{"id":3414,"date":"2024-07-22T16:05:26","date_gmt":"2024-07-22T19:05:26","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3414"},"modified":"2024-07-22T16:07:52","modified_gmt":"2024-07-22T19:07:52","slug":"retrospecto-tributario-15-07-a-22-07-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3414","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 15\/07 a 22\/07"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 15\/07 a 22\/07<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria pode elevar n\u00edvel do PIB do Brasil em 6% a 11%, estima FMI<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) estima que a reforma tribut\u00e1ria do Brasil, ao obter sucesso em eliminar inefici\u00eancias, aumentar\u00e1 o n\u00edvel do Produto Interno Bruto (PIB) do pa\u00eds em 6% a 11% ao longo da transi\u00e7\u00e3o (2026 a 2033), ante um cen\u00e1rio sem reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>O FMI apresentou suas novas proje\u00e7\u00f5es no relat\u00f3rio anual sobre a economia do pa\u00eds, a consulta do Artigo IV de 2024, divulgado no fim da semana passada.<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto da reforma, segundo o FMI, poderia ser de 0,3 a 0,5 pontos percentuais a mais por ano no crescimento do PIB durante a transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Espera-se que a implementa\u00e7\u00e3o da reforma do IVA [Imposto sobre Valor Agregado] aumente a produtividade, crie empregos formais e melhore a equidade do sistema tribut\u00e1rio&#8221;, diz o FMI.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, bem como a perspectiva de crescimento da produ\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo no pa\u00eds, o FMI tamb\u00e9m elevou sua estimativa para o PIB potencial do Brasil de 2% para 2,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 mais do que o consenso de mercado indica nas proje\u00e7\u00f5es de mais longo prazo da pesquisa Focus, do Banco Central, observa Br\u00e1ulio Borges, pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre) e economista da LCA Consultores.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O Focus continua em 2% e praticamente n\u00e3o mudou depois da aprova\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, o que me faz dizer que ele est\u00e1 com um pouco de atrasado ou at\u00e9 que os agentes est\u00e3o um pouco c\u00e9ticos, querendo esperar a aprova\u00e7\u00e3o completa para ver se o Congresso n\u00e3o vai desidratar a reforma nessa fase de regulamenta\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Na quarta-feira (10), a C\u00e2mara dos Deputados aprovou o primeiro projeto de lei para regulamentar a reforma. O texto segue agora para discuss\u00e3o no Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ampliar os ganhos com a reforma, o sistema de &#8220;cashback&#8221; (devolu\u00e7\u00e3o de parte do imposto a fam\u00edlias mais pobres) poderia ser ampliado, e as isen\u00e7\u00f5es e taxas reduzidas, limitadas, sugere o FMI.<\/p>\n\n\n\n<p>Para garantir uma implementa\u00e7\u00e3o harmoniosa durante a fase de transi\u00e7\u00e3o, diz a entidade, ser\u00e1 necess\u00e1rio &#8220;enfrentar os desafios operacionais e de governan\u00e7a&#8221;, como integrar a gest\u00e3o do CBS\/IBS (os novos impostos), reembolsar integralmente os cr\u00e9ditos excedentes em tempo h\u00e1bil e harmonizar as administra\u00e7\u00f5es fiscais para aproveitar sinergias entre n\u00edveis de governo e permitir a implementa\u00e7\u00e3o de uma estrat\u00e9gia de conformidade \u00fanica.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/07\/15\/reforma-tributria-pode-elevar-nvel-do-pib-do-brasil-em-6-pontos-percentuais-a-11-estima-fmi.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/07\/15\/reforma-tributria-pode-elevar-nvel-do-pib-do-brasil-em-6-pontos-percentuais-a-11-estima-fmi.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal esclarece tributa\u00e7\u00e3o de software<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Um novo entendimento da Receita Federal sobre a tributa\u00e7\u00e3o de softwares, especificamente aqueles mantidos em nuvem (SaaS &#8211; Software como Servi\u00e7o), livra contribuintes de terem de pagar Cide, PIS e Cofins na revenda da tecnologia importada no Brasil. Na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 177, de 24 de junho, a Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit) se manifestou pela isen\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas tributos quando houver envio de dinheiro ao exterior para o pagamento de licen\u00e7as de distribui\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita analisou o pedido de consulta de uma empresa brasileira que compra o direito de uso de um software de uma empresa dos Estados Unidos para vender a consumidor final no Brasil. Para o \u00f3rg\u00e3o, a companhia brasileira n\u00e3o \u00e9 prestadora de servi\u00e7o e sim mera intermedi\u00e1ria. Por isso, os valores enviados ao exterior com a revenda devem ser considerados royalties, sobre os quais incidem apenas o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), com al\u00edquota de 15% (ou 25%, se pa\u00eds for para\u00edso fiscal).<\/p>\n\n\n\n<p>Na solu\u00e7\u00e3o de consulta, contudo, a Receita destaca que o entendimento n\u00e3o vale para casos de licen\u00e7a de uso, em que haveria incid\u00eancia de PIS e Cofins, com al\u00edquota total de 9,25%. De acordo com a Receita, seria necess\u00e1rio distinguir essa quest\u00e3o do que foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em 2021. Na \u00e9poca, afirma, os ministros n\u00e3o trataram da natureza dessas licen\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento, alteraram uma jurisprud\u00eancia de mais de duas d\u00e9cadas para equiparar os softwares \u201cpor encomenda\u201d e \u201cde prateleira\u201d. Estabeleceram que ambos deveriam ser tributados pelo ISS por ser uma presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os (ADI 1945 e ADI 5669). At\u00e9 ent\u00e3o, essa orienta\u00e7\u00e3o valia somente para o software sob encomenda. O \u201cde prateleira\u201d, comercializado em larga escala, era tratado como mercadoria e tributado pelo ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, na solu\u00e7\u00e3o de consulta, a Receita diferencia a licen\u00e7a de uso e a de comercializa\u00e7\u00e3o. Em alguns casos, passa a considerar presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, em que deve incidir PIS e Cofins, e outros como royalties, onde h\u00e1 incid\u00eancia de IRR.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a advogada Fernanda Lains, s\u00f3cia do Bueno Tax Lawyers, esse novo crit\u00e9rio vai al\u00e9m do que foi julgado pelo STF e pode gerar judicializa\u00e7\u00e3o. \u201cO julgamento do Supremo analisou a natureza do software e decidiu que n\u00e3o importa se \u00e9 de prateleira ou por encomenda, que seria presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. Na minha opini\u00e3o, o arranjo comercial n\u00e3o altera a natureza dele\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Fernanda, \u201ca nova interpreta\u00e7\u00e3o pode dar margem ao nascimento de um novo contencioso, nesse momento em que o PIS e a Cofins est\u00e3o prestes a morrer [por conta da reforma tribut\u00e1ria]\u201d. \u201cO melhor agora \u00e9 buscar um mandado de seguran\u00e7a preventivo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A Cosit, ao responder a solu\u00e7\u00e3o de consulta, diz que a pr\u00f3pria Lei dos Softwares (n\u00ba 9.609\/1998) faz a distin\u00e7\u00e3o entre direito de uso e de distribui\u00e7\u00e3o ou comercializa\u00e7\u00e3o, em que pode ou n\u00e3o haver transfer\u00eancia de tecnologia. \u201cAo remunerar o titular dos direitos de programa de computador residente ou domiciliado no exterior, verifica-se o papel de intermedi\u00e1rio da consulente, que n\u00e3o \u00e9 a usu\u00e1ria final das respectivas licen\u00e7as adquiridas&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o caso trata da distribui\u00e7\u00e3o ou comercializa\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a, n\u00e3o incide PIS e Cofins. E, por n\u00e3o haver transfer\u00eancia de tecnologia, n\u00e3o h\u00e1 a Cide &#8211; que tem al\u00edquota de 10%.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Gustavo Taparelli, s\u00f3cio do Abe Advogados, o posicionamento da Receita \u00e9 importante, j\u00e1 que as empresas brasileiras t\u00eam usado cada vez mais softwares importados, em nuvens. Ele diz que a Cosit j\u00e1 se manifestou sobre licen\u00e7a de uso, em uma consulta do ano passado (n\u00ba 107\/2023). Nela, houve isen\u00e7\u00e3o de Cide, mas aplica\u00e7\u00e3o do PIS e da Cofins por entenderem ser uma presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuitas empresas come\u00e7aram a perguntar como seria a tributa\u00e7\u00e3o sobre quem adquire a licen\u00e7a para revender\u201d, diz. \u201cPara nossa agrad\u00e1vel felicidade, a Receita definiu que \u00e9 preciso ter um tratamento diferente de quem adquire software para uso e para quem adquire para revender\u201d, acrescenta o tributarista.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o dele, a solu\u00e7\u00e3o de consulta d\u00e1 mais clareza e seguran\u00e7a jur\u00eddica, enquanto o julgamento do STF foi mais gen\u00e9rico. &#8220;Antes, n\u00e3o havia uma an\u00e1lise muito detalhada de quando era para revenda\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Veronica Melo de Souza, s\u00f3cia no Gaia Silva Gaede Advogados, lembra que s\u00f3 existia uma outra consulta da Receita sobre SaaS, em que a licen\u00e7a ficou enquadrada como servi\u00e7os t\u00e9cnicos, incidindo PIS, Cofins e Cide. \u201c\u00c9 a primeira vez que a Receita reconhece que n\u00e3o h\u00e1 incid\u00eancia de Cide\u201d, afirma Veronica, citando a SC n\u00ba 191\/2017.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada diz que o julgamento do Supremo, apesar de n\u00e3o ter tratado de importa\u00e7\u00e3o de licenciamento e sim de lei interna, provocou efeitos no entendimento da Receita. \u201cTeve impacto nas remessas, porque a Receita entendeu que como seria servi\u00e7o, incidindo o ISS, tamb\u00e9m incidiria o PIS e a Cofins\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita, segundo a advogada, n\u00e3o foi contr\u00e1ria ao julgamento do STF, apenas fez uma distin\u00e7\u00e3o. \u201cDepois do julgamento, a Receita entendia tudo como servi\u00e7o. Agora ela separa a licen\u00e7a de uso da de comercializa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para Thales Stucky, do Trench Rossi Watanabe, o entendimento de agora traz seguran\u00e7a jur\u00eddica. Isso porque a \u00faltima solu\u00e7\u00e3o de consulta, de n\u00ba 107\/2023, \u201cestabeleceu uma natureza d\u00faplice para as licen\u00e7as de uso de software\u201d. \u201cPara fins de PIS\/Cofins-Importa\u00e7\u00e3o tal tipo de licen\u00e7a deveria ser considerada como natureza de servi\u00e7os, mas para fins de IRRF aquela mesma remunera\u00e7\u00e3o pela licen\u00e7a de uso deveria ser atestada com royalties e, portanto, sujeita ao IRRF\u201d. Com a nova interpreta\u00e7\u00e3o, restou clara a n\u00e3o incid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/07\/16\/receita-federal-esclarece-tributacao-de-software.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/07\/16\/receita-federal-esclarece-tributacao-de-software.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita fixa 15% de IR para alienar cotas de fundos por estrangeiros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal, por meio da Solu\u00e7\u00e3o de Consulta COSIT n. 202\/24, esclareceu a tributa\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel aos ganhos de capital obtidos por investidores estrangeiros na aliena\u00e7\u00e3o de cotas de fundos de investimento imobili\u00e1rio em mercado de balc\u00e3o organizado. A decis\u00e3o define a al\u00edquota de 15% para esses casos.<\/p>\n\n\n\n<p>A consulta foi apresentada por uma investidora residente no exterior, n\u00e3o domiciliada em jurisdi\u00e7\u00e3o de tributa\u00e7\u00e3o favorecida, que realizou investimentos em FII no Brasil, seguindo as normas do Conselho Monet\u00e1rio Nacional e nomeando uma institui\u00e7\u00e3o autorizada pelo Banco Central como respons\u00e1vel pelo cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>A d\u00favida era sobre a al\u00edquota do imposto de renda aplic\u00e1vel aos ganhos de capital na aliena\u00e7\u00e3o dessas cotas fora da bolsa de valores.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal baseou sua resposta no artigo 16 da MP 2.189-49\/01, combinado com o artigo 81 da lei 8.981\/95, e regulamentado pelo artigo 89, inciso II, da IN RFB 1.585\/15.<\/p>\n\n\n\n<p>A consulta esclareceu que, para investidores estrangeiros n\u00e3o domiciliados em jurisdi\u00e7\u00e3o de tributa\u00e7\u00e3o favorecida, os ganhos de capital obtidos na aliena\u00e7\u00e3o de cotas de FII em mercado de balc\u00e3o organizado est\u00e3o sujeitos \u00e0 al\u00edquota de 15%.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o destacou que, embora existam outras normas que prevejam diferentes al\u00edquotas para residentes no Brasil, a legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para investidores estrangeiros, regulamentada pelo CMN e a Receita Federal, prevalece.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a al\u00edquota de 15% deve ser aplicada aos resultados positivos auferidos na aliena\u00e7\u00e3o de cotas de FII fora da bolsa de valores.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja a&nbsp;<a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=139182\">\u00edntegra da solu\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/411455\/receita-fixa-15-de-ir-para-alienar-cotas-de-fundos-por-estrangeiros\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/411455\/receita-fixa-15-de-ir-para-alienar-cotas-de-fundos-por-estrangeiros<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Appy diz que avalia\u00e7\u00e3o sobre a trava inclu\u00edda pela C\u00e2mara na regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria foi positiva<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da reforma tribut\u00e1ria, Bernard Appy, afirmou em entrevista ao Valor, que o novo sistema de tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo vai ter um efeito deflacion\u00e1rio importante no longo prazo, al\u00e9m do j\u00e1 esperado efeito sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) potencial.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A reforma tribut\u00e1ria vai ter um efeito positivo de levar a uma organiza\u00e7\u00e3o mais eficiente da economia. Isso tem um efeito deflacion\u00e1rio, porque [as empresas] v\u00e3o se organizar de um jeito a reduzir o seu custo de produ\u00e7\u00e3o e isso, no fundo, acaba tendo um efeito positivo do ponto de vista dos pre\u00e7os&#8221;, explicou Appy em entrevista ao Valor. O impacto, contudo, ainda n\u00e3o foi calculado.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda ainda n\u00e3o tem o impacto das mudan\u00e7as aprovadas pela C\u00e2mara dos Deputados no projeto de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria sobre a al\u00edquota padr\u00e3o de refer\u00eancia. Antes, a pasta calculava uma al\u00edquota m\u00e9dia de refer\u00eancia de 26,5%, podendo variar entre 25,7% a 27,3%.<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio confirmou, contudo, que a inclus\u00e3o das carnes na cesta b\u00e1sica desonerada ter\u00e1 um impacto de 0,53 ponto percentual, enquanto mudan\u00e7as feitas no modelo de cobran\u00e7a dos tributos e no Imposto Seletivo para prever taxa\u00e7\u00e3o sobre bets ajudam a reduzir a al\u00edquota.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A conta [final] ainda est\u00e1 sendo feita. A gente precisa avaliar o todo&#8221;, comentou, na sua primeira entrevista ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o pela C\u00e2mara do projeto de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>Appy tamb\u00e9m avaliou como positiva a inclus\u00e3o pela C\u00e2mara da trava que tenta garantir que a al\u00edquota de refer\u00eancia da reforma tribut\u00e1ria fique em, no m\u00e1ximo, 26,5%. &#8220;\u00c9 uma sinaliza\u00e7\u00e3o de que tem uma preocupa\u00e7\u00e3o de que a al\u00edquota fique dentro desse limite&#8221;, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A ideia da trava n\u00e3o foi nossa, foi do GT [da C\u00e2mara dos Deputados], a reda\u00e7\u00e3o, inclusiva. Mas, em geral, nossa avalia\u00e7\u00e3o foi positiva&#8221;, afirmou Appy. &#8220;Ele [o Legislador] demonstrou que existe uma preocupa\u00e7\u00e3o com o efeito que as exce\u00e7\u00f5es e os tratamentos favorecidos t\u00eam sobre a al\u00edquota&#8221;, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>Appy confirmou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve discutir com o relator no Senado Federal, Eduardo Braga (MDB-AM), crit\u00e9rios mais espec\u00edficos para garantir a redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota, como eventual uso da arrecada\u00e7\u00e3o obtida pela reforma da Renda, mas disse n\u00e3o ver problemas tamb\u00e9m em manter uma redu\u00e7\u00e3o mais gen\u00e9rica, deixando para 2031 a decis\u00e3o sobre quais cortes fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, da forma como a reda\u00e7\u00e3o est\u00e1 feita, disse o secret\u00e1rio, n\u00e3o seria poss\u00edvel prever que a reforma da Renda possa ser usada para a redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota do consumo. Por\u00e9m, poderia ser colocado um dispositivo para considerar eventuais ganhos de uma reforma da renda. Segundo ele, a decis\u00e3o ser\u00e1 do Congresso Nacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Questionado sobre o fato de a reda\u00e7\u00e3o da trava ter ficado gen\u00e9rica no projeto aprovada pela C\u00e2mara, Appy n\u00e3o viu preju\u00edzos. &#8220;\u00c9 at\u00e9 bom que fique gen\u00e9rico, porque a\u00ed voc\u00ea tem mais autonomia para falar onde eu vou mexer&#8230; s\u00f3 nos redutores de al\u00edquota? diferenciado por setor?&#8221;, disse. &#8220;Agora, se houver crit\u00e9rios claros, haver\u00e1 a garantia de que a al\u00edquota n\u00e3o ultrapasse 26,5%&#8221;, avaliou.