{"id":3460,"date":"2024-08-26T14:15:33","date_gmt":"2024-08-26T17:15:33","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3460"},"modified":"2024-08-26T14:18:10","modified_gmt":"2024-08-26T17:18:10","slug":"retrospecto-tributario-19-08-a-26-08-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3460","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 19\/08 a 26\/08"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 19\/08 a 26\/08<\/p>\n\n\n\n<p><strong>FECP se equipara a ICMS para exclus\u00e3o da base de c\u00e1lculo de PIS e Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/08\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O adicional de al\u00edquota destinado aos Fundos Estaduais de Combate \u00e0 Pobreza (FECP) det\u00e9m natureza semelhante ao ICMS, uma vez que tamb\u00e9m n\u00e3o comp\u00f5e o patrim\u00f4nio da empresa, mas apenas \u00e9 arrecadado para ser repassado ao Estado. Desse modo, ele deve ser exclu\u00eddo da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, em conson\u00e2ncia com a decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal no RE 574.706 (Tema 69), em que foi consolidada a chamada \u201ctese do s\u00e9culo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir desse entendimento, o juiz federal Ubirajara Teixeira, da 3\u00aa Vara Federal de Juiz de Fora (MG), determinou que a Receita Federal se abstenha de exigir de um contribuinte a inclus\u00e3o do adicional do ICMS destinado a um FECP, incidente sobre opera\u00e7\u00f5es com produtos considerados sup\u00e9rfluos, na base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Natureza jur\u00eddica semelhante<\/p>\n\n\n\n<p>A inclus\u00e3o havia sido determinada anteriormente pela Receita com base na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit 61\/2024, que prev\u00ea que o adicional tem \u201cnatureza jur\u00eddica que n\u00e3o se confunde com a do ICMS propriamente dito\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz, contudo, teve entendimento oposto. Ele destacou que o artigo 82, \u00a71\u00ba, do Ato das Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais Transit\u00f3rias (ADCT) \u201cestipula que a institui\u00e7\u00e3o do adicional deve obedecer \u00e0s condi\u00e7\u00f5es estabelecidas na lei complementar mencionada no artigo 155, \u00a72\u00ba, XII, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que regula as normas gerais do ICMS\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 de se concluir que o adicional FECP desfruta de natureza semelhante ao ICMS, de sorte que a empresa apenas o arrecada e repassa ao Estado, sem incrementar seu faturamento pr\u00f3prio\u201d, disse o julgador.<\/p>\n\n\n\n<p>Teixeira reconheceu, assim, o direito do contribuinte \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito, inclusive mediante compensa\u00e7\u00e3o pela Receita. \u201cA restitui\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito em mandado de seguran\u00e7a fica, por\u00e9m, limitada aos valores recolhidos a partir da impetra\u00e7\u00e3o, uma vez que a a\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a n\u00e3o \u00e9 via adequada para se pleitear restitui\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Processo Relacionado: 6005420-78.2024.4.06.3801\/MG<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-19\/fecp-se-equipara-a-icms-para-exclusao-da-base-de-calculo-do-pis-e-da-cofins\/?utm_smid=11397540-1-1\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-19\/fecp-se-equipara-a-icms-para-exclusao-da-base-de-calculo-do-pis-e-da-cofins\/?utm_smid=11397540-1-1<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita amplia regulariza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios decorrentes de decis\u00f5es favor\u00e1veis no Carf<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal publicou a&nbsp;<a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=139420\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.205, de 23 de julho de 2024,<\/a>&nbsp;que d\u00e1 nova roupagem \u00e0 regulariza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios e amplia o rol de d\u00e9bitos pass\u00edveis de regulariza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de esclarecer os benef\u00edcios decorrentes de decis\u00f5es administrativas favor\u00e1veis \u00e0 Fazenda P\u00fablica no \u00e2mbito do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), a IN inclui benef\u00edcios de exclus\u00e3o de multas e cancelamento da representa\u00e7\u00e3o fiscal para fins penais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outra altera\u00e7\u00e3o importante \u00e9 a mudan\u00e7a do c\u00f3digo de receita utilizado no Documento de Arrecada\u00e7\u00e3o de Receitas Federais (DARF), que permitir\u00e1 uma identifica\u00e7\u00e3o mais precisa dos recolhimentos realizados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A normativa tamb\u00e9m define o per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos de preju\u00edzo fiscal e da base de c\u00e1lculo negativa da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre Lucro L\u00edquido (CSLL) que podem ser utilizados para quitar d\u00e9bitos confirmados por voto de qualidade. Al\u00e9m disso, impede o uso desses cr\u00e9ditos que ainda estejam em disputa administrativa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A nova IN alinha o entendimento da Receita Federal com o da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), promovendo maior seguran\u00e7a jur\u00eddica e clareza nos procedimentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para mais informa\u00e7\u00f5es, consulte a \u00edntegra da Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.205, de 23 de julho de 2024, publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Normas Relacionadas:<\/p>\n\n\n\n<p>Decreto n\u00ba 70.235, de 6 de mar\u00e7o de 1972<\/p>\n\n\n\n<p>Ato Declarat\u00f3rio Executivo Codar n\u00ba 7, de 11 de abril de 2024<\/p>\n\n\n\n<p>Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.167, de 20 de dezembro de 2023 (revogada por esta norma)<\/p>\n\n\n\n<p>Para aderir ao parcelamento,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/servicos\/regularizacao-de-impostos\/parcelar-dividas\/parcelar-dividas\/?_authenticator=07e33cb10935672f143c16efb8e60a58e30f71c0\">clique neste link<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/agosto\/receita-amplia-regularizacao-de-debitos-tributarios-decorrentes-de-decisoes-favoraveis-no-carf\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/agosto\/receita-amplia-regularizacao-de-debitos-tributarios-decorrentes-de-decisoes-favoraveis-no-carf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u2018Redufla\u00e7\u00e3o\u2019 faz poder de compra do brasileiro cair em 3,8%, diz IBPT<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 20\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O nome t\u00e9cnico \u00e9 \u201credufla\u00e7\u00e3o\u201d. Caracteriza-se pela redu\u00e7\u00e3o na quantidade ou no volume de um determinado produto, sem que o pre\u00e7o acompanhe essa baixa. Ou seja, o consumidor paga o mesmo pre\u00e7o e leva menos para casa. Esse tipo de a\u00e7\u00e3o reduz em 3,8% o poder de compra do brasileiro m\u00e9dio, pessoas pertencentes \u00e0s classes C, D e E, que representam 80% da popula\u00e7\u00e3o nacional, o que equivale a 172 milh\u00f5es de pessoas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados s\u00e3o de um estudo in\u00e9dito, realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT) e que acaba de ser divulgado, tomando como base dados de 2023. \u201cA redufla\u00e7\u00e3o n\u00e3o chega a ser uma pr\u00e1tica nova. Mas, nos \u00faltimos 10 anos, ganhou mais for\u00e7a no Brasil\u201d, disse Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a pesquisa, esse m\u00e9todo de produ\u00e7\u00e3o e venda trata-se de uma estrat\u00e9gia mercadol\u00f3gica, usada de maneira mais evidente pela ind\u00fastria aliment\u00edcia e de produtos de higiene pessoal. O documento explica que, por causa da ampla diversidade de embalagens e quantidades de produtos, as empresas n\u00e3o s\u00e3o obrigadas a respeitar um padr\u00e3o. Dessa forma, as fabricantes colocam em pr\u00e1tica a\u00e7\u00f5es que potencializam as margens de lucro, aumentam o volume de vendas e reduzem os custos de produ\u00e7\u00e3o para comercializarem seus produtos. E fazem isso sem baixar os pre\u00e7os pagos pelos consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados foram levantados por meio do aplicativo Citizen IBPT, ferramenta para controle financeiro pessoal que permite o registro de notas fiscais (NF). Do total de 100 milh\u00f5es de NFs emitidas no ano passado e cadastradas no aplicativo, foram analisados 7,8 milh\u00f5es de c\u00f3digos de barras e identificadas 300 mil codifica\u00e7\u00f5es, que podem ser tanto de produtos lan\u00e7ados no mercado quanto de mudan\u00e7as na embalagem e na quantidade ou no volume do produto.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o no poder de compra, o estudo comprovou um aumento de at\u00e9 5,2% nos custos com alimenta\u00e7\u00e3o. \u201cEsse preju\u00edzo acontece pelo fato de o consumidor que precisa de uma quantidade espec\u00edfica de um alimento que foi reduzido ter de comprar a mais para chegar \u00e0 medida necess\u00e1ria\u201d afirmou o presidente do IBPT.<\/p>\n\n\n\n<p>LEGALIDADE<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo mostra, ainda, que, apesar da redufla\u00e7\u00e3o atingir diretamente o bolso do consumidor, as altera\u00e7\u00f5es nos produtos n\u00e3o afastam os compradores, que seguem fieis \u00e0s marcas de sua prefer\u00eancia. \u201cAs empresas grandes e consolidadas conseguem determinar a padronagem na quantidade e no volume dos produtos\u201d, disse Amaral.<\/p>\n\n\n\n<p>A estrat\u00e9gia n\u00e3o \u00e9 considerada ilegal quando as marcas informam ao consumidor a altera\u00e7\u00e3o realizada na pr\u00f3pria embalagem por um per\u00edodo de 6 meses a partir da redu\u00e7\u00e3o, como determina a Portaria 392\/2021. No entanto, o Projeto de Lei 6122, de 2023, visa aumentar esse per\u00edodo para 2 anos, sempre que a redu\u00e7\u00e3o do quantitativo ou peso do produto for superior a 10%.<\/p>\n\n\n\n<p>Para que o consumidor sofra menos preju\u00edzos e consiga se defender da redufla\u00e7\u00e3o, Gilberto Luiz do Amaral sugere uma atitude que considera simples e eficiente. \u201c\u00c9 importante que as pessoas calculem o pre\u00e7o por unidade, uma vez que a lei determina que o valor por gramas seja apresentado na embalagem\u201d, disse o presidente do IBPT. \u201cAssim, o comprador pode evitar abusos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, ele destaca que \u00e9 necess\u00e1rio que os \u00f3rg\u00e3os de defesa do consumidor atuem para coibir exageros e que a legisla\u00e7\u00e3o seja aprimorada, para garantir que o consumidor seja informado sobre mudan\u00e7as na embalagem ou no conte\u00fado com anteced\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/dcomercio.com.br\/publicacao\/s\/reduflacao-faz-poder-de-compra-do-brasileiro-cair-em-3-8-diz-ibpt\">https:\/\/dcomercio.com.br\/publicacao\/s\/reduflacao-faz-poder-de-compra-do-brasileiro-cair-em-3-8-diz-ibpt<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Micro e pequenas empresas batem recorde e lideram pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>As micro e pequenas empresas bateram, em julho, recorde de pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial. Foram apresentados 166, o que representa 72,8% do total de 228 solicita\u00e7\u00f5es de renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas efetuadas por companhias de todos os portes. Esses s\u00e3o os maiores n\u00fameros para o m\u00eas da s\u00e9rie hist\u00f3rica da Serasa Experian, que iniciou os registros em 2005.<\/p>\n\n\n\n<p>O acumulado anual dos primeiros sete meses, quando comparado ao mesmo per\u00edodo dos anos anteriores, tamb\u00e9m \u00e9 sem precedentes: 879 microempresas e empresas de pequeno porte pediram tutela do Judici\u00e1rio para renegociar d\u00edvidas. Essa quantidade \u00e9 25% maior do que os acumulados at\u00e9 julho de 2022 e 2023 somados (704) e maior que o acumulado de 2016 (657), quando houve o maior pico de pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial j\u00e1 visto no pa\u00eds. Na compara\u00e7\u00e3o com julho do ano passado, a alta \u00e9 expressiva: de 167,7%.<\/p>\n\n\n\n<p>O setor de servi\u00e7os tamb\u00e9m apresentou recorde em julho, superando o ano em que se realizava a Olimp\u00edada no Rio: 94 este ano, contra 93 pedidos em 2016. No acumulado do ano, o cen\u00e1rio \u00e9 bem pior. Um total de 516 empresas recorreu ao instituto, contra 321 h\u00e1 oito anos &#8211; n\u00famero 61% maior. J\u00e1 com\u00e9rcio e ind\u00fastria acumulam 329 e 202 pedidos de recupera\u00e7\u00e3o at\u00e9 julho, respectivamente. S\u00f3 no m\u00eas passado, foram 52 e 41 solicita\u00e7\u00f5es. O setor prim\u00e1rio, onde se concentram as empresas do agroneg\u00f3cio, atingidas pela quebra de safra, somam 195 este ano, sendo 41 no m\u00eas passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros, compartilhados com exclusividade pela Serasa Experian, indicam que os pedidos de reestrutura\u00e7\u00e3o judicial devem ultrapassar a marca hist\u00f3rica, algo que o acumulado anual j\u00e1 mostra. Ao todo, foram 1.242 pedidos de recupera\u00e7\u00e3o neste ano, somando todos os portes de empresa, contra 1.098 em 2016. As fal\u00eancias, por\u00e9m, foram na contram\u00e3o em julho deste ano e apresentam queda de 15,8% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas per\u00edodo de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o economista Luiz Rabi, da Serasa Experian, a tend\u00eancia \u00e9 2024 bater um \u201crecorde ol\u00edmpico\u201d e superar o patamar de 2016, \u201co auge da recess\u00e3o\u201d. \u201c\u00c9 preocupante, porque reflete que tem cada vez mais empresas \u00e0 beira da insolv\u00eancia\u201d, afirma. O principal motivo para a alta, diz, \u00e9 o incremento da inadimpl\u00eancia no pa\u00eds. Hoje, s\u00e3o 6,9 milh\u00f5es de empresas nessa situa\u00e7\u00e3o, pelos dados da pr\u00f3pria Serasa. Desde agosto de 2021 o n\u00famero n\u00e3o para de crescer.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDo ponto de vista macro, n\u00e3o estamos piores que em 2016, mas do ponto de vista da inadimpl\u00eancia, estamos\u201d, afirma Rabi. \u201cMuita coisa melhorou, mas o problema \u00e9 que a inadimpl\u00eancia e os pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial s\u00e3o os \u00faltimos vag\u00f5es desse trem, s\u00e3o indicadores que demoram muito para melhorar depois que v\u00e1rias outras vari\u00e1veis econ\u00f4micas j\u00e1 melhoraram, como desemprego, que est\u00e1 caindo, e a economia, que est\u00e1 crescendo\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato de as micro e pequenas empresas e o setor de servi\u00e7os estarem liderando os pedidos de recupera\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 coincid\u00eancia, de acordo com Rabi, pois \u00e9 nessa bolha que se concentra a atividade empresarial do Brasil. Mas n\u00e3o \u00e9 s\u00f3. \u201cO com\u00e9rcio e servi\u00e7os s\u00e3o mais afetados pela taxa de juros de longo prazo, muito mais que a ind\u00fastria, que tem a exporta\u00e7\u00e3o como v\u00e1lvula de escape\u201d, diz o economista. \u201cS\u00e3o setores que dependem muito mais do mercado interno para poder direcionar sua produ\u00e7\u00e3o\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a crise financeira sempre \u00e9 sentida de forma acentuada dentre os menores, explica a advogada Samantha Longo, s\u00f3cia do Longo Abelha Advogados e integrante do F\u00f3rum Nacional de Recupera\u00e7\u00e3o Empresarial e Fal\u00eancias (Fonaref) do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ). \u201cAs [empresas] m\u00e9dias ainda t\u00eam um fluxo de caixa maior, mas as pequenas n\u00e3o t\u00eam fluxo ou dinheiro guardado. Os pequenos empres\u00e1rios sobrevivem muito do dia a dia\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para as pequenas empresas, h\u00e1 pouca alternativa no mercado para equacionar os d\u00e9bitos, diz o administrador judicial Oreste Laspro, da Laspro Consultores, que tamb\u00e9m \u00e9 professor na Faculdade de Direito da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP). \u201cA recupera\u00e7\u00e3o judicial e extrajudicial s\u00e3o mecanismos estruturados para solu\u00e7\u00e3o de crise de empresas de grande porte\u201d, afirma. \u201cA extrajudicial depende de uma negocia\u00e7\u00e3o complexa que precisa de bancas e assessores financeiros especializados e s\u00f3 as grandes t\u00eam essa disponibilidade. Para as micro e pequenas empresas, sobra a recupera\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Laspro, a Lei de Recupera\u00e7\u00e3o Judicial e Fal\u00eancias (n\u00ba 11.101, de 2005), prev\u00ea no artigo 70 um prazo de pagamento aos credores diferenciado para empresas menores, de 36 meses. \u201cMas o problema \u00e9 que o prazo tamb\u00e9m \u00e9 um complicador forte, porque n\u00e3o tem a mesma possibilidade de esticar a d\u00edvida para prazos muitos grandes. \u00c9 um plano de pagamento impag\u00e1vel\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA crise financeira sempre \u00e9 sentida de forma acentuada dentre os menores\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Samantha Longo<\/p>\n\n\n\n<p>Para tentar melhorar esse cen\u00e1rio, o Fonaref dialoga com o Sebrae para auxiliar os pequenos empres\u00e1rios no momento pr\u00e9-insolv\u00eancia. O intuito \u00e9 evitar o pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial atrav\u00e9s de treinamentos, palestras e capacita\u00e7\u00e3o para que eles conhe\u00e7am outras sa\u00eddas, como a media\u00e7\u00e3o antecedente. \u201cSer\u00e3o v\u00e1rias medidas que o Sebrae vai adotar focado em evitar que as micro e pequenas empresas venham a pedir recupera\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Samantha.<\/p>\n\n\n\n<p>A media\u00e7\u00e3o antecedente foi inserida pelo artigo 20 na reforma, em 2020, da Lei de Recupera\u00e7\u00e3o Judicial e Fal\u00eancias. Nela, a empresa tem 60 dias para negociar com credores, se beneficiando do \u201cstay period\u201d, prazo em que ficam suspensas as execu\u00e7\u00f5es. Al\u00e9m de ser mais r\u00e1pido, n\u00e3o inviabiliza o acesso a cr\u00e9dito e \u00e9 menos custoso, j\u00e1 que n\u00e3o \u00e9 preciso um administrador judicial. \u201cCombina muito com esse nicho, porque as empresas de pequeno porte n\u00e3o t\u00eam tantos credores e os contratos n\u00e3o s\u00e3o complexos, normalmente n\u00e3o tem aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria nem extraconcursais, ent\u00e3o fica mais f\u00e1cil de fazer a negocia\u00e7\u00e3o\u201d, diz Samantha.