{"id":3835,"date":"2026-05-05T06:12:59","date_gmt":"2026-05-05T09:12:59","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3835"},"modified":"2026-05-05T09:41:21","modified_gmt":"2026-05-05T12:41:21","slug":"retrospecto-tributario-28-04-a-05-05","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3835","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 28\/04 a 05\/05"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Empresas com incentivos de ICMS ter\u00e3o de fazer m\u00faltiplos pedidos para acessar fundo de compensa\u00e7\u00e3o at\u00e9 2028, afirma especialista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas com opera\u00e7\u00f5es estruturadas em benef\u00edcios fiscais de ICMS (Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os) ter\u00e3o de apresentar m\u00faltiplos pedidos de habilita\u00e7\u00e3o ao fundo de compensa\u00e7\u00e3o at\u00e9 2028. A afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/larissa-josviak-d-avila-5033a5b2\/\">Larissa Josviak<\/a>, advogada e Head de Tax na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/company\/roit-ai\/posts\/?feedView=all\">ROIT<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a especialista, o processo tende a ser mais complexo do que aparenta, especialmente para companhias que concentram grande parte de suas atividades em incentivos fiscais:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cLembrando que \u00e9 um pedido por benef\u00edcio. Ent\u00e3o empresas, por exemplo, que tem toda sua opera\u00e7\u00e3o estruturada em benef\u00edcios, s\u00e3o v\u00e1rios pedidos, v\u00e1rios trabalhos em cima do mesmo tema. Parece muito tempo at\u00e9 2028, mas n\u00e3o \u00e9\u201c, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>A declara\u00e7\u00e3o foi feita durante o&nbsp;Webinar \u201cFim dos incentivos fiscais de ICMS\u201d, realizado pelo&nbsp;Portal&nbsp;e com acesso exclusivo para assinantes.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/assinatura\/\">Clique aqui para se tornar assinante<\/a>&nbsp;e ter acesso ao material completo.<\/p>\n\n\n\n<p>O webinar abordou as mudan\u00e7as previstas na &nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/emendas\/emc\/emc132.htm\">EC n\u00ba 132\/2023<\/a>. A medida prev\u00ea a extin\u00e7\u00e3o gradual de benef\u00edcios fiscais, como isen\u00e7\u00f5es e cr\u00e9ditos presumidos, at\u00e9 dezembro de 2032.<\/p>\n\n\n\n<p>A redu\u00e7\u00e3o ter\u00e1 in\u00edcio em 2029 e marca a substitui\u00e7\u00e3o do atual cen\u00e1rio de \u201cguerra fiscal\u201d por um novo modelo de desenvolvimento regional, com mecanismos de compensa\u00e7\u00e3o por meio de um fundo federal.<\/p>\n\n\n\n<p>LOG\u00cdSTICA<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/ricardo-de-holanda-janesch-972b7234\/\">Ricardo Janesch<\/a>,&nbsp;advogado e COO na ROIT, o modelo atual levou empresas a tomarem decis\u00f5es log\u00edsticas influenciadas por vantagens tribut\u00e1rias, e n\u00e3o pela efici\u00eancia operacional:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA empresa, hoje, toma uma decis\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 necessariamente a melhor do ponto de vista da opera\u00e7\u00e3o. Ela faz uma an\u00e1lise do quanto ter\u00e1 de redu\u00e7\u00e3o de carga, quanto essa redu\u00e7\u00e3o de carga vai impactar em caixa ou, eventualmente, em margem. Depois, faz um comparativo com o frete: qual \u00e9 o m\u00e1ximo de frete suport\u00e1vel, e se essa localiza\u00e7\u00e3o artificial \u00e9 coerente com a opera\u00e7\u00e3o dela. Ent\u00e3o, o ICMS que deveria ser um mero custo repassado para o mercado, passou a ser um crit\u00e9rio de diferencia\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica\u201c, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse cen\u00e1rio deve mudar com a redu\u00e7\u00e3o progressiva dos incentivos a partir de 2029. Segundo Janesch, a diminui\u00e7\u00e3o do peso do ICMS tende a alterar o planejamento das empresas e pode levar \u00e0 revis\u00e3o de cadeias log\u00edsticas e reposicionamento de centros de distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele exemplificou que benef\u00edcios relevantes hoje podem perder for\u00e7a ao longo da transi\u00e7\u00e3o, afetando diretamente os resultados das empresas. Nesse contexto, decis\u00f5es estrat\u00e9gicas sobre quando ajustar opera\u00e7\u00f5es passam a ser essenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>FUNDO DE COMPENSA\u00c7\u00c3O<\/p>\n\n\n\n<p>Para mitigar essas perdas, a reforma instituiu um fundo de compensa\u00e7\u00e3o. No entanto, o acesso aos recursos exige comprova\u00e7\u00e3o detalhada por parte das empresas. Josviak ressaltou que n\u00e3o basta possuir o benef\u00edcio fiscal, \u00e9 necess\u00e1rio demonstrar o impacto econ\u00f4mico da sua extin\u00e7\u00e3o. A advogada tamb\u00e9m destacou que o fundo \u00e9 limitado e disputado:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO fundo \u00e9 uma grande pizza de 160 bilh\u00f5es e est\u00e1 todo mundo brigando por um peda\u00e7o dela. Ent\u00e3o, ele \u00e9 finito, tem um car\u00e1ter or\u00e7ament\u00e1rio, e existem muitas discuss\u00f5es se esse valor de fato \u00e9 suficiente. Provavelmente n\u00e3o. E a\u00ed vamos ver como o governo vai se manifestar em rela\u00e7\u00e3o a isso conforme os pedidos de habilita\u00e7\u00e3o forem chegando. Mas hoje o fato \u00e9 que est\u00e1 todo mundo brigando por um peda\u00e7o dessa pizza de 160 bilh\u00f5es\u201c, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os principais desafios apontados est\u00e3o a mensura\u00e7\u00e3o das perdas, a comprova\u00e7\u00e3o de contrapartidas, como investimentos e gera\u00e7\u00e3o de empregos, e a necessidade de garantir coer\u00eancia entre os n\u00fameros apresentados e as obriga\u00e7\u00f5es fiscais j\u00e1 entregues ao Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, segundo a especialista, ainda n\u00e3o h\u00e1 uma metodologia \u00fanica definida pela Receita Federal para orientar esse processo.<\/p>\n\n\n\n<p>O prazo para habilita\u00e7\u00e3o vai at\u00e9 2028, mas, segundo os especialistas, o tempo pode ser insuficiente diante da complexidade do processo. Isso porque cada benef\u00edcio exige um pedido espec\u00edfico e uma an\u00e1lise detalhada de dados hist\u00f3ricos e proje\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.reformatributaria.com\/economia-reforma-tributaria-impactos\/empresas-com-incentivos-de-icms-terao-de-fazer-multiplos-pedidos-para-acessar-fundo-de-compensacao-ate-2028-afirma-especialista\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ valida provas digitais do Fisco para interromper prescri\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ, por meio de sua 2\u00aa turma, firmou entendimento no sentido de que representa\u00e7\u00f5es visuais e extratos originados de sistemas eletr\u00f4nicos geridos pela administra\u00e7\u00e3o fazend\u00e1ria constituem provas digitais v\u00e1lidas no \u00e2mbito processual judicial, gozando de presun\u00e7\u00e3o relativa de veracidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme deliberado pelo colegiado, tais registros possuem a capacidade de demonstrar o parcelamento de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios, com o prop\u00f3sito de interromper a contagem do prazo prescricional, sendo facultado ao contribuinte o direito de questionar sua autenticidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em conson\u00e2ncia com esse entendimento, a referida Turma procedeu com a anula\u00e7\u00e3o de um ac\u00f3rd\u00e3o proferido pelo TJ\/DF, o qual havia ratificado a extin\u00e7\u00e3o parcial de uma execu\u00e7\u00e3o fiscal movida contra uma empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso em quest\u00e3o, as inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias consideraram que as telas extra\u00eddas do&nbsp;Sitaf \u2013&nbsp;Sistema de Tributa\u00e7\u00e3o e Administra\u00e7\u00e3o Fiscal, mantido pela Secretaria de Economia do Distrito Federal, n\u00e3o apresentavam comprova\u00e7\u00e3o suficiente do parcelamento nem do consentimento do contribuinte, sendo, portanto, insuficientes para interromper o prazo prescricional.<\/p>\n\n\n\n<p>Perante o STJ, o Distrito Federal argumentou que as telas do Sitaf configuram documentos p\u00fablicos, produzidos pelo \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela gest\u00e3o dos cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, e, por conseguinte, det\u00eam presun\u00e7\u00e3o relativa de veracidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Adicionalmente, sustentou que caberia ao contribuinte o \u00f4nus de refutar essa presun\u00e7\u00e3o e que, uma vez comprovado o parcelamento por meio desses registros, a interrup\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o estaria devidamente caracterizada, permitindo o prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu pronunciamento, a ministra Maria Thereza de Assis Moura, relatora do caso na 2\u00aa turma, salientou que o CPC, em conjunto com a lei 11.419\/06, admite o emprego de provas digitais no processo judicial, incluindo registros eletr\u00f4nicos da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica como meios leg\u00edtimos de comprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cLogo, a primeira conclus\u00e3o inarred\u00e1vel \u00e9 a de que se trata de uma prova at\u00edpica v\u00e1lida, plenamente admiss\u00edvel em ju\u00edzo, e que a sua valora\u00e7\u00e3o ser\u00e1 regida pelo princ\u00edpio da persuas\u00e3o racional, cabendo ao juiz analisar livremente as provas, atendendo aos fatos e \u00e0s circunst\u00e2ncias do caso\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a ministra, embora produzidos unilateralmente, esses documentos gozam de presun\u00e7\u00e3o relativa de veracidade, em virtude de sua natureza como atos administrativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela enfatizou que o CPC dispensa a necessidade de comprova\u00e7\u00e3o de fatos amparados por presun\u00e7\u00e3o legal e recordou que o STJ j\u00e1 estabeleceu, sob o rito dos recursos repetitivos (Tema 527), que registros e demonstrativos de \u00f3rg\u00e3os fazend\u00e1rios possuem presun\u00e7\u00e3o de legitimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora complementou que, mesmo que produzida unilateralmente pela administra\u00e7\u00e3o, a prova n\u00e3o pode ser sumariamente descartada, cabendo \u00e0 parte contr\u00e1ria o \u00f4nus de impugnar de forma espec\u00edfica sua autenticidade ou veracidade, sob pena de os dados serem considerados incontroversos.<\/p>\n\n\n\n<p>No que tange \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o, ela observou que o parcelamento administrativo configura ato inequ\u00edvoco de reconhecimento do d\u00e9bito por parte do devedor, o que, nos termos do art. 174, par\u00e1grafo \u00fanico, inciso IV, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, acarreta a interrup\u00e7\u00e3o do prazo prescricional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom a admiss\u00e3o e a valida\u00e7\u00e3o da prova representada pelas telas sist\u00eamicas, resta afastado o \u00f3bice probat\u00f3rio oposto pelas inst\u00e2ncias origin\u00e1rias para negar o reconhecimento do pedido de parcelamento e consequente suspens\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio\u201d, concluiu Maria Thereza de Assis Moura ao dar parcial provimento ao recurso especial, visando anular o ac\u00f3rd\u00e3o do TJ\/DF e determinar o retorno do caso \u00e0s inst\u00e2ncias origin\u00e1rias, onde dever\u00e1 ocorrer um novo exame da quest\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo Relacionado: REsp 2.179.441<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/454667\/stj-valida-provas-digitais-do-fisco-para-interromper-prescricao\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Projeto prop\u00f5e que nanoempreendedor seja identificado com CPF e dispensa emiss\u00e3o de nota fiscal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 4.398\/2025, que trata da figura do nanoempreendedor prevista na Lei Complementar n\u00ba 214, de 2025, primeira norma de regulamenta\u00e7\u00e3o da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/empresarial\/reforma-tributaria\/\">reforma tribut\u00e1ria<\/a>&nbsp;do consumo. O texto busca detalhar o tratamento dado a essas pessoas f\u00edsicas enquadradas na hip\u00f3tese de n\u00e3o incid\u00eancia do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/ibs\/\">IBS<\/a>&nbsp;e da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/cbs\/\">CBS<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela proposta, o nanoempreendedor poder\u00e1 ser identificado pelo CPF e ficar\u00e1 dispensado de obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias, como emiss\u00e3o de documentos fiscais e entrega de relat\u00f3rios sobre as opera\u00e7\u00f5es. O projeto tamb\u00e9m estabelece medidas de apoio voltadas \u00e0 formaliza\u00e7\u00e3o simplificada, ao acesso a cr\u00e9dito e \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A LC 214\/2025 criou a figura do nanoempreendedor ao prever a n\u00e3o incid\u00eancia do IBS e da CBS para pessoas f\u00edsicas com receita bruta anual de at\u00e9 R$ 40 mil, desde que observadas as condi\u00e7\u00f5es legais. A proposta em tramita\u00e7\u00e3o busca justamente regulamentar e operacionalizar esse enquadramento.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto \u00e9 de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e, segundo a ficha de tramita\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara, aguarda delibera\u00e7\u00e3o na Comiss\u00e3o de Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os. O relator designado \u00e9 o deputado Josenildo.<\/p>\n\n\n\n<p>Texto amplia acesso a cr\u00e9dito e capacita\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da identifica\u00e7\u00e3o pelo CPF e da dispensa de obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias, o projeto prev\u00ea prioridade para os nanoempreendedores em programas de capacita\u00e7\u00e3o, educa\u00e7\u00e3o financeira e forma\u00e7\u00e3o profissional. O texto tamb\u00e9m menciona acesso preferencial a linhas de microcr\u00e9dito com contrata\u00e7\u00e3o simplificada, pol\u00edticas p\u00fablicas de compras governamentais voltadas a pequenos neg\u00f3cios e mecanismos de assist\u00eancia t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta ainda altera outras normas para incluir expressamente os nanoempreendedores em pol\u00edticas p\u00fablicas j\u00e1 existentes. Entre elas est\u00e3o regras ligadas ao Programa Nacional de Microcr\u00e9dito Produtivo Orientado, ao Pronatec e a instrumentos de garantia de cr\u00e9dito previstos em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Projeto tamb\u00e9m menciona grupos priorit\u00e1rios<\/p>\n\n\n\n<p>O texto inclui previs\u00e3o de est\u00edmulo \u00e0 participa\u00e7\u00e3o de nanoempreendedores em a\u00e7\u00f5es de capacita\u00e7\u00e3o digital e em programas de qualifica\u00e7\u00e3o profissional. Tamb\u00e9m prev\u00ea prioridade para mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica ou familiar dentro das a\u00e7\u00f5es relacionadas ao Pronatec.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra frente prevista na proposta \u00e9 a inclus\u00e3o de nanoempreendedores idosos em programas de inclus\u00e3o social e produtiva, mediante regulamenta\u00e7\u00e3o futura. O projeto ainda busca inserir essa categoria entre poss\u00edveis benefici\u00e1rios de mecanismos legais voltados \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o do acesso a cr\u00e9dito e garantias.<\/p>\n\n\n\n<p>Nanoempreendedor foi criado na reforma tribut\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>A figura do nanoempreendedor surgiu na regulamenta\u00e7\u00e3o do IBS e da CBS como forma de simplificar a vida de pequenos geradores de renda que ainda n\u00e3o alcan\u00e7am o teto do microempreendedor individual. Pela LC 214\/2025, trata-se de pessoa f\u00edsica com receita bruta anual de at\u00e9 R$ 40 mil, enquadrada em hip\u00f3tese de n\u00e3o incid\u00eancia dos novos tributos sobre o consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta em an\u00e1lise na C\u00e2mara busca transformar esse enquadramento legal em regras mais detalhadas de identifica\u00e7\u00e3o, simplifica\u00e7\u00e3o documental e acesso a pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.contabeis.com.br\/noticias\/76411\/projeto-preve-nanoempreendedor-com-cpf-e-sem-nota-fiscal\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Projeto amplia para R$ 7 mil a dedu\u00e7\u00e3o de gastos com educa\u00e7\u00e3o no Imposto de Renda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 108\/26 amplia para R$ 7.000 o limite para despesas com educa\u00e7\u00e3o dedut\u00edveis do c\u00e1lculo do Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica (IRPF). O novo valor valer\u00e1 j\u00e1 a partir de 2026.&nbsp;A C\u00e2mara dos Deputados analisa a proposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, a <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/1995\/lei-9250-26-dezembro-1995-362566-norma-pl.html\">Lei 9.250\/95<\/a> permite deduzir at\u00e9 R$ 3.561,50 de gastos com educa\u00e7\u00e3o do contribuinte e de seus dependentes. O valor \u00e9 o mesmo desde 2015 e abrange o ensino formal, do infantil ao superior, inclusive t\u00e9cnico e tecnol\u00f3gico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs custos cresceram de forma significativa nos \u00faltimos anos, tornando o atual limite insuficiente para cumprir a finalidade de est\u00edmulo \u00e0 educa\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou o autor do projeto, deputado Fausto Pinato (PP-SP).<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto ser\u00e1 analisado em car\u00e1ter conclusivo pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia C\u00e2mara de Not\u00edcias<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1259756-projeto-amplia-para-r-7-mil-a-deducao-de-gastos-com-educacao-no-imposto-de-renda\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/noticiasfiscais.com.br\/2026\/04\/28\/mdic-reduz-em-ate-50-prazo-de-analise-de-incentivo-a-exportacao\/\"><strong>MDIC reduz em at\u00e9 50% prazo de an\u00e1lise de incentivo \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (MDIC) reduziu o prazo de an\u00e1lise dos pedidos de drawback suspens\u00e3o e isen\u00e7\u00e3o, que s\u00e3o instrumentos de incentivo \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es brasileiras. Com a mudan\u00e7a, o tempo de concess\u00e3o, que podia chegar a at\u00e9 60 dias, passa a ser inferior a 30 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA mudan\u00e7a moderniza procedimentos operacionais e, ao mesmo tempo, preserva o cumprimento das regras de concess\u00e3o dos regimes, garantindo que as empresas possam usufruir do incentivo \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o com maior rapidez\u201d, afirmou a secret\u00e1ria de Com\u00e9rcio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.<\/p>\n\n\n\n<p>As altera\u00e7\u00f5es aperfei\u00e7oam procedimentos previstos na Portaria Secex n\u00ba 44\/2020, que disciplina a concess\u00e3o dos regimes.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a nova sistem\u00e1tica, o processo deixa de ser sequencial e passa a ocorrer em etapa \u00fanica. A partir da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/web\/dou\/-\/portaria-secex-n-486-de-24-de-abril-de-2026-701462255\">Portaria Secex n\u00ba 486<\/a>, publicada nesta segunda-feira (27\/4), passa a ser permitido o envio da documenta\u00e7\u00e3o exigida j\u00e1 no momento da solicita\u00e7\u00e3o dos regimes, por meio de dossi\u00ea eletr\u00f4nico no m\u00f3dulo de Anexa\u00e7\u00e3o de Documentos do Portal \u00danico Siscomex. Antes, os documentos eram solicitados apenas ap\u00f3s an\u00e1lise inicial da Secex, o que prolongava o tempo total do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para orientar os operadores sobre os novos procedimentos, a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/web\/dou\/-\/portaria-secex-n-487-de-24-de-abril-de-2026-701472770\">Portaria Secex n\u00ba 487<\/a>, tamb\u00e9m publicada nesta segunda, aprova vers\u00f5es atualizadas dos manuais operacionais dos regimes de drawback.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o drawback<\/p>\n\n\n\n<p>Os regimes de drawback suspens\u00e3o e isen\u00e7\u00e3o permitem a desonera\u00e7\u00e3o de tributos incidentes na importa\u00e7\u00e3o ou na aquisi\u00e7\u00e3o no mercado interno de insumos destinados \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o de produtos exportados ou a exportar.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os tributos abrangidos est\u00e3o o Imposto de Importa\u00e7\u00e3o, o Imposto sobre Produtos Industrializados, a Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep-Importa\u00e7\u00e3o, a Cofins-Importa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do PIS\/Pasep e da Cofins nas opera\u00e7\u00f5es internas e do Adicional de Frete para Renova\u00e7\u00e3o da Marinha Mercante. Na modalidade suspens\u00e3o, inclui-se tamb\u00e9m o ICMS incidente sobre as aquisi\u00e7\u00f5es externas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2025, as exporta\u00e7\u00f5es realizadas com o uso do drawback suspens\u00e3o alcan\u00e7aram US$ 72 bilh\u00f5es, correspondendo a 20,8% das vendas externas brasileiras. Cerca de 1.800 empresas utilizam o regime, em setores como carne de frango, min\u00e9rio de ferro, carne bovina, automotivo e qu\u00edmico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/mdic\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/abril\/mdic-reduz-em-ate-50-prazo-de-analise-de-incentivo-a-exportacao\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O regulamento do IBS foi aprovado, e agora?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Foi&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/iva\/urgente-comite-gestor-aprova-regulamento-do-ibs-e-publicacao-deve-ser-na-5a-feira-30-abr\/\">amplamente noticiada<\/a>&nbsp;a aprova\u00e7\u00e3o do regulamento do IBS pelo Comit\u00ea Gestor do IBS na tarde desta segunda feira (27 de abril). Por\u00e9m, para surtir efeito, esse documento precisa ser publicado, e de acordo com a apura\u00e7\u00e3o do Portal da Reforma Tribut\u00e1ria, essa publica\u00e7\u00e3o deve ocorrer at\u00e9 o dia 30 de abril. E agora?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o podemos minimizar o tamanho do feito que \u00e9 o novo regulamento \u00fanico do IBS. Embora a reforma tribut\u00e1ria tenha promovido uma constitucionaliza\u00e7\u00e3o sem precedentes na tributa\u00e7\u00e3o, com v\u00e1rios detalhes do imposto gravados na Carta Magna, e apesar dos mais de 700 artigos nas duas leis complementares sobre o tema \u2013 544 artigos na LC 214\/25 e 182 artigos na LC 227\/26 \u2013 o regulamento ainda \u00e9 imprescind\u00edvel para a operacionaliza\u00e7\u00e3o do novo tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 para menos. Numa pesquisa r\u00e1pida, a palavra \u201cregulamento\u201d aparece 159 vezes na LC 214\/25, entre textos em vigor e textos revogados ou alterados pela LC 227\/26. Esse monumental documento, fruto de um trabalho \u00e1rduo de t\u00e9cnicos da uni\u00e3o, de estados, do distrito federal e de munic\u00edpios por mais de um ano, ser\u00e1 leitura obrigat\u00f3ria a todos os operadores do direito, administra\u00e7\u00e3o e da contabilidade que lidar\u00e3o com os novos tributos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A sua publica\u00e7\u00e3o inaugura uma contagem regressiva para a implementa\u00e7\u00e3o definitiva do IBS e da CBS. Em se confirmando at\u00e9 o final de abril, o primeiro dia de agosto se torna o prazo definido no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/web\/dou\/-\/ato-conjunto-rfb\/cgibs-n-1-de-22-de-dezembro-de-2025-677624586\">Ato Conjunto RFB\/CGIBS 01\/2025<\/a>. Isso significa que a partir deste m\u00eas, todos os documentos fiscais dever\u00e3o obrigatoriamente ter os dados de CBS e IBS informados, sob pena de rejei\u00e7\u00e3o dos documentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, os contribuintes regulares do ICMS que n\u00e3o se adequarem at\u00e9 l\u00e1 correm o risco de n\u00e3o conseguirem mais emitir documentos fiscais. Isso pode causar preju\u00edzos significativos ao neg\u00f3cio. Imagine um transportador que n\u00e3o consegue despachar um caminh\u00e3o; um exportador que n\u00e3o consegue levar a soja ao porto; um supermercado que empilha clientes na fila do caixa por n\u00e3o conseguir concluir uma venda.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse prazo de agosto j\u00e1 \u00e9 um respiro a mais que contribuintes ganharam para se adaptar. Inicialmente, o prazo seria janeiro deste ano, mas foi adiado devido \u00e0 falta de regulamento. No Piau\u00ed, at\u00e9 mar\u00e7o deste ano, apenas cerca de dois ter\u00e7os das notas emitidas possu\u00edam os dados do IBS e da CBS informados. Isso significa que, se j\u00e1 estivesse plenamente em vigor a obrigatoriedade, quase uma em cada tr\u00eas notas emitidas teria sido negada pelo sistema autorizador.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso o rel\u00f3gio corre implac\u00e1vel. S\u00e3o menos de quatro meses para que contribuintes adequem seus sistemas e seus bancos de dados \u00e0 nova realidade. \u00c9 preciso internalizar conceitos como a nova&nbsp;<a href=\"https:\/\/dfe-portal.svrs.rs.gov.br\/Cff\/ClassificacaoTributaria\">Classifica\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria<\/a>, as al\u00edquotas separadas da CBS, parcela estadual do IBS e parcela municipal do IBS, e mesmo o fato da base de c\u00e1lculo dos novos tributos n\u00e3o ser a mesma do ICMS. Quem j\u00e1 se adequou larga na frente, mas quem deixou para \u00faltima hora ainda n\u00e3o tem preju\u00edzo, por enquanto. Que o dia 1\u00ba de agosto venha como veio o dia 1\u00ba de janeiro de 2000 e o famigerado&nbsp;<em>bug&nbsp;<\/em>do mil\u00eanio \u2013 um alerta que passou sem causar turbul\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.reformatributaria.com\/opiniao\/o-regulamento-do-ibs-foi-aprovado-e-agora\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>CAE aprova pagamento de obras p\u00fablicas com cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos do Senado (CAE) aprovou nesta ter\u00e7a (28) um projeto de lei que permite o pagamento de obras e servi\u00e7os p\u00fablicos com cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios ou multas. A proposta ainda ter\u00e1&nbsp;de passar por mais uma vota\u00e7\u00e3o nesse colegiado.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto&nbsp;(<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/156372\">PL 1.252\/2023<\/a>), de autoria do&nbsp;senador Cleitinho (Republicanos-MG),&nbsp;recebeu parecer favor\u00e1vel do relator da mat\u00e9ria, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE).<\/p>\n\n\n\n<p>O texto altera a <a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2021-04-01;14133\">Nova Lei de Licita\u00e7\u00f5es <\/a>e a <a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2004-12-30;11079\">Lei das Parcerias P\u00fablico-Privadas<\/a>&nbsp;para permitir que estados, munic\u00edpios e Uni\u00e3o criem programas de concess\u00e3o de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio ou de quita\u00e7\u00e3o de multas administrativas em troca da execu\u00e7\u00e3o ou do financiamento de obra ou servi\u00e7o p\u00fablico de engenharia.<\/p>\n\n\n\n<p>A exig\u00eancia de uma nova vota\u00e7\u00e3o na CAE se deve a duas raz\u00f5es: a mat\u00e9ria foi aprovada com altera\u00e7\u00f5es (sendo transformada num substitutivo) e aguarda&nbsp;<a href=\"about:blank\">decis\u00e3o terminativa<\/a>&nbsp;nessa comiss\u00e3o. Quando existem as duas condi\u00e7\u00f5es, a comiss\u00e3o \u00e9 obrigada a realizar uma vota\u00e7\u00e3o em&nbsp;turno&nbsp;suplementar.<\/p>\n\n\n\n<p>Se for aprovado em turno suplementar, o projeto poder\u00e1 seguir diretamente para a C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o substitutivo recomendado pelo relator, os cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios em quest\u00e3o s\u00f3 poder\u00e3o se referir a tributos de compet\u00eancia do pr\u00f3prio ente federado que criar o programa.<\/p>\n\n\n\n<p>O substitutivo excluiu o trecho, que estava previsto no projeto original, que permitia restringir o programa a d\u00edvidas tribut\u00e1rias ou administrativas classificadas como irrecuper\u00e1veis ou de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em vez disso, o substitutivo estabelece que a exist\u00eancia de d\u00e9bitos com a Fazenda do respectivo ente n\u00e3o impede, por si s\u00f3, a participa\u00e7\u00e3o do interessado \u2014 desde que os cr\u00e9ditos concedidos sejam usados para compensar d\u00edvidas tribut\u00e1rias ou administrativas com o pr\u00f3prio ente e sejam respeitadas as exig\u00eancias constitucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 O projeto mostra a preocupa\u00e7\u00e3o importante que \u00e9 garantir que voc\u00ea possa atender a demanda de infraestrutura de uma forma inteligente e moderna, compensando com multas ou cria\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios \u2014 disse Alessandro Vieira.