{"id":3498,"date":"2024-09-24T09:25:46","date_gmt":"2024-09-24T12:25:46","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3498"},"modified":"2024-09-24T09:31:07","modified_gmt":"2024-09-24T12:31:07","slug":"retrospecto-tributario-16-09-a-24-09","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3498","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 16\/09 a 24\/09"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 16\/09 a 24\/09<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Impactos da Reforma Tribut\u00e1ria no setor de sa\u00fade <br><\/strong>Data: 10\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Reforma Tribut\u00e1ria, aprovada recentemente, traz profundas transforma\u00e7\u00f5es para o setor da sa\u00fade. Neste artigo, analisaremos os impactos dessa reforma na margem de lucro das empresas do setor e discutiremos estrat\u00e9gias para mitigar os efeitos negativos das novas regras tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>O Impacto da reforma tribut\u00e1ria na margem de lucro das empresas de sa\u00fade<\/p>\n\n\n\n<p>A Reforma Tribut\u00e1ria, ao unificar e reestruturar tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS, pode trazer uma maior complexidade \u00e0 estrutura tribut\u00e1ria das empresas de sa\u00fade. A unifica\u00e7\u00e3o dos tributos sob o CBS (Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os) e IBS (Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os) tende a simplificar o sistema, mas, tamb\u00e9m, pode resultar em uma eleva\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria para produtos e servi\u00e7os essenciais, incluindo medicamentos e equipamentos m\u00e9dicos que, anteriormente, se beneficiavam de isen\u00e7\u00f5es ou al\u00edquotas reduzidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse poss\u00edvel aumento na carga tribut\u00e1ria pode impactar diretamente os custos operacionais das empresas de sa\u00fade, pressionando suas margens de lucro. Hospitais e cl\u00ednicas, que dependem fortemente de equipamentos e medicamentos, poder\u00e3o enfrentar custos mais altos, que poder\u00e3o ser repassados aos consumidores, mas com risco de perda de competitividade, dado o mercado sens\u00edvel a pre\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Componentes espec\u00edficos da reforma<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de existirem previs\u00f5es para al\u00edquotas diferenciadas para bens essenciais como, por exemplo medicamentos, a unifica\u00e7\u00e3o dos tributos pode neutralizar os benef\u00edcios dessas medidas. Equipamentos m\u00e9dicos s\u00e3o itens cujo custo pode aumentar significativamente sobre a nova estrutura tribut\u00e1ria, impactando a opera\u00e7\u00e3o das empresas de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tamb\u00e9m pode alterar os incentivos fiscais e dedu\u00e7\u00f5es que, atualmente, beneficiam o setor de sa\u00fade. Embora ainda n\u00e3o estejam claros todos os detalhes, \u00e9 poss\u00edvel que a elimina\u00e7\u00e3o ou a redu\u00e7\u00e3o desses incentivos eleve ainda mais os custos operacionais das empresas, afetando sua rentabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Estrat\u00e9gias de Mitiga\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desses desafios, as empresas de sa\u00fade est\u00e3o avaliando diversas estrat\u00e9gias para mitigar os impactos negativos da Reforma Tribut\u00e1ria. Entre as principais medidas, destacam-se:<\/p>\n\n\n\n<p>Revis\u00e3o de estruturas de custos: as empresas est\u00e3o revisando suas estruturas de custos para identificar \u00e1reas onde possam aumentar a efici\u00eancia e reduzir despesas, incluindo a renegocia\u00e7\u00e3o de contratos e a otimiza\u00e7\u00e3o de processos de compra.<\/p>\n\n\n\n<p>Adapta\u00e7\u00e3o ao novo cen\u00e1rio tribut\u00e1rio: investimentos em compliance e consultoria tribut\u00e1ria est\u00e3o sendo considerados essenciais para garantir que as empresas se adaptem corretamente \u00e0s novas exig\u00eancias, minimizando riscos de penalidades e otimiza\u00e7\u00e3o do uso de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Diversifica\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e produtos: algumas empresas est\u00e3o explorando a diversifica\u00e7\u00e3o de seus portf\u00f3lios para compensar poss\u00edveis aumentos de custos em \u00e1reas espec\u00edficas, fortalecendo segmentos menos impactados pela reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>Advocacy e di\u00e1logo com o governo: setores organizados do segmento de sa\u00fade est\u00e3o engajados em a\u00e7\u00f5es de advocacy junto ao governo para influenciar a regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma e preservar incentivos fiscais cruciais para o setor.<\/p>\n\n\n\n<p>Percep\u00e7\u00e3o dos investidores<\/p>\n\n\n\n<p>Os investidores est\u00e3o apreensivos quanto ao impacto da Reforma Tribut\u00e1ria no setor de sa\u00fade. A perspectiva de redu\u00e7\u00e3o da lucratividade, devido ao aumento dos custos operacionais, pode desestimular novos investimentos e a expans\u00e3o de empresas no setor. A incerteza regulat\u00f3ria e a possibilidade de uma maior carga tribut\u00e1ria contribuem para um ambiente de cautela, onde a viabilidade de novos projetos e expans\u00f5es \u00e9 cuidadosamente reavaliada.<\/p>\n\n\n\n<p>A Reforma Tribut\u00e1ria apresenta tanto desafios quanto oportunidades para as companhias de sa\u00fade no Brasil. Embora a unifica\u00e7\u00e3o de tributos e a poss\u00edvel elimina\u00e7\u00e3o de Incentivos Fiscais representem riscos para o lucro, estrat\u00e9gias eficazes de adapta\u00e7\u00e3o, como a revis\u00e3o de custos e a diversifica\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, podem ajudar as empresas a mitigar os impactos e encontrar novas oportunidades no cen\u00e1rio p\u00f3s-reforma. A capacidade de adapta\u00e7\u00e3o e a proatividade no di\u00e1logo com o governo ser\u00e3o cruciais para garantir a sustentabilidade e o crescimento desse setor em um ambiente tribut\u00e1rio mais simplificado, por\u00e9m ainda muito complexo.<\/p>\n\n\n\n<p>Autor: Jo\u00e3o Eloi Olenike, presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-grana-news wp-block-embed-grana-news\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"bzt3kkVfi1\"><a href=\"https:\/\/blog.grana.capital\/2024\/09\/10\/impactos-da-reforma-tributaria-no-setor-de-saude-por-joao-eloi-olenike\/\">Impactos da Reforma Tribut\u00e1ria no setor de sa\u00fade | Por Jo\u00e3o Eloi Olenike<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Impactos da Reforma Tribut\u00e1ria no setor de sa\u00fade | Por Jo\u00e3o Eloi Olenike&#8221; &#8212; Grana News\" src=\"https:\/\/blog.grana.capital\/2024\/09\/10\/impactos-da-reforma-tributaria-no-setor-de-saude-por-joao-eloi-olenike\/embed\/#?secret=kgI4Rnik3Q#?secret=bzt3kkVfi1\" data-secret=\"bzt3kkVfi1\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Complexidade do sistema tribut\u00e1rio faz empresas pagarem mais<\/strong><strong><br><\/strong>Data:&nbsp; 12\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT) revelou que, em 2022, aproximadamente 95% das empresas brasileiras pagaram mais impostos do que deveriam. Esse fen\u00f4meno \u00e9 atribu\u00eddo \u00e0 extrema complexidade do sistema tribut\u00e1rio brasileiro, que possui milhares de normas federais, estaduais e municipais. As empresas, muitas vezes, enfrentam dificuldades para interpretar e aplicar corretamente essas normas, o que acaba resultando em pagamento indevido de tributos como ICMS, IPI, PIS e COFINS.<\/p>\n\n\n\n<p>A complexidade tamb\u00e9m se reflete nas diferentes al\u00edquotas que variam conforme a atividade empresarial (CNAE), o tipo jur\u00eddico da empresa e o regime tribut\u00e1rio. Esse cen\u00e1rio \u00e9 refor\u00e7ado pelo fato de que o Brasil possui 1.332 atividades empresariais, 89 tipos jur\u00eddicos e 5 regimes tribut\u00e1rios distintos, tornando a tributa\u00e7\u00e3o um verdadeiro labirinto legal para a maioria das empresas\u200b (<a href=\"https:\/\/ibpt.com.br\/contabilidade-soma-mais-de-r-100-milhoes-com-recuperacao-tributaria-de-clientes\/\">IBPT<\/a>)\u200b.<\/p>\n\n\n\n<p>Roger Mitchel, diretor da&nbsp;<a href=\"https:\/\/contabilidadeinternacional.com\/\">Contabilidade Internacional<\/a>, afirma que \u201cO Brasil tem 1.332 Atividades Empresariais CNAE (Classifica\u00e7\u00e3o Nacional de Atividades Econ\u00f4micas), 89 tipos jur\u00eddicos, 5 regimes tribut\u00e1rios e mais de 100 impostos variados, deixando tudo muito complicado. S\u00e3o impostos municipais, estaduais e federais, e as al\u00edquotas desses impostos variam para cada CNAE, cada tipo jur\u00eddico e cada regime tribut\u00e1rio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O Sistema Operacional Fiscal com Intelig\u00eancia Artificial (SOFIA) organiza esse quebra-cabe\u00e7a extremamente complexo, garantindo seguran\u00e7a jur\u00eddica, economia tribut\u00e1ria e conformidade legal\u201d, explica Roger.<\/p>\n\n\n\n<p>O SOFIA \u00e9 um software desenvolvido pela empresa brasileira Contabilidade Internacional para ajudar empresas nacionais e estrangeiras a encontrar os melhores caminhos no complexo sistema tribut\u00e1rio brasileiro, al\u00e9m de alternativas em outros 33 pa\u00edses. Criado com base na intelig\u00eancia artificial, o SOFIA oferece uma vis\u00e3o ampla e globalizada das opera\u00e7\u00f5es financeiras de uma pessoa f\u00edsica ou de uma empresa, sendo capaz de integrar as fun\u00e7\u00f5es de Web Crawler, ERP e CRM tribut\u00e1rio e jur\u00eddico, conforme fonte oficial da pr\u00f3pria empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao coletar, processar e interpretar mais de 1.700 dados em todo o conjunto de leis e impostos de diferentes cidades, estados e pa\u00edses, a plataforma analisa cen\u00e1rios e indica caminhos que garantam \u00e0s empresas e indiv\u00edduos uma gest\u00e3o fiscal otimizada, nacional e internacionalmente. Em modo ativo desde 2017, j\u00e1 s\u00e3o 7 mil usu\u00e1rios entre pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas, no Brasil e em 34 outros pa\u00edses, inclusive nos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>A plataforma auxilia o contribuinte a evitar pagar mais impostos do que necess\u00e1rio, al\u00e9m de cumprir qualquer obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e a obedecer a todas as normas. \u201cO SOFIA coleta todo o conjunto de leis e impostos de todos os munic\u00edpios e estados do Brasil e compara com os equivalentes dos Estados Unidos, por exemplo, para apontar o melhor cen\u00e1rio tribut\u00e1rio e jur\u00eddico, seja para um brasileiro&nbsp;<a href=\"https:\/\/contabilidadeinternacional.com\/abrir-empresa-nos-eua\/\">abrir empresa nos EUA<\/a>&nbsp;ou&nbsp;<a href=\"https:\/\/contabilidadeinternacional.com\/comprar-casa-nos-eua\/\">comprar uma casa nos Estados Unidos<\/a>&nbsp;e financiar um im\u00f3vel de temporada na Disney ou para uma empresa americana importar servi\u00e7os ou produtos brasileiros. E essas s\u00e3o apenas duas das poss\u00edveis aplica\u00e7\u00f5es do SOFIA\u201d, explica Roger.<\/p>\n\n\n\n<p>O executivo afirma que a plataforma facilita o acesso \u00e0 contabilidade, tanto nacional quanto internacional, eliminando a necessidade de grandes investimentos em consultorias especializadas. A interface do sistema e os relat\u00f3rios detalhados permitem uma gest\u00e3o fiscal simplificada, al\u00e9m de fornecer informa\u00e7\u00f5es sobre as implica\u00e7\u00f5es fiscais e jur\u00eddicas de suas atividades e opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m desse diagn\u00f3stico inicial, a cada nova legisla\u00e7\u00e3o adicionada, altera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria ou caso de uso, o sistema se atualiza. Esse ciclo de aprendizado e adapta\u00e7\u00e3o constante, caracter\u00edstico da IA, assegura que o SOFIA permane\u00e7a atualizado diante das mudan\u00e7as globais, oferecendo \u00e0s empresas uma solu\u00e7\u00e3o fiscal que atende suas necessidades atuais e futuras, como \u00e9 o caso da Reforma Tribut\u00e1ria no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/patrocinado\/dino\/noticia\/2024\/09\/12\/complexidade-do-sistema-tributario-faz-empresas-pagarem-mais.ghtml\">https:\/\/oglobo.globo.com\/patrocinado\/dino\/noticia\/2024\/09\/12\/complexidade-do-sistema-tributario-faz-empresas-pagarem-mais.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF voltar\u00e1 a julgar validade da trava de 30% na extin\u00e7\u00e3o de empresa<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 17\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julgar\u00e1 a partir desta sexta-feira (20\/9), em plen\u00e1rio virtual, a possibilidade de se afastar a trava de 30% para aproveitamento de preju\u00edzo fiscal do IRPJ e base negativa da CSLL em caso de extin\u00e7\u00e3o da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>O placar est\u00e1 em 1&#215;0 no plen\u00e1rio virtual com o voto do relator, o ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, pelo afastamento da trava, ou seja, favor\u00e1vel aos contribuintes. Depois, o pr\u00f3prio Mendon\u00e7a pediu destaque da discuss\u00e3o, ou seja, levou-a para o julgamento presencial. Agora, o destaque foi cancelado e o debate seguir\u00e1 no formato virtual. A discuss\u00e3o se d\u00e1 no RE 1.425.640 (AgRg).<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes defendem que a discuss\u00e3o sobre a trava de 30% no momento da extin\u00e7\u00e3o da empresa deveria ser objeto de um distinguish pelo STF com rela\u00e7\u00e3o ao Tema 117, que prev\u00ea que \u201c\u00e9 constitucional a limita\u00e7\u00e3o do direito de compensa\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos fiscais do IRPJ e da base de c\u00e1lculo negativa da CSLL\u201d. Ou seja, para as empresas, deveria ser aberta uma exce\u00e7\u00e3o para permitir o aproveitamento sem a trava quando a empresa est\u00e1 para ser extinta, j\u00e1 que n\u00e3o haver\u00e1 outra oportunidade de utiliza\u00e7\u00e3o do preju\u00edzo fiscal e base negativa no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, nos julgamentos envolvendo a extin\u00e7\u00e3o, os ministros do STF v\u00eam ou aplicando o Tema 117, ou afirmando que a discuss\u00e3o \u00e9 infraconstitucional. No RE 1425640, em maio, o ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a afirmou, em voto favor\u00e1vel aos contribuintes, que deve ser feita uma exce\u00e7\u00e3o \u00e0 trava para o caso de extin\u00e7\u00e3o da empresa. Por\u00e9m, em decis\u00e3o monocr\u00e1tica recente, no ARE 1492100, Mendon\u00e7a defendeu a tese de que a discuss\u00e3o \u00e9 infraconstitucional. Assim, \u00e9 incerto se o ministro manter\u00e1 a posi\u00e7\u00e3o no retorno do caso \u00e0 pauta da 2\u00aa Turma.