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s cr\u00edticas de que a trava pode n\u00e3o ser efetiva, j\u00e1 que o projeto apenas obriga o envio e n\u00e3o a aprova\u00e7\u00e3o, Appy afirmou que n\u00e3o h\u00e1 como obrigar o Legislativo a aprovar o texto. &#8220;Do jeito que est\u00e1 hoje, pelo menos voc\u00ea tem uma sinaliza\u00e7\u00e3o, um seguran\u00e7a de que o tema vai ser discutido no Congresso Nacional em 2031 e de que tem uma preocupa\u00e7\u00e3o de a al\u00edquota fique dentro desse limite.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Appy tamb\u00e9m disse que a trava n\u00e3o tira discricionaridade do Poder Executivo e negou suposta inconstitucionalidade do dispositivo apontada por alguns tributaristas.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o funcionamento da trava na forma da reda\u00e7\u00e3o aprovada pela C\u00e2mara, o secret\u00e1rio explicou que o dispositivo acaba antecipando de 2034 para 2031 a avalia\u00e7\u00e3o quinquenal sobre as al\u00edquotas reduzidas e sobre os regimes favorecidos, j\u00e1 prevista na emenda constitucional e no projeto de lei complementar enviado pelo governo. &#8220;Foi uma op\u00e7\u00e3o [da C\u00e2mara], porque, de fato, em 2031 voc\u00ea j\u00e1 vai ter cinco anos do novo tributo. Em 2034 era a nossa ideia para esperar o final da transi\u00e7\u00e3o. Agora, j\u00e1 no meio da transi\u00e7\u00e3o, voc\u00ea j\u00e1 faz a revis\u00e3o quinquenal.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, a mudan\u00e7a no prazo n\u00e3o traz preju\u00edzos, porque j\u00e1 vai ser poss\u00edvel ter &#8220;informa\u00e7\u00e3o bastante s\u00f3lida&#8221; at\u00e9 2031 para saber a trajet\u00f3ria da al\u00edquota de refer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso seja necess\u00e1rio ao Executivo apresentar o projeto de lei para trazer a al\u00edquota de refer\u00eancia para 26,5%, o governo poder\u00e1 fazer mexendo nos redutores de al\u00edquota (de 60% e 30%), na cesta b\u00e1sica ou em produtos e servi\u00e7os espec\u00edficos, explicou Appy.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele disse que ainda \u00e9 cedo para saber se o governo ter\u00e1 ou n\u00e3o que enviar esse projeto de lei complementar em 2031, porque depender\u00e1 fatores como o hiato de conformidade, ou seja, o efeito na reforma no combate \u00e0 sonega\u00e7\u00e3o, evas\u00e3o e informalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00e9ditos<\/p>\n\n\n\n<p>Appy destacou que nos pr\u00f3ximos dois anos as empresas v\u00e3o ter muito mais clareza sobre qual vai ser o efeito da reforma tribut\u00e1ria sobre cada setor. O secret\u00e1rio se referia ao amplo creditamento proposto pela reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a possibilidade de ter cr\u00e9ditos sobre valores de tributo que incidiram antes, em uma cadeia, mesmo que o setor esteja submetido a uma al\u00edquota maior do que hoje, a expectativa \u00e9 que ele possa desembolsar, de fato, valores menores do que hoje, por poder abater cr\u00e9ditos de forma muito mais ampla que no sistema atual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstamos introduzindo n\u00e3o-cumulatividade plena, tem setores que est\u00e3o totalmente cumulativos hoje, tem setores que est\u00e3o em meio de cadeia, que pagam pouco, mas n\u00e3o recuperam o cr\u00e9dito, v\u00e3o pagar uma al\u00edquota mais alta, mas v\u00e3o recuperar 100% do cr\u00e9dito\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Appy, a empresa n\u00e3o deve olhar o que est\u00e1 pagando de imposto, mas considerar o quanto o modelo afeta o custo de quem est\u00e1 comprando seu bem ou contratando seu servi\u00e7o. Ainda segundo o secret\u00e1rio, a tend\u00eancia com o novo modelo \u00e9 que as empresas possam negociar o pre\u00e7o sem imposto. \u201cS\u00f3 isso j\u00e1 vai dar uma ideia de qual \u00e9 o custo de quem est\u00e1 adquirindo o servi\u00e7o deles\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/07\/16\/ainda-nao-calculamos-impacto-total-das-mudancas-na-camara-na-aliquota-padrao-diz-appy.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/07\/16\/ainda-nao-calculamos-impacto-total-das-mudancas-na-camara-na-aliquota-padrao-diz-appy.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria vai aumentar pre\u00e7o do aluguel e da casa pr\u00f3pria, estima setor imobili\u00e1rio e da constru\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Representantes da constru\u00e7\u00e3o civil e do setor imobili\u00e1rio defendem um redutor de 60% da al\u00edquota na reforma tribut\u00e1ria, sob pena de aumentar o pre\u00e7o da moradia para todas as faixas de renda.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os estudos t\u00e9cnico-econ\u00f4micos, realizados por especialistas independentes, de forma transparente e fundamentada, demonstram claramente que vai aumentar a carga tribut\u00e1ria sobre moradia em todas as suas formas de atendimento &#8211; seja uma casa, apartamento, aluguel ou lote&#8221;, afirma nota assinada por 28 entidades imobili\u00e1rias, entre elas o Secovi-SP.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto de regulamenta\u00e7\u00e3o da Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) estabeleceu desconto de 40% na al\u00edquota geral do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), dos estados e munic\u00edpios, e da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), do governo federal para opera\u00e7\u00f5es com bens im\u00f3veis e em 60% para opera\u00e7\u00f5es com alugu\u00e9is.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, o Minist\u00e9rio da Fazenda diz que &#8220;n\u00e3o haver\u00e1 nenhum aumento relevante de custos em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o atual, e os im\u00f3veis populares ser\u00e3o menos tributados que os de alto padr\u00e3o&#8221;, o que o setor nega.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo as entidades, se o redutor for de 60%, ser\u00e1 mantida a atual carga tribut\u00e1ria sobre os im\u00f3veis, n\u00e3o sendo necess\u00e1rio o aumento de pre\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Na loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis, o pedido \u00e9 para um redutor de 80%. Se for mantido os 60%, segundo c\u00e1lculo apresentado pela CBIC, haver\u00e1 aumento de 136,22% na tributa\u00e7\u00e3o do aluguel.<\/p>\n\n\n\n<p>Os signat\u00e1rios da nota afirmam que a opera\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria j\u00e1 \u00e9 tributada pelo Imposto sobre Transmiss\u00e3o de Bens Im\u00f3veis (ITBI) e tem custos pr\u00f3prios, como outorgas onerosas e contrapartidas exigidas pelo poder p\u00fablico, que devem ser considerados na forma\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo da CBS e do IBS.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise das entidades \u00e9 que a experi\u00eancia internacional da tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo demonstra que as opera\u00e7\u00f5es com bens im\u00f3veis (constru\u00e7\u00e3o, incorpora\u00e7\u00e3o, aliena\u00e7\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o por exemplo) devem ser tratadas de acordo com o regime espec\u00edfico de tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda afirma que o custo de um im\u00f3vel popular novo (valor de R$ 200 mil) dever\u00e1 cair cerca de 3,5% e o custo de um im\u00f3vel de alto padr\u00e3o novo (valor de R$ 2 milh\u00f5es) dever\u00e1 subir cerca de 3,5%. &#8220;Ao contr\u00e1rio das not\u00edcias inver\u00eddicas que est\u00e3o circulando, a reforma tribut\u00e1ria ser\u00e1 positiva para o setor imobili\u00e1rio brasileiro e ser\u00e1 justa, pois tributar\u00e1 menos os im\u00f3veis populares que os im\u00f3veis de alto padr\u00e3o&#8221;, diz, em nota p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o minist\u00e9rio, as vendas de im\u00f3veis novos por empresas (incorpora\u00e7\u00f5es) ser\u00e3o tributadas da seguinte maneira:<\/p>\n\n\n\n<p>O imposto incidir\u00e1 apenas sobre a diferen\u00e7a entre o custo de venda e o valor do terreno (no caso de aquisi\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios im\u00f3veis para constru\u00e7\u00e3o do pr\u00e9dio, ser\u00e1 deduzido todo o valor dos im\u00f3veis adquiridos para fazer a incorpora\u00e7\u00e3o)<\/p>\n\n\n\n<p>Haver\u00e1 um redutor social de R$ 100 mil sobre o valor tributado, de modo a tornar a tributa\u00e7\u00e3o progressiva, reduzindo o custo dos im\u00f3veis populares<\/p>\n\n\n\n<p>A al\u00edquota do imposto incidente sobre esse valor reduzido ser\u00e1 reduzida em 40% (o seja, ser\u00e1 de 60% da al\u00edquota padr\u00e3o), o que corresponde a cerca de 15,9%<\/p>\n\n\n\n<p>Do valor do imposto calculado sobre a base reduzida ser\u00e1 deduzido o montante de todo o imposto pago na aquisi\u00e7\u00e3o de material de constru\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os pela incorporadora, ao contr\u00e1rio do que ocorre hoje em que o imposto pago nos materiais de constru\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os n\u00e3o \u00e9 recuperado.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda diz ainda que a reforma &#8220;dever\u00e1 aumentar muito a efici\u00eancia do setor de constru\u00e7\u00e3o e incorpora\u00e7\u00e3o, pois ao permitir a recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos sobre os insumos vai permitir a ado\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos construtivos muito mais eficientes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3ximo passo na tramita\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria ser\u00e1 sua an\u00e1lise e vota\u00e7\u00e3o no Senado. Se houver qualquer mudan\u00e7a, o texto volta para a C\u00e2mara antes de seguir para a san\u00e7\u00e3o presidencial.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esperamos evoluir com as tratativas junto ao Congresso Nacional e ao pr\u00f3prio governo para esclarecer os impactos das decis\u00f5es pol\u00edticas sobre o setor, na moradia e na gera\u00e7\u00e3o de emprego&#8221;, afirmam as 26 entidades, em nota.<\/p>\n\n\n\n<p>Propostas do setor no PLP 68\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Ajuste no Redutor e al\u00edquota para manter a carga tribut\u00e1ria e o pre\u00e7o do im\u00f3vel<\/p>\n\n\n\n<p>Redutor de al\u00edquota em 60% nas atividades do setor imobili\u00e1rio (PLP prev\u00ea 20%)<\/p>\n\n\n\n<p>Redutor de al\u00edquota em 80% na loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis<\/p>\n\n\n\n<p>Constru\u00e7\u00e3o civil no regime espec\u00edfico<\/p>\n\n\n\n<p>Inclus\u00e3o da atividade no regime espec\u00edfico das opera\u00e7\u00f5es com bens m\u00f3veis, conforme previs\u00e3o constitucional e garantindo isonomia e harmonia na cadeia produtiva da constru\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Fator redutor social<\/p>\n\n\n\n<p>Inclus\u00e3o de fator redutor de R$ 50 mil a R$ 40 mil para lote residencial<\/p>\n\n\n\n<p>Inclus\u00e3o de fator redutor de R$ 1.000 na loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel residencial<\/p>\n\n\n\n<p>Corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria dos valores previstos no PLP pelo IPCA<\/p>\n\n\n\n<p>Valor da opera\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Valor do im\u00f3vel \u00e9 o valor da aliena\u00e7\u00e3o\/opera\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o valor de refer\u00eancia atribu\u00eddo pelo Fisco<\/p>\n\n\n\n<p>Dedu\u00e7\u00f5es da base de c\u00e1lculo e fator de redu\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>ITBI, doa\u00e7\u00f5es de \u00e1reas p\u00fablicas, outorgas e contrapartidas exigidas pelo poder p\u00fablico na incorpora\u00e7\u00e3o e no loteamento<\/p>\n\n\n\n<p>Regime de caixa<\/p>\n\n\n\n<p>Tributo devido no momento do pagamento para todos do segmento (incorpora\u00e7\u00e3o, loteamento, loca\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o, intermedia\u00e7\u00e3o, administra\u00e7\u00e3o) do regime especifico de opera\u00e7\u00f5es com bem im\u00f3veis<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o incid\u00eancia da tributa\u00e7\u00e3o da CBS e IBS<\/p>\n\n\n\n<p>Na permuta e na constitui\u00e7\u00e3o de garantias<\/p>\n\n\n\n<p>Na loca\u00e7\u00e3o residencial realizada por pessoa f\u00edsica &#8211; independentemente de preponder\u00e2ncia ou de habitualidade<\/p>\n\n\n\n<p>Transi\u00e7\u00e3o &#8211; Regimes optativos<\/p>\n\n\n\n<p>Adequa\u00e7\u00e3o para preservar o equil\u00edbrio financeiro de empreendimentos j\u00e1 iniciados na fase de implementa\u00e7\u00e3o da reforma<\/p>\n\n\n\n<p>Ret Social<\/p>\n\n\n\n<p>Aplica\u00e7\u00e3o do regime tribut\u00e1rio para lotes no modelo hoje existente para a incorpora\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Interdi\u00e7\u00e3o compartilhada<\/p>\n\n\n\n<p>Garantir tributa\u00e7\u00e3o do montante correspondente \u00e0s respectivas participa\u00e7\u00f5es nos casos de intermedia\u00e7\u00e3o compartilhadas por m\u00faltiplos corretores, sem a tributa\u00e7\u00e3o de receita de terceiros<\/p>\n\n\n\n<p>Reequil\u00edbrio de contratos administrativos<\/p>\n\n\n\n<p>Estabelecer regras que garantam o equil\u00edbrio entre as partes em contratos com o setor p\u00fablico, com celeridade e efici\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>Altera\u00e7\u00e3o da lei do inquilinato<\/p>\n\n\n\n<p>Possibilidade de repasse do tributo para o contratante (hoje n\u00e3o permitida)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/empresas\/noticia\/2024\/07\/16\/reforma-tributaria-vai-aumentar-preco-do-aluguel-e-da-casa-propria-estima-setor-imobiliario-e-da-construcao.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/empresas\/noticia\/2024\/07\/16\/reforma-tributaria-vai-aumentar-preco-do-aluguel-e-da-casa-propria-estima-setor-imobiliario-e-da-construcao.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o do Senado cria grupo de trabalho para debater regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) do Senado aprovou nesta ter\u00e7a-feira (16) a cria\u00e7\u00e3o de um grupo de trabalho (GT) para debater o projeto de lei de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria. A proposta partiu do presidente do colegiado, Vanderlan Cardoso (PSD-GO), e ser\u00e1 coordenado pelo senador de oposi\u00e7\u00e3o Izalci Lucas (PL-DF).<\/p>\n\n\n\n<p>O GT organizar\u00e1 a realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancias p\u00fablicas e, ao final, ir\u00e1 formular um relat\u00f3rio com sugest\u00f5es ao texto do relator do projeto de lei complementar (PLP 69\/24), senador Eduardo Braga (MDB-AM). O modelo \u00e9 o mesmo adotado na tramita\u00e7\u00e3o da proposta de emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) da reforma tribut\u00e1ria que, assim como o PLP, passar\u00e1 apenas pela Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Idealizador do GT, Cardoso afirmou a jornalistas que h\u00e1 pontos do texto aprovado na C\u00e2mara dos Deputados que preocupam os senadores. Um exemplo \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o a tributa\u00e7\u00e3o das empresas de constru\u00e7\u00e3o civil que, segundo ele, pode vir a comprometer o Minha Casa, Minha Vida, um dos principais programas de governo do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva.<\/p>\n\n\n\n<p>O senador tamb\u00e9m se posicionou contr\u00e1rio a inclus\u00e3o de armas e muni\u00e7\u00f5es no imposto seletivo, o chamado &#8216;imposto do pecado&#8217;. &#8220;Esse setor emprega milhares de pessoas, principalmente na esportiva. Ent\u00e3o, criou-se esse complicador por uma quest\u00e3o ideol\u00f3gica: 26,5% j\u00e1 \u00e9 uma al\u00edquota bem alta&#8221;, argumentou.<\/p>\n\n\n\n<p>O senador afirmou que falou ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que a cria\u00e7\u00e3o do Imposto Seletivo para itens que fazem mal \u00e1 sa\u00fade seria um &#8216;tiro no p\u00e9&#8217; pela baixa capacidade do Brasil em combater a sonega\u00e7\u00e3o e o contrabando.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Esse imposto do pecado, o Imposto Seletivo, \u00e9 um tiro no p\u00e9. Porque ele vai deixar muito tentador a sonega\u00e7\u00e3o. O maior \u00edndice de contrabando \u00e9 cigarro e bebida alco\u00f3lica, principalmente bebidas quentes. O governo n\u00e3o tem condi\u00e7\u00e3o de frear isso e acaba n\u00e3o arrecadando nada&#8221;, pontuou Cardoso.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2024\/07\/16\/comissao-do-senado-cria-grupo-de-trabalho-para-debater-regulamentacao-da-reforma-tributaria.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2024\/07\/16\/comissao-do-senado-cria-grupo-de-trabalho-para-debater-regulamentacao-da-reforma-tributaria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Diversos setores pedem revis\u00e3o de al\u00edquotas para evitar o aumento de pre\u00e7os com a reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Entidades que representam diversos setores, entre eles, com\u00e9rcio, fabricantes de latas de alum\u00ednio, segmento de petr\u00f3leo e g\u00e1s, empresas integrantes da \u00e1rea imobili\u00e1ria, pedem a altera\u00e7\u00e3o de pontos do texto da reforma tribut\u00e1ria, aprovada pela C\u00e2mara dos Deputados no \u00faltimo dia 10 de junho. Segundo os representantes, sem a mudan\u00e7a, haver\u00e1 aumento de pre\u00e7os em diferentes \u00e1reas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo do Estado de S\u00e3o Paulo (FecomercioSP) explica que as novas regras do texto da reforma tribut\u00e1ria, aprovada pela C\u00e2mara dos Deputados vai resultar em aumento de tributos para setores produtivos essenciais, como as empresas enquadradas no Simples Nacional, al\u00e9m de inserir o Brasil na lista das na\u00e7\u00f5es com as maiores cargas de impostos do planeta (26,5%).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O texto aprovado na C\u00e2mara n\u00e3o contemplou nossos pleitos sobre o Simples Nacional. Na atual legisla\u00e7\u00e3o, pode-se transferir integralmente cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins no montante de 9,25%. A reforma, por\u00e9m, restringiu a transfer\u00eancia de cr\u00e9dito ao montante cobrado no regime unificado. Com isso, os neg\u00f3cios de pequeno porte ter\u00e3o, agora, duas op\u00e7\u00f5es: ou se manter integralmente no Simples Nacional, mas com perda de competitividade, ou excluir os novos tributos no regime diferenciado e, ent\u00e3o, assumir uma carga tribut\u00e1ria maior\u201d, afirma a assessora jur\u00eddica da FecomercioSP, Sarina Manata.