{"id":3490,"date":"2024-09-16T15:26:31","date_gmt":"2024-09-16T18:26:31","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3490"},"modified":"2024-09-16T15:35:05","modified_gmt":"2024-09-16T18:35:05","slug":"retrospecto-tributario-09-09-a-16-09-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3490","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 09\/09 a 16\/09"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 09\/09 a 16\/09<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Receita muda regras sobre uso de preju\u00edzo fiscal e base negativa de CSLL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 10\/09\/2024&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Receita Federal alterou algumas regras sobre o uso de preju\u00edzo fiscal e base negativa de CSLL para a quita\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios. Um dos pontos abrange o parcelamento para empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A mudan\u00e7a consta na Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 2.215, publicada no \u201cDi\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o\u201d de ontem (10).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por meio da norma, o Fisco estabelece que empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial poder\u00e3o quitar at\u00e9 30% dos d\u00e9bitos com cr\u00e9ditos decorrentes de preju\u00edzo fiscal e de base de c\u00e1lculo negativa de CSLL, desde que esses valores tenham sido previamente apurados e declarados antes do parcelamento especial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Fisco inseriu no inciso II do artigo 22 da Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.063, de 2022, a express\u00e3o \u201c\u2026 desde que apurados e declarados \u00e0 RFB em data anterior \u00e0 formaliza\u00e7\u00e3o do requerimento\u2026\u201d. A nova exig\u00eancia vale apenas para as empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A IN 2215 tamb\u00e9m revoga os par\u00e1grafos 1\u00ba e 2\u00ba do artigo 12 da Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.168, de 2023, sobre a autorregulariza\u00e7\u00e3o incentivada de tributos administrados pela Receita. Esse dispositivo trata do caso de indeferimento da utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de preju\u00edzo fiscal e de base de c\u00e1lculo negativa da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os par\u00e1grafos revogados abordam como instruir recurso no caso de indeferimento do uso de cr\u00e9ditos relacionado a preju\u00edzo fiscal ou base de c\u00e1lculo negativa, al\u00e9m da suspens\u00e3o da cobran\u00e7a do saldo amortizado at\u00e9 uma decis\u00e3o administrativa definitiva.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/10\/receita-muda-regras-sobre-uso-de-prejuzo-fiscal-e-base-negativa-de-csll.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/10\/receita-muda-regras-sobre-uso-de-prejuzo-fiscal-e-base-negativa-de-csll.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Governos avan\u00e7am sobre lucro e atingem bolso do consumidor<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 10\/09\/2024&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A necessidade de os governos federal e estadual elevarem impostos neste ano para dar conta de seus rombos fiscais j\u00e1 bateu nos resultados das empresas, e por tabela, na vida do consumidor. Esse efeito deve se estender em 2025, com mais altera\u00e7\u00f5es que v\u00e3o pesar no bolso das companhias e logo, nos recursos para investimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Companhias de capital aberto afetadas pelas mudan\u00e7as na tributa\u00e7\u00e3o, v\u00e1lidas ap\u00f3s janeiro, lucraram menos neste ano pelo impacto direto dessa alta. Medidas tiveram que ser tomadas, em poucos meses, para mitigar parcialmente esse peso, que n\u00e3o era esperado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pelo publicado nas demonstra\u00e7\u00f5es financeiras do primeiro semestre, houve, principalmente, o impacto do in\u00edcio da cobran\u00e7a de impostos e contribui\u00e7\u00f5es sobre incentivos recebidos por investimentos feitos no pa\u00eds, as chamadas subven\u00e7\u00f5es para investimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cH\u00e1 a\u00e7\u00f5es para mitigar parte do imposto maior, mas essa inseguran\u00e7a jur\u00eddica criada \u00e9 bem ruim para os planos\u201d \u2014 Andr\u00e9 de Moraes<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Levantamento dos balan\u00e7os do primeiro semestre de 39 empresas com capital aberto, que est\u00e3o entre os setores mais impactados pela altera\u00e7\u00e3o, mostra uma virada nos n\u00fameros: o que era ganho fiscal em um ano, no ano seguinte, virou despesa com impostos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pelos c\u00e1lculos do Valor, as 39 empresas somaram cerca de R$ 4,1 bilh\u00f5es pagos em imposto de renda e contribui\u00e7\u00e3o social sobre o lucro no primeiro semestre de 2024, frente a um cr\u00e9dito fiscal, no mesmo per\u00edodo do ano anterior, de R$ 1,1 bilh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como o sinal se inverteu, o ganho que, de janeiro a junho de 2023, equivalia a 0,4% da receita l\u00edquida total somada das companhias, no mesmo per\u00edodo deste ano, virou um d\u00e9bito que representou 1,34% da receita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No mesmo intervalo, a receita l\u00edquida das empresas analisadas subiu 4,6%, para R$ 304 bilh\u00f5es, para uma infla\u00e7\u00e3o at\u00e9 junho de 4,23% (IPCA). No ano anterior, quando acumularam cr\u00e9dito fiscal como percentual das vendas, a receita havia crescido 4%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nessa lista est\u00e3o, principalmente, companhias de alimentos, bebidas, medicamentos, transportes e diversos segmentos do com\u00e9rcio, que se beneficiavam, de alguma forma, de incentivos sobre investimentos realizados no Brasil nos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Somado a essa nova press\u00e3o, ainda come\u00e7aram a ser aplicadas, entre janeiro e mar\u00e7o, novas al\u00edquotas de Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) nos 26 Estados e Distrito Federal. Houve um aumento de at\u00e9 20% no percentual anteriormente cobrado de ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A al\u00edquota anterior aumentou de um a quatro pontos, a depender da regi\u00e3o, entre fim de 2023 e os primeiros meses de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Neste caso, houve repasse direto para pre\u00e7os dos produtos, j\u00e1 refletido num aumento da infla\u00e7\u00e3o medida internamente pelo com\u00e9rcio. \u201cSe ICMS sobe, o repasse \u00e9 instant\u00e2neo, porque ele comp\u00f5e o pre\u00e7o final. Ningu\u00e9m segura\u201d, diz uma diretora jur\u00eddica de uma cadeia de atacado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre as subven\u00e7\u00f5es para investimento, o governo publicou no ano passado a Medida Provis\u00f3ria 1185\/2023, que pegou o mercado de surpresa, e que foi transformada em lei na virada do ano. Passou-se a tributar os incentivos fiscais de investimentos das companhias como uma forma de elevar a arrecada\u00e7\u00e3o j\u00e1 em 2024. O governo projeta R$ 35 bilh\u00f5es em receita neste ano com a mudan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre os neg\u00f3cios mais afetados est\u00e3o l\u00edderes de mercado como Ambev, M. Dias Branco (dona da Piraqu\u00ea e Adria), Assa\u00ed, Mateus, Raia Drogasil, Randoncorp e Marcopolo, entre outras. A maior parte dos grupos ajuizou a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a, com pedido de liminares e aguardam julgamentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO governo quer equil\u00edbrio fiscal apenas aumentando carga tribut\u00e1ria, sem cortar despesas. A quest\u00e3o \u00e9 que, ao tributar benef\u00edcios fiscais para investimento, ele se esquece que investimento \u00e9 feito dentro de uma expectativa de retorno futuro. E isso piora muito nesse ambiente\u201d, diz Pablo Ces\u00e1rio, presidente-executivo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as a\u00e7\u00f5es tomadas para diluir os efeitos, as empresas lan\u00e7aram m\u00e3o do que chamam de \u201ccontramedidas\u201d. Segundo o advogado Andr\u00e9 Buttini de Moraes, s\u00f3cio-fundador do escrit\u00f3rio ButtiniMoraes, que acompanha o tema das subven\u00e7\u00f5es desde 2013, as empresas trataram de usar preju\u00edzos fiscais ou cr\u00e9ditos acumulados, por exemplo, para compensar o impacto da tributa\u00e7\u00e3o maior. O Mateus, maior rede de atacarejo do Nordeste, seguiu esse caminho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A atacadista disse, em seu balan\u00e7o do segundo trimestre, que teria que reconhecer R$ 138 milh\u00f5es em Imposto de Renda no per\u00edodo por causa da nova lei, 630% acima do mesmo intervalo de 2023. De janeiro a junho, a alta foi de 1.100%, para R$ 233 milh\u00f5es. Para mitigar, em parte, essa despesa, o grupo usou a compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito fiscal via preju\u00edzos acumulados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A fabricante de bebidas Ambev tentou compensar com um resultado financeiro melhor e ganhos em efici\u00eancia operacional, mas as despesas maiores por causa do aumento do imposto de renda levaram a um recuo do lucro de 2,5% no semestre.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAinda haveria, para as companhias, a op\u00e7\u00e3o de distribuir juros sobre capital pr\u00f3prio, o que beneficia a linha de Imposto de Renda. H\u00e1 a\u00e7\u00f5es poss\u00edveis para amenizar o impacto, mas de qualquer forma, toda essa inseguran\u00e7a jur\u00eddica criada \u00e9 bem ruim para os planos de investimentos desses setores\u201d, diz Moraes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na pr\u00e1tica, as subven\u00e7\u00f5es envolvem incentivos fiscais que podem ser gerados na abertura ou expans\u00e3o de f\u00e1bricas, de centros de distribui\u00e7\u00e3o ou na compras de maquin\u00e1rios, e s\u00e3o concedidos pela Uni\u00e3o, Estados e Munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Lei 14.789\/23, resultado da MP de 2023, definiu que, ap\u00f3s janeiro, as receitas de subven\u00e7\u00e3o de ICMS come\u00e7ariam a ser tributadas pelo IRPJ\/CSLL e pelo PIS\/Cofins. Com isso, passou a ser taxado o benef\u00edcio que reduzia ou as isentava de pagamento de tributos como contrapartida a investimentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">At\u00e9 2023, as empresas abatiam esses incentivos, melhorando o lucro l\u00edquido. Mas a nova lei, sancionada em dezembro pelo presidente Lula, exclui benef\u00edcios vinculados a gastos de custeio, focando em incentivos que promovam investimentos produtivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O novo texto ainda modificou as regras de dedu\u00e7\u00e3o dos juros sobre capital pr\u00f3prio (JCP), restringindo a base de c\u00e1lculo, e logo, limitando eventuais ganhos fiscais. E o tema ainda pode passar por mais mudan\u00e7as em 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O governo tem projeto de lei para aumento na tributa\u00e7\u00e3o do JCP passando de 15% para 20%, em 2025. Isso deve trazer aos caixas da Uni\u00e3o receita adicional de R$ 6,01 bilh\u00f5es s\u00f3 em 2025. Quem paga \u00e9 o investidor pessoa f\u00edsica, que aplica seus recursos nas empresas, que por sua vez, usam esse capital para investimentos e crescimento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o Minist\u00e9rio da Fazenda, as medidas s\u00e3o uma forma de reduzir distor\u00e7\u00f5es. A previs\u00e3o do Minist\u00e9rio da Fazenda \u00e9 arrecadar R$ 35 bilh\u00f5es em 2024 com a taxa\u00e7\u00e3o sobre os incentivos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na vis\u00e3o da Abrasca, houve dois impactos principais neste ano: a quest\u00e3o das subven\u00e7\u00f5es e a nova lei de pre\u00e7os de transfer\u00eancia, um m\u00e9todo que calcula opera\u00e7\u00f5es entre empresas no exterior e seus neg\u00f3cios no Brasil. Em ambas, as regras passaram a valer ap\u00f3s janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o governo, o fato de o pa\u00eds estar crescendo, assim como as empresas voltadas ao consumo, segundo \u00faltimo dado do PIB publicado na quarta-feira (4), abre espa\u00e7o para se acomodar uma revis\u00e3o da pol\u00edtica de incentivos. A Abrasca, por\u00e9m, ressalva que essa expans\u00e3o pode perder for\u00e7a em 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO crescimento das companhias reflete as reformas trabalhista e previdenci\u00e1ria, e o marco do saneamento, que foram avan\u00e7os aprovados anos atr\u00e1s, al\u00e9m do aumento recente do gasto p\u00fablico. Mas isso pode ter f\u00f4lego curto, porque o rombo fiscal do pa\u00eds deve levar a uma manuten\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica monet\u00e1ria restritiva, at\u00e9 com poss\u00edvel aumento de juros se a infla\u00e7\u00e3o voltar a subir\u201d, diz Ces\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O efeito dessa expans\u00e3o da carga tribut\u00e1ria foi sentido, principalmente, pelas empresas voltadas a mercado interno porque o benef\u00edcio fiscal ocorre em cima do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Ambev, de janeiro a junho, as despesas com IR e CSLL alcan\u00e7aram R$ 1,65 bilh\u00e3o, comparadas a um ganho fiscal de R$ 167 milh\u00f5es um ano antes. A al\u00edquota efetiva de imposto foi de 20,9%, ante uma taxa negativa de 2,7% um ano antes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Antes do efeito dos impostos, a empresa tinha um lucro l\u00edquido aos controladores de R$ 7,9 bilh\u00f5es de janeiro a junho, que caiu para R$ 6,1 bilh\u00f5es ap\u00f3s os tributos, um recuo de 1,7%. A empresa disse a analistas, em agosto, que houve efeitos da redu\u00e7\u00e3o dos incentivos e da menor dedu\u00e7\u00e3o dos juros sobre capital pr\u00f3prio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA lei mudou e vamos seguir cumprindo a lei. O que est\u00e1 no nosso controle \u00e9 a gest\u00e3o de custos e despesas, a receita por hectolitro, e estamos fazendo isso de forma consistente\u201d, disse, em agosto, Lucas Lira, diretor financeiro da Ambev. Procurado, o grupo n\u00e3o se manifestou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quem tamb\u00e9m sentiu no lucro o efeito das mudan\u00e7as foram a Randoncorp, na \u00e1rea de transportes, a Raia Drogasil (RD), de varejo farmac\u00eautico, e a Grendene, fabricante de cal\u00e7ados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Maior cadeia de farm\u00e1cias do pa\u00eds, a RD teve uma alta de 133% do imposto de renda e contribui\u00e7\u00e3o social no semestre, com uma apura\u00e7\u00e3o de R$ 101,5 milh\u00f5es de abril a junho. Isso equivaleu a 1% da receita bruta, um aumento de 0,2 pontos frente a 2023.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A al\u00edquota efetiva foi de 22,2% sobre o lucro antes de IR, avan\u00e7o de 4,2 pontos. \u201cEsse aumento inclui um impacto negativo de 7,2 pontos pelo in\u00edcio da tributa\u00e7\u00e3o das subven\u00e7\u00f5es e de 2,4 pontos pela provis\u00e3o menor de JCP, ambos em decorr\u00eancia da lei\u201d, diz no balan\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A margem Ebitda recuou de 8,5% para 7,9% no segundo trimestre, por causa da altera\u00e7\u00e3o nas subven\u00e7\u00f5es e por um reajuste de pre\u00e7os anual de medicamentos abaixo de 2023. O lucro caiu 4%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Randoncorp, fabricante de reboques, houve retra\u00e7\u00e3o de 1,3 ponto na margem l\u00edquida e de 25,5% no lucro l\u00edquido de abril a junho, reflexo de efeitos n\u00e3o recorrentes e da maior al\u00edquota efetiva de IR e CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na fabricante de cal\u00e7ados Grendene, a tributa\u00e7\u00e3o das subven\u00e7\u00f5es custou R$ 5 milh\u00f5es de abril a junho e R$ 10,5 milh\u00f5es no semestre. Ao desconsiderar o efeito da lei, a receita l\u00edquida teria crescido 4,4%, e n\u00e3o 3,7% no semestre, como ocorreu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O lucro operacional foi R$ 100 mil menor por causa de mudan\u00e7as nas regras, atingindo R$ 42,4 milh\u00f5es, alta de 47%. Procuradas, RD, Grendene e Randoncorp n\u00e3o se manifestaram.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A nova lei definiu que a empresa tributada, que recebe as subven\u00e7\u00f5es, poderia apurar um cr\u00e9dito fiscal dentro de determinadas regras, mas h\u00e1 um \u201clabirinto complexo\u201d para conseguir essa compensa\u00e7\u00e3o. \u201cMuito dif\u00edcil cumprir todas as exig\u00eancias, ent\u00e3o as empresas ainda est\u00e3o estudando como obter esse cr\u00e9dito, enquanto j\u00e1 est\u00e3o tendo que gerir essa carga tribut\u00e1ria mais pesada\u201d, diz Marcelo Guimar\u00e3es Francisco, s\u00f3cio tribut\u00e1rio do escrit\u00f3rio Mattos Filho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/empresas\/noticia\/2024\/09\/10\/governos-avancam-sobre-lucro-e-atingem-bolso-do-consumidor.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/empresas\/noticia\/2024\/09\/10\/governos-avancam-sobre-lucro-e-atingem-bolso-do-consumidor.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Projeto isenta m\u00e1quinas agr\u00edcolas e ve\u00edculos el\u00e9tricos de IPI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 10\/09\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Projeto de Lei 1853\/24 isenta de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) as m\u00e1quinas agr\u00edcolas e os ve\u00edculos el\u00e9tricos ou movidos a energia limpa. A proposta, em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados, \u00e9 de autoria do deputado Jos\u00e9 Medeiros (PL-MT).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;\u00c9 preciso estimular o modo de transporte e de produ\u00e7\u00e3o sem emiss\u00f5es de gases poluentes, prejudiciais ao meio ambiente&#8221;, afirma o parlamentar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O texto tamb\u00e9m estabelece que a perda de arrecada\u00e7\u00e3o decorrente da isen\u00e7\u00e3o ser\u00e1 compensada pela redu\u00e7\u00e3o dos gastos do governo federal com propaganda, sendo permitidos somente an\u00fancios que contenham conte\u00fado indispens\u00e1vel para a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo da medida, segundo Jos\u00e9 Medeiros, \u00e9 evitar que o novo benef\u00edcio fiscal prejudique as contas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto ser\u00e1 analisado em car\u00e1ter conclusivo por quatro comiss\u00f5es: de Agricultura, Pecu\u00e1ria, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel; de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1084745-projeto-isenta-maquinas-agricolas-e-veiculos-eletricos-de-ipi\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1084745-projeto-isenta-maquinas-agricolas-e-veiculos-eletricos-de-ipi\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Projeto aprova acordo assinado entre Brasil e Noruega para evitar dupla tributa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 11\/09\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 260\/24, em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados, cont\u00e9m o texto do acordo assinado em 2022 entre o Brasil e a Noruega para evitar a dupla tributa\u00e7\u00e3o e a evas\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O objetivo do tratado \u00e9 evitar a dupla cobran\u00e7a de tributos sobre o mesmo fato gerador para os contribuintes que realizam neg\u00f3cios entre os dois pa\u00edses ou que trabalham no outro pa\u00eds. Pela Constitui\u00e7\u00e3o, instrumentos internacionais deste tipo devem ser aprovados pelo Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o governo, o acordo propicia maior seguran\u00e7a aos investimentos brasileiros na Noruega e vice-versa. O Brasil possui instrumento semelhante assinado com outros pa\u00edses, como Su\u00ed\u00e7a, Pol\u00f4nia e Singapura.