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela afirma que a media\u00e7\u00e3o pode ser feita em c\u00e2maras privadas de media\u00e7\u00e3o e arbitragem, que t\u00eam taxas mais vantajosas, ou nos Centros Judici\u00e1rios de Solu\u00e7\u00e3o de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) de cada tribunal, que n\u00e3o tem custas. Nas recupera\u00e7\u00f5es judiciais, o custo com o processo pode chegar a 10 a 12% da d\u00edvida, segundo Oreste Laspro. Para ele, a media\u00e7\u00e3o \u00e9 eficiente em poucos casos, quando se tem uma d\u00edvida concentrada em poucos credores.<\/p>\n\n\n\n<p>A tend\u00eancia de melhora nos pedidos de recupera\u00e7\u00e3o judicial depende de uma estabiliza\u00e7\u00e3o da inadimpl\u00eancia, aliado com um melhora na taxa de juros e taxa cambial. Como j\u00e1 h\u00e1 certa estabilidade nos CNPJs inadimplentes desde abril, tudo indica \u00e9 que a melhora comece a ser vista s\u00f3 no pr\u00f3ximo ano. \u201cTivemos um ano e meio de aumento na inadimpl\u00eancia para come\u00e7ar a sensibilizar as estat\u00edsticas de recupera\u00e7\u00e3o judicial. \u00c9 um processo bem lento\u201d, afirma Luiz Rabi.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/20\/micro-e-pequenas-empresas-batem-recorde-e-lideram-pedidos-de-recuperacao-judicial.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/20\/micro-e-pequenas-empresas-batem-recorde-e-lideram-pedidos-de-recuperacao-judicial.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Novo sistema tribut\u00e1rio estar\u00e1 operacional de forma plena em 2033, diz Daniel Loria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A transi\u00e7\u00e3o do atual sistema tribut\u00e1rio para o que ser\u00e1 instalado com a reforma tribut\u00e1ria deve se estender at\u00e9 2032, com um novo sistema operacional de forma plena em 2033. Esse \u00e9 o cronograma porque os incentivos fiscais convalidados do atual Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) t\u00eam validade j\u00e1 estabelecida at\u00e9 2032, diz Daniel Loria, diretor da secretaria extraordin\u00e1ria de reforma tribut\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Fazenda, que participa do Macro Day, evento do BTG Pactual.<\/p>\n\n\n\n<p>A transi\u00e7\u00e3o deve ser longa, diz Loria, porque com o atual sistema cavou-se \u201cum buraco bem fundo para n\u00f3s mesmos no Brasil. Para sair dele vai dar trabalho\u201d. O per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, reconhece Loria, ser\u00e1 um per\u00edodo delicado para as empresas, possivelmente com custo de conformidade alto porque haver\u00e1 dois sistemas convivendo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ressalta que o novo sistema trar\u00e1 \u201cbrutal simplifica\u00e7\u00e3o\u201d no sistema tribut\u00e1rio, com redu\u00e7\u00e3o \u201ctremenda\u201d do custo de conformidade, redu\u00e7\u00e3o do contencioso. \u201cAs exce\u00e7\u00f5es podem trazer um pouco de contencioso, principalmente relacionado \u00e0 classifica\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No atual sistema, diz Loria, empresas se estruturam buscando determinando tratamento tribut\u00e1rio e muitas vezes isso faz com que se organizem de forma ineficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele exemplifica com empresas que importam produtos longe do centro consumidor. O novo sistema, diz, eliminar\u00e1 essa inefici\u00eancia alocativa. \u201cTudo isso fomentar\u00e1 crescimento da produtividade e crescimento econ\u00f4mico no m\u00e9dio e longo prazo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/08\/20\/novo-sistema-tributario-estara-operacional-de-forma-plena-em-2033-diz-daniel-loria.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/08\/20\/novo-sistema-tributario-estara-operacional-de-forma-plena-em-2033-diz-daniel-loria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Governo vai retirar urg\u00eancia de projeto que regulamenta reforma tribut\u00e1ria, diz Pacheco<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta ter\u00e7a-feira (20), que o governo ir\u00e1 retirar a urg\u00eancia constitucional do projeto de lei complementar (PLP) que regulamenta a reforma tribut\u00e1ria. O ministro das Rela\u00e7\u00f5es Institucionais, Alexandre Padilha, no entanto, evitou se comprometer.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo regime de urg\u00eancia, os senadores teriam que analisar o projeto, que j\u00e1 passou pela C\u00e2mara, em 45 dias. O prazo termina em 23 de setembro e, a partir de ent\u00e3o, tranca a pauta do plen\u00e1rio da Casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Pacheco j\u00e1 anunciou o l\u00edder do MDB, Eduardo Braga (AM), como relator, mas o parlamentar ainda n\u00e3o teve sua designa\u00e7\u00e3o formalizada pelo presidente da Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ), Davi Alcolumbre (Uni\u00e3o-AP). Nos bastidores, Alcolumbre condiciona o in\u00edcio dos trabalhos no colegiado \u00e0 retirada da urg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Na fala de semana passada do relator, num di\u00e1logo que teve no Minist\u00e9rio da Fazenda, me parece que ajustaram o entendimento de que essa reforma n\u00e3o tem condi\u00e7\u00e3o de ser votada em per\u00edodo eleitoral. E n\u00e3o temos possibilidade de a pauta do plen\u00e1rio ficar parada&#8221;, declarou Pacheco. &#8220;Diante dessa realidade \u00e9 evidente que o governo, em algum momento, ir\u00e1 retirar a urg\u00eancia para garantir que a pauta do Senado n\u00e3o fique travada<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do Senado defendeu o amplo debate do tema para que os parlamentares cheguem a uma al\u00edquota equilibrada para o contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Nossa vontade \u00e9 reduzir o m\u00e1ximo poss\u00edvel a al\u00edquota do IVA. Temos que ser mais justos para ter a menor al\u00edquota poss\u00edvel. Vai ser o exerc\u00edcio do poss\u00edvel, e n\u00e3o do desej\u00e1vel. O desej\u00e1vel seria 20%, 19%. Mas vamos fazer o poss\u00edvel. Quanto mais pudermos reduzir, a partir de premissas bem assentadas de ci\u00eancias econ\u00f4micas e sociais, o Senado far\u00e1&#8221;, pontuou.<\/p>\n\n\n\n<p>Questionado a respeito, Alexandre Padilha n\u00e3o confirmou a informa\u00e7\u00e3o de Pacheco. &#8220;O acordo que n\u00f3s temos junto com o Senado \u00e9 de continuar a tramita\u00e7\u00e3o, o debate que est\u00e1 acontecendo. Para o governo, a prioridade absoluta \u00e9 garantirmos que se conclua a regulamenta\u00e7\u00e3o neste ano&#8221;, disse Padilha.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Vamos acompanhar o debate. O tempo de urg\u00eancia est\u00e1 contando, come\u00e7ou a contar agora, n\u00e3o est\u00e1 nem perto de encerrar o tempo da urg\u00eancia. O que a gente quer \u00e9 a garantia das condi\u00e7\u00f5es para que se conclua neste ano a regulamenta\u00e7\u00e3o. Isso \u00e9 muito importante&#8221;, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro projeto da regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma foi aprovado pela C\u00e2mara dos Deputados em julho. A vers\u00e3o aprovada incluiu carnes, queijo e sal na cesta b\u00e1sica desonerada. O debate sobre a inclus\u00e3o desses itens envolvia o impacto sobre a al\u00edquota padr\u00e3o do novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA). Nesse sentido, os deputados tamb\u00e9m aprovaram um dispositivo para garantir que al\u00edquota do novo tributo fique em, no m\u00e1ximo, 26,5%, valor de refer\u00eancia calculado pela equipe econ\u00f4mica considerando o texto original.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2024\/08\/20\/governo-vai-retirar-urgencia-de-projeto-que-regulamenta-reforma-tributaria-diz-pacheco.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2024\/08\/20\/governo-vai-retirar-urgencia-de-projeto-que-regulamenta-reforma-tributaria-diz-pacheco.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Setor exportador vai ganhar muito com reforma, diz Loria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos grandes benef\u00edcios com o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) \u00e9 que o todo o tributo pago por uma empresa no fornecimento de bens ou servi\u00e7os para outra empresa \u00e9 credit\u00e1vel pela outra empresa, com a n\u00e3o cumulatividade plena, diz Daniel Loria, diretor da Secretaria Extraordin\u00e1ria da Reforma Tribut\u00e1ria. Isso, diz, ir\u00e1 beneficiar as opera\u00e7\u00f5es B2B e tamb\u00e9m os setores exportadores. Esses setores, diz Loria, v\u00e3o \u201cganhar muito\u201d com a reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, hoje h\u00e1 setores \u201cque se acham desonerados ou acham que pagam baixos impostos\u201d. \u201cNa verdade eles n\u00e3o est\u00e3o desonerados, n\u00e3o pagam baixos impostos. Porque para tr\u00e1s, na cadeia, tem um monte de imposto embutido que eles n\u00e3o enxergam nos pre\u00e7os, nos insumos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Loria exemplifica com o setor agro exportador. \u201cO agro exportador acha que \u00e9 imune no Brasil. Hoje em dia ele n\u00e3o \u00e9 imune.\u201d Porque, explica, apesar de a exporta\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser tributada, a energia el\u00e9trica tem imposto e o servi\u00e7o prestado pelos advogados tem imposto, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTodos os insumos t\u00eam imposto, e o agro n\u00e3o recupera esses impostos. Com a reforma, um setor exportador como o agro vai ganhar muito. Porque todo aquele imposto que estava escondido vir\u00e1 \u00e0 tona, ser\u00e1 credit\u00e1vel e devolvido para a empresa. Ou compensando com d\u00e9bito. Ou no exemplo de um exportador, que estar\u00e1 totalmente imune, ser\u00e1 ressarcido em dinheiro. Colocamos prazos para isso na lei complementar. Para simplificar a conversa, estamos falando em 60 dias para ressarcimento de cr\u00e9ditos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Loria pondera que h\u00e1 algumas diferen\u00e7as \u201cpara cima ou para baixo\u201d no prazo de 60 dias, Mas, segundo ele, haver\u00e1 ganhos em compara\u00e7\u00e3o com o cen\u00e1rio \u201cem que hoje esses cr\u00e9ditos ou n\u00e3o existem, ou s\u00e3o de muito dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o, como se v\u00ea no ICMS\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEnt\u00e3o todo o B2B vai ganhar muito. Todo o setor exportador vai ganhar muito, certamente, por causa da elimina\u00e7\u00e3o do res\u00edduo tribut\u00e1rio. E todo o funcionamento da economia, por consequ\u00eancia, vai ganhar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Vanessa Canado, coordenadora do n\u00facleo de pesquisas em tributa\u00e7\u00e3o do Insper, diz que certamente, entre as empresas que praticam opera\u00e7\u00e3o B2B, \u201c100% delas ter\u00e3o redu\u00e7\u00e3o de carga tribut\u00e1ria\u201d. Porque o res\u00edduo tribut\u00e1rio ser\u00e1 substitu\u00eddo por \u201c28% de cr\u00e9dito\u201d. \u201cEnt\u00e3o na opera\u00e7\u00e3o B2B n\u00e3o h\u00e1 aumento de carga tribut\u00e1ria. Agora, na opera\u00e7\u00e3o B2C, havia evid\u00eancias do Banco Mundial de que educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade seriam setores mais afetados, mas [esses setores] tiveram al\u00edquota reduzida. Ent\u00e3o espera-se realmente impacto muito pequeno do ponto de vista setorial.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para o tributarista Roberto Quiroga, s\u00f3cio do Mattos Filho, a grande quest\u00e3o na reforma tribut\u00e1ria est\u00e1 na credibilidade. \u201cA \u00faltima reforma tribut\u00e1ria [no Brasil] foi em 1965. Essa aqui \u00e9 a primeira reforma ap\u00f3s a nova Constitui\u00e7\u00e3o. E todos n\u00f3 vivemos esses anos sem acreditar muito porque o governo, durante todo esse tempo, n\u00e3o cumpriu aquilo que estava na lei.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Quiroga exemplifica com a chamada Lei Kandir. \u201cA lei falava em cr\u00e9ditos na exporta\u00e7\u00e3o. N\u00f3s n\u00e3o recebemos. Agora n\u00f3s temos o cashback. E as pessoas ficam pensando: ser\u00e1 que isso vai ocorrer de verdade? O pessoal do agro deve pensar o seguinte: ser\u00e1 que vamos ter mesmo todos os cr\u00e9ditos? Ou daqui a algum tempo vai mudar? N\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o t\u00e9cnica. O que temos \u00e9 quest\u00e3o de credibilidade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/08\/21\/setor-exportador-vai-ganhar-muito-com-reforma-diz-loria.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/08\/21\/setor-exportador-vai-ganhar-muito-com-reforma-diz-loria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma do IR pode ser \u201canti-Robin Hood\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Nos bastidores, j\u00e1 est\u00e3o em movimento as engrenagens para a montagem de uma proposta de reforma do Imposto de Renda (IR). \u00c9 o pr\u00f3ximo round a ser enfrentado pela equipe do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e n\u00e3o ser\u00e1 nada f\u00e1cil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O risco nesse caso \u00e9 a pol\u00edtica se sobrepor aos n\u00fameros, como tem ocorrido nesse tipo de discuss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO componente t\u00e9cnico est\u00e1 ficando muito por tr\u00e1s do componente pol\u00edtico, e isso \u00e9 preocupante\u201d, afirmou \u00e0 coluna o professor do IDP Jos\u00e9 Roberto Afonso, um dos maiores especialistas em pol\u00edtica fiscal do pa\u00eds. \u201cJ\u00e1 houve esse problema no Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os e \u00e9 mais preocupante no Imposto de Renda.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O receio de Afonso est\u00e1 presente tamb\u00e9m entre os t\u00e9cnicos da equipe econ\u00f4mica. H\u00e1 temas do Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica (IRPF) que, na frieza das planilhas, precisariam ser discutidos. Mas dever\u00e3o permanecer escondidos nas gavetas da burocracia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o caso das dedu\u00e7\u00f5es de gastos com sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o. H\u00e1 d\u00e9cadas se discute se \u00e9 justo, do ponto de vista social, uma pessoa pagar menos imposto por ter plano de sa\u00fade ou ter matriculado os filhos na rede privada de educa\u00e7\u00e3o, enquanto contribuintes mais pobres n\u00e3o t\u00eam renda para acessar esses servi\u00e7os, por isso n\u00e3o t\u00eam o que abater.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda na transi\u00e7\u00e3o, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva chamou a aten\u00e7\u00e3o para a pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o: consultou m\u00e9dicos particulares e abateu do IR. Por\u00e9m, \u00e9 pouco prov\u00e1vel que a proposta de reforma do Imposto de Renda, cujo card\u00e1pio de op\u00e7\u00f5es j\u00e1 lhe foi apresentado, trate desse assunto. \u00c9 um tema caro \u00e0 classe m\u00e9dia, um estrato da sociedade que \u00e9 disputado a tapa no atual ambiente de polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>Planilhas e argumentos t\u00e9cnicos perdem de lavada quando quest\u00f5es tribut\u00e1rias s\u00e3o submetidas ao Congresso Nacional, como ser\u00e1 o caso da reforma do IR.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Durante as discuss\u00f5es da reforma dos impostos sobre o consumo, receberam pouca aten\u00e7\u00e3o dois estudos elaborados pelo Minist\u00e9rio do Planejamento, sobre as desonera\u00e7\u00f5es da cesta b\u00e1sica e dos medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ambos chegavam \u00e0 mesma conclus\u00e3o: os maiores beneficiados s\u00e3o os mais ricos. Esses consomem mais, por isso ficam com uma fatia maior do bolo de impostos que o governo deixa de arrecadar &#8211; para, supostamente, beneficiar as pessoas de baixa renda. Do ponto de vista redistributivo, seria mais efetivo cobrar os impostos e devolver o dinheiro arrecadado aos pobres por meio de cashback ou refor\u00e7o em programas como Farm\u00e1cia Popular, apontam os estudos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os parlamentares sabem disso, mas prevaleceu a op\u00e7\u00e3o mais conectada com a intui\u00e7\u00e3o dos eleitores.<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3prio Lula vem comemorando a inclus\u00e3o da carne na cesta b\u00e1sica desonerada. Trata-se, por\u00e9m, de algo que tornar\u00e1 dif\u00edcil respeitar o teto de 26,5% para a nova tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo. Todos pagar\u00e3o a conta do incentivo fiscal ao consumo de picanha.<\/p>\n\n\n\n<p>Coisa semelhante tende a acontecer com a tabela do IRPF. \u00c0 medida que avan\u00e7am os estudos internos, Lula tem repetido que cumprir\u00e1 sua promessa de campanha: elevar para R$ 5 mil o limite de isen\u00e7\u00e3o do tributo, atualmente em R$ 2.824. Na semana passada, falando a trabalhadores de uma montadora, acrescentou que est\u00e1 esperado para \u201cdar o bote\u201d e isentar tamb\u00e9m as distribui\u00e7\u00f5es de Participa\u00e7\u00e3o em Lucros e Resultados (PLR).<\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 um \u201canti-Robin Hood\u201d, alertou Afonso. Tamb\u00e9m nesse caso, a \u201cbondade\u201d beneficia mais os mais ricos, ao contr\u00e1rio do que pode parecer.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2021, quando o Congresso analisava uma proposta de reforma do IR elaborada pela equipe do ent\u00e3o ministro da Economia, Paulo Guedes, o Projeto de Lei (PL) 2.337\/21, a Institui\u00e7\u00e3o Fiscal Independente (IFI) calculou o impacto da proposta, que elevava o limite de isen\u00e7\u00e3o de R$ 1.903,98 para R$ 2,5 mil e reajustava as demais faixas em menor magnitude. Chegou a uma perda de R$ 1,38 bilh\u00e3o por m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Cruzando com os dados da Rela\u00e7\u00e3o Anual de Informa\u00e7\u00f5es Sociais (Rais), o estudo da IFI constatou que os contribuintes da faixa mais alta de renda se apropriariam de 80,3% do que deixaria de ser arrecadado. Aqueles na faixa de tributa\u00e7\u00e3o mais baixa, de 7,5%, ficariam com apenas 7,8% da ren\u00fancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSubir a faixa de isen\u00e7\u00e3o beneficia todos os contribuintes\u201d, comentou Afonso. \u201cAo contr\u00e1rio do discurso pol\u00edtico, os dados revelam que, ao faz\u00ea-lo, eu beneficio mais os mais ricos e menos os mais pobres.\u201d O quadro n\u00e3o deve ter mudado muito de 2021 para c\u00e1, acredita.<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista tem uma sugest\u00e3o para esse caso: em vez de elevar a faixa de isen\u00e7\u00e3o, melhor seria aumentar o desconto-padr\u00e3o da declara\u00e7\u00e3o simplificada, usada pelos contribuintes de menor renda. \u201cA vantagem: \u00e9 uma reforma progressista e certamente beneficia s\u00f3 quem ganha menos\u201d, comentou. A desvantagem \u00e9 que esse contribuinte seguiria sofrendo reten\u00e7\u00e3o de IR na fonte, para s\u00f3 resgat\u00e1-lo com a apresenta\u00e7\u00e3o da declara\u00e7\u00e3o de ajuste.<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto de partida dos t\u00e9cnicos na reforma do IR foi: aumentar a tributa\u00e7\u00e3o sobre os mais ricos para, entre outras coisas, baratear o emprego. No atual quadro de restri\u00e7\u00e3o fiscal, pode ficar dif\u00edcil atingir esses objetivos e ao mesmo tempo cumprir as determina\u00e7\u00f5es de Lula.