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo advogada, o Simples Nacional garante competitividade e tratamento diferenciado e favorecido \u00e0s empresas, seguindo o que est\u00e1 previsto na Constitui\u00e7\u00e3o. Por esse motivo, a FecomercioSP reivindica que o projeto seja alterado para permitir a transfer\u00eancia de cr\u00e9dito da CBS em um porcentual equivalente \u00e0 al\u00edquota aplic\u00e1vel as empresas do regime regular, para manter a regra atual sobre contribui\u00e7\u00f5es que ser\u00e3o extintas (PIS\/Cofins).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDo jeito que est\u00e1, ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara dos Deputados, o texto da reforma segue causando perda de competitividade a contribuintes que estiverem no meio da cadeia produtiva, j\u00e1 que o cr\u00e9dito transferido ser\u00e1 limitado ao tributo pago no regime \u00fanico, bem inferior \u00e0 al\u00edquota de refer\u00eancia\u201d, diz Sarina Manata.<\/p>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alum\u00ednio (Abralatas), refer\u00eancia mundial em economia circular, afirma que o texto da reforma tribut\u00e1ria prev\u00ea um percentual reduzido de cr\u00e9dito ao adquiriente de material reciclado (IBS: 13% \/ CBS: 7%). A Abralatas pede 100% de cr\u00e9dito do valor das aquisi\u00e7\u00f5es feitas.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, os benef\u00edcios incluem a n\u00e3o incid\u00eancia do IPI, o diferimento do ICMS em opera\u00e7\u00f5es internas na maioria dos estados brasileiros, al\u00e9m da isen\u00e7\u00e3o de PIS e Cofins. S\u00e3o incentivos fiscais nas esferas federal e estadual que permitem que a carga tribut\u00e1ria fique pr\u00f3xima de zero para o insumo reciclado, enquanto que para o insumo virgem (metal, papel e pl\u00e1stico), fica em torno de 23%. Ainda assim, segundo a Abralatas, \u00e9 financeiramente mais vantajoso adquirir insumo virgem do que insumo reciclado em fun\u00e7\u00e3o do custo da produ\u00e7\u00e3o industrial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe aprovado o texto atual da Reforma Tribut\u00e1ria, com ampla incid\u00eancia do IBS e do CBS sobre as opera\u00e7\u00f5es, entre elas, relacionadas aos insumos reciclados, n\u00e3o apenas remover\u00e1 as vantagens competitivas dos insumos reciclados, com o aumento da carga tribut\u00e1ria, mas, tamb\u00e9m, desistimular\u00e1 a sua pr\u00e1tica\u201d, explica o presidente executivo da Abralatas, C\u00e1tilo C\u00e2ndido.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Abralatas explica que a pol\u00edtica de incentivo ao uso de material reciclado \u00e9 praticada no mundo. Em 1\u00ba de abril de 2022, o Reino Unido implementou uma taxa sobre embalagens pl\u00e1sticas que n\u00e3o contenham pelo menos 30% de material reciclado. A taxa \u00e9 de 200 libras por tonelada de componentes de embalagem pl\u00e1stica n\u00e3o reciclada.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o Europeia tamb\u00e9m introduziu uma contribui\u00e7\u00e3o baseada na quantidade de res\u00edduos de embalagens pl\u00e1sticas n\u00e3o recicladas geradas por cada Estado-Membro. Segundo a Abral tas, a taxa \u00e9 de 0,80 centavos de euros por quilograma de pl\u00e1stico n\u00e3o reciclado. Al\u00e9m disso, alguns pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia, como a Espanha, implementaram impostos espec\u00edficos sobre embalagens pl\u00e1sticas n\u00e3o reutiliz\u00e1veis, com uma taxa de 0,45 centavos de euros por quilograma de pl\u00e1stico<\/p>\n\n\n\n<p>Especificamente na Espanha, a partir de janeiro de 2023, foi implementado um imposto sobre embalagens pl\u00e1sticas n\u00e3o reutiliz\u00e1veis. \u201cEste imposto visa reduzir a produ\u00e7\u00e3o e o uso de pl\u00e1sticos n\u00e3o reciclados e inclui isen\u00e7\u00f5es para certos produtos m\u00e9dicos e agr\u00edcolas\u201d, explica C\u00e2ndido.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da al\u00edquota do Imposto Seletivo ter sido reduzido de 1% para 0,25%, ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o do texto da reforma tribut\u00e1ria pela C\u00e2mara dos Deputados, o Instituto Brasileiro de Petr\u00f3leo e G\u00e1s Natural (IBP) mant\u00e9m a posi\u00e7\u00e3o contra o tributo. Caso o Imposto Seletivo prospere no Congresso Nacional, o setor n\u00e3o descarta a possibilidade de a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a contr\u00e1rias \u00e0 nova tributa\u00e7\u00e3o, afirma o IBP por meio da assessoria de imprensa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm todos os pa\u00edses do mundo que adotam o Imposto Seletivo, ele nunca \u00e9 previsto para produtos industriais, insumos para a fabrica\u00e7\u00e3o de outros bens e que estejam na base da cadeia produtiva, assim como o petr\u00f3leo, g\u00e1s natural e min\u00e9rios\u201d, de acordo com a nota do IBP.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o IBP, o Imposto Seletivo resultar\u00e1 em aumento dos custos de bens e servi\u00e7os das mais diversas cadeias produtivas com consequente press\u00e3o inflacion\u00e1ria, reduzir\u00e1 a competitividade das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras e ter\u00e1 impacto na arrecada\u00e7\u00e3o de Estados e munic\u00edpios produtores de petr\u00f3leo e g\u00e1s. Estudo realizado conclui que o aumento de custos em todas as cadeias produtivas chegaria at\u00e9 os consumidores finais de uma ampla gama de produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>O IBP estima em R$ 8 bilh\u00f5es ao ano o impacto na receita de Participa\u00e7\u00f5es Especiais, tipo de royalty que prev\u00ea a tributa\u00e7\u00e3o somente ap\u00f3s o desconto dos custos operacionais e tribut\u00e1rios. Desse modo, a base de c\u00e1lculo ser\u00e1 reduzida. Apenas no Rio de Janeiro, maior produtor nacional, o impacto ser\u00e1 de R$ 700 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m o Secovi SP, que representa as empresas de compra, venda, loca\u00e7\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis, divulgou nota de esclarecimento, ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o de texto da reforma tribut\u00e1ria na C\u00e2mara dos Deputados. Segundo a entidade, o redutor de 40% sobre a al\u00edquota ainda promove eleva\u00e7\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs estudos t\u00e9cnico-econ\u00f4micos, realizados por especialistas independentes, demonstram que vai aumentar a carga tribut\u00e1ria sobre moradia em todas as suas formas de atendimento, seja uma casa, apartamento, aluguel ou lote, em todas as faixas de renda\u201d, diz a nota.<\/p>\n\n\n\n<p>Por esse motivo, as entidades do setor defendem a manuten\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria atual sobre a moradia, inclusive para os im\u00f3veis do Programa Minha Casa Minha Vida. E essa manuten\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 atingida com o redutor de 60% da al\u00edquota, conforme demonstram os estudos feitos pelos especialistas do setor.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/07\/17\/diversos-setores-pedem-revisao-de-aliquotas-para-evitar-o-aumento-de-precos-com-a-reforma-tributaria.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/07\/17\/diversos-setores-pedem-revisao-de-aliquotas-para-evitar-o-aumento-de-precos-com-a-reforma-tributaria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Impost\u00f4metro: brasileiros j\u00e1 pagaram quase R$ 2 tri em impostos no ano<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Impost\u00f4metro, painel eletr\u00f4nico da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo (ACSP) que registra a quantidade de tributos pagos pelos brasileiros em todo pa\u00eds, est\u00e1 quase na marca dos R$ 2 trilh\u00f5es de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/tag\/imposto\">impostos<\/a>&nbsp;pagos em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Para computar a arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, o impost\u00f4metro contabiliza todos os pagamentos feitos pelos brasileiros \u00e0 Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios em impostos, taxas, multas e contribui\u00e7\u00f5es. Alguns deles s\u00e3o: IPI, PIS, Cofins, ICMS, ISS, IPTU, IPVA.<\/p>\n\n\n\n<p>O Impost\u00f4metro \u00e9 um painel eletr\u00f4nico&nbsp;<em>(confira a seguir)<\/em>&nbsp;fixado na sede da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de S\u00e3o Paulo, no centro hist\u00f3rico da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/sao-paulo\">capital paulista<\/a>. Os dados da arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria tamb\u00e9m podem ser acessados pela&nbsp;<a href=\"https:\/\/impostometro.com.br\/\">internet<\/a>. Ele funciona desde 2005.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2023, a marca de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/negocios\/impostometro-atinge-marca-de-r-2-trilhoes-em-2023\">R$ 2 trilh\u00f5es em impostos foi atingida em 30 de agosto<\/a>. Para 2024, a expectativa \u00e9 de que esse n\u00famero seja alcan\u00e7ado em um per\u00edodo menor: cerca de 40 dias antes da marca do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao&nbsp;Metr\u00f3poles, o presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT), Jo\u00e3o Eloi Olenike, disse que a principal finalidade do Impost\u00f4metro \u00e9 informar a popula\u00e7\u00e3o brasileira em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 carga tribut\u00e1ria do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos tentado mostrar em velocidade real a arrecada\u00e7\u00e3o de todos os tributos no pa\u00eds, simplesmente para que as pessoas olhem e vejam o valor que est\u00e1 sendo recolhido e possam, de uma forma ou de outra, cobrar uma melhor aplica\u00e7\u00e3o desses recursos por parte dos governos federal, estadual e municipal\u201d, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p>Por que pagamos tanto em impostos?<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/negocios\/arrecadacao-federal-vai-a-r-2029-bilhoes-e-bate-recorde-para-maio\">arrecada\u00e7\u00e3o de impostos<\/a>&nbsp;\u00e9 um mecanismo para financiar servi\u00e7os essenciais \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, como, por exemplo, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, moradia e seguran\u00e7a. Esse compromisso, inclusive, est\u00e1 previsto na Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Olenike, o aumento da arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria ocorre em virtude das modifica\u00e7\u00f5es do governo do presidente&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/tag\/lula\">Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT)<\/a>&nbsp;na medidas arrecadat\u00f3rias do pa\u00eds e da eleva\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Presta\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os (ICMS) em grande parte dos estados, que chegou a variar de 1% at\u00e9 2% neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Rafael Guazelli, advogado especializado em direito tribut\u00e1rio, afirma que o aumento no pagamento de impostos pode ter v\u00e1rios motivos, como crescimento econ\u00f4mico, infla\u00e7\u00e3o, amplia\u00e7\u00e3o da base de contribuintes e ajustes nas al\u00edquotas tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado tributarista, o \u201csistema tribut\u00e1rio do Brasil \u00e9 ultrapassado e possui uma alta complexidade para seu entendimento e administra\u00e7\u00e3o\u201d. Somado a isso, h\u00e1 uma consequ\u00eancia: a baixa devolu\u00e7\u00e3o desses impostos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Esse processo pode ser explicado, ainda segundo ele, por casos de corrup\u00e7\u00e3o, m\u00e1 gest\u00e3o, alta burocracia e servi\u00e7os de p\u00e9ssima qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>David Alimandro Corr\u00eaa, advogado empresarial e tributarista, acredita que, caso a reforma tribut\u00e1ria seja adequadamente implementada, h\u00e1 possibilidade de ocorrer uma \u201credu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria global sobre o consumo\u201d. Ele destaca que existem setores que v\u00e3o sofrer aumento de impostos, o que pode encarecer determinados servi\u00e7os ou produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTodavia, considerando o cen\u00e1rio or\u00e7ament\u00e1rio total e a pol\u00edtica do atual governo, a perspectiva \u00e9 da continuidade de aumento de tributos, como j\u00e1 foi realizado nas seguintes ocasi\u00f5es: PIS\/Cofins, Cide sobre combust\u00edveis, imposto sobre exporta\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo, tributa\u00e7\u00e3o de apostas esportivas e impostos sobre compras em e-commerce\u201d, analisou Corr\u00eaa.<\/p>\n\n\n\n<p>Popula\u00e7\u00e3o trabalha quase metade do ano para pagar impostos, diz estudo<\/p>\n\n\n\n<p>O contribuinte brasileiro precisa trabalhar cinco meses para pagar tributos em 2024, conforme dados do&nbsp;<a href=\"https:\/\/ibpt.com.br\/estudo-dias-trabalhados-para-pagar-tributos-2024\/\">levantamento<\/a>&nbsp;mais recente do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o, divulgado no in\u00edcio de julho.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, para quitar impostos, taxas e contribui\u00e7\u00f5es cobradas pela Uni\u00e3o, estados e munic\u00edpios, a popula\u00e7\u00e3o teve de trabalhar at\u00e9 28 de maio. O estudo ainda mostra que, do rendimento bruto recebido, 41,37% ser\u00e3o destinados para o pagamento de tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o presidente-executivo do IBPT, os contribuintes precisam trabalhar ainda mais da data estimada no estudo para quitar os impostos para pagar servi\u00e7os privados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s entendemos que a arrecada\u00e7\u00e3o est\u00e1 aumentando, por isso que a gente tem que trabalhar mais dias para pagar tributos. S\u00f3 que o problema maior \u00e9 que al\u00e9m de pagar essa tributa\u00e7\u00e3o at\u00e9 o dia 28 de maio deste ano, sobre consumo, renda e patrim\u00f4nio \u2014 ainda depois pela inefici\u00eancia governamental em ofertar servi\u00e7os p\u00fablicos e servi\u00e7os gratuitos e de qualidade para a popula\u00e7\u00e3o \u2014, a gente tem que trabalhar mais um bocado para pagar esses servi\u00e7os que a gente tem que obter na iniciativa privada\u201d, explicou Olenike.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ainda frisou que quem sofre mais com os aumentos da arrecada\u00e7\u00e3o em impostos, principalmente concentradas no consumo, \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o de baixa renda. \u201cPorque no consumo todo mundo paga igual. E todo mundo pagando igual no consumo, aqueles que podem menos acabam proporcionalmente pagando e tendo que se esfor\u00e7ar e se comprometer mais\u201d, finalizou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ministro \u00e9 visto como \u201caumentador de impostos\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, uma onda de memes circula nas redes sociais mostrando o ministro da Fazenda,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/tag\/fernando-haddad\">Fernando Haddad<\/a>, como um infame aumentador de impostos. Termos como&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/brasil\/taxad-e-ze-do-taxao-ministro-da-fazenda-vira-meme-nas-redes-sociais\">\u201cTaxad\u201d, \u201cZ\u00e9 do Tax\u00e3o\u201d, \u201cTaxa Humana\u201d<\/a>&nbsp;vem seguidos de montagens com o rosto do ministro.<\/p>\n\n\n\n<p>Com os memes, os internautas mostram uma certa insatisfa\u00e7\u00e3o com as medidas de tributa\u00e7\u00e3o vigentes no pa\u00eds. Entre elas est\u00e1 a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/brasil\/lula-sanciona-mover-e-taxacao-das-blusinhas\">retomada da taxa\u00e7\u00e3o de 20% aplicada \u00e0s compras internacionais de at\u00e9 US$ 50 feitas em plataformas on-line<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.metropoles.com\/brasil\/impostometro-brasileiros-ja-pagaram-quase-r-2-tri-em-impostos-no-ano\">https:\/\/www.metropoles.com\/brasil\/impostometro-brasileiros-ja-pagaram-quase-r-2-tri-em-impostos-no-ano<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pipoca, ovos, biscoitos e mais: estudo identifica redufla\u00e7\u00e3o em mais de 24 mil produtos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A caixa de ovos com tradicionalmente 12 unidades agora vem com 10. O pacote de milho para pipoca de 500g praticamente n\u00e3o \u00e9 mais visto nas g\u00f4ndolas, mais f\u00e1cil encontrar a op\u00e7\u00e3o com 400g. O \u00f3leo de soja que era de 1 litro, passou a ser ofertado com 900ml. Esses s\u00e3o alguns exemplos da chamada redufla\u00e7\u00e3o, um termo com origem na l\u00edngua inglesa (<em>shrinkflation<\/em>), que une as palavras \u2018redu\u00e7\u00e3o\u2019 e \u2018infla\u00e7\u00e3o\u2019 para definir o aumento do custo de um produto sem necessariamente o aumento do pre\u00e7o. \u00c9 quando a ind\u00fastria n\u00e3o encarece o produto, mas reduz seu tamanho ou quantidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso n\u00e3o \u00e9 exatamente uma novidade, a ind\u00fastria, n\u00e3o s\u00f3 de alimentos, mas de medicamentos tamb\u00e9m, tem essa estrat\u00e9gia, que n\u00e3o \u00e9 proibida. Isso tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 exclusividade do Brasil. Ind\u00fastrias do mundo inteiro adotam a pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>A exig\u00eancia legal \u00e9 que a redu\u00e7\u00e3o de quantidade de produto deve ser informada aos consumidores. E isso \u00e9 feito geralmente com an\u00fancio de \u201cnova embalagem\u201d pelo fabricante. Vai depender do n\u00edvel de aten\u00e7\u00e3o do consumidor para se atentar \u00e0s informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o impacto nas cadeias produtivas e de log\u00edstica causado pela pandemia, o que levou ao aumento de pre\u00e7os de insumos e mat\u00e9rias-primas, essa estrat\u00e9gia da redufla\u00e7\u00e3o passou a ser mais comum. No Brasil, somente em 2023, foram identificados 24.570 produtos que passaram por esse processo, de acordo com um levantamento feito pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa estrat\u00e9gia se amplia cada vez mais. Em 2023 cresceu muito. E como o consumidor n\u00e3o tem tanta mem\u00f3ria de pre\u00e7o, tem ainda muita varia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os e produtos, acaba n\u00e3o percebendo a mudan\u00e7a. E a redufla\u00e7\u00e3o esconde a infla\u00e7\u00e3o\u201d, diz Gilberto Luiz do Amaral, advogado tributarista do IBPT que coordenou a pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela legisla\u00e7\u00e3o, o c\u00f3digo de barras de um produto traz informa\u00e7\u00f5es sobre as caracter\u00edsticas dele. Se altera o peso, por exemplo, o fabricante deve criar um novo c\u00f3digo de barras para identificar aquele item. Foi a base que o IBPT usou para fazer o levantamento, identificando quantos produtos ganharam novo c\u00f3digo de barras com peso ou tamanho do conte\u00fado menor que o padr\u00e3o de fabrica\u00e7\u00e3o at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFoi interessante de se analisar o c\u00f3digo de barras. Neste estudo, observou-se que a taxa de redufla\u00e7\u00e3o ficou na casa de 20% a menos na quantidade do produto\u201d, diz Amaral<\/p>\n\n\n\n<p>No caso dos ovos, por exemplo, a mudan\u00e7a de 12 para 10 significa uma redu\u00e7\u00e3o de 16,67% na quantidade do produto, com pouco altera\u00e7\u00e3o na embalagem. O caso da pipoca, segundo Gilberto Amaral, foi o mais emblem\u00e1tico, com a grande maioria passando de 500g para 400g, redu\u00e7\u00e3o de 20%.