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Substitui\u00e7\u00e3o<br>O acordo bilateral substituir\u00e1 o acordo atualmente em vigor, celebrado em 1980. Ele incorpora recomenda\u00e7\u00f5es do Projeto sobre a Eros\u00e3o da Base Tribut\u00e1ria e Transfer\u00eancia de Lucros (Projeto BEPS), da Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE). O BEPS busca evitar a transfer\u00eancia de lucros para pa\u00edses de baixa tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O texto em an\u00e1lise na C\u00e2mara define as pessoas visadas pelo acordo bilateral (f\u00edsicas ou jur\u00eddicas) e as opera\u00e7\u00f5es sujeitas \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m traz dispositivos sobre a tributa\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os t\u00e9cnicos no pa\u00eds receptor, como consultorias, sobre a tributa\u00e7\u00e3o de ganhos de capital por aliena\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis ou im\u00f3veis e o interc\u00e2mbio de informa\u00e7\u00f5es entre os fiscos dos dois pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O acordo inclui ainda uma \u201ccl\u00e1usula de na\u00e7\u00e3o mais favorecida\u201d. Por meio dela, se o Brasil assinar um acordo com qualquer outro pa\u00eds da OCDE para reduzir ou isentar o imposto de renda sobre dividendos, juros, royalties e servi\u00e7os t\u00e9cnicos entre ambos, este valer\u00e1 automaticamente para a Noruega.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto ser\u00e1 analisado pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o, e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJ). Depois seguir\u00e1 para o Plen\u00e1rio da C\u00e2mara. Para virar lei, o projeto precisa ser aprovado pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1084455-projeto-aprova-acordo-assinado-entre-brasil-e-noruega-para-evitar-dupla-tributacao\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1084455-projeto-aprova-acordo-assinado-entre-brasil-e-noruega-para-evitar-dupla-tributacao<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Complexidade do sistema tribut\u00e1rio faz empresas pagarem mais<\/strong><br>Data: 12\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT) revelou que, em 2022, aproximadamente 95% das empresas brasileiras pagaram mais impostos do que deveriam. Esse fen\u00f4meno \u00e9 atribu\u00eddo \u00e0 extrema complexidade do sistema tribut\u00e1rio brasileiro, que possui milhares de normas federais, estaduais e municipais. As empresas, muitas vezes, enfrentam dificuldades para interpretar e aplicar corretamente essas normas, o que acaba resultando em pagamento indevido de tributos como ICMS, IPI, PIS e COFINS.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A complexidade tamb\u00e9m se reflete nas diferentes al\u00edquotas que variam conforme a atividade empresarial (CNAE), o tipo jur\u00eddico da empresa e o regime tribut\u00e1rio. Esse cen\u00e1rio \u00e9 refor\u00e7ado pelo fato de que o Brasil possui 1.332 atividades empresariais, 89 tipos jur\u00eddicos e 5 regimes tribut\u00e1rios distintos, tornando a tributa\u00e7\u00e3o um verdadeiro labirinto legal para a maioria das empresas\u200b (IBPT)\u200b.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Roger Mitchel, diretor da Contabilidade Internacional, afirma que \u201cO Brasil tem 1.332 Atividades Empresariais CNAE (Classifica\u00e7\u00e3o Nacional de Atividades Econ\u00f4micas), 89 tipos jur\u00eddicos, 5 regimes tribut\u00e1rios e mais de 100 impostos variados, deixando tudo muito complicado. S\u00e3o impostos municipais, estaduais e federais, e as al\u00edquotas desses impostos variam para cada CNAE, cada tipo jur\u00eddico e cada regime tribut\u00e1rio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O Sistema Operacional Fiscal com Intelig\u00eancia Artificial (SOFIA) organiza esse quebra-cabe\u00e7a extremamente complexo, garantindo seguran\u00e7a jur\u00eddica, economia tribut\u00e1ria e conformidade legal\u201d, explica Roger.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O SOFIA \u00e9 um software desenvolvido pela empresa brasileira Contabilidade Internacional para ajudar empresas nacionais e estrangeiras a encontrar os melhores caminhos no complexo sistema tribut\u00e1rio brasileiro, al\u00e9m de alternativas em outros 33 pa\u00edses. Criado com base na intelig\u00eancia artificial, o SOFIA oferece uma vis\u00e3o ampla e globalizada das opera\u00e7\u00f5es financeiras de uma pessoa f\u00edsica ou de uma empresa, sendo capaz de integrar as fun\u00e7\u00f5es de Web Crawler, ERP e CRM tribut\u00e1rio e jur\u00eddico, conforme fonte oficial da pr\u00f3pria empresa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao coletar, processar e interpretar mais de 1.700 dados em todo o conjunto de leis e impostos de diferentes cidades, estados e pa\u00edses, a plataforma analisa cen\u00e1rios e indica caminhos que garantam \u00e0s empresas e indiv\u00edduos uma gest\u00e3o fiscal otimizada, nacional e internacionalmente. Em modo ativo desde 2017, j\u00e1 s\u00e3o 7 mil usu\u00e1rios entre pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas, no Brasil e em 34 outros pa\u00edses, inclusive nos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A plataforma auxilia o contribuinte a evitar pagar mais impostos do que necess\u00e1rio, al\u00e9m de cumprir qualquer obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e a obedecer a todas as normas. \u201cO SOFIA coleta todo o conjunto de leis e impostos de todos os munic\u00edpios e estados do Brasil e compara com os equivalentes dos Estados Unidos, por exemplo, para apontar o melhor cen\u00e1rio tribut\u00e1rio e jur\u00eddico, seja para um brasileiro abrir empresa nos EUA ou comprar uma casa nos Estados Unidos e financiar um im\u00f3vel de temporada na Disney ou para uma empresa americana importar servi\u00e7os ou produtos brasileiros. E essas s\u00e3o apenas duas das poss\u00edveis aplica\u00e7\u00f5es do SOFIA\u201d, explica Roger.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O executivo afirma que a plataforma facilita o acesso \u00e0 contabilidade, tanto nacional quanto internacional, eliminando a necessidade de grandes investimentos em consultorias especializadas. A interface do sistema e os relat\u00f3rios detalhados permitem uma gest\u00e3o fiscal simplificada, al\u00e9m de fornecer informa\u00e7\u00f5es sobre as implica\u00e7\u00f5es fiscais e jur\u00eddicas de suas atividades e opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m desse diagn\u00f3stico inicial, a cada nova legisla\u00e7\u00e3o adicionada, altera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria ou caso de uso, o sistema se atualiza. Esse ciclo de aprendizado e adapta\u00e7\u00e3o constante, caracter\u00edstico da IA, assegura que o SOFIA permane\u00e7a atualizado diante das mudan\u00e7as globais, oferecendo \u00e0s empresas uma solu\u00e7\u00e3o fiscal que atende suas necessidades atuais e futuras, como \u00e9 o caso da Reforma Tribut\u00e1ria no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/patrocinado\/dino\/noticia\/2024\/09\/12\/complexidade-do-sistema-tributario-faz-empresas-pagarem-mais.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/patrocinado\/dino\/noticia\/2024\/09\/12\/complexidade-do-sistema-tributario-faz-empresas-pagarem-mais.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Ind\u00fastria de pneus reclama de concorr\u00eancia com estrangeiras; governo analisa aumentar imposto de importa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 12\/09\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A queda de bra\u00e7o que tem produtores de borracha e fabricantes nacionais de pneus de um lado e, do outro, caminhoneiros e importadores do produto foi tema de um debate na Comiss\u00e3o de Via\u00e7\u00e3o e Transportes da C\u00e2mara do Deputados nesta semana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conforme dados apresentados na audi\u00eancia p\u00fablica, nos \u00faltimos quatro anos a participa\u00e7\u00e3o de importados no mercado de pneus para ve\u00edculos de carga aumentou de 15% para 47%. Para ve\u00edculos de passeio a participa\u00e7\u00e3o aumentou ainda mais: passou de 27% para 62%. Os pneus v\u00eam, principalmente, da China, Vietn\u00e3, \u00cdndia e Mal\u00e1sia, por um pre\u00e7o abaixo dos produzidos no pa\u00eds. Nos \u00faltimos dois anos, os pre\u00e7os ca\u00edram at\u00e9 20%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria de Pneus (Anip), o Brasil \u00e9 o maior polo de produ\u00e7\u00e3o de pneus da Am\u00e9rica Latina e s\u00e9timo no mundo. S\u00e3o 11 empresas e 21 f\u00e1bricas em sete estados. Os 52 milh\u00f5es de pneus vendidos arrecadam R$ 5,2 bilh\u00f5es por ano em impostos, e mant\u00eam 32 mil empregos diretos e 500 mil indiretos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Aumento da al\u00edquota<br>Enquanto caminhoneiros comemoram o pre\u00e7o mais baixo, representantes da ind\u00fastria pedem o aumento da tarifa de importa\u00e7\u00e3o para assegurar a competitividade do produto nacional. A C\u00e2mara de Com\u00e9rcio Exterior (Camex), do governo federal, analisa aumentar de 16% para 35% a al\u00edquota de importa\u00e7\u00e3o do item.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O consultor da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), Gustavo Madi, afirmou que o aumento da tarifa elevaria os pre\u00e7os dos importados em 16,4%. Segundo ele, isso n\u00e3o traria repercuss\u00e3o negativa significativa no \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEsse impacto seria da casa de 0,03% a 0,05%. Para ter uma dimens\u00e3o disso: a gente fala numa proje\u00e7\u00e3o de infla\u00e7\u00e3o de 3,74%, [e ent\u00e3o] ela seria de 3,79% somando esse impacto\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a CNI , a medida geraria efeitos positivos para a economia, contendo a queda na produ\u00e7\u00e3o nacional de pneus. A eleva\u00e7\u00e3o da taxa representaria aumento de R$ 8,9 bilh\u00f5es no PIB nacional por ano, 105 mil empregos a mais e R$ 3,7 bilh\u00f5es em sal\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Competi\u00e7\u00e3o desleal<br>O presidente-executivo da Associa\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria de Pneum\u00e1ticos (Anip), Klaus Curt Muller, apontou o Brasil como \u00fanico pa\u00eds do ocidente que tem em seu territ\u00f3rio a produ\u00e7\u00e3o de pneus e de borracha natural, o que \u00e9 estrat\u00e9gico. Segundo ele, os fabricantes n\u00e3o s\u00e3o contra a importa\u00e7\u00e3o, mas contra o que ele chamou de competi\u00e7\u00e3o leal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cDados da Receita Federal demonstram que metade \u00e9 importado a um valor abaixo do custo de mat\u00e9ria prima e a outra metade abaixo do custo industrial brasileiro. Ou seja, temos que encarar uma concorr\u00eancia que tem um pre\u00e7o abaixo do custo industrial, ou pior, da mat\u00e9ria prima\u201d, avaliou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o representante da Anip, ao passar pelo mesmo problema h\u00e1 alguns anos, os Estados Unidos elevaram as taxas de importa\u00e7\u00e3o para proteger a ind\u00fastria local. Com isso, a demanda foi deslocada para o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na opini\u00e3o do diretor Executivo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores e Beneficiadores de Borracha Natural (Abrapor), Fernando do Val Guerra, a eleva\u00e7\u00e3o de imposto \u00e9 uma medida de exce\u00e7\u00e3o para coibir uma pr\u00e1tica de concorr\u00eancia desleal e defender o emprego, a ind\u00fastria e a soberania do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O diretor-executivo e presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Importadores e Distribuidores de Pneus (Abidip), Ricardo Al\u00edpio da Costa, informou representar 36% das mais de 600 empresas importadoras, garantiu que nenhuma das associadas compra do exterior abaixo do custo de mat\u00e9ria-prima. Ele entende ser necess\u00e1ria maior fiscaliza\u00e7\u00e3o da Receita Federal em outras importadoras.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Costa pediu mais sensibilidade \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de caminhoneiros, taxistas e motoristas de aplicativo. \u201cQuanto mais caros os pneus, menos competitivos s\u00e3o nossos produtos, pois tudo no Brasil \u00e9 transportado sobre pneus. Meu objetivo \u00e9 sensibilizar vossas excel\u00eancias a levarem nosso apelo ao governo para que olhe o problema de forma abrangente e n\u00e3o apenas sob a \u00f3tica da ind\u00fastria, pois o com\u00e9rcio tamb\u00e9m emprega, e emprega muito\u201d, defendeu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ele, se h\u00e1 importa\u00e7\u00e3o, \u00e9 porque a ind\u00fastria n\u00e3o possui capacidade para abastecer a demanda interna.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Custos<br>O assessor jur\u00eddico da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Transportadores Aut\u00f4nomos (CNTA), Alziro da Motta, afirmou que os representantes da ind\u00fastria n\u00e3o apresentaram dados sobre o crescimento do pre\u00e7o dos pneus nacionais, o que poderia esclarecer se \u00e9 o baixo valor dos importados foi respons\u00e1vel pelo ganho de mercado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Temos um problema s\u00e9rio do piso m\u00ednimo de frete, que est\u00e1 no Supremo desde 2020, suspenso praticamente. Se o piso estivesse valendo e funcionando, provavelmente os caminhoneiros nem estariam aqui porque estariam assegurados de qualquer aumento de insumo, que seria repassado para o frete automaticamente&#8221;, argumentou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O superintendente de Servi\u00e7os de Transporte Rodovi\u00e1rio e Multimodal de Carga da Agencia Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Jos\u00e9 Aires Amaral Filho, destacou que a preocupa\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia \u00e9 com o sucateamento do setor, &#8220;que j\u00e1 vem sofrendo muito com aumento de custos em geral&#8221;. &#8220;Acaba que o transportador, em especial o aut\u00f4nomo tem que assumir todo o custo&#8221;, ponderou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o assessor t\u00e9cnico da Associa\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte de Cargas e Log\u00edstica (NTC&amp;Log\u00edstica), Antonio Lauro Vald\u00edvia Neto, o aumento do pre\u00e7o dos pneus vai acarretar gasto anual de R$ 2 milh\u00f5es para o setor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A gente acabou de passar por um per\u00edodo muito grande de alta, o caminh\u00e3o dobrou de pre\u00e7o nos \u00faltimos tr\u00eas anos, tivemos aumentos enormes por conta do diesel. Neste ano, quando a coisa come\u00e7a a ficar mais est\u00e1vel, vem mais essa not\u00edcia&#8221;, lamentou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Seguran\u00e7a<br>O representante do Sindicato de Transportes Aut\u00f4nomos de Bens do Rio de Janeiro (Sindican), N\u00e9lson J\u00fanior, lembrou que, em 2015-2017, era comum o profissionais rodarem com pneus reciclados, comprados de borracheiros. &#8220;A partir do momento em que abriu a importa\u00e7\u00e3o de pneu, tivemos a oportunidade de andar com pneus novos, o que traz seguran\u00e7a e diminui acidentes nas estradas. Isso nenhum de voc\u00eas falou aqui\u201d, apontou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na avalia\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Catarinense de Transportes de Carga, h\u00e1 uma manobra para subir o pneu de toda a cadeia, migrando o imposto do concorrente. O caminhoneiro de Jandersson deu o recado: &#8220;N\u00f3s, caminhoneiros, n\u00e3o vamos aceitar, n\u00e3o vamos engolir isso, do caminh\u00e3o, nem do carro de passeio, nem da ind\u00fastria, nem do &nbsp;agroneg\u00f3cio\u201d, garantiu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A reuni\u00e3o foi realizada a pedido do deputado Z\u00e9 Trov\u00e3o (PL-SC). Ele ressaltou a import\u00e2ncia do debate para 615 mil caminhoneiros aut\u00f4nomos do Brasil e afirmou ser vi\u00e1vel buscar uma solu\u00e7\u00e3o equilibrada e justa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1096615-industria-de-pneus-reclama-de-concorrencia-com-estrangeiras-governo-analisa-aumentar-imposto-de-importacao\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1096615-industria-de-pneus-reclama-de-concorrencia-com-estrangeiras-governo-analisa-aumentar-imposto-de-importacao<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Setor de pagamentos quer definir em um ano modelo para \u2018split payment\u2019<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 12\/09\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O setor de pagamentos montou um grupo de trabalho formado pelas principais associa\u00e7\u00f5es representativas do ramo e quer definir em um ano um modelo para implementa\u00e7\u00e3o do \u201csplit payment\u201d, previsto na reforma tribut\u00e1ria. As discuss\u00f5es est\u00e3o ocorrendo no \u00e2mbito da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Institui\u00e7\u00f5es Financeiras (CNF).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O \u201csplit payment\u201d, uma das principais novidades da reforma tribut\u00e1ria do consumo, permitir\u00e1 o recolhimento dos novos tributos no momento da liquida\u00e7\u00e3o financeira da transa\u00e7\u00e3o. A ideia \u00e9 que o sistema entre em pleno funcionamento em 2027.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diretora jur\u00eddica da CNF, Cristiane Coelho afirma que a implementa\u00e7\u00e3o do sistema traz diversos desafios que precisam ser discutidos pelo setor em conjunto com o governo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO interesse da ind\u00fastria \u00e9 conseguir efetivar a reforma como o governo quer, mas de forma consciente, que continue dando seguran\u00e7a \u00e0s transa\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas\u201d, disse, em encontro do setor de cart\u00f5es com jornalistas na sede da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban). \u201cOs custos devem ser compat\u00edveis com o que a gente, como sociedade, consegue financiar. Porque se \u00e9 um produto feito para o governo, vai ter que ser arcado tamb\u00e9m pelo governo\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fazem parte do grupo, al\u00e9m da Febraban, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (ABBC), a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas de Cart\u00f5es de Cr\u00e9dito e Servi\u00e7os (Abecs), a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Institui\u00e7\u00f5es de Pagamentos (Abipag), a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Internet (Abranet), a Associa\u00e7\u00e3o das Infraestruturas de Mercado Financeiro (Apiimf) e a Zetta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O trabalho ser\u00e1 orientado por algumas premissas, explicou Coelho. Entre elas, est\u00e3o: segrega\u00e7\u00e3o e recolhimento do tributo no ato da liquida\u00e7\u00e3o financeira, para evitar preju\u00edzo a mecanismos de preven\u00e7\u00e3o a fraudes; isonomia entre participantes e arranjos de pagamento; equil\u00edbrio concorrencial; qualidade da experi\u00eancia do usu\u00e1rio; e remunera\u00e7\u00e3o proporcional aos custos e investimentos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto ser\u00e1 dividido em duas fases. A primeira ser\u00e1 mais conceitual, enquanto a segunda ser\u00e1 voltada principalmente ao desenho das especifica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No encontro, as entidades que representam o setor de cart\u00f5es tamb\u00e9m informaram que est\u00e3o discutindo novas formas de financiamento para evitar que os usu\u00e1rios entrem no rotativo ou permitir que migrem mais rapidamente para alternativas mais baratas de parcelamento das d\u00edvidas no cart\u00e3o de cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa \u00e9 a uma das pautas priorit\u00e1rias do f\u00f3rum de discuss\u00e3o criado em junho por cinco associa\u00e7\u00f5es que representam bancos, fintechs e credenciadoras: Abipag, Abranet, Febraban, Abecs e Zetta. Como mostrou o Valor em junho, o setor de cart\u00f5es selou um \u201carmist\u00edcio\u201d ap\u00f3s o embate acalorado sobre o parcelado sem juros no ano passado, que foi parar na Justi\u00e7a. As associa\u00e7\u00f5es celebraram um memorando de inten\u00e7\u00f5es buscando encerrar contenciosos e criaram o f\u00f3rum. O grupo ser\u00e1 uma inst\u00e2ncia para debater temas relativos ao setor, mas deixar\u00e1 de fora o parcelado sem juros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cOs n\u00edveis de inadimpl\u00eancia e o patamar de juros s\u00e3o pontos que ainda temos a discutir. Queremos menos consumidores no rotativo\u201d, disse o presidente da Febraban, Isaac Sidney. \u201cA nossa ambi\u00e7\u00e3o \u00e9 n\u00e3o ter ningu\u00e9m no rotativo\u201d, disse Carol Conway, presidente da Abranet e atual presidente do f\u00f3rum. Ela afirmou que ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel detalhar quais alternativas de financiamento est\u00e3o sendo discutidas pelo grupo, mas que \u201cem breve\u201d devem ser apresentadas novidades. \u201cPrecisamos tamb\u00e9m conversar com o Banco Central e com entidades que representam consumidores\u201d, acrescentou Sidney.