{"id":3692,"date":"2025-04-07T13:19:15","date_gmt":"2025-04-07T16:19:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3692"},"modified":"2025-04-07T13:19:17","modified_gmt":"2025-04-07T16:19:17","slug":"retrospecto-tributario-31-03-a-07-04","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3692","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 31\/03 a 07\/04"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 31\/03 a 07\/04<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fim do Perse viola seguran\u00e7a jur\u00eddica e anterioridades, dizem tributaristas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 31\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal oficializou na \u00faltima segunda-feira (24\/3) o fim do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), que atingiu o teto de ren\u00fancia fiscal de R$ 15 bilh\u00f5es. Embora esse limite esteja previsto na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2023-2026\/2024\/Lei\/L14859.htm\">Lei 14.859\/2024<\/a>, tributaristas ouvidos pela revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico&nbsp;consideram que o encerramento do benef\u00edcio viola a seguran\u00e7a jur\u00eddica e os princ\u00edpios da anterioridade.<\/p>\n\n\n\n<p>O Perse foi criado pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2019-2022\/2021\/lei\/l14148.htm\">Lei 14.148\/2021<\/a>&nbsp;para socorrer empresas de eventos em meio \u00e0 crise da Covid-19, quando o setor sofreu restri\u00e7\u00f5es para evitar aglomera\u00e7\u00f5es. O principal benef\u00edcio era a redu\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas de PIS, Cofins, IRPJ e CSLL a zero pelo prazo de cinco anos. Ap\u00f3s suspeitas de fraudes, a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2023\/mpv\/mpv1202.htm\">Medida Provis\u00f3ria 1.202\/2023<\/a>&nbsp;revogou o Perse, mas ele foi retomado&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mai-30\/restricoes-da-nova-lei-do-perse-podem-gerar-nova-onda-de-judicializacao\/\">com limita\u00e7\u00f5es<\/a>&nbsp;no ano seguinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelas regras da lei de 2024, a extin\u00e7\u00e3o do Perse ao atingir o limite de R$ 15 bilh\u00f5es passar\u00e1 a valer no pr\u00f3ximo m\u00eas. De acordo com o tributarista&nbsp;Leonardo Aguirra de Andrade, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Andrade Maia Advogados, essa interrup\u00e7\u00e3o gera inseguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque a lei original previa um prazo de cinco anos, mas o programa mais tarde sofreu uma \u201climita\u00e7\u00e3o quantitativa\u201d que surpreendeu o contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sua vis\u00e3o, isso n\u00e3o contraria o artigo 178 do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l5172compilado.htm\">C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN)<\/a>, segundo o qual isen\u00e7\u00f5es s\u00f3 n\u00e3o podem ser revogadas ou modificadas se concedidas por prazo certo e em fun\u00e7\u00e3o de determinadas condi\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPrazo certo havia, mas n\u00e3o havia propriamente uma condi\u00e7\u00e3o onerosa\u201d, indica ele. \u201cSimplesmente o fato de uma empresa estar em um setor n\u00e3o \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o onerosa suficiente para atender ao artigo 178 do CTN.\u201d De todo modo, Andrade v\u00ea essa regra como apenas uma express\u00e3o da seguran\u00e7a jur\u00eddica, que vai muito al\u00e9m disso.<\/p>\n\n\n\n<p>O princ\u00edpio da anterioridade anual est\u00e1 previsto na al\u00ednea \u201cb\u201d do inciso III do artigo 150 da Constitui\u00e7\u00e3o. Segundo essa regra, leis que criam ou aumentam um imposto s\u00f3 produzem efeitos no ano seguinte \u00e0 sua publica\u00e7\u00e3o. J\u00e1 a al\u00ednea \u201cc\u201d prev\u00ea a anterioridade nonagesimal, segundo a qual s\u00e3o necess\u00e1rios 90 dias para uma lei do tipo entrar em vigor.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o a essas regras, o advogado lembra decis\u00e3o recente na qual o Supremo Tribunal Federal reiterou que a revoga\u00e7\u00e3o de um benef\u00edcio tribut\u00e1rio tamb\u00e9m deve seguir os princ\u00edpios de anterioridade (RE 1.473.645), para proteger a seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ressalta que a CSLL, o PIS e a Cofins se submetem \u00e0 anterioridade nonagesimal. J\u00e1 o IRPJ n\u00e3o se submete a essa regra, mas precisa seguir a anterioridade anual.<\/p>\n\n\n\n<p>Altera\u00e7\u00e3o abrupta<\/p>\n\n\n\n<p>Na opini\u00e3o de&nbsp;Mayra Ten\u00f3rio, advogada tributarista do escrit\u00f3rio \/asbz, a extin\u00e7\u00e3o imediata do Perse gera uma altera\u00e7\u00e3o abrupta: \u201c\u00c9 juridicamente leg\u00edtima a defesa de sua manuten\u00e7\u00e3o at\u00e9 mar\u00e7o de 2027, com base na seguran\u00e7a jur\u00eddica, na prote\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a leg\u00edtima e no artigo 178 do CTN, que assegura a continuidade de incentivos concedidos por prazo certo e sob condi\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m deve ser respeitada a anterioridade, cuja aplica\u00e7\u00e3o \u00e0 revoga\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais j\u00e1 foi reconhecida pelo STF\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ramiz Sabbag Junior, tributarista do Henrique Mello Advocacia Tribut\u00e1ria, entende que o fim do programa viola n\u00e3o s\u00f3 a seguran\u00e7a jur\u00eddica e as anterioridades, mas tamb\u00e9m \u201co pr\u00f3prio direito adquirido ao benef\u00edcio concedido por prazo certo e sob condi\u00e7\u00f5es\u201d. Afinal, a lei original n\u00e3o previa limite or\u00e7ament\u00e1rio. Al\u00e9m disso, o STF considera que a revoga\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais equivale ao aumento de tributos, ainda que indireto (RE 1.272.485).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA vig\u00eancia do benef\u00edcio por um prazo absolutamente indeterminado, sujeito \u00e0 demonstra\u00e7\u00e3o de um teto de ren\u00fancia em rela\u00e7\u00e3o ao qual n\u00e3o h\u00e1 qualquer previsibilidade por parte dos contribuintes, contribui para um cen\u00e1rio de profunda inseguran\u00e7a\u201d, acrescenta&nbsp;Alexandre Monteiro, do Alma Law.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo&nbsp;Tadeu Negromonte, do Rolim Goulart Cardoso Advogados, a Lei 14.859\/2024, que previu o teto do Perse, poderia ter feito previs\u00f5es de quando ele seria efetivamente atingido. \u201cEsse tipo de incerteza compromete o planejamento tribut\u00e1rio e financeiro das empresas, independentemente das pol\u00eamicas relacionadas \u00e0 finalidade e ao impacto nas contas p\u00fablicas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para&nbsp;Thiago Omar Sarraf, do TAGD Advogados, a extin\u00e7\u00e3o a princ\u00edpio n\u00e3o violaria a seguran\u00e7a jur\u00eddica em sentido amplo, porque o governo federal apresentou a evolu\u00e7\u00e3o do consumo do benef\u00edcio fiscal de forma bimestral, ou seja, havia \u201calguma previsibilidade quanto ao atingimento do limite\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, \u201csequer o governo federal saberia o m\u00eas em que os R$ 15 bilh\u00f5es seriam efetivamente consumidos, o que tornaria tal fato imprevis\u00edvel aos contribuintes, posto que essa concretiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o depende de sua opera\u00e7\u00e3o, mas de todas as empresas beneficiadas pelo Perse\u201d. Embora a Receita tenha estimado que o teto seria atingido neste m\u00eas de mar\u00e7o, Sarraf aponta que isso era \u201cuma mera probabilidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3cio do Serur Advogados,&nbsp;Cristiano Ara\u00fajo Luzes&nbsp;n\u00e3o v\u00ea impedimento com base nas anterioridades, pois a lei foi alterada em 2024 e s\u00f3 est\u00e1 produzindo efeitos agora: \u201cDesse ponto de vista, n\u00e3o houve surpresa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, ele acredita que o fim do Perse neste momento pode ser questionado judicialmente por viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da seguran\u00e7a jur\u00eddica, j\u00e1 que \u201cos contribuintes tinham expectativa leg\u00edtima de usufruir do benef\u00edcio at\u00e9 2027\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-31\/fim-do-perse-viola-seguranca-juridica-e-anterioridades-dizem-tributaristas\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-31\/fim-do-perse-viola-seguranca-juridica-e-anterioridades-dizem-tributaristas\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/noticiasfiscais.com.br\/2025\/04\/01\/aliquota-do-icms-sobre-compras-internacionais-sobe-de-17-para-20\/\"><strong>Al\u00edquota do ICMS sobre compras internacionais sobe de 17% para 20%<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A al\u00edquota do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) cobrado no recebimento de compras internacionais subir\u00e1 de 17% para 20% a partir desta ter\u00e7a-feira (1\u00ba), em dez estados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento foi aprovado pelo Comit\u00ea Nacional de Secret\u00e1rios de Fazenda, Finan\u00e7as, Receita ou Tributa\u00e7\u00e3o dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) em dezembro do ano passado. Cada estado ficou de decidir se aprova, ou n\u00e3o, o aumento.<\/p>\n\n\n\n<p>A al\u00edquota ser\u00e1 aumentada nos estados do Acre, de Alagoas, da Bahia, do Cear\u00e1, de Minas Gerais, da Para\u00edba, do Piau\u00ed, do Rio Grande do Norte, de Roraima e de Sergipe.&nbsp;Na pr\u00e1tica, a medida deve impactar compras feitas em&nbsp;sites&nbsp;internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao decidir pelo aumento, o Comsefaz argumentou que a nova al\u00edquota tamb\u00e9m busca alinhar o tratamento tribut\u00e1rio aplicado \u00e0s importa\u00e7\u00f5es ao praticado para os bens comercializados no mercado interno, \u201ccriando condi\u00e7\u00f5es mais equilibradas para a produ\u00e7\u00e3o e o com\u00e9rcio local\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o comit\u00ea, a decis\u00e3o levou em conta as al\u00edquotas modais j\u00e1 praticadas pelos estados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO objetivo \u00e9 garantir a isonomia competitiva entre produtos importados e nacionais, promovendo o consumo de bens produzidos no Brasil. Com isso, os estados pretendem estimular o fortalecimento do setor produtivo interno e ampliar a gera\u00e7\u00e3o de empregos, em um contexto de concorr\u00eancia crescente com plataformas de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico transfronteiri\u00e7o\u201d, disse o comit\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-03\/aliquota-do-icms-sobre-compras-internacionais-sobe-de-17-para-20\">https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-03\/aliquota-do-icms-sobre-compras-internacionais-sobe-de-17-para-20<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Zema volta atr\u00e1s e diz que n\u00e3o haver\u00e1 aumento do ICMS sobre compras internacionais em MG<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 01\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O governador Romeu Zema (Novo) anunciou, na manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira (1\u00ba), que desistiu do aumento de 17% para 20% do valor do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) sobre compras em sites internacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento come\u00e7aria a valer nesta ter\u00e7a-feira (1\u00ba). O an\u00fancio da desist\u00eancia foi feito pelas redes sociais e foi oficializada em edi\u00e7\u00e3o extra do Di\u00e1rio Oficial, publicada durante a tarde.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o pelo reajuste foi tomada em conjunto em um acordo fechado em reuni\u00e3o do Comit\u00ea Nacional de Secret\u00e1rios Estaduais de Fazenda (Comsefaz) brasileiros em dezembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Em publica\u00e7\u00e3o nas redes sociais, o governador diz que a determina\u00e7\u00e3o era um &#8220;combinado de todos os Estados para proteger a ind\u00fastria nacional&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras unidades da federa\u00e7\u00e3o, entretanto,&nbsp;a altera\u00e7\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o precisa passar pelas respectivas assembleias legislativas, o que ainda n\u00e3o aconteceu. Apenas em MG e outros nove estados houve o reajuste.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, a al\u00edquota continuar\u00e1 sendo de 17%, em vigor desde outubro de 2023 em Minas Gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento do ICMS em compras internacionais<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com comunicado emitido pelo Comsefaz no ano passado, a nova taxa tem como objetivo tornar mais justa a competi\u00e7\u00e3o entre os produtos nacionais e importados, igualando os impostos cobrados entre eles.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, segundo o Conselho, a ideia \u00e9 incentivar o consumo de itens fabricados no pa\u00eds, fortalecendo a ind\u00fastria brasileira e gerando mais empregos, concorrendo de forma mais leal com os produtos estrangeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento do ICMS sobre as encomendas internacionais se somaria \u00e0 taxa de mais 20% do imposto de importa\u00e7\u00e3o, cobran\u00e7a que entrou em vigor em agosto de 2023 para compras de at\u00e9 US$ 50.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo grandes importadoras, a alta levaria a tributa\u00e7\u00e3o global sobre compras internacionais de at\u00e9 US$ 50 para 50% do valor dos itens. Ou seja, um produto vendido por R$ 100 teria um &#8220;pre\u00e7o total&#8221; de R$ 150, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os varejistas nacionais, enquanto isso, argumentam que a taxa\u00e7\u00e3o sobre as empresas brasileiras \u00e9 ainda maior, e que a alta do ICMS caminha na dire\u00e7\u00e3o da &#8220;isonomia tribut\u00e1ria&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de Minas Gerais, o aumento tamb\u00e9m era previsto no Acre, em Alagoas, na Bahia, no Cear\u00e1, na Para\u00edba, em Piau\u00ed, no Rio Grande do Norte, em Roraima e em Sergipe.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 esta segunda-feira (31), os 26 estados e o Distrito Federal cobram o mesmo imposto: 17% sobre o valor da encomenda internacional.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/mg\/minas-gerais\/noticia\/2025\/04\/01\/zema-volta-atras-e-diz-que-nao-havera-aumento-do-icms-sobre-compras-internacionais-em-mg.ghtml\">https:\/\/g1.globo.com\/mg\/minas-gerais\/noticia\/2025\/04\/01\/zema-volta-atras-e-diz-que-nao-havera-aumento-do-icms-sobre-compras-internacionais-em-mg.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tributos e contribui\u00e7\u00f5es federais \u2013 Receita Federal traz esclarecimentos sobre a legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria federal<\/strong><br>Data: 01\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Solu\u00e7\u00f5es de Consulta Cosit n\u00bas 57, 58, 59, 60, 63, 64, 65 e 66\/2025 \u2013 DOU 1 de 31.03.2025.<\/p>\n\n\n\n<p>A Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil (RFB) divulgou as seguintes normas com esclarecimentos sobre a aplica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria federal:<\/p>\n\n\n\n<p>a) Cofins\/PIS-Pasep \u2013 Regime n\u00e3o cumulativo \u2013 ICMS retido no regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria n\u00e3o destacado no documento fiscal \u2013 Possibilidade de n\u00e3o inclus\u00e3o na receita bruta (Solu\u00e7\u00e3o de Consulta COSIT n\u00ba 57\/2025 ): na hip\u00f3tese em que o contribuinte substituto do ICMS estiver formalmente impedido de efetuar, quando da emiss\u00e3o de documento fiscal de sa\u00edda, o destaque do ICMS retido sob o regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, ser-lhe-\u00e1 poss\u00edvel considerar o montante assim retido como n\u00e3o incluso no valor da receita bruta referida na legisla\u00e7\u00e3o no regime de apura\u00e7\u00e3o n\u00e3o cumulativa da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS-Pasep e da Cofins, desde que se possa comprovar a incid\u00eancia do imposto na opera\u00e7\u00e3o e a condi\u00e7\u00e3o do vendedor como mero deposit\u00e1rio do tributo estadual retido no regime de substitui\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>b) IRPJ\/CSLL \u2013 Lucro presumido \u2013 Servi\u00e7os de processamento e reprocessamento de produtos m\u00e9dicos prestados a hospital \u2013 N\u00e3o caracteriza\u00e7\u00e3o como servi\u00e7os hospitalares (Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 58\/2025 ): os servi\u00e7os de processamento e reprocessamento de produtos m\u00e9dicos prestados a hospital em decorr\u00eancia da terceiriza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de seu Centro de Material e Esteriliza\u00e7\u00e3o (CME), por n\u00e3o configurarem presta\u00e7\u00e3o direta de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, n\u00e3o s\u00e3o considerados servi\u00e7os hospitalares para efeito de apura\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) no regime do lucro presumido;<\/p>\n\n\n\n<p>c) Simples Nacional \u2013 Reten\u00e7\u00e3o indevida de IRRF \u2013 Prazo prescricional para pedido de restitui\u00e7\u00e3o \u2013 Esclarecimentos (Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 59\/2025 ): o prazo para a pessoa jur\u00eddica optante pelo Simples Nacional pedir restitui\u00e7\u00e3o de reten\u00e7\u00e3o indevida de IRRF sobre a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e9 de cinco anos a partir do pagamento, deduzido da reten\u00e7\u00e3o, efetuado pela fonte pagadora;<\/p>\n\n\n\n<p>d) IRPJ\/CSLL \u2013 Lucro presumido \u2013 Servi\u00e7os hospitalares \u2013 Percentuais de presun\u00e7\u00e3o \u2013 Esclarecimentos (Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 60\/2025 ): para fins de aplica\u00e7\u00e3o dos percentuais de presun\u00e7\u00e3o de 8% e 12%, respectivamente, sobre a receita bruta auferida no per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o pela pessoa jur\u00eddica, com vistas \u00e0 