<\/p>\n\n\n\n<p>Contrata\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A inclus\u00e3o de uma obra ou servi\u00e7o nesse tipo de programa depender\u00e1 da verifica\u00e7\u00e3o da sua pertin\u00eancia, bem como da exist\u00eancia de interesse p\u00fablico. Essa verifica\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser feita por um comit\u00ea integrado por ao menos tr\u00eas servidores est\u00e1veis. O processo ser\u00e1 iniciado pela pr\u00f3pria administra\u00e7\u00e3o ou por proposta do interessado, que indicar\u00e1 a obra, o interesse p\u00fablico a ser atendido e o valor estimado.<\/p>\n\n\n\n<p>O ente dever\u00e1 dar ampla publicidade \u00e0 inser\u00e7\u00e3o das obras e servi\u00e7os de engenharia no programa, inclusive por publica\u00e7\u00e3o no Portal Nacional de Contrata\u00e7\u00f5es P\u00fablicas. Tamb\u00e9m dever\u00e1 abrir prazo de 30 dias para que potenciais interessados manifestem inten\u00e7\u00e3o de executar a obra ou o servi\u00e7o em troca do recebimento de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios ou da quita\u00e7\u00e3o de multas administrativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Havendo apenas um interessado, a contrata\u00e7\u00e3o direta s\u00f3 ser\u00e1 admitida se forem demonstradas a inviabilidade de uma competi\u00e7\u00e3o e a vantagem para a administra\u00e7\u00e3o, com or\u00e7amento estimativo e elementos t\u00e9cnicos suficientes para avaliar pre\u00e7o e escopo. Se houver mais interessados, dever\u00e1 haver licita\u00e7\u00e3o, e o edital poder\u00e1 admitir cons\u00f3rcio entre executores e financiadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Em ambos os casos, a execu\u00e7\u00e3o do objeto poder\u00e1 ser feita diretamente pelo interessado ou por terceiros contratados por ele. Depois da conclus\u00e3o e do recebimento de cada etapa ou da totalidade da obra ou do servi\u00e7o, ser\u00e1 emitido termo de recebimento. Se houver execu\u00e7\u00e3o parcial ou inferior ao previsto, a administra\u00e7\u00e3o emitir\u00e1 termo correspondente apenas ao valor efetivamente executado.<\/p>\n\n\n\n<p>Fraudes<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de falhas na execu\u00e7\u00e3o, fraude ou simula\u00e7\u00e3o, a concess\u00e3o de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio ou a quita\u00e7\u00e3o de multa poder\u00e1 ser revogada ou feita de forma parcial. Al\u00e9m disso, o contratado poder\u00e1 ter de pagar o tributo n\u00e3o recolhido, com multas e juros, e ficar sujeito a san\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, civis, administrativas e penais.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a chamada inexecu\u00e7\u00e3o, seja parcial ou total, decorrer de caso fortuito, for\u00e7a maior ou fato atribu\u00eddo \u00e0 pr\u00f3pria administra\u00e7\u00e3o, o contratado ter\u00e1 direito ao recebimento de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios ou \u00e0 quita\u00e7\u00e3o de multas administrativas proporcionais ao valor efetivamente executado, sem aplica\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es previstas para falhas, fraude ou simula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto aprovado pro\u00edbe o financiamento da obra ou do servi\u00e7o de engenharia por institui\u00e7\u00e3o financeira oficial e tamb\u00e9m pro\u00edbe contrapartida financeira da administra\u00e7\u00e3o. A exce\u00e7\u00e3o ser\u00e1 o pagamento com recursos or\u00e7ament\u00e1rios quando o contratado n\u00e3o for contribuinte habitual do ente federado e essa forma de pagamento for necess\u00e1ria para garantir ampla concorr\u00eancia e maior vantagem para o poder p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Limites<\/p>\n\n\n\n<p>O texto tamb\u00e9m limita o total de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios a serem concedidos anualmente pelo ente federado: no m\u00e1ximo R$ 2 milh\u00f5es ou 2% da receita corrente l\u00edquida apurada nos 12 meses anteriores ao exerc\u00edcio de refer\u00eancia (receita corrente l\u00edquida \u00e9 a soma das receitas do governo depois de descontadas transfer\u00eancias obrigat\u00f3rias e outras dedu\u00e7\u00f5es previstas na <a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei.complementar:2000-05-04;101\">Lei de Responsabilidade Fiscal<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, cada ente dever\u00e1 publicar demonstrativo anual com as obras e os servi\u00e7os inclu\u00eddos no seu programa, os cr\u00e9ditos j\u00e1 concedidos, a estimativa de concess\u00e3o e o cronograma previsto de uso no respectivo exerc\u00edcio. As informa\u00e7\u00f5es dever\u00e3o ser divulgadas em meio oficial.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto altera ainda as regras sobre contrata\u00e7\u00e3o integrada (modelo em que o contratado fica respons\u00e1vel por elaborar o projeto b\u00e1sico e executar a obra ou servi\u00e7o). Esse regime dever\u00e1 ser justificado do ponto de vista t\u00e9cnico e econ\u00f4mico, e ficar\u00e1 limitado a objetos que envolvam inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica ou t\u00e9cnica, possibilidade de execu\u00e7\u00e3o com diferentes metodologias ou uso de tecnologias de dom\u00ednio restrito no mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>PPPs<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o texto, a Lei das Parcerias P\u00fablico-Privadas ser\u00e1 alterada para incluir, entre as formas de contrapresta\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica nos contratos de parcerias p\u00fablico-privadas, a concess\u00e3o de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, o abatimento de multas administrativas e outros meios admitidos em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Mudan\u00e7as<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as mudan\u00e7as que Alessandro Vieira, como relator da mat\u00e9ria, prop\u00f4s em seu substitutivo est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>a amplia\u00e7\u00e3o do prazo para manifesta\u00e7\u00e3o de interessados (de 15 para 30 dias);<\/p>\n\n\n\n<p>a exig\u00eancia de maior publicidade;<\/p>\n\n\n\n<p>regras mais r\u00edgidas para contrata\u00e7\u00e3o direta quando houver apenas um interessado;<\/p>\n\n\n\n<p>tratamento espec\u00edfico para inexecu\u00e7\u00e3o sem culpa do contratado;<\/p>\n\n\n\n<p>limite anual para concess\u00e3o de cr\u00e9ditos calculado pelo maior valor entre R$ 2 milh\u00f5es e 2% da receita corrente l\u00edquida;<\/p>\n\n\n\n<p>mecanismos de transpar\u00eancia e controle.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Senado<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2026\/04\/28\/cae-aprova-pagamento-de-obras-publicas-com-creditos-tributarios\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria pode ser prejudicial ao esporte, alertam debatedores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Projetos esportivos sem fins lucrativos podem sofrer preju\u00edzos importantes com a&nbsp;reforma tribut\u00e1ria contida nas leis complemantares, que reduziu&nbsp;benef\u00edcios e incentivos. Essa foi a advert\u00eancia feita por&nbsp;debatedores ouvidos na Comiss\u00e3o de Esporte (CEsp) nesta ter\u00e7a-feira (28).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os representantes dos clubes esportivos, a tributa\u00e7\u00e3o sobre o setor pode chegar a 11,6%, enquanto antes havia isen\u00e7\u00e3o de tributos federais. Representantes da Receita Federal ressalvaram, por\u00e9m, que a al\u00edquota efetiva depender\u00e1 da aplica\u00e7\u00e3o das novas regras de devolu\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>A audi\u00eancia atendeu a requerimentos (<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/172733\">REQ 1\/2026<\/a>&nbsp;e <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/173008\">REQ 3\/2026<\/a>) da senadora Leila Barros (PDT-DF), presidente do colegiado, e do senador Carlos Portinho (PL-RJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Leila avaliou que a entrada em vigor da reforma tribut\u00e1ria, em especial a <a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei.complementar:2025-12-26;224\">Lei Complementar 224. de 2025<\/a>, exp\u00f4s as entidades esportivas sem fins lucrativos a uma carga tribut\u00e1ria maior do que a das Sociedades An\u00f4nimas do Futebol (SAFs). Enquanto as SAFs recolhem 6% sobre a receita bruta, as organiza\u00e7\u00f5es associativas, que, segundo ela, reinvestem todo o lucro na forma\u00e7\u00e3o de atletas e projetos sociais, perderam benef\u00edcios hist\u00f3ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Estruturas com fins lucrativos, como as SAFs, contam com um regime mais simples e, em muitos casos, proporcionalmente mais favor\u00e1vel. Esse cen\u00e1rio cria uma assimetria que precisa, \u00e9 claro, ser debatida \u2014 afirmou Leila.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do Comit\u00ea Ol\u00edmpico do Brasil (COB), Marco La Porta, lamentou a inseguran\u00e7a jur\u00eddica sobre os benef\u00edcios dos clubes desde a entrada em vigor da reforma<a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei.complementar:2025-12-26;224\">.<\/a>&nbsp;Para ele, as incertezas comprometem a continuidade dos projetos esportivos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 N\u00e3o vai ser cortando do esporte que v\u00e3o ser resolvidos os problemas tribut\u00e1rios do Brasil. O esporte n\u00e3o quer nenhum tipo de privil\u00e9gio. Quer apenas a possibilidade de trabalhar, de ter o&nbsp;status quo&nbsp;atual mantido \u2014 afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo sentido, Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Ferreira Freire, presidente do Comit\u00ea Paral\u00edmpico Brasileiro (CPB), acrescentou que a <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/172997\">PEC da Seguran\u00e7a P\u00fablica<\/a> tamb\u00e9m p\u00f5e em risco o esporte sem fins lucrativos, ao reduzir os recursos das bets destinados ao setor. Para ele, as limita\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias podem levar a um retrocesso no desempenho do Brasil nos Jogos Paral\u00edmpicos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 V\u00eam mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o, e muitas vezes a gente n\u00e3o consegue organizar um calend\u00e1rio. Quando vem esse tipo de situa\u00e7\u00e3o, atrapalha muito nossos projetos e nosso planejamento \u2014 advertiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Paulo Henrique Nascimento Silva, presidente do Praia Clube de Uberl\u00e2ndia (MG), expressou a preocupa\u00e7\u00e3o geral dos clubes com a reforma tribut\u00e1ria e destacou os benef\u00edcios do esporte para a popula\u00e7\u00e3o brasileira. Paulo Germano Maciel, presidente do Comit\u00ea Brasileiro de Clubes (CBC), afirmou que os clubes fazem um trabalho importante para o povo brasileiro, e por isso questionou a eleva\u00e7\u00e3o dos tributos sobre o setor.<\/p>\n\n\n\n<p>Incentivos preservados<\/p>\n\n\n\n<p>Roni Peterson Bernardino de Brito, diretor do programa da Receita Federal para implementa\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria do consumo, ressalvou que a legisla\u00e7\u00e3o preservou incentivos aos clubes, como uma redu\u00e7\u00e3o de 60% das al\u00edquotas do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) incidentes sobre atividades desportivas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Essa redu\u00e7\u00e3o de 60% permite, de um lado, que as associa\u00e7\u00f5es esportivas tenham cr\u00e9dito de tudo aquilo que elas adquirirem para as suas atividades, [como] material esportivo, material publicit\u00e1rio, estrutura de treinamento. E por outro lado, somente h\u00e1 d\u00e9bito quando h\u00e1 uma cobran\u00e7a pelo servi\u00e7o \u2014 explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Lu\u00eds Felipe Vasconcelos de Melo Cavalcanti, consultor jur\u00eddico do CBC, estimou que o esporte sem fins lucrativos estar\u00e1 sujeito a uma al\u00edquota de 11,6%, o que faz do esporte, segundo ele, o \u00fanico direito social garantido pela Constitui\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tem imunidade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Subsecret\u00e1ria de Tributa\u00e7\u00e3o e Contencioso da Receita Federal, Cl\u00e1udia L\u00facia Pimentel Martins da Silva ressalvou que as doa\u00e7\u00f5es \u00e0s entidades esportivas tamb\u00e9m podem ser deduzidas, at\u00e9 um limite, do Imposto de Renda devido.<\/p>\n\n\n\n<p>Redu\u00e7\u00e3o gradual<\/p>\n\n\n\n<p>A audi\u00eancia abordou os efeitos da redu\u00e7\u00e3o gradual dos incentivos fiscais federais com a reforma tribut\u00e1ria. Com o corte de 10% no valor do incentivo fiscal, as empresas que destinavam parte do Imposto de Renda devido a projetos esportivos seriam obrigadas a complementar esses 10% para manter o n\u00edvel de investimento no setor.<\/p>\n\n\n\n<p>Diretora de Programas e Pol\u00edticas de Incentivo ao Esporte do&nbsp;Minist\u00e9rio do Esporte, Carolinne Gomes Neves de Carvalho afastou essa possibilidade, mas admitiu que a lei complementar admite interpreta\u00e7\u00f5es divergentes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Esses 10% que v\u00e3o ficar na mesa n\u00e3o s\u00e3o um recurso que a empresa vai ter que colocar \u201cdo seu bolso\u201d. O Minist\u00e9rio vai ficar atento a isso, para n\u00e3o haver diverg\u00eancias ou entendimento errado.<\/p>\n\n\n\n<p>O senador Carlos Portinho (PL-RJ) comparou a situa\u00e7\u00e3o do esporte \u00e0 do setor do entretenimento, tamb\u00e9m prejudicado, segundo ele, pelo corte de incentivos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 A Orquestra Sinf\u00f4nica Brasileira acabou de perder seu maior patrocinador, por essa d\u00favida dos 10% \u2014 exemplificou.<\/p>\n\n\n\n<p>Homenagem a Oscar<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio da audi\u00eancia, a pedido da senadora Leila, houve um minuto de sil\u00eancio homenagem ao ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, que morreu no \u00faltimo dia 17. Leila tamb\u00e9m elogiou pr\u00eamios, recordes e vit\u00f3rias recentes de atletas brasileiros em diversas modalidades olimpicas e paral\u00edmpicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Senado<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2026\/04\/28\/reforma-tributaria-pode-ser-prejudicial-ao-esporte-alertam-debatedores\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Arrecada\u00e7\u00e3o com IOF bate R$ 25 bilh\u00f5es e sobe 44,5% no 1\u00ba trimestre, diz Receita<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O governo federal arrecadou R$ 25,25 bilh\u00f5es no 1\u00ba trimestre de 2026 com o IOF (Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras). Houve um crescimento real (corrigido pela infla\u00e7\u00e3o) de 44,5% na compara\u00e7\u00e3o com os R$ 17,48 bilh\u00f5es de receita gerada no mesmo per\u00edodo de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados foram divulgados nesta 3\u00aa feira (28.abr.2026) pela Receita Federal. O resultado foi impulsionado pelos&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/economia\/especialistas-apontam-fragilidades-em-documentos-da-fazenda-sobre-alta-no-iof\/\">decretos que aumentaram a al\u00edquota do imposto financeiro<\/a>&nbsp;para diversas opera\u00e7\u00f5es, incluindo c\u00e2mbio e cart\u00e3o internacional. As regras valem desde 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o de 2026, a arrecada\u00e7\u00e3o com o IOF somou R$ 8,347 bilh\u00f5es \u2014uma varia\u00e7\u00e3o real de 50,06% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas de 2025.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.reformatributaria.com\/economia-reforma-tributaria-impactos\/arrecadacao-com-iof-sobe-no-1o-trimestre-diz-receita\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Tributa\u00e7\u00e3o de dividendos no 1\u00ba trimestre rende s\u00f3 1,4% do esperado para compensar IR isento em 2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O governo federal arrecadou R$ 464 milh\u00f5es com a nova tributa\u00e7\u00e3o sobre dividendos no 1\u00ba trimestre de 2026. O valor representa s\u00f3 1,4% dos cerca de R$ 34 bilh\u00f5es da compensa\u00e7\u00e3o que o governo planejou para a reforma da renda. Entenda qual era o plano:<\/p>\n\n\n\n<p>Perda de dinheiro&nbsp;\u2013 O governo espera deixar de arrecadar cerca de R$ 25 bilh\u00f5es ao ano porque isentou de Imposto de Renda quem recebe at\u00e9 R$ 5.000 ao m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Compensa\u00e7\u00e3o&nbsp;\u2013 Vem de duas formas:&nbsp;1)&nbsp;tributa\u00e7\u00e3o de at\u00e9 10% sobre remessas de dividendos ao exterior e&nbsp;2)&nbsp;o chamado Imposto M\u00ednimo de at\u00e9 10% para rendas, que se inicia de forma gradual para quem recebe at\u00e9 R$ 600 mil ao ano (R$ 50.000 ao m\u00eas).<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o, a arrecada\u00e7\u00e3o com a nova cobran\u00e7a sobre as remessas de lucro bateu R$ 308 milh\u00f5es. Os n\u00fameros foram divulgados nesta 3\u00aa feira (28.abr.2026) pelo auditor fiscal da Receita Federal Marcelo Gomide durante entrevista a jornalistas, ap\u00f3s pergunta do&nbsp;Portal da Reforma Tribut\u00e1ria&nbsp;(assista no v\u00eddeo em destaque nesta not\u00edcia).<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados aparentam indicar um descompasso. Enquanto a isen\u00e7\u00e3o do IR custa aproximadamente R$ 2,2 bilh\u00f5es ao m\u00eas, o governo arrecadou s\u00f3 R$ 464 milh\u00f5es no 1\u00ba trimestre para compensar.<\/p>\n\n\n\n<p>O chefe do Centro de Estudos Tribut\u00e1rios e Aduaneiros,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/composicao\/sgrfb\/cetad\/claudemir-rodrigues-malaquias\">Claudemir Malaquias<\/a>, disse na entrevista \u00e0 imprensa que as expectativas est\u00e3o controladas. O motivo, segundo ele, \u00e9 que a isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda tem apura\u00e7\u00e3o mensal, enquanto a distribui\u00e7\u00e3o de dividendos \u00e9 concentrada em determinados meses do ano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o Imposto M\u00ednimo incide no ajuste anual da arrecada\u00e7\u00e3o. Ou seja, as principais entradas dos valores ser\u00e3o declaradas em 2027, mas contam como arrecada\u00e7\u00e3o para o exerc\u00edcio financeiro de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Imposto M\u00ednimo, que incide no ajuste, vai englobar outras rendas e rendimentos que n\u00e3o tem essa natureza de distribui\u00e7\u00e3o de resultados. Ent\u00e3o, o que aparece aqui no in\u00edcio da vig\u00eancia da lei \u00e9 a incid\u00eancia sobre a distribui\u00e7\u00e3o dos resultados\u201d, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p>Diversas empresas fizeram um planejamento tribut\u00e1rio para driblar a regra e antecipar o pagamento ainda no ano passado. Segundo a Receita, esse movimento j\u00e1 foi considerado ao fazer as estimativas de arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, casos na Justi\u00e7a que liberam companhias da cobran\u00e7a n\u00e3o s\u00e3o incomuns. Isso pode frustrar o cronograma arrecadat\u00f3rio do governo. Estes n\u00e3o entraram nas estimativas do Fisco. Leia abaixo not\u00edcias que o&nbsp;Portal da Reforma Tribut\u00e1ria&nbsp;produziu sobre o tema:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.reformatributaria.com\/economia-reforma-tributaria-impactos\/tributacao-de-dividendos-no-1o-trimestre-rende-so-14-do-esperado-para-compensar-ir-isento-em-2026\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Dia Livre de Impostos: consumidores poder\u00e3o comprar produtos sem tributos em maio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Uma data esperada por muitos consumidores, o Dia Livre de Impostos (DLI) acontece no dia 28 de maio neste ano. A a\u00e7\u00e3o comercializa produtos mais baratos, sem a incid\u00eancia de tributos, e j\u00e1 foi adotada por v\u00e1rias empresas do com\u00e9rcio e do setor de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Belo Horizonte, a previs\u00e3o \u00e9 de ades\u00e3o de estabelecimentos de diferentes segmentos, como cal\u00e7ados, roupas, \u00f3culos, material de constru\u00e7\u00e3o, papelaria, medicamentos e produtos aliment\u00edcios, al\u00e9m de bares e restaurantes. Os participantes retiram do pre\u00e7o final o valor correspondente aos tributos para evidenciar o impacto da carga tribut\u00e1ria no consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 a 20\u00aa edi\u00e7\u00e3o da iniciativa criada em 2007 pela CDL Jovem BH, da C\u00e2mara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL\/BH). O movimento foi um sucesso e passou a ser realizado em outras cidades, em parceria com a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o presidente da CDL\/BH, Marcelo de Souza e Silva, a a\u00e7\u00e3o utiliza a experi\u00eancia de compra com desconto para demonstrar o peso dos tributos. \u201cTradicionalmente conhecido pela venda de produtos sem o valor dos impostos, o DLI utiliza essa experi\u00eancia pr\u00e1tica para mostrar, de forma clara e acess\u00edvel, o peso dos impostos no dia a dia da popula\u00e7\u00e3o e na opera\u00e7\u00e3o das empresas\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O dirigente afirma que a iniciativa tamb\u00e9m expressa a insatisfa\u00e7\u00e3o do setor com a carga tribut\u00e1ria. \u201cO Brasil tem uma das maiores cargas tribut\u00e1rias do mundo, sem que isso se traduza em servi\u00e7os p\u00fablicos de qualidade. Os servi\u00e7os essenciais, como sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a e infraestrutura, s\u00e3o insuficientes e ineficientes\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Carga tribut\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>Dados do Tesouro Nacional indicam que a carga tribut\u00e1ria total do Brasil alcan\u00e7ou 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, o maior n\u00edvel da s\u00e9rie hist\u00f3rica iniciada em 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>Levantamento do Impost\u00f4metro do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT), em parceria com a Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo, aponta que o pa\u00eds atingiu, em 27 de abril de 2026, a marca de R$ 1,364 trilh\u00e3o pagos em impostos aos governos federal, estadual e municipal no ano. O valor inclui tributos, taxas e contribui\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de multas, juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Souza e Silva, o objetivo \u00e9 ampliar a compreens\u00e3o sobre o tema. \u201cO DLI come\u00e7a antes do dia 28. Ele se constr\u00f3i com o engajamento dos empres\u00e1rios e com a conscientiza\u00e7\u00e3o da sociedade. Nosso objetivo n\u00e3o \u00e9 apenas gerar vendas em um dia, mas ampliar a compreens\u00e3o sobre o peso dos tributos no dia a dia\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando o consumidor enxerga essa diferen\u00e7a no pre\u00e7o, ele passa a entender melhor o sistema. Esse \u00e9 o principal legado do DLI: transformar um tema complexo em algo acess\u00edvel\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>Como participar<\/p>\n\n\n\n<p>Empres\u00e1rios interessados em comercializar produtos e servi\u00e7os sem o valor dos impostos devem se inscrever pelo site&nbsp;<a href=\"https:\/\/dlibh.com.br\/\">dlibh.com.br<\/a>. O endere\u00e7o tamb\u00e9m reunir\u00e1 a lista de estabelecimentos participantes e os itens que ser\u00e3o vendidos com desconto em Belo Horizonte no dia 28 de maio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/diariodocomercio.com.br\/economia\/dia-livre-impostos-maio\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O fim dos benef\u00edcios fiscais\u2026 ou o come\u00e7o dos verdadeiros?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil est\u00e1 decretando o fim dos benef\u00edcios fiscais \u2014 pelo menos do jeito que n\u00f3s aprendemos a conhec\u00ea-los nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Mas isso n\u00e3o significa o fim dos incentivos. Significa, na pr\u00e1tica, uma mudan\u00e7a de era: a transi\u00e7\u00e3o de um modelo fragmentado, pouco transparente e altamente politizado para um sistema em que o benef\u00edcio fiscal passa a ser consequ\u00eancia de um comportamento consistente, mensur\u00e1vel e alinhado a metas de sustentabilidade e impacto social.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a reforma tribut\u00e1ria do consumo, o pa\u00eds abandona o mosaico de&nbsp;ICMS, ISS, IPI, PIS&nbsp;e Cofins e caminha para um modelo de IVA dual (CBS e IBS), mais pr\u00f3ximo do padr\u00e3o adotado pelos pa\u00edses da OCDE. Nesse novo desenho, a l\u00f3gica tradicional da guerra fiscal \u2014 negocia\u00e7\u00f5es pontuais, regimes locais de exce\u00e7\u00e3o e ren\u00fancias com baixa avalia\u00e7\u00e3o de custo-benef\u00edcio \u2014 tende a perder espa\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu lugar, surgem tratamentos diferenciados definidos em lei nacional, fundos de desenvolvimento regional e um Imposto Seletivo com voca\u00e7\u00e3o expl\u00edcita para tributar produtos nocivos \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>O que muitas vezes passa despercebido no debate \u00e9 que essa mudan\u00e7a de arquitetura abre espa\u00e7o para um \u201cbenef\u00edcio fiscal de segunda gera\u00e7\u00e3o\u201d. Em vez de incentivos concedidos como ponto de partida, o que se desenha \u00e9 um modelo em que o tratamento favorecido ser\u00e1 reservado \u00e0s empresas capazes de demonstrar, com anteced\u00eancia, uma trajet\u00f3ria de governan\u00e7a, prop\u00f3sito e resultados concretos. Em outras palavras, o benef\u00edcio deixa de ser \u201cesperan\u00e7a\u201d e passa a ser \u201cpr\u00eamio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos pa\u00edses da OCDE, esse movimento j\u00e1 est\u00e1 em curso. Incentivos fiscais hoje se concentram em tr\u00eas grandes eixos: transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, inova\u00e7\u00e3o de baixo carbono e inclus\u00e3o social. N\u00e3o se trata de distribuir ren\u00fancia tribut\u00e1ria de forma gen\u00e9rica, mas de premiar investimentos em efici\u00eancia energ\u00e9tica, energias renov\u00e1veis, economia circular, qualifica\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra e gera\u00e7\u00e3o de empregos em setores estrat\u00e9gicos. O ponto em comum \u00e9 sempre o mesmo: foco em resultado mensur\u00e1vel e exig\u00eancia de transpar\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 aqui que entra o empres\u00e1rio brasileiro. Se o benef\u00edcio fiscal do futuro ser\u00e1 cada vez mais condicionado a evid\u00eancias, empresas que desejam estar na linha de frente desse novo ciclo precisam come\u00e7ar agora a construir o \u201clastro\u201d que dar\u00e1 suporte a qualquer pleito futuro. Isso n\u00e3o se faz com um projeto apressado apresentado na v\u00e9spera de uma lei, mas com governan\u00e7a, m\u00e9todo e documenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, isso significa algumas atitudes muito objetivas:<\/p>\n\n\n\n<p>Registrar&nbsp;formalmente, em atas de reuni\u00e3o, a decis\u00e3o estrat\u00e9gica de incorporar metas de sustentabilidade e impacto social ao plano de neg\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>Definir&nbsp;padr\u00f5es internos claros: quais indicadores ambientais e sociais ser\u00e3o acompanhados, com que periodicidade e por quais \u00e1reas.<\/p>\n\n\n\n<p>Transformar&nbsp;narrativa em n\u00fameros: consumo de energia, emiss\u00f5es, reciclagem, diversidade, capacita\u00e7\u00e3o, empregos gerados, investimentos em tecnologia limpa \u2014 tudo medido, consolidado e audit\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Utilizar&nbsp;plataformas e ferramentas que permitam comprova\u00e7\u00e3o e integridade dos registros: assinaturas eletr\u00f4nicas certificadas, trilhas de auditoria, pol\u00edticas internas formalizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O que hoje parece apenas \u201cboa pr\u00e1tica de ESG\u201d tende a se tornar, rapidamente, requisito t\u00e1cito para elegibilidade a incentivos. O Estado, pressionado por restri\u00e7\u00f5es fiscais e por padr\u00f5es internacionais de transpar\u00eancia, n\u00e3o ter\u00e1 espa\u00e7o para conceder benef\u00edcios com base em promessas vagas.