{"id":3648,"date":"2025-02-17T15:58:28","date_gmt":"2025-02-17T18:58:28","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3648"},"modified":"2025-02-17T16:02:10","modified_gmt":"2025-02-17T19:02:10","slug":"retrospecto-tributario-10-02-a-17-02","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3648","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 10\/02 a 17\/02"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 10\/02 a 17\/02<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto pro\u00edbe cobran\u00e7a de encargo tarif\u00e1rio em gera\u00e7\u00e3o a combust\u00edvel f\u00f3ssil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 2222\/24 pro\u00edbe as distribuidoras de energia el\u00e9trica de cobrarem a tarifa de uso do sistema de distribui\u00e7\u00e3o (Tusd) quando a fonte do fornecimento ao consumidor for gerador a combust\u00edvel f\u00f3ssil. A proposta est\u00e1 em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>A Tusd \u00e9 um dos encargos embutidos na conta de luz dos brasileiros e remunera as empresas de distribui\u00e7\u00e3o pelos servi\u00e7os prestados.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo projeto, o al\u00edvio tarif\u00e1rio dever\u00e1 ser mantido pelo prazo de seis meses ap\u00f3s a interrup\u00e7\u00e3o da gera\u00e7\u00e3o por fonte f\u00f3ssil.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta \u00e9 de autoria do deputado Romero Rodrigues (Pode-PB) e altera a <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/lei\/1996\/lei-9427-26-dezembro-1996-366792-norma-pl.html\">lei que criou a Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel)<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Rodrigues afirma que a proposta \u00e9 uma compensa\u00e7\u00e3o aos consumidores pela falta de investimentos na rede el\u00e9trica, de responsabilidade das empresas de distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobrecarga<br>Segundo ele, hoje, n\u00e3o raro, as concession\u00e1rias de distribui\u00e7\u00e3o instalam geradores de energia m\u00f3veis ou semim\u00f3veis em bairros da \u00e1rea atendida para amenizar a sobrecarga el\u00e9trica e evitar apag\u00f5es. Esses equipamentos s\u00f3 s\u00e3o necess\u00e1rios porque as empresas n\u00e3o fazem melhorias na infraestrutura local.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMesmo pagando contas de energia elevadas, os consumidores de energia el\u00e9trica, por falta de planejamento e por des\u00eddia da concession\u00e1ria, agora precisam conviver 24 horas com um gerador, quase sempre movido a diesel, na porta de suas casas\u201d, disse Rodrigues.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele afirma ainda que esses equipamentos, al\u00e9m de poluentes, geram altos ru\u00eddos e requerem medidas de seguran\u00e7a para prevenir inc\u00eandios, vazamentos e contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto ser\u00e1 analisado em car\u00e1ter conclusivo nas comiss\u00f5es de Minas e Energia, de Defesa do Consumidor, e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1100916-projeto-proibe-cobranca-de-encargo-tarifario-em-geracao-a-combustivel-fossil\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1100916-projeto-proibe-cobranca-de-encargo-tarifario-em-geracao-a-combustivel-fossil<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto regulamenta pix e refor\u00e7a prote\u00e7\u00e3o de sigilo banc\u00e1rio e fiscal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Projeto em an\u00e1lise no Senado visa regulamentar o Pix, garantir a preserva\u00e7\u00e3o da infraestrutura digital p\u00fablica e proteger dados pessoais no Sistema de Pagamentos Instant\u00e2neos (SPI), com o objetivo de refor\u00e7ar o sigilo banc\u00e1rio e fiscal no Brasil. A proposta, do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), estabelece diretrizes para o tratamento de informa\u00e7\u00f5es financeiras. A ideia \u00e9 garantir mais seguran\u00e7a e transpar\u00eancia nas transa\u00e7\u00f5es digitais.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o texto do <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/167095\">PL 244\/2025<\/a>, o uso do Sistema de Pagamentos Instant\u00e2neos (SPI), em especial o Pix, deve ser regulamentado de forma a garantir a prote\u00e7\u00e3o da privacidade dos dados financeiros e a seguran\u00e7a das transa\u00e7\u00f5es realizadas. O projeto ainda prop\u00f5e que o pagamento via Pix seja equiparado ao pagamento em esp\u00e9cie, conforme a<a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2017-06-26;13455\"> Lei 13.455, de 2017<\/a>, e que n\u00e3o haja incid\u00eancia de tributos sobre as transa\u00e7\u00f5es realizadas por meio dessa ferramenta.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta determina que a regulamenta\u00e7\u00e3o sobre o sigilo banc\u00e1rio e fiscal seja clara e objetiva, proibindo disponibilizar dados financeiros e fiscais por normas infralegais que possam comprometer os direitos dos contribuintes. Tamb\u00e9m determina que as autoridades administrativas tomem medidas para proteger essas informa\u00e7\u00f5es, com penalidades para os casos de descumprimento dessa exig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o projeto atribui ao Banco Central a responsabilidade de regulamentar e implementar medidas para garantir a preserva\u00e7\u00e3o da infraestrutura digital p\u00fablica e a privacidade das informa\u00e7\u00f5es financeiras no SPI, em conformidade com a Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados (LGPD).<br>Em sua justificativa, Mecias afirma que o projeto busca consolidar as garantias constitucionais de sigilo banc\u00e1rio, fiscal e de prote\u00e7\u00e3o de dados pessoais, criando uma legisla\u00e7\u00e3o segura e alinhada aos direitos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO projeto busca estabelecer diretrizes claras para a gest\u00e3o de dados financeiros e fiscais, prevenindo abusos decorrentes de normas infralegais que possam comprometer direitos fundamentais dos cidad\u00e3os\u201d, ressalta o senador.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto aguarda encaminhamento para as comiss\u00f5es tem\u00e1ticas do Senado. Se aprovado, o projeto seguir\u00e1 para a C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/02\/11\/projeto-regulamenta-pix-e-reforca-protecao-de-sigilo-bancario-e-fiscal\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2025\/02\/11\/projeto-regulamenta-pix-e-reforca-protecao-de-sigilo-bancario-e-fiscal<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Proposta aprova ajustes em acordo sobre dupla tributa\u00e7\u00e3o assinado com Singapura<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 227\/24 aprova protocolo que promove ajustes no Acordo para Eliminar a Dupla Tributa\u00e7\u00e3o (ADT) assinado em 2018 entre Brasil e Singapura. O protocolo foi celebrado em 2023, em Bras\u00edlia, e aprovado pela C\u00e2mara em 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ajustes em an\u00e1lise agora buscam corrigir inconsist\u00eancias observadas entre as vers\u00f5es em ingl\u00eas e portugu\u00eas do acordo, identificadas somente ap\u00f3s a conclus\u00e3o do processo de ratifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ADTs buscam evitar que lucros, dividendos, royalties e outras rendas obtidas por pessoa ou empresa sejam tributados em duas na\u00e7\u00f5es, preservando o poder do pa\u00eds onde a receita foi originada. A ideia \u00e9 melhorar o ambiente de neg\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil mant\u00e9m acordos desse tipo com dezenas de pa\u00edses. Pela Constitui\u00e7\u00e3o, os instrumentos internacionais devem ser aprovados pelo Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta j\u00e1 obteve aval da Comiss\u00e3o de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores e de Defesa Nacional e agora ser\u00e1 analisado pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania. Depois seguir\u00e1 para o Plen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, ter\u00e1 de ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1132387-proposta-aprova-ajustes-em-acordo-sobre-dupla-tributacao-assinado-com-singapura\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1132387-proposta-aprova-ajustes-em-acordo-sobre-dupla-tributacao-assinado-com-singapura<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto concede incentivos fiscais para startups e empresas de tecnologia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 2967\/24 concede incentivos fiscais para startups (empresa jovem, geralmente focada em inova\u00e7\u00e3o e com alto potencial de crescimento) e empresas de tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os benef\u00edcios previstos na proposta s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) por cinco anos a partir da constitui\u00e7\u00e3o da empresa;<\/p>\n\n\n\n<p>redu\u00e7\u00e3o de 50% das contribui\u00e7\u00f5es ao Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social (PIS) e \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) por igual per\u00edodo; e<\/p>\n\n\n\n<p>isen\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a compra de equipamentos e insumos destinados \u00e0 pesquisa e desenvolvimento, e \u00e0 pesquisa, desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas beneficiadas pelos incentivos fiscais dever\u00e3o comprovar anualmente, a aplica\u00e7\u00e3o de pelo menos 10% de sua receita bruta em atividades de pesquisa, desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Financiamento<br>O projeto cria ainda o Programa de Financiamento para Startups e Empresas de Tecnologia para dar condi\u00e7\u00f5es especiais de cr\u00e9dito e fomentar o crescimento e a inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O programa ser\u00e1 coordenado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES), em parceria com institui\u00e7\u00f5es financeiras p\u00fablicas e privadas.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a proposta, os financiamentos oferecidos pelo novo programa, entre outras condi\u00e7\u00f5es, ter\u00e3o taxa de juros reduzidos (equivalentes as taxas praticadas pelo BNDES) e car\u00eancia de at\u00e9 dois anos para in\u00edcio do pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Startups e empresas de tecnologia que desejarem acessar os financiamentos dever\u00e3o apresentar plano de neg\u00f3cios detalhado, demonstrando a viabilidade t\u00e9cnica e econ\u00f4mica do projeto, e seu potencial de inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Parcerias<br>O projeto tamb\u00e9m cria o Programa de Parcerias para Inova\u00e7\u00e3o (PPI), destinado a promover a coopera\u00e7\u00e3o entre startups, empresas de tecnologia, universidades e centros de pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>O PPI ser\u00e1 coordenado pelo Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00f5es, em parceria com institui\u00e7\u00f5es de ensino superior e centros de pesquisa p\u00fablicos e privados.<\/p>\n\n\n\n<p>Ecossistema de inova\u00e7\u00e3o<br>O autor do texto, deputado Pedro Jr (PL-TO), hoje na supl\u00eancia, afirma que o objetivo \u00e9 fomentar o ecossistema de inova\u00e7\u00e3o no Brasil, proporcionando condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para o desenvolvimento de startups e empresas de tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTodos os incentivos nesse momento de estrutura\u00e7\u00e3o de startups e empresas de tecnologia s\u00e3o motivos de retornos r\u00e1pidos de reinvestimento para a gera\u00e7\u00e3o de empregos e modelos de neg\u00f3cios aperfei\u00e7oados na gest\u00e3o corporativa&#8221;, argumenta o parlamentar.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esses apoios fomentam a solidez dessas empresas no Brasil e no exterior, oportunizando competitividade com concorrentes estrangeiras\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto ser\u00e1 analisado, em car\u00e1ter conclusivo, pelas comiss\u00f5es de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o; de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; de &nbsp;Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, ter\u00e1 de ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1100851-projeto-concede-incentivos-fiscais-para-startups-e-empresas-de-tecnologia\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1100851-projeto-concede-incentivos-fiscais-para-startups-e-empresas-de-tecnologia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Governo prioriza seguran\u00e7a p\u00fablica, reforma da renda e regras para o ambiente digital<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro da Secretaria das Rela\u00e7\u00f5es Institucionais, Alexandre Padilha, entregou nesta quarta-feira (12) ao presidente da C\u00e2mara, Hugo Motta (Republicanos-PB), as prioridades do governo para os pr\u00f3ximos dois anos no Parlamento. S\u00e3o seis eixos principais, totalizando 48 propostas que j\u00e1 tramitam no Congresso ou que ainda ser\u00e3o enviadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre estas, por exemplo, est\u00e1 a proposta de emenda constitucional (PEC) da Seguran\u00e7a P\u00fablica, que reorganiza o setor a partir da integra\u00e7\u00e3o das for\u00e7as de seguran\u00e7a dos entes federados e, tamb\u00e9m, confere status constitucional ao Sistema \u00danico de Seguran\u00e7a P\u00fablica (Susp).<\/p>\n\n\n\n<p>Na semana passada, <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1130838-motta-recebe-de-haddad-prioridades-do-governo-na-agenda-economica\">o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, j\u00e1 havia apresentado a Motta os 25 projetos da \u00e1rea econ\u00f4mica<\/a> de interesse do Planalto.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os projetos apontados por Padilha como priorit\u00e1rios para o governo est\u00e3o a chamada reforma da renda, como a proposta de isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda para quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil, e o fim dos chamados supersal\u00e1rios do servi\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro eixo do documento apresentado por Padilha tem como foco a busca pelo protagonismo do Brasil no combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. \u201cDevemos ter leis brasileiras que enfrentem os crimes ambientais, como os inc\u00eandios criminosos do ano passado, que acometeram nossos biomas e impactam a vida da popula\u00e7\u00e3o brasileira\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro tamb\u00e9m afirmou que o governo quer debater regras para o ambiente digital. Segundo Padilha, al\u00e9m do projeto que combate \u00e0s chamadas fake news e regulamenta o papel das <em>big techs<\/em> (<a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/673694-projeto-do-senado-de-combate-a-noticias-falsas-chega-a-camara\">PL 2630\/20<\/a>), o Planalto afirmou que o texto do PL 4691\/24, que garante a livre manifesta\u00e7\u00e3o e pensamento na internet, mas acaba com o anonimato, protege crian\u00e7as e adolescentes e responsabiliza as plataformas por danos causados pela manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento de terceiros na internet. \u201cQueremos garantir a prote\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas, \u00e0s fam\u00edlias e aos neg\u00f3cios no ambiente digital\u201d, disse o ministro.