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No ano passado, em meio \u00e0s discuss\u00f5es sobre o rotativo, uma das alternativas aventadas foi a possibilidade de cobran\u00e7a de juros sobre o consolidado da d\u00edvida. A proposta previa que, a partir de um certo n\u00famero de faturas n\u00e3o pagas, o banco poderia trazer a d\u00edvida a valor presente e cobrar juros tamb\u00e9m das parcelas vincendas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outras pautas elencadas pelo f\u00f3rum s\u00e3o: acompanhamento do teto de juros sobre as d\u00edvidas do cart\u00e3o, que passou a valer neste ano; portabilidade do saldo devedor da fatura de cart\u00f5es; e funcionalidades via open finance.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/financas\/noticia\/2024\/09\/12\/setor-de-pagamentos-quer-definir-em-um-ano-modelo-para-split-payment.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/financas\/noticia\/2024\/09\/12\/setor-de-pagamentos-quer-definir-em-um-ano-modelo-para-split-payment.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O que muda para o MEI com a reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 12\/09\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A reforma tribut\u00e1ria sobre o consumo em discuss\u00e3o no Congresso Nacional ser\u00e1 implementada em etapas, com a unifica\u00e7\u00e3o dos impostos a partir de 2026 e conclus\u00e3o em 2032.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante esse per\u00edodo, diversos tributos ser\u00e3o extintos ou substitu\u00eddos pelos novos IBS (Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os) e CBS (Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os), com transi\u00e7\u00f5es graduais para dar tempo para que o governo e as empresas adaptem seus sistemas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os MEIs (Microempreendedores Individuais), que hoje somam cerca de 15 milh\u00f5es no pa\u00eds, tamb\u00e9m foram inclu\u00eddos nessa fase de transi\u00e7\u00e3o entre os dois sistemas tribut\u00e1rios, conforme tabela anexa ao texto do PLP 68, a primeira fase da reforma tribut\u00e1ria. J\u00e1 aprovado pela C\u00e2mara, o projeto agora est\u00e1 em discuss\u00e3o no Senado Federal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, al\u00e9m da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, fixada em 5% sobre o valor do sal\u00e1rio m\u00ednimo \u2013 R$ 70,60 em valores atuais -, os microempreendedores do com\u00e9rcio e da ind\u00fastria recolhem R$ 1 de ICMS (Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os), e aqueles que atuam na \u00e1rea de servi\u00e7os pagam R$ 5 de ISS (Imposto sobre Servi\u00e7os) por meio de uma \u00fanica guia, a DAS (Documento de Arrecada\u00e7\u00e3o do Simples Nacional).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a transi\u00e7\u00e3o da reforma, de 2027 a 2028, eles pagar\u00e3o os dois impostos que ser\u00e3o extintos (ISS e ICMS), e os novos CBS e IBS, sem contar a contribui\u00e7\u00e3o ao INSS.&nbsp;A partir de 2033, quando a reforma estiver completamente conclu\u00edda, tanto os MEIs que atuam no com\u00e9rcio e na ind\u00fastria como os prestadores de servi\u00e7os v\u00e3o recolher um total de R$ 3, sendo R$ 1 relativo \u00e0 CBS, e R$ 2 de IBS. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNa pr\u00e1tica, MEIs que exercem atividades de com\u00e9rcio e ind\u00fastria v\u00e3o pagar R$ 2 a mais em tributos &#8211; fora a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria &#8211; depois de conclu\u00edda a reforma. E quem atua na \u00e1rea de servi\u00e7os vai recolher R$ 2 a menos na compara\u00e7\u00e3o com os valores atuais\u201d, explica Fl\u00e1vio Perez, consultor tribut\u00e1rio da Orcose Contabilidade.<br>NANOEMPREENDEDOR<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a vota\u00e7\u00e3o do PLP 68 na C\u00e2mara, foi inclu\u00edda de \u00faltima hora a cria\u00e7\u00e3o de uma nova figura jur\u00eddica no Simples Nacional, dispensada de recolher o IBS e a CBS: o nanoempreendedor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso desses novos empreendedores, dever\u00e1 ser respeitado um limite de faturamento de at\u00e9 50% da receita bruta anual estabelecida para a ades\u00e3o ao MEI, hoje de R$ 81 mil. A categoria engloba pessoas f\u00edsicas que n\u00e3o aderiram ao regime de MEI, com receita bruta anual inferior a R$ 40,5 mil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cDe acordo com o PLP 68, o nanoempreendendor n\u00e3o poder\u00e1 ter aderido ao regime do MEI. Portanto, se mantido o texto original, acredito que MEI n\u00e3o poder\u00e1 passar \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de nanoempreendedor mesmo que esteja dentro do limite de faturamento permitido\u201d, esclarece.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dados do grupo de trabalho na C\u00e2mara que analisou a reforma tribut\u00e1ria apontam que existem no Brasil aproximadamente cinco milh\u00f5es de nanoempreendedores. O texto aprovado n\u00e3o deixa claro se essa categoria ser\u00e1 obrigada ou n\u00e3o a recolher contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.dcomercio.com.br\/publicacao\/s\/o-que-muda-para-o-mei-com-a-reforma-tributaria\">https:\/\/www.dcomercio.com.br\/publicacao\/s\/o-que-muda-para-o-mei-com-a-reforma-tributaria<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>C\u00e2mara aprova texto base da proposta que retoma gradualmente imposto sobre a folha de pagamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 12\/09\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A C\u00e2mara dos Deputados aprovou o texto base projeto de lei que prop\u00f5e uma transi\u00e7\u00e3o de tr\u00eas anos para o fim da desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos de 17 setores da economia e para a cobran\u00e7a de al\u00edquota cheia do INSS em munic\u00edpios com at\u00e9 156 mil habitantes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os deputados devem analisar ainda os destaques apresentados pelos partidos na tentativa de mudar trechos do texto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O dia 11 foi o \u00faltimo dia concedido pelo Supremo para a negocia\u00e7\u00e3o e aprova\u00e7\u00e3o do projeto antes de as al\u00edquotas voltarem a ser cobradas integralmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1091935-camara-vai-analisar-projeto-do-fim-gradual-da-desoneracao-da-folha-de-pagamento\">Projeto de Lei 1847\/24<\/a>, do Senado, surgiu depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) considerar inconstitucional a <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/2023\/lei-14784-27-dezembro-2023-795169-norma-pl.html\">Lei 14.784\/23<\/a>, que prorrogou a desonera\u00e7\u00e3o at\u00e9 2027, por falta de indica\u00e7\u00e3o dos recursos para suportar a diminui\u00e7\u00e3o de arrecada\u00e7\u00e3o. Um acordo posterior foi fechado no sentido de manter as al\u00edquotas para 2024 e buscar fontes de financiamento para os anos seguintes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, o texto cont\u00e9m v\u00e1rias medidas que buscam recursos para amparar as isen\u00e7\u00f5es durante o per\u00edodo de sua vig\u00eancia, como atualiza\u00e7\u00e3o do valor de im\u00f3veis com imposto menor de ganho de capital, uso de dep\u00f3sitos judiciais e repatria\u00e7\u00e3o de valores levados ao exterior sem declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a desonera\u00e7\u00e3o, as empresas beneficiadas podem optar pelo pagamento de contribui\u00e7\u00e3o social sobre a receita bruta com al\u00edquotas de 1% a 4,5% em vez de pagar 20% de INSS sobre a folha de sal\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Institu\u00edda em 2011 para alguns setores, principalmente tecnologia da informa\u00e7\u00e3o (TI) e comunica\u00e7\u00e3o (TIC) e call center, a pol\u00edtica de desonera\u00e7\u00e3o foi ampliada para diversos setores da economia em 2014, mas sofreu diminui\u00e7\u00e3o a partir de 2018 devido \u00e0 grande ren\u00fancia fiscal, permanecendo desde ent\u00e3o apenas para algumas \u00e1reas de servi\u00e7os e determinados produtos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A t\u00edtulo de transi\u00e7\u00e3o, o projeto prev\u00ea, de 2025 a 2027, a redu\u00e7\u00e3o gradual da al\u00edquota sobre a receita bruta e o aumento gradual da al\u00edquota sobre a folha. De 2028 em diante, voltam os 20% incidentes sobre a folha e fica extinta aquela sobre a receita bruta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A todo caso, durante esses anos, as al\u00edquotas incidentes sobre a folha de sal\u00e1rios n\u00e3o atingir\u00e3o os pagamentos do 13\u00ba sal\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro lado, se a empresa atuar em outras atividades n\u00e3o beneficiadas com a desonera\u00e7\u00e3o, ter\u00e1 de pagar os adicionais progressivos da contribui\u00e7\u00e3o sobre a folha junto com outro percentual j\u00e1 devido segundo as regras atuais da <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/2011\/lei-12546-14-dezembro-2011-612002-norma-pl.html\">Lei 12.546\/11<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1096350-camara-aprova-texto-base-da-proposta-que-retoma-gradualmente-imposto-sobre-a-folha-de-pagamento\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1096350-camara-aprova-texto-base-da-proposta-que-retoma-gradualmente-imposto-sobre-a-folha-de-pagamento<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sancionada lei que amplia incentivos para ind\u00fastria de semicondutores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 12\/09\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, sancionou a Lei 14.968\/24, que cria o Programa Brasil Semicondutores (Brasil Semicon), com uma s\u00e9rie de medidas para impulsionar a ind\u00fastria brasileira de semicondutores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os semicondutores s\u00e3o essenciais na fabrica\u00e7\u00e3o de componentes eletr\u00f4nicos, especialmente chips que est\u00e3o em computadores, smartphones e carros, entre outros produtos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A lei prorroga, de 2026 para 2029, a vig\u00eancia dos incentivos tribut\u00e1rios e outros benef\u00edcios concedidos \u00e0 ind\u00fastria de semicondutores e tecnologia da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (TICs) por leis, incluindo a Lei de Inform\u00e1tica e a Lei 11.484\/07, que instituiu o Padis, um programa para a produ\u00e7\u00e3o de semicondutores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O projeto aprovado pelos deputados e senadores permitia a prorroga\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica dos incentivos at\u00e9 2073, caso a Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) dispensasse a cl\u00e1usula de vig\u00eancia de cinco anos para incentivos. Mas o presidente Lula vetou esse trecho da lei.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Lula afirmou, ap\u00f3s ouvir os minist\u00e9rios da Fazenda e Planejamento, que a renova\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica contraria a LDO de 2024, que prev\u00ea a vig\u00eancia m\u00e1xima de cinco anos para os benef\u00edcios tribut\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O veto ser\u00e1 analisado agora pelo Congresso Nacional, em sess\u00e3o a ser marcada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Impacto da lei<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Lei 14.968\/24 foi publicada nesta quinta-feira (12) e tem origem em projeto (PL 13\/20) do deputado Capit\u00e3o Alberto Neto (PL-AM), aprovado pela C\u00e2mara dos Deputados na forma de um substitutivo do relator, deputado Andr\u00e9 Figueiredo (PDT-CE), e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nas redes sociais, os dois parlamentares comemoram a san\u00e7\u00e3o da lei. Alberto Neto afirmou que a medida d\u00e1 um \u201cnovo f\u00f4lego \u00e0 Zona Franca de Manaus\u201d. Figueiredo, que participou da solenidade de san\u00e7\u00e3o, disse que prorroga\u00e7\u00e3o dos incentivos era \u201cum momento hist\u00f3rico para a pesquisa, a inova\u00e7\u00e3o e a tecnologia nacional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outras medidas<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de prorrogar incentivos para o setor de semicondutores, o Brasil Semicon prev\u00ea outras medidas, entre elas:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">determina a concess\u00e3o dos incentivos por empresa benefici\u00e1ria e n\u00e3o mais produto, uma reivindica\u00e7\u00e3o do setor;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">incentiva a exporta\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os relacionados a semicondutores, e n\u00e3o apenas o mercado interno, como era at\u00e9 ent\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">permite que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) atuem na estrutura\u00e7\u00e3o e apoio financeiro a empreendimentos novos ou existentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Brasil Semicon ser\u00e1 monitorado e avaliado pelo conselho gestor, a ser regulamentado por decreto. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o aos Padis, a lei tamb\u00e9m:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">amplia as isen\u00e7\u00f5es do programa, para incluir o Imposto de Importa\u00e7\u00e3o e o Adicional de Frete para Renova\u00e7\u00e3o da Marinha Mercante;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">elimina a necessidade de lista pr\u00e9via governamental para aquisi\u00e7\u00e3o de insumos incentivados, dando mais dinamismo ao programa;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">inclui as atividades de servi\u00e7os como eleg\u00edveis para a desonera\u00e7\u00e3o, por exemplo, designs de softwares para ambientes virtuais;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">prev\u00ea que a concess\u00e3o de cr\u00e9ditos financeiros seja calculada sobre o faturamento das empresas, e n\u00e3o apenas sobre as vendas internas, como ocorria at\u00e9 agora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1096388-sancionada-lei-que-amplia-incentivos-para-industria-de-semicondutores\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1096388-sancionada-lei-que-amplia-incentivos-para-industria-de-semicondutores\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O agro e o pagamento de impostos&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 13\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O agroneg\u00f3cio \u00e9 um dos setores que mais contribuem para a economia brasileira. Em 2023 foi respons\u00e1vel por 23,8% do PIB, com uma contribui\u00e7\u00e3o de R$ 2,58 trilh\u00f5es, dividida entre R$ 1,86 trilh\u00e3o do setor agr\u00edcola e R$ 721 bilh\u00f5es da pecu\u00e1ria (CEPEA\/USP). Foi respons\u00e1vel por 50,8% das exporta\u00e7\u00f5es do pa\u00eds (mais de US$ 160 bilh\u00f5es), gerando um super\u00e1vit de mais de US$ 100 bilh\u00f5es e contribuindo fortemente para que a balan\u00e7a comercial brasileira registrasse US$ 50,9 bilh\u00f5es de superavit. Se n\u00e3o fosse o agro, seria deficit\u00e1ria em US$ 50 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O agro representa 23,7% da arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria nacional, contribuindo com R$ 790,51 bilh\u00f5es, de um total de R$ 3,34 trilh\u00f5es, dados de um estudo do Empres\u00f4metro, uma spin-off do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Muitas vezes se ouve que o agro n\u00e3o paga impostos. Primeiramente, vale destacar que o setor est\u00e1 sujeito a uma s\u00e9rie de tributos federais, estaduais e municipais, como o Imposto de Renda, o ICMS (Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os) e o Funrural (Fundo de Assist\u00eancia ao Trabalhador Rural), semelhante ao INSS para trabalhadores rurais. Al\u00e9m disso, grande parte das empresas do agro est\u00e3o inseridas no Simples Nacional ou no regime do Lucro Real ou Presumido, o que implica no recolhimento regular de tributos como ICMS, IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica), CSLL (Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido), PIS\/Pasep (Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social e Programa de Forma\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio do Servidor P\u00fablico) e COFINS (Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social), de forma unificada (Simples Nacional) ou individualizada (Lucro Presumido e Real).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Parte dos produtos do agro s\u00e3o classificados como bens essenciais em algumas tributa\u00e7\u00f5es como o ICMS, pois s\u00e3o fundamentais para a seguran\u00e7a alimentar da popula\u00e7\u00e3o. Assim como outros bens essenciais (como medicamentos, combust\u00edveis e energia el\u00e9trica), recebem tratamento tribut\u00e1rio diferenciado, com al\u00edquotas de ICMS reduzidas ou isen\u00e7\u00e3o em alguns casos \u2013 argumento muito utilizado para atacar o setor. Entretanto, essa redu\u00e7\u00e3o de impostos pagos tem um impacto direto para o consumidor final no pre\u00e7o dos alimentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando produtos como gr\u00e3os, frutas, verduras e insumos agr\u00edcolas t\u00eam al\u00edquotas mais reduzidas de ICMS, o custo de produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o desses bens diminui, permitindo que o pre\u00e7o final pago pelo consumidor seja mais acess\u00edvel, melhorando o poder de compra da popula\u00e7\u00e3o, especialmente as de baixa renda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as principais legisla\u00e7\u00f5es referentes a exporta\u00e7\u00f5es de produtos (agr\u00edcolas ou n\u00e3o), a Lei Kandir, introduzida em 1996, regulamenta o ICMS (Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os) com foco nas opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o. Sua principal caracter\u00edstica \u00e9 a isen\u00e7\u00e3o do ICMS para produtos e servi\u00e7os destinados ao mercado externo, com o objetivo de aumentar a competitividade dos produtos, o desenvolvimento das cadeias e da ind\u00fastria nacional, gerando empregos e oportunidades aos brasileiros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cadeia da soja est\u00e1 sujeita ao ICMS de 12% a 18% nas opera\u00e7\u00f5es internas (a depender do estado) e \u00e9 isenta nas exporta\u00e7\u00f5es pela Lei Kandir, al\u00e9m de 9,25% de PIS\/Cofins e 1,5% de Funrural. A carne bovina e o frango t\u00eam ICMS entre 7% e 12%, com PIS\/Cofins e Funrural semelhantes, de 9,25% e 1,5%, respectivamente. O IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) ainda pode incidir em produtos derivado e processados. O milho tamb\u00e9m tem ICMS de 12% e isen\u00e7\u00e3o para exporta\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de PIS\/Cofins e Funrural iguais \u00e0s cadeias citadas. A cana-de-a\u00e7\u00facar e o etanol enfrentam ICMS de 12% a 25%, com PIS\/Cofins (iguais) e IPI de 2% a 5%. Defensivos agr\u00edcolas, por sua vez, s\u00e3o desonerados para diminui\u00e7\u00e3o do custo de produ\u00e7\u00e3o, com isen\u00e7\u00f5es de ICMS, PIS\/Cofins e IPI na maioria dos estados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando um produtor rural investe R$ 5 a 15 mil por hectare, dependendo da cultura, para sua safra, pode-se imaginar quanto deste investimento \u00e9 para impostos, seja no diesel utilizado nas opera\u00e7\u00f5es, nos insumos comprados (fertilizantes, defensivos, m\u00e1quinas, implementos, energia, \u00e1gua\u2026), nos impostos sobre a folha de pagamentos da fazenda e das empresas fornecedoras de insumos, entre outros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em compara\u00e7\u00e3o com outros pa\u00edses, o agro no Brasil enfrenta uma carga tribut\u00e1ria significativa, desmentindo a ideia de que o setor \u00e9 isento de impostos. Recente estudo publicado pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias Exportadoras de Carnes mostrou que apenas a cadeia da carne bovina no Brasil foi respons\u00e1vel pelo pagamento de R$ 145,7 bilh\u00f5es em 2023, o que d\u00e1 R$ 400 milh\u00f5es por dia. Recentemente fizemos uma visita na Cooperativa Alfa, de Chapec\u00f3 e esta, que muitos leitores provavelmente nunca ouviram falar, \u00e9 respons\u00e1vel pelo pagamento de R$ 1 milh\u00e3o por dia em impostos.