{"id":3559,"date":"2024-11-11T17:09:25","date_gmt":"2024-11-11T20:09:25","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3559"},"modified":"2024-11-11T17:16:07","modified_gmt":"2024-11-11T20:16:07","slug":"retrospecto-tributario-04-11-a-11-11","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3559","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 04\/11 a 11\/11"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 04\/11 a 11\/11<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto susta cobran\u00e7a de adicional por risco ambiental de trabalho pela Receita<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Tramita no Senado o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/165566\">351\/2024<\/a>, que susta ato da Receita Federal pelo qual \u00e9 obrigat\u00f3rio o recolhimento da contribui\u00e7\u00e3o adicional aos Riscos Ambientais do Trabalho (RAT) das empresas (<a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=103707\">Ato Declarat\u00f3rio Interpretativo RFB 02\/2019<\/a>). A proposta foi apresentada pelo ent\u00e3o senador Flavio Azevedo (PL-RN) e est\u00e1 na Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE), onde aguarda designa\u00e7\u00e3o de relator.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a justifica\u00e7\u00e3o do senador, as empresas t\u00eam sido autuadas pela Receita Federal com a exig\u00eancia de recolherem a RAT, que incide sobre o valor da remunera\u00e7\u00e3o do trabalhador, podendo variar entre 6%, 9% ou 12%, mesmo que a empresa implemente medidas de prote\u00e7\u00e3o coletiva ou individual que diminuam a exposi\u00e7\u00e3o do trabalhador a agentes nocivos a n\u00edveis legalmente toler\u00e1veis. Essa contribui\u00e7\u00e3o se destina ao custeio da aposentadoria especial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Flavio Azevedo, a legisla\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei:1991-07-24;8213\">Lei 8.213 de 1991<\/a>) estabelece que o uso de medidas de preven\u00e7\u00e3o, coletivas ou individuais, que reduzam a exposi\u00e7\u00e3o ao agente nocivo, afastam o direito \u00e0 aposentadoria especial e, por consequ\u00eancia, a obrigatoriedade do recolhimento da referida al\u00edquota.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele cita ainda que tanto a Instru\u00e7\u00e3o Normativa no 128, do INSS, que explicita as diretrizes a serem observadas para o uso do Equipamento de Prote\u00e7\u00e3o Individual (EPI) para a redu\u00e7\u00e3o ou neutraliza\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o ao agente nocivo para fins de aposentadoria especial, quanto interpreta\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Lei 8.213 afastam a incid\u00eancia da cobran\u00e7a adicional possibilidade da aposentadoria especial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do ent\u00e3o senador, o ato da Receita Federal \u201cextrapolou os limites legais e a interpreta\u00e7\u00e3o jurisprudencial da mat\u00e9ria\u201d, gerando inseguran\u00e7a jur\u00eddica e desmotivando as empresas \u00e0 refor\u00e7arem medidas de seguran\u00e7a do trabalho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA presente proposta tem por objetivo garantir a seguran\u00e7a jur\u00eddica no incentivo \u00e0s empresas promoverem investimento na seguran\u00e7a e sa\u00fade do trabalhador, buscando a redu\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o a agentes nocivos. A atual interpreta\u00e7\u00e3o gera desincentivo, prejudicando empresas, trabalhadores e sociedade\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/11\/04\/projeto-susta-cobranca-de-adicional-por-risco-ambiental-de-trabalho-pela-receita\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/11\/04\/projeto-susta-cobranca-de-adicional-por-risco-ambiental-de-trabalho-pela-receita<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>CARF divulga calend\u00e1rio das reuni\u00f5es de julgamento para 2025<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O CARF publicou o calend\u00e1rio oficial de reuni\u00f5es de julgamento e do Pleno para o ano de 2025. O planejamento antecipado das reuni\u00f5es permite uma organiza\u00e7\u00e3o mais eficiente para o pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns esclarecimentos s\u00e3o importantes:<\/p>\n\n\n\n<p>O CARF publicou o calend\u00e1rio oficial de reuni\u00f5es de julgamento e do Pleno para o ano de 2025. O planejamento antecipado das reuni\u00f5es permite uma organiza\u00e7\u00e3o mais eficiente para o pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns esclarecimentos s\u00e3o importantes:<\/p>\n\n\n\n<p>A cor colocada nas semanas indica a semana de realiza\u00e7\u00e3o dos julgamentos, o que n\u00e3o quer dizer que haver\u00e1, necessariamente, sess\u00f5es de segunda a sexta feira.<\/p>\n\n\n\n<p>Houve mudan\u00e7a na ordem das cores.<\/p>\n\n\n\n<p>A realiza\u00e7\u00e3o por sess\u00e3o s\u00edncrona ou ass\u00edncrona ser\u00e1 definida quando da publica\u00e7\u00e3o da pauta.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;O calend\u00e1rio completo est\u00e1 dispon\u00edvel para consulta no s\u00edtio do CARF na internet ou no link abaixo. Por meio da integra da Portaria CARF\/MF 1.644, o leitor poder\u00e1 acessar todas as informa\u00e7\u00f5es detalhadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Clique&nbsp;<a href=\"http:\/\/idg.carf.fazenda.gov.br\/noticias\/2024\/arquivos-e-imagens\/portaria-carf-1644-calendario-2025-3.pdf\">AQUI<\/a>&nbsp;e leia a \u00edntegra da Portaria CARF\/MF 1.644, de 17\/10\/2024.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/idg.carf.fazenda.gov.br\/noticias\/2024\/carf-divulga-calendario-das-reunioes-de-julgamento-para-2025\">http:\/\/idg.carf.fazenda.gov.br\/noticias\/2024\/carf-divulga-calendario-das-reunioes-de-julgamento-para-2025<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/noticiasfiscais.com.br\/2024\/11\/04\/comissao-debate-os-impacto-da-reforma-tributaria-no-direito-de-pessoas-com-deficiencia-a-isencao-de-ipi-para-carros\/\"><strong>Comiss\u00e3o debate os impactos da reforma tribut\u00e1ria no direito de pessoas com defici\u00eancia \u00e0 isen\u00e7\u00e3o de IPI para carros<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Defesa dos Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia da C\u00e2mara dos Deputados debate, nesta ter\u00e7a-feira (5), os impactos da reforma tribut\u00e1ria no direito de Pessoas com Defici\u00eancia (PCDs) adquirirem carros com isen\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).<\/p>\n\n\n\n<p>O debate atende a pedido do deputado Rosangela Moro (Uni\u00e3o-SP) e ser\u00e1 realizado \u00e0s 16 horas, no plen\u00e1rio 13.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/evento-legislativo\/74574\">A audi\u00eancia p\u00fablica ser\u00e1 interativa. Confira a lista de convidados e mande suas perguntas.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Valor insuficiente<br>A deputada explica que hoje a <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/1995\/lei-8989-24-fevereiro-1995-349817-norma-pl.html\">Lei 8.989\/95<\/a> estabelece R$ 200 mil como limite para PCDs comprarem seus carros com isen\u00e7\u00e3o de IPI. Por considerar o valor insuficiente, a parlamentar apresentou o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/990235-projeto-eleva-para-r-300-mil-o-valor-de-carro-novo-que-garante-beneficio-fiscal-a-pessoa-com-deficiencia\">Projeto de Lei 2254\/23<\/a>, que eleva esse valor para R$ 300 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Ros\u00e2ngela Moro alerta que, no entanto, o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1056840-proposta-do-governo-regulamenta-impostos-criados-pela-reforma-tributaria\">Projeto de Lei Complementar 68\/24<\/a>, que regulamenta a Reforma Tribut\u00e1ria, prev\u00ea a isen\u00e7\u00e3o total do IPI somente at\u00e9 R$ 70 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Al\u00e9m disso, pelo texto atual, 95% das pessoas com defici\u00eancia n\u00e3o ter\u00e3o acesso \u00e0 isen\u00e7\u00e3o, pois apenas ve\u00edculos com adapta\u00e7\u00e3o externa ser\u00e3o enquadrados para o benef\u00edcio&#8221;, argumenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela exemplifica que pessoa com membros inferiores do lado direito amputado ter\u00e3o direito \u00e0 isen\u00e7\u00e3o, pois o ve\u00edculo precisar\u00e1 de adapta\u00e7\u00e3o externa. J\u00e1 o amputado de perna esquerda, que pode usar um ve\u00edculo com c\u00e2mbio autom\u00e1tico e dire\u00e7\u00e3o hidr\u00e1ulica\/el\u00e9trica, perder\u00e1 a isen\u00e7\u00e3o. Pessoas com tetraplegia, por n\u00e3o serem condutores e n\u00e3o precisarem de adapta\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo, n\u00e3o ter\u00e3o acesso ao benef\u00edcio, se o texto n\u00e3o for modificado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1107723-comissao-debate-os-impacto-da-reforma-tributaria-no-direito-de-pessoas-com-deficiencia-a-isencao-de-ipi-para-carros\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1107723-comissao-debate-os-impacto-da-reforma-tributaria-no-direito-de-pessoas-com-deficiencia-a-isencao-de-ipi-para-carros\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Expositores apresentam no STF argumentos favor\u00e1veis e contr\u00e1rios \u00e0 isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria de agrot\u00f3xicos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo desta ter\u00e7a-feira (5), o Supremo Tribunal Federal (STF) ouviu opini\u00f5es e argumentos t\u00e9cnicos de 37 expositores sobre a isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria de agrot\u00f3xicos. A audi\u00eancia foi convocada pelo ministro Edson Fachin, relator da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=5011612\">(ADI) 5553<\/a>, em que o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) questiona a legisla\u00e7\u00e3o que instituiu desonera\u00e7\u00f5es fiscais para esses produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>No encerramento do evento, o ministro ressaltou que as contribui\u00e7\u00f5es dos participantes ser\u00e3o essenciais para auxiliar o STF a julgar o caso. Para o relator, vis\u00f5es distintas e at\u00e9 mesmo discordantes integram o pr\u00f3prio sentido da democracia. \u201cUm Tribunal, para decidir de maneira equidistante, deve ouvir, de maneira real e adequada, essas vis\u00f5es distintas e localizar a quest\u00e3o que se coloca para o desate\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja abaixo o resumo das exposi\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>Expositores da manh\u00e3<\/p>\n\n\n\n<p>Paula Corardi, representante do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)<br>A presidente nacional do PSOL afirmou que o Brasil tem se consolidado como um dos maiores produtores de agrot\u00f3xicos do mundo, e a ren\u00fancia fiscal incentiva o uso desses produtos, gerando \u201cimpactos devastadores\u201d ao meio ambiente e \u00e0 sa\u00fade. O Sistema de Informa\u00e7\u00e3o de Vigil\u00e2ncia da Qualidade da \u00c1gua para Consumo Humano (Sisagua) apontou, em 2019, que 27 tipos de agrot\u00f3xicos est\u00e3o presentes na \u00e1gua de um em cada quatro munic\u00edpios brasileiros. Desses, 16 s\u00e3o classificados pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia (Anvisa) como altamente t\u00f3xicos, e 11 como cancer\u00edgenos.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00e9lia Xakriab\u00e1, representante do PSOL (deputada federal)<br>A parlamentar falou sobre o trabalho do partido no Congresso Nacional para tentar barrar a desonera\u00e7\u00e3o de impostos sobre agrot\u00f3xicos. Segundo ela, a n\u00e3o tributa\u00e7\u00e3o funciona como um incentivo ao uso dos pesticidas. Destacou ainda os impactos sobre a sa\u00fade humana, especialmente sobre a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena e suas terras.<\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Goulart, representante do Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (Mapa)<br>Secret\u00e1rio de Defesa Agropecu\u00e1ria, Goulart explicou que agrot\u00f3xico \u00e9 todo produto f\u00edsico, qu\u00edmico e biol\u00f3gico utilizado na agricultura. Ele disse que cabe ao produtor rural decidir usar ou n\u00e3o esses produtos, aumentando ou diminuindo sua produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Destacou, ainda, que o Brasil lidera a oferta global de agrot\u00f3xicos com base biol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>Silvio Farnese, representante do Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (Mapa)<br>O diretor do Departamento de An\u00e1lise Econ\u00f4mica e Pol\u00edticas P\u00fablicas do Mapa destacou a import\u00e2ncia dos defensivos para a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola nacional e a participa\u00e7\u00e3o do Brasil no mercado internacional, que hoje exporta produtos para mais de 100 pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>Alexandre Furtado Scapelli Ferreira, representante do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE)<br>O representante do MTE destacou a Conven\u00e7\u00e3o 170 da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT), que trata do uso de produtos qu\u00edmicos por trabalhadores do campo. Falou, ainda, sobre a legisla\u00e7\u00e3o brasileira que assegura seguran\u00e7a e sa\u00fade de agricultores e defendeu o uso de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de medidas de controle mais detalhadas para quem lida diretamente com os agrot\u00f3xicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Adalberto Maluf, representante do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA)<br>O secret\u00e1rio nacional do Meio Ambiente e Qualidade Ambiental explicou que a cada d\u00f3lar gasto no Brasil com agrot\u00f3xicos \u00e9 necess\u00e1rio 1,28 d\u00f3lar para tratar os efeitos das intoxica\u00e7\u00f5es, fen\u00f4meno que classificou de \u201ccusto gerado pela isen\u00e7\u00e3o\u201d. Al\u00e9m de impactos na sa\u00fade p\u00fablica, Maluf falou dos efeitos na biodiversidade e na \u00e1gua. Por fim, afirmou que a maior parte dos agrot\u00f3xicos s\u00e3o qu\u00edmicos e que as op\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas n\u00e3o conseguem ganhar escala.<\/p>\n\n\n\n<p>Thaiane F\u00e1bio, representante do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (MMA)<br>Para a diretora de Qualidade Ambiental do MMA, o Brasil enfrenta hoje um \u201cparadoxo ambiental\u201d. Ao mesmo tempo em que assina conven\u00e7\u00f5es internacionais protetivas ao meio ambiente e \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica contra subst\u00e2ncias nocivas, o pa\u00eds tamb\u00e9m mant\u00e9m isen\u00e7\u00f5es fiscais para esses produtos, \u201ccujos efeitos s\u00e3o reconhecidamente danosos\u201d. Ao final, defendeu que os agrot\u00f3xicos devem ser tributados de acordo com sua classifica\u00e7\u00e3o de danos \u00e0 sa\u00fade humana e ao meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Bruno Lucchi, representante da Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA)<br>Para o dirigente da CNA, o produtor rural depende dos defensivos agr\u00edcolas para ter resultados. Em seu entendimento, a retirada de benef\u00edcios fiscais vai aumentar o pre\u00e7o dos produtos. Observou ainda que o Brasil lidera o ranking dos pa\u00edses que usam o controle biol\u00f3gico de pragas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tiago Fensterseifer, representante da Defensoria P\u00fablica do Estado de S\u00e3o Paulo<br>O defensor p\u00fablico tratou dos aspectos nocivos dos agrot\u00f3xicos e dos preju\u00edzos que causam \u00e0 sa\u00fade humana e ao meio ambiente, segundo ele, confirmados pelos melhores estudos realizados na \u00e1rea. A seu ver, a pol\u00edtica fiscal brasileira sobre a mat\u00e9ria contraria deveres estatais de prote\u00e7\u00e3o ambiental e sanit\u00e1ria, o que \u00e9 uma omiss\u00e3o na prote\u00e7\u00e3o de direitos fundamentais.