determina\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL devidos no regime do lucro presumido, consideram-se servi\u00e7os hospitalares aqueles que se vinculam \u00e0s atividades desenvolvidas pelos hospitais, voltados diretamente \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, prestados pelos estabelecimentos assistenciais de sa\u00fade que desenvolvem as atividades previstas nas atribui\u00e7\u00f5es 1 a 4 da RDC Anvisa n\u00ba 50, de 2002. Para fazer jus ao percentual de presun\u00e7\u00e3o referido, a prestadora dos servi\u00e7os hospitalares deve, ainda, estar organizada, de fato e de direito, como sociedade empres\u00e1ria e atender \u00e0s normas da Anvisa. A pessoa jur\u00eddica organizada sob a forma de Sociedade Limitada Unipessoal (SLU) preenche o requisito de ser uma sociedade empres\u00e1ria se de fato exercer profissionalmente atividade econ\u00f4mica organizada para a produ\u00e7\u00e3o ou circula\u00e7\u00e3o de bens ou servi\u00e7os, de sorte a haver a necess\u00e1ria organiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da atividade empresarial, mediante aloca\u00e7\u00e3o dos fatores de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>e) IRPJ\/CSLL \u2013 Lucro Real \u2013 Gastos com comiss\u00e3o de venda paga a marketplace \u2013 Dedutibilidade como despesa operacional \u2013 Admissibilidade (Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 63\/2025 ): a comiss\u00e3o paga aos marketplaces, domiciliados no Brasil, pela intermedia\u00e7\u00e3o nas vendas de produtos pode ser considerada uma despesa operacional, necess\u00e1ria e usual \u00e0 atividade de e-commerce, j\u00e1 que intrinsecamente vinculada \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o de produtos em ambientes virtuais. \u00c9 permitida a dedu\u00e7\u00e3o, no c\u00e1lculo do Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) apurado com base no lucro real e no resultado ajustado, das despesas operacionais de comiss\u00e3o, na intermedia\u00e7\u00e3o de vendas, pagas aos marketplaces, domiciliados no Brasil, quando amparadas em documenta\u00e7\u00e3o h\u00e1bil e id\u00f4nea que comprove a efetividade da opera\u00e7\u00e3o que deu origem ao servi\u00e7o de intermedia\u00e7\u00e3o, a vincula\u00e7\u00e3o entre a intermedia\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o de venda e a comiss\u00e3o paga, e desde que haja a identifica\u00e7\u00e3o individualizada do benefici\u00e1rio da comiss\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>f) IRPJ\/CSLL \u2013 Associa\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos \u2013 Apropria\u00e7\u00e3o de super\u00e1vit pelos s\u00f3cios fundadores \u2013 Inadmissibilidade (Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 64\/2025 ): para fins de manuten\u00e7\u00e3o da isen\u00e7\u00e3o prevista no art. 15 da Lei n\u00ba 9.532\/1997 , as associa\u00e7\u00f5es civis sem fins lucrativos n\u00e3o poder\u00e3o destinar, a nenhum t\u00edtulo, eventual super\u00e1vit a seus s\u00f3cios fundadores, ainda que organizados sob a forma de entidade sem fins lucrativos, mesmo que os citados recursos sejam aplicados por estes na realiza\u00e7\u00e3o dos seus pr\u00f3prios objetivos estatut\u00e1rios, visto que a apropria\u00e7\u00e3o particular dos resultados positivos e a inten\u00e7\u00e3o de faz\u00ea-lo (\u201canimus distribuendi\u201d) s\u00e3o incompat\u00edveis com a natureza jur\u00eddica da associa\u00e7\u00e3o, sob pena de perda da isen\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>g) Simples Nacional\/Previdenci\u00e1ria \u2013 Presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de per\u00edcia, auditoria e consultoria cont\u00e1bil, auferidas por escrit\u00f3rios cont\u00e1beis \u2013 Anexo aplic\u00e1vel (Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 65\/2025 ): as receitas oriundas da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de per\u00edcia, auditoria e consultoria cont\u00e1bil, auferidas por escrit\u00f3rios cont\u00e1beis optantes pelo Simples e devidamente registrados no Conselho de Contabilidade, se enquadram no Anexo III da Resolu\u00e7\u00e3o CGSN n\u00ba 140\/2018 , se estiverem no rol das atribui\u00e7\u00f5es dos profissionais da contabilidade. Na apura\u00e7\u00e3o do fator \u201cr\u201d, a folha de sal\u00e1rios n\u00e3o est\u00e1 limitada ao teto do INSS;<\/p>\n\n\n\n<p>h) IRRF \u2013 Imposto retido sobre rendimento de funcion\u00e1rio cedido por empresa controlada pelo Estado \u2013 Propriedade do produto da arrecada\u00e7\u00e3o \u2013 Esclarecimentos (Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 66\/2025 ): o produto da arrecada\u00e7\u00e3o do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre o rendimento de funcion\u00e1rio cedido por empresa controlada pelo estado, que assume cargo em comiss\u00e3o na administra\u00e7\u00e3o direta, autarquia ou funda\u00e7\u00e3o mantida pelo poder p\u00fablico, pertence ao estado se o servidor optar pela remunera\u00e7\u00e3o do cargo. O produto da arrecada\u00e7\u00e3o do IRRF n\u00e3o pertencer\u00e1 ao estado se o funcion\u00e1rio cedido optar pela remunera\u00e7\u00e3o original e continuar a ser pago pela empresa cedente.<\/p>\n\n\n\n<p>(Solu\u00e7\u00f5es de Consulta Cosit n\u00bas 57, 58, 59, 60, 63, 64, 65 e 66\/2025 \u2013 DOU 1 de 31.03.2025)<\/p>\n\n\n\n<p>FONTE: IOB.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fazenda intensifica atua\u00e7\u00e3o para desbloquear processos que ultrapassam R$ 35 bilh\u00f5es no Carf<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Minist%C3%A9rio_da_Fazenda_(Brasil)\">Minist\u00e9rio da Fazenda<\/a>&nbsp;est\u00e1 ampliando seus esfor\u00e7os no Judici\u00e1rio para desobstruir julgamentos que envolvem mais de R$ 35 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). A iniciativa busca reverter decis\u00f5es que, na pr\u00e1tica, favorecem as maiores companhias listadas em bolsa no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com dados sigilosos da pasta, mais de 40 empresas s\u00e3o beneficiadas por medidas judiciais que suspendem ou anulam julgamentos no Carf, impedindo a conclus\u00e3o de processos com autua\u00e7\u00f5es que frequentemente superam a marca do bilh\u00e3o de reais.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 casos em que as autua\u00e7\u00f5es remontam aos anos 2000. Em grande parte desses processos, os recursos apresentados tanto pelas empresas quanto pela pr\u00f3pria Fazenda Nacional levam anos para serem apreciados pela Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O foco da Fazenda \u00e9 fortalecer a atua\u00e7\u00e3o da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) nesses casos, recentemente identificados por suas equipes t\u00e9cnicas. Cada processo ter\u00e1 um monitoramento espec\u00edfico, com a elabora\u00e7\u00e3o de memoriais personalizados e a realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancias para acelerar sua tramita\u00e7\u00e3o no Judici\u00e1rio e permitir a an\u00e1lise pelo Carf.<\/p>\n\n\n\n<p>Autoridades da Fazenda argumentam que, mesmo que a Uni\u00e3o seja derrotada, \u00e9 mais vantajoso encerrar o julgamento do que mant\u00ea-lo indefinidamente na Justi\u00e7a. Muitas das decis\u00f5es judiciais questionam aspectos processuais, como supostas irregularidades nos tr\u00e2mites do Carf, argumento frequentemente usado pelas empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos casos mais emblem\u00e1ticos, que envolve a aquisi\u00e7\u00e3o do Unibanco pelo Ita\u00fa, est\u00e1 parado na Justi\u00e7a desde 2018 e representa a maior disputa em valor atualmente no Carf. Segundo c\u00e1lculos internos da Fazenda, o lit\u00edgio ultrapassa R$ 30 bilh\u00f5es e investiga um poss\u00edvel lucro n\u00e3o tributado na fus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o tentou reverter uma liminar favor\u00e1vel ao Ita\u00fa Unibanco no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), sem sucesso. O caso est\u00e1 agora no Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF-1), que concentra a maioria das suspens\u00f5es relacionadas ao Carf devido \u00e0 sua localiza\u00e7\u00e3o em Bras\u00edlia, onde tamb\u00e9m fica a sede do conselho.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro processo de grande valor envolve a Natura, com uma cobran\u00e7a de R$ 1,1 bilh\u00e3o referente a \u00e1gio interno. A Receita Federal entende que houve amortiza\u00e7\u00e3o indevida em 2009, mas a Justi\u00e7a Federal de Bras\u00edlia suspendeu o caso para analisar poss\u00edveis falhas processuais.<\/p>\n\n\n\n<p>No Santander, as discuss\u00f5es giram em torno de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias de 2008, somando R$ 45 milh\u00f5es e R$ 15 milh\u00f5es. A Justi\u00e7a considerou que houve irregularidades no tr\u00e2mite do Carf, especialmente devido ao uso do voto de qualidade, mecanismo de desempate posteriormente alterado por lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A antiga Companhia Energ\u00e9tica de S\u00e3o Paulo (Cesp), hoje Auren Energia, enfrenta uma autua\u00e7\u00e3o de R$ 11 milh\u00f5es de 2011 sobre pre\u00e7os pr\u00e9-determinados. J\u00e1 as Americanas t\u00eam um processo de R$ 67 milh\u00f5es suspenso pela Justi\u00e7a devido a supostas falhas no rito do Carf.<\/p>\n\n\n\n<p>O Carf tem sido alvo de debates no Minist\u00e9rio da Fazenda, j\u00e1 que o \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 atingindo as metas de arrecada\u00e7\u00e3o, apesar do aumento no volume de julgamentos. Em 2024, a expectativa era arrecadar R$ 55 bilh\u00f5es, mas apenas R$ 307,8 milh\u00f5es foram efetivamente recolhidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para este ano, a Receita Federal j\u00e1 reduziu a previs\u00e3o para R$ 28 bilh\u00f5es. Apesar de incentivos aos contribuintes, h\u00e1 uma percep\u00e7\u00e3o de que as empresas recorrem sistematicamente ao Judici\u00e1rio, seja durante o processo no Carf ou ap\u00f3s eventuais derrotas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o tributarista e professor do Insper Breno Vasconcelos, o Judici\u00e1rio n\u00e3o est\u00e1 \u201cinterferindo\u201d no Carf, mas sim \u201ccorrigindo falhas\u201d do conselho, como excesso de formalismo ou viola\u00e7\u00e3o do direito de defesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Thais De Laurentiis, ex-conselheira do Carf, concorda que a interven\u00e7\u00e3o judicial \u00e9 natural em alguns casos, mas alerta que o excesso pode se tornar um problema, refletindo a complexidade do sistema tribut\u00e1rio e a desconfian\u00e7a entre Fisco e contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Posicionamento das empresas<\/p>\n\n\n\n<p>O Santander afirmou que obteve decis\u00e3o favor\u00e1vel para um novo julgamento no Carf, alegando irregularidades nos recursos da Fazenda. O Ita\u00fa destacou que o Carf j\u00e1 validou a fus\u00e3o com o Unibanco em 2017 e que aguarda o julgamento de um recurso do Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>As Americanas informaram que aguardam o desfecho do processo desde 2021. Natura e Auren Energia optaram por n\u00e3o comentar casos em andamento. O TRF-1 n\u00e3o se manifestou at\u00e9 o fechamento desta reportagem.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/04\/01\/fazenda-reforca-atuacao-na-justica-para-destravar-processos-que-somam-mais-de-r-35-bi-no-carf.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/04\/01\/fazenda-reforca-atuacao-na-justica-para-destravar-processos-que-somam-mais-de-r-35-bi-no-carf.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para tributaristas, cr\u00e9ditos de ICMS abrem nova era de oportunidades<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, os contribuintes obtiveram uma vit\u00f3ria importante perante a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ, no julgamento dos&nbsp;EAREsp &#8211;&nbsp;Embargos de Diverg\u00eancia em Agravo em Recurso Especial 1.775.781\/SP.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 luz dos artigos 20, 21 e 33 da lei Kandir e seguindo o entendimento outrora j\u00e1 adotado pela 1\u00aa Turma do STJ, a Corte consignou ser cab\u00edvel o creditamento de ICMS na aquisi\u00e7\u00e3o de produtos intermedi\u00e1rios empregados no processo produtivo, inclusive os consumidos ou desgastados gradativamente, desde que comprovada a essencialidade de sua utiliza\u00e7\u00e3o na atividade-fim da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A relev\u00e2ncia do julgado se d\u00e1 por conta da altera\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios para definir o que se considera por produto intermedi\u00e1rio, para fins de tomada de cr\u00e9dito de ICMS. Contudo, n\u00e3o \u00e9 de hoje que se discute quais os limites para a tomada de cr\u00e9ditos nessa situa\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma Joaquim Alves Rodrigues Pinto, advogado do ButtiniMoraes.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Uma an\u00e1lise minuciosa do hist\u00f3rico legislativo e jurisprudencial permite verificar que os debates existiam antes mesmo da institui\u00e7\u00e3o do ICMS&#8221;, continua.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei 3.520\/58, por exemplo, prescrevia que, para apura\u00e7\u00e3o do extinto imposto de consumo, que era incidente sobre o ciclo da produ\u00e7\u00e3o industrial, os fabricantes deveriam deduzir o valor pago a esse mesmo t\u00edtulo na aquisi\u00e7\u00e3o de insumos empregados na fabrica\u00e7\u00e3o e acondicionamento dos produtos tributados.1&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Para delimitar o alcance daquela norma, o artigo 34 da lei 4.153\/62 estabelecia, dentre outras coisas, que a referida dedu\u00e7\u00e3o era estendia a produtos intermedi\u00e1rios ou secund\u00e1rios. Neste caso, eram considerados os itens que integravam o produto ou fossem consumidos total ou parcialmente no processo de fabrica\u00e7\u00e3o, utilizados na composi\u00e7\u00e3o, elabora\u00e7\u00e3o, preparo, obten\u00e7\u00e3o e confec\u00e7\u00e3o de produtos, inclusive na fase de acabamento&#8221;, explica a advogada Michelle Cristina Bispo Romano, do ButtiniMoraes.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui, fica claro que, historicamente, a tomada de cr\u00e9ditos de produtos intermedi\u00e1rios foi pensada para aproveitamento por empresas industriais, ficando o creditamento condicionado \u00e0 verifica\u00e7\u00e3o de que tais produtos (i) integrassem o produto final, ou (ii) fossem consumidos no processo de fabrica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Nicole Martendal Trotta, tamb\u00e9m advogada do escrit\u00f3rio, essa observa\u00e7\u00e3o \u00e9 importante porque, por anos, esses mesmos limites foram seguidos pela legisla\u00e7\u00e3o e, especialmente, pela jurisprud\u00eancia p\u00e1tria, para fins de tomada de cr\u00e9ditos de ICMS sobre a aquisi\u00e7\u00e3o de produtos intermedi\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tanto \u00e9 assim que, seguindo a an\u00e1lise hist\u00f3rica, ap\u00f3s a Emenda Constitucional 18\/46 e a cria\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias (&#8220;ICM&#8221;, atual &#8220;ICMS&#8221;), tendo ressurgido a discuss\u00e3o sobre o alcance das dedu\u00e7\u00f5es pass\u00edveis na apura\u00e7\u00e3o do novel tributo, ganhou relev\u00e2ncia o julgamento do Recurso Extraordin\u00e1rio 79.601\/RS, em 26\/11\/1974&#8243;,&nbsp;detalha Nicole.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nesta decis\u00e3o ficou definido que produtos intermedi\u00e1rios, que se consomem ou se inutilizam no processo de fabrica\u00e7\u00e3o, (&#8230;) devem ser computados no produto final para fins de cr\u00e9dito do ICM, pelo princ\u00edpio da n\u00e3o-cumulatividade, mesmo que n\u00e3o integrem o produto final&#8221;, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, mesmo depois da altera\u00e7\u00e3o legislativa, foi mantida a concep\u00e7\u00e3o do chamado cr\u00e9dito f\u00edsico, segundo o qual, para haver direito ao cr\u00e9dito de ICMS, o material adquirido deveria ter rela\u00e7\u00e3o direta com o processo de produ\u00e7\u00e3o ou produto fabricado. &#8220;Note-se que, tamb\u00e9m aqui, segue ideia de restri\u00e7\u00e3o de seu aproveitamento por empresas essencialmente fabris&#8221;, comenta Michelle.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta circunst\u00e2ncia demonstra que a extin\u00e7\u00e3o do imposto sobre o consumo representou uma sucess\u00e3o aos conceitos sedimentados no ordenamento acerca da tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que esse cen\u00e1rio se altera, drasticamente, depois da edi\u00e7\u00e3o da lei Kandir, uma vez que, em seu artigo 20, \u00a71\u00ba, foi aberta a possibilidade de creditamento de todo e qualquer material adquirido pelo contribuinte do ICMS, exceto se resultarem opera\u00e7\u00f5es\/presta\u00e7\u00f5es isentas ou n\u00e3o tributadas, ou se aplicado em mercadorias ou servi\u00e7os alheios \u00e0 atividade do estabelecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, &#8220;a lei Kandir afastou tanto a ideia do cr\u00e9dito f\u00edsico, quanto \u00e0 limita\u00e7\u00e3o setorial da tomada de cr\u00e9ditos de ICMS na aquisi\u00e7\u00e3o de produtos intermedi\u00e1rios, ao estabelecer, como \u00fanicos requisitos desse creditamento, que sejam eles aplicados na atividade-fim do estabelecimento, bem como que haja uma sa\u00edda tributada&#8221;, diz Joaquim.<\/p>\n\n\n\n<p>A despeito disso, os Tribunais p\u00e1trios mantiveram intacto o posicionamento que vinha sendo adotado, relativo ao cr\u00e9dito f\u00edsico. Isto at\u00e9 que, no final de 2024, o&nbsp;STJ deu sua \u00faltima decis\u00e3o nos autos do j\u00e1 mencionado EAREsp 1.775.781\/SP, onde, atualizando sua jurisprud\u00eancia, colocou a essencialidade como \u00fanico crit\u00e9rio \u00e0 tomada de cr\u00e9ditos na aquisi\u00e7\u00e3o de produtos intermedi\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O resultado do julgamento do EAREsp 1.775.781\/SP demonstra inclusive que o STJ aproximou o conceito de produtos intermedi\u00e1rios ao de insumo, fixado no julgamento do Tema 779, j\u00e1 que, naquela ocasi\u00e3o e para fins de creditamento de PIS\/Cofins, a defini\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi assentada \u00e0 luz dos crit\u00e9rios da essencialidade ou relev\u00e2ncia para o desempenho da atividade econ\u00f4mica do contribuinte&#8221;, acrescenta Michelle.