<br>Quando se ouvir que o agro n\u00e3o paga imposto, a melhor recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 escolher uma empresa do setor e fazer uma liga\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica perguntado o valor dos impostos pagos por ano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/coluna\/mundo-agro\/o-agro-e-o-pagamento-de-impostos\">https:\/\/veja.abril.com.br\/coluna\/mundo-agro\/o-agro-e-o-pagamento-de-impostos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>P\u00e1gina de Repetitivos e IACs anotados inclui julgados sobre direito processual civil e direito tribut\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 13\/09\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u200bA Secretaria de Jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) atualizou a base de dados de&nbsp;<a href=\"https:\/\/scon.stj.jus.br\/SCON\/recrep\/\">Repetitivos e IACs Anotados<\/a>. Foram inclu\u00eddas informa\u00e7\u00f5es a respeito dos julgamentos dos&nbsp;Recursos Especiais&nbsp;1.806.016&nbsp;e 1.806.608, classificados no ramo do direito processual civil, no assunto processo coletivo; e dos&nbsp;Recursos Especiais&nbsp;2.058.331, 2.031.023, 2.029.972, 2.030.253 e 2.029.970, classificados em direito tribut\u00e1rio, assunto execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os&nbsp;ac\u00f3rd\u00e3os&nbsp;de direito processual civil estabelecem a oponibilidade, a todas as a\u00e7\u00f5es populares que discutem a privatiza\u00e7\u00e3o da Companhia Vale do Rio Doce, de&nbsp;senten\u00e7a&nbsp;transitada em julgado proferida em a\u00e7\u00e3o popular pelo TRF da 1\u00aa Regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 os&nbsp;ac\u00f3rd\u00e3os&nbsp;de direito tribut\u00e1rio determinam a inaplicabilidade, \u00e0s execu\u00e7\u00f5es fiscais ajuizadas antes da vig\u00eancia da Lei 14.195\/2021, das medidas restritivas ao ajuizamento de executivo fiscal destinado \u00e0 cobran\u00e7a de anuidades em atraso promovido por conselho profissional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Plataforma<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A p\u00e1gina de&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/\">Precedentes Qualificados<\/a>&nbsp;do STJ traz informa\u00e7\u00f5es atualizadas relacionadas \u00e0 tramita\u00e7\u00e3o \u2013 como afeta\u00e7\u00e3o, desafeta\u00e7\u00e3o e suspens\u00e3o de processos \u2013, permitindo pesquisas sobre&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Precedentes\/Informacoes-gerais\/Recursos-repetitivos\">recursos repetitivos<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Precedentes\/informacoes-gerais\/controversias\">controv\u00e9rsias<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Precedentes\/informacoes-gerais\/incidentes-de-assuncao-de-competencia\">incidentes de assun\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Precedentes\/informacoes-gerais\/suspensoes-em-irdr\">suspens\u00f5es em incidente de resolu\u00e7\u00e3o de demandas repetitivas<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Precedentes\/informacoes-gerais\/pedidos-de-uniformizacao-de-interpretacao-de-lei\">pedidos de uniformiza\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00e3o de lei<\/a>, por palavras-chaves e v\u00e1rios outros crit\u00e9rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A p\u00e1gina&nbsp;<a href=\"https:\/\/scon.stj.jus.br\/SCON\/recrep\/\">Repetitivos e IACs Anotados<\/a>&nbsp;disponibiliza os&nbsp;ac\u00f3rd\u00e3os&nbsp;j\u00e1 publicados (ac\u00f3rd\u00e3os&nbsp;dos&nbsp;recursos especiais&nbsp;julgados no tribunal sob o rito dos&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm#art1036\">artigos 1.036 a 1.041<\/a>&nbsp;e do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/l13105.htm#art947\">artigo 947<\/a>&nbsp;do C\u00f3digo de Processo Civil), organizando-os de acordo com o ramo do direito e por assuntos espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2024\/13092024-Pagina-de-Repetitivos-e-IACs-anotados-inclui-julgados-sobre-direito-processual-civil-e-direito-tributario.aspx#pstj_elContTitNoticia\">Voltar para o in\u00edcio da not\u00edcia<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Saiba o significado de termos publicados nesta not\u00edcia:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">1\u00ba termo &#8211; recursos especiais:&nbsp;O recurso especial (sigla REsp) \u00e9 dirigido ao STJ para contestar poss\u00edvel m\u00e1 aplica\u00e7\u00e3o da lei federal por um tribunal de segundo grau. Assim, o REsp serve para que o STJ uniformize a interpreta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o federal em todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">2\u00ba termo &#8211; Ac\u00f3rd\u00e3os:&nbsp;Ac\u00f3rd\u00e3o \u00e9 a decis\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o colegiado de um tribunal. No caso do STJ, pode ser das turmas, se\u00e7\u00f5es ou da Corte Especial.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">3\u00ba termo &#8211; Senten\u00e7a:&nbsp;Decis\u00e3o do ju\u00edzo de primeiro grau que encerra o processo nessa inst\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fim do significado dos termos apresentados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2024\/13092024-Pagina-de-Repetitivos-e-IACs-anotados-inclui-julgados-sobre-direito-processual-civil-e-direito-tributario.aspx\">https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2024\/13092024-Pagina-de-Repetitivos-e-IACs-anotados-inclui-julgados-sobre-direito-processual-civil-e-direito-tributario.aspx<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Propostas da reforma tribut\u00e1ria da renda j\u00e1 est\u00e3o com Lula, diz Haddad<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 13\/09\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As propostas de reforma tribut\u00e1ria sobre a renda j\u00e1 est\u00e3o nas m\u00e3os do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT), que deve apresent\u00e1-las em um \u201cfuturo pr\u00f3ximo\u201d. A afirma\u00e7\u00e3o foi feita ontem pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista \u00e0 Empresa Brasileira de Comunica\u00e7\u00e3o (EBC).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com Haddad, as propostas foram apresentadas por ele pr\u00f3prio e outros integrantes do Minist\u00e9rio da Fazenda para Lula em uma reuni\u00e3o de duas horas realizada no Pal\u00e1cio da Alvorada. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, tamb\u00e9m \u201cj\u00e1 est\u00e1 informado das propostas\u201d. A ideia com a reforma \u00e9 isentar do Imposto de Renda (IR) aqueles que ganham at\u00e9 R$ 5 mil &#8211; uma das principais promessas eleitorais de Lula.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cUm dos caminhos oferecidos parece bastante promissor dos pontos de vista econ\u00f4mico e pol\u00edtico\u201d, disse Haddad.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A respeito da regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria sobre consumo, o ministro da Fazenda afirmou que n\u00e3o haver\u00e1 \u201cpreju\u00edzo\u201d se a discuss\u00e3o for conclu\u00edda no ano que vem. Mas disse que acredita ser poss\u00edvel que os projetos de lei sejam aprovados tanto na C\u00e2mara quanto no Senado ainda em 2024, para que Lula sancione as mudan\u00e7as at\u00e9 o fim de dezembro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cPenso que n\u00e3o seria nem justo com as pessoas envolvidas nesse empreendimento que elas n\u00e3o tivessem possibilidade de concluir a regulamenta\u00e7\u00e3o durante a presid\u00eancia das duas casas [C\u00e2mara e Senado]\u201d, disse, referindo-se respectivamente aos presidentes Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Classificados por Haddad como \u201cos grandes l\u00edderes dessa mudan\u00e7a\u201d, Lira e Pacheco deixam a presid\u00eancia de C\u00e2mara e Senado no come\u00e7o do ano que vem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na \u00e1rea econ\u00f4mica, o ministro da Fazenda mostrou alguma preocupa\u00e7\u00e3o com os reflexos do enfraquecimento da economia chinesa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAs pessoas come\u00e7am a falar que n\u00e3o s\u00f3 est\u00e1 desacelerando, como pode ter uma retra\u00e7\u00e3o da economia internacional, e a\u00ed penalizando exportadores de commodities, como o Brasil\u201d, disse. Ele tamb\u00e9m mencionou a necessidade de aten\u00e7\u00e3o a \u201celei\u00e7\u00f5es em pa\u00edses estrat\u00e9gicos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/09\/13\/propostas-da-reforma-tributaria-da-renda-ja-estao-com-lula-diz-haddad.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/09\/13\/propostas-da-reforma-tributaria-da-renda-ja-estao-com-lula-diz-haddad.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Tese do STJ sobre rescis\u00f3ria mostra que contribuinte deve investir no lit\u00edgio preventivo<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 13\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se nem as decis\u00f5es definitivas obtidas pelos contribuintes antes da modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d pelo Supremo Tribunal Federal est\u00e3o a salvo, a melhor estrat\u00e9gia \u00e9 mesmo investir no lit\u00edgio preventivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa conclus\u00e3o \u00e9 de tributaristas consultados pela revista eletr\u00f4nica Consultor Jur\u00eddico. Eles comentaram a permiss\u00e3o dada pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a para que a Fazenda Nacional use a\u00e7\u00f5es rescis\u00f3rias para restringir o aproveitamento de cr\u00e9ditos de PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A posi\u00e7\u00e3o foi fixada na quarta-feira (11\/9), em julgamento da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o sob o rito dos recursos repetitivos. Ela representa mais um golpe contra o contribuinte, reduzindo ainda mais a vit\u00f3ria na \u201ctese do s\u00e9culo\u201d julgada pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em mar\u00e7o de 2017, o Supremo decidiu que o ICMS n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo de PIS e Cofins. Apenas quatro anos depois, em abril de 2021, decidiu modular os efeitos temporais da tese.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ficou decidido, ent\u00e3o, que ela s\u00f3 poderia ser aproveitada pelo contribuinte a partir de 17 de mar\u00e7o de 2017, exceto nos casos em que j\u00e1 havia a\u00e7\u00e3o ajuizada para discutir o tema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, quem obteve o direito de compensa\u00e7\u00e3o ou ressarcimento mediante a\u00e7\u00f5es ajuizadas entre mar\u00e7o de 2017 e abril de 2021 entrou na mira da Fazenda Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dados apresentados ao STJ indicam que s\u00e3o pelo menos 1,1 mil rescis\u00f3rias, o que abriu um novo assalto na luta pelos cr\u00e9ditos de PIS e Cofins,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-20\/rescisorias-abrem-novo-round-na-disputa-sobre-a-tese-do-seculo-no-judiciario\/\">como mostrou<\/a>&nbsp;a&nbsp;Conjur. Na quarta-feira, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o deu a vit\u00f3ria \u00e0 Fazenda.<br>Impacto negativo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As a\u00e7\u00f5es vencidas pelos contribuintes e atacadas pela Fazenda admitem a restitui\u00e7\u00e3o ou compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de PIS e Cofins nos cinco anos anteriores ao ajuizamento. Por\u00e9m, conforme as rescis\u00f5es forem ocorrendo, todos os cr\u00e9ditos anteriores a 17 de mar\u00e7o de 2017 ser\u00e3o derrubados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As compensa\u00e7\u00f5es desses valores ser\u00e3o glosadas e, se j\u00e1 feitas, poder\u00e3o ser revistas, desde que observado o prazo prescricional. Quando isso ocorrer, o contribuinte poder\u00e1 ser autuado para recolher o valor indevidamente compensado, com juros de mora e multa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 quem optou pela restitui\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos \u2014 o caminho mais demorado \u2014 poder\u00e1 ter o precat\u00f3rio cancelado. H\u00e1 ainda a possibilidade de a Fazenda usar o cumprimento da senten\u00e7a da rescis\u00f3ria para fazer essa cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ou seja, vai ficar caro para o contribuinte que s\u00f3 ajuizou a\u00e7\u00e3o depois da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d. No caso do REsp 2.054.759, por exemplo, o processo \u00e9 de fevereiro de 2018 e permitiu a compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos a partir de fevereiro de 2013.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a aplica\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o do STJ, os cinco anos de cr\u00e9dito indevidamente recolhido ser\u00e3o reduzidos para 11 meses \u2014 de mar\u00e7o de 2017 a fevereiro de 2018.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A\u00e7\u00e3o preventiva<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cInfelizmente, ajuizar a\u00e7\u00f5es judiciais de forma preventiva nunca foi t\u00e3o recomendado\u201d, avalia&nbsp;Mariana Ferreira, do escrit\u00f3rio Murayama e Affonso Ferreira Advogados. Em sua an\u00e1lise, quem antes aguardava o Judici\u00e1rio decidir hoje prefere ajuizar logo a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cHoje a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 entrar em lit\u00edgio para garantir uma futura discuss\u00e3o que pode ser positiva ou n\u00e3o. \u00c9 pecar pelo excesso.\u201d Para ela, a decis\u00e3o do STJ atinge o sistema judicial, intensifica a atua\u00e7\u00e3o dos tribunais locais e aumenta as demandas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cGera uma total inseguran\u00e7a e ainda mais, fere consequentemente a livre iniciativa e a prote\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento dos neg\u00f3cios. As empresas enxergam no Brasil um grande palco de discuss\u00f5es tribut\u00e1rias, mas n\u00e3o de oportunidades, e, sim, de perdas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Gustavo Lanna, head da \u00e1rea tribut\u00e1ria do GVM Advogados, aponta que a litigiosidade est\u00e1 sendo fomentada, visto que o ideal para escapar de futuras modula\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis \u00e9 o ajuizamento de a\u00e7\u00f5es antes do in\u00edcio dos julgamentos dos temas no STF ou no STJ.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em sua opini\u00e3o, a decis\u00e3o gera uma invers\u00e3o no sistema tribut\u00e1rio: o contribuinte que tinha decis\u00e3o judicial favor\u00e1vel, que lhe garantia a condi\u00e7\u00e3o de credor da Uni\u00e3o, torna-se devedor. \u201cCom certeza h\u00e1 uma quebra de confian\u00e7a no sistema tribut\u00e1rio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1&nbsp;Maria Andr\u00e9ia dos Santos, s\u00f3cia do Machado Associados, destaca que a tese do STJ somente refor\u00e7a a tend\u00eancia registrada nos tribunais superiores de flexibiliza\u00e7\u00e3o do instituto da coisa julgada, que era a prote\u00e7\u00e3o m\u00e1xima concedida ao contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso faz com que aquele que vence uma demanda tribut\u00e1ria, com decis\u00e3o supostamente definitiva, seja obrigado a continuar acompanhando o tema em julgamentos posteriores, sob o risco de ter seu direito restringido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 ineg\u00e1vel que todo esse cen\u00e1rio de flexibiliza\u00e7\u00e3o gera forte inseguran\u00e7a para os contribuintes, que, de vencedores com direito de cr\u00e9dito podem passar a perdedores que devem ao Fisco.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Crit\u00e9rios e constitucionalidade<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Maria Andr\u00e9ia afirma que o cen\u00e1rio de forte inseguran\u00e7a decorre tamb\u00e9m da metodologia de defini\u00e7\u00e3o da modula\u00e7\u00e3o de efeitos. Essa&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mar-21\/modulacoes-dos-efeitos-de-teses-tributarias-do-stj-ligam-alerta-para-contribuintes\/\">tend\u00eancia tem sido observada nos julgamentos tribut\u00e1rios do STJ<\/a>&nbsp;e j\u00e1 \u00e9 percebida pelos ministros como um&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jul-01\/judicializacao-para-prevenir-modulacao-de-teses-faz-stj-debater-criterios\/\">fator a incentivar a judicializa\u00e7\u00e3o preventiva<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cNesses casos, o contribuinte faz o que est\u00e1 ao seu alcance e sob o seu controle, ajuizando a a\u00e7\u00e3o judicial com anteced\u00eancia e de forma preventiva\u201d, diz a advogada. A depender do crit\u00e9rio, nem isso resolver\u00e1, o que gera tratamento desigual aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Fernando Cestari, do Abe Advogados, \u00e9 o \u00fanico a apontar uma luz no fim do t\u00fanel: a possibilidade do uso da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria ser revisto pelo Supremo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o do STJ se baseou no artigo 535, par\u00e1grafo 8\u00ba, do C\u00f3digo de Processo Civil, que autoriza a rescis\u00f3ria nos casos em que um t\u00edtulo judicial se mostrar inexequ\u00edvel por se fundar em lei ou ato considerado inconstitucional pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A norma fixa que o prazo para a rescis\u00f3ria, de dois anos, deve ser contado a partir do tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o proferida pelo Supremo. J\u00e1 h\u00e1 ind\u00edcios, no entanto, de que esse marco pode ser considerado inconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um deles foi dado pelo ministro Luiz Fux, em setembro de 2023, durante o voto no caso da terceiriza\u00e7\u00e3o da atividade-fim. Ele apontou que a contagem do prazo deveria partir do tr\u00e2nsito em julgado da a\u00e7\u00e3o que se quer decidir.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO fundamento processual adotado na tese vencedora abre a possibilidade de discuss\u00e3o do tema no STF, em que j\u00e1 houve manifesta\u00e7\u00e3o do ministro Luiz Fux pela poss\u00edvel inconstitucionalidade dos referidos dispositivos processuais\u201d, ressalta Cestari.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">REsp 2.054.759<br>REsp 2.066.696<br><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-13\/tese-sobre-rescisoria-mostra-que-contribuinte-deve-investir-no-litigio-preventivo\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-13\/tese-sobre-rescisoria-mostra-que-contribuinte-deve-investir-no-litigio-preventivo\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Agenda do STF: Ministros voltam a pautar a\u00e7\u00e3o bilion\u00e1ria do Reintegra e multa punitiva<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 14\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Supremo Tribunal Federal (STF) manteve na pauta da pr\u00f3xima semana o julgamento que vai definir se as al\u00edquotas do Regime Especial de Reintegra\u00e7\u00e3o de Valores Tribut\u00e1rios para as Empresas Exportadoras (Reintegra) podem ser livremente reduzidas pelo governo federal. O placar est\u00e1 em 3 a 2 a favor da Uni\u00e3o, que prev\u00ea impacto de R$ 49,9 bilh\u00f5es em cas o de derrota. O valor consta no Projeto de Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (PLDO) para o ano de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relator, Gilmar Mendes, votou com a Uni\u00e3o para permitir a interven\u00e7\u00e3o do Executivo e foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Divergiram os ministros Luiz Fux e Edson Fachin, favor\u00e1veis aos contribuintes. A a\u00e7\u00e3o foi proposta pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) e o Instituto A\u00e7o Brasil que entendem que o Reintegra, criado pela Lei n\u00ba 12.546\/2011, foi deturpado nos \u00faltimos anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso porque o objetivo primordial do programa, de ressarcir as exportadoras pelo res\u00edduo tribut\u00e1rio existente na cadeia de produ\u00e7\u00e3o, n\u00e3o estaria sendo cumprido. Inicialmente, o percentual de cr\u00e9dito dado \u00e0s empresas sobre as receitas de exporta\u00e7\u00e3o variava entre 0,1% e 3%. Por\u00e9m, foi reduzido ao longo dos anos e, desde 2018, est\u00e1 em 0,1%. Para as entidades, o governo federal n\u00e3o pode modificar as al\u00edquotas sem motivo (ADI 6040 e 6055).