{"id":3667,"date":"2025-03-18T08:35:20","date_gmt":"2025-03-18T11:35:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3667"},"modified":"2025-03-18T08:35:22","modified_gmt":"2025-03-18T11:35:22","slug":"retrospecto-tributario-10-03-a-18-03","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3667","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 10\/03 a 18\/03"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 10\/03 a 18\/03<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Projeto isenta de IPI carro comprado por quem tem c\u00e2ncer<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 10\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Projeto de Lei 200\/25 isenta de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a compra de autom\u00f3veis por pessoas com c\u00e2ncer. A proposta est\u00e1 em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O texto altera a <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/1995\/lei-8989-24-fevereiro-1995-349817-norma-pl.html\">Lei 8.989\/95<\/a>, que j\u00e1 garante essa isen\u00e7\u00e3o a taxistas, pessoas com defici\u00eancia e pessoas com transtorno do espectro autista, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A autora do projeto, deputada Luisa Canziani (PSD-PR), acredita que a isen\u00e7\u00e3o vai ajudar a reparar poss\u00edveis perdas financeiras com o tratamento da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Muitas vezes, os tratamentos n\u00e3o s\u00e3o totalmente cobertos por planos de sa\u00fade ou pelo sistema p\u00fablico, o que gera uma carga financeira significativa para o paciente e sua fam\u00edlia&#8221;, argumenta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se o projeto virar lei, a isen\u00e7\u00e3o ser\u00e1 concedida por cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pr\u00f3ximos passos<br>A proposta que tramita em car\u00e1ter conclusivo ser\u00e1 analisada pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1135372-projeto-isenta-de-ipi-carro-comprado-por-quem-tem-cancer\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1135372-projeto-isenta-de-ipi-carro-comprado-por-quem-tem-cancer<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Receita Federal lan\u00e7a servi\u00e7o digital para emiss\u00e3o de GPS pela internet<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 11\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel a emiss\u00e3o da Guia da Previd\u00eancia Social &#8211; GPS pela internet, eliminando a necessidade de abertura de processos para obter a GPS de d\u00e9bitos cadastrados em processos fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nova funcionalidade beneficia todas as empresas, que podem emitir a GPS de forma totalmente online, diretamente no Portal de Servi\u00e7os Digitais da Receita Federal, sem a necessidade de abertura de processos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A emiss\u00e3o da GPS poder\u00e1 ser feita pelo pr\u00f3prio contribuinte, que precisar\u00e1 apenas acessar o Portal por meio da se\u00e7\u00e3o &#8220;Situa\u00e7\u00e3o Fiscal do Contribuinte&#8221;, conforme detalhado a seguir:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Acesse o&nbsp;<a href=\"https:\/\/cav.receita.fazenda.gov.br\/autenticacao\/login\/index\/2\">Portal de Servi\u00e7os Digitais<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Navegue at\u00e9: Servi\u00e7os &gt; Neg\u00f3cios &gt; Minhas D\u00edvidas e Pend\u00eancias &gt; Situa\u00e7\u00e3o Fiscal do Contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dentro de &#8220;Situa\u00e7\u00e3o Fiscal do Contribuinte&#8221;, clique em:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&#8211; Diagn\u00f3stico Fiscal &gt; Na Receita Federal &gt; D\u00e9bitos\/Pend\u00eancias &gt; Processos Fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&nbsp;&#8211; Na linha referente ao d\u00e9bito, selecione Detalhar e clique em Emitir GPS.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O novo servi\u00e7o possui como objetivo proporcionar mais comodidade ao contribuinte, agilizando o atendimento, reduzindo a burocracia e o tempo necess\u00e1rio para regularizar pend\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/marco\/receita-federal-lanca-servico-digital-para-emissao-de-gps-pela-internet\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>PGFN recupera R$ 58,2 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios e bate recorde<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 11\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) bateu um recorde de recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios inscritos em d\u00edvida ativa em 2024, com R$ 58,2 bilh\u00f5es. A informa\u00e7\u00e3o foi divulgada pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/agu\/pt-br\">Advocacia-Geral da Uni\u00e3o<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A PGFN \u00e9 respons\u00e1vel por administrar a d\u00edvida ativa da Uni\u00e3o, que inclui ainda o Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS). Em rela\u00e7\u00e3o a 2023 (R$ 44,7 bilh\u00f5es), a recupera\u00e7\u00e3o desses cr\u00e9ditos aumento 16,7%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com isso, a PGFN continua respons\u00e1vel pela maior parte da arrecada\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos feita pela AGU. Em 2024, esse montante somou R$ 69,9 bilh\u00f5es, sendo R$ 11,7 bilh\u00f5es referentes a d\u00edvidas n\u00e3o tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a AGU, esse montante diz respeito \u00e0 cobran\u00e7a de multas e d\u00e9bitos com a Uni\u00e3o, al\u00e9m de a\u00e7\u00f5es de ressarcimento ao er\u00e1rio e a\u00e7\u00f5es regressivas trabalhistas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa cobran\u00e7a est\u00e1 a cargo da Procuradoria-Geral da Uni\u00e3o (PGU), da Procuradoria-Geral Federal (PGF) e da Procuradoria-Geral do Banco Central (PGBC).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O balan\u00e7o da AGU ainda mostra, nos \u00faltimos cinco anos, que a recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos no \u00f3rg\u00e3o alcan\u00e7ou R$ 244 bilh\u00f5es, sendo R$ 194 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resultado foi comemorado pelo advogado-geral da Uni\u00e3o,&nbsp;Jorge Messias. \u201cOs advogados, advogadas e servidores da AGU t\u00eam se desdobrado para contribuir com o esfor\u00e7o fiscal do pa\u00eds.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mudan\u00e7a de paradigma<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Messias, o crescimento da arrecada\u00e7\u00e3o se deve a uma mudan\u00e7a de paradigma na atua\u00e7\u00e3o da AGU: o \u00f3rg\u00e3o abandonou o dever de recorrer at\u00e9 as \u00faltimas inst\u00e2ncias, mesmo em causas com pouca ou nenhuma chance de vit\u00f3ria nos tribunais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cCostumo dizer que, na AGU, ou ganhamos a causa ou fazemos acordo\u201d, diz Messias. Hoje, segundo ele, h\u00e1 tratamento seletivo de cr\u00e9ditos e o ranqueamento de devedores, permitindo uma abordagem diferenciada para valores com maior potencial de recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre 2020 e 2024, a taxa de sucesso judicial da AGU cresceu de 58,7% para 68,8%. O n\u00famero representa o percentual de vit\u00f3rias da AGU em a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">AGU evitou perda trilion\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A AGU tamb\u00e9m informou que evitou perda de R$ 1,9 trilh\u00e3o aos cofres p\u00fablicos por meio de vit\u00f3rias e acordos na Justi\u00e7a em a\u00e7\u00f5es que t\u00eam como parte a Uni\u00e3o e \u00f3rg\u00e3os federais. O resultado re\u00fane dados da atua\u00e7\u00e3o institucional no Judici\u00e1rio nos \u00faltimos dois anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vit\u00f3rias no Supremo Tribunal Federal foram respons\u00e1veis por boa parte do \u00eaxito. Os julgamentos das teses da \u201crevis\u00e3o da vida toda\u201d e da corre\u00e7\u00e3o do FGTS, juntos, tiveram um impacto de R$ 1,043 trilh\u00e3o nos valores economizados judicialmente no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em outra atua\u00e7\u00e3o de sucesso da AGU, o STF manteve as al\u00edquotas de PIS\/Pasep e Cofins restabelecidas pelo Decreto 11.374\/2023, que a gest\u00e3o anterior havia reduzido \u00e0 metade no \u00faltimo dia \u00fatil de 2022. A vit\u00f3ria da tese da AGU evitou para a Uni\u00e3o uma perda estimada em R$ 1,4 bilh\u00e3o somente nos primeiros tr\u00eas meses de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apenas no ano passado, por meio de sua atua\u00e7\u00e3o judicial, o \u00f3rg\u00e3o livrou os cofres p\u00fablicos de um desembolso de R$ 1,5 trilh\u00e3o, volume tr\u00eas vezes maior do que o resultado obtido em 2023, que foi de R$ 433,bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os valores se referem \u00e0s a\u00e7\u00f5es contra a Uni\u00e3o ou \u00f3rg\u00e3os federais que, em virtude da atua\u00e7\u00e3o da AGU, foram julgadas total ou parcialmente improcedentes pelo Poder Judici\u00e1rio, al\u00e9m dos montantes das condena\u00e7\u00f5es judiciais que foram reduzidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os acordos judiciais tamb\u00e9m foram relevantes para evitar desembolsos da Uni\u00e3o. Em 2024, as perdas evitadas com essas negocia\u00e7\u00f5es foram de R$ 28,9 bilh\u00f5es; em 2023, de R$ 64,6 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O montante corresponde a valores que deixam de ser pagos com a extin\u00e7\u00e3o do processo judicial, como, por exemplo, juros de mora e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, honor\u00e1rios advocat\u00edcios da parte contr\u00e1ria e o custo despendido pelo Poder Judici\u00e1rio e pela AGU para movimentar o processo, al\u00e9m do des\u00e1gio negociado pela AGU no valor que seria devido em caso de condena\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o ou dos \u00f3rg\u00e3os federais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-jur-dico wp-block-embed-consultor-jur-dico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"gH8TQlIser\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-11\/pgfn-recupera-r-582-bilhoes-em-creditos-tributarios-e-bate-recorde-em-2024\/\">PGFN recupera R$ 58,2 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios e bate recorde em 2024<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;PGFN recupera R$ 58,2 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios e bate recorde em 2024&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-11\/pgfn-recupera-r-582-bilhoes-em-creditos-tributarios-e-bate-recorde-em-2024\/embed\/#?secret=2d6DAQjExG#?secret=gH8TQlIser\" data-secret=\"gH8TQlIser\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Plen\u00e1rio aprova mudan\u00e7as na resolu\u00e7\u00e3o que prev\u00ea extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00f5es fiscais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 11\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Plen\u00e1rio do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) aprovou, por unanimidade, altera\u00e7\u00f5es na&nbsp;<a href=\"https:\/\/atos.cnj.jus.br\/atos\/detalhar\/5455\">Resolu\u00e7\u00e3o 547\/2024<\/a>, que institui&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnj.jus.br\/juizes-podem-extinguir-execucao-fiscal-com-valor-de-ate-r-10-mil\/\">medidas de tratamento racional e eficiente na tramita\u00e7\u00e3o das execu\u00e7\u00f5es fiscais pendentes no Judici\u00e1rio brasileiro<\/a>. As mudan\u00e7as&nbsp;incluem a extin\u00e7\u00e3o de processos nos quais n\u00e3o haja informa\u00e7\u00e3o acerca do CPF ou CNPJ do executado, a gratuidade das informa\u00e7\u00f5es sobre transa\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias prestadas a cada 60 dias por cart\u00f3rios aos munic\u00edpios e a dispensa de protesto pr\u00e9vio ao ajuizamento em caso de inscri\u00e7\u00e3o da certid\u00e3o de d\u00edvida ativa no Cadastro Informativo de cr\u00e9ditos n\u00e3o quitados do setor p\u00fablico federal (Cadin).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o foi tomada na 3.\u00aa Sess\u00e3o Ordin\u00e1ria de 2025, nesta ter\u00e7a-feira (11\/3), no julgamento do Ato Normativo 0000732-68.2024.2.00.0000, relatado pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Lu\u00eds Roberto Barroso. A resolu\u00e7\u00e3o, como ressaltou o ministro, foi respons\u00e1vel por uma \u201cverdadeira revolu\u00e7\u00e3o\u201d ao extinguir 8,5 milh\u00f5es de execu\u00e7\u00f5es fiscais que congestionavam desnecessariamente o Poder Judici\u00e1rio. \u201cO n\u00famero representa mais de 10% do total de 80 milh\u00f5es de processos que est\u00e3o em tramita\u00e7\u00e3o nos tribunais brasileiros\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com Barroso, a medida reflete uma interpreta\u00e7\u00e3o do art. 319, II, do C\u00f3digo Processual Civil, que exige a informa\u00e7\u00e3o sobre o CPF ou CNPJ do r\u00e9u como requisito inicial de qualquer a\u00e7\u00e3o. \u201cOs entes p\u00fablicos disp\u00f5em de meios para obter tais dados, inclusive para realizar o protesto da certid\u00e3o de d\u00edvida ativa antes do ajuizamento, como exigido por decis\u00e3o do STF em sede de repercuss\u00e3o geral (tema 1184)\u201d, esclareceu Barroso no texto aprovado.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Leia mais:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnj.jus.br\/barroso-enaltece-extincao-de-quase-5-milhoes-de-execucoes-fiscais-em-sao-paulo\/\">Barroso enaltece extin\u00e7\u00e3o de quase 5 milh\u00f5es de execu\u00e7\u00f5es fiscais em S\u00e3o Paulo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O procurador-geral adjunto de Gest\u00e3o da D\u00edvida Ativa da Uni\u00e3o e do FGTS, Jo\u00e3o Henrique Chauffaille Grognet, destacou o empenho do CNJ ao tratar do tema. \u201cAs execu\u00e7\u00f5es sempre foram motivo de muita cr\u00edtica, mas \u00e9 a maneira como o Estado brasileiro tem para recuperar os recursos p\u00fablicos para, no dia seguinte, promover as pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Grognet, a Resolu\u00e7\u00e3o CNJ n. 547\/2024 mostra o quanto as tr\u00eas esferas de Poder est\u00e3o alinhadas com a sociedade. \u201cS\u00f3 no \u00e2mbito da PGFN, a gente j\u00e1 fez mais de 800 bilh\u00f5es de reais em acordos de transa\u00e7\u00e3o. Submeter a recupera\u00e7\u00e3o dos ativos, mas sempre considerando tamb\u00e9m as circunst\u00e2ncias particulares e privadas, a necessidade da manuten\u00e7\u00e3o do desenvolvimento econ\u00f4mico, a empregabilidade das empresas e das pessoas f\u00edsicas do nosso pa\u00eds. Esse \u00e9 um assunto da mais alta relev\u00e2ncia\u201d, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A procuradora-geral do munic\u00edpio de Salvador (BA), Luciana Harth, que participou virtualmente da 3.\u00aa Sess\u00e3o Ordin\u00e1ria, enfatizou que a arrecada\u00e7\u00e3o da cidade passou de R$ 215 milh\u00f5es, em 2023, para R$ 404 milh\u00f5es, no ano passado. \u201cCom esses resultados, gostar\u00edamos de parabenizar o CNJ pela iniciativa e destacar o di\u00e1logo com o Tribunal de Justi\u00e7a da Bahia (TJBA)\u201d, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-portal-cnj wp-block-embed-portal-cnj\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"LhOx48rEbZ\"><a href=\"https:\/\/www.cnj.jus.br\/plenario-aprova-mudancas-na-resolucao-que-preve-extincao-de-execucoes-fiscais\/\">Plen\u00e1rio aprova mudan\u00e7as na resolu\u00e7\u00e3o que prev\u00ea extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00f5es fiscais<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; visibility: hidden;\" title=\"&#8220;Plen\u00e1rio aprova mudan\u00e7as na resolu\u00e7\u00e3o que prev\u00ea extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00f5es fiscais&#8221; &#8212; Portal CNJ\" src=\"https:\/\/www.cnj.jus.br\/plenario-aprova-mudancas-na-resolucao-que-preve-extincao-de-execucoes-fiscais\/embed\/#?secret=JRy7kylTFt#?secret=LhOx48rEbZ\" data-secret=\"LhOx48rEbZ\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O que mudou no Imposto de Renda 2025? <\/strong><strong><br><\/strong>Data: 12\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As regras do Imposto de Renda 2025, divulgadas nesta quarta-feira, 12, pela Receita Federal trouxeram algumas mudan\u00e7as na compara\u00e7\u00e3o com o ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na opini\u00e3o do presidente executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento Tribut\u00e1rio, Jo\u00e3o Eloi Olenike, no entanto, as altera\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o expressivas. \u201d N\u00e3o houve mudan\u00e7as significativas para o Imposto de Renda 2025. As altera\u00e7\u00f5es na faixa de isen\u00e7\u00e3o na tabela progressiva ficar\u00e3o para 2026. Prazo de entrega para 30 de maio praticado em anos anteriores parece ter se consolidado, dando mais tempo ao contribuinte no preenchimento dessa obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste ano, os contribuintes que utilizarem a declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida e optarem por receber via Pix ter\u00e3o prioridade no pagamento da restitui\u00e7\u00e3o A Receita Federal estima que 57% das declara\u00e7\u00f5es sejam enviadas nesse formato.