{"id":3657,"date":"2025-03-06T09:49:05","date_gmt":"2025-03-06T12:49:05","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3657"},"modified":"2025-03-06T09:57:14","modified_gmt":"2025-03-06T12:57:14","slug":"retrospecto-tributario-24-02-a-05-03","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3657","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 24\/02 a 05\/03"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 24\/02 a 05\/03<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita aprimora regras de representa\u00e7\u00e3o fiscal para fins penais e endurece combate a crimes contra a sa\u00fade p\u00fablica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal do Brasil (RFB) editou a&nbsp;<a href=\"http:\/\/normasintranet.receita.fazenda\/sijut2consulta-interno\/link.action?ambienteInternet=false&amp;idAto=142967\">Portaria n\u00ba 514\/2025<\/a>, que atualiza a sistem\u00e1tica de representa\u00e7\u00e3o fiscal para fins penais com a altera\u00e7\u00e3o da Portaria RFB n\u00ba 1.750, de 12 de novembro de 2018. A nova medida intensifica a atua\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o no combate a crimes contra a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica e il\u00edcitos que oferecem riscos \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 seguran\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o. As mudan\u00e7as aprimoram os processos de representa\u00e7\u00e3o fiscal para fins penais, fortalecendo a coopera\u00e7\u00e3o da Receita Federal com investiga\u00e7\u00f5es criminais e a persecu\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, as den\u00fancias feitas ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) ganham mais robustez, permitindo maior agilidade na responsabiliza\u00e7\u00e3o dos infratores.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os principais pontos da altera\u00e7\u00e3o, destacam-se:<\/p>\n\n\n\n<p>Foi inclu\u00eddo um par\u00e1grafo no artigo 12\u00ba que exige que, em casos mais relevantes \u2013 seja pelo valor envolvido ou pelo risco \u00e0 sa\u00fade e seguran\u00e7a p\u00fablica \u2013 as representa\u00e7\u00f5es ter\u00e3o provas suficientes para viabilizar a imediata den\u00fancia pelo MPF. Crimes de contrabando de cigarros convencionais ou eletr\u00f4nicos, al\u00e9m de armas e agrot\u00f3xicos, est\u00e3o entre as principais relev\u00e2ncias;<\/p>\n\n\n\n<p>Os artigos 1\u00ba e 3\u00ba foram modificados para deixar mais claro que devem ser representados n\u00e3o apenas os crimes tribut\u00e1rios, mas tamb\u00e9m aqueles contra a Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica Federal e os de a\u00e7\u00e3o penal p\u00fablica incondicionada.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma, agora, prev\u00ea, no artigo 15\u00ba, que, quando o CNPJ de um estabelecimento representado estiver suspenso, os dados das representa\u00e7\u00f5es devem ser encaminhados aos munic\u00edpios correspondentes. Isso permitir\u00e1 \u00e0s prefeituras avaliarem a necessidade de revogar licen\u00e7as e adotar medidas para impedir a continuidade de atividades il\u00edcitas.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o artigo 16\u00ba foi ampliado para garantir a publica\u00e7\u00e3o de mais informa\u00e7\u00f5es sobre as representa\u00e7\u00f5es, permitindo que a sociedade acompanhe com maior precis\u00e3o o desdobramento das investiga\u00e7\u00f5es e processos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta norma se junta a outras publicadas em 2024, como a Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 2229\/24, que suspende o CNPJ de estabelecimentos que vendam cigarros eletr\u00f4nicos e convencionais contrabandeados e a Instru\u00e7\u00e3o Normativa 2231\/24, referente ao controle aduaneiro de passagem pelo territ\u00f3rio Nacional de mercadorias destinadas a pa\u00edses lim\u00edtrofes ou deles procedentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal refor\u00e7a seu compromisso no combate a fraudes e il\u00edcitos, aprimorando os mecanismos de fiscaliza\u00e7\u00e3o e fortalecendo a articula\u00e7\u00e3o com \u00f3rg\u00e3os de investiga\u00e7\u00e3o e controle.<\/p>\n\n\n\n<p>A Portaria 514 entra em vigor 45 dias ap\u00f3s sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/fevereiro\/receita-aprimora-regras-de-representacao-fiscal-para-fins-penais-e-endurece-combate-a-crimes-contra-a-saude-publica\">https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/fevereiro\/receita-aprimora-regras-de-representacao-fiscal-para-fins-penais-e-endurece-combate-a-crimes-contra-a-saude-publica<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>C\u00e2mara aprova projeto com benef\u00edcio tribut\u00e1rio para micro e pequenas empresas exportadoras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara dos Deputados aprovou projeto que permite \u00e0s micro e pequenas empresas se apropriarem de cr\u00e9ditos de tributos do Simples Nacional quando da devolu\u00e7\u00e3o de res\u00edduo tribut\u00e1rio por meio do programa Reintegra. O texto ser\u00e1 enviado ao Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>De autoria do Poder Executivo, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 167\/24 foi aprovado com substitutivo do relator, deputado Jonas Donizette (PSB-SP), que incorporou o conte\u00fado do Projeto de Lei 4043\/24 sobre o mesmo tema.<\/p>\n\n\n\n<p>A inten\u00e7\u00e3o do governo \u00e9 reavivar o Reintegra, programa de devolu\u00e7\u00e3o de res\u00edduos tribut\u00e1rios de produtos de exporta\u00e7\u00e3o que escapavam do sistema de n\u00e3o cumulatividade do PIS\/Cofins. Esse programa foi desidratado por falta de recursos or\u00e7ament\u00e1rios desde seu lan\u00e7amento em 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>Com as mudan\u00e7as do projeto, o foco ser\u00e1 para as micro e pequenas empresas, que poder\u00e3o apurar e se apropriar de cr\u00e9ditos de tributos abrangidos pelo Simples Nacional, a t\u00edtulo de Reintegra, nos exerc\u00edcios de 2025 e 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Jonas Donizete afirmou que, por n\u00e3o conseguirem fazer parte do Reintegra, as empresas optantes pelo Simples t\u00eam uma desvantagem em rela\u00e7\u00e3o a outros exportadores. &#8220;A continuidade dessa restri\u00e7\u00e3o contraria o pr\u00f3prio esp\u00edrito do regime simplificado, que visa a fortalecer, n\u00e3o limitar, a sustentabilidade e o crescimento desses empreendimentos&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o governo, em 2023, as micro e pequenas empresas representaram, em quantidade, aproximadamente 40% das empresas exportadoras brasileiras, mas os valores significaram apenas 0,8% do total exportado.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, segundo o governo, n\u00e3o teria um impacto or\u00e7ament\u00e1rio de relev\u00e2ncia o uso da al\u00edquota m\u00e1xima de 3% sobre as receitas de exporta\u00e7\u00e3o para gerar cr\u00e9ditos do Simples Nacional como forma de devolu\u00e7\u00e3o do res\u00edduo tribut\u00e1rio para essas empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com dados da Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior (Secex), as micro e pequenas empresas alcan\u00e7aram 2,8 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em exporta\u00e7\u00f5es em 2023 e mais de 6.700 empresas exportadoras. &#8220;Com a implementa\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis, \u00e9 esperado que mais empresas do Simples sejam estimuladas a participar do mercado internacional, ampliando a base exportadora brasileira&#8221;, afirmou Donizete.<\/p>\n\n\n\n<p>Incentivo \u00e0 ind\u00fastria<br>O l\u00edder do governo, deputado Jos\u00e9 Guimar\u00e3es (PT-CE), afirmou que a proposta \u00e9 vital para dar sustentabilidade \u00e0 ind\u00fastria brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o deputado Chico Alencar (Psol-RJ) disse que a medida \u00e9 fundamental para refor\u00e7ar as micro e pequenas empresas exportadoras. &#8220;Ajuda muito a democratizar a nossa economia.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o deputado Gilson Marques (Novo-SC), o projeto \u00e9 um &#8220;paliativo necess\u00e1rio&#8221;, mas o ideal seria fazer uma altera\u00e7\u00e3o perene. &#8220;O problema s\u00f3 se resolveria se reduz\u00edssemos de forma permanente a carga tribut\u00e1ria&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o deputado Hildo Rocha (MDB-MA), a proposta n\u00e3o chega a devolver toda a carga tribut\u00e1ria de PIS\/Cofins que n\u00e3o pode ser exportada, mas melhora a situa\u00e7\u00e3o dessas empresas. &#8220;Torna as empresas de pequeno porte e microempresas bem mais competitivas&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE) alertou que o res\u00edduo tribut\u00e1rio continuaria para micro e pequenas empresas depois de 2027 e que a proposta precisa prever uma reavalia\u00e7\u00e3o do Reintegra. Donizette aceitou a sugest\u00e3o e alterou o texto do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Reforma tribut\u00e1ria<br>O texto prev\u00ea que o Reintegra ser\u00e1 extinto quando o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), previsto na reforma tribut\u00e1ria, for efetivamente implementado ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o do PIS e da Cofins. No entanto, o governo dever\u00e1 revis\u00e1-lo para as micro e pequenas empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>O PLP 167\/24 e o Projeto de Lei 4043\/24 comp\u00f5em o Programa Acredita Exporta\u00e7\u00e3o, lan\u00e7ado no ano passado com regras de transi\u00e7\u00e3o para cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios at\u00e9 a conclus\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, em 2032.<\/p>\n\n\n\n<p>Regime Aduaneiro<br>O projeto aprovado altera a legisla\u00e7\u00e3o sobre suspens\u00e3o de tributos envolvidos na produ\u00e7\u00e3o de outro bem a ser exportado. Assim, o Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado (Recof), disciplinado apenas por normas infralegais, passar\u00e1 a fazer parte da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>De forma geral, conhecido como <em>drawback<\/em>, o regime de suspens\u00e3o de tributos (PIS, Cofins, PIS-Importa\u00e7\u00e3o e Cofins-Importa\u00e7\u00e3o) incidentes na importa\u00e7\u00e3o ou na compra do mercado interno de produtos a serem beneficiados para a exporta\u00e7\u00e3o de outro produto final \u00e9 concedido por prazo determinado \u00e0s empresas habilitadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas empresas dever\u00e3o pagar os tributos suspensos se n\u00e3o destinarem os produtos e servi\u00e7os com tributos suspensos \u00e0 formula\u00e7\u00e3o do produto exportado. Ap\u00f3s a exporta\u00e7\u00e3o, os tributos suspensos s\u00e3o convertidos em isen\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Deputados aprovaram o projeto na sess\u00e3o do Plen\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>O texto aprovado pelos deputados inclui as empresas habilitadas no Recof como benefici\u00e1rias da suspens\u00e3o de servi\u00e7os vinculados direta e exclusivamente \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o ou associados \u00e0 entrega no exterior do produto final.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o governo, o Recof traz a vantagem de a empresa decidir o destino a ser dado ao produto industrializado (exporta\u00e7\u00e3o ou venda no mercado interno) apenas ao final do ciclo produtivo, podendo pagar os tributos, se for o caso, sem juros ou multas se dentro do prazo de autoriza\u00e7\u00e3o concedido.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, ao mesmo tempo em que introduziu o Recof na <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/2009\/lei-11945-4-junho-2009-588669-norma-pl.html\">Lei 11.945\/09<\/a>, o texto do relator acrescentou outros dispositivos prevendo a cobran\u00e7a de multa e juros a partir da data do fato gerador dos tributos suspensos incidentes sobre os servi\u00e7os se o produto final n\u00e3o for exportado.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto tamb\u00e9m especifica que a exporta\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser realizada com a intermedia\u00e7\u00e3o de empresa comercial exportadora, segundo regulamento da Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Vig\u00eancia<br>Adicionalmente, o texto permite a suspens\u00e3o dos tributos por cinco anos, com vig\u00eancia a partir de 1\u00ba de janeiro de 2026. Se publicada este ano, valer\u00e1 at\u00e9 2031.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o artigo da lei na qual a mudan\u00e7a \u00e9 feita tem data para perder a validade: 1\u00ba de janeiro de 2027. Isso porque a lei complementar que regulamentou a reforma tribut\u00e1ria (<a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/leicom\/2025\/leicomplementar-214-16-janeiro-2025-796905-norma-pl.html\">Lei Complementar 214\/25<\/a>) prev\u00ea a revoga\u00e7\u00e3o do dispositivo a partir dessa data devido \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o dos tributos envolvidos pelo Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), com manuten\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio de suspens\u00e3o na forma de novo regulamento da Receita.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, as mudan\u00e7as valeriam, na pr\u00e1tica, apenas durante o ano de 2026. A partir de 2027, o IBS \u00e9 que ser\u00e1 suspenso com novas regras semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de reconhecer que a proposta do Recof tem impacto or\u00e7ament\u00e1rio reconhecido pela Receita Federal, Jonas Donizette n\u00e3o detalhou em seu parecer qual seria esse custo or\u00e7ament\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Responsabilidade solid\u00e1ria<br>O projeto aprovado acaba com a responsabilidade solid\u00e1ria no pagamento de tributos devidos em regimes aduaneiros de suspens\u00e3o de tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, a lei prev\u00ea que a empresa benefici\u00e1ria poder\u00e1 concordar (dar anu\u00eancia) com a aplica\u00e7\u00e3o da suspens\u00e3o para produtos importados por fornecedor que realiza um beneficiamento intermedi\u00e1rio desses bens na cadeia produtiva para depois vender \u00e0 empresa benefici\u00e1ria habilitada, que os usar\u00e1 no produto final a ser exportado.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa anu\u00eancia \u00e9 disciplinada pela Receita e, caso o fornecedor destine o bem importado ao mercado interno e n\u00e3o pague os tributos devidos por causa disso, a empresa que cedeu a anu\u00eancia no processo ser\u00e1 solid\u00e1ria na cobran\u00e7a do imposto pendente.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o novo texto do projeto, acaba a responsabilidade solid\u00e1ria e o fornecedor deve ser benefici\u00e1rio direto do regime aduaneiro para poder contar com a suspens\u00e3o, respondendo sozinho pela falta de pagamento de tributos nas situa\u00e7\u00f5es em que s\u00e3o devidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Prazo de regulariza\u00e7\u00e3o<br>Com as mudan\u00e7as feitas pelo relator, o projeto passa a alterar o Estatuto da Micro e Pequena Empresa (<a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/leicom\/2006\/leicomplementar-123-14-dezembro-2006-548099-norma-pl.html\">Lei Complementar 123\/06<\/a>) e aumenta de 30 dias para 90 dias o prazo para o participante do Simples Nacional regularizar situa\u00e7\u00f5es a fim de continuar no regime.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo prazo para regulariza\u00e7\u00e3o se refere a d\u00e9bitos com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou com o Fisco e aus\u00eancia de inscri\u00e7\u00e3o ou irregularidade em cadastro fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1136416-camara-aprova-projeto-com-beneficio-tributario-para-micro-e-pequenas-empresas-exportadoras\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1136416-camara-aprova-projeto-com-beneficio-tributario-para-micro-e-pequenas-empresas-exportadoras\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto exclui adicional de f\u00e9rias de contribui\u00e7\u00e3o para a Previd\u00eancia Social<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 4165\/24 exclui o adicional de f\u00e9rias do sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o do segurado do Regime Geral de Previd\u00eancia Social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Constitui\u00e7\u00e3o assegura aos trabalhadores o gozo de f\u00e9rias anuais remuneradas com, pelo menos, um ter\u00e7o a mais do que o sal\u00e1rio normal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO adicional de f\u00e9rias, por n\u00e3o ser incorpor\u00e1vel ao sal\u00e1rio, ostenta n\u00edtida natureza indenizat\u00f3ria e n\u00e3o integra o conceito de remunera\u00e7\u00e3o\u201d, defende o autor da proposta, deputado Jonas Donizette (PSB-SP).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O texto em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados altera a <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/1991\/lei-8212-24-julho-1991-363647-norma-pl.html\">Lei 8.212\/91<\/a>, que trata da organiza\u00e7\u00e3o da Seguridade Social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diverg\u00eancias<br>Jonas Donizette argumenta que o tema gera diverg\u00eancias na Justi\u00e7a.&nbsp;Segundo ele, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), em julgamento, decidiu que o valor das f\u00e9rias (o ter\u00e7o constitucional) possui natureza indenizat\u00f3ria e n\u00e3o constitui ganho habitual do empregado. &#8220;Por isso, sobre ela n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria (a cargo da empresa)\u201d, diz a decis\u00e3o do STJ.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgar a\u00e7\u00e3o sobre o tema, fixou o entendimento de que \u201c\u00e9 leg\u00edtima a incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o social, a cargo do empregador, sobre os valores pagos ao empregado a t\u00edtulo de ter\u00e7o constitucional de f\u00e9rias gozadas\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>A proposta ser\u00e1 analisada em car\u00e1ter conclusivo pelas comiss\u00f5es de Previd\u00eancia, Assist\u00eancia Social, Inf\u00e2ncia, Adolesc\u00eancia e Fam\u00edlia; de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, tem que ser aprovada pela C\u00e2mara e pelo Senado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1132874-projeto-exclui-adicional-de-ferias-de-contribuicao-para-a-previdencia-social\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1132874-projeto-exclui-adicional-de-ferias-de-contribuicao-para-a-previdencia-social<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Congresso estuda regras para equilibrar setor de v\u00eddeo sob demanda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento das plataformas de&nbsp;<em>streaming<\/em> no Brasil tem levado o Congresso Nacional a discutir maneiras para garantir um ambiente mais justo e equilibrado nesse setor, tanto para consumidores quanto para produtores nacionais de audiovisual.