{"id":3141,"date":"2024-02-19T16:12:20","date_gmt":"2024-02-19T19:12:20","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3141"},"modified":"2024-02-19T16:14:55","modified_gmt":"2024-02-19T19:14:55","slug":"retrospecto-tributario-14-02-a-19-02","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3141","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 14\/02 a 19\/02"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 14\/02 a 19\/02<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Com a reforma tribut\u00e1ria, holding familiar continua vantajosa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/02\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com a reforma tribut\u00e1ria, promulgada pelo Congresso Nacional em 20 de dezembro, as holdings familiares permanecem como um mecanismo vi\u00e1vel para prote\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o de patrim\u00f4nio. \u201cEmbora haja possibilidade de aumento da carga tribut\u00e1ria, a estrutura deste modelo, que simplifica transmiss\u00f5es e doa\u00e7\u00f5es de bens, ainda pode ser ben\u00e9fica\u201d, avalia o advogado tributarista Nicholas Coppi, da Coppi Advogados Associados.<\/p>\n\n\n\n<p>Em linhas gerais, holding familiar \u00e9 uma pessoa jur\u00eddica criada de maneira l\u00edcita para administrar e proteger o patrim\u00f4nio de uma fam\u00edlia. \u201cNa holding, os bens da fam\u00edlia s\u00e3o integralizados ao capital da empresa permitindo a centraliza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o e o controle dos bens da fam\u00edlia\u201d, diz Coppi. Mas a partir da promulga\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, o especialista considera a necessidade de novos planejamentos para o modelo.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto da reforma tribut\u00e1ria prev\u00ea a majora\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas sobre heran\u00e7as, doa\u00e7\u00f5es e propriedades de bens ao instituir um modelo progressivo, com al\u00edquotas maiores para grandes heran\u00e7as, que segundo o advogado, podem chegar a 8%.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra altera\u00e7\u00e3o que dever\u00e1 ser observada quando da constitui\u00e7\u00e3o de uma holding se refere ao local de arrecada\u00e7\u00e3o do imposto estadual. Antes da Reforma, o imposto podia ser recolhido no local onde o invent\u00e1rio era processado ou no local onde residia o doador. \u201cEssa regra permitia que, em raz\u00e3o da varia\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas entre os Estados, o montante devido a t\u00edtulo de ITCMD fosse mais elevado ou mais acess\u00edvel, dependendo da op\u00e7\u00e3o escolhida, ou seja, a escolha da sede das holdings familiares podia priorizar as unidades da federa\u00e7\u00e3o com al\u00edquotas menores, a exemplo de S\u00e3o Paulo e Paran\u00e1, que t\u00eam atualmente al\u00edquotas de 4%\u201d, destaca.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o texto trazido pela Reforma, a arrecada\u00e7\u00e3o do imposto ser\u00e1 centralizada no estado de resid\u00eancia da pessoa falecida. \u201cCom isso, n\u00e3o se fala mais em op\u00e7\u00e3o por um Estado mais atrativo que outro para estabelecimento da holding\u201d, fala.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Nicholas Coppi, embora o principal impacto da reforma tribut\u00e1ria na sistem\u00e1tica do ITCMD se refira \u00e0 localiza\u00e7\u00e3o da sede, a cria\u00e7\u00e3o de holding continua sendo uma pr\u00e1tica interessante para administra\u00e7\u00e3o e prote\u00e7\u00e3o ao patrim\u00f4nio familiar. \u201cAinda assim, a holding familiar \u00e9 ben\u00e9fica, justamente por n\u00e3o haver diversas transmiss\u00f5es e doa\u00e7\u00f5es entre partes no transcorrer da vida dos acionistas\u201d, pondera.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de rendimentos provenientes de alugu\u00e9is, o especialista alerta que a carga tribut\u00e1ria da pessoa jur\u00eddica \u00e9 menor que a da pessoa f\u00edsica. \u201cNeste ponto, um dos objetivos na constitui\u00e7\u00e3o de uma holding familiar \u00e9 aproveitar a carga tribut\u00e1ria menor aplicada \u00e0s pessoas jur\u00eddicas. Sobre pessoas f\u00edsicas as al\u00edquotas s\u00e3o maiores\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Nicholas Coppi refor\u00e7a que a constitui\u00e7\u00e3o de holdings familiares n\u00e3o visa exclusivamente as vantagens tribut\u00e1rias, mas tamb\u00e9m a prote\u00e7\u00e3o patrimonial efetiva e a organiza\u00e7\u00e3o na administra\u00e7\u00e3o de bens. \u201cA holding familiar n\u00e3o deve ser vista somente como um instrumento de redu\u00e7\u00e3o de tributos, mas sim como uma forma de prote\u00e7\u00e3o e gerenciamento de bens.\u201d, conclui o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.deubombrasilia.com.br\/post\/com-a-reforma-tribut%C3%A1ria-holding-familiar-continua-vantajosa\">https:\/\/www.deubombrasilia.com.br\/post\/com-a-reforma-tribut%C3%A1ria-holding-familiar-continua-vantajosa<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entre o populismo fiscal e a reonera\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/02\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo de anos, o Brasil tem enfrentado persistentes desafios fiscais, frequentemente marcados pelo surgimento do populismo e por pr\u00e1ticas eleitoreiras repetidas, em detrimento da responsabilidade or\u00e7ament\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Um exemplo not\u00f3rio desse padr\u00e3o \u00e9 a gest\u00e3o fiscal durante o mandato de Jair Bolsonaro, um per\u00edodo em que a concess\u00e3o de subs\u00eddios fiscais atingiu a expressiva cifra de R$ 80,95 bilh\u00f5es, destacando-se particularmente no ano de 2022, ano eleitoral n\u00e3o por coincid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>As leis complementares 192 e 194 de 2022 impuseram severas perdas aos estados e munic\u00edpios brasileiros, resultando em redu\u00e7\u00f5es estruturais nos or\u00e7amentos estaduais e municipais, retirando, em cada exerc\u00edcio fiscal, aproximadamente R$ 100 bilh\u00f5es de arrecada\u00e7\u00e3o de ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso representa uma clara viola\u00e7\u00e3o ao pacto federativo e uma medida eleitoreira lament\u00e1vel, que o judici\u00e1rio ainda precisa examinar para responsabilizar o ex-presidente e seus seguidores.<\/p>\n\n\n\n<p>Incentivos foram direcionados a setores como petr\u00f3leo, carv\u00e3o mineral e g\u00e1s natural, delineando um quadro que exemplifica a l\u00f3gica dos&nbsp;lobbies&nbsp;na administra\u00e7\u00e3o federal e a inconsequente aloca\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos nas m\u00e3os daqueles setores que mais brigam para conquistar seus interesses em detrimento do conjunto do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Fiscal comprometido<br>Diante de um cen\u00e1rio desafiador, caracterizado por um or\u00e7amento altamente restrito e uma heran\u00e7a fiscal comprometida, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem adotado, desde o in\u00edcio de sua gest\u00e3o, uma abordagem respons\u00e1vel e comprometida com os princ\u00edpios republicanos. Iniciou, em 2023, o processo gradual de revers\u00e3o das desonera\u00e7\u00f5es, ciente dos erros do passado.<\/p>\n\n\n\n<p>As medidas de reonera\u00e7\u00e3o implementadas at\u00e9 o momento foram conduzidas de maneira conscientemente gradual, considerando as resist\u00eancias pol\u00edticas e os lobbies presentes no Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>Este ritmo, embora n\u00e3o acelerado, reflete uma resposta pragm\u00e1tica e necess\u00e1ria para enfrentar as demandas de um ambiente econ\u00f4mico adverso.<\/p>\n\n\n\n<p>O compromisso de Haddad em lidar com as dificuldades or\u00e7ament\u00e1rias, aliado \u00e0 sua postura republicana, destaca-se como uma estrat\u00e9gia consciente e focada na estabilidade fiscal do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A reonera\u00e7\u00e3o completa, incluindo um aumento de 12,5% no ICMS sobre gasolina, diesel e g\u00e1s de cozinha, representa uma a\u00e7\u00e3o corajosa para equilibrar as contas p\u00fablicas. \u00c9 crucial destacar a compreens\u00e3o federativa de Haddad ao evitar impor aos estados e munic\u00edpios as consequ\u00eancias das desonera\u00e7\u00f5es, levando em considera\u00e7\u00e3o as dificuldades financeiras enfrentadas pela maioria deles.<\/p>\n\n\n\n<p>Reonera\u00e7\u00e3o da folha<br>Nesse contexto, a proposta de reonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento, tamb\u00e9m defendida pelo ministro Haddad, ganha relev\u00e2ncia. Um estudo recente do Grupo de Pesquisa em Pol\u00edticas P\u00fablicas e Desenvolvimento do Cedeplar (Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ci\u00eancias Econ\u00f4micas) da UFMG.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo questiona a efic\u00e1cia da desonera\u00e7\u00e3o, fortalecendo a posi\u00e7\u00e3o do governo na busca pela estabilidade financeira. A desonera\u00e7\u00e3o da folha mostrou-se inadequada para promover empregos e sal\u00e1rios de forma consistente, representando apenas 17% do emprego formal do setor privado em 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>A disparidade entre a pol\u00edtica de desonera\u00e7\u00e3o e seu real impacto na economia destaca a premente necessidade de uma revis\u00e3o criteriosa.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta de Haddad para a gradual reonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento emerge como uma medida sensata, alinhada \u00e0 busca pelo equil\u00edbrio fiscal em 2024, conforme estabelecido pela Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 1.202, de 28 de dezembro de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um momento importante para a economia brasileira e o equil\u00edbrio das contas p\u00fablicas, a reonera\u00e7\u00e3o, tanto dos combust\u00edveis quanto da folha de pagamento, representa uma resposta necess\u00e1ria e corajosa. A prioriza\u00e7\u00e3o da estabilidade fiscal deve sobrepujar iniciativas eleitoreiras, garantindo um futuro mais robusto para o pa\u00eds e restaurando a capacidade do governo de retomar os investimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste sentido, merece destaque uma pesquisa do Ipea, com base nos dados da Pnad&nbsp; Cont\u00ednua do IBGE entre 2012 e 2022, revelando que 47 setores apresentaram um saldo positivo de 13 milh\u00f5es de postos de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Surpreendentemente, 52% desse incremento originam-se de setores n\u00e3o beneficiados pela desonera\u00e7\u00e3o, como sa\u00fade, com\u00e9rcio, alimenta\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o. Entre os 40 setores que experimentaram uma diminui\u00e7\u00e3o no n\u00famero de empregos, 10 est\u00e3o abrangidos pela chamada \u201cpol\u00edtica de desonera\u00e7\u00e3o\u201d. Isso evidencia que o esfor\u00e7o setorial na gera\u00e7\u00e3o de empregos n\u00e3o se alinhou de forma eficaz \u00e0 desonera\u00e7\u00e3o, destacando suas limita\u00e7\u00f5es como estrat\u00e9gia.<\/p>\n\n\n\n<p>Uniformidade<br>A necessidade de uniformidade na tributa\u00e7\u00e3o para todos os setores emerge como uma quest\u00e3o crucial de equidade e promo\u00e7\u00e3o da efici\u00eancia na economia. Certamente, a distin\u00e7\u00e3o entre incentivos fiscais e privil\u00e9gios tribut\u00e1rios n\u00e3o \u00e9 uma tarefa t\u00e3o simples, e, em \u00faltima an\u00e1lise, a sociedade \u00e9 a principal prejudicada.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado disso \u00e9 uma eros\u00e3o constante das finan\u00e7as p\u00fablicas em troca de supostos benef\u00edcios que nunca s\u00e3o compartilhados de maneira equitativa.<\/p>\n\n\n\n<p>A defesa da continuidade de pol\u00edticas de desonera\u00e7\u00e3o, ao privilegiar setores espec\u00edficos, contraria o princ\u00edpio da isonomia tribut\u00e1ria e negligencia as implica\u00e7\u00f5es para a totalidade da economia, configurando-se como um desservi\u00e7o ao pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A estrutura tribut\u00e1ria brasileira, incluindo a tributa\u00e7\u00e3o sobre a folha de pagamentos, \u00e9 inquestionavelmente regressiva e ineficiente, situando-se entre as mais problem\u00e1ticas do mundo. Estender a desonera\u00e7\u00e3o apenas agravaria essa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para promover avan\u00e7os significativos em dire\u00e7\u00e3o a um sistema tribut\u00e1rio mais equitativo, torna-se fundamental iniciar imediatamente a implementa\u00e7\u00e3o e regulamenta\u00e7\u00e3o infraconstitucional da Reforma Tribut\u00e1ria, ao mesmo tempo em que se redesenha o Imposto de Renda para Pessoa F\u00edsica.<\/p>\n\n\n\n<p>A complexidade desafiadora representada pela d\u00edvida bruta, que absorve 6% do Produto Interno Bruto (PIB) em juros, e a ren\u00fancia fiscal de aproximadamente R$ 10 bilh\u00f5es decorrente da desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento estabelecem uma rela\u00e7\u00e3o causal clara: uma redu\u00e7\u00e3o na arrecada\u00e7\u00e3o resulta no aumento da d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse acr\u00e9scimo na d\u00edvida, por sua vez, acarreta em taxas de juros mais elevadas, desencadeando um ciclo de aumento de impostos para cobrir os encargos financeiros, encarecimento do cr\u00e9dito, redu\u00e7\u00e3o dos investimentos e, por conseguinte, a diminui\u00e7\u00e3o, em vez do crescimento, dos postos de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, \u00e9 crucial direcionar esfor\u00e7os coordenados para enfrentar esses desafios, promovendo uma reforma tribut\u00e1ria eficaz e mitigando os impactos negativos sobre a economia e o emprego.