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento apresentado por Padilha apresenta outros eixos de interesse do governo, como o est\u00edmulo ao empreendedorismo, a aprova\u00e7\u00e3o do novo plano nacional de educa\u00e7\u00e3o e a chamada PEC dos Militares, que exige, entre outros pontos, que militares se transferiram para a reserva, caso se candidatem a cargos eletivos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1133086-governo-prioriza-seguranca-publica-reforma-da-renda-e-regras-para-o-ambiente-digital\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1133086-governo-prioriza-seguranca-publica-reforma-da-renda-e-regras-para-o-ambiente-digital<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Novo sistema tribut\u00e1rio tem como efeito um federalismo mais justo, afirma Appy<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da Reforma Tribut\u00e1ria, Bernard Appy, destacou nesta quarta-feira (12\/2), durante participa\u00e7\u00e3o no Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas, em Bras\u00edlia, que a implementa\u00e7\u00e3o do novo sistema de tributa\u00e7\u00e3o do consumo tem como um de seus resultados mais importantes o surgimento de um federalismo fiscal \u201ccooperativo\u201d, em substitui\u00e7\u00e3o ao federalismo \u201cpredat\u00f3rio\u201d que caracteriza o cen\u00e1rio atual. \u201cA Reforma Tribut\u00e1ria tem como efeito um federalismo mais justo\u201d, afirmou Appy.<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio do Minist\u00e9rio da Fazenda ressaltou que um dos pilares da reforma \u00e9 o respeito \u00e0 autonomia dos entes federativos. Munic\u00edpios e estados ter\u00e3o independ\u00eancia para&nbsp;a fixa\u00e7\u00e3o de sua al\u00edquota do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS); a gest\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o ser\u00e1 compartilhada; o Comit\u00ea Gestor do IBS ser\u00e1 o f\u00f3rum no qual ocorrer\u00e1 a interpreta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o e o equacionamento das quest\u00f5es relacionadas ao contencioso administrativo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua apresenta\u00e7\u00e3o aos prefeitos e prefeitas reunidos no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Ulysses Guimar\u00e3es, Appy afirmou que o \u201cfederalismo fiscal cooperativo\u201d trazido pela Reforma Tribut\u00e1ria ser\u00e1 assegurado pelo compartilhamento da mesma base tribut\u00e1ria entre munic\u00edpios, estados e Uni\u00e3o e pela gest\u00e3o compartilhada do Comit\u00ea Gestor do IBS, \u201ccujo Conselho Superior ser\u00e1 formado paritariamente por representantes dos estados e munic\u00edpios\u201d.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Trabalho coletivo&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Appy relembrou a etapa de elabora\u00e7\u00e3o dos Projetos de Leis Complementares (PLPs) 68 e 108, ambos de 2024, produzidos a partir do trabalho coletivo realizado no \u00e2mbito do Programa de Assessoramento T\u00e9cnico \u00e0 Implementa\u00e7\u00e3o da Reforma da Tributa\u00e7\u00e3o sobre o Consumo (PAT-RTC). Criado pelo Minist\u00e9rio da Fazenda e coordenado pela Secretaria Extraordin\u00e1ria da Reforma Tribut\u00e1ria (Sert), o programa contou, em todas as suas inst\u00e2ncias, com representantes de munic\u00edpios, estados e Uni\u00e3o. O PAT-RTC teve mais de 300 profissionais envolvidos diretamente em sua execu\u00e7\u00e3o, realizou mais de 330 reuni\u00f5es, analisou mais de 200 insumos t\u00e9cnicos e ouviu mais de 70 institui\u00e7\u00f5es de todos o setores da economia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Reforma Tribut\u00e1ria vai mudar o Brasil\u201d, disse o auditor-fiscal Fernando Mombelli, gerente de projeto para a Reforma Tribut\u00e1ria na Receita Federal do Brasil (RFB). Ele frisou a import\u00e2ncia da coopera\u00e7\u00e3o entre os entes para que a reforma cumpra integralmente seu papel de impulsionadora do crescimento da economia e pontuou que a opera\u00e7\u00e3o do novo sistema, totalmente baseada em documentos fiscais eletr\u00f4nicos, ir\u00e1 assegurar a recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos e contribuir de forma relevante para o que o pa\u00eds tenha mais adimpl\u00eancia e menos sonega\u00e7\u00e3o. Mombelli participou do mesmo painel de Appy. Com eles, no debate, estiveram o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), relator do PLP 68\/2024 na C\u00e2mara Federal, e o governador do Piau\u00ed, Rafael Fonteles.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Encontro de Novos Prefeitos e Prefeitas 2025 \u00e9 coordenado pela Secretaria de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica (SRI\/PR) e correalizado pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Munic\u00edpios (ABM). O evento conta com o apoio da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Munic\u00edpios (CNM) e da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), com o patroc\u00ednio dos Correios, Sebrae, Banco do Brasil, Caixa Econ\u00f4mica Federal e com as parcerias institucionais do Serpro e da Petrobras. O objetivo do Encontro \u00e9 fortalecer o pacto federativo e ampliar e acelerar a participa\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios em programas e a\u00e7\u00f5es do Governo Federal.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/fevereiro\/novo-sistema-tributario-tem-como-efeito-um-federalismo-mais-justo-afirma-appy\">https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/fevereiro\/novo-sistema-tributario-tem-como-efeito-um-federalismo-mais-justo-afirma-appy<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Notas Fiscais: Metade das empresas ignora lei de transpar\u00eancia no Brasil<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 12\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa recente do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT) revelou que 50% das notas fiscais emitidas no Brasil n\u00e3o est\u00e3o em conformidade com a Lei da Transpar\u00eancia do Imposto (Lei 12.741\/2012).<\/p>\n\n\n\n<p>Essa lei determina que os estabelecimentos informem corretamente os tributos devidos, detalhando a carga tribut\u00e1ria para os consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a an\u00e1lise do IBPT, que englobou mais de 6,6 milh\u00f5es de opera\u00e7\u00f5es fiscais desde 2023, aponta que muitos estabelecimentos n\u00e3o cumprem essa exig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Consequentemente, essa falha impede que o consumidor tenha acesso a informa\u00e7\u00f5es importantes sobre os impostos que incidem sobre suas compras.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o estudo aponta disparidades regionais no cumprimento da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Estados do Norte e Nordeste apresentam os menores \u00edndices de transpar\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o Sudeste se destaca com cerca de 57% das notas fiscais em conformidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa varia\u00e7\u00e3o regional, por sua vez, evidencia a dificuldade de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para os consumidores em diferentes partes do pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsses n\u00fameros mostram que, apesar dos avan\u00e7os, o consumidor brasileiro ainda n\u00e3o consegue exercer plenamente seu direito \u00e0 transpar\u00eancia tribut\u00e1ria\u201d, afirma Alcyr Neto, gerente de projetos do IBPT.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA omiss\u00e3o na discrimina\u00e7\u00e3o dos tributos enfraquece a compreens\u00e3o do impacto dos impostos sobre suas finan\u00e7as\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A falta de transpar\u00eancia nas notas fiscais traz consequ\u00eancias negativas para consumidores e empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os consumidores ficam sem entender o impacto dos tributos em seus or\u00e7amentos, o que dificulta a avalia\u00e7\u00e3o do custo-benef\u00edcio das compras.<\/p>\n\n\n\n<p>Paralelamente, os estabelecimentos correm o risco de sofrer san\u00e7\u00f5es pelo Procon por descumprimento da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o determina que os tributos incidentes sobre produtos e servi\u00e7os sejam discriminados nas notas fiscais ou em cartazes vis\u00edveis nos pontos de venda.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, muitos estabelecimentos n\u00e3o adotam nenhuma dessas medidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, Alcyr Neto ressalta a import\u00e2ncia de os estabelecimentos investirem em tecnologia e processos para garantir a conformidade com a legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA transpar\u00eancia tribut\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 apenas uma exig\u00eancia legal; \u00e9 um compromisso com o consumidor e uma forma de fortalecer a rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a entre empresas e clientes\u201d, destaca o gerente de projetos do IBPT.<\/p>\n\n\n\n<p>O IBPT defende que o conhecimento sobre a carga tribut\u00e1ria \u00e9 fundamental para o debate p\u00fablico sobre a reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A iminente Reforma Tribut\u00e1ria torna ainda mais urgente o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, permitindo que o consumidor entenda como os tributos afetam seu poder de compra.<\/p>\n\n\n\n<p>O instituto disponibiliza as Tabelas IBPT e uma API gratuita para consulta em tempo real das al\u00edquotas tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-cartacapital wp-block-embed-cartacapital\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"uvrMEkW3No\"><a href=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/do-micro-ao-macro\/notas-fiscais-metade-das-empresas-ignora-lei-de-transparencia-no-brasil\/\">Notas Fiscais: Metade das empresas ignora lei de transpar\u00eancia no Brasil<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Notas Fiscais: Metade das empresas ignora lei de transpar\u00eancia no Brasil&#8221; &#8212; CartaCapital\" src=\"https:\/\/www.cartacapital.com.br\/do-micro-ao-macro\/notas-fiscais-metade-das-empresas-ignora-lei-de-transparencia-no-brasil\/embed\/#?secret=uvrMEkW3No\" data-secret=\"uvrMEkW3No\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Estudo aponta estoque de R$ 80 bi da \u2018tese do s\u00e9culo\u2019<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O estoque de compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias referentes \u00e0 \u201ctese do s\u00e9culo\u201d est\u00e1 em aproximadamente R$ 80 bilh\u00f5es, de acordo com estudo divulgado ontem pelo BTG Pactual. A proje\u00e7\u00e3o est\u00e1 em linha com a estimativa do Minist\u00e9rio da Fazenda. \u201cCom um cen\u00e1rio bastante desafiador para a estabiliza\u00e7\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica, uma poss\u00edvel fonte de incremento de receita voltou a ser debatida: o fim das compensa\u00e7\u00f5es da tese do s\u00e9culo\u201d, escreve o economista F\u00e1bio Serrano, do BTG Pactual, no estudo. A \u201ctese do s\u00e9culo\u201d foi aplicada em 2017, quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o ICMS n\u00e3o poderia fazer parte da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. A decis\u00e3o gerou, em valores da \u00e9poca, um passivo para o governo federal de aproximadamente R$ 400 bilh\u00f5es, que desde ent\u00e3o v\u00eam sendo compensado por empresas. A Receita Federal projeta que o saldo remanescente do passivo, atualmente em R$ 80 bilh\u00f5es, terminar\u00e1 este ano ou em 2026. O estudo do BTG considera algumas premissas, como: al\u00edquota m\u00e9dia de 7,9% sobre a arrecada\u00e7\u00e3o de ICMS no per\u00edodo de mar\u00e7o de 2017 a maio de 2021, \u201cconsiderando que as al\u00edquotas de PIS\/Cofins variam conforme o regime de tributa\u00e7\u00e3o do lucro\u201d; atualiza\u00e7\u00e3o do valor dos cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios pela taxa Selic acumulada no per\u00edodo; 90% dos cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios oriundos de decis\u00f5es judiciais e compensados no per\u00edodo derivam da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d. Mas Serrano destaca que a Medida Provis\u00f3ria (MP) n\u00ba 1202\/23, posteriormente aprovada pelo Congresso Nacional, \u201climitou as compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias para cr\u00e9ditos oriundos de decis\u00f5es judiciais\u201d. Isso, de acordo com ele, reduziu o limite anual de compensa\u00e7\u00f5es ligados \u00e0 tese de R$ 80 bilh\u00f5es para R$ 40 bilh\u00f5es. Por isso, o economista calcula que o estoque se encerrar\u00e1 no fim do primeiro trimestre de 2027, per\u00edodo a partir do qual haveria impacto positivo sobre o resultado prim\u00e1rio do governo federal. O economista do BTG Pactual afirma ainda que justamente por causa das limita\u00e7\u00f5es estabelecidas pela MP 1202\/23 \u201cparte do ganho gerado pelo fim desse estoque j\u00e1 foi incorporado \u00e0 arrecada\u00e7\u00e3o federal\u201d. \u201cAssim, o ganho para a Uni\u00e3o gerado a partir da exaust\u00e3o desses cr\u00e9ditos est\u00e1 mais pr\u00f3xima de R$ 40 bilh\u00f5es do que dos R$ 80 bilh\u00f5es estimados anteriormente\u201d, disse. J\u00e1 o Minist\u00e9rio da Fazenda, conforme estudo divulgado pela Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica em janeiro, calcula que o fim dessas compensa\u00e7\u00f5es melhorar\u00e1 em aproximadamente 1 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB) o resultado fiscal estrutural (RFE) do setor p\u00fablico consolidado. O RFE \u00e9 uma medida que exclui eventos fiscais n\u00e3o recorrentes do c\u00e1lculo do resultado prim\u00e1rio do setor p\u00fablico consolidado. Entre esses eventos, est\u00e3o como arrecada\u00e7\u00f5es e despesas extraordin\u00e1rias. A medida tamb\u00e9m retira do c\u00e1lculo o efeito c\u00edclico \u201cderivado do n\u00edvel de atividade econ\u00f4mica, das flutua\u00e7\u00f5es do pre\u00e7o internacional do barril de petr\u00f3leo e do min\u00e9rio de ferro.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/13\/estudo-aponta-estoque-de-r-80-bi-da-tese-do-seculo.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/13\/estudo-aponta-estoque-de-r-80-bi-da-tese-do-seculo.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carnaval com taxa extra? O imposto seletivo na mira da festa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<a href=\"https:\/\/abcdoabc.com.br\/alimentos-ultraprocessados-ficarao-fora-do-imposto-seletivo\/\">Imposto Seletivo<\/a>, popularmente denominado&nbsp;imposto do pecado, foi institu\u00eddo pela&nbsp;reforma tribut\u00e1ria&nbsp;com o objetivo de desestimular o consumo de produtos considerados prejudiciais \u00e0 sa\u00fade, como&nbsp;cigarros,&nbsp;bebidas alco\u00f3licas&nbsp;e&nbsp;bebidas a\u00e7ucaradas. A medida busca, simultaneamente, reduzir o consumo desses itens, promovendo a sa\u00fade p\u00fablica, e ampliar a arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Tributa\u00e7\u00e3o e o Carnaval: impacto no consumo<\/p>\n\n\n\n<p>Com a proximidade do&nbsp;Carnaval, per\u00edodo caracterizado pelo aumento expressivo no consumo de&nbsp;bebidas alco\u00f3licas, as discuss\u00f5es em torno do tema ganham relev\u00e2ncia, especialmente no que se refere ao potencial impacto da tributa\u00e7\u00e3o na redu\u00e7\u00e3o do consumo excessivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os defensores do&nbsp;Imposto Seletivo&nbsp;sustentam que a tributa\u00e7\u00e3o sobre bebidas alco\u00f3licas e a\u00e7ucaradas \u00e9 justificada pelo impacto negativo desses produtos na&nbsp;sa\u00fade p\u00fablica, uma vez que est\u00e3o associados a&nbsp;doen\u00e7as cr\u00f4nicas, como&nbsp;diabetes&nbsp;e&nbsp;hipertens\u00e3o, al\u00e9m de contribu\u00edrem para o aumento de&nbsp;acidentes de tr\u00e2nsito&nbsp;e \u00edndices de&nbsp;viol\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a medida tamb\u00e9m desperta cr\u00edticas, sobretudo em raz\u00e3o de seus efeitos&nbsp;econ\u00f4micos. Pequenos comerciantes e empresas do setor de&nbsp;bebidas&nbsp;alertam que a eleva\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria pode comprometer significativamente seus neg\u00f3cios, encarecendo os produtos e reduzindo as vendas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEmbora o prop\u00f3sito do Imposto Seletivo seja leg\u00edtimo ao buscar a redu\u00e7\u00e3o do consumo de itens nocivos \u00e0 sa\u00fade, \u00e9 fundamental avaliar seus impactos econ\u00f4micos e sociais, sobretudo para os setores diretamente dependentes da comercializa\u00e7\u00e3o desses produtos\u201d, destaca o Dr.