{"id":3200,"date":"2024-03-20T10:11:59","date_gmt":"2024-03-20T13:11:59","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3200"},"modified":"2024-03-20T10:15:13","modified_gmt":"2024-03-20T13:15:13","slug":"noticias-em-destaque-da-semana-11-03-a-18-03","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3200","title":{"rendered":"Not\u00edcias em Destaque da Semana &#8211; 11\/03 a 18\/03"},"content":{"rendered":"\n<p>Not\u00edcias em Destaque da Semana &#8211; 11\/03 a 18\/03<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal abre prazo para ades\u00f5es ao Confia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/03\/2024&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal abre, hoje, prazo para novas inscri\u00e7\u00f5es por grandes empresas no Confia &#8211; programa de conformidade que proporcionar\u00e1 maior facilidade na comunica\u00e7\u00e3o com o Fisco e na obten\u00e7\u00e3o da certid\u00e3o de regularidade fiscal. Ele j\u00e1 est\u00e1 funcionando no modelo piloto, mas poder\u00e1 ser ampliado a depender da aprova\u00e7\u00e3o do Projeto de Lei n\u00ba 15, de 2024, que passa a trancar a pauta do Congresso a partir de amanh\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, o Confia \u00e9 voltado para empresas com faturamento de R$ 2 bilh\u00f5es anuais, o que indica um p\u00fablico potencial de 1,6 mil companhias.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto piloto vai abrir vagas para 15 empresas. Quem aderir ter\u00e1 prefer\u00eancia depois que o PL for aprovado no Congresso, segundo o auditor fiscal Cl\u00e1udio Ferrer de Souza, superintendente da Receita Federal em S\u00e3o Paulo. J\u00e1 h\u00e1 nove empresas volunt\u00e1rias participando do programa.<\/p>\n\n\n\n<p>As vagas s\u00e3o limitadas por causa da capacidade operacional da Receita. O Confia demanda que um auditor fiscal acompanhe de perto a situa\u00e7\u00e3o da empresa inscrita no programa, funcionando como \u201cponte\u201d entre ela e o Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Souza explica que, apesar de o piloto j\u00e1 existir, o PL \u00e9 necess\u00e1rio para dar a possibilidade de conformidade aos contribuintes, a depender da sua rela\u00e7\u00e3o com a Receita, mas com seguran\u00e7a para o servidor p\u00fablico envolvido. \u201cPoderemos dar benef\u00edcios reais, como excluir multa e diferir pagamento de tributos, isso n\u00e3o tem como fazer sem lei\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O PL foi enviado ao Congresso pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em fevereiro, mas ainda n\u00e3o come\u00e7ou a ser discutido pelos deputados. Recentemente, o presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), designou o deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO) para a relatoria do projeto de lei. Ayres disse que pretende apresentar o relat\u00f3rio amanh\u00e3, segundo reportagem do Valor.<\/p>\n\n\n\n<p>O PL traz tr\u00eas pilares. O primeiro traz tr\u00eas programas b\u00e1sicos de conformidade: Confia, Sintonia e Operador Econ\u00f4mico Autorizado (OEA). O segundo trata de controle de benef\u00edcios fiscais. O terceiro aborda medidas para devedores contumazes.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os mais de 20 milh\u00f5es de contribuintes, os devedores contumazes s\u00e3o mil e j\u00e1 foram identificados, segundo a auditora fiscal M\u00e1rcia Cec\u00edlia Meng, que tamb\u00e9m \u00e9 superintendente da Receita Federal em S\u00e3o Paulo. Eles ainda n\u00e3o foram avisados da sua situa\u00e7\u00e3o mas, a partir da oferta de uma garantia do montante tribut\u00e1rio apontado como devido, poder\u00e3o sair do cadastro, de acordo com ela.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAntes, a Receita tomava medidas e esperava que o contribuinte descobrisse\u201d, diz M\u00e1rcia. \u201cCom esse PL pretendemos criar a transpar\u00eancia ativa. Todo contribuinte vai saber quais crit\u00e9rios a Receita usa para caracterizar o devedor contumaz e que ele est\u00e1 sendo classificado dessa forma\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A auditora fiscal explica que os tr\u00eas pilares do PL j\u00e1 est\u00e3o prontos para rodar, assim que o texto for aprovado. O Confia \u00e9 o mais conhecido deles porque j\u00e1 tem o piloto em funcionamento. J\u00e1 foram mapeadas as empresas que estariam dentro dos crit\u00e9rios para ades\u00e3o, que \u00e9 volunt\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O Sintonia, que seria uma esp\u00e9cie de vers\u00e3o do Confia para todos os contribuintes, sem patamar de faturamento, tamb\u00e9m j\u00e1 est\u00e1 maduro, segundo M\u00e1rcia. Uma das discuss\u00f5es que poder\u00e1 ocorrer sobre o programa no Congresso, segundo ela, \u00e9 se a Receita dever\u00e1 deixar o ranking que apontar\u00e1 o grau de bom contribuinte de quem aderir transparente para todo o mercado ou apenas para o pr\u00f3prio Fisco. \u201cOs crit\u00e9rios para o rankeamento devem ser abertos, mas o ranking em si n\u00e3o sabemos\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o advogado Andr\u00e9 Buttini, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio ButtiniMoraes, o programa Confia tem respaldo nas melhores diretrizes e pr\u00e1ticas internacionais em administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e arrecada\u00e7\u00e3o. \u201cAtualmente, a legisla\u00e7\u00e3o fiscal no Brasil traduz uma vis\u00e3o hist\u00f3rica de que o contribuinte tende a ser sonegador e precisa ser fiscalizado e punido\u201d, diz. \u201cMas a tecnologia atual oferece um maior controle e an\u00e1lise de dados, permitindo ao Fisco identificar quem s\u00e3o os bons contribuintes, com elevado \u00edndice de conformidade, e classific\u00e1-los\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado, o programa tende a ser bem sucedido. \u201cCom uma postura de orienta\u00e7\u00e3o, regulariza\u00e7\u00e3o e facilita\u00e7\u00e3o, o Fisco tende a arrecadar mais, inclusive sobre temas em que o contribuinte poderia levar a lit\u00edgio, mas \u00e9 desestimulado ao conflito, pois perderia o seu rating de conformidade, o que acaba sendo mais importante\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Paulo Leite, s\u00f3cio tribut\u00e1rio do Stocche Forbes, toda medida que busque melhorar o di\u00e1logo entre a Receita e os contribuintes \u00e9 positiva. \u201cMuitas vezes vemos os contribuintes recorrendo ao Poder Judici\u00e1rio para renova\u00e7\u00e3o de certid\u00e3o de regularidade fiscal e resolu\u00e7\u00e3o de pend\u00eancias de declara\u00e7\u00f5es que poderiam ser facilmente resolvidas com um canal de di\u00e1logo mais aberto\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/18\/receita-federal-abre-prazo-para-adesoes-ao-confia.