{"id":3109,"date":"2024-01-29T16:53:35","date_gmt":"2024-01-29T19:53:35","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3109"},"modified":"2024-01-29T16:56:00","modified_gmt":"2024-01-29T19:56:00","slug":"retrospecto-tributario-22-01-a-29-01","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3109","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 22\/01 a 29\/01"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 22\/01 a 29\/01<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As al\u00edquotas e o princ\u00edpio da simplicidade na reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foi aprovada a PEC 45, transformada na EC 132, que colocou a profiss\u00e3o de advogado tributarista como a profiss\u00e3o do futuro pelas pr\u00f3ximas tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es, tantos ser\u00e3o os problemas \u00e0 frente. Agora inicia-se um novo cap\u00edtulo de debates, o de regulamentar o que foi aprovado.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 muito a ser feito, destacando-se um aspecto important\u00edssimo que permanece em aberto: quanto vai ser cobrado? Para tanto, \u00e9 necess\u00e1rio estabelecer as al\u00edquotas da CBS e do IBS, os dois tributos que comp\u00f5em o sistema de IVA dual brasileiro. Tudo partir\u00e1 do que se denomina de al\u00edquota de refer\u00eancia (j\u00e1 batizada por Everardo Maciel de&nbsp;al\u00edquota maldita), da qual advir\u00e3o as demais, proporcionalmente estabelecidas. E tamb\u00e9m as al\u00edquotas do Imposto Seletivo (IS).<\/p>\n\n\n\n<p>Observo ao atento leitor que, de forma pouco t\u00e9cnica, existem diversos artigos que constam da EC 132 que n\u00e3o foram inseridos no corpo da Constitui\u00e7\u00e3o, sequer em seu ADCT. Logo, quem quiser compreender como funcionar\u00e1 este sistema de al\u00edquotas ter\u00e1 que analisar o texto da EC 132, mantido \u00e0 margem da Constitui\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1 sempre necess\u00e1rio ter cautela na indica\u00e7\u00e3o da norma, pois ora a refer\u00eancia ser\u00e1 a um artigo da EC 132, e ora a um artigo da CF.<\/p>\n\n\n\n<p>A al\u00edquota&nbsp;base&nbsp;do IBS e da CBS ser\u00e1 determinada por Resolu\u00e7\u00e3o do Senado Federal (artigo 156-A, XII, c\/c artigo 195, \u00a716, CF), sendo que parcela da arrecada\u00e7\u00e3o do IBS ser\u00e1 compartilhada entre estados e munic\u00edpios. Deve-se considerar que&nbsp;\u201ccada ente federativo fixar\u00e1 sua al\u00edquota pr\u00f3pria por lei espec\u00edfica\u201d&nbsp;(artigo 156-A, \u00a71\u00ba, V, CF), embora haja uma determina\u00e7\u00e3o de que a CBS \u201cpoder\u00e1\u201d ser estabelecida por lei federal (artigo 195, \u00a715, CF), o que certamente ocasionar\u00e1 muitas d\u00favidas, pois n\u00e3o foi utilizado o verbo \u201cdever\u00e1\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Deve-se ainda considerar que a al\u00edquota&nbsp;de refer\u00eancia, como o nome indica, \u00e9 apenas um&nbsp;referencial&nbsp;para os estados e munic\u00edpios, pois estes ter\u00e3o a possibilidade de as reduzir, em seu \u00e2mbito territorial, o que permitir\u00e1 que cada qual dos mais de 5.500 munic\u00edpios estabele\u00e7a uma al\u00edquota pr\u00f3pria em sua arrecada\u00e7\u00e3o, al\u00e9m dos 26 estados e do Distrito Federal (artigo 156-A, \u00a71\u00ba, V, CF).<\/p>\n\n\n\n<p>A partir dessa al\u00edquota base existir\u00e3o regimes&nbsp;diferenciados, regimes&nbsp;espec\u00edficos&nbsp;e regimes&nbsp;favorecidos&nbsp;de tributa\u00e7\u00e3o (artigo 156-A, \u00a75\u00ba, I, \u201cc\u201d, e artigo 149-B, III, CF), a serem regulados por lei complementar, que abaixo comentarei a&nbsp;voo de p\u00e1ssaro.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o artigo 9\u00ba, \u00a71\u00ba, EC 132, estabelece um regime&nbsp;diferenciado,&nbsp;com&nbsp;redu\u00e7\u00e3o de 60%&nbsp;para algumas atividades, como (1) os servi\u00e7os de educa\u00e7\u00e3o; (2) os servi\u00e7os de sa\u00fade; (3) o sistema de transporte p\u00fablico de passageiros metrovi\u00e1rio e rodovi\u00e1rio, de car\u00e1ter urbano, semiurbano e metropolitano; (4) medicamentos; (5) produtos de cuidados b\u00e1sicos \u00e0 sa\u00fade menstrual; e por a\u00ed vai.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00edquotas&nbsp;diferenciadas&nbsp;tamb\u00e9m s\u00e3o previstas no artigo 9\u00ba, \u00a73\u00ba, EC 132, que prev\u00ea&nbsp;redu\u00e7\u00e3o de 100%&nbsp;para bens como (1) produtos hort\u00edcolas, frutas e ovos; (2) servi\u00e7os prestados por Institui\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, Tecnol\u00f3gica e de Inova\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos; (3) autom\u00f3veis de passageiros; dentre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo 9\u00ba \u00a712, EC 132, determina outra&nbsp;diferencia\u00e7\u00e3o, com&nbsp;redu\u00e7\u00e3o de 30%&nbsp;para a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de profiss\u00e3o intelectual, de natureza cient\u00edfica, liter\u00e1ria ou art\u00edstica, desde que sejam submetidas a fiscaliza\u00e7\u00e3o por conselho profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os regimes&nbsp;espec\u00edficos&nbsp;de tributa\u00e7\u00e3o s\u00e3o regidos pelo artigo 156-A, \u00a76\u00ba, CF, englobando diversas atividades, por exemplo: (1) combust\u00edveis e lubrificantes; (2) servi\u00e7os financeiros; (3) atividades cooperativas; (4) servi\u00e7os de hotelaria e de parques de divers\u00e3o; e por a\u00ed segue.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m desses, existem os&nbsp;regimes favorecidos, como o da Zona Franca de Manaus (ZFM) e das \u00c1reas de Livre Com\u00e9rcio (artigo 92-B,&nbsp;caput, CF)<\/p>\n\n\n\n<p>Existe ainda a al\u00edquota do Imposto Seletivo (artigo 153, VIII e \u00a76\u00ba, CF), que ter\u00e1 car\u00e1ter extrafiscal, o que indica percentuais punitivos para as atividades sobre as quais incidir, que ser\u00e1 institu\u00edda por lei complementar, mas suas al\u00edquotas poder\u00e3o ser alteradas por lei ordin\u00e1ria, e, por conseguinte, por medida provis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram criadas duas&nbsp;travas&nbsp;para essa al\u00edquota de refer\u00eancia (artigo 130, \u00a73\u00ba, CF): (1) a al\u00edquota de refer\u00eancia da Uni\u00e3o ser\u00e1 reduzida em 2030 se a m\u00e9dia da receita com a CBS e com o Imposto Seletivo como propor\u00e7\u00e3o do PIB em 2027 e 2028 superar o teto de carga tribut\u00e1ria da Uni\u00e3o, de forma a igualar os dois valores \u2013 a al\u00edquota de refer\u00eancia da Uni\u00e3o e a m\u00e9dia da receita; e (2) as al\u00edquotas de refer\u00eancia de todos os entes ser\u00e3o reduzidas em 2035 se a m\u00e9dia da receita com a CBS, o IBS e o Imposto Seletivo como propor\u00e7\u00e3o do PIB entre 2029 e 2033 superar o teto de carga tribut\u00e1ria, de forma a igualar os dois valores \u2013 a al\u00edquota de refer\u00eancia dos entes e a m\u00e9dia da receita.