{"id":3276,"date":"2024-04-29T16:11:48","date_gmt":"2024-04-29T19:11:48","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3276"},"modified":"2024-04-29T16:15:43","modified_gmt":"2024-04-29T19:15:43","slug":"retrospecto-tributario-22-04-a-29-04","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3276","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 22\/04 a 29\/04"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 22\/04 a 29\/04<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PIS\/Cofins: Quando poderemos dizer adeus a estes tributos no Brasil?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/04\/2024&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os grandes objetivos da reforma tribut\u00e1ria, recentemente aprovada pelo Congresso Nacional, est\u00e3o a transpar\u00eancia e a simplifica\u00e7\u00e3o. Esta \u00faltima est\u00e1 diretamente relacionada \u00e0 extin\u00e7\u00e3o de alguns dos tributos que incidem sobre as atividades operacionais, dentre os quais a Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) e a Contribui\u00e7\u00e3o para o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/casa-jota\/icms-no-pis-cofins-fazenda-contribuintes-30042021\">PIS\/PASEP<\/a>. Trata-se de uma excelente not\u00edcia: embora tenham sofrido in\u00fameras mudan\u00e7as durantes as \u00faltimas d\u00e9cadas, eles permanecem sendo protagonistas do grande imbr\u00f3glio que \u00e9 o sistema tribut\u00e1rio nacional, al\u00e9m de objeto de importantes contenciosos.<\/p>\n\n\n\n<p>Como regra, PIS\/COFINS s\u00e3o tributos n\u00e3o cumulativos, conforme estabelecem a Lei&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10637.htm\">10.637\/02<\/a>&nbsp;e a Lei&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/l10.833.htm\">10.833\/03<\/a>. Para os contribuintes submetidos \u00e0 apura\u00e7\u00e3o n\u00e3o cumulativa, a al\u00edquota da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS \u00e9 de 1,65%, enquanto a da COFINS \u00e9 de 7,6%. Diferentes percentuais ser\u00e3o aplicados, a depender da forma de apura\u00e7\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es a que est\u00e1 sujeita o contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque h\u00e1 diversos regimes espec\u00edficos de apura\u00e7\u00e3o de PIS\/COFINS. Exemplificativamente, a&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9718.htm\">Lei 9.718\/98<\/a>&nbsp;regula a incid\u00eancia cumulativa das contribui\u00e7\u00f5es, aplic\u00e1vel a determinados contribuintes, como as institui\u00e7\u00f5es financeiras e empresas equiparadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros setores da economia est\u00e3o sujeitos ao que se chama de incid\u00eancia monof\u00e1sica das contribui\u00e7\u00f5es. Nessa sistem\u00e1tica, a incid\u00eancia de PIS\/COFINS \u00e9 concentrada em apenas um elemento da cadeia econ\u00f4mica (por exemplo, produtor ou importador), enquanto os demais agentes deixam de recolher os tributos diretamente (como setor automotivo, de medicamentos, cosm\u00e9ticos etc.). As contribui\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m incidem sobre a importa\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os, o que \u00e9 tratado pela&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2004-2006\/2004\/lei\/l10.865.htm\">Lei 10.865\/04<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tribut\u00e1ria ter\u00e1 como enorme benef\u00edcio o fim de todas essas situa\u00e7\u00f5es casu\u00edsticas, bem como das discuss\u00f5es que delas decorrem. Ao menos, \u00e9 isso o que se espera.<\/p>\n\n\n\n<p>Controv\u00e9rsias sobre o PIS\/COFINS<\/p>\n\n\n\n<p>Desde sua cria\u00e7\u00e3o, in\u00fameras foram as controv\u00e9rsias judiciais que t\u00eam como objeto os PIS\/COFINS. Com o advento da&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/Emendas\/Emc\/emc20.htm#art1\">Emenda Constitucional 20\/98<\/a>, foi autorizada a incid\u00eancia dos tributos tamb\u00e9m sobre a receita (al\u00e9m do faturamento) da pessoa jur\u00eddica.&nbsp; No entanto, a&nbsp;Lei n\u00ba 9.718\/98&nbsp;\u2013 anterior \u00e0 emenda constitucional \u2013 j\u00e1 previa como materialidade a receita bruta, com incid\u00eancia exclusivamente de forma cumulativa, sem qualquer possibilidade de apropria\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos, e al\u00edquota conjunta de 3,65%,<\/p>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o disso, a amplia\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo dos PIS\/COFINS \u2013 de faturamento para receita bruta \u2013 foi questionada pelos contribuintes. O Supremo Tribunal Federal (RE n\u00ba 585.235), ent\u00e3o, reconheceu a sua inconstitucionalidade, entendendo que, por ter sido editada antes da&nbsp;Emenda Constitucional n\u00ba 20\/98, a Lei&nbsp;n\u00ba 9.718\/98&nbsp;n\u00e3o poderia ter estabelecido como base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es grandeza (receita) n\u00e3o prevista pelo texto constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Igualmente, a exig\u00eancia cumulativa das contribui\u00e7\u00f5es sempre foi criticada pela maioria dos especialistas, por implicar no chamado \u201cefeito cascata\u201d das in\u00fameras incid\u00eancias ao longo da cadeia econ\u00f4mica. Isso levou \u00e0 edi\u00e7\u00e3o da&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/emendas\/emc\/emc42.htm\">Emenda Constitucional 42\/03<\/a>, que incluiu o par\u00e1grafo 12 ao inciso IV do artigo 195, e que, pela primeira vez, tratou da n\u00e3o cumulatividade aplic\u00e1vel aos PIS\/COFINS.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base em referida emenda, foram editadas as j\u00e1 citadas&nbsp;Leis n\u00ba 10.637\/02&nbsp;e&nbsp;n\u00ba 10.833\/03, que inseriram referidos tributos na chamada sistem\u00e1tica n\u00e3o cumulativa. Embora essas normas tenham permitido a certos contribuintes a apropria\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos relativos a \u201cinsumos\u201d, empregados na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os e na industrializa\u00e7\u00e3o de bens, omitiram-se em defini-los para efeito de PIS\/COFINS.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa omiss\u00e3o foi questionada judicialmente, at\u00e9 que, em abril de 2018, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) consolidou o entendimento, em recurso repetitivo (<a href=\"https:\/\/scon.stj.jus.br\/SCON\/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=201002091150&amp;dt_publicacao=24\/04\/2018\">REsp 1.221.170<\/a>), de que \u201cinsumo\u201d, para fins de cr\u00e9dito de PIS\/COFINS, \u00e9 toda despesa essencial ou ao menos relevante no exerc\u00edcio da atividade econ\u00f4mica pelo contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Infelizmente, junto com essa defini\u00e7\u00e3o, o STJ tamb\u00e9m determinou que a verifica\u00e7\u00e3o da essencialidade e da relev\u00e2ncia da despesa fosse feita caso a caso. Como consequ\u00eancia, h\u00e1 infind\u00e1veis demandas ainda pendentes de decis\u00e3o, justamente porque o deslinde dos casos depende da aprecia\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria f\u00e1tica, de laudos periciais etc., o que deixa os processos ainda mais lentos e os contribuintes sem solu\u00e7\u00e3o&nbsp;nos curto e m\u00e9dio prazos.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se n\u00e3o bastasse, a chamada incid\u00eancia monof\u00e1sica de PIS\/COFINS igualmente deu ensejo a questionamento. \u00c9 que os contribuintes sujeitos a tal m\u00e9todo de tributa\u00e7\u00e3o sempre sustentaram que os cr\u00e9ditos nas aquisi\u00e7\u00f5es deveriam ser mantidos, ainda que as sa\u00eddas dos bens ao consumidor final fossem desoneradas. Caso contr\u00e1rio, a aplica\u00e7\u00e3o de regra espec\u00edfica (monof\u00e1sica) ensejaria tributa\u00e7\u00e3o a maior, se comparada com a aplica\u00e7\u00e3o da regra geral (compensa\u00e7\u00e3o entre cr\u00e9ditos e d\u00e9bitos).<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ&nbsp; (<a href=\"https:\/\/scon.stj.jus.br\/SCON\/GetInteiroTeorDoAcordao?num_registro=201701242898&amp;dt_publicacao=03\/05\/2021\">EREsp 1.109.354<\/a>) entendeu que o contribuinte sujeito \u00e0 sistem\u00e1tica monof\u00e1sica de PIS\/COFINS n\u00e3o teria direito aos cr\u00e9ditos na aquisi\u00e7\u00e3o dos bens.&nbsp;Mais uma frustra\u00e7\u00e3o entre as tantas enfrentadas pelos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Tais contribui\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m protagonizaram a chamada \u201c<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/icms-na-base-do-pis-cofins-o-que-esta-em-jogo-no-julgamento-dos-embargos-pelo-stf-26042021\">tese do s\u00e9culo<\/a>\u201d, qual seja, a discuss\u00e3o em torno da exclus\u00e3o do ICMS da sua base de c\u00e1lculo. Realmente, h\u00e1 muitos anos \u2013 desde que os tributos tinham diferentes materialidade (faturamento) e denomina\u00e7\u00e3o (FINSOCIAL) \u2013 discutia-se a inclus\u00e3o do ICMS no seu c\u00e1lculo. Em mar\u00e7o de 2017 (RE n\u00ba 574.706), finalmente, o STF decidiu, em sede de repercuss\u00e3o geral, que \u201co ICMS n\u00e3o comp\u00f5e a base de incid\u00eancia do PIS e da Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS)\u201d.&nbsp;Na sequ\u00eancia, em embargos de declara\u00e7\u00e3o, esclareceu que o ICMS a ser exclu\u00eddo deveria ser o exigido na opera\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o o meramente destacado.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais recentemente, sobretudo com a edi\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 14.789\/23, intensificou-se a controv\u00e9rsia a respeito da incid\u00eancia de PIS\/COFINS sobre os benef\u00edcios fiscais de ICMS outorgados pelos estados. A discuss\u00e3o diz respeito \u00e0 delimita\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia entre os entes federativos, mas tamb\u00e9m \u00e0 pr\u00f3pria materialidade das contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque ainda h\u00e1 n\u00e3o clareza sobre se a redu\u00e7\u00e3o de uma despesa, decorrente da frui\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais, poderia ser caracterizada como aferi\u00e7\u00e3o de receita, sujeita \u00e0 incid\u00eancia de PIS\/COFINS. Essa controv\u00e9rsia poder\u00e1 vir a ser solucionada quando do julgamento do Tema 843, de repercuss\u00e3o geral, pelo Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses s\u00e3o alguns exemplos da complexidade que envolve os PIS\/COFINS no Brasil. Tributos que, com as peculiaridades que possuem, s\u00f3 s\u00e3o encontrados aqui.<\/p>\n\n\n\n<p>O que esperar para o futuro?<\/p>\n\n\n\n<p>Tanto \u00e9 emblem\u00e1tica a legisla\u00e7\u00e3o que cerca tais contribui\u00e7\u00f5es que uma das principais medidas da reforma tribut\u00e1ria aprovada \u00e9 a sua extin\u00e7\u00e3o. Ser\u00e3o substitu\u00eddos pela CBS \u2013 Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (que, juntamente com o IBS \u2013 Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os, representam o IVA dual, praticado em outros pa\u00edses).<\/p>\n\n\n\n<p>Embora os aspectos da hip\u00f3tese de incid\u00eancia desses novos tributos, entre outros elementos, ser\u00e3o definidos pelas leis complementares que vir\u00e3o,&nbsp;\u00e9 louv\u00e1vel a inten\u00e7\u00e3o de simplifica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o do consumo, de maior transpar\u00eancia ao contribuinte e \u00e0 sociedade, e de redu\u00e7\u00e3o do contencioso que envolve mat\u00e9ria tribut\u00e1ria no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Se esses objetivos ser\u00e3o ou n\u00e3o alcan\u00e7ados, ainda \u00e9 prematuro dizer. Mas \u00e9 un\u00e2nime, entre os especialistas, que algo deveria ser feito em rela\u00e7\u00e3o a esses tributos, que tornam o sistema tribut\u00e1rio brasileiro ainda mais ca\u00f3tico e oneroso, al\u00e9m de estarem entre as maiores fontes de discuss\u00e3o, inseguran\u00e7a e desvantagem competitiva para o setor produtivo brasileiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da Reforma Tribut\u00e1ria Bernard Appy, &nbsp;o processo de substitui\u00e7\u00e3o dos PIS\/COFINS (e do IPI, de outros tributos federais, do ICMS e do ISS) deve ser gradativo e ter\u00e1 etapas distintas at\u00e9 a sua conclus\u00e3o. O ponto inicial desse processo ser\u00e1 em 2027, com a extin\u00e7\u00e3o desses tributos e a sua substitui\u00e7\u00e3o pela Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS). J\u00e1 a transi\u00e7\u00e3o do ICMS e do ISS para o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) come\u00e7ar\u00e1 em 2029 e dever\u00e1 durar quatro anos.<\/p>\n\n\n\n<p>A par de tudo isso, esperamos que as dificuldades que v\u00eam pela frente, com a transi\u00e7\u00e3o, sejam compensadas pelos benef\u00edcios que tamb\u00e9m est\u00e3o por vir. A necessidade de mais justi\u00e7a fiscal, transpar\u00eancia e racionaliza\u00e7\u00e3o do sistema \u2013 que s\u00f3 ser\u00e3o alcan\u00e7adas com mudan\u00e7as importantes, dentre as quais se incluem a extin\u00e7\u00e3o dessas contribui\u00e7\u00f5es \u2013 devem&nbsp;servir de est\u00edmulo para que enfrentemos esses obst\u00e1culos. \u00c9 razo\u00e1vel aguardarmos por avan\u00e7os, ainda que o adeus derradeiro aos indesej\u00e1veis PIS\/COFINS leve mais alguns anos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/pis-cofins-23042024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/pis-cofins-23042024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>C\u00e2mara aprova projeto que reformula incentivos ao setor de eventos<\/strong><strong><br><\/strong>Data:23\/04\/2024<br><\/p>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara dos Deputados aprovou o projeto de lei que estabelece um teto de R$ 15 bilh\u00f5es para os incentivos fiscais do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), de abril de 2024 a dezembro de 2026, reduzindo de 44 para 30 os tipos de servi\u00e7os beneficiados atualmente. A proposta ser\u00e1 enviada ao Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>De autoria dos deputados Jos\u00e9 Guimar\u00e3es (PT-CE) e Odair Cunha (PT-MG), o Projeto de Lei 1026\/24 inicialmente reduzia progressivamente os benef\u00edcios tribut\u00e1rios at\u00e9 extingui-los a partir de 2027.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o texto aprovado em Plen\u00e1rio \u00e9 um substitutivo da relatora, deputada Renata Abreu (Pode-SP). Esse texto determina o acompanhamento a cada bimestre, pela Receita Federal, das concess\u00f5es de isen\u00e7\u00e3o fiscal dos tributos envolvidos (IRPJ, CSLL, PIS e Cofins) e sua extin\u00e7\u00e3o a partir do m\u00eas subsequente \u00e0quele em que for demonstrado pelo Poder Executivo, em audi\u00eancia p\u00fablica no Congresso Nacional, que os R$ 15 bilh\u00f5es j\u00e1 foram gastos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os relat\u00f3rios dever\u00e3o conter exclusivamente os valores da redu\u00e7\u00e3o usufru\u00eddos por empresas habilitadas, com desagrega\u00e7\u00e3o dos valores por item da Classifica\u00e7\u00e3o Nacional de Atividades Econ\u00f4micas (Cnae) e por forma de apura\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do IRPJ (lucro real, presumido ou arbitrado). Valores de redu\u00e7\u00e3o de tributo que sejam objeto de discuss\u00e3o judicial n\u00e3o transitada em julgado dever\u00e3o vir discriminados no relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Setores de fora<\/p>\n\n\n\n<p>O texto aprovado deixa de fora 14 atividades da Cnae. Confira:<\/p>\n\n\n\n<p>albergues, campings, pens\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>produtora de filmes para publicidade;<\/p>\n\n\n\n<p>loca\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis com motorista;<\/p>\n\n\n\n<p>fretamento rodovi\u00e1rio de passageiros e organiza\u00e7\u00e3o de excurs\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>transporte mar\u00edtimo de passageiros por cabotagem, longo curso ou aquavi\u00e1rio para passeios tur\u00edsticos; e<\/p>\n\n\n\n<p>atividades de museus e de explora\u00e7\u00e3o de lugares e pr\u00e9dios hist\u00f3ricos e atra\u00e7\u00f5es similares.<\/p>\n\n\n\n<p>Renata Abreu comemorou a aprova\u00e7\u00e3o do projeto para manter vivo &#8220;um programa t\u00e3o importante&#8221; para reestabelecimento do setor. &#8220;O sonho era manter tudo, todos os Cnaes e nenhum escalonamento. Mas um bom acordo \u00e9 necess\u00e1rio para n\u00e3o termos preju\u00edzo ou inseguran\u00e7a jur\u00eddica&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O l\u00edder do governo e autor da proposta de reformula\u00e7\u00e3o do Perse, deputado Jos\u00e9 Guimar\u00e3es, afirmou que o Executivo tem compromisso de preservar o benef\u00edcio. \u201cVamos garantir os R$ 15 bilh\u00f5es nos tr\u00eas anos, e o ministro Haddad [Fazenda] foi \u00e0 reuni\u00e3o para ratificar o acordo\u201d, disse Guimar\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, foram os l\u00edderes da C\u00e2mara que resolveram reduzir o n\u00famero de atividades econ\u00f4micas beneficiadas de 44 para 30, n\u00e3o o governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Servi\u00e7os tur\u00edsticos<\/p>\n\n\n\n<p>Determinados tipos de servi\u00e7os que passaram a contar com o benef\u00edcio por meio da Lei 14.592\/23 dependem da inclus\u00e3o regular no Cadastro dos Prestadores de Servi\u00e7os Tur\u00edsticos (Cadastur) em 18 de mar\u00e7o de 2022, o dia seguinte \u00e0 derrubada do veto do ex-presidente Jair Bolsonaro, que tinha barrado o benef\u00edcio em 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>A novidade \u00e9 que as empresas que regularizaram a situa\u00e7\u00e3o entre essa data e 30 de maio de 2023 tamb\u00e9m poder\u00e3o contar com o Perse. Em maio do ano passado, foi publicada a lei que ampliou os servi\u00e7os beneficiados.<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e3o nesse caso os restaurantes, bares e similares, ag\u00eancias de viagem, operadores tur\u00edsticos, jardins bot\u00e2nicos, zool\u00f3gicos, parques nacionais, reservas ecol\u00f3gicas e \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o ambiental, parques tem\u00e1ticos e de divers\u00e3o, e atividades de organiza\u00e7\u00f5es associativas ligadas \u00e0 cultura e \u00e0 arte.<\/p>\n\n\n\n<p>Debate em Plen\u00e1rio<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a discuss\u00e3o do projeto em Plen\u00e1rio, a l\u00edder da Minoria, deputada Bia Kicis (PL-DF), defendeu a manuten\u00e7\u00e3o do Perse para 44 atividades econ\u00f4micas, como estava na lei que criou o programa (Lei 14.148\/21), revogada pela Medida Provis\u00f3ria 1202\/23. &#8220;O programa poderia continuar integralmente at\u00e9 2027, se esse governo n\u00e3o estivesse gastando dinheiro&#8221;, criticou.<\/p>\n\n\n\n<p>Bia Kicis reconheceu que o texto de Renata Abreu \u00e9 melhor que o apresentando inicialmente por Guimar\u00e3es, mas afirmou que o setor criou expectativa de um ambiente de trabalho baseado em um benef\u00edcio por prazo determinado.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) lembrou que alguns parlamentares criticam falta de austeridade fiscal do Executivo, mas defendem a isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para empresas pelo Perse. &#8220;Tem cabimento o Rock in Rio ser beneficiado e n\u00e3o pagar tributo todo esse tempo, e a gente cortar Farm\u00e1cia Popular e n\u00e3o dar reajuste para o servidor?&#8221;, questionou. Ele afirmou que o incentivo fazia sentido na pandemia, mas n\u00e3o atualmente.<br>Para o deputado Gilson Marques (Novo-SC), as modifica\u00e7\u00f5es de Renata Abreu melhoraram o texto, mas ele defendeu a manuten\u00e7\u00e3o da lei atual com o benef\u00edcio para 44 atividades econ\u00f4micas. \u201cSetor de eventos n\u00e3o passou mal por conta de m\u00e1 administra\u00e7\u00e3o ou pandemia. Passou mal por uma desastrosa administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pandemia\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirmou que as atividades coletivas com aglomera\u00e7\u00f5es deveriam sim ser suspensas durante a pandemia e que o Executivo precisaria sustentar algumas atividades econ\u00f4micas para manter empregos em meio ao isolamento social. \u201cO Perse n\u00e3o surgiu do governo Bolsonaro, o Parlamento brasileiro elaborou. Votar este projeto \u00e9 dar al\u00edvio para o setor de eventos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O deputado Felipe Carreras (PSB-PE), autor da proposta original do Perse, ressaltou que, &#8220;se o Perse existe, foi por causa deste Parlamento&#8221;. Carreras \u00e9 coordenador da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Produ\u00e7\u00e3o Cultural e Entretenimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Hist\u00f3rico<\/p>\n\n\n\n<p>O Perse foi criado em maio de 2021 para ajudar empresas que tiveram de paralisar suas atividades em raz\u00e3o da pandemia de Covid-19. \u00c0 \u00e9poca, a isen\u00e7\u00e3o de tributos (IRPJ, CSLL, PIS\/Cofins) fora vetada pelo ent\u00e3o presidente Jair Bolsonaro, mas o veto acabou derrubado em mar\u00e7o de 2022. Em maio de 2023, outras atividades foram inclu\u00eddas no rol de benefici\u00e1rias por uma nova lei, derivada da MP 1147\/22.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o impacto previsto seria de R$ 4,4 bilh\u00f5es ao ano com o programa quando sua amplia\u00e7\u00e3o foi aprovada, mas tem chegado \u00e0 casa dos R$ 17 bilh\u00f5es e com suspeitas de lavagem de dinheiro sendo apuradas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o disso, o governo publicou, no ano passado, a Medida Provis\u00f3ria 1202\/23, que revogou o Perse a partir de 1\u00ba de abril de 2024 (exceto quanto \u00e0 isen\u00e7\u00e3o do IRPJ, que ocorreria a partir de 2025). Depois de rea\u00e7\u00f5es contr\u00e1rias do setor e do Congresso, o governo decidiu pela tramita\u00e7\u00e3o do tema no Projeto de Lei 1026\/24, aprovado hoje pela C\u00e2mara.<\/p>\n\n\n\n<p>Efeitos tempor\u00e1rios<\/p>\n\n\n\n<p>Como a MP 1202\/23 continua em vigor, e as empresas devem pagar as al\u00edquotas normais at\u00e9 a convers\u00e3o em lei da MP ou do projeto, o montante de PIS\/Cofins e de CSLL pagos pelos benefici\u00e1rios nesse per\u00edodo poder\u00e1 ser compensado com d\u00e9bitos pr\u00f3prios relativos a tributos federais, vencidos ou a vencer, ou mesmo devolvidos em dinheiro, observada a legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso das empresas exclu\u00eddas do Perse a partir da publica\u00e7\u00e3o da futura lei, o texto n\u00e3o especifica o per\u00edodo exato em torno do qual elas teriam direito a essa compensa\u00e7\u00e3o, pois o PL 1026\/24 mant\u00e9m para elas a al\u00edquota cheia que a MP impunha desde abril deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Restri\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>A partir do texto negociado, a relatora imp\u00f4s algumas restri\u00e7\u00f5es para as empresas terem acesso ao benef\u00edcio. Uma delas \u00e9 que o direito se refere apenas \u00e0s empresas cuja atividade econ\u00f4mica preponderante cadastrada no Cnae, em 18 de mar\u00e7o de 2022, esteja citada na lei.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto considera atividade preponderante aquela cuja receita bruta seja a de maior valor absoluto dentre todas as apuradas nos c\u00f3digos em que a empresa est\u00e1 inscrita na Cnae, contanto que eles tamb\u00e9m estejam citados no projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra restri\u00e7\u00e3o \u00e9 que o benef\u00edcio n\u00e3o poder\u00e1 ser usufru\u00eddo por empresas inativas, com nenhuma atividade operacional, n\u00e3o operacional, patrimonial ou financeira, inclusive aplica\u00e7\u00e3o no mercado financeiro ou de capitais nos anos de 2017 a 2021, em todos os seus c\u00f3digos de Cnae.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa restri\u00e7\u00e3o pretende evitar o aproveitamento dos benef\u00edcios por empresas que n\u00e3o foram submetidas \u00e0s restri\u00e7\u00f5es de funcionamento decorrentes da pandemia de Covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 transfer\u00eancia da titularidade, o texto aprovado prev\u00ea que ela implicar\u00e1 responsabilidade solid\u00e1ria e ilimitada de quem vende e de quem compra as quotas sociais ou a\u00e7\u00f5es, bem como do administrador, pelos tributos n\u00e3o recolhidos em fun\u00e7\u00e3o do Perse na hip\u00f3tese de uso indevido do benef\u00edcio para atividades n\u00e3o contempladas pelo programa.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso valer\u00e1 para as pessoas jur\u00eddicas j\u00e1 benefici\u00e1rias ou que pretendam aproveitar a isen\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Lucro real<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio do texto original, o substitutivo aprovado permite que empresas tributadas pelo lucro real (de faturamento maior que R$ 78 milh\u00f5es e possibilidade de dedu\u00e7\u00f5es) ou pelo lucro arbitrado (geralmente usado pelo Fisco por falta de escritura\u00e7\u00e3o) possam contar com todos os benef\u00edcios do Perse em 2024. Mas, em 2025 e em 2026, eles ficar\u00e3o restritos \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Para evitar duplo benef\u00edcio em raz\u00e3o de regras fiscais vigentes antes do programa, essas empresas ter\u00e3o de pedir habilita\u00e7\u00e3o perante a Receita no prazo de 60 dias ap\u00f3s a regulamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa habilita\u00e7\u00e3o, dever\u00e3o informar se pretendem usar a redu\u00e7\u00e3o dos tributos ou se pretendem usar preju\u00edzos fiscais acumulados, base de c\u00e1lculo negativa da CSLL e descontos de cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins em rela\u00e7\u00e3o a bens e servi\u00e7os utilizados como insumo.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto concede prazo de 30 dias para a Receita se manifestar a favor ou contra a habilita\u00e7\u00e3o, sob pena de habilita\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica. De qualquer forma, ela poder\u00e1 ser cancelada se a pessoa jur\u00eddica deixar de atender os requisitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Autorregulariza\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes que aplicaram as isen\u00e7\u00f5es do Perse com irregularidades no Cadastur ou sem ter direito por problemas de enquadramento na Cnae poder\u00e3o aderir \u00e0 autorregulariza\u00e7\u00e3o em at\u00e9 90 dias ap\u00f3s a regulamenta\u00e7\u00e3o da futura lei, sem incid\u00eancia de multas de mora e de of\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse mecanismo, regulado pela Lei 14.740\/23, as empresas podem usar tamb\u00e9m o preju\u00edzo fiscal e a base negativa da CSLL para quitar 50% do d\u00e9bito \u00e0 vista, podendo usar at\u00e9 mesmo preju\u00edzos de controladas ou coligadas. O que sobrar pode ser pago em 48 parcelas mensais, corrigidas pela taxa Selic mais 1% no m\u00eas de pagamento de cada uma delas.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1055404-camara-aprova-projeto-que-reformula-incentivos-ao-setor-de-eventos#:~:text=A%20C%C3%A2mara%20dos%20Deputados%20aprovou,tipos%20de%20servi%C3%A7os%20beneficiados%20atualmente.\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1055404-camara-aprova-projeto-que-reformula-incentivos-ao-setor-de-eventos#:~:text=A%20C%C3%A2mara%20dos%20Deputados%20aprovou,tipos%20de%20servi%C3%A7os%20beneficiados%20atualmente.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Governo prop\u00f5e que &#8216;imposto do pecado&#8217; seja cobrado sobre cigarros, bebidas alco\u00f3licas, a\u00e7ucaradas, carros e petr\u00f3leo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O governo federal prop\u00f4s, junto com os estados, que o imposto seletivo, chamado de &#8220;imposto do pecado&#8221;, seja cobrado sobre cigarros, bebidas alco\u00f3licas, sobre bebidas a\u00e7ucaradas, ve\u00edculos poluentes e sobre a extra\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro, de petr\u00f3leo e de g\u00e1s natural.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta consta em projeto de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria sobre o consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo \u00e9 que bens e servi\u00e7os que sejam prejudiciais \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente tenham um imposto maior do que o restante da economia.<\/p>\n\n\n\n<p>Deste modo, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber at\u00e9 o momento, entretanto, se a cobran\u00e7a do imposto do pecado aumentar\u00e1 a carga tribut\u00e1ria (valor cobrado em impostos) em rela\u00e7\u00e3o ao sistema atual &#8212; nos quais esses produtos j\u00e1 t\u00eam uma taxa\u00e7\u00e3o mais alta.<\/p>\n\n\n\n<p>O Sindicato Nacional da Ind\u00fastria das Cervejas (Sindicerv), que re\u00fane 85% das fabricantes nacionais, estima que uma lata de cerveja cont\u00e9m, atualmente, cerca de 56% em impostos federais e estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados do Instituto Brasileiro de Planejamento Tribut\u00e1rio (IBPT), a carga tribut\u00e1ria dos seguintes produtos \u00e9 a seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p>vinho \u00e9 de cerca de 44% (nacional) e de 58% (importados).<\/p>\n\n\n\n<p>vodka e wiskie: 67%.