<\/p>\n\n\n\n<p>Note-se, outrossim, que o STJ tamb\u00e9m n\u00e3o limitou seu posicionamento a determinado setor, raz\u00e3o pela qual \u00e9 poss\u00edvel dizer que o julgado poderia ser estendido, inclusive, a setores que, at\u00e9 ent\u00e3o, enfrentaram maior resist\u00eancia por parte do Fisco \u00e0 tomada de cr\u00e9ditos de ICMS referentes a produtos intermedi\u00e1rios (como o varejo, por exemplo).<\/p>\n\n\n\n<p>E embora tal precedente n\u00e3o tenha sido proferido em recurso repetitivo, representa o posicionamento un\u00edssono da Corte Superior, uma vez que o julgamento foi realizado no \u00e2mbito da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o e em Embargos de Diverg\u00eancia (que se presta, justamente, para pacificar entendimentos divergentes daquela Corte).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 claro que, diante de um cen\u00e1rio t\u00e3o favor\u00e1vel aos contribuintes, a Fazenda Estadual n\u00e3o desistiria de tentar a revers\u00e3o do posicionamento fixado pelo STJ naquele caso. Por isso, levou a an\u00e1lise do tema ao STF (ARE 1.519.617), estando o caso, atualmente, pendente de julgamento de Agravo Regimental. Por\u00e9m, at\u00e9 o momento, a vit\u00f3ria segue a favor dos contribuintes&#8221;, comenta Nicole.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, com base na lei Kandir e na atual jurisprud\u00eancia do STJ, j\u00e1 se vislumbra um novo cen\u00e1rio de oportunidades para os contribuintes, embora, neste momento, ainda se verifique certa resist\u00eancia por parte dos Fiscos e de alguns tribunais p\u00e1trios, especialmente dependendo do setor analisado.<\/p>\n\n\n\n<p>A exemplo, vale citar que o TJ\/SP2, ao analisar o tema para o setor varejista, j\u00e1 decidiu que embalagens utilizadas para acondicionamento de frutas, verduras, carnes, panifica\u00e7\u00e3o e confeitaria n\u00e3o constituem itens essenciais \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o desses produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esta posi\u00e7\u00e3o contrasta com a manifesta\u00e7\u00e3o do STJ, que, j\u00e1 em 2020, havia reconhecido que filmes e sacos pl\u00e1sticos, utilizados exclusivamente com o prop\u00f3sito de comercializa\u00e7\u00e3o de produtos de natureza perec\u00edvel, s\u00e3o insumos essenciais \u00e0 atividade desenvolvida pelo supermercado, autorizando, assim, o creditamento3&#8221;, analisa Joaquim.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda pior no TIT-SP, que, em 2024, prolatou decis\u00f5es que, embora mencionem o EAREsp 1.775.781\/SP, ignoram a orienta\u00e7\u00e3o do STJ, meramente por n\u00e3o se tratar de precedente vinculante.<\/p>\n\n\n\n<p>Inclusive, manifestou expressamente que, por n\u00e3o ter sido afetado como representativo de controv\u00e9rsia, o precedente n\u00e3o possui cond\u00e3o de descaracterizar e sequer fundamentar as decis\u00f5es do TIT-SP.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a despeito da relut\u00e2ncia de alguns tribunais em aplicar o entendimento disposto nos EAREsp 1.775.781\/SP, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ignorar a grandiosidade do tema, pois representa a ruptura de conceitos que n\u00e3o se amoldavam, h\u00e1 anos, \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, pode-se concluir que, apesar desse avan\u00e7o, ainda h\u00e1 desafios a serem superados, como a resist\u00eancia de tribunais administrativos e dos fiscos estaduais, sobretudo porque ainda permanecem vigentes as orienta\u00e7\u00f5es dos Fiscos Estaduais, que mant\u00e9m conceitos restritivos de produtos intermedi\u00e1rios para fins de creditamento sobre sua aquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo \u00e9 a Decis\u00e3o Normativa CAT 1\/01 que, no \u00e2mbito do Estado de S\u00e3o Paulo, consigna serem considerados como &#8216;produtos intermedi\u00e1rios&#8217; aqueles que &#8220;n\u00e3o sendo mat\u00e9rias-primas, s\u00e3o empregados ou se consomem no processo de produ\u00e7\u00e3o&#8221;, em absoluto descompasso com as novas diretrizes do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Isso exige dos contribuintes uma postura ativa na defesa de seus direitos e na correta estrutura\u00e7\u00e3o de suas opera\u00e7\u00f5es fiscais&#8221;, comenta Nicole.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Michelle, diante desse cen\u00e1rio, as empresas devem avaliar estrategicamente seus insumos e processos produtivos para identificar oportunidades leg\u00edtimas de creditamento, garantindo seguran\u00e7a jur\u00eddica e efici\u00eancia tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O momento \u00e9 oportuno para rever estrat\u00e9gias fiscais e operacionais, afinal, em um ambiente din\u00e2mico e competitivo, estar um passo \u00e0 frente nas quest\u00f5es fiscais pode representar vantagem financeira significativa para as empresas&#8221;, conclui a advogada do ButtiniMoraes.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/427397\/para-tributaristas-creditos-de-icms-abrem-nova-era-de-oportunidades\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/427397\/para-tributaristas-creditos-de-icms-abrem-nova-era-de-oportunidades<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Plen\u00e1rio aprova projeto da rea\u00e7\u00e3o brasileira a tarifas; texto vai \u00e0 C\u00e2mara<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio do Senado aprovou, nesta ter\u00e7a-feira (1\u00ba), o projeto que prev\u00ea medidas de resposta a barreiras comerciais impostas por outros pa\u00edses a produtos brasileiros. O <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/157055\">PL 2.088\/2023<\/a>, do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), <a href=\"about:blank\">foi aprovado<\/a>&nbsp;pela manh\u00e3 na Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) em car\u00e1ter terminativo e seria encaminhado diretamente para a C\u00e2mara dos Deputados depois do prazo de cinco dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o l\u00edder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), apresentou um recurso para o texto passar pelo Plen\u00e1rio e outro para a mat\u00e9ria tramitar em regime de urg\u00eancia, como forma de apressar a vota\u00e7\u00e3o e o envio para a C\u00e2mara. A expectativa \u00e9 que o texto seja aprovado pelos deputados nesta quarta-feira (2).<\/p>\n\n\n\n<p>Randolfe lembrou que est\u00e1 previsto, tamb\u00e9m para esta quarta, o an\u00fancio do aumento de tarifas de importa\u00e7\u00e3o pelos Estados Unidos. A data est\u00e1 sendo chamada pelo presidente norte-americano Donald Trump de &#8220;dia da liberta\u00e7\u00e3o&#8221; dos Estados Unidos de produtos estrangeiros. Ainda n\u00e3o foram divulgadas informa\u00e7\u00f5es sobre as al\u00edquotas e sobre como as tarifas ser\u00e3o calculadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Ent\u00e3o, seria de bom tom o Congresso Nacional aprovar esta mat\u00e9ria no mesmo dia do an\u00fancio de aumento de tarifas. A mat\u00e9ria \u00e9 de central interesse para o Brasil e tem o total apoio do governo \u2014 argumentou Randolfe.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a relatora da mat\u00e9ria, Tereza Cristina (PP-MS), o ideal \u00e9 \u201csentar \u00e0 mesa e dialogar\u201d. A senadora, por\u00e9m, disse entender a necessidade de o pa\u00eds ter mecanismos de retalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Este projeto \u00e9 de interesse do pa\u00eds. Por isso a urg\u00eancia, para que o Brasil tenha instrumentos de defesa, se tiver alguma retalia\u00e7\u00e3o aos seus produtos \u2014 declarou a senadora.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Reciprocidade<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que o projeto \u00e9 important\u00edssimo para o momento que o mundo est\u00e1 vivendo. Ele destacou o fato de a mat\u00e9ria ter sido aprovada de forma un\u00e2nime, com 70 votos no Plen\u00e1rio. Para o presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o maior trunfo da diplomacia mundial \u00e9 o princ\u00edpio da reciprocidade.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o senador Rog\u00e9rio Carvalho (PT-SE), a reciprocidade d\u00e1 ao pa\u00eds a possiblidade de enfrentar a \u201cguerra de barreiras tarif\u00e1rias\u201d e refor\u00e7a a soberania do Brasil. Os senadores Jaime Bagattoli (PL-RO), Lu\u00eds Carlos Heinze (PP-RS) e Jayme Campos (Uni\u00e3o-MT) tamb\u00e9m manifestaram seu apoio ao projeto. Zequinha Marinho afirmou que o projeto pode ser o principal instrumento de negocia\u00e7\u00e3o do Brasil no com\u00e9rcio exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 O projeto \u00e9 necess\u00e1rio e urgente. A gente precisa avan\u00e7ar \u2014 declarou o autor da mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O l\u00edder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), elogiou o autor e a relatora. Ele tamb\u00e9m destacou o entendimento da base governista e da oposi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao texto final do projeto, que \u00e9 uma ferramenta para defender a economia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Quero parabenizar esse esp\u00edrito mais alto, que fez a unidade entre governo e oposi\u00e7\u00e3o \u2014 registrou o senador.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o do senador Alan Rick (Uni\u00e3o-AC), a reciprocidade \u00e9 uma quest\u00e3o de justi\u00e7a. O presidente da Comiss\u00e3o de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores (CRE), senador Nelsinho Trad (PSD-MS), afirmou que o projeto responde a uma amea\u00e7a real. Ele disse entender o di\u00e1logo e a negocia\u00e7\u00e3o como formas ideais para os acordos internacionais, mas defendeu a import\u00e2ncia da reciprocidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Precisamos agir com estrat\u00e9gia e bom senso e fortalecer as pontes com nossos parceiros internacionais&nbsp;\u2014 ressaltou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalva<\/p>\n\n\n\n<p>O l\u00edder da oposi\u00e7\u00e3o, senador Rog\u00e9rio Marinho (PL-RN), criticou o que chamou de omiss\u00e3o do governo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o das tarifas. Ele disse apoiar o projeto, mas apontou que a vota\u00e7\u00e3o no Plen\u00e1rio deve ser vista como uma \u201cexcepcionalidade\u201d e que o recurso n\u00e3o seja recorrente.<\/p>\n\n\n\n<p>Contramedidas<\/p>\n\n\n\n<p>O texto prev\u00ea as seguintes medidas protecionistas que podem acarretar contramedidas do Poder Executivo:<\/p>\n\n\n\n<p>interfer\u00eancia em escolhas soberanas do Brasil por meio de ado\u00e7\u00e3o de medidas comerciais unilaterais;<\/p>\n\n\n\n<p>viola\u00e7\u00e3o de acordos comerciais; ou<\/p>\n\n\n\n<p>exig\u00eancia de requisitos ambientais mais onerosos do que os par\u00e2metros, normas e padr\u00f5es de prote\u00e7\u00e3o ambiental adotados pelo Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as contramedidas que podem ser adotadas pelo Poder Executivo, que devem ser proporcionais, o texto prev\u00ea as seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p>imposi\u00e7\u00e3o de tributos, taxas ou restri\u00e7\u00f5es sobre importa\u00e7\u00f5es de bens ou servi\u00e7os de um pa\u00eds;<\/p>\n\n\n\n<p>suspens\u00e3o de concess\u00f5es comerciais ou de investimentos; e<\/p>\n\n\n\n<p>suspens\u00e3o de concess\u00f5es relativas a direitos de propriedade intelectual.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto tamb\u00e9m prev\u00ea a realiza\u00e7\u00e3o de consultas diplom\u00e1ticas para mitigar ou anular os efeitos das medidas e contramedidas.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/04\/01\/plenario-aprova-projeto-da-reacao-brasileira-a-tarifas-texto-vai-a-camara\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/04\/01\/plenario-aprova-projeto-da-reacao-brasileira-a-tarifas-texto-vai-a-camara<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>CAE vai monitorar os incentivos fiscais do governo em 2025<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Os senadores da Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) v\u00e3o avaliar a concess\u00e3o de&nbsp;benef\u00edcios fiscais e tribut\u00e1rios a certos setores da economia (subs\u00eddios) durante o ano de 2025. A sugest\u00e3o (<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/167625\">REQ 13\/2025<\/a>) foi do presidente da comiss\u00e3o, senador Renan Calheiros (MDB-AL), e foi aprovada na reuni\u00e3o desta ter\u00e7a-feira (1).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Renan, os subs\u00eddios favorecem inicialmente empresas, que devem oferecer, como contrapartida, benef\u00edcios sociais por meio de empregos e crescimento econ\u00f4mico. O papel dos senadores ser\u00e1 de monitorar e avaliar se esse objetivo est\u00e1 sendo alcan\u00e7ado. Os subs\u00eddios n\u00e3o s\u00e3o gastos diretos, mas representam ren\u00fancia de receitas por parte da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Os subs\u00eddios da Uni\u00e3o totalizam [quase] R$ 650 bilh\u00f5es. Isso equivale a 6% do Produto Interno Bruto. Eu fa\u00e7o quest\u00e3o de lembrar que, de acordo com a<a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:emenda.constitucional:2021-03-15;109\">&nbsp;Emenda Constitucional 109<\/a>, o volume global de subs\u00eddios n\u00e3o pode ultrapassar 2% do PIB [em um prazo de oito anos] \u2014 disse Renan durante a reuni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Controle de gastos<\/p>\n\n\n\n<p>Renan tamb\u00e9m apontou que o controle dos gastos \u00e9 um meio importante para equilibrar as contas p\u00fablicas. Segundo ele, o governo federal poderia economizar at\u00e9 10% nas revis\u00f5es e prorroga\u00e7\u00f5es de contratos de licita\u00e7\u00f5es que assina.<\/p>\n\n\n\n<p>O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) tamb\u00e9m apoiou a avalia\u00e7\u00e3o. Segundo ele, a CAE poder\u00e1 oferecer sugest\u00f5es de ajustes e economias que, ao final, \u201cv\u00e3o propiciar investimento adequado nas pol\u00edticas de desenvolvimento do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas pelas comiss\u00f5es do Senado ao longo do ano \u00e9 uma das formas pelas quais os senadores exercem a fun\u00e7\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o das atividades do Poder Executivo, conforme previsto no Regimento Interno do Senado. Todas as comiss\u00f5es tem\u00e1ticas escolhem, a cada ano, uma pol\u00edtica p\u00fablica da sua \u00e1rea de compet\u00eancia para acompanhar.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-sistema-fenacon wp-block-embed-sistema-fenacon\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"60dx3yKdSk\"><a href=\"https:\/\/fenacon.org.br\/noticias\/cae-vai-monitorar-os-incentivos-fiscais-do-governo-em-2025\/\">CAE vai monitorar os incentivos fiscais do governo em 2025<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;CAE vai monitorar os incentivos fiscais do governo em 2025&#8221; &#8212; Sistema FENACON\" src=\"https:\/\/fenacon.org.br\/noticias\/cae-vai-monitorar-os-incentivos-fiscais-do-governo-em-2025\/embed\/#?secret=j6BdrYkGLO#?secret=60dx3yKdSk\" data-secret=\"60dx3yKdSk\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria: Braga prop\u00f5e plano de trabalho para regulamenta\u00e7\u00e3o final<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ) poder\u00e1 realizar&nbsp;quatro audi\u00eancias p\u00fablicas sobre o projeto de lei que d\u00e1 continuidade \u00e0 reforma tribut\u00e1ria \u2014 o <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/166095\">PLP 108\/2024<\/a>. \u00c9 o que prev\u00ea o&nbsp;<a href=\"https:\/\/legis.senado.leg.br\/atividade\/comissoes\/comissao\/34\/reuniao\/13385\/item\/97315\">plano de trabalho<\/a>&nbsp;apresentado nesta quarta-feira (2) pelo&nbsp;senador Eduardo Braga (MDB-AM). Esse plano ainda precisa ser aprovado pela CCJ.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;PLP 108\/2024 cria um comit\u00ea gestor para coordenar a arrecada\u00e7\u00e3o do&nbsp;Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS)&nbsp;e a distribui\u00e7\u00e3o dos respectivos valores entre estados e munic\u00edpios. O IBS ir\u00e1 unificar o ICMS, que \u00e9 um imposto estadual, e o ISS, que \u00e9 um imposto municipal.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo das audi\u00eancias previstas no plano de trabalho \u2014 que contar\u00e3o com a presen\u00e7a de especialistas e integrantes do governo, entre outros representantes da sociedade \u2014 \u00e9 dar embasamento \u00e0s discuss\u00f5es e delibera\u00e7\u00f5es a serem feitas pelos senadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Eduardo Braga, que sugeriu os debates, \u00e9 o relator do PLP 108\/2024. Esse projeto \u00e9 o segundo a regulamentar a reforma tribut\u00e1ria (<a href=\"about:blank\">em janeiro, foi sancionada a primeira parte, que criou o IBS<\/a>). Ele&nbsp;ressaltou que o PLP 108\/2024&nbsp;\u00e9 o \u201c\u00faltimo est\u00e1gio\u201d da reforma tribut\u00e1ria iniciada em 2023 com a <a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:emenda.constitucional:2023-12-20;132\">Emenda Constitucional 132<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja a seguir o que o plano de trabalho prev\u00ea para cada uma das quatro audi\u00eancias p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>1\u00ba audi\u00eancia: comit\u00ea gestor<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro debate abordar\u00e1 o funcionamento do comit\u00ea gestor do IBS, suas fun\u00e7\u00f5es, sua gest\u00e3o financeira e sua presta\u00e7\u00e3o de contas \u2014 que dever\u00e1 ser realizada de forma compartilhada entre tribunais de contas dos estados, dos munic\u00edpios e do Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto (PLP 108\/2024) determina que o comit\u00ea ser\u00e1 conduzido por um conselho superior (que ter\u00e1 representantes indicados por prefeitos e governadores, entre outros) e&nbsp;estabelece regras para a elei\u00e7\u00e3o dos membros desse conselho. Por exemplo: no caso dos munic\u00edpios,&nbsp;as vota\u00e7\u00f5es ser\u00e3o organizadas por associa\u00e7\u00f5es municipais; no caso dos estados, os candidatos ter\u00e3o de ser secret\u00e1rios da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>A representatividade dos entes federativos em \u00f3rg\u00e3os como esse foi um dos pontos de discord\u00e2ncia entre os parlamentares durante a an\u00e1lise da proposta que deu origem \u00e0 Emenda Constitucional 132.