{"id":3524,"date":"2024-10-14T15:40:46","date_gmt":"2024-10-14T18:40:46","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3524"},"modified":"2024-10-14T15:44:03","modified_gmt":"2024-10-14T18:44:03","slug":"retrospecto-tributario-07-10-a-14-10","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3524","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 07\/10 a 14\/10"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 07\/10 a 14\/10<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Empresas devem estar atentas ao cadastro compuls\u00f3rio no Domic\u00edlio Judicial Eletr\u00f4nico<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/10\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o t\u00e9rmino do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnj.jus.br\/mei-micro-e-pequenas-empresas-tem-uma-semana-para-se-cadastrar-no-domicilio-judicial-eletronico\/\">prazo&nbsp;para registro volunt\u00e1rio de microempreendedores individuais (MEI), micro e pequenas empresas no Domic\u00edlio Judicial Eletr\u00f4nico<\/a>, que ocorreu na \u00faltima segunda-feira (30\/9), o Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) alerta as empresas para que estejam atentas \u00e0 obrigatoriedade de cadastro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O registro compuls\u00f3rio das pessoas jur\u00eddicas que se enquadram na regra iniciou na semana passada e tem previs\u00e3o de se estender at\u00e9 meados de novembro. Ao todo, ser\u00e3o cerca de 20 milh\u00f5es de CNPJs inscritos compulsoriamente na ferramenta que centraliza as comunica\u00e7\u00f5es enviadas pelos tribunais brasileiros.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo fora do prazo, as empresas que ainda n\u00e3o se registraram voluntariamente t\u00eam a oportunidade de realizar o cadastro, pois a inscri\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria ser\u00e1 gradual. Para se cadastrar, basta acessar o sistema com o seu certificado digital, assinar o termo de ades\u00e3o e confirmar um e-mail para recebimento de notifica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 as pessoas jur\u00eddicas cadastradas compulsoriamente dever\u00e3o acessar o site&nbsp;<a href=\"https:\/\/sso.cloud.pje.jus.br\/auth\/realms\/pje\/protocol\/openid-connect\/auth?client_id=domicilio-eletronico-frontend&amp;redirect_uri=https%3A%2F%2Fdomicilio-eletronico.pdpj.jus.br%2F&amp;state=4b4082f8-d617-46ee-8324-e06abdf46bd1&amp;response_mode=fragment&amp;response_type=code&amp;scope=openid&amp;nonce=2daa8f09-67a3-4aa9-80d9-9eedc73860f1\">domicilio-eletronico.pdpj.jus.br&nbsp;<\/a>e fazer login na op\u00e7\u00e3o gov.br com seu certificado digital (e-CNPJ). Ap\u00f3s o login, ser\u00e1 poss\u00edvel atualizar os dados na plataforma e verificar se h\u00e1 comunica\u00e7\u00f5es processuais destinadas ao CNPJ da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas que ainda n\u00e3o se registraram podem conferir no&nbsp;<a href=\"https:\/\/paineisanalytics.cnj.jus.br\/single\/?appid=d81477a5-739b-4798-9a75-50a45283a55a&amp;sheet=7ea3ef99-fcdc-480f-8121-57f298998f43&amp;theme=horizon&amp;lang=pt-BR&amp;opt=ctxmenu,currsel\">Painel de Monitoramento do Sistema Domic\u00edlio Judicial Eletr\u00f4nico<\/a>&nbsp;se tiveram o CNPJ cadastrado compulsoriamente.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.cnj.jus.br\/empresas-devem-estar-atentas-ao-cadastro-compulsorio-no-domicilio-judicial-eletronico\/\">https:\/\/www.cnj.jus.br\/empresas-devem-estar-atentas-ao-cadastro-compulsorio-no-domicilio-judicial-eletronico\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Regulariza\u00e7\u00e3o de bens no Brasil e no exterior: saiba como aderir ao novo regime<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A nova&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2016\/lei\/l13254.htm#art5%C2%A71\">Lei n\u00ba 14.973<\/a>, sancionada em 16 de setembro de 2024, criou o Regime Especial de Regulariza\u00e7\u00e3o Geral de Bens Cambial e Tribut\u00e1ria (RERCT-Geral), que permite a regulariza\u00e7\u00e3o de bens e recursos mantidos no Brasil ou no exterior.<br><br>A Receita Federal regulamentou o regime por meio da&nbsp;<a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=140589\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.221, de 19 de setembro de 2024<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem pode aderir e o que pode ser regularizado<\/p>\n\n\n\n<p>O RERCT-Geral \u00e9 destinado a residentes ou domiciliados no Brasil que possu\u00edam recursos, bens ou direitos de origem l\u00edcita at\u00e9 31 de dezembro de 2023 e que, por algum motivo, n\u00e3o foram declarados ou foram informados com dados incorretos. O regime abrange tanto bens mantidos no Brasil quanto no exterior, desde que n\u00e3o tenham sido devidamente declarados \u00e0 Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Condi\u00e7\u00f5es para regulariza\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Para aderir ao RERCT-Geral, \u00e9 necess\u00e1rio cumprir tr\u00eas requisitos:<\/p>\n\n\n\n<p>Apresenta\u00e7\u00e3o de declara\u00e7\u00e3o \u00fanica de regulariza\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>Pagamento integral do imposto sobre a renda \u00e0 al\u00edquota de 15% (quinze por cento) incidente sobre o valor total, em moeda nacional, dos recursos objeto de regulariza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pagamento integral da multa de regulariza\u00e7\u00e3o em percentual de 100% (cem por cento) do imposto sobre a renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Como fazer a declara\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A Declara\u00e7\u00e3o de Regulariza\u00e7\u00e3o Cambial e Tribut\u00e1ria (Dercat) pode ser feita online, por meio do Centro Virtual de Atendimento (e-CAC), acess\u00edvel no site da Receita Federal (<a href=\"http:\/\/rfb.gov.br\/\">http:\/\/rfb.gov.br<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao acessar o e-CAC, basta seguir dois passos simples para regularizar seus bens e recursos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/outubro\/regularizacao-de-bens-no-brasil-e-no-exterior-saiba-como-aderir-ao-novo-regime\/tela-ecac.png\">Instru\u00e7\u00f5es para acessar<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Aten\u00e7\u00e3o ao prazo!<\/p>\n\n\n\n<p>O prazo final para ades\u00e3o ao regime \u00e9 15 de dezembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/outubro\/regularizacao-de-bens-no-brasil-e-no-exterior-saiba-como-aderir-ao-novo-regime\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/outubro\/regularizacao-de-bens-no-brasil-e-no-exterior-saiba-como-aderir-ao-novo-regime<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/noticiasfiscais.com.br\/2024\/10\/09\/projeto-da-camara-deteriora-modelo-da-difal-ameaca-os-comercios-internos-estaduais-e-fragiliza-o-ambiente-de-negocios-brasileiro\/\"><strong>Projeto da C\u00e2mara deteriora modelo da Difal, amea\u00e7a os com\u00e9rcios internos estaduais e fragiliza o ambiente de neg\u00f3cios brasileiro<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Imagine um cen\u00e1rio onde o com\u00e9rcio local passa a ser mais tributado do que os fornecedores de outros estados. Isso representaria um grande retrocesso para o pa\u00eds, considerando que a maior parte das iniciativas empresariais se concentra nos mercados locais dos estados. Al\u00e9m disso, seria pouco estrat\u00e9gico e sustent\u00e1vel intensificar o transporte rodovi\u00e1rio em um pa\u00eds de dimens\u00f5es continentais, quando o desenvolvimento local poderia ser incentivado.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar dessas quest\u00f5es, tramita na C\u00e2mara dos Deputados um projeto de lei complementar que amea\u00e7a o equil\u00edbrio fiscal entre os estados, amplia as desigualdades regionais e fragiliza o ambiente de neg\u00f3cios. Trata-se do PLP 176\/2019, que revoga a exig\u00eancia de antecipa\u00e7\u00e3o do recolhimento do diferencial de al\u00edquota (Difal) do ICMS para empresas optantes pelo Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de anomalia de modelo tribut\u00e1rio que \u00e9 poss\u00edvel cometer quando ainda se tem um sistema em que parte da tributa\u00e7\u00e3o nas opera\u00e7\u00f5es interestaduais se d\u00e1 na origem das mercadorias. \u00c9 t\u00e3o agressivo aos com\u00e9rcios locais que chega ser surpreendente a pr\u00f3pria propositura de algo do g\u00eanero. Desastroso do ponto vista econ\u00f4mico e social, o projeto ainda incentiva o aumento do consumo e a depend\u00eancia do pa\u00eds em rela\u00e7\u00e3o aos combust\u00edveis fosseis ao estimular o transporte rodovi\u00e1rio, principal modal do pa\u00eds, mesmo diante de uma nova realidade mundial que busca a transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica para modelos ambientalmente sustent\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>STF julgou pela preserva\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio entre os entes federados<\/p>\n\n\n\n<p>O PLP 176\/20219 vai em contram\u00e3o de decis\u00e3o j\u00e1 proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no m\u00eas de agosto durante o julgamento da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6030, na qual a Corte consolidou um entendimento que promove a concorr\u00eancia justa e preserva o equil\u00edbrio entre os entes federativos<\/p>\n\n\n\n<p>A A\u00e7\u00e3o foi relatada pelo ministro do STF Gilmar Mendes que, em seu voto, destacou que a exclus\u00e3o das microempresas do diferencial de al\u00edquotas geraria um desarranjo econ\u00f4mico e federativo significativo:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO crit\u00e9rio de escolha predominante seria o local de estabelecimento dos fornecedores, preferindo-se sempre aqueles localizados em outra unidade da federa\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou, ressaltando que tal situa\u00e7\u00e3o prejudicaria diretamente a competitividade local e o equil\u00edbrio fiscal entre os estados:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEventual proced\u00eancia do pedido ensejaria ainda outra consequ\u00eancia indesejada, pernicioso desarranjo na cadeia produtiva de setores econ\u00f4micos relevantes, engendrando segrega\u00e7\u00f5es pela maior ou menor efici\u00eancia econ\u00f4mica ou vantagem competitiva oferecidas por determinadas empresas, afinal, passar-se-ia a evitar a aquisi\u00e7\u00e3o de insumos junto \u00e0quelas estabelecidas no mesmo Estado da Federa\u00e7\u00e3o, precisamente para evitar a incid\u00eancia da al\u00edquota interna\u201d&nbsp;refor\u00e7ou o ministro.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento do relator Gilmar Mendes foi un\u00e2nime entre os ministros da Corte. A decis\u00e3o reafirmou a constitucionalidade de trechos da Lei Complementar 123\/2006, que regulamenta o Simples Nacional, a Suprema Corte assegurou a aplica\u00e7\u00e3o da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e do diferencial de al\u00edquota nas opera\u00e7\u00f5es interestaduais realizadas por microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP).<\/p>\n\n\n\n<p>Os estados acreditam que n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para o PLP 176\/2019 permanecer na pauta da CFT. A manuten\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o do STF pelos parlamentares representa um avan\u00e7o importante para garantir um mercado mais justo e competitivo, refor\u00e7ando os princ\u00edpios de justi\u00e7a fiscal e equil\u00edbrio entre os entes federativos.<\/p>\n\n\n\n<p>O cumprimento das regras de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e do diferencial de al\u00edquota, inclusive para micro e pequenas empresas, \u00e9 fundamental para que o Brasil continue a progredir em dire\u00e7\u00e3o a um ambiente de neg\u00f3cios mais transparente e equilibrado para todos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tramita\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Pauta prevista para a sess\u00e3o da Comiss\u00e3o de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o (CFT) desta quarta-feira (09), o PLP 176\/2019 \u00e9 de autoria da deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF), com relatoria da deputada Laura Carneiro (PSD-RJ). O projeto j\u00e1 foi aprovado nas comiss\u00f5es de desenvolvimento econ\u00f4mico (CDE) e de ind\u00fastria, com\u00e9rcio e servi\u00e7os (CICS).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/comsefaz.org.br\/novo\/projeto-da-camara-deteriora-modelo-da-difal-ameaca-os-comercios-internos-estaduais-e-fragiliza-o-ambiente-de-negocios-brasileiro\/\">https:\/\/comsefaz.org.br\/novo\/projeto-da-camara-deteriora-modelo-da-difal-ameaca-os-comercios-internos-estaduais-e-fragiliza-o-ambiente-de-negocios-brasileiro\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/noticiasfiscais.com.br\/2024\/10\/10\/cae-debatedores-fazem-ressalvas-sobre-is-nos-setores-de-gas-e-bebidas-alcoolicas\/\"><strong>CAE: debatedores fazem ressalvas sobre IS nos setores de g\u00e1s e bebidas alco\u00f3licas<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) promoveu, na tarde desta quarta-feira (9), mais uma audi\u00eancia p\u00fablica para debater os impactos da reforma tribut\u00e1ria. Desta vez, o foco foi no imposto seletivo em setores como o de bebidas alco\u00f3licas e o de \u00f3leo e g\u00e1s. Os debatedores reconheceram a import\u00e2ncia da reforma, mas divergiram sobre o alcance do imposto seletivo \u2014 como \u00e9 chamado o imposto que visa desestimular o consumo de bens e servi\u00e7os considerados prejudiciais \u00e0 sa\u00fade ou ao meio ambiente. Um exemplo da aplica\u00e7\u00e3o desse tributo, tamb\u00e9m chamado de \u201cimposto do pecado\u201d, \u00e9 a cobran\u00e7a sobre cigarros, produtos poluentes e bebidas alco\u00f3licas. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O requerimento para a reuni\u00e3o (<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164030\">REQ 66\/2024<\/a>) foi apresentado pelo presidente da CAE, senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO). A audi\u00eancia faz parte do ciclo de debates para ajudar o grupo de trabalho coordenado pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) na avalia\u00e7\u00e3o da regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria (<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164914\">PLP 68\/2024<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Foi Izalci quem dirigiu os trabalhos. Ele informou que a apresenta\u00e7\u00e3o de um relat\u00f3rio, com base nas conclus\u00f5es das audi\u00eancias, est\u00e1 prevista para o pr\u00f3ximo dia 22. Segundo o senador, ser\u00e1 um relat\u00f3rio sint\u00e9tico e did\u00e1tico, com justificativas capazes de convencer da necessidade de poss\u00edveis mudan\u00e7as no texto. Ele voltou a defender que o projeto seja debatido primeiro na CAE e depois encaminhado para a Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ).<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Existem coisas que precisam ser mudadas. Um ponto que \u00e9 preciso registrar \u00e9 que o imposto seletivo tem que ser para proteger as pessoas e o meio ambiente e n\u00e3o servir apenas para aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o \u2014 defendeu o senador, que ainda manifestou preocupa\u00e7\u00e3o com a sonega\u00e7\u00e3o de impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o senador Andr\u00e9 Amaral (Uni\u00e3o-PB), \u00e9 preciso ter um tratamento diferenciado para produtos diferenciados. Ele citou como exemplos a cacha\u00e7a de alambique e a cerveja artesanal, que teriam \u201cuma relev\u00e2ncia social gigantesca\u201d. Segundo o senador, os produtores de cacha\u00e7a de alambique e de cerveja artesanal enfrentam muitas dificuldades para manter seus neg\u00f3cios e precisam contar com uma al\u00edquota reduzida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Esse produto, que \u00e9 genuinamente brasileiro, tem que ter um tratamento diferenciado. \u00c9 necess\u00e1rio ter sensibilidade pela relev\u00e2ncia social desses produtos \u2014 ponderou o senador.<\/p>\n\n\n\n<p>Min\u00e9rio, \u00f3leo e g\u00e1s<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a procuradora da Fazenda Nacional Fernanda Schmitt, o imposto seletivo tem uma finalidade extrafiscal \u2014 ou seja, serve n\u00e3o apenas para arrecadar, mas tamb\u00e9m para induzir comportamentos. Ela informou que existe uma discuss\u00e3o sobre a constitucionalidade da cobran\u00e7a do imposto seletivo na minera\u00e7\u00e3o para exporta\u00e7\u00e3o. Segundo Fernanda Schmitt, a cobran\u00e7a sobre bens extra\u00eddos seria justificada por conta dos danos que a extra\u00e7\u00e3o causa ao meio ambiente do pa\u00eds, independentemente de o min\u00e9rio vir a ser exportado.<\/p>\n\n\n\n<p>O gerente tribut\u00e1rio de Explora\u00e7\u00e3o &amp; Produ\u00e7\u00e3o do Instituo Brasileiro de Petr\u00f3leo e G\u00e1s (IBP), Matias Lopes, disse que existem inadequa\u00e7\u00f5es no imposto seletivo para a \u00e1rea de petr\u00f3leo. Segundo Lopes, h\u00e1 v\u00e1rios estudos que apontam que o petr\u00f3leo continua sendo necess\u00e1rio para a energia do planeta. Ele afirmou que o setor j\u00e1 paga uma elevada carga tribut\u00e1ria. Assim, acrescentou Lopes, a adi\u00e7\u00e3o de qualquer tributo diminui a atratividade do pa\u00eds. Ele ainda sugeriu a exclus\u00e3o da \u00e1rea de \u00f3leo e g\u00e1s da incid\u00eancia do imposto seletivo e pediu a desonera\u00e7\u00e3o total para as exporta\u00e7\u00f5es do setor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Os royalties e as participa\u00e7\u00f5es especiais tamb\u00e9m cumprem o papel de financiar a prote\u00e7\u00e3o ambiental. O imposto seletivo para o setor de \u00f3leo e g\u00e1s gera uma bitributa\u00e7\u00e3o \u2014 argumentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma linha, o consultor jur\u00eddico da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas Distribuidoras de G\u00e1s Canalizado (Abeg\u00e1s), Erick de Paula Carmo, pediu a exclus\u00e3o do g\u00e1s natural da cobran\u00e7a do imposto seletivo. Segundo Erick Carmo, o g\u00e1s precisa ser visto como um bem essencial. A presidente da MSGas, Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt, elogiou a reforma tribut\u00e1ria, mas disse que alguns pontos precisam ser melhorados. Segundo Cristiane Schmidt, \u00e9 importante retirar o setor de g\u00e1s da incid\u00eancia do imposto seletivo. Ela argumentou que os \u00f4nibus a g\u00e1s s\u00e3o menos poluentes que os movidos a gasolina ou diesel e que o g\u00e1s natural \u00e9 importante na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 A gente quer induzir um comportamento, mas n\u00e3o vai ser colocando imposto no g\u00e1s natural \u2014 registrou Cristiane Schmidt.