixaram de se sujeitar ao teto com a aplica\u00e7\u00e3o do entendimento fixado no julgamento do Tema 1.079.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a ministra, as contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 DPC, ao Faer, ao Sest e ao Senat s\u00e3o uma mera destina\u00e7\u00e3o diversa \u2013 com a mesma base de c\u00e1lculo \u2013 das contribui\u00e7\u00f5es ao Sesi, ao Senai e ao Sesc. Por sua vez, as contribui\u00e7\u00f5es ao Sebrae, \u00e0 ApexBrasil e \u00e0 ABDI t\u00eam a mesma base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es ao Sesi, ao Senai e ao Sesc, sendo uma al\u00edquota adicional incidente sobre ela. Em ambos os casos \u2013 concluiu \u2013, o limite de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos n\u00e3o se aplica.<\/p>\n\n\n\n<p>Colegiado decidiu n\u00e3o modular efeitos da decis\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Thereza de Assis Moura afirmou que n\u00e3o h\u00e1, no momento, jurisprud\u00eancia dominante que considere o teto da base de c\u00e1lculo aplic\u00e1vel \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es em quest\u00e3o. \u201cA orienta\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel aos contribuintes estabelecida no julgamento do Tema 1.079 do STJ passou a ser extrapolada, pelos Tribunais Regionais Federais, \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es em an\u00e1lise\u201d, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, n\u00e3o haveria motivos para a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da decis\u00e3o \u2013 a qual, como lembrou a relatora, possui natureza excepcional e deve ser adotada somente quando h\u00e1 mudan\u00e7a na orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial consolidada.<\/p>\n\n\n\n<p>Leia o&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/julgamento\/eletronico\/documento\/mediado\/?documento_tipo=integra&amp;documento_sequencial=358515542&amp;registro_numero=202404662103&amp;peticao_numero=&amp;publicacao_data=20260219&amp;formato=PDF\">ac\u00f3rd\u00e3o no REsp 2.187.625<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Processos Relacionados: REsp n. 2.187.625, REsp n. 2.187.646, REsp n. 2.188.421 e REsp n. 2.185.634<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2026\/23022026-Repetitivo-afasta-teto-de-20-salarios-minimos-para-base-de-calculo-das-contribuicoes-parafiscais.aspx\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Para Terceira Turma, Fazenda P\u00fablica pode pedir fal\u00eancia ap\u00f3s execu\u00e7\u00e3o frustrada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Ao superar entendimento anterior, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) reconheceu a&nbsp;legitimidade&nbsp;e o&nbsp;interesse processual&nbsp;da Fazenda P\u00fablica para requerer a fal\u00eancia do devedor quando a execu\u00e7\u00e3o fiscal ajuizada previamente n\u00e3o der resultado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o colegiado, n\u00e3o se trata de privil\u00e9gio, mas de assegurar ao ente p\u00fablico uma ferramenta processual adequada em casos de insolv\u00eancia comprovada, a ser utilizada ap\u00f3s o esgotamento da via de cobran\u00e7a espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso teve in\u00edcio com execu\u00e7\u00e3o fiscal ajuizada pela Fazenda Nacional contra uma sociedade empres\u00e1ria, com o objetivo de receber cr\u00e9ditos inscritos na d\u00edvida ativa que ultrapassavam R$ 12 milh\u00f5es. Apesar das dilig\u00eancias realizadas, n\u00e3o foram identificados bens que pudessem ser penhorados para o pagamento da d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da execu\u00e7\u00e3o frustrada, a Fazenda Nacional ajuizou pedido de fal\u00eancia da sociedade. O ju\u00edzo extinguiu a a\u00e7\u00e3o sem resolu\u00e7\u00e3o de&nbsp;m\u00e9rito, sob o fundamento de que n\u00e3o havia&nbsp;legitimidade&nbsp;da autora para tal propositura, pois a via falimentar seria inadequada para a cobran\u00e7a de cr\u00e9ditos fiscais. O Tribunal de Justi\u00e7a de Sergipe (TJSE) manteve a decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No STJ, a Fazenda sustentou que tem&nbsp;legitimidade&nbsp;e interesse para requerer a fal\u00eancia de sociedade empres\u00e1ria quando a execu\u00e7\u00e3o fiscal n\u00e3o for bem-sucedida. Alegou ainda que a extin\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o sem exame do&nbsp;m\u00e9rito&nbsp;contrariou a legisla\u00e7\u00e3o federal que rege a fal\u00eancia e o microssistema de recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>Novo entendimento acompanha evolu\u00e7\u00e3o legislativa e jurisprudencial<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora do recurso, ministra Nancy Andrighi, destacou que, atualmente, a jurisprud\u00eancia do STJ reconhece n\u00e3o haver incompatibilidade entre o regime de execu\u00e7\u00e3o fiscal e o processo de fal\u00eancia. Ela lembrou que a corte, no julgamento do&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=1092&amp;cod_tema_final=1092\">Tema 1.092<\/a>, sob o rito dos recursos&nbsp;repetitivos, fixou o entendimento de que o fisco pode requerer a habilita\u00e7\u00e3o de seus cr\u00e9ditos, objeto de execu\u00e7\u00e3o fiscal em curso, nos autos da fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Leia tamb\u00e9m:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/06122021-Mesmo-antes-da-Lei-14-1122020--fisco-pode-habilitar-na-falencia-credito-submetido-a-execucao.aspx\">Mesmo antes da Lei 14.112\/2020, fisco pode habilitar na fal\u00eancia cr\u00e9dito submetido a execu\u00e7\u00e3o<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A ministra salientou que a inclus\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2005\/Lei\/L11101.htm#art7A\">artigo 7\u00ba-A<\/a>&nbsp;\u2013 que instituiu o incidente de classifica\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito p\u00fablico \u2013, bem como o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2005\/Lei\/L11101.htm#art73\">artigo 73<\/a>, ambos da Lei de Fal\u00eancias e Recupera\u00e7\u00e3o de Empresas (LFRE), refor\u00e7am a aptid\u00e3o do fisco para integrar o procedimento falimentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a relatora, diante da evolu\u00e7\u00e3o legislativa e jurisprudencial, seria contradit\u00f3rio n\u00e3o reconhecer a&nbsp;legitimidade&nbsp;ativa da Fazenda P\u00fablica para propor a\u00e7\u00e3o de fal\u00eancia, j\u00e1 que \u00e9 admitido ao ente ingressar no processo de fal\u00eancia requerido por terceiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Impedimento processual prejudicaria o interesse p\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Nancy Andrighi ressaltou que, com a inclus\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2005\/Lei\/L11101.htm#art97\">inciso IV no artigo 97 da LFRE<\/a>, passou a ser conferida&nbsp;legitimidade&nbsp;a qualquer credor para requerer a fal\u00eancia, sem distin\u00e7\u00e3o entre credores p\u00fablicos e privados. Segundo refor\u00e7ou, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2005\/Lei\/L11101.htm#art94\">artigo 94, par\u00e1grafo 2\u00ba<\/a>, da mesma lei possui car\u00e1ter inclusivo ao reconhecer que todos os cr\u00e9ditos reclam\u00e1veis na fal\u00eancia legitimam o pedido de sua decreta\u00e7\u00e3o, incluindo o cr\u00e9dito p\u00fablico, em conson\u00e2ncia com o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2005\/Lei\/L11101.htm#art83III\">artigo 83, inciso III, da LFRE<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a ministra, n\u00e3o deve ser aceito o argumento de que a Fazenda n\u00e3o pode requerer a fal\u00eancia por dispor da execu\u00e7\u00e3o fiscal como instrumento pr\u00f3prio e privilegiado de cobran\u00e7a. Conforme reconheceu, isso transformaria tal vantagem em impedimento processual, colocando o ente p\u00fablico em posi\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel em rela\u00e7\u00e3o aos credores privados.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a relatora concluiu que, diante da execu\u00e7\u00e3o fiscal frustrada, o pedido de fal\u00eancia \u00e9 n\u00e3o apenas leg\u00edtimo, mas tamb\u00e9m necess\u00e1rio e \u00fatil \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito p\u00fablico, por disponibilizar instrumentos processuais mais eficazes, coibindo o n\u00e3o pagamento deliberado de obriga\u00e7\u00f5es fiscais e combatendo a m\u00e1-f\u00e9 e a fraude.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/julgamento\/eletronico\/documento\/mediado\/?documento_tipo=integra&amp;documento_sequencial=356915233&amp;registro_numero=202500362774&amp;peticao_numero=&amp;publicacao_data=20260213&amp;formato=PDF\">Leia o ac\u00f3rd\u00e3o no REsp 2.196.073<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/paginas\/comunicacao\/noticias\/2026\/24022026-para-terceira-turma&#8211;fazenda-publica-pode-pedir-falencia-apos-execucao-frustrada-.aspx\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Com \u00eanfase tribut\u00e1ria, ind\u00fastria tem 70 a\u00e7\u00f5es de interesse no Supremo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O setor industrial brasileiro tem 70 a\u00e7\u00f5es de interesse em andamento no Supremo Tribunal Federal, a maioria delas relacionada a temas de Direito Tribut\u00e1rio, \u00e1rea de impacto crescente para a economia brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento \u00e9 da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria, que lan\u00e7ou nesta ter\u00e7a-feira (24\/2) a 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o da \u201cAgenda Jur\u00eddica da Ind\u00fastria\u201d. O documento lista e detalha todos os processos que aguardam julgamento no STF.