{"id":3469,"date":"2024-09-02T18:22:49","date_gmt":"2024-09-02T21:22:49","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3469"},"modified":"2024-09-02T18:26:16","modified_gmt":"2024-09-02T21:26:16","slug":"retrospecto-tributario-26-08-a-02-09-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3469","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 26\/08 a 02\/09"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 26\/08 a 02\/09<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Empresas podem usar decis\u00e3o do STF para afastar multas em cobran\u00e7as tribut\u00e1rias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/08\/2024&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas afetadas pelo julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a \u201cquebra\u201d de decis\u00f5es definitivas agora t\u00eam muni\u00e7\u00e3o para afastar multas punitivas e de mora na cobran\u00e7a de tributos de forma retroativa. Fiscais federais, estaduais e municipais vinham mantendo as penalidades nas autua\u00e7\u00f5es fiscais, negando-se a aplicar o entendimento dos ministros. A alega\u00e7\u00e3o era, at\u00e9 ent\u00e3o, de que o ac\u00f3rd\u00e3o referente aos embargos de declara\u00e7\u00e3o n\u00e3o havia sido publicado \u2013 o que ocorreu na semana passada, ap\u00f3s espera de quatro meses.<\/p>\n\n\n\n<p>O afastamento das multas s\u00f3 na tese sobre a cobran\u00e7a de CSLL, pano de fundo do julgamento, reduz o impacto previsto em R$ 1 bilh\u00e3o (de R$ 7,2 bilh\u00f5es para R$ 6,2 bilh\u00f5es), conforme consta no sistema de d\u00edvida ativa da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Os n\u00fameros foram mencionados pelo ministro decano Gilmar Mendes, no julgamento dos embargos de declara\u00e7\u00e3o, em abril.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, o Supremo negou a modula\u00e7\u00e3o de efeitos, que restringiria a aplica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o para o futuro. Os ministros, por\u00e9m, por maioria, acolheram um dos pleitos dos contribuintes, de afastar multas punitivas (que chegam at\u00e9 100% do valor do tributo devido) e morat\u00f3rias (teto de 20%), para s\u00f3 exigir os juros de mora e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o da inst\u00e2ncia mais alta da Justi\u00e7a, contudo, n\u00e3o estava, at\u00e9 ent\u00e3o, sendo seguida, de acordo com tributaristas. Os autos de infra\u00e7\u00e3o vinham sendo enviados de forma autom\u00e1tica com multas e sem respeitar as regras de anterioridade, previstas no C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), que impedem a cobran\u00e7a imediata de um novo imposto ou aumento dele. Como a decis\u00e3o do STF tem for\u00e7a de lei, deve-se respeitar o prazo de 90 dias ou um ano para se exigir a cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o, por\u00e9m, as companhias podem apresentar a prova da decis\u00e3o e questionar as penalidades aplicadas pelos fiscais. \u201c\u00c9 um refor\u00e7o de argumento do contribuinte\u201d, afirma o advogado que representa a Braskem em uma das a\u00e7\u00f5es julgadas pelo STF. De acordo com ele, como a Braskem tem senten\u00e7a definitiva afastando incid\u00eancia de CSLL desde 2003, mas decidiu recolher o tributo, n\u00e3o sofrer\u00e1 impactos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fevereiro de 2023, o STF decidiu, por maioria, que senten\u00e7as tribut\u00e1rias transitadas em julgado deixam de ter efeito sempre que houver um julgamento posterior dos ministros em sentido contr\u00e1rio, em repercuss\u00e3o geral ou com efeito erga omnes, como em a\u00e7\u00e3o direta de constitucionalidade (RE 955.227 e RE 949.297). Antes a \u201cquebra\u201d n\u00e3o ocorria de forma autom\u00e1tica. Era preciso entrar com uma a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, que prescreve em dois anos e pode n\u00e3o ser aceita pela Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da CSLL, a cobran\u00e7a foi declarada constitucional pelo STF em 2007 (ADI 15). Desde aquele ano, o imposto seria devido, mesmo para quem tinha senten\u00e7a afastando o recolhimento. As empresas queriam, no julgamento dos embargos, que a decis\u00e3o s\u00f3 valesse a partir de 2023, n\u00e3o retroagindo a 2007. Mas o pedido foi negado.<\/p>\n\n\n\n<p>No ac\u00f3rd\u00e3o, a justificativa para o relator, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, presidente do STF, afastar as multas foi a \u201caus\u00eancia de dolo ou m\u00e1-f\u00e9 na conduta daquele que deixou de recolher a contribui\u00e7\u00e3o nessas circunst\u00e2ncias\u201d. Pelo menos outras 15 teses ser\u00e3o impactadas pela decis\u00e3o, como incid\u00eancia de ICMS sobre venda de ve\u00edculos (RE 1.025.986) e contribui\u00e7\u00e3o social sobre ter\u00e7o de f\u00e9rias (RE 1.072.485). Elas foram elencadas no voto do ministro Dias Toffoli.<\/p>\n\n\n\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o trouxe outra clareza: o recorte temporal para o afastamento das multas. Elas n\u00e3o podem ser exigidas para quem tinha senten\u00e7a favor\u00e1vel transitada em julgado e cujo fato gerador \u00e9 at\u00e9 13 de fevereiro de 2023, data do julgamento de m\u00e9rito da tese.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/26\/empresas-podem-usar-decisao-do-stf-para-afastar-multas-em-cobrancas-tributarias.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/26\/empresas-podem-usar-decisao-do-stf-para-afastar-multas-em-cobrancas-tributarias.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria \u00e9 importante para facilitar aceita\u00e7\u00e3o do Brasil na OCDE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/08\/2024&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;aprova\u00e7\u00e3o&nbsp;do texto da&nbsp;reforma tribut\u00e1ria&nbsp;\u00e9 avaliada como um&nbsp;passaporte&nbsp;para o&nbsp;Brasil&nbsp;integrar&nbsp;a Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE). Pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul, pr\u00f3ximos do Brasil, como&nbsp;Chile&nbsp;e&nbsp;Col\u00f4mbia, realizaram reformas tribut\u00e1rias como parte de seus esfor\u00e7os para a ades\u00e3o \u00e0 OCDE. Bem-sucedida, a reforma tribut\u00e1ria na Col\u00f4mbia ocorreu em 2019 e o pa\u00eds tornou-se membro da OCDE em 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm geral, pa\u00edses tem um movimento de harmoniza\u00e7\u00e3o da sua legisla\u00e7\u00e3o com padr\u00f5es orientados pela OCDE\u201d, explica o s\u00f3cio do&nbsp;KLA Advogados&nbsp;e ex-conselheiro titular do&nbsp;Carf, Lu\u00eds Fl\u00e1vio Neto, tamb\u00e9m diretor e coordenador do mestrado profissional em Tributa\u00e7\u00e3o Internacional do Instituto Brasileiro de Direito Tribut\u00e1rio (IBDT).<\/p>\n\n\n\n<p>Lu\u00eds Fl\u00e1vio Neto explica que muitas reformas est\u00e3o acontecendo ao redor do mundo. No entanto, a reforma no Brasil \u00e9 uma das mais emblem\u00e1ticas por conta da quantidade de impostos federais, estaduais e municipais, cada um com suas pr\u00f3prias regras, bases de c\u00e1lculo e al\u00edquotas. S\u00e3o impostos indiretos sobre o consumo, como o ICMS, um dos mais complexos do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Como cada n\u00edvel (Uni\u00e3o, Estados e munic\u00edpios) tem sua pr\u00f3pria receita com impostos, muitas vezes, h\u00e1 disputa sobre a arrecada\u00e7\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o de receitas. A alta carga tribut\u00e1ria sobre o consumo afeta desproporcionalmente as classes de renda mais baixa.<\/p>\n\n\n\n<p>A texto da reforma tribut\u00e1ria no Brasil altera essa taxa\u00e7\u00e3o sobre o consumo, trazendo a figura do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, com as al\u00edquotas do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e tamb\u00e9m da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), mais o&nbsp;Imposto Seletivo&nbsp;(IS).<\/p>\n\n\n\n<p>A subsecret\u00e1ria de Pol\u00edtica Fiscal da Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica (SPE) do Minist\u00e9rio da Fazenda, Debora Freire Cardoso, explica que o sistema tribut\u00e1rio \u00e9 diferente em cada pa\u00eds, conforme o padr\u00e3o de consumo das fam\u00edlias. \u201cEm pa\u00edses em que voc\u00ea tem uma distribui\u00e7\u00e3o de renda mais igualit\u00e1ria ou menos concentrada, voc\u00ea vai ter um padr\u00e3o de consumo um pouco diferente\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Debora Freire Cardoso, o padr\u00e3o de consumo no Brasil \u00e9 peculiar por conta da renda muito concentrada. Por conta dessa caracter\u00edstica do Brasil, fam\u00edlias mais pobres acabam gastando a sua renda, o or\u00e7amento, em produtos essenciais como os alimentos. J\u00e1 os servi\u00e7os s\u00e3o mais contratados pelas fam\u00edlias que t\u00eam mais renda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA reforma tribut\u00e1ria no Brasil vai ajustar essa carga de forma igualit\u00e1ria para todos\u201d, diz Debora Freire Cardoso, tamb\u00e9m professora do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas (Cedeplar), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil e no mundo, a tend\u00eancia de reformas tribut\u00e1rias tem sido impulsionada por v\u00e1rios fatores, incluindo a necessidade de aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o de receitas, promover maior justi\u00e7a fiscal, responder aos desafios econ\u00f4micos exacerbados pela pandemia de covid-19 e modernizar sistemas tribut\u00e1rios para torn\u00e1-los mais eficientes e competitivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos cinco anos, as reformas tribut\u00e1rias n\u00e3o s\u00f3 se tornaram mais frequentes, como tamb\u00e9m mais abrangentes, abordando uma ampla gama de quest\u00f5es, desde a tributa\u00e7\u00e3o de grandes corpora\u00e7\u00f5es at\u00e9 a implementa\u00e7\u00e3o de impostos mais progressivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma reforma tribut\u00e1ria representativa ocorreu na \u00cdndia, pa\u00eds pertencente ao Brics (parceria entre cinco das maiores economias emergentes do mundo: Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China e \u00c1frica do Sul. \u201cA \u00cdndia passou por uma reforma enorme. At\u00e9 onde eu tenho conhecimento, bem-sucedida em termos de simplifica\u00e7\u00e3o do sistema\u201d, diz Lu\u00eds Fl\u00e1vio Neto, do Instituto Brasileiro de Direito Tribut\u00e1rio (IBDT). A \u00cdndia tinha um sistema tribut\u00e1rio considerado por muitos como um dos mais complexos do planeta\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00cdndia, a reforma tribut\u00e1ria entrou em vigor em primeiro de julho de 2017, substituindo uma s\u00e9rie de impostos indiretos que eram aplicados em n\u00edveis central e estadual, como o imposto sobre vendas, o imposto sobre servi\u00e7os, o imposto de valor agregado (IVA), entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00c1frica, pa\u00edses como Nig\u00e9ria e Qu\u00eania t\u00eam revisado seus sistemas tribut\u00e1rios para aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o de receitas, muitas vezes com o apoio de institui\u00e7\u00f5es internacionais como o Banco Mundial e o Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), que t\u00eam enfatizado a import\u00e2ncia da mobiliza\u00e7\u00e3o de receitas dom\u00e9sticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Am\u00e9rica Latina, pa\u00edses como Argentina e Brasil t\u00eam proposto reformas fiscais para simplificar seus complexos sistemas tribut\u00e1rios e aumentar a efici\u00eancia na arrecada\u00e7\u00e3o, em resposta \u00e0s necessidades fiscais crescentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2021, a Indon\u00e9sia implementou uma reforma tribut\u00e1ria que incluiu a introdu\u00e7\u00e3o de novas faixas de imposto de renda e a redu\u00e7\u00e3o de isen\u00e7\u00f5es fiscais. Essas reformas foram projetadas para aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o de receitas e simplificar o sistema tribut\u00e1rio do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m em 2021, a It\u00e1lia implementou reformas tribut\u00e1rias focadas na simplifica\u00e7\u00e3o do sistema tribut\u00e1rio e na redu\u00e7\u00e3o de impostos para rendimentos baixos e m\u00e9dios. Essas reformas foram parte de um esfor\u00e7o maior para estimular a economia ap\u00f3s a pandemia de covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros pa\u00edses, especialmente aqueles da OCDE, tendem a equilibrar melhor a tributa\u00e7\u00e3o entre renda, consumo e propriedade, o que contribui para sistemas tribut\u00e1rios mais progressivos . V\u00e1rios pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia, incluindo Fran\u00e7a, It\u00e1lia e Espanha, implementaram reformas tribut\u00e1rias para combater a evas\u00e3o fiscal e aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o de impostos de grandes corpora\u00e7\u00f5es, especialmente no setor digital.<\/p>\n\n\n\n<p>Lu\u00eds Fl\u00e1vio Neto explica que existe um projeto chamado BEPS (Base Erosion and Profit Shifting), capitaneado pelo OCDE e G20, que re\u00fane os pa\u00edses com as maiores economias do mundo, para combater a redu\u00e7\u00e3o da base tribut\u00e1ria e o desvio de lucros por empresas multinacionais. Desde 2021, um conjunto de medidas, chamado de Pilar 2 (dois pilares), prop\u00f5e que todos os pa\u00edses teriam uma tributa\u00e7\u00e3o m\u00ednima, ou seja, nenhum pa\u00eds cobraria menos do que a al\u00edquota global de imposto corporativo de 15%. Assim, as multinacionais pagariam um n\u00edvel m\u00ednimo de impostos, independentemente de onde estejam localizadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora seja uma implementa\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria, v\u00e1rios pa\u00edses j\u00e1 est\u00e3o bem avan\u00e7ados nessa regulamenta\u00e7\u00e3o. O Brasil ainda est\u00e1 discutindo o tema, mas h\u00e1 perspectivas de regulamentar o Pilar 2 por aqui nos pr\u00f3ximos anos, explica o tributarista.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil tem fomentado o debate do terceiro pilar (Pilar 3) durante seu per\u00edodo na presid\u00eancia do G20, propondo a tributa\u00e7\u00e3o de grandes fortunas de fam\u00edlias e pessoas. A discuss\u00e3o ocorre em diferentes pa\u00edses sobre tributar mais ou menos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando voc\u00ea tributa muito uma pessoa f\u00edsica, uma grande fortuna, a experi\u00eancia que n\u00f3s temos aqui \u00e9 que a pessoa se muda para outro pa\u00eds com menor tributa\u00e7\u00e3o. Se errar na dose, voc\u00ea pode afugentar grandes investidores, grandes rendimentos. Alguns pa\u00edses, inclusive, adotam pol\u00edticas fiscais para atrair grandes rendimentos, em vez de tributar de maneira mais elevada\u201d, afirma Lu\u00eds Fl\u00e1vio Neto, s\u00f3cio do KLA Advogados e ex-conselheiro do Carf.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/08\/26\/reforma-tributaria-e-importante-para-facilitar-aceitacao-do-brasil-na-ocde.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/08\/26\/reforma-tributaria-e-importante-para-facilitar-aceitacao-do-brasil-na-ocde.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria vai encarecer constru\u00e7\u00e3o civil e im\u00f3veis, dizem especialistas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/08\/2024&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas que participaram de audi\u00eancia p\u00fablica no Senado nesta ter\u00e7a-feira (27) afirmaram que o setor de constru\u00e7\u00e3o civil sofrer\u00e1 um impacto negativo com o primeiro projeto de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria. Eles entendem que as mudan\u00e7as provocadas pela reforma aumentar\u00e3o o custo habitacional, o que poder\u00e1 prejudicar inclusive o planejamento da aposentadoria de muitas pessoas que vivem de aluguel.<\/p>\n\n\n\n<p>A audi\u00eancia faz parte de um ciclo de debates da <a href=\"https:\/\/legis.senado.leg.br\/atividade\/comissoes\/comissao\/38\/\">Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE)<\/a> sobre o primeiro projeto de lei que regulamenta a reforma tribut\u00e1ria (<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164914\">PLP 68\/2024<\/a>). No debate desta ter\u00e7a-feira (27), foi abordado especificamente o&nbsp;impacto dessa regulamenta\u00e7\u00e3o sobre a cadeia produtiva da constru\u00e7\u00e3o civil \u2014 desde o loteamento at\u00e9 o im\u00f3vel pronto \u2014 e as consequ\u00eancias sobre o d\u00e9ficit habitacional no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o senador Izalci Lucas (PL-DF), que coordena um grupo de trabalho sobre esse projeto de lei, a constru\u00e7\u00e3o civil foi um dos setores mais prejudicados pelo texto aprovado na C\u00e2mara dos Deputados. No Senado, a proposta j\u00e1 recebeu mais de mil emendas. Izalci afirmou que, se for colocada em pr\u00e1tica essa regulamenta\u00e7\u00e3o, haver\u00e1 aumento no pre\u00e7o dos im\u00f3veis, e a conta ser\u00e1 paga pelo consumidor final.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Duas coisas que foram vendidas: simplifica\u00e7\u00e3o e neutralidade. Nos pr\u00f3ximos dez anos, n\u00e3o h\u00e1 simplifica\u00e7\u00e3o. Muito pelo contr\u00e1rio. Tudo que acontece hoje, que j\u00e1 \u00e9 uma loucura, com mais tudo que foi introduzido de novidade, n\u00e3o permite simplifica\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o h\u00e1 neutralidade. Haver\u00e1, sim, um aumento \u2014 afirmou Izalci, que&nbsp;presidiu a reuni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Tumulto<\/p>\n\n\n\n<p>A senadora Margareth Buzetti (PSD-MT) afirmou que j\u00e1 recebeu em seu gabinete mais de 30 representantes do setor, que fizeram reclama\u00e7\u00f5es e apresentaram c\u00e1lculos para demonstrar os aumentos que acontecer\u00e3o caso o projeto (o <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164914\">PLP 68\/2024<\/a>) seja aprovado da forma como est\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Essa reforma n\u00e3o era para simplificar e n\u00f3s pagarmos menos tributo? Ela n\u00e3o simplificou nada, ela tumultuou tudo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outra preocupa\u00e7\u00e3o demonstrada durante a reuni\u00e3o foi com o impacto inflacion\u00e1rio. Segundo a senadora Tereza Cristina (PP-MS), os aumentos previstos podem gerar um efeito em cadeia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 N\u00f3s vamos ter aumento de custo e aumento de infla\u00e7\u00e3o, dificultando o acesso \u00e0 habita\u00e7\u00e3o, em um pa\u00eds onde n\u00f3s temos 6,5 milh\u00f5es de d\u00e9ficit habitacional. E o d\u00e9ficit n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para a faixa de renda mais baixa \u2014 disse a parlamentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Desemprego<\/p>\n\n\n\n<p>Para Gilberto Alvarenga, consultor tribut\u00e1rio da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio (CNC), o eventual encarecimento de servi\u00e7os e produtos, que seria provocado pelo aumento da carga tribut\u00e1ria, al\u00e9m de representar uma amea\u00e7a aos aposentados que t\u00eam um ou mais im\u00f3veis e vivem da renda do aluguel, pode gerar desemprego e mais desindustrializa\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Isso pode ter um desdobramento muito s\u00e9rio na vida de todos n\u00f3s. Vai ser muito mais f\u00e1cil importarmos paredes da China, infelizmente. Ent\u00e3o, aquele emprego que hoje \u00e9 gerado na constru\u00e7\u00e3o civil, ele vai ser substitu\u00eddo pela importa\u00e7\u00e3o. Os im\u00f3veis de R$ 200 mil sofrer\u00e3o aumento de 15%. Os im\u00f3veis de R$ 1 milh\u00e3o sofrer\u00e3o aumento de 50%.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00fanica participante que n\u00e3o concordou com essas avalia\u00e7\u00f5es foi Melina Rocha, que prestou consultoria ao governo federal sobre a implanta\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Segundo ela, os c\u00e1lculos do governo n\u00e3o indicam esses aumentos de pre\u00e7o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 O governo utilizou uma amostra mais ampla, considerando todos os tipos de im\u00f3veis, e n\u00e3o uma amostra restrita, como foram feitos pelos c\u00e1lculos do setor, que s\u00e3o c\u00e1lculos bem elaborados, mas que n\u00e3o refletem a amostra nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Izalci disse que o governo n\u00e3o exibiu esses c\u00e1lculos e pediu que as respectivas planilhas fossem enviadas para a <a href=\"https:\/\/legis.senado.leg.br\/atividade\/comissoes\/comissao\/38\/\">Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE)<\/a>&nbsp;o mais rapidamente poss\u00edvel. O senador afirmou que at\u00e9 o governo j\u00e1 reconheceu que os pre\u00e7os no setor v\u00e3o aumentar com os novos tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164914\">PLP 68\/2024<\/a>&nbsp;est\u00e1 sendo analisado na <a href=\"https:\/\/legis.senado.leg.br\/atividade\/comissoes\/comissao\/34\/\">Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o, Justi\u00e7a e Cidadania (CCJ)<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/08\/27\/reforma-tributaria-vai-encarecer-construcao-civil-e-imoveis-dizem-especialistas\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/08\/27\/reforma-tributaria-vai-encarecer-construcao-civil-e-imoveis-dizem-especialistas<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 correto dizer que a Justi\u00e7a Federal decide mais a favor do Estado, afirma Igor Mauler<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/08\/2024&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 correto dizer que a&nbsp;Justi\u00e7a Federal decide mais em prol do Estado do que do cidad\u00e3o. E essa parcialidade fica evidente quando o pr\u00f3prio Judici\u00e1rio se diz superavit\u00e1rio, o que \u00e9 irracional, uma vez que esse n\u00e3o \u00e9 um crit\u00e9rio adequado para avaliar a qualidade da presta\u00e7\u00e3o jurisdicional.