<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Ot\u00e1vio Menten, representante da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastria do Estado de S\u00e3o Paulo (FIESP)<br>O professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de S\u00e3o Paulo, disse que defensivos agr\u00edcolas mais modernos contam com menor toxicidade e refor\u00e7ou a import\u00e2ncia do controle de pragas, que representam preju\u00edzos de 44% da produ\u00e7\u00e3o, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o. Ele afirmou que a Lei 14.785\/2023 traz avan\u00e7os na regula\u00e7\u00e3o sobre uso, controle, registro e seguran\u00e7a de produtos menos nocivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Marijane Vieira Lisboa, representante do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec)<br>Segundo a conselheira do Idec, diferentes estudos realizados nos \u00faltimos 20 anos demonstram os impactos negativos na sa\u00fade dos brasileiros pelo uso excessivo de agrot\u00f3xicos. Al\u00e9m desses preju\u00edzos, ela apresentou dados que revelam perdas na arrecada\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Somente com a cadeia da soja, a desonera\u00e7\u00e3o representa cerca de 56 bilh\u00f5es por ano, cifra bem maior do que os gastos do governo com o pagamento do Bolsa Fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e9rgio Graff, representante do Sindicato Nacional da Ind\u00fastria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg)<br>O m\u00e9dico toxicologista falou sobre os pilares fundamentais da toxicologia e o que diferencia o rem\u00e9dio do veneno \u2013 a dose. Segundo ele, para avaliar a dose que n\u00e3o provoca nenhum efeito existe a ci\u00eancia chamada \u201cavalia\u00e7\u00e3o do risco toxicol\u00f3gico\u201d. Como exemplo, citou a toxina botul\u00ednica, subst\u00e2ncia perigosa, usada hoje no mundo com dose e via de administra\u00e7\u00e3o controladas.<\/p>\n\n\n\n<p>Yamila Goldfarb, representante da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Reforma Agr\u00e1ria (Abra)<br>A ge\u00f3grafa sustentou que a isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria favorece setores mais fortes do agroneg\u00f3cio, aumenta as desigualdades no campo e eleva os custos para os pequenos produtores rurais. Dessa forma, quem planta alimentos org\u00e2nicos acaba por pagar um pre\u00e7o mais alto para produzir. Yamila tamb\u00e9m criticou o uso de pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea, que, segundo ela, mata abelhas e outras esp\u00e9cies fundamentais para a poliniza\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de causar outros preju\u00edzos ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p>Fabr\u00edcio Rosa, representante da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Produtores de Soja (Aprosoja)<br>O engenheiro agr\u00f4nomo e diretor executivo da entidade falou sobre os impactos econ\u00f4micos que o fim da redu\u00e7\u00e3o de ICMS pode causar aos produtores rurais, sejam pequenos, m\u00e9dios ou grandes. Argumentou que a taxa\u00e7\u00e3o pode levar \u00e0 queda na renda dos produtores, ao endividamento no campo, ao aumento na concentra\u00e7\u00e3o de terras e at\u00e9 \u00e0 desist\u00eancia da atividade agr\u00edcola.<\/p>\n\n\n\n<p>Priscila Diniz, representante da ACT Promo\u00e7\u00e3o de Sa\u00fade<br>A coordenadora da \u00e1rea t\u00e9cnica da ACT Promo\u00e7\u00e3o de Sa\u00fade afirmou que a entidade tem atuado no Congresso Nacional em defesa da chamada Reforma Tribut\u00e1ria 3S \u2013 saud\u00e1vel, solid\u00e1ria e sustent\u00e1vel. Ela sustentou que os tributos saud\u00e1veis s\u00e3o importantes ferramentas pol\u00edticas para desincentivar produtos prejudiciais \u00e0 sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Tathiane Piscitelli, representante da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV)<br>Segundo a professora do N\u00facleo de Estudos Fiscais da FGV, o direito \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente e dos cofres p\u00fablicos deve prevalecer. Ela refor\u00e7ou o argumento de que o consumo de agrot\u00f3xicos nos n\u00edveis registrados no Brasil leva ao adoecimento da popula\u00e7\u00e3o. A seu ver, o STF pode sinalizar ao Congresso Nacional que n\u00e3o se pode mais usar recursos p\u00fablicos para beneficiar um determinado setor.<\/p>\n\n\n\n<p>Iara Maria Lopes Rangel, representante do Instituto de Agroecologia e Coopera\u00e7\u00e3o Ciclos<br>Ela disse que o modelo de agricultura baseado no uso de agrot\u00f3xicos gera um alto custo dos alimentos e causa v\u00e1rios impactos negativos, como a contamina\u00e7\u00e3o do solo, da \u00e1gua, da fauna silvestre e da sa\u00fade humana. Lembrou ainda que as terras agr\u00edcolas est\u00e3o cada vez mais degradadas e, consequentemente, menos sustent\u00e1veis, o que vem sendo agravado pelo cen\u00e1rio de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n\n\n\n<p>K\u00e1tia Isaguirre, da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR)<br>A professora do N\u00facleo de Pesquisa e Extens\u00e3o em Direito Ambiental destacou a produ\u00e7\u00e3o crescente de org\u00e2nicos no Paran\u00e1 e defendeu que \u00e9 poss\u00edvel produzir alimentos saud\u00e1veis com respeito aos valores locais e tradicionais. Para a professora, a incid\u00eancia de tributos sobre os agrot\u00f3xicos viabiliza a justi\u00e7a socioambiental e atende ao princ\u00edpio da precau\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Expositores da tarde<\/p>\n\n\n\n<p>Gabriel Madeira, representante da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP)<br>O professor da Faculdade de Economia, Administra\u00e7\u00e3o, Contabilidade e Atu\u00e1ria apresentou estudo t\u00e9cnico sobre os impactos econ\u00f4micos do aumento da tributa\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos. Segundo o professor, o fim dos benef\u00edcios fiscais pode gerar impacto negativo de R$ 6,5 bilh\u00f5es no Produto Interno Bruto (PIB), al\u00e9m da perda de 242 mil empregos, R$ 900 milh\u00f5es em sal\u00e1rios e R$ 469 milh\u00f5es em tributos n\u00e3o arrecadados.<\/p>\n\n\n\n<p>Maur\u00edcio Terena, representante da Articula\u00e7\u00e3o dos Povos Ind\u00edgenas do Brasil (Apib)<br>O advogado apresentou nota t\u00e9cnica em que a Fiocruz explica que agrot\u00f3xicos percorrem 32 quil\u00f4metros ap\u00f3s a pulveriza\u00e7\u00e3o. Esse alcance possibilita que essas subst\u00e2ncias atinjam n\u00e3o apenas as planta\u00e7\u00f5es, mas o meio ambiente, as nascentes de rios e as popula\u00e7\u00f5es que moram no entorno das produ\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Leo Meirelles do Amaral, representante da Uni\u00e3o da Ind\u00fastria de Cana-de A\u00e7\u00facar e Bioenergia (Unica).<br>O diretor jur\u00eddico da entidade disse que, se houvesse possibilidade, o produtor n\u00e3o usaria agrot\u00f3xico, o que evitaria, inclusive, o alto custo da produ\u00e7\u00e3o. Mas, segundo ele, o fim dos benef\u00edcios fiscais teria efeito enorme no pre\u00e7o dos combust\u00edveis e dos alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Darci Frigo, representante da Organiza\u00e7\u00e3o Terra de Direitos<br>O coordenador executivo da organiza\u00e7\u00e3o afirmou que \u00e9 preciso afastar a ideia de que o n\u00e3o uso de agrot\u00f3xico afetaria o abastecimento da popula\u00e7\u00e3o. Segundo ele, n\u00e3o \u00e9 o agroneg\u00f3cio, respons\u00e1vel pelo uso de 84% dos agrot\u00f3xicos no pa\u00eds, que alimenta a popula\u00e7\u00e3o brasileira, mas a agricultura familiar e os povos e comunidades tradicionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Vin\u00edcius Valentin Raduan Miguel, representante da Universidade Federal de Rond\u00f4nia (UFRO)<br>Segundo o professor da Faculdade de Direito da UFRO, a desonera\u00e7\u00e3o fiscal incrementa a utiliza\u00e7\u00e3o dos agrot\u00f3xicos. Para ele, essa situa\u00e7\u00e3o viola o dever estatal e comunit\u00e1rio de prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente e impossibilita que as gera\u00e7\u00f5es futuras tenham oportunidades de desenvolvimento justas e melhores que a atual gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Anderson Ricardo Levandowski Bellolli, representante da Federa\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz)<br>O diretor da entidade refutou a afirma\u00e7\u00e3o de que a redu\u00e7\u00e3o do uso de agrot\u00f3xicos n\u00e3o aumenta o custo do alimento. Bellolli explicou que o fim da desonera\u00e7\u00e3o aumentaria o custo de produ\u00e7\u00e3o das lavouras de arroz no seu estado, resultando na redu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e no aumento dos pre\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Fernando da Cunha Cavalcanti, representante da Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o (DPU)<br>O defensor p\u00fablico federal afirmou que 30% dos atendimentos da DPU s\u00e3o quest\u00f5es de sa\u00fade, pedidos de medicamentos ou de tratamento de sa\u00fade, que, muitas vezes, se tornam a\u00e7\u00f5es judiciais relacionadas ao uso excessivo de agrot\u00f3xicos, com grande custo para o poder p\u00fablico. Destacou, ainda, as consequ\u00eancias para comunidades tradicionais, pois o impacto social e cultural nessas popula\u00e7\u00f5es n\u00e3o pode ser mensurado monetariamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Larissa Mies Bombardi, representante da USP<br>A professora do Departamento de Geografia disse que, entre os 10 agrot\u00f3xicos mais utilizados no Brasil, cinco s\u00e3o proibidos na Uni\u00e3o Europeia. Segundo ela, a diferen\u00e7a clim\u00e1tica, muitas vezes apresentada como justificativa para sua proibi\u00e7\u00e3o na Europa, n\u00e3o procede, uma vez que esses agrot\u00f3xicos eram utilizados l\u00e1 nas mesmas culturas que no Brasil, mas foram proibidos por sua toxicidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Lauro Rodrigues de Moraes R\u00eago J\u00fanior, representante do Partido Verde (PV)<br>O advogado afirmou que, entre 2019 e 2022, cerca de 2 mil novos agrot\u00f3xicos foram aprovados pelo Minist\u00e9rio da Agricultura sem que houvesse aumento da capacidade de an\u00e1lise dos impactos para a libera\u00e7\u00e3o do uso. Essa situa\u00e7\u00e3o, a seu ver, comprova a desregula\u00e7\u00e3o na utiliza\u00e7\u00e3o desses produtos. Ele ressaltou, ainda, que o aprofundamento do uso de agrot\u00f3xicos foi uma pol\u00edtica de Estado durante a ditadura militar, com subven\u00e7\u00f5es diretas a partir de 1975.<\/p>\n\n\n\n<p>Solange Cristina Garcia, representante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)<br>Segundo a professora da Faculdade de Medicina da UFRGS, o Brasil \u00e9 o maior consumidor mundial de agrot\u00f3xicos. Ela disse que em 2001 eram utilizados no pa\u00eds 2,7 kg de agrot\u00f3xicos por hectare, e em 2021 o n\u00famero subiu para 10,9 kg. A professora destacou que, segundo dados do Ibama, em 2022, cada brasileiro teve contato pela \u00e1gua, pelo ar ou pelo consumo de alimentos com 5,5 kg de agrot\u00f3xicos, seus ingredientes ativos ou produtos decorrentes de sua degrada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Adelar Cupsinski, representante da FIAN\/Brasil \u2013 Organiza\u00e7\u00e3o pelo Direito Humano \u00e0 Alimenta\u00e7\u00e3o e \u00e0 Nutri\u00e7\u00e3o Adequadas<br>O advogado citou pesquisas da institui\u00e7\u00e3o que apontam que o abuso de agrot\u00f3xicos compromete a sa\u00fade e a subsist\u00eancia de comunidades tradicionais em diversos pontos do pa\u00eds. Ressaltou, ainda, que os impactos decorrentes do uso de pesticidas em propriedades vizinhas comprometem a biodiversidade e afetam diretamente a diversidade alimentar dessas popula\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Maxmiria Holanda Batista, representante da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC)<br>A professora da Faculdade de Medicina da UFC disse que estudos realizados na regi\u00e3o do Baixo Jaguaribe, no Cear\u00e1, constataram a contamina\u00e7\u00e3o das \u00e1guas superficiais da bacia do Jaguaribe e das \u00e1guas profundas do aqu\u00edfero Janda\u00edra. Segundo ela, a regi\u00e3o teve uma grande expans\u00e3o da agricultura industrial, caracterizada por monoculturas e uso intensivo de agrot\u00f3xicos e fertilizantes qu\u00edmicos. O \u00edndice de c\u00e2ncer no local \u00e9 38% maior que em \u00e1reas com menor utiliza\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1lvaro Delatorre, representante do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)<br>O engenheiro agr\u00f4nomo destacou que o uso de alternativas sustent\u00e1veis pode regenerar o solo e ajudar a preservar o meio ambiente e a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o. Ao observar que a decis\u00e3o \u00e9 pol\u00edtica e n\u00e3o tribut\u00e1ria, ele considerou necess\u00e1rio que o STF reconhe\u00e7a a inconstitucionalidade da isen\u00e7\u00e3o fiscal a agrot\u00f3xicos, sob pena de viola\u00e7\u00e3o de normas constitucionais de direitos fundamentais da popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria de F\u00e1tima Alves, representante da Comiss\u00e3o em Defesa dos Direitos das Comunidades Extrativistas (Codecex)<br>A apanhadora de flores disse que a popula\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 sendo afetada pelo uso do agrot\u00f3xico com preju\u00edzos imensur\u00e1veis. Em seu entendimento, \u00e9 preciso levar em considera\u00e7\u00e3o os s\u00e9rios impactos no meio ambiente, na alimenta\u00e7\u00e3o e na sa\u00fade das pessoas, principalmente das crian\u00e7as e dos idosos, que s\u00e3o os mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Raphael Barra, representante da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Defesa do Agroneg\u00f3cio (ABDAGRO)<br>O presidente da entidade ressaltou que defensivos agr\u00edcolas s\u00e3o usados para proteger as lavouras, aumentar as divisas do pa\u00eds e contribuir com o PIB brasileiro. A seu ver, manter os benef\u00edcios fiscais \u00e9 mais do que uma decis\u00e3o estrat\u00e9gica, \u00e9 um ato de justi\u00e7a e de solidariedade com as pessoas que dedicam suas vidas \u00e0s atividades agr\u00edcolas.<\/p>\n\n\n\n<p>Clayton Gomes de Medeiros, representante do Instituto Federal do Paran\u00e1 (IFPR)<br>O professor avaliou que, enquanto o Estado estimular e induzir o uso de agrot\u00f3xicos com benef\u00edcios fiscais, pr\u00e1ticas mais sustent\u00e1veis e menos prejudiciais \u00e0 vida n\u00e3o ser\u00e3o adotadas, por parecerem mais caras ou menos lucrativas. Na sua avalia\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso buscar um modelo de desenvolvimento mais amplo, e n\u00e3o apenas econ\u00f4mico, beneficiando a todos.