&nbsp;Jorge Coutinho, especialista em&nbsp;Direito Tribut\u00e1rio&nbsp;do escrit\u00f3rio<a href=\"https:\/\/jpanorozo.adv.br\/\">&nbsp;Jorge Ponsoni Anorozo &amp; Advogados Associados.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Bebidas a\u00e7ucaradas e desafios tribut\u00e1rios<\/p>\n\n\n\n<p>A tributa\u00e7\u00e3o de&nbsp;bebidas a\u00e7ucaradas, em particular, gera debates adicionais. Embora a medida tenha como objetivo reduzir o consumo excessivo de&nbsp;a\u00e7\u00facar, especialistas argumentam que grande parte da ingest\u00e3o dessa subst\u00e2ncia n\u00e3o decorre exclusivamente de bebidas industrializadas, mas tamb\u00e9m do a\u00e7\u00facar adicionado diretamente aos alimentos preparados em resid\u00eancias. Essa circunst\u00e2ncia levanta questionamentos sobre a efetividade da medida na mudan\u00e7a dos h\u00e1bitos alimentares da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA tributa\u00e7\u00e3o deve ser aplicada de maneira equilibrada, de modo a evitar impactos desproporcionais sobre setores espec\u00edficos, o que poderia gerar preju\u00edzos econ\u00f4micos para toda a sociedade\u201d, ressalta&nbsp;Coutinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante dos desdobramentos dessa&nbsp;pol\u00edtica tribut\u00e1ria, torna-se essencial acompanhar as discuss\u00f5es do&nbsp;Imposto Seletivo, considerando seus impactos diretos sobre diferentes setores da&nbsp;economia&nbsp;e&nbsp;consumidores. Al\u00e9m das quest\u00f5es econ\u00f4micas, a medida imp\u00f5e desafios&nbsp;jur\u00eddicos&nbsp;e&nbsp;fiscais&nbsp;para empresas do ramo de bebidas, varejistas e distribuidores, que precisar\u00e3o se adequar \u00e0s novas regras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO equil\u00edbrio entre promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade p\u00fablica, impacto econ\u00f4mico e seguran\u00e7a jur\u00eddica ser\u00e1 determinante para a efetividade parafiscal do Imposto Seletivo nos pr\u00f3ximos anos\u201d, conclui o advogado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-noticias-do-abc-as-melhores-informacoes-e-noticias-do-abc wp-block-embed-noticias-do-abc-as-melhores-informacoes-e-noticias-do-abc\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"qfSAElzTZ1\"><a href=\"https:\/\/abcdoabc.com.br\/carnaval-com-taxa-extra-o-imposto-seletivo-na-mira-da-festa\/\">Carnaval com taxa extra? O imposto seletivo na mira da festa<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Carnaval com taxa extra? O imposto seletivo na mira da festa&#8221; &#8212; Not\u00edcias do ABC - As melhores informa\u00e7\u00f5es e not\u00edcias do ABC\" src=\"https:\/\/abcdoabc.com.br\/carnaval-com-taxa-extra-o-imposto-seletivo-na-mira-da-festa\/embed\/#?secret=gbL9A1aSCE#?secret=qfSAElzTZ1\" data-secret=\"qfSAElzTZ1\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Projeto limita apostas por pessoas isentas do Imposto de Renda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 4244\/24 limita a R$ 50 por m\u00eas o valor que uma pessoa isenta do pagamento de Imposto de Renda pode apostar com cada agente operador. A proposta est\u00e1 em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor do projeto, deputado Delegado Marcelo Freitas (Uni\u00e3o-MG), argumenta que as apostas feitas por pessoas de renda mais baixa t\u00eam crescido e sido encaradas como uma esp\u00e9cie de investimento, quando na maior parte das vezes t\u00eam retorno negativo para o apostador.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs apostas podem estar gerando depend\u00eancia em apostadores, prejudicando sua capacidade de analisar as quantias de que podem dispor sem prejudicar sua vida financeira\u201d, observa Freitas. \u201cOs preju\u00edzos estimados de apostadores brasileiros chegam a R$ 24 bilh\u00f5es por ano\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>O parlamentar acredita que a isen\u00e7\u00e3o proposta preservar\u00e1 uma renda m\u00ednima para as pessoas, sem colocar em risco suas necessidades b\u00e1sicas.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto acrescenta a medida \u00e0 chamada <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/2023\/lei-14790-29-dezembro-2023-795206-norma-pl.html\">Lei 14.790\/23<\/a>, que trata das chamadas bets.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto tramita em car\u00e1ter conclusivo e ser\u00e1 analisado pelas comiss\u00f5es de Defesa do Consumidor; de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, a medida precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1132913-projeto-limita-apostas-por-pessoas-isentas-do-imposto-de-renda\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1132913-projeto-limita-apostas-por-pessoas-isentas-do-imposto-de-renda\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Falta de defini\u00e7\u00e3o de sistemas pode atrasar in\u00edcio da reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A menos de um ano para o in\u00edcio da fase de transi\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, empresas de tecnologia aguardam defini\u00e7\u00f5es importantes do governo para iniciarem o processo de integra\u00e7\u00e3o dos sistemas de gest\u00e3o para comportar e calcular os atuais tributos e os novos IBS (Imposto sobre Servi\u00e7os) e CBS (Contribui\u00e7\u00e3o sobre Servi\u00e7os).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 uma moderniza\u00e7\u00e3o relevante no \u00e2mbito da reforma tribut\u00e1ria e temos o desafio de desenvolver um sistema para as empresas, mas ainda n\u00e3o existe&nbsp;layout, sistemas recepcionadores das informa\u00e7\u00f5es e a publica\u00e7\u00e3o para o mercado desenvolvedor de software, que ser\u00e1 o intermedi\u00e1rio entre os contribuintes e o fisco\u201d, alerta Sergio Sgobbi, diretor de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais e Governamentais da Brasscom (Associa\u00e7\u00e3o das Empresas de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o e de Tecnologias Digitais).<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo cronograma do texto de regulamenta\u00e7\u00e3o da primeira etapa da reforma tribut\u00e1ria (Lei Complementar 214), no in\u00edcio de janeiro de 2026 entra em vigor uma al\u00edquota teste de 1% (0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS), que ser\u00e1 cobrada de forma simult\u00e2nea com os tributais atuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2027, com a extin\u00e7\u00e3o total do PIS\/Cofins, passar\u00e1 a ser cobrada a al\u00edquota cheia da CBS e do novo IS (Imposto Seletivo). No mesmo ano, tamb\u00e9m est\u00e1 previsto a estreia do&nbsp;split payment&nbsp;(mecanismo que vai segregar, no momento da liquida\u00e7\u00e3o financeira das opera\u00e7\u00f5es, o tributo a ser recolhido aos cofres p\u00fablicos).<\/p>\n\n\n\n<p>De 2029 a 2032, as al\u00edquotas de ICMS e ISS, cobradas simultaneamente com o IBS, ser\u00e3o reduzidas de forma gradual at\u00e9 2033, quando entra em cena a al\u00edquota cheia do IBS.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m falta aprovar no Senado o PLP 108, a segunda etapa da reforma tribut\u00e1ria, que prev\u00ea a cria\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Gestor do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os. A an\u00e1lise desse texto \u00e9 importante porque muitas quest\u00f5es ainda ser\u00e3o definidas pelo Comit\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos de investimentos, n\u00famero de atores envolvidos nos setores p\u00fablico e privado e adequa\u00e7\u00f5es em sistemas de gest\u00e3o, a reforma tribut\u00e1ria supera os desafios enfrentados pelas empresas para lidarem com o Sped (Sistema P\u00fablico de Escritura\u00e7\u00e3o Digital), institu\u00eddo em 2007, e o e-Social (2014), este \u00faltimo ainda em fase de implementa\u00e7\u00e3o nos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>POL\u00cdTICA P\u00daBLICA<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do prazo apertado para que o novo sistema tribut\u00e1rio comece a rodar, nessa nova revolu\u00e7\u00e3o em curso e que acontecer\u00e1 somente pelo meio digital, Sgobbi chama a aten\u00e7\u00e3o para o baixo n\u00edvel de maturidade tecnol\u00f3gica das pequenas empresas e, tamb\u00e9m, dos pequenos munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPrecisamos de uma pol\u00edtica p\u00fablica para a moderniza\u00e7\u00e3o e digita\u00e7\u00e3o desse p\u00fablico, que inclua linhas de financiamento, diagn\u00f3stico de \u00edndices de maturidade digital, capacita\u00e7\u00e3o, assessoria t\u00e9cnica na compra de produtos e servi\u00e7os e desenvolvimento de ERPs (sistemas de gest\u00e3o empresarial) menos robustos que atendam \u00e0s micro e pequenas empresas\u201d, defende.<\/p>\n\n\n\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o faz sentido. Um levantamento do Sebrae sobre o uso de ferramentas digitais pelos pequenos neg\u00f3cios realizado em 2023 mostrou que menos da metade (47%) dessas empresas utilizam softwares de gest\u00e3o, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso das esferas de governo, que tamb\u00e9m ter\u00e3o que se adaptar \u00e0 reforma tribut\u00e1ria, um levantamento aponta, de acordo com Sgobbi, que mais da metade dos munic\u00edpios (67%) financia a sua digitaliza\u00e7\u00e3o com recursos pr\u00f3prios. Ou seja, \u00e9 um dinheiro que concorre com a educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia de implementar uma pol\u00edtica p\u00fablica de digitaliza\u00e7\u00e3o para atender \u00e0 reforma tribut\u00e1ria j\u00e1 foi levada pela Brasscom para a Casa Civil, Minist\u00e9rio da Gest\u00e3o e da Inova\u00e7\u00e3o em Servi\u00e7os P\u00fablicos (MGI), Minist\u00e9rio do Desenvolvimento e Minist\u00e9rio do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. A proposta tamb\u00e9m ser\u00e1 apresentada para a Secretaria da Reforma Tribut\u00e1ria, do Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>NOTA FISCAL<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o presidente da Afrac (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Tecnologia para o Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os), Edgard de Castro, a \u00fanica iniciativa no \u00e2mbito da reforma tribut\u00e1ria j\u00e1 implementada foi a mudan\u00e7a nos documentos fiscais, com os acr\u00e9scimos de campos espec\u00edficos para o IBS e a CBS. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMas h\u00e1 ainda muitos pontos a serem definidos e o prazo \u00e9 curto. Existe uma preocupa\u00e7\u00e3o grande do setor para fazer os ajustes necess\u00e1rios de forma a comportar os dois sistemas tribut\u00e1rios que dever\u00e3o funcionar de forma concomitante j\u00e1 em 2026\u201d, diz Castro.<\/p>\n\n\n\n<p>E as empresas tamb\u00e9m devem estar preparadas para os custos n\u00e3o previstos decorrentes da reforma tribut\u00e1ria. \u201cN\u00e3o ser\u00e1 a manuten\u00e7\u00e3o de um sistema, previsto em contrato, mas um novo modelo, que vai exigir das empresas de softwares e clientes a negocia\u00e7\u00e3o de valores\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Castro concorda que muitas empresas ainda n\u00e3o est\u00e3o preparadas do ponto de vista tecnol\u00f3gico. \u201cO novo IVA ser\u00e1 dual, diferente da maioria dos pa\u00edses, e temos uma s\u00e9rie de adequa\u00e7\u00f5es a serem feitas, principalmente para as empresas do Lucro Real e Presumido\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um cen\u00e1rio ainda indefinido sobre os mecanismos tecnol\u00f3gicos da reforma, as empresas no momento se concentram na realiza\u00e7\u00e3o de planejamentos tribut\u00e1rios para dimensionar os impactos do aumento ou, quem sabe, redu\u00e7\u00e3o da carga de impostos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.dcomercio.com.br\/publicacao\/s\/falta-de-definicao-de-sistemas-pode-atrasar-inicio-da-reforma-tributaria\">https:\/\/www.dcomercio.com.br\/publicacao\/s\/falta-de-definicao-de-sistemas-pode-atrasar-inicio-da-reforma-tributaria<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Movimento de auditores deve elevar estoque bilion\u00e1rio de processos do Carf<\/strong><br>Data: 17\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Integrantes do Minist\u00e9rio da Fazenda avaliam que os impactos da greve da Receita Federal no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) s\u00e3o, por ora, reduzidos, mas admitem que o estoque do \u00f3rg\u00e3o, que caiu no \u00faltimo ano com a acelera\u00e7\u00e3o dos julgamentos represados, deve voltar a subir.<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto ainda \u00e9 considerado limitado porque os conselheiros representantes da Fazenda Nacional, que aderiram ao movimento paredista, continuam participando dos julgamentos no Carf, mas n\u00e3o est\u00e3o pautando processos em que s\u00e3o relatores, principalmente os casos de maior valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, quando um conselheiro dos contribuintes \u00e9 relator de um processo, o caso continua indo a julgamento. Ao final de 2024, o Carf fechou o ano com um estoque de R$ 990 bilh\u00f5es, com 72 mil processos a serem julgados &#8211; no in\u00edcio da gest\u00e3o do ministro Fernando Haddad na Fazenda, o estoque do Carf chegou a R$ 1,1 trilh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) n\u00e3o pretende, neste momento, solicitar a retirada de processos de pauta at\u00e9 que a situa\u00e7\u00e3o seja completamente resolvida. No passado, o \u00f3rg\u00e3o jur\u00eddico da Fazenda adotou essa estrat\u00e9gia, o que elevou ainda mais o estoque de julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O Sindifisco Nacional, sindicato que representa os auditores fiscais, estima que, em janeiro, deixaram de ser pautados no Carf processos que, juntos, somaram R$ 51 bilh\u00f5es. Para este m\u00eas, h\u00e1 uma expectativa de que os conselheiros representantes da Fazenda Nacional deixem de julgar quase R$ 94 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles alegam que houve descumprimento, pelo governo federal, de um acordo firmado com a categoria junto ao Minist\u00e9rio da Gest\u00e3o e da Inova\u00e7\u00e3o (MGI). Segundo a entidade, h\u00e1 uma defasagem salarial de cerca de 28% desde o \u00faltimo acordo firmado entre o governo e a categoria, que ocorreu em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista ao Valor, o presidente nacional do Sindifisco, D\u00e3o Real, disse que est\u00e1 otimista por uma solu\u00e7\u00e3o r\u00e1pida para o cumprimento do acordo, mas destacou que o movimento pode ser ampliado caso o governo Lula n\u00e3o d\u00ea as respostas desejadas pelos auditores fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos confian\u00e7a de que esse problema ser\u00e1 solucionado rapidamente, pois os efeitos da greve s\u00e3o dram\u00e1ticos\u201d, defendeu o presidente da entidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, apesar de o principal descumprimento ter sido em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 defasagem salarial, outros pleitos da categoria n\u00e3o foram atendidos, como a reestrutura\u00e7\u00e3o da carreira e a diferen\u00e7a salarial entre servidores ativos e aposentados.