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Algumas informa\u00e7\u00f5es, como o t\u00edtulo de eleitor, o consulado\/embaixada (quando o contribuinte reside no exterior) e o n\u00famero do recibo da declara\u00e7\u00e3o anterior (para declara\u00e7\u00f5es feitas online), foram exclu\u00eddas, facilitando o preenchimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na ficha de bens e direitos, os bens que estavam classificados como \u201coutros bens\u201d dever\u00e3o ser reclassificados, e foram criados seis novos c\u00f3digos para bens, incluindo categorias como holding, garagem e leasing.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, 13 bens tiveram o nome ajustado para facilitar o entendimento, e tr\u00eas c\u00f3digos de bens e direitos foram extintos. Importante destacar que 11 bens agora s\u00e3o exclusivos para declara\u00e7\u00f5es de bens localizados no Brasil, ou seja, n\u00e3o podem ser informados como se estivessem no exterior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o, os rendimentos provenientes do exterior agora s\u00e3o tributados de forma definitiva na declara\u00e7\u00e3o de ajuste anual, com uma al\u00edquota de 15%. Isso significa que o imposto sobre esses rendimentos ser\u00e1 calculado diretamente, sem necessidade de ajustes posteriores. Al\u00e9m disso, os bens que representem investimentos no exterior agora devem informar tamb\u00e9m os rendimentos gerados e o imposto pago, seja no Brasil ou no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os programas de preenchimento da declara\u00e7\u00e3o (PGD e MIR) foram aprimorados para realizar o c\u00e1lculo automaticamente e gerar um demonstrativo detalhado da apura\u00e7\u00e3o do imposto, facilitando a visualiza\u00e7\u00e3o do valor a ser pago ou restitu\u00eddo. Isso reflete diretamente no resultado final da declara\u00e7\u00e3o, tornando o processo mais claro e transparente para o contribuinte.<br><a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/economia\/o-mudou-no-imposto-de-renda-2025\/\">https:\/\/veja.abril.com.br\/economia\/o-mudou-no-imposto-de-renda-2025\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Receita Federal comunica ao Congresso que Perse dever\u00e1 ser extinto em abril<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 12\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Receita Federal informou \u00e0 Comiss\u00e3o Mista de Or\u00e7amento que o limite dos benef\u00edcios fiscais da <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/lei\/2024\/lei-14859-22-maio-2024-795666-publicacaooriginal-171875-pl.html\">Lei do Perse<\/a>, de R$ 15 bilh\u00f5es, ser\u00e1 atingido agora em mar\u00e7o. Pela lei que regulou os benef\u00edcios para o setor de eventos, assim que fique demonstrado pela Receita o alcance do teto, os incentivos t\u00eam de ser extintos no m\u00eas seguinte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O secret\u00e1rio da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse que a Receita fez os c\u00e1lculos com tr\u00eas m\u00e9todos diferentes e apresentou o mais conservador.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00f3s j\u00e1 presumimos que \u00edamos ter aumento, porque n\u00f3s vimos durante o ano passado o aquecimento da economia refletido em uma s\u00e9rie de indicadores: de massa salarial, do pr\u00f3prio PIB, da gest\u00e3o do PIB. Isso continua nesse in\u00edcio do ano. Isso \u00e9 demonstrado pelo valor de dezembro, em que quase R$ 4 bilh\u00f5es foram usufru\u00eddos a t\u00edtulo de Perse\u201d, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Barreirinhas, a Receita usou dados declarados pelos pr\u00f3prios contribuintes e s\u00f3 somou valores de empresas habilitadas conforme a lei.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Perse come\u00e7ou em 2022 como uma maneira de ajudar o setor de eventos afetado pela pandemia de Covid-19.&nbsp; Em 2024, os benef\u00edcios foram reformulados para serem extintos at\u00e9 dezembro de 2026. Mas o limite do teto em reais tamb\u00e9m foi imposto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Setor de eventos<br>Doreni Isa\u00edas Caramori J\u00fanior, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Promotores de Eventos, confirmou que o setor vem passando por um bom momento, mas comentou que esse \u00e9 um ind\u00edcio do acerto da pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cDoze RAIS [Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais] consecutivas apontam o setor de eventos como o maior gerador de novas vagas de emprego, estando hoje 60% acima dos n\u00edveis pr\u00e9-pandemia\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carreras pediu sensibilidade pol\u00edtica para o programa n\u00e3o acabar &#8220;da noite para o dia&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O deputado Felipe Carreras (PSB-PE) afirmou que pode ter havido um erro da lei ao permitir a apura\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios a partir de abril de 2024 como fez a Receita. Segundo ele, as empresas s\u00f3 foram habilitadas para o novo Perse entre junho e agosto do ano passado, o que reduziria o valor atingido at\u00e9 agora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEnt\u00e3o, pe\u00e7o essa sensibilidade pol\u00edtica para o programa n\u00e3o acabar da noite para o dia, sem a gente ter uma transi\u00e7\u00e3o\u201d, disse Carreras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), os relat\u00f3rios t\u00eam de ser revistos porque existem empresas de avia\u00e7\u00e3o e de entrega de comida que est\u00e3o nas listas e n\u00e3o deveriam estar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1139457-receita-federal-comunica-ao-congresso-que-perse-devera-ser-extinto-em-abril\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1139457-receita-federal-comunica-ao-congresso-que-perse-devera-ser-extinto-em-abril<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Prazo para declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda 2025 come\u00e7a na segunda (17). Confira regras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 13\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Receita Federal&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/instrucao-normativa-rfb-n-2.255-de-11-de-marco-de-2025-617338752\">divulgou as regras<\/a>&nbsp;para a Declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica (IRPF) em 2025. Este ano, o prazo de entrega da declara\u00e7\u00e3o tem in\u00edcio na pr\u00f3xima segunda-feira, 17 de mar\u00e7o, \u00e0s 8h, e termina em 30 de maio, \u00e0s 23h59min59s. O Fisco espera receber 46,2 milh\u00f5es de declara\u00e7\u00f5es, quase 3 milh\u00f5es a mais que as 43,2 milh\u00f5es entregues em 2024.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CRONOGRAMA \u2014&nbsp;A partir desta quinta-feira (13), o programa gerador da declara\u00e7\u00e3o para preenchimento ser\u00e1 liberado para preenchimento. A partir do dia 17, h\u00e1 o in\u00edcio das transmiss\u00f5es. A libera\u00e7\u00e3o do programa de preenchimento e entrega on-line e por dispositivos m\u00f3veis pelo aplicativo Meu Imposto de Renda ocorre a partir do dia 1\u00ba de abril, junto com a libera\u00e7\u00e3o da declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida vir\u00e1 com as seguintes informa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Informa\u00e7\u00f5es da declara\u00e7\u00e3o anterior do contribuinte: identifica\u00e7\u00e3o, endere\u00e7o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rendimentos e pagamentos da Dirf, Dimob, DMED e Carn\u00ea-Le\u00e3o&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rendimentos isentos em fun\u00e7\u00e3o de mol\u00e9stia grave e c\u00f3digos de juros&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Rendimentos de restitui\u00e7\u00e3o recebidas no ano-calend\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Contribui\u00e7\u00f5es de previd\u00eancia privada<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualiza\u00e7\u00e3o do saldo de conta banc\u00e1ria e poupan\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualiza\u00e7\u00e3o do saldo de Fundos de investimento<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Im\u00f3veis adquiridos no ano-calend\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Doa\u00e7\u00f5es efetuadas no ano-calend\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Informa\u00e7\u00e3o de Criptoativos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conta banc\u00e1ria\/poupan\u00e7a ainda n\u00e3o declarada<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fundo de investimento ainda n\u00e3o declarado<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Contas banc\u00e1rias no exterior<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RENDIMENTOS NO EXTERIOR \u2014&nbsp;A partir deste ano, os dados de contas banc\u00e1rias no exterior foram inclu\u00eddos na declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida, ap\u00f3s a legisla\u00e7\u00e3o determinar a tributa\u00e7\u00e3o de offshores (empresas de investimentos em outros pa\u00edses) e rendimentos no exterior. Por causa da lei que antecipou a cobran\u00e7a de Imposto de Renda sobre Fundos Exclusivos e tributou as offshores, os rendimentos no exterior passaram a ser tributados de forma definitiva na declara\u00e7\u00e3o de ajuste anual, com al\u00edquota de 15%. At\u00e9 2023, o pagamento era feito mensalmente, mas passou a ser feito anualmente. Na declara\u00e7\u00e3o, os bens que representem investimentos no exterior passam a permitir a informa\u00e7\u00e3o do rendimento e do imposto pago, tanto no Brasil como no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">OUTRAS MUDAN\u00c7AS \u2014&nbsp;A declara\u00e7\u00e3o ter\u00e1 poucas mudan\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 do ano passado. As principais s\u00e3o as situa\u00e7\u00f5es em que o contribuinte est\u00e1 obrigado a entregar o documento, por causa do reajuste da faixa de isen\u00e7\u00e3o no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s obrigatoriedades, as mudan\u00e7as foram as seguintes:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Valor de rendimentos tribut\u00e1veis anuais que obrigam a entrega da declara\u00e7\u00e3o subiu de R$ 30.639,90 para R$ 33.888<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Limite da receita bruta de obrigatoriedade para atividade rural subiu de R$ 153.999,50 para R$ 169.440<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quem atualizou valor de bens im\u00f3veis e pagou ganho de capital diferenciado em dezembro de 2024 ter\u00e1 de preencher a declara\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quem apurou rendimentos no exterior de aplica\u00e7\u00f5es financeiras e de lucros e dividendos passou a declarar anualmente<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As demais obrigatoriedades foram mantidas.<br>Outra mudan\u00e7a \u00e9 a maior prioridade para quem simultaneamente utilizou a declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida e optou pelo recebimento da restitui\u00e7\u00e3o via Pix. At\u00e9 o ano passado, a prioridade era definida apenas com base na utiliza\u00e7\u00e3o de uma das duas ferramentas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tr\u00eas campos na declara\u00e7\u00e3o foram extintos:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">t\u00edtulo de eleitor;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">consulado\/embaixada (para residentes no exterior);<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">n\u00famero do recibo da declara\u00e7\u00e3o anterior (em declara\u00e7\u00f5es on-line).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">RESTITUI\u00c7\u00d5ES \u2014&nbsp;De acordo com documento publicado no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/ato-declaratorio-executivo-rfb-n-1-de-12-de-marco-de-2025-617351229\">Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o (DOU)<\/a>, as restitui\u00e7\u00f5es (ano-base 2024) ser\u00e3o efetuadas em cinco lotes, no per\u00edodo de maio a setembro de 2025, conforme as seguintes datas:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">primeiro lote: 30 de maio<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">segundo lote: 30 de junho<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">terceiro lote: 31 de julho<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">quarto lote: 29 de agosto<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">quinto e \u00faltimo lote: 30 de setembro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao considerar as prioridades determinadas por lei, o pagamento das restitui\u00e7\u00f5es seguir\u00e1 a seguinte ordem:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">idade igual ou superior a 80 anos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">idade igual ou superior a 60 anos, pessoas com defici\u00eancia e pessoas com doen\u00e7a grave<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">pessoas cuja maior fonte de renda seja o magist\u00e9rio<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">pessoas que utilizaram a declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida e que optaram por receber a restitui\u00e7\u00e3o por Pix<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">pessoas que utilizaram a declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida ou optaram por receber a restitui\u00e7\u00e3o por Pix<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Confira, a seguir, o cronograma completo do IRPF 2025:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">13 de mar\u00e7o: libera\u00e7\u00e3o do programa gerador da declara\u00e7\u00e3o para preenchimento;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">17 de mar\u00e7o: in\u00edcio das transmiss\u00f5es pelo programa gerador;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">1\u00ba de abril: libera\u00e7\u00e3o do programa de preenchimento e entrega on-line e por dispositivos m\u00f3veis pelo aplicativo Meu Imposto de Renda;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">1\u00ba de abril: libera\u00e7\u00e3o da declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/secom\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/03\/prazo-para-declaracao-do-imposto-de-renda-2025-comeca-na-segunda-17-confira-regras#:~:text=Confira%20regras,-Receita%20espera%20receber&amp;text=A%20Receita%20Federal%20divulgou%20as,30%20de%20maio%2C%20%C3%A0s%2023h59min59s.\">https:\/\/www.gov.br\/secom\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/03\/prazo-para-declaracao-do-imposto-de-renda-2025-comeca-na-segunda-17-confira-regras#:~:text=Confira%20regras,-Receita%20espera%20receber&amp;text=A%20Receita%20Federal%20divulgou%20as,30%20de%20maio%2C%20%C3%A0s%2023h59min59s.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Proposta impede a\u00e7\u00e3o penal contra contribuinte que apresentar garantia a cr\u00e9dito tribut\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 13\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados, o Projeto de Lei 168\/25 determina que o contribuinte que apresentar garantia integral para o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio exigido pelo Fisco, no curso de uma a\u00e7\u00e3o fiscal, n\u00e3o poder\u00e1 ser processado por crime contra a ordem tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na avalia\u00e7\u00e3o do deputado Jonas Donizette (PSB-SP), autor do projeto, seria in\u00fatil abrir um processo penal quando o imposto exigido j\u00e1 est\u00e1 assegurado por garantia id\u00f4nea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cInstaurar ou manter a\u00e7\u00f5es penais nessas circunst\u00e2ncias, al\u00e9m de ser um desperd\u00edcio de recursos p\u00fablicos, constitui coer\u00e7\u00e3o indevida sobre contribuintes, desestimulando o exerc\u00edcio leg\u00edtimo do direito de defesa em a\u00e7\u00f5es fiscais\u201d, disse Donizette.