<\/p>\n\n\n\n<p>cacha\u00e7a: quase 82%<\/p>\n\n\n\n<p>refrigerantes: cerca de 45%<\/p>\n\n\n\n<p>O Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca) estimou que, em 2017, a carga tribut\u00e1ria sobre os cigarros variou entre 69% a 83% do pre\u00e7o total.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Associa\u00e7\u00e3o dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores (Anfavea), a carga tribut\u00e1ria sobre carros varia entre 37% e 44% do valor do autom\u00f3vel.<br>Argumentos<\/p>\n\n\n\n<p>Cigarros: &#8220;Em rela\u00e7\u00e3o aos produtos fum\u00edgenos, estes s\u00e3o universalmente apontados como prejudiciais \u00e0 sa\u00fade em uma vasta gama de estudos acad\u00eamicos. Os produtos fum\u00edgenos de consumo mais difundido s\u00e3o os cigarros. A tributa\u00e7\u00e3o incidente sobre esses produtos \u00e9 um instrumento estatal notoriamente efetivo para desestimular o tabagismo (,&#8230;) O Projeto prop\u00f5e, ainda, que os charutos, cigarrilhas e os cigarros artesanais possam ter o mesmo tratamento tribut\u00e1rio dispensado aos demais produtos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ve\u00edculos poluentes: &#8220;A incid\u00eancia do IS (imposto seletivo) sobre a aquisi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos, aeronaves e embarca\u00e7\u00f5es justifica-se por serem emissores de poluentes que causam danos ao meio ambiente e ao homem. Em rela\u00e7\u00e3o aos ve\u00edculos, a proposta \u00e9 que as al\u00edquotas do Imposto Seletivo incidam sobre ve\u00edculos automotores classificados como autom\u00f3veis e ve\u00edculos comerciais leves e variem a partir de uma al\u00edquota base, de acordo com os atributos de cada ve\u00edculo (&#8230;) Assim, ser\u00e3o considerados para fins da al\u00edquota final do Imposto Seletivo os seguintes atributos para cada ve\u00edculo: (i) pot\u00eancia do ve\u00edculo; (ii) efici\u00eancia energ\u00e9tica; (iii) desempenho estrutural e tecnologias assistivas \u00e0 dire\u00e7\u00e3o; (iv) reciclabilidade de materiais; (v) pegada de carbono; e (vi) densidade tecnol\u00f3gica. Portanto, a al\u00edquota base de cada ve\u00edculo poder\u00e1 ser majorada ou decrescida de acordo com os crit\u00e9rios elencados acima&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Bebidas alco\u00f3licas: &#8220;O consumo de bebidas alco\u00f3licas representa grave problema de sa\u00fade p\u00fablica no Brasil e no mundo. Estudos da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade indicam que este consumo est\u00e1 associado a ampla gama de Doen\u00e7as Cr\u00f4nicas N\u00e3o Transmiss\u00edveis \u2013 DCNT, como doen\u00e7as cardiovasculares, neoplasias e doen\u00e7as hep\u00e1ticas. Al\u00e9m disso, o uso excessivo de \u00e1lcool est\u00e1 relacionado a problemas de sa\u00fade mental, bem como a ocorr\u00eancia de viol\u00eancia e acidentes de tr\u00e2nsito (&#8230;) Como o efeito negativo de \u00e1lcool est\u00e1 relacionado \u00e0 quantidade de \u00e1lcool consumida, prop\u00f5e-se um modelo semelhante ao utilizado para os produtos do fumo, pelo qual a tributa\u00e7\u00e3o se dar\u00e1 atrav\u00e9s de uma al\u00edquota espec\u00edfica (por quantidade de \u00e1lcool) e uma al\u00edquota ad valorem&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Bebidas a\u00e7ucaradas: &#8220;H\u00e1 consistentes evid\u00eancias de que o consumo de bebidas a\u00e7ucaradas prejudica a sa\u00fade e aumenta as chances de obesidade e diabetes em diversos estudos realizados pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade \u2013 OMS. E a tributa\u00e7\u00e3o foi considerada pela OMS como um dos principais instrumentos para conter a demanda deste tipo de produto. Neste sentido, segundo a OMS, oitenta e tr\u00eas pa\u00edses membros da organiza\u00e7\u00e3o j\u00e1 tributam bebidas a\u00e7ucaradas, principalmente refrigerantes. Considerando que o setor econ\u00f4mico possui uma estrutura concentrada nos fabricantes e fragmentada nas fases de distribui\u00e7\u00e3o e varejo, o anteprojeto estabelece como contribuinte o fabricante na primeira venda, o importador na importa\u00e7\u00e3o e o arrematante na hip\u00f3tese de arremata\u00e7\u00e3o em hasta p\u00fablica&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Minerais extra\u00eddos: &#8220;O Projeto prop\u00f5e a incid\u00eancia do IS sobre a extra\u00e7\u00e3o de min\u00e9rio de ferro, de petr\u00f3leo e de g\u00e1s natural. A proposta prev\u00ea a incid\u00eancia do IS na primeira comercializa\u00e7\u00e3o pela empresa extrativista, ainda que o min\u00e9rio tenha como finalidade a exporta\u00e7\u00e3o. H\u00e1 tamb\u00e9m hip\u00f3tese de incid\u00eancia na transfer\u00eancia n\u00e3o onerosa de bem mineral extra\u00eddo ou produzido (&#8230;) Est\u00e1 prevista a redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota a zero para o g\u00e1s natural que seja destinado \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o como insumo em processo industrial&#8221;.<br>Regulamenta\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Pontos importantes, como o fim da cumulatividade, a cobran\u00e7a dos impostos no destino, simplifica\u00e7\u00e3o e fim de distor\u00e7\u00f5es na economia (como passeio de notas fiscais e do imposto cobrado &#8220;por dentro&#8221;) j\u00e1 foram assegurados na PEC da reforma tribut\u00e1ria &#8212; aprovada e promulgada no fim do ano passado pelo Legislativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, v\u00e1rios temas sens\u00edveis ficaram para o ano de 2024, pois o texto da PEC indica a necessidade de regulamenta\u00e7\u00e3o de alguns assuntos por meio de projetos de lei. \u00c9 o que o governo come\u00e7ou a enviar ao Legislativo nesta semana.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse primeiro projeto de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria possui cerca de 300 p\u00e1ginas, 500 artigos e v\u00e1rios anexos. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m traz oito p\u00e1ginas tratando apenas da revoga\u00e7\u00e3o de regras atuais que ser\u00e3o extintas no futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m desse projeto, disse ele, haver\u00e1 outros dois:<\/p>\n\n\n\n<p>um sobre a transi\u00e7\u00e3o na distribui\u00e7\u00e3o da receita (para os estados e munic\u00edpios) e com quest\u00f5es relativas a contencioso administrativo;<\/p>\n\n\n\n<p>um para tratar das transfer\u00eancias de recursos aos fundos de desenvolvimento regional e de compensa\u00e7\u00f5es de perdas dos estados.<\/p>\n\n\n\n<p>O cronograma da Fazenda prev\u00ea que a regulamenta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 feita entre 2024 e 2025. Com o t\u00e9rmino dessa fase, poder\u00e1 ter in\u00edcio, em 2026, a transi\u00e7\u00e3o dos atuais impostos para o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) &#8212; com cobran\u00e7a n\u00e3o cumulativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela proposta de emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC), cinco tributos ser\u00e3o substitu\u00eddos por dois Impostos sobre Valor Agregado (IVAs) \u2014 com legisla\u00e7\u00e3o \u00fanica, sendo um gerenciado pela Uni\u00e3o e outro com gest\u00e3o compartilhada entre estados e munic\u00edpios:<\/p>\n\n\n\n<p>\u25b6\ufe0f Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS): com gest\u00e3o federal, vai unificar IPI, PIS e Cofins;<\/p>\n\n\n\n<p>\u25b6\ufe0f Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS): com gest\u00e3o compartilhada estados e munic\u00edpios, unificar\u00e1 ICMS (estadual) e ISS (municipal).<\/p>\n\n\n\n<p>\u25b6\ufe0f Al\u00e9m da CBS federal e do IBS estadual e municipal, ser\u00e1 cobrado um imposto seletivo (sobre produtos nocivos \u00e0 sa\u00fade) e um IPI sobre produtos produzidos pela Zona Franca de Manaus &#8212; mas fora da regi\u00e3o com benef\u00edcio fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Estimativas apontam que os futuros impostos sobre o consumo, para manter a atual carga tribut\u00e1ria &#8211; considerada elevada -, somariam cerca de 27% &#8211; e estariam entre os maiores do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>A al\u00edquota final dos impostos, por\u00e9m, s\u00f3 ser\u00e1 conhecida nos pr\u00f3ximos anos &#8212; ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o de um per\u00edodo de testes para &#8220;calibrar&#8221; o valor &#8212; necess\u00e1rio para manter a carga tribut\u00e1ria atual.<\/p>\n\n\n\n<p>Impacto na economia, valor agregado e cobran\u00e7a no destino<\/p>\n\n\n\n<p>O governo espera que, com a simplifica\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, haja um aumento de produtividade e, consequentemente, redu\u00e7\u00e3o de custos para consumidores e produtores, estimulando a economia.<\/p>\n\n\n\n<p>Analistas e o governo estimam que a reforma tribut\u00e1ria sobre o consumo tem potencial para elevar o PIB potencial do Brasil em no m\u00ednimo 10% nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a implementa\u00e7\u00e3o do IVA, os tributos passariam a ser n\u00e3o cumulativos. Isso significa que, ao longo da cadeia de produ\u00e7\u00e3o, os impostos seriam pagos uma s\u00f3 vez por todos os participantes do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, cada etapa da cadeia paga os impostos individualmente, e eles v\u00e3o se acumulando at\u00e9 o consumidor final.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o IVA, as empresas poderiam abater, no recolhimento do imposto, o valor pago anteriormente na cadeia produtiva. S\u00f3 recolheriam o imposto incidente sobre o valor agregado ao produto final.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra mudan\u00e7a \u00e9 que o tributo sobre o consumo (IVA) seria cobrado no &#8220;destino&#8221;, ou seja, no local onde os produtos s\u00e3o consumidos, e n\u00e3o mais onde eles s\u00e3o produzidos. H\u00e1 um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o de cerca de 50 anos da cobran\u00e7a na origem para o destino.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso contribuiria para combater a chamada &#8220;guerra fiscal&#8221;, nome dado a disputa entre os estados para que empresas se instalem em seus territ\u00f3rios. Para isso, intensificam a concess\u00e3o de benef\u00edcios fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/04\/24\/governo-propoe-que-imposto-do-pecado-seja-cobrado-sobre-cigarros-bebidas-alcoolicas-acucaradas-carros-e-petroleo.ghtml\">https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2024\/04\/24\/governo-propoe-que-imposto-do-pecado-seja-cobrado-sobre-cigarros-bebidas-alcoolicas-acucaradas-carros-e-petroleo.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Media\u00e7\u00e3o e arbitragem tribut\u00e1ria e aduaneira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Nas \u00faltimas semanas, de forma bastante frequente, temos discutido a quest\u00e3o da media\u00e7\u00e3o e da arbitragem tribut\u00e1ria e aduaneira. No come\u00e7o de abril, ali\u00e1s, n\u00f3s duas, acompanhadas pela Camila Tapias, participamos de um debate sobre o tema promovido pelo grupo \u201cMulheres no Tribut\u00e1rio\u201d&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-23\/mediacao-e-arbitragem-tributaria-e-aduaneira\/#_ftn1\">[1]<\/a>. Tendo em conta a import\u00e2ncia e a atualidade, resolvemos juntas trazer o tema para esta coluna, agora com uma perspectiva mais aduaneira.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, antes de adentrar nesse assunto, gostar\u00edamos de comentar que a especializa\u00e7\u00e3o no Carf, anunciada nesta coluna, se concretizou!&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-23\/mediacao-e-arbitragem-tributaria-e-aduaneira\/#_ftn2\">[2]<\/a>&nbsp;No dia 18 de abril, houve a solenidade de lan\u00e7amento das turmas aduaneiras no Carf, com a assinatura de portaria que define essa especializa\u00e7\u00e3o: s\u00e3o duas turmas ordin\u00e1rias na 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o que julgar\u00e3o de forma preferencial as lides sobre mat\u00e9ria aduaneira. Importante iniciativa para a produ\u00e7\u00e3o de decis\u00f5es mais c\u00e9leres e adequadas tecnicamente. Vale comemorar!<\/p>\n\n\n\n<p>Voltando \u00e0 media\u00e7\u00e3o e \u00e0 arbitragem, conforme observado em artigo anterior&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-23\/mediacao-e-arbitragem-tributaria-e-aduaneira\/#_ftn3\">[3]<\/a>, ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, vivemos um momento muito importante, com uma expectativa que mistura, por um lado, preocupa\u00e7\u00f5es com a grande quantidade de lides tribut\u00e1rias e aduaneiras que emperram os tribunais \u2014 problema que tende a aumentar com a reforma tribut\u00e1ria e a vinda de novas leis complementares da reforma \u2014,<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-23\/mediacao-e-arbitragem-tributaria-e-aduaneira\/#_ftn4\">[4]<\/a>&nbsp;mas, por outro lado, com uma disposi\u00e7\u00e3o para discutir e aprimorar esse novo sistema tribut\u00e1rio, para torn\u00e1-lo mais justo, eficiente e eficaz.<\/p>\n\n\n\n<p>E \u00e9 nesse diapas\u00e3o que aparecem a media\u00e7\u00e3o e a arbitragem, com o escopo de produzir solu\u00e7\u00f5es mais adequadas, em termos de qualidade, equidade e celeridade, aos lit\u00edgios tribut\u00e1rios e aduaneiros.<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei do Senado n\u00ba 2.485\/2022, que trata da media\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, e o Projeto de Lei do Senado n\u00ba 2.486\/2022, sobre a arbitragem tribut\u00e1ria e aduaneira, vieram no bojo de sete anteprojetos de lei sobre processo tribut\u00e1rio elaborados pelo grupo intitulado \u201cComiss\u00e3o de Juristas\u201d&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-23\/mediacao-e-arbitragem-tributaria-e-aduaneira\/#_ftn5\">[5]<\/a>, resultado do Ato Conjunto do ent\u00e3o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, e o presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco, cuja coordena\u00e7\u00e3o ficou a cargo da ministra Regina Helena Costa e tendo o professor Marcus L\u00edvio Gomes como relator da \u201cSubcomiss\u00e3o para Reforma do Processo Tribut\u00e1rio\u201d.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-23\/mediacao-e-arbitragem-tributaria-e-aduaneira\/#_ftn6\">[6]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>As proposi\u00e7\u00f5es visaram a dinamizar, unificar e modernizar o processo tribut\u00e1rio (administrativo e judicial) nacional. Verifica-se que esse conjunto de projetos de lei volta aos holofotes do Legislativo e da academia este ano, com a perspectiva de que possam ser votados ainda no primeiro semestre de 2024, agora, sob relatoria do senador Efraim Filho.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Relat\u00f3rio do Conselho Nacional de Justi\u00e7a de 2022,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-23\/mediacao-e-arbitragem-tributaria-e-aduaneira\/#_ftn7\">[7]<\/a>&nbsp;35% dos processos no Judici\u00e1rio s\u00e3o tribut\u00e1rios e 65% das execu\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o tribut\u00e1rias. Ou seja, a inefici\u00eancia do sistema tribut\u00e1rio n\u00e3o apenas implica dificuldade na arrecada\u00e7\u00e3o e na solu\u00e7\u00e3o dos problemas tribut\u00e1rios, mas tamb\u00e9m atravanca todo o Judici\u00e1rio, prejudicando a persecu\u00e7\u00e3o dos demais direitos, inclusive dos fundamentais. Na seara administrativa, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 melhor, apenas no Carf, o valor sob lit\u00edgio atingiu a cifra de R$ 1,17 trilh\u00e3o.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-23\/mediacao-e-arbitragem-tributaria-e-aduaneira\/#_ftn8\">[8]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, h\u00e1 atualmente grande preocupa\u00e7\u00e3o em aumentar a efici\u00eancia e a efic\u00e1cia do contencioso tribut\u00e1rio; temos indicado as importantes mudan\u00e7as estruturais do Carf, incluindo a especializa\u00e7\u00e3o aduaneira e a portaria de g\u00eanero, como relevantes avan\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o objetivo dos projetos de lei que trazem a media\u00e7\u00e3o e a arbitragem para a seara tribut\u00e1ria e aduaneira n\u00e3o \u00e9 concorrer com o processo administrativo ou com o processo judicial fiscais. Ao contr\u00e1rio, \u00e9 ajudar a aprimorar o contencioso, auxiliando nessa fase de in\u00edcio de aplica\u00e7\u00e3o das normas da reforma tribut\u00e1ria (que subsistir\u00e1 em concomit\u00e2ncia com o sistema atual por largo tempo) e permanecendo para consolidar um novo e melhor sistema tribut\u00e1rio brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, quando tratamos de com\u00e9rcio exterior, estamos no \u00e2mbito de transa\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas internacionais, nas quais os pa\u00edses, e respectivos setores privados, figuram n\u00e3o somente como partes, mas tamb\u00e9m como concorrentes. Isso exige muito mais estrat\u00e9gia, agilidade e atualiza\u00e7\u00e3o para acompanhar os movimentos e necessidades impostos pelo fluxo internacional de mercadorias e de recursos e investimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Onerando pesadamente a produ\u00e7\u00e3o, n\u00e3o oferecendo respostas r\u00e1pidas e adequadas para os lit\u00edgios, sendo ineficiente na desonera\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es, o sistema tribut\u00e1rio brasileiro n\u00e3o apenas compromete a competitividade internacional dos produtos brasileiros, mas tamb\u00e9m prejudica o planejamento dos neg\u00f3cios, a atra\u00e7\u00e3o de investimentos e o pr\u00f3prio crescimento econ\u00f4mico e social do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o setor privado, para um investidor, uma carga tribut\u00e1ria alta sobre seu neg\u00f3cio representa uma necessidade de controle e organiza\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio de forma mais cautelosa, a fim de manter a lucratividade. No entanto, leis de complexa interpreta\u00e7\u00e3o, lit\u00edgios que se arrastam por d\u00e9cadas, solu\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas imprevis\u00edveis e contradit\u00f3rias dificultam a organiza\u00e7\u00e3o e a seguran\u00e7a do neg\u00f3cio, muitas vezes, inviabilizando-o.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo sentido, no que concerne especificamente \u00e0 mat\u00e9ria aduaneira, cujo contencioso costuma ter deslinde igual ou similar \u00e0 tribut\u00e1ria, a demora da solu\u00e7\u00e3o de uma lide pode impossibilitar n\u00e3o somente neg\u00f3cios importantes para o setor privado e para o pr\u00f3prio governo brasileiro, mas impactar no fluxo internacional, afastando-nos dos grandes&nbsp;<em>players<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que o Brasil, apesar de estar entre as dez maiores economias do mundo, ser o sexto pa\u00eds em termos de popula\u00e7\u00e3o e o quinto maior pa\u00eds do mundo em territ\u00f3rio, n\u00e3o tem figurado entre os 20 pa\u00edses que mais participam do com\u00e9rcio internacional; ao contr\u00e1rio, tem ficado com aproximadamente do 1% do com\u00e9rcio internacional.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-23\/mediacao-e-arbitragem-tributaria-e-aduaneira\/#_ftn9\">[9]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Nesse ponto, cumpre lembrar que o Brasil est\u00e1 prestes a se tornar membro na OCDE, est\u00e1 em processo avan\u00e7ado de negocia\u00e7\u00e3o de acordo comercial com a Uni\u00e3o Europeia e ainda se encontra em fase de implementa\u00e7\u00e3o efetiva de modernos tratados internacionais aduaneiros (como a CQR\/OMA e o AFC\/OMC), o que configura maior abertura econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, se essa abertura vier sem maior efici\u00eancia no sistema tribut\u00e1rio e aduaneiro, no contencioso administrativo fiscal, isso \u00e9 preocupante. Nesse contexto, a liberaliza\u00e7\u00e3o pode n\u00e3o trazer resultados positivos, pelo contr\u00e1rio, sem competitividade, iremos importar mais e n\u00e3o conseguiremos exportar na mesma medida. Ou seja, a tend\u00eancia \u00e9 perder riquezas, empregos e acirrar um processo de desindustrializa\u00e7\u00e3o que j\u00e1 gra\u00e7a no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Volvendo-nos especificamente aos PLs, cumpre anotar que o PL do Senado n\u00ba 2.485\/2022 trata somente da media\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Temos enfatizado nas discuss\u00f5es desse PLP com o Legislativo e em eventos acad\u00eamicos, que \u00e9 preciso que se agregue a mat\u00e9ria aduaneira.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale lembrar que a solu\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios via media\u00e7\u00e3o \u00e9 a mais desejada, por permitir que as partes se aproximem, conhe\u00e7am a posi\u00e7\u00e3o uma da outra e cheguem a uma decis\u00e3o consensual \u2014 ou seja, n\u00e3o imposta \u2014 e muito mais r\u00e1pida.<\/p>\n\n\n\n<p>Anote-se que, se precisamos de solu\u00e7\u00f5es c\u00e9leres sem comprometimento da justi\u00e7a, qualidade e tecnicidade para quest\u00f5es tribut\u00e1rias, isso \u00e9 ainda mais premente na seara aduaneira, que se relaciona diretamente com o din\u00e2mico e competitivo com\u00e9rcio internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Na media\u00e7\u00e3o, a Secretaria da Receita Federal e a Procuradoria da Fazenda Nacional tamb\u00e9m poder\u00e3o propor a medida alternativa. O sujeito passivo n\u00e3o precisar\u00e1 estar representado por terceiro. As hip\u00f3teses pass\u00edveis de solu\u00e7\u00e3o alternativa ser\u00e3o definidas em ato conjunto do advogado-geral da Uni\u00e3o e do ministro da Economia.<\/p>\n\n\n\n<p>Prazo<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez instaurada a media\u00e7\u00e3o, o prazo administrativo ou judicial ficar\u00e1 suspenso por 30 dias, prorrog\u00e1vel por igual per\u00edodo. A media\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser instaurada ainda no curso do procedimento fiscal e, acaso estabelecido o dever de pagar o tributo, ter\u00e1 o sujeito passivo direito \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de 70% no valor da penalidade prevista no artigo 44, inciso I, da Lei 49.430\/1997 e, uma vez n\u00e3o cumprido o acordado, o d\u00e9bito ser\u00e1 diretamente inscrito em d\u00edvida ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>O PL 2.485, por seu turno, j\u00e1 prev\u00ea a arbitragem tribut\u00e1ria e tamb\u00e9m aduaneira. \u00c9 necess\u00e1rio evidenciar que a arbitragem precisa envolver tamb\u00e9m todas as quest\u00f5es aduaneiras pecuni\u00e1rias, bem como o perdimento de mercadorias, ve\u00edculos e moeda. Importante contemplar ainda na arbitragem (e tamb\u00e9m na media\u00e7\u00e3o) as medidas de defesa comercial, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quais s\u00e3o comuns lit\u00edgios de elevado valor, na maioria das vezes envolvendo classifica\u00e7\u00e3o fiscal das mercadorias importadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A arbitragem tribut\u00e1ria e aduaneira poder\u00e1 ser instaurada desde a ci\u00eancia do auto de infra\u00e7\u00e3o e caber\u00e1 \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica a elei\u00e7\u00e3o da tem\u00e1tica pass\u00edvel de submiss\u00e3o a tal m\u00e9todo. O \u201ccompromisso arbitral\u201d inaugura o procedimento e representa o marco interruptivo da prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o ser\u00e1 pass\u00edvel sua aplica\u00e7\u00e3o por equidade, quanto \u00e0 discuss\u00e3o de constitucionalidade ou discuss\u00e3o de lei em tese, bem como, resta vedada senten\u00e7a que resulte em regime especial, diferenciado ou individual de tributa\u00e7\u00e3o, de modo direto ou indireto.<\/p>\n\n\n\n<p>Devem ser observados os precedentes vinculantes e de repercuss\u00e3o geral, sob pena de nulidade da decis\u00e3o arbitral e a decis\u00e3o dever\u00e1 ser proferida em doze meses, prorrog\u00e1vel por igual per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto do PLP estabelece tr\u00eas momentos em que permite a redu\u00e7\u00e3o da multa, quanto mais pr\u00f3ximo do in\u00edcio da ocorr\u00eancia do evento sujeito \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o, maior a redu\u00e7\u00e3o (60% antes da ci\u00eancia do auto de infra\u00e7\u00e3o, 30% ap\u00f3s tal prazo e antes da primeira decis\u00e3o administrativa e 10% antes da decis\u00e3o de segunda inst\u00e2ncia, da inscri\u00e7\u00e3o em d\u00edvida ou da cita\u00e7\u00e3o da Fazenda em processo judicial).<\/p>\n\n\n\n<p>Os dois projetos de leis inovam o sistema jur\u00eddico, fundam-se na consensualidade das partes envolvidas e permitem d\u00faplice solu\u00e7\u00e3o;&nbsp;<em>primeiro<\/em>, estimulam a preven\u00e7\u00e3o consensual de conflitos em \u00e2mbito administrativo e judicial. Em&nbsp;<em>segundo<\/em>, \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o dos lit\u00edgios j\u00e1 instaurados. Esta fun\u00e7\u00e3o ser\u00e1 primordial para redu\u00e7\u00e3o do estoque de lit\u00edgios do atual sistema tribut\u00e1rio sobre o consumo, ao lado de outros fen\u00f4menos como a transa\u00e7\u00e3o e o neg\u00f3cio jur\u00eddico processual.<\/p>\n\n\n\n<p>Ambos os projetos contam com a possibilidade de presen\u00e7a de mediadores e \u00e1rbitros internos e externos aos quadros do ente p\u00fablico titular do cr\u00e9dito p\u00fablico. Abre-se aqui uma nova vertente de atua\u00e7\u00e3o aos profissionais da iniciativa privada.<\/p>\n\n\n\n<p>No que vale anotar que hoje a media\u00e7\u00e3o aplica-se somente \u00e0 Uni\u00e3o Federal, mas, do lado do sujeito passivo, \u00e9 poss\u00edvel e permitido que seja representado por coletividade, entidades de classe ou associa\u00e7\u00f5es; j\u00e1 a arbitragem \u00e9 v\u00e1lida para todos os entes p\u00fablicos de direito interno (munic\u00edpios, estados e Uni\u00e3o), bem como, a conselhos profissionais e \u00e0 Ordem dos Advogados do Brasil. Eis que tais entidades contribuem muito com a alta litigiosidade nos tribunais brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a expectativa \u00e9 que a media\u00e7\u00e3o e a arbitragem passem pelo Legislativo e possam ser aplicadas para mat\u00e9rias tribut\u00e1rias e tamb\u00e9m aduaneiras, agregando mais justi\u00e7a, agilidade e qualidade ao contencioso brasileiro e trazendo muitos resultados positivos para o pa\u00eds. Vamos acompanhar os projetos de lei!<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-23\/mediacao-e-arbitragem-tributaria-e-aduaneira\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-23\/mediacao-e-arbitragem-tributaria-e-aduaneira\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fintechs podem apurar IR pelo lucro presumido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal definiu que as fintechs podem apurar Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL pela sistem\u00e1tica do lucro presumido e n\u00e3o obrigatoriamente pelo lucro real. A possibilidade de escolha entre os dois regimes de tributa\u00e7\u00e3o &#8211; desde que o faturamento seja abaixo de R$ 78 milh\u00f5es &#8211; \u00e9 vista como positiva pelo mercado, pois traz flexibilidade e pode significar, a depender do perfil da empresa, uma redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria de at\u00e9 50%.<\/p>\n\n\n\n<p>O esclarecimento foi feito pelo \u00f3rg\u00e3o por meio da Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 50\/2024, publicada pela Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit). A interpreta\u00e7\u00e3o vincula todos os auditores fiscais do Brasil. O documento trata apenas das sociedades de cr\u00e9dito direto (SDCs), tipo de fintech que d\u00e1 empr\u00e9stimo a pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas apenas com capital pr\u00f3prio. Por\u00e9m, especialistas entendem que a consulta pode ser estendida a outros modelos de neg\u00f3cios. De acordo com dados do Banco Central, autoridade que regulamentou o segmento em 2018, existem hoje 118 SCDs no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Como essas sociedades t\u00eam caracter\u00edsticas muito semelhantes \u00e0s de uma institui\u00e7\u00e3o financeira &#8211; obrigatoriamente submetidas ao lucro real -, alguns contribuintes n\u00e3o sabiam se deveriam tamb\u00e9m apurar o tributo por meio desse modelo. A Cosit disse que n\u00e3o, pois elas n\u00e3o est\u00e3o no rol elencado pela Lei n\u00ba 9.718, de 1998, que determina quais empresas s\u00e3o obrigadas a seguir o regime.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento da Receita Federa \u00e9 de que o rol trazido pela lei \u00e9 taxativo. \u201cO alcance do dispositivo aqui sob consulta (artigo 14, inciso II, da Lei n\u00ba 9.718, de 1998) n\u00e3o abrange o g\u00eanero \u2018institui\u00e7\u00f5es financeiras\u2019 de forma indistinta, limitando-se assim a obrigatoriedade \u00e0 sistem\u00e1tica do lucro real, na forma que ali normatizada, somente \u00e0s esp\u00e9cies de institui\u00e7\u00f5es financeiras ali expressamente citadas\u201d, afirma a Cosit.