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um panorama fiscal desafiador, no qual as intricadas rela\u00e7\u00f5es entre pol\u00edticas tribut\u00e1rias e desenvolvimento econ\u00f4mico se entrela\u00e7am, as a\u00e7\u00f5es do ministro Fernando Haddad emergem como um farol de responsabilidade e comprometimento com a estabilidade jur\u00eddica e fiscal do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao conduzir a gradual reonera\u00e7\u00e3o e buscar a equidade tribut\u00e1ria, Haddad demonstra uma abordagem pol\u00edtica, jur\u00eddica e administrativamente consciente, reconhecendo a import\u00e2ncia de alinhar as pol\u00edticas p\u00fablicas aos princ\u00edpios republicanos. Sua postura pragm\u00e1tica diante das resist\u00eancias pol\u00edticas, aliada \u00e0 prioriza\u00e7\u00e3o da estabilidade fiscal, destaca-se como um exemplo de lideran\u00e7a que busca mitigar os efeitos negativos das pr\u00e1ticas anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Em tempos nos quais a responsabilidade fiscal e a ast\u00facia pol\u00edtica s\u00e3o essenciais, Haddad se destaca como uma figura central na busca por um futuro alvissareiro para o Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-fev-15\/entre-o-populismo-fiscal-e-a-reoneracao-responsavel\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-fev-15\/entre-o-populismo-fiscal-e-a-reoneracao-responsavel\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Obrigatoriedade da DIRF: entenda regras para empresas com m\u00e1quinas de cart\u00e3o de cr\u00e9dito e evite multas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/02\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Em conformidade com as normativas fiscais, qualquer empresa que viabilize pagamentos via cart\u00e3o de cr\u00e9dito est\u00e1 obrigada a submeter a Declara\u00e7\u00e3o de Imposto de Renda Retido na Fonte (DIRF).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Este requisito \u00e9 de suma import\u00e2ncia devido \u00e0s comiss\u00f5es decorrentes dessa modalidade de pagamento, as quais est\u00e3o sujeitas \u00e0 reten\u00e7\u00e3o de imposto na fonte e s\u00e3o remetidas pela administradora do cart\u00e3o de cr\u00e9dito, seguindo o processo conhecido como auto reten\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, microempreendedores individuais (MEIs) est\u00e3o isentos dessa obriga\u00e7\u00e3o, exceto se este for o \u00fanico caso de reten\u00e7\u00e3o em sua atividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Raz\u00f5es para a obrigatoriedade da DIRF para empresas com m\u00e1quinas de cart\u00e3o de cr\u00e9dito:<\/p>\n\n\n\n<p>1 &#8211; Natureza das transa\u00e7\u00f5es: empresas que efetuam transa\u00e7\u00f5es como administra\u00e7\u00e3o de cart\u00f5es de cr\u00e9dito est\u00e3o entre as categorias sujeitas \u00e0 entrega da DIRF, conforme regulamentado pelas autoridades fiscais<\/p>\n\n\n\n<p>2 &#8211; Puni\u00e7\u00f5es por n\u00e3o cumprimento: o n\u00e3o cumprimento da entrega da DIRF pode acarretar multas, sendo essencial que os empreendedores estejam cientes das penalidades impostas pela legisla\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Prazo e procedimentos<\/p>\n\n\n\n<p>Entrega da DIRF 2024: a declara\u00e7\u00e3o deve ser submetida at\u00e9 as 23h59 do dia 29 de fevereiro, atrav\u00e9s do Programa Gerador da DIRF (PGD) disponibilizado pela Receita Federal do Brasil (RFB).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 imprescind\u00edvel que os empreendedores solicitem o informe de rendimentos \u00e0 fornecedora da m\u00e1quina do cart\u00e3o de cr\u00e9dito para o preenchimento correto da declara\u00e7\u00e3o, garantindo conformidade com as exig\u00eancias legais. Em vista disso, \u00e9 aconselh\u00e1vel buscar orienta\u00e7\u00e3o junto a um contador para evitar poss\u00edveis complica\u00e7\u00f5es fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>A entrega pontual e precisa da DIRF \u00e9 fundamental para evitar san\u00e7\u00f5es fiscais e manter a conformidade com as leis tribut\u00e1rias vigentes. Assim, os empres\u00e1rios devem estar plenamente conscientes de suas responsabilidades e prazos estabelecidos pela legisla\u00e7\u00e3o fiscal para garantir o cumprimento adequado de suas obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/noticias\/63690\/dirf-2024-empresas-com-maquinas-de-cartao-de-credito-precisam-entregar\/\">https:\/\/www.contabeis.com.br\/noticias\/63690\/dirf-2024-empresas-com-maquinas-de-cartao-de-credito-precisam-entregar\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Onerar ou desonerar? Eis a quest\u00e3o!<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/02\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Em briga de cachorros grandes e disputas de egos \u00e9 o contribuinte, que no fim do dia, acaba pagando o pato, para que a conta do governo feche.<\/p>\n\n\n\n<p>O planalto quer, o congresso aprova! O congresso quer o planalto veta! E a\u00ed, entre guerras de interesses, \u00e9 o contribuinte que acaba absorvendo o custo de tudo isso, quando contrata um servi\u00e7o ou adquire um produto, pois, no fim do dia, as empresas que fabricam produtos ou prestam servi\u00e7os acabam repassando para o consumidor final o custo de tudo isso e quando falamos de empregados, este custo \u00e9 bem mais elevado, pois, al\u00e9m dos impactos previdenci\u00e1rios, tamb\u00e9m temos uma s\u00e9rie de consect\u00e1rios trabalhistas, al\u00e9m do gigante volume de reclama\u00e7\u00f5es trabalhistas que encontram um jeito de compensar o empregado, sempre &#8220;hipossuficiente&#8221; e essa conta nunca fica no preju\u00edzo das empresas. S\u00e3o repassados e inseridos na precifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil, quando comparado a outros pa\u00edses do mundo, \u00e9 sempre l\u00edder no assunto: carga tribut\u00e1ria elevada! Por isso precisamos entender que o complexo sistema tribut\u00e1rio h\u00e1 tempos vem dando n\u00edtidos sinais de colapso, principalmente quando observamos o d\u00e9ficit previdenci\u00e1rio e famigerada necessidade do governo em arrecadar cada vez mais, que visa unicamente cumprir suas promessas eleitorais, na sua grande maioria assistencialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma discuss\u00e3o legislativa que confronta um interesse pol\u00edtico \u00e9 como nitroglicerina pura, pois, ao mesmo tempo que precisamos equalizar a elevada carga tribut\u00e1ria, tamb\u00e9m precisamos dar maior capacidade \u00e0s empresas de contrata\u00e7\u00e3o, pois, sem empregos e baixa taxa de desemprego, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel fazer a m\u00e1quina da economia girar, principalmente quando observamos que, at\u00e9 agora, a maior fonte de arrecada\u00e7\u00e3o de receita p\u00fablica, ainda adv\u00e9m do consumo e sem empregabilidade, o consumo na ponta fica prejudicado e acabamos caindo na s\u00edndrome do hamster, que fica o dia todo na gaiola rodando na rodinha, sem contudo, sair do canto.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o pol\u00edtica de acabar com a desonera\u00e7\u00e3o \u00e9 no m\u00ednimo irrespons\u00e1vel, principalmente quando falamos de um IVA elevado, como previsto com a reforma rec\u00e9m aprovada e n\u00e3o termos ainda qualquer defini\u00e7\u00e3o de como ser\u00e1 a reforma do imposto de renda, que por sua vez, pode compensar a perda que o governo busca repor, de maneira mais justa, tributariamente falando.<\/p>\n\n\n\n<p>Os empres\u00e1rios brasileiros e estrangeiros, precisam enxergar no Brasil um sistema tribut\u00e1rio simplificado e justo, para que mais empregos sejam gerados e novas receitas sejam ingressadas na economia. Quando falamos em desonera\u00e7\u00e3o de alguns setores, estamos falando de fazer a economia girar e trazermos estabilidade econ\u00f4mica aos empres\u00e1rios que estimula o desenvolvimento social e financeiro do pa\u00eds, pois, isso, o Governo precisa controlar a sua voracidade ao ponto de trazer o sentimento de que o melhor est\u00e1 sendo buscado, mas, o que se v\u00ea, \u00e9 exatamente o oposto: O governo quer arrecadar, custe o que custar e ainda que isso represente a insatisfa\u00e7\u00e3o social, os cofres p\u00fablicos precisam estar abastecidos \u00e0s custas da prole que, continuar\u00e1 pagando muito sobre o consumo, que n\u00e3o separa os ricos dos pobres, ou seja, acabar com a desonera\u00e7\u00e3o da folha de forma t\u00e3o abrupta, n\u00e3o resolver\u00e1 o problema.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil nove em cada 10 empresas pagam mais tributos do que deveriam e quando falamos de folha, o custo trabalhista para uma grande maioria das empresas do simples nacional equivalem a 45% a mais do sal\u00e1rios e dos demais regimes tribut\u00e1rios (Lucro Real ou Presumido) esta provis\u00e3o \u00e9 de no m\u00ednimo 100% a mais do sal\u00e1rio e isso desestimula a contrata\u00e7\u00e3o e o desejo de expans\u00e3o, principalmente porque a popula\u00e7\u00e3o, n\u00e3o tem nem capacidade de pagar o custo embutido no pre\u00e7o final, merecendo por fim um destaque, que os custos com folha, ainda que necess\u00e1rios ao funcionamento das empresas, n\u00e3o s\u00e3o considerado como fator suficiente a redu\u00e7\u00e3o ou dedu\u00e7\u00e3o do imposto final a ser pago pelas empresas do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo, observa-se que o governo n\u00e3o pode se perder em seus objetivos e prezar pelo bem social, com a manuten\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas sociais, sem entretanto, focar apenas no assistencialismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Pinto \u00e9 advogado tributarista, especializado em Neg\u00f3cios, principalmente Startups, ama empreender e traz para o mercado uma presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os diferenciada, congregando t\u00e9cnica, pr\u00e1tica e benchmark, tornando as empresas mais rent\u00e1veis e competitivas. \u00c9 Diretor do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT), criadora do Impost\u00f4metro e do Empres\u00f4metro Intelig\u00eancia de Mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o IBPT<\/p>\n\n\n\n<p>O Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT) foi fundado em 1992, com o objetivo inicial de congregar estudiosos das ci\u00eancias jur\u00eddica, cont\u00e1bil, social e econ\u00f4mica para debater sobre temas relacionados ao planejamento tribut\u00e1rio. Desde sua funda\u00e7\u00e3o, o IBPT se dedica ao estudo do complexo sistema tribut\u00e1rio no pa\u00eds, sendo reconhecido pela ado\u00e7\u00e3o de uma linguagem clara e precisa \u00e0 sociedade sobre a realidade tribut\u00e1ria brasileira. O IBPT tamb\u00e9m lan\u00e7ou bases e fundamentos para viabilizar a l\u00f3gica da transpar\u00eancia fiscal, promovendo conscientiza\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Pioneiro na cria\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de mercado para empresas e entidades setoriais a partir da an\u00e1lise de dados fiscais, p\u00fablicos e abertos, o IBPT mant\u00e9m investimentos cont\u00ednuos em tecnologia e na capacita\u00e7\u00e3o de sua equipe para viabilizar pesquisas, estudos e servi\u00e7os, possuindo o maior banco de dados privado com informa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias e empresariais.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/fococidade.com.br\/artigo\/61334\/onerar-ou-desonerar--eis-a-questao-\">https:\/\/fococidade.com.br\/artigo\/61334\/onerar-ou-desonerar&#8211;eis-a-questao-<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria: primeiro passo dado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/02\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O percurso da reforma tribut\u00e1ria no Brasil atingiu mais um marco significativo com a realiza\u00e7\u00e3o da primeira reuni\u00e3o da Comiss\u00e3o de Sistematiza\u00e7\u00e3o do Programa de Assessoramento T\u00e9cnico \u00e0 Implementa\u00e7\u00e3o da Reforma da Tributa\u00e7\u00e3o sobre o Consumo (PAT-RTC), estabelecida pela Portaria MF 34, do Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Esta iniciativa d\u00e1 in\u00edcio a uma importante etapa na efetividade da Emenda Constitucional n\u00ba 132, de 2023, indicando um avan\u00e7o relevante na reformula\u00e7\u00e3o do sistema tribut\u00e1rio do pa\u00eds. A estrutura da Comiss\u00e3o de Sistematiza\u00e7\u00e3o, acompanhada pelo Grupo de An\u00e1lise Jur\u00eddica e 19 Grupos T\u00e9cnicos, \u00e9 uma indica\u00e7\u00e3o clara da abrang\u00eancia e complexidade desta reforma. Esses grupos t\u00eam a tarefa de elaborar os anteprojetos de lei derivados da referida emenda, sublinhando a seriedade e a profundidade da revis\u00e3o tribut\u00e1ria em curso.<\/p>\n\n\n\n<p>O Secret\u00e1rio Extraordin\u00e1rio da Reforma Tribut\u00e1ria, Bernard Appy, apresentou um cronograma acelerado para a finaliza\u00e7\u00e3o dos anteprojetos, prevendo sua conclus\u00e3o entre o final de mar\u00e7o e in\u00edcio de abril, um per\u00edodo significativamente mais curto do que os cento e oitenta dias estipulados pela EC 132. Um aspecto not\u00e1vel deste processo \u00e9 a abordagem adotada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil. Apesar da aus\u00eancia inicial de uma consulta p\u00fablica, Appy destacou que haver\u00e1 oportunidades para o envolvimento de representantes do setor privado e da academia. Isso sugere uma estrat\u00e9gia progressiva e inclusiva, embora a principal arena de debate com o setor privado continue sendo o Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo do secret\u00e1rio \u00e9 tratar em uma s\u00f3 lei complementar as hip\u00f3teses de incid\u00eancia da CBS, da Uni\u00e3o, e do IBS, dos estados, Distrito Federal e dos munic\u00edpios, assim como defini\u00e7\u00e3o de destino, regimes espec\u00edficos, diferenciados ou favorecidos. A rigor, cabem diferentes interpreta\u00e7\u00f5es entre os referidos tributos, sobretudo porque um tem natureza de contribui\u00e7\u00e3o, enquanto o outro de imposto, mas a ideia \u00e9 encontrar uma converg\u00eancia entre todos os entes sobre interpreta\u00e7\u00e3o, fiscaliza\u00e7\u00e3o e cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o haver\u00e1 obrigatoriedade de cobrar o IBS e a CBS no ano de 2026, per\u00edodo de teste, pois o principal objetivo \u00e9 a estrutura\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es. Em rela\u00e7\u00e3o aos impactos da reforma, ainda n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel mensur\u00e1-los, especialmente porque n\u00e3o h\u00e1 a defini\u00e7\u00e3o de cada al\u00edquota estadual e municipal. A pr\u00f3pria lei complementar, que est\u00e1 sendo gestada, ser\u00e1 respons\u00e1vel por estabelecer os crit\u00e9rios para os c\u00e1lculos das al\u00edquotas de refer\u00eancia, subsidiando futuramente a atua\u00e7\u00e3o do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o. J\u00e1 o Imposto Seletivo, n\u00e3o existe ainda uma defini\u00e7\u00e3o sobre os bens e servi\u00e7os tributados, mas a regulamenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ir muito al\u00e9m de cigarros, bebidas alco\u00f3licas e grandes poluidores.