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/coluna\/reforma-do-ir-pode-ser-anti-robin-hood.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/coluna\/reforma-do-ir-pode-ser-anti-robin-hood.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aliado do Planalto, Omar Aziz cobra retirada da urg\u00eancia da regulamenta\u00e7\u00e3o da tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/08\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O senador Omar Aziz (PSD-AM) foi hoje \u00e0 tribuna do plen\u00e1rio da Casa para cobrar que o governo retire a urg\u00eancia constitucional da regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria. Segundo Aziz, n\u00e3o h\u00e1 pressa para a an\u00e1lise da mat\u00e9ria, que poderia ficar para o ano que vem.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esta \u00e9 uma Casa que \u00e0s vezes faz modifica\u00e7\u00f5es que s\u00e3o interessantes para o pa\u00eds e muitas vezes n\u00e3o s\u00e3o acolhidas. Ent\u00e3o, o que eu acho que n\u00f3s temos que fazer \u00e9 primeiro pedir ao governo que tire a urg\u00eancia da lei complementar. N\u00f3s n\u00e3o temos pressa para votar isso, at\u00e9 porque isso n\u00e3o vai vigorar a partir do ano que vem, isso vai vigorar daqui a alguns anos. Tempo suficiente para que a gente possa, com muita clareza, aprovar algo que vai ser para o resto da vida&#8221;, disse Aziz.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00f3s n\u00e3o vamos modificar num dia de manh\u00e3 ou num dia ou outro as quest\u00f5es das leis complementares. Isso vai ser sobre a economia do pa\u00eds, a competitividade das empresas brasileiras, trata-se do agroneg\u00f3cio, das ind\u00fastrias de componentes, das ind\u00fastrias de bens finais, trata-se do pequeno, do m\u00e9dio e do grande empres\u00e1rio, do microempres\u00e1rio. N\u00f3s temos que analisar com carinho tudo aquilo que vamos votar&#8221;, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Aziz refor\u00e7ou que \u00e9 preciso ter &#8220;todo o cuidado&#8221; com as leis complementares &#8220;para que a gente n\u00e3o sofra consequ\u00eancias muito grandes no final&#8221;. Em seguida, o parlamentar amazonense fez um apelo para que o presidente o Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), converse com a equipe econ\u00f4mica e com o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) pelo fim da urg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na semana passada, ap\u00f3s reuni\u00e3o com o relator do projeto, Eduardo Braga (MDB-AM), o ministro Fernando Haddad (Fazenda) chegou a dizer que concordava com a retirada da urg\u00eancia. Logo ap\u00f3s, no entanto, ele foi procurado pelo presidente da C\u00e2mara, Arthur Lira (PP-AL), que insiste na manuten\u00e7\u00e3o do regime de tramita\u00e7\u00e3o mais c\u00e9lere.<\/p>\n\n\n\n<p>Ontem, em visita ao Senado, o ministro das Rela\u00e7\u00f5es Institucionais, Alexandre Padilha, evitou se comprometer com a retirada da urg\u00eancia neste momento.<\/p>\n\n\n\n<p>O prazo termina em 23 de setembro, quando a pauta do plen\u00e1rio da Casa ficar\u00e1 trancada sem a delibera\u00e7\u00e3o. Em fun\u00e7\u00e3o do impasse, Eduardo Braga ainda n\u00e3o foi nem sequer formalizado relator. Ao Valor, ele disse que n\u00e3o tem conseguido trabalhar inteiramente, nem mesmo preparar o plano de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2024\/08\/21\/aliado-do-planalto-omar-aziz-cobra-retirada-da-urgncia-da-regulamentao-da-tributria.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2024\/08\/21\/aliado-do-planalto-omar-aziz-cobra-retirada-da-urgncia-da-regulamentao-da-tributria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Saudabilidade dos alimentos foi considerada no projeto que regulamenta o novo sistema, afirma Appy<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Reforma Tribut\u00e1ria e seus impactos na sa\u00fade foi tema de audi\u00eancia p\u00fablica na Comiss\u00e3o de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal na ter\u00e7a-feira (20\/8). O secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da Reforma Tribut\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Fazenda, Bernard Appy, ressaltou que a saudabilidade dos alimentos teve papel determinante para sua inclus\u00e3o nas categorias de al\u00edquota zero ou al\u00edquotas reduzidas na elabora\u00e7\u00e3o do Projeto de Lei Complementar (PLP) 68\/2024.<\/p>\n\n\n\n<p>No PLP 68\/2024, que regulamenta a maior parte da reforma e que neste momento tramita no Senado, os alimentos foram distribu\u00eddos em tr\u00eas categorias de al\u00edquotas no novo sistema: al\u00edquota zero, para aqueles que est\u00e3o na cesta b\u00e1sica; al\u00edquota reduzida em 60% da al\u00edquota padr\u00e3o; e al\u00edquota cheia.<\/p>\n\n\n\n<p>Appy salientou que, na prepara\u00e7\u00e3o do PLP, realizada no \u00e2mbito do Programa de Assessoramento T\u00e9cnico \u00e0 Implementa\u00e7\u00e3o da Reforma da Tributa\u00e7\u00e3o sobre o Consumo (PAT-RTC), criado pelo Minist\u00e9rio da Fazenda, todos os alimentos&nbsp;in natura&nbsp;e minimamente processados ficaram com al\u00edquota reduzida, e a maioria deles com al\u00edquota zero, o que vem sendo mantido ao longo da tramita\u00e7\u00e3o no Congresso. J\u00e1 o Imposto Seletivo (IS), conforme explicitado na Emenda Constitucional (EC) 132 \u2013 promulgada em dezembro de 2023 e que promove a Reforma Tribut\u00e1ria do consumo \u2013, desestimula o consumo de produtos nocivos \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente.&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Saudabilidade<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs alimentos ultraprocessados est\u00e3o quase todos na al\u00edquota cheia\u201d, explicou Appy. \u201cEstamos falando de uma diferen\u00e7a de tributa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 pequena\u201d, disse, ao fazer a compara\u00e7\u00e3o com os alimentos que est\u00e3o na al\u00edquota reduzida. Essa diferencia\u00e7\u00e3o entre os alimentos&nbsp;in natura&nbsp;e minimamente processados e os ultraprocessados, portanto, j\u00e1 existe, mas pode ser aperfei\u00e7oada, segundo Appy. \u201cPode-se at\u00e9 melhorar esse desenho\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele frisou que a saudabilidade esteve presente ao longo de todo o debate que precedeu o envio do PLP 68\/2024 ao Congresso. \u201cEsse \u00e9 um tema que n\u00e3o foi esquecido quando o projeto foi enviado ao Congresso Nacional\u201d, acrescentou. Nesse mesmo sentido ocorreram as discuss\u00f5es sobre o IS, destinado a incidir sobre produtos \u201cclaramente nocivos \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alco\u00f3licas e refrigerantes, uma das categorias dos alimentos ultraprocessados\u201d, pontuou Appy.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a audi\u00eancia, presidida pela senadora Leila Barros (PDT-DF), o secret\u00e1rio frisou, no entanto, que a saudabilidade n\u00e3o foi o \u00fanico crit\u00e9rio aplicado para a distin\u00e7\u00e3o de tributa\u00e7\u00e3o sobre os alimentos na reforma. \u201cN\u00e3o foi considerada apenas a quest\u00e3o da saudabilidade, mas tamb\u00e9m o impacto distributivo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Appy sublinhou o papel do&nbsp;cashback&nbsp;\u2013 mecanismo de devolu\u00e7\u00e3o \u00e0s fam\u00edlias de renda mais baixa dos tributos pagos por elas sobre seu consumo \u2013, como instrumento mais eficiente que as al\u00edquotas reduzidas para a promo\u00e7\u00e3o da progressividade tribut\u00e1ria no pa\u00eds e, em consequ\u00eancia, da justi\u00e7a social. \u201cCertamente, para as fam\u00edlias mais pobres, o aumento do poder de compra, \u00e9 um determinante da sa\u00fade\u201d, disse o secret\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cesta b\u00e1sica<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta original do PLP 68\/2024 partiu da cesta b\u00e1sica do PIS\/Cofins, acrescida dos demais alimentos&nbsp;in natura&nbsp;e minimamente processados. A distribui\u00e7\u00e3o entre cesta b\u00e1sica e al\u00edquota reduzida priorizou os alimentos consumidos majoritariamente pelos mais pobres. A C\u00e2mara dos Deputados ampliou a cesta b\u00e1sica com a inclus\u00e3o das carnes e dos queijos, al\u00e9m de algumas outras mudan\u00e7as na composi\u00e7\u00e3o das listas.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a redu\u00e7\u00e3o em 60% da al\u00edquota padr\u00e3o \u2013 que ser\u00e1 definida pelo Senado Federal \u2013 inclui produtos agropecu\u00e1rios, aqu\u00edcolas, pesqueiros, florestais e extrativistas vegetais. Na audi\u00eancia da ter\u00e7a-feira, Appy tamb\u00e9m destacou a redu\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas, a zero, da tributa\u00e7\u00e3o sobre dispositivos m\u00e9dicos e medicamentos no novo sistema.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/agosto\/saudabilidade-dos-alimentos-foi-considerada-no-projeto-que-regulamenta-o-novo-sistema-afirma-appy#:~:text=REFORMA%20TRIBUT%C3%81RIA-,Saudabilidade%20dos%20alimentos%20foi%20considerada%20no%20projeto,o%20novo%20sistema%2C%20afirma%20Appy&amp;text=A%20Reforma%20Tribut%C3%A1ria%20e%20seus,feira%20(20%2F8).\">https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/agosto\/saudabilidade-dos-alimentos-foi-considerada-no-projeto-que-regulamenta-o-novo-sistema-afirma-appy#:~:text=REFORMA%20TRIBUT%C3%81RIA-,Saudabilidade%20dos%20alimentos%20foi%20considerada%20no%20projeto,o%20novo%20sistema%2C%20afirma%20Appy&amp;text=A%20Reforma%20Tribut%C3%A1ria%20e%20seus,feira%20(20%2F8).<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Senado aprova incentivos \u00e0 ind\u00fastria de semicondutores no Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) poder\u00e3o financiar o desenvolvimento e a produ\u00e7\u00e3o de microchips e pain\u00e9is solares. Essas atividades est\u00e3o inclu\u00eddas no novo Programa Brasil Semicondutores (Brasil Semicon), previsto no <a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164353\">PL 13\/2020<\/a>, projeto de lei aprovado pelo Senado nesta quarta-feira (21). Essa proposta segue para a san\u00e7\u00e3o do presidente da Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto teve origem em iniciativa do deputado federal Capit\u00e3o Alberto Neto (PL-AM). O texto aprovado prev\u00ea investimentos em toda a cadeia produtiva do setor, visando oferecer maior competitividade aos chips fabricados no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando ainda estava em an\u00e1lise na <a href=\"https:\/\/legis.senado.leg.br\/comissoes\/comissao?codcol=38\">Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE)<\/a>, a mat\u00e9ria recebeu parecer favor\u00e1vel do senador&nbsp;Omar Aziz (PSD-AM). Nesse relat\u00f3rio, ele destacou a import\u00e2ncia dos setores de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (TIC) e de semicondutores para a economia mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cGovernos de diferentes pa\u00edses investem em medidas para diminuir a depend\u00eancia das cadeias de suprimento externas de semicondutores, considerando que essa depend\u00eancia, durante a pandemia da covid-19, resultou na paralisa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de diversas ind\u00fastrias, pois s\u00e3o componentes com aplicabilidade em m\u00faltiplos processos produtivos\u201d, enfatizou Omar Aziz.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 estimativas de que o gasto global em TIC fique acima de US$ 5 trilh\u00f5es em 2024. No ano passado, dos cerca de US$ 3,2 trilh\u00f5es de d\u00f3lares investidos no setor, apenas 1,6% (cerca de 50 bilh\u00f5es) vieram para o Brasil. Ainda assim, o pa\u00eds est\u00e1 na d\u00e9cima posi\u00e7\u00e3o global e em primeiro lugar na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n\n\n\n<p>Padis<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto aprovado nesta quarta-feira tamb\u00e9m amplia a vig\u00eancia do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico da Ind\u00fastria de Semicondutores (Padis) at\u00e9 2073. Antes dessa altera\u00e7\u00e3o, a previs\u00e3o era que o programa terminaria em 2027. A nova data, tamb\u00e9m ampliada para a Lei de Inform\u00e1tica, coincide com a concess\u00e3o de benef\u00edcios para a Zona Franca de Manaus.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto inclui novas atividades, como o&nbsp;design de softwares para ambientes virtuais, como candidatas \u00e0 desonera\u00e7\u00e3o de impostos. Tamb\u00e9m acaba com a exig\u00eancia de lista pr\u00e9via governamental para aquisi\u00e7\u00e3o de insumos incentivados.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso dos financiamentos \u00e0s empresas, a contrapartida aos investimentos poder\u00e1 ser calculada sobre o faturamento total das empresas, e n\u00e3o apenas sobre as vendas internas, como ocorre atualmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Reavalia\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica<\/p>\n\n\n\n<p>Omar Aziz argumentou que as ind\u00fastrias de TIC e de semicondutores aumentam a competitividade nacional, criam empregos de alto valor agregado e geram renda. Por isso, ele defendeu uma reavalia\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica dos incentivos ao setor de acordo com a Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO).<\/p>\n\n\n\n<p>O senador amazonense concordou com o t\u00e9rmino do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnol\u00f3gico da Ind\u00fastria de Equipamentos para TV Digital (PATVD). O programa estava previsto na <a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2007-05-31;11484\">Lei 11.484, de 2007<\/a>, e envolvia subs\u00eddios que foram questionados na Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio (OMC) pela Uni\u00e3o Europeia e pelo Jap\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/08\/21\/senado-aprova-incentivos-a-industria-de-semicondutores-no-brasil#:~:text=Senado%20aprova%20incentivos%20%C3%A0%20ind%C3%BAstria%20de%20semicondutores%20no%20Brasil,-Compartilhe%20este%20conte%C3%BAdo&amp;text=O%20Banco%20Nacional%20de%20Desenvolvimento,de%20microchips%20e%20pain%C3%A9is%20solares\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/08\/21\/senado-aprova-incentivos-a-industria-de-semicondutores-no-brasil#:~:text=Senado%20aprova%20incentivos%20%C3%A0%20ind%C3%BAstria%20de%20semicondutores%20no%20Brasil,-Compartilhe%20este%20conte%C3%BAdo&amp;text=O%20Banco%20Nacional%20de%20Desenvolvimento,de%20microchips%20e%20pain%C3%A9is%20solares<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>M&amp;A, planejamento tribut\u00e1rio e as regras do jogo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O charme que circunda o mercado de M&amp;A contrasta com sua complexidade estrutural. Quem atua de verdade no segmento bem sabe que, sem suar camiseta por 365 dias ou mais, ficar\u00e1 apenas a ver o p\u00f3 de um \u201csucess fee\u2019 belissimamente previsto em letras de um contrato irrealizado. Aqui, n\u00e3o h\u00e1 m\u00e1gicas nem atalhos. Da tese financeira \u00e0 pulsante realidade negocial, vai longo caminho, sinuoso e desafiador.<\/p>\n\n\n\n<p>Sim, \u00e9 poss\u00edvel que, diante de raro alinhamento planet\u00e1rio, uma transa\u00e7\u00e3o se efetive em 9 ou 10 meses. A regra geral, todavia, faz indicar que um time altamente t\u00e9cnico, com conhecimentos plurais e complementares, vai ficar dedicados por mais de ano, a contar da origina\u00e7\u00e3o, mergulhando em n\u00fameros cont\u00e1beis e informa\u00e7\u00f5es empresariais, preparando memorandos, montando narrativas e avenidas de crescimento, selecionando potenciais investidores para, diante de propostas n\u00e3o vinculantes, adentrarem na dilig\u00eancia e, mediante sustenta\u00e7\u00e3o das premissas apresentadas, conseguir desembocar na fase final de contratos vinculantes e suas valida\u00e7\u00f5es entre o signing e o closing.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de todo o trabalho financeiro, a constru\u00e7\u00e3o do deal, em sua complexa l\u00f3gica estrutural, traz consigo, n\u00e3o raro, elaboradas solu\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas com vistas a gerar economia tribut\u00e1ria. Sabidamente, em determinadas situa\u00e7\u00f5es, o impacto fiscal \u00e9 vari\u00e1vel importante da equa\u00e7\u00e3o geral do neg\u00f3cio, levando times jur\u00eddicos extremamente qualificados a se debru\u00e7arem sobre a realidade material da transa\u00e7\u00e3o e, mediante exaustiva dial\u00e9tica jur\u00eddica, viabilizarem l\u00edcitas incid\u00eancias de redu\u00e7\u00e3o do efeito tribut\u00e1rio. Sem cortinas, a partir do momento que a Constitui\u00e7\u00e3o protegeu a propriedade privada (artigo 5\u00b0, XXII) e tutelou a livre iniciativa (artigo 170), o dever de pagamento tribut\u00e1rio com m\u00e1xima economia poss\u00edvel passou a ser direito potestativo do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, no ch\u00e3o da vida, o direito fundamental \u00e0 economia tribut\u00e1ria nem sempre recebe o merecido prest\u00edgio constitucional. Ao inv\u00e9s de titular de direitos, o contribuinte muitas vezes \u00e9 transformado em suspeito de ilicitudes. Assim, num&nbsp; instalar de dedos, complexas e bem pensadas solu\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas s\u00e3o tratadas como artificialismos profanos, fruto de imagina\u00e7\u00f5es irreais como se realizadas unicamente para lesar o Fisco e, n\u00e3o, nos termos da lei, para proteger o direito \u00e0 propriedade privada, constitucionalmente assegurado.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao ponto, cabe real\u00e7ar que n\u00e3o se est\u00e1 aqui a defender arranjos fraudulentos e ilegais, arquitetados exclusivamente para burlar deveres e obriga\u00e7\u00f5es fiscais. A lei \u00e9 senhora da realidade e \u00e1rbitra imparcial dos fatos da vida. Logo, quando o contribuinte se organiza licitamente &#8211; com intelig\u00eancia, exatid\u00e3o e t\u00e9cnica jur\u00eddica -, exercendo com limpidez seu direito de economia tribut\u00e1ria, tal op\u00e7\u00e3o deve ser respeitada pelo Fisco, somente podendo ser questionada e eventualmente desconstitu\u00edda \u00e0 luz de preceitos inerentes ao devido processo legal (administrativo e judicial), contradit\u00f3rio, ampla defesa e dever exauriente de motiva\u00e7\u00e3o administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Objetivamente, o fato de o Fisco desgostar de dado planejamento tribut\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 causa suficiente para invalid\u00e1-lo. Isso porque atos jur\u00eddicos perfeitos n\u00e3o se desfazem por imperfeitos \u00edmpetos arrecadat\u00f3rios. Em tempo, ao analisar a constitucionalidade do artigo 116, par\u00e1grafo \u00fanico, do CTN (norma geral antielis\u00e3o), o voto condutor da ministra C\u00e1rmen L\u00facia consignou de forma expressa que \u201ca desconsidera\u00e7\u00e3o autorizada pelo dispositivo est\u00e1 limitada aos atos ou neg\u00f3cios jur\u00eddicos praticados com inten\u00e7\u00e3o de dissimula\u00e7\u00e3o ou oculta\u00e7\u00e3o desse fato gerador\u201d, vindo a real\u00e7ar que \u201ca norma n\u00e3o pro\u00edbe o contribuinte de buscar, pelas vias leg\u00edtimas e comportamentos coerentes com a ordem jur\u00eddica, economia fiscal, realizando suas atividades de forma menos onerosa, e, assim, deixando de pagar tributos quando n\u00e3o configurado fato gerador cuja ocorr\u00eancia tenha sido licitamente evitada\u201d (ADI n\u00b0 2446\/DF, Plen\u00e1rio STF, j. 11.04.2022).