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Multa punitiva<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m pode ser julgada, na pr\u00f3xima quinta-feira, 19, a validade de multa punitiva de 150% em processos fiscais. Para os contribuintes, o percentual tem car\u00e1ter confiscat\u00f3rio e a penalidade n\u00e3o pode ser maior do que pr\u00f3prio valor do tributo. Pedem que seja adotado o limite de 30% sobre o devido. A discuss\u00e3o come\u00e7ou no Plen\u00e1rio Virtua l, em abril de 2023. O relator, Dias Toffoli, votou para instituir o teto de 100% sobre as multas e foi acompanhado pelo ministro Alexandre de Moraes. Pediu destaque do ministro Fl\u00e1vio Dino (RE 736090 ou Tema 863).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Liberdade de express\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em outra a\u00e7\u00e3o, os ministros v\u00e3o analisar os limites entre a liberdade de express\u00e3o e a inviolabilidade da honra e da imagem. Ser\u00e3o discutidos os par\u00e2metros para que uma publica\u00e7\u00e3o deva ser proibida ou ocasione condena\u00e7\u00e3o por danos morais. No caso concreto, produtores da tradicional Festa do Pe\u00e3o de Boaideiro, em Barretos, no interior de S\u00e3o Paulo, questionam uma campanha contra maus tratos de animais em rodeios feita pela organiza\u00e7\u00e3o Projeto Esperan\u00e7a Animal (PEA), divulgada na Internet.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os organizadores da Festa do Pe\u00e3o, Os Independentes, dizem que as informa\u00e7\u00f5es seriam falsas. Pediram na Justi\u00e7a que fosse vedada qualquer divulga\u00e7\u00e3o vinculando a marca. J\u00e1 a PEA alega censura. A senten\u00e7a foi a favor de Os Independentes, condenando a PEA por danos morais. Foi mantida pelo Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de S\u00e3o Paulo (TJSP), mas os efeitos do ac\u00f3rd\u00e3o foram suspensos por uma liminar do ministro do STF aposentado Joaquim Barbosa (Rcl 11292). S\u00f3 ser\u00e3o feitas as sustenta\u00e7\u00f5es orais durante a sess\u00e3o (RE 662055).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Covid-19<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Corte tamb\u00e9m vai julgar a validade de lei do munic\u00edpio de Uberl\u00e2ndia que veda a vacina\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria contra covid-19 e pro\u00edbe a aplica\u00e7\u00e3o de restri\u00e7\u00f5es e san\u00e7\u00f5es contra pessoas n\u00e3o vacinadas. Em abril de 2022, o ministro relator, Lu\u00eds Roberto Barroso j\u00e1 havia dado liminar para suspender os efeitos da Lei municipal n\u00ba 13.691\/2022 (ADPF 946).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O STF ainda deve fixar a tese em dois outros casos. Um se refere a um julgamento que, por maioria, concedeu habeas corpus para determinar a suspens\u00e3o de processo e eventual execu\u00e7\u00e3o da pena at\u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o motivada do \u00f3rg\u00e3o acusat\u00f3rio sobre a viabilidade de proposta do acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal (HC 185913).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O outro caso discute supostas omiss\u00f5es do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) no atendimento a pessoas trans. Uma liminar do ministro Gilmar Mendes em 2021, determinou que o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade adotasse medidas para garantia dos servi\u00e7os. A cautelar foi referendada, mas com ressalvas. Falta s\u00f3 a defini\u00e7\u00e3o da tese (ADPF 787)<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Religi\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda existe na pauta dois processos que tratam da obriga\u00e7\u00e3o de custeio de uma cirurgia pelo Estado sem transfus\u00e3o de sangue, por conta da religi\u00e3o dos pacientes, que s\u00e3o testemunhas de Jeov\u00e1 (RE 979742 e RE 1212272).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um \u00faltimo caso \u00e9 um recurso que discute a possibilidade da quebra de sigilo de dados telem\u00e1ticos de um conjunto n\u00e3o identificado de pessoas em uma investiga\u00e7\u00e3o criminal. H\u00e1 o voto da relatora, ministra Rosa Weber, j\u00e1 aposentada, que julgou inconstitucional emitir ordem judicial gen\u00e9rica para dar acesso a dados de usu\u00e1rios. A an\u00e1lise ser\u00e1 retomada com voto-vista do ministro Alexandre de Moraes (RE 1301250).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/14\/agenda-do-stf-ministros-voltam-a-pautar-acao-bilionaria-do-reintegra-e-multa-punitiva.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/14\/agenda-do-stf-ministros-voltam-a-pautar-acao-bilionaria-do-reintegra-e-multa-punitiva.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>MUNICIPAIS: <\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Seguradora vence no Carf disputa sobre PIS e Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 09\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) excluiu da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins da Brasilve\u00edculos Companhia de Seguros, pertencente \u00e0 Mapfre Brasil, os rendimentos obtidos com reserva t\u00e9cnica \u2013 ativos exigidos para garantir o pagamento de indeniza\u00e7\u00f5es a clientes. A decis\u00e3o, da 2\u00aa Turma Ordin\u00e1ria da 3\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o de Julgamento, anulou uma cobran\u00e7a de cerca de R$ 20 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ac\u00f3rd\u00e3o \u00e9 relevante por haver poucas decis\u00f5es favor\u00e1veis aos contribuintes no tribunal administrativo. Na Justi\u00e7a, h\u00e1 diverg\u00eancia, motivo pelo qual o tema foi afetado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para julgamento em repercuss\u00e3o geral (RE 1.479.774 ou Tema 1.309).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o tamb\u00e9m ganha import\u00e2ncia por afastar a incid\u00eancia dos tributos sobre gastos com a contrata\u00e7\u00e3o de terceiros para a assist\u00eancia 24 horas. \u00c9 a primeira vez que o Carf se manifesta sobre a quest\u00e3o a favor das empresas, segundo advogados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os contribuintes e a Receita Federal discordam sobre a tributa\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o das diferentes interpreta\u00e7\u00f5es sobre o conceito de faturamento. Para as empresas, por mais que os investimentos em reserva t\u00e9cnica sejam uma imposi\u00e7\u00e3o legal \u2013 advinda da Lei n\u00ba 8212\/1991 -, as receitas obtidas n\u00e3o decorrem da atividade t\u00edpica empresarial, portanto, n\u00e3o seriam tribut\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 a Receita Federal entende que esses rendimentos integram o conjunto de opera\u00e7\u00f5es desenvolvidas pelas seguradoras. Portanto, fazem parte do objeto social e constituem receita bruta. No caso analisado pelo Carf, o \u00f3rg\u00e3o multou a empresa por suposta omiss\u00e3o de R$ 90 milh\u00f5es em receitas financeiras obrigat\u00f3rias e R$ 86,6 milh\u00f5es referentes a pagamentos a terceiros pela assist\u00eancia 24 horas a sinistros na base de c\u00e1lculo dos dois tributos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Prevaleceram os argumentos do contribuinte. Para o relator, conselheiro Jos\u00e9 Renato Pereira de Deus, a previs\u00e3o legal n\u00e3o transforma os rendimentos obtidos com as aplica\u00e7\u00f5es compuls\u00f3rias em atividade empresarial t\u00edpica. \u201cO fato de as receitas financeiras estarem relacionadas a investimentos previstos em lei como obrigat\u00f3rios, n\u00e3o faz com que sejam considerados como receitas t\u00edpicas das seguradoras\u201d, diz ele, no voto (processo n\u00ba 16327.720020\/2019-76).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele cita a defini\u00e7\u00e3o de faturamento do STF, compreendida como \u201ca totalidade das receitas auferidas com a venda de mercadorias, de servi\u00e7os ou de mercadorias e servi\u00e7os, ou seja, \u00e9 a soma das receitas oriundas do exerc\u00edcio das atividades operacionais\u201d. Tamb\u00e9m lembra de tr\u00eas precedentes no Carf (ac\u00f3rd\u00e3os n\u00ba 3302-001.873, n\u00ba 3302-002.841 e n\u00ba 3401-002.708).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sobre a assist\u00eancia 24h, a seguradora defendeu que tamb\u00e9m n\u00e3o integra atividade t\u00edpica, pois comp\u00f5e uma \u201ccesta de produtos oferecidos aos segurados\u201d, como \u201cuma esp\u00e9cie de benef\u00edcio\u201d. A fiscaliza\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, entende que esse servi\u00e7o \u2013 como guincho e transporte \u2013 \u00e9 \u201cmero diferencial comercial que aparece com papel complementar no contrato de seguros\u201d, e deveria ser enquadrado como \u201cliberalidade comercial oferecida pela seguradora, n\u00e3o sendo necess\u00e1ria, tampouco obrigat\u00f3ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o relator, a dedu\u00e7\u00e3o \u00e9 permitida pela legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, com respaldo nas normas da Superintend\u00eancia de Seguros Privados (Susep). \u201cA defini\u00e7\u00e3o de \u2018sinistro\u2019, utilizada para essa dedu\u00e7\u00e3o, est\u00e1 firmemente ancorada em normas de direito privado e \u00e9 reconhecida tanto pela legisla\u00e7\u00e3o quanto pela regulamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da Susep\u201d, afirma. A turma foi un\u00e2nime sobre esse segundo ponto. A respeito da reserva t\u00e9cnica, ficou vencido s\u00f3 o conselheiro L\u00e1zaro Ant\u00f4nio Souza Soares.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Advogados de contribuintes entendem da mesma forma. O advogado que atua pela Brasilve\u00edculos no caso, diz que a Lei n\u00ba 9.718\/1998, que trata da base de incid\u00eancia do PIS\/Cofins, prev\u00ea a dedu\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia 24 horas, no artigo 3\u00ba par\u00e1grafo 6\u00ba inciso II. \u201cN\u00e3o se trata de tese dos contribuintes, mas um direito assegurado pela lei\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para ele, a decis\u00e3o do Carf se aplica inclusive para os casos posteriores \u00e0 edi\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 12.973\/2014, que, segundo ele, tentou ampliar a base de c\u00e1lculo dos dois tributos federais. \u201cAs novas hip\u00f3teses da norma n\u00e3o abrangem receitas de reservas t\u00e9cnicas, ent\u00e3o n\u00e3o justifica a incid\u00eancia e n\u00e3o muda o resultado da decis\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/09\/seguradora-vence-no-carf-disputa-sobre-pis-e-cofins.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/09\/seguradora-vence-no-carf-disputa-sobre-pis-e-cofins.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Roubo da mercadoria afasta multa tribut\u00e1ria aplicada a transportadora<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 09\/09\/2024&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Corte Especial do Superior Tribunal de Justi\u00e7a j\u00e1 decidiu (EREsp 1.172.027) que o roubo, por ser um motivo de for\u00e7a maior, afasta a responsabilidade do transportador pelo pagamento de valores estipulados em auto de infra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1rio, exceto se o transportador for c\u00famplice ou contribuir de forma culposa com o crime.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, a&nbsp;2\u00aa Vara do Juizado Especial Federal de Guarulhos (SP) suspendeu, em liminar, a cobran\u00e7a de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios autuados a uma transportadora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As mercadorias que eram levadas pela empresa autora da a\u00e7\u00e3o foram roubadas. A Receita Federal a autuou pelo descumprimento de obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias aduaneiras, com o argumento de que o roubo n\u00e3o configura caso fortuito ou de for\u00e7a maior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 a ju\u00edza Alana Rubia Matias D\u2019Angioli Costa aplicou o entendimento do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Inicio\">STJ<\/a>. Ela ressaltou que a autora apresentou nos autos o boletim de ocorr\u00eancia sobre o roubo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cOs documentos juntados com a inicial s\u00e3o indicativos de verossimilhan\u00e7a na alega\u00e7\u00e3o de configura\u00e7\u00e3o de hip\u00f3tese de exclus\u00e3o da responsabilidade por caso fortuito\u201d, assinalou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A magistrada destacou o \u201cperigo de dano irrepar\u00e1vel ou de dif\u00edcil repara\u00e7\u00e3o\u201d, devido \u00e0 iminente cobran\u00e7a dos cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios e os poss\u00edveis \u201cefeitos negativos para a atividade econ\u00f4mica\u201d da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A transportadora foi representada pelo advogado&nbsp;Augusto Fauvel de Moraes.<br>Processo 5002774-69.2024.4.03.6332<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-09\/roubo-da-mercadoria-afasta-multa-tributaria-aplicada-a-transportadora\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-09\/roubo-da-mercadoria-afasta-multa-tributaria-aplicada-a-transportadora\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>STF: 1\u00aa Turma confirma liminar de Fux para suspender PIS\/Cofins de seguradoras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 10\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A 1\u00aa Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, por unanimidade, a liminar do ministro Luiz Fux suspendendo uma cobran\u00e7a milion\u00e1ria de PIS e Cofins sobre as receitas financeiras das reservas t\u00e9cnicas das seguradoras que s\u00e3o parte no processo. As beneficiadas s\u00e3o a Mapfre Seguros Gerais S\/A, a Companhia de Seguros Alian\u00e7a do Brasil, a Alian\u00e7a do Brasil Seguros S\/A e a Mapfre Vida S\/A. Com isso, as empresas n\u00e3o precisar\u00e3o recolher as contribui\u00e7\u00f5es at\u00e9 o julgamento de m\u00e9rito do recurso extraordin\u00e1rio interposto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A suspens\u00e3o monocr\u00e1tica da cobran\u00e7a pelo relator ocorreu em 27 de junho. Desde ent\u00e3o, em 6 de agosto, o STF reconheceu repercuss\u00e3o geral na discuss\u00e3o, no RE 1.479.774 (Tema 1309). A afeta\u00e7\u00e3o do recurso extraordin\u00e1rio \u00e0 sistem\u00e1tica da repercuss\u00e3o geral foi sugerida pelo pr\u00f3prio ministro Luiz Fux, que \u00e9 relator tamb\u00e9m deste processo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No julgamento desta semana, em nova manifesta\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel \u00e0 liminar, Fux observou que o Plen\u00e1rio do STF reconheceu a repercuss\u00e3o geral de forma un\u00e2nime. Para o julgador, isso \u00e9 suficiente para satisfazer o requisito de probabilidade de direito das seguradoras na discuss\u00e3o. O magistrado pontuou ainda que haveria periculum in mora (perigo na demora) em caso de n\u00e3o suspens\u00e3o da exigibilidade do PIS e da Cofins, por se tratar de execu\u00e7\u00e3o de valores elevados em situa\u00e7\u00e3o de \u201cainda duvidosa constitucionalidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As empresas informaram que j\u00e1 realizaram dep\u00f3sitos judiciais no valor de R$ 25,2 milh\u00f5es para assegurar os d\u00e9bitos cobrados no processo. Al\u00e9m disso, informaram que a Alian\u00e7a do Brasil Seguros foi autuada em R$ 5,5 milh\u00f5es para exig\u00eancia de PIS e Cofins. A Mapfre Seguros Gerais foi autuada para cobran\u00e7a de R$ 48,1 milh\u00f5es, e a Brasil Ve\u00edculos Companhia de Seguros foi autuada para exig\u00eancia de R$ 20 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Inicialmente, Fux revogou a liminar concedida pela ministra aposentada Rosa Weber suspendendo a cobran\u00e7a de PIS\/Cofins. Na ocasi\u00e3o, o ministro afirmou que deixou de existir expectativa de decis\u00e3o de m\u00e9rito favor\u00e1vel \u00e0s empresas que justificasse a liminar, uma vez que o STF decidiu, no Tema 372, que incide PIS\/Cofins sobre as receitas de institui\u00e7\u00f5es financeiras. Depois, Fux voltou atr\u00e1s na revoga\u00e7\u00e3o, afirmando que, ap\u00f3s novo exame, concluiu que as discuss\u00f5es s\u00e3o diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A reserva t\u00e9cnica \u00e9 o investimento obrigat\u00f3rio que seguradoras e resseguradoras devem manter como garantia de que podem arcar com eventuais pagamentos aos segurados. Na pr\u00e1tica, trata-se de aplica\u00e7\u00f5es que geram receita financeira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 no Tema 372, o STF fixou a tese: \u201cAs receitas brutas operacionais decorrentes da atividade empresarial t\u00edpica das institui\u00e7\u00f5es financeiras integram a base de c\u00e1lculo de PIS\/Cofins cobrado em face daquelas ante a Lei n\u00ba 9.718\/98, mesmo em sua reda\u00e7\u00e3o original, ressalvadas as exclus\u00f5es e dedu\u00e7\u00f5es legalmente prescritas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m de Fux, integram a 1\u00aa Turma os ministros Cristiano Zanin, Fl\u00e1vio Dino, C\u00e1rmen L\u00facia e Alexandre de Moraes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caso foi julgado na PET 9.607.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-1a-turma-confirma-liminar-de-fux-para-suspender-pis-cofins-de-seguradoras\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-1a-turma-confirma-liminar-de-fux-para-suspender-pis-cofins-de-seguradoras<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mera condi\u00e7\u00e3o de s\u00f3cio n\u00e3o pode justificar condena\u00e7\u00e3o por crime tribut\u00e1rio, decide juiz<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 10\/09\/2024&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel inferir que a mera posi\u00e7\u00e3o de gestor, diretor ou s\u00f3cio de um denunciado implique sua participa\u00e7\u00e3o em crime contra a ordem tribut\u00e1ria.&nbsp;Com esse entendimento, o juiz Lucas de Abreu Evangelinos, da 1\u00aa Vara de Paul\u00ednia (SP), absolveu um empres\u00e1rio denunciado por esse delito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o Minist\u00e9rio P\u00fablico, o empres\u00e1rio omitiu opera\u00e7\u00f5es em livros fiscais e suprimiu tributos. Ao analisar o caso, por\u00e9m, o julgador explicou que a teoria do dom\u00ednio do fato, por si s\u00f3, n\u00e3o \u00e9 suficiente para comprovar a participa\u00e7\u00e3o do acusado no crime.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na decis\u00e3o, ele citou uma s\u00e9rie de julgados do Superior Tribunal de Justi\u00e7a e do Supremo Tribunal Federal no sentido de que o fato de o acusado ocupar um cargo de s\u00f3cio em organiza\u00e7\u00e3o empresarial n\u00e3o pode ser usado para comprovar pr\u00e1tica criminosa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em um dos julgados citados, o ministro Rogerio Schietti Cruz, do STJ, sustentou que \u00e9 preciso comprovar a exist\u00eancia de nexo de causalidade entre a conduta do acusado e o ato criminoso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Comprova\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro entendimento citado foi o do ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, que afirmou que, para que haja condena\u00e7\u00e3o pelos crimes contra a ordem tribut\u00e1ria descritos na&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l8137.htm\">Lei 8.137\/90<\/a>, \u00e9 necess\u00e1ria a comprova\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o do acusado, n\u00e3o bastando a simples men\u00e7\u00e3o de seu nome como s\u00f3cio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cAnte o exposto, julgo improcedente a a\u00e7\u00e3o penal, nos termos do art. 386, inciso VII, do CPP, e absolvo o r\u00e9u (\u2026) dos crimes descritos na den\u00fancia. Disposi\u00e7\u00f5es finais. Oportunamente, ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado, oficie-se ao Instituto de Identifica\u00e7\u00e3o Ricardo Gumbleton Daunt (IIRGD) dando-lhe ci\u00eancia do resultado deste julgamento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A defesa foi coordenada pelos advogados&nbsp;Caio Ferraris&nbsp;e&nbsp;Marilia Ancona de Faria, do escrit\u00f3rio FVF Advogados.