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A proposta altera a <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/lei\/1990\/lei-8137-27-dezembro-1990-367271-norma-pl.html\">Lei dos Crimes contra a Ordem Tribut\u00e1ria<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto ser\u00e1 analisado em car\u00e1ter conclusivo pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o, e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJ). Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1136691-proposta-impede-acao-penal-contra-contribuinte-que-apresentar-garantia-a-credito-tributario\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1136691-proposta-impede-acao-penal-contra-contribuinte-que-apresentar-garantia-a-credito-tributario<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Aten\u00e7\u00e3o ao excluir ICMS-ST do PIS\/Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 13\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A recente emiss\u00e3o do Parecer SEI n\u00ba 4.090\/2024 pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) configura uma reviravolta significativa no entendimento sobre a exclus\u00e3o do ICMS-ST (substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria) da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, conforme estabelecido pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). Essa mudan\u00e7a, embora tenha proporcionado maior clareza e seguran\u00e7a jur\u00eddica, levanta novas quest\u00f5es operacionais e interpretativas que exigem um olhar atento sobre o impacto pr\u00e1tico nas empresas e nas administra\u00e7\u00f5es fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A jurisprud\u00eancia do STJ, consolidada no julgamento do Tema 1.125 dos recursos repetitivos, estabeleceu que o ICMS, mesmo quando recolhido na modalidade de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria (ICMS-ST), n\u00e3o configura faturamento para fins de incid\u00eancia do PIS e da Cofins. Essa decis\u00e3o un\u00e2nime, tomada em meados de 2024, se baseou na premissa de que o ICMS, embora transite pelo caixa das empresas, n\u00e3o representa um valor efetivamente agregado ao patrim\u00f4nio da empresa, n\u00e3o devendo, portanto, ser inclu\u00eddo na base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes desse pronunciamento judicial, as solu\u00e7\u00f5es de consulta emitidas pela Receita Federal, em particular as de n\u00fameros 4.046, 4.047 e 4.048, estabeleciam uma interpreta\u00e7\u00e3o distinta. Nessas interpreta\u00e7\u00f5es, a Receita entendia que a exclus\u00e3o do ICMS-ST da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins deveria ser aplic\u00e1vel exclusivamente ao substituto tribut\u00e1rio , ou seja, \u00e0 empresa respons\u00e1vel pelo recolhimento do imposto nas opera\u00e7\u00f5es de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Para o substitu\u00eddo, o entendimento da Receita era de que n\u00e3o seria poss\u00edvel excluir o ICMS-ST da base de c\u00e1lculo, uma interpreta\u00e7\u00e3o que gerava significativa inseguran\u00e7a jur\u00eddica e diverg\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o ao entendimento do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Parecer SEI n\u00ba 4.090\/2024 da PGFN representou um avan\u00e7o significativo para a unifica\u00e7\u00e3o do entendimento sobre a mat\u00e9ria. Ao alinhar-se com a tese fixada pelo STJ, a PGFN reconheceu que a exclus\u00e3o do ICMS-ST deve se estender tamb\u00e9m ao substitu\u00eddo, ou seja, \u00e0 empresa que realiza a opera\u00e7\u00e3o de venda, mas que sofre a reten\u00e7\u00e3o do ICMS-ST.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa mudan\u00e7a de posicionamento, ao resolver uma disson\u00e2ncia entre os entendimentos judicial e administrativo, trouxe maior previsibilidade para os contribuintes, que, com a clareza da tese fixada pelo STJ e o respaldo administrativo da PGFN, podem revisar seus procedimentos fiscais e adequar suas opera\u00e7\u00f5es ao novo entendimento. A decis\u00e3o da PGFN foi pautada na aplica\u00e7\u00e3o do artigo 19, inciso VI, al\u00ednea &#8220;a&#8221;, da Lei n\u00ba 10.522\/2002, que estabelece que a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria deve garantir que os atos administrativos se alinhem \u00e0s teses jur\u00eddicas fixadas pelos tribunais superiores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, o Parecer SEI n\u00ba 4.090\/2024 indicou que o Fisco n\u00e3o deveria contestar ou recorrer das decis\u00f5es judiciais que reconhecessem o direito \u00e0 exclus\u00e3o do ICMS-ST da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, promovendo uma efetiva seguran\u00e7a jur\u00eddica aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do avan\u00e7o jur\u00eddico e administrativo, a implementa\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica dessa mudan\u00e7a ainda enfrenta desafios. A exclus\u00e3o do imposto n\u00e3o se resume apenas \u00e0 simples altera\u00e7\u00e3o de par\u00e2metros nos sistemas de c\u00e1lculo tribut\u00e1rio. Na pr\u00e1tica, as empresas precisar\u00e3o realizar uma s\u00e9rie de ajustes operacionais que demandam um n\u00edvel elevado de controle e detalhamento. Empresas de setores distintos, principalmente as varejistas, ter\u00e3o que adaptar seus processos de controle e apura\u00e7\u00e3o, o que pode envolver significativos investimentos em tecnologia e pessoal qualificado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Primeiramente, a exclus\u00e3o envolve um processo de revis\u00e3o e apura\u00e7\u00e3o de todos os valores envolvidos nas opera\u00e7\u00f5es sujeitas ao regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. N\u00e3o basta que o ICMS destacado nas notas fiscais de venda seja simplesmente exclu\u00eddo da base de c\u00e1lculo. \u00c9 necess\u00e1rio fazer uma an\u00e1lise detalhada das notas fiscais de entrada sujeitas ao ICM S-ST, levando em considera\u00e7\u00e3o as mercadorias efetivamente transacionadas e o ICMS recolhido na etapa anterior da cadeia de circula\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o valor do ICMS-ST deve ser ajustado \u00e0 luz da nova interpreta\u00e7\u00e3o, considerando os impactos no c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A composi\u00e7\u00e3o do estoque, que desempenha papel central nesse processo, exige que as empresas revisitem a origem e o destino de cada produto, correlacionando as informa\u00e7\u00f5es fiscais e operacionais para garantir que os cr\u00e9ditos de ICMS-ST sejam corretamente ajustados. A aus\u00eancia de diretrizes claras da Receita Federal sobre a apura\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo e a restitui\u00e7\u00e3o dos valores exclu\u00eddos pode gerar lacunas interpretativas, o que aumenta o risco de fiscaliza\u00e7\u00e3o rigorosa e autua\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Receita Federal pode enfrentar dificuldades em fiscalizar o cumprimento das novas regras, uma vez que a apura\u00e7\u00e3o de valores relacionados ao ICMS-ST exige um n\u00edvel de detalhamento e rastreabilidade muito maior. A falta de orienta\u00e7\u00f5es claras sobre o tratamento do estoque e a apura\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos pode levar a interpreta\u00e7\u00f5es divergentes, o que, por sua vez, poder\u00e1 resultar em um aumento no n\u00famero de processos administrativos e judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, embora a emiss\u00e3o do Parecer SEI n\u00ba 4.090\/2024 tenha representado um avan\u00e7o significativo, a implementa\u00e7\u00e3o da exclus\u00e3o do ICMS-ST da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins exige aten\u00e7\u00e3o redobrada. Ele representa uma vit\u00f3ria para os contribuintes, mas a verdadeira seguran\u00e7a jur\u00eddica ser\u00e1 alcan\u00e7ada somente com a resolu\u00e7\u00e3o das lacunas operacionais e com a defini\u00e7\u00e3o de diretrizes claras por parte da Receita Federal.<br>L\u00edgia Prado Rosol\u00e9m<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/atencao-ao-excluir-icms-st-do-pis-cofins.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/atencao-ao-excluir-icms-st-do-pis-cofins.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Projeto permite parcelamento de d\u00edvida fiscal de pequeno empreendedor do setor de eventos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 14\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Projeto de Lei Complementar (PLP) 21\/25 possibilita a renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios federais de microempresas, empresas de pequeno porte e microempreendedores individuais (MEIs) do setor de eventos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A medida abrange as d\u00edvidas apuradas pelo Simples Nacional ou pelo Simei (sistema de recolhimento unificado de tributos pelos MEIs) at\u00e9 maio de 2022, mesmo as parceladas anteriormente, em d\u00edvida ativa ou em fase de execu\u00e7\u00e3o fiscal ajuizada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A proposta est\u00e1 em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Parcelamento<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Inspirado no Refis e outros programas de parcelamento especial, o texto prev\u00ea o pagamento em esp\u00e9cie de 5% do valor da d\u00edvida em at\u00e9 cinco parcelas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O saldo remanescente poder\u00e1 ser quitado nas seguintes condi\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">integralmente: em parcela \u00fanica, com redu\u00e7\u00e3o de 90% dos juros, 70% das multas e 100% dos encargos legais, inclusive honor\u00e1rios advocat\u00edcios; ou<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">parcelado: em at\u00e9 60 vezes, com redu\u00e7\u00e3o de 80% dos juros, 50% das multas e 100% dos encargos legais, inclusive honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As empresas inativas (que n\u00e3o realizaram nenhuma atividade nos anos-calend\u00e1rios de 2017 a 2021) n\u00e3o poder\u00e3o participar do parcelamento especial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Efeitos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O deputado Rafael Brito (MDB-AL), autor do projeto, afirma que os parcelamentos anteriores direcionados aos pequenos empreendedores n\u00e3o foram suficientes para anular os efeitos danosos da pandemia de Covid-19 sobre o setor de eventos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEssas medidas s\u00e3o fundamentais para aliviar o fluxo de caixa dessas empresas, permitindo que voltem a investir e operar com estabilidade\u201d, disse Brito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pr\u00f3ximos passos<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes de ir ao Plen\u00e1rio, o projeto ser\u00e1 analisado por tr\u00eas comiss\u00f5es: Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os, Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o, e Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela C\u00e2mara e pelo Senado.<br><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1136262-projeto-permite-parcelamento-de-divida-fiscal-de-pequeno-empreendedor-do-setor-de-eventos\/#:~:text=O%20Projeto%20de%20Lei%20Complementar,MEIs)%20do%20setor%20de%20eventos\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1136262-projeto-permite-parcelamento-de-divida-fiscal-de-pequeno-empreendedor-do-setor-de-eventos\/#:~:text=O%20Projeto%20de%20Lei%20Complementar,MEIs)%20do%20setor%20de%20eventos<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>STF come\u00e7a a julgar caso bilion\u00e1rio sobre dedu\u00e7\u00e3o de verbas de educa\u00e7\u00e3o do IR<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 14\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Plen\u00e1rio Virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) come\u00e7a a julgar nesta sexta-feira, 14, um caso relevante para a Uni\u00e3o, sobre o limite para a dedu\u00e7\u00e3o de despesas com educa\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica (IRPF). A decis\u00e3o poder\u00e1 ter impacto de R$ 115 bilh\u00f5es para o governo, conforme indicado no anexo de riscos fiscais do Projeto de Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (PLDO) para o ano de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O voto do relator, o ministro Luiz Fux, foi favor\u00e1vel \u00e0 Uni\u00e3o, julgando improcedente a a\u00e7\u00e3o proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB), levada ao Supremo em mar\u00e7o de 2013. Para a entidade, n\u00e3o deveria existir teto, e sim uma dedu\u00e7\u00e3o ilimitada das despesas educacionais do IRPF.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela defende que s\u00e3o inconstitucionais itens do artigo 8\u00ba da Lei n\u00ba 9.250\/1995, com reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 12.469\/2011, que disp\u00f5em sobre esses limites para os anos de 2012, 2013 e 2014 &#8211; de R$ R$ 3.091,35; R$ 3.230,46 e R$ 3.375,83, respectivamente. Para a entidade, o teto afronta o conceito de renda, a capacidade contributiva, o princ\u00edpio do n\u00e3o confisco, a dignidade da pessoa humana e a prote\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) alega que a declara\u00e7\u00e3o da invalidade dos dispositivos implicaria a aus\u00eancia de limite para dedu\u00e7\u00e3o de despesas com educa\u00e7\u00e3o, o que faria com o que o STF atuasse como legislador, algo que n\u00e3o \u00e9 permitido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR) refor\u00e7a que a medida \u201csomente beneficiaria minoria de contribuintes, cujas condi\u00e7\u00f5es financeiras lhes permite matricular os filhos em escolas de mensalidades mais elevadas\u201d. \u201cMilh\u00f5es de brasileiros t\u00eam na escola p\u00fablica o \u00fanico meio de se instruir e a seus filhos, e nem por isso se deve considerar, s\u00f3 por esse fato, aviltada sua dignidade&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relator, Luiz Fux, levou em conta esses argumentos. Lembrou que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 garantiu o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e concedeu \u00e0 iniciativa privada o livre exerc\u00edcio, paralelamente ao Estado, das atividades de ensino. E que o legislador infraconstitucional criou o mecanismo da dedu\u00e7\u00e3o de despesas educacionais para reduzir a carga tribut\u00e1ria e, consequentemente, estimular o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas que a pretens\u00e3o do CFOAB n\u00e3o pode ser aceita. Isso porque \u201chaveria menos recursos p\u00fablicos para o financiamento da educa\u00e7\u00e3o oficial e maior incentivo de acesso \u00e0s institui\u00e7\u00f5es particulares pela parcela da popula\u00e7\u00e3o que possui maior capacidade contributiva\u201d. \u201cO sistema de dedu\u00e7\u00e3o ilimitada, por meio de declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade dos limites existentes, agravaria a desigualdade na concretiza\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o que se busca tutelar na presente via\u201d, afirmou, no voto (ADI 4927).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A antiga relatora do caso, ministra Rosa Weber, aposentada, tamb\u00e9m havia julgado a a\u00e7\u00e3o improcedente. A an\u00e1lise come\u00e7ou no plen\u00e1rio virtual do STF em agosto de 2022, mas como houve pedido de destaque, recome\u00e7ou o julgamento. Ainda faltam os votos dos outros 10 ministros, que devem votar at\u00e9 a pr\u00f3xima sexta-feira, 21.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/03\/14\/stf-comea-a-julgar-caso-bilionrio-sobre-deduo-de-verbas-de-educao-do-ir.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/03\/14\/stf-comea-a-julgar-caso-bilionrio-sobre-deduo-de-verbas-de-educao-do-ir.