<\/p>\n\n\n\n<p>A preval\u00eancia tribut\u00e1ria \u00e9 de 40% dos casos listados e decorre, na avalia\u00e7\u00e3o da CNI, de um atrito crescente entre Uni\u00e3o e contribuintes por causa de medidas arrecadat\u00f3rias adotadas pelo governo federal, parte delas contestada recentemente pela entidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo \u00e9 o da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-dez-23\/cni-contesta-no-stf-tributacao-de-lucros-e-dividendos-da-reforma-tributaria\/\">ADI 7.914<\/a>, uma das a\u00e7\u00f5es contra dispositivos da Lei 15.270\/2025 que limitam a isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda na distribui\u00e7\u00e3o de dividendos desde janeiro deste ano \u2014 prazo que&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-dez-27\/stf-prorroga-prazo-para-aprovacao-de-distribuicao-de-dividendos\/\">foi prorrogado<\/a>&nbsp;em um m\u00eas pelo STF e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-19\/stf-interrompe-analise-sobre-prorrogacao-do-prazo-para-aprovacao-de-dividendos\/\">ainda est\u00e1 em julgamento<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra \u00e9 a ADI 7.920, que ataca a Lei Complementar 224\/2025 no trecho que permite a redu\u00e7\u00e3o de incentivos e benef\u00edcios fiscais j\u00e1 concedidos, medida que viola o direito adquirido e enfraquece o lucro presumido,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-jan-30\/mudanca-em-incentivos-fiscais-corroi-vantagem-do-lucro-presumido\/\">como mostrou<\/a>&nbsp;a revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>Alexandre Vitorino, gerente jur\u00eddico da CNI, aponta que a ind\u00fastria passou por dificuldades em 2025 por causa do tarifa\u00e7o imposto pelos Estados Unidos, obst\u00e1culos que foram potencializados por medidas fiscais do governo. \u201cO ambiente de neg\u00f3cio tem sofrido com pretens\u00f5es arrecadat\u00f3rias\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Demandas industriais<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de debates tribut\u00e1rios de interesse da ind\u00fastria no Supremo \u00e9 um alerta porque, nos \u00faltimos anos, eles&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-18\/setor-industrial-tem-78-casos-de-interesse-em-andamento-no-stf-mostra-cni\/\">dividiam protagonismo<\/a>&nbsp;num\u00e9rico na \u201cAgenda Jur\u00eddica\u201d da CNI com as causas trabalhistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vers\u00e3o de 2026, estas representam 26% do total, seguidas de ambientais (13%), administrativos\/regulat\u00f3rios (13%) e de Processo Civil (8%).<\/p>\n\n\n\n<p>Das 70 a\u00e7\u00f5es listadas, 13 s\u00e3o de autoria da CNI. Em outras 35 a entidade \u00e9 amiga da corte (amicus curiae) \u2014 ou seja, atua no processo para subsidiar a decis\u00e3o do Supremo. Em 22 a CNI atua apenas como observadora, por envolver temas de interesse da ind\u00fastria.<\/p>\n\n\n\n<p>Presidente da CNI,&nbsp;Ricardo Alban&nbsp;aponta a seguran\u00e7a jur\u00eddica como um pilar incontorn\u00e1vel para o desenvolvimento sustent\u00e1vel do setor industrial brasileiro. Por isso, a necessidade de pacifica\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia em temas estruturais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA estabilidade das normas e a previsibilidade das decis\u00f5es judiciais s\u00e3o fundamentais para atrair investimentos, estimular a inova\u00e7\u00e3o, diversificar a produ\u00e7\u00e3o e garantir nossa competitividade global.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A vers\u00e3o 2026 da \u201cAgenda Jur\u00eddica\u201d est\u00e1 mais enxuta. Traz dez processos novos, mas perdeu 18 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 lista de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Novas a\u00e7\u00f5es na agenda da CNI<\/p>\n\n\n\n<p>CNI autora<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.920 (Incentivos fiscais com direito adquirido);<br>ADI 7.914 (Tributa\u00e7\u00e3o retroativa de dividendos);<br><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-out-14\/cni-vai-ao-stf-contra-sumula-do-carf-que-embasa-cobranca-retroativa-de-tributos\">ADPF 1.276<\/a>&nbsp;(S\u00famula Carf 169).<\/p>\n\n\n\n<p>CNI como&nbsp;amicus curiae<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jul-16\/alexandre-valida-decreto-de-lula-que-aumentou-iof-menos-na-operacao-de-risco-sacado\">ADI 7.839<\/a>&nbsp;e ADC 96 (Altera\u00e7\u00f5es no IOF);<br><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-07\/stf-suspende-novamente-acao-sobre-propaganda-de-medicamentos-e-alimentos-nocivos-a-saude\">ADI 7.788<\/a>&nbsp;(Restri\u00e7\u00f5es \u00e0 publicidade de alimentos e medicamentos);<br><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-10\/novo-vai-ao-supremo-para-questionar-mp-que-reonera-folhas-de-pagamento\">ADI 7.587<\/a>&nbsp;(Limita\u00e7\u00e3o \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria de coisa julgada);<br><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-set-23\/lula-pede-ao-stf-inclusao-de-despesas-tributarias-no-calculo-do-pis-cofins\">ADC 98<\/a>&nbsp;(Defini\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins);<br>ADPF 1.267 (Avoca\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias pelo Ministro do Trabalho);<br><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-06\/pgr-defende-competencia-da-justica-comum-para-avaliar-pejotizacao\">ARE 1.532.603<\/a>&nbsp;(Pejotiza\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Agenda-Juridica-da-Industria-STF-2026.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler a \u201cAgenda Jur\u00eddica da Ind\u00fastria\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"A5Byp1yNf1\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-24\/com-foco-tributario-setor-industrial-tem-70-acoes-de-interesse-no-stf\/\">Com \u00eanfase tribut\u00e1ria, ind\u00fastria tem 70 a\u00e7\u00f5es de interesse no Supremo<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Com \u00eanfase tribut\u00e1ria, ind\u00fastria tem 70 a\u00e7\u00f5es de interesse no Supremo&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-24\/com-foco-tributario-setor-industrial-tem-70-acoes-de-interesse-no-stf\/embed\/#?secret=mU3EGdbbrN#?secret=A5Byp1yNf1\" data-secret=\"A5Byp1yNf1\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF tem maioria para proibir munic\u00edpios de corrigir tributo acima da Selic<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal atingiu maioria para estabelecer que&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=munic%C3%ADpio\">munic\u00edpios<\/a>&nbsp;n\u00e3o podem aplicar \u00edndices de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e taxas de juros de mora superiores \u00e0&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=selic&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">taxa Selic<\/a>&nbsp;sobre seus cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, os ministros rejeitaram o recurso do&nbsp;munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo&nbsp;que questionava decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a paulista afastando a aplica\u00e7\u00e3o de juros de 1% ao m\u00eas cumulados com corre\u00e7\u00e3o pelo IPCA na cobran\u00e7a de ISS de uma empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, o munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo havia aplicado multa, corre\u00e7\u00e3o pelo IPCA e juros de 1% ao m\u00eas com base em leis municipais. O&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.tjsp.jus.br\/\">Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo<\/a>&nbsp;entendeu que a cobran\u00e7a superava o teto representado pela Selic, entendimento agora confirmado pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora, ministra&nbsp;C\u00e1rmen L\u00facia,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-15\/municipio-nao-pode-corrigir-tributo-em-indice-superior-a-selic-diz-carmen\/\">votou pela manuten\u00e7\u00e3o do entendimento do tribunal estadual<\/a>&nbsp;e prop\u00f4s a seguinte tese: \u201cOs munic\u00edpios n\u00e3o podem adotar \u00edndices de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e taxas de juros de mora incidentes sobre seus cr\u00e9ditos fiscais em percentuais que superem a taxa Selic, praticada pela Uni\u00e3o para os mesmos fins\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Limites constitucionais<\/p>\n\n\n\n<p>No voto, a relatora destacou que a Constitui\u00e7\u00e3o prev\u00ea compet\u00eancia concorrente da Uni\u00e3o, dos estados e do Distrito Federal para legislar sobre Direito Financeiro e Tribut\u00e1rio. Cabe \u00e0 Uni\u00e3o editar normas gerais e aos demais entes federados suplement\u00e1-las dentro dos limites fixados.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a ministra, embora o&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciaRepercussao\/tema.asp?num=1062\">Tema 1.062<\/a>&nbsp;de repercuss\u00e3o geral \u2014&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2019-set-02\/estados-distrito-federal-podem-fixar-indices-correcao-monetaria\/\">fixado no julgamento do ARE 1.216.078<\/a>&nbsp;\u2014 tenha tratado expressamente apenas de estados e do Distrito Federal, a mesma l\u00f3gica deve ser aplicada aos munic\u00edpios, com ainda maior rigor, j\u00e1 que a Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o lhes confere compet\u00eancia legislativa concorrente na mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O STF j\u00e1 havia consolidado entendimento de que estados e o Distrito Federal n\u00e3o podem fixar \u00edndices de corre\u00e7\u00e3o e juros superiores aos adotados pela Uni\u00e3o. A decis\u00e3o agora estende esse limite tamb\u00e9m aos munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra C\u00e1rmen L\u00facia ressaltou que a taxa Selic, administrada pelo&nbsp;Banco Central do Brasil, \u00e9 o principal instrumento de pol\u00edtica monet\u00e1ria do pa\u00eds e influencia diretamente a economia nacional. Para a relatora, permitir que munic\u00edpios adotem \u00edndices superiores criaria distor\u00e7\u00f5es incompat\u00edveis com o equil\u00edbrio federativo e com a pol\u00edtica monet\u00e1ria nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto tamb\u00e9m destacou que a&nbsp;Emenda Constitucional 113&nbsp;consolidou a Selic como \u00edndice \u00fanico para atualiza\u00e7\u00e3o, remunera\u00e7\u00e3o do capital e compensa\u00e7\u00e3o da mora em condena\u00e7\u00f5es que envolvam a Fazenda P\u00fablica, incidindo uma \u00fanica vez at\u00e9 o efetivo pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a fixa\u00e7\u00e3o da tese em repercuss\u00e3o geral, o entendimento dever\u00e1 ser aplicado a todos os processos semelhantes em tramita\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Na pr\u00e1tica, munic\u00edpios ficam impedidos de cobrar juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria acima da Selic em d\u00edvidas tribut\u00e1rias, vedada tamb\u00e9m a cumula\u00e7\u00e3o da taxa com outros \u00edndices.<\/p>\n\n\n\n<p>O escrit\u00f3rio&nbsp;Lordelo Lopes Advocacia&nbsp;atuou como representante legal da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/RE-1346152-voto-Carmen.