{"id":3618,"date":"2025-01-21T08:33:56","date_gmt":"2025-01-21T11:33:56","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3618"},"modified":"2025-01-21T08:41:49","modified_gmt":"2025-01-21T11:41:49","slug":"retrospecto-tributario-13-01-a-21-01","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3618","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 13\/01 a 21\/01"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 13\/01 a 21\/01<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Norma da Receita sobre a reforma explica cr\u00e9dito presumido de IPI a montadoras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro ato voltado \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, a Receita Federal estabeleceu que, ao prever que as montadoras ter\u00e3o direito, at\u00e9 2032, de um cr\u00e9dito presumido de CBS, a Emenda Constitucional 132\/23 prorrogou o cr\u00e9dito presumido de IPI garantido na legisla\u00e7\u00e3o anterior. O entendimento pode at\u00e9 parecer \u00f3bvio, j\u00e1 que a pr\u00f3pria emenda faz refer\u00eancia aos textos que tratam do cr\u00e9dito presumido. Por\u00e9m, a norma traz uma vis\u00e3o mais favor\u00e1vel aos contribuintes em rela\u00e7\u00e3o ao que defendiam outros setores do governo. A Fazenda, por exemplo, argumentava que a reforma traz um benef\u00edcio novo, o que, na pr\u00e1tica, inviabilizaria que novos contribuintes passassem a ter acesso ao cr\u00e9dito presumido de IPI antes de 2027.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema consta no Ato Declarat\u00f3rio Interpretativo 3\/2024, da Receita Federal, que foi publicado em 25 de novembro. A norma esclarece que o artigo 19 prorroga a vig\u00eancia dos cr\u00e9ditos presumidos de IPI previstos no artigo 11-C da Lei 9440\/97 e artigos 1\u00ba a 4\u00ba da Lei 9.826\/99. Tais leis definem, entre outros pontos, que o benef\u00edcio \u00e9 aplic\u00e1vel a montadoras e fabricantes de ve\u00edculos nas regi\u00f5es Norte, Nordeste e Centro-Oeste e abrange, originalmente, as vendas realizadas at\u00e9 dezembro de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>O documento da Receita diz que os cr\u00e9ditos poder\u00e3o ser apurados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vendas ocorridas at\u00e9 31 de dezembro de 2026. Os benef\u00edcios ser\u00e3o concedidos aos projetos aprovados, at\u00e9 31 de dezembro deste ano, \u201cde pessoas jur\u00eddicas habilitadas \u00e0 frui\u00e7\u00e3o dos referidos benef\u00edcios na data de promulga\u00e7\u00e3o da EC 132\/23\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os novos projetos, o ato da Receita estabelece que os benef\u00edcios ser\u00e3o concedidos \u00e0queles aprovados \u201cat\u00e9 31 de dezembro de 2025, que ampliem ou reiniciem a produ\u00e7\u00e3o em planta industrial utilizada em projetos ativos ou inativos habilitados \u00e0 frui\u00e7\u00e3o dos referidos benef\u00edcios\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o artigo 19 da EC concede cr\u00e9dito presumido de CBS para os projetos de produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos el\u00e9tricos ou a biocombust\u00edveis, at\u00e9 2032, estabelecendo algumas condi\u00e7\u00f5es. O benef\u00edcio \u00e9 aplic\u00e1vel aos projetos j\u00e1 existentes aprovados at\u00e9 dezembro de 2024 e para novos projetos, se aprovados at\u00e9 dezembro de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao considerar que a reforma prorrogou os termos das leis existentes, o ADI permite, na pr\u00e1tica, que contribuintes habilitados na data da promulga\u00e7\u00e3o da EC 132 (20 de dezembro de 2023) ou que tenham novos projetos aprovados at\u00e9 o final de 2025 continuem aproveitando os cr\u00e9ditos presumidos de IPI.<\/p>\n\n\n\n<p>Cejan<\/p>\n\n\n\n<p>O debate sobre a aplica\u00e7\u00e3o do artigo 19 surgiu na C\u00e2mara de Promo\u00e7\u00e3o de Seguran\u00e7a Jur\u00eddica no Ambiente de Neg\u00f3cios (Cejan), da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU), a partir de uma consulta feita pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI). A entidade questionou se o dispositivo cuida da prorroga\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios que foram estabelecidos nas Leis 9.440\/97 e 9.826\/99 ou apenas de um benef\u00edcio isolado \u2013 relativo a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) \u2013 sem correla\u00e7\u00e3o com o IPI. A defini\u00e7\u00e3o sobre a exist\u00eancia de cr\u00e9dito presumido de IPI at\u00e9 2026 \u00e9 considerada um \u201cfator decisivo para estrat\u00e9gias de investimento no pa\u00eds\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A demanda evidenciou uma diverg\u00eancia entre a posi\u00e7\u00e3o da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e da AGU sobre o tema. A primeira considerava que a EC trazia um benef\u00edcio novo, o que, na pr\u00e1tica, faria com que contribuintes que, em que pese habilitados, n\u00e3o recebem os cr\u00e9ditos presumidos, n\u00e3o pudessem mais aproveitar o benef\u00edcio. Essas empresas s\u00f3 fariam jus aos cr\u00e9ditos presumidos de CBS, dispon\u00edveis a partir de 2027.<\/p>\n\n\n\n<p>O posicionamento era criticado por possivelmente criar uma distor\u00e7\u00e3o concorrencial entre empresas do setor. Isso porque, mesmo habilitada, parte das empresas n\u00e3o acessaria os cr\u00e9ditos presumidos de IPI at\u00e9 2027.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final, por\u00e9m, a AGU e a Controladoria-Geral da Uni\u00e3o (CGU) redigiram um parecer com a posi\u00e7\u00e3o mais favor\u00e1vel aos contribuintes, que teve que ser seguido pela Receita.<\/p>\n\n\n\n<p>Regulamenta\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de o ato ter sido editado com um vi\u00e9s menos desfavor\u00e1vel aos contribuintes, especialistas apontam que a norma traz prazos que n\u00e3o est\u00e3o previstos na EC 32.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/norma-da-receita-sobre-a-reforma-explica-credito-presumido-de-ipi-a-montadoras\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/norma-da-receita-sobre-a-reforma-explica-credito-presumido-de-ipi-a-montadoras<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Al\u00edquota zero para fertilizantes traz impacto positivo para ind\u00fastria, diz conselheiro do Carf<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O aproveitamento da al\u00edquota zero de PIS e Cofins para a produ\u00e7\u00e3o de fertilizantes deve trazer impactos positivos para o mercado. Relator do ac\u00f3rd\u00e3o que estabeleceu essa possibilidade,&nbsp;La\u00e9rcio Uliana, conselheiro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), acredita que as empresas do setor passar\u00e3o a repassar os insumos com um pre\u00e7o menor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO maior impacto ser\u00e1 gerado para os importadores e produtores nacionais que vendem para ind\u00fastria de adubo e fertilizantes. Anteriormente, essas empresas n\u00e3o conseguiam reverter o direito ao cr\u00e9dito para venda \u00e0 ind\u00fastria. Assim, repassavam o pre\u00e7o dos produtos por um pre\u00e7o maior, diante da incerteza de reaver os seus cr\u00e9ditos\u201d, disse Uliana.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, a 1\u00aa Turma da 4\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Carf reconheceu a redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota em um caso que envolvia venda de nutrientes que s\u00e3o mat\u00e9rias-primas para a produ\u00e7\u00e3o dos insumos, como boro, zinco, cobre e molibd\u00eanio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua fundamenta\u00e7\u00e3o, o relator considerou um entendimento de 2004 para decidir que as pessoas jur\u00eddicas que efetuaram a importa\u00e7\u00e3o ou uma venda no mercado interno de adubos e fertilizantes, classificadas no cap\u00edtulo 31 da Tabela de Incid\u00eancia do Imposto sobre Produtos Industrializados (Tipi) ou suas mat\u00e9rias-primas, n\u00e3o est\u00e3o sujeitas ao pagamento do PIS\/Cofins em tais opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo&nbsp;Carlos Daniel Neto, especialista em Direito Tribut\u00e1rio e s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Daniel &amp; Diniz Advocacia Tribut\u00e1ria, a controv\u00e9rsia surgiu quanto \u00e0 extens\u00e3o da prova exigida. \u201cEnquanto a Receita Federal defendia a comprova\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca por parte do vendedor de que os insumos seriam efetivamente utilizados na fabrica\u00e7\u00e3o de fertilizantes, o Carf entendeu que essa exig\u00eancia seria excessiva e n\u00e3o respaldada legalmente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado, a decis\u00e3o refor\u00e7a a relev\u00e2ncia da quest\u00e3o probat\u00f3ria no \u00e2mbito do Carf. \u201cEssa abordagem equilibra a boa-f\u00e9 do contribuinte e a viabilidade pr\u00e1tica das exig\u00eancias probat\u00f3rias, garantindo a aplica\u00e7\u00e3o da al\u00edquota zero sem impor \u00f4nus excessivo \u00e0s empresas vendedoras, como bem apontado pelo conselheiro relator.\u201d<br>Processo 10875.910251\/2011-20<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jan-13\/aliquota-zero-para-fertilizantes-traz-impacto-positivo-para-industria-diz-conselheiro-do-carf\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jan-13\/aliquota-zero-para-fertilizantes-traz-impacto-positivo-para-industria-diz-conselheiro-do-carf\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Governo ir\u00e1 vetar trechos que causem \u201cproblemas\u201d de interpreta\u00e7\u00e3o da tribut\u00e1ria, diz Haddad<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta ter\u00e7a-feira (14) que o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) deve&nbsp;vetar&nbsp;do projeto de lei da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/politica\/camara-aprova-regulamentacao-da-reforma-tributaria\/\">regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria<\/a>&nbsp;artigos que possam causar \u201cproblemas\u201d de interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O chefe da pasta econ\u00f4mica n\u00e3o detalhou quais trechos devem ser vetados, mas informou que a ess\u00eancia da proposta ser\u00e1 mantida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o coisas bastante laterais, que podem trazer problemas t\u00e9cnicos de interpreta\u00e7\u00e3o ou de aplica\u00e7\u00e3o. A ess\u00eancia da reforma, assim como aconteceu com a renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas dos estados, est\u00e1 mantida, mas afasta problemas que podem ocorrer a depender da interpreta\u00e7\u00e3o que \u00e9 dada aos dispositivos\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Haddad, o Minist\u00e9rio da Fazenda j\u00e1 apresentou \u00e0 Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) e \u00e0 Casa Civil suas&nbsp;sugest\u00f5es de veto, mas as medidas ainda n\u00e3o passaram pela an\u00e1lise de Lula. O&nbsp;prazo&nbsp;para san\u00e7\u00e3o do projeto de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria termina nesta&nbsp;quinta-feira (16).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso est\u00e1 na mesa do presidente agora. N\u00e3o foi feita a reuni\u00e3o com ele ainda sobre a decis\u00e3o a tomar. Mas j\u00e1 encaminhamos tanto para a AGU e Casa Civil a proposta da Fazenda e as raz\u00f5es de veto dos artigos respectivos. Mas ainda n\u00e3o passou ainda pelo crivo do presidente\u201d, disse Haddad.<\/p>\n\n\n\n<p>Play Video<\/p>\n\n\n\n<p>O que diz o projeto<\/p>\n\n\n\n<p>Considerada umas das prioridades do governo neste ano, o projeto regulamenta a aplica\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), e do Imposto Seletivo (IS), os novos tributos criados pela reforma tribut\u00e1ria sobre o consumo, promulgada em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>A CBS, de car\u00e1ter federal, e o IBS, de compet\u00eancia estadual e municipal, v\u00e3o substituir gradualmente cinco impostos cobrados hoje (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS). J\u00e1 o Imposto Seletivo vai incidir sobre itens considerados prejudiciais \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta de regulamenta\u00e7\u00e3o inclui uma \u201ctrava\u201d para a al\u00edquota. O governo dever\u00e1 enviar um projeto de lei complementar para rever benef\u00edcios fiscais se o percentual da al\u00edquota for maior do que 26,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do projeto aprovado nesta ter\u00e7a, uma segunda proposta de regulamenta\u00e7\u00e3o enviada pelo governo j\u00e1 foi aprovada pela C\u00e2mara e aguarda vota\u00e7\u00e3o no Senado. Esse outro projeto trata do Comit\u00ea Gestor que vai gerir e administrar a cobran\u00e7a do IBS.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-cnn-brasil wp-block-embed-cnn-brasil\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"SLgHx1Ts0y\"><a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/macroeconomia\/governo-ira-vetar-trechos-que-causem-problemas-de-interpretacao-da-tributaria-diz-haddad\/\">Governo ir\u00e1 vetar trechos que causem \u201cproblemas\u201d de interpreta\u00e7\u00e3o da tribut\u00e1ria, diz Haddad<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Governo ir\u00e1 vetar trechos que causem \u201cproblemas\u201d de interpreta\u00e7\u00e3o da tribut\u00e1ria, diz Haddad&#8221; &#8212; CNN Brasil\" src=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/macroeconomia\/governo-ira-vetar-trechos-que-causem-problemas-de-interpretacao-da-tributaria-diz-haddad\/embed\/#?secret=FF390nit5Y#?secret=SLgHx1Ts0y\" data-secret=\"SLgHx1Ts0y\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Expectativas tribut\u00e1rias para 2025 incluem reformas e &#8216;filhote&#8217; da tese do s\u00e9culo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A continuidade da regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, mudan\u00e7as no Imposto de Renda e o julgamento sobre exclus\u00e3o do ISS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins s\u00e3o os assuntos mais aguardados por especialistas em Direito Tribut\u00e1rio em 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses foram os principais temas citados por tributaristas consultados pela revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico&nbsp;quanto \u00e0s expectativas para este ano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA reforma tribut\u00e1ria, que visa simplificar o sistema tribut\u00e1rio brasileiro e reduzir a carga tribut\u00e1ria, continuar\u00e1 sendo discutida, com a expectativa de unifica\u00e7\u00e3o de impostos e maior seguran\u00e7a jur\u00eddica para as empresas\u201d, diz&nbsp;Morvan Meirelles Costa Junior, advogado do escrit\u00f3rio Meirelles Costa Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>O Congresso&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-dez-17\/camara-rejeita-mudancas-feitas-no-senado-e-aprova-reforma-tributaria\/\">aprovou,<\/a>&nbsp;em 2024, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/materias-bicamerais\/-\/ver\/plp-68-2024\">primeiro projeto de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria<\/a>. Agora ainda resta o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/materias-bicamerais\/-\/ver\/plp-108-2024\">segundo projeto<\/a>, que trata, por exemplo, da gest\u00e3o dos novos tributos, da reparti\u00e7\u00e3o das receitas e da instala\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Gestor do IBS.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 nesse projeto que teremos a discuss\u00e3o de temas vinculados \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o da estrutura contenciosa do IBS e da CBS, o que deve ser tratado com bastante cuidado para que os objetivos da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/emendas\/emc\/emc132.htm\">Emenda Constitucional 132\/2023<\/a>&nbsp;sejam preservados, sobretudo os princ\u00edpios da simplicidade, transpar\u00eancia e coopera\u00e7\u00e3o\u201d, aponta&nbsp;Fl\u00e1vio Molinari, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Collavini Borges Molinari Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Fl\u00e1vio Prado, s\u00f3cio de Tribut\u00e1rio do Gaia Silva Gaede Advogados, lembra que ainda falta definir \u201coutras quest\u00f5es de interesse dos contribuintes, como a utiliza\u00e7\u00e3o dos saldos credores acumulados dos atuais tributos, ap\u00f3s transcorrido o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo federal tamb\u00e9m j\u00e1 anunciou que vai propor, em 2025, uma reforma tribut\u00e1ria sobre a renda (e n\u00e3o sobre consumo, como a que criou o IVA), com o objetivo de ampliar a faixa de isen\u00e7\u00e3o do IR para quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de&nbsp;Eduardo Froehlich Zangerolami, s\u00f3cio do Barcellos Tucunduva Advogados, com a aprova\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria sobre o consumo, \u201co governo ganhar\u00e1 for\u00e7a para avan\u00e7ar\u201d nas mudan\u00e7as no IR em 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Para&nbsp;Eduardo Natal, s\u00f3cio do Natal &amp; Manssur Advogados, essa reforma sobre renda \u201ctalvez n\u00e3o seja bem-vinda, considerando o aumento da carga tribut\u00e1ria ocorrido em 2024 e as grandes discuss\u00f5es sobre o arcabou\u00e7o fiscal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Julgamentos<\/p>\n\n\n\n<p>No Supremo Tribunal Federal, o julgamento tribut\u00e1rio mais aguardado em 2025 \u00e9 o que decidir\u00e1 se o ISS pode ser exclu\u00eddo da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins (RE 592.616) \u2014 uma&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-abr-29\/filhotes-tese-seculo-geram-incerteza-judicializacao\/\">\u201ctese filhote\u201d<\/a>&nbsp;da chamada&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2017-mar-15\/icms-nao-integra-base-calculo-pis-cofins-define-supremo\/\">\u201ctese do s\u00e9culo\u201d<\/a>, de 2017, que definiu a exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo dessas contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise sobre o ISS come\u00e7ou em 2020 e foi suspensa pela \u00faltima vez em agosto do \u00faltimo ano, com o placar de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-28\/supremo-tem-4-votos-a-2-contra-inclusao-do-iss-na-base-do-pis-cofins\/\">5 a 5<\/a>. O voto do ministro Luiz Fux vai desempatar o julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com&nbsp;Felipe Rei, s\u00f3cio do B\u00f6ing Vieites Gleich Mizrahi Rei Advogados, \u201ca decis\u00e3o ter\u00e1 repercuss\u00f5es importantes no planejamento tribut\u00e1rio de empresas prestadoras de servi\u00e7os e pode incluir debates sobre a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da decis\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Devido ao precedente da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, Prado v\u00ea uma \u201cforte expectativa\u201d natural de que o STF tenha entendimento similar com rela\u00e7\u00e3o ao ISS.