{"id":3584,"date":"2024-12-03T09:04:31","date_gmt":"2024-12-03T12:04:31","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3584"},"modified":"2024-12-03T10:23:55","modified_gmt":"2024-12-03T13:23:55","slug":"retrospecto-tributario-26-11-a-03-12","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3584","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 26\/11 a 03\/12"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 26\/11 a 03\/12<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Portaria do CNJ gera extin\u00e7\u00e3o de 322 mil a\u00e7\u00f5es de execu\u00e7\u00e3o fiscal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 322 mil processos sobre execu\u00e7\u00f5es fiscais foram extintos da Justi\u00e7a Federal em apenas um ano, o que o Conselho Nacional de Justi\u00e7a atribui \u00e0s estrat\u00e9gias estabelecidas na&nbsp;<a href=\"https:\/\/atos.cnj.jus.br\/atos\/detalhar\/5306\">Portaria Conjunta 7\/2023<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A normativa foi criada com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para dar celeridade \u00e0s execu\u00e7\u00f5es fiscais, que concentram 28% dos processos em tramita\u00e7\u00e3o no Judici\u00e1rio brasileiro (23 milh\u00f5es de 82 milh\u00f5es). Na Justi\u00e7a Federal, especificamente, h\u00e1 3,4 milh\u00f5es de casos em an\u00e1lise, dos quais a maioria tem a Uni\u00e3o no polo ativo.<\/p>\n\n\n\n<p>A estimativa da ju\u00edza auxiliar da Presid\u00eancia do CNJ e supervisora do Departamento de Pesquisas Judici\u00e1rias (DPJ) do CNJ, Ana L\u00facia Aguiar, \u00e9 de que haja ainda mais de 300 mil novos processos a ponto de serem baixados tamb\u00e9m em raz\u00e3o da portaria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom eles, o total de extin\u00e7\u00f5es corresponder\u00e1 a quase 20% das a\u00e7\u00f5es de execu\u00e7\u00f5es fiscais que tramitam na Justi\u00e7a Federal. \u00c9 um n\u00famero bastante expressivo\u201d, avalia a magistrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do CNJ e da PGFN, o Conselho da Justi\u00e7a Federal, a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o e os seis Tribunais Regionais Federais assinaram a portaria, que entrou em vigor em outubro do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados facilitados<\/p>\n\n\n\n<p>A supervisora do DPJ explica que, com a Portaria Conjunta 7\/2023, estabeleceu-se fluxo de trabalho por meio do qual o CNJ repassou \u00e0 PGFN informa\u00e7\u00f5es da Base Nacional de Dados do Poder Judici\u00e1rio (Datajud) que mostram os processos de execu\u00e7\u00e3o fiscal em tramita\u00e7\u00e3o no pa\u00eds em que a Procuradoria representa a Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir desse banco de dados, a PGFN identificou quais processos poderiam ser extintos. \u201cCome\u00e7amos a primeira rodada de trabalho em janeiro de 2024 e, em setembro, iniciamos a segunda. Esse cruzamento de dados entre o CNJ e a PGFN foi uma iniciativa simples, barata e com um resultado excelente\u201d, ressalta ela.<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza auxiliar da Presid\u00eancia do CNJ tamb\u00e9m destaca o impacto positivo disso sobre a gest\u00e3o das varas federais. \u201cEssa iniciativa permite que o Poder Judici\u00e1rio deixe de atuar naquilo que n\u00e3o interessa mais, nos processos em que as certid\u00f5es de d\u00edvida ativa j\u00e1 foram extintas ou j\u00e1 foram pagas, e consiga focar em processos nos quais realmente a recupera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito seja vi\u00e1vel e relevante para os cofres da Uni\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Maior arrecada\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o procurador-geral adjunto da D\u00edvida Ativa da Uni\u00e3o e do FGTS, Jo\u00e3o Henrique Grognet, o impacto positivo da nova normatiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m j\u00e1 pode ser percebido nos cofres p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNos tr\u00eas primeiros trimestres, arrecadamos R$ 44 bilh\u00f5es. No ano passado todo, foram R$ 49,1 bilh\u00f5es. Certamente neste ano a arrecada\u00e7\u00e3o ser\u00e1 recorde, fruto de esfor\u00e7os como esse com o CNJ.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Grognet enfatiza que o compartilhamento entre o CNJ e a PGFN garante efetividade para os dois lados: para a Uni\u00e3o, pelo aumento da arrecada\u00e7\u00e3o; e para o Judici\u00e1rio, com a desjudicializa\u00e7\u00e3o. \u201cA crise da execu\u00e7\u00e3o fiscal \u00e9 uma crise de efetividade do volume que est\u00e1 l\u00e1, n\u00e3o \u00e9 a crise do processo em si.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O novo fluxo de informa\u00e7\u00f5es ajuda a resolver o problema da dificuldade de prioriza\u00e7\u00e3o. \u201cO juiz que julga uma execu\u00e7\u00e3o fiscal in\u00fatil demora o mesmo tempo para julgar uma execu\u00e7\u00e3o fiscal \u00fatil. Isso demanda tempo e dinheiro do Judici\u00e1rio e do nosso Estado. Racionalizando dessa maneira, conseguimos organizar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 setembro, a PGFN j\u00e1 peticionou pela extin\u00e7\u00e3o de 632 mil processos de execu\u00e7\u00f5es fiscais, que correspondem a 26,3% das 2,4 milh\u00f5es de a\u00e7\u00f5es nas quais defende a Uni\u00e3o. Grognet acredita que a redu\u00e7\u00e3o nesse volume, em raz\u00e3o da nova regulamenta\u00e7\u00e3o, pode chegar \u00e0 metade do atual.<\/p>\n\n\n\n<p>Nova portaria<\/p>\n\n\n\n<p>Ele destaca que tamb\u00e9m ter\u00e1 impacto positivo a&nbsp;<a href=\"https:\/\/atos.cnj.jus.br\/atos\/detalhar\/5513\">Portaria Conjunta 5\/2024<\/a>, assinada em abril deste ano. Ela \u00e9 voltada para as execu\u00e7\u00f5es fiscais promovidas pela PGFN em tramita\u00e7\u00e3o nas Justi\u00e7as Estaduais, com procedimentos, iniciativas e estrat\u00e9gias espec\u00edficas para racionalizar e aprimorar o fluxo desses processos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m a partir das informa\u00e7\u00f5es do Datajud, a PGFN classificou as execu\u00e7\u00f5es fiscais em quatro tipos. O primeiro engloba os casos em que o bem foi encontrado e est\u00e1 sendo buscado. O segundo corresponde \u00e0queles nos quais o pr\u00f3prio contribuinte j\u00e1 parcelou a d\u00edvida. H\u00e1 ainda os processos em que n\u00e3o foram encontrados bens e aqueles que o contribuinte j\u00e1 quitou.<\/p>\n\n\n\n<p>Os processos baixados at\u00e9 o momento correspondem a este \u00faltimo caso. Al\u00e9m disso, a PGFN j\u00e1 se comprometeu com o CNJ em fazer a desist\u00eancia nos casos em que n\u00e3o foi localizado bem. No caso dos parcelamentos, as a\u00e7\u00f5es ser\u00e3o extintas quando as presta\u00e7\u00f5es forem quitadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, nos casos em que o bem foi encontrado, \u00e9 necess\u00e1rio aguardar a expropria\u00e7\u00e3o e o prazo para defesa do executado. \u201cEu considero esse compromisso&nbsp;(firmado com<em> as duas portarias)<\/em>&nbsp;um pacto para redu\u00e7\u00e3o do volume de execu\u00e7\u00f5es fiscais no nosso pa\u00eds\u201d, declara Grognet.&nbsp;<em>Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do CNJ.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-nov-26\/portaria-do-cnj-gera-extincao-de-322-mil-acoes-de-execucao-fiscal-na-justica-federal\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-nov-26\/portaria-do-cnj-gera-extincao-de-322-mil-acoes-de-execucao-fiscal-na-justica-federal\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o aprova redu\u00e7\u00e3o da taxa para transporte rodovi\u00e1rio de carga perigosa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/11\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Via\u00e7\u00e3o e Transportes aprovou o Projeto de Lei 2924\/23, do deputado Pedro Westphalen (PP-RS), que reduz a Taxa de Controle e Fiscaliza\u00e7\u00e3o Ambiental (TCFA) para transporte rodovi\u00e1rio de cargas perigosas, como combust\u00edveis e materiais radioativos. O tributo \u00e9 cobrado de todas as atividades consideradas potencialmente poluidoras e que utilizam recursos naturais.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta modifica a Pol\u00edtica Nacional do Meio Ambiente (<a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/1980-1987\/lei-6938-31-agosto-1981-366135-norma-pl.html\">Lei 6.938\/81<\/a>) para alterar a classifica\u00e7\u00e3o do transporte terrestre de carga de atividade com alto potencial poluidor para pequeno potencial. Assim, o valor trimestral de TCFA a ser pago por empresas de transporte de pequeno e m\u00e9dio porte cai pela metade. O tributo cai para 20% do cobrado atualmente para grandes transportadoras (de R$ 2.250 para R$ 450). O custo zera para microempresas, que pagam R$ 50 em caso de potencial de polui\u00e7\u00e3o alto. O transporte por dutos, portos e aeroportos, por exemplo, continua sendo classificado como alto potencial.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto tamb\u00e9m estabelece que uma \u00fanica taxa seja v\u00e1lida para matriz e filiais. A lei atual n\u00e3o especifica essa diferencia\u00e7\u00e3o. Segundo Westphalen, a reda\u00e7\u00e3o atual da lei, na pr\u00e1tica, corresponde \u00e0 obrigatoriedade de duas taxas para o estabelecimento matriz e filial. &#8220;Al\u00e9m da duplicidade da atribui\u00e7\u00e3o da taxa, a fixa\u00e7\u00e3o de elevado custo para atividade de transporte de cargas, sem qualquer razoabilidade, acaba por comprometer a agilidade operacional durante o processo log\u00edstico&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, deputado Bebeto (PP-RJ), as empresas que realizam o transporte rodovi\u00e1rio de cargas perigosas j\u00e1 cumprem os rigorosos processos regulat\u00f3rios e protocolos t\u00e9cnicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto ainda ser\u00e1 analisado em car\u00e1ter conclusivo nas comiss\u00f5es de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel; de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o, e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada na C\u00e2mara dos Deputados e no Senado Federal.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1113966-comissao-aprova-reducao-da-taxa-para-transporte-rodoviario-de-carga-perigosa\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1113966-comissao-aprova-reducao-da-taxa-para-transporte-rodoviario-de-carga-perigosa<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o aprova projeto que facilita compra de carro el\u00e9trico com isen\u00e7\u00e3o de imposto por pessoa com defici\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/11\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Defesa dos Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia da C\u00e2mara dos Deputados aprovou o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1096961-projeto-facilita-compra-de-veiculo-eletrico-com-isencao-de-imposto-por-pessoa-com-deficiencia\">Projeto de Lei 3171\/24<\/a>, do deputado Geraldo Resende (PSDB-MS), que acaba com as exig\u00eancias atuais para a compra de carro el\u00e9trico com isen\u00e7\u00e3o de imposto por pessoas com defici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, a <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/1995\/lei-8989-24-fevereiro-1995-349817-norma-pl.html\">Lei 8.989\/95<\/a> determina que a isen\u00e7\u00e3o vale apenas para ve\u00edculos de at\u00e9 R$ 200 mil e de fabrica\u00e7\u00e3o nacional, entre outras regras.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, deputado Sargento Portugal (Pode-RJ), defendeu a aprova\u00e7\u00e3o da proposta. Ele afirmou que os carros el\u00e9tricos oferecem vantagens significativas para pessoas com defici\u00eancia, especialmente pela facilidade de adapta\u00e7\u00e3o de equipamentos de mobilidade em compara\u00e7\u00e3o aos ve\u00edculos a combust\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAo eliminar restri\u00e7\u00f5es de valor e origem de fabrica\u00e7\u00e3o, a proposta garante que as pessoas com defici\u00eancia possam continuar a ter acesso a ve\u00edculos de tecnologia de ponta, mesmo diante de um cen\u00e1rio de aumento de custos\u201d, disse, ao citar a retomada da al\u00edquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre ve\u00edculos el\u00e9tricos a partir de 2024. At\u00e9 2023, todos os el\u00e9tricos importados tinham al\u00edquota de 0%.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos<strong> <\/strong>passos<br>O projeto ainda ser\u00e1 analisado em car\u00e1ter conclusivo pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela C\u00e2mara dos Deputados e pelo Senado Federal.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1113915-comissao-aprova-projeto-que-facilita-compra-de-carro-eletrico-com-isencao-de-imposto-por-pessoa-com-deficiencia\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1113915-comissao-aprova-projeto-que-facilita-compra-de-carro-eletrico-com-isencao-de-imposto-por-pessoa-com-deficiencia\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para especialistas, reforma limita acesso de empresas a fundo de compensa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/11\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Debatedores defenderam nesta ter\u00e7a-feira (26) mudan\u00e7as na regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria para assegurar o acesso de empresas ao Fundo de Compensa\u00e7\u00e3o de Benef\u00edcios Fiscais (FCBF). Eles participaram de audi\u00eancia p\u00fablica na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ), que analisa o projeto de lei complementar (PLP) <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164914\">68\/2024<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O FCBF foi criado pela <a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:emenda.constitucional:2023-12-20;132\">Emenda Constitucional 132<\/a>, que instituiu a reforma tribut\u00e1ria. O objetivo do fundo \u00e9 acabar com a conhecida &#8220;guerra fiscal&#8221; entre os estados. O PLP 68\/2024, enviado pelo Poder Executivo em abril e aprovado em julho pela C\u00e2mara dos Deputados, estabelece as regras para libera\u00e7\u00e3o dos recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o texto, a Uni\u00e3o deve compensar as empresas que v\u00e3o perder incentivos fiscais concedidos pelos estados para atrair o investimento privado. O principal instrumento nessa disputa entre os estados \u00e9 a isen\u00e7\u00e3o parcial ou total do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS), maior fonte de receita estadual. Esse tributo est\u00e1 sendo extinto pela reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O FCBF come\u00e7a a valer em 2025 com R$ 8 bilh\u00f5es e chega a R$ 32 bilh\u00f5es em 2028. Depois, os repasses devem ser progressivamente reduzidos at\u00e9 R$ 8 bilh\u00f5es em 2032 e cessam a partir de 2033.<\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00edticas<\/p>\n\n\n\n<p>Para os debatedores, os crit\u00e9rios previstos no PLP 68\/2024 podem dificultar o acesso de empresas ao FCBF. Entre outrosntos, eles criticam o papel centralizador da Receita Federal na defini\u00e7\u00e3o de quem pode ter acesso \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio de Fazenda de Mato Grosso e representante do Comit\u00ea Nacional de Secret\u00e1rios de Fazenda (Comsefaz), Rog\u00e9rio Gallo, participou da audi\u00eancia p\u00fablica. Para ele, as empresas que receberam benef\u00edcios fiscais dos estados antes da reforma tribut\u00e1ria \u201cprecisam ser ressarcidas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Elas t\u00eam um direito adquirido, e essa repercuss\u00e3o tem que ser reposta por meio do FCBF. Precisamos manter a neutralidade dos efeitos da reforma tribut\u00e1ria sobre o setor privado. Se um auditor indeferir uma habilita\u00e7\u00e3o, essa empresa deixa de ser competitiva. A grande subjetividade que se tem no PLP 68\/2024 pode ensejar in\u00fameras batalhas judiciais \u2014 disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Indeniza\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O superintendente de Economia da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), M\u00e1rio S\u00e9rgio Carraro Telles, concorda. Para ele, os recursos do FCBF devem ser interpretados como uma indeniza\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas que fizeram investimentos amparadas por benef\u00edcios fiscais. Telles sugere que \u2014 como verbas indenizat\u00f3rias \u2014 os recursos do fundo fiquem isentos de Imposto de Renda (IR) e Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL). O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca), Pablo Ces\u00e1rio, tamb\u00e9m defendeu a isen\u00e7\u00e3o dos tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Regras n\u00e3o mudam depois que o jogo come\u00e7ou. Bola em campo, regras mantidas. Os valores liberados aos contribuintes n\u00e3o devem ser tributados. Qualquer tributa\u00e7\u00e3o sobre isso ter\u00e1 o efeito de diminuir a pot\u00eancia dos incentivos de desenvolvimento regional. Al\u00e9m disso, \u00e9 necess\u00e1rio que os valores sejam corrigidos para eliminar o efeito do tempo \u2014 sugeriu.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2018Batata quente\u2019<\/p>\n\n\n\n<p>O professor de direito tribut\u00e1rio T\u00e1cio Lacerda Gama, da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica (PUC) de S\u00e3o Paulo, disse que a manuten\u00e7\u00e3o das regras previstas no PLP 68\/2024 pode provocar um \u201ccontencioso multibilion\u00e1rio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Quem compensa mal, compensa duas vezes. A compensa\u00e7\u00e3o deve ser feita sem limita\u00e7\u00f5es, porque n\u00e3o se compensa dez com oito. \u00c9 preciso suprimir limita\u00e7\u00f5es administrativas, e o poder discricion\u00e1rio da Receita Federal deve ser mais espec\u00edfico. Da forma como est\u00e1, \u00e9 uma \u201cbatata quente\u201d \u2014 afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>A audi\u00eancia p\u00fablica contou com a presen\u00e7a das advogadas tributaristas Lina Santin e Ana Carolina Brasil Vasques, presidente do projeto Mulheres no Tribut\u00e1rio. Carolina Vasques defendeu a compensa\u00e7\u00e3o integral dos incentivos fiscais suprimidos com a reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Precisamos viabilizar a compensa\u00e7\u00e3o para n\u00e3o inviabilizar a atividade econ\u00f4mica de diversos setores do nosso pa\u00eds. Tributo \u00e9 custo. Ele muitas vezes determina o sucesso da competitividade daquele neg\u00f3cio. N\u00e3o pode o contribuinte ser surpreendido e perder um incentivo que fez parte da estrutura\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio dele \u2014 argumentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro lado&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O auditor fiscal da Receita Federal Roni Peterson Bernardino de Brito, representante da Secretaria da Reforma Tribut\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Fazenda, disse que o projeto enviado pelo Poder Executivo teve como premissas \u201ca seguran\u00e7a jur\u00eddica e o conservadorismo\u201d. Ele afirmou, no entanto, que a Receita ser\u00e1 apenas executora das regras definidas pelo Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Quanto mais objetivos forem os crit\u00e9rios e par\u00e2metros, maior seguran\u00e7a para todos. O debate p\u00fablico \u00e9 extremamente importante para que possamos aprimorar esse texto \u2014 afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a eventual tributa\u00e7\u00e3o de recursos repassados \u00e0s empresas para compensar a perda de benef\u00edcios fiscais, Roni Peterson disse que essa tamb\u00e9m \u00e9 uma decis\u00e3o dos parlamentares.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 \u00c9 um ponto que esta Casa vai definir. O que propusemos \u00e9 que, se aquele benef\u00edcio era tributado, a compensa\u00e7\u00e3o permanece tributada. Se n\u00e3o era tributado, a compensa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o deve ser tributada. Parece uma regra bastante razo\u00e1vel, mas obviamente o que ficar decidido aqui ser\u00e1 muito bem executado por n\u00f3s \u2014 disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O PLP 68\/2024 \u00e9 relatado pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM). A proposi\u00e7\u00e3o recebeu mais de 1,7 mil emendas na CCJ. A reuni\u00e3o desta ter\u00e7a-feira foi presidida pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI) e contou com a participa\u00e7\u00e3o dos senadores Jayme Campos (Uni\u00e3o-MT) e Margareth Buzetti (PSD-MT).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/11\/26\/para-especialistas-reforma-limita-acesso-de-empresas-a-fundo-de-compensacao\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/11\/26\/para-especialistas-reforma-limita-acesso-de-empresas-a-fundo-de-compensacao<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>C\u00e2mara pode retomar discuss\u00e3o de proposta que amplia imunidade tribut\u00e1ria para igrejas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/11\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os deputados podem retomar nesta quarta-feira (27) a an\u00e1lise da <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/946478-pec-amplia-imunidade-tributaria-para-templos-e-partidos-politicos\">Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) 5\/23<\/a>, que amplia a imunidade tribut\u00e1ria para templos de qualquer culto. A sess\u00e3o de vota\u00e7\u00f5es est\u00e1 marcada para as 13h55.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta tem como primeiro signat\u00e1rio o deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) e foi relatada em comiss\u00e3o especial pelo deputado Dr. Fernando M\u00e1ximo (Uni\u00e3o-RO).<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio j\u00e1 come\u00e7ou a analisar o texto no dia 13, mas <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1111191-SESSAO-DO-PLENARIO-E-ENCERRADA-APOS-EXPLOSOES-EM-FRENTE-AO-STF\">a discuss\u00e3o foi interrompida por causa do atentado em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF).<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A PEC pro\u00edbe a cobran\u00e7a de tributos sobre bens ou servi\u00e7os necess\u00e1rios \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio, \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de renda e \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de todas as religi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o poder\u00e3o ser tributadas as organiza\u00e7\u00f5es assistenciais e beneficentes ligadas a confiss\u00f5es religiosas, como creches, asilos e comunidades terap\u00eauticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras propostas<br>Al\u00e9m da PEC que isenta igrejas de impostos, h\u00e1 mais 19 itens na pauta do Plen\u00e1rio desta quarta, entre eles:<\/p>\n\n\n\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1091065-MEDIDA-PROVISORIA-ABRE-CREDITO-ORCAMENTARIO-PARA-AGRICULTORES-GAUCHOS-AFETADOS-PELAS-ENCHENTES\">Medida Provis\u00f3ria 1254\/24<\/a>, que abre cr\u00e9dito extraordin\u00e1rio de R$ 2 bilh\u00f5es no Or\u00e7amento de 2024 para reduzir o custo dos empr\u00e9stimos rurais de quem teve perdas com as enchentes no Rio Grande do Sul;<\/p>\n\n\n\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/530752-PROJETO-PERMITE-ADESAO-AUTOMATICA-A-CADASTRO-POSITIVO-DE-CONSUMIDORES\">Projeto de Lei 8184\/17<\/a>, que permite a abertura autom\u00e1tica de cadastro positivo de consumidores, sem necessidade de autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do cadastrado, como ocorre hoje; e<\/p>\n\n\n\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/854608-PROPOSTA-SUSPENDE-ADICIONAIS-NAS-CONTAS-DE-AGUA-E-LUZ-NOS-CASOS-DE-EMERGENCIA-OU-CALAMIDADE-PUBLICA\">Projeto de Lei 124\/22<\/a>, que suspende o lan\u00e7amento de cobran\u00e7as adicionais nas contas de \u00e1gua e luz na vig\u00eancia de decreto de situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia ou estado de calamidade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1114695-camara-pode-retomar-discussao-de-proposta-que-amplia-imunidade-tributaria-para-igrejas\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1114695-camara-pode-retomar-discussao-de-proposta-que-amplia-imunidade-tributaria-para-igrejas\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/noticiasfiscais.com.br\/2024\/11\/27\/projeto-preve-isencao-de-imposto-de-renda-sobre-premios-pagos-aos-trabalhadores\/\"><strong>Projeto prev\u00ea isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda sobre pr\u00eamios pagos aos trabalhadores<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/11\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 3277\/24 prev\u00ea a isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda (IR) sobre os pr\u00eamios recebidos por trabalhadores em raz\u00e3o de desempenho extraordin\u00e1rio durante as atividades. O texto est\u00e1 em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/declei\/1940-1949\/decreto-lei-5452-1-maio-1943-415500-norma-pe.html\">Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT)<\/a>, pr\u00eamios s\u00e3o liberalidades concedidas pelo empregador ao empregado na forma de bens, servi\u00e7os ou valor em dinheiro \u2013 nesse \u00faltimo caso, em geral h\u00e1 cobran\u00e7a de IR na fonte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA doutrina e a jurisprud\u00eancia j\u00e1 assentaram que os pr\u00eamios n\u00e3o podem receber o tratamento trabalhista, previdenci\u00e1rio e tribut\u00e1rio aplic\u00e1vel aos rendimentos do trabalho\u201d, afirmou o autor da proposta, deputado Julio Lopes (PP-RJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o parlamentar, pr\u00eamios s\u00e3o instrumentos de aumento de produtividade e de aprimoramento de qualidade e de comportamentos, e t\u00eam um importante papel na evolu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto tramita em car\u00e1ter conclusivo e ser\u00e1 analisado pelas comiss\u00f5es de Trabalho; de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, precisa ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1102359-projeto-preve-isencao-de-imposto-de-renda-sobre-premios-pagos-aos-trabalhadores\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1102359-projeto-preve-isencao-de-imposto-de-renda-sobre-premios-pagos-aos-trabalhadores\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>C\u00e2mara aprova acordo entre Brasil e Noruega para evitar dupla tributa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/11\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) o acordo entre Brasil e Noruega para evitar a dupla tributa\u00e7\u00e3o da renda e prevenir a evas\u00e3o e a elis\u00e3o fiscais. A proposta ser\u00e1 enviada ao Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>O acordo consta do Projeto de Decreto Legislativo 260\/24, que tamb\u00e9m refor\u00e7a as possibilidades de coopera\u00e7\u00e3o entre os Fiscos dos dois pa\u00edses, principalmente quanto \u00e0 troca de informa\u00e7\u00f5es de interesse para a \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos dispositivos tradicionais nesse tipo de acordo j\u00e1 assinado pelo Brasil com outros pa\u00edses, o texto preserva o poder de tributa\u00e7\u00e3o na fonte pagadora dos rendimentos origin\u00e1rios do Pa\u00eds, ainda que de forma n\u00e3o exclusiva, especialmente com rela\u00e7\u00e3o aos servi\u00e7os t\u00e9cnicos e \u00e0 assist\u00eancia t\u00e9cnica, aos ganhos de capital e aos rendimentos n\u00e3o especificamente mencionados no acordo.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram estabelecidos ainda limites \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o na fonte de dividendos, juros, royalties e servi\u00e7os t\u00e9cnicos e de assist\u00eancia t\u00e9cnica em patamares compat\u00edveis com outros acordos.<\/p>\n\n\n\n<p>O acordo entre Brasil e Noruega recebeu parecer favor\u00e1vel da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) pela Comiss\u00e3o de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e do deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) pela Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJ).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1115154-camara-aprova-acordo-entre-brasil-e-noruega-para-evitar-dupla-tributacao\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1115154-camara-aprova-acordo-entre-brasil-e-noruega-para-evitar-dupla-tributacao\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Civil se organizar\u00e1 de forma mais eficiente com o novo sistema de tributa\u00e7\u00e3o, afirma Appy<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/11\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Civil ser\u00e1 beneficiada pela Reforma Tribut\u00e1ria, ao se organizar de uma forma diferente e obter ganhos de efici\u00eancia. A afirma\u00e7\u00e3o foi feita pelo secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da Reforma Tribut\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Fazenda, Bernard Appy, nesta ter\u00e7a-feira (26\/11) durante sua participa\u00e7\u00e3o no 99\u00ba Encontro Nacional da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (Enic), em Bras\u00edlia. Ele sublinhou: \u201c\u00c9 uma mudan\u00e7a de cultura em rela\u00e7\u00e3o ao que se tem hoje, mas uma mudan\u00e7a para melhor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao se endere\u00e7ar a um audit\u00f3rio lotado na Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), o secret\u00e1rio abordou inicialmente o conceito da n\u00e3o cumulatividade plena, prevista tanto na Emenda Constitucional (EC) 132, promulgada em dezembro de 2023 e que instituiu a Reforma Tribut\u00e1ria, quanto no Projeto de Lei Complementar (PLP) 68\/2024, que a regulamenta e se encontra em tramita\u00e7\u00e3o no Senado. Segundo Appy, trata-se de uma altera\u00e7\u00e3o de paradigma em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHoje, voc\u00ea compra material de constru\u00e7\u00e3o, contrata servi\u00e7os e n\u00e3o recupera cr\u00e9dito. No novo modelo, tudo o que voc\u00ea comprar de insumos, pode ser material de constru\u00e7\u00e3o, pode ser estruturas pr\u00e9-fabricadas, pode ser servi\u00e7os, tudo isso vai dar cr\u00e9dito\u201d, explicou. Todo o imposto pago ao longo da cadeia de produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 recuperado na forma de cr\u00e9dito pelo incorporador.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa mudan\u00e7a \u2013 detalhou Appy \u2013 tem como efeito a possibilidade de op\u00e7\u00e3o por sistemas construtivos mais eficientes. \u201cHoje, no Brasil, como voc\u00ea n\u00e3o recupera cr\u00e9dito, \u00e9 melhor optar por um sistema em que voc\u00ea usa menos material, sobretudo menos estruturas pr\u00e9-fabricadas, e agrega mais valor no canteiro de obras. Nesse novo modelo, a tend\u00eancia \u00e9 usar mais estruturas pr\u00e9-fabricadas, desde que seja mais eficiente\u201d. As novas regras de tributa\u00e7\u00e3o s\u00e3o neutras do ponto de vista da escolha do m\u00e9todo construtivo. \u201cA ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o Civil vai se organizar de forma mais eficiente\u201d, disse Appy.<\/p>\n\n\n\n<p>Queda no pre\u00e7o dos im\u00f3veis<\/p>\n\n\n\n<p>Com o ganho de produtividade, em raz\u00e3o da Reforma Trribut\u00e1ria, a partir da escolha de m\u00e9todos mais eficientes, a tend\u00eancia \u00e9 de que o pre\u00e7o dos im\u00f3veis caia, observou o secret\u00e1rio \u2013 isso se refletindo num custo menor para o adquirente do im\u00f3vel. Essa queda, caso seja repassada para o consumidor, resultar\u00e1 em pre\u00e7os menores para este. \u201cN\u00e3o tenho d\u00favida nenhuma de que a Reforma Tribut\u00e1ria vai ser positiva para o setor da Constru\u00e7\u00e3o Civil\u201d, frisou Appy. \u201cO modelo que estamos adotando para o Brasil muito provavelmente pode se tornar um par\u00e2metro mundial\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o secret\u00e1rio, existem, em \u00e2mbito mundial, os Impostos sobre Valor Adicionado (IVAs) mais antigos, que d\u00e3o isen\u00e7\u00e3o e n\u00e3o permitem a recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, e os IVAs modernos, em que \u00e9 tributado o valor total da venda do bem im\u00f3vel. \u201cAqui estamos fazendo um modelo diferente. N\u00e3o estamos tributando o valor total da venda. Estamos tributando s\u00f3 o valor adicionado e ainda estamos adotando uma al\u00edquota reduzida nesse processo, com n\u00e3o cumulatividade\u201d, disse o secret\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Regime espec\u00edfico<\/p>\n\n\n\n<p>O setor imobili\u00e1rio tem um regime espec\u00edfico de tributa\u00e7\u00e3o na reforma, com al\u00edquota reduzida da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) e o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), que comp\u00f5em o IVA dual da Reforma Tribut\u00e1ria brasileira. A redu\u00e7\u00e3o \u00e9 de 40% na compra e venda, administra\u00e7\u00e3o e intermedia\u00e7\u00e3o e de 60% para loca\u00e7\u00e3o, cess\u00e3o onerosa e arrendamento, conforme a vers\u00e3o atual do PLP 68\/2024.&nbsp; &nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Appy relatou que foram realizadas v\u00e1rias reuni\u00f5es com representantes do setor da Constru\u00e7\u00e3o Civil ao longo da tramita\u00e7\u00e3o do PLP 68\/2024 no Congresso Nacional. \u201cAvan\u00e7amos muito nessas reuni\u00f5es. J\u00e1 houve uma redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota na tramita\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara dos Deputados. Est\u00e1 sendo discutido com o setor todo um modelo de transi\u00e7\u00e3o do regime atual para o novo\u201d, salientou. As sugest\u00f5es apresentadas pelo setor, dependendo de avalia\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Fazenda, ser\u00e3o levadas \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o do relator do PLP 68\/2024, senador Eduardo Braga (MDB-AM).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/novembro\/industria-da-construcao-civil-se-organizara-de-forma-mais-eficiente-com-o-novo-sistema-de-tributacao-afirma-appy\">https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/novembro\/industria-da-construcao-civil-se-organizara-de-forma-mais-eficiente-com-o-novo-sistema-de-tributacao-afirma-appy<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>RFB abre consulta p\u00fablica sobre a altera\u00e7\u00e3o da IN RFB n\u00ba 2.161, de 2023, que regulamenta o registro das transa\u00e7\u00f5es controladas de commodities<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil disponibilizou a partir de hoje (27\/11\/2024) a altera\u00e7\u00e3o da&nbsp;<a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=133782\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.161, de 28 de setembro de 2023<\/a>, relativamente aos dispositivos que tratam do registro das transa\u00e7\u00f5es controladas de commodities.<\/p>\n\n\n\n<p>As regras de pre\u00e7os de transfer\u00eancia s\u00e3o utilizadas para fins fiscais com a finalidade de alocar lucros ou perdas entre as v\u00e1rias entidades de um grupo empresarial multinacional. A&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2023\/lei\/l14596.htm\">Lei n\u00ba 14.596, de 14 de junho de 2023<\/a>, incorporou expressamente o princ\u00edpio arm\u2019s length no ordenamento jur\u00eddico brasileiro, sendo obrigat\u00f3ria a aplica\u00e7\u00e3o desse novo modelo a partir de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo em vista que o setor de commodities tem especial relev\u00e2ncia para a economia brasileira, a nova lei estabeleceu regras para determina\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os de transfer\u00eancia para transa\u00e7\u00f5es com commodities, visando a garantir que a aloca\u00e7\u00e3o dos lucros relativos \u00e0s opera\u00e7\u00f5es realizadas neste segmento reflita adequadamente a contribui\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica efetiva de cada entidade da cadeia de valor, em especial o valor inerente da pr\u00f3pria commodity.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei estabelece que o m\u00e9todo PIC ser\u00e1 o m\u00e9todo geralmente apropriado para se determinar o valor da commodity em transa\u00e7\u00f5es controladas, quando informa\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis de pre\u00e7os independentes compar\u00e1veis para a commodity transacionada estiverem dispon\u00edveis, incluindo pre\u00e7os de cota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o da volatilidade dos pre\u00e7os das commodities, um fator relevante para a aplica\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo PIC com base no pre\u00e7o de cota\u00e7\u00e3o \u00e9 a data da precifica\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, a data ou o per\u00edodo de datas selecionado como base para precificar a opera\u00e7\u00e3o. Ao estabelecer suas transa\u00e7\u00f5es com partes relacionadas, o princ\u00edpio arm\u2019s length exige que os contribuintes tenham em conta esta caracter\u00edstica economicamente relevante e ajam de forma diligente para documentar e comprovar a data acordada e sua consist\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste sentido, as novas regras estabeleceram uma nova obriga\u00e7\u00e3o para o contribuinte efetuar o registro das transa\u00e7\u00f5es controladas de commodities, declarando as suas informa\u00e7\u00f5es na forma e no prazo estabelecidos pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, e disciplina as consequ\u00eancias para o n\u00e3o cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o de registro.<\/p>\n\n\n\n<p>Objeto da Consulta P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p>Altera\u00e7\u00e3o da Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.161, de 2023, que que disp\u00f5e sobre os pre\u00e7os de transfer\u00eancia a serem praticados nas transa\u00e7\u00f5es efetuadas por pessoa jur\u00eddica domiciliadas no Brasil com partes relacionadas no exterior e d\u00e1 outras provid\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Escopo da Consulta P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os dispositivos tratados na minuta de Instru\u00e7\u00e3o Normativa, em especial quanto \u00e0s informa\u00e7\u00f5es solicitadas no registro.<\/p>\n\n\n\n<p>A quem se destina<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas, academia e demais partes interessadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Dura\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>De 27.11.2024 a 11.12.2024<\/p>\n\n\n\n<p>Auditores-Fiscais Encarregados<\/p>\n\n\n\n<p>Claudia Lucia Pimentel, Daniel Teixeira Prates, Ricardo Augusto Gil Reis Rodrigues, Ilka Marinho Barros Pugsley e M\u00e1rcio Angelim Ovidio Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>Como responder<\/p>\n\n\n\n<p>As submiss\u00f5es devem ser enviadas para&nbsp;cotin.df.cosit@rfb.gov.br, preferivelmente em arquivo pdf.<\/p>\n\n\n\n<p>Os participantes dever\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>(i) indicar expressamente se concordam ou n\u00e3o com a minuta de Instru\u00e7\u00e3o Normativa;<\/p>\n\n\n\n<p>(ii) indicar se existem quest\u00f5es espec\u00edficas do nosso ordenamento jur\u00eddico que exigiriam mais considera\u00e7\u00f5es na Instru\u00e7\u00e3o Normativa;<\/p>\n\n\n\n<p>(iii) propor melhorias na reda\u00e7\u00e3o vigente da Instru\u00e7\u00e3o Normativa;<\/p>\n\n\n\n<p>(iv) avaliar a import\u00e2ncia na inclus\u00e3o de exemplos na regulamenta\u00e7\u00e3o e em quais situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas; e<\/p>\n\n\n\n<p>(v) requisitar que a sua identifica\u00e7\u00e3o ou dados pessoais sejam removidos em caso de publica\u00e7\u00e3o, se desejado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/arquivos-e-imagens\/noticias-do-site\/consulta-publica-rtc-sutr-v3.pdf\">Clique aqui<\/a>&nbsp;para acessar a minuta da IN.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/novembro\/rfb-abre-consulta-publica-sobre-a-alteracao-da-in-rfb-no-2-161-de-2023-que-regulamenta-o-registro-das-transacoes-controladas-de-commodities\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/novembro\/rfb-abre-consulta-publica-sobre-a-alteracao-da-in-rfb-no-2-161-de-2023-que-regulamenta-o-registro-das-transacoes-controladas-de-commodities<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/noticiasfiscais.com.br\/2024\/11\/28\/ccj-debatedores-temem-custos-prazos-e-harmonizacao-na-transicao-da-reforma-tributaria\/\"><strong>CCJ: debatedores temem custos, prazos e harmoniza\u00e7\u00e3o na transi\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/11\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O prazo para que as empresas possam se adaptar ao novo sistema de tributa\u00e7\u00e3o, com a ado\u00e7\u00e3o do IVA dual (CBS e IBS), foi considerado muito curto pelos participantes da \u00faltima audi\u00eancia promovida pela Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ), nesta quarta-feira (27), encerrando o ciclo de 13 rodadas de debates solicitado pelo relator, senador Eduardo Braga (MDB-AM), para instruir o primeiro projeto de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria (<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164914\">PLP 68\/2024<\/a>). Entre as outras preocupa\u00e7\u00f5es sobre a fase de transi\u00e7\u00e3o da reforma est\u00e3o a harmoniza\u00e7\u00e3o entre os normativos das administra\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias das tr\u00eas esferas ( federal, estadual e municipal) e a possibilidade de entendimentos divergentes na fiscaliza\u00e7\u00e3o de um mesmo contribuinte Pessoa Jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00faltima audi\u00eancia, presidida pelos senadores Alessandro Vieira (MDB-SE) e Hamilton Mour\u00e3o (Republicanos-RS), foi considerada pelos debatedores como uma das mais importantes realizadas pela CCJ. Foi a que tratou de um dos maiores temores das empresas com rela\u00e7\u00e3o ao longo per\u00edodo de migra\u00e7\u00e3o do atual sistema [com cinco tributos: ICMS, ISS, Cofins, PIS e IPI] para o novo IVA, que ir\u00e1 de 2026 at\u00e9 2033. Al\u00e9m do custo da coexist\u00eancia de dois modelos, as empresas temem a operacionaliza\u00e7\u00e3o pelos fiscos. Os participantes apresentaram v\u00e1rias sugest\u00f5es de mudan\u00e7as no texto atual do PLP 68, aprovado na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>Do ponto de vista do poder p\u00fablico, a transi\u00e7\u00e3o durar\u00e1 at\u00e9 2077, em raz\u00e3o das adapta\u00e7\u00f5es da partilha dos tributos entre os entes federativos. A Uni\u00e3o deve desembolsar R$ 160 bilh\u00f5es entre 2025 e 2032 para o Fundo de Compensa\u00e7\u00e3o de Benef\u00edcios Fiscais ou Financeiro-Fiscais, que compensar\u00e1 as pessoas jur\u00eddicas e f\u00edsicas pela redu\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios concedidos pelas unidades federativas em fun\u00e7\u00e3o da proibi\u00e7\u00e3o de que estados instituam novas exce\u00e7\u00f5es ao regime regular do IBS. Al\u00e9m disso, haver\u00e1 o Fundo Nacional Desenvolvimento Regional (FNDR), para reduzir as desigualdades regionais e sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os contribuintes, o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o vai at\u00e9 2033, quando os novos tributos ser\u00e3o definitivamente implementados. O regime de transi\u00e7\u00e3o buscar\u00e1 fazer com que os tributos de valor agregado \u2014 Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) \u2014 mantenham a arrecada\u00e7\u00e3o dos atuais PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI. Al\u00e9m disso, haver\u00e1 um teto de refer\u00eancia para os novos tributos aplicado em 2030 e em 2035 para mitigar um poss\u00edvel aumento excessivo na carga tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo de transi\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O auditor fiscal Ricardo Oliveira de Souza, que representou o Comit\u00ea Nacional de Secret\u00e1rios de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) na reuni\u00e3o, explicou que a fase atual \u00e9 de elabora\u00e7\u00e3o dos projetos de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma. Al\u00e9m do PLP 68\/2024, tema da audi\u00eancia, h\u00e1 o <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/166095\">PLP 108\/2024<\/a>, que trata do comit\u00ea gestor do IBS, que deve ser analisado pelo Senado. Depois da aprova\u00e7\u00e3o dos textos, haver\u00e1 o desenvolvimento do sistema de cobran\u00e7a dos novos tributos para que o in\u00edcio da cobran\u00e7a entre em fase de teste. (Ver quadro)<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Em 2026 n\u00f3s temos o ano teste das al\u00edquotas de CBS, com uma al\u00edquota de 0,9% e de IBS, com uma al\u00edquota de 0,1%, e isso \u00e9 para testar o efetivo potencial arrecadat\u00f3rio desses tributos rec\u00e9m-criados, especialmente em face da aplica\u00e7\u00e3o do conceito de base ampla e tamb\u00e9m do creditamento financeiro pleno. Esses efeitos \u00e9 que precisam ser aferidos, por isso a necessidade da al\u00edquota teste \u2014 explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das preocupa\u00e7\u00f5es manifestadas por participantes da audi\u00eancia foi justamente com o prazo curto para que as empresas se adaptem ao novo sistema. A secret\u00e1ria-executiva do Grupo de Estudos Tribut\u00e1rios Aplicados (Getap), Zabetta Gorissen, disse que a regulamenta\u00e7\u00e3o infralegal, considerada ainda mais complexa que o projeto de lei complementar, deve ser feita no primeiro semestre de 2025. Os testes da nota fiscal eletr\u00f4nica s\u00e3o previstos a partir de outubro, o que deixar\u00e1 um prazo de apenas tr\u00eas meses para que os contribuintes adaptem sistemas, documentos e or\u00e7amentos, al\u00e9m do treinamento de pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Realmente fica muito desafiador voc\u00ea pensar que \u00e9 poss\u00edvel ou vi\u00e1vel se implementar em tr\u00eas meses todo esse novo modelo e a quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 nem de carga tribut\u00e1ria, de pagamento de tributo, mas de sistemas. (&#8230;) N\u00f3s n\u00e3o temos empresas de software para atender todo o pa\u00eds entrando em um novo sistema no mesmo dia, em janeiro de 2026 \u2014 alertou.