<\/p>\n\n\n\n<p>Pergunto a voc\u00ea, cansado leitor ou leitora, que leu este breve texto at\u00e9 aqui, se est\u00e1 achando que tudo isso ficou&nbsp;simples. Caso n\u00e3o esteja, sugiro observar o comando principiol\u00f3gico inserido com essa reforma constitucional tribut\u00e1ria:&nbsp;\u201cart. 145, \u00a73\u00ba \u2013 O Sistema Tribut\u00e1rio Nacional deve observar os princ\u00edpios da simplicidade, da transpar\u00eancia, da justi\u00e7a tribut\u00e1ria, da coopera\u00e7\u00e3o e da defesa do meio ambiente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Olha a\u00ed o comando da&nbsp;simplicidade&nbsp;que deve nortear o sistema tribut\u00e1rio brasileiro. Voc\u00ea acha que foi aplicado na EC 132, com suas 37 p\u00e1ginas de texto normativo, ora inserido Constitui\u00e7\u00e3o e ora mantido \u00e0 sua margem?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o me parece que a EC 132 apresente um sistema simplificado. Repito, para destacar:&nbsp;foram introduzidas&nbsp;37 (trinta&nbsp;e sete p\u00e1ginas)&nbsp;de&nbsp;novo texto normativo constitucional sobre Direito Tribut\u00e1rio. O curioso \u00e9 que ainda se considera que o sistema esteja sendo simplificado, o que n\u00e3o aparenta ocorrer.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas este \u00e9 o jogo jogado: o Congresso deliberou, nada mais h\u00e1 a ser dito. Resta apenas discutir a regulamenta\u00e7\u00e3o nas leis complementares e, posteriormente, nas demais normas que necessitar\u00e3o ser editadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois ser\u00e1 a hora de discutir as inconsist\u00eancias no Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-22\/as-aliquotas-e-o-principio-da-simplicidade-na-reforma-tributaria\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-22\/as-aliquotas-e-o-principio-da-simplicidade-na-reforma-tributaria\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita imp\u00f5e tributa\u00e7\u00e3o regular em resgate de fundo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Rendimentos obtidos por sociedade de investimentos com o resgate de cotas de Fundo de Investimentos em Participa\u00e7\u00f5es (FIP) devem ser tributados regularmente, sem redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo. Essa \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o da Receita Federal para os fiscais do pa\u00eds, conforme consta na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta da Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit) n\u00ba 310, publicada recentemente.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o Fisco, n\u00e3o importa que a compra e venda de ativos financeiros seja a principal atividade (objeto social) do contribuinte, nem que ele seja tributado pelo regime do lucro presumido.<\/p>\n\n\n\n<p>No lucro presumido, as empresas aplicam um percentual de presun\u00e7\u00e3o sobre a receita bruta de 8% para o IRPJ e 12% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 CSLL para definir a base de c\u00e1lculo dos tributos. Em um lucro de R$ 100, por exemplo, incide IR sobre R$ 8 e CSLL sobre R$ 12. H\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o na base em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o regular sobre a receita bruta, que seria de 34% sobre os R$ 100.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a Receita n\u00e3o tenha permitido a aplica\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas reduzidas, os valores obtidos com a aliena\u00e7\u00e3o do FIP foram considerados receita bruta para incid\u00eancia de PIS e Cofins &#8211; 3,65% no regime cumulativo. Se n\u00e3o fossem considerados receita, n\u00e3o haveria incid\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A solu\u00e7\u00e3o de consulta foi apresentada por uma institui\u00e7\u00e3o que investe em sociedades an\u00f4nimas, limitadas e em fundos de investimento. Recentemente, ela incluiu no objeto social a atividade de \u201ccompra e venda de ativos financeiros\u201d &#8211; adquiridos para valoriza\u00e7\u00e3o e posterior venda.<\/p>\n\n\n\n<p>Como recebeu um valor referente a cotas de um FIP, mas \u00e9 tributada pelo lucro presumido, decidiu questionar a Receita. De acordo com a sociedade de investimentos, os rendimentos decorrentes do resgate dessas cotas decorrem do exerc\u00edcio de sua atividade principal. Por isso, para ela, deveriam ser tratados como componentes da sua receita bruta e submetidos aos coeficientes de presun\u00e7\u00e3o previstos na legisla\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel ao lucro presumido para a determina\u00e7\u00e3o das bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>A Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 347, de junho de 2017, determinou que a receita obtida na aliena\u00e7\u00e3o de participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria de car\u00e1ter n\u00e3o permanente por pessoa jur\u00eddica que tenha como um de seus objetos sociais a compra e venda de participa\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias deve ser computada como receita bruta, integrando a base de c\u00e1lculo do imposto apurado com base no lucro presumido. Para o contribuinte, no caso de um FIP a l\u00f3gica seria a mesma.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o para a Receita. Na nova solu\u00e7\u00e3o de consulta, o Fisco cita um dispositivo espec\u00edfico da Lei n\u00ba 9.430, de 1996, para alegar que alguns valores, dentre eles os rendimentos e ganhos l\u00edquidos de aplica\u00e7\u00f5es financeiras, devem ser adicionados integralmente na apura\u00e7\u00e3o do lucro presumido, \u201cindependentemente da atividade ou objeto social desempenhado pela entidade\u201d. A Receita entende que prevalece a norma mais espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo sentido, a Instru\u00e7\u00e3o Normativa da Receita n\u00ba 1.700, de mar\u00e7o de 2017, relaciona uma s\u00e9rie de valores que dever\u00e3o ser acrescidos \u00e0 base de c\u00e1lculo do lucro presumido. Entre eles, encontram-se os rendimentos e ganhos l\u00edquidos auferidos em aplica\u00e7\u00f5es financeiras de renda fixa e renda vari\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o se pode conceber que o sujeito passivo possa modificar a base de c\u00e1lculo do IRPJ, retirando a adi\u00e7\u00e3o integral dos rendimentos auferidos em aplica\u00e7\u00f5es financeiras, prevista em dispositivo legal, por meio de uma simples altera\u00e7\u00e3o em seu contrato social\u201d, diz a solu\u00e7\u00e3o de consulta.