<\/p>\n\n\n\n<p>Leomar Daroncho, representante da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT)<br>Segundo o procurador do trabalho, ningu\u00e9m discorda que agrot\u00f3xico \u00e9 nocivo ao ser humano. A quest\u00e3o \u00e9 saber se o Estado pode deixar de cumprir seu dever de proteger trabalhadores, sejam eles propriet\u00e1rios ou empregados, expostos a grandes quantidades dessas subst\u00e2ncias nas \u00e1reas agr\u00edcolas. Ele citou alguns estudos que demonstram consequ\u00eancias graves relacionadas ao uso de agrot\u00f3xicos, como abortos e c\u00e2ncer em crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Mariana Barbosa Cirne, representante da Associa\u00e7\u00e3o dos Professores de Direito Ambiental do Brasil (Aprodab)<br>A professora disse que \u00e9 preciso avaliar a discuss\u00e3o sob o ponto de vista ambiental, social e econ\u00f4mico. De acordo com ela, as quest\u00f5es clim\u00e1ticas j\u00e1 afetam o mundo, e \u00e9 importante considerar os impactos das decis\u00f5es no futuro das pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Renato Roseno, representante do PSOL<br>O deputado estadual Renato Roseno (CE) agradeceu a iniciativa do ministro Fachin de convocar a audi\u00eancia p\u00fablica sobre o que considera ser um dos temas mais importantes para a sociedade brasileira, que \u00e9 a justi\u00e7a tribut\u00e1ria, fiscal e ambiental. Para o parlamentar, a isen\u00e7\u00e3o fiscal para produtos danosos \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente colide com princ\u00edpios constitucionais. Ele defendeu que esse subs\u00eddio v\u00e1 para o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), que trata das v\u00edtimas do uso excessivo de agrot\u00f3xicos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-portal-de-noticias wp-block-embed-portal-de-noticias\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"vBAJrB6VwA\"><a href=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/expositores-apresentam-no-stf-argumentos-favoraveis-e-contrarios-a-isencao-tributaria-de-agrotoxicos\/\">Expositores apresentam no STF argumentos favor\u00e1veis e contr\u00e1rios \u00e0 isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria de agrot\u00f3xicos<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Expositores apresentam no STF argumentos favor\u00e1veis e contr\u00e1rios \u00e0 isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria de agrot\u00f3xicos&#8221; &#8212; Portal de Noticias\" src=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/expositores-apresentam-no-stf-argumentos-favoraveis-e-contrarios-a-isencao-tributaria-de-agrotoxicos\/embed\/#?secret=4tNxEz3Qdq#?secret=vBAJrB6VwA\" data-secret=\"vBAJrB6VwA\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Desafio do tempo ser\u00e1 superado com atua\u00e7\u00e3o conjunta, afirma Appy sobre a regulamenta\u00e7\u00e3o do novo sistema<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da Reforma Tribut\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Fazenda, Bernard Appy, manifestou confian\u00e7a na aprova\u00e7\u00e3o da regulamenta\u00e7\u00e3o do novo sistema de tributa\u00e7\u00e3o do consumo ainda em 2024, de modo a ser cumprido o prazo para o in\u00edcio do per\u00edodo de teste em 2026. \u201cO tempo \u00e9 curto, mas acredito que nessa atua\u00e7\u00e3o conjunta do setor privado, do Parlamento e do governo n\u00f3s vamos conseguir levar a cabo com sucesso esse desafio\u201d, afirmou nesta ter\u00e7a-feira (5\/11) durante participa\u00e7\u00e3o no 2\u00ba Simp\u00f3sio Liberdade Econ\u00f4mica, em Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Projetos de Leis Complementares (PLPs) 68 e 108, de 2024, tramitam no Senado Federal. O PLP 68, que regulamenta a maior parte da reforma, est\u00e1 sendo debatido na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ), sob relatoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM) e com previs\u00e3o de ser levado a vota\u00e7\u00e3o no plen\u00e1rio da Casa em 4 de dezembro. As leis complementares s\u00e3o necess\u00e1rias para a edi\u00e7\u00e3o do regulamento dos novos tributos e para a continuidade dos trabalhos de operacionaliza\u00e7\u00e3o da reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNosso grande desafio agora \u00e9 o tempo\u201d, disse Appy. \u201cQuero fazer minhas as palavras do presidente Rodrigo Pacheco e do senador Efraim Filho, da import\u00e2ncia de a gente dar prioridade para a aprova\u00e7\u00e3o da Reforma Tribut\u00e1ria ainda este ano, porque ainda tem muito trabalho a ser feito antes do in\u00edcio do per\u00edodo de teste, que \u00e9 em 2026\u201d, pontuou.<\/p>\n\n\n\n<p>Constru\u00e7\u00e3o coletiva<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio Appy, os senadores Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Efraim Filho (Uni\u00e3o-PB), o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e o presidente nomeado do Banco Central, Gabriel Gal\u00edpolo, participaram da abertura do evento, dedicado ao debate das propostas contidas no PLP 68\/2024. Eles foram homenageados com trof\u00e9us por suas contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 Reforma Tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Reforma Tribut\u00e1ria \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o coletiva\u201d, enfatizou Appy. \u201cEste evento \u00e9 uma indica\u00e7\u00e3o de como se pode trabalhar para melhorar o pa\u00eds. \u00c9 quando o Parlamento, o setor privado e o governo atuam conjuntamente com o mesmo objetivo\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio lembrou que a Emenda Constitucional (EC) 132, promulgada em dezembro de 2023 pelo Congresso Nacional, \u00e9 resultado de uma iniciativa do Parlamento, que juntou as Propostas de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PECs) 45, da C\u00e2mara dos Deputados, e 110, do Senado Federal, com o avan\u00e7o do processo de migra\u00e7\u00e3o para as novas regras de tributa\u00e7\u00e3o tendo ocorrido em virtude do apoio do setor privado e do governo, numa \u201ccoaliza\u00e7\u00e3o\u201d para aumentar a produtividade e a competitividade das empresas do pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Appy tamb\u00e9m ressaltou a import\u00e2ncia, nesse contexto, da sinergia entre a Uni\u00e3o e os entes subnacionais. \u201cOs PLPs 68 e 108 s\u00e3o resultado de um trabalho conjunto da Uni\u00e3o com os estados e os munic\u00edpios. Esses projetos foram elaborados a seis m\u00e3os pelas tr\u00eas esferas da Federa\u00e7\u00e3o, e \u00e9 esse ambiente de coopera\u00e7\u00e3o que permite que a gente mude o nosso pa\u00eds\u201d, salientou.<\/p>\n\n\n\n<p>Liberdade econ\u00f4mica<\/p>\n\n\n\n<p>Appy afirmou que a Reforma Tribut\u00e1ria \u00e9 positiva para a liberdade econ\u00f4mica do pa\u00eds. \u201cO que \u00e9 melhor para o desenvolvimento do setor privado do que um sistema tribut\u00e1rio que tenha regras simples, justas, ison\u00f4micas, que sejam conhecidas, transparentes e que sejam as mesmas para toda a sociedade, que \u00e9 o que a Reforma Tribut\u00e1ria faz?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio comentou que a reforma \u00e9 favor\u00e1vel \u00e0 liberdade econ\u00f4mica tamb\u00e9m porque foi constru\u00edda \u2013 principalmente na fase de regulamenta\u00e7\u00e3o \u2013 para reduzir fraudes, sonega\u00e7\u00e3o e a inadimpl\u00eancia. \u201cQuem vai se beneficiar disso s\u00e3o os bons pagadores de tributos, porque essa redu\u00e7\u00e3o vai levar a uma al\u00edquota menor para toda a sociedade brasileira da forma como foi desenhada a regulamenta\u00e7\u00e3o da Reforma Tribut\u00e1ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Appy reiterou que a reforma tem um efeito muito positivo sobre o crescimento econ\u00f4mico, ao mesmo tempo em que possibilita a redu\u00e7\u00e3o das desigualdades sociais e regionais, com uma melhor distribui\u00e7\u00e3o da receita entre os entes da Federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/novembro\/desafio-do-tempo-sera-superado-com-atuacao-conjunta-afirma-appy-sobre-a-regulamentacao-do-novo-sistema\">https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/novembro\/desafio-do-tempo-sera-superado-com-atuacao-conjunta-afirma-appy-sobre-a-regulamentacao-do-novo-sistema<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto pro\u00edbe governo de excluir empresa do Refis por falta de documenta\u00e7\u00e3o sobre d\u00edvidas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 2301\/24, em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados, pro\u00edbe excluir do Refis as empresas que n\u00e3o apresentam no prazo as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a consolida\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos.<\/p>\n\n\n\n<p>A consolida\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo pelo qual v\u00e1rias d\u00edvidas s\u00e3o reunidas em uma \u00fanica obriga\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto estabelece ainda as seguintes medidas:<\/p>\n\n\n\n<p>no caso de falta de documenta\u00e7\u00e3o, a d\u00edvida ser\u00e1 consolidada com as informa\u00e7\u00f5es sobre o contribuinte contidas em bases de dados do governo;<\/p>\n\n\n\n<p>a empresa poder\u00e1 retificar a consolida\u00e7\u00e3o feita pelo governo, mediante a apresenta\u00e7\u00e3o de documentos;<\/p>\n\n\n\n<p>o governo dever\u00e1 permitir que empresas exclu\u00eddas do programa por esse motivo possam aderir ao Refis.<\/p>\n\n\n\n<p>Regulamenta\u00e7\u00e3o ilegal<br>Criado em pela <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/2000\/lei-9964-10-abril-2000-375105-norma-pl.html\">Lei 9.964\/00<\/a>, o Refis foi um programa de renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas de pessoas jur\u00eddicas com a Receita Federal e o INSS. Uma portaria de regulamenta\u00e7\u00e3o do programa permite a exclus\u00e3o de contribuinte que n\u00e3o apresenta documentos para a consolida\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o deputado Jonas Donizette (PSB-SP), autor do projeto, essa regra n\u00e3o encontra respaldo na Lei do Refis, e j\u00e1 foi considerada ilegal pela Justi\u00e7a federal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTal entendimento refor\u00e7a a necessidade de interven\u00e7\u00e3o legislativa para corrigir essa distor\u00e7\u00e3o e assegurar a observ\u00e2ncia dos princ\u00edpios da legalidade e da justi\u00e7a fiscal\u201d, disse Donizette.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto ser\u00e1 analisado em car\u00e1ter conclusivo nas comiss\u00f5es de Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os, de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o, e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1099458-projeto-proibe-governo-de-excluir-empresa-do-refis-por-falta-de-documentacao-sobre-dividas\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1099458-projeto-proibe-governo-de-excluir-empresa-do-refis-por-falta-de-documentacao-sobre-dividas\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>PGFN lan\u00e7a editais para regularizar pend\u00eancias com d\u00edvida ativa<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 06\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) anunciou, nesta segunda-feira (4), o lan\u00e7amento dos Editais PGDAU n\u00ba 6 e n\u00ba7, que abrem possibilidade para que contribuintes com d\u00edvidas ativas possam negociar e regularizar suas pend\u00eancias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Edital PGDAU n\u00ba 6 oferece condi\u00e7\u00f5es especiais para a negocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas de at\u00e9 R$ 45 milh\u00f5es, inscritas at\u00e9 1\u00ba de agosto de 2024. Os devedores podem ter descontos significativos, parcelamento em at\u00e9 133 vezes e condi\u00e7\u00f5es personalizadas para diferentes perfis, facilitando a quita\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Edital PGDAU n\u00ba 7 \u00e9 direcionado especificamente para Microempreendedores Individuais (MEIs), Microempresas (MEs) e Empresas de Pequeno Porte (EPPs) com d\u00e9bitos no Simples Nacional. O edital oferece duas modalidades de transa\u00e7\u00e3o: uma com base na capacidade de pagamento e outra para d\u00edvidas de menor valor, ambas com condi\u00e7\u00f5es especiais e prazos mais longos.<\/p>\n\n\n\n<p>Principais benef\u00edcios:<\/p>\n\n\n\n<p>Descontos: redu\u00e7\u00e3o significativa do valor total da d\u00edvida, podendo chegar a at\u00e9 100% dos juros, multas e encargos legais.<\/p>\n\n\n\n<p>Parcelamento: flexibilidade para dividir o pagamento em at\u00e9 133 parcelas, adaptando-se \u00e0 capacidade de pagamento do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Condi\u00e7\u00f5es personalizadas: o edital oferece diferentes modalidades de transa\u00e7\u00e3o para atender \u00e0s necessidades de cada perfil de devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>Facilidade de ades\u00e3o: a ades\u00e3o pode ser feita de forma simples e segura pelo site do Regularize.<\/p>\n\n\n\n<p>Ades\u00e3o&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para aderir ao Edital PGDAU n\u00ba 6, os contribuintes devem acessar o site do Regularize entre os dias 4 de novembro de 2024 e 31 de janeiro de 2025, \u00e0s 19h.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para o Edital PGDAU n\u00ba 7, o prazo para ades\u00e3o vai at\u00e9 29 de novembro de 2024, \u00e0s 19h.<br><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/pgfn\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/pgfn-lanca-editais-para-regularizar-pendencias-com-divida-ativa\">https:\/\/www.gov.br\/pgfn\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/pgfn-lanca-editais-para-regularizar-pendencias-com-divida-ativa<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Plataformas dever\u00e3o informar opera\u00e7\u00f5es de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico antecipadamente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O governo federal criou uma nova obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria para as plataformas de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico que fazem remessas internacionais. Agora, as empresas dever\u00e3o prestar informa\u00e7\u00f5es \u00e0 Receita Federal do Brasil, atrav\u00e9s do registro da declara\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00e3o, sobre essas mercadorias antes da chegada delas ao Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>As altera\u00e7\u00f5es constam na Medida Provis\u00f3ria 1.271\/2024, publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o da \u00faltima sexta-feira (25\/10). Ser\u00e3o atingidas as empresas de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico que adotam o regime de tributa\u00e7\u00e3o simplificada.<\/p>\n\n\n\n<p>A MP prev\u00ea a obriga\u00e7\u00e3o de repasse aos cofres p\u00fablicos, direta ou indiretamente, dos tributos devidos pelo consumidor nessas opera\u00e7\u00f5es. De acordo com o texto, os valores ser\u00e3o repassados \u201cpara o respons\u00e1vel pelo registro da declara\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00e3o de remessa no sistema informatizado da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil destinado ao controle das remessas internacionais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, as plataformas que j\u00e1 aderiram ao programa de conformidade da Receita Federal fazem a reten\u00e7\u00e3o, e o valor \u00e9 repassado ao transportador. O Programa Remessa Conforme foi estabelecido na Portaria Coana 130\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspecto da MP \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de um \u00f4nus para as plataformas, que agora v\u00e3o precisar adaptar seus sistemas para fazer essas antecipa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto disp\u00f5e que a regulamenta\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser feita por ato da Secretaria da Receita Federal, que pode, inclusive, estabelecer um prazo de adapta\u00e7\u00e3o para as empresas n\u00e3o admitidas em programas de conformidade na data de publica\u00e7\u00e3o da MP.