<\/p>\n\n\n\n<p>A sugest\u00e3o do Getap \u00e9 a prorroga\u00e7\u00e3o do prazo de implementa\u00e7\u00e3o para 2027 ou a dispensa de multas pelo descumprimento das obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias ou principais durante o ano de 2026. O grupo sugere que o ano de 2026 seja de testes para contribuintes, como um projeto piloto.<\/p>\n\n\n\n<p>Harmoniza\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e1rios participantes tamb\u00e9m defenderam uma clareza maior no texto no que diz respeito \u00e0 compet\u00eancia para fiscalizar o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 garantir a simplicidade, um dos principais objetivos da reforma. As regras preveem que a fiscaliza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita pela Receita Federal no caso da CBS, e pelas autoridades fiscais de estados, Distrito Federal e munic\u00edpios no caso do IBS. Com isso, haver\u00e1 muitas possibilidades de interpreta\u00e7\u00e3o das regras.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e1rcio Schuch, representante do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), explicou que o Comit\u00ea Gestor do IBS pode ajudar a harmonizar essas interpreta\u00e7\u00f5es, mas defendeu ajustes no texto para garantir que essa harmoniza\u00e7\u00e3o seja mais efetiva. Um deles \u00e9 a determina\u00e7\u00e3o de que a autoridade fiscal consulte o que j\u00e1 foi decidido antes por outro ente no mesmo caso, para evitar que um contribuinte seja submetido a interpreta\u00e7\u00f5es divergentes sobre o mesmo fato econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 O que a gente sugere \u00e9 que a autoridade fiscal deve consultar o ambiente que j\u00e1 est\u00e1 l\u00e1 previsto no texto. Antes de iniciar a sua fiscaliza\u00e7\u00e3o ou lavrar o seu auto, ela deve primeiro analisar aquilo que j\u00e1 foi feito pelo outro ente (&#8230;). &nbsp;Que as autoridades tribut\u00e1rias, na sua atua\u00e7\u00e3o, fa\u00e7am essa consulta pr\u00e9via para que a gente n\u00e3o fique sujeito a uma desarmoniza\u00e7\u00e3o e a um custo tribut\u00e1rio muito alto para os contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma linha, a advogada tributarista Mary Elbe Queiroz, presidente do Centro Nacional para Preven\u00e7\u00e3o e Resolu\u00e7\u00e3o de Conflitos Tribut\u00e1rios (Cenapret), defendeu a obrigatoriedade de que o Minist\u00e9rio da Fazenda e o Comit\u00ea Gestor do IBS celebrem conv\u00eanios para delega\u00e7\u00e3o rec\u00edproca do julgamento de contenciosos relativos aos novos tributos, j\u00e1 que no texto atual essa celebra\u00e7\u00e3o consta apenas como uma possibilidade. Para ela, a falta de uma harmoniza\u00e7\u00e3o nos entendimentos vai gerar preju\u00edzos ao contribuinte. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Quem vai sofrer com isso? O pagador de imposto, a empresa, os neg\u00f3cios. E para que era a reforma? A reforma era para simplificar, para evitar lit\u00edgios, para haver uma coopera\u00e7\u00e3o entre fisco e contribuinte, n\u00e3o era s\u00f3 entre os fiscos.&nbsp; Ent\u00e3o se n\u00f3s temos uma lei s\u00f3, com a materialidade igual para IBS, n\u00e3o se pode divorciar na interpreta\u00e7\u00e3o, fiscaliza\u00e7\u00e3o e julgamento \u2014 argumentou a advogada, ao afirmar que, na pressa de aprovar um texto legal, pontos fundamentais podem acabar sendo deixados de fora.<\/p>\n\n\n\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o com essa diverg\u00eancia de entendimentos tamb\u00e9m foi manifestada por Rodrigo Keidel Spada, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais (Febrafite). &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Coopera\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O consultor Lucas Carezzato Ayres, do Movimento Brasil Competitivo (MBC), apresentou v\u00e1rias sugest\u00f5es de altera\u00e7\u00e3o no texto feitas pela entidade, que re\u00fane grandes representantes do setor produtivo. Algumas delas, explicou, j\u00e1 foram apresentadas como emendas por senadores. Entre essas sugest\u00f5es est\u00e1 a possibilidade de que o contribuinte possa fazer a retifica\u00e7\u00e3o dos documentos fiscais para corrigir erros e omiss\u00f5es, evitando assim san\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que as adapta\u00e7\u00f5es ao novo sistema s\u00e3o complexas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m reivindicou uma altera\u00e7\u00e3o no texto para garantir ao contribuinte a possibilidade de compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos do PIS, Cofins e IPI ap\u00f3s o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 A gente v\u00ea com muita preocupa\u00e7\u00e3o o fato de esses cr\u00e9ditos homologados de PIS\/Cofins e IPI se perderem depois da transi\u00e7\u00e3o. A gente sabe que decis\u00f5es judiciais demoram para transitar em julgado. Muitos desses casos ainda v\u00e3o continuar em debate ao longo do per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o e muitas vezes o contribuinte vai ter o seu cr\u00e9dito homologado, mas n\u00e3o vai conseguir aproveitar porque chegar\u00e1 o fim da transi\u00e7\u00e3o. Nossa proposta de texto \u00e9 para que, mesmo ap\u00f3s a transi\u00e7\u00e3o, esses cr\u00e9ditos possam ser compensados \u2014 sugeriu.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resposta a essas demandas, a secret\u00e1ria especial adjunta da Receita Federal do Brasil, Adriana Gomes R\u00eago, afirmou que a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 dar ao contribuinte a possibilidade de fazer corre\u00e7\u00f5es e regularizar a situa\u00e7\u00e3o. Para ela, se isso n\u00e3o ficou claro no texto da reforma h\u00e1, sim, a necessidade de que fique claro na regulamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 A apura\u00e7\u00e3o assistida \u00e9 mostrar para o contribuinte aquela apura\u00e7\u00e3o, para ele ratificar ou n\u00e3o. Mas sempre se pensou nisso e eu acho que se n\u00e3o est\u00e1 claro, na regulamenta\u00e7\u00e3o isso tem que vir [com clareza] (&#8230;). &nbsp;Com certeza h\u00e1 um est\u00edmulo sim, como ningu\u00e9m quer lit\u00edgio, \u00e0 conformidade, ao cumprimento espont\u00e2neo. Acho que precisamos caprichar mais nessa parte \u2013 disse a secret\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela tamb\u00e9m afirmou que a parte dos cr\u00e9ditos vai ser tema de lei ordin\u00e1ria, mas garantiu que haver\u00e1 a possibilidade do aproveitamento desses cr\u00e9ditos mesmo ap\u00f3s o fim da transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demandas feitas pelos outros participantes, ela disse que a harmoniza\u00e7\u00e3o foi uma preocupa\u00e7\u00e3o constante durante a elabora\u00e7\u00e3o do texto e que o ideal \u00e9 n\u00e3o haver lit\u00edgios, j\u00e1 que eles custam caro para as administra\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. A inten\u00e7\u00e3o da Receita, de acordo com a secret\u00e1ria, \u00e9 que os novos sistemas das notas eletr\u00f4nicas estejam dispon\u00edveis em meados de 2025, para que haja tempo de adapta\u00e7\u00e3o para as empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mudan\u00e7a de paradigma<\/p>\n\n\n\n<p>O deputado Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR), reconhecido especialista em reforma tribut\u00e1ria, afirmou que as pessoas est\u00e3o pensando na reforma com base no modelo atual, que vai deixar de existir.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a regulamenta\u00e7\u00e3o, a apropria\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito por uma empresa s\u00f3 se dar\u00e1 ap\u00f3s o efetivo recolhimento do tributo. Se a empresa vendedora sonegar o tributo, a empresa compradora n\u00e3o poder\u00e1 reaver o valor do tributo pago. Na vis\u00e3o do deputado, no novo sistema, com o recolhimento autom\u00e1tico de tributos no ato da liquida\u00e7\u00e3o do pagamento, cada empresa ser\u00e1 a garantidora de que n\u00e3o haver\u00e1 sonega\u00e7\u00e3o. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 No mais, eu vejo que o projeto est\u00e1 bom, est\u00e1 indo bem e, com pequenas corre\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o feitas pelo Senado, estar\u00e1 apto a ser votado e voltar para a C\u00e2mara ainda este ano \u2014 afirmou Hauly, que tem acompanhado todas as audi\u00eancias realizadas pela CCJ.<\/p>\n\n\n\n<p>A presidente do projeto Mulheres no Tribut\u00e1rio, Francine Fachinello, destacou a necessidade de mudar o paradigma de rivalidade entre o Fisco e o contribuinte, com a vis\u00e3o de um Le\u00e3o de um lado versus um mau pagador de outro. De acordo com a tributarista, desde 2013 a&nbsp;Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) defende uma cultura cooperativa entre os fiscos e os contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Francine, \u00e9 preciso separar os sonegadores e os fraudadores dos bons contribuintes. Mais de 90 % dos contribuintes, acrescentou, s\u00e3o &#8220;bons pagadores&#8221;. Alguns acabam deixando de fazer pagamentos ou cometem infra\u00e7\u00f5es em virtude um sistema tribut\u00e1rio muito complexo. Ela afirmou que a reforma tribut\u00e1ria e a sua regulamenta\u00e7\u00e3o s\u00e3o uma oportunidade para mudar o atual paradigma.<\/p>\n\n\n\n<p>Munic\u00edpios<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Auditores e Fiscais de Tributos Municipais (Fenafim) demonstrou preocupa\u00e7\u00e3o com os efeitos das regras de transi\u00e7\u00e3o sobre os munic\u00edpios. Ele apontou que poucos entes &nbsp;ter\u00e3o um aumento de receita, em detrimento da maioria de entes perdedores, que &nbsp;necessitam dos recursos para n\u00e3o comprometerem servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 A gente quer pedir aos senadores que abram nossos estudos, para os consultores legislativos, os Tribunais de Contas, o Minist\u00e9rio de Fazenda, para quem interessar. A gente quer dar transpar\u00eancia a isso porque os impactos nos munic\u00edpios ser\u00e3o expressivos e as consequ\u00eancias ser\u00e3o desastrosas \u2014 lamentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos debatedores citados, tamb\u00e9m participou da audi\u00eancia o representante do presidente do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), Bruno Dantas. O auditor Rafael Gomes Lima, chefe adjunto da Auditoria Fiscal do TCU, falou sobre as novas compet\u00eancias do tribunal em raz\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/11\/27\/ccj-debatedores-temem-custos-prazos-e-harmonizacao-na-transicao-da-reforma-tributaria\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/11\/27\/ccj-debatedores-temem-custos-prazos-e-harmonizacao-na-transicao-da-reforma-tributaria<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O que diz a proposta do governo sobre taxa\u00e7\u00e3o de quem ganha mais de R$ 50 mil por m\u00eas; entenda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O governo quer criar uma&nbsp;al\u00edquota m\u00ednima de imposto de 10%&nbsp;que incidir\u00e1 sobre as pessoas com renda mensal superior a&nbsp;R$ 50.000, que anualizada ultrapassa os&nbsp;R$ 600.000, informou nesta quinta-feira, 28, o ministro da Fazenda,&nbsp;Fernando Haddad.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta ser\u00e1 enviada ao Congresso Nacional para compensar a&nbsp;<a href=\"https:\/\/exame.com\/economia\/haddad-perda-de-arrecadacao-com-isencao-de-ir-para-renda-de-r-5-mil-e-de-r-35-bilhoes\/\">perda de arrecada\u00e7\u00e3o de R$ 35 bilh\u00f5es<\/a>&nbsp;prevista com o aumento da faixa de isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda (IR) para pessoas com rendimentos de at\u00e9 R$ 5.000.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Pessoas que t\u00eam renda maior de R$ 50 mil por m\u00eas v\u00e3o passar a pagar o m\u00ednimo. Uma pessoa que tenha renda de alugueis, sal\u00e1rio e dividendos somar\u00e1 o que ela recebeu e vai calcular uma al\u00edquota de 10% do que recebeu em todas as rubricas. Vamos supor que ela tenha renda de R$ 600 mil. Ela ter\u00e1 que calcular se pagou R$ 60 mil de imposto de renda. Se pagou apenas R$ 35 mil vai ter que recolher R$ 25 mil para completar. Mas se ela ganhou R$ 600 mil e j\u00e1 pagou R$ 80 mil de imposto, ela n\u00e3o pagar\u00e1 esse imposto&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio da Fazenda, atualmente, para o 1% mais rico, a al\u00edquota efetiva de imposto de renda \u00e9 de 4,2% e, para o 0,01% mais rico, a al\u00edquota efetiva \u00e9 1,75%.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia do governo \u00e9 que a proposta tramite no Legislativo em 2025 e, se aprovada, tenha validade a partir de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Limite de isen\u00e7\u00e3o por raz\u00e3o de doen\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo projeto, o governo tamb\u00e9m pretende limitar a isen\u00e7\u00e3o de IR por raz\u00e3o de doen\u00e7a para pessoas com renda de at\u00e9 R$ 20.000.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela lei vigente no pa\u00eds, as seguintes doen\u00e7as graves d\u00e3o direito \u00e0 isen\u00e7\u00e3o, independentemente da renda:<\/p>\n\n\n\n<p>AIDS (S\u00edndrome da Imunodefici\u00eancia Adquirida)<\/p>\n\n\n\n<p>Aliena\u00e7\u00e3o Mental<\/p>\n\n\n\n<p>Cardiopatia Grave<\/p>\n\n\n\n<p>Cegueira (inclusive monocular)<\/p>\n\n\n\n<p>Contamina\u00e7\u00e3o por Radia\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Doen\u00e7a de Paget em estados avan\u00e7ados (Oste\u00edte Deformante)<\/p>\n\n\n\n<p>Doen\u00e7a de Parkinson<\/p>\n\n\n\n<p>Esclerose M\u00faltipla<\/p>\n\n\n\n<p>Espondiloartrose Anquilosante<\/p>\n\n\n\n<p>Fibrose C\u00edstica (Mucoviscidose)<\/p>\n\n\n\n<p>Hansen\u00edase<\/p>\n\n\n\n<p>Nefropatia Grave<\/p>\n\n\n\n<p>Hepatopatia Grave<\/p>\n\n\n\n<p>Neoplasia Maligna<\/p>\n\n\n\n<p>Paralisia Irrevers\u00edvel e Incapacitante<\/p>\n\n\n\n<p>Tuberculose Ativa<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/exame.com\/economia\/o-que-diz-a-proposta-do-governo-sobre-taxacao-de-quem-ganha-mais-de-r-50-mil-por-mes-entenda\/\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Haddad: isen\u00e7\u00e3o do IR at\u00e9 R$ 5 mil ter\u00e1 impacto de R$ 35 bi e in\u00edcio em 2026<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta de isentar o Imposto de Renda (IR) para sal\u00e1rios at\u00e9 R$ 5 mil deve ter impacto fiscal de R$ 35 bilh\u00f5es, informou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nesta quinta-feira (28), durante apresenta\u00e7\u00e3o das medidas apresentadas na v\u00e9spera.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o ministro, a medida \u2013 que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso -, deve entrar em vigor a partir de 1\u00ba de janeiro de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a apresenta\u00e7\u00e3o, Haddad tamb\u00e9m pontuou que a reforma da renda pressup\u00f5e \u201cneutralidade tribut\u00e1ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA reforma tribut\u00e1ria n\u00e3o visa nem aumentar, nem diminuir a arrecada\u00e7\u00e3o, o objetivo da reforma tribut\u00e1ria \u00e9 buscar e efici\u00eancia e justi\u00e7a tribut\u00e1ria\u201d, pontuou.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da Haddad, participam da apresenta\u00e7\u00e3o Simone Tebet (Planejamento e Or\u00e7amento), Rui Costa (Casa Civil), Paulo Pimenta (Secretaria de Comunica\u00e7\u00e3o) e Esther Dweck (Gest\u00e3o e da Inova\u00e7\u00e3o em Servi\u00e7os P\u00fablicos).<\/p>\n\n\n\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o est\u00e1 sendo feita no Pal\u00e1cio do Planalto.<\/p>\n\n\n\n<p>Haddad anunciou na noite desta quarta-feira (27) um aguardado conjunto de medidas para controle de gastos e uma das promessas de campanha do Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT): a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/macroeconomia\/haddad-propoe-taxar-quem-ganha-mais-de-r-50-mil-para-compensar-isencao-para-salarios-ate-r-5-mil\/\">isen\u00e7\u00e3o do IR aos contribuintes que ganhem at\u00e9 R$ 5 mil por m\u00eas<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-cnn-brasil wp-block-embed-cnn-brasil\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"6cjFEwqCKh\"><a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/macroeconomia\/haddad-isencao-do-ir-ate-r-5-mil-tera-impacto-de-r-35-bi-e-inicio-em-2026\/\">Haddad: isen\u00e7\u00e3o do IR at\u00e9 R$ 5 mil ter\u00e1 impacto de R$ 35 bi e in\u00edcio em 2026<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Haddad: isen\u00e7\u00e3o do IR at\u00e9 R$ 5 mil ter\u00e1 impacto de R$ 35 bi e in\u00edcio em 2026&#8221; &#8212; CNN Brasil\" src=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/macroeconomia\/haddad-isencao-do-ir-ate-r-5-mil-tera-impacto-de-r-35-bi-e-inicio-em-2026\/embed\/#?secret=Dq1slRgZ9n#?secret=6cjFEwqCKh\" data-secret=\"6cjFEwqCKh\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Pacheco: aprovar em 2024 a regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria \u00e9 prioridade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, reafirmou compromisso de o Senado votar a regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria ainda em 2024. Segundo ele, o projeto de lei (<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164914\">PL 68\/2024<\/a>) \u00e9 prioridade da Casa, juntamente com o pacote sobre corte de gastos federais anunciado esta semana pelo governo. A informa\u00e7\u00e3o foi dada em entrevista coletiva de Pacheco, ap\u00f3s a reuni\u00e3o de l\u00edderes nesta quinta-feira (28).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele afirmou que o relator do projeto, Eduardo Braga (MDB-AM), e o presidente da Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ), Davi Alcolumbre (Uni\u00e3o-AP), se comprometeram a votar o texto nas pr\u00f3ximas semanas na CCJ, \u00fanico colegiado que analisar\u00e1 o projeto antes dele ir ao Plen\u00e1rio. Em novembro, Pacheco afirmou \u00e0 imprensa que \u201c\u00e9 natural pedido de vista na CCJ\u201d, com dura\u00e7\u00e3o de uma semana. Agora, Pacheco afirmou que cumprir o prazo \u00e9 \u201cum grande desafio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Reforma tribut\u00e1ria e pacote de gastos s\u00e3o prioridades que o Senado vai cuidar at\u00e9 o recesso [22 de dezembro]. Fiz um apelo aos l\u00edderes que pud\u00e9ssemos fazer um esfor\u00e7o concentrado. Talvez se reserve a \u00faltima semana \u00fatil antes do recesso para que o Senado possa apreciar tanto a PEC quanto o PLP \u2014 disse Pacheco, durante a coletiva.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da reforma tribut\u00e1ria, os senadores t\u00eam tr\u00eas semanas antes do recesso para aprovar as duas leis or\u00e7ament\u00e1rias (LOA e LDO) e o pacote de gastos que deve ser composto por uma proposta de emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) e projeto de lei complementar (PLP).<\/p>\n\n\n\n<p>A assessoria de Braga informou que o senador busca entregar o relat\u00f3rio \u201co mais r\u00e1pido poss\u00edvel\u201d. O documento j\u00e1 est\u00e1 estruturado, mas ainda em fase de consolida\u00e7\u00e3o. Braga precisa se manifestar sobre as quase 1.800 emendas dos senadores ao texto que veio da C\u00e2mara dos Deputados. O n\u00famero n\u00e3o para de crescer: s\u00f3 nessa quarta-feira (27) foram protocoladas mais 18 emendas.<\/p>\n\n\n\n<p>Debates<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio ser\u00e1 apresentado ap\u00f3s um m\u00eas de debates na CCJ sobre o impacto esperado dos novos tributos sobre o consumo (CBS e IBS). Foram 13 audi\u00eancias p\u00fablicas, duas a mais que o previsto no plano de trabalho. O cronograma de debates sofreu atraso em decorr\u00eancia do atendimento \u00e0s sugest\u00f5es dos senadores, o que adiou a previs\u00e3o inicial de que o relat\u00f3rio fosse entregue \u00e0 CCJ ainda em novembro.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a assessoria de Braga, ele ouviu quase 200 debatedores e recebeu mais de 800 pessoas em seu gabinete para conversas sobre o PLP 68\/2024, que cria as regras que v\u00e3o viabilizar o IVA dual, com a substitui\u00e7\u00e3o de cinco tributos (ICMS, IPI, ISS, PIS e Cofins) por tr\u00eas: Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), de n\u00edvel federal; Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), de n\u00edvel estadual e municipal; e o Imposto Seletivo, de n\u00edvel federal;<\/p>\n\n\n\n<p>As reuni\u00f5es se somam \u00e0s 21 audi\u00eancias p\u00fablicas realizadas na Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) que, apesar de n\u00e3o votar o projeto, contribuiu com a an\u00e1lise por meio de um grupo de trabalho coordenado pelo senador Izalci Lucas (PL-DF).