<br>Al\u00e9m de Mendon\u00e7a, integram a 2\u00aa Turma os ministros Edson Fachin, Gilmar Mendes, Nunes Marques e Dias Toffoli. Entre eles, o ministro Edson Fachin era o \u00fanico antes de Mendon\u00e7a que j\u00e1 havia votado a favor de afastar a trava em caso de extin\u00e7\u00e3o da empresa, em 2019. No RE 1357308, o ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a votou com os outros ministros para manter a limita\u00e7\u00e3o e Fachin ficou vencido por 4&#215;1. No voto proferido em maio, Mendon\u00e7a alterou sua posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o, ele afirmou que a aplica\u00e7\u00e3o da trava de 30% pressup\u00f5e a continuidade da empresa, a qual, somente assim, teria seus preju\u00edzos compensados ao longo do tempo. Por\u00e9m, com a extin\u00e7\u00e3o, deixa de existir a pessoa jur\u00eddica que estaria apta a recuperar os valores reconhecidamente devidos. Assim, segundo Mendon\u00e7a, a reten\u00e7\u00e3o dos valores mesmo diante do encerramento da sociedade empres\u00e1ria geraria enriquecimento sem causa do fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a advogada Nina Pencak, s\u00f3cia do Mannrich e Vasconcelos Advogados, o voto do ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a em maio \u00e9 um dos poucos favor\u00e1veis aos contribuintes na mat\u00e9ria entre os ministros do STF. &#8220;No pr\u00f3prio Tema 117, o ministro Fachin ficou vencido. Mas ele entendeu que a trava era inconstitucional em qualquer hip\u00f3tese, principalmente na extin\u00e7\u00e3o&#8221;, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada defendeu ainda a afeta\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia \u00e0 sistem\u00e1tica da repercuss\u00e3o geral. Com o retorno da discuss\u00e3o \u00e0 pauta, Pencak afirma que os tributaristas est\u00e3o \u201cesperan\u00e7osos\u201d. \u201cEstamos esperan\u00e7osos, mas sabemos que h\u00e1 um background desfavor\u00e1vel aos contribuintes\u201d, comentou.<br><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-voltara-a-julgar-validade-da-trava-de-30-na-extincao-de-empresa\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-voltara-a-julgar-validade-da-trava-de-30-na-extincao-de-empresa<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF julgar\u00e1 com repercuss\u00e3o geral contribui\u00e7\u00e3o ao Senar sobre exporta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceram a repercuss\u00e3o geral na discuss\u00e3o sobre a incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o ao Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) sobre as receitas de exporta\u00e7\u00e3o. O plen\u00e1rio virtual acompanhou a posi\u00e7\u00e3o do relator, ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, de que a quest\u00e3o tem relev\u00e2ncia jur\u00eddica e deve ser objeto de debate entre os ministros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, Mendon\u00e7a afirma que h\u00e1 diverg\u00eancia entre os ministros do STF sobre a natureza da contribui\u00e7\u00e3o ao Senar, se \u00e9 uma contribui\u00e7\u00e3o social ou uma contribui\u00e7\u00e3o de interesse de categoria profissional. Caso se trate de contribui\u00e7\u00e3o social, o Senar se enquadraria na imunidade prevista no artigo 149, par\u00e1grafo 2\u00ba, inciso I, da Constitui\u00e7\u00e3o, que prev\u00ea a impossibilidade de cobran\u00e7a das contribui\u00e7\u00f5es sociais e de interven\u00e7\u00e3o no dom\u00ednio econ\u00f4mico sobre as receitas de exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que sobressai, neste e noutros feitos pendentes de aprecia\u00e7\u00e3o definitiva pelos eminentes membros desta Suprema Corte, \u00e9 a compreens\u00e3o sobre a esp\u00e9cie da contribui\u00e7\u00e3o ao Senar em face da regra de imunidade das contribui\u00e7\u00f5es sociais e de contribui\u00e7\u00f5es de interven\u00e7\u00e3o no dom\u00ednio econ\u00f4mico incidentes sobre as receitas decorrentes de exporta\u00e7\u00f5es\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ministro, o reconhecimento da repercuss\u00e3o geral na discuss\u00e3o contribuir\u00e1 para o debate entre os ministros e com a sociedade. Mendon\u00e7a destaca que, embora alguns ministros j\u00e1 tenham se posicionado sobre a qualidade da contribui\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 necess\u00e1rio que a Corte estabele\u00e7a um posicionamento uniforme.<br>Nesse sentido, Mendon\u00e7a refor\u00e7a que a quest\u00e3o \u00e9 de relev\u00e2ncia jur\u00eddica \u201cnot\u00f3ria\u201d e processos sobre o tema \u201cavolumam-se\u201d nos gabinetes do STF. \u201cInforma\u00e7\u00f5es trazidas pela Frente Parlamentar da Agropecu\u00e1ria indicam impacto de 54% na arrecada\u00e7\u00e3o, em valor pr\u00f3ximo de um bilh\u00e3o de reais. Enfim, tudo a sobejamente demonstrar o preenchimento dos requisitos da repercuss\u00e3o geral\u201d, considerou.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00e7\u00e3o tramita como RE 1.310.691 (Tema 1320).<br><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-julgara-com-repercussao-geral-contribuicao-ao-senar-sobre-exportacao\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-julgara-com-repercussao-geral-contribuicao-ao-senar-sobre-exportacao<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita atualiza regras da e-Financeira e amplia obrigatoriedade para novas entidades<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 18\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Receita Federal do Brasil (RFB) publicou a Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 2.219, de 17 de setembro de 2024, que atualiza as regras da e-Financeira e amplia a obrigatoriedade de envio de informa\u00e7\u00f5es para novas entidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, al\u00e9m das institui\u00e7\u00f5es financeiras tradicionais, entidades como administradoras de cart\u00e3o de cr\u00e9dito e institui\u00e7\u00f5es de pagamento devem enviar informa\u00e7\u00f5es por meio da e-Financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>A e-Financeira tamb\u00e9m passa a incorporar dados anteriormente coletados pela Decred, que ser\u00e1 descontinuada a partir de janeiro de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa amplia\u00e7\u00e3o e atualiza\u00e7\u00e3o das regras foi previamente apresentada a entidades e interessados. No dia 4 de junho, foi realizada uma live com mais de 700 participantes, entre eles a Febraban e ABIPAG (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Institui\u00e7\u00f5es de Pagamento). No link e-Financeira &#8211; Apresenta\u00e7\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es para 2025 (rfb.gov.br) constam mais detalhes.<\/p>\n\n\n\n<p>As medidas visam aprimorar o controle e fiscaliza\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es financeiras, garantindo uma maior coleta de dados. Al\u00e9m disso, refor\u00e7am os compromissos internacionais do Brasil no \u00e2mbito do Padr\u00e3o de Declara\u00e7\u00e3o Comum (CRS), contribuindo para o combate \u00e0 evas\u00e3o fiscal e promovendo a transpar\u00eancia nas opera\u00e7\u00f5es financeiras globais.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita informa que ser\u00e3o disponibilizados leiautes e manuais no site do Sped para auxiliar no processo de implementa\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/setembro\/receita-atualiza-regras-da-e-financeira-e-amplia-obrigatoriedade-para-novas-entidades\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/setembro\/receita-atualiza-regras-da-e-financeira-e-amplia-obrigatoriedade-para-novas-entidades<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Decis\u00e3o do STJ sobre stock options pode esvaziar transa\u00e7\u00e3o sobre o tema<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 18\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 duplamente amarga para a Uni\u00e3o a decis\u00e3o, tomada pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) no \u00faltimo dia 11, de tributar de uma forma mais ben\u00e9fica aos contribuintes as stock options. Al\u00e9m de significar uma redu\u00e7\u00e3o de tributa\u00e7\u00e3o a longo prazo, o entendimento pode esvaziar uma das transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias do Programa de Transa\u00e7\u00e3o Integral (PTI), divulgado pela Fazenda no final de agosto e ainda pendente de regulamenta\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O PTI prev\u00ea a abertura de pelo menos 17 transa\u00e7\u00f5es relacionadas a grandes temas em discuss\u00e3o na Justi\u00e7a e na esfera administrativa, com expectativa de arrecada\u00e7\u00e3o de R$ 30 bilh\u00f5es, de acordo com o Projeto de Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual (PLOA) de 2025. Entre eles est\u00e3o a incid\u00eancia de Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica (IRPF) e de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre as stock options.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do STJ abarca parte do assunto, ao abranger o IRPF. Com base na tese firmada pela Corte, entretanto, interlocutores pr\u00f3ximos ao tema imaginam que, futuramente, o mesmo entendimento deve ser tomado para a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria. Assim, desistir de casos para aderir \u00e0 transa\u00e7\u00e3o sobre esse tema pode se demonstrar pouco vantajoso aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber quanto dos R$ 30 bilh\u00f5es corresponde \u00e0 tese das stock options. De acordo com uma fonte da Fazenda, o tema, em termos de valor, n\u00e3o \u00e9 o maior entre os previstos no PTI. H\u00e1, por\u00e9m, um n\u00famero relevante de a\u00e7\u00f5es sobre o assunto em tramita\u00e7\u00e3o. Em 2023, quando a controv\u00e9rsia foi indicada como repetitiva no STJ, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informou que constavam mais de 500 processos sobre a controv\u00e9rsia na Justi\u00e7a Federal. O n\u00famero n\u00e3o abarca a esfera administrativa, na qual \u00e9 frequente o debate sobre a natureza das stock options.<\/p>\n\n\n\n<p>Entendimento sob o rito dos repetitivos<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 11, ap\u00f3s analisar os REsps 2069644\/SP e 2074564\/SP (Tema 1226), a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ considerou que as stock options \u2013 op\u00e7\u00f5es de compra de a\u00e7\u00f5es oferecidas por companhias como forma de reter ou atrair funcion\u00e1rios \u2013 n\u00e3o t\u00eam car\u00e1ter remunerat\u00f3rio. Ainda, para a maioria dos ministros, a tributa\u00e7\u00e3o pelo IRPF deve ser feita apenas no momento em que h\u00e1 a venda das a\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que \u00e9 neste momento em que h\u00e1 acr\u00e9scimo patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento foi tomado sob o rito dos recursos repetitivos, o que significa que a posi\u00e7\u00e3o vincula o Judici\u00e1rio \u2013 com exce\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF) \u2013 e o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o pode recorrer da decis\u00e3o por meio de embargos de declara\u00e7\u00e3o, que dificilmente alteram o m\u00e9rito dos casos, ou tentar levar o assunto ao Supremo. Mesmo que, em um cen\u00e1rio hipot\u00e9tico, o STF altere o que o STJ decidiu, por\u00e9m, at\u00e9 l\u00e1 o que vale \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o tomada no repetitivo. Ou seja, a tend\u00eancia \u00e9 que todos os processos sobre stock options, desde que se encaixem nos termos da decis\u00e3o do STJ, sejam julgados de forma favor\u00e1vel aos contribuintes na Justi\u00e7a e na esfera administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, h\u00e1 um processo indicado como candidato a ser julgado sob o rito dos repetitivos, o REsp 2161509. Pela forma como a tese relacionada ao IRPF foi fixada pelo STJ, entretanto, tributaristas imaginam que o resultado em rela\u00e7\u00e3o ao tributo tamb\u00e9m seja favor\u00e1vel aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento tem como base o fato de o STJ ter reconhecido que as stock options n\u00e3o t\u00eam car\u00e1ter salarial. A decorr\u00eancia l\u00f3gica desse posicionamento, para tributaristas, seria o afastamento tamb\u00e9m da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, que incide sobre a remunera\u00e7\u00e3o do trabalhador.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator dos recursos analisados no dia 11 pelo STJ, ministro S\u00e9rgio Kukina, chegou a afirmar durante a apresenta\u00e7\u00e3o de seu voto que baseou seu entendimento na posi\u00e7\u00e3o do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que tem efeitos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFui me abeberar tamb\u00e9m na jurisprud\u00eancia da Corte trabalhista, que, de algum modo, se consolidou no sentido de n\u00e3o reconhecer o car\u00e1ter remunerat\u00f3rio [das stock options], inclusive para fins de incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, que n\u00e3o est\u00e1 em causa [no julgamento do STJ]\u201d, afirmou Kukina.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, tributaristas acreditam que h\u00e1 pouco espa\u00e7o para que, apesar da fixa\u00e7\u00e3o do texto, os contribuintes tenham que recorrer ao Judici\u00e1rio ou \u00e0 esfera administrativa para provar que o repetitivo se aplica aos seus casos concretos. Antes do julgamento sobre stock options no STJ, um dos temores era que, em caso de decis\u00e3o favor\u00e1vel aos contribuintes, fosse fixada uma tese muito espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o texto redigido, na opini\u00e3o de fontes pr\u00f3ximas ao caso, deixa claro que as stock options, independentemente das peculiaridades do caso concreto, n\u00e3o t\u00eam car\u00e1ter salarial. \u201c[A tese] prev\u00ea de forma bem clara a natureza mercantil [dos planos de stock options] e est\u00e1 focada no momento da ocorr\u00eancia do fato gerador do Imposto de Renda, que independe da natureza jur\u00eddica nesse caso, pois n\u00e3o h\u00e1 disponibilidade de renda no exerc\u00edcio\u201d, afirma a advogada Tha\u00eds Veiga Shingai, s\u00f3cia de Mannrich e Vasconcelos Advogados e consultora t\u00e9cnica da Abrasca. A entidade atua como amicus curiae no repetitivo.