<\/p>\n\n\n\n<p>Medicamentos<\/p>\n\n\n\n<p>O texto tamb\u00e9m reduz a zero a al\u00edquota do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o incidente sobre medicamentos importados por pessoa f\u00edsica, para uso pr\u00f3prio ou individual, no regime de tributa\u00e7\u00e3o simplificada. O limite estabelecido abarca medicamentos que n\u00e3o ultrapassem o valor de US$ 10 mil ou o equivalente a esse valor em outra moeda estrangeira, \u201cdesde que cumpridos todos os requisitos estabelecidos pelos \u00f3rg\u00e3os de controle administrativo\u201d. A redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota \u00e9 v\u00e1lida at\u00e9 31 de mar\u00e7o de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema foi incorporado no texto porque a MP 1.236\/2024 estava prestes a perder validade. No caso, a MP 1.236 estabeleceu que a partir de 1\u00ba de agosto haveria a tributa\u00e7\u00e3o em 20% das compras internacionais de at\u00e9 US$ 50.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/plataformas-deverao-informar-operacoes-de-comercio-eletronico-antecipadamente\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/plataformas-deverao-informar-operacoes-de-comercio-eletronico-antecipadamente<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal abre Consulta P\u00fablica sobre Instru\u00e7\u00e3o Normativa que ir\u00e1 instituir a &#8220;DeCripto&#8221; &#8211; Declara\u00e7\u00e3o de Criptoativos<\/strong><br>Data: 07\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Receita Federal do Brasil disponibilizou a partir de hoje, 7 de novembro de 2024, a minuta da Instru\u00e7\u00e3o Normativa que ir\u00e1 instituir a Declara\u00e7\u00e3o de Criptoativos (DeCripto) (clique aqui), tendo sido formulada a partir da j\u00e1 existente obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria estabelecida pela IN RFB n\u00ba 1.888, de 3 de maio de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>A DeCripto demanda a necessidade de informa\u00e7\u00e3o sobre novos tipos de criptoativos e novas opera\u00e7\u00f5es com criptoativos. Ademais, incorporou as regras e conceitos do modelo de interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es de opera\u00e7\u00f5es com criptoativos desenvolvido pela Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), o \ud83d\udd17 Crypto Asset Reporting Framework (CARF), como o conceito de criptoativos e de prestador de servi\u00e7o de criptoativo, as regras de avalia\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00e3o com criptoativos e os procedimento de dilig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a DeCripto captar\u00e1 informa\u00e7\u00f5es de transfer\u00eancia de criptoativo do exterior para o Brasil (vice-versa), de criptoativo referenciados a ativos, de transmiss\u00e3o (dep\u00f3sito) do criptoativo para plataforma de finan\u00e7a descentralizada e de fracionamento de NFT (non fungible token).<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal est\u00e1 empenhada em revisar e aperfei\u00e7oar continuamente os seus atos normativos de forma a privilegiar a seguran\u00e7a jur\u00eddica, garantir a justi\u00e7a fiscal e proteger a base tribut\u00e1ria em um esfor\u00e7o cont\u00ednuo para robustecer a transpar\u00eancia fiscal por meio do interc\u00e2mbio internacional de informa\u00e7\u00f5es. Para isso, busca o di\u00e1logo construtivo e conta com a participa\u00e7\u00e3o das partes interessadas neste processo de consulta.<\/p>\n\n\n\n<p>Objeto da Consulta P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p>A Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB que institui a Declara\u00e7\u00e3o de Criptoativos (DeCripto), atualizando a IN RFB 1.888\/2019, que disciplina a obrigatoriedade de presta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es relativas \u00e0s opera\u00e7\u00f5es realizadas com criptoativos \u00e0 Receita Federal do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>A quem se destina<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas, academia e demais partes interessadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Dura\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>De 07.11.2024 a 06.12.2024<\/p>\n\n\n\n<p>Auditores-Fiscais Encarregados<\/p>\n\n\n\n<p>Ilka Marinho Barros Pugsley e Rubens Moura de Carvalho<\/p>\n\n\n\n<p>Como responder<\/p>\n\n\n\n<p>As submiss\u00f5es devem ser enviadas para decripto.sufis@rfb.gov.br, preferivelmente em arquivo pdf.<\/p>\n\n\n\n<p>Os participantes dever\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>(i) indicar expressamente se concordam ou n\u00e3o com a publica\u00e7\u00e3o do conte\u00fado de sua submiss\u00e3o; e<\/p>\n\n\n\n<p>(ii) requisitar que a sua identifica\u00e7\u00e3o ou dados pessoais sejam removidos em caso de publica\u00e7\u00e3o, se desejado.<br><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/novembro\/receita-federal-abre-consulta-publica-sobre-instrucao-normativa-que-ira-instituir-a-decripto-declaracao-de-criptoativos\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/novembro\/receita-federal-abre-consulta-publica-sobre-instrucao-normativa-que-ira-instituir-a-decripto-declaracao-de-criptoativos<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supremo julgar\u00e1 imunidade de ITBI com repercuss\u00e3o geral<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 07\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) vai julgar se a imunidade do Imposto sobre Transmiss\u00e3o de Bens Im\u00f3veis (ITBI) na integraliza\u00e7\u00e3o de capital social vale para empresas cujo neg\u00f3cio principal s\u00e3o as atividades imobili\u00e1rias &#8211; compra e venda ou loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis. Por unanimidade, no Plen\u00e1rio Virtual, os ministros definiram que a decis\u00e3o ter\u00e1 repercuss\u00e3o geral e, portanto, dever\u00e1 ser seguida pelas inst\u00e2ncias inferiores do Judici\u00e1rio (RE 1495108).<\/p>\n\n\n\n<p>Na Justi\u00e7a, os entendimentos a respeito do tema s\u00e3o majoritariamente desfavor\u00e1veis para os contribuintes, conforme j\u00e1 demonstrava um levantamento do BVZ Advogados. Segundo o estudo, entre os anos de 2020 e 2022, os tribunais de Justi\u00e7a do pa\u00eds proferiram 251 decis\u00f5es sobre o assunto e, em 94% delas, o resultado foi pr\u00f3-Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o discutida nos tribunais \u00e9 a interpreta\u00e7\u00e3o do artigo 156, par\u00e1grafo 2\u00ba, inciso I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Ele diz que n\u00e3o incide ITBI sobre a transmiss\u00e3o de bens ou direitos incorporados ao patrim\u00f4nio de pessoa jur\u00eddica em realiza\u00e7\u00e3o de capital, nem sobre a transmiss\u00e3o de bens ou direitos decorrente de fus\u00e3o, incorpora\u00e7\u00e3o, cis\u00e3o ou extin\u00e7\u00e3o de pessoa jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>O cerne do problema est\u00e1 no fim da reda\u00e7\u00e3o do artigo, que ressalva que o imposto incide se, \u201cnesses casos, a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda desses bens ou direitos, loca\u00e7\u00e3o de bens im\u00f3veis ou arrendamento mercantil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando, em 2020, o STF julgou outra quest\u00e3o relacionada ao ITBI, o ministro Alexandre de Moraes fez constar em seu voto que a express\u00e3o &#8220;nesses casos&#8221; se referia unicamente \u00e0 transmiss\u00e3o de bens decorrentes de fus\u00e3o, incorpora\u00e7\u00e3o, cis\u00e3o ou extin\u00e7\u00e3o da empresa. Assim, as opera\u00e7\u00f5es de integraliza\u00e7\u00e3o de capital estariam isentas do ITBI mesmo quando a empresa exercer atividade preponderantemente imobili\u00e1ria (RE 796376).<\/p>\n\n\n\n<p>Como a reflex\u00e3o n\u00e3o constou na tese, j\u00e1 que n\u00e3o tinha rela\u00e7\u00e3o com o caso julgado &#8211; que decidia se a isen\u00e7\u00e3o de ITBI deveria se estender ao valor dos bens que ultrapassasse o limite do capital a ser integralizado-, o Judici\u00e1rio, de maneira geral, n\u00e3o passou a seguir esse entendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Sandro Machado dos Reis, s\u00f3cio do Bichara Advogados, \u201ch\u00e1 centenas de processos tratando desse assunto, porque os munic\u00edpios insistem em cobrar o ITBI especialmente usando a condicionante referente \u00e0 atividade preponderante\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o BVZ Advogados, entre agosto e outubro deste ano, o Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) julgou 30 processos sobre a controv\u00e9rsia: em 27 deles continuou a decidir a favor do Fisco; em tr\u00eas, a atividade preponderante n\u00e3o era a imobili\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>No TJMG, a maioria das decis\u00f5es tamb\u00e9m \u00e9 desfavor\u00e1vel ao contribuinte. No entanto, a 5\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel, em recente ac\u00f3rd\u00e3o, usa o entendimento do voto de Alexandre de Moraes a favor da empresa. \u201cA atividade da empresa somente \u00e9 relevante para a imunidade tribut\u00e1ria referente \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o, fus\u00e3o, cis\u00e3o e extin\u00e7\u00e3o de pessoas jur\u00eddicas\u201d, diz o ac\u00f3rd\u00e3o (processo n\u00ba 1.0000.24.317452-1\/001).<\/p>\n\n\n\n<p>No TJRS, ainda de acordo com o BVZ, s\u00f3 a 21\u00aa C\u00e2mara atende isoladamente os pedidos dos contribuintes, aplicando o entendimento de Alexandre de Moraes. \u201cAs demais C\u00e2maras t\u00eam entendimento contr\u00e1rio, analisando a atividade empresarial e afastando a possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o do tema em 25 decis\u00f5es no \u00faltimo ano\u201d, explica Frederico Bastos, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio BVZ Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma decis\u00e3o colegiada no TJDFT, em abril de 2023, deu raz\u00e3o aos contribuintes e foi bastante elogiada na \u00e9poca, por ter sido a primeira proferida por uma c\u00fapula m\u00e1xima de tribunal de justi\u00e7a em argui\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade. O caso foi objeto de recurso e est\u00e1 agora no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), sob relatoria do ministro Teodoro Silva Santos, da 2\u00aa Turma. N\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de julgamento (REsp 2145589).<\/p>\n\n\n\n<p>Ricardo Bolan, s\u00f3cio da pr\u00e1tica tribut\u00e1ria do Lefosse, afirma que o grande volume de processos e a diverg\u00eancia de entendimentos entre diversos tribunais geram \u201cgrande expectativa no mercado imobili\u00e1rio quanto \u00e0 defini\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o a ser dada pelo STF\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Frederico Bastos, o reconhecimento de repercuss\u00e3o geral \u00e9 importante. \u201cA decis\u00e3o do precedente anterior n\u00e3o era exatamente sobre esse assunto. Foi um jeito que o Supremo encontrou de tentar evitar mais contencioso\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 quem defenda, por outro lado, que o aumento dos processos a favor dos contribuintes foi fabricado a partir de uma conclus\u00e3o errada extra\u00edda do julgamento do Supremo. Ricardo Almeida, procurador do munic\u00edpio do Rio de Janeiro, que atuou no primeiro julgamento, de 2020, diz que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel concluir, da fundamenta\u00e7\u00e3o de Alexandre de Moraes, que as empresas imobili\u00e1rias estariam isentas do ITBI.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA desonera\u00e7\u00e3o foi introduzida para estimular a capitaliza\u00e7\u00e3o com im\u00f3veis, para usar patrim\u00f4nio imobili\u00e1rio no \u00e2mbito familiar e aplic\u00e1-lo em atividades produtivas. A exce\u00e7\u00e3o da atividade preponderante diferencia quem est\u00e1 usando im\u00f3vel como patrim\u00f4nio e quem est\u00e1 usando na atividade produtiva. \u00c9 um contrassenso estender a n\u00e3o incid\u00eancia a empresas imobili\u00e1rias e holdings patrimoniais\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio MultiCidades, produzido pela Aequus Consultoria a pedido da Frente Nacional de Prefeitos, o ITBI responde por 1,9% da arrecada\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios brasileiros, segundo dados de 2022, compilados no relat\u00f3rio de 2024. A arrecada\u00e7\u00e3o com o imposto caiu 12,3% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, especialmente porque as altas taxas de juros v\u00eam desaquecendo o mercado imobili\u00e1rio, conforme o relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da pouca participa\u00e7\u00e3o, o peso da arrecada\u00e7\u00e3o do tributo vai aumentar com a reforma tribut\u00e1ria, segundo o relat\u00f3rio, j\u00e1 que s\u00f3 o ITBI e o IPTU ficar\u00e3o sob a administra\u00e7\u00e3o plena dos munic\u00edpios ap\u00f3s a incorpora\u00e7\u00e3o do ISS a outro imposto de gest\u00e3o compartilhada com Estados e a Uni\u00e3o. \u201cTornar a arrecada\u00e7\u00e3o desses dois impostos mais eficiente ser\u00e1 o que lhes restar\u00e1 de autonomia pol\u00edtica nas quest\u00f5es fiscais ap\u00f3s a ado\u00e7\u00e3o do IBS\u201d, analisa a consultoria.<\/p>\n\n\n\n<p>De qualquer modo, segundo Bastos, o reconhecimento da repercuss\u00e3o geral exige dos contribuintes a reavalia\u00e7\u00e3o de sua situa\u00e7\u00e3o. \u201cQuem j\u00e1 pagou ITBI recentemente pode avaliar uma medida judicial para garantir o direito de pedir o imposto pago de volta, dependendo do entendimento do Supremo. Quem est\u00e1 em meio a um processo de integraliza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode entrar com pedido na Justi\u00e7a para n\u00e3o ser obrigado a recolher at\u00e9 a decis\u00e3o\u201d, afirma.<br>As partes do processo no recurso do Supremo foram procuradas pelo Valor, mas n\u00e3o deram retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/11\/07\/supremo-julgara-imunidade-de-itbi-com-repercussao-geral.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/11\/07\/supremo-julgara-imunidade-de-itbi-com-repercussao-geral.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ: Repetitivo vai definir condi\u00e7\u00f5es para empresa do setor de eventos usufruir de benef\u00edcios do Perse<\/strong><br>Data: 07\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) vai definir, por meio de recursos repetitivos, condi\u00e7\u00f5es para empresa do setor de eventos usufruir de benef\u00edcios do Perse. A relatora \u00e9 a ministra Maria Thereza de Assis Moura.<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia, cadastrada como Tema 1.283 na base de dados do STJ, envolve duas quest\u00f5es: 1) se \u00e9 necess\u00e1rio ou n\u00e3o que o contribuinte esteja previamente inscrito no Cadastro de Prestadores de Servi\u00e7os Tur\u00edsticos (Cadastur), conforme previsto na Lei 11.771\/2008, para que possa usufruir dos benef\u00edcios do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), institu\u00eddo pela Lei 14.148\/2021; e 2) se o contribuinte optante pelo Simples Nacional pode ou n\u00e3o se beneficiar da al\u00edquota zero relativa ao PIS, \u00e0 Cofins, \u00e0 CSLL e ao Imposto de Renda (IRPJ), prevista no Perse, considerando a veda\u00e7\u00e3o legal do artigo 24, par\u00e1grafo 1\u00ba, da Lei Complementar 123\/2006.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado determinou a suspens\u00e3o da tramita\u00e7\u00e3o de todos os recursos especiais e agravos em recurso especial que discutam a mesma mat\u00e9ria, na segunda inst\u00e2ncia ou no STJ, observada a orienta\u00e7\u00e3o do artigo 256-L do Regimento Interno do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a ministra, a Lei 14.148\/2021 criou o Perse no contexto da pandemia da covid-19 e, entre outras medidas, reduziu a zero, em favor das pessoas jur\u00eddicas pertencentes ao setor de eventos, a al\u00edquota de alguns tributos federais \u2013 como o PIS, a Cofins, a CSLL e o IRPJ.