<\/p>\n\n\n\n<p>A regulamenta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de v\u00eddeo sob demanda, tamb\u00e9m chamado video on demand (VoD) \u2014&nbsp;em que o usu\u00e1rio pode escolher o que assistir\u00e1 por meio de um cat\u00e1logo e consumir esse conte\u00fado onde e quando quiser \u2014&nbsp;\u00e9 foco de projetos de lei em an\u00e1lise pelos parlamentares.&nbsp;O assunto tamb\u00e9m tem sido alvo de constantes debates na Casa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um <a href=\"about:blank\">estudo da Consultoria Legislativa do Senado<\/a>, publicado neste m\u00eas, deve contribuir para a an\u00e1lise do tema pelos parlamentares. Intitulado&nbsp;Como Anda a Regulamenta\u00e7\u00e3o dos Servi\u00e7os de V\u00eddeo sob Demanda no Brasil?, o estudo, elaborado pelo consultor Marcus Martins, se aprofunda sobre as normas que regem o segmento audiovisual no pa\u00eds atualmente, relacionando trechos dessas normas \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o que rege o setor de telecomunica\u00e7\u00f5es e o funcionamento da internet no pa\u00eds. O documento aponta efeitos da falta de arcabou\u00e7o legal e de fiscaliza\u00e7\u00e3o e regula\u00e7\u00e3o setorial. E tamb\u00e9m examina as principais proposi\u00e7\u00f5es legislativas em tramita\u00e7\u00e3o hoje no Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo levantamento mencionado no estudo da Consultoria, as plataformas de v\u00eddeo on-line alcan\u00e7aram, em janeiro de 2025, uma audi\u00eancia de 33,9%, frente a 66,1% da TV com programa\u00e7\u00e3o linear, incluindo a TV aberta. O estudo aponta dados compilados pelo Conselho Administrativo de Defesa Econ\u00f4mica (Cade) segundo os quais, em 2023, o mercado de VoD faturou US$ 1,95 bilh\u00e3o com os servi\u00e7os disponibilizados ao p\u00fablico brasileiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm que pese a pujan\u00e7a desse segmento, j\u00e1 maduro, seus provedores \u2014 os servi\u00e7os de streaming e download de conte\u00fado audiovisual, as televis\u00f5es com programa\u00e7\u00e3o linear via internet (fast TVs) e as plataformas de compartilhamento de v\u00eddeos \u2014 ainda n\u00e3o se subordinam a um arcabou\u00e7o legal, tampouco \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o e \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o das suas atividades por um \u00f3rg\u00e3o regulador setorial\u201d, observa Marcus Martins.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma, segundo o levantamento da Consultoria, os servi\u00e7os de VoD tamb\u00e9m n\u00e3o se sujeitam a nenhum mecanismo de incentivo \u00e0 exibi\u00e7\u00e3o de conte\u00fado nacional em seus cat\u00e1logos ou a obriga\u00e7\u00f5es de investimento ou financiamento na produ\u00e7\u00e3o de obras audiovisuais brasileiras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Propostas em an\u00e1lise<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos projetos de regulamenta\u00e7\u00e3o examinado pelo estudo da Consultoria \u00e9 o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/154545\">PL 2.331\/2022<\/a>, que define regras como a obrigatoriedade de pagamento, pelas plataformas, de uma contribui\u00e7\u00e3o sobre a receita bruta anual e a exig\u00eancia de&nbsp;cotas m\u00ednimas de exibi\u00e7\u00e3o de conte\u00fados nacionais.&nbsp;O texto&nbsp;j\u00e1 foi <a href=\"about:blank\">aprovado no Senado Federal<\/a> e est\u00e1 na Comiss\u00e3o de Cultura da C\u00e2mara dos Deputados. O autor, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), argumenta que o objetivo \u00e9&nbsp;ampliar as fontes de financiamento voltadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o audiovisual nacional e&nbsp;equilibrar as condi\u00e7\u00f5es competitivas entre as plataformas de streaming de v\u00eddeo&nbsp;e os servi\u00e7os de televis\u00e3o por assinatura.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposi\u00e7\u00e3o determina que as plataformas de streaming dever\u00e3o recolher&nbsp;a Contribui\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento da Ind\u00fastria Cinematogr\u00e1fica Nacional (Condecine), em percentual de at\u00e9 3% sobre a receita bruta anual. A contribui\u00e7\u00e3o financia o&nbsp;Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), destinado ao&nbsp;fomento do cinema e do audiovisual nacionais. Pelo projeto, as al\u00edquotas ser\u00e3o progressivas:<\/p>\n\n\n\n<p>empresas com faturamento acima de R$ 96 milh\u00f5es pagar\u00e3o al\u00edquota de 3%;<\/p>\n\n\n\n<p>empresas com faturamento entre R$ 4,8 milh\u00f5es e R$ 96 milh\u00f5es recolher\u00e3o 1,5%;<\/p>\n\n\n\n<p>servi\u00e7os com faturamento inferior a R$ 4,8 milh\u00f5es ficam isentas da cobran\u00e7a, assim como conte\u00fados jornal\u00edsticos ou estritamente educacionais;<\/p>\n\n\n\n<p>quando pelo menos metade do conte\u00fado oferecido pelas plataformas for nacional, o tributo dever\u00e1 ser reduzido em at\u00e9 60%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O texto tamb\u00e9m prev\u00ea cotas m\u00ednimas para a exibi\u00e7\u00e3o de conte\u00fados nacionais nas plataformas.&nbsp;O&nbsp;consultor Marcus Martins explica que a chamada &#8220;cota de cat\u00e1logo&#8221; considera o n\u00famero total de t\u00edtulos dispon\u00edveis nos cat\u00e1logos (e n\u00e3o a quantidade de horas das obras) e avalia que o percentual previsto n\u00e3o teria impacto significativo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa m\u00e9dia, foi prevista uma cota de cat\u00e1logo de 5%, bastante aqu\u00e9m da cota de 30%, aplicada em boa parte dos pa\u00edses europeus, e de 20%, sugerida pelo GT-VoD [Grupo de Trabalho do Minist\u00e9rio da Cultura para o servi\u00e7o de v\u00eddeo sob demanda] para a normatiza\u00e7\u00e3o da oferta dos servi\u00e7os de VoD no Brasil [&#8230;] Cotizando a proposta com o desenho do mercado brasileiro, conclui-se que a cota de 5% [prevista no projeto] n\u00e3o traria impactos significativos em termos globais\u201d, considera o consultor na publica\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outra proposta analisada no estudo \u00e9 o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=2157806\">PL 8.889\/2017<\/a>, pronto para vota\u00e7\u00e3o no Plen\u00e1rio da C\u00e2mara. De autoria do deputado Paulo Teixeira (PT-SP), o projeto tamb\u00e9m prev\u00ea cobran\u00e7a da Condecine e cotas m\u00ednimas de exibi\u00e7\u00e3o de conte\u00fados nacionais. O autor ressalta o crescimento r\u00e1pido do setor e diz o servi\u00e7o das plataformas deve ser&nbsp;oferecido \u201cem condi\u00e7\u00f5es equilibradas\u201d com as das empresas de TV por assinatura.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto substitutivo que pode ser votado no Plen\u00e1rio determina al\u00edquotas da Condecine de&nbsp;1% para provedores com receita bruta anual entre R$ 4,8&nbsp;milh\u00f5es e R$ 78 milh\u00f5es; 3% para provedores com receita bruta anual entre&nbsp;R$ 78 milh\u00f5es e R$ 300 milh\u00f5es; e 6% para provedores com receita anual bruta&nbsp;acima dos R$ 300 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Falta de regulamenta\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Marcus Martins ressalta que a <a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2024-01-15;14815\">Lei 12.485, de 2011<\/a>, introduziu uma s\u00e9rie de inova\u00e7\u00f5es na organiza\u00e7\u00e3o do mercado audiovisual brasileiro, notadamente no segmento de televis\u00e3o por assinatura. A primeira relevante altera\u00e7\u00e3o trazida por essa legisla\u00e7\u00e3o foi a possibilidade de tratamento homog\u00eaneo e a unifica\u00e7\u00e3o das licen\u00e7as dos servi\u00e7os de TV a cabo, por exemplo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu estudo, o consultor observa, no entanto, que essa lei n\u00e3o previu a possibilidade de oferta dos servi\u00e7os de VoD \u2014 e, portanto, n\u00e3o definiu nenhuma regulamenta\u00e7\u00e3o sobre esses produtos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho de Comunica\u00e7\u00e3o Social do Congresso Nacional (CCS) \u00e9 um dos colegiados que tem debatido o tema&nbsp;em audi\u00eancias p\u00fablicas com diversos representantes do servi\u00e7o de VoD no Brasil. O intuito \u00e9 avaliar as implica\u00e7\u00f5es de uma eventual regula\u00e7\u00e3o sobre o futuro do mercado audiovisual brasileiro e buscar um equil\u00edbrio para a quest\u00e3o, com a defini\u00e7\u00e3o de normas que&nbsp;garantam, por exemplo, a competitividade entre produtoras brasileiras e estrangeiras&nbsp;e entre as plataformas de&nbsp;streaming&nbsp;e TVs por assinatura.<\/p>\n\n\n\n<p>Ouvido <a href=\"about:blank\">no come\u00e7o de fevereiro pelo Conselho de Comunica\u00e7\u00e3o Social<\/a> (CCS), o diretor da Ag\u00eancia Nacional do Cinema (Ancine) Paulo Alcoforado considerou importante que o Estado brasileiro d\u00ea uma resposta sobre a quest\u00e3o e crie regras de conviv\u00eancia que concorram para um ambiente econ\u00f4mico do audiovisual plural, equilibrado e em benef\u00edcio do desenvolvimento desse pr\u00f3prio ambiente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente n\u00e3o est\u00e1 falando s\u00f3 sobre a quest\u00e3o que afeta o visual, a comunica\u00e7\u00e3o audiovisual, mas sobre uma quest\u00e3o que desafia as melhores vers\u00f5es dos Poderes do Estado brasileiro, para que ele possa oferecer respostas regulat\u00f3rias e n\u00e3o regulat\u00f3rias a esse imenso desafio\u201d, disse Alcoforado.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o diretor, essas empresas, cujos ativos mais valorizam no mundo inteiro, \u201catuam com muito investimento, oferecem seus servi\u00e7os, em cada pa\u00eds, com os custos praticamente amortizados e trazem o primeiro grande problema, que \u00e9 impedir qualquer condi\u00e7\u00e3o de competi\u00e7\u00e3o para as produtoras brasileiras\u201d.&nbsp;Ele afirmou que tem havido uma desestrutura\u00e7\u00e3o financeira dos neg\u00f3cios do varejo em todos os segmentos econ\u00f4micos do pa\u00eds, e isso tem impacto sobre quest\u00f5es inclusive de direitos trabalhistas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cN\u00f3s vimos a transforma\u00e7\u00e3o no mercado editorial, n\u00f3s assistimos \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o no mercado da m\u00fasica, n\u00f3s estamos assistindo \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o dram\u00e1tica do varejo brasileiro. Ent\u00e3o, \u00e9 disso que se trata, e \u00e9 uma quest\u00e3o multissetorial. Cada processo que tramita no Congresso Nacional ou aqueles que est\u00e3o em momento de diagn\u00f3stico, formula\u00e7\u00e3o, elabora\u00e7\u00e3o, precisam ser desenvolvidos numa perspectiva de que precisam conversar entre eles\u201d, declarou o diretor da Ancine na <a href=\"about:blank\">audi\u00eancia p\u00fablica da CCS, em 10 de fevereiro<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/02\/26\/congresso-estuda-regras-para-equilibrar-setor-de-video-sob-demanda\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/02\/26\/congresso-estuda-regras-para-equilibrar-setor-de-video-sob-demanda<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Proposta define tabela adicional de IR para rendimentos superiores a R$ 600 mil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 4840\/24 prev\u00ea a tributa\u00e7\u00e3o das altas rendas por meio de tabela progressiva com al\u00edquotas de 5,0% at\u00e9 27,5%. O texto em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados altera a legisla\u00e7\u00e3o sobre o Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica (IRPF).<\/p>\n\n\n\n<p>Pela proposta, os contribuintes com rendimentos anuais superiores a R$ 600 mil estar\u00e3o sujeitos a uma complementa\u00e7\u00e3o, correspondente \u00e0 diferen\u00e7a entre o IR apurado na Declara\u00e7\u00e3o de Ajuste Anual e o resultado da nova tabela progressiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o PL 4840\/24 aumenta o valor mensal do desconto simplificado atualmente j\u00e1 previsto na legisla\u00e7\u00e3o. Desta forma, as pessoas f\u00edsicas com rendimentos de at\u00e9 R$ 5 mil por m\u00eas ficariam isentas do Imposto de Renda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssas medidas promovem justi\u00e7a fiscal, responsabilidade com o patrim\u00f4nio p\u00fablico e respeito ao princ\u00edpio da progressividade no IR\u201d, disseram os autores da proposta, a deputada Camila Jara (PT-MS) e <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/prop_autores?idProposicao=2479282\">outros oito parlamentares<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto tramita em car\u00e1ter conclusivo e ser\u00e1 analisado pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania. Para virar lei, ter\u00e1 de ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1136939-proposta-define-tabela-adicional-de-ir-para-rendimentos-superiores-a-r-600-mil\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1136939-proposta-define-tabela-adicional-de-ir-para-rendimentos-superiores-a-r-600-mil<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto permite negocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvida tribut\u00e1ria de microempreendedor individual<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei Complementar (PLP) 131\/24, em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados, institui uma pol\u00edtica de negocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas tribut\u00e1rias dos microempreendedores individuais (MEIs) com a Receita Federal, e as fazendas estaduais e municipais.<\/p>\n\n\n\n<p>A Pol\u00edtica de Negocia\u00e7\u00e3o e Parcelamento de D\u00edvidas Tribut\u00e1rias abrange todas os d\u00e9bitos dos MEIs, inclusive os j\u00e1 inscritos em d\u00edvida ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>O parcelamento poder\u00e1 ser realizado em at\u00e9 60 presta\u00e7\u00f5es, conforme as seguintes condi\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>o valor de cada parcela n\u00e3o poder\u00e1 ser inferior a 5% do sal\u00e1rio m\u00ednimo;<\/p>\n\n\n\n<p>a primeira parcela dever\u00e1 ser paga no ato da formaliza\u00e7\u00e3o do parcelamento;<\/p>\n\n\n\n<p>o valor mensal das parcelas ser\u00e1 corrigido pela taxa Selic.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras condi\u00e7\u00f5es<br>O parcelamento poder\u00e1 incluir, a depender do governo, a redu\u00e7\u00e3o de multas, juros e encargos legais. Outros pontos importantes do projeto s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>o prazo para a conclus\u00e3o da negocia\u00e7\u00e3o ser\u00e1 de 60 dias a partir da data de solicita\u00e7\u00e3o \u00e0 Receita Federal, ou \u00e0s fazendas dos estados e munic\u00edpios;<\/p>\n\n\n\n<p>o n\u00e3o pagamento de tr\u00eas parcelas consecutivas ou seis alternadas implicar\u00e1 a rescis\u00e3o autom\u00e1tica do parcelamento;<\/p>\n\n\n\n<p>o MEI poder\u00e1 solicitar novo parcelamento, desde que justifique a incapacidade de pagamento e apresente um plano de regulariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Solu\u00e7\u00e3o<br>O deputado Clodoaldo Magalh\u00e3es (PV-PE), autor do projeto, afirma que a pol\u00edtica de parcelamento busca oferecer uma solu\u00e7\u00e3o \u201cmais justa e vi\u00e1vel\u201d para a regulariza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos fiscais dos MEIs, contribuindo para a sustentabilidade financeira desses pequenos empreendedores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuitos desses empreendedores enfrentam dificuldades para se manterem em dia com suas obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, o que pode levar ao ac\u00famulo de d\u00edvidas e, em casos extremos, ao encerramento das atividades\u201d, disse Magalh\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto ser\u00e1 analisado pelas comiss\u00f5es de Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os; Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJ). Depois seguir\u00e1 para o Plen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, a proposta tamb\u00e9m precisar\u00e1 ser aprovada pelos senadores.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1136268-projeto-permite-negociacao-de-divida-tributaria-de-microempreendedor-individual\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1136268-projeto-permite-negociacao-de-divida-tributaria-de-microempreendedor-individual<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal define forma e prazo para que os administradores de fundos comuniquem o n\u00e3o recolhimento do IRRF pela falta de provimento de recursos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Os administradores de fundos de investimentos devem comunicar \u00e0 Receita Federal a falta de recolhimento do Imposto de Renda Retido na Fonte em raz\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>(I) da falta de provimento de recursos pelo cotista;<\/p>\n\n\n\n<p>(II) de decis\u00e3o judicial que suspende o pagamento do imposto, ou<\/p>\n\n\n\n<p>(III) de outras hip\u00f3teses que impe\u00e7am a reten\u00e7\u00e3o e o recolhimento do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida est\u00e1 prevista na Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.253\/2025 publicada ontem (26\/2) no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o. De acordo com o normativo, a comunica\u00e7\u00e3o deve ser feita exclusivamente pelo Centro Virtual de Atendimento (e-CAC), acessado por meio do site da Receita Federal (gov.br\/receitafederal). Para isso, os administradores devem:<\/p>\n\n\n\n<p>1. Acessar o site da Receita Federal e selecionar &#8220;Legisla\u00e7\u00e3o e Processos&#8221; &gt; &#8220;Processos Digitais (e-Processo)&#8221; &gt; &#8220;Solicitar Servi\u00e7o via Processo Digital&#8221;.<br>2. Fazer login no e-CAC com certificado digital ou c\u00f3digo de acesso.<br>3. No menu do e-CAC, acessar &#8220;Declara\u00e7\u00f5es e Escritura\u00e7\u00f5es&#8221; &gt; &#8220;Comunicar Falta e\/ou Insufici\u00eancia de Recolhimento do Imposto sobre a Renda &#8211; Fundos de Investimentos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O prazo para envio dessas informa\u00e7\u00f5es \u00e9 at\u00e9 o dia&nbsp;31 de mar\u00e7o de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>A Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.253\/2025 altera a IN RFB n\u00ba 2.166\/2023, que regulamenta a tributa\u00e7\u00e3o dos rendimentos de fundos de investimento conforme a Lei n\u00ba 14.754\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a n\u00e3o altera a tributa\u00e7\u00e3o, mas complementa as regras de transi\u00e7\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o sobre fundos de investimento. Com isso, a Receita Federal refor\u00e7a a transpar\u00eancia no cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o e assegura maior previsibilidade para administradores de fundos e investidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Resumo das mudan\u00e7as<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal regulamentou a forma e o prazo para que os administradores de fundos de investimentos informem a falta de recolhimento do imposto de renda retido na fonte.