{"id":3430,"date":"2024-08-05T15:50:08","date_gmt":"2024-08-05T18:50:08","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3430"},"modified":"2024-08-05T15:53:59","modified_gmt":"2024-08-05T18:53:59","slug":"retrospecto-tributario-29-07-a-05-08","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3430","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 29\/07 a 05\/08"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 29\/07 a 05\/08<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fora do Imposto Seletivo, alimento ultraprocessado afeta gasto com sa\u00fade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A inclus\u00e3o dos alimentos ultraprocessados no Imposto Seletivo (IS), rejeitada pelos deputados na discuss\u00e3o da Reforma Tribut\u00e1ria na C\u00e2mara, poderia elevar o consumo de alternativas mais saud\u00e1veis, reduzir despesas com sa\u00fade e tamb\u00e9m elevar renda dos brasileiros pela diminui\u00e7\u00e3o do tempo de vida perdido com essas doen\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>As conclus\u00f5es constam de um trabalho recente do Banco Mundial, que mostrou tamb\u00e9m que a medida tem car\u00e1ter progressivo: os benef\u00edcios s\u00e3o proporcionalmente maiores para as fam\u00edlias que figuram entre as 10% mais pobres da popula\u00e7\u00e3o e se diluem \u00e0 medida em que aumenta a renda familiar, at\u00e9 ter um efeito neutro para camadas mais ricas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm discuss\u00f5es do tipo, a ind\u00fastria aliment\u00edcia costuma argumentar que a tributa\u00e7\u00e3o desses bens seria prejudicial aos consumidores, especialmente mais pobres. Os que os resultados do estudo sugerem \u00e9 que n\u00e3o\u201d, resume Roberto Iunes, um dos autores.<\/p>\n\n\n\n<p>Os economistas adaptaram uma metodologia bastante utilizada para avaliar o custo-benef\u00edcio de taxar outros produtos prejudiciais \u00e0 sa\u00fade, como tabaco, o \u00e1lcool e a\u00e7\u00facar. Tomando como base o perfil de consumo tirado da Pesquisa de Or\u00e7amento Familiar (POF), do IBGE, eles analisam os efeitos de um imposto que eleve em 20% o pre\u00e7o final desses alimentos em tr\u00eas dimens\u00f5es: varia\u00e7\u00e3o da despesa total com esses bens e com poss\u00edveis substitutos, economia com despesas m\u00e9dicas e, por fim, potencial de incremento de renda obtido pela redu\u00e7\u00e3o dos anos de vida perdidos por causas relacionadas a riscos diet\u00e9ticos (relacionados \u00e0 nutri\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>Via de regra, exerc\u00edcios do tipo costumam gerar resultados negativos para o primeiro quesito e positivos para os outros dois. Isso ocorre porque muitos destes bens s\u00e3o considerados inel\u00e1sticos &#8211; uma alta do pre\u00e7o tem pouco efeito sobre o consumo (j\u00e1 que se trata de um v\u00edcio). Segundo Bernardo Dantas Coelho, que tamb\u00e9m assina o estudo, a ideia \u00e9 mostrar que, apesar de o consumidor arcar com um custo maior pela compra do produto taxado, ele vai ganhar com menores despesas de sa\u00fade e uma vida produtiva mais longa.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise da taxa\u00e7\u00e3o dos alimentos processados e ultraprocessados surpreendeu ao retornar resultados positivos tamb\u00e9m para o primeiro quesito, em praticamente todos os estratos de renda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor serem produtos com maior elasticidade [mais pass\u00edveis de serem substitu\u00eddos na cesta de consumo], a alta do imposto libera uma renda que, proporcionalmente, conseguir\u00e1 comprar maior quantidade de alimentos alternativos, como os in natura\u201d, explica Coelho.<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro decil de consumo, equivalente aos 10% mais pobres, uma alta de 20% dos pre\u00e7os de processados e ultraprocessados teria um efeito negativo de 2,3% sobre a cesta de consumo. J\u00e1 no c\u00e1lculo do consumo total, que leva em considera\u00e7\u00e3o que as fam\u00edlias ir\u00e3o buscar substitutos a esses alimentos, como produtos in natura, o consumo sobe 4,20% para essa faixa.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse valor decresce, mas somente assume valores negativos para os tr\u00eas \u00faltimos decis. No \u00faltimo, que agrega os 10% mais ricos, o repasse do imposto seria de 0,89% sobre a cesta, mas a varia\u00e7\u00e3o final sobre o consumo total seria de -0,49%.<\/p>\n\n\n\n<p>Os autores tamb\u00e9m cruzaram os dados com estimativas sobre anos de vida perdidos por doen\u00e7as ligadas ao consumo de ultraprocessados do estudo \u201cCarga Global de Morbidade\u201d (GBD, na sigla em ingl\u00eas), um trabalho que investiga no mundo todo os efeitos sobre mortalidade e incapacita\u00e7\u00e3o de 107 doen\u00e7as e 10 fatores de risco.<\/p>\n\n\n\n<p>Transformando esses dados em acr\u00e9scimo de renda obtido pela eleva\u00e7\u00e3o dos dias de trabalho, eles encontram uma eleva\u00e7\u00e3o de 3,85% da renda dos 10% mais pobres, porcentagem que decai at\u00e9 chegar a +0,44% entre os 10% mais ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por \u00faltimo, eles tamb\u00e9m fizeram um cruzamento com informa\u00e7\u00f5es hospitalares do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS), como o n\u00famero de interna\u00e7\u00f5es e custos m\u00e9dicos com tratamento dessas doen\u00e7as, para estimar qual seria o impacto sobre as despesas com sa\u00fade dos brasileiros. O resultado sugere que um imposto do tipo reduziria em 6,56% os custos m\u00e9dicos do decil mais pobre, n\u00famero que tamb\u00e9m decresce at\u00e9 chegar a 0,06% para o decil mais rico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cProvavelmente, essa an\u00e1lise subestima a queda das despesas m\u00e9dicas, j\u00e1 que n\u00e3o contabiliza os custos de tratamento no setor privado. Mas \u00e9 forma bruta de mostrar que realmente h\u00e1 um ganho para as pessoas e tamb\u00e9m para o SUS\u201d, diz Courtney Price Ivins, tamb\u00e9m do Banco Mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>A inclus\u00e3o de alimentos ultraprocessados dentro do Imposto Seletivo \u00e9 uma ideia que orbita a discuss\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria e tem o apoio de entidades ligadas \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica e do governo. No entanto, at\u00e9 o momento, n\u00e3o teve for\u00e7a para passar pelo crivo das negocia\u00e7\u00f5es no Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo Brasil, esses produtos ainda det\u00eam menos de 50% do consumo energ\u00e9tico, independente da faixa de renda\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Courtney Price Ivins<\/p>\n\n\n\n<p>Caso esse quadro mude, o Brasil seria o primeiro pa\u00eds do mundo a aprovar uma taxa\u00e7\u00e3o que toma como base o n\u00edvel de processamento do alimento. Isso porque, via de regra, experi\u00eancias do tipo miram determinados ingredientes ou tipos de produto, como o \u201cimposto do refrigerante\u201d ou o imposto sobre a\u00e7\u00facar. Mesmo da Col\u00f4mbia, que em 2023 come\u00e7ou a aplicar um imposto sobre \u201cjunk foods\u201d, a legisla\u00e7\u00e3o mira determinados n\u00edveis de nutrientes, como o a\u00e7ucar, o sal e a gordura hidrogenada, explicam os economistas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cExiste um debate sobre a melhor forma de gerar incentivo a uma alimenta\u00e7\u00e3o mais saud\u00e1vel. O Brasil \u00e9 um ponto fora da curva ao sugerir fazer isso baseado no n\u00edvel de processamento\u201d, diz Coelho.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria aprovada na C\u00e2mara al\u00e9m de n\u00e3o taxar os ultraprocessados ainda inclui v\u00e1rios deles na cesta b\u00e1sica, o que isenta esses produtos dos impostos normais sobre consumo. Entre os alimentos ultraprocessados inclu\u00eddos na proposta de cesta b\u00e1sica est\u00e3o p\u00e3o de forma, biscoitos recheados, macarr\u00e3o instant\u00e2neo, mistura para bolo ou molhos prontos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores ressaltam que a literatura cient\u00edfica tem se voltado cada vez mais aos riscos associados n\u00e3o s\u00f3 ao consumo em excesso de determinados nutrientes, como tamb\u00e9m o pr\u00f3prio n\u00edvel de processamento. Um estudo de pesquisadores da USP, Fiocruz, Unifesp e Universidad de Santiago de Chile, publicado na American Journal ou Preventive Medicine, apontou que 57 mil mortes prematuras por ano s\u00e3o atribu\u00edveis ao consumo desses alimentos no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Iunes ressalta que a proposta de olhar o n\u00edvel de processamento tem outra vantagem. \u201cEm geral, quando se tenta desincentivar o consumo de um alimento tributando segundo a presen\u00e7a de ingredientes espec\u00edficos, a ind\u00fastria encontra formas de driblar a essa taxa\u00e7\u00e3o. Por exemplo: reduzindo o n\u00edvel de determinado ingrediente para escapar da lei, ou ent\u00e3o substituindo-o por outros qu\u00edmicos que podem ser, inclusive, piores que o original. Por isso, a l\u00f3gica dos ultraprocessados \u00e9 muito feliz. Tira a ind\u00fastria desse jogo\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo n\u00e3o foi feito pensando especificamente na discuss\u00e3o do regula\u00e7\u00e3o de reforma tribut\u00e1ria que tramita no Congresso no momento, mas os pesquisadores concordam que a aplica\u00e7\u00e3o do IS sobre ultraprocessados \u00e9 a forma correta de tratar o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPrimeiro, porque muda a quest\u00e3o dos pre\u00e7os relativos &#8211; deixa os ultraprocessados mais caros na compara\u00e7\u00e3o com os in natura. Segundo, pela pr\u00f3pria ideia do IS, que deixa claro que determinados produtos s\u00e3o nocivos \u00e0 sa\u00fade. \u00c9 importante que as pessoas entendam porqu\u00ea est\u00e3o pagando mais\u201d, diz Coelho.<\/p>\n\n\n\n<p>Ivins chama aten\u00e7\u00e3o a outro aspecto retirado da an\u00e1lise da POF. \u201cOs dados mostram que, no Brasil, os ultraprocessados ainda respondem por menos de 50% do consumo energ\u00e9tico, independente da faixa de renda, e tamb\u00e9m que os estratos que mais consomem s\u00e3o os mais ricos. \u00c9 um quadro diferente dos Estados Unidos e outros pa\u00edses de alta renda, onde essa porcentagem j\u00e1 \u00e9 60%\u201d, diz. \u201cOu seja, essa transi\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o ocorreu no Brasil. Ent\u00e3o podemos dizer que h\u00e1 uma janela limitada para implementar uma pol\u00edtica fiscal que aborde essa quest\u00e3o de forma progressiva. Uma vez que os h\u00e1bitos alimentares forem alterados e estejam arraigados, \u00e9 muito mais dif\u00edcil reverter isso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/07\/30\/fora-do-imposto-seletivo-alimento-ultraprocessado-afeta-gasto-com-saude.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/07\/30\/fora-do-imposto-seletivo-alimento-ultraprocessado-afeta-gasto-com-saude.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lula diz esperar do Senado mesma rapidez da C\u00e2mara para aprovar reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 31\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) falou nesta quarta-feira (31) sobre a aprova\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria e afirmou que espera que a regulamenta\u00e7\u00e3o \u201cflua\u201d no Senado Federal com a mesma rapidez com que foi aprovada na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma foi enviado \u00e0 C\u00e2mara em 25 de abril e aprovado em julho. O projeto ganhou regime de urg\u00eancia na etapa final de discuss\u00e3o entre os deputados, mas os senadores pressionam para que a urg\u00eancia seja retirada. Caso isso n\u00e3o ocorra, o projeto passa a trancar a pauta de plen\u00e1rio do Senado se n\u00e3o for votado em at\u00e9 45 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Lula ressaltou que seu partido s\u00f3 possui 70 deputados entre 513 e 9 senadores entre 81, mas que os projetos \u201cque s\u00e3o bons para o Brasil\u201d tem avan\u00e7ado na base de muita conversa e das pessoas s\u00e9rias que est\u00e3o no Congresso para discutir os projetos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 impens\u00e1vel que em apenas um ano e oito meses a gente j\u00e1 tivesse aprovado uma reforma tribut\u00e1ria no Congresso Nacional, coisa que se esperava h\u00e1 40 anos. Falta um pouquinho no Senado, mas vai fluir com a mesma rapidez que fluiu na C\u00e2mara\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O Senado est\u00e1 em recesso parlamentar. No dia 16, a Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) aprovou a cria\u00e7\u00e3o de um grupo de trabalho (GT) para debater o projeto de lei de regulamenta\u00e7\u00e3o. O coordenador ser\u00e1 o senador de oposi\u00e7\u00e3o Izalci Lucas (PL-DF).<\/p>\n\n\n\n<p>O GT organizar\u00e1 a realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancias p\u00fablicas e, ao final, ir\u00e1 formular um relat\u00f3rio com sugest\u00f5es ao texto do relator do projeto de lei complementar (PLP 69\/24), senador Eduardo Braga (MDB-AM).<\/p>\n\n\n\n<p>A fala de Lula correu durante cerim\u00f4nia de inaugura\u00e7\u00e3o de obras de amplia\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o dos aeroportos de Cuiab\u00e1, Sinop, Rondon\u00f3polis e Alta Floresta, todos no Mato Grosso. Ao todo, segundo anunciou o governo, foram investidos R$ 570 milh\u00f5es pela concession\u00e1ria respons\u00e1vel pela gest\u00e3o dos quatro equipamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente participou do evento ao lado do governador do Mato Grosso, Mauro Mendes (Uni\u00e3o Brasil), que em 2022 fez campanha pela reelei\u00e7\u00e3o de seu advers\u00e1rio, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nesta quarta-feira, Mendes elogiou a parceria e destacou a import\u00e2ncia de o Brasil voltar a investir mais fortemente em infraestrutura.<\/p>\n\n\n\n<p>O petista disse que o pa\u00eds precisa de seguran\u00e7a jur\u00eddica, estabilidade pol\u00edtica e previsibilidade para se desenvolver. \u201cNingu\u00e9m pode ser pego de surpresa com decretos e portarias feitas \u00e0 meia noite\u201d, disse. Por isso, afirmou, convidou todos os governadores, mesmo os de oposi\u00e7\u00e3o, para que apresentasse uma cartilha de projetos necess\u00e1rios para seus Estados.<\/p>\n\n\n\n<p>No discurso, o petista ainda defendeu a pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio-m\u00ednimo, ao dizer que o crescimento de 3% do produto interno bruto (PIB) no ano passado precisa ser repartido com o povo para fazer girar a economia, e tamb\u00e9m os investimentos em educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Lula tamb\u00e9m fez v\u00e1rios elogios ao ministro da Agricultura, Carlos F\u00e1varo (PSD), que foi eleito senador pelo Mato Grosso e est\u00e1 licenciado, e afirmou que ele \u201cser\u00e1 de longe o melhor ministro da Agricultura que este pa\u00eds teve\u201d. F\u00e1varo n\u00e3o discursou no evento.<\/p>\n\n\n\n<p>Compara\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do tom amistoso com o governador, tanto Lula quanto o ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), fizeram ataques aos governos anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Lula afirmou que o pa\u00eds vivia &#8220;\u00e0 base da chacota e da provoca\u00e7\u00e3o&#8221; e que pretende terminar seu mandato mostrando para os brasileiros que &#8220;todos est\u00e3o no mesmo barco&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Renan Filho disse que o governo Bolsonaro n\u00e3o investia em infraestrutura e que, em 2022, o Mato Grosso recebeu apenas R$ 281 milh\u00f5es do governo federal. J\u00e1 no primeiro ano do governo Lula, foram R$ 713 milh\u00f5es e, este ano, est\u00e3o previstos R$ 850 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se perguntarem a voc\u00eas quem investe em infraestrutura de transportes, quem cuida de estrada, o presidente Lula ou os governos anteriores, n\u00e3o tem nem compara\u00e7\u00e3o&#8221;, provocou o ministro.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2024\/07\/31\/lula-diz-esperar-do-senado-mesma-rapidez-da-camara-para-aprovar-reforma-tributaria.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2024\/07\/31\/lula-diz-esperar-do-senado-mesma-rapidez-da-camara-para-aprovar-reforma-tributaria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria, isen\u00e7\u00f5es fiscais e jogos eletr\u00f4nicos foram destaques nas vota\u00e7\u00f5es da C\u00e2mara na \u00e1rea econ\u00f4mica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 31\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara dos Deputados aprovou, at\u00e9 julho deste ano, 98 propostas em Plen\u00e1rio. Na \u00e1rea de economia, o destaque foi a aprova\u00e7\u00e3o do primeiro projeto da regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, que ir\u00e1 substituir cinco tributos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) por tr\u00eas (Imposto Seletivo e CBS, federais; e IBS, estadual e municipal). A proposta aguarda an\u00e1lise do Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>De autoria do Poder Executivo, o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1082375-camara-aprova-isencao-para-carnes-e-conclui-votacao-de-projeto-que-regulamenta-a-reforma-tributaria\/\">Projeto de Lei Complementar 68\/24<\/a> foi relatado pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) e detalha a tributa\u00e7\u00e3o para diversos setores da economia, desde combust\u00edveis e restaurantes at\u00e9 sistema financeiro e produtor rural.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as principais mudan\u00e7as aprovadas pelos deputados est\u00e1 a inclus\u00e3o, na lista de alimentos isentos de tributos, de carnes, peixes, queijos, sal, \u00f3leo de milho, aveia e certas farinhas.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto tamb\u00e9m traz regras sobre a devolu\u00e7\u00e3o de tributos para consumidores de baixa renda (at\u00e9 meio sal\u00e1rio-m\u00ednimo em m\u00e9dia mensal por pessoa), o chamado cashback.<\/p>\n\n\n\n<p>Jogos eletr\u00f4nicos<br>J\u00e1 convertido na <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/2024\/lei-14852-3-maio-2024-795567-norma-pl.html\">Lei 14.852\/24<\/a>, o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1050379-CAMARA-APROVA-REGULAMENTACAO-DE-JOGOS-ELETRONICOS\">Projeto de Lei 2796\/21<\/a> foi aprovado pela C\u00e2mara dos Deputados para regulamentar o setor da ind\u00fastria de jogos eletr\u00f4nicos no Pa\u00eds.&nbsp;O texto aprovado foi um substitutivo do Senado para o projeto do deputado Kim Kataguiri (Uni\u00e3o-SP).<\/p>\n\n\n\n<p>Na defini\u00e7\u00e3o desses jogos entram desde o software e as imagens geradas na interface com o jogador at\u00e9 os jogos de console de videogames e de realidade virtual, sejam eles consumidos por download ou por streaming.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo dever\u00e1 fazer a classifica\u00e7\u00e3o et\u00e1ria indicativa dos jogos, levando em conta os riscos relacionados ao uso de mecanismos de compras digitais no contexto do jogo, que podem estimular consumo desenfreado em crian\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Programa automotivo<br>Cerca de R$ 19,3 bilh\u00f5es em cinco anos e redu\u00e7\u00e3o de tributos ser\u00e3o concedidos \u00e0 ind\u00fastria automobil\u00edstica em troca da produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos que emitam menos gases do efeito estufa.&nbsp;Isso est\u00e1 previsto na <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/2024\/lei-14902-27-junho-2024-795862-norma-pl.html\">Lei 14.902\/24<\/a>, oriunda do <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1071607-CAMARA-CONCLUI-VOTACAO-DE-INCENTIVO-PARA-VEICULOS-MENOS-POLUENTES-E-TAXA-DE-IMPORTADOS-ATE-50-DOLARES;-TEXTO-VAI-A-SANCAO\">Projeto de Lei 914\/24<\/a>, do Poder Executivo, que foi relatado pelo deputado \u00c1tila Lira (PP-PI).