{"id":3768,"date":"2025-05-20T09:15:48","date_gmt":"2025-05-20T12:15:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3768"},"modified":"2025-05-20T09:15:50","modified_gmt":"2025-05-20T12:15:50","slug":"retrospecto-tributario-13-05-a-19-05","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3768","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 13\/05 a 19\/05"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 13\/05 a 19\/05<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comit\u00ea Gestor do IBS dever\u00e1 ser instalado mesmo sem representantes de munic\u00edpios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/05\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Estrutura fundamental para o funcionamento da reforma tribut\u00e1ria, o Comit\u00ea Gestor do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) dever\u00e1 ser instalado na sexta-feira de forma incompleta, sem os representantes dos munic\u00edpios. A falha decorre de uma disputa entre entidades representativas das prefeituras, que foi judicializada e que tem sido um obst\u00e1culo aos preparativos para a entrada em funcionamento do novo sistema, em janeiro pr\u00f3ximo. O Valor apurou que a \u00e1rea econ\u00f4mica do governo federal j\u00e1 admite risco de atraso em pontos b\u00e1sicos, como a aprova\u00e7\u00e3o do regulamento do IBS e a implanta\u00e7\u00e3o dos sistemas informatizados para cobran\u00e7a. O problema pode ser contornado, na vis\u00e3o de fonte, se os Estados obtiverem autoriza\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a para deliberar provisoriamente sem os munic\u00edpios. Essa alternativa est\u00e1 em estudo e o Comit\u00ea de Secret\u00e1rios de Fazenda dos Estados (Comsefaz) j\u00e1 informou \u00e0s duas entidades representativas dos munic\u00edpios, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Munic\u00edpios (CNM) e a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), por meio de of\u00edcio, que n\u00e3o descarta busc\u00e1-la. O Comit\u00ea Gestor vai administrar o IBS, imposto partilhado por Estados e munic\u00edpios que dever\u00e1 movimentar perto de R$ 1 trilh\u00e3o ao ano, quando a reforma estiver plena. Ser\u00e1 comandado por um Conselho Superior formado por 54 membros: 27 dos Estados e 27 dos munic\u00edpios. Os representantes dos Estados s\u00e3o os secret\u00e1rios de Fazenda. Os dos munic\u00edpios deveriam ter sido eleitos at\u00e9 o dia 16 de abril passado, o que n\u00e3o ocorreu. LEIA MAIS: A reforma tribut\u00e1ria e o paradoxo da simplifica\u00e7\u00e3o Assim, h\u00e1 muitas d\u00favidas sobre o funcionamento do Comit\u00ea. Fonte a par dos preparativos disse que a instala\u00e7\u00e3o do colegiado ocorre automaticamente na sexta-feira e os representantes dos Estados, os secret\u00e1rios, estar\u00e3o empossados. Mas com a forma\u00e7\u00e3o incompleta n\u00e3o se sabe exatamente o que poder\u00e1 ser deliberado pelo colegiado. O ponto mais urgente, pelo que se diz nos bastidores, \u00e9 a elei\u00e7\u00e3o do presidente do Conselho Superior. Caber\u00e1 a ele informar ao Minist\u00e9rio da Fazenda o n\u00famero da conta banc\u00e1ria do Comit\u00ea Gestor para que, at\u00e9 meados de junho, seja feito um primeiro dep\u00f3sito de R$ 50 milh\u00f5es, com o qual ser\u00e3o tomadas provid\u00eancias b\u00e1sicas, como a contrata\u00e7\u00e3o dos sistemas de cobran\u00e7a do novo imposto. J\u00e1 est\u00e1 acertado que o primeiro presidente do Conselho ser\u00e1 um representante dos Estados. No entanto, n\u00e3o se sabe se a elei\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser feita sem a participa\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios. Quando a reforma estiver implementada, o Comit\u00ea Gestor ter\u00e1 or\u00e7amento de aproximadamente R$ 5 bilh\u00f5es por ano, recurso que vir\u00e1 da pr\u00f3pria arrecada\u00e7\u00e3o do IBS. Para essa fase inicial, por\u00e9m, a Uni\u00e3o concordou em fazer um empr\u00e9stimo. Para 2025, est\u00e3o previstos R$ 50 milh\u00f5es por m\u00eas, come\u00e7ando pelo m\u00eas seguinte ao da instala\u00e7\u00e3o do colegiado. Para 2026, a previs\u00e3o \u00e9 aportar R$ 800 milh\u00f5es. Em 2027 e 2028, no m\u00e1ximo R$ 1,2 bilh\u00e3o por ano. Estados e munic\u00edpios devolver\u00e3o os recursos a partir de 2029. As parcelas ser\u00e3o corrigidas pela taxa Selic, de modo que n\u00e3o haver\u00e1 impacto prim\u00e1rio para a Uni\u00e3o. Caso haja apoio da Justi\u00e7a para o Comit\u00ea funcionar s\u00f3 com os Estados, seria poss\u00edvel avan\u00e7ar em alguns temas. Mas, avalia fonte envolvida no tema, seria temer\u00e1rio votar pontos essenciais, como o regulamento do IBS. Apesar do impasse em torno do Conselho Superior, Estados e munic\u00edpios j\u00e1 est\u00e3o desde o final de 2024 trabalhando conjuntamente nos preparativos da reforma, no chamado \u201cpr\u00e9-Comit\u00ea Gestor\u201d. Assim, j\u00e1 h\u00e1 um conjunto de discuss\u00f5es feitas, que poder\u00e1 evoluir rapidamente quando a quest\u00e3o formal for decidida. Por outro lado, n\u00e3o est\u00e1 definido sequer onde ficar\u00e1 a sede f\u00edsica do colegiado. Como mostrou o Valor no dia 15 de abril, a 11\u00aa Vara C\u00edvel de Bras\u00edlia suspendeu naquele dia a elei\u00e7\u00e3o de representantes dos munic\u00edpios para o Conselho Superior do Comit\u00ea Gestor, atendendo a pedido da FNP. A liminar segue em vigor. Gilberto Perre, secret\u00e1rio-executivo da FNP, disse ao Valor que a elei\u00e7\u00e3o precisa ser realizada eletronicamente, mas de forma segura o suficiente para as decis\u00f5es do Comit\u00ea Gestor n\u00e3o serem posteriormente questionadas. FNP e CNM n\u00e3o se entendem quanto \u00e0 operacionaliza\u00e7\u00e3o do pleito. Paulo Ziulkoski, presidente do CMN, acusa a FNP de tentar inviabilizar as elei\u00e7\u00f5es porque os crit\u00e9rios n\u00e3o a favoreceriam. A Constitui\u00e7\u00e3o e a Lei Complementar n\u00ba 214, de 2025, estabelecem que os 27 representantes ser\u00e3o escolhidos da seguinte forma: 14 em uma vota\u00e7\u00e3o em que cada munic\u00edpio representa um voto e 13 numa apura\u00e7\u00e3o que levaria em conta a popula\u00e7\u00e3o de cada munic\u00edpio. Por contar com uma base de associados maior, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Munic\u00edpios seria a \u00fanica a preencher os requisitos para apresentar chapa para o grupo de 14 representantes. Pela popula\u00e7\u00e3o representada por sua base, a entidade tamb\u00e9m poderia propor chapa para o grupo de 13 representantes, afirmou Ziulkoski. Isso contraria expectativa da FNP, que representa grandes cidades e pretende controlar o segundo grupo. Ela alega que um acordo feito na \u00e9poca em que a reforma foi votada estabeleceu esses dois grupos justamente para contemplar as duas entidades. Por\u00e9m, n\u00e3o est\u00e1 escrito em lugar algum, admite Perre. A CNM afirma que a elei\u00e7\u00e3o deve seguir a lei. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, patrocinou uma reuni\u00e3o com as duas entidades de prefeitos e o relator da reforma tribut\u00e1ria no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM). Ziulkoski prop\u00f4s, no encontro, que a FNP indicasse oito do grupo de 13 representantes. N\u00e3o houve acordo. O Comit\u00ea Gestor come\u00e7a a operar este ano, mas as regras para seu funcionamento ainda est\u00e3o em discuss\u00e3o no Projeto de Lei Complementar n\u00ba 108\/2024, em an\u00e1lise no Senado. Nesta ter\u00e7a-feira, uma audi\u00eancia p\u00fablica tentar\u00e1 buscar um acordo, disse Perre. Ziulkoski teme que a nova lei reserve o grupo de 13 representantes para a FNP. \u201cEsse lit\u00edgio era f\u00e1cil de prever, a probabilidade de se concretizar era pr\u00f3xima de 100%\u201d, afirmou o ex-secret\u00e1rio da Receita Federal Jos\u00e9 Tostes. Ele vinha alertando sobre os potenciais dificuldades na implementa\u00e7\u00e3o e funcionamento do Comit\u00ea Gestor. \u201cEspero muito que os entes federados se acertem com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 composi\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Gestor, pois ele \u00e9 pe\u00e7a fundamental da reforma tribut\u00e1ria\u201d, comentou Daniel Loria, s\u00f3cio do Loria Advogados e ex-diretor da Secretaria Extraordin\u00e1ria da Reforma Tribut\u00e1ria. \u201cAo integrar Estados e munic\u00edpios, serve como interface \u00fanica para os contribuintes e traz como ganhos a apura\u00e7\u00e3o centralizada, empo\u00e7amento menor de cr\u00e9ditos, menos fiscais na empresa ao mesmo tempo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/05\/12\/comite-gestor-do-ibs-devera-ser-instalado-mesmo-sem-representantes-de-municipios.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/05\/12\/comite-gestor-do-ibs-devera-ser-instalado-mesmo-sem-representantes-de-municipios.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o aprova projeto que favorece ades\u00e3o de startups a regime tribut\u00e1rio simplificado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/05\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os da C\u00e2mara dos Deputados aprovou o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1157388-projeto-favorece-adesao-de-startups-a-regime-tributario-simplificado\">Projeto de Lei Complementar (PLP) 147\/24<\/a>, que favorece a ades\u00e3o das startups ao regime tribut\u00e1rio diferenciado das micro e pequenas empresas, o Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela proposta, certas restri\u00e7\u00f5es previstas no <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/leicom\/2006\/leicomplementar-123-14-dezembro-2006-548099-norma-pl.html\">Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte<\/a> n\u00e3o ser\u00e3o aplicadas a pessoas jur\u00eddicas enquadradas no <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/leicom\/2021\/leicomplementar-182-1-junho-2021-791408-norma-pl.html\">Marco Legal das Startups e do Empreendedorismo Inovador<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, entre outras situa\u00e7\u00f5es, poder\u00e1 aderir ao Simples Nacional uma startup organizada na forma de sociedade an\u00f4nima ou que tenha, no quadro social ou no capital, pessoas jur\u00eddicas ou pessoas f\u00edsicas relacionadas a outras empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, deputado Kim Kataguiri (Uni\u00e3o-SP), recomendou a aprova\u00e7\u00e3o do texto, ap\u00f3s ajuste para facilitar a perman\u00eancia das startups no regime diferenciado. \u201cO ideal \u00e9 que a sa\u00edda do Simples Nacional s\u00f3 ocorra pelo crescimento do neg\u00f3cio, que, por consequ\u00eancia, deixe de se enquadrar como micro ou pequeno\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Ajustes<br>\u201cA legisla\u00e7\u00e3o necessita de ajustes, notadamente em rela\u00e7\u00e3o ao impedimento de que sociedades an\u00f4nimas se beneficiem do Simples Nacional, restri\u00e7\u00e3o que hoje afeta as startups\u201d, disse o autor da proposta, deputado Marangoni (Uni\u00e3o-SP).<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto ainda ser\u00e1 analisado pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania. Depois seguir\u00e1 para o Plen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, ter\u00e1 de ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1157391-comissao-aprova-projeto-que-favorece-adesao-de-startups-a-regime-tributario-simplificado\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1157391-comissao-aprova-projeto-que-favorece-adesao-de-startups-a-regime-tributario-simplificado<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Empresas se preparam diante de incerteza sobre contencioso p\u00f3s-reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/05\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Emenda Constitucional 132\/2023 estabeleceu as bases para a cria\u00e7\u00e3o do IBS e CBS e definiu o cronograma de transi\u00e7\u00e3o para a reforma tribut\u00e1ria. Em janeiro, o presidente&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/eleicoes\/lula-trajetoria-sindical-e-politica-ex-presidente-busca-derrotar-bolsonaro-eleicoes-2022\">Luiz In\u00e1cio Lula da Silva<\/a>&nbsp;(PT) sancionou o PLP 68\/2024, primeira parte da regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria. Seus vetos ainda retornam ao Legislativo. Enquanto isso, o Projeto de Lei Complementar 108\/2024, que detalha a regulamenta\u00e7\u00e3o do IBS, ainda est\u00e1 em tramita\u00e7\u00e3o no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/congresso-nacional\">Congresso<\/a>&nbsp;e tamb\u00e9m deve passar por ajustes. Com tantas movimenta\u00e7\u00f5es, derrubadas e retomadas, a incerteza afeta o presente e o futuro tribut\u00e1rio das empresas, que j\u00e1 come\u00e7am a tomar a\u00e7\u00f5es para n\u00e3o apenas resolver o contencioso j\u00e1 existente, mas para antecipar poss\u00edveis quest\u00f5es que v\u00e3o surgir com a reforma.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Escrit\u00f3rios e consultorias tribut\u00e1rias registram um aumento na busca por solu\u00e7\u00f5es que permitam encerrar ou prevenir disputas antes da transi\u00e7\u00e3o, de acordo com as fontes ouvidas pelo&nbsp;JOTA. Em 2026, a aplica\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas-teste para o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/legislativo\/o-que-e-o-ibs-o-imposto-sobre-bens-e-servicos\">IBS<\/a>&nbsp;e a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/vetos-da-reforma-geram-duvidas-sobre-alcance-do-ibs-cbs-nos-fundos-de-investimentos\">CBS<\/a>&nbsp;permitir\u00e1 que contribuintes se familiarizem com o novo sistema. Em 2027, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/pis-cofins\">PIS e a Cofins<\/a>&nbsp;ser\u00e3o extintos, e a CBS entrar\u00e1 integralmente em vigor. Entre 2029 e 2032, as al\u00edquotas do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/icms-entenda-os-aspectos-fundamentais\">ICMS<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/iss-entenda-os-aspectos-gerais\">ISS<\/a>&nbsp;ser\u00e3o gradualmente reduzidas, enquanto as do IBS aumentar\u00e3o. O novo modelo ser\u00e1 totalmente implementado em 2033. Com a conviv\u00eancia entre o sistema antigo e o novo, h\u00e1 a previs\u00e3o de aumento de litigiosidade \u2013 o que companhias t\u00eam buscado evitar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da transi\u00e7\u00e3o, a adapta\u00e7\u00e3o ao novo modelo tribut\u00e1rio exigir\u00e1 mudan\u00e7as profundas nas estrat\u00e9gias. Segundo levantamento da Thomson Reuters de setembro de 2024, 17% das empresas pesquisadas j\u00e1 t\u00eam um grupo de trabalho voltado para as adapta\u00e7\u00f5es previstas, e 62% preveem aumento dos custos para aprender as novas regras e se adaptar a elas. Os investimentos devem ser principalmente destinados \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra e tecnologia, segundo a pesquisa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A hora \u00e9 agora<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA quest\u00e3o dos cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios \u00e9 uma das que mais geram preocupa\u00e7\u00e3o, e eu vejo isso como um grande potencial para contencioso\u201d, diz a tributarista Camila Tapias, do Utumi Advogados. A incerteza sobre como os cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios ser\u00e3o tratados no novo sistema tem levado muitas empresas a se movimentar desde j\u00e1 para se livrar deles. O setor industrial tem sido um dos mais ativos, assim como as exportadoras no geral \u2013 que acumulam grande contingente de cr\u00e9ditos de ICMS, PIS e Cofins. A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) estima que o passivo tribut\u00e1rio do setor representa cerca de 15% do faturamento das empresas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o atual j\u00e1 complica o cen\u00e1rio: apesar de garantia constitucional de ac\u00famulo de cr\u00e9dito das exportadoras, na pr\u00e1tica, os estados imp\u00f5em v\u00e1rias limita\u00e7\u00f5es a esse direito, diz Sergio Villanova, do escrit\u00f3rio ButtiniMoraes. As empresas acabam judicializando essa quest\u00e3o, que se arrasta. J\u00e1 durante a transi\u00e7\u00e3o, as empresas poder\u00e3o compensar cr\u00e9ditos acumulados de ICMS, PIS e Cofins com o novo sistema de IBS e CBS \u2013 mas o modelo de compensa\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o tem regulamenta\u00e7\u00e3o. Empresas que possuem cr\u00e9ditos acumulados de ICMS ter\u00e3o 20 anos para utiliz\u00e1-los antes que percam a validade, e, durante esse per\u00edodo, esses cr\u00e9ditos poder\u00e3o ser compensados com o novo IBS, de acordo com regras que ainda ser\u00e3o regulamentadas pelos estados. Os cr\u00e9ditos acumulados de PIS\/Cofins poder\u00e3o ser compensados com o novo imposto, mas o prazo e a forma de compensa\u00e7\u00e3o ainda precisam ser detalhados em legisla\u00e7\u00e3o complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, companhias est\u00e3o antecipando o uso dos cr\u00e9ditos para evitar perdas futuras. Parte delas, est\u00e1 vendendo cr\u00e9ditos com des\u00e1gio para players de outros setores que n\u00e3o os acumulam tanto, como o varejo e telecomunica\u00e7\u00e3o. Nem sempre a venda por valores menores vale a pena, no entanto. \u201cNo desespero, tem muitos clientes falando em vender o cr\u00e9dito para n\u00e3o morrer com ele, mas isso vai de cada um\u201d, diz Camila Tapias. \u201cTemos feito o c\u00e1lculo na unha mesmo, considerando se o cliente precisa de caixa, o setor em que se encaixa, uma s\u00e9rie de crit\u00e9rios\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por exemplo, dependendo do estado, h\u00e1 mais jurisprud\u00eancia favor\u00e1vel \u00e0s empresas para conseguir a libera\u00e7\u00e3o desses cr\u00e9ditos, diz Vin\u00edcius Juc\u00e1, s\u00f3cio de tribut\u00e1rio do Lefosse. \u201cO estado de Minas Gerais \u00e9 assim, porque l\u00e1 existem v\u00e1rias empresas de minera\u00e7\u00e3o com foco em exporta\u00e7\u00e3o\u201d, diz. \u201cDesta forma, diversas outras companhias entram com mandado de seguran\u00e7a para afastar as limita\u00e7\u00f5es que o estado de Minas p\u00f5e \u00e0 transfer\u00eancia desses cr\u00e9ditos de exporta\u00e7\u00e3o. Pode valer a pena\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por \u00faltimo, as empresas tamb\u00e9m podem fazer um plano de utiliza\u00e7\u00e3o, diz Sergio Villanova, do ButtiniMoraes. \u201cPor mais que v\u00e1rias quest\u00f5es ainda estejam pendentes de aprova\u00e7\u00e3o, essa prepara\u00e7\u00e3o voc\u00ea j\u00e1 pode ir fazendo\u201d, diz. \u201cPrecisa&nbsp;fazer a gest\u00e3o desse cr\u00e9dito acumulado, ir atr\u00e1s do pedido de apropria\u00e7\u00e3o e entender como utiliz\u00e1-lo antes de 2033\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Transi\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A fase de transi\u00e7\u00e3o, que vai de 2026 a 2032, exigir\u00e1 que empresas operem sob as regras dos tributos antigos e do novo sistema. A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio (CNC) estima que os investimentos em sistemas de gest\u00e3o tribut\u00e1ria e consultoria possam custar entre 0,5% e 2% do faturamento anual das empresas durante esse per\u00edodo. Em compara\u00e7\u00e3o com o sistema atual, esse custo \u00e9 maior ou semelhante, a depender do porte e da gest\u00e3o da empresa. A expectativa de diminui\u00e7\u00e3o desses custos deve se concretizar apenas depois da implementa\u00e7\u00e3o da reforma. Al\u00e9m disso, para empresas que aproveitam o grande ac\u00famulo de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, a incerteza sobre se ser\u00e1 poss\u00edvel compens\u00e1-los integralmente tamb\u00e9m t\u00eam um custo na falta de previsibilidade financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Para mitigar as frentes de incerteza, alguns dos advogados ouvidos pelo&nbsp;JOTA&nbsp;t\u00eam recomendado a inclus\u00e3o de cl\u00e1usulas espec\u00edficas para ajustar contratos em fun\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00f5es na carga tribut\u00e1ria, as chamadas cl\u00e1usulas de reajuste tribut\u00e1rio, permitindo que as partes revisem os valores contratuais diante de mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. A reda\u00e7\u00e3o mais cuidadosa, levando em conta poss\u00edveis impactos da transi\u00e7\u00e3o e do cen\u00e1rio p\u00f3s reforma, pode preservar a rela\u00e7\u00e3o com fornecedores importantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No setor de tecnologia, por exemplo, empresas, ao avaliar o impacto da reforma tribut\u00e1ria e do per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o em seus modelos de neg\u00f3cios, est\u00e3o tamb\u00e9m buscando compreender os impactos da mudan\u00e7a em toda a cadeia de produ\u00e7\u00e3o na qual est\u00e3o inseridas, segundo pesquisa da EY Brasil. A partir disso, t\u00eam identificado a necessidade de rediscutir os contratos, e definir as metodologias para garantir o modelo correto de precifica\u00e7\u00e3o dos produtos e servi\u00e7os.