{"id":3249,"date":"2024-04-15T14:30:14","date_gmt":"2024-04-15T17:30:14","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3249"},"modified":"2024-04-15T14:37:18","modified_gmt":"2024-04-15T17:37:18","slug":"retrospecto-tributario-08-04-a-15-04","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3249","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 08\/04 a 15\/04"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 08\/04 a 15\/04<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Governo deve enviar dois projetos de lei para regulamentar reforma tribut\u00e1ria na pr\u00f3xima semana<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor de Programa da Secretaria Extraordin\u00e1ria da Reforma Tribut\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Fazenda, Daniel Loria, afirmou que hoje existe 93% de converg\u00eancia entre estados, munic\u00edpios e governo federal a respeito dos pontos de regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria. A previs\u00e3o \u00e9 o envio de dois textos complementares at\u00e9 a pr\u00f3xima segunda-feira, 15.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 um esfor\u00e7o enorme que vem sendo feito para buscar converg\u00eancia. Desde janeiro, estamos empenhados numa constru\u00e7\u00e3o coletiva da regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma de modo que chegue ao Congresso um projeto \u00fanico, alinhado\u201d, afirmou Loria, nesta segunda-feira no evento Rumos 2024, organizado pelo Valor, no Hotel Rosewood, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em Bras\u00edlia, o ministro Fernando Haddad disse que os dois projetos de lei complementar j\u00e1 foram conclu\u00eddos pela Fazenda e agora est\u00e3o sob an\u00e1lise da Casa Civil. Ap\u00f3s almo\u00e7o com o ministro, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que a Casa deve apreciar nas pr\u00f3ximas semanas os projetos referentes ao mercado de carbono, atualiza\u00e7\u00e3o da tabela do Imposto de Renda, combust\u00edvel do futuro e a nova lei de fal\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Daniel Loria disse no evento do Valor que tem ouvido cr\u00edticas sobre a demora no envio dos projetos, mas que esse tempo de matura\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio. &#8220;A constru\u00e7\u00e3o coletiva requer um esfor\u00e7o tremendo. O ICMS \u00e9 a maior fonte de arrecada\u00e7\u00e3o dos estados. Nossa responsabilidade ao regulamentar \u00e9 gigante. O tempo que estamos tomando \u00e9 necess\u00e1rio\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor disse que tem ouvido cr\u00edticas sobre a demora no envio dos projetos, mas que esse tempo de matura\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio. &#8220;A constru\u00e7\u00e3o coletiva requer um esfor\u00e7o tremendo. O ICMS \u00e9 a maior fonte de arrecada\u00e7\u00e3o dos estados. Nossa responsabilidade ao regulamentar \u00e9 gigante. O tempo que estamos tomando \u00e9 necess\u00e1rio\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto base da reforma tribut\u00e1ria foi aprovado pelo Congresso e sancionado em dezembro. A Fazenda enviar\u00e1 dois projetos de lei complementares para regulamentar 71 pontos restantes. Um primeiro trataria da lei geral dos novos tributos sobre bens e servi\u00e7os (da CBS e do Seletivo, de compet\u00eancia federal, e do IBS, dos Estados e munic\u00edpios). O segundo traria a regulamenta\u00e7\u00e3o do comit\u00ea gestor do IBS e mais quest\u00f5es administrativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Loria admite que a ideia inicial era enviar quatro leis complementares. Por\u00e9m por uma estrat\u00e9gia pol\u00edtica em ano eleitoral, as regulamenta\u00e7\u00f5es ser\u00e3o concentradas em dois projetos, o que n\u00e3o compromete a qualidade t\u00e9cnica ou processual.<\/p>\n\n\n\n<p>Toda a parte t\u00e9cnica vir\u00e1 no primeiro projeto, como o estabelecimento da base de c\u00e1lculo, al\u00edquota de refer\u00eancia, metodologia, aspectos de regime espec\u00edficos, do setor financeiro e de combust\u00edveis, assim com cesta b\u00e1sica nacional e regimes favorecidos. J\u00e1 o segundo projeto trar\u00e1 aspectos do comit\u00ea gestor e iniciativas espec\u00edficas dos estados e munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Presente ao Rumos 2024, o senador Eduardo Braga (MDB-AM), relator da reforma tribut\u00e1ria no Senado Federal, elogiou a op\u00e7\u00e3o do governo federal de simplificar a regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma atrav\u00e9s de dois projetos, por conta das elei\u00e7\u00f5es municipais. \u201cFoi muito producente por parte do governo tomar essa decis\u00e3o, pois vai assegurar que no Congresso possamos trabalhar com a meta de aprovar a regulamenta\u00e7\u00e3o ainda este ano.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Essa divis\u00e3o, acrescenta, foi um \u201cpasso estrat\u00e9gico fundamental\u201d pois evita uma poss\u00edvel contamina\u00e7\u00e3o que possa ocorrer no debate da regulamenta\u00e7\u00e3o. \u201cA tramita\u00e7\u00e3o tanto na C\u00e2mara quanto no Senado ter\u00e1 um complicador que s\u00e3o as elei\u00e7\u00f5es municipais, porque mobilizar\u00e1 for\u00e7as pol\u00edticas nacionais e partid\u00e1rias e que pode contaminar o debate de uma mat\u00e9ria que \u00e9 t\u00e3o sens\u00edvel \u00e0 popula\u00e7\u00e3o que \u00e9 a carga tribut\u00e1ria do consumo\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Tributa\u00e7\u00e3o do consumo<\/p>\n\n\n\n<p>Braga afirmou que a reforma sobre o consumo \u00e9 uma \u201cprioridade nacional\u201d para o Congresso neste ano e que institui\u00e7\u00e3o do cashback para a cesta b\u00e1sica nas leis complementares evitaria a discuss\u00e3o de propostas que apareceram na \u00faltima semana para a inclus\u00e3o de itens como salm\u00e3o, caviar e foie gras.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, esses produtos \u201cn\u00e3o fazem parte e n\u00e3o devem constar\u201d no texto. O senador ainda disse que a institui\u00e7\u00e3o da neutralidade da carga tribut\u00e1ria como uma trava para a carga do consumo traz tranquilidade para os consumidores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cD\u00e1 uma tranquilidade ao consumidor brasileiro de que o apetite e a vontade de tributar seja absolutamente limitada por essa trava na carga\u201d, disse no evento organizado pelo Valor no Hotel Rosewood.<\/p>\n\n\n\n<p>Braga afirma que o fato de ser a primeira reforma que ocorre no Brasil em um regime democr\u00e1tico favorece a participa\u00e7\u00e3o expressiva de v\u00e1rios setores produtivos, atrav\u00e9s das entidades, institui\u00e7\u00f5es e frentes parlamentares.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o mais de 200 frentes parlamentares que t\u00eam surgido no Congresso para discutir o tema, o que refor\u00e7a que o setor produtivo est\u00e1 buscando novas estrat\u00e9gias para negocia\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou Braga.<\/p>\n\n\n\n<p>O Rumos 2024 \u00e9 exclusivo para convidados e tem patroc\u00ednio master da Suzano e apoio do Instituto Brasileiro de Minera\u00e7\u00e3o (Ibram) e da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bancos (Febraban).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/rumos-2024\/noticia\/2024\/04\/08\/fazenda-diz-ter-convergencia-em-93percent-dos-assuntos-da-reforma-tributaria-para-regulamentacao.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/rumos-2024\/noticia\/2024\/04\/08\/fazenda-diz-ter-convergencia-em-93percent-dos-assuntos-da-reforma-tributaria-para-regulamentacao.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rumos da reforma tribut\u00e1ria em 2024<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O evento Rumos 2024, promovido por este jornal Valor Econ\u00f4mico, como n\u00e3o poderia deixar de ser, debateu o tema da reforma tribut\u00e1ria no segundo painel. Sob a batuta de Marta Watanabe, apresentaram suas perspectivas o senador Eduardo Braga, relator da reforma tribut\u00e1ria no Senado Federal, e Daniel Loria, Diretor da Secretaria Extraordin\u00e1ria da Reforma Tribut\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Fazenda. Dessa \u201cconversa\u201d, podemos vislumbrar os rumos da reforma tribut\u00e1ria em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Certamente, este ano ser\u00e1 dedicado \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria. Com isso, por exemplo, ficar\u00e1 suspenso o debate sobre altera\u00e7\u00f5es significativas na tributa\u00e7\u00e3o da renda. Algumas quest\u00f5es pontuais sobre imposto de renda devem ser conduzidas no Parlamento, como, por exemplo, ajustes na tributa\u00e7\u00e3o do mercado financeiro e de capitais. No entanto, a substitui\u00e7\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o do lucro da pessoa jur\u00eddica para a tributa\u00e7\u00e3o dos dividendos deve ficar para anos vindouros.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria em si, segundo Daniel Loria, ser\u00e3o apresentados projetos para \u201capenas\u201d duas leis complementares: uma dedicada \u00e0s regras materiais de CBS\/IBS; outra para a estrutura de gest\u00e3o do IVA brasileiro, que tende a disciplinar a fiscaliza\u00e7\u00e3o, a arrecada\u00e7\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o dos recuros. De certa maneira, separou-se os temas que envolvem os contribuintes dos temas que envolvem os Fiscos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na minha opini\u00e3o, \u00e9 acertada a decis\u00e3o da Secretaria Extraordin\u00e1ria em concentrar a regulamenta\u00e7\u00e3o de CBS\/IBS em uma \u00fanica lei complementar. Sim, corremos o risco de termos um documento legislativo de mais de 100 p\u00e1ginas (talvez, mais de 150 p\u00e1ginas). No entanto, com um \u00fanico texto, a mim me parece que seja mais f\u00e1cil (ou menos dif\u00edcil) manter a coer\u00eancia e a coes\u00e3o da norma tribut\u00e1ria. De qualquer forma, em um \u00fanico texto ou em v\u00e1rios, dada a complexidade e os detalhes do \u201cnovo\u201d sistema da tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo, ter\u00edamos mais de 100 p\u00e1ginas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para avaliar esses projetos, propor altera\u00e7\u00f5es e negociar a vers\u00e3o final, deputados federais e senadores estar\u00e3o organizados em mais de 200 frentes parlamentares, de acordo com o senador Eduardo Braga. Adicionalmente, teremos associa\u00e7\u00f5es empresariais, associa\u00e7\u00f5es de consumidores, sindicatos, academia e outros interessados \u2013 como os colaboradores deste blog Fio da Meada \u2013 apresentando cr\u00edticas e sugest\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o senador mencionou em sua fala, a Emenda Constitucional n\u00ba 132 foi a primeira reforma tribut\u00e1ria aprovada em ambiente democr\u00e1tico. A sua regulamenta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 um excelente teste para a democracia brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/fio-da-meada\/post\/2024\/04\/rumos-da-reforma-tributaria-em-2024.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/fio-da-meada\/post\/2024\/04\/rumos-da-reforma-tributaria-em-2024.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nova Tabela IBPT est\u00e1 dispon\u00edvel \u2013 Mar\u00e7o-Abril\/24<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 10\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel a nova tabela do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o \u2013 IBPT com vig\u00eancia de 20\/03\/2024 a 30\/04\/2024.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas est\u00e3o obrigadas a informar a carga tribut\u00e1ria nos cupons e notas fiscais. Aquelas que omitirem a informa\u00e7\u00e3o do consumidor est\u00e3o sujeitas a multas.<\/p>\n\n\n\n<p>O IBPT desenvolveu uma solu\u00e7\u00e3o para possibilitar que todos os estabelecimentos informem a carga tribut\u00e1ria em documento fiscal ao consumidor final, conforme Lei 12.741\/12.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o esque\u00e7a de atualizar a sua tabela.&nbsp;<br><a href=\"https:\/\/sindilojas-sp.org.br\/nova-tabela-ibpt-esta-disponivel-marco-abril-24\/\">https:\/\/sindilojas-sp.org.br\/nova-tabela-ibpt-esta-disponivel-marco-abril-24\/<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o da MP 1202 se concentrar\u00e1 na compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, diz relator<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Foi instalada nesta quarta-feira (10) a comiss\u00e3o da medida provis\u00f3ria (MP) <a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/161853\">1202\/2024<\/a>, editada em dezembro de 2023 para acabar com a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos de empresas e munic\u00edpios. Durante a reuni\u00e3o, foram eleitos o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) como presidente e o deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE) como vice-presidente. O nome escolhido para relatar o texto \u00e9 o do deputado Rubens Pereira J\u00fanior (PT-MA), que garantiu n\u00e3o haver nenhuma inten\u00e7\u00e3o de desvirtuar o que restou da MP.<\/p>\n\n\n\n<p>A MP, editada em dezembro pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, tratava do fim da desonera\u00e7\u00e3o da folha para 17 setores da economia e para prefeituras. Esses e outros itens acabaram sendo exclu\u00eddos do texto e ser\u00e3o tratados em projetos de lei que j\u00e1 est\u00e3o em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados. A parte restante da MP, que permanece em discuss\u00e3o, \u00e9 a limita\u00e7\u00e3o da compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos decorrentes de decis\u00f5es judiciais transitadas em julgado.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u2014 <\/strong>N\u00e3o h\u00e1, da nossa parte, nenhuma tentativa de desvirtuar aquilo que foi acertado politicamente entre as lideran\u00e7as do Congresso. N\u00f3s vamos nos ater especialmente ao que diz respeito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, mais especificamente \u00e0 possibilidade do parcelamento em compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Esse, dos itens remanescentes, ao meu modo de ver \u00e9 o mais simples e \u00e9 um avan\u00e7o importante \u2014 garantiu o relator Rubens Pereira J\u00fanior.<\/p>\n\n\n\n<p>O deputado afirmou que a comiss\u00e3o deve fazer audi\u00eancias p\u00fablicas para discutir o tema antes da apresenta\u00e7\u00e3o do seu relat\u00f3rio. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 ouvir representantes do Minist\u00e9rio da Fazenda e dos contribuintes. Ap\u00f3s ser votada na comiss\u00e3o, a MP ainda precisar\u00e1 passar pelos Plen\u00e1rios da C\u00e2mara dos Deputados e do Senado para n\u00e3o perder a validade. O prazo para a an\u00e1lise da MP se encerra no dia 31 de maio.<\/p>\n\n\n\n<p>Compensa\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A limita\u00e7\u00e3o da compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios em 30% ao ano \u00e9 tida pelo governo como uma forma de aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o federal. A regra afeta contribuintes que, por decis\u00e3o judicial definitiva, t\u00eam direito a receber valores cobrados indevidamente pela Uni\u00e3o e querem optar por compensar esses valores com d\u00e9bitos tribut\u00e1rios futuros.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo texto, essas compensa\u00e7\u00f5es ter\u00e3o de observar o limite previsto em ato do Minist\u00e9rio da Fazenda. Os limites valem para cr\u00e9ditos acima de R$ 10 milh\u00f5es. A portaria com os limites para a compensa\u00e7\u00e3o de valores maiores foi editada em janeiro, poucos dias ap\u00f3s a MP. O prazo m\u00ednimo para a compensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de 12 meses, para cr\u00e9ditos entre R$ 10 milh\u00f5es e R$ 99 milh\u00f5es, e sobe gradualmente de acordo com o valor dos cr\u00e9ditos. Para a faixa mais alta, com cr\u00e9dito superior a R$ 500 milh\u00f5es, o prazo m\u00ednimo sobe para 60 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Esses cr\u00e9ditos t\u00eam seguran\u00e7a jur\u00eddica, o governo pagar\u00e1 absolutamente todos, mas dentro de um planejamento, para que n\u00e3o haja nenhum tipo de desequil\u00edbrio das contas p\u00fablicas. (&#8230;) Ao analisarmos exclusivamente os cr\u00e9ditos provenientes de senten\u00e7as judiciais transitadas em julgado entre janeiro e agosto de 2023 constata-se que a compensa\u00e7\u00e3o atingiu a expressiva cifra de aproximadamente R$ 60 bilh\u00f5es em d\u00e9bitos. \u00c9 muito cr\u00e9dito sendo compensado que n\u00e3o estava no or\u00e7amento aprovado por esta casa e que pode desequilibrar as contas p\u00fablicas \u2014 informou o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o senador Izalci Lucas (PL-DF), a medida provis\u00f3ria deveria ter sido inteiramente devolvida pelo Congresso. O senador afirmou que os valores a serem compensados j\u00e1 foram julgados em decis\u00f5es definitivas e reconhecidos pelo governo. Argumentou que a mudan\u00e7a nas regras impacta o planejamento feito pelas empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 As empresas planejam, n\u00e3o \u00e9 como o governo que \u00e9 no improviso. Qualquer empresa m\u00e9dia, grande, faz planejamento de 10, 20 anos. (&#8230;) Vem uma Medida Provis\u00f3ria assim e pega todo mundo de surpresa. Isso \u00e9 muito ruim para a seguran\u00e7a jur\u00eddica do nosso pa\u00eds \u2014 advertiu Izalci.<\/p>\n\n\n\n<p>O vice-presidente da comiss\u00e3o, deputado Mauro Benevides Filho, afirmou que a previs\u00e3o de compensa\u00e7\u00f5es para 2024 ficaria em quase R$ 100 bilh\u00f5es e que seria imposs\u00edvel absorver esse valor nas contas p\u00fablicas, especialmente porque ainda est\u00e3o sendo discutidas as novas regras para a desonera\u00e7\u00e3o da folha.<\/p>\n\n\n\n<p>Desmembramento<\/p>\n\n\n\n<p>Outro conte\u00fado que havia sobrado na MP, a restri\u00e7\u00e3o do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado para amenizar a crise deixada pela pandemia, j\u00e1 est\u00e1 em um novo projeto de lei em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados, em regime de urg\u00eancia. Al\u00e9m de restringir o programa de 44 para 12 atividades econ\u00f4micas, o <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1048042-proposta-restringe-perse-de-44-para-12-atividades-economicas\">PL 1026\/24<\/a> tamb\u00e9m estabelece reonera\u00e7\u00e3o gradativa dos tributos at\u00e9 zerar os benef\u00edcios em 2027 para todos os setores.