<\/p>\n\n\n\n<p>No or\u00e7amento deste ano, ainda pendente de vota\u00e7\u00e3o no Congresso Nacional, a equipe econ\u00f4mica estima uma arrecada\u00e7\u00e3o de R$ 28,8 bilh\u00f5es com o Carf. Esse n\u00famero, no entanto, deve ser reduzido j\u00e1 no primeiro relat\u00f3rio bimestral de despesas e receitas de mar\u00e7o, conforme integrantes da Receita Federal j\u00e1 anunciaram publicamente, diante do fracasso com a arrecada\u00e7\u00e3o a partir de julgamentos no \u00f3rg\u00e3o no \u00faltimo ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados da Receita Federal no fim de janeiro mostraram que o governo arrecadou somente 0,5% do previsto com o Carf no ano passado. Foram arrecadados R$ 307 milh\u00f5es, ante uma previs\u00e3o que chegou a ser inflada a R$ 55,6 bilh\u00f5es com o restabelecimento do voto de qualidade pr\u00f3-Fazenda no \u00f3rg\u00e3o recursal ainda em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que a Fazenda conte cada vez menos com os recursos oriundos do Carf para alcan\u00e7ar as metas de resultado prim\u00e1rio, h\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o com poss\u00edveis impactos futuros da greve, j\u00e1 que um aumento do estoque pode desorganizar o funcionamento do \u00f3rg\u00e3o e gerar ainda menos recursos aos cofres do Tesouro Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista da arrecada\u00e7\u00e3o, a Fazenda teme mais os impactos da greve em outras atribui\u00e7\u00f5es de arrecada\u00e7\u00e3o conduzidas pela Receita Federal. Al\u00e9m disso, outro forte ponto de preocupa\u00e7\u00e3o s\u00e3o os impactos nas atividades de com\u00e9rcio exterior desempenhadas pelo Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, membros da pasta se resguardam em uma decis\u00e3o de 2023 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), que aplicou multa de R$ 1,35 milh\u00e3o ao Sindifisco por descumprimento de uma ordem que determinou a manuten\u00e7\u00e3o do n\u00famero de auditores necess\u00e1rios para o funcionamento do Carf.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Caio Quintella, s\u00f3cio de Nader Quintella Advogados, ex-conselheiro da C\u00e2mara Superior do \u00f3rg\u00e3o, \u201cainda que estejamos diante de um funcionamento parcial do Carf, impactando metade dos julgamentos, isso \u00e9 fruto de decis\u00e3o do Sindicato, que poderia intensificar o movimento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele alega que o movimento grevista \u201c\u00e9 uma quest\u00e3o exclusiva de descumprimento daquilo antes prometido expressamente pela Fazenda para cessar paralisa\u00e7\u00e3o anterior\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurado pelo Valor, o Minist\u00e9rio da Fazenda informou que n\u00e3o comentaria o movimento paredista e os impactos no Carf.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/17\/movimento-de-auditores-deve-elevar-estoque-bilionario-de-processos-do-carf.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/17\/movimento-de-auditores-deve-elevar-estoque-bilionario-de-processos-do-carf.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:&nbsp;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Contribuinte dever\u00e1 informar c\u00f3digo de benef\u00edcios fiscais (cBenef) em notas a partir de abril em SC<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A partir do pr\u00f3ximo m\u00eas de abril, os contribuintes catarinenses que emitem a Nota Fiscal Eletr\u00f4nica (NF-e) e a Nota Fiscal de Consumidor Eletr\u00f4nica (NFC-e) com benef\u00edcio fiscal dever\u00e3o realizar o preenchimento do campo cBenef &#8211; C\u00f3digo de Benef\u00edcio Fiscal nesses documentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O c\u00f3digo cBenef na nota fiscal \u00e9 usado para identificar quais incentivos fiscais est\u00e3o sendo concedidos pelo Governo do Estado na comercializa\u00e7\u00e3o de mercadorias e produtos. Trata-se de um mecanismo de controle que padroniza a escritura\u00e7\u00e3o fiscal e oferece mais transpar\u00eancia ao processo, j\u00e1 adotado em Estados como o Rio Grande do Sul, Paran\u00e1, Rio de Janeiro e Goi\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>O preenchimento obrigat\u00f3rio desse campo em Santa Catarina estava inicialmente previsto para maio de 2023, mas o prazo foi estendido para novembro de 2023 a pedido de associa\u00e7\u00f5es empresariais catarinenses. Portanto, desde esta data os contribuintes j\u00e1 tinham de preencher o cBenef nas emiss\u00f5es da NF-e e da NFC-e com benef\u00edcio fiscal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a ativa\u00e7\u00e3o das regras de valida\u00e7\u00e3o valendo a partir de abril, o n\u00e3o preenchimento de acordo com as normas resultar\u00e1 na rejei\u00e7\u00e3o do envio do documento fiscal e na perda do direito ao benef\u00edcio, entre outras penalidades.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, destaca que a cria\u00e7\u00e3o do campo cBenef est\u00e1 alinhada \u00e0s recomenda\u00e7\u00f5es do Tribunal de Contas (TCE\/SC) e do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Santa Catarina (MPSC). Os dois \u00f3rg\u00e3os v\u00eam reiterando a necessidade de se dar mais transpar\u00eancia \u00e0s medidas de est\u00edmulo fiscal no Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Com o preenchimento do campo cBenef, teremos mais controle sobre as informa\u00e7\u00f5es da arrecada\u00e7\u00e3o e poderemos criar os mecanismos necess\u00e1rios para disponibilizar dados dos incentivos fiscais \u00e0 sociedade por meio do Portal da Transpar\u00eancia. \u00c9 uma a\u00e7\u00e3o que traz avan\u00e7os \u00e0 administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria catarinense e atende \u00e0s recomenda\u00e7\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os de controle externo&#8221;, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s novas regras<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das comunica\u00e7\u00f5es j\u00e1 realizadas, a SEF\/SC enviar\u00e1 mensagens semanais a todos os contribuintes que n\u00e3o estiverem preenchendo os dados corretamente, bem como para seus contabilistas. Os comunicados ser\u00e3o emitidos via Domic\u00edlio Tribut\u00e1rio Eletr\u00f4nico do Contribuinte (DTEC), informando uma rela\u00e7\u00e3o com o n\u00famero e a s\u00e9rie de alguns dos respectivos documentos eletr\u00f4nicos encontrados fora de conformidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para explicar em detalhes as regras de valida\u00e7\u00e3o, t\u00e9cnicos do Fisco catarinense v\u00e3o realizar reuni\u00f5es junto a entidades representativas do setor, como o Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina (CRCSC) e o Conselho das Federa\u00e7\u00f5es Empresariais de SC (COFEM).<\/p>\n\n\n\n<p>Valida\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ativa\u00e7\u00e3o das regras de valida\u00e7\u00e3o dos campos da NF-e e da NFC-e relativas aos incentivos fiscais est\u00e1 definida no&nbsp;<a href=\"https:\/\/legislacao.sef.sc.gov.br\/html\/atos_diat\/2024\/atodiat_24_035.htm\">Ato DIAT n\u00ba 35\/2024<\/a>&nbsp;e na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.nfe.fazenda.gov.br\/portal\/exibirArquivo.aspx?conteudo=uZcHEjJMQF4=\">Nota T\u00e9cnica 2019.001 (vers\u00e3o 1.64)<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As regras que ser\u00e3o exigidas a partir de abril j\u00e1 foram ativadas em ambiente de teste\/homologa\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos dias 4 de novembro e 2 de dezembro para que as empresas possam fazer os testes necess\u00e1rios em suas aplica\u00e7\u00f5es at\u00e9 a efetiva ativa\u00e7\u00e3o das normas no ambiente de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os c\u00f3digos de benef\u00edcios previstos no Ato DIAT n\u00ba 35\/2024 est\u00e3o dispon\u00edveis&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.sef.sc.gov.br\/api-portal\/Documento\/Ver\/1188\">nesta tabela<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O cronograma das regras de valida\u00e7\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.sef.sc.gov.br\/api-portal\/Documento\/Ver\/6762\">neste link<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.sef.sc.gov.br\/noticias\/contribuinte-devera-informar-codigo-de-beneficios-fiscais-cbenef-em-notas-a-partir-de-abril-em-sc\">https:\/\/www.sef.sc.gov.br\/noticias\/contribuinte-devera-informar-codigo-de-beneficios-fiscais-cbenef-em-notas-a-partir-de-abril-em-sc<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf suspende julgamento sobre IR em stock options para aguardar STJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma da 3\u00aa C\u00e2mara da 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu sobrestar o julgamento do processo que discute a incid\u00eancia do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre as stock options, que s\u00e3o planos de op\u00e7\u00e3o de compra de a\u00e7\u00f5es ofertados pelas empresas aos funcion\u00e1rios. A medida acontece para aguardar o tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) no Tema 1226.<\/p>\n\n\n\n<p>Este seria um dos primeiros casos sobre IR julgados pelo conselho ap\u00f3s a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ definir de forma favor\u00e1vel aos contribuintes, ou seja, de que as stock options possuem natureza mercantil e n\u00e3o caracterizam remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os julgadores concordaram em sobrestar o julgamento do processo com base em uma Nota T\u00e9cnica do Carf (3043\/2024), que indica a aplica\u00e7\u00e3o do artigo 100 do Regimento Interno. O dispositivo determina o sobrestamento quando h\u00e1 ac\u00f3rd\u00e3o de m\u00e9rito ainda n\u00e3o transitado em julgado nas cortes superiores. No entanto, a manifesta\u00e7\u00e3o elaborada pela assessoria jur\u00eddica n\u00e3o necessariamente vincula os conselheiros.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do colegiado se deu no processo 10830.722347\/2015-82.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-suspende-julgamento-sobre-ir-em-stock-options-para-aguardar-stj\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-suspende-julgamento-sobre-ir-em-stock-options-para-aguardar-stj<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por unanimidade, Carf reconhece \u00e1gio gerado durante privatiza\u00e7\u00e3o da CPFL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma da 4\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf), por decis\u00e3o un\u00e2nime, reconheceu a dedutibilidade do \u00e1gio gerado na privatiza\u00e7\u00e3o da Companhia Paulista de For\u00e7a e Luz (CPFL). O leil\u00e3o para a venda de parte do capital da empresa ocorreu em 1997, tendo a DOC4 apresentado a oferta vencedora. Posteriormente, a arrematante foi incorporada pela companhia, processo no qual, segundo o fisco, n\u00e3o houve confus\u00e3o patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<p>A DOC4 era uma holding criada por tr\u00eas empresas controladas por gigantes do mercado para viabilizar a aquisi\u00e7\u00e3o de parte da CPFL e chancelar a proposta de R$ 3 bilh\u00f5es. Depois, quando incorporada pela pr\u00f3pria investida, em uma opera\u00e7\u00e3o reversa, resultou em um \u00e1gio de 70,11% do valor total da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a defesa, a DOC4 foi constitu\u00edda como uma sociedade com o prop\u00f3sito de representar um grupo de empresas interessadas na aquisi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es da CPFL. Argumentou que a holding foi fundamental para o sucesso da privatiza\u00e7\u00e3o, pois os s\u00f3cios n\u00e3o poderiam ter participado do leil\u00e3o isoladamente devido ao pre\u00e7o m\u00ednimo da disputa em lote \u00fanico, que era de R$ 1,7 bilh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, conselheiro Daniel Ribeiro Silva, acolheu os argumentos da CPFL. Entendeu que toda a opera\u00e7\u00e3o foi legal, uma vez que a confus\u00e3o patrimonial entre investidora e investida, pressuposto para a amortiza\u00e7\u00e3o do \u00e1gio, foi demonstrada. Segundo ele, nesse contexto, a expressa admiss\u00e3o da incorpora\u00e7\u00e3o reversa se aplica, pois a transfer\u00eancia do \u00e1gio por meio de uma empresa ve\u00edculo representa uma consequ\u00eancia f\u00e1tica. Toda a turma acompanhou o seu entendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo julgado foi o de n\u00famero 16561.720108\/2019-15.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/por-unanimidade-carf-reconhece-agio-gerado-durante-privatizacao-da-cpfl\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/por-unanimidade-carf-reconhece-agio-gerado-durante-privatizacao-da-cpfl<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf: despesas com furto de energia podem ser deduzidas da base do IRPJ e CSLL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria de votos, a 2\u00aa Turma da 2\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf) permitiu a dedu\u00e7\u00e3o de despesas decorrentes de furto de energia da base de c\u00e1lculo do Imposto Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social Sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL). O placar ficou em 4\u00d72.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a fiscaliza\u00e7\u00e3o, os valores das chamadas \u201cperdas n\u00e3o t\u00e9cnicas\u201d n\u00e3o caracterizam custo ou despesa operacional da empresa e, portanto, n\u00e3o poderiam ser deduzidos para a apura\u00e7\u00e3o do lucro real. A Aneel classifica as perdas n\u00e3o t\u00e9cnicas como decorrentes principalmente de furto ou fraude de energia.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o fisco apontou que o contribuinte apresentou not\u00edcia-crime sobre o furto somente ap\u00f3s o in\u00edcio do procedimento fiscal e fez isso de forma gen\u00e9rica e sem identifica\u00e7\u00e3o dos poss\u00edveis respons\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado do caso sustentou que a energia furtada \u00e9 um custo para a concession\u00e1ria do servi\u00e7o p\u00fablico, j\u00e1 que est\u00e1 \u201cintrinsecamente ligada ao exerc\u00edcio da atividade\u201d. O tributarista defendeu ainda que, como os valores decorrem de furto, a contribuinte atende aos requisitos do Regulamento do Imposto de Renda (RIR) que permitem a dedu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Venceu o posicionamento do relator, conselheiro Andre Luis Ulrich Pinto, de que as perdas n\u00e3o t\u00e9cnicas integram o custo inerente \u00e0 atividade empresarial e podem ser deduzidas. O julgador tamb\u00e9m apontou que a contribuinte precisa adquirir mais energia do que efetivamente fornece, considerando as perdas t\u00e9cnicas e n\u00e3o t\u00e9cnicas. Por esse motivo, entendeu que as perdas tamb\u00e9m poderiam ser deduzidas como despesas.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto foi acompanhado pelos conselheiros Roney Sandro Freire Corr\u00eaa, Fellipe Hon\u00f3rio Rodrigues da Costa e Liana Carine Fernandes de Queiroz.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os conselheiros Leonardo Couto e Maur\u00edcio Novaes Ferreira divergiram e ficaram vencidos. Ferreira entende que \u00e9 problem\u00e1tico autorizar a dedu\u00e7\u00e3o como custo ou despesa sem exigir que a empresa \u201ctenha atividades de gerenciamento para evitar esse tipo de coisa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso tramita com o n\u00famero 10480.729848\/2019-31 e envolve a Energisa Paraiba \u2013 Distribuidora de Energia S.A.