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sem resposta<\/p>\n\n\n\n<p>O IBS e a CBS ainda apresentam pontos de incerteza que precisam ser regulamentados, especialmente em rela\u00e7\u00e3o ao contencioso tribut\u00e1rio. O PLP 108\/2024, que trata do Comit\u00ea Gestor do IBS, ainda est\u00e1 em tramita\u00e7\u00e3o no Legislativo e j\u00e1 levanta preocupa\u00e7\u00f5es semelhantes \u00e0s que envolvem a CBS. Ambos os tributos ter\u00e3o arrecada\u00e7\u00e3o compartilhada entre Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios, o que pode gerar disputas entre os entes federativos. Al\u00e9m disso, podem surgir interpreta\u00e7\u00f5es divergentes entre diferentes n\u00edveis administrativos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;IBS e CBS s\u00e3o, teoricamente, g\u00eameos e, numa opera\u00e7\u00e3o, vai incidir tanto IBS quanto CBS&#8221;, diz Camila Tapias. &#8220;Por\u00e9m, na hora em que uma opera\u00e7\u00e3o for autuada, vou ter dois contenciosos, que inclusive podem ser divergentes, porque um tribunal n\u00e3o tem obriga\u00e7\u00e3o de decidir igual ao outro. Isso tem que ser visto&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para evitar esses conflitos entre o IBS e a CBS, est\u00e1 prevista a cria\u00e7\u00e3o de um Comit\u00ea de Harmoniza\u00e7\u00e3o IBS-CBS, para uniformizar a regulamenta\u00e7\u00e3o e a interpreta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o relativa a ambos os tributos, prevenindo lit\u00edgios &#8212; mas os detalhes de como esse \u00f3rg\u00e3o vai funcionar ainda est\u00e3o por vir.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o IBS ter\u00e1 um Comit\u00ea Gestor ser\u00e1 respons\u00e1vel pela distribui\u00e7\u00e3o do valor arrecadado para cada ente federativo, e deve funcionar tamb\u00e9m como tribunal administrativo, com modelo semelhante a inst\u00e2ncias atuais. Apesar de garantir participa\u00e7\u00e3o de representantes de estados e munic\u00edpios, a falta de um crit\u00e9rio bem definido para reparti\u00e7\u00e3o da receita pode gerar conflitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Estados mais ricos tendem a arrecadar mais, enquanto estados mais pobres dependem de repasses federais para equilibrar suas contas. Um exemplo pr\u00e1tico de um problema semelhante ocorreu com a Lei Kandir, que isentou do ICMS as exporta\u00e7\u00f5es de produtos prim\u00e1rios e semielaborados. A Uni\u00e3o prometeu compensar os estados pelas perdas, mas os repasses nunca foram suficientes, gerando lit\u00edgios.<\/p>\n\n\n\n<p>Para evitar esse tipo de conflito, o PLP 108\/2024 prev\u00ea que, nos casos em que dois ou mais entes federativos tenham interesse na fiscaliza\u00e7\u00e3o sobre o mesmo per\u00edodo, sujeito e fato gerador, o procedimento deve ser conjunto sob a coordena\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Gestor do IBS. Mas, com o texto ainda em tramita\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 certeza de como isso vai acontecer.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto que tem potencial para gerar discuss\u00f5es s\u00e3o as al\u00edquotas do IBS e do CBS. Ainda n\u00e3o est\u00e1 claro como as decis\u00f5es sobre elas ser\u00e3o tomadas e quem ter\u00e1 a palavra final sobre os reajustes. Hoje, estados e munic\u00edpios t\u00eam autonomia para definir certas al\u00edquotas de seus tributos: ICMS e ISS, respectivamente \u2013 a raiz da \u201cguerra fiscal\u201d. Com a reforma, a arrecada\u00e7\u00e3o do IBS ser\u00e1 compartilhada, e a CBS ficar\u00e1 sob controle da Uni\u00e3o. O texto da reforma prev\u00ea que as al\u00edquotas iniciais ser\u00e3o fixadas para manter a arrecada\u00e7\u00e3o no mesmo n\u00edvel anterior. No entanto, n\u00e3o est\u00e1 claro como futuras altera\u00e7\u00f5es ser\u00e3o decididas e quem poder\u00e1 promov\u00ea-las.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tr\u00eas cen\u00e1rios poss\u00edveis. No caso de estados e munic\u00edpios poderem definir suas pr\u00f3prias al\u00edquotas do IBS, mesmo dentro de certos limites, pode haver varia\u00e7\u00e3o relevante de carga tribut\u00e1ria, o que perpetua a guerra fiscal \u2013 e dificulta as opera\u00e7\u00f5es de empresas nacionais, por exemplo. Se o Comit\u00ea Gestor definir uma \u00fanica al\u00edquota, a perda de autonomia de estados e munic\u00edpios trar\u00e1 fric\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. No caso de um modelo h\u00edbrido, que permitisse que estados e munic\u00edpios apliquem um percentual fixo mais um ajuste limitado, poderia conciliar interesses, mas manteria a complexidade do sistema.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda na quest\u00e3o das esferas, o CBS deve ser tratado na federal \u2013 provavelmente pelo Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf), que ainda n\u00e3o tem jurisprud\u00eancia para lidar com as quest\u00f5es da reforma. \u201cO melhor dos mundos seria criar um novo tribunal\u201d, diz Camila Tapias. \u201cN\u00e3o sendo poss\u00edvel, o Carf precisa abrir uma quarta se\u00e7\u00e3o. Embora a CBS tenha algumas poucas semelhan\u00e7as de PIS e COFINS, tem muita coisa nova, e precisamos de julgadores especializados e capacitados para isso\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O dia depois de amanh\u00e3<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, o Brasil tem um dos maiores contenciosos tribut\u00e1rios do mundo, equivalente a 75% do PIB, de acordo com estudo do Insper. Ap\u00f3s a conclus\u00e3o da transi\u00e7\u00e3o, espera-se que a litigiosidade tribut\u00e1ria seja reduzida. Mas, para que isso se concretize, outras pr\u00e1ticas devem crescer junto da reforma. \u201cH\u00e1 essa expectativa de diminui\u00e7\u00e3o do lit\u00edgio, mas eu acho que essas iniciativas recentes, como transa\u00e7\u00e3o, media\u00e7\u00e3o, elas s\u00e3o at\u00e9 mais importantes, porque \u00e9 um pouco de mudan\u00e7a de cultura de lit\u00edgio\u201d, diz Paulo Teixeira Duarte, da Stocche Forbes Advogados. \u201cPode mudar a lei, mas temos uma cultura de entrar com a\u00e7\u00e3o com tudo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da san\u00e7\u00e3o presidencial, parte do setor produtivo afirmou que a reforma tribut\u00e1ria, como est\u00e1, tem pontos que podem levar \u00e0 judicializa\u00e7\u00e3o. A Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), por exemplo, disse que a limita\u00e7\u00e3o do direito de cr\u00e9dito para bens usados na atividade produtiva, como ve\u00edculos, computadores e servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es fornecidos aos funcion\u00e1rios \u00e9 \u201cpreocupante\u201d e que \u201ca vincula\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito de IBS\/CBS ao pagamento efetivo do tributo transfere o \u00f4nus da fiscaliza\u00e7\u00e3o ao adquirente, dificultando o fluxo de caixa das empresas\u201d. Al\u00e9m disso, afirma que a exig\u00eancia de uso de cr\u00e9ditos em at\u00e9 cinco anos \u201cafronta princ\u00edpios constitucionais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os novos tributos tamb\u00e9m trar\u00e3o novidades na fiscaliza\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a. Embora a unifica\u00e7\u00e3o de impostos traga a promessa de simplifica\u00e7\u00e3o, a nova estrutura tribut\u00e1ria tamb\u00e9m pode gerar desafios operacionais, especialmente para pequenas e m\u00e9dias empresas (PMEs), que frequentemente possuem menos recursos para se adaptar a um sistema tribut\u00e1rio mais din\u00e2mico e digitalizado. Segundo um estudo do Sebrae, cerca de 70% das micro e pequenas empresas no Brasil t\u00eam dificuldades para cumprir obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias devido \u00e0 complexidade do sistema \u2013 e isso ainda pode piorar.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o IBS e CBS, a fiscaliza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita tamb\u00e9m pelo Comit\u00ea Gestor, que acompanhar\u00e1 as declara\u00e7\u00f5es e pagamentos dos contribuintes. No entanto, o detalhamento operacional desse novo modelo ainda n\u00e3o est\u00e1 claro, o que pode gerar dificuldades para empresas que j\u00e1 enfrentam desafios para cumprir obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A digitaliza\u00e7\u00e3o da fiscaliza\u00e7\u00e3o exigir\u00e1 que empresas utilizem sistemas integrados para declarar e pagar os tributos corretamente \u2013 uma realidade distante da maioria das PMEs.&nbsp; Al\u00e9m disso, a tend\u00eancia \u00e9 que a fiscaliza\u00e7\u00e3o do IBS e CBS utilize tecnologias de cruzamento de dados em tempo real para detectar irregularidades, e o maior monitoramento eletr\u00f4nico pode ser algo dif\u00edcil de acompanhar para as estruturas menores.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, como a reforma tribut\u00e1ria foi uma reforma constitucional, a palavra final, como sempre, poder\u00e1 caber ao Supremo Tribunal Federal.&nbsp; \u201cColocamos a reforma na Constitui\u00e7\u00e3o, o que significa que tudo vai parar no Supremo\u201d, diz Camila Tapias. \u201cSe ele j\u00e1 est\u00e1 inflado hoje, tudo vai ficar v\u00e1rias vezes pior\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/coberturas-especiais\/jurisprudente\/empresas-se-preparam-diante-de-incerteza-sobre-contencioso-pos-reforma-tributaria\">https:\/\/www.jota.info\/coberturas-especiais\/jurisprudente\/empresas-se-preparam-diante-de-incerteza-sobre-contencioso-pos-reforma-tributaria<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para Motta, melhorar efici\u00eancia da m\u00e1quina e rever isen\u00e7\u00f5es fiscais v\u00e3o ajudar a baixar os juros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/05\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o Parlamento brasileiro est\u00e1 disposto a fazer o debate fiscal que vai impactar nas taxas de juros. Ele participou de evento em Nova York promovido pelo grupo Lide nesta ter\u00e7a-feira (13).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPrecisamos avan\u00e7ar numa legisla\u00e7\u00e3o que seja mais eficiente e que entregue servi\u00e7os p\u00fablicos com mais qualidade, e tamb\u00e9m discutir a alta carga de isen\u00e7\u00f5es fiscais que o Brasil tem. S\u00e3o R$ 650 bilh\u00f5es de isen\u00e7\u00f5es a v\u00e1rios setores, est\u00e1 muito pesado carregar isso\u201d, disse Motta.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele voltou a cobrar do governo federal que fa\u00e7a sua parte na responsabilidade fiscal, com o controle dos gastos p\u00fablicos. Segundo ele, o crescimento econ\u00f4mico do pa\u00eds dos \u00faltimos dois anos foi feito com um esfor\u00e7o de investimento p\u00fablico. Para Motta, \u00e9 preciso aliar esse esfor\u00e7o ao dever fiscal do Executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAprovamos todas as medidas para facilitar a arrecada\u00e7\u00e3o, n\u00f3s ajudamos, mas temos uma agenda de esgotamento. Temos que aliar a isso \u00e0 responsabilidade do governo com os gastos p\u00fabicos\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Pacifica\u00e7\u00e3o<br>Motta reafirmou que \u00e9 preciso buscar o equil\u00edbrio, a serenidade e o di\u00e1logo para sair da radicaliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Ele destacou que h\u00e1 um gasto de energia com essas pautas radicalizadas, que n\u00e3o ajudam em nada o Pa\u00eds. Para ele, \u00e9 preciso blindar a agenda da C\u00e2mara da polariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Motta afirmou tamb\u00e9m que \u00e9 fun\u00e7\u00e3o de cada Poder contribuir para a pacifica\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds.&nbsp;\u201cCada Poder tem que fazer sua autocr\u00edtica para colaborar com essa harmonia, cada um nas suas responsabilidades e colocar o Brasil em primeiro lugar. Isso vai ajudar a vida da nossa popula\u00e7\u00e3o\u201d, defendeu.<\/p>\n\n\n\n<p>Pautas<br>No evento, Motta destacou projetos importantes j\u00e1 aprovados ou em tramita\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara. Entre eles, a lei que estimula a exporta\u00e7\u00e3o para micro e pequenas empresas, a Lei de Reciprocidade e a aprova\u00e7\u00e3o do novo marco legal das concess\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/camara.leg.br\/noticias\/1150115-ENTRA-EM-VIGOR-A-LEI-QUE-PREVE-MEDIDAS-DO-GOVERNO-BRASILEIRO-CONTRA-TARIFAS-DE-OUTROS-PAISES\">Entra em vigor a lei que prev\u00ea medidas do governo brasileiro contra tarifas de outros pa\u00edses<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1136416-CAMARA-APROVA-PROJETO-COM-BENEFICIO-TRIBUTARIO-PARA-MICRO-E-PEQUENAS-EMPRESAS-EXPORTADORAS\">C\u00e2mara aprova projeto com benef\u00edcio tribut\u00e1rio para micro e pequenas empresas exportadoras<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1156391-CAMARA-APROVA-PROJETO-QUE-REFORMULA-A-LEI-DE-CONCESSOES-PUBLICAS\">C\u00e2mara aprova projeto que reformula a Lei de Concess\u00f5es P\u00fablicas<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Ele informou ainda que a comiss\u00e3o especial que vai debater a regulamenta\u00e7\u00e3o da intelig\u00eancia artificial vai ser instalada na pr\u00f3xima semana. O relator no colegiado ser\u00e1 o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o projeto que concede isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda para quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil (<a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1141174-governo-envia-projeto-sobre-aumento-da-isencao-de-imposto-de-renda-para-o-congresso-copia\">PL 1087\/25<\/a>), Motta afirmou que o maior desafio \u00e9 encontrar uma compensa\u00e7\u00e3o justa que n\u00e3o prejudique a economia do Pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1157885-para-motta-melhorar-eficiencia-da-maquina-e-rever-isencoes-fiscais-vao-ajudar-a-baixar-os-juros\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1157885-para-motta-melhorar-eficiencia-da-maquina-e-rever-isencoes-fiscais-vao-ajudar-a-baixar-os-juros<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto concede isen\u00e7\u00e3o de imposto para m\u00e3es de m\u00faltiplos comprar carro de sete lugares<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/05\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 895\/25 concede \u00e0s mulheres m\u00e3es de m\u00faltiplos (g\u00eameos, trig\u00eameos, quadrig\u00eameos) isen\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para comprar autom\u00f3veis de sete lugares.<\/p>\n\n\n\n<p>Autor da proposta, o deputado Z\u00e9 Neto (PT-BA) ressalta a dificuldade das m\u00e3es de m\u00faltiplos (a partir de 3 crian\u00e7as) transportarem seus filhos, e por isso muitas veem a necessidade de usar ve\u00edculo de sete lugares.&nbsp;\u201cO modelo geralmente \u00e9 muito caro&#8221;, afirma o parlamentar, o que dificulta tarefas rotineiras como levar as crian\u00e7as \u00e0 escola e ao m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<p>Em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados, o texto altera a <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/1995\/lei-8989-24-fevereiro-1995-349817-norma-pl.html\">Lei 8.989\/95<\/a>, que hoje concede essa isen\u00e7\u00e3o para pessoas com defici\u00eancia f\u00edsica, visual, auditiva, mental severa ou profunda, ou transtorno do espectro autista, al\u00e9m de motoristas profissionais (taxistas).<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>A proposta ser\u00e1 analisada em car\u00e1ter conclusivo pelas comiss\u00f5es de Defesa dos Direitos da Mulher; de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.&nbsp; Para virar lei, o projeto de lei tem que ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado Federal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1155206-projeto-concede-isencao-de-imposto-para-maes-de-multiplos-comprar-carro-de-sete-lugares\/#:~:text=O%20Projeto%20de%20Lei%20895,comprar%20autom%C3%B3veis%20de%20sete%20lugares\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1155206-projeto-concede-isencao-de-imposto-para-maes-de-multiplos-comprar-carro-de-sete-lugares\/#:~:text=O%20Projeto%20de%20Lei%20895,comprar%20autom%C3%B3veis%20de%20sete%20lugares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bernard Appy fala sobre a regulamenta\u00e7\u00e3o do novo sistema de tributa\u00e7\u00e3o do consumo em evento do setor de medicamentos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/05\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Os desafios e as perspectivas da Reforma Tribut\u00e1ria do consumo para o setor de medicamentos foram tema de evento realizado pela Interfarma \u2013 Associa\u00e7\u00e3o da Ind\u00fastria Farmac\u00eautica de Pesquisa, nesta segunda-feira (12\/05), em S\u00e3o Paulo, com a presen\u00e7a do secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da Reforma Tribut\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Fazenda, Bernard Appy. Durente o encontro, ele abordou pontos da regulamenta\u00e7\u00e3o do novo sistema, entre os quais o&nbsp;split payment&nbsp;e o per\u00edodo de testes, al\u00e9m de ter analisado o regime diferenciado dos medicamentos. A Interfarma representa 41 laborat\u00f3rios farmac\u00eauticos globais dedicados \u00e0 inova\u00e7\u00e3o e ao desenvolvimento de novos medicamentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei Complementar (LC) 214\/2025, que regulamenta a maior parte da Reforma Tribut\u00e1ria, estabelece, entre outras medidas, redu\u00e7\u00f5es de impostos incidentes sobre medicamentos, de modo que as al\u00edquotas da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) e do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) podem ser reduzidas em 60%, ou em 100%, a depender do caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os medicamentos aprovados pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa), e que atendam \u00e0s exig\u00eancias da C\u00e2mara de Regula\u00e7\u00e3o do Mercado de Medicamentos (CMED), adquiridos por \u00f3rg\u00e3os da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta, aut\u00e1rquica e fundacional, ter\u00e3o a CBS e o IBS zerados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A lista de medicamentos sem imposto ser\u00e1 revisada anualmente, lembrou Appy, enfatizando ainda a necessidade de isonomia. \u201cMedicamentos com a mesma finalidade t\u00eam que ter o mesmo tratamento\u201d, disse o secret\u00e1rio, pontuando que a eventual inclus\u00e3o de novos itens na lista ter\u00e1 como crit\u00e9rio as \u201clinhas de cuidado\u201d (finalidades terap\u00eauticas) do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00e9dito autom\u00e1tico<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio tamb\u00e9m abordou temas que dizem respeito \u00e0s empresas em geral, independentemente do setor a que pertencem. Perguntado sobre a recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos, e se as empresas teriam que \u201cfiscalizar\u201d seus fornecedores, Appy ressaltou: \u201cN\u00e3o ser\u00e1 preciso fiscalizar o fornecedor\u201d. Ele explicou que o&nbsp;split payment&nbsp;\u2013 mecanismo pelo qual o valor do tributo a ser recolhido aos cofres p\u00fablicos \u00e9 discriminado no ato da liquida\u00e7\u00e3o financeira da opera\u00e7\u00e3o comercial \u2013 garantir\u00e1 o cr\u00e9dito de forma autom\u00e1tica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Destaque na opera\u00e7\u00e3o da Reforma Tribut\u00e1ria do consumo, o&nbsp;split payment&nbsp;est\u00e1 sendo desenvolvido pela Uni\u00e3o em parceria com estados e munic\u00edpios e atores do setor privado, sob a premissa de ter o m\u00ednimo de interfer\u00eancia nas pr\u00e1ticas comerciais e na forma de liquida\u00e7\u00e3o financeira dos v\u00e1rios meios de pagamento do pa\u00eds. In\u00e9dito no mundo na forma como ser\u00e1 implementado no Brasil, o&nbsp;split payment&nbsp;contribuir\u00e1 diretamente para a solu\u00e7\u00e3o de problemas enfrentados em larga escala pelo pa\u00eds, como as fraudes mediante o uso de notas frias e a sonega\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Appy adiantou que o per\u00edodo de testes do novo sistema, previsto para 2026, deve ter uma parte iniciada j\u00e1 no segundo semestre de 2025, em que um grupo de empresas selecionadas pela Receita Federal participar\u00e1 de um projeto piloto para a apura\u00e7\u00e3o assistida. Por esse m\u00e9todo, a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria calcular\u00e1 o saldo dos impostos devidos com base em documentos fiscais eletr\u00f4nicos que o contribuinte emitiu ou recebeu.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/Maio\/bernard-appy-fala-sobre-a-regulamentacao-do-novo-sistema-de-tributacao-do-consumo-em-evento-do-setor-de-medicamentos\">https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/Maio\/bernard-appy-fala-sobre-a-regulamentacao-do-novo-sistema-de-tributacao-do-consumo-em-evento-do-setor-de-medicamentos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto isenta de imposto as doa\u00e7\u00f5es de montadoras feitas ao Senai<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/05\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 4794\/24 determina a isen\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre materiais doados por montadoras ao Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e destinados a atividades educacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados abrange ve\u00edculos de passageiros, de carga ou de uso misto, bem como as partes, inclusive motores, e acess\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor da proposta, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), explica que, para aprovar um projeto, as montadoras fabricam ve\u00edculos que n\u00e3o ser\u00e3o comercializados.