{"id":3624,"date":"2025-01-27T16:47:42","date_gmt":"2025-01-27T19:47:42","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3624"},"modified":"2025-01-27T16:52:36","modified_gmt":"2025-01-27T19:52:36","slug":"retrospecto-tributario-20-01-a-27-01","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3624","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 20\/01 a 27\/01"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 20\/01 a 27\/01<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto beneficia empresa que compra do Polo Industrial de Manaus durante seca<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 3106\/24, em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados, aumenta em um ponto percentual o cr\u00e9dito da Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) obtido por empresas que comprarem produtos fabricados no Polo Industrial de Manaus (PIM) durante os per\u00edodos de seca no estado do Amazonas.<\/p>\n\n\n\n<p>As al\u00edquotas do cr\u00e9dito ser\u00e3o de 6,60%, caso se trate da compra de tablet; 8,60%, caso o destinat\u00e1rio seja empresa estabelecida fora da zona franca; e 5,60% nos demais casos. O projeto altera a <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/lei\/2003\/lei-10833-29-dezembro-2003-497045-norma-pl.html\">Lei 10.833\/03<\/a>, que entre outros pontos regulamenta a Cofins, tributo federal pago por pessoas jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Autor da proposta, o deputado Capit\u00e3o Alberto Neto (PL-AM) afirma que o objetivo \u00e9 incentivar o com\u00e9rcio de produtos fabricados no polo industrial, dando um al\u00edvio financeiro \u00e0s empresas durante per\u00edodos de seca severa oficialmente reconhecidos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA proposi\u00e7\u00e3o se apresenta como uma solu\u00e7\u00e3o eficaz para apoiar o Polo Industrial de Manaus em momentos cr\u00edticos\u201d, disse Alberto Neto.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto ser\u00e1 analisado, em car\u00e1ter conclusivo, nas comiss\u00f5es da Amaz\u00f4nia e dos Povos Origin\u00e1rios e Tradicionais; de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1101382-projeto-beneficia-empresa-que-compra-do-polo-industrial-de-manaus-durante-seca\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1101382-projeto-beneficia-empresa-que-compra-do-polo-industrial-de-manaus-durante-seca\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em 2024, STF criou 77 novos temas de repercuss\u00e3o geral<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2024, o Supremo Tribunal Federal (STF) submeteu 77 novos temas para delibera\u00e7\u00e3o sobre a exist\u00eancia de repercuss\u00e3o geral das quest\u00f5es discutidas em recursos extraordin\u00e1rios (REs) e recursos extraordin\u00e1rios com agravo (AREs). Em 42 deles, a repercuss\u00e3o geral foi reconhecida.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a sistem\u00e1tica da repercuss\u00e3o geral, para serem julgados pelo STF, os recursos devem ter relev\u00e2ncia do ponto de vista econ\u00f4mico, pol\u00edtico, social ou jur\u00eddico, e a controv\u00e9rsia deve ultrapassar os interesses das partes envolvidas. Ap\u00f3s o reconhecimento da repercuss\u00e3o geral, o Plen\u00e1rio define uma tese a ser aplicada aos casos semelhantes em todas as inst\u00e2ncias da Justi\u00e7a. O objetivo \u00e9 uniformizar a interpreta\u00e7\u00e3o constitucional sobre a mat\u00e9ria e evitar que novos processos sobre a mesma controv\u00e9rsia cheguem \u00e0 Corte. A an\u00e1lise de repercuss\u00e3o geral ocorre no Plen\u00e1rio Virtual.\u202f<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os destaques deste ano est\u00e3o a controv\u00e9rsia sobre o v\u00ednculo de emprego de motoristas de aplicativo com plataformas digitais, objeto de uma audi\u00eancia p\u00fablica realizada em dezembro, e a possibilidade de reajuste do sal\u00e1rio-base de profissionais da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica de estados e munic\u00edpios com base nos par\u00e2metros definidos pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 13 dos 42 temas que tiveram a repercuss\u00e3o geral reconhecida, o STF reafirmou sua jurisprud\u00eancia sobre a mat\u00e9ria e fixou uma tese para a solu\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia. Isso ocorre quando j\u00e1 h\u00e1 um entendimento predominante no Tribunal sobre a discuss\u00e3o, autorizando a fixa\u00e7\u00e3o de tese no momento em que se reconhece a repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Inexist\u00eancia de controv\u00e9rsia constitucional<\/p>\n\n\n\n<p>Em 35 dos 77 novos temas, o STF entendeu que as quest\u00f5es trazidas nos recursos n\u00e3o t\u00eam repercuss\u00e3o geral, porque envolvem o exame de legisla\u00e7\u00e3o infraconstitucional, sem viola\u00e7\u00e3o direta \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o Federal, e\/ou exigem o exame de fatos e provas. O efeito pr\u00e1tico \u00e9 que casos semelhantes n\u00e3o ser\u00e3o mais remetidos ao STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos temas criados este ano, o Supremo reexaminou a quest\u00e3o abordada em dois temas antigos (574 e 632) e retirou a repercuss\u00e3o geral, tamb\u00e9m por entender que diziam respeito a mat\u00e9ria infraconstitucional. Eles tratam, respectivamente, do desligamento volunt\u00e1rio do servi\u00e7o militar antes do tempo previsto e da possibilidade de o INSS revisar aposentadoria e pens\u00e3o por morte de ex-combatentes pela aplica\u00e7\u00e3o equivocada da Lei 5.698\/1971.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja abaixo alguns dos casos com repercuss\u00e3o geral reconhecida, mas sem julgamento de m\u00e9rito:<\/p>\n\n\n\n<p>Gratifica\u00e7\u00e3o de desempenho<br>No Tema 1.289 (RE 1408525), o STF vai decidir se \u00e9 poss\u00edvel estender aos servidores inativos e pensionistas o pagamento de gratifica\u00e7\u00e3o de desempenho paga aos servidores ativos, com base no direito \u00e0 paridade de remunera\u00e7\u00e3o.\u202f<\/p>\n\n\n\n<p>Empr\u00e9stimos rurais<br>O Tema 1.290 (RE 1445162)\u202fdiscute a validade do crit\u00e9rio de reajuste de d\u00edvidas decorrentes de empr\u00e9stimos rurais concedidos em mar\u00e7o de 1990, quando foi implementado o Plano Collor I.\u202f<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00ednculo de motoristas<br>No Tema 1.291 (RE 1446336), a discuss\u00e3o \u00e9 sobre a natureza da rela\u00e7\u00e3o de trabalho entre motoristas de aplicativo e plataformas digitais de servi\u00e7os de transporte de passageiros.\u202f<\/p>\n\n\n\n<p>Professores aposentados<br>O Tema 1.293 (ARE 1473591)\u202fdiz respeito ao direito a aumento de remunera\u00e7\u00e3o de professores aposentados de Belo Horizonte (MG) em decorr\u00eancia da reestrutura\u00e7\u00e3o da carreira.<\/p>\n\n\n\n<p>IPTU<br>No Tema 1.297 (RE 1479602), a controv\u00e9rsia \u00e9 a Incid\u00eancia do Imposto Territorial e Predial Urbano (IPTU) sobre im\u00f3vel da Uni\u00e3o arrendado para concession\u00e1ria de servi\u00e7o p\u00fablico e destinado \u00e0 presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pens\u00e3o para mulher trans<br>O Tema 1.298 (RE 1471538)\u202ftrata do direito de mulher transexual a pens\u00e3o previdenci\u00e1ria, na condi\u00e7\u00e3o de\u202ffilha, quando a altera\u00e7\u00e3o do registro civil ocorrer ap\u00f3s a morte do servidor.<\/p>\n\n\n\n<p>Cart\u00f3rios<br>No Tema 1.299 (RE 1487051), a constitucionalidade do repasse de parte das taxas cobradas por cart\u00f3rios extrajudiciais para o financiamento das institui\u00e7\u00f5es do Sistema de Justi\u00e7a \u00e9 um dos temas em discuss\u00e3o, assim como a iniciativa para propor lei sobre a mat\u00e9ria.\u202f<\/p>\n\n\n\n<p>Aposentadoria por incapacidade<br>O Tema 1.300 (RE 1469150)\u202fdiscute se a aposentadoria por incapacidade causada por doen\u00e7a grave, contagiosa ou incur\u00e1vel deve ser integral ou seguir a regra estabelecida pela Reforma da Previd\u00eancia (EC 103\/2019).<\/p>\n\n\n\n<p>Anuidades da OAB<br>No Tema 1.302 (ARE 1479101), o STF discutir\u00e1 se a compet\u00eancia para as a\u00e7\u00f5es de cobran\u00e7a de anuidades da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) \u00e9 de varas especializadas em execu\u00e7\u00f5es fiscais ou de varas c\u00edveis comuns.<\/p>\n\n\n\n<p>Piso de professores<br>O Tema 1.308 (ARE 1487739)\u202fdiscute se o piso salarial nacional para os profissionais da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica na rede p\u00fablica tamb\u00e9m vale para os professores tempor\u00e1rios.\u202f<\/p>\n\n\n\n<p>Inspe\u00e7\u00f5es em concursos<br>No Tema 1.343 (RE 1371053), a discuss\u00e3o \u00e9 se a realiza\u00e7\u00e3o de inspe\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas invasivas e diferenciadas para mulheres em concursos p\u00fablicos das For\u00e7as Armadas viola os direitos fundamentais \u00e0 igualdade, \u00e0 intimidade e \u00e0 privacidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Transfer\u00eancia de bens im\u00f3veis<br>No Tema 1348 (RE 1495108), a discuss\u00e3o \u00e9 se empresas de compra, venda ou loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis devem pagar o Imposto de Transfer\u00eancia de Bens Im\u00f3veis (ITBI) ao transferir bens e direitos para incorpora\u00e7\u00e3o em seu capital social.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Reafirma\u00e7\u00e3o de jurisprud\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>Prescri\u00e7\u00e3o<br>No Tema 1.303 (RE 1448742), o STF reafirmou seu entendimento de que a paralisa\u00e7\u00e3o de processos penais e a suspens\u00e3o do prazo de prescri\u00e7\u00e3o n\u00e3o decorrem, automaticamente, do reconhecimento da repercuss\u00e3o geral da mat\u00e9ria.\u202f<\/p>\n\n\n\n<p>ICMS<br>No Tema 1.305 (RE 592152), o STF reafirmou seu entendimento dominante de que os adicionais de ICMS institu\u00eddos pelos estados e pelo Distrito Federal para financiar os Fundos de Combate e Erradica\u00e7\u00e3o da Pobreza foram validados pela Emenda Constitucional (EC) 42\/2003.\u202f<\/p>\n\n\n\n<p>Comemora\u00e7\u00f5es do golpe de 1964<br>No Tema 1.322 (RE 1429329), o Tribunal reiterou entendimento de que \u00e9 inconstitucional a utiliza\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos para promover comemora\u00e7\u00f5es do golpe de 1964, pois se trata de ato lesivo ao patrim\u00f4nio imaterial da Uni\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Gratifica\u00e7\u00e3o a servidores<br>No Tema 1.344 (RE 1500990), o colegiado reafirmou seu entendimento predominante de que as gratifica\u00e7\u00f5es pagas a servidores efetivos (estatut\u00e1rios) n\u00e3o podem ser estendidas a servidores tempor\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Complementa\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rios<br>No Tema 1.360 (ARE 1491413), foi reafirmado o entendimento de que a complementa\u00e7\u00e3o de valor de precat\u00f3rio, via precat\u00f3rio complementar ou suplementar, somente \u00e9 poss\u00edvel em casos de erro de c\u00e1lculo ou substitui\u00e7\u00e3o de \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria por altera\u00e7\u00e3o normativa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Atualiza\u00e7\u00e3o de juros<br>No Tema 1.361 (RE 1505031), o Tribunal reafirmou entendimento de que o tr\u00e2nsito em julgado (fase processual em que n\u00e3o cabe mais recurso) em condena\u00e7\u00f5es contra a Fazenda P\u00fablica n\u00e3o impede a atualiza\u00e7\u00e3o do \u00edndice de juros ou de corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria por outro que seja posteriormente definido em lei ou por decis\u00f5es do STF.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sem repercuss\u00e3o geral<\/p>\n\n\n\n<p>No Tema 1.292 (ARE 1461585), a controv\u00e9rsia era sobre a incorpora\u00e7\u00e3o do adicional de insalubridade na base de c\u00e1lculo da parcela remunerat\u00f3ria RETP \u2013 Regime Especial de Trabalho Policial de militares do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tema 1.294 (RE 1468898)\u202fdiz respeito \u00e0 incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal e de contribui\u00e7\u00f5es destinadas a terceiros sobre a bolsa de jovem aprendiz.<\/p>\n\n\n\n<p>No Tema 1.295 (RE 1472734), a discuss\u00e3o era sobre a natureza da remunera\u00e7\u00e3o paga \u00e0 empregada gestante afastada do trabalho durante a pandemia da covid-19, para fins de compensa\u00e7\u00e3o com as contribui\u00e7\u00f5es devidas pelo empregador.<\/p>\n\n\n\n<p>No Tema 1.296 (ARE 1481694), a controv\u00e9rsia era sobre a responsabilidade da gestora de fundo de previd\u00eancia complementar pelo pagamento de benef\u00edcio nos casos de fal\u00eancia da entidade patrocinadora ou quando n\u00e3o houver mais a reserva pr\u00e9-constitu\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tema 1.301 (ARE 1461142)\u202ftratava dos requisitos para o recebimento de abono salarial com sobras do Fundeb e a inclus\u00e3o dessa parcela na base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>No Tema 1.306 (ARE 1484798), a controv\u00e9rsia sobre a possibilidade de fundamentar a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia sanit\u00e1ria na Resolu\u00e7\u00e3o da Diretoria Colegiada RDC 56\/2009 da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) sobre bronzeamento artificial, al\u00e9m de infraconstitucional, tamb\u00e9m exigia o exame de mat\u00e9ria f\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>No Tema 1.307 (RE 1486392), o STF tamb\u00e9m entendeu que \u00e9 infraconstitucional a controv\u00e9rsia sobre o direito \u00e0 paridade de servidor p\u00fablico policial civil que preencheu os requisitos para a aposentadoria especial prevista na Lei Complementar 51\/1985 e que s\u00e3o nulas as decis\u00f5es que garantam a paridade sem examinar a legisla\u00e7\u00e3o do ente federativo ao qual o policial pertence.<\/p>\n\n\n\n<p>No Tema 1.330 (ARE 1499413), o colegiado considerou infraconstitucional a controv\u00e9rsia sobre a forma de c\u00e1lculo de abono pecuni\u00e1rio de f\u00e9rias dos empregados da Empresa Brasileira de Correios e Tel\u00e9grafos (ECT).