<\/p>\n\n\n\n<p>Benef\u00edcios precisar\u00e3o ser justificados por dados e submetidos a escrut\u00ednio p\u00fablico. Quem n\u00e3o tiver hist\u00f3rico, governan\u00e7a e indicadores, ficar\u00e1 para tr\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista do investidor, essa mudan\u00e7a tamb\u00e9m ganha relev\u00e2ncia. Empresas que se estruturam desde j\u00e1 para comprovar impacto ambiental e social n\u00e3o apenas aumentam sua chance de acessar benef\u00edcios tribut\u00e1rios futuros, como se posicionam melhor para captar recursos em fundos com mandatos ESG e para dialogar com mercados externos em condi\u00e7\u00f5es mais competitivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um Brasil que busca se aproximar da OCDE, o alinhamento entre pol\u00edtica tribut\u00e1ria, sustentabilidade e finan\u00e7as sustent\u00e1veis n\u00e3o \u00e9 uma tend\u00eancia abstrata: \u00e9 um vetor de precifica\u00e7\u00e3o de risco.<\/p>\n\n\n\n<p>A frase que melhor sintetiza esse movimento talvez seja: o benef\u00edcio fiscal do futuro ser\u00e1 devido \u00e0s empresas que, no presente, tratarem sustentabilidade e impacto social como parte da sua cultura \u2014 e n\u00e3o como um ap\u00eandice de marketing. N\u00e3o ser\u00e1 um pr\u00eamio pelo discurso, mas pela evid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o&nbsp;leitor de InfoMoney, isso abre uma agenda muito concreta: olhar para a reforma tribut\u00e1ria n\u00e3o apenas como uma mudan\u00e7a de al\u00edquota ou de sistema de escritura\u00e7\u00e3o, mas como uma oportunidade de reposicionar a empresa diante de um novo contrato entre Fisco, contribuinte e sociedade. Quem entender isso antes tende a capturar, ao mesmo tempo, valor fiscal, reputacional e econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-infomoney wp-block-embed-infomoney\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"QPrGsTe4Eq\"><a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/colunistas\/convidados\/o-fim-dos-beneficios-fiscais-ou-o-comeco-dos-verdadeiros\/\">O fim dos benef\u00edcios fiscais\u2026 ou o come\u00e7o dos verdadeiros?<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;O fim dos benef\u00edcios fiscais\u2026 ou o come\u00e7o dos verdadeiros?&#8221; &#8212; InfoMoney\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/colunistas\/convidados\/o-fim-dos-beneficios-fiscais-ou-o-comeco-dos-verdadeiros\/embed\/#?secret=kt4W45gmEU#?secret=QPrGsTe4Eq\" data-secret=\"QPrGsTe4Eq\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Devedor contumaz: Fisco inicia envio de notifica\u00e7\u00e3o aos contribuintes enquadrados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal informou, nesta 3\u00aa feira (28.abr.2026), que a Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria iniciou o envio das primeiras notifica\u00e7\u00f5es aos contribuintes que podem ser considerados como devedores contumazes, baseado nos crit\u00e9rios da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp225.htm\">Lei Complementar n\u00ba 225\/2026<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o enquadrados nessa categoria os contribuintes com inadimpl\u00eancia substancial, reiterada e injustificada. O d\u00e9bito \u00e9 considerado substancial quando ultrapassa R$ 15 milh\u00f5es e supera o patrim\u00f4nio conhecido do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a reincid\u00eancia \u00e9 caracterizada por irregularidades em quatro per\u00edodos consecutivos ou seis alternados nos \u00faltimos 12 meses, enquanto a falta de justificativa ocorre na aus\u00eancia de motivos que expliquem a inadimpl\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise inclui d\u00e9bitos em aberto e aqueles com exigibilidade suspensa na esfera administrativa. Segundo o Fisco, os valores envolvidos superam R$ 25 bilh\u00f5es na Receita Federal e na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a notifica\u00e7\u00e3o, os contribuintes t\u00eam prazo de 30 dias para regularizar a situa\u00e7\u00e3o, corrigir informa\u00e7\u00f5es patrimoniais ou apresentar defesa. Caso n\u00e3o haja solu\u00e7\u00e3o, poder\u00e3o ser aplicadas san\u00e7\u00f5es como inclus\u00e3o no Cadin, restri\u00e7\u00f5es a benef\u00edcios fiscais e at\u00e9 a inaptid\u00e3o do CNPJ.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.reformatributaria.com\/economia-reforma-tributaria-impactos\/devedor-contumaz-fisco-inicia-envio-de-notificacao-aos-contribuintes-enquadrados\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal negou uso de R$ 49 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios no ano de 2025<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal negou o pedido de contribuintes para compensar R$ 49 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios no ano de 2025. Para este ano, a expectativa \u00e9 de supera\u00e7\u00e3o desse valor. Somente no primeiro trimestre, R$ 15 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos j\u00e1 foram rejeitados pelo \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero \u00e9 resultado da intensifica\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise desses cr\u00e9ditos pela Receita a partir de 2024, em raz\u00e3o do aumento de tentativas de fraude, em especial, por consultorias tribut\u00e1rias. Neste ano, a expectativa \u00e9 de impedir que R$ 70 bilh\u00f5es de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios considerados irregulares sejam aproveitados por contribuintes \u2013 estimativa que corresponde a 10% do estoque de cr\u00e9ditos em an\u00e1lise, referentes aos \u00faltimos cinco anos. Em m\u00e9dia, 10% dos pedidos n\u00e3o s\u00e3o homologados.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o ano de 2020, a Receita passou a observar aumento nos pedidos de compensa\u00e7\u00e3o atribu\u00eddo \u00e0 decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF) de retirar o ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, a chamada \u201ctese do s\u00e9culo\u201d. A partir de 2024, come\u00e7ou uma redu\u00e7\u00e3o dos pedidos de cr\u00e9dito decorrentes de decis\u00f5es judiciais, mas as solicita\u00e7\u00f5es de homologa\u00e7\u00e3o n\u00e3o voltaram ao patamar anterior a 2020, segundo a auditora fiscal Ana Jandira Monteiro Soares.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, a Receita formou uma equipe para fiscalizar fraudes nesses pedidos de compensa\u00e7\u00e3o, que passou a fazer cruzamentos de dados. \u201cN\u00e3o homologar as compensa\u00e7\u00f5es n\u00e3o ataca a causa prim\u00e1ria, que \u00e9 a venda de falsas teses\u201d, apontou.<\/p>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o da Receita foi de que o uso elevado de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, em 2024 e 2025, teve liga\u00e7\u00e3o com consultorias que vendiam cr\u00e9ditos falsos ou indevidos para compensar tributos a serem pagos pelas empresas. \u201cExistem boas consultorias, mas sabemos que existe abuso e uso indevido por outras\u201d, afirmou Ana.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, todo Perdcomp (Pedido Eletr\u00f4nico de Restitui\u00e7\u00e3o, Ressarcimento ou Reembolso e Declara\u00e7\u00e3o de Compensa\u00e7\u00e3o) passa por um sistema de cruzamento de dados. E se a Receita considerar que o cr\u00e9dito n\u00e3o existe, a compensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 homologada.<\/p>\n\n\n\n<p>O contribuinte pode questionar a negativa na esfera administrativa, nas Delegacias Regionais de Julgamento e, depois, no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Os d\u00e9bitos considerados indevidamente compensados ficam suspensos durante o contencioso administrativo, at\u00e9 uma defini\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de negativa da Receita, se n\u00e3o houve fraude, o contribuinte passa a ter que pagar o tributo devido com multa de mora. Havia uma outra multa espec\u00edfica para a negativa de homologa\u00e7\u00e3o de pedido de cr\u00e9ditos, mas ela foi declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Os R$ 49 bilh\u00f5es de pedidos de compensa\u00e7\u00f5es negados em 2025 s\u00e3o resultado de cruzamento de dados. Foram realizadas v\u00e1rias opera\u00e7\u00f5es sobre o assunto, entre elas a que identificou contribuintes com atividade econ\u00f4mica incompat\u00edvel com os produtos que dariam direito de fazer a compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria com esse tipo de cr\u00e9dito. O caso revelou que 97% do cr\u00e9dito relacionado \u00e0 ind\u00fastria farmac\u00eautica e de importadores de medicamentos foi solicitado por empresas que n\u00e3o se enquadram nas categorias previstas na lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ano, a Receita destaca que ficar\u00e1 de olho nos contribuintes do setor supermercadista. O Fisco acabou de lan\u00e7ar a opera\u00e7\u00e3o \u201cCaixa R\u00e1pido\u201d, ap\u00f3s identificar inconsist\u00eancias em mais de 55 mil pedidos de ressarcimento e compensa\u00e7\u00e3o por quase 3 mil empresas do ramo. Nesse primeiro momento, o objetivo \u00e9 buscar a autorregulariza\u00e7\u00e3o, segundo Ana.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a auditora fiscal, o objetivo das negativas de compensa\u00e7\u00e3o \u00e9 impedir a ilegalidade, mas tamb\u00e9m incentivar que o contribuinte ajuste seu comportamento. \u201cO nosso objetivo n\u00e3o \u00e9 a glosa, simplesmente, \u00e9 uma mudan\u00e7a de comportamento. \u00c9 uma busca da conformidade. E quanto mais r\u00e1pido a gente faz [a an\u00e1lise que hoje pode ser feita em cinco anos] melhor.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para tentar fechar a brecha que possibilita essas fraudes, o governo federal editou uma medida provis\u00f3ria, depois convertida na Lei n\u00ba 15.265, de 2025, que impede a compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de documento de arrecada\u00e7\u00e3o (Darf) inexistente ou de cr\u00e9dito de PIS\/Cofins que n\u00e3o tenha rela\u00e7\u00e3o com a atividade principal da empresa, salvo casos de transforma\u00e7\u00e3o, incorpora\u00e7\u00e3o ou fus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Ana, essa legisla\u00e7\u00e3o d\u00e1 mais instrumentos para a Receita agir de forma mais incisiva. A norma trata de algumas situa\u00e7\u00f5es em que o tributo ser\u00e1 considerado n\u00e3o declarado, prevendo multa. E n\u00e3o h\u00e1 a possibilidade de manifesta\u00e7\u00e3o de inconformidade, o que reduz o contencioso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cChegamos ao final para cobran\u00e7a do d\u00e9bito indevidamente compensado de forma muito mais r\u00e1pida\u201d, diz ela. \u201c\u00c9 um instrumento para combater esses tipos de fraude que estamos identificando\u201d, acrescenta. Por enquanto, as auditorias s\u00e3o de documentos anteriores \u00e0 lei, ent\u00e3o ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel perceber seus efeitos, segundo a auditora. \u201cVamos ver o impacto mais no segundo semestre.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita conseguiu identificar consultorias fraudulentas por meio de um trabalho conjunto com o Minist\u00e9rio P\u00fablico e a Pol\u00edcia Federal. \u201cExistem diversos crimes envolvidos, inclusive oculta\u00e7\u00e3o de patrim\u00f4nio porque, al\u00e9m da venda do cr\u00e9dito, h\u00e1 a fraude da pr\u00f3pria consultoria, com uso de laranjas, oculta\u00e7\u00e3o de rendimento\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/04\/28\/receita-federal-negou-uso-de-r-49-bilhoes-em-creditos-tributarios-no-ano-de-2025.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Reflexos da reforma tribut\u00e1ria para o produtor rural: o que muda no campo brasileiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil rural entra em um dos cap\u00edtulos mais transformadores de sua hist\u00f3ria tribut\u00e1ria. Ap\u00f3s mais de tr\u00eas d\u00e9cadas de debates, idas e vindas no Congresso, press\u00f5es econ\u00f4micas e pedidos do setor produtivo, a Reforma Tribut\u00e1ria finalmente ganha forma e cronograma definidos. E, embora seus efeitos alcancem todos os segmentos da economia, \u00e9 no cora\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio \u2014 o campo, o produtor, a cooperativa \u2014 que ela encontra alguns de seus impactos mais profundos.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 2025, o pa\u00eds inicia a migra\u00e7\u00e3o para o&nbsp;IVA Dual, modelo que une simplifica\u00e7\u00e3o, transpar\u00eancia e competitividade. Em resumo, PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI d\u00e3o lugar ao&nbsp;IBS (estadual\/municipal)&nbsp;e \u00e0&nbsp;CBS (federal). Um novo jeito de tributar, um novo jeito de produzir, vender e gerir.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o que isso significa, na pr\u00e1tica, para quem vive do campo?<\/p>\n\n\n\n<p>Um novo cen\u00e1rio tribut\u00e1rio que pousa no campo<\/p>\n\n\n\n<p>O produtor rural passa a conviver com uma mudan\u00e7a estruturante: a simplifica\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 apenas administrativa; ela altera forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, cadeia log\u00edstica, contratos, forma de apura\u00e7\u00e3o e at\u00e9 a gest\u00e3o das propriedades.<\/p>\n\n\n\n<p>E essa mudan\u00e7a chega acompanhada de um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o que vai at\u00e9&nbsp;2033, um intervalo em que os tributos antigos e novos convivem, exigindo aten\u00e7\u00e3o redobrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os pilares que moldam esse novo ambiente est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>1. Al\u00edquotas reduzidas para o agro<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma reconhece a relev\u00e2ncia do campo para a economia e adota&nbsp;tratamento diferenciado para insumos e produtos agropecu\u00e1rios, com&nbsp;redu\u00e7\u00e3o de 60%&nbsp;sobre a al\u00edquota padr\u00e3o do IVA.<br>Na pr\u00e1tica, considerando uma estimativa de 28% para a al\u00edquota cheia, o setor opera com algo em torno de&nbsp;11,2%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 um al\u00edvio importante para a produ\u00e7\u00e3o, especialmente diante de um cen\u00e1rio de custos elevados de insumos e equipamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>2. Cesta b\u00e1sica isenta: impacto direto na produ\u00e7\u00e3o e no consumidor<\/p>\n\n\n\n<p>O conjunto de alimentos essenciais \u2014 caf\u00e9, arroz, feij\u00e3o, carnes, leite, entre outros \u2014 permanece&nbsp;isento de tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de garantir alimentos mais acess\u00edveis ao consumidor final, essa medida reduz press\u00f5es na cadeia produtiva e ajuda a manter competitividade global.<\/p>\n\n\n\n<p>Para culturas como o&nbsp;caf\u00e9, de grande relev\u00e2ncia cooperativista, o benef\u00edcio fiscal refor\u00e7a margens e estimula a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>3. A for\u00e7a das cooperativas preservada por lei<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos grandes avan\u00e7os conquistados pelo cooperativismo est\u00e1 na&nbsp;LC 214\/2025, que resguarda juridicamente o&nbsp;ato cooperativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Opera\u00e7\u00f5es entre cooperado e cooperativa permanecem com&nbsp;al\u00edquota zero, garantindo continuidade ao modelo que sustenta milhares de produtores.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, vendas de&nbsp;soja, milho, caf\u00e9&nbsp;e demais produtos agropecu\u00e1rios para a cooperativa seguem isentas \u2014 protegendo a ess\u00eancia do cooperativismo e sua fun\u00e7\u00e3o de integra\u00e7\u00e3o, suporte t\u00e9cnico e acesso ao mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Produtor contribuinte x n\u00e3o contribuinte: limites, escolhas e consequ\u00eancias<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma estabelece uma diferencia\u00e7\u00e3o clara:<\/p>\n\n\n\n<p>Produtor com faturamento acima de R$ 3,6 milh\u00f5es\/ano<\/p>\n\n\n\n<p>Passa a ser&nbsp;contribuinte obrigat\u00f3rio&nbsp;do IBS e CBS. Isso significa:<\/p>\n\n\n\n<p>necessidade de apura\u00e7\u00e3o n\u00e3o cumulativa,<\/p>\n\n\n\n<p>cr\u00e9dito sobre insumos adquiridos,<\/p>\n\n\n\n<p>adequa\u00e7\u00e3o de sistemas, controles e precifica\u00e7\u00e3o,<\/p>\n\n\n\n<p>maior responsabilidade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Produtor com faturamento abaixo desse limite<\/p>\n\n\n\n<p>Permanece como&nbsp;n\u00e3o contribuinte, salvo se optar pela ades\u00e3o volunt\u00e1ria.<br>Quem comprar desses produtores ter\u00e1 direito a&nbsp;cr\u00e9dito presumido, cujo percentual ser\u00e1 definido anualmente pelo Governo Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Para muitos agricultores, especialmente m\u00e9dios e pequenos, essa escolha ser\u00e1 estrat\u00e9gica.<\/p>\n\n\n\n<p>Contratos agr\u00e1rios passam a ter tributa\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Arrendamentos, loca\u00e7\u00f5es e cess\u00f5es onerosas de im\u00f3veis rurais passam a ser atingidos por IBS e CBS, ainda que com&nbsp;redu\u00e7\u00e3o de 70%&nbsp;na al\u00edquota.<br>Independentemente da natureza do produtor,&nbsp;o propriet\u00e1rio do im\u00f3vel \u00e9 sempre o respons\u00e1vel pelo recolhimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa mudan\u00e7a exige revis\u00e3o contratual imediata \u2014 prazos, reajustes, repasse de custos e cl\u00e1usulas de responsabilidade devem ser reavaliados para evitar riscos futuros.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo CNPJ Alfanum\u00e9rico para Produtores Rurais (junho\/2026): uma mudan\u00e7a silenciosa, mas profunda<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das grandes transforma\u00e7\u00f5es da reforma, o produtor rural dever\u00e1 se adequar a uma mudan\u00e7a administrativa obrigat\u00f3ria e que impacta diretamente sua vida fiscal:<br>A&nbsp;implanta\u00e7\u00e3o do CNPJ alfanum\u00e9rico obrigat\u00f3rio a partir de junho de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse novo modelo substitui a inscri\u00e7\u00e3o estadual ou o uso do CPF em opera\u00e7\u00f5es com o intuito de:<\/p>\n\n\n\n<p>padronizar o cadastro nacional de produtores,<\/p>\n\n\n\n<p>facilitar integra\u00e7\u00e3o de dados entre Estados e Uni\u00e3o,<\/p>\n\n\n\n<p>melhorar rastreabilidade fiscal,<\/p>\n\n\n\n<p>preparar o produtor para o ambiente digital do IBS e CBS,<\/p>\n\n\n\n<p>evitar inconsist\u00eancias entre \u00f3rg\u00e3os fiscais e financeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o novo CNPJ as seguintes opera\u00e7\u00f5es passam a exigir o novo formato cadastral<\/p>\n\n\n\n<p>todas as opera\u00e7\u00f5es de compra e venda,<\/p>\n\n\n\n<p>emiss\u00e3o de documentos fiscais,<\/p>\n\n\n\n<p>acesso a cr\u00e9ditos, programas e financiamentos,<\/p>\n\n\n\n<p>registros de contratos rurais<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, o produtor deixar\u00e1 de ser identificado pelo CPF nas transa\u00e7\u00f5es comerciais, adotando o CNPJ como identidade fiscal \u00fanica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 uma mudan\u00e7a que conversa diretamente com a Reforma Tribut\u00e1ria, pois traz padroniza\u00e7\u00e3o, identifica o produtor como pessoa jur\u00eddica para fins fiscais e reduz assimetrias estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>A adequa\u00e7\u00e3o deve ser feita&nbsp;antes do prazo, evitando restri\u00e7\u00f5es comerciais, dificuldades na emiss\u00e3o de notas e perda de benef\u00edcios tribut\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Um campo em transi\u00e7\u00e3o: desafios e oportunidades<\/p>\n\n\n\n<p>O agro brasileiro est\u00e1 diante de uma transforma\u00e7\u00e3o estrutural.<br>E, como em toda mudan\u00e7a, quem se antecipa tende a colher melhores frutos.<\/p>\n\n\n\n<p>O per\u00edodo at\u00e9 2033 ser\u00e1 marcado por:<\/p>\n\n\n\n<p>revis\u00f5es contratuais,<\/p>\n\n\n\n<p>ajustes de sistemas,<\/p>\n\n\n\n<p>capacita\u00e7\u00e3o de equipes,<\/p>\n\n\n\n<p>adequa\u00e7\u00e3o ao novo CNPJ,<\/p>\n\n\n\n<p>simula\u00e7\u00f5es para tomada de decis\u00e3o,<\/p>\n\n\n\n<p>entendimento do cr\u00e9dito presumido e do novo fluxo tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>As Sociedades Cooperativas, nesse cen\u00e1rio, tornam-se ainda mais relevante, pois,&nbsp; orienta, capacita, atualiza e sustenta o produtor em meio \u00e0 complexidade regulat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Conclus\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A Reforma Tribut\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 apenas uma mudan\u00e7a de impostos. \u00c9 uma reconfigura\u00e7\u00e3o de processos, responsabilidades e oportunidades. Para o produtor rural, representa mais previsibilidade, mais clareza e, ao mesmo tempo, mais exig\u00eancia. Quem se adapta r\u00e1pido, organiza documentos, ajusta contratos e adota o novo CNPJ alfanum\u00e9rico dentro do prazo, estar\u00e1 pronto para competir em um Brasil rural mais moderno, transparente e integrado.<\/p>\n\n\n\n<p>E, como sempre, o cooperativismo continuar\u00e1 sendo o fio condutor que mant\u00e9m o produtor protegido, informado e forte diante das transforma\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.reformatributaria.com\/opiniao\/reflexos-da-reforma-tributaria-para-o-produtor-rural-o-que-muda-no-campo-brasileiro\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Reforma deve reduzir uso indevido de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;Receita Federal&nbsp;espera que a&nbsp;reforma tribut\u00e1ria&nbsp;do consumo, que come\u00e7a a&nbsp;entrar&nbsp;em&nbsp;vigor&nbsp;oficialmente a partir de&nbsp;2027, reduza o \u201cboom\u201d de&nbsp;cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios falsos&nbsp;ou&nbsp;frios&nbsp;que t\u00eam sido usados indevidamente por&nbsp;empresas&nbsp;para pagar&nbsp;tributos&nbsp;devidos. O uso deles em&nbsp;compensa\u00e7\u00f5es&nbsp;acaba diminuindo a&nbsp;arrecada\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme mostrou o Valor, R$ 49 bilh\u00f5es de cr\u00e9ditos foram invalidados pela Receita em 2025. O \u00f3rg\u00e3o atribui parte do n\u00famero a cr\u00e9ditos sem respaldo legal, que teriam sido oferecidos por consultorias tribut\u00e1rias a empresas para abater tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o cr\u00e9ditos com atividade econ\u00f4mica incompat\u00edvel com os produtos que dariam direito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria ou com documento de arrecada\u00e7\u00e3o inexistente, por exemplo. A maior parte \u00e9 de cr\u00e9ditos de PIS e Cofins, usados para abater outros tributos, como previdenci\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Com a reforma tribut\u00e1ria, o creditamento passar\u00e1 a ser amplo, por isso a diverg\u00eancia de entendimento que existe hoje sobre o que pode ou n\u00e3o creditar deixa de existir. \u201cEsperamos que a reforma tribut\u00e1ria resolva boa parcela disso. Ela vem e simplifica, al\u00e9m de automatizar. Deixamos de ter uma s\u00e9rie de dificuldades que existem hoje tanto para a Receita Federal quanto para o contribuinte de diverg\u00eancia de entendimentos\u201d, diz a auditora fiscal Ana Jandira Monteiro Soares. \u201cCom a reforma tribut\u00e1ria, usar um cr\u00e9dito que n\u00e3o existe ser\u00e1 um risco muito minimizado. A tend\u00eancia \u00e9 diminuir bastante as fraudes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Daniel Loria, s\u00f3cio do Loria Advogados e ex-diretor da Secretaria Extraordin\u00e1ria da Reforma Tribut\u00e1ria no Minist\u00e9rio da Fazenda, avalia que a mec\u00e2nica atual de creditamento no regime de PIS\/Cofins \u00e9 completamente irracional e injusta, porque ora favorece o contribuinte, ora o Fisco, o que gera muito lit\u00edgio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVoc\u00ea tem situa\u00e7\u00f5es em que o fornecedor paga R$ 9,25 de PIS\/Cofins e o comprador n\u00e3o se credita, uma situa\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel \u00e0 arrecada\u00e7\u00e3o federal. Mas tamb\u00e9m tem muitas situa\u00e7\u00f5es opostas, em que o fornecedor paga R$ 3,65 no regime cumulativo e o comprador se acredita em R$ 9,25 no n\u00e3o cumulativo. Tamb\u00e9m \u00e9 uma irracionalidade, s\u00f3 que dessa vez favorece o contribuinte\u201d, explica Loria. Al\u00e9m disso, acrescenta, h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que a lei n\u00e3o \u00e9 clara se o contribuinte tem direito \u00e0 apropria\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, a reforma tribut\u00e1ria vai acabar completamente com esse problema. \u201cEla vai trazer uma racionalidade e at\u00e9 uma linearidade na mec\u00e2nica de cr\u00e9dito e d\u00e9bito. Ent\u00e3o, se o fornecedor pagar IBS e CBS [Imposto e Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os], o comprador vai se creditar no mesmo valor que o fornecedor pagou\u201d, explica o tributarista.<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tribut\u00e1ria tem alguns grandes princ\u00edpios que facilitar\u00e3o a compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Primeiro, haver\u00e1 creditamento amplo. Ou seja, sempre que houver pagamento de CBS e IBS pelo fornecedor, haver\u00e1 cr\u00e9dito para o contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo, haver\u00e1 equival\u00eancia de valores, ou seja, o valor do cr\u00e9dito ser\u00e1 igual ao do d\u00e9bito. Terceiro, o cr\u00e9dito ser\u00e1 vinculado ao pagamento do d\u00e9bito, o que garante para o governo lastro financeiro para os cr\u00e9ditos usados pelo contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando voc\u00ea junta essas tr\u00eas pe\u00e7as, o governo vai estar totalmente confort\u00e1vel em devolver rapidamente esses cr\u00e9ditos, porque n\u00e3o vai ter mais cr\u00e9dito falso, frio ou inexistente. Todo cr\u00e9dito na reforma vai passar a ter lastro financeiro\u201d, afirma Loria.<\/p>\n\n\n\n<p>A regra vai ficar muito mais simples, avalia Luiz Roberto Peroba Barbosa, s\u00f3cio do Pinheiro Neto Advogados. \u201cVamos ter uma mudan\u00e7a radical\u201d, diz. O uso de cr\u00e9ditos ap\u00f3s a reforma tribut\u00e1ria \u00e9 um dos assuntos que mais tem gerado volume de trabalho, segundo o tributarista.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;H\u00e1 uma movimenta\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da reforma, afirma Peroba, porque os contribuintes est\u00e3o fazendo uma revis\u00e3o geral por n\u00e3o saberem ao certo como ser\u00e1 a liquida\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos de PIS e Cofins a partir do ano de 2027. \u201cEles querem usar agora.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 um receio das empresas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 reforma, afirma, \u201ce isso ocorre um pouco em fun\u00e7\u00e3o de consultorias que geram algum p\u00e2nico no mercado\u201d. Para ele, \u201cn\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel esse p\u00e2nico porque a reforma \u00e9 clara sobre o aproveitamento de cr\u00e9ditos de PIS e Cofins com rela\u00e7\u00e3o a cr\u00e9ditos de tributos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Peroba, existem consultorias sugerindo que os contribuintes aproveitem ainda este ano os estoques de cr\u00e9dito para se certificarem que v\u00e3o conseguir usar esses recursos. Por isso, a Receita mant\u00e9m esse tema no relat\u00f3rio de prioridades para o ano. Mas a reforma, lembra o advogado, prev\u00ea um prazo de cinco anos para os contribuintes usarem os cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins para abater valores de CBS, \u201co que d\u00e1 seguran\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/04\/29\/reforma-deve-reduzir-uso-indevido-de-creditos-tributarios.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Arrecada\u00e7\u00e3o federal atinge R$ 229,2 bilh\u00f5es em mar\u00e7o de 2026, melhor resultado para o m\u00eas desde 2000<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A arrecada\u00e7\u00e3o total das receitas federais alcan\u00e7ou R$ 229,249 bilh\u00f5es em mar\u00e7o de 2026, com crescimento real de 4,99% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano anterior (R$ 209,673 bilh\u00f5es), j\u00e1 descontada a infla\u00e7\u00e3o pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). Com crescimento nominal de 9,34%, o resultado representa o melhor desempenho para meses de mar\u00e7o desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>No acumulado de janeiro a mar\u00e7o, a arrecada\u00e7\u00e3o somou R$ 777,117 bilh\u00f5es, com alta real de 4,58% e nominal de 8,95% sobre o valor do primeiro trimestre de 2025 (R$ 713,291 trilh\u00f5es), tamb\u00e9m configurando o maior valor para o per\u00edodo da s\u00e9rie hist\u00f3rica.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados foram divulgados pela Receita Federal do Brasil (RFB) em entrevista coletiva na ter\u00e7a-feira (28\/4), em Bras\u00edlia. Participaram o chefe do Centro de Estudos Tribut\u00e1rios e Aduaneiros da Receita Federal, auditor fiscal Claudemir Malaquias, e o coordenador de Previs\u00e3o e An\u00e1lise da Receita Federal, auditor fiscal Marcelo Gomide.