<\/p>\n\n\n\n<p>2\u00ba audi\u00eancia: conflitos tribut\u00e1rios<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse debate, ser\u00e3o abordadas&nbsp;as infra\u00e7\u00f5es, as penalidades e os&nbsp;encargos morat\u00f3rios relativos ao IBS, assim como as regras sobre o processo administrativo tribut\u00e1rio desse imposto. Tamb\u00e9m deve ser discutido&nbsp;o modelo de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos tribut\u00e1rios entre a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e os pagadores de tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o projeto, o processo no \u00e2mbito administrativo ter\u00e1 tr\u00eas etapas de julgamento: a primeira inst\u00e2ncia, a inst\u00e2ncia recursal e a C\u00e2mara Superior do IBS (que ter\u00e1 a decis\u00e3o final). Para implementar isso, o texto determina a atua\u00e7\u00e3o conjunta de auditores fiscais de estados e munic\u00edpios. No entanto, as regras previstas geram questionamentos entre auditores fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>3\u00ba audi\u00eancia: tributos estaduais<\/p>\n\n\n\n<p>Eduardo Braga lembra que o PLP 108\/2024 trata das regras de transi\u00e7\u00e3o do ICMS para o IBS at\u00e9 2033. E que, al\u00e9m disso, o projeto traz regras gerais sobre o Imposto de Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o (ITCMD), um tributo estadual.&nbsp;O ITCMD \u00e9 devido quando h\u00e1 doa\u00e7\u00f5es e heran\u00e7as, e a porcentagem a ser paga varia de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o de cada estado. Os dois tributos ser\u00e3o tema do terceiro debate.<\/p>\n\n\n\n<p>4\u00ba audi\u00eancia: tributos municipais<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00faltima audi\u00eancia prevista vai abordar os dispositivos do projeto que alteram normas sobre o Imposto sobre Transmiss\u00e3o de Bens Im\u00f3veis (ITBI) e a Contribui\u00e7\u00e3o para Custeio do Servi\u00e7o de Ilumina\u00e7\u00e3o P\u00fablica (Cosip).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Braga informou que na semana passada se reuniu com representantes da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Munic\u00edpios (CNM) e da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) para tratar desse assunto.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/04\/02\/reforma-tributaria-braga-propoe-plano-de-trabalho-para-regulamentacao-final\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/04\/02\/reforma-tributaria-braga-propoe-plano-de-trabalho-para-regulamentacao-final<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estudo da C\u00e2mara mostra redu\u00e7\u00e3o da desigualdade com isen\u00e7\u00e3o do IR para quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil por m\u00eas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo feito por dois consultores de Or\u00e7amento da C\u00e2mara dos Deputados mostra que o projeto (<a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1141174-chega-ao-congresso-projeto-que-amplia-isencao-de-imposto-de-renda\">PL 1087\/25<\/a>) que aumenta o limite de isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda (IR) para R$ 5 mil mensais a partir de 2026 pode elevar em R$ 10,3 bilh\u00f5es o consumo agregado nos setores varejista e de servi\u00e7os. A reforma tamb\u00e9m promoveria uma redu\u00e7\u00e3o da desigualdade de renda de 1,1% entre os contribuintes do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Na nota t\u00e9cnica, os consultores Dayson de Almeida e Helio Rego afirmam que haver\u00e1 um aumento da progressividade do imposto de 30%. Progressividade \u00e9 taxar mais quem recebe mais e vice-versa. Pelo projeto enviado ao Congresso pelo governo federal, quem ganha mais de R$ 600 mil por ano teria um imposto m\u00ednimo que chegaria a 10% para rendas acima de R$ 1,2 milh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA an\u00e1lise de bem-estar sugere que a reforma, ao beneficiar os contribuintes pertencentes a grupos de mais baixa renda, pode gerar um aumento de 3,8% no bem-estar agregado da sociedade\u201d, informam os autores do estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os consultores calculam em R$ 26,2 bilh\u00f5es a perda de arrecada\u00e7\u00e3o com a isen\u00e7\u00e3o. Ela seria compensada com o imposto m\u00ednimo, que renderia R$ 32,6 bilh\u00f5es. As contas do governo eram de R$ 25,84 bilh\u00f5es e de R$ 34,12 bilh\u00f5es, respectivamente. Para os consultores, a diferen\u00e7a \u00e9 importante porque existem perdas n\u00e3o estimadas com um dispositivo do projeto que limita a incid\u00eancia do imposto m\u00ednimo de s\u00f3cios em raz\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o incidente sobre os lucros das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os autores alertam, por\u00e9m, que a an\u00e1lise dos impactos \u00e9 limitada: pelas incertezas relacionadas ao comportamento dos agentes econ\u00f4micos com as novas regras; pela aus\u00eancia de informa\u00e7\u00f5es por tributo e tipo de contribuinte; al\u00e9m de outros dados fiscais atualizados.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1146368-ESTUDO-DA-CAMARA-MOSTRA-REDUCAO-DA-DESIGUALDADE-COM-ISENCAO-DO-IR-PARA-QUEM-GANHA-ATE-R$-5-MIL-POR-MES\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1146368-ESTUDO-DA-CAMARA-MOSTRA-REDUCAO-DA-DESIGUALDADE-COM-ISENCAO-DO-IR-PARA-QUEM-GANHA-ATE-R$-5-MIL-POR-MES<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto que altera c\u00e1lculo do ITR segue para a CAE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Agricultura (CRA) aprovou nesta quarta-feira (2) o projeto de lei que altera o c\u00e1lculo do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural &#8211; ITR. Agora o projeto (<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/163392\">PL 1.648\/2024<\/a>) segue para an\u00e1lise em outro colegiado do Senado: a&nbsp;Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE).<\/p>\n\n\n\n<p>O autor da proposta \u00e9 o senador Jayme Campos (Uni\u00e3o-MT). Na CRA, a mat\u00e9ria contou com parecer favor\u00e1vel, com emendas, do senador Fernando Farias (MDB-AL).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o projeto, ser\u00e1 considerado para o c\u00e1lculo do ITR &#8220;a real \u00e1rea aproveit\u00e1vel dos im\u00f3veis a serem tributados&#8221;. O texto tamb\u00e9m tem o objetivo de &#8220;promover a exclus\u00e3o de tributa\u00e7\u00e3o de \u00e1reas&nbsp;ambientais e de outros itens a serem deduzidos do valor da terra nua&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a proposta busca &#8220;tratar&nbsp;de investimentos e outras aplica\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas dos produtores rurais em suas&nbsp;propriedades rurais; ajustar a apura\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os de refer\u00eancia da terra&nbsp;para apura\u00e7\u00e3o dos c\u00e1lculos do tributo; e determinar a adequada aplica\u00e7\u00e3o&nbsp;dos recursos arrecadados pelo ITR&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Preserva\u00e7\u00e3o ambiental<\/p>\n\n\n\n<p>O relator da mat\u00e9ria, senador Fernando Farias, apresentou emenda para esclarecer que o chamado Grau de Utiliza\u00e7\u00e3o (GU) incide sobre a \u00e1rea aproveit\u00e1vel, e n\u00e3o sobre a \u00e1rea total, para efeito de c\u00e1lculo do ITR.<\/p>\n\n\n\n<p>Farias afirmou que fez essa altera\u00e7\u00e3o, principalmente, para que n\u00e3o sejam penalizados os produtores rurais da regi\u00e3o Amaz\u00f4nica cujas terras cont\u00eam grandes reservas ambientais, com at\u00e9 80% da propriedade reservada para preserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDessa forma, cria-se isonomia para os produtores de qualquer bioma brasileiro, estimulando a intensifica\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o na \u00e1rea aproveit\u00e1vel, sem correr riscos de distor\u00e7\u00f5es arrecadat\u00f3rias\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Melhorias rurais<\/p>\n\n\n\n<p>Outra emenda sugerida por Fernando Farias determina que o valor arrecadado com o ITR pelo Distrito Federal e pelos munic\u00edpios conveniados ser\u00e1 aplicado &#8220;prioritariamente&#8221;&nbsp;em melhorias no meio rural \u2014 e n\u00e3o obrigatoriamente, como previa o projeto original de Jayme Campos.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator diz que essa&nbsp;altera\u00e7\u00e3o tem o objetivo de respeitar a Constitui\u00e7\u00e3o, que, conforme ressalta ele, pro\u00edbe a vincula\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie tribut\u00e1ria a \u00f3rg\u00e3o, fundo ou despesa.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/04\/02\/projeto-que-altera-calculo-do-itr-segue-para-a-cae\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/04\/02\/projeto-que-altera-calculo-do-itr-segue-para-a-cae<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>CCJ vai analisar plano de trabalho sobre projeto que trata do IBS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ) pode votar em sua pr\u00f3xima reuni\u00e3o o&nbsp;<a href=\"https:\/\/legis.senado.leg.br\/atividade\/comissoes\/comissao\/34\/reuniao\/13385\/item\/97315\">plano de trabalho<\/a>&nbsp;sobre o&nbsp;projeto de lei que d\u00e1 continuidade \u00e0 reforma tribut\u00e1ria \u2014 o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/166095\">PLP 108\/2024<\/a>, que, entre outras medidas, cria um comit\u00ea gestor para coordenar a arrecada\u00e7\u00e3o do&nbsp;Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS). O plano de trabalho, que prev\u00ea a&nbsp;realiza\u00e7\u00e3o de quatro audi\u00eancias p\u00fablicas sobre o projeto, foi apresentado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM) na quarta-feira (2).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/audios\/2025\/04\/ccj-vai-analisar-plano-de-trabalho-sobre-projeto-que-trata-do-ibs\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/audios\/2025\/04\/ccj-vai-analisar-plano-de-trabalho-sobre-projeto-que-trata-do-ibs<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Motta anuncia comiss\u00e3o especial para analisar isen\u00e7\u00e3o do IR para quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou na manh\u00e3 desta quinta-feira (3), em suas redes sociais, que vai criar uma comiss\u00e3o especial para analisar o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1141174-governo-envia-projeto-sobre-aumento-da-isencao-de-imposto-de-renda-para-o-congresso-copia\">Projeto de Lei 1087\/25<\/a>, que isenta do Imposto de Renda quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil mensais.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta do governo \u00e9 compensar a isen\u00e7\u00e3o para quem ganha menos \u2013 que deve custar R$ 25,8 bilh\u00f5es por ano \u2013, taxando mais quem ganha acima de R$ 600 mil por ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto tramita na C\u00e2mara dos Deputados em regime de urg\u00eancia constitucional e passa a trancar a pauta de vota\u00e7\u00f5es do Plen\u00e1rio a partir do dia 3 de maio.<\/p>\n\n\n\n<p>A comiss\u00e3o especial ser\u00e1 presidida pelo deputado Rubens Pereira J\u00fanior (PT-MA), vice-l\u00edder do governo, e a relatoria ficar\u00e1 com o deputado Arthur Lira (PP-AL).<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m por meio das redes sociais, Rubens Pereira J\u00fanior agradeceu ao presidente da C\u00e2mara pela indica\u00e7\u00e3o. &#8220;Vamos trabalhar em conjunto com o relator para garantir um IR mais justo para todos os brasileiros&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1146751-motta-anuncia-comissao-especial-para-analisar-isencao-do-ir-para-quem-ganha-ate-r-5-mil\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1146751-motta-anuncia-comissao-especial-para-analisar-isencao-do-ir-para-quem-ganha-ate-r-5-mil<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto isenta de Imposto de Renda remessas de entidades religiosas ao exterior<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei Complementar (PLP) 230\/24 determina que o Imposto de Renda (IR) n\u00e3o incidir\u00e1 sobre remessas de entidades religiosas (incluindo suas organiza\u00e7\u00f5es beneficentes) \u00e0s suas representa\u00e7\u00f5es no exterior, e destinadas \u00e0 assist\u00eancia social.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta, em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados, insere a regra no <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/lei\/1960-1969\/lei-5172-25-outubro-1966-358971-norma-pl.html\">C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto foi apresentado pelo deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) e visa reverter um entendimento da Receita Federal. Em 2019, o fisco passou a exigir a reten\u00e7\u00e3o do IR da benefici\u00e1ria da remessa internacional, no momento do envio, atrav\u00e9s de contrato de c\u00e2mbio.<\/p>\n\n\n\n<p>Imunidade constitucional<br>A cobran\u00e7a, para Crivella, desconsidera a imunidade assegurada pela Constitui\u00e7\u00e3o \u00e0s entidades religiosas e templos de qualquer culto, inclusive suas organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO poder regulamentador dos \u00f3rg\u00e3os da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica esbarra na impossibilidade de inovar. Esse papel \u00e9 deferido ao Poder Legislativo e pela via pr\u00f3pria: a lei\u201d, argumentou o deputado.<\/p>\n\n\n\n<p>Crivella afirma ainda que as remessas tem car\u00e1ter de doa\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o s\u00e3o destinadas ao pagamento de bens e servi\u00e7os no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto ser\u00e1 analisado pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJ). Depois, seguir\u00e1 para o Plen\u00e1rio. Para virar lei, a proposta tamb\u00e9m precisa ser aprovada pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1144636-projeto-isenta-de-imposto-de-renda-remessas-de-entidades-religiosas-ao-exterior\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1144636-projeto-isenta-de-imposto-de-renda-remessas-de-entidades-religiosas-ao-exterior<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tributa\u00e7\u00e3o dos dividendos reaviva debate sobre distribui\u00e7\u00e3o disfar\u00e7ada de lucro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/executivo\/lula-e-motta-escancaram-embate-sobre-compensacao-na-proposta-do-ir\">compensa\u00e7\u00e3o proposta pelo governo<\/a>&nbsp;ao aumento da faixa de isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/imposto-de-renda\">IRPF<\/a>) deve trazer de volta uma figura praticamente inexistente no cen\u00e1rio tribut\u00e1rio atual: a distribui\u00e7\u00e3o disfar\u00e7ada de lucros. O termo diz respeito \u00e0s situa\u00e7\u00f5es em que despesas que seriam do s\u00f3cio s\u00e3o \u201cmigradas\u201d \u00e0 pessoa jur\u00eddica como forma de escapar \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o dos dividendos.<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00e1tica \u00e9 quase inexistente hoje pelo fato de os dividendos n\u00e3o serem tributados. Com a mudan\u00e7a do cen\u00e1rio, por\u00e9m, especialistas acreditam que come\u00e7ar\u00e3o a surgir situa\u00e7\u00f5es em que, por exemplo, \u00e9 constatado que a pessoa jur\u00eddica comprou um autom\u00f3vel supostamente para utiliza\u00e7\u00e3o pela empresa, mas que em realidade \u00e9 aproveitado pelo s\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 tratado na legisla\u00e7\u00e3o atual, por\u00e9m os dispositivos datam da d\u00e9cada de 1970, e segundo players consultados pelo&nbsp;JOTA, precisam de atualiza\u00e7\u00e3o. O assunto, entretanto, n\u00e3o \u00e9 abordado no<a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=2487436\">&nbsp;PL 1087\/2025<\/a>, enviado ao Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>Dividendos<\/p>\n\n\n\n<p>O debate sobre a distribui\u00e7\u00e3o disfar\u00e7ada de lucros deve voltar \u00e0 tona caso seja aprovado, na forma como apresentado pelo Executivo, o projeto que eleva a faixa e isen\u00e7\u00e3o do IRPF para R$ 5 mil. Como medida compensat\u00f3ria ao impacto de R$ 25,8 bilh\u00f5es que a altera\u00e7\u00e3o ocasionar\u00e1 em 2026, o governo elaborou propostas voltadas \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o dos mais ricos, que, de acordo com c\u00e1lculos da Fazenda, trar\u00e3o pouco mais de R$ 34 bi aos cofres p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma dessas medidas \u00e9 a reten\u00e7\u00e3o de 10% na fonte sobre dividendos, tanto para residentes quanto para n\u00e3o residentes. No caso de pessoas f\u00edsicas domiciliadas no Brasil, a reten\u00e7\u00e3o ocorrer\u00e1 quando o valor recebido de uma mesma empresa ultrapassar R$ 50 mil por m\u00eas. J\u00e1 para pessoas f\u00edsicas ou jur\u00eddicas domiciliadas no exterior, a al\u00edquota de 10% ser\u00e1 aplicada sobre qualquer valor enviado.