<br><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/coluna-barbara-mengardo\/decisao-do-stj-sobre-stock-options-pode-esvaziar-transacao-sobre-o-tema\">https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/coluna-barbara-mengardo\/decisao-do-stj-sobre-stock-options-pode-esvaziar-transacao-sobre-o-tema<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Governo reabre programa de repatria\u00e7\u00e3o de recursos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Pessoas f\u00edsicas e empresas t\u00eam 90 dias para aderir ao novo programa de regulariza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria do governo federal. Publicada na ter\u00e7a-feira, a Lei n\u00ba 14.973 reabre o prazo para a ades\u00e3o ao Regime Especial de Regulariza\u00e7\u00e3o Geral de Bens Cambial e Tribut\u00e1ria (RERCT-Geral). Dessa vez, al\u00e9m da repatria\u00e7\u00e3o de bens n\u00e3o declarados no exterior, ser\u00e1 poss\u00ed vel regularizar rendimentos n\u00e3o declarados no Brasil. Especialistas ainda entendem que pol\u00edticos e parentes passam a poder aderir ao programa.<br>Na pr\u00e1tica, a norma permite que esses recursos sejam regularizados com o pagamento de 15% de Imposto de Renda e 15% de multa. Em condi\u00e7\u00f5es normais, no caso de pessoa f\u00edsica, o IR poderia chegar a 27,5% e a multa, ap\u00f3s autua\u00e7\u00e3o, a 75%.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira edi\u00e7\u00e3o do RERCT aconteceu no ano de 2016 e gerou arrecada\u00e7\u00e3o de R$ 45 bilh\u00f5es. No ano seguinte, houve uma segunda rodada, que arrecadou bem menos do que o esperado. Agora, a Receita Federal n\u00e3o informa quanto pretende receber por meio do programa mas, como ele est\u00e1 mais abrangente, o mercado o considera como mais um meio de o governo federal alcan\u00e7ar o d\u00e9ficit zero.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova legisla\u00e7\u00e3o s\u00f3 especifica mudan\u00e7as na data de corte dos recursos que podem ser abrangidos pelo RERCT. Agora \u00e9 31 de dezembro de 2023. Mas, segundo a Receita Federal, detalhes vir\u00e3o na regulamenta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a especialista Tha\u00eds Fran\u00e7oso, do escrit\u00f3rio FF Advogados, s\u00f3 depois que aderiram ao programa de repatria\u00e7\u00e3o muitos perceberam que deixaram alguns ativos de fora, mas n\u00e3o podiam fazer a retifica\u00e7\u00e3o. \u201cOutros optaram por n\u00e3o aderir em 2016 por uma incerteza com o que aconteceria de fato\u201d, afirma. Havia temor, acrescenta, principalmente em rela\u00e7\u00e3o a eventuais consequ\u00eancias na esfera penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Tha\u00eds explica que quem n\u00e3o tinha declarado ativos dever\u00e1 pagar s\u00f3 os 15% de IR sobre o seu valor atualizado, at\u00e9 31 dezembro de 2023, e a multa de 15%. E quem descobriu que declarou de forma incompleta no RERCT recolher\u00e1 esses mesmos percentuais sobre o valor da complementa\u00e7\u00e3o. \u201cNesse caso, por\u00e9m, ser\u00e1 somada uma multa morat\u00f3ria de 20%\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ficar 100% regular, a advogada afirma que rendimentos e frutos de ativos l\u00e1 fora, de 31 de dezembro de 2023 at\u00e9 a data da ades\u00e3o ao programa, poder\u00e3o ser enquadrados pela den\u00fancia espont\u00e2nea. \u201cAssim sobre esse valor espec\u00edfico incidir\u00e1 apenas o IR e os juros Selic, sem multa\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, muitas das quest\u00f5es debatidas em 2016 e 2017 devem se repetir, segundo Tha\u00eds. Por exemplo, apesar da possibilidade de repatria\u00e7\u00e3o de ativos em nome de terceiros l\u00e1 fora, desde que se comprove a rela\u00e7\u00e3o entre os envolvidos, se houver transfer\u00eancia de titularidade, poder\u00e1 haver cobran\u00e7a de ITCMD pelos governos estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, pessoas f\u00edsicas que, ap\u00f3s regularizarem offshore no exterior pelo RERCT, pagarem at\u00e9 22,5% de Imposto de Renda sobre o valor decorrente da extin\u00e7\u00e3o da sociedade, por considerar esse dinheiro como \u201cganho de capital\u201d, ser\u00e3o autuadas. Segundo a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta da Coordenadoria-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit) da Receita n\u00ba 678, o montante restitu\u00eddo \u00e9 \u201crendimento\u201d. Portanto, o IR \u00e9 o da tabela progressiva de at\u00e9 27,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada tamb\u00e9m aponta que continua a import\u00e2ncia de se fazer um dossi\u00ea que comprove a licitude dos valores repatriados para o caso de uma eventual fiscaliza\u00e7\u00e3o. \u201cO \u00f4nus da prova para demonstrar que a declara\u00e7\u00e3o do contribuinte \u00e9 falsa \u00e9 da Receita Federal, mas ele pode ser fiscalizado por cinco anos\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a ades\u00e3o de pol\u00edticos, funcion\u00e1rios p\u00fablicos e os respectivos parentes, a advogada Priscila Farisco, do Viseu Advogados, aponta que a nova legisla\u00e7\u00e3o faz remiss\u00e3o ao RERCT de 2016, mas se refere especificamente a alguns artigos, n\u00e3o inteiramente \u00e0 Lei 13.254, \u201cassim \u00e9 poss\u00edvel interpretar que a veda\u00e7\u00e3o que se referia a pol\u00edticos e parentes n\u00e3o existe mais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Priscila, o RERCT ser\u00e1 \u00fatil especialmente para essas pessoas e para quem precisar complementar a repatria\u00e7\u00e3o. \u201cO sistema n\u00e3o permitia a declara\u00e7\u00e3o de ativos no RERCT, por exemplo, por pessoas em processo de malha fina, quando o programa foi aberto pela primeira vez\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ativo que poder\u00e1 ser declarado agora, diz Priscila, s\u00e3o criptomoedas. \u201cA transfer\u00eancia para exchange no exterior n\u00e3o pede declara\u00e7\u00e3o dos ativos no pa\u00eds da pessoa f\u00edsica\u201d, afirma ela, acrescentando que, em rela\u00e7\u00e3o a outros ativos, isso mudou. \u201cBancos e fiduci\u00e1rios passaram a exigir a declara\u00e7\u00e3o de ativos no pa\u00eds de origem\u201d, afirma. Segundo ela, isso acontece porque v\u00e1rios pa\u00edses celebraram acordos de troca de informa\u00e7\u00f5es, especialmente para evitar a entrada de dinheiro de tr\u00e1fico ou terrorismo, ap\u00f3s a trag\u00e9dia de 11 de setembro.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Caio Morato, advogado tributarista do Rayes &amp; Fagundes Advogados Associados, destaca a possibilidade de regulariza\u00e7\u00e3o de rendimentos resultantes de opera\u00e7\u00f5es realizadas no Brasil, como empr\u00e9stimos com juros, venda de im\u00f3veis, de embarca\u00e7\u00f5es ou aeronaves e aquisi\u00e7\u00e3o de cotas de fundos de investimento, sem declara\u00e7\u00e3o \u00e0 Receita Federal. \u201cO RERCT permite que a pessoa f\u00edsica recolha o IR sobre esses rendimentos com al\u00edquota de 15% mais multa de 15%, em vez de al\u00edquota de 27,5% de IR mais 75% de multa, no caso de autua\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>O ideal, afirma Morato, \u00e9 j\u00e1 come\u00e7ar a passar um pente fino nas opera\u00e7\u00f5es, calcular o IR e a multa e reservar o dinheiro, mas esperar a regulamenta\u00e7\u00e3o da Receita, \u201co que deve ser publicado logo porque o prazo para ades\u00e3o ao programa est\u00e1 correndo desde a publica\u00e7\u00e3o da lei\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma grande preocupa\u00e7\u00e3o dos contribuintes em rela\u00e7\u00e3o ao RERCT, em 2016, eram os reflexos penais. Era a primeira vez que o Brasil aceitava a ideia de regulariza\u00e7\u00e3o isentando as pessoas de poss\u00edveis crimes que dissessem respeito a omiss\u00e3o de valores, evas\u00e3o de divisas, sonega\u00e7\u00e3o fiscal e lavagem de dinheiro. \u201cIsso aconteceu porque a lei anterior nasceu em um momento em que diversos Estados, logo ap\u00f3s a crise econ\u00f4mica de 2007, acabaram aceitando o processo de transpar\u00eancia fiscal internacional para se saber onde cada na\u00e7\u00e3o tinha nacionais com dinheiro\u201d, diz Renato Silveira, advogado e professor de direito penal da USP.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Silveira, a nova lei estabelece um novo regime de regulariza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria com o benef\u00edcio da anistia criminal. Contudo, agora, sem as travas que existiam antes, como a limita\u00e7\u00e3o a pol\u00edticos ou funcion\u00e1rios p\u00fablicos. \u201cTem uma certa l\u00f3gica a dispensa dessas travas porque hoje existe uma preocupa\u00e7\u00e3o fundamental arrecadat\u00f3ria\u201d, afirma. \u201cO que impede que isso seja questionado por algum \u00f3rg\u00e3o\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o professor, se n\u00e3o houver provas de que o dinheiro \u00e9 de origem il\u00edcita, pol\u00edticos e servidores p\u00fablicos poder\u00e3o agora aproveitar o RERCT. Por\u00e9m, para ele, o cuidado da fiscaliza\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser redobrado. \u201cPor parte dos contribuintes, uma avalia\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria-criminal daria maior garantia para a regularidade do que \u00e9 declarado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/19\/governo-reabre-programa-de-repatriacao-de-recursos.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/19\/governo-reabre-programa-de-repatriacao-de-recursos.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ vai analisar regras do Perse por meio de recursos repetitivos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu afetar como repetitivos recursos que discutem dois pontos importantes do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse): se \u00e9 necess\u00e1rio o contribuinte estar previamente inscrito no Cadastro de Prestadores de Servi\u00e7os Tur\u00edsticos (Cadastur), do Minist\u00e9rio do Turismo, para poder usufruir dos benef\u00edcios previstos e se os optantes do Simples Nacional tamb\u00e9m t\u00eam direito \u00e0 al\u00edquota zero de Imposto de Renda (IRPJ), CSLL, PIS e Cofins. Essas quest\u00f5es ser\u00e3o definidas pelos ministros da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Perse foi criado por meio da Lei n\u00ba 14.148, de 2021, para compensar os setores de eventos e turismo pelo impacto financeiro causado pelas medidas de isolamento social decretadas em raz\u00e3o da pandemia da covid-19. Al\u00e9m da al\u00edquota zero dos tributos federais, o programa estabeleceu o parcelamento de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios e de FGTS em 145 meses, com at\u00e9 70% de desconto.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a regulamenta\u00e7\u00e3o da norma que, segundo especialistas, acresceram exig\u00eancias n\u00e3o previstas, e altera\u00e7\u00f5es trazidas por novas leis do Perse &#8211; n\u00ba 14.592, de 2023, e n\u00ba 14.859, editada neste ano -, v\u00e1rios pontos do programa foram questionados na Justi\u00e7a. Esses dois abrangidos pelos recursos repetitivos, afirmam, s\u00e3o apenas parte do problema.<\/p>\n\n\n\n<p>A exig\u00eancia do Cadastur, por exemplo, foi levada ao Judici\u00e1rio antes da edi\u00e7\u00e3o das novas leis por duas associa\u00e7\u00f5es de bares e restaurantes, a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Restaurantes (ANR) e a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Foram ajuizadas, segundo o advogado que as defende, Sandro Machado dos Reis, s\u00f3cio do Bichara Advogados, quatro a\u00e7\u00f5es, duas para cada entidade &#8211; uma para empresas nos regimes do lucro presumido e real e outra para as que est\u00e3o no Simples.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, por ora, uma senten\u00e7a favor\u00e1vel ao setor, concedida pela 5\u00aa Vara Federal C\u00edvel de Belo Horizonte, que beneficia as empresas no lucro real e lucro presumido. O juiz Fabiano Verli entendeu que quando o Minist\u00e9rio da Economia, por meio da Portaria ME 7.163\/21, al\u00e9m de prever as atividades (CNAEs) habilitadas ao benef\u00edcio, estabeleceu a exig\u00eancia de pr\u00e9via regularidade no Cadastur, \u201cextrapolou o poder regulamentar atribu\u00eddo pela lei, raz\u00e3o pela qual tal disposi\u00e7\u00e3o padece de v\u00edcio\u201d (processo n\u00ba 1031844-60.2022.4.01.3800).<\/p>\n\n\n\n<p>Para Reis, ambos os temas elencados pelo STJ \u201cs\u00e3o muito relevantes para os contribuintes\u201d. Na lei [n\u00ba 14.148, de 2021], n\u00e3o houve qualquer restri\u00e7\u00e3o, especialmente no que se refere ao Cadastur\u201d, diz ele, acrescentando que, por\u00e9m, \u201co tema relativo a ilegalidade de atos infralegais que impuseram a segrega\u00e7\u00e3o de receitas n\u00e3o est\u00e1 dentre os temas afetados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Ilan Gorin, da Gorin Advocacia, lembra que esse tema estava entre os que o presidente da Comiss\u00e3o Gestora de Precedentes e de A\u00e7\u00f5es Coletivas do STJ, ministro Rogerio Schietti Cruz, listou para julgamento por meio de recursos repetitivos. Sugeriu-se abordar se a Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 2.114, de 2022, editada pela Receita Federal, teria promovido restri\u00e7\u00f5es indevidas, por excluir as optantes do Simples Nacional e dispor sobre quais receitas poderiam ser inclu\u00eddas no Perse.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o restri\u00e7\u00f5es que n\u00e3o est\u00e3o previstas na lei original do Perse\u201d, afirma o advogado, que espera que a discuss\u00e3o sobre a possibilidade de uma empresa mista ter o direito ao benef\u00edcio fiscal sobre todo o seu faturamento esteja no voto da relatora da proposta de afeta\u00e7\u00e3o, a ministra Maria Thereza de Assis Moura, que ainda ser\u00e1 publicado.<\/p>\n\n\n\n<p>Gorin ainda tem a expectativa de que sejam acrescentados ao julgamento dois temas importantes, \u201cpor estarem interligados\u201d: a omiss\u00e3o dos CNAEs das atividades indiretas e a manuten\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio original por cinco anos &#8211; discuss\u00e3o que envolve o artigo 178 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN).<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o de afetar como repetitivos os recursos sobre o Perse &#8211; seis no total- foi definida em sess\u00e3o virtual realizada entre os dias 11 e 17 (REsp 2144088). A decis\u00e3o, quando tomada, dever\u00e1 ser seguida por todas as inst\u00e2ncias do Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento do STJ, lembram advogados, pode impactar o programa de autorregulariza\u00e7\u00e3o lan\u00e7ado pela Receita Federal &#8211; Lei n\u00ba 14.859, de maio. O prazo para ades\u00e3o vai at\u00e9 18 de novembro. Podem ser inclu\u00eddos os d\u00e9bitos apurados entre mar\u00e7o de 2022 e maio deste ano do IRPJ, CSLL, PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora n\u00e3o haja estimativas de arrecada\u00e7\u00e3o ou do volume de empresas em situa\u00e7\u00e3o irregular, a Receita Federal divulgou que as isen\u00e7\u00f5es relacionadas a esse programa chegaram a R$ 7,9 bilh\u00f5es no acumulado de janeiro a junho deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Gabriel Paranagu\u00e1, s\u00f3cio do Felsberg Advogados, a afeta\u00e7\u00e3o de recursos especiais pelo STJ poder\u00e1 desestimular a ades\u00e3o por contribuintes que eventualmente sejam impactados pelo posicionamento que ser\u00e1 adotado pelos ministros. \u201cAqueles que eventualmente tenham aplicado o Perse \u00e0s atividades restringidas sem base legal, poder\u00e3o desistir de seguir com a autorregulariza\u00e7\u00e3o e aguardar a decis\u00e3o do STJ para confirmar se estavam certas ou n\u00e3o em sua interpreta\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Frederico Bastos, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio BVZ Advogados, afirma que a afeta\u00e7\u00e3o deve influenciar a decis\u00e3o principalmente dos contribuintes que est\u00e3o no regime do Simples e os que n\u00e3o tinham inscri\u00e7\u00e3o pr\u00e9via no Cadastur. \u201cIsso porque a decis\u00e3o do repetitivo recair\u00e1 sobre esses dois pontos espec\u00edficos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Eduardo Rehder Galv\u00e3o, do GBA Advogados Associados, entende, por\u00e9m, que o julgamento do STJ \u201cn\u00e3o influir\u00e1 na tomada de decis\u00e3o do empres\u00e1rio que optou l\u00e1 atr\u00e1s em correr o risco inserindo sua empresa em um programa que ele sabia que n\u00e3o fazia jus ou que ele entendia que poderia ser questionado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que aconteceu no Perse \u00e9 um fen\u00f4meno tipicamente brasileiro. Empresas sabiam que estavam aderindo a um regime tribut\u00e1rio que exigia crit\u00e9rios que elas n\u00e3o atendiam. Uma medida emergencial que foi adotada por alguns para tentar reduzir a tributa\u00e7\u00e3o, mesmo sabendo que, no futuro, poderia existir questionamentos por parte da Receita Federal. Essas empresas v\u00e3o aderir ao programa de autorregulariza\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para aderir, \u00e9 preciso quitar 50% do montante devido do imposto \u00e0 vista. O restante pode ser parcelado em at\u00e9 48 vezes. N\u00e3o incidir\u00e1 nenhum juro de mora ou multa sobre o valor devido, e as empresas podem usar o preju\u00edzo fiscal e a base de c\u00e1lculo negativa da CSLL convertido em cr\u00e9dito para abater at\u00e9 metade do valor da d\u00edvida consolidada.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/19\/stj-vai-analisar-regras-do-perse-por-meio-de-recursos-repetitivos.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/19\/stj-vai-analisar-regras-do-perse-por-meio-de-recursos-repetitivos.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Levantamento mostra quais estados ser\u00e3o mais impactados por mudan\u00e7as no ITCMD e ITCD<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes de dez estados ser\u00e3o os mais impactados pelas mudan\u00e7as nas regras referentes \u00e0&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jul-04\/a-tributacao-da-heranca-na-reforma-tributaria\/\">tributa\u00e7\u00e3o de doa\u00e7\u00f5es e heran\u00e7as<\/a>&nbsp;\u2014 o ITCMD ou ITCD. S\u00e3o eles: Alagoas, Amap\u00e1, Amazonas, Bahia, Esp\u00edrito Santo, Paran\u00e1, Piau\u00ed, Rio Grande do Norte, Roraima e S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o que revela levantamento realizado pelo escrit\u00f3rio&nbsp;Andr\u00e9 Teixeira, Rossi, Andrade, Saadi Advogados, que avaliou os efeitos de eventual eleva\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas que incidir\u00e3o sobre a transmiss\u00e3o de propriedade a t\u00edtulo de heran\u00e7a e doa\u00e7\u00e3o em estados onde o imposto \u00e9 fixo e a al\u00edquota m\u00e1xima ainda est\u00e1 distante do teto atual de 8%, percentual determinado pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>Os estados destacados no levantamento t\u00eam, atualmente, as menores al\u00edquotas do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1027535-texto-da-reforma-tributaria-altera-impostos-sobre-heranca-e-preve-ipva-sobre-jatinhos-e-iates\/\">imposto<\/a>&nbsp;sobre heran\u00e7as e doa\u00e7\u00f5es do pa\u00eds e ainda n\u00e3o adotaram a regra do imposto progressivo, estabelecida como obrigat\u00f3ria pela reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>No Amazonas, por exemplo, onde o imposto tem al\u00edquota de 2%, as novas regras podem representar para o contribuinte um aumento de at\u00e9 quatro vezes o valor do tributo atual.<br>Em Alagoas, h\u00e1 al\u00edquota fixa de 2% para doa\u00e7\u00e3o e de 4% sobre heran\u00e7as. O tributo pago pelo contribuinte, portanto, poder\u00e1 quadriplicar nas doa\u00e7\u00f5es e dobrar nos casos de heran\u00e7a. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante em outros estados que ainda n\u00e3o adotaram o imposto progressivo ou cujas al\u00edquotas m\u00e1ximas n\u00e3o estejam fixadas no teto de 8%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom a reforma, os estados que ainda n\u00e3o preveem progressividade nas suas al\u00edquotas ser\u00e3o obrigados a faz\u00ea-lo\u201d, diz o alerta o advogado&nbsp;Bernardo de Vilhena Saadi, \u00e0 frente do levantamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, todos os estados passaram a ter a possibilidade de tributar heran\u00e7as e doa\u00e7\u00f5es recebidas no exterior. Hoje cada unidade da federa\u00e7\u00e3o \u00e9 livre para estabelecer quaisquer al\u00edquotas at\u00e9 o limite de 8% estabelecido pelo Senado, mas o Projeto de Lei Complementar 108\/2024, prev\u00ea que os Estados regulamentem o que configura \u2018grande patrim\u00f4nio\u2019&nbsp;e este, necessariamente, dever\u00e1 ser submetido ao teto de 8%.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Esta regra vale tamb\u00e9m para os estados que adotaram a progressividade e cuja al\u00edquota m\u00e1xima est\u00e1 muito abaixo do teto de 8%. \u00c9 o caso do Maranh\u00e3o, cuja al\u00edquota m\u00e1xima para doa\u00e7\u00e3o \u00e9 de 2%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Todas essas mudan\u00e7as ir\u00e3o vigorar no ano seguinte \u00e0s respectivas aprova\u00e7\u00f5es em cada estado, esclarece Saadi, lembrando, ainda, que existe um Projeto de Resolu\u00e7\u00e3o que tramita no Senado com o objetivo de elevar o limite m\u00e1ximo deste imposto para 16% o que permitiria que os estados estabelecessem al\u00edquotas at\u00e9 este percentual. \u201cEssa \u00e9 uma tend\u00eancia mundial de aumento da tributa\u00e7\u00e3o sobre renda, patrim\u00f4nio, heran\u00e7as e doa\u00e7\u00f5es. As mudan\u00e7as legislativas tamb\u00e9m come\u00e7am a ser introduzidas no Brasil com esta finalidade\u201d, avalia.&nbsp;<br>Antecipa\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Para tentar fazer com que a sucess\u00e3o patrimonial pese menos no bolso, muitos contribuintes antecipam a transmiss\u00e3o do patrim\u00f4nio para pagar uma al\u00edquota menor antes do aumento, al\u00e9m dos custos adicionais relacionados a um processo de invent\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cPor meio de diversos instrumentos legais, pode-se garantir ao doador controle sobre o patrim\u00f4nio doado. H\u00e1 possibilidade, tamb\u00e9m, de aumentar ou diminuir quinh\u00f5es de herdeiros, determinar que bens cada herdeiro receber\u00e1 e estipular regras de governan\u00e7a em sociedades operacionais ou patrimoniais evitando potenciais lit\u00edgios futuros\u201d, conclui Saadi.<br><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-19\/levantamento-mostra-quais-estados-serao-mais-impactados-por-mudancas-no-itcmd-e-itcd\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-19\/levantamento-mostra-quais-estados-serao-mais-impactados-por-mudancas-no-itcmd-e-itcd\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria provoca elabora\u00e7\u00e3o de proposta de mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o penal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A aprova\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria incentivou a elabora\u00e7\u00e3o de uma proposta para a \u00e1rea penal. Um grupo de mais de 20 especialistas da FGV Direito SP &#8211; entidade que tamb\u00e9m participou da constru\u00e7\u00e3o do texto original que resultou na Emenda Constitucional n\u00ba 132, de 2023 &#8211; j\u00e1 iniciou pesquisas em outros pa\u00edses, como Espanha, Portugal, Alemanha e It\u00e1lia, para propor mudan\u00e7as na esfera penal tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos objetivos concretos da pesquisa \u00e9 afastar o entendimento de que n\u00e3o h\u00e1 crime enquanto n\u00e3o finalizado o processo administrativo tribut\u00e1rio (S\u00famula Vinculante n\u00ba 24 do Supremo Tribunal Federal). \u201cNa pr\u00e1tica, hoje, torna o crime tribut\u00e1rio imprescrit\u00edvel\u201d, afirma Heloisa Estellita, uma das coordenadoras da pesquisa, que tamb\u00e9m estudam, por exemplo, a necessidade de cria\u00e7\u00e3o de novos tipos de crimes pun\u00edveis ou aumento de penas de crimes que j\u00e1 existem.<br>A \u00edntegra da proposta da equipe da pesquisa \u201cEvas\u00e3o Fiscal: uma proposta legislativa para debate\u201d do N\u00facleo de Direito Penal e Processual Penal da FGV Direito SP dever\u00e1 estar dispon\u00edvel ao p\u00fablico em at\u00e9 dois anos. A ideia \u00e9 que ela seja abra\u00e7ada por algum parlamentar para ser transformada em projeto de lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tribut\u00e1ria, institu\u00edda pela Emenda Constitucional n\u00ba 132, aprovada no fim do ano passado, tem como principal objetivo simplificar o atual sistema. Ela cria, por exemplo, o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e a Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) para ficar no lugar do ICMS, ISS, PIS e Cofins. Agora, a regulamenta\u00e7\u00e3o est\u00e1 em discuss\u00e3o no Congresso: os projetos de lei complementar (PLPs) n\u00ba 68 e n\u00ba 108.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das medidas da reforma tribut\u00e1ria que pode impactar os contribuintes na esfera penal, aponta Heloisa, \u00e9 que o contribuinte vai passar a receber dinheiro do Estado. Isso porque a compensa\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais ser\u00e1 feita por meio de repasses do governo \u00e0s empresas. \u201cFraudes que ocorreram nos pa\u00edses europeus devem acontecer aqui, como opera\u00e7\u00e3o simulada para gerar direito \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o de IVA\u201d, diz ela. \u201cPoder\u00e1 ser necess\u00e1ria a cria\u00e7\u00e3o de novos tipos penais\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>O PLP 68, j\u00e1 aprovado na C\u00e2mara dos Deputados e em discuss\u00e3o no Senado, cria uma esp\u00e9cie de nova representa\u00e7\u00e3o para fins penais para o caso espec\u00edfico de apura\u00e7\u00e3o de irregularidade da lei tribut\u00e1ria (artigo 395). Segundo o dispositivo, a Receita Federal deve informar ao Minist\u00e9rio P\u00fablico a suspeita de pr\u00e1tica de crime tribut\u00e1rio em at\u00e9 10 dias ap\u00f3s a emiss\u00e3o do auto de infra\u00e7\u00e3o relativo \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais do ICMS na transi\u00e7\u00e3o para o novo sistema CBS\/IBS. Por\u00e9m, esse mecanismo j\u00e1 existe na Lei n\u00ba 9.430\/96 (artigo 83) e poderia gerar duplicidade de investiga\u00e7\u00f5es penais.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Heloisa, se estuda uma puni\u00e7\u00e3o diferenciada na fase de transi\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, per\u00edodo de sete anos durante o qual o contribuinte ter\u00e1 que conviver com dois sistemas tribut\u00e1rios diferentes ao mesmo tempo. \u201cNa It\u00e1lia, por exemplo, em caso de controv\u00e9rsia, a infra\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 punida na esfera penal, s\u00f3 no \u00e2mbito administrativo\u201d, d iz a advogada.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Espanha, segundo Fernanda Vilares, tamb\u00e9m coordenadora da pesquisa e procuradora da Fazenda Nacional, h\u00e1 uma cl\u00e1usula de aumento da pena para o crime de fraude \u00e0 execu\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. O tema tamb\u00e9m est\u00e1 na pauta da pesquisa. \u201cA experi\u00eancia de atua\u00e7\u00e3o como procuradora e gestora de d\u00edvida nos deu a convic\u00e7\u00e3o de que as empresas usam o n\u00e3o pagamento como estrat\u00e9gia de neg\u00f3cio. Atualmente, nosso problema s\u00e3o os grandes planejamentos que tentam maquiar as opera\u00e7\u00f5es ou estrat\u00e9gias de blindagem patrimonial\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, ao contr\u00e1rio do que acontece hoje, uma nova norma poder\u00e1 delimitar melhor quais administradores podem ser acusados de crime. \u201cN\u00e3o \u00e9 um problema da reforma, mas n\u00e3o existe norma no Brasil para determinar a transfer\u00eancia da responsabilidade penal para o administrador de fato, como h\u00e1 na Alemanha, Espanha e It\u00e1lia\u201d, diz Heloisa. \u201cA consequ\u00eancia, hoje, no pa\u00eds, \u00e9 que o Minist\u00e9rio P\u00fablico direciona a investiga\u00e7\u00e3o a todos os dirigentes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Uma nova legisla\u00e7\u00e3o, afirma Heloisa Estellita, pode evitar que quem n\u00e3o tem nada a ver com a fraude n\u00e3o seja mais for\u00e7ado a fazer acordo com o MP, mesmo sem responsabilidade, s\u00f3 para se livrar do risco de pris\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Renato Stanziola Vieira, s\u00f3cio do Kehdi Vieira Advogados e presidente do Instituto Brasileiro de Ci\u00eancias Criminais (IBCRIM), a ref orma tribut\u00e1ria pode ser uma janela de oportunidade para necess\u00e1rias mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o penal. \u201cA reforma tribut\u00e1ria veio para dar transpar\u00eancia e simplifica\u00e7\u00e3o, assim \u00e9 uma chance de tamb\u00e9m simplificarmos o atual cipoal de normas penal tribut\u00e1rias\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma reforma penal, afirma o especialista, poderia acabar com o uso ileg\u00edtimo da pena para fim de arrecada\u00e7\u00e3o. \u201cUm exemplo \u00e9 a puni\u00e7\u00e3o do substituto tribut\u00e1rio em vez do sonegador. O resultado disso s\u00e3o idas e vindas de programas de parcelamento tribut\u00e1rio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Outro item que poderia ser abordado nessa proposta, segundo Vieira, \u00e9 o uso de \u00f3rg\u00e3os como o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) para a obten\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sigilosas dos contribuintes, sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Renato Silveira, advogado e professor de Direito Penal da USP, destaca a atual quest\u00e3o da extin\u00e7\u00e3o de punibilidade penal com o pagamento do tributo devido. \u201cDesde a d\u00e9cada dos anos 90, essa discuss\u00e3o gera enorme controv\u00e9rsia porque o Direito Penal n\u00e3o deveria servir para arrecadar dinheiro\u201d, afirma. \u201cPoderia-se limitar o uso disso uma vez a cada cinco anos, por exemplo, para evitar um sistema disfuncional.