<br>O prazo para envio das informa\u00e7\u00f5es \u00e9 at\u00e9 o dia 31 de mar\u00e7o de 2025.<br>A comunica\u00e7\u00e3o deve ser feita exclusivamente pelo e-CAC, no servi\u00e7o &#8220;Comunicar Falta e\/ou Insufici\u00eancia de Recolhimento do Imposto sobre a Renda &#8211;&nbsp;Fundos de Investimentos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/fevereiro\/receita-federal-define-forma-e-prazo-para-que-os-administradores-de-fundos-comuniquem-o-nao-recolhimento-do-irrf-pela-falta-de-provimento-de-recursos\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/fevereiro\/receita-federal-define-forma-e-prazo-para-que-os-administradores-de-fundos-comuniquem-o-nao-recolhimento-do-irrf-pela-falta-de-provimento-de-recursos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Appy prev\u00ea aumento de 10% no poder de compra com Reforma Tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da Reforma Tribut\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Fazenda, Bernard Appy, destacou, nessa ter\u00e7a-feira (26\/2), que a nova legisla\u00e7\u00e3o sobre tributos aumentar\u00e1 em 10%, em m\u00e9dia, o poder de compra dos brasileiros nos pr\u00f3ximos 15 anos, gra\u00e7as ao seu impacto positivo sobre o crescimento do pa\u00eds. A afirma\u00e7\u00e3o foi feita durante sua participa\u00e7\u00e3o no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=6lLDmHFlO8I\">podcast&nbsp;Kritik\u00ea<\/a>, comandado pelo apresentador Mario Speziano, com a presen\u00e7a do empres\u00e1rio e consultor em finan\u00e7as corporativas Jos\u00e9 Kobori.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s estamos falando, por baixo, de um aumento de 10 pontos percentuais no pib potencial do Brasil em fun\u00e7\u00e3o da Reforma Tribut\u00e1ria. Ent\u00e3o, n\u00f3s estamos falando que daqui a 15 anos o poder de compra dos brasileiros, em m\u00e9dia, vai ter aumentado 10% ou mais em fun\u00e7\u00e3o da Reforma Tribut\u00e1ria, al\u00e9m do que ele j\u00e1 cresceria\u201d, declarou Appy.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante o programa, o secret\u00e1rio abordou a simplifica\u00e7\u00e3o do sistema e a substitui\u00e7\u00e3o de impostos cumulativos por dois tributos n\u00e3o cumulativos, o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), seguindo o modelo internacionalmente adotado do Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Ele destacou a import\u00e2ncia de um sistema mais transparente e eficiente, que beneficie a economia e reduza desigualdades, al\u00e9m de enfatizar a import\u00e2ncia da reforma para a promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento do pa\u00eds. \u201cO bolo vai crescer por conta da Reforma Tribut\u00e1ria, e acho que esse \u00e9 o ponto mais importante\u201d, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Appy salientou que o efeito positivo sobre o potencial de crescimento do pa\u00eds n\u00e3o vir\u00e1 no curto prazo, pois h\u00e1 um tempo longo de transi\u00e7\u00e3o. Ele ponderou, no entanto que ser\u00e1 um efeito relevante, \u00e0 medida que a reforma simplificar\u00e1 o sistema e reduzir\u00e1 a sonega\u00e7\u00e3o fiscal. Assim, at\u00e9 2033, a expectativa \u00e9 de um impacto significativo nas al\u00edquotas e na arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom certeza, no final da transi\u00e7\u00e3o, tem uma simplifica\u00e7\u00e3o monumental do ponto de vista das empresas. Os novos tributos, o IBS e a CBS, s\u00e3o muito mais simples do que os atuais\u201d, justificou.<\/p>\n\n\n\n<p>Redu\u00e7\u00e3o de desigualdades<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os ganhos previstos com o novo sistema, Appy apontou o IVA dual, que deve simplificar a complexidade atual, respeitando o federalismo brasileiro, ao substituir os tributos federais, estaduais e municipais.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro avan\u00e7o ser\u00e1 o de acabar com a guerra fiscal entre os estados, promovendo uma arrecada\u00e7\u00e3o mais justa e eficiente, com desenvolvimento regional e equidade fiscal. \u201cA Reforma Tribut\u00e1ria acaba com a guerra fiscal entre os estados. E ela j\u00e1 acabaria, porque o IBS vai ser cobrado no destino\u201d, afirmou. Al\u00e9m disso, n\u00e3o haver\u00e1 possibilidade de os estados darem benef\u00edcios porque a legisla\u00e7\u00e3o ser\u00e1 uma s\u00f3 para o IBS em todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Os efeitos tamb\u00e9m dever\u00e3o ser sentidos nos munic\u00edpios, pois a previs\u00e3o \u00e9 de que as desigualdades econ\u00f4micas, com a diferen\u00e7a de receita per capita entre munic\u00edpios, caia de 200 para 15 vezes.<\/p>\n\n\n\n<p>Efici\u00eancia e distribui\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Bernard Appy garantiu que a reforma tem um objetivo distributivo para beneficiar as classes sociais menos favorecidas. Segundo ele, \u00e9 preciso ter o objetivo distributivo e de efici\u00eancia, de crescimento. \u201cO nosso sistema tribut\u00e1rio \u00e9 t\u00e3o ruim que d\u00e1 para avan\u00e7ar simultaneamente nos dois objetivos. D\u00e1 para ter um sistema que seja, simultaneamente, mais eficiente e mais justo\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o secret\u00e1rio, a Reforma Tribut\u00e1ria j\u00e1 reduzir\u00e1 os custos das empresas, melhorando a recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, o que favorecer\u00e1 a contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e estimular\u00e1 a economia, aumentando a competitividade no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Appy tamb\u00e9m prev\u00ea impactos sobre os pre\u00e7os ao consumidor final, \u00e0 medida que a efici\u00eancia tribut\u00e1ria melhore as margens das empresas, sempre levando em conta a estrutura de mercado de cada setor e de como s\u00e3o formados os pre\u00e7os. \u201cMas a minha impress\u00e3o \u00e9 de que, no longo prazo, o grosso desses ganhos de efici\u00eancia vai ser repassado para o pre\u00e7o e vai beneficiar o consumidor final. Como eu falei, \u00e9 um tributo sobre o consumo, ent\u00e3o, a redu\u00e7\u00e3o tende a ser repassada para o pre\u00e7o\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Appy, a reforma proposta n\u00e3o resolver\u00e1 todos os problemas do pa\u00eds, mas com certeza melhorar\u00e1 a qualidade de vida dos brasileiros. \u201cN\u00e3o tenho d\u00favida nenhuma de que vai. E assim, aos pouquinhos, em cada etapa, a gente vai trabalhando nessa dire\u00e7\u00e3o de ter um pa\u00eds mais justo, mais eficiente. Eu acho que, se a gente entender que isso \u00e9 uma agenda republicana, a gente vai ter um pa\u00eds melhor\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/fevereiro\/appy-preve-aumento-de-10-no-poder-de-compra-com-reforma-tributaria\">https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/fevereiro\/appy-preve-aumento-de-10-no-poder-de-compra-com-reforma-tributaria<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/noticiasfiscais.com.br\/2025\/03\/03\/projeto-reduz-encargos-de-empresas-que-adotarem-programa-com-escalas-de-trabalho-alternativas\/\"><strong>Projeto reduz encargos de empresas que adotarem programa com escalas de trabalho alternativas<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 4478\/24 cria o Programa de Incentivo \u00e0 Contrata\u00e7\u00e3o em Escalas de Trabalho Alternativas e reduz os encargos trabalhistas das empresas que aderirem ao programa.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo texto, em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados, o programa ser\u00e1 direcionado exclusivamente \u00e0s empresas que contratarem empregados com as seguintes escalas:<\/p>\n\n\n\n<p>4&#215;3, com quatro dias consecutivos de atividade e tr\u00eas dias consecutivos de descanso, respeitando uma carga hor\u00e1ria semanal m\u00e1xima de 36 horas; e<\/p>\n\n\n\n<p>5&#215;2, com cinco dias consecutivos de atividade e dois dias consecutivos de descanso, respeitando uma carga hor\u00e1ria semanal m\u00e1xima de 40 horas.<\/p>\n\n\n\n<p>Redu\u00e7\u00e3o de tributos<br>Para contratos sob a escala 4&#215;3, as empresas participantes ter\u00e3o desconto nos seguintes encargos:<\/p>\n\n\n\n<p>contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias patronais destinadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS): abatimento de 40%;<\/p>\n\n\n\n<p>contribui\u00e7\u00f5es para o Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS): al\u00edquota reduzida dos atuais 8% para 4,8%; e<\/p>\n\n\n\n<p>seguros de acidente de trabalho: redu\u00e7\u00e3o de 40%.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos contratos sob a escala 5&#215;2, os decontos valer\u00e3o para:<\/p>\n\n\n\n<p>contribui\u00e7\u00f5es patronais ao INSS: abatimento de 25%;<\/p>\n\n\n\n<p>contribui\u00e7\u00f5es para o FGTS: al\u00edquota reduzida dos atuais 8% para 6%; e<\/p>\n\n\n\n<p>seguros de acidente de trabalho: redu\u00e7\u00e3o de 25%.<\/p>\n\n\n\n<p>Como aderir ao programa<br>Para participar do programa, as empresas dever\u00e3o comprovar:<\/p>\n\n\n\n<p>cumprimento da <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/declei\/1940-1949\/decreto-lei-5452-1-maio-1943-415500-norma-pe.html\">Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT)<\/a>, em especial as normas de seguran\u00e7a, sa\u00fade e ergonomia no ambiente de trabalho; e<\/p>\n\n\n\n<p>inclus\u00e3o dos funcion\u00e1rios contratados sob a escala alternativa em planos de benef\u00edcios de sa\u00fade ou de assist\u00eancia social, ou ambos.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os anos, o Minist\u00e9rio do Trabalho dever\u00e1 fazer auditorias e divulgar um relat\u00f3rio detalhado sobre o programa, incluindo estimativa das eventuais contrata\u00e7\u00f5es geradas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom as escalas alternativas, o programa busca fomentar a cria\u00e7\u00e3o de empregos, ampliando as oportunidades de inser\u00e7\u00e3o no mercado de trabalho\u201d, disse o autor da proposta, deputado Marcos Soares (Uni\u00e3o-RJ), ao defender as mudan\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto tramita em car\u00e1ter conclusivo e ser\u00e1 analisado pelas comiss\u00f5es de Trabalho; de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania. Para virar lei, ter\u00e1 de ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1137384-projeto-reduz-encargos-de-empresas-que-adotarem-programa-com-escalas-de-trabalho-alternativas\/\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>ITCMD passar\u00e1 por grandes mudan\u00e7as com a reforma tribut\u00e1ria. Entenda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/03\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Imposto sobre Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o (ITCMD) sofrer\u00e1 mudan\u00e7as significativas na reforma tribut\u00e1ria. Essas altera\u00e7\u00f5es no ITCMD ir\u00e3o impactar diretamente as heran\u00e7as e doa\u00e7\u00f5es, assim como os planejamentos patrimoniais e sucess\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As altera\u00e7\u00f5es promovidas pela Emenda Constitucional n\u00ba 132\/2023 e pelo Projeto de Lei n\u00ba 68\/2024 trar\u00e3o aumento da carga tribut\u00e1ria a pretexto de promover maior justi\u00e7a fiscal&#8221;, afirmam os advogados Rodrigo Ant\u00f4nio Dias e Isabella Tralli, s\u00f3cios do VBD Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as principais altera\u00e7\u00f5es, est\u00e3o a al\u00edquota progressiva obrigat\u00f3ria no pa\u00eds tod o (quanto maior o valor do bem, maior o percentual cobrado) &#8211; medida aprovada por meio da EC 132 &#8211; e a base de c\u00e1lculo do imposto para bens im\u00f3veis, que passar\u00e1 a ser o valor de mercado do bem, conforme o Projeto de Lei n\u00ba 108, ainda em discuss\u00e3o no Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>Abaixo, os especialistas Dias e Isabella respondem a sete quest\u00f5es sobre o assunto:<\/p>\n\n\n\n<p>1.O que \u00e9 o ITCMD e como ele ser\u00e1 calculado ap\u00f3s a reforma tribut\u00e1ria?<\/p>\n\n\n\n<p>O ITCMD \u00e9 imposto de compet\u00eancia dos Estados e Distrito Federal, nos termos do art. 155, I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal e incide sobre a transmiss\u00e3o de bens e direitos nas seguintes hip\u00f3teses:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022Doa\u00e7\u00e3o inter vivos: Transfer\u00eancia gratuita de bens m\u00f3veis, im\u00f3veis, direitos ou valores realizada entre pessoas vivas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022Transmiss\u00e3o causa mortis: Recebimento de bens, direitos ou valores em decorr\u00eancia do falecimento do propriet\u00e1rio, seja por heran\u00e7a ou legado.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato gerador do imposto ocorre no momento da transmiss\u00e3o do bem ou direito ao benefici\u00e1rio (herdeiro, legat\u00e1rio ou donat\u00e1rio), sendo a base de c\u00e1lculo o valor do bem transmitido.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a reforma tribut\u00e1ria, os crit\u00e9rios que determinam o fato gerador do ITCMD permanecer\u00e3o inalterados, mantendo-se a incid\u00eancia do imposto sobre transmiss\u00f5es causa mortis e doa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>2.Houve altera\u00e7\u00e3o sobre quem deve pagar o ITCMD ap\u00f3s a reforma?<\/p>\n\n\n\n<p>A sujei\u00e7\u00e3o passiva continuar\u00e1 sendo do donat\u00e1rio (aquele que recebe), nos casos de transmiss\u00e3o via doa\u00e7\u00e3o e do sucessor (quem herda), nos casos de transmiss\u00e3o causa mortis.<\/p>\n\n\n\n<p>A novidade trazida pelo Projeto de Lei n\u00ba 108\/2024, que visa regulamentar o ITCMD e hoje pende de aprecia\u00e7\u00e3o do Senado, \u00e9 a previs\u00e3o de inclus\u00e3o de respons\u00e1veis solid\u00e1rios pelo recolhimento do ITCMD (not\u00e1rios, registradores, institui\u00e7\u00e3o financeira e todo aquele a quem couber a administra\u00e7\u00e3o, a cust\u00f3dia e o registro de bem m\u00f3vel ou im\u00f3vel e respectivos direitos objeto de transmiss\u00e3o; pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica que contribuir para a oculta\u00e7\u00e3o ou dissimula\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o causa mortis ou doa\u00e7\u00e3o, etc.).<\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa que o Estado poder\u00e1 exigir o pagamento do ITCMD tamb\u00e9m das pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas listadas no PL n\u00ba 108\/2024, na qualidade de respons\u00e1veis, caso n\u00e3o haja pagamento desse imposto pelo donat\u00e1rio ou sucessor \u2014 sujeitos passivos da obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>3.Quais s\u00e3o as al\u00edquotas do ITCMD no atual sistema?<\/p>\n\n\n\n<p>As al\u00edquotas do ITCMD variam conforme a legisla\u00e7\u00e3o de cada Estado, podendo ser progressivas ou fixas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022A al\u00edquota m\u00e1xima para o ITCMD \u00e9 determinada pelo Senado. Atualmente o percentual m\u00e1ximo \u00e9 de 8%, conforme Resolu\u00e7\u00e3o do Senado n\u00ba 9\/1992. Contudo, existe projeto em tramita\u00e7\u00e3o para que essa al\u00edquota m\u00e1xima seja majorada para 16% (Projeto de Resolu\u00e7\u00e3o do Senado n\u00ba 57\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022O Distrito Federal e alguns Estados cobram al\u00edquotas progressivas de ITCMD, como, por exemplo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Acre, Cear\u00e1, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Sergipe, Rond\u00f4nia, Tocantins, onde as al\u00edquotas aumentam conforme o valor do bem transmitido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022Outros Estados exigem ITCMD com base em al\u00edquotas fixas, que variam entre 2% e 5%, sendo que em nenhum desses Estados, nos quais as al\u00edquotas s\u00e3o fixas, se exige a al\u00edquota m\u00e1xima de 8% permitida pelo Senado Federal. Em S\u00e3o Paulo (SP), por exemplo, a al\u00edquota \u00e9 fixa em 4%, mas j\u00e1 existe o Projeto de Lei Estadual n\u00ba 7\/2024, que institui a tributa\u00e7\u00e3o progressiva no Estado de S\u00e3o Paulo, prevendo uma al\u00edquota m\u00e1xima de 8%.<\/p>\n\n\n\n<p>4.O que muda sobre as al\u00edquotas do ITCMD com a reforma tribut\u00e1ria?<\/p>\n\n\n\n<p>Com a aprova\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, as al\u00edquotas do ITCMD passar\u00e3o por mudan\u00e7as significativas:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022Al\u00edquotas obrigatoriamente progressivas \u2192 Passar\u00e3o a ser graduadas conforme o valor do bem transmitido, seja por heran\u00e7a ou doa\u00e7\u00e3o. Quanto maior o valor do bem ou direito, maior ser\u00e1 a al\u00edquota aplicada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022Uniformiza\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios entre os Estados \u2192 Estados que ainda aplicam al\u00edquota fixa dever\u00e3o alterar sua legisla\u00e7\u00e3o para seguir a obrigatoriedade da progressividade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022Possibilidade de majora\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria \u2192 Estados poder\u00e3o ajustar suas al\u00edquotas m\u00e1ximas, impactando especialmente transmiss\u00f5es de bens de maior valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a determina\u00e7\u00e3o constitucional da progressividade trazida pela Emenda Constitucional n\u00ba 132\/2023 n\u00e3o \u00e9 autoaplic\u00e1vel, pois exige a aprova\u00e7\u00e3o de leis pelos Estados e Distrito Federal, at\u00e9 que haja a aprova\u00e7\u00e3o dessas leis nada muda, pelo menos em 2025, para os contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>5.Quais os impactos da reforma sobre o ITCMD na transmiss\u00e3o de bens im\u00f3veis?<\/p>\n\n\n\n<p>A transmiss\u00e3o de bens im\u00f3veis tamb\u00e9m sofrer\u00e1 mudan\u00e7as importantes na base de c\u00e1lculo do ITCMD.<\/p>\n\n\n\n<p>a)Situa\u00e7\u00e3o atual:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022A base de c\u00e1lculo do ITCMD sobre a transmiss\u00e3o de bens im\u00f3veis \u00e9 o valor do bem transmitido, n\u00e3o podendo ser inferior ao valor venal do IPTU ou ITR.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022Na pr\u00e1tica, a Sefaz\/SP utiliza o valor venal de refer\u00eancia, que muitas vezes \u00e9 bem superior ao valor venal do IPTU, resultando em uma tributa\u00e7\u00e3o maior, em raz\u00e3o do Decreto Estadual n\u00ba 55.002\/2009.