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o voto da relatora<br>RE&nbsp;1.346.152<br>Tema 1.217<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"qHY4UBoP67\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-24\/stf-tem-maioria-para-proibir-municipio-de-corrigir-tributo-acima-da-selic\/\">STF tem maioria para proibir munic\u00edpios de corrigir tributo acima da Selic<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;STF tem maioria para proibir munic\u00edpios de corrigir tributo acima da Selic&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-24\/stf-tem-maioria-para-proibir-municipio-de-corrigir-tributo-acima-da-selic\/embed\/#?secret=hYmvyTumPP#?secret=qHY4UBoP67\" data-secret=\"qHY4UBoP67\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Adicional na al\u00edquota de ICMS sobre telecomunica\u00e7\u00f5es \u00e9 inv\u00e1lido, diz Toffoli<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Dias Toffoli, do&nbsp;Supremo Tribunal Federal,&nbsp;entende que \u00e9 improcedente a a\u00e7\u00e3o que questiona a validade do adicional de 2% na al\u00edquota do ICMS incidente sobre servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es no estado da Para\u00edba, valor destinado ao Fundo de Combate e Erradica\u00e7\u00e3o da Pobreza (Funcep\/PB). No entanto, ele reconheceu que a cobran\u00e7a deixou de produzir efeitos em 23 de junho de 2022, com a entrada em vigor da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp194.htm\">Lei Complementar 194\/2022<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto foi proferido no julgamento de uma a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade&nbsp;ajuizada pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Operadoras de Celulares (Acel) e pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Concession\u00e1rias de Servi\u00e7o Telef\u00f4nico Fixo Comutado (Abrafix), que questionam dispositivos da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.sefaz.pb.gov.br\/legislacao\/64-leis\/icms\/7765-lei-n-7-611-de-30-de-junho-de-2005\">Lei estadual 7.611\/2004<\/a>&nbsp;e de um decreto regulamentador.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a ser apreciada no Plen\u00e1rio virtual do STF em fevereiro de 2025 e, em duas sess\u00f5es, chegou a ter maioria formada com os ministros Fl\u00e1vio Dino, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Nunes Marques acompanhando o relator. Por\u00e9m, em outubro, o ministro Luiz Fux pediu destaque.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi reiniciado nesta quinta-feira (26\/2) no Plen\u00e1rio f\u00edsico do Supremo, com Toffoli mantendo o voto proferido na sess\u00e3o virtual.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 sobre sup\u00e9rfluos<\/p>\n\n\n\n<p>As entidades alegam que a cobran\u00e7a do adicional de ICMS sobre servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es viola o artigo 82 do Ato das Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais Transit\u00f3rias (ADCT) e o princ\u00edpio da seletividade tribut\u00e1ria previsto na Constitui\u00e7\u00e3o. Segundo as autoras da a\u00e7\u00e3o, o adicional \u2014 permitido para financiar fundos de combate \u00e0 pobreza \u2014 s\u00f3 poderia incidir sobre produtos e servi\u00e7os considerados sup\u00e9rfluos, o que n\u00e3o inclui telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o relator destacou que a jurisprud\u00eancia do STF j\u00e1 consolidou o entendimento de que a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/emendas\/emc\/emc42.htm\">Emenda Constitucional 42\/2003<\/a>&nbsp;convalidou os adicionais de ICMS criados pelos estados para financiar fundos de combate \u00e0 pobreza, inclusive aqueles institu\u00eddos ap\u00f3s as Emendas 31\/2000 e 42\/2003, at\u00e9 a edi\u00e7\u00e3o de lei complementar federal disciplinando a mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Novo cen\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o cen\u00e1rio mudou com a edi\u00e7\u00e3o da Lei complementar 194\/2022, que alterou a Lei Kandir e o C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional para estabelecer que energia el\u00e9trica, combust\u00edveis, telecomunica\u00e7\u00f5es e transporte coletivo s\u00e3o bens e servi\u00e7os essenciais e indispens\u00e1veis, n\u00e3o podendo ser tratados como sup\u00e9rfluos para fins de tributa\u00e7\u00e3o pelo ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Toffoli, como o adicional paraibano foi institu\u00eddo em 2004 \u2014 portanto, ap\u00f3s a EC 42\/2003 e antes da LC 194\/2022 \u2014, ele era constitucional \u00e0 \u00e9poca de sua cria\u00e7\u00e3o. No entanto, com a superveni\u00eancia da lei complementar federal que classificou os servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o como essenciais, a cobran\u00e7a do adicional tornou-se incompat\u00edvel com o novo regime jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base no artigo 24 da Constitui\u00e7\u00e3o, o ministro concluiu que houve suspens\u00e3o da efic\u00e1cia do dispositivo estadual em 23 de junho de 2022, data de publica\u00e7\u00e3o da LC 194. O julgamento foi suspenso e dever\u00e1 ser retomado na pr\u00f3xima quarta-feira (4\/3).<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/voto-Toffoli-ADI-7716.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o voto do ministro Dias Toffoli<br>ADI 7.716<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"iP50ndu1p3\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-26\/adicional-na-aliquota-de-icms-sobre-telecomunicacoes-e-invalido-diz-toffoli\/\">Adicional na al\u00edquota de ICMS sobre telecomunica\u00e7\u00f5es \u00e9 inv\u00e1lido, diz Toffoli<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Adicional na al\u00edquota de ICMS sobre telecomunica\u00e7\u00f5es \u00e9 inv\u00e1lido, diz Toffoli&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-26\/adicional-na-aliquota-de-icms-sobre-telecomunicacoes-e-invalido-diz-toffoli\/embed\/#?secret=YZhM1uODSf#?secret=iP50ndu1p3\" data-secret=\"iP50ndu1p3\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Contribuintes vencem nos tribunais disputa sobre exclus\u00e3o do ISS do c\u00e1lculo do PIS\/Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes est\u00e3o vencendo, em segunda inst\u00e2ncia, a principal disputa derivada da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d: a que trata da exclus\u00e3o do ISS do c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. Levantamento realizado pela legaltech Inspira mostra que 79% das decis\u00f5es dos Tribunais Regionais Federais (TRFs), proferidas no ano passado, s\u00e3o favor\u00e1veis \u00e0s empresas. Foram localizados 100 ac\u00f3rd\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento \u00e9 contr\u00e1rio ao adotado em julgamento de recurso repetitivo (Tema 634) pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), mas acompanha o posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) na \u201ctese do s\u00e9culo\u201d \u2013 a exclus\u00e3o do ICMS da base do PIS e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>No Supremo, a perspectiva dos contribuintes no caso do ISS \u00e9 de vit\u00f3ria. O caso chegou a ser pautado para a sess\u00e3o desta quarta-feira, mas foi retirado a pedido da Fazenda Nacional, segundo fontes do STF. O impacto para os cofres p\u00fablicos est\u00e1 estimado em R$ 35,4 bilh\u00f5es (RE 592616).<\/p>\n\n\n\n<p>O otimismo leva em conta o voto do ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, \u00fanico com posicionamento desconhecido at\u00e9 agosto de 2024, quando o julgamento foi suspenso por pedido de vista. Ele foi a favor da tese das empresas. Na pr\u00e1tica, se considerado o entendimento que havia no Plen\u00e1rio Virtual, antes de um pedido de destaque e deslocamento do tema para sess\u00e3o presencial, e os posicionamentos relacionados \u00e0 \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, j\u00e1 haveria uma maioria favor\u00e1vel aos contribuintes. Oficialmente, o placar est\u00e1 em quatro votos a dois contra a Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o cofundador da legaltech Inspira, o entendimento favor\u00e1vel \u00e0 Uni\u00e3o prevalece apenas no TRF-4, que abrange a regi\u00e3o Sul. As decis\u00f5es seguem entendimento do STJ, adotado em julgamento realizado em 2015 do STJ, antes da decis\u00e3o proferida pelo Supremo na tese do s\u00e9culo, julgada em 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o entendeu que o ISS integra o conceito de receita bruta ou faturamento, de modo que n\u00e3o pode ser deduzido da base do PIS e da Cofins. Para o contribuinte, contudo, o valor apenas passa pelo resultado da empresa e n\u00e3o lhe pertence. \u00c9 destinado aos cofres p\u00fablicos e, portanto, n\u00e3o deveria ser inclu\u00eddo no c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 nesse sentido a decis\u00e3o do STF na tese do s\u00e9culo e tamb\u00e9m dos demais TRFs, segundo o levantamento da legaltech Inspira. \u201cAt\u00e9 por uma quest\u00e3o de coer\u00eancia, os tribunais que aceitam a tese do contribuinte v\u00e3o nessa linha\u201d, afirma o cofundador da legaltech.<\/p>\n\n\n\n<p>No TRF-1, em julho, a 13\u00aa Turma aceitou, por unanimidade, o pedido de uma rede de hoteis. O relator, desembargador Pedro Braga Filho, afirma na decis\u00e3o que a exist\u00eancia de repercuss\u00e3o geral pendente no STF n\u00e3o impede o julgamento do recurso (processo n\u00ba 1028938-25.2021.4.01.3900).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO racioc\u00ednio adotado para a exclus\u00e3o do ICMS das bases de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins deve ser aplicado tamb\u00e9m para exclus\u00e3o do ISS das bases de c\u00e1lculo tamb\u00e9m desses tributos federais, uma vez que se trata de tributo cujo valor \u00e9 inclu\u00eddo no pre\u00e7o do servi\u00e7o e n\u00e3o constitui faturamento para o contribuinte, mas apenas um ingresso financeiro transit\u00f3rio at\u00e9 o recolhimento para o ente credor\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o \u00e9 importante para a Uni\u00e3o. Al\u00e9m de ter que devolver os \u00faltimos cinco anos aos contribuintes, uma conta bilion\u00e1ria, sofreria com redu\u00e7\u00e3o na arrecada\u00e7\u00e3o no curto prazo. Em nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) refor\u00e7a que o caso \u00e9 diferente da tese do s\u00e9culo \u2013 da exclus\u00e3o do ICMS da base do PIS e da Cofins -, principalmente porque o ISS n\u00e3o vem destacado em nota fiscal, de modo que n\u00e3o \u00e9 obrigatoriamente suportado economicamente pelo contratante do servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o se aplica a ideia de mero tr\u00e2nsito cont\u00e1bil utilizada na tese do s\u00e9culo. Neste caso, a empresa apenas repassaria ao Fisco o valor de ICMS recebido do consumidor, o qual vem destacado na nota fiscal\u201d, afirma a PGFN, ponderando que no caso do ISS esse \u00f4nus econ\u00f4mico pode ser totalmente arcado pelo prestador do servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo a PGFN, o ISS \u00e9 um custo como todos os demais da atividade empresarial e o fornecedor do servi\u00e7o decidir\u00e1 o quanto repassar\u00e1 desses custos ao consumidor. Al\u00e9m disso, o recurso que suportar\u00e1 o custo do ISS pode vir da presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, mas pode vir tamb\u00e9m de outras fontes de receita da empresa, como aplica\u00e7\u00f5es financeiras, alugu\u00e9is, exemplifica.