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-despesas-com-furto-de-energia-podem-ser-deduzidas-da-base-do-irpj-e-csll\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-despesas-com-furto-de-energia-podem-ser-deduzidas-da-base-do-irpj-e-csll<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf: Redu\u00e7\u00f5es de multas e juros do PERT n\u00e3o s\u00e3o tribut\u00e1veis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>No caso julgado, um contribuinte obteve redu\u00e7\u00e3o de multa e juros decorrente da sua ades\u00e3o ao PERT institu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.496\/2017. Ocorre que, quando da apura\u00e7\u00e3o do lucro real e da base de c\u00e1lculo da CSLL, a fiscalizada excluiu o valor que obteve com redu\u00e7\u00e3o de multa e juros<\/p>\n\n\n\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o autuou a empresa porque, no seu entendimento, a legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria determina que as recupera\u00e7\u00f5es de custos ou despesas devem ser computadas para fins de determina\u00e7\u00e3o do lucro operacional (Lei n\u00ba 4.506\/1964, art. 44, inciso III. Segundo o fisco, n\u00e3o existe na Lei 13.496\/2017 dispositivo acerca da possibilidade da referida exclus\u00e3o e que, de acordo com a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 65\/2019, com efeito vinculante no \u00e2mbito da Receita Federal do Brasil, a revers\u00e3o ou recupera\u00e7\u00e3o do valor dos juros de mora e das multas compensat\u00f3rias integram a base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL no momento da ades\u00e3o ao PERT<\/p>\n\n\n\n<p>Em vista desses argumentos, procedeu a glosa da exclus\u00e3o atribu\u00edda ao \u201cbenef\u00edcio PERT\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo ao julgar o caso, o CARF deu proced\u00eancia ao recurso do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o julgado do CARF, \u201ca Lei do PERT, Programa Especial de Regulariza\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria, estabeleceu, por meio da Lei 13.496\/2017, condi\u00e7\u00f5es diferenciadas para adimplemento de d\u00e9bitos fiscais, concedendo, para tanta anistia parcial e\/ou remiss\u00f5es parciais dos d\u00e9bitos fiscais com vencimento at\u00e9 31 de outubro de 2017, como previsto no \u00a7 4\u00ba do artigo 1\u00ba da aludida lei\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, o CARF decidiu que \u201ca anistia e remiss\u00e3o ofertadas na Lei 13.496\/2017 (PERT) n\u00e3o gera o ingresso de receitas ou elementos novos e positivos para as empresas, n\u00e3o havendo que se falar em aumento da receita bruta, tampouco em lucro obtido pelas empresas e que trata-se de mera remiss\u00e3o e\/ou anistia parcial e, sobre esses valores, n\u00e3o deve ocorrer qualquer incid\u00eancia tribut\u00e1ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com o julgado, \u201cas receitas brutas s\u00e3o os valores que ingressam no patrim\u00f4nio empresarial como elemento novo e positivo, sem reservas ou condi\u00e7\u00f5es, contrariamente ao que ocorre com o PERT.&nbsp; Logo, por ser um estorno fiscal, os valores representados pela anistia parcial concedida pelo PERT n\u00e3o devem incorporar a base de c\u00e1lculo do IRPJ, CSLL.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em vista disso, o lan\u00e7amento foi cancelado quanto \u00e0 essa parte. (CARF \u2013 Processo 10340.721294\/2021-42, Recurso Volunt\u00e1rio, Ac\u00f3rd\u00e3o 1402-007.104, 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o\/4\u00aa C\u00e2mara\/2\u00aa Turma Ordin\u00e1ria).<br><a href=\"https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2025\/02\/carf-reducoes-de-multas-e-juros-do-pert-nao-sao-tributaveis\/#:~:text=Carf%20decide%20que%20redu%C3%A7%C3%A3o%20de,do%20PERT%20n%C3%A3o%20%C3%A9%20tribut%C3%A1vel.&amp;text=Em%20vista%20desses%20argumentos%2C%20procedeu,proced%C3%AAncia%20ao%20recurso%20do%20contribuinte\">https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2025\/02\/carf-reducoes-de-multas-e-juros-do-pert-nao-sao-tributaveis\/#:~:text=Carf%20decide%20que%20redu%C3%A7%C3%A3o%20de,do%20PERT%20n%C3%A3o%20%C3%A9%20tribut%C3%A1vel.&amp;text=Em%20vista%20desses%20argumentos%2C%20procedeu,proced%C3%AAncia%20ao%20recurso%20do%20contribuinte<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf libera amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio com uso de empresa ve\u00edculo<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 17\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria, a 2\u00aa Turma da 1\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/carf\">Carf<\/a>) permitiu a amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio com uso de uma suposta empresa ve\u00edculo. Esta \u00e9 a primeira vez que a Ra\u00edzen ganha um caso sobre o tema na turma, com o presidente, conselheiro Fernando Beltcher da Silva, acompanhando o voto do relator. Nos julgamentos anteriores sobre o assunto, a turma vinha decidindo de forma desfavor\u00e1vel ao contribuinte por voto de qualidade.<br>A C\u00e2mara Superior decidiu em dezembro, tamb\u00e9m por maioria de votos, manter a amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio em um processo da Ra\u00edzen referente ao mesmo tema, mas com per\u00edodo diferente de apura\u00e7\u00e3o. No caso do novo processo, a companhia foi autuada na opera\u00e7\u00e3o de aquisi\u00e7\u00e3o da Esso. A estrutura\u00e7\u00e3o envolveu a cria\u00e7\u00e3o de uma holding intermedi\u00e1ria, a Cosanpar, considerada pelo fisco como empresa ve\u00edculo. Ap\u00f3s a aquisi\u00e7\u00e3o, a Esso foi renomeada como Cosan Combust\u00edveis e Lubrificantes, quando houve incorpora\u00e7\u00e3o reversa, que extinguiu a Cosanpar.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Receita Federal, a utiliza\u00e7\u00e3o da empresa ve\u00edculo Cosanpar n\u00e3o teve um prop\u00f3sito negocial leg\u00edtimo, considerando que a verdadeira adquirente da Esso foi a Cosan Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio, que aportou dinheiro na Cosanpar antes da opera\u00e7\u00e3o de compra. A defesa diz, no entanto, que estruturas alternativas levariam \u00e0 mesma amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio. A advogada representante do contribuinte, Ana Paula Lui, do escrit\u00f3rio Mattos Filho, defendeu ainda que a Cosanpar chegou a ser autuada quando mandou ao exterior (para a controladora da Esso) a remessa de dinheiro para realizar a aquisi\u00e7\u00e3o. Na ocasi\u00e3o, a fiscaliza\u00e7\u00e3o pediu para que a empresa pagasse o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF). Segundo a defesa, o fato demonstraria que o fisco entendeu a Cosanpar como real adquirente.<br>O relator acolheu os argumentos da defesa. Decidiu por dar provimento ao recurso ao entender que a opera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica fez parte de uma exig\u00eancia de negocia\u00e7\u00e3o para segregar os ativos. Ele foi acompanhado pelos conselheiros Gustavo Schneider Fossatie, Cristiane Pires McNaughton e o presidente da turma, que votou pelas conclus\u00f5es. O conselheiro Fenelon Moscoso de Almeida abriu diverg\u00eancia ao acolher a tese da real adquirente imposta pela Fazenda e entender que o laudo apresentado pela Ra\u00edzen n\u00e3o continha informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para o registro cont\u00e1bil da amortiza\u00e7\u00e3o do \u00e1gio. Ele foi acompanhado pelo conselheiro Lizandro Rodrigues de Sousa. O placar final ficou em 4&#215;2.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi tomada nos processos de n\u00fameros&nbsp; 16682.720715\/2019-17 e 16682.720121\/2019-06.<br><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-libera-amortizacao-de-agio-com-uso-de-empresa-veiculo\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-libera-amortizacao-de-agio-com-uso-de-empresa-veiculo<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Supremo vai julgar lei sobre adicional do ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) vai voltar a julgar uma quest\u00e3o pol\u00eamica: a institui\u00e7\u00e3o de adicional de ICMS sobre servi\u00e7os essenciais \u2013 como o de telecomunica\u00e7\u00f5es \u2013 para custeio de fundo de combate e erradica\u00e7\u00e3o da pobreza. Os ministros v\u00e3o analisar, por meio do Plen\u00e1rio Virtual, uma a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade (ADI) ajuizada por entidades do setor de telefonia contra uma lei do Estado da Para\u00edba.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros j\u00e1 chancelaram leis estaduais sobre o assunto, com base na Emenda Constitucional (EC) 42\/2003 \u2013 que validou adicionais criados por Estados e pelo Distrito Federal. Por\u00e9m, segundo especialistas, n\u00e3o foi levada ainda em considera\u00e7\u00e3o a Lei Complementar (LC) n\u00ba 194, de 2022. Ao classificar como essenciais bens e servi\u00e7os relacionados a combust\u00edveis, g\u00e1s natural, energia el\u00e9trica, comunica\u00e7\u00f5es e transporte coletivo, a norma impede a aplica\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas de ICMS em patamar superior ao das opera\u00e7\u00f5es em geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Um ano antes da edi\u00e7\u00e3o da lei, em 2021, os pr\u00f3prios ministros do Supremo reconheceram, em repercuss\u00e3o geral, a essencialidade das opera\u00e7\u00f5es de energia el\u00e9trica e servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es. Embora nem o julgamento nem a lei complementar tratem expressamente dos adicionais, os contribuintes entendem que a cobran\u00e7a sobre esses servi\u00e7os seria inconstitucional, j\u00e1 que s\u00f3 poderia recair sobre produtos e servi\u00e7os sup\u00e9rfluos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o que defende a Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR) em parecer anexado \u00e0 ADI a ser julgada no Plen\u00e1rio Virtual, a partir de sexta-feira. \u201cEmbora a cobran\u00e7a relativa aos Fundos de Combate \u00e0 Pobreza (FECP) n\u00e3o tenha sido tratada na referida lei complementar e, tampouco, no precedente acima mencionado, entendemos que a cobran\u00e7a do adicional sobre os itens neles tratados est\u00e1 em desacordo com o texto da Constitui\u00e7\u00e3o\u201d, diz o \u00f3rg\u00e3o, que pede a inconstitucionalidade a partir da edi\u00e7\u00e3o da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A ADI foi apresentada pela Associa\u00e7\u00e3o das Operadoras de Celulares (Acel) e Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Concession\u00e1ria de Servi\u00e7os Telef\u00f4nico Fixo Comutado (Abrafix) contra a Lei n\u00ba 7.611, de 2004, e o artigo 2\u00ba, VII, do Decreto n\u00ba 25.618, de 2004, do Estado da Para\u00edba, que tratam do adicional de 2% de ICMS sobre os servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00e3o para custeio do Fundo de Combate e Erradica\u00e7\u00e3o da Pobreza da Para\u00edba (Funcep\/PB).<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o (ADI 7716), as entidades destacam que servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es s\u00e3o essenciais, para fins de tributa\u00e7\u00e3o pelo ICMS. E acrescentam que se \u00e9 proibida a incid\u00eancia de adicional sobre produtos essenciais, ou n\u00e3o sup\u00e9rfluos, \u201cent\u00e3o \u00e9 inequ\u00edvoca a conclus\u00e3o de que \u00e9 proibida, tamb\u00e9m, a incid\u00eancia desse adicional de ICMS do Funcep\/PB sobre as opera\u00e7\u00f5es de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/11\/supremo-vai-julgar-lei-sobre-adicional-do-icms.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/11\/supremo-vai-julgar-lei-sobre-adicional-do-icms.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estado pode vetar compensa\u00e7\u00e3o do ICMS-ST com cr\u00e9ditos do ICMS pr\u00f3prio, diz STJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 na Lei Kandir (Lei Complementar 87\/1996) uma autoriza\u00e7\u00e3o expressa e suficiente para a utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de ICMS pr\u00f3prio para compensa\u00e7\u00e3o com valores devidos a t\u00edtulo de ICMS Substitui\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria (ICMS-ST).<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a validou a interpreta\u00e7\u00e3o segundo a qual os estados e o Distrito Federal podem vetar a compensa\u00e7\u00e3o de um pelo outro em seus regramentos do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso op\u00f4s as duas sistem\u00e1ticas. H\u00e1 aquela do ICMS pr\u00f3prio, em que o tributo \u00e9 apurado de forma peri\u00f3dica, a partir de todas as opera\u00e7\u00f5es feitas pelo contribuinte, conforme a norma estadual. E h\u00e1 a sistem\u00e1tica da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, em que o ICMS \u00e9 apurado por opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso concreto \u00e9 o de uma varejista cuja parcela significativa das mercadorias adquiridas est\u00e1 sujeita ao regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e que faz o recolhimento antecipado do ICMS na sa\u00edda dos bens para suas lojas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, a empresa passou a acumular cr\u00e9ditos de ICMS pr\u00f3prio, mas foi impedida pela Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo de compens\u00e1-los com os d\u00e9bitos de ICMS-ST.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao STJ, a empresa alegou que a Lei Kandir apenas prev\u00ea que, para efeito da sistem\u00e1tica de compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos e d\u00e9bitos de ICMS, os valores sejam apurados em cada estabelecimento, compensando-se os saldos credores e devedores entre os estabelecimentos do mesmo sujeito passivo localizados no estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso bastaria para que a compensa\u00e7\u00e3o fosse feita levando-se em conta as import\u00e2ncias referentes tanto ao ICMS pr\u00f3prio quanto ao ICMS-ST, j\u00e1 que a lei n\u00e3o veta que isso ocorra.<\/p>\n\n\n\n<p>Sistem\u00e1ticas diferentes para compensa\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Para a 1\u00aa Turma, esse tipo de compensa\u00e7\u00e3o \u00e9, em tese, poss\u00edvel, mas dependeria do regramento de cada estado, j\u00e1 que a Lei Kandir n\u00e3o a autoriza expressamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Relatora do recurso, a ministra Regina Helena Costa baseou essa posi\u00e7\u00e3o na jurisprud\u00eancia do STJ segundo a qual, apesar de o princ\u00edpio da n\u00e3o cumulatividade constar da Constitui\u00e7\u00e3o, a legisla\u00e7\u00e3o pode disciplinar a sistem\u00e1tica de compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, embora em tese seja vi\u00e1vel que estados e Distrito Federal ampliem as formas mediante as quais \u00e9 autorizada a liquida\u00e7\u00e3o do ICMS-ST, a legisla\u00e7\u00e3o paulista vedou expressamente a compensa\u00e7\u00e3o como pretendida pela varejista.<\/p>\n\n\n\n<p>Refor\u00e7a esse ponto o fato de o Congresso Nacional discutir um projeto de lei complementar (PLP 36\/2023) para alterar a Lei Kandir, assegurando de maneira expressa a compensa\u00e7\u00e3o de saldos credores com o montante devido em opera\u00e7\u00f5es por substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o se extrai diretamente da LC 87\/1996 autoriza\u00e7\u00e3o expressa e suficiente a possibilitar a utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de ICMS, acumulados na escrita fiscal, para compensa\u00e7\u00e3o com valores devidos a t\u00edtulo de ICMS-ST\u201d, concluiu a relatora.<\/p>\n\n\n\n<p>Em voto-vista, o ministro S\u00e9rgio Kukina destacou que a Lei Kandir cuidou de cada sistema de apura\u00e7\u00e3o do ICMS de maneira distinta, sem que haja coincid\u00eancia entre as sistem\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO acolhimento do pedido recursal \u2014 com a jun\u00e7\u00e3o dos dois sistemas de apura\u00e7\u00e3o \u2014 pressup\u00f5e a indevida atua\u00e7\u00e3o do magistrado como legislador positivo, o que contraria o princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o dos poderes\u201d, disse ele.