{"id":3513,"date":"2024-10-08T09:21:21","date_gmt":"2024-10-08T12:21:21","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3513"},"modified":"2024-10-08T09:24:47","modified_gmt":"2024-10-08T12:24:47","slug":"retrospecto-tributario-30-09-a-07-10","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3513","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 30\/09 a 07\/10"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 30\/09 a 07\/10<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Taxa\u00e7\u00e3o a multinacionais nos moldes da OCDE pode render ao Brasil at\u00e9 R$ 18,8 bi<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Em estudo pelo governo, uma nova tributa\u00e7\u00e3o sobre o lucro de grandes multinacionais que operam no Brasil poderia render arrecada\u00e7\u00e3o federal extra entre R$ 16,4 bilh\u00f5es e R$ 18,8 bilh\u00f5es anuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os c\u00e1lculos s\u00e3o de Br\u00e1ulio Borges, economista da LCA Consultores e pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (Ibre). Esse seria o impacto do chamado Global Anti-Base Erosion Rules (GloBE, na sigla em ingl\u00eas) ou simplesmente pilar 2 do acordo tribut\u00e1rio global conduzido pela Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) e integrado por mais de 140 pa\u00edses. O pilar 2 prev\u00ea a tributa\u00e7\u00e3o corporativa m\u00ednima sobre lucro de 15% para multinacionais com faturamento superior a \u20ac 750 milh\u00f5es por ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo federal ainda n\u00e3o tem estimativa definida da receita que pode ser auferida, mas fonte pr\u00f3xima \u00e0 Secretaria da Receita Federal diz que o assunto j\u00e1 est\u00e1 sendo estudado e a ideia \u00e9 \u201cavan\u00e7ar r\u00e1pido com o imposto m\u00ednimo de 15% do pilar 2\u201d. Um texto est\u00e1 sendo preparado para ser enviado ao Congresso ainda este ano, para n\u00e3o \u201cdeixar dinheiro na mesa para outros pa\u00edses\u201d. Caso uma tributa\u00e7\u00e3o brasileira nesse sentido n\u00e3o seja estabelecida, as multinacionais dever\u00e3o pagar aos pa\u00edses das matrizes o que poderia ser recolhido no Brasil, observa a fonte.<\/p>\n\n\n\n<p>O conjunto de a\u00e7\u00f5es para tributa\u00e7\u00e3o m\u00ednima unificada inclui o chamado pilar 1, que tamb\u00e9m pode trazer eleva\u00e7\u00e3o de arrecada\u00e7\u00e3o ao Brasil (ver reportagem Cobran\u00e7a sobre big techs deve ficar para \u2018segundo momento\u2019).<\/p>\n\n\n\n<p>Ricardo Galendi, tributarista do Lacaz Martins, Pereira Neto, Gurevich &amp; Shoueri, explica que o objetivo do pilar 2 \u00e9 criar um piso de al\u00edquota efetiva de 15% para a competi\u00e7\u00e3o fiscal internacional. O Brasil, como importador de capital, diz, tem em territ\u00f3rio farmac\u00eauticas, ind\u00fastrias qu\u00edmicas e automobil\u00edsticas, entre outras empresas estrangeiras que atuam no pa\u00eds. A al\u00edquota nominal brasileira sobre o lucro das empresas chega a 34%, considerando Imposto de Renda (IR) e Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL), mas o n\u00edvel de tributa\u00e7\u00e3o, aponta, pode variar por setores, considerando dedu\u00e7\u00f5es como as de subven\u00e7\u00f5es para investimento e regimes como o da Zona Franca de Manaus.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTudo isso pode, eventualmente, em alguns casos, levar a al\u00edquota efetiva para baixo dos 15%. Se o Brasil n\u00e3o fizer nada, o pa\u00eds sede dessa empresa multinacional, como Alemanha ou Fran\u00e7a, por exemplo, pode capturar esse lucro subtributado no Brasil.\u201d Isso vira receita tribut\u00e1ria no pa\u00eds europeu, caso ele tenha em vigor uma regra de inclus\u00e3o de rendimentos (IIR, na sigla em ingl\u00eas para Income Inclusion Rule), conforme o pilar 2.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO GloBE traz um mecanismo de defesa, digamos, do pa\u00eds hospedeiro do investimento, contra a aplica\u00e7\u00e3o da regra de inclus\u00e3o de rendimentos\u201d, diz Galendi. O mecanismo \u00e9 o QDMTT, na sigla em ingl\u00eas para Imposto Complementar M\u00ednimo Dom\u00e9stico Qualificado. O governo est\u00e1 estudando uma proposta justamente para a cria\u00e7\u00e3o de um QDMTT no Brasil, diz fonte pr\u00f3xima \u00e0 Receita.<\/p>\n\n\n\n<p>Borges ressalta que em relat\u00f3rio de janeiro deste ano a OCDE divulgou que, de forma agregada, o pilar 2 pode resultar em receita adicional de US$ 155 bilh\u00f5es a US$ 192 bilh\u00f5es anuais, considerando a tributa\u00e7\u00e3o corporativa sobre lucro em pa\u00edses que n\u00e3o s\u00e3o para\u00edsos fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>A OCDE n\u00e3o faz uma estimativa de arrecada\u00e7\u00e3o por pa\u00eds, observa Borges. \u201cEles fazem por grupos de pa\u00edses classificados por n\u00edvel de renda. O Brasil \u00e9 considerado um pa\u00eds de renda m\u00e9dia alta. Para esse grupo, a estimativa \u00e9 de ganhos em torno de 5% a mais em rela\u00e7\u00e3o ao que esses pa\u00edses estavam arrecadando em tributos corporativos sobre lucro na m\u00e9dia de 2017 a 2020.\u201d Para c\u00e1lculo do potencial de arrecada\u00e7\u00e3o no Brasil do pilar 2, diz ele, os 5% foram considerados sobre os 2,75% de arrecada\u00e7\u00e3o m\u00e9dia efetiva de IR e CSLL como propor\u00e7\u00e3o do PIB nesse per\u00edodo de quatro anos. No per\u00edodo 2021-2023 a propor\u00e7\u00e3o subiu para 3,86%, sendo de 3,68% em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova tributa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, deve enfrentar resist\u00eancia. O QDMTT, diz Galendi, pode ser estabelecido no Brasil por lei ordin\u00e1ria, com altera\u00e7\u00e3o na legisla\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda, mas pode gerar muitas discuss\u00f5es de car\u00e1ter constitucional. \u201cPorque em alguma medida a tributa\u00e7\u00e3o pode mitigar, por exemplo, o benef\u00edcio da Zona Franca de Manaus ou de subven\u00e7\u00e3o de investimentos, e \u00e9 natural que tenha alguma rea\u00e7\u00e3o por parte dos contribuintes, do ponto de vista judicial.\u201d Se esse imposto complementar for declarado inconstitucional no Brasil, o pa\u00eds n\u00e3o atinge, no caso, o piso da competi\u00e7\u00e3o fiscal internacional estabelecido pelo acordo e a receita tribut\u00e1ria ser\u00e1 capturada por outro pa\u00eds, aponta o tributarista.<\/p>\n\n\n\n<p>O imposto complementar em si tamb\u00e9m promete ser alvo de discuss\u00e3o. Imaginava-se inicialmente, diz, que o QDMTT seria um imposto com o qual o pa\u00eds anfitri\u00e3o neutralizaria a inclus\u00e3o de rendimentos pelo pa\u00eds que sedia o grupo multinacional. \u201cMas na min\u00facia o QDMTT n\u00e3o opera estritamente como imposto neutralizador, explica Galendi, autor de tese de doutorado sobre o GloBE defendida na Universidade de Col\u00f4nia (Alemanha) e premiada este ano com a EATLP Tax Thesis Award.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem, aponta Galendi, exig\u00eancias para qualifica\u00e7\u00e3o do QDMTT que o tornam mais oneroso que a tributa\u00e7\u00e3o que seria paga de outra forma, no pa\u00eds da matriz, por exemplo, na regra do IIR, o imposto da regra regra de inclus\u00e3o de rendimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>As Orienta\u00e7\u00f5es Administrativas, integrantes do arcabou\u00e7o do GloBE, estabelecem que os pa\u00edses anfitri\u00f5es, exemplifica Galendi, exijam QDMTT de 100% do imposto complementar apurado de acordo com as regras GloBE, sem considerar as participa\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias detidas pelo grupo multinacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso, diz o tributarista, pode gerar distor\u00e7\u00f5es, por exemplo, no caso de uma subsidi\u00e1ria no Brasil que seja controlada por um grupo multinacional alem\u00e3o, o qual det\u00e9m 60% de seu capital social. No exemplo, os outros 40% s\u00e3o detidos por acionistas minorit\u00e1rios que n\u00e3o fazem parte do grupo multinacional. Neste caso, o IIR na Alemanha seria de 60% do imposto complementar apurado pelas regras do GloBE, considerando a participa\u00e7\u00e3o de 60% da holding na subsidi\u00e1ria brasileira, diz Galendi. O QDMTT cobrado no Brasil seria maior, de 100% do imposto complementar apurado segundo o GloBE, explica o tributarista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAntes de tomar carona num programa da OCDE h\u00e1 muitos passos\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Luciana Galhardo<\/p>\n\n\n\n<p>Galendi lembra que o pr\u00f3prio texto das Orienta\u00e7\u00f5es Administrativas reconhece a incid\u00eancia mais gravosa do QDMTT em rela\u00e7\u00e3o ao IIR, o imposto da regra de inclus\u00e3o. O texto, ressalta, aponta que, em alguns casos, a aplica\u00e7\u00e3o do QDMTT \u201cresultar\u00e1 em uma carga tribut\u00e1ria maior do que a carga tribut\u00e1ria que de outra forma teria sido imposta sob as Regras GloBE\u201d. Mesmo em um cen\u00e1rio de ampla ado\u00e7\u00e3o do GloBE por outros pa\u00edses, avalia ele, a cobran\u00e7a de um QDMTT prejudica a capacidade de atra\u00e7\u00e3o de investimentos, porque a tributa\u00e7\u00e3o na jurisdi\u00e7\u00e3o anfitri\u00e3 ser\u00e1, na verdade, maior do que aquela incidente a partir de uma IIR.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil n\u00e3o \u00e9 somente anfitri\u00e3o de multinacionais, mas tamb\u00e9m possui grandes grupos econ\u00f4micos que atuam internacionalmente. Nessa \u00f3tica do Brasil como exportador de capital, destaca Galendi, o pilar dois traz tamb\u00e9m uma oportunidade que poderia reduzir a carga tribut\u00e1ria sobre lucros no exterior das multinacionais brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas grandes companhias, observa Galendi, j\u00e1 est\u00e3o sujeitas atualmente \u00e0s regras de Tributa\u00e7\u00e3o em Bases Universais (TBU), que tributam lucros apurados no exterior. O pilar 2, defende, traz uma oportunidade para o Brasil de rever as regras de tributa\u00e7\u00e3o em bases universais e troc\u00e1-las por uma regra de inclus\u00e3o de rendimentos &#8211; o IIR &#8211; em conjunto com um bom desenho de tributa\u00e7\u00e3o com base na regra CFC (sigla em ingl\u00eas para Empresas Estrangeiras Controladas), aderindo \u00e0 pr\u00e1tica internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs regras CFC capturam rendimentos passivos, sujeitos a uma tributa\u00e7\u00e3o muito baixa. As regras de TBU brasileira capturam tudo. Se uma multinacional brasileira tem um f\u00e1brica, ela estar\u00e1 sujeita \u00e0s regras de TBU mesmo que a companhia esteja efetivamente realizando investimentos num outro pa\u00eds. A regra de inclus\u00e3o de rendimentos \u00e9 menos restritiva, menos onerosa do que a que temos como regra de TBU brasileira hoje. Do ponto de vista de pol\u00edtica tribut\u00e1ria essa troca seria ideal, mas a mudan\u00e7a poderia reduzir a arrecada\u00e7\u00e3o\u201d, diz Galendi.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo fonte pr\u00f3xima \u00e0 Receita Federal, o governo n\u00e3o pretende ainda revisar de forma estrutural a TBU atual. A ideia \u00e9 manter o atual regime para ter mais tempo para trabalhar em moderniza\u00e7\u00e3o, diz a fonte.<\/p>\n\n\n\n<p>Borges destaca que o Brasil j\u00e1 tem caminhado para o aperfei\u00e7oamento de legisla\u00e7\u00e3o que busca a tributa\u00e7\u00e3o perdida com o chamado \u201cprofit shifting\u201d, quando as companhias multinacionais reduzem sua carga tribut\u00e1ria movendo a apura\u00e7\u00e3o de lucro de pa\u00edses com alta tributa\u00e7\u00e3o para jurisdi\u00e7\u00f5es com menor carga tribut\u00e1ria ou para para\u00edsos fiscais. No ano passado, lembra, foi aprovada uma nova legisla\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os de transfer\u00eancia que entrou em vigor este ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, o trabalho divulgado em 2022 por Gabriel Zucman, professor da Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley (EUA), entre outros autores, mostra o potencial de arrecada\u00e7\u00e3o brasileira no combate ao \u201cprofit shifting\u201d. O desvio de lucros calculado por eles para o Brasil em 2019, per\u00edodo mais recente da an\u00e1lise, foi de US$ 9,1 bilh\u00f5es, aponta Borges. \u201cCom o c\u00e2mbio atual, \u00e9 algo perto de R$ 50 bilh\u00f5es, o que seria o limite que se poderia recuperar com essas medidas\u201d. diz, referindo-se aos pre\u00e7os de transfer\u00eancia tentam combater o uso de para\u00edsos fiscais ou jurisdi\u00e7\u00f5es com tributa\u00e7\u00e3o menor na movimenta\u00e7\u00e3o de lucros entre empresas de um mesmo grupo econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas regras, recorda a tributarista Luciana Galhardo, s\u00f3cia do Pinheiro Neto Advogados, foram alteradas e est\u00e3o agora em conson\u00e2ncia com a OCDE. Com a altera\u00e7\u00e3o que passou a valer este ano, explica ela, passou a ser aplicado o chamado princ\u00edpio do \u201carm\u2019s lenght\u201d, pelo qual as partes de uma transa\u00e7\u00e3o precisam manter a imparcialidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 empresa do grupo, como se teria numa rela\u00e7\u00e3o com terceiros. Isso se deu, por\u00e9m, ap\u00f3s mais de 20 anos com uma regra \u201ccompletamente diferente do mundo todo\u201d. \u201cCreio que o Brasil era o \u00fanico pa\u00eds que tinha uma tributa\u00e7\u00e3o com base em margens fixas. Mudamos nossa legisla\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os de transfer\u00eancia e estamos caminhando para chegar dentro dos padr\u00f5es internacionais. Mudamos as regras de contabilidade.\u201d A mudan\u00e7a, diz, tem acontecido gradualmente.<\/p>\n\n\n\n<p>O pa\u00eds, diz Galhardo, tem muitos passos antes de chegar ao pilar 1 ou 2. \u201cO Brasil precisa implementar a reforma na tributa\u00e7\u00e3o sobre consumo, incorporar as novas regras de pre\u00e7o de transfer\u00eancia. Temos que corrigir a distor\u00e7\u00e3o entre Estados e Uni\u00e3o, que resultou em arrecada\u00e7\u00e3o federal refor\u00e7ada em contribui\u00e7\u00e3o cuja receita n\u00e3o \u00e9 dividida [com Estados]. Temos que trazer as empresas \u00e0 formaliza\u00e7\u00e3o. Nossa carga tribut\u00e1ria j\u00e1 chegou a n\u00edveis elevados. H\u00e1 muito a fazer antes de tomar carona num programa amplo da OCDE.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/09\/30\/taxacao-a-multinacionais-nos-moldes-da-ocde-pode-render-ao-brasil-ate-r-188-bi.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/09\/30\/taxacao-a-multinacionais-nos-moldes-da-ocde-pode-render-ao-brasil-ate-r-188-bi.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria pode ser estrat\u00e9gia para elevar responsabilidade social, diz Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, do STF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro do Supremo Tribunal (STF) Andr\u00e9 Mendon\u00e7a afirmou nesta segunda-feira (30) que a reforma tribut\u00e1ria poderia ser usada como forma de elevar responsabilidade social, no \u00e2mbito da iniciativa privada. Ele deu as declara\u00e7\u00f5es antes de participar de evento, no Rio de Janeiro, na Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), sobre responsabilidade social.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUm dos nossos trabalhos hoje \u00e9 atuar junto \u00e0 reforma tribut\u00e1ria, a fim de que n\u00f3s possamos trazer mais incentivos para as empresas investirem em responsabilidade social\u201d, afirmou Mendon\u00e7a, sobre o assunto, sem especificar, no entanto, quais seriam esses incentivos. \u201cAcho que h\u00e1 grandes iniciativas em andamento, mas n\u00f3s precisamos tamb\u00e9m ter uma melhor estrutura\u00e7\u00e3o, inclusive legislativa\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro fez a observa\u00e7\u00e3o antes de participar como palestrante do III Semin\u00e1rio de Responsabilidade Social 2024, promovido pelo F\u00f3rum Permanente de Responsabilidade Social da FGV Conhecimento, com apoio da Aegea e da Globo.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m antes do evento, ele foi questionado se ainda existem entraves para que a cultura da responsabilidade social se difunda ainda mais, no pa\u00eds. Mendon\u00e7a ponderou que, em sua an\u00e1lise, o tema ainda pode crescer muito em discuss\u00f5es, na sociedade. \u201cO Brasil \u00e9 muito desigual. N\u00f3s temos grandes bols\u00f5es de pobreza, de marginalidade, de discrimina\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo, n\u00f3s temos grandes iniciativas\u201d, notou. \u201cO grande papel \u00e9 unir os nossos esfor\u00e7os. Sociedade civil, empresas, organiza\u00e7\u00f5es sociais, igrejas, cidad\u00e3o, um ajudando o outro a trazer essa transforma\u00e7\u00e3o e a esperan\u00e7a de uma vida melhor para todos\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua fala, o ministro do STF fez quest\u00e3o de reiterar que a responsabilidade de disseminar maior responsabilidade civil, em diferentes campos da sociedade, n\u00e3o pode ficar somente \u00e0 cargo do Estado. \u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 esperar do Estado. O Estado tem um papel muito importante, mas tamb\u00e9m \u00e9 a sociedade civil. E o nosso papel como sociedade civil \u00e9 trazer a unidade de esfor\u00e7o para essa transforma\u00e7\u00e3o efetiva\u201d disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro aspecto destacado pelo ministro foi a necessidade de um esfor\u00e7o conjunto para fortalecer, no \u00e2mbito da iniciativa privada, a import\u00e2ncia de a\u00e7\u00f5es que estejam elencadas em uma ideia de responsabilidade social. \u201cIsso [para as empresas] traz ganhos de imagem, uma melhor representatividade da sua marca na sociedade. Ou seja, \u00e9 um processo que tem que envolver a todos. Empresas, Estado e a organiza\u00e7\u00e3o da sociedade como um todo\u201d, ressaltou, mais uma vez.