&nbsp;\u201cProt\u00f3tipos n\u00e3o podem ser vendidos, mas t\u00eam utilidade para ensino. A doa\u00e7\u00e3o, atualmente, n\u00e3o \u00e9 praticada em raz\u00e3o dos custos operacionais\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o parlamentar, a proposta alinha a legisla\u00e7\u00e3o federal a regras adotadas pelos estados. Por meio de conv\u00eanios, hoje j\u00e1 existe a possibilidade de isen\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) sobre as doa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto tramita em car\u00e1ter conclusivo e ser\u00e1 analisado pelas comiss\u00f5es de Trabalho; de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania. Para virar lei, ter\u00e1 de ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1143432-projeto-isenta-de-imposto-as-doacoes-de-montadoras-feitas-ao-senai\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1143432-projeto-isenta-de-imposto-as-doacoes-de-montadoras-feitas-ao-senai<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto estabelece que execu\u00e7\u00e3o fiscal prescrita n\u00e3o gera honor\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/05\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 389\/25, em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados, isenta a Fazenda P\u00fablica do pagamento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios em favor do executado (o contribuinte) em casos de extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o fiscal por prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta busca formalizar na legisla\u00e7\u00e3o entendimento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) sobre a n\u00e3o fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios quando o juiz acolhe a \u201cexce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade\u201d \u2013 tipo de defesa usada pelo devedor na execu\u00e7\u00e3o fiscal sem a necessidade de garantir o ju\u00edzo (como oferecer bens \u00e0 penhora).<\/p>\n\n\n\n<p>Se aceita, essa defesa pode extinguir a execu\u00e7\u00e3o fiscal, e, de acordo com o projeto, o ente p\u00fablico (Uni\u00e3o, estados ou munic\u00edpios) estar\u00e1 isento de arcar com honor\u00e1rios advocat\u00edcios decorrentes do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios beneficiaria duplamente o devedor, pois al\u00e9m dele n\u00e3o pagar a d\u00edvida e n\u00e3o apresentar bens para penhora, ap\u00f3s a prescri\u00e7\u00e3o ainda teria direito a honor\u00e1rios advocat\u00edcios pelo reconhecimento de que a execu\u00e7\u00e3o prescreveu\u201d, disse o deputado Jonas Donizette (PSB-SP), autor do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto ser\u00e1 analisado em car\u00e1ter conclusivo nas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o, e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJ). Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1145782-projeto-estabelece-que-execucao-fiscal-prescrita-nao-gera-honorarios#:~:text=O%20Projeto%20de%20Lei%20389,da%20execu%C3%A7%C3%A3o%20fiscal%20por%20prescri%C3%A7%C3%A3o\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1145782-projeto-estabelece-que-execucao-fiscal-prescrita-nao-gera-honorarios#:~:text=O%20Projeto%20de%20Lei%20389,da%20execu%C3%A7%C3%A3o%20fiscal%20por%20prescri%C3%A7%C3%A3o<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Listas de Jurisdi\u00e7\u00f5es com Tributa\u00e7\u00e3o Favorecida e de Regimes Fiscais Privilegiados \u00e9 atualizada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/05\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal publicou nesta ter\u00e7a-feira (13) a&nbsp;<a href=\"https:\/\/normasinternet2.receita.fazenda.gov.br\/#\/consulta\/externa\/144202\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 2.265\/2025<\/a>, que atualiza a lista de pa\u00edses com tributa\u00e7\u00e3o favorecida e de regimes fiscais privilegiados. Entre as principais mudan\u00e7as, est\u00e3o a exclus\u00e3o dos Emirados \u00c1rabes Unidos da lista de jurisdi\u00e7\u00f5es com tributa\u00e7\u00e3o favorecida e a retirada de um regime aplic\u00e1vel a holdings na \u00c1ustria.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a reconhece os avan\u00e7os dos Emirados \u00c1rabes Unidos em termos de transpar\u00eancia fiscal e investimentos estrat\u00e9gicos no Brasil. O pa\u00eds apresentou um plano de investimentos relevante no territ\u00f3rio nacional e atendeu aos crit\u00e9rios previstos na nova legisla\u00e7\u00e3o, o que permitiu sua exclus\u00e3o da lista de jurisdi\u00e7\u00f5es com tributa\u00e7\u00e3o favorecida.<\/p>\n\n\n\n<p>A atualiza\u00e7\u00e3o est\u00e1 baseada na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2024\/lei\/L15079.htm\">Lei n\u00ba 15.079\/2024<\/a>, que acrescentou o artigo 24-C \u00e0 Lei n\u00ba 9.430\/1996. Esse dispositivo permite que pa\u00edses que promovam o desenvolvimento nacional por meio de investimentos significativos possam ser retirados da lista de jurisdi\u00e7\u00f5es com tributa\u00e7\u00e3o favorecida.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise do pedido foi feita por diferentes \u00e1reas do Minist\u00e9rio da Fazenda. Coube \u00e0 Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica avaliar o m\u00e9rito do plano de investimentos submetidos pela jurisdi\u00e7\u00e3o e \u00e0 Receita Federal verificar o cumprimento das exig\u00eancias de transpar\u00eancia fiscal. Com pareceres favor\u00e1veis, o minist\u00e9rio da Fazenda aprovou a exclus\u00e3o, oficializada com a publica\u00e7\u00e3o da nova instru\u00e7\u00e3o normativa.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da \u00c1ustria, a mudan\u00e7a foi motivada por uma reavalia\u00e7\u00e3o do regime fiscal aplic\u00e1vel a holdings sem atividade econ\u00f4mica substancial. Ap\u00f3s esclarecimentos fornecidos pelo governo austr\u00edaco, a Receita Federal entendeu que o regime n\u00e3o se enquadra mais como privilegiado, retirando-o da lista.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas atualiza\u00e7\u00f5es refletem o esfor\u00e7o do Brasil em manter sua legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria alinhada aos padr\u00f5es internacionais, incentivando ao mesmo tempo a atra\u00e7\u00e3o de investimentos estrangeiros respons\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Legisla\u00e7\u00e3o relacionada:<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9430.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%209.430%2C%20DE%2027%20DE%20DEZEMBRO%20DE%201996.&amp;text=Disp%C3%B5e%20sobre%20a%20legisla%C3%A7%C3%A3o%20tribut%C3%A1ria,consulta%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias.\">Lei n\u00ba 9.430\/1996<\/a>: Crit\u00e9rios sobre jurisdi\u00e7\u00f5es com tributa\u00e7\u00e3o favorecida (art. 24); crit\u00e9rios sobre regimes fiscais privilegiados (Art. 24-A); e afastamento da classifica\u00e7\u00e3o de jurisdi\u00e7\u00e3o com tributa\u00e7\u00e3o favorecida para pa\u00edses com investimentos significativos (Art. 24-C).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/normasinternet2.receita.fazenda.gov.br\/#\/consulta\/externa\/16002\/visao\/vigente\">IN RFB n\u00ba 1.037\/2010<\/a>: Regula crit\u00e9rios para jurisdi\u00e7\u00f5es com tributa\u00e7\u00e3o favorecida e regimes fiscais privilegiados.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/maio\/listas-de-jurisdicoes-com-tributacao-favorecida-e-de-regimes-fiscais-privilegiados-e-atualizada\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/maio\/listas-de-jurisdicoes-com-tributacao-favorecida-e-de-regimes-fiscais-privilegiados-e-atualizada<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal lan\u00e7a painel que facilita acesso a informa\u00e7\u00f5es sobre benef\u00edcios fiscais inclu\u00eddos na DIRBI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/05\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal lan\u00e7ou painel que facilita o acesso a informa\u00e7\u00f5es sobre os benef\u00edcios fiscais inclu\u00eddos na Declara\u00e7\u00e3o de Incentivos, Ren\u00fancias, Benef\u00edcios e Imunidades de Natureza Tribut\u00e1ria (DIRBI).<\/p>\n\n\n\n<p>A nova ferramenta amplia a transpar\u00eancia e favorece o controle da sociedade sobre os benef\u00edcios fiscais e seus benefici\u00e1rios propiciando um ambiente de maior confian\u00e7a entre contribuinte e administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>DIRBI<\/p>\n\n\n\n<p>A DIRB \u00e9 a declara\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria para pessoas jur\u00eddicas que utilizam cr\u00e9ditos decorrentes de benef\u00edcios fiscais, agrupando incentivos, ren\u00fancias, benef\u00edcios e imunidades de natureza tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A declara\u00e7\u00e3o deve ser preenchida no e-CAC, com informa\u00e7\u00f5es sobre os cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios e os valores de impostos e contribui\u00e7\u00f5es que deixaram de ser recolhidos em fun\u00e7\u00e3o dos incentivos concedidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas enquadradas no Simples Nacional est\u00e3o isentas dessa obrigatoriedade.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados do Perse no novo painel<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) as informa\u00e7\u00f5es publicados no painel dizem respeito aos contribuintes que prestaram a informa\u00e7\u00e3o de frui\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio na DIRBI independente da habilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O detalhamento do Perse pode ser obtido atrav\u00e9s dos relat\u00f3rios publicados no site da RFB. At\u00e9 o final de Maio ser\u00e1 publicado relat\u00f3rio atualizado do Perse com os dados da DIRBI referente a Mar\u00e7o\/25.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/acesso-a-informacao\/acoes-e-programas\/programas-e-atividades\/beneficios\">Clique aqui<\/a>&nbsp;para acessar o painel.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/maio\/receita-federal-lanca-painel-que-facilita-acesso-a-informacoes-sobre-beneficios-fiscais-incluidos-na-dirbi\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/maio\/receita-federal-lanca-painel-que-facilita-acesso-a-informacoes-sobre-beneficios-fiscais-incluidos-na-dirbi<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>PGFN e Sport Club Internacional firmam transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/05\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e o Sport Club Internacional divulgam, nesta quarta-feira (14), em Porto Alegre (RS), transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria que equaciona cerca de 18 anos de d\u00e9bitos fiscais. O acordo est\u00e1 dentro do escopo do programa Transa\u00e7\u00e3o SOS-RS, lan\u00e7ado pela PGFN em 2024 como parte dos esfor\u00e7os do governo federal para apoiar a recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do Rio Grande do Sul, ap\u00f3s as enchentes. O Programa, conduzido pela PGFN, regularizou R$ 4,1 bilh\u00f5es e resultou em mais de 5,8 mil acordos firmados at\u00e9 o final de 2024 por contribuintes com domic\u00edlio fiscal no Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>A procuradora regional da Fazenda Nacional na 4\u00aa Regi\u00e3o, Simone Klitzke, ressaltou que a transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria \u00e9 uma pol\u00edtica p\u00fablica de fiscalidade que considera a situa\u00e7\u00e3o de cada contribuinte individualmente e o grau de recuperabilidade da d\u00edvida. \u201c\u00c9 um caminho onde todos se beneficiam: o contribuinte, a Uni\u00e3o e, principalmente, a sociedade, que poder\u00e1 contar com recursos que ser\u00e3o aplicados em pol\u00edticas p\u00fablicas essenciais para a popula\u00e7\u00e3o&#8221;, concluiu Simone.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o presidente do Sport Club Internacional, Alessandro Barcellos, &#8220;a transa\u00e7\u00e3o representa um marco na hist\u00f3ria do Clube e ser\u00e1 muito importante para superar os danos provocados pelo maior desastre clim\u00e1tico do Rio Grande do Sul. O equacionamento do passivo tribut\u00e1rio consolida o compromisso do Clube com a gest\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o da regularidade fiscal\u201d, apontou.<\/p>\n\n\n\n<p>As negocia\u00e7\u00f5es por parte do Inter foram conduzidas pela sua equipe jur\u00eddica e por meio de um escrit\u00f3rio externo. Para Rafael Pandolfo, s\u00f3cio-fundador do escrit\u00f3rio respons\u00e1vel pela condu\u00e7\u00e3o das negocia\u00e7\u00f5es, &#8220;a Transa\u00e7\u00e3o SOS-RS foi muito importante para amenizar os preju\u00edzos suportados pelos contribuintes que foram afetados pelas enchentes. A negocia\u00e7\u00e3o exigiu muito esfor\u00e7o e comprometimento, devendo ser destacado o trabalho da PGFN, do jur\u00eddico e do financeiro do Clube&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s as negocia\u00e7\u00f5es, o clube vai pagar cerca de&nbsp; R$ 201 milh\u00f5es \u00e0 Uni\u00e3o. Os descontos concedidos incidem sobre multas, juros e encargos da d\u00edvida. Para a procuradora da Fazenda Nacional Telma Gutierrez, que conduziu o caso, \u201cesta negocia\u00e7\u00e3o \u00e9 muito significativa por demonstrar o alcance que o instituto da transa\u00e7\u00e3o pode ter, permitindo negocia\u00e7\u00f5es diferenciadas para momentos de crise espec\u00edficos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Al\u00e9m disso, o clube comprometeu-se a desistir dos processos judiciais e manter a regularidade fiscal e n\u00e3o acumulando novos d\u00e9bitos e regularizando, em at\u00e9 90 dias, quaisquer d\u00edvidas que venham a ser inscritas.<\/p>\n\n\n\n<p>Transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>A transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria \u00e9 uma modalidade negocial de resolu\u00e7\u00e3o do conflito tribut\u00e1rio que permite ao contribuinte regularizar a sua situa\u00e7\u00e3o junto \u00e0 Fazenda Nacional com condi\u00e7\u00f5es adaptadas \u00e0s suas necessidades. Desde o in\u00edcio&nbsp; de sua implementa\u00e7\u00e3o, ainda em 2019, com a edi\u00e7\u00e3o da Medida Provis\u00f3ria 899, j\u00e1 foram celebrados mais de 3,3 milh\u00f5es de acordos em todo o pa\u00eds, o que representa mais de uma transa\u00e7\u00e3o por minuto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com essas transa\u00e7\u00f5es, a PGFN recuperou R$ 82,4 bilh\u00f5es da d\u00edvida ativa da Uni\u00e3o, sendo R$ 34,1 bilh\u00f5es somente em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/pgfn\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/pgfn-e-sport-club-internacional-firmam-transacao-tributaria\">https:\/\/www.gov.br\/pgfn\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/pgfn-e-sport-club-internacional-firmam-transacao-tributaria<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>PGFN autoriza transa\u00e7\u00e3o com d\u00e9bitos de \u00e1gio interno de compensa\u00e7\u00e3o rejeitada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/05\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes que utilizaram cr\u00e9ditos de Imposto de Renda de Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) gerados pela dedu\u00e7\u00e3o do \u00e1gio interno para compensar outros tributos, mas tiveram as compensa\u00e7\u00f5es rejeitadas, poder\u00e3o incluir os valores no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jan-06\/pgfn-e-receita-lancam-tres-editais-no-ambito-do-programa-de-transacao-integral\/\">programa de transa\u00e7\u00e3o integral<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o que autoriza um parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), relativa ao&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/edital-n-n-25\/2024-605055710\">Edital 25\/2024<\/a>, que estabelece situa\u00e7\u00f5es eleg\u00edveis \u00e0 transa\u00e7\u00e3o por ades\u00e3o no contencioso tribut\u00e1rio relacionadas ao cr\u00e9dito gerado pela dedu\u00e7\u00e3o de \u00e1gio interno.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e1gio surge pelo sobrepre\u00e7o pago pelo contribuinte na aquisi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es de outra empresa em rela\u00e7\u00e3o ao valor patrimonial cont\u00e1bil da adquirida, e representa a expectativa de rentabilidade futura.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o valor despendido pelo contribuinte for maior do que o do patrim\u00f4nio l\u00edquido proporcional \u00e0 participa\u00e7\u00e3o adquirida, surge um \u00e1gio interno que pode ser amortizado nos balan\u00e7os correspondentes \u00e0 apura\u00e7\u00e3o de lucro real \u00e0 raz\u00e3o de 1\/60 por m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso ter\u00e1 como efeito a redu\u00e7\u00e3o da receita e do lucro do contribuinte e, portanto, uma menor base de c\u00e1lculo de IRPJ e CSLL. Em alguns casos, h\u00e1 forma\u00e7\u00e3o de saldo negativo \u2014 quando o cr\u00e9dito se torna maior do que o valor que seria pago nos tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Saldo de compensa\u00e7\u00e3o rejeitada<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 a edi\u00e7\u00e3o da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2011-2014\/2014\/lei\/l12973.htm\">Lei 12.973\/2014<\/a>, a legisla\u00e7\u00e3o admitia que o \u00e1gio interno fosse amortizado fiscalmente quando a aquisi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es fosse feita entre empresas do mesmo grupo econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso permitia que o contribuinte criasse empresas-ve\u00edculo (pr\u00e1tica de criar artificialmente a mais valia para o grupo societ\u00e1rio, gerando \u00e1gio interno quando uma firma \u00e9 incorporada pela outra).&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-nov-20\/stj-diverge-sobre-proposito-negocial-da-empresa-veiculo-que-gera-agio-interno\/\">A validade desse procedimento ainda \u00e9 alvo de embate no Judici\u00e1rio<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O parecer da PGFN autoriza que os contribuintes que tentaram compensar esse saldo negativo de IPRJ e CSLL nessa situa\u00e7\u00e3o, mas tiveram o pedido rejeitado pela Receita Federal, possam usar os cr\u00e9ditos no programa de transa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A procuradoria ainda esclareceu, por meio do parecer, que as empresas podem utilizar preju\u00edzos fiscais de controladoras ou controladas para quitar parte dos d\u00e9bitos, mesmo quando t\u00eam preju\u00edzos fiscais pr\u00f3prios.<br>Parecer SEI 1.199\/2025<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mai-15\/pgfn-autoriza-transacao-com-debitos-de-agio-interno-de-compensacao-rejeitada\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mai-15\/pgfn-autoriza-transacao-com-debitos-de-agio-interno-de-compensacao-rejeitada\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto reduz prazo para isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda na troca de im\u00f3vel residencial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/05\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 1066\/25 reduz de cinco para dois anos o prazo de car\u00eancia para isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda (IR) nas transa\u00e7\u00f5es que buscam a substitui\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel residencial. O texto est\u00e1 em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, a&nbsp;<a href=\"http:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/lei\/2005\/lei-11196-21-novembro-2005-539221-norma-pl.html\">Lei do Bem<\/a>&nbsp;concede isen\u00e7\u00e3o de IR sobre ganho de capital na venda de im\u00f3vel residencial desde que, em at\u00e9 180 dias, todo o valor seja destinado \u00e0 compra de outra moradia. O contribuinte s\u00f3 ter\u00e1 essa isen\u00e7\u00e3o a cada cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO prazo [de cinco anos] \u00e9 excessivo, tendo em vista que a realidade familiar de um contribuinte pode mudar significativamente, como no nascimento de filhos, por exemplo\u201d, comentou o autor da proposta, deputado Sergio Souza (MDB-PR).<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto tramita em car\u00e1ter conclusivo e ser\u00e1 analisado pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania. Para virar lei, ter\u00e1 de ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-sistema-fenacon wp-block-embed-sistema-fenacon\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"SIdOShgRAh\"><a href=\"https:\/\/fenacon.org.br\/noticias\/projeto-reduz-prazo-para-isencao-de-imposto-de-renda-na-troca-de-imovel-residencial\/\">Projeto reduz prazo para isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda na troca de im\u00f3vel residencial<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Projeto reduz prazo para isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda na troca de im\u00f3vel residencial&#8221; &#8212; Sistema FENACON\" src=\"https:\/\/fenacon.org.br\/noticias\/projeto-reduz-prazo-para-isencao-de-imposto-de-renda-na-troca-de-imovel-residencial\/embed\/#?secret=ulCxpZYE3Z#?secret=SIdOShgRAh\" data-secret=\"SIdOShgRAh\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ prev\u00ea que IBS e CBS t\u00eam potencial para triplicar o atual contencioso tribut\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/06\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Relat\u00f3rio do grupo de trabalho do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) sobre os impactos da reforma tribut\u00e1ria no Poder Judici\u00e1rio indica que os novos tributos, o Imposto (IBS) e a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), t\u00eam o potencial de, ao menos, triplicar o atual contencioso tribut\u00e1rio. S\u00f3 no STJ, em 2024, foram apresentados cerca de 63 mil casos fiscais &#8211; cerca de 19 mil sobre os impostos que ser\u00e3o substitu\u00eddos (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS).<\/p>\n\n\n\n<p>O diagn\u00f3stico tamb\u00e9m trata sobre quem dever\u00e1 julgar os processos sobre os novos tributos e diverge da proposta apresentada pela Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU). Ao inv\u00e9s de misturar ju\u00edzes estaduais e federais em varas especializadas, os ministros defendem que essa responsabilidade deve ficar com a Justi\u00e7a Federal. Destacam, por\u00e9m, que ser\u00e1 preciso or\u00e7amento para essa nova tarefa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO cen\u00e1rio \u00e9 bastante preocupante. Se n\u00e3o houver um esfor\u00e7o s\u00e9rio para racionalizar a litig\u00e2ncia judicial envolvendo o IBS e a CBS, o sistema judici\u00e1rio poder\u00e1 receber mais demandas do que tem capacidade de lidar\u201d, afirma o STJ em seu diagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<p>A Corte espera maior demanda por decis\u00f5es colegiadas, que resolvam conflitos interpretativos \u201cnovos e dif\u00edceis\u201d sobre IBS e CBS, uniformizando a jurisprud\u00eancia em n\u00edvel nacional. Seguindo as regras atuais, caber\u00e1 ao STJ estabelecer a interpreta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o \u00fanica aplicada pelos seis Tribunais Regionais Federais (TRFs), pelos 27 Tribunais de Justi\u00e7a e, eventualmente, pelos \u00f3rg\u00e3os do sistema dos juizados especiais federais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o STJ, a reforma tribut\u00e1ria tem potencial de elevar o contencioso judicial tribut\u00e1rio a par\u00e2metros in\u00e9ditos, \u201cesgotando os recursos do Poder Judici\u00e1rio\u201d. A Emenda Constitucional (EC) n\u00ba 132, de 2023, e os projetos de lei complementar em tramita\u00e7\u00e3o para sua regulamenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o d\u00e3o resposta suficiente \u00e0 quest\u00e3o da integra\u00e7\u00e3o do contencioso judicial tribut\u00e1rio, segundo a Corte.<\/p>\n\n\n\n<p>O parecer estima que cada titular de cr\u00e9dito sobre o mesmo fato (Estado destino, munic\u00edpio destino e Uni\u00e3o) mover\u00e1 sua pr\u00f3pria execu\u00e7\u00e3o fiscal. Ent\u00e3o, um \u00fanico fato poder\u00e1 levar a tr\u00eas execu\u00e7\u00f5es fiscais. Por isso, o STJ estima que os novos tributos t\u00eam o potencial de, ao menos, triplicar o contencioso sobre a tributa\u00e7\u00e3o do consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>O diagn\u00f3stico, para primeira e segunda inst\u00e2ncias, aponta que a solu\u00e7\u00e3o proposta pela AGU, de uma nova justi\u00e7a mista, tem \u201cv\u00e1rios problemas de estrutura\u00e7\u00e3o\u201d. Segundo os ministros, a cria\u00e7\u00e3o de um novo tribunal com magistrados de diferentes origens representaria um \u201cdesafio administrativo intranspon\u00edvel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o muitas as inova\u00e7\u00f5es e como novidades geram d\u00favidas, e estas, controv\u00e9rsias, \u00e9 praticamente certo que o n\u00edvel de litigiosidade aumentar\u00e1 ainda mais\u201d, diz a ministra Regina Helena Costa em resposta por e-mail enviada ao Valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o STJ, uma das possibilidades \u00e9 especializa\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a Federal para processar e julgar as causas relativas n\u00e3o apenas \u00e0 CBS, contribui\u00e7\u00e3o federal, mas tamb\u00e9m ao IBS, imposto estadual e municipal com o mesmo regime jur\u00eddico. \u201cEssa solu\u00e7\u00e3o se aproveita de estruturas j\u00e1 existentes e consolidadas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta tamb\u00e9m inclui estabelecer al\u00e7adas para a proposi\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00f5es fiscais por cada ente da federa\u00e7\u00e3o. Segundo os ministros, esse formato tem a vantagem de concentrar a cobran\u00e7a e a discuss\u00e3o em um s\u00f3 processo, com apenas um ente representando os demais, e de diluir a litig\u00e2ncia entre as Justi\u00e7as Federal e dos Estados.<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ ainda prop\u00f5e a exig\u00eancia de requerimento pr\u00e9vio administrativo para as discuss\u00f5es sobre os novos tributos. \u201cSeria uma forma de valorizar a atividade administrativa e de aliviar a jurisdi\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o de que a reformula\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a Federal seja dif\u00edcil por falta de or\u00e7amento, segundo a ministra Regina Helena Costa. \u201cA medida precisa ser acompanhada de uma adequada estrat\u00e9gia de financiamento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o advogado Luis Gustavo Bichara, quando o governo optou pelo IVA dual, esqueceu de organizar o contencioso do novo sistema. \u201cA EC 132 n\u00e3o cuidou disso e a regulamenta\u00e7\u00e3o focou no m\u00e9rito, esquecendo essa parte da reforma. Agora percebeu que tem que definir esse tema, porque algum contencioso haver\u00e1\u201d, diz. Para o advogado, o que se viu, pela experi\u00eancia mundial, n\u00e3o foi um aumento exponencial no n\u00famero de processos.<\/p>\n\n\n\n<p>Bichara lembra que a S\u00famula 150 do STJ define que a compet\u00eancia \u00e9 federal quando houver interesse da Uni\u00e3o. E como o IBS e CBS s\u00e3o id\u00eanticos, ser\u00e1 natural que a Uni\u00e3o sempre tenha interesse nas causas de IBS, o que gera risco de sobrecarregar a Justi\u00e7a Federal &#8211; apesar de n\u00e3o haver certeza sobre o volume de processos da reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Breno Vasconcelos, do Mannrich e Vasconcelos, AGU e STJ partem de um ponto semelhante, que \u00e9 ver tributos considerados g\u00eameos e que v\u00e3o incidir sobre as mesmas situa\u00e7\u00f5es n\u00e3o terem a mesma solu\u00e7\u00e3o por serem julgados em lugares diferentes. O STJ, afirma, fez um diagn\u00f3stico correto de um risco, porque o Projeto de Lei Complementar (PLP) n\u00ba 108 e a EC 132 n\u00e3o trazem a previs\u00e3o para o processo tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas Vasconcelos pondera que essa proposta pode ter um custo pol\u00edtico de retirar dos ju\u00edzes estaduais a compet\u00eancia para julgar. \u201cA necessidade de disp\u00eandio de dinheiro e tempo dificulta qualquer proposta.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) considera necess\u00e1rio criar mecanismos de articula\u00e7\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o tanto na esfera administrativa quanto judicial. Para a entidade, embora se espere que o novo modelo reduza o volume de lit\u00edgios, a efetividade da simplifica\u00e7\u00e3o depende de uma integra\u00e7\u00e3o, que vai desde a coordena\u00e7\u00e3o das fiscaliza\u00e7\u00f5es, passando pela inst\u00e2ncia administrativa at\u00e9 a palavra final no Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A associa\u00e7\u00e3o acredita que a cria\u00e7\u00e3o de estruturas que incorporem, conjuntamente, ju\u00edzes estaduais e federais para o julgamento exclusivo dos tributos pode ser efetiva, j\u00e1 que se trataria apenas de uma realoca\u00e7\u00e3o de recursos, sem resultar em novos gastos.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a AGU n\u00e3o quis comentar o assunto.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/05\/19\/stj-preve-que-ibs-e-cbs-tem-potencial-para-triplicar-o-atual-contencioso-tributario.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/05\/19\/stj-preve-que-ibs-e-cbs-tem-potencial-para-triplicar-o-atual-contencioso-tributario.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Projeto rege cobran\u00e7a de ICMS em opera\u00e7\u00e3o entre filiais de empresa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/05\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanhando uma decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF), que determina que remessas internas e interestaduais de bens entre estabelecimentos da mesma titularidade n\u00e3o dever\u00e3o gerar nova cobran\u00e7a de ICMS, o governo do Estado encaminhou ao Legislativo capixaba uma proposta com objetivo de estabelecer a norma no Esp\u00edrito Santo.<br>Trata-se do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www3.al.es.gov.br\/Sistema\/Protocolo\/Processo2\/Digital.aspx?id=445583&amp;arquivo=Arquivo\/Documents\/PL\/445583-202504241607230583538WD16Y(15683).pdf&amp;identificador=3400340035003500380033003A005000&amp;tipoId=P445583#P445583\">Projeto de Lei (PL) 257\/2025<\/a>, que altera a Lei 7.000\/2001, que regulamenta a cobran\u00e7a do imposto no Estado. A mat\u00e9ria foi lida na sess\u00e3o ordin\u00e1ria desta segunda-feira (12), \u00e0s 15 horas, quando tamb\u00e9m foi aprovado&nbsp;requerimento para que ela seja analisada em urg\u00eancia na Casa.&nbsp;<br>A decis\u00e3o vale para a transfer\u00eancia de bens entre estabelecimentos do mesmo titular&nbsp;como,&nbsp;por exemplo, filiais de uma mesma empresa, mesmo que a remessa seja para outro estado. A medida foi firmada por meio do Conv\u00eanio ICMS 109\/2024, do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz).<br>\u201cO conv\u00eanio assegura nas remessas interestaduais de bens entre estabelecimentos de mesma titularidade, o direito de transfer\u00eancia de cr\u00e9dito do imposto relativo \u00e0s opera\u00e7\u00f5es e presta\u00e7\u00f5es anteriores\u201d, argumenta o Executivo na justificativa do projeto.<br>Portanto, nesse tipo de transfer\u00eancia, caso a proposta seja aprovada pelos parlamentares e sancionada pelo governador, ficar\u00e1 valendo a cobran\u00e7a original do imposto, gerada no ato da compra do bem, sendo repassada para o estabelecimento do mesmo titular a transfer\u00eancia de cr\u00e9dito do imposto relativo \u00e0s opera\u00e7\u00f5es e presta\u00e7\u00f5es pregressas, j\u00e1 saldadas pelo propriet\u00e1rio.<br>Despesas<br>O governo encaminhou junto ao projeto uma declara\u00e7\u00e3o do secret\u00e1rio de Estado da Fazenda, Benicio Costa, afirmando que a medida n\u00e3o ir\u00e1 gerar despesas nem ren\u00fancia de receitas para o Estado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.al.es.gov.br\/Noticia\/2025\/05\/48607\/projeto-rege-cobranca-de-icms-em-operacao-entre-filiais-de-empresa.html\">https:\/\/www.al.es.gov.br\/Noticia\/2025\/05\/48607\/projeto-rege-cobranca-de-icms-em-operacao-entre-filiais-de-empresa.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/portal.fazenda.rj.gov.br\/noticias\/sefaz-rj-disponibiliza-ferramenta-para-fomento-a-autorregularizacao\/\"><strong>Sefaz-RJ disponibiliza ferramenta para fomento \u00e0 autorregulariza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/05\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-RJ) disponibilizou, no Painel EFD, a funcionalidade \u201cValida\u00e7\u00e3o Estadual\u201d. Implementada pela Portaria n\u00b0 176\/2025, da Superintend\u00eancia de Cadastro e Informa\u00e7\u00f5es Fiscais, a ferramenta verifica automaticamente poss\u00edveis erros no preenchimento da EFD-ICMS\/IPI, permitindo a retifica\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea da declara\u00e7\u00e3o. No m\u00eas de abril, o sistema detectou cerca de 2 mil EFDs com erros e advert\u00eancias dentre as 75 mil analisadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 uma iniciativa pensada para dar praticidade aos estabelecimentos, permitindo a ci\u00eancia imediata de inconsist\u00eancias verificadas pela Sefaz-RJ no preenchimento da declara\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 parte do nosso trabalho de fomento \u00e0 autorregulariza\u00e7\u00e3o, evitando penalidades a partir do suporte ao contribuinte do estado\u201d, subsecret\u00e1rio de Receita Adilson Zegur.<\/p>\n\n\n\n<p>Anteriormente, os contribuintes fluminenses obrigados \u00e0 entrega da declara\u00e7\u00e3o contavam apenas com o Programa Validador (PVA), da Receita Federal, que recepciona o documento e retransmite para os estados. No entanto, a medida de lan\u00e7ar esta ferramenta com base em normas tribut\u00e1rias estaduais tornar\u00e1 a an\u00e1lise mais precisa e de f\u00e1cil verifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para acessar o servi\u00e7o, o contribuinte deve visitar o Painel EFD no Portal da Fazenda (<a href=\"http:\/\/portal.fazenda.rj.gov.br\/efd\">http:\/\/portal.fazenda.rj.gov.br\/efd<\/a>), logando na p\u00e1gina com o Certificado Digital. Ao preencher o campo relativo \u00e0 Inscri\u00e7\u00e3o Estadual ou CNPJ e informar o per\u00edodo de busca, o contribuinte poder\u00e1 consultar a lista de declara\u00e7\u00f5es das referidas datas. Na coluna de \u201cValida\u00e7\u00e3o Estadual\u201d, pode surgir a sinaliza\u00e7\u00e3o em verde, indicando que o documento est\u00e1 regular; ou duas sinaliza\u00e7\u00f5es em vermelho, apontando eventuais erros ou advert\u00eancias, e, clicando nos \u00edcones, \u00e9 poss\u00edvel baixar relat\u00f3rios em PDF e Excel dos dados. Os estabelecimentos que n\u00e3o retificarem o documento podem se tornar alvo de fiscaliza\u00e7\u00e3o da Receita Estadual.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/portal.fazenda.rj.gov.br\/noticias\/sefaz-rj-disponibiliza-ferramenta-para-fomento-a-autorregularizacao\">https:\/\/portal.fazenda.rj.gov.br\/noticias\/sefaz-rj-disponibiliza-ferramenta-para-fomento-a-autorregularizacao<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Programa de autorregulariza\u00e7\u00e3o intensifica combate \u00e0 sonega\u00e7\u00e3o e busca recuperar R$ 1,9 milh\u00e3o em ICMS devido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/05\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O governo do Estado lan\u00e7ou um novo programa de autorregulariza\u00e7\u00e3o, desta vez voltado a valores relacionados \u00e0 venda de alho a consumidores finais sem o pagamento do ICMS previsto nas opera\u00e7\u00f5es.&nbsp;A&nbsp;iniciativa promovida pela&nbsp;Secretaria da Fazenda (Sefaz), por meio da Receita Estadual,&nbsp;abrange 405 estabelecimentos, que somam R$ 1,9 milh\u00e3o n\u00e3o recolhidos aos cofres p\u00fablicos.&nbsp;O&nbsp;prazo para que as empresas regularizem as pend\u00eancias, fazendo o pagamento devido, vai at\u00e9 30 de junho.<\/p>\n\n\n\n<p>Os&nbsp;ind\u00edcios de irregularidades foram constatados em opera\u00e7\u00f5es realizadas entre 1\u00ba de junho de 2020 e 28 de fevereiro de 2025.&nbsp;Os&nbsp;contribuintes come\u00e7aram a ser comunicados sobre o programa nesta semana por meio do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.sefaz.rs.gov.br\/Receita\/PortaleCAC.aspx\">Portal e-CAC da Receita Estadual<\/a>. Na aba \u201cautorregulariza\u00e7\u00e3o\u201d da plataforma, tamb\u00e9m est\u00e3o dispon\u00edveis orienta\u00e7\u00f5es e arquivos com informa\u00e7\u00f5es detalhadas das Notas Fiscais Eletr\u00f4nicas (NF-e), bem como o c\u00e1lculo da diverg\u00eancia apontada.&nbsp;O&nbsp;atendimento relacionado ao programa \u00e9 feito exclusivamente pelo canal de comunica\u00e7\u00e3o disponibilizado dentro do portal.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas que n\u00e3o se regularizarem ficar\u00e3o sujeitas a abertura de procedimento de a\u00e7\u00e3o fiscal, com imposi\u00e7\u00e3o da multa correspondente.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00e7\u00f5es de regulariza\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O programa \u00e9 coordenado pela Central de Servi\u00e7os Compartilhados de Autorregulariza\u00e7\u00e3o (CSC Autorregulariza\u00e7\u00e3o), com a colabora\u00e7\u00e3o da Equipe de Prospec\u00e7\u00e3o de Ind\u00edcios e do Grupo Especializado Setorial de Supermercados (GES Super). Ele faz parte das a\u00e7\u00f5es de regulariza\u00e7\u00e3o da Receita Estadual, com fiscaliza\u00e7\u00e3o massiva de contribuintes, oportunizando a volta \u00e0 regularidade com uma onerosidade inferior aos procedimentos repressivos. Esse modelo de atua\u00e7\u00e3o tem como objetivos o est\u00edmulo ao cumprimento volunt\u00e1rio das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias e a promo\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a fiscal, com redu\u00e7\u00e3o da litigiosidade entre fisco e contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>A CSC Autorregulariza\u00e7\u00e3o \u00e9 o setor especializado em an\u00e1lises massivas, operacionaliza\u00e7\u00e3o, gest\u00e3o e atendimento de programas do tipo. O plano \u00e9 intensificar a\u00e7\u00f5es destinadas a identificar diverg\u00eancias, inconsist\u00eancias e outros eventos que possam acarretar pagamento de imposto em valores inferiores aos devidos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.estado.rs.gov.br\/programa-de-autorregularizacao-intensifica-combate-a-sonegacao-e-busca-recuperar-r-1-9-milhao-em-icms-devido#:~:text=O%20governo%20do%20Estado%20lan%C3%A7ou,do%20ICMS%20previsto%20nas%20opera%C3%A7%C3%B5es\">https:\/\/www.estado.rs.gov.br\/programa-de-autorregularizacao-intensifica-combate-a-sonegacao-e-busca-recuperar-r-1-9-milhao-em-icms-devido#:~:text=O%20governo%20do%20Estado%20lan%C3%A7ou,do%20ICMS%20previsto%20nas%20opera%C3%A7%C3%B5es<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exigir estrutura de interna\u00e7\u00e3o para benef\u00edcio fiscal extrapola a lei<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/05\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para fins tribut\u00e1rios, a exist\u00eancia de estrutura pr\u00f3pria de interna\u00e7\u00e3o e de atendimento 24 horas n\u00e3o \u00e9 requisito para a caracteriza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o hospitalar, e a exig\u00eancia desses elementos extrapola a legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a 5\u00aa Vara Federal C\u00edvel da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Maranh\u00e3o reconheceu o direito de uma cl\u00ednica de servi\u00e7os ambulatoriais de sa\u00fade a recolher o Imposto de Renda de Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e a Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) com al\u00edquotas reduzidas de 8% e 12%, respectivamente. A decis\u00e3o foi proferida na an\u00e1lise de um mandado de seguran\u00e7a com pedido de liminar impetrado pela cl\u00ednica contra a Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o processo, a autora oferece, entre outros, os seguintes servi\u00e7os: atividade m\u00e9dica ambulatorial restrita a consultas e com recursos para procedimentos cir\u00fargicos; atividade m\u00e9dica ambulatorial com recursos para exames complementares; aten\u00e7\u00e3o ambulatorial; pronto-socorro; e unidades hospitalares para atendimento a urg\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>A cl\u00ednica argumentou que, de acordo com a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, tem direito l\u00edquido e certo aos benef\u00edcios regidos pelos artigos 15, par\u00e1grafo 1\u00ba, inciso III, \u201ca\u201d, e 20 da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9249.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%209.249%2C%20DE%2026%20DE%20DEZEMBRO%20DE%201995.&amp;text=Altera%20a%20legisla%C3%A7%C3%A3o%20do%20imposto,l%C3%ADquido%2C%20e%20d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias.\">Lei 9.249\/1995<\/a>. No entanto, relatou que vinha recolhendo os tributos com base de c\u00e1lculo majorada em 32%.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Fisco argumentou que o mandado de seguran\u00e7a era inadequado devido \u00e0 aus\u00eancia de prova pr\u00e9-constitu\u00edda do direito pleiteado. Tamb\u00e9m sustentou que a autora n\u00e3o comprovou dispor de estrutura pr\u00f3pria, o que inviabilizaria sua caracteriza\u00e7\u00e3o como servi\u00e7o hospitalar, segundo a&nbsp;<a href=\"https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/saudelegis\/anvisa\/2002\/rdc0050_21_02_2002.html\">Resolu\u00e7\u00e3o 50\/2002 da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa)<\/a>, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/normasinternet2.receita.fazenda.gov.br\/#\/consulta\/externa\/5681\">Ato Declarat\u00f3rio Interpretativo 19\/2007<\/a>&nbsp;da Receita Federal e a&nbsp;<a href=\"https:\/\/normasinternet2.receita.fazenda.gov.br\/#\/consulta\/externa\/73669\/visao\/multivigente\">Solu\u00e7\u00e3o de Consulta 36\/2016<\/a>, tamb\u00e9m do Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua decis\u00e3o, por\u00e9m, o juiz federal Deomar da Assen\u00e7\u00e3o Arouche Junior lembrou a tese firmada pelo STJ no julgamento do&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=217&amp;cod_tema_final=217\">Tema 217<\/a>. Segundo esse entendimento, a express\u00e3o \u201cservi\u00e7os hospitalares\u201d n\u00e3o se refere necessariamente aos servi\u00e7os prestados \u201cno interior do estabelecimento hospitalar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo caso em tela, restou demonstrado que a impetrante: realiza procedimentos cir\u00fargicos e demais atividades m\u00e9dicas hospitalares; possui alvar\u00e1 sanit\u00e1rio expedido pelo munic\u00edpio de S\u00e3o Lu\u00eds, comprovando que est\u00e1 submetida \u00e0 regula\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria da Anvisa; e encontra-se constitu\u00edda como sociedade empres\u00e1ria limitada. Assim, a exig\u00eancia de que os servi\u00e7os sejam prestados em estrutura pr\u00f3pria n\u00e3o pode prevalecer, pois extrapola o que disp\u00f5e a lei e contraria o entendimento do STJ\u201d, escreveu o julgador.<\/p>\n\n\n\n<p>Os advogados&nbsp;Gabriel Pinheiro Corr\u00eaa Costa&nbsp;e&nbsp;Lucas Soares Sousa, s\u00f3cios do escrit\u00f3rio Costa e Costa Associados, representam a cl\u00ednica. \u201cTrata-se de precedente relevante por reafirmar a interpreta\u00e7\u00e3o jurisprudencial mais inclusiva e atualizada da norma tribut\u00e1ria, beneficiando centenas de cl\u00ednicas e empresas de sa\u00fade que enfrentam resist\u00eancia administrativa por parte da Receita Federal\u201d, disseram eles.