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento do tema repetitivo, explicou, vai resolver duas quest\u00f5es em torno do direito a gozar dessas vantagens. A primeira diz respeito \u00e0 necessidade de pessoas jur\u00eddicas do setor de eventos estarem regularmente inscritas no Cadastur, do Minist\u00e9rio do Turismo, para frui\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio fiscal, no momento da publica\u00e7\u00e3o da lei que instituiu o programa.<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda \u00e9 referente \u00e0 exclus\u00e3o de pessoas jur\u00eddicas optantes pelo Simples Nacional, uma vez que o artigo 24, par\u00e1grafo 1\u00ba, da Lei Complementar 123\/2006 disp\u00f5e que &#8220;n\u00e3o ser\u00e3o consideradas&#8221; em favor das optantes desse regime quaisquer altera\u00e7\u00f5es em al\u00edquotas que modifiquem o valor de imposto ou contribui\u00e7\u00e3o apurado na forma do Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a ministra, em todos esses casos, a interpreta\u00e7\u00e3o da Receita Federal foi desfavor\u00e1vel aos contribuintes (REsp 2126428).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/11\/07\/stj-repetitivo-vai-definir-condicoes-para-empresa-do-setor-de-eventos-usufruir-de-beneficios-do-perse.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/11\/07\/stj-repetitivo-vai-definir-condicoes-para-empresa-do-setor-de-eventos-usufruir-de-beneficios-do-perse.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal Publica Manual para Orientar Contribuintes sobre a Nova Legisla\u00e7\u00e3o de Juros sobre Capital Pr\u00f3prio (JCP)<\/strong><br>Data: 07\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal lan\u00e7a o Manual com o objetivo de fornecer orienta\u00e7\u00f5es para promover a conformidade tribut\u00e1ria e evitar lit\u00edgios.<\/p>\n\n\n\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o de mais esse manual faz parte de abordagem da fiscaliza\u00e7\u00e3o da Receita Federal de auxiliar o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias por meio de orienta\u00e7\u00f5es aos contribuintes, promovendo a conformidade e evitando lit\u00edgios.<\/p>\n\n\n\n<p>Tratar a \u201cNova legisla\u00e7\u00e3o sobre Juros sobre Capital Pr\u00f3prio (JCP)\u201d foi uma das prioridades definidas entre as medidas estruturantes previstas no Planejamento Anual da Fiscaliza\u00e7\u00e3o &#8211; Pafis 2024. No Manual constam orienta\u00e7\u00f5es e informa\u00e7\u00f5es relativas ao entendimento da fiscaliza\u00e7\u00e3o sobre as altera\u00e7\u00f5es promovidas pela a Lei n\u00ba 14.789, de 29 de dezembro de 2023, na reda\u00e7\u00e3o do artigo 9\u00ba da Lei n\u00ba 9.249, de 26 de dezembro de 1995, especialmente acerca da dedutibilidade dos juros sobre capital pr\u00f3prio na apura\u00e7\u00e3o das bases de c\u00e1lculo do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social Sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL).<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda um pouco mais:<\/p>\n\n\n\n<p>Por ato legal, foi exclu\u00edda a possibilidade de se considerar a reserva de incentivos fiscais na base de c\u00e1lculo do JCP.<\/p>\n\n\n\n<p>O art. 30 da Lei n\u00ba 12.973, de 13 de maio de 2014, exigia que as subven\u00e7\u00f5es para investimento n\u00e3o fossem distribu\u00eddas aos s\u00f3cios. Ao utilizar tais saldos na base de c\u00e1lculo do JCP, as empresas encontravam uma forma de distribuir parte dessas subven\u00e7\u00f5es aos seus s\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova lei tamb\u00e9m veda a utiliza\u00e7\u00e3o de varia\u00e7\u00f5es positivas no patrim\u00f4nio l\u00edquido decorrentes de atos societ\u00e1rios entre partes dependentes que n\u00e3o envolvam efetivo ingresso de ativos para a pessoa jur\u00eddica. Essas medidas visam evitar opera\u00e7\u00f5es artificiais, especialmente de \u00e1gios internos, que inflavam indevidamente a base de c\u00e1lculo do JCP.<\/p>\n\n\n\n<p>Orienta\u00e7\u00f5es no Manual:<\/p>\n\n\n\n<p>Com linguagem simples e objetiva, o Manual orienta os contribuintes sobre a apura\u00e7\u00e3o e o registro correto dos JCP ap\u00f3s a vig\u00eancia da Lei n\u00ba 14.789, de 2023, facilitando o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>O conte\u00fado est\u00e1 organizado em perguntas e respostas, cobrindo conceitos e procedimentos sobre a dedutibilidade dos juros sobre capital pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p>Onde encontrar o Manual:<br>O Manual est\u00e1 dispon\u00edvel na p\u00e1gina da Receita Federal no endere\u00e7o eletr\u00f4nico:<br><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/orientacao-tributaria\/auditoria-fiscal\/conformidade\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/orientacao-tributaria\/auditoria-fiscal\/conformidade<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/novembro\/receita-federal-publica-manual-para-orientar-contribuintes-sobre-a-nova-legislacao-de-juros-sobre-capital-proprio-jcp\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/novembro\/receita-federal-publica-manual-para-orientar-contribuintes-sobre-a-nova-legislacao-de-juros-sobre-capital-proprio-jcp<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como a Carga Tribut\u00e1ria Afeta o Poder de Compra dos Brasileiros?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Dados do&nbsp; Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT) mostram que, em um ano de 365 dias, 147 s\u00e3o dedicados para o pagamento de impostos no Brasil. A carga tribut\u00e1ria impacta diretamente no consumo, tornando produtos e servi\u00e7os mais caros, o que pode reduzir o poder de compra da popula\u00e7\u00e3o.&nbsp;<br>Isso porque na maioria dos casos, as empresas e prestadores de servi\u00e7o repassam aos consumidores os valores a serem pagos \u00e0 Receita, encarecendo o pre\u00e7o final. Uma carga tribut\u00e1ria alta pode afetar o or\u00e7amento familiar, reduzir a competitividade das empresas, especialmente as de menor porte e aumentar a informalidade econ\u00f4mica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns desses problemas buscam ser sanados com a Reforma Tribut\u00e1ria j\u00e1 aprovada no Congresso e que visa criar o Imposto sobre Bens e Consumo (IBS) e criar um sistema tribut\u00e1rio mais justo. Outros ainda precisam ser discutidos em novas etapas da reforma estrutural.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Impacto no poder de compra<\/p>\n\n\n\n<p>Sem levar em conta a reforma que ainda n\u00e3o foi colocada em pr\u00e1tica, a Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) estima que 50% do encargo tribut\u00e1rio incide sobre o consumo em vez de ser equilibrado entre renda, propriedade e consumo, como ocorre em pa\u00edses desenvolvidos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o impacta diretamente a popula\u00e7\u00e3o, especialmente nas classes mais baixas, que acabam pagando proporcionalmente mais impostos. Em pa\u00edses como os Estados Unidos e Fran\u00e7a, a estrutura \u00e9 voltada para a tributa\u00e7\u00e3o da renda, o que alivia o peso sobre o consumo e torna o sistema mais progressivo\u201d, explica Renata Bilhim, advogada tributarista, doutora em tributa\u00e7\u00e3o pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e CEO da Bilhim Education &amp; Consulting.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Irlanda, ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, diminuiu as tributa\u00e7\u00f5es corporativas para atrair investimentos estrangeiros. Desse modo, reduziu impostos e, ao mesmo tempo, aumentou o poder de compra dos cidad\u00e3os, ajudando a impulsionar o crescimento econ\u00f4mico do pa\u00eds,&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada alerta que nem sempre reduzir impostos \u00e9 uma garantia de avan\u00e7o no poder de compra. \u201cPara isso acontecer, \u00e9 necess\u00e1rio que o corte de tributos seja acompanhado por uma pol\u00edtica econ\u00f4mica consistente, al\u00e9m de uma boa administra\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos\u201d, diz.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Distribui\u00e7\u00e3o do impacto<\/p>\n\n\n\n<p>Os tributos no Brasil s\u00e3o determinados com base no tipo de atividade econ\u00f4mica praticada. A lei estipula uma porcentagem espec\u00edfica para cada produto ou servi\u00e7o, de acordo com a Classifica\u00e7\u00e3o Nacional de Atividades Econ\u00f4micas (CNAE). Assim, o valor dos tributos que cada empresa deve pagar \u00e9 calculado conforme o ramo em que atua. A soma dos valores brutos de todas essas atividades comp\u00f5em o Produto Interno Bruto (PIB), que reflete tudo o que o pa\u00eds produziu em um ano, independentemente dos custos envolvidos.<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro trimestre de cada ano, o Minist\u00e9rio da Fazenda calcula o total arrecadado em impostos no ano anterior. Nesse processo, soma-se a produ\u00e7\u00e3o e os tributos pagos para definir a propor\u00e7\u00e3o de impostos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o nacional. De acordo com o Observat\u00f3rio de Pol\u00edtica Fiscal, da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV) a carga tribut\u00e1ria bruta (CTB) de 2023 foi de 32,44% do PIB.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para a advogada tribut\u00e1ria, no Brasil, alguns tributos como o Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) aumentam o custo de bens e servi\u00e7os essenciais. Ou seja, uma parcela maior da renda \u00e9 destinada para impostos embutidos nos pre\u00e7os, o que reduz o poder real de compra.<\/p>\n\n\n\n<p>O brasileiro, no entanto, nem sempre consegue calcular efetivamente o impacto dos impostos sobre o consumo. Bilhim explica que como os tributos est\u00e3o embutidos no pre\u00e7o final dos produtos, ao comprar algo, o consumidor n\u00e3o tem a real no\u00e7\u00e3o do quanto est\u00e1 pagando de imposto \u2014 na pr\u00e1tica, quando uma pessoa v\u00ea um produto na g\u00f4ndola do supermercado, o pre\u00e7o exibido j\u00e1 inclui o valor dos tributos, sem distin\u00e7\u00e3o entre o custo do produto e o imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outros pa\u00edses, o valor dos impostos \u00e9 informado separadamente no recibo de compra, o que d\u00e1 ao consumidor uma vis\u00e3o mais ampla. No Brasil, embora a nota fiscal tamb\u00e9m informe o valor dos impostos, eles nem sempre s\u00e3o calculados corretamente e se encontram quase \u201cescondidos\u201d dentro da nota fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Exemplos pr\u00e1ticos<\/p>\n\n\n\n<p>No setor de bens de consumo e produtos industrializados, impostos como o ICMS e o IPI representam uma parte significativa do custo. No setor de servi\u00e7os, \u00e9 o&nbsp; Imposto Sobre Servi\u00e7os (ISS) que integra o pre\u00e7o final em estabelecimentos como academias, cabeleireiros e reparos, onde o consumidor paga pelo servi\u00e7o com o tributo j\u00e1 embutido.<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o, muitas vezes, n\u00e3o \u00e9 vantajosa nem para os consumidores nem para as empresas. O economista e professor da Faculdade de Com\u00e9rcio (FAC- SP), Denis Medina, afirma que quando um setor precisa repassar uma parte dos custos tribut\u00e1rios ao consumidor, isso reduz a competitividade, afetando a concorr\u00eancia. O impacto pode ser maior em&nbsp; empresas menores, que t\u00eam menos margem para absorver esses custos.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo de como a carga tribut\u00e1ria aparece no dia a dia \u00e9 o chamado imposto em cascata, que se aplica ao c\u00e1lculo do pre\u00e7o de venda de produtos. Imagine um item vendido por R$ 100,00: desse valor, 18% \u00e9 ICMS, que, no caso do estado de S\u00e3o Paulo, vai direto para o governo. Segundo Medina, o que sobra para a empresa s\u00e3o os 82%, mas a tributa\u00e7\u00e3o n\u00e3o para por a\u00ed.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O IPI \u00e9 um exemplo emblem\u00e1tico de como a carga tribut\u00e1ria se acumula. Esse tributo n\u00e3o \u00e9 calculado sobre os 82% restantes, mas sobre o valor bruto de R$ 100, incluindo o ICMS e outros impostos como PIS e COFINS, criando assim uma base de c\u00e1lculo que inclui tributos sobre tributos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vale apontar, no entanto, que a estrutura acima ser\u00e1 substitu\u00edda pela Reforma Tribut\u00e1ria. O IBS vai substituir os tributos estadual e municipal\u2014 o Imposto sobre a Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias (ICMS) e o Imposto Sobre Servi\u00e7os (ISS) \u2014 transformando-os em uma cobran\u00e7a \u00fanica. O objetivo \u00e9 reduzir o efeito cascata e propor uma carga tribut\u00e1ria com melhor distribui\u00e7\u00e3o entre os setores.&nbsp;<br>Outros exemplos de impostos que acabam influenciando o consumo s\u00e3o as taxas sobre propriedade, como IPVA e IPTU, e de importa\u00e7\u00e3o. No segundo caso, o c\u00e1lculo dos tributos come\u00e7a com o valor do produto somado ao frete, gerando a base para o imposto de importa\u00e7\u00e3o. Com esse novo valor, PIS e COFINS s\u00e3o aplicados, criando um novo efeito cascata.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/forbes.com.br\/forbes-money\/2024\/11\/como-a-carga-tributaria-afeta-o-poder-de-compra-dos-brasileiros\/\">https:\/\/forbes.com.br\/forbes-money\/2024\/11\/como-a-carga-tributaria-afeta-o-poder-de-compra-dos-brasileiros\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>MUNICIPAIS: <\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf nega pagamento de PLR a funcion\u00e1rio fora do limite territorial do sindicato<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Com placar de 6\u00d72, a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) negou a extens\u00e3o de pagamento de Participa\u00e7\u00e3o nos Lucros e Resultados (PLR) a empregados de estabelecimentos que est\u00e3o fora do alcance territorial abrangido pelos acordos coletivos firmados entre a empresa e o sindicato da categoria.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso analisado trata de uma empresa varejista que fez o pagamento de PLR aos empregados de sua rede de lojas e foi autuada para cobran\u00e7a de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias. A contribuinte defende que a Lei 10.101\/00 exige a participa\u00e7\u00e3o do sindicato da categoria, mas n\u00e3o necessariamente do representante regional.<\/p>\n\n\n\n<p>Venceu a diverg\u00eancia do conselheiro Maur\u00edcio Nogueira Righetti, que deu provimento ao recurso da Fazenda. Segundo o julgador, h\u00e1 diversos precedentes recentes no sentido da negativa de extens\u00e3o do pagamento. Ele tamb\u00e9m refor\u00e7ou a necessidade de participa\u00e7\u00e3o de cada estabelecimento sindical.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora, por sua vez, apontou a import\u00e2ncia de haver a participa\u00e7\u00e3o de um representante do sindicato, \u201cseja ele qual for, desde que seja da categoria representada\u201d. Al\u00e9m disso, para ela, afronta o princ\u00edpio da isonomia excluir determinados empregados do programa de PLR sob argumento de que os sindicatos intervenientes n\u00e3o teriam legitimidade para validar sua extens\u00e3o a eles. O voto foi acompanhado pelo conselheiro Rodrigo Amorim.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso foi julgado no processo de n\u00famero 11065.003719\/2007-49 e envolve a Paquet\u00e1 Cal\u00e7ados Ltda.