{"id":3674,"date":"2025-03-25T08:15:20","date_gmt":"2025-03-25T11:15:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3674"},"modified":"2025-03-25T08:15:22","modified_gmt":"2025-03-25T11:15:22","slug":"retrospecto-tributario-18-03-a-25-03-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3674","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 18\/03 a 25\/03"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 18\/03 a 25\/03<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contribuinte j\u00e1 pode acessar dados parciais da declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida para o Imposto de Renda 2025<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal alerta que os contribuintes que optarem pela declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida j\u00e1 ter\u00e3o, a partir de hoje (17\/3), acesso a dados parciais (pagamentos e rendimentos) para o preenchimento e envio da Declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta etapa inicial, a pr\u00e9-preenchida inclui informa\u00e7\u00f5es como rendimentos e pagamentos informados por meio da Declara\u00e7\u00e3o do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (DIRF), informa\u00e7\u00f5es sobre atividades imobili\u00e1rias (DIMOB), Declara\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os M\u00e9dicos e de Sa\u00fade (DMED), Carn\u00ea-Le\u00e3o Web, al\u00e9m de rendimentos isentos decorrentes de mol\u00e9stia grave, c\u00f3digos de juros e restitui\u00e7\u00f5es recebidas no ano-calend\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal destaca que at\u00e9 o dia 1\u00ba de abril, novos dados ser\u00e3o incorporados, como saldos banc\u00e1rios, investimentos, im\u00f3veis adquiridos, doa\u00e7\u00f5es realizadas no ano-calend\u00e1rio, informa\u00e7\u00f5es sobre criptoativos, contas banc\u00e1rias e ativos no exterior, al\u00e9m de informa\u00e7\u00f5es de previd\u00eancia, completando, assim, todas as informa\u00e7\u00f5es da pr\u00e9-preenchida. \u00c9 importante que o contribuinte tenha toda a documenta\u00e7\u00e3o para que possa comparar com os dados disponibilizados na pr\u00e9 preenchida.<\/p>\n\n\n\n<p>Este ano a expectativa \u00e9 de que 46,2 milh\u00f5es de declara\u00e7\u00f5es sejam enviadas a Receita Federal. Esse n\u00famero representa uma alta de 6% em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de entregas em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>ATEN\u00c7\u00c3O!!!<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e3o obrigados a declarar:<\/p>\n\n\n\n<p>Rendimentos Tribut\u00e1veis acima de R$ 33.888,00;<\/p>\n\n\n\n<p>Opera\u00e7\u00f5es em Bolsa de Valores acima de R$ 40.000,00, ou menor, se houver ganho sujeito ao Imposto de Renda;<\/p>\n\n\n\n<p>Receita Bruta da Atividade Rural acima de R$ 169.440,00<\/p>\n\n\n\n<p>Rendimentos isentos ou exclusivos acima de R$ 200.000,00<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/marco\/contribuintes-ja-podem-acessar-dados-parciais-pagamentos-e-rendimentos-da-declaracao-pre-preenchida-para-o-imposto-de-renda-2025\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/marco\/contribuintes-ja-podem-acessar-dados-parciais-pagamentos-e-rendimentos-da-declaracao-pre-preenchida-para-o-imposto-de-renda-2025<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Substitu\u00edda por projeto de lei, MP dos Bancos perde efic\u00e1cia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data:17\/03\/2025<br><\/p>\n\n\n\n<p>Perdeu efic\u00e1cia na semana passada a medida provis\u00f3ria que alterou a compensa\u00e7\u00e3o a bancos por perdas com empr\u00e9stimos que n\u00e3o s\u00e3o pagos pelos clientes. A <a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/165606\">MP 1.261\/2024<\/a> n\u00e3o foi votada pelos parlamentares porque, ap\u00f3s acordo pol\u00edtico, o governo enviou ao Congresso o mesmo texto na forma de projeto de lei, que foi aprovado e j\u00e1 virou lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A <a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2024-12-27;15078\">Lei 15.078, de 2024<\/a>, adia de tr\u00eas anos para de sete a dez anos o prazo para a compensa\u00e7\u00e3o dos bancos por perdas com inadimpl\u00eancia. Antes, os bancos podiam usar o montante da inadimpl\u00eancia de um ano para reduzir os impostos que t\u00eam de pagar pelos tr\u00eas anos seguintes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a norma, as institui\u00e7\u00f5es financeiras podem deduzir do lucro l\u00edquido as perdas com as opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito de clientes inadimplentes, mas num prazo mais dilatado. As dedu\u00e7\u00f5es podem ser feitas no pagamento da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) e do Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ). Os cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios poder\u00e3o ser amortizados \u2014 ou compensados \u2014 ao longo de sete a dez anos, em vez de apenas tr\u00eas anos.<\/p>\n\n\n\n<p>As perdas podem ser cobertas por esse sistema a partir de d\u00edvidas n\u00e3o pagas por clientes e tamb\u00e9m a partir de opera\u00e7\u00f5es com empresas em processo falimentar ou de recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei teve origem no <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/166898\">PL 3.802\/2024<\/a>, <a href=\"about:blank\">aprovado pelo Senado no ano passado<\/a>. O projeto foi apresentado pelo l\u00edder do governo na C\u00e2mara, deputado Jos\u00e9 Guimar\u00e3es (PT-CE), e tem conte\u00fado id\u00eantico \u00e0 medida provis\u00f3ria. Os congressistas pediram ao governo que as altera\u00e7\u00f5es fossem promovidas via projeto de lei e n\u00e3o por MP.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/03\/17\/substituida-por-projeto-de-lei-mp-dos-bancos-perde-eficacia\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/03\/17\/substituida-por-projeto-de-lei-mp-dos-bancos-perde-eficacia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Perguntas e respostas: entenda os principais pontos do PL que amplia para R$ 5 mil a faixa de isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O que est\u00e1 previsto no Projeto de Lei que trata da nova faixa de isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda?<br>Se o texto for aprovado pelo Congresso Nacional este ano, a partir de 2026, quem ganhar at\u00e9 R$ 5 mil por m\u00eas n\u00e3o precisar\u00e1 mais pagar Imposto de Renda. Hoje, a faixa de isen\u00e7\u00e3o \u00e9 at\u00e9 R$ 2.259,20. Al\u00e9m disso, para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil, haver\u00e1 um desconto parcial. A mudan\u00e7a significa mais dinheiro no bolso do trabalhador: com menos imposto descontado, a renda l\u00edquida aumenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Quantas pessoas ser\u00e3o beneficiadas?<br>Ser\u00e3o 10 milh\u00f5es de brasileiros beneficiados pela nova isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda. Somando esse p\u00fablico aos 10 milh\u00f5es j\u00e1 beneficiados pelas mudan\u00e7as de 2023 e 2024, s\u00e3o 20 milh\u00f5es de pessoas que deixam de pagar Imposto de Renda desde o in\u00edcio da atual gest\u00e3o do Governo Federal, em 2023. Com isso, 90% dos brasileiros que pagam Imposto de Renda (mais de 90 milh\u00f5es de pessoas) estar\u00e3o na faixa da isen\u00e7\u00e3o total ou parcial, e 65% dos que declaram do Imposto de Renda de Pessoa F\u00edsica (26 milh\u00f5es de pessoas) ser\u00e3o totalmente isentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quantas pessoas passar\u00e3o a pagar Imposto de Renda m\u00ednimo com essa medida?<br>Apenas 141,4 mil contribuintes (0,13% do total) passar\u00e3o a contribuir pelo patamar m\u00ednimo. Isso representa 0,06% da popula\u00e7\u00e3o total do Pa\u00eds. Esse grupo \u00e9 composto por pessoas que recebem mais de R$ 600 mil por ano e que n\u00e3o contribuem atualmente com al\u00edquota efetiva de at\u00e9 10% para o Imposto de Renda.<\/p>\n\n\n\n<p>A tributa\u00e7\u00e3o m\u00ednima das altas rendas \u00e9 uma medida compensat\u00f3ria da amplia\u00e7\u00e3o da faixa de isen\u00e7\u00e3o do IR?<br>Sim. A amplia\u00e7\u00e3o da faixa de isen\u00e7\u00e3o resulta em uma redu\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o de receita pela Uni\u00e3o da ordem de R$ 27 bilh\u00f5es. A tributa\u00e7\u00e3o m\u00ednima das altas rendas possibilitar\u00e1 amplia\u00e7\u00e3o de receita de R$ 25,22 bilh\u00f5es, al\u00e9m de R$ 8,9 bilh\u00f5es em virtude da tributa\u00e7\u00e3o de 10% na remessa de dividendos ao exterior (apenas para domiciliados no exterior).<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns dos principais pontos do Projeto de Lei enviado ao Congresso<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto os trabalhadores v\u00e3o economizar por ano?<br>Com a nova faixa de isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda, trabalhadores ter\u00e3o redu\u00e7\u00f5es relevantes no IR. Por exemplo, um motorista que receba R$ 3.650,66 mensais poder\u00e1 economizar aproximadamente R$ 1.058,72 ao ano. J\u00e1 uma professora com sal\u00e1rio mensal de R$ 4.867,77 ter\u00e1 uma economia anual de cerca de R$ 3.970,07. Um profissional aut\u00f4nomo com rendimento mensal de R$ 5.450,00 economizar\u00e1 R$ 3.202,44 por ano. Por fim, uma enfermeira com sal\u00e1rio de R$ 6.260,00 poder\u00e1 ter uma redu\u00e7\u00e3o anual de R$ 1.821,95 no valor pago de Imposto de Renda<\/p>\n\n\n\n<p>O que acontece com quem ganha entre R$ 5.000,00 e R$ 7.000,00 ter\u00e1 algum desconto?<br>Quem ganha esses valores vai pagar menos imposto do que paga atualmente porque ter\u00e1 isen\u00e7\u00e3o parcial, ou seja, um desconto progressivo que vai diminuindo gradualmente.<br>Confira os descontos para essa faixa de renda:<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda as diferentes faixas de desconto<\/p>\n\n\n\n<p>Sou CLT e ganho R$ 55 mil por m\u00eas. Vou ser mais taxado?<br>N\u00e3o. Quem tem v\u00ednculo CLT j\u00e1 tem imposto retido na fonte. Nada muda.<\/p>\n\n\n\n<p>Sou CLT, mas tamb\u00e9m fa\u00e7o \u2018bicos\u2019 e recebo pagamentos via Pix, e meu total mensal ultrapassa R$ 50 mil. Serei taxado?<br>N\u00e3o haver\u00e1 tributa\u00e7\u00e3o adicional sobre esse valor. A nova regra n\u00e3o afeta sal\u00e1rios, honor\u00e1rios, alugu\u00e9is ou outras rendas j\u00e1 tributadas na fonte. A medida se aplica apenas a quem recebe rendimentos isentos, como dividendos de empresas. Portanto, mesmo que o rendimento total anual ultrapasse R$ 600 mil, s\u00f3 haver\u00e1 impacto se parte significativa desse valor vier de rendimentos isentos, como dividendos (parte do lucro de uma empresa que \u00e9 distribu\u00edda aos seus acionistas). Se seus rendimentos s\u00e3o salariais e voc\u00ea j\u00e1 paga IR sobre eles, nada muda.<\/p>\n\n\n\n<p>Como funciona a tributa\u00e7\u00e3o m\u00ednima para altas rendas?<br>Primeiro, soma-se toda a renda recebida no ano, incluindo sal\u00e1rio, alugu\u00e9is, dividendos e outros rendimentos. Se essa soma for menor que R$ 600 mil, n\u00e3o h\u00e1 cobran\u00e7a adicional. Se ultrapassar esse valor, aplica-se uma al\u00edquota que cresce gradualmente at\u00e9 10%, para quem ganha R$ 1,2 milh\u00e3o ou mais. J\u00e1 na hora de calcular o valor do imposto devido, alguns rendimentos s\u00e3o exclu\u00eddos, como ganhos com poupan\u00e7a, t\u00edtulos isentos, heran\u00e7a, aposentadoria e pens\u00e3o de mol\u00e9stia grave, venda de bens, outros rendimentos mobili\u00e1rios isentos, al\u00e9m de indeniza\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Confira os percentuais de tributa\u00e7\u00e3o m\u00ednima para alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda como funciona a faixa de tributa\u00e7\u00e3o para altas rendas<\/p>\n\n\n\n<p>Se j\u00e1 pago imposto sobre minha renda, como funciona a tributa\u00e7\u00e3o m\u00ednima?<br>O imposto m\u00ednimo considera o que j\u00e1 foi pago. Se um contribuinte com R$ 1,2 milh\u00e3o anuais pagou 8% de IR, ter\u00e1 que pagar apenas mais 2% para atingir os 10%. Se um contribuinte com R$ 2 milh\u00f5es j\u00e1 pagou 12% de IR, n\u00e3o pagar\u00e1 nada a mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por que essa medida representa justi\u00e7a tribut\u00e1ria?<br>Porque reduz a carga tribut\u00e1ria sobre quem ganha menos e corrige uma distor\u00e7\u00e3o do sistema atual. Atualmente, contribuintes de altas rendas pagam proporcionalmente menos imposto que a classe m\u00e9dia devido \u00e0s isen\u00e7\u00f5es sobre dividendos. A nova medida prop\u00f5e uma al\u00edquota m\u00ednima para essas rendas isentas, garantindo mais equidade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Como essa medida se compara \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o internacional?<br>Mesmo com a al\u00edquota m\u00ednima, a carga tribut\u00e1ria sobre pessoas jur\u00eddicas e f\u00edsicas no Brasil continua abaixo da m\u00e9dia internacional. Em rela\u00e7\u00e3o aos dividendos, o PL traz um mecanismo que impede que a tributa\u00e7\u00e3o conjunta da pessoa jur\u00eddica e da pessoa f\u00edsica seja superior a 34%. Isso \u00e9 abaixo da m\u00e9dia de outros pa\u00edses, usualmente acima de 40%.<\/p>\n\n\n\n<p>Estados e munic\u00edpios perder\u00e3o arrecada\u00e7\u00e3o com a nova isen\u00e7\u00e3o?<br>N\u00e3o. Apesar da redu\u00e7\u00e3o na reten\u00e7\u00e3o de IR na fonte, estados e munic\u00edpios se beneficiar\u00e3o com o repasse da compensa\u00e7\u00e3o das altas rendes e com o aumento da massa salarial recebida pelos trabalhadores e do consumo, ampliando a arrecada\u00e7\u00e3o de ICMS, ISS e IBS.<\/p>\n\n\n\n<p>Ganho de capital n\u00e3o realizado entra na tributa\u00e7\u00e3o m\u00ednima?<br>N\u00e3o. O PL \u00e9 expresso ao n\u00e3o prever o ganho de capital para fins de tributa\u00e7\u00e3o m\u00ednima.<\/p>\n\n\n\n<p>A reten\u00e7\u00e3o na fonte se aplica a produtos financeiros incentivados?<br>N\u00e3o. Rendimentos isentos n\u00e3o s\u00e3o computados.<\/p>\n\n\n\n<p>Aposentadoria ou pens\u00e3o de mol\u00e9stia grave ser\u00e1 tributada?<br>N\u00e3o. O PL \u00e9 expresso ao n\u00e3o prever aposentadoria ou pens\u00e3o para portadores de mol\u00e9stia grave para fins de tributa\u00e7\u00e3o m\u00ednima.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/planalto\/pt-br\/acompanhe-o-planalto\/noticias\/2025\/03\/perguntas-e-respostas-entenda-os-principais-pontos-do-pl-que-amplia-para-r-5-mil-a-faixa-de-isencao-do-imposto-de-renda\">https:\/\/www.gov.br\/planalto\/pt-br\/acompanhe-o-planalto\/noticias\/2025\/03\/perguntas-e-respostas-entenda-os-principais-pontos-do-pl-que-amplia-para-r-5-mil-a-faixa-de-isencao-do-imposto-de-renda<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como as empresas devem se adaptar \u00e0 Lei de Transpar\u00eancia Fiscal?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT) revelou que 49,07% das notas fiscais emitidas no Paran\u00e1 n\u00e3o cumprem a Lei de Transpar\u00eancia Fiscal, deixando de informar corretamente os tributos incidentes sobre produtos e servi\u00e7os. O percentual \u00e9 ligeiramente melhor que a m\u00e9dia nacional, que chega a 50,80%.<\/p>\n\n\n\n<p>No estado, 12,78% das notas apresentam tributos sem fonte declarada, enquanto 38,15% utilizam a fonte do IBPT para detalhar os impostos. J\u00e1 o percentual de notas fiscais que atendem plenamente \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o, informando corretamente a tributa\u00e7\u00e3o, \u00e9 de 50,93%, um desempenho superior \u00e0 m\u00e9dia nacional de 49,20%.<\/p>\n\n\n\n<p>A CBN Curitba recebeu o gerente de projetos do IBPT, Alcyr de Castro Silva Neto, para tirar nossas d\u00favidas sobre o tema e entender o impacto aqui para o Paran\u00e1 e como as empresas devem se adaptar \u00e0 Lei de Transpar\u00eancia Fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/cbncuritiba.com.br\/materias\/como-as-empresas-devem-se-adaptar-a-lei-de-transparencia-fiscal\">https:\/\/cbncuritiba.com.br\/materias\/como-as-empresas-devem-se-adaptar-a-lei-de-transparencia-fiscal<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto permite que fundos de investimento comprem criptomoedas nacionais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 166\/25 autoriza os fundos de investimento registrados no Brasil a adquirirem criptomoedas de empresas nacionais. A proposta \u00e9 da deputada Adriana Ventura (Novo-SP) e est\u00e1 em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a parlamentar, a autoriza\u00e7\u00e3o para os fundos investirem em bitcoins e similares atende a uma demanda do setor.&nbsp;\u201c[A medida] alinha o Brasil com a tend\u00eancia global de ado\u00e7\u00e3o desses ativos digitais, reconhecendo sua import\u00e2ncia como uma classe de ativos leg\u00edtima\u201d, afirma Adriana.<\/p>\n\n\n\n<p>Amplia\u00e7\u00e3o<br>O texto da deputada muda outros pontos da legisla\u00e7\u00e3o sobre fundos de investimento, como a tributa\u00e7\u00e3o sobre a\u00e7\u00f5es e ouro.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta amplia a isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda sobre os ganhos mensais obtidos por pessoa f\u00edsica na bolsa de valores ou em opera\u00e7\u00e3o com ouro, que passaria dos atuais R$ 20 mil para R$ 35 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Adriana Ventura alega que o limite atual j\u00e1 tem mais de 20 anos e precisa ser corrigido para acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o do mercado financeiro e a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Novo prazo<br>A proposta da deputada do Novo tamb\u00e9m dobra, de 30 dias para 60 dias, o prazo para o cotista de Fundo de Investimento em A\u00e7\u00f5es (FIA) regularizar a sua situa\u00e7\u00e3o para ficar isento da tributa\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica (conhecida como come-cotas).<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, para ser dispensado do come-cotas, os FIAs devem ter pelo menos 67% da carteira composta por a\u00e7\u00f5es. Quando esse percentual \u00e9 ultrapassado, o cotista tem 30 dias para regularizar sua situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Adriana Ventura explica que o prazo atual \u00e9 muito apertado e pode levar o administrador a se desfazer de algum ativo ou comprar a\u00e7\u00f5es sem levar em conta o custo de oportunidade, prejudicando os cotistas.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto permite ainda que as perdas em fundos de investimento sejam compensadas com a venda de cotas do mesmo fundo ou de outro administrado pela mesma pessoa jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O PL 166\/25 ser\u00e1 analisado em car\u00e1ter conclusivo pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o, e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJ). Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1136668-projeto-permite-que-fundos-de-investimento-comprem-criptomoedas-nacionais\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1136668-projeto-permite-que-fundos-de-investimento-comprem-criptomoedas-nacionais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto prev\u00ea benef\u00edcio fiscal para financiamento coletivo de causas sociais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 212\/25 permite deduzir do Imposto de Renda as doa\u00e7\u00f5es feitas em plataformas virtuais de financiamento coletivo (crowdfunding) para campanhas de sa\u00fade ou assist\u00eancia a popula\u00e7\u00f5es afetadas por calamidades. O texto est\u00e1 em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a proposta, a dedu\u00e7\u00e3o ser\u00e1 limitada a 1% do imposto devido pelas pessoas f\u00edsicas e a 0,5% pelas pessoas jur\u00eddicas tributadas com base no lucro real. Pelo texto, a medida vai vigorar at\u00e9 o ano de 2030.<\/p>\n\n\n\n<p>Solidariedade<br>A proposta \u00e9 do deputado Mauricio Marcon (Pode-RS). Ele afirma que o beneficio vai facilitar a arrecada\u00e7\u00e3o de fundos para causas como sa\u00fade, combate \u00e0 pobreza e a\u00e7\u00f5es para al\u00edvio r\u00e1pido e pontual no caso de emerg\u00eancias sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando as pessoas se unem para apoiar uma causa comum, h\u00e1 uma troca de valores e solidariedade, o que contribui para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais emp\u00e1tica e colaborativa\u201d, afirma Marcon.