{"id":3641,"date":"2025-02-11T08:45:04","date_gmt":"2025-02-11T11:45:04","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3641"},"modified":"2025-02-11T08:48:25","modified_gmt":"2025-02-11T11:48:25","slug":"retrospecto-tributario-03-02-a-10-02","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3641","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 03\/02 a 10\/02"},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 03\/02 a 10\/02<\/h1>\n\n\n\n<p><strong>Justi\u00e7a deve eliminar \u2018cad\u00e1veres em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria\u2019, diz Barroso sobre desafios de 2025<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal, disse nesta segunda-feira (3\/2) que processos tribut\u00e1rios devem ser julgados em at\u00e9 um ano para que n\u00e3o haja \u201ccad\u00e1veres no arm\u00e1rio\u201d a respeito do tema. A declara\u00e7\u00e3o foi dada na sess\u00e3o solene de abertura do ano judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o magistrado, h\u00e1 demora excessiva do Judici\u00e1rio para analisar casos tribut\u00e1rios. De acordo com ele, a reforma de 2024 simplifica o sistema tribut\u00e1rio brasileiro e pode influenciar positivamente na litigiosidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA reforma tribut\u00e1ria em boa hora aprovada pelo Congresso come\u00e7a a ser regulamentada. A expectativa \u00e9 que esse efeito simplificador reduza a litigiosidade em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria no pa\u00eds, que corresponde a 30% dos processos em andamento\u201d, afirmou Barroso.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o presidente do Supremo, \u00e9 preciso regular o tema de forma que \u201cn\u00f3s eliminemos do Judici\u00e1rio os cad\u00e1veres em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria\u201d. \u201cCom frequ\u00eancia os processos tribut\u00e1rios s\u00f3 chegam ao final muitos anos depois do surgimento da controv\u00e9rsia. E quando ele \u00e9 finalmente julgado, h\u00e1 um cad\u00e1ver no arm\u00e1rio do poder p\u00fablico ou da iniciativa privada. Precisamos ter mecanismos para que em menos de um ano, surgida a controv\u00e9rsia, ela seja decidida em \u00faltima inst\u00e2ncia pelo Supremo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jan-14\/expectativas-tributarias-para-2025-envolvem-reformas-e-filhote-da-tese-do-seculo\/\">Segundo especialistas<\/a>&nbsp;consultados pela revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico, o prosseguimento da regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, mudan\u00e7as no Imposto de Renda e o julgamento sobre a exclus\u00e3o do ISS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins s\u00e3o os assuntos mais aguardados por eles neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Barroso aproveitou a ocasi\u00e3o para apresentar n\u00fameros sobre o recesso do Judici\u00e1rio. Ele disse que foram conclusos \u00e0 presid\u00eancia ou \u00e0 vice-presid\u00eancia 4.306 processos entre 20 de dezembro e 31 de janeiro. Al\u00e9m de Barroso e Edson Fachin, vice-presidente do STF, atuaram no plant\u00e3o os ministros Alexandre de Moraes, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros Cristiano Zanin e Fl\u00e1vio Dino despacharam em casos espec\u00edficos. Dino, por exemplo, continuou dando decis\u00f5es sobre emendas parlamentares. J\u00e1 Zanin atuou em processos sobre supostas vendas de senten\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas Poderes<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu discurso, Barroso tamb\u00e9m defendeu o Supremo do que considera serem cr\u00edticas injustas. Ele disse que \u00e9 natural que a corte conviva com algum grau de insatisfa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que decide sobre quest\u00f5es controversas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s decidimos as quest\u00f5es mais complexas e divisivas da sociedade brasileira. E, naturalmente, convivemos com a insatisfa\u00e7\u00e3o de quem tem interesses contrariados. \u00c9 assim com todas as cortes constitucionais do mundo, dos Estados Unidos \u00e0 \u00c1frica do Sul, da Col\u00f4mbia a Israel.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o primeiro discurso de Barroso na companhia dos novos presidentes da C\u00e2mara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (Uni\u00e3o-AP), eleitos no fim de semana. O presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT), tamb\u00e9m participou da solenidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs tr\u00eas Poderes aqui presentes s\u00e3o unidos pelos princ\u00edpios e prop\u00f3sitos da Constitui\u00e7\u00e3o. Somos independentes e harm\u00f4nicos como manda a Constitui\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, mais que isso, somos pessoas que se querem bem e, acima de tudo, querem o bem do Brasil\u201d, disse Barroso.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-03\/justica-deve-eliminar-cadaveres-em-materia-tributaria-diz-barroso-sobre-desafios-de-2025\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-03\/justica-deve-eliminar-cadaveres-em-materia-tributaria-diz-barroso-sobre-desafios-de-2025\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fim de restri\u00e7\u00e3o para agentes p\u00fablicos no Rerct tem prest\u00edgio entre tributaristas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A mais recente vers\u00e3o do Regime Especial de Regulariza\u00e7\u00e3o Cambial e Tribut\u00e1ria (Rerct), programa para regularizar ativos e bens n\u00e3o declarados ou declarados incorretamente, derrubou uma restri\u00e7\u00e3o do Rerct original e abriu a possibilidade de ades\u00e3o para pessoas ocupantes de cargos p\u00fablicos e seus parentes. A restri\u00e7\u00e3o era baseada no princ\u00edpio constitucional da moralidade administrativa, mas tributaristas ouvidos pela revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico&nbsp;consideram que a mudan\u00e7a \u00e9 positiva \u2014 ou, ao menos, uma escolha leg\u00edtima do ponto de vista \u00e9tico.<\/p>\n\n\n\n<p>O novo Rerct,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2024\/lei\/l14973.htm\">sancionado<\/a>&nbsp;pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) em setembro do \u00faltimo ano e&nbsp;<a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=140589\">regulamentado<\/a>&nbsp;pela Receita Federal em novembro, foi encerrado no \u00faltimo m\u00eas de dezembro. Esta vers\u00e3o foi direcionada a quaisquer bens de origem l\u00edcita que n\u00e3o foram declarados ou foram informados com dados incorretos. Para aderir, era necess\u00e1rio pagar Imposto de Renda de 15% sobre o valor e multa de regulariza\u00e7\u00e3o correspondente a 100% do IR.<\/p>\n\n\n\n<p>O programa teve uma vers\u00e3o anterior, baseada em uma&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2016\/lei\/l13254.htm\">lei de 2016<\/a>, que deu origem a duas rodadas de regulariza\u00e7\u00e3o \u2014 uma naquele mesmo ano e outra no ano seguinte. O antigo Rerct era voltado apenas a recursos mantidos no exterior e n\u00e3o podia ter a ades\u00e3o de \u201cdetentores de cargos, empregos e fun\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de dire\u00e7\u00e3o ou eletivas\u201d, seus c\u00f4njuges e outros parentes at\u00e9 o segundo grau.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vers\u00e3o de 2024, essa restri\u00e7\u00e3o foi derrubada.&nbsp;Caio C\u00e9sar Morato, advogado tributarista do escrit\u00f3rio Rayes &amp; Fagundes, entende que o fim dessa regra foi positivo, \u201cno sentido de que mais pessoas pudessem aderir e, assim, aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o do Estado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista&nbsp;Jos\u00e9 Andr\u00e9s Lopes da Costa, s\u00f3cio do DCLC Advogados, concorda que a medida \u00e9 positiva, pois \u201calinha o novo Rerct com o princ\u00edpio da n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o previsto na Constitui\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele aponta que a restri\u00e7\u00e3o anterior diferenciava contribuintes com base apenas no exerc\u00edcio de cargo, emprego ou fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, enquanto o inciso II do artigo 150 da Constitui\u00e7\u00e3o pro\u00edbe o tratamento desigual entre contribuintes que estejam em situa\u00e7\u00f5es equivalentes. Para Costa, isso inclui \u201cdistin\u00e7\u00f5es baseadas na ocupa\u00e7\u00e3o profissional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado tamb\u00e9m acredita que a restri\u00e7\u00e3o do Rerct de 2016 era, na pr\u00e1tica, \u201ccontrapoducente\u201d. Isso porque, no caso de agentes p\u00fablicos, o programa \u201coferece um mecanismo adicional de controle e fiscaliza\u00e7\u00e3o da compatibilidade entre o patrim\u00f4nio e os rendimentos declarados\u201d. Assim, proibir sua ades\u00e3o dificultava esse controle e incentivava que tais pessoas mantivessem ativos em situa\u00e7\u00e3o irregular, n\u00e3o monitorados pelas autoridades.<\/p>\n\n\n\n<p>Morato lembra que a legisla\u00e7\u00e3o de 2016 j\u00e1 impedia a regulariza\u00e7\u00e3o de \u201crendimentos de atividades il\u00edcitas\u201d. Isso foi mantido na nova vers\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Costa ainda destaca que o Rerct anistia crimes como sonega\u00e7\u00e3o fiscal e evas\u00e3o de divisas, mas n\u00e3o corrup\u00e7\u00e3o ou lavagem de dinheiro. Ou seja, se um agente p\u00fablico ou seu parente aderir ao programa, \u201cn\u00e3o h\u00e1 qualquer anistia autom\u00e1tica para eventuais infra\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 origem il\u00edcita dos recursos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico e a Receita ainda podem investig\u00e1-los e puni-los por \u201ceventuais il\u00edcitos\u201d. Assim, a nova vers\u00e3o \u201cpermite que eventuais incompatibilidades patrimoniais sejam verificadas pelas autoridades competentes, ao inv\u00e9s de permanecerem ocultas\u201d. Na sua vis\u00e3o, isso \u201cfortalece a transpar\u00eancia e a fiscaliza\u00e7\u00e3o, sem comprometer os princ\u00edpios da probidade e da moralidade administrativa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Morato, a regra geral de restri\u00e7\u00e3o de 2016 era desnecess\u00e1ria. Por outro lado, ela facilitou o processo de investiga\u00e7\u00e3o: \u201cIsso porque, com a veda\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o do cargo, ficou mais f\u00e1cil restringir a ades\u00e3o de pessoas suscet\u00edveis de ter praticado corrup\u00e7\u00e3o\u201d, assinalou o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Restri\u00e7\u00e3o anterior<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista do Rayes &amp; Fagundes recorda que o Rerct de 2016 foi lan\u00e7ado \u201cem uma \u00e9poca conturbada, de not\u00edcias envolvendo grandes casos de corrup\u00e7\u00e3o\u201d. Naquele momento, a limita\u00e7\u00e3o aos agentes p\u00fablicos foi imposta \u201cna tentativa de n\u00e3o permitir que fossem regularizados bens ou dinheiro decorrentes de corrup\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o s\u00f3cio do DCLC indica que a restri\u00e7\u00e3o original era \u201cuma escolha pol\u00edtica que refletia preocupa\u00e7\u00f5es leg\u00edtimas com a moralidade administrativa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia era que os agentes p\u00fablicos \u201cdeveriam ter um padr\u00e3o de conduta mais rigoroso\u201d, como previsto no artigo 37 da Constitui\u00e7\u00e3o. Havia o temor de que essas pessoas tivessem informa\u00e7\u00f5es privilegiadas, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas Costa considera que essa escolha \u201cmostrava-se question\u00e1vel\u201d, pois a restri\u00e7\u00e3o tratava contribuintes de maneira desigual \u201csem justificativa tribut\u00e1ria objetiva\u201d e, assim, criava um problema jur\u00eddico. Al\u00e9m disso, n\u00e3o impedia que agentes p\u00fablicos mantivessem ativos no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA veda\u00e7\u00e3o impunha um impedimento formal, mas sem um mecanismo efetivo de fiscaliza\u00e7\u00e3o, tornando a medida mais simb\u00f3lica do que eficaz\u201d, pontua o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>De 2016 para c\u00e1, houve, na opini\u00e3o do tributarista, \u201cum amadurecimento do debate sobre a regulariza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e o reconhecimento de que a transpar\u00eancia e a fiscaliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o mais eficazes do que uma restri\u00e7\u00e3o absoluta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele acrecenta que agentes p\u00fablicos \u201cj\u00e1 est\u00e3o sujeitos a normas de controle e presta\u00e7\u00e3o de contas sobre seus bens e rendimentos\u201d. Tais pessoas s\u00e3o obrigadas, por exemplo, a entregar uma declara\u00e7\u00e3o de bens e valores para a Comiss\u00e3o de \u00c9tica P\u00fablica e outros \u00f3rg\u00e3os de controle.<\/p>\n\n\n\n<p>Quest\u00e3o parlamentar<\/p>\n\n\n\n<p>Leonardo Branco, s\u00f3cio do DDTAX Advocacia Tribut\u00e1ria e especialista em Direito Aduaneiro e Tribut\u00e1rio, acredita que a restri\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o a agentes p\u00fablicos no programa de regulariza\u00e7\u00e3o deve ser uma escolha do Legislativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ressalta que \u201co esp\u00edrito do Rerct \u00e9 o de anistiar, ou seja, afirmar que alguns il\u00edcitos devem ser relegados ao esquecimento\u201d. Por isso, \u201cexistem escolhas que passam pelo plano \u00e9tico\u201d. Na sua vis\u00e3o, o melhor lugar para se fazer esse tipo de escolha \u00e9 o Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado, a restri\u00e7\u00e3o de 2016 \u201cn\u00e3o violava a isonomia, pois \u00e9 poss\u00edvel se considerar que os detentores de cargos p\u00fablicos t\u00eam caracter\u00edsticas que n\u00e3o os tornariam equivalentes aos particulares\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi o que entendeu o Supremo Tribunal Federal em 2023, ao analisar a regra do antigo Rerct (ADI 5.586). Os ministros conclu\u00edram que a restri\u00e7\u00e3o era justificada pelo fato de que particulares e agentes p\u00fablicos n\u00e3o est\u00e3o no mesmo patamar, pois os integrantes da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica est\u00e3o submetidos a um regime jur\u00eddico mais severo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-03\/fim-de-restricao-para-agentes-publicos-no-rerct-tem-prestigio-entre-tributaristas\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-03\/fim-de-restricao-para-agentes-publicos-no-rerct-tem-prestigio-entre-tributaristas\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Minist\u00e9rio da Fazenda fixa regras para contabilidade fiscal de b\u00f4nus de apostas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Secretaria de Pr\u00eamios e Apostas do Minist\u00e9rio da Fazenda (MF) publicou, nesta sexta-feira (31\/1), regras para a contabiliza\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do GGR (<em>Gross Gaming Revenue<\/em>, na sigla em ingl\u00eas), que \u00e9 o faturamento com as apostas menos os pr\u00eamios pagos aos vencedores e o Imposto de Renda descontado dos pr\u00eamios.<\/p>\n\n\n\n<p>O GGR \u00e9 a base para o c\u00e1lculo de todas as&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/web\/dou\/-\/portaria-spa\/mf-n-41-de-10-de-janeiro-de-2025-*-607013213\">destina\u00e7\u00f5es sociais<\/a>, fixadas pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2023\/lei\/l14790.htm\">Lei 14.790\/23<\/a>&nbsp;e tamb\u00e9m para a arrecada\u00e7\u00e3o de impostos que incidem sobre essa atividade econ\u00f4mica (PIS, Cofins e ISS). As regras do GGR de recompensas financeiras n\u00e3o sac\u00e1veis em apostas de quota fixa est\u00e3o na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/composicao\/orgaos\/secretaria-de-premios-e-apostas\/apostas-de-quota-fixa\/sei_47749330_nota_tecnica_229\">Nota T\u00e9cnica SPA MF n\u00ba 299, dispon\u00edvel no site do Minist\u00e9rio da Fazenda<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas recompensas, permitidas pela regulamenta\u00e7\u00e3o de aposta de quota fixa, s\u00e3o usadas pelas empresas de explora\u00e7\u00e3o de apostas para fidelizar os clientes. Embora \u00e0s vezes sejam chamadas genericamente de b\u00f4nus, s\u00e3o diferentes dos b\u00f4nus de entrada, que s\u00e3o proibidos pela Lei 14.790 como forma de capta\u00e7\u00e3o de novos clientes.<\/p>\n\n\n\n<p>As recompensas financeiras sac\u00e1veis n\u00e3o entram na base de c\u00e1lculo do GGR, a n\u00e3o ser que os benef\u00edcios sejam usados pelos apostadores para fazer apostas. Como o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/dezembro\/mercado-de-apostas-de-quota-fixa-comeca-a-funcionar-plenamente-regulado-no-brasil-a-partir-desta-quarta-1-1\">mercado regulado de apostas de quota fixa se iniciou no dia 1\u00ba de janeiro<\/a>&nbsp;e a base de c\u00e1lculo de impostos, assim como sua arrecada\u00e7\u00e3o para o Tesouro Nacional, \u00e9 mensal, a Nota T\u00e9cnica visou esclarecer como incluir esse tipo de recompensa.