{"id":3182,"date":"2024-03-11T16:24:07","date_gmt":"2024-03-11T19:24:07","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3182"},"modified":"2024-03-11T16:27:19","modified_gmt":"2024-03-11T19:27:19","slug":"retrospecto-tributario-04-03-a-11-03-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3182","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 04\/03 a 11\/03"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 04\/03 a 11\/03<\/p>\n\n\n\n<p><strong>PGFN monitora 251 a\u00e7\u00f5es que questionam a tributa\u00e7\u00e3o das subven\u00e7\u00f5es de ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Um relat\u00f3rio especial enviado aos assinantes do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/tributos2023\">JOTA&nbsp;PRO Tributos<\/a>&nbsp;no dia 23 de fevereiro mostra que a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/pgfn\">PGFN<\/a>) monitora 251 a\u00e7\u00f5es que questionam a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2023\/lei\/L14789.htm\">Lei 14.789\/2023<\/a>. A norma federal prev\u00ea a tributa\u00e7\u00e3o das subven\u00e7\u00f5es de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/icms\">ICMS<\/a>&nbsp;e cria um cr\u00e9dito fiscal sobre incentivos de ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a lei, o governo federal definiu que, em vez de abater os benef\u00edcios estaduais da base de c\u00e1lculo do IRPJ, da CSLL, do PIS e da Cofins, as empresas ter\u00e3o direito a um cr\u00e9dito fiscal sobre esses incentivos para poder usar por meio de ressarcimento ou compensa\u00e7\u00e3o com outros d\u00e9bitos. O benef\u00edcio, entretanto, est\u00e1 restrito \u00e0s subven\u00e7\u00f5es para investimento, nas quais h\u00e1 uma contrapartida \u00e0 concess\u00e3o do incentivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em entrevista ao&nbsp;JOTA, a procuradora-geral adjunta respons\u00e1vel pela representa\u00e7\u00e3o judicial da PGFN, Lana Borges, informou que, do total de a\u00e7\u00f5es, 236 questionam especialmente a cobran\u00e7a do IRPJ e da CSLL sobre cr\u00e9ditos presumidos de ICMS. As outras 15 tratam de outros temas, entre eles o pedido dos contribuintes para afastar a tributa\u00e7\u00e3o sobre os benef\u00edcios de ICMS de modo geral, n\u00e3o apenas sobre os cr\u00e9ditos presumidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a PGFN, foram deferidas integralmente nove liminares afastando a tributa\u00e7\u00e3o sobre os cr\u00e9ditos presumidos de ICMS \u2014 e outras tr\u00eas parcialmente. Os contribuintes conseguiram tamb\u00e9m uma senten\u00e7a favor\u00e1vel. Por outro lado, 31 liminares foram indeferidas.<\/p>\n\n\n\n<p>No relat\u00f3rio especial, al\u00e9m de trazer mais detalhes sobre a vis\u00e3o da PGFN, a editora&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/autor\/cristiane-bonfantijota-info\">Cristiane Bonfanti<\/a>&nbsp;mostra quais est\u00e3o sendo os argumentos utilizados e os precedentes citados pelos ju\u00edzes nas liminares favor\u00e1veis aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/pgfn-monitora-251-acoes-que-questionam-a-tributacao-das-subvencoes-de-icms-04032024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/pgfn-monitora-251-acoes-que-questionam-a-tributacao-das-subvencoes-de-icms-04032024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Haddad diz que ideia \u00e9 mandar projetos da reforma tribut\u00e1ria sobre consumo at\u00e9 o fim de mar\u00e7o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (04) que est\u00e1 mantido para este m\u00eas o prazo para envio dos projetos de lei que regulamentar\u00e3o a reforma tribut\u00e1ria sobre consumo. O governo federal tem at\u00e9 18 de junho para enviar os textos para o Congresso, mas pretende fazer isso ainda em mar\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA ideia nossa \u00e9 mandar em mar\u00e7o\u201d, disse na chegada ao Minist\u00e9rio da Fazenda, depois de participar de reuni\u00f5es com o presidente Luiz In\u00e1cio Lula Silva (PT) no Pal\u00e1cio do Planalto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente est\u00e1 dependendo um pouco dos trabalhos com Estados e munic\u00edpios. Firmamos um compromisso com eles de mandar [os projetos] j\u00e1 com a quest\u00e3o federativa, se n\u00e3o totalmente resolvida, bastante adiantada para facilitar a tramita\u00e7\u00e3o no Congresso. Ent\u00e3o o [secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da reforma tribut\u00e1ria Bernard] Appy est\u00e1 coordenando v\u00e1rios grupos de trabalho. Mas est\u00e1 mantido o horizonte de mandar at\u00e9 o fim do m\u00eas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Haddad tamb\u00e9m afirmou que deve participar amanh\u00e3, ter\u00e7a-feira (05), da reuni\u00e3o com Lula e l\u00edderes do Senado no Pal\u00e1cio da Alvorada.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais cedo nesta segunda-feira, o ministro participou com Lula de reuni\u00f5es com a diretora-geral do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, e o presidente do Asian Infrastructure Investment Bank (AIIB), Jin Liqun. Segundo Haddad, as reuni\u00f5es serviram para tratar de quest\u00f5es como \u201cfinanciamento internacional\u201d e \u201calinhamento de cotas\u201d do FMI.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/03\/04\/haddad-diz-que-ideia-e-mandar-projetos-da-reforma-tributaria-sobre-consumo-ate-o-fim-de-marco.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/03\/04\/haddad-diz-que-ideia-e-mandar-projetos-da-reforma-tributaria-sobre-consumo-ate-o-fim-de-marco.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MP 1202 e novos limites para compensa\u00e7\u00e3o: h\u00e1 uma sa\u00edda no Judici\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Na incessante busca pelo governo para equilibrar os gastos p\u00fablicos&nbsp;<em>versus&nbsp;<\/em>o or\u00e7amento dispon\u00edvel, algumas medidas tomadas acaloram os debates em torno de suas higidezes jur\u00eddicas. Falaremos, nessa oportunidade, sobre as modifica\u00e7\u00f5es trazidas na&nbsp;Medida Provis\u00f3ria 1.202\/2023&nbsp;\u2013 que limitou as compensa\u00e7\u00f5es dos cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios decorrentes de decis\u00f5es judiciais que os reconheceram.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resumo, a sistem\u00e1tica das compensa\u00e7\u00f5es administrativas especificamente para os cr\u00e9ditos decorrentes de decis\u00f5es judiciais transitadas em julgado cujo valor seja igual ou superior a R$ 10 milh\u00f5es podem ser alvos, por parte do Minist\u00e9rio da Fazenda, de fracionamento no tempo por meio da limita\u00e7\u00e3o mensal n\u00e3o inferior a 1\/60 (um sessenta avos) do seu montante total, demonstrado e atualizado na data da entrega da primeira declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A regulamenta\u00e7\u00e3o, realizada por meio da Portaria MF 14\/2024, veio a elencar prazos m\u00ednimos que variam entre 12 e 60 meses para que se proceda com seu uso, faseados de acordo com a volumetria do cr\u00e9dito apurado.<\/p>\n\n\n\n<p>Tais altera\u00e7\u00f5es impactam, inclusive, os cr\u00e9ditos previamente habilitados e cuja utiliza\u00e7\u00e3o j\u00e1 tenha sido iniciada pelo contribuinte antes de sua publica\u00e7\u00e3o, de modo a alert\u00e1-los, desde logo, acerca do risco da sua n\u00e3o ado\u00e7\u00e3o imediata, qual seja, a de que o fisco entenda a compensa\u00e7\u00e3o como n\u00e3o declarada, cujos efeitos resultam na cobran\u00e7a judicial instant\u00e2nea do fisco quanto aos d\u00e9bitos alvos da liquida\u00e7\u00e3o, sem que seja permitido a discuss\u00e3o administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso representa, minimamente, duas coisas: i) impacto direto no caixa das empresas, ainda que em graus particularizados, por n\u00e3o haver, originalmente, desembolso de valores no processo compensat\u00f3rio; ii) ofensa ao direito j\u00e1 adquirido por tais, \u00e0 seguran\u00e7a jur\u00eddica, \u00e0 coisa julgada, n\u00e3o surpresa e tantos outros, diante dos casos em que n\u00e3o havia aludida limita\u00e7\u00e3o e que vieram a ser validados no seu resultado por Auditoria competente.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto resultam em uma: a busca pelos contribuintes no Judici\u00e1rio com o intuito de afastar sua aplica\u00e7\u00e3o \u2013 vigente at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o desse artigo.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/a2mconsultoria.com.br\/mp-1202-e-novos-limites-para-compensacao-ha-uma-saida-no-judiciario\/\">https:\/\/a2mconsultoria.com.br\/mp-1202-e-novos-limites-para-compensacao-ha-uma-saida-no-judiciario\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O regimento novo do Carf e sistema de precedentes<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda, por meio da Portaria MF n\u00ba 1634, de dezembro de 2023, aprovou o novo Regimento Interno do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), que implementa modifica\u00e7\u00f5es para, principalmente, aumentar a celeridade dos julgamentos e reduzir o estoque de processos. Publicado ainda em 2015, j\u00e1 era tempo de sua atualiza\u00e7\u00e3o para atender os anseios do Estado e da sociedade &#8211; apesar de alguns ajustes feitos por meio de portarias nesse per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ser um \u00f3rg\u00e3o integrante do Minist\u00e9rio da Fazenda e n\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio, o Carf n\u00e3o precisa observar precedentes judiciais, ainda que vinculantes. Por isso, o regimento de 2015 j\u00e1 previa a necessidade de observar os precedentes definitivos e firmados em sede de Repercuss\u00e3o Geral, pelo Superior Tribunal Federal (STF), e de Recursos Repetitivos, pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ).<\/p>\n\n\n\n<p>O novo regulamento eleva o precedente dos Tribunais Superiores ao mesmo patamar ocupado pelas s\u00famulas internas do Carf, estabelecendo expressamente que n\u00e3o respeitar um precedente pode gerar a perda de mandato do conselheiro. Por outro lado, o novo regimento condiciona que se trate de decis\u00e3o transitada em julgado e traz previs\u00f5es em linha com o complexo sistema de precedentes atual.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira delas consta no \u00a7 \u00fanico do artigo 99, que prev\u00ea dispensa de observ\u00e2ncia de precedente vinculante do STJ quando o STF reconhece a repercuss\u00e3o geral do mesmo tema. O objetivo \u00e9 evitar que o Carf reproduza um entendimento do STJ, ainda que vinculante, que poder\u00e1 ser revertido pelo STF &#8211; guinada jurisprudencial comum nas altas cortes brasileiras.<\/p>\n\n\n\n<p>O regimento ainda permite que o presidente de C\u00e2mara profira uma decis\u00e3o monocr\u00e1tica para n\u00e3o analisar um recurso, seja ele de of\u00edcio ou volunt\u00e1rio, apresentado contra uma decis\u00e3o em primeira inst\u00e2ncia que aplicou um precedente do STF no contexto de controle concentrado de constitucionalidade, s\u00famula vinculante do Supremo ou s\u00famula do pr\u00f3prio Carf. Apesar de constar expressamente a sua aplica\u00e7\u00e3o para os recursos que n\u00e3o buscam afastar a incid\u00eancia da s\u00famula ou precedente vinculante, \u00e9 imprescind\u00edvel que os conselheiros presidentes tenham cautela, sobretudo pela aus\u00eancia de previs\u00e3o de qualquer recurso em face deste pronunciamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda sobre este ponto, o novo regimento veda o sobrestamento de processos administrativos pela simples decis\u00e3o de afeta\u00e7\u00e3o de tema ao rito dos Recursos Repetitivos ou de Repercuss\u00e3o Geral, disposi\u00e7\u00e3o que vai de encontro \u00e0 proposi\u00e7\u00e3o da comiss\u00e3o de juristas que elaborou projetos para moderniza\u00e7\u00e3o do processo tribut\u00e1rio administrativo, na qual h\u00e1 a previs\u00e3o de sobrestamento pela afeta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, o regimento rec\u00e9m-publicado prev\u00ea a obrigatoriedade do sobrestamento quando h\u00e1 ac\u00f3rd\u00e3o de m\u00e9rito sob o rito de Repercuss\u00e3o Geral ou de Rito de Recursos Repetitivos n\u00e3o transitados em julgado. A medida \u00e9 inovadora e tornar\u00e1 os julgamentos do Carf mais efetivos, al\u00e9m de evitar judicializa\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe ainda tratar das inova\u00e7\u00f5es no processo de elabora\u00e7\u00e3o de s\u00famulas pelo Carf. Antes, a proposi\u00e7\u00e3o de s\u00famula deveria ser encaminhada ao presidente do \u00f3rg\u00e3o, instru\u00edda com pelo menos cinco decis\u00f5es. Ele ent\u00e3o convocaria as sess\u00f5es anuais para aprecia\u00e7\u00e3o e aprova\u00e7\u00e3o dos enunciados.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, as diversas intercorr\u00eancias enfrentadas pelo Carf nos \u00faltimos anos impossibilitaram essas sess\u00f5es e a edi\u00e7\u00e3o de novas s\u00famulas. Por isso, as mais recentes tiveram seus enunciados apreciados e aprovados em sess\u00e3o ocorrida em agosto de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o proposta no novo regulamento \u00e9 a possibilidade de proposi\u00e7\u00e3o e aprova\u00e7\u00e3o das s\u00famulas pelas turmas da C\u00e2mara Superior de Recursos Fiscais em sess\u00e3o de julgamentos ordin\u00e1ria, limitada \u00e0 sua respectiva compet\u00eancia. O dispositivo ainda reduziu o n\u00famero de ac\u00f3rd\u00e3os para tr\u00eas, conforme o artigo 124.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o artigo 125 do novo regimento, os conselheiros das turmas ordin\u00e1rias ainda ter\u00e3o a prerrogativa de propor, em seu pr\u00f3prio colegiado, o envio de proposi\u00e7\u00e3o de s\u00famula \u00e0 sua respectiva C\u00e2mara Superior, a quem compete apreciar e aprovar o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Cabe mencionar que, al\u00e9m das sess\u00f5es de julgamentos presenciais, por videoconfer\u00eancia ou h\u00edbridas, h\u00e1 a previs\u00e3o de que ocorram sess\u00f5es virtuais ass\u00edncronas de cinco dias \u00fateis, nas quais ser\u00e3o depositados os votos e as eventuais sustenta\u00e7\u00f5es orais. A inspira\u00e7\u00e3o para esse modelo \u00e9 o Plen\u00e1rio Virtual do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra mudan\u00e7a significativa \u00e9 o aumento do tempo m\u00e1ximo de exerc\u00edcio de mandatos pelos conselheiros, que passar\u00e1 a ser de oito anos &#8211; com exce\u00e7\u00e3o para presidentes de turma ou de c\u00e2mara, com tempo m\u00e1ximo de perman\u00eancia de doze anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de existir espa\u00e7o para melhorias, as modifica\u00e7\u00f5es est\u00e3o em linha com a complexidade do sistema de precedentes brasileiro e aumentar\u00e3o a celeridade e efetividade dos julgamentos do Carf. A simplifica\u00e7\u00e3o do procedimento para aprova\u00e7\u00e3o de s\u00famulas, al\u00e9m otimizar os processos, aumentar\u00e1 a previsibilidade das decis\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, caber\u00e1 aos conselheiros do Carf, sobretudo os presidentes de c\u00e2mara, prud\u00eancia nos julgamentos monocr\u00e1ticos. Isso porque a aplica\u00e7\u00e3o indiscriminada do instrumento para n\u00e3o conhecer de recursos dos contribuintes diminuir\u00e1 o estoque de processos do \u00f3rg\u00e3o ao custo do congestionamento do judici\u00e1rio, notadamente pela aus\u00eancia de recurso administrativo cab\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Rafael Gregorin e Thiago Silveira s\u00e3o, respectivamente, s\u00f3cio e associado da \u00e1rea Tribut\u00e1ria do Trench Rossi Watanabe<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/o-regimento-novo-do-carf-e-sistema-de-precedentes.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/o-regimento-novo-do-carf-e-sistema-de-precedentes.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Haddad diz que vai encaminhar um projeto de lei para criar vers\u00e3o enxuta do Perse<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro da Fazenda,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/fernando-haddad\">Fernando Haddad<\/a>, disse a jornalistas nesta ter\u00e7a-feira (5\/3) que o governo federal vai encaminhar um projeto de lei para criar uma vers\u00e3o mais enxuta do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/Perse\">Perse<\/a>).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o ministro, o objetivo do governo \u00e9 reduzir o programa para \u201cpatamares que sejam suport\u00e1veis, mediante compensa\u00e7\u00f5es\u201d, focando especificamente nos segmentos dos afetados pela pandemia que ainda n\u00e3o passaram por uma recupera\u00e7\u00e3o e \u201cexigem algum cuidado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Criado durante a pandemia de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/coronavirus\">Covid-19<\/a>&nbsp;como uma tentativa de mitigar as perdas das empresas dos setores de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/eventos\">eventos<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/turismo\">turismo<\/a>, o programa concedeu al\u00edquota zero de Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/irpj-entenda-o-que-e-como-funciona-e-como-e-calculado-13052021\">IRPJ<\/a>), da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/artigos\/csll-o-que-e-20082021\">CSLL<\/a>), da contribui\u00e7\u00e3o para o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/pis-pasep\">PIS\/Pasep<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/pis-cofins-13052021\">Cofins<\/a>&nbsp;por 60 meses para as empresas contempladas.<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia em torno do programa come\u00e7ou no final de 2023, quando o governo federal publicou a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/mp-1202-2023\">Medida Provis\u00f3ria (MP) 1.202<\/a>, que, entre outras medidas, reduziu o prazo de vig\u00eancia dos benef\u00edcios para 1\u00ba de abril deste ano (CSLL, PIS e Cofins) e para 1\u00ba de janeiro do ano que vem (IRPJ).<\/p>\n\n\n\n<p>O governo justificou que os custos da ren\u00fancia fiscal ultrapassaram o valor inicialmente esperado, de R$ 5 bilh\u00f5es por ano, o que levou a antecipa\u00e7\u00e3o do fim do programa.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta ter\u00e7a-feira (5\/3), Haddad detalhou que o Perse custou aos cofres p\u00fablicos R$ 10 bilh\u00f5es e R$ 13 bilh\u00f5es em 2022 e 2023, respectivamente. Segundo o ministro, h\u00e1 ind\u00edcios de que empresas que n\u00e3o s\u00e3o dos setores beneficiados ou que n\u00e3o estavam ativas na pandemia tenham aderido de forma fraudulenta ao programa.<\/p>\n\n\n\n<p>Entidades dos setores de turismo e eventos questionam os n\u00fameros apresentados pela Fazenda. Na semana passada, dez associa\u00e7\u00f5es divulgaram um&nbsp;<a href=\"https:\/\/images.jota.info\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/avaliacao-economica-do-perse-29-02-final.pdf\">estudo&nbsp;<\/a>da consultoria Tend\u00eancias que mostrou que o custo anual do programa teria sido de no m\u00e1ximo R$ 6,4 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O Perse n\u00e3o \u00e9 o primeiro ponto da MP 1.202 que o governo decide alterar. Na \u00faltima semana, ap\u00f3s press\u00e3o dos parlamentares e do setor produtivo, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/lula-revoga-trechos-da-mp-1202-que-reonerava-a-folha-de-pagamentos-28022024\">revogou trechos da medida que previam a reonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos<\/a>&nbsp;para 17 setores da economia. O governo decidiu enviar esse ponto separadamente para an\u00e1lise do<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/entenda-o-pl-do-governo-sobre-a-desoneracao-da-folha-de-pagamentos-leia-a-integra-29022024\">&nbsp;Congresso&nbsp;por meio de projeto de lei.