<\/p>\n\n\n\n<p>Bebidas<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente-executivo do Sindicato Nacional da Ind\u00fastria da Cerveja (Sindicerv), M\u00e1rcio Maciel, citou uma pesquisa que aponta que, para 85% dos brasileiros, compartilhar uma cerveja com os amigos \u00e9 parte da cultura do nosso pa\u00eds. Segundo Maciel, 90% da riqueza gerada por uma cervejaria fica na localidade em que ela est\u00e1 instalada. Ele tamb\u00e9m, disse que o Brasil aplica as al\u00edquotas agregadas mais elevadas em toda a Am\u00e9rica Latina. De acordo com Maciel, o setor cervejeiro apoia a reforma, mas se posiciona contra o aumento da carga tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do Sindicerv tamb\u00e9m disse entender a presen\u00e7a do setor no imposto seletivo, mas fez algumas sugest\u00f5es. Ele sugeriu uma progressividade do imposto seletivo, ou seja, quanto maior o teor alco\u00f3lico da bebida, maior sua al\u00edquota. Outra medida seria um tratamento diferenciado para o pequeno produtor. Maciel ainda pediu ajustes no mecanismo de transi\u00e7\u00e3o, para que n\u00e3o haja aumento da carga tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 A gente n\u00e3o est\u00e1 pedindo para n\u00e3o pagar imposto seletivo, mas pedimos para n\u00e3o aumentar a nossa carga \u2014 afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bebidas Destiladas (Abbd), Eduardo Cidade, defendeu a isonomia e a igualdade tribut\u00e1ria entre todas as bebidas. Ele reconheceu que o imposto seletivo tem a preocupa\u00e7\u00e3o com a sa\u00fade do consumidor, mas disse que a discuss\u00e3o sobre qual bebida \u00e9 mais ou menos prejudicial &#8220;n\u00e3o leva a lugar nenhum&#8221;. O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), Gilberto Tarantino, pediu um tratamento diferenciado para as pequenas ind\u00fastrias de bebidas. O mesmo pedido foi feito pelo presidente da Diretoria Executiva do Instituto Brasileiro da Cacha\u00e7a (Ibrac), Carlos Lima.<\/p>\n\n\n\n<p>Sa\u00fade e meio ambiente<\/p>\n\n\n\n<p>Diretora do Departamento de An\u00e1lise Epidemiol\u00f3gica e Vigil\u00e2ncia de Doen\u00e7as N\u00e3o Transmiss\u00edveis do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, Let\u00edcia de Oliveira Cardoso informou que as doen\u00e7as cr\u00f4nicas vitimam mais de 700 mil brasileiros ao ano, com grande impacto sobre as finan\u00e7as p\u00fablicas. Segundo ela, algumas das principais causas s\u00e3o o uso de tabaco e o consumo de \u00e1lcool e de alimentos processados. Let\u00edcia Cardoso lembrou que o consumo desses produtos causa doen\u00e7as como c\u00e2ncer, problemas cardiovasculares e males respirat\u00f3rios. Segundo a diretora informou, quase 10% dos \u00f3bitos no pa\u00eds para todas as idades est\u00e3o associados ao consumo de \u00e1lcool. Ela apontou que o imposto seletivo reduz problemas de sa\u00fade e colabora com uma arrecada\u00e7\u00e3o maior.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Seus maiores reflexos ser\u00e3o observados nos grupos populacionais de menor renda, que respondem mais rapidamente ao aumento de pre\u00e7o. Temos a necessidade de proteger a popula\u00e7\u00e3o de produtos prejudiciais \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente \u2014 argumentou Let\u00edcia Cardoso.<\/p>\n\n\n\n<p>A gerente s\u00eanior de Advocacy e Estrat\u00e9gia da Oceana Brasil, Lara Iwanicki, defendeu a inclus\u00e3o do pl\u00e1stico de uso \u00fanico no imposto seletivo. Segundo ela, h\u00e1 v\u00e1rios estudos que mostram o impacto desse tipo de produto no meio ambiente e na sa\u00fade humana. A representante da Oceana tamb\u00e9m disse que os pa\u00edses que implementaram a taxa\u00e7\u00e3o de pl\u00e1sticos registram importantes impactos positivos como a redu\u00e7\u00e3o significativa do consumo de pl\u00e1sticos descart\u00e1veis, o desenvolvimento de novos mercados e empregos verdes em ind\u00fastrias alternativas e o al\u00edvio fiscal para governos em custos de gerenciamento de res\u00edduos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 A inclus\u00e3o do pl\u00e1stico no imposto seletivo desencoraja o uso de pl\u00e1sticos descart\u00e1veis problem\u00e1ticos e n\u00e3o recicl\u00e1veis, diminuindo a demanda por produtos poluentes e incentivando alternativas sustent\u00e1veis \u2014 afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente-executivo do Instituto Brasileiro de \u00c9tica Concorrencial (Etco), Edson Vismona, afirmou que a reforma tribut\u00e1ria \u00e9 uma oportunidade para fortalecer o pa\u00eds de forma estrutural. Ele alertou, no entanto, que o aumento da carga tribut\u00e1ria aponta para o risco do aumento do mercado ilegal, que afetaria setores como os de bebidas, cigarros e combust\u00edveis. Vismona disse que as mil\u00edcias e as organiza\u00e7\u00f5es criminosas est\u00e3o dominando o com\u00e9rcio ilegal, sem pagar imposto e ofertando produtos mais baratos. Para ele, \u00e9 importante que seja respeito o princ\u00edpio da neutralidade &#8211; que diz que os tributos n\u00e3o devem distorcer as escolhas de consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Se o imposto seletivo representar uma afronta ao princ\u00edpio da neutralidade, teremos um aumento imediato do mercado ilegal no Brasil \u2014 alertou Vismona.<\/p>\n\n\n\n<p>A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) acompanhou parte do debate. O secret\u00e1rio-geral do Instituto Pensar Energia, Felipe Fernandes Reis; o presidente da Uni\u00e3o Nacional da Cadeia Produtiva de Alimentos e Bebidas (Uncab), Jo\u00e3o Batista Ferreiras Dornellas; o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-DF), Beto Pinheiro; a coordenadora do Comit\u00ea T\u00e9cnico Tribut\u00e1rio da Associa\u00e7\u00e3o de Com\u00e9rcio Exterior do Brasil (AEB), Daiane Lima; e o presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Charutos Artesanais do Brasil, Renato Mats Roll, tamb\u00e9m participaram da audi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Interativa<\/p>\n\n\n\n<p>A audi\u00eancia foi realizada de forma interativa, com a possibilidade de participa\u00e7\u00e3o popular por meio do <a href=\"about:blank\">portal e-Cidadania<\/a>. O senador Izalci Lucas destacou algumas dessas mensagens recebidas. O internauta identificado como Marcos, do Distrito Federal, manifestou preocupa\u00e7\u00e3o com o impacto do imposto seletivo sobre a popula\u00e7\u00e3o menos favorecida. Franciso, de Minas Gerais, elogiou a promo\u00e7\u00e3o do debate pela comiss\u00e3o. J\u00e1 Rodrigo, do Rio Grande do Sul, disse que o imposto seletivo \u00e9 importante para desincentivar o consumo de produtos prejudiciais \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/10\/09\/cae-debatedores-fazem-ressalvas-sobre-is-nos-setores-de-gas-e-bebidas-alcoolicas\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/10\/09\/cae-debatedores-fazem-ressalvas-sobre-is-nos-setores-de-gas-e-bebidas-alcoolicas<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tributa\u00e7\u00e3o de grandes fortunas deve acirrar debates na C\u00fapula do G20<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta de tributa\u00e7\u00e3o das grandes fortunas ser\u00e1 destacada no documento final da C\u00fapula do G20 Social, agendada para novembro de 2024 no Rio de Janeiro, segundo a Secretaria-Geral da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. O evento reunir\u00e1 l\u00edderes de 19 pa\u00edses-membros, al\u00e9m da Uni\u00e3o Africana e da Uni\u00e3o Europeia. O tema promete intensos debates, j\u00e1 que uma pesquisa da Ipsos revela que 68% dos entrevistados nos pa\u00edses do G20 apoiam o aumento de impostos sobre grandes fortunas para financiar mudan\u00e7as significativas na economia e no estilo de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse imposto recairia sobre pessoas f\u00edsicas ou entidades com patrim\u00f4nios elevados. De acordo com o Eduardo Jardim, advogado e professor Em\u00e9rito da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie. O projeto de lei define grandes fortunas como patrim\u00f4nios a partir de R$ 2 milh\u00f5es. Ele observa se tratar de um imposto vago e o considera problem\u00e1tico para a seguran\u00e7a jur\u00eddica. \u201c\u00c9 como a ideia de \u2018Robin Hood\u2019 de tirar dos ricos para dar aos pobres. Contudo, historicamente, tais impostos t\u00eam levado \u00e0 fuga de capital, em vez de atrair investimentos\u201d, comenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Jardim questiona a vis\u00e3o de que um aumento na arrecada\u00e7\u00e3o resultar\u00e1 automaticamente em melhorias significativas, como avan\u00e7os nos servi\u00e7os p\u00fablicos. Ele tamb\u00e9m alerta que a implementa\u00e7\u00e3o do imposto sobre grandes fortunas pode ter efeitos sobre o cidad\u00e3o comum, como a interfer\u00eancia na cria\u00e7\u00e3o de empregos, uma vez que ricos poder\u00e3o ser incentivados a transferir seus ativos para pa\u00edses com impostos mais baixos, o que pode levar \u00e0 perda de receita para o pa\u00eds e desencorajar investimentos. &#8220;Isso ocorreu na Fran\u00e7a durante o governo de Fran\u00e7ois Mitterrand na d\u00e9cada de 1980, quando o imposto sobre grandes fortunas fez com que o capital migrasse para a B\u00e9lgica,&#8221; afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, em vez de implementar o complexo Imposto sobre Grandes Fortunas, seria mais eficaz tributar de maneira moderada a distribui\u00e7\u00e3o de lucros e dividendos e corrigir falhas no Imposto de Renda das Pessoas F\u00edsicas. Um exemplo seria permitir o abatimento do pagamento de aluguel do lucro tribut\u00e1vel e outras medidas semelhantes poderiam melhorar o sistema. Outra alternativa seria a implementa\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Movimenta\u00e7\u00e3o Financeira das contas correntes &#8211; proposta do Professor Marcos Cintra. \u201cInexplicavelmente, essa ideia n\u00e3o desfruta da compreens\u00e3o dos operadores do Direito e da Sociedade\u201d, comenta Jardim.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele destaca que a verdadeira reforma necess\u00e1ria \u00e9 reduzir os gastos e cumprir a Constitui\u00e7\u00e3o. \u201cA carga tribut\u00e1ria no Brasil \u00e9 de 33% do PIB, enquanto nos Estados Unidos, Su\u00ed\u00e7a e Jap\u00e3o \u00e9 de 26,9%, 27% e 28%, respectivamente. Isso evidencia o absurdo do que pagamos em impostos, mesmo com a falta de recursos. Al\u00e9m disso, o descumprimento do Sistema Constitucional Tribut\u00e1rio j\u00e1 foi amplamente discutido. A alta carga tribut\u00e1ria j\u00e1 \u00e9 um descompasso com a Constitui\u00e7\u00e3o, agravado pela falta de servi\u00e7os p\u00fablicos adequados\u201d, enfatiza, citando que a tributa\u00e7\u00e3o excessiva sobre o consumo afeta principalmente os menos favorecidos, em desacordo com o princ\u00edpio da capacidade contributiva previsto no artigo 145, \u00a7 1\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Alternativas<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado destaca que, com base em experi\u00eancias internacionais, a maioria dos pa\u00edses que adotaram o imposto sobre grandes fortunas, como Jap\u00e3o, \u00c1ustria e Su\u00e9cia, j\u00e1 o revogou. No contexto brasileiro, ele sublinha a import\u00e2ncia de distinguir entre &#8220;fortuna&#8221; e &#8220;grande fortuna&#8221; e adianta que o imposto proposto acabaria tributando patrim\u00f4nios que j\u00e1 foram previamente taxados. \u201cEssa proposta faz tributar o que j\u00e1 foi tributado, como o patrim\u00f4nio, a renda, entre outros. Por isso, considero qualquer tributa\u00e7\u00e3o patrimonial al\u00e9m daquela j\u00e1 existente, como IPVA, IPTU, inconstitucional, porque atrita com a l\u00f3gica do Direito\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da defini\u00e7\u00e3o vaga e sujeita a interpreta\u00e7\u00f5es, que pode causar incerteza jur\u00eddica e dificultar a aplica\u00e7\u00e3o, esse imposto levanta outras quest\u00f5es, como preocupa\u00e7\u00f5es sobre sua efic\u00e1cia devido ao risco de evas\u00e3o fiscal, especialmente se n\u00e3o forem implementadas medidas adequadas para rastrear tributos, assim como a justi\u00e7a da tributa\u00e7\u00e3o de grandes fortunas. \u201cA tributa\u00e7\u00e3o no Brasil \u00e9 o dobro do que poderia ser, cerca de 40%, uma vez que deveria ser 20%. Quando se tributa mais, podemos entender que se tira mais da m\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e se coloca na m\u00e3o do Estado\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Jardim, a solu\u00e7\u00e3o para os problemas fiscais envolve, principalmente, a implementa\u00e7\u00e3o e o cumprimento do Sistema Constitucional Tribut\u00e1rio Brasileiro, considerado o mais bem elaborado da hist\u00f3ria do Direito. Al\u00e9m disso, \u00e9 fundamental corrigir as distor\u00e7\u00f5es na distribui\u00e7\u00e3o dos Fundos de Participa\u00e7\u00e3o dos Estados e dos Munic\u00edpios e extinguir a pol\u00eamica DRU, que desvia recursos destinados a finalidades espec\u00edficas para o Executivo Federal. Tamb\u00e9m seria necess\u00e1rio eliminar munic\u00edpios insolventes. \u201cEssas medidas seriam mais razo\u00e1veis do que criar novos impostos, como o de grandes fortunas, visto, ainda, com arrecada\u00e7\u00e3o potencialmente baixa e com problemas de aplica\u00e7\u00e3o\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jornaljurid.com.br\/doutrina\/tributario\/tributacao-de-grandes-fortunas-deve-acirrar-debates-na-cupula-do-g20\">https:\/\/www.jornaljurid.com.br\/doutrina\/tributario\/tributacao-de-grandes-fortunas-deve-acirrar-debates-na-cupula-do-g20<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/noticiasfiscais.com.br\/2024\/10\/10\/reforma-tributaria-regulamentacao-sera-apresentada-no-proximo-dia-16-na-ccj\/\"><strong>Reforma Tribut\u00e1ria: Regulamenta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 apresentada no pr\u00f3ximo dia 16 na CCJ<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p><br>Os pr\u00f3ximos passos da reforma tribut\u00e1ria no Senado caminham pela Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ). O senador Eduardo Braga (MDB-AM) \u2014 relator da proposta na Casa \u2014 confirmou que pretende apresentar no pr\u00f3ximo dia 16 de outubro o plano de trabalho para a tramita\u00e7\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164914\">PLP 68\/2024<\/a>. O texto trata da primeira parte da regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em julho, Braga foi indicado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), como relator da mat\u00e9ria. Nesta ter\u00e7a-feira (8), ele foi formalmente designado pelo presidente da Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a, senador Davi Alcolumbre (Uni\u00e3o-AP).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA partir de agora, vamos come\u00e7ar a trabalhar com audi\u00eancias p\u00fablicas, debates e esse di\u00e1logo com o Executivo, o Senado e a C\u00e2mara, para que a gente construa um consenso em torno de uma mat\u00e9ria que precisa estar pacificada para ser votada\u201d, antecipou Braga.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e1rios setores da economia j\u00e1 solicitaram participa\u00e7\u00e3o nos debates na CCJ, que ser\u00e3o feitos em audi\u00eancias p\u00fablicas. O relator adiantou que al\u00e9m desses encontros tamb\u00e9m ser\u00e3o feitas duas audi\u00eancias tem\u00e1ticas \u2014 uma com governadores e outra com representantes dos munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo admitindo ter o prazo apertado, Braga disse que vai trabalhar para tentar aprovar a primeira etapa da regulamenta\u00e7\u00e3o ainda este ano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Emendas ao PLP 68<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 agora j\u00e1 foram apresentadas mais de 1.300 emendas ao primeiro texto que regulamenta a Reforma. Muitos desses pontos foram debatidos ao longo dos \u00faltimos dois meses na Comiss\u00e3o de Assunto Econ\u00f4micos (CAE), que criou um grupo de trabalho para debater o tema, coordenado pelo senador Izalci Lucas (PL-DF).<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os destaques que ser\u00e3o debatidos na regulamenta\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>Cesta b\u00e1sica: lista de produtos com al\u00edquota zero;<\/p>\n\n\n\n<p>Rem\u00e9dios para doen\u00e7as graves:&nbsp;previs\u00e3o de al\u00edquota zero;<\/p>\n\n\n\n<p>Sa\u00fade menstrual: produtos e medicamentos com 60% de desconto no IBS;<\/p>\n\n\n\n<p>Combust\u00edveis e lubrificantes:&nbsp;cobran\u00e7a em apenas uma etapa da cadeia produtiva;<\/p>\n\n\n\n<p>Cobran\u00e7a de IPVA: jatos, lanchas, jetskis passar\u00e3o a pagar o imposto;<\/p>\n\n\n\n<p>Profissionais liberais&nbsp;pagaram 70% da al\u00edquota do IVA&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado tributarista e mestre em Direito pela PUC-SP, Thulio Carvalho, o mais cr\u00edtico de tudo \u00e9 que \u00e9 pouco prov\u00e1vel que esse n\u00famero de emendas seja examinado com o cuidado t\u00e9cnico devido, num prazo t\u00e3o curto de tramita\u00e7\u00e3o. O que pode favorecer os setores que j\u00e1 tem atua\u00e7\u00e3o institucional profissionalizada, como setores de bebidas, autom\u00f3veis e bancos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Congresso tem atuado de maneira apressada quanto \u00e0 reforma, muitas vezes decidindo com base em apostas, e n\u00e3o no exame detalhado de pros e contras de cada altera\u00e7\u00e3o. Existe um sentimento de urg\u00eancia em entregar alguma reforma, sem um compromisso com a qualidade do conte\u00fado aprovado\u201d, avalia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Excesso de exce\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Uma preocupa\u00e7\u00e3o, tanto para os setores ouvidos nas audi\u00eancias p\u00fablicas realizadas na CAE, quanto para advogados tributaristas que estudam o assunto, \u00e9 o grande &nbsp;n\u00famero de exce\u00e7\u00f5es previstas no texto. Que deve aumentar a tarifa do IVA para patamares maiores que os 26,5% previstos inicialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado tributarista e s\u00f3cio do Murayama, Affonso Ferreira e Mota Advogados Janssen Murayama compara a economia a um bolo, que precisa ter o mesmo tamanho para que as fatias sejam distribu\u00eddas sem que falte peda\u00e7os a quem tem direito \u2014 como acontece nas despesas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cToda vez que voc\u00ea tira um pedacinho do bolo \u2014 inclui uma exce\u00e7\u00e3o \u2014 tal servi\u00e7o n\u00e3o vai ser tributado, outro ter\u00e1 uma al\u00edquota menor, voc\u00ea vai diminuindo o bolo. A partir do momento que voc\u00ea diminui a base, \u00e9 preciso aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o, ou seja, os outros setores v\u00e3o ter que construir para o bolo ficar do mesmo tamanho. Por que as despesas do Estado, a gente presume, que elas se mant\u00eam constantes.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Fim do ciclo na CAE<\/p>\n\n\n\n<p>Esta \u00e9 a \u00faltima semana de audi\u00eancias p\u00fablicas e debates sobre a Reforma na Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE). Durante todo o m\u00eas de setembro, o coordenador do grupo de trabalho, senador Izalci Lucas, recebeu representantes de diversos setores para tratar dos assuntos da regulamenta\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele fez uma avalia\u00e7\u00e3o positiva sobre o trabalho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSer\u00e3o 21 audi\u00eancias p\u00fablicas, j\u00e1 fizemos 19. Debatemos todos os assuntos, fizemos corre\u00e7\u00f5es, surgiram muitas d\u00favidas com rela\u00e7\u00e3o a&nbsp;alguns dispositivos do novo sistema. Mas foi sensacional.