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/fevereiro\/ministerio-da-fazenda-fixa-regras-para-contabilidade-fiscal-de-bonus-de-apostas\">https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/fevereiro\/ministerio-da-fazenda-fixa-regras-para-contabilidade-fiscal-de-bonus-de-apostas<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nova resolu\u00e7\u00e3o simplifica regras sobre tarifas de armazenagem e capatazia para cargas internacionais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Ag\u00eancia Nacional de Avia\u00e7\u00e3o Civil (Anac) publicou em 27 de janeiro de 2025 a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.anac.gov.br\/assuntos\/legislacao\/legislacao-1\/resolucoes\/2025\/resolucao-765\">Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 765\/2025<\/a>,&nbsp;que disp\u00f5e sobre as tarifas de armazenagem e capatazia&nbsp;aplic\u00e1veis sobre as cargas&nbsp;de importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o.&nbsp;O normativo, que substitui a Portaria n\u00ba 219\/2001, emitida&nbsp;pelo Comando da Aeron\u00e1utica (Comaer), tem o objetivo de simplificar o arcabou\u00e7o regulat\u00f3rio&nbsp;relativo \u00e0 quest\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O texto entrar\u00e1 em vigor em 28 de abril, se aplicando exclusivamente a cargas operadas em&nbsp;recintos log\u00edsticos de aeroportos, sendo que os aeroportos contemplados na norma s\u00e3o&nbsp;aqueles concedidos pelo Governo Federal e aqueles cuja explora\u00e7\u00e3o foi atribu\u00edda \u00e0 Empresa&nbsp;Brasileira de Infraestrutura Aeroportu\u00e1ria (Infraero).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre algumas das altera\u00e7\u00f5es, foram retiradas as disposi\u00e7\u00f5es que estabeleciam a centraliza\u00e7\u00e3o da atividade&nbsp;de processamento das cargas&nbsp;pela administra\u00e7\u00e3o aeroportu\u00e1ria, buscando refletir a abordagem regulat\u00f3ria dos contratos de concess\u00e3o mais recentes, que permitem que essas atividades sejam realizadas por terceiros em \u00e1reas arrendadas no s\u00edtio aeroportu\u00e1rio.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A norma ainda buscou dar mais clareza em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 correspond\u00eancia entre a efetiva presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os e a incid\u00eancia das tarifas de armazenagem e capatazia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, a resolu\u00e7\u00e3o busca&nbsp;a&nbsp;melhor adequa\u00e7\u00e3o&nbsp;ao cen\u00e1rio atual da&nbsp;regula\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de aeroportos no Brasil,&nbsp;aprimorando&nbsp;a&nbsp;abordagem regulat\u00f3ria da Anac no \u00e2mbito dos&nbsp;contratos de&nbsp;concess\u00e3o relacionada \u00e0s&nbsp;atividades de armazenagem e capatazia de carga internacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/anac\/pt-br\/noticias\/2025\/nova-resolucao-simplifica-arcabouco-regulatorio-sobre-tarifas-de-armazenagem-e-capatazia-para-cargas-internacionais\">https:\/\/www.gov.br\/anac\/pt-br\/noticias\/2025\/nova-resolucao-simplifica-arcabouco-regulatorio-sobre-tarifas-de-armazenagem-e-capatazia-para-cargas-internacionais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto concede incentivos fiscais para fam\u00edlias que cuidam de idosos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 2871\/24 concede incentivos fiscais para as fam\u00edlias que cuidam de idosos em casa. A proposta, do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), tramita na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>Entres os benef\u00edcios previstos est\u00e3o a dedu\u00e7\u00e3o no Imposto de Renda de at\u00e9 20% das despesas comprovadas com cuidados ao idoso e subs\u00eddios mensais para fam\u00edlias de baixa renda que cuidam de idosos.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da dedu\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda, o valor ser\u00e1 limitado a R$ 12 mil por idoso nos gastos com sa\u00fade, alimenta\u00e7\u00e3o especializada, adapta\u00e7\u00f5es na resid\u00eancia para acessibilidade e contrata\u00e7\u00e3o de cuidadores profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta estabelece que, para terem direito aos incentivos fiscais, \u00e9 necess\u00e1rio:<\/p>\n\n\n\n<p>comprovar a conviv\u00eancia domiciliar com o idoso atrav\u00e9s de documentos oficiais;<\/p>\n\n\n\n<p>registrar-se no programa por meio de plataforma digital a ser desenvolvida; e<\/p>\n\n\n\n<p>apresentar anualmente comprovantes de despesas relacionadas ao cuidado do idoso.<\/p>\n\n\n\n<p>Aten\u00e7\u00e3o personalizada<br>O deputado Marcos Tavares afirmou que o cuidado no ambiente familiar permite uma aten\u00e7\u00e3o mais personalizada e continuada, que muitas vezes n\u00e3o pode ser replicada em institui\u00e7\u00f5es para idosos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstudos indicam que idosos cuidados em seus lares tendem a ter uma qualidade de vida melhor, com menos problemas de sa\u00fade mental, maior satisfa\u00e7\u00e3o pessoal e menor incid\u00eancia de depress\u00e3o&#8221;, ressaltou o parlamentar. &#8220;Esse projeto visa promover esses benef\u00edcios ao tornar o cuidado domiciliar uma op\u00e7\u00e3o mais vi\u00e1vel para mais fam\u00edlias\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto ser\u00e1 analisado, em car\u00e1ter conclusivo, pelas comiss\u00f5es de Previd\u00eancia, Assist\u00eancia Social, Inf\u00e2ncia, Adolesc\u00eancia e Fam\u00edlia; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, a medida precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1100078-projeto-concede-incentivos-fiscais-para-familias-que-cuidam-de-idosos\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1100078-projeto-concede-incentivos-fiscais-para-familias-que-cuidam-de-idosos\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o aprova proposta para adaptar Estatuto da Microempresa \u00e0 reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os da C\u00e2mara dos Deputados aprovou, em novembro, projeto de lei que altera diversos pontos do <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/leicom\/2006\/leicomplementar-123-14-dezembro-2006-548099-norma-pl.html\">Estatuto da Micro e Pequena Empresa<\/a> para adapt\u00e1-lo \u00e0 reforma tribut\u00e1ria aprovada pelo Congresso Nacional (<a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/emecon\/2023\/emendaconstitucional-132-20-dezembro-2023-795084-norma-pl.html\">Emenda Constitucional 132<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma extingue os tributos que hoje fazem parte do Simples Nacional (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins). Eles ser\u00e3o substitu\u00eddos pelo Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), de compet\u00eancia estadual e municipal, e pela Contribui\u00e7\u00e3o de Bens e Servi\u00e7os (CBS), federal.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto aprovado \u00e9 um substitutivo do deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC) ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 7\/24, do deputado Luiz Carlos Hauly (Pode-PR). Muitas das altera\u00e7\u00f5es de Goetten j\u00e1 est\u00e3o na <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/leicom\/2025\/leicomplementar-214-16-janeiro-2025-796905-norma-pl.html\">Lei Complementar 214\/25<\/a>, que regulamentou a reforma tribut\u00e1ria. Segundo o relator, a proposta busca compatibilizar a cria\u00e7\u00e3o dos novos tributos com a legisla\u00e7\u00e3o que instituiu o regime favorecido do Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Limite<br>Goetten flexibilizou o limite para recolhimento de ICMS e ISS para pequenas empresas dos atuais R$ 3,6 milh\u00f5es, como estabelecido por sublimite obrigat\u00f3rio, para R$ 4,8 milh\u00f5es, igual ao limite federal. &#8220;Essa autoriza\u00e7\u00e3o permite que, futuramente, o IBS e a CBS sejam submetidos \u00e0s mesmas regras e limites do Simples Nacional&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta tamb\u00e9m ampliou de um para tr\u00eas meses o prazo para a micro ou pequena empresa com d\u00edvida tribut\u00e1ria avisar a Receita sobre a quest\u00e3o. &#8220;Essa pequena modifica\u00e7\u00e3o permite que elas tenham um prazo m\u00ednimo para adequarem sua situa\u00e7\u00e3o fiscal, sem que corram risco de exclus\u00e3o do Simples Nacional&#8221;, afirmou Goetten.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso a empresa optante pelo Simples no primeiro ano de atividade ultrapasse o limite estabelecido de receita bruta, proporcional ao tempo de atua\u00e7\u00e3o, ela n\u00e3o poder\u00e1 recolher o IBS com as regras desse regime tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta permite que empresas de loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis para eventos possam optar pelo Simples. Atualmente, a lei n\u00e3o permite que nenhuma loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis pr\u00f3prios possa se enquadrar no regime.<\/p>\n\n\n\n<p>Nota obrigat\u00f3ria<br>A proposta torna obrigat\u00f3ria a emiss\u00e3o de nota fiscal para toda opera\u00e7\u00e3o de venda e presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o de microempreendedores individuais (MEI). Atualmente, a lei obriga a emiss\u00e3o apenas quando o destinat\u00e1rio \u00e9 empresa e n\u00e3o o consumidor final.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento de arrecada\u00e7\u00e3o do simples passa a valer como prova do valor devido de impostos e contribui\u00e7\u00f5es. E as declara\u00e7\u00f5es deixam de ser anuais e passam a ser mensais.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta inclui no c\u00e1lculo da receita bruta de micro e pequena empresas opera\u00e7\u00f5es com bens imateriais, como a licen\u00e7a de um software, inclusive de direitos, como direitos autorais sobre cria\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo texto, a al\u00edquota da CBS e do IBS ter\u00e1 redu\u00e7\u00e3o de 60% para servi\u00e7os de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de dispositivos m\u00e9dicos e de acessibilidade para pessoas com defici\u00eancia, entre outros bens e servi\u00e7os. A Lei Complementar 214\/25, que regulamentou a reforma tribut\u00e1ria, estabeleceu al\u00edquota zero para dispositivos m\u00e9dicos e de acessibilidade, al\u00e9m de medicamentos e outros bens.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso a empresa optante pelo Simples no primeiro ano de atividade ultrapasse o limite estabelecido de receita bruta, proporcional ao tempo de atua\u00e7\u00e3o, ela n\u00e3o poder\u00e1 recolher o IBS com as regras desse regime tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta permite que empresas de loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis para eventos possam optar pelo Simples. Atualmente, a lei n\u00e3o permite que nenhuma loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis pr\u00f3prios possa se enquadrar no regime.<\/p>\n\n\n\n<p>Para empresas de estados com participa\u00e7\u00e3o de at\u00e9 1% no Produto Interno Bruto (PIB) nacional, haver\u00e1 um sublimite para recolher o IBS para empresas com receita bruta anual de at\u00e9 R$ 1,8 milh\u00e3o. J\u00e1 as localizadas em estados com PIB acima de 1% do total nacional dever\u00e3o seguir o sublimite de R$ 3,6 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros pontos<br>O projeto prev\u00ea ainda que:<\/p>\n\n\n\n<p>o Comit\u00ea Gestor do Simples Nacional (CGSN) e o Comit\u00ea Gestor do IBS (CGIBS) disciplinar\u00e3o a substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e os regimes diferenciados do IBS;<\/p>\n\n\n\n<p>ato dos comit\u00eas definir\u00e1 o sistema de repasses do IBS para estados e munic\u00edpios; e<\/p>\n\n\n\n<p>O Microempreendedor Individual (MEI) reduzir\u00e1 gradativamente a parcela de impostos a ser paga de R$ 7 em 2027 para R$ 3 a partir de 2033.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>A proposta ainda ser\u00e1 analisada pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania. Depois, seguir\u00e1 para o Plen\u00e1rio da C\u00e2mara.<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada na C\u00e2mara e no Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1130167-comissao-aprova-proposta-para-adaptar-estatuto-da-microempresa-a-reforma-tributaria\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1130167-comissao-aprova-proposta-para-adaptar-estatuto-da-microempresa-a-reforma-tributaria<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Governo deve enviar ao Congresso projeto de lei complementar para isentar Fiagros e FIIs do IVA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O imbr\u00f3glio dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros) e dos Fundos de Investimento Imobili\u00e1rios (FIIs) caminha para um desfecho favor\u00e1vel aos cotistas. Ap\u00f3s reuni\u00f5es com representantes do setor e parlamentares, o governo deve garantir que essa classe de investimentos siga isenta dos tributos criados pela&nbsp;reforma tribut\u00e1ria do consumo&nbsp;e da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, apurou a&nbsp;EXAME.<\/p>\n\n\n\n<p>Para isso, um projeto de lei complementar de autoria do governo deve ser enviado ao Congresso exclusivamente com essa previs\u00e3o legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Parlamentares que acompanham esse debate defendem que essa \u00e9 a melhor alternativa para n\u00e3o contaminar o debate. Outra alternativa \u00e9 emendar o texto do Projeto de Lei Complementar&nbsp;(PLP) 108 de 2024, da&nbsp;reforma tribut\u00e1ria, que aguarda vota\u00e7\u00e3o no Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse acordo, que depende do envio do projeto, a tend\u00eancia \u00e9 que os parlamentares n\u00e3o derrubem o veto presidencial na reforma tribut\u00e1ria que j\u00e1 prev\u00ea a&nbsp;isen\u00e7\u00e3o dos Fiagros e dos FIIs.<\/p>\n\n\n\n<p>Parlamentares e executivos do setor estiveram em Bras\u00edlia nos \u00faltimos dias em reuni\u00f5es na Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) e no&nbsp;Minist\u00e9rio da Fazenda&nbsp;para tratar deste assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>Em&nbsp;<a href=\"https:\/\/exame.com\/agro\/pode-ser-vantajoso-para-os-fiagros-serem-tributados-diz-appy-sobre-veto-de-lula\/\">entrevista \u00e0 EXAME<\/a>, o secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da Reforma Tribut\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Fazenda,&nbsp;Bernard Appy, afirmou que o veto partiu da AGU, que entendeu que a caracteriza\u00e7\u00e3o como n\u00e3o contribuinte desses fundos seria equivalente a um benef\u00edcio fiscal n\u00e3o previsto na Emenda Constitucional 132\/2023, que estabeleceu o novo sistema de impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Appy chegou a destacar que a inclus\u00e3o seria positiva para o setor. &#8220;Geralmente, \u00e9 mais vantajoso para esses fundos serem contribuintes, principalmente por conta da possibilidade de gera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio. O pr\u00f3prio setor precisa compreender que, geralmente, essa tributa\u00e7\u00e3o pode ser ben\u00e9fica&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o secret\u00e1rio, a \u00fanica exce\u00e7\u00e3o ocorre quando o fundo aluga im\u00f3veis para pessoas f\u00edsicas, j\u00e1 que, nesse caso, n\u00e3o h\u00e1 aproveitamento de cr\u00e9dito. No entanto, a maioria dos contratos \u00e9 firmada com pessoas jur\u00eddicas, o que permite a gera\u00e7\u00e3o desse cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, o respons\u00e1vel pela reforma tribut\u00e1ria destacou que o tema ser\u00e1 discutido pelo Congresso. &#8220;E vamos encontrar uma solu\u00e7\u00e3o para que o setor se sinta contemplado&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Fazenda j\u00e1 havia sinalizado mudan\u00e7as<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;Minist\u00e9rio da Fazenda&nbsp;tamb\u00e9m j\u00e1 havia sinalizado que o texto da reforma tribut\u00e1ria<a href=\"https:\/\/exame.com\/economia\/apos-duvidas-do-mercado-governo-avalia-se-sera-necessario-esclarecimento-sobre-tributacao-de-fundos\/\">&nbsp;seria ajustado<\/a>&nbsp;para eliminar ru\u00eddos no mercado sobre a possibilidade de taxa\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es desses fundos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota ap\u00f3s a san\u00e7\u00e3o da Lei Complementar 214, em janeiro, a pasta ressaltou&nbsp;n\u00e3o visava tributar os fundos de investimento em t\u00edtulos e valores mobili\u00e1rios, como a\u00e7\u00f5es, renda fixa e multimercado com a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) e o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O Minist\u00e9rio da Fazenda sempre defendeu que as aplica\u00e7\u00f5es de fundos de investimentos em t\u00edtulos e valores mobili\u00e1rios n\u00e3o sejam sujeitas \u00e0 incid\u00eancia de IBS e de CBS&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>A pol\u00eamica come\u00e7ou no dia 16 de janeiro por conta da decis\u00e3o do governo federal de<a href=\"https:\/\/exame.com\/economia\/lula-sanciona-com-vetos-regulamentacao-da-reforma-tributaria-veja-os-pontos-alterados\/\">&nbsp;vetar parte do artigo 26<\/a>, que estabelece as atividades&nbsp; n\u00e3o contribuintes de IBS e CBS, que formar\u00e3o o novo&nbsp;Imposto de Valor Agregado (IVA).<\/p>\n\n\n\n<p>O quinto inciso vetado trata dos&nbsp;Fundos de Investimento Imobili\u00e1rio (FII)&nbsp;e os&nbsp;Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agroneg\u00f3cio (Fiagro). Tamb\u00e9m ficou de fora os&nbsp;fundos patrimoniais&nbsp;institu\u00eddos nos termos da Lei n\u00b0 13.800, de 4 de janeiro de 2019 e a possibilidade de op\u00e7\u00e3o pelo regime regular do IBS e da CBS.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao vetar todo o inciso, tributaristas viram uma brecha para que todos os fundos, incluindo os de investimentos em t\u00edtulos e valores mobili\u00e1rios, passassem a ser contribuintes do novo imposto enquanto entidades, como afirmou \u00e0 EXAME, Gustavo Faria, gestor de Recursos CGA do Grupo Fractal. O que na pr\u00e1tica, pode reduzir a rentabilidade para os investidores.