<\/p>\n\n\n\n<p>No Tema 1.333 (ARE 1517693), ficou definido que as controv\u00e9rsias sobre a conformidade de atos normativos infralegais \u00e0 lei que institui o benef\u00edcio fiscal e sobre o atendimento de requisitos para a obten\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio s\u00e3o infraconstitucionais e exigem exame de quest\u00f5es f\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>No Tema 1.336 (ARE 1517985), ficou definido que a discuss\u00e3o sobre o direito \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o de plano de sa\u00fade de empregados aposentados de estatal privatizada n\u00e3o abrange quest\u00e3o constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>No Tema 1.358 (ARE 1523252), a controv\u00e9rsia sobre a natureza jur\u00eddica de parcelas devidas a servidores p\u00fablicos para fins de incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria foi considerada infraconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>No Tema 1.359 (ARE 1493366), o Plen\u00e1rio considerou que as controv\u00e9rsias sobre a exist\u00eancia de fundamento legal e sobre os requisitos para o recebimento de aux\u00edlios e vantagens remunerat\u00f3rias por servidores p\u00fablicos s\u00e3o infraconstitucionais e necessitam do exame de quest\u00f5es f\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-portal-de-noticias wp-block-embed-portal-de-noticias\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"vKWw2QTEE2\"><a href=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/em-2024-stf-criou-77-novos-temas-de-repercussao-geral\/\">Em 2024, STF criou 77 novos temas de repercuss\u00e3o geral<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Em 2024, STF criou 77 novos temas de repercuss\u00e3o geral&#8221; &#8212; Portal de Noticias\" src=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/em-2024-stf-criou-77-novos-temas-de-repercussao-geral\/embed\/#?secret=WPjS3cPg7x#?secret=vKWw2QTEE2\" data-secret=\"vKWw2QTEE2\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>PGFN e Receita Federal publicam edital de transa\u00e7\u00e3o sobre \u00e1gio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Receita Federal disponibilizaram um edital de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para d\u00e9bitos relacionados \u00e0 amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio. O edital 25\/2024, publicado no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o na \u00faltima ter\u00e7a-feira (31\/12), prev\u00ea descontos de at\u00e9 65% e parcelamento dos d\u00e9bitos em at\u00e9 60 vezes.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto contempla duas teses: \u00e1gio interno e \u00e1gio com uso de empresa ve\u00edculo. Em entrevista ao JOTA, a procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Ruas de Almeida, afirmou que a publica\u00e7\u00e3o do edital referente ao tema passou a ser prioridade para a PGFN depois da diverg\u00eancia que se estabeleceu entre a 1\u00aa e a 2\u00aa Turmas do STJ, o que pode fazer com que os contribuintes tenham mais interesse em aderir ao edital.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira tese, sobre \u00e1gio interno, \u00e9 referente a opera\u00e7\u00f5es entre empresas de um mesmo grupo econ\u00f4mico. J\u00e1 a segunda, do \u00e1gio com uso de empresa ve\u00edculo, se refere a ocasi\u00f5es em que a Receita identifica a cria\u00e7\u00e3o de uma empresa que supostamente teria como \u00fanico objetivo o aproveitamento do \u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dois temas j\u00e1 foram analisados pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). O tribunal considera irregular o \u00e1gio interno. Por\u00e9m, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas ve\u00edculo, a an\u00e1lise tem sido caso a caso. Por exemplo, em dezembro de 2024 o Carf validou a amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio gerado por meio de empresas ve\u00edculo.<\/p>\n\n\n\n<p>O edital divulgado pela PGFN e pela Receita disponibiliza cinco modalidades de pagamento:<\/p>\n\n\n\n<p>desconto de 65% sobre o valor total, com entrada no valor m\u00ednimo de 30% em parcela \u00fanica e pagamento restante em at\u00e9 12 parcelas;<\/p>\n\n\n\n<p>desconto de 55% sobre o valor total, com entrada no valor m\u00ednimo de 25% em parcela \u00fanica e pagamento do restante em at\u00e9 24 parcelas;<\/p>\n\n\n\n<p>desconto de 45% sobre o valor total, com entrada no valor m\u00ednimo de 20% em parcela \u00fanica e pagamento do restante em at\u00e9 36 parcelas;<\/p>\n\n\n\n<p>desconto de 35% sobre o valor total, com entrada no valor m\u00ednimo de 15% em parcela \u00fanica e pagamento do restante em at\u00e9 48 parcelas;<\/p>\n\n\n\n<p>desconto de 25% sobre o valor total, com entrada no valor m\u00ednimo de 10% em parcela \u00fanica e pagamento do restante em at\u00e9 60 parcelas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em todas as op\u00e7\u00f5es, depois da aplica\u00e7\u00e3o do desconto, \u00e9 poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo fiscal e base negativa de CSLL para a quita\u00e7\u00e3o da d\u00edvida, em percentual que varia de acordo com a modalidade de pagamento escolhida. At\u00e9 metade de dezembro, a PGFN ainda discutia o limite que seria definido para o uso de preju\u00edzo fiscal e base negativa de CSLL no edital.<\/p>\n\n\n\n<p>Em dezembro, em entrevista ao JOTA, a procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Ruas, afirmou que \u201co preju\u00edzo fiscal \u00e9 um cr\u00e9dito absolutamente fact\u00edvel de ser utilizado, desde que siga as regras, e ele n\u00e3o pode ser maior do que o desconto, por exemplo, sen\u00e3o voc\u00ea perde um pouco a l\u00f3gica da negocia\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto determina ainda que os descontos concedidos nas transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias tratadas pelo edital n\u00e3o ser\u00e3o computados na apura\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda, da CSLL, do PIS e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Para aderir \u00e0 transa\u00e7\u00e3o, os contribuintes devem apresentar comprovantes de inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa, de a\u00e7\u00e3o judicial, de embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal ou de reclama\u00e7\u00e3o ou recurso administrativo pendente de julgamento definitivo. Os documentos devem ser apresentados no Regularize, portal em que tamb\u00e9m deve ser feito o pagamento dos d\u00e9bitos. O prazo para aderir \u00e0 transa\u00e7\u00e3o vai de 2 de janeiro at\u00e9 30 de junho de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 31 de dezembro, a PGFN abriu uma consulta p\u00fablica sobre transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria de d\u00e9bitos judicializados para a primeira fase do Programa de Transa\u00e7\u00e3o Integral (PTI), do qual o edital publicado faz parte. O programa que ter\u00e1 vig\u00eancia a partir deste ano abarca o parcelamento de d\u00e9bitos envolvendo pelo menos 17 temas judicializados, como Participa\u00e7\u00e3o nos Lucros e Resultados (PLR), \u00e1gio, stock options e fabrica\u00e7\u00e3o de refrigerantes na Zona Franca de Manaus. A arrecada\u00e7\u00e3o com o PTI deve ser de pelo menos R$ 30 bilh\u00f5es, de acordo com estimativas do governo no Projeto de Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual (PLOA) de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/pgfn-e-receita-federal-publicam-edital-de-transacao-sobre-agio\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/pgfn-e-receita-federal-publicam-edital-de-transacao-sobre-agio<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Senado pode alterar limites para enquadramento no Simples<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto de lei foi apresentado pelo ent\u00e3o senador por Santa Catarina, Jorginho Mello, hoje governador do estado. A iniciativa atualiza os limites de receita bruta anual para enquadramento no Simples Nacional. Pela proposta, o teto da categoria de microempresa passar\u00e1 de 360 mil para 427 mil e quinhentos reais anuais. J\u00e1 as empresas de pequeno porte seriam aquelas com faturamento de 427 mil e quinhentos at\u00e9 5 milh\u00f5es e 700 mil reais. Para o senador Iraj\u00e1, do PSD do Tocantins, essa \u00e9 uma atualiza\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria. Parece-nos tamb\u00e9m louv\u00e1vel a atualiza\u00e7\u00e3o dos limites de receita bruta anual para enquadramento nas faixas do Simples Nacional, que n\u00e3o s\u00e3o corrigidos desde janeiro de 2018. Com a infla\u00e7\u00e3o acumulada nesse per\u00edodo de 60 meses de pouco mais de 30%, muitos contribuintes, mesmo sem apresentar ganho real de receita bruta, passaram a ser tributados a al\u00edquotas mais altas ou mesmo passaram a ser impedidos de continuar no regime ao extrapolar a receita bruta anual de R$4,8 milh\u00f5es. A proposta recebeu emendas no Plen\u00e1rio para devolver \u00e0 Receita Federal a iniciativa de cobran\u00e7a de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios que j\u00e1 est\u00e3o na d\u00edvida ativa, em vez da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, como aprovado anteriormente na CAE. Com isso, o projeto ser\u00e1 votado novamente pelo colegiado. Da R\u00e1dio Senado, Bruno Louren\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/radio\/1\/noticia\/2025\/01\/21\/senado-pode-alterar-limites-para-enquadramento-no-simples\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/radio\/1\/noticia\/2025\/01\/21\/senado-pode-alterar-limites-para-enquadramento-no-simples<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ap\u00f3s d\u00favidas do mercado, governo avalia se ser\u00e1 necess\u00e1rio esclarecimento sobre tributa\u00e7\u00e3o de fundos<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 21\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda afirmou que a Lei Complementar n\u00b0 214\/2025 \u2014 parte do conjunto de medidas de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria \u2014, n\u00e3o visa tributar os fundos de investimento em t\u00edtulos e valores mobili\u00e1rios, como a\u00e7\u00f5es, renda fixa e multimercado com a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) e o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS).<br>A pasta sinalizou, em nota, que pode propor ajustes ao texto sancionado com vetos pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, no \u00faltimo dia 16, para deixar claro que n\u00e3o haver\u00e1 incid\u00eancia. Os vetos tamb\u00e9m ser\u00e3o levados para an\u00e1lise do Congresso, que pode eventualmente derrub\u00e1-los.<br>&#8220;O Minist\u00e9rio da Fazenda sempre defendeu que as aplica\u00e7\u00f5es de fundos de investimentos em t\u00edtulos e valores mobili\u00e1rios n\u00e3o sejam sujeitas \u00e0 incid\u00eancia de IBS e de CBS&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>A pol\u00eamica est\u00e1 na decis\u00e3o do governo federal de vetar parte do artigo 26, que estabelece as atividades&nbsp; n\u00e3o contribuintes de IBS e CBS, que formar\u00e3o o novo Imposto de Valor Agregado (IVA).<\/p>\n\n\n\n<p>O quinto inciso vetado trata dos Fundos de Investimento Imobili\u00e1rio (FII) e os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agroneg\u00f3cio (Fiagro). Tamb\u00e9m ficou de fora os fundos patrimoniais institu\u00eddos nos termos da Lei n\u00b0 13.800, de 4 de janeiro de 2019 e a possibilidade de op\u00e7\u00e3o pelo regime regular do IBS e da CBS.<br>Os vetos foram jur\u00eddicos, de acordo com a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) no dia da san\u00e7\u00e3o. O \u00f3rg\u00e3o entendeu que a caracteriza\u00e7\u00e3o como n\u00e3o contribuinte desses fundos seria equivalente a um benef\u00edcio fiscal n\u00e3o previsto na Emenda Constitucional 132\/2023, que estabeleceu a reforma tribut\u00e1ria. E que, portanto, seria inconstitucional.<br>Ao vetar todo o inciso, por\u00e9m, tributaristas viram uma brecha para que todos os fundos, incluindo os de investimentos em t\u00edtulos e valores mobili\u00e1rios, passam a ser contribuintes do novo imposto enquanto entidades, como afirmou \u00e0 EXAME, Gustavo Faria, gestor de Recursos CGA do Grupo Fractal. O que na pr\u00e1tica, pode reduzir a rentabilidade para os investidores.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Embora essa n\u00e3o seja a intepreta\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Fazenda, caso seja necess\u00e1rio fazer algum ajuste no texto para deixar claro que n\u00e3o h\u00e1 incid\u00eancia de IBS e CBS sobre as aplica\u00e7\u00f5es dos fundos de investimento em t\u00edtulos e valores mobili\u00e1rios, o Minist\u00e9rio da Fazenda ir\u00e1 trabalhar para fazer esse ajuste&#8221;, acrescentou a pasta.<\/p>\n\n\n\n<p>A tributa\u00e7\u00e3o de FIIs e Fiagro hoje<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, os fundos de investimento n\u00e3o s\u00e3o tributados por PIS, Cofins e ISS \u2013 que ser\u00e3o substitu\u00eddos com a reforma tribut\u00e1ria \u2013, por n\u00e3o serem considerados contribuintes de tributos sobre consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esse modelo dava certa autonomia para o mercado de fundos operar de forma mais simplificada&#8221;, disse Carlos Pinto, diretor do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT) \u00e0 EXAME.<\/p>\n\n\n\n<p>Em alguns fundos, os cotistas pagam impostos sobre os ganhos de seus investimentos, mas os pr\u00f3prios fundos n\u00e3o s\u00e3o sujeitos \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o. Essa tributa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos cotistas \u00e9 principalmente sob a forma do Imposto de Renda (IR), como nos fundos de renda fixa. Entretanto, nos FIIs) e Fiagro, os investidores s\u00e3o isentos de pagar IR e continuar\u00e3o sendo.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, do Fiagro, como mostrou a EXAME, a Frente Parlamentar Agropecu\u00e1ria (FPA) e a Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) lideram um movimento para derrubar o veto.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/exame.com\/economia\/apos-duvidas-do-mercado-governo-avalia-se-sera-necessario-esclarecimento-sobre-tributacao-de-fundos\/\">https:\/\/exame.com\/economia\/apos-duvidas-do-mercado-governo-avalia-se-sera-necessario-esclarecimento-sobre-tributacao-de-fundos\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MEIs exclu\u00eddos do Simples Nacional t\u00eam at\u00e9 31 de janeiro para regularizar situa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Os microempreendedores individuais (MEI) que foram exclu\u00eddos do Simples Nacional e do Simei em 2024, devido a d\u00e9bitos pendentes, t\u00eam uma nova chance de regularizar a situa\u00e7\u00e3o. Os d\u00e9bitos devem ser quitados e o reenquadramento solicitado at\u00e9 o dia 31 de janeiro de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Como voltar ao Simples Nacional e ao Simei?