&nbsp;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Manifesta\u00e7\u00e3o no Senado<\/p>\n\n\n\n<p>Na manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira (5\/3), senadores, empres\u00e1rios e representantes de entidades dos setores beneficiados pelo Perse defenderam a manuten\u00e7\u00e3o do programa. Para eles, o fim antecipado seria uma \u201cquebra de acordo e de confian\u00e7a\u201d por parte do governo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO primeiro desafio do Congresso \u00e9 dar seguran\u00e7a jur\u00eddica a quem produz. [A MP] j\u00e1 est\u00e1 sendo nociva \u00e0 atividade, porque quem pretendia investir j\u00e1 puxou o freio de m\u00e3o\u201d, afirmou o senador Efraim Filho na sess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Hot\u00e9is, Manoel Cardoso Linhares, tamb\u00e9m se manifestou no plen\u00e1rio. Para ele, a medida provis\u00f3ria contraria a \u201cdecis\u00e3o suprema\u201d do Congresso e coloca em risco os empregos gerados pelo setor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que mais nos surpreende \u00e9 que os recursos para o programa j\u00e1 est\u00e3o previstos na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias de 2024. O custo do programa j\u00e1 tinha sido estimado pelo pr\u00f3prio governo e colocado em lei. Esse cen\u00e1rio de inseguran\u00e7a compromete a continuidade da recupera\u00e7\u00e3o do setor\u201d, disse Linhares.<\/p>\n\n\n\n<p>O senador Veneziano Vital do R\u00eago (MBD-PB), autor do requerimento para realiza\u00e7\u00e3o da sess\u00e3o, pediu que o Minist\u00e9rio da Fazenda explique porque prop\u00f4s o encerramento do programa e esclare\u00e7a a diferen\u00e7a nos n\u00fameros trazidos pelo governo e pelo setor sobre os custos anuais do programa.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/haddad-diz-que-vai-encaminhar-um-projeto-de-lei-para-criar-versao-enxuta-do-perse-05032024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/haddad-diz-que-vai-encaminhar-um-projeto-de-lei-para-criar-versao-enxuta-do-perse-05032024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Qual o prazo para a entrega da declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda 2024<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/receita-federal\">Receita Federal<\/a>&nbsp;come\u00e7ar\u00e1 a receber as declara\u00e7\u00f5es do Imposto de Renda de Pessoa F\u00edsica (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/irpf\">IRPF<\/a>) de 2024 a partir do dia 15 de mar\u00e7o. O prazo segue at\u00e9 31 de maio. Os contribuintes que n\u00e3o enviarem o documento dentro do prazo poder\u00e3o receber multa de 1% ao m\u00eas do imposto devido, com valor m\u00ednimo de R$ 165,74 e m\u00e1ximo de 20% do imposto devido.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, a Receita n\u00e3o definiu o prazo para a restitui\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda. Em rela\u00e7\u00e3o as datas para declara\u00e7\u00e3o, o calend\u00e1rio segue o mesmo de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, em 2024, o governo federal ter\u00e1 uma nova faixa de isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda para a quantia de at\u00e9 R$ 2.824 ao m\u00eas, valor correspondente a dois sal\u00e1rios-m\u00ednimos Este \u00e9 o segundo reajuste seguido do Governo Lula que, em maio de 2023, reajustou o teto, congelado desde 2015, de R$ 1.903,98 para R$ 2.112 ao m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem deve declarar<\/p>\n\n\n\n<p>A declara\u00e7\u00e3o de imposto de renda \u00e9 obrigat\u00f3ria sob os seguintes crit\u00e9rios:<\/p>\n\n\n\n<p>Obteve rendimentos tribut\u00e1veis acima de R$ 28.559,70;<\/p>\n\n\n\n<p>Recebeu rendimentos n\u00e3o tribut\u00e1veis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 40 mil;<\/p>\n\n\n\n<p>Obteve receita bruta anual decorrente de atividade rural em valor acima de R$ 142.798,50;<\/p>\n\n\n\n<p>Pretenda compensar preju\u00edzos da atividade rural deste ou de anos anteriores com as receitas deste ou de anos futuros;<\/p>\n\n\n\n<p>Teve a posse ou a propriedade, at\u00e9 31 de dezembro de 2023, de bens ou direitos, inclusive terra nua, acima de R$ 300 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Realizou opera\u00e7\u00f5es em bolsa de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;<\/p>\n\n\n\n<p>Obteve ganho de capital na aliena\u00e7\u00e3o de bens ou direitos, sujeito \u00e0 incid\u00eancia do imposto;<\/p>\n\n\n\n<p>Optou pela isen\u00e7\u00e3o de imposto sobre o ganho de capital na venda de im\u00f3veis residenciais, seguido de aquisi\u00e7\u00e3o de outro, no prazo de 180 dias;<\/p>\n\n\n\n<p>Passou \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de residente no Brasil, em qualquer m\u00eas de 2023, e nessa condi\u00e7\u00e3o se encontrava em 31 de dezembro de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Para enviar as informa\u00e7\u00f5es \u00e0 Receita, o contribuinte possui tr\u00eas op\u00e7\u00f5es: o portal<a href=\"https:\/\/cav.receita.fazenda.gov.br\/autenticacao\/login\">&nbsp;e-CAC<\/a>, o aplicativo Meu Imposto de Renda ou o Programa Gerador de Declara\u00e7\u00e3o (PGD), que precisa ser baixado no computador. A declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda 2024 deve informar os rendimentos tribut\u00e1veis e n\u00e3o tribut\u00e1veis recebidos ao longo do ano-calend\u00e1rio de 2023.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/tributos?utm_source=cta-site&amp;utm_medium=site&amp;utm_campaign=campanha_tributos_q2&amp;utm_id=cta_texto_tributos_q2_2023&amp;utm_term=cta_texto_tributos&amp;utm_term=cta_texto_tributos_meio_materias\">&nbsp;<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Tabela do Imposto de Renda 2024<\/p>\n\n\n\n<p>Rendimentos a partir de maio de 2023:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>Base de c\u00e1lculo<\/td><td>Al\u00edquota<\/td><td>Parcela a deduzir<\/td><\/tr><tr><td>At\u00e9 R$ 2.112,00<\/td><td>\u2013<\/td><td>\u2013<\/td><\/tr><tr><td>De R$ 2.112,00 at\u00e9 R$ 2.826,65<\/td><td>7,5%<\/td><td>R$ 158,40<\/td><\/tr><tr><td>De R$ 2.826,66 at\u00e9 R$ 3.751,05<\/td><td>15%<\/td><td>R$ 370,40<\/td><\/tr><tr><td>De R$ 3.751,06 at\u00e9 R$ 4.664,68<\/td><td>22,5%<\/td><td>R$ 651,73<\/td><\/tr><tr><td>Acima de R$ 4.664,68<\/td><td>27,5%<\/td><td>R$ 884,96<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p>Rendimentos a partir de fevereiro de 2024:<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table><tbody><tr><td>Base de c\u00e1lculo<\/td><td>Al\u00edquota<\/td><td>Parcela a deduzir<\/td><\/tr><tr><td>At\u00e9 R$ 2.259,00<\/td><td>\u2013<\/td><td>\u2013<\/td><\/tr><tr><td>De R$ 2.259,00 at\u00e9 R$ 2.826,65<\/td><td>7,5%<\/td><td>R$ 169,44<\/td><\/tr><tr><td>De R$ 2.826,66 at\u00e9 R$ 3.751,05<\/td><td>15%<\/td><td>R$ 381,44<\/td><\/tr><tr><td>De R$ 3.751,06 at\u00e9 R$ 4.664,68<\/td><td>22,5%<\/td><td>R$ 662,77<\/td><\/tr><tr><td>Acima de R$ 4.664,68<\/td><td>27,5%<\/td><td>R$ 896,00<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/qual-o-prazo-para-a-entrega-da-declaracao-do-imposto-de-renda-2024-05032024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/qual-o-prazo-para-a-entrega-da-declaracao-do-imposto-de-renda-2024-05032024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Possibilidade de incluir IPI n\u00e3o recuper\u00e1vel na base dos cr\u00e9ditos do PIS\/Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>As contribui\u00e7\u00f5es ao PIS e Cofins s\u00e3o objeto de altera\u00e7\u00f5es significativas, sendo a mais recente e importante referente \u00e0 primeira etapa da reforma tribut\u00e1ria, visto que a Emenda Constitucional n\u00ba 132\/2023 modificou o Sistema Tribut\u00e1rio Nacional, principalmente no que se refere \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o do consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal ponto demonstra o protagonismo dessas exa\u00e7\u00f5es na atualidade, situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o menos evidenciada no Judici\u00e1rio em raz\u00e3o dos lit\u00edgios, visto que modifica\u00e7\u00f5es em legisla\u00e7\u00f5es e normas regulamentadoras ensejaram em afronta aos princ\u00edpios basilares aplic\u00e1veis no Direito Tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre tais altera\u00e7\u00f5es se destaca o disposto no artigo 171, par\u00e1grafo \u00fanico, da Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 2.121\/2022. Em sua literalidade, a saber:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cArt. 171. Para efeito de c\u00e1lculo dos cr\u00e9ditos de que trata esta Se\u00e7\u00e3o, integram o valor de aquisi\u00e7\u00e3o (\u2026)<\/em><br><em>Par\u00e1grafo \u00fanico. N\u00e3o geram direito a cr\u00e9dito:&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=132085#2450060\">(Inclu\u00eddo(a) pelo(a) Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2152, de 14 de julho de 2023)<br><\/a><em>I \u2013 o ICMS incidente na venda pelo fornecedor (<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10637.htm#art3%C2%A72iii\">Lei n\u00ba 10.637, de 2002<\/a><em>, art. 3\u00ba, \u00a7 2\u00ba, inciso III, inclu\u00eddo pela&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2023\/lei\/L14592.htm#art6\">Lei n\u00ba 14.592, de 2023<\/a><em>, art. 6\u00ba; e&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/l10.833.htm#art3%C2%A72iii\">Lei n\u00ba 10.833, de 2003<\/a><em>, art. 3\u00ba, \u00a7 2\u00ba, inciso III, inclu\u00eddo pela&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2023\/lei\/L14592.htm#art7\">Lei n\u00ba 14.592, de 2023<\/a><em>, art. 7\u00ba);&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=132085#2450061\">(Inclu\u00eddo(a) pelo(a) Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2152, de 14 de julho de 2023)<br><\/a><em>II \u2013 o ICMS a que se refere o inciso II do \u00a7 3\u00ba do art. 25 (<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2002\/l10637.htm#art3%C2%A72ii\">Lei n\u00ba 10.637, de 2002<\/a><em>, art. 3\u00ba, \u00a7 2\u00ba, inciso II, inclu\u00eddo pela&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2004-2006\/2004\/lei\/l10.865.htm#art37\">Lei n\u00ba 10.865, de 2004<\/a><em>, art. 37; e&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/2003\/l10.833.htm#art3%C2%A72ii\">Lei n\u00ba 10.833, de 2003<\/a><em>, art. 3\u00ba, \u00a7 2\u00ba, inciso II, inclu\u00eddo pela&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2004-2006\/2004\/lei\/l10.865.htm#art21\">Lei n\u00ba 10.865, de 2004<\/a><em>, art. 21); e&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/em><a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=132085#2450062\">(Inclu\u00eddo(a) pelo(a) Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2152, de 14 de julho de 2023)<br><\/a><em>III \u2013 o IPI incidente na venda pelo fornecedor\u201d<\/em><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por meio da referida instru\u00e7\u00e3o normativa, os contribuintes sujeitos ao regime de n\u00e3o cumulatividade das contribui\u00e7\u00f5es do PIS e Cofins se depararam com a redu\u00e7\u00e3o do creditamento do PIS e Cofins visto a n\u00e3o inclus\u00e3o do IPI n\u00e3o-recuper\u00e1vel, logo, essa situa\u00e7\u00e3o ensejou a an\u00e1lise (inclusive no Judici\u00e1rio) acerca da validade jur\u00eddica da referida restri\u00e7\u00e3o imposta.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o cumulatividade do PIS e da Cofins<\/p>\n\n\n\n<p>Pois bem, primeiro ponto a ser abordado se refere a defini\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o da n\u00e3o cumulatividade ao PIS e a Cofins, o qual se reveste como corol\u00e1rio constitucional (mandat\u00f3rio), nos termos do artigo 195, par\u00e1grafo 12\u00ba, a saber:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cArt. 195. A seguridade social ser\u00e1 financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos or\u00e7amentos da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e dos Munic\u00edpios, e das seguintes contribui\u00e7\u00f5es sociais:&nbsp;&nbsp;&nbsp;(\u2026)<\/em><br><strong>\u00a7&nbsp;<\/strong><em>12. A lei definir\u00e1 os setores de atividade econ\u00f4mica para os quais as contribui\u00e7\u00f5es incidentes na forma dos incisos I, b; e IV do caput, ser\u00e3o n\u00e3o-cumulativas.\u201d&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O normativo infraconstitucional operacionaliza a referida sistem\u00e1tica por meio dos artigos 3\u00bas das Leis n\u00ba 10.637\/2002 e 10.833\/2003, os quais adotam a metodologia denominada com \u201cbase contra base\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e9todo subtrativo indireto<\/p>\n\n\n\n<p>Em s\u00edntese, a referida metodologia indica que, nas apura\u00e7\u00f5es das contribui\u00e7\u00f5es ao PIS e Cofins, os custos ou despesas s\u00e3o contrapostos ao valor das receitas, sendo deduzido da base de c\u00e1lculo aquilo que autorizado por lei, logo, n\u00e3o se considera o que necessariamente incidiu na opera\u00e7\u00e3o anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, nas apura\u00e7\u00f5es destas exa\u00e7\u00f5es \u00e9 aplicada uma al\u00edquota sobre o valor de determinados custos e despesas e esse cr\u00e9dito financeiro \u00e9 descontado do montante calculado a t\u00edtulo de d\u00e9bito do PIS e da Cofins. O referido procedimento tamb\u00e9m \u00e9 denominado como \u201cm\u00e9todo subtrativo indireto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00e9todo \u00e9 \u201cindireto\u201d justamente pelo fato de n\u00e3o considerar diretamente o valor dos tributos destacados ou recolhidos na etapa anterior de circula\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, por exemplo, por determinada empresa fornecedora de bens ou mercadorias, mas exclusiva e indiretamente o valor do custo (ou despesa) incorrido pela empresa adquirente com a aquisi\u00e7\u00e3o desses bens ou mercadorias.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o m\u00e9todo \u00e9 \u201csubtrativo\u201d porque permite que a empresa contribuinte subtraia o valor do cr\u00e9dito apropriado do valor inicialmente apurado mediante aplica\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas das contribui\u00e7\u00f5es sobre suas receitas.<\/p>\n\n\n\n<p>A mec\u00e2nica desse m\u00e9todo fica clara no \u00a7 1\u00ba do artigo 3\u00ba das Leis 10.637\/02 e 10.833\/03, a qual evidencia que o m\u00e9todo eleito pelo legislador para operacionalizar o regime n\u00e3o cumulativo do PIS\/Cofins (o chamado \u201cm\u00e9todo indireto subtrativo\u201d) se limita sempre (e exclusivamente) no valor dos bens, mercadorias, insumos entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base no mencionado, conclui-se que sob a perspectiva do m\u00e9todo indireto subtrativo, para fins de defini\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito a ser apropriado, \u00e9 indiferente o&nbsp;<em>quantum&nbsp;<\/em>recolhido pelo fornecedor, interessando apenas o valor da respectiva aquisi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Discrep\u00e2ncia<\/p>\n\n\n\n<p>Verifica-se assim, inequivocamente, a discrep\u00e2ncia entre os preceitos aplic\u00e1veis \u00e0 n\u00e3o cumulatividade das contribui\u00e7\u00f5es ao PIS e Cofins e, por via contr\u00e1ria, o estipulado na Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 2.121\/2022, a qual indevidamente mitigou\/reduziu a base de c\u00e1lculo dos cr\u00e9ditos em raz\u00e3o da n\u00e3o inclus\u00e3o do IPI n\u00e3o-recuper\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal n\u00e3o conferiu poderes para que uma norma secund\u00e1ria seja capaz de impor comportamento ao largo da legisla\u00e7\u00e3o, em outras palavras, a novel medida ao \u201clegislar\u201d e determinar a exclus\u00e3o do IPI n\u00e3o recuper\u00e1vel do custo de aquisi\u00e7\u00e3o e, portanto, do c\u00e1lculo do cr\u00e9dito de PIS e Cofins afrontou os corol\u00e1rios constitucionais aplic\u00e1veis \u00e0 sistem\u00e1tica da n\u00e3o cumulatividade das contribui\u00e7\u00f5es em comento.<\/p>\n\n\n\n<p>Inclus\u00e3o do IPI n\u00e3o-recuper\u00e1vel<\/p>\n\n\n\n<p>Com base no cen\u00e1rio acima delineado, resta evidente que o cerne da quest\u00e3o se refere a possibilidade da inclus\u00e3o do IPI n\u00e3o recuper\u00e1vel na base de c\u00e1lculo (desconto) dos cr\u00e9ditos das contribui\u00e7\u00f5es do PIS e COFINS. Logo, mediante as in\u00fameras posi\u00e7\u00f5es divergentes, a mat\u00e9ria foi objeto de an\u00e1lise pelo Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Desta feita, em posi\u00e7\u00e3o recente o Egr\u00e9gio Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o reconheceu e assegurou ao contribuinte o aproveitamento dos cr\u00e9ditos, conforme se verifica da decis\u00e3o abaixo relacionada&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mar-06\/possibilidade-de-incluir-ipi-nao-recuperavel-na-base-dos-creditos-do-pis-cofins\/#_ftn1\">[1]<\/a>, a saber:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cAssim, em an\u00e1lise sum\u00e1ria, reconhe\u00e7o o direito da parte impetrante, para fins de apura\u00e7\u00e3o do valor das contribui\u00e7\u00f5es ao PIS e COFINS, ao aproveitamento de cr\u00e9ditos calculados em rela\u00e7\u00e3o ao IPI n\u00e3o-recuper\u00e1vel incidente na aquisi\u00e7\u00e3o de bens para revenda sujeitos ao regime n\u00e3o-cumulativo plurif\u00e1sico.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Ante o exposto,&nbsp;defiro&nbsp;o pedido de antecipa\u00e7\u00e3o da tutela recursal para assegurar \u00e0 parte agravante o direito de, para fins de apura\u00e7\u00e3o do valor das contribui\u00e7\u00f5es ao PIS e COFINS, aproveitar cr\u00e9ditos calculados em rela\u00e7\u00e3o ao IPI n\u00e3o-recuper\u00e1vel incidente na aquisi\u00e7\u00e3o de bens para revenda sujeitos ao regime n\u00e3o-cumulativo plurif\u00e1sico.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Limites da IN<\/p>\n\n\n\n<p>Importante, por oportuno, indicar que no referido precedente judicial foram analisados os limites da instru\u00e7\u00e3o normativa, conforme se observa:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cO poder regulamentar \u00e9 uma das formas de manifesta\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o normativa do Poder Executivo, que no exerc\u00edcio dessa atribui\u00e7\u00e3o pode editar atos normativos que visem explicitar a lei, para sua fiel execu\u00e7\u00e3o. No ordenamento jur\u00eddico brasileiro (artigo 84, IV, da CF), nos limites do princ\u00edpio da legalidade, o ato regulamentar se limita a estabelecer normas sobre a forma como a lei ser\u00e1 cumprida pela Administra\u00e7\u00e3o, de sorte que n\u00e3o pode estabelecer normas&nbsp;<\/em>contra legem<em>&nbsp;ou&nbsp;<\/em>ultra legem<em>, nem pode inovar na ordem jur\u00eddica, criando direitos, obriga\u00e7\u00f5es, proibi\u00e7\u00f5es, medidas punitivas\u201d (PIETRO, Maria Sylvia Zanella di. Direito Administrativo. 36. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2024, p. 132-133).<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><em>Em an\u00e1lise mais detida sobre a quest\u00e3o, revendo posicionamento anteriormente manifestado, tenho que \u00e0 pretens\u00e3o de regulamenta\u00e7\u00e3o sobreveio indevida inova\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, com restri\u00e7\u00e3o de direitos do contribuinte, em manifesta viola\u00e7\u00e3o ao disposto no artigo 13 do Decreto-Lei n.\u00ba 1.598\/1977 e nos artigos 3\u00ba das Leis n\u00bas 10.637\/2002 e 10.833\/2003.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O brilhante entendimento levado a efeito pelo Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o \u00e9 de extrema relev\u00e2ncia aos contribuintes de PIS e Cofins, visto que a inova\u00e7\u00e3o imposta por meio do artigo 171, da Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 2121\/2022, ao impor impeditivos ao cr\u00e9dito, incorre em medida descabida, desarrazoada e contr\u00e1ria aos princ\u00edpios da n\u00e3o cumulatividade e capacidade contributiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Inclusive, o entendimento levado a efeito pelo referido tribunal \u00e9 de extrema relev\u00e2ncia \u00e0 conjuntura tribut\u00e1ria do Brasil, visto que, conforme suscitado anteriormente, as contribui\u00e7\u00f5es ao PIS e Cofins s\u00e3o objeto da aclamada reforma tribut\u00e1ria, sendo que impactos relevantes devem ser observados. Logo, avaliar os itens pass\u00edveis de creditamento pode ensejar uma \u00f3tima oportunidade e com o devido incremento do&nbsp;<em>compliance<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, ainda neste diapas\u00e3o, deve se observar que o aumento de cr\u00e9dito enseja pontos de extrema relev\u00e2ncia, quais sejam (1) redu\u00e7\u00e3o do custo de aquisi\u00e7\u00e3o dos produtos; e (2) aumento de cr\u00e9ditos de PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, os contribuintes sujeitos \u00e0 sistem\u00e1tica da n\u00e3o cumulatividade das contribui\u00e7\u00f5es do PIS e Cofins devem ficar atentos ao supra posicionamento do Judici\u00e1rio, visto o consequente incremento financeiro na base de cr\u00e9dito das exa\u00e7\u00f5es com a inclus\u00e3o do IPI n\u00e3o recuper\u00e1vel, situa\u00e7\u00e3o que enseja redu\u00e7\u00e3o de custo nas aquisi\u00e7\u00f5es e aumento da competitividade.