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Embora essa n\u00e3o seja a intepreta\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Fazenda, caso seja necess\u00e1rio fazer algum ajuste no texto para deixar claro que n\u00e3o h\u00e1 incid\u00eancia de IBS e CBS sobre as aplica\u00e7\u00f5es dos fundos de investimento em t\u00edtulos e valores mobili\u00e1rios, o Minist\u00e9rio da Fazenda ir\u00e1 trabalhar para fazer esse ajuste&#8221;, disse a pasta na ocasi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A tributa\u00e7\u00e3o de FIIs e Fiagro hoje<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, os fundos de investimento n\u00e3o s\u00e3o tributados por PIS, Cofins e ISS \u2013 que ser\u00e3o substitu\u00eddos com a reforma tribut\u00e1ria \u2013, por n\u00e3o serem considerados contribuintes de tributos sobre consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esse modelo dava certa autonomia para o mercado de fundos operar de forma mais simplificada&#8221;, disse Carlos Pinto, diretor do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT)&nbsp;<a href=\"https:\/\/exame.com\/invest\/mercados\/antes-isentos-fundos-imobiliarios-podem-comecar-a-pagar-imposto-com-reforma-tributaria\/\">\u00e0&nbsp;EXAME<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em alguns fundos, os cotistas pagam impostos sobre os ganhos de seus investimentos, mas os pr\u00f3prios fundos n\u00e3o s\u00e3o sujeitos \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o. Essa tributa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos cotistas \u00e9 principalmente sob a forma do Imposto de Renda (IR), como nos fundos de renda fixa. Entretanto, nos FIIs e Fiagro, os investidores s\u00e3o isentos de pagar o IR.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, do&nbsp;Fiagro, como mostrou a EXAME, a Frente Parlamentar Agropecu\u00e1ria (FPA) e a Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) lideram o movimento para derrubar o veto.<br><a href=\"https:\/\/exame.com\/economia\/governo-deve-enviar-ao-congresso-projeto-de-lei-complementar-para-isentar-fiagros-e-fiis-do-iva\/\">https:\/\/exame.com\/economia\/governo-deve-enviar-ao-congresso-projeto-de-lei-complementar-para-isentar-fiagros-e-fiis-do-iva\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Proposta amplia cr\u00e9dito tribut\u00e1rio para microempresas exportadoras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 4043\/24, do Poder Executivo, permite al\u00edquotas diferenciadas por porte de empresa no Regime Especial de Reintegra\u00e7\u00e3o de Valores Tribut\u00e1rios para as Empresas Exportadoras (Reintegra). A proposta est\u00e1 em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo Reintegra, desde 2011, as empresas podem apurar cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios sobre as exporta\u00e7\u00f5es, no limite de 0,1% sobre as receitas. Conforme a proposta, a al\u00edquota dever\u00e1 variar de 0,1% a 3,0%, dependendo do produto e do porte de empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 4043\/24 e o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1130728-proposta-altera-regra-para-apuracao-de-creditos-tributarios-para-micro-e-pequenas-empresas-exportadoras\">Projeto de Lei Complementar 167\/24<\/a> comp\u00f5em o Programa Acredita Exporta\u00e7\u00e3o, lan\u00e7ado no ano passado com regras de transi\u00e7\u00e3o para cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios at\u00e9 a conclus\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, em 2032.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o governo, com o chamado \u201cReintegra de transi\u00e7\u00e3o\u201d, micro e pequenas empresas exportadoras passar\u00e3o a ter direito a uma parcela maior na restitui\u00e7\u00e3o de tributos que incidem no pre\u00e7o de bens industrializados vendidos no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Em evento na C\u00e2mara dos Deputados, o vice-presidente da Rep\u00fablica, Geraldo Alckmin, hoje tamb\u00e9m \u00e0 frente do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os, defendeu as medidas, que tramitam em regime de urg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 redu\u00e7\u00e3o de imposto, mas sim uma antecipa\u00e7\u00e3o da devolu\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio devida\u201d, explicou Alckmin. \u201cIsso dar\u00e1 impulso \u00e0s pequenas empresas, para conquistar mercado e exportar, agregar valor e crescer\u201d, continuou ele.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1117582-PIB-DE-3-E-SIGNIFICATIVO,-MAS-NAO-LEVARA-GOVERNO-A-ACOMODACAO,-DIZ-ALCKMIN-EM-DEBATE-NA-CAMARA\">Alckmin elogia o Congresso pelo apoio \u00e0 &#8220;ind\u00fastria verde e sustent\u00e1vel&#8221;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto ainda ser\u00e1 despachado para a an\u00e1lise das comiss\u00f5es permanentes. Para virar lei, ter\u00e1 de ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1130730-proposta-amplia-credito-tributario-para-microempresas-exportadoras\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1130730-proposta-amplia-credito-tributario-para-microempresas-exportadoras\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Sa\u00fade simplifica a vida de milhares de brasileiros e reduz riscos fiscais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro m\u00eas em que o uso do Receita Sa\u00fade passou a ser obrigat\u00f3rio, foram emitidos 1.368.312 recibos,&nbsp;cumprindo seu objetivo de digitalizar as informa\u00e7\u00f5es dos pagamentos realizados e de simplificar o processo de&nbsp;emiss\u00e3o de recibo de despesa com sa\u00fade por profissionais pessoas f\u00edsicas (m\u00e9dicos, dentistas, psic\u00f3logos,&nbsp;fisioterapeutas, fonoaudi\u00f3logos, terapeutas ocupacionais). Os tr\u00eas primeiros profissionais foram respons\u00e1veis por&nbsp;mais de 90% dos recibos emitidos, conforme detalhamento abaixo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os brasileiros que efetuaram as correspondentes despesas m\u00e9dicas podem consultar os registros no app Receita&nbsp;Federal e n\u00e3o precisar\u00e3o dos respectivos comprovantes em papel para a declara\u00e7\u00e3o do imposto de renda a ser&nbsp;apresentada em 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme divulgado em setembro&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/setembro\/confira-os-numeros-da-malha-fiscal-em-2024\">(Confira os n\u00fameros da Malha Fiscal em 2024 \u2014 Receita Federal)<\/a>, somente as&nbsp;despesas m\u00e9dicas corresponderam a mais de 25% das reten\u00e7\u00f5es em malha. O Receita Sa\u00fade vem para mudar essa&nbsp;realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Lan\u00e7ado em abril de 2024, o servi\u00e7o digital foi facultativo at\u00e9 dezembro. Os 498 mil recibos emitidos ano passado j\u00e1&nbsp;ser\u00e3o considerados na declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida a ser disponibilizada este ano, evitando a reten\u00e7\u00e3o de declara\u00e7\u00f5es&nbsp;na malha fina.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/fevereiro\/receita-saude-simplifica-a-vida-de-milhares-de-brasileiros-e-reduz-riscos-fiscais\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/fevereiro\/receita-saude-simplifica-a-vida-de-milhares-de-brasileiros-e-reduz-riscos-fiscais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para aprovar isen\u00e7\u00e3o no Imposto de Renda, governo deve apresentar compensa\u00e7\u00f5es, diz Motta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que, embora haja disposi\u00e7\u00e3o por parte do Congresso em discutir o projeto que isenta de Imposto de Renda (IR) quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil, \u00e9 preciso que o governo apresente compensa\u00e7\u00f5es para essa isen\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Motta voltou a defender mais responsabilidade do Executivo nos gastos p\u00fablicos e refor\u00e7ou que \u00e9 preciso mais crit\u00e9rio nas despesas do governo. Segundo o presidente, uma das op\u00e7\u00f5es do Planalto para subsidiar esse benef\u00edcio seria a taxa\u00e7\u00e3o dos chamados super-ricos. O parlamentar concedeu uma entrevista \u00e0 R\u00e1dio CBN na manh\u00e3 desta quarta-feira (5).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o temos problemas de avan\u00e7ar nessa agenda, o que precisamos \u00e9 ter responsabilidade, para que o efeito, que pode ser positivo para muitos brasileiros, n\u00e3o seja nocivo para o Pa\u00eds&#8221;, disse Motta.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele lembrou que o Congresso votou v\u00e1rias medidas que aumentaram a arrecada\u00e7\u00e3o. &#8220;O governo bateu todos os recordes de arrecada\u00e7\u00e3o muito em raz\u00e3o das medidas que o Congresso votou&#8221;, declarou. Motta disse, no entanto, que \u00e9 preciso ter equil\u00edbrio para que os parlamentares n\u00e3o fiquem s\u00f3 atestando esses aumentos, &#8220;porque isso n\u00e3o resolve o problema da economia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Agenda econ\u00f4mica<br>Hugo Motta afirmou ainda que a C\u00e2mara ter\u00e1 boa vontade com a agenda econ\u00f4mica do governo e ressaltou o esp\u00edrito colaborativo da Casa. Ele avaliou que o governo tem acertado em alguns pontos, como a volta dos investimentos p\u00fablicos em programas sociais, as parcerias p\u00fablico-privadas, programas como o P\u00e9-de-Meia (de incentivo a estudantes do ensino m\u00e9dio) e uma agenda positiva no setor de turismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Responsabilidade Fiscal<br>No entanto, o presidente voltou a defender que o governo n\u00e3o se afaste dos pilares da responsabilidade fiscal. Segundo ele, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concorda com essa pauta defendida pelo Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, inclusive, Haddad vai entregar a Motta os projetos priorit\u00e1rios do governo para este ano. \u201cVou aguardar a agenda ser apresentada e reunir o Col\u00e9gio de L\u00edderes para apresentar uma agenda de trabalho. N\u00f3s temos boa vontade com a agenda econ\u00f4mica\u201d, refor\u00e7ou Motta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Haddad tem muita converg\u00eancia de discutir despesa, de tratar de corte de gastos. Se o governo sinalizar que vai ter mais cuidado, vamos ter uma avalia\u00e7\u00e3o positiva por parte do setor que emprega e que investe\u201d, ressaltou o presidente da C\u00e2mara.<\/p>\n\n\n\n<p>Vetos<br>Hugo Motta tamb\u00e9m afirmou que h\u00e1 um movimento no Congresso favor\u00e1vel \u00e0 derrubada do veto do presidente Lula a dispositivos da reforma tribut\u00e1ria que tratam dos Fundos de Investimento Imobili\u00e1rio (FII) e do Fundo de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1127237-REGULAMENTACAO-DA-REFORMA-TRIBUTARIA-E-SANCIONADA;-CONHECA-A-NOVA-LEI\">Regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria \u00e9 sancionada com vetos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, o ministro Haddad tem consci\u00eancia da derrubada do veto e deve apresentar uma alternativa \u00e0 proposta.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo alega que a Constitui\u00e7\u00e3o j\u00e1 estabelece quais institui\u00e7\u00f5es t\u00eam benef\u00edcios fiscais ou est\u00e3o isentas de tributa\u00e7\u00e3o e, portanto, n\u00e3o haveria previs\u00e3o constitucional para incluir esses fundos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1130677-para-aprovar-isencao-no-imposto-de-renda-governo-deve-apresentar-compensacoes-diz-motta\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1130677-para-aprovar-isencao-no-imposto-de-renda-governo-deve-apresentar-compensacoes-diz-motta\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>PGFN prorroga prazo para que contribuintes regularizem d\u00edvidas tribut\u00e1rias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) prorrogou, at\u00e9 o dia 30 de maio, o prazo para contribuintes regularizarem a situa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Os editais n\u00b0 6 e n\u00ba 7, publicados em novembro, tiveram uma grande procura, gerando mais de 300 mil ades\u00f5es em pouco mais de 90 dias. Agora, passam a valer com outra numera\u00e7\u00e3o, mas as condi\u00e7\u00f5es diferenciadas, como descontos e parcelamento, continuam.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para aderir \u00e0 negocia\u00e7\u00e3o, os contribuintes devem acessar o&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.regularize.pgfn.gov.br\/\">portal Regularize<\/a>&nbsp;e clicar em &#8220;Negociar d\u00edvida&#8221;, depois de fazerem o&nbsp;login. O sistema mostra todas as d\u00edvidas eleg\u00edveis e as condi\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis. Para garantir a negocia\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante que a primeira presta\u00e7\u00e3o seja quitada at\u00e9 o \u00faltimo dia \u00fatil do m\u00eas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os modelos de negocia\u00e7\u00e3o s\u00e3o oferecidos para diferentes perfis de contribuintes, conforme o edital:<\/p>\n\n\n\n<p>Edital PGDAU n\u00ba 1\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O edital PGDAU n\u00ba 6 agora passa a ter vig\u00eancia como&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/edital-n-1-de-30-de-janeiro-de-2025-610062971\">edital n\u00ba1\/2025<\/a>. Ele oferece condi\u00e7\u00f5es especiais para a negocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas de at\u00e9 R$ 45 milh\u00f5es, inscritas at\u00e9 31 de outubro de 2024. Os devedores podem parcelar o pagamento em at\u00e9 133 vezes, facilitando a quita\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Edital PGDAU n\u00ba 2\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o edital PGDAU n\u00ba 7 agora passa a ter vig\u00eancia como&nbsp;&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/edital-n-2-30-de-janeiro-de-2025-610112150\">edital n\u00ba 2\/2025<\/a>&nbsp;e \u00e9 direcionado exclusivamente para Microempreendedores Individuais (MEIs), Microempresas (MEs) e Empresas de Pequeno Porte (EPPs) com d\u00e9bitos no Simples Nacional. O edital prev\u00ea duas modalidades de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria: uma com base na capacidade de pagamento e outra para d\u00edvidas de menor valor, ambas com condi\u00e7\u00f5es diferenciadas e prazos mais longos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o procurador da Fazenda Eduardo Sadalla Bucci, coordenador-geral da D\u00edvida Ativa da Uni\u00e3o e do Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS), a oportunidade \u00e9 destinada a empresas com d\u00e9bitos de at\u00e9 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos, mesmo que j\u00e1 tenham outra negocia\u00e7\u00e3o em curso. As condi\u00e7\u00f5es de pagamento variam conforme o valor da d\u00edvida, o percentual de entrada e a quantidade de parcelas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o oferecidos descontos de at\u00e9 50% para pagamentos em at\u00e9 sete meses, e de 45% para quita\u00e7\u00e3o em at\u00e9 12 meses. Para d\u00edvidas de at\u00e9 cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos, os descontos podem chegar a 50%, mesmo com parcelamento em at\u00e9 55 meses\u201d, destaca Bucci.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Benef\u00edcios para contribuintes regularizarem d\u00edvidas com a Uni\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>\u00bb&nbsp;Descontos:&nbsp;redu\u00e7\u00e3o significativa do valor total da d\u00edvida, podendo chegar a at\u00e9 100% dos juros, multas e encargos legais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00bb&nbsp;Parcelamento:&nbsp;flexibilidade para dividir o pagamento em at\u00e9 145 vezes (entrada em 12 vezes + 133 parcelas), adaptando-se \u00e0 capacidade de pagamento do contribuinte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00bb&nbsp;Condi\u00e7\u00f5es personalizadas:&nbsp;diferentes modalidades de transa\u00e7\u00e3o para atender \u00e0s necessidades de cada perfil de devedor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00bb&nbsp;Facilidade de ades\u00e3o:&nbsp;ades\u00e3o simples e segura pelo&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.regularize.pgfn.gov.br\/\">site do Regularize<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/fevereiro\/pgfn-prorroga-prazo-para-que-contribuintes-regularizem-dividas-tributarias\">https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/fevereiro\/pgfn-prorroga-prazo-para-que-contribuintes-regularizem-dividas-tributarias<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Perd\u00e3o de d\u00edvida tribut\u00e1ria sobre o lucro divide senadores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/155911\">PL 596\/2023<\/a>, do senador Hamilton Mour\u00e3o (REPUBLICANOS-RS), perdoa as d\u00edvidas da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) anteriores a 2017, que foram questionadas na Justi\u00e7a por empresas. Mas para a senadora Zenaide Maia (PSD-RN), o Or\u00e7amento P\u00fablico n\u00e3o pode abrir m\u00e3o dessa receita, estimada em bilh\u00f5es de reais. J\u00e1 o senador Sergio Moro (UNI\u00c3O-PR), autor do substitutivo que ser\u00e1 analisado pela Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos, acredita que \u00e9 preciso conferir seguran\u00e7a jur\u00eddica \u00e0s decis\u00f5es judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/radio\/1\/noticia\/2025\/02\/06\/perdao-de-divida-tributaria-sobre-o-lucro-divide-senadores\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/radio\/1\/noticia\/2025\/02\/06\/perdao-de-divida-tributaria-sobre-o-lucro-divide-senadores<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contribuintes ganham mais tempo para entregar a DCTFWeb<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal por meio da&nbsp;<a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=142687#:~:text=IN%20RFB%20n%C2%BA%202248%2F2025&amp;text=Altera%20a%20Instru%C3%A7%C3%A3o%20Normativa%20RFB,e%20Cr%C3%A9ditos%20Tribut%C3%A1rios%20Federais%20%2D%20DCTFWeb.