<\/p>\n\n\n\n<p>O desempenho da arrecada\u00e7\u00e3o no m\u00eas reflete, principalmente, o comportamento das receitas administradas pela Receita Federal, com destaque para tributos vinculados ao com\u00e9rcio exterior, \u00e0 renda e \u00e0s opera\u00e7\u00f5es financeiras. No per\u00edodo, observou-se crescimento relevante nas receitas de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, PIS\/Cofins e IOF, al\u00e9m do avan\u00e7o das receitas associadas \u00e0s importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do Imposto de Renda e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL), o resultado foi influenciado pelo encerramento do ciclo de ajuste das empresas, com desempenho positivo dessa modalidade, especialmente no segmento financeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Claudemir Malaquias, \u201ca declara\u00e7\u00e3o de ajuste do lucro real deste ano das empresas veio com desempenho bastante satisfat\u00f3rio, com crescimento de 2,46%, puxado pelo segmento financeiro, que teve um crescimento em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior de 41,19%\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Fatores explicativos<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado da arrecada\u00e7\u00e3o em mar\u00e7o foi influenciado por fatores macroecon\u00f4micos e por altera\u00e7\u00f5es na legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Entre os indicadores econ\u00f4micos, destacam-se a queda de 2,56% na produ\u00e7\u00e3o industrial e o recuo de 2,17% nas vendas de bens. Por outro lado, o setor de servi\u00e7os apresentou crescimento de 0,54%, enquanto a massa salarial avan\u00e7ou 5,89% em termos nominais.<\/p>\n\n\n\n<p>O volume em d\u00f3lar das importa\u00e7\u00f5es registrou crescimento de 21,69%, contribuindo diretamente para o aumento da arrecada\u00e7\u00e3o sobre o com\u00e9rcio exterior, em conjunto com a eleva\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas m\u00e9dias efetivas desses tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Marcelo Gomide, \u201ca combina\u00e7\u00e3o do crescimento do volume em d\u00f3lar das importa\u00e7\u00f5es e do crescimento das al\u00edquotas m\u00e9dias explica o crescimento dos tributos sobre o com\u00e9rcio exterior.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Gomide tamb\u00e9m destacou o comportamento das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias: \u201cA arrecada\u00e7\u00e3o da Previd\u00eancia tem sido influenciada pelo crescimento da massa salarial e pelas mudan\u00e7as recentes na pol\u00edtica de desonera\u00e7\u00e3o da folha, o que tem contribu\u00eddo para a eleva\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o ao longo do ano\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m contribu\u00edram para o resultado os efeitos da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, como a reonera\u00e7\u00e3o gradual da folha de pagamentos e altera\u00e7\u00f5es recentes no IOF, al\u00e9m de mudan\u00e7as associadas \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o de rendimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por tributos e setores<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os destaques de mar\u00e7o, refletindo essa evolu\u00e7\u00e3o da massa salarial e os efeitos da reonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos, a receita previdenci\u00e1ria totalizou R$ 61,840 bilh\u00f5es, com crescimento real de 4,95%.<\/p>\n\n\n\n<p>Os tributos sobre o com\u00e9rcio exterior tamb\u00e9m apresentaram desempenho significativo. O Imposto de Importa\u00e7\u00e3o e o IPI vinculado \u00e0 importa\u00e7\u00e3o somaram R$ 12,687 bilh\u00f5es, com crescimento real de 31,56%, impulsionados pelo aumento do volume de importa\u00e7\u00f5es e das al\u00edquotas m\u00e9dias efetivas.<\/p>\n\n\n\n<p>O IOF registrou arrecada\u00e7\u00e3o de R$ 8,347 bilh\u00f5es, com alta real de 50,06%, refletindo o aumento das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, seguros e c\u00e2mbio, al\u00e9m de altera\u00e7\u00f5es legislativas implementadas ao longo de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>No recorte por setores econ\u00f4micos, destacaram-se as atividades financeiras, o com\u00e9rcio atacadista, as atividades auxiliares do setor financeiro e a fabrica\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos, que contribu\u00edram positivamente para o resultado da arrecada\u00e7\u00e3o no m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Receitas administradas<\/p>\n\n\n\n<p>As receitas administradas pela Receita Federal somaram R$ 223,531 bilh\u00f5es em mar\u00e7o de 2026, com crescimento real de 5,56% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano anterior. O resultado foi marcado por desempenhos distintos entre os principais grupos de tributos, com destaque para o avan\u00e7o nas receitas vinculadas a opera\u00e7\u00f5es financeiras e ao com\u00e9rcio exterior, al\u00e9m da manuten\u00e7\u00e3o do crescimento nas contribui\u00e7\u00f5es sobre a folha de pagamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas, tamb\u00e9m se observaram varia\u00e7\u00f5es entre as bases de incid\u00eancia. Enquanto o IRRF sobre rendimentos do trabalho apresentou retra\u00e7\u00e3o real de 5,60%, influenciado por fatores pontuais, o IRRF sobre rendimentos de capital registrou crescimento de 7,44%, refletindo o desempenho das aplica\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os tributos sobre o lucro, a arrecada\u00e7\u00e3o de IRPJ e CSLL somou R$ 37,488 bilh\u00f5es, com varia\u00e7\u00e3o real de 1,16%, com destaque para o desempenho da modalidade de lucro presumido.<\/p>\n\n\n\n<p>No acumulado de janeiro a mar\u00e7o de 2026, as receitas administradas pela Receita Federal atingiram R$ 751,942 bilh\u00f5es, com crescimento real de 5,59% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior. O resultado reflete, principalmente, a combina\u00e7\u00e3o entre a evolu\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho, o desempenho do setor de servi\u00e7os e o dinamismo das opera\u00e7\u00f5es financeiras e de com\u00e9rcio exterior ao longo do trimestre.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/abril\/arrecadacao-federal-atinge-r-229-2-bilhoes-em-marco-de-2026-melhor-resultado-para-o-mes-desde-2000\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Reestrutura\u00e7\u00e3o do Programa OEA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente a Receita Federal publicou importantes atos normativos, com vistas \u00e0 reestrutura\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o do Programa Brasileiro de Operador Econ\u00f4mico Autorizado (Programa OEA), em alinhamento com as melhores pr\u00e1ticas internacionais e com o Acordo sobre Facilita\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os atos, destaca-se a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/instrucao-normativa-rfb-n-2.318-de-26-de-marco-de-2026-696027857\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.318, de 26 de mar\u00e7o de 2026<\/a>. Essa norma fundamenta-se na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp225.htm\">Lei Complementar n\u00ba 225, de 8 de janeiro de 2026<\/a>, que instituiu os tr\u00eas programas de conformidade tribut\u00e1ria e aduaneira da Receita Federal: o Programa OEA; Programa de Conformidade Cooperativa Fiscal \u2013 Confia; e o Programa de Est\u00edmulo \u00e0 Conformidade Tribut\u00e1ria \u2013 Sintonia.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste contexto, a IN RFB N\u00ba 2.318, de 2026, contribui para a atua\u00e7\u00e3o integrada das administra\u00e7\u00f5es tribut\u00e1ria e aduaneira, reconhecendo converg\u00eancias dos Programas. Essa abordagem integrada permitir\u00e1 o adequado tratamento dos contribuintes, mediante a concess\u00e3o de benef\u00edcios de forma proporcional ao n\u00edvel de conformidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A principal inova\u00e7\u00e3o da proposta consiste na reestrutura\u00e7\u00e3o da modalidade OEA-Conformidade em tr\u00eas n\u00edveis:&nbsp;OEA-C Essencial, OEA-C Qualificado e OEA-C Refer\u00eancia. O n\u00edvel Essencial \u00e9 voltado exclusivamente \u00e0s empresas comerciais exportadoras, com ingresso simplificado. Com essa certifica\u00e7\u00e3o, as empresas comerciais exportadoras poder\u00e3o usufruir do benef\u00edcio de suspens\u00e3o do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os &#8211; IBS e da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os &#8211; CBS, conforme previsto no art. 82 da Lei Complementar n\u00ba 214, de 16 de janeiro de 2025. J\u00e1 o n\u00edvel Qualificado corresponde ao atual OEA-C. O n\u00edvel Refer\u00eancia, por sua vez, destina-se a operadores com perfil de conformidade mais elevado, que possuam a certifica\u00e7\u00e3o no Confia ou classifica\u00e7\u00e3o A+ no Sintonia.<\/p>\n\n\n\n<p>Importante destacar que a norma preserva os benef\u00edcios j\u00e1 consolidados no \u00e2mbito do Programa e promove aperfei\u00e7oamentos compat\u00edveis com a nova estrutura em n\u00edveis. Por exemplo, os contribuintes certificados como OEA-C Refer\u00eancia poder\u00e3o realizar o pagamento de tributos devidos na importa\u00e7\u00e3o at\u00e9 o 20\u00ba dia do m\u00eas subsequente \u00e0 opera\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, suas declara\u00e7\u00f5es de importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o ser\u00e3o direcionadas ao canal verde, exceto em situa\u00e7\u00f5es excepcionais relacionadas \u00e0 intelig\u00eancia, \u00e0 seguran\u00e7a nacional, a decis\u00f5es judiciais e aos controles exercidos por outros \u00f3rg\u00e3os intervenientes.<\/p>\n\n\n\n<p>A Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB N\u00ba 2.318, de 2026, ajusta o rito de exclus\u00e3o para alinh\u00e1-lo \u00e0 Lei Complementar n\u00ba 225, de 2026, preservando o contradit\u00f3rio, a ampla defesa e o duplo grau de revis\u00e3o, ao mesmo tempo em que incorpora expressamente a veda\u00e7\u00e3o de ades\u00e3o e perman\u00eancia de interveniente considerado devedor contumaz.<\/p>\n\n\n\n<p>Para possibilitar um fluxo coordenado e cooperativo de certifica\u00e7\u00e3o no Programa OEA e no Programa de Conformidade Cooperativa Fiscal da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (Confia), foi publicada a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/web\/dou\/-\/portaria-conjunta-coana\/comac-n-186-de-1-de-abril-de-2026-698607396\">Portaria Conjunta COANA\/COMAC N\u00ba 186 de, 01 de abril 2026<\/a>. Essa Portaria Conjunta cria uma equipe ad hoc, dedicada exclusivamente \u00e0 certifica\u00e7\u00e3o OEA das empresas que est\u00e3o no processo de certifica\u00e7\u00e3o do Programa Confia, permitindo a prioriza\u00e7\u00e3o na an\u00e1lise dos requerimentos dessas empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro importante ato publicado recentemente \u00e9 a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/web\/dou\/-\/portaria-coana-n-187-de-2-de-abril-de-2026-697705192\">Portaria COANA n\u00ba 187, de 2 de abril de 2026<\/a>, que regulamenta a Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.318, de 2026, definindo procedimentos, fluxos e crit\u00e9rios para o Programa OEA. Essa norma dispensa a anexa\u00e7\u00e3o de determinados comprovantes no Sistema OEA, considerando que j\u00e1 est\u00e3o dispon\u00edveis nas bases da Receita Federal, como CNPJ, regularidade fiscal e ades\u00e3o ao DTE.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalta-se tamb\u00e9m a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/web\/dou\/-\/portaria-rfb-n-673-de-9-de-abril-de-2026-699467666\">Portaria RFB n\u00ba 673, de 9 de abril de 2026<\/a>, que aprovou a vers\u00e3o 2.0 do Manual de Identidade Visual do Programa OEA, estabelecendo as diretrizes para o uso correto do selo OEA por empresas certificadas, garantindo a padroniza\u00e7\u00e3o e integridade da marca em meios digitais e impressos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em s\u00edntese, consideradas conjuntamente, essas normas fortalecem o Programa OEA como instrumento de facilita\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio, mantendo o adequado controle aduaneiro, em conson\u00e2ncia com o novo marco legal e as diretrizes da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial das Aduanas. Al\u00e9m disso, essas normas fomentam a ado\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es mais elevados de conformidade, tanto no \u00e2mbito tribut\u00e1rio quanto aduaneiro, constituindo uma significativa inova\u00e7\u00e3o no modelo de relacionamento entre a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e o setor privado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/abril\/reestruturacao-do-programa-oea\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Calculadoras da reforma tribut\u00e1ria: utilidade e cuidados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Direto ao ponto: Como temos dito, a Emenda Constitucional n.\u00ba 132\/2023, que consolida a Reforma Tribut\u00e1ria sobre o consumo no Brasil, inaugurou um ciclo de profundas transforma\u00e7\u00f5es no ambiente de neg\u00f3cios. No entanto, \u00e0s v\u00e9speras de sua implementa\u00e7\u00e3o notamos que para uma grande parcela dos empres\u00e1rios e gestores a reforma permanece como um tema \u00e1rido e distante, debatido em c\u00edrculos jur\u00eddicos e cont\u00e1beis, mas com consequ\u00eancias pr\u00e1ticas ainda dif\u00edceis de mensurar. \u00c9 nesse contexto que as \u201ccalculadoras da reforma tribut\u00e1ria\u201d emergem como ferramentas de utilidade estrat\u00e9gica inestim\u00e1vel, transformando o abstrato do Direito Tribut\u00e1rio em n\u00fameros concretos e tang\u00edveis para a gest\u00e3o empresarial. Como seres humanos, somos movidos por emo\u00e7\u00f5es, e nada como o contraste de se vislumbrar o impacto concreto das novas normas nos n\u00fameros da empresa para, ainda que numa mera simula\u00e7\u00e3o, para despertar engajamento dos afetados. Contudo, \u00e9 crucial entender que a sofistica\u00e7\u00e3o da ferramenta deve ser acompanhada pelo envolvimento proativo dos decisores e uma intelig\u00eancia estrat\u00e9gica que v\u00e1 al\u00e9m da mera simula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O choque do contraste \u201cDE\/PARA\u201d: do jur\u00eddico ao financeiro<\/p>\n\n\n\n<p>O grande m\u00e9rito dessas ferramentas reside em sua capacidade de oferecer um contraste imediato e fundamentado entre o cen\u00e1rio fiscal atual e o futuro. Partindo da premissa de que as empresas brasileiras j\u00e1 geram e entregam ao Fisco um vasto volume de dados fiscais e cont\u00e1beis \u2014 a base real de sua opera\u00e7\u00e3o \u2014, as calculadoras utilizam esses inputs para simular a aplica\u00e7\u00e3o das novas regras do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS).<\/p>\n\n\n\n<p>Em ess\u00eancia, a ferramenta realiza um exerc\u00edcio elementar e fundamental, mas n\u00e3o necessariamente acess\u00edvel de outra forma: subtrai a carga tribut\u00e1ria atual (ICMS, IPI, PIS, COFINS) do pre\u00e7o de compra e venda de produtos e servi\u00e7os, chegando ao valor l\u00edquido dos tributos. Em seguida, aplica as al\u00edquotas e as regras de creditamento e de c\u00e1lculo por fora dos novos tributos sobre o consumo, projetando assim como seriam os pre\u00e7os, custos e, consequentemente, as margens de lucro da empresa em um cen\u00e1rio p\u00f3s-reforma, a maioria delas permitindo inclusive uma calibragem nas premissas futuras do neg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>Costumamos dizer a nossos clientes: a reforma \u00e9 t\u00e3o impactante que deveria se chamar \u201cReforma dos Neg\u00f3cios\u201d, n\u00e3o \u201cTribut\u00e1ria\u201d. Essa profundidade e amplitude dos impactos foi propositadamente impressa pelos autores da Emenda Constitucional, que reconheciam a complexidade e opacidade do sistema atual, que muitas vezes colocava o agente econ\u00f4mico decisor (o empres\u00e1rio) em situa\u00e7\u00f5es que, n\u00e3o fossem os tributos e regimes existentes, n\u00e3o fariam qualquer sentido negocialmente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa procurada neutralidade \u00e9 t\u00e3o distante do que vimos na constru\u00e7\u00e3o de nossa cultura tribut\u00e1ria brasileira que costumamos aqui dizer aos clientes que o exerc\u00edcio de se preparar para a nova legisla\u00e7\u00e3o poderia ser comparado \u00e0 tarefa de estudarmos a reabertura da empresa em um novo mercado, um novo pa\u00eds, com novas regras, avaliando se valeria para ali levar a estrat\u00e9gia, estrutura, pessoal, fornecedores e clientes atuais. Detalhe: esse novo pa\u00eds \u00e9 o \u201cBrasil p\u00f3s reforma\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a implementa\u00e7\u00e3o da reforma se dar\u00e1 numa transi\u00e7\u00e3o algo longa, sem que o sistema atual seja deixado de lado imediatamente, ainda que a prometida melhora do ambiente de neg\u00f3cios seja efetivamente verificada, primeiro teremos um per\u00edodo de piora para somente depois notarmos as melhorias de fato.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas tudo isso \u00e9 algo distante e te\u00f3rico se ficarmos apenas avaliando e criticando os princ\u00edpios de se implementar os novos IVAs. Na nossa experi\u00eancia, \u00e9 quando traduzimos para n\u00fameros do pr\u00f3prio cliente esses conceitos e ideias cient\u00edficos e acad\u00eamicos que a reforma ganha cor e ader\u00eancia \u00e0 vida real.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse exerc\u00edcio DE\/PARA propiciado pelas calculadoras \u00e9, dessa forma, excelente para evidenciar em n\u00fameros o que, de outra forma, seria complexo de compreender. A Reforma Tribut\u00e1ria, que afeta a base econ\u00f4mica de qualquer transa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 um assunto que possa ser ignorado por fornecedores, clientes ou concorrentes. A simula\u00e7\u00e3o num\u00e9rica \u00e9 o despertador que transforma uma quest\u00e3o t\u00e9cnica em uma quest\u00e3o essencial de sobreviv\u00eancia e competitividade para o neg\u00f3cio, for\u00e7ando os administradores a encarar os impactos da mudan\u00e7a na sua linha de receitas e despesas.<\/p>\n\n\n\n<p>As armadilhas da simula\u00e7\u00e3o: premissas, regula\u00e7\u00e3o e vari\u00e1veis<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, por mais valiosa que seja para dar visibilidade aos efeitos da reforma, a calculadora fornecem apenas simula\u00e7\u00f5es. A premissa de que a opera\u00e7\u00e3o da empresa continuar\u00e1 exatamente como \u00e9 hoje \u00e9 um ponto de partida \u00fatil, mas ing\u00eanuo para a estrat\u00e9gia de longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>As simula\u00e7\u00f5es podem ser algo limitadas por fatores cruciais, e seus resultados devem ser tomados como um in\u00edcio, n\u00e3o a solu\u00e7\u00e3o final para o planejamento da empresa. Afinal, entre outros pontos, vale recordar:<\/p>\n\n\n\n<p>1. Regulamenta\u00e7\u00e3o Incompleta: Acreditamos que 90% das regras est\u00e3o postas. N\u00e3o temos as al\u00edquotas de refer\u00eancia ainda, mas podemos trabalhar com premissas conservadoras. Ainda assim, \u00e9 fato que a Reforma Tribut\u00e1ria ainda depende da edi\u00e7\u00e3o de ao menos uma valiosa Lei Complementar e de um vasto aparato regulat\u00f3rio. Premissas fundamentais, como al\u00edquotas definitivas e regimes espec\u00edficos de transi\u00e7\u00e3o ou de tributa\u00e7\u00e3o, ainda estar\u00e3o sujeitas a altera\u00e7\u00f5es legislativas ou a interpreta\u00e7\u00f5es subsequentes.<\/p>\n\n\n\n<p>2. Vari\u00e1veis Internas e Externas: O resultado fiscal de uma empresa n\u00e3o \u00e9 est\u00e1tico. A simula\u00e7\u00e3o atual n\u00e3o pode prever cen\u00e1rios de segunda ordem que ser\u00e3o desencadeados pela pr\u00f3pria reforma:<\/p>\n\n\n\n<p>3 Mudan\u00e7a no mix de produtos\/servi\u00e7os: O que era marginalmente lucrativo pode se tornar central, ou vice-versa, sob as novas regras.<\/p>\n\n\n\n<p>4 Reengenharia da Cadeia de Suprimentos: A otimiza\u00e7\u00e3o da log\u00edstica e do sourcing para minimizar o spread entre o imposto pago e o imposto devido (o chamado \u201ccash-flow\u201d do cr\u00e9dito) pode ser decisiva.<\/p>\n\n\n\n<p>5 Revis\u00e3o de Pre\u00e7os de Transfer\u00eancia e Commodities : O impacto do IBS\/CBS na cadeia de valor de grandes grupos econ\u00f4micos.<\/p>\n\n\n\n<p>6 Rea\u00e7\u00e3o de Concorrentes: Como os players do mercado ir\u00e3o reagir e ajustar seus pre\u00e7os?<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A utilidade estrat\u00e9gica da calculadora, portanto, \u00e9 a de ponto de partida . Ela permite imprimir urg\u00eancia para o tema, conscientizar os stakeholders, possibilita aos administradores projetar cen\u00e1rios futuros, estabelecer limites para investimentos ( payback esperado) e dar o pontap\u00e9 inicial para a reestrutura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Da ferramenta \u00e0 estrat\u00e9gia: o papel dos decisores e assessores<\/p>\n\n\n\n<p>De nada adianta uma ferramenta sofisticada gerando gr\u00e1ficos e relat\u00f3rios se n\u00e3o houver o envolvimento interessado dos decisores e de times internos multidisciplinares . A reforma tribut\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 um problema apenas do time Fiscal ou Cont\u00e1bil; ela afeta todos, em especial:<\/p>\n\n\n\n<p>Vendas\/Comercial: Estrutura de pre\u00e7os e negocia\u00e7\u00e3o com clientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Suprimentos\/Log\u00edstica: Escolha de fornecedores e localiza\u00e7\u00e3o de centros de distribui\u00e7\u00e3o (impacto do destino ).<\/p>\n\n\n\n<p>Jur\u00eddico: Revis\u00e3o de contratos de longo prazo, cl\u00e1usulas de repasse tribut\u00e1rio e due diligence em fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A intelig\u00eancia estrat\u00e9gica \u00e9 agregada quando as simula\u00e7\u00f5es se tornam a base para o di\u00e1logo de gest\u00e3o sobre o futuro do neg\u00f3cio. \u00c9 nesse ponto que a experi\u00eancia de craques no neg\u00f3cio e na legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, sejam eles do time interno ou assessores externos especializados, se torna um diferencial. Eles n\u00e3o s\u00f3 auxiliam na calibra\u00e7\u00e3o das premissas regulat\u00f3rias, como tamb\u00e9m trazem o benchmark de mercado , ajudando a antecipar como o setor como um todo pode reagir.<\/p>\n\n\n\n<p>Muito provavelmente, o trabalho que se inicia agora, com o compliance na emiss\u00e3o de documentos fiscais no per\u00edodo de teste da reforma, amadurecer\u00e1 para um planejamento profundo, onde as calculadoras ter\u00e3o seu papel, mas se estender\u00e1 em uma cauda longa de demandas, provavelmente avan\u00e7ando durante os anos de transi\u00e7\u00e3o, cada uma delas provavelmente demandando times e projetos individuais, com objetivos e encadeamento adequados. As calculadoras permitir\u00e3o, por exemplo, simular pre\u00e7os novos nos solavancos principais da transi\u00e7\u00e3o (mudan\u00e7as de tributos em 2027 e de 2029 a 2033), mas por mais avan\u00e7ada que seja a m\u00e1quina o piloto adequado precisa estar preparado para explorar esses atributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Direto ao ponto: A validade e o valor das calculadoras da reforma tribut\u00e1ria s\u00e3o inquestion\u00e1veis para quantificar e visualizar o impacto fiscal em bases reais. No entanto, a alta administra\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode delegar o processo de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 mera tecnologia ou ferramentas, por mais did\u00e1ticas e impressionantes que pare\u00e7am. A chave do sucesso est\u00e1 na transi\u00e7\u00e3o da simula\u00e7\u00e3o para a estrat\u00e9gia: o envolvimento efetivo e multidisciplinar dos stakeholders internos, suportado pelo conhecimento de assessores externos, \u00e9 o que permitir\u00e1 agregar intelig\u00eancia aos cen\u00e1rios, definir as a\u00e7\u00f5es de segunda ordem e tomar decis\u00f5es cruciais antes que o custo da in\u00e9rcia se torne alto demais para a sa\u00fade e competitividade do neg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.reformatributaria.com\/opiniao\/calculadoras-da-reforma-tributaria-utilidade-e-cuidados\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Urgente: Lula e Comit\u00ea Gestor publicam regulamentos de IBS\/CBS; leia a \u00edntegra<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) assinou na 4\u00aa feira (29.abr.2026) o regulamento da CBS (Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os). O documento foi publicado na edi\u00e7\u00e3o desta 5\u00aa feira (30.abr) do&nbsp;Di\u00e1rio Oficial.<\/p>\n\n\n\n<p>A publica\u00e7\u00e3o veio por meio de um decreto (<a href=\"https:\/\/in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/decreto-n-12.955-de-29-de-abril-de-2026-702415229\">n\u00ba 12.995 de 2026<\/a>). O texto \u00e9 separado por livros, grandes divis\u00f5es para organizar o conte\u00fado por temas amplos. O Livro 1 traz as regras comuns entre CBS e IBS. J\u00e1 o Livro 2 determina as normas espec\u00edficas da contribui\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de Lula, o ministro Dario Durigan (Fazenda) tamb\u00e9m assina o conte\u00fado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda nesta 5\u00aa feira, o Comit\u00ea Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os) tamb\u00e9m publicou as normas infralegais do novo tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Leia a \u00edntegra do regulamento da CBS abaixo:<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/regulamento-da-cbs.pdf\">regulamento-da-cbsBaixar<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, o regulamento do IBS:<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/regulamento-do-IBS.pdf\">regulamento-do-IBSBaixar<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O 2\u00ba vice-presidente do Comit\u00ea Gestor do IBS,&nbsp;<a href=\"https:\/\/reformatributaria.us12.list-manage.com\/track\/click?u=d6516bbc40ad0c940e0b74f24&amp;id=452412dd71&amp;e=f74ccc9bb6\">Luis Felipe Vidal Arellano<\/a>, j\u00e1 havia antecipado em entrevista ao&nbsp;Portal da Reforma Tribut\u00e1ria&nbsp;que o regulamento&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/reforma-tributaria-brasil\/publicacao-no-dia-15-nao-era-deliberacao-e-regulamento-pode-sair-dia-27-diz-vice-do-comite-gestor\/\">poderia ser destravado ainda esta semana<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro mencionou&nbsp;que o regulamento viria poucos dias depois da reuni\u00e3o do colegiado no dia 27 de abril \u2013movimento que se confirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe a gente conseguir avan\u00e7ar e finalizar todo esse debate no dia 27, talvez a gente tenha uma boa novidade nesse pr\u00f3prio dia ou nos dias logo em seguida\u201d, declarou a este ve\u00edculo jornal\u00edstico em 17 de abril.<\/p>\n\n\n\n<p>O regulamento de IBS\/CBS traz as normas infralegais dos tributos, ou seja, interpreta\u00e7\u00f5es a serem seguidas com base nas leis sancionadas sobre o tema (<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp214.htm\">LC 214 de 2025<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp227.htm\">LC 227 de 2026<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>A CBS \u00e9 de compet\u00eancia da Uni\u00e3o. Apesar disso, o regulamento tem normas compartilhadas com o IBS, que \u00e9 estadual\/municipal. O motivo: os tributos s\u00e3o\u201cespelhos\u201d&nbsp;uns dos outros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>VACATIO LEGIS E OBRIGA\u00c7\u00d5ES ACESS\u00d3RIAS<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo relatos colhidos pela reportagem, n\u00e3o seria poss\u00edvel liberar o regulamento depois do dia 30.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O motivo: a publica\u00e7\u00e3o no \u00faltimo dia do m\u00eas facilita a&nbsp;vacatio legis&nbsp;(per\u00edodo entre a publica\u00e7\u00e3o e a entrada em vigor das normas), permitindo que o prazo seja em meses completos.<\/p>\n\n\n\n<p>O Comit\u00ea Gestor e a Receita Federal disseram em 2 de abril que a falta de registro dos campos de IBS\/CBS nos documentos fiscais estaria pass\u00edvel de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/economia-reforma-tributaria-impactos\/receita-e-comite-gestor-esclarecem-que-nao-ha-aplicacao-de-multas-antes-de-90-dias-apos-a-publicacao-do-regulamento\/\">multas a partir do 1\u00ba dia do 4\u00ba m\u00eas da publica\u00e7\u00e3o dos regulamentos comuns<\/a>. Na pr\u00e1tica, trata-se de um per\u00edodo de 3 meses, conhecido como noventena.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa que, com a publica\u00e7\u00e3o no dia 30 de abril, contribuintes que n\u00e3o preencham as obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias corretamente j\u00e1 podem ser multados em agosto.