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00faltimo ciclo est\u00e3o sendo debatidos temas como o Imposto Seletivo (IS) \u2014 que aumenta a tributa\u00e7\u00e3o de produtos com impacto negativo na sa\u00fade, como cigarros e bebidas alco\u00f3licas, e no meio ambiente. O objetivo desse tributo \u00e9 frear o consumo desses itens que s\u00e3o considerados prejudiciais \u00e0 sa\u00fade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O senador Izalci defendeu que o PLP 68\/2024 passe pela CAE antes de seguir para a CCJ.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA reforma tribut\u00e1ria \u00e9 essencialmente econ\u00f4mica. Como foi retirada a urg\u00eancia, n\u00e3o tem sentido botar uma mat\u00e9ria de &nbsp;tamanha import\u00e2ncia sem passar pela Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/brasil61.com\/n\/reforma-tributaria-regulamentacao-sera-apresentada-no-proximo-dia-16-na-ccj-bras2412792\">https:\/\/brasil61.com\/n\/reforma-tributaria-regulamentacao-sera-apresentada-no-proximo-dia-16-na-ccj-bras2412792<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/noticiasfiscais.com.br\/2024\/10\/11\/cae-vai-debater-transicao-e-fiscalizacao-da-reforma-tributaria\/\"><strong>CAE vai debater transi\u00e7\u00e3o e fiscaliza\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Na transi\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, as al\u00edquotas do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) ser\u00e3o revisadas anualmente pelo Senado Federal para que a carga tribut\u00e1ria n\u00e3o aumente. Este \u00e9 um dos aspectos que ser\u00e3o debatidos na ter\u00e7a-feira (15), a partir das 14h em audi\u00eancia p\u00fablica na Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE).<\/p>\n\n\n\n<p>Os convidados para a reuni\u00e3o v\u00e3o analisar os impactos da reforma tribut\u00e1ria em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 transi\u00e7\u00e3o e \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o.&nbsp; A audi\u00eancia \u00e9 a \u00faltima da s\u00e9rie prevista no plano de atividades do grupo de trabalho que analisa a regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma, antes da apresenta\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio final, previsto para 22 de outubro.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio da Fazenda, durante a transi\u00e7\u00e3o para o novo modelo tribut\u00e1rio, os pre\u00e7os de alguns produtos e servi\u00e7os poder\u00e3o cair e outros, subir. Um dos objetivos da reforma \u00e9 garantir que esses ajustes sejam graduais.<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tribut\u00e1ria prev\u00ea dois per\u00edodos de transi\u00e7\u00e3o: um geral, de sete anos, para toda a sociedade brasileira; e outro espec\u00edfico, de 50 anos, para os entes federativos. A transi\u00e7\u00e3o para a sociedade come\u00e7a em 2026 e termina em 2033, quando os atuais tributos sobre o consumo acabam.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 2024 e 2025 ser\u00e1 necess\u00e1rio aprovar leis complementares para regulamentar o IBS e a CBS, o Conselho Federativo do IBS, o Fundo de Desenvolvimento Regional e o modelo de cobran\u00e7a dos novos tributos. Em julho de 2024, o governo encaminhou ao Legislativo o Projeto de Lei Complementar (PLP) <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164914\">68\/2024<\/a>, para regulamentar as mudan\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa do governo \u00e9 de que a revis\u00e3o anual das al\u00edquotas da CBS e do IBS pelo Senado Federal permita uma calibragem para impedir o aumento da carga tribut\u00e1ria total.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os convidados para a audi\u00eancia, que ainda n\u00e3o confirmaram presen\u00e7a, est\u00e3o Marcus Pestana, diretor-executivo da Institui\u00e7\u00e3o Fiscal Independente (IFI); Ana Paula Sampaio Silva Pereira,&nbsp;Secret\u00e1ria Geral da Secret\u00e1ria-geral de Controle Externo&nbsp;do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU); Susy Gomes Hoffmann, doutora em direito tribut\u00e1rio; e Isac Falc\u00e3o, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco).<\/p>\n\n\n\n<p>Como participar<\/p>\n\n\n\n<p>O evento ser\u00e1 interativo: os cidad\u00e3os podem enviar perguntas e coment\u00e1rios pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo&nbsp;<a href=\"about:blank\">Portal e-Cidadania<\/a>, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declara\u00e7\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universit\u00e1rio, por exemplo. O&nbsp;<a href=\"http:\/\/www12.senado.leg.br\/ecidadania\">Portal e-Cidadania<\/a>&nbsp;tamb\u00e9m recebe a opini\u00e3o dos cidad\u00e3os sobre os projetos em tramita\u00e7\u00e3o no Senado, al\u00e9m de sugest\u00f5es para novas leis.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/10\/10\/cae-vai-debater-transicao-e-fiscalizacao-da-reforma-tributaria\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/10\/10\/cae-vai-debater-transicao-e-fiscalizacao-da-reforma-tributaria<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o aprova desonera\u00e7\u00e3o de IPI para m\u00e1quinas usadas na produ\u00e7\u00e3o de leite<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Agricultura, Pecu\u00e1ria, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da C\u00e2mara dos Deputados aprovou o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1101989-proposta-preve-a-desoneracao-de-ipi-em-maquinas-para-producao-de-leite\">Projeto de Lei 3995\/23<\/a>, que cria o Regime Especial Tribut\u00e1rio para Aquisi\u00e7\u00e3o de Bens de Capital por Produtores de Leite (Releite).<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora, deputada Ana Paula Le\u00e3o (PP-MG), recomendou a aprova\u00e7\u00e3o do texto, cujo objetivo \u00e9 a desonerar m\u00e1quinas e equipamentos novos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Brasil registrou grande aumento da produtividade do setor leiteiro nas \u00faltimas d\u00e9cadas, mas h\u00e1 um longo caminho para alcan\u00e7armos os n\u00edveis dos principais pa\u00edses produtores, o que ser\u00e1 facilitado por esse projeto de lei\u201d, disse a relatora.<\/p>\n\n\n\n<p>Beneficiados<br>Conforme o texto aprovado, poder\u00e3o ser beneficiados produtores e empresas com projetos aprovados pelo Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria. Eles ter\u00e3o de comprovar a regularidade fiscal em rela\u00e7\u00e3o aos tributos federais.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso a pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica n\u00e3o utilize ou deixe de incorporar o bem na atividade de produ\u00e7\u00e3o de leite, o benef\u00edcio ser\u00e1 revogado. Assim, o valor de IPI referente \u00e0quela compra ter\u00e1 de ser pago, acrescido de juros e multa de mora.<\/p>\n\n\n\n<p>Caber\u00e1 ao Poder Executivo regulamentar a futura lei. Ainda segundo a proposta, um ato conjunto dos minist\u00e9rios da Fazenda e da Agricultura dever\u00e1 definir quais m\u00e1quinas e equipamentos poder\u00e3o ser beneficiados pela desonera\u00e7\u00e3o de IPI.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA produ\u00e7\u00e3o de leite tem papel relevante por raz\u00f5es econ\u00f4micas e sociais, j\u00e1 que envolve grande n\u00famero de pequenos e m\u00e9dios produtores\u201d, afirmou o autor da proposta, deputado Henderson Pinto (MDB-PA).<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto tramita em car\u00e1ter conclusivo e ainda ser\u00e1 analisado pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania. Para virar lei, ter\u00e1 de ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1101991-comissao-aprova-desoneracao-de-ipi-para-maquinas-usadas-na-producao-de-leite\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1101991-comissao-aprova-desoneracao-de-ipi-para-maquinas-usadas-na-producao-de-leite<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal emite Termo de Exclus\u00e3o para devedores do Simples Nacional, incluindo MEI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Dos dias 30 de setembro a 04 de outubro foram disponibilizados, no Domic\u00edlio Tribut\u00e1rio Eletr\u00f4nico do&nbsp;Simples&nbsp;Nacional&nbsp;e&nbsp;MEI&nbsp;(DTE-SN), os Termos de Exclus\u00e3o do&nbsp;regime&nbsp;Simples&nbsp;Nacional&nbsp;e os respectivos Relat\u00f3rios de Pend\u00eancias dos contribuintes que possuem d\u00e9bitos com a Receita Federal e\/ou com a Procuradoria-Geral da Fazenda&nbsp;Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Regulariza\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Os referidos documentos poder\u00e3o ser acessados tanto pelo Portal do&nbsp;Simples&nbsp;Nacional, por meio do DTE-SN, ou pelo Portal e-CAC do site da Receita Federal do Brasil, via acesso Gov.BR, conta n\u00edvel prata ou ouro ou certificado digital.<\/p>\n\n\n\n<p>Para evitar a sua exclus\u00e3o do&nbsp;Simples&nbsp;Nacional&nbsp;a partir de 01\/01\/2025, o contribuinte deve regularizar a totalidade dos seus d\u00e9bitos, por meio de pagamento \u00e0 vista ou parcelamento, no prazo de 30 dias a contar da data de ci\u00eancia do Termo de Exclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Fique Atento aos Prazos<\/p>\n\n\n\n<p>A ci\u00eancia se dar\u00e1 no momento da primeira leitura, se a pessoa jur\u00eddica acessar a mensagem dentro de 45 (quarenta e cinco) dias contados da disponibiliza\u00e7\u00e3o do referido Termo, ou no 45\u00ba (quadrag\u00e9simo quinto) dia contado da disponibiliza\u00e7\u00e3o do Termo, caso a primeira leitura seja feita posteriormente a esse prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>Contesta\u00e7\u00e3o e Orienta\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa e o MEI que regularizarem a totalidade de suas pend\u00eancias dentro do prazo mencionado n\u00e3o ser\u00e3o exclu\u00eddos pelos d\u00e9bitos constantes do referido Termo de Exclus\u00e3o,&nbsp;tornando-o sem efeito. Continuar\u00e3o, portanto, no regime do&nbsp;Simples Nacional, permanecendo o MEI enquadrado no Simei, n\u00e3o havendo necessidade de que o contribuinte ou seu procurador compare\u00e7a em unidade da RFB ou realize qualquer outro procedimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa ou o MEI que desejar contestar o Termo de Exclus\u00e3o dever\u00e1 dirigir a contesta\u00e7\u00e3o ao Delegado de Julgamento da Receita Federal do Brasil, protocolizada via internet, conforme orientado no&nbsp;<a href=\"https:\/\/nam10.safelinks.protection.outlook.com\/?url=https%3A%2F%2Fwww.gov.br%2Fpt-br%2Fservicos%2Fimpugnar-exclusao-do-simples-nacional-pela-receita-federal&amp;data=05%7C02%7CASCOM.RFOC%40rfb.gov.br%7C3ac3201778dc46f8f39308dce946dbce%7C6f49aa43822a4c209670db7700bf1eb0%7C0%7C0%7C638641737745466040%7CUnknown%7CTWFpbGZsb3d8eyJWIjoiMC4wLjAwMDAiLCJQIjoiV2luMzIiLCJBTiI6Ik1haWwiLCJXVCI6Mn0%3D%7C0%7C%7C%7C&amp;sdata=2ZH%2B5WRfgPCHPZRmd2MKtCNKCTk6VIyH7Ou1GtF7JdI%3D&amp;reserved=0\">site da Receita Federal do Brasil<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram notificados 1.876.334 maiores devedores do&nbsp;Simples&nbsp;Nacional, sendo 1.121.419 MEI e 754.915 ME\/EPP, com significativo valor pendente de regulariza\u00e7\u00e3o, correspondendo a um total de d\u00edvidas em torno de R$ 26,7 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Efeitos<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa e o contribuinte MEI que n\u00e3o tenham regularizado, dentro do prazo legal, todos os d\u00e9bitos listados no Relat\u00f3rio de Pend\u00eancias que acompanha o respectivo Termo de Exclus\u00e3o, ser\u00e3o exclu\u00eddos do&nbsp;Simples&nbsp;Nacional&nbsp;a partir de 01\/01\/2025.&nbsp;Se for MEI, ser\u00e1, automaticamente, desenquadrado do Simei a partir da mesma data.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/outubro\/receita-federal-emite-termo-de-exclusao-para-devedores-do-simples-nacional-incluindo-mei\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/outubro\/receita-federal-emite-termo-de-exclusao-para-devedores-do-simples-nacional-incluindo-mei<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Prazo para ades\u00e3o \u00e0 Transa\u00e7\u00e3o pelo Edital PGDAU n\u00ba 2\/2024 \u00e9 antecipado para outubro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informa que o encerramento do prazo para ades\u00e3o \u00e0s negocia\u00e7\u00f5es do&nbsp;Edital PGDAU n\u00ba 2\/2024&nbsp;foi antecipado para o dia&nbsp;31 de outubro de 2024,&nbsp;\u00e0s 19h. Com essa altera\u00e7\u00e3o, os contribuintes que desejarem regularizar seus d\u00e9bitos devem ficar atentos ao novo prazo, que foi ajustado para facilitar a ades\u00e3o com as condi\u00e7\u00f5es de desconto oferecidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a norma que regulamenta a transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, a&nbsp;Portaria PGFN n\u00ba 6.757, de 29 de julho de 2022, foi alterada recentemente pela Portaria PGFN n\u00ba 1.457\/2024, publicada em 13 de setembro de 2024, estabelecendo um novo requisito para futuros editais de transa\u00e7\u00e3o:&nbsp;somente poder\u00e3o ser negociados d\u00e9bitos com, no m\u00ednimo, 90 dias de inscri\u00e7\u00e3o&nbsp;na D\u00edvida Ativa da Uni\u00e3o. Ou seja, as oportunidades de regulariza\u00e7\u00e3o ser\u00e3o mais restritas, exigindo que os contribuintes acompanhem de perto as publica\u00e7\u00f5es e se programem com anteced\u00eancia para aproveitar as pr\u00f3ximas rodadas de negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Regulariza\u00e7\u00e3o do Simples Nacional<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto de aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o prazo para a regulariza\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos do Simples Nacional, que se&nbsp;encerra em dezembro. Com a nova regra dos 90 dias, d\u00e9bitos rec\u00e9m-inscritos n\u00e3o poder\u00e3o ser negociados nas pr\u00f3ximas edi\u00e7\u00f5es de editais de transa\u00e7\u00e3o. Por isso, \u00e9 importante n\u00e3o deixar para depois a regulariza\u00e7\u00e3o e aproveitar as oportunidades dispon\u00edveis agora.<\/p>\n\n\n\n<p>Nada mudou em rela\u00e7\u00e3o ao parcelamento simplificado, sem descontos e em at\u00e9 60 meses. Essa forma de negocia\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 sujeita a prazos m\u00ednimos de inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o Perca o Prazo<\/p>\n\n\n\n<p>Os interessados devem acessar o Portal Regularize e aderir \u00e0 transa\u00e7\u00e3o dentro do prazo estabelecido. Aproveite essa oportunidade de regularizar seus d\u00e9bitos com condi\u00e7\u00f5es diferenciadas!<br>Para mais informa\u00e7\u00f5es sobre a negocia\u00e7\u00e3o com descontos,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/pgfn\/pt-br\/servicos\/orientacoes-contribuintes\/acordo-de-transacao\">clique aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a antecipa\u00e7\u00e3o do prazo de negocia\u00e7\u00e3o,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/edital-585573922\">clique aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/pgfn\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/prazo-para-adesao-a-transacao-pelo-edital-pgdau-no-2-2024-e-antecipado-para-outubro\">https:\/\/www.gov.br\/pgfn\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/prazo-para-adesao-a-transacao-pelo-edital-pgdau-no-2-2024-e-antecipado-para-outubro<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nova norma sobre cr\u00e9ditos de ICMS pode reabrir guerra fiscal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Um novo conv\u00eanio do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz) sobre ICMS torna opcional \u2013 e n\u00e3o mais obrigat\u00f3ria \u2013 a transfer\u00eancia de cr\u00e9ditos no envio de mercadorias entre estabelecimentos de um mesmo contribuinte. Apesar de ser um pleito das empresas, essa liberdade tem um pre\u00e7o: se a companhia escolher manter os cr\u00e9ditos no Estado de origem, corre o risco de n\u00e3o conseguir aproveit\u00e1-los de forma integral. O que, para tributaristas, pode provocar uma nova guerra fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>O Conv\u00eanio ICMS n\u00ba 109, publicado nesta semana, revoga o anterior sobre o assunto, de n\u00ba 178\/2023. Essa regulamenta\u00e7\u00e3o foi uma exig\u00eancia dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da A\u00e7\u00e3o Declarat\u00f3ria de Constitucionalidade (ADC) n\u00ba 49. Eles definiram, em modula\u00e7\u00e3o realizada em abril de 2023, que a partir deste ano, n\u00e3o poderia mais ser cobrado ICMS nessas transfer\u00eancias de mercadorias e deram prazo aos Estados \u2013 at\u00e9 o fim do ano passado \u2013 para a edi\u00e7\u00e3o de uma norma para tratar do uso dos cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o julgamento, foi editada a Lei Complementar (LC) n\u00ba 204\/2023, que tornava obrigat\u00f3ria a transfer\u00eancia dos cr\u00e9ditos ao Estado de destino das mercadorias, o que foi mantido no primeiro conv\u00eanio editado pelo Confaz, de n\u00ba 178. A medida, para especialistas, restringiria a decis\u00e3o do Supremo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, agora, dizem, um novo problema surgiu com a edi\u00e7\u00e3o do novo conv\u00eanio. Estaria no par\u00e1grafo \u00fanico da cl\u00e1usula primeira. O dispositivo afirma que, na transfer\u00eancia, as unidades federativas s\u00e3o obrigadas a assegurar \u201capenas a diferen\u00e7a\u201d entre o cr\u00e9dito de ICMS apurado na opera\u00e7\u00e3o e a al\u00edquota interestadual \u2013 ou seja, com uma al\u00edquota interna de 18% e interestadual de 12%, o contribuinte s\u00f3 teria direito a 6%.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, de acordo com advogados tributaristas, o Estado que passar a oferecer mais que essa diferen\u00e7a se tornaria mais atrativo. O que, para eles, poderia gerar nova guerra fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>O conv\u00eanio d\u00e1 ainda uma outra op\u00e7\u00e3o ao contribuinte: n\u00e3o transferir os cr\u00e9ditos de ICMS ao Estado de destino das mercadorias e tributar normalmente a opera\u00e7\u00e3o, o que vai de encontro \u00e0 decis\u00e3o dos ministros do Supremo Tribunal Federal na ADC 49. A possibilidade est\u00e1 na cl\u00e1usula sexta do novo conv\u00eanio.<\/p>\n\n\n\n<p>O ideal, para os contribuintes, \u00e9 que esse envio seja opcional e os cr\u00e9ditos possam ser geridos livremente, pois a depender do Estado de origem e destino, pode ser bom ou n\u00e3o enviar esses valores. Algumas empresas, inclusive, foram ao Judici\u00e1rio garantir esse direito e obtiveram decis\u00f5es favor\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Para efeitos de planejamento tribut\u00e1rio, tamb\u00e9m entra nessa equa\u00e7\u00e3o eventuais benef\u00edcios fiscais oferecidos pelos Estados e o pr\u00f3prio ac\u00famulo de cr\u00e9ditos, que podem servir para abater ou pagar integralmente os tributos estaduais, sem comprometer o caixa da companhia.