{"id":3813,"date":"2026-03-31T08:00:48","date_gmt":"2026-03-31T11:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3813"},"modified":"2026-03-31T09:16:50","modified_gmt":"2026-03-31T12:16:50","slug":"retrospecto-tributario-24-03-a-31-03","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3813","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 24\/03 a 31\/03"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Comiss\u00e3o aprova projeto para criar regime especial de tributa\u00e7\u00e3o para setor metroferrovi\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Via\u00e7\u00e3o e Transportes da C\u00e2mara dos Deputados aprovou o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/611520-projeto-cria-regime-especial-de-tributacao-para-incentivar-setor-metroferroviario\">Projeto de Lei 5232\/19<\/a>, que cria um regime especial de tributa\u00e7\u00e3o para as empresas do segmento ferrovi\u00e1rio e metrovi\u00e1rio, com suspens\u00e3o por cinco anos de quatro impostos, e isen\u00e7\u00e3o da energia el\u00e9trica utilizada por redes e terminais de transporte de passageiros e cargas sobre trilhos.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta, de autoria da deputada Rosana Valle (PL-SP), institui o Regime Tribut\u00e1rio para Incentivo \u00e0 Moderniza\u00e7\u00e3o e Amplia\u00e7\u00e3o da Estrutura de Mobilidade sobre Trilhos (Remobi). O objetivo, segundo ela, \u00e9 estimular o desenvolvimento do setor.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a autora, o Remobi aproveita a experi\u00eancia do regime que instituiu uma pol\u00edtica de incentivo fiscal para o setor portu\u00e1rio brasileiro (Reporto).<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, deputado Guilherme Uchoa (PSB-PE), afirmou que a proposta dialoga com desafios hist\u00f3ricos da matriz de transportes nacional, marcada por elevada depend\u00eancia do modal rodovi\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O est\u00edmulo \u00e0 mobilidade ferrovi\u00e1ria e metroferrovi\u00e1ria possui potencial de gerar externalidades positivas relevantes, como maior previsibilidade log\u00edstica, redu\u00e7\u00e3o de acidentes e melhoria da sustentabilidade ambiental dos centros urbanos&#8221;, disse Uchoa, ao defender que a medida tamb\u00e9m poder\u00e1 reduzir a press\u00e3o sobre a malha rodovi\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Caracter\u00edsticas<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o projeto, o Remobi inclui a suspens\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), da contribui\u00e7\u00e3o para o Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social\/Programa de Forma\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio do Servidor P\u00fablico (PIS\/Pasep), da Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o (II).<\/p>\n\n\n\n<p>O benef\u00edcio ser\u00e1 aplicado sobre a compra, venda e importa\u00e7\u00e3o de insumos usados em obras e servi\u00e7os relacionados ao transporte de passageiros e carga. Tamb\u00e9m ser\u00e1 aplicado aos bens destinados ao ativo imobilizado das empresas, como m\u00e1quinas e ve\u00edculos. No caso do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o, a suspens\u00e3o somente ser\u00e1 aplicada a bens que n\u00e3o possuam similar nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta altera ainda a <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/2007\/lei-11488-15-junho-2007-555352-norma-pl.html\">Lei 11.488\/07<\/a>, que instituiu o Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi), para incluir os bens utilizados na execu\u00e7\u00e3o de obras e servi\u00e7os do sistema metroferrovi\u00e1rio. O Reidi estabeleceu incentivos fiscais para investimentos privados em setores de infraestrutura, como transportes, portos e energia.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto ainda ser\u00e1 analisado em car\u00e1ter conclusivo pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela C\u00e2mara e o Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia C\u00e2mara de Not\u00edcias<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1256572-comissao-aprova-projeto-para-criar-regime-especial-de-tributacao-para-setor-metroferroviario\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Diesel dispara mais de 19% em mar\u00e7o e pressiona custos no agroneg\u00f3cio e transporte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Diesel registra alta acelerada e preocupa mercado<\/p>\n\n\n\n<p>O pre\u00e7o m\u00e9dio do diesel vendido pelas distribuidoras aos postos de combust\u00edveis voltou a subir de forma significativa na segunda semana de mar\u00e7o de 2026. Dados do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o), baseados em cerca de 192 mil notas fiscais eletr\u00f4nicas em todo o pa\u00eds, indicam que o aumento deixou de ser pontual e passou a se consolidar ao longo do per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira semana de mar\u00e7o (1\u00ba a 8), o diesel S10 comum j\u00e1 havia registrado alta m\u00e9dia nacional de 8,70%, enquanto o aditivado subiu 8,91%. At\u00e9 o dia 16, esses \u00edndices praticamente dobraram, alcan\u00e7ando 19,71% no S10 comum e 17,61% no aditivado. Em regi\u00f5es como Centro-Oeste e Nordeste, a varia\u00e7\u00e3o ultrapassou 20%, mostrando que o aumento est\u00e1 disseminado pelo pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Efeito limitado de medidas tribut\u00e1rias<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da isen\u00e7\u00e3o de PIS\/Cofins sobre o diesel adotada pelo governo, os pre\u00e7os seguiram em alta. O reajuste promovido pela Petrobras, de R$ 0,38 por litro no diesel A, teve efeito mais relevante do que a desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, refletindo j\u00e1 no primeiro dia \u00fatil ap\u00f3s a implementa\u00e7\u00e3o das medidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Conselho Superior do IBPT, \u201cas medidas governamentais de redu\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, aumento da fiscaliza\u00e7\u00e3o e reuni\u00f5es com o segmento n\u00e3o t\u00eam surtido efeito\u201d, refor\u00e7ando que o problema tem origem estrutural e n\u00e3o apenas fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Gasolina e etanol acompanham comportamento distinto<\/p>\n\n\n\n<p>A gasolina tamb\u00e9m apresentou avan\u00e7o, embora em menor intensidade. A alta da gasolina comum passou de 2,06% na primeira semana para 5,24% at\u00e9 o dia 16; j\u00e1 a aditivada subiu de 1,71% para 2,88% no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o etanol manteve trajet\u00f3ria est\u00e1vel, com leve queda de -0,66% na primeira semana e -0,67% at\u00e9 o dia 16, mostrando um comportamento distinto dos combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/p>\n\n\n\n<p>Press\u00e3o sobre log\u00edstica e cadeias produtivas<\/p>\n\n\n\n<p>No acumulado geral, a varia\u00e7\u00e3o m\u00e9dia dos combust\u00edveis j\u00e1 se aproxima de 10% no m\u00eas, aumentando a press\u00e3o sobre setores intensivos em transporte. O impacto \u00e9 direto no transporte rodovi\u00e1rio de cargas e passageiros, al\u00e9m de afetar o agroneg\u00f3cio e a ind\u00fastria, que dependem do diesel como insumo operacional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO resultado certamente estar\u00e1 refletido na infla\u00e7\u00e3o deste m\u00eas\u201d, projeta Amaral, destacando que o efeito do aumento do diesel vai al\u00e9m do transporte, atingindo toda a cadeia produtiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Cen\u00e1rio internacional mant\u00e9m tens\u00e3o nos pre\u00e7os<\/p>\n\n\n\n<p>A guerra no Oriente M\u00e9dio continua como principal fator de press\u00e3o sobre os pre\u00e7os do petr\u00f3leo, gerando instabilidade nos mercados globais e impactando diretamente o Brasil. Distribuidoras e postos t\u00eam adotado postura cautelosa na recomposi\u00e7\u00e3o de estoques, antecipando poss\u00edveis novas altas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Amaral, \u201ch\u00e1 temor de que a guerra dure mais que o esperado, com aumento dos pre\u00e7os internacionais e, consequentemente, no Brasil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Monitoramento cont\u00ednuo aponta tend\u00eancia de alta<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento do IBPT integra um monitoramento cont\u00ednuo dos pre\u00e7os das distribuidoras, com base em dados reais de mercado. A evolu\u00e7\u00e3o observada em mar\u00e7o indica que a press\u00e3o sobre os combust\u00edveis ainda n\u00e3o atingiu seu pico e pode se estender nas pr\u00f3ximas semanas, consolidando um cen\u00e1rio de impacto relevante para empresas e consumidores.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-minuto-mt wp-block-embed-minuto-mt\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"UpfcS8hOES\"><a href=\"https:\/\/minutomt.com.br\/agro\/diesel-dispara-mais-de-19-em-marco-e-pressiona-custos-no-agronegocio-e-transporte\/\">Diesel dispara mais de 19% em mar\u00e7o e pressiona custos no agroneg\u00f3cio e transporte<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Diesel dispara mais de 19% em mar\u00e7o e pressiona custos no agroneg\u00f3cio e transporte&#8221; &#8212; MINUTO MT\" src=\"https:\/\/minutomt.com.br\/agro\/diesel-dispara-mais-de-19-em-marco-e-pressiona-custos-no-agronegocio-e-transporte\/embed\/#?secret=8o3Hh64P6q#?secret=UpfcS8hOES\" data-secret=\"UpfcS8hOES\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Al\u00edquotas do Imposto Seletivo devem ser enviadas ao Congresso em abril<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Um alto integrante do Minist\u00e9rio da Fazenda disse a parlamentares que o projeto de lei que tratar\u00e1 das al\u00edquotas do <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/imposto-seletivo\">Imposto Seletivo<\/a> (IS), voltado a produtos e servi\u00e7os danosos \u00e0 sa\u00fade ou ao meio ambiente, deve ser encaminhado ao Congresso at\u00e9 o fim de abril.<\/p>\n\n\n\n<p>Em janeiro, o ent\u00e3o secret\u00e1rio-executivo da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a proposta seria enviada para o Legislativo na volta dos trabalhos. J\u00e1 no in\u00edcio de fevereiro, em um almo\u00e7o de uma frente parlamentar, o secret\u00e1rio especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse que o envio tinha de ser feito \u201co quanto antes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 para depois da elei\u00e7\u00e3o. Pode ser neste m\u00eas ou no pr\u00f3ximo\u201d, afirmou. Agora, segundo relatos, os minist\u00e9rios ainda est\u00e3o enviando suas contribui\u00e7\u00f5es para os c\u00e1lculos de al\u00edquotas.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia inicial da pasta era enviar a proposta at\u00e9 o fim de mar\u00e7o, sob regime de urg\u00eancia, mas o plano foi atrasado devido ao desentendimento na cria\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Gestor. Agora, esse problema teria sido resolvido e a expectativa \u00e9 de envio at\u00e9 o fim do pr\u00f3ximo m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Medida Provis\u00f3ria<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1 no radar da Fazenda, ainda, endere\u00e7ar o tema via Medida Provis\u00f3ria (MP). A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 do presidente da C\u00e2mara, <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/hugo-motta\">Hugo Motta<\/a> (Republicanos-PB), que afirmou nesta ter\u00e7a (17\/3) que o governo federal avalia enviar um projeto de lei (PL) com urg\u00eancia constitucional ou uma MP sobre o assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ou um projeto de lei com urg\u00eancia, trazendo as al\u00edquotas dos setores que est\u00e3o inseridos no Imposto Seletivo, ou uma Medida Provis\u00f3ria, que vem a\u00ed no final do primeiro semestre, in\u00edcio do segundo semestre, para que, passado o per\u00edodo eleitoral, n\u00f3s tenhamos condi\u00e7\u00f5es de deliberar sobre essas al\u00edquotas&#8221;, afirmou Motta.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses mecanismos s\u00e3o usados comumente pelo Executivo para evitar que uma proposta fique sem vota\u00e7\u00e3o. Projetos com urg\u00eancia constitucional precisam ser votados em 45 dias. Caso contr\u00e1rio, o projeto tranca a pauta da Casa onde est\u00e1 tramitando, impedindo a vota\u00e7\u00e3o de outras propostas. J\u00e1 com as medidas provis\u00f3rias, o Executivo inicia o debate em vantagem, j\u00e1 que as MPs tem vig\u00eancia imediata, apesar de precisarem de valida\u00e7\u00e3o do Congresso dentro de, no m\u00e1ximo, 120 dias. Por pressionar o Congresso, a op\u00e7\u00e3o de regramento por MP desagrada os parlamentares.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com o presidente, a equipe econ\u00f4mica deve procurar representantes de setores empresariais e l\u00edderes partid\u00e1rios para discutir o tema.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/aliquotas-do-imposto-seletivo-devem-ser-enviadas-ao-congresso-em-abril\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o aprova isen\u00e7\u00e3o de impostos para catadores de vidros e pl\u00e1sticos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da C\u00e2mara dos Deputados aprovou projeto de lei que institui benef\u00edcios fiscais para catadores de materiais recicl\u00e1veis que atuam com vidros e pl\u00e1sticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela proposta, catadores individuais ou organizados em grupos informais ficar\u00e3o isentos de impostos sobre a comercializa\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos, incluindo o Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Presta\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os (ICMS).<\/p>\n\n\n\n<p>Os parlamentares acolheram o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/prop_mostrarintegra?codteor=3099096&amp;filename=Parecer-CMADS-2026-03-17\">parecer do relator<\/a>, deputado Delegado Matheus Laiola (Uni\u00e3o-PR), pela aprova\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1256766-projeto-preve-isencao-de-impostos-para-catadores-de-vidros-e-plasticos\">Projeto de Lei 1227\/25<\/a>, do deputado Adilson Barroso (PL-SP), com ajustes de reda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA proposta poder\u00e1 promover melhores condi\u00e7\u00f5es de vida para os catadores, que desempenham papel fundamental na reciclagem e na redu\u00e7\u00e3o de res\u00edduos\u201d, afirmou o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros pontos<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto tamb\u00e9m cria o Programa de Apoio e Capacita\u00e7\u00e3o para Catadores. A finalidade \u00e9 oferecer qualifica\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e empresarial para aprimorar as etapas de coleta, separa\u00e7\u00e3o e venda dos materiais recicl\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto prev\u00ea ainda a cria\u00e7\u00e3o de um fundo de apoio financeiro para a categoria. Os recursos ser\u00e3o destinados \u00e0 compra de ve\u00edculos de transporte e de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual, al\u00e9m de melhorias estruturais no trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto ainda ser\u00e1 analisado, em car\u00e1ter conclusivo, pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia C\u00e2mara de Not\u00edcias<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1256768-comissao-aprova-isencao-de-impostos-para-catadores-de-vidros-e-plasticos\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Defini\u00e7\u00e3o sobre julgamento judicial do IBS\/CBS deve anteceder reforma, diz Barroso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/stf\">STF<\/a>) <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/autor\/luis-roberto-barroso\">Lu\u00eds Roberto Barroso<\/a>, o formato para julgamento judicial dos tributos criados pela reforma tribut\u00e1ria \u00e9 um tema que precisa ser solucionado antes de as altera\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias come\u00e7arem a valer. Barroso defendeu o modelo desenhado por um grupo de trabalho no per\u00edodo em que esteve \u00e0 frente do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/cnj\">CNJ<\/a>) e sugeriu o uso da a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria de constitucionalidade (ADC) como instrumento de uniformiza\u00e7\u00e3o de jurisprud\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Barroso discorreu sobre o assunto na \u00faltima segunda-feira (23\/3), durante a confer\u00eancia de abertura do V Congresso Internacional de Direito Tribut\u00e1rio do Instituto de Aplica\u00e7\u00e3o do Tributo (IAT).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o ex-ministro, o contencioso judicial da Contribui\u00e7\u00e3o Sobre Bens e Servi\u00e7os (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/cbs\">CBS<\/a>) e do Imposto Sobre Bens e Servi\u00e7os (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/ibs\">IBS<\/a>) \u201c\u00e9 uma quest\u00e3o que precisa estar no radar e que a gente precisa solucionar antes de a reforma come\u00e7ar a pleno vapor\u201d. Se n\u00e3o houver nenhuma mudan\u00e7a legislativa, a CBS ser\u00e1 analisada pela Justi\u00e7a Federal, enquanto o IBS ir\u00e1 \u00e0 Justi\u00e7a Estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o, destacou Barroso, n\u00e3o \u00e9 simples, ainda mais pelo fato de o STF ter decidido que os estados n\u00e3o podem ser obrigados a litigar fora de sua jurisdi\u00e7\u00e3o (Tema 1204). Tampouco seriam bem-sucedidas sugest\u00f5es de passar todos os processos para a Justi\u00e7a Federal ou de vincular a Uni\u00e3o aos entendimentos da Justi\u00e7a Estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>Como proposta, Barroso destacou que um grupo de trabalho criado no \u00e2mbito do CNJ em 2025 sugeriu a cria\u00e7\u00e3o de um foro unificado para julgamento conjunto de IBS e CBS, que funcionaria de forma totalmente online. O sistema seria formado por duas inst\u00e2ncias parit\u00e1rias e uma c\u00e2mara unificadora. Ainda, em caso de derrota na esfera administrativa o contribuinte poderia recorrer diretamente \u00e0 2\u00aa inst\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVoc\u00ea cria uma Justi\u00e7a totalmente online, ningu\u00e9m precisa se deslocar, ela \u00e9 compartilhada por ju\u00edzes federais e estaduais e a mat\u00e9ria j\u00e1 sai unificada\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O ex-presidente do Supremo sugeriu ainda a utiliza\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria de constitucionalidade, proposta diretamente ao STF, para \u201cas hip\u00f3teses do surgimento de diverg\u00eancia de interpreta\u00e7\u00e3o para uniformizar o entendimento\u201d. Isso evitaria que o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/stj\">STJ<\/a>) firmasse entendimentos que posteriormente poderiam ser reformados pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua fala, Barroso tamb\u00e9m criticou a composi\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria brasileira, que, em sua opini\u00e3o, recai desproporcionalmente sobre o consumo e sobre a folha de sal\u00e1rio. O ex-presidente destacou que a tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo corresponde a 50% da arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, n\u00famero em muito superior \u00e0 m\u00e9dia de 32% praticada pelos pa\u00edses da OCDE. O resultado \u00e9 um cen\u00e1rio de regressividade. \u201cOs tributaristas e as gar\u00e7onetes pagam basicamente o mesmo percentual e, portanto, \u00e9 uma tributa\u00e7\u00e3o concentradora de renda, e n\u00e3o redistributiva de renda, disse\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Barroso ainda citou que 25% da folha de pagamento \u00e9 tributada, o que dificulta a empregabilidade e a formaliza\u00e7\u00e3o do emprego.<\/p>\n\n\n\n<p>Relev\u00e2ncia dos tributaristas<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda na segunda-feira, durante a abertura do V Congresso Internacional de Direito Tribut\u00e1rio, o presidente do Instituto de Aplica\u00e7\u00e3o do Tributo (IAT), o advogado T\u00e1cio Lacerda Gama, destacou a import\u00e2ncia dos tributaristas no cen\u00e1rio de reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTeremos, por mais muitos anos, aquele que talvez seja o sistema [tribut\u00e1rio] mais complexo do mundo, mas tamb\u00e9m teremos, simultaneamente, o mais desconhecido. Pode n\u00e3o ser um grande momento para ser contribuinte, pode n\u00e3o ser um grande momento para ser empreendedor, pode n\u00e3o ser um grande momento para ser gestor p\u00fablico at\u00e9, em face da enorme complexidade e incerteza que o futuro nos aguarda. Mas em momento nenhum n\u00f3s fomos t\u00e3o \u00fateis\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/definicao-sobre-julgamento-judicial-do-ibs-cbs-deve-anteceder-reforma-diz-barroso\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Arrecada\u00e7\u00e3o federal cresce 5,68% em fevereiro e bate recorde para o m\u00eas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A arrecada\u00e7\u00e3o do governo federal teve alta real de 5,68% em fevereiro sobre o mesmo m\u00eas do ano anterior, somando R$222,117 bilh\u00f5es, informou a Receita Federal nesta ter\u00e7a-feira.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado \u00e9 o melhor para meses de fevereiro da s\u00e9rie hist\u00f3rica da Receita Federal, iniciada em 1995.<\/p>\n\n\n\n<p>No acumulado de janeiro e fevereiro, a arrecada\u00e7\u00e3o cresceu 4,41% acima da infla\u00e7\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o com o primeiro bimestre de 2025, a R$547,869 bilh\u00f5es, patamar tamb\u00e9m recorde para o per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os recursos administrados pela Receita, que englobam a coleta de tributos de compet\u00eancia da Uni\u00e3o, cresceram 6,17% em termos reais em fevereiro frente a um ano antes, a R$215,210 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa eleva\u00e7\u00e3o foi mais que suficiente para compensar o desempenho da receita administrada por outros \u00f3rg\u00e3os, que tem peso relevante de royalties de petr\u00f3leo e caiu 7,46% no m\u00eas passado, a R$6,907 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Teve papel relevante no dado do m\u00eas uma alta de R$2,289 bilh\u00f5es, equivalente a 35,7% na compara\u00e7\u00e3o com janeiro de 2025, nos ganhos com Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF), que teve al\u00edquotas elevadas pelo governo no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita ainda destacou o desempenho do Imposto de Renda sobre rendimentos de capital, que cresceu 19,4%, em raz\u00e3o de ganhos de contribuintes com pap\u00e9is de renda fixa.<\/p>\n\n\n\n<p>O fisco tamb\u00e9m apontou influ\u00eancia positiva do comportamento de indicadores econ\u00f4micos que afetam a arrecada\u00e7\u00e3o e ganhos de Pis\/Cofins, que subiram 8,5%, em fun\u00e7\u00e3o do crescimento do setor de servi\u00e7os e do desempenho do setor ligado \u00e0 extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-infomoney wp-block-embed-infomoney\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"vFSWpPPQu0\"><a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/economia\/arrecadacao-federal-cresce-568-em-fevereiro-e-bate-recorde-para-o-mes\/\">Arrecada\u00e7\u00e3o federal cresce 5,68% em fevereiro e bate recorde para o m\u00eas<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Arrecada\u00e7\u00e3o federal cresce 5,68% em fevereiro e bate recorde para o m\u00eas&#8221; &#8212; InfoMoney\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/economia\/arrecadacao-federal-cresce-568-em-fevereiro-e-bate-recorde-para-o-mes\/embed\/#?secret=8knUxNO23H#?secret=vFSWpPPQu0\" data-secret=\"vFSWpPPQu0\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>CAE aprova projeto que refor\u00e7a divulga\u00e7\u00e3o de tributos em notas fiscais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) aprovou, nesta ter\u00e7a-feira (24), projeto que refor\u00e7a o acesso pelo consumidor ao valor pago em impostos. O texto explicita que a totalidade dos tributos federais, estaduais, distritais e municipais deve estar no documento fiscal. A proposta ser\u00e1 analisada agora na Comiss\u00e3o de Fiscaliza\u00e7\u00e3o e Controle (CTFC).<\/p>\n\n\n\n<p>O <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/168332\">PL 1.975\/2025<\/a>, da senadora Jussara Lima (PSD-PI), \u00e9 relatado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM), para quem a proposta concilia a obriga\u00e7\u00e3o de as empresas informarem os impostos na nota fiscal com a reforma tribut\u00e1ria em implementa\u00e7\u00e3o. At\u00e9 2033, ser\u00e1 poss\u00edvel identificar de forma ampla o valor pago em impostos em cada etapa de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 As mudan\u00e7as refor\u00e7am a precis\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es sobre a carga tribut\u00e1ria incidente em cada produto, ao exigir priorizar a informa\u00e7\u00e3o exata e admitir estimativas apenas em car\u00e1ter subsidi\u00e1rio \u2014 disse Braga.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, as empresas devem informar apenas o valor aproximado dos tributos, de acordo com a <a href=\"https:\/\/legis.senado.leg.br\/norma\/588117\">Lei 12.741, de 2012<\/a>, que pode ser alterada pela proposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Impostos<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo texto, as notas fiscais devem destacar os seguintes tributos pagos pelo consumidor:<\/p>\n\n\n\n<p>PIS\/Pasep e Cofins at\u00e9 2027, quando ser\u00e3o extintos;<\/p>\n\n\n\n<p>ICMS e ISS at\u00e9 2033, quando ser\u00e3o extintos;<\/p>\n\n\n\n<p>IBS e CBS a partir de 2026, novos tributos que substituir\u00e3o os anteriores;<\/p>\n\n\n\n<p>Imposto Seletivo a partir de 2027, quando ser\u00e1 institu\u00eddo;<\/p>\n\n\n\n<p>Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es de Cr\u00e9dito e C\u00e2mbio ou Relativas a T\u00edtulos ou Valores Mobili\u00e1rios (IOF);<\/p>\n\n\n\n<p>Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI);<\/p>\n\n\n\n<p>Imposto sobre a Importa\u00e7\u00e3o; e<\/p>\n\n\n\n<p>Contribui\u00e7\u00e3o de Interven\u00e7\u00e3o no Dom\u00ednio Econ\u00f4mico incidente sobre a derivados de petr\u00f3leo, g\u00e1s natural e combust\u00edveis (Cide).<\/p>\n\n\n\n<p>As regras n\u00e3o valem para microempreendedores individuais (MEI), e s\u00e3o diferentes para empresas do Simples Nacional, que devem informar a al\u00edquota simplificada do regime tribut\u00e1rio. Regras semelhantes j\u00e1 est\u00e3o previstas no <a href=\"https:\/\/legis.senado.leg.br\/norma\/592120\">Decreto 8.264, de 2014<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta permite que os dados sejam apresentados em meio digital, como sites, ou em material impresso.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Senado<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2026\/03\/24\/cae-aprova-projeto-que-reforca-divulgacao-de-tributos-em-notas-fiscais\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>IBPT pontua as altera\u00e7\u00f5es no Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica de 2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Declara\u00e7\u00e3o de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica (IRPF) referente ao exerc\u00edcio de 2026, que abrange os rendimentos, bens e direitos acumulados ao longo de 2025, traz atualiza\u00e7\u00f5es operacionais importantes anunciadas pela Receita Federal do Brasil por meio da Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.312, de 13 de mar\u00e7o de 2026. Embora as grandes reformas tribut\u00e1rias, como a isen\u00e7\u00e3o total para rendas mensais de at\u00e9 R$ 5.000,00 e a tributa\u00e7\u00e3o m\u00ednima sobre altas rendas, tenham entrado em vigor apenas a partir de 1\u00ba de janeiro de 2026 (impactando, portanto, a declara\u00e7\u00e3o de 2027, ano-base 2026), o exerc\u00edcio atual reflete ajustes nos limites de obrigatoriedade, maior agilidade nas restitui\u00e7\u00f5es e aprimoramentos tecnol\u00f3gicos que facilitam o cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O principal ajuste se refere ao limite de rendimentos tribut\u00e1veis, que obriga a entrega da declara\u00e7\u00e3o. Para 2025, o valor subiu de R$ 33.888,00 para R$ 35.584,00 anuais. Da mesma forma, o teto para receita bruta na atividade rural passou de R$ 169.440,00 para R$ 177.920,00. Esses reajustes acompanham corre\u00e7\u00f5es inflacion\u00e1rias parciais e evitam que mais contribuintes sejam for\u00e7ados a declarar apenas por efeitos nominais de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria. Os demais crit\u00e9rios de obrigatoriedade permanecem inalterados: posse ou propriedade de bens acima de R$ 800 mil, rendimentos isentos ou n\u00e3o tribut\u00e1veis acima de certos patamares, ganhos de capital sujeitos \u00e0 al\u00edquota exclusiva, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pequenos produtores rurais, sendo aqueles com receita bruta anual mais modesta, se beneficiam diretamente do aumento do limite de obrigatoriedade para a atividade rural, agora fixado em R$ 177.920,00 para o ano-calend\u00e1rio 2025. Isso significa que produtores com faturamento bruto anual igual ou inferior a esse valor n\u00e3o est\u00e3o obrigados a entregar a declara\u00e7\u00e3o do IRPF 2026 exclusivamente pela receita rural, desde que n\u00e3o se enquadrem em outras condi\u00e7\u00f5es de obrigatoriedade (como rendimentos tribut\u00e1veis de outras fontes acima de R$ 35.584,00, bens acima de R$ 800 mil ou compensa\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos rurais de anos anteriores).<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das novidades mais aguardadas \u00e9 a acelera\u00e7\u00e3o no pagamento das restitui\u00e7\u00f5es: em vez dos tradicionais cinco lotes, o calend\u00e1rio de 2026 prev\u00ea apenas quatro lotes, com datas previstas para 29 de maio, 30 de junho, 31 de julho e 31 de agosto. A Receita Federal estima que cerca de 80% dos restituintes receber\u00e3o os valores nos dois primeiros lotes, priorizando quem optar pela declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida e indicar chave pix (CPF) como forma de cr\u00e9dito, essa medida refor\u00e7a a tend\u00eancia de desburocratiza\u00e7\u00e3o e rapidez no retorno de valores pagos a maior.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro destaque \u00e9 o mecanismo de restitui\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica (popularmente chamado de \u201ccashback do IR\u201d). Aproximadamente quatro milh\u00f5es de contribuintes que n\u00e3o estavam obrigados a entregar a declara\u00e7\u00e3o em 2025 (ano-base 2024), mas que teriam direito a restitui\u00e7\u00e3o de at\u00e9 R$ 1.000,00, com CPF regular e baixo risco fiscal, receber\u00e3o o valor de forma autom\u00e1tica em 15 de julho de 2026, desde que possuam chave pix vinculada ao CPF. Se trata de uma iniciativa inovadora para corrigir reten\u00e7\u00f5es indevidas sem a necessidade de declara\u00e7\u00e3o retroativa, beneficiando especialmente contribuintes de baixa renda que n\u00e3o se enquadravam nas regras de obrigatoriedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Tecnologia<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito tecnol\u00f3gico, a declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida ganha ainda mais robustez. Dispon\u00edvel desde o primeiro dia do prazo de entrega (23 de mar\u00e7o de 2026), ela incorpora mais informa\u00e7\u00f5es importadas automaticamente de fontes pagadoras, institui\u00e7\u00f5es financeiras, cart\u00f3rios, e-Social (incluindo empregados dom\u00e9sticos), Receita Sa\u00fade e dados de renda vari\u00e1vel. Foram adicionados alertas para inconsist\u00eancias frequentes, o que reduz significativamente o risco de cair na malha fina.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o programa permite informar nome social do titular e dependentes, al\u00e9m de campos opcionais para ra\u00e7a\/cor, atendendo a pol\u00edticas de diversidade e inclus\u00e3o. Pontos espec\u00edficos merecem aten\u00e7\u00e3o: rendimentos de apostas online (regulados pela Lei n\u00ba 14.790\/2023) exigem declara\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria de pr\u00eamios l\u00edquidos que excedam a faixa de isen\u00e7\u00e3o anual (R$ 28.467,20 em 2025), com tributa\u00e7\u00e3o de 15% sobre o excedente e informa\u00e7\u00e3o do saldo em \u201cBens e Direitos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A tabela progressiva mensal e anual utilizada para o c\u00e1lculo do imposto retido na fonte e no ajuste anual permanece a mesma aplicada em anos anteriores, sem as novas redu\u00e7\u00f5es mensais que s\u00f3 valem a partir de 2026. O prazo de entrega inicia em 23 de mar\u00e7o e encerra em 29 de maio de 2026, com expectativa de recebimento de cerca de 44 milh\u00f5es de declara\u00e7\u00f5es, um leve aumento em rela\u00e7\u00e3o aos 43,5 milh\u00f5es do exerc\u00edcio anterior. O Programa Gerador da Declara\u00e7\u00e3o (PGD IRPF 2026) e o servi\u00e7o Meu Imposto de Renda (via portal e-CAC ou aplicativo) j\u00e1 est\u00e3o dispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Sintetizando, o IRPF 2026 representa uma evolu\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica no sistema brasileiro de tributa\u00e7\u00e3o pessoal: maior digitaliza\u00e7\u00e3o, restitui\u00e7\u00f5es mais r\u00e1pidas e mecanismos de corre\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de equ\u00edvocos passados. Contudo, as transforma\u00e7\u00f5es mais profundas na estrutura do imposto \u2013 isen\u00e7\u00e3o ampliada e tributa\u00e7\u00e3o de altas rendas \u2013 s\u00f3 se materializar\u00e3o plenamente nas declara\u00e7\u00f5es futuras. Os contribuintes devem consultar o site oficial da Receita Federal e a IN n\u00ba 2.312\/2026 para detalhes completos, garantindo conformidade e evitando penalidades. A transpar\u00eancia e a simplifica\u00e7\u00e3o continuam sendo caminhos essenciais para um sistema tribut\u00e1rio mais justo e eficiente.