<\/p>\n\n\n\n<p>b)Mudan\u00e7a com o PL n\u00ba 108\/2024 (artigo 173)<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022A base de c\u00e1lculo passar\u00e1 a ser o valor de mercado do bem transmitido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022Para fins de apura\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo, a legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria estadual ou distrital poder\u00e1: (I) considerar o valor de mercado do bem na data da declara\u00e7\u00e3o do contribuinte ou da avalia\u00e7\u00e3o pela administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria; (II) estabelecer que o valor de mercado de determinado bem ou direito seja expresso em unidade fiscal do respectivo ente tributante; e (III) estabelecer que o valor de mercado de bem im\u00f3vel ou direito relativo a bem im\u00f3vel seja fixado por meio de planta de valores.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa mudan\u00e7a pode elevar consideravelmente o ITCMD devido, uma vez que o valor de mercado poder\u00e1 ser superior ao valor patrimonial, principalmente em \u00e1reas urbanas valorizadas. Outro impacto relevante \u00e9 o aumento da judicializa\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o da discuss\u00e3o do que seria considerado valor de mercado e quais crit\u00e9rios utilizados para sua defini\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>6.Quais os impactos da reforma na tributa\u00e7\u00e3o da transmiss\u00e3o de participa\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias?<\/p>\n\n\n\n<p>A transmiss\u00e3o de cotas ou a\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m est\u00e1 sujeita \u00e0 incid\u00eancia do ITCMD, mas h\u00e1 discuss\u00f5es sobre o valor da base de c\u00e1lculo a ser utilizada.<\/p>\n\n\n\n<p>a) Situa\u00e7\u00e3o atual:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022O artigo 38 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN) disp\u00f5e expressamente que a base de c\u00e1lculo do ITCMD \u00e9 o valor venal dos bens ou direitos transmitidos. No Estado de S\u00e3o Paulo, o artigo 14, par\u00e1grafo 3\u00ba, da Lei n\u00ba 10.705\/00 estabelece que a base de c\u00e1lculo do ITCMD sobre a doa\u00e7\u00e3o de quotas sociais ou a\u00e7\u00f5es ser\u00e1 o respectivo valor patrimonial da participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022No entanto, a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz) de S\u00e3o Paulo tem adotado entendimento no sentido de que o valor patrimonial das cotas de capital deve ser calculado mediante a avalia\u00e7\u00e3o dos ativos da sociedade e n\u00e3o sobre o valor do patrim\u00f4nio l\u00edquido. Crit\u00e9rio equivocado, na medida em que n\u00e3o leva em considera\u00e7\u00e3o os passivos que impactam o valor patrimonial das cotas de capital.<\/p>\n\n\n\n<p>b)Mudan\u00e7a com o PL n\u00ba 108\/2024 (artigo 175):<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022Para participa\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias negociadas em mercados organizados de valores mobili\u00e1rios, a base de c\u00e1lculo corresponder\u00e1 \u00e0 cota\u00e7\u00e3o de fechamento do dia anterior da avalia\u00e7\u00e3o, conforme definido na legisla\u00e7\u00e3o estadual ou distrital;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022Para as demais participa\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias, a base de c\u00e1lculo ser\u00e1, no m\u00ednimo, o patrim\u00f4nio l\u00edquido ajustado pela avalia\u00e7\u00e3o dos ativos e passivos a valor de mercado, acrescido do valor de mercado do fundo de com\u00e9rcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o novo crit\u00e9rio aumentar\u00e1 significativamente a carga tribut\u00e1ria sobre heran\u00e7as e doa\u00e7\u00f5es de participa\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias, especialmente em empresas com ativos valorizados.<\/p>\n\n\n\n<p>7.Quais as altera\u00e7\u00f5es trazidas pelo PL n\u00ba 108\/2024 j\u00e1 derrubadas na C\u00e2mara dos Deputados sobre o ITCMD?<\/p>\n\n\n\n<p>O PL 108\/2024, em sua reda\u00e7\u00e3o inicial, buscava tributar com o ITCMD as transmiss\u00f5es ocorridas entre pessoas vinculadas, sob a justificativa de que essas opera\u00e7\u00f5es possu\u00edam elementos de dissimula\u00e7\u00e3o. A exemplo: transmiss\u00f5es declaradas como onerosa para pessoa que n\u00e3o comprovasse a capacidade financeira para sua aquisi\u00e7\u00e3o (ex: cess\u00e3o onerosa de quotas entre familiares). Os dispositivos foram retirados do texto pela C\u00e2mara.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda havia a inten\u00e7\u00e3o de que os Planos de Previd\u00eancia Privada que envolvessem capitaliza\u00e7\u00e3o de aportes financeiros, especialmente na modalidade VGBL e PGBL, passassem a ser tributados pelo ITCMD. Essa tentativa tamb\u00e9m foi derrubada.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas os temas exclu\u00eddos ainda podem voltar ao projeto de lei da regulamenta\u00e7\u00e3o, pois o PL n\u00ba 108\/2024 aguarda aprecia\u00e7\u00e3o do Senado. Se houver mudan\u00e7as no texto pelo Senado, ele ter\u00e1 que passar pela C\u00e2mara novamente, antes da san\u00e7\u00e3o presidencial.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/03\/04\/itcmd-passara-por-grandes-mudancas-com-a-reforma-tributaria-entenda.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/03\/04\/itcmd-passara-por-grandes-mudancas-com-a-reforma-tributaria-entenda.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:&nbsp;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Projeto prorroga isen\u00e7\u00e3o de tributos para exportadores do Rio Grande do Sul<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 3954\/24, do deputado Jos\u00e9 Guimar\u00e3es (PT-CE), prorroga, por at\u00e9 um ano, o regime aduaneiro especial para empresas exportadoras do Rio Grande do Sul. A prorroga\u00e7\u00e3o vale para empresas com isen\u00e7\u00f5es que terminaram entre 24 de abril e 31 de dezembro do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse regime especial, chamado de drawback, isenta ou suspende tributos (como Imposto de Importa\u00e7\u00e3o, IPI e PIS\/Cofins) sobre os insumos estrangeiros utilizados na produ\u00e7\u00e3o de mercadorias destinadas exclusivamente a exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela regra do drawback, a empresa interessada precisa se habilitar na Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior, hoje ligada ao Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os. A secretaria define ent\u00e3o um prazo para a exporta\u00e7\u00e3o ser efetivada, sob pena de pagamento dos tributos devidos.<\/p>\n\n\n\n<p>PIB menor<br>Segundo Guimar\u00e3es, a economia ga\u00facha foi extremamente afetada por chuvas em 2024, o que se refletiu no recuo de 0,3% do PIB em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro trimestre de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA proposta dar\u00e1 mais prazo para empresas afetadas por chuvas e enchentes atestarem a exporta\u00e7\u00e3o de bens pelo regime especial, evitando eventuais san\u00e7\u00f5es\u201d, argumenta o deputado.<\/p>\n\n\n\n<p>Intermedi\u00e1rios<br>O benef\u00edcio tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lido para empresas de outros estados, desde que sejam fabricantes de instrumentos a serem usados para industrializa\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul. O texto ser\u00e1 analisado na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA inclus\u00e3o de fabricantes intermedi\u00e1rios \u00e9 uma estrat\u00e9gia que fomenta a colabora\u00e7\u00e3o e a integra\u00e7\u00e3o entre diferentes elos da cadeia produtiva, essencial para o fortalecimento do setor industrial\u201d, afirmou Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa, de acordo com o parlamentar, \u00e9 aumentar o volume de exporta\u00e7\u00f5es e e gerar divisas que podem ser reinvestidas na economia local.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>A proposta ser\u00e1 analisada em car\u00e1ter conclusivo pelas comiss\u00f5es de Desenvolvimento Econ\u00f4mico; de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1132185-projeto-prorroga-isencao-de-tributos-para-exportadores-do-rio-grande-do-sul#:~:text=O%20Projeto%20de%20Lei%203954,de%20dezembro%20do%20ano%20passado.\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1132185-projeto-prorroga-isencao-de-tributos-para-exportadores-do-rio-grande-do-sul#:~:text=O%20Projeto%20de%20Lei%203954,de%20dezembro%20do%20ano%20passado.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ALERJ aprova isen\u00e7\u00e3o de imposto para medicamento de distrofia muscular de DUCHENNE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>As opera\u00e7\u00f5es com o medicamento Elevidys (delandistrogene moxeparvovec), destinado ao tratamento de distrofia muscular de Duchenne (DMD), ser\u00e3o isentas do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS). \u00c9 o que determina o Projeto de Lei 4.814\/25, de autoria do Poder Executivo, que a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta ter\u00e7a-feira (25\/02), em discuss\u00e3o \u00fanica. A medida segue para o governador Cl\u00e1udio Castro, que tem at\u00e9 15 dias \u00fateis para sancion\u00e1-la ou vet\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p>A distrofia muscular de Duchenne \u00e9 uma doen\u00e7a rara, progressiva e sem cura, de car\u00e1ter degenerativo e irrevers\u00edvel, que compromete a funcionalidade do tecido muscular pela aus\u00eancia da prote\u00edna distrofina, essencial para sua integridade. Tal patologia compromete progressivamente a mobilidade e a fun\u00e7\u00e3o cardiorrespirat\u00f3ria, levando \u00e0 depend\u00eancia de assist\u00eancia ventilat\u00f3ria e \u00e0 redu\u00e7\u00e3o significativa da expectativa de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Na justificativa da proposta, o governador Cl\u00e1udio Castro explicou que o medicamento \u00e9 uma terapia g\u00eanica inovadora, j\u00e1 aprovada nos Estados Unidos, mas que ainda n\u00e3o tem registro na Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa). \u201cA falta do registro impede sua incorpora\u00e7\u00e3o ao Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) e sua inclus\u00e3o nas listas oficiais de fornecimento pelo poder p\u00fablico. A import\u00e2ncia do f\u00e1rmaco para o tratamento da DMD refor\u00e7a a necessidade de medidas que facilitem seu acesso, incluindo a desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria\u201d, afirmou o governador.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta internaliza no Estado do Rio o Conv\u00eanio ICMS 56\/24. A isen\u00e7\u00e3o do imposto ser\u00e1 retroativa a todas as opera\u00e7\u00f5es ocorridas a partir de 16 de maio de 2025, data em que entrou em vigor o conv\u00eanio ICMS. A norma est\u00e1 em conformidade com o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) n\u00ba 03\/2024, firmado entre o Estado do Rio de Janeiro e o Minist\u00e9rio P\u00fablico, no \u00e2mbito da 2\u00aa Promotoria de Justi\u00e7a de Tutela Coletiva \u2013 N\u00facleo Maca\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta n\u00e3o veio acompanhada do impacto or\u00e7ament\u00e1rio, j\u00e1 que ainda n\u00e3o h\u00e1 registro de opera\u00e7\u00f5es com o medicamento no estado, resultando em impacto or\u00e7ament\u00e1rio nulo. A Superintend\u00eancia de Estudos Econ\u00f4micos (SUPEEC) da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) calcular\u00e1 a desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria a partir da vig\u00eancia do referido benef\u00edcio, a qual ser\u00e1 apresentada nos anexos das leis or\u00e7ament\u00e1rias estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>Origem do projeto<\/p>\n\n\n\n<p>Em plen\u00e1rio, o deputado Chico Machado (SDD) relatou que a iniciativa surgiu a partir da hist\u00f3ria de um menino de Maca\u00e9, chamado Tito, diagnosticado com DMD. O parlamentar explicou que o juiz federal do munic\u00edpio de Maca\u00e9 concedeu uma liminar determinando que o Governo Federal adquirisse o medicamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO juiz federal do Munic\u00edpio de Maca\u00e9, da Comarca de Maca\u00e9 da Vara Federal, d\u00e1 uma liminar obrigando o Governo Federal a comprar esse medicamento que custa, para a surpresa de todos n\u00f3s, 17 milh\u00f5es de reais, sendo produzido na Esc\u00f3cia\u201d, explicou Machado.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a decis\u00e3o inicial estabelecia que o valor fosse repassado ao pai da crian\u00e7a, que teria que lidar com a burocracia alfandeg\u00e1ria e o pagamento do ICMS. \u201cFoi a\u00ed que n\u00f3s procuramos o Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado, o Doutor Luciano e toda a sua equipe, e a promotora do n\u00facleo de Maca\u00e9, M\u00e1rcia de Oliveira Pacheco. A\u00ed come\u00e7ou essa luta\u201d, detalhou o parlamentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Machado disse, ainda, que a mobiliza\u00e7\u00e3o envolveu diversas autoridades e resultou em uma decis\u00e3o reformada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes garantindo que o Governo Federal adquirisse diretamente o medicamento. Assim, no dia 21 de fevereiro, a Fiocruz fez a aplica\u00e7\u00e3o do Elevidys em Tito: \u201cPara alegria de todos n\u00f3s, essa crian\u00e7a tinha at\u00e9 o dia 10 de mar\u00e7o para que pudesse fazer a inclus\u00e3o desse medicamento, e no dia 21 de fevereiro agora a Fiocruz fez a inclus\u00e3o, aplicou esse medicamento no Tito que est\u00e1, gra\u00e7as a Deus, se recuperando muito bem\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-tributario wp-block-embed-tributario\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"NDnfZPAZcy\"><a href=\"https:\/\/tributario.com.br\/a\/alerj-aprova-isencao-de-imposto-para-medicamento-de-distrofia-muscular-de-duchenne\/\">ALERJ aprova isen\u00e7\u00e3o de imposto para medicamento de distrofia muscular de DUCHENNE<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;ALERJ aprova isen\u00e7\u00e3o de imposto para medicamento de distrofia muscular de DUCHENNE&#8221; &#8212; Tribut\u00e1rio\" src=\"https:\/\/tributario.com.br\/a\/alerj-aprova-isencao-de-imposto-para-medicamento-de-distrofia-muscular-de-duchenne\/embed\/#?secret=6LN4efvcPR#?secret=NDnfZPAZcy\" data-secret=\"NDnfZPAZcy\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf nega cr\u00e9dito de PIS\/Cofins por aus\u00eancia de servi\u00e7o e ind\u00edcio de pir\u00e2mide<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria de 4 votos a 2, a 1\u00aa Turma da 1\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf) negou a possibilidade de tomada de cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins sobre despesas com marketing multin\u00edvel ao entender que n\u00e3o houve presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o. Apesar de n\u00e3o ser o elemento principal da decis\u00e3o, a turma tamb\u00e9m considerou que a estrutura adotada pela empresa se aproximaria de um esquema de pir\u00e2mide, e n\u00e3o um modelo de promo\u00e7\u00e3o de vendas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Nipponflex Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio de Colch\u00f5es Ltda, al\u00e9m de atuar na fabrica\u00e7\u00e3o de colch\u00f5es, mant\u00e9m uma estrutura voltada \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de distribuidores autorizados, que, posteriormente, podem capacitar novos distribuidores. A empresa n\u00e3o possui lojas f\u00edsicas e seu modelo de comercializa\u00e7\u00e3o baseia-se na atua\u00e7\u00e3o direta desses distribuidores.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa sustenta que o modelo adotado n\u00e3o se baseia no pagamento de comiss\u00f5es, mas em remunera\u00e7\u00f5es proporcionais aos servi\u00e7os efetivamente prestados. Argumenta que a promo\u00e7\u00e3o de vendas est\u00e1 prevista no objeto social da empresa e que os distribuidores autorizados t\u00eam a op\u00e7\u00e3o de adquirir e comercializar os produtos de forma independente, sem a necessidade de utilizar a plataforma da companhia. No entanto, ao optarem por essa integra\u00e7\u00e3o, passam a ter acesso a eventos, treinamentos e ao sistema operacional da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a fiscaliza\u00e7\u00e3o, essa estrutura configura uma opera\u00e7\u00e3o simulada, na qual os cr\u00e9ditos utilizados pela contribuinte seriam comiss\u00f5es disfar\u00e7adas, n\u00e3o sendo insumos pass\u00edveis de creditamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferentemente do entendimento da relatora, a turma concluiu, por maioria, que a atividade econ\u00f4mica da empresa n\u00e3o est\u00e1 relacionada \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e que os distribuidores autorizados atuam exclusivamente em benef\u00edcio da Nipponflex, tendo os treinamentos a finalidade de viabilizar a venda de seus pr\u00f3prios produtos. Al\u00e9m disso, considerou se tratar de um esquema de pir\u00e2mide, sob o argumento de que a remunera\u00e7\u00e3o dos distribuidores n\u00e3o decorre exclusivamente da venda dos colch\u00f5es, mas tamb\u00e9m da ades\u00e3o e recrutamento de novos participantes.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi iniciado em dezembro, quando a an\u00e1lise foi suspensa por pedido de vista do conselheiro Ramon Silva Cunha. O julgador abriu a diverg\u00eancia ao entender que, n\u00e3o tendo presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, a discuss\u00e3o sobre cr\u00e9dito perde o sentido. A partir do voto da conselheira Sabrina Coutinho Barbosa, a turma tamb\u00e9m discutiu a diferen\u00e7a entre marketing multin\u00edvel e esquema de pir\u00e2mide, e entendeu que o fator distintivo \u00e9 \u201ct\u00eanue\u201d e ocorre na origem da remunera\u00e7\u00e3o. No caso da Nipponflex, conclu\u00edram que a estrutura de remunera\u00e7\u00e3o varia de acordo com o volume de compras e a entrada de novos integrantes na rede e baseia-se na venda direta por distribuidores autorizados, que lucram com a comercializa\u00e7\u00e3o dos produtos e com a capta\u00e7\u00e3o de novas equipes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em dezembro, a relatora entendeu que o formato de marketing utilizado era imprescind\u00edvel para a atividade econ\u00f4mica da empresa, principalmente ao considerar que os produtos n\u00e3o s\u00e3o comercializados em loja f\u00edsica, e dependeriam dos servi\u00e7os de promo\u00e7\u00e3o de venda. Ela foi acompanhada pela conselheira Laura Baptista Borges. A turma, tamb\u00e9m por maioria, afastou a responsabilidade solid\u00e1ria do administrador da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro lado<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Nipponflex disse que \u201crecebeu com surpresa acusa\u00e7\u00f5es desvinculadas do objeto do processo julgado e aguardar\u00e1 a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o para analisar a decis\u00e3o e interpor o recurso cab\u00edvel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 25 anos, a empresa opera de forma leg\u00edtima e transparente, baseada na constru\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o de uma rede de distribuidores para a comercializa\u00e7\u00e3o direta de seus produtos. A valida\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos de PIS\/COFINS exige uma an\u00e1lise t\u00e9cnica e fundamentada nos autos, e a Nipponflex seguir\u00e1 atuando para esclarecer sua opera\u00e7\u00e3o aos julgadores\u201d, escreveu.