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/18\/receita-federal-abre-prazo-para-adesoes-ao-confia.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ: ICMS-ST fora da base de PIS\/Cofins vale a partir de 14 de dezembro de 2023<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/03\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) modulou os efeitos da decis\u00e3o que excluiu o ICMS Substitui\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria (ICMS-ST) da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, para s\u00f3 produzir efeitos a partir da publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento, em 14 de dezembro de 2023. O assunto foi julgado em 13 de dezembro, no REsp 1.896.678 e no REsp 1.958.265 (Tema 1.125).<\/p>\n\n\n\n<p>Esta foi a primeira vez que o STJ modulou os efeitos de uma decis\u00e3o em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria, algo comum no Supremo Tribunal Federal (STF). O relator dos recursos, ministro Gurgel de Faria, optou pela modula\u00e7\u00e3o a fim de seguir a linha adotada pelo STF no julgamento do Tema 69, que firmou a chamada \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, pela exclus\u00e3o do ICMS da base de PIS\/Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros n\u00e3o discutiram a possibilidade de modula\u00e7\u00e3o durante a sess\u00e3o de julgamento no ano passado. Por\u00e9m, a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o, no \u00faltimo dia 28 de fevereiro, trouxe o marco temporal. A modula\u00e7\u00e3o, entretanto, n\u00e3o se aplica \u00e0s a\u00e7\u00f5es judiciais e aos procedimentos administrativos j\u00e1 iniciados que discutem o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNa linha da orienta\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal, firmada no julgamento da Tese 69 da repercuss\u00e3o geral, e considerando a inexist\u00eancia de julgados no sentido aqui proposto, conforme o panorama jurisprudencial descrito neste voto, imp\u00f5e-se modular os efeitos desta decis\u00e3o, a fim de que sua produ\u00e7\u00e3o ocorra a partir da publica\u00e7\u00e3o da ata do julgamento no ve\u00edculo oficial de imprensa\u201d, escreveu o ministro Gurgel de Faria.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-icms-st-fora-da-base-de-pis-cofins-vale-a-partir-de-14-de-dezembro-de-2023-13032024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-icms-st-fora-da-base-de-pis-cofins-vale-a-partir-de-14-de-dezembro-de-2023-13032024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ afasta limite de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos para contribui\u00e7\u00f5es ao Sistema S<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu nesta quarta-feira (13\/3), por unanimidade, que n\u00e3o \u00e9 aplic\u00e1vel a limita\u00e7\u00e3o de 20 sal\u00e1rios-m\u00ednimos \u00e0 base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es ao Sistema S. Prevaleceu o entendimento da relatora, ministra Regina Helena Costa, pela inexist\u00eancia do limite para as contribui\u00e7\u00f5es ao Sesi, Senai, Sesc e Senac.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado decidiu ainda, por 3\u00d72, modular a decis\u00e3o, ressalvando os contribuintes que, at\u00e9 a data do julgamento, tenham decis\u00f5es judiciais ou administrativas com algum tipo de manifesta\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel, restringindo-se a limita\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo, nesses casos, at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o referente \u00e0 decis\u00e3o desta quarta-feira (13\/3).<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o afeta grandes empresas, intensivas em m\u00e3o de obra ou cujas folhas de pagamento t\u00eam valores elevados. S\u00e3o afetadas ainda companhias de setores que arcam com as contribui\u00e7\u00f5es, como ind\u00fastria e com\u00e9rcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Reafirma\u00e7\u00e3o de voto<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento desta quarta-feira (13\/3), ficou vencida a posi\u00e7\u00e3o do ministro Mauro Campbell Marques, que acompanhou o voto da relatora pela derrubada do limite, mas defendeu uma tese mais ampla, com o fim da limita\u00e7\u00e3o abrangendo tamb\u00e9m as contribui\u00e7\u00f5es ao sal\u00e1rio educa\u00e7\u00e3o, Incra, Diretoria de Portos e Costas (DPC) da Marinha, Fundo Aerovi\u00e1rio, Sebrae, Senar, Sest, Senat, Sescoop, Apex e Ag\u00eancia Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI)<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s pedido de vista para analisar os argumentos do colega, a ministra Regina Helena Costa reafirmou seu voto nesta quarta, tanto com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tese quanto \u00e0 necessidade de modula\u00e7\u00e3o. Segundo a magistrada, o artigo 1\u00ba do Decreto-Lei 2318\/1986 revogou expressamente o caput e o par\u00e1grafo \u00fanico do artigo 4\u00b0 da Lei 6.950\/1981, que estabeleceu o teto-limite para as contribui\u00e7\u00f5es parafiscais devidas ao Sesi, ao Senai, ao Sesc e ao Senac.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora observou que, na afeta\u00e7\u00e3o dos recursos ao rito repetitivo, o STJ delimitou a controv\u00e9rsia \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es ao Sesi, Senai, Sesc e Senac. Assim, em seu entender, n\u00e3o caberia incluir outras contribui\u00e7\u00f5es parafiscais citadas pelo ministro Mauro Campbell Marques.<\/p>\n\n\n\n<p>Jurisprud\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>Costa tamb\u00e9m defendeu a necessidade de modula\u00e7\u00e3o de efeitos, sob o argumento de que, al\u00e9m de decis\u00f5es colegiadas da 1\u00aa Turma (REsp 953742\/SC, de 2008, e REsp 1570980\/SP, de 2020), h\u00e1, pelo menos, 20 decis\u00f5es monocr\u00e1ticas publicadas favor\u00e1veis \u00e0 limita\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo aos 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos, sendo que 75% foram prolatadas por ministros da 2\u00aa Turma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEvidente que esta Corte h\u00e1 muito expressava orienta\u00e7\u00e3o inequ\u00edvoca, incutindo, no plano pr\u00e1tico, justas expectativas nos jurisdicionados. Os tribunais regionais federais, em julgamentos m\u00faltiplos, replicaram a tese, que era tranquila no STJ\u201d, afirmou a julgadora.