<\/p>\n\n\n\n<p>O principal objetivo \u00e9 desencorajar o consumo pelo car\u00e1ter potencialmente lesivo com repercuss\u00e3o individual ou coletiva, conquanto o Poder P\u00fablico n\u00e3o despreze a significativa arrecada\u00e7\u00e3o de receitas por esta sistem\u00e1tica, como vem ocorrendo at\u00e9 ent\u00e3o com o IPI &#8211; Imposto Sobre Produtos Industrializados, com extin\u00e7\u00e3o prevista em 2027. Ao elevar o custo desses produtos por meio de uma tributa\u00e7\u00e3o mais onerosa, espera-se reduzir ou \u201ccontrolar\u201d a correspondente demanda. A sistem\u00e1tica de tributa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 monof\u00e1sica, ou seja, incidir\u00e1 uma \u00fanica vez sobre a produ\u00e7\u00e3o, extra\u00e7\u00e3o, comercializa\u00e7\u00e3o ou importa\u00e7\u00e3o de produtos e servi\u00e7os prejudiciais \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente, n\u00e3o sendo cobr\u00e1vel sobre as exporta\u00e7\u00f5es, os setores de energia el\u00e9trica e de telecomunica\u00e7\u00f5es, por expressa disposi\u00e7\u00e3o. Permite-se, por outro lado, a cobran\u00e7a sob al\u00edquota de 1% (um por cento) sobre a extra\u00e7\u00e3o de recursos naturais n\u00e3o renov\u00e1veis, como min\u00e9rios e petr\u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n<p>O plano para tratar dos mais de setenta pontos da reforma que requerem legisla\u00e7\u00e3o complementar envolve a cria\u00e7\u00e3o de tr\u00eas anteprojetos principais. H\u00e1 tamb\u00e9m discuss\u00f5es sobre um quarto projeto, voltado para o tratamento do Comit\u00ea Gestor, cujo vi\u00e9s pol\u00edtico ainda est\u00e1 sendo definido. Apesar da celebra\u00e7\u00e3o deste marco legislativo, a verdadeira transforma\u00e7\u00e3o depende desta etapa subsequente de regulamenta\u00e7\u00e3o. Essencialmente, ela definir\u00e1 os contornos pr\u00e1ticos do sistema tribut\u00e1rio reformado, atuando como o mecanismo que preenche os espa\u00e7os deixados pelo texto constitucional. \u00c9 preciso um processo legislativo detalhado e minucioso para garantir que a reforma atinja seus objetivos, sendo este momento t\u00e3o significativo quanto \u00e0 pr\u00f3pria altera\u00e7\u00e3o constitucional, haja vista a responsabilidade por definir aspectos essenciais como al\u00edquotas, contribuintes, cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, bem como regimes especiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos principais desafios da regulamenta\u00e7\u00e3o \u00e9 garantir que a simplifica\u00e7\u00e3o proposta pela reforma n\u00e3o seja perdida na pr\u00e1tica. H\u00e1 tamb\u00e9m preocupa\u00e7\u00f5es de que aspectos fundamentais, como a n\u00e3o-cumulatividade e o sistema de c\u00e1lculo dos tributos, possam ser interpretados de maneira que comprometam os objetivos perseguidos, sobretudo de transpar\u00eancia, simplicidade e efici\u00eancia. Al\u00e9m disso, a regulamenta\u00e7\u00e3o enfrenta o desafio de equilibrar os interesses de diferentes entidades federativas e contribuintes, mantendo a integridade e o prop\u00f3sito original. A implementa\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, portanto, enfrenta um momento decisivo e os pr\u00f3ximos meses ser\u00e3o determinantes para o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/reforma-tributaria-primeiro-passo-dado.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/reforma-tributaria-primeiro-passo-dado.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ilegitimidade do PIS\/Cofins sobre b\u00f4nus concedidos por montadoras de ve\u00edculos<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 19\/02\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal vem buscando tributar com o PIS\/Cofins os b\u00f4nus recebidos das montadoras de autom\u00f3veis pelas concession\u00e1rias. Em meados de 2021, a Receita convidou diversas concession\u00e1rias de autom\u00f3veis a realizarem uma autorregulariza\u00e7\u00e3o, retificando seus documentos fiscais e recolhendo PIS\/Cofins sobre todos os valores recebidos das montadoras a t\u00edtulo de b\u00f4nus. Ao final de 2023, as concession\u00e1rias que n\u00e3o aderiram \u00e0 autorregulariza\u00e7\u00e3o come\u00e7aram a receber autua\u00e7\u00f5es fiscais relativas a tais valores.<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, os b\u00f4nus recebidos das montadoras de ve\u00edculos pelas concession\u00e1rias n\u00e3o podem ser objeto de tributa\u00e7\u00e3o pelo PIS\/Cofins por dois principais motivos: (i) em que pese sejam recebidos posteriormente, os b\u00f4nus correspondem a uma parcela do faturamento da concession\u00e1ria quando da venda do ve\u00edculo zero para o cliente final; (ii) os ve\u00edculos zero-quil\u00f4metro vendidos pelas concession\u00e1rias est\u00e3o sujeitos ao regime monof\u00e1sico de PIS\/Cofins. Antes de discorrer acerca de tais fundamentos, contudo, \u00e9 pertinente trazer uma breve contextualiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os b\u00f4nus concedidos pelas montadoras de autom\u00f3veis t\u00eam diferentes situa\u00e7\u00f5es das quais se originam e aqui tratamos acerca dos b\u00f4nus que s\u00e3o dados diretamente aos clientes finais, substituindo uma parte do pagamento do autom\u00f3vel. Trata-se, portanto, de b\u00f4nus concedidos a funcion\u00e1rios e parceiros, tanto das concession\u00e1rias quanto das montadoras, assim como b\u00f4nus trade-in, concedido quando se inclui um ve\u00edculo seminovo ou usado na troca por um ve\u00edculo novo. Em todos os casos, a din\u00e2mica \u00e9 a mesma: no interesse de motivar a aquisi\u00e7\u00e3o de um determinado modelo de autom\u00f3vel, a montadora concede o b\u00f4nus diretamente ao cliente final e se responsabiliza pelo pagamento de parte do pre\u00e7o do ve\u00edculo \u2014 pagamento este que \u00e9 realizado para a concession\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o cliente se habilita para o b\u00f4nus em quest\u00e3o e, ao fazer o pedido de faturamento do ve\u00edculo, a concession\u00e1ria o inclui como parte do pagamento. Por exemplo, na venda de um ve\u00edculo com valor total de R$ 100 mil e b\u00f4nus de R$ 5 mil, o pedido de faturamento incluir\u00e1 uma parcela de pagamento de R$ 5 mil (a ser paga pela montadora a t\u00edtulo de b\u00f4nus) e outra parcela de R$ 95 mil (a ser paga pelo cliente final, \u00e0 vista ou por meio de financiamento banc\u00e1rio). Ao emitir a nota fiscal de venda do ve\u00edculo pela concession\u00e1ria, contudo, a venda sai pelo pre\u00e7o cheio, isto \u00e9, em momento algum aparece a parcela do pagamento realizada diretamente pela montadora a t\u00edtulo de b\u00f4nus.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste contexto, existe um descasamento entre o pagamento da parcela pelo cliente final e o pagamento do b\u00f4nus pela montadora, j\u00e1 que todos os b\u00f4nus s\u00e3o acumulados para quita\u00e7\u00e3o no m\u00eas seguinte ao do faturamento do ve\u00edculo. Isso n\u00e3o quer dizer, contudo, que se trate de um faturamento distinto da venda do ve\u00edculo ao cliente final, mas sim de uma parcela que \u00e9 paga posteriormente, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0quela venda j\u00e1 faturada anteriormente.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, em que pese o valor seja posteriormente pago pela montadora \u00e0 concession\u00e1ria, ele j\u00e1 comp\u00f4s o pre\u00e7o de venda do ve\u00edculo. Assim, tendo sido o valor da nota fiscal correspondente ao total do ve\u00edculo negociado, neste momento j\u00e1 se considera o montante da venda como parte do faturamento da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>As bonifica\u00e7\u00f5es concedidas pela montadora s\u00e3o valores recebidos pela concession\u00e1ria e utilizados para baixar t\u00edtulos de clientes que at\u00e9 ent\u00e3o permaneciam em aberto, mesmo ap\u00f3s o faturamento e a entrega do ve\u00edculo. Quando o cliente efetua a compra do autom\u00f3vel, uma parte do pre\u00e7o fica em aberto, porquanto corresponde ao b\u00f4nus concedido pela montadora ao cliente. Tal montante ser\u00e1 posteriormente baixado, com a quita\u00e7\u00e3o, pela montadora, dos b\u00f4nus at\u00e9 ent\u00e3o em aberto.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, no momento em que o cliente efetua o pagamento do autom\u00f3vel adquirido, momento em que igualmente \u00e9 emitida a nota fiscal de venda do ve\u00edculo pelo seu valor integral, permanece em aberto o saldo relativo ao b\u00f4nus concedido pela montadora. Neste momento, h\u00e1 o integral faturamento do autom\u00f3vel, mas permanece em aberto o saldo devido pela montadora para compor o pagamento. Pretender que este saldo, viesse a ser tributado pela concession\u00e1ria seria o equivalente a duplicar indevidamente o faturamento dela.<\/p>\n\n\n\n<p>Posicionou-se neste sentido o conselheiro Jorge Lu\u00eds Cabral no julgamento do recurso volunt\u00e1rio 11080.730216\/2016-42, da 2\u00aa Turma Ordin\u00e1ria da 4\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o, de cujo voto se extrai que \u201cos ingressos de valores no caixa ou outro ativo da empresa, apenas podem ser registrados como receitas se decorrerem da negocia\u00e7\u00e3o de um bem econ\u00f4mico, disponibilizado ao cliente comprador ou contratante de servi\u00e7os, total ou parcialmente, de forma integral ou proporcional dadas as regras do regime de compet\u00eancia. Como j\u00e1 dito anteriormente, ingressos que visem repor o patrim\u00f4nio da empresa em decorr\u00eancia de despesas que contratualmente n\u00e3o eram suas, mas que foram por ela suportadas em raz\u00e3o de acertos contratuais, ao serem ressarcidas, n\u00e3o podem ser consideradas como receitas, pois n\u00e3o se tratam de aumento nos benef\u00edcios econ\u00f4micos durante o per\u00edodo cont\u00e1bil, mas sim de reposi\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o anterior\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o, ent\u00e3o, \u00e9 de que o recebimento, pela concession\u00e1ria, de valores decorrentes de b\u00f4nus de qualquer esp\u00e9cie n\u00e3o est\u00e1 sujeito \u00e0 incid\u00eancia de PIS\/Cofins, pois os b\u00f4nus recebidos n\u00e3o se enquadram no conceito de faturamento e\/ou receita.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a sa\u00edda do ve\u00edculo zero-quil\u00f4metro para o consumidor final est\u00e1 sujeita \u00e0 al\u00edquota zero de PIS\/Cofins, por for\u00e7a do regime monof\u00e1sico aplicado na cadeia de produ\u00e7\u00e3o automotiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos termos do artigo 1\u00ba da Lei 10.485\/2002 est\u00e3o sujeitos ao regime monof\u00e1sico de PIS\/Cofins os ve\u00edculos descritos no c\u00f3digo NCM 87.03 (\u201cautom\u00f3veis de passageiros e outros ve\u00edculos autom\u00f3veis principalmente concebidos para transporte de pessoas (exceto os da posi\u00e7\u00e3o 87.02), incluindo os ve\u00edculos de uso misto (station wagons) e os autom\u00f3veis de corrida\u201d), para os quais a lei atribui o recolhimento do PIS\/Cofins pelo regime monof\u00e1sico, com al\u00edquotas de 2% para o PIS e 9,6% para a Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, no contexto da tributa\u00e7\u00e3o monof\u00e1sica, a carga tribut\u00e1ria \u00e9 concentrada na fase inicial do ciclo produtivo e aplicadas al\u00edquotas superiores \u00e0s dos demais regimes, de modo a compensar a desonera\u00e7\u00e3o nas demais fases da comercializa\u00e7\u00e3o desses produtos. Na sa\u00edda para o cliente final pelo comerciante atacadista ou varejista (situa\u00e7\u00e3o em que se enquadram as concession\u00e1rias de ve\u00edculos), a venda fica sujeita \u00e0 al\u00edquota zero, por for\u00e7a do artigo 3\u00ba, \u00a7 2\u00ba, da Lei n. 10.485\/2002. Por conseguinte, o valor tributado \u00e9 o anterior \u00e0 concess\u00e3o do b\u00f4nus (valor total da nota fiscal de venda do ve\u00edculo), n\u00e3o gerando qualquer preju\u00edzo ao Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>A prop\u00f3sito da aplica\u00e7\u00e3o do regime monof\u00e1sico na venda de autom\u00f3veis com al\u00edquota zero, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) recentemente decidiu que \u201cno regime de apura\u00e7\u00e3o monof\u00e1sico de PIS\/Cofins, descontos no pre\u00e7o de venda ao revendedor, concedidos posteriormente, em raz\u00e3o de termos contratuais pr\u00e9-estabelecidos, n\u00e3o pode ser considerado como receita tribut\u00e1vel, na medida em que o revendedor assume os riscos e a propriedade tempor\u00e1ria da mercadoria, tendo o montante total sido integralmente tributado no elo anterior da cadeia negocial e n\u00e3o sendo submetido a al\u00edquota zero no elo seguinte\u201d, tal como se extrai do ac\u00f3rd\u00e3o 3402-011.075, proferido pela 2\u00aa Turma Ordin\u00e1ria da 4\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os valores relativos ao pagamento dos b\u00f4nus pela montadora \u00e0 concession\u00e1ria, portanto, se enquadram no regime de tributa\u00e7\u00e3o monof\u00e1sica, j\u00e1 que se referem \u00e0 mera quita\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o de venda do ve\u00edculo para o consumidor final. Assim, sob qualquer \u00f3tica que se analise a quest\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 como a Receita Federal pretender tributar com PIS\/Cofins os b\u00f4nus concedidos pelas montadoras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong> https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/artigos\/ilegitimidade-do-pis-cofins-sobre-bonus-concedidos-por-montadoras-de-veiculos-19022024<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS: <\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>MUNICIPAIS: <\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf analisa dedutibilidade das despesas com remunera\u00e7\u00e3o de deb\u00eantures<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/02\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta semana trataremos dos precedentes do Carf acerca da dedutibilidade das despesas com remunera\u00e7\u00e3o de deb\u00eantures.