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-observamais wp-block-embed-observamais\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"yqjXGT1rTw\"><a href=\"https:\/\/observamais.com.br\/ibpt-pontua-as-alteracoes-no-imposto-de-ren\/\">IBPT pontua as altera\u00e7\u00f5es no Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica de 2026<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;IBPT pontua as altera\u00e7\u00f5es no Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica de 2026&#8221; &#8212; ObservaMais\" src=\"https:\/\/observamais.com.br\/ibpt-pontua-as-alteracoes-no-imposto-de-ren\/embed\/#?secret=CtGw4igfSb#?secret=yqjXGT1rTw\" data-secret=\"yqjXGT1rTw\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Reforma Tribut\u00e1ria vira desafio para PMEs: falta de preparo amea\u00e7a opera\u00e7\u00f5es e caixa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Por que a maioria das PMEs ainda est\u00e1 perdida com a Reforma Tribut\u00e1ria?<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com a Reforma Tribut\u00e1ria em curso, a maioria das PMEs ainda est\u00e1 operando sem os ajustes necess\u00e1rios para a emiss\u00e3o de notas, o c\u00e1lculo de tributos e a confiabilidade das informa\u00e7\u00f5es fiscais enviadas \u00e0 Receita Federal. Segundo a Secretaria de Acompanhamento Econ\u00f4mico (Seae), mais de 80% dos contribuintes nos regimes de Lucro Real e Presumido ainda n\u00e3o cumpriram as exig\u00eancias que entraram em vigor em 1\u00ba de janeiro de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Para uma PME, isso significa risco real de multas fiscais, bloqueios de opera\u00e7\u00f5es, inconsist\u00eancias cont\u00e1beis e at\u00e9 falhas no fluxo de caixa, justamente em um momento em que o mercado exige mais precis\u00e3o e agilidade nos processos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, embora o IBS e a CBS j\u00e1 estejam em vigor desde janeiro, as auditorias e aplica\u00e7\u00e3o de penalidades devem come\u00e7ar em 1\u00ba de abril, aumentando a urg\u00eancia da adequa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstamos passando por uma transi\u00e7\u00e3o que j\u00e1 exige a\u00e7\u00e3o. Empresas que ainda n\u00e3o organizaram seus processos fiscais e sistemas de dados est\u00e3o sujeitas a riscos concretos, e isso pode custar caro em termos de multa, retrabalho e perda de agilidade operacional\u201c, afirma Reginaldo Stocco, CEO da vhsys.<\/p>\n\n\n\n<p>O que as PMEs precisam fazer agora:<\/p>\n\n\n\n<p>1. Validar com o contador as novas al\u00edquotas de IBS e CBS<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro passo \u00e9 validar com o contador quais s\u00e3o as al\u00edquotas de IBS e de CBS aplic\u00e1veis ao tipo de produto ou servi\u00e7o da empresa. Com essa defini\u00e7\u00e3o, os percentuais corretos devem ser registrados no sistema. Quando a al\u00edquota est\u00e1 incorreta, a empresa pode recolher imposto a mais ou a menos, impactando o caixa e gerando risco de autua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>2. Atualizar o sistema e configurar corretamente os novos tributos no ERP<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio verificar se o sistema de gest\u00e3o est\u00e1 preparado para a Reforma Tribut\u00e1ria e realizar a configura\u00e7\u00e3o dos novos tributos. Mesmo que o ERP j\u00e1 esteja atualizado, as al\u00edquotas e par\u00e2metros precisam ser inseridos manualmente e vinculados aos produtos e servi\u00e7os cadastrados. Sem essa etapa, a nota fiscal pode ser emitida com informa\u00e7\u00f5es incorretas.<\/p>\n\n\n\n<p>3. Revisar custos e precifica\u00e7\u00e3o considerando os novos impostos<\/p>\n\n\n\n<p>Com as novas al\u00edquotas definidas, a empresa deve recalcular o custo real de cada produto ou servi\u00e7o. A an\u00e1lise do impacto dos novos tributos permite avaliar se ser\u00e1 necess\u00e1rio ajustar pre\u00e7os para manter a margem, evitando perdas de rentabilidade ao longo dos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n\n\n\n<p>4. Padronizar processos e integrar dados fiscais, financeiros e cont\u00e1beis<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 importante organizar um fluxo claro entre as \u00e1reas envolvidas na emiss\u00e3o fiscal e no controle financeiro. A integra\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es em um \u00fanico sistema reduz retrabalho, evita diverg\u00eancias de dados e prepara a empresa para as pr\u00f3ximas etapas da transi\u00e7\u00e3o da Reforma Tribut\u00e1ria, prevista at\u00e9 2033.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tribut\u00e1rio (IBPT) mostra que empresas que anteciparam processos de adapta\u00e7\u00e3o reduziram em at\u00e9 40% os retrabalhos e corre\u00e7\u00f5es fiscais, al\u00e9m de melhorarem a previsibilidade no caixa e nas proje\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Stocco afirma que esses n\u00e3o s\u00e3o \u201cpassos futuros\u201c, mas a\u00e7\u00f5es que j\u00e1 impactam o funcionamento di\u00e1rio das empresas, porque os sistemas fiscais e os \u00f3rg\u00e3os reguladores j\u00e1 est\u00e3o exigindo consist\u00eancia nas informa\u00e7\u00f5es transmitidas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs PMEs que encararem a reorganiza\u00e7\u00e3o de processos agora estar\u00e3o em vantagem operacional, com menos erros, mais clareza de custos e maior capacidade de escalar sua opera\u00e7\u00e3o sem entraves burocr\u00e1ticos\u201c, conclui o especialista.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.contadores.cnt.br\/noticias\/tecnicas\/2026\/03\/24\/reforma-tributaria-vira-desafio-para-pmes-falta-de-preparo-ameaca-operacoes-e-caixa.html\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Senado aprova incentivos fiscais para o setor de reciclagem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Senado aprovou nesta ter\u00e7a-feira (24) projeto que beneficia o setor de reciclagem. O <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/165771\">PL 1.800\/2021<\/a> autoriza o desconto em tributos (cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios) na compra de materiais recicl\u00e1veis e tamb\u00e9m isenta de tributos a venda de itens dessa natureza. O texto foi aprovado sem mudan\u00e7as e segue para a san\u00e7\u00e3o presidencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios que poder\u00e3o ser usados para a compra dos materiais s\u00e3o dos Programas de Integra\u00e7\u00e3o Social e de Forma\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio do Servidor P\u00fablico (PIS\/Pasep) e da Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o texto, os cr\u00e9ditos desses tributos poder\u00e3o ser usados para aquisi\u00e7\u00f5es de res\u00edduos ou sobras de pl\u00e1stico, papel ou cart\u00e3o, vidro, ferro ou a\u00e7o, cobre, n\u00edquel, alum\u00ednio, chumbo, zinco e estanho e outros metais.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto, do deputado Domingos S\u00e1vio (PL-MG), teve como relator o senador Alan Rick (Uni\u00e3o-AC). De acordo com o relator, o projeto beneficia o meio ambiente, a economia circular e o mercado de reciclagem, al\u00e9m de beneficiar os catadores de materiais recicl\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 No Brasil, 92% do lixo produzido nas nossas cidades vai para aterros ou lix\u00f5es a c\u00e9u aberto, vai para as ruas, parques, rios, mares; vai contaminar o meio ambiente. (&#8230;) Esse projeto vem em conformidade com o anseio da sociedade brasileira e tamb\u00e9m vem para viabilizar ainda mais a reciclagem no Brasil \u2014 argumentou o senador ao defender a aprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Decis\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio de mar\u00e7o, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve uma decis\u00e3o de 2021 (quando foi apresentado o projeto) que autorizou a tomada de cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins na aquisi\u00e7\u00e3o de insumos recicl\u00e1veis, mas acabou com a isen\u00e7\u00e3o para a venda desses materiais. Com o projeto, a isen\u00e7\u00e3o para a venda ser\u00e1 retomada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 O Judici\u00e1rio taxou o catador de reciclagem, o catador de rua, aquela pessoa que passa na porta da sua casa pegando papel\u00e3o; na praia, pegando a latinha, pegando os pl\u00e1sticos nos bares, nas ruas. (&#8230;) N\u00f3s temos milhares de catadores de reciclagem nas ruas, catadores de latinhas, papel\u00e3o, pl\u00e1stico, sem poder vender, porque n\u00e3o sabem como fazer isso \u2014&nbsp; alertou o senador Giordano.<\/p>\n\n\n\n<p>O benef\u00edcio fiscal alcan\u00e7a empresas de coleta, reciclagem e organiza\u00e7\u00f5es de catadores de lixo, desde que apurem seu imposto de renda com base no lucro real.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Senado<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2026\/03\/24\/senado-aprova-incentivos-fiscais-para-o-setor-de-reciclagem\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Lei facilita cr\u00e9dito \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o para micro e pequenas empresas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>As micro, pequenas e m\u00e9dias empresas brasileiras ter\u00e3o mais facilidade para acessar mercados internacionais, a partir da institui\u00e7\u00e3o do sistema brasileiro de apoio oficial ao cr\u00e9dito \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o. O presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, sancionou a <a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2026-03-24;15359\">Lei 15.359<\/a>, que cria o sistema e amplia a cobertura do seguro de cr\u00e9dito para esse setor.<\/p>\n\n\n\n<p>Publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o (DOU) desta quarta-feira (25), a legisla\u00e7\u00e3o busca reduzir custos e dar mais previsibilidade \u00e0s opera\u00e7\u00f5es, permitindo que seguradores e financiadores privados atuem como operadores oficiais. A medida tamb\u00e9m prev\u00ea a cria\u00e7\u00e3o de um portal \u00fanico na internet para a solicita\u00e7\u00e3o de apoio oficial. O sistema digital dever\u00e1 garantir transpar\u00eancia sobre condi\u00e7\u00f5es financeiras e permitir que uma mesma solicita\u00e7\u00e3o tramite paralelamente entre diferentes \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei tamb\u00e9m inclui no Seguro de Cr\u00e9dito \u00e0 Exporta\u00e7\u00e3o projetos voltados \u00e0 economia verde e de alta intensidade tecnol\u00f3gica, com foco na descarboniza\u00e7\u00e3o e na efici\u00eancia no uso de recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>Transpar\u00eancia no BNDES<\/p>\n\n\n\n<p>A nova legisla\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m define regras para as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o do BNDES. O banco dever\u00e1 manter informa\u00e7\u00f5es atualizadas em site p\u00fablico sobre financiamentos a entes estrangeiros e apresentar relat\u00f3rios anuais \u00e0 Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) do Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei pro\u00edbe a concess\u00e3o de novos cr\u00e9ditos pelo BNDES a pa\u00edses ou pessoas jur\u00eddicas inadimplentes com o Brasil, exceto em casos de renegocia\u00e7\u00e3o formal da d\u00edvida. O texto estabelece ainda que agentes p\u00fablicos envolvidos nas decis\u00f5es s\u00f3 poder\u00e3o ser responsabilizados pessoalmente em casos de dolo ou erro grosseiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Vetos<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da san\u00e7\u00e3o, o presidente Lula vetou dispositivos do projeto sob o argumento de risco fiscal e aus\u00eancia de previs\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria. Entre os pontos barrados, est\u00e1 o trecho que obrigava a Uni\u00e3o a cobrir preju\u00edzos do Fundo Garantidor de Cr\u00e9dito \u00e0 Exporta\u00e7\u00e3o (FGCE) em caso de insufici\u00eancia de recursos. Segundo o governo, a medida criaria despesa obrigat\u00f3ria sem indica\u00e7\u00e3o de fonte e exigiria lei complementar para esse tipo de garantia.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m foi vetada a possibilidade de a Uni\u00e3o atuar como garantidora de opera\u00e7\u00f5es privadas de com\u00e9rcio exterior. De acordo com a justificativa do governo, a previs\u00e3o transferiria riscos de empresas para o setor p\u00fablico, com potencial impacto sobre a d\u00edvida p\u00fablica e em desacordo com a <a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei.complementar:2000-05-04;101\">Lei de Responsabilidade Fiscal<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto exclu\u00eddo trata de dispositivos que submetiam ao Senado Federal a defini\u00e7\u00e3o de limites de exposi\u00e7\u00e3o do fundo e previam a incorpora\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de excessos de risco ao Or\u00e7amento. Na avalia\u00e7\u00e3o do Executivo, essas regras poderiam comprometer a gest\u00e3o t\u00e9cnica dos riscos e gerar despesas permanentes sem compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Proposta do Senado<\/p>\n\n\n\n<p>A norma \u00e9 oriunda do<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/161728\"> PL 6.139\/2023<\/a>, de autoria do ex-senador Mecias de Jesus (RR). Segundo o autor, o objetivo \u00e9 proteger empresas e empregos brasileiros contra o protecionismo externo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Ele amplia o cr\u00e9dito via BNDES e garante apoio aos exportadores. Cada venda no exterior significa mais empregos no Brasil. \u00c9 esse crescimento que queremos ver em todas as \u00e1reas, da economia verde \u00e0 tecnologia \u2014 disse Mecias.<\/p>\n\n\n\n<p>A mat\u00e9ria, sob relatoria do senador Fernando Farias (MDB-AL), foi aprovada no Senado em agosto de 2025. Durante a tramita\u00e7\u00e3o, o relator destacou a import\u00e2ncia de capitalizar o Fundo Garantidor de Opera\u00e7\u00f5es de Cr\u00e9dito Exterior (FGCE) com bens e ativos financeiros da Uni\u00e3o para conferir mais agilidade e seguran\u00e7a jur\u00eddica aos financiadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Senado<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2026\/03\/25\/lei-facilita-credito-a-exportacao-para-micro-e-pequenas-empresas\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00f5es fiscais em lote desencadeia novo embate nos tribunais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00f5es fiscais em lote, sem a pr\u00e9via intima\u00e7\u00e3o da Fazenda P\u00fablica, sem considerar valores atualizados ou apensados e at\u00e9 em casos suspensos por parcelamento criou no Judici\u00e1rio brasileiro um novo contencioso.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele \u00e9 composto por recursos de procuradores de munic\u00edpios e estados que contestam nos Tribunais de Justi\u00e7a a aplica\u00e7\u00e3o indevida ou descontextualizada da <a href=\"https:\/\/atos.cnj.jus.br\/files\/compilado1256372025032167dd6205a1d1a.pdf\">Resolu\u00e7\u00e3o 547\/2024<\/a>, do Conselho Nacional de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma autoriza a extin\u00e7\u00e3o desses processos, desde que tenham valor inferior a R$ 10 mil e estejam h\u00e1 pelo menos um ano sem movimenta\u00e7\u00e3o \u00fatil, como cita\u00e7\u00e3o, ou sem apreens\u00e3o de bens, conforme j\u00e1 <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-dez-19\/e-legitima-a-extincao-das-execucoes-fiscais-de-baixo-valor-decide-stf\/\">decidiu o Supremo Tribunal Federal<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Gestada na gest\u00e3o do ministro Lu\u00eds Roberto Barroso (hoje aposentado) no CNJ, ela levou \u00e0 <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-set-25\/norma-do-cnj-levou-a-extincao-de-13-milhoes-de-execucoes-fiscais-diz-barroso\/\">extin\u00e7\u00e3o de 13 milh\u00f5es de processos<\/a> por todo o pa\u00eds at\u00e9 setembro de 2025. Esse tratamento de choque fez o estoque de pendentes na Justi\u00e7a estadual cair 21,4% em 2024, em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Um levantamento da legaltech Inspira, a pedido da revista eletr\u00f4nica Consultor Jur\u00eddico, identificou decis\u00f5es em recursos contra a extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00f5es fiscais apoiadas na norma do CNJ em 15 tribunais estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise de 181 casos mostra que as impugna\u00e7\u00f5es fazend\u00e1rias muitas vezes d\u00e3o resultado. Em 87 (48,1%) houve reforma da decis\u00e3o de primeiro grau que extinguiu o processo, enquanto em outros 94 (51,9%) a decis\u00e3o de segundo grau confirmou a extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa divis\u00e3o ocorre porque alguns tribunais aplicam rigorosamente e de of\u00edcio a resolu\u00e7\u00e3o do CNJ, apoiada pela tese do STF, visando a efici\u00eancia da m\u00e1quina judicial. J\u00e1 outros priorizam garantias processuais alegadas pelas procuradorias.<\/p>\n\n\n\n<p>Henrique Ferreira, advogado co-fundado da Inspira, aponta dois perfis de argumenta\u00e7\u00e3o: um mais processualista, outro operacional. \u201cA discuss\u00e3o acaba se dando do ponto de vista do embate entre mudan\u00e7a pr\u00e1tica e o benef\u00edcio de ter um processo desses se arrastando.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Decis\u00e3o surpresa<\/p>\n\n\n\n<p>Uma parte substancial dos debates em segundo grau discute a ocorr\u00eancia de <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-11\/extincao-em-bloco-de-execucoes-fiscais-exige-intimacao-previa-do-municipio\">decis\u00e3o surpresa<\/a> e viola\u00e7\u00e3o ao artigo 10 do <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm\">C\u00f3digo de Processo Civil<\/a>, que impede o juiz de decidir com base em fundamento a respeito do qual n\u00e3o se tenha dado \u00e0s partes oportunidade de se manifestar.<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia est\u00e1 dividida. H\u00e1 tribunais que entendem que a extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o fiscal por aus\u00eancia de interesse de agir exige a pr\u00e9via intima\u00e7\u00e3o da Fazenda P\u00fablica, sob pena de nulidade. Pensam assim as cortes de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Esp\u00edrito Santo e Para\u00edba.<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa C\u00e2mara do TJ-PB apontou em um dos casos que decis\u00f5es proferidas sem a pr\u00e9via oitiva das partes sobre precedentes vinculantes configuram decis\u00e3o surpresa, pass\u00edvel de anula\u00e7\u00e3o para garantir o contradit\u00f3rio e a ampla defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 o cerne da diverg\u00eancia com as cortes que entendem que a extin\u00e7\u00e3o das execu\u00e7\u00f5es fiscais poderia ser livremente feita Brasil afora, pois n\u00e3o h\u00e1 viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da n\u00e3o surpresa na aplica\u00e7\u00e3o de precedentes vinculantes do Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 decis\u00e3o surpresa quando se trata de aplica\u00e7\u00e3o de jurisprud\u00eancia vinculante e normas p\u00fablicas\u201d, indicou a 2\u00aa Turma de Direito P\u00fablico do Tribunal de Justi\u00e7a do Par\u00e1. Na mesma linha decidiram os TJs de Acre, Bahia e Pernambuco.<\/p>\n\n\n\n<p>No TJ-AC, a 1\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel apontou que a aus\u00eancia de debate pr\u00e9vio n\u00e3o gera nulidade se a parte dita por prejudicada discutiu a quest\u00e3o em recurso de apela\u00e7\u00e3o. Essa linha de argumenta\u00e7\u00e3o foiusada tamb\u00e9m no TJ-PA. J\u00e1 o TJ-BA exigiu demonstra\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo espec\u00edfico da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Valores e parcelamento<\/p>\n\n\n\n<p>Outra parte relevante do levantamento aponta para casos em que a extin\u00e7\u00e3o generalizada de execu\u00e7\u00f5es fiscais se descuidou dos crit\u00e9rios definidos pelo CNJ, como o limite de R$ 10 mil. O TJ-BA, por exemplo, reformou uma decis\u00e3o envolvendo cobran\u00e7a de ISS de R$ 23 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o TJ do Rio Grande do Sul usou a d\u00edvida consolidada do devedor para evitar a extin\u00e7\u00e3o, ao apontar que o montante devido \u00e9 \u201cintensamente superior\u201d ao piso definido na resolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outros recursos, nos TJs de S\u00e3o Paulo, Paran\u00e1, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul a extin\u00e7\u00e3o foi afastada pela comprova\u00e7\u00e3o de dilig\u00eancias feitas para cita\u00e7\u00e3o do devedor, localiza\u00e7\u00e3o de bens ou penhora.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, ainda, os casos em que a execu\u00e7\u00e3o fiscal extinta estava sem movimenta\u00e7\u00e3o relevante h\u00e1 mais de um ano, mas gra\u00e7as \u00e0 suspens\u00e3o decorrente de parcelamento da d\u00edvida, conforme a previs\u00e3o do artigo 151, inciso VI do <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l5172compilado.htm\">C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA ades\u00e3o da parte executada ao parcelamento do d\u00e9bito evidencia a utilidade da demanda judicial, pois representa ato inequ\u00edvoco de cobran\u00e7a efetiva, n\u00e3o se podendo confundir a suspens\u00e3o do cr\u00e9dito com a perda do interesse de agir\u201d, destacou a 3\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do TJ-MT.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma posi\u00e7\u00e3o fortemente minorit\u00e1ria, a 3\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do TJ-PB afastou a extin\u00e7\u00e3o de uma execu\u00e7\u00e3o fiscal que atende aos par\u00e2metros do CNJ por entender que a resolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o se aplica aos processos ajuizados antes da publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento do precedente vinculante do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA interpreta\u00e7\u00e3o que permite a aplica\u00e7\u00e3o retroativa da tese viola o princ\u00edpio da legalidade, uma vez que cria \u00f3bice ao exerc\u00edcio do direito de a\u00e7\u00e3o da Fazenda P\u00fablica sem previs\u00e3o normativa anterior\u201d, destacou. Por esse vi\u00e9s, milh\u00f5es de execu\u00e7\u00f5es fiscais voltariam a tramitar no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Tipo de d\u00edvida<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m vem gerando debate a aplica\u00e7\u00e3o da Resolu\u00e7\u00e3o 547\/2024 do CNJ para casos em que a execu\u00e7\u00e3o fiscal \u00e9 usada para cobrar d\u00edvida n\u00e3o tribut\u00e1ria \u2014 valores que deveriam ser recebidos por conselhos profissionais ou \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em novembro de 2024, o CNJ j\u00e1 havia <a href=\"https:\/\/www.cnj.jus.br\/conselhos-profissionais-tambem-sao-alcancados-por-medidas-para-racionalizar-execucoes-fiscais\/\">indicado<\/a> a resolu\u00e7\u00e3o dessa quest\u00e3o ao responder consulta dos Conselhos Regional de Enfermagem do Rio Grande do Norte e de Medicina Veterin\u00e1ria de Goi\u00e1s, confirmando que eles se submetem \u00e0s medidas de racionaliza\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um dos casos levantados, o TJ-BA rejeitou o recurso do Conselho Regional dos Representantes Comerciais da Bahia que tentava evitar a extin\u00e7\u00e3o de uma cobran\u00e7a de R$ 760,38. A corte apontou que a resolu\u00e7\u00e3o do CNJ \u00e9 compat\u00edvel com a Lei 12.514\/2011, que trata dos conselhos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Tema 1184 do STF utiliza a express\u00e3o gen\u00e9rica \u2018execu\u00e7\u00f5es fiscais\u2019 sem distin\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 natureza do cr\u00e9dito, aplicando-se tanto a cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios quanto n\u00e3o tribut\u00e1rios, pois o fundamento reside no princ\u00edpio da efici\u00eancia administrativa\u201d, concluiu a 1\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do TJ-BA, em caso de multa ambiental de R$ 5,3 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>O TJ-PE foi outro a aplicar a resolu\u00e7\u00e3o do CNJ em caso de multa aplicada pelo Procon pela demora excessiva na fila de banco. Nesse em em variados casos, a corte estadual decidiu multar as Fazendas recorrentes em 3% do valor da causa, com base no artigo 1.021, par\u00e1grafo 4\u00ba do CPC. Isso porque \u201cdeve-se compreender que o presente recurso se afigura manifestamente improcedente, posto que a irresigna\u00e7\u00e3o recursal carece de qualquer fundamento capaz de afastar a tese fixada sobre o tema\/Repercuss\u00e3o Geral 1184\/STF c\/c a Resolu\u00e7\u00e3o 547\/2024 do CNJ.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Impacto para munic\u00edpios<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados levantados pela Inspira indicam que, na Justi\u00e7a estadual, o combate \u00e0 extin\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica das execu\u00e7\u00f5es fiscais se d\u00e1 primordialmente pelos entes que mais precisam dela: os munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Ricardo Almeida Ribeiro da Silva, procurador do munic\u00edpio do Rio de Janeiro e assessor jur\u00eddico da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Secretarias de Finan\u00e7as das Capitais (Abrasf), aponta que esse \u00e9 o instrumento mais coercitivo \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que a efetividade do protesto em cart\u00f3rio tem sido baixa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em setembro, a ConJur publicou um <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-set-03\/para-capitais-extincao-de-execucoes-fiscais-derruba-arrecadacao-de-iptu\/\">levantamento da Abrasf<\/a> indicando que essa aplica\u00e7\u00e3o da Resolu\u00e7\u00e3o 547\/2024 do CNJ levou a uma queda da arrecada\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos de IPTU inscritos na D\u00edvida Ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ainda chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que, uma vez ajuizada a execu\u00e7\u00e3o fiscal, os comandos seguintes ocorrem de maneira autom\u00e1tica. O artigo 7\u00aa da <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l6830.htm\">Lei de Execu\u00e7\u00f5es Fiscais<\/a> diz que o deferimento da inicial importa e ordem para cita\u00e7\u00e3o; penhora, se n\u00e3o for paga a d\u00edvida, nem garantida; e arresto, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA premissa (da extin\u00e7\u00e3o das execu\u00e7\u00f5es fiscais) est\u00e1 equivocada. Ela fica paralisada por culpa do cart\u00f3rio, do Judici\u00e1iro que n\u00e3o tem apetite para tocar a execu\u00e7\u00e3o fiscal. Isso deriva de uma incompreens\u00e3o das regras, um problema de cultura executiva\u201d, avalia o diretor da Abrasf.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs ju\u00edzes foram preparados para transformar fatos em direito. Para pegar um t\u00edtulo executivo, que \u00e9 um direito, e transformar em fatos \u2014 dinheiro ou bens \u2014 realmente eles n\u00e3o est\u00e3o preparados\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>5002174-31.2022.8.13.0407 (TJ-MG)<br>0007944-60.2017.8.19.0064 (TJ-RJ)<br>5001449-66.2017.8.08.0048 (TJ-ES)<br>0801920-59.2017.8.15.0301 (TJ-PB)<br>0831695-73.2022.8.15.0001 (TJ-PB)<br>0822707-86.2015.8.05.0001 (TJ-BA)<br>0001259-27.2012.8.05.0153 (TJ-BA)<br>8002837-13.2024.8.05.0105 (TJ-BA)<br>0004718-72.2019.8.17.2670 (TJ-PE)<br>0079351-34.2005.8.05.0001 (TJ-PE)<br>0004416-43.2019.8.17.2670 (TJ-PE)<br>0000290-67.2009.8.14.0023 (TJ-PA)<br>0010554-56.2016.8.14.0005 (TJ-PA)<br>0803700-46.2020.8.01.0001 (TJ-AC)<br>5002174-31.2022.8.13.0407 (TJ-MG)<br>5000647-23.2012.8.21.0132 (TJ-RS)<br>5000177-28.2012.8.21.0023 (TJ-RS)<br>1003551-53.2024.8.26.0123 (TJ-SP)<br>0011025-73.2023.8.16.0069 (TJ-PR)<br>1005753-14.2020.8.11.0041 (TJ-MT)<br>1000874-36.2024.8.11.0004 (TJ-MT)<br>0822435-82.2024.8.12.0001 (TJ-MS)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"ZbTswp7pBT\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-25\/extincao-de-execucoes-fiscais-em-lote-cria-novo-embate-nos-tribunais\/\">Extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00f5es fiscais em lote desencadeia novo embate nos tribunais<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00f5es fiscais em lote desencadeia novo embate nos tribunais&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-25\/extincao-de-execucoes-fiscais-em-lote-cria-novo-embate-nos-tribunais\/embed\/#?secret=JDwFtgckSZ#?secret=ZbTswp7pBT\" data-secret=\"ZbTswp7pBT\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Estudo do IBPT revela que o pre\u00e7o do diesel dispara at\u00e9 30% em mar\u00e7o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio econ\u00f4mico de mar\u00e7o trouxe um alerta vermelho para o setor produtivo brasileiro. Um novo estudo detalhado pelo&nbsp;IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o)&nbsp;revela que o pre\u00e7o do \u00f3leo diesel disparou, atingindo altas de at\u00e9 30% em determinadas regi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que um simples reajuste nas bombas, esse movimento escancara a fragilidade da nossa matriz log\u00edstica e a complexidade das manobras fiscais que, na pr\u00e1tica, n\u00e3o chegaram ao bolso do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>O Paradoxo Fiscal: Por que a isen\u00e7\u00e3o n\u00e3o segurou o pre\u00e7o?<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos pontos mais cr\u00edticos revelados pelo estudo \u00e9 a neutraliza\u00e7\u00e3o completa de al\u00edvios fiscais recentes. Recentemente, o&nbsp;Decreto n\u00ba 12.875\/2026&nbsp;estabeleceu a isen\u00e7\u00e3o de PIS e Cofins sobre o combust\u00edvel, uma medida que, em teoria, deveria aliviar a press\u00e3o inflacion\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, os dados do IBPT mostram que essa manobra foi matematicamente anulada. O reajuste de R$ 0,38 por parte da Petrobras, somado \u00e0 alta volatilidade das distribuidoras, resultou em um&nbsp;aumento l\u00edquido de R$ 1,07 por litro&nbsp;no diesel atacado. Na pr\u00e1tica, o mercado absorveu a isen\u00e7\u00e3o e o pre\u00e7o continuou a trajet\u00f3ria de subida, mantendo a press\u00e3o sobre o IPCA e desafiando a gest\u00e3o financeira das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Efeito Cascata: Log\u00edstica, Agro e Ind\u00fastria<\/p>\n\n\n\n<p>A depend\u00eancia do transporte rodovi\u00e1rio no Brasil transforma o diesel em um \u201cimposto invis\u00edvel\u201d sobre o consumo. Com a alta acumulada de&nbsp;19,71% no Diesel S10&nbsp;nas distribuidoras, o repasse para o frete \u00e9 imediato.<\/p>\n\n\n\n<p>Os vetores de press\u00e3o inflacion\u00e1ria identificados pelo IBPT s\u00e3o claros:<\/p>\n\n\n\n<p>Custo de Produ\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria:&nbsp;O agroneg\u00f3cio e a ind\u00fastria pesada sofrem para absorver altas que chegam a&nbsp;30,79%&nbsp;no Centro-Oeste, encarecendo a produ\u00e7\u00e3o logo na origem.<\/p>\n\n\n\n<p>Repasse ao Consumidor:&nbsp;Como a matriz log\u00edstica \u00e9 majoritariamente dependente do diesel, o aumento do frete se converte diretamente em prateleiras mais caras em setores essenciais, como o de alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Varia\u00e7\u00f5es Regionais: O Nordeste sob press\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo destaca que a infla\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis n\u00e3o \u00e9 uniforme. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 particularmente cr\u00edtica no&nbsp;Nordeste, onde o diesel S500 aditivado saltou&nbsp;32,65%. Essa disparidade regional cria um desafio extra para empresas com opera\u00e7\u00f5es nacionais, exigindo um planejamento log\u00edstico e tribut\u00e1rio muito mais refinado para manter as margens de lucro.<\/p>\n\n\n\n<p>Vis\u00e3o Estrat\u00e9gica<\/p>\n\n\n\n<p>Para o empres\u00e1rio e o gestor jur\u00eddico, o aumento do diesel n\u00e3o deve ser visto apenas como um custo vari\u00e1vel de log\u00edstica. Ele \u00e9 um indicativo de que a efici\u00eancia tribut\u00e1ria e a intelig\u00eancia de neg\u00f3cios s\u00e3o as \u00fanicas ferramentas capazes de blindar a opera\u00e7\u00e3o em momentos de volatilidade. Aceitar o pre\u00e7o de mercado sem entender a composi\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e os editais de transa\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis \u00e9 deixar dinheiro na mesa.