<\/p>\n\n\n\n<p>Como se v\u00ea, a menor onerosidade fiscal traduz direito fundamental do contribuinte, sendo, portanto, \u00f4nus imposterg\u00e1vel do poder tributante demonstrar material e fundamentadamente a inten\u00e7\u00e3o de dissimular ou ocultar o fato gerador, sob pena de agir fiscalizat\u00f3rio abusivo, injustificado e arbitr\u00e1rio. Em linha de refor\u00e7o, o egr\u00e9gio STJ recentemente fez ecoar que \u201cse a preocupa\u00e7\u00e3o da autoridade administrativa \u00e9 quanto \u00e0 exist\u00eancia de rela\u00e7\u00f5es exclusivamente artificiais (como as absolutamente simuladas), compete ao Fisco, caso a caso, demonstrar a artificialidade das opera\u00e7\u00f5es, mas jamais pressupor que o \u00e1gio entre partes dependentes ou com o emprego de \u2018empresa-ve\u00edculo\u2019 j\u00e1 seria, por si s\u00f3, abusivo\u201d (REsp n\u00b0 2026473\/SC, j. 05.09.2023).<\/p>\n\n\n\n<p>Por tudo, o estabelecimento de uma economia de mercado s\u00e9ria e concorrencial pressup\u00f5e balizas firmes de seguran\u00e7a jur\u00eddica e estabilidade das rela\u00e7\u00f5es negociais. O pa\u00eds s\u00f3 tem a ganhar com o incremento das opera\u00e7\u00f5es de M&amp;A e a consolida\u00e7\u00e3o do mercado de private equity como um todo, potencializando o crescimento das empresas, abrindo oportunidades a seus colaboradores, catapultando lucros privados e consequentes incid\u00eancias fiscais, em uma ordem juridicamente justa. E somente haver\u00e1 justi\u00e7a tribut\u00e1ria quando o direito \u00e0 menor onerosidade fiscal deixar de ser mera ret\u00f3rica em uma realidade de arrecada\u00e7\u00e3o injusta.<\/p>\n\n\n\n<p>Sebasti\u00e3o Ventura Pereira da Paix\u00e3o Jr. \u00e9 advogado, conselheiro do Instituto Millenium<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/m-a-planejamento-tributario-e-as-regras-do-jogo.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/m-a-planejamento-tributario-e-as-regras-do-jogo.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>CAE vai debater tecnologia e inova\u00e7\u00e3o na reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) promove, na quarta-feira (28), \u00e0s 14h, audi\u00eancia p\u00fablica com o tema Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o na Reforma Tribut\u00e1ria. A reforma tribut\u00e1ria foi promulgada em dezembro de 2023, como <a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:emenda.constitucional:2023-12-20;132\">Emenda Constitucional 132<\/a>, e agora a sua regulamenta\u00e7\u00e3o est\u00e1 em discuss\u00e3o no Senado (<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164914\">PLP 68\/2024<\/a>).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 confirmaram presen\u00e7a o presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Associa\u00e7\u00f5es das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o, Christian Tadeu; o auditor fiscal da Receita Federal Marcos Flores; e o professor Jonathan Barros Vita, mestre e doutor em Direito pela PUC-SP, com especializa\u00e7\u00e3o em Direito Tribut\u00e1rio pela Universidade Comercial Luigi Bocconi, em Mil\u00e3o, na It\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m foram convidados para o debate S\u00e9rgio Sgobbi, da Associa\u00e7\u00e3o das Empresas de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o; M\u00e1rcio Gon\u00e7alves, da Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas de Inform\u00e1tica; Marcelo Almeida, da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas de Software; Gil Torquato, da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Internet;&nbsp; Jorge Prates, da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Autoridades de Registro;&nbsp; Vicente Braga, da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Procuradores dos Estados e do DF; e Miguel Abuhab, da empresa Datasul.<\/p>\n\n\n\n<p>A <a href=\"https:\/\/legis.senado.leg.br\/comissoes\/reuniao?reuniao=12932&amp;codcol=38\">audi\u00eancia p\u00fablica<\/a> ser\u00e1 na sala 19 da Ala Alexandre Costa. O presidente da <a href=\"https:\/\/legis.senado.leg.br\/comissoes\/comissao?codcol=38\">CAE<\/a> \u00e9 o senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO).<\/p>\n\n\n\n<p>Como participar<\/p>\n\n\n\n<p>O evento ser\u00e1 interativo: os cidad\u00e3os podem enviar perguntas e coment\u00e1rios pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo&nbsp;<a href=\"about:blank\">Portal e-Cidadania<\/a>, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declara\u00e7\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universit\u00e1rio, por exemplo. O&nbsp;<a href=\"http:\/\/www12.senado.leg.br\/ecidadania\">Portal e-Cidadania<\/a>&nbsp;tamb\u00e9m recebe a opini\u00e3o dos cidad\u00e3os sobre os projetos em tramita\u00e7\u00e3o no Senado, al\u00e9m de sugest\u00f5es para novas leis.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/08\/22\/cae-vai-debater-tecnologia-e-inovacao-na-reforma-tributaria#:~:text=A%20Comiss%C3%A3o%20de%20Assuntos%20Econ%C3%B4micos,(PLP%2068%2F2024).\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/08\/22\/cae-vai-debater-tecnologia-e-inovacao-na-reforma-tributaria#:~:text=A%20Comiss%C3%A3o%20de%20Assuntos%20Econ%C3%B4micos,(PLP%2068%2F2024).<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bernard Appy volta a alertar sobre o risco da amplia\u00e7\u00e3o de tratamentos favorecidos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A concess\u00e3o de tratamentos favorecidos a setores implica diretamente o aumento da al\u00edquota de refer\u00eancia, de modo que a carga tribut\u00e1ria do pa\u00eds seja mantida no n\u00edvel atual, como determina a Emenda Constitucional (EC) 132\/2023, que promove a Reforma Tribut\u00e1ria do consumo. \u201cN\u00e3o existe almo\u00e7o gr\u00e1tis. Algu\u00e9m vai pagar\u201d, disse o secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da Reforma Tribut\u00e1ria, Bernard Appy, durante sua participa\u00e7\u00e3o em semin\u00e1rio realizado pelo portal jur\u00eddico Migalhas, na quarta-feira (21\/8). Ele comentou a possibilidade de o Senado \u201cdar mais materialidade\u201d \u00e0 chamada \u201ctrava\u201d inserida pela C\u00e2mara dos Deputados no Projeto de Lei Complementar (PLP) 68 e que limita a al\u00edquota de refer\u00eancia do novo sistema.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O PLP 68\/2024 regulamenta a maior parte da Reforma Tribut\u00e1ria do consumo. Ap\u00f3s seu envio pelo Executivo ao Congresso Nacional, a C\u00e2mara dos Deputados incluiu um dispositivo (apelidado de \u201ctrava\u201d) determinando que, em 2031, ainda no meio da transi\u00e7\u00e3o para o novo sistema, que termina em 2033, o governo ter\u00e1 que enviar um projeto de lei complementar propondo medidas de redu\u00e7\u00e3o de tratamentos favorecidos, caso haja uma sinaliza\u00e7\u00e3o de que a al\u00edquota de refer\u00eancia, ao fim da transi\u00e7\u00e3o, v\u00e1 ficar acima de 26,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a tramita\u00e7\u00e3o do projeto na C\u00e2mara dos Deputados, foram inseridos tratamentos favorecidos, que aumentam a al\u00edquota de refer\u00eancia. \u201cFoi o custo pol\u00edtico da aprova\u00e7\u00e3o da reforma\u201d, disse Appy. A possibilidade mencionada por ele, de que o Senado reforce a efic\u00e1cia do dispositivo \u2013 tornando-o, por exemplo, \u201cautoaplic\u00e1vel\u201d \u2013, traz a expectativa de que a al\u00edquota refer\u00eancia, adotada como padr\u00e3o no novo sistema tributa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, se mantenha em um patamar o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel do percentual de 26,5% estimado pelo governo no PLP 68\/2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Trabalho conjunto<\/p>\n\n\n\n<p>Appy relembrou o trabalho realizado no \u00e2mbito do Programa de Assessoramento T\u00e9cnico \u00e0 Implementa\u00e7\u00e3o da Reforma da Tributa\u00e7\u00e3o sobre o Consumo (PAT-RTC), criado pelo Minist\u00e9rio da Fazenda e respons\u00e1vel pela elabora\u00e7\u00e3o dos relat\u00f3rios que embasaram os PLPs 68\/2024 e 108\/2024 (que trata da institui\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Gestor do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os, o IBS, e neste momento tramita na C\u00e2mara).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 um trabalho conjunto que n\u00e3o terminou\u201d, afirmou, referindo-se \u00e0 participa\u00e7\u00e3o de representantes da Uni\u00e3o, dos Estados e dos Munic\u00edpios em todas as inst\u00e2ncias do programa e a tarefas que ainda ser\u00e3o realizadas, como a operacionaliza\u00e7\u00e3o do&nbsp;split payment. \u201cEstamos fazendo um trabalho bastante amplo de detalhamento t\u00e9cnico\u201d, destacou Appy, elencando a participa\u00e7\u00e3o dos entes federativos, do Banco Central e de gestores de tecnologia, entre outros atores, na iniciativa.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e9todo de pagamento que segrega, no momento da liquida\u00e7\u00e3o financeira da opera\u00e7\u00e3o comercial, o tributo a ser arrecadado aos cofres p\u00fablicos, o&nbsp;split payment&nbsp;ser\u00e1 objeto de um Grupo de Trabalho (GT) em fase de instala\u00e7\u00e3o pelo Minist\u00e9rio da Fazenda. Al\u00e9m de assegurar a r\u00e1pida recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, o m\u00e9todo ter\u00e1 papel fundamental na redu\u00e7\u00e3o da inadimpl\u00eancia, fraude e sonega\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, de acordo com proje\u00e7\u00f5es do Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Plataforma unificada<\/p>\n\n\n\n<p>Daniel Loria, diretor de programa da Secretaria Extraordin\u00e1ria da Reforma Tribut\u00e1ria (Sert), tamb\u00e9m participou do evento. Ao detalhar conceitualmente o&nbsp;split payment, ele o definiu como um \u201cpagamento bifurcado\u201d, em que uma parte vai para o fornecedor do produto ou servi\u00e7o e outra para as administra\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias (a Receita Federal, no caso da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os, a CBS, ou o Comit\u00ea Gestor do IBS). Segundo Loria, o PLP 68\/2024 previu o&nbsp;split payment&nbsp;como uma \u201cplataforma unificada\u201d, com intera\u00e7\u00e3o das administra\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias e com todas as informa\u00e7\u00f5es centralizadas em Notas Fiscais eletr\u00f4nicas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara o consumidor, n\u00e3o muda nada em sua experi\u00eancia de compra\u201d, ressaltou o diretor da Sert, pontuando que a ideia \u00e9 simplificar ao m\u00e1ximo o processo de adapta\u00e7\u00e3o das empresas ao modelo. \u201c\u00c9 algo de fronteira\u201d, enfatizou. \u201c\u00c9 uma inova\u00e7\u00e3o que o Brasil pode oferecer\u201d, acrescentou sobre o m\u00e9todo que, considerando-se as particularidades de seu desenho, ser\u00e1 \u00fanico no mundo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/agosto\/bernard-appy-volta-a-alertar-sobre-o-risco-da-ampliacao-de-tratamentos-favorecidos\">https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/agosto\/bernard-appy-volta-a-alertar-sobre-o-risco-da-ampliacao-de-tratamentos-favorecidos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal esclarece e simplifica procedimentos de regulariza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios julgados pelo Carf<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal publicou a&nbsp;<a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=139990\">Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.211\/2024<\/a>, simplificando os procedimentos para a regulariza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios decorrentes de julgamentos desfavor\u00e1veis do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) com base no voto de qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A op\u00e7\u00e3o para utiliza\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es de pagamento, em caso de decis\u00e3o definitiva proferida pelo CARF por meio do voto de qualidade, deve ser realizada por requerimento de ades\u00e3o a ser juntado ao mesmo processo administrativo fiscal no qual conste a decis\u00e3o proferida pelo Carf com base no voto de qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O requerimento de ades\u00e3o deve estar acompanhado do pagamento da integralidade da d\u00edvida ou da primeira presta\u00e7\u00e3o, recolhida sob o c\u00f3digo de receita 6307. N\u00e3o sendo mais necess\u00e1rio a juntada do comprovante de recolhimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Os benef\u00edcios para regulariza\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos decorrentes de decis\u00e3o definitiva favor\u00e1vel \u00e0 Fazenda Nacional, proferida pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) por meio do voto de qualidade, s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>I &#8211; exclus\u00e3o de multas decorrentes de infra\u00e7\u00e3o mantida por voto de qualidade;<\/p>\n\n\n\n<p>II &#8211; cancelamento da representa\u00e7\u00e3o fiscal para fins penais de que trata o art. 83 da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9430.htm#art83\">Lei n\u00ba 9.430, de 27 de dezembro de 1996<\/a>;<\/p>\n\n\n\n<p>III \u2013 redu\u00e7\u00e3o de 100% dos juros de mora;<\/p>\n\n\n\n<p>IV \u2013 pagamentos em at\u00e9 12 (doze) presta\u00e7\u00f5es mensais e sucessivas; e<\/p>\n\n\n\n<p>V \u2013 possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de preju\u00edzo fiscal e de base de c\u00e1lculo negativa da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) e precat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas altera\u00e7\u00f5es garantem efici\u00eancia e transpar\u00eancia nos processos de regulariza\u00e7\u00e3o, incentivando maior ades\u00e3o ao programa e um consequente aumento na arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Para mais informa\u00e7\u00f5es, consulte a \u00edntegra da Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.211, de 19 de agosto de 2024, no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Normas Relacionadas:<\/p>\n\n\n\n<p>Decreto n\u00ba 70.235, de 6 de mar\u00e7o de 1972<\/p>\n\n\n\n<p>Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.205, de 23 de julho de 2024<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/agosto\/receita-federal-esclarece-e-simplifica-procedimentos-de-regularizacao-de-debitos-tributarios-julgados-pelo-carf\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/agosto\/receita-federal-esclarece-e-simplifica-procedimentos-de-regularizacao-de-debitos-tributarios-julgados-pelo-carf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Arrecada\u00e7\u00e3o federal soma R$ 231,044 bilh\u00f5es em julho, alta real de 9,55%, diz Receita<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A arrecada\u00e7\u00e3o federal de impostos alcan\u00e7ou R$ 231,044 bilh\u00f5es em julho e registrou alta real de 9,55%, sempre na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano anterior. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira pela Receita Federal. No acumulado deste ano, a arrecada\u00e7\u00e3o atingiu R$ 1,529 trilh\u00e3o, alta de 9,15%.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos n\u00fameros atualizados pela infla\u00e7\u00e3o, o resultado de julho foi o maior para o m\u00eas em toda a s\u00e9rie hist\u00f3rica, com in\u00edcio em 1995. O acumulado dos sete primeiros meses do ano foi o maior resultado da s\u00e9rie.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem corre\u00e7\u00e3o inflacion\u00e1ria, a arrecada\u00e7\u00e3o mostrou alta de 14,48% no m\u00eas passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Considerando somente as receitas administradas pela Receita Federal, houve alta real de 9,85% no m\u00eas passado, somando R$ 214,792 bilh\u00f5es. No ano, as administradas somaram R$ 1,45 trilh\u00e3o, alta real de 9,07%.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a receita pr\u00f3pria de outros \u00f3rg\u00e3os federais (onde est\u00e3o os dados de royalties de petr\u00f3leo, por exemplo) foi de R$ 16,252 bilh\u00f5es no m\u00eas passado, alta real de 5,71%. No ano, a arrecada\u00e7\u00e3o de outros \u00f3rg\u00e3os alcan\u00e7ou R$ 79,431 bilh\u00f5es, alta real de 10,71%.<\/p>\n\n\n\n<p>PIS\/Pasep e Cofins<\/p>\n\n\n\n<p>A arrecada\u00e7\u00e3o com PIS\/Pasep e a Cofins foram destaques positivos da arrecada\u00e7\u00e3o federal em julho, com alta real de 22,04%, na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado. A arrecada\u00e7\u00e3o com os tributos, no total, alcan\u00e7ou R$ 231 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Previdenci\u00e1ria apresentou uma arrecada\u00e7\u00e3o de R$ 53,5 bilh\u00f5es, com crescimento real de 6,04%. Esse resultado se deve ao crescimento real de 5,81% da massa salarial.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Imposto de Renda das Pessoas Jur\u00eddicas (IRPJ) e a Contribui\u00e7\u00e3o Social Sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) apresentaram arrecada\u00e7\u00e3o de R$ 52,1 bilh\u00f5es, com crescimento real de 6,20%.<\/p>\n\n\n\n<p>Desonera\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>O governo federal deixou de arrecadar R$ 72,3 bilh\u00f5es nos sete primeiros meses deste ano por causa de desonera\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. O dado representa queda de R$ 15 bilh\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>As fontes de ren\u00fancia do governo federal no acumulado de 2023 foram: PIS\/Cofins sobre combust\u00edveis (R$ 2 bilh\u00f5es); Imposto sobre Produtos Industrializados (R$ 1,1 bilh\u00e3o); cesta b\u00e1sica (R$ 385 milh\u00f5es); transporte coletivo (R$ 385 milh\u00f5es); entidades beneficentes (R$ 806 milh\u00f5es); lucro presumido (R$ 1 bilh\u00e3o); outros, no qual entra o Simples Nacional (R$ 66,5 bilh\u00f5es).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/08\/22\/arrecadacao-federal-soma-r-231044-bilhoes-em-julho-diz-receita.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/08\/22\/arrecadacao-federal-soma-r-231044-bilhoes-em-julho-diz-receita.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Proposta de emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o limita decis\u00f5es individuais em tribunais superiores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) 8\/21 limita decis\u00f5es monocr\u00e1ticas (individuais) no Supremo Tribunal Federal (STF) e em outros tribunais superiores. Em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados, a proposta \u00e9 do senador Oriovisto Guimar\u00e3es (Podemos-PR) e foi aprovada pelo Senado no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto pro\u00edbe a concess\u00e3o de decis\u00e3o monocr\u00e1tica que suspenda a efic\u00e1cia de lei ou ato dos presidentes dos outros Poderes.