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o votaram os ministros Benedito Gon\u00e7alves, Francisco Falc\u00e3o e Afr\u00e2nio Vilela, que n\u00e3o estavam presentes \u00e0 sess\u00e3o de outubro do ano passado, quando ocorreram as sustenta\u00e7\u00f5es orais.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues divergiu da relatora com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 modula\u00e7\u00e3o, acompanhando o entendimento do ministro Mauro Campbell Marques, de que n\u00e3o haveria necessidade de delimita\u00e7\u00e3o dos efeitos, por aus\u00eancia de jurisprud\u00eancia consolidada no STJ. Por\u00e9m, prevaleceu a tese da necessidade de modula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguran\u00e7a jur\u00eddica<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Ricardo Godoi, s\u00f3cio do RGodoi Advogados e que representa a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Servi\u00e7os (CNS), amicus curiae, afirmou que decis\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0s empresas no m\u00e9rito era esperada. De acordo com ele, a modula\u00e7\u00e3o de efeitos contempla os contribuintes, mas n\u00e3o na totalidade. \u201cFizeram uma condicionante, que n\u00e3o \u00e9 comum, de decis\u00e3o favor\u00e1vel aos contribuintes. Por conta da sistem\u00e1tica repetitiva, houve a suspens\u00e3o dos processos para quem entrou [com a\u00e7\u00e3o] a partir de 2020\u201d, observou<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para a advogada Cinthia Benvenuto, representante da Central Brasileira do Setor de Servi\u00e7os (Cebrasse), a modula\u00e7\u00e3o resguardou a seguran\u00e7a jur\u00eddica. \u201cFica o conforto de que pelo menos os contribuintes com decis\u00e3o [judicial] favor\u00e1vel ficam com a seguran\u00e7a jur\u00eddica garantida\u201d, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do advogado Eduardo Pugliese, s\u00f3cio do Schneider Pugliese, \u201cprevaleceu a decis\u00e3o mais justa diante das circunst\u00e2ncias do caso concreto\u201d. Segundo Pugliese, as diversas decis\u00f5es monocr\u00e1ticas evidenciam que havia jurisprud\u00eancia consolidada a favor dos contribuintes. \u201cTodas [as decis\u00f5es monocr\u00e1ticas] partem do pressuposto de que o STJ firmou jurisprud\u00eancia. O relator tem compet\u00eancia para julgar monocraticamente quando o entendimento \u00e9 dominante\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Os processos tramitam como REsps 1.898.532 e 1.905.870 (Tema 1079).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-afasta-limite-de-20-salarios-minimos-para-contribuicoes-ao-sistema-s-13032024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-afasta-limite-de-20-salarios-minimos-para-contribuicoes-ao-sistema-s-13032024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ: TUST\/TUSD comp\u00f5em a base de c\u00e1lculo do ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, os ministros decidiram que as Tarifas de Uso do Sistema de Transmiss\u00e3o (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/tust\">TUST<\/a>) e de Uso do Sistema de Distribui\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/tusd\">TUSD<\/a>) comp\u00f5em a base de c\u00e1lculo do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/icms\">ICMS<\/a>. Prevaleceu o entendimento do relator, o ministro Herman Benjamin, que alterou seu posicionamento, votando a favor da tributa\u00e7\u00e3o. Com o resultado, os estados evitam impacto financeiro bilion\u00e1rio. A proje\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Nacional dos Secret\u00e1rios de Fazenda (Comsefaz) \u00e9 que haveria perda arrecadat\u00f3ria anual da ordem de R$28,3 bilh\u00f5es em caso de derrota. Tamb\u00e9m houve unanimidade a favor da modula\u00e7\u00e3o de efeitos.<\/p>\n\n\n\n<p>O assunto \u00e9 discutido no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/stj\">STJ<\/a>&nbsp;como repetitivo, o que significa que ser\u00e1 de aplica\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria pelos demais tribunais, com exce\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF). A posi\u00e7\u00e3o adotada hoje pelo STJ abrange o per\u00edodo anterior \u00e0 edi\u00e7\u00e3o da Lei Complementar (LC) 194\/2022, que excluiu expressamente TUST\/TUSD da base de c\u00e1lculo do ICMS. A constitucionalidade da LC 194 \u00e9 discutida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na ADI 7195. A Suprema Corte concedeu liminar suspendendo os a efic\u00e1cia dispositivos que afastaram o ICMS das tarifas, vigente at\u00e9 o julgamento de m\u00e9rito da ADI.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 modula\u00e7\u00e3o de efeitos, os ministros do STJ definiram que a decis\u00e3o desta quarta-feira (13\/3) n\u00e3o se aplicar\u00e1 aos contribuintes que, at\u00e9 27 de mar\u00e7o de 2017, foram beneficiados por decis\u00f5es que tenham concedido antecipa\u00e7\u00e3o de tutela. A condi\u00e7\u00e3o \u00e9 que essas decis\u00f5es provis\u00f3rias favor\u00e1veis aos contribuintes se encontrem ainda vigentes para, independentemente de dep\u00f3sito judicial, autorizar o recolhimento do ICMS sem a inclus\u00e3o da TUST e da TUST em sua base de c\u00e1lculo. Al\u00e9m disso, mesmo esses contribuintes contemplados pela modula\u00e7\u00e3o dever\u00e3o voltar a recolher o ICMS sobre as tarifas a partir da publica\u00e7\u00e3o ac\u00f3rd\u00e3os dos repetitivos julgados nesta quarta-feira (13\/3).