{"id":3482,"date":"2024-09-09T15:37:45","date_gmt":"2024-09-09T18:37:45","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3482"},"modified":"2024-09-09T15:47:15","modified_gmt":"2024-09-09T18:47:15","slug":"retrospecto-tributario-02-09-a-09-09-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3482","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 02\/09 a 09\/09"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 02\/09 a 09\/09<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aumento da tributa\u00e7\u00e3o do JCP de 15% para 20% n\u00e3o onera empresas, diz Barreirinhas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou nesta segunda-feira (02) que o aumento da tributa\u00e7\u00e3o dos juros sobre capital pr\u00f3prio (JCP) de 15% para 20%, conforme proposto em projeto de lei enviado pelo governo federal na \u00faltima sexta-feira (30), &#8220;n\u00e3o onera empresas&#8221;. &#8220;N\u00e3o h\u00e1 aumento da carga tribut\u00e1ria&#8221;, defendeu em coletiva de imprensa para comentar o Projeto de Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual (PLOA) de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com ele, os s\u00f3cios poder\u00e3o optar por receber dividendos, que s\u00e3o isentos de imposto no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda na coletiva, Barreirinhas comentou que cerca de 40% das empresas que declaram ser benefici\u00e1rias do Perse n\u00e3o t\u00eam direito. Essas empresas est\u00e3o sendo &#8220;convidadas&#8221; pela Receita Federal \u00e0 autorregulariza\u00e7\u00e3o, em que h\u00e1 o perd\u00e3o de multas.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/09\/02\/aumento-da-tributacao-do-jcp-de-15percent-para-20percent-nao-onera-empresas-diz-barreirinhas.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/09\/02\/aumento-da-tributacao-do-jcp-de-15percent-para-20percent-nao-onera-empresas-diz-barreirinhas.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Durigan: Estamos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para construir alternativas \u00e0 CSLL e ao JCP<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira que a equipe econ\u00f4mica est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para construir alternativas a respeito do aumento da tributa\u00e7\u00e3o da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre Lucro L\u00edquido (CSLL) e do Juro sobre Capital Pr\u00f3prio (JCP), enviado via projeto de lei pelo governo ao Congresso Nacional na sexta-feira.<\/p>\n\n\n\n<p>No s\u00e1bado, o presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Arthur Lira (PP\/AL), disse que \u00e9 &#8220;quase imposs\u00edvel&#8221; esse projeto ser aprovado. O deputado avaliou que \u00e9 necess\u00e1rio avan\u00e7ar nas medidas para conter as despesas p\u00fablicas, em vez de propor novas medidas de arrecada\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Questionado sobre a declara\u00e7\u00e3o de Lira, Durigan disse que a equipe econ\u00f4mica vai explicar para Lira a necessidade do projeto para compensar a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos, mas se mostrou aberto a discutir alternativas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Presidente Lira \u00e9 um dos grandes parceiros da agenda econ\u00f4mica do pa\u00eds. Eu diria que ele \u00e9 muito parceiro e certamente vai entender os n\u00fameros e as proje\u00e7\u00f5es [sobre o aumento da CSLL e JCP]\u201d, disse o secret\u00e1rio, avaliando que as negocia\u00e7\u00f5es com Lira fazem parte da democracia.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com ele, foi apresentado um leque de alternativas com o PLOA para desonerar a folha e a equipe econ\u00f4mica est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para construir alternativas a respeito do aumento da CSLL e JCP. \u201cO compromisso dele tamb\u00e9m \u00e9 com a estabilidade fiscal do pa\u00eds\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Vamos perseguir meta de equilibrar or\u00e7amento do pa\u00eds de agora at\u00e9 o fim do mandato do presidente Lula&#8221;, finalizou Durigan, que participou de entrevista coletiva para apresentar o Projeto de Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual (PLOA) de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Durigan afirmou ainda que, com a exig\u00eancia de habilita\u00e7\u00e3o pr\u00e9via para o uso de benef\u00edcios fiscais, o corte de benef\u00edcios ilegais pode gerar cerca de R$ 20 bilh\u00f5es em receitas em 2025. De acordo com ele, a habilita\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, implementada recentemente pela Receita Federal, tamb\u00e9m atingir\u00e1 os benef\u00edcios de PIS\/Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/09\/02\/durigan-estamos-disposio-para-construir-alternativas-csll-e-jcp.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/09\/02\/durigan-estamos-disposio-para-construir-alternativas-csll-e-jcp.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita impede aplica\u00e7\u00e3o de tratado contra bitributa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal decidiu que os acordos contra a bitributa\u00e7\u00e3o assinados pelo Brasil n\u00e3o valem para as micro e pequenas empresas no Simples Nacional. O entendimento est\u00e1 em duas solu\u00e7\u00f5es de consulta editadas recentemente pela Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit), que deve ser seguido pelos auditores fiscais de todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas respostas, a Receita levou em considera\u00e7\u00e3o a hierarquia de leis. Como os acordos foram internalizados por meio de leis ordin\u00e1rias, afirma a Cosit, seus dispositivos n\u00e3o prevaleceriam sobre a lei complementar do Simples Nacional (n\u00ba 123, de 2006).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cLogo, a op\u00e7\u00e3o por esse regime \u00e9 incompat\u00edvel com a utiliza\u00e7\u00e3o de qualquer benef\u00edcio ou tratamento fiscal diferenciado ou mais favorecido neles previsto, salvo se houver previs\u00e3o expressa na lei complementar\u201d, diz a Receita Federal nas solu\u00e7\u00f5es de consulta n\u00ba 219 e n\u00ba 220, que abordam, respectivamente, tratados firmados com o Chile e o Peru.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com as respostas, se uma receita de exporta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os for tributada no Peru ou no Chile, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer o abatimento do Simples Nacional, a t\u00edtulo de dupla tributa\u00e7\u00e3o. \u201cDesse modo, uma eventual reten\u00e7\u00e3o de tributo [peruano ou chileno] n\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de dedu\u00e7\u00e3o no PGDAS-D [Programa Gerador do Documento de Arrecada\u00e7\u00e3o do Simples Nacional \u2013 Declarat\u00f3rio], restitui\u00e7\u00e3o ou compensa\u00e7\u00e3o com tributo apurado na forma do Simples Nacional\u201d, afirma a Receita.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o \u00f3rg\u00e3o, essa veda\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa uma viola\u00e7\u00e3o a direitos do optante porque a ades\u00e3o ao Simples Nacional \u00e9 facultativa. \u201cEsse regime tribut\u00e1rio oferece aos contribuintes o direito de escolher se fazem ou n\u00e3o uma troca compensat\u00f3ria entre suas vantagens e desvantagens. Todas p\u00fablicas e not\u00f3rias\u201d, diz o \u00f3rg\u00e3o, acrescentando que a micro ou pequena empresa pode \u201cdesistir de fazer a op\u00e7\u00e3o ou pedir a exclus\u00e3o\u201d. \u201cEm outras palavras, cabe ao contribuinte ponderar os b\u00f4nus e \u00f4nus do Simples Nacional para decidir se quer ser optante e arcar com as consequ\u00eancias jur\u00eddicas dessa decis\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Com o entendimento, micro e pequenas empresas exportadoras optantes do Simples Nacional podem ser bitributadas em virtude da impossibilidade de aplica\u00e7\u00e3o dos acordos, dada a preval\u00eancia da lei complementar que regulamenta o regime.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/03\/receita-impede-aplicacao-de-tratado-contra-bitributacao.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/03\/receita-impede-aplicacao-de-tratado-contra-bitributacao.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fam\u00edlias deixam de ganhar R$ 3 bi com al\u00edquota zerada da carne<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Estudo feito com a al\u00edquota zero para carnes no texto da reforma tribut\u00e1ria, aprovado em julho pela C\u00e2mara dos Deputados, mostra que todas as fam\u00edlias sa\u00edram perdendo. V\u00e3o pagar menos na carne, mas, em compensa\u00e7\u00e3o, ter\u00e3o de engolir o aumento de outros produtos fora da cesta b\u00e1sica que tiveram a al\u00edquota aumentada, entre eles, cal\u00e7ados, roupas, eletrodom\u00e9sticos e servi\u00e7os. Essa redu\u00e7\u00e3o dos ganhos das fam\u00edlias, com a al\u00edquota zerada das carnes, \u00e9 estimada em R$ 3 bilh\u00f5es e atinge desde as mais pobres at\u00e9 as mais ricas. As fam\u00edlias perdem de um lado e os produtores de carne ganham de outro. Com a al\u00edquota zerada, o impacto positivo em todo setor de carne se eleva 65% sobre as vendas, incluindo a\u00ed as exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNem as fam\u00edlias mais ricas, como foi divulgado, se beneficiam, porque na verdade h\u00e1 o aumento da al\u00edquota dos produtos fora de cesta b\u00e1sica e dos servi\u00e7os. Estes itens s\u00e3o representativos no or\u00e7amento das fam\u00edlias com mais recursos\u201d, explica o economista e pesquisador do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas (Cedeplar), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Edson Paulo Domingues, respons\u00e1vel pela atualiza\u00e7\u00e3o do estudo em parceria com a professora Aline Magalh\u00e3es, tamb\u00e9m do Cedeplar.<\/p>\n\n\n\n<p>Fam\u00edlias gastam em m\u00e9dia 4% do seu or\u00e7amento com carnes. O grupo at\u00e9 1 sal\u00e1rio-m\u00ednimo compromete cerca de 8% do gasto em carnes. J\u00e1 as fam\u00edlias acima de 30 sal\u00e1rios-m\u00ednimos tem apenas 2% do seu or\u00e7amento gasto em carnes. \u201cO mercado de carnes para consumo das fam\u00edlias est\u00e1 concentrado nas faixas de renda acima de 5 sal\u00e1rios m\u00ednimos, que corresponde a mais de 70 % do mercado\u201d, consta no estudo com c\u00e1lculo atualizado das al\u00edquotas ap\u00f3s a passagem do texto da reforma tribut\u00e1ria em julho pela C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>Em compensa\u00e7\u00e3o, a al\u00edquota zero nas carnes beneficiou o setor de produ\u00e7\u00e3o de carne que ter\u00e1 ganhos em torno de 1,4 % sobre as vendas com a al\u00edquota zerada, segundo o estudo atualizado. O impacto positivo em todo setor de carne se eleva 65% sobre as vendas, incluindo as exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 27% da produ\u00e7\u00e3o de carnes \u00e9 exportada, e pelas regras do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) estar\u00e1 isenta do tributo. Dessa forma, praticamente 80% a produ\u00e7\u00e3o de carnes estar\u00e1 isenta do IVA, o que se mostra um resultado extremamente assim\u00e9trico de vantagem tribut\u00e1ria do setor com a reforma, mostra o estudo atualizado.<\/p>\n\n\n\n<p>O ganho de produ\u00e7\u00e3o do setor de carnes, com a al\u00edquota zerada, ocorre associado a essa perda de R$ 3 bilh\u00f5es para os consumidores. Com isso, o IVA aumentou em 0,64%, passando de 26,46% para 27,1%.<\/p>\n\n\n\n<p>Edson Paulo Domingues afirma que as pessoas registradas no Cadastro \u00danico para Programas Sociais (Cad\u00danico) perdem um pouco menos com a al\u00edquota zerada da carne por terem o direito ao cashback de outros produtos da cesta de consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o estudo, o cashback mostra-se relevante para elevar os ganhos da classe de 0 a 1 sal\u00e1rio (cerca de metade dessa classe recebe o cashback). \u201cA amplia\u00e7\u00e3o do cashback tem efeito redistributivo muito mais relevante do que isen\u00e7\u00f5es de produtos da cesta b\u00e1sica\u201d, consta no estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>O cashback foi introduzido na Reforma para uma devolu\u00e7\u00e3o de parte dos impostos para as fam\u00edlias de baixa renda. Conforme definido no substitutivo da C\u00e2mara dos Deputados em julho de 2024, ter\u00e3o direito \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o as fam\u00edlias com renda per-capita mensal at\u00e9 meio sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os itens com direito ao cashback est\u00e3o o botij\u00e3o de g\u00e1s de 13kg , conta de energia el\u00e9trica, conta da \u00e1gua, conta do esgoto, conta do g\u00e1s natural, entre todos. Pressupondo o pre\u00e7o do botij\u00e3o de g\u00e1s em R$ 125,00, com a hip\u00f3tese do IVA apresentar al\u00edquota de 27%, o imposto devolvido para pessoas no cad\u00danico, ap\u00f3s a compra do botij\u00e3o de g\u00e1s, seria de R$ 33,75.<\/p>\n\n\n\n<p>A al\u00edquota aumentada para cal\u00e7ados, roupas, eletrodom\u00e9sticos e servi\u00e7os vai impactar mais as fam\u00edlias com maior poder aquisitivo. A subsecret\u00e1ria de Pol\u00edtica Fiscal da Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica (SPE) do Minist\u00e9rio da Fazenda, Debora Freire Cardoso, tamb\u00e9m professora do Cedeplar, explica que a reforma tem um efeito assim\u00e9trico entre os setores. \u201cH\u00e1 a maior redu\u00e7\u00e3o do custo dos produtos da cesta de consumo do que do custo dos servi\u00e7os, acessados com frequ\u00eancia pelas fam\u00edlias com mais dinheiro. \u201cCom isso, h\u00e1 um efeito redistributivo que vai come\u00e7ar a ser sentido por todos quando o sistema tribut\u00e1rio mudar\u201d, afirma Debora Freire Cardoso.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/09\/04\/familias-deixam-de-ganhar-r-3-bi-com-aliquota-zerada-da-carne.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/09\/04\/familias-deixam-de-ganhar-r-3-bi-com-aliquota-zerada-da-carne.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Al\u00edquota m\u00e9dia do IVA vai ficar entre 21% e 22%, afirma Haddad<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o ministro da Fazenda, em alguns casos a al\u00edquota m\u00e1xima vai se aproximar de 28% para compensar outros produtos, que n\u00e3o pagar\u00e3o o IVA ou ter\u00e3o incid\u00eancia de al\u00edquota de aproximadamente 12%<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (04) que a al\u00edquota m\u00e9dia do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) implantado pela reforma tribut\u00e1ria \u201cvai ficar entre 21% e 22%\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA al\u00edquota m\u00e9dia j\u00e1 est\u00e1 contratada pela Emenda Constitucional\u201d, disse em entrevista \u00e0 GloboNews. \u201cVamos fazer cair a al\u00edquota m\u00e9dia do imposto sobre [consumo] no Brasil.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Haddad, em alguns casos a al\u00edquota m\u00e1xima vai se aproximar de 28%, mas somente porque outros produtos n\u00e3o pagar\u00e3o o IVA ou ter\u00e3o incid\u00eancia de al\u00edquota de aproximadamente 12%.<\/p>\n\n\n\n<p>Na entrevista, o ministro tamb\u00e9m defendeu que a arrecada\u00e7\u00e3o do governo federal suba para patamares mais pr\u00f3ximos de 19% do Produto Interno Bruto (PIB), a fim de trazer maior equil\u00edbrio para as contas p\u00fablicas da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHerdamos o Or\u00e7amento [em 2023] com arrecada\u00e7\u00e3o de 17% do PIB\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ainda defendeu a import\u00e2ncia da diminui\u00e7\u00e3o das despesas nesse processo e disse que os gastos prim\u00e1rios do governo federal em rela\u00e7\u00e3o ao PIB \u201cv\u00e3o cair neste ano em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/09\/04\/aliquota-media-do-iva-vai-ficar-entre-21percent-e-22percent-afirma-haddad.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/09\/04\/aliquota-media-do-iva-vai-ficar-entre-21percent-e-22percent-afirma-haddad.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal desenvolve tecnologia inovadora capaz de ampliar a detec\u00e7\u00e3o de fraudes e ilegalidades tribut\u00e1rias e aduaneiras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A nova tecnologia, que est\u00e1 sendo desenvolvida internamente pela Receita Federal no \u00e2mbito do&nbsp;Projeto Analytics, j\u00e1 est\u00e1 sendo utilizada h\u00e1 algum tempo e tem trazido resultados significativos em diversas \u00e1reas da administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Criada por auditores-fiscais e analistas-tribut\u00e1rios, a plataforma utiliza&nbsp;algoritmos de intelig\u00eancia artificial&nbsp;e&nbsp;an\u00e1lise de redes complexas&nbsp;para potencializar a an\u00e1lise dos dados fiscais e proporcionar um incremento consider\u00e1vel na capacidade de detectar fraudes e ilegalidades, al\u00e9m de oferecer mais seguran\u00e7a \u00e0 tomada de decis\u00f5es e ampliar a produtividade da atua\u00e7\u00e3o fiscal. Em f\u00f3runs internacionais, como um que ocorreu em junho, na Su\u00e9cia (<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/junho\/receita-federal-apresenta-ferramentas-de-gerenciamento-de-riscos-em-evento-informal-da-ocde-na-suecia\">Receita Federal apresenta ferramentas de gerenciamento de riscos em evento informal da OCDE na Su\u00e9cia \u2014 Receita Federal (www.gov.br<\/a>) a plataforma tem sido apresentada como uma demonstra\u00e7\u00e3o da capacidade de o Brasil processar dados e obter resultados concretos, propiciando, inclusive, coopera\u00e7\u00e3o envolvendo administra\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias estrangeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c1REAS DE APLICA\u00c7\u00c3O E RESULTADOS<\/p>\n\n\n\n<p>As oportunidades de aplica\u00e7\u00e3o dessa tecnologia s\u00e3o diversas e, a julgar pelos resultados j\u00e1 alcan\u00e7ados, devem crescer ainda mais. Alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n<p>Irregularidades tribut\u00e1rias na importa\u00e7\u00e3o e com uso de grupos econ\u00f4micos:<\/p>\n\n\n\n<p>Foi desenvolvido um m\u00f3dulo na plataforma que possibilita processar estruturas complexas de grupos econ\u00f4micos e redes de empresas, facilitando a identifica\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es suspeitos que, ap\u00f3s avalia\u00e7\u00e3o de especialistas em sele\u00e7\u00e3o de contribuintes, s\u00e3o passados para um aprofundamento por auditores-fiscais da fiscaliza\u00e7\u00e3o. H\u00e1 casos em andamento e fiscaliza\u00e7\u00e3o encerrada decorrentes da utiliza\u00e7\u00e3o desse m\u00f3dulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse e outros m\u00f3dulos tamb\u00e9m s\u00e3o utilizados na zona prim\u00e1ria, permitindo verificar ind\u00edcios de fraude a partir de relacionamentos de empresas importadoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Irregularidades tribut\u00e1rias com uso de criptomoedas:<\/p>\n\n\n\n<p>A combina\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas diversas, incorporadas na plataforma do&nbsp;Projeto Analytics, tem sido relevante para identificar transa\u00e7\u00f5es suspeitas e ind\u00edcios de esquemas complexos de sonega\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e de lavagem de dinheiro com uso de criptomoedas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um dos casos, com o uso dessa tecnologia, autoridades tribut\u00e1rias identificaram um potencial esquema envolvendo R$ 700 milh\u00f5es movimentados por empresas de fachada para a compra de criptomoedas. Foram identificadas opera\u00e7\u00f5es de importa\u00e7\u00f5es e remessas internacionais com fortes ind\u00edcios de irregularidades tribut\u00e1rias e de cometimento de outros crimes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outro caso, detectado em fun\u00e7\u00e3o do uso da plataforma, foi poss\u00edvel constatar um esquema de sonega\u00e7\u00e3o fiscal, envolvendo tamb\u00e9m lavagem de dinheiro para o tr\u00e1fico de drogas e armas, no qual foram movimentados mais de R$ 350 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dois casos citados est\u00e3o sob investiga\u00e7\u00e3o da Receita Federal, em parceria com outros \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o m\u00f3dulo de cripto, auditores-fiscais t\u00eam identificado visualmente empresas noteiras (Criadas basicamente para emitir documentos fiscais, sem comercializar mercadorias ou sem prestar servi\u00e7os, com objetivo de sonega\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria ou compensa\u00e7\u00e3o indevida de tributos) e as benefici\u00e1rias operacionais, analisando o fluxo dos diferentes tipos de moedas virtuais. Tem sido crescente o uso de&nbsp;stablecoins&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2023\/outubro\/criptoativos-receita-federal-detecta-crescimento-vertiginoso-na-movimentacao-de-stablecoins\">Criptoativos: Receita Federal detecta crescimento vertiginoso na movimenta\u00e7\u00e3o de stablecoins \u2014 Receita Federal (www.gov.br)<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Irregularidades tribut\u00e1rias em pedidos de ressarcimento:<\/p>\n\n\n\n<p>Um painel foi constru\u00eddo recentemente na plataforma para auxiliar a sele\u00e7\u00e3o e an\u00e1lises de pedidos de ressarcimento e declara\u00e7\u00f5es de compensa\u00e7\u00e3o, com vistas \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o de ind\u00edcios de inconsist\u00eancias e fraudes. Prospec\u00e7\u00f5es iniciais levaram \u00e0 sele\u00e7\u00e3o de algumas empresas com valores suspeitos que, somados, totalizaram cerca de R$ 11 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O painel facilita a identifica\u00e7\u00e3o de fraudes ao apresentar gr\u00e1ficos atualizados de f\u00e1cil compreens\u00e3o e totalmente interativos, o que possibilita reduzir o tempo de sele\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise para trabalho do caso concreto. Essa ferramenta auxiliar\u00e1 muito os trabalhos de que trata a&nbsp;<a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=139233\">Portaria RFB n\u00ba 439, de 10 de julho de 2024<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>SISTEMA TAMB\u00c9M AJUDA NA AUTOREGULARIZA\u00c7\u00c3O<\/p>\n\n\n\n<p>O processamento combinando t\u00e9cnicas de intelig\u00eancia artificial e m\u00e9todos tradicionais tamb\u00e9m subsidia comunica\u00e7\u00e3o da Receita Federal destinada a estimular a conformidade volunt\u00e1ria (<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/janeiro\/declaracao-de-imposto-de-renda-2013-bitcoins-e-outros-criptoativos-precisam-ser-informados\">Declara\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda \u2013 Bitcoins e outros criptoativos precisam ser informados \u2014 Receita Federal (www.gov.br<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>No campo da busca de distor\u00e7\u00f5es nas demonstra\u00e7\u00f5es de resultado na apura\u00e7\u00e3o do Lucro Real, equipe de monitoramento de grandes contribuintes utilizou a plataforma, identificou um caso concreto de poss\u00edvel uso indevido de preju\u00edzo fiscal de valor relevante, alertou a empresa que, ent\u00e3o, retificou a informa\u00e7\u00e3o, gerando uma arrecada\u00e7\u00e3o adicional de milh\u00f5es de reais. Uma a\u00e7\u00e3o sem a necessidade de abertura de procedimento fiscal, sem a instaura\u00e7\u00e3o de lit\u00edgio.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema ainda facilita a comunica\u00e7\u00e3o com os contribuintes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demonstra\u00e7\u00f5es de resultado, gerando gr\u00e1ficos e relat\u00f3rios que identificam problemas de maneira clara.