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do advogado tributarista&nbsp;Igor Mauler Santiago, s\u00f3cio-fundador da banca Mauler Advogados. Ele tratou do assunto em entrevista \u00e0 s\u00e9rie Grandes Temas, Grandes Nomes do Direito. Nela, a revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico&nbsp;conversa com alguns dos nomes mais importantes do Direito sobre os assuntos mais relevantes da atualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNaturalmente que h\u00e1 ju\u00edzes e ju\u00edzes, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer generaliza\u00e7\u00f5es exageradas. Mas, em uma perspectiva mais ampla, talvez essa percep\u00e7\u00e3o, infelizmente, se confirme. Basta dizer que, recentemente, a Justi\u00e7a Federal apresentou-se para o Brasil como uma Justi\u00e7a superavit\u00e1ria, que arrecada mais do que custa aos cofres p\u00fablicos. Ora, quanto uma Justi\u00e7a arrecada n\u00e3o \u00e9 crit\u00e9rio de mensura\u00e7\u00e3o da qualidade ou do servi\u00e7o que presta para o pa\u00eds.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA qualidade, a utilidade do servi\u00e7o \u00e9 julgar bem. Se julgar bem for julgar a favor do contribuinte e, portanto, n\u00e3o gerar arrecada\u00e7\u00e3o alguma, isso n\u00e3o desmereceria de maneira alguma a Justi\u00e7a Federal. Acho at\u00e9 que essa \u00e9 uma estat\u00edstica que deveria envergonhar quem se utilizou dela, porque n\u00e3o \u00e9 um crit\u00e9rio adequado\u201d, continuou o tributarista.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMas, evidentemente, h\u00e1 as idiossincrasias, as vis\u00f5es individuais de cada juiz. Ent\u00e3o, repito, ainda que se possa chegar a essa conclus\u00e3o ao se olhar para um grande quadro, naturalmente que isso n\u00e3o reduz o papel e a exist\u00eancia daqueles ju\u00edzes no \u00e2mbito da Justi\u00e7a Federal que se mant\u00eam imparciais, e que s\u00e3o muitos. Ali\u00e1s, todos s\u00e3o muitos s\u00e9rios, porque n\u00e3o estamos falando aqui de seriedade pessoal, mas, sim, de um certo vi\u00e9s interpretativo que prevalece, mas que comporta muitas e not\u00e1veis exce\u00e7\u00f5es.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Tributaristas no Supremo<\/p>\n\n\n\n<p>Presidente do Instituto Brasileiro de Direito e Processo Tribut\u00e1rio (IDPT) e secret\u00e1rio da Comiss\u00e3o Especial de Direito Tribut\u00e1rio do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Mauler afirmou que a advocacia que atua no Supremo Tribunal Federal em casos tribut\u00e1rios, uma tend\u00eancia recente, precisa se ater n\u00e3o apenas \u00e0 t\u00e9cnica jur\u00eddica, mas tamb\u00e9m a quest\u00f5es socioecon\u00f4micas, que s\u00e3o caras \u00e0 corte em seus julgamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstamos em um momento em que, embora a t\u00e9cnica jur\u00eddica seja importante, naturalmente sempre foi, ela n\u00e3o \u00e9 mais o suficiente na an\u00e1lise dos casos tribut\u00e1rios\u201d, comentou o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cBasta pensar que, no \u00e2mbito do recurso extraordin\u00e1rio, s\u00f3 sobem para o STF aqueles que t\u00eam repercuss\u00e3o geral, ou seja, que t\u00eam uma transcend\u00eancia jur\u00eddica, econ\u00f4mica, pol\u00edtica ou social. Ent\u00e3o, al\u00e9m da t\u00e9cnica jur\u00eddica, da dogm\u00e1tica, da an\u00e1lise do Direito em si, hoje o Supremo olha muito para a contextualiza\u00e7\u00e3o do tema nos seus impactos sociais, econ\u00f4micos, quanto algo vai custar para a Uni\u00e3o e o Estado, que benef\u00edcio, em contrapartida, a n\u00e3o arrecada\u00e7\u00e3o de algum tributo vai trazer para a sociedade, se algo \u00e9 favor\u00e1vel a objetivos ambientais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse tipo de argumenta\u00e7\u00e3o, que vai um pouco al\u00e9m do Direito, \u00e9 hoje moeda corrente no STF, com certeza no \u00e2mbito tribut\u00e1rio, mas tamb\u00e9m de maneira transversal, em praticamente todas as mat\u00e9rias. \u00c9 o momento que a gente vive. Essa \u00e9 a l\u00edngua que precisamos falar para sermos relevantes nas discuss\u00f5es tribut\u00e1rias no STF.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-27\/e-correto-dizer-que-a-justica-federal-decide-mais-a-favor-do-estado-diz-igor-mauler\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-27\/e-correto-dizer-que-a-justica-federal-decide-mais-a-favor-do-estado-diz-igor-mauler\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal abre Consulta P\u00fablica sobre Instru\u00e7\u00f5es Normativas em Mat\u00e9ria de Pre\u00e7os de Transfer\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil disponibilizou a partir de hoje (29\/08\/2024) a minuta das Instru\u00e7\u00f5es Normativas que ir\u00e3o regulamentar as transa\u00e7\u00f5es com servi\u00e7os intragrupo e o Acordo de Precifica\u00e7\u00e3o Antecipada Unilateral, celebrado no \u00e2mbito do Processo de Consulta Espec\u00edfico em Mat\u00e9ria de Pre\u00e7os de Transfer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>As regras de pre\u00e7os de transfer\u00eancia s\u00e3o utilizadas para fins fiscais para alocar lucros ou perdas entre as v\u00e1rias entidades de um grupo empresarial multinacional. A Lei n\u00ba 14.596, de 14 de junho de 2023, alinhou as regras brasileiras ao padr\u00e3o internacional, incorporando expressamente o princ\u00edpio arm\u2019s length no ordenamento jur\u00eddico brasileiro, sendo obrigat\u00f3ria a sua observ\u00e2ncia a partir de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Referido princ\u00edpio aplica-se inclusive para determina\u00e7\u00e3o dos termos e condi\u00e7\u00f5es das transa\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os intragrupo. A Lei n\u00ba 14.596, de 2023, traz, em seu art. 23, dispositivo espec\u00edfico que deve ser observado na aplica\u00e7\u00e3o da nova legisla\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os de transfer\u00eancia para as transa\u00e7\u00f5es com servi\u00e7os. A minuta de IN apresentada na consulta p\u00fablica visa fornecer maior detalhamento a respeito da aplica\u00e7\u00e3o deste dispositivo e outros contidos na legisla\u00e7\u00e3o para estas transa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Visando instituir um instrumento que oferecesse previsibilidade e seguran\u00e7a jur\u00eddica para o contribuinte, a Lei n\u00ba 14.596, de 2023, possibilitou a institui\u00e7\u00e3o do APA, que \u00e9 um processo que determina, antes das transa\u00e7\u00f5es controladas ocorrerem, a metodologia (por exemplo, m\u00e9todo, compar\u00e1veis e ajustes adequados, premissas cr\u00edticas sobre eventos futuros) para a determina\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o de transfer\u00eancia para essas transa\u00e7\u00f5es por um per\u00edodo fixo de tempo. A regulamenta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 editada pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil na forma de Instru\u00e7\u00e3o Normativa e ter\u00e1 vig\u00eancia a partir de 1\u00ba de janeiro de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Os participantes da consulta p\u00fablica tamb\u00e9m poder\u00e3o fornecer coment\u00e1rios e sugest\u00f5es a respeito dos dispositivos j\u00e1 contidos na Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.161, de 28 de setembro de 2023, assim como relatar eventuais dificuldades ou d\u00favidas na aplica\u00e7\u00e3o da norma e efetuar sugest\u00f5es de pontos que poderiam ser esclarecidos por meio de exemplos.<\/p>\n\n\n\n<p>Objeto da Consulta P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p>Instru\u00e7\u00f5es Normativas RFB que disciplinar\u00e3o as transa\u00e7\u00f5es com servi\u00e7os intragrupo e o processo de consulta espec\u00edfico em mat\u00e9ria de pre\u00e7os de transfer\u00eancia (APA).<\/p>\n\n\n\n<p>Escopo da Consulta P\u00fablica<\/p>\n\n\n\n<p>Dispositivos que versam sobre:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Transa\u00e7\u00f5es com servi\u00e7os intragrupo;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Processo de Consulta Espec\u00edfico; e<\/p>\n\n\n\n<p>&#8211; Outros dispositivos contidos na IN 2161, de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>A quem se destina<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas, academia e demais partes interessadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Dura\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>De 29.08.2024 a 30.09.2024<\/p>\n\n\n\n<p>Auditores-Fiscais Encarregados<\/p>\n\n\n\n<p>Claudia Lucia Pimentel Martins da Silva e Daniel Teixeira Prates<\/p>\n\n\n\n<p>Como responder<\/p>\n\n\n\n<p>As submiss\u00f5es devem ser enviadas para cotin.df.cosit@rfb.gov.br, preferivelmente em arquivo pdf.<\/p>\n\n\n\n<p>Os participantes dever\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>(i) indicar expressamente se concordam ou n\u00e3o com a publica\u00e7\u00e3o do conte\u00fado de sua submiss\u00e3o; e<\/p>\n\n\n\n<p>(ii) requisitar que a sua identifica\u00e7\u00e3o ou dados pessoais sejam removidos em caso de publica\u00e7\u00e3o, se desejado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/agosto\/receita-federal-abre-consulta-publica-sobre-instrucoes-normativas-rfb\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/agosto\/receita-federal-abre-consulta-publica-sobre-instrucoes-normativas-rfb<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bernard Appy analisa o impacto das novas regras tribut\u00e1rias no setor da sa\u00fade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A migra\u00e7\u00e3o para as novas regras tribut\u00e1rias ter\u00e1 impacto positivo sobre o setor da sa\u00fade por diferentes raz\u00f5es, destacou o secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da Reforma Tribut\u00e1ria, Bernard Appy, nesta quarta-feira (28\/8), durante sua participa\u00e7\u00e3o em f\u00f3rum de debates promovido pela Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade (Opas), em Bras\u00edlia. Segundo ele, o setor ser\u00e1 beneficiado, sobretudo, pelo crescimento da economia brasileira como um todo, mas tamb\u00e9m por meio dos tratamentos especiais de tributa\u00e7\u00e3o previstos para medicamentos e equipamentos m\u00e9dicos, pelo crit\u00e9rio da saudabilidade adotado para inclus\u00e3o de alimentos na cesta b\u00e1sica ou na categoria de al\u00edquota reduzida e pelo est\u00edmulo ao consumo de produtos saud\u00e1veis como consequ\u00eancia do Imposto Seletivo (IS).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O efeito positivo da Reforma Tribut\u00e1ria do consumo sobre o crescimento da economia \u00e9 o principal benef\u00edcio para o setor da sa\u00fade, principalmente para a sa\u00fade p\u00fablica, ressaltou Appy no evento do qual tamb\u00e9m participaram os deputados federais Mauro Benevides Filho (PDT-CE) e Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR).<\/p>\n\n\n\n<p>Appy apontou como fatores decisivos para o crescimento da economia do pa\u00eds, a partir da reforma, os seguintes pontos: a simplifica\u00e7\u00e3o como fator de redu\u00e7\u00e3o do custo do pagamento de tributos e do contencioso tribut\u00e1rio \u2013&nbsp;e que, portanto, libera recursos para investimentos em todas as \u00e1reas; a n\u00e3o cumulatividade plena, que desonera investimentos e exporta\u00e7\u00f5es, trazendo aumento de competitividade para a ind\u00fastria nacional; e a corre\u00e7\u00e3o na forma de organiza\u00e7\u00e3o da economia, com o fim das distor\u00e7\u00f5es nos m\u00e9todos de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA disponibilidade de recursos para pol\u00edticas p\u00fablicas, em geral, e para a sa\u00fade, em particular, vai se elevar em 10 a 20 pontos percentuais por conta do efeito da Reforma Tribut\u00e1ria\u201d, voltou a afirmar Appy, mencionando proje\u00e7\u00f5es utilizadas pelo Minist\u00e9rio da Fazenda. \u201c\u00c9 um efeito positivo para o financiamento da sa\u00fade\u201d, assinalou.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Medicamentos e equipamentos m\u00e9dicos<\/p>\n\n\n\n<p>Em sentido mais espec\u00edfico, Appy citou o tratamento dado aos medicamentos e aos equipamentos m\u00e9dicos \u2013 que t\u00eam al\u00edquota zero ou al\u00edquota reduzida \u2013 no Projeto de Lei Complementar (PLP) 68\/2024. Tramitando neste momento no Senado Federal, o PLP 68\/2024 regulamenta a reforma e, em sua vers\u00e3o aprovada na C\u00e2mara dos Deputados, definiu que todos os medicamentos ter\u00e3o al\u00edquota reduzida e alguns medicamentos ter\u00e3o al\u00edquota zero para todos os consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTodos os medicamentos e equipamentos que est\u00e3o com a al\u00edquota reduzida ter\u00e3o al\u00edquota zero nas aquisi\u00e7\u00f5es feitas pelo poder p\u00fablico\u201d, acrescentou Appy. \u201cNa pr\u00e1tica, est\u00e1 se reduzindo o custo de aquisi\u00e7\u00e3o, com a n\u00e3o cumulatividade plena. Ou seja, o fornecedor do medicamento e do equipamento m\u00e9dico ir\u00e1 recuperar 100% do imposto, e isso ter\u00e1 um efeito de reduzir o custo\u201d. De acordo com o secret\u00e1rio, essa redu\u00e7\u00e3o de custo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o atual \u201cpotencializa o or\u00e7amento do setor de sa\u00fade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Crit\u00e9rio para os alimentos<\/p>\n\n\n\n<p>Uma terceira raz\u00e3o abordada por Appy que explica o impacto positivo da Reforma Tribut\u00e1ria sobre o setor da sa\u00fade s\u00e3o os crit\u00e9rios utilizados para a distribui\u00e7\u00e3o dos alimentos na cesta b\u00e1sica e na categoria de al\u00edquota reduzida. A op\u00e7\u00e3o feita no PLP 68\/2024 foi a inclus\u00e3o, na cesta b\u00e1sica ou na categoria de al\u00edquota reduzida (40% da al\u00edquota padr\u00e3o), de todos os produtos que est\u00e3o hoje na cesta isenta do PIS\/Cofins e de todos os produtos que s\u00e3o&nbsp;<em>in natura<\/em>&nbsp;e minimamente processados. O crit\u00e9rio social, privilegiando aquilo que \u00e9 predominantemente consumido por fam\u00edlias de baixa renda, e da saudabilidade dos alimentos constitu\u00edram a base das escolhas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa mesma frente, o IS incidir\u00e1 sobre produtos nocivos \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente, entre os quais cigarro, bebidas alco\u00f3licas e refrigerantes. Os alimentos ultraprocessados ficaram de fora do IS, por decis\u00e3o da C\u00e2mara dos Deputados, mas \u2013 ressalvou Appy \u2013 \u201cquase todos eles est\u00e3o na al\u00edquota cheia, ou seja, n\u00e3o est\u00e3o na al\u00edquota zero nem na al\u00edquota reduzida, o que, na pr\u00e1tica, j\u00e1 significa uma diferencia\u00e7\u00e3o\u201d. Entre a al\u00edquota reduzida e a al\u00edquota cheia h\u00e1 mais de 16 pontos percentuais de diferen\u00e7a na tributa\u00e7\u00e3o, dist\u00e2ncia que aumenta ainda mais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 al\u00edquota zero.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/agosto\/bernard-appy-analisa-o-impacto-das-novas-regras-tributarias-no-setor-da-saude\">https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/agosto\/bernard-appy-analisa-o-impacto-das-novas-regras-tributarias-no-setor-da-saude<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto mant\u00e9m no Simples empresa em \u00e1rea de desastre ambiental<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/08\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei Complementar 76\/24 garante a manuten\u00e7\u00e3o no Simples Nacional \u2013 regime simplificado e especial de tributa\u00e7\u00e3o \u2013 de micro e pequenas empresas que atuam em \u00e1reas afetadas por desastres ambientais ou eventos clim\u00e1ticos extremos. O benef\u00edcio vale tamb\u00e9m para microempreendedores individuais (MEI). Para isso, o Executivo federal dever\u00e1 reconhecer o estado de calamidade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela proposta, essas empresas ter\u00e3o prefer\u00eancia no Pronampe e no Procred 360, programas de cr\u00e9dito para micro e pequenas empresas do governo.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas exclu\u00eddas em 2024 do Simples tamb\u00e9m poder\u00e3o voltar ao programa em 2025, com efeito retroativo para 2024, desde que n\u00e3o fa\u00e7am nenhuma atividade vedada.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o deputado Heitor Schuch (PSB-RS), autor da proposta, muitas empresas que fazem parte do Simples s\u00e3o duramente afetadas quando expostas a desastres naturais. \u201cRetirar essas empresas do Simples em raz\u00e3o de sua atual situa\u00e7\u00e3o de inadimpl\u00eancia representaria uma medida extremamente prejudicial, agravando sua condi\u00e7\u00e3o financeira e comprometendo sua viabilidade econ\u00f4mica futura\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>A proposta ser\u00e1 analisada pelas comiss\u00f5es de Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os; de Integra\u00e7\u00e3o Nacional e Desenvolvimento Regional; de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania. Caso aprovada, segue para o Plen\u00e1rio. Para virar lei, a proposta tamb\u00e9m precisa ser analisada pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1061735-projeto-mantem-no-simples-empresa-em-area-de-desastre-ambiental#:~:text=O%20Projeto%20de%20Lei%20Complementar,ambientais%20ou%20eventos%20clim%C3%A1ticos%20extremos.\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1061735-projeto-mantem-no-simples-empresa-em-area-de-desastre-ambiental#:~:text=O%20Projeto%20de%20Lei%20Complementar,ambientais%20ou%20eventos%20clim%C3%A1ticos%20extremos.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria pode levar a aumento de pre\u00e7o da internet, alerta setor de TI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Os planos de internet podem subir at\u00e9 20 reais com a aprova\u00e7\u00e3o do texto do primeiro projeto de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria. A estimativa foi feita por representantes de empresas do setor de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o (TI) nesta quarta-feira (28) durante audi\u00eancia p\u00fablica na Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE). Para evitar um aumento para o consumidor final, o setor de TI reivindica a inclus\u00e3o do segmento na lista de regimes tribut\u00e1rios diferenciados.<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tribut\u00e1ria foi promulgada em dezembro de 2023, como <a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:emenda.constitucional:2023-12-20;132\">Emenda Constitucional 132<\/a>, e agora a primeira regulamenta\u00e7\u00e3o est\u00e1 em discuss\u00e3o no Senado (<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164914\">PLP 68\/2024<\/a>). De acordo com estudo do Minist\u00e9rio da Fazenda, com as mudan\u00e7as promovidas pela C\u00e2mara dos Deputados, a al\u00edquota de refer\u00eancia do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) pode chegar a 27,9%. V\u00e1rios setores, por\u00e9m, ter\u00e3o descontos de 60% na al\u00edquota referencial, isen\u00e7\u00e3o total ou aproveitamento de cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 A reforma vai ter um aumento de pre\u00e7os para o consumidor final. Por qu\u00ea? Porque, de fato, vai ter um aumento da carga tribut\u00e1ria para o setor. O impacto para o nosso setor hoje est\u00e1 em torno de 15% a 18%, [seria o] aumento de custos simplesmente para pagar os impostos da reforma. Ent\u00e3o, se atualmente n\u00f3s temos um acesso \u00e0 banda larga que chega a R$100, vai chegar a R$118, a R$120 s\u00f3 para compensar a quest\u00e3o tribut\u00e1ria \u2014 estimou o&nbsp; presidente do Conselho da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Internet (Abranet), Eduardo Parajo.<\/p>\n\n\n\n<p>Aproveitamento de cr\u00e9ditos<\/p>\n\n\n\n<p>A atual reforma tribut\u00e1ria \u00e9 centrada no aproveitamento de cr\u00e9ditos ao longo da cadeia produtiva. O objetivo \u00e9 evitar a cobran\u00e7a de impostos em cascata, como acontece hoje. Mas para setores como TI, que tem grande parte do seu custo em m\u00e3o de obra, o benef\u00edcio \u00e9 restrito, de acordo com os participantes da audi\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 O com\u00e9rcio poder\u00e1 se creditar de tudo que vende, a ind\u00fastria poder\u00e1 se creditar de tudo que transforma, a constru\u00e7\u00e3o pode creditar de todo material que usa, mas o setor de TI n\u00e3o pode se creditar de m\u00e3o de obra, que \u00e9 o nosso principal insumo \u2014 apontou S\u00e9rgio Sgobbi, da Associa\u00e7\u00e3o das Empresas de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (Brasscom).<\/p>\n\n\n\n<p>Representantes de empresas de software, tecnologia da informa\u00e7\u00e3o e provimento de internet afirmaram ser favor\u00e1veis \u00e0 reforma, mas com a aprova\u00e7\u00e3o de emendas como a de n\u00famero 878, apresentada pelo senador Izalci Lucas (PL-DF), que reconhece a concess\u00e3o do cr\u00e9dito presumido sobre o custo com o trabalhador contratado. M\u00e1rcio Gon\u00e7alves, da Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas de Inform\u00e1tica (Fenainfo), defendeu a mudan\u00e7a no texto:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Novamente eu venho a apoiar a Emenda 878, do senador Izalci, para fazer uma inclus\u00e3o num par\u00e1grafo em que o contribuinte de IBS e CBS sujeito ao regime regular poder\u00e1 apropriar de cr\u00e9ditos presumidos dos referidos tributos sobre as despesas quanto \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o de pessoal. N\u00f3s estamos, neste momento, assim: maior carga tribut\u00e1ria, maior pre\u00e7o ao consumidor, menos postos de trabalho \u2014 afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Benef\u00edcios<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o auditor fiscal da Receita Federal Marcos Flores fez uma alerta: incluir novos setores na lista de beneficiados com al\u00edquotas reduzidas pode impactar negativamente na reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 N\u00e3o adianta aumentar os 23 anexos que o PLP j\u00e1 tem, as 80 p\u00e1ginas de regime especial diferenciado, de apura\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Vai ficar mais complicado. Quando a gente d\u00e1 diferencia\u00e7\u00f5es amplas \u2014 essa para esse setor, essa para esse segmento, essa para essa situa\u00e7\u00e3o \u2014 \u00e9 pior; a gente perde o alvo, perde o foco, espalha benef\u00edcios para todo mundo e volta para aquele manic\u00f4mio \u2014 afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O empres\u00e1rio Miguel Abuhab, fundador da empresa de software Datasul, argumentou que a reforma vai beneficiar a todos por reduzir a complexidade da tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 N\u00f3s temos uma pizza brotinho, temos que dividi-la em muitos peda\u00e7os e que, se eu ficar com um peda\u00e7o maior, algu\u00e9m vai perder do outro lado. Essa \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o que eu tenho. A reforma tribut\u00e1ria nos oferece uma pizza muito maior, s\u00e3o muitos os benef\u00edcios que vai trazer para o nosso pa\u00eds, para a nossa economia, para podermos todos ganhar \u2014 disse.