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-nega-pagamento-de-plr-a-funcionario-fora-do-limite-territorial-do-sindicato\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-nega-pagamento-de-plr-a-funcionario-fora-do-limite-territorial-do-sindicato<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf decide pela incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o ao Senar sobre receitas de exporta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu que a contribui\u00e7\u00e3o ao Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) deve incidir sobre receitas de exporta\u00e7\u00e3o. O caso envolve uma cooperativa equiparada ao produtor rural pessoa f\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 evidente que a natureza jur\u00eddica das contribui\u00e7\u00f5es ao Senar \u00e9 de contribui\u00e7\u00e3o de interesse de categorias profissionais ou econ\u00f4micas, j\u00e1 que se presta principalmente a atender a categoria dos trabalhadores rurais\u201d, afirmou o relator, conselheiro Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o girou em torno da natureza jur\u00eddica da contribui\u00e7\u00e3o ao Senar. Se considerada contribui\u00e7\u00e3o social geral, n\u00e3o incidiria sobre as receitas decorrentes de exporta\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, em caso de ser contribui\u00e7\u00e3o de interesse de categoria profissional, o entendimento \u00e9 pela incid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso foi apresentado pela Fazenda Nacional contra decis\u00e3o que afastou a incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o. Venceu na turma ordin\u00e1ria o posicionamento de que a contribui\u00e7\u00e3o se caracteriza como contribui\u00e7\u00e3o social e teria imunidade no caso de exporta\u00e7\u00f5es, conforme o artigo 149 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. O inciso I, do par\u00e1grafo 2\u00ba, do artigo 149 da Constitui\u00e7\u00e3o prev\u00ea a n\u00e3o incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es sociais \u201csobre as receitas decorrentes de exporta\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o conselheiro Rodrigo Amorim afirmou que o par\u00e1grafo 2\u00ba, do artigo 149 da Constitui\u00e7\u00e3o prev\u00ea a imunidade sobre as receitas de exporta\u00e7\u00e3o para as contribui\u00e7\u00f5es sociais e de dom\u00ednio econ\u00f4mico. Ou seja, n\u00e3o abrange as categorias profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgador tamb\u00e9m levou em considera\u00e7\u00e3o o fato de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter exclu\u00eddo da ementa do ac\u00f3rd\u00e3o do RE 816.830 (Tema 801) a alus\u00e3o \u00e0 natureza jur\u00eddica da contribui\u00e7\u00e3o ao Senar como sendo uma contribui\u00e7\u00e3o social. Por isso, entendeu que a decis\u00e3o recorrida deveria ser reformada.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 11060.003427\/2009-18 e envolve a Cooperativa Agr\u00edcola Cachoeirense Ltda.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-decide-pela-incidencia-de-contribuicao-ao-senar-sobre-receitas-de-exportacao\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-decide-pela-incidencia-de-contribuicao-ao-senar-sobre-receitas-de-exportacao<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf nega dedu\u00e7\u00e3o de gastos com festa de fim de ano da base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 08\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu que despesas efetuadas para a realiza\u00e7\u00e3o de festa de confraterniza\u00e7\u00e3o de fim de ano dos funcion\u00e1rios n\u00e3o podem ser deduzidas da base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda (IRPJ) e da CSLL, na apura\u00e7\u00e3o do lucro real. Por maioria, os conselheiros entenderam que tais gastos, embora \u00fateis, n\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rios \u00e0s atividades das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o come\u00e7ou quando a Receita Federal autuou a ag\u00eancia VMLY&amp;R Brasil Propaganda por deduzir do IRPJ e da CSLL gastos com festas de confraterniza\u00e7\u00e3o e eventos para funcion\u00e1rios. O fiscal entendeu que esses gastos eram desnecess\u00e1rios e representavam apenas uma liberalidade da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o reforma ac\u00f3rd\u00e3o da 1\u00aa Turma Ordin\u00e1ria da 2\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o. Na c\u00e2mara baixa, os julgadores entenderam que, no mundo empresarial moderno, eventos de integra\u00e7\u00e3o e confraterniza\u00e7\u00e3o s\u00e3o fundamentais para criar um ambiente de trabalho produtivo e manter os talentos na empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs pessoas s\u00e3o o patrim\u00f4nio humano da empresa, que deve ser preservado e, dentro do nosso contexto cultural, \u00e9 esperado que o administrador assuma despesa com festividades natalinas, visando o bem-estar social. Ademais, a promo\u00e7\u00e3o da melhoria do ambiente de trabalho, humanizando o relacionamento empresa e empregados, apenas aparenta ser unicamente graciosa, pois visa, alfim, o benef\u00edcio da sociedade empres\u00e1ria como um todo. Assim, as despesas com confraterniza\u00e7\u00e3o de fim de ano s\u00e3o necess\u00e1rias para tal finalidade, sendo dedut\u00edveis da base de c\u00e1lculo do IRPJ\u201d, diz o ac\u00f3rd\u00e3o (n\u00ba 1201-005.783).<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse ac\u00f3rd\u00e3o favor\u00e1vel ao contribuinte, a Fazenda Nacional interp\u00f4s recurso, alegando que a decis\u00e3o diverge de outras dadas pelo Carf, como a proferida pela 2\u00aa Turma Extraordin\u00e1ria da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o em 2022 (ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba 1002-002.485), o que foi acatado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, a relatora do caso, Maria Carolina Maldonado Mendon\u00e7a Kraljevic, afirma que \u201cn\u00e3o h\u00e1 nenhuma correla\u00e7\u00e3o entre a realiza\u00e7\u00e3o de confraterniza\u00e7\u00e3o e o aumento na lucratividade\u201d. E acrescenta: \u201cIndicam se tratar de uma despesa \u00fatil, capaz de contribuir com os fins da empresa, mas n\u00e3o exigida por sua atividade\u201d (ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba 9101-007.134).<\/p>\n\n\n\n<p>Para o tributarista S\u00e9rgio Presta, a decis\u00e3o da C\u00e2mara Superior est\u00e1 desalinhada com a realidade empresarial moderna e precisa ser revista. \u201cPr\u00e1ticas modernas de gest\u00e3o, incluindo eventos e confraterniza\u00e7\u00f5es, s\u00e3o necess\u00e1rias para o sucesso empresarial no s\u00e9culo XXI. N\u00e3o faz sentido usar interpreta\u00e7\u00f5es dos anos 1960 para julgar pr\u00e1ticas empresariais de 2024\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Presta, a decis\u00e3o da C\u00e2mara Superior fez uma clara distin\u00e7\u00e3o entre despesas \u00fateis e necess\u00e1rias, argumentando que nem toda despesa \u00fatil \u00e9 dedut\u00edvel. As festas de confraterniza\u00e7\u00e3o, conforme ele, foram considerados atos de liberalidade, n\u00e3o sendo exigidas pela atividade empresarial. \u201cEventos de confraterniza\u00e7\u00e3o ou a\u00e7\u00f5es de marketing para funcion\u00e1rios ou clientes contribuem para criar um ambiente mais produtivo e gerar neg\u00f3cios.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No entendimento de Bernardo Leite, s\u00f3cio do ALS Advogados, a decis\u00e3o se at\u00e9m a uma interpreta\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o mais restrita e conservadora da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Ele considera que, no voto vencedor, o Parecer Normativo CST n\u00ba 32\/1981, que trata de dedutibilidade de despesas, foi recha\u00e7ado, principalmente no que tange \u00e0 necessidade de an\u00e1lise dos crit\u00e9rios de normalidade e usualidade sob o ponto de vista do mercado. \u201cO que \u00e9, ao meu ver, equivocado\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista diz que peca o ac\u00f3rd\u00e3o no que tange ao crit\u00e9rio da \u201cnecessidade\u201d. \u201cApesar de criticar o subjetivismo na an\u00e1lise desse crit\u00e9rio, buscando uma suposta an\u00e1lise objetiva, o ac\u00f3rd\u00e3o acaba sendo fundamentado em argumentos subjetivos. Vale destacar que isso decorre do fato de que a pr\u00f3pria reda\u00e7\u00e3o do artigo 47 da Lei n\u00ba 4.506\/64, que trata de Imposto de Renda, \u00e9 falha e aberta a diversas interpreta\u00e7\u00f5es, sendo imposs\u00edvel ter um alto grau de objetividade em sua interpreta\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Leite, um ponto positivo da decis\u00e3o foi a declara\u00e7\u00e3o de voto do conselheiro Daniel Ribeiro Silva. Ele afirma que a interpreta\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria devem evoluir para acompanhar a \u201crealidade mercadol\u00f3gica\u201d e a \u201cevolu\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es empresariais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro acrescenta em seu voto \u201cque a realidade mercadol\u00f3gica e a evolu\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es empresariais e produtivas nos levam \u00e0 necessidade de evolu\u00e7\u00e3o na interpreta\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o, especialmente no que se refere a conceitos como usualidade e necessidade que guardam um grande grau de subjetividade, muito embora n\u00f3s como int\u00e9rprete tentamos conferir-lhes contorno mais objetivo poss\u00edvel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse \u00e9 um entendimento do qual comungo, pois n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que a legisla\u00e7\u00e3o evolua no mesmo ritmo que a realidade f\u00e1tica, ainda mais em um mundo cujo avan\u00e7o tecnol\u00f3gico \u00e9 cada vez mais r\u00e1pido\u201d, diz o advogado, que considera relevante oferecer atrativos extras para atrair talentos para seus quadros. \u201cNesse contexto, uma confraterniza\u00e7\u00e3o de fim de ano torna-se um aspecto essencial na reten\u00e7\u00e3o de talentos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Com essa decis\u00e3o, acrescenta, as empresas precisar\u00e3o reavaliar a classifica\u00e7\u00e3o de despesas com eventos corporativos. Leite aconselha os contribuintes que est\u00e3o discutindo o assunto na esfera administrativa a acompanhar as discuss\u00f5es. Para as demais, ele aconselha a \u201cavaliar o eventual custo ou risco tribut\u00e1rio, dependendo da decis\u00e3o a ser tomada, levando em considera\u00e7\u00e3o o entendimento da C\u00e2mara Superior\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele acredita que a discuss\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao conceito de despesa necess\u00e1ria ser\u00e1 definida no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). \u201c\u00c9 prov\u00e1vel que adotem um conceito intermedi\u00e1rio, na linha do que foi adotado no julgamento que envolveu o conceito de insumo para fins de creditamento para PIS e Cofins\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A ag\u00eancia VMLY&amp;R foi procurada pelo Valor, mas n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/11\/08\/carf-nega-deducao-de-gastos-com-festa-de-fim-de-ano-da-base-de-calculo-do-imposto-de-renda.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/11\/08\/carf-nega-deducao-de-gastos-com-festa-de-fim-de-ano-da-base-de-calculo-do-imposto-de-renda.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>ISS n\u00e3o comp\u00f5e base de c\u00e1lculo de PIS e Cofins por analogia ao ICMS, decide juiz<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que o Supremo Tribunal Federal n\u00e3o tenha julgado o RE 592.616 (<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciaRepercussao\/tema.asp?num=118\">Tema 118<\/a>), o ISS deve ser exclu\u00eddo da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins por analogia ao tratamento dado pela Corte ao ICMS na \u201ctese do s\u00e9culo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, o juiz federal Paulo Cezar Neves Junior, da 21\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo (SP), determinou que a Uni\u00e3o se abstenha de exigir recolhimento de PIS e Cofins sobre a parcela de ISS devida por uma empresa de instrumentos de medi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Tema 118<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz baseou a decis\u00e3o na jurisprud\u00eancia do Tribunal Regional Federal de 3\u00aa Regi\u00e3o, segundo a qual a decis\u00e3o do STF no RE 574.706 (Tema 69), sobre o ICMS, baliza o tratamento similar.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise do STF sobre o ISS teve in\u00edcio em 2020, mas foi&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-28\/supremo-tem-4-votos-a-2-contra-inclusao-do-iss-na-base-do-pis-cofins\/\">suspensa no \u00faltimo dia 28 de agosto<\/a>. O placar est\u00e1 empatado com cinco votos para cada lado. Resta apenas o voto do ministro Luiz Fux. At\u00e9 a decis\u00e3o final, os julgamentos de casos com o mesmo objeto seguem em tramita\u00e7\u00e3o pelo pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a advogada tributarista&nbsp;Julia Leite, que integra a banca Weiss Advocacia e representou a empresa de instrumentos de medi\u00e7\u00e3o no caso na Justi\u00e7a Federal, h\u00e1 uma inclina\u00e7\u00e3o do Judici\u00e1rio em confirmar o entendimento an\u00e1logo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA tend\u00eancia \u00e9 de modula\u00e7\u00e3o dos efeitos de eventual decis\u00e3o favor\u00e1vel do STF, sendo aconselh\u00e1vel que os contribuintes que ainda n\u00e3o discutem o assunto aju\u00edzem a a\u00e7\u00e3o competente o quanto antes\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 5023060-85.2024.4.03.6100<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-nov-04\/iss-nao-compoe-base-de-calculo-de-pis-e-cofins-por-analogia-ao-icms-decide-juiz\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-nov-04\/iss-nao-compoe-base-de-calculo-de-pis-e-cofins-por-analogia-ao-icms-decide-juiz\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Decis\u00e3o definitivas sobre ICMS na base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins podem ser anuladas se forem contr\u00e1rias a entendimento do STF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) reafirmou sua jurisprud\u00eancia de que \u00e9 cab\u00edvel a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria para anular decis\u00f5es definitivas que estejam em desacordo com o entendimento da Corte no Tema 69 da repercuss\u00e3o geral. A mat\u00e9ria foi objeto do Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) 1489562, que teve repercuss\u00e3o geral reconhecida (Tema 1.338) e m\u00e9rito julgado pelo Plen\u00e1rio Virtual.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao fixar a tese no Tema 69, o Tribunal reconheceu o direito \u00e0 exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, mas, em 2021, em embargos de declara\u00e7\u00e3o, restringiu o alcance de sua decis\u00e3o aos fatos geradores ocorridos a partir do julgamento do m\u00e9rito da controv\u00e9rsia (15\/3\/2017).