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tributaristas, no entanto, faria sentido replicar o entendimento adotado no julgamento da tese do s\u00e9culo ao caso do ISS. Eles destacam que o STF decidiu que todo valor que n\u00e3o ingressasse efetivamente e n\u00e3o compusesse de forma definitiva o patrim\u00f4nio do contribuinte n\u00e3o poderia ser considerado como receita ou faturamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento sobre o ISS come\u00e7ou dessa forma no STF, mas depois ganhou for\u00e7a o argumento de que as sistem\u00e1ticas de apura\u00e7\u00e3o dos impostos estadual e municipal s\u00e3o diferentes. E por causa do precedente do STJ, os contribuintes n\u00e3o podem deixar os casos transitarem em julgado e precisam apresentar recurso ao STF.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/25\/contribuintes-vencem-nos-tribunais-disputa-sobre-exclusao-do-iss-do-calculo-do-pis-cofins.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF come\u00e7a a julgar adicional de ICMS sobre telecomunica\u00e7\u00f5es na Para\u00edba\u202f<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) come\u00e7ou, nesta quinta-feira (26), a julgar a constitucionalidade de trechos de duas normas da Para\u00edba que criaram uma cobran\u00e7a adicional de ICMS sobre servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o.\u202fA discuss\u00e3o ocorre na A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade\u202f<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=7034909\">(ADI) 7716<\/a>, proposta pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Operadoras de Celulares (Acel) e pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Concession\u00e1rias de Servi\u00e7o Telef\u00f4nico Fixo Comutado (Abrafix).\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Dias Toffoli, votou pela improced\u00eancia do pedido. Segundo ele, quando foram editadas, em 2004, a Lei 7.611\/2004&nbsp;e o Decreto 25.618\/2004&nbsp;da Para\u00edba&nbsp;eram constitucionais. As normas se basearam no Ato das Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais Transit\u00f3rias (ADCT)\u202fda Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que autoriza a cria\u00e7\u00e3o de adicional de imposto sobre produtos e servi\u00e7os considerados sup\u00e9rfluos. Na \u00e9poca, ainda n\u00e3o havia lei federal que definisse o que era sup\u00e9rfluo.\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Toffoli, por\u00e9m, a situa\u00e7\u00e3o mudou em 2022, com a entrada em vigor da Lei Complementar (LC) 194\/2022.\u202f\u202fA norma federal passou a classificar os servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es como essenciais, o que impede a cobran\u00e7a de al\u00edquota mais elevada. Assim, na avalia\u00e7\u00e3o do relator, as regras da Para\u00edba perderam efic\u00e1cia nesse ponto, o que, na pr\u00e1tica, mantem\u202fa\u202fregularidade\u202fda cobran\u00e7a\u202fmais elevada\u202fno per\u00edodo\u202fanterior.\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Julgamento suspenso\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi suspenso ap\u00f3s o voto do relator e deve ser retomado na pr\u00f3xima quarta\u202f(4). O\u202fcaso da Para\u00edba\u202fser\u00e1 analisado\u202fem conjunto com outras duas a\u00e7\u00f5es sobre a cobran\u00e7a maior de ICMS sobre servi\u00e7os essenciais no Rio de Janeiro: a\u202f<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6346293\">ADI 7077<\/a>, relatada pelo ministro Fl\u00e1vio Dino, e a\u202f<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6311001\">ADI\u202f7634<\/a>, sob relatoria do ministro Luiz Fux.\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/stf-comeca-a-julgar-adicional-de-icms-sobre-telecomunicacoes-na-paraiba\/#:~:text=STF%20come%C3%A7a%20a%20julgar%20adicional%20de%20ICMS%20sobre%20telecomunica%C3%A7%C3%B5es%20na%20Para%C3%ADba&#038;text=O%20Supremo%20Tribunal%20Federal%20\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Munic\u00edpios devem adotar Selic em cobran\u00e7as fiscais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os munic\u00edpios n\u00e3o podem aplicar \u00edndices de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e taxa de juros de mora sobre cr\u00e9ditos fiscais que superem a taxa Selic, adotada pela Uni\u00e3o para os mesmos fins. A decis\u00e3o, tomada em sess\u00e3o virtual, foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>Parte interessada, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Secretarias de Finan\u00e7as das Capitais (Abrasf) vai pedir a modula\u00e7\u00e3o (imposi\u00e7\u00e3o de limite temporal) da decis\u00e3o para que os munic\u00edpios tenham tempo de se adaptar. Dados da entidade, considerando dez capitais, indicam que o impacto na atualiza\u00e7\u00e3o da d\u00edvida ativa de 2024 para 2025 pela Selic \u00e9 superior a R$ 13 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese foi julgada em repercuss\u00e3o geral, portanto, dever\u00e1 ser seguida pelas inst\u00e2ncias inferiores do Judici\u00e1rio. O tema foi julgado em processo envolvendo o munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo e a empresa Pro Manager Tecnologia e Seguran\u00e7a (RE 1346152).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, em agosto de 2018, o munic\u00edpio ajuizou a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o fiscal para cobran\u00e7a de ISS relativo ao exerc\u00edcio de 2017. Sobre o d\u00e9bito, cobrou multa, atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria pelo IPCA, juros de 1% ao m\u00eas, custas, honor\u00e1rios e demais despesas \u2013 seguindo as leis municipais n\u00ba 13.275\/02 e n\u00ba 13.476\/02.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa, em sua defesa, alegou que juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria aplicados nas cobran\u00e7as fiscais pela Prefeitura de S\u00e3o Paulo n\u00e3o poderiam superar a taxa Selic. A argumenta\u00e7\u00e3o foi acatada pela relatora do caso, a ministra C\u00e1rmen L\u00facia.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra aplicou ao caso dos munic\u00edpios precedente do STF (Tema 1062) envolvendo os Estados e o Distrito Federal. Os ministros definiram que esses entes podem legislar sobre \u00edndices de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e taxas de juros de mora incidentes sobre seus cr\u00e9ditos fiscais, limitando-se aos percentuais estabelecidos pela Uni\u00e3o para os mesmos fins.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquela decis\u00e3o, um dos pontos considerados foi que, por se tratar de tema financeiro devidamente regulado pela Uni\u00e3o, os demais entes s\u00f3 podem exercer validamente sua compet\u00eancia suplementar nos limites estabelecidos pela legisla\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo a relatora, para a remunera\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas tribut\u00e1rias federais, a aplica\u00e7\u00e3o exclusiva da taxa Selic, sem ser cumulada com outros \u00edndices, inclu\u00eddos os adotados para juros de mora (tamb\u00e9m para fins de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito), foi unificada no ambiente tribut\u00e1rio com a vig\u00eancia da Lei federal n\u00ba 9.250, de 1995.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cInjustific\u00e1vel, portanto, a ado\u00e7\u00e3o, pelo munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, de \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o diverso e superior ao da taxa Selic praticada pela Uni\u00e3o e pelo respectivo Estado, menos ainda quando acumulado a juros morat\u00f3rios de 1% ao m\u00eas, ao arrepio n\u00e3o apenas da legisla\u00e7\u00e3o federal como tamb\u00e9m da estadual aplic\u00e1vel\u201d, afirma a ministra no voto.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da Emenda Constitucional n\u00ba 136, de 2025, ficou estabelecido que a Selic deve ser adotada caso o percentual a ser aplicado pelo ente a t\u00edtulo de atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros de mora seja superior.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o assessor jur\u00eddico da Abrasf, Ricardo Almeida, a Selic \u00e9 um \u00edndice para fazer a estabiliza\u00e7\u00e3o do mercado financeiro, algo que n\u00e3o tem nenhuma rela\u00e7\u00e3o com a perda de valor da moeda ou o custo de oportunidade, a ser corrigido pelos juros morat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com Almeida, h\u00e1 dificuldade operacional para a mudan\u00e7a. Para ele, sem modula\u00e7\u00e3o ou prazo de transi\u00e7\u00e3o, a situa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 \u201cca\u00f3tica\u201d para capitais, com risco de devolu\u00e7\u00e3o de valores. Levantamento realizado pela Abrasf apresentado no processo indica que, atualmente, 19 das 27 capitais aplicam juros de mora de 1% ao m\u00eas em acr\u00e9scimo \u00e0 corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria (IPCA ou INPC).<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada que fez sustenta\u00e7\u00e3o oral no caso, destacou que o pr\u00f3prio munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo j\u00e1 ajustou sua legisla\u00e7\u00e3o. Em mar\u00e7o de 2024 editou a Lei n\u00ba 18095, prevendo a Selic como \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos fiscais. A advogada acrescentou que a exposi\u00e7\u00e3o de motivos da lei evidencia que o desfecho do caso j\u00e1 era sabido, por ser uma reitera\u00e7\u00e3o de jurisprud\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Advocacia Tribut\u00e1ria (Abat), parte interessada na a\u00e7\u00e3o, a decis\u00e3o refor\u00e7a a seguran\u00e7a jur\u00eddica, tendo em vista os precedentes sobre o tema. A consolida\u00e7\u00e3o da Selic como refer\u00eancia \u00fanica, segundo ele, oferece aos agentes econ\u00f4micos um par\u00e2metro objetivo e amplamente conhecido. \u201cAmplia a previsibilidade necess\u00e1ria para estruturar opera\u00e7\u00f5es, avaliar passivos, precificar riscos e tomar decis\u00f5es de investimento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/02\/26\/municipios-devem-adotar-selic-em-cobrancas-fiscais.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Ju\u00edza absolve acusado de envolvimento em fraude fiscal de R$ 2,3 mi<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza de Direito Luciane Sanches, da 2\u00aa vara Criminal de Cacoal\/RO, absolveu acusado de fraude fiscal por suposta supress\u00e3o de ICMS por omiss\u00e3o de escritura\u00e7\u00e3o fiscal digital de&nbsp;Conhecimentos de Transporte Eletr\u00f4nicos (CT-e)&nbsp;.<\/p>\n\n\n\n<p>A magistrada concluiu que n\u00e3o houve prova segura de autoria e dolo, com fundamento no art. 386, VII, do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>O que \u00e9 CT-e?<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de um documento fiscal exclusivamente digital que registra a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de transporte de cargas no Brasil.