<\/p>\n\n\n\n<p>Decis\u00e3o monocr\u00e1tica \u00e9 aquela proferida por apenas um magistrado \u2014 em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 decis\u00e3o colegiada, que \u00e9 tomada por um conjunto de ministros (tribunais superiores) ou desembargadores (tribunais de segunda inst\u00e2ncia).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEu luto por essa PEC h\u00e1 cinco anos. O equil\u00edbrio dos Poderes voltar\u00e1 a este pa\u00eds. Eu espero que a C\u00e2mara dos Deputados n\u00e3o pare, continue. O Brasil precisa ser modificado\u201d, disse Oriovisto quando a proposta foi aprovada no Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>A PEC detalha o dispositivo da Constitui\u00e7\u00e3o segundo o qual, somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo \u00f3rg\u00e3o especial, os tribunais poder\u00e3o declarar a inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo do Poder P\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Exce\u00e7\u00f5es<br>No caso de pedido formulado durante o recesso do Judici\u00e1rio que implique a suspens\u00e3o de efic\u00e1cia de lei, ser\u00e1 permitido conceder decis\u00e3o monocr\u00e1tica em casos de grave urg\u00eancia ou risco de dano irrepar\u00e1vel.&nbsp;O tribunal, no entanto, dever\u00e1 julgar esse caso em at\u00e9 30 dias ap\u00f3s a retomada dos trabalhos, sob pena de a decis\u00e3o deixar de valer.<\/p>\n\n\n\n<p>Processos no STF que pe\u00e7am a suspens\u00e3o da tramita\u00e7\u00e3o de propostas que possam afetar pol\u00edticas p\u00fablicas ou criar despesas para qualquer poder ficar\u00e3o submetidas a essas mesmas regras.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando forem deferidas decis\u00f5es cautelares \u2014 isto \u00e9, tomadas por precau\u00e7\u00e3o \u2014 em a\u00e7\u00f5es que pe\u00e7am declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade de lei, o m\u00e9rito da a\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser julgado em at\u00e9 seis meses. Depois desse prazo, ele passar\u00e1 a ter prioridade na pauta sobre os demais processos.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta garante ainda a manifesta\u00e7\u00e3o das advocacias do Senado e da C\u00e2mara nos julgamentos sobre inconstitucionalidade de leis.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00f3ximos passos<br>A PEC ser\u00e1 analisada pela Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania quanto \u00e0 sua constitucionalidade. Se admitida, ser\u00e1 analisada por uma comiss\u00e3o especial a ser criada e votada em dois turnos pelo Plen\u00e1rio da C\u00e2mara.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1090615-PROPOSTA-DE-EMENDA-A-CONSTITUICAO-LIMITA-DECISOES-INDIVIDUAIS-EM-TRIBUNAIS-SUPERIORES\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1090615-PROPOSTA-DE-EMENDA-A-CONSTITUICAO-LIMITA-DECISOES-INDIVIDUAIS-EM-TRIBUNAIS-SUPERIORES<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita publica norma sobre pagamento de d\u00edvida ap\u00f3s derrota por voto de qualidade no Carf<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>No pedido de ades\u00e3o ao programa para quitar com benef\u00edcios os d\u00e9bitos decorrentes de voto de qualidade no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) n\u00e3o \u00e9 mais necess\u00e1ria \u201ca juntada do comprovante de recolhimento\u201d. A Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.211\/2024, publicada nesta quinta-feira pela Receita Federal, simplifica, segundo o \u00f3rg\u00e3o, os procedimentos para a regulariza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>O requerimento poder\u00e1 ser juntado ao pr\u00f3prio processo administrativo fiscal da decis\u00e3o proferida pelo Carf com base no voto de qualidade. Mas ainda precisar\u00e1 estar \u201cacompanhado do pagamento da integralidade\u201d da d\u00edvida ou da primeira presta\u00e7\u00e3o no caso de parcelamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista coletiva concedida mais cedo para detalhar as informa\u00e7\u00f5es da arrecada\u00e7\u00e3o federal de julho, o chefe do Centro de Estudos Tribut\u00e1rios e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, afirmou que a instru\u00e7\u00e3o tem o objetivo de agilizar a entrada de recursos decorrente das mudan\u00e7as no voto de qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja abaixo os benef\u00edcios para regulariza\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos decorrentes de decis\u00e3o definitiva favor\u00e1vel \u00e0 Fazenda Nacional, proferida pelo Carf por meio do voto de qualidade:<\/p>\n\n\n\n<p>I \u2013 exclus\u00e3o de multas decorrentes de infra\u00e7\u00e3o mantida por voto de qualidade;<\/p>\n\n\n\n<p>II \u2013 cancelamento da representa\u00e7\u00e3o fiscal para fins penais de que trata o art. 83 da Lei n\u00ba 9.430, de 27 de dezembro de 1996;<\/p>\n\n\n\n<p>III \u2013 redu\u00e7\u00e3o de 100% dos juros de mora;<\/p>\n\n\n\n<p>IV \u2013 pagamentos em at\u00e9 12 (doze) presta\u00e7\u00f5es mensais e sucessivas; e<\/p>\n\n\n\n<p>V \u2013 possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de preju\u00edzo fiscal e de base de c\u00e1lculo negativa da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) e precat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/22\/receita-publica-norma-sobre-pagamento-de-dvida-aps-derrota-por-voto-de-qualidade-no-carf.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/22\/receita-publica-norma-sobre-pagamento-de-dvida-aps-derrota-por-voto-de-qualidade-no-carf.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita abre hoje consulta ao 4\u00ba lote do Imposto de Renda 2024<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal abre nesta sexta-feira (23), a partir das 10h, a consulta ao quarto lote de restitui\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica (IRPF) 2024. O valor das restitui\u00e7\u00f5es \u00e9 mais de R$ 6,8 bilh\u00f5es e pagamento ser\u00e1 feito no pr\u00f3ximo dia 30 de agosto para 5.347.441 contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Para saber se teve a declara\u00e7\u00e3o liberada, o contribuinte deve acessar a p\u00e1gina da Receita na internet, clicar em &#8220;Meu Imposto de Renda&#8221; e, em seguida, em &#8220;Consultar a Restitui\u00e7\u00e3o&#8221;. Tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.<\/p>\n\n\n\n<p>Do valor total, R$ 469,1 milh\u00f5es ser\u00e3o destinados a contribuintes com prioridade: 15.077 contribuintes idosos acima de 80 anos de idade; 84.659 contribuintes entre 60 e 79 anos; 7.168 contribuintes com alguma defici\u00eancia f\u00edsica ou mental ou mol\u00e9stia grave; e 27.372 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magist\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 261.019 contribuintes sem prioridade legal, mas que receber\u00e3o neste lote por terem usado a declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida ou optado por receber a restitui\u00e7\u00e3o por meio de Pix. Foram contemplados ainda 4.904.908 contribuintes n\u00e3o priorit\u00e1rios. Por fim, foram inclu\u00eddas no lote 47.238 restitui\u00e7\u00f5es de contribuintes priorizados em raz\u00e3o do estado de calamidade decretado no Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse lote tamb\u00e9m contempla restitui\u00e7\u00f5es residuais de exerc\u00edcios anteriores, de contribuintes que ca\u00edram na malha fina e regularizaram as pend\u00eancias com o Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso o contribuinte n\u00e3o esteja na lista, dever\u00e1 entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declara\u00e7\u00e3o. Se houver pend\u00eancia, pode enviar a declara\u00e7\u00e3o retificadora, corrigindo as informa\u00e7\u00f5es equivocadas, e esperar os pr\u00f3ximos lotes da malha fina.<\/p>\n\n\n\n<p>Como resgatar<\/p>\n\n\n\n<p>O pagamento da restitui\u00e7\u00e3o \u00e9 feito diretamente na conta banc\u00e1ria informada pelo contribuinte na declara\u00e7\u00e3o, de forma direta ou por indica\u00e7\u00e3o de chave Pix. Se, por algum motivo, o cr\u00e9dito n\u00e3o for realizado &#8211; se, por exemplo, a conta foi desativada ou ocorra erro nos dados banc\u00e1rios informados -, os valores ficar\u00e3o dispon\u00edveis para resgate por at\u00e9 1 ano no Banco do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, o cidad\u00e3o pode reagendar o cr\u00e9dito dos valores, em seu nome, pelo Portal BB, ou ligando para a Central de Relacionamento BB por meio dos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).<\/p>\n\n\n\n<p>Caso o contribuinte n\u00e3o resgate o valor de sua restitui\u00e7\u00e3o no prazo de 1 ano, deve requerer o valor pelo Portal e-CAC, acessando o menu \u201cDeclara\u00e7\u00f5es e Demonstrativos\u201d e selecionando \u201cMeu Imposto de Renda\u201d. Em seguida, deve clicar no campo \u201cSolicitar restitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o resgatada na rede banc\u00e1ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/financas\/imposto-de-renda-2024\/noticia\/2024\/08\/23\/receita-abre-hoje-consulta-ao-4o-lote-do-imposto-de-renda-2024.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/financas\/imposto-de-renda-2024\/noticia\/2024\/08\/23\/receita-abre-hoje-consulta-ao-4o-lote-do-imposto-de-renda-2024.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda proposta aprovada sobre reonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/08\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas de 17 setores da economia e munic\u00edpios com menos de 156 mil habitantes poder\u00e3o ter que voltar a pagar imposto previdenci\u00e1rio sobre a folha de pagamento a partir do ano que vem. A proposta que prev\u00ea a reonera\u00e7\u00e3o gradual da folha de pagamento foi aprovada no Senado na \u00faltima ter\u00e7a-feira (20), mas ainda ter\u00e1 que passar por an\u00e1lise da C\u00e2mara dos Deputados e san\u00e7\u00e3o presidencial para come\u00e7ar a valer.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A pol\u00edtica de desonera\u00e7\u00e3o foi criada em 2011 como forma de cobrar menos imposto de empresas de setores espec\u00edficos. Em vez de pagar 20% de INSS relativo aos funcion\u00e1rios com carteira assinada, as empresas beneficiadas podem optar pelo pagamento das contribui\u00e7\u00f5es sociais sobre a receita bruta, com al\u00edquotas de 1% a 4,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto aprovado no Senado mant\u00e9m a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento para esses setores integralmente em 2024 e prev\u00ea a reonera\u00e7\u00e3o gradual entre 2025 e 2027. Neste per\u00edodo, tamb\u00e9m haver\u00e1 redu\u00e7\u00e3o gradual da cobran\u00e7a de imposto sobre o faturamento das empresas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o projeto, a partir de 2025 a tributa\u00e7\u00e3o sobre a folha ter\u00e1 al\u00edquota de 5%. Em 2026, ser\u00e3o cobrados 10% e, em 2027, 20%, quando ocorreria o fim da desonera\u00e7\u00e3o. Durante toda a transi\u00e7\u00e3o, a folha de pagamento do d\u00e9cimo terceiro&nbsp;sal\u00e1rio continuar\u00e1 integralmente desonerada.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, o Congresso havia aprovado a manuten\u00e7\u00e3o da desonera\u00e7\u00e3o da folha at\u00e9 2027, mas o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva vetou trechos da Lei 14.784, de 2023. O Congresso derrubou o veto e o&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/justica\/noticia\/2024-07\/stf-prorroga-ate-setembro-prazo-de-suspensao-da-desoneracao-da-folha\">governo recorreu ao Supremo<\/a>&nbsp;Tribunal Federal, que deu prazo at\u00e9 11 de setembro para que o Congresso e o Executivo buscassem um acordo sobre a desonera\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Empregos<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia inicial da pol\u00edtica de desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento era reduzir os encargos trabalhistas e estimular a contrata\u00e7\u00e3o de empregados por esses setores, tidos como os maiores empregadores.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/politica\/noticia\/2024-02\/empresarios-afetados-por-reoneracao-da-folha-cobram-devolucao-de-mp\">Empres\u00e1rios alegam<\/a>&nbsp;que o fim da desonera\u00e7\u00e3o poder\u00e1 implicar redu\u00e7\u00e3o de postos de trabalho. Mas o ministro da Fazenda,&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2023-12\/haddad-anuncia-medidas-de-arrecadacao-com-reoneracao-gradual-da-folha\">Fernando Haddad<\/a>, considera a desonera\u00e7\u00e3o total da folha de pagamentos de alguns setores como \u201cprivil\u00e9gio\u201d e afirma que a medida, que seria tempor\u00e1ria, n\u00e3o cumpriu o objetivo de aumentar as vagas de emprego.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um artigo do&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2023-09\/beneficiados-por-desoneracao-nao-sao-maiores-empregadores-aponta-ipea\">Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada<\/a>&nbsp;(Ipea) mostra que os setores beneficiados pela medida n\u00e3o s\u00e3o os que mais empregam no pa\u00eds, assim como n\u00e3o figuram entre os campe\u00f5es de cria\u00e7\u00e3o de trabalho com carteira assinada nos \u00faltimos 10 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os setores beneficiados s\u00e3o: cal\u00e7ados,&nbsp;call center, comunica\u00e7\u00e3o, confec\u00e7\u00e3o\/vestu\u00e1rio, constru\u00e7\u00e3o civil, empresas de constru\u00e7\u00e3o e obras de infraestrutura, couro, fabrica\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos e carrocerias, m\u00e1quinas e equipamentos, prote\u00edna animal, t\u00eaxtil, tecnologia da informa\u00e7\u00e3o, tecnologia de comunica\u00e7\u00e3o, projeto de circuitos integrados, transporte metroferrovi\u00e1rio de passageiros, transporte rodovi\u00e1rio coletivo e transporte rodovi\u00e1rio de cargas.<\/p>\n\n\n\n<p>Compensa\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O texto aprovado no Senado tamb\u00e9m prev\u00ea oito&nbsp;medidas para compensar a perda de arrecada\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o com a desonera\u00e7\u00e3o. Segundo o Minist\u00e9rio da Fazenda, o impacto da desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos em&nbsp;17 setores da economia e em&nbsp;pequenos munic\u00edpios ser\u00e1 de R$ 18 bilh\u00f5es em 2024.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As medidas foram incorporadas ao projeto ap\u00f3s acordo entre o governo e o Congresso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as solu\u00e7\u00f5es tempor\u00e1rias propostas est\u00e3o a captura de dep\u00f3sitos esquecidos em contas judiciais por mais de cinco anos, a abertura de novo prazo de repatria\u00e7\u00e3o de recursos no exterior com taxas menores, a possibilidade de regulariza\u00e7\u00e3o na declara\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda, com desconto na cobran\u00e7a e um programa de descontos para empresas que tenham multas vencidas em ag\u00eancias reguladoras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-sistema-fenacon wp-block-embed-sistema-fenacon\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"jXu0L7G9Sj\"><a href=\"https:\/\/fenacon.org.br\/noticias\/entenda-proposta-aprovada-sobre-reoneracao-da-folha-de-pagamento\/\">Entenda proposta aprovada sobre reonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Entenda proposta aprovada sobre reonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento&#8221; &#8212; Sistema FENACON\" src=\"https:\/\/fenacon.org.br\/noticias\/entenda-proposta-aprovada-sobre-reoneracao-da-folha-de-pagamento\/embed\/#?secret=vZgoBRVcki#?secret=jXu0L7G9Sj\" data-secret=\"jXu0L7G9Sj\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF: Julgamento sobre ITCMD pode impactar a reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) come\u00e7ou a julgar uma quest\u00e3o importante e que poder\u00e1 impactar a reforma tribut\u00e1ria: a incid\u00eancia do ITCMD sobre os planos de previd\u00eancia privada VGBL e PGBL em caso de morte do titular. Especialistas preveem nova onda de judicializa\u00e7\u00e3o se os ministros decidirem contra a tributa\u00e7\u00e3o, entendimento adotado pelo relator, ministro Dias Toffoli, e acompanhado at\u00e9 agora pelos ministros Alexandre de Moraes e Fl\u00e1vio Dino.<\/p>\n\n\n\n<p>Os votos est\u00e3o em sentido contr\u00e1rio ao que, por ora, est\u00e1 previsto no Projeto de Lei Complementar (PLP) n\u00ba 108\/2024, que regulamenta a Emenda Constitucional n\u00ba 132, aprovado na C\u00e2mara dos Deputados \u2014 est\u00e3o pendentes apenas destaques. Ainda n\u00e3o h\u00e1 defini\u00e7\u00e3o sobre quais ser\u00e3o as al\u00edquotas do tributo (que hoje variam de 4% a 8%), mas j\u00e1 se sabe que haver\u00e1 tributa\u00e7\u00e3o progressiva, a depender do valor a ser transferido aos herdeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo advogados, qualquer que seja a decis\u00e3o do STF neste julgamento, n\u00e3o derruba o texto do Congresso Nacional, mas sinaliza qual \u00e9 o entendimento a ser adotado pelo Judici\u00e1rio. At\u00e9 que a nova lei entre em vigor, dizem, valer\u00e1 a decis\u00e3o do Supremo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a nova legisla\u00e7\u00e3o ser sancionada, ela \u00e9 que dever\u00e1 ser cumprida, sob pena dos contribuintes serem multados pelos Estados. A solu\u00e7\u00e3o, portanto, de acordo com tributaristas, seria buscar prote\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a, que j\u00e1 estaria com entendimento uniformizado pelos ministros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA lei nova [se estabelecer a tributa\u00e7\u00e3o] certamente vai ser questionada no Judici\u00e1rio e vai chegar no Supremo de novo. E, quando chegar, vai se aplicar o mesmo racional, porque a natureza jur\u00eddica da discuss\u00e3o \u00e9 a mesma\u201d, afirma o advogado Rodrigo Martone, s\u00f3cio do Pinheiro Neto Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o dele, ou cada contribuinte ingressar\u00e1 com um processo para afastar a incid\u00eancia, ou uma entidade do setor entrar\u00e1 com a\u00e7\u00e3o no STF para afastar a efic\u00e1cia do dispositivo aprovado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Martone, a incid\u00eancia n\u00e3o deve ser aplicada porque os valores enviados aos benefici\u00e1rios n\u00e3o ocorrem de forma autom\u00e1tica ap\u00f3s a morte do titular. \u201cEnt\u00e3o n\u00e3o tem acr\u00e9scimo de patrim\u00f4nio no seu acervo.