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Compre 3 pague 2 \u2013 s\u00f3 que n\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Gilberto chama a aten\u00e7\u00e3o para o tipo de promo\u00e7\u00e3o na linha \u201ccompre 3 pague 2\u201d \u2013 bastante comum no varejo. Isso, porque, com a redufla\u00e7\u00e3o, se for considerado a quantidade total dos tr\u00eas produtos ofertados, ela pode se igualar ou ficar muito pr\u00f3xima \u00e0 quantidade de duas unidades antes da redu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro exemplo \u00e9 o \u00f3leo de soja, especialmente para quem faz uso em maior escala, por exemplo, uma pastelaria. Se antes a lata continha 1 litro e eram necess\u00e1rios 24 litros de \u00f3leo para o uso de uma fritadeira, logo, 24 unidades atendiam a essa necessidade. Com a redu\u00e7\u00e3o para 900ml, 10% menor, s\u00e3o necess\u00e1rias agora 27 unidades (26,666).<\/p>\n\n\n\n<p>Veja a lista* das categorias de produtos que mais sofreram redufla\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>A\u00e7\u00facar<\/p>\n\n\n\n<p>Arroz<\/p>\n\n\n\n<p>Biscoitos<\/p>\n\n\n\n<p>Chocolates<\/p>\n\n\n\n<p>Chiclete (goma de mascar)<\/p>\n\n\n\n<p>Creme de leite<\/p>\n\n\n\n<p>\u00d3leo de soja<\/p>\n\n\n\n<p>Ovos<\/p>\n\n\n\n<p>Pipoca<\/p>\n\n\n\n<p>Produtos de limpeza<\/p>\n\n\n\n<p>Sal<\/p>\n\n\n\n<p>Salgadinhos (tipo chips)<\/p>\n\n\n\n<p>*n\u00e3o est\u00e3o em ranking de maior para menor<\/p>\n\n\n\n<p>O que pode ser feito?<\/p>\n\n\n\n<p>Como a legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o pro\u00edbe a pr\u00e1tica, cabe ao consumidor estar atento e comparar pre\u00e7os. Al\u00e9m da vigil\u00e2ncia constante dos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o e de defesa do consumidor, Gilberto Amaral sugere que a ind\u00fastria fa\u00e7a essa comunica\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7a antes que ela seja efetivamente implementada. Mas Gilberto Amaral reconhece as dificuldades, na pr\u00e1tica, para essa comunica\u00e7\u00e3o. \u201cOnde mais se constata redufla\u00e7\u00e3o s\u00e3o em supermercados e farm\u00e1cias. Justamente onde a popula\u00e7\u00e3o vai com pressa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/istoedinheiro.com.br\/pipoca-ovos-e-biscoitos-levantamento-mostra-que-mais-de-24-mil-produtos-sofreram-reduflacao-em-1-ano\/\">https:\/\/istoedinheiro.com.br\/pipoca-ovos-e-biscoitos-levantamento-mostra-que-mais-de-24-mil-produtos-sofreram-reduflacao-em-1-ano\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Padilha diz ter certeza que Congresso ir\u00e1 regulamentar reforma tribut\u00e1ria no 2\u00ba semestre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro da Secretaria de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais (SRI), Alexandre Padilha, disse, nesta quinta-feira (18), ter certeza de que \u00e9 poss\u00edvel concluir a regula\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria no segundo semestre deste ano, apesar da realiza\u00e7\u00e3o das elei\u00e7\u00f5es municipais, em outubro.<\/p>\n\n\n\n<p>O otimismo do ministro est\u00e1 baseado, segundo ele, na vontade dos presidentes da C\u00e2mara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de deixar a reforma como um &#8220;legado&#8221; de suas gest\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Padilha foi questionado sobre o assunto durante entrevista \u00e0 r\u00e1dio CBN. A pergunta \u00e9 relevante porque, em ano de elei\u00e7\u00f5es, os parlamentares costumam privilegiar seus redutos eleitorais em vez da pauta legislativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre Lira: &#8220;epis\u00f3dio superado&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro tamb\u00e9m falou sobre seus desentendimentos com Arthur Lira, que, durante boa parte do primeiro semestre, fez sucessivas cr\u00edticas ao trabalho de articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do governo. Sobre isso, Padilha disse que esse \u00e9 um &#8220;epis\u00f3dio superado&#8221;, que ficou na &#8220;temporada passada&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Como mostrou o Valor recentemente, as mudan\u00e7as aprovadas pela C\u00e2mara dos Deputados no projeto de lei de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria devem ter um impacto de 0,62 ponto percentual, segundo c\u00e1lculos preliminares que circulam entre os sete parlamentes do grupo de trabalho (GT) dedicado a escrever o parecer do texto. Com isso, a al\u00edquota m\u00e9dia de refer\u00eancia subiria para 27,12%.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes das mudan\u00e7as feitas pela C\u00e2mara, o Minist\u00e9rio da Fazenda estimava uma al\u00edquota m\u00e9dia de refer\u00eancia em 26,5%, podendo variar entre 25,7% a 27,3%. J\u00e1 considerando o limite m\u00ednimo, de 25,7%, o impacto das altera\u00e7\u00f5es dos deputados levaria a al\u00edquota m\u00e9dia para 26,32%. Ao pegar o limite superior, o percentual alcan\u00e7aria quase 28%.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta semana, o Senado, por sua vez, instituiu um grupo de trabalho para debater a tribut\u00e1ria. A proposta partiu do presidente do colegiado, Vanderlan Cardoso (PSD-GO) e ser\u00e1 coordenado pelo senador de oposi\u00e7\u00e3o Izalci Lucas (PL-DF), no \u00e2mbito da Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) da Casa.<\/p>\n\n\n\n<p>O GT organizar\u00e1 audi\u00eancias p\u00fablicas e, ao final, ir\u00e1 formular um relat\u00f3rio com sugest\u00f5es ao texto do relator do projeto de lei complementar (PLP 69\/24), senador Eduardo Braga (MDB-AM). O modelo \u00e9 o mesmo adotado na tramita\u00e7\u00e3o da proposta de emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) da reforma tribut\u00e1ria que, assim como o PLP, passar\u00e1 apenas pela Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8216;Imposto do pecado&#8217;<\/p>\n\n\n\n<p>Idealizador do GT, Vanderlan Cardoso afirmou a jornalistas que h\u00e1 pontos do texto aprovado na C\u00e2mara dos deputados que preocupam os senadores. Um exemplo \u00e9 em rela\u00e7\u00e3o a tributa\u00e7\u00e3o das empresas de constru\u00e7\u00e3o civil, que, segundo ele, pode vir a comprometer o Minha Casa, Minha Vida, um dos principais programas de governo do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT).<\/p>\n\n\n\n<p>O senador tamb\u00e9m se posicionou contr\u00e1rio \u00e0 inclus\u00e3o de armas e muni\u00e7\u00f5es no imposto seletivo, o chamado &#8216;imposto do pecado&#8217;.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2024\/07\/18\/padilha-diz-ter-certeza-que-congresso-ira-regulamentar-reforma-tributaria-no-2o-semestre.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2024\/07\/18\/padilha-diz-ter-certeza-que-congresso-ira-regulamentar-reforma-tributaria-no-2o-semestre.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Um tema fora do radar na reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Com a aprova\u00e7\u00e3o da Emenda Constitucional 132\/23, que implementou a reforma tribut\u00e1ria no final de 2023, a C\u00e2mara dos Deputados deu in\u00edcio \u00e0 sua regulamenta\u00e7\u00e3o por meio de projetos de lei complementar. O governo encaminhou dois projetos sobre o tema: o PLP 68\/24, que institui o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), a Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) e o Imposto Seletivo e o PLP 108\/24, que institui o Comit\u00ea Gestor do IBS e disp\u00f5e sobre o processo administrativo tribut\u00e1rio, disciplina a distribui\u00e7\u00e3o, entre os entes federativos, da arrecada\u00e7\u00e3o do IBS, trata das infra\u00e7\u00f5es e penalidades, dentre outros temas. Nem todos os assuntos da reforma foram tratados nesses projetos, e ainda s\u00e3o esperadas normas adicionais no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>O PLP 68\/24 \u00e9 foco de maior aten\u00e7\u00e3o dos parlamentares, da m\u00eddia e dos contribuintes, j\u00e1 que traz as disposi\u00e7\u00f5es mais relevantes e temas mais pol\u00eamicos, como regimes especiais de tributa\u00e7\u00e3o, a composi\u00e7\u00e3o da cesta b\u00e1sica, os bens e servi\u00e7os que estar\u00e3o sujeitos ao Imposto Seletivo, as regras da Zona Franca de Manaus etc. Esse projeto foi votado pela C\u00e2mara dos Deputados no in\u00edcio de julho e aguarda envio ao Senado Federal. O senador Eduardo Braga (MDB-AM) ser\u00e1 o relator naquela Casa e j\u00e1 prometeu mudan\u00e7as adicionais ao texto.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o PLP 108\/24 tem tido menos destaque na m\u00eddia. A proposta traz mat\u00e9rias mais afetas aos interesses dos Estados e munic\u00edpios, especialmente por dispor sobre regras de composi\u00e7\u00e3o e funcionamento do Comit\u00ea Gestor do IBS &#8211; o ente supranacional que coordenar\u00e1 a fiscaliza\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o das receitas do novo tributo. Al\u00e9m disso, o projeto regulamenta o processo administrativo fiscal dos novos tributos e a devolu\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos acumulados do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do menor destaque, tem havido debate em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s regras do processo administrativo, em especial sobre a exclus\u00e3o dos contribuintes da composi\u00e7\u00e3o das inst\u00e2ncias superiores do Comit\u00ea Gestor. Esse ponto foi revisto na nova proposta apresentada pelo grupo de trabalho que analisa o PLP e os contribuintes passaram a compor o \u00f3rg\u00e3o na \u00faltima vers\u00e3o do projeto. No entanto, pouco se tem discutido em rela\u00e7\u00e3o ao tema dos cr\u00e9ditos acumulados do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema, apesar de sua enorme import\u00e2ncia, vem passando quase desapercebido. E isso preocupa, j\u00e1 que o projeto foi originalmente gerido no \u00e2mbito do Comsefaz, que congrega representantes das secretarias de fazenda estaduais e, por isso, atende aos seus interesses, e n\u00e3o dos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso fica claro, por exemplo, na regra que impedia o aproveitamento de cr\u00e9ditos de ICMS quando o contribuinte tivesse outros d\u00e9bitos estaduais &#8211; ainda que n\u00e3o relacionados ao IBS ou ao ICMS. A primeira vers\u00e3o do projeto autorizava somente a compensa\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos de ICMS com o IBS. Ou seja, caso o contribuinte tivesse enorme cr\u00e9dito de ICMS a receber, ficaria impossibilitado de utilizar esses valores caso tivesse, por exemplo, d\u00e9bitos de IPVA ou de outro tributo estadual, ainda que em valor inferior \u00e0quele que lhe fosse devido.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, de um lado, o PLP vedava o uso do cr\u00e9dito remanescente de ICMS com qualquer outro tributo que n\u00e3o o IBS e, de outro, vedava o ressarcimento quando houver d\u00e9bito de outro tributo estadual que n\u00e3o o IBS. Um completo contrassenso. Os alertas de alguns contribuintes surtiram efeito e esse ponto tamb\u00e9m foi revisto pelos deputados. A nova vers\u00e3o do projeto restringe o aproveitamento de cr\u00e9ditos apenas se houver d\u00e9bitos de ICMS ou de IBS, mas n\u00e3o de outros tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra \u201cmaldade\u201d que constava do projeto original, era a previs\u00e3o de prazo bastante extenso para que os Fiscos estaduais apreciem os pedidos de homologa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos &#8211; dois anos. \u00c9 certo que o PLP previa uma regra de homologa\u00e7\u00e3o t\u00e1cita caso o prazo fosse descumprido, por\u00e9m tamb\u00e9m se estabelecia que os contribuintes somente poderiam transferir cr\u00e9ditos que decorram da homologa\u00e7\u00e3o t\u00e1cita a terceiros a partir de 2038!<\/p>\n\n\n\n<p>O Grupo de Trabalho reduziu o prazo de an\u00e1lise para um ano, mas n\u00e3o mudou a regra de uso dos cr\u00e9ditos a partir de 2038. Com isso, o PLP privilegia a in\u00e9rcia estatal na an\u00e1lise dos pedidos de homologa\u00e7\u00e3o, atrasando, em cinco anos, o direito do contribuinte transferir seus cr\u00e9ditos. Ou seja, o efeito perverso dessa regra ser\u00e1 o de desincentivar os Estados na an\u00e1lise dos pedidos de homologa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos, o que adiar\u00e1, por cinco anos, o direito de sua negocia\u00e7\u00e3o pelos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 certo que o PLP traz avan\u00e7os ao prever a possibilidade da cess\u00e3o de cr\u00e9ditos de ICMS a terceiros &#8211; ainda que, ao faz\u00ea-lo, apenas acate a determina\u00e7\u00e3o constitucional estabelecida na Constitui\u00e7\u00e3o. No entanto, incorre em erro ao estabelecer que as regras da cess\u00e3o devem observar as normas estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>O grande problema \u00e9 que nem todas as legisla\u00e7\u00f5es do ICMS possibilitam a cess\u00e3o desses cr\u00e9ditos e, na aus\u00eancia de lei local, a regra do PLP 108\/24 seria letra morta. \u00c9 essencial a cria\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00e3o dos Estados e munic\u00edpios para que regulamentem, no \u00e2mbito das legisla\u00e7\u00f5es estaduais, a cess\u00e3o de cr\u00e9ditos de ICMS, antes do in\u00edcio da vig\u00eancia do novo sistema e da exigibilidade do IBS.<\/p>\n\n\n\n<p>Surpreende que tais temas estejam sendo pouco debatidos e ofuscados pelas controv\u00e9rsias do PLP 68\/24, igualmente importantes. O lado positivo \u00e9 que o segundo projeto dever\u00e1 ser votado na C\u00e2mara apenas no pr\u00f3ximo semestre, havendo algum tempo para debate e aprimoramento, sem a urg\u00eancia com a qual foi conduzido o projeto de lei do IBS\/CBS.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, \u00e9 urgente que esse projeto seja mais discutido e que seus impactos fiquem claros para os contribuintes. Devemos manter a vigil\u00e2ncia para que nossos congressistas aprovem uma regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria que garanta o direito dos contribuintes, e que seja verdadeiramente justa e eficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Giuseppe Pecorari Melotti e Bruno Toledo Checchia s\u00e3o advogados, s\u00f3cios da \u00e1rea tribut\u00e1ria do Bichara Advogados<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/07\/19\/um-tema-fora-do-radar-na-reforma-tributaria.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/07\/19\/um-tema-fora-do-radar-na-reforma-tributaria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>&#8216;Cashback do povo&#8217;: reforma tribut\u00e1ria vence mais uma etapa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/07\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara dos Deputados aprovou a regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria. Assim, concluiu-se mais uma etapa na realiza\u00e7\u00e3o do sonho perseguido por tantas gera\u00e7\u00f5es de parlamentares e do anseio do povo brasileiro de construir uma ampla e moderna mudan\u00e7a no sistema de tributa\u00e7\u00e3o do consumo, que agora est\u00e1 a um passo de ser alcan\u00e7ada.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s coordenar, no ano passado, a tramita\u00e7\u00e3o da PEC 132\/2023, fui designado relator geral da sua regulamenta\u00e7\u00e3o, coordenando um trabalho coletivo desenvolvido pelos sete membros do Grupo de Trabalho (GT). O texto que agora segue para aprecia\u00e7\u00e3o do Senado \u00e9 fruto do processo democr\u00e1tico, de uma abrangente constru\u00e7\u00e3o pol\u00edtica para combinar os interesses dos mais amplos setores da sociedade. \u00c9 um legado deixado pelo governo do presidente Lula e do Congresso, sob a presid\u00eancia de Arthur Lira, na C\u00e2mara dos Deputados, e Rodrigo Pacheco, no Senado.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u2018Cashback do povo\u2019<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Playvolume00:00\/03:59TruvidfullScreen<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil deixa de ter o pior sistema tribut\u00e1rio do mundo para criar o mais moderno, tecnol\u00f3gico e progressivo, aproveitando as boas experi\u00eancias do mundo adaptadas \u00e0 realidade brasileira. Nosso sistema vai combinar pol\u00edticas voltadas aos mais pobres, mas tamb\u00e9m melhorar a vida da classe m\u00e9dia e aumentar a produtividade em todos os segmentos. Adotamos o modelo que considero o mais justo, que ficou conhecido como \u201ccashback do povo\u201d. Nele, 73 milh\u00f5es de brasileiros com renda mensal de at\u00e9 meio sal\u00e1rio m\u00ednimo n\u00e3o pagar\u00e3o impostos por meio de dois mecanismos.