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o, para que \u201cnovas esp\u00e9cies de institui\u00e7\u00f5es financeiras ali n\u00e3o inicialmente indicadas\u201d sejam abarcadas pela obrigatoriedade do lucro real, \u00e9 preciso editar \u201cnovo dispositivo de lei\u201d, sob pena de viola\u00e7\u00e3o ao C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN). \u201cRejeita-se aqui a hip\u00f3tese de que o int\u00e9rprete possa, sem nova manifesta\u00e7\u00e3o expressa do legislador tribut\u00e1rio, considerar abrangidas na supracitada hip\u00f3tese, esp\u00e9cies de institui\u00e7\u00f5es financeiras outras que n\u00e3o as expressamente elencadas\u201d, completa o \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Thiago Marigo, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Freitas, Leite e Avvad Advogados, j\u00e1 orientava clientes nesse mesmo sentido. \u201cA solu\u00e7\u00e3o de consulta da Receita vai ao encontro desse entendimento de que, embora existam similaridades com as demais institui\u00e7\u00f5es financeiras, como a lei n\u00e3o a colocou de forma taxativa como uma empresa obrigada ao lucro real, a SCD tem liberdade de escolher\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A principal diferen\u00e7a de tributa\u00e7\u00e3o \u00e9 que, enquanto no lucro real se aplica as al\u00edquotas de 34% de IRPJ e CSLL sobre a diferen\u00e7a entre receitas e despesas, no lucro presumido se aplica as al\u00edquotas sobre um porcentual da margem de lucro estimada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa margem de presun\u00e7\u00e3o que \u00e9 dada pela lei pode ser menor que a lucratividade efetiva. Em alguns casos, pode ser mais econ\u00f4mico, mas n\u00e3o necessariamente\u201d, afirma o advogado. Essa economia pode chegar a 50%. \u201cQuanto maior a margem de lucro da empresa, maior a economia e tende a ser melhor pelo lucro presumido\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista Diogo Olm Ferreira, do VSBO Advogados, alerta que outra consequ\u00eancia da apura\u00e7\u00e3o pelo lucro real para as SCDs seria a obrigatoriedade do regime n\u00e3o cumulativo do PIS e da Cofins, que tem al\u00edquotas mais altas, embora admita tomada de cr\u00e9dito. Por\u00e9m, pode n\u00e3o ser interessante pelas baixas despesas.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, se ela tiver preju\u00edzo, acrescenta, seria melhor usar o lucro real, uma vez que n\u00e3o se recolheria impostos no per\u00edodo. \u201cA Receita evita aplica\u00e7\u00e3o de alguns tratamentos considerados gravosos, como al\u00edquota de CSLL mais alta e a obrigatoriedade do regime\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Denis Passerotti, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Passerotti Sociedade de Advogados, as d\u00favidas sobre a aplica\u00e7\u00e3o do regime tribut\u00e1rio come\u00e7aram a surgir com a vinda das fintechs para o Brasil. \u201cA solu\u00e7\u00e3o de consulta foi feita com base em uma interpreta\u00e7\u00e3o das normas que n\u00e3o previa anteriormente esse tipo de negocia\u00e7\u00e3o por meio eletr\u00f4nico\u201d, afirma. A resposta da Receita, segundo ele, apesar de s\u00f3 mencionar o IRPJ, \u00e9 aplicada para a CSLL, pois ambos devem ser recolhidos da mesma forma.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Fintechs (ABFintechs), Diego Perez, afirma que o setor esperava uma defini\u00e7\u00e3o mais clara da lei e que vinha discutindo com o governo sobre a diferen\u00e7a de tratamento que as entidades deveriam ter ante as institui\u00e7\u00f5es financeiras tradicionais. De acordo com ele, a maioria optava pelo lucro real \u201cpara evitar risco de fiscaliza\u00e7\u00e3o\u201d. \u201cAgora ficou claro que se pode adotar o lucro presumido e ter ganho operacional, por conta de um custo tribut\u00e1rio reduzido e elas devem avan\u00e7ar na capta\u00e7\u00e3o mais eficiente de clientes\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Perez ainda afirma que existem hoje 713 empresas associadas \u00e0 ABFintechs, de um universo de 1.489. A resposta da solu\u00e7\u00e3o de consulta, acrescenta, apesar de espec\u00edfica para sociedades de cr\u00e9dito direto, deve se estender \u00e0s outras categorias, como sociedades de empr\u00e9stimo entre pessoas (SEPs) e institui\u00e7\u00f5es de pagamento (IPs).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/24\/fintechs-podem-apurar-ir-pelo-lucro-presumido.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/24\/fintechs-podem-apurar-ir-pelo-lucro-presumido.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Prazo para autorregulariza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos vinculados a subven\u00e7\u00f5es para investimento vence em 30 de abril<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data:24\/04\/2024<br><br>Contribuintes t\u00eam at\u00e9 o dia 30 de abril de 2024 para realizar a autorregulariza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios vencidos at\u00e9 31 de dezembro de 2022.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Este prazo \u00e9 crucial, especialmente diante da recente decis\u00e3o proferida pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a sobre os embargos de declara\u00e7\u00e3o relacionados ao julgamento do Tema 1.182 (EDcl no REsp n\u00ba 1945110-RS), abordando o tratamento fiscal das subven\u00e7\u00f5es para investimento relativas ao ICMS, exceto cr\u00e9ditos presumidos.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do STJ, alinhada \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o da Receita Federal do Brasil, estabelece que os contribuintes s\u00e3o dispensados apenas da necessidade de comprova\u00e7\u00e3o de que o benef\u00edcio fiscal do ICMS foi concedido com o intuito de subsidiar investimentos. Por\u00e9m, \u00e9 responsabilidade do contribuinte tratar o benef\u00edcio fiscal como subven\u00e7\u00e3o de investimento, seguindo os requisitos estipulados pela legisla\u00e7\u00e3o, incluindo a destina\u00e7\u00e3o do resultado para a implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimentos econ\u00f4micos.<\/p>\n\n\n\n<p>Destaca-se que a Lei n\u00ba 14.789, de 2023, introduziu mudan\u00e7as significativas no tratamento tribut\u00e1rio das subven\u00e7\u00f5es para investimento. Ela permite que os contribuintes regularizem exclus\u00f5es feitas em desacordo com a legisla\u00e7\u00e3o anterior. O prazo final para a autorregulariza\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos vencidos at\u00e9 31 de dezembro de 2022 \u00e9 30 de abril de 2024. Para d\u00e9bitos apurados trimestralmente em 2023, o prazo \u00e9 31 de julho de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>A autorregulariza\u00e7\u00e3o, regulamentada pela IN RFB n\u00ba 2.184, de 2024, oferece a possibilidade de redu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 80% do total da d\u00edvida consolidada, dependendo da escolha do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Com essa decis\u00e3o do STJ e o prazo final se aproximando, os contribuintes t\u00eam um incentivo adicional para revisar sua situa\u00e7\u00e3o e tomar as medidas necess\u00e1rias para cumprir as obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias em conformidade com a legisla\u00e7\u00e3o vigente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante ressaltar que, ap\u00f3s o encerramento do per\u00edodo de autorregulariza\u00e7\u00e3o, a Receita Federal intensificar\u00e1 as atividades de fiscaliza\u00e7\u00e3o para assegurar que todos os contribuintes cumpram com as obriga\u00e7\u00f5es estabelecidas. Informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre as condi\u00e7\u00f5es, prazos e procedimentos para regulariza\u00e7\u00e3o foram providenciadas atrav\u00e9s de comunica\u00e7\u00f5es eletr\u00f4nicas aos maiores contribuintes em 12 de abril, a fim de facilitar a ades\u00e3o ao processo.<br><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/abril\/prazo-para-autorregularizacao-de-debitos-vinculados-a-subvencoes-para-investimento-vence-em-30-de-abril#:~:text=Contribuintes%20t%C3%AAm%20at%C3%A9%20o%20dia,31%20de%20dezembro%20de%202022\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/abril\/prazo-para-autorregularizacao-de-debitos-vinculados-a-subvencoes-para-investimento-vence-em-30-de-abril#:~:text=Contribuintes%20t%C3%AAm%20at%C3%A9%20o%20dia,31%20de%20dezembro%20de%202022<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lei 14.689\/23 e as decis\u00f5es por voto de qualidade: precedentes da 1\u00aa Turma da CSRF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/04\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Voto de qualidade: novas consequ\u00eancias e d\u00favidas na aplica\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 14.689\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que desde que a publica\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 14.689\/23 \u2013 com a introdu\u00e7\u00e3o de novos mecanismos e consequ\u00eancias para os julgamentos decididos por voto de qualidade \u2013 quem milita no ambiente do contencioso administrativo tribut\u00e1rio e, em especial, no Carf, tem se deparado com cen\u00e1rios desafiadores para aplica\u00e7\u00e3o desse novo diploma legal, estendendo-se as d\u00favidas e discuss\u00f5es tanto a conselheiros quanto a patronos dos contribuintes e da pr\u00f3pria Fazenda Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Somente nesta coluna, ao menos em sete oportunidades&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-24\/lei-14-689-23-e-as-decisoes-por-voto-de-qualidade-precedentes-da-1a-turma-da-csrf\/#_ftn1\">[1]<\/a>&nbsp;j\u00e1 se abordou o tema e suas diversas vertentes.<\/p>\n\n\n\n<p>E sobre a mat\u00e9ria, recentemente, a PGFN editou o muito bem fundamentado Parecer SEI N\u00ba 943\/2024\/MF, de lavra da sempre competente doutora L\u00edvia da Silva Queiroz.<\/p>\n\n\n\n<p>Pretende-se, neste momento, retomar os julgados da 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior de Recursos Fiscais (CSRF) que j\u00e1 abordaram o tema e, sempre que poss\u00edvel, cotejar com o entendimento agora exarado pela PGFN.<\/p>\n\n\n\n<p>O exame dos precedentes abordar\u00e1 o ponto que mais redunda em debates do novo diploma legal, a saber: o \u00a79\u00ba-A do artigo 25 do Decreto n\u00ba 70.235\/72 (introduzido pela Lei n\u00ba 14.689\/23) que determinou a exclus\u00e3o de multas e cancelamento da representa\u00e7\u00e3o fiscal para fins penais \u201c<em>na hip\u00f3tese de julgamento de processo administrativo fiscal resolvido favoravelmente \u00e0 Fazenda P\u00fablica pelo voto de qualidade<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Precedentes da 1\u00aa Turma da CSRF sobre as consequ\u00eancias da decis\u00e3o por voto de qualidade<\/p>\n\n\n\n<p>No Ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba 9101-006.786 (06\/11\/2023), a 1\u00aa Turma da CSRF examinou recursou especial da Fazenda Nacional buscando restabelecer a exig\u00eancia de multas isoladas pelo n\u00e3o recolhimento de estimativas de IRPJ\/CSLL, cobradas de forma concomitante com a multa de of\u00edcio. \u00c9 importante ressaltar que, ap\u00f3s ter seu recurso volunt\u00e1rio improvido por voto de qualidade e seu recurso especial n\u00e3o admitido quanto \u00e0 mat\u00e9ria principal (exig\u00eancia de IRPJ\/CSLL), o contribuinte j\u00e1 havia judicializado o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio (conforme devidamente demonstrado nos autos),<\/p>\n\n\n\n<p>Em sede de sustenta\u00e7\u00e3o oral, o patrono do contribuinte requereu o n\u00e3o conhecimento do recurso fazend\u00e1rio por suposta perda de objeto, pois entendeu que a exclus\u00e3o da multa, por voto de qualidade, na inst\u00e2ncia&nbsp;<em>a quo&nbsp;<\/em>era irreform\u00e1vel em raz\u00e3o do disposto no \u00a79\u00ba-A do artigo 25 do Decreto n\u00ba 70.235\/72. Contudo, por maioria de votos, o colegiado rejeitou o argumento e conheceu do recurso, por entender que, no m\u00ednimo, a Fazenda Nacional teria interesse na reforma do ac\u00f3rd\u00e3o recorrido para que n\u00e3o mais pudesse ser utilizado como paradigma.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00e9rito, por maioria de votos, negou-se provimento ao recurso da PGFN. Al\u00e9m dos prof\u00edcuos debates travados de forma inaugural na 1\u00aa Turma da CSRF sobre a Lei n\u00ba 14.689\/2023, em que pese o provimento do recurso do contribuinte, se extrai dos votos vencidos o entendimento acerca da impossibilidade de restabelecimento da multa de of\u00edcio, quando a decis\u00e3o por voto de qualidade, acerca do m\u00e9rito da exig\u00eancia, tornou-se definitiva no \u00e2mbito administrativo, uma vez que esses conselheiros votaram por dar provimento parcial ao recurso da Fazenda Nacional apenas para reformar o paradigma sem \u201c<em>restabelecer a sua exigibilidade no caso concreto, com base no art. 15 da Lei n\u00ba 14.689\/2023<\/em>\u201d (exonera\u00e7\u00e3o de multas inclusive aos casos j\u00e1 julgados pelo CARF e ainda pendentes de aprecia\u00e7\u00e3o do m\u00e9rito pelo TRF).<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, nesse caso concluiu-se pela aplicabilidade do \u00a79\u00ba-A do artigo 25 do Decreto 70.235\/72 \u00e0s multas isoladas por falta de recolhimento de estimativas, entendimento que se encontra alinhado com o recente pronunciamento da PGFN em seu Parecer SEI n\u00ba 943\/2024\/MF, uma vez que o m\u00e9rito havia sido&nbsp;<em>resolvido<\/em>&nbsp;por voto de qualidade&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-24\/lei-14-689-23-e-as-decisoes-por-voto-de-qualidade-precedentes-da-1a-turma-da-csrf\/#_ftn2\">[2]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0&nbsp;<em>responsabilidade acerca da exclus\u00e3o das multas<\/em>, a 1\u00aa Turma da CSRF tem entendido que somente ap\u00f3s decis\u00e3o definitiva no Carf h\u00e1 de se falar em exclus\u00e3o de multas, exceto nas hip\u00f3teses em que a situa\u00e7\u00e3o acerca da decis\u00e3o de m\u00e9rito do principal, por voto de qualidade, j\u00e1 tenha se consolidado, como, por exemplo, no precedente analisado alhures.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, o entendimento da 1\u00aa Turma da CSRF \u00e9 que, em regra, caberia \u00e0 Receita Federal aplicar o \u00a79\u00ba-A do artigo 25 do Decreto 70.235\/72 ap\u00f3s a decis\u00e3o definitiva, ou seja, quando do cumprimento do&nbsp;<em>\u00faltimo<\/em>&nbsp;ac\u00f3rd\u00e3o&nbsp;<em>resolvido<\/em>&nbsp;por voto de qualidade. E tal conclus\u00e3o tamb\u00e9m alinha-se \u00e0s conclus\u00f5es da PGFN no referido parecer&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-24\/lei-14-689-23-e-as-decisoes-por-voto-de-qualidade-precedentes-da-1a-turma-da-csrf\/#_ftn3\">[3]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Exemplo desse entendimento tamb\u00e9m se observa no Ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba 9101-006.809 (janeiro de 2024), em que a Fazenda Nacional recorreu da exonera\u00e7\u00e3o da multa isolada em julgamento de recurso volunt\u00e1rio. O colegiado, por voto de qualidade, restabeleceu parcialmente a exig\u00eancia, e determinou o retorno dos autos ao colegiado&nbsp;<em>a quo&nbsp;<\/em>para exame de argumentos aut\u00f4nomos sobre erro na base de c\u00e1lculo n\u00e3o examinados porque o recurso volunt\u00e1rio havia sido provido.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora alguns conselheiros tenham entendido que seria desnecess\u00e1rio o retorno dos autos ao colegiado&nbsp;<em>a quo&nbsp;<\/em>ante \u00e0 impossibilidade de restabelecimento da multa, a maioria do colegiado concluiu ser inaplic\u00e1vel, naquele momento, o disposto na Lei n\u00ba 14.689\/2023 porque, ainda que a decis\u00e3o da CSRF tenha se dado por voto de qualidade, somente quando da definitividade daquele ac\u00f3rd\u00e3o \u00e9 que haveria exclus\u00e3o da penalidade. Quanto aos votos vencidos quanto ao retorno dos autos, ambos consignaram \u201c<em>pela desnecessidade [\u2026] em face da exonera\u00e7\u00e3o da penalidade com base no \u00a79\u00ba-A acrescido ao art. 25 do Decreto n\u00ba 70.235\/72 pela Lei n\u00ba 14.689\/2023<\/em>\u201c.<\/p>\n\n\n\n<p>No Ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba 9101-006.826 (6\/2\/2024), por sua vez, discutia-se infra\u00e7\u00e3o relativa \u00e0 amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio, que havia sido mantida por voto de qualidade na turma ordin\u00e1ria, al\u00e9m da desqualifica\u00e7\u00e3o da multa de of\u00edcio, em vota\u00e7\u00e3o un\u00e2nime. O contribuinte apresentou recurso especial acerca do m\u00e9rito da exig\u00eancia, mas apresentou pedido de desist\u00eancia antes de iniciada a sess\u00e3o de julgamento. A Fazenda Nacional, por seu turno, tamb\u00e9m interp\u00f4s recurso especial, mas buscando restabelecer a multa qualificada e parcela da exig\u00eancia referente a dedu\u00e7\u00e3o de IRRF, concedida pelo colegiado&nbsp;<em>a quo,&nbsp;<\/em>sobre os tributos incidentes sobre ganho de capital em aliena\u00e7\u00e3o posterior do ativo.<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso da Fazenda Nacional foi conhecido pois se entendeu que haveria interesse na reforma do ac\u00f3rd\u00e3o recorrido, desqualificando-o como futuro paradigma. No m\u00e9rito, deu-se provimento parcial ao recurso para restabelecer a parcela da exig\u00eancia relativa ao IRRF, e negou-se provimento quanto \u00e0 requalifica\u00e7\u00e3o da multa de of\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste julgado, entendeu-se que \u2014 em raz\u00e3o de o contribuinte ter manejado recurso especial contra decis\u00e3o por voto de qualidade \u2014 o processo n\u00e3o havia sido&nbsp;<em>resolvido&nbsp;<\/em>favoravelmente \u00e0 Fazenda Nacional por voto de qualidade, e o n\u00e3o conhecimento do recurso do contribuinte por desist\u00eancia dependia de manifesta\u00e7\u00e3o da CSRF (uma vez que apresentada ap\u00f3s sua admissibilidade monocr\u00e1tica), em decis\u00e3o pass\u00edvel de embargos com efeitos infringentes, sem preju\u00edzo da posterior avalia\u00e7\u00e3o da Receita Federal acerca da aplica\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 14.689\/2023 quando da definitividade da decis\u00e3o da CSRF.<\/p>\n\n\n\n<p>Novamente n\u00e3o se observa qualquer diverg\u00eancia de interpreta\u00e7\u00e3o entre o que se extrai de tal precedente e o entendimento firmado pela PGFN no Parecer SEI n\u00ba 943\/2024\/MF.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outro precedente (Ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba 9101-006.834, de 7\/2\/2024), examinou-se lide em que o recurso volunt\u00e1rio havia sido improvido, por voto de qualidade, tanto quanto \u00e0 infra\u00e7\u00e3o decorrente de glosa de amortiza\u00e7\u00f5es de \u00e1gio quanto da multa isolada por falta de recolhimento de estimativas exigida concomitantemente com a multa de of\u00edcio, mas provido quanto \u00e0 desqualifica\u00e7\u00e3o da multa de of\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, mais uma vez o recurso especial do contribuinte n\u00e3o foi conhecido em raz\u00e3o da desist\u00eancia. Contudo, havia pedido do contribuinte para que as multas fossem exclu\u00eddas pela CSRF em raz\u00e3o do disposto na Lei n\u00ba 14.689\/2023, pedido esse n\u00e3o apreciado porque a desist\u00eancia do recurso teria subtra\u00eddo a compet\u00eancia do colegiado para se manifestar sobre qualquer outro aspecto da exig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Conv\u00e9m destacar que a Fazenda Nacional tamb\u00e9m havia interposto recurso especial, mas com o intuito de restabelecer a multa qualificada. Entretanto, o recurso n\u00e3o foi conhecido por dessemelhan\u00e7a entre os ac\u00f3rd\u00e3os comparados, admitindo-se implicitamente que a Fazenda Nacional teria interesse em reformar o recorrido como paradigma e que a exclus\u00e3o da multa n\u00e3o poderia ser declarada porque a decis\u00e3o definitiva, por voto de qualidade, s\u00f3 se formaria com a decis\u00e3o sobre a desist\u00eancia do recurso especial do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro pronunciamento recente da 1\u00aa Turma da CSRF se deu no Ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba 9101-006.852 (6\/3\/2024).<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<em>iter<\/em>&nbsp;processual em quest\u00e3o possu\u00eda peculiaridades, pois era a segunda vez que o processo retornava \u00e0 CSRF: em um primeiro momento, em recurso especial interposto pela Fazenda Nacional, houve provimento por&nbsp;<em>voto de qualidade<\/em>, restabelecendo-se a exig\u00eancia do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio relativo \u00e0 infra\u00e7\u00e3o de glosa de amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que essa mesma decis\u00e3o determinou que o processo retornasse \u00e0 turma ordin\u00e1ria para exame de mat\u00e9rias consideradas prejudicadas (subsidi\u00e1rias), em raz\u00e3o de seu provimento, no julgamento do recurso volunt\u00e1rio. Entre essas mat\u00e9rias inclu\u00eda-se a exig\u00eancia de multas isoladas, por falta de recolhimento de estimativas, aplicadas em concomit\u00e2ncia com a multa de of\u00edcio. Em nova decis\u00e3o de turma ordin\u00e1ria, negou-se provimento ao recurso do contribuinte, sendo que, quanto \u00e0 incid\u00eancia da multa isolada, o julgamento deu-se por voto de qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Novo recurso especial foi interposto. Nos autos, at\u00e9 o momento do julgamento pela 1\u00aa Turma da CSRF, n\u00e3o havia alega\u00e7\u00f5es ou documentos apresentados pelo contribuinte acerca da atual situa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio referente \u00e0 exig\u00eancia principal (IRPJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a sustenta\u00e7\u00e3o oral, o patrono buscou demonstrar que o todo o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio lan\u00e7ado permanecia no processo, ou seja, dada a inexist\u00eancia de decis\u00e3o de m\u00e9rito por parte do TRF, seria cogente a aplica\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 14.689\/2023 para fins de exclus\u00e3o das multas de of\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso especial foi conhecido, e, no m\u00e9rito, por maioria de votos (6 a 2) deu-se provimento ao recurso, sendo que em um dos votos a favor do provimento restou consignado que as multas deveriam ser canceladas porque o voto de qualidade da primeira decis\u00e3o da CSRF englobava todo o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, isso a partir do pressuposto de que o todo cr\u00e9dito tribut\u00e1rio do lan\u00e7amento permanecia ainda controlado nos autos em exame. Alguns conselheiros entenderam que seria inaplic\u00e1vel da Lei n\u00ba 14.689\/2023 porque ainda havia questionamento da exig\u00eancia de CSLL perante a CSRF, o que impediria a exclus\u00e3o das multas isoladas correspondentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto a esse precedente, n\u00e3o se pode afirmar que se alinhe ou n\u00e3o com o Parecer SEI n\u00ba 943\/2024\/MF, pois o pronunciamento da PGFN n\u00e3o aborda diretamente a circunst\u00e2ncia de existir um primeiro ac\u00f3rd\u00e3o da CSRF, por voto de qualidade, suficiente para abarcar todas as demais mat\u00e9rias discutidas de forma subsidi\u00e1ria. De toda forma, como o provimento do recurso do contribuinte se deu por ampla maioria, o aprofundamento do debate no colegiado mostrou-se despiciendo.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no Ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba 9101-006.860 (6\/3\/2024), o recurso especial do contribuinte versava sobre&nbsp;<em>multa qualificada<\/em>&nbsp;em opera\u00e7\u00e3o de ganho de capital, cuja exig\u00eancia dos tributos havia sido mantida por voto de qualidade na turma ordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes da sess\u00e3o de julgamento, contribuinte peticionou requerendo exclus\u00e3o da multa qualificada em raz\u00e3o da decis\u00e3o, por voto de qualidade, acerca da exig\u00eancia principal. Sublinhe-se que tal decis\u00e3o fora proferida ainda antes da Lei n\u00ba 13.988\/2020 que havia inserido o artigo 19-E na Lei n\u00ba 10.522\/2002 (\u201c<em>empate pr\u00f3-contribuinte<\/em>\u201d).<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a despeito da suposta incompet\u00eancia da CSRF para se pronunciar sobre os efeitos de uma decis\u00e3o por voto de qualidade ainda n\u00e3o definitiva, o pleito foi indeferido de plano, por unanimidade de votos, porque n\u00e3o havia prova de que a exig\u00eancia mantida por voto de qualidade, se questionada judicialmente, ainda n\u00e3o havia sido decidida por TRF.<\/p>\n\n\n\n<p>Registrou-se ainda no voto condutor do aresto que a prova da situa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio poderia ainda ser comprovada perante a Receita Federal para fins do exame da aplica\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 14.689\/2023 no caso concreto.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final, o recurso do contribuinte n\u00e3o foi conhecido por unanimidade de votos, mantendo-se inc\u00f3lume o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido.<\/p>\n\n\n\n<p>Novamente, em mais esse precedente, n\u00e3o se encontra disson\u00e2ncia entre o entendimento firmado pela 1\u00aa Turma da CSRF e o exarado pela PGFN no Parecer em quest\u00e3o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-24\/lei-14-689-23-e-as-decisoes-por-voto-de-qualidade-precedentes-da-1a-turma-da-csrf\/#_ftn4\">[4]<\/a>, pelo contr\u00e1rio, pois ambos mostram-se alinhados quanto \u00e0 necessidade de comprova\u00e7\u00e3o do atual est\u00e1gio de cobran\u00e7a do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio principal para fins de exclus\u00e3o das multas de of\u00edcio com base no \u00a7 9\u00ba-A do artigo 25 do Decreto n\u00ba 70.235\/72.<\/p>\n\n\n\n<p>Conclus\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme se observa, a 1\u00aa Turma da CSRF j\u00e1 vinha se manifestando, ainda que de forma impl\u00edcita, que a aplica\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 14.689\/2023 dependia de decis\u00e3o por voto de qualidade definitiva no \u00e2mbito administrativo para fins da exclus\u00e3o das multas. Al\u00e9m disso, para se valer das benesses introduzidas pela Lei n\u00ba 14.689\/2023. ainda que a decis\u00e3o por voto de qualidade j\u00e1 seja definitiva, exige-se do Contribuinte demonstra\u00e7\u00e3o do atual est\u00e1gio de cobran\u00e7a do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio principal \u2013 a quest\u00e3o aqui \u00e9 de prova e n\u00e3o de hermen\u00eautica, pois nessa situa\u00e7\u00e3o \u00e9,&nbsp;<em>a priori,&nbsp;<\/em>aplic\u00e1vel a Lei n\u00ba 14.689\/2023 \u2013, e, se existente discuss\u00e3o judicial, da comprova\u00e7\u00e3o da inexist\u00eancia de decis\u00e3o de m\u00e9rito proferida pelo TRF competente.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-24\/lei-14-689-23-e-as-decisoes-por-voto-de-qualidade-precedentes-da-1a-turma-da-csrf\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-24\/lei-14-689-23-e-as-decisoes-por-voto-de-qualidade-precedentes-da-1a-turma-da-csrf\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Plataformas digitais e benef\u00edcios oferecidos por empresas est\u00e3o entre pol\u00eamicas da reforma<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta de regulamenta\u00e7\u00e3o do governo para a reforma tribut\u00e1ria sobre consumo foi considerada bem estruturada e bem fundamentada, mas h\u00e1 pontos pol\u00eamicos e com potencial de gerar disputa judicial, apontam tributaristas.<\/p>\n\n\n\n<p>No campo do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), a n\u00e3o cumulatividade ampla \u00e9 elogiada, mas h\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o com a regra que vincula o direito ao cr\u00e9dito ao efetivo pagamento dos tributos na etapa anterior, o que delega ao contribuinte uma tarefa da fiscaliza\u00e7\u00e3o, dizem especialistas. Cr\u00edtica semelhante vai para a responsabilidade solid\u00e1ria que as plataformas digitais ter\u00e3o no recolhimento do IBS e da CBS das opera\u00e7\u00f5es feitas por interm\u00e9dio delas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro assunto que pode gerar disputas judiciais \u00e9 a veda\u00e7\u00e3o \u00e0 tomada de cr\u00e9dito do IBS e CBS pagos pelas empresas em bens e servi\u00e7os oferecidos aos funcion\u00e1rios, como celulares, pacotes de dados e planos de sa\u00fade, entre outros, a menos que sejam usados exclusivamente na atividade econ\u00f4mica do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Lina Santin, s\u00f3cia do Salusse Marangoni Parente e Jabur, o artigo 28, que vincula o direito ao efetivo pagamento dos tributos na etapa anterior certamente ir\u00e1 gerar discuss\u00e3o no Congresso. \u201cIsso fere a pr\u00f3pria regra geral da n\u00e3o cumulatividade e do direito ao cr\u00e9dito amplo. Com certeza teremos emendas para alterar isso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe a interpreta\u00e7\u00e3o correta \u00e9 essa de atrelar o cr\u00e9dito ao pagamento na etapa anterior, ser\u00e1 bem complicado\u201d, diz Ana Cl\u00e1udia Akie Utumi, s\u00f3cia do Utumi Advogados. \u201cO recolhimento efetivo dos tributos \u00e9 um problema do Fisco e n\u00e3o da empresa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Outra disposi\u00e7\u00e3o que parece atribuir ao contribuinte um papel do Fisco, diz Utumi, \u00e9 a responsabilidade das plataformas digitais de recolher o IBS e a CBS sobre as opera\u00e7\u00f5es realizadas por seu interm\u00e9dio em substitui\u00e7\u00e3o ao fornecedor, caso este seja residente ou domiciliado no exterior, ou em solidariedade com o contribuinte, caso ele seja residente ou domiciliado no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm v\u00e1rios pa\u00edses a plataforma fica sujeita a prestar dados sobre o fornecedor para o Fisco fazer a fiscaliza\u00e7\u00e3o, em vez de jogar a responsabilidade pelo imposto para a plataforma digital. A plataforma n\u00e3o tem como fiscalizar isso\u201d, defende a tributarista.