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, na pr\u00e1tica, a modula\u00e7\u00e3o de efeitos n\u00e3o alcan\u00e7a a) contribuintes que n\u00e3o ajuizaram demandas judiciais; b) contribuintes que ajuizaram demandas judiciais, mas que n\u00e3o tiveram tutela de urg\u00eancia ou evid\u00eancia ou cuja tutela concedida n\u00e3o mais se encontre vigente por ter sido cassada ou reformada; c) com ajuizamento de demanda judicial na qual a tutela de urg\u00eancia ou evid\u00eancia tenha sido condicionada \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sito judicial; e d) com ajuizamento de demanda judicial na qual a tutela de urg\u00eancia ou evid\u00eancia tenha sido concedida ap\u00f3s 27 de mar\u00e7o de 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>O dia 27 de mar\u00e7o de 2017 foi a data de publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o no REsp 1163020\/RS, por meio do qual 1 \u00aa Turma alterou a jurisprud\u00eancia do STJ, passando ent\u00e3o a incluir as tarifas na base de c\u00e1lculo do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Interdepend\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Herman Benjamin, afirmou em seu voto que o sistema de energia el\u00e9trica tem etapas interdependentes, cuja supress\u00e3o inviabiliza o consumo. \u201cO sistema nacional de energia el\u00e9trica abrange diversas etapas interdependentes, conexas entre si, como a gera\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o, ou mesmo a importa\u00e7\u00e3o, a transmiss\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o. Para a constata\u00e7\u00e3o da interdepend\u00eancia, basta cogitar-se a supress\u00e3o de qualquer uma das etapas, que ser\u00e1 poss\u00edvel concluir que inexiste a possibilidade f\u00edsica material do consumo da energia el\u00e9trica\u201d, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p>Benjamin disse ainda que a TUST e a TUSD s\u00e3o repassadas ao consumidor final ao serem lan\u00e7adas na conta de energia. Por isso, comp\u00f5em o valor da opera\u00e7\u00e3o para fins de forma\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do ICMS. \u201cMostra-se incorreto concluir que, apurado o efetivo consumo [de energia], n\u00e3o integram o valor da opera\u00e7\u00e3o os encargos relacionados com situa\u00e7\u00e3o [transmiss\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o] que constitui antecedente operacional necess\u00e1rio\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Repercuss\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Heleno Taveira Torres, representante de uma das partes, afirmou \u00e0 reportagem que \u201crespeita e acata\u201d a decis\u00e3o do STJ, mas ainda v\u00ea espa\u00e7o para discuss\u00e3o sobre a TUST e a TUSD na base de c\u00e1lculo do ICMS no \u00e2mbito do STF. \u201cAcredito que os contribuintes ir\u00e3o atr\u00e1s de seus direitos. Entendemos que a LC 194 fez essa exclus\u00e3o [das tarifas da base do ICMS] e tem car\u00e1ter interpretativo, ou seja, se aplica a fatos passados\u201d, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Thiago Holanda Gonz\u00e1lez, procurador do Estado do Rio Grande do Sul, afirmou que o voto do ministro Herman Benjamin adotou uma linha argumentativa que j\u00e1 vinha sendo defendida pelos estados. \u201cO ministro Herman observou bem o que v\u00ednhamos trazendo no processo. Havendo o consumo, todos os custos s\u00e3o repassados ao consumidor e, por compor o valor total da opera\u00e7\u00e3o, integram a base de c\u00e1lculo do ICMS\u201d, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor institucional do Comsefaz, Andr\u00e9 Horta, considerou a decis\u00e3o do STJ acertada. \u201cOs estados procuraram todo esse tempo demonstrar que a legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o retira essas tarifas da base de c\u00e1lculo do ICMS sobre energia el\u00e9trica. A transmiss\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o da energia el\u00e9trica integram o custo da opera\u00e7\u00e3o. Louvamos essa decis\u00e3o da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o&nbsp;do&nbsp;STJ\u201d,&nbsp;disse.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-tust-tusd-compoem-a-base-de-calculo-do-icms-14032024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-tust-tusd-compoem-a-base-de-calculo-do-icms-14032024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Liminar garante a contribuinte a op\u00e7\u00e3o de transfer\u00eancia de cr\u00e9ditos de ICMS ao destino<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Um importante precedente jur\u00eddico sobre tributos foi aberto! A 9\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica do Estado de S\u00e3o Paulo concedeu liminar que garante a contribuinte a op\u00e7\u00e3o (facultativa) de transferir ou n\u00e3o os cr\u00e9ditos de ICMS \u00e0 UF de destino. Isso, no caso de remessas interestaduais realizadas entre suas filiais. Trata-se do processo 1012747-63.2024.8.26.0053, que pode ser consultado aqui.<\/p>\n\n\n\n<p>Liminar de transfer\u00eancia de cr\u00e9ditos de ICMS e ADC 49<\/p>\n\n\n\n<p>Para dar um contexto, durante a an\u00e1lise dos embargos de declara\u00e7\u00e3o da ADC 49, o Ministro Relator Edson Fachin emitiu um voto vencedor. Ele examinou a quest\u00e3o dos cr\u00e9ditos de ICMS com foco espec\u00edfico na necessidade ou n\u00e3o de os estabelecimentos de origem realizarem o estorno. Concluiu que a disposi\u00e7\u00e3o constitucional do artigo 155, \u00a72\u00ba, II, \u2018b\u2019, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal n\u00e3o se aplicava, pois n\u00e3o se tratava de uma situa\u00e7\u00e3o de isen\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o incid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O Ministro Barroso acompanhou o voto do relator, confirmando o entendimento e complementando:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa circunst\u00e2ncia, em princ\u00edpio, permite que um estabelecimento acumule cr\u00e9ditos, enquanto outro estabelecimento concentre d\u00e9bitos. Para o respeito \u00e0 n\u00e3o cumulatividade do ICMS, portanto, \u00e9 imperioso que se faculte aos sujeitos passivos a transfer\u00eancia de cr\u00e9ditos entre os estabelecimentos de mesmo titular, de maneira a manter a n\u00e3o cumulatividade ao longo da cadeia econ\u00f4mica do bem.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa vis\u00e3o, o Ministro Barroso identificou a aus\u00eancia de regulamenta\u00e7\u00e3o legal, naquele momento, sobre a transfer\u00eancia de cr\u00e9ditos de ICMS entre as filiais. Isso justificaria uma a\u00e7\u00e3o que garantisse que, a partir de 2024, na falta de regulamenta\u00e7\u00e3o estadual sobre essa transfer\u00eancia, os contribuintes teriam o direito de realiz\u00e1-la. Isso vai de encontro direto com nosso artigo sempre atualizado chamado \u201cADC 49: Quais Estados (UFs) regulamentaram o Conv\u00eanio ICMS n\u00ba 178\/2023?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>LC 204\/2023 e Conv\u00eanio ICMS 178<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, cabe lembrar que a LC 204\/2023 e o Conv\u00eanio ICMS 178, ambas de 2023, foram promulgadas antes da virada do exerc\u00edcio. Tanto a Lei Complementar quanto o Conv\u00eanio regulamentaram a mat\u00e9ria e determinaram a obrigatoriedade da transfer\u00eancia dos cr\u00e9ditos ao estabelecimento de destino, sendo que somente os cr\u00e9ditos acumulados decorrentes da diferen\u00e7a de al\u00edquotas foram garantidos aos estabelecimentos de origem.