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;audi\u00eancia p\u00fablica&nbsp;foi presidida pelo senador Izalci, que coordena o grupo de trabalho da CAE que analisa os impactos do primeiro projeto de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/08\/28\/reforma-tributaria-pode-levar-a-aumento-de-preco-da-internet-alerta-setor-de-ti\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/08\/28\/reforma-tributaria-pode-levar-a-aumento-de-preco-da-internet-alerta-setor-de-ti<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Teses sobre base de c\u00e1lculo de tributos no STF podem custar R$ 118,9 bilh\u00f5es \u00e0 Uni\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Quatro discuss\u00f5es sobre exclus\u00e3o de tributos do c\u00e1lculo de outros impostos a serem definidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) podem trazer um impacto fiscal de R$ 118,9 bilh\u00f5es para a Uni\u00e3o. A estimativa \u00e9 da Receita Federal e consta no Projeto de Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (PLDO) de 2025. Uma delas, que trata da retirada do ISS da base do PIS e da Cofins, est\u00e1 pautada para hoje e pode comprometer a arrecada\u00e7\u00e3o em R$ 35,4 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>As quatro controv\u00e9rsias est\u00e3o em repercuss\u00e3o geral, ou seja, a decis\u00e3o impactar\u00e1 todas as a\u00e7\u00f5es semelhantes do Judici\u00e1rio. No caso do ISS, os contribuintes est\u00e3o confiantes pela similaridade com a \u201ctese do s\u00e9culo\u201d &#8211; a exclus\u00e3o do ICMS do c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. Por\u00e9m, o placar nas chamadas \u201cteses filhotes\u201d, julgadas no STF e Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), \u00e9 desfavor\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Levantamento feito pelos escrit\u00f3rios Machado Associados e BVZ Advogados, a pedido do Valor, mostra que os contribuintes foram derrotados em quatro teses sobre tributos na base de tributos e venceram tr\u00eas nas Cortes superiores. Outros seis temas ainda ser\u00e3o julgados.<\/p>\n\n\n\n<p>A principal vit\u00f3ria veio com a tese do s\u00e9culo, em 2017. Os ministros definiram o conceito constitucional de faturamento e decidiram que o tributo estadual n\u00e3o deve ser inserido no c\u00e1lculo para a cobran\u00e7a das contribui\u00e7\u00f5es sociais por n\u00e3o configurar receita da empresa. Para a maioria, os valores do ICMS s\u00e3o meramente transit\u00f3rios no caixa das companhias e t\u00eam como destino os cofres p\u00fablicos (Tema 69).<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas tentam emplacar esse argumento na discuss\u00e3o do ISS, que \u00e9 basicamente a mesma, mas trata do imposto municipal. O processo come\u00e7ou a ser julgado no Plen\u00e1rio Virtual em 2021, mas recome\u00e7ar\u00e1 do zero por um pedido de destaque do ministro Luiz Fux. Os votos dos ministros aposentados ser\u00e3o preservados, o que faz o placar oficial iniciar em tr\u00eas votos a zero contra a Uni\u00e3o. Os demais integrantes podem mudar de entendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>No Plen\u00e1rio Virtual, o placar estava empatado em quatro a quatro. Uma primeira linha adotada pelo relator, o ministro aposentado Celso de Mello, foi a favor dos contribuintes. Ele foi acompanhado pelas ministras C\u00e1rmen L\u00facia, Rosa Weber e pelo ministro Ricardo Lewandowski. J\u00e1 outra corrente, inaugurada por Dias Toffoli, foi a favor da Fazenda Nacional. Seguiram o voto dele os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Lu\u00eds Roberto Barroso.<\/p>\n\n\n\n<p>Faltavam apenas os votos de tr\u00eas ministros: Gilmar Mendes, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a e Luiz Fux. Como Fux votou com os contribuintes e Mendes com a Uni\u00e3o na tese do s\u00e9culo, em 2017, a decis\u00e3o estaria, segundo tributaristas, nas m\u00e3os de Mendon\u00e7a. Nunes Marques, embora n\u00e3o vote no julgamento de m\u00e9rito porque sucedeu o antigo relator, assume a relatoria de eventuais embargos de declara\u00e7\u00e3o (Tema 118).<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) diz que \u201ctem trabalhado nessa tem\u00e1tica, de forma muito s\u00e9ria\u201d e \u201centende que o substancioso voto do ministro Toffoli tratou adequadamente a quest\u00e3o, fazendo uma correta distin\u00e7\u00e3o entre os Temas 118 e 69\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Marcelo Montalv\u00e3o, s\u00f3cio do Ayres Britto Advocacia, que representa a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Servi\u00e7os (CNS) na a\u00e7\u00e3o do ISS no STF, o racioc\u00ednio entre as teses \u00e9 a mesma. \u201cEsse caso, inclusive, ficou sobrestado por algum tempo, porque o ministro relator, Celso de Mello, havia indicado a conex\u00e3o entre eles\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTudo passa pelo conceito de receita ou faturamento, que ficou definido como ingresso de riqueza na pessoa jur\u00eddica que se incorpora ao seu patrim\u00f4nio. O ISS, assim como o ICMS, n\u00e3o passa por essa categoria de riqueza porque s\u00e3o valores transit\u00f3rios\u201d, diz ele, acrescentando ser preciso garantir \u201cseguran\u00e7a jur\u00eddica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m desse caso, a tese que pode trazer o maior impacto para os cofres p\u00fablicos \u00e9 a da exclus\u00e3o do PIS e da Cofins da sua pr\u00f3pria base de c\u00e1lculo. Um resultado negativo pode custar R$ 65,7 bilh\u00f5es para a Fazenda. O argumento dos contribuintes \u00e9 similar, buscando n\u00e3o enquadrar os tributos no conceito de faturamento. Ainda n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de ele ser inclu\u00eddo em pauta (Tema 1067).<\/p>\n\n\n\n<p>Outro tema de relev\u00e2ncia \u00e9 a exclus\u00e3o do PIS e da Cofins dos cr\u00e9ditos presumidos do ICMS, tipo de benef\u00edcio fiscal concedido pelos Estados. Ele pode custar R$ 16,5 bilh\u00f5es \u00e0 Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) j\u00e1 decidiu tema semelhante, em abril de 2023: a exclus\u00e3o do IRPJ e da CSLL dos benef\u00edcios, de forma desfavor\u00e1vel aos contribuintes. A Lei n\u00ba 14.973\/2023, por\u00e9m, mudou a forma de tributa\u00e7\u00e3o das subven\u00e7\u00f5es para investimento, o que fez a decis\u00e3o dos ministros ter efeito at\u00e9 o fim do ano passado. Ju\u00edzes e desembargadores, contudo, t\u00eam afastado a efic\u00e1cia da nova lei (Tema 1182).<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o STJ julgou esse tema, inclusive, uma liminar do ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, relator da a\u00e7\u00e3o do PIS e da Cofins no Supremo, interrompeu a sess\u00e3o e quase suspendeu o julgamento. Ao conceder a cautelar, Mendon\u00e7a mencionou a \u201cintr\u00ednseca rela\u00e7\u00e3o\u201d entre os casos, o que justificava a suspens\u00e3o ou inefic\u00e1cia do julgamento no STJ, pois eventual decis\u00e3o na Corte poderia ficar em \u201cdisson\u00e2ncia\u201d com o que o Supremo decidisse.<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de uma semana depois, Mendon\u00e7a reconsiderou a liminar pelo \u201cmontante pecuni\u00e1rio discutido\u201d. O processo foi destacado e n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de inclus\u00e3o na pauta (Tema 843).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a outra discuss\u00e3o \u00e9 relativa \u00e0 exclus\u00e3o do PIS e da Cofins da base de c\u00e1lculo da Contribui\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria sobre a Receita Bruta (CPRB), com impacto de R$ 1,3 bilh\u00e3o. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de julgamento (Tema 1186). Tanto o STF quanto o STJ julgaram casos similares, mas envolvendo o ICMS na base da CPRB. O desfecho foi desfavor\u00e1vel \u00e0s empresas (Temas 1048 e 994).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEmbora a CPRB incida sobre a receita, prevaleceu o entendimento que n\u00e3o poderia ser aplicado o mesmo racional do Tema 69 [tese do s\u00e9culo] por aus\u00eancia de previs\u00e3o legal\u201d, afirma o tributarista Renato Silveira, s\u00f3cio do Machado Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, as discuss\u00f5es t\u00eam muito em comum o conceito constitucional de faturamento, que \u00e9 a base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins. \u201cS\u00e3o discuss\u00f5es que acabam tendo alguma rela\u00e7\u00e3o com a tese do s\u00e9culo, porque foram desenvolvidas a partir de premissas fixadas no Tema 69, mas n\u00e3o necessariamente ter\u00e3o o mesmo desfecho porque s\u00e3o mat\u00e9rias absolutamente controvertidas\u201d, diz. \u201cO Supremo foi criando alguns distinguish\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>As estimativas de impacto da Receita s\u00e3o contestados pelos contribuintes. Pelo pr\u00f3prio anexo de riscos fiscais, as previs\u00f5es, na maioria das vezes, consideram a perda total de arrecada\u00e7\u00e3o para aquele ano e cinco anos retroativos, per\u00edodo no qual eventuais beneficiados podem pleitear na Justi\u00e7a o reembolso dos tributos pagos a maior. Os n\u00fameros, diz o documento, representam \u201co m\u00e1ximo de impacto ao er\u00e1rio, que pode n\u00e3o se concretizar em sua totalidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo da Tend\u00eancias Consultoria, por exemplo, previu impacto de R$ 2,8 bilh\u00f5es para a tese do ISS. Segundo Jo\u00e3o Leme, consultor em finan\u00e7as p\u00fablicas da consultoria, as estimativas fiscais s\u00f3 s\u00e3o concretizadas quando h\u00e1 o tr\u00e2nsito em julgado das a\u00e7\u00f5es (quando n\u00e3o cabe mais recurso). Eventual modula\u00e7\u00e3o, que limita o efeito do julgamento para o futuro, tamb\u00e9m pode reduzir esse rombo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio dos riscos macroecon\u00f4micos, as a\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias s\u00e3o riscos fiscais que o governo n\u00e3o tem tanta ger\u00eancia. \u201cPara riscos espec\u00edficos, acaba n\u00e3o dependendo da atua\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com ele, a Portaria n\u00ba 68, de 2022, da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU), \u00e9 usada como par\u00e2metro para medir os impactos, estimados pela Receita. \u201cSe considera o n\u00famero total de contribuintes e se faz uma estimativa de devolu\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos cinco anos. Ent\u00e3o, sempre coloca na pior das hip\u00f3teses\u201d, afirma. Essa estimativa para cima, acrescenta, pode ser usada como argumenta\u00e7\u00e3o para com os ministros, \u201co que gera press\u00e3o no \u00f3rg\u00e3o julgador\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Frederico Bastos do BVZ Advogados, o entendimento que prevalecer no caso do ISS provavelmente ir\u00e1 influenciar o julgamento dos demais temas ainda pendentes, tendo em vista a similaridade das discuss\u00f5es. \u201cH\u00e1, ainda, grande expectativa dos contribuintes se haver\u00e1 modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da decis\u00e3o e quais crit\u00e9rios que ser\u00e3o adotados no julgamento, tendo em vista o alto impacto tanto para os contribuintes como para os cofres p\u00fablicos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Receita Federal n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/28\/teses-sobre-base-de-calculo-de-tributos-no-stf-podem-custar-r-1189-bilhoes-a-uniao.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/28\/teses-sobre-base-de-calculo-de-tributos-no-stf-podem-custar-r-1189-bilhoes-a-uniao.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Banco Mundial sugere imposto extra sobre combust\u00edveis para compensar impacto no ambiente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/08\/2024&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A cobran\u00e7a de um imposto, al\u00e9m do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), de R$ 0,91 e R$ 2,26 sobre o litro de gasolina e diesel, respectivamente, compensaria os efeitos negativos que o consumo desses itens possui sobre meio ambiente e sa\u00fade p\u00fablica. As estimativas s\u00e3o de estudo do Banco Mundial, antecipado ao Valor, a respeito dos impactos que a reforma tribut\u00e1ria do consumo poder\u00e1 ter sobre combust\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Os autores reconhecem que a cobran\u00e7a do imposto adicional afetaria negativamente a renda das fam\u00edlias mais pobres. Mas sugerem mecanismos para compensar esses impactos, como a devolu\u00e7\u00e3o direcionada de recursos para esse grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs combust\u00edveis t\u00eam impactos negativos bastante claros e provados para o meio ambiente, a sa\u00fade etc.\u201d, diz Cornelius Fleischhaker, economista-s\u00eanior do Banco Mundial para o Brasil e um dos autores do estudo, ao lado de Daniel Navia e Heron Rios. Os autores escrevem que a \u201ctributa\u00e7\u00e3o insuficiente dos combust\u00edveis\u201d leva a um \u201cconsumo excessivo\u201d que amplifica \u201cas externalidades negativas\u201d, como s\u00e3o classificados tecnicamente os impactos negativos.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo do Banco Mundial \u00e9 baseado em uma estimativa de que o custo social do carbono, um conceito que busca medir impactos ambientais, econ\u00f4micos e sociais negativos da emiss\u00e3o do g\u00e1s, \u00e9 de US$ 60 por tonelada de di\u00f3xido de carbono. A partir da\u00ed, o \u00f3rg\u00e3o projeta que um imposto de R$ 0,91 cobrado sobre o litro de gasolina forneceria \u201cincentivos\u201d suficientes \u201caos condutores para alterarem o seu comportamento de uma forma que melhore o bem-estar social\u201d. No caso do diesel e do etanol, esse imposto seria respectivamente de R$ 2,26 e R$ 0,22.<\/p>\n\n\n\n<p>Em tramita\u00e7\u00e3o no Senado, a reforma tribut\u00e1ria do consumo estabelece al\u00edquota fixa em centavos ou reais (\u201cad rem\u201d) do IVA sobre combust\u00edveis, de acordo com tipo e quantidade do produto. O texto permite que biocombust\u00edveis e hidrog\u00eanio verde, menos poluentes, tenham \u201cdiferencial competitivo\u201d por meio de uma al\u00edquota menor. Mas o projeto n\u00e3o inclui os combust\u00edveis entre os setores sobre os quais incidir\u00e1 o Imposto Seletivo, cujo objetivo \u00e9 justamente \u201ccoibir comportamentos prejudiciais \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente\u201d, na defini\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho do Banco Mundial leva em conta a incid\u00eancia da al\u00edquota de refer\u00eancia, estabelecida pela pasta, de 26,5% do IVA sobre combust\u00edveis. Considerando tanto o IVA quanto o imposto que busca diminuir os impactos negativos, o \u00f3rg\u00e3o calcula que a carga tribut\u00e1ria total sobre o litro de combust\u00edvel seria de: R$ 2,16 para a gasolina, R$ 4,06 para o diesel e R$ 1,07 para o etanol, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Banco Mundial, os montantes s\u00e3o superiores \u00e0 carga total que incide neste momento sobre os tr\u00eas combust\u00edveis, atualmente em R$ 2,06, R$ 1,38 e R$ 0,68. O c\u00e1lculo foi feito com base em informa\u00e7\u00f5es da Federa\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Combust\u00edveis e de Lubrificantes (Fecombust\u00edveis) e da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis do Brasil (ANP). No caso da gasolina, entra na conta o montante de R$ 0,1 referente \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o de Interven\u00e7\u00e3o no Dom\u00ednio Econ\u00f4mico (Cide) &#8211; que, assim como o imposto adicional, tem objetivos principalmente regulat\u00f3rios e n\u00e3o de arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por causa do aumento da carga com as mudan\u00e7as sugeridas, os autores reconhecem que \u201ctributar o combust\u00edvel de acordo com as externalidades reduziria, por si s\u00f3, os rendimentos das fam\u00edlias, especialmente dos pobres\u201d. Nos c\u00e1lculos dos pesquisadores, a tributa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para compensar os efeitos, decorrentes do consumo de combust\u00edveis, \u201cda polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica local\u201d sobre a sa\u00fade p\u00fablica resultaria \u201cem perdas de renda de cerca de 6% para os mais pobres\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o grupo apresenta medidas para \u201cmitigar o impacto regressivo\u201d da tributa\u00e7\u00e3o adicional. Uma possibilidade seria a implanta\u00e7\u00e3o \u201ctransfer\u00eancias espec\u00edficas\u201d para a popula\u00e7\u00e3o mais pobre. Segundo os pesquisadores, uma pol\u00edtica \u201ccompensando as perdas sofridas pelos 25% mais pobres da popula\u00e7\u00e3o\u201d custaria aproximadamente 10% da receita gerada pelos impostos totais sobre combust\u00edveis. Outra op\u00e7\u00e3o, embora \u201cmenos progressiva\u201d, seria usar a receita proveniente do imposto adicional para reduzir a al\u00edquota geral do IVA, para todos os produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Ricardo Soriano, ex-procurador-geral da Fazenda Nacional e s\u00f3cio da \u00e1rea tribut\u00e1ria do F igueiredo e Velloso Advogados, a incid\u00eancia de uma carga tribut\u00e1ria \u201cextrafiscal\u201d sobre os combust\u00edveis \u00e9 algo \u201cleg\u00edtimo\u201d, mas que exige \u201cmuito cuidado\u201d justamente porque \u201cacaba atingindo fortemente os mais pobres\u201d. Ele sugere como alternativa o est\u00edmulo a combust\u00edveis menos poluentes ou carros el\u00e9tricos e movidos a hidrog\u00eanio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, o Minist\u00e9rio da Fazenda destaca que a reforma prev\u00ea que a al\u00edquota do IVA sobre combust\u00edveis \u201cpode ser diferenciada\u201d entre aqueles mais poluentes, como f\u00f3sseis, e os menos poluentes, como biocombust\u00edveis. Assim, n\u00e3o \u00e9 \u201cnecess\u00e1rio utilizar o Imposto Seletivo\u201d para fazer essa diferencia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/08\/29\/banco-mundial-sugere-imposto-extra-sobre-combustiveis-para-compensar-impacto-no-ambiente.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/08\/29\/banco-mundial-sugere-imposto-extra-sobre-combustiveis-para-compensar-impacto-no-ambiente.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Appy acredita que regulamenta\u00e7\u00e3o da tribut\u00e1ria ser\u00e1 aprovada este ano e impactos ser\u00e3o sentidos a partir de 2027<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Bernard Appy, secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da Reforma Tribut\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Fazenda, afirmou nesta quinta-feira (29) que a expectativa \u00e9 que a regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma seja aprovada este ano e que a tend\u00eancia \u00e9 ter impacto na economia j\u00e1 a partir de 2027.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Dizem que &#8216;a carne \u00e9 fraca&#8217;, mas no Congresso a carne \u00e9 forte. Temos mais exce\u00e7\u00f5es do que a gente gostaria, mas a reforma est\u00e1 andando&#8221;, comentou em evento em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio de Reformas Econ\u00f4micas da Fazenda, Marcos Pinto, refor\u00e7ou que o ideal seria n\u00e3o haver tantas exce\u00e7\u00f5es na al\u00edquota \u00fanica, mas disse que nenhum pa\u00eds do mundo conseguiu isso. &#8220;O que estamos ganhando em termos de reforma \u00e9 muito grande, vai elevar muito a produtividade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Gesner Oliveira, consultor da GO Associados, afirmou que um estudo feito pela casa mostrou que o efeito da isen\u00e7\u00e3o das carnes sobre a al\u00edquota m\u00e9dia do IVA seria de 0,28 p.p., muito menor do que o 0,56 p.p. que tem sido divulgado.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A retirada da isen\u00e7\u00e3o das carnes acarretaria um encarecimento m\u00e9dio do produto entre 6% e 9,2%. A isen\u00e7\u00e3o das carnes \u00e9 um aspecto importante para o objetivo de equidade da reforma, porque esse aumento no pre\u00e7o impactaria cinco vezes mais o or\u00e7amento das pessoas de baixa renda&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Senado<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ainda Appy, a regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma deve ter um tempo um pouco maior de tramita\u00e7\u00e3o no Senado, em compara\u00e7\u00e3o com o que est\u00e1 acontecendo na C\u00e2mara. Ele ressaltou que o ideal seria ter menos exce\u00e7\u00f5es, mas que os deputados t\u00eam ajudado a melhorar o texto da lei, do ponto de vista t\u00e9cnico.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;H\u00e1 muita press\u00e3o para aprova\u00e7\u00e3o ainda este ano, que \u00e9 um ano eleitoral. Ainda asssim tivemos melhoras [no projeto]. J\u00e1 temos interlocu\u00e7\u00e3o com a equipe do senador Eduardo Braga, para fazer isso tamb\u00e9m no Senado. Ou seja, ouvindo o setor privado, aumentando a seguran\u00e7a jur\u00eddica da lei. No Senado, acho que vai ter um tempo um pouquinho maior, mas, de qualquer forma, o resultado final vai ser muito positivo&#8221;, comentou ao participar de evento da CNN em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Pinto refor\u00e7ou que a rela\u00e7\u00e3o do Executio com o Legislativo tem sido muito boa, em temas que fogem da polariza\u00e7\u00e3o. &#8220;Quando focamos em temas que nos unem, para os quais h\u00e1 mais consenso, conseguimos evoluir rapidamente, independentemente do ambiente de polariza\u00e7\u00e3o, desse momento mais dif\u00edcil de rela\u00e7\u00e3o entre os Poderes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2024\/08\/29\/appy-acredita-que-regulamentacao-da-tributaria-sera-aprovada-este-ano-e-impactos-serao-sentidos-a-partir-de-2027.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2024\/08\/29\/appy-acredita-que-regulamentacao-da-tributaria-sera-aprovada-este-ano-e-impactos-serao-sentidos-a-partir-de-2027.