\u201d Ele lembra ainda que esse ganho de capital posterior ter\u00e1 outra tributa\u00e7\u00e3o, na declara\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema est\u00e1 em julgamento no Plen\u00e1rio Virtual do STF at\u00e9 sexta-feira, 30. Toffoli segue o parecer da Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR), contra a tributa\u00e7\u00e3o dos planos. O argumento central \u00e9 que o VGBL e o PGBL, na transmiss\u00e3o a herdeiros, \u201cpassam a cumprir finalidade acess\u00f3ria e a funcionar como verdadeiro seguro de pessoa\/vida\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, acrescenta o ministro, deveria ser aplicado o artigo 794 do C\u00f3digo Civil. O dispositivo estabelece que \u201cno seguro de vida ou de acidentes pessoais para o caso de morte, o capital estipulado n\u00e3o est\u00e1 sujeito \u00e0s d\u00edvidas do segurado, nem se considera heran\u00e7a para todos os efeitos de direito\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNessa toada, o ITCMD n\u00e3o incide sobre os direitos e os valores repassados aos benefici\u00e1rios no caso de falecimento do titular do VGBL ou do PGBL\u201d, diz ele, ao considerar inconstitucional dispositivos da Lei do Rio de Janeiro n\u00ba 7.174, de 2015 (RE 1363013).<\/p>\n\n\n\n<p>Toffoli prop\u00f5e a seguinte tese: \u201c\u00c9 inconstitucional a incid\u00eancia do imposto sobre transmiss\u00e3o causa mortis e doa\u00e7\u00e3o (ITCMD) sobre o repasse aos benefici\u00e1rios de valores e direitos relativos ao plano vida gerador de benef\u00edcio livre (VGBL) ou ao plano gerador de benef\u00edcio livre (PGBL) na hip\u00f3tese de morte do titular do plano\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na C\u00e2mara dos Deputados, por\u00e9m, a tributa\u00e7\u00e3o ainda pode cair por meio de emenda. Os destaques podem ser apreciados nesta semana. Um deles \u00e9 do deputado Domingos Neto (PSD-CE), apoiado pelo bloco Uni\u00e3o-PP. A proposta pretende retirar a incid\u00eancia do ITCMD sobre todos os planos de previd\u00eancia complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe o STF enquadrar o VGBL e o PGBL, na heran\u00e7a, como seguro, n\u00e3o daria para manter, na reforma, a tributa\u00e7\u00e3o. S\u00f3 se falar tamb\u00e9m que seguro est\u00e1 sujeito a ITCMD\u201d, diz o advogado Eduardo Suessmann, s\u00f3cio do SBP Law. \u201cSe for mantido, o texto poder\u00e1 ser questionado judicialmente, gerando novo contencioso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista Luiz Gustavo Bichara, s\u00f3cio do Bichara Advogados, que defende a Federa\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas de Seguros Privados, de Capitaliza\u00e7\u00e3o e de Previd\u00eancia Complementar Aberta (Fenaseg) no processo, destaca que o voto do relator \u00e9 claro no sentido de que \u201ctransmiss\u00e3o, nos termos da Constitui\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode ser considerado algo al\u00e9m da heran\u00e7a, sendo certo que PGBL e VGBL n\u00e3o se sujeitam aos efeitos sucess\u00f3rios\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m avalia que \u201ca fundamenta\u00e7\u00e3o do voto reafirma, tamb\u00e9m para o futuro, a impossibilidade da pretendida incid\u00eancia\u201d. \u201cEsse ponto \u00e9 especialmente relevante, na medida em que a reforma tribut\u00e1ria pretende instituir essa inusitada cobran\u00e7a. O voto \u00e9 preciso e um enorme al\u00edvio ao mercado.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Seguradoras (CNseg), que \u00e9 parte interessada (amicus curiae) na a\u00e7\u00e3o, diz que a decis\u00e3o impactar\u00e1 11 milh\u00f5es de fam\u00edlias aderentes aos planos de seguro e previdenci\u00e1rios, \u201cpenalizando um comportamento de responsabilidade financeira que deveria ser incentivado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/23\/stf-comea-a-julgar-incidncia-de-itcmd-sobre-planos-vgbl-e-pgbl.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/23\/stf-comea-a-julgar-incidncia-de-itcmd-sobre-planos-vgbl-e-pgbl.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agenda do STF: Ministros devem julgar ISS na base do PIS\/Cofins, Funrural e d\u00edvida fiscal de Minas Gerais na quarta-feira<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 25\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1 na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) da pr\u00f3xima semana a exclus\u00e3o do ISS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, uma das teses filhotes da tese do s\u00e9culo, que excluiu o ICMS da base das contribui\u00e7\u00f5es sociais, em 2017. O impacto pode ser de R$ 35,4 bilh\u00f5es para a Uni\u00e3o em caso de derrota, conforme indicado no Projeto de Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (PLDO) para o ano de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento, em repercuss\u00e3o geral, est\u00e1 previsto para a pr\u00f3xima quarta-feira, 28, no plen\u00e1rio f\u00edsico. A discuss\u00e3o ocorria no Plen\u00e1rio Virtual, mas foi destacada ap\u00f3s um pedido do ministro Luiz Fux. Os votos dos ministros aposentados ser\u00e3o preservados, mas os demais podem mudar de entendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>O placar estava empatado. O relator, o ministro aposentado Celso de Mello, havia votado a favor dos contribuintes, em agosto de 2020. Ele foi acompanhado pelas ministras C\u00e1rmen L\u00facia, Rosa Weber e pelo ministro Ricardo Lewandowski. J\u00e1 outra corrente, inaugurada por Dias Toffoli, foi a favor da Uni\u00e3o. Ele foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin e Lu\u00eds Roberto Barroso.<\/p>\n\n\n\n<p>Faltavam apenas os votos de tr\u00eas ministros: Gilmar Mendes, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a e Luiz Fux. Como Fux votou com os contribuintes e Mendes votou com a Uni\u00e3o ao julgarem a tese do s\u00e9culo, em 2017, a decis\u00e3o estaria nas m\u00e3os de Mendon\u00e7a. Nunes Marques, embora n\u00e3o vote no julgamento de m\u00e9rito porque sucedeu o antigo relator, assume a relatoria de eventuais embargos de declara\u00e7\u00e3o (RE 592616 ou Tema 118).<\/p>\n\n\n\n<p>Na pauta da pr\u00f3xima quarta-feira, ainda est\u00e3o previstas outras tr\u00eas a\u00e7\u00f5es. Uma delas \u00e9 a retomada de julgamento sobre o conflito entre Estados e munic\u00edpios a respeito da exig\u00eancia de ICMS ou ISS sobre opera\u00e7\u00f5es de industrializa\u00e7\u00e3o por encomenda, quando essa opera\u00e7\u00e3o for etapa intermedi\u00e1ria do ciclo produtivo da mercadoria (RE 882461).<\/p>\n\n\n\n<p>A outra trata da cobran\u00e7a de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria dos produtores rurais, o Funrural, cujo impacto para a Uni\u00e3o \u00e9 de R$ 20,9 bilh\u00f5es. Os ministros j\u00e1 decidiram, por maioria, que a contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 devida. Falta definir se os valores ser\u00e3o cobrados das empresas ou dos produtores rurais pessoa f\u00edsica, o que, na pr\u00e1tica, pode tornar a cobran\u00e7a quase invi\u00e1vel (ADI 4395).<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros ainda devem julgar o novo pedido de prorroga\u00e7\u00e3o do pagamento da d\u00edvida fiscal do Estado de Minas Gerais, avaliada em R$ 165 bilh\u00f5es. Em dezembro do ano passado, o relator, o ministro Nunes Marques, deferiu uma primeira prorroga\u00e7\u00e3o de 120 dias para todos os prazos em curso no processo de ades\u00e3o do Estado ao Regime de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal (RRF). Houve um segundo pedido de adiamento de 90 dias, aceito pelo relator. O referendo da segunda cautelar ocorria no Plen\u00e1rio Virtual, mas houve pedido de destaque do ministro Fl\u00e1vio Dino.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/25\/agenda-stf-corte-julga-iss-na-base-do-piscofins-funrural-e-divida-fiscal-de-minas-gerais-na-quarta-feira.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/25\/agenda-stf-corte-julga-iss-na-base-do-piscofins-funrural-e-divida-fiscal-de-minas-gerais-na-quarta-feira.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Empresas podem usar decis\u00e3o do STF para afastar multas em cobran\u00e7as tribut\u00e1rias<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 26\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas afetadas pelo julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a \u201cquebra\u201d de decis\u00f5es definitivas agora t\u00eam muni\u00e7\u00e3o para afastar multas punitivas e de mora na cobran\u00e7a de tributos de forma retroativa. Fiscais federais, estaduais e municipais vinham mantendo as penalidades nas autua\u00e7\u00f5es fiscais, negando-se a aplicar o entendimento dos ministros. A alega\u00e7\u00e3o era, at\u00e9 ent\u00e3o, de que o ac\u00f3rd\u00e3o referente aos embargos de declara\u00e7\u00e3o n\u00e3o havia sido publicado &#8211; o que ocorreu na semana passada, ap\u00f3s espera de quatro meses.<\/p>\n\n\n\n<p>O afastamento das multas s\u00f3 na tese sobre a cobran\u00e7a de CSLL, pano de fundo do julgamento, reduz o impacto previsto em R$ 1 bilh\u00e3o (de R$ 7,2 bilh\u00f5es para R$ 6,2 bilh\u00f5es), conforme consta no sistema de d\u00edvida ativa da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Os n\u00fameros foram mencionados pelo ministro decano Gilmar Mendes, no julgamento dos embargos de declara\u00e7\u00e3o, em abril.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, o Supremo negou a modula\u00e7\u00e3o de efeitos, que restringiria a aplica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o para o futuro. Os ministros, por\u00e9m, por maioria, acolheram um dos pleitos dos contribuintes, de afastar multas punitivas (que chegam at\u00e9 100% do valor do tributo devido) e morat\u00f3rias (teto de 20%), para s\u00f3 exigir os juros de mora e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o da inst\u00e2ncia mais alta da Justi\u00e7a, contudo, n\u00e3o estava, at\u00e9 ent\u00e3o, sendo seguida, de acordo com tributaristas. Os autos de infra\u00e7\u00e3o vinham sendo enviados de forma autom\u00e1tica com multas e sem respeitar as regras de anterioridade, previstas no C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), que impedem a cobran\u00e7a imediata de um novo imposto ou aumento dele. Como a decis\u00e3o do STF tem for\u00e7a de lei, afirmam advogados, deve-se respeitar o prazo de 90 dias ou um ano para se exigir a cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o, por\u00e9m, as companhias podem apresentar a prova da decis\u00e3o e questionar as penalidades aplicadas pelos fiscais. \u201c\u00c9 um refor\u00e7o de argumento do contribuinte\u201d, afirma o advogado Luiz Antonio Bettiol, da Bettiol Advocacia, que representa a Braskem em uma das a\u00e7\u00f5es julgadas pelo STF. De acordo com ele, como a Braskem tem senten\u00e7a definitiva afastando incid\u00eancia de CSLL desde 2003, mas decidiu recolher o tributo, n\u00e3o sofrer\u00e1 impactos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fevereiro de 2023, o STF decidiu, por maioria, que senten\u00e7as tribut\u00e1rias transitadas em julgado deixam de ter efeito sempre que houver um julgamento posterior dos ministros em sentido contr\u00e1rio, em repercuss\u00e3o geral ou com efeito erga omnes, como em a\u00e7\u00e3o direta de constitucionalidade (RE 955227 e RE 949297). Antes a \u201cquebra\u201d n\u00e3o ocorria de forma autom\u00e1tica. Era preciso entrar com uma a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria, que prescreve em dois anos e pode n\u00e3o ser aceita pela Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da CSLL, a cobran\u00e7a foi declarada constitucional pelo STF em 2007 (ADI 15). Desde aquele ano, o imposto seria devido, mesmo para quem tinha senten\u00e7a afastando o recolhimento. As empresas queriam, no julgamento dos embargos, que a decis\u00e3o s\u00f3 valesse a partir de 2023, n\u00e3o retroagindo a 2007. Mas o pedido foi negado.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u201cvit\u00f3ria\u201d dos contribuintes foi afastar pelo menos as multas, segundo tributaristas. Medida que n\u00e3o estava sendo observada pelas autoridades fiscais. O tributarista Anderson Mainates, s\u00f3cio do Cascione Advogados, tem cinco casos no escrit\u00f3rio em que foram cobradas multas e n\u00e3o houve aplica\u00e7\u00e3o da anterioridade. Dois deles envolvem a CSLL e outros tr\u00eas s\u00e3o de uma tese afetada pela coisa julgada, envolvendo a cobran\u00e7a de ISS sobre contratos de franquias, que foi mantida pelo Supremo, em maio de 2020 (RE 603136).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Mainates, a exig\u00eancia do ISS para seus clientes, que tinham decis\u00e3o favor\u00e1vel definitiva, s\u00f3 poderia iniciar em janeiro de 2021, pela anterioridade anual. Ap\u00f3s recurso administrativo, ele conseguiu fazer com que a regra fosse cumprida, o que resultou, em um dos casos, em uma redu\u00e7\u00e3o de um ter\u00e7o da cobran\u00e7a de R$ 30 milh\u00f5es. \u201cO segundo pedido \u00e9 a revis\u00e3o para afastar as multas\u201d, completa Mainates, que j\u00e1 apresentou essa argumenta\u00e7\u00e3o no processo contra a prefeitura de Barueri.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o conseguimos cancelar as multas. Os fiscais estavam muito resistentes, dizendo que o ac\u00f3rd\u00e3o n\u00e3o tinha sido publicado e em abril s\u00f3 saiu a decis\u00e3o de provimento em si, sem maiores detalhes\u201d, afirma. A multa equivale a cerca de 15% do valor restante no auto de infra\u00e7\u00e3o. Outros motivos que os fiscais usaram para manter a penalidade foram que \u201co contribuinte j\u00e1 conhecia sua situa\u00e7\u00e3o de devedor\u201d e que ainda n\u00e3o houve o tr\u00e2nsito em julgado nos temas 881 e 885 (coisa julgada).<\/p>\n\n\n\n<p>No ac\u00f3rd\u00e3o, a justificativa para o relator, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, presidente do STF, afastar as multas foi a \u201caus\u00eancia de dolo ou m\u00e1-f\u00e9 na conduta daquele que deixou de recolher a contribui\u00e7\u00e3o nessas circunst\u00e2ncias\u201d. Pelo menos outras 15 teses ser\u00e3o impactadas pela decis\u00e3o, como incid\u00eancia de ICMS sobre venda de ve\u00edculos (RE 1025986) e contribui\u00e7\u00e3o social sobre ter\u00e7o de f\u00e9rias (RE 1072485). Elas foram elencadas no voto do ministro Dias Toffoli.<\/p>\n\n\n\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o trouxe outra clareza: o recorte temporal para o afastamento das multas. Elas n\u00e3o podem ser exigidas para quem tinha senten\u00e7a favor\u00e1vel transitada em julgado e cujo fato gerador \u00e9 at\u00e9 13 de fevereiro de 2023, data do julgamento de m\u00e9rito da tese. \u201cA multa tem car\u00e1ter punitivo e o contribuinte estava acobertado por decis\u00e3o favor\u00e1vel, n\u00e3o teve conduta errada. \u00c9 diferente dos juros e corre\u00e7\u00e3o que foram mantidos, porque eles s\u00f3 recomp\u00f5em o valor\u201d, diz o tributarista Anderson Mainates.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a tributarista Ariane Guimar\u00e3es, s\u00f3cia do Mattos Filho que tamb\u00e9m atua no caso da CSLL, mas pela T\u00eaxtil Bezerra de Menezes (TBM), ju\u00edzes t\u00eam sido mais abertos em afastar as multas em alguns casos. \u201cMas n\u00e3o \u00e9 uma uniformidade\u201d, afirma. No \u00e2mbito administrativo, \u00e9 praxe os autos de infra\u00e7\u00e3o chegarem com multa. \u201cComo n\u00e3o tinha nada na legisla\u00e7\u00e3o para afastar [as multas], todas as cobran\u00e7as, a partir do n\u00e3o pagamento tempestivo do tributo, devem ser acompanhados de multa\u201d, completa Ariane.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, diz, \u201cisso vai ser definitivo, porque a pr\u00f3pria procuradoria n\u00e3o deve mais recorrer\u201d. Caso haja resist\u00eancia, ela recomenda entrar com uma reclama\u00e7\u00e3o no pr\u00f3prio Supremo. \u201cSe chegaram [com as multas], n\u00e3o deveriam, porque est\u00e3o contr\u00e1rios \u00e0 decis\u00e3o do Supremo.\u201d Na vis\u00e3o dela, a tese da coisa julgada vale para outros temas tribut\u00e1rios, n\u00e3o s\u00f3 da CSLL. E o julgamento de m\u00e9rito, em fevereiro de 2023, \u00e9 que deve ser considerado como \u201cponto de surpresa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Um caminho que as empresas devem buscar, segundo o advogado Luiz Antonio Bettiol, para pagar o principal, \u00e9 parcelar a d\u00edvida. \u201cCada empresa pode negociar, pela previs\u00e3o legal do parcelamento de d\u00e9bitos em atraso\u201d, diz. Al\u00e9m disso, daqui para frente, acrescenta, \u00e9 preciso dobrar a aten\u00e7\u00e3o quanto aos julgamentos do STF. \u201cAl\u00e9m de acompanhar o Poder Legislativo, tem que acompanhar o Supremo, porque a decis\u00e3o tem a mesma for\u00e7a de lei criadora do tributo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradas pelo Valor, a PGFN e a Receita Federal n\u00e3o deram retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/26\/empresas-podem-usar-decisao-do-stf-para-afastar-multas-em-cobrancas-tributarias.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/26\/empresas-podem-usar-decisao-do-stf-para-afastar-multas-em-cobrancas-tributarias.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>MUNICIPAIS: <\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf afasta IR sobre benef\u00edcios recebidos por magistrado para moradia e alimenta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Uma decis\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) afastou a incid\u00eancia de Imposto de Renda (IR) sobre aux\u00edlio-moradia e aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o recebidos por um magistrado do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Santa Catarina (TJSC). O julgamento, na 1\u00aa Turma Extraordin\u00e1ria da 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o de Julgamento, foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor desses benef\u00edcios \u00e9 relevante para os cofres p\u00fablicos. S\u00f3 no ano de 2023 foram gastos R$ 11,1 bilh\u00f5es com aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o e sa\u00fade para magistrados e pessoal administrativo, indica o \u201cJusti\u00e7a em N\u00fameros 2024\u201d, relat\u00f3rio divulgado em junho pelo Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ). O aux\u00edlio-moradia, di\u00e1rias e passagens custaram R$ 4,7 bilh\u00f5es. As duas rubricas representaram 12% do total de R$ 132,7 bilh\u00f5es de despesas que a Justi\u00e7a teve no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os conselheiros que proferiram a decis\u00e3o, a isen\u00e7\u00e3o sobre o aux\u00edlio-moradia independe da comprova\u00e7\u00e3o do uso dos valores para pagamento de aluguel de im\u00f3vel, por conta da natureza indenizat\u00f3ria da verba. J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o, a cobran\u00e7a, de acordo com eles, n\u00e3o deve ocorrer por conta do princ\u00edpio da isonomia tribut\u00e1ria, j\u00e1 que os magistrados da Justi\u00e7a Federal n\u00e3o pagam IR sobre o benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 uma decis\u00e3o que diverge da jurisprud\u00eancia sobre natureza indenizat\u00f3ria\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Leandro Cabral<\/p>\n\n\n\n<p>O ac\u00f3rd\u00e3o ainda exclui da base de c\u00e1lculo do tributo os juros de mora devidos pelo atraso no pagamento de verbas remunerat\u00f3rias, algo j\u00e1 pacificado pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2021, em repercuss\u00e3o geral (RE 855091).