<\/p>\n\n\n\n<p>Natal tamb\u00e9m expressa sua expectativa quanto ao julgamento de outra \u201ctese filhote\u201d: a exclus\u00e3o do PIS e da Cofins das suas pr\u00f3prias bases de c\u00e1lculo (RE 1.233.096), que aguarda julgamento desde 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Contencioso tribut\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, alguns temas tribut\u00e1rios devem gerar bastante lit\u00edgio administrativo e judicial. Um dos mais citados \u00e9 a al\u00edquota m\u00ednima de 15% para empresas multinacionais instaladas no Brasil com receita superior a 720 milh\u00f5es de euros por ano, prevista em uma&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2024\/lei\/L15079.htm\">lei j\u00e1 sancionada<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA medida combate a transfer\u00eancia de lucros de multinacionais para pa\u00edses com baixa tributa\u00e7\u00e3o\u201d, indica Rei.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jan-14\/expectativas-tributarias-para-2025-envolvem-reformas-e-filhote-da-tese-do-seculo\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jan-14\/expectativas-tributarias-para-2025-envolvem-reformas-e-filhote-da-tese-do-seculo\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Empresas e holdings correm para poder optar por regime transit\u00f3rio da reforma<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Data: 15\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Pessoas jur\u00eddicas ou titulares de holdings patrimoniais que realizem a loca\u00e7\u00e3o, cess\u00e3o ou arrendamento de im\u00f3veis poder\u00e3o optar por um regime de transi\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria que garantir\u00e1 a al\u00edquota total de 3,65% de Imposto (IBS) e Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS). Por\u00e9m, o benef\u00edcio s\u00f3 valer\u00e1 para contratos que sigam os crit\u00e9rios da lei complementar, fruto do Projeto de Lei (PLP) n\u00ba 68\/2024, que est\u00e1 para ser sancionada pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>Tributaristas afirmam que a op\u00e7\u00e3o por esse regime transit\u00f3rio pode ser muito vantajosa do ponto de vista fiscal. Estima-se que a nova carga tribut\u00e1ria de IBS e CBS desses contribuintes ser\u00e1 maior \u2014 mesmo que exista a possibilidade de apropria\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos \u2014 girando em torno de 8% a 15% sobre a receita bruta.<\/p>\n\n\n\n<p>Para usar o regime alternativo, tais contratos dever\u00e3o estar vigentes antes da publica\u00e7\u00e3o da nova lei complementar. Al\u00e9m disso, segundo o artigo 487 do PL 68 \u2014 que ainda pode sofrer vetos do presidente da Rep\u00fablica \u2014 o contrato de loca\u00e7\u00e3o, cess\u00e3o onerosa ou arrendamento de im\u00f3vel deve ter sido firmado por prazo determinado, com firma reconhecida ou assinatura eletr\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com o dispositivo, para contrato n\u00e3o residencial, a op\u00e7\u00e3o vale pelo prazo original do contrato desde que ele seja registrado em cart\u00f3rio at\u00e9 31 de dezembro de 2025 ou disponibilizado \u00e0 Receita Federal. Se residencial, pode valer pelo prazo original do contrato ou at\u00e9 31 de dezembro de 2028, o que ocorrer primeiro. Nesse \u00faltimo caso, tamb\u00e9m atestar\u00e1 a vig\u00eancia a comprova\u00e7\u00e3o de pagamento da loca\u00e7\u00e3o at\u00e9 o \u00faltimo dia do m\u00eas subsequente ao do primeiro m\u00eas do contrato.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/15\/reforma-tributaria-empresas-e-holdings-tem-prazo-curto-para-atualizar-contratos-e-usar-regime-transitorio.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/15\/reforma-tributaria-empresas-e-holdings-tem-prazo-curto-para-atualizar-contratos-e-usar-regime-transitorio.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como vai funcionar o Pix em 2025: entenda em 4 pontos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 qualquer tipo de imposto que incida nas transa\u00e7\u00f5es feitas via Pix. Desde quando foi criada, a forma de pagamento \u00e9 gratuita e continuar\u00e1 sendo em 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>As informa\u00e7\u00f5es que circulam a respeito da cobran\u00e7a de imposto sobre o Pix s\u00e3o falsas. A \u00fanica mudan\u00e7a relacionada ao Pix foi orientada pela Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 2.219\/2024, da Receita Federal, diz respeito \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o de operadoras de cart\u00e3o de cr\u00e9dito e institui\u00e7\u00f5es de pagamento em reportar transfer\u00eancias acima do limite estabelecido pelo Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, as institui\u00e7\u00f5es financeiras deveriam informar \u00e0 Receita Federal movimenta\u00e7\u00f5es de clientes que receberem mensalmente transfer\u00eancias Pix ou gastarem no cart\u00e3o de cr\u00e9dito:<\/p>\n\n\n\n<p>Na tarde desta quarta-feira (15), o secret\u00e1rio da Receita Federal Robinson Barreirinhas informou que a medida, publicada em setembro de 2024 e em vigor desde 1\u00ba de janeiro, ser\u00e1 revogada.<\/p>\n\n\n\n<p>A obriga\u00e7\u00e3o de repassar informa\u00e7\u00f5es sobre transa\u00e7\u00f5es \u00e0 Receita existe desde 2015. Institui\u00e7\u00f5es financeiras tradicionais, como bancos e cooperativas de cr\u00e9dito, tinham que informar movimenta\u00e7\u00f5es financeiras de seus clientes \u2014 como saldos em conta corrente, movimenta\u00e7\u00f5es de investimento e resgate, rendimentos de aplica\u00e7\u00f5es e poupan\u00e7as. Quanto \u00e0s transfer\u00eancias, o limite volta a ser de R$ 2 mil para pessoas f\u00edsicas e R$ 6 mil para pessoas jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<p>O que mudou no Pix em 2025?<\/p>\n\n\n\n<p>As regras para transa\u00e7\u00f5es via Pix continuam as mesmas. A \u00fanica mudan\u00e7a relacionada dizia respeito \u00e0s institui\u00e7\u00f5es financeiras, pois teriam que enviar \u00e0 Receita Federal informa\u00e7\u00f5es sobre transfer\u00eancias acima de R$ 5 mil para pessoas f\u00edsicas e R$ 15 mil para pessoas jur\u00eddicas \u2014 aqui inclusas operadoras de cart\u00e3o de cr\u00e9dito , cooperativas e outras organiza\u00e7\u00f5es do g\u00eanero.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados deveriam ser enviados obrigatoriamente via e-Financeira, sistema eletr\u00f4nico da Receita. O advogado tributarista Carlos Alberto Pinto, diretor do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT), explicou ao Valor que, caso a norma continuasse em vigor, nem todo mundo seria obrigado a pagar imposto sobre a renda.<\/p>\n\n\n\n<p>A Comunica\u00e7\u00e3o do governo federal explicou como a mudan\u00e7a funcionaria na pr\u00e1tica:<\/p>\n\n\n\n<p>Quando uma pessoa realizar uma transfer\u00eancia de sua conta, seja enviando por Pix, DOC ou TED, n\u00e3o ser\u00e1 identificado na e-Financeira para quem ou qual a raz\u00e3o do envio desse valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao fim de um m\u00eas, seriam somados todos os valores que sa\u00edram da conta, inclusive saques. Se for ultrapassado o limite de R$ 5 mil para uma pessoa f\u00edsica, ou de R$ 15 mil para uma pessoa jur\u00eddica, a institui\u00e7\u00e3o financeira passaria essa informa\u00e7\u00e3o \u00e0 Receita.<\/p>\n\n\n\n<p>Da mesma forma que ocorre com o somat\u00f3rio dos valores que saem de uma conta, haver\u00e1 tamb\u00e9m a contabiliza\u00e7\u00e3o dos valores que nela ingressam.<\/p>\n\n\n\n<p>Na e-Financeira, n\u00e3o \u00e9 individualizada a modalidade de transfer\u00eancia, se por Pix ou outra, ou seja, todos os valores s\u00e3o consolidados e os totais movimentados a d\u00e9bito e a cr\u00e9dito, devem ser informados.<\/p>\n\n\n\n<p>O Pix vai ser taxado?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o, o Pix n\u00e3o ser\u00e1 taxado. Nada muda para o cliente com as novas regras em vigor ou revogadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota emitida na ter\u00e7a-feira (14), a Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban) alertou que s\u00e3o falsas as not\u00edcias divulgadas nas redes sociais sobre taxa\u00e7\u00e3o do Pix. O diretor do IBPT ouvido pelo Valor refor\u00e7ou que o repasse de informa\u00e7\u00f5es pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras \u00e0 Receita j\u00e1 existe, a \u00fanica mudan\u00e7a \u00e9 o valor a partir do qual se torna obrigat\u00f3rio reportar essas transa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O Pix vai ser fiscalizado?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o haver\u00e1 fiscaliza\u00e7\u00e3o sobre o Pix. A Febraban ressaltou que a Receita apenas atualizou o sistema de acompanhamento financeiro para incluir novos limites, meios de pagamento e outras institui\u00e7\u00f5es do g\u00eanero que s\u00e3o obrigadas a prestar informa\u00e7\u00f5es ao \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso significa que a \u00fanica mudan\u00e7a pr\u00e1tica na regra relacionada ao Pix seria no valor m\u00ednimo de movimenta\u00e7\u00f5es financeiras, que j\u00e1 eram reportadas. Em vez de R$ 2 mil para pessoa f\u00edsica e R$ 6 mil para pessoa jur\u00eddica, o valor m\u00ednimo das transa\u00e7\u00f5es a ser reportado \u00e0 Receita Federal seria de R$ 5 mil para pessoas f\u00edsicas e R$ 15 mil para pessoas jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Como declarar Pix no Imposto de Renda<\/p>\n\n\n\n<p>O Imposto de Renda pode ser pago ao final do ano, mediante soma dos rendimentos tribut\u00e1veis e aplica\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de tributa\u00e7\u00e3o conforme a faixa, ou pode ser recolhido todos os meses, por meio do Carn\u00ea Le\u00e3o. Miguel Arcanjo Simas Novo, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Anfip), explica que n\u00e3o \u00e9 preciso declarar transfer\u00eancias Pix no Imposto de Renda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que as pessoas f\u00edsicas que est\u00e3o obrigadas a declarar no Imposto de Renda \u00e9 o saldo banc\u00e1rio e o dinheiro em esp\u00e9cie que tiver no seu caixa em 31 de cada ano\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista Carlos Alberto Pinto, diretor do IBPT, recomenda que o contribuinte busque suporte de um contador para fazer o c\u00e1lculo do que incidir\u00e1 tributa\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/financas\/artigo\/como-vai-funcionar-o-pix-em-2025-entenda.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/financas\/artigo\/como-vai-funcionar-o-pix-em-2025-entenda.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita inclui benef\u00edcios ao setor de alimentos e \u00e0 Zona Franca na Dirbi<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal incluiu 45 novos benef\u00edcios fiscais no rol de incentivos que devem ser informados por meio da Declara\u00e7\u00e3o de Incentivos, Ren\u00fancias, Benef\u00edcios e Imunidades de Natureza Tribut\u00e1ria (Dirbi). Desses, 18 s\u00e3o incentivos do setor de alimentos e 17 s\u00e3o referentes \u00e0 Zona Franca de Manaus. A altera\u00e7\u00e3o consta na Instru\u00e7\u00e3o Normativa 2.241, publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o de 30 de dezembro do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Entraram na lista de benef\u00edcios que devem ser informados \u00e0 Receita as redu\u00e7\u00f5es a 0% das al\u00edquotas de PIS e Cofins nos regimes de apura\u00e7\u00e3o cumulativa e n\u00e3o cumulativa de feij\u00f5es, arroz, farinhas de trigo e de milho, leite fluido e em p\u00f3, queijos, soro do leite, misturas para p\u00e3o, massas aliment\u00edcias, carnes, peixes, a\u00e7\u00facar, \u00f3leos vegetais, caf\u00e9, margarina e manteiga.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 Zona Franca de Manaus, a regi\u00e3o j\u00e1 era contemplada pela Dirbi anteriormente, que exigia que as empresas declarassem a suspens\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es nas opera\u00e7\u00f5es de importa\u00e7\u00e3o de mat\u00e9rias-primas, produtos intermedi\u00e1rios e materiais de embalagem efetuadas por empresas localizadas no parque industrial.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova altera\u00e7\u00e3o acrescentou na lista a importa\u00e7\u00e3o de novos itens, como m\u00e1quinas, aparelhos e equipamentos, e tamb\u00e9m benef\u00edcios envolvendo a aplica\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas diferenciadas; a redu\u00e7\u00e3o a 0% das al\u00edquotas do PIS\/Pasep e da Cofins e a isen\u00e7\u00e3o do IPI.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram inclu\u00eddos ainda benef\u00edcios relacionados ao setor de transporte, como a redu\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas para o transporte a\u00e9reo de passageiros e o cr\u00e9dito presumido para o transporte rodovi\u00e1rio. No setor agropecu\u00e1rio, entraram na lista as redu\u00e7\u00f5es de al\u00edquotas referentes a sementes e mudas, corretivos de solo, inoculantes agr\u00edcolas e vacinas veterin\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a publica\u00e7\u00e3o da Instru\u00e7\u00e3o Normativa, o n\u00famero de benef\u00edcios que as empresas s\u00e3o obrigadas a informar passa a ser 88. Em setembro, a Receita j\u00e1 havia aumentado a lista de 16 para 43 itens. Os novos incentivos fiscais dever\u00e3o ser declarados retroativamente, a partir de janeiro de 2024, at\u00e9 20 de mar\u00e7o de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados da Dirbi<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o dos dados da Dirbi foi feita em 18 de dezembro. O levantamento traz, a partir dos valores declarados pelos contribuintes, o n\u00famero de ren\u00fancias declaradas no ano, que chega a um total de R$ 110,9 bilh\u00f5es, e a ren\u00fancia fiscal por empresa, consolidando por setores e em bases mensais.<\/p>\n\n\n\n<p>A declara\u00e7\u00e3o mostra que os benef\u00edcios tribut\u00e1rios com maior impacto em 2024 foram: adubos e fertilizantes (R$ 18,2 bilh\u00f5es), desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos (R$ 13,7 bilh\u00f5es), defensivos agropecu\u00e1rios (R$ 13,5 bilh\u00f5es), Perse (R$ 11,3 bilh\u00f5es) e produtos farmac\u00eauticos (R$ 7,4 bilh\u00f5es).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/receita-inclui-beneficios-ao-setor-de-alimentos-e-a-zona-franca-na-dirbi\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/receita-inclui-beneficios-ao-setor-de-alimentos-e-a-zona-franca-na-dirbi<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Governo revoga regras para fiscaliza\u00e7\u00e3o de transfer\u00eancias por Pix ap\u00f3s onda de fake news<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o secret\u00e1rio da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, anunciou nesta quarta-feira (15\/01) a revoga\u00e7\u00e3o da instru\u00e7\u00e3o normativa que ampliava a monitora\u00e7\u00e3o de transa\u00e7\u00f5es via Pix. Em meio \u00e0 onda de desinforma\u00e7\u00e3o, o secret\u00e1rio afirmou que a medida busca conter \u201ccrimes contra a economia popular\u201d. O governo federal considera que a dissemina\u00e7\u00e3o de fake news tem incentivado golpistas e, em resposta, publicar\u00e1 uma medida provis\u00f3ria para vedar o aumento no pre\u00e7o de pagamentos por Pix.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Barreirinhas, a desinforma\u00e7\u00e3o sobre a Instru\u00e7\u00e3o Normativa 2219\/2024, alegando uma falsa tributa\u00e7\u00e3o do Pix, levou pessoas a ca\u00edrem em diversos golpes. O secret\u00e1rio afirmou que a Receita buscar\u00e1 a responsabiliza\u00e7\u00e3o das pessoas que contribuiriam com a reprodu\u00e7\u00e3o das fake news junto \u00e0 Pol\u00edcia Federal e Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu decidi revogar esse ato, neste primeiro momento, por dois motivos. O primeiro \u00e9 tirar essa arma da m\u00e3o de criminosos inescrupulosos. O segundo \u00e9 para n\u00e3o prejudicar o debate e a tramita\u00e7\u00e3o do ato que ser\u00e1 anunciado pelos ministros\u201d, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a fala de Barreirinhas, Haddad explicou que a medida provis\u00f3ria a ser editada pelo governo tem objetivo de refor\u00e7ar a gratuidade e o sigilo banc\u00e1rio nas transfer\u00eancias por Pix.