<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;Programa Mobilidade Verde e Inova\u00e7\u00e3o (Mover)&nbsp;prev\u00ea ainda a continuidade de outros benef\u00edcios fiscais e cria o Fundo Nacional de Desenvolvimento Industrial e Tecnol\u00f3gico (FNDIT).<\/p>\n\n\n\n<p>A lei tamb\u00e9m prev\u00ea imposto de importa\u00e7\u00e3o de 20% sobre mercadorias de at\u00e9 50 d\u00f3lares. Acima deste valor e at\u00e9 3 mil d\u00f3lares, o imposto ser\u00e1 de 60%, com desconto de 20 d\u00f3lares do tributo a pagar (cerca de R$ 100,00).<\/p>\n\n\n\n<p>Eventos<br>A C\u00e2mara tamb\u00e9m aprovou incentivos federais para o setor de eventos. Ser\u00e3o at\u00e9 R$ 15 bilh\u00f5es de abril de 2024 a dezembro de 2026, conforme estipula a <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/2024\/lei-14859-22-maio-2024-795666-norma-pl.html\">Lei 14.859\/24<\/a>. Ap\u00f3s essa data ou se o dinheiro acabar antes, o incentivo ser\u00e1 extinto.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei se originou do <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1055404-CAMARA-APROVA-PROJETO-QUE-REFORMULA-INCENTIVOS-AO-SETOR-DE-EVENTOS\">Projeto de Lei 1026\/24<\/a>, dos deputados Jos\u00e9 Guimar\u00e3es (PT-CE) e Odair Cunha (PT-MG), e teve como relatora a deputada Renata Abreu (Pode-SP).<\/p>\n\n\n\n<p>O texto altera as regras do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado para ajudar empresas cuja atividade foi interrompida por causa da pandemia de Covid-19. O n\u00famero de atividades beneficiadas diminuiu de 44 para 30.<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas inativas de 2017 a 2021 n\u00e3o poder\u00e3o ser beneficiadas e os contribuintes que usufru\u00edram das isen\u00e7\u00f5es do Perse com irregularidades poder\u00e3o aderir \u00e0 autorregulariza\u00e7\u00e3o, sem multas.<\/p>\n\n\n\n<p>Isen\u00e7\u00e3o de IRPF<br>Para assalariados que ganham at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos, a C\u00e2mara dos Deputados aprovou o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1042785-CAMARA-APROVA-PROJETO-QUE-VIABILIZA-ISENCAO-DO-IR-PARA-QUEM-GANHA-ATE-DOIS-SALARIOS-MINIMOS\">Projeto de Lei 81\/24<\/a>, do deputado Jos\u00e9 Guimar\u00e3es. A proposta foi convertida na <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/2024\/lei-14848-1-maio-2024-795552-norma-pl.html\">Lei 14.848\/24<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o texto, relatado pelo deputado Emanuel Pinheiro Neto (MDB-MT), n\u00e3o pagar\u00e3o o Imposto de Renda das Pessoas F\u00edsicas (IRPF) os sal\u00e1rios at\u00e9 R$ 2.842.<\/p>\n\n\n\n<p>O reajuste da tabela passou a valer a partir de fevereiro deste ano e tem impacto or\u00e7ament\u00e1rio calculado em R$ 3,03 bilh\u00f5es em 2024, de R$ 3,53 bilh\u00f5es em 2025 e de R$ 3,77 bilh\u00f5es em 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Venda de cr\u00e9ditos<br>Para regulamentar a venda de d\u00edvidas a receber pela Uni\u00e3o, por estados ou munic\u00edpios, a C\u00e2mara dos Deputados aprovou o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1068715-CAMARA-APROVA-REGRAS-PARA-SECURITIZACAO-DA-DIVIDA-ATIVA-DA-UNIAO,-DE-ESTADOS-E-MUNICIPIOS\">Projeto de Lei Complementar (PLP) 459\/17<\/a>, do Senado. O texto foi relatado pelo deputado Alex Manente e transformado na <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/leicom\/2024\/leicomplementar-208-2-julho-2024-795882-norma-pl.html\">Lei Complementar 208\/24<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa venda com des\u00e1gio dos direitos de receber uma d\u00edvida, tribut\u00e1ria ou n\u00e3o, \u00e9 conhecida como securitiza\u00e7\u00e3o da d\u00edvida ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Do total de recursos obtidos com a venda, 50% ser\u00e3o direcionados a despesas associadas a regime de previd\u00eancia social e a outra metade a despesas com investimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Letra de desenvolvimento<br>Um novo t\u00edtulo foi criado pela C\u00e2mara dos Deputados para financiar projetos de infraestrutura, da ind\u00fastria, de inova\u00e7\u00e3o e direcionados a micro, pequenas e m\u00e9dias empresas. A <a href=\"https:\/\/www2.camara.gov.br\/legin\/fed\/lei\/2024\/lei-14937-26-julho-2024-796000-norma-pl.html\">Lei 14.937\/24<\/a> teve origem no <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1062261-CAMARA-APROVA-CRIACAO-DE-LETRA-DE-CREDITO-DO-DESENVOLVIMENTO\">Projeto de Lei 6235\/23<\/a>, do Poder Executivo, aprovado com o texto do relator, deputado Sidney Leite (PSD-AM).<\/p>\n\n\n\n<p>O texto cria a Letra de Cr\u00e9dito do Desenvolvimento (LCD) \u2013 t\u00edtulos que ser\u00e3o emitidos por bancos estatais de desenvolvimento, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES). A LCD funcionar\u00e1 de modo semelhante ao das letras de cr\u00e9dito agr\u00e1rio e imobili\u00e1rio (LCIs), emitidas pelo setor privado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o investidor, a principal semelhan\u00e7a ser\u00e1 a isen\u00e7\u00e3o do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF) quanto aos rendimentos obtidos por pessoa f\u00edsica residente ou domiciliada no Brasil ou no exterior, exceto se em para\u00edsos fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>Infraestrutura social<br>De autoria do Senado Federal, o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1082757-CAMARA-APROVA-CRIACAO-DO-FUNDO-DE-INVESTIMENTO-EM-INFRAESTRUTURA-SOCIAL\">Projeto de Lei 858\/24<\/a>, aprovado pela C\u00e2mara, autoriza o Poder Executivo a criar o Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) para financiar equipamentos e servi\u00e7os nas \u00e1reas de educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e seguran\u00e7a p\u00fablica. A mat\u00e9ria guarda san\u00e7\u00e3o presidencial.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto determina que os recursos vir\u00e3o de dota\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias, empr\u00e9stimos com institui\u00e7\u00f5es financeiras nacionais e internacionais, conv\u00eanios com a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e de outras fontes.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o texto aprovado, do deputado Jos\u00e9 Guimar\u00e3es, o fundo ter\u00e1 como agente financeiro o BNDES e poder\u00e1 financiar obras para educa\u00e7\u00e3o, aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica, melhoria da gest\u00e3o da seguran\u00e7a p\u00fablica, entre outras atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei de fal\u00eancia<br>Por fim, de autoria do Poder Executivo, o Projeto de Lei 3\/24 foi aprovado pela C\u00e2mara dos Deputados para mudar a Lei de Fal\u00eancias e incluir a formula\u00e7\u00e3o de um plano de fal\u00eancia, a figura do gestor fiduci\u00e1rio e agilizar a venda dos bens da massa falida. O texto est\u00e1 em an\u00e1lise no Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o texto aprovado, da deputada Dani Cunha (Uni\u00e3o-RJ), cr\u00e9ditos de natureza trabalhista, apurados pela Justi\u00e7a trabalhista, ter\u00e3o seu pedido de pagamento processado apenas no ju\u00edzo falimentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, aumenta de 150 para 200 sal\u00e1rios m\u00ednimos por credor o limite de cr\u00e9ditos que o trabalhador poder\u00e1 receber da massa falida em primeiro lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto tamb\u00e9m limita a remunera\u00e7\u00e3o de administradores judiciais e gestores, fixando tr\u00eas limites diferentes, al\u00e9m de estipular um mandato de tr\u00eas anos para conduzir o processo falimentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele n\u00e3o poder\u00e1 ainda contratar parentes ou familiares at\u00e9 o 3\u00ba grau, sejam seus ou de magistrados e membros do Minist\u00e9rio P\u00fablico atuantes em varas de fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Balan\u00e7o do 1\u00ba semestre<br>No total, a C\u00e2mara dos Deputados aprovou neste primeiro semestre 98 propostas em Plen\u00e1rio, sendo 64 projetos de lei, 2 propostas de emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, 4 medidas provis\u00f3rias, 5 projetos de lei complementar, 20 projetos de decreto legislativo e 3 projetos de resolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJ) da C\u00e2mara aprovou nesse per\u00edodo 107 projetos de lei em car\u00e1ter conclusivo, que em princ\u00edpio n\u00e3o precisam passar pelo Plen\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1085029-reforma-tributaria-isencoes-fiscais-e-jogos-eletronicos-foram-destaques-nas-votacoes-da-camara-na-area-economica\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1085029-reforma-tributaria-isencoes-fiscais-e-jogos-eletronicos-foram-destaques-nas-votacoes-da-camara-na-area-economica<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nove MPs tratam de queimadas, energia, servi\u00e7o p\u00fablico e cobran\u00e7a de impostos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 31\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Das 35 medidas provis\u00f3rias (MPs) pendentes de vota\u00e7\u00e3o pelo Congresso Nacional, apenas nove n\u00e3o t\u00eam rela\u00e7\u00e3o com as enchentes no Rio Grande do Sul. As mat\u00e9rias tratam de temas como queimadas no Pantanal, fornecimento de energia, servi\u00e7o p\u00fablico e cobran\u00e7a de tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os inc\u00eandios florestais no Pantanal s\u00e3o o assunto de tr\u00eas medidas provis\u00f3rias. A <a href=\"http:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164712\">MP 1.241\/2024<\/a> abre cr\u00e9dito extraordin\u00e1rio de R$ 137,6 milh\u00f5es para os minist\u00e9rios da Justi\u00e7a; do Meio Ambiente; e da Defesa. O dinheiro deve ser aplicado em medidas como mobiliza\u00e7\u00e3o de policiais federais, compra de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual e pagamento de di\u00e1rias e passagens.<\/p>\n\n\n\n<p>A <a href=\"http:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164568\">MP 1.239\/2024<\/a> prev\u00ea a contrata\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de brigadistas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) e pelo Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio). O texto permite a recontrata\u00e7\u00e3o de profissionais que tenham prestado servi\u00e7o aos dois \u00f3rg\u00e3os h\u00e1 pelo menos tr\u00eas meses. A legisla\u00e7\u00e3o anterior exigia um intervalo de dois anos para uma nova contrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A <a href=\"http:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164637\">MP 1.240\/2024<\/a> autoriza o uso de tripula\u00e7\u00e3o estrangeira nos servi\u00e7os a\u00e9reos em emerg\u00eancias ambientais. A medida tamb\u00e9m prev\u00ea a contrata\u00e7\u00e3o e a opera\u00e7\u00e3o de aeronaves especializadas de grande porte \u2014 com maior capacidade de transporte de pessoal, carga e lan\u00e7amento de \u00e1gua \u2014 n\u00e3o dispon\u00edveis no mercado nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Energia<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e1rea de energia, h\u00e1 duas medidas provis\u00f3rias pendentes de vota\u00e7\u00e3o. A <a href=\"http:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164120\">MP 1.232\/2024<\/a> reorganiza a distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica no Amazonas. A proposta possibilita a troca de controle societ\u00e1rio da atual concession\u00e1ria, que enfrenta dificuldades econ\u00f4mico-financeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>A <a href=\"http:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/162983\">MP 1.212\/2024<\/a> estimula o desenvolvimento de projetos de energia el\u00e9trica limpa e renov\u00e1vel, al\u00e9m da redu\u00e7\u00e3o das tarifas de energia el\u00e9trica. O texto incentiva especialmente empreendimentos em fontes e\u00f3licas e solares.<\/p>\n\n\n\n<p>Servi\u00e7o p\u00fablico<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e1rea de servi\u00e7os p\u00fablicos, o Congresso Nacional deve votar duas medidas provis\u00f3rias. A <a href=\"http:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164441\">MP 1.238\/2024<\/a> abre cr\u00e9dito extraordin\u00e1rio de R$ 1,3 bilh\u00e3o para o Poder Judici\u00e1rio Federal e o Conselho Nacional do Minist\u00e9rio P\u00fablico (CNMP). A proposta cumpre uma decis\u00e3o do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU), que determinou a recomposi\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria dos dois \u00f3rg\u00e3os para compensar o limite de gastos calculado a menor em 2017, 2019 e 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>A <a href=\"http:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/163340\">MP 1.215\/2024<\/a> prorroga 1.786 contratos de profissionais de sa\u00fade em hospitais e institutos federais na cidade do Rio de Janeiro. Segundo o Poder Executivo, a medida \u00e9 necess\u00e1ria em fun\u00e7\u00e3o do aumento do n\u00famero de casos de dengue e de pacientes que buscam atendimento m\u00e9dico por sequelas deixadas pela covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>Tributos<\/p>\n\n\n\n<p>Outras duas medidas provis\u00f3rias s\u00e3o relacionadas a mudan\u00e7as na cobran\u00e7a de impostos. A <a href=\"http:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/164357\">MP 1.236\/2024<\/a> trata do regime de tributa\u00e7\u00e3o simplificada para remessas postais internacionais, especialmente para importa\u00e7\u00f5es acima de US$ 50. O texto permite que o Minist\u00e9rio da Fazenda altere al\u00edquotas e valores das faixas de tributa\u00e7\u00e3o sobre medicamentos importados por pessoa f\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p>A <a href=\"http:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/163954\">MP 1.227\/2024<\/a> prev\u00ea regras para a a concess\u00e3o de benef\u00edcios fiscais a pessoas jur\u00eddicas. Pelo texto, as empresas devem informar \u00e0 Receita Federal sobre ren\u00fancias, imunidades ou incentivos recebidos do poder p\u00fablico. O texto tamb\u00e9m delega ao Distrito Federal e aos munic\u00edpios compet\u00eancia para julgar processos administrativos fiscais relativos ao Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/07\/31\/nove-mps-tratam-de-queimadas-energia-servico-publico-e-cobranca-de-impostos\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/07\/31\/nove-mps-tratam-de-queimadas-energia-servico-publico-e-cobranca-de-impostos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pesquisa Pronta apresenta novos entendimentos sobre direito tribut\u00e1rio e processo civil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 31\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>\u200bA p\u00e1gina da&nbsp;<a href=\"https:\/\/scon.stj.jus.br\/SCON\/pesquisa_pronta\/tabs.jsp\">Pesquisa Pronta<\/a>&nbsp;divulgou dois novos entendimentos do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). Produzida pela Secretaria de Jurisprud\u00eancia, a nova edi\u00e7\u00e3o aborda, entre outros assuntos, o afastamento compuls\u00f3rio de empregada gestante durante a pandemia da Covid-19 e a adequa\u00e7\u00e3o de julgado \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial superveniente.<\/p>\n\n\n\n<p>O servi\u00e7o tem o objetivo de divulgar as teses jur\u00eddicas do STJ mediante consulta, em tempo real, sobre determinados temas, organizados de acordo com o ramo do direito ou em categorias predefinidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Direito tribut\u00e1rio \u2013 Compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>Afastamento compuls\u00f3rio de empregada gestante durante a pandemia da Covid-19. Enquadramento como sal\u00e1rio-maternidade para fins de compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria futura.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, analisando caso an\u00e1logo no julgamento dos REsps 2.038.269\/PR, 2.053.818\/CE, 2.081.467\/SC e 2.095.404\/SC, de relatoria do ministro Gurgel de Faria, manifestou o entendimento de que o art. 1\u00ba da Lei 14.151\/2021 determinou apenas o afastamento da gestante do trabalho presencial durante o per\u00edodo de emerg\u00eancia de sa\u00fade p\u00fablica decorrente do coronav\u00edrus, n\u00e3o havendo que se falar, portanto, em suspens\u00e3o ou interrup\u00e7\u00e3o do contrato de trabalho, mas apenas altera\u00e7\u00e3o de sua forma de execu\u00e7\u00e3o. 3. Assim, &#8216;havendo o pagamento, pelo pr\u00f3prio empregador, de remunera\u00e7\u00e3o \u00e0 empregada em raz\u00e3o direta da rela\u00e7\u00e3o empregat\u00edcia, cujo contrato de trabalho se encontra em execu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 como pretender compensar aquele valor com parcelas futuras de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria e de contribui\u00e7\u00e3o parafiscal, como se sal\u00e1rio-maternidade fosse.&#8217; (REsp&nbsp;2.081.467\/SC, relator ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe de 31\/1\/2024).&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt&nbsp;no&nbsp;REsp&nbsp;2.102.640\/PR, relator Ministro Benedito Gon\u00e7alves, Primeira Turma, julgado em 3\/6\/2024, DJe de 11\/6\/2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Direito processual civil \u2013 Recursos e outros meios de impugna\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Embargos de declara\u00e7\u00e3o. Adequa\u00e7\u00e3o de julgado \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial superveniente.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Reconhece-se a possibilidade de os&nbsp;Embargos de Declara\u00e7\u00e3o&nbsp;serem utilizados para adequar o julgado \u00e0 superveniente orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial vinculante, conforme vem sendo reconhecido pelo STJ (EDcl&nbsp;no&nbsp;AgRg&nbsp;no&nbsp;AREsp&nbsp;291.924\/PR, Rel. ministro Napole\u00e3o Nunes Maia Filho, Primeira Turma, julgado em 27\/5\/2019, DJe 30\/5\/2019). 2. Observa-se que a quest\u00e3o jur\u00eddica objeto do&nbsp;Recurso Especial, de fato, teve&nbsp;repercuss\u00e3o geral&nbsp;reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal no \u00e2mbito dos autos do ARE 1.278.713. 3. O referido recurso representativo da controv\u00e9rsia (Tema 1.126) teve o&nbsp;m\u00e9rito&nbsp;julgado recentemente, em 18 de fevereiro de 2021, ocasi\u00e3o em que STF fixou a seguinte tese: &#8216;Ofende a S\u00famula Vinculante 37 a equipara\u00e7\u00e3o, pela via judicial, dos cargos de Analista Judici\u00e1rio \u00e1rea fim e T\u00e9cnico de N\u00edvel Superior do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Mato Grosso do Sul, anteriormente \u00e0 Lei Estadual 4.834\/2016&#8217;. 4. Em tal circunst\u00e2ncia, deve ser prestigiado o escopo perseguido na legisla\u00e7\u00e3o processual (Lei 11.672\/2008), isto \u00e9, a cria\u00e7\u00e3o de mecanismo que oportunize \u00e0s inst\u00e2ncias de origem o ju\u00edzo de retrata\u00e7\u00e3o na forma do art. 543-C, \u00a7 7\u00ba, e 543-B, \u00a7 3\u00ba, do CPC; e 1040 e seguintes do CPC\/2015, conforme o caso.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>EDcl&nbsp;no&nbsp;AgInt&nbsp;nos&nbsp;EDcl&nbsp;no&nbsp;AREsp&nbsp;1.806.385\/MS, relator ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, julgado em 22\/11\/2021, DJe de 10\/12\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre dispon\u00edvel<\/p>\n\n\n\n<p>A Pesquisa Pronta est\u00e1 permanentemente dispon\u00edvel no portal do STJ. Para acess\u00e1-la, basta clicar em Jurisprud\u00eancia &gt; Pesquisa Pronta, a partir do&nbsp;menu&nbsp;na barra superior do&nbsp;site.