<\/p>\n\n\n\n<p>Um \u00e9 autom\u00e1tico, no qual eles ser\u00e3o isentos integralmente do imposto federal (CBS) nas contas reguladas de energia el\u00e9trica, g\u00e1s, esgoto e \u00e1gua, e desconto de 20% no IBS, mas com a possibilidade de cada Estado ampliar esse benef\u00edcio. Nos demais gastos, tamb\u00e9m haver\u00e1 a devolu\u00e7\u00e3o do valor dos impostos, bastando apresentar a nota fiscal do produto ou servi\u00e7o. Seguindo o modelo de outros pa\u00edses, os turistas estrangeiros que fizerem compras no pa\u00eds ser\u00e3o tamb\u00e9m contemplados pelo&nbsp;<em>cashback<\/em>, recebendo os impostos devolvidos quando embarcarem para seus pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p>A devolu\u00e7\u00e3o dos impostos ser\u00e1 combinada a outras duas pol\u00edticas distributivas: a cesta b\u00e1sica nacional, com produtos sem incid\u00eancia de impostos, na qual houve uma amplia\u00e7\u00e3o da lista proposta inicialmente pelo governo federal, com a introdu\u00e7\u00e3o de itens como a prote\u00edna de origem animal, e uma lista ampla de medicamentos, incluindo os necess\u00e1rios para higiene menstrual. E os itens que ter\u00e3o uma al\u00edquota reduzida em 60%, que se referem aos demais produtos de sa\u00fade e atividades essenciais, como educa\u00e7\u00e3o, transporte, cultura e comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos \u00faltimos tempos, o debate sobre a inclus\u00e3o da prote\u00edna animal na cesta b\u00e1sica acabou ganhando destaque, desde que o presidente Lula a defendeu publicamente. Ela s\u00f3 foi poss\u00edvel gra\u00e7as a muitos estudos t\u00e9cnicos que comprovaram que a iniciativa n\u00e3o representaria um aumento da al\u00edquota de refer\u00eancia, na m\u00e9dia de 26,5%. O grupo de trabalho, amparado pelo Col\u00e9gio de L\u00edderes, introduziu no relat\u00f3rio uma \u201ctrava\u201d para que esse limite n\u00e3o seja ultrapassado em nenhuma hip\u00f3tese, com risco de as desonera\u00e7\u00f5es serem reavaliadas no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Tenho a convic\u00e7\u00e3o de que isso n\u00e3o ser\u00e1 necess\u00e1rio, pois a capacidade arrecadat\u00f3ria no novo sistema \u00e9 extraordin\u00e1ria. O Brasil vai acabar com a economia subterr\u00e2nea, com sua sonega\u00e7\u00e3o, fraude e inadimpl\u00eancia, que gerou um contencioso na ordem de R$ 9 trilh\u00f5es, quase o valor do nosso Produto Interno Bruto (PIB). Toda essa arrecada\u00e7\u00e3o vai dar as condi\u00e7\u00f5es de n\u00e3o s\u00f3 manter a al\u00edquota padr\u00e3o mesmo com todos os benef\u00edcios, como tamb\u00e9m de, em poucos anos, reduzi-la para algo em torno de 25%.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel com a cria\u00e7\u00e3o do sistema mais moderno e tecnol\u00f3gico de cobran\u00e7a e distribui\u00e7\u00e3o dos impostos, o&nbsp;<em>split payment<\/em>, que permitir\u00e1 a troca de informa\u00e7\u00f5es entre os contribuintes em cada elo da cadeia produtiva. O mecanismo vai usar a capilaridade dos meios eletr\u00f4nicos de pagamento (como cart\u00f5es e Pix) a fim de recolher automaticamente o tributo em cada opera\u00e7\u00e3o, j\u00e1 fazendo a distribui\u00e7\u00e3o dos devidos valores para cada ente federado e devolvendo-os para o cidad\u00e3o, caso ele se encaixe entre os contemplados pelo cashback.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria do pa\u00eds vai se dividir entre o antes e o depois da reforma tribut\u00e1ria. Inauguraremos uma fase de desenvolvimento acelerado, que vai gerar um aumento de 20% al\u00e9m do crescimento natural do PIB. Isso significa R$ 2 trilh\u00f5es incrementados \u00e0 nossa economia, o que representa R$ 6.000 per capita para cada brasileiro. Ser\u00e3o 12 milh\u00f5es de empregos em dez anos. Era esta a proposta original: se o Brasil cresce, todos ganham.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jul-19\/reforma-tributaria-vence-mais-uma-etapa\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jul-19\/reforma-tributaria-vence-mais-uma-etapa\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mecanismos da reforma tribut\u00e1ria fomentam combate \u00e0 desigualdade, apontam especialistas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto da reforma tribut\u00e1ria,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/politica\/camara-regulamentacao-reforma-tributaria\/\">cuja regulamenta\u00e7\u00e3o foi aprovada pela C\u00e2mara dos Deputados no dia 10 de julho<\/a>, tem como premissa simplificar e trazer maior isonomia para o sistema tribut\u00e1rio brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas especialistas ouvidos pela&nbsp;CNN&nbsp;avaliam que o projeto tamb\u00e9m tem um peso positivo para o lado da redu\u00e7\u00e3o de desigualdades.<\/p>\n\n\n\n<p>Buscar a equidade e a justi\u00e7a fiscal s\u00e3o caminhos da reforma, segundo Jo\u00e3o Eloi Olenike, presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 uma reforma que pode corrigir desigualdades, garantindo que todos os contribuintes paguem uma parcela justa de impostos. Isso pode incluir a corre\u00e7\u00e3o de lacunas e a elimina\u00e7\u00e3o de isen\u00e7\u00f5es que beneficiam desproporcionalmente os mais ricos ou certas ind\u00fastrias\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com uma \u201ccalculadora da reforma tribut\u00e1ria\u201d desenvolvida pelo Banco Mundial, o Simulador de Imposto sobre Valor Agregado (Simvat),&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/macroeconomia\/ferramenta-do-banco-mundial-simula-impactos-da-reforma-tributaria-na-renda-das-familias\/\">a proposta atual reduz a carga tribut\u00e1ria dos 10% mais pobres da popula\u00e7\u00e3o para 22,1%, de 28% atualmente<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto isso, os 10% mais ricos \u2014 que convivem com carga de 8,2% atualmente \u2014 pagariam praticamente o mesmo em termos proporcionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Proposta central da reforma no combate a desigualdades s\u00e3o as regras de devolu\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Valor Agregado (IVA), mecanismo conhecido popularmente como cashback.<\/p>\n\n\n\n<p>O mecanismo busca reduzir a regressividade da tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo ao&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/macroeconomia\/cashback-saiba-como-funcionara-a-devolucao-de-impostos-da-reforma-tributaria\/\">repassar valores tributados aos contribuintes mais pobres<\/a>. Cerca de 72,3 milh\u00f5es de pessoas devem ser abra\u00e7adas pelo benef\u00edcio, segundo estudo do instituto Pra Ser Justo.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/macroeconomia\/reforma-tributaria-trava-de-aliquota-busca-seguranca-tanto-para-contribuinte-quanto-governo-apontam-tributaristas\/\">al\u00edquota m\u00e9dia do IVA ser de 26,5%<\/a>, e igual para todos, as pessoas com menor renda pagariam um maior imposto relativo ao quanto recebem. Ao devolver os valores pagos em impostos para as classes mais baixas, o cashback tenta frear esse movimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisa do think tank aponta que cerca de 57% dos benefici\u00e1rios do cashback s\u00e3o mulheres. Na divis\u00e3o por grupos \u00e9tnicos, 72% das pessoas que devem participar do programa s\u00e3o negros. E no final das contas, o cashback deve custar R$ 9,8 bilh\u00f5es aos cofres p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>O Simvat aponta que o cashback \u00e9 mais eficiente para combater desigualdades do que a amplia\u00e7\u00e3o da isen\u00e7\u00e3o de produtos da cesta b\u00e1sica.<\/p>\n\n\n\n<p>O Banco Mundial indica que no caso de as isen\u00e7\u00f5es abrangerem todos os alimentos, ao mesmo tempo em que se elimine o cashback, a al\u00edquota m\u00e9dia do IVA teria que aumentar de 26,5% para 28,3% a fim de manter a neutralidade fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 a isen\u00e7\u00e3o da carne, aprovada na C\u00e2mara dos Deputados como emenda \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma, deve refletir num&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/macroeconomia\/isencao-a-carnes-pode-elevar-aliquota-geral-em-053-ponto-diz-haddad\/\">aumento de 0,53 ponto percentual a al\u00edquota geral, segundo o Minist\u00e9rio da Fazenda<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm v\u00e1rias simula\u00e7\u00f5es, um cashback bem direcionado parece ser uma maneira eficiente de proteger os mais pobres, diferentemente de isen\u00e7\u00f5es ou redu\u00e7\u00f5es destinadas a toda a popula\u00e7\u00e3o\u201d, pontuou o Banco Mundial em nota.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez que a abordagem do cashback \u00e9 direcionada, se bem formulada, seria a sa\u00edda mais adequada j\u00e1 que, no caso da carne, por exemplo, a isen\u00e7\u00e3o reduz impostos para todos os que consomem o alimento, e n\u00e3o somente para aqueles de baixa renda, aponta Guilherme Klein, professor do Departamento de Economia da Universidade de Leeds, no Reino Unido, e pesquisador do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made-USP).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA escolha pela isen\u00e7\u00e3o, portanto, \u00e9 menos eficiente em reduzir desigualdades de duas formas: pois reduz impostos para grupos de renda m\u00e9dia e alta, que consomem carne; e tende a aumentar a al\u00edquota-padr\u00e3o sobre servi\u00e7os e consumo, afetando proporcionalmente mais aqueles de menor renda\u201d, explica Klein.<\/p>\n\n\n\n<p>Cashback limitado em alcance<\/p>\n\n\n\n<p>Mas apesar de ser um instrumento que reduza a regressividade, o cashback poderia ter um impacto ainda maior, na avalia\u00e7\u00e3o da coordenadora do Grupo de Pesquisa Tributa\u00e7\u00e3o e G\u00eanero da Escola de Direito de S\u00e3o Paulo da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV Direito SP), Tathiane Piscitelli.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa forma como veio desenhado [na regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma, o cashback] est\u00e1 limitado tanto em alcance quanto no percentual de devolu\u00e7\u00e3o\u201d, aponta. Segundo a Fazenda, esse n\u00edvel tem m\u00e9dia de 25%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 evidente que alcan\u00e7a quem \u00e9 muito vulner\u00e1vel, mas h\u00e1 muitas pessoas em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade que n\u00e3o se enquadram nesses par\u00e2metros. H\u00e1 dados que indicam que 70% da popula\u00e7\u00e3o ganha at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos. Essa popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o consegue arcar com uma tributa\u00e7\u00e3o sobre bens essenciais com a carga tribut\u00e1ria como foi colocada\u201d, pontua.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, a tributarista refor\u00e7a que n\u00e3o deve haver mais espa\u00e7o no or\u00e7amento para se aumentar o cashback, ainda mais considerando a amplia\u00e7\u00e3o da cesta b\u00e1sica.<\/p>\n\n\n\n<p>Piscitelli avalia a devolu\u00e7\u00e3o de valores como um direito, porque uma vez que se reconhece que a pessoa \u201cn\u00e3o tem capacidade econ\u00f4mica para arcar com essa tributa\u00e7\u00e3o, eu n\u00e3o estou fazendo uma ren\u00fancia tribut\u00e1ria, eu estou reconhecendo que essa pessoa n\u00e3o pode arcar com esse tributo e por tanto ela tem o direito de n\u00e3o ser tributada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela aponta que n\u00e3o \u00e9 adequado equiparar o cashback a benef\u00edcios e colocar na conta como uma ren\u00fancia que possa eventualmente ser revista.<\/p>\n\n\n\n<p>Desse modo, a tributarista diz que a complementaridade entre cashback e redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas \u00e9 um caminho a se trilhar para redu\u00e7\u00e3o de desigualdades, ainda mais tendo em vista o mecanismo de revis\u00e3o quinquenal \u2014 cuja premissa \u00e9 reavaliar a cada cinco anos as al\u00edquotas e as bases de c\u00e1lculo dos tributos \u2014 previsto na reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>Complementaridade de mecanismos e revis\u00e3o quinquenal<\/p>\n\n\n\n<p>Tatiana Migiyama, professora em Gest\u00e3o Tribut\u00e1ria da Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Cont\u00e1beis, Atuariais e Financeiras (FIPECAFI), pontua que as regras que tratam da redu\u00e7\u00e3o dos impostos que comp\u00f5em o IVA a zero para determinados produtos se complementam com o mecanismo de cashback para combate da desigualdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Piscitelli aponta para a mesma dire\u00e7\u00e3o de que ambas n\u00e3o se anulam e podem ser equilibradas.&nbsp;\u201cA combina\u00e7\u00e3o das duas pol\u00edticas \u00e9 um bom caminho, ainda mais considerando essa reavalia\u00e7\u00e3o quinquenal\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O mecanismo prev\u00ea que a cada cinco anos sejam revistas as ren\u00fancias e impostos aplicados, tendo em vista o ganho do contribuinte sem detrimento do estado: se houve de fato uma redu\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o nos bens essenciais com as al\u00edquotas reduzidas, e se o gasto tribut\u00e1rio com as ren\u00fancias est\u00e1 de fato chegando na m\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO sentido \u00e9 assegurar menor pre\u00e7o desses bens e por tanto mais acesso da popula\u00e7\u00e3o a bens e servi\u00e7os essenciais. A revis\u00e3o quinquenal \u00e9 uma avalia\u00e7\u00e3o desse gasto tribut\u00e1rio, que deve ser adequado na perspectiva do custo benef\u00edcio\u201d, conclui a coordenadora do Grupo de Pesquisa Tributa\u00e7\u00e3o e G\u00eanero da FGV Direito SP.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-cnn-brasil wp-block-embed-cnn-brasil\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"nT4sJimZId\"><a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/macroeconomia\/mecanismos-da-reforma-tributaria-fomentam-combate-a-desigualdade-apontam-especialistas\/\">Mecanismos da reforma tribut\u00e1ria fomentam combate \u00e0 desigualdade, apontam especialistas<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Mecanismos da reforma tribut\u00e1ria fomentam combate \u00e0 desigualdade, apontam especialistas&#8221; &#8212; CNN Brasil\" src=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/macroeconomia\/mecanismos-da-reforma-tributaria-fomentam-combate-a-desigualdade-apontam-especialistas\/embed\/#?secret=GKNv4fb2Tt#?secret=nT4sJimZId\" data-secret=\"nT4sJimZId\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e3o Paulo notifica milhares de contribuintes por falta de pagamento do imposto sobre doa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Milhares de contribuintes come\u00e7aram a receber h\u00e1 pouco mais de um m\u00eas notifica\u00e7\u00f5es da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de S\u00e3o Paulo (Sefaz-SP) por suposta falta de pagamento do Imposto sobre Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o (ITCMD). Os avisos foram enviados no \u00e2mbito da Opera\u00e7\u00e3o Loki, iniciada no fim de maio. \u00c9 a primeira vez que o governo faz um procedimento fiscalizat\u00f3rio dessa magnitude, que envolve o cruzamento de dados pr\u00f3prios com os da Junta Comercial e Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Os avisos s\u00e3o um \u201cconvite\u201d \u00e0 autorregulariza\u00e7\u00e3o &#8211; n\u00e3o h\u00e1 ainda autua\u00e7\u00e3o ou in\u00edcio de a\u00e7\u00e3o fiscal. As cartas foram enviadas para contribuintes que, segundo a Sefaz-SP, teriam feito planejamento sucess\u00f3rio irregular, simulando a venda de cotas ou a\u00e7\u00f5es de empresas &#8211; sejam holdings familiares ou patrimoniais &#8211; para transmitir heran\u00e7a de forma gratuita ou por um valor menor.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos comunicados, a Fazenda paulista diz ter encontrado \u201cind\u00edcios\u201d de que a transmiss\u00e3o das cotas \u201cn\u00e3o teria ocorrido entre partes independentes\u201d e poderia configurar doa\u00e7\u00e3o, tribut\u00e1vel pelo ITCMD. Nesta primeira etapa, os avisos envolvem opera\u00e7\u00f5es de 2020, mas as notifica\u00e7\u00f5es devem atingir atos dos anos seguintes nos pr\u00f3ximos meses. A opera\u00e7\u00e3o dura at\u00e9 o fim de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo tributaristas, o governo tem sido mais agressivo e sofisticado na fiscaliza\u00e7\u00e3o do imposto, principalmente ap\u00f3s a cria\u00e7\u00e3o da delegacia especializada em ITCMD no ano passado. Para eles, a Opera\u00e7\u00e3o Loki tem intuito arrecadat\u00f3rio e o alvo s\u00e3o holdings familiares usadas para transmitir patrim\u00f4nio entre pais e filhos por meio da venda de participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria, algo permitido pela legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, o governo de S\u00e3o Paulo registrou recorde de arrecada\u00e7\u00e3o com o ITCMD, de acordo com o Relat\u00f3rio de Receita Tribut\u00e1ria da Sefaz-SP. Entraram para os cofres p\u00fablicos R$ 4,4 bilh\u00f5es em 2023, um valor 16% maior que em 2022. O total recolhido com o imposto no ano passado ainda foi 45% superior \u00e0 m\u00e9dia da \u00faltima d\u00e9cada, de R$ 3 bilh\u00f5es. Neste ano, entre janeiro e maio, o recolhimento do ITCMD levou R$ 1,5 bilh\u00e3o para os cofres p\u00fablicos. O tributo representa menos de 2% da arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Sefaz-SP, a venda de cotas para herdeiros n\u00e3o pode ter valor inferior ao patrim\u00f4nio l\u00edquido ou patrimonial da holding. Nesses casos, ela entende haver \u201csimula\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio jur\u00eddico\u201d, pois a compra da participa\u00e7\u00e3o por um montante menor configuraria uma doa\u00e7\u00e3o, mascarada de contrato de compra e venda. A consequ\u00eancia \u00e9 o auto de infra\u00e7\u00e3o, com multa de 100%. Pode haver ainda uma representa\u00e7\u00e3o fiscal para fins penais por crime contra a ordem tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um v\u00eddeo institucional sobre a Opera\u00e7\u00e3o Loki publicado no YouTube, o auditor fiscal da Receita Estadual Jefferson Valentin diz que quando h\u00e1 inten\u00e7\u00e3o de vender cotas de uma empresa, o vendedor \u201cpor \u00f3bvio, quer aferir o maior poss\u00edvel por aquele patrim\u00f4nio\u201d. E quando o comprador \u00e9 um herdeiro, isso \u201cpor si s\u00f3, j\u00e1 \u00e9 um ind\u00edcio de que h\u00e1 algum tipo de m\u00e1cula naquele contrato\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio verificar, contudo, acrescenta, o pagamento pelas participa\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias e se o valor de venda estaria adequado. \u201cQuando n\u00e3o h\u00e1 comprova\u00e7\u00e3o de que houve pagamento por aquele patrim\u00f4nio transmitido ou houve um pagamento de um valor simb\u00f3lico muito menor do que vale a empresa, fica muito evidente que aquilo se trata de uma&nbsp; simula\u00e7\u00e3o, de uma ilus\u00e3o negocial\u201d, afirma o auditor fiscal, no v\u00eddeo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando h\u00e1 um contrato, as partes t\u00eam liberalidade para transacionar o valor\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Luiz H. M. Veronezi<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o houve, diz, \u201ca busca por um valor melhor, houve sim a inten\u00e7\u00e3o de transmitir o patrim\u00f4nio a t\u00edtulo gratuito, o que caracteriza a doa\u00e7\u00e3o\u201d. Segundo ele, h\u00e1 jurisprud\u00eancia favor\u00e1vel \u00e0 Fazenda paulista no Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de S\u00e3o Paulo (TJSP) &#8211; os \u00faltimos ac\u00f3rd\u00e3os sobre o assunto, por\u00e9m, t\u00eam sido mais favor\u00e1veis aos contribuintes (leia mais abaixo).