<\/p>\n\n\n\n<p>Pedidos de benef\u00edcios<\/p>\n\n\n\n<p>Participaram do debate representantes de dezenas de setores da economia, como imobili\u00e1ria, turismo e alimentos, que sugeriram ajustes no projeto que consideram mais justos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desta forma, alguns setores que se enquadrar\u00e3o nas regras normais sobre a nova tributa\u00e7\u00e3o (regime regular) pediram para serem beneficiados com cobran\u00e7as menores de impostos (regime diferenciado). Foi a solicita\u00e7\u00e3o, por exemplo, da Associa\u00e7\u00e3o Nacional das Concession\u00e1rias Privadas de Servi\u00e7os P\u00fablicos de \u00c1gua e Esgoto (Abcon), que representa os servi\u00e7os de saneamento b\u00e1sico. Ela pediu para suas empresas serem tratadas como servi\u00e7os de sa\u00fade, favorecidas com uma al\u00edquota reduzida em 60% da al\u00edquota-padr\u00e3o (que deve chegar a 28% sobre o valor do item consumido).<\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00e9ditos com Fisco<\/p>\n\n\n\n<p>Outros setores produtivos pediram revis\u00e3o das regras sobre o sistema de cr\u00e9ditos com a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, que permitir\u00e1 \u00e0s empresas da cadeia produtiva retomarem valores de tributos pagos sobre o consumo \u2014 o mecanismo busca tributar apenas o consumidor final.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O representante do Conselho Federal de Corretores de Im\u00f3veis (Cofeci), por exemplo, explicou que o projeto prev\u00ea que locadores t\u00eam obriga\u00e7\u00e3o de arcar com tributos antes mesmo do efetivo pagamento pelos locat\u00e1rios \u2014 o mesmo valer\u00e1, como regra, para outras opera\u00e7\u00f5es de consumo. Para a entidade, o recolhimento do tributo deve ser posterior ao pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m estiveram presentes na CCJ autoridades p\u00fablicas, como o secret\u00e1rio Extraordin\u00e1rio da Reforma Tribut\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Fazenda (Sert), Bernardo Appy. Ele explicou as ferramentas que o governo utilizar\u00e1, como o sistema de split payment&nbsp;que permitir\u00e1 vincular a nota fiscal ao meio de pagamento. Com o modelo, a aquisi\u00e7\u00e3o do produto ou servi\u00e7o automaticamente transferir\u00e1 o tributo ao governo. Appy apontou que o split payment diminuir\u00e1 sonega\u00e7\u00e3o e fraudes.<\/p>\n\n\n\n<p>Os senadores da CCJ tamb\u00e9m ouviram especialistas em direito tribut\u00e1rio, que questionaram o prazo para que as empresas possam se adaptar ao novo sistema de tributa\u00e7\u00e3o. O apontamento, por exemplo, foi feito por representante do Grupo de Estudos Tribut\u00e1rios Aplicados (Getap). Haver\u00e1 um momento de transi\u00e7\u00e3o entre 2029 e 2032 em que coexistir\u00e3o os atuais impostos estaduais e municipais (ICMS e ISS, respectivamente) e o futuro IBS.<\/p>\n\n\n\n<p>Social<\/p>\n\n\n\n<p>Os convidados tamb\u00e9m debateram instrumentos sociais previstos na reforma tribut\u00e1ria. \u00c9 o caso do cashback, que permitir\u00e1 a devolu\u00e7\u00e3o de imposto para fam\u00edlias com renda de at\u00e9 meio sal\u00e1rio m\u00ednimo por membro \u2014 o que corresponde a R$ 706 por integrante, nos valores de hoje \u2014 beneficiando a clientela do Bolsa Fam\u00edlia e outros programas sociais do governo. O representante do setor de telecomunica\u00e7\u00f5es pediu que o consumo de internet devolva uma parte maior dos tributos pagos por essas fam\u00edlias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A inclus\u00e3o de alimentos na Cesta B\u00e1sica, que ser\u00e1 livre dos impostos, tamb\u00e9m foi alvo de controv\u00e9rsias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/11\/28\/pacheco-aprovar-em-2024-a-regulamentacao-da-reforma-tributaria-e-prioridade\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/11\/28\/pacheco-aprovar-em-2024-a-regulamentacao-da-reforma-tributaria-e-prioridade<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/noticiasfiscais.com.br\/2024\/11\/28\/isencao-por-problemas-de-saude-sera-restrita-a-renda-de-ate-r-20-mil\/\"><strong>Isen\u00e7\u00e3o por problemas de sa\u00fade ser\u00e1 restrita a renda de at\u00e9 R$ 20 mil<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda (IR) por quem tem problemas de sa\u00fade ser\u00e1 limitada a quem ganha at\u00e9 R$ 20 mil por m\u00eas, anunciou h\u00e1 pouco o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A medida integra a reforma do Imposto de Renda a ser enviada pelo governo junto com o pacote de corte de gastos obrigat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro, no entanto, esclareceu que a dedu\u00e7\u00e3o de 100% de gastos m\u00e9dicos da declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda est\u00e1 mantida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTem algumas distor\u00e7\u00f5es que estamos corrigindo com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade. Gastos com sa\u00fade continuar\u00e3o dedut\u00edveis na sua integralidade. Mas a isen\u00e7\u00e3o do IR por raz\u00f5es de sa\u00fade vai estar limitada a quem ganha at\u00e9 R$ 20 mil por m\u00eas\u201d, disse o ministro em entrevista coletiva para explicar as medidas anunciadas na noite de quarta-feira (28).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Haddad, al\u00e9m da eleva\u00e7\u00e3o de impostos para quem ganha mais de R$ 50 mil por m\u00eas, a restri\u00e7\u00e3o \u00e0 isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda para quem tem problemas de sa\u00fade obter\u00e1 os R$ 35 bilh\u00f5es necess\u00e1rios para bancar a eleva\u00e7\u00e3o da faixa de isen\u00e7\u00e3o para quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil por m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao iniciar a entrevista, Haddad afirmou que a segunda fase da reforma tribut\u00e1ria, que trata da renda, n\u00e3o deve ser confundida com o pacote de corte de gastos. O ministro esclareceu que as mudan\u00e7as no IR ser\u00e3o discutidas ao longo do pr\u00f3ximo ano para entrarem em vigor a partir de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA reforma da renda vai valer a partir de 1\u00ba de janeiro de 2026, assim como a [reforma tribut\u00e1ria] do consumo. Entendemos que ela pode tramitar no ano que vem, que est\u00e1 com agenda legislativa mais leve e n\u00e3o \u00e9 ano eleitoral. \u00c9 um ano tranquilo\u201d, explicou. Haddad tamb\u00e9m criticou estimativas do mercado financeiro que apontavam que a ren\u00fancia fiscal seria de R$ 70 bilh\u00f5es com a eleva\u00e7\u00e3o da faixa de isen\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como no pronunciamento em cadeia de r\u00e1dio e televis\u00e3o na quarta-feira, o ministro reiterou que as mudan\u00e7as no Imposto de Renda ter\u00e3o impacto neutro na arrecada\u00e7\u00e3o do governo. \u201cA reforma tribut\u00e1ria n\u00e3o visa nem aumentar nem diminuir a arrecada\u00e7\u00e3o. Esse princ\u00edpio foi respeitado pelo Congresso Nacional em rela\u00e7\u00e3o ao consumo. E ontem deixamos claro que esse princ\u00edpio tamb\u00e9m ter\u00e1 de ser respeitado na reforma da renda\u201d, afirmou Haddad.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o da faixa de isen\u00e7\u00e3o, Haddad explicou que o governo n\u00e3o corrigir\u00e1 a tabela inteira do Imposto de Renda. Segundo ele, a Receita Federal aplicar\u00e1 uma faixa de desconto, semelhante \u00e0 adotada atualmente, para criar uma gradualidade que n\u00e3o puna excessivamente quem ganhe a partir de R$ 5.001.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, o limite m\u00e1ximo da al\u00edquota zero est\u00e1 fixado em R$ 2.259,20. No entanto, para garantir a isen\u00e7\u00e3o para quem recebe at\u00e9 R$ 2.824, equivalente a dois sal\u00e1rios m\u00ednimos, h\u00e1 um desconto simplificado de R$ 564,80 da renda sobre a qual deveria incidir o imposto. Esse desconto corresponde \u00e0 diferen\u00e7a entre os dois valores: limite de isen\u00e7\u00e3o e dois sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2024-11\/isencao-por-problemas-de-saude-sera-restrita-renda-de-ate-r-20-mil\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Isen\u00e7\u00e3o de IR para quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil s\u00f3 come\u00e7a em 2026 e n\u00e3o impacta cortes, diz Haddad; entenda a proposta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou em entrevista nesta quinta-feira (28) que o objetivo das mudan\u00e7as na tabela do Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica (IRPF) n\u00e3o tem a inten\u00e7\u00e3o de fazer caixa para o governo, e nem de aumentar os gastos p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Haddad, assim como a reforma tribut\u00e1ria, as mudan\u00e7as seguem um princ\u00edpio de&nbsp;neutralidade tribut\u00e1ria. Na pr\u00e1tica, a ideia \u00e9 que haja &#8220;impacto zero&#8221; no caixa do governo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o queremos confundir o debate da reforma tribut\u00e1ria com a quest\u00e3o de medidas que visam refor\u00e7ar o arcabou\u00e7o fiscal. A reforma tribut\u00e1ria, tanto do consumo quanto da renda, tem um pressuposto que foi anunciado no come\u00e7o do governo e vai ser mantido se depender do Executivo [&#8230;] O pressuposto da neutralidade fiscal. Que significa isso? A reforma tribut\u00e1ria n\u00e3o visa nem aumentar, nem diminuir arrecada\u00e7\u00e3o. O objetivo da reforma tribut\u00e1ria \u00e9 buscar efici\u00eancia e justi\u00e7a tribut\u00e1ria, essa \u00e9 a finalidade&#8221;, afirmou Haddad.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Qualquer aumento da faixa de isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda, como ja foi feito por esse governo duas vezes, tem que vir acompanhado de uma compensa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se trata de mexer com o n\u00edvel de arrecada\u00e7\u00e3o de impostos. Trata-se de buscar justi\u00e7a tribut\u00e1ria&#8221;, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo deve enviar ao Congresso Nacional, nos pr\u00f3ximos dias, um projeto de lei que prev\u00ea a isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda para quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil mensais.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, o limite de isen\u00e7\u00e3o \u00e9 de R$ 2.824 (at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos). A mudan\u00e7a, se aprovada pelo Congresso at\u00e9 o ano que vem, s\u00f3 entra em vigor em 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O Congresso vai ter o seu tempo agora, sobretudo a partir do semestre que vem, para analisar a proposta do Executivo. Para que tanto a reforma do consumo quanto a reforma do Imposto de Renda entrem em vigor a partir de 1\u00ba de janeiro de 2026&#8221;, explicou Haddad.<\/p>\n\n\n\n<p>A eleva\u00e7\u00e3o do teto de isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda para quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil mensais era uma promessa de campanha do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, o an\u00fancio junto ao pacote de corte de gastos&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/11\/28\/timing-de-anuncio-sobre-aumento-da-faixa-de-isencao-do-ir-incomoda-cupula-da-camara.ghtml\">incomodou a c\u00fapula da C\u00e2mara<\/a>&nbsp;e agitou o mercado \u2013 o que&nbsp;<a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/11\/27\/dolar-ibovespa.ghtml\">levou o d\u00f3lar ao maior valor nominal da hist\u00f3ria do real<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Haddad anuncia medidas de corte de gastos e isen\u00e7\u00e3o de IR pra quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil<\/p>\n\n\n\n<p>Como funciona o IR?<\/p>\n\n\n\n<p>O tributo \u00e9 recolhido na fonte, ou seja, descontado do sal\u00e1rio. Posteriormente, o contribuinte pode ter parte do valor restitu\u00eddo ou pagar ainda mais imposto \u2013 por meio de sua declara\u00e7\u00e3o anual de ajuste.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional), a&nbsp;amplia\u00e7\u00e3o da faixa de isen\u00e7\u00e3o do IR custaria de R$ 45 bilh\u00f5es a R$ 50 bilh\u00f5es por ano.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os n\u00fameros da entidade, a&nbsp;amplia\u00e7\u00e3o do limite de isen\u00e7\u00e3o do IR deixar\u00e1 isentos da cobran\u00e7a do imposto 30 milh\u00f5es de contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, cerca de 43 milh\u00f5es de pessoas f\u00edsicas declaram o Imposto de Renda. Entretanto, destas, 14,6 milh\u00f5es j\u00e1 s\u00e3o isentos. Com a mudan\u00e7a, outros 16 milh\u00f5es de contribuintes tamb\u00e9m n\u00e3o pagar\u00e3o Imposto de Renda.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/11\/28\/mudancas-imposto-de-renda-2026-isencao-haddad.ghtml\">https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/11\/28\/mudancas-imposto-de-renda-2026-isencao-haddad.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Appy destaca melhoria na devolu\u00e7\u00e3o de saldos credores \u00e0s empresas em fun\u00e7\u00e3o das novas regras de tributa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/11\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em evento realizado pela CNI, secret\u00e1rio reiterou a import\u00e2ncia da n\u00e3o cumulatividade plena, uma das principais caracter\u00edsticas do novo sistema<\/p>\n\n\n\n<p>A melhoria na sistem\u00e1tica de devolu\u00e7\u00e3o de saldos credores \u00e0s empresas a partir da implementa\u00e7\u00e3o do novo sistema de tributa\u00e7\u00e3o do consumo foi um dos pontos destacados pelo secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da Reforma Tribut\u00e1ria, Bernard Appy, em sua participa\u00e7\u00e3o no Encontro Nacional da Ind\u00fastria (Enai), realizado nesta quarta-feira (27\/11), em Bras\u00edlia. Appy ressaltou que a n\u00e3o cumulatividade plena, um dos pilares do Imposto sobre Valor Adicionado (IVA), beneficiar\u00e1 de forma expressiva o setor industrial ao desonerar exporta\u00e7\u00f5es e investimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>O IVA \u2013 base da Emenda Constitucional (EC) 132, promulgada em dezembro de 2023 pelo Congresso Nacional e que instituiu a Reforma Tribut\u00e1ria do consumo \u2013 \u00e9 formado pela Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), tributo de al\u00e7ada da Uni\u00e3o, e pelo Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), a ser gerido por estados, Distrito Federal e munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>No sistema atual, uma empresa exportadora acumula saldo credor de ICMS, tributo estadual, e tem muita dificuldade em recuperar esse cr\u00e9dito. No novo modelo, com o IBS, o montante correspondente ao saldo credor acumulado pelas empresas n\u00e3o ser\u00e1 distribu\u00eddo aos entes subnacionais, como ocorre hoje, mas permanecer\u00e1 no Comit\u00ea Gestor do IBS (CG-IBS). Isso \u2013 explicou Appy \u2013&nbsp; significa que, no caso de uma empresa exportadora que tem saldo credor, o recurso a ser devolvido a ela j\u00e1 estar\u00e1 dispon\u00edvel no CG-IBS, sem que estados ou munic\u00edpios precisem fazer desembolsos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSabemos da dificuldade hoje de um estado que est\u00e1 com problema de caixa devolver saldo credor para exportadores\u201d, disse o secret\u00e1rio. \u201cIsso n\u00e3o vai ocorrer no novo modelo, que foi feito para dar seguran\u00e7a de que haver\u00e1 devolu\u00e7\u00e3o dos saldos credores. E n\u00e3o s\u00f3 para a empresa exportadora\u201d, frisou Appy, ampliando a exemplifica\u00e7\u00e3o para um investimento&nbsp;<em>green field,&nbsp;<\/em>em que oempres\u00e1rio est\u00e1 construindo uma f\u00e1brica, ainda n\u00e3o est\u00e1 operando, mas adquiriu m\u00e1quinas e equipamentos. Ele ter\u00e1, com as novas regras, direito a cr\u00e9dito imediatamente, antes de come\u00e7ar a operar \u2013 ao contr\u00e1rio do que ocorre hoje, quando s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel buscar a recupera\u00e7\u00e3o quando o empreendimento estiver operando e existir d\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<p>Redu\u00e7\u00e3o de carga&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua fala no evento organizado pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), na mesa de debate da qual participaram ainda os deputados Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) e Reginaldo Lopes (PT-MG) e o ex-senador e ex-ministro Armando Monteiro, Appy fez refer\u00eancia a informa\u00e7\u00f5es equivocadas veiculadas recentemente na imprensa sobre proje\u00e7\u00f5es de al\u00edquota para o setor industrial. Ele enfatizou que o texto do Projeto Lei Complementar (PLP) 68\/2024, que regulamenta a maior parte da reforma e se encontra em tramita\u00e7\u00e3o no Senado, prev\u00ea para o novo sistema uma al\u00edquota de 28% sobre o pre\u00e7o sem imposto, enquanto, hoje, as empresas t\u00eam uma carga de 34,4%, considerando as incid\u00eancias de ICMS e PIS\/Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que Reforma Tribut\u00e1ria faz \u00e9 reduzir essa carga tribut\u00e1ria para 28%\u201d, disse Appy, ao comentar que esse percentual seria menor, n\u00e3o fossem as exce\u00e7\u00f5es inclu\u00eddas no texto pelo Congresso Nacional durante a tramita\u00e7\u00e3o. \u201cSe n\u00e3o tivesse exce\u00e7\u00e3o nenhuma seria 21,5% para todo mundo\u201d, completou Appy.<\/p>\n\n\n\n<p>Transforma\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica<\/p>\n\n\n\n<p>Mais cedo, tamb\u00e9m nesta quarta-feira (27\/11), o secret\u00e1rio-executivo adjunto do Minist\u00e9rio da Fazenda, Rafael Dubeux, participou de uma mesa no Enai. Antes de tratar do Plano de Transforma\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica (PTE), foco de sua participa\u00e7\u00e3o no evento, Dubeux abordou a atua\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio em suas grandes frentes: a estabilidade macroecon\u00f4mica do pa\u00eds e a melhoria do ambiente de neg\u00f3cios. Ele destacou o desempenho positivo da economia, em seus diversos indicadores, e, no contexto das iniciativas, salientou a Reforma Tribut\u00e1ria. Segundo Dubeux, essa \u00e9 a reforma \u201cmais estruturante no pa\u00eds em d\u00e9cadas\u201d e permitir\u00e1 a supera\u00e7\u00e3o do que ele considera o maior gargalo para o crescimento da economia brasileira: o sistema tribut\u00e1rio atual.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o PTE, que tem tr\u00eas grandes objetivos \u2013 produtividade, sustentabilidade e justi\u00e7a social \u2013, Dubeux explicou que se trata de um instrumento voltado a possibilitar ao pa\u00eds o estabelecimento de uma diretriz para a reformula\u00e7\u00e3o do seu modelo tradicional de desenvolvimento, historicamente extrativo e sem agrega\u00e7\u00e3o de valor, al\u00e9m de nocivo ao meio ambiente e causador de desigualdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Dubeux afirmou que a exuber\u00e2ncia natural do pa\u00eds e sua matriz energ\u00e9tica limpa, se n\u00e3o estiverem acompanhadas de pol\u00edticas p\u00fablicas adequadas, \u201cresultaria em mais um ciclo de desenvolvimento no Brasil com baixa agrega\u00e7\u00e3o de valor, com preju\u00edzo ao ambiente e com concentra\u00e7\u00e3o de renda\u201d. Em raz\u00e3o disso, segundo ele, o Minist\u00e9rio da Fazenda est\u00e1 trabalhando em um conjunto de iniciativas para garantir que esses ativos, \u201cque s\u00e3o reais, que s\u00e3o verdadeiras vantagens para o Brasil, se reflitam em ganhos de produtividade, em ganhos de renda e melhorem a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Conjunto de instrumentos<\/p>\n\n\n\n<p>O plano \u00e9 formado por seis eixos: finan\u00e7as sustent\u00e1veis; adensamento tecnol\u00f3gico; bioeconomia e sistemas agroalimentares; transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica; economia circular; e nova infraestrutura verde e adapta\u00e7\u00e3o. Para a busca dos objetivos tra\u00e7ados, o Minist\u00e9rio da Fazenda definiu um conjunto de instrumentos de natureza financeira, administrativa, fiscal, credit\u00edcia e regulat\u00f3ria. Entre as a\u00e7\u00f5es definidas est\u00e3o a emiss\u00e3o de t\u00edtulos soberanos sustent\u00e1veis; cria\u00e7\u00e3o do mercado regulado de carbono e taxonomia sustent\u00e1vel; adensamento tecnol\u00f3gico, com redesenho de ferramentas para a gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda; e economia circular, na qual produtos s\u00e3o reutilizados, remanufaturados e reciclados, de maneira a serem mantidos da cadeia produtiva.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dubeux ressaltou a import\u00e2ncia do conceito de transversalidade aplicado ao plano. Em agosto, foi lan\u00e7ado o Pacto pela Transforma\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica entre os Tr\u00eas Poderes do Estado Brasileiro, elevando o compromisso da Transforma\u00e7\u00e3o Ecol\u00f3gica a um novo patamar hist\u00f3rico. A iniciativa representou o compromisso entre os Poderes Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio de atuar, de maneira harmoniosa e integrada, pela promo\u00e7\u00e3o da transforma\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, a partir de medidas legislativas, administrativas e judiciais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-sistema-fenacon wp-block-embed-sistema-fenacon\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"j8ECbV2X2f\"><a href=\"https:\/\/fenacon.org.br\/reforma-tributaria\/appy-destaca-melhoria-na-devolucao-de-saldos-credores-as-empresas-em-funcao-das-novas-regras-de-tributacao\/\">Appy destaca melhoria na devolu\u00e7\u00e3o de saldos credores \u00e0s empresas em fun\u00e7\u00e3o das novas regras de tributa\u00e7\u00e3o<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Appy destaca melhoria na devolu\u00e7\u00e3o de saldos credores \u00e0s empresas em fun\u00e7\u00e3o das novas regras de tributa\u00e7\u00e3o&#8221; &#8212; Sistema FENACON\" src=\"https:\/\/fenacon.org.br\/reforma-tributaria\/appy-destaca-melhoria-na-devolucao-de-saldos-credores-as-empresas-em-funcao-das-novas-regras-de-tributacao\/embed\/#?secret=ZwyATgkdzw#?secret=j8ECbV2X2f\" data-secret=\"j8ECbV2X2f\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Entidades listam propostas para proteger o Simples da reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data:29\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Um grupo formado por 18 entidades, que representam diferentes segmentos empresariais, produziu um documento contendo cinco propostas que julgam necess\u00e1rias para evitar preju\u00edzos \u00e0s empresas do Simples Nacional caso a reforma tribut\u00e1ria seja aprovada no Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das preocupa\u00e7\u00f5es com o texto do PLP 68\/2024, que trata da reformula\u00e7\u00e3o do sistema tribut\u00e1rio do pa\u00eds, \u00e9 que ele limita a possibilidade de os pequenos neg\u00f3cios repassarem cr\u00e9dito. Pelo regime atual, as empresas do Simples podem transferir integralmente os cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins, com uma al\u00edquota de 9,25%. Esses tributos ser\u00e3o substitu\u00eddos pela CBS na reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta das 18 entidades de classe, que se intitulam Coaliz\u00e3o em Defesa do Simples Nacional, \u00e9 que se mantenha a possibilidade de transfer\u00eancia de cr\u00e9dito integral da CBS com a mesma al\u00edquota do sistema atual.