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e1 em regime de urg\u00eancia o &nbsp;<a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1048077-proposta-estabelece-aumento-gradual-de-contribuicao-previdenciaria-municipal\">PL 1027\/24<\/a>, que aumenta gradualmente a al\u00edquota da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre a folha de pagamento de munic\u00edpios com at\u00e9 50 mil habitantes e receita corrente l\u00edquida per capita de at\u00e9 R$ 3.895. O texto foi apresentado depois que o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco, <a href=\"about:blank\">decidiu n\u00e3o prorrogar a validade da parte da medida que tratava do tema<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Hist\u00f3rico<\/p>\n\n\n\n<p>Em agosto de 2023, o Congresso aprovou o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/155787\">PL&nbsp;334\/2023<\/a>, de autoria do senador Efraim Filho (Uni\u00e3o-PB), que prorrogava a desonera\u00e7\u00e3o da folha para 17 setores da economia e reduzia a al\u00edquota da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre a folha dos munic\u00edpios com at\u00e9 156 mil habitantes. O projeto foi integralmente vetado pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. O veto (<a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/vetos\/-\/veto\/detalhe\/16110\">VET 38\/2023<\/a>) foi derrubado pelo Congresso Nacional e, em dezembro, foi promulgada a&nbsp;<a href=\"https:\/\/normas.leg.br\/?urn=urn:lex:br:federal:lei:2023-12-27;14784\">Lei 14.784, de 2023<\/a>, com a prorroga\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo ap\u00f3s a derrubada do veto, o governo editou a MP 1.202. A medida revogou partes da lei rec\u00e9m-promulgada e determinou a reonera\u00e7\u00e3o gradual da folha para as empresas, al\u00e9m de cancelar a desonera\u00e7\u00e3o para os munic\u00edpios. A decis\u00e3o gerou rea\u00e7\u00e3o do Congresso. Parlamentares apontaram inconstitucionalidade cometida pelo governo ao tratar em MP de um tema que deveria ser reservado a projeto de lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a negocia\u00e7\u00e3o com o Congresso, o governo decidiu editar, em fevereiro, uma nova medida provis\u00f3ria \u2014 a <a href=\"https:\/\/www.congressonacional.leg.br\/materias\/medidas-provisorias\/-\/mpv\/162248\">MP 1.208\/2024<\/a>, que revogou os trechos da primeira MP relativos \u00e0 desonera\u00e7\u00e3o para as empresas, para que o assunto passasse a ser tratado em projeto de lei. O <a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/proposicoesWeb\/fichadetramitacao?idProposicao=2418928\">PL 493\/2024<\/a>, que trata da desonera\u00e7\u00e3o para as empresas, tamb\u00e9m est\u00e1 sendo analisado pela C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/04\/10\/comissao-da-mp-1202-se-concentrara-na-compensacao-tributaria-diz-relator\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/04\/10\/comissao-da-mp-1202-se-concentrara-na-compensacao-tributaria-diz-relator<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal passa a cobrar IR na doa\u00e7\u00e3o de cotas de fundos fechados a herdeiros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal fechou a porta que possibilitava a doa\u00e7\u00e3o a herdeiros de cotas de fundos fechados &#8211; conhecidos como de \u201csuper-ricos\u201d &#8211; pelo valor hist\u00f3rico. Esse mecanismo era usado para escapar da tributa\u00e7\u00e3o pelo Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF). O novo entendimento est\u00e1 na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 21, editada pela Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit), e deve ser seguido por todos os fiscais do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Na solu\u00e7\u00e3o de consulta, a Receita Federal esclarece que cotas n\u00e3o podem ser transferidas pelo valor declarado no Imposto de Renda (IRPF) pelo titular original. Com isso, afirmam especialistas, muito provavelmente, nessas transfer\u00eancias haver\u00e1 um ganho, sujeito \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o conforme as regras de ganho de capital &#8211; al\u00edquotas progressivas de 15% a 22,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>Fundos fechados s\u00e3o formatados para detentores de valores elevados de capital (acima de R$ 10 milh\u00f5es) e respondiam, em 2023, por 12,3% dos fundos no pa\u00eds, somando pelo menos R$ 756,8 bilh\u00f5es. No ano passado, 2,5 mil brasileiros tinham recursos aplicados nesses fundos, segundo dados do Poder Executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>A modalidade de investimento de fundos exclusivos tem poucos cotistas e composi\u00e7\u00e3o personalizada. As aplica\u00e7\u00f5es podem ser feitas em renda fixa, a\u00e7\u00f5es, multimercados e outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Em geral, essa esp\u00e9cie de fundo n\u00e3o permite resgate de aplica\u00e7\u00f5es, apenas a amortiza\u00e7\u00e3o e liquida\u00e7\u00e3o do investimento no fim do per\u00edodo. At\u00e9 o in\u00edcio do ano, tais fundos s\u00f3 eram tributados no momento do resgate dos recursos, diferentemente dos fundos tradicionais. Mas, desde a entrada em vigor da Lei \u00ba 14.754, de 2023, tamb\u00e9m est\u00e3o submetidos ao chamado \u201ccome-cotas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAgora, a Receita Federal fecha outra porta, da doa\u00e7\u00e3o [a herdeiros] nos fundos fechados\u201d, afirma Matheus Bueno, s\u00f3cio do Bueno Tax Lawyers. \u201cTalvez a solu\u00e7\u00e3o de consulta tenha vindo em um momento em que os investidores j\u00e1 est\u00e3o revendo se vale a pena manter o fundo fechado por causa do come-cotas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Na solu\u00e7\u00e3o de consulta, foi solicitado que a Receita Federal se manifestasse sobre a incid\u00eancia do Imposto de Renda na transmiss\u00e3o causa mortis de cotas de fundo de investimento em renda fixa fechado e de cotas de fundo de investimento em a\u00e7\u00f5es, e a possibilidade de que esses bens fossem avaliados a valor de mercado ou pelo valor constante da declara\u00e7\u00e3o de bens do doador.<\/p>\n\n\n\n<p>No texto, a Receita esclarece que, nos casos de transfer\u00eancia decorrente de sucess\u00e3o por heran\u00e7a ou mesmo doa\u00e7\u00e3o em adiantamento \u00e0 heran\u00e7a de cotas de fundos fechados, \u00e9 cab\u00edvel a apura\u00e7\u00e3o de ganho de capital pelas mesmas regras aplic\u00e1veis \u00e0 aliena\u00e7\u00e3o de bens ou direitos de qualquer natureza. O entendimento afasta a aplicabilidade do artigo 23 da Lei n\u00ba 9.532, de 1997, que permitia que os bens fossem avaliados a valor de mercado ou pelo valor constante da declara\u00e7\u00e3o de bens do doador.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o acrescenta, na solu\u00e7\u00e3o de consulta, que a responsabilidade pela reten\u00e7\u00e3o e recolhimento do imposto recai sobre o administrador do fundo de investimento ou sobre a institui\u00e7\u00e3o que intermediar recursos por conta e ordem para aplica\u00e7\u00f5es em fundos de investimento administrados por outra institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Receita est\u00e1 dizendo que mesmo que doe em vida tem que pagar imposto\u201d, afirma Bueno. Para ele, o entendimento mudou \u201cdrasticamente\u201d. O advogado lembra que o \u00f3rg\u00e3o j\u00e1 considerava que, em caso de morte, a transfer\u00eancia de propriedade seria equivalente a uma aliena\u00e7\u00e3o e incidiria tributa\u00e7\u00e3o, que deveria ser retida pelo administrador. Por\u00e9m, considerava-se que se as cotas fossem transferidas por meio de doa\u00e7\u00e3o, antes da morte do patriarca, n\u00e3o haveria cobran\u00e7a de Imposto de Renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Daniel Franco Clarke, s\u00f3cio na \u00e1rea tribut\u00e1ria do Mannrich e Vasconcelos Advogados, a Receita alterou seu posicionamento. \u201cEm posi\u00e7\u00e3o anterior a Receita havia aceitado que as partes avaliassem as cotas pelo custo de aquisi\u00e7\u00e3o, conforme valor constante da Declara\u00e7\u00e3o de Imposto sobre a Renda da Pessoa F\u00edsica\u201d, diz o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Clarke destaca que, em 2021, a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 98, que tratou da doa\u00e7\u00e3o de cotas em fundo fechado de investimento em a\u00e7\u00f5es, permitia que as partes tivessem avaliado cotas pelo custo de aquisi\u00e7\u00e3o. Para o advogado, causa estranheza e pode ser objeto de questionamento a Receita se fundamentar na inten\u00e7\u00e3o do legislador, de acordo com trecho da exposi\u00e7\u00e3o de motivos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando a regra veio, a inten\u00e7\u00e3o do legislador era evitar que herdeiros tivessem que alienar outros bens para ter que pagar Imposto de Renda decorrente desse recebimento\u201d, afirma. A consequ\u00eancia para o herdeiro, acrescenta, \u00e9 a probabilidade de pagamento de imposto quando eles receberem essas cotas, mesmo que n\u00e3o vendam.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, os herdeiros at\u00e9 podem questionar judicialmente a cobran\u00e7a, mas como a responsabilidade pela reten\u00e7\u00e3o e recolhimento do imposto \u00e9 do administrador do fundo, \u201cser\u00e1 dif\u00edcil a pessoa f\u00edsica conseguir n\u00e3o fazer o pagamento\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No entendimento da Receita, essa motiva\u00e7\u00e3o de evitar que herdeiros tenham que vender bens seria \u201ctotalmente inaplic\u00e1vel\u201d no caso de fundos de investimento em renda fixa e em a\u00e7\u00f5es, que possuem em seu ativo instrumentos financeiros com liquidez suficiente para serem alienados e pagar o IRRF sem necessidade de disposi\u00e7\u00e3o de bens adicionais pelos herdeiros ou doadores.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/11\/receita-federal-passa-a-cobrar-ir-na-doacao-de-cotas-de-fundos-fechados-a-herdeiros.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/11\/receita-federal-passa-a-cobrar-ir-na-doacao-de-cotas-de-fundos-fechados-a-herdeiros.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de consulta n\u00b0 5002, de 22 de mar\u00e7o de 2024<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Assunto: Simples Nacional<br>A empresa optante pelo Simples Nacional que n\u00e3o exerce atividade vedada a esse regime de tributa\u00e7\u00e3o, contratada para prestar servi\u00e7o de coloca\u00e7\u00e3o de piso industrial, em rela\u00e7\u00e3o a essa atividade, deve ser tributada na forma do Anexo III da Lei Complementar n\u00ba123, de 2006, e n\u00e3o est\u00e1 sujeita \u00e0 reten\u00e7\u00e3o de CP de que trata o art. 110 da IN RFB n\u00ba&nbsp;2110, de 17 de outubro de 2022.<br>Caso o servi\u00e7o de coloca\u00e7\u00e3o de piso industrial integre contrato para construir im\u00f3vel ou executar obra de engenharia, sua tributa\u00e7\u00e3o ocorrer\u00e1 juntamente com a obra, na forma do Anexo IV da Lei Complementar n\u00ba&nbsp;123, de 2006, sujeitando a empresa \u00e0 reten\u00e7\u00e3o de CP nos moldes das demais prestadoras de servi\u00e7o.<br>SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA VINCULADA \u00c0 SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA COSIT N\u00ba&nbsp;513, DE 24 DE OUTUBRO DE 2017<br>Dispositivos Legais: Lei Complementar n\u00ba&nbsp;123, de 2006, arts. 13, VI; 17, \u00a72\u00ba; 18, \u00a7\u00a7 5\u00ba-B, IX, 5\u00ba-C, I e 5\u00ba-F; Ato Declarat\u00f3rio Interpretativo RFB n\u00ba&nbsp;8, de 2013; IN RFB n\u00ba&nbsp;2110, de 2022, art. 166.<br>Assunto: Contribui\u00e7\u00f5es Sociais Previdenci\u00e1rias<br>A empresa optante pelo Simples Nacional que n\u00e3o exerce atividade vedada a esse regime de tributa\u00e7\u00e3o, contratada para prestar servi\u00e7o de coloca\u00e7\u00e3o de piso industrial, em rela\u00e7\u00e3o a essa atividade, deve ser tributada na forma do Anexo III da Lei Complementar n\u00ba123, de 2006, e n\u00e3o est\u00e1 sujeita \u00e0 reten\u00e7\u00e3o de CP de que trata o art. 110 da IN RFB n\u00ba&nbsp;2110, de 17 de outubro de 2022.<br>Caso o servi\u00e7o de coloca\u00e7\u00e3o de piso industrial integre contrato para construir im\u00f3vel ou executar obra de engenharia, sua tributa\u00e7\u00e3o ocorrer\u00e1 juntamente com a obra, na forma do Anexo IV da Lei Complementar n\u00ba&nbsp;123, de 2006, sujeitando a empresa \u00e0 reten\u00e7\u00e3o de CP nos moldes das demais prestadoras de servi\u00e7o.<br>SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA VINCULADA \u00c0 SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA COSIT N\u00ba&nbsp;513, DE 24 DE OUTUBRO DE 2017<br>Dispositivos Legais: Lei Complementar n\u00ba&nbsp;123, de 2006, arts. 13, VI; 17, \u00a72\u00ba; 18, \u00a7\u00a7 5\u00ba-B, IX, 5\u00ba-C, I e 5\u00ba-F; Ato Declarat\u00f3rio Interpretativo RFB n\u00ba&nbsp;8, de 2013; IN RFB n\u00ba&nbsp;2110, de 2022, art. 166.<br>Assunto: Normas de Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria<br>N\u00e3o produz efeitos a consulta sobre mat\u00e9ria estranha \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<br>CONSULTA PARCIALMENTE INEFICAZ<br>Dispositivos Legais: IN RFB n\u00ba&nbsp;2058, de 2021, art. 27, inciso XIII.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=137210\">http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=137210<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Governo retirar\u00e1 urg\u00eancia de PL da reonera\u00e7\u00e3o da folha<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Sem acordo com o Congresso, o governo retirar\u00e1 do regime de urg\u00eancia o projeto de lei sobre a reonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos de 17 setores da economia, confirmou nessa quarta (10) \u00e0 noite o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ele deu a informa\u00e7\u00e3o horas depois de se reunir com a relatora do texto na C\u00e2mara, deputada Any Ortiz (Cidadania-RS).<\/p>\n\n\n\n<p>Uma eventual demora na discuss\u00e3o pode fazer o&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2024-01\/haddad-estima-em-r-32-bi-de-impacto-com-desoneracoes\">governo perder<\/a>&nbsp;pelo menos R$ 12 bilh\u00f5es em receitas neste ano, segundo estimativas apresentadas por Haddad em janeiro. No fim de dezembro, o governo tinha editado&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2023-12\/haddad-anuncia-medidas-de-arrecadacao-com-reoneracao-gradual-da-folha\">medida provis\u00f3ria<\/a>&nbsp;para revogar projeto de lei aprovado pelo Congresso e reonerar a folha de pagamento para 17 setores da economia.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio de fevereiro, o governo aceitou a<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2024-02\/governo-promete-enviar-projeto-para-tirar-reoneracao-da-folha-de-mp\">&nbsp;convers\u00e3o de parte da medida<\/a>&nbsp;provis\u00f3ria em projeto de lei, ap\u00f3s reuni\u00e3o com l\u00edderes de partidos da base aliada no Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>Haddad n\u00e3o mencionou um cronograma de discuss\u00e3o de projetos nem impactos fiscais caso a desonera\u00e7\u00e3o seja prorrogada at\u00e9 2027. Ao sair do minist\u00e9rio, horas antes, a deputada Any Ortiz apenas informou que o governo tinha se comprometido em retirar a urg\u00eancia para dar mais tempo ao Congresso de negociar o assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00f3s conversamos sobre a retirada da urg\u00eancia por parte do governo, para que a gente possa, ent\u00e3o, ter um per\u00edodo maior e melhor de discuss\u00e3o a respeito dessa possibilidade que o governo quer de reonerar. Eu acredito que o governo, nas pr\u00f3ximas horas, estar\u00e1 retirando a urg\u00eancia desse projeto\u201d, declarou a relatora.<\/p>\n\n\n\n<p>A deputada tamb\u00e9m informou que pretende manter, no relat\u00f3rio, a prorroga\u00e7\u00e3o da desonera\u00e7\u00e3o at\u00e9 o fim de 2027, com uma recomposi\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas a partir de 2028. Sem a urg\u00eancia, a discuss\u00e3o pode levar meses, sem prazo definido de negocia\u00e7\u00e3o e de vota\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o tem um prazo colocado. O governo retirando a urg\u00eancia n\u00e3o tem por que a gente apresentar um relat\u00f3rio\u201d, acrescentou&nbsp;a parlamentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes da medida provis\u00f3ria editada no fim do ano passado, o governo tinha vetado o projeto de lei que estendeu a desonera\u00e7\u00e3o para os 17 setores da economia at\u00e9 2027. O Congresso, no entanto, derrubou o veto.<\/p>\n\n\n\n<p>Impacto<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao impacto fiscal, a deputada disse apenas que o governo n\u00e3o conta mais com as receitas da reonera\u00e7\u00e3o da folha para este ano. No fim de mar\u00e7o, o Minist\u00e9rio do Planejamento e Or\u00e7amento informou que, da medida provis\u00f3ria original, a equipe econ\u00f4mica mant\u00e9m na estimativa de receitas apenas R$ 24 bilh\u00f5es da&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2024-03\/relatorio-corta-r-949-bi-de-receitas-com-limite-incentivos-do-icms\">limita\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias<\/a>&nbsp;e cerca de R$ 6 bilh\u00f5es do programa de ajuda a empresas do setor de eventos afetadas pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>A MP 1.202 sofreu mais uma&nbsp;<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2024-03\/relatorio-corta-r-949-bi-de-receitas-com-limite-incentivos-do-icms\">desidrata\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;na semana passada, quando o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, deixou caducar um trecho que extinguia a redu\u00e7\u00e3o, de 20% para 8%, da contribui\u00e7\u00e3o ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de pequenas prefeituras. A decis\u00e3o far\u00e1 o governo deixar de arrecadar cerca de R$ 10 bilh\u00f5es neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2024-04\/governo-retirara-urgencia-de-pl-da-reoneracao-da-folha#\">https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/economia\/noticia\/2024-04\/governo-retirara-urgencia-de-pl-da-reoneracao-da-folha#<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ADI 7.548: manuten\u00e7\u00e3o do efeito suspensivo em recursos no Carf e no CSRF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/04\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio da Lei Ordin\u00e1ria n\u00ba 14.689\/23, publicada em outubro de 2023, foi revogado o artigo 19-E da Lei n\u00ba 10.522\/02, ali acrescido pelo artigo 28 da Lei n\u00ba 13.988\/20, o que deu ensejo ao retorno do voto de qualidade pr\u00f3-fisco no \u00e2mbito dos julgamentos no Carf e no CSRF.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, na pr\u00e1tica, restabeleceu-se a prola\u00e7\u00e3o do voto de qualidade pelos conselheiros representantes da Fazenda Nacional nos cargos de presidentes das Turmas da C\u00e2mara Superior de Recursos Fiscais, das C\u00e2maras e das suas Turmas Especiais no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, no caso de empate no julgamento de processos administrativos que tratem da determina\u00e7\u00e3o e exig\u00eancia de tributos ou contribui\u00e7\u00f5es administradas pela Secretaria da Receita Federal.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-11\/adi-7-548-manutencao-do-efeito-suspensivo-em-recursos-no-carf-e-no-csrf\/#_ftn1\">[1]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Sabe-se, e isso j\u00e1 foi amplamente noticiado e debatido, que a principal raz\u00e3o para a edi\u00e7\u00e3o da referida legisla\u00e7\u00e3o foi resolver o problema de caixa do governo federal, o que, inclusive, ficou materializado na exposi\u00e7\u00e3o de motivos de tal lei \u2014 EM n\u00ba 0053\/20213 MF \u2014 onde constaram dados financeiros sem qualquer fundamenta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica ou emp\u00edrica no sentido de que:<\/p>\n\n\n\n<p>Somente nos \u00faltimos tr\u00eas anos que antecederam a Lei n\u00ba 13.988, de 2020, a Fazenda Nacional havia logrado \u00eaxito em processos decididos por voto de qualidade que envolveram cerca de R$ 177 bilh\u00f5es (cento e setenta e sete bilh\u00f5es de reais). Considerando-se que o empate nos julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais passou a favorecer os contribuintes, estima-se que cerca de R$ 59 bilh\u00f5es (cinquenta e nove bilh\u00f5es de reais), por ano, deixar\u00e3o de ser exigidos.