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra disposi\u00e7\u00e3o que deve gerar pol\u00eamica e controv\u00e9rsias judiciais, diz Edison Fernandes, s\u00f3cio da FF Advogados, \u00e9 a veda\u00e7\u00e3o \u00e0 tomada de cr\u00e9dito do IBS e CBS pagos pelas empresas em bens e servi\u00e7os oferecidos para uso e consumo pessoal de funcion\u00e1rios e administradores. A lei considerou como bens e servi\u00e7os de uso e consumo pessoal a disponibilidade de bens im\u00f3veis, ve\u00edculos e equipamentos de comunica\u00e7\u00e3o, servi\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o, planos de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas e seguros. A exce\u00e7\u00e3o fica para bens e servi\u00e7os de uso e consumo pessoal os utilizados exclusivamente na atividade econ\u00f4mica do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Fernandes h\u00e1 grande campo de debate sobre a disponibilidade de bens como carros ou celulares, que s\u00e3o usados para o trabalho e que ir\u00e3o gerar discuss\u00e3o. \u201cComo ir\u00e1 se estabelecer que s\u00e3o aplicados \u2018exclusivamente\u2019 para a atividade econ\u00f4mica?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o de motivos do projeto apresentado pelo governo trata esses bens e servi\u00e7os como remunera\u00e7\u00e3o indireta &#8211; os chamados \u201cfringe benefits\u201d. \u201cMas parte desses servi\u00e7os e bens disponibilizados s\u00e3o mesmo remunera\u00e7\u00e3o indireta ou s\u00e3o instrumentos de trabalho?\u201d, questiona Santin. Ela lembra ainda que seguro de vida e plano de sa\u00fade s\u00e3o consideradas despesas operacionais para o c\u00e1lculo do Imposto de Renda e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL). \u201cSe s\u00e3o despesas operacionais para essa tributa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 sentido em n\u00e3o gerar cr\u00e9dito para IBS e CBS. O que se espera \u00e9 uma similitude entre as regras tribut\u00e1rias. Tudo o que \u00e9 operacional deve ser creditado.\u201d Sem o cr\u00e9dito, os tributos virar\u00e3o custo para a empresa, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa \u00e9 uma discuss\u00e3o que existia no \u00e2mbito do IR mas n\u00e3o no do ICMS e ISS e n\u00e3o faz sentido trazer isso para a CBS e para o IBS\u201d, avalia Utumi. \u201cIsso vai gerar um trabalho bra\u00e7al grande das empresas, n\u00e3o sei se \u00e9 relevante em termos de arrecada\u00e7\u00e3o e pode ser fonte de lit\u00edgio importante, pela discuss\u00e3o sobre em que medida esses bens e servi\u00e7os s\u00e3o remunerat\u00f3rios ou n\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m pol\u00eamica, aponta Santin, \u00e9 a disposi\u00e7\u00e3o sobre o direito ao chamado ind\u00e9bito, quando o contribuinte pede o valor de tributos recolhidos indevidamente. Isso, diz ela, manteve-se atrelado ao artigo 155 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), em que \u00e9 preciso provar o \u00f4nus econ\u00f4mico para requerer o valor indevidamente pago.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse artigo do CTN \u00e9 alvo de muita litigiosidade, especialmente no ICMS. Replicar esse problema para o sistema novo n\u00e3o \u00e9 bom\u201d, diz ela. \u201cO contribuinte efetivo, que \u00e9 o consumidor final, vai conseguir pedir essa devolu\u00e7\u00e3o? Essa regra favorece o enriquecimento il\u00edcito do Estado. H\u00e1 mecanismos para solucionar isso. O CTN foi aprovado na d\u00e9cada de \u201cEsse artigo do CTN \u00e9 alvo de muita litigiosidade, especialmente no ICMS. Replicar esse problema para o sistema novo n\u00e3o \u00e9 bom\u201d, diz ela. \u201cO contribuinte efetivo, que \u00e9 o consumidor final, vai conseguir pedir essa devolu\u00e7\u00e3o? Essa regra favorece o enriquecimento il\u00edcito do Estado. H\u00e1 mecanismos para solucionar isso. O CTN foi aprovado na d\u00e9cada de 1960, \u00e9 muito ultrapassado, \u00e9 um dinossauro na hist\u00f3ria.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No campo do Imposto Seletivo, Santin destaca a tributa\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis, mas conferindo al\u00edquota zero para autom\u00f3veis sustent\u00e1veis, o que pode beneficiar os carros el\u00e9tricos.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 uma preocupa\u00e7\u00e3o no efeito regressivo que essa medida pode trazer, diz ela. \u201cH\u00e1 o apelo ambiental hoje, mas o carro el\u00e9trico \u00e9 muito mais caro do que o carro a combust\u00e3o e \u00e9 consumido por um nicho de alt\u00edssima renda para a realidade brasileira. \u00c9 preciso considerar que atualmente n\u00e3o h\u00e1 acesso a carros el\u00e9tricos a pre\u00e7os populares.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, diz Santin, os carros el\u00e9tricos s\u00e3o importados atualmente, o que pode repetir um v\u00edcio do antigo Inovar Auto, que conferiu menor tributa\u00e7\u00e3o a carros importados em detrimento dos produzidos no pa\u00eds. O programa, lembra ela, foi condenado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Com\u00e9rcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Fernandes ressalta, por\u00e9m, que a proposta enviada pelo governo tem o m\u00e9rito de garantir n\u00e3o cumulatividade ampla, algo que inquietava muito os tributaristas.<\/p>\n\n\n\n<p>Santin tamb\u00e9m elogia a proposta que tem \u201cbases s\u00f3lidas, \u00e9 muito bem estruturada e fundamentada\u201d. A exposi\u00e7\u00e3o de motivos j\u00e1 mostra a dedica\u00e7\u00e3o para montar a proposta em tempo relativamente curto, diz ela. Entre os m\u00e9ritos do projeto, Santin destaca manuten\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito do IBS e da CBS nas opera\u00e7\u00f5es sujeitas a al\u00edquota zero e permitir ao Comit\u00ea Gestor do IBS e \u00e0 Receita Federal apresentarem declara\u00e7\u00e3o pr\u00e9-preenchida, que poder\u00e1 ser ajustada pelo contribuinte na forma e no prazo previstos para regulamento.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/04\/25\/plataformas-digitais-e-benefcios-oferecidos-por-empresas-esto-entre-polmicas-da-reforma.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/04\/25\/plataformas-digitais-e-benefcios-oferecidos-por-empresas-esto-entre-polmicas-da-reforma.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma mant\u00e9m carga do setor financeiro e prev\u00ea cr\u00e9ditos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto de lei complementar que regulamenta a reforma tribut\u00e1ria estabelece regime espec\u00edfico para servi\u00e7os financeiros, que contemplam intermedia\u00e7\u00e3o financeira, arrendamento mercantil, seguros, capitaliza\u00e7\u00e3o e similares. A base de c\u00e1lculo ser\u00e1 a margem da opera\u00e7\u00e3o. A al\u00edquota ser\u00e1 uniforme nacionalmente, conforme previsto constitucionalmente. O texto proposto traz a metodologia para fazer o c\u00e1lculo, mas n\u00e3o crava a al\u00edquota final.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram contemplados alguns servi\u00e7os que n\u00e3o estavam expressos na lei, como corretor de seguros e assessor de investimentos, segundo o diretor de programa da Secretaria Extraordin\u00e1ria da Reforma Tribut\u00e1ria, Daniel Loria, em entrevista \u00e0 imprensa.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 incid\u00eancia sobre receitas financeiras das empresas n\u00e3o-financeiras.<\/p>\n\n\n\n<p>Loria afirmou que o desafio foi determinar a base de c\u00e1lculo \u2013 que \u00e9 a margem da opera\u00e7\u00e3o, calculada de forma diferente para cada atividade. A al\u00edquota foi calculada para manter a carga tribut\u00e1ria sobre opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito das institui\u00e7\u00f5es financeiras banc\u00e1rias, com regra pr\u00f3pria para arrendamento mercantil. \u201cA Constitui\u00e7\u00e3o exige que seja uma al\u00edquota nacionalmente uniforme, e isso est\u00e1 na lei complementar\u201d, afirmou Loria. H\u00e1 uma trava para a al\u00edquota e a lei complementar traz a metodologia para fazer o c\u00e1lculo. A mesma al\u00edquota ser\u00e1 aplicada a todas as atividades do setor. Mas a al\u00edquota n\u00e3o foi divulgada.<\/p>\n\n\n\n<p>De forma geral, regimes espec\u00edficos n\u00e3o foram criados para beneficiar um setor ou outro mas porque ele tem uma l\u00f3gica diferente de funcionamento, segundo explicou Loria. Servi\u00e7os financeiros s\u00e3o um dos itens que tem regime espec\u00edfico previsto no projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00edquota<\/p>\n\n\n\n<p>O crit\u00e9rio para calcular a al\u00edquota foi manter a carga tribut\u00e1ria sobre opera\u00e7\u00f5es de credito das opera\u00e7\u00f5es financeiras banc\u00e1rias. Para isso ser\u00e1 visto qual o PIS e Cofins devido pelo setor e somado a tributos incidentes nas suas aquisi\u00e7\u00f5es que hoje n\u00e3o s\u00e3o recuperadas. A soma dos dois fatores \u00e9 a carga tribut\u00e1ria total a que empresa do setor est\u00e1 sujeita hoje em dia.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei complementar traz o crit\u00e9rio para que o c\u00e1lculo seja feito mas n\u00e3o h\u00e1 uma estimativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00e9ditos<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 a possibilidade de tomada de cr\u00e9ditos seja nas aquisi\u00e7\u00f5es (pela al\u00edquota dos fornecedores) seja em opera\u00e7\u00f5es como arrendamento mercantil, arranjos de pagamento (lojistas que contratam m\u00e1quinas de pagamento, por exemplo), administra\u00e7\u00e3o de cons\u00f3rcio, contrata\u00e7\u00e3o de seguros e opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia \u00e9 desonerar o financiamento banc\u00e1rio para as empresas, segundo o diretor. No caso de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9ditos, se a empresa toma financiamento de R$ 100 mil com taxa de juros de 20% ao ano e a Selic \u00e9 12% ao ano, passado um ano ela deve R$ 120 mil ao banco e, pela Selic, deveria R$ 112 mil, a diferen\u00e7a de R$ 8 mil \u00e9 o valor sobre o qual a empresa poder\u00e1 aplicar as al\u00edquotas do IVA e gerar um cr\u00e9dito para ela.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcredito que a tend\u00eancia \u00e9 o cr\u00e9dito baratear\u201d, afirma Loria. Mas n\u00e3o h\u00e1 estimativa de quanto poder\u00e1 ser barateado do cr\u00e9dito com esse creditamento.<\/p>\n\n\n\n<p>As exce\u00e7\u00f5es para creditamento s\u00e3o nos servi\u00e7os financeiros prestados a pessoas f\u00edsicas, seguros relativos a pessoas f\u00edsicas, previd\u00eancia complementar, capitaliza\u00e7\u00e3o, servi\u00e7os adquiridos por fundos de investimentos e alguns servi\u00e7os financeiros tributados na margem.<\/p>\n\n\n\n<p>Em geral s\u00e3o produtos destinados a pessoa f\u00edsica que t\u00eam os cr\u00e9ditos vedados. No caso dos servi\u00e7os adquiridos por fundos de investimento, Loria disse que o pr\u00f3prio setor informou que seria imposs\u00edvel essa gera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos, por inviabilidade t\u00e9cnica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo cr\u00e9dito para a pessoa jur\u00eddica estamos reduzindo a carga tribut\u00e1ria porque ela poder\u00e1 aproveitar cr\u00e9dito\u201d, afirmou o secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da Reforma Tribut\u00e1ria, Bernard Appy. Isso tira custo das empresas brasileiras e aumenta a competitividade, segundo o secret\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas do setor financeiro v\u00e3o conviver com dois regimes, segundo Loria, o espec\u00edfico da atividade financeira e, para o que estiver fora de servi\u00e7os financeiros, entra no rol geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Destino<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto cria a possibilidade de uma obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria espec\u00edfica com apura\u00e7\u00e3o mensal. \u201cN\u00e3o faz sentido ter uma emiss\u00e3o de nota fiscal opera\u00e7\u00e3o a opera\u00e7\u00e3o, ao inv\u00e9s disso seria uma \u00fanica opera\u00e7\u00e3o mensal\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O Comit\u00ea Gestor do IBS vai verificar o local do destino das opera\u00e7\u00f5es com base nas informa\u00e7\u00f5es recebidas e distribuir\u00e1 o produto da arrecada\u00e7\u00e3o do IBS (segundo projeto de lei).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o vamos ficar concentrados em determinados destinos, vamos distribuir no Brasil inteiro\u201d, afirmou Loria. Por exemplo, para cotistas de fundos de investimento, vai valer o domic\u00edlio do cotista que vai determinar para onde o dinheiro vai, no caso de meios de pagamentos, \u00e9 o local do lojista se ele for simples ou aut\u00f4nomo. \u201cEstamos tentando identificar o local do adquirente em todos os subsetores\u201d, afirmou Loria. Isso ainda n\u00e3o foi poss\u00edvel para a atividade banc\u00e1ria, segundo o diretor.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/04\/25\/reforma-mantem-carga-do-setor-financeiro-e-preve-creditos.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/04\/25\/reforma-mantem-carga-do-setor-financeiro-e-preve-creditos.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O direito ao cr\u00e9dito do IBS e CBS n\u00e3o cumulativos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Com a apresenta\u00e7\u00e3o da proposta do texto da lei complementar para regulamentar o novo sistema de tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo, inicia-se a fase de depura\u00e7\u00e3o do texto, dos debates, cr\u00edticas, apresenta\u00e7\u00e3o de sugest\u00f5es e variadas opini\u00f5es jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma primeira an\u00e1lise, \u00e9 poss\u00edvel extrair uma s\u00e9rie de boas sugest\u00f5es e algumas quest\u00f5es que prometem acirrar os atritos entre o Fisco e os contribuintes, como aquela que envolve o direito ao cr\u00e9dito do imposto em atendimento ao princ\u00edpio da n\u00e3o cumulatividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, o texto original da ent\u00e3o proposta de Emenda Constitucional (EC) n\u00ba 45 trazia, dentre os diversos princ\u00edpios orientativos da reforma tribut\u00e1ria, o princ\u00edpio da neutralidade. No decorrer do processo legislativo, o princ\u00edpio da neutralidade foi deslocado para informar especificamente o imposto sobre bens e servi\u00e7os (artigo 156-A, par\u00e1grafo 1\u00ba), reafirmando o desejo que este tributo seja n\u00e3o cumulativo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Emenda Constitucional n\u00ba 132 definiu que o IBS ser\u00e1 n\u00e3o cumulativo, compensando-se o imposto devido pelo contribuinte com o montante \u201ccobrado\u201d sobre todas as opera\u00e7\u00f5es nas quais seja adquirente de bem material ou imaterial, inclusive direito, ou de servi\u00e7o, excetuadas exclusivamente as consideradas de uso ou consumo pessoal especificadas em lei complementar e as hip\u00f3teses previstas na Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Tem-se, de plano, que a regra geral seguiu o mesmo mecanismo previsto atualmente, no sentido de autorizar o cr\u00e9dito do imposto em rela\u00e7\u00e3o ao imposto \u201ccobrado\u201d na opera\u00e7\u00e3o anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a EC 132 tamb\u00e9m definiu que a lei complementar dispor\u00e1 o regime de compensa\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos, podendo estabelecer hip\u00f3teses em que o aproveitamento do cr\u00e9dito ficar\u00e1 condicionado \u00e0 verifica\u00e7\u00e3o do \u201cefetivo recolhimento\u201d do imposto incidente sobre a opera\u00e7\u00e3o com bens materiais ou imateriais, inclusive direitos, ou com servi\u00e7os, desde que: a) o adquirente possa efetuar o recolhimento do imposto incidente nas suas aquisi\u00e7\u00f5es de bens ou servi\u00e7os; ou b) o recolhimento do imposto ocorra na liquida\u00e7\u00e3o financeira da opera\u00e7\u00e3o (artigo 156-A, par\u00e1grafo 5\u00ba, II, &#8220;a&#8221; e &#8220;b&#8221; da EC 132).<\/p>\n\n\n\n<p>Vale dizer, a despeito da regra geral que admite o cr\u00e9dito ao adquirente vinculado \u00e0 cobran\u00e7a do imposto na etapa anterior, tamb\u00e9m admitiu exce\u00e7\u00f5es, condicionando o creditamento ao pagamento do imposto cobrado na opera\u00e7\u00e3o anterior. E, nestes casos, elencou hip\u00f3teses espec\u00edficas.<\/p>\n\n\n\n<p>O que se pretendeu foi admitir exce\u00e7\u00f5es, por exemplo, quando o fornecedor, embora id\u00f4neo, estivesse com significativa inadimpl\u00eancia e com baixa classifica\u00e7\u00e3o em ratings de gest\u00e3o de risco, caracterizando o justo receio do poder p\u00fablico em n\u00e3o receber referido imposto. Nesse caso, faria total sentido outorgar ao pr\u00f3prio adquirente a faculdade de pagar o imposto e, ato seguinte, tomar o respectivo cr\u00e9dito, afastando-o do risco de glosa do cr\u00e9dito por adquirir bens ou servi\u00e7os de fornecedores em delicada situa\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta encaminhada pelo governo federal prop\u00f5e, em seu artigo 28, que o contribuinte sujeito ao regime regular do IBS e da CBS poder\u00e1 apropriar cr\u00e9ditos desses tributos quando \u201cocorrer o pagamento\u201d dos valores do IBS e da CBS incidentes sobre as opera\u00e7\u00f5es nas quais seja adquirente de bem ou de servi\u00e7o, excetuadas exclusivamente as opera\u00e7\u00f5es consideradas de uso ou consumo pessoal e as demais hip\u00f3teses previstas na proposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Percebe-se, assim, que a proposta do governo federal estabelece, como regra geral, o direito ao cr\u00e9dito vinculado ao pagamento anterior do imposto, em contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 regra geral prevista na EC 132, que admite, por sua vez, a mera cobran\u00e7a como requisito autorizativo do creditamento pelo adquirente.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1, na proposta do governo federal, a observ\u00e2ncia em car\u00e1ter excepcional das hip\u00f3teses de exce\u00e7\u00e3o previstas no j\u00e1 citado artigo 156-A, par\u00e1grafo 5\u00ba, II, &#8220;a&#8221; e &#8220;b&#8221;, da EC 132. Ao contr\u00e1rio, o pagamento aparece como regra geral na proposta do governo, o que, a princ\u00edpio, parece n\u00e3o encontrar abrigo ao disposto na EC 132.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 sabido que o creditamento vinculado ao pagamento do imposto \u00e9 elemento essencial para viabilizar todo o sistema proposto, especialmente a garantia de que o tributo arrecadado seja efetivamente transferido ao ente federativo de destino, assim como ao contribuinte detentor de cr\u00e9dito acumulado. N\u00e3o se pode conceber uma obriga\u00e7\u00e3o de entregar, aos seus respectivos titulares, valores que n\u00e3o foram pagos, tal como ocorre nos dias atuais. Para relembrar, atualmente n\u00e3o h\u00e1 viabilidade de pronta restitui\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos acumulados aos contribuintes, em grande parte, devido aos cr\u00e9ditos fict\u00edcios da moribunda guerra fiscal e aos cr\u00e9ditos provenientes de impostos n\u00e3o pagos por contribuintes inadimplentes e inid\u00f4neos.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, n\u00e3o pretendo defender que o cr\u00e9dito vinculado \u00e0 cobran\u00e7a seja melhor ou pior do que o cr\u00e9dito vinculado ao pagamento, mas a an\u00e1lise eminentemente jur\u00eddica segue a perspectiva daquilo que foi aprovado pelo legislador constitucional derivado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em conclus\u00e3o, essa quest\u00e3o deve merecer o devido debate no processo legislativo, deixando claro que o cr\u00e9dito vinculado exclusivamente ao pagamento pode pecar por inconstitucionalidade, ao passo que o cr\u00e9dito desvinculado do pagamento pode comprometer a higidez e a l\u00f3gica inicial do sistema de tributa\u00e7\u00e3o do consumo inicialmente idealizado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/fio-da-meada\/post\/2024\/04\/o-direito-ao-credito-do-ibs-e-cbs-nao-cumulativos.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/fio-da-meada\/post\/2024\/04\/o-direito-ao-credito-do-ibs-e-cbs-nao-cumulativos.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Appy: Uni\u00e3o, Estados e munic\u00edpios poder\u00e3o fixar al\u00edquota padr\u00e3o diferente da definida pelo Senado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da Reforma Tribut\u00e1ria, Bernard Appy, afirmou que Uni\u00e3o, Estados e munic\u00edpios podem fixar al\u00edquota padr\u00e3o diferente da que for fixada pelo Senado Federal, caso queiram.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A al\u00edquota de refer\u00eancia \u00e9 adotada automaticamente para Uni\u00e3o, Estados e munic\u00edpios. Se os entes quiserem arrecadar mais ou menos, eles podem, na sua Assembleia, aprovar uma lei cobrando mais ou menos&#8221;, explicou Appy.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, caso os entes queiram estabelecer outra al\u00edquota, eles devem considerar a al\u00edquota padr\u00e3o de refer\u00eancia e definir um acr\u00e9scimo ou decr\u00e9scimo em pontos percentuais e aprovar uma lei nas suas assembleias.<\/p>\n\n\n\n<p>A al\u00edquota padr\u00e3o de refer\u00eancia ser\u00e1 fixada pelo Senado Federal. O c\u00e1lculo relativo \u00e0 CBS ser\u00e1 realizado pela Receita Federal e o relativo ao IBS ser\u00e1 feito pelo comit\u00ea gestor. Os c\u00e1lculos dever\u00e3o ser homologados pelo Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) antes de envio para fixa\u00e7\u00e3o pelo Senado Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, o Minist\u00e9rio da Fazenda estima que a al\u00edquota padr\u00e3o de refer\u00eancia da CBS ser\u00e1 de 8,8% e do IBS, 17,7%. Com isso, a al\u00edquota padr\u00e3o de refer\u00eancia do futuro Imposto Valor sobre Agregado (IVA, que soma CBS e IBS) \u00e9 estimada em 26,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com o Appy, princ\u00edpio de manuten\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria previsto na emenda constitucional ser\u00e1 feito considerando a al\u00edquota padr\u00e3o de refer\u00eancia que ser\u00e1 fixada pelo Senado Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Appy afirmou ainda que \u00e9 &#8220;min\u00fasculo&#8221; o risco de uma guerra fiscal entre os Estados e munic\u00edpios, apesar da liberdade dada pela reforma para que cada ente fixe uma al\u00edquota diferente da padr\u00e3o de refer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Poderia ter risco de um [Estado ou munic\u00edpio] reduzir al\u00edquota pra atrair o consumidor, s\u00f3 que eu n\u00e3o posso reduzir al\u00edquota somente da televis\u00e3o, tenho que reduzir de tudo [todos os bens e servi\u00e7os]. Ent\u00e3o, vou perder arrecada\u00e7\u00e3o&#8221;, explicou o secret\u00e1rio. &#8220;N\u00e3o vai gerar guerra fiscal, se houver algum risco, \u00e9 min\u00fasculo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Appy tamb\u00e9m destacou que a guerra fiscal entre os Estados que existe hoje, ocorre porque o fato gerador dos tributos ocorre no local de produ\u00e7\u00e3o. Com a mudan\u00e7a do fato gerador para o destino, essa guerra fiscal vai acabar.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/04\/25\/appy-uniao-estados-e-municipios-poderao-fixar-aliquota-padrao-diferente-da-definida-pelo-senado.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/04\/25\/appy-uniao-estados-e-municipios-poderao-fixar-aliquota-padrao-diferente-da-definida-pelo-senado.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pontos do projeto de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma podem gerar mais judicializa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados tributaristas se debru\u00e7am desde a noite de quarta-feira sobre o texto do primeiro projeto de lei (PL) que pretende regulamentar a reforma tribut\u00e1ria. S\u00e3o essas as regras que permitir\u00e3o a aplica\u00e7\u00e3o da Emenda Constitucional (EC) n\u00ba 132, de 2023, que altera o sistema tribut\u00e1rio nacional. Por\u00e9m, ap\u00f3s uma primeira an\u00e1lise, especialistas alertam que o texto, se ficar como est\u00e1, poder\u00e1 gerar mais judicializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Diversos pontos entre os cerca de 500 artigos da proposta do governo foram destacados por terem grande potencial para levar os contribuintes ao Judici\u00e1rio. Um deles trata da previs\u00e3o de que a disponibiliza\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos, equipamentos de comunica\u00e7\u00e3o, planos de assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, alimenta\u00e7\u00e3o, bebidas e seguros a pessoas f\u00edsicas deve ser tributada pelo Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) &#8211; os dois novos tributos que v\u00e3o compor o chamado \u201cIVA dual\u201d (artigo 38).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a advogada Lina Santin, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Salusse Marangoni Parente e Jabur Advogados, o governo diz que com a medida quer inibir a remunera\u00e7\u00e3o indireta, mas fere os princ\u00edpios do cr\u00e9dito amplo e da neutralidade, garantidos pela Constitui\u00e7\u00e3o. \u201cO bem de uso e consumo pessoal \u00e9 o que n\u00e3o est\u00e1 relacionado \u00e0 atividade da empresa\u201d, afirma. \u201cEm rela\u00e7\u00e3o a seguro e plano de sa\u00fade a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda pior porque o custo \u00e9 elevado e, hoje, \u00e9 dedut\u00edvel do IRPJ e CSLL, por serem despesas operacionais\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma discuss\u00e3o judicial que j\u00e1 existe e deve ser mantida, mesmo ap\u00f3s a reforma tribut\u00e1ria, se refere \u00e0 responsabilidade solid\u00e1ria por n\u00e3o pagamento de tributo. O projeto do governo amplia a lista de pessoas, para al\u00e9m das j\u00e1 previstas no C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), que podem ser responsabilizadas pelo descumprimento de obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias do contribuinte (artigo 24). Incluiu: o transportador, o leiloeiro, desenvolvedores ou fornecedores de programas ou aplicativos usados para o registro de opera\u00e7\u00f5es com bens ou servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa pr\u00e1tica, a fiscaliza\u00e7\u00e3o tem o costume de incluir a maior quantidade poss\u00edvel de respons\u00e1veis solid\u00e1rios, o que j\u00e1 gera discuss\u00f5es judiciais\u201d, afirma Lina. \u201cO projeto poderia ao menos apontar a necessidade de dolo [inten\u00e7\u00e3o] ou a restri\u00e7\u00e3o dessa responsabiliza\u00e7\u00e3o para quando houver abuso ou conluio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuitas brigas v\u00e3o acontecer por causa da amplitude da tributa\u00e7\u00e3o pelo IVA\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Luiz R. Peroba<\/p>\n\n\n\n<p>Outro lit\u00edgio que deve persistir, de acordo com Lina, trata da possibilidade de pedir ao Fisco o que foi pago a mais (repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito) apenas se o contribuinte comprovar o \u00f4nus econ\u00f4mico do imposto, segundo o disposto no artigo 166 do CTN (artigo 36 do PL). \u201c\u00c9 comum o contribuinte ter o direito \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o do que pagou a maior negado com base no artigo 166 do CTN, o que o leva ao Judici\u00e1rio por enriquecimento il\u00edcito do Estado\u201d, diz Lina. \u201cManter essa exig\u00eancia, violaria o princ\u00edpio da simplicidade e manteria essa pr\u00e1tica.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O varejo tamb\u00e9m teria que recorrer aos tribunais por causa de uma velha queixa: a tributa\u00e7\u00e3o das bonifica\u00e7\u00f5es (produtos fornecidos al\u00e9m dos efetivamente encomendados). Para n\u00e3o serem tributadas pelo IBS e CBS, conforme diz o PL (artigo 12), as bonifica\u00e7\u00f5es precisar\u00e3o ser destacadas nas notas fiscais. \u201cEssa burocracia j\u00e1 gera lit\u00edgio atualmente e isso deve continuar existindo\u201d, explica a advogada Thais Shingai, professora no Insper e s\u00f3cia do Mannrich e Vasconcelos Advogados. Ela lembra que, no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), h\u00e1 decis\u00e3o favor\u00e1vel aos contribuintes (ac\u00f3rd\u00e3o&nbsp;n\u00ba&nbsp;9303-013.338).