<\/p>\n\n\n\n<p>INTERA\u00c7\u00c3O COM OUTROS \u00d3RG\u00c3OS<\/p>\n\n\n\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o da plataforma em f\u00f3runs especializados nacionais tamb\u00e9m tem contribu\u00eddo para a parceria entre a Receita Federal e outros \u00f3rg\u00e3os, como o Minist\u00e9rio P\u00fablico, permitindo uma sinergia que possibilita iniciativas coordenadas com vistas \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de an\u00e1lises mais abrangentes.<\/p>\n\n\n\n<p>O QUE VEM POR A\u00cd: IDENTIFICA\u00c7\u00c3O DE TRANSFER\u00caNCIA DE LUCROS PARA PARA\u00cdSOS FISCAIS<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos acordos, tratados e conven\u00e7\u00f5es internacionais firmados pelo Brasil que contenham cl\u00e1usula espec\u00edfica para troca de informa\u00e7\u00f5es para fins tribut\u00e1rios, como ocorre no caso do CbC (<a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=79444\">IN RFB n\u00ba 1681\/2016 (fazenda.gov.br<\/a>), est\u00e1 sendo aprimorado um m\u00f3dulo para identifica\u00e7\u00e3o de transfer\u00eancia de lucros para para\u00edsos fiscais, tema de aten\u00e7\u00e3o de fiscos em todos os continentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A plataforma desenvolvida no \u00e2mbito do&nbsp;Projeto Analytics&nbsp;tem se mostrado muito \u00fatil. A forma inovadora como os dados est\u00e3o sendo tratados pela Receita Federal tem propiciado resultados e despertado interesse no Brasil e no exterior (<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/fevereiro\/receita-federal-compartilha-expertise-relativa-a-analise-de-dados-de-criptoativos-com-administracoes-tributarias-de-outros-paises#:~:text=Institucional-,Receita%20Federal%20compartilha%20expertise%20relativa%20%C3%A0%20an%C3%A1lise%20de%20dados%20de,administra%C3%A7%C3%B5es%20tribut%C3%A1rias%20de%20outros%20pa%C3%ADses&amp;text=No%20dia%2021%20de%20fevereiro,an%C3%A1lise%20de%20dados%20de%20criptoativos.\">Receita Federal compartilha expertise relativa \u00e0 an\u00e1lise de dados de criptoativos com administra\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias de outros pa\u00edses \u2014 Receita Federal (www.gov.br<\/a>)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/setembro\/receita-federal-desenvolve-tecnologia-inovadora-capaz-de-ampliar-a-deteccao-de-fraudes-e-ilegalidades-tributarias-e-aduaneiras\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/setembro\/receita-federal-desenvolve-tecnologia-inovadora-capaz-de-ampliar-a-deteccao-de-fraudes-e-ilegalidades-tributarias-e-aduaneiras<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TCU reafirma ilegalidade de taxa sobre cont\u00eaineres<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), por unanimidade, declarou ilegal a cobran\u00e7a do Servi\u00e7o de Segrega\u00e7\u00e3o e Entrega de Cont\u00eaineres (SEE), conhecida como THC2 (Terminal Handling Charge 2) nos portos brasileiros. A tarifa \u00e9 cobrada pelo transporte de cargas entre os terminais portu\u00e1rios, que ficam \u00e0 beira-mar, e os retroportu\u00e1rios, conhecidos como \u201cportos secos\u201d. O julgamento ocorreu na sess\u00e3o de ontem.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema est\u00e1 h\u00e1 mais 20 anos em discuss\u00e3o na Justi\u00e7a e nos \u00f3rg\u00e3os administrativos. O valor da tarifa portu\u00e1ria varia entre R$ 400 a R$ 2 mil por cont\u00eainer, a depender do operador e do porto. Na semana passada, a 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) chegou \u00e0 mesma conclus\u00e3o, por conta da cobran\u00e7a n\u00e3o ter amparo em lei e haver infra\u00e7\u00e3o conco rrencial (REsp 1899040 e REsp 1906785).<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Administrativo de Defesa Econ\u00f4mica (Cade) tamb\u00e9m v\u00ea como conduta anticompetitiva, pois prejudica os portos secos. Isso porque o importador que quiser fazer a alf\u00e2ndega em um porto seco precisa pagar uma taxa de movimenta\u00e7\u00e3o a mais do que quem deixar a mercadoria no terminal \u00e0 beira-mar.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros do TCU mantiveram decis\u00e3o proferida em 2022, de relatoria do ministro Vital R\u00eago, que havia suspendido a cobran\u00e7a desde ent\u00e3o. A Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq) pediu o reexame do ac\u00f3rd\u00e3o, mas o recurso foi negado ontem. O alvo desta a\u00e7\u00e3o \u00e9 a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 72\/2022 da ag\u00eancia reguladora, que previu a possibilidade da exig\u00eancia da SEE.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o relator do recurso, o ministro Augusto Nardes, a THC2 eleva o \u201ccusto Brasil\u201d. \u201cEssa quest\u00e3o dos pre\u00e7os praticados nos terminais dificulta a competitividade da na\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou o ministro, na sess\u00e3o. \u201cA inefici\u00eancia da Antaq na an\u00e1lise dessas den\u00fancias sobre abuso de pre\u00e7o de tarifa agrava ainda mais efeitos negativos de eventual cobran\u00e7a indevida por servi\u00e7os relacionados ao THC2\u201d, completou (processo n\u00ba 021.408\/2019-0).<\/p>\n\n\n\n<p>Essa tamb\u00e9m foi a posi\u00e7\u00e3o do presidente do TCU, Bruno Dantas. Para ele, existe uma \u201cposi\u00e7\u00e3o dominante\u201d dos portos molhados no pa\u00eds e a perpetua\u00e7\u00e3o da tarifa \u201ctransforma os portos brasileiros em dep\u00f3sitos\u201d. \u201cO valor cobrado para que esses cont\u00eaineres fiquem armazenados dentro do porto \u00e9 muito mais alto do que o mero deslocamento do cont\u00eainer para outra regi\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns ministros, apesar de acompanharem o relator, indicaram que n\u00e3o seria adequada uma interfer\u00eancia do TCU no poder regulat\u00f3rio da Antaq. \u201cSe h\u00e1 abusividade da cobran\u00e7a no THC2, e h\u00e1, cabe a Antaq ou eventualmente ao Cade controlarem\u201d, afirmou o ministro Benjamin Zymler.<\/p>\n\n\n\n<p>Representantes dos terminais portu\u00e1rios defenderam, nas sustenta\u00e7\u00f5es orais, que a THC2 deve ser cobrada por ser um servi\u00e7o diferente da movimenta\u00e7\u00e3o da THC. Para o advogado Denis Gamell, que atua pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Usu\u00e1rios de Portos de Transporte de Log\u00edstica (Log\u00edstica Brasil), h\u00e1 \u201cracionalidade econ\u00f4mica\u201d para a exist\u00eancia da SEE, uma vez que existem custos atrelados ao servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Mar\u00e7al Justen Filho, que representou a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Terminais de Cont\u00eaineres (Abratec) no processo, relacionou a cobran\u00e7a da THC2 \u00e0 taxa de entrega cobrada por uma moqueca que ele pediu no fim de semana. \u201cNem todos os cont\u00eaineres s\u00e3o objeto de servi\u00e7o de segrega\u00e7\u00e3o e entrega. Quem paga \u00e9 o armador a THC. Ele paga pelo servi\u00e7 o geral de movimenta\u00e7\u00e3o de entrega dos cont\u00eaineres em certo local e, portanto, ele paga pelo servi\u00e7o b\u00e1sico, n\u00e3o me paga pela entrega da moqueca em casa. Ele paga pela entrega dos cont\u00eaineres no porto\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o do advogado Bruno Burini, do BRZ Advogados, que defende a Associa\u00e7\u00e3o dos Usu\u00e1rios de Portos (Usuport), n\u00e3o se deve liberar a Antaq para fazer a regula\u00e7\u00e3o do abuso da cobran\u00e7a, pois a pr\u00f3pria exist\u00eancia da THC2 j\u00e1 \u00e9 um abuso. \u201cQualquer cobran\u00e7a \u00e9 ilegal. N\u00e3o se trata de uma quest\u00e3o de regula\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o, pois qualquer centavo cobrado \u00e9 ilegal\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, a decis\u00e3o de ontem do TCU se junta a uma s\u00f3lida jurisprud\u00eancia que vem se formando pelo reconhecimento da ilegalidade da taxa. Burini explica que o artigo 40 da Lei dos Portos (Lei 12.815\/2013) prev\u00ea o conceito de THC, que j\u00e1 contempla todos os custos. \u201cO conceito diz que a THC remunera toda a movimenta\u00e7\u00e3o de cont\u00eaineres, ent\u00e3o n\u00e3o se poderia cobrar mais nada, mas, ainda assim, os operadores portu\u00e1rios desrespeitam o artigo 40 da Lei dos Portos\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Burini lembra ainda que existe uma comiss\u00e3o de juristas instalada no Congresso para atualizar a Lei dos Portos. Nela, \u00e9 poss\u00edvel haver nova discuss\u00e3o sobre a THC2. Por\u00e9m, o advogado acredita que se isso ocorrer, \u201cseria negligenciar o arcabou\u00e7o de decis\u00f5es proferidas pelo TRF1, TRF3, Tribunal de Contas, Cade, STJ\u201d. \u201c\u00c9 improv\u00e1vel que a comiss\u00e3o de juristas afirme a exist\u00eancia da THC2 diante de tantas manifesta\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias\u201d, adiciona ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Antaq n\u00e3o enviou resposta at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/05\/tcu-reafirma-ilegalidade-de-taxa-sobre-conteineres.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/05\/tcu-reafirma-ilegalidade-de-taxa-sobre-conteineres.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal abre prazo de autorregulariza\u00e7\u00e3o do Perse<\/strong><br>Data: 05\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal informa que est\u00e1 aberto o prazo de autorregulariza\u00e7\u00e3o para empresas que utilizaram indevidamente do benef\u00edcio fiscal relacionado ao Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). A medida est\u00e1 prevista na&nbsp;<a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=139888\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.210, de 15 de agosto de 2024<\/a>, publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o de 16 de agosto de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>O prazo para aderir se encerra em 18 de novembro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Poder\u00e3o ser inclu\u00eddos na autorregulariza\u00e7\u00e3o os d\u00e9bitos apurados, entre mar\u00e7o de 2022 e maio de 2024, dos seguintes tributos:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Contribui\u00e7\u00e3o para os Programas de Integra\u00e7\u00e3o Social e de Forma\u00e7\u00e3o do Patrim\u00f4nio do Servidor P\u00fablico (PIS\/Pasep);<br>\u2022 Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins);<br>\u2022 Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL); e<br>\u2022 Imposto sobre a Renda das Pessoas Jur\u00eddicas (IRPJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Os d\u00e9bitos mencionados s\u00f3 ser\u00e3o inclu\u00eddos se o devedor entregar ou retificar as declara\u00e7\u00f5es anteriores antes de aderir ao programa de autorregulariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A liquida\u00e7\u00e3o na forma do programa implicar\u00e1 em redu\u00e7\u00e3o de 100% (cem por cento) das multas de mora e de of\u00edcio e dos juros de mora, mediante pagamento:<\/p>\n\n\n\n<p>Condi\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>O pagamento dos d\u00e9bitos inclu\u00eddos na autorregulariza\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser efetuado conforme as condi\u00e7\u00f5es abaixo:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; \u00c0 vista de, no m\u00ednimo, de 50% (cinquenta por cento) da d\u00edvida consolidada a t\u00edtulo de entrada; e<br>II &#8211; Do valor restante em at\u00e9 48 (quarenta e oito) presta\u00e7\u00f5es mensais e sucessivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o pagamento a t\u00edtulo de entrada \u00e9 permitida a utiliza\u00e7\u00e3o de montante de preju\u00edzo fiscal e de base de c\u00e1lculo negativa da CSLL convertido em cr\u00e9dito, limitada a 50% (cinquenta por cento) do valor da d\u00edvida consolidada.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/setembro\/receita-federal-abre-prazo-de-autorregularizacao-do-perse\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/setembro\/receita-federal-abre-prazo-de-autorregularizacao-do-perse<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lula veta isen\u00e7\u00e3o de IPI de m\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos para v\u00edtimas de desastres<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva vetou integralmente o projeto de lei que concedia isen\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para alguns m\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos da linha branca comprados por residentes em \u00e1reas atingidas por desastres (PL 4731\/23).<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto foi apresentado pelas deputadas petistas Maria do Ros\u00e1rio (RS) e Gleisi Hoffmann (PR) e <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1065406-CAMARA-APROVA-ISENCAO-DE-IPI-PARA-ELETRODOMESTICOS-EM-AREAS-ATINGIDAS-POR-DESASTRES\">aprovado no Plen\u00e1rio em maio<\/a>, com parecer do deputado Lucas Redecker (PSDB-RS).<\/p>\n\n\n\n<p>A medida beneficiava a popula\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul, afetada por enchentes em abril e maio deste ano. Entre os itens que teriam isen\u00e7\u00e3o estavam fog\u00e3o, geladeira, mesas e cadeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Raz\u00f5es fiscais<br>Na mensagem de veto publicada nesta quinta-feira (5), no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o, a Presid\u00eancia informou que a proposta legislativa cria ren\u00fancia de receita sem previs\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria ou prazo m\u00e1ximo de vig\u00eancia da isen\u00e7\u00e3o por cinco anos, como manda a legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, segundo a mensagem, haveria o risco de a isen\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser transferida para os consumidores, j\u00e1 que o IPI \u00e9 um imposto pago por produtores e fornecedores de bens.<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lise do veto<br>O veto ao projeto ser\u00e1 analisado agora pelo Congresso Nacional, em sess\u00e3o conjunta de deputados e senadores. A sess\u00e3o deve ser marcada pelo presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Para ser derrubado, um veto precisa do voto da maioria absoluta dos deputados (pelo menos 257) e dos senadores (41).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1094535-lula-veta-isencao-de-ipi-de-moveis-e-eletrodomesticos-para-vitimas-de-desastres\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1094535-lula-veta-isencao-de-ipi-de-moveis-e-eletrodomesticos-para-vitimas-de-desastres\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal regulamenta o ressarcimento e a compensa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito fiscal de subven\u00e7\u00e3o para investimento.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal publicou a&nbsp;<a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=140306\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.214, de 2 de setembro de 2024<\/a>, para dispor sobre o ressarcimento e a compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito fiscal decorrente de subven\u00e7\u00e3o para implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimento econ\u00f4mico de que trata a Lei n\u00ba 14.789, de 29 de dezembro de 2023.<br>Mudan\u00e7a Legal<br>De acordo com a Lei n\u00ba 14.789, de 29 de dezembro de 2023, a pessoa jur\u00eddica tributada pelo lucro real que receber subven\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Munic\u00edpios para implantar ou expandir empreendimento econ\u00f4mico poder\u00e1 apurar cr\u00e9dito fiscal de subven\u00e7\u00e3o para investimento, observado o procedimento pr\u00e9vio de habilita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O cr\u00e9dito fiscal \u00e9 apurado na Escritura\u00e7\u00e3o Cont\u00e1bil Fiscal &#8211; ECF pela pessoa jur\u00eddica, mediante a aplica\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de 25% (vinte e cinco por cento) sobre as receitas de subven\u00e7\u00e3o para investimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Regulamenta\u00e7\u00e3o<br>A&nbsp;<a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=135536\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.170, de 29 de dezembro de 2023<\/a>, j\u00e1 havia disciplinado a habilita\u00e7\u00e3o ao regime de utiliza\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito fiscal decorrente de subven\u00e7\u00e3o para implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimento econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=140306\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.214, de 2 de setembro de 2024<\/a>, estabelece que a pessoa jur\u00eddica benefici\u00e1ria do cr\u00e9dito fiscal poder\u00e1 utiliz\u00e1-lo em pedido de ressarcimento ou declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O cr\u00e9dito fiscal poder\u00e1 ser ressarcido em esp\u00e9cie ou poder\u00e1 ser utilizado para compensar d\u00e9bitos pr\u00f3prios da empresa, vencidos ou vincendos, relativos a tributos administrados pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido de ressarcimento e a declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o ser\u00e3o recepcionados ap\u00f3s a apura\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito fiscal na ECF relativa ao per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o de reconhecimento das receitas de subven\u00e7\u00e3o e a declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser precedida de pedido de ressarcimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma editada pela Receita Federal complementa a regulamenta\u00e7\u00e3o do regime especial e define os procedimentos a serem adotados pelas empresas benefici\u00e1rias.<br>Para mais informa\u00e7\u00f5es, consulte a \u00edntegra da Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.214, de 2 de setembro de 2024, publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/setembro\/receita-federal-regulamenta-o-ressarcimento-e-a-compensacao-do-credito-fiscal-de-subvencao-para-investimento\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/setembro\/receita-federal-regulamenta-o-ressarcimento-e-a-compensacao-do-credito-fiscal-de-subvencao-para-investimento<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria: com\u00e9rcio e servi\u00e7os apontam perda de competitividade e alta de pre\u00e7os<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Os setores de com\u00e9rcio e servi\u00e7os temem que a regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria prevista no projeto em exame no Senado (<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164914\">PLP 68\/2024<\/a>) acarrete perda de competitividade das empresas do pa\u00eds, pois poder\u00e1 aumentar o custo tribut\u00e1rio, principalmente para os empreendimentos que est\u00e3o atualmente dentro do Simples Nacional. Representantes desses setores argumentam que, dessa forma, a tend\u00eancia \u00e9 que as empresas repassem adiante esse custo maior, aumentando o pre\u00e7o final para os consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa foi a avalia\u00e7\u00e3o apresentada durante os debates promovidos na ter\u00e7a-feira (3) e na quarta-feira (4) pela <a href=\"https:\/\/legis.senado.leg.br\/atividade\/comissoes\/comissao\/38\/\">Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE)<\/a>. O&nbsp;Senado est\u00e1 h\u00e1 meses analisando a proposta de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria e seus impactos na economia nacional. <a href=\"about:blank\">Confira a cobertura completa<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Micro e pequenas empresas<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada Karoline Lima, da C\u00e2mara Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), informa que a entidade tem mais de 500 mil empresas associadas (90% delas micro e pequenas empresas), que, segundo ela, geram mais de 25 milh\u00f5es de empregos no pa\u00eds. A grande maioria dessas micro e pequenas empresas do pa\u00eds optam pelo Simples Nacional e podem perder competitividade com a reforma tribut\u00e1ria, diz Karoline.