&amp;text=Art.%203%C2%BA%20Esta%20Instru%C3%A7%C3%A3o%20Normativa,no%20Di%C3%A1rio%20Oficial%20da%20Uni%C3%A3o.\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 2.248 de 07 de fevereiro de 2025<\/a>&nbsp;alterou o prazo de envio da DCTFWeb para o \u00faltimo dia \u00fatil do m\u00eas seguinte \u00e0 ocorr\u00eancia dos fatos geradores dos tributos nela informados. A medida decorre de demanda da sociedade que solicita maior prazo para apura\u00e7\u00e3o dos tributos, especialmente do Imposto de Renda das Pessoas Jur\u00eddicas e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido, cujo prazo de pagamento passa a coincidir com o prazo de entrega da declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Excepcionalmente, o prazo de entrega da declara\u00e7\u00e3o relativa aos fatos geradores que ocorreram no m\u00eas de janeiro de 2025 ser\u00e1 prorrogado para o \u00faltimo \u00fatil do m\u00eas de mar\u00e7o de 2025. Essa medida oferece mais tempo para a organiza\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para prepara\u00e7\u00e3o do M\u00f3dulo de Inclus\u00e3o de Tributos &#8211; MIT.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com a prorroga\u00e7\u00e3o do prazo de entrega, o contribuinte que desejar j\u00e1 poder\u00e1 preparar o MIT e encerr\u00e1-lo, consolidando com as apura\u00e7\u00f5es do eSocial e\/ou da EFD-Reinf no portal da DCTFWeb, inclusive com a gera\u00e7\u00e3o de DARF na pr\u00f3pria declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso necess\u00e1rio, o DARF pode ser gerado por meio do sistema Sicalcweb, dispon\u00edvel no site da RFB \u2013&nbsp;<a href=\"https:\/\/sicalc.receita.economia.gov.br\/sicalc\/principal\">Sicalc<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O MIT deve estar dispon\u00edvel para utiliza\u00e7\u00e3o no dia 15 de fevereiro, com link de acesso na pr\u00f3pria DCTFWeb, no Portal do eCAC da RFB.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante salientar que a prorroga\u00e7\u00e3o \u00e9 exclusiva para o envio da DCTFWeb,&nbsp;n\u00e3o havendo nenhuma altera\u00e7\u00e3o no prazo de vencimento dos tributos que nela ser\u00e3o informados.<\/p>\n\n\n\n<p>Maiores informa\u00e7\u00f5es podem ser obtidas em&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/orientacao-tributaria\/declaracoes-e-demonstrativos\/DCTFWeb\">DCTFWeb &#8211; Declara\u00e7\u00e3o de D\u00e9bitos e Cr\u00e9ditos Tribut\u00e1rios Federais \u2014 Receita Federal<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/fevereiro\/contribuintes-ganham-mais-tempo-para-entregar-a-dctfweb\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/fevereiro\/contribuintes-ganham-mais-tempo-para-entregar-a-dctfweb<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto de lei quer excluir IBS\/CBS do c\u00e1lculo do ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Um projeto de lei j\u00e1 pretende alterar a regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria \u2014 Lei Complementar n\u00ba 214, de 2025. A ideia \u00e9 deixar expresso na legisla\u00e7\u00e3o que o Imposto e a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS\/CBS) n\u00e3o podem entrar na base de c\u00e1lculo do IPI, ISS e ICMS, o que aumentaria a carga tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida \u00e9 importante para a fase de transi\u00e7\u00e3o, que come\u00e7a no ano que vem e vai at\u00e9 2032. Isso porque, durante esse per\u00edodo, os contribuintes ter\u00e3o que conviver com antigos e novos tributos ao mesmo tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados apoiam o projeto porque, al\u00e9m de impedir a majora\u00e7\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o, evitaria a judicializa\u00e7\u00e3o e que o sistema tribut\u00e1rio fique ainda mais complexo, em vez de simplificado \u2014 tal qual o esp\u00edrito da reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor da proposta \u00e9 o deputado Gilson Marques (Novo-SC). Na justificativa, o parlamentar argumenta que o projeto \u00e9 necess\u00e1rio para evitar inseguran\u00e7a jur\u00eddica. \u201cA aus\u00eancia de um regramento claro poderia gerar um elevado contencioso tribut\u00e1rio, com grandes riscos de derrotas para a Uni\u00e3o, Estados, Distrito Federal e munic\u00edpios\u201d, diz. \u201cEssa situa\u00e7\u00e3o remete ao precedente da chamada tese do s\u00e9culo, que resultou em um passivo superior a R$ 200 bilh\u00f5es devido \u00e0 exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese do s\u00e9culo defendeu que o ICMS n\u00e3o deve ser inclu\u00eddo no c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. Isso porque o valor do imposto n\u00e3o corresponde ao faturamento do contribuinte. Em 2017, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu de modo favor\u00e1vel \u00e0s empresas, mas diversas \u201cteses filhotes\u201d nasceram desse entendimento. A decis\u00e3o da Corte acabou por provocar uma enxurrada de a\u00e7\u00f5es judiciais sobre a inclus\u00e3o de tributos na base de c\u00e1lculo de outros tributos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/09\/projeto-de-lei-quer-excluir-ibscbs-do-calculo-do-icms.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/09\/projeto-de-lei-quer-excluir-ibscbs-do-calculo-do-icms.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:&nbsp;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Mato Grosso mant\u00e9m al\u00edquota do ICMS enquanto outros Estados elevam tributo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto diversos Estados brasileiros decidiram aumentar a al\u00edquota modal do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) para recompor perdas na arrecada\u00e7\u00e3o, Mato Grosso mant\u00e9m a taxa em 17%.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo levantamento publicado pelo jornal Valor Econ\u00f4mico, ao menos 18 Estados do pa\u00eds e o Distrito Federal elevaram a al\u00edquota do ICMS desde 2022. No entanto, Mato Grosso, assim como S\u00e3o Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina, optou por manter sua al\u00edquota inalterada. Em Maranh\u00e3o e Piau\u00ed, por exemplo, a al\u00edquota subiu para at\u00e9 23%.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o secret\u00e1rio de Estado de Fazenda, Rog\u00e9rio Gallo, a decis\u00e3o de n\u00e3o aumentar a carga tribut\u00e1ria mant\u00e9m a competitividade do Estado, al\u00e9m de evitar impactos negativos para o setor produtivo e os consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA manuten\u00e7\u00e3o da al\u00edquota reflete a efici\u00eancia da gest\u00e3o financeira do Estado. Enquanto a m\u00e9dia das al\u00edquotas do ICMS dos Estados brasileiros \u00e9 de 19%, a nossa \u00e9 e continuar\u00e1 sendo 17%, a menor do Brasil. Isso se reverte em menor custo de vida para a popula\u00e7\u00e3o e em maior competitividade para as empresas\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale ressaltar que o equil\u00edbrio fiscal do Governo tem sido garantido por meio de a\u00e7\u00f5es como o aprimoramento da arrecada\u00e7\u00e3o, controle rigoroso de despesas e combate \u00e0 sonega\u00e7\u00e3o fiscal. O ICMS \u00e9 o principal tributo sobre o consumo de bens e servi\u00e7os no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-nativa-news wp-block-embed-nativa-news\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"IEEmL86HJv\"><a href=\"https:\/\/nativanews.com.br\/economia\/mato-grosso-mantem-aliquota-do-icms-enquanto-outros-estados-elevam-tributo\/\">Mato Grosso mant\u00e9m al\u00edquota do ICMS enquanto outros Estados elevam tributo<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Mato Grosso mant\u00e9m al\u00edquota do ICMS enquanto outros Estados elevam tributo&#8221; &#8212; Nativa News\" src=\"https:\/\/nativanews.com.br\/economia\/mato-grosso-mantem-aliquota-do-icms-enquanto-outros-estados-elevam-tributo\/embed\/#?secret=JNrRdSBsim#?secret=IEEmL86HJv\" data-secret=\"IEEmL86HJv\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Estadual lan\u00e7a programa de autorregulariza\u00e7\u00e3o para recuperar cerca de R$ 8 milh\u00f5es em ICMS-ST sobre ra\u00e7\u00e3o oriunda de Santa Catarina<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Estadual, por meio da Central de Servi\u00e7os Compartilhados de Autorregulariza\u00e7\u00e3o (CSC Autorregulariza\u00e7\u00e3o), em parceria com o Grupo Especializado Setorial de Pecu\u00e1ria e Insumos Agropecu\u00e1rios (GES PEC), iniciou um novo programa de autorregulariza\u00e7\u00e3o. A iniciativa tem como foco a regulariza\u00e7\u00e3o de contribuintes que n\u00e3o efetuaram o pagamento do Imposto sobre a Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os por Substitui\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria (ICMS-ST) na entrada de ra\u00e7\u00f5es tipo \u201cpet\u201d, para animais de estima\u00e7\u00e3o, no territ\u00f3rio ga\u00facho, oriundas do Estado de Santa Catarina.<\/p>\n\n\n\n<p>Prazo de regulariza\u00e7\u00e3o vai at\u00e9 31 de mar\u00e7o<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da an\u00e1lise das opera\u00e7\u00f5es do per\u00edodo entre mar\u00e7o de 2020 e outubro de 2024, foram constatados ind\u00edcios de aus\u00eancia total ou parcial do recolhimento do ICMS-ST devido na entrada das mercadorias no Rio Grande do Sul. O monitoramento considera o per\u00edodo posterior \u00e0 sa\u00edda de Santa Catarina do Protocolo ICMS 26\/2004, em 1\u00ba de mar\u00e7o de 2020, abrangendo destinat\u00e1rios que permaneceram na categoria geral durante todo o intervalo de an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p>A substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria \u00e9 uma sistem\u00e1tica na qual a responsabilidade pelo recolhimento do imposto devido em toda a cadeia de circula\u00e7\u00e3o da mercadoria \u00e9 antecipada para um \u00fanico contribuinte, geralmente o fabricante ou importador. Dessa forma, quando o produto chega ao estado de destino, o imposto j\u00e1 deve ter sido recolhido na origem.<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes poder\u00e3o regularizar as pend\u00eancias at\u00e9 31 de mar\u00e7o de 2025, realizando o recolhimento do imposto devido. Persistindo as diverg\u00eancias constatadas, ficar\u00e3o sujeitos \u00e0 abertura de procedimento de a\u00e7\u00e3o fiscal, com imposi\u00e7\u00e3o da multa correspondente.<\/p>\n\n\n\n<p>Comunica\u00e7\u00e3o e suporte para a Autorregulariza\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>As comunica\u00e7\u00f5es do programa est\u00e3o dispon\u00edveis nas caixas postais eletr\u00f4nicas dos contribuintes desde 6 de fevereiro de 2025. Na \u00e1rea restrita do Portal e-CAC, os participantes ter\u00e3o acesso a uma aba espec\u00edfica chamada \u201cAutorregulariza\u00e7\u00e3o\u201d, onde encontrar\u00e3o orienta\u00e7\u00f5es detalhadas, arquivos das Notas Fiscais eletr\u00f4nicas (NF-e) e os c\u00e1lculos das diverg\u00eancias apontadas.&nbsp; O atendimento ser\u00e1 realizado exclusivamente pelo canal dispon\u00edvel na aba \u201cAutorregulariza\u00e7\u00e3o\u201d, garantindo suporte personalizado aos participantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Prop\u00f3sito dos programas de autorregulariza\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O programa est\u00e1 inserido no contexto das a\u00e7\u00f5es de regulariza\u00e7\u00e3o da Receita Estadual, com fiscaliza\u00e7\u00e3o massiva de contribuintes, possibilitando a volta \u00e0 regularidade. Esse modelo de atua\u00e7\u00e3o tem como prop\u00f3sitos centrais o est\u00edmulo ao cumprimento volunt\u00e1rio das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias e a justi\u00e7a fiscal, com redu\u00e7\u00e3o da litigiosidade entre fisco e contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao intensificar a\u00e7\u00f5es destinadas a identificar diverg\u00eancias, inconsist\u00eancias e outros eventos que possam acarretar pagamento a menor de imposto, visa-se promover a\u00e7\u00f5es preventivas como programas de autorregulariza\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o aos contribuintes, bem como realizar monitoramento cont\u00ednuo e combater as fraudes e a sonega\u00e7\u00e3o de impostos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.fazenda.rs.gov.br\/conteudo\/20445\/receita-estadual-lanca-programa-de-autorregularizacao-para-recuperar-cerca-de-r%24-8-milhoes-em-icms-st-sobre-racao-oriunda-de-santa-catarina\">https:\/\/www.fazenda.rs.gov.br\/conteudo\/20445\/receita-estadual-lanca-programa-de-autorregularizacao-para-recuperar-cerca-de-r%24-8-milhoes-em-icms-st-sobre-racao-oriunda-de-santa-catarina<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\"><strong>Curitiba &#8211; ISS-Fixo ter\u00e1 desconto de 6% para pagamento \u00e0 vista<\/strong><\/h3>\n\n\n\n<p>Data: 06\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes ter\u00e3o desconto de 6% no pagamento \u00e0 vista do Imposto sobre Servi\u00e7os-Fixo (ISS-FIXO) de 2025, que ter\u00e1 vencimento em 10 de mar\u00e7o. O imposto \u00e9 pago por sociedades profissionais e aut\u00f4nomos enquadrados no Regime de Tributa\u00e7\u00e3o Fixa Anual do ISS em Curitiba. Nesse regime, o pagamento do ISS \u00e9 fixo e anual, independente do faturamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, s\u00e3o 31,2 mil contribuintes optantes, entre aut\u00f4nomos e sociedades civis. O ISS Fixo tamb\u00e9m poder\u00e1 ser parcelado em at\u00e9 dez vezes, de mar\u00e7o a dezembro, com vencimento todo dia 10. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para emiss\u00e3o da guia de pagamento, o contribuinte dever\u00e1 acessar o&nbsp;<a href=\"https:\/\/financas.curitiba.pr.gov.br\/\">Portal da Secretaria de Planejamento, Finan\u00e7as e Or\u00e7amento<\/a>&nbsp;ou o Curitiba App. Tanto no site quanto no aplicativo, \u00e9 s\u00f3 fazer a busca pela Inscri\u00e7\u00e3o Municipal e CNPJ (se sociedade profissional) ou por Inscri\u00e7\u00e3o Municipal e CPF (se pessoa f\u00edsica). Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel fazer a emiss\u00e3o em qualquer um dos n\u00facleos da Secretaria de Planejamento, Finan\u00e7as e Or\u00e7amento que funcionam nas Ruas da Cidadania. O hor\u00e1rio de atendimento \u00e9 das 8 horas \u00e0s 17 horas, de segunda a sexta-feira.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Documento de Arrecada\u00e7\u00e3o Municipal (DAM) poder\u00e1 ser pago nos bancos conveniados (Caixa Econ\u00f4mica Federal; Bradesco; Banco do Brasil; Santander; Ita\u00fa\/Unibanco; Sicredi; Sicoob; Mercantil e Ailos), nos caixas eletr\u00f4nicos ou por internet banking.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ISS Fixo tamb\u00e9m pode ser pago por meio de d\u00e9bito autom\u00e1tico. Para isso, basta o contribuinte informar o c\u00f3digo dispon\u00edvel na p\u00e1gina de emiss\u00e3o do DAM diretamente ao seu banco, 30 dias antes do vencimento da parcela (esse \u00e9 o prazo que os bancos pedem para realizarem seus cadastros).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de diverg\u00eancia do valor lan\u00e7ado no documento, um pedido de impugna\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser instaurado at\u00e9 10\/3 e o processo dever\u00e1 ser feito exclusivamente pelo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.curitiba.pr.gov.br\/servicos\/processo-eletronico-de-curitiba-procec\/739\">Procec.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Os profissionais aut\u00f4nomos que n\u00e3o utilizam mais os seus alvar\u00e1s, podem solicitar a respectiva baixa at\u00e9 o dia 10 de mar\u00e7o, evitando assim o lan\u00e7amento do ISS Fixo 2025.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ISS Fixo \u00e9 um importante instrumento da administra\u00e7\u00e3o financeira do munic\u00edpio, fundamental para o or\u00e7amento da cidade. A arrecada\u00e7\u00e3o entra para o Tesouro Municipal e o recurso \u00e9 usado em diversas \u00e1reas, &nbsp;para atender as demandas da popula\u00e7\u00e3o. Neste ano, o valor estimado de arrecada\u00e7\u00e3o \u00e9 R$ 39 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.curitiba.pr.gov.br\/noticias\/iss-fixo-tera-desconto-de-6-para-pagamento-a-vista\/75915#:~:text=Os%20contribuintes%20ter%C3%A3o%20desconto%20de,Anual%20do%20ISS%20em%20Curitiba.\">https:\/\/www.curitiba.pr.gov.br\/noticias\/iss-fixo-tera-desconto-de-6-para-pagamento-a-vista\/75915#:~:text=Os%20contribuintes%20ter%C3%A3o%20desconto%20de,Anual%20do%20ISS%20em%20Curitiba.