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Cesta b\u00e1sica: Paran\u00e1 tem o maior n\u00famero de produtos isentos entre os 26 estados e DF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 10\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Paran\u00e1 tem o maior n\u00famero de produtos da cesta b\u00e1sica isentos de Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) do Brasil. O levantamento mais recente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Supermercados (Abras), de 2023, mostra que dos 32 produtos mais consumidos, 21 t\u00eam a al\u00edquota do tributo zerada no Estado, 65% do total. Embora produtores e atacadistas possam, em alguns casos, estar sujeitos ao imposto, o Paran\u00e1 garante 100% da isen\u00e7\u00e3o para a venda ao consumidor final. Confira o relat\u00f3rio&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.aen.pr.gov.br\/sites\/default\/arquivos_restritos\/files\/documento\/2025-03\/estimativa-cesta-basica-abras-reforma-tributaria-1jul2023.pdf\">AQUI<\/a>&nbsp;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso de prote\u00ednas animais, o Paran\u00e1 \u00e9 o \u00fanico que isenta todas. As carnes bovina, su\u00edna, de peixe, de frango e ovos contam com 100% de desonera\u00e7\u00e3o de ICMS no Estado. Alagoas, no Nordeste do Pa\u00eds, por exemplo, isenta apenas as carnes bovina, su\u00edna e de frango. Maranh\u00e3o, tamb\u00e9m no Nordeste, n\u00e3o cobra o imposto de carne de frango, ovos e peixe. Os demais estados t\u00eam no m\u00e1ximo dois tipos de prote\u00ednas sem a cobran\u00e7a de ICMS. Rio Grande do Sul e Santa Catarina isentam apenas ovos na categoria prote\u00ednas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A desonera\u00e7\u00e3o no Paran\u00e1 inclui ainda queijos; manteiga; arroz; feij\u00e3o; frutas; verduras; legumes; caf\u00e9; a\u00e7\u00facar; \u00f3leo de soja; \u00f3leo vegetal; farinhas de trigo, mandioca e milho; massas aliment\u00edcias; e leite em p\u00f3.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA desonera\u00e7\u00e3o dos produtos da cesta b\u00e1sica \u00e9 uma medida que beneficia todos os paranaenses porque, na pr\u00e1tica, diminui a carga de impostos e tamb\u00e9m reduz o pre\u00e7o final das compras, o que \u00e9 importante justamente para momentos cr\u00edticos da economia como o atual\u201d, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. \u201cSomos um dos maiores produtores de alimentos do Brasil e n\u00e3o podemos aceitar nossa popula\u00e7\u00e3o pagando pre\u00e7os exorbitantes nos produtos que consome por causa dos impostos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de produtos sem a incid\u00eancia de ICMS, o Amazonas vem logo ap\u00f3s o Paran\u00e1, com 17 itens, seguido por Amap\u00e1, com 14, e Alagoas, com 13 produtos. No sentido inverso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal (DF) possuem apenas quatro itens desonerados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os outros 11 produtos (35% do total) contam com al\u00edquotas entre 7% e 19%. Entretanto, a venda da cesta b\u00e1sica no Paran\u00e1 \u00e9 isenta para o consumidor final, ou seja, ele n\u00e3o paga o ICMS dos itens, ficando a cargo do comerciante o pagamento do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">OUTROS PRODUTOS&nbsp;\u2013 Apenas Paran\u00e1 e Amazonas isentam a farinha de trigo no Brasil. J\u00e1 o caf\u00e9 \u00e9 isento apenas no Paran\u00e1 e no Amap\u00e1. A maioria dos estados pratica a al\u00edquota de 7%, com os maiores \u00edndices no Amazonas (20%), Roraima (20%) e Bahia (19%). A manteiga \u00e9 isenta apenas no Paran\u00e1 e em Alagoas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da desonera\u00e7\u00e3o praticada nas opera\u00e7\u00f5es do com\u00e9rcio varejista, o Paran\u00e1 aplica diversos outros benef\u00edcios fiscais ao longo de toda a cadeia produtiva. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 carne, h\u00e1 desonera\u00e7\u00e3o do ICMS em todas as etapas, por meio de redu\u00e7\u00f5es de base de c\u00e1lculo e cr\u00e9ditos presumidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Este processo de isen\u00e7\u00e3o integral tamb\u00e9m se aplica a diversos outros produtos, como farinhas, leite, arroz, feij\u00e3o, caf\u00e9, entre outros. Ao todo, s\u00e3o mais de 50 benef\u00edcios fiscais especificamente relacionados \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o, aplicados para empresas dos setores de produ\u00e7\u00e3o e com\u00e9rcio de alimentos, dentre isen\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo e cr\u00e9dito presumido de ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Governo do Estado tem trabalhado para reduzir cada vez mais a carga tribut\u00e1ria dos alimentos e outros produtos no Paran\u00e1. Desde 2019, 500 mil produtos da cesta b\u00e1sica passaram a ser isentos de ICMS no Estado, chegando atualmente a 1,8 milh\u00e3o atendidos com a desonera\u00e7\u00e3o, segundo a Receita Estadual. O n\u00famero \u00e9 alto porque cada classifica\u00e7\u00e3o de arroz, por exemplo, corresponde a um item. O ICMS \u00e9 o principal tributo estadual e o que mais impacta na arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO que promove baixa de pre\u00e7o \u00e9 equil\u00edbrio de oferta e demanda, mais produtividade e absor\u00e7\u00e3o de custos, o que proporciona ao produtor ganhar um pouco mais. \u00c9 pensando nisso que no Paran\u00e1 temos 21 dos 32 produtos da cesta b\u00e1sica isentos de ICMS. Isso ajuda nas duas pontas: tanto de quem produz quanto de quem compra no supermercado\u201d, afirmou o secret\u00e1rio de Estado da Fazenda, Norberto Ortigara.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.aen.pr.gov.br\/Noticia\/Cesta-basica-Parana-tem-o-maior-numero-de-produtos-isentos-entre-os-26-estados-e-DF\">https:\/\/www.aen.pr.gov.br\/Noticia\/Cesta-basica-Parana-tem-o-maior-numero-de-produtos-isentos-entre-os-26-estados-e-DF<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>RS &#8211; Com foco na simplifica\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, Receita Estadual processa primeira GIA Autom\u00e1tica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 12\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em mais um avan\u00e7o para simplifica\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias dos contribuintes, a Receita Estadual (RE) processou, nesta semana, a primeira Guia de Informa\u00e7\u00e3o e Apura\u00e7\u00e3o do ICMS Autom\u00e1tica (GIA Autom\u00e1tica). Com a nova funcionalidade, o fisco ga\u00facho gera a declara\u00e7\u00e3o diretamente a partir do arquivo da Escritura\u00e7\u00e3o Fiscal Digital (EFD) enviado pelo contribuinte, que fica dispensado de fazer a importa\u00e7\u00e3o e o envio da GIA no aplicativo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A medida faz parte dos avan\u00e7os da agenda Receita 2030 lan\u00e7ada em 2019 pelo governo do Estado e consiste em 30 iniciativas propostas pela Receita Estadual para modernizar a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria ga\u00facha e gerar valor p\u00fablico para a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conforme Giovanni Dias Ciliato, um dos respons\u00e1veis pela iniciativa na RE, por enquanto a GIA Autom\u00e1tica ser\u00e1 aplic\u00e1vel somente \u00e0s empresas que atuem no ramo de bares, restaurantes e similares que tenham como atividade preponderante o fornecimento de alimenta\u00e7\u00e3o, optantes pelo regime diferenciado de apura\u00e7\u00e3o previsto no Regulamento do ICMS, Livro I, art.38-A.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo, entretanto, \u00e9 ampliar gradualmente o p\u00fablico-alvo da medida. \u201cO contribuinte apto que optar pelo recurso n\u00e3o precisa mais entrar no aplicativo da GIA, apontar para uma EFD para obter a GIA, validar ela no aplicativo e depois transmitir ela para o fisco. Na pr\u00e1tica, \u00e9 a dispensa da GIA, que passa a ser gerada automaticamente nesses casos j\u00e1 a partir deste m\u00eas, de compet\u00eancia de fevereiro de 2025\u201d, aponta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A novidade, desenvolvida em parceria com a Procergs, est\u00e1 inserida no contexto da iniciativa Obriga\u00e7\u00e3o Fiscal \u00danica, que integra a agenda Receita 2030+, composta por 30 medidas para moderniza\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria ga\u00facha. \u201cEliminar a necessidade de entrega da GIA traz ganhos pr\u00e1ticos no processo de apura\u00e7\u00e3o do ICMS mensal devido. A ideia \u00e9 restringir gradualmente as obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias para que, no futuro, o contribuinte precise apenas emitir o documento fiscal da opera\u00e7\u00e3o ou da presta\u00e7\u00e3o, deixando todo o restante para o fisco\u201d, destaca Ricardo Neves Pereira, subsecret\u00e1rio da RE.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os benef\u00edcios esperados com simplifica\u00e7\u00e3o das obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias dos contribuintes est\u00e3o a melhoria do ambiente de neg\u00f3cios e a redu\u00e7\u00e3o da burocracia e do custo, tanto para as empresas quanto para o pr\u00f3prio Estado. Por outro lado, com a evolu\u00e7\u00e3o das dispensas e dessas medidas, torna-se cada vez mais importante que os documentos fiscais eletr\u00f4nicos tenham informa\u00e7\u00f5es consistentes, de qualidade, pois elas servem de base para todo o processo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.fazenda.rs.gov.br\/conteudo\/20562\/com-foco-na-simplificacao-das-obrigacoes-tributarias,-receita-estadual-processa-primeira-gia-automatica\">https:\/\/www.fazenda.rs.gov.br\/conteudo\/20562\/com-foco-na-simplificacao-das-obrigacoes-tributarias,-receita-estadual-processa-primeira-gia-automatica<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>PIS e Cofins n\u00e3o incidem sobre receitas de investimentos em ativos garantidores, diz Carf<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 11\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por entender que as receitas financeiras decorrentes dos investimentos em ativos garantidores n\u00e3o se enquadram no conceito de faturamento, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais afastou a exig\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e \u00e0 Cofins sobre esses valores da SulAm\u00e9rica Seguros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relator do caso, conselheiro Matheus Schwertner Ziccarelli Rodrigues, apontou que a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es a PIS e Cofins das seguradoras \u00e9 composta pelo seu faturamento, o qual compreende t\u00e3o somente as receitas derivadas das atividades t\u00edpicas dessas empresas, notadamente, as receitas com pr\u00eamios de seguros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cDessa forma, n\u00e3o se incluem no conceito de faturamento as receitas financeiras decorrentes de ativos garantidores, uma vez que as reservas ou provis\u00f5es destinam-se \u00e0 prote\u00e7\u00e3o e resguardo do cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es assumidas pela seguradora em rela\u00e7\u00e3o aos segurados\u201d, disse o conselheiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, destacou o relator, ainda que decorrentes de imposi\u00e7\u00e3o legal, essas receitas n\u00e3o s\u00e3o consideradas operacionais por n\u00e3o serem decorrentes de uma atividade econ\u00f4mica t\u00edpica das seguradoras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Obriga\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Maur\u00edcio Faro, s\u00f3cio da \u00e1rea tribut\u00e1ria do escrit\u00f3rio Barbosa, M\u00fcssnich &amp; Arag\u00e3o Advogados, que representa a SulAm\u00e9rica Seguros, afirmou que a decis\u00e3o do Carf \u00e9 muito importante porque reconhece que a receita financeira decorrente dos ativos garantidores das seguradoras \u00e9 consequ\u00eancia de uma obriga\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cOu seja, esses investimentos s\u00e3o mantidos \u00fanica e exclusivamente para o cumprimento a essa regra. Por conta disso, e considerando que as seguradoras est\u00e3o no regime n\u00e3o cumulativo, n\u00e3o h\u00e1 como se admitir que essas receitas sejam operacionais e, consequentemente, base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins\u201d, declarou Faro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Parecer de Peluso<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relator mencionou&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2021-dez-19\/parecer-peluso-contraria-posicao-receita-pis-cofins\/\">parecer<\/a>&nbsp;encomendado pela SulAm\u00e9rica Seguros ao ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal Cezar Peluso a respeito da interpreta\u00e7\u00e3o da Receita Federal sobre voto proferido por ele em julgamento de 2005.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na ocasi\u00e3o, Peluso concordou que o faturamento compreende as receitas operacionais da empresa. A Receita alega que essa linha de interpreta\u00e7\u00e3o exclui as seguradoras da decis\u00e3o e que, por isso, pode cobrar PIS e Cofins sobre os rendimentos decorrentes das reservas t\u00e9cnicas dessas companhias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No parecer, Peluso argumentou que \u201cna err\u00f4nea intele\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o de nosso pensamento, o primeiro dos argumentos da Receita Federal est\u00e1 em que, por for\u00e7a dos artigos 28, 29 e 84 do Decreto-lei 73, de 21 de novembro de 1966, as seguradoras devem garantir o cumprimento de suas obriga\u00e7\u00f5es mediante investimentos regulados de reservas t\u00e9cnicas, fundos especiais e provis\u00f5es, cuja constitui\u00e7\u00e3o, compuls\u00f3ria, se inseriria no rol das atividades habituais reveladas pela pr\u00e1tica e assim compreendidas, por extens\u00e3o, no objeto social\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o jurista, a Receita \u201cforceja por ampliar a no\u00e7\u00e3o constitucional do voc\u00e1bulo faturamento, na dic\u00e7\u00e3o primitiva do artigo 195, inciso I [da Constitui\u00e7\u00e3o], movida mais pela conhecida voracidade que caracteriza o Fisco do que pelos fundamentos de seu racioc\u00ednio, que n\u00e3o resiste a esta cr\u00edtica de remate\u201d. Conforme Peluso, a interpreta\u00e7\u00e3o expansiva do conceito de faturamento s\u00f3 seria poss\u00edvel se estivesse vigente o artigo 3\u00ba, par\u00e1grafo 1\u00ba, da Lei 9.718\/1998.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Portanto, o ministro aposentado do STF concluiu que as receitas financeiras das aplica\u00e7\u00f5es a que est\u00e3o obrigadas as seguradoras pelos artigos 28, 29 e 84 do Decreto-Lei 73\/1966 n\u00e3o comp\u00f5em o faturamento de que, como fato gerador e base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es sociais, trata a reda\u00e7\u00e3o original do artigo 195, I, da Constitui\u00e7\u00e3o, na acep\u00e7\u00e3o de \u201creceita bruta de venda de mercadoria e de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os\u201d.<br>Processo 16327.720437\/2019-39<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-11\/pis-e-cofins-nao-incidem-sobre-receitas-de-investimentos-em-ativos-garantidores-diz-carf\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-11\/pis-e-cofins-nao-incidem-sobre-receitas-de-investimentos-em-ativos-garantidores-diz-carf\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:\u00a0\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>STJ: Bloqueio de bens basta para interromper prescri\u00e7\u00e3o intercorrente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 10\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A 2\u00aa turma do STJ reafirmou entendimento de que para interrup\u00e7\u00e3o do prazo da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente, basta que a Fazenda P\u00fablica encontre bens, independentemente da modalidade de constri\u00e7\u00e3o judicial. O colegiado tamb\u00e9m considerou que, na cita\u00e7\u00e3o realizada pelo correio com aviso de recebimento, \u00e9 suficiente que se comprove que ela foi entregue no endere\u00e7o do executado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entenda o caso<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O recurso foi interposto contra uma decis\u00e3o que manteve a execu\u00e7\u00e3o fiscal de R$ 173.683,81 contra um contribuinte, ajuizada pelo Munic\u00edpio de Belo Horizonte em 2014 para cobran\u00e7a de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios relacionados ao ISSQN.