<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados consultados pelo Valor aconselham seus clientes a esperar a pr\u00f3xima fase da Opera\u00e7\u00e3o Loki, que deve vir com o envio das notifica\u00e7\u00f5es oficiais, dando in\u00edcio ao processo administrativo, onde haver\u00e1 espa\u00e7o para o contradit\u00f3rio e envio dos documentos comprobat\u00f3rios. O \u201cbenef\u00edcio\u201d, para quem queira se regularizar j\u00e1 agora, \u00e9 pagar o imposto com 20% de multa &#8211; e n\u00e3o 100%, quando ou se vier um auto de infra\u00e7\u00e3o no futuro. Segundo a Sefaz, 331 contribuintes fizeram a autorregulariza\u00e7\u00e3o, at\u00e9 a \u00faltima sexta-feira, 5.<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista Guilherme Saraiva Grava, do Diamantino Advogados Associados, refor\u00e7a que n\u00e3o h\u00e1 problema em constituir holdings para planejamentos familiares e sucess\u00f3rios. &#8220;O que \u00e9 ilegal \u00e9 usar a holding para esconder uma a opera\u00e7\u00e3o de heran\u00e7a e doa\u00e7\u00e3o e transformar em uma compra e venda simulada\u201d, afirma o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele d\u00e1 o exemplo de um im\u00f3vel de valor de mercado de R$ 1 milh\u00e3o subjugado a uma empresa, cujo maior cotista \u00e9 uma determinada pessoa da fam\u00edlia. Ao inv\u00e9s de o im\u00f3vel ser deixado como heran\u00e7a, os filhos compram cotas de participa\u00e7\u00e3o por um valor menor, de R$ 10 mil. \u201cO herdeiro vira dono do im\u00f3vel dessa forma, mas isso n\u00e3o pode ser feito porque o que seria a transfer\u00eancia de um im\u00f3vel de R$ 1 milh\u00e3o estou transformando em uma venda de R$ 10 mil\u201d, diz Grava.<\/p>\n\n\n\n<p>Luiz Henrique Mazetto Veronezi, s\u00f3cio do PLKC Advogados, afirma que cerca de 15 clientes receberam o aviso, mas n\u00e3o v\u00ea as opera\u00e7\u00f5es como tribut\u00e1veis. \u201cEm nenhum dos casos, a inten\u00e7\u00e3o foi transmitir patrim\u00f4nio\u201d, diz Veronezi. \u201cE quando h\u00e1 um contrato de compra e venda, entendo que as partes t\u00eam liberalidade para transacionar o valor.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A Sefaz-SP foi procurada pelo Valor , mas n\u00e3o quis dar entrevista sobre o assunto. Em nota, afirma que a Opera\u00e7\u00e3o Loki n\u00e3o tem objetivo arrecadat\u00f3rio, \u201cmas o fomento \u00e0 autorregulariza\u00e7\u00e3o e a instru\u00e7\u00e3o dos contribuintes acerca das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias\u201d. A retifica\u00e7\u00e3o pode ser feita no site da secretaria.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/07\/17\/sao-paulo-notifica-milhares-de-contribuintes-por-falta-de-pagamento-do-imposto-sobre-doacoes.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/07\/17\/sao-paulo-notifica-milhares-de-contribuintes-por-falta-de-pagamento-do-imposto-sobre-doacoes.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>MUNICIPAIS: <\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ambev vence no Carf discuss\u00e3o sobre \u2018tese do s\u00e9culo\u2019<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Uma decis\u00e3o in\u00e9dita do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) garante que o direito \u00e0 exclus\u00e3o do ICMS do c\u00e1lculo do PIS e da Cofins &#8211; a chamada \u201ctese do s\u00e9culo\u201d &#8211; independe do regime pelo qual a empresa \u00e9 tributada. No caso concreto, a fabricante de bebidas Ambev se livrou de uma autua\u00e7\u00e3o fiscal de aproximadamente R$ 400 milh\u00f5es por compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria indevida (valor atualizado, com juros e multa).<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram que o valor do imposto estadual deve ser retirado do c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es sociais por se tratar de receita do Estado, e n\u00e3o do contribuinte (Tema 69). Mas a Receita Federal entende que essa tese n\u00e3o se aplica para setores que apuram o PIS e a Cofins por meio de regimes especiais &#8211; como os de bebidas e combust\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas ponderam que se o direito \u00e0 exclus\u00e3o do ICMS n\u00e3o valesse para as empresas desses setores, que calculam o valor das contribui\u00e7\u00f5es aplicando uma al\u00edquota fixa sobre a produ\u00e7\u00e3o por litros ou metros c\u00fabicos, o impacto financeiro da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d para os cofres da Uni\u00e3o, que deve superar os R$ 300 bilh\u00f5es, poderia ser reduzido de forma significativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a defini\u00e7\u00e3o da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, no ano de 2017, praticamente todas as empresas que pagam PIS e Cofins, entre elas a Ambev, buscaram obter no Judici\u00e1rio a declara\u00e7\u00e3o do direito aos cr\u00e9ditos das contribui\u00e7\u00f5es sociais com a exclus\u00e3o do ICMS da conta e de us\u00e1-los em compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. Contudo, no caso da fabricante de bebidas, mesmo com decis\u00e3o transitada em julgado (contra a qual n\u00e3o cabe mais recurso), a Receita Federal negou o pedido porque a companhia n\u00e3o apuraria PIS e Cofins sobre receita.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas do setor de bebidas recolhem as contribui\u00e7\u00f5es sociais por meio de um regime especial, em que a base de c\u00e1lculo \u00e9 a quantidade de litros produzidos &#8211; calculados por meio de medidores de vaz\u00e3o aos quais a Receita Federal tem acesso. Advogados das empresas, por\u00e9m, afirmam que essa seria apenas uma t\u00e9cnica diferente de se medir a receita. O regime especial de tributa\u00e7\u00e3o das bebidas consta na Lei n\u00ba 10.833, de 2003. O dos combust\u00edveis, na Lei n\u00ba 9.718, de 1998.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do Carf corrobora a argumenta\u00e7\u00e3o dos contribuintes. \u201cEntendo, neste ponto, que a ado\u00e7\u00e3o do regime j\u00e1 disposto inicialmente, mediante mensura\u00e7\u00e3o por unidade de litro, para se contabilizar a opera\u00e7\u00e3o de venda, por se utilizar de pre\u00e7os m\u00e9dios de mercado, em nada desconfigura o conceito de receita e faturamento, constitucionalmente disposto, de modo que deve a fiscaliza\u00e7\u00e3o guardar devida observ\u00e2ncia e exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, conforme mandamento judicial\u201d, afirma em seu voto a relatora do caso, a conselheira Mariel Orsi Gameiro (processo n\u00ba 10880.908971\/2022-17).<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 o primeiro caso sobre o assunto julgado pelo Carf, segundo especialistas. A decis\u00e3o foi proferida, por unanimidade, pela 2\u00aa Turma Ordin\u00e1ria da 3\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o de Julgamento. Por isso, \u00e9 um importante precedente para outras empresas que tamb\u00e9m se submetem a regimes especiais para o pagamento do PIS e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAdo\u00e7\u00e3o do regime especial em nada desconfigura o conceito de receita\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Mariel Gameiro<\/p>\n\n\n\n<p>Essa inseguran\u00e7a tribut\u00e1ria eclodiu no ano de 2019, quando a Receita Federal, por meio da Solu\u00e7\u00e3o de Consulta da Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit) n\u00ba 177, passou a orientar os fiscais do pa\u00eds no sentido de que empresas sob regime diferenciado de apura\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00eam como excluir o ICMS do PIS e da Cofins. O argumento adotado foi o de que, nessa situa\u00e7\u00e3o, o imposto estadual n\u00e3o estaria expl\u00edcito na base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es sociais. A consulta havia sido feita por uma empresa do setor de combust\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado tributarista Fabio Calcini, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Brasil Salom\u00e3o e Mathes Advocacia, destaca que v\u00e1rias dessas empresas, dos setores de bebidas e combust\u00edveis, t\u00eam cr\u00e9ditos de PIS e Cofins parados at\u00e9 hoje por inseguran\u00e7a jur\u00eddica. \u201cTemos dado parecer na mesma linha da decis\u00e3o do Carf, indicando que a empresa pode compensar e usar o cr\u00e9dito. N\u00e3o indicamos judicializa\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o tributarista T\u00e9rcio Chiavassa, s\u00f3cio do Pinheiro Neto Advogados, essa decis\u00e3o poder\u00e1 ser \u00fatil para outras empresas, como clientes do escrit\u00f3rio do setor de bebidas, porque demonstra o que a banca tem defendido na esfera administrativa. \u201cEmbora seja de c\u00e2mara baixa e ainda caiba recurso da PGFN [Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional], a decis\u00e3o \u00e9 importante porque para a discuss\u00e3o subir para a C\u00e2mara Superior do Carf s\u00f3 se houver algum ac\u00f3rd\u00e3o paradigma, sobre o mesmo assunto, em sentido contr\u00e1rio, o que desconhecemos\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio de nota, a Ambev afirmou ao Valor que \u201ca decis\u00e3o do Carf se pautou nos aspectos t\u00e9cnicos e jur\u00eddicos, reafirmando que a postura da companhia seguiu e segue a correta interpreta\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria brasileira\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a PGFN informou que n\u00e3o vai comentar a decis\u00e3o do Carf.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/07\/15\/ambev-vence-no-carf-discussao-sobre-tese-do-seculo.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/07\/15\/ambev-vence-no-carf-discussao-sobre-tese-do-seculo.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refrat\u00e1rio usado na produ\u00e7\u00e3o de cimento n\u00e3o gera cr\u00e9ditos de IPI, diz Carf<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/07\/2024&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por 6 votos a 2, a 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/carf\">Carf<\/a>) negou ao contribuinte o direito a tomar cr\u00e9ditos de IPI sobre o material refrat\u00e1rio utilizado em fornos de fabrica\u00e7\u00e3o de cimento. Prevaleceu o entendimento de que o material refrat\u00e1rio, uma esp\u00e9cie de tijolo utilizado para manter a temperatura dos fornos e evitar o derretimento das paredes de metal, n\u00e3o constitui insumo ou mat\u00e9ria prima consumida no processo produtivo, mas apenas parte de um equipamento utilizado na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na C\u00e2mara Superior, a advogada da companhia, Elise Oliveira Rodrigues, do escrit\u00f3rio Lima J\u00fanior, Domene &amp; Advogados Associados, defendeu em sustenta\u00e7\u00e3o oral que os refrat\u00e1rios s\u00e3o insumo consumido no processo de industrializa\u00e7\u00e3o. Conforme a defensora, o material tem contato direto com o cimento e, ao longo do tempo, suas propriedades s\u00e3o perdidas a ponto de se tornar inutiliz\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAp\u00f3s a extra\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria-prima, calc\u00e1rio, areia e argila formam uma farinha e s\u00e3o cozinhados para que resulte no cimento, cuja obten\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel dentro dos fornos revestidos pelo material refrat\u00e1rio. O material refrat\u00e1rio tem dupla fun\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de proteger o forno, garante que tenhamos a homogeneiza\u00e7\u00e3o da temperatura, que deve ser constante para que a rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica se fa\u00e7a. Ele se torna inutiliz\u00e1vel n\u00e3o s\u00f3 pelo calor, mas pela pr\u00f3pria natureza do produto, o cimento, um material \u00e1spero. \u00c9 como se houvesse uma eros\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, a relatora, conselheira Sem\u00edramis de Oliveira Duro, entendeu que o material refrat\u00e1rio n\u00e3o pode ser considerado insumo por n\u00e3o agregar qualquer caracter\u00edstica ao produto final, o cimento. Para a julgadora, o refrat\u00e1rio \u00e9 apenas parte de um equipamento, o forno. A conselheira citou a decis\u00e3o do STJ no REsp 1.075.508 (Tema 168), fixando o entendimento de que \u201ca aquisi\u00e7\u00e3o de bens integrantes do ativo permanente da empresa n\u00e3o gera direito a creditamento de IPI\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A conselheira Tatiana Belis\u00e1rio abriu diverg\u00eancia. A julgadora afirmou que ao julgar a mat\u00e9ria em ocasi\u00e3o anterior, teve acesso a estudo que demonstra que o material refrat\u00e1rio tem, sim, impacto no produto final, pois deixa res\u00edduos no cimento. A conselheira Denise Green acompanhou o voto. Por\u00e9m, os demais conselheiros seguiram a posi\u00e7\u00e3o da relatora.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso tramita com o n\u00famero 10880.924000\/2012-34 e envolve a CCB \u2013 Cimpor Cimentos do Brasil S. A.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/beta.jota.info\/noticia\/refratario-usado-na-producao-de-cimento-nao-gera-creditos-de-ipi-diz-carf\">https:\/\/beta.jota.info\/noticia\/refratario-usado-na-producao-de-cimento-nao-gera-creditos-de-ipi-diz-carf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bradesco vence no Carf discuss\u00e3o sobre dedu\u00e7\u00e3o no IR de perdas por inadimpl\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) entendeu que o contribuinte pode deduzir, do Imposto de Renda (IRPJ), perdas por inadimpl\u00eancia em per\u00edodo posterior ao do reconhecimento da redu\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito. A decis\u00e3o \u00e9 da 1\u00aa Turma e foi dada em recurso do Banco Bradesco.<\/p>\n\n\n\n<p>A institui\u00e7\u00e3o financeira foi autuada por n\u00e3o seguir o entendimento da Receita Federal. Para o \u00f3rg\u00e3o, a dedu\u00e7\u00e3o e consequente redu\u00e7\u00e3o do IRPJ s\u00f3 pode ser feita no per\u00edodo (ano) em que os requisitos previstos em lei para o reconhecimento de perdas por inadimpl\u00eancia forem cumpridos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na autua\u00e7\u00e3o fiscal, a Receita aponta que o Bradesco excluiu do lucro real um total de R$ 7,7 bilh\u00f5es a t\u00edtulo de \u201cPerdas Dedut\u00edveis em Opera\u00e7\u00f5es de Cr\u00e9ditos\u201d, reduzindo a base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica. A cobran\u00e7a se refere ao ano-calend\u00e1rio de 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>O banco tentou, na C\u00e2mara Superior, emplacar uma tese geral sobre a possibilidade de dedu\u00e7\u00e3o fiscal de perdas depois de cinco anos do vencimento, mas esse ponto n\u00e3o foi analisado por falta de paradigma &#8211; decis\u00e3o em sentido contr\u00e1rio, necess\u00e1ria para haver julgamento pela \u00faltima inst\u00e2ncia do Carf.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas os conselheiros defenderam que, se n\u00e3o forem cumpridas as exig\u00eancias da Lei n\u00ba 9.430, de 1996, s\u00e3o indedut\u00edveis, na apura\u00e7\u00e3o do lucro real, as perdas no recebimento de cr\u00e9ditos lan\u00e7adas como despesas, ainda que se tenham passados cinco anos do vencimento do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi julgada pelos conselheiros da 1\u00aa Turma, e aceita, a possibilidade de posterga\u00e7\u00e3o dessas dedu\u00e7\u00f5es, sem delimita\u00e7\u00e3o de tempo. No caso do Bradesco, os abatimentos, feitos em 2012, eram referentes ao per\u00edodo de 2008 a 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Receita Federal, essas dedu\u00e7\u00f5es n\u00e3o deveriam ter sido feitas naquele ano. J\u00e1 o Bradesco alegou que o abatimento \u00e9 uma faculdade e poderia ser realizado depois de implementados os requisitos legais.<\/p>\n\n\n\n<p>No voto vencedor, a conselheira Edeli Pereira Bessa, representante da Fazenda, aponta que, caso as dedu\u00e7\u00f5es tivessem sido efetuadas no prazo estabelecido pela Receita, n\u00e3o teria havido nenhum efeito financeiro imediato na apura\u00e7\u00e3o de resultado dos anos-calend\u00e1rios 2008, 2009 e 2010 &#8211; ocorreria aumento do estoque de preju\u00edzos fiscais acumulados, para compensa\u00e7\u00e3o em per\u00edodos subsequentes. Por outro lado, acrescenta, no ano-calend\u00e1rio de 2012, per\u00edodo em que se apurou resultados positivos, a dedu\u00e7\u00e3o das perdas em quest\u00e3o se daria na forma de compensa\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos do per\u00edodo anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>A conselheira afirma, no voto, que a Lei n\u00ba 9.430, de 1996, permite o registro, como perda, dos cr\u00e9ditos decorrentes das atividades da pessoa jur\u00eddica em momento posterior ao prazo p\u00f3s-vencimento estipulado em lei, ou mesmo depois de iniciada a cobran\u00e7a administrativa ou judicial. \u201cA forma como permitido o registro das perdas imp\u00f5e concluir que \u00e9 facultado ao sujeito passivo provisionar esta perda posteriormente, desde que permane\u00e7a atendendo aos requisitos legais em raz\u00e3o do valor do cr\u00e9dito e da exist\u00eancia, ou n\u00e3o, de garantia\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 facultado ao sujeito passivo provisionar esta perda posteriormente\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Edeli Pereira Bessa<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo o voto, se n\u00e3o h\u00e1 determina\u00e7\u00e3o legal de registro dessa perda provis\u00f3ria em momento espec\u00edfico, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar a exist\u00eancia de redu\u00e7\u00e3o indevida do lucro real por inexatid\u00e3o quanto ao per\u00edodo-base de escritura\u00e7\u00e3o, no caso, da dedu\u00e7\u00e3o correspondente a esta perda. Nesse ponto, a decis\u00e3o foi un\u00e2nime (processo n\u00ba 16327.720979\/2017-40).