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, a proposta de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria em discuss\u00e3o no Senado diminui os cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios que m\u00e9dias e grandes empresas obt\u00eam ao comprar de micro e pequenas empresas que usam o Simples Nacional. Ou seja, os pequenos empreendimentos podem perder clientes para empresas maiores ou at\u00e9 para empresas estrangeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 O creditamento, para quem comprar do Simples, uma empresa m\u00e9dia e grande, vai ser um valor menor, o da al\u00edquota paga dentro do Simples Nacional. Ou seja, as empresas que mais ser\u00e3o afetadas ser\u00e3o justamente aquelas empresas do Simples que t\u00eam como clientes empresas do lucro real e presumido. (&#8230;) Uma m\u00e9dia e grande empresa faz planejamento tribut\u00e1rio, coloca na conta dela, quando ela vai comprar de um fornecedor, o quanto que isso vai reverter em cr\u00e9dito para ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m chamado de Super Simples, o Simples Nacional \u00e9 o Sistema Integrado de Imposto e Contribui\u00e7\u00f5es das Microempresas e das Empresas de Pequeno Porte. \u00c9 um regime tribut\u00e1rio diferenciado e simplificado para favorecer as microempresas e empresas de pequeno porte. Considera-se microempresa a que obt\u00e9m, a cada ano, receita bruta igual ou inferior a R$ 360 mil. J\u00e1 a empresa de pequeno porte deve ter receita bruta anual superior a R$ 360 mil e igual ou inferior a R$ 4,8 milh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 \u00c9 a micro e pequena empresa que gera emprego neste pa\u00eds. O pequeno empreendedor, que desenvolve o seu neg\u00f3cio nos cantos mais distantes, mais remotos, e nos centros do pa\u00eds, \u00e9 que gera ali um desenvolvimento econ\u00f4mico na sua regi\u00e3o. Tirar a possibilidade de aquela pequena empresa ser competitiva&#8230; A gente est\u00e1 falando em destruir empregos e destruir a possibilidade de desenvolvimento econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Servi\u00e7os<\/p>\n\n\n\n<p>A tamb\u00e9m advogada Francine Fachinello informa que o setor de servi\u00e7os \u00e9 o maior do PIB brasileiro e foi o que mais cresceu nos \u00faltimos tr\u00eas anos, com aumento de 2,3% apenas em 2023. Especialista em direito tribut\u00e1rio, Francine diz que 60% dos empregos com carteira assinada no Brasil est\u00e3o no setor de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Ele cresce dessa forma proporcional ao desenvolvimento e \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o local, ou seja, o crescimento e a urbaniza\u00e7\u00e3o concentram uma maior necessidade do setor de servi\u00e7os. \u00c9 um dos setores mais importantes e com maior impacto na carga tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com ela, o setor atualmente paga 8,65% de impostos sobre seu lucro presumido; com a reforma, essa al\u00edquota chegar\u00e1 a 26,5% ou mais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Esse valor vai ser repassado ao consumidor. Vai dar um impacto diretamente no consumidor. Ent\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio, sim, um olhar atento para que n\u00f3s possamos tentar diminuir os impactos de um setor t\u00e3o importante para a economia brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma quest\u00e3o crucial, diz Francine, \u00e9 que um dos maiores custos do setor de servi\u00e7os \u00e9 a m\u00e3o de obra, que n\u00e3o vai gerar cr\u00e9dito tribut\u00e1rio para as empresas, j\u00e1 que os novos tributos da reforma n\u00e3o incidem sobre a folha de pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Hoje a gente fala de uma al\u00edquota de 8,65%. N\u00f3s estamos falando da incid\u00eancia de uma al\u00edquota muito maior, 26,5%, e n\u00e3o dando direito a cr\u00e9dito (&#8230;). \u00c9 um setor em que a tributa\u00e7\u00e3o vai sofrer um aumento muito significativo e n\u00f3s precisamos ter esse olhar atento do legislador para justamente diminuir esse repasse ao consumidor final e garantir a\u00ed o futuro da economia no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a especialista M\u00e1rcia Sepulveda, do Observat\u00f3rio Pol\u00edtico do Setor de Servi\u00e7os, argumenta que a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os envolve cadeias produtivas menores, que geram menos cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios para as empresas. Ela refor\u00e7a o argumento de que a folha de pagamentos de pessoal do setor de servi\u00e7os j\u00e1 tem alta carga tribut\u00e1ria, que poder\u00e1 aumentar ainda mais com a regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma, mas sem cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Burocracia e judicializa\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Felipe de S\u00e1 Tavares, da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio, Servi\u00e7o e Turismo (CNC), a reforma tribut\u00e1ria aprovada pelo Congresso conseguir\u00e1 a t\u00e3o almejada simplifica\u00e7\u00e3o do sistema tribut\u00e1rio, mas dificilmente alcan\u00e7ar\u00e1 os objetivos de redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria e de diminui\u00e7\u00e3o da judicializa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 A gente vai ter menos normativos e um sistema mais enxuto e mais f\u00e1cil de lidar, mas a diminui\u00e7\u00e3o de impostos a gente n\u00e3o alcan\u00e7ou. O Brasil vai alcan\u00e7ar agora a posi\u00e7\u00e3o n\u00e3o muito feliz de primeiro colocado do mundo em termos de al\u00edquota; a gente vai ter a maior al\u00edquota do planeta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele disse que a CNC representa algo em torno de 30% do PIB brasileiro. Em seus c\u00e1lculos, com a reforma, o setor do varejo ter\u00e1 18% de aumento em sua carga tribut\u00e1ria, e o aumento para o setor de servi\u00e7os poder\u00e1 ultrapassar os 80%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Isso n\u00e3o quer dizer que s\u00f3 \u00e9 dif\u00edcil para esse empres\u00e1rio fazer neg\u00f3cio; isso quer dizer que toda a cadeia que depende do varejo ou que depende do setor de servi\u00e7os ser\u00e1 impactada via sua estrutura de custos ou perda de dinamicidade nas suas vendas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ciclo de debates<\/p>\n\n\n\n<p>A <a href=\"https:\/\/legis.senado.leg.br\/atividade\/comissoes\/comissao\/38\/\">Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE)<\/a>&nbsp;do Senado vem promovendo uma s\u00e9rie de audi\u00eancias p\u00fablicas para debater a regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria prevista no <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164914\">PLP 68\/2024<\/a>. Nesta semana, o foco foi ouvir representantes dos setores de com\u00e9rcio e servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram ouvidos, entre outros, representantes das seguintes entidades: Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bares e Restaurantes, Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Atacadistas e Distribuidores, Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Supermercados, Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Tecnologia para o Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os, Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Comerciantes para Material de Constru\u00e7\u00e3o, Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Direito Financeiro, Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas Prestadoras de Servi\u00e7os de Limpeza e Conserva\u00e7\u00e3o, Movimento Inova\u00e7\u00e3o Digital, Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Distribuidores de Energia El\u00e9trica, Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m participaram dos debates os senadores Esperidi\u00e3o Amin (PP-SC), Sergio Moro (Uni\u00e3o-PR), Damares Alves (Republicanos-DF) e Margareth Buzetti (PSD-MT), entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem vem conduzindo esses debates \u00e9 o senador Izalci Lucas (PL-DF), chefe do grupo de trabalho criado na CAE para apresentar sugest\u00f5es de ajustes ao projeto de regulamenta\u00e7\u00e3o, que <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1082375-camara-aprova-isencao-para-carnes-e-conclui-votacao-de-projeto-que-regulamenta-a-reforma-tributaria\/\">j\u00e1 foi aprovado na C\u00e2mara dos Deputados<\/a>.&nbsp;O presidente da CAE \u00e9 o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO).<\/p>\n\n\n\n<p>Reforma e regulamenta\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma foi promulgada em dezembro de 2023, como <a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:emenda.constitucional:2023-12-20;132\">Emenda Constitucional 132<\/a>. O&nbsp;<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164914\">PLP 68\/2024<\/a>, em discuss\u00e3o no Senado, tem o objetivo de regulamentar essa reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma substitui, gradualmente, cinco tributos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) por tr\u00eas: o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) e o Imposto Seletivo. O objetivo \u00e9 simplificar e modernizar o sistema tribut\u00e1rio brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Izalci Lucas refor\u00e7a que os debates continuar\u00e3o em setembro e outubro, com v\u00e1rios temas espec\u00edficos: <a href=\"https:\/\/legis.senado.leg.br\/atividade\/comissoes\/comissao\/38\/reuniao\/12975\">cashback e cesta b\u00e1sica nacional (10 de setembro)<\/a>; <a href=\"https:\/\/legis.senado.leg.br\/atividade\/comissoes\/comissao\/38\/reuniao\/12976\">setor de hotelaria, parque de divers\u00f5es, parques tem\u00e1ticos e cultura (11 de setembro)<\/a>; sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o (12 de setembro); Simples Nacional (1\u00ba de outubro); <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=2438459\">PLP 108\/2024<\/a> (2 e 3 de outubro); e imposto seletivo (8 e 9 de outubro).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/09\/05\/reforma-tributaria-comercio-e-servicos-apontam-perda-de-competitividade-e-alta-de-precos\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/09\/05\/reforma-tributaria-comercio-e-servicos-apontam-perda-de-competitividade-e-alta-de-precos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Anfavea vai pedir \u00e0 Camex aumento imediato do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o para carros el\u00e9tricos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00f3xima semana, a Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores (Anfavea) encaminhar\u00e1 \u00e0 C\u00e2mara de Com\u00e9rcio Exterior (Camex) um pedido j\u00e1 enviado ao Minist\u00e9rio da Fazenda: a aplica\u00e7\u00e3o imediata da al\u00edquota m\u00e1xima do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o para carros el\u00e9tricos e h\u00edbridos.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela legisla\u00e7\u00e3o vigente, o imposto vai subir de forma gradual, entre janeiro deste ano e julho de 2026. Hoje, as al\u00edquotas giram entre 18% e 22% dependendo do tipo de eletrifica\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a apresenta\u00e7\u00e3o do desempenho do setor em agosto, o presidente da Anfavea, M\u00e1rcio de Lima Leite, exibiu um gr\u00e1fico que mostra a eleva\u00e7\u00e3o no n\u00edvel de estoques de carros el\u00e9tricos, sobretudo, provenientes da China. Segundo ele, em junho, na v\u00e9spera da segunda etapa de aumento gradual do tributo, o estoque desses ve\u00edculos estava em 86,2 mil unidades, o equivalente, segundo ele a nove meses de vendas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em julho, permaneceu ainda alto, em 81,7 mil. Gra\u00e7as ao elevado estoque, as marcas chinesas ainda n\u00e3o repassaram aos pre\u00e7os nenhum dos dois aumentos do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/empresas\/noticia\/2024\/09\/05\/anfavea-vai-pedir-a-camex-aumento-imediato-do-imposto-de-importacao-para-carros-eletricos.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/empresas\/noticia\/2024\/09\/05\/anfavea-vai-pedir-a-camex-aumento-imediato-do-imposto-de-importacao-para-carros-eletricos.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita amplia para 43 os benef\u00edcios fiscais que empresas precisam declarar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal ampliou de 16 para 43 os itens da lista de benef\u00edcios fiscais que as empresas precisam declarar, por meio da chamada Declara\u00e7\u00e3o de Incentivos, Ren\u00fancias, Benef\u00edcios e Imunidades de Natureza Tribut\u00e1ria (Dirbi). A nova obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria foi regulamentada em junho, com o objetivo de restringir a utiliza\u00e7\u00e3o indevida de benef\u00edcios fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>A amplia\u00e7\u00e3o da lista j\u00e1 era esperada. O governo incluiu no Projeto de Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual (PLOA) de 2025 uma expectativa de aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o em R$ 20 bilh\u00f5es no ano que vem com esse controle na utiliza\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios tribut\u00e1rios por parte das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita observa que somente a exig\u00eancia da declara\u00e7\u00e3o inibe a utiliza\u00e7\u00e3o indevida de benef\u00edcios fiscais. Al\u00e9m disso, a declara\u00e7\u00e3o ajuda o Fisco a verificar se as empresas est\u00e3o usufruindo o benef\u00edcio devidamente ou indevidamente. Com isso, a secretaria do Minist\u00e9rio da Fazenda pode fazer programas mais assertivos de autorregulariza\u00e7\u00e3o, al\u00e9m daqueles para coibir fraudes.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde meados deste ano, as empresas precisavam prestar conta sobre 16 benef\u00edcios tribut\u00e1rios. Hoje, foi publicada no &#8220;Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o&#8221; uma instru\u00e7\u00e3o normativa com mais 27 itens a serem informados na declara\u00e7\u00e3o, entre eles o Regime Especial da Ind\u00fastria Petroqu\u00edmica (Reiq), as \u00e1reas de livre com\u00e9rcio Sudam\/Sudene e Zona Franca de Manaus, produtos farmac\u00eauticos e qu\u00edmicos, defensivos agr\u00edcolas e subven\u00e7\u00f5es para investimento e para inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica (IN n\u00ba 2.216, de 2024).<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas t\u00eam at\u00e9 o dia 20 de outubro para declarar os benef\u00edcios recebidos de janeiro a agosto. Para os demais meses, a declara\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser transmitida at\u00e9 o dia 20 do segundo m\u00eas subsequente ao do per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os valores informados ser\u00e3o alvo de auditoria interna da Receita. Em caso de informa\u00e7\u00e3o prestada de maneira err\u00f4nea, ser\u00e1 aplicada multa de 3% sobre o valor omitido, inexato ou incorreto. J\u00e1 as empresas que n\u00e3o entregarem a declara\u00e7\u00e3o estar\u00e3o sujeitas \u00e0 multa, que varia conforme a receita bruta, limitada a at\u00e9 30% do valor dos benef\u00edcios usufru\u00eddos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/06\/receita-amplia-para-43-os-benefcios-fiscais-que-empresas-precisam-declarar.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/06\/receita-amplia-para-43-os-benefcios-fiscais-que-empresas-precisam-declarar.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Regularize Capixaba lan\u00e7a novo edital para empresas com d\u00e9bito de ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral do Estado (PGE) lan\u00e7a, nessa sexta-feira (06), mais um&nbsp;<a href=\"https:\/\/pge.es.gov.br\/Media\/pge\/docs\/Regularize_Capixaba_editais\/EDITAL%20PGE%20TRANSA%C3%87%C3%83O%20003.2024%20-%2003.09.2024.pdf\">edital de ades\u00e3o<\/a>&nbsp;ao programa Regularize Capixaba, dessa vez destinado a empresas autuadas at\u00e9 31\/12\/2023 por falta de recolhimento do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e sobre Presta\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunica\u00e7\u00e3o (ICMS), em que incidam juros de mora de 1%.<\/p>\n\n\n\n<p>Para aqueles que aderirem ao programa efetuando o pagamento \u00e0 vista, o edital prev\u00ea descontos de 100% nos juros de mora e 50% em multa, encargos e demais acr\u00e9scimos. J\u00e1 as empresas que optarem por parcelar em at\u00e9 120 vezes, os descontos de multa, encargos e outros acr\u00e9scimos cai para 30%. No entanto, mesmo pagando parcelado, os juros de mora permanecem com 100% de desconto.<\/p>\n\n\n\n<p>Pessoas f\u00edsicas, microempresas, empresas de pequeno porte, assim como aquelas que estiverem em processo de recupera\u00e7\u00e3o judicial, liquida\u00e7\u00e3o judicial\/extrajudicial ou fal\u00eancia poder\u00e3o optar por parcelar o pagamento em at\u00e9 145 vezes, sem a necessidade de apresentarem garantias.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da procuradora-chefe adjunta do N\u00facleo de Transa\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria da PGE, Tha\u00eds Edu\u00e3o, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/pge.es.gov.br\/Media\/pge\/docs\/Regularize_Capixaba_editais\/EDITAL%20PGE%20TRANSA%C3%87%C3%83O%20003.2024%20-%2003.09.2024.pdf\">edital 03\/2024<\/a>&nbsp;do Regularize Capixaba vai beneficiar muitas empresas. \u201cEsse \u00e9 um edital muito amplo, que abrange praticamente todos os tipos de autua\u00e7\u00e3o, permitindo a quita\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos a um volume bastante expressivo de empresas\u201d, explicou a procuradora.<\/p>\n\n\n\n<p>O Regularize Capixaba foi lan\u00e7ado em mar\u00e7o deste ano e \u00e9 um programa permanente que permite a empresas e pessoas f\u00edsicas quitarem seus d\u00e9bitos com o Estado. O primeiro edital, cujo prazo de ades\u00e3o foi at\u00e9 09 de agosto \u00faltimo, contemplou empresas autuadas por omiss\u00e3o de receita, constatada pela diverg\u00eancia entre os dados informados pelas administradoras de cart\u00f5es de cr\u00e9dito e d\u00e9bito e aqueles informados pelos contribuintes ao fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da ades\u00e3o por editais tem\u00e1ticos, todos os devedores inscritos em D\u00edvida Ativa com d\u00e9bitos superiores a R$ 1 milh\u00e3o podem requerer a ades\u00e3o ao programa para negociar o pagamento e ficar em dia com o Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>O procedimento para a ades\u00e3o deve ser feito exclusivamente de forma eletr\u00f4nica, pelo site da PGE, acessando o menu \u201cRegularize Capixaba\u201d &gt; \u201cFormul\u00e1rio p\/ ades\u00e3o a editais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/sefaz.es.gov.br\/Not%C3%ADcia\/regularize-capixaba-lanca-novo-edital-para-empresas-com-debito-de-icms\">https:\/\/sefaz.es.gov.br\/Not%C3%ADcia\/regularize-capixaba-lanca-novo-edital-para-empresas-com-debito-de-icms<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/economia\/governo-de-goias-lanca-plataforma-que-agiliza-e-moderniza-processos-tributarios\/\"><strong>Governo de Goi\u00e1s lan\u00e7a plataforma que agiliza e moderniza processos tribut\u00e1rios<\/strong><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O governador em exerc\u00edcio, Daniel Vilela, e o secret\u00e1rio da Economia, S\u00e9rvulo Nogueira, lan\u00e7aram oficialmente o Processo Administrativo Tribut\u00e1rio Eletr\u00f4nico (PAT-e), um sistema inovador que abrange todas as fases do trabalho do auditor fiscal. Desde a investiga\u00e7\u00e3o, notifica\u00e7\u00e3o, autua\u00e7\u00e3o, cobran\u00e7a, at\u00e9 o recebimento do d\u00e9bito tribut\u00e1rio, passando por julgamento e, quando necess\u00e1rio, inclus\u00e3o na d\u00edvida ativa \u2013 tudo ser\u00e1 feito de forma digital, permitindo o acesso remoto. A solenidade aconteceu na manh\u00e3 desta quinta-feira (5\/9), no audit\u00f3rio da OCB, em Goi\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cGoi\u00e1s d\u00e1 um passo significativo rumo \u00e0 inova\u00e7\u00e3o e ao aprimoramento da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica com o PAT-e, refletindo o compromisso do governador Ronaldo Caiado com a efici\u00eancia e excel\u00eancia na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos\u201d, destacou o governador em exerc\u00edcio Daniel Vilela. Ele tamb\u00e9m afirmou que \u201cGoi\u00e1s \u00e9 o estado brasileiro com o maior n\u00famero de servi\u00e7os digitais\u201d, e que a meta do governo, nos pr\u00f3ximos meses e anos, \u00e9 \u201cdigitalizar todos os processos para facilitar a vida do cidad\u00e3o e do contribuinte, reduzindo ao m\u00e1ximo o tempo gasto com burocracia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao tempo de tramita\u00e7\u00e3o dos processos, o secret\u00e1rio da Economia, S\u00e9rvulo Nogueira, observou que, com o PAT-e, o envio de documentos, que antes podia levar de duas a tr\u00eas semanas, agora \u00e9 realizado instantaneamente, \u201ccom apenas um clique\u201d. Ele tamb\u00e9m enfatizou que a sociedade \u00e9 a principal benefici\u00e1ria dessa moderniza\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que os contribuintes poder\u00e3o contestar autos de infra\u00e7\u00e3o diretamente na plataforma digital, eliminando o uso de papel e assegurando maior seguran\u00e7a jur\u00eddica a um custo menor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 apenas uma ferramenta para o auditor fiscal, mas uma verdadeira transforma\u00e7\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o entre o Fisco e o contribuinte\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>Principais Funcionalidades do PAT-e<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as principais funcionalidades do PAT-e est\u00e3o: consulta e acompanhamento de processos, emiss\u00e3o e envio de documentos, esclarecimento de d\u00favidas e integra\u00e7\u00e3o com outros sistemas. Isso garante aos cidad\u00e3os um acesso mais f\u00e1cil e \u00e1gil aos servi\u00e7os prestados pela Secretaria da Economia, com maior transpar\u00eancia e efici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio-geral de Governo, Adriano Rocha Lima, celebrou o avan\u00e7o: \u201cN\u00e3o posso deixar de elogiar a Secretaria da Economia por mais esse passo em dire\u00e7\u00e3o ao estado digital. Isso facilita a vida do cidad\u00e3o, trazendo agilidade e redu\u00e7\u00e3o de custos. A tecnologia est\u00e1 a servi\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do CAT, Lidilone Polizeli Bento, tamb\u00e9m ressaltou o fim dos processos f\u00edsicos no Conselho Administrativo Tribut\u00e1rio: \u201cTodos os processos tramitar\u00e3o digitalmente, e toda a documenta\u00e7\u00e3o estar\u00e1 armazenada eletronicamente no sistema.\u201d Atualmente, o CAT tem 11.600 processos administrativos em tramita\u00e7\u00e3o, todos j\u00e1 digitalizados. O CAT julga tr\u00eas tipos de processos: contencioso fiscal (envolvendo ITCD, ICMS e IPVA), restitui\u00e7\u00f5es por lan\u00e7amentos indevidos, e pedidos de revis\u00e3o extraordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Implanta\u00e7\u00e3o do PAT-e<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira etapa do PAT-e foi implementada em julho nas ger\u00eancias de Varejo, Atacado e Combust\u00edveis, e, em agosto, expandida para as demais ger\u00eancias da Secretaria da Economia e Delegacias Regionais de Fiscaliza\u00e7\u00e3o. A segunda etapa ser\u00e1 implementada gradativamente at\u00e9 abril de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>O evento contou tamb\u00e9m com a presen\u00e7a do presidente da OAB-GO, Rafael Lara Martins; do presidente do Sistema OCB\/GO, Lu\u00eds Alberto Pereira; e do subprocurador-geral do Contencioso, Alexandre F\u00e9lix Gross, que representou o procurador-geral do Estado, Rafael Arruda.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/economia\/governo-de-goias-lanca-plataforma-que-agiliza-e-moderniza-processos-tributarios\/\">https:\/\/goias.gov.br\/economia\/governo-de-goias-lanca-plataforma-que-agiliza-e-moderniza-processos-tributarios\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>MUNICIPAIS: <\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf permite cr\u00e9dito presumido de IPI sem destaque do valor do frete em nota fiscal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/09\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma Ordin\u00e1ria da 4\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/carf\">Carf<\/a>) considerou que a aus\u00eancia de destaque do valor do frete na nota fiscal n\u00e3o \u00e9 impeditivo para a tomada de cr\u00e9dito presumido de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/artigos\/notas-sobre-ipi-incidencia-operacoes-30072021\">IPI<\/a>&nbsp;pela Renault do Brasil S.A.<\/p>\n\n\n\n<p>Em vota\u00e7\u00e3o un\u00e2nime, os julgadores entenderam que a segrega\u00e7\u00e3o dos valores n\u00e3o deve ser exigida quando comprovado o repasse para o adquirente da mercadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa foi autuada ap\u00f3s a fiscaliza\u00e7\u00e3o apontar que o valor do frete n\u00e3o foi segregado na nota fiscal. Por isso, segundo o o fisco, o contribuinte n\u00e3o cumpriu os requisitos para utiliza\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito presumido de IPI previsto no artigo 56 da Medida Provis\u00f3ria 2.158-35\/01.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma prev\u00ea o regime de cr\u00e9dito presumido de IPI e permite \u00e0s montadoras um cr\u00e9dito de 3% sobre o valor do imposto destacado na nota fiscal. Para usufruir do cr\u00e9dito, \u00e9 necess\u00e1rio acrescentar o valor do frete ao valor de comercializa\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo, aumentando assim a base de c\u00e1lculo do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada representante do contribuinte argumentou na sustenta\u00e7\u00e3o oral que foi comprovado que a Renault assumiu o custo do frete e o cobrou junto do pre\u00e7o dos produtos. Atuaram no processo as advogadas Anete Mair e Tayla Alves, s\u00f3cias do Gaia, Silva, Gaede Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator acolheu os argumentos do contribuinte, concluindo que a MP 2.158 n\u00e3o prev\u00ea a obrigatoriedade de que o frete seja destacado na nota fiscal, bastando que seja repassado ao comprador do produto.<\/p>\n\n\n\n<p>Os processos julgados foram os de n\u00famero 11624.720010\/2017-09 e 11624.720097\/2016-25.