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o aprova projeto que extingue cobran\u00e7a de ISS sobre espa\u00e7o em cemit\u00e9rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara dos Deputados aprovou projeto de lei que extingue a cobran\u00e7a de Imposto sobre Servi\u00e7os (ISS) sobre a cess\u00e3o de espa\u00e7o em cemit\u00e9rios para sepultamentos. A proposta muda a <a href=\"https:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/leicom\/2003\/leicomplementar-116-31-julho-2003-492028-norma-pl.html\">Lei do ISS<\/a>, que&nbsp; permite essa tributa\u00e7\u00e3o desde 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto aprovado traz ainda dois pontos: perdoa todos os d\u00e9bitos de contribuintes relativos ao ISS sobre a cess\u00e3o do espa\u00e7o f\u00edsico para os sepultamentos e pro\u00edbe os estados de institu\u00edrem futuramente esse tipo de cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do Projeto de Lei Complementar (PLP) 113\/23, deputado Kim Kataguiri (Uni\u00e3o-SP), recomendou a aprova\u00e7\u00e3o do texto. \u201cA extin\u00e7\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o do ISS sobre essa atividade reduzir\u00e1 os custos associados aos sepultamentos, promovendo um al\u00edvio financeiro significativo \u00e0s fam\u00edlias enlutadas\u201d, disse Kataguiri.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o de 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a validade da cobran\u00e7a de ISS sobre a cess\u00e3o de espa\u00e7o em cemit\u00e9rios. O autor do projeto, deputado Gilson Marques (Novo-SC), criticou essa decis\u00e3o. Para ele, a loca\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o f\u00edsico onde os restos mortais ficam depositados tem car\u00e1ter semelhante a um aluguel, que n\u00e3o \u00e9 tributado pelo ISS.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>O projeto ainda ser\u00e1 analisado pela Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJ) e pelo Plen\u00e1rio. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela C\u00e2mara e pelo Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1092595-comissao-aprova-projeto-que-extingue-cobranca-de-iss-sobre-espaco-em-cemiterios\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1092595-comissao-aprova-projeto-que-extingue-cobranca-de-iss-sobre-espaco-em-cemiterios\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal amplia per\u00edodo de teste do ReVar, programa que calcula o IR em opera\u00e7\u00f5es de renda vari\u00e1vel<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/08\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal publicou a Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.213, de 27 de agosto de 2024, que amplia at\u00e9 dezembro de 2024 o prazo para o envio de informa\u00e7\u00f5es relacionadas ao Programa Auxiliar de Apura\u00e7\u00e3o do Imposto sobre a Renda da Pessoa F\u00edsica para opera\u00e7\u00f5es de Renda Vari\u00e1vel, ReVar.<\/p>\n\n\n\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 em funcionamento para um grupo de contribuintes. A libera\u00e7\u00e3o para os demais ser\u00e1 no in\u00edcio de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa medida visa facilitar a adapta\u00e7\u00e3o dos contribuintes ao novo sistema de apura\u00e7\u00e3o e melhorar o fluxo de informa\u00e7\u00f5es fiscais. Com a amplia\u00e7\u00e3o dos prazos de teste, a Receita Federal busca proporcionar uma adapta\u00e7\u00e3o mais eficaz ao novo sistema de apura\u00e7\u00e3o de imposto, beneficiando milhares de investidores no mercado de renda vari\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda melhor<\/p>\n\n\n\n<p>O ReVar ser\u00e1 a calculadora oficial da Receita Federal para calcular o imposto incidente sobre a renda vari\u00e1vel de pessoas f\u00edsicas. O programa est\u00e1 em fase de testes, liderado pela RFB em colabora\u00e7\u00e3o com a Bolsa de Valores (B3). Essa ferramenta permitir\u00e1 automatizar completamente o processo de apura\u00e7\u00e3o de ganhos em renda vari\u00e1vel e, por consequ\u00eancia, o c\u00e1lculo do Imposto de Renda devido nessas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira as normas relacionadas<\/p>\n\n\n\n<p>Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.164, de 25 de outubro de 2023 (criou o ReVar);<\/p>\n\n\n\n<p>Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.189, de 29 de abril de 2024 (alterou inicialmente o cronograma).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/agosto\/receita-federal-amplia-periodo-de-teste-do-revar-programa-que-calcula-o-ir-em-operacoes-de-renda-variavel\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/agosto\/receita-federal-amplia-periodo-de-teste-do-revar-programa-que-calcula-o-ir-em-operacoes-de-renda-variavel<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Partido questiona no STF corre\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas judiciais da Uni\u00e3o pelo IPCA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/08\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Partido Socialista Brasileiro (PSB) questiona no Supremo Tribunal Federal (STF) o modelo de c\u00e1lculo adotado para a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria dos precat\u00f3rios da Uni\u00e3o, d\u00edvidas judiciais decorrentes de uma condena\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o questionados trechos das Leis de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias para o Exerc\u00edcio Financeiro de 2022, 2023 e 2024, al\u00e9m de uma resolu\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ). Os textos preveem que o \u00edndice a ser utilizado na corre\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rios n\u00e3o tribut\u00e1rios deve ser o IPCA-E (\u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo Especial).<\/p>\n\n\n\n<p>Para o PSB, esse c\u00e1lculo \u00e9 inconstitucional. O partido alega que a Emenda Constitucional (EC) 113\/2021 determina que, nesses casos, deveria ser utilizada a Taxa Selic, \u00edndice que aumentaria os valores a serem pagos pela Uni\u00e3o. Ao manter o IPCA, as pessoas que deveriam receber os precat\u00f3rios estariam tendo preju\u00edzo, porque a Taxa Selic proporciona uma corre\u00e7\u00e3o muito superior. O partido ressalta que muitos dos precat\u00f3rios devidos pela Fazenda P\u00fablica s\u00e3o de natureza alimentar e que muitas fam\u00edlias contam com esse pagamento em seu valor real, j\u00e1 que muitas vezes s\u00e3o condena\u00e7\u00f5es que dizem respeito \u00e0 vida financeira de muitas delas.<\/p>\n\n\n\n<p>A A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7703 foi distribu\u00edda ao ministro Luiz Fux.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-portal-de-noticias wp-block-embed-portal-de-noticias\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"EbC5GiDFWj\"><a href=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/partido-questiona-no-stf-correcao-de-dividas-judiciais-da-uniao-pelo-ipca\/\">Partido questiona no STF corre\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas judiciais da Uni\u00e3o pelo IPCA<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Partido questiona no STF corre\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas judiciais da Uni\u00e3o pelo IPCA&#8221; &#8212; Portal de Noticias\" src=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/partido-questiona-no-stf-correcao-de-dividas-judiciais-da-uniao-pelo-ipca\/embed\/#?secret=Q6gNDeV2z7#?secret=EbC5GiDFWj\" data-secret=\"EbC5GiDFWj\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Fazenda cria Programa de Transa\u00e7\u00e3o Integral para 17 temas<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 30\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda publicou portaria que cria o Programa de Transa\u00e7\u00e3o Integral (PTI). A norma, de n\u00ba 1.383, elenca, em anexo, 17 temas que poder\u00e3o ser tratados por meio de acordos firmados com contribuintes, em duas modalidades de contencioso tribut\u00e1rio: uma para cr\u00e9ditos judicializados de alto impacto econ\u00f4mico e outra para relevantes e disseminadas controv\u00e9rsias jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros assuntos poder\u00e3o ser acrescidos por meio de ato conjunto da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e da Receita Federal ou mesmo sugeridos por contribuintes. O programa, segundo advogados, faz parte do esfor\u00e7o do governo de elevar a arrecada\u00e7\u00e3o por meio de transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a portaria, o programa \u00e9 composto por um conjunto de medidas destinadas \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do contencioso tribut\u00e1rio de alto impacto econ\u00f4mico, com o objetivo de promover a regulariza\u00e7\u00e3o de passivos e encerrar lit\u00edgios de forma eficiente e consensual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs temas inclu\u00eddos j\u00e1 na pr\u00f3pria edi\u00e7\u00e3o da portaria normativa s\u00e3o muito abrangentes e isso torna ainda mais evidente o esfor\u00e7o do Minist\u00e9rio da Fazenda para materializar as receitas de transa\u00e7\u00e3o neste e no pr\u00f3ximo ano\u201d, diz Maria Andr\u00e9ia dos Santos, s\u00f3cia do Machado Associados.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a tributarista Rejiane Prado, s\u00f3cia fundadora do escrit\u00f3rio Barbosa Prado Advogados, apesar do edital ser um \u201cinstrumento valioso\u2019 para redu\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios, \u00e9 preciso analisar quais das 17 teses listadas valem a pena. \u201cA complexidade de algumas teses, ainda sem jurisprud\u00eancia definida, sugere que o PTI pode ser uma via para mitiga\u00e7\u00e3o de riscos. Por outro lado, teses com jurisprud\u00eancia favor\u00e1vel ao contribuinte, como em certos casos de juros sobre capital pr\u00f3prio, podem tornar a transa\u00e7\u00e3o desaconselh\u00e1vel\u201d , afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Alberto Medeiros, s\u00f3cio da \u00e1rea tribut\u00e1ria do Carneiros Advogados, classifica a norma como \u201crevolucion\u00e1ria\u201d, ao permitir que contribuintes que tenham boa capacidade de pagamento tamb\u00e9m participem das transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. \u201cA portaria \u00e9 revolucion\u00e1ria e contribuir\u00e1 muito para equacionar o problema da grande litigiosidade tribut\u00e1ria federal. At\u00e9 agora, na pr\u00e1tica, s\u00f3 os contribuintes que tinham baixa capacidade de pagamento podiam contar com os benef\u00edcios da lei pra transacionar\u201d, diz Medeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela nova portaria, explica o advogado, o ju\u00edzo da PGFN para avaliar se um caso pode ou n\u00e3o ser submetido \u00e0 transa\u00e7\u00e3o passa a ser n\u00e3o apenas a capacidade de pagamento, mas o que a norma chama de \u201cprognose\u201d do tema discutido no contencioso \u2014 ou seja, uma avalia\u00e7\u00e3o que a PGFN faz sobre a possibilidade de ganhar ou perder um tema no Judici\u00e1rio, assim como em rela\u00e7\u00e3o ao tempo de tramita\u00e7\u00e3o do caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Cesar Chinaglia, s\u00f3cio do Chinaglia Nicacio Advogados, afirma tratar-se de uma medida muito bem-vinda, uma vez que cria duas novas modalidades de negocia\u00e7\u00e3o para cr\u00e9ditos \u201cde alto impacto econ\u00f4mico\u201d. \u201cO rol de temas que s\u00e3o pass\u00edveis de negocia\u00e7\u00e3o por meio do PTI, indicados no Anexo I da portaria, de fato s\u00e3o muito relevantes em termos econ\u00f4micos para os contribuintes, o que pode aliviar o endividamento de empresas de diversos setores.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Veja abaixo a lista das 17 discuss\u00f5es elencadas pela portaria:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; Discuss\u00f5es sobre a incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias sobre valores pagos a t\u00edtulo de participa\u00e7\u00e3o nos lucros e resultados da empresa;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; Discuss\u00f5es sobre a correta classifica\u00e7\u00e3o fiscal dos insumos produzidos na Zona Franca de Manaus e utilizados para produ\u00e7\u00e3o de bebidas n\u00e3o alco\u00f3licas, para fins de aproveitamento de cr\u00e9ditos de IPI e para fins de defini\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de PIS\/COFINS e reflexo no IRPJ e na CSLL;<\/p>\n\n\n\n<p>III &#8211; Discuss\u00f5es sobre a irretroatividade do conceito de pra\u00e7a previsto na Lei n\u00ba 14.395, de 8 de julho de 2022, para aplica\u00e7\u00e3o do Valor Tribut\u00e1vel M\u00ednimo &#8211; VTM nas opera\u00e7\u00f5es entre interdependentes, para fins de incid\u00eancia do IPI;<\/p>\n\n\n\n<p>IV &#8211; Discuss\u00f5es sobre dedu\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do PIS\/COFINS, pelas institui\u00e7\u00f5es arrendadoras, de estornos de deprecia\u00e7\u00e3o do bem, ao encerramento do contrato de arrendamento mercantil<\/p>\n\n\n\n<p>V &#8211; Discuss\u00f5es sobre requisitos para c\u00e1lculo e pagamento de Juros sobre o Capital Pr\u00f3prio (JCP);<\/p>\n\n\n\n<p>VI &#8211; Discuss\u00f5es sobre a incid\u00eancia de IRPJ e CSLL sobre o ganho de capital no processo de desmutualiza\u00e7\u00e3o da Bovespa; e discuss\u00f5es sobre a incid\u00eancia de PIS\/COFINS na venda de a\u00e7\u00f5es recebidas na desmutualiza\u00e7\u00e3o da Bovespa e da BM&amp;F;<\/p>\n\n\n\n<p>VII &#8211; Discuss\u00f5es sobre amortiza\u00e7\u00e3o fiscal do \u00e1gio;<\/p>\n\n\n\n<p>VIII &#8211; Discuss\u00f5es sobre a incid\u00eancia de PIS\/COFINS nos casos de segrega\u00e7\u00e3o da empresa para quebra da cadeia monof\u00e1sica;<\/p>\n\n\n\n<p>IX &#8211; Discuss\u00f5es sobre as Instru\u00e7\u00f5es Normativas RFB n\u00ba 243\/2002 e n\u00ba 1.312\/2012 na disciplina dos crit\u00e9rios de apura\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o de transfer\u00eancia pelo m\u00e9todo PRL, conforme o art. 18 da Lei n\u00ba 9.430, de 27 de dezembro de 1996;<\/p>\n\n\n\n<p>X &#8211; Discuss\u00f5es sobre a incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1rias do empregador nas hip\u00f3teses de contrata\u00e7\u00e3o de empregados na forma de pessoa jur\u00eddica, com dissimula\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo empregat\u00edcio (&#8220;pejotiza\u00e7\u00e3o&#8221; da pessoa f\u00edsica);<\/p>\n\n\n\n<p>XI &#8211; Discuss\u00f5es sobre a incid\u00eancia de IRPF e de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre os valores auferidos em virtude de planos de op\u00e7\u00e3o de compra de a\u00e7\u00f5es, chamados &#8220;stock options&#8221;, ofertados pelas empresas a seus empregados e\/ou diretores;<\/p>\n\n\n\n<p>XII &#8211; Discuss\u00f5es sobre dedu\u00e7\u00e3o de multas administrativas e regulat\u00f3rias da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL;<\/p>\n\n\n\n<p>XIII &#8211; Discuss\u00f5es sobre incid\u00eancia de IRRF sobre ganho de capital auferido por investidor n\u00e3o residente no Pa\u00eds (INR);<\/p>\n\n\n\n<p>XIV &#8211; Discuss\u00f5es sobre dedutibilidade da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL das despesas com a emiss\u00e3o ou a remunera\u00e7\u00e3o de deb\u00eantures;<\/p>\n\n\n\n<p>XV &#8211; Discuss\u00f5es sobre a incid\u00eancia de IRRF e CIDE sobre as remessas ao exterior efetuadas por empresas do setor a\u00e9reo;<\/p>\n\n\n\n<p>XVI &#8211; Discuss\u00f5es acerca da aplica\u00e7\u00e3o das regras de pre\u00e7os de transfer\u00eancia para fins de apura\u00e7\u00e3o do IRPJ e da CSLL com base no arts 18 a 24 da Lei n\u00ba 9.430, de 1996, relativamente ao setor a\u00e9reo; e<\/p>\n\n\n\n<p>XVII &#8211; Discuss\u00f5es acerca da tributa\u00e7\u00e3o de receitas na apura\u00e7\u00e3o do Lucro Real e da base de c\u00e1lculo da CSLL das empresas do setor a\u00e9reo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/30\/fazenda-cria-programa-de-transao-integral-para-17-temas.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/30\/fazenda-cria-programa-de-transao-integral-para-17-temas.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agenda STF: Ministros devem julgar a\u00e7\u00e3o sobre Reintegra com impacto de R$ 49,9 bilh\u00f5es para a Uni\u00e3o<\/strong><br>Data: 01\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1 na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) desta semana um julgamento que vai definir se as al\u00edquotas do Regime Especial de Reintegra\u00e7\u00e3o de Valores Tribut\u00e1rios para as Empresas Exportadoras (Reintegra) podem ser livremente reduzidas pelo governo federal. O tema pode gerar um custo de R$ 49,9 bilh\u00f5es para a Uni\u00e3o em caso de derrota, conforme estimativa do Projeto de Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (PLDO) para o ano de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso estava no Plen\u00e1rio Virtual, com o placar de 3 a 1 favor\u00e1vel \u00e0 Uni\u00e3o. O relator, Gilmar Mendes, votou para permitir a interven\u00e7\u00e3o do governo e foi acompanhado pelos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. J\u00e1 Edson Fachin se posicionou de forma contr\u00e1ria. O placar ser\u00e1 zerado por conta do pedido de destaque do ministro Luiz Fux, o que gerou a transfer\u00eancia do caso para sess\u00e3o presencial.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o dois processos em an\u00e1lise, ajuizados pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) e pelo Instituto A\u00e7o Brasil pouco depois da greve dos caminhoneiros de 2018. Naquela \u00e9poca, foi firmado um acordo com a categoria e, para cobrir as despesas dessa tratativa, foi alterado o cr\u00e9dito das exportadoras. Antes, o percentual sobre as receitas de exporta\u00e7\u00e3o variava entre 0,1% e 3%. Depois, foi fixado entre 0,1% e 2%.<\/p>\n\n\n\n<p>O Reintegra foi criado em 2011, pela Lei n\u00ba 12.546, com o objetivo de ressarcir as exportadoras pelo res\u00edduo tribut\u00e1rio existente na cadeia de produ\u00e7\u00e3o. Seria uma forma de aumentar a competitividade das companhias brasileiras no mercado internacional. A discuss\u00e3o no STF trata do artigo 22 da Lei n\u00ba 13.043\/2014, que alterou o regime. Consta nesse dispositivo que a al\u00edquota para calcular o cr\u00e9dito ser\u00e1 estabelecida pelo Poder Executivo e que pode variar entre 0,1% e 3% (ADI 6040 e 6055).<\/p>\n\n\n\n<p>Multa punitiva<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m pode ser julgada a constitucionalidade da multa punitiva de 150% nos processos fiscais. Para os contribuintes, o percentual tem car\u00e1ter confiscat\u00f3rio e conflita com o artigo 150, inciso IV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Alegam, ainda, que a penalidade \u00e9 acess\u00f3ria \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o principal, portanto, n\u00e3o pode ultrapassar o valor do tributo. Pedem que seja adotado o limite de 30% sobre o imposto devido.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse caso tamb\u00e9m foi iniciado no Plen\u00e1rio Virtual, em abril de 2023. O relator, Dias Toffoli, votou para instituir o teto de 100% sobre as multas punitivas e foi acompanhado pelo ministro Alexandre de Moraes. Pediu destaque do ministro Fl\u00e1vio Dino (RE 736090 ou Tema 863).<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda pode ser analisado um tema relevante para o setor el\u00e9trico, em a\u00e7\u00e3o proposta pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Distribuidoras de Energia El\u00e9trica (Abradee). Ela questiona a validade da devolu\u00e7\u00e3o dos valores de tributos pagos a maior pelas prestadoras do servi\u00e7o p\u00fablico de distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica. O relator, ministro Alexandre de Moraes, tinha votado pela improced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o, no Plen\u00e1rio Virtual, em novembro do ano passado. Destacou o processo o ministro Luiz Fux (ADI 7324).<\/p>\n\n\n\n<p>Outro processo previsto para julgamento \u00e9 o que vai definir se \u00e9 obrigat\u00f3rio o repasse de 25% do valor dos cr\u00e9ditos extintos de ICMS, por compensa\u00e7\u00e3o ou transa\u00e7\u00e3o, ao fundo de participa\u00e7\u00e3o dos munic\u00edpios. O relator, ministro Nunes Marques, deu voto favor\u00e1vel \u00e0 remessa \u00e0s prefeituras, quando o caso era analisado virtualmente. Pediu destaque o ministro Fl\u00e1vio Dino (ADI 3837).<\/p>\n\n\n\n<p>Consta na pauta tamb\u00e9m a constitucionalidade do \u201cmonop\u00f3lio\u201d da Empresa Brasileira de Correios e Tel\u00e9grafos na entrega de guias de arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria ou boletos de cobran\u00e7a aos contribuintes ou consumidores. A repercuss\u00e3o geral foi reconhecida em 2012. A relatoria \u00e9 do ministro Gilmar Mendes (RE 667958 ou Tema 527).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/01\/agenda-stf-ministros-devem-julgar-acao-sobre-reintegra-com-impacto-de-r-499-bilhoes-para-a-uniao.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/01\/agenda-stf-ministros-devem-julgar-acao-sobre-reintegra-com-impacto-de-r-499-bilhoes-para-a-uniao.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Refis: prazo para programa de regulariza\u00e7\u00e3o de dividas tribut\u00e1rias encerra em setembro&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/08\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Refis entra em sua reta final somando mais de R$ 1,35 bilh\u00e3o de d\u00e9bitos fiscais regularizados em quatro meses. A ades\u00e3o ao Programa de Parcelamento Incentivado de d\u00edvidas tribut\u00e1rias, aberto em abril pela Secretaria da Fazenda (Sefa) e pela Receita Estadual do Paran\u00e1, se encerra em setembro e os contribuintes devem ficar atentos aos prazos para poderem regularizar seus d\u00e9bitos com redu\u00e7\u00e3o de multas e de juros.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os dados mais recentes da Receita Estadual, R$ 1,3 bilh\u00e3o foi regularizado via parcelamento, com 1.687 termos de acordo assinados no per\u00edodo. Os outros R$ 59 milh\u00f5es foram pagos \u00e0 vista, distribu\u00eddos em 5.089 opera\u00e7\u00f5es de pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas que queiram aderir ao Refis t\u00eam at\u00e9 o fim de setembro para iniciar o processo de regulariza\u00e7\u00e3o \u2014 e as datas variam de acordo com o tipo de pagamento escolhido. Para parcelamentos, o prazo para ades\u00e3o \u00e9 26 de setembro, enquanto os pagamentos \u00e0 vista podem ser feitos at\u00e9 o dia 30.