<\/p>\n\n\n\n<p>O IBPT continua monitorando esses dados para fornecer a base t\u00e9cnica necess\u00e1ria para decis\u00f5es de alto n\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/f5noticias.com.br\/estudo-do-ibpt-revela-que-o-preco-do-diesel-dispara-ate-30-em-marco\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Como as mudan\u00e7as no Simples v\u00e3o afetar a rotina dos escrit\u00f3rios cont\u00e1beis?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/simples-nacional\/\">Simples Nacional<\/a>&nbsp;surgiu para simplificar a rotina tribut\u00e1ria das empresas. Na pr\u00e1tica, contudo, muitos escrit\u00f3rios ainda lidam com uma apura\u00e7\u00e3o que consome tempo demais da equipe, exige confer\u00eancias repetidas e depende de planilhas, controles paralelos e dados espalhados. Com a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/empresarial\/reforma-tributaria\/\">Reforma Tribut\u00e1ria<\/a>, essa rotina passa a exigir outro n\u00edvel de an\u00e1lise, principalmente no atendimento aos neg\u00f3cios que atuam no modelo B2B.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a entrada do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/ibs\/\">IBS<\/a>&nbsp;e da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/tributario\/cbs\/\">CBS<\/a>, os escrit\u00f3rios passam a olhar com mais aten\u00e7\u00e3o para as cadeias de clientes e fornecedores de cada neg\u00f3cio. Muitos contribuintes v\u00e3o come\u00e7ar a avaliar com mais cuidado esses cr\u00e9ditos que conseguem podem aproveitar nas compras, o que interfere na rela\u00e7\u00e3o comercial das optantes pelo Simples que vendem para outras pessoas jur\u00eddicas. Se uma parte relevante da receita vier de clientes que precisam desses cr\u00e9ditos, permanecer nesse regime pode deixar de fazer sentido. Nesses casos, apurar o IBS e a CBS pelo regime regular passa a ser um caminho que o escrit\u00f3rio precisa avaliar com o cliente.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa avalia\u00e7\u00e3o deixa de ficar restrita \u00e0 al\u00edquota e ao faturamento. O escrit\u00f3rio ter\u00e1 que entender a composi\u00e7\u00e3o da receita, o perfil dos clientes e os efeitos que esses cr\u00e9ditos ter\u00e3o nessa rela\u00e7\u00e3o comercial. E esse racioc\u00ednio n\u00e3o termina nas vendas. Se houver migra\u00e7\u00e3o para o regime regular, o cliente tamb\u00e9m vai precisar de cr\u00e9ditos nas pr\u00f3prias aquisi\u00e7\u00f5es, o que obriga o escrit\u00f3rio a olhar a cadeia de fornecedores com mais cuidado, identificando quais compras geram cr\u00e9ditos e quais fornecedores fazem mais sentido dentro dessa nova l\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a classifica\u00e7\u00e3o fiscal dos produtos e dos servi\u00e7os ganha muito mais peso, porque \u00e9 ela que sustenta a tributa\u00e7\u00e3o correta do IBS e da CBS, inclusive com a aplica\u00e7\u00e3o das redu\u00e7\u00f5es de al\u00edquota previstas na LC 214\/2025. Se a classifica\u00e7\u00e3o vier errada, o contribuinte pode tributar a mais, deixar tributo para deixar de recolher tributo ou tomar decis\u00f5es ruins ao avaliar o regime tribut\u00e1rio e a pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o da cadeia.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, os escrit\u00f3rios precisam ir al\u00e9m da apura\u00e7\u00e3o manual e da automa\u00e7\u00e3o isolada do fechamento. Automatizar a rotina do Simples Nacional ajuda, mas isso n\u00e3o resolve o problema se a base de classifica\u00e7\u00e3o fiscal continuar errada e se a equipe n\u00e3o conseguir revisar o hist\u00f3rico com seguran\u00e7a. O escrit\u00f3rio precisa de uma estrutura que organize a base, apoie a classifica\u00e7\u00e3o, permita revisar os \u00faltimos cinco anos e use essas mesmas informa\u00e7\u00f5es para simular os cen\u00e1rios da Reforma Tribut\u00e1ria com consist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo um estudo conduzido pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o, o IBPT, mais de 70% das empresas optantes pelo Simples Nacional atuam no modelo B2B. S\u00e3o elas que tendem a sentir com mais for\u00e7a essa mudan\u00e7a, porque a discuss\u00e3o deixa de ficar restrita \u00e0 carga tribut\u00e1ria e passa a envolver a necessidade de gera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos, a competitividade e a revis\u00e3o da cadeia comercial.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, tamb\u00e9m muda o tipo de trabalho que o escrit\u00f3rio entrega. Em vez de concentrar a equipe em tarefas repetitivas, confer\u00eancias manuais e controles espalhados, ele pode usar a tecnologia para padronizar a opera\u00e7\u00e3o e liberar tempo para servi\u00e7os que pesam mais nas decis\u00f5es dos clientes. Entram a\u00ed servi\u00e7os como a revis\u00e3o da cadeia de clientes e fornecedores, o apoio na classifica\u00e7\u00e3o fiscal dos produtos e na parametriza\u00e7\u00e3o dos sistemas, al\u00e9m dos estudos de cen\u00e1rios no per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o da Reforma Tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tempo liberado permite que o escrit\u00f3rio atue com mais profundidade naquilo que os clientes v\u00e3o precisar discutir daqui para frente. Em muitos casos, a pergunta j\u00e1 n\u00e3o ser\u00e1 apenas quanto eles pagam hoje, mas qual regime faz mais sentido, quais clientes precisam ser preservados, quais fornecedores ajudam a gerar cr\u00e9ditos e como a classifica\u00e7\u00e3o fiscal precisa ser tratada para sustentar essa opera\u00e7\u00e3o com menos exposi\u00e7\u00e3o a erro.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os clientes, os ganhos aparecem na capacidade de tomar decis\u00f5es tribut\u00e1rias e comerciais com mais seguran\u00e7a. Com uma base mais organizada, classifica\u00e7\u00f5es fiscais mais consistentes e estudos de cen\u00e1rios no per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, eles conseguem avaliar com mais clareza se vale permanecer no Simples ou migrar para o regime regular de IBS e CBS. Tamb\u00e9m passam a entender melhor quais clientes precisam preservar, quais fornecedores ajudam a gerar cr\u00e9ditos e como essas escolhas afetam a carga tribut\u00e1ria e a competitividade no mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os escrit\u00f3rios, o ganho aparece na capacidade de sair de uma rotina concentrada no operacional e assumir um papel mais consultivo. Ao organizar a base, revisar a cadeia de clientes e fornecedores, apoiar a classifica\u00e7\u00e3o fiscal dos produtos, orientar a parametriza\u00e7\u00e3o dos sistemas e estudar os cen\u00e1rios da transi\u00e7\u00e3o, eles passam a entregar um trabalho que ajuda os clientes a decidirem tomar melhores decis\u00f5es e abre espa\u00e7o para novos&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/empresarial\/honorarios\/\">honor\u00e1rios<\/a>&nbsp;ligados a essa atua\u00e7\u00e3o mais estrat\u00e9gica.<\/p>\n\n\n\n<p>Com as mudan\u00e7as que j\u00e1 est\u00e3o em andamento no sistema tribut\u00e1rio brasileiro, tratar a apura\u00e7\u00e3o do Simples como uma rotina isolada e apenas operacional deixou de ser suficiente. Os escrit\u00f3rios que conseguirem organizar a base, revisar o hist\u00f3rico, analisar as cadeias de clientes e fornecedores e simular com clareza os efeitos do IBS e da CBS estar\u00e3o mais preparados para orientar os seus clientes em decis\u00f5es que afetam os pre\u00e7os, as margens, os cr\u00e9ditos e a competitividade.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.contabeis.com.br\/artigos\/75797\/reforma-tributaria-simples-nacional-e-o-impacto-no-b2b\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Regime tribut\u00e1rio tratado como detalhe amplia riscos e custos para empresas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Embora muitas vezes tratada como uma escolha meramente operacional, a defini\u00e7\u00e3o do regime tribut\u00e1rio influencia a forma como o neg\u00f3cio planeja seu crescimento, organiza custos, projeta investimentos e se protege de riscos fiscais ao longo do tempo. Decis\u00f5es tribut\u00e1rias mal avaliadas podem comprometer diretamente a previsibilidade financeira e a seguran\u00e7a jur\u00eddica das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo raramente um problema que costuma aparecer a curto prazo, os impactos de um regime tribut\u00e1rio s\u00e3o refletidos em autua\u00e7\u00f5es, pagamento excessivo de tributos, dificuldades de acesso a cr\u00e9dito e entraves em processos de expans\u00e3o e tende a ir se acumulando \u00e0 medida em que o neg\u00f3cio evolui e a estrutura operacional se torna mais complexa.<\/p>\n\n\n\n<p>Frequentemente regimes tribut\u00e1rios escolhidos no in\u00edcio da atividade acabam sendo mantidos mesmo quando h\u00e1 mudan\u00e7as significativas no faturamento, na margem de lucro, na folha de pagamento ou no modelo de opera\u00e7\u00e3o. Essa falta de revis\u00e3o peri\u00f3dica exp\u00f5e a empresa a riscos evit\u00e1veis e reduz sua capacidade de planejamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o advogado especialista em direito tribut\u00e1rio Rafael Guazelli, o regime tribut\u00e1rio deve ser tratado como uma decis\u00e3o estrat\u00e9gica cont\u00ednua, e n\u00e3o como uma escolha definitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO regime tribut\u00e1rio costuma ser tratado como uma escolha pontual, quando, na verdade, deveria acompanhar a din\u00e2mica do neg\u00f3cio. \u00c0 medida que a empresa cresce, muda sua estrutura, amplia opera\u00e7\u00f5es ou altera margens, a manuten\u00e7\u00e3o de um regime incompat\u00edvel passa a gerar distor\u00e7\u00f5es que afetam previsibilidade, competitividade e seguran\u00e7a jur\u00eddica. O risco n\u00e3o est\u00e1 apenas no valor do tributo, mas na aus\u00eancia de decis\u00e3o t\u00e9cnica ao longo do tempo,\u201d explica o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>A defini\u00e7\u00e3o adequada depende de uma leitura ampla do modelo de neg\u00f3cio, considerando n\u00e3o apenas quanto a empresa fatura, mas como ela gera receita, quais s\u00e3o suas margens reais, o peso da folha de pagamento, a estrutura de custos e a din\u00e2mica da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Aspectos como a atividade exercida, a base de clientes, a exist\u00eancia de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios e a sazonalidade do faturamento influenciam diretamente o impacto do regime adotado ao longo do tempo. Mudan\u00e7as no neg\u00f3cio, como expans\u00e3o, abertura de novas unidades, altera\u00e7\u00e3o no mix de produtos ou servi\u00e7os e crescimento da folha de pagamento, tendem a modificar essa equa\u00e7\u00e3o e exigem reavalia\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Levantamentos do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT) indicam que cerca de 95% das empresas brasileiras pagam mais tributos do que deveriam. Mostrando uma dificuldade estrutural na forma como as decis\u00f5es tribut\u00e1rias s\u00e3o tomadas e mantidas ao longo do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Parte dessa realidade est\u00e1 associada \u00e0 complexidade do sistema tribut\u00e1rio brasileiro, marcado por constantes altera\u00e7\u00f5es normativas, m\u00faltiplas interpreta\u00e7\u00f5es e elevado volume de obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias. No entanto, outro fator recorrente \u00e9 a predomin\u00e2ncia de decis\u00f5es orientadas pelo curto prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando a tributa\u00e7\u00e3o \u00e9 tratada apenas como um problema de curto prazo, a empresa perde a oportunidade de construir previsibilidade e seguran\u00e7a jur\u00eddica. O alto \u00edndice de empresas que pagam mais do que deveriam mostra que falta m\u00e9todo, integra\u00e7\u00e3o e vis\u00e3o estrat\u00e9gica na condu\u00e7\u00e3o dessas escolhas, e n\u00e3o apenas conhecimento t\u00e9cnico isolado,\u201d discorre Rafael Guazelli.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa l\u00f3gica tende a postergar an\u00e1lises mais profundas e revis\u00f5es estruturadas, fazendo com que distor\u00e7\u00f5es se consolidem silenciosamente. Ao longo do tempo, o que parecia uma solu\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica passa a gerar custos ocultos e inseguran\u00e7a jur\u00eddica especialmente em cen\u00e1rios de crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que uma quest\u00e3o de economia tribut\u00e1ria, a escolha e a revis\u00e3o do regime tribut\u00e1rio impactam diretamente a seguran\u00e7a jur\u00eddica das empresas. Tratada de forma estruturada e cont\u00ednua, essa decis\u00e3o se torna um ativo estrat\u00e9gico, ao garantir previsibilidade, estabilidade financeira e confian\u00e7a para sustentar processos de crescimento e reorganiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um ambiente regulat\u00f3rio complexo e sujeito a constantes mudan\u00e7as, a previsibilidade deixa de ser um efeito colateral e passa a ser um objetivo de gest\u00e3o. Empresas que adotam uma postura preventiva reduzem a exposi\u00e7\u00e3o a passivos fiscais, fortalecem sua governan\u00e7a e criam condi\u00e7\u00f5es mais seguras para decis\u00f5es de m\u00e9dio e longo prazo, evitando que a tributa\u00e7\u00e3o se torne um fator de desequil\u00edbrio futuro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-guazelli wp-block-embed-guazelli\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"b4qlRrcU9T\"><a href=\"https:\/\/www.guazelliadvocacia.com.br\/regime-tributario-tratado-como-detalhe-amplia-riscos-e-custos-para-empresas\/\">Regime tribut\u00e1rio tratado como detalhe amplia riscos e custos para empresas<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Regime tribut\u00e1rio tratado como detalhe amplia riscos e custos para empresas&#8221; &#8212; Guazelli\" src=\"https:\/\/www.guazelliadvocacia.com.br\/regime-tributario-tratado-como-detalhe-amplia-riscos-e-custos-para-empresas\/embed\/#?secret=huHbLaWMZm#?secret=b4qlRrcU9T\" data-secret=\"b4qlRrcU9T\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Simples 5.0 integra micro e pequenas empresas ao novo sistema tribut\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Tramita na C\u00e2mara dos Deputados um projeto de lei complementar que promete superar ao menos dois obst\u00e1culos a serem enfrentados pelas micro e pequenas empresas optantes do Simples com a reforma tribut\u00e1ria do consumo: a perda de competitividade e a burocracia da transi\u00e7\u00e3o, provocada pela coexist\u00eancia de dois modelos tribut\u00e1rios at\u00e9 2032.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com 16 artigos, o PLP 194\/2025, de autoria do deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR), prop\u00f5e a cria\u00e7\u00e3o de um regime optativo apelidado de Simples 5.0, voltado para microempresas e empresas de pequeno porte, al\u00e9m de produtores rurais, com receita bruta anual de at\u00e9 R$ 3,6 milh\u00f5es, desenhado para alinhar os pequenos neg\u00f3cios \u00e0 reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Simples 5.0 \u00e9 a evolu\u00e7\u00e3o natural de um processo iniciado em 1996, consolidado em 2006 e agora atualizado para o ambiente do novo sistema tribut\u00e1rio. Ele preserva os ganhos hist\u00f3ricos das micro e pequenas empresas, fortalece a competitividade e garante a posi\u00e7\u00e3o como motor do desenvolvimento nacional\u201d, resume Hauly.<\/p>\n\n\n\n<p>Autor e relator de in\u00fameras propostas legislativas para aperfei\u00e7oar a legisla\u00e7\u00e3o do Simples, o parlamentar participa nesta quarta-feira, 25\/03, de reuni\u00e3o promovida pelo Conselho Consultivo da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo (ACSP) para explicar a ess\u00eancia da proposta que, dentre outros pontos, visa antecipar a entrada em vigor do IBS e CBS, o IVA Dual da reforma tribut\u00e1ria, e introduzir um modelo de cr\u00e9dito financeiro integral para as empresas optantes.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo regime optativo proposto por Hauly compreende o recolhimento unificado, autom\u00e1tico e eletr\u00f4nico da CBS, englobando o IPI, Pis, Cofins, ICMS, ISS e a Contribui\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria Patronal (CPP).<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo texto, o recolhimento ser\u00e1 feito no ato da liquida\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o ou presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os (split payment), com partilha imediata da receita entre Uni\u00e3o, Estados, Distrito Federal e munic\u00edpios, nos termos da Lei Complementar 214\/25, a primeira a regulamentar a reforma tribut\u00e1ria do consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Hauly tamb\u00e9m prop\u00f5e a cria\u00e7\u00e3o de uma al\u00edquota adicional de 2% de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal sobre o valor de cada opera\u00e7\u00e3o de venda de bens ou presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u2013 em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 folha de pagamento -, a ser recolhida junto com a CBS por meio do split payment, tamb\u00e9m de forma n\u00e3o cumulativa e com gera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito financeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHoje, a principal reclama\u00e7\u00e3o da microempresa \u00e9 que ela n\u00e3o tem direito a cr\u00e9dito. Nesse modelo, o cr\u00e9dito ser\u00e1 integral\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso seja aprovado, ser\u00e1 mais um regime tribut\u00e1rio dispon\u00edvel aos pequenos neg\u00f3cios, al\u00e9m do h\u00edbrido, criado com a reforma tribut\u00e1ria, em que CBS e IBS ser\u00e3o recolhidos fora da cesta de tributos do Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Preserva\u00e7\u00e3o da n\u00e3o cumulatividade<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo texto do PLP 194\/25, a aplica\u00e7\u00e3o da CBS deve observar os princ\u00edpios da n\u00e3o cumulatividade e gera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos previstos na LC 214, inclusive nos casos de importa\u00e7\u00f5es e exporta\u00e7\u00f5es de contribuintes submetidos ao Simples 5.0.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto tamb\u00e9m prev\u00ea a manuten\u00e7\u00e3o do Documento de Arrecada\u00e7\u00e3o do Simples Nacional (DAS), destinado exclusivamente ao recolhimento do Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL). Esses tributos ser\u00e3o calculados sobre a receita bruta, com base em uma tabela progressiva, com percentuais que variam entre 0,5% (faturamento at\u00e9 R$ 180 mil) e 2,4%.<\/p>\n\n\n\n<p>O parlamentar explica que, hoje, esse regime tribut\u00e1rio tem cinco anexos e dezenas de faixas de faturamento, com um enquadramento complexo, baseado em categorias econ\u00f4micas. \u201cA ideia \u00e9 universalizar o Simples, colocando todos nas mesmas condi\u00e7\u00f5es\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Hauly, em 2024 as micro e pequenas empresas foram respons\u00e1veis por 72% dos empregos formais criados no pa\u00eds. \u201cEsses dados confirmam que o Simples Nacional \u00e9 hoje a espinha dorsal da economia brasileira, respons\u00e1vel por empregos, renda e dinamiza\u00e7\u00e3o da economia em todas as regi\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/dcomercio.com.br\/publicacao\/s\/simples-5-0-integra-micro-e-pequenas-empresas-ao-novo-sistema-tributario\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>eSocial \u2013Receita Federal orienta sobre conv\u00eanios SESI\/SENAI e contribui\u00e7\u00e3o adicional ao SENAI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes do Servi\u00e7o Social da Ind\u00fastria (SESI) e do Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) que mantinham conv\u00eanio, denominado Termo de Coopera\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica e Financeira, para a arrecada\u00e7\u00e3o direta dessas contribui\u00e7\u00f5es dever\u00e3o passar, a partir do per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o de maio de 2026 (recolhimento em junho de 2026), a apurar esses valores no eSocial e recolh\u00ea-los em DARF junto com os demais tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para que o eSocial possa gerar as contribui\u00e7\u00f5es corretamente, basta que as empresas impactadas atualizem as suas Tabelas de Lota\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria com o FPAS relacionado \u00e0 ind\u00fastria [507] ou \u00e0 agroind\u00fastria [833], alterando o c\u00f3digo de terceiros (codTerc) de 0067, 0071 ou 0075 exclusivamente para [0079].<\/p>\n\n\n\n<p>A arrecada\u00e7\u00e3o direta ao SESI e SENAI deve permanecer sendo realizada at\u00e9 o per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o de abril de 2026 (recolhimento em maio de 2026), per\u00edodo at\u00e9 o qual os efeitos do conv\u00eanio permanecem vigentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Contribui\u00e7\u00e3o Adicional devida ao SENAI<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m passar\u00e1 a ser apurada no eSocial\/DCTFWeb a contribui\u00e7\u00e3o adicional devida ao SENAI pelas empresas com mais de 500 empregados.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste caso, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma provid\u00eancia por parte dos contribuintes. Ser\u00e1 criado um novo c\u00f3digo de receita e o eSocial calcular\u00e1 essa contribui\u00e7\u00e3o adicional, caso devida.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa altera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ser\u00e1 implementada a partir do per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o de maio de 2026 (recolhimento em DARF em junho de 2026).<\/p>\n\n\n\n<p>Parcelamentos e acordos efetuados com o SESI ou SENAI<\/p>\n\n\n\n<p>Os termos ou acordos de parcelamento, administrativos ou judiciais, celebrados com o SESI ou SENAI relativos a per\u00edodos anteriores \u00e0 transfer\u00eancia dessa arrecada\u00e7\u00e3o (05\/2026) dever\u00e3o ser cumpridos integralmente na forma pactuada perante as respectivas entidades.<\/p>\n\n\n\n<p>INSTRU\u00c7\u00c3O NORMATIVA RFB N\u00ba 2.110, 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Orientamos os contribuintes a observarem a&nbsp;<a href=\"https:\/\/normasinternet2.receita.fazenda.gov.br\/#\/consulta\/externa\/126687\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa N\u00ba 2110\/2022<\/a>, que disp\u00f5e sobre contribui\u00e7\u00f5es devidas a terceiros, administradas pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/marco\/esocial-2013receita-federal-orienta-sobre-convenios-sesi-senai-e-contribuicao-adicional-ao-senai\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Exclusivo: Regulamento do IBS prev\u00ea regime de fiscaliza\u00e7\u00e3o r\u00edgido por at\u00e9 360 dias a contribuinte suspeito de irregularidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Vers\u00e3o pr\u00e9via do regulamento do IBS (Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os) obtida pelo&nbsp;Portal da Reforma Tribut\u00e1ria&nbsp;prev\u00ea que um contribuinte pode entrar no REF (Regime Especial de Fiscaliza\u00e7\u00e3o) por 360 dias, no m\u00e1ximo.<\/p>\n\n\n\n<p>O regime permite aplica\u00e7\u00e3o de medidas mais rigorosas de controle e acompanhamento sobre empresas com ind\u00edcios de irregularidades. Foi criado pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9430.htm\">Lei 9.430 de 1996<\/a>&nbsp;e mantido na 1\u00aa lei de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma (<a href=\"https:\/\/reformatributaria.us12.list-manage.com\/track\/click?u=d6516bbc40ad0c940e0b74f24&amp;id=d97c7f0ce4&amp;e=f74ccc9bb6\">LC 214 de 2025<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o havia definido o prazo m\u00e1ximo para a fiscaliza\u00e7\u00e3o, criando s\u00f3 o conceito do REF. O regulamento tamb\u00e9m determina que o per\u00edodo de at\u00e9 360 dias pode ser renovado desde que a autoridade justifique a continuidade das irregularidades por meio de novo despacho fundamentado.<\/p>\n\n\n\n<p>O enquadramento no regime \u00e9 determinado pelas administra\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias (estados e munic\u00edpios) quando identificam situa\u00e7\u00f5es que sinalizam irregularidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os principais gatilhos para entrar no REF, est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>Obstru\u00e7\u00e3o \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o, como negar documentos ou informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Resist\u00eancia ao acesso de auditores ao estabelecimento ou domic\u00edlio fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ind\u00edcios de fraude societ\u00e1ria, como uso de \u201claranjas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outros casos, o REF pode ser aplicado mesmo sem abertura pr\u00e9via de procedimento fiscal:<\/p>\n\n\n\n<p>Opera\u00e7\u00f5es tributadas sem inscri\u00e7\u00e3o cadastral.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00e1tica reiterada de infra\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Comercializa\u00e7\u00e3o de mercadorias com sinais de contrabando ou descaminho.<\/p>\n\n\n\n<p>Condutas que possam configurar crime contra a ordem tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A inclus\u00e3o exige um relat\u00f3rio detalhado da autoridade fiscal, com descri\u00e7\u00e3o dos fatos, enquadramento legal, provas reunidas e indica\u00e7\u00e3o das medidas que ser\u00e3o adotadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Consideram-se alguns crit\u00e9rios para que haja reincid\u00eancia. Por exemplo, a repeti\u00e7\u00e3o da mesma infra\u00e7\u00e3o em at\u00e9 5 anos ou a ocorr\u00eancia de irregularidades em mais de um per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o com ind\u00edcios de fraude.<\/p>\n\n\n\n<p>O REGULAMENTO<\/p>\n\n\n\n<p>O regulamento do IBS traz as normas infralegais do novo imposto, ou seja, interpreta\u00e7\u00f5es a serem seguidas com base nas leis sancionadas sobre o tema (<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp214.htm\">LC 214 de 2025&nbsp;<\/a>e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp227.htm\">LC 227 de 2026<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>O IBS \u00e9 de compet\u00eancia dos estados e munic\u00edpios. Apesar disso, o regulamento deve conter normas compartilhadas com a CBS (Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os), que \u00e9 federal. O motivo: os tributos s\u00e3o&nbsp;\u201cespelhos\u201d&nbsp;uns dos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>A vers\u00e3o do documento obtida pelo&nbsp;Portal da Reforma Tribut\u00e1ria&nbsp;n\u00e3o \u00e9 definitiva e&nbsp;pode sofrer mudan\u00e7as. Eram 363 p\u00e1ginas (fonte Calibri em tamanho 12) e 607 artigos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Havia coment\u00e1rios escritos por auditores com men\u00e7\u00f5es a diversos \u00f3rg\u00e3os: Comit\u00ea Gestor do IBS, Receita Federal e PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional).<\/p>\n\n\n\n<p>Muitos dos apontamentos eram discord\u00e2ncia entre os t\u00e9cnicos. As anota\u00e7\u00f5es falavam em reuni\u00f5es para tentar solucionar impasses, al\u00e9m de diversos apontamentos da PGFN sobre a validade jur\u00eddica de alguns artigos.<\/p>\n\n\n\n<p>A vers\u00e3o final est\u00e1 sem previs\u00e3o para publica\u00e7\u00e3o e depende de acordos entre os entes federativos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.reformatributaria.com\/iva\/exclusivo-regulamento-do-ibs-preve-regime-de-fiscalizacao-rigido-por-ate-360-dias-a-contribuinte-suspeito-de-irregularidade\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Gecex delibera pela redu\u00e7\u00e3o de imposto de importa\u00e7\u00e3o para centenas de produtos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Comit\u00ea-Executivo de Gest\u00e3o da C\u00e2mara de Com\u00e9rcio Exterior (Gecex-Camex) deliberou nesta quinta-feira (16\/3), em sua 235\u00aa Reuni\u00e3o Ordin\u00e1ria, pela redu\u00e7\u00e3o da tarifa de importa\u00e7\u00e3o de quase mil produtos, pela aus\u00eancia de produ\u00e7\u00e3o nacional ou produ\u00e7\u00e3o insuficiente para atender o mercado interno.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os produtos que tiveram tarifa de importa\u00e7\u00e3o reduzida a zero, est\u00e3o medicamentos usados em tratamentos de diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia; fungicidas e inseticidas para controle de pragas na agricultura; insumos para ind\u00fastria t\u00eaxtil; l\u00fapulo para fabrica\u00e7\u00e3o de cerveja; e produtos usados em nutri\u00e7\u00e3o hospitalar.<\/p>\n\n\n\n<p>Na lista de redu\u00e7\u00e3o a zero est\u00e3o ainda 970 itens de Bens de Capital (BK) e Bens de Inform\u00e1tica e Telecomunica\u00e7\u00f5es (BIT) \u2013 sendo 191 provis\u00f3rios, relativos \u00e0s resolu\u00e7\u00f5es Gecex 852 e 853.<\/p>\n\n\n\n<p>A reuni\u00e3o desta quinta tamb\u00e9m deliberou pela aplica\u00e7\u00e3o de direito antidumping definitivo, por cinco anos, para a importa\u00e7\u00e3o de etanolaminas origin\u00e1rias da China e de resinas de polietileno origin\u00e1rias dos EUA e do Canad\u00e1. Neste \u00faltimo caso, o Gecex decidiu, por interesse p\u00fablico, reduzir os valores do direito antidumping para os patamares do direito provis\u00f3rio que estava em vigor h\u00e1 6 meses, de forma a n\u00e3o trazer impacto adicional \u00e0 cadeia a jusante.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00edntegra das delibera\u00e7\u00f5es da reuni\u00e3o ser\u00e1 publicada ainda hoje na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/mdic\/pt-br\/assuntos\/camex\/outros-documentos\/deliberacoes\">p\u00e1gina da Camex<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/mdic\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/marco\/gecex-delibera-pela-reducao-de-imposto-de-importacao-para-centenas-de-produtos\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Tribunais invadem autonomia dos munic\u00edpios para extinguir execu\u00e7\u00f5es fiscais, aponta estudo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal e o Conselho Nacional de Justi\u00e7a autorizam a extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00f5es fiscais de at\u00e9 R$ 10 mil, ainda que o munic\u00edpio ou o estado tenha uma lei espec\u00edfica prevendo um valor mais baixo para justificar a cobran\u00e7a judicial?<\/p>\n\n\n\n<p>Essa d\u00favida vem sendo respondida de maneira d\u00edspar pelos Tribunais de Justi\u00e7a brasileiros, conforme levantamento da legaltech Inspira, feito a pedido da revista eletr\u00f4nica Consultor Jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>O conte\u00fado \u00e9 parte de uma pesquisa jurisprudencial que indica como a extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00f5es judiciais com base na <a href=\"https:\/\/atos.cnj.jus.br\/files\/compilado1256372025032167dd6205a1d1a.pdf\">Resolu\u00e7\u00e3o 547\/2024<\/a> do CNJ <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-25\/extincao-de-execucoes-fiscais-em-lote-cria-novo-embate-nos-tribunais\/\">vem sendo atacada em recursos das procuradorias municipais e estaduais<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma traz requisitos objetivos: autoriza a extin\u00e7\u00e3o do processo desde que tenha valor inferior a R$ 10 mil e esteja h\u00e1 pelo menos um ano sem movimenta\u00e7\u00e3o \u00fatil, como cita\u00e7\u00e3o, ou sem apreens\u00e3o de bens.<\/p>\n\n\n\n<p>O CNJ editou a resolu\u00e7\u00e3o a partir da<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-dez-19\/e-legitima-a-extincao-das-execucoes-fiscais-de-baixo-valor-decide-stf\/\"> tese firmada<\/a> pelo STF no <a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciaRepercussao\/verAndamentoProcesso.asp?classeProcesso=RE&amp;incidente=6291425&amp;numeroProcesso=1355208&amp;numeroTema=1184\">Tema 1.184<\/a> da repercuss\u00e3o geral, quando decidiu que \u00e9 leg\u00edtima a extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00f5es fiscais de baixo valor pela aus\u00eancia de interesse de agir, tendo em vista o princ\u00edpio constitucional da efici\u00eancia administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Na tese, o Plen\u00e1rio do Supremo acrescentou que a extin\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, \u201crespeitada a compet\u00eancia constitucional de cada ente federado\u201d, trecho que vem sendo usado para socorrer munic\u00edpios e estados na tentativa de manter essas cobran\u00e7as judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Realidade local<\/p>\n\n\n\n<p>Foi o que fez a 3\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina, que entendeu que a execu\u00e7\u00e3o fiscal cujo valor supera o patamar m\u00ednimo fixado pela Lei Estadual 14.266\/2007 (um sal\u00e1rio m\u00ednimo) n\u00e3o se enquadra no conceito de a\u00e7\u00e3o antiecon\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Grupos C\u00edveis do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul firmaram jurisprud\u00eancia nesse sentido, de que prevalece a lei municipal para definir o que \u00e9 pequeno valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos ac\u00f3rd\u00e3os, da 21\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel, indicou que a resolu\u00e7\u00e3o do CNJ deve ser entendida como aplic\u00e1vel aos entes p\u00fablicos que n\u00e3o tenham regulamenta\u00e7\u00e3o legal pr\u00f3pria estabelecendo valor diferente dos R$ 10 mil para dispensar a cobran\u00e7a judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo na corte ga\u00facha essa posi\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 em disputa. O levantamento da Inspira registrou outro ac\u00f3rd\u00e3o do mesmo colegiado indicando que as provid\u00eancias do CNJ n\u00e3o usurpam nem interferem na compet\u00eancia tribut\u00e1ria dos entes federativos e devem ser observadas.