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as entidades que produziram o documento est\u00e1 a Confedera\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB). Seu presidente, Alfredo Cotait Neto, participou na semana passada de audi\u00eancia p\u00fablica promovida pela Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ) do Senado para discutir o tema. Na ocasi\u00e3o, o dirigente falou que \u201cmais ou mesmo 20% das empresas [de pequeno porte] v\u00e3o perder competitividade e deixar de existir sem condi\u00e7\u00e3o de passar para outro regime pelo custo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo texto atual da reforma, segundo Cotait, as op\u00e7\u00f5es para os pequenos neg\u00f3cios s\u00e3o permanecer integralmente no Simples Nacional, mas repassar um cr\u00e9dito menor que o transferido pelas concorrentes de fora do regime simplificado, perdendo competitividade, ou ent\u00e3o adotar um sistema h\u00edbrido, recolhendo separadamente o IBS e a CBS, tendo um aumento de custo.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra proposta do grupo em favor dos pequenos neg\u00f3cios \u00e9 a elimina\u00e7\u00e3o, na reforma, do sublimite de R$ 3,6 milh\u00f5es para as empresas do Simples. Hoje, as empresas que atingem esse patamar de receita devem recolher o ICMS e o ISS por fora do regime simplificado. O recolhimento por fora aconteceria somente quando a receita estoura o limite do Simples, de R$ 4,8 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No documento se prop\u00f5e ainda a n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o do mecanismo de&nbsp;<em>split payment<\/em>, previsto na reforma tribut\u00e1ria, para as empresas do Simples que forem prestadoras de servi\u00e7os, mantendo o pagamento em guia \u00fanica do DAS.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra proposta do grupo \u00e9 a maior flexibilidade para os pequenos neg\u00f3cios apurarem e recolherem o IBS e a CBS \u2013 tributos criados com a reforma. Os prazos sugeridos pelas entidades seriam a cada tr\u00eas ou seis meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o grupo prop\u00f5e que os tratamentos com al\u00edquotas ou isen\u00e7\u00e3o do IBS e da CBS, assim como as opera\u00e7\u00f5es sujeitas \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o monof\u00e1sica, sejam proporcionalmente deduzidos do valor devido pelo contribuinte do Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta de reforma tribut\u00e1ria j\u00e1 foi aprovada na C\u00e2mara dos Deputados e agora tramita no Senado Federal, onde est\u00e1 sendo debatida em audi\u00eancias p\u00fablicas na CCJ. A expectativa \u00e9 que ele v\u00e1 para vota\u00e7\u00e3o em plen\u00e1rio na primeira semana de dezembro.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da CACB, participam da coaliz\u00e3o as seguintes entidades: Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo (ACSP); FecomercioSP e sindicatos filiados; Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Atacadistas e Distribuidoras de Produtos Industrializados (Abad); Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Supermercados (Abras); Associa\u00e7\u00e3o das Empresas de Servi\u00e7os Cont\u00e1beis de S\u00e3o Paulo (Aescon-SP); Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Institui\u00e7\u00f5es de Pagamentos (Abipag); Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel);Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Tecnologia para o Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (Afrac); Associa\u00e7\u00e3o dos Comerciantes de Material de Constru\u00e7\u00e3o (Anamaco); Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL); Conselho Regional de Contabilidade de S\u00e3o Paulo (CRC-SP); Federa\u00e7\u00e3o dos Contabilistas do Estado de S\u00e3o Paulo (Fecontesp); Instituto Viva Cidades; grupo Mulheres no Tribut\u00e1rio; Inova\u00e7\u00e3o Digital; Sindicato das Empresas de Servi\u00e7os Cont\u00e1beis e das Empresas de Assessoramento, Per\u00edcias, Informa\u00e7\u00f5es e Pesquisas no Estado de S\u00e3o Paulo (Sescon-SP) e a Uni\u00e3o Nacional de Entidades do Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (Unecs).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/crcma.org.br\/entidades-listam-propostas-para-proteger-o-simples-da-reforma-tributaria\/#:~:text=Al%C3%A9m%20da%20CACB%2C%20participam%20da,Associa%C3%A7%C3%A3o%20das%20Empresas%20de%20Servi%C3%A7os\">https:\/\/crcma.org.br\/entidades-listam-propostas-para-proteger-o-simples-da-reforma-tributaria\/#:~:text=Al%C3%A9m%20da%20CACB%2C%20participam%20da,Associa%C3%A7%C3%A3o%20das%20Empresas%20de%20Servi%C3%A7os<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Empresas descumprem Lei da Transpar\u00eancia Fiscal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de metade das notas fiscais emitidas no Brasil est\u00e1 em desacordo com a Lei de Transpar\u00eancia Fiscal (n\u00ba 12.741\/2012). A constata\u00e7\u00e3o \u00e9 de levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT). Essa legisla\u00e7\u00e3o imp\u00f5e multa de at\u00e9 R$ 13,6 milh\u00f5es para empresas que n\u00e3o informam as al\u00edquotas dos tributos incidentes sobre produtos comercializados ou servi\u00e7os prestados no documento fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base em uma amostra de 6 milh\u00f5es de notas fiscais escaneadas e armazenadas no aplicativo \u201cCitizen IBPT\u201d, nos \u00faltimos dois anos, o que representa em m\u00e9dia cerca de 50% no pa\u00eds, o instituto concluiu que a maioria dos estabelecimentos ainda n\u00e3o aderiu de maneira completa e efetiva aos requisitos da legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o gerente de Projetos do IBPT, Alcyr de Castro, al\u00e9m da multa, que pode chegar ao equivalente a tr\u00eas milh\u00f5es de vezes o valor da Unidade Fiscal de Refer\u00eancia (Ufir), o n\u00e3o cumprimento da legisla\u00e7\u00e3o pode acarretar outras san\u00e7\u00f5es previstas no artigo 56 do Cap\u00edtulo VII do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor (CDC). Entre elas: a proibi\u00e7\u00e3o de fabrica\u00e7\u00e3o de produto, interdi\u00e7\u00e3o de estabelecimento, obra ou atividade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuitos estabelecimentos est\u00e3o em desacordo com o princ\u00edpio da transpar\u00eancia previsto em lei\u201d, diz Castro. \u201cSuas opera\u00e7\u00f5es, portanto, est\u00e3o pass\u00edveis de uma sorte de san\u00e7\u00f5es, caso o Procon entenda que a empresa, por estar em desacordo com a Lei da Transpar\u00eancia Fiscal, traz preju\u00edzos ao consumidor\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Procons geralmente atuam se houver registro de reclama\u00e7\u00e3o sobre o assunto. \u201cO Procon-SP considera em suas fiscaliza\u00e7\u00f5es o direito do consumidor de saber a carga tribut\u00e1ria de cada produto ou servi\u00e7o que consome, que devem constar nas notas fiscais e cupons, ou em pain\u00e9is vis\u00edveis no estabelecimento\u201d, comenta o \u00f3rg\u00e3o por meio de nota.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), em regra, os consumidores n\u00e3o costumam registrar reclama\u00e7\u00f5es nesse sentido, o que dificulta a atua\u00e7\u00e3o dos Procons. \u201cO Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, coordenado pela Senacon, desenvolve com frequ\u00eancia campanhas de educa\u00e7\u00e3o para o consumo, incluindo o tema, refor\u00e7ando, inclusive, a necessidade do consumidor de exigir nota fiscal\u201d, explica a secretaria em nota enviada ao Valor.<\/p>\n\n\n\n<p>O IBPT presta o servi\u00e7o de parametriza\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es que precisam constar das notas fiscais. Na opini\u00e3o do especialista do instituto, a baixa ades\u00e3o \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o dos tributos nas notas se d\u00e1, como primeiro motivo, pelo fato de as empresas de software n\u00e3o implementarem essa parametriza\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, ele acredita que h\u00e1 baixa consci\u00eancia tribut\u00e1ria do consumidor, que deixa de reivindicar um direito amparado em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO indicador de que 50%, em m\u00e9dia, das notas fiscais brasileiras est\u00e3o em desacordo mostra para a sociedade que ainda h\u00e1 muito o que fazer para tornar isso uma realidade\u201d, diz Castro. \u201cUm consumidor ou contribuinte consciente cobra as autoridades, os legisladores e conhece os seus direitos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento do IBPT mostra que a descri\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria nas notas fiscais \u00e9 mais alta nos Estados das regi\u00f5es Sudeste (57%), Centro Oeste (53,8%) e Sul (50,5%). J\u00e1 as regi\u00f5es Norte e Nordeste possuem, ambas, cerca de 45% de discrimina\u00e7\u00e3o dos tributos nos documentos fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a especialista em Impostos Indiretos e S\u00eanior Tax Manager na Systax, empresa de solu\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, Karen Semeone, a baixa ades\u00e3o das empresas se deve \u00e0 complexidade tribut\u00e1ria, que faz o \u00f4nus tribut\u00e1rio ser repassado no pre\u00e7o da mercadoria ou servi\u00e7o, bem como o desconhecimento sobre como funciona o sistema brasileiro. \u201cPequenas empresas n\u00e3o t\u00eam recursos financeiros para adquirir tecnologia e a fiscaliza\u00e7\u00e3o e a penalidade s\u00e3o pouco aplic\u00e1veis na pr\u00e1tica\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Karen sugere um trabalho das entidades e dos Fiscos para proporcionar mais informa\u00e7\u00e3o e promover o engajamento das empresas em rela\u00e7\u00e3o ao tema. Ela tamb\u00e9m destaca a import\u00e2ncia do assunto, considerando o cen\u00e1rio atual de discuss\u00e3o sobre a regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSer\u00e1 mais palp\u00e1vel saber qual a carga tribut\u00e1ria de cada empresa a partir do novo modelo de IVA [Imposto sobre valor Agregado] a ser implementado\u201d, diz. No entanto, lembra ela, \u201cessa certeza s\u00f3 se projeta para o ano de 2033, ap\u00f3s o t\u00e9rmino do per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Com as altera\u00e7\u00f5es trazidas pela reforma tribut\u00e1ria, o gerente do IBPT acredita que n\u00e3o haver\u00e1 mudan\u00e7as profundas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 discrimina\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria nas notas fiscais, mas sim adequa\u00e7\u00f5es. Isso porque, diz ele, \u00e0 medida que o IBS [Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os] e a CBS [Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os] forem sendo implementados, vamos fazer tamb\u00e9m mudan\u00e7as gradativas na parametriza\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Castro.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/11\/29\/empresas-descumprem-lei-da-transparencia-fiscal.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/11\/29\/empresas-descumprem-lei-da-transparencia-fiscal.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita impede exclus\u00e3o do ICMS-ST de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 02\/12\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas recentes solu\u00e7\u00f5es de consulta da Receita Federal definiram que o ICMS-ST (substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria) n\u00e3o pode ser exclu\u00eddo da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. A posi\u00e7\u00e3o do Fisco contraria decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) do fim do ano passado. Em recurso repetitivo, que orienta as varas e tribunais do pa\u00eds, a Corte foi favor\u00e1vel aos contribuintes, permitindo a dedu\u00e7\u00e3o dos tributos federais.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo advogados, essas s\u00e3o as primeiras manifesta\u00e7\u00f5es da Receita ap\u00f3s o julgamento do STJ sobre o tema. O entendimento dos ministros da Corte foi un\u00e2nime (Tema 1125 ou REsps 1896678 e 1958265). Essa \u00e9 uma das teses filhotes da tese do s\u00e9culo, em que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a exclus\u00e3o do ICMS da base das contribui\u00e7\u00f5es federais, em mar\u00e7o de 2017 (Tema 69 ou RE 574706).<\/p>\n\n\n\n<p>O fundamento usado pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ foi o mesmo do STF, no sentido de que o imposto estadual \u00e9 transit\u00f3rio no caixa das empresas e n\u00e3o configura faturamento, base sobre a qual incide o PIS e a Cofins. No caso do ICMS-ST, a diferen\u00e7a \u00e9 apenas operacional, pois pela substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria se antecipa a cobran\u00e7a do tributo de toda a cadeia produtiva para o primeiro integrante dela &#8211; normalmente fabricantes ou importadores, os \u201csubstitutos tribut\u00e1rios\u201d- visando facilitar a fiscaliza\u00e7\u00e3o do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>As discuss\u00f5es no Judici\u00e1rio envolveram contribuintes que fazem parte da cadeia e n\u00e3o recolhem o imposto diretamente ao Estado &#8211; os \u201csubstitu\u00eddos\u201d. Redes atacadistas que adquirem os produtos, por exemplo, e pequenos com\u00e9rcios que fazem a venda para o consumidor final.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas substitutas, nunca houve pol\u00eamica, segundo advogados. Isso porque a legisla\u00e7\u00e3o j\u00e1 previa que eles poderiam fazer a exclus\u00e3o. Mas o mesmo direito n\u00e3o foi dado aos substitu\u00eddos, nas solu\u00e7\u00f5es de consulta de n\u00bas 4046, 4047 e 4048 de 2024 da Divis\u00e3o de Tributa\u00e7\u00e3o (Disit) da Superintend\u00eancia Regional da Receita Federal do Brasil 4\u00aa Regi\u00e3o Fiscal, publicadas no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o de quarta-feira.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos tr\u00eas documentos, a Disit diz que a \u201cexclus\u00e3o somente pode ser aproveitada pelo substituto tribut\u00e1rio, n\u00e3o servindo, em qualquer hip\u00f3tese, ao substitu\u00eddo na obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria correlata\u201d. O Fisco reafirmou o entendimento da Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 104\/2017, de efeito vinculante para a administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em manifesta\u00e7\u00f5es anteriores, a Receita previu a possibilidade de excluir o ICMS, por\u00e9m na condi\u00e7\u00e3o de substituto tribut\u00e1rio e desde que destacado em nota fiscal, diz o tributarista Marcelo Bolognese, s\u00f3cio do Bolognese Advogados. Diferentemente do ICMS, o ICMS-ST \u00e9 destacado na nota fiscal de compra, mas n\u00e3o na de sa\u00edda ou de revenda. \u201cAgora, com estas novas manifesta\u00e7\u00f5es, a Receita perdeu a oportunidade de se alinhar com o que foi decidido pelo STJ\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o dele, o ac\u00f3rd\u00e3o do STJ deveria ter sido respeitado, pois nele se garantiu tratamento igualit\u00e1rio entre contribuintes. \u201cQuando o STJ define que o ICMS-ST n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, tanto para o substituto quanto para o substitu\u00eddo, conclui que \u00e9 a mesma sistem\u00e1tica de exclus\u00e3o do ICMS. Seria anti-ison\u00f4mico alguns venderem mercadoria com destaque na nota e poderem excluir e outros n\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita n\u00e3o \u00e9 obrigada a seguir o entendimento da Corte. Seria necess\u00e1ria a publica\u00e7\u00e3o de um parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) vinculando os fiscais, algo que n\u00e3o foi feito at\u00e9 ent\u00e3o. \u201cHaveria mais transpar\u00eancia e simplicidade, algo t\u00e3o falado na reforma tribut\u00e1ria, mas que n\u00e3o tem acontecido\u201d, diz. \u201cA Receita for\u00e7a o contribuinte a buscar a forma mais burocr\u00e1tica poss\u00edvel e abarrotar o Poder Judici\u00e1rio\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>Pensamento semelhante \u00e9 o do consultor tribut\u00e1rio Douglas Campanini, s\u00f3cio da Athros Auditoria e Consultoria. Ele diz que, ap\u00f3s o julgamento do STF da tese do s\u00e9culo, surgiu uma d\u00favida para as empresas substitu\u00eddas tribut\u00e1rias. \u201cElas vendem um produto que o ICMS j\u00e1 foi pago antecipadamente e n\u00e3o destacam na nota fiscal. Ent\u00e3o come\u00e7ou a discuss\u00e3o se o fato de n\u00e3o ter sido destacado, mas o imposto ter sido cobrado antes, geraria o mesmo efeito da tese do s\u00e9culo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00favida ficou at\u00e9 a defini\u00e7\u00e3o pelo STJ, permitindo a exclus\u00e3o. Ele lembra que foi definido que a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos seria para aplicar a decis\u00e3o a partir de fevereiro deste ano. Mas, na an\u00e1lise dos embargos de declara\u00e7\u00e3o, passou a ser mar\u00e7o de 2017, quando o STF julgou a tese do s\u00e9culo. \u201cComo foi julgado em recurso repetitivo, hoje a regra geral \u00e9 que toda e qualquer empresa substitu\u00edda tribut\u00e1ria pode excluir o PIS e a Cofins da base de c\u00e1lculo do ICMS-ST&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO espanto foi essas solu\u00e7\u00f5es de consulta sequer terem mencionado a decis\u00e3o do STJ\u201d, completa Campanini. Ele sup\u00f5e que possa ter ocorrido um \u201clapso temporal\u201d dentro do \u00f3rg\u00e3o e as consultas terem sido feitas antes do julgamento. Mas isso n\u00e3o muda o fato de que \u201ca Receita est\u00e1 desrespeitando a decis\u00e3o do STJ\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Receita Federal n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento desta edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/12\/02\/receita-impede-exclusao-do-icms-st-de-calculo-do-pis-cofins.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/12\/02\/receita-impede-exclusao-do-icms-st-de-calculo-do-pis-cofins.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ap\u00f3s alta do d\u00f3lar, Pacheco condiciona isen\u00e7\u00e3o do IR \u00e0 situa\u00e7\u00e3o fiscal<\/strong><br>Data: 29\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Depois que o d\u00f3lar bateu novo recorde nesta sexta-feira (29) e chegou a passar de R$ 6,10, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), divulgou nota em que afirma que n\u00e3o haver\u00e1 reforma tribut\u00e1ria da renda caso n\u00e3o haja condi\u00e7\u00f5es fiscais para isso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA quest\u00e3o de isen\u00e7\u00e3o de IR [Imposto de Renda], embora seja um desejo de todos, n\u00e3o \u00e9 pauta para agora e s\u00f3 poder\u00e1 acontecer se, e somente se, tivermos condi\u00e7\u00f5es fiscais para isso. Se n\u00e3o tivermos, n\u00e3o vai acontecer. Mas esta \u00e9 uma discuss\u00e3o para a frente, que vai depender muito da capacidade do Brasil de crescer e gerar riqueza, sem aumento de impostos\u201d, afirmou Pacheco.<\/p>\n\n\n\n<p>Analistas de mercado t\u00eam indicado que a alta do d\u00f3lar tem rela\u00e7\u00e3o com o an\u00fancio do governo de isentar do Imposto de Renda (IR) quem recebe at\u00e9 RS 5 mil mensais, taxando em mais 10% aqueles que ganham acima de R$ 50 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor executivo do Brasil no Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) e professor de economia licenciado da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), Andr\u00e9 Roncaglia, disse \u00e0 Ag\u00eancia Brasil que esta \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o defensiva dos gestores de ativos financeiros que n\u00e3o sabem como ser\u00e1 a tributa\u00e7\u00e3o dos mais ricos que hoje n\u00e3o pagam impostos sobre dividendos, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA mensagem foi mal recebida por parte do mercado financeiro que, de repente, estava pedindo corte de gastos e viu que vai ter que participar do ajuste por meio de um aumento na tributa\u00e7\u00e3o sobre os rendimentos do topo da pir\u00e2mide. Os investidores acabam jogando contra o real, n\u00e3o porque eles querem jogar contra a moeda, mas porque \u00e9 uma rea\u00e7\u00e3o defensiva, j\u00e1 que eles n\u00e3o sabem para onde vai a pol\u00edtica tribut\u00e1ria\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o economista e professor da UnB C\u00e9sar Bergo, o mercado exagerou na rea\u00e7\u00e3o, uma vez que as propostas de isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda s\u00f3 ser\u00e3o discutidas em 2025. \u201cEssa especula\u00e7\u00e3o moment\u00e2nea ocorre at\u00e9 que sejam bem esclarecidas as medidas, considerando inclusive que a isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda n\u00e3o entraria em vigor em 2025. Se entrar em vigor, vai ser s\u00f3 em 2026. Me parece um pouco de exagerado do mercado. Ent\u00e3o, pode acontecer de, nos pr\u00f3ximos dias, o d\u00f3lar realmente mostrar menos volatilidade\u201d, disse Bergo \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao apresentar as propostas aos l\u00edderes do Senado, nesta quinta-feira (28), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o ru\u00eddo gerado no mercado tem rela\u00e7\u00e3o com as propostas de reforma tribut\u00e1ria sobre a renda e pontuou que as mudan\u00e7as ter\u00e3o impacto fiscal neutro, ou seja, o que for isentado de um lado, ter\u00e1 que ser compensado de outro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA reforma, tanto do consumo quanto da renda, \u00e9 neutra do ponto de vista fiscal. Ningu\u00e9m est\u00e1 disposto a votar uma reforma que n\u00e3o seja neutra. Isso ser\u00e1 observado na lei ordin\u00e1ria que regula a mat\u00e9ria da reforma da renda\u201d, explicou Haddad.