<\/p>\n\n\n\n<p>No geral, o IBS e a CBS incidir\u00e3o somente sobre opera\u00e7\u00f5es onerosas. Mas Thais chama a aten\u00e7\u00e3o para algumas opera\u00e7\u00f5es n\u00e3o onerosas que ficar\u00e3o sujeitas \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o, o que deve gerar novos questionamentos pelas empresas (artigo 12). \u201c\u00c9 o caso das doa\u00e7\u00f5es entre partes relacionadas, que s\u00e3o filiais e outras empresas vinculadas em grupos empresariais\u201d, diz. Ela aponta a previs\u00e3o de que a base de c\u00e1lculo corresponder\u00e1 ao valor de mercado dos bens ou servi\u00e7os \u201cNos preocupa porque a atribui\u00e7\u00e3o de valor de mercado \u00e9 historicamente algo que gera diverg\u00eancia de interpreta\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O PL tamb\u00e9m prev\u00ea que as receitas financeiras oriundas de reservas t\u00e9cnicas ser\u00e3o tributadas pelo IBS e CBS, o que afeta seguradoras e planos de sa\u00fade. \u201cJ\u00e1 existe hoje contencioso sobre isso, envolvendo PIS\/Cofins, com votos favor\u00e1veis \u00e0s empresas no Supremo Tribunal Federal, mas o PL insiste na tese da Fazenda de que essas receitas decorrem da atividade principal desses contribuintes\u201d, afirma Breno Vasconcelos, pesquisador no Insper e s\u00f3cio do Mannrich e Vasconcelos Advogados. Segundo ele, para n\u00e3o haver esse risco de litigiosidade deveria ser exclu\u00edda a al\u00ednea \u201cb\u201d do inciso I do artigo 219 do projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Reclama\u00e7\u00e3o Constitucional n\u00ba 65301\/SP, por exemplo, o STF concluiu que as receitas financeiras decorrentes das aplica\u00e7\u00f5es das reservas t\u00e9cnicas n\u00e3o caracterizam atividade empresarial t\u00edpica das seguradoras. Segundo o voto do ministro Dias Toffoli no RE 400479-AgR-ED, \u201c\u00e9 o pr\u00eamio que decorre da atividade empresarial t\u00edpica das seguradoras, e n\u00e3o outras receitas alheias ao desempenho de seu mister t\u00edpico, como s\u00e3o as receitas financeiras em quest\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o s\u00f3cio do Pinheiro Neto Advogados, Luiz Roberto Peroba, acredita que muitas brigas v\u00e3o acontecer por causa da amplitude da tributa\u00e7\u00e3o pelo IVA, independentemente do texto de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma. \u201cTem muita gente bastante incomodada porque atividades que n\u00e3o s\u00e3o tributadas como um bem ou um servi\u00e7o passar\u00e3o a ser agora, como a loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis, mas \u00e9 a natureza do IVA\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, Peroba lembra que o IVA funciona sustentado em dois pilares: base ampla de tributa\u00e7\u00e3o e uso integral do cr\u00e9dito. \u201cSe o sistema de split payment [artigo 50], que exige que todo contribuinte tome conta de quem paga o imposto para poder tomar cr\u00e9dito, n\u00e3o funcionar corretamente, toda cadeia de produ\u00e7\u00e3o ser\u00e1 onerada e isso, com certeza, vai gerar lit\u00edgio\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/26\/pontos-do-projeto-de-regulamentacao-da-reforma-podem-gerar-mais-judicializacao.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/26\/pontos-do-projeto-de-regulamentacao-da-reforma-podem-gerar-mais-judicializacao.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Al\u00edquota de CBS\/IBS evidencia reequil\u00edbrio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Na entrega do projeto de lei complementar da reforma tribut\u00e1ria na C\u00e2mara dos Deputados, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou que o governo federal estima uma al\u00edquota de 26,5% para CBS\/IBS.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o texto da Emenda Constitucional (EC) n\u00ba 132, o processo de defini\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de refer\u00eancia requer o acompanhamento da rela\u00e7\u00e3o percentual da arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, dos tr\u00eas entes, em rela\u00e7\u00e3o ao Produto Interno Bruto (PIB), de maneira que seja mantida a carga tribut\u00e1ria relativa de um per\u00edodo base que se inicia em 2012 e prossegue at\u00e9 a implementa\u00e7\u00e3o integral da nova estrutura de tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo. Al\u00e9m disso, haver\u00e1 dois momentos de revis\u00e3o dessa al\u00edquota de refer\u00eancia: 2030 e 2035.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que efetivamente, no fim do per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tenhamos exatamente essa al\u00edquota, esse n\u00famero evidencia, desde logo, o reequil\u00edbrio de carga tribut\u00e1ria dos setores da economia, que se pretendeu realizar pela reforma. Constata-se a transfer\u00eancia de carga tribut\u00e1ria entre as atividades econ\u00f4micas por meio da compara\u00e7\u00e3o com as atuais al\u00edquotas reais aplic\u00e1veis, conforme pretendemos comentar a seguir.<\/p>\n\n\n\n<p>Iniciemos por um \u201cexemplo de laborat\u00f3rio\u201d referente \u00e0 ind\u00fastria: consideremos IPI de 5% (uma al\u00edquota m\u00e9dia), PIS e Cofins de 9,25% e ICMS de 18%. Para um pre\u00e7o de venda dos produtos antes de computados os tributos de R$ 1.000, ter\u00edamos: IPI de R$ 55,10, PIS\/Cofins de R$ 101,93 e ICMS de R$ 241,89, resultando na nota fiscal de venda de produto de R$ 1.398,91. Sendo assim, para a al\u00edquota nominal total de 32,25%, a carga tribut\u00e1ria, com base nas regras de c\u00e1lculo atuais, seria de R$ 398,91. Lembrando que atualmente a tomada de cr\u00e9dito fiscal em raz\u00e3o da n\u00e3o cumulatividade de IPI, PIS\/Cofins e ICMS \u00e9 restrita.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de CBS\/IBS, com al\u00edquota de 26,5% e cobran\u00e7a \u201cpor fora\u201d (sem o c\u00e1lculo de tributos sobre tributo), o mesmo exemplo com pre\u00e7o antes dos tributos de R$ 1.000, a carga tribut\u00e1ria seria de R$ 265 (redu\u00e7\u00e3o de 34%), resultando na nota fisal de R$ 1.265. Lembrando, aqui, que para CBS\/IBS a n\u00e3o cumulatividade \u00e9 plena, o que reduz a carga tribut\u00e1ria efetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Note-se que mesmo aplicando a al\u00edquota nominal total de hoje (32,25%), a carga tribut\u00e1ria de CBS\/IBS seria menor: R$ 322,50. Isso ocorre porque a al\u00edquota efetiva atual (39,89%) \u00e9 superior \u00e0 al\u00edquota nominal, tendo em vista a incid\u00eancia de tributo sobre tributo, como nos casos do IPI (que incide sobre PIS\/Cofins), de PIS\/Cofins (que incidem sobre a pr\u00f3pria base e sobre o ICMS) e de ICMS (que incide sobre a pr\u00f3pria base).<\/p>\n\n\n\n<p>Passemos, ent\u00e3o, \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o: consideremos o ISS de 3% e os mesmos PIS\/Cofins de 9,25%. Da mesma forma, para um pre\u00e7o de servi\u00e7o antes dos tributos de R$ 1.000, a carga tribut\u00e1ria atual seria de: ISS, R$ 34,19, e PIS\/Cofins, R$ 105,41, resultando na nota fiscal de servi\u00e7os de R$ 1.139,60. Em decorr\u00eancia, tomando por base a al\u00edquota nominal total de 12,25%, a carga tribut\u00e1ria de acordo com as regras de c\u00e1lculo atuais seria de R$ 139,60. Neste caso, a tomada de cr\u00e9dito \u00e9 ainda mais restrita, adotando-se a n\u00e3o cumulatividade apenas para PIS\/Cofins, j\u00e1 que o ISS \u00e9 cumulativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, no caso de CBS\/IBS, com al\u00edquota de 26,5% e cobran\u00e7a \u201cpor fora\u201d, o mesmo exemplo com pre\u00e7o antes dos tributos de R$ 1.000, a carga tribut\u00e1ria seria tamb\u00e9m de R$ 265 (acr\u00e9scimo de 90%), resultando na nota fisal de R$ 1.265. No entanto, na estrutura da tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo trazida pela Emenda Constitucional n\u00ba 132, a n\u00e3o cumulativa \u00e9 plena, impactando a apura\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria efetiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalte-se que, al\u00e9m da fixa\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de CBS\/IBS, a amplia\u00e7\u00e3o da tomada de cr\u00e9dito fiscal na sistem\u00e1tica de n\u00e3o cumulatividade \u00e9 fator que interfere substancialmente no c\u00e1lculo da carga tribut\u00e1ria efetiva. Essa situa\u00e7\u00e3o dificulta as estimativas e as proje\u00e7\u00f5es com rela\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel da al\u00edquota de CBS\/IBS. Da\u00ed a import\u00e2ncia do per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o e da calibragem entre arrecada\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e fixa\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de CBS\/IBS.<\/p>\n\n\n\n<p>A par dos n\u00fameros comentados, \u00e9 importante que se destaque o atual n\u00edvel da carga tribut\u00e1ria brasileira sobre o consumo. Se h\u00e1 cr\u00edticas no sentido de que a al\u00edquota de 26,5% seria elevada, para padr\u00f5es internacionais, o que dizer da al\u00edquota atual, apresentada no caso da ind\u00fastria do nosso \u201cexemplo de laborat\u00f3rio\u201d? Nominalmente, chegamos a 32,25%; como al\u00edquota real, tivemos os elevados 39,89%.<\/p>\n\n\n\n<p>De outra parte, no caso da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os do nosso exemplo, a al\u00edquota nominal foi de 12,25%, enquanto a al\u00edquota real, de 13,96%.<\/p>\n\n\n\n<p>Como j\u00e1 se sabia, para equalizar a al\u00edquota de refer\u00eancia, as empresas contribuintes de setores econ\u00f4micos que hoje est\u00e3o sujeitas a al\u00edquota total superior \u00e0 proje\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de refer\u00eancia para CBS\/IBS perceber\u00e3o uma redu\u00e7\u00e3o na carga tribut\u00e1ria; na posi\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria, as atividades econ\u00f4micas que apuram e recolhem tributos sobre o consumo com al\u00edquota inferior \u00e0 projetada, arcar\u00e3o com a diferen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos exemplos apresentados, considerou-se a ado\u00e7\u00e3o do lucro real na apura\u00e7\u00e3o dos tributos sobre o lucro (IRPJ\/CSLL), em raz\u00e3o do c\u00e1lculo de PIS\/Cofins. Empresas que optem pelo lucro presumido podem ter maior amplitude.<\/p>\n\n\n\n<p>Resta-nos acompanhar a calibragem da al\u00edquota durante o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o, especialmente para tentarmos antecipar e, se poss\u00edvel, evitar maiores distor\u00e7\u00f5es entre os setores da economia brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Edison Carlos Fernandes \u00e9 doutor em Direito pela PUC\/SP, coordenador do Observat\u00f3rio da Reforma Tribut\u00e1ria da FGV, s\u00f3cio do Fernandes, Figueiredo, Fran\u00e7oso e Petros Advogados e colaborador do blog Fio da Meada.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/aliquota-de-cbs-ibs-evidencia-reequilibrio.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/aliquota-de-cbs-ibs-evidencia-reequilibrio.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Inclus\u00e3o do ICMS na base de c\u00e1lculo do cr\u00e9dito presumido de PIS\/Cofins da Lei 10.925<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Como \u00e9 de conhecimento, houve, em 2023, altera\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o do PIS\/Cofins, no regime n\u00e3o cumulativo, quanto ao artigo 3\u00ba, \u00a7, 2\u00ba, das Leis n\u00ba 10.637\/2002 e 10.833\/2003, especialmente, em virtude da Lei n\u00ba 14.592\/2023, a fim de impedir a inclus\u00e3o do ICMS no c\u00f4mputo do cr\u00e9dito b\u00e1sico ou ordin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste sentido a legisla\u00e7\u00e3o citada:<\/p>\n\n\n\n<p><em>2o N\u00e3o dar\u00e1 direito a cr\u00e9dito o valor:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>(\u2026)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>III \u2013 do ICMS que tenha incidido sobre a opera\u00e7\u00e3o de aquisi\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Neste texto n\u00e3o temos pretens\u00e3o de discutir se referida mudan\u00e7a \u00e9 constitucional ou n\u00e3o, mas, avaliar se tal altera\u00e7\u00e3o se aplicaria ao regime do cr\u00e9dito presumido do PIS\/Cofins, conforme a Lei n\u00ba 10.925\/2004 relacionado ao setor ao agroneg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nossa vis\u00e3o, \u00e0 luz da n\u00e3o cumulatividade e legalidade, o ICMS continua a compor a base de c\u00e1lculo do cr\u00e9dito presumido de PIS\/Cofins previsto na Lei n\u00ba 10.925\/2004.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira raz\u00e3o que justifica tal entendimento decorre do fato de que a Lei n\u00ba 14.592\/2023 n\u00e3o altera ou disciplina o cr\u00e9dito presumido, uma vez que se limita a regular exclusivamente o cr\u00e9dito b\u00e1sico ou ordin\u00e1rio estabelecido no artigo 3\u00ba, \u00a7 2\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>De tal sorte, sendo referida altera\u00e7\u00e3o uma restri\u00e7\u00e3o de direito e da pr\u00f3pria n\u00e3o cumulatividade, esta regra somente h\u00e1 de ser aplicada dentro do seu espectro normativo, n\u00e3o sendo poss\u00edvel qualquer analogia ou interpreta\u00e7\u00e3o ampliativa.<\/p>\n\n\n\n<p>De outro lado, passamos \u00e0 an\u00e1lise do artigo 8\u00ba da Lei n. 10.925\/2004, quanto ao montante do cr\u00e9dito presumido, a fim de demonstrar a legalidade do nosso posicionamento, pois preceitua referida legisla\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 8\u00ba As pessoas jur\u00eddicas, inclusive cooperativas, que produzam mercadorias de origem animal ou vegetal, classificadas nos cap\u00edtulos 2, 3, exceto os produtos vivos desse cap\u00edtulo, e 4, 8 a 12, 15, 16 e 23, e nos c\u00f3digos 03.02, 03.03, 03.04, 03.05, 0504.00, 0701.90.00, 0702.00.00, 0706.10.00, 07.08, 0709.90, 07.10, 07.12 a 07.14, exceto os c\u00f3digos 0713.33.19, 0713.33.29 e 0713.33.99, 1701.11.00, 1701.99.00, 1702.90.00, 18.01, 18.03, 1804.00.00, 1805.00.00, 20.09, 2101.11.10 e 2209.00.00, todos da NCM, destinadas \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o humana ou animal, poder\u00e3o deduzir da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e da Cofins, devidas em cada per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o, cr\u00e9dito presumido, calculado sobre o valor dos bens referidos no inciso II do caput do art. 3\u00ba das Leis n\u00bas 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, adquiridos de pessoa f\u00edsica ou recebidos de cooperado pessoa f\u00edsica.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>1\u00ba O disposto no caput deste artigo aplica-se tamb\u00e9m \u00e0s aquisi\u00e7\u00f5es efetuadas de:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>I \u2013 cerealista que exer\u00e7a cumulativamente as atividades de limpar, padronizar, armazenar e comercializar os produtos in natura de origem vegetal classificados nos c\u00f3digos 09.01, 10.01 a 10.08, exceto os dos c\u00f3digos 1006.20 e 1006.30, e 18.01, todos da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM); (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 12.865, de 2013)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>II \u2013 pessoa jur\u00eddica que exer\u00e7a cumulativamente as atividades de transporte, resfriamento e venda a granel de leite in natura; e<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>III \u2013 pessoa jur\u00eddica que exer\u00e7a atividade agropecu\u00e1ria e cooperativa de produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria. (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.051, de 2004)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>2\u00ba O direito ao cr\u00e9dito presumido de que tratam o caput e o \u00a7 1\u00ba deste artigo s\u00f3 se aplica aos bens adquiridos ou recebidos, no mesmo per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o, de pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica residente ou domiciliada no Pa\u00eds, observado o disposto no \u00a7 4\u00ba do art. 3\u00ba das Leis n\u00bas 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>3\u00ba O montante do cr\u00e9dito a que se referem o caput e o \u00a7 1\u00ba deste artigo ser\u00e1 determinado mediante aplica\u00e7\u00e3o, sobre o valor das mencionadas aquisi\u00e7\u00f5es, de al\u00edquota correspondente a: (Vide Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 582, de 2012) (Vide Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 609, de 2013) (Vide Lei n\u00ba 12.839, de 2013)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>I \u2013 60% (sessenta por cento) daquela prevista no art. 2\u00ba da Lei n\u00ba 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e no art. 2\u00ba da Lei n\u00ba 10.833, de 29 de dezembro de 2003, para os produtos de origem animal classificados nos Cap\u00edtulos 2, 3, 4, exceto leite in natura , 16, e nos c\u00f3digos 15.01 a 15.06, 1516.10, e as misturas ou prepara\u00e7\u00f5es de gorduras ou de \u00f3leos animais dos c\u00f3digos 15.17 e 15.18; (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 13.137, de 2015) (Vig\u00eancia)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>II \u2013 revogado<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>III \u2013 35% (trinta e cinco por cento) daquela prevista no art. 2\u00ba das Leis n\u00bas 10.637, de 30 de dezembro de 2002 , e 10.833, de 29 de dezembro de 2003 , para os demais produtos. (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 11.488, de 2007)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>IV \u2013 50% (cinquenta por cento) daquela prevista no caput do art. 2\u00ba da Lei n\u00ba 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e no caput do art. 2\u00ba da Lei n\u00ba 10.833, de 29 de dezembro de 2003, para o leite in natura , adquirido por pessoa jur\u00eddica, inclusive cooperativa, regularmente habilitada, provis\u00f3ria ou definitivamente, perante o Poder Executivo na forma do art. 9\u00ba -A; (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.137, de 2015) (Vig\u00eancia)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>V \u2013 20% (vinte por cento) daquela prevista no caput do art. 2\u00ba da Lei n\u00ba 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e no caput do art. 2\u00ba da Lei n\u00ba 10.833, de 29 de dezembro de 2003, para o leite in natura, adquirido por pessoa jur\u00eddica, inclusive cooperativa, n\u00e3o habilitada perante o Poder Executivo na forma do art. 9\u00ba-A. (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 13.137, de 2015) (Vig\u00eancia)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>4\u00ba \u00c9 vedado \u00e0s pessoas jur\u00eddicas de que tratam os incisos I a III do \u00a7 1\u00ba deste artigo o aproveitamento:<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>I \u2013 do cr\u00e9dito presumido de que trata o caput deste artigo;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>II \u2013 de cr\u00e9dito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s receitas de vendas efetuadas com suspens\u00e3o \u00e0s pessoas jur\u00eddicas de que trata o caput deste artigo.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>5\u00ba Relativamente ao cr\u00e9dito presumido de que tratam o caput e o \u00a7 1\u00ba deste artigo, o valor das aquisi\u00e7\u00f5es n\u00e3o poder\u00e1 ser superior ao que vier a ser fixado, por esp\u00e9cie de bem, pela Secretaria da Receita Federal.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>6\u00ba revogado<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>7\u00ba revogado<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>8\u00ba revogado<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>9\u00ba revogado<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>10. Para efeito de interpreta\u00e7\u00e3o do inciso I do \u00a7 3\u00ba , o direito ao cr\u00e9dito na al\u00edquota de 60% (sessenta por cento) abrange todos os insumos utilizados nos produtos ali referidos. (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 12.865, de 2013)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>11. A pessoa jur\u00eddica que at\u00e9 o final de cada trimestre-calend\u00e1rio n\u00e3o conseguir utilizar o cr\u00e9dito presumido apurado nos termos deste artigo, relativamente aos produtos classificados nos c\u00f3digos 11.01 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), poder\u00e1: (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 14.421, de 2022)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>I \u2013 efetuar a sua compensa\u00e7\u00e3o com d\u00e9bitos pr\u00f3prios, vencidos ou vincendos, relativos a tributos administrados pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, observada a legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica aplic\u00e1vel \u00e0 mat\u00e9ria; ou&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 14.421, de 2022)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>II \u2013 solicitar seu ressarcimento em esp\u00e9cie, observada a legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica aplic\u00e1vel \u00e0 mat\u00e9ria.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 14.421, de 2022)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>12. O saldo acumulado dos cr\u00e9ditos presumidos de que trata este artigo j\u00e1 existente na data de entrada em vigor da lei que permitir o ressarcimento e a compensa\u00e7\u00e3o de tais cr\u00e9ditos ao final de cada trimestre-calend\u00e1rio poder\u00e1 ser compensado nos termos deste artigo. (Inclu\u00eddo pela Lei n\u00ba 14.421, de 2022)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n\u00ba 10.925\/2004 prev\u00ea, portanto, que o cr\u00e9dito presumido, nos termos do artigo 8\u00ba, \u201ccaput\u201d, ser\u00e1 \u201c<em>calculado sobre o valor dos bens referidos no inciso II do caput do artigo 3\u00ba das Leis n\u00bas 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e 10.833, de 29 de dezembro de 2003, adquiridos de pessoa f\u00edsica ou recebidos de cooperado pessoa f\u00edsica<\/em>\u201d, al\u00e9m de pessoa jur\u00eddica como cerealista, produtora rural agropecu\u00e1ria ou cooperativa de produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O c\u00f4mputo do cr\u00e9dito presumido tem como base de c\u00e1lculo o valor do insumo de origem vegetal ou animal adquirido ou recebido. Da\u00ed porque, n\u00e3o resta d\u00favida de que sobre o valor da aquisi\u00e7\u00e3o temos o ICMS, pois se trata de custo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio do previsto das Leis n\u00ba 10.637\/2002 e 10.833\/2003, que, expressamente, excluem o ICMS da base de apura\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito ordin\u00e1rio ou b\u00e1sico, a Lei n\u00ba 10.925\/2004, mant\u00e9m a reda\u00e7\u00e3o original que n\u00e3o realiza tal exclus\u00e3o para fins do cr\u00e9dito presumido.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembramos, inclusive, que o pr\u00f3prio Fisco Federal, nos termos da antiga e revogada IN 404\/2004, no art. 8\u00ba, explicitava:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201c\u00a7 3\u00ba Para efeitos do disposto no inciso I, deve ser observado que:<\/em><br><em>(\u2026)<\/em><br><em>II \u2013 o Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Relativas \u00e0 Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e sobre Presta\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunica\u00e7\u00e3o (ICMS) integra o valor do custo de aquisi\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Custo de aquisi\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Como dito, referida Instru\u00e7\u00e3o Normativa, embora j\u00e1 revogada e relacionada ao cr\u00e9dito ordin\u00e1rio, reconhece claramente \u2014 e n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida \u2014 de que o ICMS comp\u00f5e o custo de aquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por conseguinte, como a Lei n\u00ba 10\u00ba925\/2004 estabelece que o valor do cr\u00e9dito presumido se d\u00e1 levando em considera\u00e7\u00e3o o montante da aquisi\u00e7\u00e3o ou recebimento, al\u00e9m de inexistir determina\u00e7\u00e3o legal em sentido contr\u00e1rio, perdura o direito ao referido c\u00f4mputo incluindo o imposto estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>Ali\u00e1s, a \u00fanica remiss\u00e3o da Lei n\u00ba 10.925\/2004 para as leis gerais do PIS\/Cofins se d\u00e1 quanto ao percentual das al\u00edquotas, mais especificamente \u201ccaput do artigo 2\u00ba da Lei n\u00ba 10.637, de 30 de dezembro de 2002, e no caput do artigo 2\u00ba da Lei n\u00ba 10.833, de 29 de dezembro de 2003\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta remiss\u00e3o legislativa tamb\u00e9m comprova que, em momento algum, a base de c\u00e1lculo do cr\u00e9dito presumido est\u00e1 submetida \u00e0 lei geral que estabelece, a partir de 2023, a veda\u00e7\u00e3o da inclus\u00e3o do ICMS, como faz para o cr\u00e9dito b\u00e1sico ou ordin\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Juntamente a todas as justificativas expostas, cabe tamb\u00e9m notar que a atual e vigente Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 2121\/2022, em momento algum veda ou determina a exclus\u00e3o do ICMS para apura\u00e7\u00e3o do valor do cr\u00e9dito presumido, como se nota dos artigos abaixo transcritos:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cArt. 206. Na determina\u00e7\u00e3o do valor da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e da Cofins a pagar no regime de apura\u00e7\u00e3o n\u00e3o cumulativa, a pessoa jur\u00eddica, inclusive cooperativa, que produz mercadorias de origem animal ou vegetal, pode descontar cr\u00e9ditos presumidos apurados nos termos dos arts. 574 a 588 e 592 (<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2004\/Lei\/L10.925.htm\"><em>Lei n\u00ba 10.925, de 2004<\/em><\/a><em>, arts. 8\u00ba e 15;&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2009\/lei\/L12058.htm#art33\"><em>Lei n\u00ba 12.058, de 2009<\/em><\/a><em>, art. 33, com reda\u00e7\u00e3o dada pela&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/CCIVIL_03\/_Ato2011-2014\/2013\/Lei\/L12839.htm\"><em>Lei n\u00ba 12.839, de 2013<\/em><\/a><em>, art. 5\u00ba, art. 34, com reda\u00e7\u00e3o dada pela&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/CCIVIL_03\/_Ato2011-2014\/2013\/Lei\/L12839.htm#art5\"><em>Lei n\u00ba 12.839, de 2013<\/em><\/a><em>, art. 5\u00ba;&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2010\/lei\/L12350.htm#art55\"><em>Lei n\u00ba 12.350, de 2010<\/em><\/a><em>, art. 55, caput, com reda\u00e7\u00e3o dada pela&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/CCIVIL_03\/_Ato2011-2014\/2013\/Lei\/L12865.htm\"><em>Lei n\u00ba 12.865, de 2013<\/em><\/a><em>, art. 34, art. 56, com reda\u00e7\u00e3o dada pela&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/CCIVIL_03\/_Ato2011-2014\/2013\/Lei\/L12839.htm#art6\"><em>Lei n\u00ba 12.839, de 2013<\/em><\/a><em>, art. 6\u00ba; e&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2011-2014\/2012\/lei\/L12599.htm\"><em>Lei n\u00ba 12.599, de 2012<\/em><\/a><em>, art. 5\u00ba, caput, e art. 6\u00ba, caput).\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a apura\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito presumido se d\u00e1 nos termos do artsigos 574 e ss da Instru\u00e7\u00e3o Normativa:<\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 574. As pessoas jur\u00eddicas que exer\u00e7am atividade agroindustrial, inclusive as sociedades cooperativas, sujeitas ao regime de apura\u00e7\u00e3o n\u00e3o cumulativa, poder\u00e3o descontar da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e da Cofins devidas em cada per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o, cr\u00e9ditos presumidos calculados sobre o valor de aquisi\u00e7\u00e3o dos produtos agropecu\u00e1rios utilizados como insumos na fabrica\u00e7\u00e3o dos produtos relacionados nos arts. 560 e 561 (<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2004\/Lei\/L10.925.htm#art8\"><em>Lei n\u00ba 10.925, de 2004<\/em><\/a><em>, art. 8\u00ba, com reda\u00e7\u00e3o dada pela&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/L13137.htm\"><em>Lei n\u00ba 13.137, de 2015<\/em><\/a><em>, art. 4\u00ba, e art. 15, com reda\u00e7\u00e3o dada pela&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2004\/Lei\/L11051.htm#art29\"><em>Lei n\u00ba 11.051, de 2004<\/em><\/a><em>, art. 29;&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2009\/lei\/L12058.htm#art37\"><em>Lei n\u00ba 12.058, de 2009<\/em><\/a><em>, art. 37;&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2010\/lei\/L12350.htm#art57\"><em>Lei n\u00ba 12.350, de 2010<\/em><\/a><em>, art. 57; e&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2011-2014\/2012\/lei\/L12599.htm#art7\"><em>Lei n\u00ba 12.599, de 2012<\/em><\/a><em>, art. 7\u00ba).