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-permite-credito-presumido-de-ipi-sem-destaque-do-valor-do-frete-em-nota-fiscal\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-permite-credito-presumido-de-ipi-sem-destaque-do-valor-do-frete-em-nota-fiscal<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por voto de qualidade, Carf mant\u00e9m IRRF em caso sobre biparti\u00e7\u00e3o de contratos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/09\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por voto de qualidade, a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu que h\u00e1 incid\u00eancia de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre remessas ao exterior para pagamento de afretamento de embarca\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A BP Energy firmou contratos de afretamento (aluguel) de navio e presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os com empresas do mesmo grupo para promover a perfura\u00e7\u00e3o de po\u00e7os de petr\u00f3leo no litoral brasileiro. Pelo modelo utilizado, 90% do valor do contrato corresponderia ao afretamento em si, \u00e0 \u00e9poca sujeito \u00e0 al\u00edquota zero de diversos tributos, e 10% \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. A fiscaliza\u00e7\u00e3o, entretanto, enquadrou a totalidade do valor como presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa defende que a biparti\u00e7\u00e3o \u00e9 uma estrutura regular e que h\u00e1 aus\u00eancia de provas que justifiquem o colegiado admitir o recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>O fisco, por outro lado, entende que a biparti\u00e7\u00e3o de contratos com empresas do mesmo grupo econ\u00f4mico, sendo um contrato de afretamento e outro de servi\u00e7os, \u00e9 uma pr\u00e1tica artificial, a fim de recolher menos tributos. Esse tamb\u00e9m foi o entendimento do relator, Mauricio Nogueira Righetti, e de outros tr\u00eas conselheiros.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia foi aberta pelo conselheiro Rodrigo Amorim, que defendeu que n\u00e3o houve artificialidade, de acordo com os documentos demonstrados pela empresa. Outros tr\u00eas julgadores acompanharam seu entendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso tramita com o n\u00famero 16682.720406\/2014-24.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/por-voto-de-qualidade-carf-mantem-irrf-em-caso-sobre-biparticao-de-contratos\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/por-voto-de-qualidade-carf-mantem-irrf-em-caso-sobre-biparticao-de-contratos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Seguradora vence no Carf disputa sobre PIS e Cofins<\/strong><br>Data: 09\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) excluiu da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins da Brasilve\u00edculos Companhia de Seguros, pertencente \u00e0 Mapfre Brasil, os rendimentos obtidos com reserva t\u00e9cnica &#8211; ativos exigidos para garantir o pagamento de indeniza\u00e7\u00f5es a clientes. A decis\u00e3o, da 2\u00aa Turma Ordin\u00e1ria da 3\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o de Julgamento, anulou uma cobran\u00e7a de cerca de R$ 20 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o \u00e9 relevante por haver poucas decis\u00f5es favor\u00e1veis aos contribuintes no tribunal administrativo. Na Justi\u00e7a, h\u00e1 diverg\u00eancia, motivo pelo qual o tema foi afetado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para julgamento em repercuss\u00e3o geral (RE 1479774 ou Tema 1309).<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o tamb\u00e9m ganha import\u00e2ncia por afastar a incid\u00eancia dos tributos sobre gastos com a contrata\u00e7\u00e3o de terceiros para a assist\u00eancia 24 horas. \u00c9 a primeira vez que o Carf se manifesta sobre a quest\u00e3o a favor das empresas, segundo advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes e a Receita Federal discordam sobre a tributa\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o das diferentes interpreta\u00e7\u00f5es sobre o conceito de faturamento. Para as empresas, por mais que os investimentos em reserva t\u00e9cnica sejam uma imposi\u00e7\u00e3o legal &#8211; advinda da Lei n\u00ba 8212\/1991 -, as receitas obtidas n\u00e3o decorrem da atividade t\u00edpica empresarial, portanto, n\u00e3o seriam tribut\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a Receita Federal entende que esses rendimentos integram o conjunto de opera\u00e7\u00f5es desenvolvidas pelas seguradoras. Portanto, fazem parte do objeto social e constituem receita bruta. No caso analisado pelo Carf, o \u00f3rg\u00e3o multou a empresa por suposta omiss\u00e3o de R$ 90 milh\u00f5es em receitas financeiras obrigat\u00f3rias e R$ 86,6 milh\u00f5es referentes a pagamentos a terceiros pela assist\u00eancia 24 horas a sinistros na base de c\u00e1lculo dos dois tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceram os argumentos do contribuinte. Para o relator, conselheiro Jos\u00e9 Renato Pereira de Deus, a previs\u00e3o legal n\u00e3o transforma os rendimentos obtidos com as aplica\u00e7\u00f5es compuls\u00f3rias em atividade empresarial t\u00edpica. \u201cO fato de as receitas financeiras estarem relacionadas a investimentos previstos em lei como obrigat\u00f3rios, n\u00e3o faz com que sejam considerados como receitas t\u00edpicas das seguradoras\u201d, diz ele, no voto (processo n\u00ba 16327.720020\/2019-76).<\/p>\n\n\n\n<p>Ele cita a defini\u00e7\u00e3o de faturamento do STF, compreendida como \u201ca totalidade das receitas auferidas com a venda de mercadorias, de servi\u00e7os ou de mercadorias e servi\u00e7os, ou seja, \u00e9 a soma das receitas oriundas do exerc\u00edcio das atividades operacionais\u201d. Tamb\u00e9m lembra de tr\u00eas precedentes no Carf (ac\u00f3rd\u00e3os n\u00ba 3302-001.873, n\u00ba 3302-002.841 e n\u00ba 3401-002.708).<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a assist\u00eancia 24h, a seguradora defendeu que tamb\u00e9m n\u00e3o integra atividade t\u00edpica, pois comp\u00f5e uma \u201ccesta de produtos oferecidos aos segurados\u201d, como \u201cuma esp\u00e9cie de benef\u00edcio\u201d. A fiscaliza\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, entende que esse servi\u00e7o &#8211; como guincho e transporte &#8211; \u00e9 \u201cmero diferencial comercial que aparece com papel complementar no contrato de seguros\u201d, e deveria ser enquadrado como \u201cliberalidade comercial oferecida pela seguradora, n\u00e3o sendo necess\u00e1ria, tampouco obrigat\u00f3ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, a dedu\u00e7\u00e3o \u00e9 permitida pela legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, com respaldo nas normas da Superintend\u00eancia de Seguros Privados (Susep). \u201cA defini\u00e7\u00e3o de \u2018sinistro\u2019, utilizada para essa dedu\u00e7\u00e3o, est\u00e1 firmemente ancorada em normas de direito privado e \u00e9 reconhecida tanto pela legisla\u00e7\u00e3o quanto pela regulamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica da Susep\u201d, afirma. A turma foi un\u00e2nime sobre esse segundo ponto. A respeito da reserva t\u00e9cnica, ficou vencido s\u00f3 o conselheiro L\u00e1zaro Ant\u00f4nio Souza Soares.<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados de contribuintes entendem da mesma forma. O tributarista Leandro Cabral, s\u00f3cio do Velloza Advogados, que atua pela Brasilve\u00edculos no caso, diz que a Lei n\u00ba 9.718\/1998, que trata da base de incid\u00eancia do PIS\/Cofins, prev\u00ea a dedu\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia 24 horas, no artigo 3\u00ba par\u00e1grafo 6\u00ba inciso II. &#8220;N\u00e3o se trata de tese dos contribuintes, mas um direito assegurado pela lei&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Cabral, a decis\u00e3o do Carf se aplica inclusive para os casos posteriores \u00e0 edi\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 12.973\/2014, que, segundo ele, tentou ampliar a base de c\u00e1lculo dos dois tributos federais. &#8220;As novas hip\u00f3teses da norma n\u00e3o abrangem receitas de reservas t\u00e9cnicas, ent\u00e3o n\u00e3o justifica a incid\u00eancia e n\u00e3o muda o resultado da decis\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Como argumento favor\u00e1vel, tributaristas lembram do voto do ministro Dias Toffoli, do STF, ao julgar um caso da Axa Seguros. Essa a\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o estava em repercuss\u00e3o geral, permitiu a incid\u00eancia de PIS\/Cofins sobre pr\u00eamios de seguros. Por\u00e9m, nos embargos de declara\u00e7\u00e3o, Toffoli afirmou que a cobran\u00e7a n\u00e3o deveria se estender aos ativos garantidores, citando parecer do ministro aposentado Cezar Peluzo. O impacto desse caso era de R$ 26,9 bilh\u00f5es, segundo estimativa na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (RE 400479).<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista Maur\u00edcio Faro, s\u00f3cio do BMA Advogados, lembra ainda que um parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) chegou a reconhecer que essas receitas n\u00e3o eram operacional, porque \u00e9 o cumprimento de uma obriga\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria. A empresa n\u00e3o tem autonomia para gerir esse dinheiro e precisa cumprir regras espec\u00edficas\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Faro, a jurisprud\u00eancia na C\u00e2mara Superior do Carf \u00e9 desfavor\u00e1vel \u201ch\u00e1 bastante tempo\u201d e o cen\u00e1rio tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 positivo no Tribunais Regionais Federais (TRFs). Ele tem duas decis\u00f5es definitivas favor\u00e1veis sobre o assunto, de segunda inst\u00e2ncia. Na C\u00e2mara Superior do Carf, menciona caso recente que esteve em julgamento, mas foi suspenso por um pedido de vista do novo presidente, com placar em 4 a 3 para a Uni\u00e3o (processo n\u00ba 16682.722324\/2017-67).<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados defendem ainda que a tese das seguradoras difere da que foi julgada em junho do ano passado de forma desfavor\u00e1vel para as institui\u00e7\u00f5es financeiras, no STF (Tema 372). Nesse caso, por maioria, os ministros entenderam que as receitas financeiras integram a atividade t\u00edpica dos bancos, portanto, devem compor a base dos tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para as seguradoras, contudo, n\u00e3o poderia ser aplicada a mesma l\u00f3gica. \u201cExiste uma peculiaridade na presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o e na obriga\u00e7\u00e3o legal de ter esse ativo garantidor\u201d, diz Priscila Regina de Souza, s\u00f3cia do Loeser e Hadad Advogados, acrescentando que \u201ca decis\u00e3o do Carf \u00e9 muito coerente e est\u00e1 bastante alinhada com o conceito de receita bruta e faturamento\u201d. \u201cQualquer decis\u00e3o diversa \u00e9 n\u00e3o respeitar a pr\u00f3pria legisla\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o. A Mapfre informou, em nota, que \u201cn\u00e3o comenta decis\u00f5es judiciais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/09\/seguradora-vence-no-carf-disputa-sobre-pis-e-cofins.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/09\/seguradora-vence-no-carf-disputa-sobre-pis-e-cofins.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Mandado de seguran\u00e7a n\u00e3o serve para restitui\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito tribut\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O mandado de seguran\u00e7a n\u00e3o \u00e9 instrumento apto a gerar o direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o administrativa do valor indevidamente pago em tributos (ind\u00e9bito tribut\u00e1rio) pelo contribuinte, seja em esp\u00e9cie ou pela via dos precat\u00f3rios. A possibilidade admitida pela jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u00e9 o uso desse instrumento para afastar os obst\u00e1culos formais e procedimentais do pedido de compensa\u00e7\u00e3o pelo ind\u00e9bito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 da 2\u00aa Turma do STJ, que deu provimento ao recurso especial ajuizado pela Fazenda Nacional para afastar uma ordem judicial de pagamento de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio reconhecido em mandado de seguran\u00e7a coletivo.<\/p>\n\n\n\n<p>O mandado foi ajuizado na origem pelo Sindicato dos Lojistas do Com\u00e9rcio de S\u00e3o Paulo, buscando o reconhecimento do direito de seus associados recolherem as contribui\u00e7\u00f5es ao PIS e \u00e0 Cofins, excluindo de suas bases de c\u00e1lculo a parcela relativa ao ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>O uso desse instrumento, nesses casos, \u00e9 plenamente poss\u00edvel. O sindicato acrescentou, no entanto, o pedido do direito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o dos valores indevidamente recolhidos, atualizados pela Taxa Selic, e obteve decis\u00e3o favor\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Impeditivos<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, todavia, uma s\u00e9rie de impeditivos para o uso desse tipo de a\u00e7\u00e3o para os requerimentos que o sindicato pleiteou. A S\u00famula 269 do Supremo Tribunal Federal diz que \u201co mandado de seguran\u00e7a n\u00e3o \u00e9 substitutivo de a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>E a S\u00famula 271 da mesma corte acrescenta que \u201ca concess\u00e3o de mandado de seguran\u00e7a n\u00e3o produz efeitos patrimoniais em rela\u00e7\u00e3o a per\u00edodo pret\u00e9rito, os quais devem ser reclamados administrativamente ou pela via judicial pr\u00f3pria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, esse uso do instrumento acabou proliferando com base em interpreta\u00e7\u00e3o equivocada da S\u00famula 461 do STJ, que permite que o contribuinte opte por receber o ind\u00e9bito tribut\u00e1rio certificado por senten\u00e7a declarat\u00f3ria por precat\u00f3rio ou compensa\u00e7\u00e3o,.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a senten\u00e7a em mandado de seguran\u00e7a tenha alguma efic\u00e1cia declarat\u00f3ria, a S\u00famula 461 n\u00e3o foi constru\u00edda tendo esse cen\u00e1rio como base.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado \u00e9 a ampla discuss\u00e3o sobre a possibilidade de o mandado de seguran\u00e7a ser apto a gerar o direito \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o administrativa em esp\u00e9cie (dinheiro), ou via precat\u00f3rio do ind\u00e9bito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse equ\u00edvoco levou o STF a julgar o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-set-7\/restituicao-administrativa-indebito-seguir-precatorios\/\">Tema 1.262 de repercuss\u00e3o geral<\/a>, em que reafirmou que n\u00e3o cabe restitui\u00e7\u00e3o administrativa de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio por meio de mandado de seguran\u00e7a, uma vez que esse ressarcimento deve obedecer ao regime de precat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 compensa\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse cen\u00e1rio, o voto do ministro Mauro Campbell, relator do recurso especial, buscou esclarecer que a aplica\u00e7\u00e3o da S\u00famula 461 do STJ ao mandado de seguran\u00e7a precisa ser feita com algumas adapta\u00e7\u00f5es. Sendo assim, nestes casos:<\/p>\n\n\n\n<p>1 \u2014 Somente \u00e9 poss\u00edvel a compensa\u00e7\u00e3o administrativa;<\/p>\n\n\n\n<p>2 \u2014 Jamais ser\u00e1 permitida a restitui\u00e7\u00e3o administrativa em (esp\u00e9cie) dinheiro; e<\/p>\n\n\n\n<p>3 \u2014 Jamais ser\u00e1 permitido o pagamento via precat\u00f3rios\/RPV.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA restitui\u00e7\u00e3o permitida \u00e9 aquela que se opera dentro do procedimento de compensa\u00e7\u00e3o apenas\u201d, apontou o ministro. \u201cAssim, os precedentes desta Casa que aplicam a S\u00famula 461\/STJ ao mandado de seguran\u00e7a se referem \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o administrativa via compensa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o a um pagamento do ind\u00e9bito em esp\u00e9cie (dinheiro) ou via precat\u00f3rio\/RPV.\u201d<br>REsp 2.135.870<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-03\/mandado-de-seguranca-nao-serve-para-restituicao-do-indebito-tributario\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-03\/mandado-de-seguranca-nao-serve-para-restituicao-do-indebito-tributario\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF: Funrural e Reintegra entram na pauta de setembro; impacto \u00e9 de R$ 70,8 bi<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) incluiu na pauta do plen\u00e1rio f\u00edsico de setembro cinco casos tribut\u00e1rios. Entre eles est\u00e3o os que discutem a possibilidade de sub-roga\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o ao Fundo de Assist\u00eancia ao Trabalhador Rural (Funrural), a compet\u00eancia do Poder Executivo para alterar os percentuais do Regime Especial de Reintegra\u00e7\u00e3o de Valores Tribut\u00e1rios para as Empresas Exportadoras (Reintegra) e os limites da multa qualificada. A pauta n\u00e3o inclui os temas que ser\u00e3o julgados em plen\u00e1rio virtual.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns julgamentos t\u00eam impacto bilion\u00e1rio. No caso do Funrural, por exemplo, a Uni\u00e3o estima impacto de R$ 20,9 bilh\u00f5es em cinco anos. O caso envolvendo o Reintegra, por sua vez, pode representar perda de R$ 49,9 bilh\u00f5es tamb\u00e9m em cinco anos. Os dados s\u00e3o do Projeto de Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (PLDO) de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira os casos tribut\u00e1rios pautados no Plen\u00e1rio do STF em setembro:<\/p>\n\n\n\n<p>Funrural<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: ADI 4395<\/p>\n\n\n\n<p>Relator: Gilmar Mendes<\/p>\n\n\n\n<p>Data de julgamento: 25\/9\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros discutem a cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre a receita bruta, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 folha de pagamentos, para o produtor rural pessoa f\u00edsica. Trata-se da contribui\u00e7\u00e3o social ao Fundo de Assist\u00eancia ao Trabalhador Rural (Funrural). Em 2022, a Corte formou maioria para validar a cobran\u00e7a, mas ficou pendente a proclama\u00e7\u00e3o do resultado e a decis\u00e3o relacionada \u00e0 possibilidade de sub-roga\u00e7\u00e3o. Os ministros v\u00e3o debater se os adquirentes da produ\u00e7\u00e3o, por exemplo, frigor\u00edficos, recolherem a contribui\u00e7\u00e3o em nome do produtor rural. O impacto aos cofres p\u00fablicos \u00e9 estimado em R$ 20,9 bilh\u00f5es em cinco anos, segundo o PLDO 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Limites da multa qualificada<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: RE 736090 (Tema 863)<\/p>\n\n\n\n<p>Relator: Dias Toffoli<\/p>\n\n\n\n<p>Data de julgamento: 4\/9\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Corte decidir\u00e1 os limites da multa qualificada, aplicada em casos de sonega\u00e7\u00e3o, fraude ou conluio. No in\u00edcio do processo, a multa qualificada era de 150%. No entanto, atualmente n\u00e3o pode ultrapassar 100%, conforme definido pela lei do Carf (Lei 14.689\/23).<\/p>\n\n\n\n<p>O caso come\u00e7ou a ser analisado no plen\u00e1rio virtual em junho, mas houve pedido de destaque do ministro Fl\u00e1vio Dino com o placar em 2\u00d70 pela redu\u00e7\u00e3o da multa para 100%, podendo chegar a 150% em caso de reincid\u00eancia, at\u00e9 que seja editada lei complementar federal sobre a mat\u00e9ria. Com isso, o placar ser\u00e1 zerado na sess\u00e3o presencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Redu\u00e7\u00e3o de percentuais do Reintegra<\/p>\n\n\n\n<p>Processos: ADIs 6040 e 6055<\/p>\n\n\n\n<p>Relator: Gilmar Mendes<\/p>\n\n\n\n<p>Data de julgamento: 4\/9\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Os magistrados analisam se o Poder Executivo pode reduzir os percentuais de restitui\u00e7\u00e3o do Regime Especial de Reintegra\u00e7\u00e3o de Valores Tribut\u00e1rios para as Empresas Exportadoras (Reintegra). Por meio desse programa, as empresas exportadoras t\u00eam direito a um cr\u00e9dito tribut\u00e1rio correspondente a uma al\u00edquota que varia de 0,1% a 3% sobre a receita auferida com a venda de bens ao exterior. O Poder Executivo pode estabelecer, dentro desses limites, o percentual de restitui\u00e7\u00e3o, que vale para todos os setores. Essa al\u00edquota estava em 2% em maio de 2018, quando o governo federal a reduziu para 0,1% para compensar a perda de arrecada\u00e7\u00e3o com a redu\u00e7\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o sobre o diesel. Em 2020, os ministros formaram placar de 3X1 para autorizar a redu\u00e7\u00e3o dos percentuais pelo Executivo, e o caso foi destacado por Luiz Fux. Com isso, o placar fica zerado. O impacto desse caso \u00e9 estimado em R$ 49,9 bilh\u00f5es em cinco anos, segundo o PLDO 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Repasse do ICMS a munic\u00edpios<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: ADI 3837<\/p>\n\n\n\n<p>Relator: Nunes Marques<\/p>\n\n\n\n<p>Data de julgamento: 4\/9\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio vai debater a validade do repasse de 25% do ICMS arrecadado pelos estados aos munic\u00edpios, mesmo nos casos em que o cr\u00e9dito relativo ao imposto foi extinto por compensa\u00e7\u00e3o ou transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. O julgamento come\u00e7ou no virtual, mas foi suspenso por pedido de destaque do ministro Fl\u00e1vio Dino em junho. O placar estava em 1\u00d70 para considerar a a\u00e7\u00e3o improcedente, ou seja, julgar constitucional o repasse. Na a\u00e7\u00e3o, os governos estaduais questionam a constitucionalidade do artigo 4\u00b0, par\u00e1grafo 1\u00b0, da Lei Complementar (LC) 63\/1990, que prev\u00ea os repasses inclusive nas hip\u00f3teses de compensa\u00e7\u00e3o ou transa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Valores ressarcidos \u00e0s distribuidoras<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: ADI 7324<\/p>\n\n\n\n<p>Relator: Alexandre de Moraes<\/p>\n\n\n\n<p>Data de julgamento: 4\/9\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo discute a destina\u00e7\u00e3o aos usu\u00e1rios, via redu\u00e7\u00e3o de tarifas, dos valores ressarcidos \u00e0s distribuidoras por tributos pagos indevidamente ou a maior. No plen\u00e1rio f\u00edsico, os ministros formaram placar de 1\u00d70 para considerar constitucional a Lei 14.385\/2022, que determinou a destina\u00e7\u00e3o dos valores aos usu\u00e1rios. No entanto, houve pedido de destaque pelo ministro Luiz Fux, o que faz com que o placar comece zerado no plen\u00e1rio f\u00edsico.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-funrural-e-reintegra-entram-na-pauta-de-setembro-impacto-e-de-r-708-bi\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stf-funrural-e-reintegra-entram-na-pauta-de-setembro-impacto-e-de-r-708-bi<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TRF-1 cancela cobran\u00e7a de IR que ficou parada na esfera administrativa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A 8\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF-1) acatou o recurso da Vertical Equipamentos, empresa baiana do ramo de transporte e movimenta\u00e7\u00e3o de cargas, e anulou uma cobran\u00e7a de R$ 3,7 milh\u00f5es de Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL. O motivo da anula\u00e7\u00e3o \u00e9 raro em casos tribut\u00e1rios: foi aplicada a chamada prescri\u00e7\u00e3o intercorrente, tese que era considerada perdida pelos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o processo ficou parado por mais cinco anos \u2013 desde a impugna\u00e7\u00e3o at\u00e9 ser julgado pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ), a primeira inst\u00e2ncia da esfera administrativa \u2013 o cr\u00e9dito, de acordo com os desembargadores, n\u00e3o poderia mais ser exigido pela Fazenda. Foi a primeira decis\u00e3o sobre o assunto no TRF-1.