<\/p>\n\n\n\n<p>Corte de gastos<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do Senado tamb\u00e9m comentou as propostas para corte de gastos, que preveem redu\u00e7\u00e3o das despesas de cerca de R$ 70 bilh\u00f5es nos pr\u00f3ximos dois anos e de at\u00e9 R$ 327 bilh\u00f5es em cinco anos, dizendo que \u00e9 preciso que o Congresso Nacional apoie essa iniciativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 importante que o Congresso apoie as medidas de controle, governan\u00e7a, conformidade e corte de gastos, ainda que n\u00e3o sejam muito simp\u00e1ticas. Inclusive outras podem ser pensadas, pois esse pacote deve ser visto como o in\u00edcio de uma jornada de responsabilidade fiscal\u201d, destacou Rodrigo Pacheco.<br><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2024-11\/apos-alta-do-dolar-pacheco-condiciona-isencao-do-ir-situacao-fiscal\">https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2024-11\/apos-alta-do-dolar-pacheco-condiciona-isencao-do-ir-situacao-fiscal<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>D\u00e9bitos declarados e n\u00e3o pagos e dano moral coletivo causado pela sonega\u00e7\u00e3o est\u00e3o entre prioridades do Cira<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Data: 27\/11\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;Comit\u00ea Interinstitucional de Recupera\u00e7\u00e3o de Ativos (Cira) estabeleceu como principais linhas de trabalho, dentro do cronograma de a\u00e7\u00f5es do final de ano,&nbsp;a intensifica\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a junto a empresas que de forma contumaz declaram d\u00e9bito com o ICMS e n\u00e3o repassam ao fisco o imposto devido, o que constitui um dos mais relevantes crimes contra a ordem tribut\u00e1ria, e o enquadramento, por dano moral coletivo, de contribuintes respons\u00e1veis pela frustra\u00e7\u00e3o de receitas e pelos custos assumidos pelo Estado na cobran\u00e7a dos valores sonegados. A estrat\u00e9gia foi proposta pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual (MPBA) e acatada pelo comit\u00ea em reuni\u00e3o extraordin\u00e1ria na ter\u00e7a-feira, dia 26, na Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba).<\/p>\n\n\n\n<p>A reuni\u00e3o estabeleceu ainda, entre as a\u00e7\u00f5es a serem realizadas nas pr\u00f3ximas semanas, novas opera\u00e7\u00f5es especiais e oitivas com os contribuintes. Estas e outras iniciativas de combate \u00e0 sonega\u00e7\u00e3o j\u00e1 asseguraram em 2024, at\u00e9 agora, a recupera\u00e7\u00e3o para os cofres p\u00fablicos de um total de R$ 73,3 milh\u00f5es, pagos por contribuintes que foram alvos de cobran\u00e7a pelo Cira. A reuni\u00e3o foi conduzida pelo secret\u00e1rio da Fazenda do Estado, Manoel Vit\u00f3rio, que exerce a presid\u00eancia do Comit\u00ea. Comp\u00f5em o Cira, al\u00e9m do MPBA e da Sefaz-Ba, o Tribunal de Justi\u00e7a (TJBA), as secretarias estaduais da Seguran\u00e7a P\u00fablica (SSP) e da Administra\u00e7\u00e3o (Saeb) e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE). Uma das iniciativas pioneiras entre os estados brasileiros na integra\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os institucionais contra a sonega\u00e7\u00e3o, o Comit\u00ea baiano \u00e9 visto como refer\u00eancia para experi\u00eancias similares adotadas por outras administra\u00e7\u00f5es estaduais. O Cira tem sede em Salvador e representa\u00e7\u00f5es regionais em Feira de Santana, Vit\u00f3ria da Conquista, Itabuna e Barreiras.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dano moral coletivo<\/p>\n\n\n\n<p>Secret\u00e1rio-executivo do Cira, o promotor de Justi\u00e7a e coordenador do Centro de Apoio Operacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica (Ceosp) do MPBA, Hugo Casciano Sant\u2019Anna, explicou que o dano moral coletivo, em casos de sonega\u00e7\u00e3o fiscal, decorre basicamente de dois fatores. \u201cUm \u00e9 a frustra\u00e7\u00e3o da receita esperada pelo fisco, que n\u00e3o \u00e9 aportada aos cofres p\u00fablicos. O outro \u00e9 a necessidade de incremento do investimento da for\u00e7a-tarefa e do Comit\u00ea Interinstitucional como um todo na qualifica\u00e7\u00e3o das investiga\u00e7\u00f5es e das cobran\u00e7as desses tributos sonegados\u201d. Ele argumentou ainda que se trata de \u201cpol\u00edticas p\u00fablicas, servi\u00e7os p\u00fablicos que deixam de ser oferecidos para a popula\u00e7\u00e3o por conta do n\u00e3o pagamento de impostos devidos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio Manoel Vit\u00f3rio destacou a iniciativa do MPBA de propor maior relevo ao dano moral coletivo, o que em sua avalia\u00e7\u00e3o traz uma perspectiva que ultrapassa a quest\u00e3o tribut\u00e1ria e inclui tamb\u00e9m uma explicita\u00e7\u00e3o do dano \u00e0 comunidade. \u201cEstamos atentos a esta nova abordagem e certos de que essa linha de atua\u00e7\u00e3o ir\u00e1 ajudar ainda mais na promo\u00e7\u00e3o de um ambiente de neg\u00f3cios mais equitativo para todos os contribuidores, para que as empresas do Estado da Bahia possam desenvolver seus neg\u00f3cios de maneira mais tranquila, com previsibilidade e sem concorr\u00eancia desleal\u201d. Vit\u00f3rio acrescentou que o combate ao crime contra a ordem tribut\u00e1ria \u00e9 algo vivo, que acontece todos os dias, e que prima pela justi\u00e7a, por colocar os contribuintes em p\u00e9 de igualdade. \u201cQuando um contribuinte sonega, torna-se mais competitivo no mercado que outro cuja atua\u00e7\u00e3o seja inteiramente regular\u201d, avaliou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O subsecret\u00e1rio da Seguran\u00e7a P\u00fablica, Marcel de Oliveira, destacou que a atua\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Estaduais no Comit\u00ea Interinstitucional de Recupera\u00e7\u00e3o de Ativos (Cira), atrav\u00e9s da Pol\u00edcia Civil, ser\u00e1 intensificada, com o objetivo de combater a sonega\u00e7\u00e3o fiscal e os crimes contra a ordem tribut\u00e1ria. &#8220;Continuaremos trabalhando de forma integrada com as secretarias estaduais da Fazenda e da Administra\u00e7\u00e3o, a Procuradoria-Geral do Estado, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual e o Tribunal de Justi\u00e7a da Bahia. A Pol\u00edcia Civil tem fortalecido as a\u00e7\u00f5es de intelig\u00eancia e investigativas para identificar pessoas envolvidas nessas pr\u00e1ticas criminosas, permitindo que sejam responsabilizadas no rigor da legisla\u00e7\u00e3o penal&#8221;, completou o subsecret\u00e1rio da SSP.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do procurador chefe da Procuradoria Fiscal e da D\u00edvida Ativa, Nilton Gon\u00e7alves de Almeida Filho, a responsabiliza\u00e7\u00e3o do sonegador por dano moral coletivo \u00e9 &#8221; extremamente v\u00e1lida,&nbsp; na medida em que, mesmo ocorrendo o ressarcimento posterior do tributo n\u00e3o recolhido no momento devido, o&nbsp; preju\u00edzo ao Estado j\u00e1 se efetivou. Uma vez que n\u00e3o pode utilizar estes recursos, no momento em que eram mais necess\u00e1rios. O procurador acrescentou que, quando este recurso n\u00e3o entra nos cofres p\u00fablicos, causa s\u00e9rios danos, inclusive porque o Estado precisa arcar com uma despesa extraordin\u00e1ria para a recupera\u00e7\u00e3o do valor devido. \u201cEste preju\u00edzo tem que ser ressarcido ao Estado, ent\u00e3o vejo com muito bons olhos esta iniciativa do Minist\u00e9rio P\u00fablico em nome do Cira\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Crimes contra a ordem tribut\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>O d\u00e9bito declarado e n\u00e3o pago, por sua vez, quando praticado pelo contribuinte de forma contumaz, \u00e9 uma das esp\u00e9cies de crime contra a ordem tribut\u00e1ria e se caracteriza pela apropria\u00e7\u00e3o indevida de recursos por empres\u00e1rios que assim amplificam seus lucros, explicou o promotor Hugo Casciano. Ele lembrou que estes crimes podem levar a outras modalidades, como lavagem de dinheiro e associa\u00e7\u00e3o criminosa, que t\u00eam sido alvos das a\u00e7\u00f5es do Cira. De acordo com o promotor, na maioria das vezes o crime societ\u00e1rio, em especial aquele contra a ordem tribut\u00e1ria, est\u00e1 associado ao de lavagem de dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 uma decorr\u00eancia natural que o sonegador de impostos direcione aqueles recursos para terceiras pessoas, para oculta\u00e7\u00e3o de bens, justamente para que n\u00e3o seja objeto de execu\u00e7\u00e3o fiscal. Ent\u00e3o essa caracteriza\u00e7\u00e3o do crime de lavagem de dinheiro j\u00e1 leva \u00e0 necessidade de uma outra provid\u00eancia, que \u00e9 a investiga\u00e7\u00e3o patrimonial e a detec\u00e7\u00e3o da destina\u00e7\u00e3o desses bens ocultados ou desviados\u201d.&nbsp; Algo similar acontece com o crime de associa\u00e7\u00e3o criminosa, explicou o promotor. \u201cOs crimes societ\u00e1rios em geral envolvem uma multiplicidade de pessoas, sejam s\u00f3cios, sejam contadores, sejam laranjas, pessoas que de alguma forma contribuem para a pr\u00e1tica delituosa, ent\u00e3o a associa\u00e7\u00e3o criminosa tamb\u00e9m \u00e9 objeto de investiga\u00e7\u00e3o pela for\u00e7a tarefa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Trabalho prof\u00edcuo<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da desembargadora Maria de Lourdes Medauar, que ao lado do colega Lidivaldo Brito representou o TJBA na reuni\u00e3o, \u201csem d\u00favida nenhuma, as iniciativas do Cira, que re\u00fane diversas institui\u00e7\u00f5es, resultam num trabalho muito prof\u00edcuo no combate \u00e0 sonega\u00e7\u00e3o fiscal e na busca de recupera\u00e7\u00e3o de ativos e tributos devidos por contribuintes que n\u00e3o cumpriram suas obriga\u00e7\u00f5es, assegurando que esse dinheiro seja revertido em benef\u00edcio dos servi\u00e7os p\u00fablicos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A reuni\u00e3o extraordin\u00e1ria teve ainda as presen\u00e7as, pelo MPBA, da procuradora-geral de Justi\u00e7a Adjunta, Wanda Valbiraci,&nbsp;e do coordenador do Grupo de Atua\u00e7\u00e3o Especial de Combate \u00e0 Sonega\u00e7\u00e3o Fiscal (Gaesf),&nbsp;promotor de Justi\u00e7a Alex Neves. Pela Procuradoria-Geral do Estado, participou ainda o procurador Le\u00f4ncio Dacar. Tamb\u00e9m estiveram presentes a chefe de Gabinete da Secretaria da Administra\u00e7\u00e3o, Tatiane Cezar, e pela Sefaz-Ba, o superintendente de Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria, Jos\u00e9 Luiz Souza, o diretor de Arrecada\u00e7\u00e3o, Augusto Guenem, e a inspetora Fazend\u00e1ria de Investiga\u00e7\u00e3o e Pesquisa, Sheilla Meirelles.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.mpba.mp.br\/noticia\/75400\">https:\/\/www.mpba.mp.br\/noticia\/75400<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>MUNICIPAIS: <\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf permite amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio gerado no exterior<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/11\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por 6 votos a 2, a 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) permitiu a amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio gerado no exterior pela Ra\u00edzen Energia S.A., afastando a acusa\u00e7\u00e3o de artificialidade no uso de empresa ve\u00edculo. O processo tem o valor de R$ 529,5 milh\u00f5es, segundo documentos da companhia.<\/p>\n\n\n\n<p>A fiscaliza\u00e7\u00e3o entendeu que a opera\u00e7\u00e3o se referia \u00e0 internaliza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio gerado no exterior, com utiliza\u00e7\u00e3o de empresa ve\u00edculo e objetivo de obter vantagem tribut\u00e1ria. No caso concreto, a Cosan e a Shell decidiram constituir uma joint venture e acordaram que teriam participa\u00e7\u00f5es igualit\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o processo, o dinheiro foi capitalizado na empresa Ispagnac, apontada como empresa ve\u00edculo pela fiscaliza\u00e7\u00e3o. A Ispagnac, ent\u00e3o, adquiriu uma parcela do investimento e foi incorporada pela Ra\u00edzen Energia Participa\u00e7\u00f5es. A fiscaliza\u00e7\u00e3o considerou problem\u00e1tico um contrato de permuta entre controladas da Cosan e da Shell para chegar nessa participa\u00e7\u00e3o igualit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o relator afastou a acusa\u00e7\u00e3o de artificialidade na opera\u00e7\u00e3o, entendendo que havia justificativa para a constitui\u00e7\u00e3o da empresa e que a opera\u00e7\u00e3o \u00e9 compat\u00edvel com a atividade realizada. Apontou, ainda, que se o contribuinte fizesse a opera\u00e7\u00e3o de uma outra forma, n\u00e3o teria conseguido chegar ao objetivo principal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficaram vencidos os conselheiros Edeli Pereira Bessa e Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, que divergiam da posi\u00e7\u00e3o do relator.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 16561.720005\/2018-74.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-permite-amortizacao-de-agio-gerado-no-exterior\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-permite-amortizacao-de-agio-gerado-no-exterior<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf nega cr\u00e9dito de IPI sobre opera\u00e7\u00e3o que deveria estar sujeita \u00e0 suspens\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/11\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) foi un\u00e2nime em negar a tomada de cr\u00e9ditos de IPI sobre pe\u00e7as e componentes que deveriam ter sa\u00eddo do estabelecimento do contribuinte com a suspens\u00e3o do imposto. Tamb\u00e9m por unanimidade foi negado o aproveitamento de cr\u00e9ditos de IPI decorrentes de devolu\u00e7\u00f5es e retornos de produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa foi autuada por supostas irregularidades no per\u00edodo de junho de 2008. O fisco entendeu que o contribuinte n\u00e3o poderia ter tomado os cr\u00e9ditos na compra de autope\u00e7as porque, de acordo com a Lei 9.826\/06, tais pe\u00e7as teriam a suspens\u00e3o. A aquisi\u00e7\u00e3o de componentes inclu\u00eda chassis, carro\u00e7arias, partes e pe\u00e7as dos produtos autopropulsados, dentre outros. Al\u00e9m disso, a fiscaliza\u00e7\u00e3o apontou que o aproveitamento de cr\u00e9ditos de IPI nas devolu\u00e7\u00f5es\/retorno de mercadorias exige a escritura\u00e7\u00e3o do livro registro de controle da produ\u00e7\u00e3o e do estoque ou controle alternativo.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o contribuinte argumentou que os produtos n\u00e3o est\u00e3o classificados como sujeitos ao regime de suspens\u00e3o, de forma que as mercadorias submetem-se \u00e0 sistem\u00e1tica geral, com a incid\u00eancia do IPI a cada etapa de circula\u00e7\u00e3o e registro de cr\u00e9dito pelo respectivo adquirente.<\/p>\n\n\n\n<p>Defendeu, ainda, que h\u00e1 provas que demonstram o direito ao creditamento do imposto com o retorno das mercadorias e que havia notas fiscais de sa\u00edda com o posterior retorno dos bens ao estabelecimento do contribuinte. Al\u00e9m disso, quanto \u00e0 acusa\u00e7\u00e3o de aus\u00eancia de escritura\u00e7\u00e3o das notas fiscais, afirmou que as mercadorias recebidas eram registradas e alegou ter comprovado que o sistema adotado seria equivalente ao usado para controle da produ\u00e7\u00e3o de estoque.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, no entanto, o relator discordou dos argumentos do contribuinte. De acordo com o conselheiro Vin\u00edcius Guimar\u00e3es, a C\u00e2mara Superior tem adotado posi\u00e7\u00e3o no sentido de afastar a possibilidade de aproveitamento de cr\u00e9ditos b\u00e1sicos de IPI na entrada de produtos sujeitos \u00e0 suspens\u00e3o de tributo. \u201cSe foi indevido o destaque, quem pagou indevidamente foi o fornecedor e, eventualmente, ele pode se valer de per\u00edodo de restitui\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgador tamb\u00e9m concordou com o entendimento do ac\u00f3rd\u00e3o recorrido no sentido de que o contribuinte n\u00e3o conseguiu demonstrar que possu\u00eda controle de estoque equivalente \u00e0quele realizado pelo registro de controle da produ\u00e7\u00e3o de estoque. O voto foi acompanhado por todo o colegiado.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o se deu no processo de n\u00famero 10860.720942\/2013-64, movido pela Volkswagen do Brasil Ind\u00fastria de Ve\u00edculos Automotores Ltda.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-nega-credito-de-ipi-sobre-operacao-que-deveria-estar-sujeita-a-suspensao\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-nega-credito-de-ipi-sobre-operacao-que-deveria-estar-sujeita-a-suspensao<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>STJ mant\u00e9m IRPJ, CSLL, PIS e Cofins sobre descontos do PERT<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros da 2\u00aa Turma do Superior Tribunal (STJ) mantiveram a decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF3) favor\u00e1vel \u00e0 incid\u00eancia do IRPJ, CSLL, PIS e Cofins sobre os descontos do Programa Especial de Regulariza\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria (PERT). A turma n\u00e3o conheceu do recurso da empresa com rela\u00e7\u00e3o a essa discuss\u00e3o e, com isso, n\u00e3o analisou o seu m\u00e9rito. Na pr\u00e1tica, fica mantido o entendimento do segundo grau.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado conheceu apenas parcialmente do recurso, para afastar a multa de 2% sobre o valor da causa, aplicada pela oposi\u00e7\u00e3o de embargos de declara\u00e7\u00e3o supostamente protelat\u00f3rios. A penalidade est\u00e1 prevista no artigo 1026, par\u00e1grafo 2\u00ba, do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC).<\/p>\n\n\n\n<p>Na origem, o TRF3 n\u00e3o concedeu o pedido, em sede de mandado de seguran\u00e7a, para determinar a n\u00e3o incid\u00eancia do IRPJ, CSLL, PIS e Cofins sobre os descontos do PERT. O contribuinte aderiu ao programa, com redu\u00e7\u00e3o das multas, juros e encargos legais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, informou ao tribunal de origem temer a tributa\u00e7\u00e3o dos descontos, uma vez que, por meio da Solu\u00e7\u00e3o de Consulta 17\/2010, a Receita Federal entendeu que o perd\u00e3o parcial da d\u00edvida representa receita sujeita \u00e0 incid\u00eancia de tributos. O tribunal negou o pedido, afirmando que a isen\u00e7\u00e3o para os descontos foi inclu\u00edda na Lei 13.496\/2017, que traz as regras do PERT, mas foi exclu\u00edda por veto presidencial.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o tramita como Recurso Especial 2.115.529.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stj-mantem-irpj-csll-pis-e-cofins-sobre-descontos-do-pert\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stj-mantem-irpj-csll-pis-e-cofins-sobre-descontos-do-pert<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TRF-3 vai julgar responsabiliza\u00e7\u00e3o de s\u00f3cios por uso de FIP<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF-3) ter\u00e1 que reanalisar um recurso da Fazenda Nacional sobre a responsabilidade solid\u00e1ria dos s\u00f3cios da falida Tinto Holding, controladora do Grupo Bertin (hoje Grupo Heber, em recupera\u00e7\u00e3o judicial). Os executivos podem ser obrigados a pagar uma d\u00edvida de Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL que hoje chega a R$ 5 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A determina\u00e7\u00e3o foi dada por uma decis\u00e3o un\u00e2nime da 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). Os ministros acataram recurso da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) de que houve omiss\u00e3o no ac\u00f3rd\u00e3o do TRF-3 sobre o tema e estabeleceram a rean\u00e1lise dos embargos de declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo \u00e9 emblem\u00e1tico. Trata da condena\u00e7\u00e3o da Tinto Holding pela C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), em 2019, por conta da fus\u00e3o com a JBS, em 2009, por meio do uso de Fundo de Investimentos em Participa\u00e7\u00f5es (FIP), uma pr\u00e1tica comum no mercado. No caso concreto, os fundos foram o Bertin e o do BNDESPar. Foi decidido que a opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o teve prop\u00f3sito negocial e foi feita s\u00f3 para aproveitar benef\u00edcio fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o do Carf, de 84 p\u00e1ginas, manteve a multa qualificada por conta de suposta fraude. Mas ficou uma d\u00favida se os conselheiros teriam afastado a responsabilidade tribut\u00e1ria de terceiros. Ap\u00f3s o desfecho no tribunal administrativo, a Delegacia de Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria (Derat) de S\u00e3o Paulo teria comunicado aos s\u00f3cios que eles n\u00e3o foram responsabilizados.