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo tributaristas, o que mais chama a aten\u00e7\u00e3o no ac\u00f3rd\u00e3o, publicado em abril, \u00e9 a isen\u00e7\u00e3o sobre aux\u00edlio-moradia. Isso porque o subs\u00eddio perderia o car\u00e1ter indenizat\u00f3rio quando existe um im\u00f3vel oficial dispon\u00edvel para o magistrado, mas ele se recusa a us\u00e1-lo para receber o benef\u00edcio. Para a fiscaliza\u00e7\u00e3o, seria ainda preciso provar que o subs\u00eddio custeia a loca\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O fiscal que lavrou o auto de infra\u00e7\u00e3o se baseou na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 84, de 2014, da Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit). Ela determina que a comprova\u00e7\u00e3o seja feita por recibo de loca\u00e7\u00e3o ou contrato de aluguel. No caso do magistrado de Santa Catarina, o servidor n\u00e3o teria comprovado que os valores recebidos foram despendidos com o aluguel. Por isso, deveria ser tributado. Alguns ac\u00f3rd\u00e3os antigos do Carf v\u00e3o no mesmo sentido (processo n\u00ba 10183.001513\/2007-75).<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, por\u00e9m, os conselheiros julgam ser desnecess\u00e1ria a comprova\u00e7\u00e3o. O relator, o conselheiro Rodrigo Alexandre Lazaro Pinto, cita um precedente do Carf (ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba 2001-006.160), de junho de 2023, em que foi afastada a necessidade da comprova\u00e7\u00e3o. Ele indica, contudo, que se houver um im\u00f3vel dispon\u00edvel para o juiz e ele optar por n\u00e3o utiliz\u00e1-lo para receber o aux\u00edlio-moradia, \u201co valor recebido perder\u00e1 sua caracter\u00edstica indenizat\u00f3ria, eis que contingente \u00e0 escolha do benefici\u00e1rio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o chegou ao tribunal administrativo em junho de 2015. Segundo o ac\u00f3rd\u00e3o, houve uma omiss\u00e3o de rendimentos no valor de R$ 136,8 mil referente ao Imposto de Renda do ano de 2012 do magistrado. Da decis\u00e3o, cabe recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a fiscaliza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 lei que isente o aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o para servidores p\u00fablicos estaduais, apenas para os federais. E que s\u00f3 \u00e9 isento de tributa\u00e7\u00e3o o aux\u00edlio-moradia recebido em substitui\u00e7\u00e3o ao direito de im\u00f3vel funcional, previs\u00e3o que est\u00e1 na Lei Org\u00e2nica da Magistratura Nacional (Loman).<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, o magistrado alega ter agido de boa-f\u00e9 e que o TJSC, fonte pagadora e respons\u00e1vel pelo informe de rendimentos, \u00e9 quem deveria ter feito a reten\u00e7\u00e3o e recolhimento do IR. Por isso, ele n\u00e3o poderia ser penalizado pelo equ\u00edvoco. Tamb\u00e9m argumenta que a Lei Complementar estadual n\u00ba 367\/2006 assegura o \u201ccar\u00e1ter indenizat\u00f3rio\u201d do aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o e moradia, portanto, deveriam ser isentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao Valor, o TJSC disse que lan\u00e7ou as referidas verbas como \u201crendimentos isentos n\u00e3o tribut\u00e1veis\u201d, mesmo entendimento indicado na decis\u00e3o do Carf.<\/p>\n\n\n\n<p>A natureza jur\u00eddica da verba &#8211; se remunerat\u00f3ria ou indenizat\u00f3ria &#8211; \u00e9 o que define a cobran\u00e7a ou n\u00e3o do imposto. De acordo com o artigo 43 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), \u201ca incid\u00eancia do imposto de renda recai sobre o acr\u00e9scimo patrimonial\u201d, lembra o conselheiro relator. Caberia, ent\u00e3o, verificar \u201ca inser\u00e7\u00e3o de novas riquezas ao patrim\u00f4nio do contribuinte\u201d (processo n\u00ba 11516.721765\/2014-05).<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o aux\u00edlio-alimenta\u00e7\u00e3o, diz Lazaro Pinto, o valor serve para \u201ccustear o servidor estadual em suas despesas com alimenta\u00e7\u00e3o, ou seja, n\u00e3o se traduzindo em um acrescimento patrimonial decorrente do trabalho, mas pelo trabalho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o tributarista Caio Malpighi, do escrit\u00f3rio VBSO Advogados, o ac\u00f3rd\u00e3o respeita a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a &#8211; STJ (Pedido de Uniformiza\u00e7\u00e3o de Interpreta\u00e7\u00e3o de Lei n\u00ba 1316). \u201cN\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o existe a hip\u00f3tese de isen\u00e7\u00e3o que isso \u00e9 renda tribut\u00e1vel. Se tem car\u00e1ter indenizat\u00f3rio, recompondo gastos, n\u00e3o deve incidir, porque a verba tem a finalidade de indenizar o contribuinte por um custo de vida que ele teve, que \u00e9 o caso da alimenta\u00e7\u00e3o\u201d, afirma. \u201cN\u00e3o gera acr\u00e9scimo patrimonial, por isso, n\u00e3o poderia ser tratada como renda\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Leandro Cabral, s\u00f3cio do Velloza Advogados, diz que a turma focou menos nos aspectos do caso concreto e enfrentou as problem\u00e1ticas como teses. Para o tributarista, tamb\u00e9m \u00e9 incomum o Carf n\u00e3o pedir provas em casos de natureza indenizat\u00f3ria. \u201cNa maioria dos casos se considera necess\u00e1rio comprovar a destina\u00e7\u00e3o\u201d, afirma. \u201cEle quase inverte o \u00f4nus, d\u00e1 a entender que quem deveria provar ser n\u00e3o indenizat\u00f3rio \u00e9 o Fisco.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Cabral, em geral, os casos que dispensam a prova s\u00e3o aqueles em que h\u00e1 previs\u00e3o expressa na lei. \u201c\u00c9 uma decis\u00e3o que diverge da jurisprud\u00eancia sobre natureza indenizat\u00f3ria ao reputar que a isen\u00e7\u00e3o seria aplic\u00e1vel pela pr\u00f3pria rubrica e n\u00e3o pelas provas\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/23\/carf-afasta-ir-sobre-beneficios-recebidos-por-magistrado-para-moradia-e-alimentacao.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/23\/carf-afasta-ir-sobre-beneficios-recebidos-por-magistrado-para-moradia-e-alimentacao.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>STF nega a empresa aproveitamento de cr\u00e9ditos do ICMS em exporta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O plen\u00e1rio do STF decidiu cancelar o Tema 619, de repercuss\u00e3o geral, que discutia a possibilidade de aproveitamento, nas opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o, de cr\u00e9ditos ICMS decorrentes da aquisi\u00e7\u00e3o de bens destinados ao ativo fixo de empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros seguiram o voto do relator, ministro Dias Toffoli, para quem o caso concreto tem conex\u00e3o com bens de uso ou consumo, e n\u00e3o com bens destinados ao ativo fixo da empresa. Assim, estaria abarcado na mat\u00e9ria debatida no Tema 633.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo assim, o tema foi cancelado e o recurso do Estado, provido, negando \u00e0 empresa o aproveitamento do cr\u00e9dito. Foi aplicado ao caso o Tema 633, que diz o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA imunidade a que se refere o art. 155, \u00a7 2\u00ba, X, \u2018a\u2019, CF\/88 n\u00e3o alcan\u00e7a, nas opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o, o aproveitamento de cr\u00e9ditos de ICMS decorrentes de aquisi\u00e7\u00f5es de bens destinados ao uso e consumo da empresa, que depende de lei complementar para sua efetiva\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso concreto<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso foi interposto pelo Estado do Rio Grande do Sul contra decis\u00e3o do TJ\/RS que beneficiou uma ind\u00fastria do ramo de utilidades dom\u00e9sticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na origem, a empresa impetrou MS preventivo para aproveitar os cr\u00e9ditos de ICMS relativos aos bens adquiridos para o ativo fixo da empresa com os valores havidos nas opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o, com fundamento na al\u00ednea \u2018a\u2019, inciso X, do \u00a7 2\u00ba do art. 155 da CF.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s senten\u00e7a de improced\u00eancia, a empresa recorreu ao TJ\/RS, que atendeu ao recurso para garantir o direito de compensar cr\u00e9ditos de ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o disso, o RS&nbsp;interp\u00f4s&nbsp;o RE&nbsp;ao Supremo sustentando que, caso o entendimento firmado pela&nbsp;Corte estadual&nbsp;seja&nbsp;mantido, \u201cestar-se-ia equiparando a empresa&nbsp;a consumidor final e concedendo o aproveitamento dos cr\u00e9ditos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;Estado destacou que deve ser aplicado o crit\u00e9rio f\u00edsico, e n\u00e3o o financeiro, para avaliar a concess\u00e3o de cr\u00e9ditos de ICMS, pois dessa forma n\u00e3o seria poss\u00edvel isolar cada opera\u00e7\u00e3o para realizar-se o abatimento ou compensa\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>O TJ, por sua vez, decidiu que o contribuinte tem o direito de compensar seus d\u00e9bitos tribut\u00e1rios,&nbsp;com o fundamento de&nbsp;que&nbsp;a al\u00ednea \u2018a\u2019 do inciso X do par\u00e1grafo 2\u00ba do artigo 155 da CF assegura a manuten\u00e7\u00e3o e o aproveitamento do montante do imposto cobrado nas opera\u00e7\u00f5es e presta\u00e7\u00f5es anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Julgamento<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2013, foi reconhecida repercuss\u00e3o geral na mat\u00e9ria tratada no recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo come\u00e7ou a ser julgado em 2023, quando o relator, ministro Dias Toffoli, votou propondo o cancelamento do tema 619. O ministro considerou que o caso em discuss\u00e3o n\u00e3o trata de bens destinados ao ativo fixo, mas sim de bens de uso ou consumo do estabelecimento. No caso concreto, inicialmente o ministro negou provimento ao RE.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator foi acompanhado por Rosa Weber, Edson Fachin e Andr\u00e9 Mendon\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s pedido de vista, o processo voltou a ser julgado em plen\u00e1rio virtual no \u00faltimo dia 9, momento em que o relator observou que o entendimento fixado no julgamento do Tema 633 foi de que a imunidade do ICMS nas exporta\u00e7\u00f5es n\u00e3o abrange o aproveitamento de cr\u00e9ditos decorrentes da aquisi\u00e7\u00e3o de bens destinados ao uso e consumo da empresa, a menos que haja lei complementar que o permita.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, ajustou seu voto para, \u00e0 luz do entendimento fixado pela Corte, dar provimento ao recurso do RS e restabelecer a senten\u00e7a, na qual foi denegada a ordem.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro foi acompanhado pelos demais, com exce\u00e7\u00e3o da ministra Rosa Weber, que votou antes do ajuste do voto e, portanto, ficou vencida.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Processo Relacionado: RE n. 662.976<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/413569\/stf-nega-a-empresa-aproveitamento-de-creditos-do-icms-em-exportacao\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/413569\/stf-nega-a-empresa-aproveitamento-de-creditos-do-icms-em-exportacao<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Prazo de cinco anos vale s\u00f3 para in\u00edcio da compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, decide TRF-1<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O prazo de cinco anos para a compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria diz respeito s\u00f3 ao in\u00edcio do procedimento compensat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento \u00e9 da 13\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o, que manteve decis\u00e3o favor\u00e1vel a uma empresa que atua no setor de colch\u00f5es. Segundo o colegiado, apesar do que foi definido na Medida Provis\u00f3ria 1.202\/2023, o prazo n\u00e3o deve ser aplicado como um limite para a compensa\u00e7\u00e3o por completo, o que deve ocorrer s\u00f3 no in\u00edcio do procedimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A compensa\u00e7\u00e3o consta na Lei 9.430\/1996, que permite que cr\u00e9ditos decorrentes de pagamento de tributos ou contribui\u00e7\u00f5es federais sejam compensados em rela\u00e7\u00e3o aos d\u00e9bitos de tributos e contribui\u00e7\u00f5es administrados pela Receita. A MP de 2023, no entanto, estabeleceu limita\u00e7\u00f5es ao aproveitamento.<br>Segundo o TRF-1, no entanto, uma vez que tenha sido iniciado o procedimento compensat\u00f3rio de cr\u00e9ditos reconhecidos judicialmente, o aproveitamento segue valendo at\u00e9 o seu esgotamento.<br>\u201cO prazo de cinco anos \u00e9 apenas para o in\u00edcio do procedimento compensat\u00f3rio e, considerando que j\u00e1 foi iniciada a compensa\u00e7\u00e3o, \u00e9 cab\u00edvel o aproveitamento do montante total dos cr\u00e9ditos reconhecidos judicialmente, at\u00e9 o seu esgotamento\u201d, afirmou em seu voto o desembargador Jamil Rosa de Jesus Oliveira, relator do caso.<br>Atuou no caso o advogado&nbsp;Eduardo Ricca, do Vikanis &amp; Ricca Advogados. \u201cIniciada a compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito decorrente de processo judicial, o contribuinte teria cinco anos para consumir este cr\u00e9dito. Esta posi\u00e7\u00e3o, francamente ilegal, fez com que o sistema da Receita Federal bloqueasse compensa\u00e7\u00f5es do contribuinte ap\u00f3s o prazo\u201d disse.<br>Processo 1011527-18.2024.4.01.3300<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-20\/prazo-de-cinco-anos-vale-so-para-inicio-da-compensacao-tributaria-decide-trf-1\/#:~:text=%E2%80%9CO%20prazo%20de%20cinco%20anos,Jesus%20Oliveira%2C%20relator%20do%20caso.\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-20\/prazo-de-cinco-anos-vale-so-para-inicio-da-compensacao-tributaria-decide-trf-1\/#:~:text=%E2%80%9CO%20prazo%20de%20cinco%20anos,Jesus%20Oliveira%2C%20relator%20do%20caso.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contribuinte perde discuss\u00e3o sobre tributa\u00e7\u00e3o da Selic<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu n\u00e3o julgar, em repercuss\u00e3o geral, uma quest\u00e3o relevante para os contribuintes: a incid\u00eancia do PIS e da Cofins sobre a taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, aplicada na restitui\u00e7\u00e3o de tributos pagos a maior (repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito). Os ministros, em vota\u00e7\u00e3o no Plen\u00e1rio Virtual finalizada na noite de sexta-feira, entenderam que a discuss\u00e3o tem natureza infraconstitucional \u2013 ou seja, a \u00faltima palavra \u00e9 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ).<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o frustrou as expectativas dos contribuintes, que esperavam um julgamento no Supremo para virar o jogo nessa tese, depois de uma derrota no STJ. O que fica valendo \u00e9 o entendimento da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, que manteve a tributa\u00e7\u00e3o em an\u00e1lise de recursos repetitivos, com efeito vinculante para as demais inst\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi realizado em junho e, al\u00e9m da repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito, discutia a tributa\u00e7\u00e3o da Selic sobre a devolu\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos judiciais e pagamentos efetuados por clientes em atraso (Tema 1237). A decis\u00e3o dos ministros foi un\u00e2nime e pode, segundo tributaristas, custar mais caro para os contribuintes do que eles imaginavam.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal trata a Selic como receita financeira, cuja al\u00edquota \u00e9 de 4,65%. Por\u00e9m, com a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o do STJ, ficou claro ter prevalecido o entendimento de que ela seria receita operacional- al\u00edquota de 9,25%.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse ponto pode ser agora discutido no julgamento de novos recursos (embargos de diverg\u00eancia). A sess\u00e3o est\u00e1 marcada para o dia 28 e inclui outros pedidos, como ajustes na tese aprovada pelos ministros. Foram solicitados pela Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban) para que as institui\u00e7\u00f5es financeiras, no regime cumulativo de PIS e Cofins, possam escapar da tese.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese fixada diz que \u201cos valores de juros, calculados pela taxa Selic ou outros \u00edndices, recebidos em face de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio, na devolu\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos judiciais ou nos pagamentos efetuados decorrentes de obriga\u00e7\u00f5es contratuais em atraso, por se caracterizarem como receita bruta operacional, est\u00e3o na base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es ao PIS\/Pasep e Cofins cumulativas e, por integrarem o conceito amplo de receita bruta, na base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es ao PIS\/Pasep e Cofins n\u00e3o cumulativas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No STJ, os contribuintes tamb\u00e9m acreditavam que venceriam essa discuss\u00e3o. A esperan\u00e7a veio com o julgamento do Supremo, em setembro de 2021, que afastou a incid\u00eancia do Imposto de Renda (IRPJ) e da CSLL sobre a Selic. Os ministros entenderam que esses valores s\u00e3o mera recomposi\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio, n\u00e3o se inserindo no conceito de lucro (Tema 962).<\/p>\n\n\n\n<p>Para os contribuintes, o julgamento do STF poderia levar \u00e0 conclus\u00e3o de que esses valores tamb\u00e9m n\u00e3o deveriam compor o conceito de receita para fins de incid\u00eancia das contribui\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento agora sobre a repercuss\u00e3o geral, os ministros seguiram o voto do relator, Lu\u00eds Roberto Barroso, presidente do STF. Ele afirma que a tese defendida pelo contribuinte \u00e9 de viola\u00e7\u00e3o a artigos da Constitui\u00e7\u00e3o, tendo em vista que o conceito constitucional de receita pressuporia o ingresso de novo recurso financeiro ao patrim\u00f4nio do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, \u201co valor de atualiza\u00e7\u00e3o pela Selic, contudo, teria natureza indenizat\u00f3ria, j\u00e1 que se destinaria a recompor a perda patrimonial relacionada \u00e0 exig\u00eancia indevida de tributos\u201d. E acrescenta: \u201cOcorre que a controv\u00e9rsia exige o exame de legisla\u00e7\u00e3o infraconstitucional. A ofensa \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, se existisse, seria indireta ou reflexa, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordin\u00e1rio\u201d (RE 1.438.704 ou Tema 1.314).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/20\/contribuinte-perde-discussao-sobre-tributacao-da-selic.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/20\/contribuinte-perde-discussao-sobre-tributacao-da-selic.