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 1049515-71.2023.4.01.3700<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mai-13\/exigir-estrutura-de-internacao-para-beneficio-fiscal-extrapola-a-lei\/#:~:text=Para%20fins%20tribut%C3%A1rios%2C%20a%20exist%C3%AAncia,desses%20elementos%20extrapola%20a%20legisla%C3%A7%C3%A3o\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mai-13\/exigir-estrutura-de-internacao-para-beneficio-fiscal-extrapola-a-lei\/#:~:text=Para%20fins%20tribut%C3%A1rios%2C%20a%20exist%C3%AAncia,desses%20elementos%20extrapola%20a%20legisla%C3%A7%C3%A3o<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Paran\u00e1 prorroga benef\u00edcio de ICMS na venda interestadual de su\u00ednos vivos at\u00e9 2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/05\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Governo do Estado do Paran\u00e1, por meio da Secretaria da Fazenda (Sefa), prorrogou nesta segunda-feira (12) o benef\u00edcio fiscal que reduz a base de c\u00e1lculo do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) nas vendas interestaduais de su\u00ednos vivos. A medida, j\u00e1 internalizada pela legisla\u00e7\u00e3o atual, obteve o aval do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz) e foi estendida at\u00e9 30 de abril de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>O benef\u00edcio permite que, al\u00e9m do Paran\u00e1, os estados signat\u00e1rios \u2013 Mato Grosso, Rond\u00f4nia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina \u2013 reduzam em at\u00e9 50% a base de c\u00e1lculo do ICMS incidente sobre essas opera\u00e7\u00f5es espec\u00edficas realizadas por produtores rurais.<\/p>\n\n\n\n<p>O principal objetivo da prorroga\u00e7\u00e3o \u00e9 impulsionar a competitividade da carne su\u00edna produzida no estado em transa\u00e7\u00f5es com outras unidades da federa\u00e7\u00e3o. Ao diminuir a carga tribut\u00e1ria, espera-se que os suinocultores do Paran\u00e1 consigam ofertar seus produtos a pre\u00e7os mais competitivos, ampliando sua participa\u00e7\u00e3o no mercado nacional e fortalecendo a economia local.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cManter o incentivo fiscal \u00e9 um apoio crucial para que os produtores possam enfrentar os desafios do mercado e manter a sustentabilidade de suas atividades, trazendo um impacto positivo para toda a cadeia produtiva de su\u00ednos no Paran\u00e1, desde os pequenos produtores at\u00e9 as agroind\u00fastrias e gerando emprego e renda no campo\u201d, explicou o secret\u00e1rio da Fazenda, Norberto Ortigara.<\/p>\n\n\n\n<p>PRODU\u00c7\u00c3O PARANAENSE&nbsp;\u2013&nbsp;O Paran\u00e1 alcan\u00e7ou em 2024 a sua&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.aen.pr.gov.br\/Noticia\/Parana-alcanca-maior-participacao-da-historia-na-producao-nacional-de-suinos\">maior participa\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria na produ\u00e7\u00e3o nacional de su\u00ednos<\/a>&nbsp;segundo dados mais recentes da Pesquisa Trimestral de abate de Animais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). No \u00faltimo ano, os produtores paranaenses abateram 12,4 milh\u00f5es de porcos, o equivalente a 21,5% de todos os abates ocorridos no Brasil no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima d\u00e9cada, os produtores paranaenses de su\u00ednos mantiveram um ritmo constante de crescimento, o que fez com que a produ\u00e7\u00e3o absoluta saltasse de 6,9 milh\u00f5es em 2014 para os atuais 12,4 milh\u00f5es em 2024. O aumento foi de 79% no per\u00edodo, acima da m\u00e9dia nacional, que registrou uma varia\u00e7\u00e3o positiva de 55%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos proporcionais, s\u00e3o cinco anos seguidos em que o Paran\u00e1 amplia a sua participa\u00e7\u00e3o nacional, que passou de 19,9% em 2019 para os atuais 21,5%.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.aen.pr.gov.br\/Noticia\/Parana-prorroga-beneficio-de-ICMS-na-venda-interestadual-de-suinos-vivos-ate-2026\">https:\/\/www.aen.pr.gov.br\/Noticia\/Parana-prorroga-beneficio-de-ICMS-na-venda-interestadual-de-suinos-vivos-ate-2026<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:\u00a0\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>STF decide n\u00e3o julgar teto para a base de c\u00e1lculo de contribui\u00e7\u00f5es ao Sistema S<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/05\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros entenderam que trata-se de quest\u00e3o infraconstitucional e a \u00faltima palavra seria do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes n\u00e3o conseguiram levar para o Supremo Tribunal Federal (STF) a discuss\u00e3o sobre a possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o do teto de 20 sal\u00e1rios-m\u00ednimos para o c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es parafiscais devidas ao Sistema S. Os ministros entenderam que trata-se de quest\u00e3o infraconstitucional e a \u00faltima palavra seria do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), que j\u00e1 tem decis\u00e3o, em recursos repetitivos, desfavor\u00e1vel \u00e0s empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o se d\u00e1 em torno de duas leis da d\u00e9cada de 80. A Lei n\u00ba 6.950, de 1981, prev\u00ea no artigo 4\u00ba que a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias deve respeitar o limite de 20 sal\u00e1rios-m\u00ednimos. Seu par\u00e1grafo \u00fanico complementa que esse mesmo teto tem de ser observado para as \u201ccontribui\u00e7\u00f5es parafiscais arrecadadas por conta de terceiros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O Decreto n\u00ba 2.318, de 1986, no entanto, revogou o limite imposto para o c\u00e1lculo \u201cda contribui\u00e7\u00e3o da empresa para a Previd\u00eancia Social\u201d que estava previsto no artigo 4\u00ba, mas n\u00e3o mexeu no par\u00e1grafo \u00fanico. Por isso, os contribuintes defendem a aplica\u00e7\u00e3o do limite de 20 sal\u00e1rios-m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p>No STJ, os ministros da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o n\u00e3o acataram a argumenta\u00e7\u00e3o das empresas. Em mar\u00e7o de 2024, definiram que as contribui\u00e7\u00f5es parafiscais devidas ao Sesi, Senai, Sesc e Senac devem incidir sobre toda a folha de pagamentos das empresas. Para limitar o impacto do entendimento, os ministros modularam a decis\u00e3o. LEIA MAIS: Agenda do STF: Ministros devem julgar contribui\u00e7\u00e3o sindical e per\u00edodo de descanso para trabalhador<\/p>\n\n\n\n<p>Pela modula\u00e7\u00e3o, a decis\u00e3o vale a partir da publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento e estariam ressalvadas as a\u00e7\u00f5es judiciais ajuizadas at\u00e9 a data de in\u00edcio do julgamento do Tema 1.079 (25 de outubro de 2023) e com decis\u00e3o favor\u00e1vel, valendo o teto at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o (17 de setembro de 2024). A modula\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o encerrou a quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Tribunais Regionais Federais (TRFs) t\u00eam aplicado o entendimento do STJ. Foi dessa forma que a quest\u00e3o chegou ao Supremo. Uma empresa de equipamentos agr\u00edcolas questionou ac\u00f3rd\u00e3o do TRF-4, que tinha vedado a limita\u00e7\u00e3o com base no entendimento dos ministros (processo n\u00ba 50010779120214047107).<\/p>\n\n\n\n<p>No Supremo, por unanimidade, os ministros entenderam que n\u00e3o caberia \u00e0 Corte se pronunciar, uma vez que a demanda exigiria o exame de legisla\u00e7\u00e3o infraconstitucional \u2013 no caso, a Lei n\u00ba 6.950\/1981 e o Decreto-Lei n\u00ba 2.318\/1986.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 infraconstitucional a controv\u00e9rsia sobre a limita\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es destinadas a terceiros ao teto de 20 sal\u00e1rios-m\u00ednimos previsto na Lei n\u00ba 6.950\/1981\u201d foi a tese fixada, de acordo com a proposta do relator do processo, o ministro Lu\u00eds Roberto Barroso (ARE 1535441).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo especialistas, a decis\u00e3o torna o entendimento do STJ definitivo. Por\u00e9m, a modula\u00e7\u00e3o de efeitos aplicada ainda dever\u00e1 ser analisada pela Corte Especial. A quest\u00e3o foi levada ao colegiado depois de haver decis\u00f5es opostas em embargos de declara\u00e7\u00e3o apresentados pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) nos dois recursos julgados \u2013 em um o pedido foi aceito e no outro, n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No pedido, a PGFN destaca que o artigo 927 do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC), em seu par\u00e1grafo 3\u00ba, prev\u00ea que s\u00f3 nos casos de \u201caltera\u00e7\u00e3o de jurisprud\u00eancia dominante do Supremo Tribunal Federal e dos tribunais superiores ou daquela oriunda de julgamento de casos repetitivos, pode haver modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da altera\u00e7\u00e3o no interesse social e no da seguran\u00e7a jur\u00eddica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Eduardo Pugliese, a decis\u00e3o do Supremo de n\u00e3o analisar a quest\u00e3o foi correta, pois o tema debatido no m\u00e9rito n\u00e3o \u00e9 constitucional. \u201cO STJ deve discutir o conceito de jurisprud\u00eancia pac\u00edfica para fins de modula\u00e7\u00e3o e, quando essa discuss\u00e3o terminar, ser\u00e1 poss\u00edvel interpor recurso ao Supremo\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Tiago Conde, advogado de um dos recursos que tramitam no STJ, entende que a decis\u00e3o do Supremo traz certa seguran\u00e7a jur\u00eddica para a an\u00e1lise da quest\u00e3o pelo STJ. Depois disso, ser\u00e1 poss\u00edvel propor um recurso mais espec\u00edfico contra o que for decidido. \u201cAinda estamos no jogo\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Carolina Rigon, destaca que o entendimento do STJ pode ser usado como precedente para afastar o teto tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais contribui\u00e7\u00f5es devidas a terceiros. Ela lembra que est\u00e3o com a Comiss\u00e3o Gestora de Precedentes, para poss\u00edvel indica\u00e7\u00e3o como representativos da controv\u00e9rsia, processos que questionam a possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o do Tema 1079\/STJ tamb\u00e9m \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es pagas ao Incra, Sebrae, FNDE, Apex e ABDI (REsp 2185634, REsp 2187625, REsp 2187646, REsp 2188421 e REsp 2185634).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cConsiderando que os Tribunais Regionais Federais v\u00eam aplicando o entendimento do STJ \u00e0s demais contribui\u00e7\u00f5es de terceiros, por\u00e9m sem estender os efeitos da modula\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel aos contribuintes, \u00e9 fundamental que o STJ, em nome da seguran\u00e7a jur\u00eddica e da uniformiza\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia, se manifeste em sede de recurso repetitivo sobre o tema\u201d, diz a advogada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a PGFN afirma ter recebido \u201ccom tranquilidade o resultado do Tema 1.393 de repercuss\u00e3o geral, certa da corre\u00e7\u00e3o e completude da tese de m\u00e9rito definida pelo STJ no Tema 1.079 dos recursos repetitivos<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/05\/12\/stf-decide-nao-julgar-teto-para-a-base-de-calculo-de-contribuicoes-ao-sistema-s.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/05\/12\/stf-decide-nao-julgar-teto-para-a-base-de-calculo-de-contribuicoes-ao-sistema-s.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Justi\u00e7a Federal condena t\u00e9cnico em contabilidade por sonega\u00e7\u00e3o de impostos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/05\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a Federal em Porto Alegre condenou um empres\u00e1rio, t\u00e9cnico em contabilidade, por sonegar impostos da empresa da qual ele \u00e9 s\u00f3cio-administrador. A senten\u00e7a foi publicada no dia 05\/05.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) ofereceu a den\u00fancia relatando que o r\u00e9u teria omitido e prestado informa\u00e7\u00f5es falsas \u00e0s autoridades da Receita Federal (RF), entre 2015 e 2017, no que se refere \u00e0s atividades desempenhadas por sua empresa, atuante no ramo de com\u00e9rcio de cereais.<\/p>\n\n\n\n<p>As informa\u00e7\u00f5es e documentos disponibilizados pelo fisco demonstraram que documentos como Escritura\u00e7\u00f5es Cont\u00e1beis Fiscais (ECFs) e Declara\u00e7\u00f5es de D\u00e9bitos e Cr\u00e9ditos Tribut\u00e1rios Federais (DCTFs) n\u00e3o foram entregues ou foram apresentados (em duas ocasi\u00f5es, apenas, dentro&nbsp; do per\u00edodo apurado) com informa\u00e7\u00f5es falsas. Esses documentos cont\u00eam informa\u00e7\u00f5es acerca das opera\u00e7\u00f5es comerciais e dos tributos federais empresariais e s\u00e3o utilizados pela RF para apurar e quantificar impostos devidos, como Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e Contribui\u00e7\u00e3o Sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL).<\/p>\n\n\n\n<p>Restou comprovado que a empresa realizou transa\u00e7\u00f5es comerciais de 2015 a 2017, emitindo notas fiscais de vendas de produtos, em um montante milion\u00e1rio, sobre o qual incidiu cerca de R$ 1,1 milh\u00e3o a t\u00edtulo de IRPJ, mais R$ 562 mil de CSLL. Os cr\u00e9ditos foram constitu\u00eddos em favor da Uni\u00e3o em 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>O r\u00e9u contestou a acusa\u00e7\u00e3o, solicitando o reconhecimento da prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o punitiva e atribuiu a responsabilidade pela sonega\u00e7\u00e3o \u00e0 contadora que fora contratada pela empresa \u00e0 \u00e9poca dos fatos. Informou desconhecimento acerca da necessidade de entrega dos documentos.<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo colheu os testemunhos do acusado e da contadora, entendendo n\u00e3o ser cab\u00edvel a tese defensiva, j\u00e1 que o empres\u00e1rio possui forma\u00e7\u00e3o como t\u00e9cnico em contabilidade, al\u00e9m de ser o \u00fanico administrador da pessoa jur\u00eddica devedora.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c(&#8230;) conv\u00e9m relembrar que a pessoa jur\u00eddica em pauta realizou opera\u00e7\u00f5es comerciais ao longo de todo o per\u00edodo fiscalizado (01\/10\/2015 a 31\/12\/2017) e, mesmo assim, n\u00e3o efetuou nenhum recolhimento de IRPJ e CSLL. Para al\u00e9m do mero inadimplemento tribut\u00e1rio, a empresa entregou ECF &#8220;zerada&#8221; em 2015 e DCTF com a informa\u00e7\u00e3o de que estava &#8220;inativa&#8221; em rela\u00e7\u00e3o a todo o per\u00edodo fiscalizado, isso em janeiro de 2017, o que n\u00e3o condizia com a realidade, enquanto nos demais per\u00edodos n\u00e3o entregou EFCs nem DCTFs, assim ocultando da Receita Federal os fatos geradores dos tributos devidos, em n\u00edtido prop\u00f3sito de sonega\u00e7\u00e3o fiscal\u201d, entendeu o \u00f3rg\u00e3o julgador.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi procedente, sendo o r\u00e9u condenado a pena privativa de liberdade, em regime semiaberto, a quatro anos e sete meses, al\u00e9m do pagamento de multa.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe recurso para o Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.trf4.jus.br\/trf4\/controlador.php?acao=noticia_visualizar&amp;id_noticia=29125\">https:\/\/www.trf4.jus.br\/trf4\/controlador.php?acao=noticia_visualizar&amp;id_noticia=29125<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>CNSa\u00fade vai ao STF contra IRPJ e CSLL sobre Selic em dep\u00f3sitos judiciais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/05\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Sa\u00fade (CNSa\u00fade) protocolou um pedido de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/stf\">STF<\/a>) contra a incid\u00eancia de Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/irpj-entenda-o-que-e-como-funciona-e-como-e-calculado\">IRPJ<\/a>) e Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/artigos\/csll-o-que-e\">CSLL<\/a>) sobre a Selic aplicada \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos judiciais. A ADI 7813, que trata do tema, foi protocolada em 2 de maio, e tem como relator o ministro Nunes Marques.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a CNSa\u00fade, ao entender que essa parcela de corre\u00e7\u00e3o representa acr\u00e9scimo patrimonial, a Receita Federal viola os princ\u00edpios da isonomia, da legalidade tribut\u00e1ria, da capacidade contributiva e da veda\u00e7\u00e3o ao confisco. Para a entidade, a corre\u00e7\u00e3o pela Selic \u00e9, na verdade, uma recomposi\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio do contribuinte, que teve valores retidos no decorrer do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dep\u00f3sitos judiciais s\u00e3o utilizados por contribuintes para suspender a exigibilidade de tributos durante discuss\u00f5es judiciais com o fisco. Se as companhias obt\u00eam decis\u00e3o&nbsp;favor\u00e1vel, os valores s\u00e3o devolvidos com corre\u00e7\u00e3o pela Selic. No entanto, a Receita Federal entende que essa corre\u00e7\u00e3o est\u00e1 sujeita \u00e0 incid\u00eancia de IRPJ e CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, a CNSa\u00fade sustenta que o levantamento desses dep\u00f3sitos s\u00f3 ocorre quando h\u00e1 decis\u00e3o judicial definitiva reconhecendo a ilegalidade da cobran\u00e7a. Ou seja, trata-se de uma devolu\u00e7\u00e3o determinada por tr\u00e2nsito em julgado, na qual o Judici\u00e1rio reconhece que o fisco atuou em desacordo com a Constitui\u00e7\u00e3o ou a lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Breno Vasconcelos, do escrit\u00f3rio Mannrich e Vasconcelos Advogados, que assina a peti\u00e7\u00e3o, explica que a confedera\u00e7\u00e3o defende a aplica\u00e7\u00e3o das raz\u00f5es de decidir do Tema 962, no qual o STF afastou a incid\u00eancia de IRPJ e CSLL sobre a Selic recebida na repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito ap\u00f3s o levantamento de dep\u00f3sitos judiciais. Segundo ele, as situa\u00e7\u00f5es t\u00eam fundamento&nbsp;nos&nbsp;mesmos dispositivos legais, decorrem de um ato il\u00edcito da Fazenda P\u00fablica reconhecido judicialmente e resultam na devolu\u00e7\u00e3o de valores ao contribuinte corrigidos pela Selic.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO ato il\u00edcito que \u00e9 cometido pela Fazenda ao cobrar um tributo indevido \u00e9 o que leva a uma repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito ou ent\u00e3o a um dep\u00f3sito judicial: eu estou sendo cobrado, discuto judicialmente e, para obter certid\u00e3o de regularidade fiscal, deposito em ju\u00edzo. Ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado, em que a decis\u00e3o disse que houve um ato il\u00edcito, eu tenho a devolu\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, a identidade causal \u00e9 a mesma. Eu s\u00f3 consigo levantar o dep\u00f3sito ou repetir um ind\u00e9bito quando o Poder Judici\u00e1rio reconhece um ato il\u00edcito da Fazenda P\u00fablica\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele acrescenta ainda que, al\u00e9m dessa identidade normativa e jur\u00eddica, a a\u00e7\u00e3o demonstra que tamb\u00e9m h\u00e1 semelhan\u00e7as econ\u00f4micas e or\u00e7ament\u00e1rias entre os dois&nbsp;casos. Nas duas hip\u00f3teses, os valores s\u00f3 s\u00e3o devolvidos ap\u00f3s tr\u00e2nsito em julgado&nbsp;favor\u00e1vel&nbsp;ao contribuinte e representam uma antecipa\u00e7\u00e3o de recursos ao Estado, com impacto direto no caixa das empresas. Do ponto de vista or\u00e7ament\u00e1rio, tanto o valor pago quanto o valor depositado v\u00e3o para a conta \u00fanica do Tesouro Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade pede concess\u00e3o de medida cautelar para suspender a cobran\u00e7a sobre a Selic incidente em dep\u00f3sitos judiciais realizados at\u00e9 15 de setembro de 2024, data em que entrou em vigor a Lei 14.873\/2024, que alterou o \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel a esses dep\u00f3sitos. A a\u00e7\u00e3o \u00e9 assinada pelo escrit\u00f3rios Mannrich e Vasconcelos e Mudrovitsch Advogados, e ainda n\u00e3o h\u00e1 data para julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatoria foi distribu\u00edda ao ministro&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/nunes-marques\">Nunes Marques<\/a>&nbsp;por preven\u00e7\u00e3o, uma vez que ele tamb\u00e9m conduz a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/cni-ajuiza-acao-no-stf-contra-a-lei-das-subvencoes\">ADI 7551<\/a>, que discute a nova sistem\u00e1tica de&nbsp;tributa\u00e7\u00e3o&nbsp;das subven\u00e7\u00f5es fiscais estabelecida pela Lei 14.789\/23. Essa norma determina que os benef\u00edcios estaduais deixem de ser abatidos da base de c\u00e1lculo do IRPJ, CSLL, PIS e Cofins, sendo convertidos em cr\u00e9dito fiscal limitado&nbsp;\u00e0s&nbsp;subven\u00e7\u00f5es para investimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/cnsaude-vai-ao-stf-contra-irpj-e-csll-sobre-selic-em-depositos-judiciais\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/cnsaude-vai-ao-stf-contra-irpj-e-csll-sobre-selic-em-depositos-judiciais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em empr\u00e9stimo parcelado, IOF incide com al\u00edquota da data da parcela recebida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/05\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso em que um empr\u00e9stimo \u00e9 recebido pelo tomador de forma parcelada, o Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF) incide com a al\u00edquota vigente na data em que cada parcela \u00e9 efetivada.