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/20\/reforma-tributaria-provoca-elaboracao-de-proposta-de-mudancas-na-legislacao-penal.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/20\/reforma-tributaria-provoca-elaboracao-de-proposta-de-mudancas-na-legislacao-penal.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fiscaliza\u00e7\u00e3o da Receita Federal orienta contribuintes sobre o uso correto de subven\u00e7\u00f5es para investimentos<\/strong><br>Data: 20\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O tratamento das subven\u00e7\u00f5es para investimento na apura\u00e7\u00e3o do lucro real passou por mudan\u00e7as significativas com a promulga\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 14.789, de 29 de dezembro de 2023. A Fiscaliza\u00e7\u00e3o da Receita Federal intensificou a\u00e7\u00f5es com vistas a alertar contribuintes sobre a oportunidade de autorregulariza\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de fiscalizar irregularidades identificadas na vig\u00eancia do art. 30 da Lei n\u00ba 12.973, de 13 de maio de 2014, tratamento tribut\u00e1rio anterior. Situa\u00e7\u00f5es identificadas em casos concretos s\u00e3o apontadas e podem orientar os contribuintes sobre o uso correto desse benef\u00edcio fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Evolu\u00e7\u00e3o normativa<\/p>\n\n\n\n<p>A norma revogada permitia que, sob determinadas condi\u00e7\u00f5es, a subven\u00e7\u00e3o recebida n\u00e3o fosse computada na determina\u00e7\u00e3o do lucro real e na apura\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a sua revoga\u00e7\u00e3o pela Lei n\u00ba 14.789, de 2023, todos os tipos de subven\u00e7\u00f5es recebidas a partir de 2024 passam a ser tributados pelo IRPJ e pela CSLL. Em compensa\u00e7\u00e3o, as pessoas jur\u00eddicas tributadas pelo lucro real que recebem subven\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Munic\u00edpios para implantar ou expandir empreendimento econ\u00f4mico podem apurar cr\u00e9dito fiscal de subven\u00e7\u00e3o para investimento, correspondente ao produto das receitas de subven\u00e7\u00e3o e da al\u00edquota de 25% relativa ao IRPJ, desde que observado o disposto na legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova legisla\u00e7\u00e3o introduziu tamb\u00e9m a possibilidade de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria especial para os d\u00e9bitos apurados em virtude de exclus\u00f5es em desacordo com o art. 30 da Lei n\u00ba 12.973, de 2014, sendo concretizada no edital de transa\u00e7\u00e3o por ades\u00e3o no contencioso tribut\u00e1rio de relevante e disseminada controv\u00e9rsia jur\u00eddica n\u00ba 4\/2024. Os contribuintes podem aderir \u00e0 proposta at\u00e9 as 19h do dia 30 de setembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outra inova\u00e7\u00e3o, a Lei n\u00ba 14.789, de 2023, instituiu ainda a possibilidade de autorregulariza\u00e7\u00e3o incentivada para esse tipo de infra\u00e7\u00e3o fiscal, desde que efetuada antes do lan\u00e7amento do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio. O tema foi regulamentado pela Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 2.184, de 2 de abril 2024, que estabeleceu, entre outros, os per\u00edodos de ades\u00e3o e as medidas necess\u00e1rias para a autorregulariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Contornos da norma vigente at\u00e9 2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No que tange \u00e0 possibilidade de a subven\u00e7\u00e3o recebida deixar de ser computada na determina\u00e7\u00e3o do lucro real e na apura\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo da CSLL no regime anterior, a disciplina estava normatizada pelo art. 30 da Lei n\u00ba 12.973, de 2014, ao qual foram inclu\u00eddos os \u00a7\u00a7 4\u00ba e 5\u00ba pela Lei Complementar n\u00ba 160, de 2017, para dar contornos espec\u00edficos aos incentivos e benef\u00edcios fiscais ou financeiro-fiscais relativos ao ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00e1rea de Fiscaliza\u00e7\u00e3o da Receita Federal vem monitorando eventuais irregularidades praticadas pelos sujeitos passivos e identificando ind\u00edcios de exclus\u00f5es a t\u00edtulo de subven\u00e7\u00f5es para investimento efetuadas em desconformidade com o art. 30 da Lei n\u00ba 12.973, de 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>Alertas e outras a\u00e7\u00f5es para estimular a conformidade<\/p>\n\n\n\n<p>Na busca por estimular o cumprimento volunt\u00e1rio das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, centenas de alertas de conformidade foram encaminhados para grandes contribuintes sujeitos a controle diferenciado em maio de 2023. Al\u00e9m disso, a RFB vem orientando os contribuintes em geral e os profissionais especializados mediante a participa\u00e7\u00e3o em pain\u00e9is voltados ao tema em Congressos de Direito Tribut\u00e1rio e em palestras demandadas por Conselhos Regionais de Contabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00e7\u00f5es ap\u00f3s alertas<\/p>\n\n\n\n<p>Para os contribuintes com ind\u00edcios dessa infra\u00e7\u00e3o fiscal que n\u00e3o se autorregularizaram, foram retomadas as atividades de fiscaliza\u00e7\u00e3o, que se estendem ao momento atual, j\u00e1 havendo novos autos de infra\u00e7\u00e3o lavrados. Em recente levantamento, foram identificadas mais de 80 autua\u00e7\u00f5es, num montante global de R$ 8,74 bilh\u00f5es de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, e quase 200 outros procedimentos est\u00e3o em andamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembra-se, por oportuno, que permanece v\u00e1lida a possibilidade de autorregulariza\u00e7\u00e3o, ainda que agora sem a aplica\u00e7\u00e3o do incentivo legal espec\u00edfico, enquanto n\u00e3o iniciado procedimento de fiscaliza\u00e7\u00e3o, o que evita incid\u00eancia de eventual multa de of\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Irregularidades identificadas<\/p>\n\n\n\n<p>Com o intuito de orientar os contribuintes para a conformidade por meio da autorregulariza\u00e7\u00e3o fiscal, a Subsecretaria de Fiscaliza\u00e7\u00e3o aponta, a seguir, alguns dos principais tipos de exclus\u00f5es indevidas a t\u00edtulo de subven\u00e7\u00e3o para investimentos identificadas e que, na an\u00e1lise dos auditores-fiscais, n\u00e3o encontram amparo jur\u00eddico na legisla\u00e7\u00e3o fiscal, tampouco na jurisprud\u00eancia qualificada do Superior Tribunal de Justi\u00e7a:<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito presumido de ICMS:<\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00e9dito presumido concedido em substitui\u00e7\u00e3o aos cr\u00e9ditos efetivos de ICMS sobre as entradas<\/p>\n\n\n\n<p>Somente o benef\u00edcio fiscal do cr\u00e9dito presumido de ICMS \u00e9 pass\u00edvel de exclus\u00e3o na determina\u00e7\u00e3o do lucro real a t\u00edtulo de subven\u00e7\u00e3o para investimento ou simplesmente como incentivo fiscal. Nas situa\u00e7\u00f5es em que parte do cr\u00e9dito presumido de ICMS n\u00e3o representa benef\u00edcio fiscal, essa parte n\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de exclus\u00e3o na apura\u00e7\u00e3o das bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL. S\u00e3o exemplos de tais situa\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>Por vezes, o cr\u00e9dito presumido de ICMS \u00e9 escriturado em decorr\u00eancia de regimes especiais previstos em legisla\u00e7\u00e3o estadual. Trata-se de uma op\u00e7\u00e3o que vem em substitui\u00e7\u00e3o ao m\u00e9todo ordin\u00e1rio de apura\u00e7\u00e3o do ICMS a recolher (d\u00e9bitos por sa\u00edda menos cr\u00e9ditos por entradas). Por essa op\u00e7\u00e3o, o contribuinte renuncia ao seu direito aos cr\u00e9ditos b\u00e1sicos pelas entradas. O benef\u00edcio fiscal resultante, portanto, n\u00e3o \u00e9 todo o cr\u00e9dito presumido escriturado, mas t\u00e3o-somente o valor que eventualmente supera o cr\u00e9dito b\u00e1sico de ICMS que deixou de ser apropriado (inclusive porque o cr\u00e9dito b\u00e1sico estornado, ou simplesmente n\u00e3o escriturado, passa a integrar o custo de aquisi\u00e7\u00e3o das mercadorias). Nessa situa\u00e7\u00e3o, o benef\u00edcio fiscal representa a diferen\u00e7a entre o valor de ICMS que o contribuinte recolheria na sistem\u00e1tica da n\u00e3o cumulatividade e o valor que ele efetivamente recolheu por aderir ao regime especial.<\/p>\n\n\n\n<p>2. Cr\u00e9dito presumido escriturado em regime simplificado aplic\u00e1vel ao setor de transportes<\/p>\n\n\n\n<p>Na hip\u00f3tese do Conv\u00eanio ICMS n\u00ba 106, de 1996, aplic\u00e1vel ao setor de transportes, exceto a\u00e9reo, a pessoa jur\u00eddica pode optar por regime simplificado de apura\u00e7\u00e3o do ICMS, desde que o fa\u00e7a para todos os seus estabelecimentos do territ\u00f3rio nacional. Por esse regime, aproveita-se um cr\u00e9dito presumido de 20% do valor do ICMS devido na presta\u00e7\u00e3o em detrimento de quaisquer outros cr\u00e9ditos, inclusive os cr\u00e9ditos b\u00e1sicos de ICMS pelas entradas. Trata-se de cr\u00e9ditos presumidos ditos \u201coperacionais\u201d, concedidos com a finalidade de simplificar o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 apura\u00e7\u00e3o do imposto. Nessa situa\u00e7\u00e3o, a totalidade do cr\u00e9dito presumido de ICMS n\u00e3o se configura um benef\u00edcio fiscal, mas somente simplifica a sistem\u00e1tica de apura\u00e7\u00e3o do imposto estatual.<\/p>\n\n\n\n<p>3. Contribui\u00e7\u00f5es obrigat\u00f3rias a fundos estaduais<\/p>\n\n\n\n<p>Deve-se considerar na quantifica\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio fiscal auferido a eventual exist\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es obrigat\u00f3rias a fundos institu\u00eddos e administrados pelo pr\u00f3prio ente tributante do ICMS, a partir do Conv\u00eanio ICMS n\u00ba 42, de 2016. Na situa\u00e7\u00e3o em que a legisla\u00e7\u00e3o estadual prev\u00ea que a contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3ria para apropria\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos presumidos, ela se reveste da mesma natureza jur\u00eddica do ICMS, configurando uma diminui\u00e7\u00e3o do montante do benef\u00edcio fiscal concedido. Portanto, essa contribui\u00e7\u00e3o ao fundo deve ser diminu\u00edda na apura\u00e7\u00e3o do montante a ser exclu\u00eddo para fins de determina\u00e7\u00e3o do lucro real.<\/p>\n\n\n\n<p>4. Em rela\u00e7\u00e3o as esp\u00e9cies de desonera\u00e7\u00e3o total ou parcial de incid\u00eancia do ICMS<\/p>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o do regime constitucional e legal do ICMS, o contribuinte de direito do ICMS n\u00e3o \u00e9 quem suporta jur\u00eddica e economicamente o seu \u00f4nus, salvo raras hip\u00f3teses legais. Essa caracter\u00edstica do ICMS levou o Supremo Tribunal Federal, ao apreciar a tese jur\u00eddica posta em julgamento no Tema n\u00ba 69, a concluir que o ICMS n\u00e3o integra a receita do seu contribuinte, nem ele se agrega ao seu patrim\u00f4nio, representando mero ingresso de caixa para o qual coexiste a obriga\u00e7\u00e3o de repasse do mesmo valor ao ente tributante, ou um \u201csimples tr\u00e2nsito cont\u00e1bil\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As esp\u00e9cies de desonera\u00e7\u00e3o do ICMS, tais como isen\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo ou redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota, por sua vez, produzem como efeito, em rela\u00e7\u00e3o ao montante do ICMS desonerado, a inocorr\u00eancia do seu ingresso no caixa do contribuinte ao mesmo tempo que evitam o surgimento da obriga\u00e7\u00e3o de repasse ao Estado ou DF. Consequentemente, n\u00e3o h\u00e1 \u201cresultado de benef\u00edcio\u201d em decorr\u00eancia da aus\u00eancia de mero tr\u00e2nsito do ICMS pelas contas do vendedor.<\/p>\n\n\n\n<p>Percebe-se, assim, que &#8211; tanto na opera\u00e7\u00e3o onerada de ICMS quanto na desonerada &#8211; n\u00e3o h\u00e1 qualquer repercuss\u00e3o de natureza fiscal no patrim\u00f4nio do contribuinte do ICMS. A compreens\u00e3o de que o ICMS que incide na opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o se incorpora ao patrim\u00f4nio do vendedor necessariamente traz consigo ao entendimento de que em uma situa\u00e7\u00e3o de n\u00e3o incid\u00eancia do ICMS, por isen\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota ou de base de c\u00e1lculo, simplesmente n\u00e3o h\u00e1 qualquer valor de imposto apto a se incorporar ao patrim\u00f4nio do vendedor.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, porque inexiste recebimento ou resultado de benef\u00edcio fiscal por meio das esp\u00e9cies de desonera\u00e7\u00e3o do ICMS para o vendedor da mercadoria, tal situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o configura subven\u00e7\u00e3o governamental. Logo, qualquer exclus\u00e3o do lucro real a esse t\u00edtulo, seja no regime legal anterior, seja no regime atual, torna-se arbitr\u00e1ria e sem amparo legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Efeito id\u00eantico se verifica nas opera\u00e7\u00f5es imunes de ICMS, com a situa\u00e7\u00e3o qualificadora que imunidade n\u00e3o \u00e9 benef\u00edcio fiscal, mas sim a decorr\u00eancia da limita\u00e7\u00e3o constitucional ao poder de tributar. Ademais, ainda que, por hip\u00f3tese, se tratasse de benef\u00edcio fiscal, a n\u00e3o incid\u00eancia do ICMS em opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o ou remessa com o fim espec\u00edfico de importa\u00e7\u00e3o, por exemplo, sequer seria um benef\u00edcio ou incentivo concedido pelos Estados e pelo Distrito Federal, nos termos da reda\u00e7\u00e3o do \u00a7 4\u00ba do art. 30 da Lei n\u00ba 12.973, de 2014, que vigorou at\u00e9 o ano-calend\u00e1rio 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>5. Em rela\u00e7\u00e3o ao diferimento do ICMS para etapa subsequente<\/p>\n\n\n\n<p>Assim como abordado no item anterior, a opera\u00e7\u00e3o com diferimento do ICMS tamb\u00e9m n\u00e3o causa qualquer repercuss\u00e3o no patrim\u00f4nio do contribuinte do ICMS. Al\u00e9m disso, o diferimento do ICMS sequer \u00e9 tido como benef\u00edcio fiscal, consistindo em mera t\u00e9cnica de tributa\u00e7\u00e3o em que se procede a substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para tr\u00e1s, conforme jurisprud\u00eancia do STF e do STJ (ADI 2056\/MS, STF, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe 17\/08\/2007; EREsp 1119205 \/ MG, STJ, S1 &#8211; Primeira Se\u00e7\u00e3o, Rel. Min. Benedito Gon\u00e7alves, DJe 08\/11\/2010).