<\/p>\n\n\n\n<p>A op\u00e7\u00e3o de considerar a opera\u00e7\u00e3o como tributada serve justamente para aqueles que n\u00e3o querem perder os benef\u00edcios fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/11\/nova-norma-sobre-creditos-de-icms-pode-reabrir-guerra-fiscal.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/11\/nova-norma-sobre-creditos-de-icms-pode-reabrir-guerra-fiscal.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma: como evitar o \u2018bug\u2019 da tecnologia fiscal?<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 11\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Na virada dos anos 2000, um temor pairava no ar com os rumores em torno do \u201cbug\u201d do mil\u00eanio. Ele se referiu \u00e0 possibilidade real de \u201capag\u00e3o cibern\u00e9tico\u201d que poderia ocorrer devido \u00e0 forma de registro com que as datas eram arquivadas nos sistemas computacionais. De modo objetivo, o receio era de que, ao chegar ao ano 2000, os computadores o entendessem como 1900, gerando assim erros em cadeia global que poderiam culminar nos mais diversos transtornos &#8211; da perdas de dados e informa\u00e7\u00f5es sigilosas as falhas nos controles de sistemas de voos e panes de energia.<\/p>\n\n\n\n<p>E embora esse risco tivesse sido alertado ainda nos 70 pela IBM, o mercado e os governos ao redor do mundo s\u00f3 foram se preparar anos depois, o que fez com que os custos, em uma verdadeira corrida para se evitar o pior, ganhassem uma escala exponencial e os investimentos chegaram \u00e0 casa de milh\u00f5es.<br>Dois exemplos dessa corrida v\u00eam da Europa, onde bancos como o Cr\u00e9dit Agricole e empresas de telecomunica\u00e7\u00f5es como a atual Orange investiram, respectivamente, 140 e 160 milh\u00f5es de euros para conter os impactos de uma cat\u00e1strofe mercadol\u00f3gica.<br>Al\u00e9m disso, bancos e ag\u00eancias de risco americanas previram uma forte retirada de investimentos em 120 pa\u00edses emergentes &#8211; incluindo o Brasil &#8211; em virtude, dentre outros pontos, dos perigos de uma sobrecarga em sistemas que deixaria recursos parados em terras internacionais.<br>Passados mais de 20 anos e com o avan\u00e7o ainda mais expressivo da digitalia\u00e7\u00e3o na sociedade, n\u00e3o \u00e9 exagero afirmar que toda mudan\u00e7a estrutural \u00e9 tamb\u00e9m uma mudan\u00e7a tecnol\u00f3gica e sist\u00eamica cujos efeitos precisam ser analisados para al\u00e9m dos seus impactos setoriais.<br>Peguemos como exemplo a reforma tribut\u00e1ria: um ponto para o qual n\u00e3o vem sendo dada a devida aten\u00e7\u00e3o \u00e9 o fato de que, para se adaptarem \u00e0s demandas e a nova sistem\u00e1tica de c\u00e1lculo e apura\u00e7\u00e3o de impostos no pa\u00eds, as empresas ter\u00e3o de investir n\u00e3o s\u00f3 no entendimento das regras de apura\u00e7\u00e3o e c\u00e1lculo que passar\u00e3o a vigorar no pa\u00eds. Ser\u00e1 preciso ainda considerar uma profunda reformula\u00e7\u00e3o de suas ferramentas informatizadas de gest\u00e3o cont\u00e1bil, financeira e fiscal.<br>Sim, a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 tecnologia \u00e9 t\u00e3o ou mesmo mais importante do que a din\u00e2mica das novas regras tribut\u00e1rias, uma vez que, sobretudo no contexto dos neg\u00f3cios de m\u00e9dio e grande porte, h\u00e1 uma depend\u00eancia muito significativa de sistemas para o acompanhamento de altera\u00e7\u00f5es fiscais do pa\u00eds. Estamos falando de sistemas que realizam ainda o c\u00e1lculo de impostos, o envio de declara\u00e7\u00f5es ao Fisco e a devida guarda de documentos fiscais &#8211; inclusive o vasto volume de documentos eletr\u00f4nicos &#8211; das empresas.<br>Alguns indicadores comprovam esse cen\u00e1rio. A consultoria internacional Fortune Business Insights, por exemplo, projeta que at\u00e9 2032 mais de 47 bilh\u00f5es de d\u00f3lares v\u00e3o ser investidos em todo o mundo em tecnologias para a gest\u00e3o fiscal, o que, se confirmado, aponta para um crescimento de 13,1% ao ano nesses investimentos durante o per\u00edodo, segundo a estimativa.<br>S\u00f3 no Brasil &#8211; reconhecido como o pa\u00eds mais complexo do ponto de vista tribut\u00e1rio, de acordo com estudo do Banco Mundial -, os recursos direcionados para tecnologias fiscais j\u00e1 alcan\u00e7aram a casa de R$ 60 bilh\u00f5es, conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT).<br>Dentro desse contexto, embora haja uma expectativa natural de simplifica\u00e7\u00e3o que se coloca como base central da reforma tribut\u00e1ria, seu processo de adapta\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de longo &#8211; se encerrando somente em 2033 &#8211; trar\u00e1 consigo, refor\u00e7a-se, uma profunda mudan\u00e7a nos sistemas automatizados de gest\u00e3o fiscal, hoje utilizados por uma parcela significativa do mercado.<br>Precisamos considerar tamb\u00e9m que o escopo de mudan\u00e7as fiscais n\u00e3o se encerra por a\u00ed: al\u00e9m da principal reforma tribut\u00e1ria em d\u00e9cadas do pa\u00eds, logo teremos o CNPJ alfanum\u00e9rico, cujo regimento est\u00e1 presente na Nota T\u00e9cnica Cocad\/Suara\/RFB n\u00ba 49\/2024 e est\u00e1 previsto para janeiro de 2026. Embora, sem d\u00favidas, o novo CNPJ aumente a capacidade de registros, ele, ao mesmo tempo, exige transforma\u00e7\u00f5es sistem\u00e1ticas das \u00e1reas cont\u00e1beis, dos processos administrativos nas empresas e do pr\u00f3prio Fisco.<br>Nesse mesmo sentido, novas normas como a IFRS 18 &#8211; sigla para International Financial Reporting Standards -, que foi publicada em abril, trouxeram consigo altera\u00e7\u00f5es significativas na estrutura\u00e7\u00e3o de an\u00e1lises e apresenta\u00e7\u00f5es de demonstra\u00e7\u00f5es financeiras e de ordem cont\u00e1bil. Em seus principais pontos, a IFRS 18 traz mudan\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o a apresenta\u00e7\u00e3o de indicadores de desempenho gerencial, com foco, sobretudo, em uma maior transpar\u00eancia sobre as finan\u00e7as das organiza\u00e7\u00f5es.<br>Em outras palavras: guardadas as devidas propor\u00e7\u00f5es, estamos diante de uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o cujos impactos tecnol\u00f3gicos devem ser medidos com maior planejamento e vis\u00e3o estrat\u00e9gica por parte do mercado. Quem sair na frente nessa corrida pode, inclusive, fortalecer diferenciais competitivos e aumentar seus n\u00edveis de compliance fiscal. Afinal de contas, a transforma\u00e7\u00e3o, mais do que nunca, \u00e9 digital, tecnol\u00f3gica, cultural e multifacetada, atingindo diversos \u00e2mbitos do contexto tribut\u00e1rio, financeiro e cont\u00e1bil das empresas.<br>Assim, para que se evitem os impactos de uma corrida atr\u00e1s do preju\u00edzo, como nos tempos do \u201cbug do mil\u00eanio\u201d, as empresas devem abrir os olhos e investir em bases sist\u00eamicas alinhadas \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es dos novos tempos tribut\u00e1rios do pa\u00eds.<br>Adriana Ruiz Alcazar \u00e9 s\u00f3cia da Seteco Consultoria Cont\u00e1bil.<br><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/reforma-como-evitar-o-bug-da-tecnologia-fiscal.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/reforma-como-evitar-o-bug-da-tecnologia-fiscal.ghtml<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Simples Nacional: empresas do agro representam apenas 2,2% do total, mostra estudo<\/strong><strong><br><\/strong>Data:12\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O agro brasileiro, embora seja um dos pilares da economia nacional, representa apenas 2,2% das empresas ativas no Simples Nacional, sistema de tributa\u00e7\u00e3o simplificada, totalizando cerca de 403 mil empresas. O dado foi divulgado em um estudo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT).<br>Segundo Carlos Pinto, diretor de Neg\u00f3cios do instituto, \u201co n\u00famero reflete o que j\u00e1 se sabe: a maioria dos produtores rurais opera como pessoa f\u00edsica ou em empresas que faturam acima de R$ 4,8 milh\u00f5es anualmente\u201d.<br>Perfil e renova\u00e7\u00e3o das empresas do agro<br>O levantamento aponta que a maioria das empresas agro no Simples Nacional \u00e9 de pequeno porte, com 65,19% sendo Microempreendedores Individuais (MEI), 18,21% Microempresas e 16,60% Pequenas Empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, mais de 70% dessas empresas t\u00eam at\u00e9 cinco anos de atividade, indicando constante renova\u00e7\u00e3o no setor.<br>\u201cO setor agro no Simples Nacional \u00e9 marcado por uma alta taxa de novos entrantes e renova\u00e7\u00e3o no mercado\u201d, destaca Pinto. Nos \u00faltimos dois anos, 182 mil novas empresas foram fundadas, refor\u00e7ando o dinamismo do segmento.<br>O estudo tamb\u00e9m analisou a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das empresas agro no Simples Nacional, revelando que as regi\u00f5es Sudeste e Sul concentram a maior parte, com 191.362 empresas no Sudeste e 77.272 no Sul.<br>S\u00e3o Paulo lidera o ranking com 90.746 empresas, seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro. \u201cA regi\u00e3o Sudeste, especialmente S\u00e3o Paulo e Minas Gerais, \u00e9 uma pot\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, principalmente em culturas como soja, milho, caf\u00e9 e cana-de-a\u00e7\u00facar\u201d, afirma Pinto.<br>S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Bras\u00edlia s\u00e3o os munic\u00edpios com o maior n\u00famero de empresas agro no Simples Nacional. A capital paulista conta com 20.873 empresas, representando 5,18% do total, enquanto o Rio de Janeiro aparece com 13.264 e Bras\u00edlia com 5.482 empresas.<br>\u201cEsses n\u00fameros mostram a concentra\u00e7\u00e3o de atividades agropecu\u00e1rias em centros urbanos que atuam tanto na produ\u00e7\u00e3o quanto na comercializa\u00e7\u00e3o de produtos agr\u00edcolas\u201d, comenta o diretor do IBPT.<br>Segmentos mais representativos<br>O subsetor de Alimentos, Bebidas e Fumo \u00e9 o mais expressivo, concentrando 300.339 empresas, enquanto Agricultura, Pecu\u00e1ria e Cooperativas representam 102.767 empresas.<br><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/economia\/simples-nacional-empresas-do-agro-representam-apenas-22-do-total-mostra-estudo\/\">https:\/\/www.canalrural.com.br\/economia\/simples-nacional-empresas-do-agro-representam-apenas-22-do-total-mostra-estudo\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>MUNICIPAIS: <\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf nega cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins sobre IPTU e despesas com condom\u00ednio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Valores pagos com IPTU e despesas com condom\u00ednio n\u00e3o podem ser inclu\u00eddos como despesas de aluguel para fins de apropria\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos. Com esse entendimento, a 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) negou a possibilidade de creditamento de PIS e de Cofins sobre esses disp\u00eandios.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso chegou \u00e0 C\u00e2mara Superior ap\u00f3s a Fazenda recorrer de decis\u00e3o que permitiu o creditamento como sendo despesa de aluguel, conforme os incisos IV do artigo 3\u00ba das Leis 10.637, de 2002, e 10.833, de 2003. Os dispositivos preveem a possibilidade de essas despesas gerarem cr\u00e9ditos de PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento da 2\u00aa Turma Ordin\u00e1ria da 4\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o foi de que as \u201cdespesas perif\u00e9ricas\u201d relacionadas aos contratos de aluguel, como o IPTU, taxas condominiais e outras despesas estabelecidas em contrato, podem integrar o custo de loca\u00e7\u00e3o \u201ce devem ser consideradas para fins de apropria\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos da sistem\u00e1tica da n\u00e3o cumulatividade das Contribui\u00e7\u00f5es para o PIS e da Cofins\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o processo, no entanto, a relatora da C\u00e2mara Superior afirmou que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ampliar o conceito de aluguel para abarcar as despesas com o condom\u00ednio e o IPTU, porque \u201cn\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o de acessoriedade entre esses disp\u00eandios e o aluguel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A conselheira tamb\u00e9m considerou que as mat\u00e9rias t\u00eam naturezas diferentes. \u201cO condom\u00ednio \u00e9 uma contrapresta\u00e7\u00e3o, as utilidades s\u00e3o compartilhadas pelos propriet\u00e1rios e usu\u00e1rios dos pr\u00e9dios, servindo tamb\u00e9m para custeio dos gastos, de forma compartilhada. O aluguel \u00e9 conceituado pelo C\u00f3digo Civil como neg\u00f3cio jur\u00eddico no qual uma das partes cede a outro o uso do bem de sua propriedade em troca de pagamento\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a julgadora afirmou que a lei de loca\u00e7\u00e3o (8.245\/1991) estabelece a obriga\u00e7\u00e3o do locat\u00e1rio em pagar as despesas ordin\u00e1rias do condom\u00ednio, mas isso n\u00e3o significa que tais despesas comp\u00f5em o valor do aluguel em si.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao IPTU, a relatora apontou que, pela natureza de tributo, ele n\u00e3o pode ser confundido com o aluguel. Destacou, ainda, a falta de previs\u00e3o legal para o creditamento das contribui\u00e7\u00f5es nestes casos.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto foi seguido por unanimidade. Os conselheiros Marcos Roberto da Silva e Denise Green disseram ter mudado de posicionamento recentemente, tendo se posicionado anteriormente pela permiss\u00e3o ao creditamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 19515.720828\/2018-43 e envolve a Officer S.A. Distribuidora de Produtos de Tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-nega-creditos-de-pis-cofins-sobre-iptu-e-despesas-com-condominio\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-nega-creditos-de-pis-cofins-sobre-iptu-e-despesas-com-condominio<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>C\u00e2mara Superior do Carf nega imunidade tribut\u00e1ria \u00e0 Cesgranrio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) negou imunidade tribut\u00e1ria \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Cesgranrio, respons\u00e1vel pela aplica\u00e7\u00e3o do Exame Nacional do Ensino M\u00e9dio (Enem) e outros concursos p\u00fablicos. Por voto de qualidade, os conselheiros entenderam que a entidade n\u00e3o por ser classificada como institui\u00e7\u00e3o de ensino e, portanto, n\u00e3o teria direito ao benef\u00edcio fiscal previsto na Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara Superior reverteu decis\u00e3o anterior favor\u00e1vel \u00e0 Cesgranrio e manteve cobran\u00e7a de R$ 89 milh\u00f5es de Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL referente ao ano de 2010. A decis\u00e3o alarmou tributaristas, principalmente porque destoa de outro precedente recente, favor\u00e1vel \u00e0 Funda\u00e7\u00e3o Carlos Chagas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o, a 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior afastou cobran\u00e7a de R$ 107 milh\u00f5es. Por maioria, chegou a uma conclus\u00e3o diferente, entendendo que a imunidade tribut\u00e1ria constitucional deve ser interpretada de forma ampla, contemplando as atividades de organiza\u00e7\u00e3o de processos seletivos. S\u00e3o os primeiros casos julgados pela \u00faltima inst\u00e2ncia do Carf.<\/p>\n\n\n\n<p>A isen\u00e7\u00e3o de tributos discutida nos processos est\u00e1 prevista no artigo 150, inciso VI-C, da Constitui\u00e7\u00e3o, que veda a cria\u00e7\u00e3o de impostos sobre \u201cpatrim\u00f4nio, renda ou servi\u00e7os dos partidos pol\u00edticos, inclusive suas funda\u00e7\u00f5es, das entidades sindicais dos trabalhadores, das institui\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o e de assist\u00eancia social, sem fins lucrativos\u201d. A previs\u00e3o tamb\u00e9m consta no C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), no artigo 14-II, que prev\u00ea que a institui\u00e7\u00e3o deve aplicar integralmente, no pa\u00eds, seus recursos na manuten\u00e7\u00e3o dos objetivos institucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma terceira norma, por\u00e9m, restringe esse conceito. A Lei n\u00ba 9.532, de 1997, considera imune de carga tribut\u00e1ria a institui\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o \u201cque preste os servi\u00e7os para os quais houver sido institu\u00edda e os coloque \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o em geral, em car\u00e1ter complementar \u00e0s atividades do Estado, sem fins lucrativos\u201d. \u00c9 com base nesse dispositivo que a Fazenda Nacional se defende nesses processos.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da Cesgranrio, a 2\u00aa Turma considerou fundamental que a maior parte do faturamento da empresa adveio da aplica\u00e7\u00e3o de provas e vestibulares. Segundo a fiscaliza\u00e7\u00e3o, 99,62% da receita operacional de R$ 154,4 milh\u00f5es da empresa vieram dessa atividade no ano de 2010. Por isso, para os fiscais, sua atua\u00e7\u00e3o principal \u201cn\u00e3o guarda nenhuma rela\u00e7\u00e3o com o conceito constitucional e infraconstitucional de educa\u00e7\u00e3o\u201d, pois \u201cn\u00e3o est\u00e3o relacionadas com o conceito de processo formativo do cidad\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A Cesgranrio contesta o percentual nos autos, indicando que seriam, na verdade, 68,6%. Alega ainda que \u201cos servi\u00e7os prestados de natureza educacional s\u00e3o as avalia\u00e7\u00f5es educacionais, as sele\u00e7\u00f5es de candidatos para o ingresso no ensino superior e o curso de mestrado em avalia\u00e7\u00e3o\u201d. E que a pr\u00f3pria Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) e o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) a reconheceu como institui\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o, no Parecer n\u00ba 903\/2014.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese do contribuinte, por\u00e9m, n\u00e3o foi acatada pelo conselheiro relator, M\u00e1rio Hermes Soares Campos. \u201cA atividade de avalia\u00e7\u00e3o em processos seletivos n\u00e3o se confunde com ensino e n\u00e3o enquadra como institui\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o a entidade que tem por objeto a sua explora\u00e7\u00e3o, mesmo que com fins n\u00e3o lucrativos, n\u00e3o se habilitando \u00e0 frui\u00e7\u00e3o da imunidade do imposto sobre a renda\u201d, diz ele no ac\u00f3rd\u00e3o (processos n\u00ba 12448.729885\/2014-66 e n\u00ba 12448.725726\/2016-54).