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 n\u00e3o deixar para a \u00faltima hora. No caso de d\u00edvidas ativas ajuizadas, os contribuintes devem entrar em contato com a Procuradoria-Geral do Estado at\u00e9 o dia 20 de setembro para regulariza\u00e7\u00e3o dos honor\u00e1rios e emiss\u00e3o do Termo de Regulariza\u00e7\u00e3o para Parcelamento (TRP). No caso de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios ainda em discuss\u00e3o administrativa, \u00e9 poss\u00edvel reconhecer parte do d\u00e9bito, indicando os fatos que pretende parcelar at\u00e9 o dia 2 de setembro.<\/p>\n\n\n\n<p>Com d\u00edvida em queda, veja como o Paran\u00e1 se tornou o 3\u00ba estado com as melhores contas do Pa\u00eds<\/p>\n\n\n\n<p>Supermercado do mundo: Paran\u00e1 exporta alimentos e bebidas para 172 pa\u00edses<\/p>\n\n\n\n<p>A homologa\u00e7\u00e3o do parcelamento se d\u00e1 pelo pagamento da primeira parcela, que dever\u00e1 ser feito at\u00e9 o \u00faltimo dia \u00fatil do m\u00eas da ades\u00e3o. As demais parcelas devem ser quitadas at\u00e9 o \u00faltimo dia \u00fatil dos meses subsequentes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa \u00e9 uma grande oportunidade para que os contribuintes possam regularizar seus d\u00e9bitos junto ao fisco estadual\u201d, afirma a chefe do Setor de Cobran\u00e7a Administrativa da Receita Estadual, Luciana Trintim. \u201cA redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 80% das multas e juros, bem como a amplia\u00e7\u00e3o do prazo de parcelamento, cria condi\u00e7\u00f5es extremamente favor\u00e1veis para a quita\u00e7\u00e3o de multas e juros de d\u00e9bitos n\u00e3o pagos no prazo regulamentar, possibilitando a retirada do cadastro de inadimplentes (Cadin), a emiss\u00e3o de certid\u00e3o positiva com efeitos de negativa e a suspens\u00e3o de execu\u00e7\u00f5es fiscais, bem como evitando futuros bloqueios de ativos financeiros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Aproximadamente 30 mil empresas s\u00e3o eleg\u00edveis para o Refis. Juntas, elas podem regularizar cerca de R$ 40 bilh\u00f5es em d\u00e9bitos pendentes com o Estado. Entre os tributos inclu\u00eddos no Refis est\u00e3o o Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) e o Imposto de Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o (ITCMD).<\/p>\n\n\n\n<p>O programa abrange d\u00e9bitos relacionados a fatos geradores ocorridos at\u00e9 31 de julho de 2023. Para participar, os contribuintes devem acessar a p\u00e1gina oficial do Refis da Receita Estadual, onde \u00e9 poss\u00edvel verificar se possuem d\u00e9bitos vinculados para efetuar o pagamento. Basta clicar em \u201cContinuar\u201d, seguir as instru\u00e7\u00f5es e informar o CPF.<\/p>\n\n\n\n<p>Cosud defende inclus\u00e3o de todo parque de energia limpa no programa federal de hidrog\u00eanio verde<\/p>\n\n\n\n<p>DESCONTOS \u2013 O principal atrativo do Refis \u00e9 contar com descontos nos juros e multas, o que simplifica a regulariza\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos pendentes. Para o pagamento \u00e0 vista, essa redu\u00e7\u00e3o \u00e9 de 80%. Parcelamentos em at\u00e9 60 meses contam com desconto de 70% na multa e nos juros, enquanto parcelamentos em at\u00e9 120 meses t\u00eam redu\u00e7\u00e3o de 60%. Para parcelamentos em at\u00e9 180 meses, os descontos s\u00e3o de 50% na multa e nos juros.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, at\u00e9 95% dos valores parcelados podem ser parcialmente quitados mediante Acordo Direto com Precat\u00f3rio, desde que, nesse caso, os parcelamentos sejam realizados em at\u00e9 60 meses.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.aen.pr.gov.br\/Noticia\/Refis-prazo-para-programa-de-regularizacao-de-dividas-tributarias-encerra-em-setembro\">https:\/\/www.aen.pr.gov.br\/Noticia\/Refis-prazo-para-programa-de-regularizacao-de-dividas-tributarias-encerra-em-setembro<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Programa permite que empresas de medicamentos e autope\u00e7as ajustem pend\u00eancias de ICMS<\/strong><br>Data: 29\/08\/2024&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Estadual lan\u00e7ou um novo programa de autorregulariza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para que contribuintes possam ajustar suas pend\u00eancias sem que isso dependa de uma a\u00e7\u00e3o fiscal. A medida visa empresas do setor de medicamentos e autope\u00e7as e estima recuperar mais de R$ 120 milh\u00f5es em impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia da autorregulariza\u00e7\u00e3o faz parte de uma pol\u00edtica de conformidade tribut\u00e1ria em implanta\u00e7\u00e3o pela Receita Estadual para incentivar as empresas a buscarem, de forma espont\u00e2nea, a quita\u00e7\u00e3o de suas d\u00edvidas. Assim, ao identificar alguma inconsist\u00eancia, o pr\u00f3prio contribuinte pode tomar a iniciativa para corrigir a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o coordenador da Inspetoria Geral de Fiscaliza\u00e7\u00e3o (IGF) da Receita, Alexandre de Souza, o programa \u00e9 uma a\u00e7\u00e3o bastante positiva, por ser ben\u00e9fica para todos os envolvidos. \u201cAo contribuinte, \u00e9 oferecida a oportunidade de regularizar-se antes do in\u00edcio da a\u00e7\u00e3o fiscal. E, para o Estado, \u00e9 uma forma de ampliar seu alcance na recupera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio e reduzir os cr\u00e9ditos em cobran\u00e7a via auto de infra\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, 151 empresas do setor de medicamentos e 121 de autope\u00e7as poder\u00e3o participar do programa. A escolha dessas \u00e1reas se deu a partir do volume de inconsist\u00eancias relacionadas \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, em que a cobran\u00e7a do ICMS (Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os) deixa de ser feita em toda a cadeia e passa a ser concentrada em poucas empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>A estimativa de recupera\u00e7\u00e3o de impostos nessas duas \u00e1reas \u00e9 de R$ 121 milh\u00f5es \u2014 R$ 19 milh\u00f5es no caso dos medicamentos e R$ 102 milh\u00f5es nas autope\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom a autorregulariza\u00e7\u00e3o, damos um passo importante em guiar o contribuinte para a conformidade fiscal\u201d, diz o secret\u00e1rio da Fazenda, Norberto Ortigara. \u201cNosso objetivo \u00e9 fazer com que a Receita assuma um papel de orienta\u00e7\u00e3o, estando ao lado do cidad\u00e3o em dire\u00e7\u00e3o ao progresso do Paran\u00e1\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>COMO REGULARIZAR \u2013 As empresas j\u00e1 comunicadas que quiserem fazer a autorregulariza\u00e7\u00e3o poder\u00e3o consultar as opera\u00e7\u00f5es identificadas com inconsist\u00eancias no Portal Receita\/PR, onde tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel emitir a guia de recolhimento correspondente (GR\/PR).<\/p>\n\n\n\n<p>O pagamento poder\u00e1 ser \u00e0 vista ou parcelado em at\u00e9 180 meses. Al\u00e9m disso, ele segue os mesmos prazos do Refis. Isso significa que os contribuintes t\u00eam at\u00e9 o dia 26 de setembro para o pagamento \u00e0 vista ou parcelado. Ao n\u00e3o regularizar a inconsist\u00eancia apontada, a empresa estar\u00e1 sujeita a procedimento de a\u00e7\u00e3o fiscal, como a lavratura de um auto de infra\u00e7\u00e3o, cobran\u00e7a de multas e juros e a inclus\u00e3o no cadastro de inadimplentes (Cadin).<\/p>\n\n\n\n<p>Eventuais d\u00favidas podem ser esclarecidas pelo SAC (Servi\u00e7o de Atendimento ao Cidad\u00e3o) da Receita Estadual do Paran\u00e1 pelos telefones 3200-5009 (Curitiba e regi\u00e3o) e 0800-041-1528 (demais locais).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.fazenda.pr.gov.br\/Noticia\/Programa-permite-que-empresas-de-medicamentos-e-autopecas-ajustem-pendencias-de-ICMS\">https:\/\/www.fazenda.pr.gov.br\/Noticia\/Programa-permite-que-empresas-de-medicamentos-e-autopecas-ajustem-pendencias-de-ICMS<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>MUNICIPAIS: <\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf permite tomada de cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins sobre comiss\u00e3o de vendas de cons\u00f3rcio<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 26\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria, a 1\u00aa Turma da 4\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) permitiu o creditamento de PIS e Cofins sobre comiss\u00f5es relacionadas \u00e0s vendas de cons\u00f3rcios. O entendimento da maioria foi de que os custos com as comiss\u00f5es s\u00e3o essenciais para a atividade desempenhada, portanto, podem ser considerados como insumos.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado reverteu a cobran\u00e7a imposta pela fiscaliza\u00e7\u00e3o. No caso, o fisco argumentou que os cr\u00e9ditos foram apurados sobre despesas com servi\u00e7os, que n\u00e3o se enquadraram como insumos, e que tais atividades n\u00e3o estavam ligadas intrinsecamente com a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sustenta\u00e7\u00e3o oral, o advogado&nbsp;Pedro Lunardelli, que representou a empresa, explicou que a administra\u00e7\u00e3o de cons\u00f3rcios \u00e9 uma presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os relacionada&nbsp;\u00e0 gest\u00e3o de grupos de cons\u00f3rcio. Afirmou, ainda, que isso abrange desde a sua forma\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o, at\u00e9 o encerramento, sendo que&nbsp;as comiss\u00f5es s\u00e3o parte relevante desse processo.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator acolheu os argumentos do contribuinte e foi acompanhado pela maioria. Ficaram&nbsp;vencidos os conselheiros Luiz Felipe de Rezende Martins Sardinha e Ana Paula Pedrosa Giglio, para quem as comiss\u00f5es de vendas n\u00e3o configuram insumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Presidente da turma, a conselheira Ana Paula Pedrosa Giglio destacou o texto da Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit 61\/23, que disp\u00f5e sobre a impossibilidade de as administradoras de cons\u00f3rcio descontarem os cr\u00e9ditos relativos \u00e0s despesas de comiss\u00f5es pagas a pessoas jur\u00eddicas que prestam servi\u00e7o de venda de quotas de cons\u00f3rcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Este \u00e9 o segundo caso julgado sobre a mat\u00e9ria no Carf. At\u00e9 ent\u00e3o, o \u00fanico precedente era de 2019 e tratava da mesma contribuinte em uma situa\u00e7\u00e3o parecida. \u00c0 \u00e9poca, a decis\u00e3o da 2\u00aa Turma Ordin\u00e1ria da 3\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m permitiu o creditamento dos custos com essas comiss\u00f5es, por preencherem a defini\u00e7\u00e3o de insumo (10805.720578\/2017-21).<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 10805.721749\/2019-09 e envolve a Administradora de Cons\u00f3rcio Nacional Honda Ltda.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-permite-tomada-de-creditos-de-pis-cofins-sobre-comissao-de-vendas-de-consorcio-26082024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-permite-tomada-de-creditos-de-pis-cofins-sobre-comissao-de-vendas-de-consorcio-26082024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m tributa\u00e7\u00e3o de PLR em acordo assinado durante o per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/carf\">Carf<\/a>) manteve a incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias sobre valores pagos a t\u00edtulo de Participa\u00e7\u00e3o nos Lucros e Resultados (PLR) a empregados em caso de acordo n\u00e3o celebrado antes do per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o dos resultados. O placar foi de quatro votos a tr\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os planos de PLR s\u00e3o regulamentados pela Lei 10.101\/00. Para que haja isen\u00e7\u00e3o das verbas a t\u00edtulo de PLR \u00e9 necess\u00e1rio o cumprimento de princ\u00edpios como o da n\u00e3o surpresa e da livre negocia\u00e7\u00e3o com a participa\u00e7\u00e3o do sindicato.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, o pagamento da PLR aos empregados ocorreu em 2014. Por\u00e9m, o acordo foi assinado em setembro de 2013 e registrado no sindicato em outubro do mesmo ano.<\/p>\n\n\n\n<p>A contribuinte recorreu \u00e0 C\u00e2mara Superior contra decis\u00e3o da 1\u00aa Turma da 2\u00aa C\u00e2mara da 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o, que manteve o lan\u00e7amento. No recurso, alegou que o plano assinado n\u00e3o se diferenciava do plano do ano anterior, tendo inclusive a repeti\u00e7\u00e3o de algumas cl\u00e1usulas e, portanto, as metas estabelecidas j\u00e1 eram de conhecimento dos funcion\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria do colegiado concordou com a diverg\u00eancia do conselheiro Maur\u00edcio Nogueira Righetti. Os julgadores consideraram o fato de o acordo n\u00e3o ter sido celebrado antes do per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sendo poss\u00edvel garantir que os trabalhadores sabiam dos resultados a serem alcan\u00e7ados.<\/p>\n\n\n\n<p>Vencido, o relator acolhia os argumentos do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 10314.720865\/2018-43 e envolve o Carrefour Comercio e Industria Ltda.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-mantem-tributacao-de-plr-em-acordo-assinado-durante-o-periodo-de-apuracao-28082024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-mantem-tributacao-de-plr-em-acordo-assinado-durante-o-periodo-de-apuracao-28082024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf afasta acusa\u00e7\u00e3o de interposi\u00e7\u00e3o fraudulenta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 1\u00aa Turma Ordin\u00e1ria da 4\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) validou a opera\u00e7\u00e3o feita pela contribuinte na importa\u00e7\u00e3o de produtos e, assim, afastou a acusa\u00e7\u00e3o de interposi\u00e7\u00e3o fraudulenta. Os julgadores consideraram que a empresa comprovou sua capacidade financeira e operacional, al\u00e9m de ter demonstrado a legalidade das opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, a companhia foi acusada de ocultar o real encomendante de mercadorias que foram importadas em 2013. Para a fiscaliza\u00e7\u00e3o, o controle das opera\u00e7\u00f5es de importa\u00e7\u00e3o era das empresas Apsa e Puig Brasil, enquanto uma terceira empresa, a Carvalho, teria sido contratada para agir como interposta nas opera\u00e7\u00f5es por encomenda efetuadas pela Quimetal, sendo que a real encomendante dos produtos seria a pr\u00f3pria Puig.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa da contribuinte, por sua vez, apresentou contratos e laudos que demonstram a capacidade financeira e a essencialidade da empresa para etapas da cadeia produtiva. Al\u00e9m disso, explicou que a Carvalho tinha autoriza\u00e7\u00f5es e licen\u00e7as aprovadas pela Puig para fazer a industrializa\u00e7\u00e3o de tr\u00eas produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o relator, a acusa\u00e7\u00e3o de interposi\u00e7\u00e3o fraudulenta ou simula\u00e7\u00e3o exige a demonstra\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca de dolo na conduta do agente, o que n\u00e3o aconteceu no caso. Na pr\u00e1tica, votou para cancelar a aplica\u00e7\u00e3o da multa equivalente ao valor aduaneiro das mercadorias.<\/p>\n\n\n\n<p>Em defesa da seguran\u00e7a jur\u00eddica, o julgador sugeriu a aplica\u00e7\u00e3o das raz\u00f5es de decidir do ac\u00f3rd\u00e3o 3201-008.241, um caso parecido do mesmo contribuinte. O placar foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 10074.720304\/2017-33.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-afasta-acusacao-de-interposicao-fraudulenta-29082024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-afasta-acusacao-de-interposicao-fraudulenta-29082024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre premia\u00e7\u00e3o por \u2018ideias boas\u2019 de funcion\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/08\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu pela incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre a remunera\u00e7\u00e3o paga a empregados por \u201cideias boas\u201d. Os julgadores entenderam que houve habitualidade do pagamento dos benef\u00edcios, feitos por meio de cart\u00e3o de premia\u00e7\u00e3o, o que configura sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No processo analisado, a companhia promoveu pol\u00edticas de recursos humanos atrav\u00e9s de uma empresa especializada em marketing de incentivo. Os programas beneficiavam \u201cideias\u201d que fossem aproveitadas pela empresa, e o pr\u00eamio era pago por meio de cart\u00f5es de premia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os crit\u00e9rios previstos para elegibilidade ao pr\u00eamio estava: (i) a aceita\u00e7\u00e3o pela empresa de uma \u201cideia boa\u201d sobre o trabalho ou n\u00e3o do empregado, considerada \u00fatil pelo empregador para o contexto do ambiente de trabalho, ou (ii) o atingimento de certo tempo de servi\u00e7o prestado que venha ser reconhecido pelo empregador.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a fiscaliza\u00e7\u00e3o, os pagamentos a t\u00edtulo de pr\u00eamio eram habituais, n\u00e3o sendo poss\u00edvel caracteriz\u00e1-los como ganhos eventuais, mas sim remunera\u00e7\u00e3o. A empresa, por outro lado, defendeu a n\u00e3o incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, sob argumento de que o benef\u00edcio n\u00e3o era continuado.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o relator concluiu que a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os pela empresa de incentivos era cont\u00ednua e que as campanhas de premia\u00e7\u00e3o tiveram dura\u00e7\u00e3o prolongada por meses, no per\u00edodo de cinco anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 19515.000586\/2008-04 e envolve a Johnson &amp; Johnson Com\u00e9rcio e Distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-mantem-contribuicao-previdenciaria-sobre-premiacao-por-ideias-boas-de-funcionarios-30082024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-mantem-contribuicao-previdenciaria-sobre-premiacao-por-ideias-boas-de-funcionarios-30082024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>STF vai decidir se aplica\u00e7\u00f5es financeiras de seguradoras integram c\u00e1lculo do PIS\/Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) vai decidir se as receitas financeiras de aplica\u00e7\u00f5es das reservas t\u00e9cnicas de empresas seguradoras integram a base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins. O Plen\u00e1rio reconheceu a repercuss\u00e3o geral da mat\u00e9ria (Tema 1.309), tratado no Recurso Extraordin\u00e1rio&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6853517\">(RE) 1479774<\/a>. Com isso, a tese a ser firmada no julgamento, ainda sem data marcada, ser\u00e1 aplicada a todos os demais casos semelhantes em tramita\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Faturamento<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, uma empresa apresentou mandado de seguran\u00e7a para que as receitas decorrentes da sua atua\u00e7\u00e3o como entidade de previd\u00eancia privada (pec\u00falios, renda ou benef\u00edcios) e como seguradora n\u00e3o se enquadrassem no conceito de faturamento para fins de incid\u00eancia da Cofins (Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social) e da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS (Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social).<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido foi parcialmente concedido na primeira inst\u00e2ncia. Ao analisar recursos da Uni\u00e3o e da empresa, o Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRF-2) entendeu que a defini\u00e7\u00e3o exata de faturamento \u00e9 a receita obtida em raz\u00e3o do desenvolvimento das atividades que s\u00e3o o objeto social da empresa (receita operacional), e n\u00e3o todo o montante que ingressa no seu patrim\u00f4nio. Assim, somente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es incidentes sobre as receitas n\u00e3o operacionais \u00e9 que seria indevida a incid\u00eancia para a Cofins, e os valores recolhidos a esse t\u00edtulo deveriam ser compensados.<\/p>\n\n\n\n<p>No STF, a empresa pedia que a base de c\u00e1lculo do PIS incidisse somente nas receitas da venda de mercadorias e da presta\u00e7\u00e3o dos seus servi\u00e7os, excluindo-se as outras atividades que tenha exercido.<\/p>\n\n\n\n<p>Manifesta\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Luiz Fux lembrou que, no julgamento do Tema 372, relativo a institui\u00e7\u00f5es financeiras, o Plen\u00e1rio reafirmou seu entendimento de que o conceito de faturamento coincide com a ideia de receita bruta operacional decorrente das atividades empresariais t\u00edpicas das empresas. Contudo, o ac\u00f3rd\u00e3o afastou expressamente a aplica\u00e7\u00e3o desse entendimento \u00e0s seguradoras, em raz\u00e3o das particularidades de suas atividades t\u00edpicas. Diante da controv\u00e9rsia sobre a mat\u00e9ria, o ministro se manifestou pela repercuss\u00e3o geral do caso, para que o STF analise o recurso.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-portal-de-noticias wp-block-embed-portal-de-noticias\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"CLNRA8uqqL\"><a href=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/stf-vai-decidir-se-aplicacoes-financeiras-de-seguradoras-integram-calculo-do-pis-cofins\/\">STF vai decidir se aplica\u00e7\u00f5es financeiras de seguradoras integram c\u00e1lculo do PIS\/Cofins<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;STF vai decidir se aplica\u00e7\u00f5es financeiras de seguradoras integram c\u00e1lculo do PIS\/Cofins&#8221; &#8212; Portal de Noticias\" src=\"https:\/\/noticias.stf.jus.br\/postsnoticias\/stf-vai-decidir-se-aplicacoes-financeiras-de-seguradoras-integram-calculo-do-pis-cofins\/embed\/#?secret=9z5Zl7cYcv#?secret=CLNRA8uqqL\" data-secret=\"CLNRA8uqqL\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF paralisa an\u00e1lise sobre benef\u00edcio do INSS e ITCMD<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) interrompeu ontem dois importantes julgamentos: um envolve a \u201crevis\u00e3o da vida toda\u201d e o outro a incid\u00eancia do ITCMD sobre os planos de previd\u00eancia privada VGBL e PGBL em caso de morte do titular. O primeiro por pedido de destaque do ministro Alexandre de Moraes e o segundo ap\u00f3s pedido de vista de Gilmar Mendes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ambas as an\u00e1lises aconteciam no Plen\u00e1rio Virtual. O julgamento sobre o c\u00e1lculo das aposentadorias pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ter\u00e1 que come\u00e7ar do zero no plen\u00e1rio f\u00edsico. J\u00e1 a vota\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 incid\u00eancia do ITCMD sobre os planos de previd\u00eancia privada dever\u00e1 continuar em at\u00e9 90 dias \u00fateis, que \u00e9 o prazo para a volta de um processo \u00e0 pauta ap\u00f3s apresenta\u00e7\u00e3o de pedido de vista.