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta prev\u00ea ainda que:<\/p>\n\n\n\n<p>as pessoas jur\u00eddicas n\u00e3o poder\u00e3o deduzir os valores doados como despesa operacional;<\/p>\n\n\n\n<p>o governo regulamentar\u00e1 os requisitos para as campanhas e as plataformas de crowdfunding, e o controle das doa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto ser\u00e1 analisado em car\u00e1ter conclusivo nas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1137013-projeto-preve-beneficio-fiscal-para-financiamento-coletivo-de-causas-sociais\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1137013-projeto-preve-beneficio-fiscal-para-financiamento-coletivo-de-causas-sociais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Governo pede altera\u00e7\u00e3o da LDO de 2025 para tornar permanentes as mudan\u00e7as no Imposto de Renda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Congresso Nacional analisa projeto que altera <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/2024\/lei-15080-30-dezembro-2024-796838-norma-pl.html\">a Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) de 2025<\/a> para permitir que as mudan\u00e7as propostas pelo governo para o Imposto de Renda de pessoas f\u00edsicas de renda mais baixa possam valer por tempo indeterminado (PLN 1\/25).<\/p>\n\n\n\n<p>A LDO limita a cria\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios por cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda para quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil ainda \u00e9 um projeto de lei (<a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1141174-governo-envia-projeto-sobre-aumento-da-isencao-de-imposto-de-renda-para-o-congresso-copia\">PL 1087\/25<\/a>), mas o governo redigiu o novo artigo da LDO na condicional.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto autoriza por tempo indeterminado benef\u00edcios \u2013 de projetos apresentados pelo Poder Executivo \u2013 com o objetivo de reduzir o imposto de renda para atender o crit\u00e9rio da progressividade previsto na Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Progressividade \u00e9 taxar menos quem tem renda menor e vice-versa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o governo, essa altera\u00e7\u00e3o vai aperfei\u00e7oar a legisla\u00e7\u00e3o para garantir que a promo\u00e7\u00e3o de equidade e justi\u00e7a fiscal seja permanente.<\/p>\n\n\n\n<p>Compensa\u00e7\u00f5es<br>No texto, o governo ainda explica que j\u00e1 enviou ao Congresso o projeto de lei sobre o Imposto de Renda com as devidas compensa\u00e7\u00f5es da perda de arrecada\u00e7\u00e3o, conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal (<a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/leicom\/2000\/leicomplementar-101-4-maio-2000-351480-norma-pl.html\">Lei Complementar 101\/00<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>O PLN 1\/25 ser\u00e1 analisado pela Comiss\u00e3o Mista de Or\u00e7amento e, em seguida, pelo Plen\u00e1rio do Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1141506-governo-pede-alteracao-da-ldo-de-2025-para-tornar-permanentes-as-mudancas-no-imposto-de-renda\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1141506-governo-pede-alteracao-da-ldo-de-2025-para-tornar-permanentes-as-mudancas-no-imposto-de-renda<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>PGFN recupera R$ 61 bi e evita perdas de R$ 727 bi para a Uni\u00e3o em 2024<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional recuperou R$ 61 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios para a Uni\u00e3o no ano passado. O n\u00famero, que \u00e9 um recorde, representa um incremento de mais de 20% em compara\u00e7\u00e3o com o ano de 2023, quando o \u00f3rg\u00e3o recuperou R$ 48,3 bilh\u00f5es para os cofres p\u00fablicos. Do montante recuperado em 2024, R$ 1,4 bilh\u00e3o \u00e9 oriundo de d\u00edvidas referentes ao Fundo de&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse resultado foi divulgado durante o lan\u00e7amento do relat\u00f3rio PGFN em N\u00fameros 2025 \u2014 Dados 2024, nesta quarta-feira (19\/3), na sede da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional na 3\u00aa Regi\u00e3o (PRFN-3), em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro bom resultado do \u00f3rg\u00e3o diz respeito ao valor das perdas evitadas para a Uni\u00e3o, que chegou a R$ 727 bilh\u00f5es, sendo R$ 321,4 bilh\u00f5es no contencioso administrativo tribut\u00e1rio no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).<\/p>\n\n\n\n<p>Um ter\u00e7o dos R$ 61 bilh\u00f5es recuperados foi obtido por meio de solu\u00e7\u00f5es consensuais, em especial a transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, uma pol\u00edtica p\u00fablica implementada em 2020 que vem sendo encarada pela PGFN como um marco na atua\u00e7\u00e3o estatal na recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra iniciativa destacada pela PGFN no relat\u00f3rio \u00e9 a plataforma Comprei, que viabilizou a recupera\u00e7\u00e3o de R$ 1,4 bilh\u00e3o no ano passado. Ela permite a venda direta de bens oferecidos como garantia \u00e0 Uni\u00e3o ou penhorados em processos judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do aumento dos cr\u00e9ditos recuperados, a procuradora-geral da Fazenda Nacional,&nbsp;Anelize Lenzi Ruas de Almeida,&nbsp;destacou o montante da d\u00edvida ativa, que atualmente \u00e9 de R$ 2,1 trilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA d\u00edvida ativa \u00e9 inexor\u00e1vel.&nbsp;O volume financeiro da d\u00edvida ativa \u00e9 crescente porque a cada minuto no Brasil tem algu\u00e9m com rela\u00e7\u00e3o com a Uni\u00e3o deixando de pagar um tributo, seja por falta de condi\u00e7\u00f5es, seja por n\u00e3o querer pagar, seja para negociar mais \u00e0 frente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-19\/pgfn-recupera-r-61-bi-e-evita-perdas-de-r-727-bi-para-uniao-em-2024\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-19\/pgfn-recupera-r-61-bi-e-evita-perdas-de-r-727-bi-para-uniao-em-2024\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto prev\u00ea incentivos fiscais para munic\u00edpios que atuem no reflorestamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei Complementar 233\/24 define regras para a concess\u00e3o de benef\u00edcios fiscais para munic\u00edpios que adotem pol\u00edticas de reflorestamento em \u00e1reas urbanas e rurais. A C\u00e2mara dos Deputados analisa a proposta.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o projeto, munic\u00edpios interessados devem apresentar ao Minist\u00e9rio do Meio Ambiente um projeto de reflorestamento contendo, no m\u00ednimo:<\/p>\n\n\n\n<p>um diagn\u00f3stico das \u00e1reas degradadas ou aptas para reflorestamento;<\/p>\n\n\n\n<p>um plano detalhado de execu\u00e7\u00e3o, incluindo esp\u00e9cies a serem plantadas (priorizando nativas da regi\u00e3o); estrat\u00e9gias para manuten\u00e7\u00e3o e monitoramento; e cronograma de execu\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>uma estimativa dos impactos ambientais e sociais positivos; e<\/p>\n\n\n\n<p>mecanismos de envolvimento da comunidade local e para parcerias com institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas ou privadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A concess\u00e3o dos benef\u00edcios fica condicionada \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o do projeto pela C\u00e2mara T\u00e9cnica de Reflorestamento Sustent\u00e1vel, a ser criada com essa finalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Os munic\u00edpios que tiverem o projeto aprovado poder\u00e3o ser beneficiados com:<\/p>\n\n\n\n<p>isen\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Renda (IR) incidentes sobre bens e servi\u00e7os relacionados ao projeto de reflorestamento;<\/p>\n\n\n\n<p>prioridade na libera\u00e7\u00e3o de recursos de fundos ambientais federais; e<\/p>\n\n\n\n<p>apoio t\u00e9cnico e operacional por meio de conv\u00eanios com \u00f3rg\u00e3os federais especializados em meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA concess\u00e3o de benef\u00edcios fiscais e t\u00e9cnicos pelo governo federal atua como est\u00edmulo para que os munic\u00edpios adotem pr\u00e1ticas proativas na recupera\u00e7\u00e3o ambiental, integrando o poder p\u00fablico local, a comunidade e parceiros privados em a\u00e7\u00f5es de grande impacto\u201d, observa o autor do projeto, deputado Max Lemos (PDT-RJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Como contrapartida, os beneficiados ficam obrigados a apresentar relat\u00f3rios anuais ao Minist\u00e9rio do Meio Ambiente. Caso descumpram as regras ou n\u00e3o emitam os relat\u00f3rios obrigat\u00f3rios, os munic\u00edpios poder\u00e3o perder os benef\u00edcios concedidos, devendo devolv\u00ea-los devidamente corrigidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximas etapas<br>A proposta ser\u00e1 analisada pelas comiss\u00f5es de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel; de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania. Depois, seguir\u00e1 para o Plen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1140803-projeto-preve-incentivos-fiscais-para-municipios-que-atuem-no-reflorestamento\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1140803-projeto-preve-incentivos-fiscais-para-municipios-que-atuem-no-reflorestamento<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A reforma tribut\u00e1ria no Brasil e o conceito de IVA Dual no contexto internacional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tribut\u00e1ria aprovada, recentemente, no Brasil prop\u00f5e uma reestrutura\u00e7\u00e3o significativa do sistema de impostos sobre o consumo, introduzindo o conceito de IVA dual. Este modelo visa substituir o complexo arranjo de tributos existente, que inclui impostos como PIS, Cofins, ICMS e ISS, por dois novos impostos: a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), de \u00e2mbito federal, e o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), que ser\u00e1 gerido por estados e munic\u00edpios. Esta mudan\u00e7a tem como objetivos principais a simplifica\u00e7\u00e3o do sistema tribut\u00e1rio, a redu\u00e7\u00e3o da cumulatividade dos tributos e a elimina\u00e7\u00e3o da guerra fiscal entre estados.<\/p>\n\n\n\n<p>Para compreender melhor as implica\u00e7\u00f5es desse modelo, \u00e9 essencial compar\u00e1-lo com os sistemas de IVA adotados em outras grandes economias, como os pa\u00edses europeus, Jap\u00e3o, China, Canad\u00e1, M\u00e9xico e Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>O IVA Dual no Brasil<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema de IVA dual no Brasil prop\u00f5e uma divis\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o entre duas esferas governamentais:<\/p>\n\n\n\n<p>CBS: Um imposto federal, que substitui o PIS e a Cofins, centralizando a arrecada\u00e7\u00e3o e simplificando a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>IBS: Um imposto gerido por estados e munic\u00edpios, que substitui o ICMS e o ISS, com o intuito de harmonizar a tributa\u00e7\u00e3o e acabar com a guerra fiscal entre as unidades federativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse modelo busca unificar a tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo, criando um sistema mais eficiente e menos propenso \u00e0 evas\u00e3o fiscal. Al\u00e9m disso, a arrecada\u00e7\u00e3o descentralizada, mas com apura\u00e7\u00e3o compartilhada, pretende melhorar a coordena\u00e7\u00e3o entre as esferas federal, estadual e municipal, algo necess\u00e1rio dada a diversidade econ\u00f4mica e social do Brasil. H\u00e1 pouco tempo, foi anunciada a poss\u00edvel al\u00edquota a ser utilizada na introdu\u00e7\u00e3o desse modelo de IVA no Brasil. E ela ficou em 27,97% e assim pode se tornar a maior entre todos os pa\u00edses que fazem parte da OCDE.<\/p>\n\n\n\n<p>Compara\u00e7\u00e3o Internacional<\/p>\n\n\n\n<p>Europa&nbsp;&#8211; Nos pa\u00edses europeus, o IVA \u00e9 geralmente centralizado, com al\u00edquotas fixas e gerido por um governo nacional. Por exemplo, na Alemanha, a al\u00edquota padr\u00e3o do IVA \u00e9 de 19%, com uma reduzida de 7% para certos bens essenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Similarmente, a Fran\u00e7a aplica uma al\u00edquota padr\u00e3o de 20%, com v\u00e1rias al\u00edquotas reduzidas para diferentes tipos de produtos e servi\u00e7os. Este modelo centralizado simplifica a administra\u00e7\u00e3o fiscal e facilita a harmoniza\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas econ\u00f4micas em toda a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n\n\n\n<p>A principal diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao modelo brasileiro \u00e9 a aus\u00eancia de uma divis\u00e3o expl\u00edcita entre diferentes n\u00edveis de governo, o que evita a complexidade adicional que o Brasil pode enfrentar na implementa\u00e7\u00e3o de seu IVA dual.<\/p>\n\n\n\n<p>Jap\u00e3o&nbsp;&#8211; O Jap\u00e3o adota um sistema de IVA \u00fanico, conhecido como Imposto sobre o Consumo, com uma al\u00edquota padr\u00e3o de 10%. Este imposto \u00e9 gerido exclusivamente pelo governo central, sem qualquer divis\u00e3o com os governos locais.<\/p>\n\n\n\n<p>A simplicidade do sistema japon\u00eas contrasta com o modelo brasileiro, que exige uma coordena\u00e7\u00e3o mais complexa entre as diferentes esferas de governo. No entanto, essa centraliza\u00e7\u00e3o facilita a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas fiscais homog\u00eaneas em todo o territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>China&nbsp;&#8211; A China tamb\u00e9m possui um IVA centralizado, administrado pelo governo central. A al\u00edquota padr\u00e3o \u00e9 de 13%, mas h\u00e1 al\u00edquotas reduzidas de 9% e 6%, dependendo do setor, como agricultura e utilidades p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como no Jap\u00e3o e na Europa, o sistema chin\u00eas \u00e9 centralizado, o que simplifica a administra\u00e7\u00e3o, mas pode ser menos flex\u00edvel em termos de atender \u00e0s necessidades regionais espec\u00edficas, algo que o Brasil tenta abordar com seu modelo dual.<\/p>\n\n\n\n<p>Canad\u00e1 (GST\/HST)&nbsp;&#8211; O Canad\u00e1 adota um sistema de IVA dual semelhante ao modelo proposto no Brasil. O GST (Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os) \u00e9 um imposto federal com uma al\u00edquota de 5%, enquanto o HST (Imposto Harmonizado sobre Vendas) combina o GST com impostos provinciais, variando entre 13% e 15% dependendo da prov\u00edncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas prov\u00edncias tamb\u00e9m aplicam um PST (Imposto Provincial sobre Vendas) adicional. Este modelo de IVA dual canadense \u00e9 harmonizado, o que facilita a administra\u00e7\u00e3o e a arrecada\u00e7\u00e3o, e pode servir como um exemplo para o Brasil em termos de coordena\u00e7\u00e3o entre diferentes n\u00edveis de governo.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e9xico&nbsp;&#8211; O M\u00e9xico utiliza um IVA \u00fanico, com uma al\u00edquota padr\u00e3o de 16%. Embora o M\u00e9xico tamb\u00e9m seja um pa\u00eds federativo, a centraliza\u00e7\u00e3o do IVA simplifica a administra\u00e7\u00e3o fiscal e evita as complexidades de um sistema dual.<\/p>\n\n\n\n<p>A estrutura mais simples do M\u00e9xico pode ser considerada menos flex\u00edvel, mas evita os desafios associados \u00e0 descentraliza\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o, como os que o Brasil enfrentar\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Estados Unidos&nbsp;&#8211; Os Estados Unidos n\u00e3o possuem um IVA nacional. Em vez disso, utilizam o Sales Tax, que \u00e9 gerido individualmente por cada estado, com al\u00edquotas que variam significativamente. Por exemplo, na Calif\u00f3rnia, a al\u00edquota padr\u00e3o \u00e9 de 7,25%, mas com varia\u00e7\u00f5es locais que podem elevar esse valor para mais de 10%.<\/p>\n\n\n\n<p>A falta de harmoniza\u00e7\u00e3o no sistema americano resulta em um alto grau de complexidade para empresas que operam em m\u00faltiplos estados, algo que o Brasil busca evitar com o modelo de apura\u00e7\u00e3o compartilhada do IVA dual.<\/p>\n\n\n\n<p>Conclus\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Se depender o Governo Federal, esfera respons\u00e1vel pela arrecada\u00e7\u00e3o do IVA dual, a nossa al\u00edquota ser\u00e1 a maior entre todos os pa\u00edses da OCDE. O conceito desse tributo no Brasil representa uma abordagem h\u00edbrida que busca combinar a efici\u00eancia de um sistema unificado com a necessidade de descentraliza\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o para acomodar as complexidades federativas do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o Brasil se aproxime do modelo canadense em termos de harmoniza\u00e7\u00e3o entre as esferas de governo, os desafios adicionais, como a diversidade econ\u00f4mica e fiscal entre os estados, apresentam um obst\u00e1culo significativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Comparando com pa\u00edses como Alemanha, Jap\u00e3o, China, M\u00e9xico e Estados Unidos, o Brasil enfrenta uma tarefa mais complexa na implementa\u00e7\u00e3o de um sistema que precisa equilibrar a centraliza\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para a efici\u00eancia com a descentraliza\u00e7\u00e3o requerida pela estrutura federativa do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>As li\u00e7\u00f5es aprendidas de outros pa\u00edses podem orientar o Brasil na constru\u00e7\u00e3o de um sistema tribut\u00e1rio mais justo, eficiente e capaz de atender \u00e0s demandas de sua economia diversificada.<\/p>\n\n\n\n<p>**As opini\u00f5es expressas em artigos s\u00e3o de exclusiva responsabilidade dos autores e n\u00e3o coincidem, necessariamente, com as do Di\u00e1rio do Com\u00e9rcio<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/dcomercio.com.br\/publicacao\/s\/a-reforma-tributaria-no-brasil-e-o-conceito-de-iva-dual-no-contexto-internacional\">https:\/\/dcomercio.com.br\/publicacao\/s\/a-reforma-tributaria-no-brasil-e-o-conceito-de-iva-dual-no-contexto-internacional<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto equipara tributa\u00e7\u00e3o sobre apostas em jogos de azar \u00e0 de cigarros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei Complementar 209\/24 determina que os impostos incidentes sobre apostas em jogos de azar no Pa\u00eds sejam equivalentes aos incidentes sobre a venda de cigarros e derivados. A tributa\u00e7\u00e3o de cigarros no Brasil utiliza um imposto fixo, com um valor espec\u00edfico de R$ 2,25 cobrado por ma\u00e7o, e uma porcentagem sobre o pre\u00e7o de venda (66,7%).<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados estabelece que parte dos recursos arrecadados com a nova tributa\u00e7\u00e3o sobre apostas em jogos de azar seja destinada a campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o ao v\u00edcio em jogos, a serem veiculadas em todos os meios de comunica\u00e7\u00e3o dispon\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Autor do projeto, o deputado Dr. Fernando M\u00e1ximo (Uni\u00e3o-RO) afirma que a equipara\u00e7\u00e3o dos tributos tem como fundamento os riscos para sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO v\u00edcio em cigarros \u00e9 uma quest\u00e3o amplamente reconhecida e j\u00e1 existem pol\u00edticas p\u00fablicas para enfrent\u00e1-lo. Um exemplo claro \u00e9 o aumento consider\u00e1vel dos impostos sobre cigarros, que resultou em uma redu\u00e7\u00e3o no consumo e em aumento da arrecada\u00e7\u00e3o para os cofres p\u00fablicos. Da mesma forma, o v\u00edcio em jogos de azar apresenta um risco crescente \u00e0 sociedade, causando danos financeiros e psicol\u00f3gicos a indiv\u00edduos e fam\u00edlias\u201d, aponta o deputado.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximas etapas<br>A proposta ser\u00e1 analisada, em car\u00e1ter conclusivo, pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania. Depois, seguir\u00e1 para o Plen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1141098-projeto-equipara-tributacao-sobre-apostas-em-jogos-de-azar-a-de-cigarros\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1141098-projeto-equipara-tributacao-sobre-apostas-em-jogos-de-azar-a-de-cigarros<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Redufla\u00e7\u00e3o: quando a estrat\u00e9gia de mercado viola direitos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos anos, os consumidores brasileiros t\u00eam se deparado com uma pr\u00e1tica que, embora legal, pode gerar preju\u00edzos silenciosos: a redufla\u00e7\u00e3o. Trata-se da diminui\u00e7\u00e3o da quantidade ou do tamanho de um produto sem a devida redu\u00e7\u00e3o proporcional de seu pre\u00e7o, uma manobra que, se aplicada sem transpar\u00eancia, pode desrespeitar o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>O QUE \u00c9 A REDUFLA\u00c7\u00c3O E COMO ELA AFETA O CONSUMIDOR?<\/p>\n\n\n\n<p>A redufla\u00e7\u00e3o ocorre quando empresas reformulam a embalagem ou o peso de um produto para reduzir custos, mantendo a percep\u00e7\u00e3o de estabilidade de pre\u00e7os. Esse fen\u00f4meno se tornou comum diante de cen\u00e1rios inflacion\u00e1rios e aumento dos custos de produ\u00e7\u00e3o, impactando diretamente o consumidor final.