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, com a MP, o Executivo pretende vedar a pr\u00e1tica de se cobrar mais pelos pagamentos feitos em Pix do que com dinheiro. \u201cO que voc\u00ea cobra em dinheiro, voc\u00ea cobra em Pix. O Pix n\u00e3o ser\u00e1 obrigat\u00f3rio, mas quem for utiliz\u00e1-lo ter\u00e1 que cobrar a mesma quantia paga em dinheiro, sem acr\u00e9scimos\u201d, pontuou.<\/p>\n\n\n\n<p>Haddad argumenta que o texto da MP tamb\u00e9m garantir\u00e1 a n\u00e3o tributa\u00e7\u00e3o do meio de pagamento e o sigilo banc\u00e1rio, como ocorre com qualquer outra forma de pagamento. Para o ministro, o objetivo \u00e9 refor\u00e7ar os princ\u00edpios que j\u00e1 s\u00e3o aplicados para as transfer\u00eancias via Pix.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsses dois princ\u00edpios foram objetos de explora\u00e7\u00e3o de pessoas que, na nossa opini\u00e3o, est\u00e3o cometendo um crime, porque est\u00e3o discutindo um instrumento p\u00fablico\u201d, sustentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a coletiva de imprensa, o ministro responsabilizou as pessoas que utilizaram a instru\u00e7\u00e3o normativa da Receita Federal para cometer golpes. Ele citou que pessoas t\u00eam recebido falsos boletos banc\u00e1rios, com a identidade visual da Receita, para cobrar pelo uso do Pix. \u201cTudo isso tem o objetivo de salvaguardar a economia popular desse grupo inescrupuloso que tomou as redes\u201d, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro alegou que h\u00e1 parlamentares que t\u00eam colaborado com a dissemina\u00e7\u00e3o de desinforma\u00e7\u00e3o em torno do Pix, para \u201cdeixar a d\u00favida no ar\u201d. Haddad argumenta que, com a MP, o Congresso poder\u00e1 discutir os atos da Receita Federal que tinham como objetivo combater crimes cibern\u00e9ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara n\u00e3o d\u00e1 for\u00e7a aos mentirosos que podem conturbar a aprova\u00e7\u00e3o da medida provis\u00f3ria, essa Instru\u00e7\u00e3o normativa sai de cena para que os deputados se debru\u00e7am sobre o que \u00e9 relevante, que \u00e9 a prote\u00e7\u00e3o do sigilo e da gratuidade do uso do Pix\u201d, Haddad<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, o advogado-geral da Uni\u00e3o, Jorge Messias, afirmou que notificou a Pol\u00edcia Federal para investigar crimes contra a economia popular cometidos pela dissemina\u00e7\u00e3o de desinforma\u00e7\u00e3o. \u201cPessoas de boa-f\u00e9 ca\u00edram em golpes estimulados pela mentira produzida por esses pol\u00edticos e criminosos\u201d, pontuou.<\/p>\n\n\n\n<p>Messias argumenta que os golpes foram incentivados por uma ampla dissemina\u00e7\u00e3o de fake news nas redes sociais. Segundo ele, o \u00f3rg\u00e3o tamb\u00e9m identificou abusos no \u00e2mbito da rela\u00e7\u00e3o com o consumidor, com aumento de pre\u00e7os, e deve notificou a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon).<\/p>\n\n\n\n<p>Fiscaliza\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Institu\u00edda no dia 1\u00ba de janeiro, a Instru\u00e7\u00e3o Normativa 2219\/2024 determinava a institui\u00e7\u00f5es e operadoras de cart\u00e3o de cr\u00e9dito a obriga\u00e7\u00e3o de reportar semestralmente as transa\u00e7\u00f5es de seus clientes quando a movimenta\u00e7\u00e3o for superior a R$ 5 mil, no caso de pessoas f\u00edsicas (PF); ou R$ 15 mil, quando se tratar de pessoas jur\u00eddicas (PJ). A norma tamb\u00e9m inclu\u00eda o envio das opera\u00e7\u00f5es realizadas via Pix.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes da edi\u00e7\u00e3o da norma, apenas institui\u00e7\u00f5es tradicionais, como bancos, financeiras e cooperativas de cr\u00e9dito, eram obrigadas a prestar tais informa\u00e7\u00f5es \u00e0 Receita Federal. De acordo com o \u00f3rg\u00e3o, a amplia\u00e7\u00e3o do monitoramento visa aprimorar a fiscaliza\u00e7\u00e3o e garantir maior efici\u00eancia nas opera\u00e7\u00f5es financeiras do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/executivo\/governo-revoga-regras-para-fiscalizacao-de-transferencias-por-pix-apos-onda-de-fake-news\">https:\/\/www.jota.info\/executivo\/governo-revoga-regras-para-fiscalizacao-de-transferencias-por-pix-apos-onda-de-fake-news<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Regula\u00e7\u00e3o de seguro-garantia em d\u00e9bitos ataca burocracia e amplia acesso \u00e0 Justi\u00e7a<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00faltimo dia de 2024, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) publicou&nbsp;<a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=142339\">uma portaria<\/a>&nbsp;que alterou a regula\u00e7\u00e3o do oferecimento e da aceita\u00e7\u00e3o de seguro-garantia em d\u00e9bitos tribut\u00e1rios inscritos na d\u00edvida ativa da Uni\u00e3o e no Fundo de Garantiapor Tempo de Servi\u00e7o (FGTS). O texto entrar\u00e1 em vigor em mar\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>O seguro-garantia \u00e9 um instrumento que visa garantir o cumprimento de um contrato. Se determinada empresa n\u00e3o cumprir o que est\u00e1 estabelecido, seja esse documento firmado com o poder p\u00fablico ou com o setor privado, cabe \u00e0 seguradora ressarcir a parte prejudicada. No caso dos seguros regulados pela PGFN, a garantia se d\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o aos pagamentos de d\u00e9bitos inscritos (ou em vias de inscri\u00e7\u00e3o) em d\u00edvida ativa da Uni\u00e3o ou do FGTS.<\/p>\n\n\n\n<p>Em linhas gerais, a nova regra permite a oferta antecipada de garantia de cr\u00e9ditos n\u00e3o inscritos em d\u00edvida ativa; a exclus\u00e3o da obrigatoriedade de renova\u00e7\u00e3o da ap\u00f3lice no prazo de 60 dias antes de seu vencimento; o aumento do prazo m\u00ednimo de vig\u00eancia da ap\u00f3lice de seguro-garantia de dois para cinco anos; e a possibilidade de cosseguro, tanto nos casos de ap\u00f3lices para execu\u00e7\u00e3o fiscal quanto para negocia\u00e7\u00e3o administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra mudan\u00e7a \u00e9 que, pela nova regra, o contribuinte poder\u00e1 apresentar o seguro-garantia por meio do portal&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.regularize.pgfn.gov.br\/\">Regularize<\/a>. A norma antiga previa que, mesmo sem processo de execu\u00e7\u00e3o fiscal (mas com o d\u00e9bito j\u00e1 reconhecido), o devedor deveria apresentar a ap\u00f3lice ao Poder Judici\u00e1rio. Pelo novo texto, se a ap\u00f3lice solicitada estiver de acordo com a portaria, ter\u00e1 de ser aceita.<\/p>\n\n\n\n<p>A desburocratiza\u00e7\u00e3o e, consequentemente, a redu\u00e7\u00e3o dos custos do contribuinte (al\u00e9m do esfor\u00e7o de criar uma v\u00e1lvula de escape \u00e0 litig\u00e2ncia) s\u00e3o vistas com bons olhos pelos especialistas entrevistados pela revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico. H\u00e1, todavia, cr\u00edticas \u00e0 possibilidade de rejei\u00e7\u00e3o do seguro em casos que envolvem bens arrestados ou penhorados.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a, diz o tributarista&nbsp;Raphel Okano Oliveira, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio CTM Advogados, era necess\u00e1ria por causa da altera\u00e7\u00e3o da lei que retirou a obrigatoriedade do sinistro na hip\u00f3tese de recurso sem efeito suspensivo, que n\u00e3o era contemplado na reda\u00e7\u00e3o anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO positivo dessa nova regulamenta\u00e7\u00e3o decorre justamente da seguran\u00e7a jur\u00eddica e do alinhamento da portaria com o que prev\u00ea a legisla\u00e7\u00e3o, dando mais previsibilidade \u00e0s seguradoras e aos contribuintes\u201d, diz o advogado, destacando que o texto revogado estava gerando conflitos nos tribunais, j\u00e1 que n\u00e3o definia detalhadamente os conceitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Daniel Rubio Lotti, do Maia &amp; Anjos Advogados, diz que a altera\u00e7\u00e3o vem na esteira da mudan\u00e7a acelerada das rela\u00e7\u00f5es entre o Fisco e os contribuintes desde 2014, ano em que foi publicada a antiga portaria. \u201cO uso do seguro-garantia \u00e9 permitido, com a nova regulamenta\u00e7\u00e3o, em hip\u00f3teses que n\u00e3o estavam contempladas (na lei antiga) e que podem ajudar o contribuinte.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Antecipa\u00e7\u00e3o e bem arrestado<\/p>\n\n\n\n<p>Para Lotti, a possibilidade de utilizar o instrumento de antecipa\u00e7\u00e3o de garantia nos casos em que o contribuinte tem a inten\u00e7\u00e3o de discutir a cobran\u00e7a antes mesmo da inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa deve agilizar o processo de aceita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOutro ponto positivo, e que melhora o tr\u00e2mite para aceita\u00e7\u00e3o, s\u00e3o os dois modelos de ap\u00f3lice a serem seguidos com os requisitos para as finalidades ali contempladas, facilitando a verifica\u00e7\u00e3o e a r\u00e1pida aceita\u00e7\u00e3o para a suspens\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o ou da condi\u00e7\u00e3o de d\u00e9bito garantido.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ele, todavia, critica a hip\u00f3tese de n\u00e3o aceita\u00e7\u00e3o do seguro em execu\u00e7\u00e3o fiscal quando h\u00e1 bem arrestado ou penhorado com leil\u00e3o j\u00e1 designado. \u201cNo cen\u00e1rio atual&nbsp;(antes da mudan\u00e7a), o seguro era compar\u00e1vel a dinheiro, o que afastava o arresto, penhora ou leil\u00e3o\u201d, argumenta.<\/p>\n\n\n\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o e renova\u00e7\u00e3o digital da ap\u00f3lice, introduzida pela nova norma, que dever\u00e1 ser feita pela plataforma Regularize, deve tornar o processo mais eficiente, diz&nbsp;Morvan Meirelles Costa Junior, s\u00f3cio-fundador do Meirelles Costa Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA portaria define termos importantes como sinistro, seguradora l\u00edder e cosseguro, pacificando discuss\u00f5es judiciais antigas e proporcionando mais seguran\u00e7a jur\u00eddica em prol da clareza do alcance dos institutos\u201d, afirma. \u201cDefini\u00e7\u00f5es claras e padronizadas ajudam a evitar interpreta\u00e7\u00f5es divergentes e proporcionam mais seguran\u00e7a jur\u00eddica aos contribuintes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Redu\u00e7\u00e3o de custos e desjudicializa\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Costa Junior defende ainda que a nova regra, ao institucionalizar mecanismos de flexibilidade administrativa, poder\u00e1 reduzir os custos ao contribuinte. O texto permite, diz o advogado, \u201cque a PGFN aceite seguro-garantia em valor inferior ao total de d\u00e9bitos pactuados durante transa\u00e7\u00f5es administrativas, o que pode aliviar a carga financeira dos contribuintes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Caio Ruotolo, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Silveira Advogados, diz que a norma agora cita expressamente a previs\u00e3o de oferecimento de seguro para d\u00e9bitos ainda n\u00e3o inscritos em d\u00edvida ativa, condicionado apenas ao encerramento do contencioso administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Instituir o seguro-garantia para a negocia\u00e7\u00e3o administrativa, aplic\u00e1vel n\u00e3o apenas aos parcelamentos, mas tamb\u00e9m aos casos que envolvem transa\u00e7\u00e3o ou neg\u00f3cio jur\u00eddico processual, tamb\u00e9m deve aliviar a carga processual sobre o tema, diz ele. O texto \u201cse adequa ao novo paradigma negocial da PGFN, que busca a redu\u00e7\u00e3o de contencioso\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA nova regulamenta\u00e7\u00e3o visa tornar o processo mais transparente, previs\u00edvel e menos oneroso, beneficiando tanto os contribuintes quanto o setor de seguro\u201d, sentencia Morvan Meirelles Costa Junior.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jan-15\/regulacao-de-seguro-garantia-em-debitos-ataca-burocracia-e-amplia-acesso-a-justica\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jan-15\/regulacao-de-seguro-garantia-em-debitos-ataca-burocracia-e-amplia-acesso-a-justica\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Editada medida provis\u00f3ria que pro\u00edbe cobran\u00e7a extra pelo pagamento com PIX<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente Lula editou a <a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2023-2026\/2025\/Mpv\/mpv1288.htm#:~:text=MEDIDA%20PROVIS%C3%93RIA%20N%C2%BA%201.288%2C%20DE,pelo%20Banco%20Central%20do%20Brasil.\">Medida Provis\u00f3ria 1288\/2025<\/a> que pro\u00edbe a cobran\u00e7a de taxa das transfer\u00eancias via Pix, que tamb\u00e9m n\u00e3o ser\u00e1 objeto de imposto, tributo ou contribui\u00e7\u00e3o. A MP define qualquer pagamento extra pelo uso do Pix como pr\u00e1tica abusiva punida com multas. O governo dever\u00e1 criar um canal de den\u00fancias. A medida provis\u00f3ria tamb\u00e9m equipara o Pix \u00e0 transa\u00e7\u00e3o com dinheiro vivo e refor\u00e7a a garantia da privacidade dos contribuintes nas opera\u00e7\u00f5es. A MP foi editada ap\u00f3s a revoga\u00e7\u00e3o da <a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=140539\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.219\/24<\/a>, que incluiria as transfer\u00eancias via Pix de pessoas f\u00edsicas acima de R$ 5 mil mensais e de empresas acima de R$ 15 mil mensais no monitoramento de movimenta\u00e7\u00f5es financeiras para evitar fraudes e sonega\u00e7\u00e3o. O senador Marcos Rog\u00e9rio (PL-RO) antecipou que o governo ter\u00e1 dificuldades de aprovar a medida provis\u00f3ria ap\u00f3s a pol\u00eamica envolvendo a vigil\u00e2ncia do Pix.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/radio\/1\/noticia\/2025\/01\/16\/editada-medida-provisoria-que-proibe-cobranca-extra-pelo-pagamento-com-pix#:~:text=O%20presidente%20Lula%20editou%20a,de%20imposto%2C%20tributo%20ou%20contribui%C3%A7%C3%A3o.\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/radio\/1\/noticia\/2025\/01\/16\/editada-medida-provisoria-que-proibe-cobranca-extra-pelo-pagamento-com-pix#:~:text=O%20presidente%20Lula%20editou%20a,de%20imposto%2C%20tributo%20ou%20contribui%C3%A7%C3%A3o.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Presidente sanciona Projeto de Lei que regulamenta reforma tribut\u00e1ria sobre consumo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei Complementar n\u00ba 68, de 2024, sobre a reforma da tributa\u00e7\u00e3o sobre consumo, ser\u00e1 sancionado nesta quinta, 16 de janeiro, pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, em solenidade no Planalto do Planalto. O PL elimina a cumulatividade tribut\u00e1ria, simplifica regras, d\u00e1 previsibilidade \u00e0 arrecada\u00e7\u00e3o e zera o imposto de itens da cesta b\u00e1sica.<\/p>\n\n\n\n<p>IBS E CBC&nbsp;\u2013 A nova legisla\u00e7\u00e3o promove, gradualmente, a substitui\u00e7\u00e3o de PIS, COFINS, IOF-Seguros, IPI, ICMS e ISS por dois impostos. O IBS (Imposto Sobre Bens e Servi\u00e7os, de compet\u00eancia compartilhada entre estados, munic\u00edpios e o Distrito Federal) e a CBS (Contribui\u00e7\u00e3o Sobre Bens e Servi\u00e7os, de compet\u00eancia da Uni\u00e3o). O Projeto de Lei trata tamb\u00e9m do IS, o Imposto Seletivo.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00c3O-CUMULATIVIDADE&nbsp;\u2013 O IBS e a CBS s\u00e3o marcados pelo princ\u00edpio da n\u00e3o cumulatividade. As opera\u00e7\u00f5es anteriores geram cr\u00e9ditos a serem abatidos nas posteriores. Os tributos levam em considera\u00e7\u00e3o o princ\u00edpio da neutralidade, pelo qual deve-se evitar distor\u00e7\u00f5es \u00e0s decis\u00f5es de consumo e organiza\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>CESTA B\u00c1SICA&nbsp;\u2013 A regulamenta\u00e7\u00e3o determina a isen\u00e7\u00e3o total de impostos para alimentos considerados essenciais da cesta b\u00e1sica nacional, casos de arroz, feij\u00e3o, carnes, farinha de mandioca, farinha de trigo, a\u00e7\u00facar, macarr\u00e3o e p\u00e3o comum, mandioca, inhame, batata-doce e coco, caf\u00e9 e \u00f3leo de baba\u00e7u, manteiga, margarina, leite fluido, leite em p\u00f3 e f\u00f3rmulas infantis definidas por previs\u00e3o legal espec\u00edfica, al\u00e9m de \u00f3leo de baba\u00e7u, gr\u00e3os de milho e de aveia e diversos tipos de queijo.