<\/p>\n\n\n\n<p>No Tribunal de Justi\u00e7a de Goi\u00e1s, a posi\u00e7\u00e3o \u00e9 de que \u00e9 simplesmente inv\u00e1lida a norma municipal que define valor m\u00ednimo para ajuizamento de execu\u00e7\u00e3o fiscal incompat\u00edvel com o Tema 1.184 do STF e com a Resolu\u00e7\u00e3o 547\/2024 do CNJ. A posi\u00e7\u00e3o \u00e9 a mesma adotada nos TJs da Bahia e do Mato Grosso do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a do Mato Grosso apontou que o par\u00e2metro nacional do CNJ estabeleceu crit\u00e9rios de efici\u00eancia e economicidade, \u201cconfigurando-se como norma cogente, n\u00e3o pass\u00edvel de flexibiliza\u00e7\u00e3o por legisla\u00e7\u00e3o municipal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Destino das execu\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Esse debate \u00e9 relevante porque d\u00edvidas cobradas pelos mais de 5 mil munic\u00edpios brasileiros, n\u00e3o raro, s\u00e3o de pequena monta \u2014 geralmente <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-set-03\/para-capitais-extincao-de-execucoes-fiscais-derruba-arrecadacao-de-iptu\/\">cobran\u00e7a de IPTU<\/a>, calculado por al\u00edquota sobre o valor venal do im\u00f3vel, que costuma ser inferior ao valor de mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse ponto foi considerado no julgamento do Tema 1.184 no STF. Relatora do recurso, a ministra C\u00e1rmen L\u00facia destacou que valor elevado para um pequeno munic\u00edpio do sert\u00e3o mineiro n\u00e3o \u00e9 o mesmo que para S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, defendeu que a manuten\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a seja decidida a partir do custo de mobiliza\u00e7\u00e3o do aparato judicial, que n\u00e3o \u00e9 baixo. \u00c9 preciso que seja razo\u00e1vel e proporcional manter a cobran\u00e7a da d\u00edvida, sob pena de subvers\u00e3o do princ\u00edpio constitucional da efici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto considerou que a extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o fiscal, mesmo fundamentada em crit\u00e9rio de valor que divirja do adotado pelo munic\u00edpio, representa \u201cinterpreta\u00e7\u00e3o judicial coerente com a solu\u00e7\u00e3o da equa\u00e7\u00e3o processual valor do d\u00e9bito e custo do procedimento executivo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso concreto era do munic\u00edpio de Pomerode (RS), que tem lei municipal determinando a cobran\u00e7a judicial apenas para valores acima de R$ 200. A d\u00edvida executada era de R$ 528,44. O custo m\u00e9dio de uma execu\u00e7\u00e3o fiscal, segundo o CNJ, \u00e9 de R$ 4,3 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve diverg\u00eancias. O ministro Dias Toffoli ficou vencido ao defender que cada ente pode ponderar os b\u00f4nus e \u00f4nus dessas execu\u00e7\u00f5es e eleger crit\u00e9rios que orientem sua propositura ou prosseguimento, sendo incab\u00edvel extingui-las a partir de crit\u00e9rios nacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Gilmar Mendes, por sua vez, apontou viola\u00e7\u00e3o \u00e0 compet\u00eancia tribut\u00e1ria municipal. \u201cAs diferen\u00e7as entre os valores fixados pelo legislador estadual, na norma que fundamentou a extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o fiscal, e os montantes definidos pela lei municipal demonstram a necessidade de se preservar a autonomia e a compet\u00eancia do Ente para instituir ou desonerar a cobran\u00e7a de um tributo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Clique <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/downloadPeca-1.pdf\">aqui<\/a> para ler o ac\u00f3rd\u00e3o do STF no Tema 1.184<br>RE 1.355.208 (STF)<br>5043019-54.2025.8.24.0000 (TJ-SC)<br>5012385-22.2023.8.21.0132 (TJ-RS)<br>5004666-95.2021.8.21.0087 (TJ-RS)<br>5008122-46.2023.8.21.0002 (TJ-RS)<br>5032172-25.2022.8.09.0029 (TJ-GO)<br>0908252-80.2025.8.12.0001 (TJ-MS)<br>8003704-86.2022.8.05.0004 (TJ-BA)<br>1017495-48.2023.8.11.0003 (TJ-MT)<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"dcnIxl4VNi\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-26\/tribunais-invadem-autonomia-dos-municipios-para-extinguir-execucoes-fiscais\/\">Tribunais invadem autonomia dos munic\u00edpios sobre execu\u00e7\u00f5es fiscais<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Tribunais invadem autonomia dos munic\u00edpios sobre execu\u00e7\u00f5es fiscais&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-26\/tribunais-invadem-autonomia-dos-municipios-para-extinguir-execucoes-fiscais\/embed\/#?secret=ZlOk9f7NND#?secret=dcnIxl4VNi\" data-secret=\"dcnIxl4VNi\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Estados n\u00e3o entram em consenso sobre subs\u00eddio extra para o diesel importado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Secret\u00e1rios da Fazenda dos estados n\u00e3o chegaram a um consenso, por ora, sobre a proposta do governo federal que prev\u00ea&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/executivo\/governo-lula-e-estados-negociam-subsidio-extra-de-r-120-por-litro-de-diesel-importado\">a concess\u00e3o de um subs\u00eddio de R$ 1,20 por litro sobre a importa\u00e7\u00e3o de diesel<\/a>. A medida, discutida nesta sexta-feira (27\/3) durante a 200\u00aa Reuni\u00e3o Ordin\u00e1ria do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz), busca conter a alta dos combust\u00edveis e mitigar impactos sobre pre\u00e7os de alimentos e custos log\u00edsticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em coletiva de imprensa, o presidente do Comit\u00ea Nacional de Secret\u00e1rios de Fazenda, Finan\u00e7as, Receita ou Tributa\u00e7\u00e3o dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), Fl\u00e1vio C\u00e9sar Mendes, afirmou que parte dos estados solicitou mais esclarecimentos t\u00e9cnicos antes de deliberar sobre a ades\u00e3o. Ainda n\u00e3o foi divulgado quantas unidades federativas j\u00e1 concordaram com a proposta e quantas optaram por postergar a decis\u00e3o. O secret\u00e1rio do Tesouro Nacional, Rog\u00e9rio Ceron de Oliveira, afirmou que uma defini\u00e7\u00e3o pode ocorrer at\u00e9 segunda-feira (30\/3), ap\u00f3s consulta dos secret\u00e1rios aos respectivos governadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferentemente da ideia original do governo, a proposta analisada nesta sexta, em vez de zerar o ICMS, prop\u00f5e o pagamento de uma subven\u00e7\u00e3o equivalente ao valor do imposto. A Uni\u00e3o arcaria com metade do valor, e os estados com a outra metade. O impacto estimado \u00e9 de R$3 bilh\u00f5es mensais.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Rog\u00e9rio Ceron, um n\u00famero consider\u00e1vel de estados se mostrou favor\u00e1vel \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o, mas outros solicitaram maiores esclarecimentos e consultas com os respectivos governadores. O secret\u00e1rio tamb\u00e9m destacou que a escalada do pre\u00e7o do petr\u00f3leo, em decorr\u00eancia de um cen\u00e1rio internacional adverso, tem gerado efeitos relevantes sobre a economia brasileira, atingindo diretamente o transporte, a log\u00edstica e a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNossa preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 agir com rapidez para mitigar esses impactos sobre a sociedade, especialmente sobre setores mais sens\u00edveis como o transporte e a produ\u00e7\u00e3o de alimentos\u201d, afirmou nesta sexta.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os t\u00f3picos que necessitaram maiores informa\u00e7\u00f5es, o secret\u00e1rio da Fazenda de S\u00e3o Paulo, Samuel Kinoshita, citou a limita\u00e7\u00e3o temporal, a limita\u00e7\u00e3o do valor proposto, a estrutura\u00e7\u00e3o da proposta e outras quest\u00f5es t\u00e9cnicas n\u00e3o informadas. Kinoshita afirmou que levar\u00e1 os esclarecimentos ao governador Tarc\u00edsio de Freitas, sinalizando a n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o da proposta pela unidade federativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ceron tamb\u00e9m sinalizou que a contribui\u00e7\u00e3o de R$0,60 est\u00e1 prevista para caso todos os estados aceitem a proposta. Se a ades\u00e3o n\u00e3o for un\u00e2nime, o valor da subven\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser alterado.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro ciclo<\/p>\n\n\n\n<p>Ao fazer um balan\u00e7o institucional das discuss\u00f5es, C\u00e9sar Mendes destacou que o encontro marcou o primeiro ciclo de reuni\u00f5es presenciais do \u00f3rg\u00e3o em 2026 e foi precedido por intensas tratativas entre estados e governo federal.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do Comsefaz ressaltou que o debate ocorreu em ambiente de coopera\u00e7\u00e3o federativa, apesar das diferen\u00e7as regionais. \u201cAlguns estados tiveram dificuldade justamente por necessidade de melhor esclarecimento de alguns pontos, que foram todos dirimidos no dia de hoje. Eu tenho certeza que vai ajudar muito os estados que ainda n\u00e3o tomaram a decis\u00e3o de aderir \u00e0 proposta apresentada\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>A modelagem, no entanto, j\u00e1 enfrenta cr\u00edticas do setor de refino. A aus\u00eancia de subven\u00e7\u00e3o para o diesel produzido no pa\u00eds e destinado ao mercado interno \u00e9 apontada como um ponto sens\u00edvel. Presidente da Refina Brasil, Evaristo Pinheiro afirma que a medida cria assimetria ao privilegiar apenas a etapa de importa\u00e7\u00e3o. \u201cEssa medida \u00e9 vista como inconstitucional por ferir o princ\u00edpio da isonomia tribut\u00e1ria ao tratar de forma diferente a produ\u00e7\u00e3o nacional e a importa\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da discuss\u00e3o sobre o diesel, os secret\u00e1rios tamb\u00e9m trataram de medidas para combater distor\u00e7\u00f5es no setor de combust\u00edveis. Segundo representantes do governo federal, houve acordo para regulamentar mecanismos de enfrentamento ao devedor contumaz e ampliar o compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es entre a Receita Federal e os estados, incluindo dados sobre postos envolvidos em fraudes fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 18 de mar\u00e7o, quando o tema da subven\u00e7\u00e3o veio \u00e0 tona, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que os estados se comprometeram a enviar o quanto antes \u00e0 Uni\u00e3o suas listas de devedores contumazes de ICMS, em especial no setor de combust\u00edveis. Isso permitiria que a Uni\u00e3o incorporasse \u00e0 sua pr\u00f3pria lista de devedores contumazes, possibilitada pela Lei Complementar 225\/26, os maiores devedores das unidades federativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros temas debatidos na reuni\u00e3o inclu\u00edram a regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria e quest\u00f5es relacionadas \u00e0 gest\u00e3o fiscal. As discuss\u00f5es tiveram in\u00edcio na quarta-feira (25\/3), com reuni\u00e3o da Comiss\u00e3o T\u00e9cnica Permanente do ICMS (Cotepe), e seguiram na quinta-feira (26\/3), durante encontro do Comsefaz.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/estados-nao-entram-em-consenso-sobre-subsidio-extra-para-o-diesel-importado\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Contribuintes regularizam mais de R$ 51 bilh\u00f5es com ades\u00e3o ao Edital n\u00ba 11<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Mais de R$ 51 bilh\u00f5es: esse foi o total regularizado at\u00e9 agora com as ades\u00f5es feitas ao<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/pgfn\/pt-br\/servicos\/orientacoes-contribuintes\/acordo-de-transacao\/edital-pgdau-11-2025\/transacao-conforme-a-capacidade-de-pagamento-edital-pgdau-11-2025\">&nbsp;Edital n\u00ba 11\/2025<\/a>, lan\u00e7ado em maio do ano passado. O balan\u00e7o da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que inclui dados at\u00e9 mar\u00e7o de 2026, mostra que, desse total, cerca de R$ 20,5 bilh\u00f5es referem-se a d\u00edvidas negociadas por microempresas, empresas de pequeno porte e Microempreendedores Individuais (MEI). Outros R$ 4,5 bilh\u00f5es foram regularizados pelas Santas Casas de Miseric\u00f3rdia, sociedades cooperativas e institui\u00e7\u00f5es de ensino.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Edital n\u00ba 11 j\u00e1 conta com a regulariza\u00e7\u00e3o de dois milh\u00f5es de inscri\u00e7\u00f5es em&nbsp; mais de 853 mil negocia\u00e7\u00f5es. Ap\u00f3s os descontos sobre multa, juros e encargos, o valor a ser pago pelos contribuintes ser\u00e1 de pouco mais de R$ 30 bilh\u00f5es. Desse total, R$ 1,6 j\u00e1 retornou aos cofres p\u00fablicos da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Mariana Correia, coordenadora-geral da D\u00edvida Ativa da Uni\u00e3o e do FGTS (CDA), o resultado tem sido positivo. \u201cOs n\u00fameros mostram o sucesso do edital e que as propostas de negocia\u00e7\u00e3o est\u00e3o de acordo com a realidade de v\u00e1rios contribuintes que estavam com d\u00edvidas inscritas na Uni\u00e3o\u201d, comemorou.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o sucesso da iniciativa, o edital foi prorrogado e permite que contribuintes regularizem seus d\u00e9bitos inscritos na d\u00edvida ativa, com benef\u00edcios que se ajustam \u00e0 capacidade de pagamento, sendo uma das op\u00e7\u00f5es voltada exclusivamente para pend\u00eancias de pequeno valor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pequenos neg\u00f3cios<\/p>\n\n\n\n<p>Do total regularizado, boa parte foi de d\u00edvidas de pequenos neg\u00f3cios, que a partir da ades\u00e3o ao edital voltam a ter a regularidade fiscal e acesso tanto ao cr\u00e9dito quanto a programas de fomento. As microempresas regularizaram d\u00e9bitos de R$ 11,5 bilh\u00f5es que, ap\u00f3s os descontos, totalizam mais de R$ 7,4 bilh\u00f5es, que voltam para os cofres p\u00fablicos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros referentes a empresas de pequeno porte tamb\u00e9m t\u00eam sido expressivos. O valor das negocia\u00e7\u00f5es chega a quase R$ 8,4 bilh\u00f5es, que, com os descontos, fica em torno de R$ 5,5 bilh\u00f5es. Os MEIs tamb\u00e9m foram contemplados com os benef\u00edcios do Edital e regularizaram quase R$ 570 milh\u00f5es. Com a possibilidade de parcelamento e descontos, v\u00e3o pagar cerca de R$ 400 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Mariana lembrou que as vantagens n\u00e3o param por a\u00ed, j\u00e1 que, ao se regularizarem, os MEIs voltam a contribuir para a Previd\u00eancia Social, \u201co que permite que possam se beneficiar dessa prote\u00e7\u00e3o, por exemplo, com uma licen\u00e7a sa\u00fade ou maternidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A regulariza\u00e7\u00e3o dos demais contribuintes, que englobam as institui\u00e7\u00f5es de ensino, Santas Casas de Miseric\u00f3rdia, sociedades cooperativas e outras organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil, soma R$ 26,8 bilh\u00f5es, que, ap\u00f3s os descontos previstos no edital, totalizam mais de R$ 17,4 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Prorroga\u00e7\u00e3o&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes que ainda n\u00e3o regularizaram a sua situa\u00e7\u00e3o na d\u00edvida ativa da Uni\u00e3o com descontos que podem chegar a 100% sobre os valores de juros, multas e encargos legais t\u00eam uma nova chance.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/pgfn\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/pgfn-prorroga-edital-e-contribuintes-ganham-mais-tempo-para-regularizar-dividas-com-descontos-especiais\">A PGFN prorrogou o Edital n\u00ba 11\/2025.<\/a>&nbsp;Agora, as d\u00edvidas podem ser regularizadas&nbsp;at\u00e9 29 de maio deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O edital da PGFN contempla os contribuintes com d\u00edvidas de natureza tribut\u00e1ria ou n\u00e3o, no valor igual ou inferior a R$ 45 milh\u00f5es, por meio das modalidades de transa\u00e7\u00e3o por capacidade de pagamento, transa\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o, transa\u00e7\u00e3o de pequeno valor e transa\u00e7\u00e3o relativa a d\u00e9bitos garantidos por seguro-garantia ou carta fian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Para mais informa\u00e7\u00f5es, acesse o link&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/pgfn\/pt-br\/servicos\/orientacoes-contribuintes\/acordo-de-transacao\/edital-pgdau-11-2025\/transacao-conforme-a-capacidade-de-pagamento-edital-pgdau-11-2025\">AQUI<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/pgfn\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/contribuintes-regularizam-mais-de-r-51-bilhoes-com-adesao-ao-edital-no-11\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Bons contribuintes ter\u00e3o mais benef\u00edcios junto \u00e0 Receita Federal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Receita Federal publicou, nesta sexta-feira (27\/03), um conjunto de tr\u00eas instru\u00e7\u00f5es normativas que regulamentam os programas de conformidade tribut\u00e1ria e aduaneira institu\u00eddos pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp225.htm\">Lei Complementar n\u00ba 225\/2026<\/a>, conhecida como o&nbsp;C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a regulamenta\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea dos programas&nbsp;Sintonia, Confia e Operador Econ\u00f4mico Autorizado (OEA), a Receita Federal consolida o maior marco normativo de moderniza\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o Fisco\u2013contribuinte das \u00faltimas d\u00e9cadas. Os tr\u00eas programas formam um sistema integrado destinado a estimular boas pr\u00e1ticas, fortalecer a seguran\u00e7a jur\u00eddica e promover o cumprimento volunt\u00e1rio das obriga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Conformidade tribut\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>A regulamenta\u00e7\u00e3o do C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte representa um marco na mudan\u00e7a de postura que vem sendo adotada na Receita Federal nos \u00faltimos anos. A meta do Fisco \u00e9 deixar de ser um \u00f3rg\u00e3o punitivo, que aguarda passivamente as empresas cometerem erros para depois iniciar fiscaliza\u00e7\u00f5es e aplicar multas. O objetivo \u00e9 que a Receita Federal passe a atuar como um \u00f3rg\u00e3o parceiro das empresas que est\u00e3o dispostas a agir dentro da legalidade, auxiliando-as a cumprir suas obriga\u00e7\u00f5es, orientando-as quanto \u00e0 correta aplica\u00e7\u00e3o das normas e simplificando os procedimentos necess\u00e1rios para que elas cumpram suas obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Com um ambiente de neg\u00f3cios mais simples e transparente, as empresas podem deixar de gastar tempo e recursos com interpreta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o e disputas judiciais e administrativas e focar na sua verdadeira voca\u00e7\u00e3o negocial, aumentando sua competitividade e gerando lucro, emprego e renda para o Pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Programa Sintonia<\/p>\n\n\n\n<p>A Instru\u00e7\u00e3o Normativa<a href=\"https:\/\/normasinternet2.receita.fazenda.gov.br\/#\/consulta\/externa\/150221\">&nbsp;IN n\u00ba 2.316\/2026<\/a>&nbsp;regulamenta o&nbsp;Sintonia, o maior programa de conformidade implantado no Pa\u00eds. O Sintonia passa a classificar contribuintes de acordo com seu grau de conformidade tribut\u00e1ria, com base em 26 indicadores nos dom\u00ednios:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Cadastro<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Declara\u00e7\u00f5es e Escritura\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Consist\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Pagamentos<\/p>\n\n\n\n<p>A classifica\u00e7\u00e3o \u00e9 expressa em cinco categorias (A+, A, B, C e D), com avalia\u00e7\u00e3o trimestral, sendo que as que tem o mais alto grau de conformidade (A+) s\u00e3o divulgadas publicamente. Atualmente no piloto do Sintonia existem mais de 300 mil empresas classificadas como A+.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de abril de 2026, o sistema classificar\u00e1 todas as empresas do Brasil, incluindo as optantes pelo Simples Nacional, gerando uma an\u00e1lise de comportamento fiscal das pessoas jur\u00eddicas, com exce\u00e7\u00e3o dos Microempreendedores Individuais (MEI).<\/p>\n\n\n\n<p>Principais novidades<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Institui\u00e7\u00e3o do Selo Sintonia, concedido aos contribuintes \u201cA+\u201d, gerando prioridades administrativas na quase totalidade dos servi\u00e7os da Receita, incluindo restitui\u00e7\u00f5es e ressarcimentos, atendimento, habilita\u00e7\u00f5es, regimes especiais e frui\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Concess\u00e3o do B\u00f4nus de Adimpl\u00eancia Fiscal, com desconto inicial de 1% da CSLL, podendo chegar a 3%, limitado a escalonamentos anuais.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Autorregulariza\u00e7\u00e3o sem multa de mora, dentro do prazo de 60 dias, para contribuintes com Selo Sintonia.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma converte o Sintonia no maior programa de conformidade tribut\u00e1ria de base ampla do pa\u00eds, abrangendo empresas do lucro real, presumido, arbitrado e entidades imunes\/isentas.<\/p>\n\n\n\n<p>Programa Confia<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal tamb\u00e9m publicou a&nbsp;<a href=\"https:\/\/normasinternet2.receita.fazenda.gov.br\/#\/consulta\/externa\/150220\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa 2.317\/2026<\/a>, que amplia e atualiza as normas do&nbsp;Confia, programa de coopera\u00e7\u00e3o voltado aos maiores contribuintes, alinhado ao modelo internacional de Cooperative Compliance da Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE).<\/p>\n\n\n\n<p>O programa \u00e9 voltado para as maiores empresas e hoje conta com 51 empresas inscritas que est\u00e3o em processo de habilita\u00e7\u00e3o. Estas empresas juntas respondem por aproximadamente 10% da arrecada\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n\n\n\n<p>As altera\u00e7\u00f5es publicadas na norma s\u00e3o fruto da colabora\u00e7\u00e3o entre a Receita Federal e as empresas participantes do programa piloto do Confia. A participa\u00e7\u00e3o no Confia prev\u00ea o di\u00e1logo constante entre pontos focais dos maiores contribuintes e da Receita Federal, baseado na transpar\u00eancia, para alinhamento de interpreta\u00e7\u00f5es legislativas e corre\u00e7\u00f5es antecipadas de erros, evitando a instaura\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios administrativos e judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>A instru\u00e7\u00e3o normativa traz novos procedimentos para os casos em que o di\u00e1logo entre empresa e Fisco resultem na necessidade de ajuste do comportamento da empresa em rela\u00e7\u00e3o a suas obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, regulamentando a dispensa de penalidades administrativas e dando prazo de at\u00e9 120 dias para a regulariza\u00e7\u00e3o consensual, com afastamento dos juros de mora.<\/p>\n\n\n\n<p>Benef\u00edcios \u00e0s empresas conformes<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre as principais inova\u00e7\u00f5es inclu\u00eddas na instru\u00e7\u00e3o normativa est\u00e1 a possibilidade de que os contribuintes que cumpram os requisitos estabelecidos no programa por no m\u00ednimo 12 meses tenham direito a um b\u00f4nus de adimpl\u00eancia, com desconto de 1% no pagamento da CSLL, podendo chegar a 3% caso a empresa mantenha seu comportamento dentro da conformidade durante tr\u00eas anos.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas qualificadas tamb\u00e9m ter\u00e3o outros benef\u00edcios assegurados, tais como prioriza\u00e7\u00e3o de demandas e pedidos efetuados perante a Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria Federal, prefer\u00eancia de contrata\u00e7\u00e3o como crit\u00e9rio de desempate em processos licitat\u00f3rios e veda\u00e7\u00e3o ao arrolamento de bens e direitos em \u00f3rg\u00e3os de registro, exceto nos casos de prepara\u00e7\u00e3o de proposi\u00e7\u00e3o de medida cautelar fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas tamb\u00e9m contar\u00e3o com um auditor-fiscal como ponto focal do contribuinte para condu\u00e7\u00e3o do relacionamento cooperativo com a Receita Federal, e a utiliza\u00e7\u00e3o do programa Receita de consenso como um canal de media\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo dos benef\u00edcios do Confia \u00e9 a renova\u00e7\u00e3o cooperativa de certid\u00e3o de d\u00e9bitos. Durante o piloto do programa, foram emitidas 266 certid\u00f5es sem lit\u00edgio, sem que houvesse necessidade de nenhuma medida judicial, como ocorria anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova instru\u00e7\u00e3o normativa consolida o Confia como pol\u00edtica p\u00fablica estrat\u00e9gica da Receita Federal, baseado nos resultados expressivos obtidos nos \u00faltimos anos, que resultaram redu\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios, economia de custos e melhorias na governan\u00e7a interna integrada.<\/p>\n\n\n\n<p>3.&nbsp;Programa OEA<\/p>\n\n\n\n<p>A nova&nbsp;<a href=\"https:\/\/normasinternet2.receita.fazenda.gov.br\/#\/consulta\/externa\/150228\">IN n\u00ba 2.318\/2026&nbsp;<\/a>trouxe novidades ao&nbsp;Programa Brasileiro de Operador Econ\u00f4mico Autorizado (OEA), iniciativa j\u00e1 consolidada que traz mais competitividade \u00e0s empresas que atuam de maneira conforme na \u00e1rea do com\u00e9rcio exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>A principal altera\u00e7\u00e3o da nova instru\u00e7\u00e3o normativa \u00e9 o desmembramento das empresas qualificadas como OEA \u2013 Conformidade (OEA-C) em tr\u00eas n\u00edveis: OEA-C Essencial, OEA-C Qualificado e OEA-C Refer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00edvel OEA-C Essencial foi criado para atender \u00e0s empresas exportadoras, e conta com ritos de ingresso e qualifica\u00e7\u00e3o simplificados, trazendo mais agilidade e competitividade para as empresas brasileiras que atuam no com\u00e9rcio exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o n\u00edvel OEA-C Refer\u00eancia poder\u00e1 ser concedido \u00e0s empresas que, al\u00e9m de se qualificarem no programa OEA, tamb\u00e9m possuam o selo Sintonia A+ ou o selo Confia. Ou seja, s\u00e3o empresas que n\u00e3o s\u00f3 adotam as melhores pr\u00e1ticas no com\u00e9rcio exterior, mas tamb\u00e9m s\u00e3o reconhecidas por cumprirem regularmente suas demais obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Estas empresas passam a contar com benef\u00edcios como o diferimento do pagamento dos tributos ligados ao com\u00e9rcio exterior para momento posterior ao desembara\u00e7o da mercadoria, aumentando a fluidez e melhorando o fluxo de caixa de exportadores e importadores.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas OEA-C Refer\u00eancia tamb\u00e9m poder\u00e3o usufruir da dispensa da submiss\u00e3o das declara\u00e7\u00f5es de importa\u00e7\u00e3o e de exporta\u00e7\u00e3o \u00e0 sele\u00e7\u00e3o para canais de confer\u00eancia aduaneira diferentes de verde, possibilitando um desembara\u00e7o de mercadorias mais \u00e1gil por conta de sua confiabilidade como operadores do com\u00e9rcio exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa integra\u00e7\u00e3o entre o programa OEA e os programas Sintonia e Confia estabelece um marco in\u00e9dito: programas fiscais e aduaneiros passam a operar sob um mesmo arcabou\u00e7o normativo, fortalecendo o com\u00e9rcio exterior seguro e eficiente e tornando o programa de conformidade mais antigo da Receita Federal ainda mais atrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>2026 entra para a hist\u00f3ria como o ano da conformidade<\/p>\n\n\n\n<p>Com a publica\u00e7\u00e3o destas tr\u00eas instru\u00e7\u00f5es normativas, a Receita Federal d\u00e1 um passo decisivo para consolidar um modelo moderno, preventivo e colaborativo de rela\u00e7\u00e3o com contribuintes e operadores do com\u00e9rcio exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Os programas Sintonia, Confia e OEA formam agora um sistema integrado de conformidade, alinhados ao C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte e aos padr\u00f5es internacionais, baseado em:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Transpar\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Incentivos positivos<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Redu\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Coopera\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Seguran\u00e7a jur\u00eddica<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Adequa\u00e7\u00e3o aos padr\u00f5es da OCDE e da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial das Aduanas (OMA).<\/p>\n\n\n\n<p>A combina\u00e7\u00e3o entre&nbsp;Sintonia,&nbsp;Confia&nbsp;e&nbsp;OEA&nbsp;cria um ecossistema de conformidade capaz de estimular boas pr\u00e1ticas, elevar a qualidade da arrecada\u00e7\u00e3o e melhorar o ambiente de neg\u00f3cios no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2026\/marco\/bons-contribuintes-terao-mais-beneficios-junto-a-receita-federal-1\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Governo remaneja cargos no Coaf para combater crime organizado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O governo federal publicou, nesta quinta-feira (26\/3), o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/web\/dou\/-\/decreto-n-12.892-de-25-de-marco-de-2026-695436113\">Decreto 12.892\/2026<\/a>&nbsp;que promove altera\u00e7\u00f5es na estrutura do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o de Relat\u00f3rios de Intelig\u00eancia Financeira (<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22RIFs%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">RIFs<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO objetivo \u00e9 ampliar o alcance e a efetividade do Conselho, especialmente no que diz respeito \u00e0 atividade de produ\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancia financeira para o combate ao crime organizado\u201d, diz o Pal\u00e1cio do Planalto em nota. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O decreto estabelece novo quantitativo dos cargos em comiss\u00e3o e das chamadas fun\u00e7\u00f5es de confian\u00e7a que integram a estrutura do Conselho, cujo volume passar\u00e1 de 75 para 101 servidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Troca-troca<\/p>\n\n\n\n<p>O normativo prev\u00ea um remanejamento de cargos entre o Conselho e a&nbsp;secretaria de Gest\u00e3o e Inova\u00e7\u00e3o do&nbsp;Minist\u00e9rio da Gest\u00e3o e da Inova\u00e7\u00e3o em Servi\u00e7os P\u00fablicos (MGI). Com a mudan\u00e7a, o Coaf recebe 39 novos cargos da&nbsp;pasta e passa a ter 66&nbsp;cargos nas chamadas Fun\u00e7\u00f5es Comissionadas Executivas (FCE).&nbsp;&nbsp;Tamb\u00e9m h\u00e1 mudan\u00e7as no sentido inverso, com remanejamento de 13 cargos e fun\u00e7\u00f5es do Coaf para a secretaria do MGI.<\/p>\n\n\n\n<p>O decreto ainda engloba ajustes na organiza\u00e7\u00e3o interna do Coaf, com atualiza\u00e7\u00f5es de compet\u00eancias e altera\u00e7\u00e3o de denomina\u00e7\u00f5es de unidades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A medida \u00e9 assinada pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, pela ministra da Gest\u00e3o e Inova\u00e7\u00e3o em Servi\u00e7os P\u00fablicos, Esther Dweck, e pelo presidente do Banco Central, Gabriel Gal\u00edpolo.