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-11\/adi-7-548-manutencao-do-efeito-suspensivo-em-recursos-no-carf-e-no-csrf\/#_ftn2\">[2]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, neste artigo analisarei a quest\u00e3o sob o ponto de vista do direito processual tribut\u00e1rio. E, nessa perspectiva, cabe ressaltar que a inconstitucionalidade do voto de qualidade pr\u00f3-fisco (Lei n\u00ba 14.689\/23) foi arguida pelo Partido Novo, com o ajuizamento da ADI 7.548\/DF, protocolada em 04\/12\/23 no STF, sendo que, desde 11\/12\/23, o processo est\u00e1 concluso com o ministro relator Edson Fachin para an\u00e1lise de julgamento do pedido de medida cautelar<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-11\/adi-7-548-manutencao-do-efeito-suspensivo-em-recursos-no-carf-e-no-csrf\/#_ftn3\">[3]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa ADI, para corroborar sua tese, o Partido Novo utilizou-se do conte\u00fado dos votos j\u00e1 proferidos e publicados pelos ministros Alexandre de Morais, Edson Fachin, C\u00e1rmen L\u00facia e Ricardo Levandowki, que julgaram improcedentes as ADIs 6.399\/DF, 6.403\/DF e 6.415\/DF, a\u00e7\u00f5es essas que trataram da inconstitucionalidade do artigo 19-E da Lei 10.522\/20, que, \u00e0 \u00e9poca, instituiu o voto de qualidade pr\u00f3-contribuintes, propostas, respectivamente, pelo procurador-geral da Rep\u00fablica, pela Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Auditores Fiscais da Receita e pelo Partido Socialista Brasileiro<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-11\/adi-7-548-manutencao-do-efeito-suspensivo-em-recursos-no-carf-e-no-csrf\/#_ftn4\">[4]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, o julgamento dessas tr\u00eas ADIs ainda n\u00e3o est\u00e1 finalizado, sendo que, desde 31\/05\/23, as mesmas est\u00e3o remetidas ao gabinete do ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Marco Aur\u00e9lio, ao proferir o seu voto em tais ADIs (6.399\/DF, 6.403\/DF e 6.415\/DF), consignou que \u201cjulgava procedente o pedido para declarar a inconstitucionalidade do artigo 28 da Lei n\u00ba 13.988\/2020\u201d que instituiu o voto de qualidade pr\u00f3-contribuintes, mas asseverou, ainda, que se vencido ao final, \u201cjulgava improcedente o pedido\u201d no que foi acompanhado pelos ministros Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, C\u00e1rmen L\u00facia e Ricardo Lewandowki\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Maioria no STF<\/p>\n\n\n\n<p>Aqui, ent\u00e3o, for\u00e7oso \u00e9 concluir que o Supremo Tribunal Federal j\u00e1 formou maioria para julgamento dessas tr\u00eas ADIs, acima referidas, reconhecendo a constitucionalidade da institui\u00e7\u00e3o do voto qualidade pr\u00f3-contribuintes. E isso, sem d\u00favida, poder\u00e1 influenciar no resultado final do julgamento da ADI 7.548\/DF (inconstitucionalidade do voto de qualidade pr\u00f3-fisco).<\/p>\n\n\n\n<p>Ent\u00e3o, considerando a circunst\u00e2ncia f\u00e1tica e jur\u00eddica de que \u00e9 poss\u00edvel concluir que j\u00e1 h\u00e1 forma\u00e7\u00e3o de maioria para julgamento das ADIs 6.399\/DF, 6.403\/DF e 6.415\/DF, pela sua improced\u00eancia, o que, sem d\u00favida, influenciar\u00e1 no julgamento da ADI 7.548\/DF, for\u00e7oso compreender que essa circunst\u00e2ncia pode e deve ser classificada, processualmente, como fato novo constitutivo do direito dos contribuintes, capazes de influenciar no julgamento de m\u00e9rito de processos, j\u00e1 decididos com voto de qualidade pr\u00f3-fisco no \u00e2mbito do Carf e da CSRF, na medida que os efeitos de tais julgamentos podem ser anulados pelo STF, ao julgar a ADI 7.548\/DF.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, caber\u00e1 aos julgadores tom\u00e1-los em considera\u00e7\u00e3o, de of\u00edcio ou a requerimento da parte, no momento da presta\u00e7\u00e3o da tutela jurisdicional (artigo 493, do CPC c\/c o artigo 102, par\u00e1grafo segundo da CF), sendo que esse \u00faltimo dispositivo determina que \u201cas decis\u00f5es definitivas de m\u00e9rito, proferidas pelo STF, nas a\u00e7\u00f5es diretas de inconstitucionalidade (\u2026) produzir\u00e3o efic\u00e1cia contra todos e efeito vinculante, relativamente aos demais \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio e \u00e0 administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, totalmente poss\u00edvel e conveniente, sob o aspecto processual tribut\u00e1rio, que, enquanto n\u00e3o julgada de forma definitiva a ADI 7.548\/DF, com base nesses argumentos:<\/p>\n\n\n\n<p>a)&nbsp;sejam opostos embargos declarat\u00f3rios, com efeitos infringentes, no \u00e2mbito administrativo tribut\u00e1rio em julgamentos proferidos pelas Turmas e C\u00e2maras do Carf e pela C\u00e2mara Superior de Recursos Fiscais, por voto de qualidade pr\u00f3-fisco, pleiteando a manuten\u00e7\u00e3o do efeito suspensivo do recurso vinculado, at\u00e9 que seja proferido julgamento de m\u00e9rito da referida ADI;<\/p>\n\n\n\n<p>b)&nbsp;caso os embargos declarat\u00f3rios sejam desacolhidos, ent\u00e3o seja impetrado mandado de seguran\u00e7a, na modalidade preventiva, pleiteando, tamb\u00e9m, a manuten\u00e7\u00e3o do efeito suspensivo do recurso vinculado, at\u00e9 que seja proferido julgamento de m\u00e9rito da referida ADI.<\/p>\n\n\n\n<p>Importante ressaltar, ainda, que o pleito deve ser feito dessa forma, ou seja, pela manuten\u00e7\u00e3o do efeito suspensivo e n\u00e3o pela inconstitucionalidade do voto de qualidade pr\u00f3-fisco, tendo em vista que, em setembro de 2023, o Pleno do Supremo, em sess\u00e3o virtual, julgou o segundo Agravo Regimental na Suspens\u00e3o de Seguran\u00e7a n\u00ba 5.282-DF, por unanimidade, e decidiu manter o voto de qualidade em favor do ente tributante sob o argumento \u201cde enorme impacto \u00e0 arrecada\u00e7\u00e3o fiscal, considerando que o julgamento administrativo anulado relaciona-se a cr\u00e9dito tribut\u00e1rio de R$ 1.861.457.432,59\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-11\/adi-7-548-manutencao-do-efeito-suspensivo-em-recursos-no-carf-e-no-csrf\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-11\/adi-7-548-manutencao-do-efeito-suspensivo-em-recursos-no-carf-e-no-csrf\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gorjetas e sua tributa\u00e7\u00e3o no Lucro Presumido<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>As gorjetas n\u00e3o mais comp\u00f5em a base de c\u00e1lculo para tributa\u00e7\u00e3o no Lucro Presumido, de acordo com o Parecer SEI n\u00b0 129\/2024\/MF.<\/p>\n\n\n\n<p>Historicamente, quando se falava sobre gorjetas, havia d\u00favidas se elas integravam ou n\u00e3o a base de c\u00e1lculo dos tributos federais, pelo fato de os respectivos valores serem repassados diretamente aos empregados, bem como destacados separadamente em documentos fiscais emitidos pelos estabelecimentos comerciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme a legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, especificamente o artigo 457 da CLT, a gorjeta \u00e9 considerada uma remunera\u00e7\u00e3o do empregado, paga de forma espont\u00e2nea (dada pelo cliente) ou compuls\u00f3ria (quando inclusa na fatura do cliente), separadamente do sal\u00e1rio devido e pago diretamente pelo empregador, pela contrapresta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o por ele prestado.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 aconteceram muitos debates sobre essa mat\u00e9ria. Existia inclusive o argumento de que as gorjetas n\u00e3o contavam como lucro para o neg\u00f3cio, o que levantou a discuss\u00e3o se os rendimentos dessa natureza seriam ou n\u00e3o tributados em \u00e2mbito federal (IRPJ, CSLL, PIS\/Pasep e Cofins).<\/p>\n\n\n\n<p>Com a promulga\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 12.973\/2014, houve uma revis\u00e3o do conceito de receita bruta. As receitas provenientes da atividade principal ou objeto social da pessoa jur\u00eddica, que antes n\u00e3o estavam inclu\u00eddas nos incisos I, II e III do artigo 12, tamb\u00e9m passaram a ser consideradas como parte da receita bruta para fins de tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, para as empresas que optam pela sistem\u00e1tica do Lucro Presumido, o que era considerado como receita por ser uma opera\u00e7\u00e3o em conta pr\u00f3pria, teria que fazer parte da receita bruta, com consequente impacto na forma\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo para o IRPJ e a CSLL e para o regime cumulativo das contribui\u00e7\u00f5es (PIS\/Pasep e Cofins).<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s muitos anos, a partir da publica\u00e7\u00e3o do Parecer SEI n\u00b0 129\/2024\/MF, em 17.01.2024, assentou-se a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), no sentido de que as gorjetas possuem natureza salarial, cabendo ao estabelecimento empregador atuar como mero arrecadador. Desse modo, tais valores n\u00e3o integram o faturamento ou o lucro para fins de tributa\u00e7\u00e3o pelo IRPJ, CSLL e PIS\/Pasep e Cofins, visto n\u00e3o constitu\u00edrem receita pr\u00f3pria dos empregadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de uma decis\u00e3o inovadora. Mesmo que as gorjetas sejam cobradas de clientes numa mesma conta em que constam outros valores (por exemplo, bebidas e alimenta\u00e7\u00e3o), elas n\u00e3o mais comp\u00f5em a receita bruta. Isto \u00e9, independentemente de ser considerada uma receita proveniente de opera\u00e7\u00e3o em conta pr\u00f3pria, cujos recebimentos estejam juntos com outros rendimentos, as gorjetas n\u00e3o mais s\u00e3o tributadas no Lucro Presumido.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, n\u00e3o incide tributa\u00e7\u00e3o de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins sobre as receitas provenientes de gorjeta para as empresas optantes pelo Lucro Presumido, conforme o disposto no Parecer SEI n\u00b0 129\/2024\/MF.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de concluir, \u00e9 importante destacar que esse entendimento \u00e9 v\u00e1lido somente para empresas optantes pelo Lucro Presumido. Ele n\u00e3o se aplica \u00e0s gorjetas recebidas por empresas no Simples Nacional, ante a inexist\u00eancia de decis\u00f5es colegiadas de ambas as turmas do STJ sobre a mat\u00e9ria, e tampouco alcan\u00e7a as empresas do regime do Lucro Real (em que a gorjeta pode ser considerada despesa dedut\u00edvel).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-blog-econet wp-block-embed-blog-econet\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"fkuAkfVmqX\"><a href=\"https:\/\/blog.econeteditora.com.br\/gorjetas-e-sua-tributacao-no-lucro-presumido\/\">Gorjetas e sua tributa\u00e7\u00e3o no Lucro Presumido<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Gorjetas e sua tributa\u00e7\u00e3o no Lucro Presumido&#8221; &#8212; BLOG ECONET\" src=\"https:\/\/blog.econeteditora.com.br\/gorjetas-e-sua-tributacao-no-lucro-presumido\/embed\/#?secret=GsyycIh9kM#?secret=fkuAkfVmqX\" data-secret=\"fkuAkfVmqX\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>A dif\u00edcil regula\u00e7\u00e3o do Imposto Seletivo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos pontos mais controversos na reforma tribut\u00e1ria, indubitavelmente, \u00e9 o Imposto Seletivo (IS). A controv\u00e9rsia se d\u00e1 por diversas raz\u00f5es: desde a grande abrang\u00eancia do texto aprovado na Emenda Constitucional (EC) n\u00ba 132\/2023, que em tese permitir\u00e1 a incid\u00eancia do IS em diversos bens e servi\u00e7os, at\u00e9 o potencial de complexidade que ele poder\u00e1 trazer a um novo sistema de tributa\u00e7\u00e3o do consumo que pretende ser simples.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, o IS foi proposto originalmente na PEC 45 com um texto bastante direto: \u201ca Uni\u00e3o poder\u00e1 instituir (&#8230;) impostos seletivos, com finalidade extrafiscal, destinados a desestimular o consumo de determinados bens, servi\u00e7os ou direitos\u201d. Segundo a Justificativa apresentada, o IS deveria incidir \u201csobre bens e servi\u00e7os geradores de externalidades negativas, cujo consumo se deseja desestimular, como cigarros e bebidas alco\u00f3licas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 na PEC 110, apresentada no mesmo ano (2019), o IS incidiria sobre \u201copera\u00e7\u00f5es com petr\u00f3leo e seus derivados, combust\u00edveis e lubrificantes de qualquer origem, g\u00e1s natural, cigarros e outros produtos do fumo, energia el\u00e9trica, servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es (&#8230;), bebidas alco\u00f3licas e n\u00e3o alco\u00f3licas, e ve\u00edculos automotores novos, terrestres, aqu\u00e1ticos e a\u00e9reos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As op\u00e7\u00f5es pol\u00edticas no texto original da PEC 45 e na PEC 110, como visto, foram opostas: enquanto a primeira deixava claro o car\u00e1ter extrafiscal do IS e relegava ao legislador a escolha dos setores que seriam atingidos (embora a justifica\u00e7\u00e3o j\u00e1 exemplificasse alguns), a PEC 110 praticamente esgotava as hip\u00f3teses de potenciais incid\u00eancias. A decis\u00e3o pol\u00edtica, portanto, parecia pender para uma de duas solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>A EC 132\/2023, contudo, seguiu uma terceira linha, ao atribuir ao legislador complementar a compet\u00eancia para definir os bens e servi\u00e7os tribut\u00e1veis com base em dois crit\u00e9rios: preju\u00edzo ao meio ambiente e preju\u00edzo \u00e0 sa\u00fade. A solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 das melhores, por eleger dois crit\u00e9rios que s\u00e3o excessivamente amb\u00edguos (quase tudo pode prejudicar sa\u00fade ou meio ambiente) e que poder\u00e3o gerar inseguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque, ao eleger justificativas excessivamente amplas, a PEC d\u00e1 margem para que (1) o legislador tente esgotar as possibilidades e, ao assim fazer, aproxime o IS do IBS e da CBS, que j\u00e1 contam com bases amplas de incid\u00eancia; ou (2) recorte apenas alguns bens e servi\u00e7os a serem tributados, o que estimularia a judicializa\u00e7\u00e3o por contribuintes que, diante de bens e servi\u00e7os potencialmente prejudiciais n\u00e3o tributados, n\u00e3o aceitariam sua taxa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira alternativa poderia ainda vir com uma gradua\u00e7\u00e3o de todos os bens e servi\u00e7os tribut\u00e1veis de acordo com um crit\u00e9rio de seletividade em fun\u00e7\u00e3o da prejudicialidade (\u00e0 sa\u00fade ou ao meio ambiente), t\u00e9cnica que aproximaria o IS de um \u201csuper IPI\u201d (j\u00e1 que incidente tamb\u00e9m sobre bens prim\u00e1rios e servi\u00e7os, que est\u00e3o fora da abrang\u00eancia do IPI).<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio a esse dif\u00edcil desafio proposto ao legislador pela EC 132\/2023, surge o primeiro projeto de lei complementar para tratar do IS (PLP 29\/2024), que tamb\u00e9m merece cr\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiramente, chama a aten\u00e7\u00e3o o fato de o PLP deixar claro que o IS ser\u00e1 extrafiscal, pois ter\u00e1 a \u201cfinalidade desestimular o consumo de bens e servi\u00e7os comprovadamente prejudiciais \u00e0 sa\u00fade ou ao meio ambiente\u201d. Para tanto, exige uma \u201ccomprova\u00e7\u00e3o\u201d da prejudicialidade do bem ou servi\u00e7o a ser tributado, que depender\u00e1 de estudo pr\u00e9vio (artigo 10). Esse estudo, por\u00e9m, poderia trazer problemas ao (1) revelar uma lista enorme de bens e servi\u00e7os prejudiciais, o que relativizaria a extrafiscalidade do IS (vamos combater o consumo de quase tudo?), ou (2) ser direcionado previamente a alguns bens e servi\u00e7os, o que poderia levantar uma discuss\u00e3o de constitucionalidade do imposto (quem demandar o estudo tem compet\u00eancia para escolher o que ser\u00e1 tributado?).<\/p>\n\n\n\n<p>O PLP tamb\u00e9m cont\u00e9m uma cl\u00e1usula que acena com a possibilidade de concess\u00e3o de isen\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o do IS aos contribuintes que promoverem a\u00e7\u00f5es e programas de preven\u00e7\u00e3o, mitiga\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o relativos ao consumo saud\u00e1vel ou sustent\u00e1vel dos bens ou servi\u00e7os tributados. Essa medida \u00e9 de duvidosa efetividade, j\u00e1 que dificilmente um contribuinte investiria em a\u00e7\u00f5es para desestimular o consumo dos produtos que produz\/vende.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a possibilidade de redu\u00e7\u00e3o da carga de IS nos casos de investimentos que resultarem em cadeia de produtos e servi\u00e7os mais sustent\u00e1veis, tamb\u00e9m prevista no PLP, torna duvidoso se o imposto (1) deveria incidir sobre o produto\/servi\u00e7o prejudicial, ou (2) sobre produto\/servi\u00e7o que, embora n\u00e3o prejudicial em si, contenha insumo ou processo de produ\u00e7\u00e3o que de alguma forma o seja (exemplo: transporte em ve\u00edculos movidos a combust\u00edveis f\u00f3sseis). Ao propor o PLP um imposto extrafiscal, o consumo que se quer ver desestimulado deveria ficar mais claro.<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de grada\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas em fun\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de prejudicialidade e essencialidade (artigo 4\u00ba) tamb\u00e9m \u00e9 critic\u00e1vel no PLP, por aproximar o IS do \u201csuper IPI\u201d j\u00e1 comentado (al\u00e9m de tornar o \u201cestudo pr\u00e9vio\u201d \u00e0 sua institui\u00e7\u00e3o ainda mais complexo).<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o principal ponto de cr\u00edtica \u00e9 a declarada necessidade de haver uma lei complementar espec\u00edfica para tratar do IS, j\u00e1 que o PLP 29\/2024 pretende apenas trazer as regras \u201cgerais\u201d do imposto. Se ainda ser\u00e1 necess\u00e1ria mais uma lei, que poder\u00e1 alterar tudo o que estiver contido no PLP em caso de aprova\u00e7\u00e3o (j\u00e1 que de mesma hierarquia), qual \u00e9 a utilidade do PLP 29\/2024? N\u00e3o seria melhor o Congresso Nacional j\u00e1 votar um PLP completo e regular de uma vez o novo imposto?<\/p>\n\n\n\n<p>Por tudo isso, o PLP 29\/2024 deve ser rejeitado no Congresso Nacional, cedendo espa\u00e7o a um projeto mais maduro e apto a efetivamente regular toda a mat\u00e9ria referente ao IS no \u00e2mbito de lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>Maur\u00edcio Barros \u00e9 s\u00f3cio de Cescon, Barrieu, Flesch &amp; Barreto Advogados, Doutor em Direito Econ\u00f4mico, Financeiro e Tribut\u00e1rio pela USP<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/a-dificil-regulacao-do-imposto-seletivo.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/a-dificil-regulacao-do-imposto-seletivo.