<\/p>\n\n\n\n<p>REDU\u00c7\u00c3O DE AL\u00cdQUOTAS&nbsp;\u2013 O projeto de lei complementar tamb\u00e9m traz regimes diferenciados, com redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas do IBS e da CBS, a profissionais intelectuais; servi\u00e7os de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o; produtos de higiene pessoal utilizados por pessoas de baixa renda; servi\u00e7os e opera\u00e7\u00f5es ligados \u00e0 seguran\u00e7a nacional, seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o e da seguran\u00e7a cibern\u00e9tica; produtos agropecu\u00e1rios aqu\u00edcolas, florestais e extrativistas; produ\u00e7\u00f5es nacionais art\u00edsticas, culturais, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>SPLIT PAYMENT&nbsp;\u2013 Essa inova\u00e7\u00e3o refere-se a um pagamento dividido, no qual o valor pago pelo comprador \u00e9 dividido entre credores tribut\u00e1rios (referente ao valor dos tributos) e o vendedor (que recebe o valor l\u00edquido). O lojista n\u00e3o precisar\u00e1 recolher manualmente o imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>CASHBACK&nbsp;\u2013 J\u00e1 o cashback diz respeito \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o de impostos recolhidos \u00e0s fam\u00edlias de baixa renda, cadastradas no Cad\u00danico, a partir de alguns requisitos. A finalidade \u00e9 diminuir o efeito regressivo da tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>SELETIVO&nbsp;\u2013 Outra mudan\u00e7a aprovada \u00e9 a incid\u00eancia do Imposto Seletivo, que sobretaxa produtos considerados prejudiciais \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente, casos, por exemplo, de bebidas a\u00e7ucaradas. J\u00e1 os medicamentos voltam \u00e0 lista de itens que pagam menos impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>ZONA FRANCA&nbsp;\u2013 Nos termos do que determina a Constitui\u00e7\u00e3o, o PLP tamb\u00e9m assegura a manuten\u00e7\u00e3o do regime favorecido \u00e0 Zona Franca de Manaus, al\u00e9m de prever tratamento diferenciado \u00e0s \u00c1reas de Livre Com\u00e9rcio.<\/p>\n\n\n\n<p>ADMINISTRA\u00c7\u00c3O TRIBUT\u00c1RIA&nbsp;\u2013 No que diz respeito \u00e0 administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, h\u00e1 previs\u00e3o de que o Poder Executivo da Uni\u00e3o e o Comit\u00ea Gestor do IBS, respectivamente, editar\u00e3o o regulamento da CBS e do IBS. As disposi\u00e7\u00f5es comuns ser\u00e3o aprovadas por ato conjunto do Comit\u00ea Gestor do IBS e do Poder Executivo, devendo constar dos regulamentos dos tributos. Tanto o Poder Executivo da Uni\u00e3o quanto o Comit\u00ea Gestor do IBS devem atuar com vistas a harmonizar as normas, interpreta\u00e7\u00f5es e obriga\u00e7\u00f5es relacionadas a esses tributos, al\u00e9m de realizar uma avalia\u00e7\u00e3o quinquenal da efici\u00eancia, efic\u00e1cia e efetividade dos regimes estabelecidos pelo regulamento da reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/planalto\/pt-br\/acompanhe-o-planalto\/noticias\/2025\/01\/presidente-sanciona-projeto-de-lei-que-regulamenta-reforma-tributaria-sobre-consumo\">https:\/\/www.gov.br\/planalto\/pt-br\/acompanhe-o-planalto\/noticias\/2025\/01\/presidente-sanciona-projeto-de-lei-que-regulamenta-reforma-tributaria-sobre-consumo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fazenda esclarece que n\u00e3o pretende cobrar IBS e CBS de fundos<\/strong><br>Data: 17\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O texto da lei complementar que regulamentou a reforma tribut\u00e1ria poder\u00e1 ser ajustado para esclarecer que fundos de investimentos e patrimoniais n\u00e3o pagar\u00e3o o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), informou nesta noite o Minist\u00e9rio da Fazenda. Em nota, a pasta informou n\u00e3o haver a inten\u00e7\u00e3o de cobrar tributos extras sobre esses fundos, cujos rendimentos j\u00e1 pagam Imposto de Renda, e reiterou que o veto foi apenas t\u00e9cnico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAlguns analistas est\u00e3o avaliando que o veto ao inciso V do art. 26 [da lei complementar], que previa que os fundos de investimento n\u00e3o seriam contribuintes, poderia permitir a interpreta\u00e7\u00e3o de que as opera\u00e7\u00f5es dos fundos com t\u00edtulos e valores mobili\u00e1rios poderiam ser tributadas. Embora essa n\u00e3o seja a interpreta\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Fazenda, caso seja necess\u00e1rio fazer algum ajuste no texto para deixar claro que n\u00e3o h\u00e1 incid\u00eancia de IBS e CBS sobre as aplica\u00e7\u00f5es dos fundos de investimento em t\u00edtulos e valores mobili\u00e1rios, o Minist\u00e9rio da Fazenda ir\u00e1 trabalhar para fazer esse ajuste\u201d, escreveu a assessoria do minist\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O veto ao trecho que previa a isen\u00e7\u00e3o de novos tributos para fundos patrimoniais e de investimentos na reforma tribut\u00e1ria recebeu cr\u00edticas de entidades de investidores. Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a medida tira a neutralidade da reforma ao tratar de forma diferente os investimentos diretos, que criam empregos e ser\u00e3o isentos do IBS e da CBS, e os investimentos financeiros, que pagar\u00e3o os tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO veto tira a neutralidade buscada pela reforma, pois coloca os fundos numa condi\u00e7\u00e3o assim\u00e9trica em rela\u00e7\u00e3o ao investimento direto, que n\u00e3o tem a incid\u00eancia da tributa\u00e7\u00e3o pelo IBS\/CBS. Isso gera impacto nos neg\u00f3cios de uma ind\u00fastria com mais de 41 milh\u00f5es de contas e R$ 9,2 trilh\u00f5es de patrim\u00f4nio l\u00edquido\u201d, destacou a associa\u00e7\u00e3o em nota nesta sexta-feira (17).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Anbima, a isen\u00e7\u00e3o dos fundos de investimento e patrimoniais do IBS e da CBS foi discutida com o governo durante a tramita\u00e7\u00e3o do projeto da lei complementar no Congresso. De acordo com a entidade, o veto abre brechas para que os fundos tenham cobran\u00e7a do IBS\/CBS e de Imposto de Renda, o que diminuiria a atratividade desses fundos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO investidor ser\u00e1 um dos mais prejudicados por essa mudan\u00e7a. Al\u00e9m da incid\u00eancia do Imposto de Renda, os fundos poderiam ter a cobran\u00e7a do IBS\/CBS sobre as suas aplica\u00e7\u00f5es, o que diminuiria a rentabilidade l\u00edquida dos seus investimentos, tornando a aplica\u00e7\u00e3o em fundos invi\u00e1vel\u201d, criticou a Anbima.<\/p>\n\n\n\n<p>Crit\u00e9rios t\u00e9cnicos<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista coletiva na quinta-feira (16), dia da san\u00e7\u00e3o da lei complementar, o secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da Reforma Tribut\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Fazenda, Bernard Appy, explicou que o veto se baseou em quest\u00f5es jur\u00eddicas e t\u00e9cnicas. Isso porque a emenda constitucional da reforma tribut\u00e1ria, promulgada em 2023, n\u00e3o previa isen\u00e7\u00f5es espec\u00edficas para esses setores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs fundos estavam definidos como n\u00e3o contribuintes, mas essa caracteriza\u00e7\u00e3o seria equivalente a um benef\u00edcio fiscal n\u00e3o previsto na Emenda Constitucional 132, tornando a isen\u00e7\u00e3o inconstitucional\u201d, explicou Appy. A Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) tamb\u00e9m avaliou que o trecho concedia um benef\u00edcio fiscal n\u00e3o autorizado pelo Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>Regras<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, os fundos de investimento no Brasil funcionavam sob regras espec\u00edficas de tributa\u00e7\u00e3o, que variam conforme o tipo de fundo. Os rendimentos dos Fundos de Investimento Imobili\u00e1rio (FIIs) pagos a pessoas f\u00edsicas eram isentos de Imposto de Renda, desde que os fundos tenham pelo menos 50 cotistas, com nenhum investidor detendo mais de 10% das cotas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros fundos, como de renda fixa e multimercado, e as a\u00e7\u00f5es seguem uma tabela regressiva de Imposto de Renda, em que a al\u00edquota diminui com o tempo de investimento. Eles tamb\u00e9m est\u00e3o submetidos ao \u201ccome-cotas\u201d, antecipa\u00e7\u00e3o semestral do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tribut\u00e1ria do consumo n\u00e3o alterou a cobran\u00e7a de Imposto de Renda. O tema s\u00f3 ser\u00e1 discutido na segunda etapa da reforma tribut\u00e1ria neste ano. Agora, o mercado financeiro alega que os fundos poder\u00e3o ter de pagar a CBS e o IBS \u00e0 medida que os tributos entrem gradualmente em vigor, de 2026 a 2033.<br><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-01\/fazenda-esclarece-que-nao-pretende-cobrar-ibs-e-cbs-de-fundos\">https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2025-01\/fazenda-esclarece-que-nao-pretende-cobrar-ibs-e-cbs-de-fundos<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contribuintes podem vencer \u2018teses filhotes\u2019 no Supremo<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 17\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes n\u00e3o conseguiram, nos tribunais superiores, emplacar a maioria das \u201cteses filhotes\u201d que surgiram com o julgamento, no Supremo Tribunal Federal (STF), da exclus\u00e3o do ICMS do c\u00e1lculo do PIS e da Cofins &#8211; a chamada \u201ctese do s\u00e9culo\u201d. Por\u00e9m, h\u00e1 grandes chances de as empresas, segundo tributaristas, vencerem neste ano dois julgamentos bilion\u00e1rios no STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Um deles trata da retirada do ISS da base das contribui\u00e7\u00f5es sociais. \u201cComo os ministros [do STF] seguem um racional muito pr\u00f3ximo daquele apresentado na tese do s\u00e9culo, o progn\u00f3stico deve ser positivo para os contribuintes\u201d, diz o tributarista Frederico Bastos, do BVZ Advogados. O impacto dessa disputa (Tema 118) foi estimado pela Uni\u00e3o em R$ 35,4 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi iniciado em 2020, no Plen\u00e1rio Virtual. Com pedido de destaque, a discuss\u00e3o do caso foi levada ao plen\u00e1rio f\u00edsico. Por enquanto, o placar est\u00e1 em quatro a dois contra a Uni\u00e3o e a expectativa de tributaristas \u00e9 de vit\u00f3ria do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>O otimismo leva em conta o voto de Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, \u00fanico com posicionamento at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido e que foi a favor da tese das empresas. Na pr\u00e1tica, se considerado o entendimento que havia no Plen\u00e1rio Virtual &#8211; onde o placar estava empatado em quatro a quatro &#8211; e os posicionamentos relacionados \u00e0 \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, j\u00e1 haveria uma maioria favor\u00e1vel aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 votaram no caso tr\u00eas ministros: Dias Toffoli e Gilmar Mendes a favor da Uni\u00e3o e Mendon\u00e7a, das empresas. E os votos dos ministros aposentados j\u00e1 proferidos nessa discuss\u00e3o foram preservados &#8211; o do relator, Celso de Mello, Rosa Weber e Ricardo Lewandowski, todos favor\u00e1veis aos contribuintes. Por conta disso, n\u00e3o votam os ministros Nunes Marques, Fl\u00e1vio Dino e Cristiano Zanin, que os substitu\u00edram, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, considerando os votos proferidos pelos ministros em ambas as oportunidades (virtual e presencial), haveria um empate de 5 votos a 5, faltando apenas a manifesta\u00e7\u00e3o do ministro Luiz Fux. \u201cH\u00e1 expectativa boa para os contribuintes, pois no julgamento do Tema 69 [tese do s\u00e9culo], Fux votou favor\u00e1vel ao contribuinte\u201d, diz o advogado Renato Silveira, do Machado Associados.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro julgamento que pode ter um desfecho favor\u00e1vel aos contribuintes, apostam tributaristas, \u00e9 o que trata da exclus\u00e3o de cr\u00e9ditos presumidos de ICMS do c\u00e1lculo do PIS e da Cofins (Tema 843). O impacto dessa tese \u00e9 de R$ 16,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes alegam a pretens\u00e3o da Uni\u00e3o de tributar um incentivo concedido por um Estado implica afronta ao pacto federativo. Al\u00e9m disso, argumentam que n\u00e3o se trata de receita e, portanto, deveria ser exclu\u00eddo da base das contribui\u00e7\u00f5es sociais. \u201cEsse seria o argumento em comum com o Tema 69, em que se decidiu que o ICMS n\u00e3o configura a receita do contribuinte\u201d, afirma Silveira.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi iniciado no Plen\u00e1rio Virtual do STF em mar\u00e7o de 2021, quando foram proferidos votos por todos os ministros, resultando num placar a favor dos contribuintes. Por\u00e9m, pouco antes do encerramento da sess\u00e3o, o ministro Gilmar Mendes pediu destaque, o que transfere o caso para sess\u00e3o presencial e zera o placar.<\/p>\n\n\n\n<p>Se mantidos os votos, conforme tributaristas, o contribuinte deve vencer a tese. \u201cOs cr\u00e9ditos configuram uma ren\u00fancia fiscal do Estado e n\u00e3o podem ser entendidos como receita ou faturamento do contribuinte. Portanto, n\u00e3o devem compor a base do PIS e da Cofins\u201d, diz Maur\u00edcio Unikowski, do Unikowski Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o desfecho de um outro julgamento no Supremo, o que trata da exclus\u00e3o do PIS e da Cofins de suas pr\u00f3prias bases (Tema 1067), os tributaristas consideram mais dif\u00edcil de opinar. \u201cIsso porque n\u00e3o h\u00e1, at\u00e9 ent\u00e3o, nenhuma decis\u00e3o do STF sobre o m\u00e9rito da quest\u00e3o\u201d, afirma Unikowski. O impacto dessa disputa \u00e9 de R$ 65,7 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa \u00e9 uma mat\u00e9ria que, de fato, pelo menos no \u00e2mbito do Supremo, est\u00e1 indefinida. N\u00e3o teve manifesta\u00e7\u00e3o de voto nesse caso\u201d, diz Silveira, do Machado Associados, lembrando que o julgamento vai depender muito da posi\u00e7\u00e3o dos novos ministros, Fl\u00e1vio Dino e Nunes Marques.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Maur\u00edcio Unikowski, a tese vem enfrentando muita resist\u00eancia no Judici\u00e1rio, sendo majoritariamente rejeitada at\u00e9 o presente momento. \u201cO STF historicamente n\u00e3o costuma levar em conta a jurisprud\u00eancia dos tribunais de origem, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o seria surpresa eventual acolhimento da tese em favor dos contribuintes\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, conforme a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), est\u00e3o mapeadas 72 \u201cteses filhotes\u201d. Nos julgamentos j\u00e1 realizados, o placar \u00e9 favor\u00e1vel \u00e0 Uni\u00e3o. Por enquanto, at\u00e9 o final de 2024, al\u00e9m da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, outra importante vit\u00f3ria dos contribuintes, segundo tributaristas, foi obtida no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ).<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o trata da exclus\u00e3o do valor correspondente ao ICMS-ST (substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria) da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins devidas pelo contribuinte (Tema 1125). O julgamento foi realizado pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Silveira lembra que, tamb\u00e9m no Superior Tribunal de Justi\u00e7a, h\u00e1 uma decis\u00e3o que afasta a inclus\u00e3o do diferencial de al\u00edquotas (Difal) do ICMS do c\u00e1lculo do PIS e da Cofins (REsp 2128785). Mas a quest\u00e3o, acrescenta, n\u00e3o foi definida em recurso repetitivo.<\/p>\n\n\n\n<p>No STJ, afirma o tributarista, h\u00e1 outras decis\u00f5es a favor do contribuinte, como a que afasta a inclus\u00e3o dos cr\u00e9ditos presumidos de ICMS das bases do Imposto de Renda (IRPJ) e da CSLL (EREsp 1517492). \u201cTudo indica que, em breve, a discuss\u00e3o ser\u00e1 objeto de recurso repetitivo no STJ\u201d, diz Silveira, lembrando que, em 2023, a Corte julgou em repetitivo se esse julgamento valeria para os demais benef\u00edcios fiscais (Tema 1182). O entendimento, por\u00e9m, foi desfavor\u00e1vel \u00e0s empresas.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/17\/contribuintes-podem-vencer-teses-filhotes-no-supremo.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/17\/contribuintes-podem-vencer-teses-filhotes-no-supremo.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Antes isentos, fundos imobili\u00e1rios podem come\u00e7ar a pagar imposto com reforma tribut\u00e1ria<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 18\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Os Fundos de Investimentos Imobili\u00e1rios (FIIs), antes isentos, podem come\u00e7ar a pagar impostos com a reforma tribut\u00e1ria. No texto original aprovado pelo Congresso, havia a previs\u00e3o de isen\u00e7\u00e3o para a classe de ativos. No entanto, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT), por meio da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU), vetou essa parte no projeto. Segundo o governo, a medida teve um car\u00e1ter &#8220;jur\u00eddico&#8221;, apontando falta de base constitucional para conceder essas isen\u00e7\u00f5es.<br>Agora, o projeto volta para an\u00e1lise do Congresso, que pode derrubar o veto presidencial por meio de vota\u00e7\u00e3o em sess\u00e3o conjunta da C\u00e2mara dos Deputados e do Senado, sendo necess\u00e1ria maioria absoluta.<br>Caso o veto se mantenha, n\u00e3o s\u00f3 Fundos de Investimentos Imobili\u00e1rios (FIIs) como Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agroneg\u00f3cio (Fiagros) e outras categorias passar\u00e3o a&nbsp;pagar a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) e o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS). O CBS substitui o PIS e o Cofins, impostos federais, enquanto o IBS unifica o ICMS e o ISS, de estados e munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, os fundos de investimento n\u00e3o s\u00e3o tributados por PIS, Cofins e ISS, j\u00e1 que n\u00e3o eram considerados contribuintes de tributos sobre consumo. \u201cEsse modelo dava certa autonomia para o mercado de fundos operar de forma mais simplificada\u201d, diz Carlos Pinto, diretor do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT).<\/p>\n\n\n\n<p>Em alguns fundos, os cotistas pagam impostos sobre os ganhos de seus investimentos, mas os pr\u00f3prios fundos n\u00e3o s\u00e3o sujeitos \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o. Essa tributa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos cotistas \u00e9 principalmente sob a forma do Imposto de Renda (IR), como nos fundos de renda fixa.&nbsp;Entretanto, nos FIIs e Fiagros, os investidores s\u00e3o isentos de pagar IR e continuar\u00e3o sendo.<\/p>\n\n\n\n<p>Afinal, o que muda?<\/p>\n\n\n\n<p>O que muda, a partir da reforma tribut\u00e1ria, \u00e9 que esses fundos passam a ser contribuintes da CBS e do IBS enquanto entidades \u2013 portanto, suas opera\u00e7\u00f5es ser\u00e3o tributadas. Na pr\u00e1tica, isso pode reduzir a rentabilidade para os investidores, explica Gustavo Faria, gestor de Recursos CGA do Grupo Fractal.<\/p>\n\n\n\n<p>Para FIIs de tijolo, por exemplo, as receitas advindas de alugu\u00e9is ter\u00e3o o desconto do imposto. Para contornar, o valor poderia ser repassado aos locat\u00e1rios, mas caso n\u00e3o haja negocia\u00e7\u00e3o, pode afetar a receita do fundo como um todo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNos casos dos fundos de papel, a mec\u00e2nica \u00e9 diferente porque o impacto vai acontecer no spread. Se voc\u00ea toma uma d\u00edvida IPCA mais X%, pode haver uma compress\u00e3o desse spread [com os custos a mais dos impostos] e, como consequ\u00eancia, uma redu\u00e7\u00e3o do dividendo se isso for totalmente repassado para o fundo\u201d, afirma Danilo Barbosa, s\u00f3cio-diretor de Research do Clube FII.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, em que a maior probabilidade \u00e9 que os custos sejam repassados, os especialistas explicam que as taxas de administra\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m devem subir.<\/p>\n\n\n\n<p>E qual o valor da al\u00edquota e o que, de fato, ser\u00e1 tributado? O secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da reforma tribut\u00e1ria, Bernard Appy, afirmou nesta quinta-feira, 16, que a al\u00edquota padr\u00e3o (soma do CBS com o IBS) da reforma tribut\u00e1ria do consumo ficar\u00e1 em torno de 28%.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, o n\u00famero exato ser\u00e1 divulgado na pr\u00f3xima semana. Al\u00e9m disso, o veto do presidente ainda est\u00e1 sujeito a an\u00e1lise e as regras de tributa\u00e7\u00e3o ser\u00e3o definidas pelas leis ordin\u00e1rias, que devem ser editadas nos pr\u00f3ximos meses.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssas leis ordin\u00e1rias v\u00e3o definir base de c\u00e1lculo, a al\u00edquota, v\u00e3o definir em que momento se pagar\u00e1 o tributo, se ser\u00e1 mensal ou s\u00f3 no final do ano. Todas essas regras de pagamento vir\u00e3o nessas leis, mas ainda n\u00e3o temos\u201d, comenta H\u00e9lder Santos, especialista em gest\u00e3o tribut\u00e1ria na FIPECAFI.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de n\u00e3o ter nada definido, Santos usa como par\u00e2metro a tributa\u00e7\u00e3o j\u00e1 existente das institui\u00e7\u00f5es financeiras para dar um norte. \u201cSe pegarmos os fundos e equipararmos as institui\u00e7\u00f5es financeiras, o que sabemos \u00e9 que o aporte do fundo n\u00e3o \u00e9 tributado e, sim, o rendimento. O lucro do fundo acho dif\u00edcil ser tributado, porque esses impostos n\u00e3o tributam patrim\u00f4nio e, sim, consumo\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Inclusive, n\u00e3o s\u00f3 FIIs e Fiagros, como tamb\u00e9m outros tipos de fundos (renda fixa, a\u00e7\u00f5es, multimercado, FIDCs) podem se enquadrar na mesma regra, j\u00e1 que o PL da reforma cita \u201cfundos de investimentos e patrimoniais\u201d de forma aberta e isso s\u00f3 ser\u00e1 delimitado nas regras posteriores.<br><a href=\"https:\/\/exame.com\/invest\/mercados\/antes-isentos-fundos-imobiliarios-podem-comecar-a-pagar-imposto-com-reforma-tributaria\/\">https:\/\/exame.com\/invest\/mercados\/antes-isentos-fundos-imobiliarios-podem-comecar-a-pagar-imposto-com-reforma-tributaria\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunais estaduais negam a varejistas direito de usar cr\u00e9ditos de ICMS no Estado de origem<\/strong><br>Data: 20\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos tribunais estaduais tem negado o pedido de contribuintes e mantido a obrigatoriedade da transfer\u00eancia de cr\u00e9ditos de ICMS no envio de mercadorias entre estabelecimentos de uma mesma empresa. Com base em um precedente do Supremo Tribunal Federal (STF), as companhias t\u00eam tentado no Judici\u00e1rio fazer com que essa transfer\u00eancia seja opcional. O objetivo \u00e9 poder usar os cr\u00e9ditos para abater ICMS devido no Estado onde o impacto financeiro ser\u00e1 mais relevante.<\/p>\n\n\n\n<p>De um total de 10 tribunais, s\u00f3 tr\u00eas &#8211; Goi\u00e1s, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul &#8211; t\u00eam decis\u00f5es sobre o tema favor\u00e1veis aos contribuintes. Em S\u00e3o Paulo, Distrito Federal, Mato Grosso, Rond\u00f4nia, Rio Grande do Sul, Tocantins e Par\u00e1, o entendimento \u00e9 contr\u00e1rio \u00e0s empresas, segundo levantamento feito pelo escrit\u00f3rio Gaia Silva Gaede Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o interessa especialmente a varejistas. Elas t\u00eam proposto a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a com base na decis\u00e3o do STF que garantiu o direito da transferir os cr\u00e9ditos ou mant\u00ea-los no Estado de origem da mercadoria (ADC 49).<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 as poucas liminares e senten\u00e7as favor\u00e1veis foram revertidas na segunda inst\u00e2ncia. Ao fazer a pesquisa, a banca Gaia Silva Gaede Advogados mapeou 48 decis\u00f5es de janeiro a dezembro de 2024. Foram consideradas a\u00e7\u00f5es judiciais que discutem o conv\u00eanio do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz) n\u00ba 178\/2023, que obrigava a transfer\u00eancia dos cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma nova norma foi editada em outubro do ano passado, o Conv\u00eanio n\u00ba 109, que permite a transfer\u00eancia de parte dos cr\u00e9ditos, mas que tamb\u00e9m n\u00e3o garante os mantidos na origem. Ela ainda imp\u00f5e restri\u00e7\u00f5es \u00e0 base de c\u00e1lculo, o que extrapola as defini\u00e7\u00f5es tanto do STF quanto da Lei Complementar n\u00ba 204\/2023, que alterou a Lei Kandir, sobre ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda n\u00e3o h\u00e1 decis\u00e3o judicial sobre o novo conv\u00eanio, segundo advogados. Mas a tend\u00eancia \u00e9 que novas a\u00e7\u00f5es surjam, com base nele e em eventuais decretos estaduais posteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse novo conv\u00eanio foi regulamentado por quase todos os Estados, exceto o Rio de Janeiro, Tocantins, Par\u00e1 e Amap\u00e1, de acordo com um mapeamento feito pelo escrit\u00f3rio HRSA. Essa internaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria para dar validade ao conv\u00eanio do Confaz. Mas a maioria dos decretos s\u00f3 reproduziu a regulamenta\u00e7\u00e3o. Ou seja, nenhum segue \u00e0 risca o julgamento do STF, dizem especialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Daniel Monteiro Gelcer, do Gaia Silva Gaede Advogados, \u00e9 poss\u00edvel que haja uma altera\u00e7\u00e3o na jurisprud\u00eancia. \u201cPode ser que seja mais favor\u00e1vel, porque o Conv\u00eanio 109 diz que est\u00e1 assegurado o direito \u00e0 transfer\u00eancia e o Conv\u00eanio 178 diz que \u00e9 obrigat\u00f3ria a transfer\u00eancia, ent\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que seja feita uma nova interpreta\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O principal fundamento que os magistrados t\u00eam adotado para validar a norma do Confaz \u00e9 entender que ele n\u00e3o cria fato gerador, por isso, n\u00e3o contraria o entendimento do STF. \u201cO conv\u00eanio veio antes da Lei Complementar 204, ent\u00e3o tem discrep\u00e2ncias em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 lei, como a op\u00e7\u00e3o de o contribuinte debitar a sa\u00edda\u201d, diz Gelcer.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas como ainda existem decis\u00f5es d\u00edspares, a avalia\u00e7\u00e3o dele \u00e9 que a mat\u00e9ria seja pacificada pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). \u201cAinda que a jurisprud\u00eancia seja contr\u00e1ria, o Judici\u00e1rio ainda n\u00e3o bateu o martelo sobre isso, ent\u00e3o provavelmente vai ser definido pelo STJ\u201d, aponta. A recomenda\u00e7\u00e3o para os contribuintes que n\u00e3o querem transferir os cr\u00e9ditos \u00e9 judicializar, acrescenta. Ou tentar uma nova lei complementar sobre o assunto, mas que ainda n\u00e3o tramita no Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Douglas Campanini, s\u00f3cio-diretor da Consultoria de Tributos Indiretos da Athros Auditoria e Consultoria, as regulamenta\u00e7\u00f5es t\u00eam sido contr\u00e1rias \u00e0 decis\u00e3o do STF. \u201cComo os Estados est\u00e3o regulamentando suas regras com base no Conv\u00eanio 109, nenhuma delas est\u00e1 100% em conformidade com o que diz a ADC 49\u201d, diz. \u201cA ADC em nenhum momento obrigou os contribuintes a fazer a transfer\u00eancia dos cr\u00e9ditos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Fernanda Lains, s\u00f3cia do Bueno Tax Lawyers, os decretos dos Estados de S\u00e3o Paulo (n\u00ba 69.127\/2024) e do Esp\u00edrito Santo (n\u00ba 5884-R\/2024) v\u00e3o al\u00e9m do que tinha sido determinado pelo Supremo e pela Lei Complementar 204\/2023, restringindo o conceito de &#8220;valor da mercadoria&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa lei complementar &#8220;apenas dizia que os cr\u00e9ditos poderiam ser transferidos, aplicando-se a al\u00edquota da opera\u00e7\u00e3o interestadual sobre o valor das mercadorias transferidas&#8221;, segundo Fernanda. J\u00e1 o conv\u00eanio e as legisla\u00e7\u00f5es que o aplicam entendem &#8220;valor da mercadoria&#8221; n\u00e3o como o destacado na nota fiscal, mas uma de tr\u00eas op\u00e7\u00f5es: valor m\u00e9dio da entrada da mercadoria no estoque; custo da mercadoria produzida; ou soma dos custos de produ\u00e7\u00e3o da mercadoria. Essa restri\u00e7\u00e3o, diz ela, \u00e9 indevida, e deve levar a uma nova onda de judicializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Ana Flora Diaz, s\u00f3cia do HRSA, algumas empresas n\u00e3o pensam por ora na judicializa\u00e7\u00e3o. Isso porque, de forma geral, o cen\u00e1rio est\u00e1 mais favor\u00e1vel com o Conv\u00eanio 109 do que com o Conv\u00eanio 178. \u201cConcordando ou n\u00e3o, o novo conv\u00eanio est\u00e1 mais alinhado com a lei complementar\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, muitas empresas est\u00e3o \u201cconformadas\u201d com a nova norma. \u201cPensam em aproveitar o m\u00e1ximo poss\u00edvel de transfer\u00eancia [de cr\u00e9ditos de ICMS] com as regras novas do que reorganizar a opera\u00e7\u00e3o, at\u00e9 porque daqui a pouco o ICMS n\u00e3o vai mais existir\u201d, diz Fernanda. \u201cMas n\u00e3o significa que n\u00e3o valha a pena para uma empresa ou outra\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota ao Valor, o Estado do Rio de Janeiro disse que editar\u00e1 um decreto &#8220;definindo regras para o c\u00e1lculo do cr\u00e9dito de opera\u00e7\u00f5es anteriores \u00e0 transfer\u00eancia da mercadoria e regulamentando a op\u00e7\u00e3o de o contribuinte tratar a mercadoria como se fosse tributada&#8221;. &#8220;O conv\u00eanio ratifica o entendimento inicial do Estado de garantir ao contribuinte o direito de escolher se vai transferir os seus cr\u00e9ditos&#8221;, afirmou. Par\u00e1, Tocantins e Amap\u00e1 n\u00e3o deram retorno at\u00e9 o fechamento &nbsp;desta &nbsp;edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/20\/tribunais-estaduais-negam-a-varejistas-direito-de-usar-creditos-de-icms-no-estado-de-origem.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/20\/tribunais-estaduais-negam-a-varejistas-direito-de-usar-creditos-de-icms-no-estado-de-origem.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>PGFN e Receita Federal publicam edital de transa\u00e7\u00e3o sobre \u00e1gio<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 20\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a Receita Federal disponibilizaram um edital de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para d\u00e9bitos relacionados \u00e0 amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio. O edital 25\/2024, publicado no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o na \u00faltima ter\u00e7a-feira (31\/12), prev\u00ea descontos de at\u00e9 65% e parcelamento dos d\u00e9bitos em at\u00e9 60 vezes.<br>O texto contempla duas teses: \u00e1gio interno e \u00e1gio com uso de empresa ve\u00edculo. Em entrevista ao JOTA, a procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Ruas de Almeida, afirmou que a publica\u00e7\u00e3o do edital referente ao tema passou a ser prioridade para a PGFN depois da diverg\u00eancia que se estabeleceu entre a 1\u00aa e a 2\u00aa Turmas do STJ, o que pode fazer com que os contribuintes tenham mais interesse em aderir ao edital.<br>A primeira tese, sobre \u00e1gio interno, \u00e9 referente a opera\u00e7\u00f5es entre empresas de um mesmo grupo econ\u00f4mico. J\u00e1 a segunda, do \u00e1gio com uso de empresa ve\u00edculo, se refere a ocasi\u00f5es em que a Receita identifica a cria\u00e7\u00e3o de uma empresa que supostamente teria como \u00fanico objetivo o aproveitamento do \u00e1gio.<br>Os dois temas j\u00e1 foram analisados pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). O tribunal considera irregular o \u00e1gio interno. Por\u00e9m, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas ve\u00edculo, a an\u00e1lise tem sido caso a caso. Por exemplo, em dezembro de 2024 o Carf validou a amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio gerado por meio de empresas ve\u00edculo.<\/p>\n\n\n\n<p>O edital divulgado pela PGFN e pela Receita disponibiliza cinco modalidades de pagamento:<\/p>\n\n\n\n<p>desconto de 65% sobre o valor total, com entrada no valor m\u00ednimo de 30% em parcela \u00fanica e pagamento restante em at\u00e9 12 parcelas;<\/p>\n\n\n\n<p>desconto de 55% sobre o valor total, com entrada no valor m\u00ednimo de 25% em parcela \u00fanica e pagamento do restante em at\u00e9 24 parcelas;<\/p>\n\n\n\n<p>desconto de 45% sobre o valor total, com entrada no valor m\u00ednimo de 20% em parcela \u00fanica e pagamento do restante em at\u00e9 36 parcelas;<\/p>\n\n\n\n<p>desconto de 35% sobre o valor total, com entrada no valor m\u00ednimo de 15% em parcela \u00fanica e pagamento do restante em at\u00e9 48 parcelas;<\/p>\n\n\n\n<p>desconto de 25% sobre o valor total, com entrada no valor m\u00ednimo de 10% em parcela \u00fanica e pagamento do restante em at\u00e9 60 parcelas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em todas as op\u00e7\u00f5es, depois da aplica\u00e7\u00e3o do desconto, \u00e9 poss\u00edvel a utiliza\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo fiscal e base negativa de CSLL para a quita\u00e7\u00e3o da d\u00edvida, em percentual que varia de acordo com a modalidade de pagamento escolhida. At\u00e9 metade de dezembro, a PGFN ainda discutia o limite que seria definido para o uso de preju\u00edzo fiscal e base negativa de CSLL no edital.<\/p>\n\n\n\n<p>Em dezembro, em entrevista ao JOTA, a procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Ruas, afirmou que \u201co preju\u00edzo fiscal \u00e9 um cr\u00e9dito absolutamente fact\u00edvel de ser utilizado, desde que siga as regras, e ele n\u00e3o pode ser maior do que o desconto, por exemplo, sen\u00e3o voc\u00ea perde um pouco a l\u00f3gica da negocia\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto determina ainda que os descontos concedidos nas transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias tratadas pelo edital n\u00e3o ser\u00e3o computados na apura\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda, da CSLL, do PIS e da Cofins.<br>Para aderir \u00e0 transa\u00e7\u00e3o, os contribuintes devem apresentar comprovantes de inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa, de a\u00e7\u00e3o judicial, de embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal ou de reclama\u00e7\u00e3o ou recurso administrativo pendente de julgamento definitivo. Os documentos devem ser apresentados no Regularize, portal em que tamb\u00e9m deve ser feito o pagamento dos d\u00e9bitos. O prazo para aderir \u00e0 transa\u00e7\u00e3o vai de 2 de janeiro at\u00e9 30 de junho de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 31 de dezembro, a PGFN abriu uma consulta p\u00fablica sobre transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria de d\u00e9bitos judicializados para a primeira fase do Programa de Transa\u00e7\u00e3o Integral (PTI), do qual o edital publicado faz parte. O programa que ter\u00e1 vig\u00eancia a partir deste ano abarca o parcelamento de d\u00e9bitos envolvendo pelo menos 17 temas judicializados, como Participa\u00e7\u00e3o nos Lucros e Resultados (PLR), \u00e1gio, stock options e fabrica\u00e7\u00e3o de refrigerantes na Zona Franca de Manaus. A arrecada\u00e7\u00e3o com o PTI deve ser de pelo menos R$ 30 bilh\u00f5es, de acordo com estimativas do governo no Projeto de Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual (PLOA) de 2025.