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/09\/30\/reforma-tributria-pode-ser-estratgia-para-elevar-responsabilidade-social-diz-andr-mendona-do-stf.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/09\/30\/reforma-tributria-pode-ser-estratgia-para-elevar-responsabilidade-social-diz-andr-mendona-do-stf.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/noticiasfiscais.com.br\/2024\/10\/02\/receita-federal-lanca-procedimento-de-consensualidade-fiscal\/\"><strong>Receita Federal lan\u00e7a Procedimento de Consensualidade Fiscal<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal publicou a Portaria RFB n\u00ba 467, que institui o Procedimento de Consensualidade Fiscal \u2013 Receita de Consenso. A iniciativa visa evitar que conflitos relacionados a tributos ou quest\u00f5es aduaneiras se transformem em lit\u00edgios, incentivando a resolu\u00e7\u00e3o por meio de di\u00e1logo entre a Receita e os contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>A ades\u00e3o ao Receita de Consenso \u00e9 limitada aos contribuintes com a mais alta classifica\u00e7\u00e3o em Programas de Est\u00edmulo \u00e0 Conformidade da Receita Federal. Esses contribuintes poder\u00e3o solicitar a participa\u00e7\u00e3o em duas situa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>Diverg\u00eancias em procedimentos fiscais j\u00e1 em andamento.<\/p>\n\n\n\n<p>D\u00favidas sobre as consequ\u00eancias tribut\u00e1rias de neg\u00f3cios jur\u00eddicos antes de qualquer procedimento fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Exclus\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Casos envolvendo ind\u00edcios de crimes tribut\u00e1rios ou aduaneiros, como sonega\u00e7\u00e3o, fraude, descaminho e contrabando, est\u00e3o exclu\u00eddos do procedimento. Tamb\u00e9m ficam de fora infra\u00e7\u00f5es pun\u00edveis com pena de perdimento, ou situa\u00e7\u00f5es em que o prazo para lan\u00e7amento do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio seja igual ou inferior a 360 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Funcionamento<\/p>\n\n\n\n<p>A admissibilidade para ingressar no Receita de Consenso ser\u00e1 analisada por uma equipe distinta daquela respons\u00e1vel pela condu\u00e7\u00e3o do procedimento consensual. As demandas ser\u00e3o analisadas pelo Centro de Preven\u00e7\u00e3o e Solu\u00e7\u00e3o de Conflitos Tribut\u00e1rios e Aduaneiros (Cecat). O processo prev\u00ea a realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancias, que ser\u00e3o gravadas, para garantir o di\u00e1logo transparente entre as partes.<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes devem protocolizar o requerimento por meio do Portal de Servi\u00e7os da Receita Federal, descrevendo objetivamente o fato tribut\u00e1rio ou aduaneiro envolvido.<\/p>\n\n\n\n<p>Contribuintes participantes dos Programas OEA (Operador Econ\u00f4mico Autorizado) e Confia ter\u00e3o prioridade no processamento de suas demandas.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o de multas<\/p>\n\n\n\n<p>Se houver consenso, o respons\u00e1vel pelo procedimento propor\u00e1 um termo de consensualidade, que, uma vez aceito, resultar\u00e1 na emiss\u00e3o de um Ato Declarat\u00f3rio Executivo. Esse ato ter\u00e1 efeito vinculante entre as partes e suspensivo por um prazo de 30 dias para o cumprimento dos termos acordados.<\/p>\n\n\n\n<p>Impacto<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal espera que o novo procedimento promova uma solu\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida e eficiente de controv\u00e9rsias, evitando o prolongamento de processos administrativos e judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/outubro\/receita-federal-lanca-procedimento-de-consensualidade-fiscal\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/outubro\/receita-federal-lanca-procedimento-de-consensualidade-fiscal<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria: especialistas prop\u00f5em mudan\u00e7as no Comit\u00ea Gestor do IBS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Gestor (CG) do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), prevista no Projeto de Lei Complementar <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=2438459\">(PLP)&nbsp;108\/2024<\/a>, foi recebida com elogios e cr\u00edticas pelos especialistas ouvidos na Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) em audi\u00eancia p\u00fablica nesta quarta-feira (2). Debatedores salientaram as vantagens da unifica\u00e7\u00e3o de decis\u00f5es sobre os novos tributos estabelecidos pela reforma tribut\u00e1ria institu\u00edda pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:emenda.constitucional:2023-12-20;132\">Emenda Constitucional 132<\/a>, mas o poder do CG tamb\u00e9m foi considerado exagerado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O PLP 108\/2024, que est\u00e1 em fase final de tramita\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara dos Deputados e ser\u00e1 enviado ao exame do Senado, \u00e9 o segundo projeto destinado a regulamentar a reforma tribut\u00e1ria (o primeiro \u00e9 o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164914\">PLP&nbsp;68\/2024<\/a>, que regulamenta as mudan\u00e7as nas regras para a cobran\u00e7a de impostos sobre o consumo e \u00e9 tema de um ciclo de debates no colegiado). Al\u00e9m de instituir o Comit\u00ea Gestor do IBS, o PLP 108\/2024 tamb\u00e9m trata da transi\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) para o IBS;&nbsp;define a distribui\u00e7\u00e3o dos valores do novo tributo para os entes federados;&nbsp;e&nbsp;altera as normas do Imposto de Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o (ITCMD) e do Imposto sobre a Transmiss\u00e3o de Bens Im\u00f3veis (ITBI).<\/p>\n\n\n\n<p>Fundos de pens\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Entidades Fechadas de Previd\u00eancia Complementar (Abrapp), Jarbas de Biagi cobrou ajustes nas novas regras para o ITCMD. Ele salientou que, de acordo com o projeto, n\u00e3o incidiria ITCMD sobre os planos de Vida Gerador de Benef\u00edcio Livre (VGBL), mas sim sobre os montantes em regime de capitaliza\u00e7\u00e3o dos fundos de pens\u00e3o \u2014 situa\u00e7\u00e3o que prejudica os fundos de pens\u00e3o em face dos planos oferecidos pelos grandes conglomerados financeiros. Biagi teme que a pessoa que recebe o benef\u00edcio de previd\u00eancia complementar sofra a incid\u00eancia de tributa\u00e7\u00e3o cumulativa de ITCMD e de Imposto de Renda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Nos termos do que foi debatido [na C\u00e2mara], a gente entende que pode haver uma confus\u00e3o. [\u2026] A gente tem esperan\u00e7a de colocar isso em sintonia fina [\u2026], de forma bem transparente.<\/p>\n\n\n\n<p>Marcelo Rocha, consultor tribut\u00e1rio do Grupo de Estudos Tribut\u00e1rios Aplicados (Getap), manifestou o apoio da entidade \u00e0 unifica\u00e7\u00e3o do contencioso do IBS e da CBS, mas o projeto de regulamenta\u00e7\u00e3o exp\u00f5e o contribuinte a fiscaliza\u00e7\u00f5es cruzadas entre diferentes entes federativos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Isso vai gerar uma complexidade, na nossa vis\u00e3o, que \u00e9 incompat\u00edvel com o que foi perquirido pela emenda constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Marcelo Rocha, o texto tamb\u00e9m permite o potencial de cobran\u00e7a de multas acima de 100%, situa\u00e7\u00e3o que poder\u00e1 ter que ser analisada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele defendeu que as regras do contencioso no IBS e na CBS deveriam espelhar as vigentes no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) de modo a assegurar processos mais c\u00e9leres.<\/p>\n\n\n\n<p>Interfer\u00eancias pol\u00edticas<\/p>\n\n\n\n<p>Doutora em direito tribut\u00e1rio pela&nbsp;Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo (PUC-SP), Susy Gomes Hoffmann criticou o modelo de CG, que considera vulner\u00e1vel a interfer\u00eancias pol\u00edticas. Argumentando que o fato gerador do IBS e da CBS \u00e9 o mesmo, ela considera que os dois tributos deveriam ter administra\u00e7\u00e3o compartilhada com fiscaliza\u00e7\u00e3o unificada, evitando m\u00faltiplas inst\u00e2ncias de julgamento em estados e munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Eu n\u00e3o quero olhar para o passado. Quero olhar para o que \u00e9 melhor para o futuro, e para o Brasil que n\u00f3s queremos, uma \u00fanica inst\u00e2ncia ser\u00e1 muito melhor.<\/p>\n\n\n\n<p>Felipe Salto, ex-diretor-executivo da Institui\u00e7\u00e3o Fiscal Independente (IFI) e&nbsp;economista-chefe e s\u00f3cio da Warren Investimentos, concordou com Susy Hoffmann ao considerar \u201cmuito preocupante\u201d o CG, que considera contr\u00e1rio ao pacto federativo. Segundo o projeto, o comit\u00ea centralizar\u00e1 a arrecada\u00e7\u00e3o, a partilha dos recursos, a devolu\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos, o gerenciamento de conflitos e a jurisprud\u00eancia dos autos de infra\u00e7\u00e3o, ressaltou Salto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Os formuladores desta reforma deveriam ter bebido muito mais na fonte dos juristas do que na fonte de n\u00f3s, economistas, para que resultados como esse, do CG, n\u00e3o tivessem acontecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, Melissa Castello,&nbsp;procuradora da Fazenda do Rio Grande do Sul, classificou o CG como uma ferramenta de seguran\u00e7a jur\u00eddica que corresponde \u00e0 demanda dos contribuintes. Ela concordou que a lei poderia ter previsto um contencioso administrativo \u00fanico, mas a decis\u00e3o do legislador de definir IBS e CBS separados preserva aos estados e munic\u00edpios manter seus pr\u00f3prios contenciosos \u2014 no entanto, o F\u00f3rum de Harmoniza\u00e7\u00e3o Jur\u00eddica das Procuradorias dever\u00e1 fornecer uma contribui\u00e7\u00e3o decisiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Isso assegura previsibilidade e alinhamento com a decis\u00e3o dos tribunais superiores. Ao fim e ao cabo, a gente pode ter muita dificuldade em tribunais administrativos quando eles se afastam da orienta\u00e7\u00e3o dos tribunais jurisdicionais, e aqui a gente tem um grande avan\u00e7o no projeto de lei que foi feito dentro da C\u00e2mara.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2018Bom contribuinte\u2019<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fiscos Estaduais e do Distrito Federal (Fenafisco), Francelino Valen\u00e7a, elogiou a reforma tribut\u00e1ria por defender o \u201cbom contribuinte\u201d, mas disse estranhar a possibilidade de inger\u00eancia, no CG, de procuradores dos estados \u2014 que podem advogar paralelamente \u00e0s suas carreiras. F\u00e1bio Mac\u00eado,&nbsp;presidente da Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Auditores e Fiscais de Tributos Municipais&nbsp;(Fenafim), criticou os crit\u00e9rios de partilha de tributos durante o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, alertando que muitos munic\u00edpios perder\u00e3o receita.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Felipe Kertesz Renault,&nbsp;diretor da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Direito Financeiro&nbsp;(ABDF), apoiou a necessidade de simplifica\u00e7\u00e3o e unifica\u00e7\u00e3o do contencioso como forma de enfrentamento dos custos da burocracia e do ac\u00famulo de processos, mas atacou como \u201cgravemente incoerente\u201d a possibilidade de impedimento do controle de legalidade por parte do julgador. Geraldo da Silva Datas,&nbsp;auditor&nbsp;fiscal estadual e&nbsp;presidente do Conselho de Contribuintes do Estado de Minas Gerais&nbsp;(Comsefaz), classificou o PLP 108\/2024 como essencial para garantir a \u201chigidez or\u00e7ament\u00e1ria\u201d de estados e munic\u00edpios e afastou a possibilidade de interfer\u00eancia pol\u00edtica no CG.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Transi\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Representando o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), Fellipe Matos Guerra disse temer uma interpreta\u00e7\u00e3o \u201cmalabar\u00edstica\u201d da incid\u00eancia de ITCMD sobre a distribui\u00e7\u00e3o desproporcional de lucros e apontou que faltam mecanismos no PLP 108\/2024 para resolu\u00e7\u00e3o de impactos da transi\u00e7\u00e3o de tributos. Ana Claudia Borges de Oliveira, presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Conselheiros Representantes dos Contribuintes no Carf (Aconcarf), criticou a interpreta\u00e7\u00e3o do projeto sobre a natureza do contencioso administrativo. Ela&nbsp;questionou os custos do CG e considerou que o Carf est\u00e1 capacitado a julgar o IBS sem interfer\u00eancia de outro conselho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m contr\u00e1rio ao poder excessivo do CG, Eduardo Salusse,&nbsp;presidente do Movimento de Defesa da Advocacia, observou trechos do projeto que tendem a \u201camorda\u00e7ar\u201d agentes p\u00fablicos investidos de poder de julgamento. Ele disse prever maci\u00e7a judicializa\u00e7\u00e3o da parte dos contribuintes. Fernando Mobelli,&nbsp;gerente do Programa de Regulamenta\u00e7\u00e3o da Reforma Tribut\u00e1ria do Consumo, elogiou os fundamentos da reforma tribut\u00e1ria, que considera simplificar o processo de arrecada\u00e7\u00e3o e reduzir sonega\u00e7\u00e3o e fraudes, e tamb\u00e9m salientou a natureza t\u00e9cnica do CG.<\/p>\n\n\n\n<p>Reforma administrativa<\/p>\n\n\n\n<p>Na presid\u00eancia da audi\u00eancia p\u00fablica, o senador Izalci Lucas (PL-DF) repercutiu as previs\u00f5es dos debatedores sobre aumento da carga tribut\u00e1ria e perdas para entes federados, avaliando n\u00e3o saber \u201cquem \u00e9 que est\u00e1 ganhando nisso a\u00ed\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 A gente precisava, antes de votar essa mat\u00e9ria, discutir qual \u00e9 o tamanho do Estado que a gente quer: reforma administrativa, tamanho do Estado, pacto federativo. Mas, no Brasil, nem sempre a gente come\u00e7a pelo caminho certo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/10\/02\/reforma-tributaria-especialistas-propoem-melhorias-no-comite-gestor-do-ibs\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/10\/02\/reforma-tributaria-especialistas-propoem-melhorias-no-comite-gestor-do-ibs<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/noticiasfiscais.com.br\/2024\/10\/03\/programas-receita-de-consenso-e-receita-soluciona-aumentam-vies-orientador-da-receita-federal\/\"><strong>Programas Receita de Consenso e Receita Soluciona aumentam vi\u00e9s orientador da Receita Federal<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Com foco na amplia\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo entre fisco e contribuintes e na redu\u00e7\u00e3o da litigiosidade, a Secretaria Especial da Receita Federal lan\u00e7ou na ter\u00e7a-feira (1\u00ba\/10) as iniciativas Receita de Consenso e Receita Soluciona. S\u00e3o propostas que aceleram a transi\u00e7\u00e3o do perfil da institui\u00e7\u00e3o, deixando para tr\u00e1s o vi\u00e9s punitivo e abrindo espa\u00e7o para uma nova Receita orientadora e acess\u00edvel \u00e0 sociedade, com aumento da seguran\u00e7a jur\u00eddica e com redu\u00e7\u00e3o de conflitos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPublicamos duas portarias que d\u00e3o um passo muito importante no caminho da Receita Federal tornar-se orientadora, que soluciona problemas, que \u00e9 parceira dos contribuintes brasileiros no desenvolvimento do pa\u00eds. S\u00e3o duas grandes medidas no sentido de evitar lit\u00edgio, solucionar d\u00favidas e pend\u00eancias\u201d, explicou o secret\u00e1rio especial da Receita Federal do Brasil (RFB), Robinson Barreirinhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pilares do Procedimento de Consensualidade Fiscal \u2014 Receita de Consenso constam da&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.in.gov.br\/web\/dou\/-\/portaria-rfb-n-467-de-30-de-setembro-de-2024-587537035\">Portaria RFB n\u00ba 467\/2024<\/a>. J\u00e1 as regras relativas ao projeto Receita Soluciona est\u00e3o presentes na&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.in.gov.br\/web\/dou\/-\/portaria-rfb-n-466-de-30-de-setembro-de-2024-587537693\">Portaria RFB n\u00ba 466\/2024<\/a>. Ambos normativos foram publicados no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o da ter\u00e7a-feira, dia 1\u00ba\/10, e entram em vig\u00eancia dentro de 30 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssas duas estruturas est\u00e3o dentro da Receita Federal e ser\u00e3o monitoradas diretamente pelo gabinete do secret\u00e1rio da Receita Federal. S\u00e3o estruturas priorit\u00e1rias no nosso esfor\u00e7o da mudan\u00e7a da Receita Federal e de facilita\u00e7\u00e3o do di\u00e1logo\u201d, ressaltou Barreirinhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Receita de Consenso<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Receita de Consenso \u00e9 algo revolucion\u00e1rio, quase que um&nbsp;<em>ombudsman<\/em>, um defensor do contribuinte dentro da Receita\u201d, destacou Barreirinhas. \u201cSabemos que nessa mudan\u00e7a da postura punitiva, fiscalizadora, para uma Receita orientadora, alguns canais de di\u00e1logo precisam ser constru\u00eddos. A Receita de Consenso \u00e9 isso: um canal de di\u00e1logo, um facilitador do di\u00e1logo dentro da pr\u00f3pria Receita Federal\u201d, completou o secret\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O Receita de Consenso visa evitar, mediante t\u00e9cnicas de consensualidade, que conflitos acerca da qualifica\u00e7\u00e3o de fatos tribut\u00e1rios ou aduaneiros relacionados \u00e0 RFB se tornem litigiosos. O mecanismo est\u00e1 alicer\u00e7ado sobre os princ\u00edpios da imparcialidade, voluntariedade, boa-f\u00e9 m\u00fatua, preven\u00e7\u00e3o e solu\u00e7\u00e3o consensual de controv\u00e9rsias, al\u00e9m do cumprimento das solu\u00e7\u00f5es acordadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO contribuinte sob alguma fiscaliza\u00e7\u00e3o e que tem alguma d\u00favida precisa de canais de di\u00e1logo que construam consensos. A partir de agora ter\u00e1 um \u00f3rg\u00e3o dentro da pr\u00f3pria Receita Federal, mas distinto do \u00f3rg\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o. Poder\u00e1 fazer uma pondera\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao debate com o \u00f3rg\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o, por exemplo\u201d, pontuou Barreirinhas. A utiliza\u00e7\u00e3o desse mecanismo, destacou, ser\u00e1 volunt\u00e1ria e n\u00e3o haver\u00e1 nenhuma puni\u00e7\u00e3o a quem n\u00e3o queira ingressar nesse espa\u00e7o de di\u00e1logo.