<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro desconsiderou o parecer do MEC, pois s\u00f3 teria efeitos para o Direito Educacional, n\u00e3o repercutindo em outras searas jur\u00eddicas, como a tribut\u00e1ria. Ele reformou a decis\u00e3o anterior da 1\u00aa Turma da 2\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, que havia feito uma interpreta\u00e7\u00e3o mais ampla do dispositivo constitucional. Para o colegiado, \u201cembora as avalia\u00e7\u00f5es educacionais n\u00e3o sejam atividades de ensino propriamente, est\u00e3o intrinsicamente vinculadas \u00e0 ele\u201d e s\u00e3o \u201cinstrumentos indispens\u00e1veis\u201d para assegurar o padr\u00e3o de qualidade educacional brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Entendimento semelhante foi o da 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Carf, no processo da Funda\u00e7\u00e3o Carlos Chagas. Nesse caso, o Fisco ainda contestava que o lucro da funda\u00e7\u00e3o n\u00e3o era revertido para atividades internas voltadas para educa\u00e7\u00e3o ou pesquisa, mas em aplica\u00e7\u00f5es do mercado financeiro, que somavam R$ 1 bilh\u00e3o. Mas, para os conselheiros, essa pr\u00e1tica n\u00e3o violaria a previs\u00e3o constitucional e os requisitos para o uso da imunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro Luis Henrique Marotti Toselli, redator do ac\u00f3rd\u00e3o, afirma que a institui\u00e7\u00e3o s\u00f3 perderia o benef\u00edcio se esse lucro fosse distribu\u00eddo para terceiros, o que n\u00e3o foi indicado pela fiscaliza\u00e7\u00e3o. \u201cA finalidade lucrativa que afastaria a imunidade n\u00e3o deve ser aferida isoladamente a partir das atividades geradoras de caixa (no caso aplica\u00e7\u00f5es financeiras), mas sim em face de eventual desvio de recursos (tirar da entidade para que terceiro lucre), o que sequer foi aventado nesse caso concreto\u201d, afirma (processo n\u00ba 10830.727459\/2018-72).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/10\/camara-superior-do-carf-nega-imunidade-tributaria-a-cesgranrio.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/10\/camara-superior-do-carf-nega-imunidade-tributaria-a-cesgranrio.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>STF julga redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas do PIS\/Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) come\u00e7ou a julgar duas a\u00e7\u00f5es que discutem a redu\u00e7\u00e3o e posterior restabelecimento das al\u00edquotas de PIS e Cofins sobre receitas financeiras. O relator, o ministro Cristiano Zanin, foi favor\u00e1vel \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o dos percentuais maiores, aplicados desde 2015. At\u00e9 ent\u00e3o, ele \u00e9 acompanhado por Alexandre de Moraes.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada in\u00e9dita por tributaristas pelo aspecto pol\u00edtico e temporal. No primeiro dia de governo, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva editou o Decreto n\u00ba 11.374\/2023, restabelecendo as taxas de 2015 dos tributos federais (0,65% para o PIS e 4% para o Cofins). As al\u00edquotas foram reduzidas pela metade por um decreto anterior publicado no pen\u00faltimo dia do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, de n\u00b0 11.322\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o dos contribuintes, como o decreto de Lula majorou o valor dos impostos, seria preciso respeitar o princ\u00edpio da anterioridade, prazo de 90 dias (noventena) ou um ano para come\u00e7ar a cobr\u00e1-los. J\u00e1 a Uni\u00e3o entende que Lula n\u00e3o aumentou as al\u00edquotas, apenas decidiu retomar as taxas anteriores, em vigor at\u00e9 o decreto de Bolsonaro. Por isso, n\u00e3o haveria surpresa para as empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a peti\u00e7\u00e3o inicial da Advocacia Geral da Uni\u00e3o (AGU), o impacto de manter as al\u00edquotas pela metade seria de cerca de R$ 6 bilh\u00f5es ao ano para os cofres p\u00fablicos. Por\u00e9m, uma nota t\u00e9cnica da Receita Federal chegou a um valor bem menor, de R$ 1,4 milh\u00e3o. O Fisco calculou o impacto or\u00e7ament\u00e1rio s\u00f3 para tr\u00eas meses, per\u00edodo da noventena, que \u00e9 o analisado nas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o jur\u00eddica come\u00e7ou porque centenas de contribuintes foram \u00e0 Justi\u00e7a pedir para serem beneficiados com os percentuais menores de PIS\/Cofins ou que pelo menos fosse aplicada a anterioridade. Alguns obtiveram decis\u00f5es favor\u00e1veis. Mas em mar\u00e7o de 2023, o ministro Ricardo Lewandowski, antigo relator, suspendeu a efic\u00e1cia delas at\u00e9 que fosse julgado o m\u00e9rito desta a\u00e7\u00e3o, o que ocorre nesta semana.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento come\u00e7ou na sexta-feira, 4, no Plen\u00e1rio Virtual, e os ministros t\u00eam at\u00e9 a pr\u00f3xima sexta, 11, para votar. Um eventual pedido de vista (adiamento) ou destaque (levar o caso para o plen\u00e1rio f\u00edsico) pode interromper o julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, o ministro Cristiano Zanin, na pr\u00e1tica, manteve a liminar dada no ano passado. Na vis\u00e3o dele, o decreto do presidente Lula \u201cn\u00e3o ofende a seguran\u00e7a jur\u00eddica e nem prejudica a confian\u00e7a do contribuinte nos termos em que protegida pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u201d. \u201cO supracitado decreto, ao repristinar o artigo 1\u00ba do Decreto n\u00ba 8.426\/2015, manteve as al\u00edquotas das contribui\u00e7\u00f5es ao PIS\/Cofins que vinham sendo consideradas pelo contribuinte desde 2015 (0,65% e 4%), o que afasta a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da anterioridade nonagesimal\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Zanin tamb\u00e9m levou em conta os princ\u00edpios da responsabilidade da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Para ele, o decreto editado por Bolsonaro \u201creduziu significativamente as al\u00edquotas de tributos federais no momento imediatamente anterior \u00e0 conclus\u00e3o da transi\u00e7\u00e3o de governo, afronta o princ\u00edpio republicano e os deveres de coopera\u00e7\u00e3o\u201d, o que viola o artigo 37 da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos autos, a AGU ressalta que o decreto de 2022, editado no dia 30 de dezembro, produziria efeitos apenas em 1 de janeiro de 2023, mesmo data que sobreveio o segundo decreto revogando o anterior. Portanto, a redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota \u201cjamais chegou a se aplicar\u201d. \u201cTrata-se de uma disposi\u00e7\u00e3o natimorta, que n\u00e3o veio a produzir efeitos na esfera jur\u00eddica dos contribuintes\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A AGU foi quem entrou com uma das a\u00e7\u00f5es no STF. Enquanto ela pede para ser declarado v\u00e1lido o decreto de 2023, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de M\u00e1quinas e Equipamentos (Abimaq), em outro processo, pede a inconstitucionalidade (ADC 84 e ADI 7.342).<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirma que \u201cacredita que o STF manter\u00e1 a linha de sua jurisprud\u00eancia e confirmar\u00e1 a liminar concedida com o provimento da ADC 84\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/07\/stf-julga-reducao-de-aliquotas-do-pis-cofins.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/07\/stf-julga-reducao-de-aliquotas-do-pis-cofins.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF invalida cobran\u00e7a de taxa para instala\u00e7\u00e3o de torres de telefonia em Manaus (AM)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) invalidou parte de duas leis de Manaus (AM) que criaram taxa municipal para instala\u00e7\u00e3o, licenciamento e funcionamento de esta\u00e7\u00f5es r\u00e1dio base (torres de celulares). A decis\u00e3o un\u00e2nime foi tomada na sess\u00e3o virtual conclu\u00edda em 27\/9, no julgamento da Argui\u00e7\u00e3o de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1064.<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Infraestrutura para Telecomunica\u00e7\u00f5es (Abrintel) argumentava, entre outros pontos, que a Ag\u00eancia Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es (Anatel) j\u00e1 cobra taxas de instala\u00e7\u00e3o e funcionamento de suas esta\u00e7\u00f5es de r\u00e1dio base.<\/p>\n\n\n\n<p>Legisla\u00e7\u00e3o clara<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Gilmar Mendes, acolheu parcialmente os argumentos e votou pela anula\u00e7\u00e3o de partes da Lei Municipal 2.384\/2018 e da Lei Complementar municipal 17\/2022, que tratam da cobran\u00e7a. Na sua avalia\u00e7\u00e3o, a legisla\u00e7\u00e3o federal (como a Lei Geral de Telecomunica\u00e7\u00f5es, a Lei Geral de Antenas e a Lei do Fundo de Fiscaliza\u00e7\u00e3o das Telecomunica\u00e7\u00f5es) \u00e9 clara ao atribuir licenciamento e fiscaliza\u00e7\u00e3o do setor de telecomunica\u00e7\u00f5es \u00e0 Uni\u00e3o, por meio da Anatel.<\/p>\n\n\n\n<p>Mendes lembrou ainda o entendimento consolidado na Suprema Corte sobre a impossibilidade de munic\u00edpios criarem taxas de fiscaliza\u00e7\u00e3o de torres e antenas de transmiss\u00e3o. Isso \u00e9 o que ficou decidido no julgamento do Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) 776594 (Tema 919 da repercuss\u00e3o geral), que atribui essa compet\u00eancia exclusivamente \u00e0 Uni\u00e3o, conforme o artigo 22, inciso IV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-portal-de-noticias wp-block-embed-portal-de-noticias\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"NrOsFInGZE\"><a href=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/stf-invalida-cobranca-de-taxa-para-instalacao-de-torres-de-telefonia-em-manaus-am\/\">STF invalida cobran\u00e7a de taxa para instala\u00e7\u00e3o de torres de telefonia em Manaus (AM)<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;STF invalida cobran\u00e7a de taxa para instala\u00e7\u00e3o de torres de telefonia em Manaus (AM)&#8221; &#8212; Portal de Noticias\" src=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/stf-invalida-cobranca-de-taxa-para-instalacao-de-torres-de-telefonia-em-manaus-am\/embed\/#?secret=2IDTChKd7w#?secret=NrOsFInGZE\" data-secret=\"NrOsFInGZE\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ afasta sucumb\u00eancia para empresa que aderiu a parcelamento<\/strong><br>Data: 07\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, os ministros da 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) entenderam que o contribuinte n\u00e3o pode ser condenado ao pagamento de honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia ap\u00f3s desist\u00eancia dos embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal em raz\u00e3o de ades\u00e3o ao programa de parcelamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Os embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o s\u00e3o uma classe processual por meio da qual o devedor se op\u00f5e \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal, que \u00e9 a a\u00e7\u00e3o ajuizada para cobran\u00e7a de tributos. Por\u00e9m, no caso concreto, o contribuinte desistiu de contestar a cobran\u00e7a na Justi\u00e7a para aderir a um parcelamento do d\u00e9bito. O fisco estadual ajuizou a execu\u00e7\u00e3o fiscal para cobrar d\u00edvidas de ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Os julgadores seguiram a posi\u00e7\u00e3o do relator, ministro Francisco Falc\u00e3o, de que a jurisprud\u00eancia do STJ \u00e9 contr\u00e1ria ao pagamento de verba sucumbencial caso haja previs\u00e3o de pagamento de honor\u00e1rios advocat\u00edcios pelo contribuinte na esfera administrativa, no momento de ades\u00e3o ao parcelamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o magistrado, nesses casos, a imposi\u00e7\u00e3o de verba honor\u00e1ria quando da extin\u00e7\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o fiscal ou dos embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o configura bis in idem, ou seja, a aplica\u00e7\u00e3o de duas penalidades pelo mesmo fato.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o tramita como Recurso Especial 2.075.544.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stj-afasta-sucumbencia-para-empresa-que-aderiu-a-parcelamento\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stj-afasta-sucumbencia-para-empresa-que-aderiu-a-parcelamento<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ: Segunda Turma confirma incid\u00eancia de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins sobre descontos do Pert<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Segunda Tuma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), por unanimidade, confirmou a incid\u00eancia do Imposto sobre a Renda das Pessoas Jur\u00eddicas (IRPJ), da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre Lucro L\u00edquido (CSLL), da contribui\u00e7\u00e3o ao Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social (PIS) e da Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre os valores dos descontos obtidos a t\u00edtulo de multa, juros e encargos legais em raz\u00e3o da ades\u00e3o do contribuinte ao Programa Especial de Regulariza\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria (Pert).<\/p>\n\n\n\n<p>Criado pelo governo federal em 2017, o Pert \u00e9 um programa de parcelamento especial destinado a pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas com d\u00edvidas tribut\u00e1rias. O programa abrangeu d\u00e9bitos de parcelamentos anteriores, em discuss\u00e3o administrativa ou judicial, al\u00e9m daqueles decorrentes de lan\u00e7amentos de of\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Para empresas, valor de descontos n\u00e3o representa acr\u00e9scimo patrimonial ou faturamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Algumas empresas impetraram mandado de seguran\u00e7a contra o titular da Delegacia Especial de Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria da Receita Federal em S\u00e3o Paulo, sustentando que os montantes anistiados no \u00e2mbito do Pert n\u00e3o estariam sujeitos \u00e0 incid\u00eancia de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins, uma vez que n\u00e3o configuram fato gerador desses tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo de primeira inst\u00e2ncia extinguiu o processo, sem julgamento de m\u00e9rito, em rela\u00e7\u00e3o a duas das empresas, pois a sua ades\u00e3o ao Pert envolveu d\u00e9bitos j\u00e1 inscritos em d\u00edvida ativa e, nesse caso, o delegado n\u00e3o seria a autoridade com legitimidade para figurar no polo passivo. Quanto \u00e0s demais empresas, a ordem foi denegada. O Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF3) confirmou a senten\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso ao STJ, as empresas argumentaram que os descontos de juros e multas obtidos com a ades\u00e3o ao Pert n\u00e3o deveriam sofrer incid\u00eancia de IRPJ, CSLL, Cofins e PIS, pois n\u00e3o representam acr\u00e9scimo patrimonial ou faturamento, que s\u00e3o as bases dessas exa\u00e7\u00f5es. Tamb\u00e9m defenderam a legitimidade do delegado apontado como autoridade coatora.<\/p>\n\n\n\n<p>Benef\u00edcio fiscal que aumenta lucro da empresa deve refletir na base de c\u00e1lculo<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Afr\u00e2nio Vilela, observou que a Lei 13.496\/2017 criou o Pert para beneficiar pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas com d\u00e9bitos perante a Secretaria da Receita Federal do Brasil e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Segundo o magistrado, para algumas formas de pagamento, a norma previu redu\u00e7\u00e3o de juros, multas e encargos legais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao negar o pedido das recorrentes, o ministro destacou que \u00e9 pac\u00edfico no STJ o entendimento de que \u201cqualquer benef\u00edcio fiscal que tenha por consequ\u00eancia o impacto positivo no lucro da empresa deve surtir efeito na base de c\u00e1lculo do IRPJ, da CSLL, do PIS e da Cofins\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 autoridade coatora, Afr\u00e2nio Vilela ressaltou que a parte correta para figurar no polo passivo de mandado de seguran\u00e7a envolvendo d\u00e9bitos federais inscritos em d\u00edvida ativa \u00e9 o procurador-chefe da Fazenda Nacional. Portanto, segundo ele, foi correta a decis\u00e3o do TRF3 sobre a quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo Relacionado: REsp n. 2.115.529<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2024\/08102024-Segunda-Turma-confirma-incidencia-de-IRPJ--CSLL--PIS-e-Cofins-sobre-descontos-do-Pert.aspx\">https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2024\/08102024-Segunda-Turma-confirma-incidencia-de-IRPJ&#8211;CSLL&#8211;PIS-e-Cofins-sobre-descontos-do-Pert.aspx<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF: redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota do ICMS para cerveja de mandioca \u00e9 inconstitucional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram que \u00e9 inconstitucional a redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota do ICMS para opera\u00e7\u00f5es com cervejas que utilizam um percentual m\u00ednimo de f\u00e9cula de mandioca na composi\u00e7\u00e3o. Prevaleceu o entendimento do relator, ministro Edson Fachin, de que n\u00e3o h\u00e1 essencialidade da mat\u00e9ria-prima que justifique o benef\u00edcio fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo da al\u00edquota menor, prevista em leis dos estados de Goi\u00e1s e Pernambuco, \u00e9 fomentar o desenvolvimento econ\u00f4mico, envolvendo pequenos produtores rurais no processo de produ\u00e7\u00e3o da cerveja por meio da venda da mat\u00e9ria-prima.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bebidas (Abrabe), autora das a\u00e7\u00f5es, alega que os benef\u00edcios n\u00e3o t\u00eam autoriza\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz) e estabelecem condi\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias desiguais para contribuintes em situa\u00e7\u00e3o equivalente, o que \u00e9 inconstitucional. Al\u00e9m disso, violariam o princ\u00edpio da seletividade, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 essencialidade da mat\u00e9ria-prima desonerada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o ministro Fachin considerou que o princ\u00edpio da seletividade tribut\u00e1ria busca favorecer os contribuintes menos favorecidos, que t\u00eam parte da renda comprometida para a aquisi\u00e7\u00e3o de mercadorias indispens\u00e1veis. O ministro tamb\u00e9m destacou que a essencialidade \u00e9 um instrumento de justi\u00e7a fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o parece, entretanto, ser o caso da mercadoria cuja al\u00edquota foi reduzida: cervejas que contenham, no m\u00ednimo, 16% (dezesseis por cento) de f\u00e9cula de mandioca em sua composi\u00e7\u00e3o. O que sobressai s\u00e3o apenas as finalidades extrafiscais com vistas, como se extraem das informa\u00e7\u00f5es, a fomentar atividade econ\u00f4mica e a gera\u00e7\u00e3o de emprego, o que, entretanto, n\u00e3o \u00e9 algo que guarda especificidade com a opera\u00e7\u00e3o subsidiada\u201d, afirmou o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Fachin cita o entendimento firmado no julgamento da ADI 6.152, que declarou a inconstitucionalidade do benef\u00edcio concedido por lei estadual do Maranh\u00e3o para a mesma mercadoria. \u201cN\u00e3o h\u00e1 aqui crit\u00e9rio de discrimina\u00e7\u00e3o estabelecer a ren\u00fancia fiscal em raz\u00e3o da mat\u00e9ria-prima, a qual parece possuir destinat\u00e1rio espec\u00edfico. Tal como ali, entendo que a norma acarreta desigualdade inconstitucional\u201d, afirmou o ministro que tamb\u00e9m foi o relator do caso.