<\/p>\n\n\n\n<p>REGULAMENTO ATUALIZ\u00c1VEL<\/p>\n\n\n\n<p>A secret\u00e1ria de Fazenda do Rio Grande do Sul, Pricilla Santana, afirmou em 6 de abril que o regulamento de IBS\/CBS&nbsp;<a href=\"https:\/\/reformatributaria.us12.list-manage.com\/track\/click?u=d6516bbc40ad0c940e0b74f24&amp;id=b402cb15cb&amp;e=f74ccc9bb6\">ter\u00e1 atualiza\u00e7\u00f5es ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o oficial<\/a>&nbsp;conforme surgirem demandas dos contribuintes. Segundo ela, o \u00f3rg\u00e3o receber\u00e1 as sugest\u00f5es a partir de maio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O vice-presidente do Comit\u00ea Gestor, Luis Felipe Vidal Arellano, disse em entrevista ao&nbsp;Portal&nbsp;que a ferramenta para o recolhimento dos&nbsp;feedbacks&nbsp;est\u00e1 em desenvolvimento em conjunto com a Receita Federal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 natural que haja necessidade de aperfei\u00e7oamento vindo do olhar que vem de fora, do setor privado, da advocacia\u201d, afirmou Luis.<\/p>\n\n\n\n<p>Pricilla recomendou que os setores econ\u00f4micos sigam o regulamento \u00e0 risca antes de fazerem sugest\u00f5es ao Comit\u00ea Gestor.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>HIST\u00d3RICO<\/p>\n\n\n\n<p>Idealmente, o regulamento deveria ter sido publicado logo em 2025. Por\u00e9m, o atraso na vota\u00e7\u00e3o do projeto que viraria a 2\u00aa lei de regulamenta\u00e7\u00e3o da tribut\u00e1ria (<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp227.htm\">LC 227 de 2026<\/a>) impediu a divulga\u00e7\u00e3o ainda no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, criou-se a ideia de que o documento&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/iva\/regulamento-de-ibs-cbs-deve-sair-so-em-janeiro-depois-da-sancao-do-plp-108\/\">poderia ser liberado ainda em janeiro deste ano<\/a>. S\u00f3 que o atraso para a san\u00e7\u00e3o da LC 227 e disputas internas nas elei\u00e7\u00f5es do Comit\u00ea Gestor atrasaram o processo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.reformatributaria.com\/iva\/urgente-lula-publica-regulamento-da-cbs-leia-a-integra\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Com regulamento publicado, preenchimento obrigat\u00f3rio dos campos de IBS\/CBS come\u00e7a em agosto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O regulamento da CBS (Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os)&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/iva\/urgente-lula-publica-regulamento-da-cbs-leia-a-integra\/\">publicado nesta 5\u00aa feira (30.abr.2026)<\/a>&nbsp;determinou que os contribuintes estar\u00e3o sujeitos a multas pelas obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias do tributo a partir de agosto.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto prev\u00ea que o preenchimento dos campos da contribui\u00e7\u00e3o nos documentos fiscais seja obrigat\u00f3rio&nbsp;\u201ca partir do 1\u00ba dia do 4\u00ba m\u00eas subsequente ao de sua publica\u00e7\u00e3o\u201d. A regra tamb\u00e9m vale para o IBS (Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os).<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, o gerente de programa da Receita Federal, Roni Petterson, sinalizo que o \u00f3rg\u00e3o espera n\u00e3o realizar as efetivas cobran\u00e7as de penalisdades em 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, a multa pode ser aplicada efetivamente a partir de agosto deste ano. Por\u00e9m, uma das leis da reforma tribut\u00e1ria (<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp227.htm\">LC 227 de 2026<\/a>) j\u00e1 determina que os contribuintes podem se regularizar ap\u00f3s 60 dias no m\u00ednimo. Depois desse per\u00edodo, o t\u00e9cnico afirmou que ainda buscar\u00e1 fazer novas a\u00e7\u00f5es&nbsp;\u201ceducativas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o haja multa. Come\u00e7a a exig\u00eancia a partir de 1\u00ba de agosto&nbsp;[\u2026]&nbsp;E a gente n\u00e3o pretende aplicar as multas, mesmo ap\u00f3s, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que este ano seja pedag\u00f3gico&nbsp;[\u2026]&nbsp;Se ele n\u00e3o se regularizar, a gente tem ainda outros mecanismos at\u00e9, em \u00faltimo caso, aplicar a multa\u201d, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p>A CBS \u00e9 de compet\u00eancia da Uni\u00e3o. Apesar disso, o regulamento deve conter normas compartilhadas com o imposto, que \u00e9 estadual e municipal. O motivo: os tributos s\u00e3o&nbsp;\u201cespelhos\u201d&nbsp;uns dos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>O prazo de quase 3 meses entre a publica\u00e7\u00e3o e a efetiva vig\u00eancia das regras j\u00e1 era conhecido. O Comit\u00ea Gestor do IBS e a Receita Federal j\u00e1 tinham divulgado a informa\u00e7\u00e3o em 2 de abril.&nbsp;Leia&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/economia-reforma-tributaria-impactos\/receita-e-comite-gestor-esclarecem-que-nao-ha-aplicacao-de-multas-antes-de-90-dias-apos-a-publicacao-do-regulamento\/%5d\">nesta not\u00edcia<\/a>&nbsp;do&nbsp;Portal da Reforma Tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O que n\u00e3o se sabia era o dia da libera\u00e7\u00e3o do regulamento, portanto, era improv\u00e1vel inferir qual o m\u00eas exato em que as regras come\u00e7ariam a valer.<\/p>\n\n\n\n<p>Originalmente, esperava-se que o preenchimento dos campos IBS\/CBS nos documentos fiscais fosse exigido j\u00e1 em janeiro de 2026. Ocorre que o Fisco&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/governo\/fisco-flexibiliza-regra-de-preenchimento-de-ibs-cbs-para-janeiro-de-2026\/\">flexibilizou as regras em dezembro de 2025<\/a>&nbsp;por meio de uma nota t\u00e9cnica (<a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/NT_2025.002_v1.33_RTC_NF-e_IBS_CBS_IS-.pdf\">n\u00ba 1.33 de 2025<\/a>) e condicionou a obrigatoriedade \u00e0 publica\u00e7\u00e3o do regulamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca, o adiamento foi um al\u00edvio para empresas que estavam correndo para ajustar seus sistemas na reta final do ano. Com isso, as companhias ganharam mais tempo \u2013na pr\u00e1tica, 8 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Os tributos s\u00e3o destacados nos documentos fiscais no formato de \u201cal\u00edquota-teste\u201d em 2026, sendo 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS. A cobran\u00e7a efetiva desses valores foi dispensada via lei complementar (<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp214.htm\">LC 214 de 2025<\/a>). Segundo o Minist\u00e9rio da Fazenda, trata-se de uma medida&nbsp;\u201ceducativa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.reformatributaria.com\/iva\/com-regulamento-publicado-multa-por-obrigacoes-acessorias-de-ibs-cbs-comeca-em-agosto\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Regulamento de IBS\/CBS deixa pontos em aberto para solu\u00e7\u00e3o via ato conjunto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O regulamento da CBS (Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os)&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/iva\/urgente-lula-publica-regulamento-da-cbs-leia-a-integra\/\">publicado nesta 5\u00aa feira (30.abr.2026)<\/a>&nbsp;ainda deixa pontos a serem resolvidos via ato conjunto da Receita Federal e do Comit\u00ea Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao pesquisar no documento, h\u00e1 112 men\u00e7\u00f5es ao termo&nbsp;\u201cato conjunto da RFB e do CGIBS\u201d. Isso mostra que a regulamenta\u00e7\u00e3o infralegal da reforma tribut\u00e1ria ainda tem muito o que avan\u00e7ar, mesmo que em n\u00edvel t\u00e9cnico.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja como foi realizada a busca no gif. abaixo:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O regulamento de IBS\/CBS traz as normas infralegais dos tributos, ou seja, interpreta\u00e7\u00f5es a serem seguidas com base nas leis sancionadas sobre o tema (<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp214.htm\">LC 214 de 2025<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp227.htm\">LC 227 de 2026<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>A CBS \u00e9 de compet\u00eancia da Uni\u00e3o. Apesar disso, o regulamento tem normas compartilhadas com o IBS, que \u00e9 estadual e municipal. O motivo: os tributos s\u00e3o \u201cespelhos\u201d uns dos outros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>REGULAMENTO ATUALIZ\u00c1VEL<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos atos conjuntos, o regulamento ainda pode avan\u00e7ar via mudan\u00e7as do pr\u00f3prio documento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A secret\u00e1ria de Fazenda do Rio Grande do Sul, Pricilla Santana, afirmou em 6 de abril que o texto&nbsp;<a href=\"https:\/\/reformatributaria.us12.list-manage.com\/track\/click?u=d6516bbc40ad0c940e0b74f24&amp;id=b402cb15cb&amp;e=f74ccc9bb6\">ter\u00e1 atualiza\u00e7\u00f5es ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o oficial<\/a>&nbsp;conforme surgirem demandas dos contribuintes. Segundo ela, o \u00f3rg\u00e3o receber\u00e1 as sugest\u00f5es a partir de maio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O vice-presidente do Comit\u00ea Gestor, Luis Felipe Vidal Arellano,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/reforma-tributaria-brasil\/publicacao-no-dia-15-nao-era-deliberacao-e-regulamento-pode-sair-dia-27-diz-vice-do-comite-gestor\/?mc_cid=01e1c9e63d&amp;mc_eid=UNIQID\">disse em entrevista<\/a>&nbsp;ao&nbsp;Portal da Reforma Tribut\u00e1ria&nbsp;que a ferramenta para o recolhimento dos&nbsp;feedbacks&nbsp;est\u00e1 em desenvolvimento em conjunto com a Receita Federal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 natural que haja necessidade de aperfei\u00e7oamento vindo do olhar que vem de fora, do setor privado, da advocacia\u201d, afirmou Luis.<\/p>\n\n\n\n<p>Pricilla recomendou que os setores econ\u00f4micos sigam o regulamento \u00e0 risca antes de fazerem sugest\u00f5es ao Comit\u00ea Gestor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.reformatributaria.com\/iva\/regulamento-de-ibs-cbs-deixa-pontos-em-aberto-para-solucao-via-ato-conjunto\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O Portal antecipou: Regulamento de IBS\/CBS prev\u00ea 1\u00aa fase do split payment com Pix e boleto; cart\u00f5es ficam para depois<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Os regulamentos do IBS (Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os) e da CBS (Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os)&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/iva\/urgente-lula-publica-regulamento-da-cbs-leia-a-integra\/\">publicados nesta 5\u00aa feira (30.abr.2026)&nbsp;<\/a>detalham como ser\u00e1 a implementa\u00e7\u00e3o gradual do&nbsp;split payment. A 1\u00aa fase poupar\u00e1 cart\u00f5es de d\u00e9bito e cr\u00e9dito, afetando opera\u00e7\u00f5es como Pix e boleto, por exemplo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Portal da Reforma Tribut\u00e1ria j\u00e1 <a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/iva\/exclusivo-regulamento-do-ibs-preve-1a-fase-do-split-payment-com-pix-e-boleto-cartoes-ficam-para-depois\/\">havia publicado em 17 de mar\u00e7o<\/a> que essa regra estaria presente no regulamento. Na RT PRO (<a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/rt-pro\/\">boletim premium de not\u00edcias deste ve\u00edculo jornal\u00edstico<\/a>), o conte\u00fado foi antecipado em 16 de mar\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>A reda\u00e7\u00e3o prev\u00ea a implementa\u00e7\u00e3o em pelo menos duas etapas, que ser\u00e3o detalhadas em ato conjunto da Receita Federal com o Comit\u00ea Gestor do IBS. Funcionaria assim:<\/p>\n\n\n\n<p>1\u00aa ETAPA<\/p>\n\n\n\n<p>O split ser\u00e1 restrito a opera\u00e7\u00f5es com:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Boleto.<\/p>\n\n\n\n<p>Pix (QR Code, chave, ag\u00eancia e conta banc\u00e1ria).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>TED (Transfer\u00eancia Eletr\u00f4nica Dispon\u00edvel).<\/p>\n\n\n\n<p>TEF (Transfer\u00eancia Eletr\u00f4nica de Fundos).<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, cart\u00f5es de cr\u00e9dito, d\u00e9bito, pr\u00e9-pago e vouchers ficam de fora.<\/p>\n\n\n\n<p>O ato conjunto deve prever aplica\u00e7\u00e3o apenas pelo procedimento padr\u00e3o e somente em transa\u00e7\u00f5es nas quais o comprador seja contribuinte do regime regular do IBS. Nessa etapa inicial, a utiliza\u00e7\u00e3o do sistema ser\u00e1 facultativa.<\/p>\n\n\n\n<p>FASES POSTERIORES<\/p>\n\n\n\n<p>A ado\u00e7\u00e3o do split payment se tornar\u00e1 mais ampla. Todos os arranjos de pagamento previstos no regulamento dever\u00e3o se habilitar para operar com a tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, nas opera\u00e7\u00f5es em que o comprador n\u00e3o seja contribuinte do regime regular \u2014como nas vendas ao consumidor final\u2014 o mecanismo passar\u00e1 a funcionar simultaneamente em todos os arranjos de pagamento previstos.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto tamb\u00e9m determina que, enquanto um arranjo de pagamento n\u00e3o estiver habilitado para operar pelo procedimento padr\u00e3o, dever\u00e1 aderir ao procedimento simplificado para todas as transa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A regulamenta\u00e7\u00e3o ainda prev\u00ea que a Receita Federal e o Comit\u00ea Gestor poder\u00e3o ampliar a obrigatoriedade do sistema para outros tipos de arranjos de pagamento, al\u00e9m de definir os casos em que o uso continuar\u00e1 facultativo.<\/p>\n\n\n\n<p>O ato conjunto tamb\u00e9m estabelecer\u00e1 regras operacionais detalhadas para viabilizar o funcionamento do sistema, como:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Informa\u00e7\u00f5es sobre a transa\u00e7\u00e3o e o documento fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Respons\u00e1vel pelo envio dos dados.<\/p>\n\n\n\n<p>Identifica\u00e7\u00e3o da modalidade de split payment utilizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Prazos de comunica\u00e7\u00e3o entre a plataforma p\u00fablica de controle, os prestadores de servi\u00e7os de pagamento e as institui\u00e7\u00f5es operadoras dos sistemas de pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m ser\u00e3o definidos prazos para o recolhimento dos valores segregados ao Comit\u00ea Gestor do IBS e as regras para cancelamento de transa\u00e7\u00f5es sujeitas ao mecanismo.<\/p>\n\n\n\n<p>O split \u00e9 um modelo de pagamento em que o valor da opera\u00e7\u00e3o \u00e9 automaticamente dividido, com a segrega\u00e7\u00e3o dos tributos para recolhimento direto ao Fisco. Considerado um dos pontos centrais da reforma tribut\u00e1ria, tem objetivo de reduzir a sonega\u00e7\u00e3o e aumentar a efici\u00eancia da arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.reformatributaria.com\/tecnologia\/o-portal-antecipou-regulamento-de-ibs-cbs-preve-1a-fase-do-split-payment-com-pix-e-boleto-cartoes-ficam-para-depois\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita: multas podem ser aplicadas a partir de agosto, mas contribuintes podem se regularizar at\u00e9 2027<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O gerente de programa da Receita Federal, Roni Peterson, sinalizou nesta 5\u00aa feira (30.abr.2026) que o Fisco espera n\u00e3o realizar cobran\u00e7as de multas em 2026 referentes \u00e0s obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias de IBS (Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os) e CBS (Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, a multa pode ser aplicada efetivamente a partir de agosto deste ano \u2013quando se completam 3 meses ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o do regulamento infralegal dos tributos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, uma das leis da reforma tribut\u00e1ria (<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp227.htm\">LC 227 de 2026<\/a>) j\u00e1 determina que os contribuintes podem se regularizar ap\u00f3s 60 dias no m\u00ednimo. Depois desse per\u00edodo, o t\u00e9cnico afirmou que ainda buscar\u00e1 fazer novas a\u00e7\u00f5es&nbsp;\u201ceducativas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o haja multa. Come\u00e7a a exig\u00eancia a partir de 1\u00ba de agosto [\u2026] E a gente n\u00e3o pretende aplicar as multas, mesmo ap\u00f3s, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que este ano seja pedag\u00f3gico&nbsp;[\u2026]&nbsp;Se ele n\u00e3o se regularizar, a gente tem ainda outros mecanismos at\u00e9, em \u00faltimo caso, aplicar a multa\u201d, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p>A fala de Peterson veio em entrevista a jornalistas no Minist\u00e9rio da Fazenda, em Bras\u00edlia. O&nbsp;Portal da Reforma Tribut\u00e1ria&nbsp;esteve presente no local. Assista abaixo:<\/p>\n\n\n\n<p>A CBS \u00e9 de compet\u00eancia da Uni\u00e3o. Apesar disso, o regulamento deve conter normas compartilhadas com o IBS, que \u00e9 estadual e municipal. O motivo: os tributos s\u00e3o&nbsp;\u201cespelhos\u201d&nbsp;uns dos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>O prazo de quase 3 meses entre a publica\u00e7\u00e3o do regulamento e a efetiva vig\u00eancia das regras j\u00e1 era conhecido. O Comit\u00ea Gestor do IBS e a Receita Federal j\u00e1 tinham divulgado a informa\u00e7\u00e3o em 2 de abril. Leia<a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/economia-reforma-tributaria-impactos\/receita-e-comite-gestor-esclarecem-que-nao-ha-aplicacao-de-multas-antes-de-90-dias-apos-a-publicacao-do-regulamento\/%5d\">&nbsp;nesta not\u00edcia<\/a>&nbsp;do&nbsp;Portal da Reforma Tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Originalmente, esperava-se que o preenchimento dos campos IBS\/CBS nos documentos fiscais fosse exigido j\u00e1 em janeiro de 2026. Ocorre que o Fisco<a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/governo\/fisco-flexibiliza-regra-de-preenchimento-de-ibs-cbs-para-janeiro-de-2026\/\">&nbsp;flexibilizou as regras em dezembro de 2025<\/a>&nbsp;por meio de uma nota t\u00e9cnica (<a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/NT_2025.002_v1.33_RTC_NF-e_IBS_CBS_IS-.pdf\">n\u00ba 1.33 de 2025<\/a>) e condicionou a obrigatoriedade \u00e0 publica\u00e7\u00e3o do regulamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca, o adiamento foi um al\u00edvio para empresas que estavam correndo para ajustar seus sistemas na reta final do ano. Com isso, as companhias ganharam mais tempo \u2013na pr\u00e1tica, 8 meses.Os tributos s\u00e3o destacados nos documentos fiscais no formato de \u201cal\u00edquota-teste\u201d em 2026, sendo 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS. A cobran\u00e7a efetiva desses valores foi dispensada via lei complementar (<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp214.htm\">LC 214 de 2025<\/a>). Segundo o Minist\u00e9rio da Fazenda, trata-se de uma medida&nbsp;\u201ceducativa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.reformatributaria.com\/iva\/receita-multas-serao-aplicadas-a-partir-de-agosto-mas-contribuintes-podem-se-regularizar-ate-2027\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Regulamento do IBS n\u00e3o \u00e9 \u201cengessado\u201d e pode ser aperfei\u00e7oado, afirma o presidente do Comit\u00ea Gestor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do Comit\u00ea Gestor do IBS (Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os), Fl\u00e1vio C\u00e9sar Mendes de Oliveira, afirmou que o regulamento do tributo n\u00e3o \u00e9 \u201cengessado\u201d e pode ser aperfei\u00e7oado.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, foi publicada a primeira vers\u00e3o do regulamento, e tanto o Governo Federal quanto o Comit\u00ea Gestor receber\u00e3o sugest\u00f5es de todas as esferas da sociedade.&nbsp;As propostas ser\u00e3o recebidas por meio de um canal de sugest\u00f5es, que ser\u00e1 disponibilizado na pr\u00f3xima 2\u00aa feira (4.mai.2026).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstaremos acolhendo tudo isso, analisando e estudando, para que possamos, ent\u00e3o, trabalhar nesse aperfei\u00e7oamento\u201d, disse o presidente.<\/p>\n\n\n\n<p>As declara\u00e7\u00f5es foram feitas em entrevista coletiva realizada nesta 5\u00aa feira (30.abr.2026), na sede do Minist\u00e9rio da Fazenda, em Bras\u00edlia. O&nbsp;Portal&nbsp;acompanhou o evento presencialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>MARCO HIST\u00d3RICO<\/p>\n\n\n\n<p>Fl\u00e1vio ressaltou que a publica\u00e7\u00e3o do regulamento, assim como a data de sua oficializa\u00e7\u00e3o, marca a hist\u00f3ria do pa\u00eds:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 uma simples cerim\u00f4nia de um ato conjunto, \u00e9 um momento que vai entrar para a hist\u00f3ria do pa\u00eds, onde de maneira verdadeira e expressa nasce a reforma tribut\u00e1ria na pr\u00e1tica\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele relembra que, s\u00f3 no m\u00eas de abril, foram empossados o presidente, vice-presidentes, al\u00e9m dos conselheiros e suplentes do Comit\u00ea Gestor do IBS. Ainda segundo Oliveira, a reforma se materializa ap\u00f3s d\u00e9cadas de discuss\u00e3o no campo pol\u00edtico:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFinalmente, com o Comit\u00ea Gestor do IBS definitivo instalado, com todos os seus componentes e o Conselho Superior constitu\u00eddo, temos alargado esse trabalho. Os \u00faltimos dias, sobretudo a \u00faltima semana, foram intensos\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Fl\u00e1vio revelou que foi realizada ontem (29.abr.2026), uma reuni\u00e3o de \u00faltima hora com o Conselho Superior para acertar os \u00faltimos detalhes da regulamenta\u00e7\u00e3o do IBS.<\/p>\n\n\n\n<p>Encerrando seu discurso, o presidente destacou 5 pilares do novo modelo tribut\u00e1rio brasileiro:<\/p>\n\n\n\n<p>Colabora\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>Constru\u00e7\u00e3o coletiva;<\/p>\n\n\n\n<p>Aperfei\u00e7oamento;<\/p>\n\n\n\n<p>Simplifica\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>Justi\u00e7a social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.reformatributaria.com\/comite-gestor-do-ibs-reforma-tributaria\/regulamento-do-ibs-nao-e-engessado-e-pode-ser-aperfeicoado-afirma-o-presidente-do-comite-gestor\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Empresas t\u00eam at\u00e9 18 de maio para aderir ao Dia Livre de Impostos 2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Dia Livre de Impostos ter\u00e1 sua 20\u00aa edi\u00e7\u00e3o realizada em 28 de maio de 2026 em todo o Brasil. A iniciativa, organizada pela CDL Jovem, busca evidenciar o peso da carga tribut\u00e1ria no consumo ao permitir que empresas vendam produtos e servi\u00e7os com descontos equivalentes aos tributos incidentes. A a\u00e7\u00e3o ocorre em \u00e2mbito nacional, com ades\u00e3o volunt\u00e1ria de lojistas e inscri\u00e7\u00f5es abertas at\u00e9 18 de maio.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o, o brasileiro trabalha, em m\u00e9dia, cerca de cinco meses por ano apenas para quitar tributos. A campanha utiliza esse dado para estimular o debate sobre o impacto dos impostos no poder de compra da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Como funciona o Dia Livre de Impostos e ades\u00e3o de empresas<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o dia da campanha, estabelecimentos participantes comercializam produtos e servi\u00e7os com redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os proporcional aos tributos embutidos. Apesar do desconto ao consumidor, os empres\u00e1rios continuam respons\u00e1veis pelo recolhimento integral dos impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>A ades\u00e3o \u00e9 volunt\u00e1ria e aberta a empresas de diferentes segmentos do com\u00e9rcio. Para participar, os interessados devem realizar inscri\u00e7\u00e3o por meio da plataforma oficial da campanha dentro do prazo estipulado.<\/p>\n\n\n\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o do evento \u00e9 conduzida pela CDL Jovem, entidade que re\u00fane centenas de milhares de empresas ativas no pa\u00eds e coordena a mobiliza\u00e7\u00e3o em diferentes estados.<\/p>\n\n\n\n<p>Em edi\u00e7\u00f5es anteriores, a iniciativa contou com ampla participa\u00e7\u00e3o do setor varejista, alcan\u00e7ando milhares de munic\u00edpios brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Descontos podem chegar a at\u00e9 70% em produtos selecionados<\/p>\n\n\n\n<p>Os percentuais de desconto aplicados durante o evento variam conforme a carga tribut\u00e1ria incidente sobre cada item ou servi\u00e7o. Em alguns casos, a redu\u00e7\u00e3o pode atingir at\u00e9 70% do valor final ao consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>A defini\u00e7\u00e3o dos produtos participantes e dos descontos \u00e9 feita individualmente por cada estabelecimento, respeitando as diretrizes da campanha.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo central \u00e9 demonstrar, de forma pr\u00e1tica, o impacto dos tributos nos pre\u00e7os, tornando mais vis\u00edvel ao consumidor a composi\u00e7\u00e3o do valor pago no dia a dia.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m contribui para aumentar o fluxo de clientes nos estabelecimentos participantes durante o per\u00edodo da campanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Impactos tribut\u00e1rios e reflexos para empresas e profissionais da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/contabil\/contabilidade\/\">contabilidade<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o do Dia Livre de Impostos exige aten\u00e7\u00e3o dos profissionais cont\u00e1beis quanto ao correto tratamento fiscal das opera\u00e7\u00f5es realizadas na data. Apesar dos descontos concedidos ao consumidor, a tributa\u00e7\u00e3o incidente sobre as vendas permanece inalterada, o que demanda controle adequado da apura\u00e7\u00e3o e do recolhimento dos tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto relevante envolve a forma\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os e a evidencia\u00e7\u00e3o dos tributos embutidos. A a\u00e7\u00e3o pode servir como instrumento pr\u00e1tico para demonstrar a carga tribut\u00e1ria incidente sobre produtos e servi\u00e7os, contribuindo para an\u00e1lises mais detalhadas de composi\u00e7\u00e3o de custos e margens.<\/p>\n\n\n\n<p>Para as empresas participantes, o evento tamb\u00e9m pode impactar o fluxo de caixa e o planejamento tribut\u00e1rio de curto prazo, especialmente em fun\u00e7\u00e3o do aumento no volume de vendas e da manuten\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a iniciativa refor\u00e7a a import\u00e2ncia do acompanhamento de indicadores macroecon\u00f4micos e fiscais, que influenciam diretamente o ambiente de neg\u00f3cios e a tomada de decis\u00e3o estrat\u00e9gica por parte de empresas e escrit\u00f3rios cont\u00e1beis.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.contabeis.com.br\/noticias\/76487\/dia-livre-de-impostos-2026-tera-descontos-de-ate-70\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>55% das notas fiscais em 2026 tinham preenchimento de IBS\/CBS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O assessor da Secretaria-Executiva do Minist\u00e9rio da Fazenda, disse nesta 5\u00aa feira (30.abr.2026) que 7,4 bilh\u00f5es de notas fiscais foram emitidas em 2026 com o preenchimento dos campos IBS (Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os) e CBS (Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os).<\/p>\n\n\n\n<p>O valor representa 55% do total de 13,5 bilh\u00f5es de documentos fiscais emitidos de janeiro a abril deste ano, segundo os dados informados pelo t\u00e9cnico. Um total de 12,5 milh\u00f5es de empresas j\u00e1 utilizaram os documentos no modelo de testes.