<\/p>\n\n\n\n<p>Como funciona<\/p>\n\n\n\n<p>O ingresso no Receita de Consenso ser\u00e1 permitido para contribuintes com alta classifica\u00e7\u00e3o em Programas de Est\u00edmulo \u00e0 Conformidade. O mecanismo abarcar\u00e1 tanto situa\u00e7\u00f5es com procedimento fiscal (caso haja diverg\u00eancia entre os entendimentos da fiscaliza\u00e7\u00e3o e do interessado) quanto sem procedimento fiscal (caso haja d\u00favidas quanto \u00e0 consequ\u00eancia fiscais de um determinado neg\u00f3cio jur\u00eddico do interessado).<\/p>\n\n\n\n<p>As mat\u00e9rias discutidas no Receita de Consenso devem constar de requerimento protocolizado, por meio do Portal de Servi\u00e7os Digitais da Receita Federal (<a href=\"https:\/\/cav.receita.fazenda.gov.br\/autenticacao\/login\">e-CAC<\/a>), utilizando identifica\u00e7\u00e3o no padr\u00e3o GOV.BR. O requerimento deve indicar objetivamente o fato tribut\u00e1rio e aduaneiro objeto da demanda e a solu\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel ao caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Para alcan\u00e7ar os objetivos propostos pelo Receita de Consenso, fica institu\u00eddo o Centro de Preven\u00e7\u00e3o e Solu\u00e7\u00e3o de Conflitos Tribut\u00e1rios e Aduaneiros (Cecat) no \u00e2mbito da Receita Federal, vinculado \u00e0 Subsecretaria de Tributa\u00e7\u00e3o e Contencioso (Sutri). O Cecat far\u00e1 propostas para a resolu\u00e7\u00e3o dos problemas, diante das demandas encaminhadas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA proposta pode ou n\u00e3o ser aceita. Sendo aceita, evita o lit\u00edgio, d\u00e1 seguran\u00e7a jur\u00eddica para o contribuinte de que n\u00e3o haver\u00e1 nenhuma autua\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quela situa\u00e7\u00e3o\u201d, explicou o secret\u00e1rio da Receita Federal. O prazo para a conclus\u00e3o do procedimento consensual \u00e9 de 90 dias, prorrog\u00e1vel uma vez, por mais 90 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o ser\u00e3o recebidos no ambiente do Receita de Consenso demandas com ind\u00edcios de sonega\u00e7\u00e3o, fraude ou conluio (artigos 71 a 73 da&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/CCivil_03\/leis\/L4502compilado.htm\">Lei n\u00ba 4.502\/1964<\/a>); crimes contra a ordem tribut\u00e1ria (artigos 1\u00ba a 3\u00ba da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8137.htm\">Lei n\u00ba 8.137\/1990<\/a>); crimes de descaminho ou contrabando (artigos 334 e 334-A do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/del2848.htm\">Decreto-Lei n\u00ba 2.848\/1940<\/a>); ou infra\u00e7\u00f5es pun\u00edveis com pena de perdimento de que trata o artigo 105 do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto-lei\/Del0037.htm\">Decreto-Lei n\u00ba 37\/1966<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Receita Soluciona<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto Receita Soluciona vai aproximar o fisco de entidades representativas de diversos segmentos da sociedade, em um canal direto de comunica\u00e7\u00e3o. A a\u00e7\u00e3o foi criada com o objetivo de facilitar o di\u00e1logo entre a Receita Federal e a sociedade sobre mat\u00e9rias tribut\u00e1rias e aduaneiras, de compet\u00eancia do \u00f3rg\u00e3o, de forma a contribuir para a respectiva conformidade. Poder\u00e3o participar dessa iniciativa as confedera\u00e7\u00f5es nacionais representativas de categorias econ\u00f4micas, centrais sindicais e entidades de classe de \u00e2mbito nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Barreirinhas relatou que a Receita recebe uma grande quantidade de consultas, sempre sanadas sob estritos crit\u00e9rios t\u00e9cnicos. \u201cA rigor, a Receita publica uma, duas respostas de consulta por dia. \u00c9 um volume muito grande de respostas. Mas sentimos falta de agrega\u00e7\u00e3o dessas d\u00favidas, para podermos atingir e beneficiar mais contribuintes de uma s\u00f3 vez. O Receita Soluciona vai nesse caminho. Abrimos um \u2018canal vip\u2019 de interlocu\u00e7\u00e3o com confedera\u00e7\u00f5es, sindicatos, \u00f3rg\u00e3os profissionais, como nos casos da OAB e do Conselho Federal de Contabilidade, com os quais estivemos recentemente. S\u00e3o \u00f3rg\u00e3os que j\u00e1 s\u00e3o parceiros e devem ser cada vez mais parceiros da Receita Federal, no sentido de evitar lit\u00edgios\u201d, afirmou Barreirinhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme explicou o secret\u00e1rio, esses \u00f3rg\u00e3os parceiros ter\u00e3o o papel de receber, compilar e concentrar d\u00favidas, que ser\u00e3o ent\u00e3o encaminhadas pelo \u201ccanal vip\u201d \u00e0 RFB, acelerando e otimizando os fluxos de comunica\u00e7\u00e3o. \u201cO caminho que estamos propondo \u00e9 que essas entidades fa\u00e7am esse filtro, o primeiro di\u00e1logo com os associados, com os empres\u00e1rios, advogados e contribuintes; selecionem as d\u00favidas que mere\u00e7am ter atendimento priorit\u00e1rio e se utilizem desse canal direto com a Receita Federal para que isso seja solucionado rapidamente\u201d, ressaltou Barreirinhas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm rela\u00e7\u00e3o ao Receita Soluciona, t\u00ednhamos de agendar reuni\u00f5es com v\u00e1rias entidades para discutir o mesmo assunto. A portaria saiu com a possibilidade de fazer reuni\u00f5es coletivas, com mais de uma entidade\u201d, detalhou a secret\u00e1ria especial adjunta da RFB, Adriana Gomes Rego.<\/p>\n\n\n\n<p>PL 15\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio da Receita refor\u00e7ou a import\u00e2ncia dos conceitos presentes no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/CCIVIL_03\/Projetos\/Ato_2023_2026\/2024\/PL\/pl-0015.htm\">Projeto de Lei n\u00ba 15\/2024<\/a>, que prop\u00f5e a institui\u00e7\u00e3o dos programas de conformidade tribut\u00e1ria e aduaneira no \u00e2mbito RFB e disp\u00f5e sobre o devedor contumaz e as condi\u00e7\u00f5es para frui\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais. O PL 15\/2024 foi encaminhado no come\u00e7o deste ano pelo governo ao Congresso Nacional e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/materias-bicamerais\/-\/ver\/pl-15-2024\">aguarda<\/a>&nbsp;tramita\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>O PL 15\/2024 prop\u00f5e a institui\u00e7\u00e3o do Programa de Conformidade Cooperativa Fiscal (Confia), do Programa de Est\u00edmulo \u00e0 Conformidade Tribut\u00e1ria (Sintonia) e do Programa Brasileiro de Operador Econ\u00f4mico Autorizado (Programa OEA).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 um PL muito importante para essa mudan\u00e7a estrutural. Nos d\u00e1 o arcabou\u00e7o legal para essa Receita Federal orientadora, na medida que regulamenta os grandes programas de conformidade da Receita\u201d, afirmou Barreirinhas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m participaram da entrevista coletiva os subsecret\u00e1rios de Tributa\u00e7\u00e3o e Contencioso Claudia Pimentel; de Fiscaliza\u00e7\u00e3o, Andreia Costa Chaves; de Administra\u00e7\u00e3o Aduaneira, Cl\u00e1udia Thomaz; de Gest\u00e3o Corporativa, Juliano Brito; e de Arrecada\u00e7\u00e3o, Cadastros e Atendimento, M\u00e1rio Dehon.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/outubro\/programas-receita-de-consenso-e-receita-soluciona-aumentam-vies-orientador-da-receita-federal\">https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/outubro\/programas-receita-de-consenso-e-receita-soluciona-aumentam-vies-orientador-da-receita-federal<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mais de 3 mil contribuintes poder\u00e3o regularizar diverg\u00eancias de PIS e Cofins, evitando a aplica\u00e7\u00e3o de multa de of\u00edcio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal enviou 3148 comunicados para empresas que apresentaram diverg\u00eancias nas informa\u00e7\u00f5es entre o declarado na EFD \u2013 Contribui\u00e7\u00f5es e os d\u00e9bitos declarados na DCTF (Declara\u00e7\u00e3o de D\u00e9bitos e Cr\u00e9ditos Tribut\u00e1rios Federais) no ano-calend\u00e1rio 2021. O montante \u00e9 de R$ 919,6 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o tem como objetivo promover a conformidade tribut\u00e1ria, com orienta\u00e7\u00f5es que auxiliam os contribuintes a regularizarem diverg\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas t\u00eam at\u00e9 30 de novembro de 2024 para aproveitar a oportunidade de regulariza\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s esse prazo, as empresas estar\u00e3o sujeitas ao lan\u00e7amento de of\u00edcio dos tributos devidos, acrescidos de multa de of\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Os avisos de regulariza\u00e7\u00e3o foram enviados por via postal e tamb\u00e9m para a caixa postal no&nbsp;<a href=\"https:\/\/cav.receita.fazenda.gov.br\/autenticacao\/Login\">Portal e-CAC<\/a>&nbsp;(Centro Virtual de Atendimento), cujas orienta\u00e7\u00f5es para acesso podem ser consultadas&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/canais_atendimento\/atendimento-virtual\/minha-caixa-postal\">neste link<\/a>. Para os maiores contribuintes, a saber, as pessoas jur\u00eddicas sujeitas ao acompanhamento econ\u00f4mico-tribut\u00e1rio diferenciado, utiliza-se o canal de comunica\u00e7\u00e3o pr\u00f3prio, conhecido por eles como e-Mac.<\/p>\n\n\n\n<p>Adicionalmente, informa\u00e7\u00f5es gerais sobre a a\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00f5es sobre como se regularizar est\u00e3o dispon\u00edveis&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/orientacao-tributaria\/declaracoes-e-demonstrativos\/revisao-de-declaracao-malha\/pj-parametro-20.001\">neste link<\/a>, no site da Receita Federal e valem para todos os contribuintes, ainda que n\u00e3o tenham recebido comunica\u00e7\u00e3o neste momento.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio do envio de informa\u00e7\u00f5es aos contribuintes, a Receita Federal busca fornecer assist\u00eancia para o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, sejam elas acess\u00f3rias ou principais, demonstrando sua preocupa\u00e7\u00e3o em orientar e auxiliar, bem como propiciando um menor custo para os contribuintes e evitando o lit\u00edgio.<\/p>\n\n\n\n<p>Segue o detalhamento da quantidade de pessoas jur\u00eddicas e do montante da insufici\u00eancia apurada por Unidade da Federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>Unidade da Federa\u00e7\u00e3o<\/td><td>Pessoas Jur\u00eddicas (qtd)<\/td><td>Insufici\u00eancia (R$)<\/td><\/tr><tr><td>AC<\/td><td>6<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;871.701,97<\/td><\/tr><tr><td>AL<\/td><td>30<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; &nbsp; 6.946.499,49<\/td><\/tr><tr><td>AM<\/td><td>50<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; 32.311.413,49<\/td><\/tr><tr><td>AP<\/td><td>10<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; &nbsp; 3.742.440,42<\/td><\/tr><tr><td>BA<\/td><td>142<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; 34.877.027,40<\/td><\/tr><tr><td>CE<\/td><td>76<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; 15.300.968,45<\/td><\/tr><tr><td>DF<\/td><td>47<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; 15.708.071,00<\/td><\/tr><tr><td>ES<\/td><td>75<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; 18.947.954,11<\/td><\/tr><tr><td>GO<\/td><td>101<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; 43.660.812,11<\/td><\/tr><tr><td>MA<\/td><td>30<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; &nbsp; 7.185.845,21<\/td><\/tr><tr><td>MG<\/td><td>255<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; 64.090.075,01<\/td><\/tr><tr><td>MS<\/td><td>27<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; &nbsp; 5.026.399,94<\/td><\/tr><tr><td>MT<\/td><td>57<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; 13.293.735,30<\/td><\/tr><tr><td>PA<\/td><td>81<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; 21.875.599,18<\/td><\/tr><tr><td>PB<\/td><td>39<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; &nbsp; 7.223.883,95<\/td><\/tr><tr><td>PE<\/td><td>87<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; 32.173.596,24<\/td><\/tr><tr><td>PI<\/td><td>17<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; &nbsp; 2.523.913,84<\/td><\/tr><tr><td>PR<\/td><td>174<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; 40.336.803,73<\/td><\/tr><tr><td>RJ<\/td><td>302<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; 94.168.959,58<\/td><\/tr><tr><td>RN<\/td><td>23<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; &nbsp; 4.878.891,14<\/td><\/tr><tr><td>RO<\/td><td>15<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; &nbsp; 3.341.115,59<\/td><\/tr><tr><td>RR<\/td><td>2<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;136.362,67<\/td><\/tr><tr><td>RS<\/td><td>148<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; 34.684.257,13<\/td><\/tr><tr><td>SC<\/td><td>149<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; 42.403.788,82<\/td><\/tr><tr><td>SE<\/td><td>23<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; 11.753.460,43<\/td><\/tr><tr><td>SP<\/td><td>1.173<\/td><td>R$&nbsp; 360.067.304,75<\/td><\/tr><tr><td>TO<\/td><td>9<\/td><td>R$&nbsp; &nbsp; &nbsp; 2.078.121,61<\/td><\/tr><tr><td>TOTAL<\/td><td>3.148<\/td><td>R$&nbsp; 919.609.002,56<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>A Receita Federal refor\u00e7a a import\u00e2ncia de que os contribuintes estejam atentos aos avisos recebidos e procedam \u00e0 regulariza\u00e7\u00e3o dentro do prazo estabelecido, evitando maiores custos decorrentes de atua\u00e7\u00e3o da fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00daMEROS<\/p>\n\n\n\n<p>Na edi\u00e7\u00e3o anterior, cujo foco foi o ano-calend\u00e1rio 2020, 65% dos 2.390 contribuintes alcan\u00e7ados pela a\u00e7\u00e3o regularizaram as inconsist\u00eancias identificadas, sem a incid\u00eancia de penalidades cab\u00edveis.&nbsp;Sem lit\u00edgio, o montante regularizado foi superior a R$ 1 bilh\u00e3o. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o a contribuintes que n\u00e3o aproveitaram a oportunidade, a Receita Federal realizou o lan\u00e7amento de R$ 794 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/outubro\/mais-de-3-mil-contribuintes-poderao-regularizar-divergencias-de-pis-e-cofins-evitando-a-aplicacao-de-multa-de-oficio\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/outubro\/mais-de-3-mil-contribuintes-poderao-regularizar-divergencias-de-pis-e-cofins-evitando-a-aplicacao-de-multa-de-oficio<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/noticiasfiscais.com.br\/2024\/10\/04\/medida-provisoria-alonga-prazo-para-deducao-de-perdas-de-instituicoes-bancarias-com-irpj-csllmedida-provisoria-alonga-prazo-para-deducao-de-perdas-de-instituicoes-bancarias-com-irpj-csll\/\"><strong>Medida Provis\u00f3ria alonga prazo para dedu\u00e7\u00e3o de perdas de institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias com IRPJ\/CSLL<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/10\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foi publicada em edi\u00e7\u00e3o extra do DOU de ontem (2\/10) a&nbsp;<a href=\"https:\/\/pesquisa.in.gov.br\/imprensa\/jsp\/visualiza\/index.jsp?jornal=600&amp;pagina=1&amp;data=02\/10\/2024&amp;totalArquivos=1\">Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 1.261<\/a>&nbsp;que alonga prazo para as institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias deduzirem perdas decorrentes de inadimpl\u00eancia da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa mudan\u00e7a foi prevista na Lei n\u00ba 14.467\/2022, que uniformizou os crit\u00e9rios cont\u00e1beis e fiscais para registro e dedu\u00e7\u00e3o dessas perdas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na transi\u00e7\u00e3o para as novas regras, os bancos adquiriram o direito de deduzir, na apura\u00e7\u00e3o do IRPJ e da CSLL, no prazo de 36 meses contado de janeiro de 2025, o estoque desses ativos.<\/p>\n\n\n\n<p>A MP prev\u00ea um ano de car\u00eancia para iniciar a dedu\u00e7\u00e3o passando de janeiro de 2025 para janeiro de 2026; e alongamento do prazo de dedu\u00e7\u00e3o de 36 meses para 84 meses (sete anos), podendo o banco optar por um prazo ainda mais longo, de 120 meses (10 anos).<\/p>\n\n\n\n<p>A medida deve gerar uma arrecada\u00e7\u00e3o adicional que deve superar os R$ 16 bilh\u00f5es no pr\u00f3ximo ano. Esses recursos ser\u00e3o destinados para outros projetos de lei que podem melhorar o sistema tribut\u00e1rio para torn\u00e1-lo mais justo e eficiente, como as aplica\u00e7\u00f5es financeiras e a revis\u00e3o das regras de TBU (tributa\u00e7\u00e3o de subsidi\u00e1rias operacionais no exterior das empresas brasileiras).