<\/p>\n\n\n\n<p>RIFs em destaque<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a na estrutura de pessoal do Coaf ocorre em um momento em que a encomenda de RIFs t\u00eam sido usada no combate ao crime organizado e sido alvo de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-22\/relatorios-do-coaf-tornam-se-mina-de-ouro-para-corrupcao-policial-diz-jornal\/\">corrup\u00e7\u00e3o policial<\/a>, com agentes praticando extors\u00f5es a partir dos relat\u00f3rios de intelig\u00eancia financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme mostrado pela&nbsp;Conjur, o secret\u00e1rio da Receita Federal,&nbsp;Robinson Barreirinhas, defendeu na \u00faltima quarta-feira (26\/3), em S\u00e3o Paulo, o uso de dados financeiros para combater organiza\u00e7\u00f5es criminosas e anunciou que a autarquia est\u00e1&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-27\/uso-de-fintechs-pelo-crime-nao-e-novidade-diz-secretario-da-receita\/\">construindo junto ao Coaf<\/a>&nbsp;o primeiro sistema de compartilhamento de dados do tipo sem que ocorra a quebra de sigilo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSem quebrar o sigilo fiscal, mas permitindo determinados tipos de consulta que, dando o&nbsp;match, viabilizem a abertura de uma fiscaliza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria em paralelo com eles ali. A gente est\u00e1 usando a criatividade pra encaminhar nisso\u201d, disse ele na ocasi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"QJ0d6dXHsQ\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-27\/governo-remaneja-cargos-no-coaf-para-combater-crime-organizado\/\">Governo remaneja cargos no Coaf para combater crime organizado<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Governo remaneja cargos no Coaf para combater crime organizado&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-27\/governo-remaneja-cargos-no-coaf-para-combater-crime-organizado\/embed\/#?secret=QbQFDM6bZF#?secret=QJ0d6dXHsQ\" data-secret=\"QJ0d6dXHsQ\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal facilitar\u00e1 desembara\u00e7o de carga de empresas certificadas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal vai permitir que empresas de com\u00e9rcio exterior certificadas como Operador Econ\u00f4mico Autorizado (OEA) n\u00edvel \u201crefer\u00eancia\u201d liberem mercadorias sem a necessidade de pagamento imediato de tributos \u2013 uma das principais regras do desembara\u00e7o aduaneiro. Em entrevista ao Valor, o secret\u00e1rio do \u00f3rg\u00e3o, Robinson Barreirinhas, afirmou que a medida n\u00e3o se limita a um ganho de fluxo de caixa, mas busca dar maior fluidez ao com\u00e9rcio internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A implementa\u00e7\u00e3o da medida ser\u00e1 gradual, segundo o subsecret\u00e1rio de Administra\u00e7\u00e3o Aduaneira, Fabiano Coelho. \u201cA implementa\u00e7\u00e3o vai se dar de forma gradual, porque precisa de ajustes do sistema e precisa da habilita\u00e7\u00e3o das empresas a operadores n\u00edvel refer\u00eancia, ou seja, aqueles que re\u00fanem a condi\u00e7\u00e3o de serem operadores econ\u00f4micos autorizados, estarem no programa Confia ou terem o Sintonia A+\u201d, explicou, ao se referir ao demais programas de conformidade da Receita, que beneficiam o \u201cbom contribuinte\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma portaria com as novas regras ser\u00e1 publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o de hoje. A portaria vai prever que o pagamento dos tributos acontecer\u00e1 no m\u00eas subsequente \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, para liberar uma mercadoria na aduana, \u00e9 preciso quitar os tributos. Pelo novo benef\u00edcio do OEA, o recolhimento poder\u00e1 ser feito em um momento espec\u00edfico do m\u00eas. Na pr\u00e1tica, isso acelera o fluxo nos portos e aeroportos e reduz o custo operacional das empresas no com\u00e9rcio exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>O OEA \u00e9 o programa de conformidade mais antigo da Receita Federal, em vigor h\u00e1 12 anos. Consiste em uma certifica\u00e7\u00e3o concedida a empresas consideradas de baixo risco e alta conformidade, que passam a ter maior agilidade na libera\u00e7\u00e3o de cargas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssas empresas n\u00e3o t\u00eam mais uma rela\u00e7\u00e3o de devedor e cobrador no com\u00e9rcio internacional. Elas t\u00eam uma rela\u00e7\u00e3o de coopera\u00e7\u00e3o com a aduana\u201d, afirmou Barreirinhas. \u201cPode passar com sua mercadoria, n\u00e3o pare aqui no porto, n\u00e3o pare no aeroporto, e a gente conversa sobre a arrecada\u00e7\u00e3o depois\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o chefe da Receita, a mudan\u00e7a enfrenta o problema hist\u00f3rico do desembara\u00e7o aduaneiro. A medida vinha sendo discutida com o setor privado, mas dependia de um arcabou\u00e7o legal para viabilizar sua implementa\u00e7\u00e3o. No in\u00edcio deste ano, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva sancionou a Lei Complementar n\u00ba 225, que passou a prever o programa na legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, cerca de 110 mil companhias est\u00e3o habilitadas a operar no com\u00e9rcio exterior, das quais aproximadamente 80 mil s\u00e3o efetivamente ativas. Dentro desse grupo, apenas cerca de 700 possuem certifica\u00e7\u00e3o como OEA.<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa da Receita \u00e9 ampliar esse n\u00famero para mais de 2 mil empresas em um prazo de um ano e meio, impulsionada tamb\u00e9m pelas mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o, que trazem simplifica\u00e7\u00e3o nos processos, disse Coelho.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, com essa base normativa, o programa passa a ter espa\u00e7o para se modernizar e ampliar sua participa\u00e7\u00e3o no com\u00e9rcio internacional. Hoje, as empresas certificadas como OEA respondem por cerca de 25% da corrente de com\u00e9rcio do pa\u00eds \u2013 participa\u00e7\u00e3o maior nas importa\u00e7\u00f5es, em torno de 30%, e menor nas exporta\u00e7\u00f5es, pr\u00f3xima de 20%. A Receita Federal projeta que essa participa\u00e7\u00e3o avance de cerca de 25% para mais de 40%.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma outra mudan\u00e7a prevista \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de uma \u201ccamada espec\u00edfica\u201d para empresas comerciais exportadoras \u2013 que atuam como intermediadoras de compras e vendas no mercado de exporta\u00e7\u00e3o -, com o objetivo de ampliar a ades\u00e3o desse segmento ao programa. Essas empresas n\u00e3o eram admitidas anteriormente por n\u00e3o serem respons\u00e1veis diretas pela opera\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m ser\u00e3o implementadas mudan\u00e7as no chamado \u201ccontact point\u201d, ou seja, o funcion\u00e1rio da Receita designado para que as empresas OEA possam resolver problemas no desembara\u00e7o aduaneiro. Ser\u00e1 criada a figura do embaixador, para garantir que haja a entrega efetiva dos benef\u00edcios previstos em lei e na portaria para o operador econ\u00f4mico autorizado.<\/p>\n\n\n\n<p>As mudan\u00e7as representam a moderniza\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria do programa, com o objetivo de torn\u00e1-lo atrativo novamente. \u201cO percentual da corrente de com\u00e9rcio est\u00e1 praticamente est\u00e1vel h\u00e1 mais de cinco anos, o que \u00e9 um ind\u00edcio de que o programa cresce s\u00f3 marginalmente. Com essas mudan\u00e7as, teremos um grande salto [de participa\u00e7\u00e3o]\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de importadores e exportadores, o OEA tamb\u00e9m contempla outros elos da cadeia log\u00edstica, como transportadores e administradores de recintos aduaneiros, que podem obter certifica\u00e7\u00e3o. A l\u00f3gica \u00e9 estender os benef\u00edcios ao longo de toda a cadeia. Com isso, a certifica\u00e7\u00e3o tende a ser reconhecida tamb\u00e9m no pa\u00eds de destino, assegurando tratamento aduaneiro diferenciado \u00e0s cargas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos acordos de reconhecimento m\u00fatuo com nossos principais parceiros comerciais, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia, que a gente ainda n\u00e3o finalizou. Tem nos Estados Unidos, todos os pa\u00edses da Am\u00e9rica. Ent\u00e3o \u00e9 como voc\u00ea chegar em outro pa\u00eds com um passaporte diplom\u00e1tico\u201d, explicou Coelho.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/03\/27\/receita-federal-facilitara-desembaraco-de-carga-de-empresas-certificadas.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Governo regulamenta Lei do Devedor Contumaz<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O governo federal regulamentou hoje a lei que criou a figura do devedor contumaz e o C\u00f3digo de Defesa do Contribuinte (Lei Complementar n\u00ba 225\/2026). Foi publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o (DOU) uma portaria conjunta entre a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), como adiantou o Valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, a Uni\u00e3o pode enviar as notifica\u00e7\u00f5es aos contribuintes que podem ser enquadrados na classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a empresa for considerada devedora contumaz, uma s\u00e9rie de penalidades s\u00e3o aplicadas. Ela n\u00e3o poder\u00e1 pedir recupera\u00e7\u00e3o judicial \u2013 a Fazenda tamb\u00e9m poder\u00e1 pedir a fal\u00eancia nas reestrutura\u00e7\u00f5es em curso \u2013 participar de licita\u00e7\u00f5es, fazer transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, ter acesso a benef\u00edcios fiscais, uso de preju\u00edzo fiscal ou base negativa de CSLL para quita\u00e7\u00e3o da d\u00edvida, e ter qualquer tipo de v\u00ednculo com a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre esse \u00faltimo ponto, a portaria esclarece que n\u00e3o se aplica para os contratos ou v\u00ednculos vigentes antes de a empresa ser qualificada devedora contumaz \u2013 mas apenas se ela for prestadora de servi\u00e7o p\u00fablico essencial ou operadora de \u201cinfraestruturas cr\u00edticas\u201d, como disp\u00f5e o Decreto n\u00ba 9.573, de 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma repete as principais caracter\u00edsticas para a qualifica\u00e7\u00e3o, de acordo com a lei: d\u00edvida tribut\u00e1ria acima de R$ 15 milh\u00f5es, equivalente a mais de 100% do patrim\u00f4nio conhecido, isto \u00e9, a soma dos ativos da companhia no \u00faltimo balan\u00e7o patrimonial. Para esse c\u00e1lculo, devem ser exclu\u00eddos os juros, a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, as multas de of\u00edcio vinculadas ao cr\u00e9dito tribut\u00e1rio e os encargos legais.<\/p>\n\n\n\n<p>Cumulativamente, a d\u00edvida precisa ser recorrente e injustificada. Ou seja, o passivo precisa ser de quatro per\u00edodos de apura\u00e7\u00e3o consecutivos ou em seis alternados, em um prazo de 12 meses. Por injustificada, a empresa precisa apresentar algum motivo que afaste a situa\u00e7\u00e3o da contum\u00e1cia, como resultado negativo no ano anterior e corrente ou situa\u00e7\u00e3o de calamidade p\u00fablica \u2013 neste \u00faltimo caso, a portaria presume que o estado de calamidade vence 24 meses ap\u00f3s a decreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Do montante de R$ 15 milh\u00f5es, conforme a portaria, ser\u00e3o deduzidos os valores que dispensam a apresenta\u00e7\u00e3o de garantia, os que s\u00e3o objeto de recurso fundamentado em \u201ccontrov\u00e9rsia jur\u00eddica relevante e disseminada\u201d \u2013 como os previstos em edital da PGFN de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria \u2013 ou que sejam relacionados a algum tema discutido na sistem\u00e1tica de recursos repetitivos, como no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). Tamb\u00e9m s\u00e3o desconsiderados aqueles negociados em transa\u00e7\u00f5es ou que estejam com a cobran\u00e7a suspensa na Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A portaria, assim como a lei complementar, considera devedor contumaz aquele que tiver responsabilidade tribut\u00e1ria reconhecida e que for parte relacionada da empresa baixada ou declarada inapta com d\u00edvida acima de R$ 15 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Notifica\u00e7\u00f5es do Fisco<br>Ap\u00f3s enviar as notifica\u00e7\u00f5es aos contribuintes que podem ser enquadrados na classifica\u00e7\u00e3o, o Fisco d\u00e1 in\u00edcio ao processo administrativo. Eles ter\u00e3o um prazo de 30 dias para apresentar defesa, pagar a d\u00edvida, demonstrar que tem patrim\u00f4nio equivalente a 100% da d\u00edvida ou conseguir no Judici\u00e1rio alguma liminar com efeito suspensivo. Se a defesa for indeferida, cabe ainda recurso administrativo no prazo de 10 dias \u2013 que pode ter efeito suspensivo.<\/p>\n\n\n\n<p>A portaria, por\u00e9m, veda a aplica\u00e7\u00e3o do efeito suspensivo se a empresa for fraudulenta ou sonegadora e que \u201ctenha participado, segundo evid\u00eancias, de organiza\u00e7\u00e3o constitu\u00edda com o prop\u00f3sito de afastar ou evitar o recolhimento de tributos ou de burlar os mecanismos de cobran\u00e7a de cr\u00e9ditos fiscais, inclusive por meio da emiss\u00e3o de documentos fiscais que relatem opera\u00e7\u00f5es fict\u00edcias ou cess\u00e3o de cr\u00e9ditos inexistentes ou de terceiros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o ter\u00e1 direito a efeito suspensivo empresas que usem ou comercializem mercadoria roubada, falsificada ou adulterada, seja gerida por \u201claranjas\u201d, que oculte bens ou receitas e que n\u00e3o opere no local que declara ser o seu domic\u00edlio fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela portaria, se os cr\u00e9ditos estiverem exclusivamente inscritos em d\u00edvida ativa da Uni\u00e3o, o processo administrativo para a caracteriza\u00e7\u00e3o de devedor contumaz ser\u00e1 instaurado pela PGFN. Do contr\u00e1rio, ser\u00e1 feito pela Receita Federal. O processo ser\u00e1 encerrado s\u00f3 depois do pagamento de toda a d\u00edvida ou suspenso se for negociado e parcelado o valor total dela.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma tamb\u00e9m esclarece que n\u00e3o ser\u00e3o declaradas devedoras contumazes empresas do programa Confia, da Receita \u2013 enquanto n\u00e3o for exclu\u00eddo do programa. Se tiverem o selo Sintonia, este ser\u00e1 cancelado se a companhia for enquadrada como devedora contumaz. Os dois programas premiam bons contribuintes e concedem vantagens a eles.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma outra norma sobre o tema ainda deve ser editada, tamb\u00e9m de forma conjunta entre a Receita e a PGFN, para detalhar os procedimentos previstos na portaria publicada hoje.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/03\/27\/governo-regulamenta-lei-do-devedor-contumaz.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e3o Paulo oferece op\u00e7\u00f5es para recebimento de precat\u00f3rios; veja detalhes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O estado de S\u00e3o Paulo estabeleceu, nesta semana, novas regras para o pagamento de <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=precat%C3%B3rios\">precat\u00f3rios<\/a> atrasados. Segundo os procedimentos, detalhados em resolu\u00e7\u00e3o da Procuradoria-Geral do Estado (PGE-SP), os credores poder\u00e3o aceitar um desconto no valor total, para receber os recursos de forma priorit\u00e1ria, ou pedir a reserva do cr\u00e9dito para compensa\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas, tribut\u00e1rias ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O requerimento deve ser feito <a href=\"https:\/\/www.precatorios.pge.sp.gov.br:8443\/ppr\/inicio.do\">no portal de precat\u00f3rios do \u00f3rg\u00e3o<\/a>, e a aprova\u00e7\u00e3o est\u00e1 condicionada ao cumprimento estrito dos requisitos legais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para participar, o detentor do t\u00edtulo deve comprovar a regularidade da titularidade, apresentar documentos espec\u00edficos via portal eletr\u00f4nico e concordar com os c\u00e1lculos da Procuradoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos em que o requerente n\u00e3o \u00e9 o titular origin\u00e1rio do ativo, ser\u00e1 pedir a altera\u00e7\u00e3o da titularidade no sistema da PGE-SP. Esse procedimento exige a apresenta\u00e7\u00e3o de dados completos de todos os credores da cadeia de cess\u00e3o, al\u00e9m da comprova\u00e7\u00e3o documental das transfer\u00eancias e dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios contratuais.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Ricardo Freitas Silveira, s\u00f3cio da Lee, Brock, Camargo Advogados (LBCA), avalia que a norma dialoga com uma agenda de governan\u00e7a judicial focada na redu\u00e7\u00e3o de custos de transa\u00e7\u00e3o, no aumento da seguran\u00e7a jur\u00eddica e na previsibilidade das rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do especialista, o governo estadual deixa de atuar apenas como devedor e passa a exercer uma fun\u00e7\u00e3o reguladora no mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMercados n\u00e3o se consolidam apenas pela exist\u00eancia de ativos, mas pela confian\u00e7a em suas regras. Nesse sentido, a padroniza\u00e7\u00e3o de procedimentos e o controle sobre a cadeia de cess\u00f5es tornam-se elementos estruturantes\u201d, observa.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja as principais determina\u00e7\u00f5es da resolu\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>Op\u00e7\u00f5es para os credores: Titulares de precat\u00f3rios poder\u00e3o pedir a antecipa\u00e7\u00e3o de seu pagamento mediante a concess\u00e3o de um desconto (des\u00e1gio) ou a por meio de reserva do seu cr\u00e9dito para compensa\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos (tribut\u00e1rios ou n\u00e3o) que tenham na d\u00edvida ativa do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Requisitos do precat\u00f3rio: Para ser negociado, o precat\u00f3rio precisa ter valor certo, l\u00edquido e exig\u00edvel, decorrer de processo com tr\u00e2nsito em julgado, e n\u00e3o possuir nenhuma impugna\u00e7\u00e3o, pend\u00eancia de recurso ou medida de defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Edital de chamamento: A Procuradoria Geral do Estado (PGE) publicar\u00e1 a cada exerc\u00edcio financeiro um edital estabelecendo os prazos e condi\u00e7\u00f5es para que os credores apresentem seus pedidos de acordo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mudan\u00e7a de titularidade: Se o credor atual n\u00e3o for o titular original do cr\u00e9dito (por exemplo, herdeiros ou cession\u00e1rios), \u00e9 obrigat\u00f3rio solicitar previamente a altera\u00e7\u00e3o de titularidade no Sistema \u00danico de Controle de Precat\u00f3rios da PGE. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio apresentar documentos pessoais, contratos, e o hist\u00f3rico de transfer\u00eancia de todas as verbas. A PGE tem 45 dias para analisar esse pedido de altera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00e1lculos e honor\u00e1rios: O valor referencial do cr\u00e9dito \u00e9 calculado pelo sistema da pr\u00f3pria PGE. Se o credor discordar do c\u00e1lculo (exceto por erros materiais), o acordo \u00e9 impedido e o caso deve ser levado ao ju\u00edzo de origem. Os honor\u00e1rios advocat\u00edcios, tanto contratuais quanto de sucumb\u00eancia, ficam exclu\u00eddos da base de c\u00e1lculo do cr\u00e9dito negociado, desde que o advogado solicite o seu destacamento pr\u00e9vio.<\/p>\n\n\n\n<p>Meio de solicita\u00e7\u00e3o: O requerimento de acordo deve ser feito exclusivamente de forma online, por meio do Portal de Precat\u00f3rios da PGE, preenchendo formul\u00e1rios pr\u00f3prios e enviando os documentos exigidos (documentos de identifica\u00e7\u00e3o, c\u00f3pia do of\u00edcio requisit\u00f3rio, comprovante de tr\u00e2nsito em julgado, etc.).<\/p>\n\n\n\n<p>Prazos de aprova\u00e7\u00e3o: A Assessoria de Precat\u00f3rios tem o prazo de 30 dias (prorrog\u00e1veis caso sejam necess\u00e1rias dilig\u00eancias) para analisar se o requerimento est\u00e1 regular. Sendo aprovado, a decis\u00e3o \u00e9 publicada no Di\u00e1rio Oficial e o credor tem o prazo m\u00e1ximo e improrrog\u00e1vel de 30 dias para assinar eletronicamente o termo de acordo.<\/p>\n\n\n\n<p>Pagamento e extin\u00e7\u00e3o da d\u00edvida: Os pagamentos ocorrer\u00e3o nos limites dos recursos financeiros dispon\u00edveis em conta do tribunal. Caso o dinheiro n\u00e3o seja suficiente para todos, respeita-se a ordem de prefer\u00eancia dos cr\u00e9ditos e a ordem de protocolo. Realizado o pagamento ou a compensa\u00e7\u00e3o, a execu\u00e7\u00e3o de origem \u00e9 extinta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quele credor.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/acordoemprecatorios-sp.pdf\">aqui<\/a> para ler a resolu\u00e7\u00e3o Resolu\u00e7\u00e3o PGE 15.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"oPIldoet4T\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-26\/sao-paulo-oferece-opcoes-para-recebimento-de-precatorios-veja-detalhes\/\">S\u00e3o Paulo oferece op\u00e7\u00f5es para recebimento de precat\u00f3rios; veja detalhes<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;S\u00e3o Paulo oferece op\u00e7\u00f5es para recebimento de precat\u00f3rios; veja detalhes&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-26\/sao-paulo-oferece-opcoes-para-recebimento-de-precatorios-veja-detalhes\/embed\/#?secret=yAsGTIMRu2#?secret=oPIldoet4T\" data-secret=\"oPIldoet4T\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por atraso de cart\u00f3rio, Carf valida declara\u00e7\u00e3o desatualizada e anula cobran\u00e7a de IRPJ e CSLL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 1\u00aa Turma da 1\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) cancelou uma cobran\u00e7a adicional de IRPJ e CSLL por ganho de capital contra a Magenta Participa\u00e7\u00f5es S.A pela aliena\u00e7\u00e3o de duas fazendas em 2020. O caso envolvia a venda das atividades da Magenta Agro, empresa do grupo dedicada \u00e0 atividade agr\u00edcola, para a Mafra Agroneg\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o central foi decidir se a entrega de Documento de Informa\u00e7\u00e3o e Apura\u00e7\u00e3o do ITR (Diat) em nome dos antigos propriet\u00e1rios do im\u00f3vel rural equivale \u00e0 n\u00e3o entrega do Diat para fins de aplica\u00e7\u00e3o do artigo 10, par\u00e1grafo 2\u00ba, da Instru\u00e7\u00e3o Normativa (IN) SRF 84\/2001.<\/p>\n\n\n\n<p>O dispositivo determina que se os Diats do ano da aquisi\u00e7\u00e3o e do ano da aliena\u00e7\u00e3o n\u00e3o forem entregues, o fisco calcular\u00e1 o ganho de capital levando em considera\u00e7\u00e3o informa\u00e7\u00f5es sobre pre\u00e7os de terras constantes em sistema institu\u00eddo por ele. A aplica\u00e7\u00e3o dessa regra ao caso norteou a manuten\u00e7\u00e3o do auto pelos julgadores da primeira inst\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a defesa da contribuinte alegou que n\u00e3o foi poss\u00edvel entregar o Diat em nome da atual propriet\u00e1ria porque a titularidade do im\u00f3vel n\u00e3o foi oficialmente atualizada em raz\u00e3o de um atraso no servi\u00e7o cartorial de georreferenciamento. Por isso, argumentou, o envio do Diat em nome dos antigos propriet\u00e1rios n\u00e3o atrai a regra prevista na IN 84.<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu o entendimento do relator, conselheiro Rycardo Henrique Magalhaes de Oliveira. O julgador argumentou que o objetivo da exig\u00eancia dos Diats dos anos de aquisi\u00e7\u00e3o e aliena\u00e7\u00e3o \u00e9 aferir o Valor da Terra Nua (VTN) naquelas datas e, a partir dessas informa\u00e7\u00f5es, calcular o ganho de capital. Para ele, ainda que o Diat deva ser entregue pela efetiva propriet\u00e1ria, a falta de formaliza\u00e7\u00e3o do registro de venda do im\u00f3vel justifica o envio do documento desatualizado.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 15746.721171\/2024-13.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/por-atraso-de-cartorio-carf-valida-declaracao-desatualizada-e-anula-cobranca-de-irpj-e-csll\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf admite retroatividade do conceito de pra\u00e7a como munic\u00edpio para IPI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Por voto de qualidade, a 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/CARF\">Carf<\/a>)&nbsp;admitiu a aplica\u00e7\u00e3o retroativa da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2019-2022\/2022\/lei\/L14395.htm\">Lei 14.395\/2022<\/a>, que define, para fins de cobran\u00e7a de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/artigos\/notas-sobre-ipi-incidencia-operacoes\">IPI<\/a>, que o conceito de \u201cpra\u00e7a\u201d corresponde ao munic\u00edpio onde est\u00e1 localizado o remetente da mercadoria. Prevaleceu o entendimento de que a norma tem car\u00e1ter interpretativo e, por isso, n\u00e3o promoveu altera\u00e7\u00e3o normativa, apenas explicitou o conceito de \u201cpra\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, a turma vinha decidindo de forma desfavor\u00e1vel aos contribuintes, por maioria de votos, ao afastar a aplica\u00e7\u00e3o retroativa da lei sob o argumento de que a norma n\u00e3o teria car\u00e1ter interpretativo, uma vez que a express\u00e3o \u201cpassa a vigorar\u201d indicaria altera\u00e7\u00e3o do conceito anteriormente adotado. No novo julgamento, a conselheira Denise Madalena Green alterou seu posicionamento, fazendo com que o placar, antes em 5 a 3, ficasse empatado.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso analisado em 29 de janeiro, a relatora, conselheira Tatiana Belis\u00e1rio, ressaltou que a Lei 14.395\/2022 possui car\u00e1ter interpretativo e foi editada para pacificar uma controv\u00e9rsia existente, inclusive no pr\u00f3prio Carf. Para ela, afastar a aplica\u00e7\u00e3o retroativa equivaleria, na pr\u00e1tica, \u00e0 declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade da norma, o que \u00e9 vedado no contencioso administrativo. Por conta disso, a julgadora entendeu que a defini\u00e7\u00e3o legal, que vincula \u201cpra\u00e7a\u201d ao munic\u00edpio do remetente, deve alcan\u00e7ar fatos anteriores \u00e0 sua vig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Votaram a favor do contribuinte, al\u00e9m de Green e a relatora, o presidente da turma, R\u00e9gis Holanda, e o conselheiro Alexandre Freitas Costa, ambos pelas conclus\u00f5es. Costa entendeu que o conceito de \u201cpra\u00e7a\u201d sempre correspondeu ao munic\u00edpio e que a lei n\u00e3o alterou esse entendimento, e Holanda limitou seu voto ao fundamento de que a norma \u00e9 interpretativa e, por isso, seus efeitos retroagem. Al\u00e9m disso, destacou que, se o legislador quisesse alterar o conceito, teria promovido nova reda\u00e7\u00e3o \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o do IPI, o que n\u00e3o ocorreu.<\/p>\n\n\n\n<p>O auto de infra\u00e7\u00e3o tratou de cobran\u00e7a de IPI por suposto descumprimento das regras do Valor Tribut\u00e1vel M\u00ednimo (VTM) nas sa\u00eddas de produtos para empresa considerada interdependente. Segundo o fisco, as mercadorias teriam sido comercializadas por valores inferiores ao pre\u00e7o corrente no mercado da pra\u00e7a do remetente, com base nos pre\u00e7os de revenda praticados pela distribuidora interdependente a terceiros. A empresa j\u00e1 havia tido decis\u00e3o favor\u00e1vel na 1\u00aa Turma da 4\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 13370.722417\/2020-12.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-admite-retroatividade-do-conceito-de-praca-como-municipio-para-ipi\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf afasta multas em cobran\u00e7a de CSLL de empresa com decis\u00e3o judicial garantindo imunidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) afastou, por maioria de 4 a 2, a cobran\u00e7a de multas aplicadas sobre uma empresa que havia sido autuada em R$ 35 milh\u00f5es \u2014 valor dos d\u00e9bitos de CSLL indicado pela fiscaliza\u00e7\u00e3o em 31 de dezembro de 2024 \u2014 por n\u00e3o recolher estimativas mensais e por supostos erros na ECF, apesar de j\u00e1 contar com decis\u00f5es judiciais transitadas em julgado garantindo imunidade sobre receitas de exporta\u00e7\u00e3o. Para os conselheiros que formaram a maioria, as decis\u00f5es do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4), v\u00e1lidas desde 2016 e reafirmadas em 2019, geravam justa expectativa de que a contribuinte n\u00e3o estava obrigada a incluir essas receitas na base da CSLL, o que afasta a aplica\u00e7\u00e3o das penalidades.<\/p>\n\n\n\n<p>A contribuinte obteve no TRF4 uma decis\u00e3o favor\u00e1vel em mandado de seguran\u00e7a no qual pediu a aplica\u00e7\u00e3o da imunidade prevista no artigo 149, par\u00e1grafo 2\u00ba, inciso I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal \u00e0s receitas de exporta\u00e7\u00f5es para fins de CSLL. O ac\u00f3rd\u00e3o de 2014 transitou em julgado em 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base na tese fixada pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 8 da repercuss\u00e3o geral, que definiu a incid\u00eancia da CSLL sobre lucros decorrentes de exporta\u00e7\u00e3o, a Fazenda tentou anular a decis\u00e3o por meio de uma a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria. No entanto, o TRF4 manteve a imunidade considerando que foi reconhecida antes da tese do Supremo, que foi fixada em agosto de 2010. Assim, a nova decis\u00e3o transitou em julgado em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, a fiscaliza\u00e7\u00e3o fez a cobran\u00e7a da CSLL referente ao per\u00edodo de 2019 a 2022. O auto lavrado tamb\u00e9m inclu\u00eda multa de of\u00edcio e juros de mora, al\u00e9m de multa isolada por falta de recolhimento das estimativas e multa regulamentar pelo preenchimento da ECF.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar das decis\u00f5es judiciais, a contribuinte optou por aderir a um programa de autorregulariza\u00e7\u00e3o incentivado para parcelar os d\u00e9bitos. Contudo, n\u00e3o foi poss\u00edvel incluir no parcelamento a multa isolada e a multa regulamentar. Ent\u00e3o, insurgiu-se contra a aplica\u00e7\u00e3o das puni\u00e7\u00f5es com base na tese do Tema 825 do STF. O enunciado diz que decis\u00f5es em sede de repercuss\u00e3o geral interrompem os efeitos de decis\u00f5es transitadas em julgado, mas devem respeitar a irretroatividade e as anterioridades aplic\u00e1veis ao tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>O fisco rebateu argumentando que o Tema 825 n\u00e3o poderia mais ser aplicado porque a contribuinte reconheceu os d\u00e9bitos ao optar pelo parcelamento da cobran\u00e7a principal. Esse entendimento prevaleceu na Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao acionar o Carf, a Tupy contra-argumentou que as multas isoladas e regulamentares s\u00e3o puni\u00e7\u00f5es para \u201ccondutas indesejadas\u201d. Isso n\u00e3o se aplicaria ao caso porque ela tinha \u201cjusta e leg\u00edtima expectativa\u201d de n\u00e3o incluir as receitas de exporta\u00e7\u00e3o na base da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora, conselheira Maurit\u00e2nia Elvira de Sousa Mendon\u00e7a, deu raz\u00e3o \u00e0 recorrente e foi acompanhada pelos conselheiros Rafael Zedral, Ricardo Piza Di Giovanni e Alessandro Bruno Mac\u00eado Pinto.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os conselheiros Alexandre Iabrudi Catunda e Paulo Mateus Ciccone foram vencidos ao divergir em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 multa isolada. Para eles, o parcelamento da cobran\u00e7a principal implica a manuten\u00e7\u00e3o da puni\u00e7\u00e3o porque as duas cobran\u00e7as est\u00e3o atreladas \u00e0 aus\u00eancia das estimativas mensais.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 15746.720150\/2024-72.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-afasta-multas-em-cobranca-de-csll-de-empresa-com-decisao-judicial-garantindo-imunidade\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m IRRF sobre aquisi\u00e7\u00e3o de software de empresa irlandesa para revenda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, o colegiado manteve a cobran\u00e7a de IRRF sobre remessas ao exterior relativas \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de softwares para revenda. O entendimento foi de que os pagamentos feitos pela Dell a uma empresa domiciliada na Irlanda decorrem de contrato de licen\u00e7a de comercializa\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o da compra de software de prateleira, como sustentava a contribuinte. A fiscaliza\u00e7\u00e3o qualificou as remessas como royalties, aplicando a al\u00edquota de 25% em raz\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o favorecida do pa\u00eds de destino (para\u00edso fiscal).<\/p>\n\n\n\n<p>Em sustenta\u00e7\u00e3o oral, o advogado do contribuinte afirmou que trata-se de software de prateleira, produzido em escala de forma uniforme, com natureza de mercadoria e destinado \u00e0 revenda no mercado interno. Assim, argumentou, n\u00e3o est\u00e1 em discuss\u00e3o um servi\u00e7o personalizado, o que afastaria a caracteriza\u00e7\u00e3o dos pagamentos como royalties.