{"id":3831,"date":"2026-04-14T06:00:41","date_gmt":"2026-04-14T09:00:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3831"},"modified":"2026-04-14T10:18:03","modified_gmt":"2026-04-14T13:18:03","slug":"retrospecto-tributario-06-04-a-14-04","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3831","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 06\/04 a 14\/04"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Governo federal come\u00e7a neste m\u00eas a notificar devedores contumazes<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Data: 06\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O governo federal come\u00e7ar\u00e1 a notificar poss\u00edveis devedores contumazes at\u00e9 o fim do m\u00eas. Segundo a Receita Federal, existem hoje 3,6 mil contribuintes que podem ser enquadrados na classifica\u00e7\u00e3o, mas a lista ainda passar\u00e1 por um \u201cpente fino\u201d para considerar outros crit\u00e9rios, o que deve reduzir esse universo. O trabalho que est\u00e1 sendo feito agora, entre a Receita e Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), \u00e9 verificar se a d\u00edvida se enquadra nas exce\u00e7\u00f5es da lei, o que pode evitar a notifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A classifica\u00e7\u00e3o traz uma s\u00e9rie de penalidades. Impede a empresa de pedir recupera\u00e7\u00e3o judicial \u2013 e autoriza a Fazenda a pedir a fal\u00eancia nas reestrutura\u00e7\u00f5es em curso -, participar de licita\u00e7\u00f5es, fazer transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias para quitar d\u00e9bitos sob condi\u00e7\u00f5es especiais e ter acesso a benef\u00edcios fiscais, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>O Valor havia levantado que 13,7 mil empresas devem acima de R$ 15 milh\u00f5es em impostos \u00e0 Uni\u00e3o e aos Estados, o que representa um passivo conjunto de R$ 2,3 trilh\u00f5es inscritos em d\u00edvida ativa. Ter d\u00e9bitos acima desse valor \u00e9 um dos par\u00e2metros para ser considerado devedor contumaz \u2013 mas n\u00e3o o \u00fanico. \u00c9 preciso que a d\u00edvida seja reiterada, injustificada e maior que o patrim\u00f4nio da companhia.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, a Fazenda Nacional faz a sele\u00e7\u00e3o das empresas. \u201cNo oceano, h\u00e1 infinitos peixes, mas a gente n\u00e3o pesca todos. Antes disso, \u00e9 preciso calibrar bem qual \u00e9 o esp\u00edrito da administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria federal, do Minist\u00e9rio da Fazenda. E \u00e9 dar m\u00e1xima efic\u00e1cia \u00e0 Lei Complementar n\u00ba 225, escolhendo alvos que, de fato, expressem o desejo do legislador, de combater aquele que faz da inadimpl\u00eancia, da sonega\u00e7\u00e3o, um modo de opera\u00e7\u00e3o\u201d, diz o procurador-geral adjunto da D\u00edvida Ativa da Uni\u00e3o e do FGTS da PGFN, Theo Lucas Borges.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, o devedor contumaz \u201cvai ser o menos surpreso quando receber a notifica\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cEle sabe que \u00e9 contumaz, que praticou diversos atos ao longo da hist\u00f3ria do relacionamento dele com a Receita Federal e com a PGFN, que s\u00e3o atos de m\u00e1-f\u00e9, contr\u00e1rios \u00e0 boa pr\u00e1tica, protelat\u00f3rios\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse mapeamento, o governo verificar\u00e1 se a d\u00edvida da empresa \u00e9 apenas tribut\u00e1ria, se est\u00e1 com a cobran\u00e7a suspensa, se houve situa\u00e7\u00e3o de calamidade p\u00fablica no Estado \u2013 como foi recentemente o caso do Rio Grande do Sul \u2013 e se o d\u00e9bito \u00e9 um dos 17 temas do Programa de Transa\u00e7\u00e3o Integral (PTI) da PGFN, dentre outras exce\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses tr\u00eas \u00faltimos par\u00e2metros levam o cr\u00e9dito a ser desconsiderado do c\u00e1lculo de R$ 15 milh\u00f5es, ou seja, podem retirar o contribuinte da lista de poss\u00edvel devedor contumaz. \u201cN\u00e3o \u00e9 pura e simplesmente olhar o endividamento do devedor, \u00e9 preciso qualificar esse endividamento para entender que ele \u00e9 um endividamento capaz de gerar a taxa\u00e7\u00e3o no contribuinte de devedor contumaz\u201d, completa Borges.<\/p>\n\n\n\n<p>Coordenador-Geral de Administra\u00e7\u00e3o do Cr\u00e9dito Tribut\u00e1rio (Corat) da Receita Federal, Jord\u00e3o N\u00f3briga da Silva Junior destaca que o \u00f3rg\u00e3o tem feito uma sele\u00e7\u00e3o muito criteriosa, pela sensibilidade do tema e gravidade das consequ\u00eancias a serem aplicadas. \u201cA lei, no caso de contribuintes com hist\u00f3rico de fraude, excepcionaliza a notifica\u00e7\u00e3o, mas, mesmo assim, todos os contribuintes ser\u00e3o notificados antes para apresentarem defesa\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas notifica\u00e7\u00f5es, estar\u00e3o os fundamentos que levaram o governo a entender aquele contribuinte como devedor contumaz \u2013 os d\u00e9bitos encontrados e o per\u00edodo de refer\u00eancia (quatro per\u00edodos de apura\u00e7\u00e3o seguidos ou seis alternados durante 12 meses). Ap\u00f3s o recebimento, a empresa pode se defender em 30 dias. Se n\u00e3o houver defesa, ele entra na classifica\u00e7\u00e3o e o CNPJ \u00e9 considerado inapto at\u00e9 que a d\u00edvida seja paga. Se houver recurso e ele for aceito, a empresa \u00e9 exclu\u00edda dessa hip\u00f3tese.<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso, em regra, traz um efeito suspensivo. \u201cExistem alguns casos em que a legisla\u00e7\u00e3o expressamente prev\u00ea aus\u00eancia de efeito suspensivo do primeiro recurso. Nesse caso, ele \u00e9 considerado o devedor contumaz a partir da primeira decis\u00e3o, mas isso \u00e9 excepcional, em casos muito graves\u201d, afirma Silva Junior. A ideia \u00e9 analisar os recursos de forma c\u00e9lere, em prazo bem inferior a 360 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o coordenador, Estados e munic\u00edpios tamb\u00e9m podem enviar \u00e0 Receita e \u00e0 PGFN informa\u00e7\u00f5es sobre devedores contumazes em seus territ\u00f3rios para integrar a lista final publicada pelo governo federal. Muitos deles, diz ele, j\u00e1 t\u00eam legisla\u00e7\u00f5es internas sobre o assunto e n\u00e3o precisar\u00e3o editar novas normas internas para de adequar \u00e0 lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Constitui\u00e7\u00e3o prev\u00ea que perde a efic\u00e1cia a legisla\u00e7\u00e3o estadual contr\u00e1ria \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o complementar editada pela Uni\u00e3o. Se houver algo na legisla\u00e7\u00e3o estadual que conflite com a LC 225, perde a efic\u00e1cia\u201d, diz Borges. \u201cAo contr\u00e1rio, se ele estiver totalmente adequado, se j\u00e1 estiver no mesmo esp\u00edrito e com as mesmas regras, ela \u00e9 uma norma que continua vigente, produzindo efeitos e ele consegue continuar a aplic\u00e1-la para a caracteriza\u00e7\u00e3o dos seus pr\u00f3prios devedores contumazes\u201d, completa o procurador, ressaltando que pode ser um valor abaixo de R$ 15 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O crit\u00e9rio de R$ 15 milh\u00f5es foi escolhido com base em par\u00e2metros hist\u00f3ricos adotados pela Fazenda Nacional, lembra Borges. Ele cita que em 2008 a PGFN criou o Projeto Grandes Devedores (Progran), em que ficou estabelecido que os maiores devedores s\u00e3o os com d\u00edvida acima de R$ 10 milh\u00f5es. Em 2014, esse valor foi atualizado para R$ 15 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O coordenador do Corat afirma que o objetivo da norma n\u00e3o \u00e9 arrecadat\u00f3rio \u2013 mas esse seria um reflexo. \u201cEssa n\u00e3o \u00e9 uma norma que a gente visa arrecada\u00e7\u00e3o. O objetivo maior \u00e9 tirar do mercado esses contribuintes que promovem uma concorr\u00eancia desleal e promover uma justi\u00e7a fiscal\u201d, diz Silva Junior. \u201cA promo\u00e7\u00e3o de justi\u00e7a fiscal gera um efeito indireto na arrecada\u00e7\u00e3o, porque o sistema tribut\u00e1rio fica mais saud\u00e1vel.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Pessoas f\u00edsicas, apesar de n\u00e3o serem o objetivo primordial agora, tamb\u00e9m podem ser atingidas pela lei, principalmente porque a norma prev\u00ea a caracteriza\u00e7\u00e3o de devedor contumaz para partes relacionadas \u2013 o que evita a abertura de CNPJs e que o s\u00f3cio atue na mesma sistem\u00e1tica. \u201cEvidentemente n\u00e3o haver\u00e1 cancelamento de CPF em raz\u00e3o de ser parte relacionada. Mas, quando cab\u00edvel a san\u00e7\u00e3o, entendemos que pode ser estendida \u00e0 pessoa f\u00edsica\u201d, afirma o procurador, citando a veda\u00e7\u00e3o de contratar com o Poder P\u00fablico. <a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/04\/08\/governo-federal-comeca-neste-mes-a-notificar-devedores-contumazes.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/04\/08\/governo-federal-comeca-neste-mes-a-notificar-devedores-contumazes.ghtml<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>C\u00e2mara aprova projeto que autoriza ANP a acessar dados fiscais para combater fraudes em combust\u00edveis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara dos Deputados aprovou projeto de lei complementar que autoriza a Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP) a acessar dados fiscais dos agentes regulados por ela a fim de melhorar a fiscaliza\u00e7\u00e3o. A proposta ser\u00e1 enviada ao Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>De autoria do deputado Alceu Moreira (MDB-RS) e outros, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 109\/25 foi aprovado na forma de substitutivo do relator, deputado Neto Carletto (Avante-BA). O texto condiciona a concess\u00e3o ou autoriza\u00e7\u00e3o para exerc\u00edcio das atividades reguladas pela ANP \u00e0 autoriza\u00e7\u00e3o de acesso a esse tipo de dados.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas com outorgas de funcionamento j\u00e1 existentes dever\u00e3o providenciar a autoriza\u00e7\u00e3o para manter a validade da outorga e continuar a atuar no setor. O prazo e a forma para isso ser\u00e3o definidos em regulamento.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o texto, a ANP passar\u00e1 a ter acesso, de forma permanente, a dados e informa\u00e7\u00f5es das Notas Fiscais Eletr\u00f4nicas (NF-e) de opera\u00e7\u00f5es comerciais, incluindo Notas Fiscais ao Consumidor Eletr\u00f4nicas (NFC-e) e Conhecimentos de Transporte Eletr\u00f4nicos (CT-e).<\/p>\n\n\n\n<p>A principal motiva\u00e7\u00e3o do projeto \u00e9 melhorar a fiscaliza\u00e7\u00e3o da obrigatoriedade de adicionar biocombust\u00edveis (etanol e biodiesel) ao combust\u00edvel de origem f\u00f3ssil (gasolina e diesel, por exemplo). Casos de adultera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m poder\u00e3o ser flagrados com os dados fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em todos os casos, as informa\u00e7\u00f5es e dados compartilhados mant\u00eam seu car\u00e1ter sigiloso, nos termos do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator da proposta, Neto Carletto, afirmou que a ANP estar\u00e1 apta a detectar inconsist\u00eancias entre as informa\u00e7\u00f5es que det\u00e9m e os dados fiscais relacionados aos produtos comercializados, a partir do acesso a notas fiscais. &#8220;Essas inconsist\u00eancias, geralmente, est\u00e3o relacionadas \u00e0 ocorr\u00eancia de crimes associados \u00e0 adultera\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis, descumprimento das obriga\u00e7\u00f5es legais de adi\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis a combust\u00edveis f\u00f3sseis e sonega\u00e7\u00e3o fiscal&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Carletto destacou que o projeto permite ampliar a fiscaliza\u00e7\u00e3o e combater crimes como lavagem de dinheiro. Ele citou a opera\u00e7\u00e3o Carbono Oculto, realizada em agosto de 2025, que reuniu v\u00e1rias pol\u00edcias no combate ao crime organizado na cadeia de combust\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Conv\u00eanios<\/p>\n\n\n\n<p>O texto aprovado prev\u00ea 180 dias para a edi\u00e7\u00e3o de regulamentos e assinatura de acordos e conv\u00eanios necess\u00e1rios ao acesso aos dados das autoridades fiscais federais, estaduais e do Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto se antecipa \u00e0 mudan\u00e7a de modelo tribut\u00e1rio em 2027, quando come\u00e7a a transi\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, e inclui as informa\u00e7\u00f5es sob responsabilidade do Comit\u00ea Gestor do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (CG-IBS)<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados obtidos dever\u00e3o permitir \u00e0 ANP:<\/p>\n\n\n\n<p>validar a veracidade, integridade e completude de dados e informa\u00e7\u00f5es declarat\u00f3rias periodicamente coletadas pela ag\u00eancia;<\/p>\n\n\n\n<p>realizar an\u00e1lises e cruzamentos de dados necess\u00e1rios \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o e \u00e0 regula\u00e7\u00e3o do mercado no \u00e2mbito de sua compet\u00eancia;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>elaborar estudos t\u00e9cnicos e an\u00e1lises setoriais.<\/p>\n\n\n\n<p>Carletto prop\u00f5e que o acesso aos dados e informa\u00e7\u00f5es dever\u00e1 ser por meio de solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas seguras operadas pelas autoridades fiscais ou por entidades e prestadores de servi\u00e7os de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o por elas designadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Dever\u00e3o ser seguidas normas relacionadas ao modelo tecnol\u00f3gico e \u00e0 seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o determinadas por essas autoridades fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>Pagamentos<\/p>\n\n\n\n<p>A ANP dever\u00e1 bancar todos os custos necess\u00e1rios ao acesso de dados, independentemente da forma, meio ou solu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica a ser adotado, sem qualquer \u00f4nus para o Fisco que compartilhar os dados.<\/p>\n\n\n\n<p>Os acessos dever\u00e3o ser amparados por um contrato ou ajuste junto \u00e0s entidades e aos prestadores de servi\u00e7o, prevendo o ressarcimento dos custos de acesso e dos custos de sustenta\u00e7\u00e3o dos sistemas informatizados envolvidos.<\/p>\n\n\n\n<p>O acordo ou contrato dever\u00e1 envolver ainda custos para manter a estrutura de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o adequada e suficiente para o acesso dos sistemas das autoridades fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>San\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a ANP instaurar processo sancionador que possa ter repercuss\u00e3o na esfera tribut\u00e1ria, ela dever\u00e1 comunicar \u00e0 Receita Federal ou \u00e0 secretaria da Fazenda estadual ou do Distrito Federal, conforme o tipo de tributo envolvido daquela unidade da federativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o debate sobre o projeto em Plen\u00e1rio, o deputado Kim Kataguiri (Miss\u00e3o-SP) avaliou que o acesso da ANP \u00e9 muito restrito e espec\u00edfico das notas fiscais para saber se empresas est\u00e3o importando outros produtos e vendendo como se fosse gasolina.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o l\u00edder do Psol, deputado Tarc\u00edsio Motta (RJ), destacou que \u00e9 preciso obter os dados fiscais para a ANP combater a adultera\u00e7\u00e3o dos combust\u00edveis. &#8220;Atrav\u00e9s desses dados, vamos perceber a l\u00f3gica da mistura dos componentes do combust\u00edvel adquirido por determinado posto&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia C\u00e2mara de Not\u00edcias&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1260959-camara-aprova-projeto-que-autoriza-anp-a-acessar-dados-fiscais-para-combater-fraudes-em-combustiveis\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria &#8211; novo imposto sobre alugu\u00e9is em 2027<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 2027 entra em vigor a CBS \u2013 Contribui\u00e7\u00e3o Sobre Bens e Servi\u00e7os, criada pela Reforma Tribut\u00e1ria atrav\u00e9s da LC 214\/25, e passam a ser extintos os atuais PIS e COFINS.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o final de 2026, pessoas f\u00edsicas, que praticarem a venda ou aluguel de im\u00f3veis, recolher\u00e3o apenas o Imposto de Renda, sobre o ganho na venda ou a receita de aluguel, que ali\u00e1s fica sujeita ao famoso carn\u00ea le\u00e3o, com recolhimento mensal.<\/p>\n\n\n\n<p>A pessoa f\u00edsica que possuir at\u00e9 3 im\u00f3veis alugados, e que a receita com opera\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias (inclusive a venda), for inferior a 240 mi durante todo o ano anterior, continuar\u00e1 pagando apenas o IRPF na tabela progressiva. Acima desses limites ou quantidade de valor, passa a ser contribuinte da CBS, sendo considerado um locador profissional, passando a pagar os mesmos impostos que uma empresa normal do setor.<\/p>\n\n\n\n<p>A loca\u00e7\u00e3o residencial ter\u00e1 um redutor social de R$ 600,00 (seiscentos reais), por exemplo ser o aluguel for de R$ 2.600,00 (dois mil e seiscentos reais), o imposto ir\u00e1 incidir sobre R$ 2.000,00 (dois mil reais).<\/p>\n\n\n\n<p>Qual ser\u00e1 a al\u00edquota?&nbsp;&nbsp;Apesar da CBS entrar em vigor em 2027 ainda n\u00e3o conhecemos a al\u00edquota, cuja defini\u00e7\u00e3o ser\u00e1 fruto de testes e experiencias, com o intuito de calibr\u00e1-la e com a promessa de manter a carga tribut\u00e1ria atual.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento temos uma al\u00edquota estimada de 9% para a CBS e 19% para o IBS, totalizando uma al\u00edquota estimada de 28%.&nbsp;&nbsp;O Artigo 253 da LC 214\/25, estabelece que a al\u00edquota para a loca\u00e7\u00e3o ser\u00e1 determinada a partir de 30% da al\u00edquota oficial.&nbsp;&nbsp;Logo, podemos estimar uma al\u00edquota da CBS de 3%.&nbsp;&nbsp;E uma futura al\u00edquota do IBS 6% de 5,7%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resumo a partir de 2027, com a entrada em vigor apenas da CBS, estima-se uma al\u00edquota de 3% a incidir sobre a loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis, aumentando gradativamente at\u00e9 o final da reforma tribut\u00e1ria com a implementa\u00e7\u00e3o da IBS que tamb\u00e9m ir\u00e1 incidir sobre as loca\u00e7\u00f5es, at\u00e9 atingir em 2033 a al\u00edquota de 8,7% (estimada), de CBS e IBS sobre os alugu\u00e9is.<\/p>\n\n\n\n<p>A al\u00edquota, portanto, ir\u00e1 aumentar a aos poucos, amenizando os impactos do aumento. Por outro lado, o imposto ser\u00e1 n\u00e3o cumulativo podendo a pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica que locar os im\u00f3veis, abater os cr\u00e9ditos da atividade, os quais devem incluir as despesas de manuten\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel dentre outras que n\u00e3o conhecemos, pois \u00e9 preciso que seja editado o Regulamento da CBS, regulando esta e outras d\u00favidas, pois a cobran\u00e7a do novo imposto&nbsp;&nbsp;&nbsp;entra em vigor em 01\/01\/2027, data em que o PIS e COFINS ser\u00e3o extintos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/guarainoticias.com.br\/artigos-de-opiniao\/reforma-tributaria&#8212;novo-imposto-sobre-alugueis-em-2027\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>IR 2026: declara\u00e7\u00e3o de aluguel requer cuidados e diverg\u00eancias podem causar multa de at\u00e9 150% do imposto devido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Erros na declara\u00e7\u00e3o de aluguel no <a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/imposto-de-renda\/\">Imposto de Renda<\/a> podem sair caro. Sem controle mensal e c\u00e1lculo correto, o contribuinte pode cair na <a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/malha-fina\/\">malha fina<\/a> e pagar multa de at\u00e9 150% do imposto devido, al\u00e9m de <a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/economia\/juros\/\">juros<\/a> pela taxa <a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/economia\/selic\/\">Selic<\/a>. Diante desse cen\u00e1rio, o Conselho Federal de <a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/contabil\/contabilidade\/\">Contabilidade<\/a> (CFC) refor\u00e7a a import\u00e2ncia da orienta\u00e7\u00e3o profissional para garantir a correta apura\u00e7\u00e3o, evitar inconsist\u00eancias fiscais e assegurar conformidade com as regras da Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Para quem recebe aluguel, o primeiro ponto de aten\u00e7\u00e3o est\u00e1 na <a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/base-de-calculo\/\">base de c\u00e1lculo<\/a>. A tributa\u00e7\u00e3o n\u00e3o considera o valor cheio do contrato. \u201cO valor do aluguel \u00e9 considerado rendimento tribut\u00e1vel. A base de c\u00e1lculo para o imposto de renda da pessoa f\u00edsica \u00e9 o valor do contrato menos a comiss\u00e3o da imobili\u00e1ria e outras despesas pagas pelo locador\u201d, afirma o conselheiro e coordenador do N\u00facleo Tem\u00e1tico de Tributa\u00e7\u00e3o Federal da Pessoa F\u00edsica do Conselho Federal de Contabilidade, Adriano de Andrade Marrocos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto cr\u00edtico \u00e9 o prazo. O imposto n\u00e3o \u00e9 apurado apenas na declara\u00e7\u00e3o anual. O recolhimento deve ser mensal, por meio do Carn\u00ea-Le\u00e3o, at\u00e9 o \u00faltimo dia \u00fatil do m\u00eas seguinte ao recebimento. Sem esse acompanhamento, o contribuinte concentra ajustes na entrega da declara\u00e7\u00e3o e aumenta o risco de diverg\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ainda a faixa de isen\u00e7\u00e3o mensal. Valores abaixo de R$ 2.259,20 n\u00e3o geram imposto a pagar em 2025, mas devem ser informados na declara\u00e7\u00e3o. Em 2026, o valor mensal isento, somando o aluguel ao sal\u00e1rio e outros rendimentos, \u00e9 de R$ 5.000.