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mar-06\/possibilidade-de-incluir-ipi-nao-recuperavel-na-base-dos-creditos-do-pis-cofins\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mar-06\/possibilidade-de-incluir-ipi-nao-recuperavel-na-base-dos-creditos-do-pis-cofins\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pagamento de tributos e o direito de desistir conforme a Lei 14.689\/2023<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O ano de 2024 se iniciou da forma que sonhavam aqueles que trabalham com o contencioso administrativo fiscal federal: com a volta dos plenos trabalhos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), nas sess\u00f5es presenciais em Bras\u00edlia. Dar seguimento aos processos, com recursos discutindo o porqu\u00ea estar o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio sendo (in)devidamente cobrado, \u00e9 justamente o que querem os advogados p\u00fablicos e privados.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, o advento da Lei n\u00ba 14.689\/2023 fez com que esse interesse dos contribuintes no julgamento de seus apelos especiais \u00e0 C\u00e2mara Superior de Recursos Fiscais (CSRF) passasse por nova an\u00e1lise. Explicamos.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se sabe, a compet\u00eancia da CSRF cinge-se \u00e0 solu\u00e7\u00e3o de diverg\u00eancias interpretativas entre as decis\u00f5es proferidas pelas Turmas do Carf (artigo 37, \u00a72\u00ba, II do Decreto 70.235\/72), de modo que sua aprecia\u00e7\u00e3o tem como foco as teses jur\u00eddicas (direito), e n\u00e3o as provas trazidas aos autos (fatos). Tamb\u00e9m \u00e9 sabida a perspectiva de sucesso dos contribuintes, ou mesmo de perda pelo mero voto de minerva do presidente (\u201cvoto de qualidade\u201d), quanto aos temas julgados no \u00e2mbito da CSRF. Exemplos dessa realidade n\u00e3o faltam na jurisprud\u00eancia do Carf.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados esses elementos, \u00e9 poss\u00edvel que o curso do processo administrativo fiscal traga uma particularidade que culmina na nova an\u00e1lise aventada no in\u00edcio da coluna de hoje: se a decis\u00e3o recorrida por meio do recurso especial foi proferida contra os interesses do contribuinte por voto de qualidade na Turma ordin\u00e1ria, faria sentido seguir com o recurso especial no \u00e2mbito da CSRF&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mar-06\/pagamento-de-tributos-e-o-direito-de-desistir-conforme-a-lei-14-689-2023\/#_ftn2\">[2]<\/a>?<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise dessa quest\u00e3o passou a ser indispens\u00e1vel aos contribuintes ante o disposto no&nbsp;<em>artigo 25, \u00a79\u00ba-A<\/em>&nbsp;do Decreto 70.235\/72, com reda\u00e7\u00e3o trazida pela Lei n\u00ba 14.689\/2023, segundo o qual, na hip\u00f3tese de&nbsp;<em>julgamento final proferido por voto de qualidade<\/em>&nbsp;em favor da Fazenda P\u00fablica, ficam&nbsp;<em>exclu\u00eddas as multas&nbsp;<\/em>e cancelada a representa\u00e7\u00e3o fiscal para fins penais, tratadas no processo. Esse tem sido o grande foco \u2013 cancelamento de multas mantidas em julgamento por voto de qualidade \u2013 daqueles que analisam os efeitos retrospectivos da aplica\u00e7\u00e3o do voto de qualidade, com base nas regras trazidas pelos artigos 15 e 16 da pr\u00f3pria Lei n\u00ba 14.689\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, decis\u00f5es proferidas pelo voto de qualidade em processos pendentes de decis\u00e3o final tamb\u00e9m foram objeto de disciplina pelo&nbsp;<em>artigo 25-A do Decreto 70.235\/72<\/em>, igualmente trazido pela Lei n\u00ba 14.689\/2023. Esse dispositivo determina que, na hip\u00f3tese de o&nbsp;<em>julgamento de processo administrativo fiscal ser resolvido definitivamente a favor da Fazenda P\u00fablica<\/em>&nbsp;pelo voto de qualidade, uma vez manifestada pelo contribuinte a inten\u00e7\u00e3o de&nbsp;<em>pagar a d\u00edvida tribut\u00e1ria em 90 dias<\/em>, ser\u00e1 permitida a exclus\u00e3o dos juros de mora, al\u00e9m do pagamento do valor principal da d\u00edvida mediante o \u201dpacote de benef\u00edcios\u201d trazido pela pr\u00f3pria lei (utiliza\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo fiscal, base de c\u00e1lculo negativa de CSLL, compensa\u00e7\u00e3o com precat\u00f3rios e o parcelamento em 12 vezes).<\/p>\n\n\n\n<p>Desist\u00eancia do recurso<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 justamente porque o dispositivo faz men\u00e7\u00e3o \u00e0&nbsp;<em>\u201chip\u00f3tese de julgamento de processo administrativo fiscal resolvido definitivamente a favor da Fazenda P\u00fablica\u201d<\/em>&nbsp;que \u00e9 apropriada a pondera\u00e7\u00e3o sobre a conveni\u00eancia do seguimento do recurso especial por parte daqueles contribuintes que tiveram voto de qualidade proferido pela Turma ordin\u00e1ria do Carf no passado, e que correm o risco de perd\u00ea-lo pela sobreposi\u00e7\u00e3o de um julgamento por maioria ou unanimidade contra seus interesses na CSRF. Explicamos tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 direito do postulante desistir do recurso que fora interposto, o que pode ser feito a qualquer tempo (cf. artigo 998 do C\u00f3digo de Processo Civil). A consequ\u00eancia dessa desist\u00eancia do direito de recorrer, ou de ver julgado o recurso antes interposto, no \u00e2mbito do contencioso administrativo fiscal federal, ser\u00e1 a prola\u00e7\u00e3o de despacho reconhecendo a desist\u00eancia do recurso especial do contribuinte e determinando a devolu\u00e7\u00e3o do processo \u00e0 reparti\u00e7\u00e3o fiscal de origem (cf. artigo 61, XIX e par\u00e1grafo \u00fanico do Regimento Interno do CARF \u2013 RICARF).<\/p>\n\n\n\n<p>Uma vez declarado extinto o processo (cf. artigo 52 da Lei n\u00ba 9.784\/1999), passa a existir o&nbsp;<em>\u201cjulgamento de processo administrativo fiscal<\/em>&nbsp;resolvido definitivamente&nbsp;<em>a favor da Fazenda P\u00fablica pelo voto de qualidade\u201d<\/em>&nbsp;a que se reporta tanto o artigo 25-A do Decreto 70.235\/72, quanto os artigos 1\u00ba e 3\u00ba da Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2167\/2023&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mar-06\/pagamento-de-tributos-e-o-direito-de-desistir-conforme-a-lei-14-689-2023\/#_ftn3\">[3]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa situa\u00e7\u00e3o, de mera desist\u00eancia do recurso e de extin\u00e7\u00e3o do processo dela decorrente, n\u00e3o existe o efeito substitutivo de uma decis\u00e3o (de m\u00e9rito) da CSRF em rela\u00e7\u00e3o ao ac\u00f3rd\u00e3o proferido pela Turma Ordin\u00e1ria do Carf. Tal efeito s\u00f3 ocorreria se houvesse sido dado seguimento ao julgamento do recurso especial, culminando numa decis\u00e3o terminativa de m\u00e9rito do processo (acord\u00e3o da CSRF), a qual substituiria a anterior decis\u00e3o de segunda inst\u00e2ncia. Tudo nos termos do artigo 1.008 do CPC, quando estabelece que&nbsp;<em>\u201co julgamento proferido pelo tribunal substituir\u00e1 a decis\u00e3o impugnada no que tiver sido objeto de recurso\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, uma vez feita a desist\u00eancia (total ou parcial) do recurso especial pelo contribuinte, n\u00e3o h\u00e1 julgamento colegiado via superveniente ac\u00f3rd\u00e3o para manter ou reformar a decis\u00e3o anteriormente proferida, mas sim simples despacho, reconhecendo a desist\u00eancia do recurso e declarando extinto o processo, cristalizando (ou seja, tornando definitivo) os efeitos da \u00faltima decis\u00e3o (de m\u00e9rito) proferida no processo. N\u00e3o h\u00e1 e nunca haver\u00e1 decis\u00e3o da CSRF sobre a (im)proced\u00eancia do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, sendo certo que a decis\u00e3o administrativa final de m\u00e9rito sobre a mat\u00e9ria \u00e9 aquela exarada pela Turma ordin\u00e1ria de julgamento do Carf.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim \u00e9 que, com a desist\u00eancia do REsp, reconhecida por despacho do presidente da CSRF, ou por quem lhe fa\u00e7a as vezes nessa fun\u00e7\u00e3o, torna-se finda a lide administrativa a respeito do tema, sendo que a partir da\u00ed conta-se o prazo de 90 dias para a manifesta\u00e7\u00e3o dos contribuintes no sentido de pagar o valor devido \u00e0 t\u00edtulo de tributo mediante o \u201cpacote de benef\u00edcios\u201d trazidos pela Lei n\u00ba 14.689\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Redu\u00e7\u00e3o de litigiosidade<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o parece demais enfatizar que a Lei n\u00ba 14.689\/2023 n\u00e3o s\u00f3 resolveu a quest\u00e3o do cancelamento das penalidades em caso de empate no julgamento, com clara inspira\u00e7\u00e3o no artigo 112 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, mas tamb\u00e9m criou est\u00edmulos para que o contribuinte pague o valor devido a t\u00edtulo de tributo que fora mantido pelo voto da qualidade<em>. Ou seja, trata-se de legisla\u00e7\u00e3o criada dentro do contexto da promo\u00e7\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o de litigiosidade.<\/em>&nbsp;Afinal, parte relevante das j\u00e1 citadas vantagens (\u201cpacote de benef\u00edcios\u201d) s\u00f3 poder\u00e1 ser usufru\u00edda se o contribuinte pagar sua d\u00edvida tribut\u00e1ria principal, dentro do prazo estipulado pela lei. Ou seja, s\u00f3 poder\u00e1 ser quitado o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio com preju\u00edzo fiscal, base de c\u00e1lculo negativa de CSLL, precat\u00f3rios e de forma parcelada se o contribuinte deixar de litigar. E como se deixa de litigar? Desistindo do recurso em tr\u00e2mite no PAF e pagando a d\u00edvida sem (novo) questionamento judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Cumpre nesse ponto destacar que a desist\u00eancia n\u00e3o se confunde com a ren\u00fancia ao direito material.<\/p>\n\n\n\n<p>A desist\u00eancia t\u00e3o somente p\u00f5e fim ao processo administrativo e, como se disse, tornam definitivos os efeitos da \u00faltima decis\u00e3o de m\u00e9rito nele proferida.&nbsp;<em>A ren\u00fancia ao direito acontecer\u00e1 apenas se o contribuinte resolver pagar sua d\u00edvida, o que ocorrer\u00e1 por meio de outro ato procedimental no \u00e2mbito administrativo, qual seja, o requerimento de op\u00e7\u00e3o de pagamento do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, dirigido \u00e0 autoridade fiscal da Delegacia da Receita Federal<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal requerimento, nos termos do&nbsp;<em>artigo 3\u00ba, \u00a75\u00ba, I da IN RFB 2167\/2023<\/em>, representa o&nbsp;<em>trade-off<\/em>&nbsp;para a frui\u00e7\u00e3o do direito de pagar a d\u00edvida com desconto de juros morat\u00f3rios e uso de moedas diferenciadas, caracterizando a&nbsp;<em>\u201cconfiss\u00e3o extrajudicial irrevog\u00e1vel e irretrat\u00e1vel da d\u00edvida, nos termos dos arts. 389 e 395 da Lei n\u00ba 13.105, de 16 de mar\u00e7o de 2015 \u2013 C\u00f3digo de Processo Civil\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Desist\u00eancia e ren\u00fancia<\/p>\n\n\n\n<p>Com respeito \u00e0s posi\u00e7\u00f5es em sentido contr\u00e1rio, o disposto no artigo 133, \u00a73\u00ba do Ricarf&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mar-06\/pagamento-de-tributos-e-o-direito-de-desistir-conforme-a-lei-14-689-2023\/#_ftn4\">[4]<\/a>&nbsp;n\u00e3o altera o entendimento&nbsp;<em>supra<\/em>. A uma, pois o Ricarf disciplina o rito procedimental perante o Carf apenas, e, portanto, n\u00e3o poderia trazer validamente disposi\u00e7\u00e3o que pressupusesse a gera\u00e7\u00e3o de efeitos materiais fora do \u00e2mbito do procedimento regulamentado. A duas, pois o Ricarf \u00e9 aprovado por mera portaria do Minist\u00e9rio da Fazenda, cujo&nbsp;<em>status<\/em>&nbsp;normativo n\u00e3o permitiria sequer em tese criar obriga\u00e7\u00e3o (ou situa\u00e7\u00e3o) de ren\u00fancia a direito sem previs\u00e3o\/autoriza\u00e7\u00e3o em lei em sentido estrito.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o nos parece que se trata de eventual ilegalidade ou inconstitucionalidade do dispositivo (133, \u00a73\u00ba do Ricarf), mas simplesmente de compreend\u00ea-lo dentro dos seus limites&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mar-06\/pagamento-de-tributos-e-o-direito-de-desistir-conforme-a-lei-14-689-2023\/#_ftn5\">[5]<\/a>, vale dizer, que desist\u00eancia e ren\u00fancia do interessado s\u00e3o coisas distintas, implicando efeitos distintos. Essa interpreta\u00e7\u00e3o encontra respaldo, inclusive, no pr\u00f3prio regimento. Veja-se o disposto no art. 118, \u00a7 12, do Ricarf, segundo o qual&nbsp;<em>\u201cn\u00e3o servir\u00e1 como paradigma o ac\u00f3rd\u00e3o: II \u2013 que, na data da interposi\u00e7\u00e3o do recurso, tenha sido (\u2026) objeto de desist\u00eancia&nbsp;<\/em><strong>ou<\/strong><em>&nbsp;ren\u00fancia do interessado na mat\u00e9ria que aproveitaria ao recorrente\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O que importa destacar \u00e9 que a interpreta\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica do Ricarf demonstra que o artigo 133, \u00a73\u00ba tem fun\u00e7\u00e3o bastante pontual.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<em>desist\u00eancia&nbsp;<\/em>de defesa\/recurso pelo contribuinte importa definitividade do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio em seara administrativa, a prop\u00f3sito, como estabelece o \u00a75 do pr\u00f3prio artigo 133 do Ricarf&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mar-06\/pagamento-de-tributos-e-o-direito-de-desistir-conforme-a-lei-14-689-2023\/#_ftn6\">[6]<\/a>. Trata-se de \u201cren\u00fancia\u201d com efeito meramente endoprocessual (dentro do PAF) e repercuss\u00e3o na inst\u00e2ncia administrativa, apenas. \u00c9 nesse sentido que a ren\u00fancia referida no artigo 133, \u00a73\u00ba do Ricarf merece ser compreendida: a desist\u00eancia do recurso n\u00e3o implica ren\u00fancia do direito material para fins exoprocessuais (para fora do PAF), mas apenas confere seguran\u00e7a e determina\u00e7\u00e3o ao processo administrativo e \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio dentro do pr\u00f3prio processo.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<em>ren\u00fancia&nbsp;<\/em>propriamente dita ao direito atinge n\u00e3o apenas o processo, mas o direito material em discuss\u00e3o, e somente nas hip\u00f3teses previstas legalmente. O que se garante com a ren\u00fancia ao direito n\u00e3o \u00e9 o mero fim do processo administrativo e a constitui\u00e7\u00e3o definitiva do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio dele decorrente, mas a definitividade do pagamento da d\u00edvida e o encerramento eficaz do conflito entre as partes.<\/p>\n\n\n\n<p>Imaginemos um contribuinte que, sem peti\u00e7\u00e3o nos autos do PAF, prop\u00f5e a\u00e7\u00e3o judicial discutindo a mesma mat\u00e9ria que estava em contencioso administrativo. Ele abriu m\u00e3o da inst\u00e2ncia administrativa a partir daquele momento, ou seja, ele desistiu do direito de ter julgado o recurso especial (cf. S\u00famula Carf n\u00ba 1). Por\u00e9m, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que n\u00e3o h\u00e1 ren\u00fancia alguma ao direito material. Agora imaginemos um contribuinte que apresente peti\u00e7\u00e3o de desist\u00eancia do recurso e nessa peti\u00e7\u00e3o informe que ir\u00e1 propor a\u00e7\u00e3o judicial. Esse contribuinte, apenas por ter peticionado sua desist\u00eancia, renunciou o direito material? Parece claro que n\u00e3o. As situa\u00e7\u00f5es s\u00e3o id\u00eanticas e assim devem ter seus efeitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, para o que aqui se discute, a desist\u00eancia do recurso deve ser seguida da ren\u00fancia ao direito material controvertido apenas quando e se o contribuinte pretender realizar o pagamento do d\u00e9bito, inclusive na nova forma criada pela Lei n\u00ba 14.689\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma: sendo o caso de recurso especial por parte do contribuinte, em havendo desist\u00eancia dessa pretens\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 concomitante ren\u00fancia de direito, tampouco ac\u00f3rd\u00e3o substitutivo da CSRF. H\u00e1, como visto, despacho do presidente do Carf, baixando o processo para a unidade de origem, para reconhecimento e execu\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o definitiva da Turma ordin\u00e1ria contr\u00e1ria ao contribuinte por voto de qualidade, nos termos dos artigos 42 e 43 do Decreto 70.235\/72. Havendo decis\u00e3o definitiva de m\u00e9rito proferida pelo Carf por voto de qualidade em favor da Fazenda P\u00fablica, pode o contribuinte optar por pagar o d\u00e9bito principal do tributo em 90 dias, conforme os benef\u00edcios da Lei n\u00ba 14.689\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse novo contexto vivenciado pelos advogados, procuradores da Fazenda Nacional e conselheiros do Carf, vemos um in\u00edcio de 2024 que foi muito bom, por\u00e9m sem corresponder exatamente aquilo que esper\u00e1vamos. Para aqueles que acompanharam a \u00faltima reuni\u00e3o de julgamento da 1\u00aa Turma da CSRF, viram-se diante de um tribunal que foi afogado pelas repercuss\u00f5es da Lei n\u00ba 14.689\/2023. Esperemos que cada vez mais as nebulosidades em torno da mat\u00e9ria se dissipem, permitindo o pronto pagamento de tributos na forma da nova legisla\u00e7\u00e3o. Essa situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas auxiliar\u00e1 o Poder Executivo a atingir seu desejado super\u00e1vit fiscal, como tamb\u00e9m implicar\u00e1 desafogamento do contencioso administrativo federal, permitindo-se que a CSRF se debruce sobre os casos que tanto merecem sua aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mar-06\/pagamento-de-tributos-e-o-direito-de-desistir-conforme-a-lei-14-689-2023\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mar-06\/pagamento-de-tributos-e-o-direito-de-desistir-conforme-a-lei-14-689-2023\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Desonera\u00e7\u00e3o da folha e reforma: Os destaques do JOTA PRO Tributos em fevereiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/03\/2024&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com o Carnaval, fevereiro foi um m\u00eas repleto de movimenta\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias no pa\u00eds. Com a volta dos trabalhos do Congresso ap\u00f3s o recesso, o m\u00eas foi marcado por discuss\u00f5es em torno da MP 1.202, como a reonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos e o fim antecipado do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse).<a href=\"https:\/\/conteudo.jota.info\/marketing-lp-conversao-call-tributos-mp1202-q1-2024\">&nbsp;O&nbsp;JOTA&nbsp;PRO Tributos realizou uma call exclusiva para seus clientes no dia 26 de janeiro, sobre esse assunto<\/a>. As jornalistas Cristiane Bonfanti, Mariana Branco e Julia Portela detalharam o futuro da reonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos, institu\u00edda pela Medida Provis\u00f3ria 1202; apontaram as principais tend\u00eancias para o Carf em 2024; e mostraram quais ser\u00e3o os pr\u00f3ximos julgamentos relevantes nos Tribunais superiores.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/jota-pro-tributos-o-que-esperar-da-mp-de-reoneracao-da-folha-e-do-carf-em-2024-31012024\">Na call, os assinantes podem fazer perguntas para os analistas do&nbsp;JOTA. Veja como foi.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Fevereiro tamb\u00e9m marcou o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/executivo\/auditores-da-receita-federal-decidem-encerrar-greve-08022024#:~:text=Os%20auditores%20da%20Receita%20Federal,77%2C7%25%20dos%20filiados.