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2024\/31072024-Pesquisa-Pronta-apresenta-novos-entendimentos-sobre-direito-tributario-e-processo-civil-.aspx\">https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2024\/31072024-Pesquisa-Pronta-apresenta-novos-entendimentos-sobre-direito-tributario-e-processo-civil-.aspx<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Volume de recupera\u00e7\u00f5es cresce e deve fechar 2024 com recorde<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 31\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O n\u00famero de empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial no Brasil continua a crescer e a expectativa \u00e9 de um volume recorde neste ano. O aumento foi de 10,5% no segundo trimestre, comparado ao mesmo per\u00edodo de 2023. Ao fim de junho, 4.223 companhias negociavam d\u00edvidas na Justi\u00e7a, ante 3.823 no ano passado. Os dados s\u00e3o do Monitor RGF de Recupera\u00e7\u00e3o Judicial, da consultoria RGF &amp; Associados, e foram compartilhados de forma exclusiva com o Valor. \u00c9 a maior quantidade de empresas em recupera\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio dos registros pela RGF, h\u00e1 um ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O Rio Grande do Sul, que viveu a maior trag\u00e9dia ambiental de sua hist\u00f3ria no fim de abril e in\u00edcio de maio, passou a ser o segundo Estado com o maior n\u00famero de empresas nesta situa\u00e7\u00e3o: 361 empreendimentos ga\u00fachos de pequeno, m\u00e9dio e grande porte, quantidade inferior apenas a S\u00e3o Paulo, com 1.279 (leia mais). No mesmo per\u00edodo no ano passado, o Estado ocupava a quinta posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A alta taxa b\u00e1sica de juros, a Selic, agora em 10,5% ao ano, aliado a um maior conhecimento dos empres\u00e1rios sobre o instituto s\u00e3o alguns dos motivos para o crescimento, dizem especialistas. D\u00edvidas roladas na \u00e9poca da pandemia da covid-19, em 2020, come\u00e7aram a vencer no fim do ano passado, outro fator que explica os n\u00fameros. Al\u00e9m disso, empr\u00e9stimos e linhas de cr\u00e9dito criadas para aquele per\u00edodo j\u00e1 n\u00e3o d\u00e3o mais conta de estancar o preju\u00edzo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Odebrecht Engenharia e Constru\u00e7\u00e3o (OEC), com d\u00edvida de US$ 4,6 bilh\u00f5es (R$ 25,3 bilh\u00f5es), e a Polishop, com passivo de R$ 395,6 milh\u00f5es, foram algumas das principais companhias que buscaram a solu\u00e7\u00e3o no Judici\u00e1rio. No caso da OEC, a d\u00edvida havia sido renegociada justamente em 2020, com car\u00eancia de quatro anos e meio. A negocia\u00e7\u00e3o com credores foi iniciada no fim de 2023 e o processo de recupera\u00e7\u00e3o foi ajuizado no fim de junho (processo n\u00ba 1100438-71.2024.8.26.0100).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a Polishop entrou com o pedido no in\u00edcio de abril, ap\u00f3s fechar quase 200 lojas f\u00edsicas desde 2021. Os principais motivos da crise foram problemas na cadeia produtiva das linhas que comercializa, importadas da China, e queda nas vendas. Ambas as companhias citam a pandemia e a Selic elevada como motivos para as dificuldades (processo n\u00ba 1048932-56.2024.8.26.0100).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Roberta Gonzaga, consultora do RGF, a quantidade de empresas que entrou em reestrutura\u00e7\u00e3o ainda aumenta, mas em um ritmo menor. \u201cA desacelera\u00e7\u00e3o do ritmo foi bem mais significativa. Nos \u00faltimos trimestres, t\u00ednhamos mais de 200 empresas em recupera\u00e7\u00e3o. Nesse, tivemos 141\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela destaca que proporcionalmente ao n\u00famero total de empresas no pa\u00eds, a crise n\u00e3o \u00e9 vista de forma acentuada pelo \u00cdndice de Recupera\u00e7\u00e3o Judicial (IRJ) do Monitor RGF. Ele mostra que 1,84 a cada mil corpora\u00e7\u00f5es estavam em recupera\u00e7\u00e3o no per\u00edodo, de um universo de 2,3 milh\u00f5es. A propor\u00e7\u00e3o \u00e9 menor que a dos primeiros tr\u00eas meses deste ano, quando o indicador estava em 1,87. \u00c9 tamb\u00e9m inferior ao \u00faltimo trimestre de 2023, quando indicava 1,85 empresas em recupera\u00e7\u00e3o a cada mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Estados com os \u00edndices mais elevados s\u00e3o Goi\u00e1s (4,77), Alagoas (4,44), Pernambuco (4,29) e Sergipe (3,6), cen\u00e1rio que n\u00e3o mudou desde a compila\u00e7\u00e3o dos dados. Os setores que enfrentam maior dificuldade, a n\u00edvel nacional, tamb\u00e9m n\u00e3o mudaram em rela\u00e7\u00e3o ao \u00faltimo trimestre. O cultivo de cana-de-a\u00e7\u00facar ainda ocupa o primeiro lugar no \u00edndice, com mais de 24 empresas a cada mil em recupera\u00e7\u00e3o, seguido da fabrica\u00e7\u00e3o de latic\u00ednios (16,45), transporte rodovi\u00e1rio coletivo municipal (14,96), constru\u00e7\u00e3o de rodovias e ferrovias (14,22) e cultivo de soja (12,09).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Roberta, matematicamente, a melhora ou piora das regi\u00f5es ou setores n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o r\u00e1pida e tampouco significa uma crise no Estado. \u201c\u00c9 uma base muito grande de empresas, ent\u00e3o o reflexo no indicador ainda precisa ser visto em uma base hist\u00f3rica maior\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Goi\u00e1s, por exemplo, que tem mais empresas do setor agr\u00edcola, diz, invariavelmente enfrentaria dificuldades. \u201cN\u00e3o \u00e9 que a situa\u00e7\u00e3o no Estado est\u00e1 ruim, s\u00e3o caracter\u00edsticas diferentes. Assim como na regi\u00e3o Norte, que \u00e9 menos desenvolvida, e est\u00e1 sempre melhor no indicador, mas tem menos empresas de setores que est\u00e3o movimentando o mercado\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela destaca melhora na quantidade proporcional de empresas que saem da reestrutura\u00e7\u00e3o e retomam a opera\u00e7\u00e3o. No segundo trimestre, atingiu 74% dentre o total de 123 que sa\u00edram da tutela da Justi\u00e7a. Outras 28 faliram e cinco mudaram de endere\u00e7o, foram baixadas ou se encontram inaptas ou suspensas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Rodrigo Gallegos, s\u00f3cio da RGF &amp; Associados, o perfil da d\u00edvida das empresas nos pedidos feitos \u00e0 Justi\u00e7a \u00e9 quase sempre o mesmo: a maior parte \u00e9 endividamento com institui\u00e7\u00f5es financeiras. Isso termina sendo um problema para as devedoras, que precisam alongar a d\u00edvida e injetar mais capital &#8211; que tamb\u00e9m vir\u00e1 dos bancos. \u201cSe a empresa s\u00f3 tratar o financeiro, continua com um problema grav\u00edssimo, porque n\u00e3o est\u00e1 sanando o que transformou ela a chegar nesse ponto\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, para evitar uma recupera\u00e7\u00e3o judicial ou sair dela com sucesso, aresposta \u00e9 \u201cprimeiro fazer uma li\u00e7\u00e3o de casa interna\u201d, para entender onde ter maior receita. \u201cA empresa tem que come\u00e7ar a trabalhar antes, na causa raiz, fazendo um planejamento estrat\u00e9gico e melhorando a opera\u00e7\u00e3o, vendendo ou cortando tudo que n\u00e3o \u00e9 essencial.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ainda alerta que \u00e9 preciso ter um \u201cm\u00ednimo de caixa\u201d para pedir a recupera\u00e7\u00e3o judicial e o ideal \u00e9 s\u00f3 entrar com o pedido ap\u00f3s ter avaliado a estrutura da empresa. A melhora dos n\u00fameros em \u00e2mbito nacional, acrescenta, s\u00f3 deve come\u00e7ar a ser vista no fim do ano ou in\u00edcio do ano que vem, se houver queda da Selic. \u201cSe a Selic continuar com redu\u00e7\u00f5es e baixar dos dois d\u00edgitos, vamos conseguir ver uma queda maior de empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial ao inv\u00e9s de crescimento\u201d, afirma Gallegos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Gabriela Martines, s\u00f3cia da \u00e1rea de reestrutura\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de empresas de TozziniFreire, a tend\u00eancia \u00e9 que este ano bata recorde. Al\u00e9m dos aspectos econ\u00f4micos, ela diz que, do ponto de vista jur\u00eddico, as mudan\u00e7as feitas na Lei n\u00ba 11.101\/2005, em 2020, come\u00e7aram a ser amadurecidas agora. \u201cPerdeu o estigma negativo e as pessoas passaram a ter mais conhecimento\u201d, afirma a advogada.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre as altera\u00e7\u00f5es, as mais usadas s\u00e3o a cautelar antecedente, que antecipa os efeitos da recupera\u00e7\u00e3o, o financiamento DIP e a obrigatoriedade do encerramento do processo em at\u00e9 dois anos. \u201cTraz mais facilidade para atrair investidores que n\u00e3o sejam do mercado financeiro tradicional\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>O recorde esperado pode ser explicado pelos n\u00fameros mais recentes da Serasa Experian. Um total de 1.014 empresas pediram recupera\u00e7\u00e3o judicial em junho de 2024, um aumento de 71% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado, quando 593 empresas entraram com o pedido na Justi\u00e7a. \u00c9 o volume mais elevado da s\u00e9rie hist\u00f3rica para o per\u00edodo, superando 2016, quando 923 companhias estiveram nessa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/07\/31\/volume-de-recuperacoes-cresce-e-deve-fechar-2024-com-recorde.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/07\/31\/volume-de-recuperacoes-cresce-e-deve-fechar-2024-com-recorde.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>PGFN deve lan\u00e7ar transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria envolvendo PLR e sal\u00e1rio-educa\u00e7\u00e3o ainda em 2024<\/strong><br>Data: 31\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) estuda o lan\u00e7amento de tr\u00eas editais de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria ainda em 2024. A novidade est\u00e1 na possibilidade de uma nova transa\u00e7\u00e3o sobre o pagamento de Participa\u00e7\u00e3o nos Lucros e Resultados (PLR) a empregados e diretores e de outra envolvendo a contribui\u00e7\u00e3o sal\u00e1rio-educa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o \u00f3rg\u00e3o planeja abrir uma transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para negociar teses de PIS e Cofins tamb\u00e9m este ano.<\/p>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o foi apresentada pela procuradora-geral adjunta de representa\u00e7\u00e3o judicial da Fazenda Nacional Lana Borges durante o evento Di\u00e1logos Tribut\u00e1rios, promovido pelo JOTA na \u00faltima ter\u00e7a-feira (30\/7). Os assinantes do JOTA PRO Tributos receberam este relat\u00f3rio especial na \u00faltima quarta-feira (31\/7).<\/p>\n\n\n\n<p>Com o edital relacionado \u00e0 biparti\u00e7\u00e3o de contratos de afretamento de plataformas de petr\u00f3leo, cujo prazo para inscri\u00e7\u00e3o terminou na \u00faltima quarta-feira (31\/7), a previs\u00e3o \u00e9 de que a arrecada\u00e7\u00e3o chegue a R$ 11 bilh\u00f5es em 2024. Neste caso, foi destaque a ades\u00e3o recente da Petrobras ao edital. Com isso, Lana Borges afirmou que a estimativa inicial de arrecada\u00e7\u00e3o da ordem de R$ 12 bilh\u00f5es com o conjunto das transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias de grandes teses \u00e9 de vi\u00e9s de alta, mas n\u00e3o fixou um novo n\u00famero.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e1 no horizonte da PGFN o lan\u00e7amento de um edital de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria relacionado \u00e0 desmutualiza\u00e7\u00e3o da Bovespa.<\/p>\n\n\n\n<p>Editais de transa\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Os primeiros editais de transa\u00e7\u00e3o publicados pela PGFN tratavam de amortiza\u00e7\u00e3o fiscal do \u00e1gio e da contribui\u00e7\u00e3o sobre PLR. N\u00e3o houve, no entanto, a ades\u00e3o esperada. Foram negociados em cada um cerca de R$ 66 milh\u00f5es e R$ 800 milh\u00f5es, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a procuradora, um dos fatores para isso foi o fato de a Lei 13.988\/2020 distinguir, \u00e0 \u00e9poca, a transa\u00e7\u00e3o para a d\u00edvida da modalidade de transa\u00e7\u00e3o \u201cdas grandes teses\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs condi\u00e7\u00f5es eram diferentes, de forma que fazer a transa\u00e7\u00e3o na d\u00edvida era mais interessante, seja em n\u00famero de parcelas, seja em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 n\u00e3o cobran\u00e7a de tributos sobre os descontos ou ainda sobre necessidade de desistir de todas as teses\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a Lei 14.689\/2023, a Lei do Carf, publicada em 20 de setembro de 2023, foram inclu\u00eddas condi\u00e7\u00f5es mais vantajosas para os contribuinte. Entre elas est\u00e3o o aumento do n\u00famero de parcelas, a n\u00e3o incid\u00eancia de tributos sobre o desconto concedido, o aumento do percentual de desconto m\u00e1ximo de 50% para 65% e a n\u00e3o exig\u00eancia de que o contribuinte desista da tese.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir dessa lei, a PGFN come\u00e7ou a lan\u00e7ar os editais do programa conhecido como \u201cTransa\u00e7\u00e3o 2.0\u201d. Desde dezembro de 2023, a PGFN lan\u00e7ou editais envolvendo tributa\u00e7\u00e3o de lucros no exterior, de incentivos de ICMS e contratos de afretamento de plataformas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 justamente nesse contexto da nova legisla\u00e7\u00e3o que a PGFN estuda publicar novamente o edital que trata dos lit\u00edgios envolvendo contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias de PLR a empregados e a diretores n\u00e3o empregados.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do sal\u00e1rio-educa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a empregados individuais, Borges explicou que tem um aspecto social e multiplicativo. A contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 devida pelas empresas e destinada ao financiamento de programas, projetos e a\u00e7\u00f5es voltadas para a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 transa\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 cobran\u00e7a de PIS e Cofins, a procuradora considera n\u00e3o s\u00f3 o alto n\u00famero de processos sobre o tema, como tamb\u00e9m a Reforma Tribut\u00e1ria. Dados da PGFN indicam 122 teses com a tem\u00e1tica PIS\/Cofins e cerca de 219 mil processos judiciais nos \u00faltimos 10 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 o momento para se reduzir a litigiosidade e poder conversar de maneira mais ampla, com maior foco de aten\u00e7\u00e3o sobre as novas quest\u00f5es que v\u00e3o surgir\u201d, defendeu a procuradora. Para ela, de forma geral, o instituto da transa\u00e7\u00e3o aos poucos vem tendo cada vez mais sensibiliza\u00e7\u00e3o da comunidade jur\u00eddica e ader\u00eancia dos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 desmutualiza\u00e7\u00e3o da Bovespa, a PGFN analisa os d\u00e9bitos que surgiram ap\u00f3s a transforma\u00e7\u00e3o da Bovespa e a BM&amp;F de associa\u00e7\u00f5es para pessoas jur\u00eddicas de capital aberto. A discuss\u00e3o foi adiantada pelo JOTA em abril e envolve a cobran\u00e7a PIS e Cofins sobre a venda de a\u00e7\u00f5es no contexto desse processo de desmutualiza\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m a cobran\u00e7a de IRPJ e CSLL sobre a valoriza\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es que foram recebidas no processo de desmutualiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Julgamentos no STF<\/p>\n\n\n\n<p>A procuradora tamb\u00e9m comentou sobre o cen\u00e1rio atual do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que discute a inclus\u00e3o ou n\u00e3o do ISS na base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. A an\u00e1lise do RE 592616 (Tema 118) est\u00e1 na pauta do Plen\u00e1rio de 28 de agosto.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2021, o STF formou placar de 4\u00d74 no no plen\u00e1rio virtual, mas houve pedido de destaque do ministro Luiz Fux. Com isso, o placar ser\u00e1 zerado. Pelo menos tr\u00eas votos favor\u00e1veis aos contribuintes est\u00e3o garantidos: do antigo relator, o ministro Celso de Mello, e dos ministros Rosa Weber e Ricardo Lewandowski, j\u00e1 que os votos de ministros aposentados s\u00e3o mantidos no Plen\u00e1rio em caso de destaque.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese defendida pela Procuradoria \u00e9 de que os valores de ISS devem compor a base de c\u00e1lculo Pis e da Cofins, no mesmo sentido do que foi defendido em rela\u00e7\u00e3o ao Tema 69. Neste caso, por\u00e9m, a Corte decidiu pela exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cExiste uma diferen\u00e7a na metodologia de cobran\u00e7a do ICMS e do ISS. O ICMS \u00e9 algo que pode ser descontado e \u00e9 vis\u00edvel na nota fiscal. O ISS, n\u00e3o\u201d, apontou a procuradora, em refer\u00eancia ao entendimento dos votos j\u00e1 manifestados favor\u00e1veis \u00e0 Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Borges destacou tamb\u00e9m o caso que discute se as entidades fechadas de previd\u00eancia complementar s\u00e3o obrigadas a recolher o PIS e a Cofins sobre suas receitas. Trata-se do RE 722.528 (Tema 1280), que est\u00e1 na pauta do plen\u00e1rio virtual de 9 a 16 de agosto. Os contribuintes defendem que n\u00e3o possuem fins lucrativos e, portanto, n\u00e3o haveria receita tribut\u00e1vel. J\u00e1 a Fazenda entende que o julgamento est\u00e1 relacionado ao Tema 372, no qual validou o STF cobran\u00e7a de PIS e Cofins sobre receitas financeiras dos bancos.<br><a href=\"https:\/\/beta.jota.info\/tributos\/relatorio-especial\/pgfn-deve-lancar-transacao-envolvendo-plr-e-salario-educacao-ainda-em-2024\">https:\/\/beta.jota.info\/tributos\/relatorio-especial\/pgfn-deve-lancar-transacao-envolvendo-plr-e-salario-educacao-ainda-em-2024<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita acelera an\u00e1lise de compensa\u00e7\u00f5es para evitar uso indevido de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/08\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Atuando na esfera administrativa, a Receita Federal tem procurado reduzir o que considera ser uso indevido de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios por empresas. \u00c9 uma linha de trabalho que vem ganhando for\u00e7a, diante das dificuldades enfrentadas pelo governo federal para aprovar, no Congresso, novas medidas legais que v\u00e3o na mesma dire\u00e7\u00e3o &#8211; como foi o caso da medida provis\u00f3ria (MP) que limitava o uso de cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>A principal aposta \u00e9 fortalecer as unidades de an\u00e1lise de direito credit\u00f3rio, apurou o Valor. Segundo integrante da equipe econ\u00f4mica, a an\u00e1lise mais r\u00e1pida das solicita\u00e7\u00f5es de compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria fecharia uma \u201cbrecha\u201d pela qual as empresas lan\u00e7am benef\u00edcios fiscais indevidos para s\u00f3 regularizar a situa\u00e7\u00e3o muito tempo depois, ap\u00f3s procedimentos de fiscaliza\u00e7\u00e3o que n\u00e3o raro v\u00e3o parar nas Delegacias de Julgamento (DRJs) ou no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), a depender do valor envolvido.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa pr\u00e1tica era facilitada pela regra que dava ao contribuinte o voto de desempate nos julgamentos do Carf, comenta uma fonte. No ano passado, foi aprovada lei que devolveu o voto de qualidade no colegiado ao Fisco. O passo seguinte \u00e9 a melhoria do sistema de verifica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, informa. \u201cDescobrimos que h\u00e1 um trabalho administrativo a fazer na din\u00e2mica das compensa\u00e7\u00f5es do PIS\/Cofins\u201d, diz uma fonte da equipe econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra fonte ouvida pelo Valor afirma que essa \u00e9 uma forma de \u201creduzir o preju\u00edzo\u201d diante dos grandes volumes de compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. Por outro lado, os contribuintes que agem corretamente ser\u00e3o beneficiados, pois receber\u00e3o seus cr\u00e9ditos mais rapidamente. \u201cO que estamos fazendo \u00e9 aprimorar o procedimento administrativo, fortalecendo as unidades de an\u00e1lise de direito credit\u00f3rio, para reduzir o preju\u00edzo\u201d, diz a fonte.