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 com rela\u00e7\u00e3o ao PIS e \u00e0 Cofins, a Receita entende de maneira diferente. Considera que os rendimentos advindos do resgate de cotas de FIP s\u00e3o \u201cnitidamente\u201d decorrentes da atividade empresarial. Por serem receitas da atividade ou do objeto principal da empresa, diz o Fisco, integram a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es sociais apuradas no regime da cumulatividade. Como, nesse caso, n\u00e3o h\u00e1 regra mais espec\u00edfica, segundo a Receita, vale a norma geral, de que se trata de receita bruta.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com F\u00e1bio Calcini, do escrit\u00f3rio Brasil Salom\u00e3o &amp; Matthes Advocacia, essa \u00e9 a primeira solu\u00e7\u00e3o de consulta que d\u00e1 enfoque \u00e0 opera\u00e7\u00e3o com FIP. O advogado destaca tamb\u00e9m que o entendimento afeta, em geral, as holdings de investimentos com participa\u00e7\u00e3o em FIP no ativo circulante. Quando esse tipo de participa\u00e7\u00e3o est\u00e1 fora do ativo circulante, diz ele, sua venda gera ganho de capital e n\u00e3o incide PIS e Cofins, mas o IR e a CSLL somam 34%.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Calcini, o novo entendimento da Receita \u00e9 contradit\u00f3rio, deixando os mesmos valores fora da receita bruta quanto \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o de IRPJ e CSLL, mas dentro para a incid\u00eancia de PIS e Cofins. \u201cAo falar de PIS e Cofins eles usam os mesmos conceitos e a Receita entra em contradi\u00e7\u00e3o para justificar a tributa\u00e7\u00e3o pelo FIP\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O consultor tribut\u00e1rio e s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Lefosse, Dante Zanotti, interpreta a nova solu\u00e7\u00e3o de consulta de outra perspectiva. Ele pondera que ela \u00e9 importante por evidenciar aos contribuintes que, na vis\u00e3o do Fisco, os rendimentos de aplica\u00e7\u00f5es em FIP n\u00e3o est\u00e3o sujeitos aos coeficientes de presun\u00e7\u00e3o do lucro presumido, ainda que o objeto social da pessoa jur\u00eddica seja realizar esse tipo de investimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota ao Valor, a Receita Federal afirma que n\u00e3o h\u00e1 contradi\u00e7\u00e3o. \u201cEm uma mesma solu\u00e7\u00e3o de consulta, a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil tratou de duas legisla\u00e7\u00f5es diferentes, n\u00e3o havendo contradi\u00e7\u00e3o entre as conclus\u00f5es apresentadas\u201d, diz o \u00f3rg\u00e3o, acrescentando que h\u00e1 uma norma espec\u00edfica que trata dos rendimentos em aplica\u00e7\u00f5es financeiras, que n\u00e3o est\u00e3o sujeitos aos coeficientes de presun\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/23\/receita-impoe-tributacao-regular-em-resgate-de-fundo.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/23\/receita-impoe-tributacao-regular-em-resgate-de-fundo.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de consulta n\u00b0 4001, de 22 de janeiro de 2024<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jur\u00eddica &#8211; IRPJ<br>DECIS\u00c3O JUDICIAL. INCENTIVOS E BENEF\u00cdCIOS FISCAIS OU FINANCEIRO-FISCAIS RELATIVOS AO ICMS. SUBVEN\u00c7\u00c3O PARA INVESTIMENTO. REQUISITOS E CONDI\u00c7\u00d5ES.<br>Para os fins da Lei n\u00ba&nbsp;10.522, de 2002, as decis\u00f5es proferidas pelo Colendo Superior Tribunal de Justi\u00e7a passam a ter efeito vinculante para a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil por meio da elabora\u00e7\u00e3o de manifesta\u00e7\u00e3o a respeito pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, atualmente inexistente na hip\u00f3tese dos autos.<br>A Lei Estadual n\u00ba&nbsp;17.649, de 2018, que institui benef\u00edcio fiscal de redu\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do ICMS com vistas ao fomento das empresas prestadoras de servi\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o multim\u00eddia, ainda que preveja, como uma das condicionantes para sua frui\u00e7\u00e3o, a contrata\u00e7\u00e3o de &#8220;links&#8221; de internet de estabelecimentos devidamente inscritos no cadastro de contribuintes e com ponto de presen\u00e7a no estado, n\u00e3o estabelece a aplica\u00e7\u00e3o do mesmo, pelo benefici\u00e1rio, em investimento para implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimento econ\u00f4mico, pelo que tal benesse fiscal n\u00e3o corresponde ao conceito de subven\u00e7\u00e3o para investimento plasmado pelo art. 30 da Lei n\u00ba&nbsp;12.973, de 2014, devendo, portanto, seu valor ser inclu\u00eddo na determina\u00e7\u00e3o do lucro real.<br>SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA VINCULADA \u00c0S SOLU\u00c7\u00d5ES DE CONSULTA COSIT N\u00ba&nbsp;253, DE 25 DE OUTUBRO DE 2023, E N\u00ba&nbsp;145, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2020.<br>Dispositivos Legais: Lei n\u00ba&nbsp;12.973, de 2014, art. 30; Lei n\u00ba&nbsp;14.789, de 2023; Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;1.700, de 2017, art. 198; Lei Estadual n\u00ba&nbsp;17.649, de 2018; Decreto Estadual n\u00ba&nbsp;2.870, de 2001; Conv\u00eanios ICMS n\u00ba&nbsp;3, de 2017, e n\u00ba&nbsp;122, de 2021.<br>Assunto: Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido \u2013 CSLL<br>DECIS\u00c3O JUDICIAL. INCENTIVOS E BENEF\u00cdCIOS FISCAIS OU FINANCEIRO-FISCAIS RELATIVOS AO ICMS. SUBVEN\u00c7\u00c3O PARA INVESTIMENTO. REQUISITOS E CONDI\u00c7\u00d5ES.<br>Para os fins da Lei n\u00ba&nbsp;10.522, de 2002, as decis\u00f5es proferidas pelo Colendo Superior Tribunal de Justi\u00e7a passam a ter efeito vinculante para a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil por meio da elabora\u00e7\u00e3o de manifesta\u00e7\u00e3o a respeito pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, atualmente inexistente na hip\u00f3tese dos autos.<br>A Lei Estadual n\u00ba&nbsp;17.649, de 2018, que institui benef\u00edcio fiscal de redu\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do ICMS com vistas ao fomento das empresas prestadoras de servi\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o multim\u00eddia, ainda que preveja, como uma das condicionantes para sua frui\u00e7\u00e3o, a contrata\u00e7\u00e3o de &#8220;links&#8221; de internet de estabelecimentos devidamente inscritos no cadastro de contribuintes e com ponto de presen\u00e7a no estado, n\u00e3o estabelece a aplica\u00e7\u00e3o do mesmo, pelo benefici\u00e1rio, em investimento para implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimento econ\u00f4mico, pelo que tal benesse fiscal n\u00e3o corresponde ao conceito de subven\u00e7\u00e3o para investimento plasmado pelo art. 30 da Lei n\u00ba&nbsp;12.973, de 2014, devendo, portanto, seu valor ser inclu\u00eddo na determina\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo da CSLL.