&nbsp;Ele substitui antigos documentos em papel, como o conhecimento de transporte rodovi\u00e1rio, a\u00e9reo, ferrovi\u00e1rio e aquavi\u00e1rio. Sua emiss\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria sempre que h\u00e1 circula\u00e7\u00e3o de mercadorias com presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o de transporte.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3cio oculto<\/p>\n\n\n\n<p>A den\u00fancia imputou ao r\u00e9u a pr\u00e1tica do crime de fraude fiscal com grave dano \u00e0 coletividade, na forma do art. 71 do CP, sob a alega\u00e7\u00e3o de que teria concorrido para a supress\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o de ICMS mediante omiss\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es tribut\u00e1veis em documento ou livro fiscal obrigat\u00f3rio, ocasionando grave dano \u00e0 coletividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a acusa\u00e7\u00e3o, houve omiss\u00e3o de escritura\u00e7\u00e3o, na EFD &#8211; Escritura\u00e7\u00e3o Fiscal Digital, de Conhecimentos de Transporte Eletr\u00f4nicos (CT-e) relativos a presta\u00e7\u00f5es de transporte intermunicipal nos per\u00edodos de 2019 e 2020, com constitui\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio superior a R$ 2,3 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o MP, a parte atuava como \u201cs\u00f3cio oculto\u201d da empresa, exercendo, de fato, inger\u00eancia sobre a atividade empresarial e concorrendo para as irregularidades fiscais, ainda que n\u00e3o figurasse formalmente no contrato social, raz\u00e3o pela qual deveria ser responsabilizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem participa\u00e7\u00e3o no per\u00edodo<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa negou a condi\u00e7\u00e3o de s\u00f3cio oculto no per\u00edodo investigado. Afirmou que sua eventual participa\u00e7\u00e3o na empresa teria se encerrado entre 2014 e 2015, sem manuten\u00e7\u00e3o de v\u00ednculo societ\u00e1rio ou inger\u00eancia na gest\u00e3o nos anos de 2019 e 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, sustentou que n\u00e3o exercia poderes de administra\u00e7\u00e3o, n\u00e3o possu\u00eda acesso aos sistemas da Secretaria de Fazenda, n\u00e3o detinha senha ou procura\u00e7\u00e3o para tratar de obriga\u00e7\u00f5es fiscais e desconhecia a atividade de transporte supostamente desenvolvida naquele per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Argumentou ainda que eventual reconhecimento de sociedade de fato em a\u00e7\u00e3o c\u00edvel n\u00e3o implicaria responsabilidade penal autom\u00e1tica, sendo indispens\u00e1vel a comprova\u00e7\u00e3o de atua\u00e7\u00e3o concreta, com dom\u00ednio do fato e dolo espec\u00edfico. Requereu, ao final, a absolvi\u00e7\u00e3o por aus\u00eancia de prova de autoria e de elemento subjetivo, nos termos do art. 386, incisos IV, V ou VII, do CPP.<\/p>\n\n\n\n<p>Insufici\u00eancia de provas<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, a magistrada destacou que a exist\u00eancia de apontamentos fiscais e documentos do procedimento administrativo n\u00e3o basta, por si s\u00f3, para a condena\u00e7\u00e3o criminal. Conforme afirmou, \u00e9 indispens\u00e1vel a demonstra\u00e7\u00e3o concreta de participa\u00e7\u00e3o efetiva nos atos relacionados \u00e0 escritura\u00e7\u00e3o, apura\u00e7\u00e3o e recolhimento do tributo, al\u00e9m do elemento subjetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, reconheceu que n\u00e3o houve&nbsp;&#8220;demonstra\u00e7\u00e3o concreta de que o r\u00e9u detinha poder de comando, inger\u00eancia administrativa, gest\u00e3o financeira\/cont\u00e1bil ou dom\u00ednio sobre as decis\u00f5es fiscais atinentes \u00e0 escritura\u00e7\u00e3o na EFD, emiss\u00e3o de CT-e, apura\u00e7\u00e3o e recolhimento do ICMS incidente sobre fretes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m afastou a possibilidade de responsabiliza\u00e7\u00e3o por presun\u00e7\u00e3o, ao consignar que \u201ca teoria do dom\u00ednio do fato n\u00e3o pode ser utilizada como atalho para suprir a aus\u00eancia de prova\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a ju\u00edza apontou que n\u00e3o ficou indicado quais atos teriam sido praticados pelo acusado para a suposta supress\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o do tributo. Nesse ponto, avaliou que \u201co que se observa \u00e9 tentativa de responsabiliz\u00e1-lo por uma vincula\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria alegada, o que configura vedada responsabiliza\u00e7\u00e3o penal objetiva\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, concluiu que \u201cn\u00e3o se formou ju\u00edzo de certeza quanto \u00e0 autoria e ao dolo, remanescendo d\u00favida razo\u00e1vel sobre a efetiva participa\u00e7\u00e3o do r\u00e9u\u201d, absolvendo o acusado por insufici\u00eancia probat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O escrit\u00f3rio Biazi Advogados Associados atua na causa.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo:&nbsp;7005198-15.2025.8.22.0007<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/450797\/juiza-absolve-acusado-de-envolvimento-em-fraude-fiscal-de-r-2-3-mi\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Liminares que adiam adapta\u00e7\u00e3o ao novo PAT indicam excessos de decreto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Ao fixar taxas e prazos n\u00e3o previstos na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2019-2022\/2022\/lei\/l14442.htm\">Lei 14.442\/2022<\/a>&nbsp;\u2014 que disp\u00f5e sobre o pagamento de aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o aos trabalhadores \u2014, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/decret\/2025\/decreto-12712-11-novembro-2025-798276-publicacaooriginal-176977-pe.html\">Decreto 12.712\/2025<\/a>&nbsp;extrapola seu poder regulamentar e invade compet\u00eancias, de acordo com a avalia\u00e7\u00e3o de advogados trabalhistas que conversaram com a revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>O decreto estabelece novas regras do Programa de Alimenta\u00e7\u00e3o do Trabalhador (PAT), com par\u00e2metros e condi\u00e7\u00f5es para a concess\u00e3o de benef\u00edcios como aux\u00edlio-refei\u00e7\u00e3o e aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Publicado em 11 de novembro de 2025 e em vigor desde o \u00faltimo dia 10, ele instituiu um teto de 3,6% para a taxa de desconto cobrada dos supermercados e restaurantes pelas operadoras (chamada de MDR), e de 2% para a taxa de interc\u00e2mbio entre a \u201cmaquininha\u201d e o banco para cada opera\u00e7\u00e3o. Qualquer cobran\u00e7a acima disso fica vedada.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o decreto estabelece um prazo m\u00e1ximo de 15 dias para o repasse dos valores aos estabelecimentos que vendem refei\u00e7\u00f5es ou alimentos. Tamb\u00e9m \u00e9 obrigat\u00f3rio, a partir de agora, que operadoras que atendem a mais de 500 mil trabalhadores passem a operar no modelo de arranjo aberto. Ou seja, qualquer m\u00e1quina de pagamento dever\u00e1 aceitar cart\u00f5es de qualquer operadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra regra nova \u00e9 o fim dos descontos (ou rebates) dados a empresas que t\u00eam contratos volumosos em n\u00fameros de benefici\u00e1rios. De acordo com especialistas, o \u00f4nus desses descontos por vezes era repassado \u00e0s taxas cobradas de supermercados e fornecedores.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a publica\u00e7\u00e3o do decreto, empresas tradicionais do ramo de benef\u00edcios, como Ticket, VR, Pluxee (ex-Sodexo), Alelo e VR, ajuizaram a\u00e7\u00f5es contra a Uni\u00e3o e obtiveram liminares que as isentam de sofrer san\u00e7\u00f5es por n\u00e3o estarem adaptadas, por enquanto, \u00e0s imposi\u00e7\u00f5es do governo.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da Alelo, uma das alega\u00e7\u00f5es foi a de que o decreto trouxe inova\u00e7\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o de sua al\u00e7ada. A Uni\u00e3o se manifestou negando que a regulamenta\u00e7\u00e3o tenha inovado o entendimento da lei de 2022. A Advocacia-Geral da Uni\u00e3o argumentou que a lei que institui o PAT depende de regulamenta\u00e7\u00e3o administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguran\u00e7a com liminares<\/p>\n\n\n\n<p>Para os advogados que falaram \u00e0&nbsp;ConJur, a abertura compuls\u00f3ria dos arranjos de pagamento s\u00f3 para um determinado grupo &nbsp;\u2014 no PAT, at\u00e9 ent\u00e3o, existia apenas o arranjo fechado, quando o cart\u00e3o da operadora s\u00f3 \u00e9 aceito em sua pr\u00f3pria m\u00e1quina \u2014 tamb\u00e9m pode ser vista como uma extrapola\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia regulamentar, uma vez que se trata de obriga\u00e7\u00e3o que a lei n\u00e3o detalhou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO decreto n\u00e3o s\u00f3 explica a lei: ele fixa tetos econ\u00f4micos, imp\u00f5e prazo de liquida\u00e7\u00e3o e cria comit\u00ea com poder de alterar esses par\u00e2metros. Se a Lei 14.442\/2022 n\u00e3o autorizar isso com clareza, pode haver excesso\u201d, comenta&nbsp;Taunai Moreira, do escrit\u00f3rio Bruno Boris Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 que o Judici\u00e1rio firme entendimento sobre o tema, a seguran\u00e7a jur\u00eddica das empresas estar\u00e1 nas liminares, segundo&nbsp;Amanda Paoleli, do Calcini Advogados. \u201cA suspens\u00e3o de pontos cr\u00edticos via liminares serve como uma esp\u00e9cie de freio de arruma\u00e7\u00e3o, sinalizando que o aprimoramento do sistema, por mais nobre que seja sua inten\u00e7\u00e3o social, n\u00e3o pode atropelar a hierarquia das normas e a sua finalidade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Se h\u00e1 cria\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas, altera\u00e7\u00e3o substancial do modelo econ\u00f4mico definido em lei ou imposi\u00e7\u00e3o de restri\u00e7\u00f5es que modifiquem o equil\u00edbrio jur\u00eddico j\u00e1 estabelecido pelo legislador, caracteriza-se o excesso regulamentar, de acordo com a tributarista&nbsp;Daniela Poli Vlavianos.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria L\u00facia Benhame, da banca Benhame Sociedade de Advogados, entende que, al\u00e9m de ferir compet\u00eancias, o decreto tamb\u00e9m fere a legisla\u00e7\u00e3o de liberdade econ\u00f4mica, interfere em modelos de neg\u00f3cios e em contratos particulares entre empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>O lado bom<\/p>\n\n\n\n<p>Roberta Dantas Ribeiro, do escrit\u00f3rio Chalfin, Goldberg, Vainboim Advogados, n\u00e3o v\u00ea extravasamento dos poderes do Executivo. Ela entende que o decreto regulamenta diretrizes que aumentam a transpar\u00eancia, a concorr\u00eancia e a pr\u00f3pria finalidade do benef\u00edcio, o que \u00e9 bom para os trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o \u00e9 leg\u00edtima, ressalva ela, principalmente porque altera o&nbsp;modus operandi&nbsp;das operadoras. \u201cCabe destacar que foi apresentado, em dezembro de 2025, o Projeto de Decreto Legislativo no Senado, com objetivo de anular as regras do Decreto 12.712\/2025, sustentando justamente que o Poder Executivo teria extrapolado sua compet\u00eancia normativa, sem previs\u00e3o expressa na Lei 14.442\/2022.