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo de como a Receita tem atuado para acelerar a an\u00e1lise das compensa\u00e7\u00f5es de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios \u00e9 uma portaria publicada ontem (31), que instituiu uma equipe de auditoria para analisar um conjunto espec\u00edfico de Pedidos Eletr\u00f4nicos de Restitui\u00e7\u00e3o, Ressarcimento ou Reembolso e Declara\u00e7\u00e3o de Compensa\u00e7\u00e3o (Per\/Dcomp).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 interessante, fiscais ficar\u00e3o focados nisso\u201d, diz Rubens Fonseca, s\u00f3cio da WFaria Advogados. \u201cDemonstra total esfor\u00e7o do governo em \u2018cair de cabe\u00e7a\u2019 em rela\u00e7\u00e3o a essas compensa\u00e7\u00f5es, porque acha que ali h\u00e1 um gargalo de falta de arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e fraude. \u00c9 mais um esfor\u00e7o do governo em arrecadar mais e restringir as compensa\u00e7\u00f5es.\u201d Ele acredita que o grupo criado pela Receita far\u00e1 um mutir\u00e3o concentrado em Per\/Dcomps nos quais h\u00e1 suspeita de irregularidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A acelera\u00e7\u00e3o do processo de an\u00e1lise de cr\u00e9ditos pela Receita tem sido notada pelos contribuintes. Segundo Maria Andr\u00e9ia dos Santos, s\u00f3cia de Contencioso Tribut\u00e1rio do escrit\u00f3rio Machado Associados, diversos diversos contribuintes que fizeram compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias com base na \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, que excluiu o ICMS da base do PIS\/Cofins, t\u00eam sido intimados pela Receita a enviar mem\u00f3rias de c\u00e1lculo e outros elementos para fins de averigua\u00e7\u00e3o sobre a regularidade dos cr\u00e9ditos compensados.<\/p>\n\n\n\n<p>A averigua\u00e7\u00e3o \u00e9 corriqueira, afirma a advogada. \u201cO diferencial \u00e9 que normalmente ocorre de forma mais pr\u00f3xima ao vencimento do prazo de cinco anos, contado de cada compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria realizada\u201d, diz. Agora a verifica\u00e7\u00e3o ocorre com mais rapidez, numa iniciativa que a Receita batizou de \u201cOpera\u00e7\u00e3o Limpa Trilhos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cGoverno acredita que ali h\u00e1 um gargalo de falta de arrecada\u00e7\u00e3o e fraude\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Rubens Fonseca<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO \u00f3rg\u00e3o tem ressaltado o aspecto positivo dessa agilidade para os contribuintes que est\u00e3o em conformidade, mas \u00e9 ineg\u00e1vel que uma das finalidades dessa opera\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 a revis\u00e3o mais \u00e1gil dos c\u00e1lculos efetuados e a cobran\u00e7a de valores que tenham sido compensados a maior\u201d, afirma a advogada.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela cita como exemplo uma portaria publicada no \u00faltimo dia 10, que criou a Equipe Nacional de Sele\u00e7\u00e3o do Direito Credit\u00f3rio. \u201cH\u00e1 um movimento coordenado da Receita, de antecipa\u00e7\u00e3o na an\u00e1lise dessas compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias\u201d, diz. \u201cEst\u00e1 em linha com a estrat\u00e9gia do governo federal de adotar medidas em 2024 para elevar a arrecada\u00e7\u00e3o, buscando fazer frente \u00e0 eleva\u00e7\u00e3o das despesas prim\u00e1rias efetivas, que, comprovadamente, est\u00e3o superando as dota\u00e7\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ela nota que os relat\u00f3rios bimestrais de avalia\u00e7\u00e3o de receitas e despesas do governo federal t\u00eam registrado o efeito positivo de restri\u00e7\u00f5es \u00e0s compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, como as promovidas pela Medida Provis\u00f3ria (MP) n\u00ba 1.202\/23. O impacto pode ser visto nas receitas do IPI e PIS\/Cofins. O impacto positivo foi estimado em R$ 16 bilh\u00f5es para o per\u00edodo de maio a dezembro deste ano, lembra a advogada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTodos esses dados refor\u00e7am a diretriz do governo federal j\u00e1 vivenciada pelas empresas de n\u00e3o s\u00f3 restringir as compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, mas tamb\u00e9m de fiscalizar os valores compensados com maior rapidez, para o fim de se buscar a recupera\u00e7\u00e3o desses valores e elevar a arrecada\u00e7\u00e3o das receitas tribut\u00e1rias\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outra frente, a Receita Federal pretende oferecer novas facilidades para que empresas regularizem sua situa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao uso de incentivos fiscais. Neste ano, as empresas passaram a informar quais benef\u00edcios tribut\u00e1rios est\u00e3o utilizando. Com base nessas informa\u00e7\u00f5es, s\u00e3o feitos cruzamentos que identificam se a empresa preenche ou n\u00e3o os requisitos para usufruir deles.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Receita Federal n\u00e3o deu retorno.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/01\/receita-acelera-analise-de-compensacoes-para-evitar-uso-indevido-de-creditos-tributarios.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/01\/receita-acelera-analise-de-compensacoes-para-evitar-uso-indevido-de-creditos-tributarios.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Instru\u00e7\u00e3o normativa da Receita mexe no c\u00e1lculo dos JCP<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/08\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um novo entendimento da Receita Federal restringiu a base de c\u00e1lculo dos Juros sobre Capital Pr\u00f3prio (JCP), medida usada por empresas para distribuir lucro aos s\u00f3cios e deduzir o montante do Imposto de Renda (IRPJ). Por meio da Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 2.201, publicada no dia 22, o \u00f3rg\u00e3o determinou que n\u00e3o podem compor os JCP valores usados para aumentar o capital social que sejam oriundos da reserva de incentivo fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Para advogados, a norma seria ilegal e, na pr\u00e1tica, aumentaria a carga tribut\u00e1ria para os contribuintes que recolhem o Imposto de Renda pelo lucro real &#8211; aqueles com faturamento anual acima de R$ 78 milh\u00f5es. Alguns tributaristas, inclusive, j\u00e1 orientam clientes a judicializar a quest\u00e3o pela \u201cpatente ilegalidade\u201d da norma. Consideram que a instru\u00e7\u00e3o normativa extrapola a Lei de Subven\u00e7\u00f5es, a n\u00ba 14.789\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma, editada no fim do ano passado, j\u00e1 havia restringido o c\u00e1lculo dos JCP. O texto passou a vedar o uso da reserva de incentivos fiscais para compor a remunera\u00e7\u00e3o. Outra altera\u00e7\u00e3o foi que apenas o capital social integralizado &#8211; e n\u00e3o todo o capital social &#8211; poderia entrar na base de c\u00e1lculo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO capital social subscrito, mas ainda n\u00e3o integralizado, n\u00e3o poderia compor a base de c\u00e1lculo dos JCP. \u00c9 at\u00e9 l\u00f3gico, porque o dinheiro ainda n\u00e3o est\u00e1 na empresa, ent\u00e3o n\u00e3o se poderia pagar juros sobre ele\u201d, afirma Leandro Aleixo, s\u00f3cio fundador do escrit\u00f3rio AleixoMaia, que j\u00e1 tem clientes que entrar\u00e3o em breve com processo judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>A IN, na pr\u00e1tica, adiciona mais uma linha \u00e0 exce\u00e7\u00e3o prevista na lei. Define que a reserva de lucros de benef\u00edcios fiscais \u00e9 composta tanto pelas doa\u00e7\u00f5es quanto subven\u00e7\u00f5es dadas pelos governos e \u201cinclusive as parcelas que tiverem sido destinadas ao capital social e \u00e0 reserva de capital\u201d. \u00c9 esse \u00faltimo trecho que tem incomodado tributaristas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando a Receita fez essa defini\u00e7\u00e3o, mesmo que a empresa tiver feito um movimento permitido pela lei tribut\u00e1ria, uma parte da reserva de incentivos mesmo estando no capital social n\u00e3o pode ser considerado no c\u00e1lculo dos JCP\u201d, afirma Thais Shingai, s\u00f3cia da \u00e1rea tribut\u00e1ria do Mannrich e Vasconcelos Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Aleixo diz que, ap\u00f3s a Lei das Subven\u00e7\u00f5es, muitas empresas converteram a reserva de incentivos em aumento do capital social, que fica na conta do patrim\u00f4nio l\u00edquido, para poder incluir esse valor na base dos JCP. A reserva de lucros era obrigat\u00f3ria, at\u00e9 o ano passado, para permitir a isen\u00e7\u00e3o dos incentivos fiscais de ICMS perante a Uni\u00e3o. S\u00f3 que como a nova legisla\u00e7\u00e3o revogou esse dispositivo e todos os benef\u00edcios passaram a ser tributados pelo governo federal independentemente da reserva, n\u00e3o fazia mais sentido para as empresas reter esses valores.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, afirma o advogado, aquelas que fizeram a transfer\u00eancia ser\u00e3o prejudicadas com a nova norma da Receita. \u201cAs empresas adotaram essa estrat\u00e9gia. Passou a ser uma medida muito importante porque a Lei das Subven\u00e7\u00f5es aumentou a carga de IR de v\u00e1rias companhias.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A redu\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria pelos JCP \u00e9 da ordem de 19%, diz Aleixo. Apesar de os acionistas serem tributados na fonte, \u00e9 poss\u00edvel abater esses valores dos 34% devidos no Imposto de Renda e CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Giancarlo Matarazzo, do Pinheiro Neto Advogados, h\u00e1 uma contradi\u00e7\u00e3o entre a IN e a lei. \u201cEla criou uma hip\u00f3tese de restri\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo dos JCP claramente ilegal, porque n\u00e3o estava prevista no texto original\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa tamb\u00e9m \u00e9 avalia\u00e7\u00e3o de Gustavo Taparelli, s\u00f3cio do Abe Advogados. &#8220;Se o objetivo era evitar planejamento tribut\u00e1rio abusivo, bastaria \u00e0 Receita Federal fiscalizar as empresas que realizassem capitaliza\u00e7\u00e3o da reserva de lucros de incentivos fiscais para checar a exist\u00eancia a ou n\u00e3o de prop\u00f3sito negocial da opera\u00e7\u00e3o&#8221;, diz o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Os especialistas destacam que a Lei n\u00ba 14.789 afirma, no artigo 16, que as reservas de incentivos fiscais s\u00f3 podem ser usadas para aumentar o capital social da empresa ou absorver perdas. Portanto, a IN n\u00e3o poderia trazer uma restri\u00e7\u00e3o quanto a isso. \u201cEst\u00e1 se fazendo uma coisa que est\u00e1 prevista em lei, mas a IN diz que se a integraliza\u00e7\u00e3o de capital for com reserva de lucros n\u00e3o vale\u201d, diz Matarazzo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, ele acredita que a norma \u201cvai gerar novas discuss\u00f5es\u201d, inclusive no Judici\u00e1rio, mas entende n\u00e3o ser o momento adequado para entrar com o processo. Isso porque, na vis\u00e3o dele, as empresas n\u00e3o s\u00e3o obrigadas a seguir a IN, j\u00e1 que s\u00f3 uma lei poderia impor uma altera\u00e7\u00e3o. \u201cOs auditores devem seguir o que est\u00e1 na IN, mas os contribuintes n\u00e3o est\u00e3o obrigados porque s\u00f3 a lei pode criar uma restri\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Thais, a decis\u00e3o de levar o debate para o Judici\u00e1rio \u201cdepende da estrat\u00e9gia e postura de cada empresa\u201d. \u201cA vantagem de j\u00e1 judicializar \u00e9 evitar uma autua\u00e7\u00e3o fiscal com multa, de pelo menos 75%. Mas, se adotar esse primeiro caminho, perde a chance de se discutir no Carf [Conselho Administrativo de Recursos Fiscais], na via administrativa\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, acrescenta a advogada, a amplia\u00e7\u00e3o da restri\u00e7\u00e3o pela Receita termina por aumentar a carga tribut\u00e1ria das companhias. \u201cS\u00e3o valores que reduzem o Imposto de Renda da empresa. Ent\u00e3o, se a Receita amplia o cesto de valores que n\u00e3o entram na conta, no final do dia, est\u00e1 aumentando o tributo\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>De toda forma, a nova regra, segundo os tributaristas, n\u00e3o deve reduzir o uso dos JCP, especialmente em um contexto de alta da taxa b\u00e1sica de juros, a Selic. \u201cVale muito mais a pena remunerar o capital do s\u00f3cio do que obter um capital de terceiros via endividamento e pagar taxa de juros muito alta. Ent\u00e3o os JCP continuam sendo adequados para manter as empresas devidamente capitalizadas\u201d, afirma Giancarlo Matarazzo.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Receita n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/01\/instrucao-normativa-mexe-no-calculo-dos-jcp.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/01\/instrucao-normativa-mexe-no-calculo-dos-jcp.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Programa Lit\u00edgio Zero 2024: Receita Federal prorroga ades\u00e3o at\u00e9 31 de outubro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal prorrogou at\u00e9 o dia 31 de outubro a ades\u00e3o ao Programa Lit\u00edgio Zero 2024 &#8211; o prazo inicial terminaria na \u00faltima quarta-feira. O programa oferece a m\u00e9dias e grandes empresas que tenham d\u00edvidas de at\u00e9 R$ 50 milh\u00f5es. No caso de pessoas f\u00edsicas, microempresas e empresas de pequeno porte, o teto \u00e9 de R$ 84,7 mil, o equivalente a 60 sal\u00e1rios-m\u00ednimos. A edi\u00e7\u00e3o 2023 do programa resultou em R$ 5,6 bilh\u00f5es aos cofres p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>As d\u00edvidas que podem ser renegociadas s\u00e3o aquelas de tributos devidos \u00e0 Receita Federal, tais como as contribui\u00e7\u00f5es sociais das empresas e as contribui\u00e7\u00f5es sociais dos empregadores dom\u00e9sticos e que s\u00e3o alvo de contesta\u00e7\u00f5es (administrativa junto \u00e0 Receita ou na Justi\u00e7a) dos credores.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem s\u00e3o os homens mais ricos do Brasil? Veja lista com os 10 maiores bilion\u00e1rios do Pa\u00eds<\/p>\n\n\n\n<p>Uma condi\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria para aderir ao programa \u00e9 a de que o contribuinte dever\u00e1 abrir m\u00e3o de todos os recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>Como fazer a ades\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio ir at\u00e9 um posto da Receita Federal para aderir ao programa. Tudo \u00e9 feito por meio de processo digital no&nbsp;portal e-Cac, o Portal do Centro Virtual de Autoatendimento). \u00c9 necess\u00e1rio ter cadastro no&nbsp;GovBR&nbsp;para acessar o servi\u00e7o. Ao entrar na p\u00e1gina, o usu\u00e1rio deve digitar a aba &#8220;Legisla\u00e7\u00e3o e Processo&#8221;, por meio do servi\u00e7o &#8220;Requerimentos Web&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>As condi\u00e7\u00f5es de ades\u00e3o, desconto e prazo para pagamento v\u00e3o depender do chamado n\u00edvel de risco da d\u00edvida, que vai de irrecuper\u00e1vel ou de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o, assim denominadas por se arrastarem h\u00e1 muito tempo ou ap\u00f3s a decreta\u00e7\u00e3o de fal\u00eancia, por exemplo; e aquelas em que o credor tenha muita dificuldade em pagar (em alta ou m\u00e9dia perspectiva de recupera\u00e7\u00e3o). Em alguns casos \u00e9 necess\u00e1rio dar uma entrada para concretizar a negocia\u00e7\u00e3o, que pode variar de 5% a 10% do total.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.terra.com.br\/economia\/programa-litigio-zero-2024-receita-federal-prorroga-adesao-ate-31-de-outubro,e02309414b6a455b185c15ffc4b2c049j3kexkv7.html#:~:text=A%20Receita%20Federal%20prorrogou%20at%C3%A9,de%20at%C3%A9%20R%24%2050%20milh%C3%B5es.\">https:\/\/www.terra.com.br\/economia\/programa-litigio-zero-2024-receita-federal-prorroga-adesao-ate-31-de-outubro,e02309414b6a455b185c15ffc4b2c049j3kexkv7.html#:~:text=A%20Receita%20Federal%20prorrogou%20at%C3%A9,de%20at%C3%A9%20R%24%2050%20milh%C3%B5es.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supremo julgar\u00e1 quest\u00f5es tribut\u00e1rias com impacto de R$ 712 bilh\u00f5es aos cofres p\u00fablicos<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 02\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e3o nas m\u00e3os dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pelo menos 32 importantes processos tribut\u00e1rios contra Uni\u00e3o, Estados e munic\u00edpios, com impacto estimado de R$ 712 bilh\u00f5es aos cofres p\u00fablicos. Tr\u00eas deles est\u00e3o pautados para este m\u00eas e o mais aguardado pelos contribuintes \u00e9 o que surgiu com a chamada \u201ctese do s\u00e9culo\u201d. Discute a exclus\u00e3o do ISS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento foi realizado pelo escrit\u00f3rio Machado Associados e re\u00fane processos que est\u00e3o indicados no Anexo de Riscos Fiscais do Projeto de Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) de 2025. Apesar do valor ainda elevado do estoque, especialistas destacam que os casos mais relevantes j\u00e1 foram julgados<\/p>\n\n\n\n<p>pelos tribunais superiores nos \u00faltimos anos. No Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), por exemplo, tudo o que consta na LDO j\u00e1 teve o m\u00e9rito analisado. Com isso, uma estimativa de impacto de R$ 80,4 bilh\u00f5es foi reclassificada para \u201crisco remoto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos julgamentos tribut\u00e1rios mais aguardados pelos contribuintes pode ser realizado no dia 28. O STF pautou um recurso sobre a exclus\u00e3o do ISS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. O julgamento pode ter impacto de at\u00e9 R$ 35,4 bilh\u00f5es para a Uni\u00e3o, em caso de derrota.<br>A discuss\u00e3o tem como pano de fundo a \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, a retirada do ICMS da base do PIS e da Cofins, definida no ano de 2017. O caso tamb\u00e9m pode influenciar outras \u201cteses filhotes\u201d. Para os contribuintes, os motivos para excluir o ICMS valem para o caso do ISS. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), por\u00e9m, discorda.<br>O tema tamb\u00e9m divide os ministros e ficou empatado, ap\u00f3s oito votos, quando a quest\u00e3o come\u00e7ou a ser julgada no Plen\u00e1rio Virtual, em agosto de 2020 (RE 592616). Agora, com a transfer\u00eancia do caso para o plen\u00e1rio f\u00edsico, o julgamento ser\u00e1 reiniciado, mantendo-se os posicionamentos de ministros aposentados.<br>\u201cH\u00e1 uma expectativa grande dos prestadores de servi\u00e7o, que aguardam uma defini\u00e7\u00e3o h\u00e1 muitos anos\u201d, diz a advogada Maria Andr\u00e9ia dos Santos, s\u00f3cia do Machado Associados. Para ela, a perspectiva \u00e9 boa, por ser bem similar \u00e0 \u201ctese do s\u00e9culo\u201d. Por\u00e9m, acrescenta, em outras \u201cteses filhotes\u201d, como a que trata do PIS e da Cofins na pr\u00f3pria base de c\u00e1lculo (RE 1233096), com impacto estimado em R$ 65,7 bilh\u00f5es, os contribuintes podem n\u00e3o ter sucesso.<br>A expectativa leva em conta o entendimento do STF no julgamento que considerou constitucional a inclus\u00e3o do ICMS na base de c\u00e1lculo da Contribui\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria sobre a Receita Bruta (CPRB) &#8211; RE 1187264. \u201cEsperamos ter, de fato, decis\u00f5es que se aprofundem na particularidade de cada discuss\u00e3o, privilegiando a jurisprud\u00eancia hist\u00f3rica do tribunal. Mas com rela\u00e7\u00e3o a teses filhotes, a expectativa em geral n\u00e3o \u00e9 boa\u201d, afirma.