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o locat\u00e1rio pessoa f\u00edsica, a l\u00f3gica \u00e9 diferente. O valor pago com aluguel n\u00e3o reduz o imposto devido, mas deve ser informado na ficha \u201cPagamentos Efetuados\u201d, sempre no CPF do locador, mesmo quando h\u00e1 intermedia\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria. \u201cO valor pago pelo aluguel \u00e9 considerado despesa n\u00e3o dedut\u00edvel para o imposto de renda, mas sua informa\u00e7\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria\u201d, afirma Marrocos.<\/p>\n\n\n\n<p>Um erro recorrente \u00e9 incluir despesas como IPTU e condom\u00ednio nesse valor. A orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 declarar apenas o aluguel previsto em contrato, evitando inconsist\u00eancias no cruzamento de dados. Quando o locat\u00e1rio \u00e9 pessoa jur\u00eddica, o fluxo muda. A empresa passa a reter o imposto na fonte e recolher o valor por meio de <a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/darf\/\">DARF<\/a> espec\u00edfico. Nessa situa\u00e7\u00e3o, o locador n\u00e3o utiliza o Carn\u00ea-Le\u00e3o para esse rendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A presen\u00e7a da imobili\u00e1ria amplia o n\u00edvel de controle, principalmente com a obriga\u00e7\u00e3o de enviar a DIMOB com dados sobre valores pagos, comiss\u00f5es e envolvidos \u00e0 Receita Federal. Esse sistema permite o cruzamento autom\u00e1tico das informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, diverg\u00eancias como omiss\u00e3o de renda, valores incompat\u00edveis ou aus\u00eancia de declara\u00e7\u00e3o podem ser identificadas rapidamente. Marrocos afirma que \u201ca penalidade pode incluir multa entre 75% e 150% do imposto devido, al\u00e9m de juros pela taxa Selic, com cobran\u00e7a retroativa de at\u00e9 cinco anos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, a organiza\u00e7\u00e3o ao longo do ano deixa de ser escolha e passa a ser necessidade.\u201cControle de recebimentos, registro de despesas, confer\u00eancia de informes e acompanhamento dos recolhimentos mensais exigem precis\u00e3o. Nesse processo, o profissional da contabilidade \u00e9 pe\u00e7a-chave. \u00c9 ele quem garante a apura\u00e7\u00e3o correta, orienta sobre o enquadramento tribut\u00e1rio, evita distor\u00e7\u00f5es nas informa\u00e7\u00f5es e reduz o risco de autua\u00e7\u00e3o. A declara\u00e7\u00e3o de alugu\u00e9is n\u00e3o come\u00e7a na entrega do Imposto de Renda. Ela se constr\u00f3i m\u00eas a m\u00eas, com m\u00e9todo, registro e acompanhamento t\u00e9cnico adequado\u201d, conclui o coordenador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.contabeis.com.br\/noticias\/75999\/imposto-de-renda-erros-na-declaracao-de-aluguel-podem-gerar-multas\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal atinge marca de 9 milh\u00f5es de declara\u00e7\u00f5es de IRPF recebidas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>As declara\u00e7\u00f5es de imposto de renda pessoa f\u00edsica \u2013 DIRPF 2026 seguem sendo enviadas normalmente, chegando a 9,1 milh\u00f5es no dia de hoje, com 61% dos declarantes utilizando-se da facilidade do pr\u00e9-preenchimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Das declara\u00e7\u00f5es entregues, 881.600 declara\u00e7\u00f5es est\u00e3o retidas na Malha Fina. Esse n\u00famero representa um percentual de 11% de reten\u00e7\u00f5es.&nbsp;Esse percentual n\u00e3o \u00e9 muito superior ao percentual de reten\u00e7\u00f5es no mesmo momento do ano passado, que foi de 8%. &nbsp;E, todos os anos, o percentual de reten\u00e7\u00e3o diminui com o avan\u00e7o do per\u00edodo de entrega.<\/p>\n\n\n\n<p>Importante sempre reiterar que a pr\u00e9-preenchida \u00e9 uma facilidade oferecida ao contribuinte, mas que deve sempre conferir com os comprovantes fornecidos pelas fontes pagadoras e prestadores de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque \u00e9 bastante comum as empresas, ap\u00f3s fornecerem os dados para alimentarem a pr\u00e9-preenchida da Receita Federal, identificarem erros e realizarem corre\u00e7\u00f5es. Atualmente, a Receita Federal tem recebido mais de 1,5 milh\u00f5es de retifica\u00e7\u00f5es por dia, principalmente de empresas corrigindo informa\u00e7\u00f5es enviadas ao eSocial e a outras obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Principais erros no preenchimento das empresas:<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal identificou que a maior parte dos erros cometidos pelas empresas que fornecem os dados que alimentam a pr\u00e9-preenchida encaixam-se nas seguintes categorias: parametriza\u00e7\u00e3o de rubricas da folha de pagamento, duplicidade de informa\u00e7\u00f5es, dificuldades na separa\u00e7\u00e3o do regime de compet\u00eancia e de caixa, como por exemplo no pagamento de adiantamento de sal\u00e1rio, lucros e dividendos e apura\u00e7\u00f5es de imposto de renda enviadas na EFD-Reinf.<\/p>\n\n\n\n<p>Grande parte dos problemas est\u00e3o sendo corrigidos pelas empresas por meio da entrega de retificadoras do eSocial e da EFD-Reinf. Quando a retificadora \u00e9 processada, a Malha refaz as valida\u00e7\u00f5es e, caso n\u00e3o haja mais diverg\u00eancias, libera automaticamente a declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante destacar por\u00e9m que as informa\u00e7\u00f5es corrigidas nas escritura\u00e7\u00f5es (eSocial ou na Reinf) demoram at\u00e9 uma semana para serem carregadas e reprocessadas.&nbsp; Ou seja, mesmo que a fonte pagadora ou o prestador de servi\u00e7os tenha corrigido eventuais erros na sua declara\u00e7\u00e3o, o contribuinte pessoa f\u00edsica pode receber a mensagem que sua declara\u00e7\u00e3o est\u00e1 com pend\u00eancia ainda durante alguns dias. Caso a mensagem se mantenha por mais de uma semana ap\u00f3s a corre\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio verificar se a corre\u00e7\u00e3o foi feita adequadamente, e se as informa\u00e7\u00f5es na Declara\u00e7\u00e3o de IRPF est\u00e3o efetivamente corretas.<\/p>\n\n\n\n<p>Orienta\u00e7\u00f5es ao contribuinte pessoa f\u00edsica:<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o contribuinte deve:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; utilizar a pr\u00e9-preenchida, que facilita muito a declara\u00e7\u00e3o e reduz as chances de erros;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; sempre conferir e declarar com base no comprovante oficial de rendimentos fornecido pela empresa ou pela fonte pagadora e nos gastos que efetivamente teve com despesas m\u00e9dicas e de educa\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; se os valores declarados estiverem corretos e mesmo assim o sistema informar que existem diverg\u00eancias, n\u00e3o h\u00e1 necessidade de apresentar declara\u00e7\u00e3o retificadora. H\u00e1 a possibilidade de que as informa\u00e7\u00f5es das fontes pagadoras sejam corrigidas ao longo de todo o per\u00edodo de declara\u00e7\u00e3o, e que essas corre\u00e7\u00f5es retirem a declara\u00e7\u00e3o do contribuinte da malha. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que o contribuinte aguarde a corre\u00e7\u00e3o da empresa para declarar corretamente e no prazo;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; caso mesmo assim as pend\u00eancias perdurem, e o contribuinte possua os comprovantes, n\u00e3o h\u00e1 qualquer preju\u00edzo \u2014 a situa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 resolvida com apresenta\u00e7\u00e3o de documentos, se solicitados.<\/p>\n\n\n\n<p>E, o mais importante: os contribuintes e a Receita Federal est\u00e3o conseguindo identificar e resolver os problemas e as reten\u00e7\u00f5es est\u00e3o diminuindo, caminhando para suas taxas hist\u00f3ricas.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, orientamos os contribuintes a se informarem pelos canais oficiais da Receita Federal e, em caso de d\u00favidas, utilizarem o chat dispon\u00edvel em nosso site oficial.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/abril\/receita-federal-atinge-marca-de-9-milhoes-de-declaracoes-de-irpf-recebidas\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal atualiza regras para acesso a servi\u00e7os digitais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal publicou a&nbsp;<a href=\"https:\/\/normasinternet2.receita.fazenda.gov.br\/#\/consulta\/externa\/150461\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.320&nbsp;<\/a>que estabelece regras para o acesso a servi\u00e7os digitais e para a atua\u00e7\u00e3o de usu\u00e1rios e seus representantes no ambiente eletr\u00f4nico da institui\u00e7\u00e3o. A norma tamb\u00e9m consolida o Portal de Servi\u00e7os como principal agregador de servi\u00e7os on-line e traz medidas para tornar o uso das autoriza\u00e7\u00f5es de acesso mais seguro e eficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>A instru\u00e7\u00e3o normativa consolida procedimentos relacionados \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o digital dos usu\u00e1rios por meio da conta gov.br, que passa a ser o principal mecanismo de autentica\u00e7\u00e3o para acesso aos servi\u00e7os digitais da Receita Federal, com exig\u00eancia de n\u00edveis de seguran\u00e7a compat\u00edveis com o tipo de servi\u00e7o utilizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m define conceitos importantes para o uso desses servi\u00e7os, como:<\/p>\n\n\n\n<p>Servi\u00e7os exclusivos (quando os dados s\u00e3o tratados apenas pela Receita Federal);<\/p>\n\n\n\n<p>Servi\u00e7os compartilhados (quando envolvem outros \u00f3rg\u00e3os);<\/p>\n\n\n\n<p>Autoriza\u00e7\u00e3o de acesso;<\/p>\n\n\n\n<p>Procura\u00e7\u00e3o digital;<\/p>\n\n\n\n<p>Representante digital (pessoa autorizada a atuar em nome de outra).<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre que necess\u00e1rio, o usu\u00e1rio dever\u00e1 se autenticar com a conta gov.br. No caso de pessoas jur\u00eddicas, o acesso poder\u00e1 ser realizado pelo respons\u00e1vel legal perante o CNPJ, por meio de certificado digital ou por pessoa autorizada.<br>Representa\u00e7\u00e3o digital<\/p>\n\n\n\n<p>A norma disciplina a atua\u00e7\u00e3o por meio de representante digital, permitindo que usu\u00e1rios autorizem terceiros a acessar servi\u00e7os e praticar atos em seu nome no ambiente eletr\u00f4nico da Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>A autoriza\u00e7\u00e3o de acesso pode ser concedida diretamente pelo titular da conta gov.br ou solicitada em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, como quando o usu\u00e1rio n\u00e3o possui n\u00edvel adequado de autentica\u00e7\u00e3o ou atua por meio de representante legal. A habilita\u00e7\u00e3o ocorrer\u00e1 atrav\u00e9s de aplica\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria no&nbsp;<a href=\"https:\/\/servicos.receitafederal.gov.br\/\">Portal deServi\u00e7os da Receita Federal<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando concedida pela internet, a autoriza\u00e7\u00e3o depende de valida\u00e7\u00e3o pelo representante indicado. Nos casos de solicita\u00e7\u00e3o, exige formaliza\u00e7\u00e3o com apresenta\u00e7\u00e3o de documentos. A autoriza\u00e7\u00e3o produz efeitos semelhantes aos de uma procura\u00e7\u00e3o no ambiente digital, devendo especificar os servi\u00e7os autorizados e permitindo a pr\u00e1tica de atos como envio de documentos, apresenta\u00e7\u00e3o de pedidos, recursos e assinatura digital.<br>Regras sobre autoriza\u00e7\u00e3o e uso<\/p>\n\n\n\n<p>A concess\u00e3o pode ocorrer de forma eletr\u00f4nica, diretamente pelo titular, ou mediante solicita\u00e7\u00e3o com apresenta\u00e7\u00e3o de documentos. Nos casos de concess\u00e3o pela internet, a autoriza\u00e7\u00e3o depende de valida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma prev\u00ea hip\u00f3teses de suspens\u00e3o ou bloqueio preventivo do acesso em caso de ind\u00edcios de uso indevido ou irregularidades. As autoriza\u00e7\u00f5es podem ser canceladas a qualquer momento pelo usu\u00e1rio ou de of\u00edcio pela Receita Federal, inclusive em situa\u00e7\u00f5es de irregularidade cadastral, ind\u00edcios de fraude, uso de acesso automatizado ou descumprimento das regras.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m poder\u00e1 ser estabelecido limite para o n\u00famero de autoriza\u00e7\u00f5es concedidas a um mesmo representante, conforme crit\u00e9rios definidos pelaReceita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Medidas de seguran\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p>A norma veda o uso de sistemas automatizados ou intermedi\u00e1rios n\u00e3o autorizados.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso esse tipo de uso seja identificado, a Receita Federal poder\u00e1 interromper o acesso, bloquear o representante ou cancelar autoriza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o ser\u00e1 permitido o uso dos servi\u00e7os digitais que exigem autentica\u00e7\u00e3o nos casos de:<\/p>\n\n\n\n<p>Situa\u00e7\u00e3o cadastral irregular no CNPJ;<\/p>\n\n\n\n<p>Situa\u00e7\u00e3o cadastral irregular no CPF do titular ou do representante;<\/p>\n\n\n\n<p>Inconsist\u00eancia nos dados do respons\u00e1vel pela pessoa jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessas hip\u00f3teses, o acesso permanece bloqueado at\u00e9 a regulariza\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas<\/p>\n\n\n\n<p>A Instru\u00e7\u00e3o Normativa trata ainda de situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, como o cancelamento da autoriza\u00e7\u00e3o em caso de falecimento do titular ou do representante, a possibilidade de atendimento presencial em caso de indisponibilidade dos sistemas, a manuten\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de formas de acesso n\u00e3o adaptadas e a edi\u00e7\u00e3o de atos complementares para disciplinar aspectos operacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>As regras se aplicam a pessoas f\u00edsicas, pessoas jur\u00eddicas, representantes legais e profissionais que atuam em nome de terceiros, como contadores e procuradores.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma n\u00e3o altera obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias nem cria exig\u00eancias fiscais, tendo como objetivo padronizar e dar maior seguran\u00e7a ao acesso aos servi\u00e7os digitais e \u00e0 representa\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica, refor\u00e7ando o compromisso da Receita Federal com a legalidade, a transpar\u00eancia e o interesse p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma tamb\u00e9m fortalece o Portal de Servi\u00e7os da Receita Federal que gradualmente substituir\u00e1 o Portal e-CAC. Al\u00e9m de reunir em um \u00fanico ambiente tanto os servi\u00e7os abertos quanto aqueles que exigem autentica\u00e7\u00e3o, o Portal de Servi\u00e7os tamb\u00e9m permitir\u00e1 o acesso a todos os servi\u00e7os atualmente dispon\u00edveis no e-CAC. O novo Portal ainda integra sistemas relevantes, como o e-Social e a Redesim, ampliando a oferta de servi\u00e7os digitais em um s\u00f3 lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>A Instru\u00e7\u00e3o Normativa entrou em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o, em 6 de abril de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/normasinternet2.receita.fazenda.gov.br\/#\/consulta\/externa\/150461\">Acesse aqui a IN 2.320 completa.<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/abril\/receita-federal-atualiza-regras-para-acesso-a-servicos-digitais\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>ReceitanetBX recebe novas vers\u00f5es para usu\u00e1rios externos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O programa ReceitanetBX, utilizado para baixar as escritura\u00e7\u00f5es do Sistema P\u00fablico de Escritura\u00e7\u00f5es Digitais (Sped) enviadas \u00e0 Receita Federal, recebeu atualiza\u00e7\u00f5es na \u00faltima semana.<\/p>\n\n\n\n<p>A vers\u00e3o 1.9.26 contempla corre\u00e7\u00f5es em problemas no download (isto \u00e9, na baixa) de arquivos em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas e que afetavam os usu\u00e1rios externos.<\/p>\n\n\n\n<p>O ReceitanetBX-Servi\u00e7os, que \u00e9 exclusivo para entidades conveniadas, tamb\u00e9m recebeu atualiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A vers\u00e3o corrigida est\u00e1 dispon\u00edvel para usu\u00e1rios externos na p\u00e1gina de download do Programa Receitanet, no s\u00edtio Gov.BR da Receita Federal, por meio&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/centrais-de-conteudo\/download\/receitanet\">deste link<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/abril\/receitanetbx-recebe-novas-versoes-para-usuarios-externos\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o aprova nova regra sobre decis\u00e3o judicial favor\u00e1vel a contribuinte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJ) da C\u00e2mara dos Deputados aprovou um projeto de lei sobre decis\u00f5es judiciais favor\u00e1veis a contribuintes. Pela proposta, essas decis\u00f5es s\u00f3 poder\u00e3o ser desfeitas por meio de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, quando forem contr\u00e1rias a entendimento posterior do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a constitucionalidade de um tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria \u00e9 um instrumento jur\u00eddico por meio do qual se pode anular uma decis\u00e3o da qual n\u00e3o cabe mais recurso. O <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/2015\/lei-13105-16-marco-2015-780273-norma-pl.html\">C\u00f3digo de Processo Civil (CPC)<\/a> estabelece prazo de dois anos para entrar com essa a\u00e7\u00e3o, contados do momento em que a decis\u00e3o se torna definitiva (o chamado tr\u00e2nsito em julgado).<\/p>\n\n\n\n<p>O CPC tamb\u00e9m permite anular uma decis\u00e3o definitiva quando ela contrariar entendimento posterior do STF, no prazo de dois anos a partir da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto aprovado estabelece que esse prazo come\u00e7a na data de publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o do STF que declarar a constitucionalidade da lei tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta tramita na C\u00e2mara em car\u00e1ter conclusivo. Assim, se n\u00e3o houver recurso para an\u00e1lise pelo Plen\u00e1rio, o texto poder\u00e1 seguir para o Senado. Para virar lei, ter\u00e1 de ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nova reda\u00e7\u00e3o<br>O texto aprovado \u00e9 a vers\u00e3o da relatora, deputada Julia Zanatta (PL-SC), para o Projeto de Lei 580\/23, dos deputados Gilson Marques (Novo-SC), Adriana Ventura (Novo-SP) e Marcel van Hattem (Novo-RS), e outra proposta que tramita em conjunto. A relatora apresentou nova reda\u00e7\u00e3o, unificando as iniciativas.<\/p>\n\n\n\n<p>O substitutivo altera o CPC, a <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/1999\/lei-9868-10-novembro-1999-369587-norma-pl.html\">Lei do Controle de Constitucionalidade<\/a>&nbsp;e a <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/1999\/lei-9882-3-dezembro-1999-369889-norma-pl.html\">Lei 9.882\/99<\/a>, que trata da argui\u00e7\u00e3o de descumprimento de preceito fundamental.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Julia Zanatta, o texto apresentado por ela busca proteger decis\u00f5es j\u00e1 cobertas pela coisa julgada. \u201cN\u00e3o pode o contribuinte, que outrora obteve a tutela jurisdicional favor\u00e1vel, ser surpreendido por cobran\u00e7as tribut\u00e1rias fundadas em decis\u00f5es posteriores proferidas pela Suprema Corte, sem que sequer tenha exerc\u00edcio do contradit\u00f3rio e da ampla defesa\u201d, disse ela no parecer aprovado.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, segundo o parecer de Julia Zanatta, a jurisprud\u00eancia do STF admite a cobran\u00e7a de tributo mesmo de quem obteve decis\u00e3o judicial favor\u00e1vel no passado, desde que haja decis\u00e3o posterior da Corte em controle concentrado ou em recurso com repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia C\u00e2mara de Not\u00edcias<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1261681-comissao-aprova-nova-regra-sobre-decisao-judicial-favoravel-a-contribuinte\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Nova vers\u00e3o do Receita Sintonia entra no ar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Consolidando a estrat\u00e9gia da Receita Federal de priorizar a conformidade tribut\u00e1ria, foi disponibilizado hoje pelo programa Receita Sintonia a classifica\u00e7\u00e3o de cerca de&nbsp;11,4 milh\u00f5es de pessoas jur\u00eddicas ativas, conforme a Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2316, de 25 de mar\u00e7o de 2026, e C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>A grande novidade do programa \u00e9 a inclus\u00e3o da classifica\u00e7\u00e3o de cerca de&nbsp;6,186 milh\u00f5es de microempresas e empresas de pequeno porte optantes do Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e3o enquadradas no Receita Sintonia as seguintes Pessoas Jur\u00eddicas:<\/p>\n\n\n\n<p>1) Pessoa jur\u00eddica tributada com base no lucro real, presumido ou arbitrado do IRPJ;<\/p>\n\n\n\n<p>2) Entidade sem fins lucrativos imunes ou isentas do IRPJ e da CSLL; e<\/p>\n\n\n\n<p>3) Microempresas ou Empresas de Pequeno Porte optantes pelo Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas pessoas jur\u00eddicas&nbsp;est\u00e3o distribu\u00eddas&nbsp;nos seguintes graus de conformidade;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022&nbsp;1,435 milh\u00f5es de PJ&nbsp;com grau \u201cA+\u201d (conformidade superior a 99,5%) \u2013 sendo 1,083 milh\u00e3o do Simples Nacional;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022&nbsp;2,512 milh\u00f5es de PJ&nbsp;com grau \u201cA\u201d (conformidade entre 97% e 99,5%) \u2013 sendo 1,682 milh\u00f5es do Simples Nacional;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022&nbsp;1,727 milh\u00f5es de PJ&nbsp;com grau \u201cB\u201d (conformidade entre 90% e 97%) \u2013 sendo 1,281 milh\u00f5es do Simples Nacional;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022&nbsp;1,873 milh\u00f5es de PJ&nbsp;com grau \u201cC\u201d (conformidade entre 70% e 90%) \u2013 sendo 965 mil do Simples Nacional;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022&nbsp;3,911 milh\u00f5es de PJ&nbsp;com grau \u201cD\u201d (conformidade inferior a 70%) \u2013 sendo 1,174 milh\u00f5es do Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Receita Sintonia<\/p>\n\n\n\n<p>Diferentemente do programa Confia, voltado para um acompanhamento junto \u00e0s grandes empresas por meio de uma conformidade cooperativa, e do programa Operador Econ\u00f4mico Autorizado (OEA), voltado para os intervenientes do Com\u00e9rcio Exterior, o Receita Sintonia visa abranger a universalidade dos contribuintes por meio de uma classifica\u00e7\u00e3o de conformidade ampla e transparente.