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O que os defensores do decreto argumentam \u00e9 que h\u00e1&nbsp;lobby&nbsp;no Congresso Nacional das empresas tradicionais do ramo para que o regulamento seja derrubado. Um dos resultados \u00e9 o PDL citado por Roberta Ribeiro, proposto pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), que retirou o tema de pauta tr\u00eas dias depois de protocolado.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a assinatura do decreto, as a\u00e7\u00f5es das empresas na Bolsa de Valores t\u00eam perdido valor. O motivo seria a institui\u00e7\u00e3o do teto de 3,6% na taxa de desconto, medida que estaria reduzindo as suas margens de lucro.<\/p>\n\n\n\n<p>Disputas do mercado<\/p>\n\n\n\n<p>A implanta\u00e7\u00e3o do Decreto 12.712\/2025 tem gerado disputas no mercado, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 concorr\u00eancia entre as empresas do setor. Em um processo que corre na 1\u00aa C\u00e2mara de Direito Empresarial do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo, por exemplo, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas de Benef\u00edcios ao Trabalhador (ABBT) recorreu de uma decis\u00e3o contra as plataformas digitais Ifood Benef\u00edcios, Caju, Flash e Swile, com os argumentos de concorr\u00eancia desleal e viola\u00e7\u00e3o da propriedade industrial. O relator do caso, desembargador Fortes Barbosa, votou a favor das empresas de benef\u00edcios por entender que essa pr\u00e1tica n\u00e3o se confirmou. O desembargador Rui Cascaldi pediu vista.<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia \u00e9 sobre a legalidade ou n\u00e3o da atua\u00e7\u00e3o das empresas no regime do PAT. As empresas argumentam que n\u00e3o h\u00e1 nada que as impe\u00e7a de operar, desde que em arranjo aberto e que trabalhem somente com o benef\u00edcio de alimenta\u00e7\u00e3o. Uma delas diz que jamais vendeu planos para empresas cadastradas no PAT \u2014 que permite descontos fiscais. O empregador pode abater do Imposto de Renda o que investe no PAT.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando o usu\u00e1rio vai comprar a refei\u00e7\u00e3o necessariamente a maquininha tem que usar a op\u00e7\u00e3o voucher, n\u00e3o cr\u00e9dito ou d\u00e9bito. \u00c9 uma forma de tentar evitar usar o vale-alimenta\u00e7\u00e3o ou refei\u00e7\u00e3o para adquirir outros produtos e servi\u00e7os que n\u00e3o sejam o alimento\u201d, diz o advogado&nbsp;Br\u00e1ulio Almeida.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, a interoperabilidade entre m\u00e1quinas e cart\u00f5es facilita que se drible essa regra, segundo Maria L\u00facia Benhame.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cBasta a empresa ter um CNAE de alimentos e emitir a venda nesse CNAE, mesmo que n\u00e3o se compre alimenta\u00e7\u00e3o ou refei\u00e7\u00e3o, para o cart\u00e3o alimenta\u00e7\u00e3o ser aceito. O esquema fechado existia para s\u00f3 permitir de forma bastante controlada a compra de alimentos\u201d, afirma. Para ela, h\u00e1 concorr\u00eancia desleal entre as empresas \u201cn\u00e3o tradicionais\u201d e as outras, pois elas j\u00e1 funcionam como cart\u00f5es de cr\u00e9dito pr\u00e9-pagos e n\u00e3o operavam sob as mesmas regras.<\/p>\n\n\n\n<p>Almeida explica que quando a finalidade do PAT \u00e9 desviada, a consequ\u00eancia \u00e9 que o valor que a empresa depositou como vale-alimenta\u00e7\u00e3o ou refei\u00e7\u00e3o \u00e9 considerado de natureza salarial e h\u00e1 uma cobran\u00e7a de encargos por esse desvio de finalidade. \u201cAo mesmo tempo em que a interoperabilidade pode ser favor\u00e1vel por uma quest\u00e3o concorrencial, ela pode trazer desafios de governan\u00e7a e de fiscaliza\u00e7\u00e3o da boa utiliza\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"UIN3le8dUN\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-27\/ao-fixar-taxas-e-prazos-novo-decreto-do-pat-extrapola-poder-regulamentar\/\">Liminares que adiam adapta\u00e7\u00e3o ao novo PAT indicam excessos de decreto<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Liminares que adiam adapta\u00e7\u00e3o ao novo PAT indicam excessos de decreto&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-27\/ao-fixar-taxas-e-prazos-novo-decreto-do-pat-extrapola-poder-regulamentar\/embed\/#?secret=e0AhGcggAW#?secret=UIN3le8dUN\" data-secret=\"UIN3le8dUN\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF julga vaquejada, fidelidade partid\u00e1ria e \u00f4nus do MP nesta semana<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Nos dias 4 e 5 de mar\u00e7o, o STF enfrenta uma pauta que cruza tributa\u00e7\u00e3o, meio ambiente, direitos fundamentais e organiza\u00e7\u00e3o institucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e3o em julgamento a\u00e7\u00f5es sobre adicionais de ICMS para fundos estaduais de combate \u00e0 pobreza, a constitucionalidade de lei que restringe a presen\u00e7a de crian\u00e7as na parada LGBTQIAPN+.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os ministros v\u00e3o decidir sobre a validade da vaquejada como manifesta\u00e7\u00e3o cultural, a aplica\u00e7\u00e3o da perda de mandato por infidelidade partid\u00e1ria a cargos majorit\u00e1rios e a possibilidade de o Minist\u00e9rio P\u00fablico ser condenado ao pagamento de custas e honor\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira:<\/p>\n\n\n\n<p>4\/3<\/p>\n\n\n\n<p>Fundo Estadual de Combate \u00e0 Pobreza<\/p>\n\n\n\n<p>ADin 7.716 (Relator: ministro Dias Toffoli; destaque: ministro Luiz Fux)<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o questiona lei da Para\u00edba que instituiu adicional de ICMS sobre servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00e3o para financiar o Fundo de Combate e Erradica\u00e7\u00e3o da Pobreza (FUNCEP\/PB).<\/p>\n\n\n\n<p>As entidades autoras sustentam que o adicional s\u00f3 pode incidir sobre produtos e servi\u00e7os sup\u00e9rfluos e que telecomunica\u00e7\u00f5es s\u00e3o essenciais, o que violaria o princ\u00edpio da seletividade. O Estado e a Assembleia defendem a constitucionalidade da norma. PGR e AGU opinaram pela improced\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi suspenso em 26\/2\/26, ap\u00f3s destaque do ministro Luiz Fux.<\/p>\n\n\n\n<p>ADin 7.077 (Relator:&nbsp;ministro&nbsp;Fl\u00e1vio Dino;&nbsp;destaque:&nbsp;ministro&nbsp;Luiz Fux)<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o questiona leis do RJ que aumentaram as al\u00edquotas de ICMS sobre energia el\u00e9trica e servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de majorarem o adicional destinado ao Fundo de Combate \u00e0 Pobreza.<\/p>\n\n\n\n<p>O procurador-geral da Rep\u00fablica sustenta que a medida viola o princ\u00edpio da seletividade e o limite constitucional de 2% para adicional sobre produtos e servi\u00e7os sup\u00e9rfluos, argumentando que energia e comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o essenciais. O Estado defende a validade das normas.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi iniciado, mas adiado por indica\u00e7\u00e3o do relator, ministro Fl\u00e1vio Dino.<\/p>\n\n\n\n<p>ADin 7.634&nbsp;(Relator:&nbsp;ministro Gilmar Mendes; vista:&nbsp;ministro Nunes Marques)<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00e7\u00e3o questiona lei do RJ que incluiu servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es no adicional de ICMS destinado ao Fundo Estadual de Combate \u00e0 Pobreza.<\/p>\n\n\n\n<p>As autoras sustentam que a Constitui\u00e7\u00e3o permite o adicional apenas sobre bens e servi\u00e7os sup\u00e9rfluos, limitando-o a 2%, e que telecomunica\u00e7\u00f5es s\u00e3o essenciais. PGR e AGU opinaram pela exclus\u00e3o dos servi\u00e7os de telecom do alcance da norma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Parada&nbsp;LGBTQIAPN+<\/p>\n\n\n\n<p>ADin 7.584 e ADin 7.585&nbsp;(Relator: ministro Gilmar Mendes; vista: ministro Nunes Marques)<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o questiona lei do Amazonas que pro\u00edbe a participa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e adolescentes na Parada do Orgulho LGBTQIAPN+, salvo com autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>As autoras alegam viola\u00e7\u00e3o \u00e0 igualdade, \u00e0 n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o, \u00e0 liberdade de express\u00e3o e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o integral da inf\u00e2ncia. O relator votou pela inconstitucionalidade da norma. O julgamento foi suspenso ap\u00f3s pedido de vista.<\/p>\n\n\n\n<p>Perda do mandato<\/p>\n\n\n\n<p>ADin 6.574&nbsp;(relator: ministro Lu\u00eds Roberto Barroso; vista: ministro Alexandre de Moraes)<\/p>\n\n\n\n<p>Proposta pelo PSDB, o caso discute se a perda de mandato por infidelidade partid\u00e1ria deve alcan\u00e7ar tamb\u00e9m os eleitos pelo sistema majorit\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator votou pela improced\u00eancia do pedido, entendendo que a regra n\u00e3o se aplica a cargos majorit\u00e1rios, sob pena de viola\u00e7\u00e3o da soberania popular. O julgamento foi suspenso ap\u00f3s pedido de vista.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei Ferrari<\/p>\n\n\n\n<p>ADPF 1.106 (relator: ministro Edson Fachin)<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradora-geral da Rep\u00fablica ajuizou a\u00e7\u00e3o contra diversos dispositivos da lei 6.729\/79, conhecida como lei Ferrari, que regula a concess\u00e3o comercial entre montadoras e distribuidoras de ve\u00edculos.<\/p>\n\n\n\n<p>A autora sustenta que a norma viola preceitos constitucionais como a livre iniciativa, a liberdade de contratar, a livre concorr\u00eancia, a defesa do consumidor e a repress\u00e3o ao abuso do poder econ\u00f4mico, ao impor regras r\u00edgidas ao setor automotivo, inclusive com restri\u00e7\u00f5es territoriais.<\/p>\n\n\n\n<p>Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, C\u00e2mara e Senado defendem a constitucionalidade da lei. A PGR e a AGU opinaram pela improced\u00eancia do pedido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>5\/3<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Vaquejada&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>ADin 5.772 (relator: ministro Dias Toffoli)<\/p>\n\n\n\n<p>O caso questiona a Emenda Constitucional 96\/17 e dispositivos de leis federais que reconhecem a vaquejada como manifesta\u00e7\u00e3o cultural e afastam a caracteriza\u00e7\u00e3o de crueldade em pr\u00e1ticas desportivas com animais, desde que consideradas culturais.