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo advogados, o precedente \u00e9 forte para buscar a anula\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es sem movimenta\u00e7\u00e3o no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) por esse mesmo prazo, al\u00e9m de milhares de processos fiscais nas esferas municipal e estadual. Dados p\u00fablicos do Minist\u00e9rio da Fazenda mostram que das 489 mil a\u00e7\u00f5es no estoque do Carf, mais de 304 mil, o equivalente a 62%, ainda est\u00e3o em fase de prepara\u00e7\u00e3o e triagem desde 2020. Mais de duas centenas delas s\u00e3o da d\u00e9cada de 1990. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, por\u00e9m, saber quantas ficaram sem qualquer tipo de movimento processual ou dilig\u00eancia, o que poderia ensejar a aplica\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente.<\/p>\n\n\n\n<p>A fundamenta\u00e7\u00e3o da relatora, a ju\u00edza federal convocada Rosimayre Gon\u00e7alves de Carvalho, se baseia no prazo de decad\u00eancia de cinco anos adotado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em uma a\u00e7\u00e3o julgada em repercuss\u00e3o geral para ressarcimento de danos \u00e0 Fazenda P\u00fablica (Tema 666). Rosimayre tamb\u00e9m cita a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que prev\u00ea a dura\u00e7\u00e3o razo\u00e1vel dos processos judiciais e administrativos. E que o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), em recurso repetitivo, determinou o per\u00edodo de um ano como prazo m\u00e1ximo para a administra\u00e7\u00e3o analisar pedidos dos contribuintes em a\u00e7\u00f5es fiscais (REsp 1138206).<\/p>\n\n\n\n<p>Ela reconhece que n\u00e3o h\u00e1 no ordenamento jur\u00eddico prazo para o Fisco dar uma decis\u00e3o em um processo, mas diz ser poss\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o, por analogia, \u201cna hip\u00f3tese de inexistir disposi\u00e7\u00e3o expressa\u201d, conforme o C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN). Por isso, ela aplicou a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente administrativa, de cinco anos, na a\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSeria um contrassenso admitir prazo para os processos administrativos em geral, e inexistir qualquer prazo para o processo administrativo fiscal, que ocorreria, inclusive, \u00e0 revelia da Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u201d, diz ela, no ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A magistrada ainda afirma ter verificado \u201ca in\u00e9rcia da administra\u00e7\u00e3o fazend\u00e1ria em promover o andamento do processo administrativo\u201d. Essa situa\u00e7\u00e3o, acrescenta, \u201cimp\u00f5e o reconhecimento da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente administrativa, em aten\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios constitucionais da efici\u00eancia, seguran\u00e7a jur\u00eddica, razo\u00e1vel dura\u00e7\u00e3o do processo, oficialidade e legalidade administrativa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 houve um voto contr\u00e1rio, da desembargadora Maura Moraes Tayer. Ela argumenta que a Lei n\u00ba 9.873\/1999, na qual foi estabelecido o prazo de prescri\u00e7\u00e3o na esfera administrativa, n\u00e3o \u00e9 aplic\u00e1vel aos procedimentos de natureza tribut\u00e1ria. E que as normas espec\u00edficas que regem o processo administrativo fiscal \u2013 Decreto n\u00ba 70.235\/1972 e a Lei n\u00ba 11.457\/2007 \u2013 n\u00e3o preveem o reconhecimento da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente. A cria\u00e7\u00e3o dessa regra para cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios seria mat\u00e9ria de lei complementar, como decidiram os tribunais superiores (RE 559943).<\/p>\n\n\n\n<p>A turma reformou a senten\u00e7a dada pela 13\u00aa Vara da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria da Bahia. No recurso, a Vertical pedia a prescri\u00e7\u00e3o por conta de o processo ter ficado paralisado entre abril de 2013 e setembro de 2019. No m\u00e9rito, pediu para que a atividade da empresa n\u00e3o fosse enquadrada como loca\u00e7\u00e3o de bens, mas transporte de cargas. Esse argumento tamb\u00e9m foi acatado (processo n\u00ba 1004497-68.2020.4.01.3300).<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) diz que j\u00e1 recorreu da decis\u00e3o e entende \u201cpela inaplicabilidade do instituto da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente na esfera administrativa fiscal, por aus\u00eancia de previs\u00e3o legal, na linha do que j\u00e1 decidido pelo STJ\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/03\/trf-1-cancela-cobranca-de-ir-que-ficou-parada-na-esfera-administrativa.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/03\/trf-1-cancela-cobranca-de-ir-que-ficou-parada-na-esfera-administrativa.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ suspende condena\u00e7\u00e3o por sonega\u00e7\u00e3o at\u00e9 julgamento de embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A 6\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a deu provimento, por maioria, a um agravo regimental interposto por tr\u00eas empres\u00e1rios de uma rede de supermercados para suspender uma condena\u00e7\u00e3o contra eles por fraude fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>A suspens\u00e3o dever\u00e1 perdurar at\u00e9 que haja o tr\u00e2nsito em julgado dos embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal apresentados pelos tr\u00eas na esfera c\u00edvel contra a cobran\u00e7a do suposto cr\u00e9dito tribut\u00e1rio que tamb\u00e9m originou a a\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n\n\n\n<p>Os empres\u00e1rios s\u00e3o acusados de deixar de submeter opera\u00e7\u00f5es tribut\u00e1veis \u00e0 incid\u00eancia do ICMS ao n\u00e3o dar destaque do imposto na escritura\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es de sa\u00eddas de mercadorias.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa alega, contudo, que, em vez de causar preju\u00edzo, o equ\u00edvoco escritur\u00e1rio e de recolhimento gerou cr\u00e9dito ao er\u00e1rio, o que foi reconhecido por senten\u00e7a c\u00edvel que declarou nulas Certid\u00f5es de D\u00edvida Ativa (CDAs). A decis\u00e3o de primeiro grau sobre os embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal ainda foi mantida pelo Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina.<\/p>\n\n\n\n<p>Suspens\u00e3o de condena\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Na esfera penal, no entanto, os empres\u00e1rios foram condenados pela pr\u00e1tica dos delitos previstos nos incisos I, II e V do artigo 1\u00ba da Lei de Crimes Contra a Ordem Tribut\u00e1ria (8.137\/90), o que motivou agravo ao STJ para extin\u00e7\u00e3o da punibilidade dos r\u00e9us, ou ao menos suspens\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o at\u00e9 o transito em julgado na esfera c\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um primeiro despacho, o desembargador Olindo Menezes, convocado pelo STJ, suspendeu a condena\u00e7\u00e3o dos crimes previstos nos dois primeiros incisos do artigo 1\u00ba da Lei 8.137\/90.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele se amparou, na ocasi\u00e3o, no entendimento da S\u00famula Vinculante 24, do Supremo Tribunal Federal, segundo a qual n\u00e3o se tipifica crime material contra a ordem tribut\u00e1ria antes do lan\u00e7amento definitivo do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, ainda naquela circunst\u00e2ncia, o desembargador determinou a continuidade da condena\u00e7\u00e3o pela pr\u00e1tica descrito no inciso V do artigo 1\u00ba da Lei 8.137\/90, por entender se tratar de crime tribut\u00e1rio formal.<\/p>\n\n\n\n<p>Imputa\u00e7\u00f5es indissoci\u00e1veis<\/p>\n\n\n\n<p>Ao julgar um novo agravo, o ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior argumentou que as imputa\u00e7\u00f5es s\u00e3o indissoci\u00e1veis, por terem derivado de uma mesma conduta, e devem ser classificadas todas elas como crime material.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado destacou que existem \u201chip\u00f3teses f\u00e1ticas em que as condutas imputadas aos r\u00e9us podem ser coincidentes ou se sobrepor \u00e0 descri\u00e7\u00e3o contida nos incisos do art. 1\u00ba da Lei 8.137\/1990, n\u00e3o sendo poss\u00edvel distingui-las.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNesse sentido, \u00e9 poss\u00edvel que a capitula\u00e7\u00e3o jur\u00eddica dos fatos subsuma determinada conduta ao inciso V, mas na realidade trata-se de a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o que exige resultado natural\u00edstico para sua consuma\u00e7\u00e3o\u201d, escreveu.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDesse modo, com as v\u00eanias do relator, entendo n\u00e3o ser poss\u00edvel (jur\u00eddica e faticamente) determinar a suspens\u00e3o parcial do tr\u00e2mite processual no presente caso\u201d, completou Reis J\u00fanior, que foi acompanhado em seu voto pelo ministro Antonio Saldanha Palheiro e pelo desembargador convocado Ot\u00e1vio de Almeida Toledo. Restaram vencidos o desembargador convocado Jesuino Rissato, relator do caso, e o ministro Rogerio Schietti Cruz.<\/p>\n\n\n\n<p>Atuaram na causa os advogados&nbsp;Rafael Horn&nbsp;e&nbsp;Ac\u00e1cio Marcel Mar\u00e7al Sard\u00e1, do escrit\u00f3rio Mosimann-Horn.<br>REsp 2.065.065<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-03\/stj-suspende-condenacao-por-sonegacao-ate-julgamento-de-embargos-a-execucao-fiscal\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-03\/stj-suspende-condenacao-por-sonegacao-ate-julgamento-de-embargos-a-execucao-fiscal\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TRF-1 cancela cobran\u00e7a de IR que ficou parada na esfera administrativa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A 8\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF-1) acatou o recurso da Vertical Equipamentos, empresa baiana do ramo de transporte e movimenta\u00e7\u00e3o de cargas, e anulou uma cobran\u00e7a de R$ 3,7 milh\u00f5es de Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL. O motivo da anula\u00e7\u00e3o \u00e9 raro em casos tribut\u00e1rios: foi aplicada a chamada prescri\u00e7\u00e3o intercorrente, tese que era considerada perdida pelos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o processo ficou parado por mais cinco anos &#8211; desde a impugna\u00e7\u00e3o at\u00e9 ser julgado pela Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ), a primeira inst\u00e2ncia da esfera administrativa &#8211; o cr\u00e9dito, de acordo com os desembargadores, n\u00e3o poderia mais ser exigido pela Fazenda. Foi a primeira decis\u00e3o sobre o assunto no TRF-1.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo advogados, o precedente \u00e9 forte para buscar a anula\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es sem movimenta\u00e7\u00e3o no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) por esse mesmo prazo, al\u00e9m de milhares de processos fiscais nas esferas municipal e estadual. Dados p\u00fablicos do Minist\u00e9rio da Fazenda mostram que das 489 mil a\u00e7\u00f5es no estoque do Carf, mais de 304 mil, o equivalente a 62%, ainda est\u00e3o em fase de prepara\u00e7\u00e3o e triagem desde 2020. Mais de duas centenas delas s\u00e3o da d\u00e9cada de 1990. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, por\u00e9m, saber quantas ficaram sem qualquer tipo de movimento processual ou dilig\u00eancia, o que poderia ensejar a aplica\u00e7\u00e3o da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente.<\/p>\n\n\n\n<p>A fundamenta\u00e7\u00e3o da relatora, a ju\u00edza federal convocada Rosimayre Gon\u00e7alves de Carvalho, se baseia no prazo de decad\u00eancia de cinco anos adotado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em uma a\u00e7\u00e3o julgada em repercuss\u00e3o geral para ressarcimento de danos \u00e0 Fazenda P\u00fablica (Tema 666). Rosimayre tamb\u00e9m cita a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que prev\u00ea a dura\u00e7\u00e3o razo\u00e1v el dos processos judiciais e administrativos. E que o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), em recurso repetitivo, determinou o per\u00edodo de um ano como prazo m\u00e1ximo para a administra\u00e7\u00e3o analisar pedidos dos contribuintes em a\u00e7\u00f5es fiscais (REsp 1138206).<\/p>\n\n\n\n<p>Ela reconhece que n\u00e3o h\u00e1 no ordenamento jur\u00eddico prazo para o Fisco dar uma decis\u00e3o em um processo, mas diz ser poss\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o, por analogia, \u201cna hip\u00f3tese de inexistir disposi\u00e7\u00e3o expressa\u201d, conforme o C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN). Por isso, ela aplicou a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente administrativa, de cinco anos, na a\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSeria um contrassenso admitir prazo para os processos administrativos em geral, e inexistir qualquer prazo para o processo administrativo fiscal, que ocorreria, inclusive, \u00e0 revelia da Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u201d, diz ela, no ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A magistrada ainda afirma ter verificado \u201ca in\u00e9rcia da administra\u00e7\u00e3o fazend\u00e1ria em promover o andamento do processo administrativo\u201d. Essa situa\u00e7\u00e3o, acrescenta, \u201cimp\u00f5e o reconhecimento da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente administrativa, em aten\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios constitucionais da efici\u00eancia, seguran\u00e7a jur\u00eddica, razo\u00e1vel dura\u00e7\u00e3o do processo, oficialidade e legalidade administrativa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 houve um voto contr\u00e1rio, da desembargadora Maura Moraes Tayer. Ela argumenta que a Lei n\u00ba 9.873\/1999, na qual foi estabelecido o prazo de prescri\u00e7\u00e3o na esfera administrativa, n\u00e3o \u00e9 aplic\u00e1vel aos procedimentos de natureza tribut\u00e1ria. E que as normas espec\u00edficas que regem o processo administrativo fiscal &#8211; Decreto n\u00ba 70.235\/1972 e a Lei n\u00ba 11.457\/ 2007 &#8211; n\u00e3o preveem o reconhecimento da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente. A cria\u00e7\u00e3o dessa regra para cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios seria mat\u00e9ria de lei complementar, como decidiram os tribunais superiores (RE 559943).<\/p>\n\n\n\n<p>A turma reformou a senten\u00e7a dada pela 13\u00aa Vara da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria da Bahia. No recurso, a Vertical pedia a prescri\u00e7\u00e3o por conta de o processo ter ficado paralisado entre abril de 2013 e setembro de 2019. No m\u00e9rito, pediu para que a atividade da empresa n\u00e3o fosse enquadrada como loca\u00e7\u00e3o de bens, mas transporte de cargas. Esse argumento tamb\u00e9m foi a catado (processo n\u00ba 1004497-68.2020.4.01.3300).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o tributarista Andr\u00e9 Melo, s\u00f3cio do Cescon Barrieu, a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente de tr\u00eas anos, prevista na Lei n\u00ba 9.873\/1999, j\u00e1 \u00e9 aplicada por tribunais, mas para processos administrativos no geral, como multas do Ibama, e n\u00e3o para os fiscais. E tamb\u00e9m se aceita, acrescenta, a previs\u00e3o de 360 dias da Lei n\u00ba 11.457\/2007. \u201cSe houver pelo menos 360 dias de in\u00e9rcia, se interrompe a mora\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o de Melo, a decis\u00e3o do TRF-1 \u00e9 um \u201cposicionamento isolado\u201d, pois a jurisprud\u00eancia \u00e9 majoritariamente desfavor\u00e1vel aos contribuintes. \u201cPara processos administrativos federais, n\u00e3o se tem acatado sob o argumento de que n\u00e3o tem na lei um marco como na lei geral e n\u00e3o h\u00e1 norma espec\u00edfica para a suspens\u00e3o da exigibilidade do cr\u00e9dito\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior parte da morosidade processual, contudo, n\u00e3o \u00e9 exatamente no Carf, mas nas delegacias da Receita Federal, como no caso julgado pelo TRF-1. \u201c\u00c0s vezes o processo vai para o Carf, mas, por algum motivo, tem que voltar para a inst\u00e2ncia preparat\u00f3ria para pedir nova per\u00edcia ou ter uma an\u00e1lise documental mais acurada. A\u00ed pode ter uma demora\u201d, diz Melo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Maur\u00edcio Faro, s\u00f3cio do BMA Advogados, a discuss\u00e3o \u00e9 antiga, mas n\u00e3o emplacava. O ac\u00f3rd\u00e3o, afirma, pode servir de precedente para todos os processos tribut\u00e1rios do Brasil, n\u00e3o s\u00f3 no Carf. \u201cSe isso emplaca, esse racional se aplica em todos os processos, municipais e estaduais. Se ficou mais de cinco anos parado de maneira injustificada, a prescri\u00e7\u00e3o \u00e9 reconhecida.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista L\u00edcio Bastos Silva Neto, s\u00f3cio do Santos Neto &amp; Boa Sorte (SNBS) Advogados Associados, que defendeu a Vertical no caso, diz sempre usar o argumento nos processos, mas esse foi o primeiro com decis\u00e3o favor\u00e1vel. \u201cDesde a emenda constitucional que acrescentou no artigo 5\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o, come\u00e7amos a alegar que seria poss\u00edvel aplicar o prazo de cinco anos. A gente levou essa tese para tentar a analogia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Neto diz, por\u00e9m, que \u00e9 preciso haver \u201cdes\u00eddia\u201d da parte da Receita para configurar a prescri\u00e7\u00e3o intercorrente. \u201cPara consumar a prescri\u00e7\u00e3o, \u00e9 o prazo aliado \u00e0 falta de impulsionar o processo pela Fazenda P\u00fablica. Nesse caso, impugnamos e ela simplesmente deixou o processo parado por seis anos\u201d, explica. \u201cN\u00e3o \u00e9 uma tese que pode aplicar em qualquer caso, tem que ter uma omiss\u00e3o da Fazenda em dar prosseguimento\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>A tributarista Maysa Pittondo, s\u00f3cia do CPMG Advocacia e ex-conselheira do Carf, tamb\u00e9m diz que na doutrina, muitos defendem a tese, mas, no Judici\u00e1rio, a esperan\u00e7a estava perdida. \u201cN\u00e3o tem muita discuss\u00e3o sobre isso, porque \u00e9 algo que h\u00e1 muitos anos foi sedimentado por conta da previs\u00e3o da Lei n\u00ba 9.783. Mas essa decis\u00e3o traz novos ares.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ela adverte, por\u00e9m, que n\u00e3o sabe se a decis\u00e3o se sustentar\u00e1 no STJ e STF. \u201cO que foi deficiente na fundamenta\u00e7\u00e3o \u00e9 o porqu\u00ea ela entendeu por n\u00e3o aplicar a Lei n\u00ba 9.783. Ela n\u00e3o enfrentou isso, ultrapassou essa previs\u00e3o legal, porque isso poderia ser afastado pelo CTN\u201d, afirma Maysa, citando a fundamenta\u00e7\u00e3o da relatora.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurados pelo Valor, a Receita Federal e o Carf n\u00e3o deram retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o. Em nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) diz que j\u00e1 recorreu da decis\u00e3o e entende \u201cpela inaplicabilidade do instituto da prescri\u00e7\u00e3o intercorrente na esfera administrativa fiscal, por aus\u00eancia de previs\u00e3o legal, na linha do que j\u00e1 decidido pelo STJ\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/03\/trf-1-cancela-cobranca-de-ir-que-ficou-parada-na-esfera-administrativa.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/03\/trf-1-cancela-cobranca-de-ir-que-ficou-parada-na-esfera-administrativa.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF: Placar em julgamento sobre devolu\u00e7\u00e3o de tributo \u00e9 desfavor\u00e1vel \u00e0s distribuidoras de energia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>As distribuidoras de energia el\u00e9trica est\u00e3o perdendo no Supremo Tribunal Federal (STF) um julgamento de impacto bilion\u00e1rio. Foi formada ontem maioria de votos para declarar a constitucionalidade de dispositivo de lei federal que obriga a devolu\u00e7\u00e3o aos consumidores dos valores de tributos recolhidos a maior pelas empresas. A sess\u00e3o foi interrompida por pedido de vista do ministro Dias Toffoli.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o tem como cen\u00e1rio o julgamento da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d. A altera\u00e7\u00e3o legislativa veio em 2022, ap\u00f3s a modula\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o que excluiu o ICMS do c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, realizada um ano antes pelo STF. A Lei n\u00ba 14.385\/2022 obrigou as concession\u00e1rias a devolverem aos consumidores o que foi pago a maior, uma conta de R$ 50,1 bilh\u00f5es, de acordo com a Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel).<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros analisam a quest\u00e3o por meio da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7324, proposta pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Distribuidores de Energia El\u00e9trica (Abradee). A entidade questiona o artigo 1\u00ba da lei de 2022, que disciplina a devolu\u00e7\u00e3o de valores de tributos recolhidos a maior pelas prestadoras do servi\u00e7o p\u00fablico de distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto o STF n\u00e3o finaliza a a\u00e7\u00e3o, as distribuidoras est\u00e3o repassando aos consumidores os valores recolhidos quando o ICMS fazia parte da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. De acordo com dados do setor, cerca de 80% das compensa\u00e7\u00f5es j\u00e1 foram feitas.<\/p>\n\n\n\n<p>O tamanho dessa conta vai depender tamb\u00e9m do prazo de prescri\u00e7\u00e3o aplicado pelos ministros \u2014 o tempo de ressarcimento a que os contribuintes teriam direito. Nesse ponto, por\u00e9m, ainda n\u00e3o h\u00e1 consenso. Est\u00e3o na mesa duas propostas: de cinco e dez anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento da a\u00e7\u00e3o come\u00e7ou no Plen\u00e1rio Virtual, em novembro do ano passado. Mas foi interrompido por um pedido de destaque do ministro Luiz Fux, o que levou a quest\u00e3o para sess\u00e3o presencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Ontem, o relator, ministro Alexandre de Moraes, manteve o seu voto, contr\u00e1rio ao pleito das concession\u00e1rias. Ele entendeu que a mat\u00e9ria \u00e9 administrativa e n\u00e3o tribut\u00e1ria. Um dos principais argumentos de Moraes \u00e9 que a lei atacada pela Abradee pretende ajustar uma pol\u00edtica tarif\u00e1ria, portanto, cabe ao ente administrativo regular o tema. No caso, a Aneel.