<br><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/setembro\/comunicado-fiscalizacao-da-receita-federal-orienta-contribuintes-sobre-o-uso-correto-de-subvencoes-para-investimentos\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/setembro\/comunicado-fiscalizacao-da-receita-federal-orienta-contribuintes-sobre-o-uso-correto-de-subvencoes-para-investimentos<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agenda do STF: Ministros voltar\u00e3o a julgar altera\u00e7\u00f5es no Reintegra e validade do Funrural<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e3o na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) desta semana dois julgamentos de impacto tribut\u00e1rio bilion\u00e1rio. Na quarta-feira, os ministros podem voltar a analisar a\u00e7\u00e3o sobre o Fundo de Assist\u00eancia ao Trabalhador Rural (Funrural). Na quinta, o Plen\u00e1rio deve definir se as al\u00edquotas do Regime Especial de Reintegra\u00e7\u00e3o de Valores Tribut\u00e1rios para as Empresas Exportadoras (Reintegra) podem ser reduzidas pelo governo federal.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do julgamento do Funrural, o impacto para o caixa da Uni\u00e3o \u00e9 previsto em R$ 20,9 bilh\u00f5es, segundo o Anexo de Riscos Fiscais do projeto de Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2018, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Frigor\u00edficos (Abrafrigo) questionou a cobran\u00e7a do valor devido por agropecuaristas a t\u00edtulo de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, o Funrural, diretamente das empresas a quem essas pessoas prestam servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2023, a Corte definiu, por maioria de votos, que o imposto \u00e9 devido, mas n\u00e3o houve consenso sobre o valor poder ser cobrado das empresas, ou se teria de ser recolhido junto \u00e0s pessoas f\u00edsicas &#8212; o que, na pr\u00e1tica, pode inviabilizar a cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Votaram pela validade do Funrural e da sub-roga\u00e7\u00e3o (quando a contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 recolhida das empresas) os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, C\u00e1rmen L\u00facia, Luix Fuz e Lu\u00eds Roberto Barroso. O ministro Dias Toffoli votou pela constitucionalidade da contribui\u00e7\u00e3o, mas pela inconstitucionalidade da sub-roga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os ministros Edson Fachin, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello conheceram parcialmente da a\u00e7\u00e3o, afastando a tributa\u00e7\u00e3o. O voto do ministro Marco Aur\u00e9lio foi computado nesse mesmo sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>A Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU), no entanto, chamou aten\u00e7\u00e3o para o fato de que Marco Aur\u00e9lio, j\u00e1 aposentado, n\u00e3o se manifestou a respeito da sub- roga\u00e7\u00e3o. Assim, pelos c\u00e1lculos dos contribuintes, haveria maioria pela validade da contribui\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o pela transfer\u00eancia dessa obriga\u00e7\u00e3o para as empresas. Para a Fazenda, no entanto, a maioria \u00e9 favor\u00e1vel \u00e0 sub-roga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2023, em sess\u00e3o convocada para a resolu\u00e7\u00e3o desse impasse, Toffoli defendeu o ponto de vista dos contribuintes, alegando que, se o voto do ministro aposentado foi contra o imposto, tamb\u00e9m seria contra a sub-roga\u00e7\u00e3o. J\u00e1 Barroso prop\u00f4s que fosse ouvido o ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a sobre esse ponto, j\u00e1 que ele substituiu Marco Aur\u00e9lio no Plen\u00e1rio. Sem consenso, a defini\u00e7\u00e3o foi novamente adiada.<\/p>\n\n\n\n<p>Reintegra<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto do julgamento sobre as al\u00edquotas do Reintegra para os cofres da Uni\u00e3o \u00e9 ainda maior, de R$ 49,9 bilh\u00f5es em caso de derrota, de acordo com o Projeto de Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (PLDO).<\/p>\n\n\n\n<p>O programa foi institu\u00eddo em 2011, pela Lei n\u00ba 12.546, para estimular as exporta\u00e7\u00f5es com o reembolso de parte da carga tribut\u00e1ria sobre produtos manufaturados. Inicialmente, foi previsto que a al\u00edquota do cr\u00e9dito sobre a receita com vendas ao exterior iria variar entre 0,1% e 3%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2014, a Lei n\u00ba 13.043\/2014 retomou o programa, permitindo ao governo redefinir a al\u00edquota pass\u00edvel de recupera\u00e7\u00e3o pelas exportadoras. Sucessivas redu\u00e7\u00f5es levaram o patamar m\u00e1ximo para o piso da previs\u00e3o original, de 0,1%. A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria e o Instituto A\u00e7o Brasil, ent\u00e3o, acionaram Supremo, afirmando que o Executivo pode alterar o percentual do cr\u00e9dito, mas n\u00e3o pode reduzi-lo sem justificativa relevante. Essa pr\u00e1tica, dizem, contraria os princ\u00edpios constitucionais da n\u00e3o exporta\u00e7\u00e3o de tributos, da livre concorr\u00eancia e da proporcionalidade (ADI 6040 e 6055).<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Gilmar Mendes, discordou dos argumentos das empresas e defendeu que o Reintegra tem uma natureza jur\u00eddica diferente das imunidades \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o, garantidas pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Ele foi acompanhado por Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.<\/p>\n\n\n\n<p>Abriu a diverg\u00eancia o ministro Luiz Fux, para quem a nova metodologia do Reintegra aumenta a carga tribut\u00e1ria. At\u00e9 agora, ele foi acompanhado pelo ministro Edson Fachin.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/22\/stf-volta-a-julgar-alteracoes-no-reintegra-e-validade-do-funrural.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/22\/stf-volta-a-julgar-alteracoes-no-reintegra-e-validade-do-funrural.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lei permite atualizar valor de im\u00f3vel e aplicar IR menor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O governo federal permitiu aos contribuintes atualizarem os valores de bens im\u00f3veis para valor de mercado com o pagamento do Imposto de Renda por uma al\u00edquota menor. O percentual reduzido seria de 4% para pessoas f\u00edsicas (que normalmente pagam entre 15% a 22,5%) ou 10% para pessoas jur\u00eddicas (al\u00edquota usual de 34%). A medida \u00e9 mais uma contrapartida do governo para cumprir a meta fiscal frente a desonera\u00e7\u00e3o da folha salarial, trazida pela Lei n\u00ba 14.973\/2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas al\u00edquotas reduzidas, por\u00e9m, s\u00f3 valer\u00e3o para quem vender o im\u00f3vel depois de 15 anos. Antes desse prazo, o contribuinte s\u00f3 poder\u00e1 usufruir de uma parcela proporcional do adiantado \u00e0 Receita Federal. S\u00e3o previstas 14 faixas percentuais, que aumentam a depender do tempo em que o bem n\u00e3o \u00e9 alienado.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a venda ocorrer em tr\u00eas anos, por exemplo, nada poder\u00e1 ser aproveitado. Na pr\u00e1tica, o contribuinte pagar\u00e1 mais imposto do que se n\u00e3o fizer a atualiza\u00e7\u00e3o, caso a venda ocorra no curto prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo advogados, a mudan\u00e7a pode ser ben\u00e9fica, mas s\u00f3 para quem tem im\u00f3veis muito antigos e com a certeza de que n\u00e3o haveria altera\u00e7\u00e3o na titularidade do im\u00f3vel t\u00e3o cedo.<\/p>\n\n\n\n<p>Um levantamento da tributarista Joanna Rezende, s\u00f3cia de Peluso, Guarit\u00e1, Borges e Rezende Advogados (PGBR), mostra que s\u00f3 ap\u00f3s seis anos se igualaria a al\u00edquota do tributo, no caso de pessoas f\u00edsicas. Na pr\u00e1tica, para quem vender o im\u00f3vel em at\u00e9 tr\u00eas anos, pagar\u00e1 os 4% agora e os 15% sobre o ganho de capital na pr\u00f3xima declara\u00e7\u00e3o do IRPF. \u201cA al\u00edquota efetiva fica 19%\u201d, afirma Joanna. A ades\u00e3o ao benef\u00edcio e o efetivo pagamento do tributo deve ser feito em at\u00e9 90 dias, diz a lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida \u00e9 in\u00e9dita, segundo ela. Algo semelhante ocorreu no ano passado, com a atualiza\u00e7\u00e3o dos investimentos em offshores, com a Lei n\u00ba 14.754\/2023. Mas a nova previs\u00e3o, afirma, n\u00e3o deve ter tanta ader\u00eancia. \u201cA lei veio com um desincentivo para quem quer vender o im\u00f3vel nos pr\u00f3ximos meses, porque n\u00e3o se aproveita desse custo incrementado que teve com o aumento da base de c\u00e1lculo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para Joanna, a legisla\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o esclarece como seria o aproveitamento do valor pago com a atualiza\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a morte do titular. \u201cN\u00e3o est\u00e1 claro se essa atualiza\u00e7\u00e3o presta para permitir que o filho receba o im\u00f3vel pelo valor de mercado e aproveite o valor do imposto pago\u201d, adiciona. A medida, destaca, tem \u201cintuito arrecadat\u00f3rio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Poucos contribuintes, segundo Gustavo Taparelli, s\u00f3cio do Abe Advogados, devem aderir. \u201cA legisla\u00e7\u00e3o traz muita limita\u00e7\u00e3o para poder usar o benef\u00edcio\u201d, afirma. \u201cSe eu pagar 4% e vender o im\u00f3vel ano que vem, n\u00e3o vou ter benef\u00edcio nenhum.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Rog\u00e9rio Fedele, do mesmo escrit\u00f3rio, lembra que j\u00e1 existe previs\u00e3o legal que permite a redu\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do tributo pelo tempo em que a titularidade do im\u00f3vel \u00e9 inalterada. Isso est\u00e1 disposto no artigo 40 da Lei n\u00ba 11.196, de 2005, e artigo 18 da Lei n\u00ba 7.713, de 1988. \u201cEsse novo dispositivo n\u00e3o tem tanto apelo, porque as pessoas f\u00edsicas j\u00e1 t\u00eam o benef\u00edcio\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel n\u00e3o pagar IR sobre o ganho de capital se o intervalo de compra e venda de outro im\u00f3vel for menor que o de seis meses. Essa possibilidade consta no artigo 39 da Lei n\u00ba 11.196\/2005 e na Instru\u00e7\u00e3o Normativa SRF n\u00ba 599\/2005.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Taparelli, \u00e9 preciso ainda \u201cplanilhar\u201d e analisar caso a caso. \u201cO que complica \u00e9 o prazo de 90 dias para fazer as simula\u00e7\u00f5es. As fam\u00edlias t\u00eam uma corrida contra o tempo para ver se faz sentido ou n\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/23\/lei-permite-atualizar-valor-de-imovel-e-aplicar-ir-menor.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/23\/lei-permite-atualizar-valor-de-imovel-e-aplicar-ir-menor.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uni\u00e3o altera corre\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos judiciais<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 23\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o alterou o \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o dos dep\u00f3sitos judiciais, que deixa de ser a Selic, taxa usada desde 1998, para dar lugar a um \u201c\u00edndice oficial que reflita a infla\u00e7\u00e3o\u201d &#8211; como o IPCA. A medida est\u00e1 prevista na esperada lei sobre a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento (n\u00ba 14.973\/2024), que prev\u00ea contrapartidas para ajudar o governo a cumprir a meta fiscal deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a n\u00e3o foi bem-vista por advogados tributaristas, que a classificam como um \u201ccalote\u201d contra quem litiga contra a Uni\u00e3o, se for aplicada nos valores hoje depositados &#8211; ou seja, de forma retroativa. A corre\u00e7\u00e3o, at\u00e9 ent\u00e3o, afirmam, era a mesma ou quase igual a uma aplica\u00e7\u00e3o financeira, como t\u00edtulos do Tesouro Nacional e fundos indexados pelo CDI.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 clareza ainda, segundo os especialistas, se a mudan\u00e7a valer\u00e1 apenas para os dep\u00f3sitos novos ou para os j\u00e1 existentes. Para os antigos, o entendimento predominante nos escrit\u00f3rios \u00e9 que deveria ser preservada a corre\u00e7\u00e3o pela Selic. Um ato do Minist\u00e9rio da Fazenda ir\u00e1 esclarecer quest\u00f5es procedimentais, diz a lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a nova norma, afirmam os tributaristas, o contribuinte n\u00e3o ter\u00e1 mais direito a receber os juros de mora &#8211; levando-se em considera\u00e7\u00e3o que a Selic compreende corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros -, o que seria um tratamento anti-ison\u00f4mico, j\u00e1 que os cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios s\u00e3o corrigidos pela taxa b\u00e1sica. Hoje, a Selic est\u00e1 em 10,75%, enquanto IPCA, principal aposta dos tributaristas para o \u201c\u00edndice oficial\u201d, acumula 4,24% em 12 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o nova tamb\u00e9m ampliou o escopo dos dep\u00f3sitos. Pela lei anterior &#8211; a de n\u00ba 9.703\/1998, que foi revogada -, a Selic s\u00f3 valia para a\u00e7\u00f5es sobre tributos e contribui\u00e7\u00f5es sociais. Agora, a nova corre\u00e7\u00e3o se aplica para d\u00edvidas de qualquer natureza (n\u00e3o s\u00f3 tribut\u00e1rias) com a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal &#8211; quaisquer \u00f3rg\u00e3os, fundos, autarquias, funda\u00e7\u00f5es ou empresas estatais federais.