<br><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/pgfn-e-receita-federal-publicam-edital-de-transacao-sobre-agio\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/pgfn-e-receita-federal-publicam-edital-de-transacao-sobre-agio<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Receita Estadual lan\u00e7a programa de autorregulariza\u00e7\u00e3o para fortalecer a justi\u00e7a fiscal e busca recuperar R$ 15 milh\u00f5es em ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/01\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Estadual, por meio da sua Central de Servi\u00e7os Compartilhados de Autorregulariza\u00e7\u00e3o (CSC Autorregulariza\u00e7\u00e3o), lan\u00e7ou um novo programa de autorregulariza\u00e7\u00e3o. A iniciativa visa corrigir diverg\u00eancias nas opera\u00e7\u00f5es de sa\u00edda de mercadorias destinadas a consumidores finais, com foco em casos de exclus\u00e3o indevida do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) da base de c\u00e1lculo do Imposto sobre a Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) e de utiliza\u00e7\u00e3o incorreta de diferimento parcial. O programa abrange 690 estabelecimentos e tem como objetivo recuperar aproximadamente R$ 15 milh\u00f5es em ICMS devido aos cofres p\u00fablicos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Prazo de regulariza\u00e7\u00e3o vai at\u00e9 28 de fevereiro<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes poder\u00e3o regularizar as pend\u00eancias identificadas at\u00e9 o dia 28 de fevereiro de 2025 por meio do recolhimento do imposto devido. Os ind\u00edcios constatados s\u00e3o referentes ao per\u00edodo compreendido entre 1\u00ba de janeiro de 2020 e 31 de agosto de 2024. Persistindo as diverg\u00eancias, os contribuintes ficar\u00e3o sujeitos \u00e0 abertura de procedimento de a\u00e7\u00e3o fiscal, com imposi\u00e7\u00e3o da multa correspondente.<\/p>\n\n\n\n<p>Comunica\u00e7\u00e3o e suporte para a Autorregulariza\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>As comunica\u00e7\u00f5es do programa est\u00e3o dispon\u00edveis nas caixas postais eletr\u00f4nicas dos contribuintes desde 7 de janeiro de 2025. Na \u00e1rea restrita do Portal e-CAC, os participantes ter\u00e3o acesso a uma aba espec\u00edfica chamada \u201cAutorregulariza\u00e7\u00e3o\u201d, onde encontrar\u00e3o orienta\u00e7\u00f5es detalhadas, arquivos das Notas Fiscais eletr\u00f4nicas (NF-e) e os c\u00e1lculos das diverg\u00eancias apontadas.&nbsp; O atendimento ser\u00e1 realizado exclusivamente pelo canal dispon\u00edvel na aba \u201cAutorregulariza\u00e7\u00e3o\u201d, garantindo suporte personalizado aos participantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Prop\u00f3sito dos programas de autorregulariza\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O programa est\u00e1 inserido no contexto das a\u00e7\u00f5es de regulariza\u00e7\u00e3o da Receita Estadual, com fiscaliza\u00e7\u00e3o massiva de contribuintes, possibilitando a volta \u00e0 regularidade. Esse modelo de atua\u00e7\u00e3o tem como prop\u00f3sitos centrais o est\u00edmulo ao cumprimento volunt\u00e1rio das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias e a justi\u00e7a fiscal, com redu\u00e7\u00e3o da litigiosidade entre fisco e contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao intensificar a\u00e7\u00f5es destinadas a identificar diverg\u00eancias, inconsist\u00eancias e outros eventos que possam acarretar pagamento a menor de imposto, visa-se promover a\u00e7\u00f5es preventivas como programas de autorregulariza\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o aos contribuintes, bem como realizar monitoramento cont\u00ednuo e combater as fraudes e a sonega\u00e7\u00e3o de impostos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/receita.fazenda.rs.gov.br\/conteudo\/20402\/receita-estadual-lanca-programa-de-autorregularizacao-para-fortalecer-a-justica-fiscal-e-busca-recuperar-r%24-15-milhoes-em-icms\">https:\/\/receita.fazenda.rs.gov.br\/conteudo\/20402\/receita-estadual-lanca-programa-de-autorregularizacao-para-fortalecer-a-justica-fiscal-e-busca-recuperar-r%24-15-milhoes-em-icms<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Paran\u00e1 prorroga isen\u00e7\u00e3o de ICMS para insumos m\u00e9dicos de procedimentos complexos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/01\/2025&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O governador Carlos Massa Ratinho Junior prorrogou a isen\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) referente a opera\u00e7\u00f5es com equipamentos e insumos destinados \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de sa\u00fade de alta complexidade. A partir do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.aen.pr.gov.br\/sites\/default\/arquivos_restritos\/files\/documento\/2025-01\/8528.pdf\">Decreto n\u00ba 8.528\/2024<\/a>&nbsp;, itens usados no dia a dia no atendimento hospitalar, como stents e hemost\u00e1ticos, seguem isentos do tributo at\u00e9 o dia 31 de julho de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida internaliza uma decis\u00e3o do conv\u00eanio ICMS 01\/99 do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz) e j\u00e1 est\u00e1 em vigor desde o \u00faltimo dia 1\u00ba de janeiro de forma retroativa. Assim, os insumos que permanecem isentos do ICMS s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Espiral para emboliza\u00e7\u00e3o neurovascular<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Hemost\u00e1tico absorv\u00edvel<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Cimento ortop\u00e9dico com medicamento ou n\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Clipe para aneurisma<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Stent para art\u00e9rias coron\u00e1rias, farmacol\u00f3gico ou n\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Espiral para emboliza\u00e7\u00e3o neurovascular<\/p>\n\n\n\n<p>Com a isen\u00e7\u00e3o, o Estado garante o pleno acesso da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 tecnologia para a sa\u00fade, facilitando opera\u00e7\u00f5es comerciais de insumos b\u00e1sicos para o atendimento de diferentes tipos de pacientes. Como aponta o secret\u00e1rio de Estado da Fazenda, Norberto Ortigara, o decreto assinado pelo governador contribui para evitar o aumento dos custos desses produtos amplamente usados em hospitais, cl\u00ednicas e laborat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa \u00e9 uma medida que prorroga e mant\u00e9m um benef\u00edcio que j\u00e1 vinha atendendo muito bem nossa popula\u00e7\u00e3o. Assim, o Paran\u00e1 mant\u00e9m as boas pr\u00e1ticas de facilitar o acesso \u00e0quilo que \u00e9 essencial para a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o\u201d, destaca Ortigara. \u201cCom a isen\u00e7\u00e3o do ICMS para esses produtos, o Estado ajuda a manter os pre\u00e7os acess\u00edveis e, com isso, a manter os estoques de hospitais e cl\u00ednicas devidamente abastecidos para melhor atender o cidad\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor-geral da Secretaria de Estado da Sa\u00fade (Sesa), C\u00e9sar Neves, tamb\u00e9m comemorou a medida e destacou o quanto ela permite que os hospitais do Estado continuem a oferecer procedimentos de alto custo e alta complexidade a toda a popula\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o insumos extremamente importantes, principalmente na hemodin\u00e2mica cardiovascular \u2014 o tradicional cateterismo \u2014, e na cirurgia de pr\u00f3tese de quadril, especialmente na quest\u00e3o da cimenta\u00e7\u00e3o dessa pr\u00f3tese\u201d, explica Neves. \u201cPor isso, a isen\u00e7\u00e3o do ICMS \u00e9 uma grande a\u00e7\u00e3o do nosso governador, pois possibilita que esses procedimentos de alta complexidade possa ser oferecidos a mais paranaenses\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.saude.pr.gov.br\/Noticia\/Parana-prorroga-isencao-de-ICMS-para-insumos-medicos-de-procedimentos-complexos\">https:\/\/www.saude.pr.gov.br\/Noticia\/Parana-prorroga-isencao-de-ICMS-para-insumos-medicos-de-procedimentos-complexos<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>MUNICIPAIS: <\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita de venda de plano de sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 ato cooperado, decide Carf<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) entendeu que a receita decorrente da venda de planos de sa\u00fade n\u00e3o configura ato cooperado. O posicionamento da turma, desfavor\u00e1vel ao contribuinte neste caso, vai ao encontro com o que j\u00e1 decidiu o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) sobre a mat\u00e9ria. Na pr\u00e1tica, a cooperativa de servi\u00e7os m\u00e9dicos, que tamb\u00e9m opera como administradora dos planos, n\u00e3o pode excluir esses valores das bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>No processo analisado, a cooperativa opera na intermedia\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o negocial entre o m\u00e9dico cooperado e o paciente. Para a fiscaliza\u00e7\u00e3o, os resultados provenientes da venda dos planos de sa\u00fade t\u00eam natureza mercantil e, por isso, n\u00e3o s\u00e3o atos cooperativos e devem ser tributados.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, a relatora, conselheira Edeli Bessa, entendeu que o contribuinte n\u00e3o poderia ter exclu\u00eddo os resultados da opera\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo. Em seu voto, a conselheira apontou a evolu\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia do STJ e afirmou que o entendimento est\u00e1 de acordo com o do tribunal superior.<\/p>\n\n\n\n<p>No REsp 58.265\/SP, ficou definido que as opera\u00e7\u00f5es com terceiros n\u00e3o associados, sejam eles contratantes de planos de sa\u00fade (pacientes), ou credenciados pela cooperativa para prestarem servi\u00e7os aos cooperados (laborat\u00f3rios, hospitais e cl\u00ednicas), devem ser tributadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa do contribuinte sustentou que a opera\u00e7\u00e3o configura ato cooperativo porque grande parte da receita de planos de sa\u00fade \u00e9 direcionada aos m\u00e9dicos cooperados. Por isso, a cobran\u00e7a deveria ser afastada. Afirmou que os custos eram segregados de acordo com a natureza de cada servi\u00e7o e indicou a inseguran\u00e7a jur\u00eddica com rela\u00e7\u00e3o ao tema, j\u00e1 que essa forma de tributa\u00e7\u00e3o foi chancelada \u00e0 \u00e9poca dos fatos geradores pela ANS e auditorias externas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao recurso da Fazenda, a relatora tamb\u00e9m votou para restabelecer a multa isolada que havia sido afastada pela turma ordin\u00e1ria, mas ficou vencida junto dos conselheiros Fernando Brasil e Luiz Tadeu Matosinho Machado.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 16539.720009\/2013-25 e envolve a Fazenda Nacional e Unimed-Rio Cooperativa de Trabalho M\u00e9dico do Rio de Janeiro Ltda.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/receita-de-venda-de-plano-de-saude-nao-e-ato-cooperado-decide-carf\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/receita-de-venda-de-plano-de-saude-nao-e-ato-cooperado-decide-carf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Indeniza\u00e7\u00e3o por descumprimento de contrato pode ser deduzida do IRPJ e CSLL, diz Carf<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma 1\u00aa C\u00e2mara 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) afastou, por unanimidade, a cobran\u00e7a de IRPJ e CSLL sobre indeniza\u00e7\u00e3o paga por descumprimento de contrato entre empresas. No caso, a Litel Participa\u00e7\u00f5es S\/A deduziu como despesa o valor de R$ 1,4 bilh\u00e3o pago como parte de um acordo para encerrar um lit\u00edgio relacionado a um contrato entre acionistas da Valepar, que era controladora da mineradora Vale, da qual o contribuinte possu\u00eda participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria. A Turma entendeu que o pagamento estava diretamente relacionado \u00e0 atividade da empresa e, por isso, seria dedut\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>A origem&nbsp;do&nbsp;debate se deu em diverg\u00eancias sobre a aplica\u00e7\u00e3o de uma cl\u00e1usula contratual que previa a compra de a\u00e7\u00f5es entre os acionistas da Valepar. A contribuinte discordou da aplica\u00e7\u00e3o&nbsp;do&nbsp;termo a uma terceira empresa&nbsp;e&nbsp;o caso foi levado \u00e0 Justi\u00e7a para discutir a liquida\u00e7\u00e3o&nbsp;do&nbsp;valor&nbsp;e&nbsp;as condi\u00e7\u00f5es da transfer\u00eancia de a\u00e7\u00f5es. Como resultado, as partes firmaram um acordo para pagamento em dinheiro. Foi este valor que posteriormente foi deduzido pela Litel.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa defendeu que o pagamento estava vinculado \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o de sua atividade econ\u00f4mica, que, como holding, \u00e9 voltada \u00e0 gest\u00e3o de participa\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias, especificamente na Valepar. Segundo a defesa, a despesa foi essencial para preservar sua participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria&nbsp;e&nbsp;prevenir preju\u00edzos econ\u00f4micos.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda Nacional, por sua vez, argumentou que a dedu\u00e7\u00e3o do valor pago n\u00e3o atendeu aos crit\u00e9rios legais do artigo 211 do Regulamento do Imposto de Renda (RIR), que define como dedut\u00edveis despesas usuais, normais e\/ou necess\u00e1rias \u00e0 atividade econ\u00f4mica. Al\u00e9m disso, defendeu que o pagamento representava uma viola\u00e7\u00e3o consciente e deliberada das obriga\u00e7\u00f5es contratuais.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator acolheu os argumentos apresentados pela defesa, concluindo que o pagamento efetuado pela empresa, ainda que decorrente de um acordo judicial, estava diretamente relacionado \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o de sua atividade econ\u00f4mica principal: a participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria na Valepar, controladora da mineradora Vale. O relator destacou que a despesa cumpria os crit\u00e9rios legais de dedutibilidade, sendo necess\u00e1ria e essencial para a preserva\u00e7\u00e3o da fonte produtora da empresa. Seu posicionamento foi acompanhado integralmente pela turma.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/indenizacao-por-descumprimento-de-contrato-pode-ser-deduzida-do-irpj-e-csll-diz-carf\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/indenizacao-por-descumprimento-de-contrato-pode-ser-deduzida-do-irpj-e-csll-diz-carf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf garante direito a cr\u00e9ditos de PIS e Cofins sobre publicidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Uma recente decis\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) garantiu \u00e0 Netshoes, do Magazine Luiza, cr\u00e9ditos de PIS e Cofins sobre gastos com publicidade na internet. Por maioria, a 1\u00aa Turma Ordin\u00e1ria da 2\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o considerou o servi\u00e7o como insumo essencial, o que gera o direito ao benef\u00edcio. O entendimento reforma parte do auto de infra\u00e7\u00e3o de R$ 85,6 milh\u00f5es contra a empresa, referente aos anos de 2014 e 2015. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) recorreu da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o, publicado no in\u00edcio do m\u00eas, destoa de alguns precedentes do Carf e do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), normalmente contra os contribuintes. Em 2018, o STJ definiu, em recurso repetitivo (que vincula todo o Judici\u00e1rio), que o conceito de insumo deve ser analisado \u201c\u00e0 luz dos crit\u00e9rios de essencialidade ou relev\u00e2ncia\u201d, considerando a import\u00e2ncia de determinado item, bem ou servi\u00e7o para a atividade econ\u00f4mica do contribuinte. No caso concreto, da Anhambi Alimentos, por\u00e9m, negou o direito ao cr\u00e9dito sobre insumos, entre eles, o da publicidade (REsp 1221170).<\/p>\n\n\n\n<p>Em outro julgamento, de uma franqueada da Hering, os ministros tamb\u00e9m negaram a possibilidade de creditamento, pois n\u00e3o seria essencial \u00e0 atividade. Decidiram que, da mesma forma que n\u00e3o s\u00e3o fundamentais despesas com publicidade para empresa do ramo aliment\u00edcio, esses custos tampouco s\u00e3o imprescind\u00edveis ao processo produtivo de empresa que atua no ramo de vestu\u00e1rio, sendo irrelevante haver contrato de franquia (REsp 1437025).<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) tamb\u00e9m j\u00e1 se debru\u00e7ou sobre a mat\u00e9ria, mas entendeu que seria infraconstitucional, ou seja, a palavra final fica com o STJ (RE 841979). No Carf, empresas como a Visa, Lojas Insinuante (atual Ricardo Eletro), Natura, Subway e a administradora de cons\u00f3rcio Honda conseguiram decis\u00f5es favor\u00e1veis envolvendo o insumo publicidade. J\u00e1 a Netflix e a Flora Produtos de Higiene e Limpeza, da J&amp;F Participa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o tiveram o mesmo \u00eaxito.