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa conclus\u00e3o \u00e9 da 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que negou provimento ao recurso especial de um contribuinte. O julgamento se deu por maioria de votos.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso envolve a interpreta\u00e7\u00e3o do artigo 63, inciso I, do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l5172compilado.htm\">C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional<\/a>. A norma diz que, nas opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, o IOF incide na entrega total ou parcial do valor que constitui o objeto da obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda Nacional defende que o imposto seja aplicado em cada parcela, de acordo com a al\u00edquota vigente no dia \u2014 que pode variar livremente, j\u00e1 que o IOF \u00e9 instrumento de controle da economia.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa foi a posi\u00e7\u00e3o vencedora, encampada pelo relator, ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, e pelos ministros Gurgel de Faria, Benedito Gon\u00e7alves e S\u00e9rgio Kukina.<\/p>\n\n\n\n<p>A outra possibilidade era a incid\u00eancia de uma vez s\u00f3, no momento em que a primeira parcela fosse liberada. Nesse caso, valeria a al\u00edquota em vig\u00eancia naquela data. Votou assim e ficou vencida a ministra Regina Helena Costa.<\/p>\n\n\n\n<p>Incid\u00eancia do IOF<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto julgado, a posi\u00e7\u00e3o \u00e9 mais favor\u00e1vel \u00e0 Fazenda Nacional porque, ao longo do tempo, o IOF incidente sobre as opera\u00e7\u00f5es variou para cima.<\/p>\n\n\n\n<p>A tomadora do empr\u00e9stimo em quest\u00e3o \u00e9 uma holding formada para a constru\u00e7\u00e3o de parque gerador de energia e\u00f3lica. O neg\u00f3cio foi feito com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES).<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a primeira parcela foi recebida, em maio de 2015, vigorava o Decreto 6.306\/2007, que zerava o IOF para esse tipo de opera\u00e7\u00e3o. E o contribuinte tentou manter essa situa\u00e7\u00e3o para a incid\u00eancia do imposto sobre as demais parcelas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em agosto daquele ano, no entanto, o Decreto 8.511\/2015 revogou a al\u00edquota zero. Ou seja, boa parte das parcelas foi paga pelo BNDES ap\u00f3s aquele momento.<\/p>\n\n\n\n<p>Vota\u00e7\u00e3o e diverg\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>Paulo S\u00e9rgio Domingues votou por negar provimento ao recurso especial do contribuinte. Para ele, o IOF deve incidir sobre cada parcela, com a al\u00edquota vigente no momento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEntendo que o aspecto temporal do fato gerador do IOF se d\u00e1 quando o valor vai ficando dispon\u00edvel a cada presta\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o no momento da celebra\u00e7\u00e3o do contrato.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Abriu a diverg\u00eancia a ministra Regina Helena Costa, para quem o imposto incide uma \u00fanica vez, no momento em que a primeira parcela \u00e9 liberada, o que atende ao fato gerador previsto no artigo 63 do CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o podemos fracionar a obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Essa obriga\u00e7\u00e3o \u00e9 uma s\u00f3. O que temos \u00e9 a execu\u00e7\u00e3o parcelada do cr\u00e9dito, mas n\u00e3o posso fatiar obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. E nem posso dizer que, a cada libera\u00e7\u00e3o desse cr\u00e9dito, vou ter uma nova incid\u00eancia do tributo\u201d, defendeu a magistrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela destacou que a tese defendida pela Fazenda Nacional e pelo relator implicaria reconhecer mais de uma opera\u00e7\u00e3o financeira, ocorrida a cada parcela paga, enquanto o contrato trata o financiamento como \u00fanico.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso geraria inseguran\u00e7a tribut\u00e1ria, pois a cada m\u00eas de recebimento da parcela o contribuinte descobriria qual seria o valor recebido \u2014 o IOF \u00e9 descontado e pago pela pessoa jur\u00eddica que concede o cr\u00e9dito (no caso, o BNDES).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso n\u00e3o \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o sucessiva. \u00c9 exatamente o contr\u00e1rio. A rela\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00fanica e o fato gerador \u00e9 espont\u00e2neo. E \u00e9 a al\u00edquota desse momento que vai ser aplicada\u201d, disse a ministra.<\/p>\n\n\n\n<p>Impacto<\/p>\n\n\n\n<p>Thais Lorena Noveletto, advogada do escrit\u00f3rio Barbosa Prado Advogados, avalia que o julgamento o lan\u00e7a luz sobre a instabilidade normativa e jurisprudencial que pode afetar a previsibilidade tribut\u00e1ria em opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara os contribuintes, a li\u00e7\u00e3o que se extrai \u00e9 clara: a ado\u00e7\u00e3o de contratos de financiamento parcelado est\u00e1 sujeita \u00e0 flutua\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria ao longo do tempo, conforme o regime jur\u00eddico vigente na ocasi\u00e3o de cada libera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela adere aos argumentos da ministra Regina, no sentido de que essa interpreta\u00e7\u00e3o pode comprometer a seguran\u00e7a jur\u00eddica, ao permitir a recomposi\u00e7\u00e3o cont\u00ednua do fato gerador do IOF, o que imp\u00f5e desafios significativos \u00e0 previsibilidade fiscal em projetos de longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.010.908<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mai-13\/em-emprestimo-parcelado-iof-incide-com-aliquota-da-data-da-parcela-recebida\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mai-13\/em-emprestimo-parcelado-iof-incide-com-aliquota-da-data-da-parcela-recebida\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sob o CPC\/1973, honor\u00e1rios s\u00f3 podem ficar abaixo de 1% do valor da causa se houver justificativa espec\u00edfica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/05\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Com base no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l5869.htm#art20%C2%A74\">artigo 20, par\u00e1grafo 4\u00ba, do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC) de 1973<\/a>, a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios em patamar inferior a 1% do valor da causa \u00e9 considerada irris\u00f3ria, salvo justificativa espec\u00edfica que demonstre a adequa\u00e7\u00e3o da verba de&nbsp;sucumb\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse entendimento levou a Corte Especial do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) a reformar decis\u00e3o da Primeira Turma que fixou honor\u00e1rios em valor abaixo do m\u00ednimo legal. Para a Corte Especial, a afirma\u00e7\u00e3o de que o percentual de 1% seria exorbitante no caso n\u00e3o foi fundamentada adequadamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o processo, o Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF1) arbitrou os honor\u00e1rios sucumbenciais em R$ 10 mil, numa causa de R$ 240 milh\u00f5es em 2015. Houve recurso ao STJ, cuja Primeira Turma aumentou o valor para R$ 200 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos&nbsp;embargos de diverg\u00eancia&nbsp;submetidos \u00e0 Corte Especial, foram indicados como paradigmas&nbsp;ac\u00f3rd\u00e3os&nbsp;que consideraram irris\u00f3ria a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios abaixo de 1%.<\/p>\n\n\n\n<p>Jurisprud\u00eancia presume que menos de 1% \u00e9 valor irris\u00f3rio<\/p>\n\n\n\n<p>O relator dos&nbsp;embargos de diverg\u00eancia, ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, destacou o fato de que, em todos os julgados analisados no caso, o arbitramento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios foi discutido tendo como par\u00e2metro o artigo 20, par\u00e1grafo 4\u00ba, do CPC de 1973.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele apontou que, tanto no&nbsp;ac\u00f3rd\u00e3o&nbsp;da Primeira Turma quanto nos dois paradigmas apresentados pela parte embargante, o impedimento da&nbsp;S\u00famula 7&nbsp;do STJ foi afastado diante do reconhecimento de que os honor\u00e1rios advocat\u00edcios haviam sido fixados em patamares irris\u00f3rios pelos tribunais de origem.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o obstante ser poss\u00edvel, diante das circunst\u00e2ncias f\u00e1ticas do caso, arbitrar equitativamente honor\u00e1rios advocat\u00edcios abaixo de 1% do valor da causa, faz-se necess\u00e1ria justificativa apta a superar a presun\u00e7\u00e3o firmada por esta corte&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese em julgamento, o ministro observou que o&nbsp;ac\u00f3rd\u00e3o&nbsp;embargado n\u00e3o fez nenhuma considera\u00e7\u00e3o quanto ao trabalho desenvolvido pelo advogado, nada dizendo sobre a natureza ou import\u00e2ncia da causa, o tempo gasto, o lugar da presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o ou o grau de zelo exigido do profissional. A decis\u00e3o \u2013 apontou \u2013 limitou-se a afirmar que o percentual de 1% sobre o valor da causa representaria uma condena\u00e7\u00e3o exorbitante em honor\u00e1rios e transbordaria os par\u00e2metros firmados pelo STJ. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do relator, n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o concreta para justificar essa afirmativa, e por isso deve prevalecer o entendimento de que s\u00e3o presumidamente irris\u00f3rios os honor\u00e1rios fixados abaixo de 1% do valor da causa.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/julgamento\/eletronico\/documento\/mediado\/?documento_tipo=integra&amp;documento_sequencial=309525280&amp;registro_numero=201700267206&amp;peticao_numero=&amp;publicacao_data=20250430&amp;formato=PDF\">Leia o ac\u00f3rd\u00e3o no EREsp 1.652.847<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2025\/14052025-Sob-o-CPC1973--honorarios-so-podem-ficar-abaixo-de-1--do-valor-da-causa-se-houver-justificativa-especifica.aspx\">https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2025\/14052025-Sob-o-CPC1973&#8211;honorarios-so-podem-ficar-abaixo-de-1&#8211;do-valor-da-causa-se-houver-justificativa-especifica.aspx<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ tem diverg\u00eancia e nova vista em julgamento de regulamenta\u00e7\u00e3o do Pert<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/05\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a registrou diverg\u00eancia e novo pedido de vista no julgamento do recurso especial que contesta a regulamenta\u00e7\u00e3o do Programa Especial de Regulariza\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria (Pert).<\/p>\n\n\n\n<p>A causa tem impacto estimado de R$ 18 bilh\u00f5es, de acordo com o relator, ministro Francisco Falc\u00e3o. A posi\u00e7\u00e3o a ser firmada pelo colegiado dever\u00e1 orientar a forma como os Tribunais Regionais Federais abordar\u00e3o o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>O Pert foi criado pela&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2017\/lei\/l13496.htm\">Lei 13.496\/2017<\/a>&nbsp;para oferecer condi\u00e7\u00f5es facilitadas para a quita\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos federais vencidos at\u00e9 30 de abril de 2017. A regulamenta\u00e7\u00e3o do programa foi feita por meio de instru\u00e7\u00e3o normativa da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/tag\/receita-federal\/\">Receita Federal<\/a>&nbsp;(IN RFB 1.855\/2018), e ficou decidido que apenas os d\u00e9bitos cujas declara\u00e7\u00f5es foram enviadas at\u00e9 7 de dezembro de 2018 eram pass\u00edveis de inclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os ministros Francisco Falc\u00e3o e Maria Thereza de Assis Moura, a instru\u00e7\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida e n\u00e3o restringiu indevidamente a participa\u00e7\u00e3o no programa.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, para o ministro Afr\u00e2nio Vilela, a limita\u00e7\u00e3o excedeu as possibilidades e violou a lei tribut\u00e1ria brasileira. Pediu vista o ministro Teodoro Silva Santos, que pode empatar a vota\u00e7\u00e3o \u2014 o ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze n\u00e3o participa desse julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Regulamento v\u00e1lido<\/p>\n\n\n\n<p>O caso concreto julgado \u00e9 o de uma empresa que transmitiu duas declara\u00e7\u00f5es de d\u00e9bitos e cr\u00e9ditos ap\u00f3s o prazo previsto. Ela culpa a inefici\u00eancia do sistema operado pela Receita Federal e aponta que a instru\u00e7\u00e3o normativa extrapolou a previs\u00e3o da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A regulamenta\u00e7\u00e3o foi feita em 10 de dezembro de 2018 e fixou como limite para o envio das declara\u00e7\u00f5es uma data anterior, 7 de dezembro. A justificativa foi que isso era necess\u00e1rio para que os sistemas estivessem aptos a receber as informa\u00e7\u00f5es fiscais corretas para consolida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o, a norma da Receita Federal apenas conferiu ao Pert a devida operabilidade, inclusive com coer\u00eancia com o limite para a defini\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos a serem inclu\u00eddos no programa.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto do ministro Falc\u00e3o manteve essa conclus\u00e3o, amparado pela S\u00famula 7 do STJ, que impede a revis\u00e3o de fatos e provas na corte. Em ratifica\u00e7\u00e3o nesta ter\u00e7a-feira (13\/5), ele invadiu o m\u00e9rito e confirmou a posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado disse que o contribuinte parte de uma premissa equivocada: a de que a ades\u00e3o ao Pert n\u00e3o depende da constitui\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do d\u00e9bito a ser parcelado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA efetiva inclus\u00e3o do parcelamento dependia necessariamente da constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, sob pena de os d\u00e9bitos n\u00e3o constarem no sistemas da Receita ou da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional\u201d, explicou Falc\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDa\u00ed porque a instru\u00e7\u00e3o normativa estipulou limite para a constitui\u00e7\u00e3o definitiva dos cr\u00e9ditos, condi\u00e7\u00e3o para identifica\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos a serem parcelados e, consequentemente, consolidados\u201d, acrescentou ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Ofensa \u00e0 lei<\/p>\n\n\n\n<p>Abriu a diverg\u00eancia o ministro Afr\u00e2nio Vilela, para quem a instru\u00e7\u00e3o normativa da Receita Federal extrapolou a lei que criou o Pert e ofendeu o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l5172compilado.htm\">C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional<\/a>&nbsp;(artigo 100, inciso I) e a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/del4657.htm\">Lei de Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s Normas do Direito Brasileiro<\/a>&nbsp;(artigo 6\u00ba, par\u00e1grafo 2\u00ba).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao fixar como data limite para a entrega de documentos um momento anterior \u00e0 edi\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria norma, a Receita feriu o exerc\u00edcio de direito l\u00edquido e certo do contribuinte, segundo o magistrado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO artigo 11 da instru\u00e7\u00e3o normativa publicada em 10 de dezembro de 2018, ao criar exig\u00eancia de transmiss\u00e3o de documentos originais ou retificadores at\u00e9 7 de dezembro, ou seja, tr\u00eas dias antes do seu nascimento no mundo jur\u00eddico, atenta realmente contra a legisla\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.084.830<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mai-14\/stj-tem-divergencia-e-nova-vista-em-julgamento-de-regulamentacao-do-pert\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mai-14\/stj-tem-divergencia-e-nova-vista-em-julgamento-de-regulamentacao-do-pert\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aquisi\u00e7\u00e3o de etanol anidro para misturar com gasolina gera cr\u00e9dito de PIS e Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/05\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A aquisi\u00e7\u00e3o de etanol anidro combust\u00edvel (EAC) para jun\u00e7\u00e3o \u00e0 gasolina A, de maneira a formar a gasolina C, gera cr\u00e9ditos de PIS e Cofins por se tratar de insumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa conclus\u00e3o \u00e9 da 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que deu provimento ao recurso especial de uma empresa distribuidora de combust\u00edveis para permitir o creditamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi resolvido por unanimidade de votos, conforme a posi\u00e7\u00e3o da relatora, ministra Regina Helena Costa, e ap\u00f3s voto-vista do ministro Gurgel de Faria.<\/p>\n\n\n\n<p>O creditamento havia sido afastado pelo Tribunal Regional Federal da 5\u00aa Regi\u00e3o porque, embora esse etanol seja reconhecido como insumo, o regime monof\u00e1sico a que est\u00e1 sujeito inviabiliza a apura\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>Atuou pelo contribuinte&nbsp;Mary Elbe Queiroz, advogada, professora e presidente do Centro Nacional para a Preven\u00e7\u00e3o e Resolu\u00e7\u00e3o de Conflitos Tribut\u00e1rios (Cenapret).<\/p>\n\n\n\n<p>Etanol anidro \u00e9 insumo<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra Regina Helena Costa fez uma diferencia\u00e7\u00e3o nesse ponto: o etanol anidro adquirido para revenda n\u00e3o gera creditamento, mas, quando utilizado na produ\u00e7\u00e3o de gasolina C, ele pode ter cr\u00e9ditos aproveitados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUma vez qualificado o \u00e1lcool do tipo etanol anidro combust\u00edvel como insumo, o direito ao cr\u00e9dito em sua aquisi\u00e7\u00e3o deflui dos artigos 3\u00ba, inciso II, de ambas as Leis&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10637.htm\">10.637\/2002<\/a>&nbsp;e Lei&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/l10.833.htm\">10.833\/2003<\/a>\u201d, disse a ministra.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto ainda destacou que, segundo a Resolu\u00e7\u00e3o 807\/2020 da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP), somente os distribuidores de combust\u00edveis podem fazer a adi\u00e7\u00e3o de etanol anidro \u00e0 gasolina A, formando a gasolina C.<\/p>\n\n\n\n<p>A gasolina A \u00e9 a que sai das refinarias e \u00e9 entregue \u00e0s distribuidoras. E a gasolina C \u00e9 a revendida nos postos. Assim, o etanol \u00e9 essencial para sua produ\u00e7\u00e3o e, enquanto insumo, pode gerar cr\u00e9ditos de PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Resp 1.971.879<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mai-14\/aquisicao-de-etanol-anidro-para-mistura-gera-credito-de-pis-e-cofins\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mai-14\/aquisicao-de-etanol-anidro-para-mistura-gera-credito-de-pis-e-cofins\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Decis\u00e3o judicial concede direito \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o do IPI pago por pessoas com defici\u00eancia que adquiriram autom\u00f3veis a gasolina no in\u00edcio dos anos 2000<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/05\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea se enquadra nos requisitos de benefici\u00e1rio, seu pedido deve ser efetuado na Justi\u00e7a Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o foi condenada, nos autos da a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica n. 0018178-11.2000.4.03.6100, a devolver o IPI incidente na venda de ve\u00edculo, com qualquer combust\u00edvel, para pessoas com defici\u00eancia, nos per\u00edodos de 1\u00ba de janeiro a 25 de junho de 2000 e de 17 de junho a 2 de novembro de 2003, desde que comprovados os demais requisitos legais para a obten\u00e7\u00e3o de tal benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o judicial declarou a inconstitucionalidade dos artigos 2\u00b0, da Medida Provis\u00f3ria 1.939- 23\/1999; 2\u00b0, da Medida Provis\u00f3ria 2.068-37\/2000; e 2\u00b0 da Lei 10.690\/2003.<\/p>\n\n\n\n<p>No per\u00edodo de vig\u00eancia das normas em quest\u00e3o a isen\u00e7\u00e3o do IPI era concedida unicamente aos ve\u00edculos que empregassem combust\u00edvel de origem renov\u00e1vel e combust\u00edvel renov\u00e1vel ou com sistema revers\u00edvel de combust\u00e3o. Tal restri\u00e7\u00e3o foi considerada inconstitucional, devendo a isen\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ar ve\u00edculos movidos por todos os tipos de combust\u00edveis, inclusive movidos a gasolina.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a Uni\u00e3o informa \u00e0s pessoas com defici\u00eancia que obtiveram autoriza\u00e7\u00e3o da Receita Federal para aquisi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculo com isen\u00e7\u00e3o de IPI naquela \u00e9poca e que tenham adquirido ve\u00edculos automotores novos movidos a gasolina dentro do prazo da autoriza\u00e7\u00e3o da Receita Federal, sem a isen\u00e7\u00e3o do IPI, a ajuizar cumprimento de senten\u00e7a para obten\u00e7\u00e3o da devolu\u00e7\u00e3o do IPI.