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/outubro\/medida-provisoria-alonga-prazo-para-deducao-de-perdas-de-instituicoes-bancarias-com-irpj-csll\">https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/outubro\/medida-provisoria-alonga-prazo-para-deducao-de-perdas-de-instituicoes-bancarias-com-irpj-csll<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/noticiasfiscais.com.br\/2024\/10\/03\/debatedores-divergem-sobre-impacto-da-reforma-tributaria-sobre-simples-nacional\/\"><strong>Debatedores divergem sobre impacto da reforma tribut\u00e1ria sobre Simples Nacional<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/10\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto da reforma tribut\u00e1ria sobre empresas optantes do Simples Nacional dividiu a opini\u00e3o de debatedores que participaram de uma audi\u00eancia p\u00fablica da Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) nesta quinta-feira (3). Para representantes do com\u00e9rcio e do setor de servi\u00e7os, a mudan\u00e7a p\u00f5e em risco a sobreviv\u00eancia dos neg\u00f3cios. Para o governo e a ind\u00fastria, as novas regras podem beneficiar as pequenas empresas. Foi o <a href=\"about:blank\">segundo debate<\/a> sobre o impacto da regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma no Simples.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os debatedores analisaram o projeto de lei complementar (PLP)<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164914\"> 68\/2024<\/a>, que regulamenta as mudan\u00e7as nas regras para a cobran\u00e7a de impostos sobre o consumo. A mat\u00e9ria regula a <a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:emenda.constitucional:2023-12-20;132\">Emenda Constitucional 132<\/a>, da reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto n\u00e3o deve passar pela CAE, mas o presidente do colegiado, senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), criou um grupo de trabalho para debater o assunto. O grupo \u00e9 coordenado pelo senador Izalci Lucas (PL-DF).<\/p>\n\n\n\n<p>Para Marcos Cintra Cavalcanti de Albuquerque, representante da Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas Prestadoras de Servi\u00e7os de Limpeza e Conserva\u00e7\u00e3o (Febrac), a reforma tribut\u00e1ria vai elevar o pre\u00e7o final dos contratos. Na opini\u00e3o dele, isso vai gerar queda de demanda por servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 A alega\u00e7\u00e3o do governo \u00e9 de que isso n\u00e3o vai afetar a margem de lucro da empresa porque ela vai ter o cr\u00e9dito de todo o imposto que paga. Mas \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria, que passou para o debate p\u00fablico. A situa\u00e7\u00e3o real \u00e9 que, na medida em que o pre\u00e7o sobe, a demanda cai. O imposto n\u00e3o \u00e9 neutro nunca. Nem com creditamento ou sem creditamento \u2014 argumentou.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada Sarina Sasaki Manata, assessora jur\u00eddica da Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio (Fecomercio) de S\u00e3o Paulo, refor\u00e7a a cr\u00edtica. Ela defendeu um tratamento especial para que as empresas optantes do Simples Nacional recebam de volta todo o imposto pago.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Como todos sabem, o setor mais impactado pela reforma tribut\u00e1ria ser\u00e1 o de servi\u00e7os. No contexto do Simples Nacional, h\u00e1 uma grande preocupa\u00e7\u00e3o. A eleva\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o vai gerar diferen\u00e7a de demanda. Por isso, mesmo para quem est\u00e1 no meio da cadeia, n\u00e3o haveria neutralidade \u2014 disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Vis\u00e3o oposta<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o superintendente de Economia da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), M\u00e1rio S\u00e9rgio Carraro Telles, declarou que a reforma tribut\u00e1ria pode induzir o crescimento do segmento de servi\u00e7os no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Vou pagar mais caro por muitos servi\u00e7os tomados pela ind\u00fastria, mas vou tomar o cr\u00e9dito de volta. Dessa forma, o custo do servi\u00e7o vai ficar mais barato para mim. N\u00e3o tem problema nenhum. A reforma induz crescimento e o resultado final para o setor em 15 anos \u00e9 um Produto Interno Bruto de servi\u00e7os 10,1% maior do que sem a reforma tribut\u00e1ria \u2014 afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O auditor fiscal da Receita Federal Roni Peterson Brito apresentou um outro ponto de vista. Ele lembrou que as empresas de servi\u00e7os j\u00e1 receberam um tratamento especial na Emenda Constitucional 132, da reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 O setor tem tratamento favorecido e diferenciado com redu\u00e7\u00f5es significativas de al\u00edquotas, algumas em 60%. Por exemplo: os setores de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, atividades desportivas, transporte de cargas e de passageiros, constru\u00e7\u00e3o civil, loca\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os financeiros receberam tratamento diferenciado. E ainda t\u00eam um b\u00f4nus, que \u00e9 a possibilidade de apurar cr\u00e9ditos. Isso n\u00e3o pode ficar esquecido do debate \u2014 afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/10\/03\/debatedores-divergem-sobre-impacto-da-reforma-tributaria-sobre-simples-nacional\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/10\/03\/debatedores-divergem-sobre-impacto-da-reforma-tributaria-sobre-simples-nacional<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria: CAE debate efeitos do Imposto Seletivo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/10\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Estabelecido pela reforma tribut\u00e1ria com o objetivo de desestimular o consumo de produtos prejudiciais \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente, o Imposto Seletivo ser\u00e1 tema audi\u00eancia p\u00fablica interativa da Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) agendada para ter\u00e7a-feira (8), \u00e0s 14h.<\/p>\n\n\n\n<p>A reuni\u00e3o faz parte de um ciclo de debates solicitado pelo presidente da comiss\u00e3o, senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), para apoiar o grupo de trabalho coordenado pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) na avalia\u00e7\u00e3o dos projetos de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria (<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/emendas\/emc\/emc132.htm\">Emenda Constitucional 132<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto em an\u00e1lise (<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164914\">PLP 68\/2024<\/a>), entre outros temas, prev\u00ea a substitui\u00e7\u00e3o de cinco tributos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) por tr\u00eas: o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) e o Imposto Seletivo, que vai incidir sobre produtos como bebidas alco\u00f3licas, cigarros, bebidas com alto teor de a\u00e7\u00facar e ve\u00edculos a combust\u00e3o. A reforma tribut\u00e1ria permite ainda a cobran\u00e7a de 1% do Imposto Seletivo na extra\u00e7\u00e3o de recursos naturais n\u00e3o renov\u00e1veis, como min\u00e9rios e petr\u00f3leo. A regulamenta\u00e7\u00e3o do Imposto Seletivo poder\u00e1 tamb\u00e9m diminuir ou zerar as al\u00edquotas a algum tipo de produto espec\u00edfico, que ser\u00e3o determinadas por posterior lei ordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram convidados para a audi\u00eancia p\u00fablica:<\/p>\n\n\n\n<p>Denise Lucena, procuradora da Fazenda Nacional;<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Maria Arruda de Andrade, professor da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP);<\/p>\n\n\n\n<p>Beto Simonetti, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e1rcio Holland, professor da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV);<\/p>\n\n\n\n<p>Andr\u00e9 Gelfi, diretor-presidente do Instituto Brasileiro do Jogo Respons\u00e1vel (IBJR);<\/p>\n\n\n\n<p>Ana Helena Karnas Hoefel Pamplona, representante da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Jogos e Loterias (ANJL);<\/p>\n\n\n\n<p>Rodrigo Terra, presidente da Abragames;<\/p>\n\n\n\n<p>Menndel Macedo, diretor jur\u00eddico da C\u00e2mara Brasil \u00c1sia (CBA);<\/p>\n\n\n\n<p>Andr\u00e9 Clemente Lara de Oliveira, conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF);<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Hamilton Rech, auditor fiscal da Receita Federal do Brasil;<\/p>\n\n\n\n<p>Victor Bicca Neto, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias de Refrigerantes e de Bebidas n\u00e3o Alco\u00f3licas (ABIR);<\/p>\n\n\n\n<p>Rinaldo Mancin, representante do Instituto Brasileiro de Minera\u00e7\u00e3o (Ibram);<\/p>\n\n\n\n<p>Felipe Kertesz Renault, diretor da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Direito Financeiro (ABDF).<\/p>\n\n\n\n<p>Como participar<\/p>\n\n\n\n<p>O evento ser\u00e1 interativo: os cidad\u00e3os podem enviar perguntas e coment\u00e1rios pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo&nbsp;<a href=\"about:blank\">Portal e-Cidadania<\/a>, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declara\u00e7\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universit\u00e1rio, por exemplo. O&nbsp;<a href=\"http:\/\/www12.senado.leg.br\/ecidadania\">Portal e-Cidadania<\/a>&nbsp;tamb\u00e9m recebe a opini\u00e3o dos cidad\u00e3os sobre os projetos em tramita\u00e7\u00e3o no Senado, al\u00e9m de sugest\u00f5es para novas leis.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/10\/03\/reforma-tributaria-cae-debate-efeitos-do-imposto-seletivo\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/10\/03\/reforma-tributaria-cae-debate-efeitos-do-imposto-seletivo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MP muda regra para c\u00e1lculo de IRPJ e CSLL de bancos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/10\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma nova norma do governo federal permitir\u00e1 que institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias possam estender o prazo para a dedu\u00e7\u00e3o de perdas decorrentes de inadimpl\u00eancia da base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda (IRPJ) e da CSLL. Na pr\u00e1tica, a Medida Provis\u00f3ria (MP) n\u00ba 1.261, segundo especialistas, vai melhorar a liquidez do sistema financeiro e poder\u00e1 gerar, estima o Minist\u00e9rio da Fazenda, uma arrecada\u00e7\u00e3o adicional de R$ 16 bilh\u00f5es no ano de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Publicada em edi\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria do Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o de ontem, a nova MP altera a Lei n\u00ba 14.467\/2022, sobre o tratamento tribut\u00e1rio aplic\u00e1vel a esse tipo de perda. Antes, as perdas apuradas at\u00e9 31 de dezembro de 2024, sujeitas \u00e0 regra de transi\u00e7\u00e3o da lei, seriam deduzidas em 36 parcelas mensais, a partir de abril de 2025. Agora, com a MP, elas s\u00f3 ser\u00e3o abatidas a partir de 1\u00ba de janeiro de 2026, em 84 ou 120 parcelas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda prev\u00ea usar uma parte dos R$ 16 bilh\u00f5es para o resultado prim\u00e1rio de 2025, disseram fontes ao Valor. \u201cEsses recursos ser\u00e3o destinados para outros projetos de lei que podem melhorar o sistema tribut\u00e1rio para torn\u00e1-lo mais justo e eficiente, como as aplica\u00e7\u00f5es financeiras e a revis\u00e3o das regras de TBU [tributa\u00e7\u00e3o de subsidi\u00e1rias de empresas brasileiras no exterior]\u201d, explicou a Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo uma fonte, o projeto de lei das aplica\u00e7\u00f5es financeiras, que vai uniformizar algumas regras para opera\u00e7\u00e3o em bolsa de valores, deve ser enviado ainda este m\u00eas ao Congresso Nacional. Inicialmente, ele seria neutro do ponto de vista de arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A meta fiscal de 2025 \u00e9 de d\u00e9ficit zero, assim como a deste ano. Os R$ 16 bilh\u00f5es entrar\u00e3o de forma adicional em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 previs\u00e3o de receitas extraordin\u00e1rias previstas no Projeto de Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual (PLOA) 2025, enviado ao Congresso no fim de agosto.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista coletiva \u00e0 imprensa realizada ontem, a subsecret\u00e1ria de Tributa\u00e7\u00e3o e Contencioso da Receita Federal, Cl\u00e1udia Pimentel, afirmou que a nova MP n\u00e3o \u00e9 arrecadat\u00f3ria, mas sim prudencial. Ela explica que o impacto da medida, em termos de arrecada\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 maior no ano de 2025, passando a ser apenas residual a partir de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA medida foi negociada com o setor banc\u00e1rio, j\u00e1 que os bancos precisavam de mais prazo para o reconhecimento das perdas\u201d, disse a subsecret\u00e1ria. Segundo ela, a norma foi proposta pelo Banco Central, com o alinhamento do Minist\u00e9rio da Fazenda, para adequar as normas brasileiras ao padr\u00e3o internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Cl\u00e1udia, contudo, negou que parte da arrecada\u00e7\u00e3o extra de R$ 16 bilh\u00f5es prevista seja usada para o reajuste da tabela do Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica (IRPF), uma promessa do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. \u201cEsse valor pode ser usado em outros projetos, mas n\u00e3o vai ser utilizado para [a tabela do] IRPF\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com a subsecret\u00e1ria da Receita Federal, a MP foi enviada antes de os projetos de lei que ser\u00e3o beneficiados ficarem prontos, porque h\u00e1 o prazo da noventena para mudan\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 CSLL entrarem em vigor. A Constitui\u00e7\u00e3o Federal somente permite que novas regras sobre a contribui\u00e7\u00e3o entrem em vigor ap\u00f3s decorridos 90 dias da publica\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o ao IRPJ, vale o princ\u00edpio da anualidade, que faz com que mudan\u00e7as no imposto apenas possam valer no ano seguinte.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/04\/mp-muda-regra-para-calculo-de-irpj-e-csll-de-bancos.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/04\/mp-muda-regra-para-calculo-de-irpj-e-csll-de-bancos.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita entende que cr\u00e9ditos de reposi\u00e7\u00e3o florestal devem ser tributados pelo IRPJ<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 07\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal entende que os cr\u00e9ditos de reposi\u00e7\u00e3o florestal s\u00e3o ativos intang\u00edveis e os ganhos obtidos com sua comercializa\u00e7\u00e3o pelas empresas no regime do lucro real devem ser tributados pelo Imposto de Renda (IRPJ) e Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL). O posicionamento est\u00e1 na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta (SC) n\u00ba 249, editada recentemente pela Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a primeira manifesta\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o sobre o assunto, segundo o tributarista Francisco Leoc\u00e1dio, s\u00f3cio do Souza Okawa Advogados, e deve ser seguida por todos os fiscais do pa\u00eds. O texto, acrescenta, afasta a pretens\u00e3o do contribuinte de tratar os cr\u00e9ditos como subven\u00e7\u00e3o para investimento (benef\u00edcio fiscal), o que proporcionaria um tratamento fiscal mais favor\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA solu\u00e7\u00e3o de consulta \u00e9 inovadora\u201d, afirma ele, acrescentando que o mercado de cr\u00e9ditos de carbono teve tratamento semelhante pela Receita Federal. Em 2009, na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 192, editada pela Divis\u00e3o de Tributa\u00e7\u00e3o (Disit) da 6\u00aa Regi\u00e3o Fiscal (MG), foi atribu\u00eddo a esses cr\u00e9ditos a natureza de bens intang\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Para chegar a esse entendimento na SC n\u00ba 249, a Receita descreve inicialmente o que s\u00e3o os cr\u00e9ditos de reposi\u00e7\u00e3o florestal e porque devem ser considerados ativos intang\u00edveis. \u201cCorrespondem [os cr\u00e9ditos] \u00e0 estimativa em volume de mat\u00e9ria-prima florestal resultante de plantio florestal, concedido ao respons\u00e1vel pelo plantio, devidamente comprovado por meio de certificado do \u00f3rg\u00e3o ambiental competente, e que podem ser objeto de transfer\u00eancia a pessoas jur\u00eddicas que tenham interesse em cobrir seus d\u00e9bitos de reposi\u00e7\u00e3o florestal com esses cr\u00e9ditos\u201d, diz. E acrescenta: \u201cComo esses cr\u00e9ditos s\u00e3o direitos que t\u00eam por objeto bens incorp\u00f3reos destinados \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da companhia ou exercidos com essa finalidade, s\u00e3o classificados no ativo intang\u00edvel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Receita entende que a reposi\u00e7\u00e3o de florestas seria uma obriga\u00e7\u00e3o da empresa, n\u00e3o podendo ser qualificada como disp\u00eandio para expans\u00e3o de empreendimento econ\u00f4mico [subven\u00e7\u00e3o para investimento]\u201d, explica o professor de Direito Tribut\u00e1rio da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Sacha Calmon Misabel Derzi Adogados, Andr\u00e9 Mendes Moreira.