<\/p>\n\n\n\n<p>Para voltarem a ser enquadrados no Simei, os MEIs devem:<\/p>\n\n\n\n<p>Acessar o Portal e-CAC ou o Portal do Simples Nacional e realizar as solicita\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias:<\/p>\n\n\n\n<p>Regularizar todas as pend\u00eancias financeiras e cadastrais, caso elas existam, at\u00e9 o prazo final. Havendo pend\u00eancias, o sistema vai gerar um relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja orienta\u00e7\u00f5es detalhadas sobre esses procedimentos no&nbsp;<a href=\"https:\/\/nam10.safelinks.protection.outlook.com\/?url=https%3A%2F%2Fwww.gov.br%2Fempresas-e-negocios%2Fpt-br%2Fempreendedor%2Fverificar-debitos-do-mei%2Fcomo-retornar-ao-mei-apos-exclusao-do-simples-nacional&amp;data=05%7C02%7CASCOM.RFOC%40rfb.gov.br%7C3cfa652a3352446468b808dd3ae885f9%7C6f49aa43822a4c209670db7700bf1eb0%7C0%7C0%7C638731492546904943%7CUnknown%7CTWFpbGZsb3d8eyJFbXB0eU1hcGkiOnRydWUsIlYiOiIwLjAuMDAwMCIsIlAiOiJXaW4zMiIsIkFOIjoiTWFpbCIsIldUIjoyfQ%3D%3D%7C0%7C%7C%7C&amp;sdata=X5pe98Pgvrc2dDlc7Sx4EQltou02%2FGNvBNbUb%2F63Xbs%3D&amp;reserved=0\">Portal do Empreendedor<\/a>&nbsp;e no&nbsp;<a href=\"https:\/\/nam10.safelinks.protection.outlook.com\/?url=https%3A%2F%2Fwww8.receita.fazenda.gov.br%2FSimplesNacional%2FNoticias%2FNoticiaCompleta.aspx%3Fid%3D09d510be-617a-450d-adf3-a11d64dce6ea&amp;data=05%7C02%7CASCOM.RFOC%40rfb.gov.br%7C3cfa652a3352446468b808dd3ae885f9%7C6f49aa43822a4c209670db7700bf1eb0%7C0%7C0%7C638731492546915473%7CUnknown%7CTWFpbGZsb3d8eyJFbXB0eU1hcGkiOnRydWUsIlYiOiIwLjAuMDAwMCIsIlAiOiJXaW4zMiIsIkFOIjoiTWFpbCIsIldUIjoyfQ%3D%3D%7C0%7C%7C%7C&amp;sdata=ptpQMN6CkLC3RGEk42YiZl3dAG%2Bele4TT%2BvsaTaTwNI%3D&amp;reserved=0\">Portal do Simples Nacional<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanhamento e Pend\u00eancias<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a solicita\u00e7\u00e3o, o status pode ser acompanhado pelo servi\u00e7o \u201cAcompanhamento da Formaliza\u00e7\u00e3o da Op\u00e7\u00e3o pelo Simples Nacional\u201d. Caso existam pend\u00eancias impeditivas, elas ser\u00e3o listadas no \u201cRelat\u00f3rio de Pend\u00eancias\u201d, o que permite que o MEI resolva os problemas antes do prazo final.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o pedido pelo Simples Nacional for deferido, tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio consultar a solicita\u00e7\u00e3o de enquadramento no Simei atrav\u00e9s do servi\u00e7o \u201cAcompanhamento da solicita\u00e7\u00e3o de enquadramento no Simei\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por que \u00e9 importante regularizar?<\/p>\n\n\n\n<p>A inclus\u00e3o no Simples Nacional garante benef\u00edcios fiscais, como tributos simplificados e um regime tribut\u00e1rio mais favor\u00e1vel. J\u00e1 o Simei, exclusivo para MEIs, oferece ainda mais facilidades para quem deseja manter suas obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias em dia.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o perca o prazo! Regularize agora e garanta seu reenquadramento.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/janeiro\/meis-excluidos-do-simples-nacional-tem-ate-31-de-janeiro-para-regularizar-situacao\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/janeiro\/meis-excluidos-do-simples-nacional-tem-ate-31-de-janeiro-para-regularizar-situacao<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto exclui pr\u00eamio ao trabalhador do c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 3276\/24 altera a <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/lei\/1991\/lei-8212-24-julho-1991-363647-norma-pl.html\">Lei Org\u00e2nica da Seguridade Social<\/a> para excluir os pr\u00eamios recebidos pelos trabalhadores para fins de contribui\u00e7\u00e3o para a Previd\u00eancia Social. O texto est\u00e1 em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/declei\/1940-1949\/decreto-lei-5452-1-maio-1943-415500-norma-pe.html\">Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho<\/a> (CLT), pr\u00eamios s\u00e3o bonifica\u00e7\u00f5es concedidas pelo empregador aos empregados \u2013 sejam bens, servi\u00e7os ou valor em dinheiro \u2013 por desempenho superior ao esperado no exerc\u00edcio das atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>Autor da proposta, deputado Julio Lopes (PP-RJ), explicou que a <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/2017\/lei-13467-13-julho-2017-785204-norma-pl.html\">Lei 13.467\/17<\/a> alterou a CLT para reconhecer que os pr\u00eamios n\u00e3o integram a remunera\u00e7\u00e3o do trabalhador, mas n\u00e3o houve, na legisla\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, mudan\u00e7a equivalente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO projeto de lei busca corrigir isso, de modo que fique mais clara a n\u00e3o incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre pr\u00eamios pagos a empregados ou a contribuintes individuais\u201d, explicou Julio Lopes, ao defender as mudan\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Passos<br>A proposta tramita em car\u00e1ter conclusivo e ser\u00e1 analisada pelas comiss\u00f5es de Trabalho; de Previd\u00eancia, Assist\u00eancia Social, Inf\u00e2ncia, Adolesc\u00eancia e Fam\u00edlia; de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, ter\u00e1 de ser aprovada pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1102356-projeto-exclui-premio-ao-trabalhador-do-calculo-da-contribuicao-previdenciaria\/#:~:text=Projeto%20exclui%20pr%C3%AAmio%20ao%20trabalhador%20do%20c%C3%A1lculo%20da%20contribui%C3%A7%C3%A3o%20previdenci%C3%A1ria,-Proposta%20est%C3%A1%20em&amp;text=O%20Projeto%20de%20Lei%203276,an%C3%A1lise%20na%20C%C3%A2mara%20dos%20Deputados.\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1102356-projeto-exclui-premio-ao-trabalhador-do-calculo-da-contribuicao-previdenciaria\/#:~:text=Projeto%20exclui%20pr%C3%AAmio%20ao%20trabalhador%20do%20c%C3%A1lculo%20da%20contribui%C3%A7%C3%A3o%20previdenci%C3%A1ria,-Proposta%20est%C3%A1%20em&amp;text=O%20Projeto%20de%20Lei%203276,an%C3%A1lise%20na%20C%C3%A2mara%20dos%20Deputados.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Taxa\u00e7\u00e3o de IBS e CBS em fundos traz inseguran\u00e7a ao mercado de capitais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O texto da LC 214\/24, sancionada na \u00faltima quinta-feira, 16, pelo presidente da Rep\u00fablica e que regulamenta a reforma tribut\u00e1ria, delega ainda ao CMN &#8211; Conselho Monet\u00e1rio Nacional as defini\u00e7\u00f5es sobre a incid\u00eancia ou n\u00e3o da CBS &#8211; Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os e do IBS &#8211; Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os, que comp\u00f5em o&nbsp;IVA &#8211;&nbsp;Imposto de Valor Agregado, sobre fundos de investimentos como os FIDCs &#8211; Fundos de Investimento em Direitos Credit\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do Martinelli Advogados, a possibilidade dessa taxa\u00e7\u00e3o traz inseguran\u00e7a jur\u00eddica para o setor e pode impactar fortemente o mercado de capitais<\/p>\n\n\n\n<p>O economista Walter H. Fritzke, head de Mercado de Capitais do Martinelli, destaca que o cen\u00e1rio \u00e9 de incerteza, porque, se os fundos forem sobretaxados, o impacto ser\u00e1 grande, principalmente sobre os FIDCs, podendo levar \u00e0 estagna\u00e7\u00e3o do segmento de fundos e afetar o desenvolvimento de todo o mercado de capitais brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Caso as defini\u00e7\u00f5es CMN signifiquem taxa\u00e7\u00e3o adicional, isso vai comprometer a rentabilidade de fundos como os FIDCs, que t\u00eam crescido exponencialmente nos \u00faltimos anos e se tornaram um dos principais ve\u00edculos de cr\u00e9dito do mercado nacional&#8221;, observa Walter H. Fritzke, ao lembrar que o imposto de renda j\u00e1 incide sobre os rendimentos desses fundos hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Martinelli Advogados analisa possibilidade de taxa\u00e7\u00e3o de IBS e CBS sobre fundos de investimentos, o que traz inseguran\u00e7a ao mercado de capitais.(Imagem: Freepik)<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, um fundo hoje que paga a varia\u00e7\u00e3o do CDI mais 2%, por exemplo, em um cen\u00e1rio no qual incida tamb\u00e9m o IBS e a CBS, teria o rendimento l\u00edquido extremamente afetado e reduzido, ou seja, um patamar inferior aos investimentos em renda fixa.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Isso fere drasticamente o cen\u00e1rio para o investidor brasileiro, que perde rentabilidade, prejudicando, de forma dr\u00e1stica, o ambiente de investimento no pa\u00eds&#8221;, ressalta Walter H Fritzke.<\/p>\n\n\n\n<p>Levantamento do Martinelli Advogados mostrou que, em novembro \u00faltimo, foram registrados 3.030 FIDCs, n\u00famero 33% superior ao mesmo m\u00eas do ano anterior, com patrim\u00f4nio l\u00edquido de R$ 693,7 bilh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A taxa\u00e7\u00e3o de IBS e CBS em fundos de receb\u00edveis, como tamb\u00e9m s\u00e3o conhecidos os FIDCs, podem reverter a trajet\u00f3ria de redu\u00e7\u00e3o das taxas de juros em opera\u00e7\u00f5es de descontos de duplicatas, cujos valores diminu\u00edram 63% de 2007 a 2024, ou 28 pontos percentuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na compara\u00e7\u00e3o com o pico de 2009, a taxa de juros atual \u00e9 cerca de tr\u00eas vezes menor. &#8220;S\u00e3o a\u00e7\u00f5es que se conflitam, considerando especialmente o papel do Bacen nos \u00faltimos anos buscando a redu\u00e7\u00e3o do custo financeiro&#8221;, afirma Walter H. Fritzke.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/423385\/taxacao-de-ibs-e-cbs-em-fundos-traz-inseguranca-ao-mercado-de-capitais\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/423385\/taxacao-de-ibs-e-cbs-em-fundos-traz-inseguranca-ao-mercado-de-capitais<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal abre nesta sexta-feira, 24 de janeiro, consulta ao lote residual de restitui\u00e7\u00e3o do IRPF do m\u00eas de janeiro\/2025<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A partir das 10 horas desta sexta-feira (24), o lote residual de restitui\u00e7\u00e3o do IRPF do m\u00eas de janeiro de 2025 estar\u00e1 dispon\u00edvel para consulta.<\/p>\n\n\n\n<p>O cr\u00e9dito banc\u00e1rio das 268.144 restitui\u00e7\u00f5es ser\u00e1 realizado ao longo do dia 31 de janeiro, no valor total de R$ 864.839.095,60. Desse total, R$ 402.884.365,32 ser\u00e1 destinado a contribuintes que possuem prioridade legal, o que corresponde a 7.321 restitui\u00e7\u00f5es para idosos acima de 80 anos, 52.525 restitui\u00e7\u00f5es para contribuintes entre 60 e 79 anos, 4.519 restitui\u00e7\u00f5es para contribuintes com alguma defici\u00eancia f\u00edsica ou mental ou mol\u00e9stia grave e 16.003 restitui\u00e7\u00f5es para contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magist\u00e9rio. Al\u00e9m disso, 125.751 restitui\u00e7\u00f5es ser\u00e3o destinadas a contribuintes que n\u00e3o possuem prioridade legal, mas que receberam prioridade por terem utilizado a Declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida ou optado por receber a restitui\u00e7\u00e3o via PIX. Foram contempladas ainda 61.995 restitui\u00e7\u00f5es destinadas a contribuintes n\u00e3o priorit\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Para saber se a restitui\u00e7\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel, o contribuinte deve acessar a p\u00e1gina da Receita na internet&nbsp;<a href=\"https:\/\/nam10.safelinks.protection.outlook.com\/?url=https%3A%2F%2Fwww.gov.br%2Freceitafederal%2Fpt-br&amp;data=05%7C02%7CASCOM.RFOC%40rfb.gov.br%7Cfccc3269d6d743aca1e008dd3bba02e5%7C6f49aa43822a4c209670db7700bf1eb0%7C0%7C0%7C638732392283002249%7CUnknown%7CTWFpbGZsb3d8eyJFbXB0eU1hcGkiOnRydWUsIlYiOiIwLjAuMDAwMCIsIlAiOiJXaW4zMiIsIkFOIjoiTWFpbCIsIldUIjoyfQ%3D%3D%7C0%7C%7C%7C&amp;sdata=yR%2FRJWKiktbnuUjIPU387l6raUqC483UnmM3LSJTnK0%3D&amp;reserved=0\">Receita Federal \u2014 Receita Federal<\/a>&nbsp;, clicar em &#8220;Meu Imposto de Renda&#8221; e, em seguida, em &#8220;Consultar a Restitui\u00e7\u00e3o&#8221;. A p\u00e1gina apresenta orienta\u00e7\u00f5es e os canais de presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, permitindo uma consulta simplificada ou uma consulta completa da situa\u00e7\u00e3o da declara\u00e7\u00e3o, por meio do extrato de processamento, acessado no e-CAC. Se identificar alguma pend\u00eancia na declara\u00e7\u00e3o, o contribuinte pode retificar a declara\u00e7\u00e3o, corrigindo as informa\u00e7\u00f5es que porventura estejam equivocadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones que possibilita consultar diretamente nas bases da Receita Federal informa\u00e7\u00f5es sobre libera\u00e7\u00e3o das restitui\u00e7\u00f5es do IRPF e a situa\u00e7\u00e3o cadastral de uma inscri\u00e7\u00e3o no CPF.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal do Brasil (RFB) assume o compromisso de realizar pagamento de restitui\u00e7\u00f5es apenas em conta banc\u00e1ria de titularidade do contribuinte. Dessa forma, as rotinas de seguran\u00e7a impedem o pagamento caso ocorra erro nos dados banc\u00e1rios informados ou algum problema na conta destino.<\/p>\n\n\n\n<p>Para n\u00e3o haver preju\u00edzo ao contribuinte, a RFB oferece o servi\u00e7o de reagendamento disponibilizado pelo agente financeiro Banco do Brasil (BB) pelo prazo de at\u00e9 1 (um) ano da primeira tentativa de cr\u00e9dito. Assim, o contribuinte poder\u00e1 corrigir os dados banc\u00e1rios para uma conta de sua titularidade. Neste caso, o cidad\u00e3o poder\u00e1 reagendar o cr\u00e9dito dos valores de forma simples e r\u00e1pida pelo Portal BB, acessando o endere\u00e7o:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.bb.com.br\/irpf\">https:\/\/www.bb.com.br\/irpf<\/a>, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos). Ao utilizar esse servi\u00e7o o contribuinte deve informar o valor da restitui\u00e7\u00e3o e o n\u00famero do recibo da declara\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s isso, deve-se aguardar nova tentativa de cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso o contribuinte n\u00e3o resgate o valor de sua restitui\u00e7\u00e3o no prazo de 1 (um) ano, dever\u00e1 requer\u00ea-lo pelo Portal e-CAC, dispon\u00edvel no site da Receita Federal, acessando o menu Declara\u00e7\u00f5es e Demonstrativos &gt; Meu Imposto de Renda e clicando em &#8220;Solicitar restitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o resgatada na rede banc\u00e1ria&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/janeiro\/receita-federal-abre-nesta-sexta-feira-24-de-janeiro-consulta-ao-lote-residual-de-restituicao-do-irpf-do-mes-de-janeiro-2025#:~:text=Servi%C3%A7o-,Receita%20Federal%20abre%20nesta%20sexta%2Dfeira%2C%2024%20de%20janeiro%2C,%24%20864.839.095%2C60.\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2025\/janeiro\/receita-federal-abre-nesta-sexta-feira-24-de-janeiro-consulta-ao-lote-residual-de-restituicao-do-irpf-do-mes-de-janeiro-2025#:~:text=Servi%C3%A7o-,Receita%20Federal%20abre%20nesta%20sexta%2Dfeira%2C%2024%20de%20janeiro%2C,%24%20864.839.095%2C60.