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 a previs\u00e3o de institui\u00e7\u00e3o de imposto m\u00ednimo sobre a alta renda, que ser\u00e1 aplicado de forma escalonada at\u00e9 o limite de 10% para rendas acima de R$ 1,2 milh\u00e3o ao ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Fazenda ciente do problema<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de volta do debate sobre distribui\u00e7\u00e3o disfar\u00e7ada de lucro, tamb\u00e9m conhecida pela sigla DDL, \u00e9 reconhecida at\u00e9 mesmo por membros do Minist\u00e9rio da Fazenda. Em almo\u00e7o realizado pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo no dia 27 de mar\u00e7o, o secret\u00e1rio de reformas econ\u00f4micas do Minist\u00e9rio da Fazenda, Marcos Pinto, destacou que o Executivo \u201cest\u00e1 ciente\u201d do problema. \u201cInclusive dev\u00edamos, na tramita\u00e7\u00e3o no Congresso Nacional, pensar em regras sobre DDL novas. A gente esqueceu desse assunto porque ele n\u00e3o era mais um problema no pa\u00eds. Temos que retomar e ter regras boas sobre isso\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Jo\u00e3o Aldinucci, conselheiro da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Paran\u00e1 (Fiep), explica que a distribui\u00e7\u00e3o disfar\u00e7ada de lucros consiste na empresa pagar despesas do s\u00f3cio ou do acionista, sem reconhecer a distribui\u00e7\u00e3o de lucros. \u201cUma forma de se evitar essa tributa\u00e7\u00e3o sobre a distribui\u00e7\u00e3o de lucros \u00e9 a empresa pagar disfar\u00e7adamente despesas do s\u00f3cio. Ao pagar essas despesas ela est\u00e1 distribuindo lucros de forma indireta, mas evitando a tributa\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Como exemplos, o tributarista cita a compra de um ve\u00edculo para uso do s\u00f3cio na pessoa jur\u00eddica ou o pagamento de viagens pessoais da pessoa f\u00edsica sob a justificativa de ida a um congresso. Aldinucci, que foi conselheiro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), cita que hoje os casos sobre o assunto no tribunal s\u00e3o residuais, heran\u00e7a da \u00e9poca em que os dividendos eram tributados.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o advogado Felipe Salomon, s\u00f3cio do Levy &amp; Salom\u00e3o Advogados, destaca que a fiscaliza\u00e7\u00e3o dessas hip\u00f3teses ser\u00e1 custosa \u00e0 Receita Federal e aos contribuintes. \u201cApesar de ser improv\u00e1vel que vejamos situa\u00e7\u00f5es do tipo em grandes empresas, com bom n\u00edvel de governan\u00e7a, na medida em que o problema deve se concentrar em empresas menores com baixa governan\u00e7a, que s\u00e3o numerosas, a d\u00favida recair\u00e1 sobre todos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Um elemento que pode dificultar o cen\u00e1rio \u00e9 o fato de os dispositivos legais relacionados \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o desproporcional de lucros datarem da d\u00e9cada de 1970, antes de os dividendos serem isentos. Para especialistas, as regras est\u00e3o desatualizadas para o contexto atual.<\/p>\n\n\n\n<p>O Regulamento do Imposto de Renda (Decreto 9.580\/2018) traz, entre os artigos 528 e 530, algumas hip\u00f3teses de caracteriza\u00e7\u00e3o de DDL. S\u00e3o exemplos a aliena\u00e7\u00e3o, a valor inferior de mercado, de bens a pessoa ligada ou a aquisi\u00e7\u00e3o de bens de pessoas ligadas a valor superior ao de mercado. Os dispositivos foram \u201cherdados\u201d do Decreto-lei 1.598, de 1977, que em seus artigos 60 a 62 traz previs\u00e3o id\u00eantica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o penso que teremos solu\u00e7\u00e3o [para a distribui\u00e7\u00e3o disfar\u00e7ada de lucro]. Enquanto existir o incentivo, o comportamento em alguma medida se verificar\u00e1. Mas o problema poderia ser atenuado se a legisla\u00e7\u00e3o sobre distribui\u00e7\u00e3o disfar\u00e7ada de lucros fosse atualizada\u201d, defende Salomon.<\/p>\n\n\n\n<p>O debate sobre as altera\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias ainda est\u00e1 em fase inicial no Congresso. Com a volta do presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e de l\u00edderes partid\u00e1rios que estavam na comitiva do presidente Lula que foi \u00e0 \u00c1sia, \u00e9 esperado algum avan\u00e7o sobre a relatoria do projeto. A tend\u00eancia \u00e9 que a responsabilidade fique com o Centr\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/coluna-barbara-mengardo\/tributacao-dos-dividendos-reaviva-debate-sobre-distribuicao-disfarcada-de-lucro\">https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/coluna-barbara-mengardo\/tributacao-dos-dividendos-reaviva-debate-sobre-distribuicao-disfarcada-de-lucro<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita mant\u00e9m tributa\u00e7\u00e3o sobre compartilhamento de custos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A edi\u00e7\u00e3o da Lei dos Pre\u00e7os de Transfer\u00eancia (n\u00ba 14.596), em 2023, n\u00e3o alterou o posicionamento da Receita Federal sobre a tributa\u00e7\u00e3o sobre contratos de compartilhamento de custos \u2013 o chamado \u201ccost sharing\u201d. A confirma\u00e7\u00e3o est\u00e1 em Solu\u00e7\u00e3o de Consulta (SC) n\u00ba 39, editada pela Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit), que orienta os fiscais do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de mudan\u00e7a de interpreta\u00e7\u00e3o preocupava os contribuintes. Embora o conceito adotado pela Receita Federal n\u00e3o seja considerado ben\u00e9fico pelas empresas, \u00e9 melhor ser mantido do que haver mudan\u00e7as, afirmam os especialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>O compartilhamento de custos \u00e9 uma pr\u00e1tica comum em empresas multinacionais. Nele, normalmente, a matriz centraliza as atividades secund\u00e1rias dela e das filiais \u2013 como contabilidade, tecnologia da informa\u00e7\u00e3o (TI), assessoria jur\u00eddica e recursos humanos (RH).<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a empresa centralizadora est\u00e1 no exterior, a Receita Federal exige, sobre o pagamento por esses servi\u00e7os, o recolhimento de Imposto de Renda Retido na Fonte (cerca de 15%), Cide (mais 10%) e PIS e Cofins-Importa\u00e7\u00e3o (mais 9,25%).<\/p>\n\n\n\n<p>Essa tributa\u00e7\u00e3o vem sendo reconhecida pela Receita em solu\u00e7\u00f5es de consulta editadas pela Cosit desde 2015. A de n\u00ba 43 instituiu que a transfer\u00eancia pode ser tributada por Cide por se tratar de uma presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o. Em 2016, a de n\u00ba 50 adotou o mesmo racioc\u00ednio para a incid\u00eancia do PIS e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2019, a de n\u00ba 276 incluiu o IRRF \u00e0 lista e foi al\u00e9m, afirmando que, para que n\u00e3o incidissem os tributos sobre essas opera\u00e7\u00f5es, seria necess\u00e1rio que existisse benef\u00edcio m\u00fatuo entre as partes, o que n\u00e3o aconteceria nos contratos de cost sharing, nos quais, segundo a Receita, uma empresa presta servi\u00e7os para outra.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2023, a Lei dos Pre\u00e7os de Transfer\u00eancia trouxe defini\u00e7\u00f5es para servi\u00e7os intercompany, de baixo valor agregado, e do contrato de \u201ccost-contribution agreement\u201d \u2013 ou \u201ccost sharing\u201d -, figuras que n\u00e3o existiam na legisla\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>O temor dos contribuintes, no entanto, n\u00e3o se materializou. Na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 39, a Receita reiterou a incid\u00eancia de IRRF, Cide, PIS e Cofins-Importa\u00e7\u00e3o sobre o compartilhamento de custos entre empresas de um mesmo grupo econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>A normativa chega a mencionar a Lei dos Pre\u00e7os de Transfer\u00eancia, mas n\u00e3o aplica suas previs\u00f5es ao caso concreto, uma vez que a quest\u00e3o n\u00e3o foi suscitada expressamente pelo contribuinte. A Receita informa que eventual d\u00favida sobre a legisla\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser encaminhada em conformidade com o artigo 15 da Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.058, de 2021, segundo o qual s\u00e3o necess\u00e1rias informa\u00e7\u00f5es adicionais para pedidos de solu\u00e7\u00f5es de consulta que envolvam pre\u00e7os de transfer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas esferas administrativa ou judicial, por\u00e9m, os precedentes at\u00e9 hoje s\u00e3o favor\u00e1veis aos contribuintes. Em 2020, a 1\u00aa Turma Ordin\u00e1ria da 4\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) reconheceu a incid\u00eancia do IRRF nos contratos de cost sharing, com base na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 43, de 2015 (processo n\u00ba 16561.720139\/2018-95).<\/p>\n\n\n\n<p>No Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF-4), em dois julgamentos diferentes, a 1\u00aa Turma decidiu pela incid\u00eancia da Cide, com refer\u00eancia \u00e0 SC 43, de 2015 (processo n\u00ba 5056102-95. 2016.4.04.7000). E a 2\u00aa Turma reconheceu a incid\u00eancia de PIS\/Cofins-Importa\u00e7\u00e3o, com base na SC 50, de 2016 (processo n\u00ba 5030414-97.2017.4.04.7000).<\/p>\n\n\n\n<p>A incid\u00eancia da Cide ainda foi chancelada pela 4\u00aa Turma Especializada do TRF-2, em 2021, tamb\u00e9m com base na SC 43. Os desembargadores entenderam que o conceito de remunera\u00e7\u00e3o, fato gerador da contribui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o depende da exist\u00eancia de margem de lucro (processo n\u00ba 0178161-04.2016.4.02.5101).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/04\/03\/receita-mantem-tributacao-sobre-compartilhamento-de-custos.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/04\/03\/receita-mantem-tributacao-sobre-compartilhamento-de-custos.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf afasta IRPJ e CSLL sobre varia\u00e7\u00e3o cambial em contrato de US$ 1 bi<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade de votos, a 1\u00aa Turma da 2\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) afastou a cobran\u00e7a de Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) sobre a varia\u00e7\u00e3o cambial decorrente de um contrato internacional de aproximadamente US$ 1 bilh\u00e3o entre a Integra Offshore Ltda e uma empresa holandesa da Petrobras. A empresa holandesa contratou duas companhias brasileiras para a constru\u00e7\u00e3o de plataformas de petr\u00f3leo, que para fins de execu\u00e7\u00e3o do contrato formaram a Integra Offshore Ltda.<\/p>\n\n\n\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o apontava que a diferen\u00e7a entre os valores pagos em d\u00f3lar \u00e0 empresa e os valores tributados teriam resultado em uma redu\u00e7\u00e3o indevida do lucro. O auto de infra\u00e7\u00e3o foi desdobrado a partir de uma dela\u00e7\u00e3o premiada no \u00e2mbito da Lava Jato, que teria apontado que as brasileiras teriam superfaturado subcontratos. Se tratavam de duas acusa\u00e7\u00f5es em torno do tema, uma delas resolvida na Delegacia Regional de Julgamento (DRJ).<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa argumentou que a dela\u00e7\u00e3o \u00e9 um meio de prova, e n\u00e3o a prova em si, e que, como as acusa\u00e7\u00f5es dessa dela\u00e7\u00e3o n\u00e3o resultaram em den\u00fancia pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, n\u00e3o seriam suficientes para embasar, por si s\u00f3, um auto de infra\u00e7\u00e3o. A advogada representante da empresa, Bianca Rothschild, do Martinelli Advogados, defendeu que o m\u00e9todo POC (Percentage of Completion) em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o da varia\u00e7\u00e3o cambial pelo regime de caixa est\u00e1 previsto em lei, o que justifica o ajuste de varia\u00e7\u00e3o feito pela recorrente.<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00e9todo POC \u00e9 utilizado em contratos de longo prazo, o que permite a mensura\u00e7\u00e3o progressiva da execu\u00e7\u00e3o do projeto para fins de reconhecimento de receita, custos e despesas a serem tributadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, acompanhado pela turma, entendeu que a empresa adotou o m\u00e9todo POC, e os recebimentos do exterior tinham outro regime de recebimento, ent\u00e3o essa compara\u00e7\u00e3o entre o que estava sendo tributado no Brasil e o que estava sendo recebido em d\u00f3lar geravam uma varia\u00e7\u00e3o cambial, que seria, na sua vis\u00e3o, dedut\u00edvel do IRPJ e CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 17227.721274\/2021-17.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-afasta-irpj-e-csll-sobre-variacao-cambial-em-contrato-de-us-1-bi\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-afasta-irpj-e-csll-sobre-variacao-cambial-em-contrato-de-us-1-bi<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:\u00a0\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Honor\u00e1rios advocat\u00edcios t\u00eam prefer\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, decide STF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 31\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a validade de norma do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC) que prev\u00ea que o pagamento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios tem prefer\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, com os mesmos privil\u00e9gios dos cr\u00e9ditos trabalhistas. A decis\u00e3o majorit\u00e1ria foi tomada na sess\u00e3o virtual conclu\u00edda em 28\/3, no julgamento do Recurso Extraordin\u00e1rio&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6174725\">(RE) 1326559<\/a>, com repercuss\u00e3o geral (Tema 1.220).<\/p>\n\n\n\n<p>O dispositivo em discuss\u00e3o \u00e9 o artigo 85, par\u00e1grafo 14, do CPC, segundo o qual os honor\u00e1rios advocat\u00edcios s\u00e3o um direito do advogado e t\u00eam natureza alimentar. No caso em quest\u00e3o, a primeira inst\u00e2ncia, em execu\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a, negou pedido de reserva de honor\u00e1rios advocat\u00edcios contratuais relacionados a uma penhora em favor da Fazenda P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF-4) manteve a decis\u00e3o, ao considerar inconstitucional a regra do CPC e afastar a possibilidade de atribuir prefer\u00eancia aos honor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito tribut\u00e1rio. Segundo o TRF-4, o CPC, por ser uma lei ordin\u00e1ria, n\u00e3o poderia tratar de mat\u00e9ria tribut\u00e1ria, reservada \u00e0 lei complementar, e o C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), por sua vez, d\u00e1 prefer\u00eancia ao cr\u00e9dito tribut\u00e1rio sobre qualquer outro, exceto cr\u00e9ditos trabalhistas e de acidente de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>No RE ao Supremo, o escrit\u00f3rio de advocacia argumentava, entre outros pontos, que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal n\u00e3o exigiria lei complementar para estender a prefer\u00eancia dos cr\u00e9ditos trabalhistas a outros cr\u00e9ditos, como os honor\u00e1rios advocat\u00edcios. Tamb\u00e9m sustentava que o dispositivo do CPC n\u00e3o trata de legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, mas de honor\u00e1rios, refor\u00e7ando a natureza alimentar da verba.<\/p>\n\n\n\n<p>Constitucionalidade<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, ministro Dias Toffoli, o legislador ordin\u00e1rio, ao editar o dispositivo do CPC, n\u00e3o teve a inten\u00e7\u00e3o de invadir a compet\u00eancia do legislador complementar quanto \u00e0 prefer\u00eancia: ele apenas aplicou ao contexto do processo civil uma norma pr\u00e9-estabelecida. Toffoli lembrou ainda que, muitas vezes, os honor\u00e1rios s\u00e3o a \u00fanica fonte de renda dos advogados e, nesse sentido, se equiparam aos cr\u00e9ditos trabalhistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanharam o voto do relator a ministra C\u00e1rmen L\u00facia e os ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Edson Fachin, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Lu\u00eds Roberto Barroso e Nunes Marques. Ficaram vencidos os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Fl\u00e1vio Dino.<\/p>\n\n\n\n<p>Tese<\/p>\n\n\n\n<p>A tese de repercuss\u00e3o geral fixada foi a seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 formalmente constitucional o \u00a7 14 do art. 85 do C\u00f3digo de Processo Civil no que diz respeito \u00e0 prefer\u00eancia dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios, inclusive contratuais, em rela\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, considerando-se o teor do art. 186 do CTN.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-portal-de-noticias wp-block-embed-portal-de-noticias\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"rVtJUlIaaP\"><a href=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/honorarios-advocaticios-tem-preferencia-em-relacao-a-credito-tributario-decide-stf\/\">Honor\u00e1rios advocat\u00edcios t\u00eam prefer\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, decide STF<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Honor\u00e1rios advocat\u00edcios t\u00eam prefer\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, decide STF&#8221; &#8212; Portal de Noticias\" src=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/honorarios-advocaticios-tem-preferencia-em-relacao-a-credito-tributario-decide-stf\/embed\/#?secret=jFJqyddk2a#?secret=rVtJUlIaaP\" data-secret=\"rVtJUlIaaP\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ avalia se Fisco pode receber honor\u00e1rios duas vezes em tema tribut\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a vai decidir se o contribuinte deve pagar honor\u00e1rios nos casos em que desiste dos embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal por aderir a programa de parcelamento tribut\u00e1rio que j\u00e1 prev\u00ea o pagamento dessa verba.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado afetou dois processos ao rito dos recursos repetitivos, sob relatoria do ministro Gurgel de Faria. Houve determina\u00e7\u00e3o de suspens\u00e3o apenas dos recursos especiais e agravos em REsp que discutam o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o vai definir se o Fisco pode receber honor\u00e1rios duas vezes pela cobran\u00e7a da mesma d\u00edvida. A primeira \u00e9 pelo fato de o contribuinte desistir de uma a\u00e7\u00e3o para a qual deu causa \u2014 os embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal. Nesse caso, s\u00e3o honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda \u00e9 pela ades\u00e3o ao programa de parcelamento de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, quando o mesmo j\u00e1 prev\u00ea o pagamento de honor\u00e1rios no \u00e2mbito administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>A desist\u00eancia dessas a\u00e7\u00f5es \u00e9, muitas vezes, requisito para que o contribuinte possa aderir a programas de parcelamento de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos recursos afetados diz respeito ao Programa Reativa BH, da prefeitura de Belo Horizonte, que permitiu o parcelamento da d\u00edvida com exclus\u00e3o dos juros e multas. Outro \u00e9 de um programa do governo de Minas Gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>Tese controvertida<\/p>\n\n\n\n<p>Definir se \u00e9 cab\u00edvel a condena\u00e7\u00e3o do contribuinte em honor\u00e1rios advocat\u00edcios sucumbenciais em embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal extintos com fundamento na desist\u00eancia ou na ren\u00fancia de direito manifestada para fins de ades\u00e3o a programa de recupera\u00e7\u00e3o fiscal, em que j\u00e1 inserida a cobran\u00e7a de verba honor\u00e1ria no \u00e2mbito administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00e7\u00f5es sobre honor\u00e1rios<\/p>\n\n\n\n<p>O tema foi afetado pelo Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais, que registrou mais de 1,6 mil a\u00e7\u00f5es sobre o mesmo tema. Ainda em 2024, o pr\u00f3prio STJ havia rejeitado a afeta\u00e7\u00e3o ao rito dos repetitivos.