\">fim da greve dos auditores fiscais<\/a>, o que permitiu que Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) voltasse a funcionar normalmente.&nbsp;Tamb\u00e9m houve disputas importantes no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 reforma tribut\u00e1ria, representantes do setor produtivo avan\u00e7aram em estrat\u00e9gias no Legislativo e no Executivo para conseguir espa\u00e7o nos debates envolvendo a regulamenta\u00e7\u00e3o. Apesar do movimento, empres\u00e1rios avaliam que o espa\u00e7o aberto a eles nas discuss\u00f5es no governo \u00e9 insuficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Os assinantes do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/tributos2023\">JOTA&nbsp;PRO Tributos<\/a>&nbsp;receberam informa\u00e7\u00f5es antecipadas sobre todos esses acontecimentos, al\u00e9m de relat\u00f3rios especiais sobre temas como a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/transacao-tributaria-pge-sp-publica-primeiro-edital-do-acordo-paulista-09022024\">nova transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria paulista<\/a>&nbsp;e o novo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/receita-federal-detalha-projeto-sobre-conformidade-tributaria-e-aduaneira-04022024\">projeto de lei que cria um sistema<\/a>&nbsp;de maior conformidade entre o contribuinte e a Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/tributos2023\">JOTA&nbsp;PRO Tributos<\/a>&nbsp;tem acesso \u00fanico aos bastidores das institui\u00e7\u00f5es brasileiras, faz apura\u00e7\u00e3o sob demanda, analisa dados e sua rela\u00e7\u00e3o com a pol\u00edtica, al\u00e9m de acompanhar de perto os principais temas que impactam o ambiente de neg\u00f3cios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo \u00e9 o&nbsp;<a href=\"https:\/\/conteudo.jota.info\/marketing-lp-ebook-subvencoes-de-icms-2024\">relat\u00f3rio elaborado pelo time mostrando que a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) monitora at\u00e9 o momento 251 a\u00e7\u00f5es com questionamentos \u00e0 Lei 14.789\/2023<\/a>, decorrente da convers\u00e3o da MP 1.185\/2023, que prev\u00ea a tributa\u00e7\u00e3o das subven\u00e7\u00f5es de ICMS e cria um cr\u00e9dito fiscal sobre incentivos de ICMS. O relat\u00f3rio originalmente enviado aos clientes PRO em 24 de fevereiro, foi liberado para leitores do site no dia 01 de mar\u00e7o.&nbsp;<a href=\"https:\/\/conteudo.jota.info\/marketing-lp-ebook-subvencoes-de-icms-2024\">Baixe gratuitamente.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Os especialistas do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/tributos2023\">JOTA&nbsp;PRO Tributos<\/a>&nbsp;tamb\u00e9m elaboraram um relat\u00f3rio sobre como o Minist\u00e9rio da Fazenda estuda uma nova transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para as teses de afretamento, um dos temas frequentes de contencioso tribut\u00e1rio com grandes empresas, inclusive a Petrobras.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira outras informa\u00e7\u00f5es que levamos aos nossos assinantes corporativos neste m\u00eas<\/p>\n\n\n\n<p>Carf<\/p>\n\n\n\n<p>Informamos que, por maioria, a C\u00e2mara Superior do Carf afastou a qualifica\u00e7\u00e3o da multa aplicada contra o contribuinte, reduzindo a penalidade de 150% para 75%, em um caso envolvendo amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio interno.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m noticiamos quando, por cinco votos a um, foi vencedora a posi\u00e7\u00e3o de que as opera\u00e7\u00f5es feitas pelo contribuinte podem ser consideradas como hedge, sendo integralmente dedut\u00edveis da base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social Sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL).<\/p>\n\n\n\n<p>STF e STJ<\/p>\n\n\n\n<p>Os assinantes&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/tributos2023\">JOTA&nbsp;PRO Tributos<\/a>&nbsp;foram informados de que os ministros da 2\u00aa Turma do STF decidiram, por 4 votos a 1, que o contribuinte n\u00e3o pode tomar cr\u00e9ditos de PIS e Cofins sobre a reavalia\u00e7\u00e3o de bens do ativo imobilizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Trouxemos tamb\u00e9m a not\u00edcia de que, por maioria, os ministros da 1\u00aa Turma do STJ n\u00e3o permitiram a liquida\u00e7\u00e3o antecipada do seguro-garantia, ou seja, a convers\u00e3o dos valores previstos na ap\u00f3lice de seguro em renda antes do tr\u00e2nsito em julgado da execu\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Nossos especialistas tamb\u00e9m informaram os assinantes de que&nbsp;o julgamento na 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ sobre se as Tarifas de Uso do Sistema de Transmiss\u00e3o (Tust) e de Uso do Sistema de Distribui\u00e7\u00e3o (Tusd) comp\u00f5em a base de c\u00e1lculo do ICMS ser\u00e1 retomado no dia 13 de mar\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>MP 1.202<\/p>\n\n\n\n<p>Adiantamos aos assinantes que o governo federal iria revogar o trecho da MP 1.202 que trata da reonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos, enviando essa discuss\u00e3o ao Congresso por meio de um projeto de lei, como&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/entenda-o-pl-do-governo-sobre-a-desoneracao-da-folha-de-pagamentos-leia-a-integra-29022024\">aconteceu na \u00faltima quarta-feira<\/a>&nbsp;(28\/2).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/desoneracao-da-folha-e-reforma-os-destaques-do-jota-pro-tributos-em-fevereiro-07032024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/desoneracao-da-folha-e-reforma-os-destaques-do-jota-pro-tributos-em-fevereiro-07032024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma pode gerar mais lit\u00edgio se n\u00e3o considerar o processo tribut\u00e1rio, diz chefe da PGFN<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/03\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize de Almeida, afirmou que, para ela, a reforma tribut\u00e1ria \u00e9 como um \u201celefante na loja de cristais\u201d: \u00e9 dif\u00edcil prever o estrago que ela vai fazer.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA reforma do consumo \u00e9 um marco no Direito Tribut\u00e1rio, n\u00e3o tenho d\u00favidas, mas se a gente n\u00e3o conjugar a reforma com o processo tribut\u00e1rio, corremos o risco de termos, em um curto espa\u00e7o de tempo, mais lit\u00edgios, levando todo o esfor\u00e7o de mudan\u00e7a da rela\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o com o contribuinte por \u00e1gua abaixo\u201d, disse Almeida.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, embora o texto aprovado pelo Congresso traga racionalidade e efetividade para a tributa\u00e7\u00e3o brasileira, falta discutir com a mesma profundidade o processo tribut\u00e1rio. \u201cTenho pavor em imaginar como esses d\u00e9bitos v\u00e3o ser cobrados. Quem \u00e9 que vai cobrar o cr\u00e9dito na origem, no destino? S\u00e3o pontos que ainda n\u00e3o est\u00e3o claros\u201d, disse a procuradora-geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Almeida foi uma das palestrantes convidadas do 1\u00ba Congresso Nacional do Contencioso Tribut\u00e1rio, organizado pelo N\u00facleo de Direito Tribut\u00e1rio do Mestrado Profissional da FGV Direito SP, com apoio institucional do IDP. Ao longo de sua fala, a procuradora-geral enfatizou a import\u00e2ncia de a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica construir uma rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a com o contribuinte e pensar em caminhos para a redu\u00e7\u00e3o de lit\u00edgios.<br><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/reforma-pode-gerar-mais-litigio-se-nao-considerar-o-processo-tributario-diz-chefe-da-pgfn-07032024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/reforma-pode-gerar-mais-litigio-se-nao-considerar-o-processo-tributario-diz-chefe-da-pgfn-07032024<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>D\u00edvida de empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial negociada com a Fazenda cresce mais que 100%<\/strong><br>Data: 11\/03\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial buscam, cada vez mais, a negocia\u00e7\u00e3o da d\u00edvida tribut\u00e1ria com a Uni\u00e3o para ficar quites com o Fisco &#8211; a chamada transa\u00e7\u00e3o. Se em janeiro do ano de 2021, 11,34% da d\u00edvida ativa da Uni\u00e3o regularizada era de empresas em reestrutura\u00e7\u00e3o, em dezembro de 2023 esse percentual mais do que dobrou e chegou a 25,32%, o equivalente a R$ 40,5 bilh\u00f5es, segundo informa\u00e7\u00f5es da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHoje, j\u00e1 s\u00e3o mais de R$ 50 bilh\u00f5es, o que representa cerca de 10% do total j\u00e1 regularizado por meio da transa\u00e7\u00e3o, de R$ 558 bilh\u00f5es\u201d, afirma Filipe Aguiar, coordenador nacional de fal\u00eancia e recupera\u00e7\u00e3o judicial da PGFN. Ainda que seja uma situa\u00e7\u00e3o rara, mesmo para o caso de fal\u00eancia a transa\u00e7\u00e3o come\u00e7a a despontar interesse.<\/p>\n\n\n\n<p>Na seara da recupera\u00e7\u00e3o judicial, um caso recente de sucesso \u00e9 o da Avibras Ind\u00fastria Aeroespacial. Por meio da transa\u00e7\u00e3o, dos R$ 386 milh\u00f5es de passivo fiscal, ela pagar\u00e1 s\u00f3 R$ 63 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a terceira reestrutura\u00e7\u00e3o da Avibras, uma das maiores empresas de defesa do Brasil, que passou por uma concordata nos anos 90 e a primeira recupera\u00e7\u00e3o judicial em 2008. Como ela depende muito de compras por outros pa\u00edses, al\u00e9m das For\u00e7as Armadas Brasileiras, com a pandemia veio a crise. O or\u00e7amento dos governos foram dedicados \u00e0 sa\u00fade e a equipe comercial da companhia ficou impedida de viajar.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, dessa vez, para ter o plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial homologado pelo Judici\u00e1rio, a Avibras optou pela transa\u00e7\u00e3o. \u201cAntes, as empresas em dificuldade renegociavam o passivo com bancos, fornecedores e colaboradores, mas n\u00e3o ficava blindada de penhoras vindas de execu\u00e7\u00f5es fiscais, ap\u00f3s encerrada a recupera\u00e7\u00e3o judicial\u201d, afirma o advogado que representa a Avibras no processo de recupera\u00e7\u00e3o judicial, Guilherme Marcondes. \u201cCom a transa\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel dar um tratamento global para o passivo\u201d, diz o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da Avibras, foram oferecidas garantias no termo de transa\u00e7\u00e3o e o juiz da recupera\u00e7\u00e3o judicial autorizou onera\u00e7\u00e3o de bens do ativo permanente da empresa, segundo Marcondes. Com a transa\u00e7\u00e3o e consequente obten\u00e7\u00e3o de certid\u00e3o positiva de cr\u00e9ditos com efeito de negativa, o plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial foi homologado. \u201cDefiro o pedido formulado pela recuperanda e autorizo a concess\u00e3o de garantias \u00e0 Fazenda Nacional conforme previsto na Cl\u00e1usula 3 do Termo de Transa\u00e7\u00e3o Individual\u201d, declarou o juiz Maur\u00edcio Brisque Neiva (processo n\u00ba 1002302-16.2022.8.26.0292).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVai come\u00e7ar a ser cada vez mais comum esses dois processos correrem em paralelo, o da recupera\u00e7\u00e3o judicial e o da transa\u00e7\u00e3o\u201d, diz Marcondes.<\/p>\n\n\n\n<p>Frutos j\u00e1 s\u00e3o colhidos. No fim de fevereiro, com base na decis\u00e3o favor\u00e1vel \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial, a Avibras conseguiu uma liminar na Justi\u00e7a contra a elimina\u00e7\u00e3o da empresa, pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em uma sele\u00e7\u00e3o p\u00fablica de R$ 190 milh\u00f5es (processo n\u00ba 1008073-21.2024.4.01.3400).<\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00e9ditos fiscais n\u00e3o se sujeitam \u00e0 recupera\u00e7\u00e3o judicial. Mas, desde a entrada em vigor da Lei n\u00ba 11.101, de 2005 (Lei de Recupera\u00e7\u00e3o e Fal\u00eancia), para o plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial ser homologado, \u00e9 necess\u00e1rio apresentar certid\u00e3o negativa de d\u00e9bitos fiscais. Contudo, como n\u00e3o existia um parcelamento especial para empresas em crise, o Judici\u00e1rio costumava dispensar a apresenta\u00e7\u00e3o da CND.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a reforma dessa lei em 2020 (Lei n\u00ba 14.112) criou-se a possibilidade de ades\u00e3o a um parcelamento espec\u00edfico ou \u00e0 transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Da\u00ed em diante, decis\u00f5es judiciais, inclusive do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), passaram a exigir a CND. \u201cN\u00e3o haveria mais desculpa de n\u00e3o haver um mecanismo para ficar quites com o Fisco\u201d, analisa Marcondes.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a procuradora Debora Martins de Oliveira, coordenadora da Equipe de Negocia\u00e7\u00f5es da PRFN-3, no acordo firmado com a Avibras, uma parte da d\u00edvida foi mantida em parcelamentos especiais e a outra foi paga, por meio da transa\u00e7\u00e3o, com o uso de preju\u00edzo fiscal. \u201cFoi acertada a regulariza\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos previdenci\u00e1rios em 60 vezes e n\u00e3o previdenci\u00e1rios em 84 parcelas\u201d, diz ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Debora, \u00e9 cada vez mais comum no Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) a exig\u00eancia da CND para casos de recupera\u00e7\u00e3o judicial. \u201cAs empresas t\u00eam nos procurado com a decis\u00e3o judicial em m\u00e3os para fazer a transa\u00e7\u00e3o e conseguem cumprir\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a Simasul Siderurgia, do Mato Grosso do Sul, logo ap\u00f3s encerrada a recupera\u00e7\u00e3o judicial, foi ao Judici\u00e1rio para garantir que possa fazer a transa\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos tribut\u00e1rios nas condi\u00e7\u00f5es especiais cedidas para empresas em crise. \u201cO pedido de transa\u00e7\u00e3o j\u00e1 havia sido apresentado, mas ainda n\u00e3o foi analisado e haveria o risco de o Fisco recusar as condi\u00e7\u00f5es pelo fato de empresa n\u00e3o estar mais em recupera\u00e7\u00e3o judicial\u201d, afirma o advogado que representa a sider\u00fargica, Ricardo Amaral Siqueira, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio RSSA Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas afirmam que, em S\u00e3o Paulo e no Mato Grosso do Sul, a transa\u00e7\u00e3o tem demorado mais de um ano para aprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o favor\u00e1vel \u00e0 sider\u00fargica, o juiz Andr\u00e9 Luiz Monteiro, da Comarca de Corumb\u00e1 (MS), declara: \u201cEm vista da possibilidade de parcelamento ou transa\u00e7\u00e3o de tributos, prevista no artigo 10-A da Lei n\u00ba 10.522\/2002 (com reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 14.112\/2020), a Fazenda P\u00fablica n\u00e3o poder\u00e1 negar, com fundamento na senten\u00e7a de encerramento [da recupera\u00e7\u00e3o judicial], pedidos j\u00e1 em curso dessa natureza, posto que representaria preju\u00edzo \u00e0 continuidade das atividades empresariais\u201d (processo n\u00ba 0800723-97.2019.8.12.0005).<\/p>\n\n\n\n<p>A transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria tamb\u00e9m come\u00e7a a ser usada em uma situa\u00e7\u00e3o rara: a autofal\u00eancia. Ap\u00f3s a avalia\u00e7\u00e3o dos ativos da massa falida da Atlantic Veneer Brasil foram identificados R$ 60 milh\u00f5es bloqueados em uma penhora fiscal. \u201cConseguimos que o recurso fosse liberado para a massa falida ap\u00f3s fechar um acordo com o Fisco e um \u00fanico credor, uma construtora. Uma d\u00edvida fiscal de R$ 73 milh\u00f5es caiu para R$ 28 milh\u00f5es pagos \u00e0 vista\u201d, afirma Eduardo Scarpelini, s\u00f3cio fundador da EXM Partners, que representa a empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA legisla\u00e7\u00e3o prev\u00ea que a empresa em fal\u00eancia pode ter 50% de redu\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos e demonstramos que, com essa negocia\u00e7\u00e3o, todos os credores trabalhistas seriam pagos\u201d, diz Scarpelini. S\u00f3 n\u00e3o houve redu\u00e7\u00e3o do FGTS, o que \u00e9 vedado por lei.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/11\/divida-de-empresas-em-recuperacao-judicial-negociada-com-a-fazenda-cresce-mais-que-100.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/11\/divida-de-empresas-em-recuperacao-judicial-negociada-com-a-fazenda-cresce-mais-que-100.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS: <\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>MUNICIPAIS: <\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m cobran\u00e7a sobre \u00e1gio da Telef\u00f4nica; itens pendentes podem reduzir valor bilion\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) n\u00e3o reconheceu a possibilidade de amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio interno na opera\u00e7\u00e3o de aquisi\u00e7\u00e3o da Vivo participa\u00e7\u00f5es pela Telef\u00f4nica Brasil (antiga Telesp). O valor da cobran\u00e7a de IRPJ e CSLL sobre o valor \u00e9 de R$ 4,9 bilh\u00f5es, mas ainda ser\u00e3o discutidos, em Turma baixa, alguns pontos que podem alterar o valor que a Receita Federal efetivamente poder\u00e1 cobrar quando o caso for conclu\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00e1gio foi mantido por voto de qualidade, o desempate pelo voto duplo do presidente da Turma, sempre um auditor fiscal. Por maioria de votos, os conselheiros determinaram o retorno do processo para a 2\u00aa Turma da 4\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o examinar a amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 CSLL, a premissa de rec\u00e1lculo de Juros sobre Capital Pr\u00f3prio do (JCP), multa de of\u00edcio (75%) e juros sobre multa.<\/p>\n\n\n\n<p>A autua\u00e7\u00e3o se refere a opera\u00e7\u00e3o realizada entre 2013 e 2014 para aquisi\u00e7\u00e3o da Vivo Participa\u00e7\u00f5es pela Telef\u00f3nica. O valor da autua\u00e7\u00e3o foi informado pela empresa em documento enviado \u00e0 Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM). N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber qual fatia fica mantida com a decis\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0 amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<p>A Vivo Participa\u00e7\u00f5es era controlada por uma holding que tinha participa\u00e7\u00e3o da espanhola Telef\u00f3nica e outra empresa, que depois saiu da holding. A Telef\u00f3nica tamb\u00e9m detinha participa\u00e7\u00e3o na Telesp, hoje Telef\u00f4nica Brasil. Depois a Telef\u00f4nica Brasil incorporou a Vivo Participa\u00e7\u00f5es e passou a amortizar o \u00e1gio gerado na opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa foi autuada porque, para a Receita, n\u00e3o houve o considerado sacrif\u00edcio financeiro na opera\u00e7\u00e3o que gerou o \u00e1gio \u2013 que teria natureza intragrupo e n\u00e3o poderia ser amortizado. Em um segundo momento a Receita n\u00e3o reconheceu a despesa com juros sobre capital pr\u00f3prio (JCP), por entender que toda a opera\u00e7\u00e3o era indevida.<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso da Fazenda Nacional para a C\u00e2mara Superior n\u00e3o questionava a dedu\u00e7\u00e3o de despesa com JCP. Por isso, ao manter a cobran\u00e7a de \u00e1gio, ficou a d\u00favida se o JCP acompanha o \u00e1gio ou se esse ponto anda deve ser analisado pela Turma baixa do Carf e s\u00f3 depois poderia voltar para a C\u00e2mara Superior. O mesmo vale para um argumento utilizado sobre a O recurso da Fazenda Nacional para a C\u00e2mara Superior n\u00e3o questionava a dedu\u00e7\u00e3o de despesa com JCP. Por isso, ao manter a cobran\u00e7a de \u00e1gio, ficou a d\u00favida se o JCP acompanha o \u00e1gio ou se esse ponto anda deve ser analisado pela Turma baixa do Carf e s\u00f3 depois poderia voltar para a C\u00e2mara Superior. O mesmo vale para um argumento utilizado sobre a base de c\u00e1lculo da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>Os conselheiros j\u00e1 haviam, em sess\u00e3o anterior, discutido o m\u00e9rito e decidido pela impossibilidade de amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio, por voto de qualidade. Ficou pendente, na ocasi\u00e3o, uma quest\u00e3o processual: a possibilidade de enviar o processo para a turma ordin\u00e1ria analisar as alega\u00e7\u00f5es sobre dedu\u00e7\u00e3o de Juros sobre Capital Pr\u00f3prio (JCP) que n\u00e3o teriam sido apreciadas antes e tamb\u00e9m sobre a base de c\u00e1lculo da CSLL e multa.