<\/p>\n\n\n\n<p>Ary Oswaldo Mattos Filho assinala que \u201cas deb\u00eantures, no Direito brasileiro, s\u00e3o instrumentos de emiss\u00e3o peculiar \u00e0s sociedades por a\u00e7\u00f5es; representam d\u00edvida da companhia, compreendendo, al\u00e9m do principal investido, acr\u00e9scimos resultantes de juros fixos, vari\u00e1veis ou de participa\u00e7\u00e3o no lucro da sociedade como um todo ou em determinado empreendimento desta, conforme as obriga\u00e7\u00f5es assumidas na escritura\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o\u201d&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-fev-14\/carf-analisa-dedutibilidade-das-despesas-com-remuneracao-de-debentures\/#_ftn1\">[1]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>De igual modo, Marcos Paulo de Almeida Salles pondera que a deb\u00eanture \u00e9 um valor mobili\u00e1rio, que representa um cr\u00e9dito contra o emitente, assegurando aos seus titulares iguais direitos decorrentes da subdivis\u00e3o da obriga\u00e7\u00e3o contra\u00edda na unidade de escritura de emiss\u00e3o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-fev-14\/carf-analisa-dedutibilidade-das-despesas-com-remuneracao-de-debentures\/#_ftn2\">[2]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a deb\u00eanture \u00e9 um valor mobili\u00e1rio de emiss\u00e3o de uma sociedade por a\u00e7\u00f5es, sendo uma das formas de financiamento de tal tipo de sociedade. Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o da deb\u00eanture, o artigo 56 da Lei n. 6.404\/76 estabelece que ela poder\u00e1 assegurar ao seu titular juros, fixos ou vari\u00e1veis, participa\u00e7\u00e3o no lucro da companhia e pr\u00eamio de reembolso.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, embora grande parte das deb\u00eantures estabele\u00e7a uma remunera\u00e7\u00e3o na forma de juros fixos ou vari\u00e1veis, h\u00e1 possibilidade legal de que a deb\u00eanture remunere o seu titular por meio de uma participa\u00e7\u00e3o no lucro da companhia.<\/p>\n\n\n\n<p>Como uma obriga\u00e7\u00e3o presente da entidade de transferir um recurso econ\u00f4mico como resultado de eventos passados, os recursos oriundos da emiss\u00e3o de uma deb\u00eanture s\u00e3o registrados como um passivo da companhia.<\/p>\n\n\n\n<p>A remunera\u00e7\u00e3o dos debenturistas \u00e9 registrada no passivo de acordo com o regime de compet\u00eancia em contrapartida a uma despesa registrada no resultado do exerc\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante de tal cen\u00e1rio, resta discutir a dedutibilidade de tal despesa para fins de apura\u00e7\u00e3o do imposto de renda. Quando a forma de remunera\u00e7\u00e3o das deb\u00eantures \u00e9 um juro fixo ou vari\u00e1vel, essa despesa financeira ser\u00e1 considerada dedut\u00edvel, a princ\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, quando a forma de remunera\u00e7\u00e3o das deb\u00eantures \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o no lucro da companhia, o artigo 58, II, do Decreto-lei n\u00ba 1.598\/77 determina que as pessoas jur\u00eddicas podem excluir do lucro l\u00edquido as participa\u00e7\u00f5es asseguradas a deb\u00eantures de sua emiss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora haja um dispositivo legal estabelecendo tal dedutibilidade, surge uma quest\u00e3o controversa quando as deb\u00eantures n\u00e3o s\u00e3o emitidas ao p\u00fablico em geral e possuem uma remunera\u00e7\u00e3o calculada com base em alto percentual da participa\u00e7\u00e3o dos lucros, tal qual ocorreu em um caso concreto envolvendo uma sociedade an\u00f4nima ent\u00e3o de capital fechado que emitiu deb\u00eantures que asseguravam uma remunera\u00e7\u00e3o de 70% do lucro da companhia, de forma que houve autua\u00e7\u00e3o por parte das autoridades fiscais em diversos anos em que houve o pagamento de tal remunera\u00e7\u00e3o aos debenturistas.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema<br>Antes de adentramos no \u00e2mbito das decis\u00f5es do Carf, cumpre salientar que o tema j\u00e1 foi objeto de an\u00e1lise do Poder Judici\u00e1rio. Nessa linha, no \u00e2mbito da apela\u00e7\u00e3o e reexame necess\u00e1rio n.\u00ba 2010.61.00.007888-3\/SP, julgado no Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o, decidiu-se:<\/p>\n\n\n\n<p>(i) que a deb\u00eanture pode atribuir ao seu titular juros e\/ou participa\u00e7\u00e3o no lucro, de onde se conclui que o pagamento de juros \u00e9, portanto, uma faculdade prevista na referida legisla\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>(ii) a aus\u00eancia de circula\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, no sentido exclusivamente f\u00edsico, n\u00e3o implica na inexist\u00eancia de circula\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e jur\u00eddica de recursos financeiros;<\/p>\n\n\n\n<p>(iii) as deb\u00eantures diferenciam-se de despesas operacionais, na medida em que as despesas operacionais alcan\u00e7am insumos ou custos diversos do contribuinte e n\u00e3o dedu\u00e7\u00f5es financeiras como as deb\u00eantures;<\/p>\n\n\n\n<p>(iv) n\u00e3o se aplica a tal caso a regra geral de dedutibilidade contida no artigo 47 da Lei n\u00ba 4.506\/64; (v) n\u00e3o h\u00e1 qualquer restri\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 dedutibilidade da remunera\u00e7\u00e3o das deb\u00eantures \u2014 salvo as regras gerais pr\u00f3prios dos atos jur\u00eddicos gerais, a sua efetiva exist\u00eancia, validade, como a forma e os seus requisitos gerais; e<\/p>\n\n\n\n<p>(vi) a emiss\u00e3o das deb\u00eantures obedeceu \u00e0s disposi\u00e7\u00f5es da Lei n. 6.404\/76, sendo que o fato de os acionistas terem sido os subscritores das deb\u00eantures n\u00e3o descaracterizou o neg\u00f3cio ou o tornou ilegal.<\/p>\n\n\n\n<p>Precedentes do Carf<br>Feitas as considera\u00e7\u00f5es gerais sobre o tema, passaremos \u00e0 an\u00e1lise dos precedentes do Carf acerca do assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito das turmas ordin\u00e1rias, nos Ac\u00f3rd\u00e3os 107-08.029 (13\/04\/05), 101-94.986 (19\/05\/05), 110200.659 (31\/1\/12), 1102-001.227 (22\/10\/14), prevaleceu o entendimento de que s\u00e3o indedut\u00edveis as despesas com remunera\u00e7\u00e3o das deb\u00eantures lastreadas em participa\u00e7\u00f5es nos lucros.<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s raz\u00f5es de decidir que levaram a tal entendimento, merecem destaques os seguintes pontos.<\/p>\n\n\n\n<p>No Ac\u00f3rd\u00e3o 107-08.029, o conselheiro Marcos Neder apresentou declara\u00e7\u00e3o de voto, no qual assinala que \u201ca raz\u00e3o da autoriza\u00e7\u00e3o da dedu\u00e7\u00e3o do lucro tribut\u00e1vel das participa\u00e7\u00f5es de deb\u00eantures \u00e9 sua natureza de juros, tanto que sua tributa\u00e7\u00e3o na fonte segue as regras aplic\u00e1veis \u00e0s demais aplica\u00e7\u00f5es financeiras de renda fixa\u201d. \u201cPortanto, a possibilidade de dedu\u00e7\u00e3o dessas participa\u00e7\u00f5es, que se assemelham a juros, deve ser confrontada com o crit\u00e9rio de sua necessidade em face dos objetivos sociais da empresa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>De igual modo, no Ac\u00f3rd\u00e3o 101-94.986, a conselheira Sandra Faroni pondera que a remunera\u00e7\u00e3o da deb\u00eantures com base em um alto percentual de participa\u00e7\u00e3o lucros n\u00e3o pode ser considerada \u201cusual\u201d e \u201cnormal\u201d, sobretudo, quando o neg\u00f3cio jur\u00eddico n\u00e3o tem um real prop\u00f3sito negocial, mas visa apenas o apenas reduzir artificialmente a carga.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, nos ac\u00f3rd\u00e3os 101-97.021 (13\/11\/08) e 1101-000.889 (7\/5\/13), prevaleceu, por maioria de votos, o entendimento da dedutibilidade das despesas com as remunera\u00e7\u00f5es das deb\u00eantures sob a forma de participa\u00e7\u00f5es nos lucros.<\/p>\n\n\n\n<p>No Ac\u00f3rd\u00e3o 1101-000.889, a conselheira Edeli Bessa assinalou que \u201cn\u00e3o \u00e9&nbsp; poss\u00edvel reputar artificial este tipo de opera\u00e7\u00e3o apenas com base no percentual de&nbsp; lucro estipulado para remunera\u00e7\u00e3o das deb\u00eantures\u201d. \u201cComo visto, h\u00e1 diversos outros aspectos envolvidos nesta forma de capitaliza\u00e7\u00e3o, e a autoridade lan\u00e7adora deve analisar estas repercuss\u00f5es antes de afirmar que a emiss\u00e3o de deb\u00eantures foi realizada com prop\u00f3sito \u00fanico de&nbsp; fabricar uma despesa gerando artificialmente dedu\u00e7\u00f5es fiscais conferidas a este t\u00edtulo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Diante de resultados distintos no \u00e2mbito das turmas ordin\u00e1rias, o assunto veio a ser analisado na C\u00e2mara Superior de Recursos Fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>No Ac\u00f3rd\u00e3o 9101-000.869 (23\/02\/11), entendeu-se, por maioria de votos, que a despesa com a remunera\u00e7\u00e3o das deb\u00eantures seria indedut\u00edvel, dado que haveria um motivo simulat\u00f3rio manifesto em virtude da emiss\u00e3o das a\u00e7\u00f5es ter se dado exclusivamente para os s\u00f3cios e diante do alto percentual do lucro ser a remunera\u00e7\u00e3o da deb\u00eanture.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um momento posterior, a 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior de Recursos Fiscais se deparou com alguns casos acerca do tema, sendo que nos Ac\u00f3rd\u00e3os 1202-00.335 (06\/07\/10), 9101-002.555 (19\/01\/17), 9101-002.538 (20\/01\/17) e 9101-002.973 (05\/07\/17), prevaleceu o entendimento por voto de qualidade no sentido de indedutibilidade das despesas com a remunera\u00e7\u00e3o das deb\u00eantures lastreadas em participa\u00e7\u00f5es nos lucros.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mais de uma oportunidade (Ac\u00f3rd\u00e3os 1202-00.335 e 9101-002.555), o conselheiro Rafael Vidal de Ara\u00fajo asseverou que n\u00e3o se aplica a regra geral de dedutibilidade contida no artigo 47 da Lei n. 4.506\/64 na hip\u00f3tese de dedutibilidade das despesas com deb\u00eantures.<\/p>\n\n\n\n<p>O referido conselheiro mencionou ainda que a raz\u00e3o da autoriza\u00e7\u00e3o da dedu\u00e7\u00e3o do lucro tribut\u00e1vel das participa\u00e7\u00f5es de deb\u00eantures prevista no artigo 58, II, do Decreto-Lei n. 1.598\/77 se d\u00e1 em fun\u00e7\u00e3o da natureza de juros da remunera\u00e7\u00e3o das deb\u00eantures.<\/p>\n\n\n\n<p>No Ac\u00f3rd\u00e3o 9101-002.973, a conselheira Adriana Gomes Rego pontuou que \u201ca entrega de parcelas significativas de seus lucros a t\u00edtulo de remunera\u00e7\u00e3o das deb\u00eantures&nbsp; no&nbsp; contexto&nbsp; de&nbsp; empresas&nbsp; ligadas,&nbsp; caracteriza&nbsp; liberalidade, e desvirtua&nbsp; a&nbsp; natureza&nbsp; de&nbsp; despesa&nbsp; necess\u00e1ria,&nbsp; tornando-a indedut\u00edvel&nbsp; na apura\u00e7\u00e3o do lucro real\u201d, sendo que o financiamento por deb\u00eantures deveria, em tese, atrair um p\u00fablico externo da companhia e de forma pulverizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, algumas caracter\u00edsticas das opera\u00e7\u00f5es com as deb\u00eantures demonstrariam a falta de prop\u00f3sito negocial, tais quais (i) n\u00e3o possu\u00edrem car\u00e1ter de incerteza com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o; (ii) n\u00e3o houve efetivo ingresso financeiro de recursos com as deb\u00eantures; (iii) \u00e9 alta a destina\u00e7\u00e3o de 70% dos lucros aos debenturistas; e (iv) compara\u00e7\u00e3o comas taxas utilizadas como formas de remunera\u00e7\u00e3o de outras deb\u00eantures do mercado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda houve ac\u00f3rd\u00e3os como os seguintes: 9101-003.310 (17\/1\/18) e 9101-003.699 (8\/8\/18), em que prevaleceu o entendimento pela indedutibilidade das despesas com a remunera\u00e7\u00e3o das deb\u00eantures por maioria de votos, sendo que as raz\u00f5es de decidir dos demais processos da C\u00e2mara Superior foram expressamente citadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em vista de todo o exposto, nota-se que tem prevalecido no Carf o entendimento de que s\u00e3o indedut\u00edveis as despesas relacionadas com a remunera\u00e7\u00e3o de deb\u00eantures, quando esta \u00e9 lastreada em percentuais altos do lucro do exerc\u00edcio e a oferta das deb\u00eantures se deu t\u00e3o somente aos acionistas.<\/p>\n\n\n\n<p>*Este texto n\u00e3o reflete a posi\u00e7\u00e3o institucional do Carf, mas, sim, uma an\u00e1lise dos seus precedentes publicados no site do \u00f3rg\u00e3o, em estudo descritivo, de car\u00e1ter informativo, promovido pelos seus colunistas.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-fev-14\/carf-analisa-dedutibilidade-das-despesas-com-remuneracao-de-debentures\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-fev-14\/carf-analisa-dedutibilidade-das-despesas-com-remuneracao-de-debentures\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf julga casos de R$ 9 bilh\u00f5es da Petrobras na ter\u00e7a-feira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/02\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) retoma o julgamento sobre a validade de duas cobran\u00e7as de Contribui\u00e7\u00e3o de Interven\u00e7\u00e3o no Dom\u00ednio Econ\u00f4mico (Cide), recebidas pela Petrobras, que somam R$ 9,18 bilh\u00f5es, na ter\u00e7a-feira. Quatro dos oito conselheiros da 3\u00aa Turma, que analisa a quest\u00e3o, j\u00e1 votaram pela manuten\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a. O julgamento havia sido suspenso por um pedido de vista.