&nbsp;<br>Processo 1002496-30.2021.8.26.0428<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-10\/mera-condicao-de-socio-nao-pode-justificar-condenacao-por-crime-tributario-decide-juiz\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-10\/mera-condicao-de-socio-nao-pode-justificar-condenacao-por-crime-tributario-decide-juiz\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Entenda decis\u00e3o do STF que autoriza bancos a compartilhar com estados informa\u00e7\u00f5es sobre transa\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 10\/09\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal validou, por maioria, regras de conv\u00eanio do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz) que obrigam as institui\u00e7\u00f5es financeiras a fornecer aos estados informa\u00e7\u00f5es sobre pagamentos e transfer\u00eancias feitos por clientes (pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas) em opera\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas (como Pix, cart\u00f5es de d\u00e9bito e cr\u00e9dito) em que haja recolhimento do ICMS. A decis\u00e3o foi tomada no julgamento da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6523973\">(ADI) 7276<\/a>, na sess\u00e3o virtual encerrada em 6\/9.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As regras validadas pelo STF n\u00e3o envolvem a quebra de sigilo banc\u00e1rio nem decretam o fim desta obriga\u00e7\u00e3o. A a\u00e7\u00e3o foi apresentada pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Sistema Financeiro (Consif) contra cl\u00e1usulas do Conv\u00eanio ICMS 134\/2016 do Confaz e regras que o regulamentaram.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No voto que prevaleceu no julgamento, a relatora, ministra C\u00e1rmen L\u00facia, explicou que os deveres previstos no conv\u00eanio n\u00e3o caracterizam quebra de sigilo banc\u00e1rio, constitucionalmente proibida, mas transfer\u00eancia do sigilo das institui\u00e7\u00f5es financeiras e banc\u00e1rias \u00e0 administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria estadual ou distrital. Ela ressaltou que os dados fornecidos s\u00e3o utilizados para a fiscaliza\u00e7\u00e3o do pagamento de impostos pelos estados e pelo Distrito Federal, que devem continuar a zelar pelo sigilo dessas informa\u00e7\u00f5es e us\u00e1-las exclusivamente para o exerc\u00edcio de suas compet\u00eancias fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">C\u00e1rmen L\u00facia lembrou, ainda, que o STF, no julgamento conjunto das ADIs 2390, 2386, 2397 e 2859, declarou que a transfer\u00eancia de dados banc\u00e1rios por institui\u00e7\u00f5es financeiras \u00e0 administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria n\u00e3o viola o direito fundamental \u00e0 intimidade. Por fim, ressaltou que as regras visam dar maior efici\u00eancia aos meios de fiscaliza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, tendo em vista a economia globalizada e o crescente incremento do com\u00e9rcio virtual.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Seguiram esse entendimento os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Fl\u00e1vio Dino, Dias Toffoli e Luiz Fux.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diverg\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A diverg\u00eancia foi aberta pelo ministro Gilmar Mendes. A seu ver, a norma n\u00e3o tem crit\u00e9rios transparentes sobre a transmiss\u00e3o, a manuten\u00e7\u00e3o do sigilo e o armazenamento das informa\u00e7\u00f5es nem requisitos adequados de prote\u00e7\u00e3o das garantias constitucionais dos titulares dos dados. Seguiram essa corrente os ministros Nunes Marques, Cristiano Zanin, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a e Lu\u00eds Roberto Barroso, presidente do STF.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-portal-de-noticias wp-block-embed-portal-de-noticias\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"zOKD5MRKoN\"><a href=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/entenda-decisao-do-stf-que-autoriza-bancos-a-compartilhar-com-estados-informacoes-sobre-transacoes-eletronicas\/\">Entenda decis\u00e3o do STF que autoriza bancos a compartilhar com estados informa\u00e7\u00f5es sobre transa\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Entenda decis\u00e3o do STF que autoriza bancos a compartilhar com estados informa\u00e7\u00f5es sobre transa\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas&#8221; &#8212; Portal de Noticias\" src=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/entenda-decisao-do-stf-que-autoriza-bancos-a-compartilhar-com-estados-informacoes-sobre-transacoes-eletronicas\/embed\/#?secret=Eub9CIOZMA#?secret=zOKD5MRKoN\" data-secret=\"zOKD5MRKoN\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Justi\u00e7a Federal reconhece isen\u00e7\u00e3o de ITR a propriedade rural em APP<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 10\/09\/2024&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O propriet\u00e1rio de uma fazenda obteve senten\u00e7a favor\u00e1vel da Justi\u00e7a Federal para ter reconhecida a isen\u00e7\u00e3o do Imposto Territorial Rural (ITR) em fun\u00e7\u00e3o de o im\u00f3vel estar inserido em uma \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o permanente (APP).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O autor da a\u00e7\u00e3o j\u00e1 havia tido reconhecida a isen\u00e7\u00e3o no julgamento de um processo parecido, em que eram cobrados impostos referentes aos anos de 2004 e 2005. O novo pleito tratava de cobran\u00e7a relativa a 2006.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isen\u00e7\u00e3o de ITR<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O juiz Paulo Alberto Sarno, da 5\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo, destacou que a Uni\u00e3o n\u00e3o contestou o pedido de isen\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em sua manifesta\u00e7\u00e3o, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional pontuou que o Superior Tribunal de Justi\u00e7a consolidou n\u00e3o ser necess\u00e1ria a apresenta\u00e7\u00e3o do ato declarat\u00f3rio ambiental (ADA) para o reconhecimento da isen\u00e7\u00e3o do ITR sobre fatos geradores anteriores ao novo C\u00f3digo Florestal (<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2011-2014\/2012\/lei\/l12651.htm?itid=lk_inline_enhanced-template\">Lei 12.651\/2012<\/a>) nas situa\u00e7\u00f5es de APP e reserva legal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A PGFN ainda argumentou pela n\u00e3o condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios advocat\u00edcios, o que foi acatado pelo julgador.<br>Processo 5033320-61.2023.4.03.6100<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-10\/justica-federal-reconhece-isencao-de-itr-a-propriedade-rural-em-app\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-10\/justica-federal-reconhece-isencao-de-itr-a-propriedade-rural-em-app\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Todas as receitas de parques tem\u00e1ticos est\u00e3o sujeitas ao regime cumulativo, decide STJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 11\/09\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De forma un\u00e2nime, a 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/stj\">STJ<\/a>) decidiu que todas as receitas auferidas por parques tem\u00e1ticos sujeitam-se ao regime cumulativo de recolhimento da contribui\u00e7\u00e3o ao&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/pis-cofins-23042024\">PIS e \u00e0 Cofins<\/a>, nos termos do artigo 10, inciso XXI, da Lei 10833\/2003. As al\u00edquotas do PIS e da Cofins no regime cumulativo s\u00e3o de 0,65% e 3%, respectivamente, mais ben\u00e9ficas aos contribuintes do que as definidas para o regime n\u00e3o cumulativo, de 1,65% e 7,6%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O colegiado acompanhou o voto do relator, o ministro&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/paulo-sergio-domingues\">Paulo S\u00e9rgio Domingues<\/a>, no sentido de que, uma vez que existe previs\u00e3o legal expressa de sujei\u00e7\u00e3o das receitas auferidas por parques tem\u00e1ticos ao regime cumulativo, n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel a restri\u00e7\u00e3o estabelecida pela Portaria Interministerial 33\/2005, dos minist\u00e9rios da Fazenda e Turismo. A norma infralegal definiu como receita da atividade t\u00edpica de parques tem\u00e1ticos, sujeita ao regime cumulativo, unicamente aquela auferida com a cobran\u00e7a de ingressos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso concreto, a empresa recorreu da decis\u00e3o do TRF5, que declarou a ilegalidade da portaria interministerial, mas reconheceu como sujeitas ao regime cumulativo somente as receitas auferidas da \u201ccatraca para dentro\u201d. Ou seja, estariam sujeitos \u00e0s al\u00edquotas mais ben\u00e9ficas os valores auferidos com ingressos, lojas, restaurantes e outros servi\u00e7os, desde que a utiliza\u00e7\u00e3o pelos frequentadores ocorresse no interior do parque aqu\u00e1tico, onde est\u00e3o localizadas as piscinas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A advogada S\u00e2mara Fernandes, do Martins e Lemos Advogados, afirmou \u00e0 reportagem que o Beach Park \u00e9 um complexo tur\u00edstico e o parque aqu\u00e1tico corresponde a uma pequena parte do empreendimento. Segundo ela, h\u00e1 uma variedade de lojas, restaurantes e atividades tanto da \u201ccatraca para dentro\u201d quanto na parte externa ao parque aqu\u00e1tico. Com a decis\u00e3o do STJ, as receitas auferidas por todas essas atividades ficam sujeitas ao regime cumulativo de recolhimento de PIS e Cofins, com al\u00edquotas menores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/todas-as-receitas-de-parques-tematicos-estao-sujeitas-ao-regime-cumulativo-decide-stj\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/todas-as-receitas-de-parques-tematicos-estao-sujeitas-ao-regime-cumulativo-decide-stj<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Repetitivo discute legitimidade de entidade paraestatal para arrecadar contribui\u00e7\u00e3o que lhe \u00e9 destinada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 11\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u200bA Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), sob o rito dos recursos&nbsp;repetitivos&nbsp;(<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=1275&amp;cod_tema_final=1275\">Tema 1.275<\/a>), vai decidir sobre a&nbsp;legitimidade&nbsp;ativa das entidades paraestatais \u2013 como o Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Servi\u00e7o Social da Ind\u00fastria (Sesi) \u2013 para a cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o que lhe \u00e9 destinada e do respectivo adicional previsto no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Decreto-Lei\/1937-1946\/Del4048.htm#art6\">artigo 6\u00ba do Decreto-Lei 4.408\/1942<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A quest\u00e3o submetida a julgamento foi cadastrada da seguinte forma: &#8220;Decidir sobre a&nbsp;legitimidade&nbsp;ativa da entidade paraestatal para a constitui\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o ao Senai e respectivo adicional previsto no artigo 6\u00ba do Decreto-Lei 4.048\/1942, considerando a compatibilidade do artigo 50 do Decreto 494\/1962 e do artigo 10 do Decreto 60.466\/1967 com o artigo 217 do CTN, o artigo 146, inciso III, al\u00ednea &#8220;b&#8221;, da CF\/88, a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2007\/lei\/l11457.htm\">Lei 11.457\/2007<\/a>&nbsp;e legisla\u00e7\u00e3o&nbsp;posterior&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O colegiado suspendeu a tramita\u00e7\u00e3o, em primeira e segunda inst\u00e2ncias, de todos os processos que tratam da mat\u00e9ria, al\u00e9m dos casos que j\u00e1 est\u00e3o no STJ.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quest\u00e3o foi julgada pelo STJ em&nbsp;embargos de diverg\u00eancia, mas n\u00e3o em&nbsp;repetitivo<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Relator dos recursos, o ministro Mauro Campbell Marques explicou que o objetivo do precedente qualificado \u00e9 estabelecer, de modo amplo, se as entidades paraestatais do Sistema S podem ou n\u00e3o ter&nbsp;legitimidade&nbsp;ativa para constitui\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a de contribui\u00e7\u00f5es parafiscais, considerando-se especialmente o advento da Lei 11.457\/2007, que criou a &#8220;super receita&#8221;. De forma espec\u00edfica, apontou, ser\u00e1 analisada a capacidade tribut\u00e1ria ativa do Senai e do Sesi para fiscalizar, arrecadar e cobrar diretamente as contribui\u00e7\u00f5es que lhes s\u00e3o devidas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o ministro, em pesquisa de jurisprud\u00eancia realizada no&nbsp;site&nbsp;do STJ, foram identificados mais de 304 processos cujo tema \u00e9 a&nbsp;legitimidade&nbsp;ativa do Senai para recolhimento da contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ministro tamb\u00e9m destacou que o Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro (TJRJ), no \u00e2mbito de Incidente de Resolu\u00e7\u00e3o de Demandas Repetitivas (IRDR), considerou que o Senai tem&nbsp;legitimidade&nbsp;ativa para a\u00e7\u00f5es que discutam a cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o adicional prevista no artigo 6\u00ba do Decreto-Lei 4.048\/1942, mesmo ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da Lei 11.457\/2007.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mauro Campbell Marques tamb\u00e9m comentou que quest\u00e3o semelhante j\u00e1 foi julgada pela Primeira Se\u00e7\u00e3o do STJ no&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/processo\/julgamento\/eletronico\/documento\/mediado\/?documento_tipo=integra&amp;documento_sequencial=227191602&amp;registro_numero=201503082558&amp;peticao_numero=&amp;publicacao_data=20240308&amp;formato=PDF\">EREsp 1.571.933<\/a>. Contudo, ponderou, &#8220;remanesce inseguran\u00e7a jur\u00eddica, j\u00e1 que, al\u00e9m de o referido precedente ter sido aprovado por apertada maioria de 4 a 2, n\u00e3o possui efic\u00e1cia vinculante para dar adequado tratamento ao caso, tendo em vista a natureza repetitiva dos processos em que abordada a mat\u00e9ria&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Embora, naquele julgamento, a proposta de modula\u00e7\u00e3o n\u00e3o tenha sido acolhida, por maioria, sob o fundamento de que a sistem\u00e1tica dos recursos&nbsp;repetitivos&nbsp;seria o meio pr\u00f3prio para tanto, esta Primeira Se\u00e7\u00e3o foi un\u00edssona no sentido de que a quest\u00e3o jur\u00eddica debatida naqueles autos \u2013 capacidade tribut\u00e1ria ativa do Senai \u2013 merece ser submetida a julgamento no rito dos recursos representativos de controv\u00e9rsia&#8221;, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2024\/11092024-Repetitivo-discute-legitimidade-de-entidade-paraestatal-para-arrecadar-contribuicao-que-lhe-e-destinada-.aspx\">https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2024\/11092024-Repetitivo-discute-legitimidade-de-entidade-paraestatal-para-arrecadar-contribuicao-que-lhe-e-destinada-.aspx<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>STJ autoriza Fazenda Nacional a usar a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria para aplicar modula\u00e7\u00e3o da &#8216;tese do s\u00e9culo&#8217;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 12\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Fazenda pode usar a\u00e7\u00f5es rescis\u00f3rias para adequar senten\u00e7as definitivas anteriores \u00e0 modula\u00e7\u00e3o da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d pelo Supremo Tribunal Federal, restringindo o aproveitamento dos contribuintes quanto \u00e0 exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo de PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa conclus\u00e3o \u00e9 da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que estabeleceu uma tese sobre o tema seguindo o rito dos recursos repetitivos. O julgamento, por maioria de votos, foi conclu\u00eddo nesta quarta-feira (11\/9).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Trata-se de uma importante vit\u00f3ria da Fazenda Nacional, que ampliou as possibilidades de limitar a restitui\u00e7\u00e3o de PIS e Cofins nos casos em que houve pagamento indevido por milhares de contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-20\/rescisorias-abrem-novo-round-na-disputa-sobre-a-tese-do-seculo-no-judiciario\/\">Como mostrou<\/a>&nbsp;a revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico, as rescis\u00f3rias abriram um novo assalto na disputa sobre a \u201ctese do s\u00e9culo\u201d \u2014 o julgamento em que o STF excluiu o ICMS da base de c\u00e1lculo de PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2017-mar-15\/icms-nao-integra-base-calculo-pis-cofins-define-supremo\/\">tese foi fixada<\/a>&nbsp;pela corte constitucional em 2017. Quatro anos depois, em maio de 2021, o Supremo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2021-mai-13\/exclusao-icms-base-calculo-piscofins-vale-partir-2017\">modulou a aplica\u00e7\u00e3o temporal dos seus efeitos<\/a>: ela s\u00f3 poderia ser aproveitada pelo contribuinte a partir de 17 de mar\u00e7o de 2017, exceto nos casos em que j\u00e1 havia a\u00e7\u00e3o ajuizada para discutir o tema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, quem obteve o direito de compensa\u00e7\u00e3o ou ressarcimento mediante a\u00e7\u00f5es ajuizadas entre mar\u00e7o de 2017 e abril de 2021 entrou na mira da Fazenda Nacional, que passou a ajuizar a\u00e7\u00f5es rescis\u00f3rias \u2014 s\u00e3o 1,1 mil delas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por maioria de votos, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ concluiu que essas rescis\u00f3rias s\u00e3o cab\u00edveis, com base no artigo 535, par\u00e1grafo 8\u00ba, do C\u00f3digo de Processo Civil. O colegiado aprovou a seguinte tese:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos termos do artigo 535, par\u00e1grafo 8\u00ba, do CPC, \u00e9 admiss\u00edvel o ajuizamento de a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria para adequar julgado realizado antes de 13 de maio de 2021 \u00e0 modula\u00e7\u00e3o de efeitos estabelecida no Tema 69 STF \u2014 Repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Obst\u00e1culo processual<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O obst\u00e1culo que existia para o uso das rescis\u00f3rias era o fato de que as decis\u00f5es que a Fazenda busca rescindir aplicaram uma posi\u00e7\u00e3o do Supremo julgada sob o rito da repercuss\u00e3o geral \u2014 e, portanto, utiliz\u00e1vel sem qualquer restri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Conforme determina o artigo 966, inciso V, do C\u00f3digo de Processo Civil, um dos pressupostos para a rescis\u00e3o \u00e9 a viola\u00e7\u00e3o manifesta de norma jur\u00eddica, situa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o existia \u00e0 \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa foi a posi\u00e7\u00e3o defendida pelo relator dos recursos, ministro Mauro Campbell, que ficou vencido. \u201cN\u00e3o h\u00e1 como violar aquilo que sequer existe. Quanto mais violar manifestamente, como exige o artigo 966.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, segundo o relator, incide no caso a S\u00famula 343 do STF: n\u00e3o cabe a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria por ofensa a literal disposi\u00e7\u00e3o de lei quando a decis\u00e3o rescindenda se tiver baseado em texto legal de interpreta\u00e7\u00e3o controvertida nos tribunais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pode rescindir<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Abriu a diverg\u00eancia vencedora o ministro Herman Benjamin, que foi acompanhado pelos ministros Benedito Gon\u00e7alves, Gurgel de Faria, S\u00e9rgio Kukina, Paulo S\u00e9rgio Domingues, Teodoro Silva Santos e Afr\u00e2nio Vilela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para eles, a rescis\u00f3ria \u00e9 cab\u00edvel porque o artigo 535, par\u00e1grafo 8\u00ba, do CPC estabelece uma hip\u00f3tese espec\u00edfica para quando h\u00e1 decis\u00e3o transitada em julgado que acaba contrariando posi\u00e7\u00e3o vinculante que venha a prevalecer posteriormente no STF.