<br>REsp 2.120.610<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-12\/estado-pode-vetar-compensacao-do-icms-st-com-creditos-do-icms-proprio-diz-stj\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-12\/estado-pode-vetar-compensacao-do-icms-st-com-creditos-do-icms-proprio-diz-stj\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Carrefour consegue na Justi\u00e7a restabelecer cadastro na Zona Franca e garantir acesso a benef\u00edcios fiscais<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Data: 12\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 3\u00aa Vara Federal C\u00edvel da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Amazonas (SJAM) concedeu decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Grupo Carrefour para restabelecer o cadastro na Superintend\u00eancia da Zona Franca de Manaus (Suframa), autarquia do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (MDIC) que administra a Zona Franca de Manaus (ZFM). \u00c9 por meio desse registro que empresas conseguem usufruir dos benef\u00edcios fiscais na regi\u00e3o, como isen\u00e7\u00e3o de ICMS, IPI e al\u00edquota zero de PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o bloqueio no chamado Cadsuf, o Sistema de Cadastro da Suframa, a varejista estava h\u00e1 cerca de um m\u00eas sem ter acesso aos incentivos, o que gera aumento da carga tribut\u00e1ria em torno de 40%, a depender do regime fiscal da opera\u00e7\u00e3o. Outras consequ\u00eancias s\u00e3o um preju\u00edzo da pr\u00f3pria cadeia produtiva, pois fornecedores e clientes da regi\u00e3o poderiam deixar de fazer compra e venda com o grupo, j\u00e1 que deixariam de ganhar cr\u00e9ditos fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>O impedimento ocorreu por supostas pend\u00eancias fiscais ligadas a obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias em a\u00e7\u00f5es trabalhistas (omiss\u00e3o de envio do e-Social) relacionadas a outras filiais do grupo localizadas fora da Zona Franca de Manaus, em Goi\u00e1s e S\u00e3o Paulo. O juiz do caso reverteu a suspens\u00e3o feita pela Receita Federal, pois entendeu que cada estabelecimento da companhia \u00e9 aut\u00f4nomo. Portanto, o regime tribut\u00e1rio s\u00f3 pode ser analisado pelas regras da zona de incentivo fiscal em que est\u00e1 localizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo especialistas, a decis\u00e3o \u00e9 relevante por fazer um \u201cdistinguishing\u201d de qual empresa deve estar com as obriga\u00e7\u00f5es em dia, considerando n\u00e3o o grupo econ\u00f4mico, mas apenas as filiais que atuam na regi\u00e3o do benef\u00edcio fiscal. A decis\u00e3o liminar, acrescentam, respeita a ess\u00eancia da pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o da Zona Franca de Manaus, que \u00e9 o de fomentar o desenvolvimento econ\u00f4mico da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado caso defendeu que as pend\u00eancias correspondiam a meras obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias, que n\u00e3o podem impedir a emiss\u00e3o de certid\u00f5es de regularidade fiscal. Isso afrontaria os artigos 205 e 206 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN).<\/p>\n\n\n\n<p>Destacou, na peti\u00e7\u00e3o inicial, que o artigo 113 do CTN condiciona que uma obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria s\u00f3 poder\u00e1 obstar a emiss\u00e3o de certid\u00e3o de regularidade fiscal caso se converta em obriga\u00e7\u00e3o principal, o que n\u00e3o ocorreu.<\/p>\n\n\n\n<p>O argumento foi acatado pelo juiz Ricardo Augusto Campolina De Sales. \u201cSe os d\u00e9bitos que impuseram bloqueio s\u00e3o relativos a empresas com CNPJs diferentes e localizadas em \u00e1reas distintas, que n\u00e3o s\u00e3o zonas de incentivo fiscal, n\u00e3o se mostra razo\u00e1vel que penalidades impostas a estas \u00faltimas reflitam no regime tribut\u00e1rio da impetrante localizada na Zona Franca de Manaus\u201d, afirma o magistrado no mandado de seguran\u00e7a (processo n\u00ba 1001221-62.2025.4.01.3200).<\/p>\n\n\n\n<p>Para Sales, \u201cembora a sociedade empresarial tenha personalidade una, entendo que a identifica\u00e7\u00e3o de cada contribuinte \u00e9 realizada pelo n\u00famero de sua inscri\u00e7\u00e3o no CNPJ [Cadastro Nacional de Pessoas Jur\u00eddicas], sendo, portanto, cada estabelecimento aut\u00f4nomo, especialmente quando a sua localiza\u00e7\u00e3o determina o regime de benef\u00edcios fiscais, como ocorre na Zona Franca\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o advogado do caso, os incentivos fiscais da Suframa s\u00e3o essenciais para o Carrefour na regi\u00e3o, pois, sem eles, h\u00e1 um aumento de custo da opera\u00e7\u00e3o. A manuten\u00e7\u00e3o do bloqueio, acrescenta, poderia elevar os pre\u00e7os dos alimentos e causar um desabastecimento na regi\u00e3o, onde o grupo tem nove filiais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUma \u00e1rea incentivada para ter o benef\u00edcio fiscal n\u00e3o pode sofrer uma penalidade por um estabelecimento fora da localiza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se pode criar outros mecanismos de sistema e tirar um direito que \u00e9 t\u00e3o relevante\u201d, afirma o advogado. \u201cAcaba tirando a competitividade, pois o concorrente da empresa no local est\u00e1 com o benef\u00edcio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com ele, os documentos foram apresentados nas a\u00e7\u00f5es trabalhistas, portanto, n\u00e3o havia pend\u00eancias. O pr\u00f3prio juiz da vara trabalhista, diz, j\u00e1 havia dado decis\u00f5es determinando a emiss\u00e3o de certid\u00e3o de regularidade fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado lembra que j\u00e1 houve casos de bloqueio do Cadsuf, da Suframa, por pend\u00eancias no Cadastro Informativo de Cr\u00e9ditos n\u00e3o Quitados do Setor P\u00fablico Federal (Cadin). \u201cPela constru\u00e7\u00e3o do sistema, eles acabam bloqueando, mas \u00e9 uma ilegalidade\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/12\/carrefour-consegue-na-justica-restabelecer-cadastro-na-zona-franca-e-garantir-acesso-a-beneficios-fiscais.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/12\/carrefour-consegue-na-justica-restabelecer-cadastro-na-zona-franca-e-garantir-acesso-a-beneficios-fiscais.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Recebidos via cart\u00e3o de cr\u00e9dito se equiparam a faturamento para fins de penhora<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A penhora de valores a serem recebidos das administradoras de cart\u00e3o de cr\u00e9dito se equipara \u00e0 penhora sobre o faturamento da empresa, exigindo a demonstra\u00e7\u00e3o efetiva de que foram esgotados todos os meios para a localiza\u00e7\u00e3o de outros bens penhor\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, uma empresa de confec\u00e7\u00e3o de roupas conseguiu afastar a penhora de valores pedida pela Fazenda Nacional para quita\u00e7\u00e3o de R$ 592,5 mil devidos em impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>O Fisco tentou penhorar ativos da empresa via sistema Sisbajud, sem sucesso. Logo na sequ\u00eancia, pediu a hipoteca de valores destinados \u00e0 executada por operadora de cart\u00e3o de cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda identificou, com base na Declara\u00e7\u00e3o de Opera\u00e7\u00f5es com Cart\u00e3o de Cr\u00e9dito de 2022, que o contribuinte recebe quantias decorrentes de opera\u00e7\u00f5es com cart\u00e3o de cr\u00e9dito, que seriam suficientes para quitar a d\u00edvida tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal Regional Federal da 5\u00aa Regi\u00e3o rejeitou o pedido, que considerou abusivo. Para o tribunal, a penhora de valores a serem recebidos das administradoras de cart\u00f5es de cr\u00e9dito se equipara \u00e0 penhora sobre o faturamento da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, deve ser tratada como medida excepcional, que exige tentativa de penhora eletr\u00f4nica de valores e de ve\u00edculos ou a demonstra\u00e7\u00e3o do esgotamento das dilig\u00eancias extrajudiciais de localiza\u00e7\u00e3o de bens penhor\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Cart\u00e3o de cr\u00e9dito na mira<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda, ent\u00e3o, recorreu ao STJ para sustentar que essa equipara\u00e7\u00e3o \u00e9 indevida e na tentativa de afastar a aplica\u00e7\u00e3o das teses do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mai-14\/repetitivo-define-diretrizes-para-penhora-sobre-faturamento-de-empresa-em-execucao-fiscal\/\">Tema 769 dos recursos repetitivos<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O precedente qualificado diz que a penhora de faturamento, listada em d\u00e9cimo lugar na ordem preferencial de bens pass\u00edveis de constri\u00e7\u00e3o judicial, poder\u00e1 ser deferida ap\u00f3s a demonstra\u00e7\u00e3o da inexist\u00eancia dos bens classificados em posi\u00e7\u00e3o superior.<\/p>\n\n\n\n<p>Relator do recurso especial, o ministro Francisco Falc\u00e3o n\u00e3o conheceu do pedido. Para ele, rever as conclus\u00f5es do TRF-5 exigiria rean\u00e1lise de fatos e provas, medida vedada ao STJ. O magistrado aplicou a S\u00famula 7 do tribunal. A vota\u00e7\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.150.191<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-12\/recebidos-via-cartao-de-credito-se-equiparam-a-faturamento-para-fins-de-penhora\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-12\/recebidos-via-cartao-de-credito-se-equiparam-a-faturamento-para-fins-de-penhora\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ mant\u00e9m CPRB em sua pr\u00f3pria base de c\u00e1lculo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que a Contribui\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria sobre a Receita Bruta (CPRB) integra sua pr\u00f3pria base de c\u00e1lculo. Ao julgar ontem precedente sobre o tema, os ministros deram raz\u00e3o ao argumento da Fazenda Nacional. Como a 2\u00aa Turma j\u00e1 decidiu no mesmo sentido, o entendimento da Corte fica pacificado.<\/p>\n\n\n\n<p>Institu\u00edda no ano de 2011 pelo governo de Dilma Rousseff, a CPRB permite hoje a desonera\u00e7\u00e3o da folha salarial de 17 setores intensivos em m\u00e3o de obra que, juntos, s\u00e3o respons\u00e1veis pela manuten\u00e7\u00e3o de cerca de 9 milh\u00f5es de empregos formais. Em vez de pagar 20% sobre a folha de pagamentos ao INSS, esses contribuintes recolhem al\u00edquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta.<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, prevaleceu no julgamento o voto do relator, ministro Gurgel de Faria. Ele destacou que a tributa\u00e7\u00e3o ocorre mediante a inclus\u00e3o, na base de c\u00e1lculo da CPRB, dos tributos incidentes na opera\u00e7\u00e3o comercial, \u201cinclusive dos valores relativos \u00e0 pr\u00f3pria CPRB\u201d (REsp 1.999.905).<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes argumentavam que a CPRB n\u00e3o poderia compor a pr\u00f3pria base de c\u00e1lculo, e pediam a aplica\u00e7\u00e3o do entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) na chamada \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, que assentou que o ICMS n\u00e3o comp\u00f5e a base do PIS e da Cofins (Tema 69).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Gurgel de Faria, no entanto, a interpreta\u00e7\u00e3o an\u00e1loga que cabe ao caso \u00e9 a do Tema 1.048. Nele, o STF considerou constitucional a inclus\u00e3o do ICMS na base de c\u00e1lculo da CPRB. Ap\u00f3s esse julgamento, realizado em 2021, o STJ adequou a pr\u00f3pria tese para manter o ICMS na base da CPRB (Tema 994).<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda envolvendo a CPRB, o Supremo deve julgar a exclus\u00e3o do PIS e da Cofins da base da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria. A discuss\u00e3o tem potencial impacto de R$ 1,3 bilh\u00e3o (Tema 1.186). N\u00e3o h\u00e1 data para o julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, ao julgar a quest\u00e3o da CPRB na base de c\u00e1lculo da CPRB, por meio do recurso de uma ind\u00fastria t\u00eaxtil, a 2\u00aa Turma n\u00e3o abordou o m\u00e9rito da discuss\u00e3o, que entendeu ser constitucional (REsp 1986209). Mas em outro processo sobre o assunto, aplicou o entendimento do Supremo a respeito do ICMS na base de c\u00e1lculo da CPRB.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Suprema Corte reafirmou a constitucionalidade e legalidade do conceito de receita bruta trazido pelo artigo 12 do Decreto-Lei 1.598\/1977, com a nova reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei 12.973\/2014, n\u00e3o se aplicando as raz\u00f5es do Tema 69 do STF \u00e0 presente discuss\u00e3o\u201d, diz o ac\u00f3rd\u00e3o (REsp 1.967.400).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo tributaristas, o entendimento do STJ n\u00e3o muda nada para os contribuintes, que j\u00e1 s\u00e3o obrigados a recolher a CPRB incluindo a pr\u00f3pria contribui\u00e7\u00e3o na base de c\u00e1lculo.<\/p>\n\n\n\n<p>No Supremo, o ministro Alexandre de Moraes, relator dos dois ac\u00f3rd\u00e3os sobre a base de c\u00e1lculo da CPRB, entendeu que a contribui\u00e7\u00e3o incidente sobre a receita bruta \u00e9 uma liberalidade da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, desde que a ades\u00e3o \u00e0 sistem\u00e1tica se tornou facultativa, no ano de 2015. Permitir a exclus\u00e3o dos impostos da base de c\u00e1lculo seria, para o ministro, ampliar um benef\u00edcio fiscal, o que violaria o artigo 155, par\u00e1grafo 6\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Federal (RE 1.285.845).<\/p>\n\n\n\n<p>A a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) diz que a Fazenda vem defendendo que o Tema 69 da repercuss\u00e3o geral do STF (a \u201ctese do s\u00e9culo\u201d) deve ser aplicado \u00e0 situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica que foi seu objeto. \u201cTanto o STF como o STJ t\u00eam tido a necess\u00e1ria prud\u00eancia ao aplic\u00e1-lo, resguardando a coer\u00eancia do sistema tribut\u00e1rio nacional e a seguran\u00e7a jur\u00eddica. No caso espec\u00edfico, muito mais adequada foi a aplica\u00e7\u00e3o do Tema 1.048\/STF para reconhecer que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a dedu\u00e7\u00e3o da CPRB de sua pr\u00f3pria base de c\u00e1lculo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/12\/stj-mantem-cprb-em-sua-propria-base-de-calculo.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/12\/stj-mantem-cprb-em-sua-propria-base-de-calculo.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios no cumprimento de senten\u00e7a proferida em mandado de seguran\u00e7a individual<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>\u200bA Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), sob o rito dos recursos&nbsp;repetitivos&nbsp;(<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=1232&amp;cod_tema_final=1232\">Tema 1.232<\/a>), estabeleceu a tese de que, nos termos do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2009\/lei\/l12016.htm#art25\">artigo 25 da Lei 12.016\/2009<\/a>, n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios de&nbsp;sucumb\u00eancia&nbsp;no cumprimento de&nbsp;senten\u00e7a&nbsp;proferida em&nbsp;mandado de seguran\u00e7a&nbsp;individual, ainda que dela resultem efeitos patrimoniais a serem saldados dentro dos mesmos autos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a defini\u00e7\u00e3o da tese, podem voltar a tramitar os&nbsp;recursos especiais&nbsp;e&nbsp;agravos em recurso especial&nbsp;que estavam suspensos \u00e0 espera da fixa\u00e7\u00e3o do precedente qualificado.