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>1\u00ba O desconto do cr\u00e9dito presumido de que trata o caput aplica-se somente nas aquisi\u00e7\u00f5es ou recebimentos de produtos agropecu\u00e1rios efetuados de (<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2004\/Lei\/L10.925.htm#art8\"><em>Lei n\u00ba 10.925, de 2004<\/em><\/a><em>, art. 8\u00ba, caput e \u00a7 1\u00ba; com reda\u00e7\u00e3o dada pela&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/CCIVIL_03\/_Ato2011-2014\/2013\/Lei\/L12865.htm#art15\"><em>Lei n\u00ba 12.865, de 2013<\/em><\/a><em>, art. 33, e art. 15, com reda\u00e7\u00e3o dada pela&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2004\/Lei\/L11051.htm#art29\"><em>Lei n\u00ba 11.051, de 2004<\/em><\/a><em>, art. 29):<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>(\u2026)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Art. 575. O montante do cr\u00e9dito presumido da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e da Cofins de que trata o art. 574 ser\u00e1 determinado mediante a aplica\u00e7\u00e3o, sobre o valor de aquisi\u00e7\u00e3o dos produtos agropecu\u00e1rios utilizados como insumos, dos seguintes percentuais (<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2004\/Lei\/L10.925.htm#art8\"><em>Lei n\u00ba 10.925, de 2004<\/em><\/a><em>, art. 8\u00ba, com reda\u00e7\u00e3o dada pela&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/L13137.htm\"><em>Lei n\u00ba 13.137, de 2015<\/em><\/a><em>, art. 4\u00ba, e art. 15, com reda\u00e7\u00e3o dada pela&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2004\/Lei\/L11051.htm\"><em>Lei n\u00ba 11.051, de 2004<\/em><\/a><em>;&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2009\/lei\/L12058.htm#art37\"><em>Lei n\u00ba 12.058, de 2009<\/em><\/a><em>, art. 37;&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2010\/lei\/L12350.htm#art57\"><em>Lei n\u00ba 12.350, de 2010<\/em><\/a><em>, art. 57;&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2011-2014\/2012\/lei\/L12599.htm#art6\"><em>Lei n\u00ba 12.599, de 2012<\/em><\/a><em>, art. 6\u00ba; e Lei n\u00ba 12.839, de 2013, art. 2\u00ba):<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>I \u2013 0,99% (noventa e nove cent\u00e9simos por cento) e 4,56% (quatro inteiros e cinquenta e seis cent\u00e9simos por cento), respectivamente, em rela\u00e7\u00e3o (<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2004\/Lei\/L10.925.htm#art8%C2%A73i\"><em>Lei n\u00ba 10.925, de 2004<\/em><\/a><em>, art. 8\u00ba, \u00a7 3\u00ba, inciso I, com reda\u00e7\u00e3o dada pela&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/L13137.htm#art4\"><em>Lei n\u00ba 13.137, de 2015<\/em><\/a><em>, art. 4\u00ba;&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2009\/lei\/L12058.htm#art37\"><em>Lei n\u00ba 12.058, de 2009<\/em><\/a><em>, art. 37;&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2010\/lei\/L12350.htm#art57\"><em>Lei n\u00ba 12.350, de 2010<\/em><\/a><em>, art. 57; e&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/CCIVIL_03\/_Ato2011-2014\/2013\/Lei\/L12839.htm#art2\"><em>Lei n\u00ba 12.839, de 2013<\/em><\/a><em>, art. 2\u00ba):<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>a) aos produtos de origem animal classificados no Cap\u00edtulo 2, exceto os c\u00f3digos 02.01, 02.02, 02.03, 02.04, 0206.10.00, 0206.21, 0206.29, 0206.30.00, 0206.4, 02.07 e 0210.1 da Tipi;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>b) aos produtos de origem animal classificados no Cap\u00edtulos 3, exceto as posi\u00e7\u00f5es 03.02, 03.03, 03.04, da Tipi, e os produtos vivos desse Cap\u00edtulo, e no Cap\u00edtulo 4, exceto o c\u00f3digo 0405.10.00, da Tipi, e o leite in natura;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>c) aos produtos de origem animal classificados nos c\u00f3digos 15.01 a 15.06 e 1516.10, exceto o c\u00f3digo 1502.10.1, todos da Tipi;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>d) \u00e0s misturas ou prepara\u00e7\u00f5es de gorduras ou de \u00f3leos animais dos c\u00f3digos 15.17 e 15.18, exceto o c\u00f3digo 1517.10.00, da Tipi; e<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>e) aos produtos de origem animal classificados no Cap\u00edtulo 16;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>II \u2013 0,5775% (cinco mil e setecentos e setenta e cinco d\u00e9cimos de mil\u00e9simo por cento) e 2,66% (dois inteiros e sessenta e seis cent\u00e9simos por cento), respectivamente, em rela\u00e7\u00e3o aos demais insumos para produ\u00e7\u00e3o dos produtos a que se refere o art. 574, exceto leite in natura (<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2004\/Lei\/L10.925.htm#art8%C2%A73iii\"><em>Lei n\u00ba 10.925, de 2004<\/em><\/a><em>, art. 8\u00ba, \u00a7 3\u00ba, inciso III, com reda\u00e7\u00e3o dada pela&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/L13137.htm\"><em>Lei n\u00ba 13.137, de 2015<\/em><\/a><em>, art. 4\u00ba, e art. 15, \u00a7 2\u00ba; e&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2007-2010\/2010\/lei\/L12350.htm#art57\"><em>Lei n\u00ba 12.350, de 2010<\/em><\/a><em>, art. 57); e<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>III \u2013 0,33% (trinta e tr\u00eas cent\u00e9simos por cento) e 1,52% (um inteiro e cinquenta e dois cent\u00e9simos por cento), respectivamente, para o leite in natura, adquirido por pessoa jur\u00eddica, inclusive cooperativa, n\u00e3o habilitada no Programa Mais Leite Saud\u00e1vel (<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2004\/Lei\/L10.925.htm#art8%C2%A73v\"><em>Lei n\u00ba 10.925, de 2004<\/em><\/a><em>, art. 8\u00ba, \u00a7 3\u00ba, inciso V, inclu\u00edda pela&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/L13137.htm#art4\"><em>Lei n\u00ba 13.137, de 2015<\/em><\/a><em>, art. 4\u00ba).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>(\u2026)<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>2\u00ba Para efeito do c\u00e1lculo do cr\u00e9dito presumido a que se refere o caput, o custo de aquisi\u00e7\u00e3o, por esp\u00e9cie de bem, n\u00e3o poder\u00e1 ser superior ao valor de mercado (<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2004\/Lei\/L10.925.htm\"><em>Lei n\u00ba 10.925, de 2004<\/em><\/a><em>, arts. 8\u00ba, \u00a7 5\u00ba; e 15, \u00a7 5\u00ba).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>3\u00ba Para fins do c\u00e1lculo do cr\u00e9dito presumido de que trata o caput, o valor das aquisi\u00e7\u00f5es ser\u00e1 o constante do documento fiscal, observado o disposto no \u00a7 4\u00ba (<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2004\/Lei\/L10.925.htm\"><em>Lei n\u00ba 10.925, de 2004<\/em><\/a><em>, art. 8\u00ba, \u00a7 5\u00ba, e art. 15, \u00a7 5\u00ba).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>4\u00ba No caso de sociedade cooperativa que exer\u00e7a atividade agroindustrial, o valor do cr\u00e9dito presumido relativo a produtos agropecu\u00e1rios recebidos de cooperados, exceto o leite in natura, utilizados como insumos, limita-se ao saldo a pagar da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e da Cofins devidas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 receita bruta decorrentes da venda dos produtos deles derivados, ap\u00f3s efetuadas as exclus\u00f5es previstas no art. 317 (<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2004\/Lei\/L10.925.htm\"><em>Lei n\u00ba 10.925, de 2004<\/em><\/a><em>, art. 8\u00ba, \u00a7 5\u00ba, e art. 15, \u00a7 5\u00ba; e&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2004\/Lei\/L11051.htm#art9\"><em>Lei n\u00ba 11.051, de 2004<\/em><\/a><em>, art. 9\u00ba, com reda\u00e7\u00e3o dada pela&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2015\/lei\/L13137.htm#art5\"><em>Lei n\u00ba 13.137, de 2015<\/em><\/a><em>, art. 5\u00ba).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio, a atual IN ainda explicita que o montante do cr\u00e9dito presumido ser\u00e1 \u201c<em>o valor das aquisi\u00e7\u00f5es ser\u00e1 o constante do documento fiscal\u201d<\/em>, sem qualquer determina\u00e7\u00e3o da exclus\u00e3o do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, entendemos que o valor do cr\u00e9dito presumido, previsto no artigo 8\u00ba, da Lei n\u00ba 10.925\/2004, inclui o ICMS no seu c\u00f4mputo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-26\/inclusao-do-icms-na-base-de-calculo-do-credito-presumido-de-pis-cofins-da-lei-10-925-2004\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-26\/inclusao-do-icms-na-base-de-calculo-do-credito-presumido-de-pis-cofins-da-lei-10-925-2004\/<\/a><br><br><strong>Estudo da Fazenda evidencia que atual desonera\u00e7\u00e3o da folha contraria o interesse p\u00fablico<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 26\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A prorroga\u00e7\u00e3o irrestrita do modelo de desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos presente na Lei n\u00ba 14.784\/2023, aprovada no Congresso Nacional no final do ano passado, contraria o interesse p\u00fablico. \u00c9 o que aponta a Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica (SPE) do Minist\u00e9rio da Fazenda (MF) no estudo \u201cDesonera\u00e7\u00e3o da Folha de Pagamentos \u2014 An\u00e1lise setorial da pol\u00edtica prorrogada e proposta de revis\u00e3o\u201d, divulgado nesta sexta-feira (26\/4).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de indicar que \u201co desenho atual da pol\u00edtica n\u00e3o \u00e9 justific\u00e1vel em termos de efic\u00e1cia, efetividade e interesse p\u00fablico\u201d, a SPE destaca que \u201ca racionaliza\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio da folha de pagamentos e a mudan\u00e7a de seu desenho \u00e9 uma recomenda\u00e7\u00e3o de pol\u00edtica p\u00fablica que deve ser buscada pelos atores envolvidos no processo de policy-making do pa\u00eds\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDado o elevado custo fiscal da medida, que implica menor disponibilidade de recursos para outras pol\u00edticas p\u00fablicas essenciais, pode-se concluir que a prorroga\u00e7\u00e3o irrestrita do modelo de desonera\u00e7\u00e3o presente na Lei n\u00ba 14.784\/2023, aprovada no Congresso Nacional, contraria o interesse p\u00fablico\u201d, enfatiza o material da SPE.<\/p>\n\n\n\n<p>A Secretaria destaca os elevados valores de ren\u00fancia fiscal gerados pela pol\u00edtica de desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos, desde a implanta\u00e7\u00e3o do sistema, em 2012. O pico foi apurado em 2015 (R$ 25,2 bilh\u00f5es), ano em que o n\u00famero de atividades desoneradas atingiu o m\u00e1ximo. Para 2024, a Receita Federal estima que a pol\u00edtica de desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos, prorrogada pelo Congresso por meio da Lei n\u00ba 14.784\/20023, ter\u00e1 um custo de R$ 15,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo refor\u00e7a a relev\u00e2ncia do modelo proposto pelo governo ao Congresso no final do ano passado, conforme teor da Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 1.202\/2023, revisitado no Projeto de Lei n\u00ba 493\/2024. No material, a SPE explica que o mecanismo sugerido pelo governo tem o objetivo de promover uma transi\u00e7\u00e3o gradual e sem rupturas para os setores que atualmente mais usufruem do benef\u00edcio, propondo uma reconfigura\u00e7\u00e3o do desenho dessa pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO novo desenho, focalizado no primeiro sal\u00e1rio m\u00ednimo de cada empregado, pode ser pensado como um laborat\u00f3rio para uma pol\u00edtica de desonera\u00e7\u00e3o do custo laboral linear entre setores, mas que atenda a crit\u00e9rios de progressividade, estimulando proporcionalmente mais, de forma indireta, os setores que empregam m\u00e3o de obra formal de sal\u00e1rio-base e de jovens entrantes no mercado de trabalho\u201d, esclarece o material.<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lise<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo aponta a SPE, o atual sistema brasileiro de desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos n\u00e3o encontra paralelo com nenhuma outra experi\u00eancia internacional bem-sucedida em termos de gera\u00e7\u00e3o de empregos formais. O estudo apurou dois modelos exitosos, mas diferentes do que hoje \u00e9 aplicado no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>No cen\u00e1rio global, a primeira linha de desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos que obteve sucesso, conforme apurou a Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica, envolve pol\u00edticas que abrangem linearmente todos os setores, durante per\u00edodo limitado. A segunda linha abrange pol\u00edticas focalizadas em determinados segmentos da popula\u00e7\u00e3o, como o de m\u00e3o de obra menos qualificada ou o de jovens entrantes no mercado de trabalho, com per\u00edodos de maior dura\u00e7\u00e3o. \u201cA pol\u00edtica de desonera\u00e7\u00e3o da folha no Brasil n\u00e3o segue nenhuma dessas evid\u00eancias definidas na literatura especializada como boas pr\u00e1ticas\u201d, destaca o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1, portanto, efic\u00e1cia no atual modelo dom\u00e9stico de desonera\u00e7\u00e3o da folha, identificou a SPE. \u201cAs evid\u00eancias encontradas sobre o desempenho da pol\u00edtica no Brasil, em termos de impactos socioecon\u00f4micos, principalmente sobre o n\u00edvel de emprego, sal\u00e1rios e competitividade, n\u00e3o sinalizam em consenso para um bom e adequado desempenho da pol\u00edtica\u201d, cita o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>Inefic\u00e1cia<\/p>\n\n\n\n<p>A SPE realizou uma an\u00e1lise da din\u00e2mica das atividades desoneradas em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s n\u00e3o desoneradas. O resultado indica que o grupo amplo de atividades desoneradas apresentou retra\u00e7\u00e3o no n\u00famero de v\u00ednculos e no rendimento agregado entre 2015 e 2021. Essa parcela, inclusive, registrou perda da participa\u00e7\u00e3o no total de emprego e de remunera\u00e7\u00e3o da economia ao longo do per\u00edodo de desonera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a an\u00e1lise verificou que as atividades n\u00e3o desoneradas expandiram o n\u00famero de v\u00ednculos e a massa salarial. Ainda, as atividades desoneradas n\u00e3o mostraram relevante diferen\u00e7a quanto \u00e0 din\u00e2mica do rendimento m\u00e9dio comparativamente \u00e0s atividades n\u00e3o desoneradas, uma vez que o rendimento m\u00e9dio caiu para todas, informa a SPE.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cApenas um grupo de setores desonerados pela pol\u00edtica, que se enquadram em 32 classes de atividades CNAE, apresentou din\u00e2mica do emprego e rendimento superior ao grupo de n\u00e3o desonerados. Este grupo abarca 32 classes CNAE que est\u00e3o desoneradas desde 2012, ao passo que 229 outras classes desoneradas, estratificadas em outros tr\u00eas grupos de acordo com o per\u00edodo de entrada e vig\u00eancia da pol\u00edtica, apresentaram din\u00e2mica pior do que a do grupo de n\u00e3o desoneradas\u201d, cita a SPE.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO melhor desempenho do grupo de atividades desoneradas desde 2012 at\u00e9 2021 parece estar mais associado a caracter\u00edsticas da din\u00e2mica dos setores envolvidos e \u00e0 conjuntura econ\u00f4mica, social e global do que ao impacto espec\u00edfico e positivo da pol\u00edtica, j\u00e1 que uma gama de outras atividades desoneradas n\u00e3o apresentaram comportamento semelhante\u201d, explica o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 que a inclus\u00e3o ampla e irrestrita de produtos e atividades econ\u00f4micas desonerados ao longo do per\u00edodo de vig\u00eancia da pol\u00edtica de desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos n\u00e3o parece estar associada a crit\u00e9rios t\u00e9cnicos e boas pr\u00e1ticas fundamentadas nas modernas recomenda\u00e7\u00f5es de pol\u00edtica industrial.<\/p>\n\n\n\n<p>Fal\u00e1cia<\/p>\n\n\n\n<p>O material da SPE traz \u00e0 luz e esclarece que \u00e9 inver\u00eddica a afirma\u00e7\u00e3o de que a atual pol\u00edtica de desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos beneficiaria \u201c17 setores que mais intensamente empregam m\u00e3o de obra no Pa\u00eds\u201d. Essa coloca\u00e7\u00e3o \u00e9 enganosa e distorce a realidade, alerta a Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados comprovam que tal afirma\u00e7\u00e3o \u00e9 inconsistente. A vers\u00e3o mais recente da Lei, vigente desde o final de 2018, beneficia 43 classes econ\u00f4micas em classifica\u00e7\u00e3o CNAE [Classifica\u00e7\u00e3o Nacional das Atividades Econ\u00f4micas] e aproximadamente 2.638 produtos\/mercadorias em classifica\u00e7\u00e3o NCM [Nomenclatura Comum do Mercosul].<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA partir de uma compatibiliza\u00e7\u00e3o setorial, este estudo encontrou 143 classes econ\u00f4micas (CNAE) atualmente beneficiadas. A agrega\u00e7\u00e3o em 17 setores comumente veiculada n\u00e3o encontra fundamento em nenhuma classifica\u00e7\u00e3o setorial oficial\u201d, adverte a SPE.<\/p>\n\n\n\n<p>O acompanhamento das informa\u00e7\u00f5es de emprego e rendimento mostra que, em conjunto, as atividades desoneradas representavam 17% do n\u00famero de v\u00ednculos e 7% da massa salarial em 2021, tendo essas participa\u00e7\u00f5es diminu\u00eddo ao longo da vig\u00eancia da pol\u00edtica, no agregado. Embora n\u00e3o sejam n\u00fameros desprez\u00edveis, a SPE alerta que n\u00e3o h\u00e1 respaldo para o r\u00f3tulo de \u201c17 setores que mais intensamente empregam m\u00e3o de obra\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Hist\u00f3rico<\/p>\n\n\n\n<p>A implanta\u00e7\u00e3o do modelo de desonera\u00e7\u00e3o da folha remete ao ano de 2012, inicialmente abarcando 32 classes CNAE. Ao longo do tempo, houve entradas e sa\u00eddas de atividades beneficiadas por essa pol\u00edtica, que atingiu seu \u00e1pice em termos de ren\u00fancia em 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>O modelo atual reflete situa\u00e7\u00e3o fixada ao final de 2018, quando ocorreu a \u00faltima altera\u00e7\u00e3o legislativa relativa \u00e0s atividades atendidas (Lei n\u00ba 13.670\/2018). Sob esse guarda-chuva, 43 classes em classifica\u00e7\u00e3o CNAE e aproximadamente 2.638 produtos\/mercadorias em classifica\u00e7\u00e3o NCM s\u00e3o beneficiadas pela desonera\u00e7\u00e3o da folha desde o final de 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Originalmente, a Lei n\u00ba 13.670\/2018 estabeleceu que a desonera\u00e7\u00e3o da folha de sal\u00e1rios deveria acabar em 31 de dezembro de 2020. Posteriormente, esse prazo foi estendido at\u00e9 o final de 2021 (Lei n\u00ba 14.020\/2020) e, depois, foi novamente prorrogado (Lei n\u00ba 14.288\/2021), com o encerramento dessa pol\u00edtica previsto para o final de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>O Congresso, no entanto, optou por prorrogar mais uma vez (at\u00e9 2027) o modelo de desonera\u00e7\u00e3o da folha que vigora desde o final de 2018. Isso ocorreu a partir da aprova\u00e7\u00e3o, em 25 de outubro de 2023, do Projeto de Lei n\u00ba 334\/2023 pelo Senado Federal, resultando na Lei n\u00ba 14.784\/2023, o que ensejou veto do Executivo por inconstitucionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi nesse contexto que o governo encaminhou ao Congresso a proposi\u00e7\u00e3o de uma nova pol\u00edtica de desonera\u00e7\u00e3o setorial, integrante de um conjunto de medidas focadas na sustentabilidade fiscal. Os conceitos do novo modelo constam da Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 1.202\/2023, revisitada no Projeto de Lei n\u00ba 493\/2024, atualmente em tramita\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>Solu\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Projeto de Lei (PL) n\u00ba 493\/24 buscou apresentar uma proposta alternativa \u00e0 judicializa\u00e7\u00e3o da prorroga\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de desonera\u00e7\u00e3o aprovada pelo Congresso Nacional, buscando endere\u00e7ar sua inconstitucionalidade e incompatibilidade or\u00e7ament\u00e1ria, al\u00e9m de tentar mitigar os problemas de m\u00e9rito econ\u00f4mico e social associados \u00e0 pol\u00edtica\u201d, cita o estudo.<\/p>\n\n\n\n<p>A SPE explica que a inconstitucionalidade da Lei n\u00ba 14.784\/2023 est\u00e1 associada \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o, a partir da Reforma da Previd\u00eancia, do custeamento da Previd\u00eancia Social por meio da institui\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00e3o substitutiva sobre a folha de sal\u00e1rios. Essa falha ocorre ainda que pela prorroga\u00e7\u00e3o do prazo de vig\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o institu\u00edda anteriormente \u00e0 Emenda, diante da necessidade de assegurar o equil\u00edbrio no custeio da seguridade social.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal incompatibilidade or\u00e7ament\u00e1ria se refere ao impacto \u2013 n\u00e3o or\u00e7ado \u2013 de R$ 15,8 bilh\u00f5es para 2024. Conforme esclarece a SPE, esse fator torna a pol\u00edtica de desonera\u00e7\u00e3o da folha incompat\u00edvel com a Lei Or\u00e7ament\u00e1ria de 2024 (Lei n\u00ba 14.822\/ 2024, que estima a receita e fixa a despesa da Uni\u00e3o para o exerc\u00edcio financeiro de 2024), aprovada pelo Congresso Nacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esses fatores ensejaram o governo a ingressar com uma A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para aprecia\u00e7\u00e3o no Supremo Tribunal Federal. Um dia ap\u00f3s ser protocolada, houve a suspens\u00e3o por liminar de trechos da lei que prorrogou a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento at\u00e9 2027.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo aponta o estudo, o novo sistema proposto pelo Executivo busca minimizar as distor\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao que j\u00e1 estabelece a pol\u00edtica anterior, mantendo determinado n\u00edvel de desonera\u00e7\u00e3o para setores em que h\u00e1 atualmente maior relev\u00e2ncia do uso do benef\u00edcio. Al\u00e9m disso, apresenta mecanismo gradual de redu\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio para que as empresas tenham tempo para se ajustar ao novo sistema.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/abril\/estudo-da-fazenda-evidencia-que-atual-desoneracao-da-folha-contraria-o-interesse-publico\">https:\/\/www.gov.br\/fazenda\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/abril\/estudo-da-fazenda-evidencia-que-atual-desoneracao-da-folha-contraria-o-interesse-publico<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria isenta medicamentos do Farm\u00e1cia Popular<\/strong><br>Data: 26\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei Complementar (PLP) 68\/24 traz anexos com listas de medicamentos e outros produtos de sa\u00fade que ter\u00e3o al\u00edquota zerada ou reduzida de Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS)<\/p>\n\n\n\n<p>A isen\u00e7\u00e3o abarca 383 medicamentos do programa Farm\u00e1cia Popular, 17 dispositivos m\u00e9dicos (como eletrocardiograma, respirador e aparelhos ortop\u00e9dicos) e compras p\u00fablicas (de medicamentos, dispositivos m\u00e9dicos, composi\u00e7\u00f5es enterais e parenterais e produtos de cuidados b\u00e1sicos \u00e0 sa\u00fade menstrual).<\/p>\n\n\n\n<p>A CBS e IBS ser\u00e3o reduzidos em 60% para 27 tipos de servi\u00e7os de sa\u00fade, 850 tipos de medicamentos, 71 tipos de composi\u00e7\u00f5es enterais e parenterais, 92 tipos de dispositivos m\u00e9dicos, seis tipos de produtos de higiene pessoal e limpeza (como escova e pasta de dente, e papel higi\u00eanico) e produtos de cuidados b\u00e1sicos \u00e0 sa\u00fade menstrual (como absorventes).<\/p>\n\n\n\n<p>As listas poder\u00e3o ser revisadas anualmente para inclus\u00e3o de medicamentos novos que tenham aprova\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os itens beneficiados com isen\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o s\u00e3o permitidos pela Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) ou s\u00e3o produzidos por farm\u00e1cias de manipula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Cultura<\/p>\n\n\n\n<p>O PLP 68\/24 tamb\u00e9m prev\u00ea CBS e IBS reduzidos em 60% para servi\u00e7os e licenciamentos destinados \u00e0 produ\u00e7\u00f5es nacionais art\u00edsticas, culturais, de eventos, jornal\u00edsticas e audiovisuais. A medida beneficia:<\/p>\n\n\n\n<p>espet\u00e1culos teatrais, circenses e de dan\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p>shows musicais<\/p>\n\n\n\n<p>desfiles carnavalescos ou folcl\u00f3ricos<\/p>\n\n\n\n<p>eventos acad\u00eamicos e cient\u00edficos como congressos, confer\u00eancias e simp\u00f3sios<\/p>\n\n\n\n<p>feiras de neg\u00f3cios<\/p>\n\n\n\n<p>exposi\u00e7\u00f5es, feiras e mostras culturais, art\u00edsticas e liter\u00e1rias<\/p>\n\n\n\n<p>programas de audit\u00f3rio ou jornal\u00edsticos, filmes, document\u00e1rios, s\u00e9ries, novelas, entrevistas e clipes.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1056885-PROJETO-DE-REGULAMENTACAO-DA-REFORMA-TRIBUTARIA-ISENTA-MEDICAMENTOS-DO-FARMACIA-POPULAR\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1056885-PROJETO-DE-REGULAMENTACAO-DA-REFORMA-TRIBUTARIA-ISENTA-MEDICAMENTOS-DO-FARMACIA-POPULAR<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>MUNICIPAIS: <\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Prefeitura de SP lan\u00e7a parcelamento de d\u00edvidas com desconto de 95% para juros e multas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Prefeitura de S\u00e3o Paulo abre no dia 29 de abril o&nbsp;<a href=\"https:\/\/jota.us8.list-manage.com\/track\/click?u=4911ce1e520f5bf26dd891c79&amp;id=0329f36633&amp;e=d0c05c908e\">Programa de Parcelamento Incentivado<\/a>, o&nbsp;PPI, para pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas quitarem d\u00e9bitos com o poder p\u00fablico municipal. A edi\u00e7\u00e3o deste ano concede o maior desconto de juros e multas da hist\u00f3ria: 95% em ambos \u2013 isso caso os pagamentos sejam feitos \u00e0 vista.<\/p>\n\n\n\n<p>D\u00edvidas com&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/iptu-entenda-como-funciona-e-como-e-calculado-por-municipios-13052021\">IPTU<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/iss-entenda-os-aspectos-gerais-13052021\">ISS<\/a>&nbsp;e alguns tipos de multas poder\u00e3o ser quitadas tanto em uma parcela \u00fanica&nbsp;quanto divididas em at\u00e9 120 vezes.&nbsp;Neste caso, h\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o progressiva do desconto. O \u00fanico requisito para ingressar no programa \u00e9 que as d\u00edvidas tenham sido contra\u00eddas at\u00e9 31 de dezembro de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>D\u00e9bitos do Simples Nacional, multas de tr\u00e2nsito ou de natureza contratual n\u00e3o entram nesse pacote, assim como d\u00edvidas inclu\u00eddas em&nbsp;PPI&nbsp;anteriores, caso o contribuinte tenha abandonado o pagamento das parcelas. A data final para a inscri\u00e7\u00e3o \u00e9 28 de junho, pela internet.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO&nbsp;PPI&nbsp;possibilita um incremento de caixa da prefeitura, mas a principal preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 manter o contribuinte adimplente, com sua atividade comercial ativa, podendo aproveitar as janelas de consequ\u00eancias e oportunidades quando o neg\u00f3cio est\u00e1 saud\u00e1vel e sem d\u00e9bitos\u201d, diz Raphael Pinheiro, auditor fiscal da prefeitura, da Divis\u00e3o de Lan\u00e7amento, Cobran\u00e7a e Parcelamento da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem tem d\u00edvidas tribut\u00e1rias em aberto&nbsp;corre o risco de sofrer execu\u00e7\u00e3o fiscal, penhora de bens, al\u00e9m de ficar restrito a programas de cr\u00e9dito e n\u00e3o poder concorrer em certames p\u00fablicos (licita\u00e7\u00f5es).<\/p>\n\n\n\n<p>PPI&nbsp;vai se tornar mais raro daqui para frente<\/p>\n\n\n\n<p>Criado em 2006, durante a gest\u00e3o de Gilberto Kassab, este \u00e9 o d\u00e9cimo&nbsp;PPIorganizado pela Prefeitura de S\u00e3o Paulo. Para esse tipo de programa ser lan\u00e7ado, \u00e9 preciso, antes, passar pela aprova\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara de Vereadores \u2013 o que aconteceu, neste ano, em sess\u00e3o no dia 13 de mar\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Do primeiro ano at\u00e9 2011, o programa foi lan\u00e7ado anualmente de forma ininterrupta. Depois de um hiato de tr\u00eas anos, retornou em 2014 e passou a ser organizado a cada tri\u00eanio. A \u00faltima edi\u00e7\u00e3o foi em 2021, ainda durante a pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o, com descontos \u00e0 vista de 85% em juros e multas, foram formalizados 180.357 mil acordos de parcelamentos, totalizando R$9,37 bilh\u00f5es em d\u00edvidas renegociadas, segundo dados da prefeitura.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a edi\u00e7\u00e3o deste ano, o poder p\u00fablico municipal n\u00e3o fez uma estimativa oficial do aporte que imagina que ser\u00e1 renegociado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNosso foco principal \u00e9 buscar a regularidade fiscal, sobretudo dos donos de estabelecimento. Assim que ele celebra o acordo, j\u00e1 no pagamento da primeira parcela, consegue uma certid\u00e3o que o possibilita realizar v\u00e1rias outras transa\u00e7\u00f5es\u201d, refor\u00e7a Pinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado tributarista Caio Morato, do escrit\u00f3rio Rayes &amp; Fagundes Advogados Associados, estima que programas como o&nbsp;PPI&nbsp;v\u00e3o se tornar mais raros daqui para frente. O motivo \u00e9 que&nbsp;as administra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas t\u00eam optado pelas transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, muitas celebradas em acordos individuais, mediante concess\u00f5es pr\u00f3prias, entre a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica e o contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA grande vantagem do&nbsp;PPI&nbsp;\u00e9 que ele tem um desconto tribut\u00e1rio uniforme para todo mundo. E s\u00e3o descontos vantajosos, sobretudo no pagamento \u00e0 vista. Mas isso vinha criando distor\u00e7\u00f5es do bom contribuinte, que passou a esperar o lan\u00e7amento desses programas para quitar seus d\u00e9bitos. Agora, isso \u00e9 feito individualmente pela transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria\u201d, aponta.