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf nega amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio com uso de empresa ve\u00edculo pela CVC Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Por voto de qualidade, a 1\u00aa Turma da 3\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) restabeleceu a cobran\u00e7a de IRPJ e CSLL no valor de R$ 411,3 milh\u00f5es em caso de amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio com suposta empresa ve\u00edculo da CVC Brasil Operadora e Ag\u00eancia de Viagens. Al\u00e9m disso, por unanimidade, manteve o valor de R$ 75 milh\u00f5es referente \u00e0 mesma opera\u00e7\u00e3o, relacionado \u00e0 parcela de \u201cearn out\u201d (pagamento contingente), ao entender que o contribuinte amortizou esse montante duas vezes: uma em 2012 e outra em 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>A dedu\u00e7\u00e3o se deu quando a CVC foi adquirida pelo Grupo Carlyle por meio de uma compra alavancada utilizando uma holding intermedi\u00e1ria, a CBTC Participa\u00e7\u00f5es S.A., que depois foi incorporada pela pr\u00f3pria CVC. Essa holding foi usada para receber os recursos aportados pelo fundo de investimento, utilizado como meio para reunir capital de m\u00faltiplos investidores e financiar a aquisi\u00e7\u00e3o. O contrato, por\u00e9m, inclu\u00eda uma cl\u00e1usula que previa o pagamento de uma parcela \u201cearn out\u201d, condicionada ao lucro futuro da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto o \u00e1gio gerado na opera\u00e7\u00e3o principal quanto o relacionado \u00e0 parcela \u2018earn out\u2019 foram entendidos pelo fisco como n\u00e3o pass\u00edveis de dedu\u00e7\u00e3o. O \u00e1gio principal foi contestado por utiliza\u00e7\u00e3o de uma empresa ve\u00edculo, enquanto o \u00e1gio subsequente teve duplicidade na amortiza\u00e7\u00e3o questionada.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Fazenda Nacional, a empresa apontada como ve\u00edculo foi implementada como uma \u201ccasca\u201d, sem o exerc\u00edcio de qualquer atividade econ\u00f4mica real. Argumentou que a holding intermedi\u00e1ria teve apenas tr\u00eas movimenta\u00e7\u00f5es em sua conta banc\u00e1ria e existiu por um per\u00edodo curto no mercado, sendo utilizada exclusivamente para a transfer\u00eancia de recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa argumenta que a CBTC n\u00e3o possu\u00eda os recursos necess\u00e1rios para realizar integralmente a aquisi\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria, tornando indispens\u00e1vel a contrata\u00e7\u00e3o de uma \u201cd\u00edvida\u201d para viabilizar a opera\u00e7\u00e3o de compra alavancada. Segundo defendeu, sem a presen\u00e7a da CBTC na estrutura, n\u00e3o haveria uma empresa capaz de contrair a d\u00edvida necess\u00e1ria para liquidar o pre\u00e7o da aquisi\u00e7\u00e3o. Essa seria a real raz\u00e3o para a cria\u00e7\u00e3o da intermedi\u00e1ria. Alegou que a dedu\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 parcela de \u201cearn out\u201d foi realizada de forma regular e dentro do per\u00edodo estipulado no contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>Venceu o posicionamento que considerou que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel utilizar uma empresa ve\u00edculo transit\u00f3ria para legitimar a amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio, argumentando que a holding foi criada exclusivamente para atender \u00e0s finalidades espec\u00edficas da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator ficou vencido juntamente com os conselheiros Cristiane Pires e Gustavo Schneider Fossati ao entender que a amortiza\u00e7\u00e3o fiscal do \u00e1gio gerado na opera\u00e7\u00e3o principal, envolvendo a utiliza\u00e7\u00e3o da holding, era leg\u00edtima e com fundamento econ\u00f4mico e, portanto, n\u00e3o configurava simula\u00e7\u00e3o ou planejamento tribut\u00e1rio abusivo. Apesar disso, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 parcela de \u201cearn out\u201d, considerou v\u00e1lida a cobran\u00e7a, pois n\u00e3o houve comprova\u00e7\u00e3o suficiente de que a amortiza\u00e7\u00e3o do valor n\u00e3o foi realizada de forma duplicada.<\/p>\n\n\n\n<p>A vota\u00e7\u00e3o sobre a amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio na compra alavancada foi decidida por voto de qualidade. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 parcela de \u201cearn out\u201d, a vota\u00e7\u00e3o foi un\u00e2nime. A turma tamb\u00e9m analisou a aplica\u00e7\u00e3o de multa agravada por embara\u00e7o \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o, decidindo por unanimidade n\u00e3o agrav\u00e1-la. Al\u00e9m disso, votou sobre a responsabilidade solid\u00e1ria dos s\u00f3cios das empresas envolvidas, que foi afastada por unanimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 16561.720096\/2019-29.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-nega-amortizacao-de-agio-com-uso-de-empresa-veiculo-pela-cvc-brasil\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-nega-amortizacao-de-agio-com-uso-de-empresa-veiculo-pela-cvc-brasil<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre PLR por falta de clareza<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria de votos, a 1\u00aa Turma da 1\u00aa C\u00e2mara da 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve a cobran\u00e7a de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre pagamento de Participa\u00e7\u00e3o nos Lucros e Resultados (PLR) por aus\u00eancia de regras claras e de participa\u00e7\u00e3o sindical adequada.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a fiscaliza\u00e7\u00e3o, os crit\u00e9rios definidos nos planos de PLR da empresa apresentavam falta de objetividade, e os documentos fornecidos permitiam interpreta\u00e7\u00f5es subjetivas dos resultados, abrindo margem para manipula\u00e7\u00e3o dos lucros usados como base para os pagamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a defesa, os crit\u00e9rios foram estabelecidos nos planos e est\u00e3o ligados \u00e0 lucratividade da empresa e desempenho do profissional, o que daria previsibilidade para os funcion\u00e1rios. Sobre a participa\u00e7\u00e3o do sindicato, defendeu que quem participou da conven\u00e7\u00e3o foi o Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT), que engloba todas as entidades do sistema financeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Venceu o entendimento do conselheiro Roberto Junqueira de Alvarenga Neto, que apresentou voto-vista e afirmou que o sindicato adequado, vinculado \u00e0 confedera\u00e7\u00e3o, seria o Sindicato dos Empregados do Mercado de Capitais do RJ (SEMCRJ), que n\u00e3o participou do processo. Al\u00e9m disso, ressaltou que a empresa desvirtuou a natureza dos planos ao n\u00e3o cumprir as regras previstas em lei, destacando que a subjetividade nas reda\u00e7\u00f5es dos anexos comprometia as exig\u00eancias legais de clareza e transpar\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado tamb\u00e9m analisou outras supostas tr\u00eas irregularidades: gratifica\u00e7\u00e3o \u00fanica, cuja mat\u00e9ria foi negada por unanimidade; reten\u00e7\u00e3o de IRRF, em que a turma deu provimento ao recurso; e ajuda de custo de transfer\u00eancia, para a qual foi decidido, por maioria, negar provimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o se deu nos processos 16539.720010\/2019-45 e 16539.720002\/2019-07, envolvendo o BTG Pactual Asset Management S.A. DTVM e Fazenda Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-mantem-contribuicao-previdenciaria-sobre-plr-por-falta-de-clareza\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-mantem-contribuicao-previdenciaria-sobre-plr-por-falta-de-clareza<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf desobriga Ita\u00fa de pagar R$ 4 bi por processo de incorpora\u00e7\u00e3o do Unibanco<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p><br>A 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) rejeitou nesta ter\u00e7a-feira (4\/2) a tentativa da Receita Federal de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-03\/carf-vai-decidir-se-itau-tera-de-pagar-r-4-bilhoes-a-receita-federal\/\">cobrar do Ita\u00fa cerca de R$ 4 bilh\u00f5es<\/a>&nbsp;por um suposto planejamento tribut\u00e1rio abusivo no processo de incorpora\u00e7\u00e3o do Unibanco.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso julgado pelo Conselho, a Receita questionou as consequ\u00eancias tribut\u00e1rias da incorpora\u00e7\u00e3o de R$ 20 bilh\u00f5es ao Unibanco, adquirido em 2010, que retornaram ao Ita\u00fa por meio de Certificados de Dep\u00f3sito Interbanc\u00e1rio (CDI). O procedimento, argumentou a Receita, gerou redu\u00e7\u00e3o de carga tribut\u00e1ria em benef\u00edcio do banco comprador.<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu, por maioria, o voto do relator, conselheiro Lu\u00eds Henrique Marotti Toselli. A conselheira Edeli Pereira Bessa abriu a diverg\u00eancia, mas n\u00e3o foi acompanhada por nenhum colega.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado n\u00e3o chegou a analisar o m\u00e9rito do recurso. A maioria dos conselheiros n\u00e3o conheceu do pedido por entender que a Receita usou como paradigma uma decis\u00e3o anterior do Carf que n\u00e3o tinha rela\u00e7\u00e3o com o caso concreto analisado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recursos especiais, como no caso do Ita\u00fa, a parte precisa comprovar diverg\u00eancia na interpreta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o federal entre diferentes turmas do Carf. Para isso, os casos devem ter pertin\u00eancia um com o outro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo caso paradigma n\u00e3o teve alega\u00e7\u00e3o de simula\u00e7\u00e3o. Aqui tem a alega\u00e7\u00e3o de simula\u00e7\u00e3o. S\u00e3o ac\u00f3rd\u00e3os que, embora tratem de pontos comuns, foram julgados de pontos de vista distintos\u201d, argumentou o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda o caso<\/p>\n\n\n\n<p>Quando foi comprado, o Unibanco possu\u00eda saldo de preju\u00edzos fiscais, decorrente dos resultados negativos nos anos anteriores, na apura\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL).<\/p>\n\n\n\n<p>O Ita\u00fa, por sua vez, gerava sucessivos lucros, mas a legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o permite que os preju\u00edzos fiscais de uma empresa sejam transportados para a sua incorporadora, na hip\u00f3tese de incorpora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a emiss\u00e3o de CDIs para o Ita\u00fa, o Unibanco passou a ter receitas financeiras referentes aos juros pagos, os quais eram compensados com seus saldos de preju\u00edzo, ao passo que o Ita\u00fa tinha despesas financeiras correspondentes a essa capitaliza\u00e7\u00e3o por meio de d\u00edvida com a empresa vinculada, que carreou recursos empregados em suas atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca da incorpora\u00e7\u00e3o, o Ita\u00fa cobriu os R$ 20 bilh\u00f5es que o Unibanco devia. Na sequ\u00eancia, o Unibanco fez um empr\u00e9stimo de volta para o Ita\u00fa no mesmo valor, mas por meio de CDIs, que s\u00e3o t\u00edtulos financeiros. Por causa desse cr\u00e9dito, o Ita\u00fa passou a ser devedor do Unibanco. E, como devedor, paga juros a ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses juros se transformaram, ent\u00e3o, em lucro para o Unibanco, que reduziu seu preju\u00edzo com a Receita. Pelo lado do Ita\u00fa, os juros s\u00e3o despesas, e com elas o banco consegue reduzir a CSLL e o Imposto de Renda.<\/p>\n\n\n\n<p>O que a Receita alegava era que os juros pagos ao Unibanco foram uma despesa de capta\u00e7\u00e3o de recursos do mercado e que, sendo assim, n\u00e3o estavam sujeitos \u00e0 dedu\u00e7\u00e3o nos tributos sobre a renda.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita tamb\u00e9m cobrava PIS e Cofins da opera\u00e7\u00e3o. A Lei 9.701\/98 (que disp\u00f5e sobre a base de c\u00e1lculo do PIS devido pelas pessoas jur\u00eddicas), em seu artigo 1\u00ba, inciso 3\u00ba, permite que bancos excluam da base de c\u00e1lculo (sua receita bruta) as despesas de capta\u00e7\u00e3o de recursos por meio de opera\u00e7\u00f5es no mercado interfinanceiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Nova derrota<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2017, o Carf j\u00e1 havia desobrigado o Ita\u00fa de pagar uma autua\u00e7\u00e3o bilion\u00e1ria pela fus\u00e3o dos bancos. Na ocasi\u00e3o, o Conselho entendeu que n\u00e3o existiu ganho de capital com a opera\u00e7\u00e3o. Por isso, a Receita Federal n\u00e3o poderia cobrar tributos relativos ao Imposto de Renda e \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido. A autua\u00e7\u00e3o, na ocasi\u00e3o, ultrapassaria R$ 20 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ita\u00fa foi autuado por suposto ganho de capital gerado pela uni\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es. De acordo com a Receita, os acionistas do Unibanco venderam suas a\u00e7\u00f5es por cerca de R$ 12 bilh\u00f5es para a empresa que administra o Ita\u00fa, a Ita\u00fa Holding. O valor seria inferior ao do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, o Ita\u00fa teria comprado essas a\u00e7\u00f5es da holding por um pre\u00e7o mais alto, gerando, na vis\u00e3o do Fisco, ganho de capital, que \u00e9 a diferen\u00e7a entre o valor de compra e o de venda de um bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: 16327.720945\/2018-36<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-04\/carf-desobriga-itau-a-pagar-r-4-bi-por-processo-de-incorporacao-do-unibanco\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-04\/carf-desobriga-itau-a-pagar-r-4-bi-por-processo-de-incorporacao-do-unibanco\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m multas pelo n\u00e3o pagamento de CSLL em caso envolvendo coisa julgada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Por voto de qualidade, a 1\u00aa Turma da 3\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve as multas aplicadas contra um contribuinte que possu\u00eda uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao n\u00e3o recolhimento de Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL), tributo que posteriormente foi considerado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O posicionamento vencedor no Carf considerou que, apesar da modula\u00e7\u00e3o de efeitos no caso relacionado \u00e0 coisa julgada na Corte superior, as penalidades poderiam ser mantidas, j\u00e1 que a inadimpl\u00eancia do contribuinte justificaria a multa.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o se deu em um processo sobre amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio com uso de suposta empresa ve\u00edculo pela Companhia Brasileira de Distribui\u00e7\u00e3o. Essa quest\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o chegou a ser tratada porque o ponto central dizia respeito \u00e0 possibilidade de exig\u00eancia da CSLL, mesmo com uma decis\u00e3o transitada em julgado que desobrigava o contribuinte ao pagamento do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a defesa, o julgamento do Supremo nos Recursos Extraordin\u00e1rios (REs) 949.297 e 955.227, que abordaram os Temas 881 e 885, \u00e9 fundamental para o caso. A Corte decidiu em 2023 que contribuintes com decis\u00e3o transitada em julgado, que os desobrigava do recolhimento da CSLL, deveriam retomar o pagamento do tributo a partir de 2007, quando sua constitucionalidade foi reconhecida.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado representante do contribuinte argumentou que a decis\u00e3o transitada em julgado deveria ser respeitada para per\u00edodos anteriores \u00e0 modula\u00e7\u00e3o de efeitos definida pelo STF. Ressaltou ainda que a Corte afastou as multas punitivas e morat\u00f3rias, entendimento que, segundo a empresa, deveria ser aplicado neste caso.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, por sua vez, considerou que, embora o Supremo Tribunal Federal reconhe\u00e7a que uma decis\u00e3o favor\u00e1vel transitada em julgado pode dispensar o pagamento da multa ao presumir a boa-f\u00e9 do contribuinte, a aplica\u00e7\u00e3o da multa est\u00e1 vinculada \u00e0 aus\u00eancia de recolhimento do tributo. Assim, a dispensa da multa pressup\u00f5e o pagamento da CSLL. No caso em an\u00e1lise, entendeu o julgador, como o contribuinte n\u00e3o havia efetuado o pagamento do tributo, n\u00e3o seria poss\u00edvel afastar a penalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia, por sua vez, defendeu a aplica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o do STF para afastar a multa, mantendo a exig\u00eancia da CSLL. Dessa forma, o julgamento quanto \u00e0 cobran\u00e7a do tributo foi decidido por unanimidade. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da multa, ficaram vencidos os conselheiros Eduardo Monteiro Cardoso, Eduarda Lacerda Kanieski e Jos\u00e9 Eduardo Dornelas Souza.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 16004.720092\/2015-32 e envolve a Companhia Brasileira de Distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-mantem-multas-pelo-nao-pagamento-de-csll-em-caso-envolvendo-coisa-julgada\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-mantem-multas-pelo-nao-pagamento-de-csll-em-caso-envolvendo-coisa-julgada<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf n\u00e3o conhece recurso da Fazenda e Ita\u00fa vence caso de R$ 2,4 bilh\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Por 7 votos a 1, a 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) n\u00e3o conheceu do recurso da Fazenda Nacional contra o Ita\u00fa Unibanco em caso cujos valores envolvidos chegam a R$ 2,4 bilh\u00f5es, segundo os dados mais atualizados do formul\u00e1rio de refer\u00eancia da empresa. Por conta do n\u00e3o conhecimento, os conselheiros n\u00e3o discutiram o m\u00e9rito do processo, que versava sobre a cobran\u00e7a de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins em raz\u00e3o de despesas consideradas desnecess\u00e1rias na apura\u00e7\u00e3o do lucro real.