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o, o Supremo derrubou a possibilidade de aplica\u00e7\u00e3o da \u201crevis\u00e3o da vida toda\u201d nas aposentadorias, por considerar a regra de transi\u00e7\u00e3o da reforma da Previd\u00eancia do governo de Fernando Henrique Cardoso obrigat\u00f3ria e n\u00e3o opcional. Essa regra de transi\u00e7\u00e3o, da Lei n\u00ba 9.876, de 1999, limitou a quem j\u00e1 contribu\u00eda \u00e0 Previd\u00eancia Social incluir os sal\u00e1rios pagos a partir do ano de 1994 no c\u00e1lculo do benef\u00edcio. Agora, recursos de embargos de declara\u00e7\u00e3o tentam mudar o efeito da decis\u00e3o, beneficiando os aposentados.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste processo, os ministros Nunes Marques (relator), Cristiano Zanin, Fl\u00e1vio Dino e C\u00e1rmen L\u00facia j\u00e1 haviam votado pela manuten\u00e7\u00e3o do julgamento (ADI 5.704 ED e ADI 6.317 ED). No plen\u00e1rio f\u00edsico, por\u00e9m, eles podem mudar o voto e os demais ministros da Corte tamb\u00e9m votar\u00e3o, com debates.<\/p>\n\n\n\n<p>Se a revis\u00e3o da vida toda fosse aceita pelo STF, a Uni\u00e3o estimava um custo potencial de R$ 480 bilh\u00f5es, conforme a Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) deste ano. Para o Instituto Brasileiro de Direito Previdenci\u00e1rio (IBDP), por\u00e9m, esse valor seria de R$ 1,5 bilh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no processo sobre o ITCMD, n\u00e3o h\u00e1 estimativa de custo. O placar est\u00e1 em tr\u00eas votos contra a tributa\u00e7\u00e3o, apresentados pelo relator, Dias Toffoli, e pelos ministros Alexandre de Moraes e Fl\u00e1vio Dino (RE 1.363.013).<\/p>\n\n\n\n<p>Toffoli votou contra a tributa\u00e7\u00e3o dos planos. O argumento central \u00e9 que o VGBL e o PGBL, na transmiss\u00e3o a herdeiros, passam a funcionar como verdadeiro seguro de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, diz Toffoli, deveria ser aplicado o artigo 794 do C\u00f3digo Civil. O dispositivo estabelece que \u201cno seguro de vida ou de acidentes pessoais para o caso de morte, o capital estipulado n\u00e3o est\u00e1 sujeito \u00e0s d\u00edvidas do segurado, nem se considera heran\u00e7a para todos os efeitos de direito\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/27\/stf-paralisa-analise-sobre-beneficio-do-inss-e-itcmd.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/27\/stf-paralisa-analise-sobre-beneficio-do-inss-e-itcmd.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Placar no STF sobre exclus\u00e3o do ISS do c\u00e1lculo do PIS\/Cofins \u00e9 favor\u00e1vel aos contribuintes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou ontem (28) o julgamento que vai definir se o ISS integra a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. Por enquanto, o placar est\u00e1 em quatro a dois contra a Uni\u00e3o e a expectativa dos contribuintes \u00e9 de vit\u00f3ria. O otimismo leva em conta o voto de Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, \u00fanico com posicionamento at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido e que foi a favor da tese das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, se considerado o entendimento que havia no Plen\u00e1rio Virtual, antes de um pedido de destaque e deslocamento do tema para sess\u00e3o presencial, e os posicionamentos relacionados \u00e0 \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, j\u00e1 h\u00e1 uma maioria favor\u00e1vel aos contribuintes. O placar da tese do ISS, que come\u00e7ou no ano de 2020, estava empatado, no virtual, em quatro a quatro \u2014 no f\u00edsico, o placar foi zerado, mantidos os votos dos ministros aposentados.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o pode causar impacto de R$ 35,4 bilh\u00f5es para a Fazenda Nacional em caso de derrota, segundo o Projeto de Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (PLDO) para o ano de 2025. O julgamento n\u00e3o foi conclu\u00eddo ontem e ser\u00e1 retomado em outra sess\u00e3o, sem previs\u00e3o de retorno \u00e0 pauta.<\/p>\n\n\n\n<p>Votaram ontem tr\u00eas ministros: Dias Toffoli e Gilmar Mendes a favor da Uni\u00e3o e Mendon\u00e7a, das empresas. E os votos dos ministros aposentados j\u00e1 proferidos nessa discuss\u00e3o foram preservados \u2014 o do relator, Celso de Mello, Rosa Weber e Ricardo Lewandowski, todos favor\u00e1veis aos contribuintes. Por conta disso, n\u00e3o votam os ministros Nunes Marques, Fl\u00e1vio Dino e Cristiano Zanin, que os substitu\u00edram, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o se baseia no conceito de faturamento e se deveria ser aplicada a mesma conclus\u00e3o da tese do s\u00e9culo (Tema 69), que excluiu o ICMS da base do PIS e da Cofins, no ano de 2017. O voto de Mendon\u00e7a era considerado decisivo pelos tributaristas porque n\u00e3o havia se manifestado. Al\u00e9m disso, o posicionamento de Luiz Fux e Mendes j\u00e1 era conhecido, pois votaram na tese do s\u00e9culo \u2014 Fux pelos contribuintes e Mendes pela Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o sobre o ISS \u00e9 uma das filhotes da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d. Nesse caso, ficou definido que os valores do tributo estadual s\u00e3o meramente transit\u00f3rios no caixa das companhias e t\u00eam como destino os cofres p\u00fablicos. Agora, os ministros analisam se o mesmo racioc\u00ednio pode ser aplicado nesta a\u00e7\u00e3o. Como est\u00e1 em repercuss\u00e3o geral, a decis\u00e3o impactar\u00e1 todos os casos semelhantes na Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Vota\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Na sess\u00e3o, Toffoli manteve seu voto, entendendo que o ISS integra a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. Ele relembrou a manifesta\u00e7\u00e3o no Tema 69 e disse que \u201ccontinua convencido que o ICMS integra a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins\u201d e que o julgamento de 2017 \u201cn\u00e3o conduz\u201d ao mesmo desfecho nesse caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, o consumidor final \u00e9 quem paga os valores do tributo, por estarem integrados ao pre\u00e7o do produto ou servi\u00e7o vendido ou ofertado pelas empresas, portanto, terminam fazendo parte da receita bruta das companhias e incorporados ao patrim\u00f4nio delas de \u201cmaneira definitiva\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Mendon\u00e7a acompanhou o relator, Celso de Mello (aposentado), e disse ser necess\u00e1rio preservar a jurisprud\u00eancia da Corte. \u201cPor coer\u00eancia interna e integridade \u00e0 jurisprud\u00eancia deste Supremo Tribunal Federal, entendo imperativo estender as mesmas conclus\u00f5es [do Tema 69] para o Tema 118\u201d, afirmou, na sess\u00e3o. Ele prop\u00f4s uma modula\u00e7\u00e3o do tema, isto \u00e9, limitar os efeitos da decis\u00e3o para a partir da publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Contexto<\/p>\n\n\n\n<p>O caso chegou ao STF no ano de 2008 por um recurso da empresa Via\u00e7\u00e3o Alvorada, concession\u00e1ria que presta servi\u00e7o de transporte rodovi\u00e1rio na cidade de Alvorada, na regi\u00e3o metropolitana de Porto Alegre. Ela recorre de um ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF-4) favor\u00e1vel \u00e0 inclus\u00e3o do ISS na base do PIS e da Cofins. A senten\u00e7a tamb\u00e9m foi contra a empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado da empresa no processo, o tributarista Heron Charneski, s\u00f3cio do Charneski Advogados, defendeu que a tese do s\u00e9culo deveria ser aplicada, por ser mais que filhote, e sim uma \u201ctese-irm\u00e3\u201d. \u201cA empresa n\u00e3o fatura o valor do ISS, assim como n\u00e3o fatura o valor do ICMS\u201d, disse ele, em sustenta\u00e7\u00e3o oral.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a representante da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), Patricia Grassi Os\u00f3rio, tamb\u00e9m em sustenta\u00e7\u00e3o oral, afirmou que \u201cn\u00e3o h\u00e1 qualquer parentesco\u201d entre os temas. \u201cN\u00e3o h\u00e1 aqui as mesmas raz\u00f5es de decidir do Tema 69\u201d, disse. Na vis\u00e3o da Uni\u00e3o, o ISS deve ser encarado como despesa. \u201cO ISS nada mais \u00e9 do que um custo da atividade empresarial t\u00edpica para quem explora determinada atividade econ\u00f4mica\u201d, completou Patricia.<\/p>\n\n\n\n<p>A procuradora lembrou que o Supremo e Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), em outros julgamentos, permitiram que um tributo possa compor a base de outro tributo. Citou o julgamento que declarou constitucional o ICMS na base da Contribui\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria sobre a Receita Bruta (CPRB) \u2014 imposto que tamb\u00e9m incide sobre receita \u2014 em 2021 (RE 1187264). \u201cEssa Corte, portanto, permanece entendendo que tributo pode compor a base de c\u00e1lculo de outro tributo ou dele mesmo\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes foram derrotados em quatro teses sobre tributos na base de tributos e venceram tr\u00eas nas Cortes superiores. Outros seis temas ainda ser\u00e3o julgados. Durante o julgamento de hoje, o pr\u00f3prio ministro Barroso ressaltou a quantidade de temas semelhantes. \u201cCom a ben\u00e7\u00e3o de Deus, a reforma tribut\u00e1ria vai acabar com essas discuss\u00f5es, se entra ou n\u00e3o na base de c\u00e1lculo do PIS e Cofins, porque ningu\u00e9m aguenta mais\u201d, brincou.<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lise<\/p>\n\n\n\n<p>A tributarista Ariane Guimar\u00e3es, s\u00f3cia do Mattos Filho, afirma que n\u00e3o \u00e9 comum os ministros alterarem voto do Plen\u00e1rio Virtual para o f\u00edsico em temas tribut\u00e1rios. A perspectiva para os contribuintes \u00e9 positiva, acrescenta, por conta do voto de Mendon\u00e7a. \u201cEra o que mais a gente precisava entender, porque n\u00e3o tinha diretriz sobre qual seria sua posi\u00e7\u00e3o\u201d, diz. \u201cPrecisamos aguardar uma s\u00e9rie de desdobramentos, mas a sinaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 positiva\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Heron Charneski, o voto de Mendon\u00e7a foi uma manifesta\u00e7\u00e3o relevante. \u201cEle trouxe precedentes que formaram o conceito de faturamento e receita na jurisprud\u00eancia do STF\u201d, afirma ele em entrevista ao Valor. \u201cN\u00e3o se tem decis\u00e3o definitiva, mas h\u00e1 um otimismo que a decis\u00e3o [da tese do s\u00e9culo] seja mantida.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Daniel \u00c1vila, s\u00f3cio do Locatelli Advogados, considera que os votos de Toffoli e Mendes n\u00e3o focaram tanto em conceitos jur\u00eddicos, mas no impacto fiscal para a Uni\u00e3o. \u201cTem pouca inclina\u00e7\u00e3o do Supremo em respeitar o que j\u00e1 foi definido no colegiado\u201d, diz. Segundo ele, o artigo 926 do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC) prev\u00ea que a jurisprud\u00eancia nos tribunais seja respeitada. \u201cOs votos dos ministros s\u00e3o mais vontades humanas do que t\u00e9cnica.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/28\/stf-retoma-julgamento-da-excluso-do-iss-na-base-do-pis-da-cofins.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/28\/stf-retoma-julgamento-da-excluso-do-iss-na-base-do-pis-da-cofins.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF tem 5 votos a 5 em julgamento sobre inclus\u00e3o do ISS na base do PIS\/Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal retomou nesta quarta-feira (28\/8) o julgamento que discute a inclus\u00e3o do ISS na base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. A an\u00e1lise come\u00e7ou em 2020, mas foi paralisada por um pedido de destaque do ministro Luiz Fux. O destaque foi posteriormente retirado.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso estava empatado por 4 a 4 antes de ser paralisado. O relator da mat\u00e9ria, ministro Celso de Mello (aposentado), entendeu que o ISS n\u00e3o integra a base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins. Ele foi seguido pelos ministros Ricardo Lewandowski (aposentad0), Rosa Weber (aposentada) e C\u00e1rmen L\u00facia. O ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a seguiu essa corrente ao votar nesta quarta. Os votos dos magistrados aposentados ser\u00e3o mantidos.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Dias Toffoli divergiu do relator. Antes de o caso ser paralisado, ele havia sido acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Lu\u00eds Roberto Barroso. Nesta quarta, foi acompanhado pelo ministro Gilmar Mendes. Falta o voto de Fux, que vai desempatar o julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso tem grande repercuss\u00e3o econ\u00f4mica. Uma decis\u00e3o a favor dos contribuintes, ou seja, pela n\u00e3o inclus\u00e3o do ISS, pode ter um impacto de R$ 35,4 bilh\u00f5es em cinco anos, segundo a Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto do relator<\/p>\n\n\n\n<p>Celso de Mello entendeu que a parcela correspondente ao recolhimento do ISS n\u00e3o tem natureza de receita ou de faturamento, qualificando-se como simples ingresso financeiro que transita pelo patrim\u00f4nio e pela contabilidade do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cImp\u00f5e-se a exclus\u00e3o do ISS da base de c\u00e1lculo do PIS e da COFINS, que constituem contribui\u00e7\u00f5es destinadas ao financiamento da seguridade social, enfatizando-se que o entendimento do Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal \u2014 firmado em sede de repercuss\u00e3o geral a prop\u00f3sito do ICMS \u2014 revela-se inteiramente aplic\u00e1vel ao ISS em raz\u00e3o dos mesmos fundamentos que deram suporte \u00e0quele julgado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro prop\u00f4s a seguinte tese de repercuss\u00e3o geral:<\/p>\n\n\n\n<p>O valor correspondente ao ISS n\u00e3o integra a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es sociais referentes ao PIS e \u00e0 Cofins, pelo fato de o ISS qualificar-se como simples ingresso financeiro que meramente transita, sem qualquer car\u00e1ter de definitividade, pelo patrim\u00f4nio e pela contabilidade do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Mendon\u00e7a acompanhou Celso de Mello ao votar nesta quarta. Segundo ele, por ser simples ingresso financeiro que transita pelo patrim\u00f4nio do contribuinte, o ISS n\u00e3o tem natureza de receita ou faturamento e, portanto, n\u00e3o deve integrar a base do PIS\/Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO valor arrecadado a t\u00edtulo de ISS, por n\u00e3o se incorporar definitivamente ao patrim\u00f4nio do contribuinte, n\u00e3o integra a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es sociais referentes ao PIS e \u00e0 Cofins\u201d, argumentou ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Mendon\u00e7a acompanhou o relator na tese, mas prop\u00f4s que o texto seja mais curto caso a corte reabra a discuss\u00e3o sobre quais ser\u00e3o os termos da tese final. O ministro prop\u00f4s que a reda\u00e7\u00e3o seja a seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p>O ISS n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo para a incid\u00eancia do PIS e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Diverg\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>Toffoli manteve a diverg\u00eancia ao reler seu voto nesta quarta. Segundo ele, a tese de que o ICMS n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo para a incid\u00eancia do PIS e da Cofins n\u00e3o conduz \u00e0 tese de que o valor correspondente ao ISS tamb\u00e9m n\u00e3o integra a base das duas contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A refer\u00eancia ao ICMS trata da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-abr-29\/filhotes-tese-seculo-geram-incerteza-judicializacao\/\">chamada \u201ctese do s\u00e9culo\u201d<\/a>&nbsp;(RE 574.706), em que o Supremo discutiu se o conceito de renda pode abarcar os tributos que comp\u00f5em os pre\u00e7os das opera\u00e7\u00f5es praticadas pelos contribuintes. Em 2017,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2017-mar-15\/icms-nao-integra-base-calculo-pis-cofins-define-supremo\/\">ficou decidido que o ICMS n\u00e3o integra a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDe mais a mais, n\u00e3o h\u00e1 normas ditando que o ISS deva seguir aquela mesma t\u00e9cnica de tributa\u00e7\u00e3o que \u00e9 pr\u00f3pria do ICMS. Isto \u00e9, n\u00e3o existe repercuss\u00e3o escritural do ISS para o pr\u00f3ximo da cadeia econ\u00f4mica\u201d, disse Toffoli.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro prop\u00f4s a seguinte tese:<\/p>\n\n\n\n<p>O valor correspondente ao ISS integra a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es sociais referentes ao PIS e \u00e0 Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 592.616<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-28\/supremo-tem-4-votos-a-2-contra-inclusao-do-iss-na-base-do-pis-cofins\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-28\/supremo-tem-4-votos-a-2-contra-inclusao-do-iss-na-base-do-pis-cofins\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mantida a senten\u00e7a que garantiu emiss\u00e3o do Certificado de Regularidade do FGTS a empresa inadimplente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Uma mineradora garantiu o direito de receber o Certificado de Regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS), emitido pela Caixa Econ\u00f4mica Federal (CEF), mesmo existindo d\u00e9bitos em nome da empresa. A decis\u00e3o \u00e9 da 5\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF1) que manteve a senten\u00e7a da 16\u00aa Vara Federal da Se\u00e7\u00e3o Judici\u00e1ria da Bahia (SJBA).<\/p>\n\n\n\n<p>A emiss\u00e3o do documento foi negada administrativamente, mesmo tendo a empresa interposto recurso acerca dos valores devidos ainda pendente de an\u00e1lise final da Caixa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o relator, desembargador federal Carlos Augusto Pires Brand\u00e3o, explicou que, de acordo com o art.45 do Decreto n. 99.684\/90, a empresa tem direito \u00e0 obten\u00e7\u00e3o do Certificado de Regularidade, caso esteja em dia com todas as obriga\u00e7\u00f5es com o FGTS.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, segundo o magistrado, mesmo a mineradora estando inadimplente com as referidas obriga\u00e7\u00f5es, \u201chavia recurso acerca da legalidade dos d\u00e9bitos. Assim, ante a pend\u00eancia de decis\u00e3o em procedimento administrativo, os valores n\u00e3o s\u00e3o exig\u00edveis para fins de emiss\u00e3o do certificado pleiteado, devendo ser mantida a senten\u00e7a que assegurou a expedi\u00e7\u00e3o do documento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do Colegiado foi un\u00e2nime acompanhando o voto do relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: 1027125-80.2022.4.01.3300<\/p>\n\n\n\n<p>Data da publica\u00e7\u00e3o: 25\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>LC\/MLS<\/p>\n\n\n\n<p>Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Social<\/p>\n\n\n\n<p>Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.trf1.jus.br\/trf1\/noticias\/mantida-a-sentenca-que-garantiu-emissao-do-certificado-de-regularidade-do-fgts-a-empresa-inadimplente-\">https:\/\/www.trf1.jus.br\/trf1\/noticias\/mantida-a-sentenca-que-garantiu-emissao-do-certificado-de-regularidade-do-fgts-a-empresa-inadimplente-<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por excesso de rigor, STJ reduz pena de condenado por sonega\u00e7\u00e3o fiscal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A 6\u00aa turma do STJ, por unanimidade, concedeu habeas corpus de of\u00edcio para reduzir a pena de um homem condenado por sonega\u00e7\u00e3o fiscal e emiss\u00e3o de notas fiscais inid\u00f4neas. O colegiado considerou que a aplica\u00e7\u00e3o do c\u00famulo material foi excessivamente rigorosa, especialmente levando em conta que o r\u00e9u era prim\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os autos, o r\u00e9u foi condenado por crimes contra a ordem tribut\u00e1ria, com a inten\u00e7\u00e3o de suprimir o pagamento de ICMS e gerar cr\u00e9ditos indevidos. Inicialmente, a pena foi estabelecida em oito anos, dez meses e 20 dias de reclus\u00e3o, al\u00e9m de 42 dias-multa, em regime fechado, com base na identifica\u00e7\u00e3o de dois per\u00edodos distintos de crimes continuados.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a defesa, o MP, ao apresentar a den\u00fancia, imputou ao empres\u00e1rio a pr\u00e1tica do crime em continuidade delitiva, considerando o per\u00edodo de 2013 a 2014 como um todo, e n\u00e3o em blocos temporais distintos, como foi reconhecido na senten\u00e7a da ju\u00edza de origem, posteriormente mantida pelo TJ\/SP.