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro S\u00e9rgio Kukina, relator do tema&nbsp;repetitivo, ressaltou que a Lei 12.016\/2009, que regulamenta o&nbsp;mandado de seguran\u00e7a, define um rito especial caracterizado pela celeridade e outras peculiaridades, uma das quais \u00e9 a impossibilidade de condena\u00e7\u00e3o da parte vencida a pagar honor\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Natureza do cumprimento de&nbsp;senten\u00e7a&nbsp;\u00e9 a mesma da a\u00e7\u00e3o que lhe deu origem<\/p>\n\n\n\n<p>Kukina destacou que, conforme a jurisprud\u00eancia consolidada do STJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo a&nbsp;S\u00famula 105\/STJ e a&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudencia\/sumariosumulas.asp?base=30&amp;sumula=2685\">S\u00famula 512\/STF<\/a>, n\u00e3o cabe a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios em&nbsp;mandado de seguran\u00e7a. O STF, ao julgar a ADI 4.296 sob a vig\u00eancia do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC) de 2015, reafirmou sua jurisprud\u00eancia pelo n\u00e3o cabimento da condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios na via mandamental, ao declarar a constitucionalidade do artigo 25 da Lei 12.016\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro explicou que esse posicionamento se mant\u00e9m porque o&nbsp;mandado de seguran\u00e7a&nbsp;\u00e9 uma a\u00e7\u00e3o constitucional, uma garantia fundamental que visa ao controle judicial dos atos administrativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Kukina, al\u00e9m da veda\u00e7\u00e3o legal expressa ao pagamento de honor\u00e1rios na legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, &#8220;\u00e9 certo que o vigente CPC, ao adotar a figura do processo sincr\u00e9tico, acabou com a ideia de que haveria processos distintos de conhecimento e execu\u00e7\u00e3o, mas apenas fases do mesmo processo&#8221;. Dessa forma, &#8220;n\u00e3o h\u00e1 falar que a natureza do cumprimento de&nbsp;senten\u00e7a&nbsp;\u00e9 distinta daquela do&nbsp;mandamus&nbsp;que lhe deu origem&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Distin\u00e7\u00e3o com o Tema 973\/STJ<\/p>\n\n\n\n<p>O relator lembrou que a Corte Especial, ao julgar o&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=973&amp;cod_tema_final=973\">Tema 973<\/a>&nbsp;dos recursos&nbsp;repetitivos, decidiu que o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm#art85\">artigo 85, par\u00e1grafo 7\u00ba, do CPC<\/a>&nbsp;n\u00e3o afasta a aplica\u00e7\u00e3o do entendimento consolidado na&nbsp;S\u00famula 345&nbsp;do STJ, estabelecendo que s\u00e3o devidos honor\u00e1rios advocat\u00edcios nos procedimentos individuais de cumprimento de&nbsp;senten\u00e7a&nbsp;decorrente de a\u00e7\u00e3o coletiva, mesmo que n\u00e3o impugnados e promovidos em&nbsp;litiscons\u00f3rcio.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro observou que, naquela ocasi\u00e3o, a Corte Especial analisou exclusivamente casos relacionados a a\u00e7\u00f5es civis coletivas, e n\u00e3o a&nbsp;mandados de seguran\u00e7a&nbsp;individuais.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ocorre que, no presente caso, o cumprimento de&nbsp;senten\u00e7a&nbsp;n\u00e3o teve origem em a\u00e7\u00e3o coletiva, mas em&nbsp;mandado de seguran\u00e7a&nbsp;individual, hip\u00f3tese diversa, portanto, daquela versada no referido precedente&nbsp;repetitivo&#8221;, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/julgamento\/eletronico\/documento\/mediado\/?documento_tipo=integra&amp;documento_sequencial=284641284&amp;registro_numero=202300492852&amp;peticao_numero=&amp;publicacao_data=20241204&amp;formato=PDF\">Leia o ac\u00f3rd\u00e3o no REsp 2.053.306<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2025\/13022025-Nao-e-cabivel-a-fixacao-de-honorarios-no-cumprimento-de-sentenca-proferida-em-mandado-de-seguranca-individual.aspx\">https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2025\/13022025-Nao-e-cabivel-a-fixacao-de-honorarios-no-cumprimento-de-sentenca-proferida-em-mandado-de-seguranca-individual.aspx<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF: Fux vota para manter liminar e afastar PIS\/Cofins sobre receitas de reservas t\u00e9cnicas de seguradora<\/strong><br>Data: 14\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) come\u00e7a a julgar hoje um recurso da Uni\u00e3o na a\u00e7\u00e3o que discute a incid\u00eancia do PIS e a Cofins sobre as receitas oriundas de aplica\u00e7\u00f5es financeiras das reservas t\u00e9cnicas de seguradoras. O tema est\u00e1 em repercuss\u00e3o geral, ou seja, a decis\u00e3o dos ministros se aplicar\u00e1 para todo o Judici\u00e1rio. A discuss\u00e3o ocorre no Plen\u00e1rio Virtual at\u00e9 a pr\u00f3xima sexta-feira, 21.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ora, por\u00e9m, o m\u00e9rito n\u00e3o est\u00e1 sendo julgado. Os ministros da 1\u00aa Turma julgam um agravo da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) contra liminar dada \u00e0 Mongeral Aegon Seguros e Previd\u00eancia S\/A (MAG Seguros) para suspender a cobran\u00e7a do tributo sobre essas bases de c\u00e1lculo. O relator do caso, ministro Luiz Fux, concedeu a tutela recursal em novembro do ano passado. Hoje, ele negou o recurso da procuradoria, mantendo a liminar. Ainda faltam os votos dos outros ministros.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese j\u00e1 foi julgada desfavoravelmente aos bancos, em junho de 2023, por 8 votos a 1. Mas a composi\u00e7\u00e3o da Corte mudou, o que pode indicar uma poss\u00edvel revers\u00e3o do entendimento. Al\u00e9m disso, o processo das seguradoras est\u00e1 pautado para julgamento na 1\u00aa Turma. Dos cinco ministros que comp\u00f5em o colegiado, tr\u00eas n\u00e3o se manifestaram sobre a tese no julgamento dos bancos \u2013 Cristiano Zanin, Fl\u00e1vio Dino e o pr\u00f3prio Luiz Fux.<\/p>\n\n\n\n<p>Zanin substituiu o ministro Ricardo Lewandowski, relator do caso das institui\u00e7\u00f5es financeiras e \u00fanico que foi favor\u00e1vel a elas na \u00e9poca. J\u00e1 a ministra aposentada Rosa Weber, substitu\u00edda pelo ministro Fl\u00e1vio Dino, havia sido a favor da Uni\u00e3o, seguindo a diverg\u00eancia inaugurada pelo ministro Dias Toffoli.<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu a tese de Toffoli de que o conceito de faturamento \u00e9 o mesmo da receita bruta operacional decorrente das atividades empresariais t\u00edpicas das empresas. Ou seja, incide o PIS e Cofins sobre receitas oriundas da \u201ccoleta, intermedia\u00e7\u00e3o ou aplica\u00e7\u00e3o de recursos financeiros pr\u00f3prios ou de terceiros\u201d pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras t\u00edpicas, isto \u00e9, pelos bancos (RE 609096).<\/p>\n\n\n\n<p>Para obter a liminar, a MAG Seguros ressaltou que nesse julgamento de 2023, o STF frisou que a tese n\u00e3o se aplicaria para outros tipos de empresas, como as seguradoras. No voto, Toffoli indicou que a diferencia\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria porque \u201cpode haver particularidades ligadas ao delineamento de suas atividades t\u00edpicas que reclamem solu\u00e7\u00e3o diversa da adotada no precedente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A PGFN argumenta que a liminar enseja um \u201crisco de dano grave e de dif\u00edcil repara\u00e7\u00e3o\u201d e que os precedentes do Supremo indicam para uma conclus\u00e3o diversa, pela exig\u00eancia dos tributos sobre as reservas t\u00e9cnicas. \u201cN\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel vislumbrar a probabilidade de provimento do recurso da empresa em seu m\u00e9rito. Em verdade, o cen\u00e1rio jur\u00eddico atual, considerando o n\u00famero de precedentes de m\u00e9rito a respeito da mat\u00e9ria, leva a crer que a probabilidade maior \u00e9 a de que se reconhe\u00e7a a legitimidade da incid\u00eancia fiscal\u201d, afirma o \u00f3rg\u00e3o, na peti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas Fux negou essa argumenta\u00e7\u00e3o, mantendo a liminar a favor do contribuinte. \u201cA decis\u00e3o atacada foi perfilhada segundo o regramento suso citado, tendo analisado o pleito em cotejo com os requisitos legais pertinentes e, \u00e0 luz destes, conclu\u00eddo pela presen\u00e7a, in casu, no momento processual respectivo, dos elementos cumulativos do fumus boni juris e do periculum in mora, de modo, destarte, a se legitimar e a se afigurar devida a atribui\u00e7\u00e3o de efeito suspensivo ao recurso extraordin\u00e1rio interposto\u201d, diz ele, no voto (RE 1479774).<\/p>\n\n\n\n<p>Francisco Carlos Rosas Giardina, s\u00f3cio-conselheiro do escrit\u00f3rio Bichara Advogados, que atua no caso, diz que o voto de Fux \u00e9 um indicativo sobre qual ser\u00e1 seu entendimento quando houver o julgamento de m\u00e9rito. \u201cNa pr\u00f3pria decis\u00e3o em que ele reconhece a repercuss\u00e3o geral do tema, ele sinaliza que as seguradoras t\u00eam raz\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista tamb\u00e9m lembra que a 1\u00aa Turma do STF j\u00e1 deu efeito suspensivo para a seguradora Mapfre, em outra a\u00e7\u00e3o, para afastar a cobran\u00e7a de PIS\/Cofins sobre as receitas das aplica\u00e7\u00f5es financeiras oriundas das reservas t\u00e9cnicas, em setembro do ano passado (PET 9607). A suspens\u00e3o deve perdurar at\u00e9 o julgamento de m\u00e9rito pelo plen\u00e1rio da Corte.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o de Giardina, o precedente que validou a incid\u00eancia do PIS e da Cofins para os bancos n\u00e3o deve ser aplicado para as empresas de seguros, pois a atividade empresarial \u00e9 distinta. \u201cAs seguradoras s\u00e3o obrigadas a fazer essas aplica\u00e7\u00f5es financeiras como um lastro para as indeniza\u00e7\u00f5es aos segurados\u201d, diz. \u201cEnt\u00e3o as receitas financeiras que delas decorrem s\u00e3o estritamente vinculadas a garantir a indeniza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o podendo compor a base do PIS e da Cofins porque n\u00e3o \u00e9 receita da seguradora\u201d, completa o tributarista.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/14\/stf-fux-vota-para-manter-liminar-e-afastar-piscofins-sobre-receitas-de-reservas-tcnicas-de-seguradora.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/14\/stf-fux-vota-para-manter-liminar-e-afastar-piscofins-sobre-receitas-de-reservas-tcnicas-de-seguradora.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TJ-SP mant\u00e9m cobran\u00e7a de ITCMD sobre distribui\u00e7\u00e3o desproporcional de lucros em empresa familiar<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 15\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Para n\u00e3o ser confundida com uma doa\u00e7\u00e3o tributada pelo ITCMD, a distribui\u00e7\u00e3o desproporcional de lucros l\u00edcita deve ser desprovida de liberalidade e deve informar um prop\u00f3sito negocial que justifique a sua ocorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o entendimento do ju\u00edzo da 4\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo para negar provimento a recurso de uma empresa familiar contra decis\u00e3o que manteve a cobran\u00e7a de ITCMD sobre a distribui\u00e7\u00e3o desproporcional de lucros em sociedade limitada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ju\u00edzo da 4\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo negou recurso contra cobran\u00e7a desproporcional de lucros<\/p>\n\n\n\n<p>Ju\u00edzo da 4\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo negou recurso contra cobran\u00e7a desproporcional de lucros de empresa<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme os autos, a empresa \u00e9 uma sociedade limitada em que os pais detinham 98% de seu capital social, enquanto seus dois filhos 1% cada. Em 2017, a sociedade distribuiu 90% de seus lucros acumulados para os filhos, com os pais recebendo apenas 10%, o que reduziu significativamente o patrim\u00f4nio l\u00edquido da empresa.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Meses depois, os pais formalizaram a doa\u00e7\u00e3o da totalidade de suas quotas aos filhos, reservando o usufruto vital\u00edcio sobre os direitos patrimoniais e pol\u00edticos da empresa. A Secretaria da Fazenda de S\u00e3o Paulo entendeu que essas transa\u00e7\u00f5es indicavam uma transmiss\u00e3o patrimonial gratuita e cobrou o recolhimento do ITCMD.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, a empresa sustentou que a distribui\u00e7\u00e3o desproporcional de lucros era v\u00e1lida por estar prevista no contrato social da empresa. Alegou que os benefici\u00e1rios desempenhavam atividades relevantes na empresa, o que justificaria o recebimento da parcela maior dos lucros e citou a decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal no julgamento da ADI 2.446, que reconheceu a legitimidade do planejamento tribut\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Secretaria da Fazenda paulista, por sua vez, alegou que os filhos n\u00e3o eram s\u00f3cios-administradores, o que afastaria qualquer justificativa econ\u00f4mica para o recebimento da maior parte dos lucros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sem justificativa<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o relator, desembargador Paulo Barcellos Gatti, apontou que apesar da previs\u00e3o contratual da distribui\u00e7\u00e3o desproporcional, n\u00e3o foi demonstrada uma justificativa negocial que afastasse a incid\u00eancia do imposto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m afastou o argumento de que os filhos exerciam fun\u00e7\u00e3o administrativa na empresa, ressaltando que a remunera\u00e7\u00e3o por essa atividade deveria ocorrer por meio de pr\u00f3-labore, sujeito a imposto de renda e contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias, o que n\u00e3o foi comprovado no caso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para os advogados Humberto Sanches e Bruno Murat, a confus\u00e3o em torno do tema poder\u00e1 ser encerrada com a aprova\u00e7\u00e3o do Projeto de Lei Complementar 108\/2024 (\u201cPLP 108\/2024\u201d).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCaso a lei complementar seja aprovada sem essa previs\u00e3o, entendemos que os contribuintes ter\u00e3o mais fundamento para sustentar a inexist\u00eancia de ITCMD sobre a distribui\u00e7\u00e3o desproporcional de dividendos em opera\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias regulares e leg\u00edtimas, considerando o intenso debate sobre o tema e a inten\u00e7\u00e3o do legislador ao excluir essa hip\u00f3tese do campo de incid\u00eancia do ITCMD\u201d, argumentaram.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 1089011-58.2023.8.26.0053<br><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-15\/fimde-tj-sp-mantem-cobranca-de-itcmd-sobre-distribuicao-desproporcional-de-lucros-em-empresa-familiar\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-15\/fimde-tj-sp-mantem-cobranca-de-itcmd-sobre-distribuicao-desproporcional-de-lucros-em-empresa-familiar\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ju\u00edza determina c\u00e1lculo do ITBI sobre valor da transa\u00e7\u00e3o<\/strong><br>Data: 16\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A base de c\u00e1lculo do Imposto sobre a Transfer\u00eancia de Bens Im\u00f3veis (ITBI) \u00e9 o valor do im\u00f3vel negociado em condi\u00e7\u00f5es normais de mercado, segundo tese firmada pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a ao julgar o Tema Repetitivo 1.113.