<\/p>\n\n\n\n<p>Moraes refutou v\u00edcio formal e a necessidade de lei complementar. Para ele, a quest\u00e3o dos reflexos tribut\u00e1rios na pol\u00edtica tarif\u00e1ria \u00e9 intr\u00ednseca aos regimes de concess\u00e3o e permiss\u00e3o de servi\u00e7o p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>No entendimento do ministro, n\u00e3o h\u00e1 ofensa \u00e0 coisa julgada. Ele pontuou que a lei estabelece que, na distribui\u00e7\u00e3o, a Aneel deve levar em considera\u00e7\u00e3o a preserva\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio econ\u00f4mico-financeiro da concess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas, destacou o relator em seu voto, \u201csocializaram o preju\u00edzo\u201d com os consumidores do pagamento a mais dos tributos, mas agora n\u00e3o querem compartilhar os ganhos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o voto de Moraes, o ministro Luiz Fux votou no sentido de que era preciso deixar claro a prescri\u00e7\u00e3o de cinco anos \u2014 o prazo estipulado em lei em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria. Para ele, mesmo n\u00e3o sendo uma rela\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, as concession\u00e1rias s\u00f3 conseguiram recuperar os valores pagos nos cinco anos anteriores ao ajuizamento das a\u00e7\u00f5es. \u201cEstamos em uma zona cinzenta. Porque a concession\u00e1ria est\u00e1 devolvendo ao consumidor final aquilo que ela obtivera na a\u00e7\u00e3o de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito, que \u00e9 de cinco anos\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Fl\u00e1vio Dino votou contra a prescri\u00e7\u00e3o. Mas caso fique vencido, acompanharia o prazo de 10 anos, conforme prev\u00ea o C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dele, votaram pela constitucionalidade da lei os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Nunes Marques e Luiz Fux. Votaram pela prescri\u00e7\u00e3o de dez anos Moraes, Dino, Zanin e Nunes Marques. Pela prescri\u00e7\u00e3o de cinco anos, Fux e Mendon\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros tamb\u00e9m aventaram a possibilidade de as distribuidoras retirarem dos valores a serem repassados aos consumidores os custos judiciais. Ainda faltam os votos de Edson Fachin, C\u00e1rmen L\u00facia, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Lu\u00eds Roberto Barroso.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a interrup\u00e7\u00e3o do julgamento, o advogado que representa a Abradee no processo, comentou que os efeitos deste julgamento ser\u00e3o amplos, n\u00e3o se limitando ao segmento de energia. \u201cEste \u00e9 um tema intimamente ligado \u00e0 seguran\u00e7a jur\u00eddica e \u00e0 estabilidade regulat\u00f3ria, com impactos, potencialmente, em todos os setores regulados\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/04\/placar-no-stf-em-julgamento-sobre-devoluo-de-tributo-desfavorvel-s-distribuidoras-de-energia.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/04\/placar-no-stf-em-julgamento-sobre-devoluo-de-tributo-desfavorvel-s-distribuidoras-de-energia.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF come\u00e7a a julgar se multa fiscal por sonega\u00e7\u00e3o tem car\u00e1ter confiscat\u00f3rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Na sess\u00e3o desta quinta-feira (5), o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF) ouviu os argumentos de institui\u00e7\u00f5es admitidas como interessadas no Recurso Extraordin\u00e1rio (RE) 736090, em que se discute se a multa de 150% aplicada pela Receita Federal em casos de sonega\u00e7\u00e3o de impostos tem efeito de confisco. O in\u00edcio da vota\u00e7\u00e3o ser\u00e1 marcado posteriormente. A mat\u00e9ria tem repercuss\u00e3o geral (Tema 863), e a decis\u00e3o a ser tomada ser\u00e1 aplicada a todos os demais casos semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo trata da aplica\u00e7\u00e3o da multa em um caso de separa\u00e7\u00e3o de empresas do mesmo grupo econ\u00f4mico. A Receita Federal considerou que a pr\u00e1tica teve a finalidade de sonegar impostos. O grupo questiona no STF decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF-4) que reconheceu a exist\u00eancia do conluio entre as empresas e, por isso, considerou devida a aplica\u00e7\u00e3o da multa 150% prevista na Lei 9.430\/1996. O argumento trazido no recurso \u00e9 de que a multa nesse percentual \u00e9 inconstitucional, pois tem efeitos confiscat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Puni\u00e7\u00e3o rigorosa<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Fazenda Nacional, a puni\u00e7\u00e3o rigorosa, al\u00e9m de ser compat\u00edvel com a gravidade das condutas, tem car\u00e1ter did\u00e1tico e desestimula novas ocorr\u00eancias. No mesmo sentido, a Procuradoria do Distrito Federal defendeu que n\u00e3o se pode penalizar um contribuinte que deixa de pagar um imposto sem inten\u00e7\u00e3o deliberada de sonegar em patamar pr\u00f3ximo de quem age com a inten\u00e7\u00e3o de fraudar.<\/p>\n\n\n\n<p>Desproporcionalidade<\/p>\n\n\n\n<p>Os representantes das associa\u00e7\u00f5es brasileiras do Agroneg\u00f3cio, da Advocacia Tribut\u00e1ria e da Ind\u00fastria de Alimentos argumentaram que a multa de 150% \u00e9 desproporcional. Eles sustentaram a aplica\u00e7\u00e3o ao caso da jurisprud\u00eancia do Tribunal de que as multas fiscais n\u00e3o podem ultrapassar o valor principal do tributo devido.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-portal-de-noticias wp-block-embed-portal-de-noticias\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"hlQTXtUpgf\"><a href=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/stf-comeca-a-julgar-se-multa-fiscal-por-sonegacao-tem-carater-confiscatorio\/\">STF come\u00e7a a julgar se multa fiscal por sonega\u00e7\u00e3o tem car\u00e1ter confiscat\u00f3rio<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;STF come\u00e7a a julgar se multa fiscal por sonega\u00e7\u00e3o tem car\u00e1ter confiscat\u00f3rio&#8221; &#8212; Portal de Noticias\" src=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/stf-comeca-a-julgar-se-multa-fiscal-por-sonegacao-tem-carater-confiscatorio\/embed\/#?secret=hGeuXYwwJX#?secret=hlQTXtUpgf\" data-secret=\"hlQTXtUpgf\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ: n\u00e3o incidem juros sobre tributos suspensos durante regime especial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, os ministros da 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiram que n\u00e3o incidem juros de mora sobre o recolhimento de tributos como condi\u00e7\u00e3o para a prorroga\u00e7\u00e3o do Regime de Admiss\u00e3o Tempor\u00e1ria para Utiliza\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica. Prevaleceu o entendimento de que n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de incid\u00eancia dos juros de mora no regulamento aduaneiro, expresso no Decreto 6.759\/2009. Os julgadores consideraram ainda que o STJ tem jurisprud\u00eancia consolidada contr\u00e1ria aos juros nesses casos.<\/p>\n\n\n\n<p>O Regime de Admiss\u00e3o Tempor\u00e1ria para Utiliza\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica \u00e9 um regime aduaneiro especial que permite importar bens para presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ou produ\u00e7\u00e3o de outros bens destinados \u00e0 venda, por prazo fixado, com pagamento dos tributos incidentes na importa\u00e7\u00e3o proporcionalmente ao tempo de perman\u00eancia do bem no territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, o Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRF2) entendeu ser descabida a cobran\u00e7a de juros morat\u00f3rios, pois estes s\u00e3o devidos em caso de atraso no pagamento pelo contribuinte. J\u00e1 no caso do regime especial aduaneiro, ocorre a suspens\u00e3o da exigibilidade de parte ou da totalidade dos tributos. Ou seja, a demora no pagamento n\u00e3o seria resultado de um atraso por parte do contribuinte, mas da suspens\u00e3o da exigibilidade dos tributos que \u00e9 pr\u00f3pria do regime. A Fazenda recorreu da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao julgar o recurso fazend\u00e1rio, o STJ aplicou a posi\u00e7\u00e3o manifestada no agravo interno no AREsp 2.336.898, de relatoria do ministro Herman Benjamin. Conforme o ministro, \u201cembora haja previs\u00e3o legal para a incid\u00eancia de juros de mora sobre os tributos n\u00e3o pagos no prazo estipulado pela legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia (\u2026), a concess\u00e3o do regime especial resulta na suspens\u00e3o da exigibilidade e, durante sua vig\u00eancia, n\u00e3o podem incidir juros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso foi julgado no AREsp 2.131.306 e envolve a Conven Servi\u00e7os, Transportes e Guindastes.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stj-nao-incidem-juros-sobre-tributos-suspensos-durante-regime-especial\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/stj-nao-incidem-juros-sobre-tributos-suspensos-durante-regime-especial<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supremo volta a julgar redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota do Reintegra e placar \u00e9 favor\u00e1vel \u00e0 Uni\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) reiniciou, ontem, o julgamento de duas a\u00e7\u00f5es que v\u00e3o definir se as al\u00edquotas do Regime Especial de Reintegra\u00e7\u00e3o de Valores Tribut\u00e1rios para as Empresas Exportadoras (Reintegra) podem ser livremente reduzidas pelo governo federal. O placar est\u00e1 em 3 a 2 a favor da Uni\u00e3o, que prev\u00ea impacto de R$ 49,9 bilh\u00f5es em caso de derrota. O valor consta no Projeto de Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (PLDO) para o ano de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>O Reintegra foi criado em 2011, pela Lei n\u00ba 12.546, com o objetivo de estimular as exporta\u00e7\u00f5es com o reembolso de parte da carga tribut\u00e1ria sobre produtos manufaturados. Inicialmente, foi previsto que a al\u00edquota do cr\u00e9dito sobre a receita com vendas ao exterior iria variar entre 0,1% e 3%. Por\u00e9m, decretos posteriores reduziram o percentual m\u00e1ximo. Desde 2018, est\u00e1 em 0,1%.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o se baseia no artigo 22 da Lei n\u00ba 13.043\/2014, que restabeleceu o programa, permitindo ao governo calibrar a parcela a ser recuperada pelas exportadoras. As sucessivas redu\u00e7\u00f5es, que levaram ao patamar de 0,1%, por\u00e9m, motivaram a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) e o Instituto A\u00e7o Brasil a buscar o Supremo. Para eles, o Executivo pode alterar o percentual do cr\u00e9dito, mas n\u00e3o pode reduzi-lo sem justificativa relevante. Violaria, dizem as empresas, os princ\u00edpios constitucionais da n\u00e3o exporta\u00e7\u00e3o de tributos, da livre concorr\u00eancia e da proporcionalidade (ADI 6040 e 6055).<\/p>\n\n\n\n<p>Vota\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Gilmar Mendes, n\u00e3o acatou os argumentos das empresas. Ele reafirmou seu voto do Plen\u00e1rio Virtual e foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, que tamb\u00e9m mantiveram as manifesta\u00e7\u00f5es anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Mendes, o Reintegra \u00e9 uma pol\u00edtica p\u00fablica de incentivo \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o, que tem uma natureza jur\u00eddica diferente das imunidades \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o, garantidas pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal. \u201cEnquanto aquelas incentivam qualquer tipo de produto ou servi\u00e7o destinado ao exterior, o Reintegra incentiva a ind\u00fastria nacional, uma vez que o creditamento s\u00f3 ocorre em rela\u00e7\u00e3o a bens objeto de industrializa\u00e7\u00e3o atendidas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es estabelecidas em lei&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o dele, o Reintegra \u00e9 equiparado a um benef\u00edcio fiscal, portanto, as al\u00edquotas podem ser livremente alteradas pelo governo. O ministro ainda levou em conta, ao declarar a constitucionalidade da lei, \u201ca import\u00e2ncia do incentivo das exporta\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento nacional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o ministro Fux, que havia interrompido a an\u00e1lise em 2022 por um pedido de destaque \u2014 o que levou a discuss\u00e3o ao plen\u00e1rio f\u00edsico \u2014, divergiu por entender que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel exportar tributos. A nova metodologia do Reintegra, disse, aumenta a carga tribut\u00e1ria. Ele foi acompanhado pelo ministro Edson Fachin. O julgamento foi suspenso e pode retornar \u00e0 pauta na pr\u00f3xima quinta-feira.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova metodologia do programa, afirmou Fux, \u201cpode trazer preju\u00edzo para a economia nacional\u201d. \u201cEssa modifica\u00e7\u00e3o vai na contram\u00e3o dos documentos transnacionais que o Brasil assinou, porque h\u00e1 majora\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria\u201d, disse o ministro. \u201cEfetivamente, vai influir no pre\u00e7o da exporta\u00e7\u00e3o e, automaticamente, vai contradizer aquilo que o Brasil se comprometeu nos tratados internacionais\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>O que defendem as empresas e a Uni\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Essa foi a linha defendida pelos representantes do setor privado, que pediram, na sustenta\u00e7\u00e3o oral, a inconstitucionalidade o artigo 22 da lei de 2014, por ter criado distor\u00e7\u00f5es no Reintegra. \u201cEle vem sendo tratado como se mero benef\u00edcio fiscal fosse, com manipula\u00e7\u00f5es de al\u00edquotas e sem nenhuma rela\u00e7\u00e3o com o res\u00edduo tribut\u00e1rio acumulado ao longo da cadeia\u201d, afirmou a advogada Daniella Zagari, s\u00f3cia do Machado Meyer, que representou o Instituto A\u00e7o Brasil no caso.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com ela, o programa hoje prejudica a competitividade do Brasil e desrespeita acordo firmado pelo Brasil com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC). Ela pede a aplica\u00e7\u00e3o dos precedentes do Supremo que decidiram pela imunidade das receitas de exporta\u00e7\u00e3o, previsto no artigo 49 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal (ADI 4735 e Tema 674).<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Gustavo do Amaral Martins, da CNI, disse que o tratamento dado ao programa recentemente prejudica o investimento no Brasil. E que a CNI n\u00e3o est\u00e1 defendendo as sider\u00fargicas, mas a ind\u00fastria como um todo. \u201cUma ind\u00fastria brasileira que n\u00e3o \u00e9 capaz de concorrer l\u00e1 fora vai tentar se valer de n\u00e3o ter a concorr\u00eancia aqui dentro\u201d, afirmou. Para ele, as redu\u00e7\u00f5es dos percentuais devem levar em conta decis\u00f5es t\u00e9cnicas \u201cn\u00e3o simplesmente por mera conveni\u00eancia e oportunidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a representante da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), Patricia Grassi Oz\u00f3rio, a tese dos contribuintes causa \u201cperplexidade\u201d. Tentou-se, disse, misturar regimes tribut\u00e1rios de imunidade com os custos dos produtos fabricados a serem exportados. \u201cA imunidade tribut\u00e1ria nas exporta\u00e7\u00f5es n\u00e3o se estende a toda a cadeia produtiva&#8221;, afirmou ela, acrescentando que isso provocaria uma \u201ctotal e irrestrita desonera\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cn\u00e3o \u00e9 isso que temos na Constitui\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A procuradora disse que o STF j\u00e1 admitiu a possibilidade de redu\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas do Reintegra, no Tema 1108, em que ainda vai se analisar a aplica\u00e7\u00e3o da anterioridade. \u201cA premissa para se aplicar ou uma ou outra \u00e9 que a redu\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel\u201d, argumentou. Ela tamb\u00e9m defendeu que a lei define crit\u00e9rios para o par\u00e2metro da redu\u00e7\u00e3o, com um m\u00ednimo e m\u00e1ximo, delegando ao governo federal a decis\u00e3o de calibrar as al\u00edquotas \u201ca depender da conjuntura econ\u00f4mica\u201d. \u201cN\u00e3o h\u00e1 nenhuma defici\u00eancia nessa delega\u00e7\u00e3o.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lise<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o do advogado Tiago Conde, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Sacha Calmon Misabel Derzi Consultores e Advogados, se n\u00e3o for poss\u00edvel retirar os res\u00edduos tribut\u00e1rios da cadeia, os produtos brasileiros ter\u00e3o menos competitividade no exterior. \u201cO problema s\u00e3o os sucessivos decretos estarem impedindo que os exportadores tenham acesso ao limite de 3%\u201d, diz ele. \u201cEssa variabilidade, ainda que dentro do patamar, causa instabilidade econ\u00f4mica grave\u201d, adiciona Conde.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto de Gilmar Mendes, ao equiparar o Reintegra a uma subven\u00e7\u00e3o e n\u00e3o a uma imunidade tribut\u00e1ria, afirma, prejudica as empresas. \u201cQuando se fala em imunidade, se fala em cl\u00e1usula p\u00e9trea, \u00e9 uma barreira constitucional ao poder de tributar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista Bruno Teixeira, s\u00f3cio do TozziniFreire Advogados, concorda com o voto de Fux, que evita a exporta\u00e7\u00e3o de tributos. \u201cO que n\u00e3o se quer \u00e9 fazer com que uma jurisdi\u00e7\u00e3o pague um tributo que n\u00e3o seja revertido em favor dela\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, a al\u00edquota de 3% s\u00f3 ficou no in\u00edcio do programa, pois logo em 2016 j\u00e1 foi reduzida para 1%. Em 2017, ficou em 2% e, desde junho de 2018, est\u00e1 em 0,1%. \u201cA ideia do governo federal era aumentar, mas se fez o contr\u00e1rio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/05\/stf-reinicia-julgamento-do-programa-de-incentivo-a-exportacao-reintegra.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/05\/stf-reinicia-julgamento-do-programa-de-incentivo-a-exportacao-reintegra.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Descontos no sal\u00e1rio n\u00e3o afetam base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 05\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento do Tema 1.174, sob o rito dos recursos repetitivos, a Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) estabeleceu que as parcelas relativas ao vale-transporte, ao vale-refei\u00e7\u00e3o\/alimenta\u00e7\u00e3o, ao plano de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade (aux\u00edlio-sa\u00fade, odontol\u00f3gico e farm\u00e1cia), ao Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria dos empregados, descontadas na folha de pagamento do trabalhador, &#8220;constituem simples t\u00e9cnica de arrecada\u00e7\u00e3o ou de garantia para recebimento do credor e n\u00e3o modificam o conceito de sal\u00e1rio ou de sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o; portanto, n\u00e3o modificam a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal, do Seguro de Acidente do Trabalho (SAT) e da contribui\u00e7\u00e3o de terceiros&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o relator, ministro Herman Benjamin, essa mat\u00e9ria \u00e9 amplamente conhecida no STJ, com diversos precedentes que negam o argumento de que a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal, a contribui\u00e7\u00e3o ao SAT e as contribui\u00e7\u00f5es de terceiros (Sistema S) deveriam incidir apenas sobre a parcela l\u00edquida do vencimento dos trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Descontos operacionalizam t\u00e9cnica de arrecada\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro explicou que o artigo 22, I, da Lei 8.212\/1991 estabelece que a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria do empregador incide sobre o &#8220;total das remunera\u00e7\u00f5es pagas, devidas ou creditadas a qualquer t\u00edtulo, durante o m\u00eas, aos segurados empregados e trabalhadores avulsos que lhe prestem servi\u00e7os, destinadas a retribuir o trabalho, qualquer que seja a sua forma&#8221; \u2013 o que inclui, entre outros valores, as gorjetas e os ganhos habituais sob a forma de utilidades.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo 28, I, da mesma lei \u2013 disse \u2013 trata do sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o (devido pelo empregado e pelo trabalhador avulso). O relator lembrou que o par\u00e1grafo 9\u00ba do dispositivo legal aborda as parcelas que devem ser exclu\u00eddas do sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o, e a jurisprud\u00eancia do STJ j\u00e1 estabeleceu que essas hip\u00f3teses s\u00e3o exemplificativas, podendo ser admitidas outras, desde que tenham natureza indenizat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator esclareceu que tais descontos \u2013 como o vale-transporte \u2013, lan\u00e7ados a esse t\u00edtulo na folha de pagamento do trabalhador, apenas operacionalizam t\u00e9cnica de arrecada\u00e7\u00e3o, e em nada influenciam no conceito de sal\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Montante retido conserva natureza remunerat\u00f3ria<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ministro, n\u00e3o se pode confundir a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o patronal com a simples utiliza\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnica (autoriza\u00e7\u00e3o legal ou convencional para desconto\/reten\u00e7\u00e3o direta na fonte) que confere maior efici\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quita\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos dos trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Basta fazer opera\u00e7\u00e3o mental hipot\u00e9tica, afastando a realiza\u00e7\u00e3o dos descontos na folha de pagamento, para se verificar que o sal\u00e1rio do trabalhador permaneceria o mesmo, e \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o a ele (valor bruto da remunera\u00e7\u00e3o, em regra) que tais contribuintes iriam calcular exatamente a mesma quantia a ser por eles pessoalmente pagas (e n\u00e3o mediante reten\u00e7\u00e3o em folha) em momento ulterior&#8221;, ressaltou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Benjamin, essa quest\u00e3o foi abordada no julgamento do REsp 1.902.565, de relatoria da ministra Assusete Magalh\u00e3es (aposentada), no qual se entendeu que, &#8220;embora o cr\u00e9dito da remunera\u00e7\u00e3o e a reten\u00e7\u00e3o da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria possam, no mundo dos fatos, ocorrer simultaneamente, no plano jur\u00eddico as incid\u00eancias s\u00e3o distintas. Uma vez que o montante retido deriva da remunera\u00e7\u00e3o do empregado, conserva ele a natureza remunerat\u00f3ria, raz\u00e3o pela qual integra tamb\u00e9m a base de c\u00e1lculo da cota patronal&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.005.029.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2024\/05092024-Descontos-no-salario-nao-afetam-base-de-calculo-da-contribuicao-previdenciaria-patronal.aspx\">https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2024\/05092024-Descontos-no-salario-nao-afetam-base-de-calculo-da-contribuicao-previdenciaria-patronal.aspx<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Primeira Se\u00e7\u00e3o fixa tese sobre restitui\u00e7\u00e3o de ICMS pago a mais na substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para a frente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>\u200bEm julgamento sob o rito dos recursos&nbsp;repetitivos, a Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) estabeleceu que, &#8220;na sistem\u00e1tica da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para a frente, em que o contribuinte substitu\u00eddo revende a mercadoria por pre\u00e7o menor do que a base de c\u00e1lculo presumida para o recolhimento do tributo, \u00e9 inaplic\u00e1vel a condi\u00e7\u00e3o prevista no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l5172.htm#art166\">artigo 166 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN)<\/a>&#8220;.