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Novo contorno da tributa\u00e7\u00e3o sobre varia\u00e7\u00e3o cambial para investimentos no exterior<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A promulga\u00e7\u00e3o da Lei 14.754\/23 marca um ponto de inflex\u00e3o na tributa\u00e7\u00e3o brasileira de investimentos no exterior por residentes no Brasil. Embora tenha havido uma simplifica\u00e7\u00e3o da forma de declara\u00e7\u00e3o, a quest\u00e3o da varia\u00e7\u00e3o cambial causa preocupa\u00e7\u00e3o e merece aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A sistem\u00e1tica anteriormente vigente para a tributa\u00e7\u00e3o de rendimentos auferidos no exterior, que exigia a apura\u00e7\u00e3o mensal tanto para o ganho de capital, aplic\u00e1vel aos juros, quanto para o carn\u00ea-le\u00e3o, aplic\u00e1vel aos dividendos, foi alterada. A<\/p>\n\n\n\n<p>gora, adota-se uma modalidade de apura\u00e7\u00e3o anual, a ser realizada na declara\u00e7\u00e3o de ajuste anual do exerc\u00edcio subsequente, sob uma al\u00edquota unificada de 15%. Essa mudan\u00e7a resulta na supress\u00e3o das isen\u00e7\u00f5es previamente aplic\u00e1veis, que eram de at\u00e9 R$ 35 mil por m\u00eas para o ganho de capital e de at\u00e9 R$ 2.112 por m\u00eas para o carn\u00ea-le\u00e3o. Essa altera\u00e7\u00e3o simplificou tanto o processo de apura\u00e7\u00e3o quanto o de recolhimento desses tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>No que toca ao tema da varia\u00e7\u00e3o cambial, que era regulado pelo artigo 24 da Medida Provis\u00f3ria MP 2.158-35\/01, n\u00e3o era tributada a varia\u00e7\u00e3o cambial decorrente de aplica\u00e7\u00f5es financeiras no exterior adquiridos com rendimentos originalmente auferidos em moeda estrangeira, um regime que favorecia a neutralidade fiscal das flutua\u00e7\u00f5es cambiais sob determinadas condi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a Lei 14.754\/23 acabou com a distin\u00e7\u00e3o entre ativos adquiridos no exterior com rendimentos auferidos originalmente em reais e ativos com rendimentos auferidos originalmente em moeda estrangeira. Institui-se, assim, uma tributa\u00e7\u00e3o sobre ganhos de capital originados de varia\u00e7\u00e3o cambial de investimentos no exterior, independentemente da origem dos recursos utilizados para a aquisi\u00e7\u00e3o desses ativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo novo regramento, as al\u00edquotas incidentes sobre os ganhos de capital, derivados de qualquer forma de varia\u00e7\u00e3o cambial, seguem a regra geral de tributa\u00e7\u00e3o de 15%, se acima do limite anual equivalente a US$ 5 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa altera\u00e7\u00e3o legislativa n\u00e3o somente aumenta a carga tribut\u00e1ria sobre investidores brasileiros com ativos fora do pa\u00eds, mas tamb\u00e9m instaura uma s\u00e9rie de questionamentos jur\u00eddicos e pr\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Princ\u00edpios constitucionais de necess\u00e1ria observa\u00e7\u00e3o na an\u00e1lise do tema<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, se faz essencial analisar o tema \u00e0 luz da irretroatividade, da neutralidade fiscal, e da capacidade contributiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto a irretroatividade tribut\u00e1ria, princ\u00edpio fundamental no ordenamento jur\u00eddico brasileiro, consubstancia-se na veda\u00e7\u00e3o \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de leis tribut\u00e1rias a fatos geradores ocorridos antes de sua vig\u00eancia. Este princ\u00edpio est\u00e1 intrinsecamente relacionado \u00e0 seguran\u00e7a jur\u00eddica e \u00e0 previsibilidade. A irretroatividade \u00e9 expressamente assegurada pelo artigo 150, III, a, da CRFB\/88, que pro\u00edbe a cobran\u00e7a de tributos&nbsp;\u201cantes da vig\u00eancia da lei que os instituiu ou aumentou\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, a neutralidade fiscal representa uma diretriz no desenho das pol\u00edticas tribut\u00e1rias, segundo o qual a carga tribut\u00e1ria n\u00e3o deve influenciar as decis\u00f5es econ\u00f4micas dos agentes, preservando a efici\u00eancia e a livre concorr\u00eancia no mercado. Esse princ\u00edpio busca evitar distor\u00e7\u00f5es nas escolhas de consumo, investimento ou produ\u00e7\u00e3o, provocadas por tratamentos fiscais diferenciados. Em teoria, a neutralidade fiscal promove a aloca\u00e7\u00e3o \u00f3tima de recursos, maximizando o bem-estar econ\u00f4mico sem favorecer ou prejudicar setores espec\u00edficos, mantendo a competitividade das empresas e a equidade entre os contribuintes, contribuindo para um ambiente econ\u00f4mico mais est\u00e1vel e previs\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, a capacidade contributiva \u00e9 um princ\u00edpio constitucional tribut\u00e1rio que assegura que os impostos devem ser cobrados de acordo com as possibilidades econ\u00f4micas do contribuinte, visando uma distribui\u00e7\u00e3o equitativa da carga tribut\u00e1ria. Fundamenta-se na ideia de justi\u00e7a fiscal, estabelecendo que quem possui maior riqueza deve contribuir proporcionalmente mais para as despesas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Este princ\u00edpio, expresso nos artigos 145, \u00a7 1\u00ba, e 150, II, da CRFB\/88, orienta a cria\u00e7\u00e3o de tributos progressivos, garantindo que a tributa\u00e7\u00e3o respeite a heterogeneidade das condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas dos contribuintes, reduzindo desigualdades e promovendo a equidade fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos esses tr\u00eas princ\u00edpios devem ser filtros pelos quais se analisam as regras de tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema da tributa\u00e7\u00e3o da varia\u00e7\u00e3o cambial de investimentos no exterior por residentes no Brasil, sob a \u00e9gide da Lei 14.754\/23, abre um vasto campo de an\u00e1lise tanto no \u00e2mbito da t\u00e9cnica tribut\u00e1ria quanto no dos princ\u00edpios constitucionais que regem a mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta an\u00e1lise perpassa, al\u00e9m de pelos princ\u00edpios acima citados, pela conceitua\u00e7\u00e3o de renda sob a \u00f3tica tribut\u00e1ria, confrontando-a com a varia\u00e7\u00e3o cambial enquanto poss\u00edvel manifesta\u00e7\u00e3o de acr\u00e9scimo patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob a \u00f3tica do Direito Tribut\u00e1rio, renda \u00e9 conceituada como um acr\u00e9scimo patrimonial, uma riqueza nova que se agrega ao patrim\u00f4nio do contribuinte. Este conceito implica uma muta\u00e7\u00e3o positiva do patrim\u00f4nio, refletindo a diferen\u00e7a entre o que \u00e9 auferido e o que \u00e9 dispendido num determinado per\u00edodo\u200b\u200b. Essa muta\u00e7\u00e3o patrimonial, caracterizada pela entrada l\u00edquida de recursos, \u00e9 o que tradicionalmente se espera para configurar o fato gerador de impostos sobre a renda.<\/p>\n\n\n\n<p>O que se sustenta nesse artigo \u00e9 que a varia\u00e7\u00e3o cambial, sobretudo a varia\u00e7\u00e3o cambial decorrente de aplica\u00e7\u00f5es financeiras no exterior adquiridos com rendimentos originalmente auferidos em moeda estrangeira n\u00e3o \u00e9 renda.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei 14.754\/23 determina a tributa\u00e7\u00e3o sobre a varia\u00e7\u00e3o cambial de investimentos realizados no exterior por residentes no Brasil, considerando-a como um acr\u00e9scimo patrimonial tribut\u00e1vel. Esta decis\u00e3o legislativa reacende o debate sobre se a varia\u00e7\u00e3o cambial, por si s\u00f3, constitui uma riqueza nova, suscet\u00edvel de tributa\u00e7\u00e3o, ou se apenas reflete ajustes de valores j\u00e1 existentes no patrim\u00f4nio do contribuinte, especialmente em cen\u00e1rios onde a aquisi\u00e7\u00e3o do investimento foi realizada com recursos j\u00e1 detidos em moeda estrangeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse ponto, se imp\u00f5e a an\u00e1lise \u00e0 luz da irretroatividade da lei tribut\u00e1ria. A CRFB\/88, em seu artigo 150, III, a, veda expressamente a cobran\u00e7a de tributos de forma retroativa.<\/p>\n\n\n\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o da Lei 14.754\/23 a ganhos de capital derivados de varia\u00e7\u00e3o cambial acumulada antes de sua vig\u00eancia colide frontalmente com esse princ\u00edpio constitucional. A an\u00e1lise da retroatividade, relacionada aos investimentos j\u00e1 realizados, suscita questionamentos quanto \u00e0 sua constitucionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, parece que as novas previs\u00f5es legais afrontam a neutralidade fiscal, que como demonstrado \u00e9 essencial para evitar distor\u00e7\u00f5es nas escolhas dos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>E, por fim, as novas disposi\u00e7\u00f5es legais suscitam d\u00favida quanto ao respeito a capacidade contributiva. A varia\u00e7\u00e3o cambial n\u00e3o caracteriza demonstra\u00e7\u00e3o de renda capaz de gerar tributa\u00e7\u00e3o, uma vez que, se trata de situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o definitiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Reflex\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A partir dessa perspectiva, aconselha-se aos contribuintes afetados pela Lei 14.754\/23 uma cuidadosa an\u00e1lise de seus investimentos no exterior, bem como das implica\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias decorrentes da varia\u00e7\u00e3o cambial. \u00c9 imprescind\u00edvel considerar estrat\u00e9gias de planejamento tribut\u00e1rio e, se necess\u00e1rio, buscar a via judicial para contestar a aplica\u00e7\u00e3o retroativa da lei ou sua aplica\u00e7\u00e3o em casos nos quais n\u00e3o se verifica efetivo acr\u00e9scimo patrimonial.<\/p>\n\n\n\n<p>Em conclus\u00e3o, a tributa\u00e7\u00e3o da varia\u00e7\u00e3o cambial sobre investimentos no exterior introduzida pela Lei 14.754\/23 traz consigo uma s\u00e9rie de desafios interpretativos e pr\u00e1ticos. O tema toca em pontos sens\u00edveis do Direito Tribut\u00e1rio, como o conceito de renda, neutralidade fiscal e o princ\u00edpio da irretroatividade da lei e da capacidade contributiva, demandando dos contribuintes e operadores do direito um exame detalhado de suas disposi\u00e7\u00f5es e potenciais efeitos sobre os investimentos no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, torna-se crucial um debate aprofundado sobre sua conformidade com os princ\u00edpios constitucionais tribut\u00e1rios e a busca por solu\u00e7\u00f5es que harmonizem os objetivos fiscais do Estado com os direitos e garantias dos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-12\/novo-contorno-da-tributacao-sobre-variacao-cambial-para-investimentos-no-exterior\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-abr-12\/novo-contorno-da-tributacao-sobre-variacao-cambial-para-investimentos-no-exterior\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria tem disputas e incertezas; veja principais pontos<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 12\/04\/2024<br><br>A regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria se tornou o novo foco de disputas setoriais na C\u00e2mara dos Deputados. Propostas de leis complementares elaboradas por parlamentares j\u00e1 come\u00e7aram a ser apresentadas \u00e0 revelia do governo federal, que prometeu enviar dois projetos de lei sobre o tema ao longo da pr\u00f3xima semana. A articula\u00e7\u00e3o dos parlamentares ocorre em meio a uma busca pelos setores privados por melhores condi\u00e7\u00f5es em temas como o Imposto Seletivo \u2013 o \u201cimposto do pecado\u201d \u2013 e a cesta b\u00e1sica isenta.<br>Os debates ocorrem em grupos de trabalho que espelham as discuss\u00f5es ocorridas no Executivo, e s\u00e3o liderados por frentes parlamentares ligadas ao empreendedorismo e \u00e0 agropecu\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o podemos ficar esperando o governo apresentar algo e ent\u00e3o discutir. N\u00e3o sabemos qual tempo vai ter. [A proposta de regulamenta\u00e7\u00e3o] pode chegar em cima da hora, e temos uma elei\u00e7\u00e3o neste ano\u201d, afirma o deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo.<br>Em outra frente, temas considerados mais t\u00e9cnicos, como as mudan\u00e7as no processo administrativo fiscal e a atua\u00e7\u00e3o do comit\u00ea gestor, s\u00e3o vistos com lupa por tributaristas, que avaliam risco de nova judicializa\u00e7\u00e3o caso a regulamenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja clara o suficiente.<br>Imposto Seletivo<\/p>\n\n\n\n<p>Institu\u00eddo na reforma tribut\u00e1ria, mas ainda carente de regulamenta\u00e7\u00e3o, o Imposto Seletivo tem como objetivo desestimular o consumo de bens e servi\u00e7os prejudiciais \u00e0 sa\u00fade ou ao meio ambiente. Por possivelmente recair sobre produtos como cervejas e cigarros, o tributo tem sido chamado de \u201cimposto do pecado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Diversos setores temem ser atingidos pela regulamenta\u00e7\u00e3o do imposto, como \u00e9 o caso das bebidas alco\u00f3licas. Produtores de cerveja, por exemplo, defendem um sistema progressivo em que a al\u00edquota \u00e9 maior de acordo com o teor alco\u00f3lico do produto. A proposta \u00e9 indigesta para a ind\u00fastria de destilados, que defende uma al\u00edquota \u00fanica para ambos os produtos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao cigarro, deputados afirmam que elevar demais a tributa\u00e7\u00e3o abre brecha para o contrabando, repetindo argumentos apresentados pela ind\u00fastria.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio de mar\u00e7o, uma minuta de projeto de lei definiu que caberia a aprova\u00e7\u00e3o de uma lei complementar espec\u00edfica para cada produto sobre o qual poderia incidir o Seletivo. Al\u00e9m disso, a proposta definia que caberia ao Congresso conduzir uma \u201crevis\u00e3o anual\u201d da tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPrecisamos definir o que pode taxar, se ficar muito aberto \u00e9 ruim\u201d, afirma Passarinho, da bancada do empreendedorismo. A frente chegou a apresentar o PLP 29\/24, que refor\u00e7a o car\u00e1ter extrafiscal do Imposto Seletivo e estabelece que a diferencia\u00e7\u00e3o dever\u00e1 respeitar a grada\u00e7\u00e3o da al\u00edquota conforme a essencialidade e o n\u00edvel de nocividade do bem ou servi\u00e7o. Al\u00e9m disso, a proposta estabelece que as hip\u00f3teses de incid\u00eancia devem ser estabelecidas por lei complementar espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>A tributarista Tathiane dos Santos Piscitelli, professora da FGV (Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas) Direito em S\u00e3o Paulo, avalia que a disputa por melhores condi\u00e7\u00f5es de tributa\u00e7\u00e3o \u00e9 natural, mas n\u00e3o deve ser pautada por retrocessos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela cita a quest\u00e3o das armas, que ficaram de fora do Imposto Seletivo na discuss\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria. O m\u00e9rito se deve \u00e0 forte atua\u00e7\u00e3o da bancada da bala e da ind\u00fastria armamentista no Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuito se fala dos ganhos da reforma tribut\u00e1ria, de um sistema mais simplificado e que pode ser mais justo, e acho que esses ganhos devem ser enaltecidos, mas para que se concretizem, isso vai depender das leis complementares que ser\u00e3o aprovadas. E at\u00e9 hoje n\u00e3o sabemos o teor\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 importante garantir que as coisas boas do nosso ordenamento sejam mantidas e n\u00e3o sejam cooptadas pelo interesse de determinadas ind\u00fastrias\u201d, prossegue Piscitelli.<\/p>\n\n\n\n<p>Cesta b\u00e1sica<\/p>\n\n\n\n<p>Outro grupo que tem pressionado o Congresso \u00e9 o setor de ultraprocessados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cesta b\u00e1sica. A reforma prev\u00ea que os produtos da cesta estar\u00e3o sujeitos \u00e0 al\u00edquota zero do IBS e da CBS, por\u00e9m caber\u00e1 \u00e0 lei complementar a defini\u00e7\u00e3o dos bens abrangidos.<\/p>\n\n\n\n<p>A Frente Parlamentar da Agropecu\u00e1ria apresentou uma proposta para antecipar a isen\u00e7\u00e3o a uma lista de produtos que, na vis\u00e3o dos deputados, devem compor a cesta b\u00e1sica. A ideia \u00e9 dar poder ao governo federal para reduzir a al\u00edquota do PIS e da Cofins durante a transi\u00e7\u00e3o para o IBS e a CBS \u2013 tributos criados na reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto prev\u00ea que a cesta b\u00e1sica ser\u00e1 composta por \u201calimentos destinados ao consumo humano\u201d e \u201calimentos utilizados na industrializa\u00e7\u00e3o de produtos que se destinam ao consumo humano\u201d. A lista conta com 20 itens, incluindo prote\u00ednas, ovos, hortali\u00e7as, arroz, feij\u00e3o e margarina.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m produtos que, na vis\u00e3o de especialistas consultados pelo JOTA, podem abrir brecha para a entrada de ultraprocessados, como compostos l\u00e1cteos, biscoitos e achocolatados.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto da FPA expande a cesta prevista no Decreto 11.936, publicado pela Presid\u00eancia da Rep\u00fablica em 5 de mar\u00e7o no \u00e2mbito da Pol\u00edtica Nacional de Seguran\u00e7a Alimentar e Nutricional e da Pol\u00edtica Nacional de Abastecimento Alimentar, com foco em alimentos minimamente processados. Indo no sentido contr\u00e1rio, a proposta atende a expectativas da ind\u00fastria dos ultraprocessados e do setor de supermercados, que tentam promover uma cesta b\u00e1sica expandida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo que diz respeito aos impostos sobre alimentos, a FPA defende a tributa\u00e7\u00e3o zero para qualquer tipo de alimento\u201d, afirmou a frente parlamentar no projeto de lei protocolado no dia 27 de mar\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os deputados ainda devem debater o chamado \u201ccashback\u201d, uma forma de devolu\u00e7\u00e3o de tributos para a popula\u00e7\u00e3o mais pobre. A pol\u00edtica est\u00e1 prevista na reforma tribut\u00e1ria, mas depende de uma regulamenta\u00e7\u00e3o para entrar em vigor.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentro da C\u00e2mara, o deputado federal Luiz Carlos Hauly (Pode-PR) defende adotar a medida para garantir justi\u00e7a fiscal de forma mais eficiente que a cesta b\u00e1sica isenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o deputado, ao zerar a al\u00edquota sobre os produtos, toda a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 beneficiada \u2013 incluindo a parcela mais rica. J\u00e1 com o cashback, o deputado defende que apenas a parcela da popula\u00e7\u00e3o registrada no Cadastro \u00danico ter\u00e1 direito ao benef\u00edcio. A posi\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, n\u00e3o tem encontrado eco entre os demais parlamentares, segundo o pr\u00f3prio Hauly.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMas essa \u00e9 uma discuss\u00e3o que se tornou irracional nos dias que antecederam a aprova\u00e7\u00e3o da PEC. N\u00e3o tinha como dialogar. Vamos ver se na lei complementar teremos um tempo de debater com racionalidade e transpar\u00eancia, de forma justa e elegante\u201d, diz Hauly.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Tathiane Piscitelli, da FGV, a proposta pode ser uma solu\u00e7\u00e3o complementar \u00e0 cesta b\u00e1sica isenta, ao inv\u00e9s de substitu\u00ed-la, desde que tenha como objetivo garantir que a \u201cparcela do meio\u201d n\u00e3o fique desamparada. Esse seria o grupo de pessoas que n\u00e3o est\u00e3o cadastradas em programas de aux\u00edlio social, mas n\u00e3o t\u00eam alta renda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe a gente considerar a remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de um professor de ensino infantil ou trabalhadoras dom\u00e9sticas, essas pessoas n\u00e3o est\u00e3o no Cadastro \u00danico, mas ser\u00e1 que elas conseguem suportar um aumento de carga tribut\u00e1ria em bens essenciais? E ser\u00e1 que justamente isso n\u00e3o levar\u00e1 essas pessoas para a ind\u00fastria dos ultraprocessados? Faz sentido que uma pessoa que ganha R$ 1.500 por m\u00eas tenha uma tributa\u00e7\u00e3o de quase 30% sobre bem essencial? Esse \u00e9 o problema\u201d, aponta.