<\/p>\n\n\n\n<p>Institu\u00eddo em formato piloto em fevereiro de 2025, por meio da sua classifica\u00e7\u00e3o o Receita Sintonia tem por objetivo estimular os contribuintes a adotarem boas pr\u00e1ticas no cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, em especial, a regularidade cadastral, o adimplemento no pagamento das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias e a regularidade na entrega das declara\u00e7\u00f5es e escritura\u00e7\u00f5es com informa\u00e7\u00f5es consistentes, reduzindo um potencial lit\u00edgio tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Receita Sintonia \u2013 benef\u00edcios:<\/p>\n\n\n\n<p>Com a promulga\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte, os contribuintes classificados como \u201cA+\u201d receber\u00e3o no m\u00eas da publica\u00e7\u00e3o o Selo Sintonia com validade de 12 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes detentores do Selo Sintonia receber\u00e3o as seguintes prioridades no \u00e2mbito da Receita Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>1) an\u00e1lise de pedidos de restitui\u00e7\u00e3o, ressarcimento ou reembolso de tributos administrados pela Institui\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>2) presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de atendimento presencial ou virtual;<\/p>\n\n\n\n<p>3) participa\u00e7\u00e3o em semin\u00e1rios, capacita\u00e7\u00f5es e f\u00f3runs consultivos promovidos pela Institui\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>4) an\u00e1lise de demandas cadastrais e de habilita\u00e7\u00f5es de interesse do contribuinte, inclusive aquelas necess\u00e1rias \u00e0 pr\u00e1tica de atos no \u00e2mbito da Institui\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>5) an\u00e1lise de pedidos relacionados \u00e0 frui\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais ou de regimes e registros especiais, bem como aos demais tratamentos tribut\u00e1rios diferenciados, administrados pela Institui\u00e7\u00e3o, quando cab\u00edveis;<\/p>\n\n\n\n<p>6) an\u00e1lise dos processos de revis\u00e3o de of\u00edcio;<\/p>\n\n\n\n<p>7) an\u00e1lise de processos de solu\u00e7\u00e3o de consulta de interpreta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e aduaneira;<\/p>\n\n\n\n<p>8) ades\u00e3o ao Programa de Conformidade Cooperativa Fiscal \u2013 Confia, atendidas as condi\u00e7\u00f5es do referido programa;<\/p>\n\n\n\n<p>9) ades\u00e3o ao Programa Brasileiro de Operador Econ\u00f4mico Autorizado \u2013 Programa OEA, atendida as condi\u00e7\u00f5es do referido Programa; e<\/p>\n\n\n\n<p>10) an\u00e1lise relativa ao ingresso no Procedimento de Consensualidade Fiscal \u2013 Receita de Consenso.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das prioridades, os contribuintes detentores do Selo far\u00e3o jus aos seguintes benef\u00edcios:<\/p>\n\n\n\n<p>1) frui\u00e7\u00e3o do b\u00f4nus de adimpl\u00eancia fiscal, correspondente ao desconto de 1% a 3%no pagamento \u00e0 vista do valor devido da CSLL at\u00e9 a data de vencimento, observados os requisitos, limites e veda\u00e7\u00f5es legais;<\/p>\n\n\n\n<p>2) veda\u00e7\u00e3o ao registro ou \u00e0 averba\u00e7\u00e3o de arrolamento de bens e direitos em \u00f3rg\u00e3os de registro, exceto nos casos de prepara\u00e7\u00e3o de proposi\u00e7\u00e3o de medida cautelar fiscal;<\/p>\n\n\n\n<p>3) prefer\u00eancia de contrata\u00e7\u00e3o, como crit\u00e9rio de desempate em processos licitat\u00f3rios, respeitada a prefer\u00eancia das microempresas e empresas de pequeno porte, prevista no art. 44 da Lei Complementar n\u00ba 123, de 2006; e<\/p>\n\n\n\n<p>4) prioriza\u00e7\u00e3o de demandas ou pedidos efetuados perante a Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria Federal, n\u00e3o previstos no art. 11, respeitadas as demais prioridades previstas na legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Bem como, os detentores do Selo Sintonia receber\u00e3o previamente:<\/p>\n\n\n\n<p>1) informa\u00e7\u00f5es e orienta\u00e7\u00f5es acerca de ind\u00edcio da pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00e3o \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e aduaneira; e<\/p>\n\n\n\n<p>2) informa\u00e7\u00e3o para fins de renova\u00e7\u00e3o das certid\u00f5es de regularidade fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Pessoas jur\u00eddicas \u2013 como consultar:<\/p>\n\n\n\n<p>Todas as empresas classificadas, independentemente do grau de conformidade, podem consultar sua classifica\u00e7\u00e3o e, quando aplic\u00e1vel, suas principais pend\u00eancias fiscais e aduaneiras.<\/p>\n\n\n\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o da classifica\u00e7\u00e3o aos contribuintes ocorrer\u00e1 ap\u00f3s o encerramento de cada trimestre, em at\u00e9 o d\u00e9cimo quinto dia do m\u00eas subsequente.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas podem a visualizar seu grau de conformidade e acessar um painel individualizado com pend\u00eancias identificadas, como omiss\u00f5es de declara\u00e7\u00f5es, d\u00e9bitos vencidos ou inconsist\u00eancias cadastrais.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo \u00e9 ampliar a transpar\u00eancia e oferecer subs\u00eddios para que essas empresas possam corrigir espontaneamente seus comportamentos e melhorar sua posi\u00e7\u00e3o nos ciclos seguintes.<\/p>\n\n\n\n<p>As classifica\u00e7\u00f5es est\u00e3o dispon\u00edveis nos seguintes canais:<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas \u201cA+\u201d e detentoras do Selo Sintonia ter\u00e3o a divulga\u00e7\u00e3o p\u00fablica da sua classifica\u00e7\u00e3o e a validade do Selo no Portal do Programa Receita Sintonia.<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas que identificarem erro na classifica\u00e7\u00e3o, poder\u00e1 requerer, justificadamente, a revis\u00e3o da sua classifica\u00e7\u00e3o por meio de requerimento eletr\u00f4nico no Portal de Servi\u00e7os da Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Como Obter a Classifica\u00e7\u00e3o A+<\/p>\n\n\n\n<p>Resumidamente, a pessoa jur\u00eddica precisa estar com o cadastro regular, entregar as declara\u00e7\u00f5es com as informa\u00e7\u00f5es corretas e sem atraso, e pagar os impostos dentro do prazo de vencimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Para obter a classifica\u00e7\u00e3o A+ e receber o Selo Sintonia, a pessoa jur\u00eddica precisa estar em dia com as suas obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. Isto \u00e9, precisa estar em conformidade, de acordo com os crit\u00e9rios estabelecidos pela Receita Federal, relacionados \u00e0 regularidade cadastral, entrega de declara\u00e7\u00f5es e escritura\u00e7\u00f5es, consist\u00eancia das informa\u00e7\u00f5es e regularidade nos pagamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para cada dom\u00ednio existem os indicadores, por meio dos quais o grau de conformidade da empresa \u00e9 medido. Os indicadores s\u00e3o avaliados dentro de um per\u00edodo de, pelo menos, 36 meses (s\u00e3o considerados os meses do ano corrente e os tr\u00eas anos anteriores). Assim, as empresas recebem uma nota para cada indicador em cada m\u00eas do per\u00edodo de avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A nota final corresponde \u00e0 m\u00e9dia aritm\u00e9tica ponderada das notas mensais do per\u00edodo de avalia\u00e7\u00e3o. Para obter a classifica\u00e7\u00e3o A+ a empresa precisa atingir nota maior ou igual a 0,995, ou seja, 99,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>A seguir explicaremos como as pessoas jur\u00eddicas precisam se comportar para receberem a nota m\u00e1xima em cada indicador e, assim, atingirem a classifica\u00e7\u00e3o A+.<\/p>\n\n\n\n<p>Comportamentos Esperados<\/p>\n\n\n\n<p>Cadastro<\/p>\n\n\n\n<p>Manter a inscri\u00e7\u00e3o no CNPJ na situa\u00e7\u00e3o ATIVA.<\/p>\n\n\n\n<p>Declara\u00e7\u00f5es e Escritura\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>DCTF, DCTFWeb, PGDAS-D, ECF e EFD-C.<\/p>\n\n\n\n<p>Assiduidade: Entregar as declara\u00e7\u00f5es e escritura\u00e7\u00f5es a que est\u00e1 obrigado.<\/p>\n\n\n\n<p>Pontualidade: Entregar as declara\u00e7\u00f5es e escritura\u00e7\u00f5es a que est\u00e1 obrigado no prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>Consist\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>DCTF, DCTFWeb, PGDAS-D, ECF, EFD-C e PerDcomp.<\/p>\n\n\n\n<p>NF-e e Declara\u00e7\u00f5es: Informar nas declara\u00e7\u00f5es e escritura\u00e7\u00f5es valores de receita compat\u00edveis com os valores das notas fiscais emitidas.<\/p>\n\n\n\n<p>DCTF x ECF: Declarar os valores de IRPJ e CSLL na DCTF aderentes aos escriturados na ECF.<\/p>\n\n\n\n<p>DCTF x EFD-C: Declarar os valores de PIS e Cofins na DCTF aderentes aos escriturados na EFD-Contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>PerDcomp: Ter cr\u00e9ditos em pedidos de restitui\u00e7\u00e3o, ressarcimento, reembolso ou declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o totalmente deferidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Estabilidade: Retificar o valor dos d\u00e9bitos declarados sem ultrapassar a margem de 5% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 declara\u00e7\u00e3o ativa, considerando a sequ\u00eancia ininterrupta de retifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso o contribuinte possua, algum processo de fiscaliza\u00e7\u00e3o encerrado com resultado a partir de abril de 2026, ser\u00e1 aplicado um redutor de 0,05 na nota do dom\u00ednio Consist\u00eancia nas classifica\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\n\n\n\n<p>Bem como, se o contribuinte j\u00e1 tiver representa\u00e7\u00e3o penal formalizada, ser\u00e1 aplicado um redutor de 0,2 neste dom\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p>Para evitar a aplica\u00e7\u00e3o destes redutores, orienta-se que o contribuinte regularize sua situa\u00e7\u00e3o fiscal pelos quando identificada qualquer diverg\u00eancia tribut\u00e1ria, que podem ser consultas pelos diversos demonstrativos das obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias e pesquisa de Situa\u00e7\u00e3o Fiscal, bem como a\u00e7\u00f5es de regulariza\u00e7\u00e3o promovidas pela Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Pagamento<\/p>\n\n\n\n<p>Pontualidade: Pagar at\u00e9 no prazo legal (at\u00e9 a data do vencimento).<\/p>\n\n\n\n<p>Solv\u00eancia: Reduzir o \u00edndice de endividamento (valor total dos d\u00e9bitos em cobran\u00e7a \/ valor arrecadado no ano anterior).<\/p>\n\n\n\n<p>Adimpl\u00eancia de DCTF: Extinguir os d\u00e9bitos declarados em DCTF por pagamento, compensa\u00e7\u00e3o ou parcelamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Adimpl\u00eancia de PGDAS-D: Pagar o valor total dos d\u00e9bitos declarados.<\/p>\n\n\n\n<p>Adimpl\u00eancia de Parcelamentos: Pagar as parcelas no prazo legal (at\u00e9 a data do vencimento).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/abril\/nova-versao-do-receita-sintonia-entra-no-ar\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal alcan\u00e7a 10 milh\u00f5es de declara\u00e7\u00f5es do IRPF 2026 em tempo recorde<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Receita Federal do Brasil atingiu um marco relevante na campanha do Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica 2026 (IRPF 2026): 10 milh\u00f5es de declara\u00e7\u00f5es entregues em apenas 18 dias, at\u00e9 \u00e0s 18h de hoje, 9 de abril.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado representa o menor tempo j\u00e1 registrado nos \u00faltimos anos para alcan\u00e7ar esse volume de envios.<\/p>\n\n\n\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 significativa quando comparada a per\u00edodos anteriores. Em 2021 e 2022, por exemplo, a marca foi alcan\u00e7ada em cerca de 25 dias, evidenciando um avan\u00e7o consistente na agilidade do processo declarat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados parciais tamb\u00e9m revelam um alto n\u00edvel de ades\u00e3o \u00e0s facilidades disponibilizadas pela Receita Federal. At\u00e9 o momento, 76,7% das declara\u00e7\u00f5es enviadas indicam direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o, enquanto 60,8% foram realizadas por meio da modalidade pr\u00e9-preenchida, demonstrando maior confian\u00e7a dos contribuintes nas informa\u00e7\u00f5es disponibilizadas automaticamente pelo sistema. Al\u00e9m disso, 55,3% dos declarantes optaram pelo modelo simplificado.<\/p>\n\n\n\n<p>O desempenho alcan\u00e7ado reflete os investimentos cont\u00ednuos em tecnologia, simplifica\u00e7\u00e3o de procedimentos e aprimoramento dos servi\u00e7os digitais, que t\u00eam contribu\u00eddo para tornar o processo de entrega da declara\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pido, seguro e acess\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal refor\u00e7a a import\u00e2ncia de que os contribuintes n\u00e3o deixem para os \u00faltimos dias e utilizem as ferramentas dispon\u00edveis, como o servi\u00e7o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/meu-imposto-de-renda\">\u201cMeu Imposto de Renda\u201d<\/a>, para facilitar o preenchimento e evitar inconsist\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o segue empenhado em promover um ambiente cada vez mais eficiente e transparente, estimulando o cumprimento volunt\u00e1rio das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias e aprimorando a rela\u00e7\u00e3o com a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/abril\/receita-federal-alcanca-10-milhoes-de-declaracoes-do-irpf-2026-em-tempo-recorde#:~:text=Receita%20Federal%20alcan%C3%A7a%2010%20milh%C3%B5es,em%20tempo%20recorde%20%E2%80%94%20Receita%20Federal\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal orienta sobre novas formas de assinatura e transmiss\u00e3o da DCTFWeb<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal do Brasil informa que a assinatura e a transmiss\u00e3o da DCTFWeb est\u00e3o sendo modernizadas para ampliar as formas dispon\u00edveis para envio da declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalta-se que a atualiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o trar\u00e1 mudan\u00e7as significativas na rotina dos usu\u00e1rios. As novas funcionalidades s\u00e3o intuitivas e utilizam as mesmas formas de acesso atualmente empregadas no Portal e-CAC, que passam a ser adotadas tamb\u00e9m para a assinatura e transmiss\u00e3o da DCTFWeb.<\/p>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o de implanta\u00e7\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 no decorrer do m\u00eas de abril de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Formas de acesso e assinatura<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, a DCTFWeb permitia a assinatura e a transmiss\u00e3o da declara\u00e7\u00e3o exclusivamente por meio de Certificado Digital tradicional.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esta nova implementa\u00e7\u00e3o, as possibilidades foram ampliadas. A partir de agora, a DCTFWeb poder\u00e1 ser assinada e transmitida mediante:<\/p>\n\n\n\n<p>Certificado Digital tradicional;<\/p>\n\n\n\n<p>Certificado Digital em Nuvem; e<\/p>\n\n\n\n<p>Conta gov.br, nos n\u00edveis prata ou ouro.<\/p>\n\n\n\n<p>A amplia\u00e7\u00e3o das formas de acesso reduz a burocracia, amplia o leque de op\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis aos contribuintes e proporciona maior flexibilidade no cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias. Al\u00e9m disso, possibilita a integra\u00e7\u00e3o com a conta gov.br, j\u00e1 amplamente utilizada nos servi\u00e7os p\u00fablicos digitais, e simplifica o processo para usu\u00e1rios que j\u00e1 acessam o e-CAC com essas credenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe refor\u00e7ar que a forma escolhida para acesso ao Portal e-CAC ser\u00e1 a mesma utilizada para a assinatura e transmiss\u00e3o da declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de acesso com conta gov.br para transmiss\u00e3o em nome de pessoa jur\u00eddica, o usu\u00e1rio dever\u00e1 selecionar o perfil de Respons\u00e1vel Legal pelo CNPJ perante a RFB. Para declara\u00e7\u00f5es de pessoa f\u00edsica, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio alterar o perfil de acesso.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo procedimento refor\u00e7a a seguran\u00e7a e a padroniza\u00e7\u00e3o do processo de assinatura digital, sem alterar substancialmente a experi\u00eancia j\u00e1 conhecida pelos contribuintes e usu\u00e1rios da DCTFWeb.<\/p>\n\n\n\n<p>Instru\u00e7\u00f5es para utiliza\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O passo a passo completo, com orienta\u00e7\u00f5es detalhadas e telas ilustrativas sobre cada modalidade de assinatura, est\u00e1 dispon\u00edvel na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/orientacao-tributaria\/declaracoes-e-demonstrativos\/DCTFWeb\">p\u00e1gina oficial da DCTFWeb<\/a>&nbsp;no portal da Receita Federal:<\/p>\n\n\n\n<p>Outras d\u00favidas poder\u00e3o ser esclarecidas por meio dos manuais e orienta\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis no mesmo endere\u00e7o eletr\u00f4nico ou pelos canais de atendimento da Receita Federal, como o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/canais_atendimento\/fale-conosco\/empresa\/dctfweb\">servi\u00e7o \u201cFale Conosco\u201d<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/abril\/receita-federal-orienta-sobre-novas-formas-de-assinatura-e-transmissao-da-dctfweb\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria pode redesenhar o mapa da log\u00edstica no pa\u00eds<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tribut\u00e1ria sobre o consumo deve atingir em cheio o ramo da log\u00edstica e dos transportes. Perspectivas de aumento expressivo na carga, impactos no fluxo de caixa e poss\u00edveis dificuldades como o \u201csplit payment\u201d, o novo sistema de recolhimento de tributos, preocupam o setor. J\u00e1 o fim dos benef\u00edcios fiscais, que incentivaram a migra\u00e7\u00e3o de ind\u00fastrias para o Nordeste e a instala\u00e7\u00e3o massiva de tradings do agroneg\u00f3cio no Mato Grosso, por exemplo, poder\u00e1 redesenhar a geografia dos investimentos pelo pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA guerra fiscal do ICMS se alastrou demais, tornando-se prejudicial. Muitos investimentos foram, historicamente, influenciados por esses incentivos, dos quais o segmento \u00e9 bastante dependente. V\u00e1rios centros de distribui\u00e7\u00e3o gozam de tributa\u00e7\u00e3o zerada, mas, agora, os impostos ir\u00e3o voltar com carga cheia\u201d, diz Fabr\u00edcio Dantas, professor da Escola Brasileira de Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica e de Empresas (Ebape), da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a reforma se baseia no princ\u00edpio do destino, o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) \u2014 que v\u00e3o substituir o PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS \u2014 ser\u00e3o recolhidos no local de consumo, em vez de no ponto de produ\u00e7\u00e3o ou circula\u00e7\u00e3o, o que tende a reduzir a import\u00e2ncia do domic\u00edlio fiscal da empresa. \u201cNa pr\u00e1tica, isso significa que decis\u00f5es de investimento devem passar a ser orientadas por fatores reais, como infraestrutura, proximidade de mercados consumidores, qualidade log\u00edstica e disponibilidade de m\u00e3o de obra, e n\u00e3o mais por estrat\u00e9gias tribut\u00e1rias\u201d, emenda o pesquisador.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos pontos da reforma que v\u00e3o favorecer o setor, a simplifica\u00e7\u00e3o do sistema \u00e9 apontada como o principal deles. Uma an\u00e1lise da Rumo Brasil, consultoria especializada no transporte de cargas, apontou que a substitui\u00e7\u00e3o de cinco impostos por dois (CBS, de compet\u00eancia federal, e IBS, dos Estados e munic\u00edpios), com regras e base de c\u00e1lculo comuns, al\u00e9m da legisla\u00e7\u00e3o uniforme, promete resultar em ganhos de efici\u00eancia log\u00edstica. \u201cHoje, preciso acompanhar 30 regulamentos. No futuro, irei acompanhar um s\u00f3. Todos passar\u00e3o a jogar sob as mesmas regras\u201d, comenta Rafael Brito, CEO da consultoria.