<br>SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA VINCULADA \u00c0S SOLU\u00c7\u00d5ES DE CONSULTA COSIT N\u00ba&nbsp;253, DE 25 DE OUTUBRO DE 2023, E N\u00ba&nbsp;145, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2020.<br>Dispositivos Legais: Lei n\u00ba&nbsp;12.973, de 2014, art. 30; Lei n\u00ba&nbsp;14.789, de 2023; Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;1.700, de 2017, art. 198; Lei Estadual n\u00ba&nbsp;17.649, de 2018; Decreto Estadual n\u00ba&nbsp;2.870, de 2001; Conv\u00eanios ICMS n\u00ba&nbsp;3, de 2017, e n\u00ba&nbsp;122, de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=135777\">http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=135777<\/a>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Lula confirma ajuste na tabela do Imposto de Renda para isentar at\u00e9 2 sal\u00e1rios-m\u00ednimos<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Data: 23\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente Luiz In\u00e1cio&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/lula\">Lula<\/a>&nbsp;da Silva confirmou nesta ter\u00e7a-feira (23\/1) que o governo vai reajustar a tabela de isen\u00e7\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/imposto-de-renda\">Imposto de Renda<\/a>, acomodando a isen\u00e7\u00e3o para quem recebe at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos. O ajuste foi mencionado pelo ministro da Fazenda,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/fernando-haddad\">Fernando Haddad<\/a>, em entrevista ao Roda Viva, na noite de segunda-feira (22\/1).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cResolvemos desonerar as pessoas que ganhavam at\u00e9 R$ 2,6 mil. Com o reajuste do sal\u00e1rio-m\u00ednimo, as pessoas parecem que v\u00e3o voltar a pagar o Imposto de Renda, mas n\u00e3o v\u00e3o. Porque n\u00f3s vamos fazer as mudan\u00e7as agora para quem ganhe at\u00e9 dois sal\u00e1rios-m\u00ednimos n\u00e3o pague IR. E eu tenho um compromisso de chegar at\u00e9 o fim do meu mandato isentando todo mundo que ganhar at\u00e9 R$ 5.000\u201d, disse o presidente.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde maio do ano passado, quem ganha at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos est\u00e1 isento do IR. \u00c0 \u00e9poca, uma medida provis\u00f3ria ampliou a faixa de isen\u00e7\u00e3o de R$ 1.903,98 para R$ 2.112 e concedeu desconto autom\u00e1tico mensal de R$ 528 sobre o sal\u00e1rio. Ou seja, a faixa de isen\u00e7\u00e3o passou para R$ 2.640, o mesmo valor de dois sal\u00e1rios-m\u00ednimos de 2023. Com o ganho real do m\u00ednimo de 2024, que passou para R$ 1.412, o valor (R$ 2.824) ultrapassa essa faixa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao Roda Viva, Haddad disse que o presidente j\u00e1 havia pedido uma an\u00e1lise para ajustar essa quest\u00e3o.&nbsp;\u201cN\u00f3s vamos fazer uma nova revis\u00e3o em 2024 por conta do aumento do sal\u00e1rio-m\u00ednimo. O presidente Lula j\u00e1 pediu uma an\u00e1lise para acertarmos a faixa da isen\u00e7\u00e3o. Neste primeiro semestre, temos que encaminhar as leis complementares que&nbsp;regulam a emenda da Reforma Tribut\u00e1ria\u201d, afirmou o ministro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"EuUxQW5pV2\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/lula-confirma-ajuste-na-tabela-do-imposto-de-renda-para-isentar-ate-2-salarios-minimos-23012024\">Lula confirma ajuste na tabela do Imposto de Renda para isentar at\u00e9 2 sal\u00e1rios m\u00ednimos<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Lula confirma ajuste na tabela do Imposto de Renda para isentar at\u00e9 2 sal\u00e1rios m\u00ednimos&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/lula-confirma-ajuste-na-tabela-do-imposto-de-renda-para-isentar-ate-2-salarios-minimos-23012024\/embed#?secret=EuUxQW5pV2\" data-secret=\"EuUxQW5pV2\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal rejeita cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins por gastos com LGPD<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Para Receita, tais gastos n\u00e3o est\u00e3o relacionados ao processo de presta\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os em quest\u00e3o e n\u00e3o s\u00e3o insumos<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal se manifestou contra o aproveitamento de cr\u00e9ditos de PIS e Cofins sobre gastos com a implementa\u00e7\u00e3o da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2015-2018\/2018\/lei\/l13709.htm\">Lei 13.709\/2018<\/a>&nbsp;(Lei Geral de Prote\u00e7\u00e3o de Dados, ou LGPD) no caso de uma empresa da \u00e1rea financeira. O entendimento consta na&nbsp;<a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=135375\">Solu\u00e7\u00e3o de Consulta da Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit) n\u00ba 307<\/a>, publicada no dia 14 de dezembro.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento da Receita \u00e9 de que tais gastos n\u00e3o est\u00e3o relacionados ao processo de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os em quest\u00e3o, constituindo-se, assim, em despesas, e n\u00e3o em insumos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit 307, a Receita destaca que a LGPD n\u00e3o \u00e9 uma norma direcionada especificamente ao sistema financeiro, \u201cporquanto seu objetivo \u00e9 regular a forma pela qual os dados s\u00e3o utilizados nos mais diversos setores da sociedade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto foi feito em resposta ao questionamento de uma empresa da \u00e1rea financeira, que oferta servi\u00e7os de pagamento por meio de plataforma digital acess\u00edvel por site ou aplicativos dispon\u00edveis para telefones celulares.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita diz ainda que as despesas com a implementa\u00e7\u00e3o da lei n\u00e3o n\u00e3o se amoldam ao conceito de insumo definido pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/stj\">STJ<\/a>) no julgamento do REsp 1.221.170, uma vez que n\u00e3o s\u00e3o essenciais ou relevantes para o desenvolvimento da atividade da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>No REsp 1.221.170 o STJ definiu, sob o rito dos recursos repetitivos, os crit\u00e9rios que definem o que pode ser considerado insumo para PIS e Cofins. Naquela oportunidade, a Corte pacificou o conceito de insumo, que deve ser aferido \u00e0 luz dos crit\u00e9rios da essencialidade e da relev\u00e2ncia; considerando-se a imprescindibilidade ou a import\u00e2ncia de determinado item \u2013 bem ou servi\u00e7o \u2013 para o desenvolvimento da atividade econ\u00f4mica desempenhada pelo contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>As solu\u00e7\u00f5es de consulta Cosit possuem efeito vinculante no \u00e2mbito da Receita Federal, ou seja, s\u00e3o de observ\u00e2ncia obrigat\u00f3ria por agentes do \u00f3rg\u00e3o, como fiscais. Com exce\u00e7\u00e3o da empresa que fez a consulta, outros contribuintes n\u00e3o est\u00e3o vinculados \u00e0 solu\u00e7\u00e3o de consulta, por\u00e9m o texto expressa a forma de pensamento da Receita em rela\u00e7\u00e3o ao tema.