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ define Selic para corre\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas e indeniza\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Corte Especial do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) bateu o martelo e concluiu julgamento que definiu a Selic como \u00edndice a ser aplicado na corre\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas civis e indeniza\u00e7\u00f5es. A an\u00e1lise do m\u00e9rito ocorreu em mar\u00e7o, mas a proclama\u00e7\u00e3o do resultado s\u00f3 ocorreu ontem ap\u00f3s a an\u00e1lise de tr\u00eas quest\u00f5es de ordem apresentadas pelo relator do caso, o ministro Lu\u00eds Felipe Salom\u00e3o, que poderiam anular a decis\u00e3o tomada pela maioria.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das quest\u00f5es suscitadas por Salom\u00e3o foi que dois ministros \u2013 Og Fernandes e Francisco Falc\u00e3o \u2013 n\u00e3o estiveram presentes na sess\u00e3o que analisou o m\u00e9rito, o que ensejaria a nulidade do julgamento. Ele tamb\u00e9m pediu esclarecimentos sobre o m\u00e9todo de c\u00e1lculo da taxa Selic a ser utilizada. Uma mudan\u00e7a no C\u00f3digo Civil, com a edi\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 14.905\/2024, por\u00e9m, resolveu essa quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova norma, publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o em julho, estabeleceu novas regras para a atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e a aplica\u00e7\u00e3o de juros em casos de inadimpl\u00eancia. Devem ser aplicados, respectivamente, IPCA e Selic. Para o c\u00e1lculo dos juros, dever\u00e1 ser deduzido o \u00edndice de atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria. Se a diferen\u00e7a entre esses valores for negativa, a a taxa de juros considerada ser\u00e1 zero para o per\u00edodo de refer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A metodologia de c\u00e1lculo e a forma de aplica\u00e7\u00e3o desses juros ser\u00e3o definidas pelo Conselho Monet\u00e1rio Nacional e divulgadas pelo Banco Central do Brasil (Bacen). At\u00e9 a edi\u00e7\u00e3o da lei, prevalece o entendimento da Corte Especial do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMinhas preocupa\u00e7\u00f5es ficaram todas sanadas quanto \u00e0 aplicabilidade para o pret\u00e9rito e para o futuro em rela\u00e7\u00e3o a quest\u00e3o da taxa Selic\u201d, afirmou Salom\u00e3o. A presidente do STJ, Maria Thereza Rocha de Assis Moura, refor\u00e7ou ent\u00e3o que ficava \u201cratificado o resultado do julgamento que j\u00e1 havia sido proclamado no dia 6 de mar\u00e7o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o, a vota\u00e7\u00e3o foi acirrada e a presidente foi respons\u00e1vel pelo desempate. Salom\u00e3o foi voto vencido, entendendo que deveriam ser aplicados os juros de 1% ao m\u00eas mais corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, conforme o \u00edndice adotado pela tabela do tribunal onde o caso for julgado (INPC ou IPCA, por exemplo). Ele foi acompanhado pelos ministros Ant\u00f4nio Carlos Ferreira, Humberto Martins, Herman Benjamin e Mauro Campbell Marques, que havia pedido vista.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto vencedor foi do ministro Raul Ara\u00fajo, seguido pelos ministros Benedito Gon\u00e7alves, Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Maria Isabel Gallotti, Nancy Andrighi e a presidente. Para Ara\u00fajo, a aplica\u00e7\u00e3o da tese de Salom\u00e3o conduz a uma situa\u00e7\u00e3o em que o credor obt\u00e9m remunera\u00e7\u00e3o muito superior \u00e0 de qualquer aplica\u00e7\u00e3o financeira, pois os bancos vinculam-se \u00e0 Selic. Para ele, n\u00e3o existe raz\u00e3o para se impor uma alta taxa ao devedor (REsp 1.795.982).<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto central da discuss\u00e3o no STJ foi o artigo 406 do C\u00f3digo Civil. Esse dispositivo determina que os juros morat\u00f3rios, se n\u00e3o estabelecidos em contrato, ser\u00e3o fixados pela taxa em vigor para o pagamento de impostos devidos \u00e0 Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o agora vale para todas as situa\u00e7\u00f5es em que a corre\u00e7\u00e3o n\u00e3o for previamente convencionada. Isto \u00e9, quando houver pedido de indeniza\u00e7\u00e3o que n\u00e3o decorrer de rela\u00e7\u00e3o contratual \u2013 por acidentes ou danos ambientais, por exemplo \u2013 ou d\u00edvidas decorrentes de contratos sem o \u00edndice.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/22\/stj-define-selic-para-correcao-de-dividas-e-indenizacoes.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/22\/stj-define-selic-para-correcao-de-dividas-e-indenizacoes.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ livra contribuinte de requisitos para restituir diferen\u00e7a de ICMS-ST<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Para pedir a restitui\u00e7\u00e3o ou a compensa\u00e7\u00e3o de valores excessivos pagos de ICMS na sistem\u00e1tica de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria (ST) para frente, o contribuinte n\u00e3o precisa provar que assumiu o encargo ou que tinha autoriza\u00e7\u00e3o do comprador do produto para repass\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa conclus\u00e3o \u00e9 da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que fixou tese sob o rito dos recursos repetitivos sobre o tema. O enunciado tem posi\u00e7\u00e3o ben\u00e9fica ao contribuinte: Na sistem\u00e1tica da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para frente, em que o contribuinte substitu\u00eddo revende a mercadoria por pre\u00e7o menor do que a base de c\u00e1lculo presumido para o recolhimento de tributo, \u00e9 inaplic\u00e1vel a condi\u00e7\u00e3o prevista no artigo 166 do CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento tratou da aplica\u00e7\u00e3o do artigo 166 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, que criou requisitos para a restitui\u00e7\u00e3o de tributos que comportem a transfer\u00eancia do encargo financeiro, como \u00e9 o caso dos sujeitos \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para frente.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do ICMS, o tributo \u00e9 pago de forma antecipada, tendo como base de c\u00e1lculo uma estimativa do valor que ser\u00e1 praticado na opera\u00e7\u00e3o final.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o valor efetivo da opera\u00e7\u00e3o \u2014 ou seja, o valor da venda \u2014 acabar menor do que o presumido, o contribuinte ter\u00e1 pago mais imposto do que deveria. Com isso, tem o direito de restitui\u00e7\u00e3o ou compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade de votos, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ concluiu que essa faculdade pode ser exercida sem passar pelas exig\u00eancias do artigo 166 do CTN, como prop\u00f4s o relator dos recursos, ministro Herman Benjamin.<\/p>\n\n\n\n<p>Quest\u00e3o matem\u00e1tica<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo&nbsp;Gabriel Felicio, s\u00f3cio do MGF Advogados, que patrocinou alguns dos recursos julgados, a exig\u00eancia dos requisitos do artigo 166 do CTN desafia a matem\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque o ICMS pago a maior de forma presumida simplesmente n\u00e3o poderia ter sido repassado ao consumidor, o que afastaria a aplica\u00e7\u00e3o da norma em quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe fosse mantida a exig\u00eancia, como pretendia o Fisco estadual, basicamente se tornaria invi\u00e1vel qualquer pretens\u00e3o de restitui\u00e7\u00e3o do ICMS pago a maior no regime tribut\u00e1rio, na medida em que seria obriga\u00e7\u00e3o do contribuinte produzir uma prova imposs\u00edvel.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Gustavo Lanna, do GVM Advogados e professor da PUC-MG, apontou que a decis\u00e3o \u00e9 acertada \u201cna medida em que, nesse caso, n\u00e3o houve a transfer\u00eancia do encargo financeiro ao consumidor final, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o se mostra adequada a aplica\u00e7\u00e3o da regra prevista no artigo 166 do CTN\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.034.975<br>REsp 2.034.977<br>REsp 2.035.550<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-23\/stj-livra-contribuinte-de-requisitos-para-restituir-diferenca-de-icms-st\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-23\/stj-livra-contribuinte-de-requisitos-para-restituir-diferenca-de-icms-st\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal reduz valor de imposto sobre doa\u00e7\u00e3o de cotas de holding familiar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) reduziu a base de c\u00e1lculo do ITCMD em uma doa\u00e7\u00e3o de cotas de sociedade fechada. Por maioria, a 9\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico adotou o valor patrimonial cont\u00e1bil de uma holding familiar, e n\u00e3o o venal ou o de mercado, como defendia a Fazenda paulista, o que aumentaria o valor do imposto em quase R$ 200 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>A opera\u00e7\u00e3o envolve doa\u00e7\u00e3o de cotas de filhas para um pai, em abril de 2023. A peculiaridade \u00e9 que a holding tinha patrim\u00f4nio l\u00edquido (diferen\u00e7a entre ativos e passivos) de R$ 4 milh\u00f5es, menor que o capital social, de R$ 6 milh\u00f5es, o que impediu o recolhimento do tributo no sistema da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de S\u00e3o Paulo (Sefaz-SP). Por isso, o patriarca entrou com o mandado de seguran\u00e7a para conseguir pagar o imposto usando o valor patrimonial como base de c\u00e1lculo.<\/p>\n\n\n\n<p>O precedente \u00e9 importante e refor\u00e7a a jurisprud\u00eancia favor\u00e1vel aos contribuintes. Por\u00e9m, as decis\u00f5es dependem muito do caso julgado. No analisado pela 9\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico, por exemplo, o relator, desembargador Ponte Neto, votou com a Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia decorre das diversas interpreta\u00e7\u00f5es a respeito da previs\u00e3o legal a ser aplicada. Enquanto o Estado entende que deve ser a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que institui o ITCMD e seu fato gerador, e o C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), que determina a base de c\u00e1lculo, os contribuintes entendem que a Lei Estadual 10.705\/2000 \u00e9 que deve ser considerada nessa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na lei, redigida e posteriormente regulamentada pelo Estado de S\u00e3o Paulo, o artigo 9\u00ba estabelece como base para a incid\u00eancia \u201co valor venal do bem ou direito transmitido\u201d, assim entendido como \u201co valor de mercado do bem ou direito na data da abertura da sucess\u00e3o ou da realiza\u00e7\u00e3o do ato ou contrato de doa\u00e7\u00e3o\u201d. Por\u00e9m, no artigo 14, diz que ser\u00e1 admitido o valor patrimonial quando as a\u00e7\u00f5es n\u00e3o forem \u201cobjeto de negocia\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o tiver sido negociado nos \u00faltimos 180 dias\u201d. \u00c9 nesse dispositivo que se agarram os contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o desembargador escolhido para relatar o ac\u00f3rd\u00e3o, D\u00e9cio Notarangeli, n\u00e3o h\u00e1 \u201cmen\u00e7\u00e3o expressa no ordenamento jur\u00eddico referente ao conceito de valor patrimonial\u201d, mas a \u201cjurisprud\u00eancia do tribunal concluiu que a base de c\u00e1lculo do ITCMD \u00e9 o valor patrimonial cont\u00e1bil l\u00edquido\u201d. No caso, esse valor \u00e9 \u201co produto da divis\u00e3o do valor em reais do patrim\u00f4nio l\u00edquido pelo n\u00famero de quotas, segundo a varia\u00e7\u00e3o da Ufesp [Unidade Fiscal do Estado de S\u00e3o Paulo] da data do balan\u00e7o patrimonial anterior at\u00e9 o momento do fato gerador\u201d, diz Notarangeli (processo n\u00ba 1015171-63.2023.8.26.0037).<\/p>\n\n\n\n<p>Ele afastou a tese do Estado de S\u00e3o Paulo que busca a ado\u00e7\u00e3o do valor patrimonial real, fruto do \u201cbalan\u00e7o de determina\u00e7\u00e3o\u201d. Esse balan\u00e7o, segundo Notarangeli, tem como finalidade a \u201creavalia\u00e7\u00e3o dos ativos e a confer\u00eancia dos lan\u00e7amentos\u201d, mas n\u00e3o tem repercuss\u00f5es tribut\u00e1rias. \u201cO que o Fisco pretende n\u00e3o tem respaldo na lei tribut\u00e1ria em sentido estrito\u201d, afirma o desembargador.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ainda diz que, no caso, \u201cn\u00e3o se trata de doa\u00e7\u00e3o direta de bens im\u00f3veis e m\u00f3veis integrantes do ativo imobilizado, mas apenas de transmiss\u00e3o de cotas societ\u00e1rias\u201d. No voto, tamb\u00e9m cita precedentes do TJSP, que vem adotando esse entendimento desde 2022, nas 8\u00aa, 9\u00aa, 10\u00aa e 13\u00aa C\u00e2maras de Direito P\u00fablico (processos n\u00ba 1000481-49.2023.8.26.0483 e n\u00ba 1005713-45.2023.8.26.0482).<\/p>\n\n\n\n<p>Para a advogada que defendeu o contribuinte no processo, \u00e9 dif\u00edcil apurar o valor de mercado de uma holding familiar, pois n\u00e3o h\u00e1 a\u00e7\u00f5es negociadas em bolsa e, muitas vezes, n\u00e3o h\u00e1 inten\u00e7\u00e3o de venda do patrim\u00f4nio. Ela refor\u00e7a que n\u00e3o existe ilegalidade na constitui\u00e7\u00e3o desse tipo de estrutura.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNada mais \u00e9 do que um instrumento de planejamento e organiza\u00e7\u00e3o\u201d, diz. \u201c\u00c9 muito mais f\u00e1cil transitar entre a fam\u00edlia cotas e a\u00e7\u00f5es do que transitar v\u00e1rios im\u00f3veis, carros e ve\u00edculos. Fica muito mais f\u00e1cil administrar\u201d, adiciona a advogada.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o dela, as discuss\u00f5es judiciais contra as holdings familiares se inserem em um movimento de \u201csanha arrecadat\u00f3ria\u201d dos Estados nos \u00faltimos anos. \u201cApesar de estar tudo na lei e na jurisprud\u00eancia, S\u00e3o Paulo n\u00e3o se cansa, n\u00e3o pode deixar passar um caso, porque qualquer caso vira mais um precedente contra ele\u201d, afirma. Essa atitude, por\u00e9m, traz inseguran\u00e7a para os contribuintes. \u201cSempre traz uma grande incerteza tanto para os escrit\u00f3rios que trabalham nessa \u00e1rea quanto para as fam\u00edlias. A gente n\u00e3o consegue falar que n\u00e3o vai ter risco\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de existirem questionamentos sobre o conceito de valor patrimonial, a Sefaz-SP e contribuintes divergem sobre qual o balan\u00e7o cont\u00e1bil deve ser considerado para fins de apura\u00e7\u00e3o do imposto. Para o Estado, \u00e9 o balan\u00e7o mais recente, mesmo que depois do fato gerador, isto \u00e9, da pr\u00f3pria doa\u00e7\u00e3o ou transmiss\u00e3o de bens.<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria Geral do Estado (PGE) disse que o ac\u00f3rd\u00e3o do TJSP n\u00e3o foi un\u00e2nime e que j\u00e1 interp\u00f4s embargos de declara\u00e7\u00e3o, ainda pendentes de julgamento. \u201cA tese dos contribuintes contraria as disposi\u00e7\u00f5es legais sobre a mat\u00e9ria (artigos 9\u00ba, par\u00e1grafo 1\u00ba, 11 e 14, par\u00e1grafos 1\u00ba e 3\u00ba, da Lei Estadual n\u00ba 10.705, de 2000, e artigo 38 do CTN)\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o cita, no texto, precedentes do TJSP e do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (AREsp 2482953). A decis\u00e3o do STJ mencionada, por\u00e9m, n\u00e3o analisou o m\u00e9rito do recurso, pois incidiu a S\u00famula 7, que veda o reexame de provas pela Corte.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/21\/tribunal-reduz-valor-de-imposto-sobre-doacao-de-cotas-de-holding-familiar.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/21\/tribunal-reduz-valor-de-imposto-sobre-doacao-de-cotas-de-holding-familiar.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Juiz anula multa ao reconhecer insumos para abatimento de ICMS<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 24\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Uma cooperativa industrial obteve decis\u00e3o judicial favor\u00e1vel para que o Fisco de S\u00e3o Paulo suspenda uma multa administrativa pelo uso de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio decorrente de discos de corte, fitas de serra e pastilhas de usinagem.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2006, a empresa havia obtido uma decis\u00e3o administrativa que reconheceu esses materiais como insumos, o que viabilizaria cr\u00e9dito para abatimento de ICMS. A senten\u00e7a transitou em julgado. Ap\u00f3s uma autua\u00e7\u00e3o recente, contudo, o Tribunal de Impostos e Taxas de S\u00e3o Paulo entendeu que os itens da cooperativa n\u00e3o devem ser classificados como insumos.<\/p>\n\n\n\n<p>Inseguran\u00e7a jur\u00eddica<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz \u00c1lvaro Amorim Dourado Lavinsky, da 3\u00aa Vara da Comarca de Salto (SP), acolheu ent\u00e3o um pedido da empresa para conceder tutela provis\u00f3ria de urg\u00eancia para suspender a exigibilidade da multa e do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado destacou haver laudo t\u00e9cnico acostado nos autos que \u201cindica que os discos de corte, fitas de serra e pastilhas de usinagem se caracterizam insumos\u201d. Al\u00e9m disso ele citou que, em casos parecidos, a autua\u00e7\u00e3o foi anulada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO juiz foi correto na abordagem desta liminar. H\u00e1 precedentes que consideram a natureza dos materiais como insumos e a decis\u00e3o Tribunal de Impostos e Taxas causa inseguran\u00e7a jur\u00eddica ao contradizer entendimento anterior, dificultando para o contribuinte saber o que pode e o que n\u00e3o pode ser utilizado no abatimento dos tributos\u201d, diz Gisele Vilas Boas, s\u00f3cia do Zanetti e Paes de Barros Advogados, que atuou na causa.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 1003878-50.2024.8.26.0526.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-24\/juiz-anula-multa-ao-reconhecer-insumos-para-abatimento-de-icms\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-24\/juiz-anula-multa-ao-reconhecer-insumos-para-abatimento-de-icms\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 19\/08 a 26\/08 FECP se equipara a ICMS para exclus\u00e3o da base de c\u00e1lculo de PIS e Cofins Data: 19\/08\/2024&nbsp; O adicional de al\u00edquota destinado aos Fundos Estaduais de Combate \u00e0 Pobreza (FECP) det\u00e9m natureza semelhante ao ICMS, uma vez que tamb\u00e9m n\u00e3o comp\u00f5e o patrim\u00f4nio da empresa, mas apenas \u00e9 arrecadado [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3462,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[9,29,33,63,96,73],"class_list":["post-3460","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-retrospecto-tributario","tag-amaral-yazbek","tag-empresas","tag-negocios","tag-noticia-do-dia","tag-reforma-tributaria","tag-retrospecto-tributario"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Retrospecto Tribut\u00e1rio - 19\/08 a 26\/08<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. 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