<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista Leandro Cabral, s\u00f3cio do Velloza Advogados, destaca que a decis\u00e3o \u00e9 positiva por reconhecer a possibilidade de dedu\u00e7\u00e3o em per\u00edodo posterior, inclusive por n\u00e3o haver veda\u00e7\u00e3o legal e por n\u00e3o prejudicar a arrecada\u00e7\u00e3o fiscal. Ainda segundo Cabral, essa \u00e9 a primeira decis\u00e3o da C\u00e2mara Superior que enfrenta o tema de forma completa e confere seguran\u00e7a ao tratamento de perdas.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado lembra que a Lei n\u00ba 14.467, de 2022, que produzir\u00e1 efeitos a partir de janeiro de 2025, vai alterar a forma da dedu\u00e7\u00e3o de perdas no recebimento de cr\u00e9ditos no que diz respeito \u00e0s institui\u00e7\u00f5es financeiras. A norma passa a tratar as perdas no momento de sua ocorr\u00eancia (90 dias ap\u00f3s a inadimpl\u00eancia) e obrigando seu registro nesse exato momento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA lei n\u00e3o altera o passado\u201d, afirma o tributarista. A norma traz uma novidade para as financeiras e um movimento no mercado de revis\u00e3o de procedimentos para apura\u00e7\u00e3o a partir de janeiro de 2025, acrescenta Cabral.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, das duas teses em quest\u00e3o, o Carf julgou apenas a segunda, sobre a possibilidade de deduzir a perda fora do per\u00edodo em que ocorreu. Mas o primeiro tema &#8211; a dedutibilidade da perda depois de cinco anos, independentemente do cumprimento dos requisitos previstos em lei -, que n\u00e3o foi julgado, tamb\u00e9m \u00e9 relevante, de acordo com o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurado pelo Valor, o Banco Bradesco informou que n\u00e3o iria comentar a decis\u00e3o. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/07\/18\/bradesco-vence-no-carf-discussao-sobre-deducao-no-ir-de-perdas-por-inadimplencia.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/07\/18\/bradesco-vence-no-carf-discussao-sobre-deducao-no-ir-de-perdas-por-inadimplencia.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf n\u00e3o conhece de recurso com base na \u2018coisa julgada administrativa\u2019<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/07\/2024&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com base na \u201ccoisa julgada administrativa\u201d e na falta de similitude f\u00e1tica, a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) n\u00e3o conheceu do recurso da Fazenda Nacional em um processo sobre tributa\u00e7\u00e3o da remunera\u00e7\u00e3o paga a professores. O placar ficou em sete votos a um, sendo mantida, na pr\u00e1tica, decis\u00e3o favor\u00e1vel ao contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo chegou \u00e0 C\u00e2mara Superior ap\u00f3s recurso da Fazenda contra decis\u00e3o da 2\u00aa Turma da 4\u00aa C\u00e2mara da 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o que considerou l\u00edcito o planejamento tribut\u00e1rio de uma institui\u00e7\u00e3o de ensino constitu\u00edda como Sociedade em Conta de Participa\u00e7\u00e3o (SCP) com professores para ministrar cursos online. Foram lavrados autos de infra\u00e7\u00e3o para cobran\u00e7a de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria e Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ), relativos aos anos-calend\u00e1rio de 2012 a 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa tamb\u00e9m venceu caso na 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior por meio do Ac\u00f3rd\u00e3o n\u00b0 9101-005.806, que n\u00e3o conheceu o recurso e manteve decis\u00e3o favor\u00e1vel ao contribuinte em rela\u00e7\u00e3o ao IRPJ. O julgamento dos tributos foi separado em fun\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia das turmas para julgar cada tema.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias, a 2\u00aa Turma 4\u00aa C\u00e2mara 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o replicou a decis\u00e3o da 1\u00aa Turma da 4\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o sobre IRPJ proferida anteriormente, uma vez que tratavam-se dos mesmos fatos concretos. Nesta ter\u00e7a-feira (18\/6), a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior n\u00e3o entrou no m\u00e9rito pois o fato de o tema j\u00e1 ter sido julgado impede o colegiado de analisar o m\u00e9rito do caso, uma vez que j\u00e1 h\u00e1 decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, trata-se de um site que re\u00fane professores para cursinhos online em um sistema de Sociedade em Conta de Participa\u00e7\u00e3o (SCP). Ou seja, era distribu\u00eddo lucro em dividendos, que n\u00e3o s\u00e3o tributados, para os professores, considerados s\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>A procuradora da Fazenda Nacional defendeu em sua sustenta\u00e7\u00e3o que os professores eram prestadores de servi\u00e7o, que efetivamente atuavam na coopera\u00e7\u00e3o e realizavam atividade-fim da contribuinte. Assim, incidiria a contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a empresa defendeu que os professores podem ter preju\u00edzo, remunera\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel e ganhavam em fun\u00e7\u00e3o do percentual de venda do curso, ou seja, n\u00e3o \u00e9 remunera\u00e7\u00e3o por servi\u00e7o. Tamb\u00e9m argumentou que houve tr\u00e2nsito em julgado em rela\u00e7\u00e3o ao IRPJ, e, portanto, havia coisa julgada administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, Leonam Rocha, votou para n\u00e3o conhecer do recurso. Para ele, n\u00e3o havia similitude f\u00e1tica entre o caso concreto e os paradigmas. Eles envolviam uma situa\u00e7\u00e3o similar de SCP, mas com m\u00e9dicos ao inv\u00e9s de professores. Em seu voto, que foi seguido pelo restante da turma, tamb\u00e9m citou como causa de n\u00e3o conhecimento a \u201ccoisa julgada administrativa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o conselheiro Mario Hermes Soares Campos abriu diverg\u00eancia para conhecer do recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 10166.728636\/2016-56 e envolve o Ponto Online Cursos LTDA.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-nao-conhece-de-recurso-com-base-na-coisa-julgada-administrativa-19072024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/carf-nao-conhece-de-recurso-com-base-na-coisa-julgada-administrativa-19072024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Uni\u00e3o vence no STJ e Supremo e evita impacto de R$ 169 bi<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/07\/2024&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um impacto potencial de R$ 169,24 bilh\u00f5es foi afastado pela Uni\u00e3o em julgamentos realizados, no primeiro semestre, pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). Esse era o valor total estimado para 10 processos, que foram analisados de forma favor\u00e1vel aos pedidos da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) e Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).<\/p>\n\n\n\n<p>Acordos firmados em outros tr\u00eas casos tamb\u00e9m s\u00e3o considerados vit\u00f3rias para a Uni\u00e3o. Somados, os desembolsos ser\u00e3o de R$ 5,5 bilh\u00f5es, valor inferior ao previsto inicialmente &#8211; n\u00e3o divulgado pela Uni\u00e3o. Os dados constam em levantamento realizado pelos \u00f3rg\u00e3os a pedido do Valor.<\/p>\n\n\n\n<p>A negocia\u00e7\u00e3o tem sido vista na AGU como um ativo nos processos. \u201cComputamos como vit\u00f3ria algumas coisas que t\u00eam negocia\u00e7\u00e3o\u201d, diz Flavio Jos\u00e9 Roman, adjunto do advogado-geral da Uni\u00e3o. Na AGU, acrescenta, a brincadeira \u00e9 de que o \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o perde, ou ele ganha ou negocia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a AGU, o movimento de negocia\u00e7\u00e3o cria uma boa vontade nos tribunais em rela\u00e7\u00e3o a tentar pautar as a\u00e7\u00f5es. \u201cN\u00e3o temos d\u00favida disso. A gente sempre deixa esse sinal claro. Essa bandeira de que estamos sempre dispostos a negociar\u201d, afirma Roman.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, no \u00f3rg\u00e3o, a percep\u00e7\u00e3o de que o Judici\u00e1rio est\u00e1 se preocupando mais com o impacto econ\u00f4mico das decis\u00f5es, o que tem justificativa legal e uma mudan\u00e7a de postura dos pr\u00f3prios magistrados. Na lei de introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s normas do direito brasileiro (Lei n\u00ba 13.655, de 2018) h\u00e1 a determina\u00e7\u00e3o para que os ju\u00edzes, principalmente quando forem decidir com base em valores jur\u00eddicos abstratos, analisem as consequ\u00eancias das decis\u00f5es judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso exigiu um esfor\u00e7o dos magistrados para terem essa perspectiva. Hoje temos o primeiro presidente do Supremo [ministro Lu\u00eds Roberto Barroso] que tem um assessor econ\u00f4mico para se preocupar com essa quest\u00e3o\u201d, diz Roman.<\/p>\n\n\n\n<p>A determina\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 13.655\/ 2018 aumentou na AGU a preocupa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos levantamentos de valores das causas. Por\u00e9m, existem cr\u00edticas, especialmente por parte de advogados, de que os n\u00fameros s\u00e3o inflados. Na \u201crevis\u00e3o da vida toda\u201d, discuss\u00e3o previdenci\u00e1ria que a Uni\u00e3o venceu, as estimativas de impacto do governo federal e dos contribuintes eram bem diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o sabemos como esses n\u00fameros s\u00e3o calculados\u201d, critica Maria Raphaela Matthiesen, s\u00f3cia do Mannrich e Vasconcelos Advogados. Segundo a advogada, s\u00e3o estimativas informadas no anexo de riscos fiscais da Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) e levados aos ministros nos julgamentos, mas n\u00e3o h\u00e1 transpar\u00eancia sobre fontes e m\u00e9todos.<\/p>\n\n\n\n<p>O economista Tiago Sbardelotto, da XP Investimentos, auditor licenciado do Tesouro Nacional, explica que os impactos potenciais que constam na LDO costumam ser bastante superiores aos efetivos porque a Receita Federal, ao calcular os n\u00fameros, considera que todos os contribuintes que teriam direito entrariam na Justi\u00e7a, o que n\u00e3o \u00e9 verificado na pr\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Raphaela lembra que, recentemente, o STJ come\u00e7ou a colocar um limite temporal \u00e0s suas decis\u00f5es, a chamada modula\u00e7\u00e3o, o que, em geral, mostra preocupa\u00e7\u00e3o com o impacto econ\u00f4mico de uma decis\u00e3o &#8211; pela tentativa de reduzir o efeito retroativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos casos destacados nos riscos fiscais, n\u00e3o h\u00e1 itens que foram julgados no primeiro semestre a favor dos contribuintes. A advogada localizou entre os julgados tribut\u00e1rios no primeiro semestre, uma vit\u00f3ria e uma \u201cmeia vit\u00f3ria\u201d dos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>A vit\u00f3ria foi na decis\u00e3o do STJ de que o ICMS-ST n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins devidos pelo contribuinte substitu\u00eddo no regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria progressiva. N\u00e3o h\u00e1 estimativa de impacto para o caso (REsp 1896678 e REsp 1958265).<\/p>\n\n\n\n<p>A \u201cmeia vit\u00f3ria\u201d foi em caso que a Uni\u00e3o conta como vit\u00f3ria, a da inclus\u00e3o da receita decorrente da loca\u00e7\u00e3o de bens im\u00f3veis na base de c\u00e1lculo do PIS, tanto para as empresas que tenham por atividade econ\u00f4mica preponderante esse tipo de opera\u00e7\u00e3o como para aquelas em que a loca\u00e7\u00e3o \u00e9 eventual e subsidi\u00e1ria ao objeto social principal.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a advogada, se a atividade n\u00e3o estiver no objeto social, pode escapar da tributa\u00e7\u00e3o. \u201cNo julgamento, o STF entendeu que haver\u00e1 incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o, mas limitou a tese firmada aos casos em que a loca\u00e7\u00e3o \u00e9 objeto social da empresa. Loca\u00e7\u00f5es realizadas como atividade eventual e subsidi\u00e1ria n\u00e3o ser\u00e3o submetidas \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados favor\u00e1veis \u00e0 Uni\u00e3o nos tribunais superiores tamb\u00e9m fazem parte de uma estrat\u00e9gia do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que desde a posse tem observado os riscos fiscais escondidos nos tribunais. Quando o ministro identifica um processo com impacto relevante para as contas p\u00fablicas, ele entra em cena &#8211; com o aux\u00edlio da AGU e da PGFN &#8211; para negociar diretamente com os ministros.<\/p>\n\n\n\n<p>A atua\u00e7\u00e3o gerou vit\u00f3rias relevantes no primeiro semestre. Na \u00faltima semana de julgamentos antes do recesso, o STJ julgou um conjunto de processos com efeito repetitivo (em que \u00e9 fixada uma tese que dever\u00e1 ser seguida pelas inst\u00e2ncias inferiores) de forma favor\u00e1vel \u00e0 Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No STF, o caso de destaque mais recente foi o julgamento do processo sobre a remunera\u00e7\u00e3o das contas do FGTS, que estava com placar vitorioso para o contribuinte at\u00e9 o pedido de vista, e depois foi revertido, garantindo aos cotistas apenas a remunera\u00e7\u00e3o pela infla\u00e7\u00e3o. O processo n\u00e3o foi computado como vit\u00f3ria pelo governo, mas \u00e9 considerado como um exemplo dentro da estrat\u00e9gia de negocia\u00e7\u00e3o adotada (ADI 5090).<\/p>\n\n\n\n<p>A advocacia negociou com centrais sindicais um acordo e apresentou ao STF a proposta de corre\u00e7\u00e3o dos recursos do fundo apenas pela infla\u00e7\u00e3o. Roman destaca que o objetivo era mostrar para o pr\u00f3prio trabalhador e para seus representantes que o aumento de remunera\u00e7\u00e3o do fundo afetaria pol\u00edticas p\u00fablicas que est\u00e3o diretamente ligadas \u00e0s pessoas com menor renda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o basta persuadir os ministros, tem que persuadir tamb\u00e9m as pessoas. Ent\u00e3o realmente foi fundamental o apoio das centrais [sindicais]\u201d, afirma o vice-AGU. N\u00e3o h\u00e1 uma estimativa do impacto a partir da decis\u00e3o firmada.<\/p>\n\n\n\n<p>Os julgamentos do primeiro semestre seguem a tend\u00eancia de 2023, em que a Uni\u00e3o teve um grande ano nos tribunais. No STJ, por exemplo, todos os processos tribut\u00e1rios que constam no Anexo de Riscos Fiscais da LDO foram julgados e de forma favor\u00e1vel, incluindo a tributa\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais &#8211; mantida ap\u00f3s recurso apresentado pelos contribuintes. Apenas na esfera tribut\u00e1ria, por meio de julgamentos em 2023, foram evitadas perdas de R$ 195,6 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O economista Tiago Sbardelotto afirma que as duas estrat\u00e9gias adotadas pelo governo &#8211; sensibilizar o Judici\u00e1rio quanto aos potenciais impactos negativos nas contas p\u00fablicas e fazer acordos naqueles processos em que a derrota da Uni\u00e3o \u00e9 prov\u00e1vel &#8211; t\u00eam mostrado resultado. \u201cMesmo nos processos em que a Uni\u00e3o teve decis\u00e3o desfavor\u00e1vel, os efeitos foram bastante reduzidos\u201d, avalia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os acordos, diz o economista, permitem ao governo reduzir o custo com juros e fazer os pagamentos at\u00e9 2026 via precat\u00f3rios, fora do limite de despesas e da meta fiscal. \u201cEntendemos que o resultado final de ambas as estrat\u00e9gias \u00e9 reduzir o impacto fiscal no m\u00e9dio prazo, quando as regras fiscais ser\u00e3o mais restritivas. \u00c9 um avan\u00e7o, sem d\u00favida. Mas \u00e9 preciso tamb\u00e9m se antecipar e combater a &#8216;ind\u00fastria&#8217; de judicializa\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios, que tem crescido significativamente nos \u00faltimos anos\u201d, diz Sbardelotto.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Priscila Faricelli, s\u00f3cia do Demarest Advogados, na pandemia o julgamento de leading cases tribut\u00e1rios cresceu, por meio dos julgamentos virtuais. Para a advogada, hoje, a maioria dos casos vem sendo julgada de forma contr\u00e1ria aos pedidos dos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que, h\u00e1 pelo menos dez anos, a PGFN aprimorou a forma de atua\u00e7\u00e3o nos tribunais superiores\u201d, afirma. Por outro lado, acrescenta, os julgadores, como agentes pol\u00edticos, t\u00eam se preocupado mais com o or\u00e7amento. \u201cA maior demonstra\u00e7\u00e3o dessa amarra com quest\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias \u00e9 o pr\u00f3prio perfil das modula\u00e7\u00f5es, que sempre vemos terem a tend\u00eancia a preservar o or\u00e7amento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/07\/16\/uniao-vence-no-stj-e-supremo-e-evita-impacto-de-r-169-bi.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/07\/16\/uniao-vence-no-stj-e-supremo-e-evita-impacto-de-r-169-bi.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pessoa com vis\u00e3o monocular obt\u00e9m isen\u00e7\u00e3o do IPI na aquisi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/07\/2024&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF3) confirmou decis\u00e3o que autorizou uma mulher com vis\u00e3o monocular a adquirir um ve\u00edculo sem recolher o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a relatora da a\u00e7\u00e3o, desembargadora federal Consuelo Yoshida, a norma foi institu\u00edda com o fim de criar facilidades de locomo\u00e7\u00e3o para os indiv\u00edduos com necessidades especiais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm atendimento aos princ\u00edpios da dignidade da pessoa humana e da igualdade\u201d, enfatizou.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei n\u00ba 8.989\/1995 prev\u00ea a isen\u00e7\u00e3o do tributo \u00e0s pessoas com defici\u00eancia f\u00edsica, visual, auditiva e mental e \u00e0s com transtorno do espectro autista.<\/p>\n\n\n\n<p>A autora acionou o Judici\u00e1rio solicitando isen\u00e7\u00e3o do IPI porque teve o pedido negado na esfera administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a 1\u00aa Vara Federal de Sorocaba\/SP atender \u00e0 solicita\u00e7\u00e3o, a Uni\u00e3o recorreu ao TRF3. O ente federal argumentou que o caso n\u00e3o se enquadra nas hip\u00f3teses previstas em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora considerou laudo elaborado por cl\u00ednica credenciada pelo Departamento Estadual de Tr\u00e2nsito (Detran). O documento atestou que a autora enxerga somente com um dos olhos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom o advento da Lei n\u00ba 14.126\/2021, restou reconhecida a vis\u00e3o monocular como defici\u00eancia visual para todos os efeitos legais\u201d, enfatizou a relatora.