<\/p>\n\n\n\n<p>O RE teve origem em mandado de seguran\u00e7a apresentado em 24\/10\/2017, na Justi\u00e7a Federal, por uma empresa varejista de cal\u00e7ados de Fortaleza (CE), buscando a aplica\u00e7\u00e3o da tese. A Justi\u00e7a reconheceu o direito da empresa, e a decis\u00e3o se tornou definitiva em 27\/2\/2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Em julho de 2022, a Uni\u00e3o ajuizou a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria (a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma que visa anular uma decis\u00e3o definitiva) sustentando que o limite temporal fixado pelo Supremo para o in\u00edcio dos efeitos da tese no Tema 69 integra o pr\u00f3prio precedente. Portanto, a exclus\u00e3o deferida pela Justi\u00e7a Federal violou esse entendimento. O Tribunal Regional Federal da 5\u00aa Regi\u00e3o (TRF-5) acolheu o pedido da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa ent\u00e3o apresentou o recurso extraordin\u00e1rio ao STF alegando que n\u00e3o seria cab\u00edvel a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria no caso, porque a modula\u00e7\u00e3o temporal dos efeitos da decis\u00e3o ocorreu somente ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado do mandado de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Cabimento de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua manifesta\u00e7\u00e3o, o relator do recurso, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, presidente do STF, explicou que, de acordo com a jurisprud\u00eancia da Corte, o entendimento firmado na modula\u00e7\u00e3o deve ser aplicado ainda que haja decis\u00f5es definitivas. Lembrou ainda que as duas Turmas do STF j\u00e1 admitiram o cabimento de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria contra decis\u00f5es que n\u00e3o observaram a modula\u00e7\u00e3o de efeitos da tese referente ao tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ministro, a potencialidade de recursos sobre essa controv\u00e9rsia demonstra a relev\u00e2ncia jur\u00eddica e social da quest\u00e3o e a necessidade da reafirma\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia dominante da Corte, com a submiss\u00e3o da mat\u00e9ria \u00e0 sistem\u00e1tica da repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, o ministro se posicionou contra o recurso da empresa, uma vez que a decis\u00e3o do TRF-5 est\u00e1 de acordo com o entendimento do STF. Ficaram vencidos, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 reafirma\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia, os ministros Edson Fachin e Luiz Fux.<\/p>\n\n\n\n<p>Tese<\/p>\n\n\n\n<p>A tese de repercuss\u00e3o geral fixada foi a seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCabe a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria para adequa\u00e7\u00e3o de julgado \u00e0 modula\u00e7\u00e3o temporal dos efeitos da tese de repercuss\u00e3o geral fixada no julgamento do RE 574.706 (Tema 69\/RG)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-portal-de-noticias wp-block-embed-portal-de-noticias\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"RKjQenNcKs\"><a href=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/decisao-definitivas-sobre-icms-na-base-de-calculo-do-pis-cofins-podem-ser-anuladas-se-forem-contrarias-a-entendimento-do-stf\/\">Decis\u00e3o definitivas sobre ICMS na base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins podem ser anuladas se forem contr\u00e1rias a entendimento do STF<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Decis\u00e3o definitivas sobre ICMS na base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins podem ser anuladas se forem contr\u00e1rias a entendimento do STF&#8221; &#8212; Portal de Noticias\" src=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/decisao-definitivas-sobre-icms-na-base-de-calculo-do-pis-cofins-podem-ser-anuladas-se-forem-contrarias-a-entendimento-do-stf\/embed\/#?secret=CF73dhen54#?secret=RKjQenNcKs\" data-secret=\"RKjQenNcKs\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Vista interrompe an\u00e1lise do STJ sobre regulamenta\u00e7\u00e3o da ades\u00e3o ao Pert<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Um pedido de vista do ministro Afr\u00e2nio Vilela interrompeu nesta ter\u00e7a-feira (5\/11) o julgamento da 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a que contesta a regulamenta\u00e7\u00e3o do Programa Especial de Regulariza\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria (Pert).<\/p>\n\n\n\n<p>A causa tem impacto estimado de R$ 18 bilh\u00f5es, de acordo com o relator, ministro Francisco Falc\u00e3o. A posi\u00e7\u00e3o a ser firmada pelo colegiado dever\u00e1 orientar a forma como os Tribunais Regionais Federais abordar\u00e3o o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>A disputa envolve a ades\u00e3o ao Pert, programa criado pela&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2017\/lei\/l13496.htm\">Lei 13.496\/2017<\/a>&nbsp;para oferecer condi\u00e7\u00f5es facilitadas para quita\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos federais vencidos at\u00e9 30 de abril de 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a ades\u00e3o ao programa, caberiam ao contribuinte o c\u00e1lculo e o recolhimento dos d\u00e9bitos inclu\u00eddos at\u00e9 a consolida\u00e7\u00e3o por parte do Fisco. Em caso de inadimplemento, a consequ\u00eancia seria o indeferimento do pedido de ades\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A regulamenta\u00e7\u00e3o da lei foi feita por meio de instru\u00e7\u00e3o normativa da Receita Federal (IN RFB 1.855\/2018). Ficou decidido que apenas os d\u00e9bitos cujas declara\u00e7\u00f5es foram enviadas at\u00e9 7 de dezembro de 2018 eram pass\u00edveis de inclus\u00e3o no programa.<\/p>\n\n\n\n<p>A data foi escolhida, segundo a Secretaria da Receita Federal, para permitir que os sistemas estivessem aptos a receber as informa\u00e7\u00f5es fiscais corretas na data de in\u00edcio da consolida\u00e7\u00e3o, 10 de dezembro de 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, a empresa contribuinte transmitiu duas declara\u00e7\u00f5es de d\u00e9bitos e cr\u00e9ditos ap\u00f3s o prazo previsto. A empresa culpa a inefici\u00eancia do sistema operado pela Receita Federal e aponta que a instru\u00e7\u00e3o normativa extrapolou a previs\u00e3o da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00famula 7<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o que se repete para contribuintes em todo o pa\u00eds, por causa do prazo. O recurso julgado na 2\u00aa Turma ataca ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o que desconsiderou os pedidos da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o TRF-3, a regulamenta\u00e7\u00e3o feita pela Receita Federal por meio da instru\u00e7\u00e3o normativa n\u00e3o extrapolou a lei que criou o Pert, mas conferiu-lhe a devida operabilidade, inclusive em coer\u00eancia com o limite para a defini\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos a serem inclu\u00eddos no programa.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Francisco Falc\u00e3o votou por negar provimento ao recurso especial, por causa de \u00f3bices processuais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs teses de insufici\u00eancia no sistema da Receita Federal ou ainda da impossibilidade de cumprimento de prazos e determina\u00e7\u00f5es postos na instru\u00e7\u00e3o normativa n\u00e3o s\u00e3o pass\u00edveis de serem revistas no \u00e2mbito do STJ. Incid\u00eancia da S\u00famula 7\u201d, avaliou o magistrado.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.084.830<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-nov-05\/vista-interrompe-analise-do-stj-sobre-regulamentacao-da-adesao-ao-pert\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-nov-05\/vista-interrompe-analise-do-stj-sobre-regulamentacao-da-adesao-ao-pert\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fazenda Nacional vence no STJ discuss\u00e3o sobre aproveitamento de \u00e1gio interno<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu de forma favor\u00e1vel \u00e0 Fazenda Nacional em um julgamento de \u00e1gio interno. A decis\u00e3o, un\u00e2nime, \u00e9 a primeira de m\u00e9rito do colegiado. O caso foi considerado pelo relator, o ministro Francisco Falc\u00e3o, o mais importante de direito p\u00fablico em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Uni\u00e3o, a tese \u00e9 relevante: chega a R$ 100 bilh\u00f5es, considerando todas as a\u00e7\u00f5es sobre \u00e1gio em tramita\u00e7\u00e3o tanto na esfera administrativa, como no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), quanto na esfera judicial. No STJ, existem, pelo menos, outros 11 processos sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento dos ministros proferido ontem destoa de um ac\u00f3rd\u00e3o recente da 1\u00aa Turma sobre o assunto, que foi favor\u00e1vel \u00e0 Cremer. A decis\u00e3o foi mantida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).<\/p>\n\n\n\n<p>Com a diverg\u00eancia, a defesa da parte no caso julgado pela 2\u00aa Turma, a empresa de transporte urbano Via\u00e7\u00e3o Joana D\u2019arc, do Esp\u00edrito Santo, pretende apresentar recurso (embargos de diverg\u00eancia) para tentar levar a quest\u00e3o \u00e0 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o \u2013 que uniformiza o entendimento dos colegiados de direito p\u00fablico, al\u00e9m de embargos de declara\u00e7\u00e3o. O impacto do julgamento para o contribuinte \u00e9 de R$ 10 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O objeto da a\u00e7\u00e3o \u00e9 uma reestrutura\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria iniciada em 2004. Segundo o advogado da empresa, era necess\u00e1rio tomar empr\u00e9stimo para participar de licita\u00e7\u00e3o e, por isso, fez uma reavalia\u00e7\u00e3o do seu patrim\u00f4nio com a integraliza\u00e7\u00e3o em outra empresa do grupo, a Sodam, \u201cpara ganhar musculatura no balan\u00e7o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A Via\u00e7\u00e3o foi transformada em sociedade an\u00f4nima e suas a\u00e7\u00f5es foram incorporadas pela Sodam a valor de mercado \u2013 e, posteriormente, esta foi absorvida pela Via\u00e7\u00e3o Joana D\u2019arc. A diferen\u00e7a entre o valor de mercado e o patrimonial gerou o \u00e1gio de R$ 16 milh\u00f5es, que tem sido amortizado no Imposto de Renda e CSLL em parcelas mensais. At\u00e9 ent\u00e3o, R$ 2,7 milh\u00f5es foram usados.<\/p>\n\n\n\n<p>Toda a opera\u00e7\u00e3o, para a Fazenda Nacional, ocorreu intragrupo, utilizando-se dos benef\u00edcios fiscais previstos nos artigos 7\u00ba da Lei n\u00b0 9.532\/97 e 36 da Lei n\u00b0 10.637\/02, sem que se tenha havido o efetivo pagamento de \u00e1gio. Para a Uni\u00e3o, o \u00e1gio foi gerado artificialmente, com uso de empresa ve\u00edculo e por meio de uma opera\u00e7\u00e3o de incorpora\u00e7\u00e3o reversa.<\/p>\n\n\n\n<p>Existia uma expectativa dos contribuintes de que o desfecho fosse o mesmo de um processo da Gerdau, julgado de forma monocr\u00e1tica pelo ministro Herman Benjamin. Naquele caso, n\u00e3o foi conhecido um recurso da Uni\u00e3o, ou seja, o ministro n\u00e3o entrou no m\u00e9rito da discuss\u00e3o. Para o advogado da Via\u00e7\u00e3o, os dois casos s\u00e3o muito semelhantes. \u201cTer uma decis\u00e3o dessa natureza sobre algo que era permitido pela lei \u00e9 desastroso\u201d, afirma ele, sobre a decis\u00e3o de ontem.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado, o STJ desconsiderou que, na opera\u00e7\u00e3o, houve a exclus\u00e3o de um s\u00f3cio do grupo, que a Via\u00e7\u00e3o Joana d\u2019Arc foi transformada em sociedade an\u00f4nima e que havia a licita\u00e7\u00e3o, portanto, existiu um fato econ\u00f4mico. E que a veda\u00e7\u00e3o expressa da opera\u00e7\u00e3o entre partes relacionadas s\u00f3 veio com a Lei 12.973\/2014. Antes disso, acrescenta, a legisla\u00e7\u00e3o permitia. \u201cQuando o legislador quis fazer essa distin\u00e7\u00e3o, ele fez.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o procurador da Fazenda Nacional Ricson Moreira Coelho da Silva, disse, na sess\u00e3o, que a Via\u00e7\u00e3o Joana d\u2019Arc \u201cse fantasiou\u201d de Sodan para obter o benef\u00edcio fiscal. E que em um curto espa\u00e7o de tempo a empresa \u201csem exercer qualquer atividade comercial\u201d declarou R$ 16 milh\u00f5es no balan\u00e7o cont\u00e1bil, passando a deduzi-los dos tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Coelho da Silva, a dedu\u00e7\u00e3o do \u00e1gio da base dos impostos foi criada \u201cde maneira excepcional em um contexto de privatiza\u00e7\u00f5es\u201d. \u201cA ideia era estimular que as empresas fossem adquiridas com \u00e1gio para que investimentos fossem feitos no pa\u00eds, para que o patrim\u00f4nio brasileiro fosse aumentado\u201d, lembrou. E acrescentou que, no caso, n\u00e3o houve disp\u00eandio financeiro. \u201cN\u00e3o houve atividade econ\u00f4mica.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o, o ministro Falc\u00e3o reverteu o ac\u00f3rd\u00e3o favor\u00e1vel \u00e0 empresa dado pelo Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRF-2). Na vis\u00e3o dele, a cria\u00e7\u00e3o de estruturas artificiais sem prop\u00f3sito negocial \u00e9 um abuso de direito e desrespeita a lei em vigor na \u00e9poca. \u201cEntendo inadmiss\u00edvel a premissa de que a liberdade de auto-organiza\u00e7\u00e3o comporta constru\u00e7\u00e3o de estruturas artificiais para a economia de tributos\u201d, disse (REsp n\u00ba 2.152.642).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o relator, \u00e9 poss\u00edvel a ado\u00e7\u00e3o de medidas de planejamento tribut\u00e1rio, se dentro da lei. \u201cO contribuinte pode organizar seus neg\u00f3cios de maneira a escolher o caminho menos oneroso tributariamente, desde que as estruturas jur\u00eddica utilizadas se compatibilizem com o ordenamento jur\u00eddico\u201d, afirmou. \u201cNo caso, deve ser mantida a glosa dos cr\u00e9ditos amortizados\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) diz considerar o julgamento como \u201cuma vit\u00f3ria importante\u201d. E acrescenta que \u201cespera que o posicionamento da 2\u00aa Turma seja replicado pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do tribunal e que as raz\u00f5es do voto do ministro relator [Francisco Falc\u00e3o] tenham impacto significativo no STJ, como um todo, assim como em outros colegiados, permitindo que a Fazenda Nacional se saia vitoriosa em casos semelhantes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/11\/06\/fazenda-nacional-vence-no-stj-discussao-sobre-aproveitamento-de-agio-interno.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/11\/06\/fazenda-nacional-vence-no-stj-discussao-sobre-aproveitamento-de-agio-interno.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>3\u00aa Turma do STJ veda penhora de stock options<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A 3\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu, ontem, que o direito \u00e0s chamadas stock options (op\u00e7\u00f5es de compra de a\u00e7\u00f5es) s\u00f3 pode ser exercido pelo titular, nunca por terceiros \u2013 o que impediria a penhora dos pap\u00e9is. Com essa decis\u00e3o, un\u00e2nime, os ministros mantiveram entendimento do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP), que havia vetado a uma empresa de concess\u00e3o de cr\u00e9dito o direito de executar as stock options de um ex-conselheiro da Gol.<\/p>\n\n\n\n<p>Planos de stock options permitem que os funcion\u00e1rios optem por comprar uma participa\u00e7\u00e3o na companhia, por um pre\u00e7o pr\u00e9-fixado e em um prazo determinado. Elas s\u00e3o oferecidas pelas empresas no mercado de a\u00e7\u00f5es como incentivo para reter empregados.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso analisado, a Caruana S\/A Sociedade de Cr\u00e9dito, Financiamento e Investimento pediu a penhora das stock options de Richard Freeman Lark Jr junto \u00e0 Gol Linhas A\u00e9reas, companhia na qual ele foi conselheiro at\u00e9 o m\u00eas de janeiro deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Vara C\u00edvel de Araraquara (SP) autorizou a penhora das stock options para sanar a d\u00edvida de Lark junto \u00e0 Caruana, em decis\u00e3o de maio de 2017. N\u00e3o houve recurso contra essa decis\u00e3o. Em setembro do mesmo ano, o ju\u00edzo deferiu o exerc\u00edcio da op\u00e7\u00e3o de compra pela empresa de cr\u00e9dito, no lugar do executado.