<\/p>\n\n\n\n<p>Regimes diferenciados, comit\u00ea gestor e processo administrativo fiscal<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto considerado pol\u00eamico por Piscitelli \u00e9 sobre como equilibrar a neutralidade da reforma tribut\u00e1ria com a ado\u00e7\u00e3o de regimes diferenciados e as previs\u00f5es de redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto estabelece que alguns setores contar\u00e3o com regimes espec\u00edficos, com altera\u00e7\u00f5es de al\u00edquotas e mudan\u00e7as na base de c\u00e1lculo. \u00c9 o caso de planos de sa\u00fade, servi\u00e7os financeiros e opera\u00e7\u00f5es com im\u00f3veis.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ainda a previs\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota em 60% em servi\u00e7os como educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, medicamentos, produtos de higiene pessoal e alimentos. Caber\u00e1 \u00e0 lei complementar definir quais opera\u00e7\u00f5es v\u00e3o contar com o benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo regime especial tivemos a inclus\u00e3o de muitos servi\u00e7os e bens que n\u00e3o precisam ou deveriam estar l\u00e1\u201d, diz Piscitelli. Para a tributarista, este ponto da regulamenta\u00e7\u00e3o dever\u00e1 contar com disputa de narrativas para assegurar um cen\u00e1rio mais vantajoso entre os setores beneficiados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso tem que ser ponderado com o objetivo da reforma tribut\u00e1ria, que \u00e9 n\u00e3o haver aumento da carga tribut\u00e1ria. Na medida que eu favore\u00e7o um setor, eu tenho que tirar de outro lugar. Precisamos ver o impacto que isso ter\u00e1 na al\u00edquota m\u00e9dia\u201d, avalia.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o advogado tributarista Luiz Bichara, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Bichara Advogados e procurador tribut\u00e1rio do Conselho Federal da OAB, aponta que o fato de um setor estar na lista de regime diferenciado n\u00e3o garante uma tributa\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel ou neutra.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor isso, os setores cuja tributa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 definida pelos regimes espec\u00edficos devem ficar especialmente atentos a essas regras, sob pena de se surpreenderem ao final do processo legislativo com regras ainda mais duras que as atuais\u201d, apontou.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as trazidas no processo administrativo fiscal, Piscitelli avalia que o tema n\u00e3o foi pensado junto de uma reforma processual, o que pode criar um entrave nas discuss\u00f5es das novas regras.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVamos ter umas quest\u00f5es de conflito porque tem a CBS, um tributo federal, e o IBS, um tributo cuja compet\u00eancia \u00e9 compartilhada entre Estados, munic\u00edpios e DF, mas os \u00e2mbitos de jurisdi\u00e7\u00e3o s\u00e3o distintos\u201d, afirma. \u201cTemos quest\u00f5es que precisam ser enfrentadas na perspectiva processual e processual judicial que n\u00e3o foram enfrentadas\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Comit\u00ea gestor e o \u201cdestino\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das disputas envolvendo atores do setor privado, estados e munic\u00edpios tamb\u00e9m acompanham a discuss\u00e3o da regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria. Isso porque um dos \u201cn\u00f3s\u201d a serem resolvidos \u00e9 justamente a conceitua\u00e7\u00e3o do que ser\u00e1 o \u201cdestino\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O termo, embora simples, esconde uma disputa por arrecada\u00e7\u00e3o que tem o cond\u00e3o de levar Estados e munic\u00edpios a brigarem entre si. Isso porque a reforma alterou a tributa\u00e7\u00e3o da origem, ou seja, onde a mercadoria \u00e9 produzida, para o destino \u2013 onde ela ser\u00e1 consumida.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a traz d\u00favidas: se uma empresa com sede no Rio de Janeiro decide comprar um produto que ser\u00e1 utilizado por suas filiais em todo o pa\u00eds. Onde se dar\u00e1 o \u201cdestino\u201d desses produtos? Na sede que o adquiriu ou na filial que o consumiu?<\/p>\n\n\n\n<p>Para Bichara, a emenda constitucional criou mecanismos para evitar a perda de arrecada\u00e7\u00e3o, como a ado\u00e7\u00e3o de uma regra de transi\u00e7\u00e3o e uma esp\u00e9cie de \u201cseguro-receita\u201d, que beneficia entes cuja fatia no bolo esteja caindo gradualmente em fun\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA d\u00favida \u00e9 saber se a conta realmente fecha\u201d, alertou. Tathiane Piscitelli, por sua vez, aponta que o debate dever\u00e1 \u201crenovar\u201d os debates judiciais, aumentando o risco de judicializa\u00e7\u00e3o do tema.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA ideia, no papel, \u00e9 boa: vamos tributar no destino porque \u00e9 onde est\u00e1 o mercado consumidor, e portanto \u00e9 justo que onde est\u00e1 o mercado consumidor que receba a receita tribut\u00e1ria\u201d, explicou Piscitelli. \u201cMas \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples definir essa localidade\u201d, apontou.<\/p>\n\n\n\n<p>Em paralelo, o governo tamb\u00e9m dever\u00e1 criar o Comit\u00ea Gestor do IBS, formado por representantes de Estados, munic\u00edpios e Distrito Federal. O \u00f3rg\u00e3o ter\u00e1, entre outras, a miss\u00e3o de distribuir a arrecada\u00e7\u00e3o do tributo entre os entes. \u201cN\u00e3o vejo como um \u00f3rg\u00e3o com superpoderes, mas, naturalmente, haver\u00e1 disputa entre os munic\u00edpios de quem ser\u00e1 seu representante\u201d, apontou Bichara.<br><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/regulamentacao-da-reforma-tributaria-tem-disputas-e-incertezas-veja-principais-pontos-12042024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/regulamentacao-da-reforma-tributaria-tem-disputas-e-incertezas-veja-principais-pontos-12042024<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estudo mostra que menos da metade das empresas analisou impactos da reforma<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 15\/04\/2024<br><br>Menos da metade das empresas brasileiras (46%) elaborou estudos para medir o impacto da reforma tribut\u00e1ria em seus neg\u00f3cios. Entre aquelas que ainda n\u00e3o fizeram nenhum levantamento, boa parte (45%) aguarda a publica\u00e7\u00e3o das leis complementares que regulamentar\u00e3o as novas regras dos impostos sobre o consumo, que devem ser enviadas nesta semana ao Congresso Nacional. \u00c9 o que mostra a pesquisa \u201cTax do Amanh\u00e3\u201d, feita pela Deloitte com 172 companhias de seis setores diferentes, e obtida com exclusividade pelo Valor.<br>Das empresas que fizeram previs\u00f5es, o grupo mais adiantado \u00e9 aquele das companhias que t\u00eam algum tipo de benef\u00edcio fiscal: 61% estudam mudar de endere\u00e7o ou alterar a cadeia de suprimentos. O objetivo \u00e9 manter a competitividade, por um receio de aumento na carga tribut\u00e1ria, redu\u00e7\u00e3o da margem e, consequentemente, aumento de pre\u00e7o para o consumidor.<br>Pelo estudo, a maioria das empresas (64%) pretende manter o modelo de opera\u00e7\u00e3o. De modo geral, consideram que a reforma vai simplificar os impostos (78%), dar maior transpar\u00eancia sobre a carga tribut\u00e1ria (59%) e reduzir a quantidade de obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias (53%).<br>Entre as principais preocupa\u00e7\u00f5es das participantes da pesquisa com a fase de transi\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria est\u00e3o aumento de custos n\u00e3o previstos (41%), inseguran\u00e7a jur\u00eddica (39%), perda de incentivos (37%), de cr\u00e9dito (30%) e poss\u00edvel duplica\u00e7\u00e3o de impostos (29%).<br>Apesar de ainda haver necessidade de regulamenta\u00e7\u00e3o, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel prever e planejar diversos cen\u00e1rios, afirmam especialistas da \u00e1rea. Um deles \u00e9 saber lidar com o fim de grande parte dos incentivos fiscais, em 2032, quando acabar o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o entre os dois sistemas.<br>\u201cSe vai mudar o tratamento de incentivos fiscais e eles tendem a terminar, j\u00e1 tenho que saber o que vou fazer, n\u00e3o preciso esperar a regulamenta\u00e7\u00e3o. O efeito j\u00e1 \u00e9 mensur\u00e1vel e as a\u00e7\u00f5es j\u00e1 s\u00e3o pass\u00edveis de serem estruturadas agora\u201d, afirma Luiz Rezende, s\u00f3cio-l\u00edder de Consultoria Tribut\u00e1ria da Deloitte. Uma das regi\u00f5es que voltou para o radar das empresas, pelo menos das que fizeram estudos de impacto, \u00e9 a Zona Franca de Manaus (ZFM), que \u00e9 hoje livre de IPI &#8211; que ser\u00e1 extinto com a cria\u00e7\u00e3o da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS). O texto aprovado pelos parlamentares garantiu o diferencial tribut\u00e1rio competitivo \u00e0 regi\u00e3o.<br>\u201cA Zona Franca, pela localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e log\u00edstica, era um tema n\u00e3o t\u00e3o explorado, mas entrou no radar das empresas como alternativa. Ganhou um novo papel que pode ser interessante\u201d, afirma Gustavo Rotta, s\u00f3cio de Tax da Deloitte.<br>Para o especialista, ainda n\u00e3o \u00e9 momento para executar os planos, mas sim de definir \u201cgatilhos. \u201cTer um plano pronto para executar quando adequado\u201d, diz. \u00c9 dif\u00edcil cravar, por ora, acrescenta, se haver\u00e1 ou n\u00e3o aumento de carga tribut\u00e1ria, pois \u00e9 preciso considerar onde a empresa se encontra na cadeia produtiva.<br>\u201cComo vai mudar o perfil do tributo para um de maior valor agregado e quem paga \u00e9 o consumidor final, \u00e9 preciso entender a cadeia e saber como o tributo se acomoda para poder recombinar agora, com mais flexibilidade. Porque depois que a conta chegar, vai ser mais dif\u00edcil\u201d, afirma Rezende.<br>O motivo principal da \u201cacomoda\u00e7\u00e3o\u201d de algumas empresas \u00e9 justamente a espera das duas leis complementares. Mas essa postura mais passiva n\u00e3o \u00e9 aconselhada por especialistas, ainda mais se levado em considera\u00e7\u00e3o que metade das 172 companhias ouvidas pela Deloitte tem faturamento acima de R$ 500 milh\u00f5es. De acordo com o tributarista Andr\u00e9 Menon, s\u00f3cio do Machado Meyer, \u00e9 importante que as empresas entendam \u201co melhor e pior cen\u00e1rio\u201d. \u201c\u00c9 preciso que os contribuintes olhem para os textos e vejam at\u00e9 onde podem tolerar e o que deve ser feito para que haja engajamento do setor ou seja identificado algum problema concorrencial. \u00c9 preciso saber o limite das discuss\u00f5es.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Um cen\u00e1rio que j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel prever, segundo o tributarista Diogo Teixeira, tamb\u00e9m do Machado Meyer, envolve o setor de servi\u00e7os. Hoje a al\u00edquota do ISS, que ser\u00e1 substitu\u00eddo pelo Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), \u00e9 limitada a 5%. \u201cEles claramente v\u00e3o ser mais tributados, mas existem nichos que j\u00e1 possuem margens apertadas e teriam de repassar o tributo no pre\u00e7o. S\u00f3 que se ele repassar, pode n\u00e3o ter cliente. Ent\u00e3o ainda \u00e9 um ponto de interroga\u00e7\u00e3o como eles v\u00e3o lidar com a quest\u00e3o\u201d, diz.<br>A pesquisa da Deloitte tamb\u00e9m indicou que uma das maiores dificuldades das empresas hoje \u00e9 encontrar profissionais qualificados (63%), mais do que entender a legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria (40%). Segundo os s\u00f3cios da Deloitte, o mercado agora precisa n\u00e3o s\u00f3 de tributaristas que entendam de impostos, mas que saibam usar e aplicar tecnologia a seu favor, testando cen\u00e1rios, al\u00e9m de estarem atualizados com as mudan\u00e7as legais.<br>Mas o uso da tecnologia ainda \u00e9 incipiente: apenas 12% das organiza\u00e7\u00f5es que responderam ao levantamento usam intelig\u00eancia artificial. O aspecto positivo \u00e9 que, se houver aumento no or\u00e7amento delas, a prioridade \u00e9 investir em tecnologias para \u00e1rea fiscal e tribut\u00e1ria (46%), mais do que todas as outras categorias.<br>A reforma tribut\u00e1ria do consumo vai extinguir cinco tributos &#8211; PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS &#8211; para criar o IBS, fonte de arrecada\u00e7\u00e3o dos Estados e munic\u00edpios, e CBS, para a Uni\u00e3o. H\u00e1 ainda o Imposto Seletivo, que incidir\u00e1 uma \u00fanica vez sobre a produ\u00e7\u00e3o, extra\u00e7\u00e3o, comercializa\u00e7\u00e3o ou importa\u00e7\u00e3o de produtos e servi\u00e7os prejudiciais \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente. A inten\u00e7\u00e3o do governo \u00e9 aprovar as leis complementares at\u00e9 o fim do ano.<br><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/15\/estudo-mostra-que-menos-da-metade-das-empresas-analisou-impactos-da-reforma.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/15\/estudo-mostra-que-menos-da-metade-das-empresas-analisou-impactos-da-reforma.ghtml<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>MUNICIPAIS: <\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf valida contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria em caso de pejotiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria, a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/carf\">Carf<\/a>) entendeu que h\u00e1 incid\u00eancia de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/contribuicao-previdenciaria\">contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria<\/a>&nbsp;sobre valores referentes a uma s\u00e9rie de contratos de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o da Prosul Projetos Supervis\u00e3o e Planejamento com pessoas jur\u00eddicas.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o central do processo \u00e9 se a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/terceirizacao\">terceiriza\u00e7\u00e3o<\/a>&nbsp;da atividade fim, por meio da contrata\u00e7\u00e3o de pessoas jur\u00eddicas, seria suficiente para demonstrar que havia v\u00ednculo empregat\u00edcio. Em caso afirmativo, os valores pagos \u00e0s PJs seriam remunera\u00e7\u00e3o, incidindo sobre eles contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda defendeu que havia v\u00ednculo empregat\u00edcio entre a empresa e os prestadores de servi\u00e7os. Segundo o fisco, os s\u00f3cios prestaram pessoalmente os servi\u00e7os \u00e0 autuada e, em sua grande maioria, eram empregados ou ex-empregados da Prosul. Assim, para todos os s\u00f3cios, ex-empregados ou n\u00e3o, teriam sido preenchidos os pressupostos b\u00e1sicos de rela\u00e7\u00e3o de emprego.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso, de relatoria do conselheiro Leonam Rocha De Medeiros, come\u00e7ou a ser julgado em fevereiro, quando houve pedido de vista da conselheira Ludmila Mara Monteiro de Oliveira. Nesta ter\u00e7a-feira (19\/3), a julgadora votou para que o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido, favor\u00e1vel ao contribuinte, fosse anulado. Sua justificativa foi que o relat\u00f3rio \u00e9 dissonante do que foi votado no ac\u00f3rd\u00e3o recorrido.<\/p>\n\n\n\n<p>O placar final no \u00e2mbito do processo 10983.720180\/2013-18 foi de 4\u00d73 para dar provimento ao recurso da Fazenda. A turma ainda decidiu, por unanimidade, manter a qualifica\u00e7\u00e3o de 150% da multa de of\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-valida-contribuicao-previdenciaria-em-caso-de-pejotizacao-09042024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-valida-contribuicao-previdenciaria-em-caso-de-pejotizacao-09042024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m tributa\u00e7\u00e3o sobre stock options em caso envolvendo banco<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/04\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) n\u00e3o conheceu do recurso do contribuinte e, na pr\u00e1tica, manteve decis\u00e3o da turma ordin\u00e1ria que entendeu que h\u00e1 incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias sobre o plano de stock options do contribuinte, o Banco Santander.<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00e9rito, entretanto, n\u00e3o chegou a ser julgado, uma vez que a turma n\u00e3o conheceu do recurso do contribuinte. A justificativa foi a falta de similitude f\u00e1tica entre o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido e o ac\u00f3rd\u00e3o paradigma.<\/p>\n\n\n\n<p>A procuradora Patr\u00edcia Amorim, representante da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), apontou que as stock options n\u00e3o se tratam de um instrumento mercantil, mas sim de um instrumento remunerat\u00f3rio. Assim, defendeu que deve incidir contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre essas verbas.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a empresa defendeu que a participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria de empregados est\u00e1 prevista na Lei 6.404\/76. Tamb\u00e9m alegou que o plano de stock options tem como finalidade principal atrair e reter profissionais de talento.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a turma ordin\u00e1ria, no entanto, prevaleceu o entendimento de que o plano de stock options tem natureza mercantil, e n\u00e3o remunerat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>No Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), o tema poder\u00e1 ser analisado sob o rito dos recursos repetitivos por meio dos REsps 2.069.644\/SP, 2.070.059\/SP e 2.074.564\/SP. Ainda n\u00e3o h\u00e1 data para julgamento do tema pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o. Os ministros analisar\u00e3o se as stock options devem ser consideradas remunera\u00e7\u00e3o do trabalho, com a incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria e de Imposto de Renda, ou contrato mercantil, com a incid\u00eancia de Imposto de Renda sobre ganho de capital.