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa norma tem, portanto, o poder de rever decis\u00f5es que, embora tenham seguido o entendimento consolidado da \u00e9poca, acabaram ficando em descompasso com as novas orienta\u00e7\u00f5es firmadas pelo Supremo no \u00e2mbito do controle de constitucionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA senten\u00e7a rescindenda est\u00e1, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 modula\u00e7\u00e3o (da tese do s\u00e9culo), aplicando a norma em sentido divergente da determina\u00e7\u00e3o vinculante do STF e ofendendo a supremacia da Constitui\u00e7\u00e3o\u201d, apontou o ministro Gurgel de Faria, em voto-vista.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Limbo recursal<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O resultado do julgamento no STJ ainda elimina um dos \u201climbos recursais\u201d existentes para os contribuintes brasileiros. Inicialmente, o tribunal entendia que n\u00e3o poderia apreciar a controv\u00e9rsia por envolver tema constitucional \u2014 a aplica\u00e7\u00e3o da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Supremo, por sua vez, tem decis\u00f5es monocr\u00e1ticas indicando que o cabimento das rescis\u00f3rias para aplicar a modula\u00e7\u00e3o da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d \u00e9 quest\u00e3o infraconstitucional, j\u00e1 que as regras est\u00e3o todas no CPC.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O impacto dessa defini\u00e7\u00e3o \u00e9 relevante. O REsp 2.054.759, um dos que est\u00e3o em julgamento, oferece um exemplo: o contribuinte ajuizou a a\u00e7\u00e3o para que fosse exclu\u00eddo o ICMS da base de c\u00e1lculo de PIS e Cofins em fevereiro de 2018, quando a \u201ctese do s\u00e9culo\u201d j\u00e1 estava firmada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a vit\u00f3ria na a\u00e7\u00e3o, ele teve o direito de ver restitu\u00eddos ou compensados os valores indevidamente pagos nos cinco anos anteriores \u2014 desde fevereiro de 2013. Se aplicada a modula\u00e7\u00e3o do STF, o per\u00edodo aproveitado s\u00f3 come\u00e7a em mar\u00e7o de 2017.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cS\u00e3o quatro anos e nove meses de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio indevida\u201d, disse o procurador Marcelo Kosminsky, na sustenta\u00e7\u00e3o oral pela Fazenda Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">REsp 2.054.759<br>REsp 2.066.696<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-12\/stj-autoriza-fazenda-a-usar-rescisoria-para-aplicar-modulacao-da-tese-do-seculo\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-12\/stj-autoriza-fazenda-a-usar-rescisoria-para-aplicar-modulacao-da-tese-do-seculo\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Desonera\u00e7\u00e3o da folha: STF concede prazo extra para busca de consenso entre Executivo e Congresso Nacional sobre projeto de lei<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 12\/09\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu mais tr\u00eas dias \u00fateis para que governo e Congresso finalizem acordo em torno projeto de lei (PL 1847\/2024), que trata da desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos, aprovado ontem (11\/9) no Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o foi divulgada nesta quinta-feira (12\/9) e acolhe o pedido da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU), no \u00e2mbito da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6909105\">(ADI) 7633<\/a>. al\u00e9m de manter a suspens\u00e3o da efic\u00e1cia da liminar deferida no \u00faltimo m\u00eas de maio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No pedido da AGU, a Uni\u00e3o informa que a tramita\u00e7\u00e3o do projeto de lei foi conclu\u00edda no Congresso Nacional, com a aprova\u00e7\u00e3o no Senado Federal em agosto de 2024, e na C\u00e2mara dos Deputados no dia de ontem, 11\/9, data limite autorizada pela liminar do STF.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-portal-de-noticias wp-block-embed-portal-de-noticias\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"ixyFYUbrdm\"><a href=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/desoneracao-da-folha-stf-concede-prazo-extra-para-busca-de-consenso-entre-executivo-e-congresso-nacional-sobre-projeto-de-lei\/\">Desonera\u00e7\u00e3o da folha: STF concede prazo extra para busca de consenso entre Executivo e Congresso Nacional sobre projeto de lei<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Desonera\u00e7\u00e3o da folha: STF concede prazo extra para busca de consenso entre Executivo e Congresso Nacional sobre projeto de lei&#8221; &#8212; Portal de Noticias\" src=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/desoneracao-da-folha-stf-concede-prazo-extra-para-busca-de-consenso-entre-executivo-e-congresso-nacional-sobre-projeto-de-lei\/embed\/#?secret=8LfrfWpX6e#?secret=ixyFYUbrdm\" data-secret=\"ixyFYUbrdm\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>STJ afasta Imposto de Renda sobre stock options<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 12\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu, por maioria, que a natureza jur\u00eddica dos planos de op\u00e7\u00e3o de compra de a\u00e7\u00f5es (os chamados \u201cstock options\u201d) oferecidos por companhias aos executivos e funcion\u00e1rios n\u00e3o t\u00eam car\u00e1ter remunerat\u00f3rio e sim natureza mercantil. Por isso, n\u00e3o incidiria, no momento da aquisi\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is, o Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica (IRPF), com al\u00edquota de at\u00e9 27,5%.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A tributa\u00e7\u00e3o, acrescentaram os ministros, s\u00f3 ocorrer\u00e1 no momento de vendas das a\u00e7\u00f5es, se houver ganho de capital. A decis\u00e3o foi tomada na sess\u00e3o de julgamento realizada ontem, em recurso repetitivo \u2013 ou seja, ser\u00e1 aplicada para todas as a\u00e7\u00f5es que discutem o tema.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os planos de stock options servem como um incentivo para reter empregados de empresas que estejam no mercado de a\u00e7\u00f5es. Os funcion\u00e1rios podem optar comprar uma participa\u00e7\u00e3o na companhia por um pre\u00e7o pr\u00e9-fixado e com um prazo de car\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O STJ buscava definir qual a natureza jur\u00eddica desses planos, se atrelada ao contrato de trabalho, o que teria car\u00e1ter de remunera\u00e7\u00e3o, ou se estritamente comercial. Com isso, o objetivo era determinar a al\u00edquota aplic\u00e1vel do IR, bem como o momento de incid\u00eancia do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para a Fazenda Nacional, \u00e9 uma modalidade de remunera\u00e7\u00e3o. E no momento em que os trabalhadores aceitam essa op\u00e7\u00e3o de compra h\u00e1 um acr\u00e9scimo patrimonial, o que atrai a tributa\u00e7\u00e3o do IRPF. Uma segunda tributa\u00e7\u00e3o ocorreria, na vis\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o, se a a\u00e7\u00e3o for vendida no mercado por um valor superior ao que o empregado adquiriu. J\u00e1 os contribuintes entendem que n\u00e3o h\u00e1 acr\u00e9scimo no momento em que o trabalhador escolhe participar de um plano, pelo fato de pagar pela aquisi\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relator, ministro S\u00e9rgio Kukina, acatou a tese dos contribuintes por entender n\u00e3o haver acr\u00e9scimo de patrim\u00f4nio em um primeiro momento. Ele afastou a aplica\u00e7\u00e3o do artigo 43 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), como pretendia a Fazenda. Ele cita precedentes do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf) no mesmo sentido e que o Minist\u00e9rio P\u00fablico deu parecer em conson\u00e2ncia com seu voto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A tese fixada pelo ministro foi de que o regime do plano de op\u00e7\u00e3o de compra de a\u00e7\u00f5es \u201cporque revestido de natureza mercantil, n\u00e3o incide o IRPF quando da efetiva aquisi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es junto \u00e0 companhia outorgante da op\u00e7\u00e3o de compra, dada a inexist\u00eancia de acr\u00e9scimo patrimonial em prol do optante adquirente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele complementou indicando que \u201cincidir\u00e1 o IRPF quando o adquirente de a\u00e7\u00f5es no stock options vier a revend\u00ea-las com apurado ganho de capital\u201d (REsp 2069644 e 2074564 ou Tema 1226). Acompanharam o relator os ministros Gurgel de Faria, Paulo S\u00e9rgio Domingues, Teodoro da Silva Santos, Afr\u00e2nio Vilela e Benedito Gon\u00e7alves.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os casos julgados pelo STJ tratam de funcion\u00e1rios da Qualicorp que aderiram a um plano de incentivo. Nos autos, a PGFN diz que existem mais de 500 a\u00e7\u00f5es sobre o tema, com entendimentos diversos nos Tribunais Regionais Federais (TRFs) da 1\u00aa e 2\u00aa Regi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Houve apenas uma diverg\u00eancia, da ministra Maria Thereza de Assis Moura, que aderiu \u00e0 tese da Uni\u00e3o. \u201cO executivo est\u00e1 recebendo de gra\u00e7a, n\u00e3o est\u00e1 pagando pela op\u00e7\u00e3o que ele faz. A empresa oferece essa op\u00e7\u00e3o\u201d, disse, durante o julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na vis\u00e3o dela, o empregado \u201csai de um nada, para um valor que a empresa oferece a ele\u201d, portanto, h\u00e1 acr\u00e9scimo de patrim\u00f4nio. Maria Thereza defendeu que a diferen\u00e7a do valor de mercado da a\u00e7\u00e3o e o valor que consta no plano de op\u00e7\u00e3o de compra de a\u00e7\u00f5es seria tribut\u00e1vel pelo IRPF. A tese, por\u00e9m, n\u00e3o teve ades\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/12\/corte-afasta-imposto-de-renda-sobre-stock-options.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/12\/corte-afasta-imposto-de-renda-sobre-stock-options.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>STJ: Primeira Se\u00e7\u00e3o exclui roaming do PIS\/Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Data: 13\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) definiu que as empresas de telefonia podem excluir da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins os valores referentes a interconex\u00e3o ou roaming, contabilizados como receitas e transferidos a outras empresas. A decis\u00e3o uniformiza o entendimento para a 1\u00aa e a 2\u00aa Turmas, que tinham decis\u00f5es divergentes sobre o assunto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por unanimidade, o colegiado acompanhou o voto do relator, ministro Teodoro Silva Santos. Ele destacou que, ao julgar a \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que o faturamento de terceiros n\u00e3o pode compor a base de c\u00e1lculo dos impostos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cOs valores arrecadados de seus usu\u00e1rios pelas operadoras referentes \u00e0 interconex\u00e3o a serem repassados a outras operadoras pelos servi\u00e7os prestados, por n\u00e3o integrarem o patrim\u00f4nio do contribuinte, n\u00e3o configuram receita\/faturamento e, portanto, n\u00e3o comp\u00f5em as bases de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es para o PIS e a Cofins\u201d, afirmou o ministro em seu voto (EREsp 1599065).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele afastou a argumenta\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o. Para a Fazenda Nacional, os valores relacionados \u00e0 interconex\u00e3o e roaming decorrem da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, em oposi\u00e7\u00e3o a pertencerem a terceiros. Nesse caso, portanto, deveriam integrar o faturamento da empresa e ser inclu\u00eddos na base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O advogado que atuou no caso representando a Oi, que foi a parte vencedora, explica que a empresa conseguiu comprovar que os valores de interconex\u00e3o s\u00e3o receitas de terceiros, e n\u00e3o custos de subcontrata\u00e7\u00e3o. \u201cA decis\u00e3o est\u00e1 em absoluta sintonia com as normas regulat\u00f3rias dos servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es, que dizem que a interconex\u00e3o e o compartilhamento de redes s\u00e3o obrigat\u00f3rios\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em outro recurso da Oi referente \u00e0 incid\u00eancia de PIS e Cofins sobre a receita de interconex\u00e3o, a 2\u00aa Turma do STF j\u00e1 tinha reconhecido que o assunto era infraconstitucional (RE 1203682) e devolvido o caso ao STJ. Mesmo que a Uni\u00e3o recorra da decis\u00e3o, a Corte deve aplicar igual entendimento a esse caso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/13\/corte-exclui-roaming-do-pis-cofins.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/13\/corte-exclui-roaming-do-pis-cofins.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TRF-2: Empresa poder\u00e1 compensar PIS\/Cofins sobre compra de combust\u00edveis<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 13\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Empresa poder\u00e1 compensar cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins referentes \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis entre mar\u00e7o e setembro de 2022. Ac\u00f3rd\u00e3o \u00e9 da 4\u00aa turma Especializada do TRF da 2\u00aa regi\u00e3o que confirmou senten\u00e7a da Justi\u00e7a Federal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso, o mandado de seguran\u00e7a foi interposto contra a Demac &#8211; Delegacia Especial de Maiores Contribuintes no Rio de Janeiro &#8211; e a Uni\u00e3o, com o pedido de restitui\u00e7\u00e3o dos descontos de PIS\/Cofins decorrentes da aquisi\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis como diesel, GLP, querosene de avia\u00e7\u00e3o e biodiesel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A empresa argumentou que, com a edi\u00e7\u00e3o da LC 192\/22, as al\u00edquotas dessas contribui\u00e7\u00f5es sobre a venda de combust\u00edveis foram zeradas at\u00e9 dezembro de 2022, e que a legisla\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m previa o direito ao creditamento desses tributos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Contudo, a situa\u00e7\u00e3o foi alterada com a publica\u00e7\u00e3o da MP 1.118\/22 que alterou o regime tribut\u00e1rio ao excluir o direito ao creditamento para os adquirentes finais, mantendo-o apenas para produtores e revendedores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ainda naquele ano, a LC 194 revogou o direito tamb\u00e9m para produtores e revendedores, o que motivou a empresa a questionar a legalidade dessas mudan\u00e7as, sob a alega\u00e7\u00e3o de viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da anterioridade nonagesimal &#8211; que impede mudan\u00e7as tribut\u00e1rias sem um intervalo m\u00ednimo de 90 dias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Fazenda Nacional, por sua vez, contestou a a\u00e7\u00e3o, sustentando que o pedido da empresa contrariava o princ\u00edpio da n\u00e3o cumulatividade das contribui\u00e7\u00f5es e carecia de provas suficientes para justificar o mandado de seguran\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em 1\u00aa inst\u00e2ncia, o juiz Federal Marcelo Barbi Gon\u00e7alves, da 6\u00aa vara Federal do Rio de Janeiro, reconheceu o direito da empresa de prevenir a negativa do creditamento de PIS\/Cofins, destacando a necessidade de respeito \u00e0s garantias constitucionais, especialmente o princ\u00edpio da anterioridade nonagesimal.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o baseou-se em entendimento recente do STF na ADIn 7.181, que suspendeu a efic\u00e1cia da MP 1.118. O Supremo concluiu que a revoga\u00e7\u00e3o do creditamento representava um aumento indireto da carga tribut\u00e1ria, sem respeitar o prazo de 90 dias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assim, o magistrado permitiu que empresa poder\u00e1 compensar os cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins, devidamente corrigidos pela taxa Selic, referentes ao per\u00edodo entre mar\u00e7o e setembro de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Posteriormente, a 4\u00aa turma Especializada do TRF da 2\u00aa regi\u00e3o reafirmou a obrigatoriedade de observ\u00e2ncia do princ\u00edpio constitucional da anterioridade.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A recupera\u00e7\u00e3o estimada pela empresa \u00e9 de R$ 4 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Buscamos o reconhecimento do direito da empresa de se apropriar desses cr\u00e9ditos, e obtivemos uma decis\u00e3o que validou esse direito no per\u00edodo de mar\u00e7o at\u00e9 setembro de 2022. O STF j\u00e1 havia declarado, na ADI 7.181, que o cr\u00e9dito tem natureza de benef\u00edcio fiscal, e sua revoga\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ferir direitos constitucionais&#8221;, comentou o advogado Thiago Pellegrini, s\u00f3cio do Martinelli Advogados, que representou a empresa na a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Processo: 5050814-87.2022.4.02.5101.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/415230\/trf-2-empresa-podera-compensar-pis-cofins-sobre-compra-de-combustivei\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/415230\/trf-2-empresa-podera-compensar-pis-cofins-sobre-compra-de-combustivei<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>TRF-3 garante cr\u00e9dito de PIS\/Cofins sem exclus\u00e3o de cr\u00e9dito de IPI<\/strong><br>Data: 14\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A n\u00e3o cumulatividade do PIS e da Cofins n\u00e3o deve ser equiparada \u00e0 do IPI e ICMS, uma vez que os cr\u00e9ditos destas contribui\u00e7\u00f5es devem incidir sobre o custo de aquisi\u00e7\u00e3o de bens e produtos que geram receita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com esse entendimento, a 6\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o garantiu o direito de uma empresa ao creditamento de PIS e Cofins sobre o valor do IPI n\u00e3o recuper\u00e1vel, incidente na aquisi\u00e7\u00e3o de mercadorias para revenda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o, que afastou a restri\u00e7\u00e3o imposta pela Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB 2.121\/22, representa um importante precedente na defesa dos direitos dos contribuintes frente a normas infralegais que limitam benef\u00edcios fiscais previstos em lei.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tribunal entendeu que o IPI n\u00e3o recuper\u00e1vel integra o custo de aquisi\u00e7\u00e3o e, portanto, deve ser objeto de creditamento conforme estabelecido nas Leis 10.637\/02 e 10.833\/03.<br>Cr\u00e9dito de PIS e Cofins<br>Andr\u00e9 Felix Ricotta de Oliveira, que atuou no caso, destaca que a restri\u00e7\u00e3o ao creditamento do IPI na apura\u00e7\u00e3o do PIS e Cofins viola o princ\u00edpio da legalidade, em raz\u00e3o da impossibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o de norma infralegal para impor limites \u00e0 lei.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o tamb\u00e9m fortalece o entendimento de que a legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria deve ser interpretada de forma a garantir que as contribui\u00e7\u00f5es sociais incidam de maneira justa, sem que normas infralegais interfiram indevidamente nos direitos dos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 um passo crucial na prote\u00e7\u00e3o dos contribuintes contra interpreta\u00e7\u00f5es restritivas que buscam diminuir o alcance dos direitos aos cr\u00e9ditos de PIS e Cofins\u201d, disse Ricotta de Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apela\u00e7\u00e3o 5003511-14.2023.4.03.6104<br><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-14\/trf-3-garante-direito-a-credito-de-pis-e-cofins-sem-exclusao-de-credito-de-ipi\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-14\/trf-3-garante-direito-a-credito-de-pis-e-cofins-sem-exclusao-de-credito-de-ipi\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>STJ mant\u00e9m modula\u00e7\u00e3o de tese sobre limite da contribui\u00e7\u00e3o ao Sistema S<\/strong><br>Data: 15\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por unanimidade de votos, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a rejeitou, na \u00faltima quarta-feira (11\/9), nove embargos de declara\u00e7\u00e3o interpostos contra o ac\u00f3rd\u00e3o em que derrubou o limite de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos para contribui\u00e7\u00e3o de custeio do Sistema S.