<\/p>\n\n\n\n<p>OS PRINCIPAIS ASPECTOS DESSA PR\u00c1TICA INCLUEM:<\/p>\n\n\n\n<p>Redu\u00e7\u00e3o de quantidade: Produtos anteriormente comercializados em embalagens de 500g passam a ter 400g, sem aviso claro e mantendo o mesmo pre\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Manuten\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o: Mesmo com a diminui\u00e7\u00e3o da quantidade, o valor cobrado pelo produto segue inalterado ou sofre aumento sutil.<\/p>\n\n\n\n<p>Embalagens enganosas: Muitas vezes, a mudan\u00e7a no volume n\u00e3o \u00e9 percept\u00edvel porque o design da embalagem continua semelhante ao antigo, confundindo o consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>DADOS ATUAIS E IMPACTO NO MERCADO BRASILEIRO<\/p>\n\n\n\n<p>Um levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT) indicou que, em 2023, a redufla\u00e7\u00e3o gerou uma perda de 3,78% no poder de compra dos brasileiros. Alimentos da cesta b\u00e1sica, como arroz, feij\u00e3o e \u00f3leo de cozinha, est\u00e3o entre os mais afetados, comprometendo o or\u00e7amento das fam\u00edlias de menor renda.<\/p>\n\n\n\n<p>QUANDO A REDUFLA\u00c7\u00c3O SE TORNA ABUSIVA?<\/p>\n\n\n\n<p>Embora seja uma estrat\u00e9gia de mercado legal, a redufla\u00e7\u00e3o deve seguir normas de transpar\u00eancia. Caso contr\u00e1rio, pode ser enquadrada como pr\u00e1tica abusiva, contrariando o C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (Lei 8.078\/90). Algumas situa\u00e7\u00f5es que configuram infra\u00e7\u00e3o incluem:<\/p>\n\n\n\n<p>Aus\u00eancia de informa\u00e7\u00e3o clara e vis\u00edvel: O consumidor tem o direito de ser informado sobre mudan\u00e7as na quantidade do produto. Qualquer altera\u00e7\u00e3o precisa ser destacada na embalagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Propaganda enganosa: Se o produto \u00e9 comercializado com a mesma apar\u00eancia, sem alerta sobre a redu\u00e7\u00e3o, pode configurar publicidade enganosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferen\u00e7a entre r\u00f3tulo e peso real: Se a quantidade real do produto for inferior ao indicado na embalagem, a empresa pode ser penalizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Pre\u00e7o desproporcional \u00e0 redu\u00e7\u00e3o: Diminuir a quantidade e, simultaneamente, aumentar o pre\u00e7o de forma excessiva pode caracterizar pr\u00e1tica abusiva.<\/p>\n\n\n\n<p>O QUE DIZ A LEGISLA\u00c7\u00c3O?<\/p>\n\n\n\n<p>A Portaria 392\/2021 do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a determina que qualquer redu\u00e7\u00e3o de peso, volume ou quantidade de um produto deve ser informada de forma clara. Al\u00e9m disso, o artigo 6\u00ba do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor prev\u00ea o direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o adequada e clara sobre os produtos e servi\u00e7os oferecidos no mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>O QUE AS EMPRESAS E OS COM\u00c9RCIOS DEVEM FAZER?<\/p>\n\n\n\n<p>Fabricantes:<\/p>\n\n\n\n<p>Informar de maneira clara e destacada na embalagem sobre qualquer redu\u00e7\u00e3o de tamanho ou quantidade do produto.<\/p>\n\n\n\n<p>Cumprir as exig\u00eancias do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a quanto \u00e0s altera\u00e7\u00f5es de peso e volume.<\/p>\n\n\n\n<p>Evitar embalagens que induzam o consumidor a erro.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualizar r\u00f3tulos e especifica\u00e7\u00f5es para garantir total transpar\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Pontos de venda:<\/p>\n\n\n\n<p>Garantir que etiquetas de pre\u00e7o contenham informa\u00e7\u00f5es corretas sobre peso e volume.<\/p>\n\n\n\n<p>Disponibilizar informa\u00e7\u00f5es adicionais em prateleiras quando houver redufla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguir as normas do Procon e \u00f3rg\u00e3os reguladores.<\/p>\n\n\n\n<p>COMO O CONSUMIDOR PODE SE PROTEGER?<br>Compare embalagens antigas e novas: Se notar diferen\u00e7a no peso ou volume, busque op\u00e7\u00f5es mais vantajosas.<br>Leia o r\u00f3tulo e peso do produto: Nem sempre a embalagem reflete a real quantidade.<br>Denuncie ao Procon: Caso perceba falta de informa\u00e7\u00e3o ou propaganda enganosa, registre uma reclama\u00e7\u00e3o.<br>CONCLUS\u00c3O<br>A redufla\u00e7\u00e3o \u00e9 uma pr\u00e1tica que pode impactar significativamente o bolso do consumidor. Embora seja permitida, sua aplica\u00e7\u00e3o precisa seguir regras claras e respeitar o direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o.<br>O consumidor, por sua vez, deve estar atento, comparar produtos e exigir transpar\u00eancia. \u00c9 dever das empresas fornecer informa\u00e7\u00f5es claras, e cabe aos \u00f3rg\u00e3os de defesa do consumidor fiscalizar eventuais abusos. Caso tenha se sentido lesado, busque o Procon de sua regi\u00e3o e exija seus direitos.<br>Thyago Henriques Madruga, especialista em Finan\u00e7as e Direito do Consumidor<br><a href=\"https:\/\/www.maispb.com.br\/772476\/reduflacao-quando-a-estrategia-de-mercado-viola-os-direitos-do-consumidor.html\">https:\/\/www.maispb.com.br\/772476\/reduflacao-quando-a-estrategia-de-mercado-viola-os-direitos-do-consumidor.html<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto cria contribui\u00e7\u00e3o federal sobre grandes fortunas para financiar a educa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei Complementar 206\/24 cria o Fundo de Solidariedade Educacional e Geracional (FSEG) e a Contribui\u00e7\u00e3o de Interven\u00e7\u00e3o no Dom\u00ednio Econ\u00f4mico sobre Grandes Fortunas para Educa\u00e7\u00e3o (Cide-Educa\u00e7\u00e3o). O objetivo \u00e9 arrecadar e gerenciar recursos para financiar creches, a educa\u00e7\u00e3o em tempo integral e o ensino superior p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo texto em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados, o FSEG ser\u00e1 vinculado ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e receber\u00e1 integralmente os recursos arrecadados com a Cide-Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova contribui\u00e7\u00e3o ser\u00e1 cobrada de pessoas f\u00edsicas com patrim\u00f4nio acima de R$ 100 milh\u00f5es e de empresas que distribuam mais de R$ 500 milh\u00f5es em dividendos. As al\u00edquotas para pessoas f\u00edsicas variam de 0,5%, para fortunas de at\u00e9 R$ 200 milh\u00f5es, at\u00e9 2%, para patrim\u00f4nios acima de R$ 500 milh\u00f5es. As empresas ter\u00e3o al\u00edquota fixa de 1% sobre o valor total de dividendos distribu\u00eddos anualmente, incluindo juros sobre capital pr\u00f3prio (JCP).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA cria\u00e7\u00e3o do FSEG busca garantir recursos cont\u00ednuos e sustent\u00e1veis e ser\u00e1 essencial para atender \u00e0 crescente demanda por educa\u00e7\u00e3o de qualidade e para reduzir as desigualdades educacionais, promovendo um acesso mais amplo \u00e0 educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, t\u00e9cnica e superior, particularmente em regi\u00f5es carentes\u201d, defende o autor, deputado Pedro Uczai (PT-SC).<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto prev\u00ea que o governo federal regulamente as novas medidas em at\u00e9 180 dias ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da nova lei, devendo adotar medidas para garantir a justa apura\u00e7\u00e3o dos valores de mercado dos patrim\u00f4nios avaliados.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela proposta, a Cide-Educa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 ativada sempre que o \u00edndice de desigualdade social, medido pelo \u00cdndice de Gini, superar o valor de 0,40. O \u00edndice \u00e9 usado para mensurar a desigualdade de distribui\u00e7\u00e3o de renda, variando entre 0 (perfeita igualdade) e 1 (m\u00e1xima desigualdade). De acordo com o projeto, o \u00edndice ter\u00e1 o c\u00e1lculo realizado anualmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n\n\n\n<p>O dinheiro arrecadado com o imposto Cide-Educa\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser usado para:<\/p>\n\n\n\n<p>Construir e manter creches p\u00fablicas, priorizando cidades com falta de vagas;<\/p>\n\n\n\n<p>Criar e manter programas de educa\u00e7\u00e3o que ocupem o dia todo dos alunos;<\/p>\n\n\n\n<p>Expandir a rede de institutos federais e de universidades com foco em regi\u00f5es mais pobres e com menos acesso a esse tipo de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximas etapas<br>A proposta ser\u00e1 analisada, em car\u00e1ter conclusivo, pelas comiss\u00f5es de Educa\u00e7\u00e3o; de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania. Depois, ser\u00e1 analisada pelo Plen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1141069-projeto-cria-contribuicao-federal-sobre-grandes-fortunas-para-financiar-a-educacao\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1141069-projeto-cria-contribuicao-federal-sobre-grandes-fortunas-para-financiar-a-educacao<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Especialistas temem que reforma do IR reduza arrecada\u00e7\u00e3o do governo&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos temores de economistas, tributaristas e outros especialistas em rela\u00e7\u00e3o ao projeto de isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva \u00e9 de que, entre os descontos e as amplia\u00e7\u00f5es de tributa\u00e7\u00e3o previstos, a conta acabe ficando no vermelho para o governo. Isto \u00e9: a ren\u00fancia pode acabar maior do que as compensa\u00e7\u00f5es planejadas, e, ao fim, o projeto apenas pioraria a j\u00e1 delicada situa\u00e7\u00e3o fiscal do governo federal, que est\u00e1 h\u00e1 anos com as contas no negativo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Anunciada nesta semana, a \u201cmicrorreforma do IR\u201d apresentada por Lula isenta ou reduz o IR cobrado de todos que ganham at\u00e9 7.000 reais, enquanto aumenta a mordida a ser descontada dos ganhos do 0,6% mais rico da popula\u00e7\u00e3o \u2013 aqueles que t\u00eam renda mensal de 50.000 reais para mais. Esta ponta do topo paga hoje, em m\u00e9dia, 2,6% de imposto sobre tudo o que ganha, enquanto aqueles que recebem at\u00e9 os 7.000 chegam a pagar 10%. Isto acontece porque, no extrato dos super-ricos, 80% da renda vem de dividendos e outras fontes de renda isentas de impostoenquanto, no restante, o grosso v\u00eam dos sal\u00e1rios, que s\u00e3o descontados na fonte e pagam de 7,5% a 27,5% de impostos de renda. Os dados s\u00e3o da Receita Federal e foram apresentados pelo Minist\u00e9rio da Fazendo junto ao projeto do IR.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As contas do governo s\u00e3o que a redu\u00e7\u00e3o do imposto para aqueles da base, que aliviar\u00e1 a cobran\u00e7a do Le\u00e3o para mais de 10 milh\u00f5es de pessoas, custar\u00e1 uma perda de cerca de 26 bilh\u00f5es de reais em arrecada\u00e7\u00e3o ao ano. Do outro lado, aumentar a taxa\u00e7\u00e3o do 0,6% que est\u00e1 no topo, um grupo de 140 mil pessoas, deve levantar 34 bilh\u00f5es de reais. Ou seja, mais do que o suficiente para pagar a conta dos demais.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas, entretanto, ainda duvidam dessa conta: seja porque ela n\u00e3o foi bem explicada, seja porque pode estar otimista demais, seja, simplesmente, porque o Congresso n\u00e3o deve aprov\u00e1-la como est\u00e1. \u201cA conta do governo de quanto ir\u00e1 ganhar com a tributa\u00e7\u00e3o adicional est\u00e1 superestimada e \u00e9 muito pouco transparente\u201d, diz o presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o, Jo\u00e3o Eloi Olenike.<\/p>\n\n\n\n<p>O economista Murilo Viana, especializado em contas p\u00fablica, destaca os riscos dos desdobramentos das medidas a partir do momento em que come\u00e7arem a tramitar no Congresso, onde podem repetir novelas j\u00e1 vistas muitas vezes de desidrata\u00e7\u00e3o ou de listas inacab\u00e1veis de exce\u00e7\u00f5es.&nbsp; \u201c\u00c9 uma proposta dif\u00edcil de os parlamentares votarem contra. O risco est\u00e1 em os parlamentares tentarem aumentar a base de isen\u00e7\u00e3o ou de abrir o leque das possibilidades para fugir da tributa\u00e7\u00e3o maior\u201d, diz ele. \u201cN\u00e3o tenho a menor d\u00favida de que, nos pr\u00f3ximos dias, diversas associa\u00e7\u00f5es v\u00e3o se movimentar para criar excepcionaliza\u00e7\u00f5es, dedu\u00e7\u00f5es e, com isso, reduzir o potencial de arrecada\u00e7\u00e3o.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os profissionais liberais de alta renda, por exemplo, que ganhem mais do que os 50.000 reais do recorte criado, est\u00e3o entre os que devem sentir diferen\u00e7a no bolso caso o projeto seja aprovado.&nbsp; \u00c9 um grupo em que entram m\u00e9dicos, advogados ou engenheiros, que prestam servi\u00e7os por meio de empresas de consultoria de pequeno e m\u00e9dio porte inscritas no Simples ou no regime de lucro presumido e que, com isso, acabam pagando menos imposto do que assalariados com a mesma renda ou at\u00e9 menor pagam hoje. Foi este mesmo grupo que, na reforma tribut\u00e1ria do consumo, regulamentada e aprovada no ano passado, conseguiu o direito de entrar nas exce\u00e7\u00f5es que pagar\u00e3o uma al\u00edquota menor do imposto \u00fanico criado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Viana lembra que, pela Lei de Responsabilidade Fiscal, \u00e9 crime que tanto o Executivo quanto o Legislativo apresentem um aumento de despesa ou uma ren\u00fancia fiscal permanente sem que seja apresentada a contrapartida que ir\u00e1 gerar novas receitas para cobrirem o buraco. \u201cMas isso, historicamente, \u00e9 ignorado no Brasil, e em especial no Legislativo, que n\u00e3o sofre as mesmas cobran\u00e7as que o Tribunal de Contas faz sobre o Executivo e n\u00e3o est\u00e1 acostumado a ser responsabilidade por descumprir essa regra\u201d, diz o economista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/economia\/especialistas-temem-que-isencao-de-ir-reduza-arrecadacao-do-governo\">https:\/\/veja.abril.com.br\/economia\/especialistas-temem-que-isencao-de-ir-reduza-arrecadacao-do-governo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Senado tem tr\u00eas projetos que isentam atletas premiados de IR<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O prazo para a declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda 2025 come\u00e7ou na segunda-feira (17) e segue at\u00e9 30 de maio. Enquanto milh\u00f5es de brasileiros organizam suas finan\u00e7as para acertar as contas com a Receita Federal, atletas que conquistam medalhas em competi\u00e7\u00f5es internacionais seguem pagando imposto sobre os pr\u00eamios em dinheiro que recebem.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, a legisla\u00e7\u00e3o considera esses valores como acr\u00e9scimos patrimoniais e, desde 1988, imp\u00f5e tributa\u00e7\u00e3o sobre eles. Em 2024, o governo chegou a editar uma medida provis\u00f3ria para isentar as premia\u00e7\u00f5es do Imposto de Renda, mas a proposta perdeu validade sem ser votada. Agora, tr\u00eas projetos de lei tramitam no Senado com o objetivo de garantir que atletas medalhistas fiquem isentos desse imposto, ampliando a discuss\u00e3o sobre o reconhecimento e o incentivo ao esporte brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Debate ganhou for\u00e7a nas Olimp\u00edadas de Paris<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o sobre a tributa\u00e7\u00e3o das premia\u00e7\u00f5es esportivas ganhou for\u00e7a durante os Jogos Ol\u00edmpicos de Paris, realizados entre julho e agosto de 2024. O debate sobre o tema levou o governo federal a editar a <a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/164925\">MP 1.251\/2024<\/a>, que previa a isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda para os pr\u00eamios pagos pelo Comit\u00ea Ol\u00edmpico Brasileiro (COB) e pelo Comit\u00ea Paral\u00edmpico Brasileiro (CPB).<\/p>\n\n\n\n<p>A justificativa da MP destacava que a isen\u00e7\u00e3o serviria como um incentivo direto ao esporte nacional, permitindo que os recursos que seriam destinados ao pagamento de imposto pudessem ser reinvestidos pelos pr\u00f3prios atletas.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a MP perdeu a validade em dezembro de 2024 sem ser votada pelo Congresso Nacional. Com isso, os atletas continuaram sujeitos \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o, reacendendo o debate sobre a necessidade de uma isen\u00e7\u00e3o permanente.<\/p>\n\n\n\n<p>Tributa\u00e7\u00e3o sobre pr\u00eamios de atletas<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal j\u00e1 isenta medalhas e trof\u00e9us recebidos por atletas em competi\u00e7\u00f5es internacionais, mas qualquer valor em dinheiro pago como premia\u00e7\u00e3o segue sendo tributado. Isso significa que, ao conquistar uma medalha ol\u00edmpica ou paraol\u00edmpica, parte do valor recebido pelo atleta precisa ser repassado ao le\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os medalhistas de ouro, por exemplo, o Comit\u00ea Ol\u00edmpico Brasileiro (COB) paga uma premia\u00e7\u00e3o de R$ 350 mil. No entanto, R$ 97,1 mil s\u00e3o retidos pelo Imposto de Renda, reduzindo o valor l\u00edquido recebido pelos atletas.<\/p>\n\n\n\n<p>Projetos que mudam a regra<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da expira\u00e7\u00e3o da MP, tr\u00eas projetos de lei foram apresentados no Senado para tentar garantir a isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda sobre premia\u00e7\u00f5es recebidas por atletas medalhistas. Cada uma das propostas tem abordagens diferentes para a quest\u00e3o, variando em rela\u00e7\u00e3o aos benefici\u00e1rios da isen\u00e7\u00e3o e \u00e0 origem dos pagamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>O <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164878\">PL 3.047\/2024<\/a>, apresentado pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), prop\u00f5e que os valores pagos a atletas medalhistas pelo Comit\u00ea Ol\u00edmpico Brasileiro (COB), pelo Comit\u00ea Paral\u00edmpico Brasileiro (CPB) ou pelo governo federal fiquem isentos da cobran\u00e7a do IR.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O parlamentar argumenta que a isen\u00e7\u00e3o &#8220;incentiva os atletas brasileiros a se dedicarem ainda mais, buscando novos t\u00edtulos e levando o nome do Brasil para o topo do p\u00f3dio&#8221;. Ele tamb\u00e9m destaca que &#8220;outros pa\u00edses j\u00e1 adotam essa pol\u00edtica, garantindo que os atletas possam usufruir integralmente do pr\u00eamio pelo seu desempenho&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164890#:~:text=Projeto%20de%20Lei%20n%C2%B0%203062%2C%20de%202024&amp;text=Ementa%3A%20Altera%20a%20Lei%20n%C2%BA,isentos%20de%20Imposto%20de%20Renda.\">PL 3.062\/2024<\/a>, do senador Cleitinho (Republicanos-MG), tem um recorte mais espec\u00edfico e foca exclusivamente nas premia\u00e7\u00f5es pagas pelo COB. O senador critica o fato de o governo n\u00e3o oferecer suporte financeiro cont\u00ednuo aos atletas e tributar os valores conquistados em competi\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O atleta brasileiro treina sem apoio, muitas vezes sem patroc\u00ednio, e quando ganha, o governo vem cobrar imposto. Isso \u00e9 injusto&#8221;, justifica Cleitinho.<\/p>\n\n\n\n<p>O <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164901#:~:text=Projeto%20de%20Lei%20n%C2%B0%203073%2C%20de%202024&amp;text=2024%20Descri%C3%A7%C3%A3o%2FEmenta-,Altera%20a%20Lei%20n%C2%BA%2011.488%2C%20de%2015%20de%20junho%20de,evento%20esportivo%20oficial%20no%20exterior.\">PL 3.073\/2024<\/a>, do senador Dr. Hiran (PP-RR), amplia o escopo das demais propostas ao incluir valores recebidos por atletas brasileiros em eventos esportivos oficiais no exterior. O parlamentar ressalta que muitos competidores investem seus pr\u00eamios na pr\u00f3pria carreira e que a tributa\u00e7\u00e3o reduz a capacidade de evolu\u00e7\u00e3o dos esportistas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c9 uma quest\u00e3o de incentivo ao esporte nacional. Precisamos garantir que nossos atletas tenham condi\u00e7\u00f5es de competir de igual para igual no cen\u00e1rio mundial&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Os tr\u00eas projetos tramitam atualmente na Comiss\u00e3o de Esporte (CEsp), sob a relatoria da senadora Leila Barros (PDT-DF). Caso aprovados, seguir\u00e3o para an\u00e1lise da Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE), onde ter\u00e3o vota\u00e7\u00e3o final antes de irem para a C\u00e2mara.