<\/p>\n\n\n\n<p>No Carf, o processo \u00e9 o16327.720596\/2013-48, de relatoria da conselheira Ludmila Mara Monteiro De Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/lawmm.com.br\/carf-mantem-tributacao-sobre-stock-options-em-caso-envolvendo-banco\/\">https:\/\/lawmm.com.br\/carf-mantem-tributacao-sobre-stock-options-em-caso-envolvendo-banco\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m IRRF sobre remessas de juros ao exterior<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Para a fiscaliza\u00e7\u00e3o, a empresa n\u00e3o comprovou que os recursos foram usados para fomentar as exporta\u00e7\u00f5es no Brasil<\/p>\n\n\n\n<p>Por voto de qualidade, a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) n\u00e3o conheceu do recurso e, na pr\u00e1tica, manteve a decis\u00e3o da turma ordin\u00e1ria que determinou a cobran\u00e7a de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre remessas de juros ao exterior para pr\u00e9-pagamentos de contratos de exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a fiscaliza\u00e7\u00e3o, a empresa n\u00e3o conseguiu comprovar que utilizou os recursos captados no exterior para fomentar as exporta\u00e7\u00f5es no Brasil e, assim, fazer jus ao benef\u00edcio fiscal previsto no artigo 1\u00ba, inciso XI, da Lei 9.481\/1997. Este dispositivo prev\u00ea al\u00edquota zero do IRRF sobre os rendimentos auferidos no pa\u00eds, por residentes ou domiciliados no exterior, na hip\u00f3tese de \u201cjuros e comiss\u00f5es relativos a cr\u00e9ditos obtidos no exterior e destinados ao financiamento de exporta\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa, por outro lado, alega que, para financiar suas exporta\u00e7\u00f5es, celebrou quatro contratos com a Gerdau Trade Inc., sem defini\u00e7\u00e3o espec\u00edfica do cronograma de exporta\u00e7\u00f5es, e que se comprometeu a fazer pagamentos semestrais de juros, os quais sujeitam-se ao IRRF \u00e0 al\u00edquota zero por serem relativos a cr\u00e9ditos obtidos no exterior e destinados ao financiamento de exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A turma, no entanto, n\u00e3o conheceu do recurso por falta de similitude f\u00e1tica entre o paradigma e o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido. Assim, \u00e9 mantida decis\u00e3o da turma ordin\u00e1ria, contr\u00e1ria ao contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a turma ordin\u00e1ria que analisou o caso, n\u00e3o h\u00e1 contratos de exporta\u00e7\u00e3o vinculados a empr\u00e9stimo, pois estes serviram, na verdade, para introduzir no Brasil os valores obtidos via emiss\u00e3o de t\u00edtulos com o benef\u00edcio da al\u00edquota zero, independentemente da destina\u00e7\u00e3o que efetivamente os montantes tiveram no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-irrf-sobre-remessas-de-juros-ao-exterior-11042024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-irrf-sobre-remessas-de-juros-ao-exterior-11042024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf autoriza dedu\u00e7\u00e3o de furto de energia do c\u00e1lculo do IRPJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Light conseguiu anular no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) duas autua\u00e7\u00f5es fiscais que somam aproximadamente R$ 2 bilh\u00f5es. S\u00e3o as primeiras decis\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0s distribuidoras de energia que autorizam a dedu\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda (IRPJ) e da CSLL das chamadas perdas n\u00e3o t\u00e9cnicas &#8211; derivadas principalmente dos chamados \u201cgatos\u201d, os furtos decorrentes de liga\u00e7\u00f5es clandestinas na rede el\u00e9trica. At\u00e9 ent\u00e3o, as companhias perdiam essa discuss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A 4\u00aa Turma Extraordin\u00e1ria da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o aceitou, por unanimidade, recursos apresentados pela Light, cancelando integralmente os autos de infra\u00e7\u00e3o. Os conselheiros acataram a argumenta\u00e7\u00e3o de que essas perdas representam um custo inerente \u00e0 atividade desenvolvida pela concession\u00e1ria no Rio de Janeiro. Por isso, poderiam ser deduzidas da base dos impostos federais (processos n\u00ba 16682.720895\/2020-62 e n\u00ba 16682.721089\/2020-10).<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Receita Federal, essas despesas n\u00e3o estariam ligadas \u00e0 atividade econ\u00f4mica e a dedu\u00e7\u00e3o s\u00f3 seria poss\u00edvel se cada furto de energia estivesse registrado de forma detalhada e individualizada em boletim de ocorr\u00eancia policial. O que, segundo os advogados da empresa, seria imposs\u00edvel de se executar no atual cen\u00e1rio do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para o setor. Segundo relat\u00f3rio da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel), as perdas totais de energia na distribui\u00e7\u00e3o (t\u00e9cnicas e n\u00e3o t\u00e9cnicas) representaram aproximadamente 14% do mercado consumidor brasileiro em 2021. Significariam mais que o consumo total de energia el\u00e9trica das regi\u00f5es Norte e Centro-Oeste em 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com parecer apresentado nos processos, de 2017 a 2021, a Light investiu mais de R$ 1,7 bilh\u00e3o (valores hist\u00f3ricos) no combate \u00e0s perdas n\u00e3o t\u00e9cnicas. Maur\u00edcio Faro, s\u00f3cio do BMA Advogados, que assessora a Light em um dos processos, destaca que essas perdas n\u00e3o t\u00e9cnicas decorrem substancialmente de furto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cInfelizmente, no Rio de Janeiro, existem \u00e1reas dominadas pelo crime organizado, pelas mil\u00edcias, pelo tr\u00e1fico. E nessas regi\u00f5es, a propor\u00e7\u00e3o de gatos chega a 85%, 90%. Ou seja, s\u00f3 10% dos moradores pagam a conta de energia\u201d, diz. \u201cEnt\u00e3o, essas perdas n\u00e3o t\u00e9cnicas s\u00e3o, na atividade econ\u00f4mica das concession\u00e1rias, uma despesa extremamente relevante.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Henrique Bechara, s\u00f3cio do Pinheiro Neto Advogados, que assessora a Light no outro processo, destaca que a companhia fez, s\u00f3 no ano de 2017, mais de 600 boletins de ocorr\u00eancia. Por\u00e9m, acrescenta, \u201cpor mais que se empenhe no combate, \u00e9 imposs\u00edvel eliminar completamente essas perdas\u201d. \u201cA Light, por outro lado, \u00e9 obrigada a distribuir energia em toda a \u00e1rea de sua concess\u00e3o no Rio de Janeiro, incluindo \u00e1reas dominadas pelo tr\u00e1fico e pela mil\u00edcia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 2021, cerca de 4,4 milh\u00f5es de habitantes estavam sob controle de algum grupo armado na Regi\u00e3o Metropolitana do Rio de Janeiro, o que representa aproximadamente 25% da popula\u00e7\u00e3o do Estado, de acordo com o trabalho \u201cMapa Hist\u00f3rico dos Grupos Armados do Rio de Janeiro\u201d, publicado pelo Instituto Fogo Cruzado e pelo Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (GENI\/UFF).<\/p>\n\n\n\n<p>As decis\u00f5es obtidas pela Light s\u00e3o os primeiros precedentes favor\u00e1veis obtidos pelo setor de energia. De acordo com Bechara, s\u00e3o extremamente importantes porque todos os pontos t\u00e9cnicos da defesa foram analisados e amplamente debatidos pelo Carf. \u201cO caso da Light \u00e9 bastante expressivo porque \u00e9 o maior valor de perdas por gatos no Brasil. A quantidade de energia furtada por ano \u00e9 suficiente para abastecer todo o Estado do Esp\u00edrito Santo\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado, no Rio de Janeiro, qualquer concession\u00e1ria de energia estaria enfrentando exatamente o mesmo problema por conta da alta incid\u00eancia de \u201cgatos\u201d. \u201cA posi\u00e7\u00e3o da Receita Federal afeta de forma direta a viabilidade financeira da concess\u00e3o. Esse precedente traz \u00e2nimo para o setor.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Renata Yamada, diretora tribut\u00e1ria da Light, considera o entendimento adotado pelo Carf de extrema relev\u00e2ncia para tratar de forma justa o desequil\u00edbrio econ\u00f4mico gerado pelo furto de energia, um grande desafio do setor el\u00e9trico. O preju\u00edzo anual da empresa com os \u201cgatos\u201d, acrescenta, \u00e9 de cerca R$ 1 bilh\u00e3o, \u201cem uma das \u00e1reas de concess\u00e3o mais complexas do Brasil\u201d. \u201cPara se ter uma ideia do tamanho do desafio, a cada dez clientes regulares h\u00e1 outros seis que furtam energia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, as distribuidoras de energia vinha perdendo a discuss\u00e3o em outros casos analisados no Carf. H\u00e1 pelo menos tr\u00eas decis\u00f5es contr\u00e1rias \u00e0 dedu\u00e7\u00e3o desses valores do IRPJ e da CSLL. Todas da 2\u00aa Turma da 4\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2020, os conselheiros decidiram manter uma autua\u00e7\u00e3o fiscal recebida pela Light. No processo, referente aos anos de 2013 e 2014, a companhia alegou que fez boletim de ocorr\u00eancia. Por\u00e9m, a fiscaliza\u00e7\u00e3o considerou o documento \u201cvago e gen\u00e9rico\u201d e alegou que a Aneel compensa os furtos na tarifa (processo n\u00ba 16682.721141\/2018-13).<\/p>\n\n\n\n<p>A turma j\u00e1 havia analisado duas cobran\u00e7as semelhantes. Uma delas da EDP Esp\u00edrito Santo Distribui\u00e7\u00e3o de Energia (processo n\u00ba 15586.720168\/2018-14). Manteve cobran\u00e7a de IRPJ e CSLL e afastou a de PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da Light, a fiscaliza\u00e7\u00e3o considerou que as chamadas \u201cperdas n\u00e3o t\u00e9cnicas\u201d deveriam ter sido adicionadas ao resultado para apura\u00e7\u00e3o do lucro real e c\u00e1lculo do IRPJ e CSLL. Pelo Regulamento do Imposto de Renda, elas podem ser deduzidas em casos de furto ou fraude.<\/p>\n\n\n\n<p>O assunto foi objeto de diferentes solu\u00e7\u00f5es de consulta da Receita. E em 2017 foi destacado que deve haver queixa-crime para comprova\u00e7\u00e3o de furto, o que j\u00e1 era previsto pelo Regulamento do Imposto de Renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirma que o tema ainda est\u00e1 sendo discutido e apreciado pelas turmas do Carf, \u201cde modo que \u00e9 preciso aguardar para ver como a jurisprud\u00eancia ir\u00e1 se consolidar\u201d. E destaca que, nos ac\u00f3rd\u00e3os 1402-004.314 e 1402-004.517, o tribunal decidiu que as empresas precisam cumprir os requisitos previstos na legisla\u00e7\u00e3o fiscal para poder deduzir, na apura\u00e7\u00e3o do IRPJ e da CSLL, as perdas decorrentes do furto de energia.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/12\/carf-autoriza-deducao-de-furto-de-energia-do-calculo-do-irpj.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/12\/carf-autoriza-deducao-de-furto-de-energia-do-calculo-do-irpj.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf permite cr\u00e9dito de PIS\/Cofins no armazenamento e distribui\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 12\/04\/2024<br><br>Por tr\u00eas votos a um, a 1\u00aa Turma Ordin\u00e1ria da 3\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) reconheceu o direito \u00e0 tomada de cr\u00e9ditos de PIS e Cofins sobre frete e armazenamento de diesel, gasolina e etanol, quando os custos s\u00e3o arcados pela distribuidora na revenda de produtos monof\u00e1sicos.<\/p>\n\n\n\n<p>No regime monof\u00e1sico de tributa\u00e7\u00e3o, o PIS e a Cofins s\u00e3o concentrados em uma \u00fanica etapa da cadeia. Nas demais etapas, os produtos ficam sujeitos \u00e0 al\u00edquota zero, uma vez que o recolhimento foi antecipado. Al\u00e9m de combust\u00edveis, a sistem\u00e1tica \u00e9 utilizada em opera\u00e7\u00f5es envolvendo produtos de higiene pessoal, medicamentos e cosm\u00e9ticos, entre outros.<br>O relator do caso, conselheiro La\u00e9rcio Cruz Uliana J\u00fanior, entendeu que o frete e o armazenamento na fase de revenda geram cr\u00e9ditos, revertendo a cobran\u00e7a realizada pela fiscaliza\u00e7\u00e3o. No caso da Sat\u00e9lite Distribuidora de Petr\u00f3leo S.A, o fisco apontou que os regimes tribut\u00e1rios monof\u00e1sico e de n\u00e3o cumulatividade n\u00e3o poderiam coexistir na mesma cadeia produtiva.<br>A defesa sustentou que a empresa apresentou toda a documenta\u00e7\u00e3o comprovando que assume os custos de frete e armazenamento de tais produtos exigidos pela dilig\u00eancia, solicitada pelo relator em 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Votaram com o relator os conselheiros Rodrigo Lorenzon Yuan Gassibe e Jucelia de Souza Lima. Divergiu o conselheiro Wagner Mota Momesso de Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<p>Os processos s\u00e3o os 10469.720449\/2010-24, 10469.720451\/2010-01, 10469.720452\/2010-48.<br><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-permite-credito-de-pis-cofins-no-armazenamento-e-distribuicao-de-combustiveis-12042024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-permite-credito-de-pis-cofins-no-armazenamento-e-distribuicao-de-combustiveis-12042024<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ArcelorMittal e a CSN perdem casos de \u00e1gio no Carf<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 15\/04\/2024<br><br>A ArcelorMittal e a CSN perderam no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) discuss\u00f5es sobre aproveitamento de \u00e1gio interno. S\u00e3o cobran\u00e7as bilion\u00e1rias de Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL, que foram analisadas recentemente pelos conselheiros da 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior &#8211; \u00faltima inst\u00e2ncia do tribunal administrativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os conselheiros apenas afastaram, no processo da ArcelorMittal, parcela referente ao uso de empresa ve\u00edculo, por maioria de votos. A autua\u00e7\u00e3o lavrada \u00e9 no valor total de R$ 1,3 bilh\u00e3o e refere-se ao aproveitamento de \u00e1gio entre 2006 e 2007 (processo n\u00ba 16643.720041\/2011-51).<br>No caso da CSN, a Receita Federal cobra R$ 1,16 bilh\u00e3o de IRPJ e CSLL, decorrente do aproveitamento de \u00e1gio nos anos de 2013 e 2014. \u00c9 proveniente da incorpora\u00e7\u00e3o da Big Jump Energy Participa\u00e7\u00f5es pela Nacional Min\u00e9rios (Namisa) que, por sua vez, ainda foi absorvida posteriormente pela CSN.<br>A cobran\u00e7a sobre CSLL, por\u00e9m, voltar\u00e1 \u00e0 1\u00aa Turma da 2\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o para ser reanalisada porque no julgamento, realizado em 2019, foi adotado o mesmo tratamento dado ao IRPJ, sem detalhamento. Portanto, esse ponto ficou pendente na 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior (processo n\u00ba 10600.720070\/2018-18).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), no caso, ap\u00f3s apreciar os fatos, a C\u00e2mara Superior chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que a empresa ve\u00edculo foi utilizada artificialmente pelo contribuinte para que pudesse deduzir as despesas com \u00e1gio, o que levou a turma a manter o lan\u00e7amento efetuado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs turmas do Carf apreciam os recursos e decidem caso a caso, quando se trata de lan\u00e7amentos sobre \u2018dedu\u00e7\u00e3o de despesas com \u00e1gio\u2019. Por isso, a jurisprud\u00eancia do Carf apresenta precedentes com resultados diferentes para o mesmo tema, uma vez que as circunst\u00e2ncias de cada caso concreto s\u00e3o relevantes para as turmas formarem seu convencimento\u201d, afirm<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no julgamento da autua\u00e7\u00e3o fiscal recebida pela ArcelorMittal, a C\u00e2mara Superior entendeu que havia finalidade negocial e justificativa leg\u00edtima para a utiliza\u00e7\u00e3o da empresa ve\u00edculo. Por isso, decidiu anular parte do lan\u00e7amento. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber qual o valor exato mantido nas autua\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de tratarem de casos concretos, os julgamentos indicam a forma como a C\u00e2mara Superior vem se posicionando em um dos temas mais relevantes &#8211; e caros &#8211; para as grandes empresas que realizaram fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fevereiro, a mesma turma derrubou uma autua\u00e7\u00e3o bilion\u00e1ria recebida pela B3 por causa do aproveitamento de \u00e1gio na uni\u00e3o da BM&amp;F com a Bovespa Holding por meio de incorpora\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es. Naquela decis\u00e3o, por maioria de votos, os conselheiros aceitaram um laudo sobre a rentabilidade futura da opera\u00e7\u00e3o. A partir disso, autorizaram a amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio realizada. O valor da autua\u00e7\u00e3o era de R$ 4 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No ac\u00f3rd\u00e3o, rec\u00e9m-publicado, os conselheiros destacam que ainda que as partes do neg\u00f3cio, com base na curva de valores das a\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis no mercado financeiro, tenham ajustado o pre\u00e7o do neg\u00f3cio em montante inferior aquele que constou no laudo que mensurou a expectativa de rentabilidade futura do investimento, essa diferen\u00e7a n\u00e3o desqualifica a origem do \u00e1gio (processo n\u00ba 16327.720307\/2017-34).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o advogado da B3 no caso, Roberto Quiroga, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Mattos Filho, os casos levados \u00e0 C\u00e2mara Superior est\u00e3o sendo bem debatidos. Para ele, existe maior estabilidade na jurisprud\u00eancia atual.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00falio C\u00e9sar Soares, da Advocacia Dias de Souza, considera interessante, no caso da ArcelorMittal, o fato de o Carf ter aceitado o uso de empresa ve\u00edculo. Segundo ele, ainda \u00e9 um tema que provoca controv\u00e9rsia. \u201c\u00c9 uma boa evolu\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara Superior no sentido de que apenas ser ve\u00edculo n\u00e3o invalida o \u00e1gio. \u00c9 necess\u00e1rio avaliar o motivo da cria\u00e7\u00e3o da empresa\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado reitera que, apesar do placar apertado, de cinco votos a tr\u00eas, a decis\u00e3o refor\u00e7a que o Carf aceita a empresa ve\u00edculo desde que ela n\u00e3o tenha sido criada apenas para fins tribut\u00e1rios. O advogado lembra que esse tamb\u00e9m foi o entendimento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) ao julgar um caso de \u00e1gio envolvendo empresa ve\u00edculo.<\/p>\n\n\n\n<p>Caio Quintella, ex-conselheiro e s\u00f3cio da Nader Quintella Advogados, afirma que o julgado da ArcelorMittal mostra uma \u201cconsider\u00e1vel e desejada estabilidade da jurisprud\u00eancia da C\u00e2mara Superior em rela\u00e7\u00e3o ao \u00e1gio\u201d, com empate em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s opera\u00e7\u00f5es internas dos grupos e decis\u00e3o por maioria diante do uso de empresa ve\u00edculo.<br>Com a aplica\u00e7\u00e3o do voto de qualidade, lembra o advogado, a multa fica afastada e, caso o contribuinte opte pelo pagamento da cobran\u00e7a, ficar\u00e1 livre dos juros de mora, conforme altera\u00e7\u00e3o feita na legisla\u00e7\u00e3o com a volta do desempate a favor da Fazenda Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradas pelo Valor, ArcelorMittal e CSN n\u00e3o deram retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/15\/arcelormittal-e-a-csn-perdem-casos-de-agio-no-carf.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/15\/arcelormittal-e-a-csn-perdem-casos-de-agio-no-carf.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>STJ afasta cobran\u00e7a de multa e juros sobre ITCMD progressivo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) tem autorizado contribuintes a pagar diferen\u00e7a de ITCMD, gerada com a aplica\u00e7\u00e3o da tabela de al\u00edquotas progressivas, sem multa. Ontem, al\u00e9m dessa penalidade, a 2\u00aa Turma decidiu, por unanimidade, tamb\u00e9m afastar o pagamento de juros de mora, por conta, no caso, da falta de notifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via da Fazenda do Rio Grande do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o, apesar de n\u00e3o ser em recurso repetitivo, pode abrir brecha para que contribuintes pleiteiem o mesmo direito. Ainda mais quando a progressividade da al\u00edquota do imposto sobre heran\u00e7as e doa\u00e7\u00f5es deve ser adotada em todo o Brasil com a reforma tribut\u00e1ria. Estados como S\u00e3o Paulo, Alagoas, Amap\u00e1, Amazonas, Esp\u00edrito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paran\u00e1 e Roraima, que t\u00eam al\u00edquota fixa, passar\u00e3o a adotar novas leis para a aplicar a progress\u00e3o \u2014 quanto maior o patrim\u00f4nio, mais alta a al\u00edquota.