<\/p>\n\n\n\n<p>O executivo recomenda que os empres\u00e1rios corram e se preparem para o pr\u00f3ximo ano, quando o PIS e a Cofins ser\u00e3o extintos e a CBS come\u00e7ar\u00e1 a funcionar para valer. Do ponto de vista de desafios, Brito acredita que empresas que contratam terceiros ir\u00e3o sofrer forte impacto independentemente do modal. \u201cPor volta de 75% do transporte subcontratado no pa\u00eds, inclusive no agroneg\u00f3cio, \u00e9 operado por pequenas empresas do Simples Nacional ou microempreendedores individuais, que prestam servi\u00e7os para as grandes, como extens\u00e3o da frota. A maioria delas, no entanto, s\u00e3o irregulares. As mudan\u00e7as ir\u00e3o impor o desafio de profissionaliz\u00e1-los\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele explica que, hoje, a transportadora que subcontrata outra para a entrega da mercadoria no destino final recupera 6,4% de cr\u00e9dito sobre o pagamento. Com a reforma, o valor cair\u00e1 para cerca de 2%, na conta da Rumo Brasil. \u201cO lucro l\u00edquido ser\u00e1, ent\u00e3o, 4% menor. Certamente v\u00e3o precisar imputar o custo no pre\u00e7o dos servi\u00e7os\u201d, calcula Brito.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra preocupa\u00e7\u00e3o no segmento envolve a incid\u00eancia do novo Imposto Seletivo (IS) sobre os combust\u00edveis f\u00f3sseis. Criado para desestimular o consumo de produtos nocivos \u00e0 sa\u00fade, ao meio ambiente e ao clima, o tributo in\u00e9dito vai sobretaxar o diesel e o querosene da avia\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de incidir sobre a extra\u00e7\u00e3o do petr\u00f3leo. Pela l\u00f3gica, combust\u00edveis mais caros tendem a onerar fretes e passagens.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA al\u00edquota do IS deve ser algo entre 5% e 15%, pelo que sabemos. Somos muito dependentes do transporte rodovi\u00e1rio; ent\u00e3o, pode ser um tiro no p\u00e9. Talvez haja uma gritaria geral. Naturalmente, a sa\u00edda ser\u00e1 renovar a frota com el\u00e9tricos ou h\u00edbridos\u201d, alerta Jo\u00e3o Eloi Olenike, presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT). A entidade projeta queda no faturamento, entre 3% e 5%, no setor de servi\u00e7os em geral, por conta da reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>A Braspress, transportadora sediada em Guarulhos (SP) que opera por todo o territ\u00f3rio nacional e na Argentina, foi uma das empresas convidadas para rodar ensaios em conjunto com a Receita Federal para analisar dois sistemas de arrecada\u00e7\u00e3o ao mesmo tempo: o vigente e o futuro, nos moldes da reforma. Para adequar-se \u00e0s mudan\u00e7as, a empresa, l\u00edder no transporte de encomendas, investiu mais de R$ 700 mil no desenvolvimento de novos softwares, consultoria jur\u00eddica, licenciamento do m\u00f3dulo fiscal, treinamento cont\u00e1bil e auditoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o diretor financeiro da Braspress, Giuseppe Coimbra, os princ\u00edpios de moderniza\u00e7\u00e3o e transpar\u00eancia que norteiam a reforma s\u00e3o excelentes, ao passo que a recupera\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos pode trazer uma dificuldade. \u201cPor uma quest\u00e3o de timing, o \u2018split payment\u2019 pode violar nosso direito efetivo ao cr\u00e9dito no m\u00eas de compet\u00eancia. O contribuinte vai ser punido por ter que esperar a confirma\u00e7\u00e3o do pagamento dos tributos pelo seu fornecedor. Al\u00e9m disso, se ele sonegar, serei penalizado com a perda do cr\u00e9dito. O risco de certas mudan\u00e7as da reforma est\u00e1 nisto\u201d, alerta.<\/p>\n\n\n\n<p>Previsto em lei, o mecanismo do pagamento \u201cdividido\u201d, o \u201csplit payment\u201d, entrar\u00e1 em vigor em 2027 e prev\u00ea o recolhimento autom\u00e1tico do IBS e da CBS j\u00e1 no momento da venda. Hoje, a guia do ICMS \u00e9 paga em etapas posteriores, geralmente no m\u00eas subsequente \u00e0 opera\u00e7\u00e3o. A promessa do governo \u00e9 de que ser\u00e1 um modelo automatizado e veloz, capaz de reduzir inadimpl\u00eancia, fraudes e sonega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/sinfrerj.com.br\/conteudo\/10950\/reforma-tributaria-pode-redesenhar-o-mapa-da-logistica-no-pais\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Fim da declara\u00e7\u00e3o do IR deve aumentar imposto pago<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse, no final de mar\u00e7o, que&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/novo-ministro-fazenda-receita-acabar-declaracao-imposto-renda\/\">solicitou \u00e0 Receita Federal um sistema<\/a>&nbsp;para acabar com a declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da promessa de redu\u00e7\u00e3o da burocracia, especialistas ouvidos pela&nbsp;Gazeta do Povo&nbsp;alertam que a medida pode elevar a contribui\u00e7\u00e3o final ao Fisco e aumentar o fluxo de informa\u00e7\u00f5es pessoais a que o Estado tem acesso, com impactos potenciais sobre o bolso e a privacidade do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Eloi Olenike, presidente executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT), avalia a proposta como uma evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica inevit\u00e1vel com um ponto de inflex\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o entre cidad\u00e3o e Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEla promete simplifica\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o de custos administrativos, mas traz riscos concretos de maior tributa\u00e7\u00e3o efetiva, perda de dedu\u00e7\u00f5es leg\u00edtimas, aumento de retifica\u00e7\u00f5es e maior inger\u00eancia estatal na vida privada\u201d, declara.<\/p>\n\n\n\n<p>Questionado sobre a proposta, o Minist\u00e9rio da Fazenda afirmou que o tema ainda est\u00e1 em estudo. J\u00e1 a Receita Federal informou que o fim da declara\u00e7\u00e3o de IR \u00e9 o \u201ccaminho natural e gradual de evolu\u00e7\u00e3o\u201d a partir do modelo pr\u00e9-preenchido.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ano, o modelo ser\u00e1 aplicado a mais de quatro milh\u00f5es de pessoas f\u00edsicas que tiveram imposto retido em 2024 e n\u00e3o estavam obrigadas a declarar em 2025. Com base em dados do eSocial, a Receita poder\u00e1 gerar automaticamente essas declara\u00e7\u00f5es e efetuar a restitui\u00e7\u00e3o via Pix.<\/p>\n\n\n\n<p>Tatiana Migiyama, professora no N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Avan\u00e7ados em Tributa\u00e7\u00e3o da Fipecafi, afirma que, mesmo com ganho de efici\u00eancia, a automatiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode transformar o contribuinte em um \u201cmero homologador passivo de informa\u00e7\u00f5es geradas pelo Estado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a docente, h\u00e1 riscos ao se transferir \u00e0 Receita a responsabilidade pela declara\u00e7\u00e3o, que continua sendo personal\u00edssima.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00e9-preenchimento pode reduzir dedu\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Para Olenike, o sistema tende a ser conservador no pr\u00e9-preenchimento, priorizando a inclus\u00e3o de rendimentos e, muitas vezes, subestimando ou deixando de capturar dedu\u00e7\u00f5es leg\u00edtimas que o contribuinte declararia manualmente. Entram nessa categoria despesas m\u00e9dicas com recibos avulsos, dependentes, educa\u00e7\u00e3o, entre outras.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto \u00e9 que a digitaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o elimina erros de origem nas fontes fornecedoras de informa\u00e7\u00e3o \u00e0 Receita. Al\u00e9m disso, atrasos ou equ\u00edvocos no envio de informa\u00e7\u00f5es por bancos, empresas e outras fontes podem causar distor\u00e7\u00f5es na declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Tatiana, a automa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o resolve discuss\u00f5es de enquadramento jur\u00eddico ou tribut\u00e1rio. Informa\u00e7\u00f5es relacionadas a cr\u00e9dito de imposto pago no exterior, estruturas envolvendo offshores e aplica\u00e7\u00f5es financeiras fora do pa\u00eds tamb\u00e9m podem apresentar complica\u00e7\u00f5es no pr\u00e9-preenchimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Automatiza\u00e7\u00e3o pode aumentar imposto<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, o contribuinte precisa elevar o grau de aten\u00e7\u00e3o na confer\u00eancia das informa\u00e7\u00f5es. Olenike n\u00e3o descarta que haja alta no valor final da carga tribut\u00e1ria, mesmo sem a eleva\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas. \u201cAo reduzir o espa\u00e7o para o planejamento tribut\u00e1rio e as dedu\u00e7\u00f5es n\u00e3o automatizadas, o sistema tende a ampliar a base tribut\u00e1vel m\u00e9dia\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, estudos internacionais sobre sistemas semelhantes mostram que a automa\u00e7\u00e3o completa costuma aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o em 3% a 8% apenas pela redu\u00e7\u00e3o de \u201clacunas\u201d declarat\u00f3rias, sem que o contribuinte perceba claramente o aumento.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado tributarista e professor de Direito Tribut\u00e1rio Guilherme Pedrozo alerta para outro risco: a captura de rendimentos e bens omitidos \u2013 inclusive no passado. Tal situa\u00e7\u00e3o pode elevar a base de c\u00e1lculo e potencializar d\u00e9bitos com juros e multas para quem n\u00e3o averiguar e contestar as informa\u00e7\u00f5es a tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Preenchimento autom\u00e1tico pode aumentar n\u00famero de retifica\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Outra consequ\u00eancia estimada \u00e9 o aumento no n\u00famero de retifica\u00e7\u00f5es. Se o contribuinte perceber erros ou omiss\u00f5es somente ap\u00f3s a entrega da declara\u00e7\u00e3o, isso pode gerar mais trabalho para si e para a pr\u00f3pria Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um sistema quase integralmente autom\u00e1tico, essa tend\u00eancia deve se acentuar, criando um novo ciclo de corre\u00e7\u00f5es, bem como poss\u00edveis congestionamentos administrativos. Despesas dedut\u00edveis e ganhos de capital s\u00e3o exemplos de situa\u00e7\u00f5es que exigem interpreta\u00e7\u00e3o na hora de declarar, e n\u00e3o apenas captura autom\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Centraliza\u00e7\u00e3o de dados amplia poder de fiscaliza\u00e7\u00e3o do Estado<\/p>\n\n\n\n<p>Um aspecto que exige aten\u00e7\u00e3o redobrada \u00e9 a centraliza\u00e7\u00e3o de dados financeiros, banc\u00e1rios e, at\u00e9 mesmo de sa\u00fade em uma \u00fanica plataforma. Para Marcelo Costa Censoni, CEO da Censoni Tecnologia Fiscal e Tribut\u00e1ria, essa concentra\u00e7\u00e3o traz preocupa\u00e7\u00f5es sobre a transpar\u00eancia no uso dos dados. Segundo ele, o direito de contesta\u00e7\u00e3o pelo contribuinte e a seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o precisam ser plenamente garantidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao integrar dados em uma \u00fanica plataforma governamental, o Fisco passar\u00e1 a ter visibilidade quase total sobre a vida financeira dos cidad\u00e3os. Na vis\u00e3o de Olenike, o modelo se aproxima de sistemas de \u201cfiscaliza\u00e7\u00e3o total\u201d, adotados em pa\u00edses asi\u00e1ticos e europeus.<\/p>\n\n\n\n<p>O que diz a Receita Federal<\/p>\n\n\n\n<p>Veja, na \u00edntegra, a nota enviada pela Receita \u00e0&nbsp;Gazeta do Povo:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse \u00e9 o caminho natural e gradual da evolu\u00e7\u00e3o deste modelo de declara\u00e7\u00e3o, a partir do avan\u00e7o da pr\u00e9-preenchida. Cada vez mais a Receita Federal obt\u00e9m as informa\u00e7\u00f5es diretamente das fontes pagadoras e dos registros de bens e direitos dos contribuintes e as oferece para valida\u00e7\u00e3o do contribuinte. Com o aumento da consist\u00eancia das informa\u00e7\u00f5es a cada ano, vamos gradualmente desobrigando o contribuinte da necessidade de preenchimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Este ano, j\u00e1 vamos aplicar esse conceito, solicitado pelo ministro Dario, para 4 milh\u00f5es de contribuintes que tiveram imposto de renda retido em 2024 e n\u00e3o estavam obrigados a entregar a declara\u00e7\u00e3o de 2025. \u00c9 o cashback do imposto de renda. A partir dos dados do eSocial, foi poss\u00edvel fazer uma declara\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica para esses benefici\u00e1rios dos rendimentos do ano-calend\u00e1rio de 2024 e efetuar a restitui\u00e7\u00e3o via chave Pix CPF. Simplifica\u00e7\u00e3o a servi\u00e7o do cidad\u00e3o. Ou seja, com maior detalhamento e consist\u00eancia nas informa\u00e7\u00f5es obtidas pela RFB, mais f\u00e1cil fica a vida do contribuinte\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-cidade-manchete-online wp-block-embed-cidade-manchete-online\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"0bInbhvWNW\"><a href=\"https:\/\/cidademanchete.com.br\/fim-da-declaracao-do-ir-deve-aumentar-imposto-pago\/\">Fim da declara\u00e7\u00e3o do IR deve aumentar imposto pago<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Fim da declara\u00e7\u00e3o do IR deve aumentar imposto pago&#8221; &#8212; Cidade Manchete Online\" src=\"https:\/\/cidademanchete.com.br\/fim-da-declaracao-do-ir-deve-aumentar-imposto-pago\/embed\/#?secret=K7de7iUNz8#?secret=0bInbhvWNW\" data-secret=\"0bInbhvWNW\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Simples pode virar um problema? O impacto oculto da reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Desde 2006, o Simples Nacional cumpre j\u00e1 h\u00e1 duas d\u00e9cadas um papel essencial na economia brasileira de simplificar a tributa\u00e7\u00e3o e viabilizar a formaliza\u00e7\u00e3o de pequenos neg\u00f3cios. Ao concentrar diversos tributos em uma \u00fanica guia e reduzir a carga fiscal, o regime se consolidou como um ambiente de seguran\u00e7a para o empreendedor.<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tribut\u00e1ria (EC 132\/2023), contudo, alterou esse cen\u00e1rio de forma relevante. A introdu\u00e7\u00e3o do modelo de IVA (Imposto sobre Valor Agregado), baseado na CBS (Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os) e no IBS (Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os), desloca o eixo da discuss\u00e3o, pois com isso a vantagem deixa de estar apenas na carga tribut\u00e1ria e passa a depender da capacidade de gerar cr\u00e9ditos ao longo da cadeia econ\u00f4mica. \u00c9 aqui que surge o problema.<\/p>\n\n\n\n<p>O IVA opera sob a l\u00f3gica da n\u00e3o cumulatividade plena: cada empresa paga apenas a diferen\u00e7a entre o imposto que cobra (d\u00e9bito) e o imposto que j\u00e1 foi pago nas etapas anteriores (cr\u00e9dito).<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, isso significa que o tributo deixa de ser um custo isolado e passa a funcionar como um fluxo cont\u00ednuo dentro da cadeia produtiva. Nesse modelo, o cr\u00e9dito n\u00e3o se limita a uma fun\u00e7\u00e3o de acess\u00f3rio, ele \u00e9 central.<\/p>\n\n\n\n<p>Mudan\u00e7a nos cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, empresas do Simples j\u00e1 transferem cr\u00e9ditos, ainda que limitados. O sistema atual, complexo e fragmentado, absorve essa distor\u00e7\u00e3o. Com o novo IVA, essa margem de toler\u00e2ncia desaparece.<\/p>\n\n\n\n<p>O cr\u00e9dito passa a ser objetivo, pois corresponde exatamente ao imposto destacado na opera\u00e7\u00e3o. E isso cria uma assimetria direta: empresas fora do Simples tendem a gerar cr\u00e9dito cheio; empresas no Simples, por operarem com carga reduzida, transferem cr\u00e9dito significativamente menor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa diferen\u00e7a altera a l\u00f3gica de contrata\u00e7\u00e3o entre empresas. Quem compra n\u00e3o analisa apenas o pre\u00e7o; analisa o custo l\u00edquido ap\u00f3s o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, um fornecedor fora do Simples pode parecer mais caro, mas gera maior recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito. J\u00e1 um fornecedor do Simples, mesmo com pre\u00e7o menor, pode resultar em custo final mais alto.<\/p>\n\n\n\n<p>O efeito econ\u00f4mico \u00e9 direto: o Simples passa a ser menos competitivo em opera\u00e7\u00f5es entre empresas (B2B), modelo no qual atualmente operam 70% dos 18 milh\u00f5es de neg\u00f3cios optantes pelo regime, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT). E isso tende a provocar um movimento silencioso, mas relevante: a substitui\u00e7\u00e3o de pequenos fornecedores por empresas inseridas no regime de cr\u00e9dito integral.<\/p>\n\n\n\n<p>Alternativas para o empres\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o do&nbsp;split payment&nbsp;adiciona uma camada adicional de complexidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o imposto passar a ser segregado no momento da liquida\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o e o cr\u00e9dito do adquirente depender desse recolhimento imediato, o modelo tradicional do Simples, baseado no pagamento posterior via DAS, pode gerar desalinhamentos operacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>O risco aqui n\u00e3o \u00e9 apenas tribut\u00e1rio, mas financeiro, a press\u00e3o de caixa e a perda de efici\u00eancia nas transa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma n\u00e3o elimina o Simples, mas elimina sua neutralidade estrat\u00e9gica. O empres\u00e1rio passa a ter, essencialmente, duas op\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>Permanecer no Simples: mantendo simplicidade e menor carga, mas com baixa gera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, cen\u00e1rio mais adequado para quem vende ao consumidor final;<br>Migrar (total ou parcialmente) para o regime de d\u00e9bito e cr\u00e9dito: recuperando competitividade no B2B, ao custo de maior complexidade e, possivelmente, maior carga tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Conclus\u00e3o: o problema n\u00e3o \u00e9 o imposto; \u00e9 o cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Decis\u00e3o estrat\u00e9gica<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o sobre o Simples sempre girou em torno de \u201cpagar menos imposto\u201d. Com a reforma, essa l\u00f3gica muda. O fator decisivo passa a ser outro, ou seja, o quanto de cr\u00e9dito a empresa gera para o seu cliente. Isso altera profundamente a din\u00e2mica de mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>O Simples continua sendo vantajoso em muitos cen\u00e1rios, especialmente no consumo final.&nbsp; Mas, nas cadeias produtivas, pode deixar de ser uma escolha neutra e passar a representar uma desvantagem competitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de agora, permanecer no Simples deixa de ser uma decis\u00e3o autom\u00e1tica para se tornar uma decis\u00e3o estrat\u00e9gica. N\u00e3o se trata do fim do regime.&nbsp; Trata-se do fim da sua universalidade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-10\/o-simples-nacional-pode-virar-um-problema-o-impacto-oculto-da-reforma-tributaria\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal atualiza regras de parcelamento de d\u00e9bitos previdenci\u00e1rios de munic\u00edpios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal publicou a&nbsp;<a href=\"https:\/\/normasinternet2.receita.fazenda.gov.br\/#\/consulta\/externa\/150465\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.322, de 6 de abril de 2026<\/a>, que atualiza as regras sobre parcelamento de d\u00e9bitos previdenci\u00e1rios de munic\u00edpios, suas autarquias e funda\u00e7\u00f5es, e de cons\u00f3rcios p\u00fablicos intermunicipais.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma atualiza o per\u00edodo dos d\u00e9bitos que podem ser inclu\u00eddos no parcelamento. Com a nova reda\u00e7\u00e3o, passam a ser admitidos d\u00e9bitos vencidos&nbsp;at\u00e9 31 de agosto de 2025, inclusive aqueles em discuss\u00e3o administrativa ou judicial, bem como valores j\u00e1 parcelados anteriormente, ativos ou rescindidos, desde que n\u00e3o tenham sido integralmente quitados.