<\/p>\n\n\n\n<p>Vota\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Na sess\u00e3o de hoje, o relator, conselheiro Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, representante da Fazenda, votou para que o processo retorne para a turma baixa analisar a base de c\u00e1lculo da CSLL. O conselheiro Lu\u00eds Henrique Marotti Toselli, seguiu o relator. \u201cRetornou o principal de IRPJ, resta analisar os fundamentos que restaram prejudicados, porque \u00e9 subsidi\u00e1rio (sobre CSLL). O JCP \u00e9 uma mat\u00e9ria aut\u00f4noma que n\u00e3o foi contemplada no recurso\u201d, afirmou. Foi o mesmo voto do conselheiro Heldo Jorge Dos Santos Pereira Junior, tamb\u00e9m representante dos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a conselheira Edeli Pereira Bessa, representante da Fazenda, votou para retornar o caso nos pontos sobre a base da CSLL e o JCP, que ela n\u00e3o v\u00ea como distinguir. Ao aceitar a amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio, tudo seria reflexo, segundo a conselheira, por isso agora precisaria ser analisado. Tamb\u00e9m segundo Luiz Tadeu Matosinho Machado, representante da Fazenda, n\u00e3o h\u00e1 decis\u00e3o do colegiado anterior sobre CSLL nem sobre JCP. Dois conselheiros representantes dos contribuintes acompanharam esse entendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Fernando Brasil de Oliveira Pinto, da representa\u00e7\u00e3o da Fazenda, trata-se de um pressuposto para o lan\u00e7amento de JCP, com base em que aquilo n\u00e3o era \u00e1gio a Receita refez as contas. \u201cSe \u00e1gio for, todos os outros argumentos de rec\u00e1lculo caem por terra. \u00c9 esse o ponto\u201d, afirmou, indicando o efeito da classifica\u00e7\u00e3o como \u00e1gio ou n\u00e3o e a influ\u00eancia no c\u00e1lculo do JCP.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de quando o caso ser\u00e1 julgado pela 2\u00aa Turma da 4\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Carf (processo n. 16561.720129\/2018-50).<\/p>\n\n\n\n<p>Contexto<\/p>\n\n\n\n<p>O Carf \u00e9 a principal aposta do ministro Fernando Haddad para atingir a meta de d\u00e9ficit prim\u00e1rio zero em 2024. O \u00f3rg\u00e3o pretende julgar neste ano 50% a mais do que o previsto, com o fim da paralisa\u00e7\u00e3o dos auditores da Receita Federal e a volta da possibilidade do voto de desempate favor\u00e1vel \u00e0 Uni\u00e3o. O objetivo \u00e9 analisar R$ 870 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios neste ano, ante R$ 580 bilh\u00f5es previstos no Or\u00e7amento.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do caso da Telef\u00f4nica, a pauta dessa semana ainda tem outros processos bilion\u00e1rios que podem ser julgados hoje e nos pr\u00f3ximos dias.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, afirmou no come\u00e7o da sess\u00e3o que a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o tem muito ac\u00famulo de processos para ser julgado, desde a pandemia \u2013 porque o valor para julgamento em sess\u00e3o virtual acaba contemplando poucos casos da Se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/05\/carf-mantem-cobranca-referente-a-agio-da-telefonica-ficam-pendentes-itens-que-pode-reduzir-valor.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/05\/carf-mantem-cobranca-referente-a-agio-da-telefonica-ficam-pendentes-itens-que-pode-reduzir-valor.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m parte de cobran\u00e7a bilion\u00e1ria da Unilever Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve uma cobran\u00e7a de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins recebida pela Unilever Brasil Industrial. O valor da autua\u00e7\u00e3o \u00e9 de R$ 1,2 bilh\u00e3o, conforme dito pelos conselheiros durante a sess\u00e3o de julgamento, mas parte do valor foi afastada, pela redu\u00e7\u00e3o de uma multa.<\/p>\n\n\n\n<p>A cobran\u00e7a \u00e9 referente a opera\u00e7\u00f5es realizadas entre os anos de 2011 e 2015. A opera\u00e7\u00e3o que acabou levando \u00e0 autua\u00e7\u00e3o foi a incorpora\u00e7\u00e3o da ent\u00e3o Unilever Brasil Alimentos (UBA) pela Unilever Brasil (UBR), entre novembro de 2007 e fevereiro de 2008, gerando \u00e1gio interno, que foi inteiramente registrado como rentabilidade futura.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o processo, a amortiza\u00e7\u00e3o do \u00e1gio interno foi efetuada pela empresa UBR at\u00e9 novembro de 2009, quando ela sofreu cis\u00e3o parcial, resultando na revers\u00e3o do ativo cindido \u00e0 empresa Unilever Brasil Industrial (UBI). O \u00e1gio interno passou a ser amortizado na UBI a partir de novembro de 2009, sendo deduzido da tributa\u00e7\u00e3o a partir dessa data. A autua\u00e7\u00e3o destaca que todas as empresas envolvidas na incorpora\u00e7\u00e3o e cis\u00e3o parcial pertenciam ao mesmo grupo econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi aplicada multa qualificada de 150%. As infra\u00e7\u00f5es registradas pelo Fisco foram amortiza\u00e7\u00e3o indevida de \u00e1gio interno (sobre a qual \u00e9 cobrada IRPJ e CSLL), entre 2011 a 2014, por artificialidade da estrutura societ\u00e1ria de gera\u00e7\u00e3o do \u00e1gio, pelo emprego de empresa-ve\u00edculo e pela impossibilidade de aproveitamento fiscal de \u00e1gio interno e impropriedade do laudo de avalia\u00e7\u00e3o que fundamentou o \u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 que se falar que uma opera\u00e7\u00e3o que tem base em decis\u00e3o do STJ, o caso Cremer, tem fundo fraudulento\u201d, afirmou o advogado da empresa, Thiago Moreira, do escrit\u00f3rio Pinheiro Neto, na sustenta\u00e7\u00e3o oral. Ele afirmou que o contribuinte apresentou um laudo de avalia\u00e7\u00e3o com a expectativa de rentabilidade futura e a Receita Federal questionou que ele deveria ter a aloca\u00e7\u00e3o de valor em ativos tang\u00edveis e intang\u00edveis na quantidade adquirida, mas sem questionar a veracidade do laudo.<\/p>\n\n\n\n<p>A opera\u00e7\u00e3o foi revestida de \u201cplenos prop\u00f3sitos e interesse empresarial\u201d, segundo o advogado, e teve ganhos efetivos de natureza cont\u00e1bil e fiscal e pagamento de pre\u00e7os. \u201c\u00c9 uma opera\u00e7\u00e3o que gera um \u00e1gio leg\u00edtimo do ponto de vista da contabilidade e jur\u00eddico\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) n\u00e3o apresentou sustenta\u00e7\u00e3o oral no caso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contexto<\/p>\n\n\n\n<p>Havia dois fundamentos para a manuten\u00e7\u00e3o do \u00e1gio. Um deles era se tratar de \u00e1gio interno, portanto, sem prop\u00f3sito negocial. Nesse ponto, a autua\u00e7\u00e3o foi mantida pelo voto de qualidade (vencidos os conselheiros da representa\u00e7\u00e3o dos contribuintes). Esse entendimento j\u00e1 \u00e9 o suficiente para manter a exig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo fundamento sobre \u00e1gio, que era o questionamento do laudo apresentado, foi aceito por maioria de votos (vencido apenas o relator, conselheiro Guilherme Mendes, da representa\u00e7\u00e3o da Fazenda). Mas n\u00e3o \u00e9 o suficiente para afastar a cobran\u00e7a, mantida por um dos fundamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria (cinco votos a tr\u00eas) foi aceito o pedido do contribuinte para afastar a multa isolada (cobrada pelo descumprimento de obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria) \u2014 o pedido era em decorr\u00eancia da concomit\u00e2ncia com a multa de of\u00edcio (cobrada pela falta de pagamento do tributo). Em geral, a multa isolada representa uma fatia menor da autua\u00e7\u00e3o fiscal que o principal.<\/p>\n\n\n\n<p>Recurso<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa e a PGFN podem apresentar recurso para pedir esclarecimentos ou apontar omiss\u00f5es, no pr\u00f3prio Carf. A empresa pode recorrer \u00e0 Justi\u00e7a ou, no caso do voto de qualidade, aderir \u00e0 transa\u00e7\u00e3o para negociar o pagamento do devido sem multa e juros (processo n\u00ba 16561.720098\/2017-56).<\/p>\n\n\n\n<p>Procurado pelo Valor ap\u00f3s o julgamento, o advogado da empresa n\u00e3o quis comentar o caso.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/05\/carf-mantm-parte-de-cobrana-bilionria-da-unilever-brasil.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/05\/carf-mantm-parte-de-cobrana-bilionria-da-unilever-brasil.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>C\u00e2mara Superior do Carf mant\u00e9m autua\u00e7\u00f5es fiscais bilion\u00e1rias sobre uso de \u00e1gio interno<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o fim da greve dos auditores fiscais e com a volta do voto de qualidade, a pauta da 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) apareceu recheada de casos bilion\u00e1rios sobre \u00e1gio interno. Nos primeiros julgamentos, realizados ontem, parte das autua\u00e7\u00f5es fiscais sobre a amortiza\u00e7\u00e3o desse tipo de \u00e1gio &#8211; que somam pelo menos R$ 6 bilh\u00f5es &#8211; foram mantidas.<\/p>\n\n\n\n<p>O Carf \u00e9 a principal aposta do ministro Fernando Haddad para atingir a meta de d\u00e9ficit prim\u00e1rio zero no ano de 2024. O \u00f3rg\u00e3o pretende julgar neste ano 50% a mais do que o previsto, com o fim da paralisa\u00e7\u00e3o dos auditores da Receita Federal e a volta da possibilidade do voto de desempate favor\u00e1vel \u00e0 Uni\u00e3o (voto de qualidade). O objetivo \u00e9 analisar R$ 870 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios neste ano, ante R$ 580 bilh\u00f5es previstos no Or\u00e7amento.<\/p>\n\n\n\n<p>No come\u00e7o da sess\u00e3o de julgamento, o presidente da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Carf, Fernando Brasil de Oliveira Pinto, afirmou que a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o tem muito ac\u00famulo de processos para serem julgados, desde a pandemia. Isso porque, segundo ele, o valor estabelecido como limite para julgamento por meio de sess\u00e3o virtual (R$ 36 milh\u00f5es, de acordo com a Portaria n\u00ba 7.755\/2021) contemplou poucos casos que v\u00e3o para a Se\u00e7\u00e3o, geralmente de alto valor. A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o analisa processos sobre IRPJ, CSLL e IRRF, entre outros casos.<\/p>\n\n\n\n<p>Muitas das discuss\u00f5es sobre \u00e1gio acontecem por l\u00e1. O \u00e1gio \u00e9 um valor pago, em geral, pela rentabilidade futura da empresa adquirida ou incorporada. Como a Lei n\u00ba 9.532, de 1997, permite seu registro como despesa no balan\u00e7o, o valor \u00e9 amortizado para reduzir a base de c\u00e1lculo (lucro) do IRPJ e da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 a partir da entrada em vigor da Lei n\u00ba 12.973, de 2014, a amortiza\u00e7\u00e3o do \u00e1gio interno foi vedada.<\/p>\n\n\n\n<p>Por mais que precedentes sejam citados nos julgamentos, a an\u00e1lise sempre depende do caso concreto de cada opera\u00e7\u00e3o. No primeiro processo administrativo julgado ontem, pelo voto de qualidade, a 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior n\u00e3o reconheceu a possibilidade de amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio interno gerado na aquisi\u00e7\u00e3o da Vivo Participa\u00e7\u00f5es pela Telef\u00f4nica Brasil (antiga Telesp).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da Vivo, a cobran\u00e7a de IRPJ e CSLL sobre o valor do \u00e1gio \u00e9 de R$ 4,9 bilh\u00f5es. Contudo, ainda ser\u00e3o discutidos, em Turma baixa, alguns pontos que podem alterar o montante que a Receita Federal efetivamente poder\u00e1 cobrar quando o caso for conclu\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria de votos, os conselheiros determinaram o retorno do processo para a 2\u00aa Turma da 4\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o examinar a amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 CSLL, a premissa de rec\u00e1lculo de Juros sobre Capital Pr\u00f3prio do (JCP), multa de of\u00edcio (75%) e juros sobre multa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCarf deveria seguir a orienta\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a\u201d \u2014 Tiago Conde<\/p>\n\n\n\n<p>A autua\u00e7\u00e3o se refere \u00e0 opera\u00e7\u00e3o realizada entre os anos de 2013 e 2014 para aquisi\u00e7\u00e3o da Vivo Participa\u00e7\u00f5es pela Telef\u00f3nica. O valor da autua\u00e7\u00e3o foi informado pela empresa em documento enviado \u00e0 Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM). A empresa foi autuada porque, para a Receita, n\u00e3o houve o considerado \u201csacrif\u00edcio financeiro\u201d na opera\u00e7\u00e3o que gerou o \u00e1gio &#8211; que teria natureza intragrupo e n\u00e3o poderia ser amortizado (processo n\u00ba 16561.720129\/2018-50).<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento e o placar foram os mesmos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio da Unilever Brasil. A 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Carf manteve uma cobran\u00e7a de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins recebida pela companhia. O valor da autua\u00e7\u00e3o \u00e9 de R$ 1,2 bilh\u00e3o, conforme mencionado pelos conselheiros durante a sess\u00e3o de julgamento, mas parte do valor foi afastada, pela redu\u00e7\u00e3o de uma multa.<\/p>\n\n\n\n<p>A cobran\u00e7a da Unilever \u00e9 referente a opera\u00e7\u00f5es realizadas entre os anos de 2011 e 2015. O que acabou levando \u00e0 autua\u00e7\u00e3o fiscal foi a incorpora\u00e7\u00e3o da ent\u00e3o Unilever Brasil Alimentos (UBA) pela Unilever Brasil (UBR), entre novembro de 2007 e fevereiro de 2008. O neg\u00f3cio gerou \u00e1gio interno, que foi inteiramente registrado como rentabilidade futura.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o processo, a amortiza\u00e7\u00e3o do \u00e1gio interno foi efetuada pela empresa UBR at\u00e9 novembro de 2009, quando ela sofreu cis\u00e3o parcial, resultando na revers\u00e3o do ativo cindido \u00e0 empresa Unilever Brasil Industrial (UBI). O \u00e1gio interno passou a ser amortizado na UBI a partir de novembro do ano de 2009, sendo deduzido da tributa\u00e7\u00e3o a partir dessa data. A autua\u00e7\u00e3o fiscal destaca que todas as empresas envolvidas na incorpora\u00e7\u00e3o e cis\u00e3o parcial pertenciam ao mesmo grupo econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi aplicada multa qualificada de 150%. As infra\u00e7\u00f5es registradas pelo Fisco foram amortiza\u00e7\u00e3o indevida de \u00e1gio interno (sobre a qual \u00e9 cobrada IRPJ e CSLL), entre os anos de 2011 a 2014, por artificialidade da estrutura societ\u00e1ria de gera\u00e7\u00e3o do \u00e1gio, pelo emprego de empresa-ve\u00edculo e pela impossibilidade de aproveitamento fiscal de \u00e1gio interno, al\u00e9m da impropriedade do laudo de avalia\u00e7\u00e3o que fundamentou o \u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Tiago Conde, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Sacha Calmon Misabel Derzi, destaca que existe um caso no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) que foi julgado de forma un\u00e2nime contra a tributa\u00e7\u00e3o no caso de \u00e1gio interno (REsp n\u00ba 2026473) e, mesmo n\u00e3o sendo vinculante ao Carf, gera confian\u00e7a dos contribuintes no Poder Judici\u00e1rio. Para o advogado, ainda que n\u00e3o exista obrigatoriedade de aplicar a decis\u00e3o da Corte superior, o Carf deveria seguir a orienta\u00e7\u00e3o do tribunal.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Rafael Gregorin, s\u00f3cio do Trench Rossi Watanabe, o tema vinha sendo resolvido por maioria na C\u00e2mara Superior e, agora, as decis\u00f5es por voto de qualidade n\u00e3o deixam de ser um bom sinal. \u201cS\u00e3o quatro votos a favor do contribuinte, o que faz com que a multa caia definitivamente, assim como os juros\u201d, afirmou. O advogado se refere \u00e0 mudan\u00e7a legislativa, que afasta a multa em casos decididos por voto de qualidade e os juros, se o contribuinte fizer o pagamento e n\u00e3o levar a discuss\u00e3o para a&nbsp;esfera&nbsp;judicial. Ele tamb\u00e9m teve um caso sobre \u00e1gio interno julgado por voto&nbsp;de&nbsp;qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Vivo disse que n\u00e3o comenta decis\u00f5es de processos administrativos. Por meio de nota, a Unilever esclarece que o m\u00e9rito da discuss\u00e3o do julgamento foi o \u00e1gio e a decis\u00e3o de hoje foi parcialmente favor\u00e1vel \u00e0 companhia, com importante redu\u00e7\u00e3o do valor julgado. A empresa segue avaliando os pr\u00f3ximos&nbsp;passos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/06\/camara-superior-do-carf-mantem-autuacoes-fiscais-bilionarias-sobre-uso-de-agio-interno.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/06\/camara-superior-do-carf-mantem-autuacoes-fiscais-bilionarias-sobre-uso-de-agio-interno.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m benef\u00edcio fiscal a investidores estrangeiros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Legisla\u00e7\u00e3o prev\u00ea al\u00edquota zero de IR a rendimentos de residentes ou domiciliados no exterior no resgate de cotas de fundos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, os conselheiros do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) consideraram que os investimentos de residentes no exterior elencados no processo est\u00e3o sujeitos \u00e0 al\u00edquota zero de Imposto de Renda. Os julgadores entenderam que a situa\u00e7\u00e3o passa pelo \u201cteste de 40%\u201d, ou seja, que um \u00fanico benefici\u00e1rio estrangeiro n\u00e3o recebeu mais de 40% dos valores distribu\u00eddos.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tem como pano de fundo a Lei 11.312\/06, que prev\u00ea, em seu artigo 3\u00ba, que est\u00e3o sujeitos \u00e0 al\u00edquota zero de Imposto de Renda os rendimentos auferidos por residentes ou domiciliados no exterior no resgate de cotas de diversos fundos. A norma, entretanto, traz uma s\u00e9rie de regras para tanto, e, na \u00e9poca da autua\u00e7\u00e3o, definia que o benef\u00edcio n\u00e3o seria concedido \u201cao cotista titular de cotas que, isoladamente ou em conjunto com pessoas a ele ligadas, represente 40% ou mais da totalidade das cotas emitidas pelos fundos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a fiscaliza\u00e7\u00e3o, a regra n\u00e3o teria sido cumprida, j\u00e1 que no caso concreto os rendimentos foram distribu\u00eddos a 11 fundos formados por residentes ou domiciliados no exterior. Os fundos, entretanto, tinham a mesma administradora, o que caracterizaria controle comum.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento, por\u00e9m, foi afastado pelos conselheiros, que consideraram, entre outros argumentos, que a Lei 11.312 n\u00e3o abre margem para a interpreta\u00e7\u00e3o do fisco. Al\u00e9m disso, na vis\u00e3o dos julgadores, a administradora n\u00e3o teria poderes suficientes para gerar identidade entre os fundos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA administradora tem poderes, mas s\u00e3o poderes que permitem apontar identidade entre esses fundos\u201d, declarou durante o julgamento o presidente da turma, conselheiro Neudson Cavalcante Albuquerque.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 17459.720048\/2021-95 e envolve a Lions Trust Administradora de Recursos LTDA.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-beneficio-fiscal-a-investidores-estrangeiros-06032024#:~:text=Por%20unanimidade%2C%20os%20conselheiros%20do,zero%20de%20Imposto%20de%20Renda.\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-beneficio-fiscal-a-investidores-estrangeiros-06032024#:~:text=Por%20unanimidade%2C%20os%20conselheiros%20do,zero%20de%20Imposto%20de%20Renda.