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O contribuinte alegou que o prazo da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente havia se consumado porque o simples bloqueio de bens n\u00e3o teria o mesmo efeito jur\u00eddico de uma penhora efetiva. Al\u00e9m disso, questionou a validade da cita\u00e7\u00e3o feita por aviso de recebimento (AR), que foi assinada por terceiro e n\u00e3o pelo pr\u00f3prio executado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A defesa argumentou que, para interromper a prescri\u00e7\u00e3o, seria necess\u00e1ria a cita\u00e7\u00e3o pessoal ou uma penhora formalizada sobre os bens do devedor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, tanto o TJ\/MG quanto o STJ rejeitaram essa interpreta\u00e7\u00e3o, concluindo que o bloqueio patrimonial via Sisbajud e a indisponibilidade registrada na CNIB s\u00e3o medidas eficazes para garantir o prosseguimento da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ministro Francisco Falc\u00e3o, relator do caso, destacou que a jurisprud\u00eancia do STJ j\u00e1 pacificou a quest\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente em execu\u00e7\u00f5es fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S. Exa. citou precedente do pr\u00f3prio tribunal que definiu que qualquer ato que resulte em constri\u00e7\u00e3o efetiva do patrim\u00f4nio do executado tem o efeito de interromper a prescri\u00e7\u00e3o, independentemente de convers\u00e3o em penhora definitiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ministro citou precedente que fixou que a &#8220;efetiva constri\u00e7\u00e3o patrimonial e a efetiva cita\u00e7\u00e3o (ainda que por edital) s\u00e3o aptas a interromper o curso da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente, n\u00e3o bastando para tal o mero peticionamento em ju\u00edzo requerendo a feitura da penhora&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ministro tamb\u00e9m afastou o argumento de que a cita\u00e7\u00e3o seria inv\u00e1lida por ter sido assinada por terceiro, destacando que a lei de execu\u00e7\u00e3o fiscal n\u00e3o exige que o aviso de recebimento seja assinado pelo pr\u00f3prio executado, bastando que seja comprovada a entrega da correspond\u00eancia no endere\u00e7o correto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0&nbsp;cita\u00e7\u00e3o, Falc\u00e3o ressaltou que a jurisprud\u00eancia do STJ se firmou no sentido de que, nos processos de execu\u00e7\u00e3o fiscal, o ato realizado pelo correio com AR n\u00e3o exige a entrega pessoal, tampouco a assinatura do pr\u00f3prio executado no recibo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ministro enfatizou que, para a validade da&nbsp;cita\u00e7\u00e3o, basta ser comprovado que a correspond\u00eancia foi entregue no endere\u00e7o do executado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Processo: REsp 2.174.870<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/425912\/stj-bloqueio-de-bens-basta-para-interromper-prescricao-intercorrente\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/425912\/stj-bloqueio-de-bens-basta-para-interromper-prescricao-intercorrente<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Aviso pr\u00e9vio indenizado n\u00e3o \u00e9 tempo de servi\u00e7o para aposentadoria, diz STJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 10\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O aviso pr\u00e9vio indenizado, pagamento feito pela empresa ao empregado demitido sem justa causa, e sem que ele precise trabalhar no per\u00edodo, n\u00e3o gera tempo de servi\u00e7o para fins de aposentadoria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A conclus\u00e3o \u00e9 da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=stj&amp;mes=&amp;ano=&amp;autor=&amp;tipo=\">Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/a>, que fixou tese vinculante sob o rito dos recursos repetitivos. A quest\u00e3o foi resolvida por maioria de votos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O aviso pr\u00e9vio \u00e9 um direito do trabalhador, conforme a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/del5452.htm\">Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT)<\/a>. Quando o empregador o dispensa de trabalhar no per\u00edodo, pode indeniz\u00e1-lo, com base no \u00faltimo sal\u00e1rio e na propor\u00e7\u00e3o de dias trabalhados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aviso pr\u00e9vio \u00e9 indeniza\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o STJ, o aviso pr\u00e9vio indenizado n\u00e3o serve como tempo de servi\u00e7o para fins previdenci\u00e1rios porque ele tem car\u00e1ter indenizat\u00f3rio, e n\u00e3o de sal\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa conclus\u00e3o \u00e9 uma decorr\u00eancia de outra tese vinculante, fixada pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ em 2014, segundo a qual n\u00e3o incide contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria (a cargo da empresa) sobre os valores pagos a t\u00edtulo de aviso pr\u00e9vio indenizado (Tema 478).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maioria vencedora se formou em torno do voto divergente do ministro Gurgel de Faria. Ele foi acompanhado por Paulo S\u00e9rgio Domingues, S\u00e9rgio Kukina, Benedito Gon\u00e7alves, Afr\u00e2nio Vilela, Franscisco Falc\u00e3o e Maria Thereza de Assis Moura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi aprovada a seguinte tese:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel o c\u00f4mputo do aviso pr\u00e9vio indenizado como tempo de servi\u00e7o para fins previdenci\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Voto vencido<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ficou vencido o ministro Mauro Campbell, relator dos recursos. Para ele, a aus\u00eancia de presta\u00e7\u00e3o efetiva de servi\u00e7o durante o aviso pr\u00e9vio indenizado, por ser ato de vontade unilateral do empregador, n\u00e3o retira o tempo da contagem previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele ficou vencido, acompanhado do ministro Teodoro Silva Santos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A corrente derrotada prop\u00f4s a seguinte tese:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 poss\u00edvel o c\u00f4mputo do aviso pr\u00e9vio indenizado como tempo de servi\u00e7o para fins previdenci\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">REsp 2.068.311<br>REsp 2.069.623<br>REsp 2.070.015<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-10\/aviso-previo-indenizado-nao-e-tempo-de-servico-para-aposentadoria-diz-stj\/#:~:text=Foi%20aprovada%20a%20seguinte%20tese,de%20servi%C3%A7o%20para%20fins%20previdenci%C3%A1rios.\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-10\/aviso-previo-indenizado-nao-e-tempo-de-servico-para-aposentadoria-diz-stj\/#:~:text=Foi%20aprovada%20a%20seguinte%20tese,de%20servi%C3%A7o%20para%20fins%20previdenci%C3%A1rios.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ministros do STJ divergem se subfaturamento permite definir base do ISS por arbitramento&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 12\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a registrou empate em processo que discute se o subfaturamento de um servi\u00e7o \u00e9 fator suficiente para permitir que o Fisco defina a base de c\u00e1lculo do Imposto Sobre Servi\u00e7o (ISS) por arbitramento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dois ministros votaram para autorizar o arbitramento feito, no caso em discuss\u00e3o, pelo munic\u00edpio de Mangaratiba (RJ). Outros dois aplicaram a S\u00famula 7 da corte para manter a conclus\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro, que deu decis\u00e3o favor\u00e1vel ao contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O julgamento precisar\u00e1 aguardar a renova\u00e7\u00e3o da sustenta\u00e7\u00e3o oral para que o ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, que n\u00e3o integrava o colegiado quando a pauta come\u00e7ou a ser apreciada, possa desempatar a vota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Servi\u00e7os portu\u00e1rios<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caso envolve a interpreta\u00e7\u00e3o do artigo 148 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional. A norma diz que, quando o c\u00e1lculo de um tributo tem por base o valor de servi\u00e7os, a autoridade lan\u00e7adora poder escolher esse valor sempre que esse dado for omisso ou falseado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O falseamento se d\u00e1 quando as declara\u00e7\u00f5es ou documentos expedidos pelo contribuinte n\u00e3o merecerem f\u00e9 p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A a\u00e7\u00e3o trata de servi\u00e7os de opera\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria (descarga de min\u00e9rio de ferro transportado por trem e seu lan\u00e7amento para navios) prestados no terminal da Ilha da Gua\u00edba pela Minera\u00e7\u00f5es Brasileiras Reunidas (MBR) para a Vale de 2009 a 2012.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A MBR cobrou da Vale R$ 0,49 por tonelada embarcada. Segundo o munic\u00edpio de Mangaratiba, o pre\u00e7o \u00e9 artificial porque, em outros portos, a mineradora pagou R$ 17,72 em 2010 e R$ 22,38 em 2012 pelos mesmos servi\u00e7os. Soma-se a esse cen\u00e1rio o fato de a MBR ser controlada indiretamente pela pr\u00f3pria Vale.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Base de c\u00e1lculo do ISS<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por entender que isso permitiria o arbitramento da base de c\u00e1lculo do ISS, o munic\u00edpio abriu procedimento administrativo e lavrou auto de infra\u00e7\u00e3o para cobrar R$ 350 milh\u00f5es da Vale.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro n\u00e3o validou essa interpreta\u00e7\u00e3o do artigo 148 do CTN. Para a corte, a norma parte da ideia de falsidade do pre\u00e7o, que envolve a diferen\u00e7a entre o que foi efetivamente pago e o declarado. N\u00e3o \u00e9 esse o caso dos autos. Houve fixa\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o do servi\u00e7o, que se submete \u00e0 autonomia da vontade das partes. Em tese, a MBR poderia fazer a opera\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria para a Vale at\u00e9 mesmo de gra\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o TJ-RJ, o fato de o pre\u00e7o da opera\u00e7\u00e3o sofrer influ\u00eancia do controle indireto exercido pela Vale pode traduzir abuso do acionista controlador ou mesmo il\u00edcito administrativo, mas nem por isso permite a desconsidera\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o informado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diverg\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Relator, o ministro Teodoro Silva Santos votou para dar provimento ao recurso especial do munic\u00edpio, permitindo o arbitramento da base de c\u00e1lculo do ISS. Foi acompanhado pelo ministro Afr\u00e2nio Vilela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para eles, a aplica\u00e7\u00e3o do artigo 148 do CTN se justifica pela disparidade existente entre o pre\u00e7o pago pela Vale no terminal da Ilha da Gua\u00edba e o praticado em outros portos pr\u00f3ximos, reconhecida no ac\u00f3rd\u00e3o do TJ-RJ.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os ministros conclu\u00edram que o contribuinte n\u00e3o demonstrou que o pre\u00e7o seria correto, nem ao juiz, nem \u00e0 autoridade fiscal. Logo, \u00e9 poss\u00edvel a defini\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo conforme a previs\u00e3o da lei tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Abriu a diverg\u00eancia a ministra Maria Thereza de Assis Moura, para quem a an\u00e1lise n\u00e3o pode ser feita porque, para mudar a conclus\u00e3o do TJ-RJ sobre falseamento do pre\u00e7o, seria preciso reanalisar fatos e provas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa medida \u00e9 vedada ao STJ pela S\u00famula 7 da corte. O ministro Francisco Falc\u00e3o acompanhou a diverg\u00eancia. O caso agora aguarda nova pauta, para sustenta\u00e7\u00e3o oral e voto de desempate do ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">REsp 2.098.242<br><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-12\/stj-diverge-se-subfaturamento-basta-para-arbitramento-da-base-de-calculo-do-iss\/#:~:text=A%202%C2%AA%20Turma%20do%20Superior,Servi%C3%A7o%20(ISS)%20por%20arbitramento\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-12\/stj-diverge-se-subfaturamento-basta-para-arbitramento-da-base-de-calculo-do-iss\/#:~:text=A%202%C2%AA%20Turma%20do%20Superior,Servi%C3%A7o%20(ISS)%20por%20arbitramento<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Chega ao STF mais uma a\u00e7\u00e3o contra condi\u00e7\u00f5es para isen\u00e7\u00e3o inclu\u00eddas na Reforma Tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 12\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu outra a\u00e7\u00e3o em que s\u00e3o questionadas regras da Reforma Tribut\u00e1ria que tratam da isen\u00e7\u00e3o de impostos para a compra de ve\u00edculos por pessoas com defici\u00eancia. A Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Apoio \u00e0s Pessoas com Defici\u00eancia (ANAPCD) \u00e9 a autora da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=7186439\"><strong>&nbsp;<\/strong>(ADI) 7790<\/a>, que aborda a quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a associa\u00e7\u00e3o, a Lei Complementar (LC) 214\/2025, que regulamenta a reforma, condiciona a isen\u00e7\u00e3o de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), atual Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), e o Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS), atual Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), na compra de ve\u00edculos novo e adapta\u00e7\u00f5es externas nos ve\u00edculos feitas em oficinas credenciadas pelos Departamentos Estaduais de Tr\u00e2nsito (Detrans), deixando de reconhecer adapta\u00e7\u00f5es de f\u00e1brica, como dire\u00e7\u00e3o el\u00e9trica e hidr\u00e1ulica, c\u00e2mbio autom\u00e1tico. A ANAPCD sustenta que essa exig\u00eancia causar\u00e1 discrimina\u00e7\u00e3o entre as pessoas com defici\u00eancia, pois, dependendo do lado do corpo afetado, algumas poder\u00e3o ter direito \u00e0s isen\u00e7\u00f5es e outras n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa \u00e9 a segunda a\u00e7\u00e3o que o STF recebe sobre o tema. No m\u00eas passado, o Instituto Nacional de Direitos da Pessoa com Defici\u00eancia Oceano Azul, que defende interesses de pessoas autistas, apresentou a ADI 7779, em que alega que a norma cria novas restri\u00e7\u00f5es, gera inseguran\u00e7a jur\u00eddica e limita o acesso a direitos j\u00e1 garantidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ministro Alexandre de Mores \u00e9 o relator das duas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.abras.com.br\/clipping\/juridico\/118464\/chega-ao-stf-mais-uma-acao-contra-condicoes-para-isencao-incluidas-na-reforma-tributaria#:~:text=O%20Supremo%20Tribunal%20Federal%20(STF,ve%C3%ADculos%20por%20pessoas%20com%20defici%C3%AAncia.\">https:\/\/www.abras.com.br\/clipping\/juridico\/118464\/chega-ao-stf-mais-uma-acao-contra-condicoes-para-isencao-incluidas-na-reforma-tributaria#:~:text=O%20Supremo%20Tribunal%20Federal%20(STF,ve%C3%ADculos%20por%20pessoas%20com%20defici%C3%AAncia.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sem dolo, n\u00e3o h\u00e1 crime contra a ordem tribut\u00e1ria e inqu\u00e9rito \u00e9 arquivado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 12\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Irregularidades cont\u00e1beis ou infra\u00e7\u00f5es fiscais decorrentes de erro, imper\u00edcia, neglig\u00eancia ou imprud\u00eancia s\u00e3o irrelevantes sob o aspecto penal e, portanto, n\u00e3o caracterizam qualquer&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-18\/prova-fragil-sobre-dolo-impede-condenacao-por-fraude-tributaria-decide-juiza\/\">crime contra a ordem tribut\u00e1ria<\/a>&nbsp;pela falta de inten\u00e7\u00e3o do autor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse entendimento foi acolhido pelo juiz Vin\u00edcius de Toledo Piza Peluso, da Vara Regional das Garantias da 7\u00aa Regi\u00e3o Administrativa Judici\u00e1ria \u2014 Santos (SP), ao arquivar o inqu\u00e9rito policial contra um empres\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em seu pedido de arquivamento pela falta de ind\u00edcios para a propositura de a\u00e7\u00e3o penal, o promotor Carlos Eduardo Perez Fernandez pontuou que o dolo \u00e9 o elemento subjetivo de todas as figuras penais contidas na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8137.htm\">Lei 8.137\/1990<\/a>, voltado \u00e0 supress\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o do tributo. \u201cOs crimes contra a ordem tribut\u00e1ria n\u00e3o admitem a modalidade culposa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em janeiro, a pol\u00edcia apreendeu 22 telefones celulares na loja do acusado, em Guaruj\u00e1 (SP). O empres\u00e1rio foi preso em flagrante por suposto delito contra a ordem tribut\u00e1ria porque n\u00e3o exibiu de imediato as suas respectivas notas fiscais ou ordens de servi\u00e7o de conserto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois, os advogados&nbsp;Anderson Real Soares&nbsp;e&nbsp;Jo\u00e3o Xavier dos Santos Neto&nbsp;juntaram aos autos as notas fiscais de 15 celulares, que s\u00e3o novos e estavam \u00e0 venda, e as ordens de servi\u00e7o dos outros sete aparelhos, deixados na loja do acusado para manuten\u00e7\u00e3o. Com a apresenta\u00e7\u00e3o desses documentos, a Justi\u00e7a determinou a devolu\u00e7\u00e3o dos telefones. Na audi\u00eancia de cust\u00f3dia, o juiz Evandro Renato Pereira concedeu a liberdade provis\u00f3ria ao acusado mediante o compromisso de comparecimento aos atos processuais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o foram produzidos outros elementos contra o empres\u00e1rio e o promotor n\u00e3o vislumbrou qualquer delito. \u201cO simples fato de R. manter em seu estabelecimento comercial aparelhos celulares desacompanhados de notas fiscais n\u00e3o representa crime algum.