<\/p>\n\n\n\n<p>O montante de processos convenceu o ministro Gurgel de Faria da necessidade de novamente se examinar a possibilidade de afeta\u00e7\u00e3o do tema, para dar solu\u00e7\u00e3o uniforme ao universo consider\u00e1vel de processos que tratam de uma mesma quest\u00e3o jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcres\u00e7o que, na condi\u00e7\u00e3o de relator, j\u00e1 examinei v\u00e1rios outros processos com id\u00eantica controv\u00e9rsia, o que realmente me permite concluir pela sua repeti\u00e7\u00e3o\u201d, destacou.<br>REsp 2.158.602<br>REsp 2.158.358<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-abr-01\/stj-avalia-se-fisco-pode-receber-honorarios-duas-vezes-em-tema-tributario\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-abr-01\/stj-avalia-se-fisco-pode-receber-honorarios-duas-vezes-em-tema-tributario\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Judici\u00e1rio aplica prescri\u00e7\u00e3o e suspende cobran\u00e7a de IRPJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a Federal de Rond\u00f4nia suspendeu a cobran\u00e7a de PIS, Cofins, Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL de uma rede de supermercados. O motivo foi o fato de o processo que discute a autua\u00e7\u00e3o fiscal estar parado no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) h\u00e1 mais de oito anos, sem qualquer decis\u00e3o ou dilig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o liminar \u00e9 importante, segundo especialistas, porque raramente o Judici\u00e1rio aplica a chamada \u201cprescri\u00e7\u00e3o intercorrente\u201d em processos tribut\u00e1rios parados na esfera administrativa. Al\u00e9m desse caso, um dos poucos precedentes nesse sentido foi proferido recentemente pelo Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF-1). Foi a primeira decis\u00e3o sobre o assunto na Corte, de acordo com especialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>A 8\u00aa Turma do TRF-1 acatou recurso de uma empresa baiana do ramo de transporte e movimenta\u00e7\u00e3o de cargas e anulou uma cobran\u00e7a de R$ 3,7 milh\u00f5es de Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL. No caso, o processo ficou parado por mais cinco anos na esfera administrativa e, de acordo com os desembargadores, os tributos n\u00e3o poderiam mais ser exigidos pela Fazenda (processo n\u00ba 1004497-68.2020.4.01.3300).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da rede de supermercados, a liminar foi concedida pelo juiz Marcelo Stival, da 1\u00aa Vara Federal da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Estado de Rond\u00f4nia. Na decis\u00e3o, ele afirma que a quest\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente em processos administrativos fiscais \u00e9 \u201cmat\u00e9ria complexa e controversa\u201d, que demanda an\u00e1lise mais aprofundada no m\u00e9rito. E acrescenta: \u201cEm que pese a complexidade da tese que melhor ser\u00e1 avaliada em momento oportuno, ela \u00e9 plaus\u00edvel e possui defensores no mundo jur\u00eddico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para conceder a liminar, o magistrado levou em considera\u00e7\u00e3o que a Receita Federal, al\u00e9m de impedir a emiss\u00e3o da certid\u00e3o negativa, inscreveu o contribuinte no Cadin, o Cadastro Informativo de Cr\u00e9ditos n\u00e3o Quitados do Setor P\u00fablico Federal, o que gera a perda da Suframa, benef\u00edcio essencial para a redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria dos insumos que utiliza (sacos pl\u00e1sticos, embalagens etc).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNeste momento devemos sopesar quem est\u00e1 mais vulner\u00e1vel; o impetrante ou o Fisco? N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas que, em caso de negativa da liminar, os efeitos mais nefastos ser\u00e3o dirigidos ao impetrante, haja vista que o Fisco j\u00e1 est\u00e1 h\u00e1 tempos sem receber os valores de que supostamente \u00e9 credor, enquanto o impetrante provavelmente n\u00e3o conseguir\u00e1 sobreviver sem os benef\u00edcios dos quais vem usufruindo\u201d, diz o magistrado na decis\u00e3o (processo n\u00ba 1002369-27.2025.4.01.4100).<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado que defende o contribuinte, destaca a import\u00e2ncia da decis\u00e3o. Para ele, \u201cn\u00e3o \u00e9 admiss\u00edvel que um processo fique parado por tanto tempo sem nenhuma movimenta\u00e7\u00e3o processual\u201d. \u201cIsso fere a Constitui\u00e7\u00e3o Federal e o comando da dura\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel do processo\u201d, afirma o advogado. \u201cO contencioso administrativo tribut\u00e1rio deve ser aprimorado e mais prestigiado. Somos defensores do Carf.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O instituto da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria e aduaneira tem, \u201cde forma surpreendente\u201d, ganhado relevante import\u00e2ncia por meio de lit\u00edgios recentemente analisados pelo Judici\u00e1rio. Ela lembra do julgamento, em recurso repetitivo, do Tema 1293 pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ).<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o decidiu que os processos aduaneiros em tramita\u00e7\u00e3o na esfera administrativa, que n\u00e3o tenham natureza jur\u00eddica tribut\u00e1ria, podem ser extintos se n\u00e3o for proferida decis\u00e3o no prazo de tr\u00eas anos, aplicando-se a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente. O entendimento afeta os processos contra autua\u00e7\u00f5es fiscais julgados nas delegacias da Receita Federal e no Carf.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal defendia que nem os processos tribut\u00e1rios nem os aduaneiros poderiam prescrever. Agora, se tiver rela\u00e7\u00e3o com crit\u00e9rios de conformidade da atividade aduaneira, ainda que possa influenciar na cobran\u00e7a de imposto, pode ser extinto se n\u00e3o houver decis\u00e3o no prazo de tr\u00eas anos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/04\/01\/judiciario-aplica-prescricao-e-suspende-cobranca-de-irpj.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/04\/01\/judiciario-aplica-prescricao-e-suspende-cobranca-de-irpj.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ: Empresa em recupera\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode compensar cr\u00e9dito via arbitragem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 3\u00aa turma do STJ, decidiu anular parcialmente senten\u00e7a arbitral que havia autorizado a compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos envolvendo empresa em recupera\u00e7\u00e3o judicial. Colegiado entendeu que mat\u00e9ria n\u00e3o pode ser objeto de arbitragem por se tratar de direito patrimonial indispon\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Na origem, discutia-se se a compensa\u00e7\u00e3o entre cr\u00e9ditos m\u00fatuos poderia ser definida por tribunal arbitral, mesmo diante da exist\u00eancia de plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial homologado.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa em recupera\u00e7\u00e3o alegou que o ju\u00edzo arbitral n\u00e3o teria compet\u00eancia para decidir sobre a compensa\u00e7\u00e3o, uma vez que os cr\u00e9ditos estariam sujeitos ao processo concursal.<\/p>\n\n\n\n<p>A parte contr\u00e1ria defendeu a validade da senten\u00e7a arbitral, sustentando que a arbitragem \u00e9 v\u00e1lida mesmo quando uma das partes est\u00e1 em recupera\u00e7\u00e3o judicial, conforme previs\u00e3o do art. 6\u00ba, \u00a7 9\u00ba, da lei 11.101\/05.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o recurso, o relator, ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, esclareceu que a controv\u00e9rsia envolvia tr\u00eas pontos:<\/p>\n\n\n\n<p>Limites da judicializa\u00e7\u00e3o arbitral para decidir acerca da possibilidade de compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito sujeito \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial;<\/p>\n\n\n\n<p>Viola\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da estabiliza\u00e7\u00e3o da demanda; e<\/p>\n\n\n\n<p>Se compensa\u00e7\u00e3o autorizada na senten\u00e7a arbitral desrespeita o concurso de credores da recorrente e os termos do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o ministro, embora a compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos possa ser considerada, em tese, um direito patrimonial dispon\u00edvel, essa natureza se modifica no contexto de uma recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando envolver cr\u00e9dito sujeito \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial, n\u00e3o pode ser considerado um direito patrimonial dispon\u00edvel, o que afasta a possibilidade de resolu\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios acerca do tema por meio da arbitragem, diante da falta do requisito da arbitrabilidade objetiva.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Afirmou que o art. 6\u00ba, \u00a79\u00ba, da lei 11.101\/05, invocado pelo tribunal de origem para justificar a atua\u00e7\u00e3o do ju\u00edzo arbitral, trata apenas da arbitrabilidade subjetiva. \u201cO simples fato de uma das partes estar submetida aos processos de recupera\u00e7\u00e3o judicial ou de fal\u00eancia n\u00e3o impede, ou suspende a instaura\u00e7\u00e3o de procedimento arbitral\u201d, observou.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, isso n\u00e3o autoriza que o ju\u00edzo arbitral delibere sobre temas que dizem respeito \u00e0 condu\u00e7\u00e3o do processo concursal.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o relator, \u201ca forma de adimplemento desta obriga\u00e7\u00e3o e a consequente possibilidade de compensa\u00e7\u00e3o com cr\u00e9dito de titularidade da recuperanda \u00e9 de compet\u00eancia do ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o judicial\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressaltou que a l\u00f3gica da lei 11.101\/05 est\u00e1 centrada na organiza\u00e7\u00e3o da crise da empresa, \u201cpor meio de regras que garantam o tratamento conjunto das quest\u00f5es que envolvam a disposi\u00e7\u00e3o de bens, direitos e obriga\u00e7\u00f5es diretamente relacionados ao estado de crise\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, permitir que a arbitragem decida sobre a compensa\u00e7\u00e3o colocaria em risco o princ\u00edpio do tratamento igualit\u00e1rio entre os credores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAfastar do ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o judicial a compet\u00eancia para decidir acerca da compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito sujeito \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial permitiria que o ju\u00edzo da a\u00e7\u00e3o individual decidisse acerca de uma forma de exclus\u00e3o de cr\u00e9dito sujeito \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o em preju\u00edzo dos demais credores concursais, sem qualquer previs\u00e3o no plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final, votou pelo provimento do recurso especial, declarando a nulidade parcial da senten\u00e7a arbitral \u201cespecificamente no cap\u00edtulo que reconheceu a possibilidade de compensa\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos de titularidade da recorrente e da recorrida, mat\u00e9ria que deve ser dirimida pelo ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o judicial\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo Relacionado: REsp n. 2.163.463<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-marcelo-morais-advogados wp-block-embed-marcelo-morais-advogados\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"8XwNQag9wi\"><a href=\"https:\/\/lawmm.com.br\/stj-empresa-em-recuperacao-nao-pode-compensar-credito-via-arbitragem\/\"> STJ: Empresa em recupera\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode compensar cr\u00e9dito via arbitragem <\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; 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A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o julgar\u00e1 a tese em recurso repetitivo, ou seja, o entendimento dever\u00e1 ser aplicado em todos os casos na Justi\u00e7a e no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) \u2013 que hoje tem posi\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo informou nos autos a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), s\u00e3o 692 processos em tr\u00e2mite sobre o assunto em todo o Judici\u00e1rio, onde o tema \u00e9 favor\u00e1vel aos contribuintes. H\u00e1 precedentes na 1\u00aa e 2\u00aa Turmas do STJ a favor das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa de advogados tributaristas \u00e9 a de que haja reafirma\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia. Por\u00e9m, como houve mudan\u00e7a na composi\u00e7\u00e3o da Corte, \u00e9 poss\u00edvel um outro desfecho. A palavra final sobre a controv\u00e9rsia \u00e9 do STJ, pois o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o tema \u00e9 infraconstitucional \u2013 ou seja, ele n\u00e3o teria compet\u00eancia para analisar (ARE 1.259.243).<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o no STJ est\u00e1 limitada \u00e0 dedu\u00e7\u00e3o dos JCP \u201capurados em exerc\u00edcio anterior ao da decis\u00e3o assemblear que autoriza o seu pagamento\u201d. Quando h\u00e1 a redu\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo no mesmo ano em que o lucro foi contabilizado, n\u00e3o h\u00e1 discuss\u00e3o jur\u00eddica. Mas quando o pagamento \u00e9 extempor\u00e2neo, a Receita Federal tem autuado os contribuintes e vedado a dedu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Fazenda, embora seja poss\u00edvel o pagamento de JCP com base no patrim\u00f4nio l\u00edquido de per\u00edodos anteriores, o regime de compet\u00eancia impede que a dedu\u00e7\u00e3o alcance outros per\u00edodos al\u00e9m daquele em que ocorreu o pagamento. Os contribuintes alegam, contudo, que como n\u00e3o h\u00e1 veda\u00e7\u00e3o legal, o procedimento \u00e9 permitido, desde que respeitados os limites previstos no artigo 9\u00ba da Lei n\u00ba 9249, de 1995.<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o afetou quatro a\u00e7\u00f5es em recurso repetitivo, em um julgamento virtual cujo ac\u00f3rd\u00e3o foi publicado na segunda-feira. Os processos adv\u00eam do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF-4), que abrange os Estados do Sul. Em dois deles, a decis\u00e3o de segunda inst\u00e2ncia foi favor\u00e1vel \u00e0 Uni\u00e3o. Nos outros dois, ao contribuinte (REsp 2.162.629 e REsp 2.162.248).<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 data para o julgamento da tese, mas o prazo previsto no C\u00f3digo de Processo Civil (CPC) \u00e9 de um ano. At\u00e9 l\u00e1, os recursos especiais e agravos em recurso especial que discutem a controv\u00e9rsia ficam suspensos, conforme determinou o relator, o ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues.<\/p>\n\n\n\n<p>No ac\u00f3rd\u00e3o, Domingues diz que \u00e9 necess\u00e1rio uniformizar a jurisprud\u00eancia. E que o tema tem grande \u201crepercuss\u00e3o econ\u00f4mica\u201d pois os processos \u201cenvolvem, normalmente, empresas de capital aberto, de grande porte e alta lucratividade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O precedente que vem sendo aplicado em outros julgamentos \u00e9 um de relatoria do ministro Francisco Falc\u00e3o, da 1\u00aa Turma, de 2009. Neste caso, uma empresa queria deduzir do IRPJ e CSLL de 2002 o JCP relativo aos anos de 1997 a 2000. Para Falc\u00e3o, \u201ca legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o imp\u00f5e que a dedu\u00e7\u00e3o dos juros sobre capital pr\u00f3prio deva ser feita no mesmo exerc\u00edcio financeiro em que realizado o lucro da empresa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio, acrescenta o ministro, \u201cpermite que ela ocorra em ano-calend\u00e1rio futuro, quando efetivamente ocorrer a realiza\u00e7\u00e3o do pagamento\u201d. Segundo ele, o entendimento do Fisco \u201cobrigaria as empresas a promover o creditamento dos juros a seus acionistas no mesmo exerc\u00edcio em que apurado o lucro, impondo ao contribuinte, de forma obl\u00edqua, a \u00e9poca em que se deveria dar o exerc\u00edcio da prerrogativa\u201d (REsp 1.086.752).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na 2\u00aa Turma, o ac\u00f3rd\u00e3o mais recente \u00e9 de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/04\/02\/stj-julgara-deducao-de-juros-sobre-capital-proprio-de-exercicios-anteriores-do-irpj-e-csll.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/04\/02\/stj-julgara-deducao-de-juros-sobre-capital-proprio-de-exercicios-anteriores-do-irpj-e-csll.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ISS deve ser exclu\u00eddo da base do PIS Cofins-Importa\u00e7\u00e3o sobre servi\u00e7os, decide TRF-3<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 3\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF3), por unanimidade, excluiu da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins-importa\u00e7\u00e3o os valores relativos ao ISS e \u00e0s pr\u00f3prias contribui\u00e7\u00f5es, referentes \u00e0 importa\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os da empresa PriceWaterhouseCoopers Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o LTDA. O colegiado ainda reconheceu na decis\u00e3o que a contribuinte tem o direito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o dos valores indevidamente recolhidos nos \u00faltimos cinco anos anteriores ao ajuizamento da a\u00e7\u00e3o e durante o seu tr\u00e2mite, atualizados pela taxa Selic.