<\/p>\n\n\n\n<p>O benefici\u00e1rio dever\u00e1 ingressar com cumprimento de senten\u00e7a na Justi\u00e7a Federal, com a apresenta\u00e7\u00e3o dos seguintes documentos:<\/p>\n\n\n\n<p>1. Autoriza\u00e7\u00e3o da \u00e9poca dos fatos, emitida pela Receita Federal, para compra de ve\u00edculo automotor com isen\u00e7\u00e3o de IPI, conforme previsto na IN SRF n\u00ba 32\/2000;<\/p>\n\n\n\n<p>2. Nota fiscal da compra de ve\u00edculo automotor novo movido a gasolina, com pagamento de IPI, nos per\u00edodos de 01.01.2000 a 25.06.2000 e 17.06.2003 a 02.11.2003.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalte-se que o exerc\u00edcio desse direito ocorrer\u00e1 somente por via judicial, no foro do seu domic\u00edlio.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/maio\/decisao-judicial-concede-direito-a-devolucao-do-ipi-pago-por-pessoas-com-deficiencia-que-adquiriram-automoveis-a-gasolina-no-inicio-dos-anos-2000\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/maio\/decisao-judicial-concede-direito-a-devolucao-do-ipi-pago-por-pessoas-com-deficiencia-que-adquiriram-automoveis-a-gasolina-no-inicio-dos-anos-2000<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Compra tributada de insumos para produtos imunes tamb\u00e9m d\u00e1 direito a cr\u00e9ditos de IPI, define repetitivo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/05\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>\u200bSob o rito dos recursos repetitivos (Tema 1.247), a Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) definiu que &#8220;o creditamento de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), estabelecido no artigo 11 da Lei 9.779\/1999, decorrente da aquisi\u00e7\u00e3o tributada de mat\u00e9ria-prima, produto intermedi\u00e1rio e material de embalagem utilizados na industrializa\u00e7\u00e3o, abrange a sa\u00edda de produtos isentos, sujeitos \u00e0 al\u00edquota zero e imunes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento, o colegiado discutiu a abrang\u00eancia do benef\u00edcio fiscal institu\u00eddo pelo artigo 11 da Lei 9.779\/1999, a fim de definir, especificamente, se h\u00e1 direito ao creditamento de IPI na aquisi\u00e7\u00e3o de insumos e mat\u00e9rias-primas tributados (entrada onerada), inclusive quando aplicados na industrializa\u00e7\u00e3o de produto imune; ou se tal benef\u00edcio ocorre apenas quando utilizados tais insumos e mat\u00e9rias primas na industrializa\u00e7\u00e3o de produtos isentos ou sujeitos \u00e0 al\u00edquota zero.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a defini\u00e7\u00e3o da tese, podem voltar a tramitar todos os processos sobre o mesmo assunto que estavam suspensos \u00e0 espera do precedente.<\/p>\n\n\n\n<p>Benef\u00edcio para produtos imunes n\u00e3o \u00e9 interpreta\u00e7\u00e3o extensiva de norma<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o relator do repetitivo, ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, o dispositivo legal em debate traz os requisitos para as hip\u00f3teses de manuten\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito de IPI, bem como deixa claro \u2013 sobretudo ao utilizar a express\u00e3o &#8220;inclusive&#8221; \u2013 que o benef\u00edcio n\u00e3o se restringe \u00e0s sa\u00eddas de produto isento ou sujeito \u00e0 al\u00edquota zero, mas, sim, que ele est\u00e1 assegurado tamb\u00e9m nesses casos, sem excluir outras situa\u00e7\u00f5es de sa\u00edda desonerada.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O reconhecimento do direito ao creditamento n\u00e3o decorre de suposta extens\u00e3o do benef\u00edcio contido no artigo 11 da Lei 9.779\/1999 para hip\u00f3tese ali n\u00e3o prevista, mas, ao contr\u00e1rio, da compreens\u00e3o fundamentada de que tal situa\u00e7\u00e3o (produto imune) est\u00e1 contida na norma em exame, sobretudo ao utilizar o termo &#8216;inclusive'&#8221;, apontou o magistrado.<\/p>\n\n\n\n<p>O aproveitamento do cr\u00e9dito de IPI, explicou o relator, exige a verifica\u00e7\u00e3o de dois requisitos. O primeiro diz respeito \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00e3o de aquisi\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria-prima, produto intermedi\u00e1rio ou material de embalagem, sujeita \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o do imposto. O segundo \u00e9 a submiss\u00e3o do bem adquirido ao processo de industrializa\u00e7\u00e3o, conforme disposto no Regulamento do IPI (Decreto 7.212\/2010).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Verificadas, assim, a aquisi\u00e7\u00e3o de insumos tributados e a sua utiliza\u00e7\u00e3o no processo de industrializa\u00e7\u00e3o, o industrial faz jus ao creditamento de IPI, afigurando-se desimportante, a esse fim, o regime de tributa\u00e7\u00e3o do imposto na sa\u00edda do estabelecimento industrial, j\u00e1 que \u00e9 assegurado tal direito inclusive nas sa\u00eddas isentas e nas sujeitas \u00e0 al\u00edquota zero&#8221;, afirmou Bellizze.<\/p>\n\n\n\n<p>Disciplina de tributa\u00e7\u00e3o na sa\u00edda do estabelecimento industrial \u00e9 irrelevante<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro tamb\u00e9m citou os crit\u00e9rios definidos na Tabela de Incid\u00eancia do Imposto sobre Produtos Industrializados (Tipi) para viabilizar o direito ao cr\u00e9dito de IPI, especialmente no que diz respeito aos produtos sob a rubrica NT (n\u00e3o tributado).<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa categoria, prosseguiu, est\u00e3o produtos exclu\u00eddos do campo de incid\u00eancia do IPI, j\u00e1 que n\u00e3o s\u00e3o resultantes de nenhum processo de industrializa\u00e7\u00e3o; e outros que, apesar de derivados do processo de industrializa\u00e7\u00e3o, por determina\u00e7\u00e3o constitucional, s\u00e3o imunes ao tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, o relator observou que, se o produto \u2013 resultado do processo de industrializa\u00e7\u00e3o de insumos tributados na entrada \u2013 \u00e9 imune, o industrial tem direito ao creditamento. Por\u00e9m, se o produto n\u00e3o deriva do processo de industrializa\u00e7\u00e3o de insumos tributados, sua sa\u00edda, ainda que desonerada, n\u00e3o faz jus ao creditamento de IPI.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas palavras do ministro, o direito ao creditamento &#8220;n\u00e3o se aperfei\u00e7oa porque n\u00e3o houve submiss\u00e3o ao processo de industrializa\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o simplesmente porque o produto encontra-se sob a rubrica NT na Tipi&#8221;, detalhou.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para efeito de creditamento, a disciplina de tributa\u00e7\u00e3o na sa\u00edda do estabelecimento industrial \u00e9 absolutamente irrelevante, com id\u00eantico resultado para produto isento, sujeito \u00e0 al\u00edquota zero ou imune (independentemente da distin\u00e7\u00e3o da natureza jur\u00eddica de cada qual), exigindo-se, unicamente, que o insumo adquirido (e tributado) seja submetido ao processo de industrializa\u00e7\u00e3o&#8221;, concluiu Marco Aur\u00e9lio Bellizze.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.976.618.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2025\/16052025-Compra-tributada-de-insumos-para-produtos-imunes-tambem-da-direito-a-creditos-de-IPI--define-repetitivo.aspx\">https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2025\/16052025-Compra-tributada-de-insumos-para-produtos-imunes-tambem-da-direito-a-creditos-de-IPI&#8211;define-repetitivo.aspx<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF reabre julgamento sobre limite de multas tribut\u00e1rias<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 16\/05\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, nesta sexta-feira, o julgamento que vai definir se existe limite para a aplica\u00e7\u00e3o de multas tribut\u00e1rias. A discuss\u00e3o \u00e9 sobre os percentuais cobrados pelos Fiscos em caso de descumprimento ou erro nas chamadas obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias &#8211; declara\u00e7\u00f5es e emiss\u00f5es de documentos fiscais exigidos junto com os recolhimentos de tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso j\u00e1 chegou a ter dois votos, mas foi suspenso para ser julgado no plen\u00e1rio presencial. Contudo, o pedido de destaque foi cancelado e o julgamento foi retomado h\u00e1 pouco no Plen\u00e1rio Virtual (RE 640452).<\/p>\n\n\n\n<p>Em novembro de 2023, haviam votado os ministros Lu\u00eds Roberto Barroso e Dias Toffoli. Barroso e Toffoli entenderam que precisa haver limite para a aplica\u00e7\u00e3o dessas multas, mas discordam em rela\u00e7\u00e3o ao patamar que deve ser fixado. Para Barroso deveria haver um teto de 20% sobre o valor do tributo. Os demais ministros t\u00eam at\u00e9 a pr\u00f3xima sexta feira para votarem.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro disponibilizou hoje um complemento do voto. Nele explica que sua posi\u00e7\u00e3o se aplica a casos de inexist\u00eancia de tributo devido em decorr\u00eancia da conduta sancionada. No caso concreto, n\u00e3o havia imposto devido, mas multa por outra pr\u00e1tica, a chamada \u201cmulta isolada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAinda que, no caso concreto, n\u00e3o tenha havido exig\u00eancia de tributo na etapa da opera\u00e7\u00e3o que ensejou a aplica\u00e7\u00e3o da multa, \u00e9 poss\u00edvel identificar o valor do tributo correspondente \u00e0 circula\u00e7\u00e3o do montante de combust\u00edvel objeto da remessa, ainda que ele tenha sido recolhido antecipadamente\u201d, afirma ele no complemento de voto.<\/p>\n\n\n\n<p>No complemento, Barroso concluiu que a multa isolada, aplicada em raz\u00e3o do descumprimento de obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria, n\u00e3o pode exceder 20% do valor do tributo ou cr\u00e9dito correlatos, sob pena de viola\u00e7\u00e3o \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o constitucional do confisco. E adicionou que nos casos em que n\u00e3o houver tributo ou cr\u00e9dito diretamente vinculados \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria, mas seja poss\u00edvel estimar a base de c\u00e1lculo aplic\u00e1vel como se houvesse obriga\u00e7\u00e3o principal subjacente, o limite m\u00e1ximo de 20% dever\u00e1 incidir sobre o valor do tributo ou cr\u00e9dito potenciais, correspondentes \u00e0 opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo Barroso, considerando o limite m\u00e1ximo, cabe ao legislador a defini\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios de grada\u00e7\u00e3o da multa, podendo prever causas agravantes ou atenuantes, respeitados os princ\u00edpios da razoabilidade e da proporcionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Dias Toffoli, em voto que havia sido depositado \u2013 e pode ser alterado \u2013, havia dividido em duas situa\u00e7\u00f5es: havendo tributo ou cr\u00e9dito, a multa por descumprimento de obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria n\u00e3o poderia ultrapassar 60% do valor do tributo ou do cr\u00e9dito vinculado &#8211; mas poderia chegar a 100% em caso de exist\u00eancia de circunst\u00e2ncias agravantes.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda situa\u00e7\u00e3o seria para os casos em que n\u00e3o existe tributo ou cr\u00e9dito vinculado. Havendo valor de opera\u00e7\u00e3o ou presta\u00e7\u00e3o vinculado \u00e0 penalidade, entende Dias Toffoli, a multa n\u00e3o poderia superar 20% do referido valor &#8211; mas poderia chegar a 30% em caso de exist\u00eancia de circunst\u00e2ncias agravantes. Nessa hip\u00f3tese, ainda, a multa aplicada isoladamente ficaria limitada, respectivamente, a 0,5% ou 1% do valor total da base de c\u00e1lculo dos \u00faltimos 12 meses do tributo pertinente.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o chegou ao STF a partir de um recurso da Eletronorte contra uma lei do Estado de Rond\u00f4nia &#8211; j\u00e1 revogada &#8211; que fixava multa de 40% sobre o valor da opera\u00e7\u00e3o pelo n\u00e3o cumprimento de obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a empresa ficou sujeita a pagar cerca de R$ 168,4 milh\u00f5es pela falta de emiss\u00e3o de notas fiscais em compras de diesel para a gera\u00e7\u00e3o de energia termel\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p>O ICMS devido havia sido recolhido pela sistem\u00e1tica da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, em que um contribuinte da cadeia adianta o pagamento em nome dos demais. O valor da pena imposta \u00e0 Eletronorte pelo descumprimento da obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria foi o dobro do montante do imposto pago.<\/p>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Advocacia Tribut\u00e1ria (Abat), que atua nesse caso como parte interessada (amicus curiae) fez um levantamento sobre o tema. De 16 Estados analisados, 11 aplicam multa por descumprimento de obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria sobre o valor da opera\u00e7\u00e3o &#8211; e n\u00e3o sobre o valor do tributo &#8211; o que deixa a conta muito mais alta.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o eles: S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goi\u00e1s, Mato Grosso, Paran\u00e1, Santa Catarina, Amap\u00e1, Cear\u00e1, Rio Grande do Norte e Sergipe.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/05\/16\/stf-reabre-julgamento-sobre-limite-de-multas-tributrias.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/05\/16\/stf-reabre-julgamento-sobre-limite-de-multas-tributrias.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supremo julga inclus\u00e3o de tarifas de energia no c\u00e1lculo do ICMS<\/strong><br>Data: 18\/05\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) come\u00e7ou a julgar recurso dos contribuintes na discuss\u00e3o sobre a inclus\u00e3o das tarifas de distribui\u00e7\u00e3o (tusd) e transmiss\u00e3o (tust) de energia el\u00e9trica na base de c\u00e1lculo do ICMS. O voto do relator, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, reafirma que o tema \u00e9 infraconstitucional e devolve os autos do processo para o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). A an\u00e1lise ocorre no Plen\u00e1rio Virtual at\u00e9 sexta-feira, 23.<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso era uma das \u00faltimas cartadas dos contribuintes contra a tese desfavor\u00e1vel fixada pelo STJ, no ano passado. A discuss\u00e3o come\u00e7ou por uma diverg\u00eancia de interpreta\u00e7\u00e3o sobre qual deve ser a base do ICMS na tributa\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica prevista na Lei Kandir, a Lei Complementar n\u00ba 87\/1996. Enquanto os contribuintes defendem que deve ser s\u00f3 o valor da energia consumida, o Fisco entende que \u00e9 o valor da opera\u00e7\u00e3o, incluindo a tarifas de transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo advogados, o STJ vinha decidindo de forma favor\u00e1vel aos contribuintes at\u00e9 que em 2017 veio a primeira decis\u00e3o contr\u00e1ria, o que come\u00e7ou a gerar ac\u00f3rd\u00e3os para ambos os lados. Em 2024, veio o julgamento em recurso repetitivo a favor dos Estados, o que lhes evitou um rombo anual de R$ 33,7 bilh\u00f5es. O STJ limitou os efeitos dessa decis\u00e3o do ano passado para quem tinha decis\u00e3o at\u00e9 27 mar\u00e7o de 2017 (Tema 956).<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes recorreram desse entendimento no Supremo e isso que \u00e9 analisado pela Corte nesta semana. Na peti\u00e7\u00e3o, o escrit\u00f3rio de advocacia Mattos Filho, que atua no caso, pede para a \u00faltima inst\u00e2ncia do Judici\u00e1rio rever a modula\u00e7\u00e3o aplicada pelo STJ para que abarque todos que t\u00eam a\u00e7\u00f5es judiciais sobre o tema (n\u00e3o s\u00f3 que tenham obtido decis\u00e3o favor\u00e1vel at\u00e9 mar\u00e7o de 2017).<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m tentam fazer com o STF reanalise a mat\u00e9ria sob a \u00f3tica da Constitui\u00e7\u00e3o, mesmo que j\u00e1 tenha sido declarado, em 2017, que a mat\u00e9ria \u00e9 infraconstitucional (Tema 956). A esperan\u00e7a se reacendeu quando o ministro Luiz Fux, em outra a\u00e7\u00e3o, determinou a suspens\u00e3o de dispositivo da Lei Complementar n\u00ba 194\/2022, que alterou a Lei Kandir para prever que n\u00e3o se tribute as tarifas de energia pelo ICMS (ADI 7195).<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, para Barroso, a mat\u00e9ria n\u00e3o deve ser julgada pelo Supremo. \u201cO processo deve ser devolvido ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a, uma vez que a controv\u00e9rsia foi decidida com base na interpreta\u00e7\u00e3o da Lei Complementar n\u00ba 87\/1996, com a reda\u00e7\u00e3o anterior \u00e0 Lei Complementar n\u00ba 194\/2022\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do Supremo n\u00e3o v\u00ea distin\u00e7\u00e3o deste recurso para a tese que declarou o tema infraconstitucional. \u201cComo n\u00e3o houve exame sobre a constitucionalidade do inciso X do artigo 3\u00ba da Lei Complementar n\u00ba 87\/1996, n\u00e3o h\u00e1, como j\u00e1 se adiantou, distin\u00e7\u00e3o para justificar o afastamento do Tema 956\/STF sobre a natureza infraconstitucional da controv\u00e9rsia\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Ricardo Cosentino, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio de advocacia Mattos Filho, diz que \u00e9 preciso rever a modula\u00e7\u00e3o do STJ. \u201cN\u00e3o se pode liminar e beneficiar apenas quem tinha decis\u00e3o favor\u00e1vel, porque isso n\u00e3o \u00e9 algo que depende da parte, e sim do Judici\u00e1rio\u201d, afirma. \u201c\u00c9 preciso preservar quem adotou alguma provid\u00eancia para resguardar seu direito\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso prevale\u00e7a o voto de Barroso, o tributarista entende que a \u00faltima esperan\u00e7a, de fato, reside na ADI, sob relatoria do ministro Luiz Fux, mas ainda \u00e9 preciso adequar o resultado nos dois processos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/05\/18\/supremo-julga-inclusao-de-tarifas-de-energia-no-calculo-do-icms.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/05\/18\/supremo-julga-inclusao-de-tarifas-de-energia-no-calculo-do-icms.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF julga redu\u00e7\u00f5es de al\u00edquotas do Reintegra<\/strong><br>Data: 19\/05\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) come\u00e7ou a analisar, em repercuss\u00e3o geral, se deve ser aplicado o princ\u00edpio da anterioridade geral ou anual nas redu\u00e7\u00f5es das al\u00edquotas do Regime Especial de Reintegra\u00e7\u00e3o de Valores Tribut\u00e1rios para as Empresas Exportadoras (Reintegra) &#8211; ou seja, se deveriam entrar em vigor s\u00f3 no ano seguinte ao da altera\u00e7\u00e3o. O julgamento come\u00e7ou na sexta-feira, no Plen\u00e1rio Virtual.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ora, votaram os ministros Cristiano Zanin, relator do caso, e Edson Fachin. O relator defendeu a aplica\u00e7\u00e3o da anterioridade nonagesimal (90 dias). E Fachin, tanto a nonagesimal quanto a geral. A discuss\u00e3o \u00e9 importante para Uni\u00e3o. Segundo o Anexo de Riscos Fiscais da Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) de 2025, em caso de derrota, o impacto estimado \u00e9 de R$ 4 bilh\u00f5es. O julgamento se estende at\u00e9 a pr\u00f3xima sexta-feira (ARE 1285177).<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, Zanin explica que o princ\u00edpio da anterioridade tribut\u00e1ria foi consagrado pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, em seu artigo 150, inciso III, al\u00ednea &#8220;b&#8221;, que estabelece que a institui\u00e7\u00e3o e a majora\u00e7\u00e3o de tributos s\u00f3 podem passar a valer no exerc\u00edcio financeiro seguinte ao da publica\u00e7\u00e3o de nova lei. Essa \u00e9 a chamada \u201canterioridade geral\u201d, \u201canual\u201d ou \u201cde exerc\u00edcio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2003, a regra foi atualizada para instituir a chamada \u201canterioridade nonagesimal\u201d ou \u201cnoventena\u201d. Ela determina que a Uni\u00e3o, Estados e munic\u00edpios n\u00e3o podem cobrar tributos antes de decorridos 90 dias a partir da data de publica\u00e7\u00e3o da lei que os tenha aumentado.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros agora devem definir se a regra da anterioridade anual vale para o caso do Reintegra, programa criado pelo governo federal em 2011 e reinstitu\u00eddo em 2014 para \u201cdevolver parcial ou integralmente o res\u00edduo tribut\u00e1rio remanescente na cadeia de produ\u00e7\u00e3o de bens exportados\u201d. Inicialmente, foi previsto que a al\u00edquota do cr\u00e9dito sobre a receita com vendas ao exterior iria variar entre 0,1% e 3%. Por\u00e9m, decretos posteriores reduziram o percentual m\u00e1ximo. Desde 2018, ele est\u00e1 em 0,1%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sustenta\u00e7\u00e3o oral, a advogada da exportadora no processo, Fl\u00e1via Lorena Peixoto Holanda Gaeta, defendeu que a natureza jur\u00eddica do Reintegra \u00e9 tribut\u00e1ria, e n\u00e3o financeira. \u201cAo criar o mecanismo de devolu\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos, o modelo escolhido pelo legislador foi exatamente o mesmo utilizado por todos os outros cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios submetidos a processos de compensa\u00e7\u00e3o e ressarcimento\u201d, afirmou ela, defendendo a aplica\u00e7\u00e3o da anterioridade geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o ministro Cristiano Zanin destaca que o pr\u00f3prio Supremo j\u00e1 definiu que o Reintegra tem \u201cnatureza de benef\u00edcio fiscal, na forma de subven\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica\u201d (ADI 6040 e ADI 6055). Em 2020, acrescenta, a Corte tamb\u00e9m firmou jurisprud\u00eancia no sentido de que em redu\u00e7\u00e3o ou supress\u00e3o de benef\u00edcios ou incentivos fiscais que culminem no aumento indireto de tributos, deve-se aplicar a anterioridade, mas que a regra seria definida conforme a esp\u00e9cie tribut\u00e1ria analisada (RE 564225). O entendimento foi reafirmado, em repercuss\u00e3o geral, no Tema 1383, julgado em abril.