<\/p>\n\n\n\n<p>O parcelamento abrange contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias e contribui\u00e7\u00f5es devidas a terceiros, aplicando-se a munic\u00edpios, suas autarquias e funda\u00e7\u00f5es, e cons\u00f3rcios p\u00fablicos intermunicipais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, a medida amplia o alcance do parcelamento j\u00e1 existente, permitindo a regulariza\u00e7\u00e3o de um conjunto maior de pend\u00eancias previdenci\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Permanecem fora do parcelamento:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; multas por descumprimento de obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias previdenci\u00e1rias;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; multa por compensa\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria indevida;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; multas por atraso no envio de informa\u00e7\u00f5es de obras (Sisobrapref Web);<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; d\u00e9bitos relativos ao d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; cr\u00e9ditos constitu\u00eddos por lan\u00e7amento de of\u00edcio;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; valores decorrentes de reten\u00e7\u00f5es previstas na legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Instru\u00e7\u00e3o Normativa entra em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal reafirma seu compromisso com a transpar\u00eancia e a orienta\u00e7\u00e3o ao contribuinte, disponibilizando normas e procedimentos que contribuam para a regulariza\u00e7\u00e3o fiscal e o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/abril\/receita-federal-atualiza-regras-de-parcelamento-de-debitos-previdenciarios-de-municipios\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>D\u00e9ficit recorde desafia Lula e amea\u00e7a o bolso do brasileiro em 2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;d\u00e9ficit recorde nas contas p\u00fablicas&nbsp;coloca o governo Lula sob press\u00e3o in\u00e9dita, com impacto direto no seu bolso e na disputa eleitoral de 2026. Apesar de arrecada\u00e7\u00e3o alta e aumento de impostos, o rombo persiste e especialistas alertam: o estresse fiscal pode manter juros elevados e afetar pre\u00e7os no dia a dia dos brasileiros. Entenda por que a economia se transforma na principal fragilidade eleitoral e qual o reflexo dessas decis\u00f5es no seu cotidiano, especialmente em um ano de debate acalorado sobre gastos e tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>O terceiro mandato de&nbsp;Lula (PT)&nbsp;vem sendo marcado pela busca de solu\u00e7\u00f5es fiscais diante de uma arrecada\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, com R$ 2,887 trilh\u00f5es em 2025. O governo editou 43 novas medidas tribut\u00e1rias nos primeiros 15 meses desta gest\u00e3o, com aumentos e cria\u00e7\u00e3o de impostos para ampliar receitas. No entanto, mesmo com esse esfor\u00e7o arrecadat\u00f3rio, o d\u00e9ficit das contas p\u00fablicas aumentou 32% em rela\u00e7\u00e3o a 2024, demonstrando um desequil\u00edbrio persistente. Analistas ressaltam os riscos desse cen\u00e1rio, sobretudo diante da proximidade das&nbsp;<a href=\"https:\/\/diariodoestadogo.com.br\/tag\/eleicoes-2026\/\">elei\u00e7\u00f5es de 2026<\/a>&nbsp;e do impacto para a confian\u00e7a de investidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Figuras de peso da&nbsp;pol\u00edtica&nbsp;e do setor econ\u00f4mico reagiram com cr\u00edticas e preocupa\u00e7\u00e3o. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, afirmou: \u201cHouve aumento de carga tribut\u00e1ria, e muito, nem sempre gerando receita. A gente tem not\u00edcia de muitas empresas indo para o Paraguai, para o Uruguai, porque querem pagar menos impostos.\u201d J\u00e1 o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, minimizou os alertas e disse que \u201ca crise fiscal \u00e9 del\u00edrio\u201d. Marcus Pestana, da IFI do Senado, foi enf\u00e1tico: o pa\u00eds paga \u201ctaxa de agiota\u201d pelos juros em alta causados pelo d\u00e9ficit. O debate se intensifica \u00e0 medida que se aproximam as defini\u00e7\u00f5es eleitorais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por que o rombo fiscal mexe no seu bolso<\/p>\n\n\n\n<p>O fato de o Brasil registrar arrecada\u00e7\u00e3o recorde em 2025, sem resolver sua fragilidade fiscal, interfere diretamente nas condi\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, nos juros altos e na infla\u00e7\u00e3o que chega ao consumidor. Esse c\u00edrculo vicioso impacta desde financiamentos e empr\u00e9stimos banc\u00e1rios at\u00e9 o pre\u00e7o final das mercadorias. Segundo a IFI, a press\u00e3o sobre o endividamento p\u00fablico for\u00e7a o governo a captar dinheiro no mercado pagando taxas elevadas, custo assumido pela sociedade no dia a dia.<\/p>\n\n\n\n<p>As seguidas manobras para cumprir metas fiscais, incluindo a exclus\u00e3o de R$ 50 bilh\u00f5es em gastos da meta, reacendem reflexos sobre a transpar\u00eancia e a sustentabilidade das contas do pa\u00eds. O debate amplia-se nos bastidores do&nbsp;<a href=\"https:\/\/diariodoestadogo.com.br\/tag\/congresso-nacional\/\">Congresso Nacional<\/a>&nbsp;e do mercado financeiro, preocupando investidores dom\u00e9sticos e estrangeiros. O tema entra na pauta de discuss\u00f5es, como j\u00e1 apontado nas&nbsp;<a href=\"https:\/\/diariodoestadogo.com.br\/tag\/politica\/\">not\u00edcias de pol\u00edtica<\/a>&nbsp;recentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o consumidor, o impacto imediato do cen\u00e1rio fiscal inclui incertezas sobre novos aumentos tribut\u00e1rios e poss\u00edveis cortes em servi\u00e7os p\u00fablicos, al\u00e9m do risco de retra\u00e7\u00e3o da economia com reflexos em emprego e renda. O elevado custo do financiamento para empresas \u00e9 repassado aos produtos, encarecendo ainda mais o custo de vida. Esse cen\u00e1rio gera apreens\u00e3o em diversas \u00e1reas da sociedade, do com\u00e9rcio \u00e0 ind\u00fastria, passando pelo funcionalismo p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>O que est\u00e1 por tr\u00e1s dos d\u00e9ficits seguidos<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento persistente da carga tribut\u00e1ria, mesmo em meio \u00e0 arrecada\u00e7\u00e3o recorde, escancara a dificuldade do governo em controlar despesas e promover reformas estruturais. No relat\u00f3rio da IFI, destaca-se que mais impostos n\u00e3o t\u00eam gerado retorno equivalente \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. A cria\u00e7\u00e3o de novas taxas, como as sobre exporta\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e diesel em mar\u00e7o, pressiona a cadeia produtiva e n\u00e3o resolve o problema central: o crescimento cont\u00ednuo dos gastos.<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto hist\u00f3rico, o Brasil se destaca entre os maiores em arrecada\u00e7\u00e3o, mas figura na lanterna quanto ao retorno \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT). Enquanto pa\u00edses como Irlanda, Su\u00ed\u00e7a e Estados Unidos aparecem na ponta positiva, o cen\u00e1rio nacional motiva compara\u00e7\u00f5es e debates em f\u00f3runs como o&nbsp;<a href=\"https:\/\/diariodoestadogo.com.br\/tag\/economia\/\">debate econ\u00f4mico<\/a>. A cada ciclo eleitoral, a dificuldade de avan\u00e7ar em cortes e ajustes fiscais volta ao centro.<\/p>\n\n\n\n<p>A consequ\u00eancia direta para o cidad\u00e3o \u00e9 um ambiente de inseguran\u00e7a, com empresas migrando para o exterior e dificuldades para investir no pa\u00eds. Sem revers\u00e3o desse quadro, a economia pode se tornar o fator decisivo das decis\u00f5es de voto e de confian\u00e7a dos agentes do mercado, determinando o rumo do pr\u00f3ximo mandato presidencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas veem risco de novo ciclo negativo<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto governistas argumentam que a meta fiscal foi atingida formalmente gra\u00e7as a manobras e faixas de toler\u00e2ncia previstas no arcabou\u00e7o, especialistas e \u00f3rg\u00e3os independentes alertam para a fragilidade estrutural. O debate sobre a \u201ctaxa de agiota\u201d cobrada dos brasileiros segue aceso e coloca press\u00e3o por medidas mais permanentes, sob risco de um ciclo vicioso de aumento de d\u00edvida p\u00fablica e juros elevados.<\/p>\n\n\n\n<p>Consultores em&nbsp;<a href=\"https:\/\/diariodoestadogo.com.br\/tag\/ministerio-da-fazenda\/\">finan\u00e7as p\u00fablicas<\/a>&nbsp;destacam que, sem reformas de gest\u00e3o de gastos e melhor aloca\u00e7\u00e3o dos recursos, o modelo de elevar impostos atinge o limite e pode gerar mais evas\u00e3o de empresas e informalidade. As discuss\u00f5es se alimentam de dados de institui\u00e7\u00f5es como IFI e IBPT, usados para pressionar o governo por mudan\u00e7as. O tema j\u00e1 movimenta debates no&nbsp;<a href=\"https:\/\/diariodoestadogo.com.br\/tag\/brasil\/\">cen\u00e1rio nacional<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os pr\u00f3ximos meses, a expectativa \u00e9 de press\u00e3o crescente sobre o Executivo por parte de partidos de centro e direita, que veem a&nbsp;economia&nbsp;como vulnerabilidade central do governo Lula. O desfecho pode passar por negocia\u00e7\u00f5es no Congresso e avan\u00e7os em reformas, mas o cen\u00e1rio de incerteza fiscal faz com que a estabilidade das contas p\u00fablicas siga sendo o tema mais impactante da corrida eleitoral e do cotidiano do brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-di-rio-do-estado-confira-as-principais-not-cias-do-brasil-e-do-mundo wp-block-embed-di-rio-do-estado-confira-as-principais-not-cias-do-brasil-e-do-mundo\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"uqmxpDkJrS\"><a href=\"https:\/\/diariodoestadogo.com.br\/deficit-recorde-desafia-lula-e-ameaca-o-bolso-do-brasileiro-em-2026-673640\/\">D\u00e9ficit recorde desafia Lula e amea\u00e7a o bolso do brasileiro em 2026<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;D\u00e9ficit recorde desafia Lula e amea\u00e7a o bolso do brasileiro em 2026&#8221; &#8212; DI\u00c1RIO DO ESTADO | Confira as principais not\u00edcias do Brasil e do mundo\" src=\"https:\/\/diariodoestadogo.com.br\/deficit-recorde-desafia-lula-e-ameaca-o-bolso-do-brasileiro-em-2026-673640\/embed\/#?secret=9srGO50iDA#?secret=uqmxpDkJrS\" data-secret=\"uqmxpDkJrS\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Da beliger\u00e2ncia \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o: melhor sa\u00edda para o contencioso tribut\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Historicamente, a rela\u00e7\u00e3o entre Fisco e contribuintes tem se estruturado sob uma l\u00f3gica de enfrentamento e desconfian\u00e7a rec\u00edproca. O fisco atua como ente punitivo e o contribuinte como potencial devedor ou sonegador, instaurando um ambiente de tens\u00e3o permanente que alimenta elevados \u00edndices de litigiosidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados da Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas de Servi\u00e7os Cont\u00e1beis e das Empresas de Assessoramento, Per\u00edcias, Informa\u00e7\u00f5es e Pesquisas (Fenacon)&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-12\/da-beligerancia-a-cooperacao-a-melhor-saida-para-o-contencioso-tributario\/#_ftn1\">[1]<\/a>, o estoque do contencioso tribut\u00e1rio brasileiro somou cerca de R$ 5,69 trilh\u00f5es em 2020, o que correspondia a aproximadamente 74,8% do PIB, revelando uma crise estrutural na rela\u00e7\u00e3o institucional fisco-contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Como observa Luis Eduardo Schoueri, \u201co ambiente fiscal beligerante resulta em imprevisibilidade, alimenta o lit\u00edgio e afasta o Brasil de modelos modernos de conformidade\u201d.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-12\/da-beligerancia-a-cooperacao-a-melhor-saida-para-o-contencioso-tributario\/#_ftn2\">[2]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, entretanto, observa-se uma transi\u00e7\u00e3o para uma cultura de coopera\u00e7\u00e3o entre fisco e contribuintes, influenciada por reformas institucionais e pr\u00e1ticas de conformidade tribut\u00e1ria. O presente artigo analisa esta transi\u00e7\u00e3o no Direito Tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Beliger\u00e2ncia tribut\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>A cultura de enfrentamento no sistema tribut\u00e1rio nacional deita ra\u00edzes hist\u00f3ricas e estruturais, como aponta Roque Antonio Carrazza, ao destacar o \u201ccar\u00e1ter autorit\u00e1rio da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddico-tribut\u00e1ria, ainda vista como uma imposi\u00e7\u00e3o vertical do Estado\u201d.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-12\/da-beligerancia-a-cooperacao-a-melhor-saida-para-o-contencioso-tributario\/#_ftn3\">[3]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Entre os fatores que alimentam a combatividade tribut\u00e1ria no Brasil, destacam-se (i) a complexidade legislativa, com muitas normas tribut\u00e1rias vigentes desde 1988&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-12\/da-beligerancia-a-cooperacao-a-melhor-saida-para-o-contencioso-tributario\/#_ftn4\">[4]<\/a>; (ii) a fiscaliza\u00e7\u00e3o repressiva, caracterizada pela presun\u00e7\u00e3o de fraude e emiss\u00e3o de autos de infra\u00e7\u00e3o em valores elevados; bem como (iii) a judicializa\u00e7\u00e3o excessiva, j\u00e1 que os contribuintes recorrem ao Judici\u00e1rio ante a aus\u00eancia de canais consensuais de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Cen\u00e1rio esse que acabou por formatar rela\u00e7\u00e3o entre fisco e contribuinte marcada pela car\u00eancia de confian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Coopera\u00e7\u00e3o: nova perspectiva da rela\u00e7\u00e3o fiscal federal<\/p>\n\n\n\n<p>Modernamente, nota-se que a rela\u00e7\u00e3o entre ente arrecadador e pagador de tributos passou a experimentar movimentos de pacifica\u00e7\u00e3o e di\u00e1logo, pautada, como aponta Heleno Taveira Torres: em \u201cum novo paradigma na rela\u00e7\u00e3o fiscal, fundado na confian\u00e7a m\u00fatua, transpar\u00eancia e autorregulariza\u00e7\u00e3o\u201d.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-12\/da-beligerancia-a-cooperacao-a-melhor-saida-para-o-contencioso-tributario\/#_ftn5\">[5]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Entre as principais iniciativas de coopera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria no Brasil, destacam-se o compliance tribut\u00e1rio, mediante a regulamenta\u00e7\u00e3o de mecanismos consensuais como o (1) Programa Conformidade Cooperativa&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-12\/da-beligerancia-a-cooperacao-a-melhor-saida-para-o-contencioso-tributario\/#_ftn6\">[6]<\/a>, que busca estimular contribuintes de grande porte a adotar comportamento fiscal transparente e previs\u00edvel; (2) a Transa\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria, prevista na Lei n\u00ba 13.988\/2020, que possibilita a negocia\u00e7\u00e3o direta entre fisco e contribuintes, estimulando a desjudicializa\u00e7\u00e3o e, consequentemente, reduzindo o n\u00famero de lit\u00edgios; e (3) o Programa Lit\u00edgio Zero (2023)&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-12\/da-beligerancia-a-cooperacao-a-melhor-saida-para-o-contencioso-tributario\/#_ftn7\">[7]<\/a>, voltado \u00e0 regulariza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos por meio de descontos e an\u00e1lise da capacidade de pagamento do contribuinte.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-12\/da-beligerancia-a-cooperacao-a-melhor-saida-para-o-contencioso-tributario\/#_ftn8\">[8]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Medidas essas que deixam evidente a postura flex\u00edvel que o fisco federal vem adotando, demonstrando que os envolvidos na rela\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria est\u00e3o saindo da l\u00f3gica de enfrentamento para uma l\u00f3gica coopera\u00e7\u00e3o, conforme pontua Misabel Derzi (2022) ao afirmar que &nbsp;\u201ca rela\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria evoluiu de um campo de batalha para um espa\u00e7o de constru\u00e7\u00e3o conjunta de solu\u00e7\u00f5es\u201d.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-12\/da-beligerancia-a-cooperacao-a-melhor-saida-para-o-contencioso-tributario\/#_ftn9\">[9]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Conclus\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Sob uma perspectiva normativa, o momento prop\u00edcio para a regulamenta\u00e7\u00e3o desses instrumentos consensuais de preven\u00e7\u00e3o e solu\u00e7\u00e3o de conflitos se deu com a edi\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo de Processo Civil de 2015 (CPC\/2015), tendo em vista os pilares sobre os quais ele se sustenta: efetividade (consagrada no bin\u00f4mio primazia do julgamento de m\u00e9rito e razo\u00e1vel dura\u00e7\u00e3o do processo); coopera\u00e7\u00e3o entre os sujeitos do processo; consensualidade, uniformidade da resposta jurisdicional&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-12\/da-beligerancia-a-cooperacao-a-melhor-saida-para-o-contencioso-tributario\/#_ftn10\">[10]<\/a>&nbsp;e pretens\u00e3o de desjudicializa\u00e7\u00e3o de conflitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, h\u00e1 que se reconhecer que foi o CPC\/2015 a mola propulsora para pavimenta\u00e7\u00e3o da regulamenta\u00e7\u00e3o de mecanismos que objetivam a supera\u00e7\u00e3o da beliger\u00e2ncia fiscal mediante a do\u00e7\u00e3o de postura cooperativa entre fisco e contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 evidente a evolu\u00e7\u00e3o da perspectiva do direito tribut\u00e1rio em conflito.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem d\u00favida que a mudan\u00e7a vem sendo gradual, mas necess\u00e1ria para reduzir a litigiosidade, aumentar a seguran\u00e7a jur\u00eddica e possibilitar a constru\u00e7\u00e3o de um ambiente de neg\u00f3cios mais est\u00e1vel. Tudo isso com o intuito de promover um sistema tribut\u00e1rio mais justo, transparente e eficiente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-12\/da-beligerancia-a-cooperacao-a-melhor-saida-para-o-contencioso-tributario\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Contas no vermelho e alta de impostos colocam economia como o grande desafio eleitoral de Lula<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A arrecada\u00e7\u00e3o recorde virou uma das marcas do terceiro mandato de Lula (PT) na presid\u00eancia da Rep\u00fablica, mas n\u00e3o resolveu o problema central das contas p\u00fablicas: o d\u00e9ficit permanente. Com impostos em alta e gastos fora de controle, a fragilidade fiscal tem sido apontada por analistas como um dos principais riscos eleitorais do petista para a disputa eleitoral deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, a arrecada\u00e7\u00e3o chegou ao recorde hist\u00f3rico de R$ 2,887 trilh\u00f5es. Ainda assim, o governo fechou 2025 com as contas no vermelho, contabilizando um rombo 32% superior ao de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o crescimento do PIB em 2025 foi de 2,3%, a arrecada\u00e7\u00e3o acabou crescendo 1,35 ponto percentual&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/arrecadacao-federal-cresceu-mais-que-o-pib-nos-ultimos-30-anos-e-caminha-para-novo-recorde\/\">acima do PIB<\/a>. A diferen\u00e7a indica que os ganhos crescentes do governo, mais do que um reflexo da alta na produtividade, decorrem de outros fatores, como a cria\u00e7\u00e3o e a amplia\u00e7\u00e3o de medidas arrecadat\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Como&nbsp;mostrou&nbsp;a&nbsp;Gazeta do Povo, at\u00e9 mar\u00e7o deste ano, o governo Lula j\u00e1 havia editado 43 medidas de amplia\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria \u2013 uma nova iniciativa a cada 27 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Economia pode ser maior vulnerabilidade eleitoral de Lula<\/p>\n\n\n\n<p>Lideran\u00e7as da direita e do centro t\u00eam apontado a economia como um risco eleitoral significativo para Lula se reeleger. Para presidente do PSD, Gilberto Kassab, a alta de impostos e os d\u00e9ficits recorrentes s\u00e3o o principal ponto fraco do governo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHouve aumento de carga tribut\u00e1ria, e muito, nem sempre gerando receita. A gente tem not\u00edcia de muitas empresas indo para o Paraguai, para o Uruguai, porque querem pagar menos impostos\u201d, declarou Kassab \u00e0&nbsp;Folha de S.Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, entretanto, a economia n\u00e3o ser\u00e1 um fator decisivo na corrida eleitoral deste ano. Em entrevista no final de 2025, o ministro chegou a dizer que os alertas sobre a crise fiscal tratavam-se de \u201c<a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/haddad-diz-que-crise-fiscal-e-delirio-mas-omite-artimanhas-para-fechar-as-contas\/\">del\u00edrios<\/a>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do d\u00e9ficit elevado em 2025, governistas consideram que a meta fiscal foi formalmente atingida. No entanto, o resultado s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as a manobras fiscais que mantiveram gastos fora da regra e \u00e0 banda de toler\u00e2ncia de 0,25 ponto percentual prevista no arcabou\u00e7o fiscal, o que equivale a cerca de R$ 31 bilh\u00f5es para mais ou para menos.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram exclu\u00eddos da meta gastos como os precat\u00f3rios, o ressarcimento a aposentados e pensionistas v\u00edtimas de fraudes do INSS, projetos estrat\u00e9gicos de defesa e despesas tempor\u00e1rias de educa\u00e7\u00e3o \u2013 somados, os gastos chegam a quase R$ 50 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTaxa de agiota\u201d para financiar o governo<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros de 2025 levaram o diretor-executivo da Institui\u00e7\u00e3o Fiscal Independente&nbsp;(IFI), Marcus Pestana, a afirmar que a fragilidade fiscal faz o pa\u00eds pagar uma \u201ctaxa de agiota\u201d para financiar o governo. A IFI \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o independente ligado ao Senado que analisa as contas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO governo, ao ficar no vermelho, precisa demandar empr\u00e9stimos e cr\u00e9dito, e pressiona a taxa de juros que, por sua vez, chega a patamares que s\u00e3o os maiores do mundo. S\u00e3o taxas de agiota que a gente paga pela fragilidade fiscal, pela falta de consist\u00eancia da nossa estrutura fiscal\u201d, disse Pestana \u00e0&nbsp;GloboNews.<\/p>\n\n\n\n<p>Brasil cobra muitos impostos e devolve pouco, diz estudo<\/p>\n\n\n\n<p>Como apontou relat\u00f3rio da IFI de janeiro, \u00e9 pouco prov\u00e1vel que o governo promova cortes ou reestrutura\u00e7\u00f5es relevantes no gasto p\u00fablico em raz\u00e3o do ano eleitoral. Mesmo assim, a cria\u00e7\u00e3o de impostos se mant\u00e9m como recurso recorrente. A&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/economia\/desoneracao-subsidio-diesel-novo-imposto-exportacao-petroleo\/\">taxa\u00e7\u00e3o mais recente ocorreu em mar\u00e7o<\/a>, com cobran\u00e7a de 12% sobre a exporta\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo bruto e de 50% sobre a de diesel.