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m redu\u00e7\u00e3o de multa de 150% em caso de R$ 4 bi da CSN<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/carf\">Carf<\/a>&nbsp;n\u00e3o conheceu do recurso da Fazenda Nacional, mantendo, na pr\u00e1tica, decis\u00e3o da turma ordin\u00e1ria que reduziu para 75% a multa qualificada, originalmente de 150%, aplicada contra a Companhia Sider\u00fargica Nacional (CSN). O caso envolve a cobran\u00e7a de Imposto sobre a Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) sobre valores de ganho de capital da Companhia Sider\u00fargica Nacional (CSN) na suposta venda pela companhia de 40% das a\u00e7\u00f5es da sua controlada, a Namisa.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor do processo, segundo documentos da empresa enviados \u00e0 Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM), \u00e9 de R$ R$ 4.011.223.500,49.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, Fernando Brasil De Oliveira Pinto, votou para n\u00e3o conhecer o recurso da Fazenda por falta de similitude f\u00e1tica entre o caso e o paradigma suscitado. Seu posicionamento foi acompanhado por unanimidade. Assim, foi mantida a decis\u00e3o da turma ordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O ganho de capital teve origem em 2008, quando a CSN vendeu 40% do capital da sua subsidi\u00e1ria, a Namisa, para uma sociedade de seis empresas japonesas e uma sul-coreana. Para essa opera\u00e7\u00e3o, foi criada uma empresa ve\u00edculo, a holding Big Jump Energy Participa\u00e7\u00f5es S\/A, que nunca existiu fisicamente e foi posteriormente incorporada pela Namisa. Para o fisco, tratou-se de uma opera\u00e7\u00e3o simulada que reduziu irregularmente as bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL da CSN e da Namisa.<\/p>\n\n\n\n<p>A procuradora representante da Fazenda Nacional defendeu que houve simula\u00e7\u00e3o e n\u00e3o diverg\u00eancia interpretativa.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o advogado da CSN, Ricardo Krakowiak, ressaltou que tanto a cobran\u00e7a principal quanto a multa qualificada foram canceladas na Delegacia Regional de Julgamento (DRJ). O lan\u00e7amento principal, no entanto, foi restabelecido na turma ordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista tamb\u00e9m afirmou que n\u00e3o houve simula\u00e7\u00e3o, mas tratou-se de uma opera\u00e7\u00e3o para que o cons\u00f3rcio de empresas participasse de uma opera\u00e7\u00e3o de minera\u00e7\u00e3o da CSN, o que foi feito por meio de uma empresa que investiu na Namisa.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita sob o n\u00famero 19515.723039\/2012-79.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-reducao-de-multa-de-150-em-caso-de-r-4-bi-da-csn-07032024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-reducao-de-multa-de-150-em-caso-de-r-4-bi-da-csn-07032024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf: processo de R$ 4,9 bi da Telef\u00f4nica retornar\u00e1 para turma ordin\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/carf\">Carf<\/a>) manteve, por&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/voto-de-qualidade\">voto de qualidade<\/a>, na ter\u00e7a-feira (5\/3), a impossibilidade de amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio interno na opera\u00e7\u00e3o de aquisi\u00e7\u00e3o da Vivo Participa\u00e7\u00f5es pela ent\u00e3o Telesp, hoje Telef\u00f4nica Brasil. O colegiado ainda determinou o retorno do processo para a turma ordin\u00e1ria para analisar quest\u00f5es relativas aos Juros sobre Capital Pr\u00f3prio (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/jcp\">JCP<\/a>) e \u00e0 base de c\u00e1lculo da CSLL. A discuss\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao \u00e1gio foi encerrada.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tem valor de R$ 4,9 bilh\u00f5es, segundo documentos da empresa enviados \u00e0 Comiss\u00e3o de Assuntos Mobili\u00e1rios (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/cvm\">CVM<\/a>). N\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es sobre qual porcentagem desse valor \u00e9 referente ao \u00e1gio. O julgamento havia sido iniciado em novembro, quando a turma negou a amortiza\u00e7\u00e3o do \u00e1gio por voto de qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a decis\u00e3o de ter\u00e7a-feira, o processo retorna \u00e0 2\u00aa Turma da 4\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, onde parte da autua\u00e7\u00e3o ser\u00e1 analisada novamente e a empresa poder\u00e1 apresentar suas contrarraz\u00f5es mais uma vez.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes da opera\u00e7\u00e3o em quest\u00e3o, a Vivo Participa\u00e7\u00f5es era controlada por uma holding que tinha participa\u00e7\u00e3o da espanhola Telef\u00f3nica S\/A e outra empresa, que posteriormente saiu da holding. A Telef\u00f3nica S\/A tamb\u00e9m detinha participa\u00e7\u00e3o na Telesp, hoje Telef\u00f4nica Brasil. Nessa realidade, a Telef\u00f3nica S\/A tinha 62% do capital social da Vivo Participa\u00e7\u00f5es. Outros 38% eram de acionistas minorit\u00e1rios. Em a\u00e7\u00e3o posterior, a Telef\u00f4nica Brasil incorporou a Vivo Participa\u00e7\u00f5es e passou a amortizar o \u00e1gio gerado nesta opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na discuss\u00e3o sobre \u00e1gio, a fiscaliza\u00e7\u00e3o autuou a companhia por considerar que n\u00e3o houve o considerado \u201csacrif\u00edcio financeiro\u201d na opera\u00e7\u00e3o que gerou o \u00e1gio. Para o fisco, o \u00e1gio gerado tem natureza intragrupo e n\u00e3o poderia ser amortizado.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o ao Juros sobre Capital Pr\u00f3prio (JCP), a discuss\u00e3o foi em rela\u00e7\u00e3o ao c\u00e1lculo do valor pago. A empresa deduziu o \u00e1gio, aumentando o patrim\u00f4nio l\u00edquido. O uso do \u00e1gio teve, assim, reflexos cont\u00e1beis que, por sua vez, aumentaram a base para c\u00e1lculo dos JCP que foram pagos aos s\u00f3cios. Como consequ\u00eancia da glosa, ou seja, da negativa da utiliza\u00e7\u00e3o desse \u00e1gio, tamb\u00e9m reduziu-se o valor dos juros que poderiam ter sido pagos.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa alega que n\u00e3o houve artificialismo cont\u00e1bil e que, para fins de c\u00e1lculo de JCP, a exclus\u00e3o de efeitos de opera\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias entre partes dependentes foi introduzido somente com a edi\u00e7\u00e3o da Lei 14.789\/2023, posterior aos fatos.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o analisada nesta ter\u00e7a teve origem no fato de que, quando a turma ordin\u00e1ria deu ganho ao contribuinte no tema do \u00e1gio, n\u00e3o foi analisado o m\u00e9rito da quest\u00e3o do JCP, por ser uma mat\u00e9ria decorrente. Ou seja, ao reconhecer a regularidade do \u00e1gio, \u201cresolveu-se\u201d a controv\u00e9rsia relativa ao c\u00e1lculo dos JCP. A C\u00e2mara Superior, no entanto, decidiu pela irregularidade do \u00e1gio, e, assim, a quest\u00e3o relativa ao lan\u00e7amento do JCP retornou e a turma considerou que o processo deve voltar \u00e0s turmas ordin\u00e1rias para que a quest\u00e3o seja analisada.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, Guilherme Adolfo Dos Santos Mendes, entendeu que o caso deveria voltar \u00e0 turma ordin\u00e1ria para que temas como a base de c\u00e1lculo da CSLL quanto \u00e0 amortiza\u00e7\u00e3o do \u00e1gio sejam analisados. Seu entendimento foi acompanhado por Heldo Jorge dos Santos Pereira J\u00fanior e Luis Henrique Marotti Toselli. \u201cO JCP \u00e9 uma mat\u00e9ria aut\u00f4noma que n\u00e3o foi contemplada no recurso [da Fazenda Nacional]\u201d, afirmou Toselli.<\/p>\n\n\n\n<p>A conselheira Edeli Pereira Bessa divergiu do relator para que a quest\u00e3o do JCP e da CSLL fossem analisadas novamente pela turma ordin\u00e1ria. Sua posi\u00e7\u00e3o foi vencedora, acompanhada por Luiz Tadeu Matosinho Machado, Jos\u00e9 Eduardo Dornelas Souza, Fernando Brasil de Oliveira Pinto e Jeferson Teodorovicz. Para eles, a quest\u00e3o do JCP \u00e9 reflexa, e, por isso, sendo mantido o \u00e1gio, a mat\u00e9ria poderia ser analisada novamente.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 16561.720129\/2018-50.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-processo-de-r-49-bi-da-telefonica-retornara-para-turma-ordinaria-07032024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-processo-de-r-49-bi-da-telefonica-retornara-para-turma-ordinaria-07032024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por voto de qualidade, Carf n\u00e3o conhece recurso e trava de 30% \u00e9 mantida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>1\u00aa TURMA DA C\u00c2MARA SUPERIOR<\/p>\n\n\n\n<p>Processo : 19515.000784\/2010-84<\/p>\n\n\n\n<p>Partes : Santher F\u00e1brica de Papel Santa Therezinha S\/A e Fazenda Nacional<\/p>\n\n\n\n<p>Relator ad hoc : Luciano Bernart<\/p>\n\n\n\n<p>Por voto de qualidade, o colegiado n\u00e3o conheceu do recurso do contribuinte e, na pr\u00e1tica, manteve a trava de 30% para aproveitamento do preju\u00edzo fiscal e base de c\u00e1lculo negativa de CSLL de anos posteriores a 1994. Neste ano, houve a publica\u00e7\u00e3o da Lei 8.981, que instituiu a trava. O colegiado n\u00e3o conheceu do recurso e, portanto, manteve a decis\u00e3o da turma ordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O contribuinte alega que a compensa\u00e7\u00e3o era regular em fun\u00e7\u00e3o de uma decis\u00e3o que obteve na Justi\u00e7a. O advogado do contribuinte, Jo\u00e3o marcos Colussi, destacou que o pleito da empresa n\u00e3o pedia limita\u00e7\u00e3o temporal e foi concedido integralmente, o que justificaria a compensa\u00e7\u00e3o ap\u00f3s 1994 mesmo com a legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a fiscaliza\u00e7\u00e3o apontou que estaria limitada a compensa\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo sem a trava somente at\u00e9 1994, quando houve a publica\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado, por voto de qualidade, n\u00e3o conheceu do recurso. \u201cAinda que se interpretasse que a decis\u00e3o do contribuinte n\u00e3o se limitava ao per\u00edodo de 1994, se alterou o espectro legislativo em que a decis\u00e3o foi proferida\u201d, destacou a conselheira Edeli Pereira Bessa.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/por-voto-de-qualidade-carf-nao-conhece-recurso-e-trava-de-30-e-mantida-08032024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/por-voto-de-qualidade-carf-nao-conhece-recurso-e-trava-de-30-e-mantida-08032024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf v\u00ea produ\u00e7\u00e3o de despesa artificial e mant\u00e9m IRPJ e CSLL contra Bradesco<\/strong><br>Data:11\/03\/2024<br><\/p>\n\n\n\n<p>Por voto de qualidade, a 2\u00aa Turma da 4\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) entendeu que houve produ\u00e7\u00e3o de despesa artificial dentro do grupo econ\u00f4mico Bradesco, com o objetivo de fazer a compensa\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>A autua\u00e7\u00e3o foi lavrada ap\u00f3s o Bradesco Cart\u00f5es buscar empr\u00e9stimo de R$ 15 bilh\u00f5es junto ao Bradesco para investir no Banco do Estado do Rio de Janeiro (Berj). Esse valor foi deduzido da base do IRPJ e da CSLL. O Berj, ent\u00e3o, devolveu o montante ao Bradesco mediante aplica\u00e7\u00e3o de valores.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o fisco, a opera\u00e7\u00e3o foi indevida e feita com o objetivo de possibilitar a compensa\u00e7\u00e3o do preju\u00edzo fiscal. Assim, entendeu como irregular a dedu\u00e7\u00e3o do empr\u00e9stimo da base do IRPJ e da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 uma forma de fazer tr\u00e2nsito de recursos dentro do grupo econ\u00f4mico para possibilitar compensa\u00e7\u00e3o do preju\u00edzo fiscal que estava no Berj sem que houvesse incorpora\u00e7\u00e3o\u201d, defendeu o procurador da Fazenda Nacional Paulo Roberto Riscado em sua sustenta\u00e7\u00e3o oral.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado da empresa, por outro lado, destacou que a opera\u00e7\u00e3o foi devida e motivada.<\/p>\n\n\n\n<p>A turma, no entanto, discordou desse entendimento. Para a maioria dos conselheiros, a opera\u00e7\u00e3o foi simulada, e houve produ\u00e7\u00e3o de despesa artificial dentro do grupo econ\u00f4mico com o objetivo de fazer compensa\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Em maio de 2011, posteriormente \u00e0 opera\u00e7\u00e3o, o Bradesco arrematou o Berj por R$ 1,025 bilh\u00e3o, um \u00e1gio de quase 100% valor m\u00ednimo estipulado pelo governo.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 16327.720390\/2018-22.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-ve-producao-de-despesa-artificial-e-mantem-irpj-e-csll-contra-bradesco-11032024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-ve-producao-de-despesa-artificial-e-mantem-irpj-e-csll-contra-bradesco-11032024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Estado do Maranh\u00e3o enfrenta munic\u00edpio de S\u00e3o Lu\u00eds no STF em caso de cobran\u00e7a de IPTU<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Data:04\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O estado do Maranh\u00e3o ajuizou a&nbsp;<a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/processos\/detalhe.asp?incidente=6853439\">ADPF 1125<\/a>, no&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/stf\">Supremo Tribunal Federal<\/a>&nbsp;(STF) com o objetivo de afastar a cobran\u00e7a de d\u00e9bitos de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/iptu\">IPTU<\/a>&nbsp;pelo munic\u00edpio de S\u00e3o Lu\u00eds sobre im\u00f3veis que est\u00e3o em nome da Maranh\u00e3o Parceria (Mapa), sucessora da Empresa Maranhense de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Humanos e Neg\u00f3cios P\u00fablicos (Emarhp).<\/p>\n\n\n\n<p>O governo maranhense sustenta que a empresa \u00e9 uma sociedade de economia mista que integra a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica indireta do estado, com capital eminentemente p\u00fablico, e busca o reconhecimento da imunidade tribut\u00e1ria rec\u00edproca.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa imunidade \u00e9 prevista no artigo 150, inciso VI, al\u00ednea \u201ca\u201d da Constitui\u00e7\u00e3o. Segundo esse dispositivo, Uni\u00e3o, estados, Distrito Federal e munic\u00edpios n\u00e3o podem instituir impostos sobre patrim\u00f4nio, renda ou servi\u00e7os, uns dos outros.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o estado do Maranh\u00e3o, os d\u00e9bitos de IPTU cobrados por S\u00e3o Lu\u00eds somam R$ 5,1 milh\u00f5es e inviabilizam a realiza\u00e7\u00e3o de contratos pela Mapa, uma vez que esta n\u00e3o consegue certid\u00e3o de regularidade fiscal junto \u00e0 Fazenda do munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo maranhense argumenta ainda que os d\u00e9bitos de IPTU s\u00e3o referentes a im\u00f3veis que pertenciam \u00e0 antiga Companhia de Habita\u00e7\u00e3o Popular (Cohab). A Cohab foi incorporada posteriormente pela Emarph, atual Mapa.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, segundo o estado, grande parte dos im\u00f3veis, embora conste no cadastro municipal, como de propriedade da Mapa, foi comercializada anos atr\u00e1s pela Cohab. Al\u00e9m disso, tanto a Cohab quanto a Emarph possu\u00edam direito reconhecido \u00e0 imunidade tribut\u00e1ria&nbsp;rec\u00edproca.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/estado-do-maranhao-enfrenta-municipio-de-sao-luis-no-stf-em-caso-de-cobranca-de-iptu-04032024#:~:text=O%20estado%20do%20Maranh%C3%A3o%20ajuizou,e%20Neg%C3%B3cios%20P%C3%BAblicos%20(Emarhp)\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/estado-do-maranhao-enfrenta-municipio-de-sao-luis-no-stf-em-caso-de-cobranca-de-iptu-04032024#:~:text=O%20estado%20do%20Maranh%C3%A3o%20ajuizou,e%20Neg%C3%B3cios%20P%C3%BAblicos%20(Emarhp)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ICMS n\u00e3o deve integrar base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, reitera TRF-1<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal, no julgamento do RE 574.706\/PR, de repercuss\u00e3o geral, firmou o entendimento de que o valor arrecadado de ICMS n\u00e3o se incorpora ao patrim\u00f4nio do contribuinte e, por isso, n\u00e3o pode integrar a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS e a Cofins, destinados ao financiamento da seguridade social.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o fundamento adotado pela 8\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF-1) para dar provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o de uma empresa do ramo de geradores e, assim, reconhecer que houve recolhimento indevido de PIS e Cofins.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo tocante ao ICMS a ser exclu\u00eddo das bases de c\u00e1lculo do PIS e da COFINS, registre-se que o entendimento fixado pela Suprema Corte na citada Sess\u00e3o Extraordin\u00e1ria de 13\/05\/2021, em exame de embargos de declara\u00e7\u00e3o no RE 574.706\/PR, \u00e9 no sentido de que o ICMS pass\u00edvel de exclus\u00e3o das bases de c\u00e1lculo do PIS e da COFINS \u00e9 aquele incidente sobre a opera\u00e7\u00e3o, ou seja, o destacado na nota fiscal de sa\u00edda, e n\u00e3o o efetivamente recolhido pelo contribuinte\u201d, resumiu o desembargador Marcos Augusto de Souza, relator da mat\u00e9ria, que teve seu voto seguido de maneira un\u00e2nime.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado tamb\u00e9m acolheu parcialmente o recurso da Uni\u00e3o para arbitrar honor\u00e1rios advocat\u00edcios no m\u00ednimo previsto no artigo 85, \u00a73\u00ba, do C\u00f3digo de Processo Civil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a decis\u00e3o, a empresa obteve mais de R$ 2 milh\u00f5es em recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio. O advogado&nbsp;Gabriel Santana Vieira&nbsp;atuou na causa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mar-04\/icms-nao-deve-integrar-base-de-calculo-do-pis-e-da-cofins-reitera-trf-1\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mar-04\/icms-nao-deve-integrar-base-de-calculo-do-pis-e-da-cofins-reitera-trf-1\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em liminar, ju\u00edza afasta limite para compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio previsto em MP<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Poder Executivo pode regulamentar as leis sobre compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, mas n\u00e3o tem compet\u00eancia para criar limita\u00e7\u00f5es ou condi\u00e7\u00f5es ao direito dos contribuintes que foram reconhecidos em decis\u00f5es judiciais definitivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a ju\u00edza Tatiana Pattaro Pereira, da 14\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo, concedeu decis\u00e3o liminar para permitir \u00e0 Seara que compense integralmente os cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios reconhecidos judicialmente em seu favor.<\/p>\n\n\n\n<p>A compensa\u00e7\u00e3o seria limitada pela aplica\u00e7\u00e3o da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2023\/mpv\/mpv1202.htm\">Medida Provis\u00f3ria 1.202\/2023<\/a>, editada no final de 2023 pelo governo Lula como parte do esfor\u00e7o para atingir o d\u00e9ficit zero em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>A MP criou um limite para a compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios decorrentes de decis\u00f5es judiciais definitivas. Ele s\u00f3 valeria para decis\u00f5es cujo valor total supere R$ 10 milh\u00f5es, mas seria pormenorizado por ato do Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Em janeiro, foi publicada a&nbsp;<a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=135584\">Portaria Normativa MF 14\/2024<\/a>, tra\u00e7ando esses limites.