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O inciso V do artigo 1\u00ba da Lei n\u00ba 8.137\/90 considera crime a conduta de negar ou deixar de fornecer, \u201cquando obrigat\u00f3rio\u201d, nota fiscal ou documento equivalente, relativa a venda de mercadoria ou presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, efetivamente realizada, ou fornec\u00ea-la em desacordo com a legisla\u00e7\u00e3o. A pena prevista varia de dois a cinco anos de reclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por\u00e9m, conforme o representante do Minist\u00e9rio P\u00fablico, n\u00e3o foi descrito qualquer neg\u00f3cio jur\u00eddico celebrado com o averiguado no qual ele se recusou a fornecer documento fiscal, ou que ele o tenha entregado em desrespeito \u00e0 norma aplic\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O advogado Anderson Real disse que o cliente n\u00e3o possui antecedentes criminais e foi preso sem tempo h\u00e1bil de exibir as notas fiscais dos celulares novos, arquivadas digitalmente pelo seu contador, e as ordens de servi\u00e7os dos demais aparelhos, guardadas em uma pasta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Processo 1500209-30.2025.8.26.0385<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-12\/sem-dolo-nao-ha-crime-contra-a-ordem-tributaria-e-inquerito-e-arquivado\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-12\/sem-dolo-nao-ha-crime-contra-a-ordem-tributaria-e-inquerito-e-arquivado\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>STF limita debate sobre honor\u00e1rios por equidade a causas da Fazenda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 12\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O STF decidiu nesta ter\u00e7a-feira, 11, que o julgamento, na Corte, envolvendo fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios por equidade em causas de alto valor se limita a processos da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o foi considerada vit\u00f3ria para a Advocacia. Com a limita\u00e7\u00e3o, causas privadas devem seguir o que definido pelo STJ&nbsp;(Tema 1.076), que proibiu a fixa\u00e7\u00e3o por equidade, determinando que seja seguida a regra do CPC, com percentuais pr\u00e9-determinados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A quest\u00e3o de ordem foi suscitada pelo relator, ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, ap\u00f3s partes e interessados manifestarem preocupa\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 delimita\u00e7\u00e3o da tem\u00e1tica em an\u00e1lise. O objetivo \u00e9 entender se o discutido neste momento envolve apenas processos em que figura como parte a Fazenda P\u00fablica ou se abarcaria qualquer causa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, sim, o debate abarca exclusivamente causas envolvendo a Fazenda. Todos os ministros seguiram o relator.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Voto do relator<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Andr\u00e9 Mendon\u00e7a observou que diversas manifesta\u00e7\u00f5es carreadas aos autos indicam que a discuss\u00e3o est\u00e1 restrita apenas aos casos em que a Fazenda P\u00fablica \u00e9 condenada a pagar honor\u00e1rios sucumbenciais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEntendo, assim, que a participa\u00e7\u00e3o da Fazenda P\u00fablica nos autos em que discutida a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios por equidade foi um dos elementos levados em considera\u00e7\u00e3o no julgamento pela exist\u00eancia de repercuss\u00e3o geral da quest\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um dos precedentes mencionados, cita o ministro, teve como fundamento a necessidade de prote\u00e7\u00e3o ao er\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cSomado a tudo isso, entendo que compreens\u00e3o diversa ampliaria a discuss\u00e3o em inadequado momento, em preju\u00edzo \u00e0 mais adequada e c\u00e9lere presta\u00e7\u00e3o jurisdicional, assim como dificultaria que se atingisse um bom termo para a demanda. Isso porque as demandas que envolvem a participa\u00e7\u00e3o da Fazenda P\u00fablica ostentam particularidades que n\u00e3o se estendem \u00e0s causas que versam interesse preponderantemente privados.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por entender que congregar duas discuss\u00f5es poderia obnubilar o debate, Mendon\u00e7a manifestou-se no sentido de esclarecer que o Tema 1.255 est\u00e1 restrito \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios devidos pela Fazenda P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vit\u00f3ria da advocacia<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti, celebrou a decis\u00e3o do STF, destacando que ela refor\u00e7a a import\u00e2ncia de crit\u00e9rios claros e objetivos para a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA decis\u00e3o do STF \u00e9 important\u00edssima, pois afirma aquilo que temos defendido a respeito da discuss\u00e3o sobre os honor\u00e1rios advocat\u00edcios. O Tema 1.076\/STJ dever\u00e1 ser aplicado \u00e0s causas envolvendo entes privados, impedindo o arbitramento de honor\u00e1rios por equidade nos casos n\u00e3o previstos pelo CPC, respeitando os princ\u00edpios constitucionais da legalidade e da isonomia. Agora, a OAB seguir\u00e1 trabalhando para garantir que o CPC seja aplicado de forma correta e equilibrada tamb\u00e9m nas causas em que a Fazenda P\u00fablica \u00e9 parte, assegurando que os advogados sejam remunerados de forma justa em todos os cen\u00e1rios.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Marcus Vinicius Furtado Co\u00ealho, membro honor\u00e1rio vital\u00edcio do Conselho Federal da OAB, explicou que a decis\u00e3o do STF refor\u00e7a os princ\u00edpios constitucionais da seguran\u00e7a jur\u00eddica, da legalidade e da valoriza\u00e7\u00e3o da advocacia, previstos nos artigos 5\u00ba e 133 da CF.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO julgamento da quest\u00e3o de ordem evidencia que o arbitramento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios deve respeitar as disposi\u00e7\u00f5es do CPC. A Ordem continuar\u00e1 atuando junto \u00e0 Suprema Corte para garantir que esse entendimento seja estendido tamb\u00e9m \u00e0s causas em que a Fazenda P\u00fablica for parte, mantendo a previsibilidade e a isonomia no tratamento dos advogados. Para as causas entre partes privadas, a aplica\u00e7\u00e3o do Tema 1.076 do STJ garante que os honor\u00e1rios sejam fixados com base em crit\u00e9rios objetivos, evitando distor\u00e7\u00f5es e assegurando a paridade entre as partes no processo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele ressaltou ainda que a justa remunera\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para o pleno exerc\u00edcio da profiss\u00e3o e para a manuten\u00e7\u00e3o de uma advocacia forte e independente, que desempenha papel fundamental no acesso \u00e0 Justi\u00e7a e na defesa dos cidad\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Processo Relacionado: RE 1.412.069<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/426091\/stf-limita-debate-sobre-honorarios-por-equidade-a-causas-da-fazenda\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/426091\/stf-limita-debate-sobre-honorarios-por-equidade-a-causas-da-fazenda<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Banco n\u00e3o responde por d\u00edvida de IPTU de im\u00f3vel financiado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 13\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que banco ou incorporadora n\u00e3o devem responder por d\u00edvida do IPTU de im\u00f3vel financiado, por meio de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria. A quest\u00e3o foi definida ontem pelos ministros da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, no julgamento de recursos repetitivos \u2013 a tese agora deve ser seguida pelas inst\u00e2ncias inferiores do Judici\u00e1rio. A aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria consiste na transfer\u00eancia tempor\u00e1ria de um bem ao credor, como garantia de pagamento de uma d\u00edvida. A modalidade de financiamento \u00e9 aplicada normalmente a im\u00f3veis e ve\u00edculos automotores. Todos os processos em segunda inst\u00e2ncia e no STJ estavam suspensos at\u00e9 o julgamento da quest\u00e3o pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o. No julgamento, por unanimidade, os ministros acompanharam o entendimento do relator, ministro Teodoro Silva Santos (Tema 1158 \u2013 REsp 1949182, entre outros). De acordo com ele, o credor fiduci\u00e1rio n\u00e3o pode ser considerado sujeito passivo do IPTU, uma vez que n\u00e3o se enquadra em nenhuma das hip\u00f3teses previstas no artigo 34 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN). O dispositivo determina que o contribuinte do IPTU \u00e9 \u201co propriet\u00e1rio do im\u00f3vel, o titular do seu dom\u00ednio \u00fatil, ou o seu possuidor a qualquer t\u00edtulo\u201d. Para o relator, essa previs\u00e3o n\u00e3o abrange a \u201cposse prec\u00e1ria da coisa\u201d, que \u00e9 o caso da institui\u00e7\u00e3o financeira na aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria. \u201cA raz\u00e3o do comando normativo, que nega a sujei\u00e7\u00e3o passiva do credor fiduci\u00e1rio ao recolhimento do imposto predial, decorre justamente da aus\u00eancia de posse qualificada pelo animus domini [inten\u00e7\u00e3o de ser dono], elemento subjetivo essencial para o reconhecimento da posse pass\u00edvel de tributa\u00e7\u00e3o\u201d, disse o ministro em seu voto. Olivar Vitale, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio VBD Advogados, destaca que a decis\u00e3o da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o foi acertada, por confirmar uma interpreta\u00e7\u00e3o literal do dispositivo do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional. \u201cN\u00e3o se pode cobrar o IPTU do banco se ele n\u00e3o tinha como efetuar o pagamento, por n\u00e3o ter o exerc\u00edcio da posse do im\u00f3vel\u201d, afirma o advogado. Uma decis\u00e3o que responsabilizasse os bancos pelo IPTU teria impacto direto no mercado imobili\u00e1rio e poderia encarecer o custo do cr\u00e9dito, avalia Leonardo Andrade, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio ALS Advogados. \u201cOs bancos teriam de financiar n\u00e3o apenas o pre\u00e7o de aquisi\u00e7\u00e3o do bem, mas tamb\u00e9m o imposto que incide sobre ele durante todo o prazo do financiamento\u201d, diz. Para o advogado, a decis\u00e3o beneficia n\u00e3o s\u00f3 os bancos, mas tamb\u00e9m os tomadores de cr\u00e9dito imobili\u00e1rio. \u201cOs munic\u00edpios, por outro lado, continuar\u00e3o podendo exigir o imposto diretamente dos devedores fiduciantes\u201d, acrescenta. Kelly Durazzo, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Durazzo &amp; Medeiros Advogados, acredita que a solu\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o pelo STJ traz seguran\u00e7a jur\u00eddica. \u201cFica claro que enquanto a posse direta estiver no nome do devedor fiduciante [comprador do im\u00f3vel], \u00e9 ele quem dever\u00e1 pagar o IPTU, conforme j\u00e1 era previsto na Lei da Aliena\u00e7\u00e3o Fiduci\u00e1ria [Lei n\u00ba 9.514\/1997]\u201d, afirma a especialista. O impacto da decis\u00e3o para bancos e incorporadoras \u00e9 milion\u00e1rio, mas o problema se concentra em S\u00e3o Paulo, segundo especialistas. O Tribunal de Justi\u00e7a do Estado (TJSP) tinha tend\u00eancia de aceitar o direcionamento da cobran\u00e7a de IPTU para os bancos. Em outras capitais, como Belo Horizonte e Florian\u00f3polis, s\u00f3 havia cobran\u00e7a depois que o im\u00f3vel fosse transferido para a institui\u00e7\u00e3o financeira. Quando o recurso foi afetado como repetitivo, em pesquisa \u00e0 jurisprud\u00eancia da Corte, foram encontrados dez ac\u00f3rd\u00e3os e 720 decis\u00f5es monocr\u00e1ticas proferidas por ministros da 1\u00aa e da 2\u00aa Turmas contendo controv\u00e9rsia semelhante \u00e0 dos autos. A solu\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o \u00e9 definitiva, uma vez que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram, em 2021, que \u201c\u00e9 infraconstitucional, a ela se aplicando os efeitos da aus\u00eancia de repercuss\u00e3o geral, a controv\u00e9rsia relativa \u00e0 legitimidade passiva do credor fiduci\u00e1rio para figurar em execu\u00e7\u00e3o fiscal de IPTU incidente sobre im\u00f3vel objeto de aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria\u201d (RE 1320059).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/03\/13\/banco-nao-responde-por-divida-de-iptu-de-imovel-financiado.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/03\/13\/banco-nao-responde-por-divida-de-iptu-de-imovel-financiado.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Demora da Receita n\u00e3o pode impedir ades\u00e3o a programa de regulariza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 13\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O contribuinte n\u00e3o pode ser impedido de aderir a um programa de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para regularizar sua situa\u00e7\u00e3o fiscal por causa da demora da Receita Federal para encaminhar seus d\u00e9bitos \u00e0 D\u00edvida Ativa da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse foi o entendimento do juiz Ivo Anselmo Hohn Junior, da 3\u00aa Vara Federal C\u00edvel da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Maranh\u00e3o, para garantir que uma empresa tenha direito a aderir ao programa de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria do governo federal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na a\u00e7\u00e3o, a empresa pede que a Receita encaminhe \u00e0 Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional os d\u00e9bitos vencidos h\u00e1 mais de 90 dias para que possa aderir ao programa de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, j\u00e1 que, para ter acesso \u00e0 modalidade, \u00e9 preciso ter d\u00e9bitos inscritos na d\u00edvida ativa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao analisar o caso, o julgador apontou que o caso preenchia os requisitos para concess\u00e3o de liminar \u2014 probabilidade do direito e perigo de dano ou risco ao resultado \u00fatil do processo. Ele ordenou que a Receita fa\u00e7a a remessa imediata dos d\u00e9bitos citados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO perigo na demora (periculum in mora) se configura na poss\u00edvel&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/fevereiro\/pgfn-prorroga-prazo-para-que-contribuintes-regularizem-dividas-tributarias\">perda do prazo<\/a>&nbsp;para ades\u00e3o que expirar\u00e1 em 30 de Maio de 2025 (Edital PGDAU 1\/2025), o que poder\u00e1 impactar negativamente as finan\u00e7as e o fluxo de caixa da empresa impetrante\u201d, registrou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cDeve-se assegurar ao contribuinte que possa optar por uma op\u00e7\u00e3o mais vantajosa a fim de conseguir adimplir sua d\u00edvida tribut\u00e1ria, e sendo uma das condi\u00e7\u00f5es para a transa\u00e7\u00e3o excepcional que o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio esteja inscrito em d\u00edvida ativa, natural que lhe seja assegurado que seus d\u00e9bitos devidamente constitu\u00eddos sejam remetidos para a inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa, resguardando \u00e0 Procuradoria Geral da Fazenda Nacional a an\u00e1lise acerca da viabilidade da transa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A empresa foi representada pelo advogado&nbsp;Gabriel Pinheiro Corr\u00eaa Costa, do escrit\u00f3rio Costa e Costa Associados.