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado ainda defendeu que, em 2017 (per\u00edodo da autua\u00e7\u00e3o), n\u00e3o havia decis\u00e3o no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a tributa\u00e7\u00e3o do software de prateleira, que era tratado, at\u00e9 ent\u00e3o, como mercadoria para fins tribut\u00e1rios, entendimento que s\u00f3 foi revisto em 2021. Tamb\u00e9m citou precedentes favor\u00e1veis \u00e0 Dell nos tribunais estaduais, al\u00e9m de solu\u00e7\u00e3o de consulta da pr\u00f3pria Receita Federal, emitida em resposta \u00e0 empresa, que reconheceu a natureza de software de prateleira das opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora, conselheira Andressa Paula Senna L\u00edsias, entendeu que o enquadramento dos pagamentos como direitos autorais, como defendido pela contribuinte, somente seria poss\u00edvel quando realizados diretamente \u00e0 pessoa f\u00edsica. Ainda que esse ponto fosse superado, afirmou que a hip\u00f3tese n\u00e3o se aplicaria ao caso concreto, uma vez que os direitos teriam sido originalmente cedidos de uma terceira empresa para a domiciliada na Irlanda, respons\u00e1vel pela venda ao Brasil. Os demais conselheiros a acompanharam.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero: 15746.722890\/2021-09.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-mantem-irrf-sobre-aquisicao-de-software-de-empresa-irlandesa-para-revenda\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Cumprimento da Lei 15.270\/2025 \u00e9 imposs\u00edvel, escreve ju\u00edza em decis\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A exig\u00eancia de aprova\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-jan-06\/apos-prorrogacao-stf-analisara-pontos-sensiveis-sobre-dividendos\/\">distribui\u00e7\u00e3o de dividendos<\/a> at\u00e9 31 de dezembro de 2025 como condi\u00e7\u00e3o para a manuten\u00e7\u00e3o da isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria sobre lucros do mesmo ano, prevista na <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2025\/lei\/l15270.htm\">Lei 15.270\/2025<\/a>, n\u00e3o configura mera dificuldade operacional, mas impossibilidade jur\u00eddica de cumprimento.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a 8\u00aa Vara Federal C\u00edvel da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Distrito Federal concedeu seguran\u00e7a definitiva, com resolu\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito, \u00e0 decis\u00e3o liminar obtida pela <a href=\"https:\/\/acpr.com.br\/\">Associa\u00e7\u00e3o Comercial do Paran\u00e1 (ACP)<\/a> contra ato da <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22Receita+Federal%22\">Receita Federal<\/a> a respeito da divis\u00e3o de dividendos de 2025. A decis\u00e3o beneficia os associados da entidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em mandado de seguran\u00e7a coletivo, a ACP sustentou haver inconstitucionalidade e ilegalidade em dispositivos da Lei 15.270\/2025 \u2014 especificamente os artigos 6\u00ba-A, \u00a73\u00ba, II, e 16-A, \u00a71\u00ba, XII, \u201cb\u201d \u2014 e da <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9250.htm\">Lei 9.250\/1995<\/a> (legisla\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda), que condicionaram a manuten\u00e7\u00e3o da isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria sobre dividendos \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o at\u00e9 31 de dezembro de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Antinomia insuper\u00e1vel<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento da ju\u00edza Cristiane Pederzolli Rentzsch \u00e9 de que a Lei 15.270\/2025 exige \u201ccumprimento de condi\u00e7\u00e3o materialmente imposs\u00edvel\u201d, pois entra em conflito com prazos imperativos e procedimentos obrigat\u00f3rios dos artigos 132 e 133 da <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l6404compilada.htm\">Lei das Sociedades por A\u00e7\u00f5es (Lei 6.404\/76)<\/a>. A julgadora afirmou na decis\u00e3o que esses artigos estabelecem procedimento de ordem p\u00fablica destinado a proteger acionistas minorit\u00e1rios, credores e o mercado de capitais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNorma tribut\u00e1ria que condiciona benef\u00edcio fiscal ao descumprimento de procedimento societ\u00e1rio obrigat\u00f3rio cria antinomia insuper\u00e1vel no ordenamento jur\u00eddico\u201d, escreveu ela. \u201cA incompatibilidade normativa \u00e9 direta, objetiva e insuper\u00e1vel.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para a ju\u00edza, o perigo de dano da exig\u00eancia da Lei 15.270\/2025 decorre da proximidade da data de 31 de dezembro de 2025 e da irreversibilidade das consequ\u00eancias. Ela explicou que a manuten\u00e7\u00e3o da exig\u00eancia imposta pela norma gera inseguran\u00e7a jur\u00eddica ao mesmo tempo em que submete as sociedades an\u00f4nimas a uma \u201cescolha imposs\u00edvel\u201d, ou seja, cumprir a Lei 6.404\/76 e sofrer tributa\u00e7\u00e3o ou violar a Lei 6.404\/76 para obter isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, sujeitando-se \u00e0 nulidade da delibera\u00e7\u00e3o e \u00e0 responsabiliza\u00e7\u00e3o dos administradores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSociedades an\u00f4nimas que deliberarem sobre dividendos antes do encerramento do exerc\u00edcio praticam ato nulo, sujeitando administradores a responsabiliza\u00e7\u00e3o pessoal. Sociedades que aguardarem o prazo legal da AGO [Assembleia Geral Ordin\u00e1ria] sofrer\u00e3o tributa\u00e7\u00e3o sobre dividendos referentes a lucros gerados sob regime de isen\u00e7\u00e3o. Ambas as alternativas causam danos irrepar\u00e1veis.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Gabriel Borges, que atuou no caso como conselheiro tribut\u00e1rio representando a associa\u00e7\u00e3o, avalia a concess\u00e3o da seguran\u00e7a como um marco importante.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o se trata apenas de uma vit\u00f3ria processual, mas da consolida\u00e7\u00e3o de uma compreens\u00e3o jur\u00eddica correta: a de que os prazos societ\u00e1rios e cont\u00e1beis devem ser respeitados, sem que o contribuinte seja submetido a exig\u00eancias incompat\u00edveis com a pr\u00f3pria estrutura normativa que disciplina a distribui\u00e7\u00e3o de dividendos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Clique <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/mandado-dividendos-Lei-15270-ACP.pdf\">aqui<\/a> para ler a decis\u00e3o<br>Mandado de seguran\u00e7a coletivo 1145663-06.2025.4.01.3400<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"wW7BrYoyzm\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-23\/cumprimento-da-lei-15-270-2025-e-impossivel-escreve-juiza-em-decisao\/\">Cumprimento da Lei 15.270\/2025 \u00e9 imposs\u00edvel, escreve ju\u00edza em decis\u00e3o<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Cumprimento da Lei 15.270\/2025 \u00e9 imposs\u00edvel, escreve ju\u00edza em decis\u00e3o&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-23\/cumprimento-da-lei-15-270-2025-e-impossivel-escreve-juiza-em-decisao\/embed\/#?secret=bY4ZB0xqP1#?secret=wW7BrYoyzm\" data-secret=\"wW7BrYoyzm\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Justi\u00e7a garante direito a cr\u00e9ditos de PIS e Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a Federal confirmou em senten\u00e7a uma liminar reconhecendo o direito de uma empresa a cr\u00e9ditos de PIS e Cofins sobre despesas com pessoal que foram acordadas em conven\u00e7\u00e3o coletiva. A decis\u00e3o \u00e9 da 1\u00aa Vara Federal do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo especialistas, s\u00e3o raras as decis\u00f5es favor\u00e1veis ao contribuinte sobre essa quest\u00e3o. Outra liminar foi concedida recentemente pela 2\u00aa Vara Federal com Juizado Especial Federal (JEF) Adjunto de Sete Lagoas (MG), em benef\u00edcio de uma f\u00e1brica de tecelagem.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do Rio, o contribuinte tentou aproveitar cr\u00e9ditos de PIS e Cofins, com base nas leis n\u00ba 10.637\/2002 e n\u00ba 10.833\/2003, sobre valores gastos com alimenta\u00e7\u00e3o, vestimenta e plano de sa\u00fade dos trabalhadores. Mas a tentativa foi barrada pela Receita Federal, com o argumento de que essas despesas n\u00e3o se enquadram no conceito de insumo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita entende, com base na Instru\u00e7\u00e3o Normativa (IN) n\u00ba 2.121, de 2022, que n\u00e3o s\u00e3o considerados insumos os gastos que se destinem a viabilizar a atividade dos empregados, \u201ctais como alimenta\u00e7\u00e3o, vestimenta, cursos, plano de sa\u00fade e seguro de vida\u201d. Essa ressalva foi inclu\u00edda na IN em abril de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa, no entanto, invocou como precedente a decis\u00e3o de 2018 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), em recurso repetitivo. Naquela ocasi\u00e3o, os ministros entenderam que o conceito de insumo, para cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, deve ser interpretado conforme os princ\u00edpios da essencialidade e da relev\u00e2ncia (Tema 779, REsp 1221170).<\/p>\n\n\n\n<p>Na senten\u00e7a, o juiz Humberto de Vasconcelos Sampaio, da 1\u00aa Vara Federal do Rio de Janeiro, reconheceu que a decis\u00e3o do STJ leva em considera\u00e7\u00e3o \u201ca imprescindibilidade ou a import\u00e2ncia de determinado item, bem ou servi\u00e7o para o desenvolvimento da atividade econ\u00f4mica desempenhada pelo contribuinte\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAssim, o STJ afastou a interpreta\u00e7\u00e3o restritiva da Receita Federal e vedou a limita\u00e7\u00e3o do conceito de insumo por atos infralegais\u201d, afirma o magistrado na senten\u00e7a. Segundo ele, ao excluir as despesas com os trabalhadores de forma gen\u00e9rica, a IN da Receita contrariou \u201cfrontalmente o entendimento do STJ\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria n\u00e3o pode, por meio de instru\u00e7\u00e3o normativa, reduzir o alcance de benef\u00edcio fiscal previsto em lei e interpretado de forma ampliativa pelo tribunal superior competente\u201d, diz o julgador.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso analisado, o magistrado entendeu que as despesas com essas categorias n\u00e3o constituem liberalidade do empregador, mas obriga\u00e7\u00f5es impostas por instrumentos coletivos e cujo cumprimento \u00e9 indispens\u00e1vel para a atividade da empresa. \u201cO descumprimento dessas obriga\u00e7\u00f5es inviabiliza a opera\u00e7\u00e3o da empresa, o que evidencia a essencialidade e relev\u00e2ncia dos gastos para o desenvolvimento da atividade econ\u00f4mica.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, as despesas se enquadram no conceito de insumo definido pelo STJ e a restri\u00e7\u00e3o imposta pela Receita ao aproveitamento dos cr\u00e9ditos seria \u201cileg\u00edtima\u201d. Os autos foram remetidos ao Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro (TRF-2), que agora vai se debru\u00e7ar sobre a quest\u00e3o (processo n\u00ba 5004629-49.2026.4.02.5101).<\/p>\n\n\n\n<p>No segundo grau, o entendimento \u00e9 predominantemente pr\u00f3-fazend\u00e1rio. Em abril de 2025, por exemplo, a 3\u00aa Turma Especializada do TRF-2 negou o recurso de uma empresa de transporte de cargas, com a justificativa de que as \u201cdespesas com uniformes, vale-transporte, alimenta\u00e7\u00e3o e plano de sa\u00fade, mesmo exigidas por conven\u00e7\u00e3o coletiva, n\u00e3o configuram insumos aptos a gerar cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins\u201d (processo n\u00ba 5094931-32.2023.4.02.5101).<\/p>\n\n\n\n<p>Em outro processo, a 4\u00aa Turma Especializada negou o recurso de uma empresa de engenharia que queria compensar gastos com vale-alimenta\u00e7\u00e3o, vale-transporte e plano de sa\u00fade dos empregados. \u201cSomente caracteriza-se como insumo quando a subtra\u00e7\u00e3o do bem ou servi\u00e7o em quest\u00e3o resultar na impossibilidade de realiza\u00e7\u00e3o da atividade empresarial ou, no m\u00ednimo, lhe acarretar substancial perda de qualidade\u201d, diz o ac\u00f3rd\u00e3o (processo n\u00ba 5049046-63.2021.4.02.5101).<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada Mariana Ferreira, do escrit\u00f3rio Murayama, Affonso Ferreira e Mota Advogados, defendeu a empresa no processo e afirma que a confirma\u00e7\u00e3o da liminar por senten\u00e7a \u201crefor\u00e7a a mudan\u00e7a de paradigma sobre as despesas trabalhistas para a tomada de cr\u00e9dito de PIS e Cofins, o que representa 9,25% sobre todos os benef\u00edcios pactuados em conven\u00e7\u00f5es coletivas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela afirma que causa preocupa\u00e7\u00e3o, no entanto, o fato de a instru\u00e7\u00e3o normativa ainda estar sendo pouco comentada e avaliada pelas diversas inst\u00e2ncias da Justi\u00e7a, \u201capesar de ter restringido ilegalmente o creditamento das contribui\u00e7\u00f5es sociais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota ao Valor, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informa que est\u00e1 avaliando a estrat\u00e9gia e vai interpor os recursos cab\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/03\/23\/justica-garante-direito-a-creditos-de-pis-e-cofins.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ vai fixar tese que pode derrubar mercado de precat\u00f3rios previdenci\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Inicio\">Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/a> vai decidir se \u00e9 poss\u00edvel a cess\u00e3o de cr\u00e9dito oriundo de a\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria inscrito em precat\u00f3rios e se o juiz pode fazer o controle judicial dessa opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado afetou tr\u00eas recursos ao rito dos repetitivos, para julgamento sob relatoria do ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve a suspens\u00e3o do processamento apenas dos recursos especiais e agravos em recurso especial nos processos pendentes que versem sobre a quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese vinculante a ser firmada \u00e9 importante porque pode afetar e at\u00e9 derrubar um enorme mercado de cess\u00e3o de precat\u00f3rios envolvendo d\u00edvidas judicialmente reconhecidas contra o INSS.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a cess\u00e3o desses cr\u00e9ditos \u00e9 permitida pela <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm\">Constitui\u00e7\u00e3o<\/a>, seus titulares ganham a possibilidade de vender o direito a eles com algum des\u00e1gio \u2014 ou seja, vendem a d\u00edvida para receber de forma imediata um valor consideravelmente menor.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Balan\u00e7o Geral da Uni\u00e3o de 2024, publicado pelo governo federal em 2025, o estoque de precat\u00f3rios previdenci\u00e1rios havia alcan\u00e7ado R$ 32,2 bilh\u00f5es \u2014 valores potencialmente poss\u00edveis de serem cedidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mercado de precat\u00f3rios<\/p>\n\n\n\n<p>Esse mercado \u00e9 impulsionado pelo fato de o pagamento de precat\u00f3rios ser feito por ordem cronol\u00f3gica e preferencial, conforme as possibilidades or\u00e7ament\u00e1rias de cada ano. Em regra, h\u00e1 uma grande demora para receber esse dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma que amea\u00e7a esse cen\u00e1rio \u00e9 a do artigo 114 da <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8213cons.htm\">Lei 8.213\/1991<\/a>, que declara nula a venda ou cess\u00e3o, ou a constitui\u00e7\u00e3o de qualquer \u00f4nus sobre benef\u00edcio previdenci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 consenso quanto \u00e0 validade e ao alcance dessa veda\u00e7\u00e3o. O cerne da quest\u00e3o \u00e9 saber se ela inclui apenas o benef\u00edcio em manuten\u00e7\u00e3o ou se afeta as parcelas vencidas que comp\u00f5em cr\u00e9ditos em a\u00e7\u00f5es judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Jurisprud\u00eancia em disputa<\/p>\n\n\n\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.trf4.jus.br\/trf4\/controlador.php?acao=principal&amp;\">Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o<\/a> j\u00e1 fixou tese em incidente de resolu\u00e7\u00e3o de demandas repetitivas vedando a cess\u00e3o de cr\u00e9ditos de origem previdenci\u00e1ria que sejam objeto de qualquer requisi\u00e7\u00e3o judicial de pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-mai-13\/possivel-ceder-credito-precatorio-referente-valor-previdenciario\/\">1\u00aa Turma do STJ entendeu diferente<\/a> em 2023, quando concluiu que a lei s\u00f3 veda a transfer\u00eancia do pr\u00f3prio benef\u00edcio, de forma direta, n\u00e3o do direito de receber os valores por meio de precat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse cen\u00e1rio levou Paulo S\u00e9rgio Domingues a propor, na afeta\u00e7\u00e3o, que a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o analise n\u00e3o apenas a simples possibilidade da sua negocia\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m se o magistrado pode perquirir o controle do neg\u00f3cio jur\u00eddico de transmiss\u00e3o do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1, com efeito, controv\u00e9rsia jur\u00eddica multitudin\u00e1ria, com impacto financeiro para os segurados e seus dependentes\u201d, resumiu o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Delimita\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia<\/p>\n\n\n\n<p>Definir se \u00e9 poss\u00edvel:<\/p>\n\n\n\n<p>1) A cess\u00e3o de cr\u00e9dito oriundo de a\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria inscrito em precat\u00f3rio e;<br>2) Se cabe o controle judicial, ex officio, da regularidade do neg\u00f3cio jur\u00eddico, nos termos do artigo 168, par\u00e1grafo \u00fanico, do <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10406compilada.htm\">C\u00f3digo Civil<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/PAFRESP-2216815-2026-03-23.pdf\">aqui<\/a> para ler o ac\u00f3rd\u00e3o de afeta\u00e7\u00e3o<br>REsp 2.217.133<br>REsp 2.216.815<br>REsp 2.217.137<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"wEaHjMFHuW\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-23\/stj-fixa-tese-que-pode-derrubar-mercado-de-precatorios-previdenciarios\/\">STJ vai fixar tese que pode derrubar mercado de precat\u00f3rios previdenci\u00e1rios<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;STJ vai fixar tese que pode derrubar mercado de precat\u00f3rios previdenci\u00e1rios&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-23\/stj-fixa-tese-que-pode-derrubar-mercado-de-precatorios-previdenciarios\/embed\/#?secret=8w2H8ncCf1#?secret=wEaHjMFHuW\" data-secret=\"wEaHjMFHuW\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF valida Imposto de Importa\u00e7\u00e3o sobre mercadoria que retorna ao Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, validar a incid\u00eancia do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o sobre mercadoria nacional ou nacionalizada que, ap\u00f3s ser exportada, retorna ao Brasil. O entendimento \u00e9 desfavor\u00e1vel ao contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>A ADPF 400 foi protocolada pelo ent\u00e3o procurador-geral da Rep\u00fablica, Rodrigo Janot, contra dispositivos dos Decretos-Leis 37\/1966 e 2.472\/1988, e do Decreto 6.759\/2009. Para a PGR, as normas violam a Constitui\u00e7\u00e3o, que prev\u00ea a incid\u00eancia do imposto apenas sobre produtos estrangeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o relator, ministro Nunes Marques, destacou que o Imposto de Importa\u00e7\u00e3o tem fun\u00e7\u00e3o predominantemente extrafiscal, voltada \u00e0 regula\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio exterior e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o dos interesses fazend\u00e1rios e a defesa do mercado interno.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, impedir a tributa\u00e7\u00e3o da reentrada dessas mercadorias poderia gerar distor\u00e7\u00f5es concorrenciais e incentivar planejamentos tribut\u00e1rios abusivos, como exporta\u00e7\u00f5es formais seguidas de reimporta\u00e7\u00e3o para escapar do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Defendeu, tamb\u00e9m, que a reinser\u00e7\u00e3o do produto no mercado interno configura nova opera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, pass\u00edvel \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDessa forma, ainda que o produto tenha sido originalmente fabricado no Brasil, sua exporta\u00e7\u00e3o rompe o v\u00ednculo com o mercado interno. O posterior retorno configura nova entrada no territ\u00f3rio nacional sob regime jur\u00eddico de importa\u00e7\u00e3o, legitimando a incid\u00eancia tribut\u00e1ria\u201d, afirmou o ministro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-valida-imposto-de-importacao-sobre-mercadoria-que-retorna-ao-brasil\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Munic\u00edpios n\u00e3o podem fixar \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros de mora maiores que os da Uni\u00e3o, decide STF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os munic\u00edpios n\u00e3o podem fixar \u00edndices de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e taxas de juros de mora para seus cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios em percentual superior ao estabelecido pela Uni\u00e3o para a mesma finalidade. A decis\u00e3o foi tomada no julgamento do Recurso Extraordin\u00e1rio (<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6255513\">RE) 1346152<\/a>, com repercuss\u00e3o geral reconhecida (Tema 1.217), e a tese fixada dever\u00e1 ser aplicada aos casos semelhantes em todas as inst\u00e2ncias da Justi\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Autonomia&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No RE, o Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo recorre de decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJ-SP) favor\u00e1vel a um contribuinte que contestou lei municipal que permite a cobran\u00e7a de taxa de juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria acima da Selic, utilizada pelo governo federal na cobran\u00e7a de seus cr\u00e9ditos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o munic\u00edpio, a lei apenas estipula como padr\u00e3o o IPCA, \u00edndice federal que, em seu entendimento, representa, \u201cda melhor forma poss\u00edvel, a desvaloriza\u00e7\u00e3o do capital\u201d. Assim, a solu\u00e7\u00e3o adotada pelo TJ-SP violaria a autonomia municipal para instituir e arrecadar tributos de sua compet\u00eancia. Outro argumento \u00e9 o de que a limita\u00e7\u00e3o do crit\u00e9rio \u00e0 Selic atinge a autonomia legislativa dos mais de cinco mil munic\u00edpios, al\u00e9m de afetar o or\u00e7amento dos entes que adotem crit\u00e9rio mais oneroso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Limites&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, a ministra C\u00e1rmen L\u00facia afirmou que, por se tratar de mat\u00e9ria financeira devidamente regulada pela Uni\u00e3o, o exerc\u00edcio da compet\u00eancia suplementar pelos demais entes federados deve respeitar os limites estabelecidos pela legisla\u00e7\u00e3o federal. E, ao contr\u00e1rio do que acontece com os estados e o Distrito Federal, o munic\u00edpio n\u00e3o tem compet\u00eancia concorrente para legislar sobre \u00edndices de corre\u00e7\u00e3o e taxas de juros de mora incidentes sobre seus cr\u00e9ditos fiscais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra explicou que o sistema Selic incorpora o mercado da d\u00edvida p\u00fablica brasileira e que sua estrutura\u00e7\u00e3o n\u00e3o admite a cria\u00e7\u00e3o de \u00edndices privilegiados para a remunera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios municipais, \u201cem sistema de exce\u00e7\u00e3o, paralelo e distinto daquele praticado pela Uni\u00e3o\u201d, sob pena de viola\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio federativo e de comprometimento do balizamento da pol\u00edtica monet\u00e1ria, conduzido pelo Banco Central do Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o un\u00e2nime foi proferida em sess\u00e3o plen\u00e1ria virtual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tese&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A tese de repercuss\u00e3o geral fixada foi a seguinte:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs munic\u00edpios n\u00e3o podem adotar \u00edndices de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e taxas de juros de mora incidentes sobre seus cr\u00e9ditos fiscais em percentuais que superem a taxa Selic, praticada pela Uni\u00e3o para os mesmos fins.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/municipios-nao-podem-fixar-indice-de-correcao-monetaria-e-juros-de-mora-maiores-que-os-da-uniao-decide-stf\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Juiz nega fraude em uso de sistema da Receita para compensar cr\u00e9dito judicial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Empresa do setor automotivo obteve liminar para afastar multa de 150% e responsabiliza\u00e7\u00e3o de s\u00f3cios ap\u00f3s uso do PER\/DCOMP \u2013 Pedido Eletr\u00f4nico de Restitui\u00e7\u00e3o, Ressarcimento ou Reembolso e Declara\u00e7\u00e3o de Compensa\u00e7\u00e3o para quitar d\u00e9bitos tribut\u00e1rios com cr\u00e9dito reconhecido judicialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao decidir, o Juiz Federal Bruno Teixeira de Paiva, da 2\u00aa vara da Para\u00edba, concluiu que n\u00e3o houve fraude, mas exerc\u00edcio regular do direito de peti\u00e7\u00e3o diante da falta de sistema espec\u00edfico da Receita Federal para a opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os autos, a empresa adquiriu cr\u00e9dito judicial em decis\u00e3o transitada em julgado em desfavor da Uni\u00e3o e buscou utiliz\u00e1-lo para quitar d\u00e9bitos tribut\u00e1rios por meio de compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da aus\u00eancia de sistema espec\u00edfico da Receita Federal para esse tipo de opera\u00e7\u00e3o, utilizou o PER\/DCOMP, plataforma eletr\u00f4nica do Fisco para solicitar restitui\u00e7\u00e3o, ressarcimento ou realizar compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, como meio dispon\u00edvel para formalizar o pedido.<\/p>\n\n\n\n<p>A autoridade fiscal, por\u00e9m, emitiu alerta de autorregulariza\u00e7\u00e3o, apontando suposta falsidade nas informa\u00e7\u00f5es e inexist\u00eancia de cr\u00e9ditos, al\u00e9m de amea\u00e7ar aplicar multa qualificada de 150% e responsabilizar os s\u00f3cios-administradores, sem pr\u00e9vio contradit\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mandado de seguran\u00e7a, a empresa alegou que apenas exerceu seu direito de peti\u00e7\u00e3o diante da omiss\u00e3o administrativa, sustentando ainda que a penalidade afronta entendimento do STF que afasta multa isolada pela n\u00e3o homologa\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, defendeu que a responsabiliza\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica dos s\u00f3cios viola o art. 135 do CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>Uso do PER\/DCOMP n\u00e3o configura fraude<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o juiz destacou que a Constitui\u00e7\u00e3o autoriza o uso de cr\u00e9ditos judiciais para quita\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos e que a aus\u00eancia de regulamenta\u00e7\u00e3o adequada n\u00e3o pode transformar o exerc\u00edcio desse direito em conduta il\u00edcita.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse ponto, afirmou que \u201ca circunst\u00e2ncia de a Receita Federal do Brasil n\u00e3o dispor de canal administrativo pr\u00f3prio e adequado (\u2026) n\u00e3o pode, em princ\u00edpio, converter o exerc\u00edcio de uma faculdade leg\u00edtima em conduta fraudulenta pass\u00edvel de san\u00e7\u00e3o qualificada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado tamb\u00e9m ressaltou que n\u00e3o h\u00e1 ind\u00edcios de dolo ou simula\u00e7\u00e3o. Segundo ele, \u201ca mera diverg\u00eancia quanto ao procedimento utilizado ou quanto \u00e0 viabilidade jur\u00eddica da compensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o se confunde com falsidade ideol\u00f3gica ou declara\u00e7\u00e3o fraudulenta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Multa e responsabiliza\u00e7\u00e3o exigem conduta il\u00edcita<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz refor\u00e7ou que a aplica\u00e7\u00e3o da multa de 150% exige demonstra\u00e7\u00e3o de fraude, o que n\u00e3o verificou no caso. Al\u00e9m disso, destacou que o STF j\u00e1 firmou entendimento de que n\u00e3o se pode aplicar penalidade autom\u00e1tica pela n\u00e3o homologa\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 responsabiliza\u00e7\u00e3o dos s\u00f3cios, apontou que a medida depende de comprova\u00e7\u00e3o de excesso de poderes ou infra\u00e7\u00e3o \u00e0 lei, o que n\u00e3o ficou demonstrado. Assim, o simples envio da declara\u00e7\u00e3o n\u00e3o autoriza a inclus\u00e3o dos administradores no polo passivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m considerou presente o risco de dano, j\u00e1 que as medidas fiscais poderiam impedir a emiss\u00e3o de certid\u00f5es e afetar a atividade empresarial.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, deferiu a liminar para impedir a aplica\u00e7\u00e3o da multa qualificada de 150%, afastar a responsabiliza\u00e7\u00e3o dos s\u00f3cios e proibir restri\u00e7\u00f5es \u00e0 emiss\u00e3o de certid\u00f5es de regularidade fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o esclareceu, por\u00e9m, que a Receita Federal pode analisar o m\u00e9rito da compensa\u00e7\u00e3o e at\u00e9 n\u00e3o homolog\u00e1-la, desde que de forma fundamentada, vedando apenas a aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es enquanto o mandado de seguran\u00e7a n\u00e3o for julgado.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo Relacionado: 0007029-55.2026.4.05.8200<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/452562\/juiz-valida-uso-de-sistema-da-receita-para-compensar-credito-judicial\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Primeira Se\u00e7\u00e3o fixar\u00e1 tese sobre exclus\u00e3o de cr\u00e9ditos presumidos de ICMS da base de c\u00e1lculo de IRPJ e CSLL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) afetou os Recursos Especiais 2.221.127, 2.171.374, 2.188.361 e 2.188.282, de relatoria da ministra Regina Helena Costa, para julgamento sob o rito dos repetitivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Cadastrada na base de dados do STJ como <a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=1416&amp;cod_tema_final=1416\">Tema 1.416<\/a>, a controv\u00e9rsia est\u00e1 em definir se os cr\u00e9ditos presumidos do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS), concedidos pelos estados-membros como incentivo fiscal \u00e0 pessoa jur\u00eddica, podem ser exclu\u00eddos das bases de c\u00e1lculo do Imposto sobre a Renda de Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL), nos regimes jur\u00eddicos anterior e posterior \u00e0 <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2023\/lei\/l14789.htm\">Lei 14.789\/2023<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado determinou a suspens\u00e3o dos processos pendentes que discutam a mesma mat\u00e9ria, nos quais tenha havido interposi\u00e7\u00e3o de recurso especial ou de agravo em recurso especial, tanto na segunda inst\u00e2ncia como no STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Litigiosidade sobre a quest\u00e3o aumentou ap\u00f3s a edi\u00e7\u00e3o da Lei 14.789\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Em voto pela afeta\u00e7\u00e3o do tema, a relatora destacou que o STJ consolidou, desde 2017, o entendimento de que cr\u00e9ditos presumidos de ICMS, concedidos como incentivo fiscal, n\u00e3o integram as bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, por n\u00e3o representarem lucro ou renda. Posteriormente, no julgamento do <a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=1182&amp;cod_tema_final=1182\">Tema 1.182<\/a>, em 2023, a Primeira Se\u00e7\u00e3o fixou que, em regra, os benef\u00edcios fiscais de ICMS devem compor a base de c\u00e1lculo desses tributos \u2013 ressalvados os cr\u00e9ditos presumidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a relatora, a falta de um precedente vinculante espec\u00edfico, aliada \u00e0s mudan\u00e7as da <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2023\/lei\/l14789.htm\">Lei 14.789\/2023<\/a>, ampliou a litigiosidade sobre a mat\u00e9ria, sobretudo diante das novas exig\u00eancias para aproveitamento desses cr\u00e9ditos pelas empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Regina Helena Costa tamb\u00e9m citou dados da Fazenda Nacional que apontam o aumento expressivo de a\u00e7\u00f5es sobre o tema. Segundo o levantamento, apenas nos \u00faltimos tr\u00eas anos, foram propostas mais de 7.300 a\u00e7\u00f5es em primeira inst\u00e2ncia e cerca de 670 recursos ao STJ. O valor total das causas \u2013 muitas vezes fixado apenas para fins fiscais \u2013 supera R$ 12 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Assim, embora h\u00e1 muito sedimentado o posicionamento no \u00e2mbito das turmas de direito p\u00fablico, tal circunst\u00e2ncia tem-se mostrado insuficiente para impedir a rotineira distribui\u00e7\u00e3o de numerosos recursos a esta corte veiculando o tema&#8221;, observou a ministra.