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, os julgadores n\u00e3o reformaram a decis\u00e3o anterior, proferida pela 1\u00aa Turma da 3\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o em dezembro de 2022, que afastou ind\u00edcios de artificialidade e considerou leg\u00edtimo o prop\u00f3sito negocial das opera\u00e7\u00f5es do Banco Ita\u00fa e sua subsidi\u00e1ria, o banco Unibanco S.A.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso trata da transfer\u00eancia de recursos do Ita\u00fa para sua ent\u00e3o subsidi\u00e1ria, sob a forma de aumento de capital, e o retorno desses recursos como Certificados de Dep\u00f3sitos Interfinanceiros (CDIs). Para a fiscaliza\u00e7\u00e3o, a opera\u00e7\u00e3o \u201cintragrupo\u201d demonstra uma tentativa de inserir despesas artificiais nos resultados para reduzir o valor tribut\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara Superior come\u00e7ou a analisar o recurso em novembro, mas o julgamento foi suspenso por um pedido de vista. O relator, conselheiro Luis Henrique Marotti Toselli, votou pelo n\u00e3o conhecimento, considerando que o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido abordou a legitimidade do prop\u00f3sito negocial a partir de normas do CMN, Banco Central e CVM, argumento que n\u00e3o aparece no paradigma.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o recorrido apontou um v\u00edcio no lan\u00e7amento, de que o fisco n\u00e3o teria demonstrado preju\u00edzo ao er\u00e1rio, outro t\u00f3pico n\u00e3o abordado no caso paradigma. Para o colegiado como um todo, diante dessas diferen\u00e7as de perspectiva jur\u00eddica, o recurso n\u00e3o pode ser conhecido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00danica a divergir, a conselheira Edeli Bessa votou pelo conhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, o Ita\u00fa afirmou que \u201co resultado desta tarde na C\u00e2mara Superior do Carf ratifica decis\u00e3o anterior desse tribunal que reconheceu a regularidade e legalidade das opera\u00e7\u00f5es analisadas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 16327.720945\/2018-36.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-nao-conhece-recurso-da-fazenda-e-itau-vence-caso-de-r-24-bilhoes\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-nao-conhece-recurso-da-fazenda-e-itau-vence-caso-de-r-24-bilhoes<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf valida trading da Cargill em para\u00edso fiscal e cancela autua\u00e7\u00e3o de R$ 143 milh\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve uma decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Grupo Cargill em discuss\u00e3o relevante sobre tributa\u00e7\u00e3o no exterior. Os conselheiros validaram uma estrutura de trading sediada em para\u00edso fiscal e afastaram uma autua\u00e7\u00e3o de R$ 143 milh\u00f5es. O julgamento da 1\u00aa Turma Ordin\u00e1ria da 2\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o foi un\u00e2nime. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) recorreu da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso trata da tributa\u00e7\u00e3o de filial da Cargill localizada nas Ilhas Turcos e Caicos, territ\u00f3rio brit\u00e2nico no Caribe. Os gr\u00e3os eram comprados da matriz brasileira e outras empresas e negociados com terceiros sem que a mercadoria fosse transmitida fisicamente pela filial.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Fazenda, n\u00e3o havia prop\u00f3sito negocial nas opera\u00e7\u00f5es da filial estrangeira, que seria usada s\u00f3 para a obten\u00e7\u00e3o de vantagem tribut\u00e1ria, como a dedu\u00e7\u00e3o de despesas com varia\u00e7\u00f5es cambiais da base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL. Essa dedu\u00e7\u00e3o \u00e9 vedada no Brasil, mas autorizada pela legisla\u00e7\u00e3o das Ilhas Turcos e Caicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo tributaristas, o argumento de falta de \u201cprop\u00f3sito negocial\u201d ou \u201csubst\u00e2ncia econ\u00f4mica\u201d \u00e9 muito usado pela Receita Federal. O tribunal administrativo, por\u00e9m, sempre analisa caso a caso e decide a favor dos contribuintes quando eles conseguem provar que h\u00e1 opera\u00e7\u00e3o na filial estrangeira, al\u00e9m de sua relev\u00e2ncia para os neg\u00f3cios, como ocorreu no processo da multinacional Syngenta e da Biosev, incorporada pela Ra\u00edzen.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da Biosev, foi levado em conta que. apesar de a trading n\u00e3o ter funcion\u00e1rios, tinha opera\u00e7\u00e3o e finalidade, como conseguir empr\u00e9stimos a juros mais baixos e controlar o risco do c\u00e2mbio. No da Syngenta, foi considerado que as filiais no Uruguai e Panam\u00e1 eram hubs regionais para atender com mais agilidade e efic\u00e1cia demandas locais, dentre outros motivos.<\/p>\n\n\n\n<p>A autua\u00e7\u00e3o da Cargill analisada pelo Carf \u00e9 um desdobramento de um processo administrativo aduaneiro julgado no ano de 2019, em que ela saiu vitoriosa. Naquele ano, foi afastada a tese de que a filial seria uma \u201cinterposi\u00e7\u00e3o fraudulenta\u201d, cancelando cobran\u00e7a de R$ 10 bilh\u00f5es (processo n\u00ba 16561.720129 \/2017-79). Agora, a Fazenda tenta afastar a aplica\u00e7\u00e3o do precedente nesse caso, em que s\u00e3o analisadas supostas omiss\u00f5es no lucro da estrutura e subst\u00e2ncia econ\u00f4mica. Os casos se referem a opera\u00e7\u00f5es de 2013.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o da PGFN, o grupo estaria se utilizando \u201cindevidamente da legisla\u00e7\u00e3o do pa\u00eds da filial para deduzir despesas que, para a legisla\u00e7\u00e3o fiscal brasileira, seriam indedut\u00edveis\u201d. Alega que a filial n\u00e3o teria funcion\u00e1rios, seria uma mera \u201ccaixa postal\u201d por conta de as mercadorias n\u00e3o transitarem fisicamente no estabelecimento da Cargill T&amp;C, sendo remetidas diretamente do Brasil ao mercado internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os conselheiros, por\u00e9m, esses argumentos n\u00e3o s\u00e3o relevantes para determinar se existe prop\u00f3sito negocial, pois haveria autoriza\u00e7\u00e3o pela legisla\u00e7\u00e3o das Ilhas Turcos e Caicos e a do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do caso, o conselheiro Lucas Issa Halah, julgou que a trading facilitava o gerenciamento de componentes no pre\u00e7o de commodities e controlava o risco cambial, de cr\u00e9dito e de liquidez, dentre outros objetivos. \u201cA estrutura adotada, portanto, \u00e9 l\u00edcita\u201d, diz ele, no ac\u00f3rd\u00e3o. \u201cA avalia\u00e7\u00e3o da maneira mais adequada do ponto de vista negocial para chegar-se aos fins negociais pretendidos compete t\u00e3o somente ao administrador da entidade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, a legisla\u00e7\u00e3o brasileira possui par\u00e2metros espec\u00edficos para tratar estruturas sediadas em para\u00edso fiscal a fim de evitar a elis\u00e3o fiscal, como regras de tributa\u00e7\u00e3o de lucros no exterior, pre\u00e7os de transfer\u00eancia e subcapitaliza\u00e7\u00e3o. Por isso, n\u00e3o se pode \u201crenegar seu tratamento ao casu\u00edsmo e subjetividade decorrentes de conceitos abertos como \u2018simula\u00e7\u00e3o\u2019, de paradoxal compatibiliza\u00e7\u00e3o \u00e0s pr\u00f3prias defini\u00e7\u00f5es de jurisdi\u00e7\u00f5es de tributa\u00e7\u00e3o favorecida e regimes fiscais privilegiados\u201d (processo n\u00ba 16561.720119\/2018-14).<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio de nota, a PGFN refor\u00e7ou que esse caso seria de interposi\u00e7\u00e3o fraudulenta. \u201cEssas sociedades n\u00e3o possuem estrutura operacional compat\u00edvel com as atividades desenvolvidas e a fiscaliza\u00e7\u00e3o demonstra que os contratos s\u00e3o negociados, assinados e controlados por pessoas f\u00edsicas ligadas \u00e0 empresa no Brasil ou outras empresas do grupo econ\u00f4mico, mas n\u00e3o com a sociedade constitu\u00edda no para\u00edso fiscal\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o alega ainda que \u201cas fun\u00e7\u00f5es e o prop\u00f3sito negocial s\u00e3o desempenhados pela controladora no Brasil\u201d. \u201cAssim, h\u00e1 fraude\u201d, afirma. Nesses casos, adiciona, \u201cn\u00e3o basta respeitar as normas de pre\u00e7o de transfer\u00eancia, subcapitaliza\u00e7\u00e3o e TBU, as quais s\u00e3o aplic\u00e1veis a opera\u00e7\u00f5es efetivamente existentes, o que n\u00e3o \u00e9 o caso do processo questionado, em que os contrata\u00e7\u00f5es com a suposta \u2018trading\u2019 n\u00e3o existiram, sendo contratos simulados\u201d. Acrescenta ainda existirem decis\u00f5es un\u00e2nimes do Carf favor\u00e1veis \u00e0 Uni\u00e3o sobre o tema dos anos de 2012,&nbsp;2024&nbsp;e&nbsp;2025.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/05\/carf-valida-trading-da-cargill-em-paraiso-fiscal-e-cancela-autuacao-de-r-143-milhoes.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/05\/carf-valida-trading-da-cargill-em-paraiso-fiscal-e-cancela-autuacao-de-r-143-milhoes.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf nega aproveitamento de cr\u00e9ditos extempor\u00e2neos de PIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria de quatro votos a dois, a 1\u00aa Turma Extraordin\u00e1ria da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf) negou o aproveitamento extempor\u00e2neo de cr\u00e9ditos de PIS na aquisi\u00e7\u00e3o de mercadorias. Prevaleceu o entendimento de que \u00e9 necess\u00e1rio apresentar a retifica\u00e7\u00e3o de documento fiscal correspondente ao per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o. O cr\u00e9dito extempor\u00e2neo acontece quando uma nota fiscal, que pode gerar cr\u00e9ditos, deixa de ser escriturada, e isso s\u00f3 acontece depois.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente as opera\u00e7\u00f5es do contribuinte n\u00e3o foram registradas como pass\u00edveis de creditamento, mas depois foram reclassificadas. O contribuinte pediu, em 2018, o ressarcimento de cr\u00e9ditos que teriam surgido com opera\u00e7\u00f5es de 2016. A fiscaliza\u00e7\u00e3o entendeu que a empresa fez a aloca\u00e7\u00e3o extempor\u00e2nea dos cr\u00e9ditos, sem a retifica\u00e7\u00e3o da Escritura\u00e7\u00e3o Fiscal Digital (EFD) e outros documentos fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos julgadores seguiu a diverg\u00eancia aberta pelo conselheiro Luiz Felipe de Rezende Martins Sardinha, no sentido de que n\u00e3o existe previs\u00e3o legal para o contribuinte constituir cr\u00e9ditos extempor\u00e2neos com as opera\u00e7\u00f5es. Concordando com a diverg\u00eancia, a conselheira Francisca Elizabeth Barreto destacou que a legisla\u00e7\u00e3o permite o aproveitamento dos cr\u00e9ditos desde que j\u00e1 tenham sido apurados, o que n\u00e3o aconteceu no caso analisado.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro Bernardo Costa Prates Santos defendeu, ainda, a necessidade de a empresa demonstrar que a apropria\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos ocorreu de forma adequada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHouve uma dilig\u00eancia no processo e ficou reconhecida a possibilidade de ser creditado nas opera\u00e7\u00f5es. Como eu vou saber que a opera\u00e7\u00e3o existiu? (\u2026) Por isso a necessidade de se apresentar a declara\u00e7\u00e3o que efetivamente comprove o adequado abatimento entre os d\u00e9bitos e os cr\u00e9ditos\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>A conselheira Larissa C\u00e1ssia Favaro Boldrin tamb\u00e9m acompanhou a diverg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Corrente vencida<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, conselheiro Daniel Moreno Castillo, votou para dar provimento ao recurso do contribuinte e assegurar o direito aos cr\u00e9ditos extempor\u00e2neos, ainda que n\u00e3o tenha ocorrido a retifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via das obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 claro que o contribuinte deve apurar seus cr\u00e9ditos de d\u00e9bito de m\u00eas a m\u00eas. Por\u00e9m, a ocorr\u00eancia de um equ\u00edvoco em rela\u00e7\u00e3o ao tempo de apura\u00e7\u00e3o desses cr\u00e9ditos ou uma corre\u00e7\u00e3o de classifica\u00e7\u00e3o de determinados itens, como insumos, por exemplo, sempre que leg\u00edtimos, n\u00e3o retira o direito do contribuinte de desfrutar economicamente da n\u00e3o cumulatividade na sua correta extens\u00e3o\u201d, afirmou o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto foi seguido pelo conselheiro Wilson de Souza Corr\u00eaa, que mudou de posicionamento sobre a mat\u00e9ria e tamb\u00e9m ficou vencido. Os processos foram colocados em pauta por determina\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Os processos julgados s\u00e3o os de n\u00famero 13839.724263\/2019-15 e 13839.724479\/2019-81 e envolvem a Gelco Gelatinas do Brasil Ltda.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-nega-aproveitamento-de-creditos-extemporaneos-de-pis\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-nega-aproveitamento-de-creditos-extemporaneos-de-pis<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>TRF-4 afasta cobran\u00e7a de IRPJ e CSLL sobre drawback<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O contribuinte conseguiu uma nova brecha para afastar a tributa\u00e7\u00e3o das subven\u00e7\u00f5es de ICMS, considerada a \u201ctese do mil\u00eanio\u201d por tributaristas. O Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF-4) manteve senten\u00e7a que equiparou o drawback a um benef\u00edcio fiscal de ICMS e afastou cobran\u00e7a de Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL. A decis\u00e3o, da 2\u00aa Turma, beneficia um estaleiro que constr\u00f3i navios para ind\u00fastria petroleira.<\/p>\n\n\n\n<p>O drawback \u00e9 um subs\u00eddio dado pela Receita Federal, internalizado por alguns estados, equipar\u00e1vel a uma suspens\u00e3o ou isen\u00e7\u00e3o. O Fisco suspende a cobran\u00e7a de tributos sobre insumos importados para produtos industrializados no Brasil, desde que voltados para exporta\u00e7\u00e3o. A ideia \u00e9 desonerar a mercadoria nacional que ser\u00e1 exportada e equilibrar a balan\u00e7a comercial.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento do TRF-4, segundo advogados, \u00e9 in\u00e9dito e \u00e9 uma extens\u00e3o da tese do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) sobre a exclus\u00e3o dos incentivos fiscais de ICMS das bases de c\u00e1lculo do IRPJ e CSLL. Em um julgamento de abril de 2023, os ministros entenderam que a tributa\u00e7\u00e3o sobre as subven\u00e7\u00f5es seria uma viola\u00e7\u00e3o ao pacto federativo. Permitiram a exclus\u00e3o da base de c\u00e1lculo desde que cumpridos determinados requisitos, que est\u00e3o no artigo 30 da Lei n\u00ba 12.973\/2014.<\/p>\n\n\n\n<p>Na tese, a Corte exemplificou alguns tipos de incentivos que seriam \u201cnegativos\u201d, como redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota, isen\u00e7\u00e3o, imunidade e diferimento, mas n\u00e3o tratou do drawback. A decis\u00e3o foi tomada em recurso repetitivo, isto \u00e9, vincula todo o Judici\u00e1rio (Tema 1182). Segundo tributaristas, o ac\u00f3rd\u00e3o do TRF-4 \u00e9 um dos primeiros a dar uma elasticidade maior \u00e0 tese do STJ com o drawback.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o n\u00e3o se estende \u00e0 nova Lei de Subven\u00e7\u00f5es (n\u00ba 14.789, de 2023), contempla apenas o per\u00edodo em que a legisla\u00e7\u00e3o anterior estava vigente, a Lei n\u00ba 12.973, de 2014. Por isso, permite o ressarcimento dos valores pagos a maior pela empresa dos \u00faltimos cinco anos, restritos a dezembro de 2023. Imp\u00f4s ainda uma segunda limita\u00e7\u00e3o, podendo recuperar o que foi pago desde 2017, ano da Lei Complementar n\u00ba 160.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o mandado de seguran\u00e7a foi impetrado em 2020, a empresa conseguir\u00e1 recuperar de 2017 a 2023, mas ainda recorre para ter os mesmos direitos em rela\u00e7\u00e3o aos anos de 2015 e 2016. O recurso ser\u00e1 julgado no pr\u00f3ximo m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz federal convocado para ser o relator do processo no TRF-4, Eduardo Vandr\u00e9 Oliveira Lema Garcia, considerou o precedente do STJ como aplic\u00e1vel a qualquer tipo de benef\u00edcio fiscal, desde que seguidos os requisitos do artigo 30 \u2013 como constituir reserva de lucros. E que para o cr\u00e9dito presumido n\u00e3o haveria \u201cqualquer tipo de limita\u00e7\u00e3o\u201d para a exclus\u00e3o (processo n\u00ba 5029307-92.2020.4.04.7200).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo se v\u00ea, a impetrante formula pedido em conson\u00e2ncia com os crit\u00e9rios e par\u00e2metros definidos no Tema 1.182\/STJ, na medida em que n\u00e3o pretende afastar as condi\u00e7\u00f5es legais postas no artigo 10 da Lei Complementar n\u00ba 160\/2017 e artigo 30 da Lei n\u00ba 12.973\/2014\u201d, afirma Garcia.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado restringiu os efeitos da decis\u00e3o at\u00e9 31 de dezembro de 2023, pois em janeiro de 2024 passou a valer a Lei 14.789\/2023, que trouxe uma nova disciplina sobre a mat\u00e9ria. O novo dispositivo passou a tributar todos os tipos de benef\u00edcios fiscais de ICMS, sem distin\u00e7\u00e3o, e possibilitou a tomada de um cr\u00e9dito fiscal de at\u00e9 25%.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos autos, a Uni\u00e3o defendeu que a empresa n\u00e3o comprovou onde aplicou os recursos gerados com o benef\u00edcio \u2013 se para implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimentos econ\u00f4micos. Por isso, seria caso de subven\u00e7\u00e3o corrente para custeio ou opera\u00e7\u00e3o. J\u00e1 a empresa argumentou que seria subven\u00e7\u00e3o de investimento, pois reduz os custos com o imposto. Esse foi o argumento que prevaleceu.