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a primeira vez que a Receita se manifesta, por meio de solu\u00e7\u00e3o de consulta, sobre a tomada de cr\u00e9ditos de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/pis-cofins-13052021\">PIS e Cofins<\/a>&nbsp;sobre gastos com a LGPD. H\u00e1, ainda, algumas&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/justica-permite-credito-de-pis-cofins-sobre-despesas-com-adequacao-a-lgpd-11052023\">decis\u00f5es judiciais sobre o tema<\/a>, por\u00e9m sem posi\u00e7\u00f5es dos tribunais superiores.<\/p>\n\n\n\n<p>David Gon\u00e7alves de Andrade Silva, s\u00f3cio da Andrade Silva Advogados, discorda da solu\u00e7\u00e3o de consulta, e afirma que a discuss\u00e3o&nbsp;tem origem na \u201cfalsa n\u00e3o cumulatividade do PIS e da Cofins\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso visto que o elenco enorme de limita\u00e7\u00f5es ao aproveitamento de cr\u00e9ditos, como no caso dos gastos para implementa\u00e7\u00e3o da LGPD, serve mesmo para desdizer o princ\u00edpio que deveria ser o natural, em qualquer sistema n\u00e3o cumulativo. Ou seja, tudo o que \u00e9 gasto, custo, despesa ou investimento, independentemente de estar ligado ao n\u00e3o, diretamente, ao produto fabricado, comercializado ou ao servi\u00e7o prestado, deveria, sim, gerar direito ao cr\u00e9dito\u201d, destaca o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Paulo Henrique Gomes de Oliveira, tributarista do Ferrareze e Freitas advogados, tamb\u00e9m discorda da solu\u00e7\u00e3o de consulta. Para o advogado, a Receita Federal se equivocou ao se manifestar no sentido de n\u00e3o ser uma norma direcionada ao setor financeiro, pois tais empresas precisam preservar os dados dos seus clientes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPortanto, ineg\u00e1vel dizer que as despesas para cumprimento das normas de LGPD por tais empresas s\u00e3o fundamentais, obedecendo-se, assim, ao posicionamento do STJ que conferiu direito a cr\u00e9dito de PIS e Cofins sobre despesas essenciais e relevantes dessa natureza\u201d, diz. \u201cCertamente, esse tema ainda continuar\u00e1 a ser palco de discuss\u00f5es no Judici\u00e1rio para que as empresas possam garantir o direito ao uso dos cr\u00e9ditos de PIS e Cofins sobre despesas para a implementa\u00e7\u00e3o da LGPD.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Let\u00edcia Sugahara, advogada tributarista no Mannrich e Vasconcelos Advogados, aponta que apesar de ser uma manifesta\u00e7\u00e3o in\u00e9dita da Receita Federal em rela\u00e7\u00e3o ao tema, seu posicionamento est\u00e1 em linha com o entendimento adotado pelo \u00f3rg\u00e3o para outros gastos decorrentes de imposi\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuito embora represente uma manifesta\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel, entendemos que os contribuintes t\u00eam fundamentos jur\u00eddicos e f\u00e1ticos s\u00f3lidos para suportar o aproveitamento de cr\u00e9dito de PIS e Cofins sobre referidos gastos, especialmente em raz\u00e3o de estarem sujeitos \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de penalidades caso deixem de aplicar a LGPD \u00e0 totalidade de suas atividades\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"S9LRb7GrUT\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/receita-federal-rejeita-creditos-de-pis-cofins-por-gastos-com-lgpd-23012024\">Receita Federal rejeita cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins por gastos com LGPD<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Receita Federal rejeita cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins por gastos com LGPD&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/receita-federal-rejeita-creditos-de-pis-cofins-por-gastos-com-lgpd-23012024\/embed#?secret=S9LRb7GrUT\" data-secret=\"S9LRb7GrUT\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Governo detalha sobre a amplia\u00e7\u00e3o do Regime Tribut\u00e1rio para incentivar investimentos em portos e ferrovias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Governo Federal ampliou por mais cinco anos o Regime Tribut\u00e1rio para Incentivo \u00e0 Moderniza\u00e7\u00e3o e \u00e0 Amplia\u00e7\u00e3o da Estrutura Portu\u00e1ria (Reporto). O an\u00fancio foi feito nesta ter\u00e7a-feira (23) pelos ministros de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, da Fazenda, Fernando Haddad e dos Transportes, Renan Filho, no audit\u00f3rio do Minist\u00e9rio da Fazenda, em Bras\u00edlia (DF).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Criado durante o primeiro mandato do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, o programa pretende fomentar investimentos em infraestrutura log\u00edstica, visando melhorar a efici\u00eancia operacional e a competitividade de portos e ferrovias do Pa\u00eds. Com a prorroga\u00e7\u00e3o, estima-se que, para cada real de ren\u00fancia fiscal, sejam atra\u00eddos aproximadamente cinquenta reais em investimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as vantagens destacadas est\u00e3o, a efici\u00eancia log\u00edstica, o fomento \u00e0 inova\u00e7\u00e3o e o benef\u00edcio para treinamento e forma\u00e7\u00e3o de trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, sem o programa, os empreendimentos se tornariam, segundo dados do Minist\u00e9rio de Portos e Aeroportos, cerca de 7% mais caros, com uma queda de 25% na aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos ferrovi\u00e1rios e aumento nos custos de concess\u00f5es e prorroga\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou os portos para a economia brasileira. &#8220;N\u00f3s precisamos cada vez mais estruturar os portos do Brasil, melhorando a governan\u00e7a, melhorando a tecnologia, melhorando cada vez mais a interlocu\u00e7\u00e3o com o mercado internacional. E tudo isso \u00e9 fundamental, que passa por investimentos p\u00fablicos, privados, mas sobretudo investimentos do pr\u00f3prio setor produtivo&#8221;, destacou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor-presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Terminais Portu\u00e1rios, Jesualdo Concei\u00e7\u00e3o, lembrou a import\u00e2ncia dos portos brasileiros para o transporte de mercadorias. &#8220;Quando se fala do setor portu\u00e1rio, sem d\u00favida nenhuma, n\u00f3s estamos falando da soberania nacional, e n\u00f3s temos certeza que os senhores entenderam isso, porque \u00e9 pelo setor portu\u00e1rio que mais de 96% do fluxo do com\u00e9rcio internacional \u00e9 realizado, as nossas divisas, as nossas exporta\u00e7\u00f5es, o agroneg\u00f3cio 100% sai pelo setor portu\u00e1rio&#8221;, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho, &#8220;o Reporto garantir\u00e1 mais facilidade para investimento, ajudar\u00e1 na competitividade internacional do Brasil, garantir\u00e1 novos empregos e, certamente, ajudar\u00e1 o desenvolvimento da economia&#8221;, disse.