<\/p>\n\n\n\n<p>Se os quatro votos forem mantidos quando o julgamento for retomado, mesmo que os outros quatro conselheiros divirjam, a Fazenda ter\u00e1 o empate. O desempate ser\u00e1 da presidente da Turma, Liziane Angelotti Meira, representante da Fazenda, que \u00e9 a relatora do caso e j\u00e1 votou contra a empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal cobra Cide sobre as remessas efetuadas ao exterior por conta de pagamentos de afretamentos de embarca\u00e7\u00f5es (esp\u00e9cie de aluguel). O Fisco desconsiderou os afretamentos e disse se tratar de importa\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Contexto<\/p>\n\n\n\n<p>A tese n\u00e3o \u00e9 nova no setor de energia. A Receita Federal j\u00e1 autuou a Petrobras e outras companhias por discordar da forma de contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de explora\u00e7\u00e3o mar\u00edtima de petr\u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n<p>Normalmente, h\u00e1 dois contratos separados: um para o afretamento de embarca\u00e7\u00f5es e outro para a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de perfura\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o e prospec\u00e7\u00e3o \u2014 geralmente firmado com uma subsidi\u00e1ria do fornecedor estrangeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o afretamento n\u00e3o \u00e9 tributado, geralmente corresponde ao maior percentual do neg\u00f3cio. Por\u00e9m, a partir de 2014, a Lei n\u00ba 13.043 passou a estipular um percentual m\u00e1ximo para a aloca\u00e7\u00e3o de receitas em cada contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 cobran\u00e7as de PIS e Cofins da Petrobras pelo mesmo motivo, mas a 3\u00aa Turma analisa nos casos apenas da exig\u00eancia de Cide.<\/p>\n\n\n\n<p>Detalhes das autua\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Em um dos casos sob julgamento do Carf, a Receita cobra Cide referente ao exerc\u00edcio de 2012 (processo n\u00ba 16682.722898\/2016-54). A cobran\u00e7a soma R$ 6,12 bilh\u00f5es, de acordo com documento enviado pela empresa \u00e0 Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM).<\/p>\n\n\n\n<p>O outro caso trata de cobran\u00e7a de Cide referente ao ano de 2010 (processo n\u00ba 16682.720836\/2014-46). Essa autua\u00e7\u00e3o soma R$ 3,06 bilh\u00f5es. Os recursos sobre ambas as autua\u00e7\u00f5es fiscais come\u00e7aram a ser julgados juntos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/02\/18\/carf-julga-casos-de-r-9-bilhoes-da-petrobras-na-terca-feira.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/02\/18\/carf-julga-casos-de-r-9-bilhoes-da-petrobras-na-terca-feira.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf: contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria incide sobre \u2018PLR\u2019 paga em mais de duas parcelas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/02\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Por sete votos a dois, a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) entendeu que uma verba denominada pelo contribuinte como \u201cParticipa\u00e7\u00e3o nos Lucros e Resultados\u201d deve integrar o sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o para fins de cobran\u00e7a de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o contribuinte tenha descrito o pagamento como PLR, os conselheiros conclu\u00edram que ele n\u00e3o observou a legisla\u00e7\u00e3o que define que esta deve ser paga em, no m\u00e1ximo, duas vezes. Assim, o colegiado concluiu que a verba tem natureza salarial, devendo compor a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado tamb\u00e9m decidiu que a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria deve incidir sobre os abonos pagos anualmente, ainda que previstos em Conven\u00e7\u00e3o Coletiva de Trabalho, por entenderem que a verba \u00e9 paga com regularidade. No caso em quest\u00e3o, embora o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido afirme que houve o pagamento de abonos \u00fanicos, para o colegiado da C\u00e2mara Superior, os pagamentos seguem outra sistem\u00e1tica, sendo habituais.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a fiscaliza\u00e7\u00e3o, a empresa pagou os valores a t\u00edtulo de PLR em desacordo com a Lei 10.101\/2000, que regula a participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores nos lucros ou resultados das empresas. Essa legisla\u00e7\u00e3o determina que o pagamento deve ser feito em duas vezes em parcelas semestrais. O contribuinte, no entanto, realizou o pagamento em tr\u00eas parcelas. Desse modo, para o fisco, esse parcelamento descaracterizou a PLR, fazendo com que a verba tenha natureza salarial. J\u00e1 o contribuinte alegou que a fiscaliza\u00e7\u00e3o desconsiderou um acordo entre a empresa e o sindicato da categoria, que determinou o pagamento em tr\u00eas parcelas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos abonos, a fiscaliza\u00e7\u00e3o considerou que eles n\u00e3o s\u00e3o \u00fanicos, mas habituais, uma vez que foram pagos anualmente. Desse modo, para a autoridade tribut\u00e1ria, os abonos tamb\u00e9m teriam natureza salarial e deveriam compor a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias. Sobre os abonos, a empresa defendeu que foram \u00fanicos.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos conselheiros, no entanto, entendeu como a fiscaliza\u00e7\u00e3o. \u201cSe o abono pago no caso concreto se deu em parcelas, n\u00e3o estando desvinculado do sal\u00e1rio, inclusive se afastando do abono \u00fanico, que \u00e9 pago uma \u00fanica vez e tem uma roupagem inversa da coletada nos autos, n\u00e3o se deve confundi-los\u201d, destacou o relator, Leonam Rocha de Medeiros.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o tramita com o n\u00famero 16095.000053\/2008-14 e envolve a empresa Borlem S\/A Empreendimentos Industriais. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-contribuicao-previdenciaria-incide-sobre-plr-paga-em-mais-de-duas-parcelas-19022024\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-contribuicao-previdenciaria-incide-sobre-plr-paga-em-mais-de-duas-parcelas-19022024<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Liquida\u00e7\u00e3o antecipada do seguro-garantia n\u00e3o ser\u00e1 discutida como repetitivo no STJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/02\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>1\u00aa SE\u00c7\u00c3O<\/p>\n\n\n\n<p>Processos: REsps 2093036\/SP, 2093033\/SP e 2077314\/SC<\/p>\n\n\n\n<p>Partes: Seara Alimentos Ltda. e outros X Fazenda Nacional<\/p>\n\n\n\n<p>Relatora: Regina Helena Costa<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de liquida\u00e7\u00e3o antecipada do seguro-garantia, ou seja, a convers\u00e3o dos valores em dinheiro antes do tr\u00e2nsito em julgado, n\u00e3o ser\u00e1 discutida sob a sistem\u00e1tica repetitiva no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). A ministra Regina Helena Costa, relatora dos processos candidatos \u00e0 afeta\u00e7\u00e3o, votou pelo cancelamento da controv\u00e9rsia, pois j\u00e1 existe lei disciplinando a mat\u00e9ria. Os processos indicados eram os REsps 2093036\/SP, 2093033\/SP e 2077314\/SC.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando um processo \u00e9 afetado ao rito repetitivo, a decis\u00e3o do STJ sobre o tema torna-se vinculante, ou seja, de observ\u00e2ncia obrigat\u00f3ria para os demais tribunais, com exce\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF). O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) tamb\u00e9m fica vinculado \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o do entendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da discuss\u00e3o sobre a liquida\u00e7\u00e3o antecipada do seguro-garantia, o Congresso Nacional derrubou o veto presidencial a dispositivo da Lei 14.689\/2023 que pro\u00edbe a antecipa\u00e7\u00e3o. A proibi\u00e7\u00e3o foi inserida por parlamentares na lei, que restabeleceu o voto de qualidade (desempate pelo presidente da turma, sempre um representante do fisco) como crit\u00e9rio de desempate no Carf. O item foi vetado, mas o veto caiu em dezembro do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme Regina Helena Costa, \u201ca quest\u00e3o ora controvertida recebeu disciplina legislativa espec\u00edfica e exauriente, prejudicando, assim, o prosseguimento da afeta\u00e7\u00e3o\u201d. A magistrada disse ainda que, por se tratar de norma de car\u00e1ter processual, a legisla\u00e7\u00e3o aplica-se \u00e0s a\u00e7\u00f5es judiciais em curso.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a advogada Fernanda Secco, s\u00f3cia do Velloza Advogados, a nova lei traz seguran\u00e7a jur\u00eddica e al\u00edvio financeiro \u00e0s empresas. \u201cO tema \u00e9 de grande relev\u00e2ncia uma vez que as empresas estavam sendo prejudicadas duplamente. Al\u00e9m de terem que arcar com os custos da seguradora quando da contrata\u00e7\u00e3o da garantia, logo no in\u00edcio da discuss\u00e3o judicial, tamb\u00e9m eram obrigadas a despender altas quantias financeiras para dep\u00f3sito dos valores quando da liquida\u00e7\u00e3o antecipada do seguro, com o objetivo de evitar o acionamento da seguradora e a diminui\u00e7\u00e3o do seu poder de cr\u00e9dito\u201d, comentou.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"y8utK3yvRD\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/liquidacao-antecipada-do-seguro-garantia-nao-sera-discutida-como-repetitivo-no-stj-15022024\">Liquida\u00e7\u00e3o antecipada do seguro-garantia n\u00e3o ser\u00e1 discutida como repetitivo no STJ<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Liquida\u00e7\u00e3o antecipada do seguro-garantia n\u00e3o ser\u00e1 discutida como repetitivo no STJ&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/liquidacao-antecipada-do-seguro-garantia-nao-sera-discutida-como-repetitivo-no-stj-15022024\/embed#?secret=y8utK3yvRD\" data-secret=\"y8utK3yvRD\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF invalida lei do TO que criou cobran\u00e7a sobre opera\u00e7\u00f5es para outros estados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/02\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal, em sess\u00e3o virtual, declarou inconstitucionais dispositivos de lei de Tocantins que impunham aos produtores do estado o pagamento de um adicional sobre o imposto de opera\u00e7\u00f5es envolvendo a sa\u00edda de produtos de origem vegetal, mineral ou animal ao exterior ou a outros estados. A decis\u00e3o, un\u00e2nime, foi tomada no julgamento de uma a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei estadual 3.617\/2019 previa que os produtores locais pagassem 0,2% sobre o valor das opera\u00e7\u00f5es de sa\u00eddas interestaduais ou com destino a exporta\u00e7\u00e3o desses produtos para compor o Fundo Estadual de Transporte (FET). A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), autora da a\u00e7\u00e3o, argumentou, entre outros pontos, que o estado instituiu um \u201cadicional camuflado\u201d do ICMS com receita vinculada, violando princ\u00edpios como a veda\u00e7\u00e3o da vincula\u00e7\u00e3o de receitas de impostos, a imunidade tribut\u00e1ria das opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o, a isonomia tribut\u00e1ria e as determina\u00e7\u00f5es constitucionais a respeito da pol\u00edtica agr\u00edcola, por elevar o custo da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em informa\u00e7\u00e3o prestada nos autos, o governo do estado alegou que a cobran\u00e7a n\u00e3o configuraria tributo, mas pre\u00e7o p\u00fablico cobrado em raz\u00e3o do uso de rodovias estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>Imposto<br>Em seu voto pela proced\u00eancia do pedido, o ministro Luiz Fux, relator da mat\u00e9ria, observou que a cobran\u00e7a apresenta caracter\u00edsticas de imposto, pois incide compulsoriamente sobre os contribuintes e n\u00e3o se vincula a qualquer atividade estatal. Ele explicou que o tributo em quest\u00e3o possui fato gerador (opera\u00e7\u00f5es de sa\u00edda de produtos de origem vegetal, mineral ou animal) e base de c\u00e1lculo (valor destacado no documento fiscal) id\u00eanticos aos do ICMS. E, de acordo com o artigo 155 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, cabe a resolu\u00e7\u00e3o do Senado Federal estabelecer as al\u00edquotas aplic\u00e1veis \u00e0s opera\u00e7\u00f5es e presta\u00e7\u00f5es interestaduais e de exporta\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o podem os estados-membros criar adicionais sobre as al\u00edquotas interestaduais do ICMS\u201d, afirmou Fux.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro ressaltou ainda que a Constitui\u00e7\u00e3o Federal veda a vincula\u00e7\u00e3o da receita de impostos a \u00f3rg\u00e3o, fundo ou despesa, salvo nas hip\u00f3teses expressamente nela previstas. Al\u00e9m disso, a base de c\u00e1lculo n\u00e3o guarda rela\u00e7\u00e3o com eventuais custos de manuten\u00e7\u00e3o das rodovias estaduais utilizadas para o escoamento da produ\u00e7\u00e3o. Por fim, Fux explicou que o adicional incide inclusive sobre opera\u00e7\u00f5es de sa\u00edda de mercadorias com destino \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o, situa\u00e7\u00e3o que afronta regra da Constitui\u00e7\u00e3o Federal que estabelece imunidade em rela\u00e7\u00e3o ao ICMS para as opera\u00e7\u00f5es que destinem mercadorias ao exterior.&nbsp;Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do STF.