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o tramitou na ADIs 7.371 e 7.372.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-reducao-de-aliquota-do-icms-para-cerveja-de-mandioca-e-inconstitucional\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-reducao-de-aliquota-do-icms-para-cerveja-de-mandioca-e-inconstitucional<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/noticiasfiscais.com.br\/2024\/10\/10\/fornecedor-responde-por-negligencia-ao-emitir-nota-fiscal-sem-checar-dados-diz-stj\/\"><strong>Fornecedor responde por neglig\u00eancia ao emitir nota fiscal sem checar dados, diz STJ<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Se ficar constatado que a inscri\u00e7\u00e3o indevida de uma empresa no cadastro de inadimplentes resultou de duas ou mais causas, todos que contribu\u00edram para o resultado ser\u00e3o respons\u00e1veis pelos danos vivenciados pela v\u00edtima.<\/p>\n\n\n\n<p>Com essa conclus\u00e3o, a 3\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a decidiu responsabilizar uma empresa fornecedora pela negativa\u00e7\u00e3o indevida de um supermercado, ocorrida gra\u00e7as \u00e0 emiss\u00e3o de nota fiscal sem checagem dos dados do comprador.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo trata de uma fornecedora que fez uma venda para outra empresa, mas emitiu nota fiscal no nome de uma terceira institui\u00e7\u00e3o, no caso um supermercado. A partir dessa transa\u00e7\u00e3o, ficou constatada uma d\u00edvida de R$ 191, e a empresa negativou o nome do supermercado, que nada tinha a ver com a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, o supermercado ajuizou a\u00e7\u00e3o de indeniza\u00e7\u00e3o contra as duas companhias: aquela respons\u00e1vel por passar seus dados para a emiss\u00e3o da nota fiscal e a empresa que emitiu a nota fiscal e efetivamente fez a negativa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria de votos, a 3\u00aa Turma do STJ concluiu que ambas devem responder pelos danos causados. Elas ter\u00e3o de arcar com o pagamento de R$ 10 mil a t\u00edtulos de danos morais.<\/p>\n\n\n\n<p>Neglig\u00eancia na nota fiscal<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu o voto da relatora, ministra Nancy Andrighi, que apontou que \u00e9 poss\u00edvel que um evento danoso seja resultado de mais de uma causa. Quando esse \u00e9 o caso, todos que influenciaram o resultado devem ser responsabilizados.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que o comprador que forneceu dados do supermercado para a emiss\u00e3o da nota fiscal \u00e9 causador do dano. A discuss\u00e3o no colegiado era sobre quem emitiu a nota fiscal e fez a negativa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a ministra Nancy, a empresa que recebeu os dados fornecidos pela adquirente dos produtos deveria verificar a sua validade antes de emitir a nota fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA neglig\u00eancia da recorrida na confer\u00eancia da veracidade dessas informa\u00e7\u00f5es e a emiss\u00e3o de nota fiscal em nome da recorrente tamb\u00e9m foi determinante para a inscri\u00e7\u00e3o indevida\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Diverg\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>Formaram maioria com ela os ministros Humberto Martins e Moura Ribeiro. Abriu a diverg\u00eancia e ficou vencido o ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva, que foi seguido pelo ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze.<\/p>\n\n\n\n<p>Para eles, n\u00e3o h\u00e1 nenhum dever legal ou regulamentar que atribua ao fornecedor a responsabilidade de conferir os dados que lhe s\u00e3o apresentados pelos seus adquirentes quando de suas transa\u00e7\u00f5es comerciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o&nbsp;dever de lealdade e de boa-f\u00e9 se aplica&nbsp;\u00e0quele que utiliza de&nbsp;dados de identifica\u00e7\u00e3o para adquirir produtos ou servi\u00e7os no mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa pr\u00e1tica, afigura-se invi\u00e1vel que se atribua ao fornecedor a responsabilidade de conferir&nbsp;cada CNPJ, CPF, CEP, endere\u00e7o, nome ou raz\u00e3o social&nbsp;e quaisquer outros dados que lhe sejam&nbsp;apresentados por terceiros, tendo em vista a multiplicidade de transa\u00e7\u00f5es realizadas e que exigem a emiss\u00e3o de nota fiscal\u201d, concluiu.<br>REsp 2.130.170&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-09\/fornecedor-responde-por-negligencia-ao-emitir-nota-fiscal-sem-checar-dados-diz-stj\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-09\/fornecedor-responde-por-negligencia-ao-emitir-nota-fiscal-sem-checar-dados-diz-stj\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Alexandre de Moraes suspende lei que isenta ve\u00edculos el\u00e9tricos de pagar IPVA em Roraima<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes concedeu nesta ter\u00e7a-feira (8\/10) liminar para suspender a Lei 1.983\/2024, do Estado de Roraima. O dispositivo prev\u00ea isen\u00e7\u00e3o de IPVA para carros el\u00e9tricos, h\u00edbridos e movidos a hidrog\u00eanio. A isen\u00e7\u00e3o foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR). Houve veto do governador Antonio Denarium (PP), posteriormente derrubado pelos parlamentares.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi o governo de Roraima quem pediu a derrubada da lei no STF. A principal alega\u00e7\u00e3o \u00e9 que a norma n\u00e3o seguiu as regras previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O Executivo aponta que a isen\u00e7\u00e3o representa uma ren\u00fancia de receita significativa para o Estado, sem que tenha sido apresentada uma estimativa de impacto financeiro adequada, nem adotadas medidas compensat\u00f3rias para mitigar essa perda.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao suspender a lei, Moraes tamb\u00e9m solicitou informa\u00e7\u00f5es da Assembleia Legislativa sobre a isen\u00e7\u00e3o de IPVA para esses ve\u00edculos. A ALE-RR deve enviar os dados em at\u00e9 10 dias. Ap\u00f3s esse prazo, a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) e a Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR) tamb\u00e9m devem se manifestar.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o governo roraimense, a falta de planejamento fiscal afeta diretamente o or\u00e7amento estadual e a capacidade de gest\u00e3o p\u00fablica, especialmente em um cen\u00e1rio de arrecada\u00e7\u00e3o limitada. O impacto estimado pela Secretaria da Fazenda de Roraima \u00e9 de cerca de R$ 1,7 milh\u00e3o entre 2024 e 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o, tomada na ADI 7728, ir\u00e1 a referendo do plen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/energia\/alexandre-de-moraes-suspende-lei-que-isenta-veiculos-eletricos-de-pagar-ipva-em-roraima\">https:\/\/www.jota.info\/energia\/alexandre-de-moraes-suspende-lei-que-isenta-veiculos-eletricos-de-pagar-ipva-em-roraima<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ap\u00f3s o prazo de entrega, retifica\u00e7\u00e3o no IR deve seguir modalidade usada para transmitir declara\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Segunda Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), por unanimidade, entendeu que, ap\u00f3s o fim do prazo para a entrega da Declara\u00e7\u00e3o do Imposto sobre a Renda da Pessoa F\u00edsica (DIRPF), eventuais retifica\u00e7\u00f5es devem ser feitas utilizando a mesma modalidade escolhida originalmente, mantendo o modelo de formul\u00e1rio (completo ou simplificado) usado na transmiss\u00e3o do documento para a Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso analisado pelo colegiado teve origem em mandado de seguran\u00e7a impetrado por um contribuinte que solicitou \u00e0 Receita a retifica\u00e7\u00e3o de suas declara\u00e7\u00f5es referentes aos exerc\u00edcios de 2005 a 2008. Ele alegou que desconhecia a obrigatoriedade de declarar os bens que possu\u00eda no exterior e que, ao tentar corrigir a declara\u00e7\u00e3o, o sistema n\u00e3o permitiu a altera\u00e7\u00e3o da modalidade simplificada para a completa.<\/p>\n\n\n\n<p>A senten\u00e7a que concedeu o mandado de seguran\u00e7a foi mantida pelo Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF3), sob o fundamento de que o artigo 147, par\u00e1grafo 1\u00ba, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN) admite a retifica\u00e7\u00e3o por iniciativa do contribuinte, ainda que com a finalidade de reduzir ou excluir tributo, desde que o erro seja comprovado e a retifica\u00e7\u00e3o ocorra antes de ser feita a notifica\u00e7\u00e3o de lan\u00e7amento.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, para o tribunal, uma vez que era concedida ao contribuinte a possibilidade de escolher entre a declara\u00e7\u00e3o simplificada e a completa, n\u00e3o haveria motivo para impedir corre\u00e7\u00f5es posteriores, especialmente quando resultassem em tributo a recolher em valor inferior ao inicialmente apurado.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso especial dirigido ao STJ, a Fazenda Nacional alegou que a escolha exercida pelo contribuinte na declara\u00e7\u00e3o de rendimentos, seja ela simplificada ou completa, n\u00e3o pode ser alterada mediante declara\u00e7\u00e3o retificadora apresentada fora do prazo previsto para a entrega da DIRPF, por n\u00e3o configurar erro apto a autorizar a retifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Retifica\u00e7\u00e3o no IR n\u00e3o envolve troca de modelo de declara\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do recuso, ministro Afr\u00e2nio Vilela, destacou que, conforme o artigo 147, par\u00e1grafo 1\u00ba, do CTN, a retifica\u00e7\u00e3o da declara\u00e7\u00e3o pelo pr\u00f3prio declarante, visando reduzir ou excluir tributo, s\u00f3 \u00e9 permitida com a devida comprova\u00e7\u00e3o do erro que a fundamenta.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro esclareceu que o erro pass\u00edvel de retifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o se refere \u00e0 troca de modalidade de declara\u00e7\u00e3o, mas sim a aspectos como a identifica\u00e7\u00e3o do sujeito passivo, a al\u00edquota aplic\u00e1vel, os documentos relativos ao pagamento ou o c\u00e1lculo do montante devido.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao citar precedentes, o ministro apontou que, de acordo com o artigo 18 da Medida Provis\u00f3ria 2.189-49\/2001 e outros dispositivos legais, a retifica\u00e7\u00e3o deve seguir a mesma modalidade da declara\u00e7\u00e3o original, n\u00e3o sendo permitida a retifica\u00e7\u00e3o com o objetivo de trocar a forma de tributa\u00e7\u00e3o escolhida ap\u00f3s o prazo final do envio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201dDesse modo, ap\u00f3s o transcurso do prazo previsto para a entrega da DIRPF, a retifica\u00e7\u00e3o dos equ\u00edvocos deve ocorrer dentro da modalidade escolhida, mantido o modelo de formul\u00e1rio utilizado (completo ou simplificado) no momento da transmiss\u00e3o da declara\u00e7\u00e3o\u201d, concluiu o ministro ao dar provimento ao recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>Leia o&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/julgamento\/eletronico\/documento\/mediado\/?documento_tipo=integra&amp;documento_sequencial=272762259&amp;registro_numero=201602808850&amp;peticao_numero=&amp;publicacao_data=20240926&amp;formato=PDF\">ac\u00f3rd\u00e3o no REsp 1.634.314<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Processo Relacionado: REsp 1.634.314.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/paginas\/comunicacao\/noticias\/2024\/10102024-apos-o-prazo-de-entrega--retificacao-no-ir-deve-seguir-modalidade-usada-para-transmitir-declaracao.aspx\">https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/paginas\/comunicacao\/noticias\/2024\/10102024-apos-o-prazo-de-entrega&#8211;retificacao-no-ir-deve-seguir-modalidade-usada-para-transmitir-declaracao.aspx<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ: inclus\u00e3o do PIS e da Cofins na base de c\u00e1lculo do ISS \u00e9 compet\u00eancia do STF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro S\u00e9rgio Kukina, do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), decidiu que a discuss\u00e3o sobre a inclus\u00e3o do PIS e da Cofins na base de c\u00e1lculo do ISS n\u00e3o deve ser analisada em sede de recursos repetitivos pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), pois tem natureza constitucional. Kukina determinou o sobrestamento dos recursos e o envio dos autos ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que se manifeste sobre a controv\u00e9rsia.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o monocr\u00e1tica foi proferida nos REsps 2455017, 2144749 e 2144754, em 19 de setembro, encerrando a discuss\u00e3o sobre a afeta\u00e7\u00e3o, uma vez que n\u00e3o cabe recurso do entendimento. Isso porque Kukina aplicou o artigo 1031, paragrafo 1\u00b0, do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC), que disp\u00f5e que a decis\u00e3o de sobrestamento \u00e9 irrecorr\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ministro, a discuss\u00e3o \u00e9 constitucional porque passa pela an\u00e1lise das ADPFs 189 e 190, em que o STF decidiu serem inconstitucionais as leis municipais que excluam valores da base de c\u00e1lculo do ISS fora das hip\u00f3teses previstas na legisla\u00e7\u00e3o complementar nacional sobre o imposto, a LC 116\/2003. Ou seja, o Supremo entendeu que n\u00e3o pode ser feito qualquer abatimento na base de c\u00e1lculo do ISS sem previs\u00e3o nesta lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso dos recursos especiais relatados por Kukina, os ac\u00f3rd\u00e3os de origem mencionaram as ADPFs 189 e 190 para embasar decis\u00f5es no sentido de que n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal para exclus\u00e3o dos tributos federais da base de c\u00e1lculo do ISS. Assim, o ministro entendeu que o STJ n\u00e3o poderia analisar a controv\u00e9rsia.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro ainda observou que, quando a an\u00e1lise dos recursos extraordin\u00e1rios pelo STF pode tornar prejudicial o julgamento de recursos especiais, devem ser julgados primeiro os recursos extraordin\u00e1rios. Al\u00e9m de Kukina, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) se manifestou contra a afeta\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria ao rito dos recursos repetitivos, tamb\u00e9m sob a justificativa de se tratar de discuss\u00e3o constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Precedentes<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio do STF n\u00e3o tem precedentes sobre a inclus\u00e3o de tributos federais na base de c\u00e1lculo do ISS. Por\u00e9m, a 1\u00aa e a 2\u00aa Turmas da Corte t\u00eam julgamentos recentes com decis\u00f5es un\u00e2nimes desfavor\u00e1veis aos contribuintes. A 1\u00aa Turma analisou o tema por meio dos AREs 1.469.426 e 1.497.379. O primeiro foi julgado em mar\u00e7o deste ano e o segundo em agosto. Em ambos, o placar foi un\u00e2nime para manter os tributos federais da base de c\u00e1lculo do ISS, sob o argumento de aus\u00eancia de previs\u00e3o para a exclus\u00e3o na LC 116\/2003. J\u00e1 a 2\u00aa Turma julgou em agosto o ARE 1.494.685 e aplicou, por unanimidade, o mesmo entendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, os contribuintes trazem \u00e0 discuss\u00e3o um argumento semelhante ao do STF no julgamento do Tema 69, a chamada \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, em que a Corte definiu que o ICMS n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. Conforme as companhias, o PIS e a Cofins, assim como o ICMS, constituem um ingresso transit\u00f3rio no caixa das empresas, que deve ser repassado ao fisco. Assim, n\u00e3o comp\u00f5em o pre\u00e7o do servi\u00e7o, base de c\u00e1lculo do ISS.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso julgado no STJ envolve a PricewaterhouseCoopers Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o Ltda<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stj-inclusao-do-pis-e-da-cofins-na-base-de-calculo-do-iss-e-competencia-do-stf\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stj-inclusao-do-pis-e-da-cofins-na-base-de-calculo-do-iss-e-competencia-do-stf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ: Extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o fiscal por prescri\u00e7\u00e3o n\u00e3o gera honor\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que, quando a execu\u00e7\u00e3o fiscal \u00e9 extinta, a Fazenda n\u00e3o precisa pagar aos advogados de contribuintes honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia &#8211; valor devido pela parte perdedora aos advogados da parte vencedora. O entendimento \u00e9 v\u00e1lido ap\u00f3s ter passado tempo excessivo para a resolu\u00e7\u00e3o do processo sem a\u00e7\u00e3o da parte (prescri\u00e7\u00e3o intercorrente).<\/p>\n\n\n\n<p>A Corte Especial j\u00e1 tinha alcan\u00e7ado entendimento an\u00e1logo em dezembro de 2023. Na \u00e9poca, decidiu que a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente por n\u00e3o terem sido encontrados bens para penhorar n\u00e3o obriga o pagamento de honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o, a Corte Especial entendeu que o credor n\u00e3o pode ser punido pela falta de bens do devedor, sendo obrigado a ressarcir os advogados da outra parte. O colegiado ponderou que a causa determinante para fixa\u00e7\u00e3o da sucumb\u00eancia, nesses casos, \u00e9 &#8220;sobretudo, o inadimplemento do devedor, gerando sua responsabilidade pela instaura\u00e7\u00e3o do feito execut\u00f3rio e, na sequ\u00eancia, por sua pr\u00f3pria extin\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sess\u00e3o desta quarta-feira, foram julgados recursos repetitivos sobre o assunto. A decis\u00e3o, portanto, orienta os demais magistrados da primeira e segunda inst\u00e2ncias do Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada representante dos contribuintes, Ol\u00edvia Ferreira, pela Paladar Comercial de Alimentos, defendeu que a condena\u00e7\u00e3o aos honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia se justifica nos casos \u2013 frequentes, segundo ela \u2013 nos quais as procuradorias continuam atuando em execu\u00e7\u00f5es fiscais prescritas, obrigando o contribuinte a contratar advogado para resolver uma quest\u00e3o sem mais raz\u00e3o de ser.