<\/p>\n\n\n\n<p>Lu\u00eds Garcia, advogado tributarista e s\u00f3cio da Tax Group, avalia que h\u00e1 pouco espa\u00e7o para ampliar a tributa\u00e7\u00e3o no Brasil, pois o pa\u00eds j\u00e1 opera com carga tribut\u00e1ria bastante elevada \u2013 e sem o retorno esperado \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Em 2025, a carga tribut\u00e1ria bruta do governo federal correspondeu a 32,4% do PIB.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT) mostra que, entre os 30 pa\u00edses com maior carga tribut\u00e1ria do mundo, o Brasil apresenta o pior \u00edndice de retorno em servi\u00e7os \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Na lideran\u00e7a est\u00e3o Irlanda, Su\u00ed\u00e7a, Estados Unidos, Austr\u00e1lia e Israel.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gazetadopovo.com.br\/eleicoes\/2026\/contas-no-vermelho-alta-impostos-economia-desafio-lula\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf responsabiliza plataforma de pagamento por transa\u00e7\u00f5es de empresas envolvidas em fraude<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria de 5 a 1, a 2\u00aa Turma da 1\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve um lan\u00e7amento de Imposto de Renda Retido na Fonte no valor de R$ 2,5 milh\u00f5es contra a Mercado Pago Institui\u00e7\u00e3o de Pagamento Ltda referente a transfer\u00eancias feitas na plataforma em 2014 por empresas supostamente envolvidas em um esquema de fraude tribut\u00e1ria. A principal discuss\u00e3o do processo foi definir se plataformas digitais s\u00e3o ou n\u00e3o respons\u00e1veis por transa\u00e7\u00f5es entre compradores e vendedores de produtos comercializados online.<\/p>\n\n\n\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o identificou aquilo que considerou como \u201cpagamentos sem causa\u201d feitos pelo Mercado Pago para dois indiv\u00edduos. De acordo com o fisco, o dinheiro veio de quatro empresas que tinham como \u00fanico objetivo possibilitar que as pessoas realizassem movimenta\u00e7\u00f5es il\u00edcitas. Ante os ind\u00edcios de sonega\u00e7\u00e3o, evas\u00e3o de divisas e conluio, a plataforma precisaria ser responsabilizada porque se recusou a fornecer \u00e0s autoridades informa\u00e7\u00f5es sobre as transa\u00e7\u00f5es quando autuada.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa do Mercado Pago alegou que a empresa n\u00e3o participou da suposta fraude: sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 intermediar pagamentos. O dinheiro, sustentou, teria origem na comercializa\u00e7\u00e3o de produtos por cinco pessoas jur\u00eddicas no Mercado Livre, plataforma que recebe e repassa os valores das vendas exclusivamente pelo Mercado Pago. Os vendedores, ent\u00e3o, enviavam os valores recebidos para as contas das quatro empresas investigadas na plataforma, que os transferiam aos benefici\u00e1rios do suposto esquema.<\/p>\n\n\n\n<p>Argumentou, por fim, que as informa\u00e7\u00f5es solicitadas pela fiscaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o foram fornecidas por receio de viola\u00e7\u00e3o ao artigo 6\u00ba da Lei Complementar 105\/2001. O dispositivo define que documentos de institui\u00e7\u00f5es financeiras s\u00f3 podem ser examinados quando considerados indispens\u00e1veis para processos administrativos ou procedimentos fiscais instaurados.<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu o entendimento do relator, conselheiro Lizando Rodrigues de Sousa. Para ele, a tributa\u00e7\u00e3o deveria ser mantida porque, al\u00e9m de a plataforma n\u00e3o ter apresentado uma justificativa para os pagamentos, deixou de repassar os dados quando solicitados pela fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgador foi acompanhando integralmente pelos conselheiros Cristiane Pires McNaughton, Gabriel Campelo de Carvalho e Fernando Beltcher da Silva. J\u00e1 o conselheiro Roney Sandro Freire Corr\u00eaa acompanhou o relator pelas conclus\u00f5es ap\u00f3s apresentar um panorama jurisprudencial e exemplos de como o tema \u00e9 tratado em outros pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro Gustavo Schneider Fossati ficou vencido ao divergir. Ele disse estar convencido de que a fraude apontada pela fiscaliza\u00e7\u00e3o ocorreu, mas entendeu que n\u00e3o ficou provado o envolvimento do Mercado Pago no esquema.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado tamb\u00e9m manteve a responsabilidade solid\u00e1ria do s\u00f3cio da plataforma de pagamentos e a qualifica\u00e7\u00e3o de uma multa aplicada, mas reduziu o percentual da penalidade de 150% para 100%.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 13855.723458\/2019-40.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-responsabiliza-plataforma-de-pagamento-por-transacoes-de-empresas-envolvidas-em-fraude\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Royalties pagos a empresa n\u00e3o s\u00f3cia do mesmo grupo s\u00e3o dedut\u00edveis, decide Carf<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade de votos, a 2\u00aa Turma da 3\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve a dedutibilidade, na base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, de royalties pagos \u00e0 empresa no exterior sem participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria direta, mas integrante do mesmo grupo econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso envolve a Columbia Tristar Filmes do Brasil S.A., que realizou pagamentos \u00e0 Sony Pictures Releasing International pela aquisi\u00e7\u00e3o de direitos autorais para distribui\u00e7\u00e3o de obras cinematogr\u00e1ficas. A fiscaliza\u00e7\u00e3o, contudo, entendeu que valores configurariam royalties a s\u00f3cio, sob o argumento de que a benefici\u00e1ria \u00e9 controladora da Sony Pictures Releasing of Brasil, s\u00f3cia direta da Columbia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sustenta\u00e7\u00e3o oral, o advogado representante do contribuinte argumentou que, ainda que as empresas integrem o mesmo grupo econ\u00f4mico, isso n\u00e3o as caracteriza como s\u00f3cias. Segundo explicou, as \u00fanicas s\u00f3cias da recorrente s\u00e3o as estrangeiras formalmente participantes do seu capital social: a Sony Pictures Releasing of Brasil e uma empresa do grupo Disney.<\/p>\n\n\n\n<p>A turma seguiu o entendimento da relatora, conselheira Nath\u00e1lia Uch\u00f4a Brand\u00e3o, de que a regra de dedutibilidade de royalties possui alcance restrito e n\u00e3o se aplica aos pagamentos realizados a empresas que n\u00e3o sejam s\u00f3cias. Para a conselheira, a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit 182\/2019 delimita o conceito de \u201cs\u00f3cio\u201d, n\u00e3o sendo poss\u00edvel ampli\u00e1-lo de modo a abranger qualquer pessoa jur\u00eddica integrante do mesmo grupo econ\u00f4mico ou vinculada \u00e0 empresa que realiza o pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto em quest\u00e3o, segundo a relatora, \u00e9 claro ao indicar que o termo \u201cs\u00f3cio\u201d se refere \u00e0 pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica, domiciliada no pa\u00eds ou no exterior, que detenha participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria na pessoa jur\u00eddica. Nesse sentido, negou provimento ao recurso de of\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 15746.727135\/2022-93. <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/royalties-pagos-a-empresa-nao-socia-do-mesmo-grupo-sao-dedutiveis-decide-carf\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/royalties-pagos-a-empresa-nao-socia-do-mesmo-grupo-sao-dedutiveis-decide-carf<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf reconhece mudan\u00e7a de crit\u00e9rio jur\u00eddico e mant\u00e9m dedutibilidade de \u00e1gio em oferta p\u00fablica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) reconheceu que houve mudan\u00e7a de crit\u00e9rio jur\u00eddico em uma decis\u00e3o da turma ordin\u00e1ria relacionada \u00e0 amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio gerado em oferta p\u00fablica de aquisi\u00e7\u00e3o (OPA) para o fechamento de capital da Redecard. Com isso, o auto de infra\u00e7\u00e3o foi cancelado integralmente.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a Banestado Participa\u00e7\u00f5es Ltda., empresa do grupo Ita\u00fa que j\u00e1 detinha parte das a\u00e7\u00f5es da Redecard, foi capitalizada pelo Ita\u00fa Leasing e pelo Ita\u00facard a fim de adquirir as a\u00e7\u00f5es remanescentes no mercado e fechar o capital da companhia. Posteriormente, a Redecard foi incorporada pela pr\u00f3pria Banestado. A fiscaliza\u00e7\u00e3o entendeu que a Banestado teria sido utilizada como empresa-ve\u00edculo e que as duas companhias do grupo Ita\u00fa seriam as reais adquirentes da Redecard.<\/p>\n\n\n\n<p>Na turma ordin\u00e1ria o entendimento foi de que a Banestado n\u00e3o se caracterizava como empresa-ve\u00edculo, mas que parte da opera\u00e7\u00e3o configuraria \u00e1gio interno. Assim, o colegiado reconheceu a dedutibilidade do \u00e1gio apenas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s a\u00e7\u00f5es adquiridas de acionistas externos durante a oferta p\u00fablica de fechamento de capital, negando para a parcela correspondente \u00e0s a\u00e7\u00f5es de empresas do mesmo grupo econ\u00f4mico (que j\u00e1 detinham certa participa\u00e7\u00e3o na Redecard).<\/p>\n\n\n\n<p>O argumento, por\u00e9m, de que seria \u00e1gio interno n\u00e3o constava na autua\u00e7\u00e3o da Receita Federal. A defesa sustentou que a opera\u00e7\u00e3o teve como \u00fanico objetivo o fechamento de capital da Redecard e que foi conduzida pela Banestado por ser a empresa do grupo Ita\u00fa com a maior participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria na companhia. Ressaltou ainda que a transa\u00e7\u00e3o n\u00e3o visava \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de controle, j\u00e1 que o grupo Ita\u00fa j\u00e1 detinha o controle da Redecard por meio de um conjunto de empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora, Maria Carolina Maldonado, acolheu o recurso do contribuinte, ao reconhecer que houve mudan\u00e7a de crit\u00e9rio jur\u00eddico na decis\u00e3o da turma ordin\u00e1ria. Ainda, a julgadora n\u00e3o conheceu do recurso da PGFN que questionava o \u00e1gio decorrente de oferta p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, como a alega\u00e7\u00e3o de que parte do \u00e1gio seria interno foi considerada mudan\u00e7a de crit\u00e9rio jur\u00eddico e esta era a \u00fanica parcela remanescente do lan\u00e7amento, j\u00e1 que a turma ordin\u00e1ria havia afastado a acusa\u00e7\u00e3o de que o Banestado seria empresa-ve\u00edculo, a autua\u00e7\u00e3o restou cancelada em sua integralidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo \u00e9 o de n\u00famero 16561.720086\/2018-11.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-reconhece-mudanca-de-criterio-juridico-e-mantem-dedutibilidade-de-agio-em-oferta-publica\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf afasta contribui\u00e7\u00f5es a terceiros aplicadas a indeniza\u00e7\u00e3o por perda de estabilidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf) afastou a incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es devidas a terceiros sobre pagamentos feitos a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o por demiss\u00e3o sem justa causa a empregados que perderam estabilidade de emprego \u00e0 qual tinham direito. Por unanimidade, os conselheiros entenderam que os pagamentos s\u00e3o, de fato, indeniza\u00e7\u00f5es e por isso n\u00e3o integram a base de c\u00e1lculo dos tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo analisou pagamentos feitos pela Ferrovia Centro-Atl\u00e2ntica S.A a empregados contratados antes de 1994 como uma forma de compens\u00e1-los pela elimina\u00e7\u00e3o de estabilidade de emprego que vigorou em contrato coletivo at\u00e9 o fim daquele ano.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa do contribuinte sustentou que a tributa\u00e7\u00e3o deveria ser afastada porque os pagamentos s\u00e3o eventuais e estavam pactuados em acordo coletivo de trabalho (ACT).<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu a interpreta\u00e7\u00e3o pr\u00f3-contribuinte do relator, conselheiro Leonam Rocha de Medeiros. O julgador entendeu que o car\u00e1ter indenizat\u00f3rio dos pagamentos \u00e9 evidente porque eles s\u00e3o uma contrapartida \u00e0 perda de estabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 15504.001563\/2007-04.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-afasta-contribuicoes-a-terceiros-aplicadas-a-indenizacao-por-perda-de-estabilidade\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Novo conceito de pra\u00e7a para calcular IPI retroage em favor do contribuinte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-13\/a-lei-que-define-praca-como-municipio-aplica-se-a-fatos-preteritos\/\">Lei 14.395\/2022<\/a>, que restringiu o conceito de pra\u00e7a para fins de c\u00e1lculo do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22Imposto+sobre+Produtos+Industrializados%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)<\/a>, n\u00e3o criou uma regra in\u00e9dita, pois apenas esclareceu normas j\u00e1 existentes. Por essa raz\u00e3o, a defini\u00e7\u00e3o mais ben\u00e9fica ao contribuinte deve ser aplicada a fatos anteriores \u00e0 vig\u00eancia da nova legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, a ju\u00edza Adverci Rates Mendes de Abreu, da 20\u00aa Vara Federal C\u00edvel do Distrito Federal, julgou parcialmente procedente uma a\u00e7\u00e3o e anulou parte de uma autua\u00e7\u00e3o fiscal contra uma ind\u00fastria de produtos de higiene e cosm\u00e9ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa foi surpreendida com um auto de infra\u00e7\u00e3o da Receita Federal. A cobran\u00e7a exigia o pagamento de diferen\u00e7as do IPI relativas ao per\u00edodo de janeiro de 2009 a dezembro de 2012, em um montante que chegou a R$ 24,2 milh\u00f5es. A fiscaliza\u00e7\u00e3o apontou inobserv\u00e2ncia do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=VTM&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">Valor Tribut\u00e1vel M\u00ednimo (VTM)<\/a>&nbsp;nas sa\u00eddas de mercadorias da f\u00e1brica para uma distribuidora interdependente.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa ajuizou a a\u00e7\u00e3o para pedir a anula\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito. A companhia argumentou que a autua\u00e7\u00e3o desvirtuou o conceito legal de pra\u00e7a. Segundo a autora, o c\u00e1lculo deveria se basear no mercado atacadista do munic\u00edpio de sua sede, a cidade de Porto Alegre, mas a autoridade fiscal usou uma compreens\u00e3o ampliada, englobando a localidade da distribuidora e de outras regi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o sustentou a legalidade do lan\u00e7amento tribut\u00e1rio. O ente governamental alegou que o termo n\u00e3o deveria se limitar ao munic\u00edpio da ind\u00fastria, mas refletir a realidade na localidade em que se forma o pre\u00e7o de revenda, de modo a evitar manobras destinadas a reduzir artificialmente a carga tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Interpreta\u00e7\u00e3o ben\u00e9fica<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar a disputa, a julgadora deu raz\u00e3o \u00e0 contribuinte sobre o conceito geogr\u00e1fico. Ela explicou que a controv\u00e9rsia de interpreta\u00e7\u00e3o foi superada com a edi\u00e7\u00e3o da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2019-2022\/2022\/lei\/L14395.htm\">Lei 14.395\/2022<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza observou que a referida norma incluiu o artigo 15-A na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L4502.htm\">Lei 4.502\/1964<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%224.502%2F1964%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">que regula o IPI<\/a>, para estabelecer de forma expressa que a pra\u00e7a \u00e9 apenas o munic\u00edpio onde est\u00e1 situado o estabelecimento do remetente. Por ter natureza interpretativa, a aplica\u00e7\u00e3o do novo dispositivo a fatos pret\u00e9ritos \u00e9 autorizada pelo artigo 106, inciso I, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cLogo, encerrada est\u00e1 a discuss\u00e3o sobre o conceito de pra\u00e7a do remetente, pois a referida norma tem car\u00e1ter interpretativo e, nos termos do art. 106, I, do CTN, aplica-se a fatos pret\u00e9ritos, como os aqui discutidos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A julgadora acrescentou que a teoria ampliada da Uni\u00e3o afronta a legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria atual. \u201cNessa via, a tese da Fazenda Nacional, no sentido de que a \u2018pra\u00e7a\u2019 abrangeria localidade mais ampla, n\u00e3o encontra mais espa\u00e7o interpretativo de modo que, a partir da Lei 14.395\/22, se acolhida, confrontar\u00e1 o princ\u00edpio da legalidade tribut\u00e1ria.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a magistrada rejeitou o pedido subsidi\u00e1rio da ind\u00fastria, que pretendia usar o custo de fabrica\u00e7\u00e3o acrescido de encargos na base de c\u00e1lculo. Ela destacou que a regra do mercado atacadista \u00e9 obrigat\u00f3ria e deve ser aplicada considerando os pre\u00e7os do pr\u00f3prio munic\u00edpio de origem da mercadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Os advogados&nbsp;Achiles Augustus Cavallo,&nbsp;Ana Cristina Casanova Cavallo&nbsp;e&nbsp;Deborah Marianna Cavallo&nbsp;atuaram na causa pela empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/1032011-21.2019.4.01.3400-sentenca.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler a senten\u00e7a<br>Processo 1032011-21.2019.4.01.3400<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"nzurezylFr\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-07\/novo-conceito-de-praca-para-calcular-ipi-retroage-em-favor-do-contribuinte\/\">Novo conceito de pra\u00e7a para calcular IPI retroage em favor do contribuinte<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Novo conceito de pra\u00e7a para calcular IPI retroage em favor do contribuinte&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-07\/novo-conceito-de-praca-para-calcular-ipi-retroage-em-favor-do-contribuinte\/embed\/#?secret=FULxlHwN2X#?secret=nzurezylFr\" data-secret=\"nzurezylFr\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Vendedor de produto agropecu\u00e1rio isento n\u00e3o tem direito a cr\u00e9dito de ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A lei garante&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22cr%C3%A9dito+de+ICMS%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">cr\u00e9dito de ICMS<\/a>&nbsp;na cadeia de produtos agropecu\u00e1rios isentos do tributo, mas o benef\u00edcio n\u00e3o vale para quem faz a venda. A regra beneficia apenas o comprador da etapa seguinte, que adquire os bens e os revende com a tributa\u00e7\u00e3o aplicada.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse fundamento, a 1\u00aa Turma do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Inicio\">Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/a>&nbsp;acolheu por unanimidade um recurso especial do estado do Rio Grande do Sul, afastando o cr\u00e9dito garantido a uma empresa de agroalimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em regra, as&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2020-mai-04\/revender-sementes-isencao-nao-direito-creditos-icms\">opera\u00e7\u00f5es isentas ou n\u00e3o tributadas n\u00e3o d\u00e3o direito ao cr\u00e9dito fiscal<\/a>, conforme prev\u00ea a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm\">Constitui\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;no artigo 155, par\u00e1grafo 2\u00ba, inciso II. Mas a lei pode determinar exce\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cr\u00e9ditos foram autorizados pelo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.tjrs.jus.br\/novo\/\">Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul<\/a>&nbsp;com base no artigo 20, par\u00e1grafo 6\u00ba, da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp87.htm\">Lei Complementar 87\/1996<\/a>, que permite o aproveitamento quando se tratar de produtos agropecu\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>A verdadeira exce\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Para o TJ-RS, cabe o cr\u00e9dito de ICMS sobre opera\u00e7\u00f5es com produtos agropecu\u00e1rios, mesmo sendo isentas e n\u00e3o tributadas as opera\u00e7\u00f5es de sa\u00eddas. No entanto, para o STJ a corte estadual deixou de contextualizar corretamente a interpreta\u00e7\u00e3o da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Relator do recurso especial, o ministro Gurgel de Faria considerou que a exce\u00e7\u00e3o prevista no artigo 20 n\u00e3o \u00e9 destinada \u00e0quele que faz a venda de produtos agropecu\u00e1rios isentos, mas ao contribuinte da etapa posterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, tem direito ao cr\u00e9dito de ICMS quem compra mercadoria isenta do produto e que tem a sua opera\u00e7\u00e3o de sa\u00edda normalmente tributada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSomente esse poder\u00e1 aproveitar os cr\u00e9ditos de ICMS referentes \u00e0s opera\u00e7\u00f5es anteriores \u00e0 desonerada, de acordo com a sistem\u00e1tica da n\u00e3o cumulatividade\u201d, concluiu o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/STJ-veta-credito-de-ICMS-a-quem-vende-agropecuario-isento-do-imposto.