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o analisada no STJ deriva de uma outra tese, que j\u00e1 havia sido perdida pelos contribuintes, sobre a validade da aplica\u00e7\u00e3o da tabela progressiva do ITCMD \u2014 chancelada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2013. O caso julgado pelos ministros (RE 562045) \u00e9 do Rio Grande do Sul, que passou a adotar a pr\u00e1tica em 1989, com base na Lei n\u00ba 8.821.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em agosto de 2014, o Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul (TJRS), que tinha jurisprud\u00eancia contr\u00e1ria, internalizou a decis\u00e3o em repercuss\u00e3o geral e passou a entender pela validade da progress\u00e3o. Mas surgiu o debate sobre a partir de quando deveria ser contado o prazo de prescri\u00e7\u00e3o para a cobran\u00e7a da diferen\u00e7a entre a al\u00edquota m\u00ednima e as demais, assim como multa e juros.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso julgado ontem pelo STJ, os contribuintes pagaram o imposto com al\u00edquota de 1% em 2011, antes da decis\u00e3o do STF de 2013. Em outubro de 2019, o Fisco ga\u00facho enviou a cobran\u00e7a para o contribuinte, com o valor a ser pago com a aplica\u00e7\u00e3o da al\u00edquota m\u00e1xima, de 6%. Essa diferen\u00e7a, com multa e juros, fez os herdeiros pagarem R$ 60 mil a mais de impostos. O caso envolve a transfer\u00eancia de patrim\u00f4nio de um pai morto para tr\u00eas filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>No STJ, dois recursos foram analisados \u2014 um da Fazenda estadual e outro dos contribuintes. Enquanto o Estado do Rio Grande do Sul pedia a aplica\u00e7\u00e3o de juros, os herdeiros defendiam que a cobran\u00e7a da diferen\u00e7a do tributo havia prescrito. Ambos recorreram de decis\u00e3o do TJRS que reconheceu a aus\u00eancia de decad\u00eancia e afastou multa e juros.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sustenta\u00e7\u00e3o oral, a procuradora do Estado Fernanda Figueira Tonetto Braga argumentou que a n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o dos juros fere o artigo 161 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN). \u201cA incid\u00eancia dos juros de mora n\u00e3o depende da m\u00e1-f\u00e9 do contribuinte, mas sim do mero inadimplemento\u201d, afirmou, na sess\u00e3o de julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Vota\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do processo, o ministro Herman Benjamim, no entanto, entendeu que, como a Fazenda n\u00e3o discutiu essa quest\u00e3o nos autos no momento oportuno, n\u00e3o seria poss\u00edvel conhecer o recurso. Benjamim foi acompanhado pelos outros ministros da 2\u00aa Turma \u2013 Mauro Campbell Marques, Teodoro Silva Santos, Francisco Falc\u00e3o e Afr\u00e2nio Vilela, presidente da turma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO ac\u00f3rd\u00e3o se fundamentou em argumento aut\u00f4nomo insuficiente de que a mora apenas pode ser contada a partir do vencimento da d\u00edvida. E, no caso, sequer houve notifica\u00e7\u00e3o do contribuinte estabelecendo prazo para pagamento do tributo, nem foi definido o quanto era devido. O que, por\u00e9m, n\u00e3o foi objeto de impugna\u00e7\u00e3o no recurso especial. Por isso, n\u00e3o podemos chegar ao ponto principal. Temos jurisprud\u00eancia, mas n\u00e3o houve impugna\u00e7\u00e3o desse fundamento\u201d, disse o relator (REsp 2007872).<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lise<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, os ministros do STJ mantiveram o ac\u00f3rd\u00e3o do TJRS. O tributarista Vin\u00edcius da Silva Zanuzzi, do escrit\u00f3rio Pimentel &amp; Rohenkohl Advogados Associados, que atuou no caso defendendo os contribuintes, afirma que foi pago o imposto com a al\u00edquota m\u00ednima, pois o tema era controvertido. E que partir da decis\u00e3o do STF em 2013, com a internaliza\u00e7\u00e3o pelo TJRS em 2014, entraram com um mandado de seguran\u00e7a alegando que o direito do Estado de cobrar o d\u00e9bito se extinguiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o de Zanuzzi, o prazo de cinco anos para a cobran\u00e7a se inicia a partir do tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o que homologou o invent\u00e1rio. Subsidiariamente, a partir de 2013, quando o STF declarou constitucional a progressividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o tribunal estadual e o STJ, a contagem deve ser iniciada no primeiro dia \u00fatil do exerc\u00edcio fiscal seguinte \u00e0 decis\u00e3o que validou a progress\u00e3o (no caso do TJRS, atrav\u00e9s do ju\u00edzo de retrata\u00e7\u00e3o), ou seja, em janeiro de 2015. \u201cO prazo para o Fisco acabaria no fim de 2020, mas, na nossa vis\u00e3o, seria em 2019\u201d, afirma o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do STJ em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 decad\u00eancia \u00e9 desfavor\u00e1vel aos contribuintes, por isso, n\u00e3o h\u00e1 inten\u00e7\u00e3o de recorrer da decis\u00e3o, diz Zanuzzi. \u201cDesde que houve a uniformiza\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia do STJ, avisamos aos clientes que n\u00e3o tinha mais discuss\u00e3o, mas eles aguardam o tr\u00e2nsito em julgado\u201d, acrescenta ele, citando o EAREsp 1621841. \u201cAcho dif\u00edcil ter espa\u00e7o para uma discuss\u00e3o constitucional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Jo\u00e3o Vitor Kanufre Xavier, s\u00f3cio de Galv\u00e3o Villani, Navarro, Zangi\u00e1como e Bardella Advogados, apesar do caso ser espec\u00edfico, h\u00e1 uma brecha em favor dos contribuintes. \u201c\u00c9 uma porta de entrada para novas medidas, uma brecha interessante. Porque se a jurisprud\u00eancia fosse aplicada em an\u00e1lise mais detida, pelo menos se manteria o juros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, muitas receitas estaduais lan\u00e7am o auto de infra\u00e7\u00e3o mesmo pendente de crit\u00e9rios de constitucionalidade para prevenir a decad\u00eancia. \u201cNesse caso, o Estado do Rio Grande do Sul preferiu esperar.\u201d O \u201cerro\u201d, acrescenta, foi n\u00e3o ter oportunizado para os herdeiros o pagamento do imposto sem multa e juros nos 30 dias antes de lavrar o auto de infra\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 preciso que o contribuinte saiba o valor do tributo e como se aplica a al\u00edquota progressiva. E que o Fisco desse a oportunidade de ele se regularizar.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Carlos Eduardo Amorim, s\u00f3cio do Martinelli Advogados, a controv\u00e9rsia maior sobre a progressividade da al\u00edquota j\u00e1 foi encerrada e a jurisprud\u00eancia est\u00e1 consolidada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 decad\u00eancia. \u201cHoje se discute apenas as cobran\u00e7as que remanesceram. S\u00e3o casos particulares que n\u00e3o devem ter repercuss\u00e3o para outros contribuintes\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Da decis\u00e3o, ainda cabe recurso (embargos de declara\u00e7\u00e3o). A Procuradoria Geral do Rio Grande do Sul disse que n\u00e3o deve recorrer por ora porque foi mantida a cobran\u00e7a do tributo. Afirmou ainda que possui a\u00e7\u00f5es sobre essa mat\u00e9ria do per\u00edodo entre 2020 e 2022, ap\u00f3s a decis\u00e3o do STF da constitucionalidade da al\u00edquota progressiva. \u201cO processo julgado, nesta ter\u00e7a-feira (09\/04), \u00e9 um dos poucos que ainda remanesciam.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/09\/stj-mantm-cobrana-de-itcmd-com-alquota-progressiva-mas-afasta-multa-e-juros.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/09\/stj-mantm-cobrana-de-itcmd-com-alquota-progressiva-mas-afasta-multa-e-juros.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF julga PIS\/Cofins sobre loca\u00e7\u00e3o de bens<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) come\u00e7ou a julgar ontem se \u00e9 constitucional a incid\u00eancia de PIS e Cofins sobre aluguel de bens m\u00f3veis e im\u00f3veis. Dois recursos est\u00e3o sendo analisados no julgamento, que foi suspenso e ser\u00e1 retomado hoje. Por ora, o placar est\u00e1 em 2 a 1 para os contribuintes em uma das a\u00e7\u00f5es e em 2 a 2 na outra.<\/p>\n\n\n\n<p>As perdas para a Uni\u00e3o, se impedida de cobrar esses tributos, est\u00e3o estimadas em R$ 36 bilh\u00f5es na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) &#8211; R$ 20,2 bilh\u00f5es com loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis e R$ 16 bilh\u00f5es com a de im\u00f3veis. O caso, que trata de cobran\u00e7a retroativa, est\u00e1 em repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor foi questionado na sess\u00e3o pelo advogado Luiz Gustavo Bichara, que representa a Legno Nobile Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio em um dos recursos. Por\u00e9m, foi confirmado pela procuradora Geila L\u00eddia Barreto Barbosa Diniz, da Fazenda Nacional. Segunda ela, o montante se refere a um ano em que deixariam de ser cobrados os tributos federais e ao per\u00edodo de cinco anos retroativos.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o entende que o PIS e a Cofins devem ser cobrados sobre todo o faturamento da empresa, inclusive sobre a loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis e im\u00f3veis, mesmo que esta n\u00e3o seja sua atividade preponderante. Afirma que desde a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 h\u00e1 essa previs\u00e3o, refor\u00e7ada pela Emenda Constitucional (EC) n\u00ba 20\/1998 e pelas Leis n\u00ba 10.637\/2002 e n\u00ba 10.833\/2003.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os contribuintes entendem que n\u00e3o h\u00e1 essa previs\u00e3o legal porque a loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis e im\u00f3veis n\u00e3o \u00e9 venda de mercadoria nem presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. Portanto, n\u00e3o poderia compor a base de c\u00e1lculo desses tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dois processos est\u00e3o sendo julgados em conjunto. Em um deles, a empresa Sea Container do Brasil, que aluga cont\u00eaineres e equipamentos de transporte, questiona decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRF-2) favor\u00e1vel \u00e0 Uni\u00e3o (RE 659412).<\/p>\n\n\n\n<p>No outro recurso, a Uni\u00e3o questiona ac\u00f3rd\u00e3o do TRF-3 que garantiu \u00e0 Legno Nobile Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio, do setor moveleiro, o direito de excluir da base de c\u00e1lculo do PIS a receita do aluguel obtido pela loca\u00e7\u00e3o de um im\u00f3vel pr\u00f3prio (RE 599658).<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Luiz Fux, relator do caso da Legno, tratou em seu voto do conceito de faturamento e se a receita proveniente da loca\u00e7\u00e3o dos bens m\u00f3veis e im\u00f3veis seria pass\u00edvel de incid\u00eancia dos tributos federais. Para ele, a cobran\u00e7a s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel a partir da EC n\u00ba 20\/1998 e leis espec\u00edficas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele prop\u00f4s a fixa\u00e7\u00e3o da seguinte tese para os dois casos: \u201cAs receitas provenientes da loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis ou im\u00f3veis n\u00e3o caracteriza faturamento para fins de incid\u00eancia do PIS e Cofins na sistem\u00e1tica anterior a EC 20 de 1998. Posteriormente \u00e0 mudan\u00e7a constitucional, com a edi\u00e7\u00e3o das Leis 10.637\/2002 e 10.833\/2003, as contribui\u00e7\u00f5es incidem sobre a receita da pessoa jur\u00eddica, inclusive sobre a atividade de loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis e im\u00f3veis\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Alexandre de Moraes, no entanto, divergiu do voto de Fux. Ele foi acompanhado pelo ministro Fl\u00e1vio Dino. Na outra a\u00e7\u00e3o, da Sea Container, \u00e9 contabilizado ainda o voto do outro relator, o ministro aposentado Marco Aur\u00e9lio Mello e, por isso, o placar \u00e9 de 2 a 2.<\/p>\n\n\n\n<p>Mello havia votado a favor dos contribuintes, pela n\u00e3o inclus\u00e3o das receitas de loca\u00e7\u00e3o at\u00e9 o in\u00edcio da aplica\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 12.973, de 2014, que amplificou a base de c\u00e1lculo dessas contribui\u00e7\u00f5es. A partir dessa data, para o ministro, as contribui\u00e7\u00f5es devem incidir, desde que a loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis seja a atividade ou objeto principal da contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>No voto, Moraes entende que para os bens m\u00f3veis, \u00e9 v\u00e1lida a incid\u00eancia do PIS e da Cofins porque o aluguel \u00e9 uma presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, algo pass\u00edvel de tributa\u00e7\u00e3o desde a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988. J\u00e1 para os bens im\u00f3veis, a cobran\u00e7a \u00e9 inconstitucional \u201cpara empresas em que a loca\u00e7\u00e3o \u00e9 eventual e subsidi\u00e1ria ao objeto social principal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a tributarista Julia Ferreira Cossi Barbosa, do escrit\u00f3rio Finocchio &amp; Ustra Sociedade de Advogados, a tese s\u00f3 se aplica para casos antigos. \u201cAntes da Emenda Constitucional n\u00ba 20, de 1998, a loca\u00e7\u00e3o n\u00e3o estava presente no conceito de faturamento, que inclui mera presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o ou opera\u00e7\u00e3o de venda de mercadoria. Com a emenda, toda receita deveria ser computada e \u00e9 a\u00ed que nasce a discuss\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O conceito de faturamento j\u00e1 foi discutido em v\u00e1rias outras a\u00e7\u00f5es no STF, indica a tributarista Rejiane Prado, do Barbosa Prado Advogados. Para ela, a tese da Fazenda faz mais sentido. \u201cOs contribuintes entendem que at\u00e9 hoje n\u00e3o seria poss\u00edvel tributar, porque seria apenas uma renda da empresa, n\u00e3o h\u00e1 venda de mercadoria ou servi\u00e7o. Fica dif\u00edcil defender porque, com a emenda constitucional de 1998, h\u00e1 a tentativa de esclarecer que qualquer valor que seja auferido pela atividade econ\u00f4mica da empresa seria base de c\u00e1lculo para os impostos\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Fabr\u00edcio Parzanese, do Velloza Advogados Associados, que representa a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Locadores de Equipamentos e Bens M\u00f3veis (Alec), um dos amicus curiae (parte interessada) em uma das a\u00e7\u00f5es, o voto de Fux \u00e9 acertado e \u00e9 o que deve prevalecer, pois preza pela seguran\u00e7a jur\u00eddica e jurisprud\u00eancia do STF. \u201cO Supremo j\u00e1 vinha, historicamente, referendando que o conceito de faturamento, no per\u00edodo anterior \u00e0 emenda de 1998, se restringe \u00e0 venda de produtos e \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O per\u00edodo afetado pelo julgamento seria de 1998 a 2002, 2003 ou 2014, a depender do regime tribut\u00e1rio adotado, diz Parzanese. Portanto, afeta, em tese, empresas com a\u00e7\u00f5es ajuizadas entre 2007 e 2019.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/11\/stf-julga-pis-cofins-sobre-locacao-de-bens.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/11\/stf-julga-pis-cofins-sobre-locacao-de-bens.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>CNC contesta no STF revoga\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios \u00e0s empresas do setor de eventos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC) questiona no Supremo Tribunal Federal (STF) trechos da medida provis\u00f3ria que revogaram os benef\u00edcios fiscais previstos no Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a entidade, a Medida Provis\u00f3ria (MP) 1.202\/2023 revogou o Perse, institu\u00eddo pela Lei 14.148\/2021 e que valeria at\u00e9 mar\u00e7o de 2027. As empresas beneficiadas voltar\u00e3o a pagar o Imposto de Renda com al\u00edquota normal a partir de 1\u00ba\/1\/2025 e, desde 1\u00ba de abril deste ano, foram retomadas as al\u00edquotas normais de CSLL, PIS\/Pasep e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Pandemia<\/p>\n\n\n\n<p>A CNC lembra que o programa foi criado para compensar os efeitos decorrentes das medidas de isolamento na pandemia de covid-19. Na sua avalia\u00e7\u00e3o, a MP viola o artigo 62 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, porque n\u00e3o re\u00fane os requisitos de urg\u00eancia e relev\u00e2ncia e por tratar de tema recentemente aprovado pelo Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A confedera\u00e7\u00e3o sustenta que o Congresso Nacional ratificou a institui\u00e7\u00e3o do Perse por cinco anos ao aprovar a Lei 14.592\/2023. Aponta que o presidente da Rep\u00fablica poderia ter vetado a norma, mas n\u00e3o o fez.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, n\u00e3o caberia a edi\u00e7\u00e3o da MP, pois o uso da medida provis\u00f3ria para tratar de temas rec\u00e9m deliberados pelo Parlamento \u00e9 vedado pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Inseguran\u00e7a jur\u00eddica<\/p>\n\n\n\n<p>Ao pedir uma liminar na A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7625 para suspender dispositivos da MP, a entidade alega que a norma j\u00e1 come\u00e7ou a produzir efeitos, gerando profunda inseguran\u00e7a jur\u00eddica para as empresas, que passar\u00e3o a ter que suportar uma carga tribut\u00e1ria nova e n\u00e3o esperada.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi distribu\u00edda para o ministro Cristiano Zanin.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/noticias\/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=532093&amp;ori=1#:~:text=CNC%20contesta%20no%20STF%20revoga%C3%A7%C3%A3o,causar%20inseguran%C3%A7a%20jur%C3%ADdica%20%C3%A0s%20empresas\">https:\/\/portal.stf.jus.br\/noticias\/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=532093&amp;ori=1#:~:text=CNC%20contesta%20no%20STF%20revoga%C3%A7%C3%A3o,causar%20inseguran%C3%A7a%20jur%C3%ADdica%20%C3%A0s%20empresas<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF possibilita cobran\u00e7a bilion\u00e1ria de PIS e Cofins sobre loca\u00e7\u00e3o de bens<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) permitiu, por maioria de votos, a cobran\u00e7a do Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social (PIS) e da Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o aluguel de bens m\u00f3veis e im\u00f3veis desde 1988, ano da promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. O julgamento foi finalizado na sess\u00e3o de ontem.