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vetos da reforma geram d\u00favidas sobre alcance do IBS\/CBS nos fundos de investimentos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos principais vetos do governo federal ao PLP 68\/2024, primeiro projeto de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, trata dos dispositivos que previam os fundos de investimento como n\u00e3o contribuintes do IBS e da CBS. Na pr\u00e1tica, a medida abre a possibilidade para que os fundos imobili\u00e1rio e do agroneg\u00f3cio sejam submetidos \u00e0 incid\u00eancia dos tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas destacam que ainda h\u00e1 muita incerteza em rela\u00e7\u00e3o ao assunto e n\u00e3o descartam a judicializa\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria. Os especialistas tamb\u00e9m apontam que a tributa\u00e7\u00e3o vai exigir a an\u00e1lise de cada tipo de fundo. A depender do seu objetivo, eles podem estar sujeitos aos regimes especiais voltados \u00e0s financeiras, ao setor imobili\u00e1rio e ao regime regular, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>No mercado financeiro tamb\u00e9m se gerou d\u00favida sobre se os fundos em geral, com os vetos, acabariam sendo contribuintes do IBS e da CBS nas suas aplica\u00e7\u00f5es em t\u00edtulos e a\u00e7\u00f5es. Embora a interpreta\u00e7\u00e3o nos bastidores da Fazenda seja de que n\u00e3o, a pasta reconheceu que h\u00e1 d\u00favidas sobre isso e risco de inseguran\u00e7a jur\u00eddica, por isso admitiu a possibilidade de rediscutir o tema no Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Minist\u00e9rio da Fazenda defende desde o in\u00edcio que as aplica\u00e7\u00f5es de fundos de investimentos em t\u00edtulos e valores mobili\u00e1rios n\u00e3o sejam sujeitas \u00e0 incid\u00eancia de IBS e de CBS. Alguns analistas est\u00e3o avaliando que o veto ao inciso V do art. 26, que previa que os fundos de investimento n\u00e3o seriam contribuintes, poderia permitir a interpreta\u00e7\u00e3o de que as opera\u00e7\u00f5es dos fundos com t\u00edtulos e valores mobili\u00e1rios poderiam ser tributadas. Embora essa n\u00e3o seja a interpreta\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Fazenda, caso seja necess\u00e1rio fazer algum ajuste no texto para deixar claro que n\u00e3o h\u00e1 incid\u00eancia de IBS e CBS sobre as aplica\u00e7\u00f5es dos fundos de investimento em t\u00edtulos e valores mobili\u00e1rios, a pasta ir\u00e1 trabalhar para fazer esse ajuste\u201d, disse a pasta por meio de nota.<\/p>\n\n\n\n<p>Funcionamento atual<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, os fundos de investimento s\u00e3o isentos do Imposto de Renda para pessoa f\u00edsica, do PIS e da Cofins. Os tributos s\u00e3o cobrados dos gestores dos fundos, a partir do seu faturamento, e tamb\u00e9m podem ser cobrados dos investidores sobre os rendimentos auferidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os vetos exclu\u00edram os Fundos de Investimento Imobili\u00e1rio (FII) e os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agroneg\u00f3cio (Fiagro) do rol de n\u00e3o contribuintes do IBS e da CBS. A justificativa foi a de evitar a cria\u00e7\u00e3o de um regime especial para al\u00e9m do que j\u00e1 est\u00e1 delimitado pela Emenda Constitucional 132\/23.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, 18 trechos do projeto foram vetados. Os dispositivos devem voltar para an\u00e1lise do Congresso Nacional, que pode derrub\u00e1-los. Caso os vetos sejam mantidos, os tributaristas n\u00e3o descartam que a mat\u00e9ria dos fundos seja questionada judicialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e1rea econ\u00f4mica, admite-se que os vetos sobre os fundos podem cair quando forem examinados por deputados e senadores. A raz\u00e3o principal dos vetos foi n\u00e3o haver previs\u00e3o constitucional para a isen\u00e7\u00e3o dada aos fundos patrimoniais, FIIs e Fiagro. Mas tamb\u00e9m h\u00e1 um temor de que o benef\u00edcio seja usado para planejamento tribut\u00e1rio, por meio da cria\u00e7\u00e3o de fundos menores para administrar im\u00f3veis de forma a evitar que o aluguel, por exemplo, n\u00e3o seja alcan\u00e7ado pela tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo, mesmo em um regime favorecido.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/vetos-da-reforma-geram-duvidas-sobre-alcance-do-ibs-cbs-nos-fundos-de-investimentos\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/vetos-da-reforma-geram-duvidas-sobre-alcance-do-ibs-cbs-nos-fundos-de-investimentos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Caneta \u00e9 o item com mais tributos na lista de material escolar; veja ranking<\/strong><br>Data: 25\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O gasto com materiais escolares, com pre\u00e7os novamente subindo acima da infla\u00e7\u00e3o, \u00e9 das dores de cabe\u00e7a principais de pais a cada come\u00e7o de ano. Mas essa \u00e9 apenas uma parte de outras dores alimentadas tamb\u00e9m por impostos, e ao longo de todo o ano. Metade do pre\u00e7o de uma caneta, por exemplo, \u00e9 tributo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT). O produto lidera entre os itens para estudantes com maior carga tribut\u00e1ria, de 51,70%.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados usam como base todos os tributos que est\u00e3o inclusos no pre\u00e7o do produto ao consumidor final, como Produtos sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) \u2014 baseado nas al\u00edquotas do estado de S\u00e3o Paulo \u2014, PIS e Cofins. Nos casos de produtos importados, ainda h\u00e1 o Imposto de Importa\u00e3o (II). As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o compiladas pelo IBPT em parceria com a Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de fazerem parte dos insumos essenciais para a educa\u00e7\u00e3o, os itens n\u00e3o possuem imunidade tribut\u00e1ria, explica Olenike.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois das canetas, as r\u00e9guas alcan\u00e7am o segundo lugar com 43,91%. Veja o ranking.<\/p>\n\n\n\n<p>Canetas (51,70%)<\/p>\n\n\n\n<p>R\u00e9guas (43,91%)<\/p>\n\n\n\n<p>Agenda escolar (42,34%);<\/p>\n\n\n\n<p>Lancheiras (40,72%);<\/p>\n\n\n\n<p>Pastas pl\u00e1sticas (41,68%)<\/p>\n\n\n\n<p>Borracha (39,52%)<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00e1pis (36,5%)<\/p>\n\n\n\n<p>Cola (36,26%)<\/p>\n\n\n\n<p>Caderno (34,58%)<\/p>\n\n\n\n<p>E se as despesas do in\u00edcio de ano j\u00e1 devem fazer brasileiros gastarem at\u00e9 R$ 4 mil, em partes por causa da carga tribut\u00e1ria, a pesquisa por pre\u00e7os e qualidade \u00e9 ainda mais importante para garantir economia e melhor custo-benef\u00edcio, avalia Olenike.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valorinveste.globo.com\/objetivo\/gastar-bem\/noticia\/2025\/01\/25\/caneta-e-o-item-com-mais-tributos-na-lista-de-material-escolar-veja-ranking.ghtml\">https:\/\/valorinveste.globo.com\/objetivo\/gastar-bem\/noticia\/2025\/01\/25\/caneta-e-o-item-com-mais-tributos-na-lista-de-material-escolar-veja-ranking.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Maioria das decis\u00f5es judiciais afasta tributa\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 27\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Judici\u00e1rio tem sido mais favor\u00e1vel ao contribuinte em processos sobre a tributa\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais de ICMS. Levantamento do escrit\u00f3rio Mattos Filho mostra que, entre janeiro e outubro de 2024, as empresas venceram a Fazenda Nacional em 58% dos 614 julgamentos de primeira e segunda inst\u00e2ncias envolvendo a nova Lei das Subven\u00e7\u00f5es, a n\u00ba 14.789, de 2023. A norma alterou as regras e passou a prever a incid\u00eancia de Imposto de Renda (IRPJ), CSLL, PIS e Cofins sobre todos tipos de incentivos fiscais concedidos pelos Estados e Distrito Federal desde 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 relevante para a Uni\u00e3o. Mas com as derrotas no Judici\u00e1rio, a maioria envolvendo o cr\u00e9dito presumido de ICMS, a arrecada\u00e7\u00e3o, segundo tributaristas, deve ter ficado aqu\u00e9m das expectativas &#8211; que ca\u00edram ao longo do tempo. Inicialmente, ao propor a Medida Provis\u00f3ria (MP) n\u00ba 1.185, de 2023, que antecedeu a Lei das Subven\u00e7\u00f5es, a previs\u00e3o era de incremento de R$ 35,4 bilh\u00f5es na receita anual. Depois, ao enviar um projeto de lei sobre o assunto ao Congresso Nacional, o governo reduziu o n\u00famero para R$ 26,3 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resposta a um pedido com base na Lei de Acesso a Informa\u00e7\u00e3o (LAI), a Receita Federal informou ao Valor que n\u00e3o h\u00e1 como saber o total arrecadado s\u00f3 com a tributa\u00e7\u00e3o das subven\u00e7\u00f5es de ICMS. Cita, por\u00e9m, nota t\u00e9cnica do Centro de Estudos Tribut\u00e1rios e Aduaneiros (Cetad), que estima perdas, para a Uni\u00e3o, de cerca de R$ 80 bilh\u00f5es por ano com exclus\u00f5es supostamente indevidas de incentivos concedidos pelos Estados e Distrito Federal da base de c\u00e1lculo de tributos federais.<\/p>\n\n\n\n<p>As exclus\u00f5es, segundo a nota t\u00e9cnica, aumentaram mais de 40% ap\u00f3s 2017, com a edi\u00e7\u00e3o da Lei Complementar n\u00ba 160 e um julgamento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). Os ministros da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o permitiram a retirada do cr\u00e9dito presumido das bases do IRPJ e da CSLL (EREsp 1517492).<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com a nota, cerca de R$ 2 trilh\u00f5es em incentivos estaduais foram dados a empresas entre 2020 e 2022. Al\u00e9m do impacto financeiro, a Receita Federal citou alta na litigiosidade: quase metade dos mandados de seguran\u00e7a impetrados contra ela em junho de 2023 envolveram o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>No Judici\u00e1rio, a tend\u00eancia \u00e9 mais favor\u00e1vel ao contribuinte. E se considerados apenas os casos sobre cr\u00e9dito presumido, o entendimento contra a cobran\u00e7a tem mais envergadura: de um total de 596 que discutem o benef\u00edcio, 371 foram favor\u00e1veis (62%). O \u00fanico Tribunal Regional Federal (TRF) com posi\u00e7\u00e3o majoritariamente pr\u00f3-Fisco \u00e9 o da 4\u00aa Regi\u00e3o \u2013 que abrange a regi\u00e3o sul do pa\u00eds. Apenas 36 de 130 decis\u00f5es de primeira e segunda inst\u00e2ncias acataram o argumento das empresas (28%).<\/p>\n\n\n\n<p>As decis\u00f5es beneficiam pelo menos 260 empresas dos mais diversos setores (que podem ter um ou mais processos sobre o tema), como a Apple, Raia Drogasil, Tommy Hilfiger Brasil, Camil, Nestl\u00e9, Pepsi, Johnson &amp; Johnson, E-Vino e Mobly. O levantamento, feito pelo escrit\u00f3rio Mattos Filho, mapeou liminares, senten\u00e7as e ac\u00f3rd\u00e3os de primeira e segunda inst\u00e2ncias nas seis regi\u00f5es da Justi\u00e7a Federal. Algumas decis\u00f5es abrangem todos os benef\u00edcios fiscais, j\u00e1 outras abarcam s\u00f3 cr\u00e9dito presumido, a depender do pedido do contribuinte. Tamb\u00e9m existem casos que separam o tributo cobrado &#8211; IRPJ\/CSLL e PIS\/Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>A divis\u00e3o tem motivo. Segundo advogadas, a tese do cr\u00e9dito presumido \u00e9 mais forte que a dos outros benef\u00edcios, por conta de precedentes do STJ. Em 2017, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o decidiu que o IRPJ e CSLL n\u00e3o poderiam ser cobrados sobre o cr\u00e9dito presumido, pois haveria ofensa ao pacto federativo. Em 2023, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, em recurso repetitivo, analisou se o entendimento de 2017 poderia ser estendido aos demais benef\u00edcios fiscais, como redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo. A conclus\u00e3o foi que n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros levaram em considera\u00e7\u00e3o efeitos cont\u00e1beis. No cr\u00e9dito presumido, o governo estadual concede um cr\u00e9dito ao contribuinte, o que seria uma \u201cgrandeza positiva\u201d no caixa. Nos outros tipos, haveria desonera\u00e7\u00e3o &#8211; seriam \u201cbenef\u00edcios negativos\u201d. Para afastar a cobran\u00e7a nos outros incentivos, deveriam ser cumpridos determinados requisitos legais, previstos no artigo 30 da Lei n\u00ba 12.973\/2014 (Tema 1182).<\/p>\n\n\n\n<p>Depois do julgamento, veio a nova lei, de n\u00ba 14.789, que revogou o artigo 30 e equiparou todos os benef\u00edcios, chamando-os de subven\u00e7\u00f5es para investimento. As empresas teriam que se habilitar na Receita Federal para depois tomar um cr\u00e9dito fiscal de at\u00e9 25%.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas, com a edi\u00e7\u00e3o da nova lei, decidiram recorrer ao Judici\u00e1rio. As decis\u00f5es s\u00e3o diversas, o que deve fazer com que a Justi\u00e7a tenha que fixar nova tese sobre o assunto. \u201cTem alguns temas que est\u00e3o pendentes e muitas decis\u00f5es n\u00e3o aplicam o entendimento do STJ. \u00c9 um assunto do passado, mas que permanece com discuss\u00f5es mesmo com a nova lei\u201d, aAs empresas, com a edi\u00e7\u00e3o da nova lei, decidiram recorrer ao Judici\u00e1rio. As decis\u00f5es s\u00e3o diversas, o que deve fazer com que a Justi\u00e7a tenha que fixar nova tese sobre o assunto. \u201cTem alguns temas que est\u00e3o pendentes e muitas decis\u00f5es n\u00e3o aplicam o entendimento do STJ. \u00c9 um assunto do passado, mas que permanece com discuss\u00f5es mesmo com a nova lei\u201d, afirma a tributarista Ariane Guimar\u00e3es, s\u00f3cia do Mattos Filho. \u201cNeste ano, o STJ pode vir a se deparar com o tema, pela rapidez com que os casos est\u00e3o sendo julgados.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, existe uma \u201cresist\u00eancia\u201d de tribunais em aplicar a decis\u00e3o do STJ. \u201cO TRF-4 compreende que a decis\u00e3o do cr\u00e9dito presumido n\u00e3o vale para cr\u00e9dito outorgado, que s\u00e3o a mesma coisa\u201d, diz. Para ambas as teses, acrescenta, h\u00e1 argumenta\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel aos contribuintes. \u201cMas para o cr\u00e9dito presumido \u00e9 mais forte.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do STJ, de acordo com Ariane, compreende que o cr\u00e9dito presumido n\u00e3o \u00e9 fato gerador do Imposto de Renda e da CSLL. \u201cSeria coerente o STJ respeitar a jurisprud\u00eancia em novo julgamento. O cr\u00e9dito presumido continua tendo as mesmas caracter\u00edsticas e a nova lei n\u00e3o pode dizer que o que n\u00e3o era fato gerador passa a ser fato gerador. Precisa estar em conson\u00e2ncia com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) tamb\u00e9m julgar\u00e1 o tema, em tr\u00eas a\u00e7\u00f5es diferentes. Em uma delas, a discuss\u00e3o \u00e9 mais abrangente, sobre a exclus\u00e3o do PIS\/Cofins da base de c\u00e1lculo dos cr\u00e9ditos presumidos de ICMS (Tema 843). Em outros tr\u00eas casos, \u00e9 questionada a constitucionalidade da Lei de Subven\u00e7\u00f5es (ADIs 7751, 7604 e 7622).