<br>No mesmo dia em que foi pautada a exclus\u00e3o do ISS da base do PIS e da Cofins, os ministros podem concluir a an\u00e1lise sobre a cobran\u00e7a do Fundo de Assist\u00eancia ao Trabalhador Rural (Funrural) de pessoas f\u00edsicas &#8211; a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria do setor (ADI 4395). Nesse caso, o impacto potencial \u00e9 de R$ 20,9 bilh\u00f5es. A exig\u00eancia j\u00e1 foi julgada constitucional e a discuss\u00e3o agora concentra-se na chamada sub-roga\u00e7\u00e3o &#8211; cobran\u00e7a antecipada, esp\u00e9cie de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<br>Ainda consta na pauta de agosto um caso que interessa a Estados e munic\u00edpios. Os ministros podem definir se incide o ICMS ou o ISS sobre opera\u00e7\u00f5es de industrializa\u00e7\u00e3o por encomenda, quando essa opera\u00e7\u00e3o for etapa intermedi\u00e1ria do ciclo produtivo da mercadoria (RE 882461).<br>Os casos que podem ter maior impacto, segundo a LDO, por\u00e9m, ainda n\u00e3o foram pautados. Entre eles est\u00e1 o que discute os limites de dedu\u00e7\u00e3o de gastos com educa\u00e7\u00e3o no Imposto de Renda, estimado em R$ 115 bilh\u00f5es (ADI 4927), e o que trata da necessidade da edi\u00e7\u00e3o de lei complementar para que seja cobrado o PIS\/Cofins Importa\u00e7\u00e3o, estimado em R$ 325 bilh\u00f5es (RE 565886).<br>Dificilmente os processos indicados no Anexo de Riscos Fiscais dever\u00e3o afetar as contas p\u00fablicas em 2024, segundo Tiago Sbardelotto, economista da XP Investimentos. Mesmo que itens pautados sejam julgados, afirma, eles s\u00f3 ter\u00e3o efeitos depois do tr\u00e2nsito em julgado (quando n\u00e3o cabe mais recurso), o que dificilmente se daria ainda no segundo semestre.<br>Sbardelotto divide em tr\u00eas momentos as consequ\u00eancias dos julgamentos tribut\u00e1rios. O mais imediato s\u00e3o as compensa\u00e7\u00f5es &#8211; as empresas pedem os cr\u00e9ditos que teriam a receber e utilizam para abater dos valores de impostos devidos. A Lei n\u00ba 14.873, de 2024, por\u00e9m, lembra, passou a impor um limite para o uso desses cr\u00e9ditos, para garantir maior previsibilidade na arrecada\u00e7\u00e3o.<br>Decis\u00f5es tribut\u00e1rias, diz o economista, ainda tem efeito sobre o c\u00e1lculo dos tributos. Se o STF definir que o ISS n\u00e3o integra a base do PIS e da Cofins, a Receita Federal ter\u00e1 que deixar de cobrar dessa forma, o que impacta a arrecada\u00e7\u00e3o futura. Com a reforma tribut\u00e1ria, contudo, acrescenta, apesar de preservados os valores em rela\u00e7\u00e3o ao passado, esse efeito n\u00e3o seria mais sentido.<br>O terceiro momento, de acordo com Sbardelotto, \u00e9 o da devolu\u00e7\u00e3o de valores pagos a maior por meio de precat\u00f3rios, que tem sido tamb\u00e9m uma preocupa\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos. \u201cLeva mais tempo para se concretizar, mas afeta significativamente o or\u00e7amento.\u201d<br>Para Saul Tourinho Leal, s\u00f3cio do Tourinho Leal Drummond de Andrade Advocacia, h\u00e1 uma press\u00e3o grande por parte da Uni\u00e3o para resultados em julgamentos que ajudem as contas p\u00fablicas. A expectativa do tributarista para o segundo semestre, contudo, \u00e9 que com a reforma tribut\u00e1ria e a possibilidade de outras medidas por parte do governo quanto ao or\u00e7amento, o Judici\u00e1rio n\u00e3o seja t\u00e3o cobrado a resolver o problema das contas p\u00fablicas, como vem ocorrendo.<br>\u201cO Anexo de Riscos Fiscais mapeia, dentre outros, fatores que podem gerar custos para a Uni\u00e3o, a exemplo de decis\u00f5es judiciais, particularmente, envolvendo quest\u00f5es tribut\u00e1rias\u201d, diz Felipe Salto, economista-chefe da Warren Investimentos e ex-diretor da Institui\u00e7\u00e3o Fiscal Independente do Senado (IFI). \u201cS\u00e3o custos em potencial, em resumo, que devem ser acompanhados, um a um, com bastante aten\u00e7\u00e3o.\u201d<br>Segundo Salto, em alguns casos, a Fazenda Nacional conseguiu vencer as disputas que poderiam implicar custos ou perda de arrecada\u00e7\u00e3o para a Uni\u00e3o, o que deve ser enaltecido. Ele destaca a discuss\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre a \u201crevis\u00e3o da vida toda\u201d e lembra da solu\u00e7\u00e3o encontrada para minimizar o impacto da decis\u00e3o que excluiu o ICMS na base do PIS e da Cofins, concretizada com a Lei n\u00ba 14592, de 2023. A norma determina a exclus\u00e3o do ICMS na apura\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos das contribui\u00e7\u00f5es sociais.<br>No STJ, ainda que sem estimativa de impacto nem inclus\u00e3o na LDO, chama a aten\u00e7\u00e3o da tributarista Maria Andr\u00e9ia dos Santos a discuss\u00e3o sobre a natureza dos planos de stock options para determinar a al\u00edquota aplic\u00e1vel do Imposto de Renda e o momento de incid\u00eancia do tributo (REsp 2069644).<br>A advogada Ariane Guimar\u00e3es, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Mattos Filho, destaca outros temas relevantes que aguardam julgamento pelo STJ em recursos repetitivos. Um deles trata da possibilidade de restitui\u00e7\u00e3o de valores pagos a maior \u00e0 t\u00edtulo de ICMS-ST (REsps 2034975, 2034977 e 2035550). Outro vai definir se a oferta de seguro garantia ou de fian\u00e7a banc\u00e1ria pode suspender a exigibilidade de cr\u00e9dito n\u00e3o tribut\u00e1rio (REsps 2007865, 2037317, 2037787 e 2050751).<br>Procurada pelo Valor, a PGFN n\u00e3o comentou o assunto.<br><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/02\/supremo-julgara-questoes-tributarias-com-impacto-de-r-712-bilhoes-aos-cofres-publicos.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/02\/supremo-julgara-questoes-tributarias-com-impacto-de-r-712-bilhoes-aos-cofres-publicos.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Valores recebidos de pens\u00e3o aliment\u00edcia n\u00e3o podem mais ser tributados no imposto de renda<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 05\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal do Brasil (RFB) n\u00e3o pode mais realizar tributa\u00e7\u00e3o no imposto de renda de valores recebidos a t\u00edtulo de pens\u00e3o aliment\u00edcia. A decis\u00e3o \u00e9 resultado da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no 5422, que transitou em julgado em novembro de 2022, no Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, os valores de pens\u00e3o aliment\u00edcia devem ser registrados na aba \u2018Rendimentos Isentos e N\u00e3o Tribut\u00e1veis\u2019 da Declara\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica (DIRPF) e o sistema realizar\u00e1 automaticamente os ajustes necess\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a decis\u00e3o do STF, a tributa\u00e7\u00e3o \u00e9 inconstitucional e fere os direitos fundamentais por atingir interesses de pessoas vulner\u00e1veis, bem como caracteriza uma bitributa\u00e7\u00e3o, uma vez que os rendimentos j\u00e1 foram tributados nos ganhos da pessoa que pagou a pens\u00e3o. Ela vale para contribuintes que, nos \u00faltimos cinco anos, inclu\u00edram a pens\u00e3o aliment\u00edcia como rendimento tribut\u00e1vel. Para quem paga a pens\u00e3o aliment\u00edcia, n\u00e3o houve mudan\u00e7a. Os valores devem continuar sendo declarados anualmente, inclusive de maneira dedut\u00edvel ao adicionar o Cadastro de Pessoa F\u00edsica (CPF) do alimentando.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel pedir a restitui\u00e7\u00e3o do imposto pago sobre a pens\u00e3o aliment\u00edcia dos \u00faltimos cinco anos. Para tal, a Receita Federal informa que \u00e9 necess\u00e1rio realizar a retifica\u00e7\u00e3o das declara\u00e7\u00f5es, fazendo a transfer\u00eancia dos dados da pens\u00e3o aliment\u00edcia de \u2018Rendimentos Tribut\u00e1veis\u2019 para \u2018Rendimentos Isentos e N\u00e3o Tribut\u00e1veis\u2019. Se o valor de imposto a restituir aumentar, a diferen\u00e7a ser\u00e1 depositada. J\u00e1 no caso de impostos pagos \u00e9 necess\u00e1rio fazer pedido eletr\u00f4nico de restitui\u00e7\u00e3o pelo programa Per\/Dcomp, dispon\u00edvel no Portal e-Cac.A Defensoria P\u00fablica da Uni\u00e3o (DPU) acompanha o caso desde 2022, quando foi proferida a decis\u00e3o da ADI 5422, expedindo recomenda\u00e7\u00e3o \u00e0 Receita Federal para garantir o cumprimento da decis\u00e3o junto com a restitui\u00e7\u00e3o dos valores pagos irregularmente de imposto de renda pelos \u00faltimos cinco anos. Em of\u00edcio enviado, a defensora nacional de direitos humanos (DNDH), Carolina Castelliano, pontuou a necessidade do cumprimento da decis\u00e3o e questionou as medidas adotadas pela RFB.<\/p>\n\n\n\n<p>Para mais informa\u00e7\u00f5es sobre esta e outras quest\u00f5es sobre a declara\u00e7\u00e3o de imposto de renda, acesse&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/acesso-a-informacao\/perguntas-frequentes\/dirpf\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/acesso-a-informacao\/perguntas-frequentes\/dirpf<\/a>&nbsp;. A DPU continuar\u00e1 acompanhando o caso e pode prestar assist\u00eancia caso a pessoa n\u00e3o possa pagar por um advogado. Para mais informa\u00e7\u00f5es, acesse&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.dpu.def.br\/duvidas-frequentes\">https:\/\/www.dpu.def.br\/duvidas-frequentes<\/a>.<br><a href=\"https:\/\/direitoshumanos.dpu.def.br\/valores-recebidos-de-pensao-alimenticia-nao-podem-mais-ser-tributados-no-imposto-de-renda\/#:~:text=Bras%C3%ADlia%20%E2%80%93%20A%20Receita%20Federal%20do,Supremo%20Tribunal%20Federal%20(STF)\">https:\/\/direitoshumanos.dpu.def.br\/valores-recebidos-de-pensao-alimenticia-nao-podem-mais-ser-tributados-no-imposto-de-renda\/#:~:text=Bras%C3%ADlia%20%E2%80%93%20A%20Receita%20Federal%20do,Supremo%20Tribunal%20Federal%20(STF)<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Governo ga\u00facho lan\u00e7a site com regras para devolu\u00e7\u00e3o do ICMS de eletrodom\u00e9sticos comprados por v\u00edtimas das enchentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O governo do Rio Grande do Sul lan\u00e7ou nesta quinta-feira (1\u00ba) um&nbsp;<a href=\"https:\/\/devolveicmslinhabranca.rs.gov.br\/inicial\">site<\/a>&nbsp;com o detalhamento das regras do Devolve ICMS Linha Branca. O programa restituir\u00e1 o valor do ICMS (Imposto Sobre a Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os) pago na compra de geladeiras, fog\u00f5es e lava-roupas a pessoas atingidas pelas enchentes no Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>A devolu\u00e7\u00e3o ser\u00e1 v\u00e1lida para compras realizadas entre 1\u00ba de maio e 31 de dezembro de 2024, desde que a aquisi\u00e7\u00e3o tenha ocorrido em estabelecimentos comerciais com sede no RS e com nota fiscal emitida com o CPF do benefici\u00e1rio do programa. Os detalhes est\u00e3o no Decreto n\u00ba 57.730, publicado na ter\u00e7a-feira (30) no Di\u00e1rio Oficial do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa contemplar\u00e1 cerca de 1 milh\u00e3o de pessoas identificadas pelo&nbsp;<a href=\"https:\/\/mup.rs.gov.br\/\">MUP<\/a>&nbsp;(Mapa \u00danico do Plano Rio Grande). Para direcionar a pol\u00edtica p\u00fablica de forma assertiva, a Receita Estadual cruzou os dados do MUP com os endere\u00e7os constantes nos cadastros de faturas de energia el\u00e9trica e telefonia com o Cad\u00danico (Cadastro \u00danico Para Programas Sociais do Governo Federal) e o Portal do Servidor P\u00fablico. As pessoas que receberam o Aux\u00edlio Reconstru\u00e7\u00e3o, distribu\u00eddo pela Uni\u00e3o, tamb\u00e9m ser\u00e3o contempladas. Cada cidad\u00e3o poder\u00e1 ter uma devolu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 R$ 1 mil para os tr\u00eas produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>A nota fiscal dos produtos deve ter o CPF do benefici\u00e1rio \u2013 o que servir\u00e1 de comprova\u00e7\u00e3o junto \u00e0 Receita Estadual \u2013 e o c\u00f3digo de Nomenclatura Comum do Mercosul do produto adquirido.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme as normas do programa, cada benefici\u00e1rio ser\u00e1 ressarcido do ICMS da compra de um fog\u00e3o, uma geladeira e uma m\u00e1quina de lavar ou secar. H\u00e1 um teto para a devolu\u00e7\u00e3o de cada item, e a restitui\u00e7\u00e3o do tributo poder\u00e1 ser de 100% ou parcial, dependendo do valor da mercadoria e do teto de reembolso estipulado para cada tipo de produto.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jornal-o-sul wp-block-embed-jornal-o-sul\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"i1fBRIxFAe\"><a href=\"https:\/\/www.osul.com.br\/governo-gaucho-lanca-site-com-regras-para-devolucao-do-icms-de-eletrodomesticos-comprados-por-vitimas-das-enchentes\/\">Governo ga\u00facho lan\u00e7a site com regras para devolu\u00e7\u00e3o do ICMS de eletrodom\u00e9sticos comprados por v\u00edtimas das enchentes<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Governo ga\u00facho lan\u00e7a site com regras para devolu\u00e7\u00e3o do ICMS de eletrodom\u00e9sticos comprados por v\u00edtimas das enchentes&#8221; &#8212; Jornal O Sul\" src=\"https:\/\/www.osul.com.br\/governo-gaucho-lanca-site-com-regras-para-devolucao-do-icms-de-eletrodomesticos-comprados-por-vitimas-das-enchentes\/embed\/#?secret=5SuLsPJ99l#?secret=i1fBRIxFAe\" data-secret=\"i1fBRIxFAe\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>MUNICIPAIS: <\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf derruba IRRF sobre rendimentos pagos a cotistas estrangeiros de fundos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data:05\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes conseguiram, no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), dois bons precedentes contra a cobran\u00e7a de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos remetidos a cotistas estrangeiros de Fundo de Investimento em Participa\u00e7\u00f5es (FIP). Depois da Dynamo V.C. Administradora de Recursos, foi a vez agora do Ita\u00fa Unibanco derrubar autua\u00e7\u00e3o fiscal na 1\u00aa Turma da 3\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o. Ambos os julgamentos foram un\u00e2nimes.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos dois casos, a Receita Federal considerou que havia planejamento tribut\u00e1rio abusivo por n\u00e3o terem sido identificados os benefici\u00e1rios finais (pessoas f\u00edsicas) dos valores resgatados. Por isso, lavrou as autua\u00e7\u00f5es fiscais para cobrar 35% de IRRF sobre os pagamentos realizados pelas administradoras de recursos ou representantes legais a cotistas residentes e domiciliados no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os conselheiros da 1\u00aa Turma da 3\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, contudo, n\u00e3o existe previs\u00e3o em lei que obrigue a identifica\u00e7\u00e3o do benefici\u00e1rio final e n\u00e3o poderia se aplicar a al\u00edquota de 35% do IRRF.<\/p>\n\n\n\n<p>Os valores das autua\u00e7\u00f5es fiscais s\u00e3o altos. A do Ita\u00fa Unibanco, \u00e9 de cerca de R$ 275 milh\u00f5es, considerando o imposto, multa de 150% e juros. No caso da Dynamo, s\u00e3o R$ 245 milh\u00f5es de imposto mais multa em torno de R$ 184 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos processos administrativos, os contribuintes alegam que deveria ser aplicado o artigo 3\u00ba da Lei n\u00ba 11.312, de 2006. O dispositivo prev\u00ea a redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota do IRRF a zero sobre os rendimentos de aplica\u00e7\u00f5es em Fundo de Investimento em Participa\u00e7\u00f5es pagos a benefici\u00e1rio residente ou domiciliado no exterior. O dispositivo exige, para o benef\u00edcio, alguns requisitos &#8211; entre eles, o benefici\u00e1rio n\u00e3o estar em para\u00edso fiscal. Se n\u00e3o cumpridos, aplica-se normalmente al\u00edquota de 15%.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos, por\u00e9m, a Receita Federal aplicou outra lei, a de n\u00ba 8.981, de 1995, e cobrou a al\u00edquota de 35%, prevista para casos em que se realiza pagamento a benefici\u00e1rio n\u00e3o identificado.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o exigiu, nos dois casos, que o administrador do fundo informasse toda a cadeia da estrutura societ\u00e1ria de cada um desses cotistas estrangeiros para se chegar \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o das pessoas f\u00edsicas benefici\u00e1rias finais dos pagamentos. As informa\u00e7\u00f5es, contudo, n\u00e3o foram fornecidas.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do Ita\u00fa Unibanco, a Receita entendeu que a transfer\u00eancia de recursos para o exterior seria equivalente a um pagamento a benefici\u00e1rio n\u00e3o identificado e, por isso, aplicou 35% de IRRF.<br>Segundo a fiscaliza\u00e7\u00e3o, a multa foi majorada para o percentual de 150%, sob o entendimento de que o banco teria cometido fraude, em conluio, ao formalizar \u201cseus registros de forma a dar uma apar\u00eancia de corre\u00e7\u00e3o \u00e0s opera\u00e7\u00f5es financeiras envolvendo os investidores n\u00e3o residentes\u201d e que teria ocultado \u201cos reais benefici\u00e1rios atrav\u00e9s da identifica\u00e7\u00e3o apenas do elo intermedi\u00e1rio imediato e nada mais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, contudo, o relator, conselheiro Jos\u00e9 Eduardo Dornelas Souza, entendeu que se os valores e os ativos n\u00e3o pertencem ao Ita\u00fa ou aos demais coobrigados, \u201c\u00e9 evidente que a transfer\u00eancia desses valores ao exterior n\u00e3o pode ser considerada um \u201cpagamento\u201d em benef\u00edcio dos investidores estrangeiros\u201d. Para ele, \u201cmostra-se inconceb\u00edvel que as transfer\u00eancias de recursos entre contas de mesma titularidade sejam equiparadas a pagamentos\u201d (processo n\u00ba 16561.720179\/2017-56).<\/p>\n\n\n\n<p>Ele destaca, no voto, que o artigo 61 da Lei n\u00ba 8.981\/95 n\u00e3o exige a identifica\u00e7\u00e3o de benefici\u00e1rio final. \u201cO artigo se refere t\u00e3o somente ao benefici\u00e1rio dos pagamentos, sem estabelecer qualquer n\u00edvel de identifica\u00e7\u00e3o (benefici\u00e1rio direto, benefici\u00e1rio indireto, \u2018benefici\u00e1rio final\u2019 etc.). Assim, na falta de qualquer exig\u00eancia espec\u00edfica nesse sentido, n\u00e3o h\u00e1 margem para aplica\u00e7\u00e3o do artigo 61 da Lei 8.981\/95 naqueles casos em que for devidamente identificado o benefici\u00e1rio direto dos \u2018pagamentos\u2019.<\/p>\n\n\n\n<p>No voto, o relator acrescenta que as disposi\u00e7\u00f5es contidas nas Instru\u00e7\u00f5es da Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM) 301\/99, 387\/03, 325\/00 e 505\/11, na Circular do Banco Central (Bacen) 3.461\/09 e na Carta-Circular Bacen 3.430\/10 e na Lei 9.613\/1998 n\u00e3o podem ser utilizadas como fundamento para exig\u00eancia de identifica\u00e7\u00e3o de benefici\u00e1rios finais. \u201cEssas normas s\u00e3o voltadas \u00e0 preven\u00e7\u00e3o de il\u00edcitos contra o sistema financeiro nacional, e n\u00e3o justificam a aplica\u00e7\u00e3o do artigo 61 da Lei 8.981\/95.