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do&nbsp;<a href=\"https:\/\/processo.stj.jus.br\/repetitivos\/temas_repetitivos\/pesquisa.jsp?novaConsulta=true&amp;tipo_pesquisa=T&amp;cod_tema_inicial=1191&amp;cod_tema_final=1191\">Tema 1.191<\/a>, ministro Herman Benjamin, explicou que a doutrina especializada conceitua a substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para frente como &#8220;um mecanismo de arrecada\u00e7\u00e3o que, ao introduzir um terceiro sujeito na rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica entre o fisco e o contribuinte, atribui \u00e0quele (o terceiro) a obriga\u00e7\u00e3o de antecipar o pagamento dos valores devidos pelo contribuinte substitu\u00eddo, com seu ulterior ressarcimento, caso n\u00e3o ocorra o fato gerador presumido&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro lembrou que o Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgar o&nbsp;Recurso Extraordin\u00e1rio&nbsp;593.849, com&nbsp;repercuss\u00e3o geral&nbsp;reconhecida (<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/jurisprudenciaRepercussao\/tema.asp?num=201\">Tema 201<\/a>), entendeu que &#8220;\u00e9 devida a restitui\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) pago a mais no regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para a frente se a base de c\u00e1lculo efetiva da opera\u00e7\u00e3o for inferior \u00e0 presumida&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, o relator observou que o STF n\u00e3o tratou da incid\u00eancia ou n\u00e3o do artigo 166 do CTN, segundo o qual &#8220;a restitui\u00e7\u00e3o de tributos que comportem, por sua natureza, transfer\u00eancia do respectivo encargo financeiro somente ser\u00e1 feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de t\u00ea-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a receb\u00ea-la&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Pagamento de tributo tem base de c\u00e1lculo presumida<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o ministro, na sistem\u00e1tica da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para a frente, quando da aquisi\u00e7\u00e3o da mercadoria, o contribuinte substitu\u00eddo recolhe o tributo antecipadamente, de acordo com a base de c\u00e1lculo presumida. &#8220;Desse modo, no caso espec\u00edfico de revenda por valor menor que o presumido, n\u00e3o tem ele como recuperar o tributo que j\u00e1 pagou, decorrendo o desconto no pre\u00e7o final do produto da pr\u00f3pria margem de lucro do comerciante&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro destacou que a Primeira Turma e, mais recentemente, a Segunda Turma do STJ j\u00e1 se posicionaram no sentindo de que, nesses casos, n\u00e3o incide o artigo 166 do CTN. De acordo com o relator, esse dispositivo est\u00e1 inserido na se\u00e7\u00e3o relativa ao &#8220;pagamento indevido&#8221;, cujas hip\u00f3teses est\u00e3o previstas no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l5172.htm#art165\">artigo 165 do CTN<\/a>&nbsp;\u2013 em que n\u00e3o consta a situa\u00e7\u00e3o em an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ministro, o montante pago na substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria n\u00e3o era indevido quando da realiza\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o anterior. &#8220;Ao contr\u00e1rio, aquele valor era devido e poderia ser exigido pela administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Ocorre que, realizada a opera\u00e7\u00e3o que se presumiu, a base de c\u00e1lculo se revelou inferior \u00e0 presumida. Esse fato superveniente \u00e9 que faz nascer o direito do contribuinte&#8221;, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sua avalia\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se trata de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito, nos moldes do artigo 165 do CTN, mas de mero ressarcimento, previsto no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm#art150%C2%A77\">artigo 150, par\u00e1grafo 7\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a>&nbsp;e no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/lcp\/lcp87.htm#art10\">artigo 10 da Lei Complementar 87\/1996<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2024\/06092024-Primeira-Secao-fixa-tese-sobre-restituicao-de-ICMS-pago-a-mais-na-substituicao-tributaria-para-a-frente.aspx\">https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2024\/06092024-Primeira-Secao-fixa-tese-sobre-restituicao-de-ICMS-pago-a-mais-na-substituicao-tributaria-para-a-frente.aspx<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ valida WhatsApp para cita\u00e7\u00e3o de parte<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Corte Especial do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) reconheceu, pela primeira vez, o uso de meios eletr\u00f4nicos, como WhatsApp e e-mail, para a cita\u00e7\u00e3o de uma das partes de processo para a homologa\u00e7\u00e3o de senten\u00e7a estrangeira. A decis\u00e3o, proferida em sess\u00e3o virtual pelos 15 ministros mais antigos, foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento \u00e9 importante pela possibilidade de ser um precedente inclusive para o caso do X, de Elon Musk, bloqueado por decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF), ap\u00f3s intima\u00e7\u00e3o da empresa por e-mail e do empres\u00e1rio por redes sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu o voto do relator, ministro Herman Benjamin, atual presidente do STJ. \u201cEmbora a regra seja a cita\u00e7\u00e3o, por rogat\u00f3ria [carta], de pessoa domiciliada no Brasil, admite-se sua flexibiliza\u00e7\u00e3o em casos excepcionais quando verificado que a finalidade da norma foi atendida: assegurar o devido processo legal, garantindo o contradit\u00f3rio e a possibilidade de o demandado de exercer seu direito de defesa\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Benjamin, nesse processo (HDE 8123), h\u00e1 prova de que a parte agravada, uma empres\u00e1ria, com domic\u00edlio no Brasil, \u201ccomo demandada usual em lit\u00edgios judiciais, \u00e9 habituada a criar \u00f3bices \u00e0 sua cita\u00e7\u00e3o por ritos formais &#8211; inclusive, na mesma semana em que citada no processo alien\u00edgena, em \u00e2mbito interno, foi citada por edital em demanda nacional, ap\u00f3s esgotados os meios para localiz\u00e1-la\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o relator levou em considera\u00e7\u00e3o que, em v\u00e1rias oportunidades, a empres\u00e1ria reconheceu, por meio de liga\u00e7\u00e3o telef\u00f4nica ou troca de mensagens por WhatsApp, que o direito que lhe era cobrado pela Oasis Medical Investments LLC era devido e que realizaria acordo, o que n\u00e3o aconteceu por ela impor termos que impediam a cobran\u00e7a imediata dos valores.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa da empres\u00e1ria entende, por\u00e9m, que a cita\u00e7\u00e3o de pessoa residente no Brasil para responder a processo judicial no exterior deveria ter sido feita por carta rogat\u00f3ria, com base na Conven\u00e7\u00e3o de Haia, de 1965. No processo, lembra que a conven\u00e7\u00e3o prev\u00ea os meios alternativos para comunica\u00e7\u00e3o de atos judiciais, entre eles, a autonomia para remet\u00ea-los, por via postal, diretamente a pessoas que se encontrem no estrangeiro desde que o Estado destinat\u00e1rio n\u00e3o se oponha.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEla [a empres\u00e1ria] usou subterf\u00fagios para n\u00e3o aparecer\u201d, diz o advogado Luis Fernando Guerrero, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Lobo de Rizzo e representante da empresa no processo. Para ele, o uso dos meios eletr\u00f4nicos para cita\u00e7\u00e3o envolvendo pessoas f\u00edsicas \u00e9 uma tend\u00eancia e para pessoas jur\u00eddicas est\u00e1 previsto em lei &#8211; artigo 246 do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC).<\/p>\n\n\n\n<p>O dispositivo foi regulamentado em 2022 por meio da Resolu\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) n\u00ba 455. A norma determinou que as comunica\u00e7\u00f5es processuais fossem executadas unicamente pelo Domic\u00edlio Eletr\u00f4nico (e-mail). O cadastro dos endere\u00e7os eletr\u00f4nicos passaria a ser obrigat\u00f3rio para Uni\u00e3o, Estados, Distrito Federal, munic\u00edpios, entidades da administra\u00e7\u00e3o indireta e empresas p\u00fablicas e privadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Cec\u00edlia Asperti, professora de Direito Processual Civil da FGV Direito SP, lembra que aplicativos como o WhatsApp v\u00eam sendo adotados desde a pandemia. Ela defende, por\u00e9m, a necessidade de regulamenta\u00e7\u00e3o. \u201cO CPC prev\u00ea o uso de meios eletr\u00f4nicos, sem especificar o WhatsApp, por exemplo. Ao se fazer cita\u00e7\u00e3o pelo aplicativo, coloca-se um terceiro no processo\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Vera Chemim, advogada constitucionalista, concorda que \u00e9 indispens\u00e1vel formalizar todos os meios eletr\u00f4nicos como instrumentos legais para a legitima\u00e7\u00e3o do recebimento de cita\u00e7\u00f5es e intima\u00e7\u00f5es. \u201c\u00c9 preciso haver previs\u00e3o em lei federal que contenha t\u00e9cnica e detalhadamente o passo a passo para a sua validade e efic\u00e1cia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com ela, essa pr\u00e1tica promover\u00e1 uma agilidade significativa para o andamento dos processos em geral, aumentando os n\u00edveis de efic\u00e1cia e efici\u00eancia dos tribunais e comarcas que comp\u00f5em o Poder Judici\u00e1rio, \u201celiminando procedimentos burocr\u00e1ticos que costumam retardar a solu\u00e7\u00e3o de muitos casos que demandam a participa\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a em n\u00edvel internacional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao caso concreto julgado pelo STJ, Vera afirma que a empres\u00e1ria ainda pode apresentar recurso (reclama\u00e7\u00e3o) no Supremo Tribunal Federal para tentar reverter a decis\u00e3o. O precedente, para ela, poderia ser usado no caso Elon Musk para tentar validar a intima\u00e7\u00e3o dele por rede social.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela defende, por\u00e9m, com base na atual legisla\u00e7\u00e3o processual civil, que o ministro Alexandre de Moraes s\u00f3 poderia intimar Musk, um cidad\u00e3o estrangeiro, por meio de carta rogat\u00f3ria. \u201cOu a intima\u00e7\u00e3o pode ser declarada nula\u201d, diz ela, acrescentando que o caso de Musk difere em alguns aspectos do julgado pelo STJ, \u201cpois remete ao direito fundamental \u00e0 liberdade de express\u00e3o, cl\u00e1usula p\u00e9trea e pilar de um Estado Democr\u00e1tico de Direito\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a defesa da empres\u00e1ria n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/06\/stj-valida-whatsapp-para-citacao-de-parte.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/06\/stj-valida-whatsapp-para-citacao-de-parte.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agenda do STF: Ministros voltam a julgar a\u00e7\u00e3o bilion\u00e1ria do Reintegra e multa punitiva<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 08\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar nesta semana o julgamento que vai definir se as al\u00edquotas do Regime Especial de Reintegra\u00e7\u00e3o de Valores Tribut\u00e1rios para as Empresas Exportadoras (Reintegra) podem ser livremente reduzidas pelo governo federal. O placar est\u00e1 em 3 a 2 a favor da Uni\u00e3o, que prev\u00ea impacto de R$ 49,9 bilh\u00f5es em caso de derrota. O valor consta no Projeto de Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (PLDO) para o ano de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise do caso come\u00e7ou no Plen\u00e1rio Virtual e foi para o plen\u00e1rio f\u00edsico por um pedido de destaque do ministro Luiz Fux. A discuss\u00e3o foi retomada na quinta-feira, 5, quando Fux acompanhou a diverg\u00eancia que havia sido instaurada pelo ministro Edson Fachin, favor\u00e1vel aos contribuintes. Os demais mantiveram seus votos. O relator, Gilmar Mendes, votou com a Uni\u00e3o para permitir a interven\u00e7\u00e3o do Executivo e foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo da Reintegra, criado pela Lei n\u00ba 12.546\/2011, \u00e9 ressarcir as exportadoras pelo res\u00edduo tribut\u00e1rio existente na cadeia de produ\u00e7\u00e3o. Inicialmente, o percentual de cr\u00e9dito dado \u00e0s empresas sobre as receitas de exporta\u00e7\u00e3o variava entre 0,1% e 3%. Por\u00e9m, foi reduzido ao longo dos anos e, desde 2018, est\u00e1 em 0,1%. Por conta disso, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) e o Instituto A\u00e7o Brasil dizem que o programa tem sido deturpado. Para as entidades, o governo federal n\u00e3o pode modificar as al\u00edquotas sem motivo (ADI 6040 e 6055).<\/p>\n\n\n\n<p>Multa punitiva<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m pode ser julgada a constitucionalidade da multa punitiva de 150% nas autua\u00e7\u00f5es fiscais. Para os contribuintes, o percentual tem car\u00e1ter confiscat\u00f3rio e conflita com o artigo 150, inciso IV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Alegam, ainda, que a penalidade \u00e9 acess\u00f3ria \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o principal, portanto, n\u00e3o pode ultrapassar o valor do tributo. Pedem que seja adotado o limite de 30% sobre o imposto devido.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse caso tamb\u00e9m foi iniciado no Plen\u00e1rio Virtual, em abril de 2023. O relator, Dias Toffoli, votou para instituir o teto de 100% sobre as multas punitivas e foi acompanhado pelo ministro Alexandre de Moraes. Pediu destaque do ministro Fl\u00e1vio Dino. As sustenta\u00e7\u00f5es orais foram feitas na \u00faltima semana (RE 736090 ou Tema 863).<\/p>\n\n\n\n<p>Soberania e pena imediata<\/p>\n\n\n\n<p>Outro processo na pauta \u00e9 o que trata da soberania dos vereditos do Tribunal do J\u00fari, que autoriza a imediata execu\u00e7\u00e3o de pena imposta. O placar estava em 5 a 4 para preservar a soberania dos veredictos com a imediata execu\u00e7\u00e3o de condena\u00e7\u00e3o, independentemente do total da pena aplicada. Essa linha foi defendida pelo relator, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, e acompanhada pelos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, C\u00e1rmen L\u00facia e Andr\u00e9 Mendon\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 outro entendimento adotado pelo ministro Gilmar Mendes foi de que a Constitui\u00e7\u00e3o assegura a presun\u00e7\u00e3o de inoc\u00eancia. Por isso, o condenado tem direito a recurso, o que impede a execu\u00e7\u00e3o imediata das condena\u00e7\u00f5es. Acompanharam os ministros Ricardo Lewandowski e Rosa Weber, j\u00e1 aposentados.<\/p>\n\n\n\n<p>Edson Fachin prop\u00f4s uma terceira tese. Para ele, \u00e9 constitucional a execu\u00e7\u00e3o imediata das penas acima de quinze anos fixadas pelo tribunal do j\u00fari. No caso, votou pela pris\u00e3o do condenado, pois a pena foi quantificada em 26 anos e 8 meses por feminic\u00eddio duplamente qualificado e posse irregular de arma de fogo (RE 1235340).<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros tamb\u00e9m devem fixar a tese de um julgamento em que, por maioria, concedeu habeas corpus para determinar a suspens\u00e3o do processo e de eventual execu\u00e7\u00e3o da pena at\u00e9 a manifesta\u00e7\u00e3o motivada do \u00f3rg\u00e3o acusat\u00f3rio sobre a viabilidade de proposta do acordo de n\u00e3o persecu\u00e7\u00e3o penal (HC 185913).<\/p>\n\n\n\n<p>Outro processo que deve ser julgado trata da possibilidade de as autoridades policiais e o Minist\u00e9rio P\u00fablico terem acesso, exclusivamente, aos dados cadastrais do investigado mantidos por empresas telef\u00f4nicas, pelas institui\u00e7\u00f5es financeiras, pelos provedores de internet e pelas administradoras de cart\u00e3o de cr\u00e9dito. A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Concession\u00e1rias de Servi\u00e7os Telef\u00f4nico Fixo Comutado (Abrafix) pede que s\u00f3 seja compartilhada a qualifica\u00e7\u00e3o pessoal, filia\u00e7\u00e3o e endere\u00e7o, independentemente de autoriza\u00e7\u00e3o judicial (ADI 4906).<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda pode ser julgada a validade de uma Lei do Par\u00e1 que fixou per\u00edodo para a realiza\u00e7\u00e3o das provas de concursos p\u00fablicos e exames vestibulares (ADI 3901). E os embargos de declara\u00e7\u00e3o em um caso que discute a reelei\u00e7\u00e3o consecutiva de conselheiros para o mesmo cargo diretivo no Tribunal de Contas do Amap\u00e1 (ADI 7180).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/08\/agenda-do-stf-ministros-voltam-a-julgar-acao-bilionaria-do-reintegra-e-multa-punitiva.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/08\/agenda-do-stf-ministros-voltam-a-julgar-acao-bilionaria-do-reintegra-e-multa-punitiva.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF: Institui\u00e7\u00f5es financeiras devem fornecer dados de clientes ao Fisco<\/strong><br>Data: 09\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) finalizaram um importante julgamento sobre sigilo banc\u00e1rio, pelo Plen\u00e1rio Virtual. Definiram que s\u00e3o constitucionais os dispositivos de um conv\u00eanio do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz) que obrigam institui\u00e7\u00f5es financeiras a fornecer aos Fiscos estaduais informa\u00e7\u00f5es sobre transa\u00e7\u00f5es realizadas por clientes via PIX e cart\u00f5es de d\u00e9bito e cr\u00e9dito. O placar final foi de seis votos a cinco.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida \u00e9 para fiscalizar o pagamento do ICMS por meios eletr\u00f4nicos. Foi estabelecida pelo Conv\u00eanio Confaz\u2013ICMS n\u00ba 134, firmado em 2016. A norma estabelece que as institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias passam a ter obriga\u00e7\u00e3o de informar todas as opera\u00e7\u00f5es efetuadas por pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi ajuizada pelo Conselho Nacional do Sistema Financeiro (Consif). A entidade argumenta que o conv\u00eanio \u00e9 inconstitucional porque confere ao Confaz a compet\u00eancia para mitigar o sigilo banc\u00e1rio dos clientes de institui\u00e7\u00f5es financeiras. O Consif tamb\u00e9m defende que o Confaz cria uma obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria a mais para os bancos e pode abrir margem para que prefeituras tamb\u00e9m pe\u00e7am o acesso a dados de clientes referentes a tributos municipais.<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu no julgamento o voto da relatora, a ministra C\u00e1rmen L\u00facia. Ela entende que a norma \u00e9 v\u00e1lida porque visa o aperfei\u00e7oamento da atividade fiscalizat\u00f3ria das fazendas estaduais e vai trazer mais efici\u00eancia \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. A ministra ressalta ainda que n\u00e3o h\u00e1 quebra de sigilo banc\u00e1rio, mas sim a \u201ctransfer\u00eancia do sigilo das institui\u00e7\u00f5es financeiras e banc\u00e1rias \u00e0 administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria estadual ou distrital\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra acrescenta no voto que, a partir do momento que as institui\u00e7\u00f5es financeiras repassam os dados \u00e0s autoridades fiscais, \u201ch\u00e1 transfer\u00eancia tamb\u00e9m do dever de sigilo dessas informa\u00e7\u00f5es \u00e0quelas autoridades, permanecendo a obriga\u00e7\u00e3o legal de preserva\u00e7\u00e3o da inviolabilidade dos dados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c0 administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria dos Estados e do Distrito Federal \u00e9 imposta a tarefa de manter os dados das pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas fora do alcance de terceiros, utilizando-os de forma exclusiva para o exerc\u00edcio de suas compet\u00eancias fiscais\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanharam o entendimento da relatora C\u00e1rmen L\u00facia os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Fl\u00e1vio Dino, Dias Toffoli e Luiz Fux.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Gilmar Mendes foi o primeiro a divergir da relatora. Na an\u00e1lise do decano, a norma do Confaz viola os direitos \u00e0 privacidade, ao sigilo de dados, ao devido processo legal e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de dados pessoais.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro ressalta ainda, em seu voto, que a norma n\u00e3o tem crit\u00e9rios transparentes quanto \u00e0 transmiss\u00e3o, \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do sigilo e ao armazenamento das informa\u00e7\u00f5es. \u201cN\u00e3o h\u00e1 qualquer previs\u00e3o quanto ao prazo de guarda dos dados enviados, em linha com a manuten\u00e7\u00e3o da finalidade p\u00fablica da administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, o que \u00e9 exigido, inclusive, pela Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados [LGPD]\u201d, diz o ministro.<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanharam Gilmar Mendes os ministros Cristiano Zanin, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Lu\u00eds Roberto Barroso e Nunes Marques.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o ministro Cristiano Zanin destaca que a Uni\u00e3o pode exigir das institui\u00e7\u00f5es financeiras a obriga\u00e7\u00e3o de informar dados relativos \u00e0s opera\u00e7\u00f5es realizadas pelos usu\u00e1rios de seus servi\u00e7os e que est\u00e3o sujeitas aos tributos de sua compet\u00eancia. No entanto, afirma, essa obriga\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser estendida para os Estados e Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm s\u00edntese, a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, no exerc\u00edcio da atividade fiscalizat\u00f3ria \u2014 instrumento para concretiza\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da capacidade contributiva \u2014 deve atuar dentro dos limites da sua compet\u00eancia impositiva. Da\u00ed que as obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias devem estar minimamente relacionadas ao objeto da obriga\u00e7\u00e3o principal\u201d, diz Zanin.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento j\u00e1 esteve em Plen\u00e1rio Virtual anteriormente e havia sido interrompido, no m\u00eas de maio deste ano, pelo ministro Dias Toffoli. A vota\u00e7\u00e3o foi retomada no dia 30.<\/p>\n\n\n\n<p>No retorno do julgamento, o ministro Toffoli acompanhou o entendimento da relatora. Ele afirma no voto que os Estados e o Distrito Federal podem ter acesso aos dados, assim como a Uni\u00e3o. Para ele, a norma do Confaz permite mais efici\u00eancia na cobran\u00e7a do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Toffoli diz tamb\u00e9m em seu voto que, recentemente, foi feita uma altera\u00e7\u00e3o no C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN) em que se previu \u201cexpressamente\u201d a possibilidade da administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria requisitar informa\u00e7\u00f5es cadastrais e patrimoniais de terceiros a \u00f3rg\u00e3os ou entidades, p\u00fablicos ou privados, que, inclusive por obriga\u00e7\u00e3o legal, operem cadastros e registros ou controlem opera\u00e7\u00f5es de bens e direitos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/07\/stf-instituicoes-financeiras-devem-fornecer-dados-de-clientes-ao-fisco.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/07\/stf-instituicoes-financeiras-devem-fornecer-dados-de-clientes-ao-fisco.