&nbsp;<br>Processo 1014519-76.2025.4.01.3700<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-13\/demora-da-receita-nao-pode-impedir-adesao-a-programa-de-regularizacao\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-13\/demora-da-receita-nao-pode-impedir-adesao-a-programa-de-regularizacao\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>STJ decide que processos aduaneiros parados podem ser extintos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 17\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que os processos aduaneiros em tramita\u00e7\u00e3o na esfera administrativa, ao contr\u00e1rio dos tribut\u00e1rios, podem ser extintos se n\u00e3o for proferida decis\u00e3o no prazo de tr\u00eas anos &#8211; aplicando-se a chamada prescri\u00e7\u00e3o intercorrente. O entendimento foi adotado pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, por meio de recursos repetitivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o afeta os processos contra autua\u00e7\u00f5es fiscais julgados nas delegacias da Receita Federal e no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). O \u00f3rg\u00e3o defendia a aplica\u00e7\u00e3o das mesmas regras para ambos os casos &#8211; ou seja, que os aduaneiros tamb\u00e9m n\u00e3o poderiam prescrever.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No julgamento, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o diferenciou os processos tribut\u00e1rios, que tratam diretamente de infra\u00e7\u00f5es relacionadas ao recolhimento de impostos, dos aduaneiros, que dizem respeito ao controle do com\u00e9rcio internacional. Com a decis\u00e3o, passam a ser adotadas regras distintas para infra\u00e7\u00f5es no com\u00e9rcio exterior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando for relacionado diretamente \u00e0 cobran\u00e7a de um imposto, o processo n\u00e3o tem limite temporal. Se tiver rela\u00e7\u00e3o com outros crit\u00e9rios de conformidade da atividade aduaneira, ainda que possa influenciar na cobran\u00e7a de imposto, pode ser extinto se n\u00e3o houver decis\u00e3o no prazo de tr\u00eas anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os casos levados ao STJ eram de duas empresas de log\u00edstica, que fazem frete internacional por via mar\u00edtima, a\u00e9rea e terrestre (REsp 2147578 e REsp 2147583). Nos dois processos, as empresas contestavam autua\u00e7\u00f5es da Receita por \u201cn\u00e3o presta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o sobre ve\u00edculo ou carga transportada, ou sobre opera\u00e7\u00f5es que executar\u201d, infra\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter administrativo, e n\u00e3o tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os contribuintes questionaram os processos administrativos alegando que estavam parados e deveriam ser extintos. Na primeira inst\u00e2ncia, os ju\u00edzes atenderam ao pleito. Mas no Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF-3), o entendimento foi de que, por se tratar de processos tribut\u00e1rios, n\u00e3o haveria prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No STJ, o voto do relator, Paulo S\u00e9rgio Domingues foi seguido por unanimidade. Ele entendeu que se aplica aos processos aduaneiros a previs\u00e3o do artigo 1\u00ba, par\u00e1grafo 1\u00ba, da Lei n\u00ba 9873. Pelo dispositivo, incide a prescri\u00e7\u00e3o no procedimento administrativo paralisado \u201cpor mais de tr\u00eas anos, pendente de julgamento ou despacho, cujos autos ser\u00e3o arquivados de of\u00edcio ou mediante requerimento da parte interessada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos processos tribut\u00e1rios, continua valendo a previs\u00e3o do artigo 5\u00ba da mesma lei, que determina que a prescri\u00e7\u00e3o n\u00e3o se aplica a \u201cinfra\u00e7\u00f5es de natureza funcional e aos processos e procedimentos de natureza tribut\u00e1ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A controv\u00e9rsia teve origem no Carf. Em 2021, conselheiros representantes dos contribuintes come\u00e7aram a n\u00e3o aplicar aos casos aduaneiros a S\u00famula 11 do \u00f3rg\u00e3o. O texto diz que, em conformidade com o artigo 5\u00ba da Lei n\u00ba 9873, n\u00e3o cabe prescri\u00e7\u00e3o intercorrente no processo administrativo tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para os conselheiros dos contribuintes, no entanto, os processos aduaneiros n\u00e3o tinham natureza tribut\u00e1ria e, portanto, n\u00e3o estavam abrangidos pela s\u00famula. Em uma sess\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o \u00e0 \u00e9poca, o ent\u00e3o presidente do Carf disse que teria que registrar que os conselheiros estavam desobedecendo uma s\u00famula, conduta que pode gerar demiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois desse epis\u00f3dio, a quest\u00e3o come\u00e7ou a ser levada ao STJ. J\u00e1 havia, antes do julgamento da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, precedentes dos dois colegiados de direito p\u00fablico entendendo que se tratam de quest\u00f5es distintas. Em abril de 2024, a 1\u00aa Turma destacou que \u201ch\u00e1 incid\u00eancia da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente prevista no artigo 1\u00ba, par\u00e1grafo 1\u00ba, da Lei n\u00ba 9.873\/1999 quando paralisado o processo administrativo de apura\u00e7\u00e3o de infra\u00e7\u00f5es de \u00edndole n\u00e3o tribut\u00e1ria por mais de tr\u00eas anos\u201d, em caso de uma empresa de log\u00edstica (REsp 2089822). A 2\u00aa Turma aplicou o mesmo entendimento (REsp 1942072).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mesmo com as decis\u00f5es favor\u00e1veis nas turmas, o Carf continuou entendendo que as san\u00e7\u00f5es administrativas aduaneiras deveriam ser julgadas pelo rito dos processos tribut\u00e1rios. Em junho de 2024, a 1\u00aa Turma da 1\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o entendeu que a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente n\u00e3o se aplicaria a processo sobre falta de presta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es \u00e0 administra\u00e7\u00e3o aduaneira, por aplica\u00e7\u00e3o da S\u00famula 11 (processo n\u00ba 11128.733278\/2013-70).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em outro caso, de mar\u00e7o de 2024, a 2\u00aa Turma da 4\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o negou o reconhecimento da prescri\u00e7\u00e3o em processo que tamb\u00e9m tratava da falta de informa\u00e7\u00f5es \u00e0 administra\u00e7\u00e3o aduaneira (processo n\u00ba 12689.722082\/2013-67).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora, a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente dever\u00e1 ser reconhecida em muitos processos, aposta Alessandro Cardoso, do Rolim Goulart Cardoso Advogados. \u201cSou cr\u00edtico do entendimento previsto na S\u00famula 11, uma vez que a prescri\u00e7\u00e3o \u00e9 um tema de ordem p\u00fablica, previsto nos artigos 156, V, e 174 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional e na Lei n\u00ba 6.830\/80 [Lei de Execu\u00e7\u00f5es Fiscais]\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Carlos Daniel Neto, s\u00f3cio do DDTax Advocacia Tribut\u00e1ria, que atuou defendendo o contribuinte no julgamento, a decis\u00e3o do STJ demonstra a import\u00e2ncia do direito aduaneiro. \u201cEssa decis\u00e3o traz seguran\u00e7a para o contribuinte que sofreu uma penalidade, por estabelecer um limite temporal e dizer que o Estado n\u00e3o pode manter uma espada de D\u00e2mocles sobre o contribuinte indefinidamente\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A expectativa \u00e9 de que o entendimento do STJ tenha um impacto positivo na redu\u00e7\u00e3o da litigiosidade, mas esse efeito vai depender da postura da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), de acordo com Alberto Medeiros, s\u00f3cio da \u00e1rea tribut\u00e1ria do Carneiros Advogados. \u201cSe a PGFN entender que a decis\u00e3o n\u00e3o tem mais como ser revertida, a tend\u00eancia \u00e9 de que o lit\u00edgio sobre esse tema diminua\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em nota, a PGFN afirma que o resultado do julgamento j\u00e1 era esperado, dado que as duas turmas j\u00e1 tinham jurisprud\u00eancia no mesmo sentido. \u201cA surpresa positiva foi que se estabeleceu, em tese vinculante, que a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente s\u00f3 ocorre se o processo ficar paralisado por tr\u00eas anos, ou seja, ficou esclarecido que as hip\u00f3teses de interrup\u00e7\u00e3o do prazo prescricional previstas na Lei n\u00ba 9.873, como a prola\u00e7\u00e3o de despachos ou decis\u00f5es no \u00e2mbito do processo administrativo, se aplicam na contagem do prazo, algo que j\u00e1 havia sido reconhecido pela 2\u00aa Turma, mas n\u00e3o pela 1\u00aa Turma, do tribunal\u201d, diz o \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hugo Funaro, do Dias de Souza Advogados, tamb\u00e9m atuou no processo e destaca que o pr\u00f3prio Minist\u00e9rio da Fazenda j\u00e1 distinguia o regime aplic\u00e1vel ao processo administrativo fiscal segundo a natureza do cr\u00e9dito. Mas essa distin\u00e7\u00e3o, de acordo com os pareceres SEI 6898\/2020\/ME e 943\/2024\/MF, elaborados pela PGFN, s\u00f3 se aplicava para o voto de qualidade pr\u00f3-contribuinte, que vale apenas para os processos tribut\u00e1rios, e n\u00e3o para os aduaneiros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cN\u00e3o faz sentido que o Fisco adote uma posi\u00e7\u00e3o de distin\u00e7\u00e3o do regime jur\u00eddico em fun\u00e7\u00e3o da natureza do cr\u00e9dito quando lhe favorece e n\u00e3o adote essa distin\u00e7\u00e3o quando o prejudica. A decis\u00e3o do STJ d\u00e1 coer\u00eancia ao sistema\u201d, afirma Funaro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em nota, o Carf diz que o entendimento do STJ \u201cn\u00e3o alcan\u00e7a a avassaladora maioria dos processos em tr\u00e2mite\u201d, e destaca que o artigo 99 de seu Regimento Interno prev\u00ea a ado\u00e7\u00e3o do entendimento ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da a\u00e7\u00e3o no STJ.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAt\u00e9 o tr\u00e2nsito em julgado da a\u00e7\u00e3o, aos processos em tr\u00e2mite no Carf que cumpram os pressupostos fixados pelo STJ em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 natureza da infra\u00e7\u00e3o e ao per\u00edodo de paralisa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 aplicado o disposto no artigo 100, que trata de sobrestamento\u201d, afirma o \u00f3rg\u00e3o, acrescentando que a recente cria\u00e7\u00e3o de turmas dedicadas a processos aduaneiros vai ajudar a respeitar o prazo da prescri\u00e7\u00e3o definido pelo STJ.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/03\/17\/stj-decide-que-processos-aduaneiros-parados-podem-ser-extintos.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/03\/17\/stj-decide-que-processos-aduaneiros-parados-podem-ser-extintos.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Senten\u00e7a exclui ISS do c\u00e1lculo do PIS e da Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 17\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Justi\u00e7a Federal concedeu aos associados do Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de S\u00e3o Paulo (Sindetur) o direito de excluir o ISS da base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins. A senten\u00e7a dada em mandado de seguran\u00e7a coletivo deve beneficiar em torno de 300 empresas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse \u00e9 um dos temas tribut\u00e1rios mais importantes para a Uni\u00e3o. Ele est\u00e1 para ser definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em repercuss\u00e3o geral. O impacto do julgamento \u00e9 estimado em R$ 35,4 bilh\u00f5es. Embora a vota\u00e7\u00e3o tenha sido iniciada no ano de 2020, no Plen\u00e1rio Virtual, um pedido de destaque levou a discuss\u00e3o do caso ao plen\u00e1rio f\u00edsico.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por enquanto, o placar est\u00e1 em quatro a dois contra a Uni\u00e3o e a expectativa de tributaristas \u00e9 de vit\u00f3ria do contribuinte. O otimismo leva em conta o voto de Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, \u00fanico com posicionamento at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido e que foi a favor da tese das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se considerado o entendimento que havia no Plen\u00e1rio Virtual &#8211; onde o placar estava empatado em quatro a quatro &#8211; e os posicionamentos relacionados \u00e0 \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, j\u00e1 haveria uma maioria favor\u00e1vel aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 votaram no caso tr\u00eas ministros: Dias Toffoli e Gilmar Mendes a favor da Uni\u00e3o e Mendon\u00e7a, das empresas. Os votos dos ministros aposentados j\u00e1 proferidos nessa discuss\u00e3o foram preservados &#8211; o do relator, Celso de Mello, Rosa Weber e Ricardo Lewandowski, todos favor\u00e1veis aos contribuintes. Por conta disso, n\u00e3o votam os ministros Nunes Marques, Fl\u00e1vio Dino e Cristiano Zanin, que os substitu\u00edram, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, considerando os votos proferidos pelos ministros em ambas as oportunidades (virtual e presencial), haveria um empate de 5 votos a 5, faltando apenas a manifesta\u00e7\u00e3o do ministro Luiz Fux. E a expectativa, segundo os advogados Victor Hugo Di Ribeiro e Alex de Ara\u00fajo Vieira, do VDR Advogados, que defende o Sindetur, \u00e9 de que Fux siga o que decidiu na \u201ctese do s\u00e9culo\u201d &#8211; a exclus\u00e3o do ICMS do c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, dando a vit\u00f3ria ao contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eles defendem que, assim como o ICMS, o ISS n\u00e3o se enquadra no conceito de faturamento, que \u00e9 a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es sociais. O entendimento foi acatado pelo juiz Jos\u00e9 Carlos Motta, da 19\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo, que julgou o mandado de seguran\u00e7a coletivo do Sindetur &#8211; impetrado em parceria entre o VDR Advogados e o BVZ Advogados para beneficiar empresas nos regimes de tributa\u00e7\u00e3o do lucro presumido ou real.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da Cofins \u00e9 o faturamento, entendido este como o produto da venda de mercadorias ou mesmo da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. O ISS &#8211; Imposto sobre Servi\u00e7os, por sua vez, n\u00e3o tem natureza de faturamento, j\u00e1 que se revela como \u00f4nus fiscal a ser pago pelo contribuinte aos munic\u00edpios, n\u00e3o podendo ser inclu\u00eddos nas bases de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es em comento\u201d, afirma o magistrado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de o tema estar na pauta do Supremo, o juiz decidiu julgar a causa. Levou em considera\u00e7\u00e3o que os ministros n\u00e3o decretaram a suspens\u00e3o nacional dos processos relativos ao Tema n\u00ba 118 da repercuss\u00e3o geral &#8211; a discuss\u00e3o sobre a exclus\u00e3o do ISS do c\u00e1lculo do PIS e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o magistrado, a discuss\u00e3o seria semelhante \u00e0 da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d. \u201cO mesmo entendimento se aplica quanto \u00e0 exclus\u00e3o do Imposto sobre Servi\u00e7os &#8211; ISS da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es em debate (PIS\/Cofins)\u201d, afirma ele na decis\u00e3o, que garantiu ainda a compensa\u00e7\u00e3o do que foi pago pelos associados do Sindetur nos cinco anos anteriores ao ajuizamento da a\u00e7\u00e3o (n\u00ba 5017160-24.2024.4.03.6100).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar de a entidade ter em torno de 13 mil associados, a decis\u00e3o s\u00f3 poderia ser aproveitada por parte deles. A maioria est\u00e1 no regime do Simples Nacional e paga uma al\u00edquota \u00fanica sobre a receita bruta, que inclui um pacote de tributos, segundo os advogados Victor Hugo Di Ribeiro e Alex de Ara\u00fajo Vieira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cMas se uma empresa quiser mudar de regime, seria agora uma boa oportunidade. Para aproveitar da decis\u00e3o\u201d, diz Di Ribeiro, acrescentando que o ganho com a exclus\u00e3o do ISS da base das contribui\u00e7\u00f5es sociais seria de 0,18% sobre o faturamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Frederico Bastos, do BVZ Advogados, destaca que a decis\u00e3o obtida pelo Sindetur est\u00e1 em linha com o entendimento do Supremo na \u201ctese do s\u00e9culo\u201d. \u201cOs valores [de ISS] transitam no patrim\u00f4nio da empresa, mas n\u00e3o se incorporam ao patrim\u00f4nio dela, porque v\u00e3o para os cofres p\u00fablicos e, portanto, n\u00e3o devem integrar a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins\u201d, afirma o advogado, acrescentando que o progn\u00f3stico \u00e9 positivo para os contribuintes no STF.