<\/p>\n\n\n\n<p>Para cr\u00e9ditos entre R$ 10 milh\u00f5es e 99,9 milh\u00f5es, a compensa\u00e7\u00e3o teria de ser divida em prazo m\u00ednimo de 12 meses. J\u00e1 cr\u00e9ditos entre R$ 100 milh\u00f5es e R$ 199,9 milh\u00f5es, o per\u00edodo aumenta para 20 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma avan\u00e7a progressivamente at\u00e9 cr\u00e9ditos superiores a R$ 500 milh\u00f5es, cuja compensa\u00e7\u00e3o deve ser feita, no m\u00ednimo, em 60 meses. Segundo o ministro da Fazenda Fernando Haddad, a ideia seria evitar que multinacionais passassem anos sem pagar imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, a Seara se viu impossibilitada de compensar plenamente cr\u00e9ditos obtidos em decis\u00f5es judiciais e j\u00e1 habilitados junto \u00e0 Fazenda em per\u00edodo anterior ao da edi\u00e7\u00e3o da MP 1.202\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Faltou lei<\/p>\n\n\n\n<p>Os advogados da empresa sustentaram que a MP ofendeu o artigo 170 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, segundo o qual apenas a lei pode dispor sobre as condi\u00e7\u00f5es e as garantias para as compensa\u00e7\u00f5es administrativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, citou jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a segundo a qual as compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias obedecem ao regime jur\u00eddico vigente na \u00e9poca do ajuizamento da demanda (Tema 265 dos recursos repetitivos).<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m invocaram o Tema 345 dos repetitivos, que diz que as restri\u00e7\u00f5es posteriores ao direito de compensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o alcan\u00e7am o cr\u00e9dito que foi reconhecido em a\u00e7\u00f5es judiciais propostas em datas pret\u00e9ritas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a ju\u00edza Tatiana Pattaro Pereira, a MP contraria o princ\u00edpio da reserva legal, pois o poder de fixar o limite mensal para a compensa\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos s\u00f3 poderia ser tratado por lei, n\u00e3o em ato do Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Poder Executivo apenas poderia regulamentar as disposi\u00e7\u00f5es legais, n\u00e3o podendo, todavia, criar limita\u00e7\u00f5es ou condi\u00e7\u00f5es ao direito dos contribuintes\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p>Seguran\u00e7a jur\u00eddica<\/p>\n\n\n\n<p>Para&nbsp;Carlos Gama, advogado tributarista no Freitas, Silva e Panchaud, a decis\u00e3o preserva a seguran\u00e7a jur\u00eddica, uma vez que a MP 1.202\/2023 impactou drasticamente o planejamento financeiro das empresas, feito a partir de decis\u00f5es definitivas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele questiona, ainda, a constitucionalidade da norma, uma vez que um dos requisitos para uso de medida provis\u00f3ria \u00e9 a urg\u00eancia da medida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA exposi\u00e7\u00e3o de motivos fala que o objetivo \u00e9 estancar a compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos decorrentes da tese do s\u00e9culo. Isso n\u00e3o \u00e9 relevante a ponto de justificar a MP.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A MP 1.202\/2023 j\u00e1 teve a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-10\/novo-vai-ao-supremo-para-questionar-mp-que-reonera-folhas-de-pagamento\/\">constitucionalidade contestada no Supremo Tribunal Federal<\/a>, pelo Partido Novo. A corte vai adotar o rito abreviado e julgar direto o m\u00e9rito, sem apreciar o pedido de decis\u00e3o liminar. O relator \u00e9 o ministro Cristiano Zanin.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda em dezembro de 2023, advogados consultados pela revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-dez-29\/para-advogados-limitar-desoneracao-via-mp-e-inconstitucional-e-gera-instabilidade\/\">apontaram<\/a>&nbsp;que a medida provis\u00f3ria \u00e9 inconstitucional, viola direitos adquiridos do contribuinte e causa ampla instabilidade jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mar-05\/em-liminar-juiza-afasta-limite-para-compensacao-de-credito-previsto-em-mp\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-mar-05\/em-liminar-juiza-afasta-limite-para-compensacao-de-credito-previsto-em-mp\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ nega pedido da Azul para n\u00e3o recolher 1% de Cofins-Importa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Azul Linhas A\u00e9reas encerrou todas as suas possibilidades de recurso no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) para tentar reverter decis\u00e3o que reconheceu a constitucionalidade do adicional de 1% da al\u00edquota da Cofins-Importa\u00e7\u00e3o. A Corte Especial negou o pedido da companhia.<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, os ministros entenderam que os processos apresentados como divergentes n\u00e3o teriam similitude f\u00e1tica para que o recurso fosse admitido (EREsp 1897169).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse processo, que chegou em fevereiro de 2021 no STJ, o relator, ministro Benedito Gon\u00e7alves aceitou recurso da Fazenda Nacional para reverter decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o, com sede em Bras\u00edlia. Os desembargadores entenderam pela n\u00e3o incid\u00eancia da Cofins-Importa\u00e7\u00e3o na importa\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as de avi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, contudo, o ministro Benedito Gon\u00e7alves mencionou julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), em repercuss\u00e3o geral, que decidiu pela constitucionalidade da majora\u00e7\u00e3o, em um ponto percentual, da al\u00edquota da Cofins-Importa\u00e7\u00e3o, introduzida pelo artigo 8\u00ba, par\u00e1grafo 21, da Lei n\u00ba 10.865\/2004, com a reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 12.715\/2012 (RE 1.183.10\/PR).<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda ressaltou que a 1\u00aa e 2\u00aa Turmas t\u00eam decidido pacificamente pela incid\u00eancia da al\u00edquota de 1% na importa\u00e7\u00e3o das aeronaves e pe\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa decis\u00e3o, a Azul recorreu diversas vezes no STJ com os chamados embargos de declara\u00e7\u00e3o, que foram negados. O caso ent\u00e3o foi levado \u00e0 Corte Especial, que tamb\u00e9m negou o recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Azul n\u00e3o retornou at\u00e9 o fechamento da reportagem.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/06\/stj-nega-pedido-da-azul-para-nao-recolher-1percentde-cofins-importacao.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/06\/stj-nega-pedido-da-azul-para-nao-recolher-1percentde-cofins-importacao.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Maioria no STJ decide que Selic deve corrigir d\u00edvidas<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 06\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Corte Especial do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu, por maioria, que a Selic \u00e9 o \u00edndice que deve ser aplicado na corre\u00e7\u00e3o do valor de d\u00edvidas e indeniza\u00e7\u00f5es. A decis\u00e3o se deu no desempate pelo voto da presidente, a ministra Maria Thereza Assis Moura. Por\u00e9m, o ministro Lu\u00eds Felipe Salom\u00e3o, vencido, pediu a an\u00e1lise de nulidade do julgamento, o que provocou a sua suspens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para especialistas, o julgamento sinaliza um entendimento, mas o caso ainda precisa ser conclu\u00eddo, com a devolu\u00e7\u00e3o do pedido de vista e a an\u00e1lise da alega\u00e7\u00e3o de nulidade, al\u00e9m de como a Selic deve ser calculada.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o vai valer para todas as situa\u00e7\u00f5es em que os juros morat\u00f3rios n\u00e3o foram previamente convencionados. Qualquer pedido de indeniza\u00e7\u00e3o que n\u00e3o decorrer de rela\u00e7\u00e3o contratual \u2014 por acidentes ou danos ambientais, por exemplo \u2014 ou d\u00edvidas decorrentes de contratos sem o \u00edndice ser\u00e3o impactados.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros analisaram duas op\u00e7\u00f5es: a Selic, hoje em 11,25% ao ano, ou juros de 1% ao m\u00eas mais corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria conforme o \u00edndice adotado pela tabela do tribunal onde o caso for julgado (INPC ou IPCA, por exemplo).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os c\u00e1lculos apresentados no julgamento, se aplicada a taxa Selic pelo m\u00e9todo composto, os R$ 20 mil devidos no caso concreto, uma indeniza\u00e7\u00e3o a passageira de \u00f4nibus, em dez anos teriam registrado reajuste de 133%. Equivaleria hoje a cerca de R$ 46.761,00.<\/p>\n\n\n\n<p>Se considerada a Selic, a soma dos acumulados mensais resultaria em R$ 37 mil, ap\u00f3s a corre\u00e7\u00e3o. N\u00e3o ficou definido como ser\u00e1 calculada a taxa.<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto central da discuss\u00e3o no STJ foi o artigo 406 do C\u00f3digo Civil. Esse dispositivo determina que os juros morat\u00f3rios, se n\u00e3o estabelecidos em contrato, ser\u00e3o fixados pela taxa em vigor para o pagamento de impostos devidos \u00e0 Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Vota\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Raul Ara\u00fajo foi o primeiro a votar pela aplica\u00e7\u00e3o da Selic. O voto foi seguido pelos ministros Benedito Gon\u00e7alves, Jo\u00e3o Ot\u00e1vio de Noronha, Isabel Gallotti, Nancy Andrighi e a presidente (REsp 1795982).<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ministro, n\u00e3o existe raz\u00e3o para se impor uma alta taxa ao devedor. Afirmou, ao votar, que a Selic \u00e9 hoje o indexador que rege o sistema financeiro brasileiro e n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida a ser essa taxa a que se refere o artigo 406 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Na opini\u00e3o de Ara\u00fajo, a aplica\u00e7\u00e3o de juros de mora de 1% ao m\u00eas mais corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria conduzem a uma situa\u00e7\u00e3o em que o credor obt\u00e9m remunera\u00e7\u00e3o muito superior \u00e0 de qualquer aplica\u00e7\u00e3o financeira, pois os bancos vinculam-se \u00e0 Selic.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficaram vencidos o relator, ministro Salom\u00e3o, e os ministros Ant\u00f4nio Carlos Ferreira, Humberto Martins, Herman Benjamin e Mauro Campbell Marques, que pediu vista.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros discutiram de forma acalorada se o julgamento deveria esperar os ministros Og Fernandes e Francisco Falc\u00e3o, que estariam presentes na parte da tarde. Mas a presidente seguiu com o desempate. O ministro Salom\u00e3o apresentou ent\u00e3o, como quest\u00e3o de ordem, a nulidade do julgamento pela aus\u00eancia de dois ministros. Salom\u00e3o tamb\u00e9m pediu esclarecimento sobre qual taxa Selic seria utilizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o ministro, pelo m\u00e9todo composto, a varia\u00e7\u00e3o da Selic, entre janeiro de 2002 e dezembro de 2021, foi de 787% e a infla\u00e7\u00e3o pelo IPCA foi 237% \u2014 seriam juros de mora mensais de 2,29%. Enquanto, pela soma dos acumulados mensais, a varia\u00e7\u00e3o totaliza 219%. O d\u00e9ficit indicaria que a taxa Selic sequer recomp\u00f4s a moeda, disse ele no voto.<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lise<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado da v\u00edtima no caso, Leonardo Amarante, afirma que a decis\u00e3o pode impactar mais de seis milh\u00f5es de brasileiros com processos na Justi\u00e7a, mas \u00e9 preciso esperar o fim do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado, em um contexto de corre\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas, a utiliza\u00e7\u00e3o de um \u00edndice vol\u00e1til e pass\u00edvel de sofrer varia\u00e7\u00f5es a cada 45 dias dificultaria a possibilidade de acordos e faria com que os processos judiciais se tornassem ainda mais lentos. \u201cOs devedores, com toda a certeza, optariam por estender os processos a fim de escolher um momento no qual a Selic diminua\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Thiago Lins, s\u00f3cio do Bichara Advogados, representante da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Empresas de Seguros (CNseg) na a\u00e7\u00e3o, pelo regimento interno, uma vez que h\u00e1 qu\u00f3rum no in\u00edcio do julgamento, ele \u00e9 conclu\u00eddo com o qu\u00f3rum ali presente. \u201cA tend\u00eancia \u00e9 que o STJ rejeite a quest\u00e3o de ordem\u201d, afirmou. Ainda de acordo com ele, hoje, na maioria de julgados do STJ, vem sendo aplicada a Selic, mas n\u00e3o havia efeito vinculante.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Maria Andr\u00e9ia dos Santos, s\u00f3cia do Machado Associados, a aplica\u00e7\u00e3o da taxa Selic tende a criar distor\u00e7\u00f5es no c\u00e1lculo dos d\u00e9bitos de d\u00edvida civis. \u201cEm alguns per\u00edodos pode haver fortes preju\u00edzos para os credores, como mostrou a hist\u00f3ria recente, onde chegamos a ter uma taxa Selic anual de 2%\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSem d\u00favida, h\u00e1 pontos que podem ser esclarecidos em embargos de declara\u00e7\u00e3o, mas o Tribunal poderia j\u00e1 ter julgado o tema em sua inteireza, n\u00e3o deixando tantas lacunas a serem esclarecidas em novo recurso\u201d, diz. Sobre uma eventual nulidade, segundo Maria Andr\u00e9ia, se o qu\u00f3rum m\u00ednimo foi observado, n\u00e3o poder ser considerada.<\/p>\n\n\n\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o da Selic na corre\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas j\u00e1 era a posi\u00e7\u00e3o adotada pela 2\u00aa Turma em in\u00fameros casos, segundo Elias Marques de Medeiros Neto, s\u00f3cio do TozziniFreire. Apesar das quest\u00f5es de ordem, diz ele, a tend\u00eancia da Corte Especial \u00e9 a de reafirmar a Selic como o \u00edndice oficial a ser aplicado para a aplica\u00e7\u00e3o do artigo 406 do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/06\/stj-maioria-decide-pela-selic-para-correo-de-dvidas-e-indenizaes.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/06\/stj-maioria-decide-pela-selic-para-correo-de-dvidas-e-indenizaes.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF valida cr\u00e9ditos milion\u00e1rios da tese do s\u00e9culo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira manifesta\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a estrat\u00e9gia da Fazenda Nacional para tentar derrubar decis\u00f5es judiciais que concederam cr\u00e9ditos da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d a contribuintes, logo ap\u00f3s a decis\u00e3o de m\u00e9rito da Corte sobre o assunto, \u00e9 favor\u00e1vel \u00e0s empresas. O ministro Luiz Fux n\u00e3o admitiu uma a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria da Uni\u00e3o contra R$ 4,4 milh\u00f5es em cr\u00e9ditos da Manatex, empresa do setor t\u00eaxtil de Santa Catarina.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de ser monocr\u00e1tica (de um \u00fanico ministro), a decis\u00e3o \u00e9 importante para v\u00e1rias empresas. Isso porque ela derruba uma tese usada em centenas de a\u00e7\u00f5es da Fazenda. Cerca de 700 a\u00e7\u00f5es rescis\u00f3rias foram protocoladas contra empresas com cr\u00e9ditos acima de R$ 1 milh\u00e3o, segundo o procurador da Fazenda Nacional, Paulo Mendes de Oliveira, coordenador-Geral de Atua\u00e7\u00e3o Judicial perante ao STF (CASTF). Ou seja, no m\u00ednimo, o impacto financeiro para o governo nesta tese \u00e9 de R$ 700 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas empresas, como a Manatex, ingressaram com a a\u00e7\u00e3o para excluir o ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins ap\u00f3s o julgamento do m\u00e9rito pelo STF, em mar\u00e7o de 2017, e obtiveram o tr\u00e2nsito em julgado (quando n\u00e3o cabe mais recurso) da decis\u00e3o favor\u00e1vel antes do julgamento dos embargos de declara\u00e7\u00e3o, que modularam os efeitos do entendimento da Corte, em maio de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2017, o Supremo julgou inconstitucional a inclus\u00e3o do ICMS na base de c\u00e1lculo desses impostos federais. Quatro anos depois, restringiu para frente os efeitos, para s\u00f3 valer a partir de mar\u00e7o de 2017 &#8211; exceto para quem j\u00e1 tivesse processo em andamento (RE 574.706).<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 que entre mar\u00e7o de 2017 e maio de 2021, contribuintes obtiveram na Justi\u00e7a decis\u00f5es favor\u00e1vel, que geraram milh\u00f5es em cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios. No caso da Manatex, protocolou em agosto de 2017 &#8211; cinco meses ap\u00f3s o STF julgar o m\u00e9rito &#8211; e a decis\u00e3o definitiva veio em fevereiro de 2021 &#8211; dois meses antes do julgamento do recurso. Isso deu a ela o direito de reaver os impostos pagos a mais desde agosto de 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi justamente porque a decis\u00e3o definitiva no processo da Manatex foi proferida antes do julgamento dos embargos no STF que Fux deu raz\u00e3o \u00e0 companhia. &#8220;O ac\u00f3rd\u00e3o rescindendo, \u00e0 \u00e9poca de sua formaliza\u00e7\u00e3o, estava em harmonia com o entendimento do Plen\u00e1rio desta Corte relativo ao referido tema de repercuss\u00e3o geral, o que inviabiliza sua rescis\u00e3o&#8221;, disse, na decis\u00e3o da \u00faltima quarta-feira, 28 (RE 1.468.946).<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro relator do recurso citou v\u00e1rios precedentes da Corte que n\u00e3o permitem a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria nesse tipo de situa\u00e7\u00e3o. O principal deles foi o Tema 136: \u201cN\u00e3o cabe a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria quando o julgado estiver em harmonia com o entendimento firmado pelo Plen\u00e1rio do Supremo \u00e0 \u00e9poca da formaliza\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o rescindendo, ainda que ocorra posterior supera\u00e7\u00e3o do precedente&#8221;. Com isso, Fux n\u00e3o analisou os pedidos da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Gustavo Taparelli, s\u00f3cio de tribut\u00e1rio do escrit\u00f3rio Abe Advogados, diz que a decis\u00e3o de Fux, mesmo que monocr\u00e1tica, \u00e9 um alento para os contribuintes, pois traz seguran\u00e7a jur\u00eddica. &#8220;Empresas entraram na Justi\u00e7a, ganharam, tiveram o tr\u00e2nsito em julgado, fizeram as compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias e, depois, recebem na cabe\u00e7a uma a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria dizendo que deveriam ter se atentado ao julgamento dos embargos e n\u00e3o ao tr\u00e2nsito em julgado dos seus pr\u00f3prios processos\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a PGFN, a empresa s\u00f3 poderia reaver os cr\u00e9ditos at\u00e9 mar\u00e7o de 2017 e n\u00e3o at\u00e9 o ano de 2012. Por isso, entrou com a a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria para anular o ac\u00f3rd\u00e3o da Manatex e adequ\u00e1-lo ao entendimento do STF ap\u00f3s os embargos.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o procurador Paulo Mendes de Oliveira, a decis\u00e3o de Fux \u00e9 \u201cabsolutamente isolada\u201d e a \u00fanica que se tem not\u00edcia at\u00e9 ent\u00e3o. Em outros recursos que subiram ao STF, outros ministros t\u00eam dito que a mat\u00e9ria \u00e9 infraconstitucional, o que daria ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) a palavra final.