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a 12\u00aa Vara de Fazenda P\u00fablica de S\u00e3o Paulo determinou que o 2\u00ba Tabeli\u00e3o de Notas de S\u00e3o Paulo recolha ITBI calculado a partir do valor da transa\u00e7\u00e3o de um im\u00f3vel. A decis\u00e3o se deu por meio de liminar em um mandado de seguran\u00e7a apresentado pelo comprador do bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o processo, a conclus\u00e3o da compra do im\u00f3vel depende do pagamento do ITBI. O imposto n\u00e3o foi pago porque o munic\u00edpio estaria cobrando um valor calculado com base no valor venal de refer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Citando a tese do STJ, a ju\u00edza Paula Micheletto Cometti considerou il\u00edcita a realiza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do procedimento administrativo de arbitramento pelo munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDessa forma, em face da probabilidade do direito, concedo liminar para que o recolhimento do ITBI e dos emolumentos na opera\u00e7\u00e3o descrita na inicial seja feito utilizando-se como base de c\u00e1lculo o valor da efetiva transa\u00e7\u00e3o. Anote-se que, segundo a mesma tese, isso n\u00e3o obsta o munic\u00edpio de proceder ao arbitramento administrativo do valor de mercado do im\u00f3vel\u201d, decidiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 1006208-47.2025.8.26.0053<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-16\/juiza-determina-calculo-do-itbi-sobre-valor-da-transacao\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-16\/juiza-determina-calculo-do-itbi-sobre-valor-da-transacao\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ rejeita embargos e mant\u00e9m IRPJ\/CSLL sobre Selic no levantamento do dep\u00f3sito judicial<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 16\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/STJ\">STJ<\/a>) rejeitou os embargos de declara\u00e7\u00e3o opostos nos Temas Repetitivos 504 e 505 (REsp 1138695\/SC), por meio dos quais o colegiado manteve a cobran\u00e7a de IRPJ e de CSLL sobre valores recebidos a t\u00edtulo de taxa de juros (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/mercado\/proxima-reuniao-do-copom-saiba-datas-2025\">Selic<\/a>) no levantamento de dep\u00f3sitos judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos embargos, os contribuintes alegavam v\u00edcios no ac\u00f3rd\u00e3o e pediam a explica\u00e7\u00e3o sobre os motivos de os dep\u00f3sitos judiciais estarem sujeitos \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o. O julgamento foi retomado com voto-vista do ministro Benedito Gon\u00e7alves, que acompanhou a posi\u00e7\u00e3o do relator, ministro Mauro Campbell.<\/p>\n\n\n\n<p>Campbell considerou o precedente do Supremo Tribunal Federal (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/stf\">STF<\/a>) no Tema 962, em que a Corte entendeu que a Uni\u00e3o n\u00e3o pode cobrar IRPJ e CSLL sobre os valores referentes \u00e0 taxa Selic recebidos na repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito, ou seja, na devolu\u00e7\u00e3o de um valor pago indevidamente pelo contribuinte. Em seu voto, o ministro afirmou que o precedente exclu\u00eda a incid\u00eancia do IRPJ e da CSLL sobre os valores referentes \u00e0 taxa Selic recebidos na repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito, e que n\u00e3o cabia ao STJ \u201crealizar uma extens\u00e3o dessa exclus\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2013, o STJ havia decidido pela legalidade da tributa\u00e7\u00e3o no levantamento de dep\u00f3sitos judiciais e na repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito. No entanto, a decis\u00e3o do STF no Tema 962, em 2021, foi na contram\u00e3o do que tinha sido definido pelo tribunal anteriormente. \u00c0 \u00e9poca, o Supremo determinou que a controv\u00e9rsia quanto ao levantamento de dep\u00f3sitos judiciais era infraconstitucional, deixando a decis\u00e3o a cargo do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da determina\u00e7\u00e3o do STF, os contribuintes pediram para que o STJ reconsiderasse a decis\u00e3o dada em 2013, aplicando o precedente firmado no Tema 962. O tribunal aplicou o precedente apenas sobre a repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito, mas manteve o posicionamento anterior sobre a tributa\u00e7\u00e3o da Selic no levantamento do dep\u00f3sito&nbsp;judicial.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stj-rejeita-embargos-e-mantem-irpj-csll-sobre-selic-no-levantamento-do-deposito-judicial\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stj-rejeita-embargos-e-mantem-irpj-csll-sobre-selic-no-levantamento-do-deposito-judicial<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF analisa inclus\u00e3o de tributos no c\u00e1lculo do ISS<\/strong><br>Data: 17\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) come\u00e7ou a analisar, em Plen\u00e1rio Virtual, um recurso que questiona a inclus\u00e3o de tributos no c\u00e1lculo do ISS &#8211; uma das discuss\u00f5es que surgiram com a chamada \u201ctese do s\u00e9culo\u201d. A a\u00e7\u00e3o defende a inconstitucionalidade da entrada do pr\u00f3prio ISS e do PIS e da Cofins na base do tributo municipal.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo em julgamento partiu de uma incorporadora imobili\u00e1ria, que questiona o artigo 14 da Lei n\u00ba 1 3.701\/03, do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo. O dispositivo fixa que a base de c\u00e1lculo do ISS \u201c\u00e9 o pre\u00e7o do servi\u00e7o, como tal considerada a receita bruta a ele correspondente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema, segundo o contribuinte, \u00e9 que essa defini\u00e7\u00e3o afronta o que disp\u00f5e a Lei Complementar n\u00ba 116, que fixa simplesmente que \u201ca base de c\u00e1lculo do imposto \u00e9 o pre\u00e7o do servi\u00e7o\u201d, sem fazer ressalvas ou equipara\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa da empresa, a cargo de Daniel \u00c1vila Vieira, s\u00f3cio do Locatelli Advogados, argumenta que o conceito do pre\u00e7o de servi\u00e7o \u00e9 o \u201cvalor cobrado pelos trabalhos prestados, como contrapresta\u00e7\u00e3o pela obriga\u00e7\u00e3o de fazer\u201d, o que n\u00e3o inclui os tributos incidentes sobre essa opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado, a inclus\u00e3o dos impostos na base de c\u00e1lculo do ISS ofende o artigo 146, inciso III, al\u00ednea \u201ca\u201d da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que determina que a \u201cdefini\u00e7\u00e3o de tributos e de suas esp\u00e9cies\u201d s\u00f3 pode ser feita por meio de lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>A inclus\u00e3o dos tributos federais na base de c\u00e1lculo do imposto municipal, de acordo com o tributarista, ofende o que o Supremo decidiu na chamada \u201ctese do s\u00e9culo\u201d (RE 574706), que excluiu o ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, em 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde esse julgamento, acrescenta, o Supremo vem adotando entendimentos diferentes para outros tributos e contribui\u00e7\u00f5es, como quando definiu que o ICMS comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo da Contribui\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria sobre a Receita Bruta (CPRB).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cExistem essas diverg\u00eancias que acabam confundindo o contribuinte, que fica sem ter uma linha clara sobre o que \u00e9 o pre\u00e7o do servi\u00e7o, a receita bruta ou o faturamento\u201d, afirma o tributarista.<\/p>\n\n\n\n<p>Em novembro de 2024, o ministro Gilmar Mendes, relator do caso, tinha negado seguimento ao pedido, em decis\u00e3o monocr\u00e1tica. Ele destacou que a decis\u00e3o questionada, do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP), entendeu que o conceito de \u201cpre\u00e7o de servi\u00e7o\u201d equivale, sim, ao de \u201creceita bruta\u201d, conforme expresso na lei municipal. O ministro afirmou que essa decis\u00e3o est\u00e1 em conson\u00e2ncia com a jurisprud\u00eancia do Supremo.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora que o caso foi levado \u00e0 2\u00aa Turma, o relator tamb\u00e9m lembrou que o tema j\u00e1 foi tratado na Argui\u00e7\u00e3o de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 190. Naquele caso, foi declarada a inconstitucionalidade de lei municipal que exclu\u00eda valores da base de c\u00e1lculo do ISS fora das hip\u00f3teses previstas em lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>Gilmar Mendes aponta, ainda, em seu voto, que o Supremo n\u00e3o pode analisar se o dispositivo da lei municipal fere a lei complementar nacional a respeito da exclus\u00e3o de valores da base de c\u00e1lculo do ISS, por conta da S\u00famula 280 da Corte. Ela impede a an\u00e1lise sobre ofensa ao direito local por meio de recurso extraordin\u00e1rio (ARE 1522508).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Daniel \u00c1vila Vieira, no entanto, a ADPF 190 tratou do ISS em um contexto de guerra fiscal, tentando evitar que munic\u00edpios reduzissem artificialmente a base de c\u00e1lculo. O que se questiona, agora, \u00e9 uma esp\u00e9cie de infla\u00e7\u00e3o da base, e a aplica\u00e7\u00e3o do mesmo entendimento da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Alessandro Batista, tributarista e s\u00f3cio do escrit\u00f3rio ABN Advogados, destaca que o caso da ADPF tamb\u00e9m era diferente, uma vez que pretendia excluir o ISS da base de c\u00e1lculo de outros tributos. Segundo ele, o questionamento do contribuinte encontra amparo na regra constitucional que veda a bitributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm nome do equil\u00edbrio jurisprudencial do respeito \u00e0 coisa julgada e tamb\u00e9m respeito ao bom senso e moralidade institucional do STF, a decis\u00e3o desse julgamento deve ser id\u00eantica \u00e0quela proferida no RE 574.706 [tese do s\u00e9culo]\u201d, defende o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Mariana Ferreira, coordenadora tribut\u00e1ria do Murayama, Affonso Ferreira e Mota Advogados, tamb\u00e9m acredita que o Supremo deveria prover o recurso para excluir ISS, PIS e Cofins da base de c\u00e1lculo do imposto municipal, \u201csob pena de afronta ao conceito constitucional de faturamento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela lembra que o Supremo tamb\u00e9m julga a inclus\u00e3o dos mesmos tributos, mas na situa\u00e7\u00e3o inversa, em um julgamento com repercuss\u00e3o geral. No Tema 118, o contribuinte pede a exclus\u00e3o do ISS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. O impacto desse julgamento foi estimado pela Uni\u00e3o em R$ 35 bilh\u00f5es, segundo anexo de riscos fiscais da Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (PLDO) para o ano de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) ainda indica que existem 72 discuss\u00f5es derivadas da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d no STF, as chamadas \u201cteses filhotes\u201d. Nos julgamentos j\u00e1 realizados, o placar tem sido favor\u00e1vel \u00e0 Uni\u00e3o, mas h\u00e1 esperan\u00e7as, segundo tributaristas, de que o p\u00eandulo se movimente a favor do contribuinte em outros casos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/17\/stf-analisa-inclusao-de-tributos-no-calculo-do-iss.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/17\/stf-analisa-inclusao-de-tributos-no-calculo-do-iss.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAIS:&nbsp;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Supermercado poder\u00e1 aproveitar cr\u00e9ditos de ICMS sobre embalagens<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o mencionou jurisprud\u00eancia do TJ\/RS, destacando que materiais empregados para embalar ou acondicionar produtos vendidos por supermercados s\u00e3o essenciais para a comercializa\u00e7\u00e3o e, por isso, configuram insumos tribut\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a ju\u00edza afastou a possibilidade de aproveitamento de cr\u00e9ditos sobre sacolas pl\u00e1sticas personalizadas, considerando que seu uso \u00e9 uma comodidade oferecida ao consumidor e n\u00e3o um item indispens\u00e1vel \u00e0 atividade-fim do estabelecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o subsecret\u00e1rio da Receita estadual foi notificado e ter\u00e1 10 dias para prestar informa\u00e7\u00f5es. O Minist\u00e9rio P\u00fablico tamb\u00e9m foi acionado para manifesta\u00e7\u00e3o antes da senten\u00e7a definitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o liminar permite o aproveitamento dos cr\u00e9ditos fiscais at\u00e9 o julgamento do m\u00e9rito do mandado de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O escrit\u00f3rio Tentardini Advogados Associados atua no caso<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: 5018689-71.2025.8.21.0001<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/424536\/supermercado-podera-aproveitar-creditos-de-icms-sobre-embalagens\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/424536\/supermercado-podera-aproveitar-creditos-de-icms-sobre-embalagens<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:&nbsp;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Juiz anula cobran\u00e7a de IPTU de loteamento que n\u00e3o emitiu TVEO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 indevida a cobran\u00e7a do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) individualizado em loteamentos que ainda n\u00e3o tenham emitido o&nbsp;Termo de Verifica\u00e7\u00e3o e Execu\u00e7\u00e3o de Obras (TVEO).<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o fundamento aplicado pelo juiz Thiago In\u00e1cio de Oliveira, da Comarca de Bela Vista (GO), para anular lan\u00e7amentos de IPTU do munic\u00edpio de Bela Vista de Goi\u00e1s e restituir o valor de R$ 34.440,94 pagos indevidamente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi provocada por a\u00e7\u00e3o proposta por uma incorporadora, que alegou que os lan\u00e7amentos de IPTU s\u00e3o indevidos, uma vez que os lotes ainda n\u00e3o foram individualizados no cadastro imobili\u00e1rio municipal e que a cobran\u00e7a s\u00f3 seria devida ap\u00f3s a emiss\u00e3o do TVEO.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o julgador deu raz\u00e3o \u00e0 incorporadora. \u201cPara a incid\u00eancia do IPTU sobre lotes de terreno em loteamentos, exige-se que estes estejam devidamente individualizados no cadastro municipal, conforme disp\u00f5e a Lei n\u00ba 14.620\/2023, que alterou a Lei n\u00ba 6.766\/79 (Lei de Parcelamento do Solo Urbano). O \u00a73\u00ba do art. 22 estabelece que a individualiza\u00e7\u00e3o dos lotes e a sua inser\u00e7\u00e3o no cadastro imobili\u00e1rio somente podem ocorrer ap\u00f3s a emiss\u00e3o do TVEO, que atesta a conclus\u00e3o das obras de infraestrutura do loteamento\u201d, registrou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, o juiz declarou a nulidade dos lan\u00e7amentos de IPTU referentes aos lotes do empreendimento at\u00e9 que sejam devidamente individualizados no cadastro imobili\u00e1rio municipal e condenou o munic\u00edpio a restituir o valor cobrado indevidamente, acrescido de juros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A incorporadora foi representada pelos advogados&nbsp;Arthur Rios J\u00fanior&nbsp;e&nbsp;Marcus Felipe Macedo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/decisao_iptu_projudi_go.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler a decis\u00e3o<br>Processo 5364554-63.2024.8.09.0017<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-14\/juiz-anula-cobranca-de-iptu-de-loteamento-que-nao-emitiu-tveo-em-go\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-14\/juiz-anula-cobranca-de-iptu-de-loteamento-que-nao-emitiu-tveo-em-go\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 10\/02 a 17\/02 Projeto pro\u00edbe cobran\u00e7a de encargo tarif\u00e1rio em gera\u00e7\u00e3o a combust\u00edvel f\u00f3ssil Data: 10\/02\/2025 O Projeto de Lei 2222\/24 pro\u00edbe as distribuidoras de energia el\u00e9trica de cobrarem a tarifa de uso do sistema de distribui\u00e7\u00e3o (Tusd) quando a fonte do fornecimento ao consumidor for gerador a combust\u00edvel f\u00f3ssil. 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