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, meses depois, emitiu novas intima\u00e7\u00f5es, entendendo haver responsabilidade dos s\u00f3cios. Eles, ent\u00e3o, recorreram \u00e0 Justi\u00e7a e tiveram decis\u00f5es favor\u00e1veis em primeira e segunda inst\u00e2ncias. Imputar a d\u00edvida aos executivos, segundo especialistas, talvez seja a forma de a Uni\u00e3o receber a quantia, pois s\u00f3 haveria R$ 50,1 milh\u00f5es no caixa da fal\u00eancia da Tinto Holding hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o tramita em segredo de justi\u00e7a em primeira e segunda inst\u00e2ncias. Por\u00e9m, no ac\u00f3rd\u00e3o, o STJ descreve as decis\u00f5es. Para a 2\u00aa Turma, o ju\u00edzo de primeiro grau entendeu que o ac\u00f3rd\u00e3o do Carf \u201cn\u00e3o abordou a responsabilidade de terceiro\u201d. E que como n\u00e3o foram opostos embargos de declara\u00e7\u00e3o pela Uni\u00e3o sobre o tema, a decis\u00e3o se tornou definitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o juiz, a Derat buscou \u201cconferir interpreta\u00e7\u00e3o diversa e alterar o que foi decidido no ac\u00f3rd\u00e3o proferido pela C\u00e2mara Superior de Recursos Fiscais, que exonerou de responsabilidade tribut\u00e1ria as pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas administradoras\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O TRF-3, por sua vez, entendeu, de acordo com o STJ, que a \u201ccoisa julgada administrativa\u201d precisa ser cumprida. E que apenas o relator no Carf tratou da responsabilidade tribut\u00e1ria. \u201cSe a Fazenda Nacional n\u00e3o concordava com a decis\u00e3o, deveria ter oposto embargos de declara\u00e7\u00e3o, nos termos do artigo 65 do Ricarf [Regimento Interno do Carf], pois a an\u00e1lise do ac\u00f3rd\u00e3o deixa clara que a maioria dos integrantes do colegiado afastou a responsabilidade dos administradores\u201d, afirma o TRF-3.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Fazenda Nacional, o Carf manteve a aplica\u00e7\u00e3o da multa qualificada e a hip\u00f3tese de simula\u00e7\u00e3o, o que implica automaticamente desconsidera\u00e7\u00e3o do fundo para atingir a empresa e seus respons\u00e1veis solidariamente. E que o afastamento da responsabilidade tribut\u00e1ria estaria restrito \u00e0 Heber Participa\u00e7\u00f5es S\/A. O \u00f3rg\u00e3o argumentou ainda que o TRF-3 negou a vig\u00eancia ao artigo 53 da Lei n\u00ba 9.784\/1999, que trata da possibilidade de a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica rever atos pr\u00f3prios se houver v\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>A fundamenta\u00e7\u00e3o da Fazenda foi acatada pelo relator, o ministro Francisco Falc\u00e3o. Para ele, o TRF-3 \u201cse recusou a sanar os v\u00edcios apontados pela Fazenda Nacional no que diz respeito ao teor do julgamento administrativo que, segundo consta, teria sido interpretado sem que fosse considerada toda a fundamenta\u00e7\u00e3o apresentada pelos conselheiros\u201d (REsp 2.150.710).<\/p>\n\n\n\n<p>Falc\u00e3o determinou a rean\u00e1lise dos embargos pelo TRF-3, que deve avaliar se \u00e9 preciso prorrogar o prazo para se juntar provas. E que n\u00e3o cabe revisar o ac\u00f3rd\u00e3o do Carf, s\u00f3 a interpreta\u00e7\u00e3o da Receita de \u201cque teria sido realizada inicialmente de forma equivocada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, \u201cn\u00e3o se pode admitir a ideia de que o erro inicial na interpreta\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o seja capaz de impedir a cobran\u00e7a do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio devido contra os respons\u00e1veis dentro do prazo prescricional, se tal responsabilidade for confirmada pela inst\u00e2ncia de origem ap\u00f3s o julgamento dos embargos de declara\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A PGFN n\u00e3o quis comentar a decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/11\/26\/trf-3-vai-julgar-responsabilizacao-de-socios-por-uso-de-fip.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/11\/26\/trf-3-vai-julgar-responsabilizacao-de-socios-por-uso-de-fip.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Distrito Federal e Terracap fazem acordo no STJ e encerram lit\u00edgio sobre imunidade tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s quase tr\u00eas anos imersos em uma disputa judicial sobre o pagamento de impostos distritais e a possibilidade de reconhecimento de imunidade tribut\u00e1ria, o Distrito Federal e a Companhia Imobili\u00e1ria de Bras\u00edlia (Terracap) chegaram a um acordo no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) para encerrar o processo, que j\u00e1 estava em fase de&nbsp;recurso especial.\u200b\u200b\u200b\u200b\u200b\u200b\u200b\u200b\u200b<\/p>\n\n\n\n<p>O acordo foi homologado pelo ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues, que ressaltou a import\u00e2ncia da concilia\u00e7\u00e3o realizada entre o ente p\u00fablico e a Terracap \u2013 empresa p\u00fablica constitu\u00edda pelo DF e pela Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O di\u00e1logo e a boa vontade das partes nas negocia\u00e7\u00f5es permitiram que, em pouco tempo, chegasse ao fim um lit\u00edgio que ainda poderia ser objeto de outras a\u00e7\u00f5es e recursos no Judici\u00e1rio por v\u00e1rios anos&#8221;, enfatizou o ministro.<\/p>\n\n\n\n<p>O conflito entre as partes teve in\u00edcio em processo administrativo sobre o reconhecimento de imunidade tribut\u00e1ria, em favor da Terracap, quanto ao Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU). A empresa p\u00fablica levou o caso \u00e0 Justi\u00e7a, com o pedido para que fosse declarada nula uma decis\u00e3o administrativa e restabelecido o julgamento que reconheceu a imunidade. O DF, por sua vez, tentou manter a decis\u00e3o segundo a qual a Terracap, por atuar em livre concorr\u00eancia com outros agentes imobili\u00e1rios, n\u00e3o teria direito ao benef\u00edcio tribut\u00e1rio.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Espa\u00e7o para concilia\u00e7\u00e3o s\u00f3 surgiu quando a\u00e7\u00e3o j\u00e1 estava no STJ<\/p>\n\n\n\n<p>Para a celebra\u00e7\u00e3o do acordo, foram consideradas algumas premissas, como a de que a Terracap presta servi\u00e7os p\u00fablicos essenciais de natureza obrigat\u00f3ria e exclusiva do Estado, representando o Distrito Federal na prote\u00e7\u00e3o do interesse p\u00fablico. A concilia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m levou em considera\u00e7\u00e3o que a Terracap \u00e9 gestora das terras p\u00fablicas do DF e, como tal, viabiliza a implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas para atender \u00e0s demandas sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Como consequ\u00eancia, o Distrito Federal concordou em reconhecer a imunidade tribut\u00e1ria e cancelar d\u00e9bitos em aberto, ao passo que a Terracap aceitou n\u00e3o questionar impostos distritais j\u00e1 recolhidos aos cofres p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a procuradora-geral do Distrito Federal, Ludmila Lavocat Galv\u00e3o, a oportunidade para que as partes resolvessem diverg\u00eancias e encontrassem uma solu\u00e7\u00e3o negociada surgiu apenas no STJ. Para aderir \u00e0 concilia\u00e7\u00e3o \u2013 disse ela \u2013, o DF sopesou a probabilidade de \u00eaxito no processo, a viabilidade jur\u00eddica da solu\u00e7\u00e3o negociada e a vantagem econ\u00f4mica trazida pelo acordo.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na perspectiva da Terracap, o diretor jur\u00eddico da companhia, Fernando de Assis Bontempo, comentou que foram avaliados os impactos permanentes da consolida\u00e7\u00e3o do reconhecimento da imunidade tribut\u00e1ria, que tem consequ\u00eancias positivas para a empresa tanto em suas atividades de gest\u00e3o imobili\u00e1ria quanto no seu papel de ag\u00eancia de desenvolvimento do DF.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Aquilo que se deixa de recolher de impostos distritais permite \u00e0 empresa incrementar os necess\u00e1rios investimentos em infraestrutura na cidade, fun\u00e7\u00e3o essencial que lhe foi confiada por lei&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Tribunal e partes voltados para as solu\u00e7\u00f5es alternativas de conflitos<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de mostrar que \u00e9 poss\u00edvel oferecer incentivos e um ambiente prop\u00edcio \u00e0 busca de solu\u00e7\u00f5es consensuais mesmo quando o processo j\u00e1 est\u00e1 no STJ, o acordo entre o DF e a Terracap evidenciou o empenho das partes \u2013 e da pr\u00f3pria corte \u2013 em reverter a l\u00f3gica de litig\u00e2ncia que ainda predomina na Justi\u00e7a brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Fernando de Assis Bontempo destacou que, nas situa\u00e7\u00f5es de conflitos com particulares, a Terracap disp\u00f5e de um n\u00facleo espec\u00edfico para buscar a melhor solu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel, evitando a interven\u00e7\u00e3o administrativa ou judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;No \u00e2mbito judicial, a constante an\u00e1lise do contingenciamento da empresa permite visualizar as a\u00e7\u00f5es mais relevantes e impactantes, de modo a se estimular a solu\u00e7\u00e3o destas por meio do di\u00e1logo&#8221;, resumiu o diretor jur\u00eddico.<\/p>\n\n\n\n<p>Na esfera do Distrito Federal, Ludmila Lavocat Galv\u00e3o citou diversas iniciativas recentemente adotadas para ampliar a concilia\u00e7\u00e3o, como o&nbsp;<a href=\"https:\/\/dodf.df.gov.br\/index\/visualizar-arquivo\/?pasta=2022%7c05_Maio%7cDODF%20098%2026-05-2022%7c&amp;arquivo=DODF%20098%2026-05-2022%20INTEGRA.pdf\">Decreto Distrital 43.357\/2022<\/a>&nbsp;e sua regulamenta\u00e7\u00e3o, a Portaria 600\/2022 da Procuradoria-Geral do DF. Os normativos trazem procedimentos para a solu\u00e7\u00e3o negociada de lit\u00edgios envolvendo o DF, suas autarquias e funda\u00e7\u00f5es p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Al\u00e9m disso, \u00e9 importante salientar a realiza\u00e7\u00e3o de acordos diretos para quita\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rios, com a participa\u00e7\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios e do Tribunal Regional do Trabalho da 10\u00aa Regi\u00e3o&#8221;, ressaltou a procuradora-geral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2024\/27112024-Distrito-Federal-e-Terracap-fazem-acordo-no-STJ-e-encerram-litigio-sobre-imunidade-tributaria.aspx\">https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2024\/27112024-Distrito-Federal-e-Terracap-fazem-acordo-no-STJ-e-encerram-litigio-sobre-imunidade-tributaria.aspx<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF veda compensa\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rio com d\u00edvida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que \u00e9 inconstitucional a possibilidade de a Fazenda P\u00fablica fazer compensa\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de d\u00edvidas tribut\u00e1rias com precat\u00f3rios de empresas ou pessoas f\u00edsicas. O julgamento, em repercuss\u00e3o geral, foi realizado no Plen\u00e1rio Virtual e finalizado \u00e0 meia-noite de ter\u00e7a-feira.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros seguiram o voto do relator, Luiz Fux. Para ele, a previs\u00e3o, estabelecida pela Emenda Constitucional (EC) n\u00ba 62\/2009, \u201cviola frontalmente a Constitui\u00e7\u00e3o\u201d. A decis\u00e3o considera inconstitucionais os par\u00e1grafos 9\u00ba e 10\u00ba do artigo 100 da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento derruba a argumenta\u00e7\u00e3o apresentada pela Fazenda Nacional, parte do caso. O \u00f3rg\u00e3o alegou que a compensa\u00e7\u00e3o com precat\u00f3rios \u00e9 medida proporcional e promove a higidez or\u00e7ament\u00e1ria. Sustentou tamb\u00e9m que esse encontro de contas \u201cn\u00e3o contraria os princ\u00edpios do devido processo legal e do contradit\u00f3rio\u201d, uma vez que \u201csomente podem ser abatidos do valor a ser pago mediante precat\u00f3rio os d\u00e9bitos l\u00edquidos, certos e devidamente constitu\u00eddos pela Fazenda\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, Fux ressalta que o ac\u00f3rd\u00e3o questionado, do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF-4), est\u00e1 em conformidade com a an\u00e1lise de outras duas a\u00e7\u00f5es diretas de inconstitucionalidade pelo STF (n\u00ba 4357 e n\u00ba 4425). Para o ministro, \u201cn\u00e3o h\u00e1 justificativa plaus\u00edvel para tamanha discrimina\u00e7\u00e3o unilateral\u201d, diz em seu voto. \u201cA medida deve valer para credores e devedores p\u00fablicos e privados, ou acaba por configurar aut\u00eantico privil\u00e9gio odioso\u201d (RE 678360).<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado tributarista Arthur Ferreira Neto, professor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), considera a decis\u00e3o do STF justa. \u201cN\u00e3o \u00e9 verdadeira a presun\u00e7\u00e3o de que um precat\u00f3rio tem o mesmo peso que uma d\u00edvida inscrita pela Uni\u00e3o\u201d, afirma. \u201cUm precat\u00f3rio \u00e9 muito mais forte, em termos de reconhecimento de direito.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista frisa que toda argumenta\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o partiu de uma \u201cvis\u00e3o falaciosa\u201d de equival\u00eancia de cr\u00e9ditos. \u201cO cr\u00e9dito inscrito em d\u00edvida ativa parte de uma presun\u00e7\u00e3o de validade. Mas se \u00e9 uma presun\u00e7\u00e3o, ela pode ser derrubada depois. J\u00e1 o precat\u00f3rio \u00e9 o ponto mais alto e s\u00f3lido de certifica\u00e7\u00e3o do direito\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Cristiano Le\u00e3o, membro da Comiss\u00e3o Especial de Precat\u00f3rios do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a decis\u00e3o do STF representa um grande avan\u00e7o. \u201cFortalece os direitos dos credores, impactando a din\u00e2mica de pre\u00e7os e a confian\u00e7a no mercado secund\u00e1rio desses t\u00edtulos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Especialista em precat\u00f3rios, Pedro Corino, do escrit\u00f3rio Corino Advogados, destaca que a decis\u00e3o reduz os riscos para investidores, que antes enfrentavam incertezas quanto \u00e0 liquidez dos t\u00edtulos, al\u00e9m de evitar des\u00e1gios excessivos.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o levada ao STF envolve a Fibra S\/A Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio. No caso, a empresa, depois de ter um im\u00f3vel penhorado durante a execu\u00e7\u00e3o de uma d\u00edvida pelo Instituto Nacional do Seguro Social, aderiu a um parcelamento federal (Refis). Mas n\u00e3o conseguiu arcar com as parcelas. Como a Fazenda Nacional entendeu que o im\u00f3vel penhorado n\u00e3o era compat\u00edvel com o valor da d\u00edvida, resolveu fazer uma compensa\u00e7\u00e3o com precat\u00f3rios que o contribuinte tinha a receber, o que acabou questionado na Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) destaca que, \u201cem momento algum, o STF declarou inconstitucional a compensa\u00e7\u00e3o entre d\u00e9bitos tribut\u00e1rios e cr\u00e9ditos de precat\u00f3rios titularizados pelo cidad\u00e3o. Apenas o procedimento entabulado nos par\u00e1grafos 9\u00ba e 10\u00ba do artigo 100, inseridos pela EC 62\/09, que estabeleceram a sistem\u00e1tica unilateral e autom\u00e1tica de encontro de contas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/11\/28\/stf-veda-compensacao-de-precatorio-com-divida.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/11\/28\/stf-veda-compensacao-de-precatorio-com-divida.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ICMS-Difal n\u00e3o comp\u00f5e base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 29\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u200b<\/strong>A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) estabeleceu que o Diferencial de Al\u00edquotas do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS-Difal) n\u00e3o comp\u00f5e as bases de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o ao Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social (PIS) e da Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), por n\u00e3o ter a natureza de faturamento ou receita bruta.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, o colegiado reconheceu a uma empresa o direito de n\u00e3o incluir essa diferen\u00e7a de al\u00edquotas nas bases de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, bem como compensar os valores indevidamente recolhidos.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O ICMS-Difal tem por finalidade promover a igualdade tribut\u00e1ria entre os estados, mecanismo que se tornou necess\u00e1rio em raz\u00e3o da eleva\u00e7\u00e3o das vendas em e-commerce. Logo, trata-se de uma aplica\u00e7\u00e3o de percentual de al\u00edquota em compra ou venda interestadual, traduzindo-se em mera modalidade de cobran\u00e7a do tributo&#8221;, disse a relatora do caso, ministra Regina Helena Costa.<\/p>\n\n\n\n<p>Difal \u00e9 parte da sistem\u00e1tica de c\u00e1lculo do ICMS e evita guerra fiscal<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra explicou que o Difal (previsto no artigo 155, par\u00e1grafo 2\u00ba, inciso VII, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal) corresponde \u00e0 diferen\u00e7a entre a al\u00edquota interna do estado destinat\u00e1rio e a do remetente, nos casos em que uma pessoa jur\u00eddica realiza opera\u00e7\u00e3o interestadual e o estado de destino exige uma al\u00edquota interna superior \u00e0 do estado de origem.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas varia\u00e7\u00f5es \u2013 ressaltou \u2013 s\u00e3o uma caracter\u00edstica marcante do tributo estadual, pois cada ente \u00e9 competente para definir suas al\u00edquotas, gerando, assim, uma diversidade significativa no valor a ser recolhido pelo contribuinte. De acordo com a ministra, o Difal \u00e9 um mecanismo importante para evitar guerra fiscal entre os estados.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Tal modalidade de exa\u00e7\u00e3o aponta o fornecedor como respons\u00e1vel em adimplir a totalidade do tributo, repassando ao estado do destino o quantum referente ao Difal, ou seja, a diferen\u00e7a entre a al\u00edquota interna do estado de origem e a al\u00edquota interestadual&#8221;, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a relatora, o Difal n\u00e3o \u00e9 uma nova modalidade de tributo, mas parte da sistem\u00e1tica de c\u00e1lculo do ICMS, com id\u00eanticos aspectos material, espacial, temporal e pessoal, diferenciando-se t\u00e3o somente quanto ao acr\u00e9scimo de al\u00edquota em contextos de opera\u00e7\u00f5es interestaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>Conceito de faturamento adotado na legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o abrange o ICMS<\/p>\n\n\n\n<p>Regina Helena Costa lembrou que o PIS e a Cofins surgiram para financiar a seguridade social, tendo como base de c\u00e1lculo o faturamento. Ap\u00f3s a edi\u00e7\u00e3o da Emenda Constitucional 20\/1998, foram promulgadas as Leis 10.637\/2002 e 10.833\/2003, segundo as quais as duas contribui\u00e7\u00f5es t\u00eam como fato gerador o faturamento mensal, que corresponde ao &#8220;total das receitas auferidas pela pessoa jur\u00eddica, independentemente de sua denomina\u00e7\u00e3o ou classifica\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra explicou ainda que as duas leis definem a express\u00e3o &#8220;total das receitas&#8221; como sendo &#8220;a receita bruta da venda de bens e servi\u00e7os nas opera\u00e7\u00f5es em conta pr\u00f3pria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jur\u00eddica&#8221;. Dessa forma, para a magistrada, o conceito de faturamento adotado na legisla\u00e7\u00e3o sobre as contribui\u00e7\u00f5es &#8220;n\u00e3o abrange a inclus\u00e3o do ICMS&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora ressaltou que a parcela correspondente ao ICMS pago n\u00e3o tem natureza de faturamento ou receita, mas de simples ingresso financeiro, n\u00e3o podendo compor as bases de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. &#8220;Considerar o ICMS para esse fim significa admitir a incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es sociais sobre imposto devido a unidade da federa\u00e7\u00e3o&#8221;, avaliou.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, a ministra relembrou que tanto o Supremo Tribunal Federal \u2013 no julgamento do Tema 69 \u2013 quanto o STJ \u2013 no Tema 1.125 \u2013 j\u00e1 se posicionaram no sentido de que o ICMS n\u00e3o comp\u00f5e as bases de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da Cofins, seja no regime pr\u00f3prio, seja no contexto da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria progressiva, pois o valor respectivo n\u00e3o constitui receita do contribuinte, mas mero ingresso financeiro em car\u00e1ter n\u00e3o definitivo, o qual deve ser posteriormente repassado aos cofres estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>Leia o ac\u00f3rd\u00e3o no REsp 2.128.785.<br><a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2024\/29112024-ICMS-Difal-nao-compoe-base-de-calculo-do-PIS-e-da-Cofins.aspx#:~:text=ICMS%2DDifal%20n%C3%A3o%20comp%C3%B5e%20base%20de%20c%C3%A1lculo%20do%20PIS%20e%20da%20Cofins&amp;text=Logo%2C%20trata%2Dse%20de%20uma,caso%2C%20ministra%20Regina%20Helena%20Costa\">https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2024\/29112024-ICMS-Difal-nao-compoe-base-de-calculo-do-PIS-e-da-Cofins.aspx#:~:text=ICMS%2DDifal%20n%C3%A3o%20comp%C3%B5e%20base%20de%20c%C3%A1lculo%20do%20PIS%20e%20da%20Cofins&amp;text=Logo%2C%20trata%2Dse%20de%20uma,caso%2C%20ministra%20Regina%20Helena%20Costa<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF retoma julgamento da cobran\u00e7a de ITCMD sobre previd\u00eancia privada<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 30\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) vai retomar, na pr\u00f3xima sexta-feira, o julgamento em que se discute a incid\u00eancia do ITCMD sobre os planos de previd\u00eancia privada VGBL e PGBL em caso de morte do titular. Por enquanto, existem tr\u00eas votos contra a tributa\u00e7\u00e3o &#8211; o do relator, Dias Toffoli, que foi acompanhado, at\u00e9 ent\u00e3o, pelos ministros Alexandre de Moraes e Fl\u00e1vio Dino.