<\/p>\n\n\n\n<p>A magistrada acrescentou que a veda\u00e7\u00e3o contida na lei do IPI refere-se \u00e0 aliena\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria e \u00e0 conduta de utilizar a legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para fins de enriquecimento indevido. \u201cSitua\u00e7\u00e3o est\u00e1 que n\u00e3o se coaduna com a deparada nestes autos\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a Terceira Turma, por unanimidade, negou o recurso da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo Relacionado: Apela\u00e7\u00e3o C\u00edvel 5002751-18.2021.4.03.6110<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/web.trf3.jus.br\/noticias\/Noticiar\/ExibirNoticia\/431766-pessoa-com-visao-monocular-obtem-isencao-do-ipi-na\">https:\/\/web.trf3.jus.br\/noticias\/Noticiar\/ExibirNoticia\/431766-pessoa-com-visao-monocular-obtem-isencao-do-ipi-na<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Produtos n\u00e3o tributados pelo IPI n\u00e3o geram cr\u00e9dito presumido, decide STJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/07\/2024&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que o contribuinte n\u00e3o tem direito ao aproveitamento de cr\u00e9dito presumido de IPI sobre bens n\u00e3o sujeitos \u00e0 incid\u00eancia do tributo. Prevaleceu o entendimento de que os bens n\u00e3o tributados pelo IPI n\u00e3o geram cr\u00e9dito, ainda que passem por processo de industrializa\u00e7\u00e3o. O valor da causa, que envolve uma produtora e exportadora de folhas de tabaco, supera os R$30 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o gira em torno dos requisitos da Lei 9363\/1996 para frui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito presumido de IPI. O benef\u00edcio \u00e9 destinado \u00e0s empresas que produzem e exportam mercadorias nacionais, como uma forma de ressarcimento do PIS e da Cofins incidentes sobre a compra, no mercado interno, de insumos utilizados na produ\u00e7\u00e3o dos bens a serem exportados.<\/p>\n\n\n\n<p>O contribuinte alega que tem direito ao cr\u00e9dito presumido sobre exporta\u00e7\u00f5es de folhas de tabaco entre 1996 e 2000, pois, no per\u00edodo, n\u00e3o estavam vigentes as Instru\u00e7\u00f5es Normativas (IN) 69\/2001 e 313\/2002, da Receita Federal, que teriam alterado o conceito de receita de exporta\u00e7\u00e3o, excluindo os bens n\u00e3o tributados do direito ao cr\u00e9dito presumido do IPI.<\/p>\n\n\n\n<p>Em voto-vista, o ministro Mauro Campbell Marques acompanhou o relator, ministro Francisco Falc\u00e3o, contr\u00e1rio \u00e0 possibilidade de creditamento. O magistrado defendeu que, mesmo antes das instru\u00e7\u00f5es normativas, a legisla\u00e7\u00e3o j\u00e1 vedava o aproveitamento do cr\u00e9dito presumido no caso de bens n\u00e3o tributados pelo IPI.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Campbell Marques, a Medida Provis\u00f3ria (MP) 674\/94, que instituiu o cr\u00e9dito presumido de IPI, prev\u00ea que os conceitos de produ\u00e7\u00e3o, mat\u00e9ria-prima e embalagem para fins de frui\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio devem ser estabelecidos pela legisla\u00e7\u00e3o referente ao tributo. O julgador pontuou que a Lei 4502\/1964 estabelece, em seu artigo 3\u00b0, que estabelecimento produtor \u00e9 todo aquele que industrializa produtos sujeitos \u00e0 incid\u00eancia do IPI.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, segundo o ministro, este deve ser o conceito de produ\u00e7\u00e3o considerado para fins de frui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito presumido. Por isso, a Alliance One, ainda que industrialize folhas de tabaco, n\u00e3o teria direito ao cr\u00e9dito presumido, pois estas n\u00e3o se submetem \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o pelo IPI, segundo o magistrado. Os demais julgadores tamb\u00e9m acompanharam o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita como REsp 2.090.515.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos\/produtos-nao-tributados-pelo-ipi-nao-geram-credito-presumido-decide-stj-18072024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos\/produtos-nao-tributados-pelo-ipi-nao-geram-credito-presumido-decide-stj-18072024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aliena\u00e7\u00e3o mental decorrente de Alzheimer gera isen\u00e7\u00e3o de IR<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/07\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A 8\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF-1), sediado no Distrito Federal, manteve a senten\u00e7a que reconheceu o direito de uma mulher com a doen\u00e7a de Alzheimer \u00e0 isen\u00e7\u00e3o do imposto de renda (IR) sobre a aposentadoria. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o recorreu contra o entendimento da primeira inst\u00e2ncia alegando que a autora n\u00e3o tinha o direito \u00e0 isen\u00e7\u00e3o por n\u00e3o estar comprovada a aliena\u00e7\u00e3o mental.<\/p>\n\n\n\n<p>A doen\u00e7a est\u00e1 prevista como pass\u00edvel de isen\u00e7\u00e3o no artigo 6\u00ba, inciso XXI, da Lei n\u00ba 7.713\/1998. Segundo consta dos autos, a autora comprovou a doen\u00e7a em um laudo apresentado em 2022, que atestou a condi\u00e7\u00e3o como correspondente \u00e0 dem\u00eancia na doen\u00e7a de Alzheimer desde junho de 2019, quando come\u00e7ou a ser acompanhada e avaliada.<\/p>\n\n\n\n<p>Relatora do processo, a desembargadora federal Maura Moraes Tayer destacou, em seu voto, que o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) j\u00e1 decidiu que a aliena\u00e7\u00e3o mental de quem tem Mal de Alzheimer pode ser reconhecida para isen\u00e7\u00e3o do imposto sobre a renda, \u201ce que n\u00e3o consta no relat\u00f3rio m\u00e9dico a data de in\u00edcio da enfermidade de aliena\u00e7\u00e3o mental, pois a indica\u00e7\u00e3o da data de junho de 2019 se refere apenas ao diagn\u00f3stico de d\u00e9ficit cognitivo. Assim, deve o termo inicial do benef\u00edcio fiscal ser fixado em 20 de junho de 2022, data do relat\u00f3rio m\u00e9dico apresentado\u201d (Processo: 1078595-44.2022.4.01.3400).<\/p>\n\n\n\n<p>Diante desse contexto, a magistrada confirmou que a autora cumpriu os requisitos previstos na lei e condenou a Uni\u00e3o \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o dos valores recolhidos indevidamente a partir de outubro de 2022, considerando os valores j\u00e1 restitu\u00eddos na declara\u00e7\u00e3o de rendimentos (com informa\u00e7\u00f5es do TRF-1).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/07\/19\/alienacao-mental-decorrente-de-alzheimer-gera-isencao-de-ir.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/07\/19\/alienacao-mental-decorrente-de-alzheimer-gera-isencao-de-ir.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Decis\u00f5es do TJSP anulam cobran\u00e7as de ITCMD<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/07\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de S\u00e3o Paulo (TJSP) tem se consolidado a favor dos contribuintes quando o assunto \u00e9 a cobran\u00e7a de ITCMD em contratos de compra e venda de cotas sociais de empresas. Dois ac\u00f3rd\u00e3os recentes da 1\u00aa e 11\u00aa C\u00e2maras de Direito P\u00fablico entenderam ser permitido vender participa\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias por um valor inferior ao de mercado. Para os desembargadores, n\u00e3o configuraria doa\u00e7\u00e3o, um dos fatos geradores do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>O argumento vai de encontro ao aplicado pela Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de S\u00e3o Paulo (Sefaz-SP) em autos de infra\u00e7\u00e3o e na Opera\u00e7\u00e3o Loki, iniciada no fim de maio. Para o \u00f3rg\u00e3o, a venda de participa\u00e7\u00e3o por um valor abaixo do real valor patrimonial da empresa configura uma doa\u00e7\u00e3o. Isso porque o contrato n\u00e3o teria intuito negocial, devendo ser invalidado \u2013 com a cobran\u00e7a do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os desembargadores j\u00e1 deram decis\u00f5es nesse sentido, mas o entendimento majorit\u00e1rio \u00e9 o de permitir \u00e0s partes liberdade contratual para estipular os valores, o que n\u00e3o implica incid\u00eancia do tributo, que incide apenas sobre heran\u00e7as e doa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o mais recente, o TJSP analisou uma aquisi\u00e7\u00e3o de mais de 60 mil cotas de uma empresa que administrava im\u00f3veis pelo valor de R$ 1 cada. Para o Fisco estadual, o valor correto de cada cota deveria ser o de R$ 3,50, o que elevaria o valor do contrato para R$ 217,5 mil \u2013 configurando uma \u201cdoa\u00e7\u00e3o\u201d de R$ 156 mil, que \u00e9 a diferen\u00e7a entre os dois valores. Os desembargadores, por\u00e9m, n\u00e3o viram ilegalidade e anularam o auto de infra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO conjunto documental, especialmente o instrumento particular de cess\u00e3o de quotas e a minuta de altera\u00e7\u00e3o contratual, afastam, pois, a hip\u00f3tese de doa\u00e7\u00e3o das quotas societ\u00e1rias da empresa. Assim, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em ocorr\u00eancia do fato gerador do ITCMD, uma vez que n\u00e3o existiu doa\u00e7\u00e3o patrimonial das referidas quotas\u201d, diz o relator do processo na 1\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico, o desembargador Vicente de Abreu Amadei.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m afirma que \u201cn\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal a determinar que o valor patrimonial da quota a ser utilizado como base de c\u00e1lculo do ITCMD seja o valor patrimonial real\u201d (processo n\u00ba 1001299-20.2023.8.26.0024).<\/p>\n\n\n\n<p>Em outro caso, a 11\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico afastou a cobran\u00e7a de ITCMD sobre a diferen\u00e7a de valor de venda das cotas de im\u00f3veis rurais por um valor abaixo do de mercado. Segundo o Fisco, era preciso pagar R$ 261 mil a mais em tributos, mas o tribunal entendeu n\u00e3o ser uma doa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que n\u00e3o houve gratuidade na transfer\u00eancia (processo n\u00ba 1000353-04.2023.8.26.0168).<\/p>\n\n\n\n<p>A tese da Sefaz-SP constou nos avisos enviados aos contribuintes no \u00e2mbito da Opera\u00e7\u00e3o Loki. O \u00f3rg\u00e3o diz que \u201co enquadramento de opera\u00e7\u00f5es de compra e venda por valor m\u00f3dico [irris\u00f3rio] como doa\u00e7\u00e3o encontra amparo tanto na legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria quanto na jurisprud\u00eancia dos tribunais superiores\u201d. Cita dois agravos em recursos especiais, mas que n\u00e3o tiveram o m\u00e9rito julgado por quest\u00f5es processuais (REsp 1.989.616 e REsp 2.182.407).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/07\/17\/decisoes-do-tjsp-anulam-cobrancas-de-itcmd.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/07\/17\/decisoes-do-tjsp-anulam-cobrancas-de-itcmd.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tribunal livra bancos do pagamento de ISS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/07\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) livrou o Banco Alfa e o Bradesco do pagamento de um valor total milion\u00e1rio de ISS ao munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo. As institui\u00e7\u00f5es financeiras foram duas das dezenas de prestadoras de servi\u00e7os autuadas pela Prefeitura da capital para o recolhimento do imposto referente aos meses de janeiro e fevereiro de 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de proferidas com base em quest\u00f5es processuais, ambas as decis\u00f5es s\u00e3o precedentes para quem discute o tema no Judici\u00e1rio ou na esfera administrativa. O valor exigido do Banco Alfa \u00e9 de cerca de R$ 60 mil. No caso do Bradesco, o valor da causa \u00e9 de R$ 4,8 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Como h\u00e1 outros bancos, gestoras de fundos de investimento e operadoras de sa\u00fade com cobran\u00e7as semelhantes, o montante total em jogo \u00e9 significativo. A ofensiva da prefeitura ocorreu no fim do ano de 2023. O alvo foram quase 120 prestadores de servi\u00e7os que n\u00e3o recolheram o ISS para o munic\u00edpio no per\u00edodo em discuss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O cerne da discuss\u00e3o \u00e9 a Lei Complementar n\u00ba 157, de 2016. A norma deslocou a compet\u00eancia para a cobran\u00e7a do ISS do munic\u00edpio do prestador do servi\u00e7o para o do tomador. A nova legisla\u00e7\u00e3o entrou em vigor em janeiro de 2018. Por\u00e9m, os dispositivos que institu\u00edram essa mudan\u00e7a de compet\u00eancia foram suspensos em mar\u00e7o pelo Supremo Tribunal Federal (STF). N\u00e3o estaria claro o conceito de \u201ctomador de servi\u00e7os\u201d. Nasceu, ent\u00e3o, a d\u00favida sobre qual regra valeria em janeiro e fevereiro de 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza Lais Helena Bresser Lang, da 2\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de S\u00e3o Paulo, proferiu a senten\u00e7a favor\u00e1vel ao Banco Alfa. Para ela, \u201ca autora providenciou o recolhimento no munic\u00edpio do tomador, corretamente, baseando-se na altera\u00e7\u00e3o legislativa vigente \u00e0 \u00e9poca, n\u00e3o podendo subsistir o auto de infra\u00e7\u00e3o imposto pelo munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, pois a LC n\u00ba 157\/2016 \u00e9 a lei que deve reger o presente caso concreto\u201d (processo n\u00ba 1059165-30.2022.8.26.0053).<\/p>\n\n\n\n<p>A Prefeitura de S\u00e3o Paulo apelou ao TJSP, que n\u00e3o chegou a analisar o recurso. De acordo com o relator, o desembargador Henrique Harris J\u00fanior, da 18\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico, o \u00f3rg\u00e3o \u201cdeixou de impugnar especificamente os fundamentos jur\u00eddicos da senten\u00e7a\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No voto, por\u00e9m, Harris J\u00fanior antecipa a an\u00e1lise sobre o m\u00e9rito, em sentido favor\u00e1vel ao banco: \u201cAdemais, ainda que assim n\u00e3o fosse, n\u00e3o se vislumbra a regularidade da exig\u00eancia porquanto cabalmente demonstrado que os recolhimentos efetuados pelo contribuinte observaram o regramento e o entendimento vigente \u00e0 \u00e9poca\u201d, declara ele, no voto, seguido por unanimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, a prefeitura j\u00e1 prop\u00f4s embargos, mas o recurso ainda n\u00e3o foi analisado. Especialistas indicam que h\u00e1 outras duas possibilidades: um recurso especial para o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) ou um recurso extraordin\u00e1rio ao Supremo Tribunal Federal (STF).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO TJSP analisou a quest\u00e3o processual &nbsp;que &nbsp;levantamos e ganhamos\u201d, afirma o representante do Banco Alfa no processo. \u201cEm tese, entendemos que n\u00e3o seria poss\u00edvel a prefeitura levar o m\u00e9rito desta a\u00e7\u00e3o ao STJ ou STF, pois nada foi prequestionado pela prefeitura nos autos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Bradesco, proferida pela 15\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do TJSP, tamb\u00e9m foi un\u00e2nime. Os desembargadores analisaram um agravo de instrumento da institui\u00e7\u00e3o financeira contra tutela antecipada (esp\u00e9cie de liminar) da primeira inst\u00e2ncia que havia afastado apenas o pagamento de juros e multa da autua\u00e7\u00e3o fiscal aplicada (agravo de instrumento n\u00ba 2086976-39.2024.8.26.0000).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar os argumentos do Bradesco, o TJSP n\u00e3o entrou no m\u00e9rito, mas decidiu \u201csuspender a exigibilidade da totalidade do d\u00e9bito\u201d. Para os desembargadores da Corte \u00e9 preciso que, primeiro, seja esclarecida a quest\u00e3o da decad\u00eancia do direito do Fisco de cobrar o tributo. Isso porque o auto de infra\u00e7\u00e3o que exige o pagamento do ISS de janeiro e fevereiro do ano de 2018 foi aplicado ao Bradesco em dezembro de 2023. O prazo decadencial seria de cinco anos, a contar do fato gerador.<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira inst\u00e2ncia h\u00e1 ao menos outras duas senten\u00e7as favor\u00e1veis ao contribuinte concedidas at\u00e9 agora. Recentemente, uma senten\u00e7a que beneficiou uma gestora de fundos foi dada pela 15\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica. Ela anulou um auto de infra\u00e7\u00e3o de R$ 840 mil (processo n\u00ba 1018717-44.2024.8.26.0053). J\u00e1 outra foi dada pela 6\u00aa Vara de Fazenda P\u00fablica (processo n\u00ba 1018717-44.2024.8.26.0053).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o advogado que atuou por uma das empresas, os precedentes judiciais \u201ccome\u00e7am a fazer coro contra a posi\u00e7\u00e3o da prefeitura\u201d. \u201cTinha ainda um posicionamento da pr\u00f3pria prefeitura dizendo para seguir a lei, ent\u00e3o \u00e9 uma tempestade perfeita contra ela\u201d. Ele lembra da norma n\u00ba 42, do Departamento de Tributa\u00e7\u00e3o e Julgamento da Secretaria da Fazenda do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/07\/18\/tribunal-livra-bancos-do-pagamento-de-iss.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/07\/18\/tribunal-livra-bancos-do-pagamento-de-iss.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 15\/07 a 22\/07 Reforma tribut\u00e1ria pode elevar n\u00edvel do PIB do Brasil em 6% a 11%, estima FMI Data: 15\/07\/2024 O Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) estima que a reforma tribut\u00e1ria do Brasil, ao obter sucesso em eliminar inefici\u00eancias, aumentar\u00e1 o n\u00edvel do Produto Interno Bruto (PIB) do pa\u00eds em 6% a 11% [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3416,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[9,29,33,63,96,73],"class_list":["post-3414","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-retrospecto-tributario","tag-amaral-yazbek","tag-empresas","tag-negocios","tag-noticia-do-dia","tag-reforma-tributaria","tag-retrospecto-tributario"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Retrospecto Tribut\u00e1rio - 15\/07 a 22\/07<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. 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