<\/p>\n\n\n\n<p>O procurador-geral da Rep\u00fablica sustenta que as normas violam a prote\u00e7\u00e3o constitucional ao meio ambiente e \u00e0 fauna, especialmente a veda\u00e7\u00e3o a pr\u00e1ticas que submetam animais \u00e0 crueldade, al\u00e9m de afrontarem cl\u00e1usulas p\u00e9treas. Senado e Presid\u00eancia defendem a constitucionalidade das medidas, com base na prote\u00e7\u00e3o \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es culturais.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi iniciado em sess\u00e3o virtual, mas acabou suspenso para posterior proclama\u00e7\u00e3o do resultado.<\/p>\n\n\n\n<p>Custas processuais<\/p>\n\n\n\n<p>ARE 1.524.619 (relator: ministro Alexandre de Moraes)<\/p>\n\n\n\n<p>O caso discute se o Minist\u00e9rio P\u00fablico pode ser condenado ao pagamento de custas, despesas processuais e honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso foi interposto contra decis\u00e3o do TJ\/SP que imp\u00f4s ao MP o pagamento dos \u00f4nus de sucumb\u00eancia. O Minist\u00e9rio P\u00fablico sustenta que a condena\u00e7\u00e3o viola sua autonomia e independ\u00eancia institucional, previstas nos arts. 127 e 128 da CF\/88, e que a veda\u00e7\u00e3o constitucional relacionada a custas e honor\u00e1rios impede tamb\u00e9m sua condena\u00e7\u00e3o nessas verbas.<\/p>\n\n\n\n<p>O recorrido defende a manuten\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o. O STF reconheceu a repercuss\u00e3o geral da mat\u00e9ria (Tema 1.382). Ap\u00f3s sustenta\u00e7\u00f5es orais, o julgamento foi suspenso.<\/p>\n\n\n\n<p>Honor\u00e1rios periciais<\/p>\n\n\n\n<p>ACO 1.560&nbsp;(relator: ministro Cristiano Zanin; vista: ministro&nbsp;Alexandre de Moraes)<\/p>\n\n\n\n<p>O caso envolve agravo regimental da PGR contra decis\u00e3o que atribuiu ao Minist\u00e9rio P\u00fablico o pagamento dos honor\u00e1rios periciais referentes \u00e0 prova por ele requerida, com fundamento no art. 91 do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>A PGR sustenta que a interpreta\u00e7\u00e3o do dispositivo deve considerar a necessidade de coopera\u00e7\u00e3o entre \u00f3rg\u00e3os estatais na tutela de direitos coletivos, a fim de n\u00e3o restringir a atua\u00e7\u00e3o do MP na defesa de interesses difusos.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Cristiano Zanin, indeferiu o pedido de reconsidera\u00e7\u00e3o e reafirmou que cabe ao Minist\u00e9rio P\u00fablico arcar com os honor\u00e1rios da per\u00edcia que requerer, determinando o prosseguimento do feito nas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi suspenso ap\u00f3s pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/450842\/stf-julga-vaquejada-fidelidade-partidaria-e-onus-do-mp-nesta-semana\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Despesas com pessoal geram cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a Federal do Rio de Janeiro concedeu liminar a uma empresa que lhe garante o direito a cr\u00e9ditos de PIS e Cofins sobre despesas com pessoal que foram acordadas em conven\u00e7\u00e3o coletiva. Trata-se, segundo especialistas, da primeira decis\u00e3o favor\u00e1vel ao pleito dos contribuintes no Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o raras as decis\u00f5es favor\u00e1veis envolvendo conven\u00e7\u00e3o coletiva. Outra liminar foi concedida recentemente pela 2\u00aa Vara Federal com Juizado Especial Federal (JEF) Adjunto de Sete Lagoas (MG). Beneficia uma f\u00e1brica de tecelagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Em ambos os casos, os contribuintes usam como precedente decis\u00e3o de 2018 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), em recurso repetitivo. Naquela ocasi\u00e3o, os ministros entenderam que o conceito de insumo, para cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, deve ser interpretado conforme os princ\u00edpios da essencialidade e da relev\u00e2ncia (Tema 779, REsp 1.221.170).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do Rio de Janeiro, o contribuinte tentou aproveitar cr\u00e9ditos de PIS e Cofins, com base na leis n\u00ba 10.637\/2002 e n\u00ba 10.833\/2003, sobre valores gastos com alimenta\u00e7\u00e3o, vestimenta e plano de sa\u00fade dos trabalhadores, mas a tentativa foi barrada pela Receita Federal, com o argumento de que essas despesas n\u00e3o se enquadram no conceito de insumo (processo n\u00ba 5004629-49.2026.4.02.5101).<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Receita, com base na Instru\u00e7\u00e3o Normativa (IN) n\u00ba 2.121, n\u00e3o s\u00e3o considerados insumos os gastos que se destinem a viabilizar a atividade dos empregados, \u201ctais como alimenta\u00e7\u00e3o, vestimenta, cursos, plano de sa\u00fade e seguro de vida\u201d. Essa ressalva foi inclu\u00edda na IN em abril de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Pedro Grillo, do Brigag\u00e3o Duque Estrada Advogados, explica, por\u00e9m, que o conceito de relev\u00e2ncia tem liga\u00e7\u00e3o com alguma exig\u00eancia normativa. Assim, se a despesa se d\u00e1 por for\u00e7a de alguma lei ou exig\u00eancia regulat\u00f3ria, seria poss\u00edvel o creditamento de PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso analisado, as despesas da empresa com os trabalhadores foram acordadas em negocia\u00e7\u00e3o coletiva da categoria. Desde a edi\u00e7\u00e3o da reforma trabalhista (Lei n\u00ba 13.467, de 2017), as negocia\u00e7\u00f5es coletivas entre empresas e trabalhadores t\u00eam for\u00e7a de lei. Essa determina\u00e7\u00e3o foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (Tema 1046).<\/p>\n\n\n\n<p>Com base na reforma, esse tipo de despesa se enquadraria no crit\u00e9rio de relev\u00e2ncia adotado pelo STJ, segundo Grillo. A maioria dos tribunais do pa\u00eds, no entanto, discorda dessa posi\u00e7\u00e3o, o que demonstra a import\u00e2ncia da liminar da Justi\u00e7a Federal do Rio de Janeiro. No pr\u00f3prio Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro (TRF-2), o entendimento \u00e9 predominantemente pr\u00f3-fazend\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em abril de 2025, por exemplo, a 3\u00aa Turma Especializada negou o recurso de uma empresa de transporte de cargas, com a justificativa de que as \u201cdespesas com uniformes, vale-transporte, alimenta\u00e7\u00e3o e plano de sa\u00fade, mesmo exigidas por conven\u00e7\u00e3o coletiva, n\u00e3o configuram insumos aptos a gerar cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins\u201d (processo n\u00ba 5094931-32.2023.4.02.5101).<\/p>\n\n\n\n<p>Em outro processo, a 4\u00aa Turma Especializada negou o recurso de uma empresa de engenharia que queria compensar gastos com vale-alimenta\u00e7\u00e3o, vale-transporte e plano de sa\u00fade dos empregados. \u201cSomente caracteriza-se como insumo quando a subtra\u00e7\u00e3o do bem ou servi\u00e7o em quest\u00e3o resultar na impossibilidade de realiza\u00e7\u00e3o da atividade empresarial ou, no m\u00ednimo, lhe acarretar substancial perda de qualidade\u201d, diz o ac\u00f3rd\u00e3o (processo n\u00ba 5049046-63.2021.4.02.5101).<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada Mariana Ferreira, do escrit\u00f3rio Murayama, Affonso Ferreira e Mota Advogados, defendeu a empresa no processo da Justi\u00e7a Federal do Rio de Janeiro e destaca que a decis\u00e3o pode sinalizar o in\u00edcio de uma mudan\u00e7a de posicionamento dos magistrados a respeito do assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssas normas coletivas t\u00eam for\u00e7a legal, s\u00e3o obrigat\u00f3rias. O contribuinte n\u00e3o quer pagar para aproveitar e tomar cr\u00e9dito, mas \u00e9 obrigado a tomar essa despesa, que por isso \u00e9 necess\u00e1ria para desenvolver a atividade\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela acrescenta que, como a nova reda\u00e7\u00e3o da instru\u00e7\u00e3o normativa ainda \u00e9 recente, de abril do ano passado, o debate ainda \u00e9 muito novo, e h\u00e1 espa\u00e7o para mudan\u00e7as de entendimento. \u201cAs decis\u00f5es podem ter sido mais desfavor\u00e1veis a princ\u00edpio porque existe uma resist\u00eancia a adotar um entendimento diferente no come\u00e7o, mas o sucesso nessa liminar pode estimular outras empresas a brigarem por esse direito.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para Pedro Grillo, a liminar pode dar \u201cuma certa esperan\u00e7a\u201d de que o crit\u00e9rio da relev\u00e2ncia passe a ter uma interpreta\u00e7\u00e3o mais adequada ao repetitivo do STJ. \u201cA jurisprud\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a esse tema espec\u00edfico n\u00e3o est\u00e1 caminhando como se esperaria, no sentido de reconhecer que esses gastos se amoldam ao crit\u00e9rio de relev\u00e2ncia\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A palavra final, afirma o especialista, deve voltar a ser do STJ, quando esses questionamentos individuais das empresas come\u00e7arem a chegar l\u00e1, j\u00e1 que a instru\u00e7\u00e3o normativa editada pela Receita n\u00e3o foi questionada especificamente. \u201cNo final das contas vai ficar a cargo mesmo do STJ a defini\u00e7\u00e3o final sobre o alcance desse repetitivo de 2018 e se poderia abranger esses disp\u00eandios\u201d, diz<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota ao Valor, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) lembra que a decis\u00e3o \u00e9 liminar e que avalia a interposi\u00e7\u00e3o de recurso. \u201cAl\u00e9m disso, essa \u00e9 uma decis\u00e3o isolada sobre o assunto e que se encontra em disson\u00e2ncia da jurisprud\u00eancia de todos os Tribunais Regionais Federais\u201d, afirma o \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/03\/02\/despesas-com-pessoal-geram-creditos-de-pis-cofins.