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo tributaristas, a decis\u00e3o refor\u00e7a a jurisprud\u00eancia firmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do RE 559.937 (Tema 1 da repercuss\u00e3o geral), no qual a Corte considerou ser inconstitucional o acr\u00e9scimo do ICMS incidente no desembara\u00e7o aduaneiro e o valor das pr\u00f3prias contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins-Importa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, avaliam que, embora n\u00e3o tenha car\u00e1ter vinculante, o entendimento adotado pelo TRF3 pode influenciar outros tribunais, especialmente porque se fundamenta em premissas s\u00f3lidas.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa narra nos autos que contrata servi\u00e7os provenientes do exterior, estando sujeita ao recolhimento da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da Cofins sobre a importa\u00e7\u00e3o desses servi\u00e7os. De acordo com a PWC, ao prever a incid\u00eancia de PIS e Cofins sobre \u201co valor pago, creditado, entregue, empregado ou remetido ao exterior\u201d a t\u00edtulo de servi\u00e7os importados, a Lei 10.865\/2004 n\u00e3o encontra amparo no artigo 149, \u00a72\u00ba, III, \u201ca\u201d, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, segundo o qual as contribui\u00e7\u00f5es sociais poder\u00e3o ter al\u00edquotas \u201cad valorem, tendo por base o faturamento, a receita bruta da opera\u00e7\u00e3o e, no caso de importa\u00e7\u00e3o, o valor aduaneiro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor aduaneiro, diz a PWC, somente poderia ser base de c\u00e1lculo para a importa\u00e7\u00e3o de mercadorias, sendo totalmente inaplic\u00e1vel para a importa\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os por aus\u00eancia de previs\u00e3o constitucional. Por isso requeria a n\u00e3o exig\u00eancia do PIS\/Cofins-Importa\u00e7\u00e3o sobre servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Os desembargadores n\u00e3o concordaram com esse pedido, mas reconheceram o direito de excluir o ISS das bases de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins-Importa\u00e7\u00e3o pelos servi\u00e7os contratados no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>O desembargador Nery J\u00fanior destacou que, no julgamento do RE 559.937, o STF definiu que a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es sociais ao PIS e \u00e0 Cofins, na entrada de bens estrangeiros no territ\u00f3rio nacional, \u00e9 o valor aduaneiro, n\u00e3o mais que isso. Em voto-vista o desembargador Carlos Delgado afirmou que a delimita\u00e7\u00e3o do valor aduaneiro, na forma do Acordo Geral sobre Tarifas e Com\u00e9rcio de 1994 (GATT), refere-se ao com\u00e9rcio exterior de bens. Para o magistrado, o que se extrai da norma internacional \u00e9 que o valor alfandeg\u00e1rio deve equivaler, em linhas gerais, ao valor real do bem. Ou seja, a tributa\u00e7\u00e3o cuja base de c\u00e1lculo se refira ao valor aduaneiro deve se ater ao valor da transa\u00e7\u00e3o sobre o bem, na opera\u00e7\u00e3o de com\u00e9rcio de exterior. \u201cTal entendimento n\u00e3o encontra nenhum \u00f3bice f\u00e1tico-jur\u00eddico \u00e0 sua aplica\u00e7\u00e3o na hip\u00f3tese da importa\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, isto \u00e9, o valor aduaneiro equivaler\u00e1 ao valor da transa\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 exclus\u00e3o do ISS das bases de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins-Importa\u00e7\u00e3o, o relator considerou que a Lei 12.865\/2013 definiu a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es sobre importa\u00e7\u00f5es como o valor aduaneiro da opera\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00e3o de bens do estrangeiro, vedando qualquer outro acr\u00e9scimo. Os desembargadores consideraram que a concess\u00e3o da seguran\u00e7a n\u00e3o significa a produ\u00e7\u00e3o de efeitos patrimoniais pret\u00e9ritos, apenas a declara\u00e7\u00e3o do direito de compensa\u00e7\u00e3o a que faz jus a impetrante.<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informou, por meio de nota, que \u201co julgamento proferido pelo TRF3 reconheceu a constitucionalidade do PIS e da Cofins incidente sobre servi\u00e7os, previsto no art. 7\u00ba, inciso II, da Lei 10.865\/2004\u201d e que aguarda o julgamento dos embargos de declara\u00e7\u00e3o com o esclarecimento das quest\u00f5es ali colocadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita sob o n\u00famero 5004972-33.2023.4.03.6100.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/iss-deve-ser-excluido-da-base-do-pis-cofins-importacao-sobre-servicos-decide-trf3\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/iss-deve-ser-excluido-da-base-do-pis-cofins-importacao-sobre-servicos-decide-trf3<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Terceira Turma admite envio de of\u00edcio \u00e0s corretoras para encontrar e penhorar criptomoedas do devedor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) entendeu que, no cumprimento de&nbsp;senten\u00e7a, o ju\u00edzo pode enviar of\u00edcio \u00e0s corretoras de criptoativos com o objetivo de localizar e penhorar eventuais valores em nome da parte executada.<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso chegou ao STJ ap\u00f3s o tribunal de origem negar&nbsp;provimento&nbsp;ao&nbsp;agravo de instrumento&nbsp;\u2013 interposto na fase de cumprimento de&nbsp;senten\u00e7a&nbsp;\u2013 em que o exequente sustentava a possibilidade de expedi\u00e7\u00e3o de of\u00edcios para tentar encontrar criptomoedas que pudessem ser penhoradas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O tribunal local considerou a inexist\u00eancia de regulamenta\u00e7\u00e3o sobre opera\u00e7\u00f5es com criptoativos. Al\u00e9m disso, para a corte local, faltaria a garantia de capacidade de convers\u00e3o desses ativos em moeda de curso for\u00e7ado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ativo digital faz parte do patrim\u00f4nio do devedor<\/p>\n\n\n\n<p>O relator na Terceira Turma, ministro Humberto Martins, lembrou que, para a jurisprud\u00eancia do STJ, da mesma forma como a execu\u00e7\u00e3o deve ser processada da maneira menos gravosa para o executado, deve-se atender o interesse do credor que, por meio de penhora, busca a quita\u00e7\u00e3o da d\u00edvida n\u00e3o paga.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro ressaltou que as criptomoedas s\u00e3o ativos financeiros pass\u00edveis de tributa\u00e7\u00e3o, que devem ser declarados \u00e0 Receita Federal. Conforme disse, apesar de n\u00e3o serem moedas de curso legal, elas t\u00eam valor econ\u00f4mico e s\u00e3o suscet\u00edveis de restri\u00e7\u00e3o. &#8220;Os criptoativos podem ser usados como forma de pagamento e como reserva de valor&#8221;, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator comentou que, conforme o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm#art789\">artigo 789 do C\u00f3digo de Processo Civil<\/a>, o devedor inadimplente responde com todos os seus bens pela obriga\u00e7\u00e3o n\u00e3o cumprida, ressalvadas as exce\u00e7\u00f5es legais. No entanto, em pesquisa no sistema&nbsp;Sisbajud, n\u00e3o foram localizados ativos financeiros em institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias autorizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Humberto Martins, al\u00e9m da expedi\u00e7\u00e3o&nbsp;de of\u00edcio&nbsp;\u00e0s corretoras de criptomoedas, ainda \u00e9 poss\u00edvel a ado\u00e7\u00e3o de medidas investigativas para acessar as carteiras digitais do devedor, com vistas a uma eventual penhora.<\/p>\n\n\n\n<p>Criptomoedas representam desafios para o Judici\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>O relator lembrou que uma proposta legislativa em tramita\u00e7\u00e3o, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=2327147&amp;fichaAmigavel=nao\">Projeto de Lei 1.600\/2022<\/a>, define o criptoativo como&nbsp;representa\u00e7\u00e3o&nbsp;digital de valor, utilizado como ativo financeiro, meio de pagamento e instrumento de acesso a bens e servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Em voto-vista, o ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva informou que o Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) est\u00e1 desenvolvendo uma ferramenta, o Criptojud, para facilitar o rastreamento e o bloqueio de ativos digitais em corretoras de criptoativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Cueva salientou a necessidade da regulamenta\u00e7\u00e3o desse setor, diante das dificuldades de ordem t\u00e9cnica relacionadas com a localiza\u00e7\u00e3o, o bloqueio, a cust\u00f3dia e a liquida\u00e7\u00e3o&nbsp;de criptoativos, o que traz desafios para o Poder Judici\u00e1rio tanto na esfera c\u00edvel quanto na penal.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/paginas\/comunicacao\/noticias\/2025\/03042025-terceira-turma-admite-envio-de-oficio-as-corretoras-para-encontrar-e-penhorar-criptomoedas-do-devedor.aspx\">https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/paginas\/comunicacao\/noticias\/2025\/03042025-terceira-turma-admite-envio-de-oficio-as-corretoras-para-encontrar-e-penhorar-criptomoedas-do-devedor.aspx<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ anula arbitragem que permitiu compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos envolvendo empresa em recupera\u00e7\u00e3o<\/strong><br>Data: 03\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 3\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) anulou parte de uma senten\u00e7a arbitral que havia autorizado a compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos entre uma concession\u00e1ria de rodovias e uma empresa em recupera\u00e7\u00e3o judicial. Para os ministros, o tribunal arbitral n\u00e3o pode tratar da mat\u00e9ria, que \u00e9 de compet\u00eancia exclusiva do juiz da recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o favorece a Metha, antiga construtora OAS, que est\u00e1 na segunda recupera\u00e7\u00e3o judicial com d\u00edvidas de mais de R$ 6 bilh\u00f5es. O pedido de compensa\u00e7\u00e3o havia sido solicitado pela Concession\u00e1ria Auto Raposo Tavares (Cart), que administra a rodovia de mesmo nome, em S\u00e3o Paulo. O processo est\u00e1 em segredo de Justi\u00e7a, mas o julgamento no STJ foi p\u00fablico. Os valores n\u00e3o s\u00e3o conhecidos. A concession\u00e1ria deve recorrer.<\/p>\n\n\n\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o \u00e9 in\u00e9dito e s\u00e3o poucos os casos que envolvem disputas arbitrais com empresas em reestrutura\u00e7\u00e3o. H\u00e1 precedente similar da 3\u00aa Turma, de 2014, em que tamb\u00e9m foi vedada a compensa\u00e7\u00e3o, mas se tratava de cooperativa de cr\u00e9dito em liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial. A decis\u00e3o levou em conta a Lei n\u00ba 6.024, de 1976, sobre interven\u00e7\u00e3o e liquida\u00e7\u00e3o extrajudicial de institui\u00e7\u00f5es financeiras (REsp 1274623). Agora, a controv\u00e9rsia foi analisada com base na Lei de Recupera\u00e7\u00e3o Judicial e Fal\u00eancia, a n\u00ba 11.101\/2005.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 o comum que senten\u00e7as arbitrais sejam anuladas pelo Judici\u00e1rio. Segundo a \u00faltima pesquisa Arbitragem em N\u00fameros, da professora Selma Lemes, menos de 7% delas foram questionadas judicialmente em 2023 e em 1,5% dos casos houve anula\u00e7\u00e3o. Na a\u00e7\u00e3o da Metha, o Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) e o ju\u00edzo de primeiro grau mantiveram a decis\u00e3o arbitral.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento do STJ dividiu especialistas. Alguns entendem que impede que credores \u201cfurem a fila\u201d da ordem de pagamento em uma reestrutura\u00e7\u00e3o para receber primeiro. Mas a concession\u00e1ria entende que a senten\u00e7a arbitral n\u00e3o pode ser anulada e que a compensa\u00e7\u00e3o deve ser mantida, pois os cr\u00e9ditos n\u00e3o estariam submetidos ao plano de reestrutura\u00e7\u00e3o, com a aplica\u00e7\u00e3o dos descontos.<\/p>\n\n\n\n<p>A OAS moveu a arbitragem contra a Cart em 2017 por suposto descumprimento de contrato na execu\u00e7\u00e3o de obras do sistema rodovi\u00e1rio Raposo Tavares, celebrado em 2009 e rescindido em 2014. Durante a arbitragem, credores antigos da empreiteira tentaram penhorar eventual cr\u00e9dito da Metha contra a Cart.<\/p>\n\n\n\n<p>Por conta desses pedidos, a Cart pediu a compensa\u00e7\u00e3o a fim de que os valores n\u00e3o fossem para terceiros, o que foi concedido pela senten\u00e7a arbitral em 2021. Com isso, a d\u00edvida foi extinta &#8211; o tribunal entendeu que tanto a construtora devia \u00e0 concession\u00e1ria quanto o contr\u00e1rio. Eventual saldo ficaria com a Metha para pagar a d\u00edvida com outros credores, mas a empreiteira recorreu ao Judici\u00e1rio para anular a decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A construtora alega, segundo a decis\u00e3o do STJ, que o tribunal arbitral n\u00e3o pode declarar a compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos, pois configura invas\u00e3o da compet\u00eancia do ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado Giuliano Colombo, do Pinheiro Neto Advogados e que representa a Cart na a\u00e7\u00e3o, foi feito um \u201cesfor\u00e7o extraordin\u00e1rio para desviar o foco do debate\u201d no recurso ao STJ. \u201cN\u00e3o h\u00e1 que se falar em usurpa\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia porque a compensa\u00e7\u00e3o tem efeitos retroativos e vai \u00e0 data do fato gerador, que antecede o processo de recupera\u00e7\u00e3o judicial\u201d, disse ele, durante a sustenta\u00e7\u00e3o oral no STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o advogado, os efeitos da compensa\u00e7\u00e3o retroagem \u00e0 2014 &#8211; apesar de a senten\u00e7a arbitral ser de 2021- \u201cde forma que o ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o n\u00e3o teria nada a declarar ou dispor sobre a satisfa\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas concursais da Metha\u201d. \u201cO que se pretende aqui \u00e9 desconstituir o pr\u00f3prio m\u00e9rito da senten\u00e7a arbitral\u201d, afirmou Colombo, que acrescentou acreditar que vedar a compensa\u00e7\u00e3o gera \u201cenriquecimento sem causa da Metha\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Ricardo Villa B\u00f4as Cueva, n\u00e3o acatou os argumentos. No voto, diz que s\u00f3 podem ser discutidas por arbitragem mat\u00e9rias \u201crestritas aos lit\u00edgios relativos a direitos patrimoniais dispon\u00edveis\u201d, como disp\u00f5e o artigo 1\u00ba da Lei n\u00ba 9.307, de 1996. E quando uma compensa\u00e7\u00e3o \u201cenvolver cr\u00e9dito sujeito \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial, n\u00e3o pode ser considerada um direito patrimonial dispon\u00edvel, o que afasta a possibilidade de resolu\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios acerca do tema por meio da arbitragem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque a partir do deferimento da recupera\u00e7\u00e3o judicial, acrescenta, \u201cas quest\u00f5es relacionadas ao adimplemento de cr\u00e9ditos sujeitos ao concurso submetem-se \u00e0s regras previstas na Lei n\u00ba 11.101\/2005, as quais garantir\u00e3o o tratamento concertado dos assuntos relacionados \u00e0 crise da empresa e aos direitos dos credores sujeitos ao concurso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Cueva refor\u00e7a que o fato de uma das partes estar em reestrutura\u00e7\u00e3o n\u00e3o impede a instaura\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00e3o arbitral. \u201cO ponto \u00e9 que, diante da incontroversa circunst\u00e2ncia de que o cr\u00e9dito detido pela recorrida est\u00e1 sujeito \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial, a forma de adimplemento desta obriga\u00e7\u00e3o e a consequente possibilidade de compensa\u00e7\u00e3o com cr\u00e9dito de titularidade da recuperanda \u00e9 de compet\u00eancia do ju\u00edzo da recupera\u00e7\u00e3o judicial\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Afastar essa compet\u00eancia do juiz da insolv\u00eancia, destaca, permitiria que o tribunal arbitral exclu\u00edsse o cr\u00e9dito sujeito \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o, em preju\u00edzo dos demais credores concursais. Ele determinou que o juiz do caso decida sobre a validade do encontro de contas, considerando o momento em que \u201cos requisitos necess\u00e1rios \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o estiverem presentes, ou seja, a liquidez, o vencimento e a fungibilidade\u201d (REsp 2163463).<\/p>\n\n\n\n<p>A professora Selma Lemes diz que, apesar de o tema ser pol\u00eamico, a decis\u00e3o preserva a igualdade entre credores. \u201cA partir do momento em que a empresa entrou em recupera\u00e7\u00e3o judicial, ela deixa de ter aquela quantia negoci\u00e1vel por ela e ter a disponibilidade da compensa\u00e7\u00e3o, porque deixou de ser um direito patrimonial dispon\u00edvel\u201d, avalia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela entende que a decis\u00e3o est\u00e1 bem fundamentada e correta. \u201cQuando a senten\u00e7a arbitral foi proferida, a recupera\u00e7\u00e3o j\u00e1 existia e a lei de recupera\u00e7\u00e3o judicial fala que a partir do momento do processamento do pedido, tudo est\u00e1 suspenso e se concentra no juiz da recupera\u00e7\u00e3o\u201d, adiciona.