<\/p>\n\n\n\n<p>Como funciona em outros pa\u00edses&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A tributa\u00e7\u00e3o sobre pr\u00eamios esportivos varia entre os pa\u00edses. Nos Estados Unidos, a cobran\u00e7a era feita at\u00e9 2016, mas uma mudan\u00e7a na legisla\u00e7\u00e3o, conhecida como United States Appreciation for Olympians and Paralympians Act of 2016, passou a isentar do imposto de renda federal os atletas ol\u00edmpicos e paral\u00edmpicos que ganham menos de US$ 1 milh\u00e3o (o equivalente a R$ 5,73 milh\u00f5es) por ano. No entanto, a isen\u00e7\u00e3o aplica-se apenas aos pr\u00eamios concedidos pelo Comit\u00ea Ol\u00edmpico dos EUA (USOPC), enquanto rendimentos de outras fontes, como patroc\u00ednios e endossos, continuam sujeitos \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no Canad\u00e1, de acordo com a Ag\u00eancia de Receita do Canad\u00e1 (CRA), as premia\u00e7\u00f5es ol\u00edmpicas s\u00e3o consideradas rendimentos tribut\u00e1veis, pois n\u00e3o se qualificam como &#8220;pr\u00eamios prescritos&#8221; isentos de impostos. Isso inclui os valores pagos pelo Fundo de Excel\u00eancia do Atleta do Comit\u00ea Ol\u00edmpico Canadense (AEF), que s\u00e3o tributados independentemente do valor recebido ou da prov\u00edncia de resid\u00eancia do atleta.<\/p>\n\n\n\n<p>O Reino Unido adota um modelo espec\u00edfico para eventos esportivos. Segundo o HM Revenue &amp; Customs (HMRC), \u00f3rg\u00e3o equivalente \u00e0 Receita Federal no Brasil, embora as premia\u00e7\u00f5es esportivas sejam geralmente tributadas, o pa\u00eds concede isen\u00e7\u00f5es fiscais para competi\u00e7\u00f5es consideradas de grande porte, como os Campeonatos Mundiais de Atletismo Indoor de Glasgow em 2024. Essas isen\u00e7\u00f5es valem principalmente para atletas estrangeiros que competem no pa\u00eds e se aplicam apenas aos rendimentos diretamente ligados ao evento. No entanto, rendimentos adicionais vinculados ao esporte dentro do Reino Unido, como pr\u00eamios extras e uma propor\u00e7\u00e3o da renda global de endossos associados \u00e0 performance no pa\u00eds, continuam sujeitos \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/03\/21\/senado-tem-tres-projetos-que-isentam-atletas-premiados-de-ir#:~:text=O%20PL%203.047%2F2024%2C%20apresentado,isentos%20da%20cobran%C3%A7a%20do%20IR.\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/03\/21\/senado-tem-tres-projetos-que-isentam-atletas-premiados-de-ir#:~:text=O%20PL%203.047%2F2024%2C%20apresentado,isentos%20da%20cobran%C3%A7a%20do%20IR.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>PGFN dever\u00e1 lan\u00e7ar tr\u00eas editais para fechar acordos de transa\u00e7\u00e3o com contribuintes<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 21\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) j\u00e1 tem engatilhados os tr\u00eas pr\u00f3ximos editais do Programa de Transa\u00e7\u00e3o Integral (PTI), uma das principais apostas do governo para atingir a meta de d\u00e9ficit zero este ano. V\u00e3o tratar da inclus\u00e3o de descontos condicionais na base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, da incid\u00eancia de Imposto de Renda (IRPJ), CSLL, PIS e Cofins nos processos de desmutualiza\u00e7\u00e3o da Bovespa e da BM&amp;F e da irretroatividade do conceito de pra\u00e7a para fins de incid\u00eancia do IPI.<\/p>\n\n\n\n<p>Os temas foram divulgados ao Valor pela procuradora Raquel Godoy, que participou ontem de evento sobre o PTI em S\u00e3o Paulo. A expectativa do Minist\u00e9rio da Fazenda \u00e9 arrecadar R$ 30 bilh\u00f5es este ano com o programa. Podem participar contribuintes com discuss\u00e3o judicial ou administrativa, de duas formas: ou que estejam discutindo teses especificadas pela PGFN em portaria ou que estejam questionando judicialmente cobran\u00e7as de alto valor j\u00e1 inscritas em d\u00edvida ativa, modalidade que ainda ser\u00e1 regulamentada em abril.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses tr\u00eas temas listados pela PGFN fazem parte da primeira modalidade de acordos. Os dois \u00faltimos j\u00e1 constam do Anexo I da Portaria Normativa n\u00ba 1.383, que instituiu o PTI. A norma traz um total de 17 temas, mas outros devem surgir a partir de sugest\u00f5es enviadas por contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das teses aborda as discuss\u00f5es judiciais sobre o conceito de pra\u00e7a trazido pela Lei n\u00ba 4.502, de 2022. A norma determinou que, para apura\u00e7\u00e3o do valor m\u00ednimo tribut\u00e1vel, considera-se pra\u00e7a o munic\u00edpio onde est\u00e1 situado o estabelecimento do remetente. A previs\u00e3o n\u00e3o constava na lei anterior do IPI, que estava em vigor desde 1964. Os contribuintes que estejam debatendo a retroatividade desse conceito poder\u00e3o aderir \u00e0 transa\u00e7\u00e3o da PGFN, a partir da publica\u00e7\u00e3o do edital.<\/p>\n\n\n\n<p>A outra tese diz respeito \u00e0 opera\u00e7\u00e3o em que a BM&amp;F e a Bovespa deixaram de ser entidades sem fins lucrativos e passaram a ser empresas de capital aberto, em 2007. Poder\u00e3o deixar de ser discutidos na via judicial e virar objeto de acordo dois tipos de cobran\u00e7as tribut\u00e1rias: a incid\u00eancia de IRPJ e CSLL sobre o ganho de capital durante a desmutualiza\u00e7\u00e3o e a incid\u00eancia de PIS e Cofins sobre a renda de a\u00e7\u00f5es recebidas no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Fernando Munhoz, s\u00f3cio do Machado Meyer, destaca que os dois temas est\u00e3o chegando ao Judici\u00e1rio agora, depois de uma tramita\u00e7\u00e3o demorada na esfera administrativa, nas delegacias da Receita Federal e no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 a entrada em vigor da Lei n\u00ba 4.502, de 2022, por exemplo, o Carf tinha jurisprud\u00eancia contr\u00e1ria ao contribuinte a respeito do conceito de pra\u00e7a. Depois da lei, embora a tend\u00eancia majorit\u00e1ria continue sendo desfavor\u00e1vel, come\u00e7aram a surgir algumas decis\u00f5es dando raz\u00e3o aos contribuintes, o que pode sinalizar um entendimento favor\u00e1vel no Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse fator, diz Munhoz, pode desencorajar as empresas que poderiam ter interesse nesse tipo de acordo. \u201cComo se tratam de teses em que h\u00e1 um embate importante e argumentos consistentes, poucas empresas devem querer abrir m\u00e3o das discuss\u00f5es.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Carolina Martins Sposito, do Trench Rossi Watanabe, acrescenta que essa inseguran\u00e7a d\u00e1 peso \u00e0 an\u00e1lise financeira no momento de avaliar a ades\u00e3o ao PTI. \u201cN\u00f3s estamos discutindo teses em que h\u00e1 boas chances de os contribuintes levarem, mas igualmente h\u00e1 chance de a PGFN ter sucesso. Talvez fa\u00e7a sentido, financeiramente, organizar esse passivo j\u00e1 pensando nas novas discuss\u00f5es que v\u00e3o surgir com a reforma tribut\u00e1ria\u201d, afirma a advogada.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema que est\u00e1 mais adiantado e n\u00e3o estava previsto na portaria, mas deve impactar mais contribuintes, segundo especialistas, trata da inclus\u00e3o dos descontos condicionais na base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Para fins tribut\u00e1rios, os descontos incondicionais s\u00e3o os que reduzem o pre\u00e7o de venda e constam da nota fiscal, conforme explica Leonardo Varella Giannetti, tributarista do Rolim Goulart Cardoso. J\u00e1 os condicionais dependem de evento posterior \u00e0 emiss\u00e3o da nota fiscal &#8211; normalmente o pagamento da compra dentro de um prazo determinado &#8211; e configura m despesa para o vendedor e receita para o comprador. Nessa condi\u00e7\u00e3o, est\u00e3o sujeitos \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o pelo PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema que leva essa quest\u00e3o ao Judici\u00e1rio \u00e9 a delimita\u00e7\u00e3o sobre a natureza do desconto em casos concretos. Essas situa\u00e7\u00f5es normalmente demandam produ\u00e7\u00e3o de prova e dependem de extensa an\u00e1lise f\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 precedentes do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) contra e a favor do contribuinte. A 1\u00aa Turma entende que \u201cdescontos concedidos pelo fornecedor ao varejista, mesmo quando condicionados a contrapresta\u00e7\u00f5es vinculadas \u00e0 opera\u00e7\u00e3o de compra e venda, n\u00e3o constituem parcelas aptas a possibilitar a incid\u00eancia\u201d de PIS e Cofins (REsp 1836082).<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma, por outro lado, entende que \u201cvalores correspondentes \u00e0s obriga\u00e7\u00f5es extintas por formas de adimplemento diversas do pagamento, a exemplo da compensa\u00e7\u00e3o e da da\u00e7\u00e3o em pagamento, comp\u00f5em a receita da pessoa jur\u00eddica\u201d e, portanto, integram a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins (REsp 2090134).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Giannetti, as situa\u00e7\u00f5es costumam ser complexas e envolver muitas especificidades das empresas envolvidas. Assim, ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o do edital, \u201ccaber\u00e1 ao contribuinte avaliar sua situa\u00e7\u00e3o concreta, e ponderar se tem boas chances de ganhar o processo judicial ou n\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tamb\u00e9m ser\u00e1, dos tr\u00eas, o edital mais sens\u00edvel, afirma Carolina Sposito, com potencial de v\u00e1rias consequ\u00eancias reflexas que precisar\u00e3o ser bem pesadas. \u201cEssa discuss\u00e3o tem v\u00e1rias perspectivas, \u00e9 preciso ter muita clareza. Vai valer para qual setor? S\u00f3 para o cr\u00e9dito ou tamb\u00e9m para o d\u00e9bito? Existem tantos efeitos correlatos, tantas consequ\u00eancias decorrentes, que precisam estar muito bem alinhados.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O plano da PGFN \u00e9 lan\u00e7ar cerca de tr\u00eas editais por m\u00eas. Os tr\u00eas primeiros foram publicados em 3 de janeiro. Um deles trata de dedu\u00e7\u00e3o do \u00e1gio fiscal gerado por reestrutura\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria (o \u201c\u00e1gio interno\u201d) ou daquele feito por meio de empresa institu\u00edda unicamente para viabilizar a amortiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo edital envolve a tributa\u00e7\u00e3o ligada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de insumos para bebidas n\u00e3o alco\u00f3licas na Zona Franca de Manaus. E o terceiro, da incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es sobre participa\u00e7\u00e3o nos lucros e resultados (PLR), de IRPF e contribui\u00e7\u00f5es sobre stock options e de IRRF e contribui\u00e7\u00f5es sobre programas de previd\u00eancia privada complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o tamb\u00e9m pretende editar uma nova portaria para regulamentar, at\u00e9 o fim de abril, a cobran\u00e7a de cr\u00e9ditos judicializados de alto impacto econ\u00f4mico com base no Potencial Razo\u00e1vel de Recupera\u00e7\u00e3o do Cr\u00e9dito Judicializado (PRJ), segundo adiantou a coordenadora-geral de negocia\u00e7\u00f5es da PGFN, Mariana Lellis Vieira, no evento em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em vez de oferecer transa\u00e7\u00e3o por teses judiciais, ou temas espec\u00edficos, essa modalidade vai abranger apenas os cr\u00e9ditos inscritos em d\u00edvida ativa, com valor m\u00ednimo (que inicialmente foi fixado em R$ 100 milh\u00f5es, mas pode vir a ser reduzido), e cujo processo judicial esteja obstando a cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/03\/21\/pgfn-devera-lancar-tres-editais-para-fechar-acordos-de-transacao-com-contribuintes.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/03\/21\/pgfn-devera-lancar-tres-editais-para-fechar-acordos-de-transacao-com-contribuintes.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agenda STF: Ministros julgam a\u00e7\u00e3o que pode impactar rescis\u00f3rias da tese do s\u00e9culo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) incluiu na pauta de julgamentos da pr\u00f3xima quinta-feira, dia 27, uma quest\u00e3o de ordem em uma a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria que pode impactar a validade das a\u00e7\u00f5es rescis\u00f3rias movidas pela Uni\u00e3o contra contribuintes na chamada \u201ctese do s\u00e9culo\u201d. \u00c9 a \u00faltima esperan\u00e7a para os contribuintes tentarem reverter a tese j\u00e1 julgada pelo STF de forma desfavor\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 analisado a constitucionalidade da express\u00e3o &#8220;cujo prazo ser\u00e1 contado do tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o proferida pelo Supremo Tribunal Federal&#8221; que est\u00e1 no par\u00e1grafo 8\u00ba do artigo 535 do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC). Os efeitos podem ser modulados, para que a inconstitucionalidade s\u00f3 valha para as a\u00e7\u00f5es rescis\u00f3rias propostas ap\u00f3s este julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Este foi o dispositivo analisado pelo STF e pelo STJ nos processos em que foram validadas as a\u00e7\u00f5es movidas pela Fazenda Nacional para reduzir os cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios com a tese.Segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), as rescis\u00f3rias servem para adequar ac\u00f3rd\u00e3os favor\u00e1veis obtidos pelos contribuintes entre o julgamento de m\u00e9rito da tese do s\u00e9culo (que excluiu o ICMS da base do PIS e da Cofins), em 2017, e a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos, em 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 1.100 processos foram ajuizados pela PGFN contra as empresas. Segundo o \u00f3rg\u00e3o, 78% das a\u00e7\u00f5es da tese do s\u00e9culo movidas pelos contribuintes foram ap\u00f3s o julgamento de m\u00e9rito. Tanto o STF quanto a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ, em outubro e setembro do ano passado, respectivamente, julgaram v\u00e1lidas as anulat\u00f3rias movidas pela Uni\u00e3o (RE 1489562 e REsp 2066696 e REsp 2054759). Na pr\u00f3xima semana, s\u00e3o analisadas tr\u00eas a\u00e7\u00f5es em conjunto: ADPF 615, AR 2876 QO e RE 586068 ED. O julgamento come\u00e7ou em fevereiro, s\u00f3 com as sustenta\u00e7\u00f5es orais.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e3o na pauta do Supremo tr\u00eas processos em que se discute a validade da cobran\u00e7a de taxas estaduais para custear servi\u00e7os espec\u00edficos oferecidos pelos corpos de bombeiros. (RE 1417155, ADPF 1028 e ADPF 1029). O julgamento foi reiniciado na semana passada, no dia 20 de mar\u00e7o, com o voto do relator, ministro Dias Toffoli, favor\u00e1vel \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o das taxas.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o ministro, os valores cobrados a propriet\u00e1rios de im\u00f3veis ou de ve\u00edculos para prevenir e combater inc\u00eandios em seus bens n\u00e3o violam a Constitui\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que beneficiam entes espec\u00edficos. O julgamento havia come\u00e7ado no Plen\u00e1rio Virtual em novembro de 2022, com tr\u00eas votos pela constitucionalidade das taxas e uma diverg\u00eancia. Com pedido de destaque, a an\u00e1lise foi reiniciada em sess\u00e3o presencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outra a\u00e7\u00e3o, conhecida como a ADPF das Favelas, ser\u00e1 julgada a restri\u00e7\u00e3o, durante a pandemia, das opera\u00e7\u00f5es policiais no Rio de Janeiro, por conta da escalada da letalidade. A Corte analisa se atos comissivos e omissivos na seguran\u00e7a p\u00fablica do Estado t\u00eam violado princ\u00edpios constitucionais como o da dignidade da pessoa humana e os direitos fundamentais \u00e0 vida, dentre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros ouviram diversas entidades e pediram que o governo fluminense elaborasse um plano para a redu\u00e7\u00e3o das mortes nas opera\u00e7\u00f5es da pol\u00edcia. Em fevereiro, o relator, ministro Edson Fachin, prop\u00f4s a homologa\u00e7\u00e3o parcial do plano apresentado pelo governo estadual e recomendou a ado\u00e7\u00e3o de medidas complementares, como a cria\u00e7\u00e3o de um comit\u00ea para acompanhar a implementa\u00e7\u00e3o. O julgamento foi suspenso por pedido de vista do ministro Lu\u00eds Roberto Barroso (ADPF 635).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/03\/23\/agenda-stf-ministros-julgam-acao-que-pode-impactar-rescisorias-da-tese-do-seculo.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/03\/23\/agenda-stf-ministros-julgam-acao-que-pode-impactar-rescisorias-da-tese-do-seculo.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estudo aponta que 95% das empresas pagam mais impostos do que deveriam. Saiba como economizar!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Uma grande rede de fastfood descobriu que o imposto que pagava sobre a casquinha de sorvete seria reduzido pela metade se a classifica\u00e7\u00e3o utilizada para o produto passasse a ser \u201csobremesa\u201d, em vez de \u201csorvete\u201d. J\u00e1 uma fabricante de eletrodom\u00e9sticos pagava imposto al\u00e9m do necess\u00e1rio porque enquadrava as geladeiras comuns na mesma faixa de imposto dos modelos com torneira na porta, que t\u00eam al\u00edquota mais alta. Esses s\u00e3o exemplos reais e f\u00e1ceis de entender, mesmo para leigos, do trabalho realizado pela&nbsp;Marins Consultoria Tribut\u00e1ria, especializada em planejamento tribut\u00e1rio e redu\u00e7\u00e3o de impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 muitos detalhes que est\u00e3o \u2018escondidos\u2019 na legisla\u00e7\u00e3o e s\u00f3 s\u00e3o identificados por profissionais especializados. Os gestores das empresas n\u00e3o conseguem acompanhar tanta complexidade e perderiam muita energia tentando fazer isso\u201d, diz o advogado tributarista Eli\u00e9zer Marins, CEO da consultoria, uma das mais conhecidas e respeitadas no segmento tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A complexidade mencionada por Marins \u00e9 agravada pelas mudan\u00e7as constantes que ocorrem na legisla\u00e7\u00e3o. Nada menos que 46 novas normas tribut\u00e1rias s\u00e3o criadas no Pa\u00eds, em m\u00e9dia, a cada dia \u00fatil, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT), considerando-se a soma das leis federais, estaduais e municipais editadas desde que a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 foi promulgada.<\/p>\n\n\n\n<p>Publicidade<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUm resultado direto de tudo isso \u00e9 que 95% das empresas pagam mais impostos do que deveriam\u201d, observa o especialista. Matematicamente falando, isso significa que, de cada 20 empresas que buscam assessoria especializada para lidar com temas de tributa\u00e7\u00e3o, 19 descobrem que \u00e9 poss\u00edvel diminuir os valores que est\u00e3o pagando em impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Beneficiados pela combina\u00e7\u00e3o entre reavalia\u00e7\u00f5es, isen\u00e7\u00f5es, renegocia\u00e7\u00f5es, incentivos e outros recursos, os clientes da Marins Consultoria conseguem reduzir em at\u00e9 70% o total de impostos pagos, sem qualquer tipo de \u201cjeitinho\u201d. \u201c\u00c9 fundamental ressaltar que o nosso trabalho \u00e9 feito sempre em conformidade com a lei. Qualquer redu\u00e7\u00e3o de valores obtida vem de acordo com o que a lei permite, o que o C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional permite, a Constitui\u00e7\u00e3o permite, os editais permitem, as normativas permitem\u201d, descreve o CEO.<\/p>\n\n\n\n<p>Portf\u00f3lio de estrat\u00e9gias<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da an\u00e1lise com o prop\u00f3sito de redu\u00e7\u00e3o dos tributos pagos mensalmente, a consultoria oferece solu\u00e7\u00f5es customizadas de regulamenta\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, parcelamento de d\u00e9bitos fiscais e a possibilidade de uso de precat\u00f3rios federais exclusivos para a quita\u00e7\u00e3o de impostos. Esses precat\u00f3rios s\u00e3o adquiridos de credores da Uni\u00e3o que preferem vender os cr\u00e9ditos com desconto, para recebimento imediato, em vez de aguardar prazos imprecisos, que frequentemente passam de 15 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Publicidade<\/p>\n\n\n\n<p>As iniciativas para regularizar d\u00edvidas tribut\u00e1rias s\u00e3o importantes porque empresas inadimplentes correm o risco de enfrentar impactos severos, que v\u00e3o muito al\u00e9m do pagamento de multas e juros. D\u00edvidas desse tipo podem ocasionar restri\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, bloqueio de contas por determina\u00e7\u00e3o judicial e impedimento de participa\u00e7\u00e3o em licita\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Em alguns casos, os gestores podem ser responsabilizados.