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o ac\u00f3rd\u00e3o<br>REsp 1.971.485<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"V5aKe93eb3\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-07\/vendedor-de-produto-agropecuario-isento-nao-tem-direito-a-credito-de-icms\/\">Vendedor de produto agropecu\u00e1rio isento n\u00e3o tem direito a cr\u00e9dito de ICMS<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Vendedor de produto agropecu\u00e1rio isento n\u00e3o tem direito a cr\u00e9dito de ICMS&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-07\/vendedor-de-produto-agropecuario-isento-nao-tem-direito-a-credito-de-icms\/embed\/#?secret=yZ3amyZJ4H#?secret=V5aKe93eb3\" data-secret=\"V5aKe93eb3\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita n\u00e3o pode reter selo fiscal para for\u00e7ar pagamento de tributo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A reten\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22selos+fiscais%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">selos fiscais<\/a> necess\u00e1rios para o com\u00e9rcio de mercadorias, com o objetivo de for\u00e7ar o pagamento pr\u00e9vio e integral de impostos, configura san\u00e7\u00e3o pol\u00edtica inconstitucional e fere o livre exerc\u00edcio da atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa foi a conclus\u00e3o do juiz Francisco Soares Reis J\u00fanior, da 6\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de S\u00e3o Lu\u00eds, para impedir que o Fisco estadual condicione a entrega de selos fiscais a uma fabricante de \u00e1gua mineral ao pagamento de tributo. A decis\u00e3o tamb\u00e9m garante a manuten\u00e7\u00e3o de um benef\u00edcio fiscal \u00e0 empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>O lit\u00edgio envolve uma fabricante que vende \u00e1gua mineral envasada em garraf\u00f5es de 20 litros. Para atuar no mercado, a companhia precisa afixar selos fiscais nos vasilhames, os quais s\u00e3o adquiridos junto \u00e0 Secretaria de Fazenda do Estado do Maranh\u00e3o (Sefaz-MA). A empresa faz parte de um programa estadual de incentivo que concede um cr\u00e9dito presumido de 75% no recolhimento de impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>A autoridade fazend\u00e1ria, contudo, passou a condicionar a libera\u00e7\u00e3o dos selos ao pagamento integral do <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=ICMS&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS)<\/a> no regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, ignorando o desconto garantido por lei. Al\u00e9m disso, a base de c\u00e1lculo do tributo foi atualizada por meio de uma portaria.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do risco de paralisa\u00e7\u00e3o de suas atividades, a empresa impetrou um mandado de seguran\u00e7a preventivo na Justi\u00e7a. A autora argumentou que a exig\u00eancia do pagamento integral configurava cobran\u00e7a indireta e san\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, o que \u00e9 vedado pela <a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudencia\/sumariosumulas.asp?base=30&amp;sumula=2201\">S\u00famula 547 do Supremo Tribunal Federal<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa apontou tamb\u00e9m que a fixa\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo por portaria violava a legalidade tribut\u00e1ria e caracterizava um regime de pauta fiscal, pr\u00e1tica proibida pela <a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/docs_internet\/revista\/eletronica\/stj-revista-sumulas-2017_42_capSumula431-435.pdf\">S\u00famula 431 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Expediente indevido<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o pedido, o julgador deu raz\u00e3o \u00e0 empresa. Ele explicou que a Fazenda P\u00fablica tem mecanismos pr\u00f3prios para cobrar d\u00edvidas, como a execu\u00e7\u00e3o fiscal, e que n\u00e3o pode usar expedientes administrativos para restringir a atividade empresarial como forma de coer\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA utiliza\u00e7\u00e3o de expedientes administrativos restritivos, como a reten\u00e7\u00e3o de selos fiscais cuja aposi\u00e7\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria para a comercializa\u00e7\u00e3o de \u00e1gua mineral, com o fito de for\u00e7ar o contribuinte ao pagamento pr\u00e9vio e integral do ICMS, configura san\u00e7\u00e3o pol\u00edtica\u201d, avaliou o juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o benef\u00edcio fiscal, o julgador observou que a concess\u00e3o sob condi\u00e7\u00e3o onerosa, na qual a empresa assumiu compromissos pelo programa governamental, gera direito adquirido segundo o C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN) e n\u00e3o pode ser revogada livremente, conforme a S\u00famula 544 do STF. O magistrado acrescentou que a atualiza\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do ICMS por meio de atos infralegais ofende o princ\u00edpio da estrita legalidade tribut\u00e1ria, previsto no artigo 150, inciso I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO tabelamento de pre\u00e7os m\u00ednimos ou fixos por meio de portaria, ignorando a metodologia legal de arbitramento e o valor real da opera\u00e7\u00e3o, tangencia a figura da pauta fiscal, pois usurpa a compet\u00eancia do Poder Legislativo\u201d, concluiu o juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>Os advogados Ant\u00f4nio Rocha de Carvalho e Gabriel Pinheiro Corr\u00eaa Costa, do escrit\u00f3rio Costa e Costa Associados, atuaram na causa pela empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/DOC-20260303-WA0066.-1.pdf\">aqui<\/a> para ler a decis\u00e3o<br>Mandado de Seguran\u00e7a C\u00edvel 0812054-98.2026.8.10.0001 <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-08\/receita-nao-pode-reter-selo-fiscal-para-forcar-pagamento-de-tributo\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-08\/receita-nao-pode-reter-selo-fiscal-para-forcar-pagamento-de-tributo\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ julga prazo para receita cobrar rendimentos omissos no IR<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa se\u00e7\u00e3o do STJ iniciou julgamento para definir qual regra de decad\u00eancia deve ser aplicada em casos de omiss\u00e3o de rendimentos no imposto de renda. A controv\u00e9rsia envolve a interpreta\u00e7\u00e3o dos arts. 150, \u00a74\u00ba, e 173, I, do CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi suspenso ap\u00f3s pedido de vista do ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues.<\/p>\n\n\n\n<p>Hip\u00f3teses distintas<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 150, \u00a74\u00ba, do CTN trata dos tributos sujeitos a lan\u00e7amento por homologa\u00e7\u00e3o e estabelece que, havendo pagamento antecipado, o prazo decadencial para o Fisco constituir eventual diferen\u00e7a \u00e9 de cinco anos contados do fato gerador, salvo se comprovada a ocorr\u00eancia de dolo, fraude ou simula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o art. 173, I, do CTN prev\u00ea a regra geral, segundo a qual o prazo para lan\u00e7amento come\u00e7a no primeiro dia do exerc\u00edcio seguinte \u00e0quele em que poderia ter sido efetuado, sendo aplicado, em regra, quando n\u00e3o h\u00e1 pagamento antecipado.<\/p>\n\n\n\n<p>Valores omitidos<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, o contribuinte apresentou declara\u00e7\u00e3o de rendimentos e realizou pagamento parcial do imposto com base nos valores informados. Posteriormente, no entanto, a fiscaliza\u00e7\u00e3o identificou rendimentos que n\u00e3o haviam sido declarados, o que resultou na apura\u00e7\u00e3o de imposto devido em montante superior ao inicialmente recolhido.<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, o contribuinte alegou a decad\u00eancia do direito do Fisco de efetuar o lan\u00e7amento suplementar do imposto de renda. Defendeu que, por se tratar de tributo sujeito a lan\u00e7amento por homologa\u00e7\u00e3o e haver recolhimento antecipado, deveria ser aplicada a regra do art. 150, \u00a74\u00ba, do CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>A senten\u00e7a julgou improcedente o pedido. O tribunal de origem manteve a condena\u00e7\u00e3o, sem, contudo, definir se estava configurado a&nbsp;exist\u00eancia de dolo, fraude ou simula\u00e7\u00e3o prevista&nbsp;na parte final do art. 150, \u00a74\u00ba, do CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, surgiu a controv\u00e9rsia sobre a natureza do pagamento parcial: se ele seria suficiente para caracterizar antecipa\u00e7\u00e3o do tributo e atrair a regra do art. 150, \u00a74\u00ba, ou se, em rela\u00e7\u00e3o aos valores omitidos, deveria prevalecer a regra do art. 173, I, diante da aus\u00eancia de declara\u00e7\u00e3o e pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Fazenda defende aplica\u00e7\u00e3o do Art. 173&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em sess\u00e3o nesta quarta-feira, 8, a Fazenda Nacional sustentou que, em hip\u00f3teses de omiss\u00e3o de rendimentos, n\u00e3o se aplica a regra do art. 150, \u00a74\u00ba, pois n\u00e3o h\u00e1 pagamento antecipado sobre valores que n\u00e3o foram declarados.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme destacou, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel considerar antecipa\u00e7\u00e3o de tributo sobre valores desconhecidos pela Administra\u00e7\u00e3o, afirmando que a parcela omitida s\u00f3 foi identificada ap\u00f3s procedimento fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, defendeu a incid\u00eancia da regra geral do art. 173, I, que prev\u00ea o prazo decadencial a partir do primeiro dia do exerc\u00edcio seguinte \u00e0quele em que o lan\u00e7amento poderia ter sido efetuado.<\/p>\n\n\n\n<p>Entendimento do relator<\/p>\n\n\n\n<p>Em voto, o&nbsp;relator, ministro Afr\u00e2nio Vilela, manifestou entendimento no sentido de que, tratando-se de imposto de renda, tributo sujeito a lan\u00e7amento por homologa\u00e7\u00e3o, a exist\u00eancia de pagamento antecipado, sem comprova\u00e7\u00e3o de dolo, fraude ou simula\u00e7\u00e3o, atrai a aplica\u00e7\u00e3o do art. 150, \u00a74\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, S. Exa. destacou que a omiss\u00e3o de rendimentos, por si s\u00f3, n\u00e3o presume inten\u00e7\u00e3o de fraude, mencionando orienta\u00e7\u00e3o administrativa nesse sentido. Assim, para o ministro, o prazo decadencial deve ser contado a partir do fato.<\/p>\n\n\n\n<p>Afr\u00e2nio observou ainda que o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido n\u00e3o analisou adequadamente a exist\u00eancia de dolo ou fraude, elemento relevante para defini\u00e7\u00e3o da regra aplic\u00e1vel, o que comprometeria a correta solu\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, votou pelo conhecimento do recurso e por seu parcial provimento, com retorno dos autos ao tribunal de origem para que seja definida, \u00e0 luz das provas, qual regra de decad\u00eancia deve incidir no caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o voto, o julgamento foi suspenso por pedido de vista do ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: EAREsp 1.626.062<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/453535\/stj-julga-prazo-para-receita-cobrar-rendimentos-omissos-no-ir\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ permite restitui\u00e7\u00e3o de ICMS sem ajuste pr\u00e9vio de cr\u00e9ditos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu, por unanimidade, manter o entendimento de que o contribuinte pode buscar a restitui\u00e7\u00e3o ou compensa\u00e7\u00e3o de ICMS pago indevidamente em transfer\u00eancias entre estabelecimentos do mesmo titular sem necessidade de, antes disso, comprovar ou ajustar cr\u00e9ditos eventualmente aproveitados na opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo em julgamento \u00e9 o EREsp 2057460.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado acompanhou o voto do relator, Teodoro Silva Santos, e rejeitou os embargos de diverg\u00eancia do estado do Rio Grande do Sul, que buscava limitar o alcance da restitui\u00e7\u00e3o para evitar o chamado \u201cduplo aproveitamento\u201d de cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sustenta\u00e7\u00e3o oral, o procurador Artur Miguel Goi Eidt afirmou que \u201cse n\u00e3o houver essa ressalva na decis\u00e3o, ser\u00e1 consolidado um enriquecimento sem causa do contribuinte\u201d, j\u00e1 que os valores poderiam ter sido previamente aproveitados como cr\u00e9dito no estabelecimento de destino. Segundo a procuradoria, seria necess\u00e1rio determinar, ao menos, que eventuais cr\u00e9ditos j\u00e1 utilizados fossem abatidos na fase de liquida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao votar, o relator afastou a necessidade de impor esse tipo de condicionamento no julgamento. Ele destacou que, em mandado de seguran\u00e7a, o reconhecimento do direito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o exige a apura\u00e7\u00e3o pr\u00e9via dos valores e que a verifica\u00e7\u00e3o de documentos e eventual ajuste de valores deve ocorrer posteriormente, na esfera administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 assegurada ao contribuinte o reconhecimento do direito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, independentemente da pr\u00e9via apura\u00e7\u00e3o dos valores a serem compensados\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o julgamento, o ministro Benedito Gon\u00e7alves destacou que eventuais distor\u00e7\u00f5es podem ser corrigidas no momento da compensa\u00e7\u00e3o, sem necessidade de restringir o direito reconhecido judicialmente. Segundo ele, \u201ctodos os demais requisitos [\u2026] s\u00e3o resolvidos quando fizer um encontro de contas, que \u00e9 uma atividade administrativa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/stj-permite-restituicao-de-icms-sem-ajuste-previo-de-creditos\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>CFOAB aciona Supremo contra &#8220;efeito degrau&#8221; na tributa\u00e7\u00e3o de dividendos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Federal da OAB protocolou, nesta quarta-feira (8), no Supremo Tribunal Federal (STF), uma A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade com pedido de medida cautelar contra dispositivos da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2025\/lei\/l15270.htm\">Lei 15.270\/2025<\/a>. A entidade questiona o chamado &#8220;efeito degrau&#8221; (notch effect) na tributa\u00e7\u00e3o de lucros e dividendos, que imp\u00f5e al\u00edquotas cheias sobre a totalidade dos rendimentos, ferindo o princ\u00edpio constitucional da progressividade gradual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foca nos artigos 6\u00ba-A e 16-A da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9250.htm\">Lei 9.250\/1995<\/a>, que, na pr\u00e1tica, fazem com que um contribuinte que receba um real acima do limite de isen\u00e7\u00e3o sofra uma tributa\u00e7\u00e3o sobre todo o montante, e n\u00e3o apenas sobre a parcela excedente. Para a OAB, essa distor\u00e7\u00e3o pune o incremento patrimonial e desnatura a fun\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente Beto Simonetti, destacou que a medida visa proteger n\u00e3o apenas a advocacia, mas todos os profissionais liberais e contribuintes brasileiros. &#8220;A tributa\u00e7\u00e3o deve ser um instrumento de justi\u00e7a, e n\u00e3o uma armadilha aritm\u00e9tica. Ao ignorar as faixas de dedu\u00e7\u00e3o, o Estado confisca rendimentos e pune quem produz. O Conselho Federal n\u00e3o permitir\u00e1 que falhas de geometria tribut\u00e1ria asfixiem os cidad\u00e3os e inviabilizem o exerc\u00edcio profissional l\u00edcito&#8221;, afirmou Simonetti.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferente de outras a\u00e7\u00f5es que tramitam na Corte, a ADI do CFOAB apresenta uma tese t\u00e9cnica espec\u00edfica: a inconstitucionalidade parcial sem redu\u00e7\u00e3o de texto. O objetivo \u00e9 que o STF determine a aplica\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica de progressividade marginal, preservando a lei, mas corrigindo a forma como o imposto \u00e9 calculado.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Comiss\u00e3o Nacional de Estudos Constitucionais, Marcus Vinicius Furtado Co\u00ealho, explicou a import\u00e2ncia da distin\u00e7\u00e3o processual. &#8220;N\u00e3o buscamos o v\u00e1cuo arrecadat\u00f3rio, mas o respeito \u00e0 t\u00e9cnica constitucional j\u00e1 consolidada pelo Supremo. A al\u00edquota deve incidir apenas sobre o que excede a isen\u00e7\u00e3o. O modelo atual gera uma inseguran\u00e7a jur\u00eddica e fere a capacidade contributiva ao impor saltos de al\u00edquotas que aniquilam o rendimento dispon\u00edvel do contribuinte&#8221;, pontuou.<\/p>\n\n\n\n<p>A Ordem aguarda a distribui\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o e a aprecia\u00e7\u00e3o do pedido de cautelar para suspender as reten\u00e7\u00f5es iminentes, evitando danos aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.oab.org.br\/noticia\/64029\/cfoab-aciona-supremo-contra-efeito-degrau-na-tributacao-de-dividendos\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Imposto sobre exporta\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo \u00e9 suspenso por desvio de finalidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22princ%C3%ADpio+da+anterioridade%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">princ\u00edpio da anterioridade tribut\u00e1ria<\/a>, que impede a cobran\u00e7a de impostos institu\u00eddos no mesmo exerc\u00edcio financeiro ou antes de 90 dias da publica\u00e7\u00e3o de lei, pode ser dispensado para o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22Imposto+de+Exporta%C3%A7%C3%A3o%22\">imposto de exporta\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;quando ele ocorre por motiva\u00e7\u00e3o extrafiscal. Se o tributo \u00e9 usado pelo Estado com o fim exclusivo de gerar receita, ocorre desvio de finalidade, o que atrai as garantias constitucionais de limita\u00e7\u00e3o ao poder de tributar.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o juiz Humberto de Vasconcelos Sampaio, da 1\u00aa Vara Federal do Rio de Janeiro, concedeu uma liminar para suspender a cobran\u00e7a imediata do Imposto de Exporta\u00e7\u00e3o sobre as opera\u00e7\u00f5es de cinco petrol\u00edferas multinacionais \u2014 Shell, Equinor, Total Energies, Repsol Sinopec e Petrogal.<\/p>\n\n\n\n<p>O lit\u00edgio teve in\u00edcio ap\u00f3s o governo federal editar a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2023-2026\/2026\/Mpv\/mpv1340.htm\">Medida Provis\u00f3ria 1.340\/2026<\/a>. A norma fixou uma al\u00edquota de 12% do Imposto de Exporta\u00e7\u00e3o incidente sobre o \u00f3leo bruto de petr\u00f3leo e minerais betuminosos. Segundo a regra, a taxa passaria a valer de forma imediata a partir de mar\u00e7o de 2026 e os valores arrecadados seriam destinados ao atendimento de necessidades fiscais emergenciais da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da cobran\u00e7a, as empresas exportadoras de petr\u00f3leo ajuizaram um mandado de seguran\u00e7a com pedido de urg\u00eancia para afastar a incid\u00eancia imediata da al\u00edquota. As autoras argumentaram que a medida provis\u00f3ria desvirtuou a natureza extrafiscal do tributo para us\u00e1-lo como instrumento puramente arrecadat\u00f3rio, o que exigiria a obedi\u00eancia ao princ\u00edpio da anterioridade para que a cobran\u00e7a fosse v\u00e1lida.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o argumentou que n\u00e3o houve cria\u00e7\u00e3o de imposto novo, mas simples altera\u00e7\u00e3o de al\u00edquota. O ente p\u00fablico afirmou que a antiga taxa zero refletia apenas uma pol\u00edtica de incentivo e que as empresas n\u00e3o teriam direito adquirido \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o pedido, o magistrado deu raz\u00e3o \u00e0s empresas. Ele explicou que a Constitui\u00e7\u00e3o apenas isenta o Imposto de Exporta\u00e7\u00e3o de cumprir a anterioridade quando ele \u00e9 usado de forma t\u00edpica, para a regula\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio exterior e da pol\u00edtica cambial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA reda\u00e7\u00e3o do art. 10 da MP n\u00ba 1.340\/2026, ao prever expressamente que a receita decorrente do Imposto de Exporta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 destinada ao atendimento das necessidades fiscais emergenciais da Uni\u00e3o, revela de maneira inequ\u00edvoca a finalidade arrecadat\u00f3ria da medida\u201d, observou o juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgador destacou que a exposi\u00e7\u00e3o de motivos da pr\u00f3pria norma confirmou que a destina\u00e7\u00e3o visava a financiar despesas estatais, o que descaracteriza a extrafiscalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando o tributo extrafiscal \u00e9 utilizado com finalidade arrecadat\u00f3ria, perde-se a justificativa constitucional para afastar as limita\u00e7\u00f5es ao poder de tributar, devendo ser observadas as garantias previstas no art. 150 da Constitui\u00e7\u00e3o\u201d, avaliou o magistrado.<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo rejeitou ainda a tese de que a al\u00edquota de 12% n\u00e3o seria uma carga nova, uma vez que a pol\u00edtica de taxa zero era uma op\u00e7\u00e3o normativa est\u00e1vel do mercado at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA s\u00fabita imposi\u00e7\u00e3o de al\u00edquota de 12% representa, na pr\u00e1tica, institui\u00e7\u00e3o de carga tribut\u00e1ria nova, com impacto econ\u00f4mico imediato e finalidade fiscal declarada\u201d, concluiu o juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a corte suspendeu a exigibilidade da cobran\u00e7a a partir do in\u00edcio de vig\u00eancia da norma, em mar\u00e7o de 2026, e proibiu a aplica\u00e7\u00e3o de penalidades ao grupo de exportadoras, como a negativa de certid\u00f5es de regularidade fiscal ou inscri\u00e7\u00f5es em cadastros de inadimpl\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Liminar-Deferida-MS-5029245-88.2026.4.02.5101.