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informa que, no caso, \u201cadotar\u00e1 as medidas judiciais cab\u00edveis para defender os interesses da Fazenda Nacional, buscando assegurar a aplica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria vigente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/03\/17\/sentenca-exclui-iss-do-calculo-do-pis-e-da-cofins.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/03\/17\/sentenca-exclui-iss-do-calculo-do-pis-e-da-cofins.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol start=\"2\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Decis\u00e3o do TJSP sobre distribui\u00e7\u00e3o desproporcional de lucros acende alerta a empresas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 12\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em decis\u00e3o un\u00e2nime, a 4\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) afastou uma opera\u00e7\u00e3o de distribui\u00e7\u00e3o desproporcional de lucros, determinando a tributa\u00e7\u00e3o dos valores. Ap\u00f3s concluir que teria havido uma doa\u00e7\u00e3o disfar\u00e7ada, foi mantida a cobran\u00e7a do Imposto sobre Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o (ITCMD). O caso concreto envolve uma sociedade em que os s\u00f3cios majorit\u00e1rios (pais) transferiram lucros altos aos s\u00f3cios minorit\u00e1rios (filhos). Em janeiro de 2017, os dois filhos receberam uma distribui\u00e7\u00e3o de lucros de cerca de R$ 24.140.948,49, enquanto os pais obtiveram R$ 2.682.327,60, totalizando a distribui\u00e7\u00e3o desproporcional de lucros de R$ 53.646.552,19.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objeto da decis\u00e3o est\u00e1 relacionado a um dos pontos tratados PLP 108\/2024, segundo projeto que regulamenta a reforma tribut\u00e1ria. A proposta introduz novos crit\u00e9rios para a distribui\u00e7\u00e3o desproporcional de lucros, estabelecendo limites e impondo \u00e0s empresas a obriga\u00e7\u00e3o de fornecer relat\u00f3rios mais detalhados sobre a destina\u00e7\u00e3o de seus lucros, garantindo maior transpar\u00eancia para auditores fiscais e acionistas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso analisado pelo TJSP, em 2021 a Fazenda estadual de S\u00e3o Paulo notificou os s\u00f3cios para que fosse apresentada a documenta\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria e cont\u00e1bil relativa \u00e0 doa\u00e7\u00e3o das quotas da empresa, realizada em 2017. Um dos filhos diz ter apresentado a documenta\u00e7\u00e3o solicitada pelo Fisco e que, ap\u00f3s a an\u00e1lise, a autoridade fazend\u00e1ria lavrou a cobran\u00e7a de ITCMD sobre a distribui\u00e7\u00e3o desproporcional de quotas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a defesa do contribuinte, a distribui\u00e7\u00e3o desproporcional de lucros \u201cdepende t\u00e3o somente de delibera\u00e7\u00e3o em ata de reuni\u00e3o e na previs\u00e3o da possibilidade de distribui\u00e7\u00e3o desproporcional em contrato social, e que ambos os requisitos foram observados\u201d. Por isso, requereu a derrubada da exig\u00eancia de ITCMD.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A juiza Gilsa Elena Rios, da 15\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de S\u00e3o Paulo, manteve a incid\u00eancia do imposto, impondo \u00e0 Fazenda P\u00fablica estadual a limita\u00e7\u00e3o da multa aplicada a 100% do valor do tributo devido. Segundo a magistrada, o modo pelo qual o neg\u00f3cio jur\u00eddico se deu caracteriza doa\u00e7\u00e3o, eis que \u201cpresentes o animus donandi que se operou em liberalidade espont\u00e2nea, inexistindo justo motivo ou motivo leg\u00edtimo para que o neg\u00f3cio jur\u00eddico de distribui\u00e7\u00e3o desproporcional da costas n\u00e3o se considere como doa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A defesa do filho recorreu e argumentou que os dividendos distribu\u00eddos possuem origem no resultado efetivo da atividade desenvolvida no \u00e2mbito da constru\u00e7\u00e3o civil e incorpora\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria. Ainda, foi deliberada por decis\u00e3o un\u00e2nime dos s\u00f3cios a distribui\u00e7\u00e3o dos lucros l\u00edquidos, que v\u00eam sendo pagos paulatinamente aos s\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, sustenta que a distribui\u00e7\u00e3o desproporcional \u00e9 leg\u00edtima, pois a pr\u00e1tica estava prevista no contrato social da empresa e estaria \u201cdiretamente ligada ao interesse empresarial\u201d. O homem tamb\u00e9m requereu o reconhecimento do car\u00e1ter excessivo da multa aplicada pelo Fisco paulista, de 100% do valor do tributo, solicitando a sua redu\u00e7\u00e3o para \u201cpatamares razo\u00e1veis\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2018Mera liberalidade\u2019<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao analisar o caso, o relator e desembargador Paulo Barcellos Gatti, da 4\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do TJSP, destacou que, ainda que a legisla\u00e7\u00e3o permita que os s\u00f3cios definam no contrato a hip\u00f3tese de distribui\u00e7\u00e3o desproporcional de dividendos\/lucros, fato \u00e9 que deve haver uma raz\u00e3o negocial para tanto, sob pena de se caracterizar como mera liberalidade, caracter\u00edstica intr\u00ednseca da opera\u00e7\u00e3o de doa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso em debate, segundo Gatti, a liberalidade ficou comprovada por alguns aspectos. Primeiramente, a distribui\u00e7\u00e3o desproporcional de dividendos ocorreu por mera vontade dos genitores, que detinham 98% da sociedade e cederam substancial parte de seus dividendos para os filhos que, na \u00e9poca, sequer eram s\u00f3cios-administradores para justificar uma atua\u00e7\u00e3o excepcional a ser recompensada com a distribui\u00e7\u00e3o at\u00edpica. Al\u00e9m disso, intimados a comprovar a raz\u00e3o negocial, os dois irm\u00e3os limitaram-se a alegar que seria uma forma de compensar financeiramente o fato de terem atuado como administradores da empresa, embora n\u00e3o detivessem tal qualidade \u00e0 \u00e9poca, a qual foi a eles conferida somente ap\u00f3s a distribui\u00e7\u00e3o desproporcional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEm conclus\u00e3o, inexistindo qualquer prop\u00f3sito negocial para a referida distribui\u00e7\u00e3o desproporcional de dividendos que o impetrante recebeu, restou caracterizada a liberalidade de seus genitores em doar quase 50 milh\u00f5es de reais e a liberalidade do impetrante e de sua irm\u00e3 em receber mais de 24 milh\u00f5es de reais cada\u201d, disse Gatti.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 multa contestada, o relator afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) j\u00e1 consolidou entendimento no sentido de que as multas tribut\u00e1rias punitivas est\u00e3o limitadas a 100% do valor do tributo. \u201cEm suma, correta a solu\u00e7\u00e3o albergada pela r. senten\u00e7a de primeiro grau no sentido da presen\u00e7a de causae debendi leg\u00edtima para exa\u00e7\u00e3o do ITCMD e na manuten\u00e7\u00e3o da multa punitiva no patamar de 50% do valor do tributo\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O processo mencionado na reportagem tramita com o n\u00famero 1089011-58.2023.8.26.0053 no TJSP.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/decisao-do-tjsp-sobre-distribuicao-desproporcional-de-lucros-acende-alerta-a-empresas\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/decisao-do-tjsp-sobre-distribuicao-desproporcional-de-lucros-acende-alerta-a-empresas<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol start=\"3\" class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Caso milion\u00e1rio de ISS da Vale ter\u00e1 que ser reiniciado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 14\/03\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) ter\u00e1 que reiniciar o julgamento de um autua\u00e7\u00e3o fiscal de ISS recebida pela Vale no valor atualizado de R$ 925 milh\u00f5es, ap\u00f3s um empate no placar. A cobran\u00e7a partiu do munic\u00edpio de Mangaratiba (RJ).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O quinto ministro, Marco Aur\u00e9lio Bellizze, que daria voto decisivo, n\u00e3o p\u00f4de se manifestar na sess\u00e3o de ter\u00e7a-feira, pois \u00e9 novo no colegiado e n\u00e3o acompanhou o julgamento do in\u00edcio. A turma, portanto, rejulgar\u00e1 o processo. N\u00e3o h\u00e1 prazo para a nova an\u00e1lise ocorrer, mas a tend\u00eancia \u00e9 que os votos dos outros quatro ministros sejam reafirmados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No recurso ao STJ, o munic\u00edpio alega que a Minera\u00e7\u00f5es Brasileiras Reunidas (MBR), controlada da Vale, subfaturou servi\u00e7os portu\u00e1rios prestados \u00e0 mineradora para reduzir a base de c\u00e1lculo do ISS. O pre\u00e7o pago pela Vale \u00e0 MBR por tonelada, de R$ 0,49, \u00e9 bem menor do que o praticado por operadoras vizinhas na Ilha de Gua\u00edba, que varia de R$ 17,72 a R$ 22,38, segundo&nbsp;a&nbsp;prefeitura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa diferen\u00e7a, segundo a prefeitura, configura evas\u00e3o fiscal. Por isso, multou a empresa pelo valor que entendia ser o correto, com base no artigo 148 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN). A senten\u00e7a deu raz\u00e3o \u00e0 prefeitura, mas ela foi reformada pelo Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro (TJRJ), por unanimidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O juiz Marcelo Borges Barbosa, da Vara \u00danica da Comarca de Mangaratiba, afirmou que o arrendamento feito pela MBR \u00e0 Vale \u201cconstitui uma manobra para pagar menos imposto\u201d e que \u201ctamanho disparate nos pre\u00e7os levanta suspeita sobre sua corre\u00e7\u00e3o\u201d. J\u00e1 o TJRJ entendeu que a base de c\u00e1lculo do ISS \u00e9 o pre\u00e7o do servi\u00e7o, sujeito \u201c\u00e0 autonomia da vontade das partes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para os desembargadores, o pre\u00e7o da opera\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria \u201cparece ter sofrido a influ\u00eancia do controle indireto exercido pela Vale\u201d, o que \u201cpode traduzir abuso do acionista controlador ou mesmo il\u00edcito administrativo, pela transfer\u00eancia n\u00e3o autorizada, na pr\u00e1tica, da opera\u00e7\u00e3o do porto\u201d. Mas isso n\u00e3o permite \u201ca desconsidera\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o informado, sem que se sustente ser ele falso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Vale tenta na Justi\u00e7a anular a cobran\u00e7a fiscal, referente aos anos de 2009 a 2012, sob o argumento de que a fiscaliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o apresentou provas suficientes e que a base de c\u00e1lculo do ISS \u00e9 o pre\u00e7o do servi\u00e7o &#8211; n\u00e3o o praticado pelo mercado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Defende ainda que os custos no Porto de Mangaratiba s\u00e3o menores por ser privado e s\u00f3 exigir o pagamento de m\u00e3o de obra. Em portos vizinhos, como o de Itagua\u00ed, que \u00e9 p\u00fablico, \u00e9 preciso fazer o pagamento do aluguel da estrutura, o que encarece o pre\u00e7o do servi\u00e7o em 60%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relator, ministro Teodoro da Silva Santos, votou a favor do munic\u00edpio, em setembro de 2024, quando se iniciou o julgamento. Disse que a disparidade de pre\u00e7o exacerbada abala a receita do munic\u00edpio. \u201c\u00c9 dinheiro p\u00fablico que serve para atividades p\u00fablicas elementares, como educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, seguran\u00e7a e saneamento\u201d, afirmou (REsp n\u00ba 2098242).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Silva Santos, a empresa parte da \u201cpremissa equivocada acerca da liberdade de contratar, que encontra limites justamente para n\u00e3o permitir a redu\u00e7\u00e3o artificial do imposto devido\u201d. Na vis\u00e3o do ministro, a base de c\u00e1lculo do ISS, regulamentado pelo artigo 7\u00ba da Lei Complementar n\u00ba 116\/2003, \u00e9 o pre\u00e7o dos servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por\u00e9m, o artigo 148 do CTN autoriza o arbitramento quando a autoridade fiscal entende haver \u201comiss\u00e3o\u201d nas declara\u00e7\u00f5es prestadas pelo contribuinte. \u201cMostra-se leg\u00edtima a iniciativa do Fisco municipal de apurar e arbitrar a base correta do imposto em processo pr\u00f3prio\u201d, completou o relator, acompanhado pelo ministro Afr\u00e2nio Vilela, que proferiu voto na sess\u00e3o de ter\u00e7a-feira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO caso trata de evidente disparidade de pre\u00e7o fixada possibilitando a iniciativa do munic\u00edpio em apurar a base de c\u00e1lculo, em conson\u00e2ncia com o entendimento desse tribunal\u201d, disse Vilela, no voto, afirmando ainda que a Vale n\u00e3o demonstrou que o pre\u00e7o praticado estaria correto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ministro Francisco Falc\u00e3o acompanhou o voto divergente da ministra Maria Thereza de Assis Moura, que foi favor\u00e1vel \u00e0 Vale, em sess\u00e3o anterior. Entendeu que o recurso n\u00e3o merece ser conhecido, pois seria necess\u00e1ria a rean\u00e1lise de provas, o que \u00e9 vedado pela S\u00famula n\u00ba 7 do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO que pretende a recorrente \u00e9 a valida\u00e7\u00e3o de lei local ao arrepio da lei federal mediante aplica\u00e7\u00e3o do artigo 146 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio do Munic\u00edpio de Mangaratiba, que segundo alega o recorrente, autorizaria o lan\u00e7amento de tributo por arbitramento nas hip\u00f3teses de subfaturamento, o que importa em ofensa \u00e0 S\u00famula 280 do Supremo Tribunal Federal (STF)\u201d, disse a ministra.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tributarista Rafael Vega, do Cascione Advogados, entende que o STJ deveria aplicar a S\u00famula 7 ao caso, pois \u00e9 necess\u00e1rio reanalisar se houve ou n\u00e3o falsidade nas informa\u00e7\u00f5es fiscais apresentadas pela Vale ao Fisco municipal. \u201cAs inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias que analisam os fatos, n\u00e3o \u00e9 compet\u00eancia do STJ mudar a interpreta\u00e7\u00e3o desse fato, ele s\u00f3 pode mudar a consequ\u00eancia jur\u00eddica\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Vega, tem sido comum as prefeituras \u201cextrapolarem\u201d a aplica\u00e7\u00e3o do artigo 148 do CTN quando n\u00e3o concordam com o pre\u00e7o do servi\u00e7o, mas que n\u00e3o \u00e9 isso o que prev\u00ea o dispositivo. \u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 discordar do pre\u00e7o, \u00e9 preciso haver prova de falsidade e prova de omiss\u00e3o\u201d, diz. Para ele, o STJ poderia fixar par\u00e2metros, como fez em outros julgamentos tribut\u00e1rios, para servirem de baliza para as prefeituras nesses casos de arbitramento de base de c\u00e1lculo de um tributo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Carlos Augusto Rolemberg, do Mundim, Costa Leite &amp; Rolemberg Advocacia e Consultoria, que atua pela prefeitura no caso, entende que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio o reexame de provas, pois tudo est\u00e1 expresso no ac\u00f3rd\u00e3o do TJRJ. \u201cPelas pr\u00f3prias premissas f\u00e1ticas do ac\u00f3rd\u00e3o recorrido, se pode constatar que houve viola\u00e7\u00e3o clara do artigo 148 do CTN\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele chama a aten\u00e7\u00e3o que a decis\u00e3o do TJRJ, mesmo dando raz\u00e3o \u00e0 Vale, reconhece que a diferen\u00e7a de pre\u00e7o praticada \u00e9 elis\u00e3o fiscal. \u201cO ac\u00f3rd\u00e3o reconhece que a Vale cometeu il\u00edcito empresarial, administrativo e que o pre\u00e7o era irreal, 36 vezes menor do que a praticada pela subsidi\u00e1ria no porto vizinho\u201d, acrescenta ele.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Procurada, a Vale disse que n\u00e3o comenta processos em andamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/03\/14\/caso-milionario-de-iss-da-vale-tera-que-ser-reiniciado.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/03\/14\/caso-milionario-de-iss-da-vale-tera-que-ser-reiniciado.ghtml<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 10\/03 a 18\/03 Projeto isenta de IPI carro comprado por quem tem c\u00e2ncer Data: 10\/03\/2025 O Projeto de Lei 200\/25 isenta de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a compra de autom\u00f3veis por pessoas com c\u00e2ncer. 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