<\/p>\n\n\n\n<p>Samantha Longo, s\u00f3cia do Longo Abelha Advogados e integrante do F\u00f3rum Nacional de Recupera\u00e7\u00e3o Empresarial e Fal\u00eancias (Fonaref) do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ), afirma que s\u00e3o poucos os precedentes sobre o tema. \u201c\u00c9 importante quando o STJ d\u00e1 algum norte para esse tema, pois \u00e9 pouco tratado tanto na doutrina quanto na jurisprud\u00eancia como compatibilizar a arbitragem e a recupera\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, o ac\u00f3rd\u00e3o traz importantes esclarecimentos para o setor. \u201cN\u00e3o \u00e9 porque uma empresa entrou em recupera\u00e7\u00e3o judicial que n\u00e3o pode fazer arbitragem. O que vai ter que ser feito \u00e9 a execu\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a arbitral no ju\u00edzo de recupera\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradas pelo Valor, a Cart n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento desta edi\u00e7\u00e3o e a Metha n\u00e3o quis comentar a decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/04\/03\/stj-anula-arbitragem-que-permitiu-compensacao-de-creditos-envolvendo-empresa-em-recuperacao.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/04\/03\/stj-anula-arbitragem-que-permitiu-compensacao-de-creditos-envolvendo-empresa-em-recuperacao.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contribuintes conseguem no Judici\u00e1rio adiar o fim do benef\u00edcio fiscal do Perse<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 04\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas conseguiram liminares e senten\u00e7as no Judici\u00e1rio para estender o prazo do benef\u00edcio fiscal do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), que teria acabado no dia 1\u00ba de abril, ao atingir R$ 15 bilh\u00f5es de ren\u00fancia fiscal. As decis\u00f5es determinam a manuten\u00e7\u00e3o da al\u00edquota zero de Imposto de Renda (IRPJ), CSLL, PIS e Cofins at\u00e9 mar\u00e7o de 2027, com base na lei original do Perse, a de n\u00ba 14.148\/2021, ou mais tr\u00eas meses para as contribui\u00e7\u00f5es sociais e quase um ano para o IRPJ &#8211; ao aplicar a anterioridade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O teto de R$ 15 bilh\u00f5es foi institu\u00eddo em 2024, por meio da Lei n\u00ba 14.859. E a data determinada para o fim do benef\u00edcio, com o atingimento do limite, veio com Ato Declarat\u00f3rio Executivo n\u00ba 2\/2025, editado pela Receita Federal. Essas duas normas s\u00e3o questionadas pelos contribuintes nas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das decis\u00f5es beneficia os associados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). A liminar foi concedida pela 4\u00aa Vara Federal C\u00edvel do Distrito Federal, que estendeu o benef\u00edcio fiscal do Perse \u201cat\u00e9 o efetivo esgotamento do prazo de 60 meses previsto no artigo 4\u00ba da Lei n\u00ba 14.148\/2021\u201d (processo n\u00ba 1027337-87.2025.4.01.3400).<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o, o juiz Itagiba Catta Preta Neto afirma que \u201ca cessa\u00e7\u00e3o abrupta do benef\u00edcio fiscal, com exig\u00eancia dos tributos a partir de abril de 2025, implica \u00f4nus financeiro imediato e desproporcional \u00e0s empresas representadas, muitas das quais ainda em recupera\u00e7\u00e3o dos efeitos da pandemia\u201d. Para ele, houve \u201ccobran\u00e7a antecipada, sem o devido respeito aos princ\u00edpios constitucionais de anterioridade e \u00e0 garantia legal do benef\u00edcio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado acrescenta, na decis\u00e3o, que o Supremo Tribunal Federal (STF) entende que benef\u00edcio fiscal concedido por prazo certo e com condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas n\u00e3o pode ser revogado por norma posterior, por configurar direito adquirido (RE 169.880 e RE 91.291). \u201cAl\u00e9m disso, o pr\u00f3prio artigo 178 do CTN [C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional] exige que a revoga\u00e7\u00e3o de isen\u00e7\u00f5es condicionadas e por prazo certo respeite os direitos j\u00e1 constitu\u00eddos. O ato coator, ao desconsiderar esses limites, afronta tanto a legalidade quanto a seguran\u00e7a jur\u00eddica.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Daniel Freire Carvalho, do escrit\u00f3rio DF Carvalho Advogados, que representa a Abrasel no processo, destaca a import\u00e2ncia da decis\u00e3o garantir o prazo original do benef\u00edcio. E acrescenta que o ato declarat\u00f3rio da Receita que estabeleceu o fim do benef\u00edcio fiscal tem como base \u201cmera proje\u00e7\u00e3o e c\u00e1lculo que inclui valores sub judice, ainda n\u00e3o definitivamente julgados\u201d. \u201cEst\u00e1 em relat\u00f3rio da Receita Federal de mar\u00e7o, mas n\u00e3o h\u00e1 comprova\u00e7\u00e3o de que efetivamente o teto de R$ 15 bilh\u00f5es foi atingido\u201d, afirma o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Duas empresas do setor de transporte rodovi\u00e1rio coletivo de passageiros conseguiram senten\u00e7as para garantir o benef\u00edcio fiscal at\u00e9 mar\u00e7o de 2027. As a\u00e7\u00f5es est\u00e3o mais adiantadas, segundo o advogado Ricieri Calixto, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Salamacha Advocacia, que defende os contribuintes, porque foram ajuizadas contra a Lei n\u00ba 14.859, de 2024, que estabeleceu o teto de R$ 15 bilh\u00f5es. \u201cL\u00e1 atr\u00e1s, j\u00e1 se sabia que o benef\u00edcio fiscal ia acabar antes dos 60 meses previstos inicialmente\u201d, diz. \u201cA limita\u00e7\u00e3o dos R$ 15 bilh\u00f5es, por\u00e9m, \u00e9 ilegal, pois o programa foi institu\u00eddo com prazo certo e determinado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>As decis\u00f5es foram proferidas pelo juiz Ant\u00f4nio C\u00e9sar Bochenek, da 2\u00aa Vara Federal de Ponta Grossa (PR). \u201cO benef\u00edcio fiscal em comento possui natureza de isen\u00e7\u00e3o e, nos termos do artigo 178 do CTN, como foi concedida por prazo certo, n\u00e3o pode ser livremente revogada\u201d, afirma o magistrado (processos n\u00ba 5006860-62.2024.4.04.7009 e n\u00ba 5005757-20.2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Em S\u00e3o Paulo, duas empresas de organiza\u00e7\u00e3o de eventos obtiveram liminares para manter a al\u00edquota zero de PIS, Cofins e CSLL at\u00e9 1\u00ba de julho. Para o IRPJ, o prazo aplicado foi maior: 1\u00ba de janeiro de 2026. Em ambos os casos, os ju\u00edzes entenderam que ao menos \u00e9 preciso respeitar o princ\u00edpio da anterioridade anual para o IRPJ e o da anterioridade nonagesimal para as contribui\u00e7\u00f5es sociais, com base no artigo 178 do CTN (processos n\u00ba 5000974-93.2025.4.03.6130 e n\u00ba 5007873-03.2025.4.03.6100).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a advogada Florence Haret, s\u00f3cia do NHM Advogados, que defende os contribuintes, as a\u00e7\u00f5es foram ajuizadas para contestar o ato declarat\u00f3rio da Receita Federal, publicado em 23 de mar\u00e7o, para determinar que a partir de 1\u00ba de abril o benef\u00edcio da al\u00edquota zero do Perse estaria revogado. \u201cDeram oito dias para as empresas se organizarem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Florence, outros clientes da banca tamb\u00e9m entraram com mandado de seguran\u00e7a com pedido de liminar na Justi\u00e7a, ainda sem resposta. \u201cO maior caso no escrit\u00f3rio \u00e9 de uma empresa que, pelos nossos c\u00e1lculos, perder\u00e1 R$ 24 milh\u00f5es de benef\u00edcio fiscal em dois anos\u201d, afirma. \u201cPor meio das duas primeiras liminares obtidas, garantimos ao menos a anterioridade, mas entramos com agravo e esperamos que o benef\u00edcio como um todo seja postergado at\u00e9 2027.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Florence argumenta ainda que, conforme o par\u00e1grafo 11 do artigo 4 da Lei n\u00ba 14.148\/21, as empresas do Perse foram submetidas a \u201ccondi\u00e7\u00f5es onerosas\u201d decorrentes da pandemia. \u201c\u00c9 essa condi\u00e7\u00e3o onerosa que impede a revoga\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o impacto do fim do Perse nos contratos, a advogada orienta que, at\u00e9 uma decis\u00e3o transitada em julgado (quando n\u00e3o cabe mais recurso), \u00e9 preciso considerar essa mudan\u00e7a tribut\u00e1ria na composi\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o, \u201cmesmo com liminar favor\u00e1vel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Ilan Gorin, do Gorin Advocacia, aponta que a argumenta\u00e7\u00e3o usada agora contra o fim do Perse \u00e9 a mesma proposta contra as limita\u00e7\u00f5es impostas pela Uni\u00e3o para o aproveitamento do benef\u00edcio fiscal nos \u00faltimos anos. \u201cPrimeiro v\u00e1rias atividades deixaram de poder usar a al\u00edquota zero, depois impediram o uso do cr\u00e9dito de PIS e Cofins e sempre alegamos o artigo 178 do CTN\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o tributarista, para colocar uma p\u00e1 de cal no assunto seria necess\u00e1ria uma decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). No pr\u00f3ximo dia 9, a Corte julgar\u00e1 um recurso repetitivo sobre o Perse, mas a princ\u00edpio os ministros abordar\u00e3o dois assuntos: a exig\u00eancia do cadastro pr\u00e9vio no Cadastur para o uso do benef\u00edcio e o aproveitamento da al\u00edquota zero por empresas tributadas pelo Simples (Tema 1283).<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio de quest\u00e3o de ordem, Gorin pedir\u00e1 a amplia\u00e7\u00e3o da discuss\u00e3o desse recurso repetitivo, colocando os artigos 178 e o 111 do CTN sob an\u00e1lise. \u201cO STJ sempre foi rigoroso em respeitar ambos os artigos do CTN e j\u00e1 ampliou discuss\u00f5es em recurso repetitivo, como no julgamento do Tema 1239, que tratava s\u00f3 de pessoa f\u00edsica e a decis\u00e3o abrangeu tamb\u00e9m pessoa jur\u00eddica\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) defende a legalidade do encerramento do Perse, \u201cuma vez que o custo total de R$ 15 bilh\u00f5es estabelecido pelo artigo 4\u00ba-A da Lei 14.148\/2021 foi atingido\u201d. Segundo o \u00f3rg\u00e3o, a Receita Federal j\u00e1 vinha divulgando relat\u00f3rios peri\u00f3dicos que apontavam os valores gastos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio de nota, a PGFN afirma ainda que, apesar de algumas decis\u00f5es contr\u00e1rias, h\u00e1 tamb\u00e9m precedentes favor\u00e1veis \u00e0 Uni\u00e3o, a exemplo de um agravo julgado pelo Tribunal Regional Federal da 5\u00aa Regi\u00e3o (processo n\u00ba 0804477-80.20 25.4.05.0000) e de um mandado de seguran\u00e7a analisado na Justi\u00e7a Federal da 6\u00aa Regi\u00e3o (processo n\u00ba 1012022-28.2025.4.01.3300). \u201cDiante de liminares desfavor\u00e1veis, a Fazenda ir\u00e1 interpor os recursos cab\u00edveis e confia na revers\u00e3o das decis\u00f5es judiciais\u201d, diz o \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Autor do projeto de lei do Perse, o deputado Felipe Carreras (PSB\/PE) afirma que a judicializa\u00e7\u00e3o seria evitada se fosse cumprido o que foi acordado, que seria o teto de R$ 15 bilh\u00f5es. \u201cExistem d\u00favidas se de fato foram consumidos os R$ 15 bilh\u00f5es, mas no prazo de dois a tr\u00eas meses ser\u00e1 feita uma auditoria, com Congresso Nacional, TCU, Receita Federal e entidades empresariais e, caso seja identificado que houve falha, o programa poder\u00e1 ser reaberto, conforme acordado verbalmente com o ministro da Fazenda\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), a Receita informou que, em dezembro, o custo do Perse j\u00e1 tinha alcan\u00e7ado R$ 13,7 bilh\u00f5es, mas a Consultoria Tend\u00eancias estima para o mesmo per\u00edodo a soma de R$ 11 bilh\u00f5es e que o t\u00e9rmino do benef\u00edcio s\u00f3 ocorreria na passagem do primeiro para o segundo semestre deste ano. \u201cVai continuar havendo judicializa\u00e7\u00e3o porque temos um entendimento diferente com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s formas de cumprimento da lei do Perse\u201d, afirma Doreni Caramori J\u00fanior, presidente da entidade.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/04\/04\/contribuintes-conseguem-no-judiciario-adiar-o-fim-do-beneficio-fiscal-do-perse.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/04\/04\/contribuintes-conseguem-no-judiciario-adiar-o-fim-do-beneficio-fiscal-do-perse.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>TJ-SP isenta Santu\u00e1rio de Aparecida de ICMS sobre monumento importado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/04\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 3\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.tjsp.jus.br\/\">Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo<\/a>&nbsp;confirmou a senten\u00e7a que concedeu mandado de seguran\u00e7a ao Santu\u00e1rio Nacional de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o Aparecida para eximi-lo de pagar Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) sobre um monumento e os seus acess\u00f3rios importados da It\u00e1lia. Os materiais chegaram de navio ao Porto de Santos (SP) e a Delegacia Regional Tribut\u00e1ria do Litoral (DRT-2) condicionou o seu desembara\u00e7o aduaneiro ao recolhimento do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o reexame necess\u00e1rio da mat\u00e9ria, o desembargador Paulo C\u00edcero Augusto Pereira foi designado relator. Al\u00e9m da comprova\u00e7\u00e3o da viola\u00e7\u00e3o a direito l\u00edquido e certo alegada pelo Santu\u00e1rio Nacional de Aparecida, conforme os documentos juntados aos autos, o magistrado constatou que a imunidade tribut\u00e1ria solicitada est\u00e1 prevista na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, devendo ser mantida a decis\u00e3o de primeiro grau \u201cpelos seus pr\u00f3prios e jur\u00eddicos bem empregados fundamentos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Diz o artigo 150, inciso VI, al\u00ednea \u201cb\u201d, da Constitui\u00e7\u00e3o que, \u201csem preju\u00edzo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, \u00e9 vedado \u00e0 Uni\u00e3o, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Munic\u00edpios (\u2026) instituir impostos sobre (\u2026) entidades religiosas e templos de qualquer culto, inclusive suas organiza\u00e7\u00f5es assistenciais e beneficentes\u201d. Segundo o relator, a autora da a\u00e7\u00e3o comprovou ser uma associa\u00e7\u00e3o civil de fins religiosos, de car\u00e1ter evangelizador, sem fins lucrativos, enquadrando-se como templo de qualquer culto.<\/p>\n\n\n\n<p>Projeto art\u00edstico<\/p>\n\n\n\n<p>Com a finalidade de cumprir os prop\u00f3sitos de seu estatuto social, em especial o de propagar a f\u00e9 e o culto religioso, a autora relatou que importou o objeto denominado Monumento de Guadalupe, acompanhado dos seus acess\u00f3rios. Destinadas \u00e0 conclus\u00e3o do projeto art\u00edstico de revitaliza\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica do Santu\u00e1rio Nacional de Aparecida, as pe\u00e7as foram embarcadas no Porto de G\u00eanova e chegaram ao cais santista no dia 30 de abril de 2024, ficando inicialmente retidas devido \u00e0 cobran\u00e7a do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>A DRT-2 sustentou n\u00e3o ter compet\u00eancia para dispensar a cobran\u00e7a do ICMS incidente sobre a importa\u00e7\u00e3o dos \u201cbens de consumo\u201d indicados no mandado de seguran\u00e7a, pois isso afrontaria a legisla\u00e7\u00e3o paulista. Tamb\u00e9m argumentou que a imunidade prevista na Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 irrestrita, sendo inaplic\u00e1vel ao caso sob an\u00e1lise, porque ela veda a institui\u00e7\u00e3o de impostos sobre o patrim\u00f4nio, a renda e servi\u00e7os. J\u00e1 o ICMS, concluiu o \u00f3rg\u00e3o tribut\u00e1rio, \u00e9 um imposto indireto que recai sobre a circula\u00e7\u00e3o de mercadorias e servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda P\u00fablica do Estado de S\u00e3o Paulo pediu ingresso no feito como assistente litisconsorcial, o que foi deferido. Por vislumbrar os requisitos da tutela de urg\u00eancia, a ju\u00edza Fernanda Menna Pinto Peres, da 1\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de Santos, concedeu a liminar pleiteada pela autora a fim de impedir, preventivamente, que a DRT-2 exigisse o recolhimento de ICMS sobre os bens importados. A decis\u00e3o provis\u00f3ria tamb\u00e9m determinou o imediato desembara\u00e7o aduaneiro.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00e9rito, a julgadora rejeitou a ideia de que o Monumento de Guadalupe \u00e9 mercadoria, para efeito de incid\u00eancia do ICMS, porque n\u00e3o se trata de bem m\u00f3vel para ser utilizado no com\u00e9rcio. Segundo ela, \u00e9 incontroverso que as pe\u00e7as importadas se destinam exclusivamente \u00e0s finalidades essenciais do Santu\u00e1rio Nacional de Aparecida, \u201cinclusive ante sua natureza, o que demonstra ser hip\u00f3tese sobre a qual deve recair a imunidade garantida na Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza acrescentou que o monumento e os acess\u00f3rios n\u00e3o foram importados com objetivo de lucro. Nessa hip\u00f3tese, caberia ao Fisco, utilizando-se de seu poder de pol\u00edcia, providenciar a constata\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria, o que n\u00e3o houve. Com essa fundamenta\u00e7\u00e3o, ela concedeu o mandado de seguran\u00e7a, tornando definitiva a liminar. A DRT-2 e a Fazenda P\u00fablica estadual n\u00e3o recorreram. Por\u00e9m, por expressa disposi\u00e7\u00e3o legal, o caso foi remetido para reexame no segundo grau, que confirmou a senten\u00e7a por unanimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 1010228-43.2024.8.26.0562<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-abr-02\/tj-sp-isenta-santuario-de-aparecida-de-icms-sobre-monumento-importado-da-italia\/#:~:text=A%203%C2%AA%20C%C3%A2mara%20de%20Direito,os%20seus%20acess%C3%B3rios%20importados%20da\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-abr-02\/tj-sp-isenta-santuario-de-aparecida-de-icms-sobre-monumento-importado-da-italia\/#:~:text=A%203%C2%AA%20C%C3%A2mara%20de%20Direito,os%20seus%20acess%C3%B3rios%20importados%20da<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 31\/03 a 07\/04 Fim do Perse viola seguran\u00e7a jur\u00eddica e anterioridades, dizem tributaristas Data: 31\/03\/2025 A Receita Federal oficializou na \u00faltima segunda-feira (24\/3) o fim do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), que atingiu o teto de ren\u00fancia fiscal de R$ 15 bilh\u00f5es. 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