<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto financeiro para a companhia \u00e9 da ordem das dezenas de milh\u00f5es de reais, segundo o advogado do caso. Desde 2019 ele trabalha com o assunto e defende que qualquer benef\u00edcio fiscal deveria se enquadrar na tese.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO STJ deixou evidente que todo incentivo de ICMS era subven\u00e7\u00e3o de investimento. A empresa n\u00e3o precisava provar que o incentivo foi usado em compra de ativos nem nada\u201d, diz. \u201cE as empresas que fazem importa\u00e7\u00e3o via drawback podem buscar os mesmos direitos\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque, segundo ele, o drawback nada mais \u00e9 que uma isen\u00e7\u00e3o, condicionada a uma exporta\u00e7\u00e3o. \u201cTem muita empresa que n\u00e3o se aproveitou e acha que n\u00e3o tem mais direito porque mudou a lei. Mas \u00e9 uma interpreta\u00e7\u00e3o equivocada, porque pode judicializar a quest\u00e3o e, com a autoriza\u00e7\u00e3o judicial, buscar recuperar os anos anteriores\u201d, afirma. Quem entrar com a a\u00e7\u00e3o agora, acrescenta, poder\u00e1 recuperar valores de 2020 a 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) diz que a decis\u00e3o do TRF-4 \u201cde forma expressa, fala na necessidade de observ\u00e2ncia dos requisitos estabelecidos nos precedentes vinculantes (tema 1182 do STJ) e que estes requisitos ser\u00e3o fiscalizados pela RFB [Receita Federal]\u201d. E acrescenta: \u201cSegue existindo a necessidade do benef\u00edcio gerar um incremento na renda da pessoa jur\u00eddica e, ao mesmo tempo, ser direcionado a um novo investimento no empreendimento econ\u00f4mico, seja por meio de implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/04\/trf-4-afasta-cobranca-de-irpj-e-csll-sobre-drawback.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/04\/trf-4-afasta-cobranca-de-irpj-e-csll-sobre-drawback.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ pro\u00edbe compensa\u00e7\u00e3o de ICMS-ST com ICMS pr\u00f3prio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu, de forma un\u00e2nime, manter decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) que proibiu a compensa\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos de ICMS Substitui\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria (ICMS-ST) com cr\u00e9ditos do ICMS pr\u00f3prio pelo Grupo Casas Bahia. O julgamento foi retomado nesta ter\u00e7a com o voto-vista do ministro S\u00e9rgio Kukina, que, assim como os demais ministros, acompanhou o voto da relatora, ministra Regina Helena Costa.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o TJSP negou o pedido feito pela empresa Casas Bahia para compensa\u00e7\u00e3o cruzada por aus\u00eancia de previs\u00e3o legal para esta modalidade de compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A alega\u00e7\u00e3o do contribuinte \u00e9 que os cr\u00e9ditos poderiam ser utilizados por se tratar de estabelecimentos da mesma pessoa jur\u00eddica, o que permitiria a apura\u00e7\u00e3o centralizada do ICMS e, por consequ\u00eancia, o direito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o do valor do ICMS-ST com o saldo credor acumulado.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o se deu no REsp 2120610\/SP.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stj-proibe-compensacao-de-icms-st-com-icms-proprio\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stj-proibe-compensacao-de-icms-st-com-icms-proprio<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Justi\u00e7a garante compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio sem limite temporal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a Federal na Para\u00edba concedeu seguran\u00e7a para permitir a um supermercado compensar cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios reconhecidos judicialmente sem a limita\u00e7\u00e3o temporal imposta pela Receita Federal. Decis\u00e3o \u00e9 da ju\u00edza Federal substituta Katherine Bezerra Carvalho, da 10\u00aa vara da se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida vem em contrariedade ao disposto no art. 106 da IN RFB 2.055\/21, no parecer normativo Cosit 11\/14 e na solu\u00e7\u00e3o de consulta Cosit 382\/14.&nbsp;A magistrada entendeu que o contribuinte n\u00e3o pode ser prejudicado quando providenciou seu direito em tempo h\u00e1bil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuito embora o pedido de habilita\u00e7\u00e3o e o pedido de compensa\u00e7\u00e3o constituam atos distintos, \u00e9 evidente que integram um \u00fanico procedimento voltado a um mesmo fim: a obten\u00e7\u00e3o da compensa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito obtido por for\u00e7a de decis\u00e3o judicial transitada em julgado. (\u2026) Nesse cen\u00e1rio, ressai n\u00edtida a ilegalidade do art. 106 da IN RFB n\u00ba 2.055\/2021, que estabelece prazo prescricional para o exerc\u00edcio da compensa\u00e7\u00e3o via PERDCOMP contado a partir do tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Limita\u00e7\u00e3o temporal<\/p>\n\n\n\n<p>Os arts. 165 e 168 do CTN disp\u00f5em que o direito de pleitear a restitui\u00e7\u00e3o extingue-se com o decurso do prazo de cinco anos. A partir de uma interpreta\u00e7\u00e3o deste artigo, a Receita, ancorada na IN RFB 2.055\/21, no parecer normativo Cosit 11\/14 e na solu\u00e7\u00e3o de consulta Cosit 382\/14, teria obstru\u00eddo a compensa\u00e7\u00e3o quando j\u00e1 se passaram mais de cinco anos do tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o ou da homologa\u00e7\u00e3o da desist\u00eancia da execu\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>A despeito deste entendimento, a Justi\u00e7a Federal entendeu que tal restri\u00e7\u00e3o n\u00e3o encontra respaldo na legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria vigente, concedendo ao contribuinte o direito de compensar todos os cr\u00e9ditos em pend\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a magistrada, promovida a habilita\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito antes de cinco anos contados do tr\u00e2nsito em julgado da senten\u00e7a, n\u00e3o se pode falar em in\u00e9rcia do contribuinte, uma vez que ele tomou as medidas necess\u00e1rias para iniciar o procedimento dentro do prazo prescricional. Ademais, iniciado o procedimento, a impetrante tem o direito de utilizar-se dos cr\u00e9ditos integralmente, pois n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal que fixe prazo para o seu t\u00e9rmino.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo Relacionado: 0802780-93.2024.4.05.8201<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/424219\/justica-garante-compensacao-de-credito-tributario-sem-limite-temporal\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/424219\/justica-garante-compensacao-de-credito-tributario-sem-limite-temporal<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Segunda Turma reafirma direito ao cr\u00e9dito de ICMS na compra de produtos intermedi\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), em decis\u00e3o un\u00e2nime, considerou legal o aproveitamento, pela Petrobras, de cr\u00e9ditos de ICMS decorrentes da compra de produtos intermedi\u00e1rios utilizados em suas atividades-fim. Para o colegiado, esse entendimento se aplica ainda que os bens sejam consumidos ou desgastados gradativamente; o importante \u00e9 que sejam necess\u00e1rios ao processo produtivo.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso analisado, a Petrobras entrou com a\u00e7\u00e3o para anular uma multa aplicada pelo fisco do Rio de Janeiro. A penalidade foi imposta devido ao aproveitamento supostamente indevido de cr\u00e9ditos de ICMS gerados na aquisi\u00e7\u00e3o de fluidos de perfura\u00e7\u00e3o, que a empresa classificou como insumos indispens\u00e1veis \u00e0 sua cadeia produtiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto a primeira inst\u00e2ncia quanto o tribunal estadual julgaram o pedido procedente, reconhecendo que os fluidos de perfura\u00e7\u00e3o (usados para resfriar e lubrificar as brocas que perfuram po\u00e7os de petr\u00f3leo) integram diretamente o processo produtivo da Petrobras e, portanto, s\u00e3o considerados insumos \u2013 o que permite o creditamento de ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso dirigido ao STJ, o Estado do Rio de Janeiro argumentou que a caracteriza\u00e7\u00e3o da mercadoria como insumo exigiria a incorpora\u00e7\u00e3o f\u00edsica desses itens ao produto final, ou seja, exigiria o seu consumo integral no processo produtivo. Sustentou que, n\u00e3o sendo fisicamente incorporados ao produto final, os itens deveriam ser enquadrados como \u201cbens de uso e consumo\u201d, o que n\u00e3o permitiria o cr\u00e9dito de ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Jurisprud\u00eancia do STJ sobre creditamento de ICMS na compra de insumos<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Francisco Falc\u00e3o, ressaltou que a decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro (TJRJ) est\u00e1 alinhada \u00e0 jurisprud\u00eancia do STJ. Ele apontou precedentes da corte relacionados ao tema (EAREsp 1.775.781, REsp 2.136.036 e EREsp 2.054.083), al\u00e9m de refor\u00e7ar que a Lei Complementar 87\/1996 prev\u00ea o direito ao creditamento de ICMS na aquisi\u00e7\u00e3o de insumos essenciais \u00e0 atividade empresarial.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao negar provimento ao recurso do estado, o ministro reafirmou que \u201c\u00e9 legal o aproveitamento de cr\u00e9ditos de ICMS na compra de produtos intermedi\u00e1rios utilizados nas atividades-fim da sociedade empres\u00e1ria, ainda que consumidos ou desgastados gradativamente, desde que necess\u00e1rios \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do objeto social da empresa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Leia o&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/julgamento\/eletronico\/documento\/mediado\/?documento_tipo=integra&amp;documento_sequencial=285637568&amp;registro_numero=202401368055&amp;peticao_numero=&amp;publicacao_data=20241211&amp;formato=PDF\">ac\u00f3rd\u00e3o no AREsp 2.621.584<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Processo Relacionado: AREsp 2.621.584<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2025\/06022025-Segunda-Turma-reafirma-direito-ao-credito-de-ICMS-na-compra-de-produtos-intermediarios.aspx\">https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2025\/06022025-Segunda-Turma-reafirma-direito-ao-credito-de-ICMS-na-compra-de-produtos-intermediarios.aspx<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nunes Marques pede vista do caso sobre tributa\u00e7\u00e3o de controladas no exterior<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista do caso que trata da incid\u00eancia do IRPJ e da CSLL sobre o lucro de controladas ou coligadas localizadas em pa\u00edses com tratado com o Brasil para evitar a bitributa\u00e7\u00e3o. O caso foi retomado nesta sexta (7\/2) com o voto-vista do ministro Alexandre de Moraes, desfavor\u00e1vel aos contribuintes. O placar no RE 870214 est\u00e1 em 2\u00d71 pela tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de n\u00e3o ter repercuss\u00e3o geral, o processo \u00e9 acompanhado de perto pela Uni\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 pelo precedente relevante que ser\u00e1 formado a partir do julgamento, mas tamb\u00e9m porque um resultado favor\u00e1vel \u00e0 Vale, a depender da reda\u00e7\u00e3o, pode abrir espa\u00e7o para que a companhia tente recuperar valores relacionados \u00e0 tese que foram parcelados pela estatal. Segundo a LDO de 2025, o risco fiscal em caso de uma vit\u00f3ria para os contribuintes \u00e9 de R$ 22 bilh\u00f5es em um per\u00edodo de cinco anos. No entanto, fontes disseram ao JOTA que o temor da Fazenda \u00e9 que o custo seja ainda maior, podendo chegar a R$ 32 bilh\u00f5es no mesmo per\u00edodo. Com o pedido de vista, Nunes Marques tem um prazo de at\u00e9 90 dias para devolver o RE.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso envolve as unidades da Companhia Vale do Rio Doce localizadas na B\u00e9lgica, Dinamarca e Luxemburgo. Na origem, o recurso foi apresentado pela Fazenda Nacional contra uma decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) que entendeu pela n\u00e3o incid\u00eancia de IRPJ e CSLL sobre o lucro de controladas situadas em pa\u00edses com os quais o Brasil firmou tratados.<\/p>\n\n\n\n<p>No voto apresentado nesta sexta, Moraes disse que n\u00e3o h\u00e1 \u201cconflito\u201d entre a legisla\u00e7\u00e3o brasileira em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o e os tratados internacionais firmados com os pa\u00edses. Segundo ele, a norma brasileira n\u00e3o viola os limites dos tratados, que tratam exclusivamente de evitar a dupla tributa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, e n\u00e3o a tributa\u00e7\u00e3o decorrente de \u201cdistintas situa\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado acrescentou que o sistema tribut\u00e1rio brasileiro tem como base o princ\u00edpio da universalidade, no qual o Brasil tem o direito de tributar as empresas ou pessoas residentes no pa\u00eds por todos os rendimentos obtidos, independentemente do lugar onde os lucros foram gerados. \u201cDessa forma, a tributa\u00e7\u00e3o imposta pelo Brasil est\u00e1 em conformidade com os par\u00e2metros definidos pela OCDE, que n\u00e3o impede a tributa\u00e7\u00e3o universal, desde que n\u00e3o haja sobreposi\u00e7\u00e3o ilegal entre os sistemas tribut\u00e1rios\u201d, declarou no voto.<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanhado por Moraes na integralidade, o voto de Gilmar Mendes permite ao fisco computar como acr\u00e9scimo patrimonial positivo da empresa os lucros auferidos pelas empresas controladas nos tr\u00eas pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o relator, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, contr\u00e1rio \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o, entende que afastar os efeitos previstos no artigo 7\u00ba do modelo de conven\u00e7\u00e3o da OCDE pode frustrar os contribuintes que estruturaram suas opera\u00e7\u00f5es a partir da legisla\u00e7\u00e3o e da interpreta\u00e7\u00e3o sobre ela vigentes. O dispositivo prev\u00ea que o residente de um pa\u00eds que mant\u00e9m estabelecimento no exterior est\u00e1 sujeito \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o do pa\u00eds em que o estabelecimento se encontra.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Brasil possui tratados internacionais com esses tr\u00eas pa\u00edses, datados dos anos de 1970, que preveem o bloqueio da tributa\u00e7\u00e3o da renda pelo pa\u00eds da fonte, quando a companhia possuir um estabelecimento permanente no outro pa\u00eds contratante. S\u00e3o acordos bilaterais feitos nos termos das Conven\u00e7\u00f5es-Modelo da ONU e da OCDE, que, expressamente, visam evitar a bitributa\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o relator em refer\u00eancia aos tratados com a B\u00e9lgica, Dinamarca e Luxemburgo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/nunes-marques-pede-vista-do-caso-sobre-tributacao-de-controladas-no-exterior\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/nunes-marques-pede-vista-do-caso-sobre-tributacao-de-controladas-no-exterior<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Justi\u00e7a afasta cobran\u00e7a de IRPJ e CSLL sobre indeniza\u00e7\u00e3o securit\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a Federal em Jundia\u00ed\/SP concedeu mandado de seguran\u00e7a a uma empresa para afastar a incid\u00eancia do IRPJ e da CSLL sobre valores recebidos a t\u00edtulo de indeniza\u00e7\u00e3o securit\u00e1ria. O juiz de Direito Arthur Almeida de Azevedo Ribeiro, da 2\u00aa vara Federal de Jundia\u00ed\/SP, entendeu que o montante recebido pela impetrante n\u00e3o constitui acr\u00e9scimo patrimonial, mas apenas recomposi\u00e7\u00e3o de um preju\u00edzo decorrente de inc\u00eandio em im\u00f3vel de sua propriedade.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o fundamenta-se no entendimento do STJ e do TRF da 3\u00aa regi\u00e3o, que reconhecem que valores indenizat\u00f3rios n\u00e3o s\u00e3o considerados receita tribut\u00e1vel, pois n\u00e3o representam ganho efetivo para a empresa, mas uma reposi\u00e7\u00e3o do que foi perdido.<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, a empresa argumentou que a indeniza\u00e7\u00e3o paga pela seguradora era exclusivamente destinada a cobrir os danos materiais causados pelo sinistro, sem gerar qualquer acr\u00e9scimo patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o, por sua vez, defendeu que a cobran\u00e7a dos tributos era leg\u00edtima e que a impetrante deveria demonstrar a separa\u00e7\u00e3o entre os valores recebidos por danos emergentes e eventuais lucros cessantes, os quais poderiam ser tribut\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado destacou que, de fato, h\u00e1 necessidade de diferenciar os valores recebidos a t\u00edtulo de recomposi\u00e7\u00e3o patrimonial daqueles que se referem \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o por lucros cessantes. No entanto, no caso concreto, verificou-se que a indeniza\u00e7\u00e3o em quest\u00e3o foi destinada exclusivamente \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio perdido.