<\/p>\n\n\n\n<p>Formas de pagamento<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ano, os contribuintes poder\u00e3o aderir a tr\u00eas faixas de descontos diferentes. A primeira \u00e9 \u00e0 vista; a segunda \u00e9 em parcelas de duas a 60 vezes; e a terceira, quitando entre 61 a 120 vezes \u2013 o m\u00e1ximo permitido s\u00e3o 10 anos de parcelamento.&nbsp;O valor m\u00ednimo da parcela para pessoa f\u00edsica \u00e9 de R$ 50. Para pessoa jur\u00eddica, R$ 300.<\/p>\n\n\n\n<p>Os d\u00e9bitos s\u00e3o divididos em duas categorias: d\u00edvidas tribut\u00e1rias (ISS e IPTU) e n\u00e3o tribut\u00e1rias (multas aplicadas por entes municipais). Para cada modalidade, h\u00e1 um desconto diferente.<\/p>\n\n\n\n<p>Se for \u00e0 vista, em d\u00e9bitos tribut\u00e1rios, o contribuinte tem redu\u00e7\u00e3o de 95% do valor dos juros de mora e de 95% da multa. Quando o d\u00e9bito n\u00e3o estiver ajuizado, tem tamb\u00e9m 75% de desconto nos honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>Se for parcelado em at\u00e9 60 vezes, a redu\u00e7\u00e3o \u00e9 de 65% de juros de mora e 55% da multa. E, quando o d\u00e9bito n\u00e3o estiver ajuizado, de 50% dos honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>Se dividir entre 61 a 120 vezes, o contribuinte ter\u00e1 redu\u00e7\u00e3o de 45% do valor dos juros de mora e de 35% da multa. Os honor\u00e1rios advocat\u00edcios caem para 35%, quando o d\u00e9bito n\u00e3o estiver ajuizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos d\u00e9bitos n\u00e3o tribut\u00e1rios, vale lembrar que n\u00e3o h\u00e1 o acr\u00e9scimo de multa. Caso o pagamento seja \u00e0 vista, os juros caem em&nbsp;95%. E os honor\u00e1rios advocat\u00edcios, em 75%.<\/p>\n\n\n\n<p>No grupo 2, de parcelas entre duas e 60 vezes, os juros s\u00e3o reduzidos em 65%. Os&nbsp;honor\u00e1rios advocat\u00edcios, por sua vez, em 50%.<\/p>\n\n\n\n<p>Se o parcelamento for mais estendido, chegando at\u00e9 120 parcelas, a redu\u00e7\u00e3o dos juros cai para 45% . E os honor\u00e1rios advocat\u00edcios s\u00e3o reduzidos em 35%.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Diego Diniz, do escrit\u00f3rio Daniel &amp; Diniz e Advocacia Tribut\u00e1ria, refor\u00e7a a import\u00e2ncia do pagamento \u00e0 vista, diante da boa proposta de redu\u00e7\u00e3o, mas alerta que n\u00e3o deve ser uma imposi\u00e7\u00e3o, pois o contribuinte deve se adequar \u00e0 sua realidade financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe ele tiver o fluxo de caixa, vale, sim, quitar logo a d\u00edvida. Mas nem sempre \u00e9 a realidade de todos. Nesse caso, o parcelamento pode ser vantajoso, lembrando do acr\u00e9scimo da Taxa Selic a cada m\u00eas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Morato chama a aten\u00e7\u00e3o para o fato de que, ao optar pelo pagamento da d\u00edvida no&nbsp;PPI, o contribuinte assume a sua responsabilidade sobre o d\u00e9bito, n\u00e3o podendo depois voltar atr\u00e1s e passar a contest\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMesmo em caso de d\u00edvidas que ainda est\u00e3o sendo contestadas na Justi\u00e7a, ao ingressar no programa, o contribuinte passa a assumir a responsabilidade sobre ela. Ele tem que ter essa consci\u00eancia que agora ele precisa execut\u00e1-la\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/prefeitura-de-sp-lanca-parcelamento-de-dividas-com-desconto-de-95-para-juros-e-multas-23042024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/prefeitura-de-sp-lanca-parcelamento-de-dividas-com-desconto-de-95-para-juros-e-multas-23042024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contribui\u00e7\u00e3o de ilumina\u00e7\u00e3o p\u00fablica n\u00e3o \u00e9 insumo, decide Carf<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, os conselheiros da 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) consideraram que a Contribui\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7o de Ilumina\u00e7\u00e3o P\u00fablica (Cosip) n\u00e3o pode ser considerada como insumo, de forma que n\u00e3o gera cr\u00e9ditos de PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Os conselheiros n\u00e3o acolheram o posicionamento do contribuinte, de que a Cosip \u00e9 um custo atrelado \u00e0 energia el\u00e9trica, e que n\u00e3o h\u00e1 a possibilidade de pagar a fatura de energia sem pagar a contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na C\u00e2mara Superior os julgadores seguiram o relator, que considerou que a Cosip n\u00e3o \u00e9 um custo da energia, e n\u00e3o pode ser considerada como insumo.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 10920.000089\/2011-47 e envolve a Masisa Madeiras LTDA.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/contribuicao-de-iluminacao-publica-nao-e-insumo-decide-carf-24042024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/contribuicao-de-iluminacao-publica-nao-e-insumo-decide-carf-24042024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>STJ mant\u00e9m cobran\u00e7a de ITCMD, mas afasta multa e juros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/04\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros da 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/stj\">STJ<\/a>), por unanimidade, mantiveram a cobran\u00e7a do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/artigos\/itcmd-entenda-o-que-como-funciona-20082021\">ITCMD<\/a>, negando provimento ao recurso do contribuinte, que alegava decad\u00eancia, ou seja, defendia que havia decorrido o per\u00edodo de cinco anos de que o fisco disp\u00f5e para constituir o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio. Com a decis\u00e3o, a pessoa f\u00edsica dever\u00e1 recolher a diferen\u00e7a do imposto relativa \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da al\u00edquota progressiva, cuja validade foi reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/stf\">STF<\/a>) ao julgar o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/artigos\/o-itcm-no-contexto-da-covid-19-27052020\">RE 562.045<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a turma n\u00e3o conheceu do recurso da Fazenda, mantendo, na pr\u00e1tica, a decis\u00e3o do tribunal de origem contr\u00e1ria \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de multa e juros. A decis\u00e3o tamb\u00e9m foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o jur\u00eddica tem rela\u00e7\u00e3o com o momento em que o fisco poderia constituir o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio. O Estado do Rio Grande do Sul alegou que n\u00e3o houve decad\u00eancia, pois a constitui\u00e7\u00e3o s\u00f3 poderia ocorrer ap\u00f3s o julgamento do RE 562.045 pelo STF. O Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/tjrs\">TJRS<\/a>) concordou que n\u00e3o houve decad\u00eancia, por\u00e9m, entendeu que o fisco deveria ter fixado prazo para pagamento e, s\u00f3 ap\u00f3s verificado o inadimplemento, ocorrer a aplica\u00e7\u00e3o de multa e juros.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sustenta\u00e7\u00e3o oral, a procuradora do Estado do Rio Grande do Sul, Fernanda Figueira Tonetto, defendeu que o afastamento de multa e juros violou o artigo 161 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), que prev\u00ea que a incid\u00eancia de juros de mora n\u00e3o depende da m\u00e1-f\u00e9 do contribuinte, mas do mero inadimplemento.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o relator, ministro&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/herman-benjamin\">Herman Benjamin<\/a>, negou provimento ao recurso do contribuinte quanto \u00e0 decad\u00eancia e n\u00e3o conheceu do recurso do fisco devido \u00e0 aus\u00eancia de prequestionamento. Ou seja, o julgador entendeu que o Estado do Rio Grande do Sul n\u00e3o alegou os pontos questionados anteriormente no processo. A turma acompanhou de forma un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso foi julgado no REsp 2.007.872.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-mantem-cobranca-de-itcmd-mas-afasta-multa-e-juros-22042024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-mantem-cobranca-de-itcmd-mas-afasta-multa-e-juros-22042024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Justi\u00e7a cancela cobran\u00e7a milion\u00e1ria de IRPJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Uma empresa de tecnologia japonesa conseguiu anular no Judici\u00e1rio um auto de infra\u00e7\u00e3o que cobrava R$ 207 milh\u00f5es a mais de Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL sobre uma importa\u00e7\u00e3o de produtos. A decis\u00e3o \u00e9 ju\u00edza Silvia Figueiredo Marques, da 26\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo, que considerou ilegal uma norma da Receita Federal sobre o chamado \u201cpre\u00e7o de transfer\u00eancia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As regras de pre\u00e7o de transfer\u00eancia s\u00e3o aplicadas para evitar que empresas brasileiras usem suas vinculadas ou coligadas no exterior para sonegar impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a magistrada, a Instru\u00e7\u00e3o Normativa (IN) n\u00ba 243\/2002, que regulamentou a Lei n\u00ba 9.430\/96, \u201cfoi al\u00e9m dos limites\u201d, \u201cinovou no mundo jur\u00eddico\u201d e violou a Constitui\u00e7\u00e3o Federal. A senten\u00e7a \u00e9 celebrada pelos contribuintes por conta da jurisprud\u00eancia dividida no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto a 1\u00aa Turma deu raz\u00e3o \u00e0s empresas (AREsp 511736), a 2\u00aa Turma foi a favor do Fisco (Resp 178614). Pela diverg\u00eancia, a controv\u00e9rsia deve ser julgada pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, ainda sem data marcada. Segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), existem 265 processos sobre o tema, sendo 153 (quase 60% dos casos) no Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF-3).<\/p>\n\n\n\n<p>As a\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a chegar no Judici\u00e1rio ap\u00f3s a maioria das companhias ter recorrido at\u00e9 a \u00faltima inst\u00e2ncia do Conselho Administrativo Recursos Fiscais (Carf), onde os julgamentos foram desfavor\u00e1veis. Apesar de poucos processos, h\u00e1 casos em que as autua\u00e7\u00f5es da Receita \u00e0s multinacionais chegam a R$ 1 bilh\u00e3o &#8211; com multa, juros e corre\u00e7\u00f5es em uma s\u00f3 opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com tributaristas, a IN mudou os m\u00e9todos de c\u00e1lculo nas importa\u00e7\u00f5es e exporta\u00e7\u00f5es por parte vinculadas, o que teria gerado aumento da carga tribut\u00e1ria. \u201cA IN afronta o princ\u00edpio da legalidade da Constitui\u00e7\u00e3o, porque criou tributo sem previs\u00e3o legal\u201d, afirma o advogado tributarista Gustavo Taparelli, s\u00f3cio do Abe Advogados, que atuou no caso da multinacional japonesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse processo, a opera\u00e7\u00e3o discutida na Justi\u00e7a foi uma importa\u00e7\u00e3o de insumos e mat\u00e9rias-primas em 2010. A montagem foi feita no Brasil, com a venda das mercadorias finais. Em 2014, por\u00e9m, a Receita identificou supostas ilegalidades na aplica\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo de Pre\u00e7o de Revenda menos Lucro (PRL60). Segundo o \u00f3rg\u00e3o, deveria ter sido usada a metodologia prevista na IN 243.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, multou a empresa sob o argumento de que ela reduziu indevidamente a base tribut\u00e1vel do IRPJ e CSLL. A suposta distor\u00e7\u00e3o fez com que a autoridade fiscal aumentasse a base de c\u00e1lculo em R$ 220 milh\u00f5es, o que gerou um auto de infra\u00e7\u00e3o de R$ 149 milh\u00f5es na \u00e9poca. Hoje, com as corre\u00e7\u00f5es, o valor a ser pago est\u00e1 em R$ 207 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a \u00faltima decis\u00e3o desfavor\u00e1vel no Carf em 2023, a empresa entrou com uma a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria de d\u00e9bito fiscal na Justi\u00e7a federal de S\u00e3o Paulo. E, recentemente, veio a senten\u00e7a favor\u00e1vel. A ju\u00edza Silvia Figueiredo Marques entendeu que a norma da Receita \u201cdesbordou da mera interpreta\u00e7\u00e3o, na medida em que criou novos conceitos e m\u00e9tricas a serem considerados no c\u00e1lculo do pre\u00e7o-par\u00e2metro, n\u00e3o previstos, sequer de forma impl\u00edcita, no texto legal ent\u00e3o vigente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A instru\u00e7\u00e3o normativa, acrescenta, \u201ctendo extrapolado os limites permitidos pela Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, j\u00e1 que inovou no mundo jur\u00eddico, deve ser afastada\u201d. Ela anulou os d\u00e9bitos tribut\u00e1rios contra a companhia e ainda condenou a Uni\u00e3o em honor\u00e1rios advocat\u00edcios e a pagar as despesas do processo (n\u00ba 5027622-74.2023.4.03.6100).<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio de nota, a PGFN informa que vai recorrer. De acordo com o \u00f3rg\u00e3o, \u201ca metodologia de c\u00e1lculo exposta na IN\/SRF n\u00ba 243\/2002 simplesmente regulamenta o disposto no artigo 18 da Lei n\u00ba 9.430\/1996, em estrita conformidade \u00e0 real inten\u00e7\u00e3o do legislador: evitar a transfer\u00eancia indireta de lucros para o exterior nas opera\u00e7\u00f5es praticadas entre partes vinculadas, atrav\u00e9s do controle dos pre\u00e7os dos bens importados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Na nota, a PGFN reconhece que a mat\u00e9ria n\u00e3o est\u00e1 pacificada, mas destaca decis\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 Fazenda Nacional (processos n\u00ba 5018845-76.2018.4.03.6100 e n\u00ba 5003625-15.2017.4.03.6119).<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado Felipe Cerrutti Balsimelli, s\u00f3cio do Pinheiro Neto Advogados, a IN majora a base de c\u00e1lculo do IRPJ e CSLL porque permite deduzir um montante de custo menor em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 lei. A banca tem 20 a\u00e7\u00f5es sobre o tema, com pelo menos tr\u00eas decis\u00f5es favor\u00e1veis, inclusive sem necessidade de dep\u00f3sito de garantia.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas tr\u00eas turmas do TRF-3, de acordo com Balsimelli, julgam a mat\u00e9ria &#8211; a 3\u00aa tem mais decis\u00f5es desfavor\u00e1veis aos contribuintes; j\u00e1 a 4\u00aa e 6\u00aa, em maioria, favor\u00e1veis. No STJ, ele entende que as empresas t\u00eam grandes chances de levarem a tese, pela mudan\u00e7a na composi\u00e7\u00e3o da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, composta pelos ministros da 1\u00aa e 2\u00aa Turmas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cExiste uma tend\u00eancia pr\u00f3-Fisco, por\u00e9m, tivemos trocas de ministros na 2\u00aa Turma, ent\u00e3o a mat\u00e9ria est\u00e1 aberta\u201d, afirma. \u201cAcreditamos que os contribuintes t\u00eam chance consider\u00e1vel de ter uma defini\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Essa discuss\u00e3o jur\u00eddica foi encerrada em 2012, porque uma nova lei (n\u00ba 12.715) sobre pre\u00e7o de transfer\u00eancia foi promulgada para internalizar as mudan\u00e7as feitas pela IN. \u201cO governo federal coloca uma lupa dentro das opera\u00e7\u00f5es para evitar manipula\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o. \u00c9 o objetivo da legisla\u00e7\u00e3o buscar um par\u00e2metro de pre\u00e7o para a mercadoria, para evitar a transfer\u00eancia de lucro para fora\u201d, afirma Taparelli.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, a legisla\u00e7\u00e3o foi modificada mais uma vez, por meio da Lei n\u00ba 14.596. Foram exclu\u00eddos os m\u00e9todos de c\u00e1lculo que usam margens fixas e adotado o princ\u00edpio de \u201carm\u2019s length\u201d, usado por pa\u00edses que fazem parte da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), para evitar distor\u00e7\u00f5es nos pre\u00e7os de importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o e desvio de lucro entre pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/23\/justica-cancela-cobranca-milionaria-de-irpj.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/23\/justica-cancela-cobranca-milionaria-de-irpj.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ: entidades n\u00e3o podem figurar no polo passivo de a\u00e7\u00f5es envolvendo contribui\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, os ministros da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/STJ\">Superior Tribunal de Justi\u00e7a<\/a>&nbsp;(STJ) aprovaram s\u00famula declarando a ilegitimidade das entidades que recebem contribui\u00e7\u00f5es de terceiros para figurar no polo passivo em a\u00e7\u00f5es que visam \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta de s\u00famula ocorreu ap\u00f3s o julgamento do EREsp 1.619.954, em que o STJ decidiu que o Servi\u00e7o Brasileiro de Apoio \u00e0 Micro e Pequena Empresa (Sebrae) e a Ag\u00eancia Brasileira de Promo\u00e7\u00e3o de Exporta\u00e7\u00f5es (Apex) n\u00e3o possuem legitimidade para figurar no polo passivo de a\u00e7\u00e3o de inexigibilidade das contribui\u00e7\u00f5es destinadas \u00e0s entidades.<\/p>\n\n\n\n<p>O enunciado aprovado foi o seguinte: \u201cA legitimidade passiva, em demandas que visam \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es de terceiros, est\u00e1 vinculada \u00e0 capacidade tribut\u00e1ria ativa; assim, nas hip\u00f3teses em que as entidades terceiras s\u00e3o meras destinat\u00e1rias das contribui\u00e7\u00f5es, n\u00e3o possuem elas legitimidade ad causam para figurar no polo passivo, juntamente com a Uni\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-entidades-nao-podem-figurar-no-polo-passivo-de-acoes-envolvendo-contribuicoes-23042024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-entidades-nao-podem-figurar-no-polo-passivo-de-acoes-envolvendo-contribuicoes-23042024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ autoriza juiz a calcular valor de honor\u00e1rios em cobran\u00e7a fiscal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/04\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) entendeu que os ju\u00edzes podem estabelecer valores de honor\u00e1rios em casos que tratarem de exclus\u00e3o de uma das partes de cobran\u00e7a tribut\u00e1ria (execu\u00e7\u00e3o fiscal) \u2014 sem seguir os percentuais estabelecidos pelo C\u00f3digo de Processo Civil (CPC). A decis\u00e3o, un\u00e2nime, uniformiza o entendimento nas turmas de direito p\u00fablico (1\u00aa e 2\u00aa).<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo 85 do CPC traz percentuais para a fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios \u2014 par\u00e1grafos 2\u00ba e 3\u00ba. Os dispositivos estabelecem honor\u00e1rios entre 10% e 20% do valor do proveito econ\u00f4mico obtido ou do montante atualizado da causa. No caso de condena\u00e7\u00f5es envolvendo a Fazenda P\u00fablica, o percentual cai conforme aumenta o cr\u00e9dito em discuss\u00e3o. Fica entre 1% e 3% (causas acima de 100 mil sal\u00e1rios-m\u00ednimos).<\/p>\n\n\n\n<p>O CPC permite o arbitramento de honor\u00e1rios por equidade (valor fixado pelo juiz) quando, havendo ou n\u00e3o condena\u00e7\u00e3o, o proveito econ\u00f4mico obtido pelo vencedor for inestim\u00e1vel ou irris\u00f3rio ou o valor da causa for muito baixo.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso julgado, os honor\u00e1rios foram fixados por \u201caprecia\u00e7\u00e3o equitativa\u201d (artigo 85, par\u00e1grafo 8\u00ba, do CPC), considerando a simplicidade da causa. O valor da execu\u00e7\u00e3o \u00e9 de mais de R$ 1 milh\u00e3o e, por isso, foi considerada descabida pelo Tribunal Regional Federal da 5\u00aa Regi\u00e3o (TRF-5) a aplica\u00e7\u00e3o dos percentuais previstos nos par\u00e1grafos 2\u00ba e 3\u00ba do mesmo dispositivo. Foi fixada condena\u00e7\u00e3o em honor\u00e1rios de R$ 5 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Em recurso ao STJ, o Sistema Associado de Comunica\u00e7\u00e3o, parte do processo, pediu a n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o da regra do arbitramento por aprecia\u00e7\u00e3o equitativa e, subsidiariamente, a irrisoriedade da verba honor\u00e1ria de sucumb\u00eancia (EResp 1880560). No TRF-5, a empresa havia conseguido impedir o redirecionamento da d\u00edvida, tendo em vista a aus\u00eancia de dissolu\u00e7\u00e3o irregular e a inexist\u00eancia de grupo econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o relator do caso na 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, ministro Francisco Falc\u00e3o, citou a exclus\u00e3o do executado da execu\u00e7\u00e3o fiscal e tamb\u00e9m que os proveitos econ\u00f4micos no caso seriam inestim\u00e1veis. Ele negou o pedido, afirmando que nos casos em que a a\u00e7\u00e3o visa apenas excluir um integrante do polo passivo, sem impugnar o cr\u00e9dito executado, os honor\u00e1rios devem ser fixados pela \u201caprecia\u00e7\u00e3o equitativa\u201d, sem necessidade de estimar o proveito econ\u00f4mico da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Maria Andr\u00e9ia dos Santos, s\u00f3cia do Machado Associados, a decis\u00e3o acaba por consagrar que a Fazenda P\u00fablica n\u00e3o sofre grandes consequ\u00eancias quando faz cobran\u00e7as indevidas. \u201cJ\u00e1 o contribuinte, se demandar contra a Fazenda P\u00fablica e perder, ser\u00e1 sempre condenado a pagar honor\u00e1rios expressivos, nos percentuais previstos no CPC.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/24\/stj-mantem-honorarios-em-caso-de-exclusao-de-parte-de-cobranca-fiscal.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/24\/stj-mantem-honorarios-em-caso-de-exclusao-de-parte-de-cobranca-fiscal.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ aplica Tema 1182 a casos sobre tributa\u00e7\u00e3o de subven\u00e7\u00f5es de ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) determinaram a devolu\u00e7\u00e3o dos autos ao tribunal de origem para aplica\u00e7\u00e3o aos casos do Tema 1.182, por meio do qual a Corte definiu que incidem IRPJ e CSLL sobre as subven\u00e7\u00f5es de ICMS que n\u00e3o s\u00e3o cr\u00e9ditos presumidos, como redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, al\u00edquota e diferimento, salvo se cumpridos os requisitos previstos no artigo 10 da Lei Complementar (LC) 160\/2017 e do artigo 30 da Lei 12.973\/2014.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, o Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4) deve analisar se os benef\u00edcios concedidos \u00e0s companhias cumpriram os requisitos da legisla\u00e7\u00e3o, a fim de definir se devem ou n\u00e3o ser tributados.<\/p>\n\n\n\n<p>Os casos chegaram \u00e0 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a Fazenda Nacional opor embargos de diverg\u00eancia contra decis\u00f5es da 1\u00aa Turma que exclu\u00edram incentivos fiscais de ICMS da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL. A Fazenda alegou diverg\u00eancia de entendimento sobre o assunto entre a 1\u00aa e a 2\u00aa Turmas do STJ. Os processos julgados estavam sobrestados aguardando o julgamento do Tema 1182, fixado em abril de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sustenta\u00e7\u00e3o oral, o advogado Leonardo Roesler, do escrit\u00f3rio RMS Advogados, defendeu que fosse mantida a decis\u00e3o da 1\u00aa Turma, baseada no entendimento do EREsp 1.517.492\/PR. Nesse julgamento, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o afastou o IRPJ\/CSLL sobre cr\u00e9ditos presumidos de ICMS, sob o argumento de que os benef\u00edcios fiscais s\u00e3o instrumentos leg\u00edtimos de pol\u00edtica fiscal dos estados e n\u00e3o poderiam ser neutralizados pela aplica\u00e7\u00e3o de tributos federais, sob pena de ferir a autonomia das unidades da federa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o relator, ministro Teodoro Silva Santos, observou que o questionamento relacionado \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o do EREsp 1517492\/PR \u00e0s demais subven\u00e7\u00f5es de ICMS, al\u00e9m de cr\u00e9dito presumido, foi dirimido quando a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o fixou o Tema 1182. Conforme o tema, \u00e9 imposs\u00edvel excluir do IRPJ e da CSLL benef\u00edcios fiscais relacionados ao ICMS, como redu\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo, isen\u00e7\u00e3o e diferimento, salvo quando atendidos os requisitos previstos em lei, n\u00e3o se estendendo o entendimento ao EREsp que trata dos cr\u00e9ditos presumidos do imposto estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o relator determinou o retorno dos autos ao tribunal de origem para verificar o cumprimento dos requisitos previstos no artigo 10 da LC 160 e no artigo 30 da Lei 12.973\/2014. O voto foi acompanhado pelos demais ministros de forma un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso foi julgado nos Eresp 2.009.670 e Eresp 2.018.988.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-aplica-tema-1182-a-casos-sobre-tributacao-de-subvencoes-de-icms-25042024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-aplica-tema-1182-a-casos-sobre-tributacao-de-subvencoes-de-icms-25042024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Zanin suspende lei que prorrogou desonera\u00e7\u00e3o da folha at\u00e9 2027<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu pontos da lei que prorroga a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento de munic\u00edpios e de diversos setores produtivos at\u00e9 2027. Na avalia\u00e7\u00e3o do magistrado, a norma n\u00e3o observou o que disp\u00f5e a Constitui\u00e7\u00e3o quanto ao impacto or\u00e7ament\u00e1rio e financeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A liminar foi concedida na a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade em que o presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT), questiona a validade de dispositivos da Lei 14.784\/2023. A decis\u00e3o ser\u00e1 submetida a referendo no Plen\u00e1rio Virtual do Supremo a partir desta sexta-feira (26\/4).<\/p>\n\n\n\n<p>No final de 2023, com o objetivo de equilibrar as contas p\u00fablicas, o presidente Lula editou a Medida Provis\u00f3ria 1.202\/2023. O texto previa a retomada gradual da carga tribut\u00e1ria sobre 17 atividades econ\u00f4micas e a limita\u00e7\u00e3o das compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias decorrentes de decis\u00f5es judiciais, al\u00e9m da volta da tributa\u00e7\u00e3o sobre o setor de eventos. Na sequ\u00eancia, o Congresso aprovou a Lei 14.784\/2023, que, al\u00e9m de prorrogar a desonera\u00e7\u00e3o desses setores, diminuiu para 8% a al\u00edquota da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria incidente sobre a folha de pagamento dos munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Impacto financeiro<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o, o ministro Zanin afirmou que a lei n\u00e3o atendeu \u00e0 condi\u00e7\u00e3o estabelecida na Constitui\u00e7\u00e3o Federal de que para a cria\u00e7\u00e3o de despesa obrigat\u00f3ria \u00e9 necess\u00e1ria a avalia\u00e7\u00e3o do seu impacto or\u00e7ament\u00e1rio e financeiro. A inobserv\u00e2ncia dessa condi\u00e7\u00e3o, frisou o ministro, torna imperativa a atua\u00e7\u00e3o do Supremo na fun\u00e7\u00e3o de promover a compatibilidade da legisla\u00e7\u00e3o com a Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Zanin afirmou ainda que a manuten\u00e7\u00e3o da norma poder\u00e1 gerar desajuste significativo nas contas p\u00fablicas e um esvaziamento do regime fiscal. A suspens\u00e3o, disse o ministro, busca preservar as contas p\u00fablicas e a sustentabilidade or\u00e7ament\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA solu\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria, que busca privilegiar o espa\u00e7o institucional de cada poder, sem descurar da fun\u00e7\u00e3o constitucional do Supremo Tribunal Federal de verificar a validade dos atos normativos \u00e0 luz da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, consiste em suspender a efic\u00e1cia dos arts. 1o, 2o, 4o e 5o da Lei n. 14.784\/2023, com a imediata submiss\u00e3o desta decis\u00e3o ao Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal para confirma\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o de tal delibera\u00e7\u00e3o, que busca preservar as contas p\u00fablicas e a sustentabilidade or\u00e7ament\u00e1ria\u201d, afirmou Zanin na decis\u00e3o.&nbsp;<em>Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do STF.