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos caminhos trabalhados pela Marins \u00e9 a busca e a recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos. A tecnologia pr\u00f3pria de Intelig\u00eancia Artificial desenvolvida pela consultoria consegue identificar, em apenas 24 horas, se o cliente tem cr\u00e9ditos na Receita Federal. \u00c9 um servi\u00e7o que se junta \u00e0 possibilidade de recuperar impostos pagos indevidamente dentro dos \u00faltimos cinco anos, prazo estabelecido pela legisla\u00e7\u00e3o. Uma vez recuperados, esses valores podem ser utilizados para compensar eventuais d\u00e9bitos tribut\u00e1rios da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Com sede em Salvador (BA) e escrit\u00f3rios em Ribeir\u00e3o Preto (SP) e Ponta Grossa (PR), a Marins conta com uma equipe de 50 profissionais, al\u00e9m de 150 prestadores de servi\u00e7os. Embora as preocupa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias sejam pertinentes para empresas de todos os portes, a consultoria costuma atender clientes que estejam pagando pelo menos R$ 50 mil em impostos por m\u00eas, faixa que j\u00e1 proporciona a obten\u00e7\u00e3o de um ganho expressivo. \u201cTenho a plena convic\u00e7\u00e3o de que prestamos servi\u00e7os cada vez mais relevantes e compensadores para quem nos contrata\u201d, finaliza o CEO.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.estadao.com.br\/economia\/estudo-aponta-que-95-das-empresas-pagam-mais-impostos-do-que-deveriam-saiba-como-economizar\">https:\/\/www.estadao.com.br\/economia\/estudo-aponta-que-95-das-empresas-pagam-mais-impostos-do-que-deveriam-saiba-como-economizar<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal formaliza fim do Perse a partir de abril<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 24\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal publicou nesta segunda-feira (24), no &#8220;Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o&#8221;, um ato declarat\u00f3rio confirmando o fim do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) a partir de abril deste ano. O motivo ser\u00e1 o atingimento neste m\u00eas de mar\u00e7o do limite m\u00e1ximo de ren\u00fancia fiscal do benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei que reformulou o programa estabeleceu um teto de at\u00e9 R$ 15 bilh\u00f5es em ren\u00fancia fiscal para a prorroga\u00e7\u00e3o do Perse, com prazo m\u00e1ximo de utiliza\u00e7\u00e3o at\u00e9 dezembro de 2026. Mas, at\u00e9 fevereiro deste ano, o Perse j\u00e1 havia atingido uma ren\u00fancia de R$ 12,83 bilh\u00f5es, em dados parciais, j\u00e1 que declara\u00e7\u00f5es de janeiro e fevereiro deste ano ainda est\u00e3o sendo enviadas ao Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, a Receita Federal passou a prever que neste m\u00eas de mar\u00e7o ser\u00e1 atingida a ren\u00fancia fiscal m\u00e1xima, com o &#8220;com a consequente extin\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio fiscal para os fatos geradores a partir do m\u00eas de abril de 2025&#8221;, conforme consta no ato declarat\u00f3rio executivo publicado pelo secret\u00e1rio especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 12 de mar\u00e7o, ao participar de audi\u00eancia p\u00fablica sobre o tema no Congresso Nacional, Barreirinhas j\u00e1 havia antecipado que o benef\u00edcio seria extinto.<\/p>\n\n\n\n<p>O Perse permite \u00e0s empresas beneficiadas n\u00e3o pagar quatro tributos federais: Pis, Cofins, Imposto de Renda e Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido.<\/p>\n\n\n\n<p>O programa foi criado em 2021 para ajudar empresas que tiveram de paralisar atividades durante a pandemia de Covid-19. Por\u00e9m, o benef\u00edcio fiscal acabou sendo prorrogado, por press\u00e3o do Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a equipe econ\u00f4mica do governo Lula conseguiu inserir na lei que renovou o Perse o teto de R$ 15 bilh\u00f5es de ren\u00fancia fiscal ou prazo m\u00e1ximo de dura\u00e7\u00e3o at\u00e9 dezembro de 2026, o que ocorresse primeiro. Tamb\u00e9m foi reduzido de 44 para 30 o n\u00famero de atividades econ\u00f4micas que poderiam se enquadrar no Perse.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as empresas que puderam ser beneficiadas est\u00e3o as que operam no ramo de hotelaria; servi\u00e7os de alimenta\u00e7\u00e3o para eventos e recep\u00e7\u00f5es (buf\u00eas); aluguel de equipamentos recreativos, esportivos, de palcos; produ\u00e7\u00e3o teatral, musical e de espet\u00e1culos de dan\u00e7a; restaurantes e similares; bares e outros estabelecimentos especializados em servir bebidas ; cinemas; ag\u00eancias de viagem; al\u00e9m de atividades de jardins bot\u00e2nicos, zool\u00f3gicos, parques nacionais, reservas ecol\u00f3gicas e \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o ambiental, parques de divers\u00e3o e parques tem\u00e1ticos, entre outras.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2025\/03\/24\/receita-federal-formaliza-fim-do-perse-a-partir-de-abril.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2025\/03\/24\/receita-federal-formaliza-fim-do-perse-a-partir-de-abril.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>SC &#8211; Governador zera imposto de arroz, feij\u00e3o e farinhas e garante apoio de entidades para que desconto chegue ao consumidor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Em aten\u00e7\u00e3o \u00e0 alta da infla\u00e7\u00e3o que vem impactando o pre\u00e7o dos alimentos em todo o pa\u00eds, o governador Jorginho Mello decidiu zerar o \u00fanico imposto estadual que incide sobre o arroz, o feij\u00e3o e as farinhas de trigo, milho, mandioca e de arroz. Ao garantir a isen\u00e7\u00e3o do ICMS desses seis itens da cesta b\u00e1sica, o Governo do Estado obteve de entidades representativas do setor produtivo catarinense o compromisso de orientar seus associados para que repassem o desconto ao pre\u00e7o de venda dos produtos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A medida anunciada pelo Governo do Estado reduz as al\u00edquotas de ICMS para estes alimentos dos atuais 7% para 0% (opera\u00e7\u00f5es internas). Ovos e hortifrutis j\u00e1 t\u00eam o imposto zerado em Santa Catarina. H\u00e1 quase 30 anos o Estado mant\u00e9m a pol\u00edtica de desonerar os produtos da cesta b\u00e1sica para garantir que os alimentos considerados essenciais na mesa dos catarinenses tenham um imposto menor.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota do ICMS n\u00e3o \u00e9 suficiente para conter a alta dos alimentos e garantir a efetiva redu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os cobrados nas prateleiras dos supermercados. Isto porque a cada R$ 1 real abatido de imposto, em m\u00e9dia apenas R$ 0,13 centavos s\u00e3o descontados do pre\u00e7o final.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na tentativa de mudar esse cen\u00e1rio, o governador Jorginho Mello reuniu, nesta segunda-feira, 17, dirigentes das oito entidades que integram o Conselho das Federa\u00e7\u00f5es Empresariais de Santa Catarina (Cofem) e da Associa\u00e7\u00e3o Catarinense de Supermercados (Acats) para a assinatura de carta compromisso. O objetivo \u00e9 unir esfor\u00e7os para que o percentual de desconto do imposto seja abatido do pre\u00e7o dos produtos. A medida conta ainda com o envolvimento direto da Secretaria de Estado da Fazenda e do Procon-SC.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Estado est\u00e1 fazendo a sua parte, um gesto concreto para aliviar o bolso dos catarinenses. Agora, contamos com o compromisso do setor produtivo para que essa redu\u00e7\u00e3o de imposto se traduza em pre\u00e7os mais baixos para quem paga a conta. Queremos que a dona Maria consiga comprar o arroz e o feij\u00e3o do dia a dia mais baratos\u201d, destacou o governador Jorginho Mello.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs entidades do COFEM s\u00e3o parceiras do Governo do Estado nesta iniciativa e v\u00e3o orientar as empresas filiadas a repassar integralmente a redu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os ao consumidores\u201d, disse o presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Santa Catarina (FIESC), Mario Cezar de Aguiar.<\/p>\n\n\n\n<p>Vice-presidente Institucional da Associa\u00e7\u00e3o Catarinense de Supermercados (Acats), Jos\u00e9 Koch disse que o setor recebe a iniciativa com otimismo e sabe dos impactos positivos que a isen\u00e7\u00e3o de ICMS sobre os itens da cesta b\u00e1sica ter\u00e1 no dia a dia das fam\u00edlias catarinenses.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa decis\u00e3o fortalece o compromisso do setor supermercadista em buscar solu\u00e7\u00f5es que garantam pre\u00e7os mais acess\u00edveis e um consumo mais equilibrado. Como entidade representativa, seguiremos trabalhando junto ao governo e aos nossos associados para que essa medida se traduza em um benef\u00edcio real ao consumidor final\u201d, disse o vice-presidente.<\/p>\n\n\n\n<p>SC tem imposto reduzido para cesta b\u00e1sica h\u00e1 quase 30 anos<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o de zerar o ICMS do arroz, do feij\u00e3o e das farinhas que integram a cesta b\u00e1sica catarinense refor\u00e7a a pol\u00edtica de desonera\u00e7\u00e3o fiscal que vem sendo praticada pelo Governo de Santa Catarina h\u00e1 quase 30 anos. Desde 1996, o Estado tem reduzido para 7% o ICMS dos alimentos considerados essenciais na mesa dos catarinenses. Na lista dos produtos que tem a al\u00edquota reduzida de imposto est\u00e3o, por exemplo, carnes de aves e su\u00ednos, leite longa-vida, o p\u00e3ozinho franc\u00eas e as massas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio Cleverson Siewert (Fazenda) observa que a isen\u00e7\u00e3o do ICMS para mais itens da cesta b\u00e1sica \u00e9 uma alternativa pontualmente encaminhada pelo Governo do Estado para atenuar os efeitos da alta infla\u00e7\u00e3o dos alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA medida refor\u00e7a o compromisso do governador Jorginho Mello em aliviar a carga tribut\u00e1ria no Estado. Al\u00e9m de beneficiar o setor produtivo, a desonera\u00e7\u00e3o ser\u00e1 muito importante para ajudar no or\u00e7amento dom\u00e9stico dos catarinenses enquanto estiver em vigor nesse momento de crise. Agora, seguimos trabalhando para que essa redu\u00e7\u00e3o se traduza em pre\u00e7os mais baixos nos supermercados,\u201d afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem a aprova\u00e7\u00e3o da lei enviada pelo governador Jorginho Mello para a Assembleia Legislativa no final de 2023, o ICMS para estes produtos seria de pelo menos 12% \u2013 dependendo da opera\u00e7\u00e3o, o imposto estadual pode chegar a at\u00e9 17%. A lei que garante a al\u00edquota reduzida de 7% para os itens da cesta b\u00e1sica tem vig\u00eancia at\u00e9 31 de dezembro de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Impacto&nbsp;\u2013 Ao zerar o imposto estadual (ICMS) do arroz, do feij\u00e3o e dos quatro tipos de farinhas, Santa Catarina vai abrir m\u00e3o de quase R$ 600 milh\u00f5es por ano. S\u00e3o mais R$ 130 milh\u00f5es de ren\u00fancia fiscal que se somam ao valor j\u00e1 abatido de impostos dos itens da cesta b\u00e1sica.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos \u2013&nbsp;A Secretaria de Estado da Fazenda solicitar\u00e1 a ades\u00e3o de Santa Catarina ao Conv\u00eanio 224\/17 do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz) em reuni\u00e3o no dia 12 de abril. O passo seguinte ser\u00e1 o envio de projeto de lei \u00e0 Assembleia Legislativa. Uma vez aprovada na Alesc, a lei ter\u00e1 que ser sancionada pelo governador Jorginho Mello e regulamentada em decreto publicado no Di\u00e1rio Oficial do Estado. A expectativa \u00e9 de que a al\u00edquota zero passe a ser aplicada em SC ainda no primeiro semestre.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.sef.sc.gov.br\/noticias\/governador-zera-imposto-de-arroz-feijao-e-farinhas-e-garante-apoio-de-entidades-para-que-desconto-chegue-ao-consumidor\">https:\/\/www.sef.sc.gov.br\/noticias\/governador-zera-imposto-de-arroz-feijao-e-farinhas-e-garante-apoio-de-entidades-para-que-desconto-chegue-ao-consumidor<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nova lei suspende substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para bebidas e sorvetes no Rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>As opera\u00e7\u00f5es internas e interestaduais com&nbsp;bebidas&nbsp;e&nbsp;sorvetes&nbsp;no estado do Rio de Janeiro n\u00e3o estar\u00e3o mais sujeitas ao regime de&nbsp;substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria&nbsp;do&nbsp;ICMS. A mudan\u00e7a foi determinada pela&nbsp;Lei 10.688\/25, de autoria do deputado&nbsp;Luiz Paulo (PSD), aprovada pela&nbsp;Alerj, sancionada pelo governador&nbsp;Cl\u00e1udio Castro&nbsp;e publicada no&nbsp;Di\u00e1rio Oficial do Executivo&nbsp;desta quarta-feira (19\/03).<\/p>\n\n\n\n<p>PUBLICIDADE<\/p>\n\n\n\n<p>A medida busca garantir mais competitividade ao setor fluminense e seguran\u00e7a jur\u00eddica na aplica\u00e7\u00e3o do imposto. At\u00e9 ent\u00e3o, a&nbsp;Lei 9.248\/21&nbsp;j\u00e1 previa a suspens\u00e3o da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para bebidas fabricadas dentro do estado. No entanto, a regulamenta\u00e7\u00e3o do Executivo ampliou o alcance da norma para incluir produtos fabricados fora do Rio, com base no princ\u00edpio da&nbsp;isonomia fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o enfrentou resist\u00eancia da&nbsp;Associa\u00e7\u00e3o de Atacadistas e Distribuidores, que argumentava que o fim da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria n\u00e3o seria ben\u00e9fico para o setor atacadista. Isso porque, enquanto os atacadistas se beneficiam do programa&nbsp;Riolog, que fixa a al\u00edquota do ICMS em&nbsp;12%, os pequenos produtores locais pagam&nbsp;18%, acrescidos de&nbsp;2% destinados ao Fundo Estadual de Combate \u00e0 Pobreza (FECP).<\/p>\n\n\n\n<p>A nova lei segue o entendimento do&nbsp;Supremo Tribunal Federal (STF), que j\u00e1 havia decidido pela isonomia na aplica\u00e7\u00e3o do tributo. O deputado&nbsp;Luiz Paulo&nbsp;defendeu a iniciativa como um est\u00edmulo \u00e0 ind\u00fastria fluminense.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria gera aos produtores locais perdas significativas, visto que as grandes empresas de bebidas s\u00e3o de fora do nosso estado e acabam pagando menos imposto devido ao incentivo aos atacadistas. A medida conta com o apoio da&nbsp;Firjan&nbsp;e da&nbsp;Fecom\u00e9rcio-RJ. A norma tamb\u00e9m ser\u00e1 ben\u00e9fica ao Governo do Estado, pois solicitei \u00e0 Firjan um estudo sobre o impacto na arrecada\u00e7\u00e3o e a estimativa \u00e9 de um acr\u00e9scimo de&nbsp;R$ 600 milh\u00f5es&nbsp;ao ano somente na produ\u00e7\u00e3o de leite\u201d, explicou o parlamentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Produtos beneficiados pela suspens\u00e3o da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>A nova legisla\u00e7\u00e3o amplia a isen\u00e7\u00e3o da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para&nbsp;sorvetes&nbsp;de qualquer tipo, incluindo sandu\u00edches de sorvete, tanto nas opera\u00e7\u00f5es internas quanto interestaduais. No caso das&nbsp;bebidas, a norma se aplica a:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1gua mineral ou pot\u00e1vel envasada<\/p>\n\n\n\n<p>Leite e latic\u00ednios<\/p>\n\n\n\n<p>Vinhos e espumantes nacionais<\/p>\n\n\n\n<p>Filtrados doces, sangria e sidras<\/p>\n\n\n\n<p>Cavas, champagnes e proseccos<\/p>\n\n\n\n<p>Cacha\u00e7a e aguardente<\/p>\n\n\n\n<p>Outras bebidas destiladas ou fermentadas<\/p>\n\n\n\n<p>O que \u00e9 a substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria?<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria&nbsp;foi criada para simplificar a arrecada\u00e7\u00e3o do&nbsp;ICMS, permitindo que o imposto seja recolhido antecipadamente por um \u00fanico contribuinte na cadeia produtiva. No entanto, essa sistem\u00e1tica nem sempre favorece os produtores e distribuidores, que precisam desembolsar o tributo antecipadamente, reduzindo seu fluxo de caixa e a flexibilidade financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>A suspens\u00e3o do regime atende a uma demanda dos&nbsp;produtores fluminenses, que alegam que a substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria desfavorece empresas locais, enquanto beneficia os atacadistas que comercializam produtos de fora do estado. Por outro lado, o setor atacadista defende a manuten\u00e7\u00e3o do regime para produtos importados, devido \u00e0s vantagens fiscais do&nbsp;Riolog.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a nova lei, o&nbsp;ICMS passar\u00e1 a ser cobrado em cada etapa da cadeia produtiva, ao inv\u00e9s de ser recolhido antecipadamente, promovendo maior equil\u00edbrio na tributa\u00e7\u00e3o do setor.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-di-rio-do-rio-de-janeiro wp-block-embed-di-rio-do-rio-de-janeiro\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"jKOU0ECN1L\"><a href=\"https:\/\/diariodorio.com\/nova-lei-suspende-substituicao-tributaria-para-bebidas-e-sorvetes-no-rio\/\">Nova lei suspende substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para bebidas e sorvetes no Rio<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Nova lei suspende substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para bebidas e sorvetes no Rio&#8221; &#8212; Di\u00e1rio do Rio de Janeiro\" src=\"https:\/\/diariodorio.com\/nova-lei-suspende-substituicao-tributaria-para-bebidas-e-sorvetes-no-rio\/embed\/#?secret=AKLKL6GyPz#?secret=jKOU0ECN1L\" data-secret=\"jKOU0ECN1L\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Renova\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais amplia competitividade da ind\u00fastria de trigo do Paran\u00e1<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A prorroga\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios fiscais do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) ao setor produtivo paranaense contribui para ampliar a competitividade da ind\u00fastria de trigo do Estado. Nesta quarta-feira (19), o governador Carlos Massa Ratinho Junior se reuniu com o Sindicato da Ind\u00fastria do Trigo no Estado do Paran\u00e1 (Sinditrigo), que destacou que o incentivo vai permitir que o setor, que \u00e9 respons\u00e1vel por 30% da moagem do gr\u00e3o no Pa\u00eds, continue investindo em novas plantas e equipamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida est\u00e1 prevista no decreto 8.401\/2024, assinado pelo governador no final do ano passado, e \u00e9 v\u00e1lida at\u00e9 31 de dezembro de 2028, quando passa ent\u00e3o a valer a nova Reforma Tribut\u00e1ria. Ela beneficia setores como a agropecu\u00e1ria e ind\u00fastria e busca manter a competitividade de mercado de diversos produtos paranaenses, al\u00e9m de viabilizar a sustentabilidade das pol\u00edticas p\u00fablicas e a manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio fiscal do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ratinho Junior destacou que a proposta do Governo do Estado \u00e9 fazer com que o Paran\u00e1, que \u00e9 uma das principais for\u00e7as do agro nacional, industrialize cada vez mais a produ\u00e7\u00e3o do campo. \u201cNossa voca\u00e7\u00e3o \u00e9 produzir alimentos para o planeta, e a ind\u00fastria de moagem de trigo \u00e9 um setor muito importante para o Estado. Queremos continuar consolidando o Paran\u00e1, que j\u00e1 \u00e9 respons\u00e1vel por 30% do mercado nacional, como esse grande industrializador do nosso trigo\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;E o nosso caminho \u00e9 trazer ainda mais ind\u00fastrias para transforma\u00e7\u00e3o do trigo em farinha para abastecer o Pa\u00eds. Estamos muito focados em ser o supermercado do mundo para deixar essa riqueza no Estado\u201d, ressaltou o governador. \u201cO Paran\u00e1 est\u00e1 em um bom momento na economia, com uma grande expans\u00e3o no PIB, e o nosso objetivo \u00e9 continuar avan\u00e7ando\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A prorroga\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios foi pleiteada pela Secretaria de Estado da Fazenda junto ao Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz), que valida os tratamentos tribut\u00e1rios diferenciados concedidos pelos estados. A medida atende pedidos do G7, grupo formado pelas institui\u00e7\u00f5es que representam setor produtivo paranaense.<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio estadual da Fazenda, Norberto Ortigara, explicou que o benef\u00edcio de redu\u00e7\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria moageira \u00e9 concedido h\u00e1 anos para garantir a capacidade competitiva do setor. \u201cTemos uma ind\u00fastria forte e moderna. O Estado renovou esse benef\u00edcio at\u00e9 o final de 2028, que al\u00e9m de fazer com que o setor se mantenha competitivo, tamb\u00e9m d\u00e1 previsibilidade ao empresariado, para que possa planejar seu investimento com seguran\u00e7a t\u00e9cnica e jur\u00eddica\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os benef\u00edcios prorrogados est\u00e3o cr\u00e9ditos presumidos autorizados aos estabelecimentos paranaenses; prorroga\u00e7\u00e3o da concess\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo e de cr\u00e9dito presumido calculado a outros segmentos; concess\u00e3o de isen\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo. As altera\u00e7\u00f5es propostas n\u00e3o implicam ren\u00fancia de receita.