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema sempre \u00e9 analisado caso a caso e os contribuintes saem vitoriosos quando conseguem demonstrar a essencialidade daquele insumo para o modelo de neg\u00f3cio. A discuss\u00e3o envolve o PIS e a Cofins no regime n\u00e3o cumulativo, para empresas que apuram os tributos no lucro real &#8211; que tenham faturamento anual acima de R$ 78 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a opera\u00e7\u00e3o da Netshoes \u00e9 100% online, o tribunal administrativo entendeu que a publicidade \u00e9 imprescind\u00edvel para a capta\u00e7\u00e3o da clientela, pois n\u00e3o h\u00e1 loja f\u00edsica. \u201cPortanto, existe apenas uma \u00fanica forma de a recorrente atrair novos clientes e gerar novas receitas: o investimento em publicidade, propaganda e marketing\u201d, afirma a relatora do caso, Fl\u00e1via Sales Campos Vale (processo n\u00ba 19311.720262\/2017-65).<\/p>\n\n\n\n<p>A conselheira levou em considera\u00e7\u00e3o que a marca oferece \u201csolu\u00e7\u00f5es integradas\u201d aos clientes e \u201cdesenvolve atividade de alta complexidade que envolve a produ\u00e7\u00e3o de mercadorias e a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os\u201d. Por isso, integra a cadeia produtiva, nas etapas subsequentes \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o dos produtos, como na separa\u00e7\u00e3o de mercadorias, controle de estoque e log\u00edstica. O cr\u00e9dito de PIS\/Cofins autorizado \u00e9 de 9,25% sobre os custos com publicidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista Paulo Coviello Filho, s\u00f3cio de Mariz de Oliveira e Siqueira Campos Advogados, avalia o ac\u00f3rd\u00e3o como positivo, pois os contribuintes vinham perdendo as discuss\u00f5es sobre o tema. \u201cPara o marketplace, os gastos com publicidade s\u00e3o essenciais porque impulsionam a mercadoria. \u00c9 uma maneira de conectar as partes\u201d, diz Coviello.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o, contudo, acrescenta, n\u00e3o deve valer para todas as plataformas de e-commerce. \u201cA discuss\u00e3o \u00e9 muito peculiar e tem que se analisar cada empresa, n\u00e3o basta s\u00f3 atuar na internet para poder tomar o cr\u00e9dito. Tem que dar um passo al\u00e9m, provar, a partir do objeto social dela, como aquele gasto \u00e9 essencial para o modelo de neg\u00f3cio\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da Insinuante, lembra, foi considerado que os contratos com fornecedores tinham a obriga\u00e7\u00e3o da atividade de marketing. No da Visa, foi levado em conta o modelo de intermedia\u00e7\u00e3o que viabiliza os pagamentos. J\u00e1 no da Netflix, apesar de tamb\u00e9m ser empresa digital, o marketing era algo posterior \u00e0 presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, que \u00e9 o streaming.<\/p>\n\n\n\n<p>Coviello discorda, contudo, de outro trecho do ac\u00f3rd\u00e3o, em que o Carf vedou o aproveitamento de cr\u00e9ditos da taxa de administra\u00e7\u00e3o de cart\u00e3o de cr\u00e9dito, por n\u00e3o entender que \u00e9 insumo. \u201cEssa empresa, assim como qualquer marketplace, s\u00f3 vende pela internet, ent\u00e3o ou se paga no PIX, que \u00e9 uma ferramenta criada agora e na \u00e9poca n\u00e3o existia, ou cart\u00e3o de cr\u00e9dito. Me parece que pela l\u00f3gica de considerar o cr\u00e9dito de publicidade, tamb\u00e9m tinha que considerar os gastos com cart\u00e3o de cr\u00e9dito\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Thais De Laurentiis, s\u00f3cia Rivitti e Dias Advogados e ex-conselheira do Carf, a quest\u00e3o dos insumos \u00e9 um dos temas que mais gera contencioso. Mesmo ap\u00f3s a decis\u00e3o do STJ, que detalhou o que \u00e9 insumo, \u00e9 preciso analisar se a empresa \u00e9 comercial ou n\u00e3o, isto \u00e9, se produz ou presta servi\u00e7o, pois isso \u00e9 o que diz a lei. \u201c\u00c9 um passo atr\u00e1s de toda a discuss\u00e3o do que \u00e9 ou n\u00e3o insumo. \u00c9 ver se a empresa produz ou presta servi\u00e7o, pois s\u00f3 assim ela vai poder ter direito ao cr\u00e9dito.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do Carf \u00e9 no sentido de que se a empresa for comercial e apenas revender produtos, n\u00e3o tem esse direito. Para Thais, a Netshoes \u00e9 comercial, mas levou-se em conta a log\u00edstica por tr\u00e1s do gerenciamento de produtos e que a publicidade \u00e9 essencial para o relacionamento com os clientes. \u201cA log\u00edstica espec\u00edfica de e-commerce afasta a empresa do conceito meramente comercial\u201d, afirma. \u201cEsse \u00e9 o ponto mais relevante do ac\u00f3rd\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para Thais, \u201c\u00e9 uma decis\u00e3o muito favor\u00e1vel e inovadora, mas que tem que ser acompanhada com cuidado, justamente porque \u00e9 fora do padr\u00e3o\u201d. Ressalta que \u201cse privasse a Netshoes dos gastos com publicidade, o neg\u00f3cio ficaria prejudicado na quantidade, qualidade e sufici\u00eancia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota ao Valor , a PGFN diz que \u00e9 preciso estabelecer com precis\u00e3o as raz\u00f5es que embasaram as decis\u00f5es do Carf para depois definir seu posicionamento. Defende que para o contribuinte que exerce atividade comercial, \u201cpossui legitimidade para apurar cr\u00e9dito conforme o estabelecido no artigo 3\u00ba, I, IV, V, VII e IX da Lei n\u00ba 10.637\/2002 (assim como seus dispositivos equivalentes na Lei n\u00ba 10.833\/2003)\u201d. \u201c\u00c9 importante destacar, no entanto, que este benef\u00edcio n\u00e3o se estende \u00e0s circunst\u00e2ncias previstas no artigo 3\u00ba, II das mesmas leis, que tratam de insumos\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A Netshoes, tamb\u00e9m por nota, diz que \u201csempre acreditou em suas pr\u00e1ticas de mercado\u201d e que a decis\u00e3o \u201creafirma o melhor entendimento jur\u00eddico da legisla\u00e7\u00e3o, que valida a import\u00e2ncia destes tipos de despesas para o varejo de e-commerce\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/17\/carf-garante-direito-a-creditos-de-pis-e-cofins-sobre-publicidade.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/17\/carf-garante-direito-a-creditos-de-pis-e-cofins-sobre-publicidade.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf afasta Cide em contrato de software sem transfer\u00eancia de tecnologia<\/strong><br>Data: 18\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria de votos, a 2\u00aa Turma da 2\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) cancelou a cobran\u00e7a de Cide sobre remessas em contrato de distribui\u00e7\u00e3o de softwares no qual n\u00e3o houve transfer\u00eancia de tecnologia. O placar foi de 5 a 1.<\/p>\n\n\n\n<p>A contribuinte foi autuada pela transfer\u00eancia de remessas para o exterior no contexto de um contrato de licenciamento de software com a Ericsson AB, localizada na Su\u00e9cia e desenvolvedora do software. Para a fiscaliza\u00e7\u00e3o, o contrato envolvia a transfer\u00eancia de \u201cknow how\u201d e de tecnologia mediante a descompila\u00e7\u00e3o e engenharia reversa, o que daria acesso ao c\u00f3digo-fonte. Para o fisco, haveria incid\u00eancia de Cide.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada Diana Piatti Lobo, do Machado Meyer, afirmou que o contrato firmado entre a companhia e a Ericsson AB \u00e9 exclusivamente de distribui\u00e7\u00e3o de software. Com isso, n\u00e3o h\u00e1 transfer\u00eancia de tecnologia ou acesso ao c\u00f3digo-fonte, mas apenas uma previs\u00e3o contratual para eventos fortuitos, o que, na pr\u00e1tica, nunca ocorreu.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante sustenta\u00e7\u00e3o oral, a tributarista explicou que o contrato concede \u00e0 empresa no Brasil o direito de comercializa\u00e7\u00e3o para os consumidores finais, sem direito autoral ou intelectual vinculado ao software.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o processo, o colegiado focou nas cl\u00e1usulas do contrato. Para a relatora, conselheira Aline Cardoso de Faria, \u201ca mera previs\u00e3o contratual n\u00e3o pressup\u00f5e o efetivo acesso ao c\u00f3digo-fonte\u201d. A julgadora afirmou que os documentos de autoriza\u00e7\u00e3o emitidos pela Ericsson no exterior deveriam ter sido juntados no processo para confirmar que houve a transfer\u00eancia de tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>A conselheira destacou que a comprova\u00e7\u00e3o da transfer\u00eancia de tecnologia pelo fisco \u00e9 um requisito indispens\u00e1vel, conforme prev\u00ea o artigo 11, par\u00e1grafo \u00fanico da Lei 9.609\/98. O dispositivo trata do registro dos contratos pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e da obrigatoriedade de entrega, \u201cpor parte do fornecedor ao receptor de tecnologia, da documenta\u00e7\u00e3o completa, em especial do c\u00f3digo-fonte comentado (&#8230;)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos conselheiros concordou com a relatora. Divergiu e ficou vencido o conselheiro Wagner Mota Momesso de Oliveira, que considerou o fato de o contrato prever o acesso ao c\u00f3digo-fonte nos casos de inoperabilidade do programa de computador.<br>Por unanimidade, o colegiado tamb\u00e9m manteve a cobran\u00e7a de Cide-remessas com rela\u00e7\u00e3o a outro contrato de fornecimento de licen\u00e7a e de software, desta vez com uma empresa coreana. Os julgadores consideraram que n\u00e3o foi apresentado o contrato que lastreou a opera\u00e7\u00e3o com a empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 15746.720055\/2021-26.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-afasta-cide-em-contrato-de-software-sem-transferencia-de-tecnologia\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-afasta-cide-em-contrato-de-software-sem-transferencia-de-tecnologia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Turma reconhece imunidade rec\u00edproca da Infraero e mant\u00e9m isen\u00e7\u00e3o de IPTU sobre \u00e1rea do aeroporto de Salvador<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 13\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF1) manteve a senten\u00e7a da 20\u00aa Vara Federal da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria da Bahia (SJBA), que declarou a imunidade da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportu\u00e1ria (Infraero) em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cobran\u00e7a do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) sobre a \u00e1rea do Aeroporto Internacional de Salvador por se tratar de uma empresa p\u00fablica prestadora de servi\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Consta nos autos que as entidades destinat\u00e1rias da imunidade tribut\u00e1ria s\u00e3o as autarquias e as funda\u00e7\u00f5es p\u00fablicas institu\u00eddas e mantidas pelo Poder P\u00fablico. Neste caso, o munic\u00edpio de Salvador argumentou que as receitas da Infraero n\u00e3o prov\u00eam exclusivamente da cobran\u00e7a de tarifas aeroportu\u00e1rias, o que tornaria invi\u00e1vel a aus\u00eancia de cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o relator, desembargador federal Jamil Rosa de Jesus Oliveira, destacou que, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), a Infraero \u00e9 uma empresa p\u00fablica prestadora de servi\u00e7o p\u00fablico e, por isso, faz jus \u00e0 imunidade rec\u00edproca, ou seja, \u00e0 isen\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a de impostos incidentes sobre o seu patrim\u00f4nio, como previsto no art. 150, VI, a, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado tamb\u00e9m ressaltou que o contrato de concess\u00e3o de uso firmando com a empresa Centaurus T\u00e1xi A\u00e9reo Ltda. \u00e9 utilizado exclusivamente para escrit\u00f3rio operacional e para o atendimento a passageiros, o que configura atividade vinculada \u00e0 atividade-fim da Infraero, n\u00e3o havendo cobran\u00e7a do IPTU por consequ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, o Colegiado, por unanimidade, negou provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o nos termos do voto do relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo:&nbsp;0010548-88.2015.4.01.3300<br>Data do julgamento:&nbsp;22 a 29\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.trf1.jus.br\/sjba\/noticias\/turma-reconhece-imunidade-reciproca-da-infraero-e-mantem-isencao-de-iptu-sobre-area-do-aeroporto-de-salvador-\">https:\/\/www.trf1.jus.br\/sjba\/noticias\/turma-reconhece-imunidade-reciproca-da-infraero-e-mantem-isencao-de-iptu-sobre-area-do-aeroporto-de-salvador-<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cr\u00e9dito presumido de ICMS n\u00e3o integra base de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins, decide TRF-6<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O tratamento dado ao cr\u00e9dito presumido do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) \u00e9 diferente daquele reservado aos demais incentivos fiscais de ICMS, de modo que a sua tributa\u00e7\u00e3o pela Uni\u00e3o viola o pacto federativo, conforme definido no julgamento do Recurso Repetitivo 1.182 pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a. Isso n\u00e3o foi alterado com a edi\u00e7\u00e3o da Lei 14.789\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o entendimento do desembargador Miguel Angelo de Alvarenga Lopes, do Tribunal Regional Federal da 6\u00aa Regi\u00e3o, para suspender a exigibilidade dos cr\u00e9ditos presumidos de ICMS da base de c\u00e1lculo do IRPJ e CSLL, e tamb\u00e9m das contribui\u00e7\u00f5es ao PIS e \u00e0 Cofins, mesmo ap\u00f3s a edi\u00e7\u00e3o da Lei 14.789\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi provocada por agravo de instrumento de uma distribuidora de carnes contra decis\u00e3o que n\u00e3o reconheceu o direito de excluir o cr\u00e9dito presumido de ICMS das bases de c\u00e1lculo de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins. A empresa alega que o STJ tem jurisprud\u00eancia firme no sentido de que os cr\u00e9ditos presumidos de ICMS n\u00e3o integram a base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, al\u00e9m de afastar a incid\u00eancia do PIS e da Cofins.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00e9dito n\u00e3o \u00e9 lucro<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o desembargador apontou que o STJ firmou entendimento de que cr\u00e9ditos presumidos de ICMS, concedidos pelo Estado no contexto de incentivo fiscal, n\u00e3o representam lucro e, por isso, a tributa\u00e7\u00e3o pela Uni\u00e3o implica em retirar, por via obl\u00edqua, o incentivo fiscal concedido pelo estado-membro no pleno exerc\u00edcio de sua compet\u00eancia tribut\u00e1ria.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, ele explicou que a edi\u00e7\u00e3o da Lei 14.789\/2023 n\u00e3o altera o entendimento fixado pelo STJ de que o cr\u00e9dito presumido n\u00e3o integra a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, por n\u00e3o ser caracterizado como receita ou faturamento, mas, sim, recupera\u00e7\u00e3o de custos na forma de incentivo fiscal concedido pelo governo para desonera\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAnte o exposto, defiro a tutela recursal de urg\u00eancia para suspender a exigibilidade dos cr\u00e9ditos presumidos de ICMS na base de c\u00e1lculo do IRPJ e CSLL e tamb\u00e9m das contribui\u00e7\u00f5es ao PIS e \u00e0 COFINS, mesmo ap\u00f3s a edi\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 14.789\/2023\u201d, decidiu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jan-15\/credito-presumido-de-icms-nao-integra-base-de-irpj-csll-pis-e-cofins-decide-trf-6\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jan-15\/credito-presumido-de-icms-nao-integra-base-de-irpj-csll-pis-e-cofins-decide-trf-6\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Turma mant\u00e9m senten\u00e7a que reconhece imunidade tribut\u00e1ria a produtos derivados de petr\u00f3leo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A 7\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF1) manteve a senten\u00e7a que reconheceu a imunidade tribut\u00e1ria em rela\u00e7\u00e3o ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre produtos asf\u00e1lticos (asfaltos em emuls\u00e3o, modificados por pol\u00edmeros e oxidados) fabricados por uma empresa, por serem derivados de petr\u00f3leo, com base no \u00a7 3\u00ba do art. 155 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos autos, a Uni\u00e3o sustentou que os produtos asf\u00e1lticos n\u00e3o se enquadram na imunidade tribut\u00e1ria, argumentando que os derivados de petr\u00f3leo se restringem \u00e0queles obtidos diretamente do processo de refino, conforme o Decreto n\u00ba 4.544\/2002, e que os produtos em quest\u00e3o passam por processamento adicional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, a relatora, ju\u00edza federal convocada Clem\u00eancia Maria Almada Lima de \u00c2ngelo, destacou que o \u00a7 3\u00ba do art. 155 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal assegura a imunidade tribut\u00e1ria aos derivados de petr\u00f3leo de forma ampla, sem que tenha restri\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao tipo de derivado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A magistrada tamb\u00e9m ressaltou que o art. 110 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN) determina que a lei tribut\u00e1ria n\u00e3o pode alterar a defini\u00e7\u00e3o, o conte\u00fado ou o alcance de institutos, conceitos e formas impl\u00edcitos pela Constitui\u00e7\u00e3o a fim de limitar compet\u00eancias tribut\u00e1rias. Al\u00e9m disso, a ju\u00edza citou jurisprud\u00eancia do TRF1, segundo a qual n\u00e3o cabe a utiliza\u00e7\u00e3o dos termos \u201cprim\u00e1rios\u201d ou \u201csecund\u00e1rios\u201d para restringir o benef\u00edcio fiscal previsto constitucionalmente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Dessa forma, a relatora concluiu que h\u00e1 pareceres t\u00e9cnicos nos autos, emitidos por \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos e privados, que atestam que os produtos asf\u00e1lticos s\u00e3o derivados do petr\u00f3leo e, portanto, abrangidos pela imunidade tribut\u00e1ria do IPI.