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo julgado tem o n\u00famero 10340.721003\/2022-05.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-nega-credito-de-pis-cofins-por-ausencia-de-servico-e-indicio-de-piramide\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-nega-credito-de-pis-cofins-por-ausencia-de-servico-e-indicio-de-piramide<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>STF vai reiniciar caso de repercuss\u00e3o geral sobre in\u00edcio da cobran\u00e7a do Difal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, pediu destaque, no \u00faltimo s\u00e1bado (22\/2), e, com isso, interrompeu o julgamento de repercuss\u00e3o geral em que o Plen\u00e1rio discute se o diferencial de al\u00edquota (Difal) do ICMS pode ser cobrado desde 2022 ou somente a partir de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, o caso ser\u00e1 reiniciado em sess\u00e3o presencial, ainda sem data marcada. O fim da an\u00e1lise virtual, iniciada na \u00faltima sexta-feira (21\/2), estava previsto para a pr\u00f3xima sexta (28\/2).<\/p>\n\n\n\n<p>O caso \u00e9 uma tentativa de reitera\u00e7\u00e3o de jurisprud\u00eancia, desta vez com repercuss\u00e3o geral. Isso porque, em 2023, a Corte analisou tr\u00eas a\u00e7\u00f5es diretas de inconstitucionalidade (ADIs) e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-29\/estados-podem-cobrar-difal-desde-abril-de-2022-decide-supremo\/\">decidiu<\/a>&nbsp;que o Difal pode ser cobrado a partir de abril de 2022 \u2014 tr\u00eas meses ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da norma que regulamentou o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>A principal quest\u00e3o a ser discutida \u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da anterioridade anual, previsto na al\u00ednea \u201cb\u201d do inciso III do artigo 150 da Constitui\u00e7\u00e3o. Segundo essa regra, leis que criam ou aumentam um imposto s\u00f3 produzem efeitos no ano seguinte \u00e0 sua publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/LEIS\/LCP\/Lcp190.htm\">Lei Complementar 190\/2022<\/a>, que reinstituiu o Difal, n\u00e3o menciona esse princ\u00edpio, mas faz men\u00e7\u00e3o \u00e0 anterioridade nonagesimal, prevista na al\u00edna \u201cc\u201d do mesmo dispositivo, segundo a qual s\u00e3o necess\u00e1rios 90 dias para uma lei do tipo entrar em vigor.<\/p>\n\n\n\n<p>Contexto<\/p>\n\n\n\n<p>O Difal foi concebido em 2015&nbsp;com o objetivo de equilibrar a arrecada\u00e7\u00e3o do ICMS pelos estados. Ele serve para que o imposto seja distribu\u00eddo tanto ao estado produtor quanto ao destinat\u00e1rio de determinado produto ou servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fevereiro de 2021, o STF&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2021-fev-24\/estados-nao-podem-cobrar-diferencial-aliquota-icms-stf\">decidiu<\/a>, por 6 x 5, que \u00e9 inconstitucional estabelecer o Difal por meio de ato administrativo, como vinha sendo feito at\u00e9 ent\u00e3o. Naquele mesmo ano, uma lei complementar foi aprovada para regular o tributo, mas foi&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2022-jan-05\/bolsonaro-sanciona-lei-regulamenta-cobranca-icms-interestadual\">sancionada<\/a>&nbsp;somente no dia 4 de janeiro de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso em que o Supremo reconheceu a repercuss\u00e3o geral tem origem em uma a\u00e7\u00e3o movida por uma empresa que buscava afastar a cobran\u00e7a do Difal nas vendas interestaduais destinadas a consumidores finais n\u00e3o contribuintes do ICMS em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o tributarista&nbsp;Leonardo Aguirra, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Andrade Maia Advogados que atua ativamente no STF em rela\u00e7\u00e3o ao caso, o processo de repercuss\u00e3o geral foi pautado com a expectativa de que houvesse um alinhamento com a decis\u00e3o de 2023 \u2014 a chamada reitera\u00e7\u00e3o de jurisprud\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o advogado ressalta que, naquelas ADIs, ainda h\u00e1 embargos de declara\u00e7\u00e3o pendentes de an\u00e1lise, que discutem diversos pontos da decis\u00e3o. H\u00e1 at\u00e9 mesmo um pedido de modula\u00e7\u00e3o de efeitos, para que sejam preservadas situa\u00e7\u00f5es consolidadas anteriores \u00e0 data de in\u00edcio do julgamento original.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o de Aguirra, \u00e9 necess\u00e1rio esperar o julgamento dos embargos de declara\u00e7\u00e3o nas ADIs para que o entendimento seja aplicado ao caso de repercuss\u00e3o geral. Segundo ele, h\u00e1 um \u201ccen\u00e1rio de incerteza e inseguran\u00e7a que n\u00e3o justificaria a reitera\u00e7\u00e3o de jurisprud\u00eancia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima quarta (19\/2), a empresa cearense pediu a retirada do caso de pauta. Um dos argumentos foi justamente que o julgamento das ADIs ainda n\u00e3o se encerrou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1, portanto, uma decis\u00e3o definitiva sobre o tema pass\u00edvel de aplica\u00e7\u00e3o no presente tema de repercuss\u00e3o geral\u201d, diz a peti\u00e7\u00e3o, assinada pelos advogados&nbsp;Leonel Martins Bispo&nbsp;e&nbsp;Andr\u00e9 Mussy de Souza Almeida.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa ainda lembra que a composi\u00e7\u00e3o do STF mudou desde o julgamento das ADIs. Os ministros Cristiano Zanin e Fl\u00e1vio Dino ainda n\u00e3o integravam a Corte. Para os advogados, os votos dos dois magistrados \u201cpodem modificar o entendimento dos demais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto do relator<\/p>\n\n\n\n<p>Antes do pedido de destaque, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, votou pela cobran\u00e7a do Difal a partir de 4 de abril de 2022 e validou as leis estaduais que institu\u00edram a cobran\u00e7a do Difal antes da LC 190\/2022 entrar em vigor.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, a lei complementar \u201cn\u00e3o modificou a hip\u00f3tese de incid\u00eancia, tampouco da base de c\u00e1lculo, mas apenas a destina\u00e7\u00e3o do produto da arrecada\u00e7\u00e3o\u201d. Na sua vis\u00e3o, a t\u00e9cnica usada tem validade ainda no mesmo ano, pois \u201cn\u00e3o corresponde a institui\u00e7\u00e3o nem majora\u00e7\u00e3o de tributo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Alexandre explicou que a anterioridade anual \u201cprotege o contribuinte contra intromiss\u00f5es e avan\u00e7os do Fisco sobre o patrim\u00f4nio privado\u201d. Mas, no caso em debate, isso n\u00e3o acontece, pois o Difal j\u00e1 existia, era aplicado \u00e0s mesmas opera\u00e7\u00f5es e pago pelos mesmos contribuintes. Al\u00e9m disso, a al\u00edquota final n\u00e3o foi alterada. \u201cEm momento algum houve agravamento da situa\u00e7\u00e3o do contribuinte\u201d, assinalou.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o relator pontuou que a men\u00e7\u00e3o \u00e0 anterioridade nonagesimal na LC 190\/2022 \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o v\u00e1lida do Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/voto-Alexandre-Difal-anterioridade-anual.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o voto de Alexandre<br>RE 1.426.271<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-24\/stf-vai-reiniciar-caso-de-repercussao-geral-sobre-inicio-da-cobranca-do-difal\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-24\/stf-vai-reiniciar-caso-de-repercussao-geral-sobre-inicio-da-cobranca-do-difal\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF mant\u00e9m suspens\u00e3o de processos sobre sub-roga\u00e7\u00e3o do Funrural<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal confirmou a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jan-07\/gilmar-suspende-processos-sobre-sub-rogacao-do-funrural\/\">suspens\u00e3o do andamento de processos<\/a>&nbsp;que tratam da sub-roga\u00e7\u00e3o do Fundo de Assist\u00eancia e Previd\u00eancia do Trabalhador Rural (Funrural). O julgamento virtual foi finalizado na \u00faltima sexta-feira (21\/2).<\/p>\n\n\n\n<p>A sub-roga\u00e7\u00e3o ocorre quando a responsabilidade tribut\u00e1ria pela contribui\u00e7\u00e3o ao Funrural (devida pelo produtor rural) sobre a receita bruta da venda da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 transferida para a empresa que adquiriu o produto. Com isso, o Fisco pode cobrar das empresas os valores da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A suspens\u00e3o foi determinada pelo ministro Gilmar Mendes no m\u00eas passado e vale at\u00e9 o Supremo proclamar o resultado do julgamento de 2022 no qual a cobran\u00e7a foi considerada constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Gilmar, relator do caso, atendeu a pedidos da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Frigor\u00edficos (Abrafrigo) e da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias Exportadoras de Carnes (Abiec) na mesma a\u00e7\u00e3o. As entidades apontaram que h\u00e1 decis\u00f5es conflitantes sobre o tema e que ministros j\u00e1 sinalizaram uma poss\u00edvel mudan\u00e7a de posicionamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, o STF validou a cobran\u00e7a por 6 a 5, mas o resultado ainda n\u00e3o foi proclamado devido a uma d\u00favida sobre o voto do ministro Marco Aur\u00e9lio, aposentado em 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto foi apresentado antes da aposentadoria. Marco Aur\u00e9lio validou a contribui\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o opinou se o pagamento deveria ou n\u00e3o ser feito pelas empresas. Por isso, n\u00e3o haveria maioria quanto \u00e0 sub-roga\u00e7\u00e3o \u2014 somente quanto \u00e0 constitucionalidade da cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o, o impacto de uma eventual inconstitucionalidade da sub-roga\u00e7\u00e3o \u00e9 de R$ 20,9 bilh\u00f5es em cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto do relator<\/p>\n\n\n\n<p>Gilmar votou por confirmar sua decis\u00e3o e foi acompanhado por unanimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o do relator, o cen\u00e1rio tem gerado inseguran\u00e7a jur\u00eddica. Ele confirmou que existem decis\u00f5es divergentes nas inst\u00e2ncias inferiores e no pr\u00f3prio Supremo quanto ao tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Gilmar, a possibilidade de altera\u00e7\u00e3o no resultado do julgamento torna poss\u00edvel uma conclus\u00e3o tanto em favor da posi\u00e7\u00e3o defendida pelas associa\u00e7\u00f5es quanto da posi\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao suspender os processos, o magistrado notou que o STF vem recebendo diversas reclama\u00e7\u00f5es com esse objetivo. \u201cN\u00e3o parece razo\u00e1vel permitir que a\u00e7\u00f5es transitem em julgado nesse cen\u00e1rio de incerteza.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro tamb\u00e9m levou em conta a necessidade de seguran\u00e7a jur\u00eddica e economia processual.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/voto-Gilmar-suspensao-processos-sub-rogacao-Funrural.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o voto de Gilmar<br>ADI 4.395<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-24\/stf-mantem-suspensao-de-processos-sobre-sub-rogacao-do-funrural\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-24\/stf-mantem-suspensao-de-processos-sobre-sub-rogacao-do-funrural\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ vai julgar se PIS e Cofins comp\u00f5em base de IRPJ e CSLL pelo lucro presumido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a decidiu fixar tese vinculante sobre a possibilidade de incluir as contribui\u00e7\u00f5es a PIS e Cofins na base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) quando a apura\u00e7\u00e3o se der pela sistem\u00e1tica do lucro presumido.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado afetou tr\u00eas processos ao rito dos recursos repetitivos, sob relatoria do ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues. Com isso, est\u00e3o suspensos apenas os recursos especiais e agravos pendentes que versem sobre a mesma quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso trata das empresas que adotam a tributa\u00e7\u00e3o pelo m\u00e9todo do lucro presumido, cujo ponto de partida para a base de c\u00e1lculo \u00e9 a multiplica\u00e7\u00e3o de um percentual (estabelecido por lei de acordo com a atividade do contribuinte) pela receita bruta.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado da multiplica\u00e7\u00e3o ser\u00e1 a base de c\u00e1lculo sobre as quais incidir\u00e3o as al\u00edquotas de IRPJ e CSLL. A discuss\u00e3o travada \u00e9 se os valores utilizados para o pagamento das contribui\u00e7\u00f5es ao PIS e \u00e0 Cofins integram essa conta.<\/p>\n\n\n\n<p>Base de IRPJ e CSLL tra\u00e7ada<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ nas turmas de Direito P\u00fablico vem apontando para uma resposta positiva, em posi\u00e7\u00e3o mais ben\u00e9fica \u00e0 Fazenda. Ambas as turmas t\u00eam precedentes nesse sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque os valores usados para pagamento das contribui\u00e7\u00f5es saem da receita bruta ou do lucro do contribuinte, e n\u00e3o perdem essa qualidade em raz\u00e3o de sua destina\u00e7\u00e3o. Assim, apenas expressa previs\u00e3o em lei serviria para afast\u00e1-los da base de c\u00e1lculo de IRPJ e CSLL (REsp 2.082.792, julgado pela 1\u00aa Turma em 2024).<\/p>\n\n\n\n<p>A l\u00f3gica \u00e9 a mesma&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-mai-11\/icms-apurado-lucro-presumido-compoe-base-icms-csll\/\">j\u00e1 usada pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ<\/a>&nbsp;quando decidiu que o ICMS comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo do IRPJ e do CSLL quando apurados na sistem\u00e1tica do lucro presumido.<\/p>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o foi de que, para fins de IRPJ e CSLL, a lei inclui no conceito de receita bruta todos os ingressos financeiros decorrentes da atividade exercida, impedindo quaisquer dedu\u00e7\u00f5es, tais como impostos (REsp 2.080.205, julgado pela 2\u00aa Turma em 2023).<\/p>\n\n\n\n<p>Tratam-se de \u201c<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-abr-29\/filhotes-tese-seculo-geram-incerteza-judicializacao\/\">teses filhotes<\/a>\u201d da chamada \u201c<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2017-mar-15\/icms-nao-integra-base-calculo-pis-cofins-define-supremo\">tese do s\u00e9culo<\/a>\u201d, em que o Supremo Tribunal Federal decidiu que o ICMS n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo de PIS e Cofins, abordando a problem\u00e1tica de tributo compor a base de c\u00e1lculo de outro tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do PIS e da Cofins na base de c\u00e1lculo de IRPJ e CSLL pelo lucro presumido, o STJ tem pelo menos 41 ac\u00f3rd\u00e3os e 1.693 decis\u00f5es monocr\u00e1ticas a respeito, sendo que restam 1.415 processos em tramita\u00e7\u00e3o por todo o pa\u00eds \u2014 110 deles na corte superior.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/PAFRESP-2151903-2025-02-24.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o ac\u00f3rd\u00e3o de afeta\u00e7\u00e3o<br>REsp 2.151.903<br>REsp 2.151.904<br>REsp 2.151.907S<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-25\/stj-vai-julgar-se-pis-e-cofins-compoem-base-de-irpj-e-csll-pelo-lucro-presumido\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-25\/stj-vai-julgar-se-pis-e-cofins-compoem-base-de-irpj-e-csll-pelo-lucro-presumido\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>STF mant\u00e9m PIS, Cofins e ISS na base de c\u00e1lculo do ISS<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Data: 25\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 2\u00aa Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu por manter o PIS, a Cofins e o ISS na base de c\u00e1lculo do ISS. Anteriormente, o relator, ministro Gilmar Mendes, havia decidido monocraticamente manter o entendimento do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) de que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a exclus\u00e3o dos tributos da base do ISS. Os magistrados acompanharam o voto do relator, que argumentou que o entendimento do TJ est\u00e1 em concord\u00e2ncia com o que foi decidido pelo Supremo nas ADPFs 189 e 190.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas a\u00e7\u00f5es, o STF havia declarado a inconstitucionalidade de lei municipal que exclu\u00eda valores da base de c\u00e1lculo do ISS fora das hip\u00f3teses previstas na legisla\u00e7\u00e3o complementar nacional sobre o imposto, a LC 116\/03. Ou seja, o Supremo entendeu que n\u00e3o pode ser feito qualquer abatimento na base de c\u00e1lculo do ISS sem previs\u00e3o na lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, Gilmar alegou que, para rever o entendimento, seria necess\u00e1rio reexaminar o C\u00f3digo Tribut\u00e1rio do Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, o que iria contra a S\u00famula 280 da Corte, que determina que n\u00e3o cabe recurso extraordin\u00e1rio por ofensa a direito local.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a decis\u00e3o, a 2\u00aa Turma negou provimento ao recurso do contribuinte. Na a\u00e7\u00e3o, era questionado dispositivo de lei do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo que equiparava o pre\u00e7o do servi\u00e7o com a receita bruta. O argumento do contribuinte \u00e9 que os dois conceitos s\u00e3o distintos.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto de Mendes foi integralmente acompanhado pelos ministros Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Dias Toffoli e Edson Fachin e Nunes Marques. O debate do ARE 1522508 se deu no plen\u00e1rio virtual da Corte, encerrado \u00e0s 23h59 da \u00faltima sexta-feira (21\/2).