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram julgados dois processos em conjunto, em repercuss\u00e3o geral, ou seja, a decis\u00e3o vale para todas as a\u00e7\u00f5es judiciais em curso sobre o mesmo tema. Segundo dados p\u00fablicos do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ), 157 processos foram suspensos para aguardar a posi\u00e7\u00e3o dos ministros \u2014 92 sobre tributa\u00e7\u00e3o de bens im\u00f3veis e 65 de bens m\u00f3veis.<\/p>\n\n\n\n<p>As perdas para a Uni\u00e3o, se impedida de cobrar esses tributos, estavam estimadas em R$ 36 bilh\u00f5es na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) \u2014 R$ 20,2 bilh\u00f5es com a loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis e R$ 16 bilh\u00f5es com a de im\u00f3veis.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor foi questionado por advogados, mas foi confirmado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) durante o julgamento. Segundo o \u00f3rg\u00e3o, o montante se refere a um ano em que deixariam de ser cobrados os tributos federais e ao per\u00edodo de cinco anos retroativos que os contribuintes poderiam requerer a devolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento, prevaleceu o voto do ministro Alexandre de Moraes, acompanhado pelos ministros Fl\u00e1vio Dino, Cristiano Zanin, K\u00e1ssio Nunes Marques, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Lu\u00eds Roberto Barroso. Ficaram vencidos os ministros Luiz Fux, Edson Fachin e Andr\u00e9 Mendon\u00e7a em um dos processos. E os ministros Luiz Fux e Edson Fachin no outro.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o relator de uma das a\u00e7\u00f5es \u00e9 o ministro aposentado Marco Aur\u00e9lio Mello, o voto do ministro Mendon\u00e7a, que o substituiu ap\u00f3s a aposentadoria, n\u00e3o foi computado no segundo caso. N\u00e3o compareceu \u00e0 sess\u00e3o a ministra C\u00e1rmen L\u00facia.<\/p>\n\n\n\n<p>Moraes acatou a tese da Uni\u00e3o de que o PIS e a Cofins devem ser cobrados sobre todo o faturamento da empresa, inclusive sobre a loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis e im\u00f3veis. Afirmou que desde a Constitui\u00e7\u00e3o h\u00e1 essa previs\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os contribuintes entendem que n\u00e3o h\u00e1 essa previs\u00e3o legal porque a loca\u00e7\u00e3o de bens n\u00e3o \u00e9 venda de mercadoria nem presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, portanto, n\u00e3o poderia compor a base de c\u00e1lculo desses tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>A diferen\u00e7a central do voto vencedor de Moraes para os demais ministros foi o entendimento de que o conceito de faturamento \u00e9 mais amplo e abrange todo o tipo de receita, desde 1988.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese fixada pelo Supremo foi a de que \u201c\u00e9 constitucional a incid\u00eancia do PIS e da Cofins sobre receitas auferidas com loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis e im\u00f3veis quando constituir atividade empresarial do contribuinte, considerando que o resultado econ\u00f4mico dessa opera\u00e7\u00e3o coincide com o conceito de receita bruta ou faturamento tomados como soma de receitas oriundas do exerc\u00edcio das atividades empresariais, pressuposto desde a reda\u00e7\u00e3o original do artigo 195-I da Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos processos julgados foi da empresa Sea Container do Brasil, que aluga cont\u00eaineres e equipamentos de transporte. Ela questionava decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRF-2) favor\u00e1vel \u00e0 Uni\u00e3o, que reconheceu a tributa\u00e7\u00e3o (RE 659412).<\/p>\n\n\n\n<p>No outro recurso, a Uni\u00e3o questionava ac\u00f3rd\u00e3o do TRF-3 que garantiu \u00e0 Legno Nobile Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio, do setor moveleiro, o direito de excluir da base de c\u00e1lculo do PIS a receita do aluguel obtido pela loca\u00e7\u00e3o de um im\u00f3vel pr\u00f3prio (RE 599658).<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do caso da Legno, o ministro Luiz Fux, entendia que o marco temporal deveria ser a Emenda Constitucional n\u00ba 20\/1998 e legisla\u00e7\u00f5es subsequentes \u2014 Leis n\u00ba 10.637\/2002 e n\u00ba 10.833\/2003 \u2014 que ampliaram o conceito de faturamento de receita bruta. Antes disso, estaria restrito \u00e0 cobran\u00e7a sobre a venda de mercadorias e presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o ministro Marco Aur\u00e9lio Mello, relator do caso da Sea Container, havia votado a favor dos contribuintes, pela n\u00e3o inclus\u00e3o das receitas de loca\u00e7\u00e3o at\u00e9 o in\u00edcio da aplica\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 12.973\/2014, que amplificou a base de c\u00e1lculo. A partir dessa data, para o ministro, as contribui\u00e7\u00f5es devem incidir, desde que a loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis seja a atividade ou objeto principal da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado F\u00e1bio Rigo Bello, s\u00f3cio-gestor do Tahech Advogados, tem tr\u00eas a\u00e7\u00f5es no escrit\u00f3rio \u2014 de 2008, 2013 e 2022 \u2014 que discutem o tema para varejistas. A orienta\u00e7\u00e3o dele foi para que elas pagassem os tributos, mesmo com a discuss\u00e3o judicial. &#8220;Caso se sagrassem vencedoras, ir\u00edamos recuperar os pagamentos realizados indevidamente\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o advogado Guilherme Yamahaki, do escrit\u00f3rio Schneider Pugliese Advogados, apesar de a decis\u00e3o n\u00e3o ser boa para os contribuintes, j\u00e1 era esperado. Isso porque no ano passado, ao julgar o Tema 372, que discutiu a incid\u00eancia do PIS e da Cofins sobre receitas financeiras de institui\u00e7\u00f5es financeiras, os ministros tamb\u00e9m decidiram, por maioria, pelo conceito mais amplo de faturamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o tributarista Rodrigo Caserta, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Brigag\u00e3o, Duque Estrada Advogados, a decis\u00e3o do Supremo traz subjetividade, o que pode abrir margem para novos lit\u00edgios. &#8220;\u00c9 preocupante, porque ampliaram em demasia o conceito de faturamento, o que vai come\u00e7ar a gerar uma discuss\u00e3o futura sobre o que \u00e9 atividade empresarial importante ou relevante para a empresa&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), parte interessada na a\u00e7\u00e3o, diz que a legisla\u00e7\u00e3o de 1998 e anteriores estabelecem que faturamento se limita \u00e0 venda de mercadorias e \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. \u201cOs contratos de loca\u00e7\u00e3o dos shopping centers s\u00e3o caracterizados como loca\u00e7\u00e3o de bens im\u00f3veis, uma vez que envolvem a obriga\u00e7\u00e3o de dar o im\u00f3vel, n\u00e3o configurando uma presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o\u201d, afirma, por meio de nota. Para a entidade, a loca\u00e7\u00e3o de bens \u00e9 \u201cuma cess\u00e3o tempor\u00e1ria do direito de uso desses bens mediante uma retribui\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/11\/stf-permite-cobrana-de-pis-e-cofins-sobre-locao-de-bens.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/04\/11\/stf-permite-cobrana-de-pis-e-cofins-sobre-locao-de-bens.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF e STJ se declaram incompetentes para julgar a exclus\u00e3o do ICMS-Difal da base do PIS e da Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/04\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O STF entende que a exclus\u00e3o do ICMS-Difal da base do PIS e Cofins \u00e9 mat\u00e9ria de \u00edndole infra-constitucional, e, portanto, compete ao STJ conhecer o tema. Nesse sentido podemos h\u00e1 recentes decis\u00f5es dos Ministros Fux, Roberto Barroso e Dias Toffoli.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, STJ tem entendido que a exclus\u00e3o do ICMS-Difal da base do PIS e Cofins \u00e9 mat\u00e9ria de cunho constitucional e, portanto, n\u00e3o tem julgado os casos. Nesse sentido h\u00e1 decis\u00f5es dos Ministros Gurgel de Faria, Humberto Martins e Francisco Falc\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 mais um cap\u00edtulo da inseguran\u00e7a jur\u00eddica que se verifica ultimamente no Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguem abaixo as decis\u00f5es dos dois Tribunais:<\/p>\n\n\n\n<p>STF<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAGRAVO INTERNO NO RECURSO EXTRAORDIN\u00c1RIO. DIREITO TRIBUT\u00c1RIO. PIS E COFINS. BASE DE C\u00c1LCULO. EXCLUS\u00c3O DOS VALORES RELATIVOS AO ICMS-DIFAL. MAT\u00c9RIA DE \u00cdNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA \u00c0 CONSTITUI\u00c7\u00c3O FEDERAL. TEMA 1.098 DE REPERCUSS\u00c3O GERAL. RATIO DECIDENDI. MANDADO DE SEGURAN\u00c7A. INAPLICABILIDADE DO ARTIGO 85, \u00a7 11, DO C\u00d3DIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO.\u201d&nbsp;(RE 1454941 AgR, \u00d3rg\u00e3o julgador: Primeira Turma, Relator(a): Min. LUIZ FUX, Julgamento: 11\/03\/2024,Publica\u00e7\u00e3o: 19\/03\/2024).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDireito tribut\u00e1rio. Agravo interno em recurso extraordin\u00e1rio. PIS e COFINS. ICMS-DIFAL. Base de c\u00e1lculo. Controv\u00e9rsia de \u00edndole infraconstitucional. 1. Agravo interno contra decis\u00e3o que negou seguimento a recurso extraordin\u00e1rio interposto para impugnar ac\u00f3rd\u00e3o o qual reformou senten\u00e7a de proced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o. 2. Hip\u00f3tese em que, para dissentir do entendimento firmado pelo Tribunal de origem, seria necess\u00e1rio analisar a legisla\u00e7\u00e3o infraconstitucional aplicada ao caso, assim como reexaminar fatos e provas constantes dos autos, procedimentos vedados neste momento processual (S\u00famula n\u00ba 279\/STF). 3. Inaplic\u00e1vel o art. 85, \u00a7 11, do CPC\/2015, uma vez que n\u00e3o houve pr\u00e9via fixa\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios de sucumb\u00eancia. 4. Agravo interno a que se nega provimento.\u201d (RE 1469440 AgR, Relator(a): LU\u00cdS ROBERTO BARROSO (Presidente), Tribunal Pleno, julgado em 21-02-2024, PROCESSO ELETR\u00d4NICO DJe-s\/n&nbsp; DIVULG 28-02-2024&nbsp; PUBLIC 29-02-2024).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAgravo regimental em recurso extraordin\u00e1rio. Tribut\u00e1rio. ICMS-difal. Base de c\u00e1lculo do PIS e da COFINS. Exclus\u00e3o. Natureza infraconstitucional da controv\u00e9rsia. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Tema n\u00ba 660. Precedentes. 1. O Supremo Tribunal Federal possui o entendimento de que i) a quest\u00e3o debatida nos autos acerca da inclus\u00e3o do ICMS-difal na base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins n\u00e3o tem natureza constitucional e ii) em certos casos, essa discuss\u00e3o ainda demanda o reexame do conjunto f\u00e1tico-probat\u00f3rio constante dos autos, o que n\u00e3o se admite em sede de recurso extraordin\u00e1rio (S\u00famula n\u00ba 279\/STF). 2. A afronta aos princ\u00edpios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, do contradit\u00f3rio, dos limites da coisa julgada ou da presta\u00e7\u00e3o jurisdicional quando depende, para ser reconhecida como tal, da an\u00e1lise de normas infraconstitucionais configura apenas ofensa indireta ou reflexa \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o Federal \u2013 Tema n\u00ba 660 do Quadro de Temas da Repercuss\u00e3o Geral do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental n\u00e3o provido, com imposi\u00e7\u00e3o de multa de 1% (um por cento) do valor atualizado da causa (art. 1.021, \u00a7 4\u00ba, do CPC). 4. N\u00e3o houve majora\u00e7\u00e3o de honor\u00e1rios advocat\u00edcios, tendo em vista a aus\u00eancia de sua fixa\u00e7\u00e3o nas inst\u00e2ncias de origem, nos termos da S\u00famula n\u00ba 512\/STF.\u201d&nbsp; (RE 1456703 AgR, Relator(a): DIAS TOFFOLI, Segunda Turma, julgado em 11-03-2024, PROCESSO ELETR\u00d4NICO DJe-s\/n&nbsp; DIVULG 14-03-2024&nbsp; PUBLIC 15-03-2024).<\/p>\n\n\n\n<p>STJ:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPROCESSUAL CIVIL. TRIBUT\u00c1RIO. EXCLUS\u00c3O DO ICMS-DIFAL DA BASE DE C\u00c1LCULO DO PIS E DA COFINS. MODULA\u00c7\u00c3O TEMPORAL DE EFEITOS. MAT\u00c9RIA CONSTITUCIONAL. ALEGA\u00c7\u00c3O DE OFENSA AOS ARTS. 489 E 1.022, AMBOS DO CPC\/2015. INEXIST\u00caNCIA. DESPROVIMENTO DO AGRAVO INTERNO. MANUTEN\u00c7\u00c3O DA DECIS\u00c3O RECORRIDA.<\/p>\n\n\n\n<p>I \u2013 Na origem, trata-se de mandado de seguran\u00e7a relacionado \u00e0 inclus\u00e3o do ICMS-Difal nas bases de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da Cofins, bem como ao reconhecimento do direito de compensa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos valores recolhidos. Na senten\u00e7a, foi concedida a seguran\u00e7a. No Tribunal a quo, a senten\u00e7a foi reformada para reconhecer que o direito \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser limitado a 15 de mar\u00e7o de 2017. Nesta Corte, negou-se provimento ao recurso especial.<\/p>\n\n\n\n<p>II \u2013 A resolu\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o controvertida com amparo na interpreta\u00e7\u00e3o e na aplica\u00e7\u00e3o de regramentos, princ\u00edpios e precedentes constitucionais, inviabiliza o conhecimento da controv\u00e9rsia pelo STJ, na via estreita do recurso especial.<\/p>\n\n\n\n<p>III \u2013 Considerando a fundamenta\u00e7\u00e3o do RE n. 573.706 e a utiliza\u00e7\u00e3o do precedente como premissa para o deslinde da lide, decidiu o Tribunal a quo pela modula\u00e7\u00e3o temporal de efeitos ao presente caso, de tal sorte que os efeitos financeiros devem se submeter \u00e0 barreira temporal fixada, qual seja, o dia 15 de mar\u00e7o de 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>IV \u2013 A modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da referida decis\u00e3o pressup\u00f5e o exame de mat\u00e9ria constitucional realizado pelo Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o, o que \u00e9 incab\u00edvel em sede de recurso especial em virtude da delimita\u00e7\u00e3o de seu objeto de cogni\u00e7\u00e3o. Nesse sentido:<\/p>\n\n\n\n<p>AgInt nos EDcl no AgInt no REsp n. 1.826.049\/AC, relatora Ministra Assusete Magalh\u00e3es, Segunda Turma, julgado em 20\/3\/2023, DJe de 27\/3\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p>V \u2013 Portanto, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel conhecer do recurso especial em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 viola\u00e7\u00e3o do art. 927, \u00a7 3\u00ba, do CPC\/2015 e do art. 27 da Lei n. 9.868, de 1999, em virtude da necessidade de aprecia\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria constitucional, o que \u00e9 incab\u00edvel no recurso especial.<\/p>\n\n\n\n<p>VI \u2013 Outrossim, a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a \u00e9 firme no sentido de que n\u00e3o h\u00e1 viola\u00e7\u00e3o aos arts. 489 e 1.022 do CPC\/2015, quando o julgador se manifesta clara e fundamentadamente acerca dos pontos indispens\u00e1veis para o desate da controv\u00e9rsia, apreciando-a e apontando as raz\u00f5es de seu convencimento, ainda que de forma contr\u00e1ria aos interesses da parte, como verificado na hip\u00f3tese: AgInt no REsp n. 2.035.315\/SP, relator Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, julgado em 21\/8\/2023, DJe de 23\/8\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p>VII \u2013 O ac\u00f3rd\u00e3o recorrido enfrentou todos os argumentos indispens\u00e1veis \u00e0 solu\u00e7\u00e3o da lide. Dessa forma, indiscut\u00edvel a pretens\u00e3o da recorrente em rediscutir a mat\u00e9ria j\u00e1 examinada no ac\u00f3rd\u00e3o recorrido, o que n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel em embargos de declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00ea-se, portanto, a aus\u00eancia de contrariedade aos arts. 489, \u00a7 1\u00ba, IV, 1.022, II, do CPC\/2015.<\/p>\n\n\n\n<p>VIII \u2013 Agravo interno improvido.\u201d (AgInt no REsp n. 2.084.450\/RS, relator Ministro Francisco Falc\u00e3o, Segunda Turma, julgado em 18\/3\/2024, DJe de 20\/3\/2024.)<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPROCESSUAL CIVIL E TRIBUT\u00c1RIO. PIS. COFINS. BASE DE C\u00c1LCULO. ICMS-DIFAL. TESE FIRMADA PELO STF. EXTENS\u00c3O DA RATIO DECIDENDI. FUNDAMENTA\u00c7\u00c3O CONSTITUCIONAL. REVIS\u00c3O. IMPOSSIBILIDADE.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c0 luz do art. 105, III, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, o recurso especial n\u00e3o serve \u00e0 revis\u00e3o da fundamenta\u00e7\u00e3o constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Hip\u00f3tese em que o recurso n\u00e3o pode ser conhecido, pois o Tribunal de origem, interpretando a tese definida pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 69, decidiu por sua aplica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m no caso em que o contribuinte pretende a exclus\u00e3o do ICMS-Difal da base de c\u00e1lculo da Contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da COFINS.<\/p>\n\n\n\n<p>Inexist\u00eancia de precedentes colegiados do STF a afirmar aus\u00eancia de repercuss\u00e3o geral e a natureza infraconstitucional da mat\u00e9ria ora controvertida.<\/p>\n\n\n\n<p>Agravo interno desprovido. (AgInt no REsp n. 2.047.176\/RS, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, julgado em 13\/11\/2023, DJe de 17\/11\/2023.)<\/p>\n\n\n\n<p>TRIBUT\u00c1RIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. ICMS-DIFAL. EXCLUS\u00c3O DA BASE DE C\u00c1LCULO DO PIS\/COFINS. AC\u00d3RD\u00c3O RECORRIDO BASEADO EM FUNDAMENTO EMINENTEMENTE CONSTITUCIONAL.<\/p>\n\n\n\n<p>Discute-se nos autos a exclus\u00e3o do ICMS-DIFAL da base de c\u00e1lculo do PIS\/COFINS.<\/p>\n\n\n\n<p>Hip\u00f3tese em que a quest\u00e3o foi dirimida pelo Tribunal de origem com base em fundamentos eminentemente constitucionais, a impedir a revis\u00e3o da tese em recurso especial, sob pena de usurpa\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia do Supremo Tribunal Federal. Agravo interno improvido.\u201d (AgInt no REsp n. 2.019.681\/RS, relator Ministro Humberto Martins, &nbsp;Segunda Turma, julgado em 13\/2\/2023, DJe de 16\/2\/2023.)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2024\/04\/stf-e-stj-se-declaram-incompetentes-para-julgar-a-exclusao-do-icms-difal-da-base-do-pis-e-da-cofins\/\">https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2024\/04\/stf-e-stj-se-declaram-incompetentes-para-julgar-a-exclusao-do-icms-difal-da-base-do-pis-e-da-cofins\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 08\/04 a 15\/04 Governo deve enviar dois projetos de lei para regulamentar reforma tribut\u00e1ria na pr\u00f3xima semana Data: 08\/04\/2024 O diretor de Programa da Secretaria Extraordin\u00e1ria da Reforma Tribut\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Fazenda, Daniel Loria, afirmou que hoje existe 93% de converg\u00eancia entre estados, munic\u00edpios e governo federal a respeito dos pontos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3252,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[9,29,33,63,96,73],"class_list":["post-3249","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-retrospecto-tributario","tag-amaral-yazbek","tag-empresas","tag-negocios","tag-noticia-do-dia","tag-reforma-tributaria","tag-retrospecto-tributario"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Retrospecto Tribut\u00e1rio - 08\/04 a 15\/04<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. 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