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO incentivo ao setor vem de muitos anos e garantiu o crescimento ind\u00fastria moageira do Paran\u00e1, que \u00e9 bastante tradicional e existe h\u00e1 mais de 50 anos. A identifica\u00e7\u00e3o do governo desse grande potencial e o incentivo dado fizeram com que tiv\u00e9ssemos um crescimento muito importante\u201d, explicou o presidente do Sinditrigo, Daniel K\u00fcmell. \u201cO governo incentiva o nosso trabalho. Temos muitos investimentos chegando ao Paran\u00e1, grandes moinhos com plantas muito tecnol\u00f3gicas, e que acontecem gra\u00e7as a esse incentivo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Sinditrigo, o Estado conta atualmente com 67 moinhos industriais, que s\u00e3o respons\u00e1veis pela moagem de cerca de 3,8 milh\u00f5es toneladas de trigo por ano, 30% da manufatura nacional. \u201cEsse entendimento do governo, a parceria do poder p\u00fablico com o privado, fez com que os moinhos investissem no Paran\u00e1. O Estado tem esse grande volume de produ\u00e7\u00e3o, e 50% da farinha produzida aqui vai para outros estados\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Paran\u00e1 (Fiep), Edson Vasconcelos, tamb\u00e9m acompanhou a agenda.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.fazenda.pr.gov.br\/Noticia\/Renovacao-de-beneficios-fiscais-amplia-competitividade-da-industria-de-trigo-do-Parana\">https:\/\/www.fazenda.pr.gov.br\/Noticia\/Renovacao-de-beneficios-fiscais-amplia-competitividade-da-industria-de-trigo-do-Parana<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Prescri\u00e7\u00e3o intercorrente da multa aduaneira alivia contribuintes no Carf<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Foi com al\u00edvio que os advogados consultados pela revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico&nbsp;receberam a tese do Superior Tribunal de Justi\u00e7a sobre a aplicabilidade da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente nos casos de multa aduaneira.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00faltimo dia 12, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ reconheceu essa possibilidade porque, apesar de a apura\u00e7\u00e3o da multa ser feita por procedimentos de natureza tribut\u00e1ria, a natureza da obriga\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, vale a regra geral do artigo 1\u00ba, par\u00e1grafo 1\u00ba, da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9873.htm\">Lei 9.873\/1999<\/a>, que prev\u00ea a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente \u2014 a perda de um direito pela aus\u00eancia de a\u00e7\u00e3o durante determinado tempo \u2014 ap\u00f3s o prazo de tr\u00eas anos de paralisa\u00e7\u00e3o do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>A alternativa seria n\u00e3o admitir a prescri\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que ela n\u00e3o est\u00e1 prevista no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto\/d70235cons.htm\">Decreto 70.235\/1972<\/a>, que regula o processo administrativo fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>O principal impacto da decis\u00e3o ser\u00e1 sentido no Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf), o tribunal administrativo onde os casos ficam efetivamente parados por anos a fio.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselho consistentemente vem afastando a pretens\u00e3o dos contribuintes de n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o da S\u00famula 11 do Carf, segundo a qual \u201cn\u00e3o se aplica a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente no processo administrativo fiscal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Vit\u00f3ria do contribuinte<\/p>\n\n\n\n<p>Thiago Al\u00f3, do Ruben Viegas \u2014 Eliana Al\u00f3 Advogados Associados, escrit\u00f3rio que atuou em uma das causas julgadas pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ, diz que a tese \u00e9 uma vit\u00f3ria de todos os intervenientes do com\u00e9rcio exterior que dela se beneficiar\u00e3o. O advogado da banca que cuidou do caso foi&nbsp;Adelson de Almeida Filho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse julgamento finda a discuss\u00e3o de importante tema para os intervenientes do com\u00e9rcio internacional que, al\u00e9m de sujeitos a penalidades muitas das vezes abusivas, ficavam ref\u00e9m dos \u00f3rg\u00e3os administrativos de julgamento da Receita Federal do Brasil, que demoravam anos para julgar suas impugna\u00e7\u00f5es e recursos volunt\u00e1rios\u201d, afirma Al\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p>Fl\u00e1vio Molinari, tributarista e s\u00f3cio do Collavini Borges Molinari Advogados, tamb\u00e9m exalta a significativa vit\u00f3ria para empresas que enfrentam processos administrativos longos e onerosos na \u00e1rea aduaneira.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa decis\u00e3o do STJ tem um impacto significativo nos processos em andamento no Carf. Isso porque a S\u00famula 11, que servia de fundamento para afastar o reconhecimento da ocorr\u00eancia de prescri\u00e7\u00e3o intercorrente em processos administrativos de multas aduaneiras, n\u00e3o poder\u00e1 ser aplicada em casos futuros dessa natureza que ser\u00e3o julgados pelo tribunal administrativo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Fim da sujei\u00e7\u00e3o aduaneira<\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Augusto Daniel Neto, s\u00f3cio do DDTax Advocacia Tribut\u00e1ria, aponta que, ao cravar que o regime jur\u00eddico aduaneiro n\u00e3o se confunde com o tribut\u00e1rio, o STJ permite o aperfei\u00e7oamento das discuss\u00f5es sobre outros temas aduaneiros no Carf.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, ela&nbsp;(a decis\u00e3o)&nbsp;especificamente traz seguran\u00e7a ao contribuinte, que n\u00e3o poder\u00e1 ficar de maneira indefinida aguardando que a Uni\u00e3o exer\u00e7a a sua pretens\u00e3o punitiva, em um estado de sujei\u00e7\u00e3o permanente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.147.578<br>REsp 2.147.583<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-20\/prescricao-intercorrente-da-multa-aduaneira-alivia-contribuintes-no-carf\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-20\/prescricao-intercorrente-da-multa-aduaneira-alivia-contribuintes-no-carf\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf nega cr\u00e9ditos de IPI sobre insumos de celulose<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade de votos, a 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf) negou o aproveitamento de cr\u00e9ditos de IPI sobre insumos ligados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de celulose. A Aracruz Celulose S.A pleiteava o creditamento sobre aquisi\u00e7\u00f5es de madeira, produtos consumidos no processo fabril e insumos utilizados no cozimento da celulose, sob o argumento de que deveriam ser considerados mat\u00e9rias-primas por sofrerem desgaste no processo de fabrica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A turma acompanhou o voto da relatora, que entendeu que o direito ao cr\u00e9dito est\u00e1 restrito a mat\u00e9rias-primas e produtos intermedi\u00e1rios que se integrem ao produto final ou sejam consumidos diretamente no processo de industrializa\u00e7\u00e3o, resultando em desgaste f\u00edsico ou qu\u00edmico. Isso n\u00e3o acontece no caso analisado, em que os bens adquiridos sofrem apenas desgaste indireto e j\u00e1 est\u00e3o contabilizados nos custos finais.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso foi julgado no processo de n\u00famero 10783.902105\/2006-92.<\/p>\n\n\n\n<p>Os conselheiros mantiveram esse entendimento em outro processo da Aracruz Celulose (10783.902110\/2006-03) envolvendo a mesma discuss\u00e3o, mas sobre insumos referentes a bens que sofrem desgaste direto em face do contato com o produto e produtos utilizados no cozimento da celulose.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-nega-creditos-de-ipi-sobre-insumos-de-celulose\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-nega-creditos-de-ipi-sobre-insumos-de-celulose<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:\u00a0\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>STF mant\u00e9m obrigatoriedade do Emissor de Cupom Fiscal para empresas varejistas e prestadoras de servi\u00e7o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) validou lei federal que criou a obrigatoriedade do uso do Emissor de Cupom Fiscal (ECF) para empresas varejistas e prestadoras de servi\u00e7o. A decis\u00e3o un\u00e2nime foi tomada no julgamento da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=2234806\">(ADI) 3270<\/a>, proposta pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio (CNC).<\/p>\n\n\n\n<p>O ECF \u00e9 um dispositivo de automa\u00e7\u00e3o comercial que emite documentos fiscais e controla os valores de opera\u00e7\u00f5es de circula\u00e7\u00e3o de mercadorias ou presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. A exig\u00eancia est\u00e1 prevista na Lei 9.532\/1997 e no Conv\u00eanio ECF 1\/1998 e visa \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o de custos e despesas operacionais no \u00e2mbito do Imposto de Renda (IR) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL). Entre outros pontos, a entidade alegava que a medida violaria a compet\u00eancia tribut\u00e1ria dos estados e do Distrito Federal para instituir imposto sobre as opera\u00e7\u00f5es de venda ou revenda de bens a varejo por meio do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o relator, ministro Nunes Marques, afastou esses argumentos. Para ele, n\u00e3o h\u00e1 invas\u00e3o da compet\u00eancia dos estados, do DF e dos munic\u00edpios, pois a lei criou um dever instrumental para fiscalizar e combater a sonega\u00e7\u00e3o de tributos federais. A norma estabelece quais dados os documentos emitidos pelo ECF devem conter, sem fazer refer\u00eancia ao ICMS (imposto estadual) ou ao ISS (imposto municipal).<\/p>\n\n\n\n<p>O relator tamb\u00e9m assinalou que o equipamento facilitou a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos tributos e substituiu meios ultrapassados de emiss\u00e3o de documentos fiscais. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 privacidade, Marques relembrou que o fato de os dados serem sigilosos n\u00e3o significa que n\u00e3o possam ser obtidos pela fiscaliza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, desde que a medida respeite os limites da lei e n\u00e3o seja acess\u00edvel ao p\u00fablico geral.<\/p>\n\n\n\n<p>A ADI 3270 foi julgada na sess\u00e3o virtual encerrada em 28\/2.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/stf-mantem-obrigatoriedade-do-emissor-de-cupom-fiscal-para-empresas-varejistas-e-prestadoras-de-servico\/#:~:text=STF%20mant%C3%A9m%20obrigatoriedade%20do%20Emissor,varejistas%20e%20prestadoras%20de%20servi%C3%A7o&amp;text=O%20Supremo%20Tribunal%20Federal%20(STF,varejistas%20e%20prestadoras%20de%20servi%C3%A7o.\">https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/stf-mantem-obrigatoriedade-do-emissor-de-cupom-fiscal-para-empresas-varejistas-e-prestadoras-de-servico\/#:~:text=STF%20mant%C3%A9m%20obrigatoriedade%20do%20Emissor,varejistas%20e%20prestadoras%20de%20servi%C3%A7o&amp;text=O%20Supremo%20Tribunal%20Federal%20(STF,varejistas%20e%20prestadoras%20de%20servi%C3%A7o.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF suspende julgamento sobre contribuinte do IPVA em caso de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Um pedido de vista do ministro Cristiano Zanin interrompeu nesta segunda-feira (17\/3) o julgamento em que o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal discute se o credor de uma aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria pode ser considerado contribuinte do Imposto sobre a Propriedade de Ve\u00edculo Automotor (IPVA).<\/p>\n\n\n\n<p>O caso tem repercuss\u00e3o geral, ou seja, a tese estabelecida servir\u00e1 para casos semelhantes nas demais inst\u00e2ncias da Justi\u00e7a. A sess\u00e3o virtual havia come\u00e7ado na \u00faltima sexta-feira (14\/3), com t\u00e9rmino previsto para a pr\u00f3xima sexta (21\/3).<\/p>\n\n\n\n<p>Antes do pedido de vista, tr\u00eas ministros haviam votado: Luiz Fux, Alexandre de Moraes e C\u00e1rmen L\u00facia entenderam que o credor fiduci\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 contribuinte do IPVA, exceto se houver a consolida\u00e7\u00e3o de sua propriedade plena sobre o ve\u00edculo.<\/p>\n\n\n\n<p>Contexto<\/p>\n\n\n\n<p>A aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria \u00e9 uma modalidade de financiamento e uma das principais formas de aquisi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos no Brasil. Nesse modelo, o comprador transfere a propriedade do bem para uma institui\u00e7\u00e3o financeira (credora) como forma de garantia do pagamento da d\u00edvida relativa ao financiamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O chamado devedor fiduciante n\u00e3o \u00e9 titular do bem enquanto n\u00e3o quitar o financiamento. Caso isso n\u00e3o aconte\u00e7a dentro do prazo estipulado, o credor fiduci\u00e1rio pode solicitar ao Judici\u00e1rio a busca e apreens\u00e3o do ve\u00edculo.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso levado ao STF diz respeito a uma execu\u00e7\u00e3o fiscal por d\u00e9bitos de IPVA, movida pelo governo de Minas Gerais contra um banco (credor fiduci\u00e1rio) e um devedor fiduciante.<\/p>\n\n\n\n<p>Em primeira inst\u00e2ncia, o processo foi extinto em rela\u00e7\u00e3o ao banco, com o entendimento de que o credor n\u00e3o \u00e9 correspons\u00e1vel pelo pagamento do IPVA.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o Tribunal de Justi\u00e7a mineiro considerou que a institui\u00e7\u00e3o financeira fiduci\u00e1ria \u00e9 respons\u00e1vel pelo pagamento do imposto. Isso porque, conforme uma&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.fazenda.mg.gov.br\/empresas\/legislacao_tributaria\/leis\/l14937_2003.pdf\">lei estadual<\/a>, o credor \u00e9 considerado propriet\u00e1rio do ve\u00edculo dado em garantia at\u00e9 a quita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso ao STF, o banco argumentou que a lei estadual viola o conceito de propriedade e alegou que s\u00f3 teria responsabilidade pelo pagamento de tributos em caso de transmiss\u00e3o da propriedade plena \u2014 o que ocorre se o devedor descumprir suas obriga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto do relator<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Fux, relator do caso, embora a lei estadual n\u00e3o seja inconstitucional (j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 lei federal sobre o tema), o credor s\u00f3 pode ser responsabilizado pelo tributo se efetivamente obtiver a posse do bem. A partir disto, a institui\u00e7\u00e3o financeira pode at\u00e9 mesmo ser cobrada na Justi\u00e7a pelo pagamento do IPVA, por meio de execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSendo constitucional os estados legislarem acerca da responsabilidade tribut\u00e1ria do IPVA, segundo entendimento do ministro relator, a legitimidade passiva do credor fiduci\u00e1rio para figurar em execu\u00e7\u00e3o fiscal da cobran\u00e7a de IPVA apenas pode ser afirmada ap\u00f3s a consolida\u00e7\u00e3o da sua propriedade plena e a imiss\u00e3o do bem\u201d, explicam as tributaristas&nbsp;Bruna Annunciato de Caria&nbsp;e&nbsp;Camyla Monteiro, do escrit\u00f3rio Rayes &amp; Fagundes.<\/p>\n\n\n\n<p>Fux ainda sugeriu que sua tese seja aplicada somente a partir da publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento, para impedir a devolu\u00e7\u00e3o de valores de IPVA j\u00e1 pagos por credores fiduci\u00e1rios. Por outro lado, ele considerou que o entendimento j\u00e1 se aplica a a\u00e7\u00f5es propostas at\u00e9 a v\u00e9spera da publica\u00e7\u00e3o e \u201catos pendentes de constitui\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a\u201d de IPVA relativos a per\u00edodos anteriores a essa data.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator citou&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2020-jun-22\/municipio-adquire-carro-alienacao-fiduciaria-nao-incidencia-ipva\/\">precedente<\/a>&nbsp;no qual o STF entendeu que a posse direta do bem exercida pelo devedor fiduciante \u00e9 suficiente para lhe atribuir o status de contribuinte do IPVA \u2014 obrigado a efetuar seu pagamento. Na ocasi\u00e3o, ficou estabelecido que a propriedade exercida pelo credor fiduci\u00e1rio \u00e9 \u201cdesprovida dos atributos essenciais\u201d da propriedade plena.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o magistrado, a propriedade do credor \u00e9 limitada, sem dom\u00ednio sobre o bem. J\u00e1 o devedor tem a inten\u00e7\u00e3o de ser dono do ve\u00edculo e \u00e9 quem efetivamente desfruta dele, com \u201cpoderes amplos e substanciais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, sua tese evita que todos os registros e licenciamentos de ve\u00edculos negociados em aliena\u00e7\u00f5es fiduci\u00e1rias sejam feitos nos poucos munic\u00edpios brasileiros nos quais as institui\u00e7\u00f5es financeiras credoras est\u00e3o instaladas \u2014 ou seja, evita a centraliza\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o do IPVA em um pequeno n\u00famero de cidades e estados.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sua vis\u00e3o, a valida\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a do IPVA dos credores fiduci\u00e1rios provavelmente tornaria essa modalidade de financiamento mais cara e escassa.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da decis\u00e3o, o ministro apontou que a aplica\u00e7\u00e3o imediata da tese a todos os casos poderia causar grandes impactos, possivelmente irrevers\u00edveis, aos cofres p\u00fablicos \u2014 e, logo, \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/voto-Fux-IPVA-credor-fiduciario.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o voto de Fux<br>RE 1.355.870<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-18\/stf-suspende-julgamento-sobre-contribuinte-do-ipva-em-caso-de-alienacao-fiduciaria\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-18\/stf-suspende-julgamento-sobre-contribuinte-do-ipva-em-caso-de-alienacao-fiduciaria\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ valida ITCMD sobre valor de mercado de im\u00f3veis em holding<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Ministros do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) t\u00eam decidido que o ITCMD \u2013 imposto da doa\u00e7\u00e3o e da heran\u00e7a \u2013 deve incidir sobre o valor de mercado dos im\u00f3veis em holdings familiares. O entendimento, majorit\u00e1rio na 2\u00aa Turma, amea\u00e7a, segundo especialistas, uma das vantagens do uso desse tipo de instrumento no planejamento sucess\u00f3rio, que \u00e9 a integraliza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio pelo valor da compra, resultando em uma base de c\u00e1lculo menor do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>As decis\u00f5es s\u00e3o importantes porque, at\u00e9 ent\u00e3o, em alguns casos levados ao STJ, os ministros concordavam que n\u00e3o era poss\u00edvel reanalisar quest\u00f5es resolvidas pelos tribunais locais com base em legisla\u00e7\u00e3o estadual. Foi o que ocorreu em um processo julgado em 2023 pela 1\u00aa Turma, contra ac\u00f3rd\u00e3o do Rio Grande do Sul. Nele, o colegiado fixou que \u201caltera\u00e7\u00e3o do julgado demandaria, necessariamente, a an\u00e1lise da legisla\u00e7\u00e3o local, provid\u00eancia vedada em recurso especial\u201d (REsp 2.013.965).<\/p>\n\n\n\n<p>Outro precedente antigo, referente ao Mato Grosso do Sul, tamb\u00e9m mostrava a 2\u00aa Turma se recusando a reanalisar a aplica\u00e7\u00e3o de lei local (REsp 792.332). O colegiado, por\u00e9m, resolveu passar a julgar os casos sob a \u00f3tica do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN).<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma, tamb\u00e9m contra ac\u00f3rd\u00e3o do TJMS, j\u00e1 estabeleceu que \u201ca base de c\u00e1lculo do ITCMD \u00e9 o valor venal dos bens e direitos transmitidos, assim compreendido como aquele que corresponde ao valor de mercado, permitindo ao fisco que proceda ao arbitramento da base de c\u00e1lculo quando o valor declarado pelo contribuinte seja incompat\u00edvel com os pre\u00e7os usualmente praticados no mercado\u201d (AgInt no RMS 70.528).