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-mantem-pis-cofins-e-iss-na-base-de-calculo-do-iss\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-mantem-pis-cofins-e-iss-na-base-de-calculo-do-iss<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uni\u00e3o deve indenizar e restituir valor referente a imposto de importa\u00e7\u00e3o pago ante extravio e deteriora\u00e7\u00e3o de mercadorias apreendidas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 11\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF1) manteve parcialmente a senten\u00e7a que condenou a Uni\u00e3o ao pagamento do valor referente \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o por danos material e moral e \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o do valor do imposto de importa\u00e7\u00e3o de mercadorias que foram apreendidas pela Receita Federal e ficaram armazenadas por sete anos no terminal de cargas administrado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportu\u00e1ria (Infraero). Uma parte das mercadorias foi extraviada e outra deteriorada.<\/p>\n\n\n\n<p>Os bens em quest\u00e3o eram acess\u00f3rios de moda, rel\u00f3gios e \u00f3culos de grife com valor limitado pelo tempo e pelo desgaste. A perman\u00eancia dos produtos em condi\u00e7\u00f5es inadequadas durante sete anos resultou em degrada\u00e7\u00e3o, como oxida\u00e7\u00e3o e desbotamento, tornando os itens impr\u00f3prios para uso e venda.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, desembargador federal Rafael Paulo, observou que, embora as mercadorias tenham sido encaminhadas a terminal de log\u00edstica de carga, local administrado pela Infraero, onde ocorreram extravio e deteriora\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se pode eximir a Receita Federal da responsabilidade, que, por meio de seu agente, lavrou o Termo de Reten\u00e7\u00e3o de Bens n. 0049, de 28\/03\/2012, ficando, portanto, por elas respons\u00e1vel nos termos da do art. 29, \u00a7 4\u00ba, do Decreto-Lei n. 1.455\/76, com altera\u00e7\u00e3o dada pela Lei 12.350\/2010.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, sustentou o magistrado, a parte autora \u201cquedou-se inerte\u201d para reaver as mercadorias durante quase 7 (sete) anos, informa\u00e7\u00f5es da Receita Federal prestadas as quais permaneceram armazenadas no Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional de Salvador, j\u00e1 desembara\u00e7ados e sob responsabilidade da fiel deposit\u00e1ria do Terminal de Cargas.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, tendo em vista que as mercadorias que n\u00e3o foram extraviadas ficaram deterioradas e imprest\u00e1veis ao fim a que se destinavam, o relator entendeu que deve ser devolvido \u00e0 autora o valor pago a t\u00edtulo de imposto de importa\u00e7\u00e3o, R$ 49.992,96 a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o pelos danos materiais e a repara\u00e7\u00e3o por dano moral estipulada em R$ 10.000,00.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo Relacionado: 1010421-94.2019.4.01.3300<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.trf1.jus.br\/trf1\/noticias\/uniao-deve-indenizar-e-restituir-valor-referente-a-imposto-de-importacao-pago-ante-extravio-e-deterioracao-de-mercadorias-apreendidas-\">https:\/\/www.trf1.jus.br\/trf1\/noticias\/uniao-deve-indenizar-e-restituir-valor-referente-a-imposto-de-importacao-pago-ante-extravio-e-deterioracao-de-mercadorias-apreendidas-<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ISS n\u00e3o incide em etapa intermedi\u00e1ria do ciclo de produ\u00e7\u00e3o, decide STF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (26) que \u00e9 inconstitucional a incid\u00eancia do Imposto sobre Servi\u00e7os (ISS) em \u201copera\u00e7\u00e3o de industrializa\u00e7\u00e3o por encomenda\u201d, em que h\u00e1 uma etapa intermedi\u00e1ria do ciclo produtivo da mercadoria que n\u00e3o se destina diretamente \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o ou \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema foi decidido no julgamento do Recurso Extraordin\u00e1rio&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=4755293\">(RE) 882461<\/a>, com repercuss\u00e3o geral reconhecida (Tema 816). Assim, a tese fixada ser\u00e1 aplicada a todos os demais casos semelhantes em tramita\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a maioria do colegiado, a opera\u00e7\u00e3o de industrializa\u00e7\u00e3o por encomenda \u00e9 uma etapa do processo produtivo, cujo objetivo final \u00e9 a produ\u00e7\u00e3o e a circula\u00e7\u00e3o de bens e mercadorias embalados. Assim, n\u00e3o est\u00e1 sujeita ao ISS.<\/p>\n\n\n\n<p>Etapa intermedi\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>A autora do recurso \u00e9 uma empresa de Contagem (MG) que requalifica chapas de a\u00e7o, por encomenda, para serem utilizadas por outras empresas na constru\u00e7\u00e3o civil. No RE, ela argumentava, entre outros pontos, que sua atividade \u00e9 uma etapa intermedi\u00e1ria do processo de industrializa\u00e7\u00e3o do a\u00e7o, o que geraria a incid\u00eancia apenas do ICMS, e n\u00e3o do ISS.<\/p>\n\n\n\n<p>Ciclo econ\u00f4mico<\/p>\n\n\n\n<p>Essa foi a compreens\u00e3o do relator, ministro Dias Toffoli, seguida pela maioria do Plen\u00e1rio. Para Toffoli, se o bem retorna \u00e0 circula\u00e7\u00e3o ou \u00e9 novamente industrializado ap\u00f3s a industrializa\u00e7\u00e3o por encomenda, esse processo \u00e9 apenas uma fase do ciclo econ\u00f4mico da mercadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo sentido, em voto-vista apresentado na sess\u00e3o, o ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a complementou que, a seu ver, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel classificar essa atividade como final\u00edstica, mas como servi\u00e7o intermedi\u00e1rio de um processo industrial sob o qual incide o ICMS em favor dos estados ou o IPI em favor da Uni\u00e3o. Apenas o ministro Alexandre de Moraes divergiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Modula\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Para preservar a seguran\u00e7a jur\u00eddica, foi decidido que o entendimento passa a valer a partir da publica\u00e7\u00e3o da ata do julgamento. Dessa forma, o contribuinte que recolheu o ISS nesse tipo de atividade at\u00e9 a v\u00e9spera dessa data n\u00e3o est\u00e1 obrigado a recolher IPI e ICMS em rela\u00e7\u00e3o aos mesmos fatos geradores.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficaram vencidos, neste ponto, os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, para quem a modula\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve incluir o IPI.<\/p>\n\n\n\n<p>Multa<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, o Tribunal decidiu que a multa fiscal institu\u00edda pela Uni\u00e3o e por estados, Distrito Federal e munic\u00edpios por atraso no pagamento do imposto deve observar o teto de 20% do d\u00e9bito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese de repercuss\u00e3o geral firmada foi a seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c1. \u00c9 inconstitucional a incid\u00eancia do ISS a que se refere o subitem 14.05 da Lista anexa \u00e0 LC n\u00ba 116\/03 se o objeto \u00e9 destinado \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o ou \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>As multas morat\u00f3rias institu\u00eddas pela Uni\u00e3o, Estados, Distrito Federal e munic\u00edpios devem observar o teto de 20% do d\u00e9bito tribut\u00e1rio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/iss-nao-incide-em-etapa-intermediaria-do-ciclo-de-producao-decide-stf\/#:~:text=O%20Plen%C3%A1rio%20do%20Supremo%20Tribunal,diretamente%20%C3%A0%20industrializa%C3%A7%C3%A3o%20ou%20%C3%A0\">https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/iss-nao-incide-em-etapa-intermediaria-do-ciclo-de-producao-decide-stf\/#:~:text=O%20Plen%C3%A1rio%20do%20Supremo%20Tribunal,diretamente%20%C3%A0%20industrializa%C3%A7%C3%A3o%20ou%20%C3%A0<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ICMS n\u00e3o incide sobre servi\u00e7o de acesso \u00e0 internet, reafirma STJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O ICMS n\u00e3o incide sobre o servi\u00e7o prestado pelos provedores de acesso \u00e0 internet, uma vez que a atividade por eles desenvolvida corresponde a servi\u00e7o de valor adicionado.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a negou provimento a um recurso especial do estado de Minas Gerais, que tentava cobrar o imposto de uma empresa de telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O Fisco estadual lavrou autua\u00e7\u00e3o de R$ 10 milh\u00f5es em setembro de 2021 pelo n\u00e3o pagamento de ICMS sobre o servi\u00e7o do provedor de internet. Por\u00e9m, o tributo sobre servi\u00e7os n\u00e3o incide sobre essa atividade, conforme prev\u00ea a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/docs_internet\/revista\/eletronica\/stj-revista-sumulas-2012_28_capSumula334.pdf\">S\u00famula 334<\/a>&nbsp;do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso especial, o governo mineiro argumentou que a s\u00famula n\u00e3o deve mais ser aplicada porque foi criada em um contexto diferente, em que a internet era discada e dependia da exist\u00eancia de um servi\u00e7o de telecomunica\u00e7\u00e3o prestado por concession\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem ICMS pelo acesso \u00e0 internet<\/p>\n\n\n\n<p>Relator da mat\u00e9ria, o ministro Francisco Falc\u00e3o destacou a tentativa de&nbsp;distinguishing&nbsp;(distin\u00e7\u00e3o). Ele citou jurisprud\u00eancia vasta da corte aplicando a S\u00famula 334 e negou provimento ao recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>O ICMS n\u00e3o incide sobre o servi\u00e7o prestado por provedores de acesso \u00e0 internet porque \u00e9 considerado servi\u00e7o de valor adicionado \u2014 ou seja, \u00e9 uma atividade que \u00e9 acrescentada a um servi\u00e7o de telecomunica\u00e7\u00e3o, dando suporte a ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o servi\u00e7o prestado pelo provedor de acesso \u00e0 internet n\u00e3o se caracteriza como servi\u00e7o de telecomunica\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que n\u00e3o depende de permiss\u00e3o ou concess\u00e3o da Uni\u00e3o, conforme determina o artigo 21, XI, da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.779.426<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-27\/icms-nao-incide-sobre-servico-de-acesso-a-internet-reafirma-stj\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-27\/icms-nao-incide-sobre-servico-de-acesso-a-internet-reafirma-stj\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF nega pedido para limitar decis\u00e3o que afastou ITCMD sobre previd\u00eancia privada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu n\u00e3o modular os efeitos da decis\u00e3o que afastou a cobran\u00e7a de ITCMD \u2014 o imposto da heran\u00e7a e doa\u00e7\u00e3o \u2014 sobre valores de previd\u00eancia privada PGBL e VGBL, ap\u00f3s a morte do titular. A decis\u00e3o foi proferida no Plen\u00e1rio Virtual por unanimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, a decis\u00e3o garante que contribuintes que foram autuados ou j\u00e1 pagaram ITCMD sobre planos PGBL ou VGBL possam pedir restitui\u00e7\u00e3o ao Estado. O entendimento \u00e9 positivo, especialmente, para os contribuintes que adotam tais planos no planejamento sucess\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Os votos apresentados foram contr\u00e1rios ao pedido de modula\u00e7\u00e3o feito pelo Estado do Rio de Janeiro e a Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas de Seguros Privados, de Capitaliza\u00e7\u00e3o e de Previd\u00eancia Complementar Aberta (Fenaseg) por meio de embargos de declara\u00e7\u00e3o. A modula\u00e7\u00e3o seria importante para os Estados porque, no geral, cada vez mais o ITCMD pesa na arrecada\u00e7\u00e3o. J\u00e1 a Fenaseg buscava a uniformiza\u00e7\u00e3o do entendimento no pa\u00eds sobre o PGBL (Plano Gerador de Benef\u00edcio Livre).<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, o governo do Rio defende que a decis\u00e3o do STF produza efeitos a contar da data de sua publica\u00e7\u00e3o, \u201cficando ressalvadas as a\u00e7\u00f5es judiciais pendentes de conclus\u00e3o at\u00e9 o mesmo momento\u201d. Ressalta que o Estado do Rio de Janeiro est\u00e1 em regime de recupera\u00e7\u00e3o fiscal e que, nesse contexto, a restitui\u00e7\u00e3o de valores cobrados a t\u00edtulo de ITCMD pode tornar invi\u00e1vel o cumprimento do plano de recupera\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de comprometer a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos, \u201csitua\u00e7\u00e3o que tende a se repetir em rela\u00e7\u00e3o aos demais Estados da Federa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A procuradoria do Rio argumenta ainda, no pedido, que a \u201cas a\u00e7\u00f5es de restitui\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito assoberbar\u00e3o os tribunais de justi\u00e7a e desaguar\u00e3o nos tribunais superiores\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o final do STF est\u00e1 de acordo com o voto do relator, o ministro Jos\u00e9 Toffoli. Segundo ele, \u201c\u00e9 importante ter em mente, como aduzi em outra oportunidade (RE 595838), que modular os efeitos, no caso dos autos, importaria em negar o pr\u00f3prio direito ao contribuinte de repetir o ind\u00e9bito de valores que eventualmente tenham sido recolhidos\u201d. Por meio da a\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito, o contribuinte pede a devolu\u00e7\u00e3o do que foi pago a mais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA seguran\u00e7a jur\u00eddica est\u00e1, na verdade, na proclama\u00e7\u00e3o do resultado dos julgamentos tal como formalizada, dando-se primazia \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o Federal, exercendo, assim, o STF o papel que lhe \u00e9 reservado: o de preservar a Carta da Rep\u00fablica e os princ\u00edpios que a ela s\u00e3o \u00ednsitos\u201d, refor\u00e7ou o ministro ao votar.<\/p>\n\n\n\n<p>Somente o ministro Edson Fachin n\u00e3o votou por se declarar suspeito. H\u00e1 suspei\u00e7\u00e3o quando o ministro \u00e9 amigo \u00edntimo ou inimigo de qualquer das partes ou de seus advogados, se \u00e9 interessado no julgamento do processo em favor de qualquer das partes, ou quando qualquer das partes for sua credora ou devedora, de seu c\u00f4njuge ou companheiro ou de parentes destes, em linha reta at\u00e9 o terceiro grau.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Sandro Reis, s\u00f3cio do Bichara Advogados, que representa a Fenaseg no recurso, como n\u00e3o havia pol\u00eamica jurisprudencial inexistiria raz\u00e3o para a modula\u00e7\u00e3o e o impacto na arrecada\u00e7\u00e3o do Estado do Rio em rela\u00e7\u00e3o ao ITCMD seria \u00ednfimo. &#8220;N\u00e3o me parece razo\u00e1vel a insist\u00eancia dos Estados ao dizer que continuar\u00e3o cobrando ITCMD nessas hip\u00f3teses. A lei do Rio foi suspensa em fun\u00e7\u00e3o da inconstitucionalidade declarada pelo STF e, pela repercuss\u00e3o geral do julgamento, outros Estados tamb\u00e9m deveriam obedecer essa jurisprud\u00eancia&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;No Maranh\u00e3o acabamos de sair vitoriosos, em a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade estadual, afastando o ITCMD dos planos VGBL e PGBL j\u00e1 aplicando a decis\u00e3o de repercuss\u00e3o geral do STF&#8221;, afirma Reis.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a advogada Florence Haret, s\u00f3cia da \u00e1rea fiscal do escrit\u00f3rio NHM Advogados, com o pedido de modula\u00e7\u00e3o negado, a decis\u00e3o de inconstitucionalidade da cobran\u00e7a do ITCMD produz efeitos para o futuro e para o passado, colocando os contribuintes em p\u00e9 de igualdade. \u201cPara quem n\u00e3o pagou no passado, no caso de cobran\u00e7a, al\u00e9m do ITCMD haveria incid\u00eancia de juros e multa ap\u00f3s 90 dias contados do falecimento\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a advogada Luiza Lacerda, s\u00f3cia da \u00e1rea de Direito Tribut\u00e1rio do BMA Advogados, acolher o pedido do Estado do Rio de Janeiro nesse caso abriria um precedente perigoso. \u201cPrivilegiaria e incentivaria o que costumo chamar de \u2018norma de inconstitucionalidade in\u00fatil\u2019, que acaba beneficiando o ente que praticou a inconstitucionalidade, em detrimento do contribuinte, que \u00e9 a parte mais fraca nessa rela\u00e7\u00e3o, agravando ainda mais a j\u00e1 elevada inseguran\u00e7a jur\u00eddica no pa\u00eds\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Procuradoria Geral do Estado do Rio (PGE-RJ) n\u00e3o retornou.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/28\/stf-nega-pedido-para-limitar-deciso-que-afastou-incidncia-do-itcmd-sobre-previdncia-privada.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/28\/stf-nega-pedido-para-limitar-deciso-que-afastou-incidncia-do-itcmd-sobre-previdncia-privada.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF julga se discuss\u00e3o sobre honor\u00e1rios por equidade \u00e9 restrita a casos da Fazenda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal come\u00e7ou a discutir nesta sexta-feira (28\/2) se a controv\u00e9rsia sobre o uso do m\u00e9todo da equidade para defini\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia quando os valores da condena\u00e7\u00e3o, da causa ou do proveito econ\u00f4mico da demanda forem muito altos diz respeito a quaisquer processos ou apenas \u00e0queles que envolvem a Fazenda P\u00fablica. A sess\u00e3o virtual terminar\u00e1 no pr\u00f3ximo dia 11.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desta not\u00edcia, os ministros Andr\u00e9 Mendon\u00e7a e Alexandre de Moraes votaram para que o tema de repercuss\u00e3o geral seja restrito aos honor\u00e1rios advocat\u00edcios a serem pagos pela Fazenda P\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado analisa uma quest\u00e3o de ordem levantada por Mendon\u00e7a, relator do caso de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-ago-08\/stf-maioria-repercussao-geral-honorarios-equidade\/\">repercuss\u00e3o geral<\/a>. Ele apontou a \u201cpreocupa\u00e7\u00e3o de partes e interessados quanto \u00e0 delimita\u00e7\u00e3o da tem\u00e1tica em an\u00e1lise\u201d e mencionou que \u201csurgiram d\u00favidas na comunidade jur\u00eddica acerca da amplitude\u201d do tema.