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dados<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, o setor de portos emprega mais de 272.820 trabalhadores, divididos entre atividades diretas e indiretas nos portos e na navega\u00e7\u00e3o. Nos \u00faltimos seis anos, o setor atraiu R$42,7 bilh\u00f5es em investimentos, com um benef\u00edcio de R$1,08 bilh\u00e3o advindo do programa. Para o per\u00edodo de 2023 a 2026, espera-se um total de R$75,9 bilh\u00f5es em investimentos, evidenciando a import\u00e2ncia estrat\u00e9gica do programa para o desenvolvimento econ\u00f4mico do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esclareceu que o Reporto tem papel fundamental no est\u00edmulo ao investimento e \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o. Segundo ele, &#8220;n\u00e3o existe um pa\u00eds que se desenvolva sem esses impulsos. O pa\u00eds n\u00e3o pode se isolar.&#8221; Haddad tamb\u00e9m enfatizou os recordes alcan\u00e7ados no com\u00e9rcio exterior, destacando o saldo comercial recorde de quase 100 bilh\u00f5es de d\u00f3lares no ano passado.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O que \u00e9<\/p>\n\n\n\n<p>O Reporto \u00e9 um regime aduaneiro especial criado para incentivar investimentos na recupera\u00e7\u00e3o, moderniza\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o de portos e ferrovias brasileiras, com a suspens\u00e3o e\/ou isen\u00e7\u00e3o de tributos. Esse regime foi criado por meio da Lei n\u00ba 11.033, de 21\/12\/2004.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o Reporto, as empresas podem adquirir maquin\u00e1rios e equipamentos com a suspens\u00e3o de tributos federais, como Imposto de Importa\u00e7\u00e3o e Imposto sobre Produtos Industrializados &#8211; IPI e PIS\/Cofins\u2014Importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/portos-e-aeroportos\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/01\/governo-detalha-sobre-a-amploacao-do-regime-tributario-para-incentivar-investimentos-em-portos-e-ferrovias#:~:text=O%20Reporto%20%C3%A9%20um%20regime,de%2021%2F12%2F2004.\">https:\/\/www.gov.br\/portos-e-aeroportos\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/01\/governo-detalha-sobre-a-amploacao-do-regime-tributario-para-incentivar-investimentos-em-portos-e-ferrovias#:~:text=O%20Reporto%20%C3%A9%20um%20regime,de%2021%2F12%2F2004.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fase 2 da reforma ter\u00e1 mudan\u00e7as no JCP e taxa de 15% a m\u00faltis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tribut\u00e1ria sobre a renda que o governo federal vai enviar ao Congresso Nacional at\u00e9 meados de mar\u00e7o deve incluir um imposto m\u00ednimo efetivo de 15% sobre o lucro de multinacionais que operam no Brasil e deve propor a revoga\u00e7\u00e3o ou mudan\u00e7as no uso dos juros sobre capital pr\u00f3prio (JCP) distribu\u00eddos pelas empresas, ideia que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tentou aprovar em 2023, sem sucesso, apurou o Valor com fontes do governo.<\/p>\n\n\n\n<p>O imposto m\u00ednimo global foi negociado por 140 pa\u00edses sob a coordena\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e o Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), com o objetivo de permitir a realoca\u00e7\u00e3o dos lucros das grandes multinacionais para pa\u00edses do mundo todo. Pelo menos 55 pa\u00edses j\u00e1 adotam a medida, incluindo os das Uni\u00e3o Europeia. A Receita Federal j\u00e1 vinha trabalhando nas diretrizes para adotar esse tributo no Brasil, mas ainda n\u00e3o tinha estabelecido um prazo. Agora, segundo apurou o Valor, a ideia \u00e9 propor a tributa\u00e7\u00e3o dentro do projeto de lei que tratar\u00e1 da reforma tribut\u00e1ria sobre a renda.<\/p>\n\n\n\n<p>O tributo, se aprovado pelo Congresso, funcionar\u00e1 nas bases propostas pela OCDE, ou seja, dever\u00e1 ser aplicado a qualquer multinacional com receita anual superior a \u20ac 750 milh\u00f5es que tenha sede ou filial instalada no Brasil. A empresa ter\u00e1 de recolher o imposto m\u00ednimo global no Brasil caso sua al\u00edquota efetiva de tributos pagos no pa\u00eds fique abaixo de 15%. Em geral, a al\u00edquota dos impostos sobre o lucro no Brasil \u00e9 de 34%, mas parte das empresas tem benef\u00edcios fiscais ou dedu\u00e7\u00f5es da base de c\u00e1lculo, por isso a al\u00edquota efetiva paga \u00e9 bem menor.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo ainda mant\u00e9m em sigilo o n\u00famero de empresas que podem ser afetadas e o valor esperado de arrecada\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, segundo fontes, haver\u00e1 um impacto positivo, que ajudar\u00e1 a compensar a ren\u00fancia de uma outra medida que ser\u00e1 inclu\u00edda na reforma da renda: a revis\u00e3o das regras de Tributa\u00e7\u00e3o em Bases Universais (TBU), que \u00e9 o mecanismo que estabelece que a tributa\u00e7\u00e3o dos rendimentos e ganhos de capital de uma filial ou subsidi\u00e1ria deve ser feita no pa\u00eds de domic\u00edlio tribut\u00e1rio da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo \u00e9 que as regras adotadas no Brasil fiquem mais pr\u00f3ximas do padr\u00e3o da OCDE. Uma fonte explica que o TBU adotado pelo pa\u00eds \u00e9 \u00fanico, porque tributa automaticamente o lucro de qualquer filial estrangeira de empresa ou grupo econ\u00f4mico domiciliado no Brasil. A ideia \u00e9 desobrigar a tributa\u00e7\u00e3o anual de filiais e subsidi\u00e1rias que de fato sejam operacionais no exterior e manter a tributa\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s rendas passivas ou de filiais instaladas em para\u00edsos fiscais ou locais subtributados.