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, afirma o relator, \u201chavendo a identifica\u00e7\u00e3o do benefici\u00e1rio direto dos recursos remetidos ao exterior, torna-se imposs\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o do artigo 61 da Lei 8.981\/95, sendo irrelevante para fins tribut\u00e1rios o exposto nas normas da CVM, do Bacen e tamb\u00e9m na Lei 9.613\/98\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro cita, no voto, julgado no mesmo sentido (processo n\u00ba 10872.720029\/2018-33), de relatoria do conselheiro Lizandro Rodrigues de Sousa, que beneficia a Dynamo. \u201cA semelhan\u00e7a entre os casos \u00e9 ineg\u00e1vel. Tanto o \u00e9 que a pr\u00f3pria DRJ [Delegacia Regional de Julgamento da Receita], ao julgar a impugna\u00e7\u00e3o do recorrido, reconheceu a similaridade entre os casos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para Leandro Cabral, s\u00f3cio do Velloza Advogados, essas decis\u00f5es demonstram que j\u00e1 h\u00e1 uma tend\u00eancia no Carf a favor do contribuinte. \u201cNa turma, s\u00e3o conselheiros que est\u00e3o h\u00e1 bastante tempo no Carf e que entenderam os casos e julgaram de acordo com o que de fato ocorreu\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele destaca que, em ambos casos, apenas o fiscal que autuou se convenceu que houve algum tipo de simula\u00e7\u00e3o, uma vez que nem a DRJ manteve as autua\u00e7\u00f5es. \u201cAs autua\u00e7\u00f5es foram de valores bem relavantes e ambas foram negadas pela DRJ e pelo Carf. Acho que seria oportuno que a Receita deixe de aplicar novas autua\u00e7\u00f5es semelhantes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o tributarista Caio Malpighi, do VBSO Advogados, esses dois casos julgados demonstram que a fiscaliza\u00e7\u00e3o tem insistido nessa quest\u00e3o de benefici\u00e1rio final e aplicado nesses casos a al\u00edquota m\u00e1xima de IRRF de 35%. \u201cPor\u00e9m, essa postura tem sido recha\u00e7ada no Carf, que deixou claro nas duas decis\u00f5es que essa previs\u00e3o [artigo 61 da Lei 8.981\/95] n\u00e3o se aplica a essas situa\u00e7\u00f5es\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Malpighi, a postura da Receita \u00e9 o tipo de comportamento que afasta estrangeiros que querem investir no Brasil. E vai na contram\u00e3o do que prev\u00ea a Lei n\u00ba 14.754, de 2023, que traz altera\u00e7\u00f5es nas regras gerais de tributa\u00e7\u00e3o de rendimentos de fundos de investimento no Brasil e, ainda assim, resguardou expressamente os cotistas estrangeiros de FIPs, deixando-os de fora da nova regra de tributa\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica. \u201cCertamente, a finalidade do legislador foi dar continuidade \u00e0 pol\u00edtica fiscal de incentivo ao investimento estrangeiro no Brasil.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informa que, nos dois processos mencionados, \u201co Carf examinou recursos de of\u00edcio e concluiu que os lan\u00e7amentos n\u00e3o aplicaram, de forma adequada, a legisla\u00e7\u00e3o aos casos concretos. Por essa raz\u00e3o, em respeito ao princ\u00edpio da legalidade, reconheceu a nulidade dos autos de infra\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo a nota, \u201cjulgamentos nessas circunst\u00e2ncias significam que a turma n\u00e3o se pronunciou sobre a legitimidade das estruturas empregadas pelos contribuintes. Portanto, ainda n\u00e3o existe posicionamento do Carf sobre o tema\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurados pelo Valor, a Dynamo e o Ita\u00fa Unibanco preferiram n\u00e3o se manifestar.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/05\/carf-derruba-irrf-sobre-rendimentos-pagos-a-cotistas-estrangeiros-de-fundos.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/08\/05\/carf-derruba-irrf-sobre-rendimentos-pagos-a-cotistas-estrangeiros-de-fundos.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Cota do ICMS de programas de benef\u00edcio fiscal pode ter repasse a munic\u00edpios adiado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Fl\u00e1vio Dino, do Supremo Tribunal Federal, deferiu um recurso do estado de Goi\u00e1s para reafirmar que \u00e9 constitucional o adiamento do repasse dos estados aos munic\u00edpios da cota de ICMS decorrente de programas de benef\u00edcio fiscal. A decis\u00e3o foi tomada no julgamento de um recurso extraordin\u00e1rio com agravo.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, o governo goiano questionou decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a local que determinou o repasse integral da cota de ICMS cab\u00edvel ao munic\u00edpio de Goiandira (GO), sem a incid\u00eancia de descontos, cr\u00e9ditos ou adiamento oriundos do Fundo de Participa\u00e7\u00e3o e Fomento \u00e0 Industrializa\u00e7\u00e3o do Estado de Goi\u00e1s (Fomentar) e do Programa de Desenvolvimento Industrial de Goi\u00e1s (Produzir).<\/p>\n\n\n\n<p>No entendimento do TJ-GO, o repasse de receitas tribut\u00e1rias aos munic\u00edpios n\u00e3o deve se sujeitar aos planos estaduais de incentivo fiscal, pois elas s\u00e3o necess\u00e1rias para garantir a autonomia financeira dos entes federados.<\/p>\n\n\n\n<p>Tema 1.172<\/p>\n\n\n\n<p>Para Fl\u00e1vio Dino, por\u00e9m, a decis\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 de acordo com a tese estabelecida pelo Supremo (Tema 1.172 da repercuss\u00e3o geral) de que os programas que postergam o pagamento de ICMS, como o Fomentar e o Produzir, n\u00e3o violam o sistema constitucional de reparti\u00e7\u00e3o de receitas tribut\u00e1rias, desde que seja repassada a parcela pertencente aos munic\u00edpios quando o tributo ingressar efetivamente nos cofres p\u00fablicos estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>Dino destacou que, conforme decidido pelo Supremo, os valores repassados pelo estado de Goi\u00e1s ao munic\u00edpio at\u00e9 9 de janeiro de 2023 (data da publica\u00e7\u00e3o da ata do julgamento do m\u00e9rito da repercuss\u00e3o geral) devem ser preservados.&nbsp;Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>ARE 1.365.065<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jul-29\/cota-do-icms-de-programas-de-beneficio-fiscal-pode-ter-repasse-a-municipios-adiado\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jul-29\/cota-do-icms-de-programas-de-beneficio-fiscal-pode-ter-repasse-a-municipios-adiado\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ \u2013 Decis\u00f5es do CARF n\u00e3o servem de par\u00e2metro para conduta fiscal dos contribuintes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>STJ entendeu recentemente, que as decis\u00f5es do CARF n\u00e3o devem servir de par\u00e2metro para conduta fiscal dos contribuintes e manteve as penalidades contra a empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se do seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p>Estabelece o artigo 100, inciso III do CTN, que s\u00e3o normas complementares das leis, dos tratados e das conven\u00e7\u00f5es internacionais e dos decretos as pr\u00e1ticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o par\u00e1grafo \u00fanico estabelece que a observ\u00e2ncia das normas referidas neste artigo exclui a imposi\u00e7\u00e3o de penalidades, a cobran\u00e7a de juros de mora e a atualiza\u00e7\u00e3o do valor monet\u00e1rio da base de c\u00e1lculo do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem, um contribuinte aplicou quando das suas opera\u00e7\u00f5es, o entendimento do CARF vigente \u00e0 \u00e9poca e consolidado. Ocorre que, anos depois, o entendimento do CARF foi modificado e o contribuinte autuado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em vista disso, o contribuinte ingressou com uma a\u00e7\u00e3o judicial, alegando que tendo em vista que aplicou o entendimento das decis\u00f5es do CARF \u00e0 \u00e9poca \u201cdeveria ser respeitada a sua expectativa leg\u00edtima quanto ao assunto, afastando, por consequ\u00eancia, os juros e a multa atrelados ao cr\u00e9dito tribut\u00e1rio constitu\u00eddo por meio de auto de infra\u00e7\u00e3o, seja com fundamento no art. 100, III, do CTN, seja mediante a observ\u00e2ncia do art. 112 do CTN\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De se lembrar que o artigo 112 do CTN estabelece: que a lei tribut\u00e1ria que define infra\u00e7\u00f5es, ou lhe comina penalidades, interpreta-se da maneira mais favor\u00e1vel ao acusado, em caso de d\u00favida quanto:&nbsp;I&nbsp;\u2013 \u00e0 capitula\u00e7\u00e3o legal do fato;&nbsp;II&nbsp;\u2013 \u00e0 natureza ou \u00e0s circunst\u00e2ncias materiais do fato, ou \u00e0 natureza ou extens\u00e3o dos seus efeitos;&nbsp;III&nbsp;\u2013 \u00e0 autoria, imputabilidade,ou punibilidade;&nbsp;IV&nbsp;\u2013 \u00e0 natureza da penalidade aplic\u00e1vel, ou \u00e0 sua gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O contribuinte obteve \u00eaxito no \u00e2mbito do TRF3 que decidiu que as decis\u00f5es do CARF se qualificavam como pr\u00e1ticas reiteramente observadas pelas autoridades administrativas:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u2026 as pr\u00e1ticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas passam a servir de par\u00e2metro para a conduta fiscal do contribuinte, que age, assim, de boa-f\u00e9. E \u00e9 essa exatamente a situa\u00e7\u00e3o observada nos autos em que o Fisco pretende penalizar o contribuinte que, imbu\u00eddo de boa inten\u00e7\u00e3o, simplesmente observou, \u00e0 \u00e9poca da atua\u00e7\u00e3o o costume fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Nessa perspectiva, resta ineg\u00e1vel reconhecer que a jurisprud\u00eancia pac\u00edfica do CARF e de sua C. CSRF caracterizava pr\u00e1tica reiterada para os fins do art. 100, inciso III e \u00a7 \u00fanico do CTN, de modo que a sua observ\u00e2ncia exclui a imposi\u00e7\u00e3o de quaisquer penalidades bem como a cobran\u00e7a de juros de mora e a atualiza\u00e7\u00e3o do valor monet\u00e1rio da base de c\u00e1lculo do tributo, n\u00e3o sendo outro o entendimento desta e. Turma.<\/p>\n\n\n\n<p>Como \u00e9 bem de ver, n\u00e3o se legitima a imposi\u00e7\u00e3o de multa e juros de mora sobre um d\u00e9bito tribut\u00e1rio que, \u00e0 \u00e9poca dos fatos (2004), n\u00e3o existiria segundo o CARF e seu \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel por unificar o entendimento de mat\u00e9rias tribut\u00e1rias federais (CSRF),sob pena de viola\u00e7\u00e3o do art. 100 do CTN.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, o processo chegou ao STJ que decidiu de forma diferenciada. Segundo a Segunda Turma do STJ (AREsp n. 2.554.882\/SP, relator Ministro Francisco Falc\u00e3o):<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cas decis\u00f5es proferidas pelo CARF n\u00e3o podem ser enquadradas como pr\u00e1ticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas, previstas no art. 100, III, do CTN. Isso porque a exist\u00eancia de in\u00fameras decis\u00f5es administrativas sobre um determinado tema evidencia, na verdade, instabilidade do entendimento da Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria, visto que a Fiscaliza\u00e7\u00e3o adota posicionamento contr\u00e1rio ao contribuinte e divergente daquele observado pelo CARF.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, por \u00f3bvio, n\u00e3o se pode afirmar que o contribuinte agiu de acordo com as pr\u00e1ticas reiteradamente observadas pela Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria, est\u00e1veis e confi\u00e1veis, porque elas n\u00e3o se confirmam.<\/p>\n\n\n\n<p>Destarte, n\u00e3o \u00e0 toa que o art. 100, II, do CTN possui previs\u00e3o espec\u00edfica para enquadrar as decis\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os singulares ou coletivos de jurisdi\u00e7\u00e3o administrativa como normas complementares, exigindo, para tanto, que a lei lhes atribua efic\u00e1cia normativa, atingindo tanto os agentes da Fiscaliza\u00e7\u00e3o quanto os contribuintes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2024\/07\/stj-decisoes-do-carf-nao-servem-de-parametro-para-conduta-fiscal-dos-contribuintes\/#:~:text=Tribut%C3%A1rio%20nos%20Bastidores-,STJ%20%E2%80%93%20Decis%C3%B5es%20do%20CARF%20n%C3%A3o%20servem%20de,para%20conduta%20fiscal%20dos%20contribuintes&#038;text=STJ%20entendeu%20recentemente%2C%20que%20as,as%20penalidades%20contra%20a%20empresa.\">https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2024\/07\/stj-decisoes-do-carf-nao-servem-de-parametro-para-conduta-fiscal-dos-contribuintes\/#:~:text=Tribut%C3%A1rio%20nos%20Bastidores-,STJ%20%E2%80%93%20Decis%C3%B5es%20do%20CARF%20n%C3%A3o%20servem%20de,para%20conduta%20fiscal%20dos%20contribuintes&#038;text=STJ%20entendeu%20recentemente%2C%20que%20as,as%20penalidades%20contra%20a%20empresa.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios da &#8216;tese do s\u00e9culo&#8217; n\u00e3o t\u00eam limite temporal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o em que o pedido de compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios oriundos da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, que excluiu o ICMS da base do PIS e da Cofins, tenha sido feito no prazo de cinco anos ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado de decis\u00e3o judicial sobre a causa, o aproveitamento deles na Receita Federal n\u00e3o estar\u00e1 submetido a limita\u00e7\u00e3o temporal.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a ju\u00edza federal substituta Wanessa Figueiredo dos Santos Lima, da 2\u00aa Vara Federal da Para\u00edba, concedeu liminar a duas empresas do setor t\u00eaxtil para utilizar os cr\u00e9ditos sem prazo-limite.<\/p>\n\n\n\n<p>Norma fora da lei<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal estabeleceu limite de cinco anos para o uso dos cr\u00e9ditos, com base no artigo 106 da IN RFB 2055\/21 e na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit 239\/19. Segundo a julgadora, no entanto, a \u201cnorma extrapolou o seu poder regulamentar, criando limita\u00e7\u00e3o n\u00e3o prevista em lei\u201d, em refer\u00eancia ao C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m conforme escreveu a ju\u00edza nas duas decis\u00f5es, a jurisprud\u00eancia da 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a firmou o entendimento de que o prazo de cinco anos para a compensa\u00e7\u00e3o de valores reconhecidos em decis\u00f5es judiciais transitadas em julgado, citado no CTN, \u00e9 para pleite\u00e1-la, e n\u00e3o necessariamente esgot\u00e1-la integralmente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAssim, havendo a comprova\u00e7\u00e3o de que o in\u00edcio do processo de compensa\u00e7\u00e3o se deu dentro do prazo de cinco anos ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o judicial, \u00e9 poss\u00edvel o aproveitamento total dos cr\u00e9ditos j\u00e1 reconhecidos at\u00e9 seu esgotamento, n\u00e3o prevalecendo qualquer norma legal que expressamente restrinja esse direito\u201d, pontuou a ju\u00edza.<\/p>\n\n\n\n<p>Atuou em ambas as causas o escrit\u00f3rio&nbsp;Nelson Wilians Advogados (NWADV).<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 0804729-58.2024.4.05.8200<br>Processo 0804139-81.2024.4.05.8200<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jul-30\/juiza-refuta-limitacao-temporal-para-uso-de-creditos-tributarios-da-tese-do-seculo\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jul-30\/juiza-refuta-limitacao-temporal-para-uso-de-creditos-tributarios-da-tese-do-seculo\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cobran\u00e7a de IPTU em 2017 em cidade mineira foi ilegal, decide STF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 31\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Leis que reduzem ou suprimem benef\u00edcios fiscais se submetem ao princ\u00edpio da anterioridade geral e nonagesimal, j\u00e1 que implicam na majora\u00e7\u00e3o indireta de tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o entendimento do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, para reconhecer a ilegalidade da cobran\u00e7a de Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) no ano de 2017, no munic\u00edpio de Contagem (MG).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi provocada por recurso extraordin\u00e1rio contra decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais que havia negado o pedido de reconhecimento da ilegalidade da cobran\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o recurso, Toffoli apontou que, embora tenha entendimento sobre o tema, iria decidir conforme o precedente da Corte. No julgamento da ADI 6.144, o Pleno entendeu que \u00e9 preciso observar o princ\u00edpio da anterioridade quando ocorre majora\u00e7\u00e3o indireta de tributos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Lei Municipal 214\/2016, ao revogar a isen\u00e7\u00e3o de IPTU, refletiu no aumento de carga tribut\u00e1ria a ser suportada pelos seus contribuintes, de modo que faz-se imperiosa a incid\u00eancia da anterioridade prevista no artigo 150, III, al\u00ednea b (se tratar da base de c\u00e1lculo), e o da anterioridade nonagesimal, al\u00ednea c, inclu\u00eddo pela Emenda Constitucional n\u00ba 43\/2003\u201d, decidiu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a decis\u00e3o, os contribuintes que pagaram o IPTU de 2017 poder\u00e3o solicitar a devolu\u00e7\u00e3o dos valores pagos. Aqueles que tiveram seus nomes protestados pelo munic\u00edpio poder\u00e3o pedir a suspens\u00e3o das san\u00e7\u00f5es e pleitear indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais devido \u00e0 negativa\u00e7\u00e3o indevida.<\/p>\n\n\n\n<p>As execu\u00e7\u00f5es fiscais em curso dever\u00e3o ser canceladas, e mesmo quem parcelou o tributo pode solicitar o perd\u00e3o do pagamento ou a devolu\u00e7\u00e3o dos valores pagos.<\/p>\n\n\n\n<p>Atuou em favor do Movimento Libertas Minas, que ajuizou a a\u00e7\u00e3o, o advogado&nbsp;Leandro Amaral Costa.&nbsp;<br>RE 1.467.113<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jul-31\/cobranca-de-iptu-em-2017-em-cidade-mineira-foi-ilegal-decide-stf\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jul-31\/cobranca-de-iptu-em-2017-em-cidade-mineira-foi-ilegal-decide-stf\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Liminar estende prazo para apresenta\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais \u00e0 Receita<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 31\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Uma liminar proferida pelo Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/trf4\">TRF4<\/a>) estendeu o prazo para que uma produtora de cal\u00e7ados informe \u00e0&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/receita-federal\">Receita Federal<\/a>&nbsp;os benef\u00edcios fiscais que usufrui. A medida permite que a empresa entregue at\u00e9 4 de agosto a Declara\u00e7\u00e3o de Incentivos, Ren\u00fancias, Benef\u00edcios e Imunidades de Natureza Tribut\u00e1ria (Dirbi). O prazo original para a entrega da obriga\u00e7\u00e3o, prevista na MP 1.227\/24, encerrou-se em 20 de julho.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do fim do prazo para os contribuintes em geral, por\u00e9m, n\u00e3o haver\u00e1 a cobran\u00e7a de multas pela Receita Federal at\u00e9 setembro.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/receita-posterga-prazo-de-multas-na-entrega-de-declaracao-sobre-beneficio-fiscal-23072024#:~:text=Receita%20posterga%20prazo%20de%20multas%20na%20entrega%20de%20declara%C3%A7%C3%A3o%20sobre%20benef%C3%ADcio%20fiscal,-Necessidade%20de%20informar&amp;text=A%20Receita%20Federal%20prorrogou%20o,fiscais%20aos%20quais%20t%C3%AAm%20acesso.\">Em 22 de julho, por meio da&nbsp;Instru\u00e7\u00e3o Normativa 2204\/24<\/a>&nbsp;, as penalidades foram prorrogadas para 21 de setembro. A norma n\u00e3o adia a entrega da Dirbi, apenas concede, na pr\u00e1tica, mais prazo para que eventuais incorre\u00e7\u00f5es na declara\u00e7\u00e3o sejam sanadas pelos contribuintes sem a interposi\u00e7\u00e3o de multa.<\/p>\n\n\n\n<p>Na&nbsp;<a href=\"https:\/\/mcusercontent.com\/4911ce1e520f5bf26dd891c79\/files\/19de94d2-8077-f858-949f-55ab2db1327f\/Liminar_AI_5024013_86.2024.4.04.0000_PR_1_.pdf\">liminar&nbsp;<\/a>&nbsp;proferida em 18 de julho no processo 5024013-86.2024.4.04.0000, o desembargador R\u00f4mulo Pizzolatti reconheceu que o prazo entre a publica\u00e7\u00e3o da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/mp-1227-contribuintes-deverao-informar-beneficios-fiscais-ate-20-de-julho-21062024\">IN 2198\/2024<\/a>&nbsp;, que trouxe a necessidade de apresenta\u00e7\u00e3o da Dirbi, e o t\u00e9rmino do per\u00edodo para entrega das informa\u00e7\u00f5es, \u00e9 \u201cex\u00edguo\u201d. \u201cN\u00e3o se desconhece que os contribuintes devem estar atentos \u00e0s inova\u00e7\u00f5es legislativas, tanto mais quanto concernentes a benef\u00edcios tribut\u00e1rios, mas \u00e9 fato que as informa\u00e7\u00f5es a serem reunidas na nova declara\u00e7\u00e3o s\u00e3o potencialmente complexas, al\u00e9m de estar o contribuinte exposto a severas san\u00e7\u00f5es em caso de atraso e ou incorre\u00e7\u00e3o\u201d, salientou o magistrado na liminar.