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A indeniza\u00e7\u00e3o securit\u00e1ria recebida a t\u00edtulo de danos patrimoniais n\u00e3o constitui renda, faturamento ou acr\u00e9scimo patrimonial, mas apenas recomposi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao evento danoso. N\u00e3o \u00e9, portanto, base de incid\u00eancia para os tributos IRPJ e CSLL, e nem mesmo para Pis e Cofins.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, o juiz julgou procedente o pedido e determinou que a empresa n\u00e3o pode ser tributada sobre os valores indenizat\u00f3rios, excluindo a incid\u00eancia de IRPJ e CSLL sobre os montantes destinados \u00e0 recomposi\u00e7\u00e3o dos danos.<\/p>\n\n\n\n<p>O escrit\u00f3rio Holanda Mancuzo atua no caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo:&nbsp;5000438-25.2024.4.03.6128<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/424294\/justica-afasta-cobranca-de-irpj-e-csll-sobre-indenizacao-securitaria\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/424294\/justica-afasta-cobranca-de-irpj-e-csll-sobre-indenizacao-securitaria<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ mant\u00e9m IRPJ e CSLL sobre ganhos com dep\u00f3sito judicial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) rejeitou recurso (embargos de declara\u00e7\u00e3o) apresentado por contribuinte e manteve decis\u00e3o a favor da tributa\u00e7\u00e3o dos ganhos obtidos com a corre\u00e7\u00e3o, pela Selic, de dep\u00f3sitos judiciais. O julgamento, realizado ontem, foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ j\u00e1 tinha ratificado, em 2023, a incid\u00eancia, sobre essa corre\u00e7\u00e3o, do Imposto de Renda (IRPJ) e da CSLL. O contribuinte, ent\u00e3o, tentou, em novo recurso, reverter o entendimento adotado, o que foi negado (REsp 113 8695). Os dep\u00f3sitos judiciais s\u00e3o feitos para garantir eventual pagamento no final do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o \u00e9 antiga no STJ. Em 2013, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o j\u00e1 tinha julgado a quest\u00e3o e voltou ao tema, no mesmo recurso, envolvendo a Hering, depois que o Supremo Tribunal Federal (STF), em 2021, declarou a inconstitucionalidade da tributa\u00e7\u00e3o da Selic sobre a repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito (Tema 962) \u2013 a devolu\u00e7\u00e3o de tributos pagos indevidamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes tinham esperan\u00e7a de vit\u00f3ria porque, no caso de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio, o STJ corrigiu seu pr\u00f3prio precedente e afastou a tributa\u00e7\u00e3o sobre ganhos com a Selic. Por\u00e9m, no caso dos dep\u00f3sitos judiciais, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o decidiu manter o entendimento \u2013 e valer\u00e1 como palavra final, j\u00e1 que o STF considera o tema infraconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a advogada que defendeu o contribuinte no processo, havia omiss\u00f5es e obscuridades no ac\u00f3rd\u00e3o que manteve o entendimento pr\u00f3-Fisco, que n\u00e3o foram enfrentadas nesse julgamento pelo STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro argumento \u00e9 de que a pr\u00f3pria Receita Federal, na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 116, de 2016, entendeu que o dep\u00f3sito judicial \u201cse aproxima de um pagamento sujeito \u00e0 condi\u00e7\u00e3o resolutiva\u201d, e por isso \u201cdeve receber o mesmo tratamento dado \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito tribut\u00e1rio\u201d. Se esse racioc\u00ednio fosse aplicado ao julgamento, n\u00e3o haveria tributa\u00e7\u00e3o em nenhum dos casos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra contradi\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o foi ter reconhecido, para assentar a n\u00e3o tributa\u00e7\u00e3o no caso do ind\u00e9bito, que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel segmentar a natureza da Selic entre lucros cessantes e danos emergentes. Para decidir sobre o dep\u00f3sito judicial, no entanto, o entendimento n\u00e3o foi aplicado.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o STJ citou um julgamento do Supremo que decidiu que a tributa\u00e7\u00e3o da Selic do dep\u00f3sito judicial tinha natureza infraconstitucional (Tema 1243). A respeito disso, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o entendeu que a tese j\u00e1 firmada a respeito do assunto tinha sido \u201cpreservada\u201d pelo Supremo. Segundo a defesa do contribuinte, no entanto, a decis\u00e3o n\u00e3o inviabilizou a rean\u00e1lise do caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sess\u00e3o de ontem do STJ, no entanto, os argumentos do contribuinte foram recha\u00e7ados. A negativa tinha partido do relator do processo, ministro Mauro Campbell Marques, que n\u00e3o comp\u00f5e mais o colegiado. Ele votou em julgamento de agosto de 2024 para negar os embargos, mas o julgamento foi suspenso por pedido de vista.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, o julgado do STF tinha sido claro para \u201cexcluir do \u00e2mbito de aplica\u00e7\u00e3o a incid\u00eancia do IRPJ e da CSLL sobre a taxa Selic recebida pelo contribuinte na repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito, n\u00e3o cabendo a esta Corte estender essa exclus\u00e3o\u201d. Ele foi acompanhado pelos demais ministros. Benedito Gon\u00e7alves, que apresentou ontem voto-vista, vai redigir o ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/07\/stj-mantem-irpj-e-csll-sobre-ganhos-com-deposito-judicial.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/02\/07\/stj-mantem-irpj-e-csll-sobre-ganhos-com-deposito-judicial.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF suspende julgamento sobre tributa\u00e7\u00e3o de subsidi\u00e1rias da Vale no exterior<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, pediu vista na sexta-feira (7\/2) dos autos do julgamento do Plen\u00e1rio sobre o recurso extraordin\u00e1rio que trata da tributa\u00e7\u00e3o das empresas controladas pela Vale na B\u00e9lgica, na Dinamarca, em Luxemburgo e nas Bermudas. Com isso, foi suspensa a an\u00e1lise do caso, que estava prevista para terminar \u00e0s 23h59 da pr\u00f3xima sexta (14\/2).<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o pedido de vista, tr\u00eas votos j\u00e1 haviam sido registrados, com o placar indicando 2 a 1 a favor da tese da Uni\u00e3o de que a Vale deve pagar os impostos em territ\u00f3rio brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Contexto<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1 em discuss\u00e3o no julgamento a incid\u00eancia do Imposto de Renda das Pessoas Jur\u00eddicas (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) sobre os lucros obtidos no exterior por empresas controladas pela Vale. Os ministros v\u00e3o decidir se os lucros da companhia devem ser tributados no Brasil automaticamente, no momento da apresenta\u00e7\u00e3o dos balan\u00e7os das subsidi\u00e1rias estrangeiras (conforme determina a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/mpv\/2158-35.htm\">Medida Provis\u00f3ria 2.158-34\/2001<\/a>), ou apenas quando forem efetivamente distribu\u00eddos \u00e0 matriz brasileira, respeitando os tratados internacionais assinados pelo Brasil com alguns dos pa\u00edses em quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na tentativa de n\u00e3o pagar os impostos estabelecidos pela MP, a Vale impetrou mandados de seguran\u00e7a para afastar a incid\u00eancia de IRPJ e CSLL relativos aos resultados positivos de equival\u00eancia patrimonial apurados por suas controladas no exterior desde 2002, bem como sobre os lucros apurados at\u00e9 dezembro de 2001. Os pedidos foram negados em primeira inst\u00e2ncia e pelo Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, a empresa recorreu ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que afastou a bitributa\u00e7\u00e3o, o que levou a Uni\u00e3o a recorrer ao STF. Em decis\u00e3o monocr\u00e1tica de 2021, o ministro Marco Aur\u00e9lio Mello (hoje aposentado) negou seguimento ao recurso, mas a Procuradoria-Geral da Fazenda apresentou um agravo regimental. A relatoria da a\u00e7\u00e3o foi herdada pelo ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a e a mat\u00e9ria s\u00f3 voltou a ser analisada no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto do relator<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, Mendon\u00e7a negou provimento ao agravo da Uni\u00e3o. Apesar de reconhecer a constitucionalidade da MP 2.158-35\/2001, ele considerou que o tratado firmado entre o Brasil e os outros pa\u00edses para evitar a bitributa\u00e7\u00e3o deve prevalecer. Dessa forma, segundo o relator, os lucros de empresas controladas em pa\u00edses que t\u00eam acordos com o Brasil n\u00e3o devem ser tributados.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, Mendon\u00e7a abriu uma exce\u00e7\u00e3o para as Bermudas, onde n\u00e3o h\u00e1 tratados. O ministro baseou seu voto no artigo 98 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, que estabelece que os tratados e as conven\u00e7\u00f5es internacionais t\u00eam primazia sobre normas internas quando houver conflito. Os tratados assinados pelo Brasil com B\u00e9lgica, Dinamarca e Luxemburgo preveem que os lucros das empresas localizadas nesses pa\u00edses devem ser tributados apenas onde foram gerados, ou seja, fora do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o estou aqui a admitir qualquer leni\u00eancia com o ardil de empresas que buscam maquiar seu lucro no exterior, ou, ainda, instalarem-se em para\u00edsos fiscais, apenas, com o intuito de evadir suas divisas para serem tributadas nesses locais. Para tais casos, a quest\u00e3o se resolve pela aplica\u00e7\u00e3o do que decidido pelo STF na ADI n\u00ba 2.588\/DF e no tema RG n\u00ba 537, atinente \u00e0 constitucionalidade do art. 74 da MP na hip\u00f3tese em que a controlada esteja fixada em pa\u00eds com tributa\u00e7\u00e3o favorecida\u201d, escreveu Mendon\u00e7a em seu voto.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto divergente<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Gilmar Mendes, decano do STF, abriu a diverg\u00eancia ao se manifestar a favor da Uni\u00e3o. Para ele, devido ao princ\u00edpio da universalidade da tributa\u00e7\u00e3o, adotado pela legisla\u00e7\u00e3o do Brasil, empresas brasileiras devem pagar impostos no pa\u00eds por toda a renda obtida mundialmente. Em sua vis\u00e3o, os tratados internacionais n\u00e3o s\u00e3o aplic\u00e1veis ao caso, j\u00e1 que n\u00e3o regulam a tributa\u00e7\u00e3o da controladora brasileira, a Vale.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, ele argumentou que o caso trata de empresas (as subsidi\u00e1rias estrangeiras e a controladora brasileira) que s\u00e3o tributadas separadamente, e os tratados n\u00e3o impedem esse tipo de cobran\u00e7a dupla. Ele destacou ainda que a Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) reconhece como leg\u00edtimas as normas de tributa\u00e7\u00e3o universal aplicadas a empresas controladas no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Alexandre de Moraes acompanhou a diverg\u00eancia. Para ele, empresas brasileiras devem pagar impostos sobre sua renda global, independentemente do local onde ela foi gerada. Se uma subsidi\u00e1ria no exterior gera lucro, segundo o magistrado, esse resultado aumenta o patrim\u00f4nio da matriz no Brasil e, por isso, deve ser tributado aqui.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao votar pela tributa\u00e7\u00e3o da Vale no Brasil, Alexandre ressaltou tamb\u00e9m a necessidade de aplica\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo da equival\u00eancia patrimonial, que determina que os lucros das subsidi\u00e1rias devem ser registrados no balan\u00e7o da controladora no Brasil assim que forem apurados. Al\u00e9m disso, ele destacou que o STF j\u00e1 declarou constitucional o artigo 74 da MP 2.158-35\/2001, que, em sua vis\u00e3o, aplica-se a todos os casos, independentemente de haver tratados internacionais.<br>RE 870.214<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-09\/stf-suspende-julgamento-sobre-tributacao-de-subsidiarias-da-vale-no-exterior\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-09\/stf-suspende-julgamento-sobre-tributacao-de-subsidiarias-da-vale-no-exterior\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAIS:&nbsp;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:&nbsp;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Justi\u00e7a catarinense isenta de IPTU im\u00f3vel em \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o permanente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/02\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Im\u00f3veis localizados em \u00e1reas que n\u00e3o atendam aos requisitos estabelecidos pelo dispositivo municipal que trata da cobran\u00e7a do IPTU est\u00e3o isentos do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a 1\u00aa Turma Recursal do Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina determinou a n\u00e3o incid\u00eancia do imposto sobre um im\u00f3vel constru\u00eddo em uma \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o permanente (APP) de Laguna (SC).<\/p>\n\n\n\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o atendeu ao recurso de um contribuinte que teve o seu pedido de isen\u00e7\u00e3o negado pela 2\u00aa Vara C\u00edvel da Comarca de Laguna.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor da a\u00e7\u00e3o tem um im\u00f3vel localizado em \u00e1rea n\u00e3o urbana do munic\u00edpio. Por se tratar de uma APP, tampouco se enquadra como \u201c\u00e1rea de expans\u00e3o urbana\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o propriet\u00e1rio n\u00e3o pode fazer obras no local. E n\u00e3o h\u00e1 loteamentos reconhecidos pelo munic\u00edpio na regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo os autos, a administra\u00e7\u00e3o municipal tinha acesso a essas informa\u00e7\u00f5es. Ainda assim, ajuizou cobran\u00e7as e inseriu&nbsp;em d\u00edvida ativa o d\u00e9bito do IPTU.<\/p>\n\n\n\n<p>Valem as regras locais<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu relat\u00f3rio, a ju\u00edza Andr\u00e9a Cristina Rodrigues Studer recorreu a entendimentos anteriores do TJ-SC. Em a\u00e7\u00f5es contra os munic\u00edpios de Palho\u00e7a (SC) e Garopaba (SC), o julgadores embasaram suas decis\u00f5es nas leis municipais.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos dois processos, constatou-se que os dispositivos que disp\u00f5em sobre a incid\u00eancia do IPTU j\u00e1 previam os casos de isen\u00e7\u00e3o. O mesmo vale para Laguna.<\/p>\n\n\n\n<p>Referindo-se ao artigo 226 da Lei municipal&nbsp;105\/2003,&nbsp; a ju\u00edza escreveu que&nbsp;\u201ca legisla\u00e7\u00e3o municipal \u00e9 bem clara quanto a incid\u00eancia do IPTU somente nos casos previstos no artigo 226 da mencionada Lei, do qual o im\u00f3vel em discuss\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 enquadrado, n\u00e3o podendo ser considerado \u00e1rea urbana ou de expans\u00e3o urbana, nem se enquadrando na exce\u00e7\u00e3o do par\u00e1grafo 3\u00ba\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTratando-se de im\u00f3vel em APP, sem possibilidade de se regularizar o loteamento, ou realizar as atividades previstas no par\u00e1grafo 3\u00ba, n\u00e3o h\u00e1 como incidir o IPTU sobre a \u00e1rea\u201d, votou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela estabeleceu ainda que o munic\u00edpio deve pagar indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais de R$ 5 mil ao propriet\u00e1rio do im\u00f3vel. O valor deve passar por corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e est\u00e1 sujeito a juros de mora de 1% ao m\u00eas \u2014 contados a partir do momento em que houve inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanharam a relatora os ju\u00edzes Marcelo Pizolati e Lu\u00eds Francisco Delpizzo Miranda. A advogada&nbsp;Cristiane Maria Agnoletto&nbsp;representou o autor da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Decisao-TJSC-Isencao-IPTU-Areas-de-Preservacao.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o ac\u00f3rd\u00e3o<br>Processo 5001916-20.2020.8.24.0040<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-06\/justica-catarinense-isenta-de-iptu-imovel-em-area-de-preservacao-permanente\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-fev-06\/justica-catarinense-isenta-de-iptu-imovel-em-area-de-preservacao-permanente\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 03\/02 a 10\/02 Justi\u00e7a deve eliminar \u2018cad\u00e1veres em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria\u2019, diz Barroso sobre desafios de 2025 Data: 03\/02\/2025 O ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal, disse nesta segunda-feira (3\/2) que processos tribut\u00e1rios devem ser julgados em at\u00e9 um ano para que n\u00e3o haja \u201ccad\u00e1veres no arm\u00e1rio\u201d a respeito do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3643,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[9,29,33,63,96,73],"class_list":["post-3641","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-retrospecto-tributario","tag-amaral-yazbek","tag-empresas","tag-negocios","tag-noticia-do-dia","tag-reforma-tributaria","tag-retrospecto-tributario"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Retrospecto Tribut\u00e1rio - 27\/01 a 03\/02<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. 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