<\/em><br>ADI 7.633<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-25\/stf-suspende-lei-que-prorrogou-desoneracao-da-folha-ate-2027\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-25\/stf-suspende-lei-que-prorrogou-desoneracao-da-folha-ate-2027\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Justi\u00e7a derruba aumento de taxa cobrada pelo Ibama<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Duas liminares concedidas a contribuintes pela Justi\u00e7a Federal, em S\u00e3o Paulo e Minas Gerais, afastaram a aplica\u00e7\u00e3o de uma norma do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) que alterou o c\u00e1lculo da Taxa de Controle e Fiscaliza\u00e7\u00e3o Ambiental (TCFA). As novas regras, segundo especialistas, teriam provocado aumento de at\u00e9 1.000%, e afetado principalmente as ind\u00fastrias.<\/p>\n\n\n\n<p>Em dezembro, por meio da Portaria n\u00ba 260, o Ibama mudou a interpreta\u00e7\u00e3o sobre a base de c\u00e1lculo da taxa, aplicada para companhias com determinado grau poluente ou uso dos recursos naturais &#8211; como sider\u00fargicas, mineradoras e ind\u00fastrias de alimentos e bebidas. Enquanto a f\u00f3rmula anterior considerava o porte da empresa e sua receita individualmente, agora olha para toda a receita bruta anual do grupo econ\u00f4mico. Isso termina por aplicar o teto de R$ 5,7 mil da taxa para cada filial ou franquia da pessoa jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a TCFA \u00e9 cobrada quatro vezes ao ano, o impacto a longo prazo pode chegar a ser milion\u00e1rio se a empresa tiver muitos estabelecimentos. De 2019 a 2023, a taxa gerou receita de R$ 1,7 bilh\u00e3o para o \u00f3rg\u00e3o &#8211; uma m\u00e9dia de R$ 320 milh\u00f5es anuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a maioria das situa\u00e7\u00f5es, a mudan\u00e7a gera um aumento na carga tribut\u00e1ria que n\u00e3o tem amparo na lei, segundo especialistas de direito ambiental e tribut\u00e1rio. As primeiras decis\u00f5es da Justi\u00e7a Federal acataram a argumenta\u00e7\u00e3o das empresas e consideraram ilegal a altera\u00e7\u00e3o feita pelo Ibama.<\/p>\n\n\n\n<p>As liminares beneficiam a Lorenzetti, fabricante de chuveiros el\u00e9tricos, e o Sindicato da Ind\u00fastria do Ferro no Estado de Minas Gerais (Sindifer) &#8211; pelo mandado de seguran\u00e7a ser coletivo, vale para todas as 35 empresas associadas \u00e0 entidade, como Gerdau e ArcelorMittal.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o favor\u00e1vel ao Sindifer foi dada pela ju\u00edza Genevi\u00e8ve Grossi Orsi, da 8\u00aa Vara Federal C\u00edvel de Belo Horizonte. Para ela, a modifica\u00e7\u00e3o do par\u00e2metro \u201cpromove distor\u00e7\u00e3o na avalia\u00e7\u00e3o do porte das empresas, bem como, distor\u00e7\u00e3o no valor a ser pago a t\u00edtulo de TCFA, sem que a cobran\u00e7a da\u00ed decorrente reflita o potencial poluidor ou de utiliza\u00e7\u00e3o de recursos naturais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a liminar, a taxa poder\u00e1 ser recolhida, de acordo com a ju\u00edza, \u201cconsiderando faturamento de cada filial, sem que seja definido o porte das filiais pela soma do faturamento da matriz e filiais\u201d (processo n\u00ba 6015669-91.2024.4.06.3800).<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza federal Raquel Fernandez Perrini, da 4\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo, que analisou o pedido da Lorenzetti, entendeu de forma semelhante. \u201cL\u00edcito concluir que o ato normativo inovou a ordem jur\u00eddica ao considerar o faturamento conjunto de todos os estabelecimentos (matriz e filiais), em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 renda bruta anual de cada estabelecimento, de forma individualizada&#8221;, afirma (processo n\u00ba 5003582-91.2024.4.03.6100).<\/p>\n\n\n\n<p>Para Raquel, \u201ca compet\u00eancia regulamentar n\u00e3o pode criar dever, obriga\u00e7\u00e3o ou restri\u00e7\u00e3o n\u00e3o previstos em lei\u201d. No caso da Lorenzetti, se prevalecesse a portaria, todas as filiais deveriam recolher R$ 2.250,00 e n\u00e3o R$ 225,00.<\/p>\n\n\n\n<p>Luciana Camponez Pereira Moralle, do escrit\u00f3rio Finocchio &amp; Ustra Sociedade de Advogados, diz que a mudan\u00e7a trazida na portaria n\u00e3o obedece a previs\u00e3o legal. \u201cEla n\u00e3o aumentou diretamente o valor da taxa, mas alterou um crit\u00e9rio que consequentemente impacta no valor\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A altera\u00e7\u00e3o \u00e9 at\u00e9 poss\u00edvel, acrescenta, mas s\u00f3 por meio de nova legisla\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 preciso respeitar o princ\u00edpio da legalidade, alterar por lei, para dar mais seguran\u00e7a ao cidad\u00e3o\u201d, diz ela, acrescentando que o movimento de busca ao Judici\u00e1rio deve aumentar nos pr\u00f3ximos meses. No escrit\u00f3rio, j\u00e1 tem recebido consultas para poder entrar com mandados de seguran\u00e7a. \u201cDependendo do perfil da empresa, o impacto \u00e9 grande.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Pedro Henrique Lacerda Miranda Coelho, da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), que trabalhou no caso do Sindifer, diz que entrou com mais tr\u00eas mandados de seguran\u00e7a coletivos na Justi\u00e7a de Minas, ainda n\u00e3o analisados. A Fiemg \u00e9 quem d\u00e1 suporte jur\u00eddico para essas entidades locais, segundo ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Coelho explica que a nova sistem\u00e1tica passou a cobrar mais das empresas sem ter, necessariamente, um aumento no custo de controle e fiscaliza\u00e7\u00e3o do Ibama, que \u00e9 o prop\u00f3sito e destino da taxa, o que mostra o vi\u00e9s arrecadat\u00f3rio da nova interpreta\u00e7\u00e3o. \u201cAntes da portaria, uma empresa com uma matriz potencialmente poluidora recolhia uma TCFA sobre o teto e nas outras cinco filiais em patamares razo\u00e1veis. Com a nova sistem\u00e1tica, da noite para o dia, soma-se tudo e, se o potencial poluidor for alto, passa a recolher a taxa com base no valor m\u00e1ximo para todos os estabelecimentos\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o podemos ser coniventes com posicionamento sem amparo legal\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Marcela Pitombo<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista Everson Santana, do escrit\u00f3rio Mandaliti, cita que, antes da portaria, a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) deu um parecer, em junho de 2023, com o mesmo entendimento. &#8220;Eles entenderam que cada filial n\u00e3o \u00e9 agente aut\u00f4nomo, ent\u00e3o a cobran\u00e7a deve ser sobre todo o faturamento bruto anual da pessoa jur\u00eddica e n\u00e3o analisado de forma individual\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Santana, esse parecer abre brecha para a cobran\u00e7a da taxa apenas da matriz, tese sustentada pelo escrit\u00f3rio. \u201cNo momento que o \u00f3rg\u00e3o diz que a filial n\u00e3o \u00e9 entidade aut\u00f4noma distinta de sua matriz, n\u00e3o haveria sentido da cobran\u00e7a ser feita em cada filial. Existe s\u00f3 uma empresa, logo, apenas se deveria pagar a taxa na matriz\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o da advogada Marcela Pitombo, do MoselloLima Advocacia, h\u00e1 cunho arrecadat\u00f3rio do governo em mudar abruptamente o entendimento. \u201c\u00c9 evidente a conjuntura complexa enfrentada pelo \u00f3rg\u00e3o, com greve, quadro deficit\u00e1rio de servidores e recursos escassos, mas n\u00e3o podemos ser coniventes com posicionamento abusivo, sem amparo legal e com vi\u00e9s claramente arrecadat\u00f3rio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No escrit\u00f3rio, ela diz que j\u00e1 fez mais de 400 contesta\u00e7\u00f5es administrativas sobre o aumento da taxa. \u201cA tend\u00eancia \u00e9 de que haja uma nova onda de judicializa\u00e7\u00f5es a fim de pacificar o tema e conferir maior seguran\u00e7a jur\u00eddica para os setores econ\u00f4micos alcan\u00e7ados\u201d, diz. Ela identificou duas decis\u00f5es a favor do Ibama e outras 10 a\u00e7\u00f5es j\u00e1 judicializadas, ainda sem decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a AGU informa que vai recorrer das liminares e que h\u00e1 decis\u00f5es favor\u00e1veis ao \u00f3rg\u00e3o. Afirma que a portaria \u201cn\u00e3o tratou propriamente de majorar o tributo em quest\u00e3o, sen\u00e3o apenas de apresentar a nova interpreta\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria&#8221; para considerar n\u00e3o mais a receita individual do estabelecimento, mas da pessoa jur\u00eddica como um todo. \u201cCom isso, todos os estabelecimentos [filiais] que eram eventualmente tributados como empresas de pequeno porte, passam a ser cobrados como de grande porte\u201d, completa, dando como exemplo uma filial com receita menor que R$ 4,8 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o diz que essa nova interpreta\u00e7\u00e3o j\u00e1 vem sendo admitida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). Cita julgamento sobre taxa estadual (ARE 738944), com relatoria do ministro aposentado Ricardo Lewandowski: \u201c\u00c9 leg\u00edtima a utiliza\u00e7\u00e3o do porte da empresa, obtido a partir do somat\u00f3rio das receitas brutas de seus estabelecimentos, para mensurar o custo da atividade despendida na fiscaliza\u00e7\u00e3o que d\u00e1 ensejo a cobran\u00e7a da taxa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Afirma ainda que n\u00e3o tem estimativa sobre aumento de arrecada\u00e7\u00e3o a partir de 2024, com a mudan\u00e7a de c\u00e1lculo. \u201cO objetivo, quando da mudan\u00e7a do entendimento, foi de fazer com que a cobran\u00e7a de TCFA se desse nos exatos termos da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Ibama diz que \u201cestuda proposta de recorrer \u00e0 liminar\u201d e que a base de c\u00e1lculo da taxa \u201ctem como par\u00e2metro, al\u00e9m de outros fatores, o porte da empresa, que \u00e9 definido levando-se em conta a renda bruta anual da pessoa jur\u00eddica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurados, o Sindifer, a Lorenzetti e o advogado do caso n\u00e3o deram retorno.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/25\/justica-derruba-aumento-de-taxa-cobrada-pelo-ibama.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/25\/justica-derruba-aumento-de-taxa-cobrada-pelo-ibama.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Justi\u00e7a exclui PIS\/Cofins da pr\u00f3pria base de c\u00e1lculo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a Federal garantiu a um contribuinte capixaba o direito de excluir o PIS e a Cofins da base de c\u00e1lculo das pr\u00f3prias contribui\u00e7\u00f5es sociais &#8211; uma das discuss\u00f5es que surgiram com o julgamento da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A senten\u00e7a ainda obriga a Uni\u00e3o a devolver, por compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, o que foi pago nos cinco anos anteriores ao ajuizamento da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi concedida apesar de a quest\u00e3o estar pendente de an\u00e1lise pelos ministros do STF. Em 2019, eles reconheceram a exist\u00eancia de mat\u00e9ria constitucional e a repercuss\u00e3o geral do tema (n\u00ba 1067). Mas n\u00e3o suspenderam o andamento das a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora do caso \u00e9 a ministra C\u00e1rmen L\u00facia. Ainda n\u00e3o h\u00e1 data prevista para o julgamento. A Uni\u00e3o estima impacto de R$ 65,7 bilh\u00f5es com essa \u201ctese filhote\u201d (RE 1233096) da exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins &#8211; a \u201ctese do s\u00e9culo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No pedido, o contribuinte capixaba alegou que deveria ser aplicado ao caso o argumento acatado pelo STF na \u201ctese do s\u00e9culo\u201d (RE 574706). Para ele, as contribui\u00e7\u00f5es sociais, assim como o ICMS, n\u00e3o se enquadram nos conceitos de receita ou de faturamento, que \u00e9 a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>A argumenta\u00e7\u00e3o foi acatada pela ju\u00edza Enara de Oliveira Olimpio Pinto, da 2\u00aa Vara Federal C\u00edvel de Vit\u00f3ria (ES). No entendimento da magistrada, \u201cos tributos em quest\u00e3o se revelam estranhos ao conceito de faturamento, j\u00e1 que n\u00e3o se fatura tributo, pois este n\u00e3o \u00e9 produto da venda de mercadoria ou servi\u00e7o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela acrescenta que \u201c\u00e9 pertinente, na solu\u00e7\u00e3o do caso concreto, observar por analogia (mesmas raz\u00f5es, mesmas solu\u00e7\u00f5es) o precedente firmado em rela\u00e7\u00e3o ao ICMS, haja vista a identidade de fundamenta\u00e7\u00e3o e tratamento da controv\u00e9rsia\u201d (processo n\u00ba 5007374-79.2024.4.02.5001).<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado tributarista Samir Nemer, que representa a empresa no processo, a decis\u00e3o est\u00e1 bem fundamentada e \u00e9 um bom precedente para outros contribuintes. \u201c\u00c9 importante que outros magistrados avaliem e tenham o mesmo entendimento do STF [na tese do s\u00e9culo], o que favorece as empresas e beneficia a economia\u201d, diz. \u201cO valor que seria destinado a tributos pode ser investido nos neg\u00f3cios, em amplia\u00e7\u00f5es e moderniza\u00e7\u00f5es, por exemplo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, pode sair perdendo o contribuinte que n\u00e3o levar a quest\u00e3o ao Judici\u00e1rio. Ele lembra que, nessa discuss\u00e3o, o Supremo poder\u00e1 modular os efeitos de uma poss\u00edvel decis\u00e3o favor\u00e1vel aos contribuintes e, assim, ficaria garantido o direito de quem ajuizou a\u00e7\u00e3o at\u00e9 a data do julgamento &#8211; corte normalmente feito pelos ministros para impor um limite temporal. \u201c\u00c9 um grande diferencial competitivo dada a carga tribut\u00e1ria do pa\u00eds.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o, segundo o tributarista Breno de Paula, do Arquilau de Paula Advogados Associados, est\u00e1 de acordo com a orienta\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal. \u201cO conceito de faturamento n\u00e3o pode ser alterado para fins de incremento da arrecada\u00e7\u00e3o, sendo certo de que o faturamento \u00e9 figura oriunda do direito comercial, tendo car\u00e1ter estritamente mercantil, definindo-o como produto das vendas de mercadorias ou servi\u00e7os\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dessa discuss\u00e3o, est\u00e1 na pauta do Supremo outra importante \u201ctese filhote\u201d. \u00c9 a que discute a retirada do ISS do c\u00e1lculo do PIS e da Cofins (RE 592616). Essa \u00e9 a que mais se aproxima da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, segundo advogados. A \u00fanica diferen\u00e7a entre os dois casos, dizem, \u00e9 que um trata de imposto estadual e o outro, de tributo municipal. O impacto previsto pela Uni\u00e3o, em caso de derrota, \u00e9 de R$ 35,4 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), as empresas venceram em duas \u201cteses filhotes\u201d. Por unanimidade, no fim de 2023, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o decidiu que o ICMS recolhido pelo regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria &#8211; o ICMS-ST &#8211; deve ser exclu\u00eddo do c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. Antes, os ministros entenderam que cr\u00e9ditos presumidos de ICMS n\u00e3o integram a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es sociais (EREsp 1517492). O tema, por\u00e9m, tamb\u00e9m est\u00e1 na pauta do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/26\/justica-exclui-pis-cofins-da-propria-base-de-calculo.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/26\/justica-exclui-pis-cofins-da-propria-base-de-calculo.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF veda discutir compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos em embargos<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 26\/04\/2024<br><\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu contra os contribuintes na a\u00e7\u00e3o que discutia a possibilidade de se usar a compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria \u2014 quando um cr\u00e9dito paga outro tributo \u2014 como argumento de defesa em embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal (a\u00e7\u00e3o para cobran\u00e7a de impostos). Era a \u00faltima tentativa das empresas para ganhar a tese, que hoje tem jurisprud\u00eancia contr\u00e1ria. O julgamento, por unanimidade, terminou na sexta-feira, no Plen\u00e1rio Virtual da Corte.<\/p>\n\n\n\n<p>Os embargos s\u00e3o um meio de defesa contra a cobran\u00e7a de d\u00edvida tribut\u00e1ria, previsto na Lei de Execu\u00e7\u00e3o Fiscal &#8211; LEF (n\u00ba 6.830\/1980). Os contribuintes queriam alegar que j\u00e1 pagaram o imposto cobrado por meio de compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, na via administrativa, mesmo que ela ainda n\u00e3o tenha sido validada pela Receita Federal \u2014 que pode levar cinco anos para analisar o encontro de contas.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, o ministro Dias Toffoli, j\u00e1 tinha dado uma decis\u00e3o monocr\u00e1tica, em fevereiro deste ano, n\u00e3o conhecendo a a\u00e7\u00e3o, pelos aspectos infraconstitucionais da demanda. O contribuinte entrou com um agravo, que foi analisado pelo plen\u00e1rio da Corte. Mas ele tamb\u00e9m foi negado, com o mesmo fundamento.<br>Segundo Toffoli, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel por meio de uma A\u00e7\u00e3o de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) reverter precedente do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), \u201co qual, respeitando sua compet\u00eancia constitucional, uniformizou a interpreta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o infraconstitucional\u201d. \u201cA suposta ofensa \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o Federal, caso configurada, seria meramente reflexa ou indireta, cuja an\u00e1lise n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel em sede de controle abstrato de constitucionalidade\u201d, disse o relator, no voto (ADPF 1023). O ministro foi seguido pelos demais.<br>A a\u00e7\u00e3o foi levada ao STF em outubro de 2022, pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB). A entidade afirma ser preciso dar a interpreta\u00e7\u00e3o correta, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, para o artigo 16, par\u00e1grafo 3\u00ba da LEF e permitir, em embargos, a discuss\u00e3o sobre compensa\u00e7\u00e3o em an\u00e1lise administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a Fazenda P\u00fablica entende que, nas execu\u00e7\u00f5es, deve-se apenas discutir a d\u00edvida. Ao STF, a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) disse que \u201ca compensa\u00e7\u00e3o, em sede de embargos, como meio de defesa processual, restringe-se \u00e0quela j\u00e1 reconhecida administrativa ou judicialmente\u201d. \u201cA discuss\u00e3o sobre a legitimidade da compensa\u00e7\u00e3o indeferida pela autoridade fiscal deve ocorrer em sede administrativa ou judicial pr\u00f3pria, incompat\u00edvel com o processo de execu\u00e7\u00e3o fiscal\u201d, afirmou a AGU, nos autos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o CFOAB, essa interpreta\u00e7\u00e3o mais restritiva viola princ\u00edpios constitucionais como da isonomia e do contradit\u00f3rio. Argumentou, no processo, que quando a LEF foi publicada, em 1980, vedando a compensa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o estava regulamentada a possibilidade de pagar tributos com cr\u00e9ditos, que s\u00f3 veio em 1996.<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lise<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo tributaristas, a decis\u00e3o permite que o mesmo d\u00e9bito seja cobrado \u2014 e pago \u2014 duas vezes, j\u00e1 que a d\u00edvida cobrada na execu\u00e7\u00e3o fiscal j\u00e1 teria sido quitada na esfera administrativa por meio de compensa\u00e7\u00e3o. O tributarista Gustavo Vita Pedrosa, do Ogawa, Lazzerotti e Baraldi Advogados j\u00e1 viu isso acontecer.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, o caminho seria a empresa entrar com uma a\u00e7\u00e3o judicial anulat\u00f3ria \u2014 o que ocorre na maioria dos casos desde que o STJ pacificou a mat\u00e9ria no ano de 2021, com o julgamento pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o (EResp 1795347).<\/p>\n\n\n\n<p>Outra sa\u00edda seria pedir a convers\u00e3o dos embargos em anulat\u00f3ria, mas nem todos os ju\u00edzes t\u00eam aceito, segundo ele, por conta do prazo de prescri\u00e7\u00e3o \u2014 alguns entendem que \u00e9 de dois anos e outros, cinco anos. &#8220;Nos processos antigos, dependendo da situa\u00e7\u00e3o processual, a empresa acaba tendo que pagar por conta do cr\u00e9dito ficar inutilizado e ela ter que pagar o d\u00e9bito. Ela \u00e9 duplamente penalizada\u201d, afirma Pedrosa.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Hor\u00e1cio Veiga de Almeida, s\u00f3cio do Trench Rossi Watanabe, lembra que a jurisprud\u00eancia foi, durante d\u00e9cadas, favor\u00e1vel aos contribuintes. \u201cA 1\u00aa Turma sempre autorizou e reconheceu a possibilidade da discuss\u00e3o, desde que a compensa\u00e7\u00e3o tivesse sido apresentada previamente, antes do ajuizamento da execu\u00e7\u00e3o fiscal\u201d, afirma Veiga.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a mudan\u00e7a na jurisprud\u00eancia, os contribuintes foram pegos de surpresa, acrescenta. Por isso, Veiga sugere que o STJ julgue novamente a mat\u00e9ria, em recurso repetitivo \u2014 mesmo que seja para reafirmar o entendimento desfavor\u00e1vel adotado hoje \u2014 s\u00f3 que com a modula\u00e7\u00e3o de efeitos, para restringir a aplica\u00e7\u00e3o apenas a casos futuros.<\/p>\n\n\n\n<p>O intuito \u00e9 garantir o julgamento dos embargos em curso na Justi\u00e7a, para que os contribuintes n\u00e3o precisem entrar com anulat\u00f3ria, o que pode j\u00e1 ter prescrito. &#8220;Se conseguiria preservar o passado, essas dezenas de milhares de a\u00e7\u00f5es que discutem a compensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o homologada n\u00e3o seriam extintas e n\u00e3o prejudicaria o contribuinte que tem direito de cr\u00e9dito&#8221;, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>O procurador tribut\u00e1rio do CFOAB, Luiz Gustavo Bichara, afirma que \u00e9 preciso agora trabalhar na vota\u00e7\u00e3o do Projeto de Lei n\u00ba 2488\/2022, que reforma a LEF e permite a discuss\u00e3o da compensa\u00e7\u00e3o em embargos. \u201cEle traz uma reda\u00e7\u00e3o muito razo\u00e1vel e foi constru\u00eddo em consenso com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Vai ajudar a pacificar esse cen\u00e1rio\u201d, diz ele, que participou da comiss\u00e3o de juristas que elaborou o PL e representa a CFOAB no STF neste caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a AGU n\u00e3o quis se manifestar. A PGFN n\u00e3o retornou at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/26\/stf-maioria-contra-a-discusso-sobre-compensao-de-crditos-fiscais-em-embargos.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/26\/stf-maioria-contra-a-discusso-sobre-compensao-de-crditos-fiscais-em-embargos.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>TJ-SP derruba ISS progressivo para sociedades uniprofissionais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00d3rg\u00e3o Especial do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo declarou inconstitucional o artigo 13 da Lei 17.719 do munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo. A norma anulada previa a fixa\u00e7\u00e3o de al\u00edquota progressiva do Imposto sobre Servi\u00e7os de Qualquer Natureza (ISS) para sociedades uniprofissionais, com c\u00e1lculo baseado no n\u00famero de profissionais habilitados.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o se deu nos termos do voto do relator da mat\u00e9ria, desembargador Figueiredo Gon\u00e7alves, que entendeu que o dispositivo violava os princ\u00edpios da isonomia e da capacidade contributiva, previstos nos artigos 5\u00ba e 145 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado explicou que o dispositivo que prev\u00ea a incid\u00eancia da al\u00edquota de ISS com base no n\u00famero de profissionais e no faturamento das sociedades adota crit\u00e9rio que s\u00f3 seria cab\u00edvel a sociedades empresariais.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi provocada por mandado de seguran\u00e7a apresentado por uma empresa que j\u00e1 havia obtido liminar para suspender o recolhimento de ISS por meio de al\u00edquota progressiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Entendimento do STF<\/p>\n\n\n\n<p>Playvolume00:01\/01:06TruvidfullScreenO ju\u00edzo de primeira inst\u00e2ncia concedeu liminar aplicando o entendimento do Supremo Tribunal Federal no julgamento do Tema 918, que estabeleceu que \u00e9 inconstitucional a lei municipal que determina impeditivos \u00e0 submiss\u00e3o de sociedades profissionais de advogados ao regime de tributa\u00e7\u00e3o fixa em bases anuais na forma estabelecida por lei nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A prefeitura da capital paulista, ent\u00e3o, apresentou recurso e a 15\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do TJ-SP manteve a decis\u00e3o, mas sem aplicar o Tema 918. Diante disso, o caso foi levado ao \u00d3rg\u00e3o Especial.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o incidente de argui\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade c\u00edvel, o relator apontou que o caso concreto apresenta distin\u00e7\u00f5es que dificultam a aplica\u00e7\u00e3o do entendimento do STF no Tema 918, j\u00e1 que n\u00e3o havia, como no processo julgado pelo Supremo, a cria\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es legais que dificultam o ingresso ou perman\u00eancia das sociedades uniprofissionais no regime especial de tributa\u00e7\u00e3o fixa.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da lei municipal, segundo o relator, o que existe \u00e9 \u201co estabelecimento de faixas discrepantes de presun\u00e7\u00e3o de receita bruta para o c\u00e1lculo do ISS, em viola\u00e7\u00e3o aos artigos 144, 160, \u00a7 1\u00ba, 163, inciso II, da Constitui\u00e7\u00e3o Estadual, e aos artigos 145, \u00a7 1\u00ba, 146 inciso III, al\u00ednea \u2018a\u2019, e 150, inciso II, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 0003242-64.2023.8.26.0000<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-23\/tj-sp-derruba-iss-progressivo-para-sociedades-uniprofissionais\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-23\/tj-sp-derruba-iss-progressivo-para-sociedades-uniprofissionais\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Multa por n\u00e3o pagamento de imposto deve ser menor que valor devido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a multa por n\u00e3o recolhimento de tributo \u00e9 maior que o valor da obriga\u00e7\u00e3o original, ela viola o artigo 150, IV, da Constitui\u00e7\u00e3o, que veda o uso de tributo com efeito de confisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o entendimento da 6\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo para reconhecer a limita\u00e7\u00e3o de multa isolada pelo n\u00e3o pagamento de tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>O ju\u00edzo de primeira inst\u00e2ncia n\u00e3o acolheu a tese da defesa sob a alega\u00e7\u00e3o de que o tema est\u00e1 pendente de julgamento pelo Supremo Tribunal Federal, no bojo do RE 640.452 \u2013 Tema 487.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, a relatora, desembargadora Maria Ol\u00edvia Alves, explicou que ainda que se considere que a mat\u00e9ria est\u00e1 pendente de julgamento em tema de repercuss\u00e3o geral, n\u00e3o se pode negar que a multa isolada pelo n\u00e3o recolhimento de tributo possui natureza punitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSob esse aspecto, o Col. STF j\u00e1 considerou que a multa punitiva, aplicada pelo n\u00e3o recolhimento do tributo, assume caracter\u00edstica confiscat\u00f3ria, em desacordo com o art. 150, IV, da CF\/88, se imposta em montante superior \u00e0 integralidade do tributo, ou seja, \u201co valor da obriga\u00e7\u00e3o principal deve funcionar como limitador da norma sancionat\u00f3ria, de modo que a abusividade revela-se nas multas arbitradas acima do montante de 100%\u201d, registrou.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, a relatora afirmou que \u00e9 preciso aplicar o princ\u00edpio da razoabilidade e da proporcionalidade, j\u00e1 que a multa punitiva quando ultrapassa o valor do tributo que seria devido assume natureza de confisco, o que permite a sua limita\u00e7\u00e3o. O entendimento foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>O contribuinte foi representado pelos advogados&nbsp;Wesley Albuquerque&nbsp;e&nbsp;Roberto Fernandes da Ribeiro Albuquerque.<br>Processo 2078687-20.2024.8.26.0000<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-25\/multa-por-nao-pagamento-de-imposto-deve-ser-menor-que-valor-devido\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-25\/multa-por-nao-pagamento-de-imposto-deve-ser-menor-que-valor-devido\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 22\/04 a 29\/04 PIS\/Cofins: Quando poderemos dizer adeus a estes tributos no Brasil? Data: 23\/04\/2024&nbsp;&nbsp; Entre os grandes objetivos da reforma tribut\u00e1ria, recentemente aprovada pelo Congresso Nacional, est\u00e3o a transpar\u00eancia e a simplifica\u00e7\u00e3o. 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