<\/p>\n\n\n\n<p>A reformula\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o do TBU tamb\u00e9m j\u00e1 era uma agenda que vinha sendo desenvolvida pela Receita, pois as atuais regras valem somente at\u00e9 o ano-calend\u00e1rio 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTributar os dividendos dar\u00e1 azo \u00e0 quest\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o disfar\u00e7ada de lucros\u201d \u2014 Eduardo Natal.<\/p>\n\n\n\n<p>Fontes tamb\u00e9m afirmam que mudan\u00e7as no JCP voltar\u00e3o a ser propostas pelo governo, agora dentro da reforma da renda. H\u00e1 duas alternativas na mesa: propor a revoga\u00e7\u00e3o do JCP ou a restri\u00e7\u00e3o do modelo para algo semelhante ao adotado na Europa, chamado de ACE (Allowance for Corporate Equity). A decis\u00e3o depender\u00e1 de qual ser\u00e1 a al\u00edquota do Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ). \u201cEstamos avaliando o que preferimos e o que as empresas preferem tamb\u00e9m. Preferimos ter uma al\u00edquota corporativa mais alta e o JCP reformulado ou uma al\u00edquota nominal mais baixa sem o JCP? Essa \u00e9 a escolha que precisa ser feita\u201d, explica uma fonte.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Fernando Haddad prop\u00f4s no ano passado o fim do JCP ao Congresso, com a expectativa de arrecadar R$ 10,4 bilh\u00f5es em 2024. A ideia, contudo, n\u00e3o prosperou, e os parlamentares aprovaram apenas algumas restri\u00e7\u00f5es para uso do instrumento financeiro, justamente para que o assunto fosse tratado de forma estrutural, em meio \u00e0 reforma tribut\u00e1ria do Imposto de Renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas ouvidos pelo Valor acreditam que o mecanismo pode ser aprimorado para evitar seu uso como instrumento de planejamento tribut\u00e1rio, mas sua elimina\u00e7\u00e3o poderia ser um equ\u00edvoco. Isso porque JCP s\u00e3o os juros com os quais as empresas remuneram seus s\u00f3cios por terem investido capital.<\/p>\n\n\n\n<p>Para advogados tributaristas e economistas, o principal incentivo que o JCP criou \u00e9 que as companhias tenham mais capital pr\u00f3prio e menos de terceiros para financiar investimentos e opera\u00e7\u00f5es, o que se transforma em menor endividamento das empresas no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da resist\u00eancia inicial do Congresso, o governo vai voltar ao tema, porque entende que n\u00e3o tem como falar sobre tributa\u00e7\u00e3o de lucros e dividendos sem englobar o JCP. \u201cSe voc\u00ea tem uma empresa, o que vai determinar a carga tribut\u00e1ria dela? A tributa\u00e7\u00e3o do lucro, do dividendo e do JCP. O neg\u00f3cio \u00e9 tripartite. Quando a gente for tratar de lucro e dividendos, claro que o JCP vai entrar na conta tamb\u00e9m\u201d, explica uma fonte ao Valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos dividendos, o governo trabalha, no momento, com uma al\u00edquota de refer\u00eancia de 15%, igual \u00e0 aprovada pela C\u00e2mara em 2021, dentro da reforma proposta pelo ent\u00e3o ministro da Economia Paulo Guedes, projeto que acabou n\u00e3o prosperando no Senado. Tamb\u00e9m deve ser proposta uma redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota corporativa, composta pelo IRPJ e pela Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL). Por\u00e9m, fontes destacam que a calibragem das al\u00edquotas ainda n\u00e3o est\u00e1 definida, porque vai depender do resultado das negocia\u00e7\u00f5es do governo com o Legislativo para a aprova\u00e7\u00e3o de projetos que elevam a arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Fontes do governo defendem, ainda, que a tributa\u00e7\u00e3o dos dividendos seja horizontal. Elas avaliam que foi um erro do projeto aprovado pela C\u00e2mara em 2021 isentar empresas com faturamento anual at\u00e9 R$ 4,8 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o tributarista Eduardo Natal, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Natal &amp; Manssur, a isen\u00e7\u00e3o dos dividendos deveria ser mantida. \u201cTributar os dividendos dar\u00e1 azo \u00e0 problem\u00e1tica quest\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o disfar\u00e7ada de lucros, recorrente antes de 1996, e que gerou uma legisla\u00e7\u00e3o extremamente complexa e um contencioso n\u00e3o menos intrincado\u201d, cita o advogado. Ele tamb\u00e9m disse que o movimento pode inibir a capitaliza\u00e7\u00e3o das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o Imposto de Renda das Pessoas F\u00edsicas (IRPF), o Valor apurou que ainda n\u00e3o h\u00e1 decis\u00f5es tomadas. O reajuste da faixa de isen\u00e7\u00e3o da tabela do IR, uma promessa do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, com certeza vai existir. Contudo, o valor ainda n\u00e3o est\u00e1 decidido. Lula prometeu isentar quem ganha at\u00e9 R$ 5 mil. At\u00e9 o momento, n\u00e3o est\u00e1 prevista a cria\u00e7\u00e3o de novas faixas na tabela do IR nem a majora\u00e7\u00e3o de al\u00edquota m\u00e1xima, hoje de 27,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA renda do trabalho j\u00e1 \u00e9 bastante tributada no Brasil quando junta INSS (contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 Previd\u00eancia). Por isso, estamos focando na renda financeira, em dividendos, que hoje \u00e9 isento. O caminho n\u00e3o \u00e9 tributar mais o trabalho no Brasil\u201d, explica uma fonte, ressaltando que n\u00e3o h\u00e1 decis\u00e3o final sobre o tema. Outra fonte reconhece que \u00e9 um tema \u201csupersens\u00edvel politicamente\u201d e ressalta que a decis\u00e3o final passar\u00e1 pelo presidente Lula, al\u00e9m do pr\u00f3prio ministro Haddad.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme mostrou o Valor na semana passada, a \u00e1rea t\u00e9cnica do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) defende o aumento do n\u00famero de faixas na tabela do IR da pessoa f\u00edsica, a atualiza\u00e7\u00e3o da faixa de isen\u00e7\u00e3o e aumento das al\u00edquotas m\u00e1ximas, porque, segundo os auditores, a atual tabela favorece de maneira desproporcional as fam\u00edlias de maior renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles ponderam, contudo, que a simples readequa\u00e7\u00e3o da tabela do IR poderia ter \u201cefeito perverso\u201d, pois s\u00f3 atingiria os rendimentos classificados como tribut\u00e1veis, o que poderia aumentar o fen\u00f4meno da \u201cpejotiza\u00e7\u00e3o\u201d. Por isso, os auditores defendem que o governo revise a isen\u00e7\u00e3o dos dividendos e adeque a al\u00edquota do IRPJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais sugest\u00f5es do relat\u00f3rio pr\u00e9vio do TCU, o governo quer adotar mecanismos que permitam a consolida\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es financeiras de todas as entidades de um grupo empresarial para a apura\u00e7\u00e3o de seus tributos, acabando com a apura\u00e7\u00e3o CNPJ por CNPJ. O objetivo \u00e9 tornar mais eficiente e mais justa a apura\u00e7\u00e3o de resultado fiscal. Essa mudan\u00e7a tamb\u00e9m deve ter um custo fiscal, que dever\u00e1 ser compensado pelo imposto m\u00ednimo global das multinacionais, disse uma fonte.