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, o Colegiado, por unanimidade, negou provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o nos termos do voto da relatora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Processo: 0002615-36.2007.4.01.3400&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Data do julgamento: 2\/11\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;JA\/MLS&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.trf1.jus.br\/trf1\/noticias\/turma-mantem-sentenca-que-reconhece-imunidade-tributaria-a-produtos-derivados-de-petroleo-#:~:text=A%207%C2%AA%20Turma%20do%20Tribunal,uma%20empresa%2C%20por%20serem%20derivados\">https:\/\/www.trf1.jus.br\/trf1\/noticias\/turma-mantem-sentenca-que-reconhece-imunidade-tributaria-a-produtos-derivados-de-petroleo-#:~:text=A%207%C2%AA%20Turma%20do%20Tribunal,uma%20empresa%2C%20por%20serem%20derivados<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF invalida crit\u00e9rios de reparti\u00e7\u00e3o do ICMS da minera\u00e7\u00e3o no Par\u00e1<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucionais partes de tr\u00eas normas do Par\u00e1 que alteravam as regras para o c\u00e1lculo do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Presta\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os (ICMS) aplicado ao setor de minera\u00e7\u00e3o e criavam crit\u00e9rios para distribuir o tributo entre os munic\u00edpios do estado. A decis\u00e3o foi tomada no julgamento de uma a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade proposta pela Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ministro Gilmar Mendes, relator da a\u00e7\u00e3o, as regras violam a Lei Complementar 63\/1990, que estabelece os crit\u00e9rios de c\u00e1lculo do ICMS e orienta a sua distribui\u00e7\u00e3o com o objetivo de garantir o equil\u00edbrio entre a Uni\u00e3o, os estados, os munic\u00edpios e o Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Valor adicionado<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, um quarto da arrecada\u00e7\u00e3o do ICMS \u00e9 destinado aos munic\u00edpios. Dessa quantia, 35% s\u00e3o divididos conforme as regras estabelecidas pela legisla\u00e7\u00e3o estadual. J\u00e1 os 65% restantes devem ser distribu\u00eddos com base no valor adicionado das opera\u00e7\u00f5es feitas em cada cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor adicionado representa a diferen\u00e7a entre as sa\u00eddas e as entradas de mercadorias e servi\u00e7os prestados no munic\u00edpio. Quanto maior a movimenta\u00e7\u00e3o comercial do munic\u00edpio, maior o valor adicionado e, consequentemente, o montante a receber de ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, a PGR argumentou que as normas do Par\u00e1 impunham um novo crit\u00e9rio para calcular o valor adicionado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 extra\u00e7\u00e3o do min\u00e9rio no estado. Elas estabeleciam que esse \u00edndice fosse baseado em 32% da receita bruta das empresas de minera\u00e7\u00e3o, elevando a tributa\u00e7\u00e3o do setor. Segundo o procurador-geral da Rep\u00fablica, somente lei complementar federal poderia tratar dessa mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo do Par\u00e1, por sua vez, informou ao STF que as medidas foram criadas para enfrentar a sonega\u00e7\u00e3o de impostos da minera\u00e7\u00e3o, principal atividade econ\u00f4mica do estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei complementar<\/p>\n\n\n\n<p>Para Gilmar, apesar do objetivo louv\u00e1vel de corrigir distor\u00e7\u00f5es, a legisla\u00e7\u00e3o estadual n\u00e3o pode extrapolar a compet\u00eancia expressamente atribu\u00edda pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal \u00e0 lei complementar. Nesse sentido, a LC 63 define o valor adicionado como o valor das mercadorias que saem do estabelecimento, mais o valor da presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, menos o das mercadorias quando entram no estabelecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com a norma federal, o percentual de 32% sobre a receita bruta s\u00f3 pode ser adotado em casos espec\u00edficos: quando h\u00e1 tributa\u00e7\u00e3o simplificada ou em situa\u00e7\u00f5es em que se dispensam os controles fiscais sobre a entrada de bens. Segundo o relator, as normas estaduais n\u00e3o poderiam ter estendido essas exce\u00e7\u00f5es, aplicando o regime de tributa\u00e7\u00e3o simplificada \u00e0s mineradoras.&nbsp;Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.685<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jan-16\/stf-invalida-criterios-de-reparticao-do-icms-da-mineracao-no-para\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jan-16\/stf-invalida-criterios-de-reparticao-do-icms-da-mineracao-no-para\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Certid\u00e3o negativa de d\u00e9bitos invalida acusa\u00e7\u00e3o de crime tribut\u00e1rio, decide juiz<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o da certid\u00e3o negativa de d\u00e9bitos elimina qualquer chance de materialidade de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-22\/nao-existe-crime-tributario-antes-julgamento-administrativo\/\">crime tribut\u00e1rio<\/a>&nbsp;e torna insustent\u00e1vel o prosseguimento da a\u00e7\u00e3o penal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o entendimento do juiz Marcial Henrique Ferraz da Cruz, da 2\u00aa Vara Criminal de Jo\u00e3o Pessoa, para absolver sumariamente o controlador de uma empresa acusado de crime tribut\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa do s\u00f3cio administrador sustentou que a apresenta\u00e7\u00e3o da certid\u00e3o da empresa derrubou a acusa\u00e7\u00e3o de crime contra a ordem tribut\u00e1ria, pois constitui prova de quita\u00e7\u00e3o do tributo, nos termos do artigo 205 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional e do artigo 301 do Regulamento do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio do Munic\u00edpio de Jo\u00e3o Pessoa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico, por sua vez, sustentou que havia um d\u00e9bito do r\u00e9u com inscri\u00e7\u00e3o na d\u00edvida ativa com parcelamento atrasado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao decidir, o juiz afirmou que a d\u00edvida apontada pelo MP foi contra\u00edda por uma empresa diferente da julgada nos autos. \u201cPortanto, sem mais delongas, o r\u00e9u deve ser absolvido sumariamente, do crime tipificado no art. 2\u00ba, inciso II, da Lei 8.137\/90, c\/c o artigo 71, caput, do C\u00f3digo Penal, nos termos do art. 397, III, do C\u00f3digo de Processo Penal, em virtude da inexist\u00eancia de fato t\u00edpico, por n\u00e3o existir cr\u00e9dito tribut\u00e1rio constitu\u00eddo e exig\u00edvel, indispens\u00e1vel \u00e0 configura\u00e7\u00e3o do delito imputado ao acusado\u201d, resumiu o julgador.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O r\u00e9u foi representado pelo advogado&nbsp;Diego Paulino, do escrit\u00f3rio Marcos In\u00e1cio Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo&nbsp;0812086-81.2023.8.15.2002<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jan-16\/certidao-negativa-de-debito-elimina-materialidade-de-acusacao-de-crime-tributario-decide-juiz\/#:~:text=Certid%C3%A3o%20negativa%20de%20d%C3%A9bitos%20invalida%20acusa%C3%A7%C3%A3o%20de%20crime%20tribut%C3%A1rio%2C%20decide%20juiz,-16%20de%20janeiro&#038;text=A%20apresenta%C3%A7%C3%A3o%20da%20certid%C3%A3o%20negativa,o%20prosseguimento%20da%20a%C3%A7%C3%A3o%20penal.\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2025-jan-16\/certidao-negativa-de-debito-elimina-materialidade-de-acusacao-de-crime-tributario-decide-juiz\/#:~:text=Certid%C3%A3o%20negativa%20de%20d%C3%A9bitos%20invalida%20acusa%C3%A7%C3%A3o%20de%20crime%20tribut%C3%A1rio%2C%20decide%20juiz,-16%20de%20janeiro&#038;text=A%20apresenta%C3%A7%C3%A3o%20da%20certid%C3%A3o%20negativa,o%20prosseguimento%20da%20a%C3%A7%C3%A3o%20penal.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Justi\u00e7a livra empresa de cobran\u00e7a do Difal do ICMS na substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 20\/01\/2025<\/p>\n\n\n\n<p>Uma empresa do segmento de pneus conseguiu no Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro (TJRJ) decis\u00e3o para n\u00e3o pagar o diferencial de al\u00edquotas (Difal) do ICMS-ST (substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria). Essa seria a primeira decis\u00e3o da segunda inst\u00e2ncia do Judici\u00e1rio sobre o assunto, da qual se tem not\u00edcia, favor\u00e1vel ao contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 6\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico da Corte fluminense entendeu que a cobran\u00e7a \u00e9 ilegal. Isso porque n\u00e3o foi prevista em lei complementar, conforme exig\u00eancia do Supremo Tribunal Federal (STF) para o Difal do ICMS &#8220;normal&#8221;, fora do regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria (0187523-84.2022.8.19.0001). O precedente pode ser usado para outras empresas do varejo tentarem obter o mesmo na Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O Difal \u00e9 um complemento \u00e0 al\u00edquota do ICMS cobrado das empresas que fazem opera\u00e7\u00f5es de um Estado para outro para suprir a diferen\u00e7a entre a al\u00edquota cobrada no destino e no Estado origin\u00e1rio da mercadoria. Em 2021, o Supremo decidiu, no Tema 1.093 de repercuss\u00e3o geral, que a regulamenta\u00e7\u00e3o do Difal precisava ser feita por lei complementar (RE 1287019).<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, ent\u00e3o, foi editada a Lei Complementar n\u00ba 190, que alterou a Lei Kandir (LC n\u00ba 87) para regulamentar o Difal do ICMS. O problema \u00e9 que essa lei n\u00e3o tratou do regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, quando uma empresa recolhe o tributo em nome das outras integrantes da cadeia at\u00e9 o consumidor final.<\/p>\n\n\n\n<p>O que regula o Difal para o ICMS-ST \u00e9 o Conv\u00eanio ICMS n\u00ba 142, de 2018. Mas o STF n\u00e3o se pronunciou sobre a necessidade de uma nova lei complementar para tratar do Difal do ICMS-ST. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 precedente do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), segundo tributaristas.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do TJRJ \u00e9 um raro entendimento a favor do contribuinte em meio a um mar de decis\u00f5es contr\u00e1rias, segundo os pr\u00f3prios advogados da causa. Gabriel Baccarini, s\u00f3cio tribut\u00e1rio do Cascione Advogados, diz que a banca ingressou com diversas a\u00e7\u00f5es, para diferentes empresas, a respeito do Difal do ICMS-ST, mas que existe &#8220;uma dificuldade imensa de os tribunais entenderem&#8221; a especificidade do tema abordado.<\/p>\n\n\n\n<p>O que costuma acontecer, conforme explica o advogado, \u00e9 os ju\u00edzes entenderem que a Lei Complementar n\u00ba 190, que instituiu o Difal, j\u00e1 se aplica de forma autom\u00e1tica ao regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Foi o que ocorreu com o processo da empresa de pneus na primeira inst\u00e2ncia. O magistrado declarou concordar com o argumento do Estado de que &#8220;o Difal-ST nada mais \u00e9 do que o Difal submetido ao regime da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Outra interpreta\u00e7\u00e3o comum, mas errada, segundo tributaristas, \u00e9 a de que o texto da lei j\u00e1 trata do Difal do ICMS-ST. Em uma decis\u00e3o da 4\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de Salvador, o juiz Edsamir da Silva Mascarenhas declarou que o argumento de aus\u00eancia de lei complementar sobre o assunto n\u00e3o se sustenta porque &#8220;a Lei Kandir (LC 87\/96) j\u00e1 prev\u00ea a possibilidade de cobran\u00e7a do diferencial de al\u00edquota (ICMS-DIFAL) entre a al\u00edquota interna e a interestadual&#8221; (processo n\u00ba 8100286-60.2022.8.05.0001).<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a Lei Kandir apenas criou a possibilidade de deslocar o recolhimento do Difal para outra pessoa, ou seja, instituiu o Difal do ICMS-ST, segundo Gabriel Bonilho, tributarista do Cascione Advogados. \u201cA Lei Kandir n\u00e3o fala sobre aspectos quantitativos, base de c\u00e1lculo, al\u00edquotas, nada do que \u00e9 tratado no conv\u00eanio\u201d, diz. \u201cNa nossa vis\u00e3o, a cobran\u00e7a continua sendo regulada pelo conv\u00eanio, o que \u00e9 ileg\u00edtimo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A 6\u00aa C\u00e2mara do TJRJ concordou com o argumento dos contribuintes. Para o colegiado, a cobran\u00e7a do Difal do ICMS-ST tem se baseado s\u00f3 no Conv\u00eanio ICMS n\u00ba 142, o que viola a previs\u00e3o constitucional de que a institui\u00e7\u00e3o de normas gerais sobre quest\u00f5es tribut\u00e1rias deve ser feita por meio de lei complementar (art. 146, incisos I e III). A cobran\u00e7a tamb\u00e9m afrontaria a previs\u00e3o na Constitui\u00e7\u00e3o de que lei complementar deve definir contribuintes e dispor sobre a substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria (art. 155, par\u00e1grafo 2\u00ba, inciso XII, al\u00edneas \u201ca\u201d e \u201cb\u201d).<\/p>\n\n\n\n<p>Os advogados afirmam que ainda n\u00e3o foi poss\u00edvel calcular o impacto da decis\u00e3o no caixa da empresa, mas que, em m\u00e9dia, o Difal do ICMS-ST representa cerca de 10% do ICMS pago sobre opera\u00e7\u00f5es interestaduais, \u201co que tem um impacto enorme\u201d, segundo Baccarini.<\/p>\n\n\n\n<p>O precedente do TJRJ pode beneficiar outras empresas que fa\u00e7am opera\u00e7\u00f5es interestaduais sob o regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, dos segmentos definidos no Conv\u00eanio 142, e forem ao Judici\u00e1rio. Tamb\u00e9m s\u00e3o abrangidas pela norma empresas do ramo de bebidas alc\u00f3olicas, cigarros, cimentos, combust\u00edveis, energia el\u00e9trica, materiais de constru\u00e7\u00e3o e limpeza, medicamentos, pap\u00e9is, produtos de higiene e cosm\u00e9ticos, sorvetes, ve\u00edculos automotores, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Daniel Zugman, s\u00f3cio do BVZ Advogados, acrescenta que esse precedente se soma a uma s\u00e9rie de questionamentos de pontos espec\u00edficos que v\u00eam sendo levantados, desde o julgamento pelo STF do Tema 1093. Ele afirma que o Supremo dificilmente vai reconhecer a exist\u00eancia de discuss\u00e3o constitucional a respeito do Difal do ICMS-ST.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque, em 2024, a Corte decidiu que n\u00e3o era constitucional o debate sobre a diferencia\u00e7\u00e3o entre a cobran\u00e7a do Difal para consumidores contribuintes e n\u00e3o contribuintes (RE 1499539). Assim, pela l\u00f3gica, tamb\u00e9m n\u00e3o caberia ao STF julgar a diferencia\u00e7\u00e3o entre cobran\u00e7a do Difal do ICMS e Difal do ICMS-ST.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o STJ certamente deve se debru\u00e7ar sobre o tema, segundo Zugman. Para ele, a interpreta\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel ao contribuinte \u00e9 a que faz mais sentido. &#8220;A legisla\u00e7\u00e3o deveria especificar como as duas figuras se relacionam, evitando sobreposi\u00e7\u00e3o de tributos ou lacunas que possam prejudicar tanto os contribuintes quanto os Estados&#8221;, defende.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro n\u00e3o se manifestou at\u00e9 o fechamento desta edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/20\/justica-livra-empresa-de-cobranca-do-difal-do-icms-na-substituicao-tributaria.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2025\/01\/20\/justica-livra-empresa-de-cobranca-do-difal-do-icms-na-substituicao-tributaria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAIS<\/strong>:&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 13\/01 a 21\/01 Norma da Receita sobre a reforma explica cr\u00e9dito presumido de IPI a montadoras Data: 13\/01\/2025 No primeiro ato voltado \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, a Receita Federal estabeleceu que, ao prever que as montadoras ter\u00e3o direito, at\u00e9 2032, de um cr\u00e9dito presumido de CBS, a Emenda Constitucional 132\/23 prorrogou [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3614,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[9,29,33,63,96,73],"class_list":["post-3618","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-retrospecto-tributario","tag-amaral-yazbek","tag-empresas","tag-negocios","tag-noticia-do-dia","tag-reforma-tributaria","tag-retrospecto-tributario"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.6 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Retrospecto Tribut\u00e1rio - 13\/01 a 21\/01<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. 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