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do caso, ministro Sebasti\u00e3o Reis J\u00fanior, ao reavaliar a situa\u00e7\u00e3o, concluiu que a aplica\u00e7\u00e3o do c\u00famulo material era excessivamente rigorosa, especialmente considerando que o r\u00e9u era prim\u00e1rio e n\u00e3o apresentava circunst\u00e2ncias judiciais desfavor\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Todavia, no caso concreto, \u00e0 m\u00edngua de requerimento acusat\u00f3rio neste sentido, aliada \u00e0s circunst\u00e2ncias particulares do agravante, prim\u00e1rio e com circunst\u00e2ncias judiciais todas favor\u00e1veis, saltam aos olhos a presen\u00e7a de excesso de rigor punitivo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o magistrado ressaltou que, apesar do entendimento das inst\u00e2ncias inferiores, seria vi\u00e1vel reconhecer a continuidade delitiva, conforme solicitado pelo MP\/SP, aplicando-a a todo o per\u00edodo descrito na den\u00fancia, de fevereiro de 2013 a junho de 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, devido ao reconhecimento do excesso de rigor na aplica\u00e7\u00e3o inicial da pena, o colegiado concedeu HC de of\u00edcio,&nbsp;reduzindo a pena para quatro anos, cinco meses e dez dias de reclus\u00e3o, al\u00e9m de 21 dias-multa, com determina\u00e7\u00e3o de cumprimento em regime semiaberto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os advogados \u00c1tila Machado, Luiz Augusto Sartori de Castro, Giovana Paiva e Lu\u00edsa Alasmar, do escrit\u00f3rio Machado &amp; Sartori de Castro Advogados, atuaram no feito.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: AREsp 2.561.037<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/414235\/por-excesso-de-rigor-stj-reduz-pena-de-condenado-por-sonegacao-fiscal\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/414235\/por-excesso-de-rigor-stj-reduz-pena-de-condenado-por-sonegacao-fiscal<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF volta a suspender an\u00e1lise sobre ISS em industrializa\u00e7\u00e3o por encomenda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal voltou a suspender nesta quinta-feira (29\/8) o julgamento que discute a incid\u00eancia do Imposto Sobre Servi\u00e7os (ISS) em opera\u00e7\u00f5es de industrializa\u00e7\u00e3o por encomenda. O ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a pediu vista.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso estava paralisado desde abril de 2023, quando o ministro Alexandre de Moraes pediu vista. Desde aquele momento j\u00e1 havia maioria formada para declarar a inconstitucionalidade da incid\u00eancia do ISS sobre opera\u00e7\u00f5es de galvanoplastia, anodiza\u00e7\u00e3o, corte, recorte e acabamento de objetos que sejam destinados \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o ou \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu o voto do relator, ministro Dias Toffoli. H\u00e1, no entanto, pequenas diverg\u00eancias quanto \u00e0 modula\u00e7\u00e3o de efeitos da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso concreto \u00e9 o de uma empresa de Contagem (MG) contratada para cortar bobinas de a\u00e7o em chapas. O munic\u00edpio alega que pode tributar a atividade porque ela est\u00e1 descrita na lista que orienta o que s\u00e3o servi\u00e7os geradores de ISS, anexa \u00e0 Lei Complementar 116\/2003.<\/p>\n\n\n\n<p>00:00\/03:42<\/p>\n\n\n\n<p>O subitem 14.05 da lista indica que incide ISS sobre processos como galvanoplastia, anodiza\u00e7\u00e3o, corte, recorte e acabamento de objetos quaisquer \u2014 que est\u00e3o envolvidos na atividade praticada pela empresa. As inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias e o Superior Tribunal de Justi\u00e7a deram raz\u00e3o ao munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto do relator<\/p>\n\n\n\n<p>Toffoli considerou inconstitucional a incid\u00eancia do ISS prevista no subitem 14.05 da LC 116\/2003 se os objetos s\u00e3o destinados \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o ou \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado prop\u00f4s a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos de seu voto para impedir a cobran\u00e7a do ISS sobre fatos geradores ocorridos at\u00e9 a v\u00e9spera do dia da publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento do m\u00e9rito e a repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito do ISS para quem recolheu o imposto at\u00e9 a mesma data. Nesse caso, a Uni\u00e3o n\u00e3o poderia cobrar o IPI sobre os mesmos fatos geradores.<\/p>\n\n\n\n<p>As ressalvas \u00e0 modula\u00e7\u00e3o seriam as a\u00e7\u00f5es judiciais ajuizadas at\u00e9 a mesma data \u2014 o que inclui repeti\u00e7\u00f5es de ind\u00e9bito e execu\u00e7\u00f5es fiscais sobre a incid\u00eancia do ISS \u2014 e os casos de bitributa\u00e7\u00e3o comprovada, com rela\u00e7\u00e3o a fatos geradores ocorridos at\u00e9 a data em quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesses casos, o contribuinte teria direito \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito do ISS independentemente de propor a\u00e7\u00e3o judicial at\u00e9 esse marco. J\u00e1 nas hip\u00f3teses de n\u00e3o recolhimento do ISS ou do IPI, incidiria o IPI em rela\u00e7\u00e3o aos fatos geradores ocorridos at\u00e9 o dia mencionado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ciclo econ\u00f4mico<\/p>\n\n\n\n<p>Toffoli afirmou que as previs\u00f5es da lei complementar podem ser ignoradas quando a atividade definida como servi\u00e7o tribut\u00e1vel n\u00e3o o for ou envolver o fornecimento de mercadorias \u201cde vulto significativo e com efeito cumulativo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o ministro, a lei complementar n\u00e3o pode expandir a compet\u00eancia tribut\u00e1ria atribu\u00edda pela Constitui\u00e7\u00e3o aos munic\u00edpios. A LC 116\/2003 n\u00e3o ressalvou os objetos destinados \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o ou \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o no subitem 14.05.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, \u201cdeformou o crit\u00e9rio material do ISS\u201d, invadiu a compet\u00eancia tribut\u00e1ria da Uni\u00e3o e provocou \u201cefeito cumulativo relevante\u201d do imposto municipal em rela\u00e7\u00e3o ao IPI, segundo Toffoli.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o magistrado, \u201ca solu\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia a respeito da tributa\u00e7\u00e3o incidente sobre a industrializa\u00e7\u00e3o por encomenda perpassa pela an\u00e1lise do papel que essa atividade tem na cadeia econ\u00f4mica, e n\u00e3o propriamente pela an\u00e1lise isolada da atividade-fim desempenhada pela ind\u00fastria contratada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o bem retorna \u00e0 circula\u00e7\u00e3o ou passa por nova industrializa\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a industrializa\u00e7\u00e3o por encomenda, este primeiro processo representa apenas uma fase do ciclo econ\u00f4mico e n\u00e3o est\u00e1 sujeito ao ISS.<\/p>\n\n\n\n<p>Por esse crit\u00e9rio, o relator entendeu que o imposto n\u00e3o se aplica a objetos destinados \u00e0 circula\u00e7\u00e3o ou \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o em casos de atividades de restaura\u00e7\u00e3o, recondicionamento, acondicionamento, pintura, beneficiamento, lavagem, secagem, tingimento, galvanoplastia, anodiza\u00e7\u00e3o, corte, recorte, plastifica\u00e7\u00e3o, costura, acabamento, polimento e afins.<\/p>\n\n\n\n<p>Toffoli lembrou que a 1\u00aa Turma do STF, em 2014, reconheceu a inconstitucionalidade da cobran\u00e7a de ISS quanto \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o por encomenda feita em materiais fornecidos pelo contratante, que eram retornados a ele e comercializados (RE 606.960).<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o, discutiu-se a incid\u00eancia do ISS sobre atividade de desdobramento e beneficiamento de bloco ou chapa de granito e m\u00e1rmore (corte, recorte ou polimento, nas defini\u00e7\u00f5es do subitem 14.05).<\/p>\n\n\n\n<p>No ano seguinte, a 1\u00aa Turma chegou \u00e0 mesma conclus\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 industrializa\u00e7\u00e3o por encomenda em materiais fornecidos pelo contratante, embora tal atividade configurasse, no caso concreto, etapa intermedi\u00e1ria do ciclo produtivo da mercadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Quest\u00e3o de multa<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso extraordin\u00e1rio ainda aborda a defini\u00e7\u00e3o de limites para a fixa\u00e7\u00e3o da multa fiscal morat\u00f3ria, que no caso representou 30% do valor do d\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<p>Toffoli sugeriu a ado\u00e7\u00e3o do limite m\u00e1ximo de 20% do valor do d\u00e9bito para as multas morat\u00f3rias, com as varia\u00e7\u00f5es temporais (dia de atraso, m\u00eas etc.) a cargo de cada lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele recordou que o Plen\u00e1rio da corte j\u00e1 estabeleceu a constitucionalidade de multas morat\u00f3rias nesse percentual (RE 582.461), por consider\u00e1-las razo\u00e1veis e suficientes para punir quem deixar de pagar o tributo no tempo devido.<\/p>\n\n\n\n<p>Em julgamentos antigos, a 2\u00aa Turma reduziu multas de 100% para 30%. Em precedente mais atual, validou uma multa de 40%. J\u00e1 a 1\u00aa Turma, em casos bem mais recentes, reduziu multas de 30% para 20%.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, a an\u00e1lise da multa ficou prejudicada, pois ela foi aplicada devido \u00e0 falta de pagamento do ISS \u2014 que, pelo voto de Toffoli, n\u00e3o precisava ser recolhido.<\/p>\n\n\n\n<p>Demais votos<\/p>\n\n\n\n<p>As ministras C\u00e1rmen L\u00facia e Rosa Weber (aposentada) e o ministro Edson Fachin acompanharam o relator. J\u00e1 os ministros Luiz Fux, Lu\u00eds Roberto Barroso e Cristiano Zanin fizeram uma pequena ressalva quanto \u00e0 modula\u00e7\u00e3o proposta por Toffoli: posicionaram-se contra a exclus\u00e3o da incid\u00eancia do IPI.<\/p>\n\n\n\n<p>Fux, acompanhado por Barroso, lembrou que a cobran\u00e7a do IPI sobre as mesmas opera\u00e7\u00f5es n\u00e3o foi questionada na demanda. Com isso, sequer foram debatidas as diversas posi\u00e7\u00f5es sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Na peti\u00e7\u00e3o inicial, o pr\u00f3prio contribuinte reconheceu que o tributo federal faz parte de seu processo produtivo. \u201cFazer a tese do precedente vinculante alcan\u00e7ar as disposi\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 incid\u00eancia do IPI ultrapassaria o objeto da lide\u201d, explicou Fux.<\/p>\n\n\n\n<p>Alexandre apresentou voto-vista na sess\u00e3o desta quarta. Ele divergiu quanto \u00e0 incid\u00eancia do ISS e \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o do caso concreto, mas seguiu Toffoli quanto ao teto da multa.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 882.461<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-29\/stf-volta-a-suspender-analise-sobre-iss-em-industrializacao-por-encomenda\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-29\/stf-volta-a-suspender-analise-sobre-iss-em-industrializacao-por-encomenda\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supremo e C\u00e2mara discutem ITCMD sobre VGBL e PGBL com teses opostas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal discute \u2014 em&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-26\/supremo-suspende-analise-de-itcmd-sobre-vgbl-e-pgbl-em-caso-de-morte\/\">julgamento de repercuss\u00e3o geral interrompido<\/a>&nbsp;na \u00faltima segunda-feira (26\/8) \u2014 um tema que interfere na validade de uma regra prevista na regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria que tramita na C\u00e2mara: a cobran\u00e7a do Imposto de Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o (ITCMD) sobre repasses feitos aos benefici\u00e1rios no caso de morte do titular de plano previdenci\u00e1rio privado nas modalidades VGBL ou PGBL.<\/p>\n\n\n\n<p>Os tr\u00eas votos depositados at\u00e9 agora indicam um posicionamento contr\u00e1rio ao texto do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=2438459\">segundo projeto de lei complementar (PLP)<\/a>&nbsp;da reforma. Especialistas entrevistados pela revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico&nbsp;entendem que, caso esse cen\u00e1rio se mantenha ao final do julgamento e da tramita\u00e7\u00e3o legislativa, a nova regra j\u00e1 nascer\u00e1 inconstitucional \u2014 ou, no m\u00ednimo, enfraquecida.<\/p>\n\n\n\n<p>Contexto<\/p>\n\n\n\n<p>VGBL e PGBL s\u00e3o tipos de previd\u00eancia privada aberta. No plano vida gerador de benef\u00edcio livre (VGBL), o Imposto de Renda incide apenas sobre os rendimentos. J\u00e1 no plano gerador de benef\u00edcio livre (PGBL), o IR \u00e9 pago sobre todo o capital acumulado \u2014 ou seja, o total resgatado ou recebido \u2014, mas \u00e9 poss\u00edvel abater at\u00e9 12% da renda tribut\u00e1vel anual.<\/p>\n\n\n\n<p>O PGBL \u00e9 considerado uma cobertura por sobreviv\u00eancia. Ap\u00f3s certo tempo, o titular pode receber todo o dinheiro investido e os rendimentos obtidos ou receb\u00ea-los em parcelas mensais.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o VGBL \u00e9 considerado um seguro, regulado pela Superintend\u00eancia de Seguros Privados (Susep). O titular pode escolher quem recebe os valores por ocasi\u00e3o de sua morte e direcionar percentuais distintos do total para diferentes benefici\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o titular de um VGBL ou PGBL morre, os recursos investidos s\u00e3o transferidos de forma direta para os benefici\u00e1rios do plano. Alguns estados, como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paran\u00e1 e Acre, cobram ITCMD sobre esses repasses.<\/p>\n\n\n\n<p>Congresso x STF<\/p>\n\n\n\n<p>O texto-base do segundo PLP da regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria prev\u00ea a incid\u00eancia do ITCMD sobre os valores recebidos pelos benefici\u00e1rios de planos PGBL e VGBL. H\u00e1 ainda uma previs\u00e3o de isen\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a nos casos de investimentos em VGBL feitos mais de cinco anos antes da transmiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, o STF busca estabelecer uma tese sobre o tema na an\u00e1lise de tr\u00eas recursos extraordin\u00e1rios. A discuss\u00e3o tem origem em uma decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio de Janeiro que validou a cobran\u00e7a sobre os repasses a benefici\u00e1rios do PGBL.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Gilmar Mendes pediu vista dos autos tr\u00eas dias ap\u00f3s o in\u00edcio do julgamento virtual. Antes da interrup\u00e7\u00e3o, tr\u00eas ministros votaram pela inconstitucionalidade da incid\u00eancia do ITCMD sobre os repasses de ambas as modalidades de planos. Alexandre de Moraes e Fl\u00e1vio Dino acompanharam o relator, Dias Toffoli.<\/p>\n\n\n\n<p>Impacto<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento de Toffoli contraria a previs\u00e3o da reforma. Assim, caso o voto do relator prevale\u00e7a no Supremo e o texto do PLP seja aprovado no Congresso como est\u00e1, haver\u00e1 um atrito entre tese e lei.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado&nbsp;Rafael Pandolfo, s\u00f3cio-fundador de um escrit\u00f3rio com seu nome, focado em Direito Tribut\u00e1rio, diz que, mesmo nesse cen\u00e1rio hipot\u00e9tico, os estados poderiam argumentar que a publica\u00e7\u00e3o de uma nova lei complementar altera o cen\u00e1rio analisado pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, a cobran\u00e7a do ITCMD nesses casos est\u00e1 prevista apenas em leis estaduais. Ou seja, o resultado do julgamento n\u00e3o garante que o Congresso abriria m\u00e3o de manter tal tributa\u00e7\u00e3o na reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara aprovou o texto-base do PLP, mas ainda precisa votar as emendas. Uma delas, proposta pelo deputado Domingos Neto (PSD-CE), busca retirar a incid\u00eancia do ITCMD sobre todos os planos de previd\u00eancia complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>Henrique de Palma, s\u00f3cio da \u00e1rea tribut\u00e1ria do escrit\u00f3rio Cescon Barrieu, n\u00e3o acredita que o julgamento vai influenciar no texto do projeto ou \u201ccompelir os congressistas a mudarem a reda\u00e7\u00e3o\u201d.&nbsp;Mas o advogado entende que n\u00e3o h\u00e1 como fugir de uma discuss\u00e3o ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele n\u00e3o considera que a norma j\u00e1 nasceria morta, mas ressalta que a tese precisaria ser observada. Ap\u00f3s uma decis\u00e3o de repercuss\u00e3o geral, todos os tribunais t\u00eam de observar a tese definida pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o de Pandolfo, uma eventual decis\u00e3o do Supremo com a tese de Toffoli traria um novo argumento t\u00e9cnico ao debate, o que enfraqueceria muito a regra prevista no texto atual da reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, \u201ca lei nasceria inconstitucional, pois as raz\u00f5es de decidir adotadas pelo STF n\u00e3o poderiam ser contornadas por legisla\u00e7\u00e3o infraconstitucional\u201d. De acordo com ele, \u201cpara que essa tributa\u00e7\u00e3o fosse vi\u00e1vel, seria necess\u00e1ria a altera\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa tamb\u00e9m \u00e9 a opini\u00e3o do advogado&nbsp;Alessandro Fonseca, s\u00f3cio de gest\u00e3o patrimonial, fam\u00edlia e sucess\u00f5es do Mattos Filho. Ele considera que haveria nessa situa\u00e7\u00e3o \u201cinconstitucionalidade superveniente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Tese do relator<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, Toffoli afirmou que o PGBL e o VGBL garantem ao titular o pagamento de renda complementar \u00e0 aposentadoria, mas, no caso de morte, eles passam a cumprir uma \u201cfinalidade acess\u00f3ria\u201d e funcionar como um seguro de vida, com repasses aos benefici\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo 794 do C\u00f3digo Civil diz que, nos seguros de vida, \u201co capital estipulado\u201d n\u00e3o \u00e9 considerado heran\u00e7a. Para o magistrado, essa ideia se aplica ao caso. Ou seja, \u201cas import\u00e2ncias repassadas aos benefici\u00e1rios n\u00e3o integram o invent\u00e1rio\u201d do falecido.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso \u00e9 confirmado pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2004-2006\/2005\/lei\/l11196.htm\">Lei 11.196\/2005<\/a>, segundo a qual, no caso de morte do participante, os benefici\u00e1rios podem resgatar quotas ou receber benef\u00edcio continuado \u201cindependentemente da abertura de invent\u00e1rio ou procedimento semelhante\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Palma, Pandolfo e Fonseca concordam com os fundamentos adotados pelo magistrado. A ideia central \u00e9 que, quando algu\u00e9m contrata um plano VGBL ou PGBL, os objetivos principais s\u00e3o o ganho pessoal e o resgate no futuro, n\u00e3o uma eventual transmiss\u00e3o dos valores ap\u00f3s a morte.<\/p>\n\n\n\n<p>O s\u00f3cio do Cescon Barrieu acrescenta que o benefici\u00e1rio de um plano do tipo n\u00e3o precisa ser herdeiro do titular.<\/p>\n\n\n\n<p>Manobras contra o imposto<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a C\u00e2mara aprovou o texto-base do PLP, no \u00faltimo dia 13, o relator, deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE), argumentou que pessoas mais ricas passam d\u00e9cadas aplicando em fundos de investimento, mas migram para o VGBL quando completam 70 ou 75 anos de idade, com o intuito de n\u00e3o pagar o ITCMD.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, a inclus\u00e3o dessa tributa\u00e7\u00e3o na reforma \u00e9 uma maneira de evitar esse \u201cplanejamento tribut\u00e1rio\u201d e impedir que previd\u00eancias privadas sejam usadas para driblar o imposto.&nbsp;Mas Pandolfo afirma que casos do tipo s\u00e3o extraordin\u00e1rios: \u201cA burla pode ocorrer apenas nas opera\u00e7\u00f5es an\u00f4malas, simuladas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Palma, por sua vez, diz que os planos de previd\u00eancia privada s\u00e3o formas leg\u00edtimas de transmiss\u00e3o de bens, o que n\u00e3o exclui a exist\u00eancia de algumas situa\u00e7\u00f5es de \u201cabuso de forma\u201d. Para ele, \u00e9 necess\u00e1ria uma an\u00e1lise caso a caso.<\/p>\n\n\n\n<p>E Fonseca exemplificou uma \u201csitua\u00e7\u00e3o extrema\u201d: uma pessoa hipot\u00e9tica de 95 anos possui diversas aplica\u00e7\u00f5es financeiras, transfere tudo para um plano de previd\u00eancia privada e nomeia seus herdeiros como benefici\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, isso n\u00e3o tem \u201csubst\u00e2ncia econ\u00f4mica\u201d. E \u201ctudo aquilo que n\u00e3o tem prop\u00f3sito negocial, na perspectiva tribut\u00e1ria, carece de legitimidade\u201d. Sem legitimidade, pode haver \u201cdesconsidera\u00e7\u00e3o de atos e fatos, por aus\u00eancia de subst\u00e2ncia econ\u00f4mica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, \u201cmuito embora a forma jur\u00eddica nesse exemplo seja v\u00e1lida, a ess\u00eancia n\u00e3o existe\u201d. Isso porque a inten\u00e7\u00e3o dessa pessoa \u201cseguramente \u00e9 reduzir a carga tribut\u00e1ria\u201d. O advogado aponta que uma transa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 leg\u00edtima se seu \u00fanico prop\u00f3sito \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, se houver esse desvirtuamento, os produtos precisam ser \u201cautuados e alcan\u00e7ados pelo tributo\u201d. Mas, para Fonseca, presumir a falta de boa-f\u00e9 \u00e9 \u201cmuito perigoso\u201d. No geral, as rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o consideradas honestas at\u00e9 que se prove o contr\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sua vis\u00e3o, \u00e9 preciso tomar muito cuidado para que \u201cuma m\u00e1 pr\u00e1tica adotada por algumas pessoas n\u00e3o paute a rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica\u201d. A solu\u00e7\u00e3o seria conferir \u201cse houve prop\u00f3sito negocial\u201d e \u201cqual foi a inten\u00e7\u00e3o\u201d das partes.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.363.013<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-30\/supremo-e-camara-discutem-itcmd-em-vgbl-e-pgbl-com-direcionamentos-opostos\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-30\/supremo-e-camara-discutem-itcmd-em-vgbl-e-pgbl-com-direcionamentos-opostos\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF julga imunidade tribut\u00e1ria na importa\u00e7\u00e3o de vinis de artistas brasileiros<\/strong><br>Data: 31\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) come\u00e7ou a julgar nesta sexta-feira, 30, se \u00e9 poss\u00edvel aplicar a imunidade tribut\u00e1ria na importa\u00e7\u00e3o de discos de vinil com m\u00fasicas de artistas brasileiros. O primeiro voto, do relator, o ministro Gilmar Mendes, foi contra a isen\u00e7\u00e3o de ICMS na opera\u00e7\u00e3o. Ele foi seguido pelos ministros Fl\u00e1vio Dino e Alexandre de Moraes.