<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, o mesmo colegiado assentou que \u201cverificando o Fisco que o valor declarado na contabilidade do contribuinte seja incompat\u00edvel com o pre\u00e7o de mercado poder\u00e1 praticar o arbitramento da base de c\u00e1lculo de acordo com tal previs\u00e3o\u201d (REsp 2150788), dessa vez contra ac\u00f3rd\u00e3o do TJ de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o mais recente a consolidar essa tend\u00eancia na 2\u00aa Turma, do m\u00eas de fevereiro, foi contra um ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Mato Grosso (TJMT). Sob relatoria do ministro Francisco Falc\u00e3o, o colegiado decidiu que \u201ca base de c\u00e1lculo do ITCD \u00e9 o valor venal dos bens e direitos transmitidos, assim compreendido como aquele que corresponde ao valor de mercado do patrim\u00f4nio integral que serviu de base para a apura\u00e7\u00e3o do imposto\u201d (REsp 2.139.412).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os ministros, a autoriza\u00e7\u00e3o para a Fazenda fazer o c\u00e1lculo com base no valor de mercado est\u00e1 no artigo 148 do CTN. O dispositivo diz que quando o c\u00e1lculo do tributo tenha por base, ou tome em considera\u00e7\u00e3o, o valor ou o pre\u00e7o de bens, direitos, servi\u00e7os ou atos jur\u00eddicos, a autoridade lan\u00e7adora, mediante processo regular, arbitrar\u00e1 aquele valor ou pre\u00e7o, sempre que sejam omissos ou n\u00e3o mere\u00e7am f\u00e9 as declara\u00e7\u00f5es ou os esclarecimentos prestados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Jenz Prochnow J\u00fanior, subprocurador-geral fiscal da Procuradoria-Geral do Estado de Mato Grosso (PGEMT), entende, por\u00e9m, que o precedente foi acertado. \u201cEsse julgamento firma um precedente a ser seguido dentro do Estado, e os pr\u00f3prios contribuintes e seus advogados dever\u00e3o observ\u00e1-lo\u201d, afirma. \u201cA PGE vai fazer valer esse precedente para que a nossa arrecada\u00e7\u00e3o venha a ser justa e perfeita.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O subprocurador tamb\u00e9m acredita que outros Estados devem passar a adotar o entendimento da 2\u00aa Turma do STJ, mesmo sem efeito vinculante.<\/p>\n\n\n\n<p>O que poderia enterrar a quest\u00e3o \u00e9 a aprova\u00e7\u00e3o de um dos projetos que regulamenta a reforma tribut\u00e1ria e ser\u00e1 analisado pelo Senado. O Projeto de Lei Complementar (PLP) n\u00ba 108 deve determinar que a base de c\u00e1lculo do ITCMD \u00e9 o valor de mercado dos im\u00f3veis.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/03\/18\/stj-valida-itcmd-sobre-valor-de-mercado-de-imoveis-em-holding.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/03\/18\/stj-valida-itcmd-sobre-valor-de-mercado-de-imoveis-em-holding.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Coisa julgada: Juiz isenta empresa de multa por pagar tributo ap\u00f3s julgamento do STF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/03\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a Federal de Santa Catarina concedeu mandado de seguran\u00e7a \u00e0 empresa JCS Brasil Eletrodom\u00e9sticos Ltda., determinando o cancelamento de multas sobre valores de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) recolhidos com atraso, pelo fato de a empresa ter uma decis\u00e3o favor\u00e1vel, transitada em julgado, que a isentava de recolher o imposto. A Fazenda j\u00e1 recorreu da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi proferida pelo juiz Eduardo Didonet Teixeira, da 9\u00aa Vara Federal de Florian\u00f3polis, com base na defini\u00e7\u00e3o dos Temas 881 e 885 de repercuss\u00e3o geral pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sobre os limites da coisa julgada. No julgamento de m\u00e9rito, o STF definiu que um contribuinte que obteve uma decis\u00e3o judicial favor\u00e1vel com tr\u00e2nsito em julgado permitindo o n\u00e3o pagamento de um tributo perde automaticamente o seu direito diante de um novo entendimento do STF que considere a cobran\u00e7a constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em abril do ano passado, ao julgar os embargos, o Supremo decidiu que n\u00e3o cabe a imposi\u00e7\u00e3o de multa para contribuintes que, respaldados por decis\u00f5es judiciais anteriores, deixaram de recolher tributos posteriormente considerados devidos. No caso concreto, a decis\u00e3o do STF versava sobre o recolhimento da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova decis\u00e3o da Justi\u00e7a federal catarinense abre precedente para contribuintes que deixaram de pagar outros tributos com respaldo em decis\u00f5es judiciais transitadas em julgado, mas que foram posteriormente revertidas por entendimento do STF. \u201c\u00c9 um desdobramento da modula\u00e7\u00e3o da coisa julgada que n\u00e3o estava no radar, tem bastante empresa nessa situa\u00e7\u00e3o\u201d, diz o advogado que representa a JCS Brasil no caso. \u201cE levanta outras quest\u00f5es sobre a operacionaliza\u00e7\u00e3o com o Fisco\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Vai e vem<\/p>\n\n\n\n<p>O caso julgado em Santa Catarina tem origem em uma decis\u00e3o favor\u00e1vel obtida pela JCS Brasil Eletrodom\u00e9sticos em 2014, que a isentava do pagamento de IPI na revenda, internamente, de produtos importados. Na \u00e9poca, a empresa obteve decis\u00e3o transitada em julgado no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) que afastou a cobran\u00e7a do tributo. Essa discuss\u00e3o j\u00e1 se arrastava desde o in\u00edcio dos anos 2000, segundo o advogado, e a posi\u00e7\u00e3o que prevaleceu era a de que, como n\u00e3o havia industrializa\u00e7\u00e3o entre a importa\u00e7\u00e3o e a revenda, n\u00e3o deveria incidir IPI novamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, em 2020, o STF firmou novo entendimento sobre a quest\u00e3o ao julgar o Tema 906 de repercuss\u00e3o geral, declarando a constitucionalidade da cobran\u00e7a do IPI nessas opera\u00e7\u00f5es. \u201cO STF entendeu pela linha da isonomia: j\u00e1 que a revenda de produto nacional industrializado est\u00e1 sujeita a IPI, para n\u00e3o criar diferencia\u00e7\u00e3o entre os produtos, declarou-se a incid\u00eancia de IPI tamb\u00e9m na revenda de importados\u201d, explica o advogado. \u201c\u00c9 uma solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o muito jur\u00eddica, mas pol\u00edtica e econ\u00f4mica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, em 2023, o Supremo consolidou, com os Temas 881 e 885, a tese de que decis\u00f5es individuais favor\u00e1veis a contribuintes perdem automaticamente a efic\u00e1cia diante de julgamento posterior da Corte em sentido contr\u00e1rio, desde que este tenha repercuss\u00e3o geral reconhecida.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao antecipar-se \u00e0 possibilidade de cobran\u00e7a por parte da Receita Federal, a empresa optou por quitar os tributos, devidos desde dezembro de 2020 (m\u00eas seguinte ao Tema 906 do STF), em 2023. Assim, pretendia aproveitar o benef\u00edcio da den\u00fancia espont\u00e2nea \u2013 mecanismo que permite a regulariza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos sem a aplica\u00e7\u00e3o de penalidades, quando o contribuinte se antecipa \u00e0 cobran\u00e7a da Receita para quitar os d\u00e9bitos.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a Receita Federal n\u00e3o reconheceu o afastamento das multas sobre os tributos referentes ao per\u00edodo de novembro de 2021 a junho de 2022, alegando que parte do pagamento foi realizado por compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, o que inviabilizaria a aplica\u00e7\u00e3o da den\u00fancia espont\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o advogado, a argumenta\u00e7\u00e3o que sustentava essa negativa vinha do artigo 138 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), que descreve a den\u00fancia espont\u00e2nea dentro do contexto de \u201cpagamento\u201d. No ano passado, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) aprovou s\u00famula que afirma que a compensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o equivale a pagamento para fins de den\u00fancia espont\u00e2nea. \u201cA Receita tem um entendimento bem restrito sobre o tema\u201d, diz o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Mandado<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da negativa da Receita, a empresa ingressou com mandado de seguran\u00e7a pedindo o afastamento das multas. Paralelamente, no ano passado, o STF determinou que n\u00e3o h\u00e1 incid\u00eancia de multa sobre o tributo a ser pago pelo contribuinte cuja decis\u00e3o individual tenha sido superada por entendimento posterior do STF \u2014 isso no contexto da CSLL. Esse entendimento, que foi dado em sede de embargos de declara\u00e7\u00e3o do julgamento dos Temas 881 e 885, ensejou um novo pedido de mandado de seguran\u00e7a por parte da JCS Brasil, por analogia.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o juiz Eduardo Didonet Teixeira, da 9\u00aa Vara Federal de Florian\u00f3polis, concedeu a seguran\u00e7a, determinando o cancelamento das penalidades e ressaltando que \u201cn\u00e3o h\u00e1 que se falar em m\u00e1-f\u00e9, dolo ou culpa por parte de um sujeito passivo no caso dele (sic) possuir em seu favor uma decis\u00e3o judicial com tr\u00e2nsito em julgado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o magistrado, a decis\u00e3o do STF nos embargos de declara\u00e7\u00e3o dos Temas 881 e 885 estabeleceu que \u201ctorna-se imperativo afastar, como regra geral, a imputa\u00e7\u00e3o de multas tribut\u00e1rias de qualquer natureza\u201d nos casos em que a mudan\u00e7a jurisprudencial do STF resultou na exigibilidade retroativa de tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro argumento dado por Didonet foi a impossibilidade de penalizar um contribuinte que seguiu decis\u00e3o judicial v\u00e1lida \u00e0 \u00e9poca: \u201cSe havia ordem judicial a proteger o contribuinte, n\u00e3o h\u00e1 sentido em lhe aplicar uma penalidade pelo n\u00e3o recolhimento do tributo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz tamb\u00e9m afirmou que o pagamento foi realizado antes da publica\u00e7\u00e3o final do ac\u00f3rd\u00e3o dos Temas 881 e 885, o que refor\u00e7a o direito da empresa de n\u00e3o ser penalizada. \u201cA impetrante estava albergada pela sua coisa julgada individual, que perdurou com total efic\u00e1cia at\u00e9 quando o STF estabeleceu a quebra autom\u00e1tica de decis\u00f5es transitadas em julgado posteriormente revertidas por julgamentos de controle de constitucionalidade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi tomada no mandado de seguran\u00e7a 5012260-66.2024.4.04.7200.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo que a Uni\u00e3o n\u00e3o tivesse apelado, a decis\u00e3o da 9\u00aa Vara Federal de Florian\u00f3polis, como est\u00e1 sujeita ao duplo grau de jurisdi\u00e7\u00e3o pelo reexame necess\u00e1rio, seria automaticamente julgada pelo Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4). Caso o entendimento seja mantido, a decis\u00e3o poder\u00e1 influenciar outras a\u00e7\u00f5es semelhantes, criando um precedente relevante para empresas que passam por situa\u00e7\u00f5es an\u00e1logas. A modula\u00e7\u00e3o dos Temas 881 e 885 pelo STF j\u00e1 afastava a cobran\u00e7a retroativa de tributos, mas a isen\u00e7\u00e3o de multas refor\u00e7a a seguran\u00e7a jur\u00eddica para os contribuintes nesses casos. Procurada, a Receita Federal afirmou que n\u00e3o se manifesta sobre decis\u00f5es judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Coisa julgada<\/p>\n\n\n\n<p>O caso reacende a discuss\u00e3o sobre os limites da coisa julgada, um princ\u00edpio fundamental do Direito para a estabilidade das decis\u00f5es. No contexto tribut\u00e1rio, h\u00e1 uma particularidade que complica o cen\u00e1rio: os tributos de trato sucessivo, aqueles que incidem de forma peri\u00f3dica e cont\u00ednua. Alguns exemplos s\u00e3o a CSLL, PIS, Cofins, ICMS, IPI, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes dos Temas 881 e 885, havia diverg\u00eancias sobre o alcance da coisa julgada nesse tipo de tributos. Alguns precedentes indicavam que uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao contribuinte poderia permanecer v\u00e1lida indefinidamente, enquanto outros defendiam que uma mudan\u00e7a posterior na jurisprud\u00eancia poderia fazer cessar efeitos futuros. O STJ, por exemplo, j\u00e1 vinha adotando um posicionamento de que a coisa julgada em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria n\u00e3o poderia impedir que novas normas ou interpreta\u00e7\u00f5es fossem aplicadas a fatos geradores futuros.<\/p>\n\n\n\n<p>Com os Temas 881 e 885, o entendimento consolidado foi de que, se o Supremo, em sede de repercuss\u00e3o geral, decidir que um tributo \u00e9 constitucional, as decis\u00f5es anteriores que diziam o contr\u00e1rio perdem efic\u00e1cia para o futuro. Isso ocorre automaticamente. No entanto, a cobran\u00e7a retroativa ainda deve respeitar os princ\u00edpios anteriores. Isso significa que contribuintes que possu\u00edam decis\u00f5es favor\u00e1veis perderam essa prote\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o poderiam ser cobrados retroativamente de forma ilimitada.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/coisa-julgada-juiz-isenta-empresa-de-multa-por-pagar-tributo-apos-julgamento-do-stf\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/coisa-julgada-juiz-isenta-empresa-de-multa-por-pagar-tributo-apos-julgamento-do-stf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desembargador cr\u00edtica governo e anula quarentena para transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/03\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo 18 da&nbsp;<a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=125274\">Portaria da PGFN 6.757\/2022<\/a>, que veta nova transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria de contribuintes que j\u00e1 tiveram parcelamento cancelado por inadimpl\u00eancia, configura restri\u00e7\u00e3o de direitos e viola o princ\u00edpio da legalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o entendimento do desembargador Francisco Alves dos Santos J\u00fanior, da 5\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 5\u00aa Regi\u00e3o, para declarar a ilegalidade da quarentena de dois anos para a celebra\u00e7\u00e3o de nova transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria por empresas que rescindiram acordos com a Fazenda P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o liminar determinou a suspens\u00e3o de todos os d\u00e9bitos tribut\u00e1rios de uma empresa inadimplente, bem como o fornecimento de certid\u00e3o positiva com efeito de negativa (CPEN), se necess\u00e1rio, at\u00e9 que a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) celebrasse com ela nova transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa autora da a\u00e7\u00e3o oferece cursos preparat\u00f3rios para o Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio. A companhia, que j\u00e1 tinha celebrado outra transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria em 2021 com a Fazenda, optou por n\u00e3o pagar o d\u00e9bito, o que resultou em inscri\u00e7\u00e3o do valor em d\u00edvida ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o, o magistrado afirmou que o dispositivo que veda nova transa\u00e7\u00e3o restringe direitos e n\u00e3o pode ser objeto de ato infralegal da Fazenda, mas de lei complementar, por criar obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00edticas ao governo<\/p>\n\n\n\n<p>Santos J\u00fanior tamb\u00e9m criticou a edi\u00e7\u00e3o de novas portarias pelo governo federal que restringem direitos dos contribuintes. Segundo ele, a portaria \u201cprejudica a todos, principalmente a economia do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO governo federal est\u00e1 desesperado para aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o, porque a sua coluna de despesas est\u00e1 bem maior que a coluna de receitas, por isso anda criando todo tipo de parcelamento, como o consignado no invocado Edital PGDAU 6\/2024, publicado em 05 de novembro de 2024, para, al\u00e9m de aumentar as receitas, facilitar a vida do combalido contribuinte, que est\u00e1 querendo aderir, para poder funcionar legalmente, e vem uma autoridade de terceiro escala\u00e7\u00e3o criando o mencionado irrazo\u00e1vel e desproporcional tipo de empecilho\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO precedente ora analisado, inobstante n\u00e3o ter efeito&nbsp;erga omnes, isto \u00e9, validade jur\u00eddica para todos, \u00e9 de extrema relev\u00e2ncia aos contribuintes que se encontram em situa\u00e7\u00e3o semelhante, com transa\u00e7\u00f5es rescindidas por inadimplementos com menos de dois anos, e que desejam manter a regularidade de suas obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias mediante a celebra\u00e7\u00e3o de nova transa\u00e7\u00e3o\u201d, analisa a advogada&nbsp;Larissa Lauri Destro, do escrit\u00f3rio Maia &amp; Anjos Advogados.<br>Processo 0801350-37.2025.4.05.0000<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-20\/desembargador-critica-governo-e-anula-quarentena-para-transacao-tributaria\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-20\/desembargador-critica-governo-e-anula-quarentena-para-transacao-tributaria\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF decide manter limite para deduzir gastos com educa\u00e7\u00e3o no IR em R$ 3.561,50<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/03\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/jovempan.com.br\/tag\/stf\">Supremo Tribunal Federal (STF)<\/a>&nbsp;sobre os limites de dedu\u00e7\u00e3o de gastos com educa\u00e7\u00e3o no&nbsp;<a href=\"https:\/\/jovempan.com.br\/tag\/imposto-de-renda\">Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica (IRPF)<\/a>&nbsp;foi favor\u00e1vel \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do teto atual de R$ 3.561,50. A maioria dos ministros acompanhou o voto do relator, Luiz Fux, que defendeu que esses limites n\u00e3o violam a Constitui\u00e7\u00e3o brasileira.&nbsp;O Conselho Federal da&nbsp;<a href=\"https:\/\/jovempan.com.br\/tag\/oab\">Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)<\/a>&nbsp;havia levantado questionamentos sobre esses limites, argumentando que eles infringem direitos constitucionais, especialmente o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o. Contudo, Fux ressaltou que a revoga\u00e7\u00e3o desses limites poderia prejudicar a arrecada\u00e7\u00e3o fiscal, afetando a capacidade do governo em garantir a educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>As despesas que podem ser deduzidas incluem uma variedade de n\u00edveis educacionais, como educa\u00e7\u00e3o infantil, ensino fundamental, m\u00e9dio, superior e profissional. No entanto, cursos complementares, como aulas de idiomas ou m\u00fasica, n\u00e3o s\u00e3o eleg\u00edveis para dedu\u00e7\u00e3o.&nbsp;Os contribuintes devem estar atentos ao prazo para a entrega da declara\u00e7\u00e3o do IRPF de 2025, que se refere ao ano-base de 2024. A data limite para a entrega \u00e9 30 de maio, e \u00e9 importante que os cidad\u00e3os se organizem para evitar contratempos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/jovempan.com.br\/noticias\/economia\/stf-decide-manter-limite-para-deduzir-gastos-com-educacao-no-ir-em-r-3-56150.html\">https:\/\/jovempan.com.br\/noticias\/economia\/stf-decide-manter-limite-para-deduzir-gastos-com-educacao-no-ir-em-r-3-56150.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF reinicia julgamento sobre validade de taxas de preven\u00e7\u00e3o de inc\u00eandio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/03\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, nesta quinta-feira (20), o julgamento sobre a constitucionalidade de taxas estaduais para custear servi\u00e7os espec\u00edficos oferecidos pelos corpos de bombeiros. O tema \u00e9 tratado em tr\u00eas processos: o Recurso Extraordin\u00e1rio&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6543739\">(RE) 1417155<\/a>, com repercuss\u00e3o geral (Tema 1.282), do Rio Grande do Norte, e as Argui\u00e7\u00f5es de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs)&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6520486\">1028<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6520487\">1029<\/a>, sobre medidas semelhantes em Pernambuco e no Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento conjunto havia come\u00e7ado no Plen\u00e1rio Virtual em novembro do ano passado, com tr\u00eas votos pela constitucionalidade das taxas e uma diverg\u00eancia. Com pedido de destaque, a an\u00e1lise foi reiniciada em sess\u00e3o presencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Novo julgamento<\/p>\n\n\n\n<p>Na sess\u00e3o desta quinta, foram ouvidas as novas sustenta\u00e7\u00f5es orais dos estados do Rio Grande do Norte e do Rio de Janeiro e as manifesta\u00e7\u00f5es do governo de Alagoas e da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Shoppings Centers, admitidos no processo. Em seguida, votou o ministro Dias Toffoli, relator do RE.