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso diz respeito a uma&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2022-mar-16\/stj-veta-fixacao-honorarios-equidade-causas-alto-valor\">decis\u00e3o de 2022 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/a>&nbsp;que proibiu a fixa\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios por aprecia\u00e7\u00e3o equitativa em causas de valor muito alto. Nesses casos, a Corte Especial estabeleceu que devem ser seguidos os percentuais previstos no C\u00f3digo de Processo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso extraordin\u00e1rio (RE) em debate no STF foi proposto pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) contra a tese do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o julgamento do STJ, foi sancionada a&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2019-2022\/2022\/lei\/L14365.htm\">Lei 14.365\/2022<\/a>. A norma estabeleceu que, quando o valor da causa for \u201cl\u00edquido ou liquid\u00e1vel\u201d, \u00e9 proibido o uso do m\u00e9todo da equidade. J\u00e1 nas causas com proveito econ\u00f4mico muito baixo, a equidade pode ser aplicada, desde que o juiz siga os valores recomendados pela seccional da OAB ou o limite m\u00ednimo de 10%.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto do relator<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Mendon\u00e7a, o recurso levado ao STF pelo governo federal foca na possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo da equidade em causas envolvendo especificamente a Fazenda P\u00fablica. Um dos argumentos do RE \u00e9 \u201ca necessidade de aten\u00e7\u00e3o \u00e0 preponder\u00e2ncia do interesse p\u00fablico sobre o particular\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a decis\u00e3o do STJ teve conclus\u00f5es \u201cde aplica\u00e7\u00e3o ampla\u201d, mas, segundo o ministro, discutiu, de maneira mais espec\u00edfica, a proibi\u00e7\u00e3o do uso da equidade em casos envolvendo a Fazenda P\u00fablica. A participa\u00e7\u00e3o do governo foi \u201cum dos elementos levados em considera\u00e7\u00e3o no julgamento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As demais manifesta\u00e7\u00f5es apresentadas nos autos do processo, como o parecer da Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica, \u201cseguem o mesmo caminho, apontando para uma compreens\u00e3o de restri\u00e7\u00e3o do escopo da tem\u00e1tica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o de Mendon\u00e7a, analisar o tema de forma ampla prejudicaria a \u201cc\u00e9lere presta\u00e7\u00e3o jurisdicional\u201d e dificultaria uma boa resolu\u00e7\u00e3o, pois demandas com participa\u00e7\u00e3o da Fazenda t\u00eam particularidades que n\u00e3o se estendem aos casos \u201cpreponderantemente privados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado considerou \u201cmais t\u00e9cnico\u201d que as duas discuss\u00f5es aconte\u00e7am em momentos distintos. \u201cO sistema de repercuss\u00e3o geral caminha melhor quando h\u00e1 precisa delimita\u00e7\u00e3o do tema, o que contribui para a racionalidade dos debates.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Valores controversos<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da decis\u00e3o do STJ em 2022, o ministro Herman Benjamin, hoje presidente da corte superior,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-mar-21\/estamos-chancelando-honorarios-incompativeis-justica-ministro\/\">j\u00e1 alertou<\/a>&nbsp;que a aplica\u00e7\u00e3o da tese vem resultando em honor\u00e1rios \u201cabsolutamente incompat\u00edveis com o sentido de Justi\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-jan-19\/tribunais-usam-placar-apertado-desculpa-afrontar-stj\/\">j\u00e1 mostrou<\/a>&nbsp;que muitos ju\u00edzes e tribunais n\u00e3o v\u00eam aplicando a tese, com diversas justificativas \u2014 entre elas o fato de que o julgamento do STJ teve placar apertado.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00faltimo ano, o STJ passou a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mai-29\/stj-devolve-recursos-sobre-honorarios-por-equidade-para-aguardar-stf\/\">devolver<\/a>&nbsp;aos tribunais de segunda inst\u00e2ncia recursos sobre a possibilidade de fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia pelo m\u00e9todo da equidade nos casos de valor muito alto, para que aguardem o julgamento de m\u00e9rito do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.412.069<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-28\/stf-julga-se-discussao-sobre-honorarios-por-equidade-e-restrita-a-casos-da-fazenda\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-28\/stf-julga-se-discussao-sobre-honorarios-por-equidade-e-restrita-a-casos-da-fazenda\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF nega modula\u00e7\u00e3o e valida devolu\u00e7\u00e3o de ITCMD pago sobre planos VGBL e PGBL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/03\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal negou um pedido de modula\u00e7\u00e3o e manteve sua&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-dez-16\/supremo-considera-invalida-cobranca-de-itcmd-sobre-planos-vgbl-e-pgbl\/\">decis\u00e3o<\/a>&nbsp;do \u00faltimo ano que invalidou a cobran\u00e7a do Imposto de Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o (ITCMD) sobre repasses feitos aos benefici\u00e1rios no caso de morte do titular de planos previdenci\u00e1rios privados nas modalidades VGBL e PGBL. Com isso, a corte decidiu que contribuintes podem pedir a devolu\u00e7\u00e3o de valores pagos de forma indevida nessas situa\u00e7\u00f5es. A sess\u00e3o virtual terminou na sexta-feira (28\/2).<\/p>\n\n\n\n<p>O governo do Rio de Janeiro apresentou embargos de declara\u00e7\u00e3o para contestar a tese estabelecida no \u00faltimo m\u00eas de dezembro pelo colegiado. O pedido era para que a decis\u00e3o s\u00f3 valesse a partir de sua publica\u00e7\u00e3o. Assim, a\u00e7\u00f5es judiciais que n\u00e3o foram conclu\u00eddas at\u00e9 essa data n\u00e3o seriam atingidas pelo entendimento da corte.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o governo fluminense, h\u00e1 uma perspectiva de judicializa\u00e7\u00e3o \u201cmaci\u00e7a\u201d de pessoas em busca da restitui\u00e7\u00e3o de valores de ITCMD, o que tornaria invi\u00e1vel o cumprimento de obriga\u00e7\u00f5es do regime de recupera\u00e7\u00e3o fiscal do estado. Isso tamb\u00e9m comprometeria a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos e o custeio do funcionalismo estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Dias Toffoli, relator do caso, rejeitou os embargos de declara\u00e7\u00e3o, pois entendeu que a modula\u00e7\u00e3o impediria o direito dos contribuintes de receber de volta valores eventualmente pagos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele foi acompanhado por todos os colegas, exceto o ministro Luiz Edson Fachin, que se declarou suspeito.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 possibilidade de judicializa\u00e7\u00e3o buscando o ressarcimento do ITCMD, o relator destacou que isso \u00e9 limitado pela prescri\u00e7\u00e3o dessas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o magistrado, se o STF estabelecesse que a decis\u00e3o s\u00f3 vale para frente em todos os casos tribut\u00e1rios com declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade, a prescri\u00e7\u00e3o e a possibilidade de devolu\u00e7\u00e3o de tributos pagos indevidamente n\u00e3o serviriam para mais nada.<\/p>\n\n\n\n<p>Toffoli ressaltou que modula\u00e7\u00f5es do tipo s\u00f3 devem ocorrer em situa\u00e7\u00f5es excepcionais, nas quais a decis\u00e3o gere problemas sociais. Na sua vis\u00e3o, o Supremo n\u00e3o pode usar a modula\u00e7\u00e3o para imunizar o Estado do seu dever de zelar pela validade das normas que cria.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.363.013<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-02\/stf-nega-modulacao-e-valida-devolucao-de-itcmd-pago-sobre-planos-vgbl-e-pgbl\/#:~:text=O%20Plen%C3%A1rio%20do%20Supremo%20Tribunal,nas%20modalidades%20VGBL%20e%20PGBL.\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-02\/stf-nega-modulacao-e-valida-devolucao-de-itcmd-pago-sobre-planos-vgbl-e-pgbl\/#:~:text=O%20Plen%C3%A1rio%20do%20Supremo%20Tribunal,nas%20modalidades%20VGBL%20e%20PGBL.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Crise financeira n\u00e3o \u00e9 excludente de culpabilidade para crime tribut\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/03\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A crise financeira enfrentada pela empresa n\u00e3o \u00e9 excludente de culpabilidade no caso de sonega\u00e7\u00e3o de ICMS, crime contra a ordem tribut\u00e1ria previsto no artigo 2\u00ba, inciso II, da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8137.htm\">Lei 8.137\/1990<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a 5\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a negou provimento ao recurso especial ajuizado por um empres\u00e1rio que foi condenado pelo crime tribut\u00e1rio a um ano, um m\u00eas e dez dias de deten\u00e7\u00e3o, em regime aberto.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao STJ, ele sustentou que a conduta tipificada na acusa\u00e7\u00e3o \u00e9, na verdade, mero inadimplemento fiscal, que n\u00e3o pode ser caracterizado como crime porque n\u00e3o houve dolo de apropria\u00e7\u00e3o dos valores.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, ele apontou a exist\u00eancia de excludente de culpabilidade por inexigibilidade de conduta diversa, devido \u00e0s dificuldades financeiras enfrentadas pela empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Crise financeira n\u00e3o exclui responsabilidade<\/p>\n\n\n\n<p>Relatora da mat\u00e9ria, a ministra Daniela Teixeira votou por manter a condena\u00e7\u00e3o porque rever as conclus\u00f5es das inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias sobre o caso demandaria reexame de fatos e provas, medida vedada pela S\u00famula 7.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela destacou que o ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo entendeu que o r\u00e9u, na condi\u00e7\u00e3o de s\u00f3cio e administrador da sociedade \u2014 e, portanto, respons\u00e1vel pelo imposto \u2014, deixou de repassar os tributos devidos ao Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA alegada dificuldade financeira enfrentada pela empresa n\u00e3o constitui excludente de culpabilidade, pois o imposto devido \u00e9 repassado ao consumidor final, cabendo ao administrador apenas a arrecada\u00e7\u00e3o e repasse ao Fisco\u201d, disse a ministra.<\/p>\n\n\n\n<p>Como as inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias analisaram exaustivamente as provas e conclu\u00edram pela materialidade e autoria do delito e pela presen\u00e7a do dolo de apropria\u00e7\u00e3o, a condena\u00e7\u00e3o deve ser mantida, segundo a relatora. A vota\u00e7\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.061.402<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-02\/crise-financeira-nao-e-excludente-de-culpabilidade-para-crime-tributario\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-02\/crise-financeira-nao-e-excludente-de-culpabilidade-para-crime-tributario\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF valida obrigatoriedade do emissor de cupom fiscal no com\u00e9rcio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/03\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal validou a necessidade do emissor de cupom fiscal (ECF) para o setor de com\u00e9rcio e presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. O julgamento virtual terminou na \u00faltima sexta-feira (28\/2).<\/p>\n\n\n\n<p>O ECF \u00e9 um dispositivo que emite documentos fiscais e faz o controle dos valores correspondentes a opera\u00e7\u00f5es de circula\u00e7\u00e3o de mercadorias ou a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. Seu uso&nbsp;se tornou obrigat\u00f3rio a partir da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9532.htm\">Lei 9.532\/1997<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio (CNC) questiona essa lei e um&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.confaz.fazenda.gov.br\/legislacao\/convenios-ecf\/1998\/CVECF001_98\">conv\u00eanio<\/a>&nbsp;de 1998 do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz), que passou a exigir a integra\u00e7\u00e3o desse equipamento com os de processamento de dados relativos a opera\u00e7\u00f5es com cart\u00f5es de cr\u00e9dito e d\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<p>A CNC alegou que a obrigatoriedade do ECF \u00e9 custosa e que sua implementa\u00e7\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil. Isso porque a maioria dos estabelecimentos pertence a m\u00e9dios e pequenos varejistas ou prestadores de servi\u00e7os, que reclamam do custo de aquisi\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o do equipamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a confedera\u00e7\u00e3o, esse custo acaba sendo repassado para os consumidores. A entidade ainda afirma que o Estado pode usar outros meios de controle e fiscaliza\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro argumento \u00e9 que a lei de 1997 invadiu a compet\u00eancia tribut\u00e1ria dos estados, do Distrito Federal e dos munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto do relator<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu o voto do ministro Kassio Nunes Marques, relator do caso, a favor das normas contestadas. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, n\u00e3o houve invas\u00e3o \u00e0 compet\u00eancia dos estados e munic\u00edpios, pois as regras \u201cinstitu\u00edram dever instrumental relacionado com a fiscaliza\u00e7\u00e3o e o combate \u00e0 sonega\u00e7\u00e3o de tributos federais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele explicou que o objetivo da imposi\u00e7\u00e3o do ECF por meio de lei foi substituir os meios \u201cultrapassados\u201d de emiss\u00e3o de notas fiscais at\u00e9 ent\u00e3o usados e, assim, reduzir a sonega\u00e7\u00e3o fiscal e a omiss\u00e3o de vendas. A ideia, portanto, era \u201cfiscalizar e evitar a evas\u00e3o de tributos\u201d de compet\u00eancia da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio do cupom fiscal, por mais que tamb\u00e9m sejam obtidos dados sobre ICMS (tributo estadual) e ISS (municipal), \u00e9 poss\u00edvel obter par\u00e2metros sobre PIS, Cofins, Imposto de Renda e CSLL (federais).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o conv\u00eanio do Confaz surgiu justamente porque a lei tamb\u00e9m auxilia os estados e munic\u00edpios na arrecada\u00e7\u00e3o e na fiscaliza\u00e7\u00e3o de seus tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Como apontou Nunes Marques, a Constitui\u00e7\u00e3o e o C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional permitem que conv\u00eanios tribut\u00e1rios criem \u201cobriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias\u201d e tratem de fiscaliza\u00e7\u00e3o e controle. Al\u00e9m disso, a jurisprud\u00eancia do STF autoriza \u201ca institui\u00e7\u00e3o de deveres instrumentais por meio de atos infralegais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado ainda indicou que o ECF foi adotado em todo o pa\u00eds. Por isso, na sua vis\u00e3o, n\u00e3o houve \u201conerosidade excessiva\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, ele ressaltou que, embora sigilosas, as informa\u00e7\u00f5es coletadas pelo ECF \u2014 identifica\u00e7\u00e3o do comprador, descri\u00e7\u00e3o dos bens ou servi\u00e7os, data e valor da opera\u00e7\u00e3o \u2014 s\u00e3o \u201cadequadas e necess\u00e1rias para a arrecada\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1rias\u201d. Al\u00e9m disso, se os dados forem obtidos dentro dos limites da lei e ficarem longe do alcance do p\u00fablico geral, n\u00e3o h\u00e1 problema quanto ao sigilo.<br>ADI 3.270<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-03\/stf-valida-obrigatoriedade-do-emissor-de-cupom-fiscal-no-comercio\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-03\/stf-valida-obrigatoriedade-do-emissor-de-cupom-fiscal-no-comercio\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ consolida diferen\u00e7a entre juros do dep\u00f3sito e do ind\u00e9bito para fins de IRPJ e CSLL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/03\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, n\u00e3o h\u00e1 incongru\u00eancia no fato de haver tratamentos distintos entre os juros incidentes na devolu\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos judiciais e nos valores de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio, para fins de incid\u00eancia de IRPJ e CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o colegiado rejeitou os embargos de declara\u00e7\u00e3o interpostos por um contribuinte justamente para contestar essa aus\u00eancia de equipara\u00e7\u00e3o. A vota\u00e7\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>Os tratamentos distintos s\u00e3o resultado da forma como decidiram o STJ e o Supremo Tribunal Federal sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2013-mai-30\/irpj-csll-incidem-juros-devolucao-depositos-judiciais\/\">definiu tese no Tema 504 dos recursos repetitivos<\/a>&nbsp;indicando que os juros (taxa Selic) incidentes sobre a devolu\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos judiciais t\u00eam natureza de remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, quando o contribuinte deposita algum valor em alguma conta para cumprir alguma determina\u00e7\u00e3o judicial e, posteriormente, recebe-os de volta, ele \u00e9 remunerado, o que aumenta a base de c\u00e1lculo de IRPJ e CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese do&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=504&amp;cod_tema_final=504\">Tema 504<\/a>&nbsp;do STJ foi a seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p>Os juros incidentes na devolu\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos judiciais possuem natureza remunerat\u00f3ria e n\u00e3o escapam \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o pelo IRPJ e pela CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2021-set-23\/stf-maioria-incidencia-irpj-csll-selic\/\">STF julgou o Tema 962<\/a>&nbsp;da repercuss\u00e3o geral e entendeu que n\u00e3o incidem IRPJ e CSLL sobre os juros (taxa Selic) incidentes sobre os valores recebidos em raz\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa que, quando algu\u00e9m paga tributos a mais e \u00e9 restitu\u00eddo (repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito), os juros n\u00e3o representam acr\u00e9scimo patrimonial. Logo, n\u00e3o cabem IRPJ e CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, nos embargos de declara\u00e7\u00e3o,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2022-mai-05\/supremo-modula-efeitos-decisao-reembolso-tributo\/\">o STF modulou a aplica\u00e7\u00e3o temporal da tese<\/a>&nbsp;e ainda decidiu que n\u00e3o caberia, naquela demanda, estabelecer a natureza jur\u00eddica dos juros relativos aos dep\u00f3sitos judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese do&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciaRepercussao\/verAndamentoProcesso.asp?incidente=5230634&amp;numeroProcesso=1063187&amp;classeProcesso=RE&amp;numeroTema=962\">Tema 962<\/a>&nbsp;do STF foi a seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inconstitucional a incid\u00eancia do IRPJ e da CSLL sobre os valores atinentes \u00e0 taxa Selic recebidos em raz\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ, ent\u00e3o, foi chamada a rever a tese do Tema 504 dos repetitivos, mas decidiu manter o enunciado. A conclus\u00e3o foi de que o STF decidiu que apenas excepcionalmente se poderia desconsiderar a natureza de lucros cessantes dos juros decorrentes da aplica\u00e7\u00e3o da taxa Selic em repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa interpreta\u00e7\u00e3o, nas palavras do relator, ministro Mauro Campbell Marques, \u201csignifica tamb\u00e9m que todas as demais teses repetitivas adotadas pelo STJ no que diz respeito \u00e0 incid\u00eancia do IR e da CSLL sobre juros de mora restam preservadas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos embargos de declara\u00e7\u00e3o, o contribuinte sustentou que o Judici\u00e1rio deveria dar o mesmo tratamento \u00e0s hip\u00f3teses de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito e dep\u00f3sitos judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferen\u00e7a nos juros<\/p>\n\n\n\n<p>O contribuinte lembrou que a Selic, usada para c\u00e1lculo dos juros, incorpora tanto juros morat\u00f3rios quanto corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria em sua composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, ao mesmo tempo em que ela recomp\u00f5e a perda de valor da moeda no per\u00edodo em que o contribuinte esteve privado do valor \u2014 pelo dep\u00f3sito judicial ou pelo tributo pago a maior \u2014, ela compensa o credor.