<\/p>\n\n\n\n<p>Para este ano, as empresas est\u00e3o dispensadas de emitir documentos fiscais com as obriga\u00e7\u00f5es de IBS\/CBS at\u00e9 agosto \u2013quando o regulamento dos tributos permite a cobran\u00e7a de multas pelo descumprimento das obriga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Originalmente, esperava-se que o preenchimento dos campos IBS\/CBS nos documentos fiscais fosse exigido j\u00e1 em janeiro de 2026. Ocorre que o Fisco<a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/governo\/fisco-flexibiliza-regra-de-preenchimento-de-ibs-cbs-para-janeiro-de-2026\/\">&nbsp;flexibilizou as regras em dezembro de 2025<\/a>&nbsp;por meio de uma nota t\u00e9cnica (<a href=\"https:\/\/www.reformatributaria.com\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/NT_2025.002_v1.33_RTC_NF-e_IBS_CBS_IS-.pdf\">n\u00ba 1.33 de 2025<\/a>) e condicionou a obrigatoriedade \u00e0 publica\u00e7\u00e3o do regulamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca, o adiamento foi um al\u00edvio para empresas que estavam correndo para ajustar seus sistemas na reta final do ano. Com isso, as companhias ganharam mais tempo \u2013na pr\u00e1tica, 8 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Os tributos s\u00e3o destacados nos documentos fiscais no formato de \u201cal\u00edquota-teste\u201d em 2026, sendo 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS. A cobran\u00e7a efetiva desses valores foi dispensada via lei complementar (<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp214.htm\">LC 214 de 2025<\/a>). Segundo o Minist\u00e9rio da Fazenda, trata-se de uma medida&nbsp;\u201ceducativa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.reformatributaria.com\/iva\/55-da-notas-fiscais-em-2026-tinham-preenchimento-de-ibs-cbs\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Aumento de tributos e servi\u00e7os aqu\u00e9m do esperado colocam foco na atua\u00e7\u00e3o do governo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/05\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A carga tribut\u00e1ria brasileira atingiu n\u00edvel recorde em 2025, expondo um modelo fiscal baseado na expans\u00e3o cont\u00ednua dos gastos p\u00fablicos. No ano passado, os tributos somaram 32,4% do PIB e uma arrecada\u00e7\u00e3o de R$ 2,89 trilh\u00f5es \u2014 um peso crescente sobre contribuintes e empresas, com efeitos diretos sobre investimento, competitividade e potencial de crescimento da economia.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da complexidade do sistema, persistem a cumulatividade de tarifas e diversas distor\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. Nesse contexto, o Brasil, sob a atual gest\u00e3o Lula, mant\u00e9m uma estrutura que combina alta carga, baixa efici\u00eancia e elevado custo burocr\u00e1tico para cumprir as exig\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos comparativos, o percentual da carga tribut\u00e1ria brasileira se aproxima da m\u00e9dia dos pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), o chamado &#8220;clube dos pa\u00edses ricos&#8221;. Em 2024, a m\u00e9dia entre os 38 membros foi de 34,1%, enquanto o Brasil atingiu 34,12%.<\/p>\n\n\n\n<p>A semelhan\u00e7a, no entanto, se limita ao tamanho da arrecada\u00e7\u00e3o: enquanto essas economias combinam alta carga com elevado n\u00edvel de servi\u00e7os p\u00fablicos e produtividade, o Brasil mant\u00e9m baixa efici\u00eancia e pouco retorno ao contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o economista Marcos Mendes, pesquisador associado do Insper, o pa\u00eds opera sob a l\u00f3gica do \u201cspend and tax\u201d (gastar e tributar, em tradu\u00e7\u00e3o livre). Trata-se de um modelo em que o crescimento acelerado das despesas p\u00fablicas exige aumento cont\u00ednuo da arrecada\u00e7\u00e3o para sustent\u00e1-las \u2014 ainda que esse movimento encontre limites.<\/p>\n\n\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o, apesar de distante, tem caminhos simples: passa por simplifica\u00e7\u00e3o do sistema, redu\u00e7\u00e3o das distor\u00e7\u00f5es, maior transpar\u00eancia e neutralidade tribut\u00e1ria, como explica Giuliano Miotto, presidente do Instituto Liberdade e Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ao equilibrar a carga e oferecer um retorno transparente, o governo permite que a economia cres\u00e7a de forma org\u00e2nica, baseada na competitividade real e na seguran\u00e7a jur\u00eddica necess\u00e1ria para atrair investimentos de longo prazo&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais impostos reduzem investimento e travam crescimento<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos principais efeitos da carga tribut\u00e1ria elevada \u00e9 o comprometimento direto do investimento privado. Na pr\u00e1tica, neg\u00f3cios que dependem de um n\u00edvel menor de impostos para prosperar deixam de ser vi\u00e1veis em um ambiente de alta tributa\u00e7\u00e3o, como explica o economista do Insper.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAlguns neg\u00f3cios n\u00e3o param de p\u00e9 com uma carga tribut\u00e1ria mais alta. Ent\u00e3o voc\u00ea destr\u00f3i op\u00e7\u00f5es de neg\u00f3cio na economia e, portanto, reduz o potencial de crescimento&#8221;, afirma Mendes.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse efeito \u00e9 refor\u00e7ado por limites estruturais. A chamada Curva de Laffer, formulada pelo economista Arthur Laffer, indica que h\u00e1 um ponto a partir do qual o aumento da carga tribut\u00e1ria se torna contraprodutivo, ao sufocar a atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de desestimular investimentos, tributos elevados incentivam a informalidade, reduzindo a base de arrecada\u00e7\u00e3o e gerando um ciclo de baixa efici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Governo amplia gastos por decis\u00e3o pol\u00edtica e pressiona arrecada\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A expans\u00e3o das despesas p\u00fablicas tamb\u00e9m \u00e9 alvo de cr\u00edticas. O economista Marcos Lisboa, ex-secret\u00e1rio de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do Minist\u00e9rio da Fazenda no primeiro governo Lula, avalia que o modelo atual parte de uma escolha deliberada por manter os gastos em alta.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, em novembro de 2025, Lisboa afirmou que o governo \u201cescolhe gastar\u201d al\u00e9m do razo\u00e1vel, o que tende a se tornar insustent\u00e1vel no longo prazo ao depender do aumento cont\u00ednuo da arrecada\u00e7\u00e3o para financiar a expans\u00e3o dos gastos.<\/p>\n\n\n\n<p>A din\u00e2mica revela um descompasso estrutural: o potencial de crescimento das despesas tende a superar o da arrecada\u00e7\u00e3o, o que pressiona o sistema tribut\u00e1rio de forma recorrente. Levantamento recente feito pela Gazeta do Povo mostrou que, no atual mandato de Lula, foram criadas 43 medidas para aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o \u2013 o equivalente a uma nova iniciativa a cada 27 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Sistema tribut\u00e1rio encarece produ\u00e7\u00e3o e derruba competitividade<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do peso elevado, a forma como os tributos s\u00e3o distribu\u00eddos tamb\u00e9m compromete a economia. O sistema brasileiro concentra a arrecada\u00e7\u00e3o no consumo, por meio de impostos como PIS, Cofins e ICMS, o que encarece a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A concentra\u00e7\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o no consumo tamb\u00e9m gera distor\u00e7\u00f5es distributivas. Como os impostos incidem de maneira uniforme, o peso proporcional \u00e9 maior sobre as camadas de menor renda.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Jo\u00e3o Eloi Olenike, presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT), esse modelo amplia a desigualdade no impacto tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Marcelo Costa Censoni Filho, especialista em Direito Tribut\u00e1rio, a concentra\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o no consumo tamb\u00e9m amplia o chamado \u201ccusto Brasil\u201d e reduz a competitividade da ind\u00fastria nacional frente a concorrentes estrangeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro entrave relevante \u00e9 a burocracia. Enquanto empresas em pa\u00edses da OCDE gastam cerca de 200 horas por ano para cumprir obriga\u00e7\u00f5es fiscais, no Brasil, esse n\u00famero ultrapassa 1.500 horas, segundo um estudo do Banco Mundial divulgado em 2021, impactando diretamente a produtividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Impostos em alta, mas baixo retorno ao contribuinte<\/p>\n\n\n\n<p>A percep\u00e7\u00e3o sobre o retorno dos tributos tamb\u00e9m pesa no diagn\u00f3stico. Marcos Mendes avalia que \u00e9 uma verdade relativa afirmar que o pa\u00eds n\u00e3o entrega servi\u00e7os, j\u00e1 que h\u00e1 programas de transfer\u00eancia de renda relevantes voltados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de baixa renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, parte significativa desses recursos \u00e9 perdida em inefici\u00eancias. Segundo o \u00cdndice de Retorno de Bem-Estar \u00e0 Sociedade (IRBES), calculado pelo IBPT, o Brasil ocupa a \u00faltima posi\u00e7\u00e3o entre as 30 na\u00e7\u00f5es com maior carga tribut\u00e1ria no mundo em termos de retorno \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Simplifica\u00e7\u00e3o e menos burocracia apontados como caminho para o sistema tribut\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas defendem que a melhoria mais imediata do sistema est\u00e1 vinculada \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o efetiva da reforma tribut\u00e1ria. Entre os pontos centrais est\u00e1 a defini\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas dos novos tributos sobre o consumo, o que daria maior previsibilidade ao ambiente econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m da unifica\u00e7\u00e3o de impostos proposta pela reforma tribut\u00e1ria, Giuliano Miotto entende que a simplifica\u00e7\u00e3o do sistema passa pela redu\u00e7\u00e3o da burocracia administrativa. Desse modo, empreendedores podem focar mais na produtividade e na gera\u00e7\u00e3o de valor do que no entendimento e na interpreta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m defende que \u00e9 preciso corrigir assimetrias geradas por um sistema repleto de regimes especiais e benef\u00edcios setoriais, que produzem competi\u00e7\u00e3o desigual. &#8220;Muitas vezes, o sucesso de um neg\u00f3cio depende mais de favores fiscais do que da efici\u00eancia operacional da empresa&#8221;, comenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto importante, segundo Miotto, \u00e9 que o sistema tribut\u00e1rio precisa ser desenhado para arrecadar os recursos necess\u00e1rios ao Estado sem distorcer os sinais de mercado. Para isso, \u00e9 preciso assegurar que setores intensivos em m\u00e3o de obra, como o de servi\u00e7os, n\u00e3o sejam sobrecarregados.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem ajuste estrutural, carga tribut\u00e1ria elevada tende a persistir<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo que essas mudan\u00e7as sejam feitas, se o avan\u00e7o estrutural dos gastos n\u00e3o for enfrentado, a tend\u00eancia \u00e9 de manuten\u00e7\u00e3o de uma carga tribut\u00e1ria elevada com baixo retorno.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2024, as despesas obrigat\u00f3rias e discricion\u00e1rias giram em torno de 92% a 95% do or\u00e7amento anual, comprometendo a capacidade de investimento do governo. Em 2026, a estimativa \u00e9 de que esses gastos cheguem a 19% do PIB, R$ 2,6 trilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Medidas como a reforma administrativa e o fim do reajuste autom\u00e1tico de benef\u00edcios do INSS e do BPC pelo sal\u00e1rio m\u00ednimo s\u00e3o algumas das solu\u00e7\u00f5es apontadas por economistas ortodoxos \u2013 aqueles que defendem o controle dos gastos p\u00fablicos, o equil\u00edbrio fiscal e menor interven\u00e7\u00e3o do Estado como base para o crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem todas as modifica\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias, o pa\u00eds segue preso a um modelo que desestimula o investimento, limita o crescimento e amplia a dist\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o a economias mais competitivas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/ominutonoticia.com.br\/aumento-de-tributos-e-servicos-aquem-do-esperado-colocam-foco-na-atuacao-do-governo\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Escalada de impostos e baixo retorno exp\u00f5em peso do governo sobre o pa\u00eds<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/05\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A carga tribut\u00e1ria brasileira atingiu n\u00edvel recorde em 2025, expondo um modelo fiscal baseado na expans\u00e3o cont\u00ednua dos gastos p\u00fablicos. No ano passado, os tributos somaram 32,4% do PIB e uma arrecada\u00e7\u00e3o de R$ 2,89 trilh\u00f5es \u2014 um peso crescente sobre contribuintes e empresas, com efeitos diretos sobre investimento, competitividade e potencial de crescimento da economia.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da complexidade do sistema, persistem a cumulatividade de tarifas e diversas distor\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. Nesse contexto, o Brasil, sob a atual gest\u00e3o Lula, mant\u00e9m uma estrutura que combina alta carga, baixa efici\u00eancia e elevado custo burocr\u00e1tico para cumprir as exig\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos comparativos, o percentual da carga tribut\u00e1ria brasileira se aproxima da m\u00e9dia dos pa\u00edses da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), o chamado &#8220;clube dos pa\u00edses ricos&#8221;. Em 2024, a m\u00e9dia entre os 38 membros foi de 34,1%, enquanto o Brasil atingiu 34,12%.<\/p>\n\n\n\n<p>A semelhan\u00e7a, no entanto, se limita ao tamanho da arrecada\u00e7\u00e3o: enquanto essas economias combinam alta carga com elevado n\u00edvel de servi\u00e7os p\u00fablicos e produtividade, o Brasil mant\u00e9m baixa efici\u00eancia e pouco retorno ao contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o economista Marcos Mendes, pesquisador associado do Insper, o pa\u00eds opera sob a l\u00f3gica do \u201cspend and tax\u201d (gastar e tributar, em tradu\u00e7\u00e3o livre). Trata-se de um modelo em que o crescimento acelerado das despesas p\u00fablicas exige aumento cont\u00ednuo da arrecada\u00e7\u00e3o para sustent\u00e1-las \u2014 ainda que esse movimento encontre limites.<\/p>\n\n\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o, apesar de distante, tem caminhos simples: passa por simplifica\u00e7\u00e3o do sistema, redu\u00e7\u00e3o das distor\u00e7\u00f5es, maior transpar\u00eancia e neutralidade tribut\u00e1ria, como explica Giuliano Miotto, presidente do Instituto Liberdade e Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ao equilibrar a carga e oferecer um retorno transparente, o governo permite que a economia cres\u00e7a de forma org\u00e2nica, baseada na competitividade real e na seguran\u00e7a jur\u00eddica necess\u00e1ria para atrair investimentos de longo prazo&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais impostos reduzem investimento e travam crescimento<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos principais efeitos da carga tribut\u00e1ria elevada \u00e9 o comprometimento direto do investimento privado. Na pr\u00e1tica, neg\u00f3cios que dependem de um n\u00edvel menor de impostos para prosperar deixam de ser vi\u00e1veis em um ambiente de alta tributa\u00e7\u00e3o, como explica o economista do Insper.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAlguns neg\u00f3cios n\u00e3o param de p\u00e9 com uma carga tribut\u00e1ria mais alta. Ent\u00e3o voc\u00ea destr\u00f3i op\u00e7\u00f5es de neg\u00f3cio na economia e, portanto, reduz o potencial de crescimento&#8221;, afirma Mendes.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse efeito \u00e9 refor\u00e7ado por limites estruturais. A chamada Curva de Laffer, formulada pelo economista Arthur Laffer, indica que h\u00e1 um ponto a partir do qual o aumento da carga tribut\u00e1ria se torna contraprodutivo, ao sufocar a atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de desestimular investimentos, tributos elevados incentivam a informalidade, reduzindo a base de arrecada\u00e7\u00e3o e gerando um ciclo de baixa efici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Governo amplia gastos por decis\u00e3o pol\u00edtica e pressiona arrecada\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A expans\u00e3o das despesas p\u00fablicas tamb\u00e9m \u00e9 alvo de cr\u00edticas. O economista Marcos Lisboa, ex-secret\u00e1rio de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica do Minist\u00e9rio da Fazenda no primeiro governo Lula, avalia que o modelo atual parte de uma escolha deliberada por manter os gastos em alta.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista ao jornal&nbsp;Correio Braziliense, em novembro de 2025, Lisboa afirmou que o governo \u201c<a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/lula-encerra-mandato-maior-deficit-nominal-plano-real\/\">escolhe gastar<\/a>\u201d al\u00e9m do razo\u00e1vel, o que tende a se tornar insustent\u00e1vel no longo prazo ao depender do aumento cont\u00ednuo da arrecada\u00e7\u00e3o para financiar a expans\u00e3o dos gastos.<\/p>\n\n\n\n<p>A din\u00e2mica revela um descompasso estrutural: o potencial de crescimento das despesas tende a superar o da arrecada\u00e7\u00e3o, o que pressiona o sistema tribut\u00e1rio de forma recorrente.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/impostos-governo-lula-carga-tributaria-aumento-cada-27-dias\/\">Levantamento recente feito pela&nbsp;Gazeta do Povo<\/a>&nbsp;mostrou que,&nbsp;no atual mandato de Lula, foram criadas&nbsp;43 medidas para aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o \u2013 o equivalente a uma nova iniciativa a cada 27 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Sistema tribut\u00e1rio encarece produ\u00e7\u00e3o e derruba competitividade<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do peso elevado, a forma como os tributos s\u00e3o distribu\u00eddos tamb\u00e9m compromete a economia. O sistema brasileiro concentra a arrecada\u00e7\u00e3o no consumo, por meio de impostos como PIS, Cofins e ICMS, o que encarece a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A concentra\u00e7\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o no consumo tamb\u00e9m gera distor\u00e7\u00f5es distributivas. Como os impostos incidem de maneira uniforme, o peso proporcional \u00e9 maior sobre as camadas de menor renda.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Jo\u00e3o Eloi Olenike, presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT), esse modelo amplia a desigualdade no impacto tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Marcelo Costa Censoni Filho, especialista em Direito Tribut\u00e1rio, a concentra\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o no consumo tamb\u00e9m amplia o chamado \u201ccusto Brasil\u201d e reduz a competitividade da ind\u00fastria nacional frente a concorrentes estrangeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro entrave relevante \u00e9 a burocracia. Enquanto empresas em pa\u00edses da OCDE gastam cerca de 200 horas por ano para cumprir obriga\u00e7\u00f5es fiscais,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/relatorio-doing-business-impostos-brasil-2021-banco-mundial\/\">no Brasil, esse n\u00famero ultrapassa 1.500 horas<\/a>, segundo um estudo do Banco Mundial divulgado em 2021, impactando diretamente a produtividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Impostos em alta, mas baixo retorno ao contribuinte<\/p>\n\n\n\n<p>A percep\u00e7\u00e3o sobre o retorno dos tributos tamb\u00e9m pesa no diagn\u00f3stico. Marcos Mendes avalia que \u00e9 uma verdade relativa afirmar que o pa\u00eds n\u00e3o entrega servi\u00e7os, j\u00e1 que h\u00e1 programas de transfer\u00eancia de renda relevantes voltados \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de baixa renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, parte significativa desses recursos \u00e9 perdida em inefici\u00eancias. Segundo o \u00cdndice de Retorno de Bem-Estar \u00e0 Sociedade (IRBES), calculado pelo IBPT, o&nbsp;Brasil ocupa a \u00faltima posi\u00e7\u00e3o entre as 30 na\u00e7\u00f5es com maior carga tribut\u00e1ria no mundo em termos de retorno \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Simplifica\u00e7\u00e3o e menos burocracia apontados como caminho para o sistema tribut\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas defendem que a melhoria mais imediata do sistema est\u00e1 vinculada \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o efetiva da reforma tribut\u00e1ria. Entre os pontos centrais est\u00e1 a defini\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas dos novos tributos sobre o consumo, o que daria maior previsibilidade ao ambiente econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Para al\u00e9m da unifica\u00e7\u00e3o de impostos proposta pela reforma tribut\u00e1ria, Giuliano Miotto entende que a simplifica\u00e7\u00e3o do sistema passa pela redu\u00e7\u00e3o da burocracia administrativa. Desse modo, empreendedores podem focar mais na produtividade e na gera\u00e7\u00e3o de valor do que no entendimento e na interpreta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m defende que \u00e9 preciso corrigir assimetrias geradas por um sistema repleto de regimes especiais e benef\u00edcios setoriais, que produzem competi\u00e7\u00e3o desigual. &#8220;Muitas vezes, o sucesso de um neg\u00f3cio depende mais de favores fiscais do que da efici\u00eancia operacional da empresa&#8221;, comenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto importante, segundo Miotto, \u00e9 que o sistema tribut\u00e1rio precisa ser desenhado para arrecadar os recursos necess\u00e1rios ao Estado sem distorcer os sinais de mercado. Para isso, \u00e9 preciso assegurar que setores intensivos em m\u00e3o de obra, como o de servi\u00e7os, n\u00e3o sejam sobrecarregados.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem ajuste estrutural, carga tribut\u00e1ria elevada tende a persistir<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo que essas mudan\u00e7as sejam feitas, se o avan\u00e7o estrutural dos gastos n\u00e3o for enfrentado, a tend\u00eancia \u00e9 de manuten\u00e7\u00e3o de uma carga tribut\u00e1ria elevada com baixo retorno.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2024, as despesas obrigat\u00f3rias e discricion\u00e1rias giram em torno de 92% a 95% do or\u00e7amento anual, comprometendo a capacidade de investimento do governo. Em 2026, a estimativa \u00e9 de que esses gastos cheguem a 19% do PIB, R$ 2,6 trilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Medidas como a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/reforma-administrativa-principais-pontos\/\">reforma administrativa<\/a>&nbsp;e o fim do reajuste autom\u00e1tico de benef\u00edcios do INSS e do BPC pelo sal\u00e1rio m\u00ednimo s\u00e3o algumas das solu\u00e7\u00f5es apontadas por economistas ortodoxos \u2013 aqueles que defendem o controle dos gastos p\u00fablicos, o equil\u00edbrio fiscal e menor interven\u00e7\u00e3o do Estado como base para o crescimento econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem todas as modifica\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias, o pa\u00eds segue preso a um modelo que desestimula o investimento, limita o crescimento e amplia a dist\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o a economias mais competitivas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/escalada-impostos-baixo-retorno-peso-governo-sobre-pais\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Governo bate recorde em arrecada\u00e7\u00e3o de impostos no primeiro trimestre de 2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/05\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Governo federal recolheu R$ 777,12 bilh\u00f5es em impostos e contribui\u00e7\u00f5es no primeiro trimestre de 2026.&nbsp;Os dados foram&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/abril\/arrecadacao-federal-atinge-r-229-2-bilhoes-em-marco-de-2026-melhor-resultado-para-o-mes-desde-2000\">divulgados pela Receita Federal<\/a>&nbsp;em 28 de abril. O valor \u00e9 o maior j\u00e1 registrado para o per\u00edodo desde o in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica, em 2000. Al\u00e9m disso, representa alta de 4,5% sobre o mesmo intervalo de 2025, j\u00e1 descontada a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado ocorre ap\u00f3s a carga tribut\u00e1ria bater recorde em 2025.&nbsp;Naquele ano, o peso dos impostos chegou a 32,4% do PIB, maior patamar em 16 anos. Quem paga essa conta \u00e9 o contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Carga tribut\u00e1ria no maior n\u00edvel em 16 anos<\/p>\n\n\n\n<p>A carga tribut\u00e1ria bruta do governo geral atingiu 32,40% do PIB em 2025, segundo dados preliminares do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/abril\/carga-tributaria-bruta-do-governo-geral-atinge-32-40-do-pib-em-2025-mostra-boletim-do-tesouro-nacional\">Tesouro Nacional<\/a>. \u00c9 o maior valor da s\u00e9rie iniciada em 2010 e representa alta de 0,18 ponto percentual sobre 2024. O avan\u00e7o foi puxado pela Uni\u00e3o, cuja participa\u00e7\u00e3o subiu de 21,3% para 21,6% do PIB. Estados e munic\u00edpios mantiveram-se relativamente est\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Os impostos sobre bens e servi\u00e7os continuam como principal componente, com leve recuo de 13,8% para 13,7% do PIB. Por outro lado, os tributos sobre renda, lucros e ganhos de capital subiram de 9,0% para 9,1%. O aumento reflete a sequ\u00eancia de medidas adotadas para ampliar a base de cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>IOF dispara 50%<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os tributos que mais pressionaram o contribuinte em 2026 est\u00e1 o IOF.&nbsp;Em mar\u00e7o, o imposto somou R$ 8,3 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Receita Federal,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/abril\/arrecadacao-federal-atinge-r-229-2-bilhoes-em-marco-de-2026-melhor-resultado-para-o-mes-desde-2000\">houve avan\u00e7o real de 50,06%<\/a>&nbsp;sobre o mesmo m\u00eas de 2025. O salto decorre do aumento das al\u00edquotas sobre opera\u00e7\u00f5es de c\u00e2mbio e cr\u00e9dito, institu\u00eddo por decreto em 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida atinge quem precisa de financiamento, remete recursos ao exterior ou faz opera\u00e7\u00f5es em moeda estrangeira. Portanto, o impacto n\u00e3o fica restrito ao mercado financeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A tributa\u00e7\u00e3o sobre dividendos tamb\u00e9m come\u00e7ou a pesar. A cobran\u00e7a passou a valer em 2026, com al\u00edquota de 10% sobre valores acima de R$ 50 mil mensais. Em mar\u00e7o, gerou cerca de R$ 308 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital subiu 20,4% em termos reais. O resultado foi influenciado pela maior tributa\u00e7\u00e3o de fundos de renda fixa, juros sobre capital pr\u00f3prio, fintechs e bets.<\/p>\n\n\n\n<p>R$ 3,9 trilh\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<a href=\"https:\/\/acsp.com.br\/publicacao-imprensa\/s\/brasil-encerra-2025-com-arrecadacao-recorde-de-r-3-98-trilhoes-em-impostos-diz-acsp\">Impost\u00f4metro da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo<\/a>&nbsp;fechou 2025 marcando R$ 3,9 trilh\u00f5es em tributos, taxas e contribui\u00e7\u00f5es pagos a Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios. O valor representa alta de 10,5% sobre 2024 e \u00e9 o maior j\u00e1 registrado pelo painel.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, o avan\u00e7o foi puxado pela infla\u00e7\u00e3o, que infla automaticamente a base de c\u00e1lculo dos tributos sobre consumo, e por um conjunto de medidas que ampliaram a tributa\u00e7\u00e3o ao longo do ano. Entre elas, a taxa\u00e7\u00e3o de fundos exclusivos e offshores, a retomada da tributa\u00e7\u00e3o sobre combust\u00edveis, o imposto sobre as bets, a reonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos e o fim de benef\u00edcios do Perse.<\/p>\n\n\n\n<p>Despesa supera arrecada\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com volume recorde, a arrecada\u00e7\u00e3o n\u00e3o cobre o gasto p\u00fablico. O painel Gasto Brasil, mantido pela pr\u00f3pria ACSP, registrou despesas acima de R$ 5 trilh\u00f5es em 2025, com R$ 2,1 trilh\u00f5es da Uni\u00e3o, R$ 1,4 trilh\u00e3o dos estados e R$ 1,4 trilh\u00e3o dos munic\u00edpios, conforme dados divulgados pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/acim.org.br\/noticias\/impostometro-2025-painel-atinge-quase-r-4-trilhoes-no-pagamento-de-impostos-diz-acim\/\">Acim<\/a>. A diferen\u00e7a alimenta a press\u00e3o por novas altas de imposto e exp\u00f5e um problema que n\u00e3o se resolve do lado da receita.<\/p>\n\n\n\n<p>Brasileiro trabalha 153 dias s\u00f3 para pagar imposto<\/p>\n\n\n\n<p>A proje\u00e7\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/impostometro.org\/artigos\/dia-da-liberdade-de-impostos\/\">Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT)<\/a>&nbsp;indica que o brasileiro precisar\u00e1 trabalhar 153 dias em 2026 apenas para quitar tributos, o equivalente a 41,9% da renda anual. Em 2025, foram 149 dias, com a chamada liberta\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria em 29 de maio. O acr\u00e9scimo de quatro dias \u00e9 atribu\u00eddo principalmente ao aumento do IOF.