<\/p>\n\n\n\n<p>A tributarista Maria Andr\u00e9ia dos Santos, s\u00f3cia do Machado Associados, diz que esperava que a tese dos contribuintes fosse mais aceita no TRF-2, que engloba os Estados do Rio de Janeiro e Esp\u00edrito Santo. \u201cH\u00e1 uma certa vantagem [dos contribuintes], mas n\u00e3o \u00e9 estrondosa\u201d, afirma. \u201cA gente tinha a expectativa que andasse melhor quando tratasse do cr\u00e9dito presumido, porque tem decis\u00e3o favor\u00e1vel contra a tributa\u00e7\u00e3o no STJ\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela observa que as vit\u00f3rias judiciais dos contribuintes t\u00eam tido efeito na arrecada\u00e7\u00e3o do governo, que havia previsto inicialmente levantar com a tributa\u00e7\u00e3o das subven\u00e7\u00f5es R$ 35,4 bilh\u00f5es &#8211; valor que foi caindo ao longo do tempo. A arrecada\u00e7\u00e3o efetivamente alcan\u00e7ada, acrescenta, mostra que n\u00e3o se atingiu o esperado. Em 2024, at\u00e9 novembro, segundo a Receita Federal, foram arrecadados, no total, R$ 10 bilh\u00f5es de IRPJ e CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cV\u00e1rios setores da economia cresceram e isso gera aumento de receita, mas grande parte das empresas socorreu-se do Judici\u00e1rio e o placar est\u00e1 mais favor\u00e1vel aos contribuintes\u201d, diz ela, que espera que o STJ, ao retomar o tema, reafirme a jurisprud\u00eancia. \u201c\u00c9 mais do que uma expectativa, \u00e9 o que imporia a preserva\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a jur\u00eddica. N\u00e3o pode haver uma mudan\u00e7a de posi\u00e7\u00e3o sem que nenhum fato tenha se alterado, porque a mudan\u00e7a legislativa n\u00e3o \u00e9 capaz de mudar essa posi\u00e7\u00e3o. O pacto federativo continua em vigor.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<br><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/27\/maioria-das-decisoes-afasta-tributacao-de-beneficio-fiscal.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/27\/maioria-das-decisoes-afasta-tributacao-de-beneficio-fiscal.ghtml<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>MUNICIPAIS: <\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m multa por interposi\u00e7\u00e3o fraudulenta em importa\u00e7\u00e3o de batatas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma da 4\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu, por voto de qualidade, manter a multa aplicada \u00e0 Arcos Dourados Com\u00e9rcio de Alimentos LTDA (McDonald\u2019s Brasil) por suposta opera\u00e7\u00e3o fraudulenta de importa\u00e7\u00e3o de batatas. A fiscaliza\u00e7\u00e3o apontou a exist\u00eancia de superfaturamento na opera\u00e7\u00e3o \u201cback to back\u201d realizada pelas empresas envolvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>As batatas eram adquiridas na Argentina pela McCain, revendidas para o Uruguai (Arcos del Sur) e, em seguida, importadas para o Brasil pela RFG Com\u00e9rcio. Para o fisco, houve oculta\u00e7\u00e3o da verdadeira benefici\u00e1ria final da opera\u00e7\u00e3o, que seria a Arcos Dourados. Al\u00e9m disso, alegou-se a manipula\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os nas transa\u00e7\u00f5es, configurando superfaturamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa das empresas argumentou que a opera\u00e7\u00e3o era l\u00edcita e que n\u00e3o havia comprova\u00e7\u00e3o de v\u00ednculo societ\u00e1rio ou comercial entre a RFG Com\u00e9rcio e a Arcos Dourados que pudesse sustentar as acusa\u00e7\u00f5es de oculta\u00e7\u00e3o, superfaturamento ou dolo. Segundo o contribuinte, a RFG n\u00e3o era uma empresa dedicada exclusivamente ao seu atendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, voto vencido no julgamento, considerou que a opera\u00e7\u00e3o era formalmente l\u00edcita e que n\u00e3o havia evid\u00eancias de que as ordens de compra e negocia\u00e7\u00f5es partiram diretamente da Arcos Dourados, o que enfraqueceria a acusa\u00e7\u00e3o de oculta\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, destacou que o fisco n\u00e3o usou os m\u00e9todos previstos no AVA-GATT (valora\u00e7\u00e3o aduaneira) nem justificou adequadamente a desconsidera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os declarados, o que, em sua avalia\u00e7\u00e3o, tornava insustent\u00e1veis as acusa\u00e7\u00f5es de superfaturamento. Ficaram vencidos tamb\u00e9m os conselheiros La\u00e9rcio Uliana e George Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia foi de Leonardo Macedo, que entendeu pela oculta\u00e7\u00e3o da Arcos Dourados e pela exist\u00eancia de superfaturamento na opera\u00e7\u00e3o. Acompanharam os conselheiros Ana Paula Giglio e Luis Sardinha.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 10314.720065\/2022-17.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-mantem-multa-por-interposicao-fraudulenta-em-importacao-de-batatas\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-mantem-multa-por-interposicao-fraudulenta-em-importacao-de-batatas<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf libera dedu\u00e7\u00e3o de IRPJ em reorganiza\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria no setor de energia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria, a 1\u00aa Turma da 1\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) reconheceu a dedutibilidade de ativos no c\u00e1lculo do IRPJ no processo de aquisi\u00e7\u00e3o da Ersa Energias Renov\u00e1veis S.A pela CPFL Gera\u00e7\u00e3o de Energia S\/A. Com isso, foi afastada a cobran\u00e7a de R$ 446 milh\u00f5es exigida pelo fisco por suposto ganho de capital e omiss\u00e3o de receitas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os conselheiros entenderam a autua\u00e7\u00e3o como indevida, considerando que o ganho foi devidamente contabilizado e que a empresa realizou a sua exclus\u00e3o da base de c\u00e1lculo.<\/p>\n\n\n\n<p>O contribuinte foi autuado por suposta omiss\u00e3o de receitas n\u00e3o operacionais, pela suposta aus\u00eancia do registro de ganhos de capital, por receber uma quantidade de a\u00e7\u00f5es da Ersa em volume maior que o capital da Smita Empreendimentos e Participa\u00e7\u00f5es S.A. Al\u00e9m disso, o fisco apontou a apropria\u00e7\u00e3o de diferen\u00e7a entre o patrim\u00f4nio l\u00edquido cont\u00e1bil e o valor justo da Smita, empresa adquirida de forma reversa.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa da empresa explicou que a aquisi\u00e7\u00e3o reversa se deu quando a Ersa incorporou a Smita, j\u00e1 controlada pela CPFL e que detinha outras subsidi\u00e1rias no segmento. O advogado Jo\u00e3o Colussi, do Mattos Filho, defendeu que, em 2011, vigorava o Regime Tribut\u00e1rio de Transi\u00e7\u00e3o (RTT), que assegurava a neutralidade fiscal nas mudan\u00e7as cont\u00e1beis, e citou o artigo 428 do RIR\/99, que isenta de tributa\u00e7\u00e3o as varia\u00e7\u00f5es no percentual de participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria. Ainda segundo a defesa, diferentemente do que entende o fisco, a diferen\u00e7a ocorre entre o valor de mercado e o justo das a\u00e7\u00f5es e ativos.<br>Por maioria, a turma deu provimento ao recurso do contribuinte, ficando vencido apenas o conselheiro Edmilson Borges Gomes. Por unanimidade, negou provimento ao recurso de of\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso tramita com o n\u00famero 16561.720238\/2016-13.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-libera-deducao-de-irpj-em-reorganizacao-societaria-no-setor-de-energia\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-libera-deducao-de-irpj-em-reorganizacao-societaria-no-setor-de-energia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf derruba cobran\u00e7as de Imposto de Renda e CSLL sobre subven\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 27\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) reformou, em recurso repetitivo, tr\u00eas decis\u00f5es contr\u00e1rias a um contribuinte e afastou a tributa\u00e7\u00e3o pelo Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL de cr\u00e9dito presumido &#8211; tipo de benef\u00edcio fiscal de ICMS. A decis\u00e3o \u00e9 da 2\u00aa Turma da 4\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, que esclareceu que para outros tipos de subven\u00e7\u00f5es, como redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo e al\u00edquota, s\u00f3 \u00e9 necess\u00e1rio constituir reserva de incentivos para afastar a cobran\u00e7a, sendo desnecess\u00e1rio o cumprimento de demais requisitos legais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os conselheiros seguiram a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) sobre o tema, afastando a aplica\u00e7\u00e3o do recente Ato Declarat\u00f3rio Interpretativo n\u00ba 4\/2024 e de solu\u00e7\u00e3o de consulta da Receita Federal, que criam outras condi\u00e7\u00f5es para a exclus\u00e3o do benef\u00edcio fiscal da base de c\u00e1lculo dos impostos federais. Por isso, a decis\u00e3o administrativa, da qual cabe recurso, foi comemorada por advogados. De acordo com eles, nem todos os tribunais t\u00eam seguido o entendimento do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 relevante para o governo, que mudou a legisla\u00e7\u00e3o sobre o assunto no fim de 2023, atrav\u00e9s da Lei n\u00ba 14.789, a fim de aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o. A legisla\u00e7\u00e3o revogou o artigo 30 da Lei n\u00ba 12.973\/2014, em que constava determinados crit\u00e9rios para a exclus\u00e3o da base de c\u00e1lculo dos tributos federais. Passou a tributar todos os tipos de benef\u00edcio e possibilitar a tomada de um cr\u00e9dito, ap\u00f3s habilita\u00e7\u00e3o na Receita.<\/p>\n\n\n\n<p>Os casos julgados pelo Carf s\u00e3o de uma mesma empresa, a Lunelli Com\u00e9rcio do Vestu\u00e1rio Ltda, que recorria de tr\u00eas autua\u00e7\u00f5es diferentes, referentes aos anos de 2018 e 2019. O julgamento ocorreu em junho de 2024, mas os ac\u00f3rd\u00e3os s\u00f3 foram publicados neste m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas autua\u00e7\u00f5es, a fiscaliza\u00e7\u00e3o alega que a empresa excluiu indevidamente R$ 3,3 milh\u00f5es da base de c\u00e1lculo do IRPJ e CSLL e n\u00e3o poderia tomar o cr\u00e9dito correspondente via compensa\u00e7\u00e3o fiscal. Mas o Carf entendeu que o contribuinte tinha esse direito.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os ac\u00f3rd\u00e3os, o cumprimento do artigo 30 da Lei n\u00ba 12.973\/2014 \u201cdeve se restringir \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o de reservas de incentivos\u201d, inclusive para \u201coutros tipos de benef\u00edcios fiscais dos ICMS, tais como redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota, isen\u00e7\u00e3o, diferimento, n\u00e3o cabendo ser exigida a demonstra\u00e7\u00e3o de sua concess\u00e3o como est\u00edmulo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimentos econ\u00f4micos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator dos processos, o conselheiro Paulo Mateus Ciccone, adotou os fundamentos de um outro ac\u00f3rd\u00e3o, considerado paradigma, mas que ainda n\u00e3o foi disponibilizado. \u201cAs situa\u00e7\u00f5es f\u00e1tica e jur\u00eddica destes autos se assemelham \u00e0s verificadas na decis\u00e3o paradigma, de sorte que as raz\u00f5es de decidir nela consignadas s\u00e3o aqui adotadas&#8221;, afirma ele no ac\u00f3rd\u00e3o (processo n\u00ba 17830.727486\/2021-90).<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o paradigma, o Carf diz que a Lei Complementar n\u00ba 160, de 2017 passou a vedar a exig\u00eancia de outros requisitos, que n\u00e3o os constantes da pr\u00f3pria norma. \u201cPor conseguinte, passou a n\u00e3o mais existir a necessidade do contribuinte provar que as parcelas s\u00e3o concedidas como est\u00edmulo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimentos econ\u00f4micos, sendo irrelevante qualquer discuss\u00e3o a respeito da diferen\u00e7a conceitual entre subven\u00e7\u00e3o por investimento e subven\u00e7\u00e3o por custeio no que tange aos benef\u00edcios do ICMS\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da lei complementar, de acordo com a decis\u00e3o paradigma, \u201cn\u00e3o h\u00e1 mais que se exigir a sincronia e vincula\u00e7\u00e3o entre a percep\u00e7\u00e3o da vantagem e a aplica\u00e7\u00e3o dos recursos\u201d. O ac\u00f3rd\u00e3o declarou nula decis\u00e3o anterior por fundamentar-se \u201cem preceito ultrapassado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o do advogado Ricardo de Holanda Janesch, s\u00f3cio da Roit, empresa que usa intelig\u00eancia artificial para solu\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, a decis\u00e3o do Carf \u00e9 positiva e deixa mais clara a tese do STJ. \u201cO tribunal n\u00e3o tinha sido t\u00e3o taxativo. J\u00e1 o Carf diz que tem que seguir a literalidade do artigo 30 da lei e n\u00e3o pode seguir outros requisitos, ent\u00e3o reduz a margem para debate\u201d, diz ele, acrescentando que, antes do julgamento do STJ, havia 23 decis\u00f5es favor\u00e1veis e 5 desfavor\u00e1veis no Carf sobre a mat\u00e9ria. \u201cDepois dele, passou a ser ainda mais favor\u00e1vel \u00e0s empresas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspecto importante \u00e9 que o contribuinte constituiu a reserva de incentivos depois, \u201cde modo extempor\u00e2neo\u201d, acrescenta Janesch. Reservou o montante de 2013 a 2018 em 2018. \u201c\u00c9 uma outra discuss\u00e3o que a gente j\u00e1 come\u00e7ou a ter em algumas intima\u00e7\u00f5es da Receita, de que tinha que constituir a reserva de incentivo de 2014 em 2014, por exemplo. Mas o Carf afastou esse entendimento, ent\u00e3o \u00e9 uma decis\u00e3o que vai dar um refor\u00e7o em seguran\u00e7a jur\u00eddica.