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei poder\u00e1 afetar os R$ 217,6 bilh\u00f5es em dep\u00f3sitos judiciais e extrajudiciais. O valor, informado pela Caixa Econ\u00f4mica Federal, s\u00e3o referentes a processos em que a Uni\u00e3o e toda a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal s\u00e3o parte. \u201cEsses valores j\u00e1 s\u00e3o acolhidos pela Caixa e repassados \u00e0 conta \u00fanica do Tesouro Nacional em D + 1 pela sistem\u00e1tica da extinta Lei n\u00ba 9.703, de 1998, diz o \u00f3rg\u00e3o por meio de nota ao Valor, acrescentando que \u201caguarda a publica\u00e7\u00e3o de ato do Minist\u00e9rio da Fazenda que regulamentar\u00e1 os procedimentos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada Gabriela Lemos, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Mattos Filho, afirma que a nova previs\u00e3o legal desincentiva o uso de dep\u00f3sitos judiciais &#8211; o que prejudica a Uni\u00e3o a longo prazo, pois \u00e9 um caixa de uso imediato. \u201cQuando a Uni\u00e3o vence, o dep\u00f3sito \u00e9 transformado em pagamento\u201d, diz. Em caso de derrota, por\u00e9m, o desembolso deve ser feito em 48 horas ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, acrescenta, a atualiza\u00e7\u00e3o, que antes era pela Selic, ser\u00e1 apenas pela infla\u00e7\u00e3o. \u201cIsso tende a ser uma preocupa\u00e7\u00e3o dentro da estrat\u00e9gia do contribuinte de discutir em ju\u00edzo, porque a Selic \u00e9 um \u00edndice composto. Se passa a ter a devolu\u00e7\u00e3o dos valores pela infla\u00e7\u00e3o, perco a recomposi\u00e7\u00e3o pelos juros\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dep\u00f3sitos usados para garantir cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, por exemplo, diz Gabriela, t\u00eam o benef\u00edcio de suspender a exigibilidade do tributo. Nos casos de seguro fian\u00e7a e carta fian\u00e7a, n\u00e3o. \u201cA jurisprud\u00eancia n\u00e3o tem permitido a n\u00e3o cobran\u00e7a do imposto.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Mas essa nova lei, segundo a advogada, pode ser um bom argumento para convencer o ju\u00edzes a autorizarem a mudan\u00e7a da garantia no processo. \u201cPode trazer um novo elemento para esses pedidos, porque se fiz o dep\u00f3sito com a expectativa de rentabilidade futura e a regra muda no meio do jogo, faz sentido que haja revis\u00e3o do posicionamento do contribuinte\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado Jo\u00e3o Rolla, s\u00f3cio do Rodolfo Gropen Advocacia, n\u00e3o h\u00e1 mais a equidade que era prevista na lei anterior. \u201cA Uni\u00e3o fica com seu dinheiro e usa livremente, ainda que provisione. E ela se remunera com a Selic [corre\u00e7\u00e3o aplicada nos cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios], ent\u00e3o nada mais justo que a devolu\u00e7\u00e3o do dep\u00f3sito seja feito com a Selic. A diferen\u00e7a entre Selic e \u00edndice oficial da infla\u00e7\u00e3o \u00e9 gritante e brutal\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma parte positiva da mudan\u00e7a \u00e9 pelo vi\u00e9s da tributa\u00e7\u00e3o. Jo\u00e3o Rolla lembra de recente decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF) que afastou tributa\u00e7\u00e3o de IRPJ e CSLL sobre corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria dos valores corrigidos em dep\u00f3sito judicial, para empresas no lucro real (Tema 962). Pela incid\u00eancia da Selic, s\u00f3 seriam tributados os juros. Mas como agora a corre\u00e7\u00e3o \u00e9 pela infla\u00e7\u00e3o, n\u00e3o haveria mais a cobran\u00e7a. \u201cAgora vou receber menos dinheiro, mas n\u00e3o serei tributado\u201d, afirma o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o dele, \u201ca Uni\u00e3o est\u00e1 fazendo um refor\u00e7o n\u00e3o de caixa, mas de or\u00e7amento\u201d. \u201cO dinheiro do dep\u00f3sito j\u00e1 \u00e9 livre para uso, mas a devolu\u00e7\u00e3o teria que projetar a Selic. Agora, seria pela corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, o que d\u00e1 espa\u00e7o or\u00e7ament\u00e1rio\u201d, adiciona.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o tributarista Rafael Vega, do Cascione Advogados, a lei nova contraria a S\u00famula 523 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) e o Tema 810 do STF, que j\u00e1 havia definido que a Selic seria o \u00edndice de atualiza\u00e7\u00e3o para dep\u00f3sitos. \u201cO dep\u00f3sito era como se fosse uma aplica\u00e7\u00e3o financeira, s\u00f3 que a regra mudou no meio caminho, o que quebra a confian\u00e7a e a seguran\u00e7a jur\u00eddica\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Poder\u00e1 haver agora, diz o advogado, uma \u201ccorrida ao Judici\u00e1rio\u201d para levantar esses valores, por n\u00e3o valer mais a pena. \u201cTer dep\u00f3sito neste cen\u00e1rio \u00e9 queimar dinheiro.\u201d A medida, acrescenta, pode funcionar para a Uni\u00e3o a curto prazo, mas, no futuro, prejudica, porque \u201cningu\u00e9m vai querer mais fazer dep\u00f3sito e comprometer seu caixa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurados pelo Valor, a Receita Federal, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e Minist\u00e9rio da Fazenda n\u00e3o deram retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o. O Banco Central informou n\u00e3o ter dados sobre o assunto.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/23\/uniao-altera-correcao-de-depositos-judiciais.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/23\/uniao-altera-correcao-de-depositos-judiciais.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>MUNICIPAIS: <\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>FECP n\u00e3o pode ser considerado faturamento para c\u00e1lculo de PIS e Cofins<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 16\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Por ser acess\u00f3rio \u00e0 cobran\u00e7a regular do ICMS, o adicional de al\u00edquota destinado aos Fundos Estaduais de Combate \u00e0 Pobreza (FECP) tamb\u00e9m n\u00e3o pode ser considerado receita ou faturamento para fins de incid\u00eancia do PIS e da Cofins, em conson\u00e2ncia com a decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal no Tema 69, que consolidou a \u201ctese do s\u00e9culo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir desse entendimento, o juiz federal Marcelo Barbi Gon\u00e7alves, da 6\u00aa Vara Federal do Rio de Janeiro, concedeu a seguran\u00e7a para declarar o direito de uma loja de roupas de excluir o FECP da base de c\u00e1lculo para recolhimento do PIS e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00d4nus n\u00e3o \u00e9 faturamento<\/p>\n\n\n\n<p>Ao citar a jurisprud\u00eancia do STF, o magistrado destacou que o conceito de faturamento, \u00e0 luz da Constitui\u00e7\u00e3o, diz respeito \u00e0 riqueza pr\u00f3pria, \u201craz\u00e3o pela qual o adicional de ICMS destinado ao FECP n\u00e3o refletiria a riqueza obtida com a realiza\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o, pois constituiria \u00f4nus do contribuinte e n\u00e3o faturamento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz ainda autorizou a empresa \u201ca obter a compensa\u00e7\u00e3o, de acordo com o art. 170-A do CTN [C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional], das import\u00e2ncias indevidamente recolhidas pelo contribuinte, com juros e corre\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCaso o contribuinte venha optar pela restitui\u00e7\u00e3o, a teor da S\u00famula n\u00ba 269 do STF, segundo a qual o mandado de seguran\u00e7a n\u00e3o \u00e9 substitutivo de a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a, a presente ordem judicial n\u00e3o alcan\u00e7a os ind\u00e9bitos anteriores \u00e0 impetra\u00e7\u00e3o, os quais dever\u00e3o ser reclamados pela via judicial pr\u00f3pria\u201d, escreveu na decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Atuou na causa o escrit\u00f3rio MOADV \u2014 Moacyr Oliveira Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 5033811-51.2024.4.02.5101<br><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-16\/fecp-nao-pode-ser-considerado-faturamento-para-calculo-de-pis-e-cofins\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-16\/fecp-nao-pode-ser-considerado-faturamento-para-calculo-de-pis-e-cofins\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TRF-3: Empresa deve recolher SAT\/RAT sobre sal\u00e1rio de aprendizes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Acolhendo recurso da Uni\u00e3o, a 2\u00aa turma do TRF da 3\u00aa Regi\u00e3o entendeu que jovens aprendizes s\u00e3o segurados obrigat\u00f3rios do sistema SAT\/RAT, impondo \u00e0s empresas o dever de recolher tributos correspondentes aos valores pagos a esses trabalhadores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a empresa impetrou MS para afastar a cobran\u00e7a de contribui\u00e7\u00f5es ao SAT &#8211; seguro acidente de trabalho, RAT &#8211; risco ambiental do trabalho e a terceiros sobre sal\u00e1rios de menores aprendizes.<\/p>\n\n\n\n<p>O que s\u00e3o SAT e RAT? Tratam-se de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias pagas pelas empresas para financiar benef\u00edcios concedidos pela Previd\u00eancia Social aos trabalhadores em caso de acidente de trabalho ou doen\u00e7as ocupacionais.<\/p>\n\n\n\n<p>A companhia argumentou que os menores aprendizes n\u00e3o deveriam ser considerados segurados obrigat\u00f3rios para fins previdenci\u00e1rios, sustentando que o programa para menores assistidos, previsto no decreto-lei 2.318\/88, n\u00e3o se confundiria com o contrato de aprendizagem regulamentado pela CLT.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1\u00aa inst\u00e2ncia, a senten\u00e7a foi favor\u00e1vel \u00e0 empresa, afastando a exig\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a Uni\u00e3o recorreu defendendo que os menores aprendizes s\u00e3o segurados obrigat\u00f3rios e que a empresa deveria recolher as contribui\u00e7\u00f5es devidas.<\/p>\n\n\n\n<p>No voto, o relator, desembargador Federal Carlos Francisco, destacou que a quest\u00e3o central envolvia a interpreta\u00e7\u00e3o dos conceitos constitucionais de empregador, trabalhador e folha de sal\u00e1rios, al\u00e9m da aplicabilidade das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias aos rendimentos do trabalho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o desembargador, o ordenamento constitucional estabelece que os ganhos habituais dos empregados, incluindo menores aprendizes, devem ser incorporados ao sal\u00e1rio para efeito de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator explicou que o contrato de aprendizagem, previsto na CLT, estabelece que ao aprendiz s\u00e3o assegurados direitos trabalhistas e previdenci\u00e1rios, incluindo a obrigatoriedade de recolhimento das contribui\u00e7\u00f5es ao INSS.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse entendimento foi refor\u00e7ado por decis\u00f5es anteriores do STF e do TST, que reconheceram a rela\u00e7\u00e3o de emprego do menor aprendiz e a necessidade de incid\u00eancia tribut\u00e1ria sobre os valores pagos, com base no art. 195 da CF.<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanhando o entendimento do relator, o colegiado deu provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o, reconhecendo a obrigatoriedade de recolhimento das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias sobre os valores pagos aos menores aprendizes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: 5022758-27.2022.4.03.6100<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/415491\/trf-3-empresa-deve-recolher-sat-rat-sobre-salario-de-aprendizes\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/415491\/trf-3-empresa-deve-recolher-sat-rat-sobre-salario-de-aprendizes<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Empresas vencem no TRF-3 discuss\u00e3o sobre relat\u00f3rios de transpar\u00eancia salarial<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 18\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>As discuss\u00f5es sobre a necessidade de empresas com mais de 100 funcion\u00e1rios publicarem relat\u00f3rios de transpar\u00eancia salarial come\u00e7am a chegar em turmas dos Tribunais Regionais Federais (TRFs). H\u00e1 pelo menos dois ac\u00f3rd\u00e3os favor\u00e1veis aos empregadores. Em duas decis\u00f5es recentes e un\u00e2nimes, a 3\u00aa Turma do TRF-3 entendeu que dar publicidade a essas informa\u00e7\u00f5es extrapola os limites legais e os princ\u00edpios constitucionais da intimidade e privacidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A obriga\u00e7\u00e3o de publicar o relat\u00f3rio de transpar\u00eancia salarial veio com a Lei n\u00ba 14.611, de 2023, regulamentada pelo Decreto n\u00ba 11.795, e por uma portaria do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE), a de n\u00ba 3.714, do mesmo ano. O documento, elaborado pelo governo, deve ser publicado a cada semestre, tanto no site do MTE quanto em plataformas e redes sociais das empresas.<br>Os casos julgados pelo TRF-3 envolvem a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Alimentos (Abia) e a HM Empilhadeiras. Para o relator dos dois casos, desembargador Rubens Calixto, a portaria e o decreto inovam e extrapolam o que est\u00e1 previsto na lei, principalmente quando obrigam as empresas a replicarem os relat\u00f3rios nos s\u00edtios eletr\u00f4nicos e a apresentarem c\u00f3pia de eventual plano de mitiga\u00e7\u00e3o ao sindicato.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo que o desembargador entende que o ato possa trazer transpar\u00eancia e seguran\u00e7a jur\u00eddica, afirma que \u201ch\u00e1 que se prevenir o risco de a publicidade ser utilizada como simples ferramenta de exposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica, convers\u00edvel em mera execra\u00e7\u00e3o, com todas as consequ\u00eancias que isso pode acarretar, violando os direitos constitucionais \u00e0 privacidade e \u00e0 intimidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o do relator, \u201cainda que muito louv\u00e1vel e necess\u00e1ria a equipara\u00e7\u00e3o salarial de g\u00eanero e ra\u00e7a, a sua implementa\u00e7\u00e3o poderia ocorrer com os instrumentos ordin\u00e1rios ao alcance do Poder P\u00fablico e das pessoas eventualmente interessadas\u201d. A decis\u00e3o validou a tutela de urg\u00eancia concedida \u00e0 Abia e converteu-a em julgamento de m\u00e9rito, por n\u00e3o haver fatos novos nos autos. O ac\u00f3rd\u00e3o em favor da HM teve mesmo fundamento (processos n\u00ba 5007991-77.2024.4.03.0000 e n\u00ba 5009068-24.2024.4.03.0000).