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, est\u00e1 em debate se a refer\u00eancia feita pelo Ministro Barroso em seu voto se destinava apenas a enfatizar a necessidade, \u00e0 \u00e9poca, de uma previs\u00e3o legal que garantisse a transfer\u00eancia dos cr\u00e9ditos, conforme posteriormente estabelecido pela LC 204\/2023, para cumprir o princ\u00edpio da n\u00e3o cumulatividade. Ou, ainda, se essa refer\u00eancia indicava que essa transfer\u00eancia seria um direito do contribuinte, com base na ideia de que a transfer\u00eancia obrigat\u00f3ria dos cr\u00e9ditos para o estado de destino seria uma consequ\u00eancia l\u00f3gica da aplica\u00e7\u00e3o de um fato gerador do ICMS, o qual foi considerado inconstitucional pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 1012747-63.2024.8.26.0053<\/p>\n\n\n\n<p>Remetido ao DJE<\/p>\n\n\n\n<p>Rela\u00e7\u00e3o: 0126\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Teor do ato: Vistos.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de mandado de seguran\u00e7a, com pedido liminar, impetrado por \u25fc\ufe0e\u25fc\ufe0e\u25fc\ufe0e\u25fc\ufe0e\u25fc\ufe0e\u25fc\ufe0e\u25fc\ufe0e\u25fc\ufe0e\u25fc\ufe0e\u25fc\ufe0e\u25fc\ufe0e\u25fc\ufe0e\u25fc\ufe0e\u25fc\ufe0e\u25fc\ufe0e\u25fc\ufe0e contra ato coator do ILMO. SR. COORDENADOR DA ADMINISTRA\u00c7\u00c3O TRIBUT\u00c1RIA DA SECRETARIA DA FAZENDA DO ESTADO DE S\u00c3O PAULO, objetivando concess\u00e3o da seguran\u00e7a para que n\u00e3o seja compelido a proceder a transfer\u00eancia de cr\u00e9ditos de ICMS relativos a opera\u00e7\u00f5es envolvendo estabelecimentos de titularidade da Impetrante, assegurando o direito ao exerc\u00edcio de seu direito\/faculdade de transferir ou n\u00e3o, no todo ou em parte, os cr\u00e9ditos correspondentes.<\/p>\n\n\n\n<p>De in\u00edcio, considerando os esclarecimentos de fls. 386\/388, de rigor o processamento do presente writ.<\/p>\n\n\n\n<p>Prevalece que inexiste distin\u00e7\u00e3o no que tange \u00e0 localidade de origem e destino das mercadorias, para fins de incid\u00eancia do ICMS na transfer\u00eancia de mercadorias entre estabelecimentos de um mesmo contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>De se ver que no julgamento da ADC n\u00ba 49, o Supremo Tribunal Federal adotou referido entendimento, ao julgar dispositivo da Lei Complementar n\u00ba 87\/96, in verbis: DIREITO CONSTITUCIONAL E TRIBUT\u00c1RIO. A\u00c7\u00c3O DECLARAT\u00d3RIA DE CONSTITUCIONALIDADE. ICMS. DESLOCAMENTO F\u00cdSICO DE BENS DE UM ESTABELECIMENTO PARA OUTRO DE MESMA TITULARIDADE. INEXIST\u00caNCIA DE FATO GERADOR. PRECEDENTES DA CORTE. NECESSIDADE DE OPERA\u00c7\u00c3O JUR\u00cdDICA COM TRAMITA\u00c7\u00c3O DE POSSE E PROPRIDADE DE BENS. A\u00c7\u00c3O JULGADA IMPROCEDENTE.<\/p>\n\n\n\n<p>1. Enquanto o diploma em an\u00e1lise disp\u00f5e que incide o ICMS na sa\u00edda de mercadoria para estabelecimento localizado em outro Estado, pertencente ao mesmo titular, o Judici\u00e1rio possui entendimento no sentido de n\u00e3o incid\u00eancia, situa\u00e7\u00e3o esta que exemplifica, de pronto, evidente inseguran\u00e7a jur\u00eddica na seara tribut\u00e1ria. Est\u00e3o cumpridas, portanto, as exig\u00eancias previstas pela Lei n. 9.868\/1999 para processamento e julgamento da presente ADC.<\/p>\n\n\n\n<p>2. O deslocamento de mercadorias entre estabelecimentos do mesmo titular n\u00e3o configura fato gerador da incid\u00eancia de ICMS, ainda que se trate de circula\u00e7\u00e3o interestadual. Precedentes.<\/p>\n\n\n\n<p>3. A hip\u00f3tese de incid\u00eancia do tributo \u00e9 a opera\u00e7\u00e3o jur\u00eddica praticada por comerciante que acarrete circula\u00e7\u00e3o de mercadoria e transmiss\u00e3o de sua titularidade ao consumidor final.<\/p>\n\n\n\n<p>4. A\u00e7\u00e3o declarat\u00f3ria julgada improcedente, declarando a inconstitucionalidade dos artigos 11, \u00a7 3\u00ba, II, 12, I, no trecho ainda que para outro estabelecimento do mesmo titular, e 13, \u00a7 4\u00ba, da Lei Complementar Federal n. 87, de 13 de setembro de 1996.<\/p>\n\n\n\n<p>(STF \u2013 ADC: 49 RN 0009727-98.2017.1.00.0000, Relator: EDSON FACHIN, Data de Julgamento: 19\/04\/2021, Tribunal Pleno, Data de Publica\u00e7\u00e3o: 04\/05\/2021) EMBARGOS DE DECLARA\u00c7\u00c3O EM RECURSO A\u00c7\u00c3O DECLARAT\u00d3RIA DE CONSTITUCIONALIDADE. DIREITO TRIBUT\u00c1RIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULA\u00c7\u00c3O DE MERCADORIAS E SERVI\u00c7OS- ICMS. TRANSFER\u00caNCIAS DE MERCADORIAS ENTRE ESTABELECIMENETOS DA MESMA PESSOA JUR\u00cdDICA. AUS\u00caNCIA DE MATERIALIDADE DO ICMS . MANUTEN\u00c7\u00c3O DO DIREITO DE CREDITAMENTO. (IN) CONSTITUCIONALIDADE DA AUTONOMIA DO ESTABELECIMENTO PARA FINS DE COBRAN\u00c7A. MODULA\u00c7\u00c3O DOS EFEITOS TEMPORAIS DA DECIS\u00c3O. OMISS\u00c3O. PROVIMENTO PARCIAL.<\/p>\n\n\n\n<p>1. Uma vez firmada a jurisprud\u00eancia da Corte no sentido da inconstitucionalidade da incid\u00eancia de ICMS na transfer\u00eancia de mercadorias entre estabelecimentos da mesma pessoa jur\u00eddica (Tema 1099, RG) inequ\u00edvoca decis\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o proferido.<\/p>\n\n\n\n<p>2. O reconhecimento da inconstitucionalidade da pretens\u00e3o arrecadat\u00f3ria dos estados nas transfer\u00eancias de mercadorias entre estabelecimentos de uma mesma pessoa jur\u00eddica n\u00e3o corresponde a n\u00e3o-incid\u00eancia prevista no art. 155, \u00a7 2\u00ba, II, ao que mantido o direito de creditamento do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>3. Em presentes raz\u00f5es de seguran\u00e7a jur\u00eddica e interesse social (art. 27, da Lei 9868\/1999) justific\u00e1vel a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos temporais da decis\u00e3o para o exerc\u00edcio financeiro de 2024 ressalvados os processos administrativos e judiciais pendentes de conclus\u00e3o at\u00e9 a data de publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento da decis\u00e3o de m\u00e9rito. Exaurido o prazo sem que os Estados disciplinem a transfer\u00eancia de cr\u00e9ditos de ICMS entre estabelecimentos de mesmo titular, fica reconhecido o direito dos sujeitos passivos de transferirem tais cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>4. Embargos declarat\u00f3rios conhecidos e parcialmente providos para a declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade parcial, sem redu\u00e7\u00e3o de texto, do art. 11, \u00a7 3\u00ba, II, da Lei Complementar n\u00ba 87\/1996, excluindo do seu \u00e2mbito de incid\u00eancia apenas a hip\u00f3tese de cobran\u00e7a do ICMS sobre as transfer\u00eancias de mercadorias entre estabelecimentos de mesmo titular.