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o advogado Ricieri Calixto, s\u00f3cio tribut\u00e1rio do escrit\u00f3rio Salamacha Advocacia, que defendeu a companhia no processo, a principal quest\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 na complexidade da declara\u00e7\u00e3o. H\u00e1, entretanto, multas elevadas em caso de erros por parte dos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA fixa\u00e7\u00e3o de uma multa pesada para informar valores que j\u00e1 constam no banco de dados do governo pode ser vista como uma medida de aumento de tributos\u201d, opina Calixto. Para o advogado, \u201ca decis\u00e3o liminar \u00e9 in\u00e9dita no pa\u00eds ao aplicar, com sabedoria, o princ\u00edpio da razoabilidade tamb\u00e9m para obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o desembargador R\u00f4mulo Pizzolatti negou o pedido do contribuinte para que a entrega da Dirbi fosse suspensa. \u201cDevendo ser estritamente justificada e transparente a concess\u00e3o de privil\u00e9gios tribut\u00e1rios, \u00e9 despropositado pretender que justamente a exig\u00eancia de entrega de declara\u00e7\u00e3o espec\u00edfica seja em \u2018desvio de finalidade\u2019, como alega a parte agravante nas raz\u00f5es do presente recurso\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, o magistrado considerou que a necessidade de apresenta\u00e7\u00e3o, em 2024, de benef\u00edcios fiscais que o contribuinte faz jus desde per\u00edodos anteriores n\u00e3o implica em aplica\u00e7\u00e3o retroativa da norma, n\u00e3o sendo devida a observ\u00e2ncia da anterioridade tribut\u00e1ria. Para Pizzolatti, a MP 1.227 \u201cn\u00e3o est\u00e1 dispondo novas consequ\u00eancias sobre fatos pret\u00e9ritos, mas t\u00e3o somente exigindo a apresenta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es pelo contribuinte\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>16 benef\u00edcios<\/p>\n\n\n\n<p>16 incentivos devem ser declarados ao governo com base nas mudan\u00e7as implementadas pela MP 1227\/2024. Entre os benef\u00edcios que dever\u00e3o obrigatoriamente ser informados est\u00e3o os do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), do Regime Especial de Aquisi\u00e7\u00e3o de bens de Capital para Empresas Exportadoras (Recap), do Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi) e do Regime Tribut\u00e1rio para Incentivo \u00e0 Moderniza\u00e7\u00e3o e \u00e0 Amplia\u00e7\u00e3o da Estrutura Portu\u00e1ria (Reporto).<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, s\u00e3o dispensadas de apresentar a declara\u00e7\u00e3o as empresas enquadradas no Simples Nacional; o empreendedor individual e a pessoa jur\u00eddica e demais entidades em in\u00edcio de atividade, relativamente ao per\u00edodo compreendido entre o m\u00eas em que forem registrados seus atos constitutivos e o m\u00eas anterior \u00e0quele em que for efetivada sua inscri\u00e7\u00e3o no CNPJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os contribuintes que n\u00e3o declararem os benef\u00edcios fiscais, a multa, calculada por m\u00eas ou fra\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 de: I) 0,5% sobre o valor da receita bruta de at\u00e9 R$ 1 milh\u00e3o; II) 1% sobre a receita bruta acima de R$ 1 milh\u00e3o at\u00e9 R$ 10 milh\u00f5es; III) 1,5% sobre a receita bruta acima de R$ 10 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A penalidade ser\u00e1 limitada a 30% do valor dos benef\u00edcios fiscais. Al\u00e9m disso, ser\u00e1 aplicada multa de 3%, n\u00e3o inferior a R$ 500,00, sobre o valor omitido, inexato ou incorreto independentemente das demais san\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com informa\u00e7\u00f5es publicadas no site da Receita Federal, a entidade recebeu 357 mil declara\u00e7\u00f5es de benef\u00edcios fiscais, com valores que somam R$ 26,9 bilh\u00f5es. O maior incentivo informado foi a desonera\u00e7\u00e3o da folha de sal\u00e1rios, que correspondeu a R$ 8,2 bilh\u00f5es entre janeiro e maio. Em seguida aparece o Perse, com R$ 6 bilh\u00f5es, e o os benef\u00edcios a produtos agropecu\u00e1rios, com R$ 3,9 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/beta.jota.info\/noticia\/liminar-estende-prazo-para-apresentacao-de-beneficios-fiscais-a-receita\">https:\/\/beta.jota.info\/noticia\/liminar-estende-prazo-para-apresentacao-de-beneficios-fiscais-a-receita<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Decis\u00e3o do STF sobre desonera\u00e7\u00e3o da folha deve respeitar noventena, diz ju\u00edza<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A revoga\u00e7\u00e3o de um benef\u00edcio fiscal anteriormente concedido configura aumento indireto do tributo e, portanto, est\u00e1 sujeito ao princ\u00edpio da anterioridade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento \u00e9 da ju\u00edza S\u00edlvia Figueiredo Marques, da 26\u00aa Vara C\u00edvel de S\u00e3o Paulo. A magistrada autorizou uma empresa de constru\u00e7\u00e3o civil a seguir com o recolhimento da Contribui\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria Sobre a Receita Bruta (CPRB), em vez de pagar as contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias com base na folha salarial, at\u00e9 que o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal decida colegiadamente sobre a prorroga\u00e7\u00e3o da desonera\u00e7\u00e3o da folha.<\/p>\n\n\n\n<p>As contribui\u00e7\u00f5es sobre a receita bruta s\u00e3o menos onerosos que os feitos sobre a folha. Passaram a ser permitidos a empresas com alto \u00edndice de empregabilidade, para estimular postos de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a ju\u00edza, apesar da decis\u00e3o monocr\u00e1tica do ministro Cristiano Zanin, do STF, suspendendo trechos da lei que prorroga a desonera\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso aplicar a anterioridade nonagesimal, que s\u00f3 deve contar a partir de eventual decis\u00e3o colegiada do Plen\u00e1rio do Supremo pela manuten\u00e7\u00e3o da monocr\u00e1tica.<br>\u201cEntendo que a melhor solu\u00e7\u00e3o, de fato, \u00e9 a concess\u00e3o da ordem para autorizar o recolhimento da CPRB, pela impetrante, nos termos da Lei 14.784\/23, at\u00e9 90 dias ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o a ser proferida pelo Tribunal Pleno do STF na ADI 7.633\u201d, disse a ju\u00edza.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o acolhe o argumento de que a Constitui\u00e7\u00e3o exige a observ\u00e2ncia da regra da reserva do Plen\u00e1rio para declarar, ainda que liminarmente, a inconstitucionalidade ou constitucionalidade de qualquer ato normativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, a empresa de constru\u00e7\u00e3o afirma que poucos dias depois da decis\u00e3o de Zanin que suspendeu a prorroga\u00e7\u00e3o da desonera\u00e7\u00e3o, a Receita Federal apresentou nota informando que todas as empresas benefici\u00e1rias deveriam passar a recolher as contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias sobre a folha de pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida valeu, inclusive para a compet\u00eancia de abril de 2024, ainda que a decis\u00e3o de Zanin tenha sido dada no dia 25 daquele m\u00eas e, posteriormente, suspensa pelo pr\u00f3prio ministro.<\/p>\n\n\n\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o imediata, afirma a empresa, teria ofendido a seguran\u00e7a jur\u00eddica e a expectativa leg\u00edtima a n\u00e3o surpresa, sem dar tempo para que a impetrante pudesse se organizar financeiramente.<\/p>\n\n\n\n<p>Atuou no caso a advogada Isabella Tralli, s\u00f3cia do VBD Advogados. Para ela, as idas e vindas sobre a desonera\u00e7\u00e3o criaram um cen\u00e1rio de total inseguran\u00e7a jur\u00eddica, levando diversos contribuintes ao Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o de Zanin sobre a prorroga\u00e7\u00e3o da desonera\u00e7\u00e3o foi suspensa pelo pr\u00f3prio ministro em 17 de maio, o que foi mantido pelo Plen\u00e1rio do Supremo. O ministro deu 60 dias para que Legislativo e Executivo cheguem a uma solu\u00e7\u00e3o consensual sobre a desonera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 17 de julho, o ministro Edson Fachin prorrogou a medida at\u00e9 11 de setembro. Ou seja, os efeitos da decis\u00e3o que barrou a desonera\u00e7\u00e3o est\u00e3o suspensos temporariamente de toda a forma.<\/p>\n\n\n\n<p>A disputa entre Legislativo e Executivo, que foi parar no Judici\u00e1rio, envolve a Lei 14.784\/2023, que prorrogou a desonera\u00e7\u00e3o da folha at\u00e9 31 de dezembro de 2027.<\/p>\n\n\n\n<p>No final de 2023, com o objetivo de equilibrar as contas p\u00fablicas, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) editou a Medida Provis\u00f3ria 1.202\/2023. O texto previa a retomada gradual da carga tribut\u00e1ria sobre 17 atividades econ\u00f4micas e a limita\u00e7\u00e3o das compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias decorrentes de decis\u00f5es judiciais, al\u00e9m da volta da tributa\u00e7\u00e3o sobre o setor de eventos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sequ\u00eancia, o Congresso aprovou a Lei 14.784\/2023, que, al\u00e9m de prorrogar a desonera\u00e7\u00e3o desses setores, diminuiu para 8% a al\u00edquota da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria incidente sobre a folha de pagamento dos munic\u00edpios. A norma foi vetada por Lula, mas o veto foi derrubado pelo Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sequ\u00eancia, o PT foi ao Supremo, via a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade, questionar a validade de dispositivos da lei. Zanin suspendeu trechos da norma e depois paralisou os efeitos de sua pr\u00f3pria decis\u00e3o para dar tempo para o Executivo e o Legislativo chegarem a um consenso.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: 5011919-69.2024.4.03.6100<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-01\/decisao-do-stf-sobre-desoneracao-da-folha-deve-respeitar-noventena-diz-juiza\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-01\/decisao-do-stf-sobre-desoneracao-da-folha-deve-respeitar-noventena-diz-juiza\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Exig\u00eancias da Receita para entrada no Perse s\u00e3o inv\u00e1lidas, decide ju\u00edza<\/strong><br>Data: 01\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O poder regulamentar da Receita Federal deve observar, de modo estrito, o que est\u00e1 disposto na legisla\u00e7\u00e3o de origem. Assim, o \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o pode inovar, criando direitos, obriga\u00e7\u00f5es ou exig\u00eancias para os contribuintes.<br>Esse foi o entendimento da ju\u00edza federal substituta Rosilene Maria Clemente de Souza Ferreira, da 7\u00aa Vara Federal C\u00edvel de Belo Horizonte, para deferir liminar em favor de empresas filiadas \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape) que t\u00eam sido impedidas de se inscrever no Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) por causa de exig\u00eancias da Receita que n\u00e3o est\u00e3o previstas em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um mandado de seguran\u00e7a, a entidade sustentou que o procedimento de habilita\u00e7\u00e3o no Perse, regulado pela Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB 2.195\/2024, apresenta exig\u00eancias que n\u00e3o constam na legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Poder extrapolado<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, a julgadora deu raz\u00e3o aos argumentos das Abrape. \u201cDesse modo, ao menos em exame perfunct\u00f3rio, pr\u00f3prio desta fase processual, conclui-se que a IN\/RFB 2.195\/2024 extrapolou o poder regulamentar delineado no art. 99 do CTN, desbordando das disposi\u00e7\u00f5es contidas na Lei 14.148\/2021 e, por consequ\u00eancia, violando o princ\u00edpio da estrita legalidade (artigos 150, I da CF, e art. 97 do CTN).\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, Rosilene deferiu em parte o pedido liminar para determinar que a Receita admita e processe os pedidos de habilita\u00e7\u00e3o pr\u00e9via das empresas associadas \u00e0 Abrape, independentemente da comprova\u00e7\u00e3o dos requisitos previstos na instru\u00e7\u00e3o normativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA partir dessa decis\u00e3o, um conjunto grande de empresas conseguir\u00e1 acessar o benef\u00edcio do programa. Importante destacar que trata-se de uma decis\u00e3o liminar, que pode ser revertida, portanto deve ser utilizada com cautela. A Abrape comemora, no entanto, o fato de que todo mundo vai poder aderir dentro do prazo previsto\u201d, salientou Wagner Ripper, diretor de Assuntos Legais da entidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 6033959-57.2024.4.06.3800.<br><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-01\/exigencias-da-receita-para-entrada-no-perse-sao-invalidas-decide-juiza\/#:~:text=Exig%C3%AAncias%20da%20Receita%20para%20entrada%20no%20Perse%20s%C3%A3o%20inv%C3%A1lidas%2C%20decide%20ju%C3%ADza,-1%20de%20agosto&amp;text=O%20poder%20regulamentar%20da%20Receita,ou%20exig%C3%AAncias%20para%20os%20contribuintes\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-01\/exigencias-da-receita-para-entrada-no-perse-sao-invalidas-decide-juiza\/#:~:text=Exig%C3%AAncias%20da%20Receita%20para%20entrada%20no%20Perse%20s%C3%A3o%20inv%C3%A1lidas%2C%20decide%20ju%C3%ADza,-1%20de%20agosto&amp;text=O%20poder%20regulamentar%20da%20Receita,ou%20exig%C3%AAncias%20para%20os%20contribuintes<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TRF-6 suspende decis\u00e3o que vetou exig\u00eancias da Receita para inscri\u00e7\u00e3o no Perse<\/strong><br>Data: 04\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Os requisitos previstos na Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB 2.195\/24 s\u00e3o normas prim\u00e1rias que veiculam exig\u00eancias a todos os contribuintes e s\u00e3o perfeitamente v\u00e1lidas.<br>Esse foi o fundamento adotado pelo juiz federal convocado Gl\u00e1ucio Maciel, do Tribunal Regional Federal da 6\u00aa Regi\u00e3o, para suspender&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-01\/exigencias-da-receita-para-entrada-no-perse-sao-invalidas-decide-juiza\/\">decis\u00e3o liminar<\/a>&nbsp;em favor de empresas filiadas \u00e0 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), que t\u00eam sido impedidas de se inscrever no Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) por causa de exig\u00eancias da Receita Federal n\u00e3o previstas em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o cassada, a ju\u00edza Rosilene Maria Clemente de Souza Ferreira, da 7\u00aa Vara Federal C\u00edvel de Belo Horizonte, havia entendido que as exig\u00eancias da Receita extrapolavam o poder regulamentar do \u00f3rg\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao suspender esta decis\u00e3o, Macial, relator do caso, apontou que os requisitos estabelecidos pela Receita eram normas prim\u00e1rias e v\u00e1lidas. Diante disso, ele entendeu que ficou demonstrada a necessidade da suspens\u00e3o da decis\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEst\u00e1 presente, assim, a probabilidade do direito invocado pela agravante, que se encontra aliada \u00e0 necessidade de pronta decis\u00e3o, haja vista o efeito multiplicador que a decis\u00e3o pode causar, diante das in\u00fameras empresas associadas \u00e0 impetrante, indicadas em mais de 700 na peti\u00e7\u00e3o inicial. Em face do exposto, defiro o pedido de efeito suspensivo para interditar os efeitos da decis\u00e3o recorrida\u201d, afirmou ao decidir suspender os efeitos da decis\u00e3o da 7\u00aa Vara Federal C\u00edvel de Belo Horizonte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 6006421-55.2024.4.06.0000<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-04\/trf-6-suspende-decisao-que-vetou-exigencias-da-receita-para-inscricao-no-perse\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-04\/trf-6-suspende-decisao-que-vetou-exigencias-da-receita-para-inscricao-no-perse\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>TJ-GO afasta ITBI sobre valor integralizado em capital social<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 31\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A imunidade tribut\u00e1ria decorrente da integraliza\u00e7\u00e3o de bens ao capital social de uma pessoa jur\u00eddica est\u00e1 garantida pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal, de modo que, ao serem integralizados im\u00f3veis, a cobran\u00e7a do ITBI s\u00f3 deve alcan\u00e7ar o valor que exceder o limite do capital social, ou seja, o que acabar destinado a reserva de capital ou conta de \u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a ju\u00edza substituta em segundo grau Viviane Silva de Moraes Azevedo, da 5\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Goi\u00e1s, concedeu liminar para barrar a cobran\u00e7a de ITBI pela prefeitura de Rio Verde (GO) sobre a transmiss\u00e3o de im\u00f3veis ao capital social de uma empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Imunidade negada<\/p>\n\n\n\n<p>O munic\u00edpio havia negado o pedido de imunidade tribut\u00e1ria com o argumento de que deve incidir ITBI sobre a diferen\u00e7a entre o valor declarado do im\u00f3vel e o valor de mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em primeiro grau, a empresa teve negado um pedido liminar para que tivesse reconhecida a imunidade tribut\u00e1ria no caso. Foi quando interp\u00f4s um agravo de instrumento.<\/p>\n\n\n\n<p>Limite do capital social<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa alegou que todo o valor dos im\u00f3veis foi registrado apenas em sua conta de capital social. Al\u00e9m disso, sustentou que, no caso concreto do Tema 796, julgado pelo Supremo Tribunal Federal, foi afastada a imunidade apenas sobre o \u201cvalor excedente na conta de Reserva de Capital \u2014 \u00c1gio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo a empresa, houve uma confus\u00e3o na decis\u00e3o de primeiro grau que negou a liminar, que caracterizou como valor excedente a \u201cdiferen\u00e7a entre o valor do bem totalmente registrado em conta de capital social, considerando o valor declarado no Imposto de Renda dos s\u00f3cios, e o valor do bem apurado pela municipalidade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza Viviane Azevedo acolheu o argumento da empresa ao reafirmar que a tese fixada pelo STF no Tema 796 \u201cestabelece que a norma imunizante prevista no artigo 156, par\u00e1grafo 2\u00ba, inciso I da Constitui\u00e7\u00e3o Federal n\u00e3o alcan\u00e7a o valor dos bens que exceder o limite do capital social a ser integralizado, isto \u00e9, o valor destinado a reserva de capital\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, vale ressaltar que a transfer\u00eancia do im\u00f3vel da pessoa f\u00edsica para a pessoa jur\u00eddica, pelo valor constante na declara\u00e7\u00e3o de bens, \u00e9 uma faculdade prevista no artigo 23 da Lei n\u00ba 9.249\/1995\u201d, acrescentou a julgadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Atuou na causa o advogado&nbsp;Gustavo de Toledo Degelo, coordenador da \u00e1rea de contencioso tribut\u00e1rio da banca Briganti Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>AG 5679310-29.2024.8.09.0138<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jul-31\/tj-go-afasta-cobranca-de-itbi-sobre-valor-integralizado-em-capital-social\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jul-31\/tj-go-afasta-cobranca-de-itbi-sobre-valor-integralizado-em-capital-social\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cobran\u00e7a de Difal antes de edi\u00e7\u00e3o de lei estadual \u00e9 ilegal, decide TJ-GO&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A exigibilidade do ICMS-Difal das empresas enquadradas no Simples Nacional da forma operada pelo Estado de Goi\u00e1s s\u00f3 \u00e9 v\u00e1lida ap\u00f3s 1\u00b0 de mar\u00e7o de 2024, data do in\u00edcio da vig\u00eancia da Lei Estadual 22.424\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o entendimento da desembargadora Beatriz Figueiredo Franco, da 4\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a de Goi\u00e1s, para reconhecer a ilegalidade de cobran\u00e7a do Diferencial de Al\u00edquota do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (Difal\/ICMS) feita a uma empresa antes da edi\u00e7\u00e3o de lei estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao decidir, a magistrada citou o entendimento do Supremo Tribunal Federal no julgamento do Tema 1.284 de repercuss\u00e3o geral. Na ocasi\u00e3o, o STF estabeleceu que a cobran\u00e7a do ICMS-Difal de empresas optantes do Simples Nacional deve ter fundamento em lei estadual em sentido estrito.