<\/p>\n\n\n\n<p>Rubens Calixto ainda reconheceu a compet\u00eancia da Justi\u00e7a Federal para julgar a quest\u00e3o, algo tamb\u00e9m debatido no Judici\u00e1rio. Para ele, a mat\u00e9ria \u00e9 de ordem p\u00fablica e \u201cn\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o direta com emprego ou trabalho, mas com encargos de \u00edndole administrativa perante \u00f3rg\u00e3os da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00fanico pedido feito pela Abia que n\u00e3o foi acatado foi a desobriga\u00e7\u00e3o de apresentar plano de a\u00e7\u00e3o para mitigar a desigualdade. Segundo o relator, n\u00e3o h\u00e1 ilegalidade nesse ponto, pois estava previsto na lei e \u00e9 algo \u201caparentemente coerente com o objetivo da norma\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Christiana Fontenelle, s\u00f3cia do Bichara Advogados, que atuou nos casos, diz que os TRFs t\u00eam sido mais vagarosos para dar decis\u00f5es de m\u00e9rito. E que, no in\u00edcio, as a\u00e7\u00f5es se pautavam muito mais na ofensa \u00e0 Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados (LGPD), a Lei n\u00ba 13.709\/2018. Agora, as empresas insistem no preju\u00edzo \u00e0 livre concorr\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFica claro que os relat\u00f3rios publicados e as decis\u00f5es confirmam isso, exp\u00f5em as pol\u00edticas da empresa, a estrat\u00e9gia de remunera\u00e7\u00e3o. E a d\u00favida que o concorrente tinha sobre a empresa pode ser esclarecida\u201d, afirma Christiana. Ela tamb\u00e9m critica que n\u00e3o h\u00e1 tempo h\u00e1bil para a empresa, se notificada, elaborar um plano de a\u00e7\u00e3o para mitigar eventual discrimina\u00e7\u00e3o salarial. \u201cAntes de fazer o plano de a\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso ao menos um prazo para me defender, mostrar as pol\u00edticas da empresa, se s\u00e3o efetivas, e os benef\u00edcios.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Outro problema, diz, s\u00e3o os relat\u00f3rios serem publicados sem contexto. \u201cSe sair o relat\u00f3rio de uma mineradora, que h\u00e1 anos tem como p\u00fablico o masculino por quest\u00f5es hist\u00f3ricas e de caracter\u00edsticas f\u00edsicas, n\u00e3o d\u00e1 para em seis meses mudar esse mercado\u201d. Na vis\u00e3o dela, a principal demanda, alvo de todas as a\u00e7\u00f5es, \u00e9 a republica\u00e7\u00e3o dos relat\u00f3rios nas plataformas das empresas, \u201cque \u00e9 um ambiente sem lei\u201d. \u201cVai ofender a realidade da empresa e n\u00e3o vai atender ao prop\u00f3sito da norma.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Eduardo Alc\u00e2ntara, s\u00f3cio trabalhista do Demarest, diz que as decis\u00f5es t\u00eam sido muito diversas. \u201cAcabam variando porque os pedidos dependem da necessidade de cada empresa. Ent\u00e3o tem a\u00e7\u00f5es mais amplas e mais restritas\u201d, afirma. O que motivou os primeiros processos, foi o receio de os pr\u00f3prios dados informados sa\u00edrem de forma incorreta quando confeccionados pelo MTE, segundo ele. \u201cTinha descri\u00e7\u00e3o que muitas vezes n\u00e3o se concretizava com a realidade e as empresas n\u00e3o podiam fazer essa ressalva.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ele lembra existir uma liminar favor\u00e1vel \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), no TRF-6, que dispensa a republica\u00e7\u00e3o dos relat\u00f3rios nos sites e redes sociais das empresas e seria v\u00e1lida para todo o Brasil. Mas caso as companhias tenham outros pedidos, como o envio dos dados ao MTE ou se abster de fazer plano de mitiga\u00e7\u00e3o, devem entrar com a\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas que descumprirem o disposto na lei podem ser multadas em at\u00e9 3% da folha de sal\u00e1rios, com limite de 100 sal\u00e1rios m\u00ednimos, o equivalente a R$ 141,2 mil. Mais dif\u00edcil de cumprir, segundo Alc\u00e2ntara, \u00e9 a negocia\u00e7\u00e3o de eventual plano de mitiga\u00e7\u00e3o com sindicato, se os auditores do trabalho identificarem que a pessoa jur\u00eddica oferece sal\u00e1rios diferentes para homens e mulheres na mesma fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 uma quest\u00e3o pol\u00edtica porque, conhecendo os sindicatos dos trabalhadores no Brasil, provavelmente para fazer essa adequa\u00e7\u00e3o da discrimina\u00e7\u00e3o v\u00e3o usar essa negocia\u00e7\u00e3o como moeda de troca para outra coisa que esteja pendente com a empresa\u201d, completa o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Alc\u00e2ntara conseguiu decis\u00f5es favor\u00e1veis para clientes, mas um dos ac\u00f3rd\u00e3os, do Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRF-2), foi contr\u00e1rio, tamb\u00e9m de forma un\u00e2nime (processo n\u00ba 5005981-87.2024.4.02. 0000). A palavra final, por\u00e9m, ser\u00e1 do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma a\u00e7\u00e3o proposta em mar\u00e7o pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI). O relator \u00e9 o ministro Alexandre de Moraes (ADI 7612).<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota ao Valor, a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) diz que as normas sobre a publica\u00e7\u00e3o dos relat\u00f3rios \u201catendem as previs\u00f5es da Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados Pessoais\u201d e foram editadas \u201cpara ampliar a publicidade de dados de interesse p\u00fablico como forma de fomentar a igualdade salarial entre homens e mulheres\u201d. No Judici\u00e1rio, acrescenta o \u00f3rg\u00e3o, a maioria dos pedidos de liminares foi negada.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/18\/empresas-vencem-no-trf-3-discussao-sobre-relatorios-de-transparencia-salarial.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/18\/empresas-vencem-no-trf-3-discussao-sobre-relatorios-de-transparencia-salarial.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Munic\u00edpios vencem no STF disputa sobre repasse de ICMS<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 21\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, que \u00e9 obrigat\u00f3rio o repasse de 25% dos valores de cr\u00e9ditos extintos de ICMS, por compensa\u00e7\u00e3o ou transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, dos Estados para o Fundo de Participa\u00e7\u00e3o dos Munic\u00edpios (FPM). O julgamento, no Plen\u00e1rio Virtual, se encerrou na sexta-feira.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros acompanharam o entendimento do relator, Nunes Marques, que julgou constitucional a previs\u00e3o do artigo 4\u00ba, par\u00e1grafo 1\u00ba, da Lei Complementar n\u00ba 63\/1990. O ministro Fl\u00e1vio Dino chegou a pedir que o julgamento fosse suspenso e retomado de forma presencial, mas cancelou o pr\u00f3prio pedido.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi apresentada pelos governos do Mato Grosso do Sul, Paran\u00e1 e Para\u00edba. O argumento era de que a extin\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, por meio de compensa\u00e7\u00f5es e transa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o aumentam a receita p\u00fablica, e que a reparti\u00e7\u00e3o constitucional do ICMS se refere aos recursos arrecadados, e n\u00e3o ao imposto em si. Para os Estados, extinguir o v\u00ednculo tribut\u00e1rio sem arrecada\u00e7\u00e3o n\u00e3o gera receita, e, assim, o repasse aos munic\u00edpios violaria a Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nunes Marques, no entanto, ressalta em seu voto que a compensa\u00e7\u00e3o e a transa\u00e7\u00e3o, ao contr\u00e1rio de ren\u00fancias ou benef\u00edcios fiscais, exigem \u201cobriga\u00e7\u00f5es por parte do contribuinte, equival\u00eancia entre o benef\u00edcio obtido e o implemento a que se compromete\u201d. Assim, \u201co poder p\u00fablico tamb\u00e9m alcan\u00e7a benef\u00edcio em raz\u00e3o dessas medidas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, Nunes Marques sustenta que a receita produzida com a cobran\u00e7a dos impostos \u00e9 anterior ao pagamento do imposto pelo contribuinte, pois j\u00e1 est\u00e1 configurada no momento em que surge o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio em si. Parte dessa receita pertence ao munic\u00edpio, por determina\u00e7\u00e3o constitucional, independentemente da concess\u00e3o de benef\u00edcios ou negocia\u00e7\u00f5es posteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, ainda que n\u00e3o haja recolhimento de imposto por parte do contribuinte, a compensa\u00e7\u00e3o e a transa\u00e7\u00e3o, ao serem formalizadas, provocam aumento na disponibilidade financeira do Estado, conforme aponta o ministro. \u201cHavendo receita p\u00fablica arrecadada nesses procedimentos, o numer\u00e1rio referente aos cr\u00e9ditos de ICMS extintos deve sofrer o percentual de repasse da parcela devida aos munic\u00edpios\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao votar, o ministro Fl\u00e1vio Dino concordou com o relator, acatando o entendimento de que as transa\u00e7\u00f5es e as compensa\u00e7\u00f5es se enquadram no conceito de \u201carrecada\u00e7\u00e3o\u201d, uma vez que reduz o passivo do ente arrecadador e, portanto, gera \u201cincremento or\u00e7ament\u00e1rio e cont\u00e1bil positivo\u201d. Entender de forma diferente, acrescenta, esvaziaria a previs\u00e3o de que percentuais da arrecada\u00e7\u00e3o de determinados tributos \u201cpertencem aos munic\u00edpios\u201d, conforme o artigo 158 da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento dos programas de incentivo para a regulariza\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas tribut\u00e1rias ajuda a dimensionar a import\u00e2ncia da decis\u00e3o do STF, na vis\u00e3o do advogado Ricardo Almeida, que representa no processo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Secretarias de Finan\u00e7as das Capitais Brasileiras (Abrasf). Ele cita como exemplo o programa de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria lan\u00e7ado pelo Estado de S\u00e3o Paulo em novembro de 2023, com a expectativa de arrecada\u00e7\u00e3o de R$ 700 milh\u00f5es no primeiro ano, R$ 1,5 bilh\u00e3o em 2025 e R$ 2,2 bilh\u00f5es em 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Ricardo Almeida afirma que a decis\u00e3o \u00e9 paradigm\u00e1tica para determinar a justa distribui\u00e7\u00e3o dos recursos para os munic\u00edpios, mas que \u00e9 necess\u00e1rio melhorar os mecanismos de fiscaliza\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o. Hoje, acrescenta, se \u00e9 poss\u00edvel estimar a arrecada\u00e7\u00e3o direta dos Estados com o ICMS, o mesmo n\u00e3o acontece com as transa\u00e7\u00f5es e compensa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, \u00e9 preciso um esfor\u00e7o conjunto, junto aos Tribunais de Contas, para fiscalizar a destina\u00e7\u00e3o correta desses recursos, sob pena de a decis\u00e3o do STF, apesar de positiva para os munic\u00edpios, n\u00e3o ter efetividade pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Almeida lembra que a decis\u00e3o deve influir na implementa\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, que prev\u00ea a substitui\u00e7\u00e3o do ICMS e do ISS pelo IBS, e cuja distribui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m deve ser equacionada com a reserva de 25% aos munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/21\/municipios-vencem-no-stf-disputa-sobre-repasse-de-icms.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/21\/municipios-vencem-no-stf-disputa-sobre-repasse-de-icms.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel pleitear pagamento de precat\u00f3rio em mandado de seguran\u00e7a<\/strong><br>Data: 23\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, os ministros da 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiram que o mandado de seguran\u00e7a n\u00e3o pode ser usado para pleitear restitui\u00e7\u00e3o administrativa de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio (devolu\u00e7\u00e3o de imposto pago indevidamente ou a maior) em esp\u00e9cie ou pagamento de precat\u00f3rio. Prevaleceu o voto do relator, ministro Mauro Campbell Marques, que fundamentou a decis\u00e3o em s\u00famulas do STJ e do Supremo Tribunal Federal (STF).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, o Sindicato dos Lojistas do Com\u00e9rcio de S\u00e3o Paulo impetrou mandado de seguran\u00e7a coletivo em 2006, para reconhecimento do direito de seus associados de exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo de PIS e Cofins, bem como \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o dos valores recolhidos indevidamente com corre\u00e7\u00e3o pela taxa Selic. A entidade obteve decis\u00e3o favor\u00e1vel, transitada em julgado em 2018. A Corte de origem autorizou o pagamento sob a forma de precat\u00f3rio e requisi\u00e7\u00e3o de pequeno valor (RPV).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o ministro Mauro Campbell Marques, a autoriza\u00e7\u00e3o contraria precedentes do STJ. Em seu voto, Campbell citou a S\u00famula 461, do STJ, que prev\u00ea que \u201co contribuinte pode optar por receber, por meio de precat\u00f3rio ou por compensa\u00e7\u00e3o, o ind\u00e9bito tribut\u00e1rio certificado por senten\u00e7a declarat\u00f3ria transitada em julgado\u201d. Conforme o julgador, a s\u00famula n\u00e3o autoriza o pagamento do precat\u00f3rio por meio de mandado de seguran\u00e7a e deve ser interpretada em conjunto com as S\u00famulas 269 e 271, do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira prev\u00ea que \u201co mandado de seguran\u00e7a n\u00e3o \u00e9 substitutivo de a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a\u201d. J\u00e1 a segunda estabelece que \u201cconcess\u00e3o de mandado de seguran\u00e7a n\u00e3o produz efeitos patrimoniais em rela\u00e7\u00e3o a per\u00edodo pret\u00e9rito, os quais devem ser reclamados administrativamente ou pela via judicial pr\u00f3pria\u201d. Os demais ministros acompanharam o voto.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/justica\/nao-e-possivel-pleitear-pagamento-de-precatorio-em-mandado-de-seguranca#:~:text=Por%20unanimidade%2C%20os%20ministros%20da,esp%C3%A9cie%20ou%20pagamento%20de%20precat%C3%B3rio.\">https:\/\/www.jota.info\/justica\/nao-e-possivel-pleitear-pagamento-de-precatorio-em-mandado-de-seguranca#:~:text=Por%20unanimidade%2C%20os%20ministros%20da,esp%C3%A9cie%20ou%20pagamento%20de%20precat%C3%B3rio.<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 16\/09 a 24\/09 Impactos da Reforma Tribut\u00e1ria no setor de sa\u00fade Data: 10\/09\/2024 A Reforma Tribut\u00e1ria, aprovada recentemente, traz profundas transforma\u00e7\u00f5es para o setor da sa\u00fade. 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