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado, a decis\u00e3o mostra que contribuintes que aderiram ao recente edital de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria sobre a mat\u00e9ria, o n\u00ba 4\/2024, podem ter se precipitado. \u201cAcabaram aderindo cedo demais, pagando com bastante desconto, mas, provavelmente, a empresa n\u00e3o precisaria pagar. Era melhor insistir na briga\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Dalton Dallazem, s\u00f3cio do Perin &amp; Dallazem Advogados Associados, diz que o ac\u00f3rd\u00e3o segue a rigor o que foi definido pelo STJ. \u201cOs tribunais est\u00e3o obrigados a reproduzir a conclus\u00e3o dos ministros, sobretudo a quest\u00e3o da n\u00e3o exig\u00eancia de se demonstrar que o incentivo foi concedido como est\u00edmulo ou expans\u00e3o para empreendimentos econ\u00f4micos, que era uma discuss\u00e3o que se tinha. No fundo, o que esse ac\u00f3rd\u00e3o aplica \u00e9 o que todas as demais turmas do Carf devem aplicar\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A necessidade de comprova\u00e7\u00e3o era algo que vinha sendo pedido pela Receita em alguns casos, segundo o advogado. \u201cV\u00e1rias solu\u00e7\u00f5es de consulta diziam que era preciso comprovar. Porque a lei que instituiu a subven\u00e7\u00e3o exigia a comprova\u00e7\u00e3o do investimento. Muitos casos foram julgados assim, mas tenho clientes que entraram com pedido de restitui\u00e7\u00e3o e a Receita pagou sem exigir a comprova\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirma que o acord\u00e3o n\u00e3o distinguiu o cr\u00e9dito presumido dos demais benef\u00edcios e que \u201cexaminar\u00e1 a ader\u00eancia do julgado \u00e0s teses estabelecidas pelo STJ\u201d. E destaca que o STJ julgou necess\u00e1rio cumprir outro requisito da Lei n\u00ba 12.973\/2014, que \u00e9 o de n\u00e3o usar os valores do incentivo \u201cpara finalidade estranha \u00e0 garantia da viabilidade do empreendimento econ\u00f4mico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/27\/carf-derruba-cobrancas-de-imposto-de-renda-e-csll.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/27\/carf-derruba-cobrancas-de-imposto-de-renda-e-csll.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Repetitivo define que PIS e Cofins comp\u00f5em base de c\u00e1lculo do ICMS quando esta \u00e9 o valor da opera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), sob o rito dos recursos repetitivos (Tema 1.223), reafirmou o entendimento da corte no sentido de que o Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social (PIS) e a Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) devem ser inclu\u00eddos na base de c\u00e1lculo do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS), nas hip\u00f3teses em que a base de c\u00e1lculo \u00e9 o valor da opera\u00e7\u00e3o, por configurar repasse econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a defini\u00e7\u00e3o da tese, podem voltar a tramitar os recursos especiais e agravos em recurso especial que estavam suspensos \u00e0 espera da fixa\u00e7\u00e3o do precedente qualificado.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, relator dos recursos repetitivos, afirmou que n\u00e3o se aplica \u00e0 controv\u00e9rsia em julgamento a solu\u00e7\u00e3o adotada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no Tema 69 da repercuss\u00e3o geral, conhecida como \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, que estabeleceu que \u201co ICMS n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo para a incid\u00eancia do PIS e da Cofins\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Imposto n\u00e3o se limita ao pre\u00e7o do produto<\/p>\n\n\n\n<p>O relator destacou que, conforme estabelecido no julgamento do REsp 1.346.749, a base de c\u00e1lculo do ICMS \u00e9 o valor da opera\u00e7\u00e3o que resulta na circula\u00e7\u00e3o da mercadoria, o que significa que o imposto n\u00e3o se limita ao pre\u00e7o do produto, mas tamb\u00e9m abrange o valor relativo \u00e0s condi\u00e7\u00f5es impostas ao comprador que s\u00e3o necess\u00e1rias para a concretiza\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio. Dessa forma, de acordo com Domingues, o ICMS \u00e9 calculado levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas o pre\u00e7o da mercadoria, mas tamb\u00e9m os encargos e as exig\u00eancias acordadas entre as partes envolvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro ressaltou que o PIS e a Cofins incidem sobre as receitas totais ou o faturamento das pessoas jur\u00eddicas, dependendo do regime de tributa\u00e7\u00e3o adotado, com a observ\u00e2ncia das exce\u00e7\u00f5es legais. Segundo ele, as receitas e o faturamento devem ser considerados ingressos definitivos nas contas do contribuinte, sem qualquer car\u00e1ter transit\u00f3rio, o que justifica a incid\u00eancia do PIS e da Cofins e refor\u00e7a a ideia de que essas contribui\u00e7\u00f5es impactam de forma efetiva a receita das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Domingues, embora o PIS e a Cofins sejam repassados economicamente ao contribuinte, sua incid\u00eancia n\u00e3o recai diretamente sobre o valor final cobrado do consumidor. Ele apontou que isso os diferencia de tributos como o ICMS e o IPI, que t\u00eam um repasse jur\u00eddico autorizado pela legisla\u00e7\u00e3o e pela Constitui\u00e7\u00e3o. Assim, segundo o relator, o repasse do PIS e da Cofins ocorre de maneira indireta, refletindo no impacto econ\u00f4mico dessas contribui\u00e7\u00f5es, mas sem que haja uma transfer\u00eancia legalmente determinada da responsabilidade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal que autorize a exclus\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro lembrou ainda que, ao julgar o Tema 415 da repercuss\u00e3o geral, o STF entendeu que o repasse do PIS e da Cofins ao consumidor n\u00e3o viola a Constitui\u00e7\u00e3o, pois se trata de um repasse de natureza econ\u00f4mica. Al\u00e9m disso, ele apontou que o pr\u00f3prio STJ, em diversas ocasi\u00f5es, reconheceu a legalidade da inclus\u00e3o do PIS e da Cofins na base de c\u00e1lculo do ICMS, sempre com a justificativa de que o repasse \u00e9 econ\u00f4mico, e n\u00e3o jur\u00eddico, como ocorre com outros tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator tamb\u00e9m observou que a Constitui\u00e7\u00e3o, em seu artigo 150, par\u00e1grafo 6\u00ba, estabelece que as exclus\u00f5es da base de c\u00e1lculo do ICMS devem ser previstas em lei. Como exemplo, ele citou o artigo 13, par\u00e1grafo 2\u00ba, da Lei Complementar 87\/1996, que exclui o IPI da base de c\u00e1lculo do ICMS em opera\u00e7\u00f5es realizadas entre contribuintes, destinadas \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o ou \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o, que configuram o fato gerador de ambos os impostos. \u201cPor aus\u00eancia de previs\u00e3o legal espec\u00edfica, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel excluir o PIS e a Cofins da base de c\u00e1lculo do ICMS\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo Relacionado: REsp n. 2.091.202<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2025\/22012025-Repetitivo-define-que-PIS-e-Cofins-compoem-base-de-calculo-do-ICMS-quando-esta-e-o-valor-da-operacao.aspx\">https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2025\/22012025-Repetitivo-define-que-PIS-e-Cofins-compoem-base-de-calculo-do-ICMS-quando-esta-e-o-valor-da-operacao.aspx<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Senten\u00e7a exclui PIS\/Cofins da pr\u00f3pria base de c\u00e1lculo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes conseguiram um importante precedente numa das discuss\u00f5es bilion\u00e1rias que surgiram com o julgamento da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d. A 2\u00aa Vara Federal de Osasco (SP) concedeu senten\u00e7a favor\u00e1vel a um grupo do setor de cosm\u00e9ticos para excluir o PIS e da Cofins das suas pr\u00f3prias bases de c\u00e1lculo.<\/p>\n\n\n\n<p>Decis\u00f5es a favor dos contribuintes nessa \u201ctese filhote\u201d, segundo tributaristas, s\u00e3o raras. A quest\u00e3o est\u00e1 na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF), mas poucos advogados se arriscam a opinar sobre o desfecho do julgamento, que ainda n\u00e3o foi iniciado. O impacto dessa disputa, para a Uni\u00e3o, \u00e9 de R$ 65,7 bilh\u00f5es (RE 1.233.096 ou Tema 1.067).<\/p>\n\n\n\n<p>Na senten\u00e7a, al\u00e9m de garantir a exclus\u00e3o do PIS e Cofins da suas pr\u00f3prias base de c\u00e1lculo, a ju\u00edza Adriana Freisleben de Zanetti, da 2\u00aa Vara Federal de Osasco (SP), obriga a Uni\u00e3o a restituir, por meio de compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, os valores pagos nos cinco anos anteriores ao ajuizamento da a\u00e7\u00e3o. Para ela, deve ser aplicado ao caso o mesmo entendimento adotado pelo STF no julgamento da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, que garantiu a exclus\u00e3o do ICMS do c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es sociais (processo n\u00ba 5006269-82.2023.4.03.6130).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cRespeitado posicionamento diverso, compreendo que o referido entendimento tamb\u00e9m deve ser adotado para n\u00e3o admitir a inclus\u00e3o do PIS e da Cofins na base de c\u00e1lculo das pr\u00f3prias contribui\u00e7\u00f5es ao PIS e \u00e0 Cofins, porquanto os valores relativos a tais tributos n\u00e3o se inserem no conceito de faturamento ou receita bruta\u201d, diz ela na senten\u00e7a, acrescentando \u201cinexistir determina\u00e7\u00e3o de sobrestamento dos feitos que versem sobre a mat\u00e9ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o, segundo o advogado que defendeu o contribuinte do setor de cosm\u00e9ticos, \u201c\u00e9 praticamente in\u00e9dita na Justi\u00e7a Federal de S\u00e3o Paulo\u201d. A economia, destaca, \u00e9 de quase 10% sobre o valor hoje recolhido pelo grupo. \u201c\u00c9 significativa a economia. Uma decis\u00e3o do Supremo favor\u00e1vel ao contribuinte seria importante. \u00c9 o mesmo racioc\u00ednio da tese do s\u00e9culo\u201d, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Em julho do ano passado, o Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de S\u00e3o Paulo (Sindetur) conseguiu liminar para a exclus\u00e3o do PIS e Cofins das suas pr\u00f3prias base de c\u00e1lculo, que beneficia mais de 13 mil associadas. No pedido, cita o ac\u00f3rd\u00e3o do ICMS como fundamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o, o juiz Paulo Cezar Duran afirma que se a Lei n\u00ba 9.718, de 1998, que regulamenta o PIS e a Cofins, fosse interpretada de forma restritiva, seria leg\u00edtima a inclus\u00e3o do ICMS no c\u00e1lculo do PIS e da Cofins \u2013 e, portanto, a do PIS e Cofins sobre a pr\u00f3pria base. A norma determina que a base dos tributos federais \u00e9 \u201ca totalidade das receitas auferidas pela pessoa jur\u00eddica\u201d, salvo as exclus\u00f5es previstas na lei. Por\u00e9m, acrescenta, o STF, na tese do s\u00e9culo, deu outra interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor se tratar de \u00f4nus fiscal, o valor correspondente ao ICMS n\u00e3o tem a natureza de faturamento, uma vez que n\u00e3o passa a integrar o patrim\u00f4nio do alienante, quer de mercadoria, quer de servi\u00e7o\u201d, diz. \u201cN\u00e3o obstante os julgados tenham tomado por base o ICMS, o mesmo entendimento aplica-se igualmente ao PIS e \u00e0 Cofins ante a similitude dessas exa\u00e7\u00f5es e das suas naturezas, vale dizer, tributos que apenas transitam na contabilidade da empresa\u201d (processo n\u00ba 5017166-31.2024.4.03.6100).<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirma que o Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o tem jurisprud\u00eancia amplamente favor\u00e1vel \u00e0 Uni\u00e3o, \u201craz\u00e3o pela qual acredita fortemente que a decis\u00e3o ser\u00e1 reformada no julgamento do recurso de apela\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/22\/sentenca-exclui-pis-cofins-da-propria-base-de-calculo.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/22\/sentenca-exclui-pis-cofins-da-propria-base-de-calculo.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Juiz suspende d\u00edvida tribut\u00e1ria declarada em valor maior por erro de digita\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o contribuinte, de forma espont\u00e2nea, retifica a declara\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos e cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios federais (DCTF), \u00e9 de se esperar que a Receita Federal conclua a an\u00e1lise da retifica\u00e7\u00e3o antes de iniciar a cobran\u00e7a do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a 22\u00aa Vara Federal do Rio de Janeiro suspendeu, em liminar, a cobran\u00e7a de uma d\u00edvida tribut\u00e1ria com base em uma DCTF preenchida de forma equivocada e j\u00e1 corrigida pelo contribuinte. Com base na primeira declara\u00e7\u00e3o, a Receita cobrava um valor que superava o verdadeiro em mais de R$ 20 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A suspens\u00e3o \u00e9 v\u00e1lida at\u00e9 que a Receita encerre a an\u00e1lise da DCTF retificadora. A decis\u00e3o tamb\u00e9m estabelece que o d\u00e9bito em quest\u00e3o n\u00e3o impede a renova\u00e7\u00e3o da certid\u00e3o de regularidade fiscal da empresa \u2014 um supermercado.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00faltimo ano, a empresa solicitou a compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de PIS e Cofins com d\u00e9bitos de Cofins. Ao preencher a DCTF, houve um erro de digita\u00e7\u00e3o: em vez do valor correto (aproximadamente R$ 2,8 milh\u00f5es), o contribuinte informou o valor equivocado de cerca de R$ 28,8 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O supermercado corrigiu a declara\u00e7\u00e3o cinco dias depois. Mesmo assim, a Receita reteve a DCTF retificadora e passou a cobrar quase R$ 26,2 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio de um requerimento administrativo, a empresa explicou a situa\u00e7\u00e3o, comprovou o pagamento integral do valor original e pediu a an\u00e1lise da declara\u00e7\u00e3o retificadora com urg\u00eancia. Mas, ap\u00f3s quatro meses, a DCTF ainda estava retida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 Justi\u00e7a Federal, o supermercado argumentou que a demora na an\u00e1lise administrativa inviabilizava a renova\u00e7\u00e3o da sua certid\u00e3o de regularidade fiscal e prejudicava suas atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>Boa-f\u00e9 do contribuinte<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz Renato C\u00e9sar Pessanha de Souza destacou a boa-f\u00e9 do contribuinte, que tomou as provid\u00eancias necess\u00e1rias e transmitiu a retifica\u00e7\u00e3o assim que constatou o erro. \u201c\u00c9 evidente o risco de o impetrante sofrer preju\u00edzos relacionados \u00e0 sua regularidade fiscal\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgador lembrou que, segundo uma&nbsp;<a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=115131\">instru\u00e7\u00e3o normativa<\/a>&nbsp;da pr\u00f3pria Receita, a DCTF refiticadora tem os mesmos efeitos da original, mesmo que seu objetivo seja a redu\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos informados anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ainda ressaltou que a declara\u00e7\u00e3o retificadora foi protocolada um dia antes da intima\u00e7\u00e3o para o pagamento. Na sua vis\u00e3o, a intima\u00e7\u00e3o e a cobran\u00e7a foram prematuras, pois n\u00e3o houve tempo suficiente para a an\u00e1lise do documento.