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Receita Federal, os resultados oriundos da comercializa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de reposi\u00e7\u00e3o florestal devem ser classificados como ganhos ou perdas de capital, devendo ser computados na determina\u00e7\u00e3o do lucro real. A consequ\u00eancia dessa classifica\u00e7\u00e3o como ativo intang\u00edvel, segundo Moreira, \u00e9 a inclus\u00e3o das receitas obtidas na base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>A resposta da Receita Federal \u00e0 essa consulta, por\u00e9m, afirma o tributarista, mostra contradi\u00e7\u00e3o entre os interesses arrecadat\u00f3rios e os objetivos de preserva\u00e7\u00e3o ambiental do pa\u00eds. Para ele, a classifica\u00e7\u00e3o como ativo intang\u00edvel dever\u00e1 maximizar a tributa\u00e7\u00e3o e \u00e9 um desincentivo, diante das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas que o mundo vem sofrendo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo atual contexto de defesa de uma economia cada vez mais sustent\u00e1vel e verde, as boas pr\u00e1ticas ambientais, como o reflorestamento e diminui\u00e7\u00e3o do desmatamento, devem ser incentivadas\u201d, diz Moreira.<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista teme que esse desincentivo \u00e0s a\u00e7\u00f5es \u201cverdes\u201d reduza as atividades de reflorestamento, principalmente pela tributa\u00e7\u00e3o de at\u00e9 34% (IRPJ\/CSLL) sobre os ganhos decorrentes da venda dos respectivos cr\u00e9ditos. \u201cNesse sentido, deve-se pensar se a quest\u00e3o arrecada\u00e7\u00e3o versus prote\u00e7\u00e3o ambiental realmente vale a pena e \u00e9 capaz de produzir os resultados esperados e que estejam de acordo com as diretrizes estabelecidas pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, destaca Jean Paolo Simei e Silva, tributarista e s\u00f3cio do Fonseca Brasil Advogados, h\u00e1 isen\u00e7\u00e3o de PIS e Cofins sobre as receitas provenientes das vendas dos cr\u00e9ditos de reposi\u00e7\u00e3o florestal, fundamentada na Lei das S.A. (n\u00ba 6.404, de 1976) e confirmada pela solu\u00e7\u00e3o de consulta. O benef\u00edcio, acrescenta, tem um impacto muito relevante, especialmente no contexto do regime n\u00e3o cumulativo das contribui\u00e7\u00f5es sociais, com al\u00edquotas de 1,65% e 7,6%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa maneira, afirma o advogado, para empresas que comercializam cr\u00e9ditos em grande volume, essa isen\u00e7\u00e3o pode resultar em uma redu\u00e7\u00e3o substancial da carga tribut\u00e1ria. \u201cProporciona al\u00edvio financeiro significativo para as empresas do setor florestal. Essa vantagem pode ajudar a compensar o impacto da tributa\u00e7\u00e3o pelo IRPJ e CSLL, tornando a comercializa\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos mais atraente do ponto de vista financeiro\u201d, diz Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, acrescenta, a isen\u00e7\u00e3o de PIS e Cofins tamb\u00e9m incentiva as empresas a maximizarem a comercializa\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos de reposi\u00e7\u00e3o florestal como parte de sua estrat\u00e9gia de compliance ambiental. Em um cen\u00e1rio onde as empresas s\u00e3o obrigadas a cumprir as exig\u00eancias de reposi\u00e7\u00e3o florestal, afirma, a possibilidade de comercializar cr\u00e9ditos sem a incid\u00eancia dessas contribui\u00e7\u00f5es permite que as companhias obtenham liquidez sem enfrentar uma tributa\u00e7\u00e3o excessiva. \u201cIsso pode ser especialmente relevante para empresas que precisam vender os cr\u00e9ditos de reposi\u00e7\u00e3o florestal para cobrir custos operacionais ou para equilibrar o fluxo de caixa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, \u201ca comercializa\u00e7\u00e3o e o gerenciamento adequado dos cr\u00e9ditos de reposi\u00e7\u00e3o florestal oferecem uma oportunidade para as empresas equilibrarem suas responsabilidades fiscais e ambientais, posicionando-se de forma mais competitiva no mercado e contribuindo ativamente para um futuro mais sustent\u00e1vel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/07\/receita-entende-que-creditos-de-reposicao-florestal-devem-ser-tributados-pelo-irpj.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/07\/receita-entende-que-creditos-de-reposicao-florestal-devem-ser-tributados-pelo-irpj.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>MUNICIPAIS: <\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m decis\u00e3o que afastou tributa\u00e7\u00e3o sobre taxa de corretagem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria de votos, os conselheiros da 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) n\u00e3o conheceram dos recursos da Fazenda Nacional. Com isso, foi mantida a decis\u00e3o que afastou a incid\u00eancia de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins sobre os valores recebidos a t\u00edtulo de corretagem, por corretores aut\u00f4nomos, na venda de im\u00f3veis.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso envolve uma empresa imobili\u00e1ria acusada de ter omitido receitas com a atividade de intermedia\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria, ao deixar de oferecer \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o a parcela referente a corretagem. O valor da corretagem era pago pelos compradores dos im\u00f3veis diretamente aos corretores que atuavam nos estandes. O fisco sustentou que a empresa imobili\u00e1ria seria a benefici\u00e1ria integral dos valores recebidos a t\u00edtulo de corretagem pela intermedia\u00e7\u00e3o da venda de im\u00f3veis, e n\u00e3o os corretores aut\u00f4nomos diretamente.<\/p>\n\n\n\n<p>No processo, a contribuinte explicou que os contratos de corretagem s\u00e3o uma esp\u00e9cie de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, no qual o comprador do im\u00f3vel \u201c\u00e9 o \u00fanico respons\u00e1vel pelo pagamento a cada uma das partes do valor devido a t\u00edtulo de comiss\u00e3o de corretagem\u201d. Destacou, ainda, que os valores n\u00e3o configurariam receita da imobili\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda Nacional recorreu da decis\u00e3o que cancelou as exig\u00eancias dos anos de 2010, 2011 e 2012. O entendimento da 2\u00aa Turma Ordin\u00e1ria da 3\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o foi de que \u201cas comiss\u00f5es recebidas por corretores aut\u00f4nomos, que mant\u00e9m contrato de parceria de trabalho com a imobili\u00e1ria pessoa jur\u00eddica contratada por construtora\/incorporadora, nas opera\u00e7\u00f5es de vendas de unidades imobili\u00e1rias, n\u00e3o se caracterizam como receita da pessoa jur\u00eddica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na C\u00e2mara Superior, no entanto, a maioria do colegiado votou pelo n\u00e3o conhecimento dos recursos por falta de similitude f\u00e1tica entre os paradigmas apresentados. A discuss\u00e3o n\u00e3o avan\u00e7ou para o m\u00e9rito. Ficam vencidos no conhecimento o relator e as conselheiras Edeli Pereira Bessa e Maria Carolina M. M. Kraljevic.<\/p>\n\n\n\n<p>Os processos tramitam com os n\u00fameros 10166.729955\/2013-36 e 10166.729956\/2013-81.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-mantem-decisao-que-afastou-tributacao-sobre-taxa-de-corretagem\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-mantem-decisao-que-afastou-tributacao-sobre-taxa-de-corretagem<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Registro de repactua\u00e7\u00e3o no BC afasta limite de dedutibilidade de juros, diz Carf<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria, a 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) entendeu que o contrato originalmente registrado no Banco Central \u00e9 suficiente, ainda que haja repactua\u00e7\u00e3o, para afastar a aplica\u00e7\u00e3o do limite de dedutibilidade dos juros estabelecido pelo artigo 22 da Lei 9.430\/96. O placar ficou em 6 a 2 a favor do contribuinte. O caso tem o valor de R$ 770 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O dispositivo define, entre outras coisas, o limite de dedutibilidade dos juros pagos ou creditados a pessoa vinculada nos casos de contratos n\u00e3o registrados no BC, para fins de determina\u00e7\u00e3o do lucro real.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o processo, a contribuinte emitiu Fixed Rate Notes (FRNs) em 1997, como forma de captar recursos financeiros, e a opera\u00e7\u00e3o foi registrada no Banco Central. Em 2005, houve a repactua\u00e7\u00e3o dessa emiss\u00e3o e as notas foram adquiridas por uma controlada no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o contribuinte estava pagando para uma empresa ligada no exterior, s\u00e3o aplic\u00e1veis as regras de pre\u00e7os de transfer\u00eancia. Os m\u00e9todos de c\u00e1lculo definem a base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL nos casos de opera\u00e7\u00f5es internacionais entre partes ligadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o fisco, n\u00e3o houve o registro da repactua\u00e7\u00e3o no BC, o que atrairia a aplica\u00e7\u00e3o da regra antiga de pre\u00e7os de transfer\u00eancia que limitava a dedutibilidade em juros pagos \u00e0 empresa ligada caso o contrato n\u00e3o tivesse registro no BC. A regra n\u00e3o est\u00e1 mais vigente desde a edi\u00e7\u00e3o da MP 1.152\/2022, convertida na Lei 14.596\/23, que alterou a sistem\u00e1tica de c\u00e1lculo dos pre\u00e7os de transfer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa defendeu que foi feito o registro da opera\u00e7\u00e3o e, portanto, n\u00e3o caberia a aplica\u00e7\u00e3o do dispositivo. O relator votou para n\u00e3o dar provimento ao recurso da Fazenda. Na pr\u00e1tica, manteve o entendimento adotado pela turma ordin\u00e1ria, favor\u00e1vel ao contribuinte, no sentido de que o empr\u00e9stimo foi devidamente registrado e contempla a repactua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A conselheira Edeli Bessa abriu diverg\u00eancia. Para ela, \u00e9 essencial que o registro no BC contemple altera\u00e7\u00f5es como, no caso concreto, a repactua\u00e7\u00e3o. Foi acompanhada pelo conselheiro Guilherme Adolfo dos Santos Mendes.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 16643.720027\/2011-58 e envolve a Intercement Brasil SA.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/registro-de-repactuacao-no-bc-afasta-limite-de-dedutibilidade-de-juros-diz-carf\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/registro-de-repactuacao-no-bc-afasta-limite-de-dedutibilidade-de-juros-diz-carf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nova s\u00famula do Carf afasta compensa\u00e7\u00e3o na den\u00fancia espont\u00e2nea<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Pleno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) aprovou, no \u00faltimo dia 26, s\u00famula que afasta a compensa\u00e7\u00e3o na den\u00fancia espont\u00e2nea, com o seguinte enunciado:&nbsp;\u201ca compensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o equivale a pagamento para fins de aplica\u00e7\u00e3o do artigo 138 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, que trata de den\u00fancia espont\u00e2nea\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Prevista no artigo 138, do CTN, a den\u00fancia espont\u00e2nea \u00e9 um instituto jur\u00eddico que busca incentivar o cumprimento espont\u00e2neo das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, pois exclui a responsabilidade pela infra\u00e7\u00e3o cometida pelo contribuinte, havendo t\u00e3o somente a exig\u00eancia de recolhimento do valor do tributo devido e do montante dos juros de mora.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo referido dispositivo legal, a den\u00fancia se caracteriza como espont\u00e2nea quando ela ocorrer em momento anterior a qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscaliza\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 infra\u00e7\u00e3o, sendo capaz de afastar o \u00f4nus do contribuinte de pagar as penalidades advindas da falta de recolhimento do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale lembrar que&nbsp;\u201ca san\u00e7\u00e3o premial contida no instituto da den\u00fancia espont\u00e2nea exclui as penalidades pecuni\u00e1rias, ou seja, as multas de car\u00e1ter eminentemente punitivo, nas quais se incluem as multas morat\u00f3rias, decorrentes da impontualidade do contribuinte\u201d&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-02\/nova-sumula-do-carf-afasta-compensacao-na-denuncia-espontanea\/#_ftn1\">[1]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, todas as penalidades tribut\u00e1rias est\u00e3o abrangidas pelo instituto da den\u00fancia espont\u00e2nea, pelo que o sujeito passivo da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica tribut\u00e1ria tem apenas o dever de recolher o valor do tributo acrescido dos juros de mora, n\u00e3o havendo, pela pr\u00f3pria dic\u00e7\u00e3o do artigo 138, do CTN, obriga\u00e7\u00e3o de efetuar o pagamento das penalidades pecuni\u00e1rias (multas fiscais, inclu\u00eddas as multas morat\u00f3rias).<\/p>\n\n\n\n<p>Pagamento, compensa\u00e7\u00e3o e recolhimento da multa de mora<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a nova s\u00famula aprovada pelo Carf pretende encerrar, ao menos no contencioso administrativo, uma controv\u00e9rsia que existe h\u00e1 anos, qual seja: saber se o termo \u201cpagamento\u201d, previsto no artigo 138, do CTN, tem o sentido de \u201cpagamento em dinheiro\u201d ou se denota acep\u00e7\u00e3o mais ampla de adimplemento, abrangendo a compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, que consiste, assim como o pagamento, em uma forma de extin\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, conforme prev\u00ea o artigo 156, inciso II, do CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o principal \u00e9: um contribuinte poderia, a t\u00edtulo ilustrativo, transmitir a declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o antes da apresenta\u00e7\u00e3o da DCTF retificadora e, por esse motivo, n\u00e3o efetuar o recolhimento da multa de mora, por considerar que houve den\u00fancia espont\u00e2nea?<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a nova s\u00famula aprovada pelo Pleno do Carf, a resposta \u00e9 simples: na referida situa\u00e7\u00e3o, o contribuinte n\u00e3o pode se valer do instituto da den\u00fancia espont\u00e2nea para se eximir do recolhimento da multa de mora, j\u00e1 que o enunciado \u00e9 claro ao dispor que&nbsp;\u201ca compensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o equivale a pagamento para fins de aplica\u00e7\u00e3o do art. 138 do CTN\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Disson\u00e2ncia com o princ\u00edpio da igualdade tribut\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, a celeuma, a nosso sentir, merece uma an\u00e1lise mais cr\u00edtica, especialmente em raz\u00e3o da teleologia do artigo 138, do CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se sabe, a declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o, realizada perante a Receita Federal, extingue o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, sob condi\u00e7\u00e3o resolut\u00f3ria de sua ulterior homologa\u00e7\u00e3o (artigo 74 da Lei n\u00ba 9.430\/96). Vale dizer,&nbsp;\u201cat\u00e9 que o Fisco se pronuncie sobre a homologa\u00e7\u00e3o, seja expressa ou tacitamente, no prazo de cinco anos, a compensa\u00e7\u00e3o tem o mesmo efeito do pagamento antecipado\u201d&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-02\/nova-sumula-do-carf-afasta-compensacao-na-denuncia-espontanea\/#_ftn2\">[2]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Inclusive, conforme j\u00e1 decidiu o Superior Tribunal de Justi\u00e7a, a compensa\u00e7\u00e3o deve ser interpretada como sendo uma esp\u00e9cie do g\u00eanero pagamento&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-02\/nova-sumula-do-carf-afasta-compensacao-na-denuncia-espontanea\/#_ftn3\">[3]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O legislador, ao editar o artigo 138, do CTN, teve a &nbsp;inten\u00e7\u00e3o de fomentar o sujeito passivo a realizar a extin\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, afastando &nbsp;a sua responsabilidade em raz\u00e3o da den\u00fancia espont\u00e2nea, dado que criou o referido instituto com a finalidade de possibilitar a regulariza\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o fiscal do contribuinte, incentivar o aumento da arrecada\u00e7\u00e3o fiscal do Estado e economizar a atua\u00e7\u00e3o do fisco, que n\u00e3o realizar\u00e1 qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscaliza\u00e7\u00e3o, relacionados &nbsp;com a infra\u00e7\u00e3o, ou seja, n\u00e3o realizar\u00e1 qualquer gasto p\u00fablico para realizar a cobran\u00e7a do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O mencionado dispositivo legal, pois, se trata de uma norma indutora de comportamento, porquanto busca incentivar o contribuinte a realizar a extin\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se ignora que o pagamento e a compensa\u00e7\u00e3o s\u00e3o formas distintas de extin\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, consoante disp\u00f5e o artigo 156, incisos I e II, do CTN. Contudo, tanto a compensa\u00e7\u00e3o quanto o pagamento ocasionam o mesmo efeito: extinguir o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o enunciado da nova s\u00famula aprovada pelo Pleno do Carf tenha afastado a compensa\u00e7\u00e3o para fins de den\u00fancia espont\u00e2nea, a nosso ju\u00edzo, inadmitir a compensa\u00e7\u00e3o na den\u00fancia espont\u00e2nea \u00e9 restringir o mencionado benef\u00edcio apenas \u00e0s empresas com liquidez (dinheiro em caixa), j\u00e1 que apenas tais empresas pagar\u00e3o seus tributos e, em seguida, poder\u00e3o realizar a den\u00fancia espont\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, os contribuintes que possuem saldo credor perante a autoridade fiscal n\u00e3o poder\u00e3o, por meio da compensa\u00e7\u00e3o, extinguir seus d\u00e9bitos, com a utiliza\u00e7\u00e3o da den\u00fancia espont\u00e2nea, mormente em raz\u00e3o de um crit\u00e9rio puramente formal que, na pr\u00e1tica, n\u00e3o gera qualquer preju\u00edzo ao fisco, sobretudo porque a fiscaliza\u00e7\u00e3o tem amplos poderes para revisar a compensa\u00e7\u00e3o em momento posterior e glosar os valores que entender devidos. \u00c9 que, se eventualmente a compensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o for homologada, perder\u00e1 a efic\u00e1cia a den\u00fancia espont\u00e2nea, com a possibilidade de o fisco exigir o d\u00e9bito tribut\u00e1rio com a respectiva multa.