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Averbar quita\u00e7\u00e3o de venda afasta responsabilidade por tributo municipal, afirma TJ-SC<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A averba\u00e7\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22termo+de+quita%C3%A7%C3%A3o%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">termo de quita\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;de um compromisso de compra e venda na matr\u00edcula do im\u00f3vel comprova que o antigo dono n\u00e3o exerce mais os atributos da propriedade. Com isso, ele perde a condi\u00e7\u00e3o de sujeito passivo e fica isento dos&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22tributo+municipal%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">tributos municipais<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, a 5\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina rejeitou um recurso do munic\u00edpio de Balne\u00e1rio Pi\u00e7arras e excluiu a responsabilidade tribut\u00e1ria de uma construtora sobre um im\u00f3vel negociado com terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>O im\u00f3vel havia sido registrado formalmente em nome da empresa, que firmou um contrato de compromisso de compra e venda com terceiros e averbou o termo de quita\u00e7\u00e3o na matr\u00edcula em 17 de junho de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Semanas depois, em 26 de agosto de 2024, a construtora apresentou um requerimento administrativo \u00e0 prefeitura para tentar regularizar a altera\u00e7\u00e3o cadastral. O munic\u00edpio, no entanto, continuou a cobrar os tributos da antiga propriet\u00e1ria, exigindo a transfer\u00eancia formal da propriedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a cobran\u00e7a, a empresa ajuizou um mandado de seguran\u00e7a e obteve decis\u00e3o favor\u00e1vel para ser exclu\u00edda da responsabilidade sobre os impostos a partir da data do requerimento administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>O munic\u00edpio, ent\u00e3o, interp\u00f4s um agravo interno argumentando que n\u00e3o h\u00e1 direito subjetivo \u00e0 exclus\u00e3o da sujei\u00e7\u00e3o passiva com base apenas em uma tentativa de regulariza\u00e7\u00e3o. A prefeitura sustentou que a averba\u00e7\u00e3o tem car\u00e1ter meramente declarat\u00f3rio e que a obriga\u00e7\u00e3o de pagar os impostos subsiste at\u00e9 que a propriedade seja formalmente transferida com o pagamento do Imposto sobre a Transmiss\u00e3o de Bens Im\u00f3veis e o registro da escritura p\u00fablica, conforme estipulam o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10406compilada.htm\">C\u00f3digo Civil<\/a>&nbsp;e o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l5172compilado.htm\">C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Realidade dos fatos<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o recurso, o relator, desembargador Vilson Fontana,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jun-08\/averbacao-do-termo-de-quitacao-exclui-responsabilidade-tributaria-do-vendedor\/\">rejeitou os argumentos da prefeitura<\/a>. Ele explicou que a controv\u00e9rsia n\u00e3o se resume a uma suposta sobreposi\u00e7\u00e3o da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l6015compilada.htm\">Lei de Registros P\u00fablicos<\/a>&nbsp;em rela\u00e7\u00e3o ao CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>Fontana apontou que a imposi\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria precisa refletir a realidade dos fatos. No caso concreto, o julgador observou que a construtora n\u00e3o exerce mais os poderes inerentes ao direito de propriedade, como o uso, o gozo e a disposi\u00e7\u00e3o do bem, o que torna irrazo\u00e1vel submet\u00ea-la \u00e0 incid\u00eancia de novas obriga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDenota-se que desde 17\/6\/2024 o impetrante n\u00e3o det\u00e9m o exerc\u00edcio legal dos poderes inerentes \u00e0 propriedade, pois averbou na matr\u00edcula do im\u00f3vel a quita\u00e7\u00e3o do Contrato de Compromisso de Compra e Venda. Ademais, o Fisco tinha plena ci\u00eancia da situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica, diante da tentativa de regulariza\u00e7\u00e3o administrativa promovida\u201d, concluiu o magistrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Voto_TJSC_Averbacao_Quitacao.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o voto<br>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/Acord_TJSC_Averbacao_Quitacao.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o ac\u00f3rd\u00e3o<br>Apela\u00e7\u00e3o 5003857-39.2024.8.24.0048<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"y3f5eWjiZD\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-24\/averbar-quitacao-de-venda-afasta-responsabilidade-por-tributo-municipal\/\">Averbar quita\u00e7\u00e3o de venda afasta responsabilidade por tributo municipal<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Averbar quita\u00e7\u00e3o de venda afasta responsabilidade por tributo municipal&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-24\/averbar-quitacao-de-venda-afasta-responsabilidade-por-tributo-municipal\/embed\/#?secret=TjcMHDtHaU#?secret=y3f5eWjiZD\" data-secret=\"y3f5eWjiZD\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Pend\u00eancia de ITBI em neg\u00f3cio anterior n\u00e3o pode travar registro de escritura<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22escritura%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">O registro da escritura<\/a>&nbsp;de um im\u00f3vel n\u00e3o pode ser travado por exig\u00eancia tribut\u00e1ria de um neg\u00f3cio jur\u00eddico anterior do qual o atual comprador n\u00e3o participou.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base neste entendimento, a ju\u00edza Ana Maria Ortega Macedo, da Vara de Registros P\u00fablicos e Corregedoria do Foro Extrajudicial da comarca de Londrina (PR), afastou uma exig\u00eancia cartor\u00e1ria e determinou o prosseguimento do registro de um im\u00f3vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Um comprador firmou uma escritura p\u00fablica de compra e venda de um im\u00f3vel diretamente com os propriet\u00e1rios. O cart\u00f3rio, por\u00e9m, condicionou o registro \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o de uma certid\u00e3o de quita\u00e7\u00e3o ou de n\u00e3o incid\u00eancia do Imposto sobre a Transmiss\u00e3o de Bens Im\u00f3veis (ITBI). A cobran\u00e7a referia-se a uma cess\u00e3o de direitos passada, que n\u00e3o havia sido registrada no cart\u00f3rio, mas que estava mencionada no corpo da nova escritura.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do impasse, o comprador ajuizou uma&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.quinto.com.br\/informe-se\/duvidas-frequentes\/titulos\/o-que-e-duvida-registral\">suscita\u00e7\u00e3o de d\u00favida registral inversa<\/a>&nbsp;\u2014 a\u00e7\u00e3o que contesta uma negativa de registro em cart\u00f3rio. Os advogados argumentaram que a escritura foi celebrada com os donos oficiais do im\u00f3vel e que o cliente n\u00e3o poderia ser penalizado por n\u00e3o ter recolhido um tributo relativo a um neg\u00f3cio no qual n\u00e3o teve nenhum envolvimento.<\/p>\n\n\n\n<p>O cart\u00f3rio, em resposta, sustentou a legalidade da exig\u00eancia, amparando-se no dever de fiscaliza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria previsto na legisla\u00e7\u00e3o. O Minist\u00e9rio P\u00fablico manifestou-se a favor da proced\u00eancia do pedido do comprador.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar a controv\u00e9rsia, a magistrada acolheu os argumentos do comprador. A ju\u00edza explicou que o procedimento de d\u00favida registral, previsto no artigo 198 da Lei de Registros P\u00fablicos&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22Lei+6.015%2F1973%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">(Lei 6.015\/1973)<\/a>, serve exatamente para dirimir dissensos sobre a qualifica\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos.<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza observou que essa mesma lei, em seu artigo 289, somada ao artigo 134, inciso VI, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, de fato imp\u00f5e ao cart\u00f3rio o dever rigoroso de fiscalizar os tributos, mas ressaltou que essa atribui\u00e7\u00e3o se aplica apenas ao ato que est\u00e1 sendo praticado e ao seu respectivo sujeito passivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Verdadeiros devedores<\/p>\n\n\n\n<p>A magistrada apontou que a jurisprud\u00eancia do TJ-PR atesta que o cart\u00f3rio n\u00e3o pode transferir ao atual comprador uma obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria de um terceiro. Segundo ela, a cobran\u00e7a de eventuais impostos atrasados deve ser feita pelo munic\u00edpio diretamente contra os verdadeiros devedores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAinda que, em tese, possa haver incid\u00eancia de ITBI sobre cess\u00e3o de direitos aquisitivos \u2014 mat\u00e9ria inclusive objeto do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22Tema+1.124%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">Tema 1.124<\/a>&nbsp;da repercuss\u00e3o geral do STF \u2014, a eventual exig\u00eancia do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio deve ser direcionada aos efetivos sujeitos passivos, pelas vias pr\u00f3prias, n\u00e3o podendo o registro do t\u00edtulo translativo posterior ser obstado por obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria de terceiro\u201d, avaliou.<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza ressaltou que a postura do servi\u00e7o registral condicionava o direito do cidad\u00e3o a um evento que fugia do escopo do documento avaliado. \u201cAssim, a exig\u00eancia formulada extrapola os limites da qualifica\u00e7\u00e3o registral do t\u00edtulo apresentado, impondo condicionamento relativo a neg\u00f3cio jur\u00eddico diverso e anterior, n\u00e3o submetido a registro neste momento\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>A magistrada determinou que o cart\u00f3rio prossiga com a qualifica\u00e7\u00e3o e efetive o registro da escritura p\u00fablica. Ela ordenou tamb\u00e9m que o munic\u00edpio de Londrina seja oficiado para tomar ci\u00eancia da transa\u00e7\u00e3o antiga e, se achar cab\u00edvel, adotar as provid\u00eancias de cobran\u00e7a do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado&nbsp;Alison Gon\u00e7alves da Silva, do escrit\u00f3rio&nbsp;Gon\u00e7alves Spagnolo Advogados, atuou na causa em favor do comprador.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/SuscitacaoDuvida_ITBI_TJPR.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler a senten\u00e7a<br>Processo 0089622-56.2025.8.16.0014<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"RRMYQubJY0\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-01\/pendencia-de-itbi-em-negocio-anterior-nao-impede-registro-de-escritura\/\">Pend\u00eancia de ITBI em neg\u00f3cio anterior n\u00e3o impede registro de escritura<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Pend\u00eancia de ITBI em neg\u00f3cio anterior n\u00e3o impede registro de escritura&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-01\/pendencia-de-itbi-em-negocio-anterior-nao-impede-registro-de-escritura\/embed\/#?secret=YxmV2ipbrh#?secret=RRMYQubJY0\" data-secret=\"RRMYQubJY0\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Receita Federal disponibiliza atualiza\u00e7\u00e3o da minuta da primeira fase dos manuais e leiautes da nova Declara\u00e7\u00e3o de Regimes Espec\u00edficos (DeRE) Data: 23\/02\/2026 A Receita Federal do Brasil (RFB) comunica a disponibiliza\u00e7\u00e3o da&nbsp;nova vers\u00e3o&nbsp;da documenta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica,&nbsp;da primeira fase, referente \u00e0 Declara\u00e7\u00e3o de Regimes Espec\u00edficos (DeRE). 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