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Pessanha de Souza, a \u201cin\u00e9rcia\u201d da Receita em decidir sobre a DCTF retida \u201cn\u00e3o pode ser utilizada como uma manobra punitiva, seja por inexist\u00eancia de autoriza\u00e7\u00e3o legal expl\u00edcita, seja por total falta de razoabilidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, admitir que a empresa fosse obrigada a pagar R$ 26 milh\u00f5es com base em \u201cuma DCTF tempestivamente retificada em decorr\u00eancia de erro material\u201d, enquanto aguarda uma decis\u00e3o administrativa que pode demorar at\u00e9 um ano, \u201cvai de encontro n\u00e3o apenas \u00e0 razoabilidade, mas tamb\u00e9m \u00e0 principiologia que norteia a den\u00fancia espont\u00e2nea e, por conseguinte, autoriza a retifica\u00e7\u00e3o de declara\u00e7\u00f5es antes de iniciados os procedimentos administrativos\u201d.<br>Processo 5097034-75.2024.4.02.5101<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jan-23\/juiz-suspende-divida-tributaria-declarada-em-valor-muito-maior-por-erro-de-digitacao\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jan-23\/juiz-suspende-divida-tributaria-declarada-em-valor-muito-maior-por-erro-de-digitacao\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ valida arrecada\u00e7\u00e3o de bens de empres\u00e1rio em offshore para pagamento de credores<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 24\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 4\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) validou a arrecada\u00e7\u00e3o de bens do empres\u00e1rio Daniel Birmann, reunidos em uma offshore, para o pagamento dos credores da Sam Ind\u00fastrias, da qual era s\u00f3cio. A decis\u00e3o permite que o Judici\u00e1rio tome posse de mais de tr\u00eas milh\u00f5es de a\u00e7\u00f5es &#8211; isto \u00e9, o controle &#8211; da Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), uma das maiores empresas de armamento da Am\u00e9rica Latina, que fornece muni\u00e7\u00e3o para a Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (Otan) e controla a Taurus Armas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, os ministros mantiveram ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro (TJRJ) que afastou a necessidade de Incidente de Desconsidera\u00e7\u00e3o da Personalidade Jur\u00eddica (IDPJ), instrumento usado para atingir bens de terceiros em casos de fraude ou oculta\u00e7\u00e3o de patrim\u00f4nio. Isso porque foi considerado que os pap\u00e9is pertenciam ao pr\u00f3prio Birmann na \u00e9poca da decreta\u00e7\u00e3o da fal\u00eancia da Sam Ind\u00fastrias, em 2008, mas haviam sido ocultados.<\/p>\n\n\n\n<p>Como os efeitos da insolv\u00eancia foram estendidos a ele na senten\u00e7a de quebra, todos os ativos deveriam ter sido colocados \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para venda e posterior pagamento aos credores. Por\u00e9m, desde 2008 nenhum ativo havia sido encontrado para honrar com a d\u00edvida da Sam Ind\u00fastrias, estimada em R$ 600 milh\u00f5es (valor ainda em discuss\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ n\u00e3o julgou o m\u00e9rito do recurso, pois implicaria rean\u00e1lise de provas, o que \u00e9 vedado pelo regimento da Corte. Advogados especialistas no tema, contudo, dizem que \u00e9 uma decis\u00e3o pioneira, que fortalece a possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o desse tipo de incidente de arrecada\u00e7\u00e3o para buscar ativos ocultos em insolv\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi mantido o ac\u00f3rd\u00e3o do TJRJ que entendeu que Birmann det\u00e9m 98% da participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria da CBC, avaliada em, pelo menos, R$ 2 bilh\u00f5es, segundo advogados do caso. Esse montante faria com que a fal\u00eancia fosse uma das poucas superavit\u00e1rias no Brasil. Ap\u00f3s o pagamento do passivo, o excesso voltaria para a conta banc\u00e1ria do empres\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram analisados dois recursos &#8211; um de Bernardo Birmann, filho de Daniel, e outro da CBC Global, controlada da CBC nos Estados Unidos. Ambos s\u00e3o os atuais detentores das a\u00e7\u00f5es da CBC, transferidas por Daniel ao longo dos anos. O incidente tinha o objetivo de reconhecer a nulidade da transfer\u00eancia. Ao Valor, a defesa da CBC Global informou que vai recorrer da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O procedimento de arrecada\u00e7\u00e3o de bens foi instaurado pelo Duarte Forssell Advogados (DFA), contratado em 2018 pela massa falida para fazer a busca e bloqueio de bens do empres\u00e1rio, inclusive no exterior. Mais de 20 procedimentos foram abertos, no Brasil e em diversos pa\u00edses e para\u00edsos fiscais, como nas Ilhas Caymann e Ilhas Virgens Brit\u00e2nicas. O que envolve as a\u00e7\u00f5es da CBC \u00e9 o mais avan\u00e7ado.<\/p>\n\n\n\n<p>O incidente \u00e9 sigiloso, mas o julgamento no STJ foi p\u00fablico. Na sess\u00e3o, Jo\u00e3o Felippe Varella Ribeiro, do Gouv\u00eaa &amp; Ribeiro Advogados, que defende Bernardo Birmann, disse que n\u00e3o houve direito de defesa no incidente. E que deveria ter sido instaurado um IDPJ ou a\u00e7\u00e3o revocat\u00f3ria para revogar a transfer\u00eancia das a\u00e7\u00f5es para a CBC. Segundo ele, na \u00e9poca da fal\u00eancia, os pap\u00e9is pertenciam a outras companhias com personalidades jur\u00eddicas distintas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO incidente de arrecada\u00e7\u00e3o de bens n\u00e3o foi proposto contra aqueles que foram atingidos pelo decreto falimentar, mas sim em face de terceiros que n\u00e3o figuraram como parte do processo falimentar e contra quem n\u00e3o foram estendidos os efeitos da fal\u00eancia\u201d, afirmou Ribeiro, em sustenta\u00e7\u00e3o oral, em dezembro (REsp 2000839).<\/p>\n\n\n\n<p>Beatriz Donaire de Mello e Oliveira, do Caputo Bastos &amp; Fruet Advogados, que representou a CBC Global, tamb\u00e9m no julgamento do STJ, disse que foi feita uma media\u00e7\u00e3o com a Braslight, fundo de pens\u00e3o da Light, principal credor da fal\u00eancia com R$ 350 milh\u00f5es a receber, e o seu cr\u00e9dito ficou garantido. Defendeu que, por conta da media\u00e7\u00e3o, a arrecada\u00e7\u00e3o \u201cacaba por ser at\u00e9 mesmo in\u00f3cua, porque o procedimento falimentar j\u00e1 est\u00e1 praticamente finalizado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo fontes, a media\u00e7\u00e3o foi uma tentativa de Birmann encerrar a fal\u00eancia e contornar os incidentes de arrecada\u00e7\u00e3o de bens para n\u00e3o ter o patrim\u00f4nio atingido. O acordo envolveu a XP, que comprou o cr\u00e9dito da Braslight no ano passado. A irm\u00e3 de Daniel, Miriam Birmann, assumiu a d\u00edvida da Braslight em nome do irm\u00e3o e ainda deu uma garantia de R$ 100 milh\u00f5es para o pagamento dos outros credores.<\/p>\n\n\n\n<p>O acordo foi homologado pela Justi\u00e7a em novembro. Octaviano Duarte Filho, s\u00f3cio do DFA, disse, na sess\u00e3o do STJ, que a fal\u00eancia est\u00e1 sendo resolvida n\u00e3o por conta da media\u00e7\u00e3o, mas pela atua\u00e7\u00e3o da banca. \u201cS\u00e3o anos de trabalho e investimentos milion\u00e1rios e uma fraude desvendada. Por isso que essa fal\u00eancia bilion\u00e1ria est\u00e1 sendo resolvida com o pagamento de juros e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria. N\u00e3o \u00e9 essa media\u00e7\u00e3o, que s\u00f3 existiu por conta desta demanda.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, acatou a tese do DFA e negou as alega\u00e7\u00f5es de viola\u00e7\u00e3o processual de Birmann e da CBC Global. Ele foi acompanhado por unanimidade. \u201cO caso dos autos n\u00e3o tratou da validade ou efic\u00e1cia dos neg\u00f3cios jur\u00eddicos celebrados entre o falido e terceiros, mas sim da utiliza\u00e7\u00e3o de uma cadeia societ\u00e1ria, pelo pr\u00f3prio falido, com \u00fanico prop\u00f3sito de escamotear o patrim\u00f4nio em detrimento dos seus credores\u201d, afirma ele, no ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, acrescenta, n\u00e3o seria necess\u00e1ria a desconsidera\u00e7\u00e3o da personalidade jur\u00eddica, uma vez que n\u00e3o \u00e9 caso de \u201clevantamento do v\u00e9u que separa a sociedade e s\u00f3cios para atacar o patrim\u00f4nio de uma ou de outros\u201d, mas sim o de se atingir os bens de Birmann, real dono das a\u00e7\u00f5es da CBC.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado Daniel Carnio Costa, s\u00f3cio do Daniel Carnio Advogados e ex-juiz, a decis\u00e3o \u00e9 pioneira e fortalece o uso do incidente de arrecada\u00e7\u00e3o, apesar de o julgamento ter sido formal, com base na S\u00famula n\u00ba 7 do STJ. \u201cO Tribunal do Rio chegou \u00e0 conclus\u00e3o que n\u00e3o se tratava de desconsidera\u00e7\u00e3o de personalidade jur\u00eddica e sim de arrecada\u00e7\u00e3o de um ativo do pr\u00f3prio falido, que havia sido escondido e era da massa. O STJ n\u00e3o pode reavaliar essas quest\u00f5es porque envolve a an\u00e1lise de provas\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, o juiz da fal\u00eancia pode determinar a avalia\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es da CBC para depois seguir com a venda. Mas deve haver uma discuss\u00e3o sobre a necessidade da aliena\u00e7\u00e3o, devido ao acordo de media\u00e7\u00e3o feito com a Braslight e a garantia apresentada para o pagamento de outros credores. \u201cAs a\u00e7\u00f5es j\u00e1 foram arrecadadas e est\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do juiz da fal\u00eancia para pagar uma d\u00edvida. Mas se n\u00e3o tiver mais d\u00edvida, n\u00e3o teria por que ocorrer a venda\u201d, afirma uma fonte que acompanha o caso.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00faltimo relat\u00f3rio do administrador judicial Bruno Rezende, da Preserva-A\u00e7\u00e3o, foi a favor de Birmann, pela desnecessidade da venda das a\u00e7\u00f5es da CBC. \u201cA media\u00e7\u00e3o possibilitou que a maior d\u00edvida concursal da fal\u00eancia fosse saneada, atrav\u00e9s de m\u00e9todos autocompositivos, pelos quais um terceiro assumiu o pagamento integral de tal verba, exonerando a massa falida do dever de pagar tal obriga\u00e7\u00e3o, o que, como consequ\u00eancia, torna desnecess\u00e1ria a persecu\u00e7\u00e3o de ativos para se possibilitar o pagamento de tal cr\u00e9dito, a fim de evitar pagamento em duplicidade\u201d, diz no documento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, Pedro Murgel, s\u00f3cio do CMA Advogados, que defende a CBC, afirma que Daniel Birmann n\u00e3o \u00e9 dono da CBC e que ainda \u00e9 preciso fazer a avalia\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es da empresa para se prosseguir com a venda \u201ccaso fosse necess\u00e1ria a obten\u00e7\u00e3o de recursos para o pagamento dos credores, o que n\u00e3o ocorre no caso em quest\u00e3o\u201d. Defende ainda que a fal\u00eancia est\u00e1 sendo resolvida por conta do acordo homologado com a Braslight e os demais cr\u00e9ditos (trabalhista e fiscal) foram quitados. \u201cTais fatos, por si s\u00f3, impedem qualquer impacto nas a\u00e7\u00f5es da CBC\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/24\/stj-valida-arrecadacao-de-bens-de-empresario-em-offshore-para-pagamento-de-credores.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/24\/stj-valida-arrecadacao-de-bens-de-empresario-em-offshore-para-pagamento-de-credores.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Justi\u00e7a Federal livra contribuinte de tributa\u00e7\u00e3o sobre adicional de frete<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 24\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Uma decis\u00e3o da 3\u00aa Vara Federal C\u00edvel da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria do Amazonas isentou uma empresa de afretamento mar\u00edtimo do pagamento de impostos sobre o Adicional ao Frete para Renova\u00e7\u00e3o da Marinha Mercante (AFRMM). O entendimento foi o de que a nova Lei das Subven\u00e7\u00f5es (n\u00ba 14.789\/23) n\u00e3o abrangeu essa contribui\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo explica Paulo Alecrim, s\u00f3cio na A&amp;C Advogados Associados, que defendeu o contribuinte, o AFRMM \u00e9 considerado uma Contribui\u00e7\u00e3o de Interven\u00e7\u00e3o no Dom\u00ednio Econ\u00f4mico (Cide) e \u00e9 cobrado do dono da carga que contratou uma empresa de navega\u00e7\u00e3o. No caso, com a decis\u00e3o que impediu a incid\u00eancia do Imposto de Renda (IRPJ), CSLL, PIS e Cofins, a empresa de afretamento deixou de recolher cerca de R$ 1,5 milh\u00e3o, referente a um ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O adicional \u00e9 alocado no Fundo de Marinha Mercante e direcionado para as empresas de transporte mar\u00edtimo. Mas s\u00f3 pode ser usado para renova\u00e7\u00e3o de frota ou constru\u00e7\u00e3o de novos navios ou balsas, como forma de o governo apoiar o desenvolvimento da ind\u00fastria naval brasileira. Assim, configura uma subven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando foi editada, a Lei n\u00ba 14.789\/2023 revogou todos os artigos existentes at\u00e9 ent\u00e3o a respeito das subven\u00e7\u00f5es, mas deixou de fora o artigo 68 da Lei n\u00ba 4.506\/64, que diz que o AFRMM n\u00e3o comp\u00f5e a receita bruta operacional das empresas. A manuten\u00e7\u00e3o do dispositivo, de acordo com Paulo Alecrim, justifica a n\u00e3o incid\u00eancia dos tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado levou \u00e0 Justi\u00e7a, ent\u00e3o, o argumento do princ\u00edpio da especialidade: na exist\u00eancia de duas normas conflitantes, o imbr\u00f3glio deve ser resolvido aplicando aquela que \u00e9 especial, mais espec\u00edfica a respeito de um determinado assunto. No caso, o dispositivo da lei de 1964 que foi mantido disp\u00f5e especificamente sobre as empresas de navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz Ricardo Augusto Campolina de Sales considerou que, ao n\u00e3o revogar o artigo quando teve a oportunidade, o ente legislativo manteve em vigor uma legisla\u00e7\u00e3o mais ben\u00e9fica, que deve prevalecer. \u201cEntendo que a cobran\u00e7a, da forma como exercida pelo ente no caso em quest\u00e3o, estaria ferindo o princ\u00edpio da legalidade tribut\u00e1ria, visto que o legislador, podendo revogar, assim n\u00e3o o fez, mantendo em vigor legisla\u00e7\u00e3o mais ben\u00e9fica, o que nos leva a analisar o caso sob a \u00f3tica democr\u00e1tica do tributo\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado concluiu que, nesse caso, o Judici\u00e1rio n\u00e3o pode \u201ccriar obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria ainda dada como v\u00e1lida perante o Legislativo\u201d. Entender que houve revoga\u00e7\u00e3o t\u00e1cita, acrescenta, seria extrapolar mat\u00e9ria tribut\u00e1ria \u201crestrita ao regramento legal espec\u00edfico\u201d (processo n\u00ba 1017334-28.2024.4.01.3200).