<\/p>\n\n\n\n<p>(STF \u2013 ADC: 49 RN, Relator: EDSON FACHIN, Data de Julgamento: 19\/04\/2023, Tribunal Pleno, Data de Publica\u00e7\u00e3o: PROCESSO ELETRONICO DJe-s\/n DIVULG 14-08-2023 PUBLIC 15-08-2023) Note-se que n\u00e3o \u00e9 outro o entendimento do C. Superior Tribunal de Justi\u00e7a j\u00e1 teve a oportunidade de sumular entendimento aplic\u00e1vel ao caso sub judice, sen\u00e3o vejamos:<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00famula 166- \u201cN\u00e3o constitui fato gerador do ICMS o simples deslocamento de mercadoria de um para outro estabelecimento do mesmo contribuinte.\u201d Isso porque, nesses casos, n\u00e3o se verifica a transmiss\u00e3o da titularidade do bem, ou seja, n\u00e3o se vislumbra o pr\u00f3prio ato mercantil, imprescind\u00edvel para caracteriza\u00e7\u00e3o da hip\u00f3tese de incid\u00eancia do ICMS, nos moldes delineados pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal, em seu art.155,II, ipsis litteris:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 155. Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre: [\u2026]<\/p>\n\n\n\n<p>II \u2013 opera\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 circula\u00e7\u00e3o de mercadorias e sobre presta\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os de transporte interestadual e intermunicipal e de comunica\u00e7\u00e3o, ainda que as opera\u00e7\u00f5es e aspresta\u00e7\u00f5es se iniciem no exterior. Destarte, revela-se plaus\u00edvel e merecedor de abrigo o pleito da impetrante, valendo aqui a men\u00e7\u00e3o ao quanto decidido nos embargos de declara\u00e7\u00e3o da ADC 49 que expressamente mencionam que devem os Estados providenciarem a regulamenta\u00e7\u00e3o da transfer\u00eancia de referidos cr\u00e9ditos, do que se pode depreender, ao menos na cogni\u00e7\u00e3o poss\u00edvel no presente momento, tratar-se de faculdade do contribuinte (a ser disciplinada quanto ao seu exerc\u00edcio) e n\u00e3o de dever a ele imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, DEFIRO o pedido liminar para sustar, at\u00e9 ulterior decis\u00e3o, a exig\u00eancia de transfer\u00eancia dos cr\u00e9ditos de ICMS nas opera\u00e7\u00f5es interestaduais relativas a remessas de bens e mercadorias entre estabelecimentos de titularidade da Impetrante, admitindo-se o exerc\u00edcio do seu direito\/faculdade de transferir ou n\u00e3o, no todo ou em parte, os cr\u00e9ditos de ICMS das opera\u00e7\u00f5es interestaduais de remessas de bens e mercadorias entre estabelecimentos de mesma titularidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Requisitem-se informa\u00e7\u00f5es junto \u00e0 autoridade coatora, cientificando-se a pessoa jur\u00eddica interessada, servindo esta decis\u00e3o como mandado e of\u00edcio, podendo a parte encaminh\u00e1-la ao \u00f3rg\u00e3o competente para o integral cumprimento da liminar. Ap\u00f3s, ao Minist\u00e9rio P\u00fablico e conclusos. Intime-se.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-asis-consult wp-block-embed-asis-consult\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"nkBglSpXPr\"><a href=\"https:\/\/asisconsult.com.br\/blog\/liminar-transferencia-de-creditos-de-icms\/\">Liminar garante a contribuinte a op\u00e7\u00e3o de transfer\u00eancia de cr\u00e9ditos de ICMS ao destino<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Liminar garante a contribuinte a op\u00e7\u00e3o de transfer\u00eancia de cr\u00e9ditos de ICMS ao destino&#8221; &#8212; ASIS Consult\" src=\"https:\/\/asisconsult.com.br\/blog\/liminar-transferencia-de-creditos-de-icms\/embed\/#?secret=N5tanKDvGl#?secret=nkBglSpXPr\" data-secret=\"nkBglSpXPr\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Liminar mant\u00e9m milhares de empresas no Perse<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Milhares de empresas associadas ao Sindicato das Empresas de Turismo do Estado de S\u00e3o Paulo (Sindetur) conseguiram uma liminar da Justi\u00e7a federal para permanecer com os benef\u00edcios fiscais do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) at\u00e9 mar\u00e7o de 2027. A ju\u00edza federal Silvia Figueiredo Marques suspendeu os efeitos da Medida Provis\u00f3ria (MP) n\u00ba 1.202\/2023, que revogou a benesse \u00e0s companhias do setor.<\/p>\n\n\n\n<p>O mandado de seguran\u00e7a coletivo afasta a cobran\u00e7a de quase 40% de carga tribut\u00e1ria sobre o lucro das empresas. Isso porque o Perse, criado pela Lei n\u00ba 14.148\/21, zerou a al\u00edquota do Imposto de Renda de Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ), Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre Lucro L\u00edquido (CSLL), PIS e Cofins por cinco anos para as empresas de turismo, bares, restaurantes e segmentos correlatos, por terem sido as mais afetadas pela pandemia da covid-19.<\/p>\n\n\n\n<p>A MP 1.202, que revogou essa isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, foi editada no fim do ano passado como uma das medidas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para alcan\u00e7ar o equil\u00edbrio fiscal este ano. Para justificar a revoga\u00e7\u00e3o do Perse, o governo afirmou que o programa provocou uma ren\u00fancia fiscal de R$ 17 bilh\u00f5es a R$ 32 bilh\u00f5es no ano de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>No pedido feito \u00e0 Justi\u00e7a, o sindicato argumenta que as altera\u00e7\u00f5es trazidas pela MP s\u00e3o ilegais. Isso porque a isen\u00e7\u00e3o havia sido concedida por prazo certo e sob determinadas condi\u00e7\u00f5es. Alega viola\u00e7\u00e3o ao direito adquirido daqueles que aderiram ao Perse.<\/p>\n\n\n\n<p>A magistrada, da 26\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo, acatou os argumentos do sindicato. \u201cOs princ\u00edpios da n\u00e3o surpresa do contribuinte e da boa-f\u00e9 da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica t\u00eam de ser respeitados. Sem isso, o sistema tribut\u00e1rio nacional, delineado na Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, n\u00e3o se sustenta\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom base nesta regra, as empresas beneficiadas pela al\u00edquota zero fizeram sua programa\u00e7\u00e3o\u201d, disse a ju\u00edza. Apesar de reconhecer que cinco anos \u00e9 um \u201cprazo longo\u201d, \u201cfoi op\u00e7\u00e3o do legislador, que poderia, simplesmente, ter reduzido a al\u00edquota sem prever prazo\u201d. \u201cMas, uma vez que foi estabelecido o prazo, ele tem de ser respeitado\u201d, completa Silvia Marques (processo n\u00ba 5005016-18. .2024.4.03.6100).