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o novo enunciado est\u00e1 em disson\u00e2ncia com o princ\u00edpio da igualdade tribut\u00e1ria, pois diferencia os contribuintes com base na sua disponibilidade econ\u00f4mica para fins de exerc\u00edcio do instituto da den\u00fancia espont\u00e2nea. Com isso, h\u00e1 um privil\u00e9gio \u00e0s sociedades empresariais com liquidez em detrimento daquelas que n\u00e3o ostentam da mesma condi\u00e7\u00e3o, visto que apenas possuem um saldo a ser utilizado e que, por isso, ser\u00e3o demasiadamente oneradas pela necessidade de recolhimento das penalidades pecuni\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-02\/nova-sumula-do-carf-afasta-compensacao-na-denuncia-espontanea\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-02\/nova-sumula-do-carf-afasta-compensacao-na-denuncia-espontanea\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Empresa comercial deve cumprir exig\u00eancias legais para aderir a programa de parcelamento de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/09\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A 13\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF1) reformou a senten\u00e7a que autorizou a ades\u00e3o de uma empresa ao programa de parcelamento para a regulariza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios mesmo sem apresentar uma declara\u00e7\u00e3o de inexist\u00eancia de a\u00e7\u00e3o judicial contestando o cr\u00e9dito ou de desist\u00eancia de recursos administrativos. A Uni\u00e3o alega que o parcelamento de d\u00e9bitos \u00e9 uma medida fiscal que exige o cumprimento de certas condi\u00e7\u00f5es, incluindo essa declara\u00e7\u00e3o. Citou a Lei 12.249\/2010, que exige essa documenta\u00e7\u00e3o, e afirmou que o pedido de parcelamento foi negado devido ao n\u00e3o cumprimento dessa exig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), regras formais podem ser flexibilizadas se o contribuinte agir de boa-f\u00e9 e n\u00e3o houver preju\u00edzo ao governo. Isso se baseia nos princ\u00edpios de razoabilidade e proporcionalidade, evitando a exclus\u00e3o do contribuinte do programa de parcelamento se ele demonstrar inten\u00e7\u00e3o de pagar suas d\u00edvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar os autos, o relator, desembargador federal Jamil Rosa de Jesus Oliveira, observou que a empresa impetrada pediu para ser dispensada de apresentar certos documentos exigidos para aderir ao programa de parcelamento. Contudo, a lei exige o cumprimento dessas condi\u00e7\u00f5es. \u201cN\u00e3o h\u00e1, portanto, qualquer irregularidade em se exigir daquele que pretender aderir a programas de parcelamentos o cumprimento das condi\u00e7\u00f5es legalmente impostas, como no caso dos autos, em que a impetrante requereu que fosse desobrigada da apresenta\u00e7\u00e3o de documenta\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 declara\u00e7\u00e3o de inexist\u00eancia de a\u00e7\u00e3o judicial, ren\u00fancia a direitos e desist\u00eancia de recursos administrativos\u201d, concluiu o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto foi acompanhado pelo Colegiado.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo Relacionado: 1001445-94.2016.4.01.3400<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.trf1.jus.br\/trf1\/noticias\/empresa-comercial-deve-cumprir-exigencias-legais-para-aderir-a-programa-de-parcelamento-de-debitos-tributarios-\">https:\/\/www.trf1.jus.br\/trf1\/noticias\/empresa-comercial-deve-cumprir-exigencias-legais-para-aderir-a-programa-de-parcelamento-de-debitos-tributarios-<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reintegra: Uni\u00e3o vence no Supremo disputa bilion\u00e1ria travada com exportadores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, na sess\u00e3o de julgamento de ontem, que as al\u00edquotas do Regime Especial de Reintegra\u00e7\u00e3o de Valores Tribut\u00e1rios para as Empresas Exportadoras (Reintegra) podem ser livremente reduzidas pelo governo federal. O placar ficou em sete votos a dois a favor da Uni\u00e3o, que afastou o impacto de R$ 49,9 bilh\u00f5es previsto em caso de derrota. O valor consta no Projeto de Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (PLDO) para o ano de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso \u00e9 relevante para exportadoras. Por meio do Reintegra, criado pela Lei n\u00ba 12.546\/2011, as empresas conseguem o reembolso de parte da carga tribut\u00e1ria sobre produtos manufaturados que n\u00e3o pode ser aproveitada ao longo da cadeia produtiva. Inicialmente, foi previsto que o cr\u00e9dito a ser tomado pelas companhias iria variar entre 0,1% e 3% sobre as receitas de exporta\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, decretos posteriores reduziram a possibilidade de se usar o percentual m\u00e1ximo. Desde 2018, est\u00e1 em 0,1%.<\/p>\n\n\n\n<p>Por conta disso, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) e o Instituto A\u00e7o Brasil (IABr) entraram com as a\u00e7\u00f5es no Supremo no fim de 2018, quando houve a \u00faltima mudan\u00e7a de al\u00edquota. Elas pediam a inconstitucionalidade do artigo 22 da Lei n\u00ba 13.043\/2014, que restabeleceu o programa permitindo ao governo calibrar a parcela a ser recuperada pelas exportadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Para as empresas, o Executivo pode alterar o percentual do cr\u00e9dito, mas n\u00e3o pode reduzi-lo sem justificativa relevante. Essa redu\u00e7\u00e3o imotivada violaria os princ\u00edpios constitucionais da n\u00e3o exporta\u00e7\u00e3o de tributos, da livre concorr\u00eancia e da proporcionalidade. J\u00e1 a Uni\u00e3o entende que o Reintegra \u00e9 um benef\u00edcio fiscal, sendo poss\u00edvel que as al\u00edquotas sejam alteradas livremente.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos ministros acatou o argumento da Fazenda Nacional. Na sess\u00e3o de ontem, votaram os ministros Fl\u00e1vio Dino, Cristiano Zanin, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a e Lu\u00eds Roberto Barroso, acompanhando o voto do relator, o ministro decano Gilmar Mendes. Na vis\u00e3o deles, o Reintegra \u00e9 uma subven\u00e7\u00e3o fiscal e, portanto, pode ser reduzido pelo Executivo quando necess\u00e1rio. Os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli j\u00e1 haviam acompanhado esse entendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi fixada a seguinte tese: \u201c\u00c9 constitucional o disposto no artigo 22 da Lei n\u00ba 13.043\/2014, que autoriza o Poder Executivo federal a estabelecer o percentual para apura\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito pelos exportadores sobre a receita auferida com a exporta\u00e7\u00e3o de bens para o exterior no \u00e2mbito do Regime Especial de Reintegra\u00e7\u00e3o de Valores Tribut\u00e1rios para as Empresas Exportadoras (Reintegra), por se tratar de medida de subven\u00e7\u00e3o governamental, que n\u00e3o se confunde com as normas que outorgam imunidade \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es\u201d (ADI 6040 e 6055).<\/p>\n\n\n\n<p>Vota\u00e7\u00e3o<br>No voto, lido em outra sess\u00e3o, Mendes disse que o Reintegra \u00e9 uma pol\u00edtica p\u00fablica de incentivo com natureza jur\u00eddica diferente, se comparada com a das imunidades \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o. \u201cEnquanto aquelas incentivam qualquer tipo de produto ou servi\u00e7o destinado ao exterior, o Reintegra incentiva a ind\u00fastria nacional, uma vez que o creditamento s\u00f3 ocorre em rela\u00e7\u00e3o a bens objeto de industrializa\u00e7\u00e3o, atendidas as condi\u00e7\u00f5es estabelecidas em lei\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os ministros Edson Fachin e Luiz Fux divergiram, sendo favor\u00e1veis \u00e0s empresas e \u00e0 tese de que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel exportar tributos. Na vis\u00e3o deles, a nova metodologia do Reintegra aumenta a carga tribut\u00e1ria e pode trazer preju\u00edzo para a economia nacional. N\u00e3o votaram o ministro Nunes Marques, ausente por justificativa m\u00e9dica, e a ministra C\u00e1rmen L\u00facia, que estava no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio de nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirma que a decis\u00e3o do Supremo reconhece que \u201cbenef\u00edcios fiscais s\u00e3o pol\u00edticas voltadas para o incentivo \u00e0 expans\u00e3o de determinados setores, sendo prerrogativa do Executivo decidir o percentual de ressarcimento de acordo com as necessidades pol\u00edtico-econ\u00f4micas do momento\u201d. E acrescenta: \u201cPrevaleceu a l\u00f3gica dos percentuais fixados pelo legislador, com possibilidade de calibragem pelo Poder Executivo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada que representou o Instituto A\u00e7o Brasil no caso, diz que respeita a decis\u00e3o da maioria, mas entende que a diverg\u00eancia de Fachin e Fux \u201cexaminaram a quest\u00e3o com toda a sua densidade em rela\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio do destino\u201d. Ela discorda que o Reintegra \u00e9 benef\u00edcio fiscal. \u201cSe fosse, o Brasil estaria contrariando regras do mercado internacional e das rela\u00e7\u00f5es internacionais que impedem subs\u00eddios na exporta\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A a CNI disse que \u201crespeita a decis\u00e3o do STF e vai estudar pedido de esclarecimentos (embargos declarat\u00f3rios)\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/02\/stf-permite-reducao-de-aliquota-do-reintegra.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/02\/stf-permite-reducao-de-aliquota-do-reintegra.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cr\u00e9dito presumido de ICMS n\u00e3o pode ser tributado pela Uni\u00e3o, reitera ju\u00edza<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O cr\u00e9dito presumido de ICMS n\u00e3o integra a base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda de Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL), bem como do Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social (PIS) e da Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o entendimento da ju\u00edza B\u00e1rbara Malta de Ara\u00fajo Gomes, da 5\u00aa Vara Federal C\u00edvel do Maranh\u00e3o, para excluir o cr\u00e9dito presumido de ICMS das bases de c\u00e1lculo de tributos federais a serem pagos por uma distribuidora atacadista.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi provocada por mandado de seguran\u00e7a em que a empresa pede a suspens\u00e3o da exigibilidade do IRPJ, da CSLL, da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS e da Cofins sobre os valores relativos aos cr\u00e9ditos presumidos de ICMS.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, a julgadora explicou que a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u00e9 firme no sentido de que o cr\u00e9dito presumido de ICMS n\u00e3o integra a base de c\u00e1lculos de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVerifica-se ainda que a inclus\u00e3o do referido cr\u00e9dito, na base de c\u00e1lculo dos referidos tributos, acaba por violar o pacto federativo, pois a medida imp\u00f5e uma limita\u00e7\u00e3o na efic\u00e1cia de benef\u00edcios fiscais concedidos pelos estados\u201d, registrou a magistrada.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado&nbsp;Gabriel Pinheiro Corr\u00eaa Costa&nbsp;celebrou a decis\u00e3o. \u201cA&nbsp;liminar preserva a integridade das pol\u00edticas fiscais adotadas pelo Maranh\u00e3o e evita a eleva\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria que, em \u00faltima an\u00e1lise, impactaria os pre\u00e7os finais ao consumidor.\u201d<br>Processo 1074369-95.2024.4.01.3700<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-02\/credito-presumido-de-icms-nao-pode-ser-tributado-pela-uniao-reitera-juiza\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-02\/credito-presumido-de-icms-nao-pode-ser-tributado-pela-uniao-reitera-juiza\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Redu\u00e7\u00e3o do percentual do Reintegra \u00e9 op\u00e7\u00e3o do Executivo, decide STF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (2), que \u00e9 prerrogativa do Poder Executivo reduzir livremente o percentual do Regime Especial de Reintegra\u00e7\u00e3o de Valores Tribut\u00e1rios para as Empresas Exportadoras (Reintrega). O programa foi criado para incentivar a exporta\u00e7\u00e3o de produtos industrializados mediante a devolu\u00e7\u00e3o de parte dos tributos pagos na sua produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Reintegra, previsto na Lei 13.043\/2014, permite ao Executivo fixar o percentual de ressarcimento de res\u00edduos tribut\u00e1rios \u00e0 empresa exportadora dentro dos limites de 0,1% a 3%. Nas A\u00e7\u00f5es Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs)<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=5614060\"><strong>&nbsp;6055<\/strong><\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=5584118\">6040<\/a>, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria e o Instituto A\u00e7o Brasil argumentavam que, uma vez fixado o percentual, o Executivo n\u00e3o poderia reduzi-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria, prevaleceu o voto do relator, ministro Gilmar Mendes, apresentado na sess\u00e3o de 5\/9, no sentido de que o Reintegra n\u00e3o \u00e9 uma imunidade tribut\u00e1ria, mas um incentivo financeiro \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es e ao desenvolvimento nacional. Para o relator, como se trata de um instrumento de fomento \u00e0 ind\u00fastria nacional, a defini\u00e7\u00e3o do percentual de ressarcimento \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o leg\u00edtima de pol\u00edtica econ\u00f4mica e tribut\u00e1ria, inserida nas atribui\u00e7\u00f5es do Executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanharam este entendimento os ministros Fl\u00e1vio Dino, Cristiano Zanin, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Lu\u00eds Roberto Barroso. Ficaram vencidos os ministros Edson Fachin e Luiz Fux, que consideram que a redu\u00e7\u00e3o do Reintegra n\u00e3o pode ser uma op\u00e7\u00e3o completamente discricion\u00e1ria do Executivo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-portal-de-noticias wp-block-embed-portal-de-noticias\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"BSHjxeBDr8\"><a href=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/reducao-do-percentual-do-reintegra-e-opcao-do-executivo-decide-stf\/\">Redu\u00e7\u00e3o do percentual do Reintegra \u00e9 op\u00e7\u00e3o do Executivo, decide STF<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Redu\u00e7\u00e3o do percentual do Reintegra \u00e9 op\u00e7\u00e3o do Executivo, decide STF&#8221; &#8212; Portal de Noticias\" src=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/reducao-do-percentual-do-reintegra-e-opcao-do-executivo-decide-stf\/embed\/#?secret=bdM7TUDBLg#?secret=BSHjxeBDr8\" data-secret=\"BSHjxeBDr8\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Multa por sonega\u00e7\u00e3o, fraude ou conluio se limita a 100% da d\u00edvida tribut\u00e1ria, decide STF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (3) que multas aplicadas pela Receita Federal em casos de sonega\u00e7\u00e3o, fraude ou conluio devem se limitar a 100% da d\u00edvida tribut\u00e1ria, sendo poss\u00edvel que o valor chegue a 150% da d\u00edvida em caso de reincid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o ter\u00e1 efeito retroativo \u00e0 edi\u00e7\u00e3o da Lei 14.689\/2023 e durar\u00e1 at\u00e9 que o Congresso Nacional aprove uma lei complementar que regulamente o tema em todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros definiram ainda que, caso estados e munic\u00edpios utilizem patamares menores para esse tipo de multa, estes devem ser mantidos, mas n\u00e3o podem ser reduzidos. A ressalva busca evitar uma poss\u00edvel guerra fiscal, situa\u00e7\u00e3o em que um estado ou munic\u00edpio poderia reduzir a multa por sonega\u00e7\u00e3o de impostos estaduais ou municipais para atrair investimentos. Caso optem por aumentar o percentual da multa, deve ser observado o teto de 100% da d\u00edvida fixada pela decis\u00e3o do Supremo.