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela explicou que n\u00e3o era poss\u00edvel cobrar o Difal no per\u00edodo em que a lei estadual ainda n\u00e3o havia sido editada. \u201cDe rigor reconhecer que a exigibilidade do ICMS-Difal das empresas optantes do simples nacional, a exemplo da impetrante, na forma operada pelo Estado de Goi\u00e1s, tem lugar apenas depois de 01\/03\/2024, data do in\u00edcio da vig\u00eancia da Lei estadual n\u00ba 22.424\/2023\u201d, registrou a desembargadora.<\/p>\n\n\n\n<p>Os advogados&nbsp;Di\u00eago Vilela&nbsp;e&nbsp;Vitor Santos&nbsp;atuaram na causa.&nbsp;<br>Processo: 5260756-57.2019.8.09.0051*<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-01\/cobranca-de-difal-antes-de-edicao-de-lei-estadual-e-ilegal-decide-tj-go\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-01\/cobranca-de-difal-antes-de-edicao-de-lei-estadual-e-ilegal-decide-tj-go\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Ceder direito n\u00e3o \u00e9 prestar servi\u00e7o e Neymar tem d\u00edvida fiscal de R$ 18 milh\u00f5es extinta pela Justi\u00e7a<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/08\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A cess\u00e3o de direitos, consistente em transferir a propriedade ou os direitos de uso e gozo de bem imaterial a terceiro, n\u00e3o resulta em obriga\u00e7\u00e3o de fazer, mas em presta\u00e7\u00e3o de dar. Com essa fundamenta\u00e7\u00e3o, a ju\u00edza Andrea Aparecida Nogueira Amaral Roman, da 3\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de Santos (SP), frustrou a pretens\u00e3o do munic\u00edpio de receber da empresa Neymar Sport e Marketing uma suposta d\u00edvida de Imposto Sobre Servi\u00e7os (ISS) superior a R$ 18 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Por entender que a pessoa jur\u00eddica vinculada ao jogador Neymar, do Al-Hilal (Ar\u00e1bia Saudita), n\u00e3o recolheu o ISS referente a servi\u00e7os prestados no per\u00edodo entre os anos de 2015 e 2019, a Prefeitura de Santos ajuizou execu\u00e7\u00e3o fiscal, relacionada a oito certid\u00f5es de d\u00edvida ativa (CDAs). O pretenso d\u00e9bito foi calculado originariamente em R$ 14.624.568,70.<\/p>\n\n\n\n<p>Por considerar indevida a cobran\u00e7a da d\u00edvida, a Neymar Sport e Marketing op\u00f4s embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal movida pela Fazenda P\u00fablica de Santos. Para isso, em cumprimento a requisito legal, a empresa fez dep\u00f3sito judicial no valor de R$ 18.051.730,42 como garantia da execu\u00e7\u00e3o, requerendo que fosse eximida de pagar o tributo diante da \u201cmanifesta aus\u00eancia de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A Prefeitura de Santos impugnou os embargos, alegando ser do atleta o direito de imagem, e n\u00e3o da empresa que o assessora. A embargada tamb\u00e9m sustentou que, nos termos do item 17.01 da lista de servi\u00e7os da Lei Complementar 116\/03, consta o de prestar assessoria, incidindo o Imposto Sobre Servi\u00e7os de Qualquer Natureza (ISSQN). Por\u00e9m, a ju\u00edza Andrea Roman rejeitou esses argumentos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o obstante a previs\u00e3o no item 17.01 do anexo da Lei Complementar n\u00ba 116\/2003, que discrimina os servi\u00e7os de assessoria ou consultoria de qualquer natureza, \u00e9 n\u00edtido que a atividade exercida n\u00e3o implica obriga\u00e7\u00e3o de fazer, pr\u00f3pria da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os\u201d, observou a magistrada. Segundo ela, a hip\u00f3tese dos autos n\u00e3o se inclui no g\u00eanero citado na lista e \u201cnenhuma lei pode pretender determinar como servi\u00e7o o que n\u00e3o \u00e9\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Fatos geradores<\/p>\n\n\n\n<p>Os fatos geradores dos supostos impostos, conforme a julgadora, derivam de contratos de agenciamento e intermedia\u00e7\u00e3o. Nesses acordos, a Neymar Sport e Marketing adquire temporariamente o direito exclusivo de explora\u00e7\u00e3o comercial dos atributos da personalidade de jogador de futebol, que cede de forma onerosa \u00e0 empresa os direitos econ\u00f4micos advindos da sua exibi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Andrea Roman anotou na senten\u00e7a que a cess\u00e3o de imagem e voz n\u00e3o pode ser considerada servi\u00e7o pass\u00edvel de tributa\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o h\u00e1 obriga\u00e7\u00e3o de fazer ou um esfor\u00e7o humano a fim de prestar servi\u00e7o. H\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o contratual que permite o uso de imagem, nome e voz, portanto, uma obriga\u00e7\u00e3o de dar\u201d. Al\u00e9m disso, ela observou que a lista anexa \u00e0 LC 116\/03 n\u00e3o descreve a cess\u00e3o de direito de imagem e uso de nome e voz.<\/p>\n\n\n\n<p>Diz o artigo 156, inciso III, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal que compete aos munic\u00edpios instituir impostos sobre \u201cservi\u00e7os de qualquer natureza, n\u00e3o compreendidos no artigo 155, inciso II, definidos em lei complementar\u201d. Para a ju\u00edza, os servi\u00e7os a que se refere a Carta Magna s\u00e3o os prestados em favor de terceiro, mediante a cobran\u00e7a de pre\u00e7o, constituindo obriga\u00e7\u00e3o de fazer. \u201cO caso tratado nos autos n\u00e3o se amolda \u00e0 hip\u00f3tese de incid\u00eancia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ao julgar os embargos procedentes, a julgadora extinguiu a execu\u00e7\u00e3o fiscal. Ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o, o dep\u00f3sito feito em garantia poder\u00e1 ser levantado pela empresa. A prefeitura condenada a pagar as custas e despesas processuais, bem como os honor\u00e1rios advocat\u00edcios. Independentemente de o ente p\u00fablico recorrer, a senten\u00e7a ser\u00e1 submetida ao segundo grau de jurisdi\u00e7\u00e3o (reexame necess\u00e1rio).<\/p>\n\n\n\n<p>Sigilo negado<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa tamb\u00e9m havia pedido que o caso tramitasse em segredo de Justi\u00e7a. Ela alegou que Neymar poderia ter as suas atividades como jogador prejudicadas com a divulga\u00e7\u00e3o pela imprensa de dados constantes nos autos. Esse pedido foi apreciado pela ju\u00edza Ariana Consani Brej\u00e3o Degreg\u00f3rio Ger\u00f4nimo, que o indeferiu por n\u00e3o preencher os requisitos legais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDa narra\u00e7\u00e3o dos fatos n\u00e3o se vislumbra subsun\u00e7\u00e3o a alguma das hip\u00f3teses do artigo 189 do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC) a justificar a restri\u00e7\u00e3o excepcional \u00e0 regra da publicidade processual. Ali\u00e1s, os documentos acostados tratam unicamente de mat\u00e9ria administrativa atinente ao m\u00e9rito, sem qualquer invas\u00e3o da intimidade ou direito \u00e0 privacidade do embargante\u201d, justificou Ariana.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 1011189-18.2023.8.26.0562<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-01\/ceder-direito-nao-e-prestar-servico-e-neymar-tem-divida-fiscal-de-r-18-mi-extinta\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-ago-01\/ceder-direito-nao-e-prestar-servico-e-neymar-tem-divida-fiscal-de-r-18-mi-extinta\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 29\/07 a 05\/08 Fora do Imposto Seletivo, alimento ultraprocessado afeta gasto com sa\u00fade Data: 30\/07\/2024 A inclus\u00e3o dos alimentos ultraprocessados no Imposto Seletivo (IS), rejeitada pelos deputados na discuss\u00e3o da Reforma Tribut\u00e1ria na C\u00e2mara, poderia elevar o consumo de alternativas mais saud\u00e1veis, reduzir despesas com sa\u00fade e tamb\u00e9m elevar renda dos brasileiros [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3432,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[9,29,33,63,96,73],"class_list":["post-3430","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-retrospecto-tributario","tag-amaral-yazbek","tag-empresas","tag-negocios","tag-noticia-do-dia","tag-reforma-tributaria","tag-retrospecto-tributario"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Retrospecto Tribut\u00e1rio - 29\/07 a 05\/08<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. Retrospecto Tribut\u00e1rio - 29\/07 a 05\/08\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3430\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 29\/07 a 05\/08\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. Retrospecto Tribut\u00e1rio - 29\/07 a 05\/08\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3430\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Amaral, Yazbek Advogados\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/AYadvogados\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2024-08-05T18:50:08+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2024-08-05T18:53:59+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Prancheta-3-copiar-3.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1920\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1080\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Infra\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Infra\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"91 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3430#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3430\"},\"author\":{\"name\":\"Infra\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/6b9165a58758b048b8ea5a4fbd4ec3c4\"},\"headline\":\"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 29\\\/07 a 05\\\/08\",\"datePublished\":\"2024-08-05T18:50:08+00:00\",\"dateModified\":\"2024-08-05T18:53:59+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3430\"},\"wordCount\":18325,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3430#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2024\\\/08\\\/Prancheta-3-copiar-3.png\",\"keywords\":[\"amaral yazbek\",\"empresas\",\"neg\u00f3cios\",\"noticia do dia\",\"Reforma Tribut\u00e1ria\",\"retrospecto tribut\u00e1rio\"],\"articleSection\":[\"Retrospecto Tribut\u00e1rio\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3430#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3430\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3430\",\"name\":\"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 29\\\/07 a 05\\\/08\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3430#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3430#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2024\\\/08\\\/Prancheta-3-copiar-3.png\",\"datePublished\":\"2024-08-05T18:50:08+00:00\",\"dateModified\":\"2024-08-05T18:53:59+00:00\",\"description\":\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. Retrospecto Tribut\u00e1rio - 29\\\/07 a 05\\\/08\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3430#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3430\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3430#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2024\\\/08\\\/Prancheta-3-copiar-3.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2024\\\/08\\\/Prancheta-3-copiar-3.png\",\"width\":1920,\"height\":1080,\"caption\":\"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 29\\\/07 a 05\\\/08\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3430#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 29\\\/07 a 05\\\/08\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/\",\"name\":\"Amaral, Yazbek Advogados\",\"description\":\"Curitiba \u2022 Bras\u00edlia \u2022 S\u00e3o Paulo\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#organization\",\"name\":\"Amaral, Yazbek Advogados\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"http:\\\/\\\/34.239.117.254\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/03\\\/logo-ay-g.png\",\"contentUrl\":\"http:\\\/\\\/34.239.117.254\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/03\\\/logo-ay-g.png\",\"width\":434,\"height\":106,\"caption\":\"Amaral, Yazbek Advogados\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/AYadvogados\",\"https:\\\/\\\/www.instagram.com\\\/ayadvogados\\\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/6b9165a58758b048b8ea5a4fbd4ec3c4\",\"name\":\"Infra\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/60bf67293e186b9c834e31753dcc586dfcedb661d13b6b9ba29ac991ccafc035?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/60bf67293e186b9c834e31753dcc586dfcedb661d13b6b9ba29ac991ccafc035?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/60bf67293e186b9c834e31753dcc586dfcedb661d13b6b9ba29ac991ccafc035?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Infra\"},\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?author=3\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 29\/07 a 05\/08","description":"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. Retrospecto Tribut\u00e1rio - 29\/07 a 05\/08","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3430","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 29\/07 a 05\/08","og_description":"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. Retrospecto Tribut\u00e1rio - 29\/07 a 05\/08","og_url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3430","og_site_name":"Amaral, Yazbek Advogados","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/AYadvogados","article_published_time":"2024-08-05T18:50:08+00:00","article_modified_time":"2024-08-05T18:53:59+00:00","og_image":[{"width":1920,"height":1080,"url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Prancheta-3-copiar-3.png","type":"image\/png"}],"author":"Infra","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Infra","Est. tempo de leitura":"91 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3430#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3430"},"author":{"name":"Infra","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#\/schema\/person\/6b9165a58758b048b8ea5a4fbd4ec3c4"},"headline":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 29\/07 a 05\/08","datePublished":"2024-08-05T18:50:08+00:00","dateModified":"2024-08-05T18:53:59+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3430"},"wordCount":18325,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3430#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Prancheta-3-copiar-3.png","keywords":["amaral yazbek","empresas","neg\u00f3cios","noticia do dia","Reforma Tribut\u00e1ria","retrospecto tribut\u00e1rio"],"articleSection":["Retrospecto Tribut\u00e1rio"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3430#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3430","url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3430","name":"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 29\/07 a 05\/08","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3430#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3430#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Prancheta-3-copiar-3.png","datePublished":"2024-08-05T18:50:08+00:00","dateModified":"2024-08-05T18:53:59+00:00","description":"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. Retrospecto Tribut\u00e1rio - 29\/07 a 05\/08","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3430#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3430"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3430#primaryimage","url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Prancheta-3-copiar-3.png","contentUrl":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Prancheta-3-copiar-3.png","width":1920,"height":1080,"caption":"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 29\/07 a 05\/08"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3430#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 29\/07 a 05\/08"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#website","url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/","name":"Amaral, Yazbek Advogados","description":"Curitiba \u2022 Bras\u00edlia \u2022 S\u00e3o Paulo","publisher":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#organization","name":"Amaral, Yazbek Advogados","url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"http:\/\/34.239.117.254\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/logo-ay-g.png","contentUrl":"http:\/\/34.239.117.254\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/logo-ay-g.png","width":434,"height":106,"caption":"Amaral, Yazbek Advogados"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/AYadvogados","https:\/\/www.instagram.com\/ayadvogados\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#\/schema\/person\/6b9165a58758b048b8ea5a4fbd4ec3c4","name":"Infra","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/60bf67293e186b9c834e31753dcc586dfcedb661d13b6b9ba29ac991ccafc035?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/60bf67293e186b9c834e31753dcc586dfcedb661d13b6b9ba29ac991ccafc035?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/60bf67293e186b9c834e31753dcc586dfcedb661d13b6b9ba29ac991ccafc035?s=96&d=mm&r=g","caption":"Infra"},"url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?author=3"}]}},"rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Prancheta-3-copiar-3.png",1920,1080,false],"landscape":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Prancheta-3-copiar-3.png",1920,1080,false],"portraits":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Prancheta-3-copiar-3.png",1920,1080,false],"thumbnail":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Prancheta-3-copiar-3-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Prancheta-3-copiar-3-300x169.png",300,169,true],"large":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Prancheta-3-copiar-3-1024x576.png",1024,576,true],"1536x1536":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Prancheta-3-copiar-3-1536x864.png",1536,864,true],"2048x2048":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Prancheta-3-copiar-3.png",1920,1080,false]},"rttpg_author":{"display_name":"Infra","author_link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?author=3"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?cat=3\" rel=\"category\">Retrospecto Tribut\u00e1rio<\/a>","rttpg_excerpt":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 29\/07 a 05\/08 Fora do Imposto Seletivo, alimento ultraprocessado afeta gasto com sa\u00fade Data: 30\/07\/2024 A inclus\u00e3o dos alimentos ultraprocessados no Imposto Seletivo (IS), rejeitada pelos deputados na discuss\u00e3o da Reforma Tribut\u00e1ria na C\u00e2mara, poderia elevar o consumo de alternativas mais saud\u00e1veis, reduzir despesas com sa\u00fade e tamb\u00e9m elevar renda dos brasileiros&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3430","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3430"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3430\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3433,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3430\/revisions\/3433"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3432"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3430"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3430"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3430"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}