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Gurgel de Faria, ressaltou que, em sua opini\u00e3o, nos casos em que a autoridade fazend\u00e1ria resiste a reconhecer a prescri\u00e7\u00e3o, os honor\u00e1rios seriam devidos. No entanto, uma vez que o assunto j\u00e1 foi abordado por um colegiado superior, cabe \u00e0 Se\u00e7\u00e3o se curvar ao entendimento j\u00e1 firmado (REsps 2046269, 2050597 e 2076321).<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro foi acompanhado por unanimidade na fixa\u00e7\u00e3o da tese: &#8220;\u00c0 luz do princ\u00edpio da causalidade, n\u00e3o cabe fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios na exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9 executividade acolhida para extinguir a execu\u00e7\u00e3o fiscal em raz\u00e3o do reconhecimento da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente prevista no art. 40 da Lei 6.830 de 1980&#8221;. , nos casos de um tipo simplificado de recurso chamado de &#8220;exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9 executividade&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tinha pedido, na noite da v\u00e9spera, o ingresso na a\u00e7\u00e3o como amicus curiae (pode ajudar com informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas para embasar as decis\u00f5es). O ministro admitiu a entrada do \u00f3rg\u00e3o, mas negou o pedido feito para adiar o julgamento. Assim, a OAB n\u00e3o se manifestou antes do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/10\/stj-extincao-de-execucao-fiscal-por-prescricao-nao-gera-honorarios.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/10\/stj-extincao-de-execucao-fiscal-por-prescricao-nao-gera-honorarios.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF analisa IRRF de 25% sobre aposentadoria e pens\u00e3o de quem mora no exterior<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 11\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) come\u00e7ou a julgar hoje a constitucionalidade da cobran\u00e7a de 25% de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) de aposentados e pensionistas brasileiros que moram no exterior. O relator, ministro Dias Toffoli, defendeu a inconstitucionalidade da cobran\u00e7a. O ministro Alexandre de Moraes o acompanhou (ARE 1327491).<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento, realizado no Plen\u00e1rio Virtual, vai at\u00e9 \u00e0s 23h59 da pr\u00f3xima sexta-feira, dia 18. Os ministros podem tamb\u00e9m pedir vista para analisar mais o assunto ou destaque para o tema ser julgado no plen\u00e1rio presencial.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso concreto veio de um Juizado Especial Federal. A primeira inst\u00e2ncia negou o pedido da autora para n\u00e3o se sujeitar \u00e0 al\u00edquota de 25%, mas a senten\u00e7a foi reformada pela Turma Recursal, que aplicou precedente da Turma Regional de Uniformiza\u00e7\u00e3o da 4\u00aa Regi\u00e3o e entendeu que a tributa\u00e7\u00e3o violava os princ\u00edpios da isonomia, da progressividade do imposto de renda, da veda\u00e7\u00e3o do n\u00e3o confisco e da proporcionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Dias Toffoli concordou com os pontos levantados pela Turma de Uniformiza\u00e7\u00e3o. Segundo ele, a progressividade do imposto de renda tem &#8220;\u00edntima conex\u00e3o com o princ\u00edpio da capacidade contributiva&#8221; \u2014 ou seja, o imposto deve ser cobrado de acordo com o n\u00edvel da renda.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro destacou, ainda, que o imposto n\u00e3o pode ser utilizado como confisco, e que sua cobran\u00e7a n\u00e3o pode inviabilizar a sobreviv\u00eancia digna do contribuinte e o seu direito de propriedade. Al\u00e9m disso, o princ\u00edpio da isonomia prega que a desigualdade tribut\u00e1ria deve ser orientada pelo crit\u00e9rio da justi\u00e7a, correspondendo \u00e0 capacidade de contribui\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o princ\u00edpio da proporcionalidade, por sua vez, \u00e9 preciso comparar os direitos envolvidos para evitar que uma iniciativa estatal leg\u00edtima restrinja direitos fundamentais al\u00e9m do objetivo perseguido com a medida adotada. O voto de Toffoli destaca a prote\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as, adolescentes, idosos e pessoas com defici\u00eancia, al\u00e9m de outras pessoas vulner\u00e1veis que s\u00e3o atingidas pela tributa\u00e7\u00e3o questionada, ou seja, as que t\u00eam direito a aposentadoria ou pens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro ainda citou a pesquisa Raio X do Investidor Brasileiro, de 2022, da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima) que mostra que, para 92% dos aposentados, o INSS \u00e9 a principal fonte de sustento.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Toffoli, a tributa\u00e7\u00e3o de 25% viola a progressividade, j\u00e1 que n\u00e3o existem sequer faixas determinando al\u00edquotas menores para faixas de renda menores, e que v\u00e3o subindo proporcionalmente \u00e0 renda. Tamb\u00e9m atua de modo confiscat\u00f3rio, por ser aplicada inclusive sobre a faixa de isen\u00e7\u00e3o da tabela do imposto de renda que \u00e9 aplicada aos residentes do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A cobran\u00e7a ainda desrespeita os princ\u00edpios da isonomia, da proporcionalidade e da capacidade contributiva, porque a carga tribut\u00e1ria dos residentes no exterior acaba ficando muito maior que as dos residentes no Brasil, &#8220;sem justificativa razo\u00e1vel&#8221;, conforme aponta o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o ministro lista os projetos de lei que tramitam junto com o PL n\u00ba 1.418\/07 e buscam reajustar essa tributa\u00e7\u00e3o questionada, o que mostra que mesmo no Congresso a inconstitucionalidade da cobran\u00e7a j\u00e1 foi levantada.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele prop\u00f4s a seguinte tese: \u201c\u00c9 inconstitucional a sujei\u00e7\u00e3o, na forma do art. 7\u00ba da Lei n\u00ba 9.779\/99, com a reda\u00e7\u00e3o conferida pela Lei n\u00ba 13.315\/16, dos rendimentos de aposentadoria e de pens\u00e3o pagos, creditados, entregues, empregados ou remetidos a residentes ou domiciliados no exterior \u00e0 incid\u00eancia do imposto de renda na fonte \u00e0 al\u00edquota de 25% (vinte e cinco por cento)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Alexandre de Moraes, ao acompanhar o relator, acrescentou que os residentes no exterior, al\u00e9m de pagar uma al\u00edquota muito mais alta, sequer se beneficiam dos servi\u00e7os p\u00fablicos que ser\u00e3o financiados pelos valores decorrentes da tributa\u00e7\u00e3o. Ele aderiu \u00e0 tese de Toffoli.<\/p>\n\n\n\n<p>Tacila Vasconcelos, previdenciarista do VLV Advogados, opina que a tributa\u00e7\u00e3o de 25% viola princ\u00edpios constitucionais, tanto o da isonomia, citado pelos ministros, quanto o princ\u00edpio da reserva legal, &#8220;que determina que apenas a lei pode estabelecer tributos e suas al\u00edquotas, respeitando o devido processo legislativo adequado para ser considerada constitucionalmente v\u00e1lida&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/11\/stf-analisa-irrf-de-25-pontos-percentuais-sobre-aposentadoria-e-penso-de-quem-mora-no-exterior.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/11\/stf-analisa-irrf-de-25-pontos-percentuais-sobre-aposentadoria-e-penso-de-quem-mora-no-exterior.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cr\u00e9dito presumido de ICMS n\u00e3o deve compor base de c\u00e1lculo de PIS\/Cofins, decide juiz<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 11\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel incluir cr\u00e9dito presumido de ICMS na base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda de Pessoa Jur\u00eddica e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido, j\u00e1 que tal tributa\u00e7\u00e3o ofenderia o princ\u00edpio federativo por intromiss\u00e3o da Uni\u00e3o na pol\u00edtica fiscal dos estados.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o entendimento do juiz Paulo Mitsuru Shiokawa Neto,&nbsp; da 2\u00aa Vara Federal de Sorocaba (SP), para conceder uma medida liminar favor\u00e1vel a uma empresa de inform\u00e1tica e autoriz\u00e1-la a excluir cr\u00e9ditos presumidos de ICMS decorrentes de incentivos fiscais concedidos pelos estados, nas bases de c\u00e1lculos do IRPJ, CSLL, PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa havia impetrado mandado de seguran\u00e7a contra ato da Receita Federal em Sorocaba, argumentando que os valores provenientes dos benef\u00edcios fiscais n\u00e3o deveriam ser considerados para fins de apura\u00e7\u00e3o de tributos, uma vez que n\u00e3o se enquadram nos conceitos de lucro, renda ou receita.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o juiz entendeu que h\u00e1 fundamento relevante para a concess\u00e3o da liminar com base nas jurisprud\u00eancias do Superior Tribunal de Justi\u00e7a e do Supremo Tribunal Federal.<br>O julgador explicou que a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ j\u00e1 havia pacificado entendimento de que a inclus\u00e3o dos cr\u00e9ditos presumidos de ICMS nas bases de c\u00e1lculo do IRPJ, da CSLL, do PIS e da Cofins \u00e9 indevida, pois caracteriza uma interfer\u00eancia da Uni\u00e3o em pol\u00edticas fiscais estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a decis\u00e3o, a empresa est\u00e1 desobrigada, ao menos temporariamente, de recolher os tributos alusivos ao IRPJ, CSLL, PIS e Cofins sobre os cr\u00e9ditos presumidos de ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Felipe Moreira da Concei\u00e7\u00e3o, advogado do Dalla Pria Advogados que defendeu a empresa no caso, \u201ca recente decis\u00e3o representa n\u00e3o s\u00f3 um marco relevante no cen\u00e1rio jur\u00eddico atual, mas tamb\u00e9m reafirma a necessidade de estabilidade e previsibilidade em um ambiente jur\u00eddico de grande volatilidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 not\u00f3rio que, nos \u00faltimos anos, o governo federal tem intensificado sua atua\u00e7\u00e3o com um claro vi\u00e9s arrecadat\u00f3rio, muitas vezes pressionando empresas em uma tentativa de maximizar as receitas p\u00fablicas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 5004659-08.2024.4.03.6110<br><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-11\/credito-presumido-de-icms-nao-deve-compor-base-de-calculo-de-pis-cofins-decide-juiz\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-11\/credito-presumido-de-icms-nao-deve-compor-base-de-calculo-de-pis-cofins-decide-juiz\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ veta repasse de d\u00edvidas tribut\u00e1rias do im\u00f3vel ao arrematante em leil\u00e3o<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 13\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 inv\u00e1lida a previs\u00e3o em edital de leil\u00e3o que atribui responsabilidade ao arrematante pelas d\u00edvidas tribut\u00e1rias que j\u00e1 incidiam sobre o im\u00f3vel na data de sua aliena\u00e7\u00e3o.<br>Com essa conclus\u00e3o, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a fixou tese sob o rito dos recursos repetitivos. O julgamento, por unanimidade de votos, foi resolvido na quarta-feira (9\/10).<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado ainda aprovou a modula\u00e7\u00e3o temporal dos efeitos da tese. Ela s\u00f3 ser\u00e1 v\u00e1lida para os leil\u00f5es cujos editais sejam publicizados ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma exce\u00e7\u00e3o: os casos em que exista a\u00e7\u00e3o judicial ou pedido administrativo pendente de julgamento. Para esses, a aplicabilidade da tese \u00e9 imediata.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese aprovada foi proposta pelo relator, ministro Teodoro Silva Santos, a partir da interpreta\u00e7\u00e3o do artigo 130, par\u00e1grafo \u00fanico do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele destacou que a aquisi\u00e7\u00e3o de propriedade em hasta p\u00fablica ocorre de forma origin\u00e1ria. N\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de responsabilidade do terceiro adquirente pelos d\u00e9bitos tribut\u00e1rios incidentes sobre o im\u00f3vel e anteriores \u00e0 arremata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA aplica\u00e7\u00e3o dessa norma, de natureza cogente, n\u00e3o pode ser excepcionada por previs\u00e3o de edital de leil\u00e3o, notadamente porque o referido ato n\u00e3o tem aptid\u00e3o para modificar a defini\u00e7\u00e3o legal do sujeito passivo da obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, \u00e9 irrelevante que o adquirente esteja ciente da previs\u00e3o em leil\u00e3o ou mesmo que concorde em assumir esses d\u00e9bitos tribut\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa falta de lei complementar que restrinja ou excepcione o disposto no artigo 130, par\u00e1grafo \u00fanico do CTN, \u00e9 vedado exigir do arrematante, com base em previs\u00e3o do edital, o recolhimento dos cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios incidentes sobre o bem arrematado cujos fatos geradores sejam anteriores \u00e0 arremata\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Tese<\/p>\n\n\n\n<p>Diante do disposto no artigo 130, par\u00e1grafo \u00fanico do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, \u00e9 inv\u00e1lida a previs\u00e3o em edital de leil\u00e3o atribuindo responsabilidade ao arrematante pelos d\u00e9bitos tribut\u00e1rios que j\u00e1 incidiam sobre o im\u00f3vel na data de sua aliena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.914.902<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.944.757<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.961.835<br><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-13\/stj-veta-repasse-de-dividas-tributarias-do-imovel-ao-arrematante-em-leilao\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-13\/stj-veta-repasse-de-dividas-tributarias-do-imovel-ao-arrematante-em-leilao\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supremo julga validade de a\u00e7\u00f5es da Uni\u00e3o contra cr\u00e9ditos da \u2018tese do s\u00e9culo\u2019<\/strong><br>Data: 14\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) come\u00e7ou a julgar a validade de centenas de a\u00e7\u00f5es rescis\u00f3rias ajuizadas pela Fazenda Nacional para anular cr\u00e9ditos da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d &#8211; a exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins. O relator, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, reconheceu a repercuss\u00e3o geral do tema e votou a favor da ado\u00e7\u00e3o da medida contra os contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento do presidente do STF, proferido na abertura no julgamento virtual (RE 1489562), na sexta-feira, 11, est\u00e1 em linha com a recente decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) sobre a mesma controv\u00e9rsia. Mas mesmo que as a\u00e7\u00f5es rescis\u00f3rias venham a ser providas pelos ministros, a Uni\u00e3o teria pouco a recuperar.<\/p>\n\n\n\n<p>Um levantamento do Valor feito com dados abertos da Receita Federal indica que, nos \u00faltimos cinco anos, os contribuintes solicitaram o reconhecimento de R$ 2,2 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos de PIS e Cofins para compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias &#8211; estima-se que 90% venham da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d. Deste total, R$ 1,6 bilh\u00e3o j\u00e1 foi efetivamente utilizado. Em tese, cerca de R$ 2 bilh\u00f5es seria o m\u00e1ximo que a Fazenda Nacional poderia hoje pleitear, levando-se em conta que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel reaver os valores de impostos dos \u00faltimos cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo que a Uni\u00e3o venha a vencer no STF, segundo advogados tributaristas, o ressarcimento dos valores n\u00e3o seria autom\u00e1tico ou t\u00e3o abrangente. Isso porque passado o prazo quinquenal, contado do pedido de compensa\u00e7\u00e3o, o direito de a Uni\u00e3o pedir a restitui\u00e7\u00e3o dos tributos prescreve. Por\u00e9m, esse prazo pode ser interrompido por solicita\u00e7\u00e3o da Fazenda Nacional na rescis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>E nos pedidos de compensa\u00e7\u00e3o autorizados nos \u00faltimos cinco anos, explicam, h\u00e1 a homologa\u00e7\u00e3o t\u00e1cita dos cr\u00e9ditos, tornando-a definitiva e tamb\u00e9m imposs\u00edvel de devolu\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o apenas cr\u00e9ditos n\u00e3o usados e mais recentes correm o risco de n\u00e3o serem homologados pela Receita, o que tornar\u00e1 contribuintes que tinham a perspectiva de adimpl\u00eancia em devedores.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo T\u00e9rcio Chiavassa, s\u00f3cio do Pinheiro Neto Advogados, h\u00e1 outra vari\u00e1vel nesta equa\u00e7\u00e3o: se a Fazenda conseguiu ou n\u00e3o, nas rescis\u00f3rias, liminar para impedir as compensa\u00e7\u00f5es administrativas. \u201cSe n\u00e3o havia tutela para suspender, o contribuinte compensou e pode ter passado o prazo de cinco anos. Tem uma parcela que a Uni\u00e3o n\u00e3o vai ter como recuperar\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m s\u00e3o irrecuper\u00e1veis pedidos homologados tacitamente. \u201cSe ela [a Receita] n\u00e3o negou a compensa\u00e7\u00e3o e o prazo de cinco anos a partir desse encontro de contas j\u00e1 passou, ocorre o que chamamos de homologa\u00e7\u00e3o t\u00e1cita, ou seja, a compensa\u00e7\u00e3o \u00e9 homologada tacitamente e se torna definitiva, e a\u00ed a rescis\u00f3ria n\u00e3o vai servir para nada\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses aspectos devem ser levados em conta pelos desembargadores nos Tribunais Regionais Federais (TRFs) ou nas Cortes Superiores, quando for analisado o pedido de anula\u00e7\u00e3o feito pela Fazenda. E o fato de o contribuinte j\u00e1 ter usado os cr\u00e9ditos da decis\u00e3o judicial em compensa\u00e7\u00f5es pode influenciar, acredita Chiavassa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, Barroso falou em uma jurisprud\u00eancia \u201cdominante\u201d do STF sobre a possibilidade de rescis\u00f3ria para adequar \u00e0 modula\u00e7\u00e3o, citando precedentes das duas turmas (RE 1478035 e RE 1480488). E prop\u00f4s a seguinte tese: \u201cCabe a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria para adequa\u00e7\u00e3o de julgado \u00e0 modula\u00e7\u00e3o temporal dos efeitos da tese de repercuss\u00e3o geral fixada no julgamento do RE 574.706 (Tema 69)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o tributarista Bruno Teixeira, s\u00f3cio do TozziniFreire, o montante de R$ 2 bilh\u00f5es \u00e9 o m\u00e1ximo que pode chegar a ser recuperado pela Receita, mas, na pr\u00e1tica, deve ser bem menor. \u201cEssas compensa\u00e7\u00f5es podem ter sido lastreadas com cr\u00e9ditos anteriores ou posteriores \u00e0 modula\u00e7\u00e3o\u201d, diz. Nesse total, tamb\u00e9m existem cr\u00e9ditos habilitados tardiamente, mas de per\u00edodos v\u00e1lidos, posteriores \u00e0 15 de mar\u00e7o de 2017, que foi o marco definido pela modula\u00e7\u00e3o dos efeitos. Mas ele acredita que deve gerar controv\u00e9rsia, pois n\u00e3o h\u00e1 precedente sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a decis\u00e3o do STF for desfavor\u00e1vel, ainda h\u00e1 esperan\u00e7a para os contribuintes. Isso porque outra a\u00e7\u00e3o do Supremo discute o mesmo dispositivo legal do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC). O relator, o ministro Gilmar Mendes, votou para vedar a possibilidade de rescis\u00f3ria. A a\u00e7\u00e3o, contudo, trata de outra mat\u00e9ria &#8211; um membro da Aeron\u00e1utica tenta anular decis\u00e3o que reverteu sua anistia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Teixeira, o julgamento do STJ n\u00e3o estabeleceu a proced\u00eancia das rescis\u00f3rias da Uni\u00e3o, mas a possibilidade de se entrar com uma a\u00e7\u00e3o dessa natureza. \u201cA pretens\u00e3o da Fazenda Nacional \u00e9 de rescindir a senten\u00e7a para manter a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos pelo STF\u201d, afirma o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Se ela for validada, seria necess\u00e1rio ajustar a senten\u00e7a favor\u00e1vel ao contribuinte, limitando os efeitos da decis\u00e3o. Ela n\u00e3o seria anulada, mas adequada \u00e0 modula\u00e7\u00e3o do STF. \u201cEla \u00e9 substitu\u00edda, ent\u00e3o tem que valer dali para frente\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Teixeira defende que \u201ctodas as compensa\u00e7\u00f5es que o contribuinte fez antes da senten\u00e7a da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria devem ser preservadas ou aquelas compensa\u00e7\u00f5es feitas antes da apresenta\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria pela Fazenda Nacional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Fernando Martins Barreto, do escrit\u00f3rio Martins Barreto Advogados, que atua por uma das empresas dos casos no STJ, disse que deve recorrer da decis\u00e3o. No processo de sua cliente, a companhia entrou com a\u00e7\u00e3o em abril de 2018, tendo o cr\u00e9dito autorizado pela Receita em agosto de 2020, permitindo o uso para os cinco anos anteriores (ou seja, at\u00e9 abril de 2013). Em fevereiro de 2021, j\u00e1 havia usado 100% dele.