<\/p>\n\n\n\n<p>Lark recorreu da decis\u00e3o e o TJSP lhe deu raz\u00e3o. Conforme o ac\u00f3rd\u00e3o da 17\u00aa C\u00e2mara de Direito Privado, de 2018, \u201co \u2018direito\u2019 penhorado n\u00e3o possui valor econ\u00f4mico imediato\u201d. Isso porque o credor s\u00f3 poderia se beneficiar do valor apurado a partir da venda das a\u00e7\u00f5es no mercado, se o devedor exercesse seu direito de compra dos pap\u00e9is, mas nunca exerceria tal direito no lugar do devedor, segundo o ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No STJ, o voto do relator, ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, foi proferido no mesmo sentido. Segundo ele, possibilitar que terceiros exer\u00e7am o direito de op\u00e7\u00e3o de compra obriga a empresa, que definiu a distribui\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio em assembleia e calculou os riscos do plano, a uma \u201crela\u00e7\u00e3o negocial compuls\u00f3ria com pessoa estranha\u201d, o que n\u00e3o pode ser admitido.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a transfer\u00eancia do direito iria retirar da companhia \u201ca vantagem que buscou alcan\u00e7ar ao constituir instrumento de gest\u00e3o\u201d, como o est\u00edmulo \u00e0 produtividade dos controladores e o fomento da estabilidade das rela\u00e7\u00f5es contratuais, evitando a fuga de talentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o ministro apontou que o devedor \u201cn\u00e3o exerceu o direito [de compra de a\u00e7\u00f5es], n\u00e3o passando a integrar seu patrim\u00f4nio, remanescendo o benef\u00edcio no plano do direito de aquisi\u00e7\u00e3o, cuja natureza \u00e9 personal\u00edssima\u201d, e, assim, intransfer\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Cueva ainda ressaltou que a quest\u00e3o das stock options n\u00e3o tinha sido analisada pelas turmas de direito privado do STJ. No \u00e2mbito do direito p\u00fablico, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o definiu que a natureza desse tipo de plano \u00e9 mercantil, sem car\u00e1ter remunerat\u00f3rio. Assim, s\u00f3 incide Imposto de Renda quando o adquirente revender as a\u00e7\u00f5es compradas, apurando ganho de capital, n\u00e3o no momento da aquisi\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra Nancy Andrighi, que na sess\u00e3o anterior de julgamento do caso tinha pedido vista, apresentou voto no sentido de que o STJ n\u00e3o poderia julgar a quest\u00e3o. Isso porque ela n\u00e3o havia sido levantada anteriormente nos recursos apresentados \u00e0s inst\u00e2ncias inferiores do Judici\u00e1rio. Contudo, Nancy ficou vencida nesse ponto. No m\u00e9rito, ela acompanhou o relator contra a possibilidade de repasse das stock options a terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/11\/06\/3a-turma-do-stj-veda-penhora-de-stock-options.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/11\/06\/3a-turma-do-stj-veda-penhora-de-stock-options.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF valida uso de cr\u00e9ditos de precat\u00f3rios para pagamento de d\u00edvidas de ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) considerou constitucional lei que prev\u00ea o uso de cr\u00e9ditos de precat\u00f3rios para o pagamento de d\u00edvidas do ICMS. A norma, analisada no Plen\u00e1rio Virtual, \u00e9 do Amazonas, mas pelo menos outros sete Estados e o Distrito Federal t\u00eam ou j\u00e1 tiveram previs\u00f5es legais semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime, seguindo o posicionamento do relator, o ministro Nunes Marques. Ele votou para validar a compensa\u00e7\u00e3o, contanto que o Estado obede\u00e7a \u00e0 previs\u00e3o constitucional de repasse de 25% do valor do ICMS para os munic\u00edpios (ADI 4080).<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento foi adotado em a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade (ADI) ajuizada, em 2008, pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSBD). A legenda questionou a Lei n\u00ba 3.062, de 6 de julho de 2006, do Estado do Amazonas, que instituiu a possibilidade de compensa\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas de ICMS com cr\u00e9ditos de precat\u00f3rios, se eles tivessem sido expedidos em a\u00e7\u00f5es ajuizadas at\u00e9 31 de dezembro de 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>O partido argumentou que a norma \u00e9 incompat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o por instituir uma compensa\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica, que \u00e9 vedada pelo Supremo. Tamb\u00e9m afirmava que a pr\u00e1tica burlaria a ordem cronol\u00f3gica de pagamento dos precat\u00f3rios, j\u00e1 que os credores com d\u00edvidas do ICMS passariam \u201cna frente\u201d dos demais.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma, segundo o PSDB, ainda desrespeitaria a regra de reparti\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria segundo a qual 25% do ICMS arrecadado deve ser repassado aos munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Nunes Marques recha\u00e7ou os argumentos. Segundo ele, n\u00e3o h\u00e1 incompatibilidade com a Constitui\u00e7\u00e3o, uma vez que a norma respeita o princ\u00edpio da isonomia e n\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o entre os contribuintes para concess\u00e3o de benef\u00edcios. Para o ministro, o principal m\u00e9rito da lei \u00e9 &#8220;beneficiar todos os credores de precat\u00f3rios&#8221;, uma vez que, ao compensar d\u00edvidas, poder\u00e1 acelerar os pagamentos seguintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o de repasse de 25% do tributo arrecadado para os munic\u00edpios, o ministro destacou que a lei do Amazonas n\u00e3o disp\u00f4s sobre o tema, e que essa omiss\u00e3o \u201cpode mesmo ter dado azo \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o de que o diploma local isentara o Estado do dever de repassar, aos munic\u00edpios, o percentual de 25% dos valores de ICMS compensados com precat\u00f3rios\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme decidido pelo Supremo neste ano, por unanimidade, os Estados s\u00e3o obrigados a repassar para o Fundo de Participa\u00e7\u00e3o dos Munic\u00edpios (FPM) 25% dos valores de cr\u00e9ditos extintos de ICMS, por compensa\u00e7\u00e3o ou transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria (ADI 3837).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o ministro deu parcial provimento \u00e0 a\u00e7\u00e3o do PSDB, para \u201cconferir interpreta\u00e7\u00e3o conforme \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o \u00e0 Lei n\u00ba 3.062, de 6 de julho de 2006, do Estado do Amazonas, de modo a consignar que a compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios de ICMS deve observar o dever constitucional de reparti\u00e7\u00e3o dos 25% pertencentes aos munic\u00edpios (CF, art. 158, IV, \u201ca \u201d)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o a respeito da lei amazonense pode direcionar a pol\u00edtica tribut\u00e1ria de outros Estados que j\u00e1 t\u00eam previs\u00f5es parecidas ou venham a institu\u00ed-las, apontam tributaristas. E, acrescentam, n\u00e3o prejudica os credores que est\u00e3o na fila para recebimento dos precat\u00f3rios, uma vez que desafoga a lista e acelera o pagamento de quem tem direito a receber.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa compensa\u00e7\u00e3o est\u00e1 prevista pela legisla\u00e7\u00e3o dos Estados de S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Bahia, Paran\u00e1, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, al\u00e9m do Distrito Federal. Em S\u00e3o Paulo, por exemplo, a Lei n\u00ba 17.843\/2023, que trata de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, permite o uso de precat\u00f3rios em compensa\u00e7\u00f5es com d\u00edvidas fiscais o u de outra natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>No Paran\u00e1, leis espec\u00edficas permitem o uso de precat\u00f3rios para quitar apenas parte dos d\u00e9bitos inscritos em d\u00edvida ativa &#8211; de 50% a 95% do valor parcelado. O \u00faltimo programa, institu\u00eddo em 2021, foi prorrogado para autorizar um novo per\u00edodo de ades\u00e3o em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Fernando Facury Scaff, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Silveira, Athias, Soriano de Mello, Bentes, Lobato &amp; Scaff &#8211; Advogados, o que os Estados n\u00e3o podem fazer \u00e9 obrigar os contribuintes a compensar seus d\u00e9bitos com precat\u00f3rios. \u201cIsso seria ruim, pois quem lan\u00e7a os d\u00e9bitos de ICMS \u00e9 o pr\u00f3prio Estado. Assim, ele afasta eventual judicializa\u00e7\u00e3o dos lan\u00e7am entos de ICMS e obriga o acerto de contas por meio dos precat\u00f3rios\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, acrescenta, h\u00e1 contribuintes que querem usar cr\u00e9ditos de precat\u00f3rios para o pagamento de d\u00edvidas de ICMS. \u201cMas se trata de uma op\u00e7\u00e3o, uma escolha, sem compulsoriedade\u201d, diz ele, lembrando que essa exig\u00eancia, inclusive, j\u00e1 tinha sido definida pelo Supremo no julgamento da Emenda Constitucional n\u00ba 62\/2009 (ADI 4357 e 4425).<\/p>\n\n\n\n<p>Guilherme Peloso Araujo, s\u00f3cio do Carvalho Borges Araujo CBA Advogados, destaca que a iniciativa dos Estados de resolver o problema dos precat\u00f3rios \u00e9 louv\u00e1vel, uma vez que os recorrentes atrasos nos pagamentos, que s\u00e3o validados por emendas constitucionais e protegidos pela jurisprud\u00eancia, transformam o governo em uma esp\u00e9cie de \u201cinadimplente protegido\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO posicionamento adotado pelo STF \u00e9 correto no sentido de, mesmo protegendo os munic\u00edpios (que n\u00e3o se apontou terem sido lesados em concreto), garantir que a lei estadual possa dispor sobre o regime de pagamento de precat\u00f3rios, o que privilegia a autonomia &nbsp;federativa\u201d, afirma o tributarista.<\/p>\n\n\n\n<p>O efeito tamb\u00e9m \u00e9 positivo para o contribuinte, conforme avalia o tributarista Thiago Barbosa Wanderley, s\u00f3cio do Salles Nogueira Advogados, uma vez que proporciona \u201ca possibilidade de manter seu fluxo de caixa\u201d. \u201cN\u00e3o faria sentido pagar seus d\u00e9bitos de ICMS em dinheiro, enquanto o pr\u00f3prio Estado possui uma d\u00edvida com a empresa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, o o procurador-geral do Estado do AM, Giordano Bruno Costa da Cruz, afirma que o entendimento do STF acaba por permitir o uso de cr\u00e9ditos de precat\u00f3rio como um dos meios de pagamento de d\u00edvida tribut\u00e1ria. &#8220;\u00c9 mais uma via de resolu\u00e7\u00e3o consensual de conflitos entre o Fisco e os contribuintes com o objetivo de diminuir a judicializacao de cobran\u00e7a de d\u00edvida ativa e aumentar arrecada\u00e7\u00e3o de todos os entes federativos. Ganham todos n\u00f3s, entes federativos e contribuintes\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/11\/07\/stf-valida-uso-de-creditos-de-precatorios-para-pagamento-de-dividas-de-icms.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/11\/07\/stf-valida-uso-de-creditos-de-precatorios-para-pagamento-de-dividas-de-icms.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAIS<\/strong>:&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>TJ-RS mant\u00e9m valor declarado pelo contribuinte em integraliza\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis ao capital de empresa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/11\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A mera presun\u00e7\u00e3o de que o valor da incorpora\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel ao capital social de uma empresa \u00e9 maior do que o declarado pelo contribuinte n\u00e3o tem o cond\u00e3o de viabilizar a cobran\u00e7a de Imposto sobre Transmiss\u00e3o de Bens Im\u00f3veis (ITBI). Para incid\u00eancia do imposto, \u00e9 necess\u00e1rio procedimento administrativo para apurar a diferen\u00e7a entre o valor declarado e o de mercado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o entendimento da ju\u00edza Laura Louzada Jaccottet, da 2\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul, para manter o valor de transa\u00e7\u00f5es declaradas pelo contribuinte em integraliza\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis ao capital social de uma empresa e afastar a cobran\u00e7a de ITBI.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi provocada por agravo de instrumento contra decis\u00e3o de primeira inst\u00e2ncia, que negou a suspens\u00e3o da cobran\u00e7a por violar o&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=1113&amp;cod_tema_final=1113\">entendimento<\/a>&nbsp;do Superior Tribunal de Justi\u00e7a no julgamento do Tema Repetitivo 1.113.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o, o STJ definiu tr\u00eas teses. Uma delas determina que: \u201cO Munic\u00edpio n\u00e3o pode arbitrar previamente a base de c\u00e1lculo do ITBI com respaldo em valor de refer\u00eancia por ele estabelecido unilateralmente\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o agravo, a julgadora apontou que a compreens\u00e3o do fisco municipal est\u00e1 correta no sentido de que o fato gerador da previs\u00e3o de lan\u00e7amento do ITBI tem por base o excedente das cotas integradas ao capital social da empresa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A julgadora, contudo, lembrou que, para que o excedente seja apurado, \u00e9 necess\u00e1rio que haja processo administrativo pr\u00f3prio para essa finalidade. \u201cNessa perspectiva, diante de eventual discord\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o ao valor declarado pelo contribuinte, a Fazenda P\u00fablica tem o dever de instaurar processo administrativo pr\u00e9vio para apura\u00e7\u00e3o do valor dos bens, de maneira a propiciar ao contribuinte a justifica\u00e7\u00e3o do valor declarado na transa\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, porquanto o fato gerador n\u00e3o comporta lan\u00e7amento na modalidade de of\u00edcio de forma origin\u00e1ria e o valor da transa\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria goza de presun\u00e7\u00e3o de veracidade em favor do contribuinte\u201d, registrou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, a ju\u00edza decidiu deferir parcialmente o pedido de tutela antecipada recursal para manter o valor das transa\u00e7\u00f5es declaradas pelo contribuinte at\u00e9 a conclus\u00e3o de processo administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Atuaram na causa os advogados&nbsp;Rodrigo Pasquali&nbsp;e&nbsp;Artur Cadore, da Pasquali e Cadore Advocacia.<br>Processo 5304548-60.2024.8.21.7000<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-nov-06\/tj-rs-mantem-valor-declarado-pelo-contribuinte-em-integralizacao-de-imoveis-ao-capital-de-empresa\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-nov-06\/tj-rs-mantem-valor-declarado-pelo-contribuinte-em-integralizacao-de-imoveis-ao-capital-de-empresa\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 04\/11 a 11\/11 Projeto susta cobran\u00e7a de adicional por risco ambiental de trabalho pela Receita Data: 04\/11\/2024 Tramita no Senado o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 351\/2024, que susta ato da Receita Federal pelo qual \u00e9 obrigat\u00f3rio o recolhimento da contribui\u00e7\u00e3o adicional aos Riscos Ambientais do Trabalho (RAT) das empresas (Ato Declarat\u00f3rio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3561,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[9,29,33,63,96,73],"class_list":["post-3559","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-retrospecto-tributario","tag-amaral-yazbek","tag-empresas","tag-negocios","tag-noticia-do-dia","tag-reforma-tributaria","tag-retrospecto-tributario"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Retrospecto Tribut\u00e1rio - 04\/11 a 11\/11<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. 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