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o ocorre no Plen\u00e1rio Virtual at\u00e9 o dia 13 de dezembro, data final para os ministros depositarem seus votos. Mas a an\u00e1lise pode ser interrompida por um pedido de vista ou destaque, o que levaria o caso para o plen\u00e1rio f\u00edsico e reiniciaria o placar. O julgamento havia sido interrompido em agosto por pedido de vista do ministro Gilmar Mendes<\/p>\n\n\n\n<p>O processo est\u00e1 em repercuss\u00e3o geral, ou seja, a decis\u00e3o dever\u00e1 ser aplicada por todo o Judici\u00e1rio. S\u00e3o julgados recursos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) e da Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas de Seguros Privados, de Capitaliza\u00e7\u00e3o e de Previd\u00eancia Complementar Aberta (FENASEG) contra decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) que declarou inconstitucional a incid\u00eancia do ITCMD sobre o VGBL, mas v\u00e1lida a incid\u00eancia sobre o PGBL.<\/p>\n\n\n\n<p>No voto, Toffoli lembra que o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) j\u00e1 analisou o tema e concluiu pela impossibilidade da cobran\u00e7a do imposto sobre heran\u00e7a no VGBL, quando h\u00e1 morte do titular do plano (REsp n\u00ba 1961488). Ali, se analisou a incid\u00eancia tribut\u00e1ria \u00e0 luz do artigo 794 do C\u00f3digo Civil. E concluiu-se que, por conta de o plano ter natureza de seguro de vida, \u201cn\u00e3o integrando a heran\u00e7a, isto \u00e9, n\u00e3o se tratando de transmiss\u00e3o causa mortis, est\u00e1 o VGBL exclu\u00eddo da base de c\u00e1lculo do ITCMD\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros tribunais estaduais, como o do Rio Grande do Sul, Paran\u00e1, Minas Gerais, Esp\u00edrito Santo, Cear\u00e1 e Pernambuco tamb\u00e9m afastaram a cobran\u00e7a, indicou o ministro. Em rela\u00e7\u00e3o ao PGBL, Toffoli disse que por ele ter natureza de plano de previd\u00eancia complementar, tampouco poderia haver a incid\u00eancia do ITCMD.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator seguiu o parecer da Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR), contra a tributa\u00e7\u00e3o dos planos. O argumento central \u00e9 que o VGBL e o PGBL, na transmiss\u00e3o a herdeiros, \u201cpassam a cumprir finalidade acess\u00f3ria e a funcionar como verdadeiro seguro de pessoa\/vida\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, acrescenta o ministro, deveria ser aplicado o artigo 794 do C\u00f3digo Civil, como decidiu o STJ. O dispositivo estabelece que \u201cno seguro de vida ou de acidentes pessoais para o caso de morte, o capital estipulado n\u00e3o est\u00e1 sujeito \u00e0s d\u00edvidas do segurado, nem se considera heran\u00e7a para todos os efeitos de direito\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNessa toada, o ITCMD n\u00e3o incide sobre os direitos e os valores repassados aos benefici\u00e1rios no caso de falecimento do titular do VGBL ou do PGBL\u201d, diz ele, ao considerar inconstitucional dispositivos da Lei do Rio de Janeiro n\u00ba 7.174, de 2015 (RE 1363013).<\/p>\n\n\n\n<p>Toffoli prop\u00f5e a seguinte tese: \u201c\u00c9 inconstitucional a incid\u00eancia do imposto sobre transmiss\u00e3o causa mortis e doa\u00e7\u00e3o (ITCMD) sobre o repasse aos benefici\u00e1rios de valores e direitos relativos ao plano vida gerador de benef\u00edcio livre (VGBL) ou ao plano gerador de benef\u00edcio livre (PGBL) na hip\u00f3tese de morte do titular do plano\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema em debate na a\u00e7\u00e3o estava previsto na reforma tribut\u00e1ria, que, inicialmente, institu\u00eda a cobran\u00e7a de ITCMD sobre os planos. Ap\u00f3s as discuss\u00f5es parlamentares, essa previs\u00e3o foi retirada do Projeto de Lei Complementar (PLP) n\u00ba 108\/2024, que regulamenta a Emenda Constitucional n\u00ba 132, aprovado na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/11\/30\/stf-retoma-julgamento-da-cobranca-de-itcmd-sobre-previdencia-privada.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/11\/30\/stf-retoma-julgamento-da-cobranca-de-itcmd-sobre-previdencia-privada.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ITBI n\u00e3o incide sobre transfer\u00eancia de im\u00f3vel para pessoa jur\u00eddica<\/strong><br>Data: 01\/12\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Imposto sobre Transmiss\u00e3o de Bens Im\u00f3veis (ITBI) n\u00e3o incide sobre a transfer\u00eancia de patrim\u00f4nio entre pessoas jur\u00eddicas \u2014 com exce\u00e7\u00e3o do caso em que a empresa tem como sua finalidade a compra e venda de bens.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a ju\u00edza Cibelle Karoline Pacheco, da Vara das Fazendas P\u00fablicas de Turv\u00e2nia (GO), determinou que o munic\u00edpio d\u00ea imunidade tribut\u00e1ria a uma transfer\u00eancia de im\u00f3vel para uma holding patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<p>Consta nos autos que a empresa autora da a\u00e7\u00e3o incorporou um im\u00f3vel rural ao seu patrim\u00f4nio e o munic\u00edpio cobrou o imposto, que \u00e9 devido apenas em transa\u00e7\u00f5es de compra e venda de bens entre pessoas f\u00edsicas. A holding, ent\u00e3o, questionou a incid\u00eancia do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua fundamenta\u00e7\u00e3o, a ju\u00edza citou o artigo 156 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que no segundo par\u00e1grafo estabelece a imunidade da transmiss\u00e3o de bem incorporado ao patrim\u00f4nio de pessoa jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo \u00e9 cedi\u00e7o, o fato gerador do ITBI, conforme disposto no artigo 156, II, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, \u00e9 a transmiss\u00e3o intervivos, a qualquer t\u00edtulo, por ato oneroso, de bens im\u00f3veis, por natureza ou acess\u00e3o f\u00edsica, e de direitos reais sobre im\u00f3veis, exceto os de garantia, bem como cess\u00e3o de direitos a sua aquisi\u00e7\u00e3o (\u2026) Por certo, compulsando os autos com a devida acuidade, verifica-se do Cadastro Nacional de Pessoa Jur\u00eddica da empresa requerente que sua atividade principal \u00e9 a Holdings de institui\u00e7\u00f5es n\u00e3o-financeiras (evento 01, arquivo 08). Assim, n\u00e3o h\u00e1 veda\u00e7\u00e3o legal para a obten\u00e7\u00e3o da pretendida imunidade tribut\u00e1ria\u201d, escreveu a julgadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Atuaram em prol da autora da a\u00e7\u00e3o os advogados&nbsp;<strong>Luciano de Freitas <\/strong>Gomes,&nbsp;Pedro Schmeisser de Oliveira&nbsp;e&nbsp;Frederico Batista dos Santos Medeiros, do escrit\u00f3rio STG Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: 5533113-03.2023.8.09.0151<br><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-dez-01\/itbi-nao-incide-sobre-transferencia-de-imovel-para-pessoa-juridica\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-dez-01\/itbi-nao-incide-sobre-transferencia-de-imovel-para-pessoa-juridica\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ nega contradi\u00e7\u00e3o e mant\u00e9m tese sobre tributa\u00e7\u00e3o do stock option plan<\/strong><br>Data: 01\/12\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade de votos, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a rejeitou os embargos de declara\u00e7\u00e3o ajuizados pela Fazenda Nacional para tentar modificar a tese vinculante fixada sobre a tributa\u00e7\u00e3o dos&nbsp;<em>stock option plans<\/em>.<br>Assim, fica mantido o entendimento segundo o qual&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-22\/para-fazenda-stj-e-contraditorio-em-tese-sobre-stock-options\/\">s\u00f3 incide o IRPF para os trabalhadores que aderem ao&nbsp;<em>stock option plan<\/em>&nbsp;se e quando eles decidirem revender as a\u00e7\u00f5es<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses planos s\u00e3o oferecidos pela empresa como uma esp\u00e9cie de benef\u00edcio para empregados estrat\u00e9gicos. As a\u00e7\u00f5es s\u00e3o oferecidas a um pre\u00e7o fixo e a compra pode ser feita ap\u00f3s um per\u00edodo de car\u00eancia, por um pre\u00e7o atrativo e com determinadas condi\u00e7\u00f5es de contrapartida.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda ficou vencida ao defender que seria esse o momento de incid\u00eancia do IRPF. A conclus\u00e3o da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, foi que a compra dessas a\u00e7\u00f5es tem natureza mercantil, n\u00e3o de remunera\u00e7\u00e3o salarial.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, no momento em que o empregado adquire as a\u00e7\u00f5es pelo pre\u00e7o prometido pelo empregador, n\u00e3o h\u00e1 efetivo acr\u00e9scimo patrimonial. Em vez disso, ele precisa desembolsar valores.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Stock option plan<\/em>&nbsp;em disputa<\/p>\n\n\n\n<p>Nos embargos de declara\u00e7\u00e3o,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-22\/para-fazenda-stj-e-contraditorio-em-tese-sobre-stock-options\/\">a Fazenda sustentou a ocorr\u00eancia de uma contradi\u00e7\u00e3o<\/a>: se o exerc\u00edcio do&nbsp;<em>stock option plan&nbsp;<\/em>leva ao ingresso de um bem no patrim\u00f4nio do empregado por valor abaixo do praticado no mercado, como \u00e9 poss\u00edvel que isso n\u00e3o gere acr\u00e9scimo patrimonial?<\/p>\n\n\n\n<p>Relator da mat\u00e9ria, o ministro S\u00e9rgio Kukina apontou que a contradi\u00e7\u00e3o san\u00e1vel por embargos de declara\u00e7\u00e3o \u00e9 aquela interna ao julgado embargado, ou seja, a incompatibilidade entre a fundamenta\u00e7\u00e3o e o dispositivo do pr\u00f3prio ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o podem ser acolhidos embargos de declara\u00e7\u00e3o que, a pretexto de alegada omiss\u00e3o no julgado, traduzem, na verdade, o inconformismo da parte com a decis\u00e3o tomada, buscando rediscutir o que decidido j\u00e1 foi\u201d, pontuou o magistrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, fica mantida a tese vinculante,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-15\/stj-torna-vinculante-primeiro-precedente-sobre-stock-options-e-gera-debate\/\">constru\u00edda na primeira vez que o tribunal enfrentou esse tema de modo colegiado<\/a>, como mostrou a revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico, posi\u00e7\u00e3o que ainda deve&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-15\/tese-sobre-stock-option-plan-deve-impactar-contribuicao-previdenciaria\/\">afetar a cobran\u00e7a de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre esses valores<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/EDRESP-2069644-2024-11-25.pdf\">aqui<\/a>&nbsp;para ler o ac\u00f3rd\u00e3o<br>REsp 2.069.644<br>REsp 2.074.564<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-dez-01\/stj-nega-contradicao-e-mantem-tese-sobre-tributacao-do-stock-option-plan\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-dez-01\/stj-nega-contradicao-e-mantem-tese-sobre-tributacao-do-stock-option-plan\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAIS<\/strong>:&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal impede cobran\u00e7a em dobro de IPTU em incorpora\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Decis\u00f5es recentes do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) derrubaram cobran\u00e7as milion\u00e1rias de IPTU de incorporadoras imobili\u00e1rias e da Caixa de Previd\u00eancia dos Funcion\u00e1rios do Banco do Brasil (Previ). As decis\u00f5es impedem a Prefeitura de S\u00e3o Paulo de exigir o tributo em dobro \u2013 primeiro dos terrenos adquiridos e, depois, quando a obra \u00e9 finalizada, da \u00e1rea total, de forma retroativa e com corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m situa\u00e7\u00e3o inversa, como o relativo \u00e0 Previ, que seria a maior restitui\u00e7\u00e3o do imposto em curso no executivo municipal, segundo informou um procurador do munic\u00edpio no julgamento. Nesse caso, a decis\u00e3o do TJSP obriga a devolu\u00e7\u00e3o de R$ 43 milh\u00f5es de IPTU.<\/p>\n\n\n\n<p>O fundo de pens\u00e3o comprou um im\u00f3vel, em 2011, o Centro Empresarial Berrini, no bairro do Brooklin, em S\u00e3o Paulo, e depois pediu a individualiza\u00e7\u00e3o dele em 33 im\u00f3veis. Entre os anos de 2013 e 2018, o IPTU foi cobrado e pago sobre uma \u00fanica matr\u00edcula, chamada de SQL. Por\u00e9m, ap\u00f3s a Previ ter feito o pedido de desdobro da inscri\u00e7\u00e3o, a prefeitura fez o lan\u00e7amento do imposto sobre os im\u00f3veis individuais dos mesmos cinco anos, como se nada tivesse sido pago antes.<\/p>\n\n\n\n<p>A Secretaria Municipal da Fazenda alega que caberia revis\u00e3o dos lan\u00e7amentos tribut\u00e1rios no prazo decadencial de cinco anos e que as empresas n\u00e3o informaram as mudan\u00e7as das estruturas prediais na via adequada, indicando ainda que \u00e9 desvinculada da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo advogados, s\u00e3o recorrentes os erros da prefeitura neste tema. As decis\u00f5es se unem a uma recente jurisprud\u00eancia em favor dos contribuintes, evitando desembolso de caixa adicional pelas incorporadoras e aumento do pre\u00e7o do condom\u00ednio. Determinam ou a anula\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a ou a restitui\u00e7\u00e3o ou compensa\u00e7\u00e3o de valores exigidos de forma indevida.<\/p>\n\n\n\n<p>A Previ diz que a devolu\u00e7\u00e3o dos valores foi indeferida na esfera administrativa, pois a Fazenda municipal teria vinculado a restitui\u00e7\u00e3o ao tr\u00e2nsito em julgado da a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria. E que \u201ca recusa \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o configura enriquecimento il\u00edcito, cobran\u00e7a em duplicidade do tributo, confisco, al\u00e9m de afronta ao princ\u00edpio da legalidade e \u00e0 veda\u00e7\u00e3o de comportamento contradit\u00f3rio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do caso da Previ, o desembargador Jo\u00e3o Alberto Pezarini, da 14\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do TJSP, entendeu que inexiste vincula\u00e7\u00e3o entre as demandas. \u201cAo condicionar o levantamento ao tr\u00e2nsito em julgado da a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria, n\u00e3o observou o munic\u00edpio a proibi\u00e7\u00e3o de comportamento contradit\u00f3rio das partes, o que afronta a seguran\u00e7a jur\u00eddica e os princ\u00edpios da legalidade, boa-f\u00e9 do contribuinte e do dever geral de lealdade e confian\u00e7a rec\u00edproca entre as partes\u201d (processo n\u00ba 1072779-68.2023.8.26.0053).<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras duas a\u00e7\u00f5es, a cobran\u00e7a duplicada e retroativa ocorreu quando terrenos diversos foram unificados com a finaliza\u00e7\u00e3o da obra. O valor do IPTU, com o pr\u00e9dio finalizado e constru\u00eddo, \u00e9 cerca de 50% maior.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um deles, o relator, Botto Muscari, da 18\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico, reverteu senten\u00e7a desfavor\u00e1vel \u00e0 Capital Administradora de Bens. Nos autos, a incorporadora alega viola\u00e7\u00e3o aos artigos 142, 146 e 149 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN) e que a prefeitura n\u00e3o permitiu a compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, prevista no artigo 5\u00ba da Lei n\u00ba 17.092\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o, Muscari lembra que a revis\u00e3o das cobran\u00e7as tribut\u00e1rias s\u00f3 pode ocorrer quando h\u00e1 \u201c situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida\u201d, como prev\u00ea o CTN e decidiu o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) em repetitivo (REsp 1130545). E que n\u00e3o era este o caso, pois a pr\u00f3pria gest\u00e3o municipal expediu alvar\u00e1 permitindo a constru\u00e7\u00e3o de nova edifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel fazer restitui\u00e7\u00e3o de cifra j\u00e1 recolhida aos cofres p\u00fablicos, cancelar lan\u00e7amentos pr\u00edstinos e constituir novamente o cr\u00e9dito com valor integral do tributo, inclusive com atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, como se o imposto jamais fora quitado\u201d, afirma o relator (processo n\u00ba 1052877-32.2023.8.26.0053).<\/p>\n\n\n\n<p>Na outra a\u00e7\u00e3o, uma senten\u00e7a favor\u00e1vel \u00e0 Vergui Empreendimentos Imobili\u00e1rios foi mantida pela 14\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico. A Sefaz defendia descumprimento de obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria porque o contribuinte n\u00e3o teria feito \u201ca declara\u00e7\u00e3o de inscri\u00e7\u00e3o cadastral dentro de 60 dias da abertura da matr\u00edcula unificada\u201d. A cobran\u00e7a envolvia o IPTU de 2020 a 2022, que tinha sido pago de forma individualizada.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, Rezende Silveira, disse que a Declara\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria de Conclus\u00e3o de Obra (DTCO) \u2013 exigida e entregue pela Vergui quando a obra foi finalizada \u2013 \u201c\u00e9 equivalente ao cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria de declara\u00e7\u00e3o de atualiza\u00e7\u00e3o cadastral do im\u00f3vel\u201d. \u201cPortanto, n\u00e3o h\u00e1 justificativa na cobran\u00e7a do imposto de forma individualizada\u201d, diz (processo n\u00ba 1070632-69.2023.8.26.0053).<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado que atuou nos tr\u00eas casos diz que tentou fazer a compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria no caso da Previ, mas foi negada pela prefeitura. \u201cEla imp\u00f4s quase que um empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio, pegou o dinheiro e lan\u00e7ou de novo a cobran\u00e7a do imposto\u201d afirma ele, acrescentando inexistir base legal para vincular a restitui\u00e7\u00e3o ao processo. \u201c\u00c9 completamente ilegal e desarrazoado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, as exig\u00eancias indevidas ocorrem em outras cidades, como Guarulhos (SP). \u201cMas em S\u00e3o Paulo a briga \u00e9 maior, porque \u00e9 uma cidade com maior disputa de terrenos\u201d, diz. Na vis\u00e3o dele, a atitude da prefeitura tem \u201ccar\u00e1ter arrecadat\u00f3rio\u201d, mas o tribunal reconhece o direito das incorporadoras, o que evita aumento no valor do condom\u00ednio.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/11\/27\/tribunal-impede-cobranca-em-dobro-de-iptu-em-incorporacoes-imobiliarias.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/11\/27\/tribunal-impede-cobranca-em-dobro-de-iptu-em-incorporacoes-imobiliarias.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TJ-SP reconhece prescri\u00e7\u00e3o em crimes contra ordem tribut\u00e1ria de ex-prefeito<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudencia\/sumariosumulas.asp?base=26&amp;sumula=1265\">S\u00famula 24 do Supremo Tribunal Federal<\/a>&nbsp;estabelece que \u201cn\u00e3o se tipifica crime material contra a ordem tribut\u00e1ria, previsto no artigo 1\u00ba, incisos I a IV, da Lei n\u00ba 8.137\/90, antes do lan\u00e7amento definitivo do tributo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o fundamento adotado pela 5\u00aa C\u00e2mara de Direito Criminal do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo para julgar extinta a punibilidade, pela prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o punitiva, de uma a\u00e7\u00e3o penal contra o ex-prefeito de Rio Claro (SP) Dermeval da Fonseca Nevoeiro Junior por crime contra a ordem tribut\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi provocada por apela\u00e7\u00e3o criminal contra senten\u00e7a que condenou o ex-prefeito por crimes contra a ordem tribut\u00e1ria. \u00c0 \u00e9poca da condena\u00e7\u00e3o, foram estipuladas penas de tr\u00eas anos e quatro meses de pris\u00e3o, em regime aberto, e 16 dias-multa, com substitui\u00e7\u00e3o da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u00e0 comunidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, a defesa requereu o reconhecimento da prescri\u00e7\u00e3o com lastro nas disposi\u00e7\u00f5es dos artigos 109, 115 e 119 do C\u00f3digo Penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m argumentou que o r\u00e9u se dedicava exclusivamente \u00e0s atividades de cunho pol\u00edtico e n\u00e3o frequentava a empresa alvo da a\u00e7\u00e3o por crime tribut\u00e1rio. Dessa forma, ele n\u00e3o possuiria dom\u00ednio sobre a parte cont\u00e1bil do neg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o relator da mat\u00e9ria, desembargador Pinheiro Franco, reconheceu a tese defensiva de que o crime estava prescrito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA den\u00fancia, alusiva a fatos cometidos no per\u00edodo de maio de 2011 a abril de 2014, foi recebida em 14 de janeiro de 2020 (p\u00e1ginas 1586\/1587). A senten\u00e7a condenat\u00f3ria, que aplicou a pena de 3 anos e 4 meses de reclus\u00e3o de reclus\u00e3o, em regime aberto, e 16 dias-multa (valor unit\u00e1rio m\u00ednimo), com substitui\u00e7\u00e3o da pena corporal por duas restritivas de direitos, foi proferida em 21 de julho de 2023, sendo publicada em 3 de agosto de 2023\u201d, escreveu o desembargador, afirmando que o prazo de prescri\u00e7\u00e3o aplicado ao caso \u00e9 de dois anos (pena do crime apurado).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cConsiderando-se o lapso entre a data de recebimento da den\u00fancia (14 de janeiro de 2020) at\u00e9 a data da publica\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a condenat\u00f3ria (3 de agosto de 2023), decorreu prazo superior a dois anos, o que j\u00e1 permite o reconhecimento da causa extintiva\u201d, argumentou o relator.&nbsp;A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Atuou na causa o advogado&nbsp;Augusto Fauvel de Moraes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 0007422-92.2016.8.26.0510<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-nov-27\/tj-sp-reconhece-prescricao-em-crimes-contra-ordem-tributaria-de-ex-prefeito\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-nov-27\/tj-sp-reconhece-prescricao-em-crimes-contra-ordem-tributaria-de-ex-prefeito\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 26\/11 a 03\/12 Portaria do CNJ gera extin\u00e7\u00e3o de 322 mil a\u00e7\u00f5es de execu\u00e7\u00e3o fiscal Data: 26\/11\/2024 Cerca de 322 mil processos sobre execu\u00e7\u00f5es fiscais foram extintos da Justi\u00e7a Federal em apenas um ano, o que o Conselho Nacional de Justi\u00e7a atribui \u00e0s estrat\u00e9gias estabelecidas na&nbsp;Portaria Conjunta 7\/2023. 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