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-juridico wp-block-embed-consultor-juridico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"wSKkmRcFe1\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-fev-15\/stf-invalida-lei-do-to-que-criou-cobranca-sobre-operacoes-destinadas-a-outros-estados-e-ao-exterior\/\">STF invalida lei do TO que criou cobran\u00e7a sobre opera\u00e7\u00f5es para outros estados<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;STF invalida lei do TO que criou cobran\u00e7a sobre opera\u00e7\u00f5es para outros estados&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-fev-15\/stf-invalida-lei-do-to-que-criou-cobranca-sobre-operacoes-destinadas-a-outros-estados-e-ao-exterior\/embed\/#?secret=ibad6RpekT#?secret=wSKkmRcFe1\" data-secret=\"wSKkmRcFe1\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Verbas recebidas a t\u00edtulo de ajuda de custo n\u00e3o comp\u00f5em base de c\u00e1lculo de Imposto de Renda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/02\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A 7\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF1) deu provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o interposta por servidor contra a senten\u00e7a que, em mandado de seguran\u00e7a, negou o pedido do requerente, parlamentar da Assembleia Legislativa do Amazonas, mantendo a incid\u00eancia do Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica (IRPF) sobre a ajuda de custo e o ticket combust\u00edvel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O impetrante argumentou que essas verbas n\u00e3o se incorporam ao patrim\u00f4nio dele, possuindo natureza indenizat\u00f3ria, o que afasta a incid\u00eancia do IRPF.&nbsp; Em contrarraz\u00f5es, requereu a Fazenda Nacional a manuten\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a sob o argumento de que as parcelas foram recebidas em car\u00e1ter permanente, apresentando-se como riqueza nova que se agrega ao patrim\u00f4nio individual, sujeitando-se \u00e0 incid\u00eancia tribut\u00e1ria.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora do caso, ju\u00edza federal convocada Clem\u00eancia Maria Almada Lima de Angelo, explicou que se encontra pacificado na jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) o entendimento de que as verbas recebidas a t\u00edtulo de ajuda de custos, bem como as demais verbas de gabinete, n\u00e3o comp\u00f5em a base de c\u00e1lculo de Imposto de Renda, vez que n\u00e3o se incorporam ao subs\u00eddio do parlamentar, possuindo natureza indenizat\u00f3ria ainda que sejam pagas de maneira constante, mensal.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, o Colegiado deu provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o para anular o d\u00e9bito fiscal referente \u00e0s parcelas de IRPF sobre ajuda de custo e ticket combust\u00edvel.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: 0004068-84.2007.4.01.3200&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Data do julgamento: 12\/12\/2023&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.trf1.jus.br\/trf1\/noticias\/verbas-recebidas-a-titulo-de-ajuda-de-custo-nao-compoem-base-de-calculo-de-imposto-de-renda-\">https:\/\/www.trf1.jus.br\/trf1\/noticias\/verbas-recebidas-a-titulo-de-ajuda-de-custo-nao-compoem-base-de-calculo-de-imposto-de-renda-<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Benef\u00edcios fiscais sobre a partilha de receitas de impostos segundo o STF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/02\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O que diz o Supremo Tribunal Federal acerca dos impactos dos benef\u00edcios fiscais sobre a partilha de receitas de impostos? Teriam os entes federados recipientes da partilha direito ao recebimento do valor \u201ctotal\u201d sem os benef\u00edcios?<\/p>\n\n\n\n<p>O STF tem desempenhado um papel crucial na an\u00e1lise dos impactos dos benef\u00edcios fiscais sobre a partilha de receitas de impostos no contexto federativo brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Em diversas decis\u00f5es, a Suprema Corte brasileira tem se debru\u00e7ado sobre a quest\u00e3o da legalidade e da constitucionalidade desses benef\u00edcios, especialmente no que diz respeito \u00e0 sua influ\u00eancia na partilha de recursos entre os entes federados.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das quest\u00f5es centrais debatidas \u00e9 se os entes federados destinat\u00e1rios da partilha teriam direito ao recebimento do valor \u201ctotal\u201d das receitas sem os benef\u00edcios fiscais. Adicionalmente, defendemos que, dentre outras normas, o artigo 113 do ADCT deve ser considerado pelo ente que concede o benef\u00edcio fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>A partilha de receita tribut\u00e1ria<br>Sob o prisma do federalismo fiscal, a autonomia de cada ente federado \u00e9 garantida mediante dois mecanismos b\u00e1sicos:<\/p>\n\n\n\n<p>(1) atribui\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia tribut\u00e1ria pr\u00f3pria, como uma fonte independente e regular de recursos (receitas pr\u00f3prias), e<br>(2) reparti\u00e7\u00e3o direta e indireta de receitas tribut\u00e1rias (receitas transferidas), como forma de implementa\u00e7\u00e3o do federalismo cooperativo, que visa \u00e0 redu\u00e7\u00e3o das desigualdades regionais e \u00e0 adequada presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos titularizados por cada ente&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-fev-16\/beneficios-fiscais-sobre-a-partilha-de-receitas-de-impostos-segundo-o-stf\/#_ftn1\">[1]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalta-se que as receitas transferidas incluir-se-\u00e3o, como despesa, no or\u00e7amento da entidade obrigada a transfer\u00eancia e, como receita, no or\u00e7amento da que as deva receber (\u00a71\u00ba, artigo 6\u00ba, Lei n\u00ba 4.320\/1964).<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0s receitas transferidas mediante reparti\u00e7\u00e3o indireta, os munic\u00edpios, estados e o Distrito Federal fazem jus a quotas do Fundo de Participa\u00e7\u00e3o dos Munic\u00edpios (FPM) e do Fundo de Participa\u00e7\u00e3o dos Estados e do Distrito Federal (FPE), cujos recursos s\u00e3o formados por parcelas dos impostos sobre renda e proventos de qualquer natureza e sobre produtos industrializados, ambos de titularidade da Uni\u00e3o, nos termos do artigo 159, inciso I, da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s receitas transferidas por reparti\u00e7\u00e3o direta, sem intermedia\u00e7\u00e3o de fundos ou condicionantes outras, a Constitui\u00e7\u00e3o republicana assegura aos entes subnacionais parcelas do produto da arrecada\u00e7\u00e3o de diferentes impostos titularizados pelos \u201centes maiores\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha, por exemplo, pertence aos estados, ao Distrito Federal e ao munic\u00edpios o produto da arrecada\u00e7\u00e3o do imposto de renda retido na fonte (artigos 157, I e 158, I, da Constitui\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao ICMS, os munic\u00edpios s\u00e3o titulares de 25% do produto da arrecada\u00e7\u00e3o desse imposto estadual (artigos 158, IV, da Constitui\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>Benef\u00edcios fiscais e \u201ccortesia com chap\u00e9u alheio\u201d<br>D\u00favida surge quando um \u201cente maior\u201d decide instituir benef\u00edcio fiscal redutor de sua capacidade arrecadat\u00f3ria imediata, reduzindo, assim, a base de c\u00e1lculo do percentual de receita tribut\u00e1ria que caberia a um \u201cente menor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Cita-se a pol\u00edtica de incentivos fiscais do ente central como uma \u201ccortesia com chap\u00e9u alheio\u201d, porquanto parte desse custo \u00e9 transferida para o ente titular de parcela do produto de uma arrecada\u00e7\u00e3o que jamais ser\u00e1 concretizada. Nesse contexto, h\u00e1 redu\u00e7\u00e3o das receitas partilhadas suportada pelos entes benefici\u00e1rios, sendo o assunto levado ao STF no RE n\u00ba 572.762\/SC (Tese 42) e RE n\u00ba 705.423\/SE (Tese 653)&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-fev-16\/beneficios-fiscais-sobre-a-partilha-de-receitas-de-impostos-segundo-o-stf\/#_ftn2\">[2]<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O conceito t\u00e9cnico de \u201carrecada\u00e7\u00e3o\u201d revela-se fundamental para o exame de casos do tipo, j\u00e1 que os dispositivos constitucionais referentes \u00e0 reparti\u00e7\u00e3o de receitas tribut\u00e1rias literalmente asseguram aos entes benefici\u00e1rios parcelas do \u201cproduto da arrecada\u00e7\u00e3o\u201d dos tributos repartidos (n\u00e3o \u00e0 toa, a reparti\u00e7\u00e3o de receitas \u00e9 um tema de Direito Financeiro, n\u00e3o de Direito Tribut\u00e1rio&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-fev-16\/beneficios-fiscais-sobre-a-partilha-de-receitas-de-impostos-segundo-o-stf\/#_ftn3\">[3]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A posi\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal<br>Inicialmente, ao julgar o Tema 42 da Repercuss\u00e3o Geral (recurso-paradigma: RE 572.762, rel. min. Ricardo Lewandowski, Tribunal Pleno, DJe 05.09.2008), a Suprema Corte brasileira entendeu que o Programa de Desenvolvimento da Empresa Catarinense violara o artigo 158, IV, da Constitui\u00e7\u00e3o republicana ao reduzir as quotas do produto da arrecada\u00e7\u00e3o do ICMS devidas aos munic\u00edpios catarinenses.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a ementa do julgado,&nbsp;<em>\u201co repasse da quota constitucionalmente devida aos munic\u00edpios n\u00e3o pode sujeitar-se \u00e0 condi\u00e7\u00e3o prevista em programa de benef\u00edcio fiscal de \u00e2mbito estadual\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa oportunidade, o ministro relator qualificou sua posi\u00e7\u00e3o ao frisar que, da an\u00e1lise do ac\u00f3rd\u00e3o recorrido, ficara claro que \u201co tributo em tela j\u00e1 havia sido efetivamente arrecadado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato, no entanto, \u00e9 que o STF, ao julgar o Tema 42, ampliou em demasia a express\u00e3o \u201cproduto da arrecada\u00e7\u00e3o\u201d para nela compreender a totalidade dos percentuais das receitas tribut\u00e1rias repartidas, como se pertencessem de pleno direito aos munic\u00edpios, a despeito do est\u00e1gio ou fase em que a receita se encontrasse.<\/p>\n\n\n\n<p>Para que se compreenda o equ\u00edvoco desse entendimento, \u00e9 necess\u00e1rio ressaltar que&nbsp;<em>o conceito de \u201carrecada\u00e7\u00e3o\u201d possui um sentido t\u00e9cnico amplamente aceito no Direito Financeiro<\/em>. Em verdade, a receita p\u00fablica or\u00e7ament\u00e1ria sujeita-se a diversos est\u00e1gios, nomeadamente: previs\u00e3o, lan\u00e7amento, arrecada\u00e7\u00e3o e recolhimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A arrecada\u00e7\u00e3o corresponde \u00e0 entrega dos recursos devidos ao Tesouro pelos contribuintes ou devedores, por meio dos agentes arrecadadores ou institui\u00e7\u00f5es financeiras autorizadas pelo ente. Esse \u00e9 o momento em que se reconhece a receita p\u00fablica or\u00e7ament\u00e1ria, nos termos do artigo 35, I, da Lei n\u00ba 4.320, de 1964.<\/p>\n\n\n\n<p>O recolhimento em si consiste em fase posterior, que se d\u00e1 no momento em que o produto da arrecada\u00e7\u00e3o \u00e9 efetivamente transferido para conta espec\u00edfica do Tesouro, respons\u00e1vel pela administra\u00e7\u00e3o e controle da arrecada\u00e7\u00e3o e programa\u00e7\u00e3o financeira, nos termos do artigo 56 da Lei n\u00ba 4.320, de 1964&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-fev-16\/beneficios-fiscais-sobre-a-partilha-de-receitas-de-impostos-segundo-o-stf\/#_ftn4\">[4]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o menos importante nesse caso \u00e9 perceber que, segundo uma conhecida diretriz hermen\u00eautica (hoje transformada t\u00e9cnica legislativa por for\u00e7a do artigo 11, I, a, da Lei Complementar n\u00ba 95\/1998), as disposi\u00e7\u00f5es normativas devem&nbsp;<em>\u201cusar as palavras e as express\u00f5es em seu sentido comum, salvo quando a norma versar sobre assunto t\u00e9cnico, hip\u00f3tese em que se empregar\u00e1 a nomenclatura pr\u00f3pria da \u00e1rea em que se esteja legislando\u201d<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>Na interpreta\u00e7\u00e3o constitucional, deve-se privilegiar o sentido t\u00e9cnico de \u201carrecada\u00e7\u00e3o\u201d na an\u00e1lise dos dispositivos que tratam da reparti\u00e7\u00e3o de receitas tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o uso da express\u00e3o \u201cproduto da arrecada\u00e7\u00e3o\u201d por parte do Constituinte \u00e9 determinante: se o benef\u00edcio fiscal antecede a fase de arrecada\u00e7\u00e3o, evitando a pr\u00f3pria previs\u00e3o da receita no \u00e2mbito do ente titular da compet\u00eancia tribut\u00e1ria (como ocorre na isen\u00e7\u00e3o), nada pode ser alegado pelo ente benefici\u00e1rio da receita transferida.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso j\u00e1 tenha ocorrido a arrecada\u00e7\u00e3o da receita tribut\u00e1ria or\u00e7ament\u00e1ria, no entanto, o benef\u00edcio fiscal n\u00e3o pode reduzir a base de c\u00e1lculo do repasse, preservando-se, desse modo, a transfer\u00eancia do percentual do produto da arrecada\u00e7\u00e3o previsto constitucionalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Tal entendimento, al\u00e9m de preservar o conceito t\u00e9cnico de \u201carrecada\u00e7\u00e3o\u201d, \u00e9 o que concilia de maneira mais adequada e ison\u00f4mica a autonomia dos entes subnacionais (refor\u00e7ada no \u00e2mbito fiscal pela garantia do recebimento de receitas transferidas) com a compet\u00eancia tribut\u00e1ria do ente titular da receita, que tamb\u00e9m possui&nbsp;<em>status<\/em>&nbsp;constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>O STF acolheu essa posi\u00e7\u00e3o no julgamento dos Temas 653 e 1.172 da Repercuss\u00e3o Geral. Ao apreciar o Tema 653 (<em>leading case<\/em>: RE 705.423, rel. Edson Fachin), o STF concluiu que as regras constitucionais de reparti\u00e7\u00e3o de receitas n\u00e3o limitam o exerc\u00edcio da compet\u00eancia tribut\u00e1ria pr\u00f3pria de cada ente, o que inclui tanto a prerrogativa de instituir e arrecadar tributos quanto a de conferir benef\u00edcios fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressaltou, ademais, que a express\u00e3o \u201cproduto da arrecada\u00e7\u00e3o\u201d prevista no artigo 158, I, da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica, n\u00e3o permite interpreta\u00e7\u00e3o constitucional de modo a incluir na base de c\u00e1lculo do FPM os benef\u00edcios e incentivos fiscais devidamente realizados pela Uni\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a tributos federais, \u00e0 luz do conceito t\u00e9cnico de arrecada\u00e7\u00e3o e dos est\u00e1gios da receita p\u00fablica.