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi proferida no Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) 736090 e tem repercuss\u00e3o geral (Tema 863), ou seja, dever\u00e1 ser observada e seguida por tribunais do pa\u00eds ao avaliar casos semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio acompanhou o voto do relator, ministro Dias Toffoli. Para ele, a Lei 14.689\/2023 estabeleceu o teto da multa aplicada pela Receita em caso de sonega\u00e7\u00e3o ou fraude no percentual de 100% da d\u00edvida tribut\u00e1ria e 150% em caso de reincid\u00eancia. O valor seria suficiente para garantir a puni\u00e7\u00e3o pela pr\u00e1tica sem ser considerada confiscat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso concreto<\/p>\n\n\n\n<p>O caso concreto trata de um posto de combust\u00edvel de Cambori\u00fa (SC) multado em 150% pela Receita Federal. O Fisco entendeu que a separa\u00e7\u00e3o de empresas do mesmo grupo econ\u00f4mico do posto buscou evitar o pagamento de imposto, postura classificada como sonega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF-4) considerou a multa v\u00e1lida, mas a empresa recorreu alegando que o valor contraria princ\u00edpios como a razoabilidade e a proporcionalidade, al\u00e9m de violar a Constitui\u00e7\u00e3o, que pro\u00edbe o uso de impostos com efeito de confisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela decis\u00e3o do STF, a multa aplicada ao posto foi reduzida a 100% da d\u00edvida tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-portal-de-noticias wp-block-embed-portal-de-noticias\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"gBbIHSbqna\"><a href=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/multa-por-sonegacao-fraude-ou-conluio-se-limita-a-100-da-divida-tributaria-decide-stf\/\">Multa por sonega\u00e7\u00e3o, fraude ou conluio se limita a 100% da d\u00edvida tribut\u00e1ria, decide STF<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Multa por sonega\u00e7\u00e3o, fraude ou conluio se limita a 100% da d\u00edvida tribut\u00e1ria, decide STF&#8221; &#8212; Portal de Noticias\" src=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/multa-por-sonegacao-fraude-ou-conluio-se-limita-a-100-da-divida-tributaria-decide-stf\/embed\/#?secret=gDfCZCuakg#?secret=gBbIHSbqna\" data-secret=\"gBbIHSbqna\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Turma mant\u00e9m penhora e afasta alega\u00e7\u00e3o de bitributa\u00e7\u00e3o sobre im\u00f3vel em terreno de marinha<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A 13\u00aa Turma do Tribunal Regional da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF1) negou a apela\u00e7\u00e3o de um homem contra a senten\u00e7a que rejeitou Embargos \u00e0 Execu\u00e7\u00e3o Fiscal, tendo a Uni\u00e3o como embargada alegando nulidade da penhora e bitributa\u00e7\u00e3o. Ele contestou a aus\u00eancia de avalia\u00e7\u00e3o do bem penhorado e a falta de nomea\u00e7\u00e3o de deposit\u00e1rio, al\u00e9m de alegar a cobran\u00e7a simult\u00e2nea de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e taxa de ocupa\u00e7\u00e3o em terreno de marinha.<\/p>\n\n\n\n<p>O autor argumentou que a falta de avalia\u00e7\u00e3o do bem penhorado e de nomea\u00e7\u00e3o de deposit\u00e1rio violou seu direito de defesa e defendeu que a cobran\u00e7a do IPTU junto com a taxa de ocupa\u00e7\u00e3o sobre o mesmo im\u00f3vel \u00e9 bitributa\u00e7\u00e3o. A Uni\u00e3o, por sua vez, afirmou que a avalia\u00e7\u00e3o foi feita e que o apelante foi nomeado deposit\u00e1rio, al\u00e9m de negar a bitributa\u00e7\u00e3o, explicando que a taxa de ocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 um pre\u00e7o p\u00fablico, n\u00e3o um tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar os autos, o relator do caso, desembargador federal Roberto Carvalho Veloso, observou que a falta de avalia\u00e7\u00e3o e de assinatura do deposit\u00e1rio s\u00e3o meras irregularidades formais que n\u00e3o causam preju\u00edzo. Al\u00e9m disso, o magistrado afirmou que n\u00e3o houve a exist\u00eancia de bitributa\u00e7\u00e3o, pois o IPTU incide sobre a propriedade, enquanto a taxa de ocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 referente ao uso de terreno da Uni\u00e3o. Segundo o relator, \u201cn\u00e3o assiste ao recorrente quanto \u00e0 tese da exist\u00eancia de bitributa\u00e7\u00e3o. Isso porque, no particular, inexiste cobran\u00e7a de mais de um tributo sobre o mesmo fato gerador\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado considerou que a aus\u00eancia de avalia\u00e7\u00e3o e de assinatura do deposit\u00e1rio s\u00e3o irregularidades formais, sem preju\u00edzo ao processo, e que n\u00e3o houve bitributa\u00e7\u00e3o. O voto do relator foi acompanhado pelo Colegiado.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: 0010390-62.2004.4.01.3900<\/p>\n\n\n\n<p>Data do julgamento: 09\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.trf1.jus.br\/trf1\/noticias\/turma-mantem-penhora-e-afasta-alegacao-de-bitributacao-sobre-imovel-em-terreno-de-marinha-\">https:\/\/www.trf1.jus.br\/trf1\/noticias\/turma-mantem-penhora-e-afasta-alegacao-de-bitributacao-sobre-imovel-em-terreno-de-marinha-<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF limita a 100% do d\u00e9bito tribut\u00e1rio a multa qualificada por sonega\u00e7\u00e3o e fraude<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) fixou o limite de 100% do d\u00e9bito tribut\u00e1rio para a multa qualificada, aplicada em caso de fraude, sonega\u00e7\u00e3o ou conluio, podendo chegar a 150% em caso de reincid\u00eancia. Os ministros ainda estabeleceram que a decis\u00e3o ter\u00e1 efeitos a partir da edi\u00e7\u00e3o da Lei 14.689\/2023, que reduziu a multa qualificada de 150% para 100% no \u00e2mbito federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu a posi\u00e7\u00e3o do relator, ministro Dias Toffoli, de que os patamares da Lei 9430\/1996, na reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei 14.689\/2023, ser\u00e3o aplic\u00e1veis aos estados e munic\u00edpios at\u00e9 que seja editada lei complementar com aplica\u00e7\u00e3o em todo o territ\u00f3rio nacional. Ou seja, o STF estendeu aos estados e munic\u00edpios entendimento o que j\u00e1 vinha sendo aplicado em lei federal, de que a multa qualificada deve ficar em 100%.<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio fixou a seguinte tese: \u201cAt\u00e9 que seja editada lei complementar federal sobre a mat\u00e9ria, a multa tribut\u00e1ria qualificada em raz\u00e3o de sonega\u00e7\u00e3o, fraude ou conluio limita-se a 100% do d\u00e9bito tribut\u00e1rio, podendo ser de at\u00e9 150% do d\u00e9bito tribut\u00e1rio caso se verifique a reincid\u00eancia definida no art. 44, \u00a7 1\u00ba-A, da Lei n\u00ba 9.430\/96, inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 14.689\/23.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, ser\u00e1 como se a lei 14.689 tamb\u00e9m abrangesse estados e munic\u00edpios desde a sua publica\u00e7\u00e3o, em 21 de setembro de 2023. Ou seja, nos estados e munic\u00edpios, contribuintes podem pedir a devolu\u00e7\u00e3o de valores pagos a maior em multas desta data para c\u00e1. Para a Uni\u00e3o, a decis\u00e3o n\u00e3o altera nada, pois a lei j\u00e1 vem sendo aplicada.<\/p>\n\n\n\n<p>A modula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m ressalvou as a\u00e7\u00f5es judiciais e administrativas ajuizadas at\u00e9 a edi\u00e7\u00e3o da Lei 14.689. Ou seja, contribuintes que discutiam o tema na Justi\u00e7a ou na esfera administrativa antes da edi\u00e7\u00e3o da nova lei ter\u00e3o direito \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o dos valores.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Corte, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, ainda afirmou, ao fim da sess\u00e3o, que entende que ficam ressalvados os fatos geradores n\u00e3o autuados. Ou seja, os fiscos estaduais e municipais n\u00e3o poderiam aplicar multas em patamares superiores aos estabelecidos hoje no Supremo em situa\u00e7\u00f5es envolvendo fatos geradores passados.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, h\u00e1 d\u00favida em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 observa\u00e7\u00e3o. A ressalva a fatos geradores passados foi uma sugest\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Advocacia Tribut\u00e1ria (Abat), que atua no processo como amicus curiae, e foi incorporada ao voto do relator, ministro Dias Toffoli. Por\u00e9m, Toffoli n\u00e3o a mencionou na leitura final da tese fixada e das condi\u00e7\u00f5es da modula\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s os votos e as sugest\u00f5es dos demais ministros.<\/p>\n\n\n\n<p>Guerra fiscal<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento do RE 736.090 come\u00e7ou no plen\u00e1rio virtual, mas foi levado ao plen\u00e1rio f\u00edsico ap\u00f3s pedido de destaque do ministro Fl\u00e1vio Dino. No julgamento desta quinta-feira (3\/10), Dino disse que acompanharia o voto do relator, mas tinha ressalvas pelo fato de Toffoli ter estabelecido que os patamares de 100% e 150% em caso de reincid\u00eancia funcionariam como um teto. Ou seja, os estados e munic\u00edpios poderiam editar leis fixando os patamares das multas punitivas, desde que n\u00e3o ultrapassassem esses limites. Para o magistrado, uma decis\u00e3o nesse sentido poderia causar uma \u201cguerra fiscal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu tenho um receio em rela\u00e7\u00e3o a isso. Sabemos que um dos males do nosso pa\u00eds \u00e9 a chamada guerra fiscal. A guerra fiscal \u00e9: \u2018Veja como eu sou bonzinho. Aqui a multa \u00e9 s\u00f3 de 10%\u2019, e isso representar uma vantagem competitiva dentro da federa\u00e7\u00e3o que distor\u00e7a novamente o princ\u00edpio da livre concorr\u00eancia\u201d, afirmou. Ap\u00f3s a interven\u00e7\u00e3o de Dino, Toffoli concordou em ajustar o voto para prever que os entes que j\u00e1 tiverem previs\u00e3o de multas qualificadas inferiores a 100% n\u00e3o poder\u00e3o reduzi-las, nem aument\u00e1-las acima do teto.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-limita-a-100-do-debito-tributario-a-multa-qualificada-por-sonegacao-e-fraude\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-limita-a-100-do-debito-tributario-a-multa-qualificada-por-sonegacao-e-fraude<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF: Gilmar Mendes defende IRPJ e CSLL sobre lucro de coligadas e controladas no exterior<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou a favor da tributa\u00e7\u00e3o do lucro de coligadas e controladas de multinacionais localizadas em pa\u00edses que tenham tratados com o Brasil. O caso, julgado em Plen\u00e1rio Virtual, se refere a um processo da Vale contra a Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa pretende afastar a incid\u00eancia &#8220;autom\u00e1tica&#8221; de Imposto de Renda sobre a Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre Lucro L\u00edquido (CSLL) de coligadas e controladas que atuam na B\u00e9lgica, Dinamarca e Luxemburgo. O impacto fiscal estimado da discuss\u00e3o \u00e9 de R$ 20 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Na etapa anterior, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) deu raz\u00e3o \u00e0 Vale e afastou a cobran\u00e7a. A Receita recorreu ao Supremo alegando que o STJ n\u00e3o seguiu a jurisprud\u00eancia e afrontou a Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator no STF, ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, assim como seu antecessor, Marco Aur\u00e9lio Mello, considerou que a quest\u00e3o n\u00e3o deveria ser analisada pelo Supremo, por ser infraconstitucional. Mas, caso ficasse vencido nesse ponto, votou a favor do contribuinte, entendendo que prevalecem os tratados internacionais do Brasil com B\u00e9lgica, Dinamarca e Luxemburgo. Firmados na d\u00e9cada de 1970, eles preveem o bloqueio da tributa\u00e7\u00e3o da renda pelo pa\u00eds da fonte quando a companhia possuir um estabelecimento no outro pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Gilmar Mendes abriu a diverg\u00eancia. Para ele, em primeiro lugar, a quest\u00e3o cabe ao Supremo, j\u00e1 que aborda dispositivo legal que tinha sido declarado constitucional pela Corte (artigo 74 da MP 2.158-35, em situa\u00e7\u00f5es nas quais a empresa brasileira controla empresa estrangeira localizada em pa\u00eds de tributa\u00e7\u00e3o normal, n\u00e3o favorecida, como seriam os para\u00edsos fiscais).<\/p>\n\n\n\n<p>No RE 541090, o Supremo tinha entendido que \u00e9 poss\u00edvel tributar empresa brasileira controladora sobre seus lucros auferidos no estrangeiro. A exist\u00eancia desse precedente, segundo Gilmar, j\u00e1 tornaria desnecess\u00e1ria a an\u00e1lise dos tratados internacionais. Estes se destinariam, segundo ele, a evitar a dupla tributa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, quando o mesmo rendimento \u00e9 tribut\u00e1vel na mesma pessoa por mais de um Estado; e n\u00e3o econ\u00f4mica, que recai sobre empresas diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Gilmar destaca que, neste processo, &#8220;quem est\u00e1 sendo tributado \u00e9 a empresa investidora brasileira, relativamente aos rendimentos auferidos por meio de um investimento no exterior&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ainda que essa mesma renda seja objeto de tributa\u00e7\u00e3o pela jurisdi\u00e7\u00e3o onde a entidade estrangeira encontra-se localizada, estar-se-ia diante de mera dupla tributa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, diante da diversidade de sujeitos&#8221;, explica o decano.<\/p>\n\n\n\n<p>No fim das contas, no entanto, mesmo o debate sobre esses conceitos \u00e9 desnecess\u00e1rio, defende o ministro, porque o que se discute \u00e9 na verdade a aplicabilidade da norma que j\u00e1 foi considerada constitucional pelo Supremo, em precedente que n\u00e3o foi aplicado pelo STJ. &#8220;Dessa forma, aplicando o que decidido pelo Plen\u00e1rio desta Corte no RE 541090, entendo que o caso \u00e9 de reconhecer a possibilidade de incid\u00eancia do IRPJ e da CSLL sobre o lucro da controladora obtido por interm\u00e9dio de empresas controladas situadas no exterior&#8221;, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Impacto fiscal<\/p>\n\n\n\n<p>Como o impacto fiscal do caso \u00e9 alto, na casa dos R$ 20 bilh\u00f5es, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) tem tentado sensibilizar os ministros sobre a import\u00e2ncia do julgamento. Na quarta-feira, a procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize de Almeida, a procuradora-adjunta, Lana Borges, e a procuradora da Fazenda Alexandra Maria Carvalho Carneiro estiveram no gabinete do ministro do STF Cristiano Zanin.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros t\u00eam at\u00e9 \u00e0s 23h59 da pr\u00f3xima sexta-feira (11) para terminar de votar o caso, pedir vista (mais tempo para analisar) ou destaque, para que o julgamento ocorra presencialmente.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/04\/stf-gilmar-mendes-defende-irpj-e-csll-sobre-lucro-de-coligadas-e-controladas-no-exterior.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/04\/stf-gilmar-mendes-defende-irpj-e-csll-sobre-lucro-de-coligadas-e-controladas-no-exterior.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Impenhorabilidade de dep\u00f3sito de at\u00e9 40 sal\u00e1rios-m\u00ednimos n\u00e3o pode ser reconhecida de of\u00edcio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>\u200bA Corte Especial do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), sob o rito dos recursos&nbsp;repetitivos&nbsp;(<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=1235&amp;cod_tema_final=1235\">Tema 1.235<\/a>), estabeleceu a tese de que a impenhorabilidade de dep\u00f3sitos ou aplica\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias no valor de at\u00e9 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos n\u00e3o \u00e9 mat\u00e9ria de ordem p\u00fablica e n\u00e3o pode ser reconhecida&nbsp;de of\u00edcio&nbsp;pelo juiz. Segundo o colegiado, a impenhorabilidade deve ser apontada pela parte executada no primeiro momento em que lhe couber falar nos autos, ou, ainda, em embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o ou na impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento de&nbsp;senten\u00e7a, sob pena de&nbsp;preclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os&nbsp;recursos especiais&nbsp;e&nbsp;agravos em recurso especial&nbsp;sobre o tema, que estavam suspensos \u00e0 espera da decis\u00e3o do STJ, podem voltar a tramitar. O precedente qualificado deve ser aplicado em todos as a\u00e7\u00f5es semelhantes. O julgamento teve a participa\u00e7\u00e3o, como&nbsp;<em>amici curiae<\/em>, do Instituto Brasileiro de Direito Processual, da Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o, da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos e da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora dos recursos&nbsp;repetitivos&nbsp;foi a ministra Nancy Andrighi. Ela explicou que o argumento de que a regra da impenhorabilidade seria de ordem p\u00fablica tinha por base, principalmente, a interpreta\u00e7\u00e3o literal do artigo 649 do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC) de 1973, que trazia as hip\u00f3teses de bens considerados &#8220;absolutamente impenhor\u00e1veis&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a ministra, embora a regra do CPC\/1973 j\u00e1 fosse relativizada pelo STJ, o dispositivo correspondente no CPC\/2015 (<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm#art833\">artigo 833<\/a>) retirou a express\u00e3o &#8220;absolutamente&#8221;. Essa mudan\u00e7a normativa \u2013 apontou \u2013 levou o STJ a estabelecer o entendimento de que o CPC passou a tratar a impenhorabilidade como relativa, permitindo que seja atenuada em algumas situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, como j\u00e1 decidido pela Corte Especial nos&nbsp;EREsp&nbsp;1.874.222.