<\/p>\n\n\n\n<p>Recursos repetitivos geram economia de tempo e seguran\u00e7a jur\u00eddica<\/p>\n\n\n\n<p>O C\u00f3digo de Processo Civil regula, nos <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm#art1036\">artigos 1.036 e seguintes<\/a>, o julgamento por amostragem, mediante a sele\u00e7\u00e3o de recursos especiais que tenham controv\u00e9rsias id\u00eanticas. Ao afetar um processo, ou seja, encaminh\u00e1-lo para julgamento sob o rito dos repetitivos, os ministros facilitam a solu\u00e7\u00e3o de demandas que se repetem nos tribunais brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de aplicar o mesmo entendimento jur\u00eddico a diversos processos gera economia de tempo e seguran\u00e7a jur\u00eddica. No <a href=\"https:\/\/scon.stj.jus.br\/SCON\/repetitivos\/listaRR.jsp\">site do STJ<\/a>, \u00e9 poss\u00edvel acessar todos os temas afetados, bem como saber a abrang\u00eancia das decis\u00f5es de sobrestamento e as teses jur\u00eddicas firmadas nos julgamentos, entre outras informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/julgamento\/eletronico\/documento\/mediado\/?documento_tipo=integra&amp;documento_sequencial=363584267&amp;registro_numero=202502423405&amp;peticao_numero=202600IJ3199&amp;publicacao_data=20260316&amp;formato=PDF\">Leia o ac\u00f3rd\u00e3o de afeta\u00e7\u00e3o no REsp 2.221.127<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/paginas\/comunicacao\/noticias\/2026\/24032026-primeira-secao-fixara-tese-sobre-exclusao-de-creditos-presumidos-de-icms-da-base-de-calculo-de-irpj-e-csll.aspx\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Com processo parado por tr\u00eas anos, juiz suspende multa aduaneira de R$ 3,6 mi<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A paralisa\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22processo+administrativo%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">processo administrativo<\/a> por mais de tr\u00eas anos por in\u00e9rcia da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica atrai a incid\u00eancia da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente. Por isso, \u00e9 cab\u00edvel a suspens\u00e3o da cobran\u00e7a de <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22multa+aduaneira%22&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">multa aduaneira<\/a> de natureza n\u00e3o tribut\u00e1ria, conforme tese vinculante do Superior Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, a 4\u00aa Vara Federal C\u00edvel do Distrito Federal deferiu parcialmente um pedido de tutela de urg\u00eancia para suspender a exigibilidade de uma multa aduaneira de R$ 3,6 milh\u00f5es aplicada a uma empresa de com\u00e9rcio.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso envolve a apura\u00e7\u00e3o de uma suposta infra\u00e7\u00e3o aduaneira cujo auto de infra\u00e7\u00e3o foi lavrado contra a companhia em dezembro de 2022. No mesmo m\u00eas, a empresa apresentou uma impugna\u00e7\u00e3o administrativa, mas o tr\u00e2mite ficou sem movimenta\u00e7\u00e3o relevante at\u00e9 setembro de 2025. Diante da demora na tramita\u00e7\u00e3o, a autuada ajuizou uma a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria contra a Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na disputa judicial, a autora pediu a suspens\u00e3o imediata da penalidade e de quaisquer atos de cobran\u00e7a. A requerente argumentou que a san\u00e7\u00e3o tem natureza estritamente administrativa, o que atrai a aplica\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9873.htm\">Lei 9.873\/1999<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa alegou tamb\u00e9m que meros despachos de encaminhamento interno n\u00e3o interrompem a contagem do tempo, configurando a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente j\u00e1 consolidada no <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22Tema+1.293%22\">Tema 1.293<\/a> do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que prev\u00ea expressamente a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente, em processos administrativos aduaneiros n\u00e3o tribut\u00e1rios, quando o processo fica paralisado por mais de tr\u00eas anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Plausibilidade e urg\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o pedido liminar, o ju\u00edzo acolheu os argumentos da autora. O magistrado explicou que a jurisprud\u00eancia recente pacificou a incid\u00eancia da prescri\u00e7\u00e3o para penalidades aduaneiras n\u00e3o tribut\u00e1rias quando o processo fica paralisado por mais de tr\u00eas anos. A decis\u00e3o apontou tamb\u00e9m que o Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o reconhece essa aplica\u00e7\u00e3o em situa\u00e7\u00f5es an\u00e1logas.<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz destacou que a situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica da empresa preenche os requisitos legais para a concess\u00e3o da tutela, pois h\u00e1 urg\u00eancia por causa do alto valor cobrado e do risco de a d\u00edvida ser inscrita em cadastros de inadimpl\u00eancia. \u201cEm ju\u00edzo de cogni\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria, pr\u00f3prio desta fase, n\u00e3o se exige certeza, mas sim plausibilidade jur\u00eddica relevante, aliada a risco concreto\u201d, observou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ressaltou, contudo, que a confirma\u00e7\u00e3o definitiva sobre a nulidade do auto de infra\u00e7\u00e3o exigir\u00e1 uma an\u00e1lise mais profunda ap\u00f3s o contradit\u00f3rio, j\u00e1 que \u00e9 preciso examinar os autos do processo com precis\u00e3o para verificar a real exist\u00eancia de eventuais atos interruptivos ou suspensivos. Diante da plausibilidade do direito e do perigo de dano, a cobran\u00e7a foi paralisada at\u00e9 a delibera\u00e7\u00e3o final.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNesse contexto, a solu\u00e7\u00e3o adequada \u00e9 a concess\u00e3o da tutela em car\u00e1ter prudencial, sem esgotamento da mat\u00e9ria\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa foi representada na a\u00e7\u00e3o pelos advogados Luria Fassini e Augusto Fauvel de Moraes.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/10165489220264013400_2244657868_Decisa%CC%83o-3.pdf\">aqui<\/a> para ler a decis\u00e3o<br>Processo 1016548-92.2026.4.01.3400<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"TmHP9gfffM\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-25\/com-processo-parado-por-tres-anos-juiz-suspende-multa-aduaneira-de-r-36-mi\/\">Com processo parado por tr\u00eas anos, juiz suspende multa aduaneira de R$ 3,6 mi<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Com processo parado por tr\u00eas anos, juiz suspende multa aduaneira de R$ 3,6 mi&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-25\/com-processo-parado-por-tres-anos-juiz-suspende-multa-aduaneira-de-r-36-mi\/embed\/#?secret=3UHNDROcnN#?secret=TmHP9gfffM\" data-secret=\"TmHP9gfffM\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Ju\u00edza suspende aumento de IRPJ e CSLL para sociedades de advogados no lucro presumido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza Federal Julia Cavalcante Silva Barbosa, da 7\u00aa vara C\u00edvel de S\u00e3o Paulo, suspendeu aumento de 10% nos percentuais de presun\u00e7\u00e3o do IRPJ e da CSLL para sociedades de advogados optantes pelo lucro presumido, ao considerar que a medida promoveu majora\u00e7\u00e3o indireta da carga tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Cobran\u00e7a indevida<\/p>\n\n\n\n<p>Em mandado de seguran\u00e7a, a OAB\/SP alegou que a LC 224\/25, sob o argumento de ajuste fiscal, reduziu incentivos e benef\u00edcios tribut\u00e1rios, mas incluiu indevidamente o lucro presumido nesse rol.<\/p>\n\n\n\n<p>Sustentou que a norma ampliou artificialmente a base de c\u00e1lculo dos tributos ao impor acr\u00e9scimo de 10% nos percentuais de presun\u00e7\u00e3o, o que, na pr\u00e1tica, equivaleria ao aumento de al\u00edquotas sem observar limita\u00e7\u00f5es constitucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade tamb\u00e9m argumentou que o lucro presumido n\u00e3o \u00e9 benef\u00edcio fiscal, mas m\u00e9todo leg\u00edtimo de apura\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo, previsto no art. 44 do CTN, utilizado como forma de simplifica\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Desvio de finalidade<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, a magistrada explicou que a nova legisla\u00e7\u00e3o foi editada no intuito de reduzir os crit\u00e9rios de concess\u00e3o de incentivos e benef\u00edcios de natureza tribut\u00e1ria, financeira ou credit\u00edcia concedidos no \u00e2mbito da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Observou, por\u00e9m, que o lucro presumido \u00e9 um m\u00e9todo de apura\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, e que ao aumentar a margem de presun\u00e7\u00e3o e equiparar a sistem\u00e1tica do lucro presumido a um benef\u00edcio fiscal, o legislador acabou por transformar a regra de apura\u00e7\u00e3o do tributo para fins arrecadat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, para a ju\u00edza, a nova legisla\u00e7\u00e3o alterou a sistem\u00e1tica do lucro presumido ao equipar\u00e1-lo a benef\u00edcio fiscal, desvirtuando sua natureza jur\u00eddica. Conforme afirmou, a base de c\u00e1lculo presumida constitui crit\u00e9rio legal de apura\u00e7\u00e3o e n\u00e3o pode ser modificada com finalidade arrecadat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, apontou desvio de finalidade na amplia\u00e7\u00e3o da margem de presun\u00e7\u00e3o para elevar a arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ao aumentar a margem de presun\u00e7\u00e3o e equiparar a sistem\u00e1tica do lucro presumido a um benef\u00edcio fiscal, o legislador acaba por subverter a regra de apura\u00e7\u00e3o do tributo para fins arrecadat\u00f3rios&#8221;, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m mencionou entendimento do STJ no sentido de que o lucro presumido \u00e9 modalidade simplificada de apura\u00e7\u00e3o, baseada em percentuais aplicados sobre a receita bruta, sem dedu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, entendeu que a medida compromete a seguran\u00e7a jur\u00eddica ao permitir que o Fisco utilize conceitos distintos para a mesma situa\u00e7\u00e3o com o objetivo de ampliar a base tribut\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, e com base na presen\u00e7a do fumus boni juris e do periculum in mora, suspendeu a exigibilidade dos cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios decorrentes da majora\u00e7\u00e3o de 10% nos percentuais de presun\u00e7\u00e3o do IRPJ e da CSLL para sociedades de advogados enquadradas no lucro presumido, at\u00e9 decis\u00e3o final do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: 5004598-12.2026.4.03.6100<\/p>\n\n\n\n<p>Leia a liminar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/452610\/juiza-afasta-aumento-de-irpj-e-csll-para-advogados-no-lucro-presumido\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Novos recursos s\u00e3o afetados em tema repetitivo que discute efeitos do seguro-garantia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Afr\u00e2nio Vilela, relator do <a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=1263&amp;cod_tema_final=1263\">Tema 1.263<\/a> na Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), afetou os Recursos Especiais 2.086.572, 2.239.502, 2.238.622 e 2.250.406, incluindo-os na controv\u00e9rsia repetitiva que busca definir se a oferta de seguro-garantia impede a apresenta\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo a protesto e a inscri\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito tribut\u00e1rio no Cadastro Informativo de Cr\u00e9ditos n\u00e3o Quitados do Setor P\u00fablico Federal (Cadin).<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s verificar a perda de objeto de um dos dois recursos originalmente afetados \u2013 o REsp 2.098.943 \u2013, o colegiado autorizou que fosse requisitado aos tribunais de segundo grau o envio de outros recursos representativos da controv\u00e9rsia para novas afeta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao afetar os primeiros recursos, a se\u00e7\u00e3o de direito p\u00fablico j\u00e1 havia determinado a suspens\u00e3o de todos os processos, individuais ou coletivos, que versem sobre a mesma mat\u00e9ria, nos quais tenha havido a interposi\u00e7\u00e3o de recurso especial ou de agravo em recurso especial, na segunda inst\u00e2ncia ou no STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Recursos repetitivos geram economia de tempo e seguran\u00e7a jur\u00eddica<\/p>\n\n\n\n<p>O C\u00f3digo de Processo Civil regula, nos <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm#art1036\">artigos 1.036 e seguintes<\/a>, o julgamento por amostragem, mediante a sele\u00e7\u00e3o de recursos especiais que tenham controv\u00e9rsias id\u00eanticas. Ao afetar um processo, ou seja, encaminh\u00e1-lo para julgamento sob o rito dos repetitivos, os ministros facilitam a solu\u00e7\u00e3o de demandas que se repetem nos tribunais brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de aplicar o mesmo entendimento jur\u00eddico a diversos processos gera economia de tempo e seguran\u00e7a jur\u00eddica. No <a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/\">site do STJ<\/a>, \u00e9 poss\u00edvel acessar todos os temas afetados, bem como saber a abrang\u00eancia das decis\u00f5es de sobrestamento e as teses jur\u00eddicas firmadas nos julgamentos, entre outras informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2026\/25032026-Novos-recursos-sao-afetados-em-tema-repetitivo-que-discute-efeitos-do-seguro-garantia.aspx\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ julga se cabem honor\u00e1rios em rescis\u00f3rias sobre a &#8216;tese do s\u00e9culo&#8217;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Inicio\">Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/a>&nbsp;vai definir se cabe condena\u00e7\u00e3o ao pagamento de honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia pelo julgamento de proced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria que visa aplicar a modula\u00e7\u00e3o da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d feita pelo&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/\">Supremo Tribunal Federal<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado afetou dois recursos especiais, para julgamento sob o rito dos repetitivos. A relatoria \u00e9 da ministra Maria Thereza de Assis Moura.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve a suspens\u00e3o dos processos nos quais tenha havido a interposi\u00e7\u00e3o de recurso especial ou de agravo em recurso especial na segunda inst\u00e2ncia, ou que estejam em tramita\u00e7\u00e3o no STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese vinculante a ser firmada pode reduzir ainda mais a vit\u00f3ria do contribuinte na \u201c<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2017-mar-15\/icms-nao-integra-base-calculo-pis-cofins-define-supremo\/\">tese do s\u00e9culo<\/a>\u201d \u2014 o&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciaRepercussao\/verAndamentoProcesso.asp?incidente=2585258&amp;numeroProcesso=574706&amp;classeProcesso=RE&amp;numeroTema=69\">Tema 69<\/a>&nbsp;da repercuss\u00e3o geral, em que o STF decidiu excluir o ICMS da base de c\u00e1lculo de PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese foi firmada em 2017 e teve seus&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2021-mai-13\/exclusao-icms-base-calculo-piscofins-vale-partir-2017\">efeitos modulados em 2021<\/a>: o Supremo decidiu que ele s\u00f3 seria aproveitada pelo contribuinte a partir de 17 de mar\u00e7o de 2017, exceto nos casos em que j\u00e1 havia a\u00e7\u00e3o ajuizada para discutir o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, quem obteve o direito de compensa\u00e7\u00e3o ou ressarcimento mediante a\u00e7\u00f5es ajuizadas entre mar\u00e7o de 2017 e abril de 2021 entrou na mira da Fazenda Nacional, que passou a ajuizar a\u00e7\u00f5es rescis\u00f3rias \u2014 s\u00e3o cerca de 1,1 mil delas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, tanto a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-12\/stj-autoriza-fazenda-a-usar-rescisoria-para-aplicar-modulacao-da-tese-do-seculo\/\">1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ<\/a>&nbsp;quanto o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-23\/acao-rescisoria-e-valida-para-aplicar-modulacao-da-tese-do-seculo-confirma-stf\/\">Plen\u00e1rio do STF<\/a>&nbsp;decidiram que \u00e9 poss\u00edvel usar a\u00e7\u00f5es rescis\u00f3rias para adequar senten\u00e7as definitivas anteriores \u00e0 modula\u00e7\u00e3o da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d. A Fazenda agora quer receber honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia nessas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Efeitos da modula\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A imposi\u00e7\u00e3o da verba honor\u00e1ria \u00e9 controversa na jurisprud\u00eancia dos Tribunais Regionais Federais e do pr\u00f3prio STJ por causa do princ\u00edpio da causalidade, segundo o qual a parte que deu causa a um processo deve arcar com as despesas decorrentes dele.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o foram os contribuintes os respons\u00e1veis por tornar as a\u00e7\u00f5es rescis\u00f3rias necess\u00e1rias. Essa responsabilidade \u00e9 do Supremo Tribunal Federal, que levou quatro anos para modular os efeitos da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, criando o cen\u00e1rio de inseguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o, por sua vez, sustenta que tamb\u00e9m n\u00e3o deu causa ao ajuizamento desses processos e, por isso, sustenta o cabimento da verba. Diz que a condena\u00e7\u00e3o \u00e9 um imperativo do artigo 85 do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm\">C\u00f3digo de Processo Civil<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas a 2\u00aa Turma do STJ julgou o tema colegiadamente e tem variado de posi\u00e7\u00e3o: ora entende que a verba deve ser imposta, ora decide que n\u00e3o cabe por penalizar adicionalmente a empresa cujo direito foi reconhecido, mas posteriormente modulado.<\/p>\n\n\n\n<p>A condena\u00e7\u00e3o dos contribuintes ao pagamento de honor\u00e1rios \u00e0 Fazenda pode representar&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jun-16\/decisao-do-stf-sobre-icms-no-pis-cofins-gerou-18-filhotes\/\">mais um golpe<\/a>&nbsp;decorrente do esfacelamento dos efeitos da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, como j\u00e1 mostrou a revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>Delimita\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia<\/p>\n\n\n\n<p>Definir se deve condenar ao pagamento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios de sucumb\u00eancia o ac\u00f3rd\u00e3o que julga procedente a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria para aplicar a modula\u00e7\u00e3o de efeitos realizada pelo STF em seu Tema 69 da repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/STJ_202502528285_tipo_integra_365000166.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o ac\u00f3rd\u00e3o de afeta\u00e7\u00e3o<br>REsp 2.222.626<br>REsp 2.222.630<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"62RS8xKbe4\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-26\/stj-julga-se-cabem-honorarios-em-rescisorias-sobre-a-tese-do-seculo\/\">STJ julga se cabem honor\u00e1rios em rescis\u00f3rias sobre a &#8216;tese do s\u00e9culo&#8217;<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;STJ julga se cabem honor\u00e1rios em rescis\u00f3rias sobre a &#8216;tese do s\u00e9culo&#8217;&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-26\/stj-julga-se-cabem-honorarios-em-rescisorias-sobre-a-tese-do-seculo\/embed\/#?secret=BsT21ZCeB3#?secret=62RS8xKbe4\" data-secret=\"62RS8xKbe4\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Ju\u00edza aponta desvio de finalidade em majora\u00e7\u00e3o prevista na LC 224\/2025<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Ao aumentar a margem de presun\u00e7\u00e3o do Imposto sobre a Renda das Pessoas Jur\u00eddicas (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) em 10% e equiparar a sistem\u00e1tica do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22lucro+presumido%22\">lucro presumido<\/a>&nbsp;a um benef\u00edcio fiscal, o legislador subverteu a regra de apura\u00e7\u00e3o do tributo para fins arrecadat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jfsp.jus.br\/servicos-judiciais\/informacoes-gerais\/sp-civel\">7\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo<\/a>&nbsp;concedeu liminar para afastar a majora\u00e7\u00e3o das margens de presun\u00e7\u00e3o do lucro presumido, prevista no artigo 4\u00ba, \u00a74\u00ba, inciso VII, e \u00a75\u00ba, da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp224.htm\">Lei Complementar 224\/2025<\/a>, que disp\u00f5e sobre a redu\u00e7\u00e3o de incentivos e benef\u00edcios fiscais. De acordo com a norma, o acr\u00e9scimo de 10% nos percentuais da presun\u00e7\u00e3o de lucro \u00e9 aplic\u00e1vel \u00e0s receitas que excederem o montante de R$ 5 milh\u00f5es no ano-calend\u00e1rio, para o regime de apura\u00e7\u00e3o por base presumida, para fins de apura\u00e7\u00e3o de IRPJ e CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese jur\u00eddica versa sobre o lucro presumido, regime opcional de apura\u00e7\u00e3o do IRPJ e da CSLL que se aplica a empresas com faturamento de at\u00e9 R$ 78 milh\u00f5es por ano. Essa forma de apura\u00e7\u00e3o prev\u00ea, na pr\u00e1tica, que as bases desses dois tributos sejam calculadas por meio da aplica\u00e7\u00e3o de uma margem ou coeficiente de presun\u00e7\u00e3o, vari\u00e1vel conforme a atividade econ\u00f4mica da companhia.<\/p>\n\n\n\n<p>Bancas beneficiadas<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o liminar, proferida pela ju\u00edza federal Julia Cavalcante Silva Barbosa, beneficia sociedades de advogados no estado de S\u00e3o Paulo submetidas ao lucro presumido e decorre de mandado de seguran\u00e7a coletivo impetrado pela seccional paulista da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.oabsp.org.br\/\">Ordem dos Advogados do Brasil<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A seccional defendeu que a norma tratou indevidamente o lucro presumido como benef\u00edcio fiscal e instituiu uma majora\u00e7\u00e3o indireta da carga tribut\u00e1ria. Para a OAB-SP, al\u00e9m de n\u00e3o reduzir incentivos fiscais, a lei alargou artificialmente a base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL e promoveu um aumento direto das al\u00edquotas de presun\u00e7\u00e3o sem observar limita\u00e7\u00f5es constitucionais ao poder de tributar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade alegou ainda que o lucro presumido \u00e9 um m\u00e9todo legal de apura\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo, previsto no artigo 44 do<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l5172compilado.htm\">&nbsp;C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional<\/a>, e plenamente compat\u00edvel com a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm\">Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Desvio de finalidade<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o suspende temporariamente a exigibilidade do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio decorrente da majora\u00e7\u00e3o dos percentuais de presun\u00e7\u00e3o aplic\u00e1veis ao IRPJ e \u00e0 CSLL.&nbsp;A julgadora afirmou que a nova legisla\u00e7\u00e3o visa reduzir os crit\u00e9rios de concess\u00e3o de incentivos e benef\u00edcios de natureza tribut\u00e1ria, financeira ou credit\u00edcia concedidos no \u00e2mbito da Uni\u00e3o e destacou que o lucro presumido \u00e9, na verdade, um m\u00e9todo de apura\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, respaldado no artigo 44 do CTN. \u201cH\u00e1 um claro desvio de finalidade\u201d, escreveu a julgadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do CTN, Julia Barbosa fundamentou a decis\u00e3o no&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=1008&amp;cod_tema_final=1008\">Tema 1.008<\/a>&nbsp;do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que concluiu que o lucro presumido \u00e9 uma modalidade simplificada de apura\u00e7\u00e3o do IRPJ e da CSLL, correspondente a um valor estimado, com a dispensa das formalidades inerentes \u00e0 apura\u00e7\u00e3o do lucro real.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor medida de simetria, a fim de conferir seguran\u00e7a jur\u00eddica ao sistema tribut\u00e1rio, n\u00e3o pode o Fisco aplicar conceitos distintos a uma mesma situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, com a finalidade de majora\u00e7\u00e3o indireta da base de c\u00e1lculo dos tributos ora discutidos. Disso se infere a presen\u00e7a do&nbsp;fumus boni iuris, sendo certo que o&nbsp;periculum in mora&nbsp;decorre da exig\u00eancia imediata do tributo com a base indevidamente aumentada\u201d, afirmou a ju\u00edza.<\/p>\n\n\n\n<p>Sequ\u00eancia de liminares<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme vem sendo mostrado pela revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico, a majora\u00e7\u00e3o das margens de presun\u00e7\u00e3o do lucro presumido, prevista na LC 224\/2025, vem sendo alvo de judicializa\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos meses. A controv\u00e9rsia \u00e9 discutida no Supremo Tribunal Federal, por meio de a\u00e7\u00f5es diretas de inconstitucionalidade (<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=7480666\">ADI 7.920<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=7501902\">ADI 7.936<\/a>) protocoladas pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/cni.portaldaindustria.com.br\/pt\/\">Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria<\/a>&nbsp;e pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnservicos.org.br\/index.php\/institucional-4\/sobre-nos\">Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Servi\u00e7os<\/a>.&nbsp;O adicional de 10% tamb\u00e9m \u00e9&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-17\/oab-contesta-no-stf-adicional-de-10-a-margens-do-lucro-presumido\/\">questionado no STF<\/a>&nbsp;pelo Conselho Federal da OAB.<\/p>\n\n\n\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o de tributaristas \u00e9 de que a norma cont\u00e9m dispositivos que ferem o direito adquirido de contribuintes com investimentos de longo prazo contratados antes da lei e que, ao majorar as margens de presun\u00e7\u00e3o, ela enfraquece a vantagem comparativa do regime tribut\u00e1rio do lucro presumido.<\/p>\n\n\n\n<p>Em decis\u00e3o recente, o Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-24\/trf-4-afasta-majoracao-do-lucro-presumido-prevista-na-lc-224-2025\/\">suspendeu a majora\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;ao conceder liminar a uma empresa de sinaliza\u00e7\u00e3o e equipamentos de seguran\u00e7a. A seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro tamb\u00e9m&nbsp;obteve neste m\u00eas uma liminar favor\u00e1vel&nbsp;\u00e0s sociedades de advocacia no estado. E, em decis\u00e3o de fevereiro, a 6\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo suspendeu a majora\u00e7\u00e3o para uma&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-fev-10\/juiza-dispensa-empresa-de-alta-de-10-em-presuncao-de-lucro-presumido\/\">loja de materiais esportivos<\/a>&nbsp;da capital paulista.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/Liminar-OAB-SP-5004598-12.2026.4.03.6100.pdf\">aqui&nbsp;<\/a>para ler a decis\u00e3o<br>MSCol 5004598-12.2026.4.03.6100<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"ar0oLVBhsU\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-26\/juiza-aponta-desvio-de-finalidade-em-majoracao-prevista-na-lc-224-2025\/\">Ju\u00edza aponta desvio de finalidade em majora\u00e7\u00e3o prevista na LC 224\/2025<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Ju\u00edza aponta desvio de finalidade em majora\u00e7\u00e3o prevista na LC 224\/2025&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-26\/juiza-aponta-desvio-de-finalidade-em-majoracao-prevista-na-lc-224-2025\/embed\/#?secret=hSHzdUTpUg#?secret=ar0oLVBhsU\" data-secret=\"ar0oLVBhsU\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal afasta contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre valores pagos a previd\u00eancia privada exclusiva de dirigentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que n\u00e3o incide contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre os valores pagos por empresas a planos de previd\u00eancia privada, mesmo quando o benef\u00edcio \u00e9 oferecido apenas a parte dos empregados, ocupantes de cargos de dire\u00e7\u00e3o. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime na Segunda Turma, que negou provimento a um recurso da Fazenda Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia teve origem em a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria proposta pela Companhia Energ\u00e9tica de Pernambuco (Neoenergia Pernambuco), que buscava desconstituir cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios decorrentes de autua\u00e7\u00e3o fiscal. A Fazenda exigia a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre valores pagos pela empresa a um plano de previd\u00eancia complementar aberta contratado com a Brasilprev e destinado exclusivamente a seus dirigentes, argumentando que tais valores seriam parte da remunera\u00e7\u00e3o habitual dos ocupantes desses cargos.<\/p>\n\n\n\n<p>Reformando a senten\u00e7a de improced\u00eancia, o Tribunal Regional Federal da 5\u00aa Regi\u00e3o (TRF5) deu raz\u00e3o \u00e0 empresa e anulou os cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios. O tribunal entendeu que a Lei Complementar (LC) 109\/2001 afastou a exig\u00eancia prevista na legisla\u00e7\u00e3o anterior, a qual condicionava a n\u00e3o incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 oferta do plano para todos os empregados.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o TRF5, a norma mais recente estabeleceu que os valores destinados ao custeio de planos de previd\u00eancia complementar n\u00e3o sofrem incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es, sem restri\u00e7\u00f5es quanto ao grupo de benefici\u00e1rios. Com isso, deixou de ser aplic\u00e1vel a limita\u00e7\u00e3o prevista na Lei 8.212\/1991, que exigia a extens\u00e3o do benef\u00edcio a todo o quadro de empregados e dirigentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei afastou exig\u00eancia de universalidade para exclus\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o recurso, o relator no STJ, ministro Afr\u00e2nio Vilela, manteve esse entendimento. A Segunda Turma considerou que a LC 109\/2001, por ser posterior e tratar da mesma mat\u00e9ria, afastou a exig\u00eancia de universalidade do plano como condi\u00e7\u00e3o para excluir esses valores da base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro observou entendimento j\u00e1 adotado pela Primeira Turma do tribunal (REsp 1.182.060), no sentido de que n\u00e3o h\u00e1 incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o sobre valores destinados a planos de previd\u00eancia complementar, abertos ou fechados, ainda que n\u00e3o disponibilizados a todos os empregados.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda Nacional defendia que os valores teriam natureza remunerat\u00f3ria e, por isso, deveriam integrar a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de sustentar a necessidade de que o benef\u00edcio fosse oferecido a todos os empregados. Os argumentos foram rejeitados.<\/p>\n\n\n\n<p>Leia o&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/julgamento\/eletronico\/documento\/mediado\/?documento_tipo=integra&amp;documento_sequencial=364525979&amp;registro_numero=202401641901&amp;peticao_numero=&amp;publicacao_data=20260323&amp;formato=PDF\">ac\u00f3rd\u00e3o no REsp 2.142.645<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo Relacionado: REsp n. 2.142.645<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2026\/26032026-Tribunal-afasta-contribuicao-previdenciaria-sobre-valores-pagos-a-previdencia-privada-exclusiva-de-dirigentes.aspx\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Demora atribu\u00edda \u00e0 Receita Federal no desembara\u00e7o afasta cobran\u00e7a de taxas aeroportu\u00e1rias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportu\u00e1ria (Infraero) n\u00e3o pode cobrar taxas de armazenagem e capatazia relativas \u00e0 importa\u00e7\u00e3o de uma aeronave durante o per\u00edodo em que a libera\u00e7\u00e3o do bem ficou atrasada por causa da pr\u00f3pria Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica. A decis\u00e3o \u00e9 da 7\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF1).