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Paulo Alecrim, a tese tem amplo impacto e pode ser replicada para outras empresas de navega\u00e7\u00e3o de transporte de carga. \u201cMas \u00e9 preciso ressaltar que essa exce\u00e7\u00e3o s\u00f3 vale para empresas que operam no regime de apura\u00e7\u00e3o de lucro real. No lucro presumido, j\u00e1 n\u00e3o pagava antes, porque \u00e9 outra forma de apura\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O precedente \u00e9 incomum, segundo tributaristas. Marcelo Siqueira, advogado do Kincaid Mendes Vianna Advogados, diz que essa discuss\u00e3o est\u00e1 inserida em outra mais ampla, a respeito do que constituiria a subven\u00e7\u00e3o para investimento, e que foi acirrada com a edi\u00e7\u00e3o da Lei das Subven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a edi\u00e7\u00e3o da lei, afirma o advogado, o governo tentou restringir a n\u00e3o tributa\u00e7\u00e3o da subven\u00e7\u00e3o para investimento. O Minist\u00e9rio da Fazenda divulgou que a lei poderia trazer R$ 35 bilh\u00f5es aos cofres p\u00fablicos. Isso gerou uma rea\u00e7\u00e3o do setor produtivo e tr\u00eas A\u00e7\u00f5es Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando pontos da nova norma.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma delas foi apresentada pelo Partido Liberal e aponta que a Uni\u00e3o desconsiderou as prioridades estabelecidas por Estados e munic\u00edpios na defini\u00e7\u00e3o de suas pol\u00edticas fiscais, al\u00e9m de ter tratado de tema que s\u00f3 poderia ser institu\u00eddo por lei complementar (ADI 7551).<\/p>\n\n\n\n<p>Autora de outra a\u00e7\u00e3o, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) argumenta que a nova modalidade de tributa\u00e7\u00e3o impede Estados e munic\u00edpios de incentivar o desenvolvimento de determinadas atividades por meio de incentivos fiscais. A entidade defende ainda que a sistem\u00e1tica desrespeita o conceito constitucional de receita (ADI 7604).<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio (CNC) tamb\u00e9m foi ao Supremo, corroborando o argumento da viola\u00e7\u00e3o ao conceito constitucional de renda e receita porque a nova lei parte do princ\u00edpio de que as subven\u00e7\u00f5es constituem receitas tribut\u00e1veis (ADI 7622).<\/p>\n\n\n\n<p>Devido \u00e0 complexidade da controv\u00e9rsia, afirma Marcelo Siqueira, muitas empresas ainda est\u00e3o avaliando se faz sentido judicializar as cobran\u00e7as agora. \u201cNo uso do AFFRM, especificamente, \u00e9 preciso analisar caso a caso, j\u00e1 que nem todo gasto pode ser enquadrado como subven\u00e7\u00e3o para investimento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/24\/justica-federal-livra-contribuinte-de-tributacao-sobre-adicional-de-frete.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/24\/justica-federal-livra-contribuinte-de-tributacao-sobre-adicional-de-frete.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAIS:&nbsp;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Justi\u00e7a livra empresa de cobran\u00e7a do Difal do ICMS na substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Uma empresa do segmento de pneus conseguiu no Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro (TJRJ) decis\u00e3o para n\u00e3o pagar o diferencial de al\u00edquotas (Difal) do ICMS-ST (substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria). Essa seria a primeira decis\u00e3o da segunda inst\u00e2ncia do Judici\u00e1rio sobre o assunto, da qual se tem not\u00edcia, favor\u00e1vel ao contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 6\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico da Corte fluminense entendeu que a cobran\u00e7a \u00e9 ilegal. Isso porque n\u00e3o foi prevista em lei complementar, conforme exig\u00eancia do Supremo Tribunal Federal (STF) para o Difal do ICMS \u201cnormal\u201d, fora do regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria (0187523-84.2022.8.19.0001). O precedente pode ser usado para outras empresas do varejo tentarem obter o mesmo na Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O Difal \u00e9 um complemento \u00e0 al\u00edquota do ICMS cobrado das empresas que fazem opera\u00e7\u00f5es de um Estado para outro para suprir a diferen\u00e7a entre a al\u00edquota cobrada no destino e no Estado origin\u00e1rio da mercadoria. Em 2021, o Supremo decidiu, no Tema 1.093 de repercuss\u00e3o geral, que a regulamenta\u00e7\u00e3o do Difal precisava ser feita por lei complementar (RE 1.287.019).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, ent\u00e3o, foi editada a Lei Complementar n\u00ba 190, que alterou a Lei Kandir (LC n\u00ba 87) para regulamentar o Difal do ICMS. O problema \u00e9 que essa lei n\u00e3o tratou do regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, quando uma empresa recolhe o tributo em nome das outras integrantes da cadeia at\u00e9 o consumidor final.<\/p>\n\n\n\n<p>O que regula o Difal para o ICMS-ST \u00e9 o Conv\u00eanio ICMS n\u00ba 142, de 2018. Mas o STF n\u00e3o se pronunciou sobre a necessidade de uma nova lei complementar para tratar do Difal do ICMS-ST. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 precedente do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), segundo tributaristas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra interpreta\u00e7\u00e3o comum, mas errada, segundo tributaristas, \u00e9 a de que o texto da lei j\u00e1 trata do Difal do ICMS-ST. Em uma decis\u00e3o da 4\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de Salvador, o juiz Edsamir da Silva Mascarenhas declarou que o argumento de aus\u00eancia de lei complementar sobre o assunto n\u00e3o se sustenta porque \u201ca Lei Kandir (LC 87\/96) j\u00e1 prev\u00ea a possibilidade de cobran\u00e7a do diferencial de al\u00edquota (ICMS-DIFAL) entre a al\u00edquota interna e a interestadual\u201d (processo n\u00ba 8100286-60.2022.8.05.0001).<\/p>\n\n\n\n<p>A 6\u00aa C\u00e2mara do TJRJ concordou com o argumento dos contribuintes. Para o colegiado, a cobran\u00e7a do Difal do ICMS-ST tem se baseado s\u00f3 no Conv\u00eanio ICMS n\u00ba 142, o que viola a previs\u00e3o constitucional de que a institui\u00e7\u00e3o de normas gerais sobre quest\u00f5es tribut\u00e1rias deve ser feita por meio de lei complementar (art. 146, incisos I e III). A cobran\u00e7a tamb\u00e9m afrontaria a previs\u00e3o na Constitui\u00e7\u00e3o de que lei complementar deve definir contribuintes e dispor sobre a substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria (art. 155, par\u00e1grafo 2\u00ba, inciso XII, al\u00edneas \u201ca\u201d e \u201cb\u201d).<\/p>\n\n\n\n<p>O precedente do TJRJ pode beneficiar outras empresas que fa\u00e7am opera\u00e7\u00f5es interestaduais sob o regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, dos segmentos definidos no Conv\u00eanio 142, e forem ao Judici\u00e1rio. Tamb\u00e9m s\u00e3o abrangidas pela norma empresas do ramo de bebidas alc\u00f3olicas, cigarros, cimentos, combust\u00edveis, energia el\u00e9trica, materiais de constru\u00e7\u00e3o e limpeza, medicamentos, pap\u00e9is, produtos de higiene e cosm\u00e9ticos, sorvetes, ve\u00edculos automotores, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/20\/justica-livra-empresa-de-cobranca-do-difal-do-icms-na-substituicao-tributaria.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/20\/justica-livra-empresa-de-cobranca-do-difal-do-icms-na-substituicao-tributaria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunais estaduais negam a varejistas direito de usar cr\u00e9ditos de ICMS no Estado de origem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos tribunais estaduais tem negado o pedido de contribuintes e mantido a obrigatoriedade da transfer\u00eancia de cr\u00e9ditos de ICMS no envio de mercadorias entre estabelecimentos de uma mesma empresa. Com base em um precedente do Supremo Tribunal Federal (STF), as companhias t\u00eam tentado no Judici\u00e1rio fazer com que essa transfer\u00eancia seja opcional. O objetivo \u00e9 poder usar os cr\u00e9ditos para abater ICMS devido no Estado onde o impacto financeiro ser\u00e1 mais relevante.<\/p>\n\n\n\n<p>De um total de 10 tribunais, s\u00f3 tr\u00eas \u2013 Goi\u00e1s, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul \u2013 t\u00eam decis\u00f5es sobre o tema favor\u00e1veis aos contribuintes. Em S\u00e3o Paulo, Distrito Federal, Mato Grosso, Rond\u00f4nia, Rio Grande do Sul, Tocantins e Par\u00e1, o entendimento \u00e9 contr\u00e1rio \u00e0s empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o interessa especialmente a varejistas. Elas t\u00eam proposto a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a com base na decis\u00e3o do STF que garantiu o direito da transferir os cr\u00e9ditos ou mant\u00ea-los no Estado de origem da mercadoria (ADC 49).<\/p>\n\n\n\n<p>Uma nova norma foi editada em outubro do ano passado, o Conv\u00eanio n\u00ba 109, que permite a transfer\u00eancia de parte dos cr\u00e9ditos, mas que tamb\u00e9m n\u00e3o garante os mantidos na origem. Ela ainda imp\u00f5e restri\u00e7\u00f5es \u00e0 base de c\u00e1lculo, o que extrapola as defini\u00e7\u00f5es tanto do STF quanto da Lei Complementar n\u00ba 204\/2023, que alterou a Lei Kandir, sobre ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse novo conv\u00eanio foi regulamentado por quase todos os Estados, exceto o Rio de Janeiro, Tocantins, Par\u00e1 e Amap\u00e1. Essa internaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria para dar validade ao conv\u00eanio do Confaz. Mas a maioria dos decretos s\u00f3 reproduziu a regulamenta\u00e7\u00e3o. Ou seja, nenhum segue \u00e0 risca o julgamento do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Estado do Rio de Janeiro disse que editar\u00e1 um decreto \u201cdefinindo regras para o c\u00e1lculo do cr\u00e9dito de opera\u00e7\u00f5es anteriores \u00e0 transfer\u00eancia da mercadoria e regulamentando a op\u00e7\u00e3o de o contribuinte tratar a mercadoria como se fosse tributada\u201d. \u201cO conv\u00eanio ratifica o entendimento inicial do Estado de garantir ao contribuinte o direito de escolher se vai transferir os seus cr\u00e9ditos\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/20\/tribunais-estaduais-negam-a-varejistas-direito-de-usar-creditos-de-icms-no-estado-de-origem.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/20\/tribunais-estaduais-negam-a-varejistas-direito-de-usar-creditos-de-icms-no-estado-de-origem.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aumento de al\u00edquota de imposto n\u00e3o gera desequil\u00edbrio contratual, diz TJ-RO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/01\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O restabelecimento do equil\u00edbrio financeiro de um contrato s\u00f3 deve ocorrer durante sua vig\u00eancia, antes de uma eventual prorroga\u00e7\u00e3o, e apenas nos casos em que ficar caracterizada a ocorr\u00eancia de fato imprevisto de consequ\u00eancias incalcul\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o entendimento da&nbsp;2\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.tjro.jus.br\/\">Tribunal de Justi\u00e7a de Rond\u00f4nia<\/a>&nbsp;para negar provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o interposta por uma empreiteira que pedia indeniza\u00e7\u00e3o por suposto desequil\u00edbrio econ\u00f4mico-financeiro de um contrato administrativo de execu\u00e7\u00e3o de obras de eletrifica\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, a empreiteira argumentou que a eleva\u00e7\u00e3o da al\u00edquota da Contribui\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria sobre a Receita Bruta (CPRB) provocou um desequil\u00edbrio na execu\u00e7\u00e3o do contrato, o que justificaria o pedido de revis\u00e3o dos valores e o pagamento de uma indeniza\u00e7\u00e3o de R$ 769.165.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, durante a instru\u00e7\u00e3o processual, uma per\u00edcia constatou que n\u00e3o houve uma situa\u00e7\u00e3o imprevis\u00edvel que justificasse o reequil\u00edbrio econ\u00f4mico do contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo de origem negou o pedido com base no fato de que o aumento da al\u00edquota da CPRB j\u00e1 era conhecido antes da assinatura de um aditivo contratual pelas partes. Como a empreiteira aceitou os termos do aditivo, implicitamente tamb\u00e9m aceitou as novas condi\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, segundo o julgador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o recurso da construtora, o relator da mat\u00e9ria, desembargador Isaias Fonseca Moraes, manteve o entendimento do ju\u00edzo de origem. \u201cEm suma, ausente a imprevisibilidade, n\u00e3o h\u00e1 como se acolher o pedido autoral, pois a apelante assentiu com a assinatura de termo aditivo quando j\u00e1 era sabedora dos encargos que teria que suportar\u201d, resumiu o magistrado. O entendimento foi un\u00e2nime no colegiado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os advogados&nbsp;Carlos Harten,&nbsp;Leonardo Cocentino&nbsp;e&nbsp;S\u00edlvio Latache, s\u00f3cios do&nbsp;escrit\u00f3rio Queiroz Cavalcanti Advocacia, representaram a empresa contratante.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 7019340-18.2020.8.22.0001<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jan-21\/aumento-de-aliquota-de-imposto-nao-gera-desequilibrio-contratual-decide-tj-ro\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jan-21\/aumento-de-aliquota-de-imposto-nao-gera-desequilibrio-contratual-decide-tj-ro\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 20\/01 a 27\/01 Projeto beneficia empresa que compra do Polo Industrial de Manaus durante seca Data: 20\/01\/2025 O Projeto de Lei 3106\/24, em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados, aumenta em um ponto percentual o cr\u00e9dito da Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) obtido por empresas que comprarem produtos fabricados no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3626,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[9,29,33,63,96,73],"class_list":["post-3624","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-retrospecto-tributario","tag-amaral-yazbek","tag-empresas","tag-negocios","tag-noticia-do-dia","tag-reforma-tributaria","tag-retrospecto-tributario"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Retrospecto Tribut\u00e1rio - 20\/01 a 27\/01<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. 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