<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de a revoga\u00e7\u00e3o valer apenas a partir de 1\u00ba de abril desse ano, o Sindetur se adiantou para garantir o direito aos associados. De acordo com advogado Alex de Ara\u00fajo Vieira, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Vieira &amp; Di Ribeiro Advogados, que representou a entidade na a\u00e7\u00e3o, era preciso dar previsibilidade \u00e0s empresas &#8211; majoritariamente, ag\u00eancias de viagem. \u201cN\u00e3o poder\u00edamos esperar com o risco dessa revoga\u00e7\u00e3o valer a partir de 1 de abril\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, s\u00e3o 13 mil empresas vinculadas \u00e0 entidade e em torno de 30% (4 mil), que n\u00e3o est\u00e3o no regime de tributa\u00e7\u00e3o Siples, poder\u00e3o se beneficiar da liminar. \u201cAs ag\u00eancias foram pegas de surpresa com a MP ao apagar das luzes de 2023, dois dias antes de acabar o ano. J\u00e1 tinham feito seus or\u00e7amentos com base no benef\u00edcio que teriam\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o do advogado Frederico Bastos, s\u00f3cio do BVZ Advogados, o argumento do Minist\u00e9rio da Fazenda de que h\u00e1 fraudes e uso indevido do Perse por algumas empresas n\u00e3o pode motivar a revoga\u00e7\u00e3o do programa. \u201cCabe a fiscaliza\u00e7\u00e3o identificar os contribuintes que estariam usando o benef\u00edcio indevidamente e autu\u00e1-los\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Bastos tamb\u00e9m defende que uma MP n\u00e3o pode desfazer uma pol\u00edtica p\u00fablica prevista para ajudar o setor se soerguer ap\u00f3s um grave per\u00edodo de crise econ\u00f4mica. Ainda mais quando houve o tr\u00e2mite legislativo, aprova\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional e estudos t\u00e9cnicos sobre o impacto financeiro que a medida traria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o se pode alterar a legisla\u00e7\u00e3o de maneira abrupta\u201d, afirma o advogado. Ele adiciona que a jurisprud\u00eancia do Supremo Tribunal Federal (STF), por meio da S\u00famula 544, \u00e9 a favor dos contribuintes e pro\u00edbe a supress\u00e3o de isen\u00e7\u00f5es fiscais concedidas sob condi\u00e7\u00f5es onerosas, situa\u00e7\u00e3o an\u00e1loga a este caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) disse que vai recorrer. Afirmou tamb\u00e9m que \u201cn\u00e3o h\u00e1 qualquer inconstitucionalidade ou ilegalidade na edi\u00e7\u00e3o da medida provis\u00f3ria que restabeleceu a tributa\u00e7\u00e3o do setor de eventos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A PGFN ainda afirma que o programa foi criado para \u201cmitigar as perdas decorrentes dos efeitos da pandemia da covid-19 sem qualquer \u00f4nus ou condi\u00e7\u00e3o para os contribuintes que a ele aderiram\u201d. Portanto, \u201cn\u00e3o h\u00e1 que se falar em direito adquirido\u201d e que o princ\u00edpio da anterioridade (prazo de 90 dias) foi respeitado.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de revogar o Perse, a MP 1.202 limitou as compensa\u00e7\u00f5es fiscais e reonerou gradativamente a folha salarial. Com a revoga\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios, haveria um impacto positivo para o caixa do governo m 2024 de R$ 6 bilh\u00f5es, de acordo com estimativas da Receita Federal inseridas na exposi\u00e7\u00e3o de motivos da MP.<\/p>\n\n\n\n<p>A legalidade da MP est\u00e1 em discuss\u00e3o no Supremo Tribunal Federal (ADI 7587). Tamb\u00e9m h\u00e1 uma negocia\u00e7\u00e3o entre o Minist\u00e9rio da Fazenda e o Congresso Nacional para retirar a medida e enviar dois projetos de lei separados &#8211; um sobre desonera\u00e7\u00e3o e outro do Perse e compensa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/15\/liminar-mantem-milhares-de-empresas-no-perse.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/15\/liminar-mantem-milhares-de-empresas-no-perse.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Companhias ganham muni\u00e7\u00e3o para contestar relat\u00f3rio de transpar\u00eancia<\/strong><br>Data: 18\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas ganharam mais muni\u00e7\u00e3o para ir \u00e0 Justi\u00e7a contra a divulga\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio de transpar\u00eancia salarial em seus sites e redes sociais, conforme imposi\u00e7\u00e3o pela Lei de Igualdade Salarial (Lei n\u00ba 14.611\/2023). Na sexta-feira teria ocorrido um suposto vazamento de dados desses relat\u00f3rios pelo Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE). No dia anterior, a publica\u00e7\u00e3o de uma nota t\u00e9cnica do Conselho Administrativo de Defesa Econ\u00f4mica (Cade) apontou que a divulga\u00e7\u00e3o dessas informa\u00e7\u00f5es pode trazer riscos concorrenciais \u00e0s empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 agora, poucas liminares foram concedidas a favor das companhias, mas uma nova leva de a\u00e7\u00f5es judiciais pode ocorrer, com base nos \u00faltimos acontecimentos. A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) e a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio (CNC) j\u00e1 entraram no embate para levar a discuss\u00e3o ao Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido de liminar na a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade, contudo, ainda ser\u00e1 analisado pelo relator, ministro Alexandre de Moraes (ADI 7612).<\/p>\n\n\n\n<p>O suposto vazamento de dados desses relat\u00f3rios demonstraria, segundo especialistas, o despreparo do Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE) ao lidar com informa\u00e7\u00f5es sens\u00edveis, causando riscos \u00e0s companhias. Para a advogada trabalhista Christiana Fontenelle, s\u00f3cia do Bichara Advogados, a confus\u00e3o gerada na sexta-feira, com rela\u00e7\u00e3o aos relat\u00f3rios, som ada \u00e0 nota t\u00e9cnica do Cade \u201ctrazem mais robustez para a defesa das companhias no Judici\u00e1rio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As companhias com mais de cem funcion\u00e1rios enviaram dados para os relat\u00f3rios ao MTE at\u00e9 dia 8. Aguardavam o envio do documento pelo \u00f3rg\u00e3o na sexta-feira &#8211; data prevista oficialmente pelo minist\u00e9rio.