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler a decis\u00e3o<br>Mandado de Seguran\u00e7a C\u00edvel 5029245-88.2026.4.02.5101<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"QxSiJGHaOX\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-09\/imposto-sobre-exportacao-de-petroleo-e-suspenso-por-desvio-de-finalidade\/\">Imposto sobre exporta\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo \u00e9 suspenso por desvio de finalidade<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Imposto sobre exporta\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo \u00e9 suspenso por desvio de finalidade&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-abr-09\/imposto-sobre-exportacao-de-petroleo-e-suspenso-por-desvio-de-finalidade\/embed\/#?secret=6g8Et0u43V#?secret=QxSiJGHaOX\" data-secret=\"QxSiJGHaOX\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ valida greve de auditores j\u00e1 encerrada, mas mant\u00e9m multa por suspens\u00e3o no Carf<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/stj\">STJ<\/a>) reconheceu, por unanimidade, a legalidade da greve dos auditores fiscais realizada entre novembro de 2023 e fevereiro de 2024. Dentre as principais reclama\u00e7\u00f5es da categoria estava a falta de negocia\u00e7\u00e3o para reajuste dos vencimentos b\u00e1sicos e a aus\u00eancia no pagamento de b\u00f4nus de efici\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o colegiado manteve a aplica\u00e7\u00e3o de multa em R$ 1,35 milh\u00e3o pela suspens\u00e3o de 45 sess\u00f5es no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/carf\">Carf<\/a>), contrariando a liminar proferida pela relatora do caso, ministra Regina Helena Costa.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso foi analisado na Pet 16.334. Proposta pela Uni\u00e3o contra o Sindicato dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco Nacional), a a\u00e7\u00e3o buscava impor restri\u00e7\u00f5es \u00e0 greve e assegurar a continuidade de servi\u00e7os considerados essenciais. Com o encerramento da paralisa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, o colegiado entendeu que houve perda do interesse processual e extinguiu o pedido principal sem resolu\u00e7\u00e3o de m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>A greve teve origem diante da aus\u00eancia do pagamento do chamado b\u00f4nus de efici\u00eancia e produtividade, previsto na Lei 13.464\/2017. A norma determinou a cria\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios para o c\u00e1lculo da parcela, mas previa que a Receita deveria editar ato pr\u00f3prio estabelecendo a metodologia para mensura\u00e7\u00e3o da produtividade global e fixar o \u00edndice de efici\u00eancia institucional at\u00e9 o dia 1\/3\/2017 \u2014 o que n\u00e3o aconteceu.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o processo, o decreto que instituiu o Comit\u00ea Gestor do programa de produtividade foi publicado em dezembro de 2022. Apenas em 2024 \u00e9 que foi editada uma resolu\u00e7\u00e3o (CJPP 5\/2024) com a regulamenta\u00e7\u00e3o do programa.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o sustentou, no julgamento, que entraves jur\u00eddicos justificaram o atraso. \u201cDesde a edi\u00e7\u00e3o dessa lei houve muito questionamento nas vias administrativa e judicial sobre a constitucionalidade desse b\u00f4nus, como uma representa\u00e7\u00e3o do TCU que determinou o sobrestamento da implementa\u00e7\u00e3o at\u00e9 que houvesse uma lei regulamentando esses crit\u00e9rios. N\u00e3o houve uma in\u00e9rcia por parte da Uni\u00e3o, e sim agentes externos que questionaram a constitucionalidade desse b\u00f4nus\u201d, explicou o advogado da Uni\u00e3o, C\u00e1ssio Mateus Vital de Fran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora, contudo, entendeu que houve omiss\u00e3o na ado\u00e7\u00e3o de medidas concretas para viabilizar o pagamento e que a greve foi uma rea\u00e7\u00e3o \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o de \u201cexpectativas leg\u00edtimas\u201d da categoria. Segundo Costa, foram cumpridos os requisitos previstos na Lei de Greve (Lei 7.783\/1989), aplic\u00e1vel aos servidores p\u00fablicos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDa an\u00e1lise preliminar da documenta\u00e7\u00e3o apresentada, extrai-se estarem atendidos os requisitos fixados pela jurisprud\u00eancia desta Corte para reconhecer a legalidade da paralisa\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado negou o \u201ccorte de ponto\u201d dos servidores por considerar que o caso se insere nas exce\u00e7\u00f5es do Tema 531 do Supremo Tribunal Federal (STF), que determina que o desconto salarial de dias parados \u00e9 regra, salvo quando a greve decorre de ato il\u00edcito do poder p\u00fablico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m ficou determinado que o per\u00edodo de greve deve ser considerado como tempo de contribui\u00e7\u00e3o para fins previdenci\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Multa por descumprimento de liminar \u00e9 mantida<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da decis\u00e3o favor\u00e1vel \u00e0 categoria sobre a legalidade da greve, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o manteve a multa aplicada ao sindicato pelo descumprimento de decis\u00e3o liminar que determinava a manuten\u00e7\u00e3o das sess\u00f5es do Carf. Na fase inicial do processo, foi fixada multa de R$ 30 mil por sess\u00e3o n\u00e3o realizada. Ao todo, 45 sess\u00f5es foram suspensas, resultando em penalidade de R$ 1,35 milh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Arnaldo Esteves Lima, representante do Sindifisco, defendeu que o regimento do Carf determina que o \u00f3rg\u00e3o est\u00e1 habilitado a julgar desde que haja maioria dos conselheiros, e n\u00e3o paridade, como determinado pela relatora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe aplicasse a regra que preside a atua\u00e7\u00e3o dos \u00f3rg\u00e3os judicantes, n\u00e3o haveria adiamento em decorr\u00eancia da greve, porque compareceram de acordo com a regra regimental que determina que o julgamento de seus \u00f3rg\u00e3os se fa\u00e7a conforme prev\u00ea o regimento\u201d, afirmou. O colegiado, contudo, afastou o argumento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o, o STJ fixou honor\u00e1rios advocat\u00edcios de R$ 10 mil para ambas as partes, reconhecendo sucumb\u00eancia rec\u00edproca, mas em maior extens\u00e3o para a Uni\u00e3o, diante do acolhimento parcial dos pedidos do sindicato.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso foi julgado na Pet 16334.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/justica\/stj-valida-greve-de-auditores-ja-encerrada-mas-mantem-multa-por-suspensao-no-carf\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ decidir\u00e1 em repetitiva redu\u00e7\u00e3o de IRPJ e CSLL para servi\u00e7os odontol\u00f3gicos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/04\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) analisar\u00e1 sob o rito dos recursos repetitivos a possibilidade de equipara\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os odontol\u00f3gicos a hospitalares para fins de aplica\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas reduzidas de Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) no lucro presumido. A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m julgar\u00e1 nesta sistem\u00e1tica o prazo prescricional de cinco anos para compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios reconhecidos judicialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>As controv\u00e9rsias est\u00e3o sob relatoria do ministro Teodoro Silva Santos e devem resultar na fixa\u00e7\u00e3o de teses vinculantes, com aplica\u00e7\u00e3o nos demais tribunais e no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Pelo regimento do tribunal, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o deve pautar os casos em at\u00e9 um ano ap\u00f3s a decis\u00e3o que afetou os processos.<\/p>\n\n\n\n<p>Servi\u00e7os odontol\u00f3gicos<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro tema, a Corte dever\u00e1 definir se \u2014 e em quais condi\u00e7\u00f5es \u2014 servi\u00e7os odontol\u00f3gicos podem ser enquadrados como hospitalares, especialmente quando envolvem procedimentos cir\u00fargicos ou estruturas mais complexas.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise se conecta ao entendimento firmado no Tema 217, no qual o tribunal adotou crit\u00e9rio objetivo para a caracteriza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os hospitalares, restringindo o benef\u00edcio fiscal \u00e0s atividades t\u00edpicas dessas institui\u00e7\u00f5es e afastando, em regra, consultas m\u00e9dicas comuns.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o tributarista Kiko Omena, do escrit\u00f3rio Veloso de Melo, a jurisprud\u00eancia do STJ j\u00e1 vinha admitindo essa equipara\u00e7\u00e3o em hip\u00f3teses espec\u00edficas, especialmente quando h\u00e1 a realiza\u00e7\u00e3o de procedimentos cir\u00fargicos. \u201cEm geral, afasta-se o enquadramento apenas para servi\u00e7os mais simples, como consultas, exigindo-se a demonstra\u00e7\u00e3o de procedimentos de maior complexidade, como cirurgias, implantes e pr\u00f3teses, al\u00e9m de uma organiza\u00e7\u00e3o compat\u00edvel com ambiente hospitalar\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Prazo prescricional<\/p>\n\n\n\n<p>No segundo tema, o STJ analisar\u00e1 a Controv\u00e9rsia 756, que trata da interpreta\u00e7\u00e3o do prazo prescricional de cinco anos para a compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios reconhecidos judicialmente. O prazo \u00e9 previsto no artigo 168 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN) e a Corte dever\u00e1 esclarecer se ele se refere apenas ao in\u00edcio da compensa\u00e7\u00e3o ou se exige sua conclus\u00e3o integral dentro desse per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialista aponta que o pr\u00f3prio STJ teve posi\u00e7\u00f5es distintas ao longo dos anos: enquanto a 1\u00aa Turma entendia que o contribuinte deveria utilizar integralmente os cr\u00e9ditos em at\u00e9 cinco anos, a 2\u00aa Turma admitia o uso gradual, sem prazo final, desde que iniciado dentro de cinco anos. Esse cen\u00e1rio mudou recentemente, quando a 2\u00aa Turma passou a adotar no REsp 2178201\/RJ uma posi\u00e7\u00e3o mais restritiva, exigindo a utiliza\u00e7\u00e3o integral no prazo, embora ainda sem efeito vinculante.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, a interpreta\u00e7\u00e3o mais restritiva n\u00e3o encontra respaldo claro na legisla\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal que limite a utiliza\u00e7\u00e3o integral dos cr\u00e9ditos, apenas prazo para pleitear a compensa\u00e7\u00e3o\u201d, explica. Ele ressalta que, na pr\u00e1tica, o tempo prolongado das disputas judiciais e entraves administrativos, como fiscaliza\u00e7\u00f5es e demora na habilita\u00e7\u00e3o, podem dificultar o aproveitamento dos valores dentro de cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista tamb\u00e9m alerta para os riscos. De acordo com ele, caso o STJ fixe uma tese desfavor\u00e1vel aos contribuintes sob o rito dos repetitivos, h\u00e1 risco significativo de perda de cr\u00e9ditos acumulados. \u201c\u00c9 fundamental que as empresas se organizem e adotem planejamento tribut\u00e1rio imediato, a fim de mitigar eventuais perdas\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto relevante ser\u00e1 definir se o pedido administrativo de habilita\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tem o efeito de suspender a contagem do prazo prescricional.<\/p>\n\n\n\n<p>Demais controv\u00e9rsias<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, foi rejeitada a an\u00e1lise como repetitivo a discuss\u00e3o sobre a incid\u00eancia do adicional de 1% da Cofins-Importa\u00e7\u00e3o sobre opera\u00e7\u00f5es de importa\u00e7\u00e3o e reimporta\u00e7\u00e3o de aeronaves e suas partes e pe\u00e7as. O relator, ministro Gurgel de Faria, entendeu que o impacto \u00e9 restrito a poucos contribuintes. Em decis\u00e3o monocr\u00e1tica, confirmou que o adicional de 1% da Cofins-Importa\u00e7\u00e3o \u00e9 devido, mesmo na importa\u00e7\u00e3o de aeronaves com al\u00edquota zero. Aplicou ao caso concreto o entendimento do Tema 1047 do Supremo Tribunal Federal (STF), que firmou a constitucionalidade do adicional.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, ainda, outros quatro temas tribut\u00e1rios candidatos a julgamento sob o rito dos repetitivos. O STJ pode analisar a incid\u00eancia de Imposto de Renda sobre verbas pagas a trabalhadores em regime offshore (Controv\u00e9rsia 788), a tributa\u00e7\u00e3o de abonos do Fundef\/Fundeb recebidos por servidores p\u00fablicos (Controv\u00e9rsia 802) e a legalidade da Taxa de Controle de Incentivos Fiscais (TCIF), cobrada na Zona Franca de Manaus (Controv\u00e9rsia 803).<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo regimento do STJ, ap\u00f3s a indica\u00e7\u00e3o do caso como representativo da controv\u00e9rsia, o relator tem prazo de 60 dias \u00fateis para decidir sobre a afeta\u00e7\u00e3o. Uma vez admitido o rito, os processos sobre o tema podem ser suspensos at\u00e9 o julgamento definitivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Dobra offshore e imposto de renda<\/p>\n\n\n\n<p>A Controv\u00e9rsia 788 discute se h\u00e1 incid\u00eancia de IRPF sobre os valores conhecidos como \u201cdobra de regime\u201d ou \u201cdobra offshore\u201d a trabalhadores embarcados, especialmente em plataformas de petr\u00f3leo, navios ou embarca\u00e7\u00f5es offshore, no regime previsto na Lei 5.811\/1972. O tribunal dever\u00e1 definir se tais pagamentos t\u00eam natureza remunerat\u00f3ria ou indenizat\u00f3ria para fins de incid\u00eancia do imposto. Caso sejam considerados remunera\u00e7\u00e3o, haver\u00e1 tributa\u00e7\u00e3o; se forem entendidos como indeniza\u00e7\u00e3o, a cobran\u00e7a pode ser afastada.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor \u00e9 devido ao empregado que permanece em servi\u00e7o al\u00e9m do per\u00edodo previsto em sua escala. Normalmente, \u00e9 pago a prestadores de servi\u00e7os em atividades de explora\u00e7\u00e3o, perfura\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o e refina\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, bem como na industrializa\u00e7\u00e3o do xisto, na ind\u00fastria petroqu\u00edmica e no transporte de petr\u00f3leo e seus derivados por meio de dutos.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a decis\u00e3o em um eventual repetitivo deve valer para todos os trabalhadores em contrato de CLT (Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho), segundo o advogado representante de partes em um dos casos concretos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele explica que a folga indenizada j\u00e1 \u00e9 amplamente reconhecida como indeniza\u00e7\u00e3o, mas que a dobra ainda enfrenta resist\u00eancia quanto \u00e0 defini\u00e7\u00e3o de sua natureza, embora decorra da mesma l\u00f3gica. A diferen\u00e7a entre as duas \u00e9, basicamente, que a \u201cdobra\u201d \u00e9 quando o trabalhador est\u00e1 embarcado.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o caso trate especificamente de IRPF, a defini\u00e7\u00e3o da natureza da verba pode impactar outras discuss\u00f5es tribut\u00e1rias, como a incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado explica que a discuss\u00e3o tem efeitos tanto para o trabalhador quanto para a empresa. \u201cSe a verba for considerada remunerat\u00f3ria, h\u00e1 incid\u00eancia de imposto de renda e de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal. Se for indenizat\u00f3ria, esses encargos podem ser afastados\u201d, diz. Ele tamb\u00e9m ressalta que a\u00e7\u00f5es desse tipo costumam ser ajuizadas contra a Uni\u00e3o, com o objetivo de impedir a reten\u00e7\u00e3o do imposto na fonte, e opina pela alta possibilidade de o processo ser afetado.<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR) e a recorrente no caso concreto se posicionam pela n\u00e3o afeta\u00e7\u00e3o do recurso. J\u00e1 a Fazenda Nacional defende a sele\u00e7\u00e3o dele sob a alega\u00e7\u00e3o de que a natureza do instituto dos precedentes \u201cpacifica lides, traz seguran\u00e7a jur\u00eddica e estabelece par\u00e2metros que influenciam as cortes de origem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a parte recorrente, h\u00e1 aproximadamente 22 mil processos sobre a controv\u00e9rsia em tramita\u00e7\u00e3o nos tribunais regionais federais, com predomin\u00e2ncia num\u00e9rica no TRF da 2\u00aa Regi\u00e3o. Os recursos que tratam do tema s\u00e3o os REsps 2.229.698 e 2.229.699, sob relatoria do ministro Benedito Gon\u00e7alves.<\/p>\n\n\n\n<p>Abono de precat\u00f3rios do Fundef\/Fundeb<\/p>\n\n\n\n<p>A Controv\u00e9rsia 802 envolve a incid\u00eancia de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre valores pagos a servidores p\u00fablicos a t\u00edtulo de abono decorrente do rateio de precat\u00f3rios do Fundo de Manuten\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) e do Fundo de Manuten\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (Fundeb).<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ dever\u00e1 definir se o imposto pode ser cobrado quando houver acr\u00e9scimo patrimonial, mesmo que a Lei 14.325\/2022 tenha atribu\u00eddo natureza indenizat\u00f3ria \u00e0 verba. Em despacho, o Presidente da Comiss\u00e3o Gestora de Precedentes, Jurisprud\u00eancia e A\u00e7\u00f5es Coletivas, ministro S\u00e9rgio Kukina, concluiu que o tema deve ser analisado pela sistem\u00e1tica dos repetitivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m relator dos recursos selecionados como controv\u00e9rsia, Kukina afirmou que o STJ tem entendimento consolidado a respeito da n\u00e3o tributa\u00e7\u00e3o de parcela indenizat\u00f3ria recebida pelo contribuinte. Citou precedentes nos AgInt no REsp 2152425\/SP, AgInt no REsp 1606518\/PR, das 1\u00aa e 2\u00aa turmas, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Taxa da Suframa<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a Controv\u00e9rsia 803 trata da Taxa de Controle de Incentivos Fiscais (TCIF), cobrada pela Superintend\u00eancia da Zona Franca de Manaus (Suframa). A discuss\u00e3o envolve a legalidade da cobran\u00e7a da taxa criada pela Lei 13.451\/2017 e cobrada das empresas para fiscaliza\u00e7\u00e3o e controle de incentivos fiscais concedidos \u00e0s empresas instaladas na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, a empresa alega que a taxa \u00e9 ilegal porque precisaria estar vinculada a um servi\u00e7o p\u00fablico espec\u00edfico e divis\u00edvel, conforme os artigos 77 e 78 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), por ser calculada sobre o valor da opera\u00e7\u00e3o (ad valorem), o que parece mais caracter\u00edstica de imposto, n\u00e3o de taxa, e por n\u00e3o ter rela\u00e7\u00e3o direta entre o valor cobrado e a atividade da Suframa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os recursos indicados como representativos s\u00e3o os REsps 2240073 e o 2240079, sob relatoria do ministro Francisco Falc\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro S\u00e9rgio Kukina afirmou haver 46 julgados proferidos, com tem\u00e1tica similar, pelos magistrados das duas turmas de Direito P\u00fablico do tribunal, al\u00e9m de 140 ac\u00f3rd\u00e3os e decis\u00f5es monocr\u00e1ticas no TRF1.<\/p>\n\n\n\n<p>No STJ, ac\u00f3rd\u00e3os recentes conclu\u00edram pela impossibilidade de conhecimento do recurso especial ante o car\u00e1ter constitucional da controv\u00e9rsia, como os AgInt no REsp 2185348\/AM, da 1\u00aa Turma, e o REsp 2175696\/AM, da 2\u00aa Turma. Contudo, o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu que a tem\u00e1tica possui natureza infraconstitucional ao julgar o Tema 1430 da repercuss\u00e3o geral. Desta forma, caber\u00e1 ao STJ firmar uma tese aplic\u00e1vel \u00e0s demais inst\u00e2ncias do Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Creditamento de ICMS sobre combust\u00edveis usados em frota pr\u00f3pria<\/p>\n\n\n\n<p>Outro tema com forte impacto no setor produtivo trata do direito ao creditamento de ICMS na aquisi\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis, lubrificantes, pneus e pe\u00e7as de reposi\u00e7\u00e3o utilizados em frota pr\u00f3pria, quando o transporte \u00e9 atividade-meio da empresa. A Controv\u00e9rsia 771 envolve a defini\u00e7\u00e3o do que pode ser considerado insumo essencial, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 categoria de bens de uso e consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora tribunais estaduais, como o de Santa Catarina, tenham negado o cr\u00e9dito sob o argumento de que o transporte n\u00e3o \u00e9 a atividade-fim do contribuinte, decis\u00f5es recentes no STJ apontam tend\u00eancia favor\u00e1vel \u00e0s empresas. Em decis\u00e3o monocr\u00e1tica proferida em maio de 2025 no AREsp 2860580\/SC, o ministro Afr\u00e2nio Vilela reconheceu o direito a cr\u00e9ditos de ICMS para empresa cuja atividade principal era a industrializa\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de produtos, e n\u00e3o o transporte de cargas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/stj-decidira-em-repetitivo-reducao-de-irpj-e-csll-para-servicos-odontologicos\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Governo federal come\u00e7a neste m\u00eas a notificar devedores contumazes Data: 06\/04\/2026 O governo federal come\u00e7ar\u00e1 a notificar poss\u00edveis devedores contumazes at\u00e9 o fim do m\u00eas. 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