<\/p>\n\n\n\n<p>Brasil \u00e9 o \u00faltimo em retorno ao contribuinte<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil aparece em \u00faltimo lugar no \u00cdndice de Retorno de Bem-Estar \u00e0 Sociedade (Irbes) entre as 30 na\u00e7\u00f5es com maior carga tribut\u00e1ria, segundo c\u00e1lculo do&nbsp;<a href=\"https:\/\/ibpt.org.br\/estudo-sobre-os-dias-trabalhados-pelos-brasileiros-para-pagar-tributos\/\">IBPT<\/a>. O \u00edndice cruza arrecada\u00e7\u00e3o e qualidade dos servi\u00e7os p\u00fablicos prestados em sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a e infraestrutura.<\/p>\n\n\n\n<p>A complexidade do sistema tamb\u00e9m onera quem produz. Empresas brasileiras gastam entre 1.483 e 1.501 horas por ano para preparar, declarar e pagar impostos, segundo o relat\u00f3rio&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/relatorio-doing-business-impostos-brasil-2021-banco-mundial\/\">Doing Business Subnacional Brasil 2021, do Banco Mundial<\/a>. A m\u00e9dia da OCDE \u00e9 de 159 horas. Na Am\u00e9rica Latina e Caribe, fica em 332.<\/p>\n\n\n\n<p>Carga maior pesa sobre os mais pobres<\/p>\n\n\n\n<p>A maior parte da arrecada\u00e7\u00e3o brasileira vem do consumo, o que faz o sistema ser considerado regressivo. Estudo da Oxfam Brasil divulgado pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2017-09\/super-ricos-sao-menos-tributados-que-os-10-mais-pobres-da-populacao\">Ag\u00eancia Brasil<\/a>&nbsp;mostra que os 10% mais pobres comprometem 32% da renda com tributos, enquanto os 10% mais ricos gastam 21%. Considerando apenas tributos indiretos, a diferen\u00e7a chega a 28% para os mais pobres contra 10% para os mais ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em pa\u00edses da OCDE, a estrutura \u00e9 diferente. H\u00e1 maior peso da tributa\u00e7\u00e3o sobre renda e patrim\u00f4nio, com menor incid\u00eancia sobre consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Reforma tribut\u00e1ria avan\u00e7a, mas al\u00edquota preocupa<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1\u00ba de janeiro de 2026 entrou em vigor a fase piloto da reforma tribut\u00e1ria sobre o consumo, institu\u00edda pela Lei Complementar n\u00ba 214\/2025. Pelo cronograma divulgado pelo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2026\/01\/02\/ano-de-2026-marca-implementacao-da-reforma-tributaria\">Senado Federal<\/a>, as empresas passaram a destacar IBS e CBS nas notas fiscais, com al\u00edquotas de teste de 0,1% para o IBS e 0,9% para a CBS. O recolhimento efetivo est\u00e1 dispensado durante 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>A transi\u00e7\u00e3o definitiva ocorrer\u00e1 entre 2027 e 2032, com extin\u00e7\u00e3o total de PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS at\u00e9 2033. A estimativa para a al\u00edquota cheia do IVA dual est\u00e1 entre 26,5% e 28,6%, segundo an\u00e1lise do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.taxgroup.com.br\/intelligence\/reforma-tributaria-2026-guia-completo-sobre-o-que-muda-e-a-transicao\/\">Tax Group<\/a>, o que colocaria o Brasil entre os pa\u00edses com maior tributa\u00e7\u00e3o sobre consumo do mundo. A m\u00e9dia da Uni\u00e3o Europeia \u00e9 de 21% e a da OCDE, 19%.<\/p>\n\n\n\n<p>Setores que devem sentir o impacto<\/p>\n\n\n\n<p>O setor de servi\u00e7os, que representa 67,4% do PIB, deve ser o mais afetado, j\u00e1 que historicamente paga al\u00edquotas menores. Segundo o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.taxgroup.com.br\/intelligence\/reforma-tributaria-2026-guia-completo-sobre-o-que-muda-e-a-transicao\/\">Tax Group<\/a>, o transporte rodovi\u00e1rio pode ter eleva\u00e7\u00e3o de carga de 19,5% para 28%, com impacto estimado de 10% sobre o frete pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte. Como o modal rodovi\u00e1rio concentra a log\u00edstica brasileira, o aumento tende a se transferir para o pre\u00e7o final dos produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>Conta sai do bolso dos contribuintes<\/p>\n\n\n\n<p>A meta oficial para 2026 \u00e9 gerar super\u00e1vit equivalente a 0,25% do PIB. Proje\u00e7\u00f5es de mercado, contudo, indicam que o resultado poder\u00e1 ser deficit\u00e1rio ao fim do ano, mesmo com o salto da arrecada\u00e7\u00e3o. Ou seja,&nbsp;mais imposto e ainda assim menos caixa.<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tribut\u00e1ria deve simplificar o sistema, mas n\u00e3o reduz, por si s\u00f3, a carga total. O governo trabalha com a premissa de neutralidade arrecadat\u00f3ria. O que se ganha em previsibilidade n\u00e3o se traduz em al\u00edvio para quem paga a conta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/ranking.org.br\/artigos\/governo-bate-recorde-em-arrecadacao-de-impostos-no-primeiro-trimestre-de-2026\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf nega cr\u00e9dito de PIS\/Cofins na compra de ouro financeiro revendido como mercadoria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/05\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>1\u00aa Turma da 1\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o da Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/carf\">Carf<\/a>) negou, por unanimidade, o direito ao cr\u00e9dito de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/pis-cofins\">PIS e Cofins<\/a>&nbsp;na aquisi\u00e7\u00e3o de ouro classificado como ativo financeiro, posteriormente refinado e comercializado para a ind\u00fastria. Para os conselheiros, como a compra do ouro, na condi\u00e7\u00e3o de ativo financeiro, n\u00e3o se sujeitou \u00e0 incid\u00eancia das contribui\u00e7\u00f5es, n\u00e3o h\u00e1 direito ao creditamento no regime n\u00e3o cumulativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, a empresa adquire o ouro de uma distribuidora de t\u00edtulos e valores mobili\u00e1rios (DTVM), realiza o refino e o destina ao mercado industrial. Nesse sentido, apropriou cr\u00e9ditos de PIS e Cofins sob o argumento de que o metal seria insumo do processo produtivo. A&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/Receita%20Federal\">Receita Federal<\/a>, contudo, argumenta que a opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ser equiparada \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria-prima, uma vez que o ouro foi adquirido no mercado financeiro, hip\u00f3tese em que n\u00e3o h\u00e1 incid\u00eancia das contribui\u00e7\u00f5es na etapa anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa sustentou que, embora o ouro tenha sido adquirido como ativo financeiro, ele ingressa no estabelecimento com destina\u00e7\u00e3o produtiva e \u00e9 utilizado como insumo no processo de refino. Argumentou que na etapa anterior h\u00e1 sim o recolhimento de PIS e Cofins, uma vez que as receitas da DTVM decorrentes da intermedia\u00e7\u00e3o financeira s\u00e3o tributadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora, conselheira Luciana Ferreira Braga, entendeu que n\u00e3o h\u00e1 direito ao cr\u00e9dito de PIS e Cofins na aquisi\u00e7\u00e3o do ouro, uma vez que a opera\u00e7\u00e3o se deu sob a qualifica\u00e7\u00e3o de ativo financeiro. Para a julgadora, ainda que o contribuinte sustente que o metal foi utilizado como insumo no processo industrial, apenas a aquisi\u00e7\u00e3o do bem como mercadoria poderia gerar cr\u00e9dito no regime n\u00e3o cumulativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 incid\u00eancia na etapa anterior, o colegiado destacou que a tributa\u00e7\u00e3o recai, na verdade, sobre o servi\u00e7o de intermedia\u00e7\u00e3o financeira, e n\u00e3o sobre o ouro enquanto ativo. Tamb\u00e9m por essa raz\u00e3o, ao entender que a opera\u00e7\u00e3o de aquisi\u00e7\u00e3o do metal n\u00e3o se submeteu \u00e0 incid\u00eancia das contribui\u00e7\u00f5es, n\u00e3o haveria direito ao cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 10875.902788\/2014-69<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-nega-credito-de-pis-cofins-na-compra-de-ouro-financeiro-revendido-como-mercadoria\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Americanas obt\u00e9m no Carf direito a cr\u00e9ditos de PIS e Cofins sobre condom\u00ednio e IPTU<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/05\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Americanas, que tenta sair da recupera\u00e7\u00e3o judicial ap\u00f3s o rombo causado pela fraude bilion\u00e1ria, conseguiu uma vit\u00f3ria relevante no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Por unanimidade, os conselheiros avalizaram cr\u00e9ditos de PIS e Cofins sobre taxa de condom\u00ednio e IPTU, decorrentes do aluguel de lojas. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) recorreu da decis\u00e3o. O valor hist\u00f3rico envolvido no processo, no qual s\u00e3o discutidos outros assuntos, \u00e9 de R$ 362,3 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>As disputas sobre a tomada de cr\u00e9dito fiscal s\u00e3o antigas, mas s\u00e3o poucos os ac\u00f3rd\u00e3os do Carf que reconhecem o direito para despesas condominiais, segundo especialistas. Para varejistas, que costumam ter muitas lojas em todo o Brasil e operam com margens apertadas, dizem, a decis\u00e3o pode gerar um impacto positivo, j\u00e1 que com o cr\u00e9dito se reduz o valor do tributo a pagar.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 importante pelo fato de uma s\u00famula aprovada no ano passado ter sido relativizada \u2013 algo in\u00e9dito e \u201cousado\u201d, de acordo com advogados, pois pelo regimento os conselheiros precisam segui-la. A S\u00famula 234 impede a tomada de cr\u00e9dito de qualquer insumo para atividade de com\u00e9rcio, o que tem feito especialmente companhias do varejo colecionarem derrotas no tribunal.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento, a 1\u00aa Turma Ordin\u00e1ria da 1\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o entendeu que, como a atividade da empresa n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 comercial, h\u00e1 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, seria poss\u00edvel a tomada de cr\u00e9dito sobre essas opera\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m disso, o cr\u00e9dito foi autorizado n\u00e3o por conta de enquadrar o IPTU e condom\u00ednio como insumo, mas pelo inciso IV do artigo 3\u00ba das leis do PIS e da Cofins (n\u00b0 10.637, de 2002, e n\u00ba 10.833, de 2003), que permitem cr\u00e9dito sobre aluguel. Como o Carf entendeu que essas despesas fariam parte do custo de loca\u00e7\u00e3o, permitiu o aproveitamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema tamb\u00e9m foi tratado, de forma geral, no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) em recurso repetitivo no ano de 2018 (Temas 779 e 780). Nesse julgamento, os ministros fixaram balizas: \u00e9 preciso que o custo seja bem ou servi\u00e7o essencial ou relevante para a atividade econ\u00f4mica. Desde ent\u00e3o, contribuintes tentam enquadrar certas despesas \u00e0 tese para obter o cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do caso da Americanas, existem ao menos tr\u00eas outras decis\u00f5es favor\u00e1veis aos contribuintes no Carf. Em um deles, por\u00e9m, o \u00fanico com julgamento de m\u00e9rito na C\u00e2mara Superior at\u00e9 ent\u00e3o, o desfecho beneficiou a Fazenda Nacional. O caso \u00e9 de uma empresa de tecnologia, cujo entendimento tamb\u00e9m foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse processo, prevaleceu o argumento da Uni\u00e3o, de que a apura\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos no regime n\u00e3o cumulativo do PIS e da Cofins \u00e9 taxativa, conforme artigo 3\u00ba da Lei n\u00b0 10.637, de 2002, e da Lei n\u00ba 10.833, de 2003. Ou seja, na vis\u00e3o da PGFN, a norma autoriza o cr\u00e9dito apenas sobre aluguel, com algumas limita\u00e7\u00f5es \u2013 ele deve se referir a pr\u00e9dios, m\u00e1quinas e equipamentos, pagos a pessoa jur\u00eddica, e utilizados nas atividades da empresa (processo n\u00ba 19515.720828\/2018-43).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da Americanas, o auto de infra\u00e7\u00e3o \u00e9 referente a 2017 e 2018. Ele trata de outros temas, como qual deveria ser a al\u00edquota aplicada \u00e0s opera\u00e7\u00f5es de risco sacado. Essas foram, inclusive, o epicentro da fraude no balan\u00e7o da empresa \u2013 os bancos antecipavam receb\u00edveis aos fornecedores, enquanto a companhia recebia dos bancos o \u201cpr\u00eamio de risco para o Fisco, isso teria natureza de comiss\u00e3o por intermedia\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios, isto \u00e9, seria um servi\u00e7o, devendo ser tributado pela al\u00edquota normal. J\u00e1 a Americanas defendeu que a opera\u00e7\u00e3o configura receita financeira, portanto, deveria se sujeitar \u00e0s al\u00edquotas reduzidas. O Carf validou o argumento da varejista, pois n\u00e3o identificou atividade que justificasse a tributa\u00e7\u00e3o como receita de servi\u00e7os. Na vis\u00e3o dos conselheiros, a atua\u00e7\u00e3o da Americanas foi meramente acess\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos custos com loca\u00e7\u00e3o, ficou decidido que as \u201cdespesas perif\u00e9ricas\u201d do contrato de aluguel integram esse custo, ou seja, deve ser permitido o creditamento, pois a lei autoriza (processo n\u00ba 17227.720010\/2022-27).<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, conselheiro Matheus Schwertner Ziccarelli Rodrigues, tamb\u00e9m permitiu cr\u00e9dito sobre custos com luz, ar-condicionado, embalagem, servi\u00e7os de limpeza e at\u00e9 \u00e1gua gelada, mas ficou vencido \u2013 prevaleceu o voto do conselheiro Ramon Silva Cunha. Ele entendeu que esses s\u00e3o insumos e diferem dos custos com aluguel, por isso, n\u00e3o d\u00e3o direito a cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Um argumento novo usado pelo relator foi considerar a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 38, de 2014, que vincula toda a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. \u201cO IPTU e condom\u00ednio pagos ao locador s\u00e3o receita bruta dele e se s\u00e3o receita bruta, em tese, estaria sujeita ao PIS e a Cofins. E para quem est\u00e1 tendo esse gasto, teria que ter direito a cr\u00e9dito\u201d, afirma. \u201cN\u00e3o d\u00e1 para a Receita ter o melhor dos dois mundos. Se considerar como receita bruta do locador, que d\u00ea o cr\u00e9dito do locat\u00e1rio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a PGFN diz que o dispositivo legal \u201c\u00e9 expresso ao permitir a apura\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins somente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s despesas relativas ao aluguel de im\u00f3veis, de modo que n\u00e3o h\u00e1 fundamento legal para conceder o creditamento a outras situa\u00e7\u00f5es e despesas, como condom\u00ednio, taxas, IPTU, for\u00e7a e luz, entre outros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o tamb\u00e9m afirma que a 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Carf deu essa interpreta\u00e7\u00e3o quanto ao \u201cinciso IV do artigo 3\u00ba das Leis n\u00ba 10.833\/03 e n\u00ba 10.637\/02, sendo irrelevante o fato de se tratar de contribuinte que atua no setor varejista\u201d, isto \u00e9, \u201cn\u00e3o diz respeito ao enunciado de s\u00famula 234 do Carf\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/05\/04\/americanas-obtem-no-carf-direito-a-creditos-de-pis-e-cofins-sobre-condominio-e-iptu.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:\u00a0\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Repetitivo discute se inatividade ou queda de faturamento autorizam gratuidade de justi\u00e7a para pessoa jur\u00eddica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Corte Especial do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) afetou os Recursos Especiais 2.225.061 e 2.234.386, de relatoria do ministro Luis Felipe Salom\u00e3o, para julgamento sob o rito dos&nbsp;repetitivos.<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia, cadastrada como&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=1424&amp;cod_tema_final=1424\">Tema 1.424<\/a>&nbsp;na base de dados do tribunal, est\u00e1 em definir se a mera apresenta\u00e7\u00e3o de documentos que atestam a inatividade ou a queda de faturamento da pessoa jur\u00eddica \u2013 a exemplo de declara\u00e7\u00e3o assinada por contador ou da Declara\u00e7\u00e3o de D\u00e9bitos e Cr\u00e9ditos Tribut\u00e1rios Federais (DCTF) \u2013 basta para comprovar a hipossufici\u00eancia econ\u00f4mico-financeira autorizadora da concess\u00e3o de gratuidade de justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado decidiu n\u00e3o suspender a tramita\u00e7\u00e3o dos processos que discutem a mesma quest\u00e3o jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator destacou que o STJ possui diversos precedentes sobre pedidos de gratuidade de justi\u00e7a formulados por pessoas jur\u00eddicas, com men\u00e7\u00e3o aos documentos usados para comprovar a incapacidade de arcar com custas processuais e honor\u00e1rios. Segundo Luis Felipe Salom\u00e3o, h\u00e1 diverg\u00eancia nos tribunais estaduais quanto ao tema: enquanto alguns admitem a DCTF como prova suficiente, outros a consideram inadequada.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro observou, contudo, que o STJ j\u00e1 firmou entendimento no sentido de que documentos que apenas indiquem a inatividade da empresa, sem esclarecer sobre a exist\u00eancia de bens ou ativos financeiros, n\u00e3o bastam para demonstrar a hipossufici\u00eancia econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Recursos&nbsp;repetitivos&nbsp;geram economia de tempo e seguran\u00e7a jur\u00eddica<\/p>\n\n\n\n<p>O C\u00f3digo de Processo Civil regula, nos&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm#art1036\">artigos 1.036 e seguintes<\/a>, o julgamento por amostragem, mediante a sele\u00e7\u00e3o de recursos especiais que tenham controv\u00e9rsias id\u00eanticas. Ao afetar um processo, ou seja, encaminh\u00e1-lo para julgamento sob o rito dos&nbsp;repetitivos, os ministros facilitam a solu\u00e7\u00e3o de demandas que se repetem nos tribunais brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de aplicar o mesmo entendimento jur\u00eddico a diversos processos gera economia de tempo e seguran\u00e7a jur\u00eddica. No&nbsp;<a href=\"https:\/\/scon.stj.jus.br\/SCON\/repetitivos\/listaRR.jsp\">site&nbsp;do STJ<\/a>, \u00e9 poss\u00edvel acessar todos os temas afetados, bem como saber a abrang\u00eancia das decis\u00f5es de sobrestamento e as teses jur\u00eddicas firmadas nos julgamentos, entre outras informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/julgamento\/eletronico\/documento\/mediado\/?documento_tipo=integra&amp;documento_sequencial=367553991&amp;registro_numero=202502812947&amp;peticao_numero=202600IJ3270&amp;publicacao_data=20260409&amp;formato=PDF\">Leia o ac\u00f3rd\u00e3o de afeta\u00e7\u00e3o do REsp 2.225.061<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2026\/27042026-Repetitivo-discute-se-inatividade-ou-queda-de-faturamento-autorizam-gratuidade-de-justica-para-pessoa-juridica.aspx\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF volta a suspender julgamento de ICMS sobre subven\u00e7\u00e3o por tarifa social de energia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, pediu vista, nesta ter\u00e7a-feira (28\/4), dos autos do julgamento em que o Plen\u00e1rio discute se o valor da subven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica voltada \u00e0 tarifa social de energia el\u00e9trica para consumidores de baixa renda deve ser inclu\u00eddo na base de c\u00e1lculo do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, a sess\u00e3o virtual, que terminaria \u00e0s 23h59 desta ter\u00e7a, foi suspensa. A an\u00e1lise j\u00e1 havia sido&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-jan-15\/stf-suspende-analise-de-icms-sobre-subvencao-pela-tarifa-social-de-energia-eletrica\/\">paralisada<\/a>&nbsp;em janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso tem repercuss\u00e3o geral, ou seja, a tese estabelecida servir\u00e1 para situa\u00e7\u00f5es semelhantes nas demais inst\u00e2ncias do Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes do pedido de vista, seis ministros j\u00e1 haviam votado. Cinco deles se posicionaram a favor da cobran\u00e7a de ICMS sobre a subven\u00e7\u00e3o, enquanto apenas um magistrado se manifestou em sentido contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Contexto<\/p>\n\n\n\n<p>Consumidores de baixa renda pagam um valor menor nas faturas de energia el\u00e9trica, por meio de um subs\u00eddio conhecido como tarifa social. A subven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, prevista na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10604.htm\">Lei 10.604\/2002<\/a>, \u00e9 o valor pago pelo governo federal \u00e0s concession\u00e1rias de energia para compensar a perda de arrecada\u00e7\u00e3o causada por esse desconto concedido \u00e0s pessoas pobres.<\/p>\n\n\n\n<p>A cada m\u00eas, a Uni\u00e3o repassa \u00e0s concession\u00e1rias a diferen\u00e7a entre o que ela teria recebido sem o desconto e o que efetivamente recebeu dos consumidores de baixa renda. A ideia \u00e9 manter o equil\u00edbrio econ\u00f4mico-financeiro do contrato administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso chegou ao STF depois que o Superior Tribunal de Justi\u00e7a considerou leg\u00edtima a inclus\u00e3o do valor da subven\u00e7\u00e3o na base de c\u00e1lculo do ICMS em S\u00e3o Paulo. Para o STJ, a subven\u00e7\u00e3o integra o pre\u00e7o final da tarifa de energia \u2014 e o tributo deve ser pago sobre o valor total da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Sindicato da Ind\u00fastria da Energia no Estado de S\u00e3o Paulo (Siesp) acionou o Supremo e argumentou que o governo paulista interferiu em uma pol\u00edtica p\u00fablica da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com o sindicato, a subven\u00e7\u00e3o representa uma indeniza\u00e7\u00e3o pelas perdas de arrecada\u00e7\u00e3o sofridas e, por isso, n\u00e3o poderia ser inclu\u00edda na base de c\u00e1lculo do imposto. Outro argumento do Siesp \u00e9 que o fato gerador do ICMS acontece no momento da sa\u00edda da mercadoria, enquanto a subven\u00e7\u00e3o \u00e9 paga depois da entrega da energia.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto do relator<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ministro Cristiano Zanin, relator do caso, os valores repassados pela Uni\u00e3o \u00e0s concession\u00e1rias n\u00e3o integram a base de c\u00e1lculo do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele foi acompanhado pelos ministros C\u00e1rmen L\u00facia, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.<\/p>\n\n\n\n<p>Zanin explicou que a subven\u00e7\u00e3o \u201cn\u00e3o representa pre\u00e7o, tarifa, nem receita pr\u00f3pria da opera\u00e7\u00e3o mercantil\u201d entre a concession\u00e1ria e o consumidor \u2014 ou seja, n\u00e3o \u00e9 um \u201celemento integrante do neg\u00f3cio jur\u00eddico de fornecimento de energia el\u00e9trica\u201d, embora seja um desdobramento regulat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na verdade, a subven\u00e7\u00e3o \u00e9 uma receita \u201calheia \u00e0 opera\u00e7\u00e3o de circula\u00e7\u00e3o de mercadoria\u201d. A concession\u00e1ria n\u00e3o recebe o valor como contrapresta\u00e7\u00e3o pelo consumo de energia, mas como recomposi\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio financeiro do contrato de concess\u00e3o com a Uni\u00e3o diante da pol\u00edtica p\u00fablica implementada em favor dos consumidores de baixa renda.<\/p>\n\n\n\n<p>As concession\u00e1rias tamb\u00e9m n\u00e3o podem renunciar \u00e0 subven\u00e7\u00e3o. A tarifa social \u00e9 o pre\u00e7o determinado pelo poder p\u00fablico e define o valor da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o magistrado, o repasse da Uni\u00e3o \u00e0s concession\u00e1rias n\u00e3o tem \u201cqualquer pertin\u00eancia com a compet\u00eancia tribut\u00e1ria dos estados\u201d. Para o ICMS, importa apenas o valor da opera\u00e7\u00e3o comercial entre as concession\u00e1rias e os consumidores de baixa renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Diverg\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Fl\u00e1vio Dino divergiu do relator e votou a favor da cobran\u00e7a do ICMS sobre a subven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, a subven\u00e7\u00e3o \u201cintegra o valor da opera\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de mercadoria\u201d, ou seja, comp\u00f5e o pre\u00e7o da opera\u00e7\u00e3o de fornecimento de energia el\u00e9trica. Por isso, na sua vis\u00e3o, deve ser computada na base de c\u00e1lculo do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado se baseou na al\u00ednea \u201ca\u201d do inciso II do \u00a71\u00ba do artigo 13 da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp87.htm\">Lei Kandir<\/a>. Esse trecho prev\u00ea que fazem parte da base de c\u00e1lculo do ICMS todas as \u201cimport\u00e2ncias pagas, recebidas ou debitadas, bem como descontos concedidos sob condi\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o ministro, o fato de que parte da opera\u00e7\u00e3o \u00e9 custeada pela Uni\u00e3o n\u00e3o significa que essa verba est\u00e1 exclu\u00edda do valor total. Na verdade, a tarifa \u00e9 financiada de forma indireta, \u201cde modo que n\u00e3o repercute sobre a materialidade do ICMS\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Dino afirmou que o valor da subven\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cinerente \u00e0 opera\u00e7\u00e3o mercantil\u201d, tratando-se de um componente indireto do pre\u00e7o da energia el\u00e9trica fornecida pelas concession\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/voto-Zanin-ICMS-subvencao-energia-eletrica-baixa-renda.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o voto de Zanin<br>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/voto-Dino-ICMS-subvencao-tarifa-social-energia-eletrica.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o voto de Dino<br>RE 990.115<br>Tema 1.113<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"ziBrXjGpZS\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-28\/stf-volta-a-suspender-julgamento-de-icms-sobre-subvencao-por-tarifa-social-de-energia\/\">STF volta a suspender julgamento de ICMS sobre subven\u00e7\u00e3o por tarifa social de energia<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;STF volta a suspender julgamento de ICMS sobre subven\u00e7\u00e3o por tarifa social de energia&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-28\/stf-volta-a-suspender-julgamento-de-icms-sobre-subvencao-por-tarifa-social-de-energia\/embed\/#?secret=M6y33sgN1R#?secret=ziBrXjGpZS\" data-secret=\"ziBrXjGpZS\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Desonera\u00e7\u00e3o da folha: PGR se manifesta a favor da solu\u00e7\u00e3o de Zanin<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR) se manifestou nesta ter\u00e7a-feira (28\/4) a favor da solu\u00e7\u00e3o do relator, ministro Cristiano Zanin, na a\u00e7\u00e3o que discute a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos. O julgamento est\u00e1 previsto para ser retomado nesta quarta-feira (29\/5), ap\u00f3s ser interrompido por um pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes, em outubro de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, Zanin manteve o teor da liminar proferida em 2024, ao entender que \u00e9 preciso prever a compensa\u00e7\u00e3o em caso de ren\u00fancia de receita \u2014 o que n\u00e3o tinha sido feito no caso da prorroga\u00e7\u00e3o da desonera\u00e7\u00e3o da folha em 2023 (Lei 14.784\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, no voto, o ministro n\u00e3o entrou no m\u00e9rito do acordo fechado pelo governo federal com o Legislativo para a prorroga\u00e7\u00e3o gradual do prazo em 2024. Dessa forma, a nova lei da reonera\u00e7\u00e3o gradual (Lei 14.973\/2024) fica preservada e n\u00e3o muda o que as empresas j\u00e1 v\u00eam praticando.