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, n\u00e3o haveria como alcan\u00e7ar, sob essas mesmas premissas jur\u00eddicas, uma conclus\u00e3o oposta \u00e0 adotada para a repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito para os dep\u00f3sitos judiciais. Mas esse argumento n\u00e3o colou.<\/p>\n\n\n\n<p>Limites da retrata\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Mauro Campbell Marques observou que essa quest\u00e3o n\u00e3o poderia ser abordada porque a tese do Tema 504 do STJ simplesmente n\u00e3o foi objeto do julgamento do STF e, portanto, n\u00e3o poderia ser objeto da retrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, o Supremo foi claro ao excluir a incid\u00eancia de IRPJ e CSLL apenas sobre o valor da Selic que incidiu na repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio. E n\u00e3o caberia ao STJ a extens\u00e3o dessa exclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em voto-vista, o ministro Benedito Gon\u00e7alves seguiu a mesma linha ao apontar que, para realiza\u00e7\u00e3o de ju\u00edzo de retrata\u00e7\u00e3o, o objeto do recurso no processo sobrestado deve coincidir com o objeto da repercuss\u00e3o geral julgada pelo Supremo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA tese firmada por ocasi\u00e3o do julgamento do Tema 962\/STF diz respeito t\u00e3o somente \u00e0 \u2018incid\u00eancia do IRPJ e da CSLL sobre os valores atinentes \u00e0 taxa Selic recebidos em raz\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio\u2019, restando expressamente afastada a extens\u00e3o da decis\u00e3o ao levantamento de dep\u00f3sitos judiciais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o STF j\u00e1 concluiu que a quest\u00e3o da incid\u00eancia do IRPJ e da CSLL sobre os valores relativos \u00e0 Selic sobre o levantamento de dep\u00f3sitos judiciais \u00e9 infraconstitucional \u2014 ou seja, a palavra final \u00e9 do STJ \u2014 ao negar repercuss\u00e3o geral ao&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciaRepercussao\/verAndamentoProcesso.asp?incidente=6493286&amp;numeroProcesso=1405416&amp;classeProcesso=ARE&amp;numeroTema=1243\">Tema 1.243<\/a>.<br>EDcl no REsp 1.138.695<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-04\/stj-consolida-diferenca-entre-juros-do-deposito-e-do-indebito-para-fins-de-irpj-e-csll\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-04\/stj-consolida-diferenca-entre-juros-do-deposito-e-do-indebito-para-fins-de-irpj-e-csll\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAIS:&nbsp;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o cabe &#8216;san\u00e7\u00e3o pol\u00edtica&#8217; para cobran\u00e7a de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios, diz juiz<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/02\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/\">Supremo Tribunal Federal<\/a>&nbsp;consolidou, por meio das S\u00famulas 70, 323 e 547, que s\u00e3o vedadas pr\u00e1ticas que configurem \u201csan\u00e7\u00f5es pol\u00edticas\u201d a empresas para cobran\u00e7a de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento \u00e9 do juiz Ita\u00e9rcio Paulino da Silva, da 3\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de S\u00e3o Lu\u00eds (MA), para conceder mandado de seguran\u00e7a e afastar a suspens\u00e3o de inscri\u00e7\u00e3o de uma empresa no cadastro de contribuintes do ICMS em raz\u00e3o de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/pesquisa\/?q=%22d%C3%A9bitos+tribut%C3%A1rios%22\">d\u00e9bitos tribut\u00e1rios<\/a>&nbsp;que se originaram em supostas emiss\u00f5es equivocadas de notas fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>Diz o processo que uma ind\u00fastria de chocolates sofreu um ato administrativo (suspens\u00e3o da empresa do cadastro de contribuintes), que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, acabou por inviabilizar sua opera\u00e7\u00e3o. A n\u00e3o inscri\u00e7\u00e3o no cadastro, diz a companhia, restringe a emiss\u00e3o de notas fiscais, o que impede qualquer atua\u00e7\u00e3o empresarial. A empresa, ent\u00e3o, ajuizou mandado de seguran\u00e7a para poder voltar a operar.<\/p>\n\n\n\n<p>O Fisco se defendeu afirmando que n\u00e3o houve nenhuma ilegalidade na autua\u00e7\u00e3o. O juiz, no entanto, discordou, e citou a jurisprud\u00eancia consolidada do STF para argumentar que, ainda que haja d\u00e9bito tribut\u00e1rio, n\u00e3o cabe ato administrativo que promova \u201csan\u00e7\u00e3o pol\u00edtica\u201d, no caso o impedimento de a empresa atuar normalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA suspens\u00e3o de inscri\u00e7\u00e3o estadual, ainda que fundamentada em obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, caracteriza meio coercitivo obl\u00edquo que inviabiliza a atividade empresarial e fere a dignidade do contribuinte, conforme destacado nos precedentes jurisprudenciais\u201d, disse o juiz, afirmando que a sede correta para a cobran\u00e7a seria a execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAdemais, ainda que se trate de obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria acess\u00f3ria, consistente em um dever de fazer ou n\u00e3o fazer, como o envio correto de informa\u00e7\u00f5es fiscais, a legisla\u00e7\u00e3o prev\u00ea que o descumprimento dessas obriga\u00e7\u00f5es pode ser convertido em multa pecuni\u00e1ria, a qual deve ser regularmente constitu\u00edda e exigida por meio de execu\u00e7\u00e3o fiscal.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, argumentou o magistrado, \u201cos documentos juntados pela impetrante demonstram que a inscri\u00e7\u00e3o estadual foi suspensa sem a observ\u00e2ncia dos princ\u00edpios da razoabilidade e proporcionalidade, configurando- se, portanto, ilegalidade no ato impugnado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA senten\u00e7a destaca que a Fazenda P\u00fablica deve utilizar os meios legais adequados para cobran\u00e7a de tributos, como a inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa e eventual execu\u00e7\u00e3o fiscal, sem recorrer a medidas abusivas que comprometam a regularidade empresarial. Essa decis\u00e3o tem relev\u00e2ncia nacional, pois reafirma o entendimento de que a suspens\u00e3o do cadastro de contribuintes como forma de coer\u00e7\u00e3o fiscal \u00e9 ilegal e inconstitucional\u201d, afirma o advogado Gabriel Pinheiro Corr\u00eaa Costa, s\u00f3cio do Costa e Costa Associados, que atuou no caso.<br>Processo 0872233-66.2024.8.10.0001<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-26\/nao-cabe-sancao-politica-para-cobranca-de-debitos-tributarios-diz-juiz\/#:~:text=ATIVIDADE%20EMPACADA-,N%C3%A3o%20cabe%20'san%C3%A7%C3%A3o%20pol%C3%ADtica'%20para%20cobran%C3%A7a,de%20d%C3%A9bitos%20tribut%C3%A1rios%2C%20diz%20juiz&#038;text=O%20Supremo%20Tribunal%20Federal%20consolidou,para%20cobran%C3%A7a%20de%20d%C3%A9bitos%20tribut%C3%A1rios.\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-26\/nao-cabe-sancao-politica-para-cobranca-de-debitos-tributarios-diz-juiz\/#:~:text=ATIVIDADE%20EMPACADA-,N%C3%A3o%20cabe%20&#8217;san%C3%A7%C3%A3o%20pol%C3%ADtica&#8217;%20para%20cobran%C3%A7a,de%20d%C3%A9bitos%20tribut%C3%A1rios%2C%20diz%20juiz&#038;text=O%20Supremo%20Tribunal%20Federal%20consolidou,para%20cobran%C3%A7a%20de%20d%C3%A9bitos%20tribut%C3%A1rios.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mulher com defici\u00eancia motora ap\u00f3s c\u00e2ncer ter\u00e1 isen\u00e7\u00e3o de IPVA e ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/02\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a de Minas Gerais reconheceu o direito \u00e0 isen\u00e7\u00e3o de IPVA e de ICMS a uma mulher que ficou com defici\u00eancia f\u00edsica ap\u00f3s enfrentar um c\u00e2ncer de mama. A decis\u00e3o \u00e9 do juiz de Direito Carlos Alberto Pereira da Silva, da 4\u00aa vara C\u00edvel de Po\u00e7os de Caldas\/MG.<\/p>\n\n\n\n<p>A autora enfrentou mastectomia bilateral e reconstru\u00e7\u00e3o das mamas. Em raz\u00e3o disso, apresenta defici\u00eancia motora, com redu\u00e7\u00e3o de mobilidade nos bra\u00e7os. Ela solicitou administrativamente a isen\u00e7\u00e3o do IPVA para seu ve\u00edculo, e de ICMS na aquisi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculo adaptado, mas os pedidos foram negados pela Fazenda do Estado, sob o argumento de que a per\u00edcia n\u00e3o confirmou a necessidade de adapta\u00e7\u00f5es no ve\u00edculo.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do indeferimento administrativo, a autora ingressou com a\u00e7\u00e3o judicial, alegando que as limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas decorrentes de sua condi\u00e7\u00e3o justificavam as isen\u00e7\u00f5es. Com a negativa inicial, seguiu-se um processo no qual foram apresentados exames e um hist\u00f3rico m\u00e9dico detalhado, culminando em uma per\u00edcia judicial que reconheceu as limita\u00e7\u00f5es da autora e a necessidade de ve\u00edculo adaptado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar a demanda, o juiz Carlos Alberto Pereira da Silva decidiu pela proced\u00eancia do pedido. &#8220;Entendo que restou comprovado pela autora o seu direito a isen\u00e7\u00e3o do IPVA e do ICMS.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado enfatizou que a decis\u00e3o se alinha \u00e0 jurisprud\u00eancia do TJ\/MG e ao entendimento de que o Estado deve assegurar prote\u00e7\u00e3o e garantia dos direitos das pessoas com defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Fabio Camargo de Souza atua pela autora.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/425567\/mulher-com-deficiencia-motora-apos-cancer-tera-isencao-de-ipva-e-icms\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/425567\/mulher-com-deficiencia-motora-apos-cancer-tera-isencao-de-ipva-e-icms<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:&nbsp;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Justi\u00e7a nega imunidade tribut\u00e1ria e mant\u00e9m cobran\u00e7a de IPTU a companhia de \u00e1gua<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/02\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina (TJSC), por meio da 2\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico, negou o pedido de uma companhia estadual de abastecimento de \u00e1gua e saneamento para obter imunidade tribut\u00e1ria do imposto predial e territorial urbano (IPTU). A decis\u00e3o seguiu o entendimento de que sociedades de economia mista que atuam com finalidade lucrativa e em regime de concorr\u00eancia n\u00e3o t\u00eam direito ao benef\u00edcio, mesmo quando prestam servi\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa alegava que sua atividade essencial de capta\u00e7\u00e3o, tratamento e distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua deveria garantir a isen\u00e7\u00e3o do IPTU. No entanto, a tese j\u00e1 havia sido rejeitada em primeira inst\u00e2ncia, decis\u00e3o que levou a companhia a recorrer ao TJSC.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, a empresa tamb\u00e9m argumentou que houve cerceamento de defesa, pois o julgamento antecipado do caso teria impedido a produ\u00e7\u00e3o de provas periciais, cont\u00e1beis e financeiras que poderiam influenciar no resultado do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do caso destacou que o juiz pode indeferir provas consideradas desnecess\u00e1rias. \u201cMais do que uma faculdade, \u00e9 dever do magistrado zelar pela c\u00e9lere solu\u00e7\u00e3o do processo, evitando expedientes in\u00fateis ou a realiza\u00e7\u00e3o de atos ineficientes\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00e9rito, o magistrado ressaltou que a decis\u00e3o segue precedentes do Supremo Tribunal Federal (STF). No Tema 1.140, o STF definiu que sociedades de economia mista e empresas p\u00fablicas s\u00f3 podem usufruir das prerrogativas da Fazenda P\u00fablica se atenderem a tr\u00eas requisitos: presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico, aus\u00eancia de fins lucrativos e atua\u00e7\u00e3o exclusiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a empresa em quest\u00e3o distribui lucros a acionistas e concorre no mercado, n\u00e3o cumpre os crit\u00e9rios exigidos para a imunidade tribut\u00e1ria. O voto do relator foi seguido por unanimidade pelos demais desembargadores da c\u00e2mara.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa decis\u00e3o foi destaque na&nbsp;<a href=\"https:\/\/busca.tjsc.jus.br\/jurisprudencia\/html.do?q=&amp;only_ementa=&amp;frase=&amp;id=321734638727207158140201669899147&amp;categoria=informativo\">edi\u00e7\u00e3o n. 147 do Informativo da Jurisprud\u00eancia Catarinense<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.tjsc.jus.br\/web\/imprensa\/-\/justica-nega-imunidade-tributaria-e-mantem-cobranca-de-iptu-para-companhia-de-agua-\">https:\/\/www.tjsc.jus.br\/web\/imprensa\/-\/justica-nega-imunidade-tributaria-e-mantem-cobranca-de-iptu-para-companhia-de-agua-<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ju\u00edza reconhece imunidade tribut\u00e1ria de holding imobili\u00e1ria em GO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/03\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O munic\u00edpio n\u00e3o pode arbitrar previamente a base de c\u00e1lculo do Imposto Sobre Transmiss\u00e3o de Bens Im\u00f3veis (ITBI) com respaldo em valor de refer\u00eancia por ele estabelecido unilateralmente, conforme entendimento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a no julgamento do&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=1113&amp;cod_tema_final=1113\">Tema Repetitivo 1.113<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o fundamento aplicado pela ju\u00edza Luana Veloso Gon\u00e7alves, da Vara das Fazendas P\u00fablicas de Itapirapu\u00e3 (GO), para afastar a cobran\u00e7a de ITBI sobre a integra\u00e7\u00e3o de um im\u00f3vel rural ao capital social de uma holding.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi provocada por mandado de seguran\u00e7a impetrado pela holding, que fez a absor\u00e7\u00e3o de quatro im\u00f3veis, sendo um rural e tr\u00eas urbanos, localizados nas cidades de Matrinch\u00e3, Goi\u00e2nia e Aruan\u00e3, em Goi\u00e1s.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme os autos, a holding formalizou pedido administrativo \u00e0 Secretaria da Fazenda do Munic\u00edpio de Matrinch\u00e3 objetivando a concess\u00e3o de imunidade de ITBI aos im\u00f3veis integrados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O munic\u00edpio avaliou o im\u00f3vel rural em pouco mais de R$ 8,6 milh\u00f5es e, com base nisso, emitiu parecer jur\u00eddico pela concess\u00e3o parcial da isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, exigindo a incid\u00eancia da tributa\u00e7\u00e3o sobre o valor remanescente referente \u00e0 diferen\u00e7a entre o valor da avalia\u00e7\u00e3o e o do capital social da empresa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O requerimento de concess\u00e3o parcial da isen\u00e7\u00e3o foi negado pela Secretaria de Finan\u00e7as do munic\u00edpio, que alegou que a holding n\u00e3o se enquadra na isen\u00e7\u00e3o pretendida em raz\u00e3o de sua atividade comercial preponderante envolver a compra, venda e aluguel de im\u00f3veis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, a ju\u00edza afastou a alega\u00e7\u00e3o da municipalidade. \u201cComo dito, no caso de integraliza\u00e7\u00e3o de capital social, a imunidade \u00e9 incondicionada, n\u00e3o se sujeitando \u00e0 verifica\u00e7\u00e3o da ressalva se a atividade operacional preponderante da empresa ser\u00e1 ou n\u00e3o formada, em sua maioria, de receita proveniente de atividades imobili\u00e1rias\u201d, registrou ela.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Atuou em favor da empresa o advogado&nbsp;Matheus Costa.<br>Processo 6156109-16.2024.8.09.0084<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-03\/juiza-reconhece-imunidade-tributaria-de-holding-imobiliaria-em-go\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-mar-03\/juiza-reconhece-imunidade-tributaria-de-holding-imobiliaria-em-go\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 24\/02 a 05\/03 Receita aprimora regras de representa\u00e7\u00e3o fiscal para fins penais e endurece combate a crimes contra a sa\u00fade p\u00fablica Data: 24\/02\/2025 A Receita Federal do Brasil (RFB) editou a&nbsp;Portaria n\u00ba 514\/2025, que atualiza a sistem\u00e1tica de representa\u00e7\u00e3o fiscal para fins penais com a altera\u00e7\u00e3o da Portaria RFB n\u00ba 1.750, de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3614,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[9,29,33,63,96,73],"class_list":["post-3657","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-retrospecto-tributario","tag-amaral-yazbek","tag-empresas","tag-negocios","tag-noticia-do-dia","tag-reforma-tributaria","tag-retrospecto-tributario"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.6 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Retrospecto Tribut\u00e1rio - 24\/02 a 05\/03<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. 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