<\/p>\n\n\n\n<p>Zanin defende, no voto, a aplica\u00e7\u00e3o do prazo de 90 dias. Ele sugere tese determinando que as redu\u00e7\u00f5es do percentual de cr\u00e9dito a ser apurado no Reintegra, assim como a revoga\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio, ensejam a majora\u00e7\u00e3o indireta das contribui\u00e7\u00f5es para o PIS e Cofins e devem observar, quanto \u00e0 sua vig\u00eancia, o princ\u00edpio da anterioridade nonagesimal.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Fachin destaca, em seu voto, que a reiterada jurisprud\u00eancia do STF \u00e9 no sentido de aplica\u00e7\u00e3o das duas anterioridades &#8211; a nonagesimal e a geral. Para o caso concreto, opta pela geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Bruno Rezende Pimenta, tributarista do Finocchio &amp; Ustra Sociedade de Advogados, explica que, se prevalecer o entendimento do relator, a decis\u00e3o deve impactar a cadeia de exporta\u00e7\u00e3o nos per\u00edodos em que houve a redu\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos concedidos, entre 2015 e 2018, valendo tamb\u00e9m para per\u00edodos futuros em que houver eventual redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o entendimento do relator for superado, e aplicada a anterioridade anual, as empresas poder\u00e3o buscar a recupera\u00e7\u00e3o de valores que tenham sido recolhidos indevidamente nos anos em que as al\u00edquotas foram alteradas. \u201cSer\u00e1 necess\u00e1rio que os Poderes Executivo e Legislativo respeitem o prazo para in\u00edcio de vig\u00eancia da norma que reduzir o benef\u00edcio, que vigorar\u00e1 somente a partir do ano seguinte ao da altera\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para o tributarista Fernando Facury Scaff, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Silveira, Athias, Soriano de Mello, Bentes, Lobato &amp; Scaff &#8211; Advogados, a aplica\u00e7\u00e3o da anterioridade nonagesimal, \u201cse n\u00e3o \u00e9 o melhor dos resultados, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 o inferno\u201d. \u201cAcredito que h\u00e1 fundamento jur\u00eddico para aplica\u00e7\u00e3o da anterioridade geral, mas, se prevalecer o voto do relator, n\u00e3o ter\u00e1 sido o pior resultado poss\u00edvel.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em um outro julgamento virtual, encerrado na sexta-feira, o Supremo tamb\u00e9m reiterou seu entendimento de que as al\u00edquotas do Reintegra podem ser livremente reduzidas pelo governo. A quest\u00e3o j\u00e1 tinha sido julgada em 2022 e, agora, a maioria dos ministros votou para negar embargos de declara\u00e7\u00e3o que argumentavam que o exportador tinha adquirido direito \u00e0 reintegra\u00e7\u00e3o de valores independentemente dos par\u00e2metros previstos em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o voto do relator da a\u00e7\u00e3o, Gilmar Mendes, a decis\u00e3o tratou especificamente desse ponto e concluiu que o creditamento do Reintegra s\u00f3 pode ocorrer nas condi\u00e7\u00f5es estabelecidas em lei. Assim, o ministro afirmou que \u201cas alega\u00e7\u00f5es da parte s\u00e3o impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decis\u00e3o adotada\u201d e negou o recurso do contribuinte (ADI 6040).<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a advogada Tha\u00eds Lorena Noveletto, do escrit\u00f3rio Barbosa Prado Advogados, a decis\u00e3o evidencia que \u201co sistema de precedentes do Supremo Tribunal Federal pode n\u00e3o contemplar adequadamente a realidade individualizada de cada contribuinte, ainda que esta esteja respaldada por norma legal\u201d, uma vez que, segundo o contribuinte, o ac\u00f3rd\u00e3o n\u00e3o teria analisado o conte\u00fado do par\u00e1grafo 2\u00ba do artigo 22 da Lei n\u00ba 13.043\/14. O dispositivo prev\u00ea um adicional de at\u00e9 2% ao percentual do Reintegra quando comprovada, por estudo t\u00e9cnico, a exist\u00eancia de res\u00edduos tribut\u00e1rios excepcionais.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/05\/19\/stf-julga-reducoes-de-aliquotas-do-reintegra.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/05\/19\/stf-julga-reducoes-de-aliquotas-do-reintegra.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>TJSC reconhece isen\u00e7\u00e3o fiscal a distribuidora de livros da regi\u00e3o&nbsp;do Vale do Itaja\u00ed<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/05\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Uma distribuidora de livros da regi\u00e3o do Vale do Itaja\u00ed de Santa Catarina obteve na Justi\u00e7a o reconhecimento da imunidade tribut\u00e1ria sobre suas opera\u00e7\u00f5es, ap\u00f3s ser acionada em uma execu\u00e7\u00e3o fiscal movida pelo Estado. O cerne da controv\u00e9rsia era a cobran\u00e7a de tributos estaduais considerados indevidos por incidirem sobre a comercializa\u00e7\u00e3o de livros, produtos protegidos pela imunidade constitucional tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa havia sido inclu\u00edda em certid\u00f5es de d\u00edvida ativa com base na cobran\u00e7a de ICMS sobre opera\u00e7\u00f5es que envolvem&nbsp;livros e impressos. Inconformada, op\u00f4s embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal e teve seu pedido acolhido em primeira inst\u00e2ncia. O Estado apelou ao Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina (TJSC), mas a decis\u00e3o foi mantida pela 5\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, o Estado argumentou que as mercadorias objeto das autua\u00e7\u00f5es n\u00e3o se enquadravam na defini\u00e7\u00e3o de livro, jornal ou peri\u00f3dico, uma vez que inclu\u00edam agendas, kits de colorir, kits com brinquedos, cartazes, mapas, folhetos publicit\u00e1rios, cat\u00e1logos e outros materiais que, segundo o fisco, n\u00e3o poderiam ser considerados livros nem em sua forma, nem em sua finalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A desembargadora relatora reafirmou o entendimento de que livros, jornais e peri\u00f3dicos s\u00e3o imunes a impostos, nos termos do art. 150, inciso VI, al\u00ednea \u201cd\u201d, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Segundo ela, a distribuidora comprovou que sua atividade principal \u00e9 a comercializa\u00e7\u00e3o de livros, o que assegura a aplica\u00e7\u00e3o da imunidade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o se exige que a pessoa jur\u00eddica tenha como atividade exclusiva a comercializa\u00e7\u00e3o de livros, jornais e peri\u00f3dicos, bastando que essa atividade seja sua principal e que se comprove que as mercadorias envolvidas na cobran\u00e7a se enquadram na prote\u00e7\u00e3o constitucional&#8221;, destacou a magistrada.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento seguiu o entendimento do Supremo Tribunal Federal de que a imunidade tribut\u00e1ria deve ser interpretada de forma teleol\u00f3gica, ou seja, de acordo com sua finalidade constitucional: proteger a liberdade de express\u00e3o, promover o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e garantir a democratiza\u00e7\u00e3o da cultura.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme registrado no voto, essa prote\u00e7\u00e3o se aplica ao conte\u00fado em si &#8211; e n\u00e3o a todo e qualquer produto educativo ou publicit\u00e1rio. Ou seja, a imunidade n\u00e3o se estende a produtos vendidos separadamente, como brinquedos, CDs, DVDs, materiais promocionais, folhetos publicit\u00e1rios, cat\u00e1logos, displays e bolsas promocionais.<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o que trata da pol\u00edtica nacional do livro (Lei n. 10.753\/2003) restringe a prote\u00e7\u00e3o a livros e materiais interativos, como cadernos de caligrafia e mapas. No caso analisado, ficou comprovado que os produtos objeto da cobran\u00e7a eram, de fato, livros &#8211; e n\u00e3o itens promocionais vendidos \u00e0 parte -, o que assegura a aplica\u00e7\u00e3o da imunidade.&nbsp;Assim, a relatora determinou a extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o fiscal, e seu entendimento foi seguido pelos demais integrantes da c\u00e2mara (Apela\u00e7\u00e3o N\u00ba 0309251-43.2016.8.24.0008\/SC).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.tjsc.jus.br\/web\/imprensa\/-\/tjsc-reconhece-isencao-fiscal-a-distribuidora-de-livros-da-regiao-meio-oeste-do-estado?redirect=%2F#:~:text=Uma%20distribuidora%20de%20livros%20da,execu%C3%A7%C3%A3o%20fiscal%20movida%20pelo%20Estado\">https:\/\/www.tjsc.jus.br\/web\/imprensa\/-\/tjsc-reconhece-isencao-fiscal-a-distribuidora-de-livros-da-regiao-meio-oeste-do-estado?redirect=%2F#:~:text=Uma%20distribuidora%20de%20livros%20da,execu%C3%A7%C3%A3o%20fiscal%20movida%20pelo%20Estado<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TJ\/DF determina rean\u00e1lise de infra\u00e7\u00e3o sobre mercadoria regular<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/05\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O TJ\/DF anulou senten\u00e7a que havia negado pedido de empresa para revisar auto de infra\u00e7\u00e3o aplicado sobre carga total, mesmo tendo deixado de declarar apenas parte dela.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, a 6\u00aa turma C\u00edvel determinou o retorno dos autos \u00e0 1\u00aa vara de Fazenda P\u00fablica para especifica\u00e7\u00e3o de provas, ao entender que a autua\u00e7\u00e3o extrapolou os limites legais ao n\u00e3o distinguir as mercadorias irregulares daquelas devidamente documentadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa alegou que foi autuada por transportar 200 cabos n\u00e3o declarados na nota fiscal, mas que o Fisco considerou toda a nota inv\u00e1lida e, no auto de infra\u00e7\u00e3o, aplicou multa de 100% sobre o valor total da carga, de 13.800 unidades &#8211; incluindo produtos com documenta\u00e7\u00e3o regular.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, afirmou que o valor da penalidade foi calculado com base em pre\u00e7os de varejo retirados de sites da internet, desconsiderando que a empresa atua exclusivamente no atacado<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, sustentou que o auto de infra\u00e7\u00e3o deveria considerar apenas os 200 cabos n\u00e3o declarados, e n\u00e3o a carga completa, j\u00e1 que n\u00e3o ficou provado que todos os produtos estavam irregulares.<\/p>\n\n\n\n<p>Limites extrapolados<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora do caso, desembargadora Son\u00edria Rocha Campos D&#8217;Assun\u00e7\u00e3o, acolheu os argumentos da empresa e destacou que &#8220;penalizar o contribuinte pela totalidade das mercadorias, sem diferenciar as regulares das irregulares, fere os princ\u00edpios da razoabilidade e da proporcionalidade&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Assim, a autua\u00e7\u00e3o fiscal ocorreu de maneira equivocada, porque extrapolou os limites legais, abrangendo itens que n\u00e3o estavam em situa\u00e7\u00e3o irregular.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Ela tamb\u00e9m observou que o auto de infra\u00e7\u00e3o utilizou uma base de c\u00e1lculo superior \u00e0 devida e n\u00e3o apresentou fundamento legal claro para os valores adotados<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, e considerando que o ju\u00edzo de 1\u00aa inst\u00e2ncia n\u00e3o permitiu a apresenta\u00e7\u00e3o de provas e decidiu o caso antecipadamente, a turma entendeu ser necess\u00e1rio anular a senten\u00e7a e devolver o processo para que seja reaberta a fase de instru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, foi concedida liminar para suspender a cobran\u00e7a do valor apontado no auto de infra\u00e7\u00e3o e apreens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada Teresa Raquel Figueredo da Silva, do escrit\u00f3rio&nbsp;T\u00falio Parca Advogados, atua pela empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo:&nbsp;0711155-93.2024.8.07.0018<\/p>\n\n\n\n<p>Leia a decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/430401\/tj-df-determina-reanalise-de-infracao-sobre-mercadoria-regular\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/430401\/tj-df-determina-reanalise-de-infracao-sobre-mercadoria-regular<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TJ-SP envia ao STF recursos sobre ITCMD em caso de doador no exterior ap\u00f3s reforma<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/05\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo permitiu o envio ao Supremo Tribunal Federal de dois recursos que discutem a cobran\u00e7a de Imposto sobre Transmiss\u00e3o&nbsp;Causa Mortis&nbsp;e Doa\u00e7\u00e3o (ITCMD) no estado ap\u00f3s a reforma tribut\u00e1ria, em casos de doador residente no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Se\u00e7\u00e3o de Direito P\u00fablico do TJ-SP, desembargador Torres de Carvalho, admitiu, em decis\u00f5es distintas, recursos extraordin\u00e1rios apresentados pelo governo de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>A emenda constitucional da reforma tribut\u00e1ria (<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/emendas\/emc\/emc132.htm\">EC 132\/2023<\/a>) definiu que, enquanto n\u00e3o for criada uma lei complementar nacional sobre o tema, o ITCMD fica sob responsabilidade dos estados.<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia ocorre porque o STF decidiu, em 2021, que os estados n\u00e3o podem cobrar ITCMD se o doador residir no exterior; e se o falecido morava no exterior ou tinha bens fora do Brasil (RE 851.108).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o pr\u00f3prio TJ-SP declarou, em 2011, a inconstitucionalidade de um trecho de uma lei paulista que institu\u00eda a cobran\u00e7a do ITCMD sobre doa\u00e7\u00f5es e heran\u00e7as vindas do exterior ou transmitidas por pessoas que moram fora do pa\u00eds (processo 0004604-24.2011.8.26.0000).<\/p>\n\n\n\n<p>Nos dois julgamentos, os magistrados consideraram que a cobran\u00e7a n\u00e3o era autorizada por lei complementar federal. Uma norma como esta era exig\u00eancia para casos do tipo, prevista na pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o antes da reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>De fora pra dentro<\/p>\n\n\n\n<p>Os recursos admitidos se referem a casos em que as doa\u00e7\u00f5es aconteceram ap\u00f3s a EC 132\/2023. Um deles trata de um im\u00f3vel situado na capital paulista, mas doado por uma pessoa residente no exterior. J\u00e1 o outro diz respeito a valores doados por uma organiza\u00e7\u00e3o sediada no Reino Unido ao seu bra\u00e7o brasileiro, localizado em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos dois casos que agora v\u00e3o ao STF, o TJ-SP afastou a cobran\u00e7a do ITCMD, pois considerou que a reforma tribut\u00e1ria entrou em vigor ap\u00f3s a decis\u00e3o de 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo de S\u00e3o Paulo argumenta que o imposto passou a ser devido a partir da publica\u00e7\u00e3o da emenda constitucional, pois a lei complementar federal deixou de ser uma exig\u00eancia para a cobran\u00e7a. Ou seja, segundo o Executivo paulista, a jurisprud\u00eancia do STF e do pr\u00f3prio TJ-SP foi superada pela reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao pedir que a discuss\u00e3o fosse levada ao Supremo, o procurador do estado respons\u00e1vel pelos recursos,&nbsp;Vitor Maur\u00edcio Braz Di Masi, apontou que ela envolve a arrecada\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos e pode dar origem a outras a\u00e7\u00f5es de contribuintes na mesma situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA quest\u00e3o constitucional (interpreta\u00e7\u00e3o dos dispositivos citados no recurso) foi ventilada e debatida desde o in\u00edcio do feito, bem como foi objeto de pronunciamento expl\u00edcito na decis\u00e3o recorrida\u201d, disse Torres de Carvalho em suas duas decis\u00f5es.<br>Processo 1075766-77.2023.8.26.0053\/50001<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 1028192-24.2024.8.26.0053<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mai-15\/tj-sp-envia-ao-stf-recursos-sobre-itcmd-em-caso-de-doador-no-exterior-apos-reforma\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mai-15\/tj-sp-envia-ao-stf-recursos-sobre-itcmd-em-caso-de-doador-no-exterior-apos-reforma\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Comprador de im\u00f3vel em leil\u00e3o n\u00e3o deve pagar d\u00edvida tribut\u00e1ria anterior<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/05\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O comprador de um im\u00f3vel em leil\u00e3o n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por d\u00edvida tribut\u00e1ria anterior ao arremate do bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a Vara \u00danica de Porangaba (SP) declarou inexig\u00edveis os impostos referentes aos exerc\u00edcios anteriores ao arremate de um im\u00f3vel em hasta p\u00fablica. A decis\u00e3o atendeu ao pedido dos compradores em um mandado de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o processo, os autores arremataram o bem em fevereiro de 2022. Embora a carta de aliena\u00e7\u00e3o tenha sido expedida no mesmo dia, foi registrada na matr\u00edcula em setembro daquele ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Os compradores relatam que pediram a guia para o pagamento dos tributos devidos a partir da data da arremata\u00e7\u00e3o. A prefeitura informou, por\u00e9m, que s\u00f3 emitiria uma guia com o valor total dos d\u00e9bitos, incluindo os exerc\u00edcios de 2017 a 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>A administra\u00e7\u00e3o municipal invocou o artigo 130 do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l5172compilado.htm#:~:text=Art.%20130.%20Os,o%20respectivo%20pre%C3%A7o.\">C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (Lei 5.172 \/1966)<\/a>, que prev\u00ea a sub-roga\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios relativos a impostos sobre a propriedade do im\u00f3vel ao comprador.<\/p>\n\n\n\n<p>Cobran\u00e7a indevida<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua decis\u00e3o, o juiz M\u00e1rio Henrique Gebran Schirmer argumentou que o par\u00e1grafo \u00fanico do pr\u00f3prio artigo 130 do CTN ampara o pedido dos compradores. O dispositivo afirma que \u201cno caso de arremata\u00e7\u00e3o em hasta p\u00fablica, a sub-roga\u00e7\u00e3o ocorre sobre o respectivo pre\u00e7o\u201d, o que isenta o adquirente de responsabilidade por d\u00e9bitos preexistentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme lembrou o julgador, o entendimento foi consolidado pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a no julgamento do&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=1134&amp;cod_tema_final=1134\">Tema 1.134<\/a>, que fixou a seguinte tese: \u201cDiante do disposto no art. 130, par\u00e1grafo \u00fanico, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, \u00e9 inv\u00e1lida a previs\u00e3o em edital de leil\u00e3o atribuindo responsabilidade ao arrematante pelos d\u00e9bitos tribut\u00e1rios que j\u00e1 incidiam sobre o im\u00f3vel na data de sua aliena\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPortanto, assiste raz\u00e3o ao impetrante, na medida em que o adquirente n\u00e3o pode ser responsabilizado pelo pagamento dos d\u00e9bitos tribut\u00e1rios relativos a fatos impon\u00edveis ocorridos em momento anterior \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da hasta p\u00fablica\u201d, escreveu o julgador.<\/p>\n\n\n\n<p>Os advogados&nbsp;Paulo Roberto Athie Piccelli&nbsp;e&nbsp;Alessandra Kawamura, do escrit\u00f3rio Paulo Piccelli e Advogados Associados, representaram os compradores do im\u00f3vel.<br>Processo 1000971-76.2024.8.26.0470<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mai-14\/comprador-de-imovel-em-leilao-nao-tem-que-pagar-divida-tributaria-anterior\/#:~:text=O%20comprador%20de%20um%20im%C3%B3vel,anterior%20ao%20arremate%20do%20bem.&amp;text=Com%20esse%20entendimento%2C%20a%20Vara,um%20im%C3%B3vel%20em%20hasta%20p%C3%BAblica\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mai-14\/comprador-de-imovel-em-leilao-nao-tem-que-pagar-divida-tributaria-anterior\/#:~:text=O%20comprador%20de%20um%20im%C3%B3vel,anterior%20ao%20arremate%20do%20bem.&amp;text=Com%20esse%20entendimento%2C%20a%20Vara,um%20im%C3%B3vel%20em%20hasta%20p%C3%BAblica<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 13\/05 a 19\/05 Comit\u00ea Gestor do IBS dever\u00e1 ser instalado mesmo sem representantes de munic\u00edpios Data: 12\/05\/2025 Estrutura fundamental para o funcionamento da reforma tribut\u00e1ria, o Comit\u00ea Gestor do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) dever\u00e1 ser instalado na sexta-feira de forma incompleta, sem os representantes dos munic\u00edpios. 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