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, em outubro do ano passado, o pr\u00f3prio STJ passou a responsabilidade para o STF julgar o assunto (REsp 2088760). De toda forma, a PGFN vai recorrer, principalmente porque, segundo Paulo Mendes, a maioria dos Tribunais Regionais Federais (TRFs) tem dado vit\u00f3ria \u00e0 Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o procurador, o Tema 136 &#8211; base da argumenta\u00e7\u00e3o do ministro Fux &#8211; n\u00e3o deve ser aplicado porque n\u00e3o havia um precedente definitivo da tese do s\u00e9culo ainda, j\u00e1 que pendia o julgamento dos embargos. \u201cN\u00e3o \u00e9 justo que seja formada uma coisa julgada quando o tema est\u00e1 pendente de defini\u00e7\u00e3o\u201d, afirma. \u201cUns deram sorte de o processo transitar em julgado antes\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o s\u00f3 teria raz\u00e3o se o contribuinte tivesse uma decis\u00e3o definitiva ap\u00f3s o julgamento da modula\u00e7\u00e3o, diz o tributarista T\u00e9rcio Chiavassa, s\u00f3cio de Pinheiro Neto. \u201cA\u00ed caberia a rescis\u00f3ria\u201d. O advogado afirma que Fux apenas aplicou a jurisprud\u00eancia do STF j\u00e1 consolidada nesse tema. \u201cAinda que tenha mudado posteriormente o per\u00edodo em quest\u00e3o, foi uma decis\u00e3o que estava de acordo com o que decidiu o Supremo no momento\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o tributarista Paulo Leite, do Stocche Forbes Advogados, havia um certo receio do STF aplicar entendimento semelhante \u00e0 tese da quebra autom\u00e1tica da coisa julgada (Temas 881 e 885) em temas tribut\u00e1rios. \u201cHavia uma preocupa\u00e7\u00e3o se o STF poderia revisar o entendimento, como houve de flexibiliza\u00e7\u00e3o da coisa julgada. Mas ele reafirmou que a\u00e7\u00e3o reafirmou que a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 instrumento de uniformiza\u00e7\u00e3o de jurisprud\u00eancia\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada, a Manatex e advogada que atua pela empresa n\u00e3o responderam at\u00e9 o fechamento desta edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/08\/stf-valida-creditos-milionarios-da-tese-do-seculo.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/08\/stf-valida-creditos-milionarios-da-tese-do-seculo.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF: Maioria vota contra a isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Importa\u00e7\u00e3o e IPI sobre petr\u00f3leo na Zona Franca de Manaus<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Oito dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votaram pela exclus\u00e3o da isen\u00e7\u00e3o de Imposto de Importa\u00e7\u00e3o e IPI em opera\u00e7\u00f5es com petr\u00f3leo na Zona Franca de Manaus. O tema \u00e9 julgado no Plen\u00e1rio Virtual, com repercuss\u00e3o geral, portanto, a decis\u00e3o dever\u00e1 ser seguida pelas inst\u00e2ncias inferiores.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o surgiu de a\u00e7\u00e3o apresentada pelo Partido Popular Socialista contra a exclus\u00e3o da isen\u00e7\u00e3o dos tributos nessas nas opera\u00e7\u00f5es. O partido alegou que a medida, prevista na Lei n\u00ba 14.183, de 2021, viola previs\u00e3o do Ato das Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais Transit\u00f3rias (ADCT), que mant\u00e9m a Zona Franca de Manaus at\u00e9 2073.<\/p>\n\n\n\n<p>O partido alega que a legisla\u00e7\u00e3o infraconstitucional s\u00f3 pode aumentar o n\u00edvel dos incentivos, nunca eliminar ou reduzir. Alega ainda que a lei produzir\u00e1 \u201cefeitos devastadores\u201d para a ind\u00fastria do petr\u00f3leo na regi\u00e3o e para a pr\u00f3pria exist\u00eancia da \u00e1rea livre de com\u00e9rcio (ADI 7239).<\/p>\n\n\n\n<p>Vota\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu o voto do relator, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso. Segundo o ministro, os bens do setor de combust\u00edveis, lubrificantes e petr\u00f3leo n\u00e3o se encontravam abrigados no campo dos incentivos fiscais previstos na Constitui\u00e7\u00e3o para a Zona Franca de Manaus. Ainda segundo o ministro, a reda\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria do Decreto-Lei n\u00ba 288, de 1967 (altera do pela Lei n\u00ba 14.183, de 2021) deixou expresso que suas disposi\u00e7\u00f5es n\u00e3o se aplicam \u00e0 importa\u00e7\u00e3o, exporta\u00e7\u00e3o e tributa\u00e7\u00e3o de lubrificantes e combust\u00edveis l\u00edquidos e gasosos de petr\u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o houve inova\u00e7\u00e3o jur\u00eddica redutora do alcance da prote\u00e7\u00e3o constitucional deferida \u00e0 Zona Franca de Manaus\u201d, afirma Barroso, no voto.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ministro, a norma questionada reproduziu o mesmo teor das exce\u00e7\u00f5es ao tratamento fiscal favorecido naquela regi\u00e3o, em vigor desde 1967, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es ou reexporta\u00e7\u00f5es, \u00e0s importa\u00e7\u00f5es e \u00e0s opera\u00e7\u00f5es realizadas com petr\u00f3leo, lubrificantes e combust\u00edveis l\u00edquidos e gasosos derivados de petr\u00f3leo, com vistas a neutralizar poss\u00edvel assimetria tribut\u00e1ria na importa\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a exclus\u00e3o das atividades, por j\u00e1 estar contemplada desde a plena instala\u00e7\u00e3o da Zona Franca de Manaus, n\u00e3o implica o esvaziamento do est\u00edmulo de desenvolvimento do seu polo industrial, em rela\u00e7\u00e3o ao tratamento favorecido previsto no arcabou\u00e7o normativo de benef\u00edcios e incentivos fiscais, segundo o relator. Como tese de julgamento o relator sugeriu: \u201c\u00c9 constitucional o dispositivo de lei federal que t\u00e3o somente explicita a extens\u00e3o dos benef\u00edcios fiscais concedidos \u00e0 Zona Franca de Manaus pelo Decreto-Lei n\u00ba 288\/1967, em sua reda\u00e7\u00e3o original\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Votaram no mesmo sentido os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, Flavio Dino, C\u00e1rmen L\u00facia e Gilmar Mendes.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux divergiram.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/08\/stf-maioria-vota-contra-a-isencao-de-imposto-de-importacao-e-ipi-sobre-petroleo-na-zona-franca-de-manaus.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/08\/stf-maioria-vota-contra-a-isencao-de-imposto-de-importacao-e-ipi-sobre-petroleo-na-zona-franca-de-manaus.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jurisprud\u00eancia do STJ sobre exig\u00eancia de certid\u00e3o fiscal ainda \u00e9 incerta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) sobre a apresenta\u00e7\u00e3o de certid\u00e3o negativa de d\u00e9bitos fiscais (CND) para a homologa\u00e7\u00e3o da recupera\u00e7\u00e3o judicial est\u00e1 longe de ser pac\u00edfica. Em outubro, a 3\u00aa Turma decidiu a favor da exig\u00eancia. Mas ac\u00f3rd\u00e3os que liberam as empresas em crise dessa obriga\u00e7\u00e3o continuam a ser proferidos na Corte.<\/p>\n\n\n\n<p>No fim de fevereiro, o ministro Marco Buzzi, da 4\u00aa Turma, em decis\u00e3o monocr\u00e1tica (de um \u00fanico ministro) livrou o frigor\u00edfico Itajara Com\u00e9rcio de Carnes da apresenta\u00e7\u00e3o do documento para o prosseguimento da recupera\u00e7\u00e3o judicial (REsp n\u00ba 2110542\/SP). Em processo de reestrutura\u00e7\u00e3o desde o ano de 2014, a empresa tem passivo fiscal com o Estado de S\u00e3o Paulo e a Uni\u00e3o que somam R$ 130 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora esteja em processo de negocia\u00e7\u00e3o desses d\u00e9bitos por meio de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, segundo a advogada que representa a empresa no processo, Ana Carolina R\u00f4vere de Oliveira, do escrit\u00f3rio GBA Advogados Associados, uma decis\u00e3o da Justi\u00e7a paulista havia imposto o prazo de 30 dias para a empresa obter a certid\u00e3o de regularidade fiscal (processo n \u00ba 0004503-14.2014.8.26.0539). O frigor\u00edfico at\u00e9 conseguiu ampliar esse prazo para 120 dias (agravo de instrumento n\u00ba 2214243-62.2022.8.26.0000), mas depois teve que recorrer ao STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm raz\u00e3o do descompasso entre o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido e a orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial adotada por esta Corte sobre a mat\u00e9ria, \u00e9 de rigor o acolhimento da pretens\u00e3o recursal\u201d, declarou o ministro Buzzi no voto.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Ana, para a flexibiliza\u00e7\u00e3o da exig\u00eancia da certid\u00e3o negativa, o ministro tamb\u00e9m considerou que o plano de recupera\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi aprovado pelos credores e o frigor\u00edfico j\u00e1 havia cumprido o plano parcialmente, com o pagamento de 100% dos cr\u00e9ditos trabalhistas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo recurso, destacamos ainda que se n\u00e3o houvesse a convola\u00e7\u00e3o do plano, o pr\u00f3ximo passo seria a fal\u00eancia\u201d, diz a advogada.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio de nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informa que j\u00e1 foi intimada da decis\u00e3o e avalia a interposi\u00e7\u00e3o de recurso. \u201cEsclarecemos, de toda forma, que, em an\u00e1lise preliminar, a decis\u00e3o n\u00e3o parece divergir do atual posicionamento da 3\u00aa Turma do STJ, segundo o qual, ao menos para as recupera\u00e7\u00f5es judiciais concedidas ap\u00f3s a vig\u00eancia da Lei n\u00ba 14.112\/2020, a comprova\u00e7\u00e3o da regularidade fiscal deve ser exigida\u201d, diz a nota.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a PGFN, tamb\u00e9m h\u00e1 a pend\u00eancia de um posicionamento colegiado da 4\u00aa Turma sobre o assunto.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/11\/jurisprudencia-do-stj-sobre-exigencia-de-certidao-fiscal-ainda-e-incerta.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/11\/jurisprudencia-do-stj-sobre-exigencia-de-certidao-fiscal-ainda-e-incerta.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>PGFN investe em equipe especializada em companhias em reestrutura\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O crescimento cada vez maior do volume de d\u00edvida ativa negociado entre empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial e a Fazenda Nacional \u00e9 fruto de um trabalho estrat\u00e9gico da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), iniciado no ano de 2019, com a cria\u00e7\u00e3o da transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, por meio da Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 899\/2019 &#8211; norma depois convertida na Lei n \u00ba 13.988\/2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro foram montadas equipes de cobran\u00e7a especializadas atuando junto a ju\u00edzes de recupera\u00e7\u00e3o judicial, segundo o procurador Filipe Aguiar, coordenador nacional de fal\u00eancia e recupera\u00e7\u00e3o judicial da PGFN. \u201cA reforma da Lei de Recupera\u00e7\u00e3o Judicial e Fal\u00eancia foi a virada de chave. Havia uma demanda reprimida de empresas em crise que queriam se regularizar e n\u00e3o tinham como\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa reforma veio por meio da Lei n\u00ba 14.112, de 2020, instituindo o parcelamento especial e a transa\u00e7\u00e3o como formas de regulariza\u00e7\u00e3o fiscal das empresas em reestrutura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Aguiar diz que foram estruturadas equipes de negocia\u00e7\u00e3o para a elabora\u00e7\u00e3o de acordos customizados com essas empresas e os n\u00fameros da transa\u00e7\u00e3o foram crescendo a cada ano. \u201cHoje s\u00e3o seis equipes que totalizam cerca de 30 pessoas. Muitos casos que pareciam impag\u00e1veis foram destravados\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o procurador, a cereja do bolo foi o entendimento da 3\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) que, por unanimidade, passou a exigir CND para homologar o plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial (REsp n\u00ba 2053240). \u201cO Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo j\u00e1 tinha enunciado nesse sentido e a tend\u00eancia \u00e9 que esse entendimento se firme no pa\u00eds\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o se afigura mais poss\u00edvel, a pretexto da aplica\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios da fun\u00e7\u00e3o social e da preserva\u00e7\u00e3o da empresa vinculados no artigo 47 da Lei de Recupera\u00e7\u00e3o e Fal\u00eancias, dispensar a apresenta\u00e7\u00e3o de certid\u00f5es negativas de d\u00e9bitos fiscais\u201d, diz o ac\u00f3rd\u00e3o.<br>Desde a sua institui\u00e7\u00e3o, a pol\u00edtica p\u00fablica da transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria vem dando resultados. \u201cNo geral, j\u00e1 s\u00e3o mais 2,3 milh\u00f5es de acordos firmados. Em 2023 chegamos a arrecadar R$ 48 bilh\u00f5es da d\u00edvida ativa, dos quais R$ 20,7 bilh\u00f5es oriundos de transa\u00e7\u00f5es\u201d, afirma Cristiano Neuenschwander, coordenador nacional de negocia\u00e7\u00f5es da PGDAU\/PGFN. \u201cLogo a transa\u00e7\u00e3o se mostrou uma alternativa perfeita para as empresas em dificuldades, como as que est\u00e3o em recupera\u00e7\u00e3o judicial\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/11\/pgfn-investe-em-equipe-especializada-em-companhias-em-reestruturacao.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/03\/11\/pgfn-investe-em-equipe-especializada-em-companhias-em-reestruturacao.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>TJDFT afasta cobran\u00e7a do Difal at\u00e9 que Distrito Federal edite nova lei<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/03\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A 3\u00aa Turma C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal e dos Territ\u00f3rios (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/tjdft\">TJDFT<\/a>), de forma un\u00e2nime, decidiu afastar a cobran\u00e7a do diferencial de al\u00edquota (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/difal\">Difal<\/a>) de ICMS nas vendas de uma loja de roupas at\u00e9 que o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/distrito-federal\">Distrito Federal<\/a>&nbsp;(DF) edite uma nova lei sobre tributo e observe a anterioridade nonagesimal da norma. A decis\u00e3o foi tomada no processo de n\u00famero 0700675-90.2023.8.07.0018.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado tributarista Leonardo Aguirra, s\u00f3cio do Andrade Maia Advogados, que representa a varejista, a decis\u00e3o do TJDFT \u201cd\u00e1 esperan\u00e7a para os contribuintes na continuidade da discuss\u00e3o do Difal\u201d. De acordo com Aguirra, muitas empresas haviam dado por encerrada a discuss\u00e3o em torno do Difal ap\u00f3s&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stf-decide-que-difal-de-icms-pode-ser-cobrado-a-partir-de-5-4-22-29112023\">decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF) que estabeleceu a cobran\u00e7a do tributo a partir de 5 de abril de 2022<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa decis\u00e3o d\u00e1 uma luz para os contribuintes e mostra que eles podem ter sucesso na disputa da cobran\u00e7a do Difal em estados que ainda n\u00e3o editaram novas leis\u201d, diz o tributarista.<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, a cobran\u00e7a do Difal foi institu\u00edda por meio de um Conv\u00eanio de 2015 do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz). Em 2021, no julgamento do Recurso Extraordin\u00e1rio 1.287.019, o STF considerou que era inconstitucional regulamentar o tributo por meio do conv\u00eanio, condicionando a cobran\u00e7a \u00e0 edi\u00e7\u00e3o de uma lei complementar que estabelecesse normas gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 5 de janeiro de 2022, foi promulgada, ent\u00e3o, a LC 190\/22, regulamentando nacionalmente a cobran\u00e7a do Difal nas opera\u00e7\u00f5es interestaduais destinadas a consumidor final n\u00e3o contribuinte do imposto. Por fim, o STF concluiu que a LC 190\/22 deveria respeitar a anterioridade nonagesimal para come\u00e7ar a produzir efeitos.<\/p>\n\n\n\n<p>No mandado de seguran\u00e7a impetrado pela varejista, ela alega que a cobran\u00e7a do Difal nos exerc\u00edcios de 2022 e seguintes seria indevida, j\u00e1 que o Distrito Federal n\u00e3o tem uma lei local posterior \u00e0 LC 190 instituindo a cobran\u00e7a. O Distrito Federal, por sua vez, defendeu a legalidade da cobran\u00e7a com base na LC 190\/22 e na Lei Distrital 5.546, de 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>A senten\u00e7a de primeira inst\u00e2ncia, proferida em abril de 2023, denegou a seguran\u00e7a por considerar que a lei distrital de 2015 \u00e9 v\u00e1lida e estaria apta a produzir efeitos ap\u00f3s a vig\u00eancia da Lei Complementar de 2022. \u201cAssim, n\u00e3o h\u00e1 a necessidade de se aguardar tamb\u00e9m a cria\u00e7\u00e3o de ferramenta para a apura\u00e7\u00e3o centralizada do valor devido, eis que a cobran\u00e7a se d\u00e1 da mesma forma desde 2015\u201d, l\u00ea-se.<\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda inst\u00e2ncia, os desembargadores tiveram entendimento diferente. O relator, desembargador Lu\u00eds Gustavo B. de Oliveira, votou para reformar a senten\u00e7a e conceder a seguran\u00e7a para afastar a cobran\u00e7a do Difal at\u00e9 que o Distrito Federal edite nova lei distrital. Ele foi acompanhado pelas desembargadoras Ana Maria Ferreira da Silva e F\u00e1tima Rafael.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSegundo os ditames do Direito Tribut\u00e1rio, a institui\u00e7\u00e3o do imposto deve galgar tr\u00eas degraus: primeiramente, a autoriza\u00e7\u00e3o constitucional para a cobran\u00e7a; a seguir, a previs\u00e3o de normas gerais e por meio de lei complementar e; por fim, institui\u00e7\u00e3o do tributo por lei espec\u00edfica\u201d, escreveu o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, dada a impossibilidade de \u201cconstitucionaliza\u00e7\u00e3o superveniente\u201d, depois que o Supremo determinou a necessidade de edi\u00e7\u00e3o de uma lei complementar para regulamentar o Difal, a lei distrital n\u00e3o prevalece. Logo, o Distrito Federal teria que ter tamb\u00e9m editado uma nova lei em conson\u00e2ncia com a nova legisla\u00e7\u00e3o. \u201cNo caso, n\u00e3o houve edi\u00e7\u00e3o de nova lei local, logo o tributo seria inexig\u00edvel\u201d, escreveu Oliveira.<\/p>\n\n\n\n<p>Jurisprud\u00eancia do STF<\/p>\n\n\n\n<p>Em&nbsp;relat\u00f3rio especial enviado aos assinantes do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/produtos\/tributos2023\">JOTA&nbsp;PRO Tributos<\/a>&nbsp;em 19 de janeiro de 2024, o&nbsp;JOTA&nbsp;mostrou que contribuintes e advogados trabalham em novas teses para contestar o Difal de ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma delas \u00e9 justamente a necessidade de edi\u00e7\u00e3o de novas leis ordin\u00e1rias para instituir a cobran\u00e7a do Difal de ICMS ap\u00f3s a LC 190\/2022. Embora o TJDFT tenha decidido a favor dos contribuintes, a tese \u00e9 pol\u00eamica, uma vez que o STF j\u00e1 se manifestou, em uma controv\u00e9rsia envolvendo o ICMS Importa\u00e7\u00e3o, pela validade de leis ordin\u00e1rias anteriores \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a de um tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso em quest\u00e3o diz respeito ao tema de repercuss\u00e3o geral 1094, em que se discutia a validade da cobran\u00e7a do ICMS na importa\u00e7\u00e3o de bens e mercadorias por pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica em estados que editaram a lei estadual ap\u00f3s a promulga\u00e7\u00e3o da Emenda Constitucional (EC) 33\/2001, que tornou constitucional a cobran\u00e7a, por\u00e9m antes da vig\u00eancia da Lei Complementar Federal (LCF) 114\/2002.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese fixada pelo STF \u00e9 a de que as leis estaduais editadas ap\u00f3s a EC 33\/2001 e antes da entrada em vigor da LCF 114\/2002 s\u00e3o v\u00e1lidas, mas s\u00f3 produzem efeitos a partir da data de vig\u00eancia da lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/tjdft-afasta-cobranca-do-difal-ate-que-distrito-federal-edite-nova-lei-07032024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/tjdft-afasta-cobranca-do-difal-ate-que-distrito-federal-edite-nova-lei-07032024<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 04\/03 a 11\/03 PGFN monitora 251 a\u00e7\u00f5es que questionam a tributa\u00e7\u00e3o das subven\u00e7\u00f5es de ICMS Data: 04\/03\/2024 Um relat\u00f3rio especial enviado aos assinantes do&nbsp;JOTA&nbsp;PRO Tributos&nbsp;no dia 23 de fevereiro mostra que a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) monitora 251 a\u00e7\u00f5es que questionam a&nbsp;Lei 14.789\/2023. 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