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os embargos tinham entre seus objetivos alterar a modula\u00e7\u00e3o temporal dos efeitos da tese e estend\u00ea-la para todas as entidades parafiscais que atuam em prol do interesse p\u00fablico e que, por esse motivo, s\u00e3o destinat\u00e1rias dos valores recolhidos das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Relatora, a ministra Regina Helena Costa prop\u00f4s a rejei\u00e7\u00e3o de todos os embargos. Os votos n\u00e3o foram lidos. Esses recursos s\u00f3 seriam acolhidos se houvesse alguma omiss\u00e3o, obscuridade ou erro material no ac\u00f3rd\u00e3o embargado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A tese sobre o tema foi firmada pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o em 13 de mar\u00e7o de 2024 sob o rito dos recursos repetitivos. Assim, ela se torna vinculante para ju\u00edzes e tribunais de apela\u00e7\u00e3o que apreciem a controv\u00e9rsia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tribunal concluiu que a edi\u00e7\u00e3o do Decreto-Lei 2.318\/1986 afastou o teto de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos para a base de c\u00e1lculo n\u00e3o apenas das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias, mas tamb\u00e9m das contribui\u00e7\u00f5es parafiscais voltadas ao custeio do Sistema S (Sesi, Senai, Sesc e Senac).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Consequ\u00eancias n\u00e3o embarg\u00e1veis<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como mostrou a revista eletr\u00f4nica Consultor Jur\u00eddico, o caso representou uma grande derrota tribut\u00e1ria para os contribuintes, al\u00e9m de mudan\u00e7a na jurisprud\u00eancia do STJ sobre a quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o decidiu modular os efeitos do julgado \u2014 ou seja, decidiu que a nova posi\u00e7\u00e3o firmada s\u00f3 tem aplica\u00e7\u00e3o a partir de certo momento no tempo. O crit\u00e9rio usado nesse caso foi a data em que o colegiado come\u00e7ou a decidir a tese.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso significa que a tese n\u00e3o vale para as empresas que ingressaram com a\u00e7\u00e3o judicial e\/ou protocolaram pedido administrativo at\u00e9 25 de outubro de 2023, desde que tenham obtido decis\u00e3o judicial ou administrativa favor\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essas empresas puderam continuar recolhendo as contribui\u00e7\u00f5es parafiscais calculadas sobre o limite de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos, mas apenas at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o, o que ocorreu em 2 de maio de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse foi um de tr\u00eas crit\u00e9rios distintos usados pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o para modular teses tribut\u00e1rias \u2014 um deles foi depois revisto pelo colegiado \u2014 , um fen\u00f4meno recente que ligou sinal de alerta em tributaristas e gerou cr\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No caso da tese do Sistema S, um dos embargos de declara\u00e7\u00e3o apontou que o crit\u00e9rio criou uma disparidade injustific\u00e1vel entre contribuintes que est\u00e3o em situa\u00e7\u00f5es id\u00eanticas: eles s\u00f3 se beneficiaram se obtiveram decis\u00e3o favor\u00e1vel at\u00e9 o in\u00edcio do julgamento na 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse crit\u00e9rio foi, posteriormente, defendido pela ministra Regina Helena Costa quando o colegiado debateu o fen\u00f4meno da judicializa\u00e7\u00e3o preventiva \u2014 quando a afeta\u00e7\u00e3o de um tema para defini\u00e7\u00e3o de tese gera uma corrida ao Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro dos embargos de declara\u00e7\u00e3o tratou de tema conexo. A tese firmada pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o se limitou \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es \u00e0s entidades do Sistema S, mas a sua raz\u00e3o de decidir seria aplic\u00e1vel, em tese, \u00e0s demais entidades parafiscais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A extens\u00e3o da tese chegou a ser debatida, em voto-vista do ministro Mauro Campbell, mas acabou recusada. Isso abre as portas para outro fen\u00f4meno: o das teses-filhotes.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Cada uma das 11 entidades n\u00e3o agraciadas ter\u00e1 de defender nas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias a posi\u00e7\u00e3o, at\u00e9 eventualmente chegar ao STJ, para uniformiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">REsp 1.898.532<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">REsp 1.905.870<br><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-15\/stj-mantem-modulacao-de-tese-sobre-limite-da-contribuicao-ao-sistema-s\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-15\/stj-mantem-modulacao-de-tese-sobre-limite-da-contribuicao-ao-sistema-s\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Justi\u00e7a determina exclus\u00e3o de adicional do ICMS do PIS\/Cofins<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 16\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Justi\u00e7a tem dado raz\u00e3o aos contribuintes e determinado a exclus\u00e3o do adicional de ICMS destinado a fundos estaduais de combate e erradica\u00e7\u00e3o da pobreza da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. Duas senten\u00e7as recentes, uma de Juiz de Fora, em Minas Gerais, e outra de Maca\u00e9, no Rio de Janeiro, afastaram o entendimento manifestado pela Receita Federal por meio da Solu\u00e7\u00e3o de Consulta da Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit) n\u00ba 61\/2024.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com a norma, que deve ser seguida por todos os auditores fiscais do pa\u00eds, o \u00f3rg\u00e3o buscava restringir o alcance da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, que excluiu o ICMS da base do PIS\/Cofins (Tema 69 do Supremo Tribunal Federal). O aumento da carga tribut\u00e1ria com a inclus\u00e3o do adicional no c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es sociais \u00e9 da ordem de 10% a 20%, segundo tributaristas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Advogados entendem que n\u00e3o se trata nem de \u201ctese filhote\u201d, mas da pr\u00f3pria tese do s\u00e9culo, porque esse adicional t\u00eam a mesma natureza do ICMS. J\u00e1 a Uni\u00e3o entende que os valores enviados aos fundos t\u00eam efeito \u201ccascata\u201d, s\u00e3o cumulativos, al\u00e9m de possu\u00edrem vincula\u00e7\u00e3o espec\u00edfica e n\u00e3o precisarem ser repartidos com os munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esses fundos, conhecidos como FECP ou Fecop, foram criados pela Emenda Constitucional n\u00ba 31\/2000 e depois regulamentados por alguns Estados. O percentual cobrado varia de 1% a 4% e \u00e9 exigido em quase todos os produtos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Rio de Janeiro, onde foi dada uma das senten\u00e7as, foi regulamentado pela Lei n\u00ba 4.045\/2002. Ele serve, por exemplo, para custear transporte para alunos do ensino m\u00e9dio de escolas p\u00fablicas e manter centros de reabilita\u00e7\u00e3o para dependentes de bebidas alco\u00f3licas, dentre outros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A decis\u00e3o fluminense, proferida pela da 1\u00aa Vara Federal de Maca\u00e9 (RJ), beneficia a Fus\u00e3o Offshore, que fornece mangueiras e outros produtos e servi\u00e7os para a ind\u00fastria. A economia tribut\u00e1ria com a exclus\u00e3o do adicional, de acordo com o tributarista Roberto Cecotto, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Fadel Advogados, que defende a empresa, \u00e9 de R$ 2 milh\u00f5es mensais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O que motivou a ida da empresa ao Judici\u00e1rio, afirma o advogado, foi justamente a solu\u00e7\u00e3o de consulta da Receita Federal, publicada em mar\u00e7o deste ano. Antes, n\u00e3o havia discuss\u00f5es sobre o assunto, tampouco jurisprud\u00eancia, acrescenta, porque o contribuinte n\u00e3o tinha d\u00favida de que o adicional deveria ser exclu\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201c\u00c9 um adicional do imposto [ICMS], ent\u00e3o nunca foi necess\u00e1rio brigar pela exclus\u00e3o. Por decorr\u00eancia l\u00f3gica, ele nunca foi tratado de forma segregada do ICMS\u201d, afirma Roberto Cecotto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi localizado apenas um ac\u00f3rd\u00e3o de 2022 do Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRF-2) sobre o tema. A decis\u00e3o, por\u00e9m, \u00e9 mais abrangente, permitindo n\u00e3o s\u00f3 a exclus\u00e3o do adicional, mas tamb\u00e9m do Difal (diferencial de al\u00edquotas) do ICMS do c\u00e1lculo do PIS\/Cofins, com base no Tema 69 do Supremo (processo n\u00ba 5017547-61.2021.4.02.5101).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Cecotto, a publica\u00e7\u00e3o da Cosit \u201cacendeu uma luz amarela\u201d para os contribuintes e houve at\u00e9 receio de buscarem o Judici\u00e1rio e terem respostas negativas. \u201cA Fus\u00e3o foi mais corajosa e, nesse mandado de seguran\u00e7a, a gente mostrou que a al\u00edquota do fundo n\u00e3o \u00e9 um tributo \u00e0 parte e n\u00e3o tem natureza cumulativa. \u00c9 uma receita transit\u00f3ria e n\u00e3o \u00e9 do contribuinte, \u00e9 do Estado\u201d, afirma o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O pedido de liminar foi negado em um primeiro momento, mas foi concedido em segundo grau. Na senten\u00e7a, dada ap\u00f3s a decis\u00e3o do TRF-2, o juiz Victor Roberto Corr\u00eaa de Souza, da 1\u00aa Vara Federal de Maca\u00e9, entendeu que n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida \u201cde que esses adicionais possuem a mesma natureza dos impostos sobre os quais incidem, j\u00e1 que o constituinte em nenhum momento pretendeu criar nova figura tribut\u00e1ria, que, ao final, seria de duvidosa constitucionalidade, tendo em vista a limitada capacidade de Estados e munic\u00edpios criarem novas contribui\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na vis\u00e3o do magistrado, \u201cnem mesmo a destina\u00e7\u00e3o vinculada desse adicional \u00e9 capaz de afastar sua natureza de imposto, j\u00e1 que tributo se determina n\u00e3o pelo seu destino, mas pelo seu fato gerador\u201d, como determina o artigo 4\u00ba do CTN, o C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (processo n\u00ba 500264808.2024.4.02.5116).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m entendeu dessa forma o juiz Ubirajara Teixeira, da 3\u00aa Vara Federal de Juiz de Fora (MG), ao julgar o caso da Rafer, empresa que atua no mercado de ferro e a\u00e7o. \u201cO adicional FECP desfruta de natureza semelhante ao ICMS, de sorte que a empresa apenas o arrecada e repassa ao Estado, sem incrementar seu faturamento pr\u00f3prio. Do contr\u00e1rio, haveria um acr\u00e9scimo artificial na receita da empresa, ampliando ilegitimamente as grandezas pass\u00edveis de tributa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do PIS\/Cofins\u201d, afirma ele (processo n\u00ba 6005420-78.2024.4.06.3801).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A advogada Adriana Stamato, s\u00f3cia de tribut\u00e1rio do escrit\u00f3rio Trench Rossi Watanabe, diz que a solu\u00e7\u00e3o de consulta \u201cconfirmou um receio dos contribuintes\u201d. \u201cN\u00e3o era uma d\u00favida, mas um receio do que a Receita Federal fosse entender\u201d, diz. Na vis\u00e3o dela, n\u00e3o se trata de uma tese filhote. \u201cAs empresas est\u00e3o ingressando em ju\u00edzo para ter um conforto em fun\u00e7\u00e3o da solu\u00e7\u00e3o de consulta, mas n\u00e3o deveria haver entendimento diferente, como o pr\u00f3prio Judici\u00e1rio tem colocado nessas decis\u00f5es\u201d, avalia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela discorda do entendimento da Receita Federal, que tamb\u00e9m veda a tomada de cr\u00e9dito de ICMS sobre a parcela destinada aos fundos. \u201cIsso n\u00e3o \u00e9 verdade. A regra geral \u00e9 que ele \u00e9 n\u00e3o cumulativo e d\u00e1 sim direito a cr\u00e9dito\u201d, afirma Adriana. Para a advogada, o mesmo Tema 69 se aplica, pois os valores n\u00e3o fazem parte da receita bruta ou faturamento da empresa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Procurada pelo Valor, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/16\/justica-determina-exclusao-de-adicional-do-icms-do-pis-cofins.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/16\/justica-determina-exclusao-de-adicional-do-icms-do-pis-cofins.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Supremo julga repasse de ICMS a munic\u00edpios<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 16\/09\/2024<br><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a julgar, na sexta-feira, a\u00e7\u00e3o que discute se \u00e9 obrigat\u00f3rio o repasse pelos Estados de 25% do valor de cr\u00e9ditos extintos de ICMS, por compensa\u00e7\u00e3o ou transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, ao Fundo de Participa\u00e7\u00e3o dos Munic\u00edpios (FPM). O relator, ministro Nunes Marques, deu voto favor\u00e1vel \u00e0s prefeituras. Seguiram esse mesmo entendimento, at\u00e9 ent\u00e3o, os ministros Fl\u00e1vio Dino e C\u00e1rmen L\u00facia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O caso, que voltou ao Plen\u00e1rio Virtual, chegou a ser destacado por Dino e pautado para julgamento em sess\u00e3o presencial. O destaque, por\u00e9m, foi cancelado. Os ministros t\u00eam at\u00e9 a pr\u00f3xima sexta-feira, 20, para proferir os votos. Tamb\u00e9m pode haver uma nova interrup\u00e7\u00e3o por pedido de vista ou destaque (ADI 3837).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O relator, ministro Nunes Marques, lembra, em seu voto, que o artigo 158 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal determina que 25% do ICMS arrecadado pelos Estados pertence \u00e0s prefeituras. \u201cSendo dos munic\u00edpios a verba, n\u00e3o t\u00eam os Estados compet\u00eancia para condicionar, restringir ou, de qualquer modo, reter o repasse\u201d, diz o ministro, citando precedentes do Supremo (RE 572762).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na vis\u00e3o dele, os valores obtidos pelos Estados com compensa\u00e7\u00e3o ou transa\u00e7\u00e3o geram arrecada\u00e7\u00e3o, provocando \u201caumento na disponibilidade financeira do Estado\u201d. \u201cHavendo receita p\u00fablica arrecadada nesses procedimentos, o numer\u00e1rio referente aos cr\u00e9ditos de ICMS extintos deve sofrer o percentual de repasse da parcela devida aos munic\u00edpios \u201d, afirma Marques, no voto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na a\u00e7\u00e3o, os governos do Mato Grosso do Sul, Paran\u00e1 e Para\u00edba pedem a inconstitucionalidade do artigo 4\u00ba da Lei Complementar n\u00ba 63\/1990. Esse \u00e9 o dispositivo que estabelece a obrigatoriedade da remessa de um quarto do que foi arrecadado \u00e0s prefeituras, mesmo nos casos de extin\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito do ICMS por esses programas tribut\u00e1rios estaduais. Essa lei regulamentou a previs\u00e3o constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para os Estados, a compensa\u00e7\u00e3o ou a transa\u00e7\u00e3o extinguem o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio e a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica que obriga a remessa. Tamb\u00e9m entendem que n\u00e3o gera arrecada\u00e7\u00e3o e, por isso, n\u00e3o justifica a reparti\u00e7\u00e3o constitucional, visto que n\u00e3o haveria receita.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em parecer, a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) e a Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR) defenderam o repasse aos munic\u00edpios. O entendimento da AGU \u00e9 o de que uma interpreta\u00e7\u00e3o restritiva \u201cmitiga a sa\u00fade financeira dos munic\u00edpios, em preju\u00edzo da sua autonomia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ambos afirmam que a compensa\u00e7\u00e3o e a transa\u00e7\u00e3o geram benef\u00edcio financeiro ao Estado. Se fosse acatado o argumento dos autores da a\u00e7\u00e3o, segundo a AGU, \u201cestaria aberta margem para que os Estados-membros incentivassem a compensa\u00e7\u00e3o e a transa\u00e7\u00e3o a fim de limitar o repasse a ser efetuado aos munic\u00edpios&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O procurador do munic\u00edpio do Rio de Janeiro, Ricardo Almeida, representante da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Secretarias de Finan\u00e7as das Capitais (Abrasf) na a\u00e7\u00e3o do STF, entende que n\u00e3o se discute um mero repasse, mas \u201cuma titularidade da pr\u00f3pria cota-parte do ICMS\u201d. O procurador afirma que j\u00e1 existe precedente do Supremo em que ficou decidido que o repasse \u00e9 obrigat\u00f3rio nos casos de incentivos fiscais dados por Estados. \u201cNesse caso, \u00e9 ainda mais evidente, porque estamos tratando de compensa\u00e7\u00e3o e transa\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Almeida explica que, no caso das compensa\u00e7\u00f5es, a discuss\u00e3o n\u00e3o trata do regime normal de encontro de contas, mas de cr\u00e9ditos extintos &#8211; como precat\u00f3rios e de contratos. \u201cMas, de qualquer maneira, isso \u00e9 receita e, sendo receita, n\u00e3o podem os Estados se furtarem desse valor e prejudicar os munic\u00edpios\u201d, afirma. Um dos motivadores para esses lit\u00edgios, acrescenta, \u00e9 a situa\u00e7\u00e3o fiscal dos Estados. \u201cEles est\u00e3o falidos, n\u00e3o s\u00f3 financeiramente, mas federativamente\u201d, diz ele, citando a perda de papel em \u00e1reas essenciais, como seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Bruno Romano, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Leite, Tosto e Barros Advogados e professor do Instituto Brasileiro de Estudos Tribut\u00e1rios (IBET) e do Mackenzie, afirma que as discuss\u00f5es sobre o assunto come\u00e7aram no ano 2000, principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s compensa\u00e7\u00f5es. As transa\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a ser usadas a n\u00edvel estadual h\u00e1 cerca de quatro anos. \u201cA interpreta\u00e7\u00e3o dos Estados \u00e9 que o que se recebe por compensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 produto de arrecada\u00e7\u00e3o, \u00e9 um encontro de contas cont\u00e1bil.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse entendimento, por\u00e9m, diz, pode reduzir \u201cdrasticamente\u201d a receita dos munic\u00edpios, principalmente dos menores, que n\u00e3o t\u00eam tanta arrecada\u00e7\u00e3o pelo ISS. Romano afirma concordar com o voto de Nunes Marques. \u201cAinda que n\u00e3o sejam valore s efetivamente arrecadados, acabam compondo as receitas em algum momento\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tributarista tamb\u00e9m diz que os Estados, sendo pessoas jur\u00eddicas de direito p\u00fablico, devem seguir orienta\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis de registrar os valores recebidos prioritariamente pelo regime de compet\u00eancia, mesmo no caso das transa\u00e7\u00f5es, que permitem o pagamento do tributo parcelado. \u201cQuando instituo uma transa\u00e7\u00e3o, embora n\u00e3o haja ingresso imediato de caixa, tenho j\u00e1 que contabilizar tudo de uma vez.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/16\/supremo-julga-repasse-de-icms-a-municipios.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/16\/supremo-julga-repasse-de-icms-a-municipios.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 09\/09 a 16\/09 Receita muda regras sobre uso de preju\u00edzo fiscal e base negativa de CSLL Data: 10\/09\/2024&nbsp;&nbsp; A Receita Federal alterou algumas regras sobre o uso de preju\u00edzo fiscal e base negativa de CSLL para a quita\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios. 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