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o processo, a aeronave que permaneceu em recinto alfandegado al\u00e9m do prazo previsto de isen\u00e7\u00e3o devido a entraves burocr\u00e1ticos atribu\u00eddos \u00e0 Receita Federal, o que acarretou a cobran\u00e7a das tarifas por parte da Infraero.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, desembargador federal I\u2019talo Fioravanti Sabo Mendes, ao analisar o caso, destacou que a jurisprud\u00eancia do Supremo Tribunal Federal (STF) j\u00e1 firmou entendimento de que quando o atraso no desembara\u00e7o de mercadorias decorre de falha da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, o custo adicional de armazenagem n\u00e3o pode ser repassado ao particular.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado tamb\u00e9m observou que em mandado de seguran\u00e7a anterior j\u00e1 havia sido reconhecido o descumprimento, pela autoridade respons\u00e1vel, do prazo legal para an\u00e1lise do procedimento aduaneiro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA exig\u00eancia das tarifas durante o per\u00edodo de isen\u00e7\u00e3o e enquanto perdurou a demora administrativa configura cobran\u00e7a indevida, devendo a Infraero abster-se de sua exig\u00eancia\u201d, concluiu o desembargador federal.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do Colegiado foi un\u00e2nime acompanhando o voto do relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: 1004620-10.2018.4.01.3600<\/p>\n\n\n\n<p>Data da publica\u00e7\u00e3o: 23\/02\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>LC\/MLS<\/p>\n\n\n\n<p>Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social<\/p>\n\n\n\n<p>Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.trf1.jus.br\/trf1\/noticias\/demora-atribuida-a-receita-federal-no-desembaraco-afasta-cobranca-de-taxas-aeroportuarias\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF limita efeitos de decis\u00e3o que acabou com a isen\u00e7\u00e3o de PIS e Cofins do setor de reciclagem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) limitou os efeitos de uma decis\u00e3o de 2021 que acabou com a isen\u00e7\u00e3o fiscal para empresas do setor de reciclagem. Dessa forma, o PIS e Cofins que passaram a ser exigidos na venda desses produtos pode ser cobrado apenas a partir de 11 de mar\u00e7o deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria vigorou por mais de 15 anos. Por meio de recurso (embargos de declara\u00e7\u00e3o), o setor de reciclagem tentava reverter ou minimizar o impacto da decis\u00e3o de m\u00e9rito da Corte. Sem a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos estabelecida no julgamento desse recurso, a conta para essas empresas poderia chegar a R$ 4,1 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2021, o STF declarou inconstitucionais dois dispositivos da Lei do Bem (n\u00ba 11.196\/2005). A norma prev\u00ea incentivos fiscais para empresas que fazem pesquisa e desenvolvimento de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. Ao derrubar o artigo 47 da legisla\u00e7\u00e3o, a Corte autorizou o uso de cr\u00e9ditos de PIS e Cofins na aquisi\u00e7\u00e3o de insumos recicl\u00e1veis \u2013 desperd\u00edcios, res\u00edduos, aparas, vidros e a\u00e7o, por exemplo. Por outro lado, entendeu inv\u00e1lida a isen\u00e7\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es, concedida pelo artigo 48, na venda desses materiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na teoria, a decis\u00e3o teria um efeito neutro, j\u00e1 que as empresas passariam a creditar o imposto na compra, mas teriam que pagar o tributo na venda. Na pr\u00e1tica, no entanto, na cadeia de reciclagem \u00e9 muito raro que uma mesma empresa compre a sucata e revenda \u2013 normalmente, essas opera\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas por empresas diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, quem nunca tinha pago tributos sobre a opera\u00e7\u00e3o passou a ter que recolher contribui\u00e7\u00f5es sobre as receitas. \u00c9 o caso das empresas que s\u00f3 vendem a sucata, como res\u00edduos da produ\u00e7\u00e3o industrial, e das cooperativas de catadores, que geralmente recebem res\u00edduos como doa\u00e7\u00e3o. Sem poder aproveitar cr\u00e9ditos pela entrada dos insumos, elas passaram a ter que pagar imposto no momento da venda.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, o Supremo julgou os recursos das empresas e da Fazenda Nacional, que queria limitar o aproveitamento dos cr\u00e9ditos. Os ministros determinaram que o PIS e a Cofins s\u00f3 podem ser exigidos, nos moldes da decis\u00e3o de 2021, a partir da publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento dos embargos, o que ocorreu no dia 11 de mar\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>A modula\u00e7\u00e3o dos efeitos s\u00f3 n\u00e3o vale para quem entrou com a\u00e7\u00e3o judicial discutindo o assunto at\u00e9 15 de junho de 2021, data da publica\u00e7\u00e3o da ata do julgamento de m\u00e9rito. As empresas nessa situa\u00e7\u00e3o poder\u00e3o aproveitar o cr\u00e9dito relativo a per\u00edodo anterior \u00e0 publica\u00e7\u00e3o da ata dos embargos. Al\u00e9m disso, a Fazenda n\u00e3o pode cobrar as contribui\u00e7\u00f5es \u201cincidentes sobre fatos geradores ocorridos antes do marco temporal da modula\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na justificativa da modula\u00e7\u00e3o, o relator, ministro Gilmar Mendes, levou em conta o fato de que os vendedores dos materiais para reciclagem (cooperativas e ind\u00fastrias) n\u00e3o teriam meios para repassar o \u00f4nus tribut\u00e1rio para os elos seguintes da cadeia produtiva. \u201cCaso isso viesse a ocorrer, as cooperativas de catadores de papel, formadas por pessoas de baixa renda, seriam altamente prejudicadas, tendo que absorver a tributa\u00e7\u00e3o adicional sem a possibilidade de embuti-la no pre\u00e7o de seus produtos\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Um levantamento feito pela consultoria GO Associados no ano de 2022 concluiu que as perdas do setor de reciclagem, sem a modula\u00e7\u00e3o de efeitos da decis\u00e3o do STF, poderiam chegar a R$ 4,1 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o presidente da Comiss\u00e3o de Direito Tribut\u00e1rio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Distrito Federal, a modula\u00e7\u00e3o foi importante para neutralizar alguns riscos surgidos desde que a isen\u00e7\u00e3o fiscal foi invalidada. \u201c[A decis\u00e3o] afasta o risco de um efeito retroativo amplo e desorganizador, que poderia gerar autua\u00e7\u00f5es, recomposi\u00e7\u00e3o de cadeia, disputas sobre pre\u00e7o e enorme inseguran\u00e7a para opera\u00e7\u00f5es pret\u00e9ritas\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Um projeto de lei sobre o tema, aprovado pelo Plen\u00e1rio do Senado na ter\u00e7a-feira, contudo, pode eliminar de vez os efeitos negativos do julgamento de m\u00e9rito. O Projeto de Lei (PL) n\u00ba 1.800 autoriza o aproveitamento dos cr\u00e9ditos de PIS e Cofins na compra de materiais recicl\u00e1veis e, ao mesmo tempo, isenta a venda dos materiais do pagamento das contribui\u00e7\u00f5es. O benef\u00edcio fiscal alcan\u00e7ar\u00e1 empresas de coleta, reciclagem e organiza\u00e7\u00f5es de catadores de lixo, desde que apurem o imposto de renda com base no lucro real. Como o PL tamb\u00e9m j\u00e1 foi aprovado na C\u00e2mara, agora s\u00f3 falta a san\u00e7\u00e3o presidencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o PL for sancionado, beneficiar\u00e1 as empresas \u201cnas duas pontas\u201d \u2013 tanto as que vendem os res\u00edduos quanto as que compram. Al\u00e9m disso, com a reforma tribut\u00e1ria, lembra ela, o PIS e a Cofins ser\u00e3o extintos at\u00e9 2027 e substitu\u00eddos pela Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/03\/26\/stf-limita-efeitos-de-decisao-que-acabou-com-a-isencao-de-pis-e-cofins-do-setor-de-reciclagem.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF suspende julgamento sobre ICMS de derivados de petr\u00f3leo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu o julgamento que op\u00f5e Estados e empresas do setor de \u00f3leo e g\u00e1s, em especial refinarias, por causa do ICMS. Assim que o caso foi retomado no Plen\u00e1rio Virtual o ministro Cristiano Zanin pediu vista para analisar melhor a quest\u00e3o. Segundo representantes do setor, o resultado pode levar a aumento no pre\u00e7o dos combust\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>A Corte decidir\u00e1, com repercuss\u00e3o geral, se as empresas do setor podem aproveitar cr\u00e9dito de ICMS decorrente da compra de combust\u00edvel derivado de petr\u00f3leo que depois sai do Estado, situa\u00e7\u00e3o em que o imposto \u00e9 pago no destino, mas o cr\u00e9dito \u00e9 compensado na origem.<\/p>\n\n\n\n<p>Quatro ministros j\u00e1 votaram, sendo tr\u00eas de forma contr\u00e1ria \u00e0s empresas. O caso concreto envolve a Ra\u00edzen e o Estado de Minas Gerais, mas diferentes institutos e associa\u00e7\u00f5es do setor, al\u00e9m da Petrobras, participam como parte interessada, assim como 17 Estados.<\/p>\n\n\n\n<p>Parecer da consultoria atuante na a\u00e7\u00e3o, apresentado no processo, aponta que deixar de garantir o cr\u00e9dito de ICMS em quest\u00e3o resulta em \u201cbitributa\u00e7\u00e3o equivalente a adicional de custos de R$ 861 milh\u00f5es por ano para consumidores de querosene de avia\u00e7\u00e3o (QAV) e \u00f3leo combust\u00edvel (OC)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, ministro Dias Toffoli, a anula\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito no Estado de origem descaracteriza a l\u00f3gica constitucional de tributa\u00e7\u00e3o no Estado de destino, onde est\u00e1 o consumidor final. J\u00e1 para o ministro Alexandre de Moraes, a Constitui\u00e7\u00e3o trata expressamente da manuten\u00e7\u00e3o e aproveitamento do imposto cobrado nas opera\u00e7\u00f5es anteriores \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o e n\u00e3o assegura essa mesma manuten\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao cobrado nas opera\u00e7\u00f5es anteriores \u00e0 destina\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e combust\u00edveis derivados a outros Estados. Moraes foi acompanhado pelos ministros Fl\u00e1vio Dino e C\u00e1rmen L\u00facia.<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro e a Secretaria de Fazenda fluminense defendem na a\u00e7\u00e3o a impossibilidade de manuten\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos de ICMS relativos \u00e0s opera\u00e7\u00f5es internas por conta de expressa determina\u00e7\u00e3o constitucional. Em 2025, a arrecada\u00e7\u00e3o de ICMS no setor de combust\u00edveis alcan\u00e7ou R$ 9,3 bilh\u00f5es. O valor corresponde a 16,71% da arrecada\u00e7\u00e3o total de ICMS no estado no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Petrobras, que tamb\u00e9m \u00e9 parte interessada na a\u00e7\u00e3o, afirmou que atua no caso subsidiando os ministros com fatos e dados que demonstram que a exig\u00eancia de alguns Estados \u201cresultar\u00e1 no desequil\u00edbrio da cadeia do ICMS, com eleva\u00e7\u00e3o de custos, oscila\u00e7\u00e3o no abastecimento do mercado interno e impacto nos pre\u00e7os ao consumidor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento seria retomado com o voto vista do ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, que nem chegou a depositar seu voto. Ap\u00f3s o pedido de vista, o ministro tem um prazo de 90 dias para devolver o processo para julgamento.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2026\/03\/27\/stf-suspende-julgamento-sobre-icms-de-derivados-de-petrleo.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Repetitivo discute apura\u00e7\u00e3o de IRPJ e CSLL pelas concession\u00e1rias de transmiss\u00e3o de energia el\u00e9trica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) afetou os Recursos Especiais 2.238.885 e 2.238.889, de relatoria da ministra Maria Thereza de Assis Moura, para julgamento sob o rito dos repetitivos.<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia, cadastrada como Tema 1.415 na base de dados do STJ, est\u00e1 em definir se, na apura\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) pelas concession\u00e1rias do servi\u00e7o de transmiss\u00e3o de energia el\u00e9trica, s\u00e3o aplic\u00e1veis de forma aut\u00f4noma os coeficientes relativos \u00e0s atividades de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de constru\u00e7\u00e3o, recupera\u00e7\u00e3o, reforma, amplia\u00e7\u00e3o ou melhoramento de infraestrutura vinculados a contrato de concess\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico (artigo 15, par\u00e1grafo 1\u00ba, inciso III, al\u00ednea \u201ce\u201d, introduzido pela Lei 12.973\/2014; e artigo 20, inciso I, com reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei Complementar 167\/2019, ambos da Lei 9.249\/1995).<\/p>\n\n\n\n<p>Para an\u00e1lise do tema repetitivo, a se\u00e7\u00e3o de direito p\u00fablico determinou a suspens\u00e3o de todos os processos pendentes que discutam a mesma mat\u00e9ria e nos quais tenha havido a interposi\u00e7\u00e3o de recurso especial ou de agravo em recurso especial, tanto na segunda inst\u00e2ncia quanto no STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Relev\u00e2ncia jur\u00eddica e econ\u00f4mica da controv\u00e9rsia justifica a afeta\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora dos recursos afetados para o rito qualificado, ministra Maria Thereza de Assis Moura, afirmou que se trata de controv\u00e9rsia tribut\u00e1ria de grande interesse para as pessoas jur\u00eddicas que atuam no mercado de transmiss\u00e3o de energia el\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, \u201co ponto central da controv\u00e9rsia est\u00e1 em definir se parte das receitas das concession\u00e1rias de energia el\u00e9trica pode ser classificada como receitas de constru\u00e7\u00e3o\u201d para fins de tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora enfatizou que, conforme informa\u00e7\u00f5es da presid\u00eancia da Comiss\u00e3o Gestora de Precedentes, Jurisprud\u00eancia e A\u00e7\u00f5es Coletivas do STJ, j\u00e1 existem pelo menos 24 julgados da corte envolvendo quest\u00f5es semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Thereza de Assis Moura ressaltou que, embora a mat\u00e9ria seja do interesse de um setor empresarial espec\u00edfico, ela vem se repetindo em diferentes tribunais, demonstrando relev\u00e2ncia jur\u00eddica e econ\u00f4mica que justifica a afeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Recursos repetitivos geram economia de tempo e seguran\u00e7a jur\u00eddica<\/p>\n\n\n\n<p>O C\u00f3digo de Processo Civil regula, nos artigos 1.036 e seguintes, o julgamento por amostragem, mediante a sele\u00e7\u00e3o de recursos especiais que tenham controv\u00e9rsias id\u00eanticas. Ao afetar um processo, ou seja, encaminh\u00e1-lo para julgamento sob o rito dos repetitivos, os ministros facilitam a solu\u00e7\u00e3o de demandas que se repetem nos tribunais brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de aplicar o mesmo entendimento jur\u00eddico a diversos processos gera economia de tempo e seguran\u00e7a jur\u00eddica. No site do STJ, \u00e9 poss\u00edvel acessar todos os temas afetados, bem como saber a abrang\u00eancia das decis\u00f5es de sobrestamento e as teses jur\u00eddicas firmadas nos julgamentos, entre outras informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Leia o&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/julgamento\/eletronico\/documento\/mediado\/?documento_tipo=integra&amp;documento_sequencial=360789206&amp;registro_numero=202503616574&amp;peticao_numero=202600IJ3175&amp;publicacao_data=20260313&amp;formato=PDF\">ac\u00f3rd\u00e3o de afeta\u00e7\u00e3o do REsp 2.238.885<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo Relacionado: REsp n. 2.238.885 e REsp n. 2.238.889<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2026\/27032026-Repetitivo-discute-apuracao-de-IRPJ-e-CSLL-pelas-concessionarias-de-transmissao-de-energia-eletrica.aspx\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Ser s\u00f3cio-administrador n\u00e3o implica culpa em crime tribut\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>Exercer a posi\u00e7\u00e3o de s\u00f3cio-administrador de uma empresa n\u00e3o \u00e9 suficiente para que se presuma a sua autoria de crime tribut\u00e1rio, sendo necess\u00e1ria a comprova\u00e7\u00e3o de condutas concretas que vinculem o acusado \u00e0 pr\u00e1tica delitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a 2\u00aa C\u00e2mara Criminal do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.tjpr.jus.br\/\">Tribunal de Justi\u00e7a do Paran\u00e1<\/a>&nbsp;manteve por unanimidade a absolvi\u00e7\u00e3o de um empres\u00e1rio acusado dos crimes de supress\u00e3o de ICMS e apropria\u00e7\u00e3o ind\u00e9bita tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso chegou ao tribunal por meio de uma apela\u00e7\u00e3o criminal interposta pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico contra a senten\u00e7a de primeiro grau que havia absolvido o acusado. O \u00f3rg\u00e3o acusat\u00f3rio pedia a condena\u00e7\u00e3o alegando que, por ser o administrador e respons\u00e1vel legal da transportadora durante o per\u00edodo investigado, o r\u00e9u detinha o \u201cdom\u00ednio do fato\u201d \u2014 teoria que atribui responsabilidade criminal a quem tem controle sobre a execu\u00e7\u00e3o do delito, ainda que n\u00e3o o pratique diretamente \u2014, e seria o respons\u00e1vel direto por fraudar a fiscaliza\u00e7\u00e3o e deixar de repassar o imposto cobrado aos cofres p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem ind\u00edcios<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o recurso, a relatora do caso, desembargadora Priscilla Placha S\u00e1, observou que a imputa\u00e7\u00e3o de crime tribut\u00e1rio ao empres\u00e1rio decorreu apenas da sua posi\u00e7\u00e3o de ger\u00eancia na sociedade, inexistindo provas do nexo de causalidade entre a sua conduta e as fraudes.<\/p>\n\n\n\n<p>A magistrada explicou que o ordenamento jur\u00eddico brasileiro n\u00e3o permite a responsabiliza\u00e7\u00e3o penal objetiva. Segundo o ac\u00f3rd\u00e3o, a teoria do dom\u00ednio do fato n\u00e3o amplia o \u00e2mbito de punibilidade para condenar algu\u00e9m sem que haja ind\u00edcios concretos de sua participa\u00e7\u00e3o na infra\u00e7\u00e3o. \u201cA mera invoca\u00e7\u00e3o da condi\u00e7\u00e3o de administrador da empresa n\u00e3o \u00e9 fator suficiente para autorizar a prola\u00e7\u00e3o de decreto judicial condenat\u00f3rio na esfera penal\u201d, ressaltou a relatora.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado destacou ainda que a instru\u00e7\u00e3o processual comprovou que a contabilidade da empresa era delegada a profissionais especializados. Como n\u00e3o houve prova inconteste de que o r\u00e9u agiu com dolo para fraudar o Fisco e apropriar-se dos valores \u2014 tendo at\u00e9 mesmo contestado as autua\u00e7\u00f5es administrativamente \u2014, o tribunal aplicou o princ\u00edpio&nbsp;in dubio pro reo&nbsp;(na d\u00favida, a favor do r\u00e9u) para manter a absolvi\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os advogados&nbsp;\u00c1tila Machado&nbsp;e&nbsp;Lucas Battini&nbsp;atuaram na defesa do r\u00e9u.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/acordao-11.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler a decis\u00e3o<br>Processo 0061652-81.2025.8.16.0014<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"RUTgEBmI0r\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-27\/ser-socio-administrador-nao-basta-para-condenar-por-crime-tributario\/\">Ser s\u00f3cio-administrador n\u00e3o implica culpa em crime tribut\u00e1rio<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Ser s\u00f3cio-administrador n\u00e3o implica culpa em crime tribut\u00e1rio&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-27\/ser-socio-administrador-nao-basta-para-condenar-por-crime-tributario\/embed\/#?secret=SrCtumskED#?secret=RUTgEBmI0r\" data-secret=\"RUTgEBmI0r\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Registrar im\u00f3vel em munic\u00edpio vizinho n\u00e3o basta para afastar IPTU<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>A mera comprova\u00e7\u00e3o de que um im\u00f3vel est\u00e1 matriculado e recolhe impostos em um <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22munic%C3%ADpio+vizinho%22\">munic\u00edpio vizinho<\/a> n\u00e3o \u00e9 suficiente para afastar a legitimidade de outro ente para cobrar o <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=IPTU&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">IPTU<\/a>. Em \u00e1reas de disputa territorial, a defini\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia tribut\u00e1ria exige atestado t\u00e9cnico e prova pericial.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento un\u00e2nime, a 1\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do <a href=\"https:\/\/www.tjse.jus.br\/portal\/\">Tribunal de Justi\u00e7a de Sergipe<\/a> anulou uma senten\u00e7a de primeira inst\u00e2ncia e determinou a produ\u00e7\u00e3o de prova pericial em uma a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria de d\u00e9bitos fiscais movida contra o munic\u00edpio de Aracaju.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso envolve a cobran\u00e7a de IPTU de um im\u00f3vel situado no povoado de Areia Branca, na chamada Zona de Expans\u00e3o, tamb\u00e9m conhecida como regi\u00e3o do Mosqueiro. O munic\u00edpio de Aracaju cobrou de um contribuinte o imposto referente aos anos de 2019 a 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>O propriet\u00e1rio ajuizou uma a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria, argumentando que no ano de 2019 a \u00e1rea tinha natureza rural, portanto sujeita ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). E que, a partir de 2020, pagou o tributo ao munic\u00edpio de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o (SE), onde o bem est\u00e1 matriculado em cart\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em primeira inst\u00e2ncia, o ju\u00edzo julgou os pedidos procedentes e anulou os lan\u00e7amentos tribut\u00e1rios. O juiz considerou que o dono do im\u00f3vel apresentou prova robusta do v\u00ednculo administrativo com S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, afastando a compet\u00eancia de Aracaju, que recorreu ao TJ-SE. O munic\u00edpio argumentou que a regi\u00e3o \u00e9 objeto de extenso lit\u00edgio territorial e pediu o prosseguimento do feito at\u00e9 que uma per\u00edcia comprove os exatos limites geogr\u00e1ficos da propriedade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00d4nus do contribuinte<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o recurso, a relatora, desembargadora Ana L\u00facia Freire de Almeida dos Anjos, deu raz\u00e3o ao munic\u00edpio apelante. A magistrada explicou que a delimita\u00e7\u00e3o entre Aracaju e S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o \u00e9 alvo de amplo debate jur\u00eddico, com repercuss\u00e3o nos Temas <a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciaRepercussao\/verAndamentoProcesso.asp?incidente=5575351&amp;numeroProcesso=1171699&amp;classeProcesso=RE&amp;numeroTema=400\">400<\/a> e <a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciaRepercussao\/verAndamentoProcesso.asp?incidente=3887684&amp;numeroProcesso=614384&amp;classeProcesso=RE&amp;numeroTema=559\">559<\/a> do Supremo Tribunal Federal e no Incidente de Inconstitucionalidade 001\/2000 do pr\u00f3prio tribunal sergipano.<\/p>\n\n\n\n<p>A magistrada&nbsp; destacou a incid\u00eancia da S\u00famula 3 do TJ-SE, que veda a extin\u00e7\u00e3o de of\u00edcio de execu\u00e7\u00f5es de IPTU na regi\u00e3o baseada apenas na incerteza territorial, mantendo a presun\u00e7\u00e3o de validade da Certid\u00e3o de D\u00edvida Ativa (CDA).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cRegistro, outrossim, que a mera alus\u00e3o ao fato de que foram efetuados pagamentos de IPTU do im\u00f3vel ao munic\u00edpio de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o\/SE n\u00e3o se revela quest\u00e3o intranspon\u00edvel apta a afastar, de plano, a possibilidade de que fosse identificada eventual pertin\u00eancia subjetiva ativa do munic\u00edpio de Aracaju\/SE para cobran\u00e7a do IPTU, sendo necess\u00e1ria a produ\u00e7\u00e3o de prova pericial para atestar de forma cabal vincula\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel a um ou a outro munic\u00edpio (Aracaju\/SE ou S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o\/SE)\u201d, observou a relatora.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o colegiado, recai sobre o contribuinte o \u00f4nus de provar inequivocamente que a \u00e1rea n\u00e3o comp\u00f5e o territ\u00f3rio da prefeitura que emitiu a cobran\u00e7a, provid\u00eancia que n\u00e3o dispensa o laudo t\u00e9cnico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDessa forma, inexistindo prova para identifica\u00e7\u00e3o segura de qual Munic\u00edpio pertence o im\u00f3vel litigioso, \u00f4nus do autor devedor de tributo, aplicando-se ao presente caso a orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial firmada por esta Corte nos termos supramencionados, reputo necess\u00e1rio anular a senten\u00e7a recorrida para que seja designada a produ\u00e7\u00e3o da prova pericial pleiteada pelo ente demandado, ora Apelante, a fim de identificar corretamente a situa\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel\u201d, concluiu a desembargadora.<\/p>\n\n\n\n<p>A procuradora municipal Raynara Souza Macedo atua na causa em favor do munic\u00edpio de Aracaju. O advogado Ricardo Sampaio Lima atua pelo contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/01.-Acordao-nao-incid-IPTU-em-imovel-registrado-em-Sao-Cristovao.pdf\">aqui<\/a> para ler o ac\u00f3rd\u00e3o<br>Processo 202600701966<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"vTVeDWN2Sw\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-24\/registrar-imovel-em-municipio-vizinho-nao-basta-para-afastar-iptu\/\">Registrar im\u00f3vel em munic\u00edpio vizinho n\u00e3o basta para afastar IPTU<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Registrar im\u00f3vel em munic\u00edpio vizinho n\u00e3o basta para afastar IPTU&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2026-mar-24\/registrar-imovel-em-municipio-vizinho-nao-basta-para-afastar-iptu\/embed\/#?secret=a8LUWHHIgR#?secret=vTVeDWN2Sw\" data-secret=\"vTVeDWN2Sw\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Juiz afasta ITBI sobre valor venal de im\u00f3vel em usufruto oneroso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/03\/2026<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz de Direito Edimilson Barbosa \u00c1vila, da vara \u00danica de Inoc\u00eancia\/MS, concedeu seguran\u00e7a preventiva para impedir que o munic\u00edpio utilize 65% do valor venal de im\u00f3vel como base de c\u00e1lculo do ITBI em casos de usufruto oneroso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o magistrado, nos casos de usufruto, a base de c\u00e1lculo do ITBI deve corresponder ao valor econ\u00f4mico do direito transmitido.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei municipal previa percentual sobre valor venal<\/p>\n\n\n\n<p>O caso foi levado ao Judici\u00e1rio ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o de regra prevista na lei municipal&nbsp;872\/13,&nbsp;segundo a qual, no usufruto oneroso, a base de c\u00e1lculo do ITBI seria o valor do neg\u00f3cio ou 65% do valor venal do im\u00f3vel, prevalecendo o maior.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o magistrado explicou que, nesse tipo de opera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 aliena\u00e7\u00e3o integral do im\u00f3vel, mas transmiss\u00e3o de um direito real espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, mencionou entendimento do TJ\/MS no sentido de que \u201ca base de c\u00e1lculo do ITBI incidente sobre tal ato jur\u00eddico n\u00e3o deve corresponder ao valor venal do im\u00f3vel, como se integralmente alienado fosse, mas sim ao valor econ\u00f4mico do direito real transmitido, qual seja, o montante ajustado entre as partes para a constitui\u00e7\u00e3o do usufruto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m ressaltou que, segundo o CTN, a base de c\u00e1lculo do ITBI \u00e9 o valor venal dos bens ou direitos transmitidos, entendido como o valor pelo qual o bem ou direito seria negociado \u00e0 vista, em condi\u00e7\u00f5es normais de mercado. Por isso, afirmou que, em usufruto oneroso, a ado\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de 65% do valor venal \u00e9 indevida.<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz destacou ainda que o valor da transa\u00e7\u00e3o declarado pelo contribuinte goza de presun\u00e7\u00e3o de compatibilidade com o mercado e s\u00f3 pode ser afastado pelo Fisco mediante processo administrativo pr\u00f3prio, nos termos do art. 148 do CTN e do Tema 1.113 do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>O escrit\u00f3rio&nbsp;Ernesto Borges Advogados atua pelo contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo:&nbsp;0800103-45.2026.8.12.0036<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz de Direito Edimilson Barbosa \u00c1vila, da vara \u00danica de Inoc\u00eancia\/MS, concedeu seguran\u00e7a preventiva para impedir que o munic\u00edpio utilize 65% do valor venal de im\u00f3vel como base de c\u00e1lculo do ITBI em casos de usufruto oneroso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o magistrado, nos casos de usufruto, a base de c\u00e1lculo do ITBI deve corresponder ao valor econ\u00f4mico do direito transmitido.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei municipal previa percentual sobre valor venal<\/p>\n\n\n\n<p>O caso foi levado ao Judici\u00e1rio ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o de regra prevista na lei municipal&nbsp;872\/13,&nbsp;segundo a qual, no usufruto oneroso, a base de c\u00e1lculo do ITBI seria o valor do neg\u00f3cio ou 65% do valor venal do im\u00f3vel, prevalecendo o maior.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o magistrado explicou que, nesse tipo de opera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 aliena\u00e7\u00e3o integral do im\u00f3vel, mas transmiss\u00e3o de um direito real espec\u00edfico.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, mencionou entendimento do TJ\/MS no sentido de que \u201ca base de c\u00e1lculo do ITBI incidente sobre tal ato jur\u00eddico n\u00e3o deve corresponder ao valor venal do im\u00f3vel, como se integralmente alienado fosse, mas sim ao valor econ\u00f4mico do direito real transmitido, qual seja, o montante ajustado entre as partes para a constitui\u00e7\u00e3o do usufruto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m ressaltou que, segundo o CTN, a base de c\u00e1lculo do ITBI \u00e9 o valor venal dos bens ou direitos transmitidos, entendido como o valor pelo qual o bem ou direito seria negociado \u00e0 vista, em condi\u00e7\u00f5es normais de mercado. Por isso, afirmou que, em usufruto oneroso, a ado\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de 65% do valor venal \u00e9 indevida.<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz destacou ainda que o valor da transa\u00e7\u00e3o declarado pelo contribuinte goza de presun\u00e7\u00e3o de compatibilidade com o mercado e s\u00f3 pode ser afastado pelo Fisco mediante processo administrativo pr\u00f3prio, nos termos do art. 148 do CTN e do Tema 1.113 do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>O escrit\u00f3rio&nbsp;Ernesto Borges Advogados atua pelo contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo:&nbsp;0800103-45.2026.8.12.0036<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/452812\/juiz-afasta-itbi-sobre-valor-venal-de-imovel-em-usufruto-oneroso\n<\/div><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comiss\u00e3o aprova projeto para criar regime especial de tributa\u00e7\u00e3o para setor metroferrovi\u00e1rio Data: 23\/03\/2026 A Comiss\u00e3o de Via\u00e7\u00e3o e Transportes da C\u00e2mara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 5232\/19, que cria um regime especial de tributa\u00e7\u00e3o para as empresas do segmento ferrovi\u00e1rio e metrovi\u00e1rio, com suspens\u00e3o por cinco anos de quatro impostos, e isen\u00e7\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3970,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[9,29,33,63,96,73],"class_list":["post-3813","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-retrospecto-tributario","tag-amaral-yazbek","tag-empresas","tag-negocios","tag-noticia-do-dia","tag-reforma-tributaria","tag-retrospecto-tributario"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Retrospecto Tribut\u00e1rio - 24\/03 a 31\/03<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. 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