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal paulista afasta cobran\u00e7a de ITBI sobre transfer\u00eancia de im\u00f3vel em caso de div\u00f3rcio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Poder Judici\u00e1rio tem concedido decis\u00f5es que livram casais em processo de div\u00f3rcio de terem que pagar o Imposto sobre a Transmiss\u00e3o de Bens Im\u00f3veis (ITBI) na divis\u00e3o de patrim\u00f4nio imobili\u00e1rio que era de propriedade dos dois. Recentemente, o Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) decidiu afastar a cobran\u00e7a da al\u00edquota de 3% do tributo sobre o valor venal de um apartamento na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o \u00e9 importante por ser de colegiado e porque o tema n\u00e3o \u00e9 pac\u00edfico nos tribunais. O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) ainda n\u00e3o julgou o assunto em recurso repetitivo \u2013 o que vincularia todo o Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), o n\u00famero de div\u00f3rcios no Brasil bateu recorde e chegou a 420 mil casos em 2022 \u2013 \u00faltimo dado dispon\u00edvel. O aumento foi de 8,6% na compara\u00e7\u00e3o com 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto analisado pelo TJSP, um casal se divorciou e foi feita a divis\u00e3o igualit\u00e1ria do patrim\u00f4nio \u2013 que inclu\u00eda um im\u00f3vel, onde eles moravam \u2013 via escritura pelo cart\u00f3rio. Por\u00e9m, foram exigidos os 3% de ITBI sobre o valor da metade que seria transferida para o outro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Lei Municipal n\u00ba 11.154, de 1991, diz que h\u00e1 exig\u00eancia do ITBI sempre que h\u00e1 transfer\u00eancia de im\u00f3vel\u201d, afirma o advogado do caso. \u201cA exce\u00e7\u00e3o existiria se houvesse dois im\u00f3veis de id\u00eantico valor venal e cada um ficasse com uma das partes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o artigo 2\u00ba da norma paulistana, incide o imposto sobre \u201co valor dos im\u00f3veis que, na divis\u00e3o de patrim\u00f4nio comum ou na partilha, forem atribu\u00eddos a um dos c\u00f4njuges separados ou divorciados, ao c\u00f4njuge sup\u00e9rstite ou a qualquer herdeiro, acima da respectiva mea\u00e7\u00e3o ou quinh\u00e3o, considerando, em conjunto, apenas os bens im\u00f3veis constantes do patrim\u00f4nio comum ou monte-mor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Como n\u00e3o haveria nada de custoso na opera\u00e7\u00e3o, o casal resolveu entrar com um mandado de seguran\u00e7a preventivo na Justi\u00e7a para n\u00e3o pagar o ITBI e lavrar a escritura do im\u00f3vel com um \u00fanico propriet\u00e1rio. Alegaram no processo que a divis\u00e3o era igualit\u00e1ria e argumentaram a inconstitucionalidade na cobran\u00e7a do imposto por n\u00e3o haver uma \u201ctransmiss\u00e3o onerosa\u201d \u2013 que \u00e9 o fato gerador do ITBI.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira inst\u00e2ncia indeferiu o pedido liminar, segundo Barros, e a senten\u00e7a foi desfavor\u00e1vel porque a exig\u00eancia do imposto estaria na lei municipal. Contudo, acrescenta, foi apresentado recurso ao TJSP. \u201cCom o ac\u00f3rd\u00e3o favor\u00e1vel ao casal, foi feita a escritura sem o pagamento do ITBI\u201d, diz o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>O principal argumento aceito pelos desembargadores da 18\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do TJSP foi o de que n\u00e3o houve a transmiss\u00e3o onerosa, conforme consta na Constitui\u00e7\u00e3o Federal. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime (apela\u00e7\u00e3o n\u00ba 1010120-86.2024.8.26.0053).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo caso, de acordo com a minuta de partilha extrajudicial de bens acostada aos autos, restou atribu\u00eddo a cada um dos c\u00f4njuges, igualitariamente, o montante de R$ 1.097.055,25, entre bens m\u00f3veis e im\u00f3veis. A onera\u00e7\u00e3o pressup\u00f5e redu\u00e7\u00e3o de patrim\u00f4nio, circunst\u00e2ncia n\u00e3o verificada no caso concreto\u201d, afirma na decis\u00e3o o relator, desembargador Ricardo Chimenti. \u201cA igualdade deve ser aferida do ponto de vista do universo de bens a ser partilhado\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o refor\u00e7a a jurisprud\u00eancia do TJSP no sentido de que sobre a partilha consensual de bens, em que se constate apenas a mera divis\u00e3o de patrim\u00f4nio, sem qualquer car\u00e1ter oneroso, n\u00e3o incide o ITBI. \u201cAinda que houvesse entrega de valor superior \u00e0 mea\u00e7\u00e3o, sem a respectiva torna ou contrapresta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o haveria incid\u00eancia do ITBI, posto que configurada doa\u00e7\u00e3o, caso em que incidente seria o ITCMD, de compet\u00eancia estadual\u201d, afirma o desembargador Roberto Martins de Souza, tamb\u00e9m da 18\u00aa C\u00e2mara, em decis\u00e3o do ano de 2020 (processo n\u00ba 1002983-81.2019.8.26.0650).<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o \u00e9 antiga. No STJ, no ano de 2006, foi deferido pedido para afastamento da cobran\u00e7a do ITBI ap\u00f3s partilha n\u00e3o onerosa. Em uma decis\u00e3o da 2\u00aa Turma do STJ, a ministra relatora Eliana Calmon (aposentada) declarou ao votar: \u201cNa hip\u00f3tese de um dos c\u00f4njuges abrir m\u00e3o da sua mea\u00e7\u00e3o em favor do outro, o direito tribut\u00e1rio considera tal fato como doa\u00e7\u00e3o, incidindo, portanto, apenas o ITCMD\u201d (REsp 723587). Por\u00e9m, a Corte ainda n\u00e3o teria proferido decis\u00e3o sobre o tema em recurso repetitivo.<\/p>\n\n\n\n<p>A procuradoria-Geral do Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo (PGM-SP) informou, por meio de nota, que \u201ctomar\u00e1 as medidas judiciais que entender cab\u00edveis\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa judicializa\u00e7\u00e3o vai na contram\u00e3o do movimento que pretende reduzir o volume de processos do tipo. De acordo com o relat\u00f3rio \u201cCart\u00f3rio em N\u00fameros\u201d, de 2023, produzido pela Associa\u00e7\u00e3o dos Not\u00e1rios e Registradores do Brasil (Anoreg BR), desde a autoriza\u00e7\u00e3o pela Lei n\u00ba 11.441\/07, j\u00e1 foram realizados mais de 1 milh\u00e3o de div\u00f3rcios em cart\u00f3rios, gerando uma economia de R$ 2,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/04\/tribunal-paulista-afasta-cobranca-de-itbi-sobre-transferencia-de-imovel-em-caso-de-divorcio.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/04\/tribunal-paulista-afasta-cobranca-de-itbi-sobre-transferencia-de-imovel-em-caso-de-divorcio.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Condicionar benef\u00edcio de ICMS a ren\u00fancia a a\u00e7\u00f5es n\u00e3o viola Constitui\u00e7\u00e3o, diz TJ-RJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A ades\u00e3o ao regime especial de tributa\u00e7\u00e3o \u00e9 facultativa. Portanto, condicionar benef\u00edcio fiscal \u00e0 ren\u00fancia a a\u00e7\u00f5es sobre o imposto n\u00e3o viola o princ\u00edpio constitucional da inafastabilidade da jurisdi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, o \u00d3rg\u00e3o Especial do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro validou, na segunda-feira (2\/9), norma estadual que condiciona benef\u00edcio fiscal de ICMS \u00e0 ren\u00fancia de a\u00e7\u00f5es em curso.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo 8\u00ba da Lei estadual 8.890\/2020 estabeleceu que, ao aderir aos programas de isen\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo de ICMS nas opera\u00e7\u00f5es de explora\u00e7\u00e3o ou produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e g\u00e1s natural (Repetro-Sped e Repetro-Industrializa\u00e7\u00e3o), o contribuinte deve renunciar \u00e0s a\u00e7\u00f5es que eventualmente tenha movido para discutir a mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma empresa de petr\u00f3leo e g\u00e1s impetrou mandado de seguran\u00e7a contra o dispositivo, argumentando que ele viola os princ\u00edpios da inafastabilidade da jurisdi\u00e7\u00e3o e do devido processo legal.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido foi negado em primeira inst\u00e2ncia. Ao julgar a apela\u00e7\u00e3o, a 5\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do TJ-RJ suscitou argui\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade, e o caso foi para o \u00d3rg\u00e3o Especial da corte.<\/p>\n\n\n\n<p>Norma constitucional<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do caso, desembargador Edson Aguiar de Vasconcelos, apontou que a norma n\u00e3o ofende o artigo 5\u00ba, XXXV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal (que determina que \u201ca lei n\u00e3o excluir\u00e1 da aprecia\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio les\u00e3o ou amea\u00e7a a direito\u201d). Isso devido ao \u201ccar\u00e1ter facultativo da ades\u00e3o ao benef\u00edcio fiscal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, disse o magistrado, \u201ccaso o contribuinte decida pela continuidade da discuss\u00e3o de d\u00e9bitos, tem a op\u00e7\u00e3o de voluntariamente n\u00e3o aderir ao regime especial de tributa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Vasconcelos ressaltou que o Supremo Tribunal Federal j\u00e1 decidiu que o condicionamento do refinanciamento de d\u00edvidas de estados com a Uni\u00e3o \u00e0 desist\u00eancia e ao n\u00e3o ajuizamento de a\u00e7\u00f5es sobre o tema n\u00e3o desrespeita o princ\u00edpio da inafastabilidade da jurisdi\u00e7\u00e3o (ADI 5.981).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o STF estabeleceu que tal exig\u00eancia \u201cn\u00e3o ofende o princ\u00edpio da inafastabilidade da jurisdi\u00e7\u00e3o nem viola os postulados da razoabilidade e da proporcionalidade, pois busca conferir previsibilidade aos contratantes e distribuir de forma mais equitativa o \u00f4nus do ajuste entre as partes, pois caso se permitisse a continuidade das discuss\u00f5es judiciais, n\u00e3o seria poss\u00edvel a apura\u00e7\u00e3o e a consolida\u00e7\u00e3o segura dos saldos devedores.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo ainda afirmou que a ades\u00e3o ao plano \u201cpressup\u00f5e o reconhecimento da corre\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito pelo ente interessado\u201d. Dessa maneira, \u201cpermitir o comportamento contradit\u00f3rio de se anuir aos termos de repactua\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos e, ao mesmo tempo, prosseguir com as a\u00e7\u00f5es a eles referentes infringiria os deveres de lealdade e colabora\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa mesma linha, afastar a condicionante da desist\u00eancia dos recursos administrativos e das a\u00e7\u00f5es judiciais para concess\u00e3o do benef\u00edcio tribut\u00e1rio fluminense retiraria os pilares de sustenta\u00e7\u00e3o do regime tribut\u00e1rio diferenciado, avaliou o relator no TJ-RJ.<\/p>\n\n\n\n<p>O desembargador mencionou que o programa, como todo benef\u00edcio tribut\u00e1rio, deve obedecer \u00e0s regras da Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101\/2000). Al\u00e9m disso, a ren\u00fancia a processos para redu\u00e7\u00e3o e isen\u00e7\u00e3o de ICMS foi aprovada por meio do Conv\u00eanio 3\/2018 do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz).<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, a exclus\u00e3o da regra \u201cimplicaria a concess\u00e3o de privil\u00e9gio diferenciado a determinados contribuintes localizados no estado do Rio de Janeiro, com risco ao pacto federativo e viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da isonomia\u201d, conforme o magistrado.<br>Processo 0087722-69.2020.8.19.0001<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-04\/condicionar-beneficio-de-icms-a-renuncia-a-acoes-nao-viola-constituicao-diz-tj-rj\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-set-04\/condicionar-beneficio-de-icms-a-renuncia-a-acoes-nao-viola-constituicao-diz-tj-rj\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 02\/09 a 09\/09 Aumento da tributa\u00e7\u00e3o do JCP de 15% para 20% n\u00e3o onera empresas, diz Barreirinhas Data: 02\/09\/2024 O secret\u00e1rio da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou nesta segunda-feira (02) que o aumento da tributa\u00e7\u00e3o dos juros sobre capital pr\u00f3prio (JCP) de 15% para 20%, conforme proposto em projeto de lei enviado [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3484,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[9,29,33,63,96,73],"class_list":["post-3482","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-retrospecto-tributario","tag-amaral-yazbek","tag-empresas","tag-negocios","tag-noticia-do-dia","tag-reforma-tributaria","tag-retrospecto-tributario"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Retrospecto Tribut\u00e1rio - 02\/09 a 09\/09<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. Retrospecto Tribut\u00e1rio - 02\/09 a 09\/09\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3482\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 02\/09 a 09\/09\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. Retrospecto Tribut\u00e1rio - 02\/09 a 09\/09\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3482\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Amaral, Yazbek Advogados\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/AYadvogados\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2024-09-09T18:37:45+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2024-09-09T18:47:15+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Design-sem-nome-18.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1920\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1080\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Infra\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Infra\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"106 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3482#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3482\"},\"author\":{\"name\":\"Infra\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/6b9165a58758b048b8ea5a4fbd4ec3c4\"},\"headline\":\"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 02\\\/09 a 09\\\/09\",\"datePublished\":\"2024-09-09T18:37:45+00:00\",\"dateModified\":\"2024-09-09T18:47:15+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3482\"},\"wordCount\":21557,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3482#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2024\\\/09\\\/Design-sem-nome-18.png\",\"keywords\":[\"amaral yazbek\",\"empresas\",\"neg\u00f3cios\",\"noticia do dia\",\"Reforma Tribut\u00e1ria\",\"retrospecto tribut\u00e1rio\"],\"articleSection\":[\"Retrospecto Tribut\u00e1rio\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3482#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3482\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3482\",\"name\":\"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 02\\\/09 a 09\\\/09\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3482#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3482#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2024\\\/09\\\/Design-sem-nome-18.png\",\"datePublished\":\"2024-09-09T18:37:45+00:00\",\"dateModified\":\"2024-09-09T18:47:15+00:00\",\"description\":\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. Retrospecto Tribut\u00e1rio - 02\\\/09 a 09\\\/09\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3482#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3482\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3482#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2024\\\/09\\\/Design-sem-nome-18.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2024\\\/09\\\/Design-sem-nome-18.png\",\"width\":1920,\"height\":1080},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3482#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 02\\\/09 a 09\\\/09\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/\",\"name\":\"Amaral, Yazbek Advogados\",\"description\":\"Curitiba \u2022 Bras\u00edlia \u2022 S\u00e3o Paulo\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#organization\",\"name\":\"Amaral, Yazbek Advogados\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"http:\\\/\\\/34.239.117.254\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/03\\\/logo-ay-g.png\",\"contentUrl\":\"http:\\\/\\\/34.239.117.254\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/03\\\/logo-ay-g.png\",\"width\":434,\"height\":106,\"caption\":\"Amaral, Yazbek Advogados\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/AYadvogados\",\"https:\\\/\\\/www.instagram.com\\\/ayadvogados\\\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/6b9165a58758b048b8ea5a4fbd4ec3c4\",\"name\":\"Infra\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/60bf67293e186b9c834e31753dcc586dfcedb661d13b6b9ba29ac991ccafc035?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/60bf67293e186b9c834e31753dcc586dfcedb661d13b6b9ba29ac991ccafc035?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/60bf67293e186b9c834e31753dcc586dfcedb661d13b6b9ba29ac991ccafc035?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Infra\"},\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?author=3\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 02\/09 a 09\/09","description":"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. Retrospecto Tribut\u00e1rio - 02\/09 a 09\/09","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3482","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 02\/09 a 09\/09","og_description":"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. Retrospecto Tribut\u00e1rio - 02\/09 a 09\/09","og_url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3482","og_site_name":"Amaral, Yazbek Advogados","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/AYadvogados","article_published_time":"2024-09-09T18:37:45+00:00","article_modified_time":"2024-09-09T18:47:15+00:00","og_image":[{"width":1920,"height":1080,"url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Design-sem-nome-18.png","type":"image\/png"}],"author":"Infra","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Infra","Est. tempo de leitura":"106 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3482#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3482"},"author":{"name":"Infra","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#\/schema\/person\/6b9165a58758b048b8ea5a4fbd4ec3c4"},"headline":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 02\/09 a 09\/09","datePublished":"2024-09-09T18:37:45+00:00","dateModified":"2024-09-09T18:47:15+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3482"},"wordCount":21557,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3482#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Design-sem-nome-18.png","keywords":["amaral yazbek","empresas","neg\u00f3cios","noticia do dia","Reforma Tribut\u00e1ria","retrospecto tribut\u00e1rio"],"articleSection":["Retrospecto Tribut\u00e1rio"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3482#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3482","url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3482","name":"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 02\/09 a 09\/09","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3482#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3482#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Design-sem-nome-18.png","datePublished":"2024-09-09T18:37:45+00:00","dateModified":"2024-09-09T18:47:15+00:00","description":"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. Retrospecto Tribut\u00e1rio - 02\/09 a 09\/09","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3482#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3482"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3482#primaryimage","url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Design-sem-nome-18.png","contentUrl":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Design-sem-nome-18.png","width":1920,"height":1080},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3482#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 02\/09 a 09\/09"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#website","url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/","name":"Amaral, Yazbek Advogados","description":"Curitiba \u2022 Bras\u00edlia \u2022 S\u00e3o Paulo","publisher":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#organization","name":"Amaral, Yazbek Advogados","url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"http:\/\/34.239.117.254\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/logo-ay-g.png","contentUrl":"http:\/\/34.239.117.254\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/logo-ay-g.png","width":434,"height":106,"caption":"Amaral, Yazbek Advogados"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/AYadvogados","https:\/\/www.instagram.com\/ayadvogados\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#\/schema\/person\/6b9165a58758b048b8ea5a4fbd4ec3c4","name":"Infra","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/60bf67293e186b9c834e31753dcc586dfcedb661d13b6b9ba29ac991ccafc035?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/60bf67293e186b9c834e31753dcc586dfcedb661d13b6b9ba29ac991ccafc035?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/60bf67293e186b9c834e31753dcc586dfcedb661d13b6b9ba29ac991ccafc035?s=96&d=mm&r=g","caption":"Infra"},"url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?author=3"}]}},"rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Design-sem-nome-18.png",1920,1080,false],"landscape":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Design-sem-nome-18.png",1920,1080,false],"portraits":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Design-sem-nome-18.png",1920,1080,false],"thumbnail":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Design-sem-nome-18-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Design-sem-nome-18-300x169.png",300,169,true],"large":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Design-sem-nome-18-1024x576.png",1024,576,true],"1536x1536":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Design-sem-nome-18-1536x864.png",1536,864,true],"2048x2048":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Design-sem-nome-18.png",1920,1080,false]},"rttpg_author":{"display_name":"Infra","author_link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?author=3"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?cat=3\" rel=\"category\">Retrospecto Tribut\u00e1rio<\/a>","rttpg_excerpt":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 02\/09 a 09\/09 Aumento da tributa\u00e7\u00e3o do JCP de 15% para 20% n\u00e3o onera empresas, diz Barreirinhas Data: 02\/09\/2024 O secret\u00e1rio da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou nesta segunda-feira (02) que o aumento da tributa\u00e7\u00e3o dos juros sobre capital pr\u00f3prio (JCP) de 15% para 20%, conforme proposto em projeto de lei enviado&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3482","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3482"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3482\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3485,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3482\/revisions\/3485"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3484"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3482"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3482"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3482"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}