<\/p>\n\n\n\n<p>Toffoli voltou a defender a constitucionalidade da lei que instituiu a taxa no estado potiguar. De acordo com ele, cobran\u00e7as a propriet\u00e1rios de im\u00f3veis ou de ve\u00edculos para prevenir e combater inc\u00eandios em seus bens n\u00e3o violam a Constitui\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que beneficiam entes espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro argumentou que essas taxas visam garantir o funcionamento dos corpos de bombeiros, mas devem ser cobradas com base em crit\u00e9rios t\u00e9cnicos: para im\u00f3veis, levando em conta o local e o tamanho da constru\u00e7\u00e3o, e, para ve\u00edculos, considerando o tipo e a finalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento ser\u00e1 retomado na pr\u00f3xima quarta-feira, com o voto do ministro Edson Fachin, relator das ADPFs. Em seguida, votar\u00e1 o ministro Luiz Fux, autor do pedido de destaque.<\/p>\n\n\n\n<p>Taxas questionadas<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do Rio Grande do Norte, o governo do estado recorre ao STF contra decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a local que considerou a taxa inconstitucional. Esse entendimento tamb\u00e9m \u00e9 defendido pela Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR) nas duas ADPFs sobre taxas em Pernambuco e no Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto a PGR quanto o TJ-RN consideram que os servi\u00e7os que essas novas cobran\u00e7as visam custear s\u00e3o inerentes \u00e0 seguran\u00e7a p\u00fablica e devem ser oferecidos a toda a popula\u00e7\u00e3o de forma gen\u00e9rica. Por isso, s\u00f3 poderiam ser financiados por impostos, e n\u00e3o por taxas adicionais.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo do Rio Grande do Norte disse que o aumento da frota de ve\u00edculos no estado elevou os custos do Corpo de Bombeiros e que essa despesa deve ser coberta pelos beneficiados diretos. A Procuradoria do Rio de Janeiro afirmou que a corpora\u00e7\u00e3o de l\u00e1 s\u00f3 p\u00f4de se reequipar gra\u00e7as \u00e0 cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/stf-reinicia-julgamento-sobre-validade-de-taxas-de-prevencao-de-incendio\">https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/stf-reinicia-julgamento-sobre-validade-de-taxas-de-prevencao-de-incendio<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>IRPJ e CSLL incidem sobre juros de t\u00edtulos de cr\u00e9dito pagos com atraso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/03\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os juros de mora que incidem sobre o pagamento de t\u00edtulos de cr\u00e9dito em atraso est\u00e3o sujeitos \u00e0 regra geral de incid\u00eancia do Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL).<\/p>\n\n\n\n<p>Essa conclus\u00e3o \u00e9 da 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que negou provimento ao recurso especial ajuizado por uma securitizadora que desejava evitar a tributa\u00e7\u00e3o desses valores.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua atividade econ\u00f4mica, a empresa compra d\u00edvidas de empresas e as transforma em t\u00edtulos financeiros, que s\u00e3o vendidos a investidores. O pagamento em atraso em raz\u00e3o do resgate de t\u00edtulos de cr\u00e9dito por seus clientes gera juros de mora.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa, ent\u00e3o, ajuizou a\u00e7\u00e3o para n\u00e3o computar na base de c\u00e1lculo de IRPJ e CSLL os juros de mora por ela recebidos quando os pagamentos de t\u00edtulos de cr\u00e9dito s\u00e3o efetuados, a seu favor, ap\u00f3s o prazo do vencimento.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido foi negado pelo Tribunal Regional Federal da 5\u00aa Regi\u00e3o. E a 2\u00aa Turma do STJ manteve essa conclus\u00e3o, conforme o voto do relator, ministro Afr\u00e2nio Vilela.<\/p>\n\n\n\n<p>Juros, IRPJ e CSLL<\/p>\n\n\n\n<p>Ele explicou que, em regra, os juros morat\u00f3rios possuem natureza de lucros cessantes, o que permite que seu valor seja inclu\u00eddo na base de c\u00e1lculo de IRPJ e CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 exce\u00e7\u00f5es, como os juros de mora decorrentes do pagamento em atraso de verbas alimentares a pessoas f\u00edsicas, por exemplo. Nesse caso, n\u00e3o h\u00e1 tributa\u00e7\u00e3o sobre renda ou lucro.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o incidem na base de c\u00e1lculo os juros de mora devidos pelo pagamento com atraso de verba principal que seja isenta ou fora do campo de incid\u00eancia do Imposto de Renda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo caso, em raz\u00e3o de os juros de mora serem devidos quando os pagamentos de t\u00edtulos de cr\u00e9ditos s\u00e3o efetuados a favor da parte autora, ora recorrente, ap\u00f3s o prazo de vencimento desses t\u00edtulos, os juros de mora, nessa situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, est\u00e3o sujeitos \u00e0 regra geral de incid\u00eancia do IRPJ e da CSLL e n\u00e3o se encontram abrangidos por qualquer regra de isen\u00e7\u00e3o, motivo pelo qual n\u00e3o h\u00e1 ilegalidade na tributa\u00e7\u00e3o em comento\u201d, concluiu o relator.<br>REsp 1.703.600<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-21\/irpj-e-csll-incidem-sobre-juros-de-titulos-de-credito-pagos-com-atraso-diz-stj\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-21\/irpj-e-csll-incidem-sobre-juros-de-titulos-de-credito-pagos-com-atraso-diz-stj\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ: N\u00e3o cabe novo julgamento de rescis\u00f3ria ap\u00f3s decis\u00e3o por maioria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/03\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ, por meio da 4\u00aa turma, considerou divergente do CPC a norma regimental de tribunal que exige novo julgamento, com um colegiado ampliado, em situa\u00e7\u00f5es de rescis\u00e3o de senten\u00e7a decidida por maioria, n\u00e3o de forma un\u00e2nime. O ministro Antonio Carlos Ferreira, relator do caso, afirmou que o prosseguimento da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria no tribunal estadual deveria ter ocorrido em um \u00f3rg\u00e3o colegiado maior, conforme previsto no artigo 942, par\u00e1grafo 3\u00ba, inciso I, do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>A mat\u00e9ria chegou ao STJ ap\u00f3s um Tribunal de Justi\u00e7a julgar prejudicado o julgamento que, por maioria, decidiu pela proced\u00eancia de uma a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria. Em seguida, submeteu a demanda a um novo julgamento por um \u00f3rg\u00e3o colegiado maior, conforme seu regimento interno.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Ferreira ressaltou que o CPC estabelece par\u00e2metros gerais a serem observados pelos tribunais na elabora\u00e7\u00e3o de seus regimentos internos, visando \u00e0 uniformidade e seguran\u00e7a jur\u00eddica nos procedimentos judiciais em todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, \u201ca previsibilidade \u00e9 essencial para o bom funcionamento da Justi\u00e7a\u201d. Assim, a ado\u00e7\u00e3o de regras processuais distintas pelos tribunais n\u00e3o \u00e9 recomend\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator destacou que o regimento interno complementa as normas processuais, devendo, portanto, respeitar os par\u00e2metros normativos. \u201cSua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 esclarecer e regulamentar procedimentos e quest\u00f5es organizacionais do tribunal, sem, contudo, contrariar os princ\u00edpios e disposi\u00e7\u00f5es estabelecidos pelo CPC\u201d, complementou.<\/p>\n\n\n\n<p>Esclareceu ainda que, em casos de rescis\u00e3o de senten\u00e7a decidida por maioria, o julgamento deve prosseguir em um \u00f3rg\u00e3o colegiado maior, utilizando a t\u00e9cnica de amplia\u00e7\u00e3o do colegiado. \u201cEssa t\u00e9cnica visa a qualificar a decis\u00e3o mediante discuss\u00e3o mais ampla, e n\u00e3o anular ou desconsiderar os votos at\u00e9 ent\u00e3o proferidos\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro acrescentou que, caso os desembargadores do primeiro julgamento n\u00e3o fa\u00e7am parte do \u00f3rg\u00e3o colegiado maior, devem ser convocados para participar da continua\u00e7\u00e3o do julgamento, contribuindo com os debates e a forma\u00e7\u00e3o do convencimento dos demais, inclusive com a possibilidade de revis\u00e3o de seus votos.<\/p>\n\n\n\n<p>A preserva\u00e7\u00e3o dos votos proferidos, segundo o relator, permite uma an\u00e1lise mais aprofundada, sem desconsiderar as conclus\u00f5es j\u00e1 alcan\u00e7adas.<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero do processo n\u00e3o foi divulgado devido a segredo judicial.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/426850\/stj-nao-cabe-novo-julgamento-de-rescisoria-apos-decisao-por-maioria\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/426850\/stj-nao-cabe-novo-julgamento-de-rescisoria-apos-decisao-por-maioria<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF aplica anterioridade tribut\u00e1ria e impede revoga\u00e7\u00e3o imediata de benef\u00edcios fiscais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/03\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que a anterioridade tribut\u00e1ria se aplica quando h\u00e1 revoga\u00e7\u00e3o de benef\u00edcio fiscal. Esse princ\u00edpio, previsto na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, evita que um imposto seja imediatamente institu\u00eddo ou tenha a al\u00edquota elevada. Determina que uma altera\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode passar a vigorar ap\u00f3s prazo de 90 dias (anterioridade nonagesimal) ou um ano (anterioridade anual), para evitar surpresa ao contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros j\u00e1 haviam julgado essa mat\u00e9ria de forma favor\u00e1vel aos contribuintes. Por\u00e9m, segundo advogados, alguns Estados ainda n\u00e3o seguiam o entendimento do STF e efetuavam cobran\u00e7as contra empresas. Dessa vez, o julgamento foi em repercuss\u00e3o geral, o que deve pacificar de vez o tema, inclusive no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). A tese deve ser aplicada para todos os casos em que o incentivo fiscal for revogado e, como consequ\u00eancia, resulte em aumento indireto da carga tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise ocorreu no Plen\u00e1rio Virtual e foi finalizada \u00e0 meia-noite de sexta-feira. Todos os ministros acompanharam o voto do presidente, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso. S\u00f3 n\u00e3o votou o ministro Luiz Fux, que se declarou impedido. Isso porque seu filho, Rodrigo Fux, \u00e9 quem representa a empresa Souza Cruz (hoje BAT Brasil), parte no recurso, movido pelo Estado do Par\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso em an\u00e1lise chegou ao Supremo em dezembro de 2023. O governo paraense recorreu de ac\u00f3rd\u00e3o que anulou uma cobran\u00e7a de ICMS, relativa ao per\u00edodo de mar\u00e7o e abril de 2013, por conta da revoga\u00e7\u00e3o de um benef\u00edcio fiscal estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>O incentivo estava previsto no Decreto Estadual n\u00ba 4.725\/2001. A norma estabeleceu al\u00edquota de 16,6667% para opera\u00e7\u00f5es internas de fumo e manufaturados. Foi revogado, por\u00e9m, pelo Decreto Estadual n\u00ba 668\/2013, o que implicou, segundo o contribuinte, majora\u00e7\u00e3o indireta do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o Tribunal de Justi\u00e7a (TJPA) entendeu que o Fisco do Par\u00e1 \u201cn\u00e3o observou o princ\u00edpio da anterioridade tribut\u00e1ria anual prevista no artigo 150, III, b e c, da CR\/88\u201d. Para os desembargadores, o Estado autuou a empresa \u201cquando ela estava albergada pela garantia constitucional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, o Par\u00e1 tentava derrubar o ac\u00f3rd\u00e3o, fazendo uma interpreta\u00e7\u00e3o literal do dispositivo da Constitui\u00e7\u00e3o. Alegava que a previs\u00e3o \u201csomente se aplica aos casos de cria\u00e7\u00e3o e majora\u00e7\u00e3o de tributo\u201d, n\u00e3o tendo incid\u00eancia em casos de revoga\u00e7\u00e3o ou de supress\u00e3o de benef\u00edcio fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o argumento n\u00e3o foi acatado pelo STF. Barroso, em seu voto, ressaltou que seria um caso de reafirma\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia do Supremo. Lembrou de um julgamento de 2019, em que a Corte afirmou, em embargos de diverg\u00eancia, \u201cque se aplica o princ\u00edpio da anterioridade tribut\u00e1ria, geral e nonagesimal, nas hip\u00f3teses de redu\u00e7\u00e3o ou de supress\u00e3o de benef\u00edcios ou de incentivos fiscais, haja vista que tais situa\u00e7\u00f5es configuram majora\u00e7\u00e3o indireta de tributos\u201d (RE 564.225).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o ministro, \u201co princ\u00edpio da anterioridade busca assegurar a previsibilidade da rela\u00e7\u00e3o fiscal, de modo a evitar que o sujeito passivo seja surpreendido com um aumento s\u00fabito de encargo, sem a possibilidade de planejamento financeiro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi fixada a seguinte tese: \u201cO princ\u00edpio da anterioridade tribut\u00e1ria, geral e nonagesimal, se aplica \u00e0s hip\u00f3teses de redu\u00e7\u00e3o ou de supress\u00e3o de benef\u00edcios ou de incentivos fiscais que resultem em majora\u00e7\u00e3o indireta de tributos, observadas as determina\u00e7\u00f5es e as exce\u00e7\u00f5es constitucionais para cada tributo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve apenas alguns acr\u00e9scimos feitos pelos ministros Fl\u00e1vio Dino e Dias Toffoli. Dino apontou que a hip\u00f3tese n\u00e3o se aplicaria para contribuintes de m\u00e1-f\u00e9, que obt\u00eam os incentivos tribut\u00e1rios fora dos par\u00e2metros legais.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Toffoli refor\u00e7ou que para o IPVA e IPTU s\u00f3 se aplica a anterioridade geral e para o IPI, ICMS e Cide sobre combust\u00edveis, a a anterioridade nonagesimal. E que existem exce\u00e7\u00f5es \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o desse princ\u00edpio, como para o IOF.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/03\/24\/stf-aplica-anterioridade-tributaria-e-impede-revogacao-imediata-de-beneficios-fiscais.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/03\/24\/stf-aplica-anterioridade-tributaria-e-impede-revogacao-imediata-de-beneficios-fiscais.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Senten\u00e7a exclui ISS do c\u00e1lculo do PIS e da Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/03\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a Federal concedeu aos associados do Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de S\u00e3o Paulo (Sindetur) o direito de excluir o ISS da base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins. A senten\u00e7a dada em mandado de seguran\u00e7a coletivo deve beneficiar em torno de 300 empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 um dos temas tribut\u00e1rios mais importantes para a Uni\u00e3o. Ele est\u00e1 para ser definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em repercuss\u00e3o geral. O impacto do julgamento \u00e9 estimado em R$ 35,4 bilh\u00f5es. Embora a vota\u00e7\u00e3o tenha sido iniciada no ano de 2020, no Plen\u00e1rio Virtual, um pedido de destaque levou a discuss\u00e3o do caso ao plen\u00e1rio f\u00edsico.<\/p>\n\n\n\n<p>Por enquanto, o placar est\u00e1 em quatro a dois contra a Uni\u00e3o e a expectativa de tributaristas \u00e9 de vit\u00f3ria do contribuinte. O otimismo leva em conta o voto de Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, \u00fanico com posicionamento at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido e que foi a favor da tese das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Se considerado o entendimento que havia no Plen\u00e1rio Virtual \u2013 onde o placar estava empatado em quatro a quatro \u2013 e os posicionamentos relacionados \u00e0 \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, j\u00e1 haveria uma maioria favor\u00e1vel aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 votaram no caso tr\u00eas ministros: Dias Toffoli e Gilmar Mendes a favor da Uni\u00e3o e Mendon\u00e7a, das empresas. Os votos dos ministros aposentados j\u00e1 proferidos nessa discuss\u00e3o foram preservados \u2013 o do relator, Celso de Mello, Rosa Weber e Ricardo Lewandowski, todos favor\u00e1veis aos contribuintes. Por conta disso, n\u00e3o votam os ministros Nunes Marques, Fl\u00e1vio Dino e Cristiano Zanin, que os substitu\u00edram, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, considerando os votos proferidos pelos ministros em ambas as oportunidades (virtual e presencial), haveria um empate de 5 votos a 5, faltando apenas a manifesta\u00e7\u00e3o do ministro Luiz Fux. E a expectativa, segundo os advogados que defendem o Sindetur, \u00e9 de que Fux siga o que decidiu na \u201ctese do s\u00e9culo\u201d \u2013 a exclus\u00e3o do ICMS do c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, dando a vit\u00f3ria ao contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles defendem que, assim como o ICMS, o ISS n\u00e3o se enquadra no conceito de faturamento, que \u00e9 a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es sociais. O entendimento foi acatado pelo juiz Jos\u00e9 Carlos Motta, da 19\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo, que julgou o mandado de seguran\u00e7a coletivo do Sindetur para beneficiar empresas nos regimes de tributa\u00e7\u00e3o do lucro presumido ou real.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da Cofins \u00e9 o faturamento, entendido este como o produto da venda de mercadorias ou mesmo da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. O ISS \u2013 Imposto sobre Servi\u00e7os, por sua vez, n\u00e3o tem natureza de faturamento, j\u00e1 que se revela como \u00f4nus fiscal a ser pago pelo contribuinte aos munic\u00edpios, n\u00e3o podendo ser inclu\u00eddos nas bases de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es em comento\u201d, afirma o magistrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de o tema estar na pauta do Supremo, o juiz decidiu julgar a causa. Levou em considera\u00e7\u00e3o que os ministros n\u00e3o decretaram a suspens\u00e3o nacional dos processos relativos ao Tema n\u00ba 118 da repercuss\u00e3o geral \u2013 a discuss\u00e3o sobre a exclus\u00e3o do ISS do c\u00e1lculo do PIS e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o magistrado, a discuss\u00e3o seria semelhante \u00e0 da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d. \u201cO mesmo entendimento se aplica quanto \u00e0 exclus\u00e3o do Imposto sobre Servi\u00e7os \u2013 ISS da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es em debate (PIS\/Cofins)\u201d, afirma ele na decis\u00e3o, que garantiu ainda a compensa\u00e7\u00e3o do que foi pago pelos associados do Sindetur nos cinco anos anteriores ao ajuizamento da a\u00e7\u00e3o (n\u00ba 5017160-24.2024.4.03.6100).<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de a entidade ter em torno de 13 mil associados, a decis\u00e3o s\u00f3 poderia ser aproveitada por parte deles. A maioria est\u00e1 no regime do Simples Nacional e paga uma al\u00edquota \u00fanica sobre a receita bruta, que inclui um pacote de tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informa que, no caso, \u201cadotar\u00e1 as medidas judiciais cab\u00edveis para defender os interesses da Fazenda Nacional, buscando assegurar a aplica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria vigente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/03\/17\/sentenca-exclui-iss-do-calculo-do-pis-e-da-cofins.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/03\/17\/sentenca-exclui-iss-do-calculo-do-pis-e-da-cofins.ghtml<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 18\/03 a 25\/03 Contribuinte j\u00e1 pode acessar dados parciais da declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida para o Imposto de Renda 2025 Data: 17\/03\/2025 A Receita Federal alerta que os contribuintes que optarem pela declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida j\u00e1 ter\u00e3o, a partir de hoje (17\/3), acesso a dados parciais (pagamentos e rendimentos) para o preenchimento e envio da [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3626,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[9,29,33,63,96,73],"class_list":["post-3674","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-retrospecto-tributario","tag-amaral-yazbek","tag-empresas","tag-negocios","tag-noticia-do-dia","tag-reforma-tributaria","tag-retrospecto-tributario"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.7 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Retrospecto Tribut\u00e1rio - 18\/03 a 25\/03<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. 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