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca da liminar, em 2024, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) sancionou a lei mantendo a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento de empresas de 17 setores e munic\u00edpios at\u00e9 o fim de 2024, retomando gradualmente a tributa\u00e7\u00e3o no prazo de tr\u00eas anos (2025 a 2027) e com previs\u00e3o de medidas compensat\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei foi reflexo de um acordo entre Congresso e Executivo ap\u00f3s a controv\u00e9rsia chegar ao STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Zanin, n\u00e3o cabe nesta a\u00e7\u00e3o o exame do acordo do Congresso com o governo, nem a edi\u00e7\u00e3o da nova lei e a checagem se as compensa\u00e7\u00f5es s\u00e3o suficientes ou n\u00e3o \u2013 a Uni\u00e3o chegou a estimar R$ 20 bilh\u00f5es de preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro explicou que seu voto restringe-se \u00e0 constitucionalidade da Lei 14.784\/2023 que prorrogou a desonera\u00e7\u00e3o sem especificar quais seriam as compensa\u00e7\u00f5es para essa ren\u00fancia de receita. Com o voto, o ministro tenta deixar claro a necessidade de observar a sustentabilidade or\u00e7ament\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua manifesta\u00e7\u00e3o, Gonet apoiou a solu\u00e7\u00e3o de Zanin de manter a a\u00e7\u00e3o mesmo diante de uma poss\u00edvel perda de objeto da a\u00e7\u00e3o. Em sua avalia\u00e7\u00e3o, o voto do relator traz seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor isso, \u00e9 salutar a solu\u00e7\u00e3o dada pelo eminente relator, em voto proferido na sess\u00e3o de julgamento virtual iniciada em 17.10.2025, no sentido de assentar a inconstitucionalidade sem pron\u00fancia de nulidade das normas atacadas, a fim de preservar as rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas estabelecidas e evitar questionamentos judiciais futuros quanto aos benef\u00edcios fiscais concedidos ou suprimidos durante a sua vig\u00eancia\u201d, escreveu o PGR.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 a interrup\u00e7\u00e3o, o placar estava 3 a 0 a favor do voto de Zanin, com a ades\u00e3o dos ministros Edson Fachin e Gilmar Mendes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/desoneracao-da-folha-pgr-se-manifesta-a-favor-da-solucao-de-zanin\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF mant\u00e9m tese que validou Cide remessas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a tese de repercuss\u00e3o geral fixada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 incid\u00eancia da Contribui\u00e7\u00e3o de Interven\u00e7\u00e3o no Dom\u00ednio Econ\u00f4mico (Cide) sobre remessas ao exterior. Em julgamento finalizado na noite desta ter\u00e7a-feira (28\/4), os ministros formaram placar de 9X1 para que o tributo alcance, al\u00e9m de contratos de explora\u00e7\u00e3o de tecnologia, os servi\u00e7os t\u00e9cnicos e de assist\u00eancia administrativa prestados por residentes ou domiciliados no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Os magistrados jugaram embargos de declara\u00e7\u00e3o no RE 928943 (Tema 914).<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado \u00e9 desfavor\u00e1vel aos contribuintes, que buscavam restringir a amplitude da tese. Nos embargos de declara\u00e7\u00e3o em an\u00e1lise, associa\u00e7\u00f5es representativas das emissoras de r\u00e1dio e televis\u00e3o (Abert), de jornais (ANJ), e dos editores de livros (SNEL) pediram para entrar no processo como amicus curiae e afastar a cobran\u00e7a sobre as opera\u00e7\u00f5es com direitos autorais sobre obras audiovisuais. O JOTA apurou que o movimento envolveu grandes emissoras em atividade no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>As entidades argumentavam que estas opera\u00e7\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o no campo de incid\u00eancia da Contribui\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento da Ind\u00fastria Cinematogr\u00e1fica Nacional (Condecine), outra contribui\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o no dom\u00ednio econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Relator, o ministro Fl\u00e1vio Dino n\u00e3o conheceu do recurso. A negativa se deu porque o pedido de admiss\u00e3o no processo foi feito depois de a Corte j\u00e1 ter fixado a tese. Dino aponta que o Supremo afirmou, em diversas decis\u00f5es, que o ingresso como amicus curiae \u201cdeve ser apresentado pelo interessado at\u00e9 o momento em que o processo \u00e9 inclu\u00eddo em pauta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Dino foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, C\u00e1rmen L\u00facia, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Gilmar Mendes, Nunes Marques e Dias Toffoli. Este \u00faltimo, apesar de tamb\u00e9m n\u00e3o conhecer do recurso, pontuou que isso n\u00e3o impede que a Corte aprecie os pedidos feitos durante a an\u00e1lise dos embargos opostos pela parte no caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00danico a divergir, o ministro Luiz Fux entendeu que era o caso de acolher o recurso para sanar \u201cv\u00edcios apurados\u201d, considerando peculiaridades envolvidas na tem\u00e1tica. Fux prop\u00f4s mudar a tese para fixar que a Cide-Royalties \u00e9 constitucional ao tributar remessas financeiras ao exterior em remunera\u00e7\u00e3o de contratos que envolvem explora\u00e7\u00e3o de tecnologia, \u201cexclu\u00eddas as remessas a t\u00edtulo de royalties correspondentes \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o de direitos autorais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, em sua proposta, Fux exclui a incid\u00eancia sobre remunera\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os diversos, inclusive administrativos e jur\u00eddicos, que n\u00e3o se envolvem com a explora\u00e7\u00e3o de tecnologia. O ponto despertava muita preocupa\u00e7\u00e3o de escrit\u00f3rios de advocacia e consultorias, dada a amplitude do termo \u201cservi\u00e7os administrativos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese de Fux disp\u00f5e que \u201cn\u00e3o se inserem no campo material da contribui\u00e7\u00e3o as remessas de valores a t\u00edtulo diverso da remunera\u00e7\u00e3o pela explora\u00e7\u00e3o de tecnologia estrangeira, tais quais as correspondentes \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o de direitos autorais e de servi\u00e7os alheios a contratos que tenham por objeto a explora\u00e7\u00e3o de tecnologia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro recurso pendente<\/p>\n\n\n\n<p>Os embargos do contribuinte no caso concreto, Scania Latin America Ltda, n\u00e3o foram pautados at\u00e9 o momento. Neles, a empresa pede a limita\u00e7\u00e3o da tese aos contratos com transfer\u00eancia de tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso n\u00e3o seja poss\u00edvel, pede a modula\u00e7\u00e3o de efeitos da decis\u00e3o para proteger quem deixou de pagar a contribui\u00e7\u00e3o ou agiu com base em decis\u00f5es judiciais ou administrativas anteriores at\u00e9 a data de julgamento do m\u00e9rito no STF.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-mantem-tese-que-validou-cide-remessas\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF tem 20 temas de repercuss\u00e3o geral pendentes h\u00e1 dez anos ou mais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/05\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Embora os pr\u00f3prios ministros do Supremo Tribunal Federal definam quais recursos t\u00eam repercuss\u00e3o geral, a corte tem 20 casos nessa situa\u00e7\u00e3o h\u00e1 dez anos ou mais, ainda sem conclus\u00e3o. O atraso no julgamento gera d\u00favidas sobre a solu\u00e7\u00e3o de temas reconhecidamente relevantes para a Justi\u00e7a brasileira e at\u00e9 sobre o verdadeiro alcance e impacto das futuras decis\u00f5es vinculantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Desses 20 casos, quatro tiveram repercuss\u00e3o geral reconhecida em 2016. Os outros 16 receberam esse selo h\u00e1 mais de dez anos. Al\u00e9m disso, oito deles t\u00eam esse status h\u00e1 mais de 15 anos. Os mais antigos est\u00e3o nessa condi\u00e7\u00e3o desde 2008.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando os ministros reconhecem que um recurso levado ao Supremo tem repercuss\u00e3o geral, o caso se torna um paradigma nacional. Assim, no julgamento, al\u00e9m de resolver o caso concreto, o Plen\u00e1rio estabelece uma tese sobre o assunto, que passa a orientar situa\u00e7\u00f5es semelhantes nas demais inst\u00e2ncias do Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A demora nos julgamentos pode at\u00e9 tornar parte das discuss\u00f5es ultrapassada. Alguns desses casos antigos tratam de temas muito similares a outras a\u00e7\u00f5es j\u00e1 julgadas pelo STF.&nbsp;N\u00e3o est\u00e1 claro se tais decis\u00f5es j\u00e1 esgotaram o m\u00e9rito dos recursos de repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Discuss\u00f5es de impacto<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os principais temas antigos pendentes est\u00e3o dois \u201c<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-abr-29\/filhotes-tese-seculo-geram-incerteza-judicializacao\/\">filhotes<\/a>\u201d da \u201c<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2017-mar-15\/icms-nao-integra-base-calculo-pis-cofins-define-supremo\">tese do s\u00e9culo<\/a>\u201d \u2014 isto \u00e9, discuss\u00f5es sobre a inclus\u00e3o ou n\u00e3o de algum tributo na base de c\u00e1lculo de outro.<\/p>\n\n\n\n<p>O RE 592.616 (Tema 118), que tramita com repercuss\u00e3o geral desde 2008, trata do ISS na base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. J\u00e1 o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2021-abr-09\/gilmar-destaque-creditos-presumidos-base-piscofins\/\">RE 835.818 (Tema 843)<\/a>, que ganhou esse status em 2015, \u00e9 sobre cr\u00e9ditos presumidos de ICMS na base de c\u00e1lculo dos mesmos dois tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, estabelecida em 2017, diz respeito \u00e0 decis\u00e3o por meio da qual o Supremo considerou que o ICMS n\u00e3o comp\u00f5e o faturamento ou a receita bruta das empresas, e por isso n\u00e3o deve ser inclu\u00eddo na base de c\u00e1lculo de PIS e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>As outras discuss\u00f5es s\u00e3o chamadas de \u201cteses filhotes\u201d porque tamb\u00e9m tratam do conceito de renda para o c\u00e1lculo e dos tributos que comp\u00f5em os pre\u00e7os das opera\u00e7\u00f5es praticadas pelos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda em 2022, o advogado&nbsp;Fernando Facury Scaff, professor de Direito Financeiro da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP),&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2022-jan-24\/justica-tributaria-propostaspara-modificacao-tema-69-repercussao-geral\">publicou em sua coluna<\/a>&nbsp;na&nbsp;ConJur&nbsp;que todos os problemas seriam resolvidos se o STF alterasse a \u201ctese do s\u00e9culo\u201d para explicar que nenhum tributo comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo para a incid\u00eancia de outro tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele alertou que decidir o tema de forma fracionada criaria o risco de n\u00e3o haver nem coer\u00eancia, nem consist\u00eancia, nem integridade jurisprudencial em julgamentos tribut\u00e1rios: \u201c\u00c9 uma incerteza, uma imprevisibilidade. N\u00e3o se tem a seguran\u00e7a de que a jurisprud\u00eancia ser\u00e1 mantida.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No campo do Direito Civil, um dos temas antigos pendentes mais importantes \u00e9 o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2009-out-02\/stf-reconhece-repercussao-geral-casos-foro-acao-blogs\/\">RE 601.220 (Tema 208)<\/a>, com repercuss\u00e3o geral desde&nbsp;2009,&nbsp;em que se discute qual o foro competente para processar e julgar a\u00e7\u00f5es de repara\u00e7\u00e3o de danos causados por&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2010-mar-07\/questao-foro-acao-dano-moral-ainda-preocupa-imprensa\/\">cr\u00edticas veiculadas na internet<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm\">C\u00f3digo de Processo Civil<\/a>&nbsp;prev\u00ea que o foro competente para a\u00e7\u00f5es de repara\u00e7\u00e3o de danos \u00e9 o do lugar do ato ou fato. Mas, se as cr\u00edticas s\u00e3o feitas on-line, o local \u00e9 incerto. O&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-mai-04\/vara-sao-bernardo-julgar-acao-lula-empresario\/\">Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/a>&nbsp;e boa parte dos tribunais estaduais v\u00eam entendendo que o foro competente nesses casos \u00e9 o de domic\u00edlio da v\u00edtima, n\u00e3o do r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado&nbsp;Jo\u00e3o Mello, do escrit\u00f3rio Leonardo Amarante Associados,&nbsp;essas incongru\u00eancias s\u00e3o resultado do atraso do ordenamento jur\u00eddico brasileiro com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s \u201cmodernas formas de exerc\u00edcio dos atos da vida civil\u201d. Ele lamenta que o CPC de 2015 n\u00e3o tenha se aprofundado devidamente sobre regras de compet\u00eancia para atos praticados em ambientes virtuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora veja com bons olhos a fixa\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia no domic\u00edlio da v\u00edtima (pois facilita o acesso \u00e0 Justi\u00e7a), Mello espera que o STF \u201cpossa esclarecer a problem\u00e1tica com efic\u00e1cia geral, minorando discuss\u00f5es processuais que acabam por obstar o que verdadeiramente importa: a resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito das demandas entre os cidad\u00e3os\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro assunto muito discutido pelo STF nos \u00faltimos anos aparece entre as repercuss\u00f5es gerais antigas pendentes: a judicializa\u00e7\u00e3o da sa\u00fade. Os ministros j\u00e1 definiram&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-01\/stf-estabelece-criterios-para-concessao-de-medicamentos-nao-incorporados-ao-sus\/\">crit\u00e9rios<\/a>&nbsp;sobre casos em que o Judici\u00e1rio pode determinar o fornecimento de medicamentos n\u00e3o incorporados ao SUS.<\/p>\n\n\n\n<p>Em paralelo a essa discuss\u00e3o, ainda falta concluir o RE 607.582 (Tema 289), que ganhou repercuss\u00e3o geral em 2010 e trata do bloqueio de verbas p\u00fablicas para garantia de fornecimento de medicamentos. A penhora de contas p\u00fablicas nesses casos costumava ocorrer com certa frequ\u00eancia, ao menos antes das novas regras de judicializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Semelhan\u00e7as<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a demora na conclus\u00e3o dos casos de repercuss\u00e3o geral faz com que eles sejam atropelados por discuss\u00f5es similares em outras a\u00e7\u00f5es. Foi o que ocorreu com dois processos sobre diferen\u00e7as de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria de dep\u00f3sitos em caderneta de poupan\u00e7a pelos expurgos inflacion\u00e1rios decorrentes dos planos econ\u00f4micos dos anos 1980 e 1990.<\/p>\n\n\n\n<p>O RE 626.307 (Tema 264) trata dos&nbsp;planos Bresser e Ver\u00e3o, enquanto o RE 591.797 (Tema 265) diz respeito ao plano Collor I. Ambos t\u00eam repercuss\u00e3o geral desde 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que um acordo mais amplo, feito na na ADPF 165, j\u00e1 previu o encerramento dos processos relacionados a eses planos \u2014 ou seja, tem alcance sobre os Temas 264 e 265.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso, em tese, encerra as discuss\u00f5es desses casos de repercuss\u00e3o geral, desde que os bancos cumpram o acordo. Mas o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), que participa das a\u00e7\u00f5es, aponta descumprimento parcial, pois nem todos os poupadores ou esp\u00f3lios v\u00eam sendo pagos.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o sobre&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2019-mai-16\/stf-valida-dispositivo-criou-urv-transicao-real\/\">corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria no Plano Real<\/a>&nbsp;tamb\u00e9m pode estar esgotada, embora isso passe pela avalia\u00e7\u00e3o da corte. O RE 595.107 (Tema 167), que remonta a 2009, trata do c\u00e1lculo dos \u00edndices de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria quando da implanta\u00e7\u00e3o do Plano Real.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o \u00e9 bastante similar \u00e0 da ADPF 77, na qual o STF j\u00e1&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2019-mai-16\/stf-valida-dispositivo-criou-urv-transicao-real\/\">declarou constitucional<\/a>&nbsp;a Unidade Real de Valor (URV), \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria institu\u00eddo entre julho e agosto de 1994 para a convers\u00e3o da moeda ao Real.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra quest\u00e3o nebulosa \u00e9 a do RE 600.010 (Tema 254), que tem repercuss\u00e3o geral desde 2009. A delibera\u00e7\u00e3o a ser feita \u00e9 se as caixas de assist\u00eancia dos advogados (voltadas \u00e0 concess\u00e3o de benef\u00edcios para a classe profissional) t\u00eam imunidade tribut\u00e1ria na venda de medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2018, o STF j\u00e1&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2018-set-06\/supremo-imunidade-tributaria-caixas-assistencia-oabs\/\">decidiu<\/a>&nbsp;que as caixas de assist\u00eancia dos advogados t\u00eam o mesmo direito a imunidade tribut\u00e1ria que as seccionais da OAB.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ainda um caso praticamente definido, mas sem uma tese formalizada. No RE 630.852 (Tema 381), o Plen\u00e1rio&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-out-08\/planos-de-saude-nao-podem-aumentar-mensalidades-de-idosos-por-causa-da-idade\/\">decidiu<\/a>, no \u00faltimo ano, que os planos de sa\u00fade n\u00e3o podem aumentar mensalidades de idosos por causa da idade.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o presidente da corte, ministro Luiz Edson Fachin, deixou para proclamar o resultado em outro momento, j\u00e1 que h\u00e1 v\u00e1rios casos semelhantes sendo julgados em outras inst\u00e2ncias e no pr\u00f3prio Supremo, com impasses sobre os reajustes para idosos.<\/p>\n\n\n\n<p>Um deles \u00e9 a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-nov-05\/alexandre-pede-vista-em-julgamento-sobre-cobranca-de-plano-para-idosos\/\">ADC 90<\/a>, cujo julgamento ainda n\u00e3o foi conclu\u00eddo. Fachin pretende proclamar o resultado do Tema 381 somente ap\u00f3s a an\u00e1lise da ADC, a fim de alinhar as teses e manter uma linha coerente.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira a lista completa dos casos que tiveram repercuss\u00e3o geral reconhecida h\u00e1 pelo menos dez anos e ainda est\u00e3o pendentes de julgamento:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td><strong>N\u00famero<\/strong><\/td><td><strong>RG desde<\/strong><\/td><td><strong>Status<\/strong><\/td><td><strong>Tema<\/strong><\/td><\/tr><tr><td>RE 565.886 (Tema 79)<\/td><td>2008<\/td><td>Autos conclusos ao relator<\/td><td>Lei complementar para PIS e Cofins sobre importa\u00e7\u00f5es<\/td><\/tr><tr><td>RE 592.616 (Tema 118)<\/td><td>2008<\/td><td>Autos conclusos ao relator<\/td><td>ISS na base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins<\/td><\/tr><tr><td>RE 595.107 (Tema 167)<\/td><td>2009<\/td><td>Autos conclusos ao relator<\/td><td>Corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria \u00e0 \u00e9poca do Plano Real<\/td><\/tr><tr><td>RE 601.220 (Tema 208)<\/td><td>2009<\/td><td>Autos conclusos ao relator<\/td><td>Foro para&nbsp;a\u00e7\u00f5es sobre danos por cr\u00edticas na internet<\/td><\/tr><tr><td>RE 600.010 (Tema 254)<\/td><td>2010<\/td><td>Autos conclusos ao relator<\/td><td>Imunidade tribut\u00e1ria das CAAs na venda de medicamentos<\/td><\/tr><tr><td>RE 626.307 (Tema 264)<\/td><td>2010<\/td><td>Acordo homologado<\/td><td>Expurgos inflacion\u00e1rios dos planos Bresser e Ver\u00e3o<\/td><\/tr><tr><td>RE 591.797 (Tema 265)<\/td><td>2010<\/td><td>Acordo homologado<\/td><td>Expurgos inflacion\u00e1rios do plano Collor I<\/td><\/tr><tr><td>RE 607.582 (Tema 289)<\/td><td>2010<\/td><td>Quest\u00e3o de ordem em an\u00e1lise desde 1\u00ba\/5<\/td><td>Bloqueio de verbas p\u00fablicas para garantir medicamentos<\/td><\/tr><tr><td>RE 630.852 (Tema 381)<\/td><td>2011<\/td><td><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-out-08\/planos-de-saude-nao-podem-aumentar-mensalidades-de-idosos-por-causa-da-idade\/\">Falta proclamar resultado<\/a><\/td><td>Aumento de mensalidades dos planos de sa\u00fade para idosos<\/td><\/tr><tr><td>RE 660.968 (Tema 441)<\/td><td>2011<\/td><td>Autos conclusos ao relator<\/td><td>Qu\u00f3rum para afastar norma anterior \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o de 1988<\/td><\/tr><tr><td>RE 590.908 (Tema 496)<\/td><td>2011<\/td><td>Autos conclusos ao relator<\/td><td>Mudan\u00e7a de promotor e de posi\u00e7\u00e3o sobre impron\u00fancia<\/td><\/tr><tr><td>RE 597.315 (Tema 516)<\/td><td>2012<\/td><td>Suspenso desde 2025 (vista)<\/td><td>Antiga contribui\u00e7\u00e3o a cargo das cooperativas de trabalho<\/td><\/tr><tr><td>RE 667.958 (Tema 527)<\/td><td>2012<\/td><td>Autos conclusos ao relator<\/td><td>Entrega direta de guias e boletos pelos entes federativos<\/td><\/tr><tr><td>RE 672.215 (Tema 536)<\/td><td>2012<\/td><td>Suspenso desde 2025 (vista)<\/td><td>Tributa\u00e7\u00e3o de atos entre cooperativas e n\u00e3o associados<\/td><\/tr><tr><td>RE 631.053 (Tema 556)<\/td><td>2012<\/td><td>Autos conclusos ao relator<\/td><td>Demiss\u00e3o de professor sem inqu\u00e9rito administrativo<\/td><\/tr><tr><td>RE 835.818 (Tema 843)<\/td><td>2015<\/td><td>Destaque em 2021<\/td><td>Cr\u00e9ditos presumidos de ICMS na base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins<\/td><\/tr><tr><td>RE 847.429 (Tema 903)<\/td><td>2016<\/td><td>Autos conclusos \u00e0 relatora<\/td><td>Delega\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a de taxa por servi\u00e7o de coleta de lixo<\/td><\/tr><tr><td>RE 973.837 (Tema 905)<\/td><td>2016<\/td><td>Sustenta\u00e7\u00f5es feitas em 2025<\/td><td>Armazenamento de amostras de DNA de condenados<\/td><\/tr><tr><td>ARE 905.149 (Tema 912)<\/td><td>2016<\/td><td>Suspenso desde 2025 (vista)<\/td><td>Proibi\u00e7\u00e3o estadual de m\u00e1scaras em manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas<\/td><\/tr><tr><td>RE 966.177 (Tema 924)<\/td><td>2016<\/td><td>Autos conclusos ao relator<\/td><td>Explora\u00e7\u00e3o de jogos de azar como contraven\u00e7\u00e3o penal<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"Ygukh1zxql\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mai-04\/stf-tem-20-temas-de-repercussao-geral-pendentes-ha-dez-anos-ou-mais\/\">STF tem 20 temas de repercuss\u00e3o geral pendentes h\u00e1 dez anos ou mais<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;STF tem 20 temas de repercuss\u00e3o geral pendentes h\u00e1 dez anos ou mais&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mai-04\/stf-tem-20-temas-de-repercussao-geral-pendentes-ha-dez-anos-ou-mais\/embed\/#?secret=JGmvwsEreP#?secret=Ygukh1zxql\" data-secret=\"Ygukh1zxql\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Execu\u00e7\u00e3o fiscal de baixo valor n\u00e3o pode ser extinta quando parcelamento suspende processo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A extin\u00e7\u00e3o de uma&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22execu%C3%A7%C3%A3o+fiscal+de+baixo+valor%22\">execu\u00e7\u00e3o fiscal de baixo valor<\/a>&nbsp;(inferior a R$ 10 mil) n\u00e3o \u00e9 aplic\u00e1vel se o processo estiver suspenso em virtude de um acordo de parcelamento administrativo. Para que haja o fim do caso, al\u00e9m do baixo valor, \u00e9 necess\u00e1rio que a a\u00e7\u00e3o permane\u00e7a sem movimenta\u00e7\u00e3o \u00fatil h\u00e1 mais de um ano, sem cita\u00e7\u00e3o do executado ou localiza\u00e7\u00e3o de bens penhor\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Com este entendimento, a 18\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.tjsp.jus.br\/\">Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo<\/a>&nbsp;reverteu a extin\u00e7\u00e3o de uma execu\u00e7\u00e3o fiscal. O caso trata de uma apela\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio de Tabo\u00e3o da Serra, que pediu a reforma da senten\u00e7a para prosseguir a cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Na apela\u00e7\u00e3o, o munic\u00edpio questionou a justificativa de falta de andamento no processo, uma vez que teriam sido realizadas no decurso do processo tanto a cita\u00e7\u00e3o como a celebra\u00e7\u00e3o de acordo com o executado para parcelamento da d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<p>A municipalidade refutou a aplica\u00e7\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/modeloinicial.com.br\/lei\/130534\/tema-repetitivo-125-stj\/num-125\">Tema Repetitivo 125<\/a>&nbsp;do Superior Tribunal de Justi\u00e7a e do&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciaRepercussao\/verAndamentoProcesso.asp?incidente=2631680&amp;numeroProcesso=591033&amp;classeProcesso=RE&amp;numeroTema=109\">Tema 109<\/a>&nbsp;do Supremo Tribunal Federal, que tratam do arquivamento de execu\u00e7\u00f5es de baixo valor sob determinadas provid\u00eancias. Al\u00e9m disso, contestou a aplica\u00e7\u00e3o retroativa ao caso do&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciaRepercussao\/tema.asp?num=1184\">Tema 1.184<\/a>&nbsp;do STF, que legitima a extin\u00e7\u00e3o se for identificada aus\u00eancia de interesse de agir, e a aplicabilidade da&nbsp;<a href=\"https:\/\/atos.cnj.jus.br\/atos\/detalhar\/5455\">Resolu\u00e7\u00e3o 547\/2024<\/a>&nbsp;do Conselho Nacional de Justi\u00e7a, que trata de execu\u00e7\u00f5es fiscais a partir do mesmo Tema.<\/p>\n\n\n\n<p>O munic\u00edpio alegou, com base na previs\u00e3o da<a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/docs_internet\/revista\/eletronica\/stj-revista-sumulas-2010_7_capSumula106.pdf\">&nbsp;S\u00famula 106<\/a>&nbsp;do STJ, que qualquer demora no tr\u00e2mite processual deveria ser atribu\u00edda \u00e0 m\u00e1quina judici\u00e1ria e afirmou, ainda, que a senten\u00e7a foi proferida sem pr\u00e9via intima\u00e7\u00e3o das partes para manifesta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Acordo vigente<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do processo, desembargador Ricardo Chimenti, acolheu os argumentos do munic\u00edpio e afastou a extin\u00e7\u00e3o do processo depois de verificar ter havido n\u00e3o apenas a cita\u00e7\u00e3o como a realiza\u00e7\u00e3o de um acordo firmado entre as partes para quita\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito entre 2025 e 2030.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento da corte \u00e9 de que a extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o fiscal por in\u00e9rcia n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel se o processo estiver suspenso em raz\u00e3o de um parcelamento administrativo, logo a formaliza\u00e7\u00e3o do acordo justifica a suspens\u00e3o do processo e afasta a aplica\u00e7\u00e3o da Resolu\u00e7\u00e3o 547\/24 do CNJ ao caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma legitima a extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00f5es fiscais de baixo valor por aus\u00eancia de interesse de agir quando n\u00e3o houver movimenta\u00e7\u00e3o \u00fatil no processo h\u00e1 mais de um ano sem cita\u00e7\u00e3o ou localiza\u00e7\u00e3o de bens penhor\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPortanto, da an\u00e1lise minuciosa de todo o tr\u00e2mite processual, observa-se que, quando da prola\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a, ainda n\u00e3o havia decorrido o prazo \u00e2nuo previsto no par\u00e1grafo 1\u00ba do artigo 1\u00ba da Resolu\u00e7\u00e3o 547\/24 do CNJ, vez que o feito se encontrava suspenso no ano anterior em raz\u00e3o da realiza\u00e7\u00e3o de parcelamento administrativo\u201d, afirmou. \u201cDiante de tais considera\u00e7\u00f5es, \u00e9 de rigor a reforma da senten\u00e7a recorrida, a fim de determinar o regular prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o fiscal de origem\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/apelacao-extincao-de-execucao-fiscal.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler a decis\u00e3o<br>Processo 1503075-96.2017.8.26.0609<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"zG3Il9vkUG\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-27\/execucao-fiscal-de-baixo-valor-nao-pode-ser-extinta-quando-parcelamento-suspende-processo\/\">Execu\u00e7\u00e3o fiscal de baixo valor n\u00e3o pode ser extinta quando parcelamento suspende processo<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Execu\u00e7\u00e3o fiscal de baixo valor n\u00e3o pode ser extinta quando parcelamento suspende processo&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-27\/execucao-fiscal-de-baixo-valor-nao-pode-ser-extinta-quando-parcelamento-suspende-processo\/embed\/#?secret=jdH9OBSrCH#?secret=zG3Il9vkUG\" data-secret=\"zG3Il9vkUG\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empresas com incentivos de ICMS ter\u00e3o de fazer m\u00faltiplos pedidos para acessar fundo de compensa\u00e7\u00e3o at\u00e9 2028, afirma especialista Data: 27\/04\/2026 Empresas com opera\u00e7\u00f5es estruturadas em benef\u00edcios fiscais de ICMS (Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os) ter\u00e3o de apresentar m\u00faltiplos pedidos de habilita\u00e7\u00e3o ao fundo de compensa\u00e7\u00e3o at\u00e9 2028. 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