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no in\u00edcio da manh\u00e3, advogados e representantes de RH come\u00e7aram a receber um link, em grupos de WhastApp, que pedia o CNPJ da empresa para dar acesso ao que supostamente seria o relat\u00f3rio de transpar\u00eancia da empresa. O link ficou inst\u00e1vel por algumas horas e foi retirado do ar no in\u00edcio da tarde.<\/p>\n\n\n\n<p>Da maneira como o link foi disponibilizado, segundo o advogado trabalhista, Fabio Medeiros, s\u00f3cio de Lobo de Rizzo Advogados, qualquer um poderia ter acesso a esses relat\u00f3rios. \u201cBastava colocar o CNPJ e baixar\u201d, diz. \u201cConseguimos, por instantes, ver na tela um relat\u00f3rio, mas n\u00e3o foi poss\u00edvel imprimir\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Medeiros diz que esse procedimento de divulga\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem previs\u00e3o em lei, nem segue os esclarecimentos do MTE na live do YouTube sobre o assunto semanas atr\u00e1s. Segundo o MTE, essa divulga\u00e7\u00e3o seria por download feito apenas pela pr\u00f3pria empresa, no dia 15 de mar\u00e7o, e a empresa publicaria at\u00e9 o dia 30 de mar\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas empresas conseguiram acessar seus relat\u00f3rios fornecidos pelo link divulgado, segundo a advogada Daniela Yuassa, do Stocche Forbes. \u201cUm dos grandes receios era a divulga\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios (ainda que em faixas), o que n\u00e3o ocorreu\u201d, diz. Contudo, ela afirma que n\u00e3o se pode considerar que essas vers\u00f5es de relat\u00f3rios sejam v\u00e1lidas, de forma que ainda h\u00e1 certa expectativa sobre a vers\u00e3o oficial. \u201cAl\u00e9m disso, espera-se que sejam divulgados pelo Portal Emprega Brasil, cujo acesso \u00e9 exclusivo dos representantes das empresas\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada Marcela Tavares Ortega, do Machado Meyer Advogados, diz que conseguiu acessar as informa\u00e7\u00f5es sobre o escrit\u00f3rio no link enviado. \u201cO formato era igual ao disponibilizado pelo MTE na live. Tinha o sal\u00e1rio m\u00e9dio com a compara\u00e7\u00e3o de g\u00eaneros, o percentual de homens e mulheres, percentual de homens e mulheres negras, dados por grandes grupos de ocupa\u00e7\u00e3o [como n\u00edvel superior, t\u00e9cnicos, servi\u00e7os administrativos e atividades operacionais]\u201d Se a divulga\u00e7\u00e3o ocorrida foi de dados reais, o que parecia, segundo ela, h\u00e1 um problema muito grande.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a assessoria de imprensa do MTE informou, por meio nota, que \u201csomente o relat\u00f3rio que ser\u00e1 divulgado a partir do dia 21 de mar\u00e7o deve ser considerado como oficial\u201d. Diz tamb\u00e9m que \u201cinforma\u00e7\u00f5es disseminadas antes desta data, devem ser ignoradas\u201d e que \u201ca \u00e1rea t\u00e9cnica do MTE ainda est\u00e1 trabalhando para consolidar os dados que se ser\u00e3o disponibilizados no portal Emprega Brasil na pr\u00f3xima quinta-feira\u201d. Depois disso, empresas ter\u00e3o at\u00e9 dia 31 de mar\u00e7o para divulgar os relat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>A sensa\u00e7\u00e3o de risco de danos \u00e0 concorr\u00eancia por divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre os sal\u00e1rios \u00e9 refor\u00e7ada pela Nota T\u00e9cnica n\u00ba 3, de 2024, do Cade. O parecer foi emitido a pedido da C\u00e2mara Brasileira da Economia Digital (C\u00e2mara-e.net) sobre o tema. Para a advogada Christiana Fontenelle, a nota refor\u00e7a a argumenta\u00e7\u00e3o das empresas nas a\u00e7\u00f5es judiciais. Ela afirma j\u00e1 ter proposto cerca de 40 a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a e outras companhias aguardam a entrega do relat\u00f3rio pelo MTE para entrar com medida judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>A nota t\u00e9cnica diz que o relat\u00f3rio de transpar\u00eancia salarial constitui divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es concorrencialmente sens\u00edveis, que podem facilitar at\u00e9 mesmo a forma\u00e7\u00e3o de cart\u00e9is e a redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>No documento, o Cade recomenda a suspens\u00e3o ou cancelamento e posterior revis\u00e3o dos dispositivos do Decreto n\u00ba 11.795\/2023 e da Portaria n.\u00ba 3.714\/2023, do MTE, que determinam a publica\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es sobre remunera\u00e7\u00e3o dos trabalhadores pelas empresas, com o objetivo de alcan\u00e7ar equidade de g\u00eanero no local de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>A nota t\u00e9cnica tamb\u00e9m afirma que leis que fomentam a igualdade de pagamento entre g\u00eaneros na Europa estabelecem que a empresa publique apenas medidas estat\u00edsticas de dados agregados (propor\u00e7\u00f5es) que revelem a disparidade remunerat\u00f3ria em fun\u00e7\u00e3o do g\u00eanero, sem identificar os valores espec\u00edficos das remunera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O ex-conselheiro do Cade e professor de Direito Constitucional da USP, Marcos Ver\u00edssimo, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio que leva seu nome, destaca que autoridades na \u00e1rea de concorr\u00eancia do Brasil e de outros pa\u00edses apontam que essa transpar\u00eancia irrestrita pode facilitar acordos entre empresas para que se paguem valores mais baixos de sal\u00e1rios. \u201cMesmo que as empresas n\u00e3o se conversem, esses dados estar\u00e3o facilmente dispon\u00edveis\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/18\/companhias-ganham-municao-para-contestar-relatorio-de-transparencia.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/18\/companhias-ganham-municao-para-contestar-relatorio-de-transparencia.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong><a href=\"http:\/\/ayadvogados.com.br\/retrospecto-tributario-04-03-a-11-03-2\/\">Confira o nosso retrospecto tribut\u00e1rio completo, clique aqui!<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Not\u00edcias em Destaque da Semana &#8211; 11\/03 a 18\/03 Receita Federal abre prazo para ades\u00f5es ao Confia Data: 18\/03\/2024&nbsp;&nbsp; A Receita Federal abre, hoje, prazo para novas inscri\u00e7\u00f5es por grandes empresas no Confia &#8211; programa de conformidade que proporcionar\u00e1 maior facilidade na comunica\u00e7\u00e3o com o Fisco e na obten\u00e7\u00e3o da certid\u00e3o de regularidade fiscal. 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