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, quatro meses depois, recebeu a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, para s\u00f3 poder usar os cr\u00e9ditos de 15 de mar\u00e7o de 2017 para frente. Os cinco anos foram reduzidos para 13 meses. \u201c\u00c9 muito dif\u00edcil explicar para a contribuinte como a decis\u00e3o de agora vai afetar o direito dela, amparado por decis\u00e3o judicial transitada em julgado h\u00e1 mais de quatro anos e exercido h\u00e1 mais de tr\u00eas\u201d, afirma Barreto.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, h\u00e1 o risco de a decis\u00e3o do STJ atingir at\u00e9 compensa\u00e7\u00f5es antigas, anteriores a 2019, se for considerado o prazo de dois anos desde a modula\u00e7\u00e3o do Supremo para a Uni\u00e3o ajuizar a rescis\u00f3ria. \u201cConsiderando os prazos mais prov\u00e1veis de tramita\u00e7\u00e3o processual, acredito que uma minoria conseguir\u00e1 a homologa\u00e7\u00e3o [dos cr\u00e9ditos]\u201d, disse. Um recurso extraordin\u00e1rio ao STF desta a\u00e7\u00e3o foi admitido pelo TRF-4, com sede em Porto Alegre, onde se iniciou a tramita\u00e7\u00e3o do caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Receita Federal n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/14\/supremo-julga-validade-de-acoes-da-uniao-contra-creditos-da-tese-do-seculo.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/14\/supremo-julga-validade-de-acoes-da-uniao-contra-creditos-da-tese-do-seculo.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF mant\u00e9m al\u00edquotas de PIS\/Cofins sobre receitas financeiras<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 14\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter os percentuais de 0,65% para o PIS e 4% para o Cofins aplicados desde o ano de 2015 sobre as receitas financeiras. Todos os ministros acompanharam o relator, o ministro Cristiano Zanin, que afastou a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio constitucional da anterioridade &#8211; prazo de 90 dias ou um ano para a cobran\u00e7a de um tributo majorado &#8211; ap\u00f3s uma redu\u00e7\u00e3o e posterior restabelecimento das al\u00edquotas.<\/p>\n\n\n\n<p>No processo, a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) estimava, em caso de derrota da Uni\u00e3o, impacto de R$ 6 bilh\u00f5es ao ano para os cofres p\u00fablicos. Por\u00e9m, uma nota t\u00e9cnica da Receita Federal chegou a um valor bem menor, de R$ 1,4 milh\u00e3o. O \u00f3rg\u00e3o calculou o impacto or\u00e7ament\u00e1rio para os tr\u00eas meses da chamada noventena, que \u00e9 o per\u00edodo analisado nas a\u00e7\u00f5es judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tributaristas, o resultado do julgamento relativiza a aplica\u00e7\u00e3o da anterioridade, considerada cl\u00e1usula p\u00e9trea pelo pr\u00f3prio STF, por garantir a seguran\u00e7a jur\u00eddica e o direito \u00e0 n\u00e3o surpresa na seara tribut\u00e1ria. Realizada no Plen\u00e1rio Virtual, a discuss\u00e3o terminou na sexta-feira, 11.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso \u00e9 considerado in\u00e9dito por advogados pelo aspecto pol\u00edtico e temporal. As al\u00edquotas dos impostos foram reduzidas \u00e0 metade pelo decreto n\u00ba 11.322\/2022 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), editado no pen\u00faltimo dia de governo, em 30 de dezembro. A redu\u00e7\u00e3o valeria a partir do dia 1\u00ba de janeiro de 2023. Por\u00e9m, nesta data, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) editou outro dispositivo, de n\u00ba 11.374, revogando a norma e restabelecendo as al\u00edquotas anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Contribuintes foram ao Judici\u00e1rio questionar a validade do decreto de 2023. Como a norma majorou os impostos, entendem que os novos valores s\u00f3 poderiam ser cobrados a partir de abril, respeitando-se o per\u00edodo chamado de noventena. J\u00e1 a Uni\u00e3o argumenta que n\u00e3o houve aumento das al\u00edquotas, apenas a retomada das anteriores, em vigor desde 2015. Por isso, n\u00e3o haveria surpresa para as empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o no Judici\u00e1rio come\u00e7ou ap\u00f3s empresas entrarem com a\u00e7\u00f5es para serem beneficiadas com os percentuais menores de PIS\/Cofins. Em mar\u00e7o de 2023, o ministro Ricardo Lewandowski suspendeu a efic\u00e1cia delas at\u00e9 que fosse julgado o m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>A liminar foi referendada em abril, apenas com duas diverg\u00eancias, de Andr\u00e9 Mendon\u00e7a e Rosa Weber. Para Mendon\u00e7a, o decreto de 2023 cont\u00e9m \u201cforte ind\u00edcio de inconstitucionalidade\u201d, com objetivo \u201ceminentemente, ou mesmo exclusivamente, fiscal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a ministra aposentada disse que o STF j\u00e1 tinha decidido respeitar a anterioridade mesmo quando h\u00e1 aumento indireto das al\u00edquotas (ADI 5277). Para ela, o decreto editado em 2022 \u201cvigorou no ordenamento jur\u00eddico brasileiro\u201d, ainda que por \u201ccurto e ex\u00edguo per\u00edodo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas Zanin manteve a liminar do ano passado. Na vis\u00e3o dele, o decreto de 2023 \u201cn\u00e3o ofende a seguran\u00e7a jur\u00eddica e nem prejudica a confian\u00e7a do contribuinte\u201d. O relator tamb\u00e9m considerou o princ\u00edpio da responsabilidade da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>O decreto anterior, de 2022, diz, que \u201creduziu significativamente as al\u00edquotas de tributos federais no momento imediatamente anterior \u00e0 conclus\u00e3o da transi\u00e7\u00e3o de governo, afronta o princ\u00edpio republicano e os deveres de coopera\u00e7\u00e3o\u201d.<br>Para Fernanda Secco, s\u00f3cia do Velloza Advogados, a norma entrou em vigor e teve efic\u00e1cia jur\u00eddica. \u201cA aplica\u00e7\u00e3o \u00e9 imediata, n\u00e3o importa que s\u00f3 ficou um dia em vigor. Como teve a majora\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria, deveria ter sido respeitada a anterioridade\u201d, afirma ela, acrescentando que a maior preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 ter o princ\u00edpio constitucional desrespeitado. \u201cN\u00e3o importam quest\u00f5es pol\u00edticas ou se foi por um dia, \u00e9 preciso respeitar os princ\u00edpios para justamente evitar que ocorram situa\u00e7\u00f5es como essa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No entendimento da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), por\u00e9m, a decis\u00e3o do STF \u201cdemonstra coer\u00eancia da Corte, respeitando os entendimentos definidos anteriormente sobre o tema\u201d. Ela reitera entendimento da AGU \u201cde que n\u00e3o houve descumprimento do princ\u00edpio da anterioridade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Rafael Bragan\u00e7a, s\u00f3cio do Daudt, Castro e Gallotti Olinto Advogados, poucas empresas ser\u00e3o afetadas pelo julgamento. Isso porque a liminar suspendeu as a\u00e7\u00f5es em mar\u00e7o, logo depois da edi\u00e7\u00e3o do decreto. \u201cMas se os contribuintes viessem a ganhar, poderiam ter um benef\u00edcio\u201d, diz Bragan\u00e7a, que tem tr\u00eas clientes discutindo o caso. Eles teriam ganho entre R$ 700 mil e R$ 2 milh\u00f5es com a tese, se sa\u00edssem vencedores, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto tamb\u00e9m \u00e9 pequeno porque quem teve liminar favor\u00e1vel n\u00e3o p\u00f4de aproveit\u00e1-la. \u201cO C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional veda compensa\u00e7\u00e3o fiscal com base em liminar, s\u00f3 depois do tr\u00e2nsito em julgado\u201d, afirma o advogado. Ele n\u00e3o acredita que o julgamento afetar\u00e1 qualquer outro caso. \u201cAqui teve uma mudan\u00e7a de governo, o contribuinte recolhia h\u00e1 um bom tempo e n\u00e3o chegou a ter nenhum dia \u00fatil com a nova al\u00edquota.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Foram julgadas duas a\u00e7\u00f5es simultaneamente. Uma da AGU, em que pedia a validade do decreto de 2023, e outra da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de M\u00e1quinas e Equipamentos (Abimaq), que solicitava a inconstitucionalidade do mesmo dispositivo (ADC 84 e ADI 7342).<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a AGU n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/14\/stf-mantem-aliquotas-de-pis-cofins-sobre-receitas-financeiras.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/14\/stf-mantem-aliquotas-de-pis-cofins-sobre-receitas-financeiras.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Empresas do Simples n\u00e3o precisam respeitar exig\u00eancia de artigo do CTN<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/10\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas que recolhem ISS pelo Simples Nacional n\u00e3o precisam atender a exig\u00eancia do artigo 166 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, j\u00e1 que esse regime n\u00e3o permite repasse do encargo financeiro ao tomador dos servi\u00e7os e adota o valor do faturamento bruto como base de c\u00e1lculo.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o entendimento dos desembargadores da 14\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo para dar provimento a recurso contra decis\u00e3o que julgou improcedente a\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o questionada n\u00e3o acatou o pedido por entender que o ISS \u00e9 tributo indireto e que a empresa n\u00e3o atendeu os requisitos do artigo 166 do CTN que estabelece que \u201ca restitui\u00e7\u00e3o de tributos que comportem, por sua natureza, transfer\u00eancia do respectivo encargo financeiro somente ser\u00e1 feita a quem prove haver assumido o referido encargo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, a empresa sustentou que a municipalidade n\u00e3o contestou os fatos apresentados na a\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito, alegou cerceamento de direito de defesa e defendeu que n\u00e3o precisava atender aos requisitos do artigo 166 do CTN, j\u00e1 que recolheu o tributo por meio do Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Recolhimento comprovado<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o relator da mat\u00e9ria, desembargador Octavio Machado de Barros, apontou que o contribuinte comprovou o recolhimento dos tributos por meio do Simples Nacional e que, nesse regime simplificado de tributa\u00e7\u00e3o, o pagamento ocorre de forma \u00fanica, com base no faturamento, independentemente da quantidade dos servi\u00e7os efetivamente prestados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDessa forma, o ISS se torna tributo direto, em que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel transferir o encargo ao tomador dos servi\u00e7os, afastando, portanto, a aplica\u00e7\u00e3o do art. 166, do CTN\u201d, registrou.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado tamb\u00e9m afastou a alega\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo de que houve prescri\u00e7\u00e3o da pretens\u00e3o repetit\u00f3ria de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio, uma vez que a impetra\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00e3o interrompe o prazo prescricional, conforme jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (EREsp 1.770.495).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDa\u00ed porque d\u00e1-se provimento ao recurso para determinar a restitui\u00e7\u00e3o dos valores pagos indevidamente ao munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, como estabelecido, invertidas a sucumb\u00eancia e a verba honor\u00e1ria que ser\u00e3o definidas em liquida\u00e7\u00e3o do julgado (CPC, art. 85, \u00a7 4\u00ba, inc. II)\u201d. O entendimento foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo Relacionado: 1010673-70.2023.8.26.0053<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-07\/empresas-do-simples-nao-precisam-respeitar-exigencia-de-artigo-do-codigo-tributario\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-07\/empresas-do-simples-nao-precisam-respeitar-exigencia-de-artigo-do-codigo-tributario\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Div\u00f3rcio sem ITBI? Decis\u00e3o da Justi\u00e7a de SP afasta cobran\u00e7a do imposto; entenda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Poder Judici\u00e1rio vem livrando casais em processo de div\u00f3rcio de pagar o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/tudo-sobre\/itbi\/\">Imposto sobre Transmiss\u00e3o de Bens Im\u00f3veis (ITBI)<\/a>&nbsp;na divis\u00e3o do patrim\u00f4nio. Em setembro, o Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo decidiu afastar a cobran\u00e7a da al\u00edquota de 3% sobre o valor de um apartamento na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de n\u00e3o estar pacificada ainda nos tribunais, esse tipo de decis\u00e3o j\u00e1 \u00e9 considerado por especialistas um bom indicador de que a Justi\u00e7a concorda com isso. Agora, a expectativa \u00e9 de que o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) coloque o assunto na pauta de julgamento em recurso repetitivo, o que se estenderia para todo o Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso julgado pelo TJSP, um casal se divorciou e foi feita a divis\u00e3o igualit\u00e1ria do patrim\u00f4nio, incluindo im\u00f3vel onde moravam, via escritura de cart\u00f3rio. Mas foi cobrado os 3% do ITBI. Como n\u00e3o havia uma opera\u00e7\u00e3o de venda, o casal resolveu entrar com mandado de seguran\u00e7a na Justi\u00e7a para n\u00e3o pagar, alegando que a divis\u00e3o n\u00e3o representava uma transmiss\u00e3o onerosa, o que seria um fato gerador de imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o advogado Ubaldo Juveniz Jr., s\u00f3cio da \u00e1rea Tribut\u00e1ria do Juveniz Jr. Rolim Ferraz Advogados Associados, a discuss\u00e3o \u00e9 antiga dentro do universo do Direito de Fam\u00edlia na divis\u00e3o de bens entre casais. \u201cNingu\u00e9m est\u00e1 vendendo nenhum bem e sim dividindo o patrim\u00f4nio. Quando algu\u00e9m abre m\u00e3o de uma parte do patrim\u00f4nio para outro n\u00e3o existe onerosidade nessa partilha de bens comuns\u201d, explica. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado Felipe D\u00edas, s\u00f3cio da \u00e1rea tribut\u00e1ria do Arbach &amp; Farhat advogados, a decis\u00e3o da 18\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do TJSP \u00e9 importante porque n\u00e3o h\u00e1 particularidade nesse caso, e sim um assunto bastante recorrente nos \u00faltimos anos. \u201cApesar da decis\u00e3o ser favor\u00e1vel, entretanto, ela n\u00e3o \u00e9 vinculante ao Fisco, que dever\u00e1 continuar suas cobran\u00e7as em situa\u00e7\u00f5es similares. Por isso, \u00e9 necess\u00e1rio levar a ju\u00edzo para afastar essa exig\u00eancia manifestamente ilegal\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Georgios Anastassiadis, s\u00f3cio do Gaia Silva Gaede Advogados, frisa que isso j\u00e1 deveria estar pacificado, uma vez que numa divis\u00e3o de bens, os ex-c\u00f4njuges est\u00e3o, na verdade, \u201cperdendo patrim\u00f4nio porque est\u00e3o dividindo tudo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Continua depois da publicidade<\/p>\n\n\n\n<p>PUBLICIDADE<\/p>\n\n\n\n<p>Juveniz Jr &nbsp;afirma que at\u00e9 o momento n\u00e3o houve uma nova decis\u00e3o sobre o caso espec\u00edfico, mas diz que o munic\u00edpio j\u00e1 apresentou recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir a quest\u00e3o sob o argumento de viola\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/minhas-financas\/divorcio-sem-itbi-decisao-da-justica-de-sp-afasta-cobranca-do-imposto-entenda\/\">https:\/\/www.infomoney.com.br\/minhas-financas\/divorcio-sem-itbi-decisao-da-justica-de-sp-afasta-cobranca-do-imposto-entenda\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 07\/10 a 14\/10 Empresas devem estar atentas ao cadastro compuls\u00f3rio no Domic\u00edlio Judicial Eletr\u00f4nico Data: 08\/10\/2024&nbsp; Com o t\u00e9rmino do&nbsp;prazo&nbsp;para registro volunt\u00e1rio de microempreendedores individuais (MEI), micro e pequenas empresas no Domic\u00edlio Judicial Eletr\u00f4nico, que ocorreu na \u00faltima segunda-feira (30\/9), o Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) alerta as empresas para que estejam [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3526,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[9,29,33,63,96,73],"class_list":["post-3524","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-retrospecto-tributario","tag-amaral-yazbek","tag-empresas","tag-negocios","tag-noticia-do-dia","tag-reforma-tributaria","tag-retrospecto-tributario"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Retrospecto Tribut\u00e1rio - 30\/09 a 07\/10<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. 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