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Teori Zavascki, em seu voto, argumentou:&nbsp; espera-se que, a m\u00e9dio prazo, as desonera\u00e7\u00f5es fiscais promovam desenvolvimento econ\u00f4mico local, com subsequente aumento da arrecada\u00e7\u00e3o direta dos entes federativos subnacionais (uma externalidade positiva que, no entanto, carece de confirma\u00e7\u00e3o emp\u00edrica).<\/p>\n\n\n\n<p>Em verdade, segundo a jurisprud\u00eancia do STF, a alega\u00e7\u00e3o de ofensa \u00e0 regra de reparti\u00e7\u00e3o de receitas prevista no artigo 158, IV, da Constitui\u00e7\u00e3o por parte dos munic\u00edpios ser\u00e1 procedente se houver a pr\u00e9via&nbsp;<em>arrecada\u00e7\u00e3o<\/em>&nbsp;da correspondente receita pelo estado, a despeito do benef\u00edcio fiscal, j\u00e1 que, segundo a literalidade do dispositivo constitucional, os munic\u00edpios fazem jus a parcela do \u201cproduto da arrecada\u00e7\u00e3o\u201d do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, quando a receita chega \u00e0 fase de arrecada\u00e7\u00e3o, o benef\u00edcio fiscal concedido pelo Estado n\u00e3o pode acarretar a diminui\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo da parcela cab\u00edvel ao munic\u00edpio. Foi o que o STF decidiu no RE 1.288.634 (Tema 1172 da Repercuss\u00e3o Geral) em caso de diferimento do pagamento de ICMS, segundo o qual:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c<em>Os programas de diferimento ou posterga\u00e7\u00e3o de pagamento de ICMS \u2014 a exemplo do FOMENTAR e do PRODUZIR, do Estado de Goi\u00e1s \u2013 n\u00e3o violam o sistema constitucional de reparti\u00e7\u00e3o de receitas tribut\u00e1rias previsto no art. 158, IV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, desde que seja preservado o repasse da parcela pertencente aos Munic\u00edpios quando do efetivo ingresso do tributo nos cofres p\u00fablicos estaduais<\/em>.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo 113 do ADCT e a mudan\u00e7a de paradigma<br>Em nossa opini\u00e3o, o tema deve ser contextualizado tamb\u00e9m \u00e0 luz da Emenda Constitucional 95\/2016, que instituiu o ent\u00e3o \u201cNovo Regime Fiscal\u201d no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalta-se um dispositivo em espec\u00edfico: o artigo 113 do ADCT. Com base nessa norma, toda proposi\u00e7\u00e3o legislativa (federal, estadual, distrital ou municipal) \u201c<em>que crie ou altere despesa obrigat\u00f3ria ou ren\u00fancia de receita dever\u00e1 ser acompanhada da estimativa do seu impacto or\u00e7ament\u00e1rio e financeiro<\/em>\u201d, em linha com a previs\u00e3o do artigo 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>A escolha do Constituinte de regular esse assunto reflete o princ\u00edpio da responsabilidade fiscal, especialmente ao lidar com a concess\u00e3o de benef\u00edcios tribut\u00e1rios que resultam em ren\u00fancia de receita.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa decis\u00e3o decorre da percep\u00e7\u00e3o de que a elabora\u00e7\u00e3o de tal estudo concede ao Poder Legislativo a autoridade para examinar n\u00e3o apenas os objetivos constitucionais buscados por meio desses benef\u00edcios, mas tamb\u00e9m para fiscalizar a viabilidade financeira dessa decis\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p>A concess\u00e3o de benef\u00edcios fiscais, ao impactar a receita do ente, afeta os recursos financeiros usados pelo Estado (em sentido amplo) para financiar suas opera\u00e7\u00f5es. Portanto, uma decis\u00e3o pol\u00edtica informada do legislador requer uma compreens\u00e3o abrangente da quest\u00e3o, especialmente no que diz respeito aos efeitos financeiros resultantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Acredita-se que a pol\u00edtica de isen\u00e7\u00f5es de tributos sujeitos \u00e0 partilha deve igualmente se submeter a tal preceito. Desse modo, poder-se-ia pensar na regularidade das isen\u00e7\u00f5es de impostos sujeitos \u00e0 partilha, desde que atendidas as normas constitucionais e legais pertinentes, notadamente o artigo 113 do ADCT&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-fev-16\/beneficios-fiscais-sobre-a-partilha-de-receitas-de-impostos-segundo-o-stf\/#_ftn5\">[5]<\/a>&nbsp;e o artigo 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal, entre outros&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-fev-16\/beneficios-fiscais-sobre-a-partilha-de-receitas-de-impostos-segundo-o-stf\/#_ftn6\">[6]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque a obedi\u00eancia a essas prescri\u00e7\u00f5es contribui para a maior qualidade da ren\u00fancia de receita \u2013 tanto pelo prisma fiscal quanto pelos resultados sociais e econ\u00f4micos gerados, compensando eventual impacto interfederativo da ren\u00fancia de receita sobre os entes menores. Ali\u00e1s, foi justamente o que o STF decidiu na ADI 2.238 ao considerar v\u00e1lido o artigo 14 da LRF&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-fev-16\/beneficios-fiscais-sobre-a-partilha-de-receitas-de-impostos-segundo-o-stf\/#_ftn7\">[7]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Em suma, a decis\u00e3o do ente central que concede benef\u00edcios fiscais sobre a partilha de receitas de impostos deve observar os seguintes par\u00e2metros:<\/p>\n\n\n\n<p>1) Conforme o caso, h\u00e1 a necessidade de editar lei espec\u00edfica, como exige o artigo 150, \u00a76\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o; 2) Em se tratando de benef\u00edcio fiscal de ICMS, deve-se obter autoriza\u00e7\u00e3o mediante conv\u00eanio celebrado no \u00e2mbito do Confaz (artigo 155, \u00a7 2\u00ba, XII, g, da Constitui\u00e7\u00e3o);<br>3) Cumpre estimar o impacto or\u00e7ament\u00e1rio e financeiro da ren\u00fancia de receita no exerc\u00edcio em que deva iniciar sua vig\u00eancia e nos dois seguintes (artigo 113 do ADCT&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-fev-16\/beneficios-fiscais-sobre-a-partilha-de-receitas-de-impostos-segundo-o-stf\/#_ftn8\">[8]<\/a>&nbsp;e artigo 14,&nbsp;<em>caput<\/em>, da LRF);<br>4) Atender ao disposto na lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias (artigo 14,&nbsp;<em>caput<\/em>, da LRF); 5) Demonstrar que a ren\u00fancia foi considerada na estimativa de receita da lei or\u00e7ament\u00e1ria, na forma do artigo 12 da LRF, e de que n\u00e3o afetar\u00e1 as metas de resultados fiscais previstas no anexo pr\u00f3prio da lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias (artigo 14, I, da LRF) ou estar acompanhada de medidas de compensa\u00e7\u00e3o; e, al\u00e9m disso,&nbsp; o projeto de lei or\u00e7ament\u00e1ria ser\u00e1 acompanhado de demonstrativo regionalizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente do benef\u00edcio fiscal (artigo 165, \u00a7 6\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-fev-16\/beneficios-fiscais-sobre-a-partilha-de-receitas-de-impostos-segundo-o-stf\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-fev-16\/beneficios-fiscais-sobre-a-partilha-de-receitas-de-impostos-segundo-o-stf\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF retoma julgamento sobre manuten\u00e7\u00e3o de benef\u00edcio fiscal para reciclagem<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/02\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, no Plen\u00e1rio Virtual, a an\u00e1lise de recurso para tenta reduzir o impacto de julgamento que derrubou um importante benef\u00edcio fiscal para o setor de reciclagem: a isen\u00e7\u00e3o de PIS e Cofins na venda de reciclados, que vigorou por pouco mais de 15 anos. As empresas tentam evitar uma conta de pelo menos R$ 4,1 bilh\u00f5es, referente aos recolhimentos que deixaram de ser feitos no passado. Por enquanto, apenas dois ministros votaram, sugerindo um limite temporal (modula\u00e7\u00e3o de efeitos) para a aplica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento, os ministros analisam recursos (embargos de declara\u00e7\u00e3o) de associa\u00e7\u00f5es de empresas contra decis\u00e3o do STF tomada em junho de 2021. Alegam que o posicionamento tem impactos no meio-ambiente, uma vez que, com a tributa\u00e7\u00e3o, os pre\u00e7os dos recicl\u00e1veis perdem competitividade em compara\u00e7\u00e3o com os dos insumos extra\u00eddos da natureza.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2021, o STF declarou inconstitucionais dois dispositivos da Lei do Bem (n\u00ba 11.196\/2005), que prev\u00ea incentivos fiscais para empresas que fazem pesquisa e desenvolvimento de inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. Ao derrubar o artigo 47 da norma, os ministros autorizaram o uso de cr\u00e9ditos de PIS e Cofins na aquisi\u00e7\u00e3o de insumos recicl\u00e1veis \u2014 desperd\u00edcios, res\u00edduos, aparas, vidros e a\u00e7o, por exemplo. Consequentemente, tamb\u00e9m consideraram inv\u00e1lida a isen\u00e7\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es, concedida pelo artigo 48 na venda desses materiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto do relator<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, ministro Gilmar Mendes, os artigos 47 e 48 da lei formam um \u201cbloco unit\u00e1rio incind\u00edvel\u201d. A declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade apenas do primeiro dispositivo, afirmou, faria com que o conjunto perdesse sentido e racionalidade. O ministro negou o pedido das empresas para rean\u00e1lise do m\u00e9rito. Mas defendeu a imposi\u00e7\u00e3o de um limite temporal (modula\u00e7\u00e3o de efeitos) ao entendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela proposta original do relator, ficaria definida uma data para in\u00edcio da cobran\u00e7a das contribui\u00e7\u00f5es: 16 de junho de 2021, quando foi publicada a ata do julgamento de m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>Em voto depositado hoje, o relator alterou a modula\u00e7\u00e3o, tendo em vista indica\u00e7\u00e3o do ministro Dias Toffoli em voto divergente que j\u00e1 havia sido apresentado. Nova proposta de modula\u00e7\u00e3o do relator \u00e9 para que sejam produzidos efeitos a partir do exerc\u00edcio seguinte \u00e0 data de publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento dos embargos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que o afastamento da proibi\u00e7\u00e3o de apropria\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins fatalmente causar\u00e1 impactos financeiros de relevo, obrigando a Uni\u00e3o a reformular aspectos significativos de sua programa\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria\u201d, afirma ele, em seu voto.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro tamb\u00e9m considerou que a invalida\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio tribut\u00e1rio poderia levar \u00e0 cobran\u00e7a retroativa de PIS e Cofins sobre vendas de insumos recicl\u00e1veis. \u201cA injusti\u00e7a da medida \u00e9 manifesta, porque, em se tratando de opera\u00e7\u00f5es pret\u00e9ritas, n\u00e3o h\u00e1 meios para o contribuinte repassar o \u00f4nus tribut\u00e1rio para os elos seguintes da cadeia produtiva\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sem a modula\u00e7\u00e3o, as vendedoras de recicl\u00e1veis poder\u00e3o ter que desembolsar R$ 4,1 bilh\u00f5es em PIS e Cofins relativos aos \u00faltimos cinco anos, segundo estudo feito em abril de 2022 pela consultoria GO Associados.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto divergente<\/p>\n\n\n\n<p>Consta no sistema o voto divergente do ministro Dias Toffoli \u2013 sem indica\u00e7\u00e3o se atualizado ou n\u00e3o ap\u00f3s o voto do relator. Para Toffoli, o artigo 48 da lei \u00e9 constitucional, portanto, seria poss\u00edvel manter a suspens\u00e3o da exig\u00eancia do PIS e da Cofins no primeiro elo da cadeia econ\u00f4mica. Pela norma, a isen\u00e7\u00e3o \u00e9 aplicada na venda de recicl\u00e1veis para empresa que apura o Imposto de Renda no lucro real.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo Toffoli, se vencido nesse entendimento, o STF deve dar prazo para que o Congresso, se quiser, voltar a equiparar a cadeia de materiais recicl\u00e1veis \u00e0 cadeia extrativista no que diz respeito \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o de PIS e Cofins. Os demais ministros t\u00eam at\u00e9 a pr\u00f3xima sexta-feira, dia 23, para votar ou suspender o julgamento (RE 607109).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/02\/16\/stf-retoma-julgamento-sobre-manutencao-de-beneficio-fiscal-para-reciclagem.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/02\/16\/stf-retoma-julgamento-sobre-manutencao-de-beneficio-fiscal-para-reciclagem.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TRF-3 derruba autua\u00e7\u00e3o fiscal por amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/02\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF-3) afastou autua\u00e7\u00e3o fiscal recebida pela Companhia de Transmiss\u00e3o de Energia El\u00e9trica (ISA CTEEP) por amortiza\u00e7\u00e3o indevida de \u00e1gio. O precedente \u00e9 importante por prevalecer na Corte, que engloba os Estados de S\u00e3o Paulo e Mato Grosso do Sul, posi\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria aos contribuintes. Al\u00e9m disso, aplica decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) sobre o assunto, proferida em setembro.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 uma das 112 decis\u00f5es judiciais sobre \u00e1gio proferidas no pa\u00eds at\u00e9 janeiro deste ano. Desse total, a maioria (61) \u00e9 favor\u00e1vel aos contribuintes, segundo levantamento exclusivo feito pelo escrit\u00f3rio Mattos Filho a pedido do Valor.