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento ocorre no Plen\u00e1rio Virtual e termina na pr\u00f3xima sexta-feira, dia 6. Como est\u00e1 em repercuss\u00e3o geral, a decis\u00e3o se aplica para todos os casos semelhantes no Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso \u00e9 da empresa Novodisc M\u00eddia Digital contra ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de S\u00e3o Paulo (TJSP) que reformou senten\u00e7a favor\u00e1vel \u00e0 importadora. O juiz de primeiro grau havia entendido que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal concedeu o benef\u00edcio fiscal a esses produtos com finalidade de \u201cpromover a cultura brasileira, bem como desestimular a pirataria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o TJSP concluiu que a previs\u00e3o \u201cn\u00e3o alberga fonogramas e videofonogramas contendo obras musicais de artistas brasileiros, mas produzidos fora do Brasil\u201d. A controv\u00e9rsia reside em saber a extens\u00e3o da imunidade contida na Emenda Constitucional n\u00ba 75\/2013, oriunda da Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) n\u00ba 98\/2007, conhecida como \u201cPEC da M\u00fasica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ministro Gilmar Mendes, relator do caso no STF, a altera\u00e7\u00e3o legislativa \u201cpretendia conferir a imunidade tribut\u00e1ria para equilibrar, em rela\u00e7\u00e3o aos produtos piratas, n\u00e3o apenas a etapa de comercializa\u00e7\u00e3o de obras musicais, mas tamb\u00e9m a de produ\u00e7\u00e3o\u201d. O objetivo, segundo o decano, era o de combater o com\u00e9rcio ilegal, tornando o produto brasileiro original mais atrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, s\u00f3 valeria para os produtos produzidos no Brasil. Se o STF permitisse a imunidade de forma ampla, &#8220;esta Corte n\u00e3o estaria interpretando a finalidade subjacente \u00e0 norma constitucional em exame, mas, em verdade, estar-se-ia criando uma imunidade por analogia\u201d, adiciona Mendes (ARE 1244302 ou Tema 1083).<\/p>\n\n\n\n<p>O relator acatou os argumentos da Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR), que tamb\u00e9m foi contra o provimento do recurso. Pelo parecer da PGR, a interpreta\u00e7\u00e3o pretendida pela empresa \u201cpossibilitaria a replica\u00e7\u00e3o do debate para outros atores que integram o processo de produ\u00e7\u00e3o de fonogramas e videofonogramas contendo obras musicais de autores brasileiros, como os servi\u00e7os de streaming, importadores de dispositivos m\u00f3veis como celulares e pendrives, dentre outros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Mendes prop\u00f4s a fixa\u00e7\u00e3o da seguinte tese: \u201cA imunidade tribut\u00e1ria prevista no artigo 150, inciso VI, al\u00ednea \u2018e\u2019, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal n\u00e3o se aplica \u00e0s importa\u00e7\u00f5es de suportes materiais produzidos fora do Brasil, ainda que contenha obra musical de artista brasileiro.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota enviada ao Valor, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) de S\u00e3o Paulo defendeu a incid\u00eancia do ICMS, pois a imunidade &#8220;alcan\u00e7a apenas fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil\u201d, conforme parecer da PGR e voto do relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o tributarista Guilherme Tostes, do Bichara Advogados, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas que o dispositivo da lei busca incentivar a produ\u00e7\u00e3o musical no Brasil. \u201cA d\u00favida que fica \u00e9 se essa imunidade no artigo 150 da Constitui\u00e7\u00e3o est\u00e1 restrita \u00e0 produ\u00e7\u00e3o musical ou tamb\u00e9m a produ\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio disco, da pr\u00f3pria m\u00eddia f\u00edsica que vai conter essa produ\u00e7\u00e3o musical\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o dele, o dispositivo legal d\u00e1 margem a uma interpreta\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel aos contribuintes. \u201cExiste uma linha razo\u00e1vel de discuss\u00e3o de que essa imunidade traz dois crit\u00e9rios, o primeiro deles, que realmente os fonogramas sejam produzidos no Brasil com obras de autores brasileiros, mas tamb\u00e9m cont\u00e9m outra parte que d\u00e1 a entender que os suportes materiais com as obras de artistas brasileiros tamb\u00e9m est\u00e3o amparados pela imunidade\u201d, completa Tostes, acrescentando que caso fosse admitida a imunidade, tamb\u00e9m valeria para o IPI.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Guilherme Dometerco, s\u00f3cio do Amaral, Yazbek Advogados, que representa o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT) na a\u00e7\u00e3o, que \u00e9 amicus curiae (parte interessada), cabe uma interpreta\u00e7\u00e3o mais restritiva. \u201cQuando a Constitui\u00e7\u00e3o Federal previu essa imunidade, era para fortalecer principalmente a ind\u00fastria nacional, n\u00e3o somente os artistas, mas toda a cadeia nacional de produ\u00e7\u00e3o dessas m\u00eddias e tornar mais competitiva em face da pirataria\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Dometerco alerta que se for concedida a imunidade, poderia se buscar a aplica\u00e7\u00e3o da imunidade aos demais aparelhos tecnol\u00f3gicos, como dispositivos bluetooth e celulares. \u201cNo final, seria um preju\u00edzo para a ind\u00fastria nacional e de todos os bens de produ\u00e7\u00e3o que geram emprego no pa\u00eds\u201d, avalia.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado S\u00e9rgio Pereira Cavalheiro, que representa a Novodisc no caso, foi procurado, mas n\u00e3o deu retorno at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria, assim como a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/31\/stf-julga-imunidade-tributaria-na-importacao-de-vinis-de-artistas-brasileiros.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/31\/stf-julga-imunidade-tributaria-na-importacao-de-vinis-de-artistas-brasileiros.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Toffoli suspende a\u00e7\u00f5es que discutem PIS\/Cofins sobre receitas de bancos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o central envolve a cobran\u00e7a das contribui\u00e7\u00f5es sobre as receitas brutas operacionais das institui\u00e7\u00f5es financeiras. Ap\u00f3s o STF fixar, em 2023, a tese de que essas receitas devem integrar a base de c\u00e1lculo dos tributos, diversos bancos, que antes se beneficiavam de decis\u00f5es favor\u00e1veis, passaram a estar sujeitos \u00e0 cobran\u00e7a pelo fisco Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido do Banco Santander foi fundamentado nos arts. 1.035, \u00a7 5\u00ba, 1.037, II e 1.040 do CPC, dispositivos que disciplinam a valoriza\u00e7\u00e3o de precedentes judiciais e a uniformidade das decis\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A institui\u00e7\u00e3o financeira afirmou que a suspens\u00e3o nacional j\u00e1 foi aplicada em casos similares, citando como exemplo o RE 566.622.<\/p>\n\n\n\n<p>O argumento principal \u00e9 que a suspens\u00e3o evitaria decis\u00f5es conflitantes e garantiria tratamento ison\u00f4mico aos jurisdicionados, principalmente considerando a possibilidade de modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da decis\u00e3o do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, solicitou que a decis\u00e3o do STF tenha efeitos prospectivos, ou seja, que passe a valer apenas ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento ou a partir da entrada em vigor da lei 12.973\/14.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o pedido, ministro Dias Toffoli destacou que, embora o CPC preveja a possibilidade de suspens\u00e3o de processos quando h\u00e1 reconhecimento de repercuss\u00e3o geral, essa medida n\u00e3o \u00e9 autom\u00e1tica. Assim, cabe ao relator decidir quanto \u00e0 necessidade e adequa\u00e7\u00e3o da suspens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Toffoli enfatizou que, no caso, a suspens\u00e3o nacional \u00e9 necess\u00e1ria para evitar a prolifera\u00e7\u00e3o de decis\u00f5es judiciais que possam divergir do que ser\u00e1 eventualmente decidido pelo STF nos embargos de declara\u00e7\u00e3o pendentes.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Penso que a determina\u00e7\u00e3o da suspens\u00e3o do processamento de todos esses processos impede que se multipliquem decis\u00f5es que, ao cabo, n\u00e3o se harmonizem com o que a Corte poder\u00e1 eventualmente decidir na aprecia\u00e7\u00e3o dos referidos embargos de declara\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Os embargos buscam a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da decis\u00e3o, o que pode ter impacto significativo sobre o valor das cobran\u00e7as de PIS\/Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: RE&nbsp;609.096<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/414370\/toffoli-suspende-acoes-que-discutem-pis-cofins-em-receitas-de-bancos\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/414370\/toffoli-suspende-acoes-que-discutem-pis-cofins-em-receitas-de-bancos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gerdau vence no STJ discuss\u00e3o sobre \u00e1gio interno<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/09\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos \u00faltimos atos do ministro Herman Benjamin antes de assumir a presid\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) foi negar um recurso da Fazenda Nacional em um caso da Gerdau que discute \u00e1gio interno. Na pr\u00e1tica, o antigo relator manteve ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF-4) favor\u00e1vel \u00e0 empresa, afastando cobran\u00e7a de R$ 363, 2 milh\u00f5es de Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL por amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio gerado por meio de reorganiza\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias realizadas entre 2004 e 2005.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi o primeiro caso do tema julgado na 2\u00aa Turma. O recurso chegou a ser pautado para julgamento no colegiado, mas foi adiado e decidido de forma monocr\u00e1tica por Benjamim, \u00e0s v\u00e9speras de assumir o comando do STJ. O ministro n\u00e3o conheceu o recurso da Fazenda Nacional, ou seja, n\u00e3o analisou o m\u00e9rito da demanda.<\/p>\n\n\n\n<p>Havia muita expectativa do mercado sobre o desfecho, pois s\u00f3 existe manifesta\u00e7\u00e3o da 1\u00aa Turma sobre o assunto, favor\u00e1vel \u00e0 empresa Cremer, de setembro de 2023 (REsp 2026473). Com uma decis\u00e3o da 2\u00aa Turma, haveria uma uniformiza\u00e7\u00e3o do entendimento no STJ. Por\u00e9m, como o recurso n\u00e3o foi conhecido, h\u00e1 advogados que entendem que a decis\u00e3o n\u00e3o \u00e9 precedente.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 relevante para a Gerdau. Existem outras a\u00e7\u00f5es administrativas e judiciais contra a produtora de a\u00e7o envolvendo o mesmo assunto e reorganiza\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria. Somadas, elas podem ter impacto de R$ 7,9 bilh\u00f5es em caso de perda, segundo o \u00faltimo balan\u00e7o cont\u00e1bil, divulgado em julho de 2024. A companhia classifica a derrota como poss\u00edvel e n\u00e3o provisiona os valores. A jurisprud\u00eancia nos TRFs tem sido favor\u00e1vel, indicam tributaristas.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria das discuss\u00f5es sobre \u00e1gio interno se encerrou em 2014, com a Lei n\u00ba 12.973, que tornou expressa a veda\u00e7\u00e3o desse procedimento entre empresas do mesmo grupo econ\u00f4mico com a dedu\u00e7\u00e3o dos valores do IRPJ e CSLL. A economia tribut\u00e1ria \u00e9 relevante, de 34% &#8211; \u00e9 a soma das al\u00edquotas dos dois tributos. Para os contribuintes, antes de 2014 n\u00e3o havia proibi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) entende que a dedu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel, mesmo para os casos anteriores a 2014, \u201cpor n\u00e3o haver um terceiro independente que fa\u00e7a a aquisi\u00e7\u00e3o, pagando o sobrepre\u00e7o que materializa o \u00e1gio\u201d. Em nota, a PGFN diz que sem essa terceira figura, \u201cabre-se margem para que ocorram opera\u00e7\u00f5es artificiais, que resultem em aproveitamento indevido do benef\u00edcio fiscal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o \u00f3rg\u00e3o, a lei de 2014 apenas esclareceu \u201cuma veda\u00e7\u00e3o que \u00e9 intr\u00ednseca \u00e0 natureza da opera\u00e7\u00e3o\u201d. Tamb\u00e9m afirma que \u201co ideal seria o STJ enfrentar o m\u00e9rito da quest\u00e3o, o que ainda n\u00e3o foi feito\u201d. Da decis\u00e3o, cabe recurso para levar a discuss\u00e3o \u00e0 2\u00aa Turma. Sobre esse ponto, a PGFN diz que \u201cas equipes da representa\u00e7\u00e3o judicial est\u00e3o avaliando a estrat\u00e9gia para o trato da quest\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o, o entendimento do ministro Herman Benjamin foi o de que a Fazenda n\u00e3o enfrentou todos os pontos do ac\u00f3rd\u00e3o do TRF-4 e a argumenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi suficiente. \u201cN\u00e3o foi combatido o argumento que prevaleceu no voto vencedor na origem de que a proibi\u00e7\u00e3o da amortiza\u00e7\u00e3o do \u00e1gio entre partes dependentes apenas foi positivado no ordenamento jur\u00eddico com os artigos 20 e 25 da Lei 21.973\/2014, a qual foi posterior \u00e0 ocorr\u00eancia da reestrutura\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A PGFN, acrescenta o ministro, n\u00e3o indicou quais dispositivos do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN) teriam sido violados. \u201cDessa forma, constata-se que o recurso especial est\u00e1 deficientemente fundamentado\u201d, diz. Tamb\u00e9m foi analisado um recurso da Gerdau que discutia quest\u00f5es laterais, como ressarcimento de seguro garantia e o pagamento de honor\u00e1rios. Os pedidos foram negados (REsp 1988316).<\/p>\n\n\n\n<p>Renato Silveira, s\u00f3cio do Machado Associados, diz que o \u00e1gio surge quando h\u00e1 aquisi\u00e7\u00e3o de um investimento pelo valor superior ao patrim\u00f4nio da empresa. \u201cSe faz a aquisi\u00e7\u00e3o por um valor maior, acreditando que, no futuro, vai gerar resultado e compensar essa mais-valia\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n\u00ba 9.532\/1997, anterior a de 2014, permitia a amortiza\u00e7\u00e3o da diferen\u00e7a, segundo ele. \u201cEssa despesa era dedut\u00edvel da base de c\u00e1lculo do IRPJ e CSLL.\u201d Com os novos crit\u00e9rios legais, a opera\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode ser deduzida se ocorrer entre empresas independentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Silveira, a decis\u00e3o n\u00e3o forma precedente. \u201cHoje, a gente continua na situa\u00e7\u00e3o de que s\u00f3 a 1\u00aa Turma se manifestou sobre essa mat\u00e9ria\u201d, afirma. Ele cita que existem outros quatro casos de \u00e1gio pendentes de julgamento na 2\u00aa Turma e mais quatro na 1\u00aa Turma do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Mauricio Bueno, s\u00f3cio do HRSA Sociedade de Advogados, por\u00e9m, entende que o caso Gerdau forma sim precedente, mas n\u00e3o \u201ct\u00e3o bom\u201d quanto o da Cremer. \u201cEle n\u00e3o exp\u00f5e o entendimento sobre o m\u00e9rito, mas mesmo apreciando as quest\u00f5es processuais, na minha vis\u00e3o, indica que se e quando tiver a an\u00e1lise do m\u00e9rito em outros casos, o entendimento deve ser favor\u00e1vel ao contribuinte\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda Nacional, afirma, n\u00e3o atacou de forma direta o caso no recurso. \u201cEla quase que faz uma peti\u00e7\u00e3o inicial de uma tese e n\u00e3o um recurso especial\u201d, diz Bueno. \u201cN\u00e3o adianta a Fazenda n\u00e3o enfrentar a tese principal defendida pelo tribunal de origem. Eles atacam o caso, mas sustentam que a legisla\u00e7\u00e3o deve ser interpretada de outra forma.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O caso da Gerdau, para especialistas, \u00e9 emblem\u00e1tico porque, quando a a\u00e7\u00e3o estava no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), a empresa, conselheiros e advogados foram alvo da Opera\u00e7\u00e3o Zelotes, do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF), por suspeita de compra de votos no tribunal administrativo &#8211; a den\u00fancia, por\u00e9m, foi arquivada na segunda inst\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o procurador do MPF Frederico Paiva, coordenador da Opera\u00e7\u00e3o Zelotes, o \u00e1gio interno foi o principal motivo da for\u00e7a-tarefa. \u201cCome\u00e7ou a ser muito usado pelas empresas, que come\u00e7aram a fazer essas opera\u00e7\u00f5es de fus\u00e3o para criar artificialmente o \u00e1gio interno\u201d, afirma. Para ele, a \u201clei deu essa brecha para as empresas\u201d e o Fisco \u201cest\u00e1 errado mesmo em alguns casos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram mais de 120 pessoas denunciadas e mais de 20 den\u00fancias feitas, segundo Paiva. A maioria, contudo, n\u00e3o foi analisada pela primeira inst\u00e2ncia ou a den\u00fancia foi anulada pelo TRF-1, como no caso da Gerdau &#8211; que n\u00e3o chegou a ser julgado. O procurador ainda recorreu para o STJ, mas n\u00e3o teve sucesso (HC n\u00ba 1029467-75. 2019.4.01.0000).<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota ao Valor, a Gerdau diz que \u201crecebeu, com o respeito de sempre, a decis\u00e3o do STJ que reafirma as decis\u00f5es que reconheceram a legitimidade da reorganiza\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria do grupo\u201d. A empresa refor\u00e7a que \u201cn\u00e3o existe nenhum processo penal contra a Gerdau ou seus executivos ou ex-executivos em curso relativa \u00e0 Opera\u00e7\u00e3o Zelotes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m em nota, o STJ afirma que a relatoria do caso foi assumida pela ministra Maria Thereza de Assis Moura, antiga presidente. Sobre a retirada de pauta e julgamento do recurso de forma monocr\u00e1tica, diz que \u201co ministro Herman n\u00e3o se manifesta sobre processos em andamento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/02\/gerdau-vence-no-stj-discussao-sobre-agio-interno.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/09\/02\/gerdau-vence-no-stj-discussao-sobre-agio-interno.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Falta de cancelamento de inscri\u00e7\u00e3o municipal n\u00e3o justifica execu\u00e7\u00e3o fiscal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A falta de cancelamento da inscri\u00e7\u00e3o municipal de uma empresa que j\u00e1 tenha comunicado \u00e0 junta comercial a altera\u00e7\u00e3o de seu endere\u00e7o para outro munic\u00edpio configura mera irregularidade administrativa e n\u00e3o sustenta a cobran\u00e7a de tributos pela prefeitura \u00e0 qual a companhia estava erroneamente vinculada.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a ju\u00edza Ruslaine Romano, da Vara do Servi\u00e7o de Anexo Fiscal da Comarca de Itapevi (SP), extinguiu uma a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o fiscal do munic\u00edpio contra uma empresa que mantinha inscri\u00e7\u00e3o na localidade mesmo j\u00e1 fora dela.<\/p>\n\n\n\n<p>Fiscaliza\u00e7\u00e3o ineficaz<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa constituiu sua sede em Itapevi em 2004, mas n\u00e3o funcionava na cidade desde 2006, tendo se deslocado para Carapicu\u00edba (SP) a princ\u00edpio e, em seguida, para Osasco (SP), onde se mant\u00e9m desde ent\u00e3o, conforme consta na Junta Comercial do Estado de S\u00e3o Paulo (Jucesp).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a magistrada, a constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio cobrado pela prefeitura n\u00e3o dispensa a responsabilidade dela em exercer poder de pol\u00edcia, o que n\u00e3o ocorreu no caso concreto, uma vez que, se tivesse atuado devidamente, teria constatado a mudan\u00e7a de endere\u00e7o muito antes de emitir a certid\u00e3o de d\u00edvida ativa (CDA) contra a empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO fato gerador reclama a efetiva presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o e n\u00e3o o fato de a empresa ter deixado de cancelar a inscri\u00e7\u00e3o. O descumprimento desse dever acess\u00f3rio n\u00e3o poderia constituir fato impon\u00edvel do tributo em quest\u00e3o, em desacordo com a realidade\u201d, argumentou a ju\u00edza, que acolheu exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA desatualiza\u00e7\u00e3o do cadastro do Poder P\u00fablico revela a aus\u00eancia de fiscaliza\u00e7\u00e3o, situa\u00e7\u00e3o inescus\u00e1vel diante da regular comunica\u00e7\u00e3o da mudan\u00e7a de endere\u00e7o \u00e0 Jucesp e anotada em documento p\u00fablico e de livre consulta, inclusive pela internet, no mesmo local onde concentram-se as demais informa\u00e7\u00f5es cadastrais da empresa. Est\u00e1 claro, portanto, que a Municipalidade n\u00e3o averiguou o ocorrido investigando o local em atividade de fiscaliza\u00e7\u00e3o, revelando sua des\u00eddia\u201d, completou a magistrada, que julgou pela extin\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Atuaram na causa em defesa da empresa os advogados&nbsp;Roberto Fernandes&nbsp;e&nbsp;Wesley Albuquerque, do escrit\u00f3rio Ribeiro &amp; Albuquerque Advogados.<br>Processo 1509603-54.2021.8.26.0271<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-29\/falta-de-cancelamento-de-inscricao-municipal-nao-justifica-execucao-fiscal\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-29\/falta-de-cancelamento-de-inscricao-municipal-nao-justifica-execucao-fiscal\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 26\/08 a 02\/09 Empresas podem usar decis\u00e3o do STF para afastar multas em cobran\u00e7as tribut\u00e1rias Data: 26\/08\/2024&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Empresas afetadas pelo julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a \u201cquebra\u201d de decis\u00f5es definitivas agora t\u00eam muni\u00e7\u00e3o para afastar multas punitivas e de mora na cobran\u00e7a de tributos de forma retroativa. 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