<\/p>\n\n\n\n<p>CPC foi expresso ao regular atua\u00e7\u00e3o&nbsp;de of\u00edcio&nbsp;pelo ju\u00edzo<\/p>\n\n\n\n<p>Nancy Andrighi citou doutrina no sentido de que a impenhorabilidade \u00e9 um direito do executado, sujeito a ren\u00fancia se o bem for dispon\u00edvel (a exemplo de valores depositados em contas banc\u00e1rias). Ela tamb\u00e9m destacou que cabe ao executado alegar a hip\u00f3tese de impenhorabilidade na primeira oportunidade que tiver para se manifestar nos autos.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra apontou que esse entendimento j\u00e1 havia sido adotado pela Corte Especial no julgamento dos&nbsp;EAREsp&nbsp;223.196, mas, a partir de 2022, sobrevieram&nbsp;ac\u00f3rd\u00e3os&nbsp;das turmas de direito p\u00fablico em sentido diverso.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora enfatizou que, quando o CPC\/2015 autoriza a atua\u00e7\u00e3o&nbsp;de of\u00edcio&nbsp;do ju\u00edzo nesse tema, h\u00e1 previs\u00e3o expressa no c\u00f3digo, a exemplo do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm#art854%C2%A71\">par\u00e1grafo 1\u00ba do artigo 854<\/a>, segundo o qual ele pode determinar, mesmo sem pedido das partes, o cancelamento da indisponibilidade de patrim\u00f4nio que ultrapasse o valor da execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Ou seja, o c\u00f3digo processual n\u00e3o autoriza que o juiz reconhe\u00e7a a impenhorabilidade&nbsp;de of\u00edcio, pelo contr\u00e1rio, atribui ao executado o \u00f4nus de alegar e comprovar tal situa\u00e7\u00e3o de forma tempestiva, sendo claro que o descumprimento desse \u00f4nus pelo executado ensejar\u00e1 a convers\u00e3o da indisponibilidade em penhora, nos termos do artigo 854, par\u00e1grafo 3\u00ba, inciso I, e par\u00e1grafo 5\u00ba, do CPC\/2015&#8221;, detalhou.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a ministra, embora o CPC\/2015 preveja a efetiva\u00e7\u00e3o da penhora caso o executado n\u00e3o se manifeste sobre o bloqueio do bem no prazo de cinco dias, ele ainda tem \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o o manejo da impugna\u00e7\u00e3o ao cumprimento de&nbsp;senten\u00e7a&nbsp;ou os embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o para alegar e comprovar a impenhorabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o havendo a alega\u00e7\u00e3o tempestiva em nenhuma dessas hip\u00f3teses, estar\u00e1 configurada a&nbsp;preclus\u00e3o&nbsp;temporal da quest\u00e3o referente \u00e0 impenhorabilidade, n\u00e3o podendo nem mesmo ser apreciada em exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade, por n\u00e3o se tratar de mat\u00e9ria de ordem p\u00fablica&#8221;, \u00e0 luz da interpreta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica dos artigos 833; 854, par\u00e1grafos 1\u00ba, 3\u00ba, I, e 5\u00ba; 525, IV; e 917, II, do CPC\/2015 \u2013 concluiu a ministra.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2024\/04102024-Impenhorabilidade-de-deposito-de-ate-40-salarios-minimos-nao-pode-ser-reconhecida-de-oficio.aspx\">https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2024\/04102024-Impenhorabilidade-de-deposito-de-ate-40-salarios-minimos-nao-pode-ser-reconhecida-de-oficio.aspx<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Descontos de programa de regulariza\u00e7\u00e3o comp\u00f5em base de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Qualquer benef\u00edcio fiscal que tenha por consequ\u00eancia aumento do lucro da empresa deve surtir efeito na base de c\u00e1lculo de Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) e das contribui\u00e7\u00f5es ao PIS e \u00e0 Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a concluiu que os descontos obtidos em juros e multa decorrentes da ades\u00e3o ao Programa Especial de Regulariza\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria (Pert) comp\u00f5em a base de c\u00e1lculo de tributos calculados sobre o lucro.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado negou provimento ao recurso especial ajuizado por uma empresa de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o que, beneficiada pelo programa, sustentou que os descontos obtidos n\u00e3o representariam acr\u00e9scimo patrimonial e faturamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Relator da mat\u00e9ria, o ministro Afr\u00e2nio Vilela observou que a jurisprud\u00eancia das duas turmas de Direito Privado do STJ se firmou no sentido de que benef\u00edcio fiscal que aumente o lucro da empresa deve impactar a base de c\u00e1lculo de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia \u00e9 que a recupera\u00e7\u00e3o desses custos por ocasi\u00e3o da ades\u00e3o ao Pert deve ser considerada na determina\u00e7\u00e3o do lucro operacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso garante a incid\u00eancia de IRPJ e CSLL sobre as redu\u00e7\u00f5es de multas e juros concedidos a quem aderiu ao programa de parcelamento tribut\u00e1rio. E tamb\u00e9m de PIS e Cofins. A vota\u00e7\u00e3o foi un\u00e2nime.<br>REsp 2.115.529<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-06\/descontos-de-programa-de-regularizacao-compoem-base-de-irpj-csll-pis-e-cofins\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-06\/descontos-de-programa-de-regularizacao-compoem-base-de-irpj-csll-pis-e-cofins\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF julga redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas do PIS\/Cofins<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 07\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) come\u00e7ou a julgar duas a\u00e7\u00f5es que discutem a redu\u00e7\u00e3o e posterior restabelecimento das al\u00edquotas de PIS e Cofins sobre receitas financeiras. O relator, o ministro Cristiano Zanin, foi favor\u00e1vel \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o dos percentuais maiores, aplicados desde 2015. At\u00e9 ent\u00e3o, ele \u00e9 acompanhado por Alexandre de Moraes.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada in\u00e9dita por tributaristas pelo aspecto pol\u00edtico e temporal. No primeiro dia de governo, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva editou o Decreto n\u00ba 11.374\/2023, restabelecendo as taxas de 2015 dos tributos federais (0,65% para o PIS e 4% para o Cofins). As al\u00edquotas foram reduzidas pela metade por um decreto anterior publicado no pen\u00faltimo dia do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, de n\u00b0 11.322\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o dos contribuintes, como o decreto de Lula majorou o valor dos impostos, seria preciso respeitar o princ\u00edpio da anterioridade, prazo de 90 dias (noventena) ou um ano para come\u00e7ar a cobr\u00e1-los. J\u00e1 a Uni\u00e3o entende que Lula n\u00e3o aumentou as al\u00edquotas, apenas decidiu retomar as taxas anteriores, em vigor at\u00e9 o decreto de Bolsonaro. Por isso, n\u00e3o haveria surpresa para as empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a peti\u00e7\u00e3o inicial da Advocacia Geral da Uni\u00e3o (AGU), o impacto de manter as al\u00edquotas pela metade seria de cerca de R$ 6 bilh\u00f5es ao ano para os cofres p\u00fablicos. Por\u00e9m, uma nota t\u00e9cnica da Receita Federal chegou a um valor bem menor, de R$ 1,4 milh\u00e3o. O Fisco calculou o impacto or\u00e7ament\u00e1rio s\u00f3 para tr\u00eas meses, per\u00edodo da noventena, que \u00e9 o analisado nas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o jur\u00eddica come\u00e7ou porque centenas de contribuintes foram \u00e0 Justi\u00e7a pedir para serem beneficiados com os percentuais menores de PIS\/Cofins ou que pelo menos fosse aplicada a anterioridade. Alguns obtiveram decis\u00f5es favor\u00e1veis. Mas em mar\u00e7o de 2023, o ministro Ricardo Lewandowski, antigo relator, suspendeu a efic\u00e1cia delas at\u00e9 que fosse julgado o m\u00e9rito desta a\u00e7\u00e3o, o que ocorre nesta semana.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento come\u00e7ou na sexta-feira, 4, no Plen\u00e1rio Virtual, e os ministros t\u00eam at\u00e9 a pr\u00f3xima sexta, 11, para votar. Um eventual pedido de vista (adiamento) ou destaque (levar o caso para o plen\u00e1rio f\u00edsico) pode interromper o julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, o ministro Cristiano Zanin, na pr\u00e1tica, manteve a liminar dada no ano passado. Na vis\u00e3o dele, o decreto do presidente Lula \u201cn\u00e3o ofende a seguran\u00e7a jur\u00eddica e nem prejudica a confian\u00e7a do contribuinte nos termos em que protegida pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u201d. \u201cO supracitado decreto, ao repristinar o artigo 1\u00ba do Decreto n\u00ba 8.426\/2015, manteve as al\u00edquotas das contribui\u00e7\u00f5es ao PIS\/Cofins que vinham sendo consideradas pelo contribuinte desde 2015 (0,65% e 4%), o que afasta a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da anterioridade nonagesimal\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Zanin tamb\u00e9m levou em conta os princ\u00edpios da responsabilidade da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. Para ele, o decreto editado por Bolsonaro \u201creduziu significativamente as al\u00edquotas de tributos federais no momento imediatamente anterior \u00e0 conclus\u00e3o da transi\u00e7\u00e3o de governo, afronta o princ\u00edpio republicano e os deveres de coopera\u00e7\u00e3o\u201d, o que viola o artigo 37 da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos autos, a AGU ressalta que o decreto de 2022, editado no dia 30 de dezembro, produziria efeitos apenas em 1 de janeiro de 2023, mesmo data que sobreveio o segundo decreto revogando o anterior. Portanto, a redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota \u201cjamais chegou a se aplicar\u201d. \u201cTrata-se de uma disposi\u00e7\u00e3o natimorta, que n\u00e3o veio a produzir efeitos na esfera jur\u00eddica dos contribuintes\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A AGU foi quem entrou com uma das a\u00e7\u00f5es no STF. Enquanto ela pede para ser declarado v\u00e1lido o decreto de 2023, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de M\u00e1quinas e Equipamentos (Abimaq), em outro processo, pede a inconstitucionalidade (ADC 84 e ADI 7342).<\/p>\n\n\n\n<p>Para o tributarista Caio Cesar Ruotolo, do Silveira Advogados, que atua pela Abimaq, seria preciso respeitar o prazo de 90 dias para cobrar os tributos com a nova al\u00edquota. \u201cEm que pese foram somente um ou dois dias entre um decreto e outro, achamos por bem ajuizar a a\u00e7\u00e3o para fins de determinar que teria de se observar a anterioridade nonagesimal\u201d diz. Ele entende que \u201cpela quest\u00e3o econ\u00f4mica e fiscal\u201d, o resultado do julgamento n\u00e3o deve ser favor\u00e1vel aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Bianca Boneff Mareque, s\u00f3cia do Vieira Rezende Advogados, afirma que as decis\u00f5es favor\u00e1veis aos contribuintes n\u00e3o puderam nem ser usadas, por conta da efic\u00e1cia que foi suspensa pelo antigo relator. Na pr\u00e1tica, se prevalecer o voto de Zanin, vai ocorrer a \u201crepristina\u00e7\u00e3o\u201d. \u201c\u00c9 como se a norma anterior voltasse a viger pelo decreto de 2023\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Raphael Okano Oliveira, s\u00f3cio do CTM Advogados, novamente a anterioridade foi ignorada pelos ministros, como foi no julgamento do Difal do ICMS, no ano passado. \u201c\u00c9 muito perigoso relativizar uma cl\u00e1usula p\u00e9trea tribut\u00e1ria\u201d, diz Okano. Ele tamb\u00e9m critica as estimativas de impacto fiscal da AGU.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirma que \u201cacredita que o STF manter\u00e1 a linha de sua jurisprud\u00eancia e confirmar\u00e1 a liminar concedida com o provimento da ADC 84\u201d. A AGU n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/07\/stf-julga-reducao-de-aliquotas-do-pis-cofins.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/10\/07\/stf-julga-reducao-de-aliquotas-do-pis-cofins.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>ISS comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo de IRPJ e CSLL pelo lucro presumido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/10\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Imposto Sobre Servi\u00e7os (ISS) comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) quando eles s\u00e3o apurados pela sistem\u00e1tica do lucro presumido.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa foi a tese aprovada pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, em julgamento sob o rito dos recursos repetitivos, no dia 11 de setembro. O ac\u00f3rd\u00e3o do Tema 1.240 foi publicado no \u00faltimo dia 24.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de mais uma das \u201c<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-abr-29\/filhotes-tese-seculo-geram-incerteza-judicializacao\/\">teses filhotes<\/a>\u201d da chamada \u201c<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2017-mar-15\/icms-nao-integra-base-calculo-pis-cofins-define-supremo\">tese do s\u00e9culo<\/a>\u201d, julgada pelo Supremo Tribunal Federal em 2017 \u2014 aquela em que a corte excluiu o ICMS da base de c\u00e1lculo de PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>E trata-se tamb\u00e9m de mais uma oportunidade em que o STJ se recusou a aplicar a raz\u00e3o de decidir usada pelo Supremo, assim como fez quando&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-mai-11\/icms-apurado-lucro-presumido-compoe-base-icms-csll\/\">manteve o ICMS apurado no lucro presumido na base de c\u00e1lculo de IRPJ e CSLL<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Relator da mat\u00e9ria, o ministro Gurgel de Faria observou que o paradigma do STF foi forjado em contexto espec\u00edfico, diferente do tema em julgamento pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ, e sob an\u00e1lise da Constitui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA legisla\u00e7\u00e3o federal, de constitucionalidade presumida, expressamente determina que o valor relativo aos impostos, como o ISS, no caso, integra a receita para fins de tributa\u00e7\u00e3o de IRPJ e CSLL pelo lucro presumido.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, segundo o ministro, a raz\u00e3o de decidir da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d n\u00e3o pode ser aplicada a outros casos de maneira indiscriminada. O pr\u00f3prio Supremo seguiu essa linha ao&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2021-fev-24\/icms-compoe-base-calculo-contribuicao-receita-bruta\/\">incluir o ICMS na base de c\u00e1lculo de Contribui\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria sobre a Receita Bruta (CPRB)<\/a>,<\/p>\n\n\n\n<p>Ponto de partida<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o ministro Gurgel explicou que, no regime de tributa\u00e7\u00e3o pelo lucro real, a base de c\u00e1lculo \u00e9 o lucro cont\u00e1bil ajustado pelas adi\u00e7\u00f5es e dedu\u00e7\u00f5es permitidas expressamente em lei. Nesse caso, o ISS \u00e9 dedut\u00edvel como despesa, j\u00e1 que \u00e9 necess\u00e1rio \u00e0 atividade da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no regime de tributa\u00e7\u00e3o pelo lucro presumido, multiplica-se um dado percentual previsto na lei pela receita bruta da pessoa jur\u00eddica. Esse dado varia conforme a atividade desenvolvida pelo contribuinte, conforme a Lei 9.249\/1995.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAssim, a receita bruta constitui apenas ponto de partida, um par\u00e2metro, na referida sistem\u00e1tica de tributa\u00e7\u00e3o. Sobre essa base de c\u00e1lculo, por sua vez, incidem as al\u00edquotas para o Imposto de Renda e o CSLL, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas jur\u00eddicas em geral\u201d, afirmou o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Na an\u00e1lise do magistrado, a lei foi sistematicamente pensada de forma a incluir no conceito de receita bruta, para fins de tributa\u00e7\u00e3o de IRPJ e CSLL pelo lucro presumido, os tributos sobre ela incidentes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA ado\u00e7\u00e3o da receita bruta como eixo da tributa\u00e7\u00e3o do lucro presumido demonstra a inten\u00e7\u00e3o do legislador de impedir quaisquer dedu\u00e7\u00f5es, tais como impostos, custos das mercadorias ou servi\u00e7os, despesas administrativas ou financeiras, tornando bem mais simplificado o c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, se o contribuinte quiser considerar determinados custos ou despesas, deve optar pelo regime de apura\u00e7\u00e3o pelo lucro real.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que n\u00e3o se pode permitir, \u00e0 luz dos dispositivos de reg\u00eancia, \u00e9 que ele promova uma combina\u00e7\u00e3o dos dois regimes, a fim de reduzir indevidamente a base de c\u00e1lculo dos tributos\u201d, disse Gurgel de Faria.<br>REsp 2.089.298<br>REsp 2.089.356<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-03\/iss-compoe-a-base-de-calculo-de-irpj-e-csll-pelo-lucro-presumido-decide-stj\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-out-03\/iss-compoe-a-base-de-calculo-de-irpj-e-csll-pelo-lucro-presumido-decide-stj\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 30\/09 a 07\/10 Taxa\u00e7\u00e3o a multinacionais nos moldes da OCDE pode render ao Brasil at\u00e9 R$ 18,8 bi Data: 30\/09\/2024 Em estudo pelo governo, uma nova tributa\u00e7\u00e3o sobre o lucro de grandes multinacionais que operam no Brasil poderia render arrecada\u00e7\u00e3o federal extra entre R$ 16,4 bilh\u00f5es e R$ 18,8 bilh\u00f5es anuais. 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