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00e1gio \u00e9 um valor pago, em geral, pela rentabilidade futura da empresa adquirida ou incorporada. Como a Lei n\u00ba 9.532, de 1997, permite seu registro como despesa no balan\u00e7o, o valor \u00e9 amortizado para reduzir a base de c\u00e1lculo (lucro) do Imposto de Renda (IRPJ) e da CSLL. S\u00f3 a partir da entrada em vigor da Lei n\u00ba 12.973, de 2014, a amortiza\u00e7\u00e3o do \u00e1gio interno foi vedada. Por isso, existem autua\u00e7\u00f5es fiscais sobre aproveitamento de \u00e1gio no passado, cobrando agora valores elevados.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do TRF-3 leva em considera\u00e7\u00e3o o primeiro julgamento realizado pelo STJ sobre o assunto. Em setembro, a 1\u00aa Turma afastou a tributa\u00e7\u00e3o aplicada a uma empresa que aproveitou o \u00e1gio gerado em opera\u00e7\u00e3o realizada em 2004 por meio de uma intermedi\u00e1ria, que, segundo a Fazenda, n\u00e3o tinha motiva\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica para existir, tratando-se de uma \u201cempresa de prateleira\u201d (REsp 2026473).<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o da Companhia de Transmiss\u00e3o de Energia El\u00e9trica foi ajuizada em 2018. O objetivo era anular a cobran\u00e7a de IRPJ e CSLL que recebeu sobre suposta amortiza\u00e7\u00e3o indevida de \u00e1gio, ap\u00f3s a incorpora\u00e7\u00e3o, em 2008, de sua controladora, a ISA Capital do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre 2006 e 2007, a ISA adquiriu, em etapas, o controle acion\u00e1rio da CTEEP, por meio de leil\u00e3o de privatiza\u00e7\u00e3o, compra de a\u00e7\u00f5es de funcion\u00e1rios e oferta p\u00fablica de aquisi\u00e7\u00e3o de pap\u00e9is de acionistas minorit\u00e1rios. Foi registrado um \u00e1gio na aquisi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es na contabilidade, j\u00e1 que o pre\u00e7o pago foi superior ao valor de patrim\u00f4nio l\u00edquido da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, a ISA foi incorporada pela CTEEP. Para a opera\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, foi criada uma subsidi\u00e1ria. N\u00e3o foi poss\u00edvel realizar a incorpora\u00e7\u00e3o direta, de acordo com a companhia, em raz\u00e3o de restri\u00e7\u00f5es impostas por normas da Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM) e da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel).<\/p>\n\n\n\n<p>No processo, a empresa alega que cumpriu os requisitos b\u00e1sicos para a amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio, al\u00e9m de atender \u00e0s exig\u00eancias das ag\u00eancias reguladoras. Acrescenta que esse formato foi mais oneroso, do ponto de vista fiscal, do que o indicado pela Receita Federal &#8211; gasto a mais de R$ 262,3 milh\u00f5es. Mesmo assim, foi autuada no ano de 2013, por causa do uso de intermedi\u00e1ria na opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o, proferida pela 3\u00aa Turma do TRF-3, foi un\u00e2nime. Considera que at\u00e9 a edi\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba 12.973, de 2014, n\u00e3o existia proibi\u00e7\u00e3o legal para amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio gerado entre partes relacionadas, nem veda\u00e7\u00e3o ao aproveitamento do \u00e1gio entre partes dependentes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 plenamente vi\u00e1vel a utiliza\u00e7\u00e3o de empresa ve\u00edculo na reorganiza\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria, sobretudo no caso, em que restou comprovada a impossibilidade, por restri\u00e7\u00e3o da Aneel e CVM, na incorpora\u00e7\u00e3o direta da ISA Capital pela CTEEP. Ademais, inexiste ind\u00edcios de ocorr\u00eancia de fraude \u00e0 lei ou simula\u00e7\u00e3o na reestrutura\u00e7\u00e3o em an\u00e1lise\u201d, afirma o relator, desembargador Nery da Costa Junior, no ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do precedente do STJ, a decis\u00e3o cita decis\u00f5es no mesmo sentido do TRF da 4\u00aa Regi\u00e3o, que abrange os Estados do Sul do pa\u00eds (processo n\u00ba 5024766-47.2019.4.04.7201). Leva em conta ainda que, no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), a decis\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0 CTEEP se deu por voto de qualidade &#8211; o desempate pelo presidente da turma julgadora, que \u00e9 representante da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi apresentado recurso (embargos de declara\u00e7\u00e3o) da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) \u00e0 decis\u00e3o. Por meio de nota, o \u00f3rg\u00e3o informa ao Valor que, \u201csem subestimar a import\u00e2ncia de uma decis\u00e3o da Corte Superior, \u00e9 importante lembrar que o aresto n\u00e3o foi prolatado em sede de julgamentos de feitos repetitivos, nem representa entendimento da Se\u00e7\u00e3o ou da Corte Especial\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A PGFN aguarda o julgamento do recurso no processo e afirma que as conclus\u00f5es n\u00e3o podem ser consideradas definitivas, nem aplic\u00e1veis a qualquer situa\u00e7\u00e3o envolvendo \u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurado pelo Valor, um dos advogados que representou a empresa no TRF-3, Celso Costa, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Machado Meyer Advogados, preferiu n\u00e3o comentar o caso (processo n\u00ba 5024068-10.2018.4.03.6100).<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00edgia Regini, s\u00f3cia do BMA Advogados, destaca que o precedente do TRF-3 \u00e9 interessante por citar a legalidade, ponderando que n\u00e3o pode ser exigido o que n\u00e3o estava vedado na lei vigente naquela \u00e9poca. \u201cIsso \u00e9 muito convergente com o entendimento proferido pela 1\u00aa Turma do STJ\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a advogada, o recente julgamento do STJ esvazia 15 anos de debates no Carf sobre a exig\u00eancia, por parte da Receita Federal, de requisitos que n\u00e3o constam em lei. \u201cAinda estamos longe de ter um repetitivo com entendimento vinculante sobre a mat\u00e9ria. Mas mesmo que ele venha, n\u00e3o vai resolver todos os casos de \u00e1gio\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A tributarista Andrea Oliveira, do mesmo escrit\u00f3rio, refor\u00e7a que, apesar das diferentes nuances em casos de \u00e1gio &#8211; como uso ou n\u00e3o de empresa ve\u00edculo, partes relacionadas, entre outros &#8211; o que se tem visto s\u00e3o os tribunais muito focados em legalidade. E, quando isso acontece, acrescenta ela, as decis\u00f5es s\u00e3o favor\u00e1veis aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVemos uma tend\u00eancia favor\u00e1vel nos tribunais federais, ao restabelecerem o ponto de vista da legalidade\u201d, afirma a advogada. \u201cO Fisco foi criando conceitos que n\u00e3o estavam baseados em lei.\u201d<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\nhttps:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/02\/19\/trf-3-derruba-autuacao-fiscal-por-amortizacao-de-agio.ghtml\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Empresa j\u00fanior vinculada a faculdade tem direito a imunidade tribut\u00e1ria, diz TJ-DF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/02\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Uma empresa j\u00fanior, enquanto organiza\u00e7\u00e3o estudantil gerenciada por alunos da gradua\u00e7\u00e3o de determinada faculdade, tem direito \u00e0 imunidade tribut\u00e1ria oferecida \u00e0s institui\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos, conforme prev\u00ea a Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 do Tribunal de Justi\u00e7a do Distrito Federal, que deu provimento a recurso para afastar a cobran\u00e7a de ISS sobre uma empresa j\u00fanior de administra\u00e7\u00e3o vinculada ao Centro Universit\u00e1rio de Bras\u00edlia (Uniceub).<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado foi por 3 votos a 2. O tema \u00e9 importante e ainda n\u00e3o tem precedentes no Supremo Tribunal Federal ou no Superior Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Identidade pr\u00f3pria<br>A empresa j\u00fanior, chamada Projetos Consultoria Integrada, \u00e9 entidade com CNPJ pr\u00f3prio e que n\u00e3o se confunde com a faculdade \u00e0 qual \u00e9 vinculada. Representada pelo escrit\u00f3rio&nbsp;Mesquita P\u00f3voa Advocacia, ela ajuizou a\u00e7\u00e3o pedindo a imunidade tribut\u00e1ria conferida pelo artigo 150, inciso III, al\u00ednea \u201cc\u201d da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A alega\u00e7\u00e3o \u00e9 de que a empresa foi criada com objetivo educacional e sem fins lucrativos ou econ\u00f4micos. A senten\u00e7a negou o pedido por entender que isso representaria uma vantagem excessiva em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais empresas do mercado, causando desequil\u00edbrio.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso ao TJ-DF, a companhia j\u00fanior apontou que n\u00e3o disponibiliza produtos ou servi\u00e7os no mercado, mas apenas desenvolve atividades e projetos estritamente pedag\u00f3gicos, por meio da supervis\u00e3o de professores e especialistas da \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA empresa j\u00fanior traz a possibilidade de complementar o que a institui\u00e7\u00e3o de ensino muitas vezes n\u00e3o traz, o ensino pr\u00e1tico. Os estudantes n\u00e3o recebem sal\u00e1rio, tendo como contrapresta\u00e7\u00e3o cursos, capacita\u00e7\u00f5es, eventos e experi\u00eancias no mercado de trabalho\u201d, explicou o advogado&nbsp;Diogo P\u00f3voa.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto vencedor<br>Venceu o voto divergente do desembargador Get\u00falio Moraes de Oliveira. Ele citou posi\u00e7\u00e3o do STF segundo a qual a imunidade tribut\u00e1ria prevista na Constitui\u00e7\u00e3o para entidades sem fins lucrativos n\u00e3o as impede de cobrar por seus servi\u00e7os. Basta que esses valores cobrados sejam integralmente aplicados na conserva\u00e7\u00e3o dos seus pr\u00f3prios objetivos institucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para afastar a imunidade tribut\u00e1ria, portanto, seria necess\u00e1rio comprovar o desvio de finalidade da empresa j\u00fanior, \u00f4nus que cabe ao Fisco distrital.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m recha\u00e7ou o argumento de que a imunidade dependeria de a empresa j\u00fanior demonstrar, mediante portaria do MEC ou da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do Distrito Federal, a autoriza\u00e7\u00e3o para funcionar como institui\u00e7\u00e3o de ensino.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm rela\u00e7\u00e3o ao car\u00e1ter educacional, na Lei das Empresas Juniores h\u00e1 dispositivos apontando que o seu principal objetivo deve ser a educa\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento acad\u00eamico dos seus membros\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto vencedor apenas negou o direito de, por meio do mandado de seguran\u00e7a, reaver os valores indevidamente pagos em ISS nos cinco anos anteriores ao ajuizamento da a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os desembargadores Robson Barbosa de Azevedo e Sandra Reves acompanharam a diverg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto vencido<br>Ficou vencido o relator do recurso, desembargador Fabr\u00edcio Fontoura Bezerra, acompanhado do desembargador Maur\u00edcio Silva Miranda. Para eles, a imunidade tribut\u00e1ria da empresa j\u00fanior \u00e9 invi\u00e1vel, pois elas n\u00e3o se confundem com as institui\u00e7\u00f5es de ensino a que se vinculam.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o pode a apelante defender o amadorismo e a limita\u00e7\u00e3o acad\u00eamica para o Poder Judici\u00e1rio para fins de imunidade tribut\u00e1ria do ISS, e adotar uma outra postura de profissionalismo em expans\u00e3o do mercado, com altas cifras em destaque\u201d, apontou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo o relator, a imunidade tribut\u00e1ria da empresa j\u00fanior ofereceria uma vantagem e causaria desigualdade no mercado. Para ele, haveria \u201ccom clareza o regime de livre e desleal concorr\u00eancia, caso lhe fosse reconhecida a n\u00e3o incid\u00eancia do citado imposto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-juridico wp-block-embed-consultor-juridico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"rhwlVxChyG\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-fev-15\/empresa-junior-vinculada-a-faculdade-tem-direito-a-imunidade-tributaria-diz-tj-df\/\">Empresa j\u00fanior vinculada a faculdade tem direito a imunidade tribut\u00e1ria, diz TJ-DF<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Empresa j\u00fanior vinculada a faculdade tem direito a imunidade tribut\u00e1ria, diz TJ-DF&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-fev-15\/empresa-junior-vinculada-a-faculdade-tem-direito-a-imunidade-tributaria-diz-tj-df\/embed\/#?secret=lAe1SOOrC0#?secret=rhwlVxChyG\" data-secret=\"rhwlVxChyG\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 14\/02 a 19\/02 Com a reforma tribut\u00e1ria, holding familiar continua vantajosa Data: 14\/02\/2024 Mesmo com a reforma tribut\u00e1ria, promulgada pelo Congresso Nacional em 20 de dezembro, as holdings familiares permanecem como um mecanismo vi\u00e1vel para prote\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o de patrim\u00f4nio. \u201cEmbora haja possibilidade de aumento da carga tribut\u00e1ria, a estrutura deste modelo, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3143,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[9,29,33,63,96,73],"class_list":["post-3141","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-retrospecto-tributario","tag-amaral-yazbek","tag-empresas","tag-negocios","tag-noticia-do-dia","tag-reforma-tributaria","tag-retrospecto-tributario"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Retrospecto Tribut\u00e1rio - 14\/02 a 19\/02<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. 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