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o tributarista Eduardo Natal, a consolida\u00e7\u00e3o da apura\u00e7\u00e3o fiscal do grupo \u00e9 um ponto positivo. Segundo o advogado, a consolida\u00e7\u00e3o traria maior transpar\u00eancia quanto aos empreendimentos de grupos empresariais, fazendo com que esses grupos atendam um melhor n\u00edvel de compliance em todas as suas frentes de neg\u00f3cios, possibilitando a cria\u00e7\u00e3o de regras de compensa\u00e7\u00e3o de preju\u00edzos fiscais de um neg\u00f3cio com os lucros de outro. \u201cEssa transpar\u00eancia seria tamb\u00e9m uma \u00f3tima ferramenta para atra\u00e7\u00e3o de investimentos no Brasil\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros pontos tamb\u00e9m podem ser inclu\u00eddos na reforma do Imposto de Renda. De acordo com a emenda constitucional 132, o Executivo tem at\u00e9 meados de mar\u00e7o para enviar o texto ao Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, o governo est\u00e1 dividindo a reforma da renda em tr\u00eas cap\u00edtulos: o primeiro j\u00e1 foi aprovado e sancionado e estabeleceu a tributa\u00e7\u00e3o sobre offshores e fundos exclusivos. Essa etapa foi antecipada para 2023 para ajudar na meta de zerar o d\u00e9ficit prim\u00e1rio neste ano. J\u00e1 o segundo cap\u00edtulo tratar\u00e1 da tributa\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es do mercado financeiro, buscando estimular o mercado de capitais. Por ser um tema mais consensual, segundo o governo, ser\u00e1 enviado num projeto de lei a parte. O outro projeto trar\u00e1 todos os demais temas da reforma da renda.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/01\/23\/fase-2-da-reforma-tera-mudancas-no-jcp-e-taxa-de-15-a-multis.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/01\/23\/fase-2-da-reforma-tera-mudancas-no-jcp-e-taxa-de-15-a-multis.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Legitimidade ativa para restitui\u00e7\u00e3o do IRRF sobre remessas ao exterior<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A pr\u00e1tica do Direito Tribut\u00e1rio nos mostra que determinados assuntos s\u00e3o como a f\u00eanix, figura da mitologia grega capaz de ressurgir de suas pr\u00f3prias cinzas. O tema abordado na coluna de hoje \u00e9 um desses assuntos, que faz \u201crenascer\u201d o interesse sobre o j\u00e1 considerado \u201cmorto de discuss\u00f5es\u201d artigo 166 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN).<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se da avalia\u00e7\u00e3o sobre a legitimidade ativa para o pleito de restitui\u00e7\u00e3o, pela via administrativa ou judicial, de valores recolhidos indevidamente a t\u00edtulo de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre as remessas ao exterior, haja vista a regra limitativa desse direito prevista no artigo 166 do CTN, cuja base \u00e9 a repercuss\u00e3o econ\u00f4mica dos tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o muitas as particularidades dos casos que podem ser avaliados dentro desse tema e n\u00e3o pretendemos aqui esgot\u00e1-las todas, mas sim trazer algumas pondera\u00e7\u00f5es, especialmente sobre situa\u00e7\u00f5es em que a entidade estrangeira n\u00e3o possui qualquer v\u00ednculo formal com o Brasil (DTE, CNPJ ou representante legal), as quais trazem ainda mais vida ao tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tratar da quest\u00e3o, cumpre pontuar que com o advento da Lei n\u00ba 13.105 (C\u00f3digo de Processo Civil\/2015), a t\u00e3o conhecida express\u00e3o \u201ccondi\u00e7\u00f5es da a\u00e7\u00e3o\u201d, bem como a figura da \u201cpossibilidade jur\u00eddica do pedido\u201d, ambas previstas no C\u00f3digo de Processo Civil\/1973 (Lei n\u00ba 5.869\/1973) foram extirpadas. Todavia, a legitimidade das partes e o interesse de agir, figuras vinculadas \u00e0s \u201ccondi\u00e7\u00f5es da a\u00e7\u00e3o\u201d, foram mantidos inc\u00f3lumes, notadamente no artigo 17&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-24\/legitimidade-ativa-para-restituicao-do-irrf-sobre-remessas-ao-exterior\/#_ftn1\">[1]<\/a>, o qual enuncia que \u201c<em>para postular em ju\u00edzo \u00e9 necess\u00e1rio ter interesse e legitimidade\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Assim, em que pese a categoria \u201ccondi\u00e7\u00f5es da a\u00e7\u00e3o\u201d (g\u00eanero) n\u00e3o mais existir, as figuras processuais da \u201clegitimidade&nbsp;<em>ad causam\u201d<\/em>&nbsp;e o \u201cinteresse de agir\u201d (esp\u00e9cies) continuam a ser reguladas pelo C\u00f3digo de Processo Civil vigente&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-24\/legitimidade-ativa-para-restituicao-do-irrf-sobre-remessas-ao-exterior\/#_ftn2\">[2]<\/a>. Afinal, legitimidade&nbsp;<em>ad causam&nbsp;<\/em>e o interesse de agir s\u00e3o figuras processuais exigidas para qualquer postula\u00e7\u00e3o em ju\u00edzo, uma vez que a composi\u00e7\u00e3o do lit\u00edgio (m\u00e9rito) depende da satisfa\u00e7\u00e3o ou cumprimento de condi\u00e7\u00f5es processuais m\u00ednimas&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-24\/legitimidade-ativa-para-restituicao-do-irrf-sobre-remessas-ao-exterior\/#_ftn3\">[3]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>No campo tribut\u00e1rio, tais diretrizes processuais se manifestam em diversas situa\u00e7\u00f5es. Aqui, preocupar-nos-emos com o tema j\u00e1 lan\u00e7ado aos leitores: a legitimidade para o pleito da restitui\u00e7\u00e3o do IRRF pago indevidamente, no contexto de remessas feitas ao exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Em regra, o sujeito passivo detentor do direito subjetivo de cr\u00e9dito&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-24\/legitimidade-ativa-para-restituicao-do-irrf-sobre-remessas-ao-exterior\/#_ftn4\">[4]<\/a>&nbsp;em face do Fisco ser\u00e1 a parte legitima para pleitear a restitui\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito, em estrita conson\u00e2ncia com o artigo 165 do CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que a reten\u00e7\u00e3o na fonte do imposto sobre renda, por sua natureza jur\u00eddica, torna complexa a discuss\u00e3o sobre quem seria o detentor do direito subjetivo de exigir a restitui\u00e7\u00e3o da presta\u00e7\u00e3o pecuni\u00e1ria indevida. Afinal, a\u00ed entra em jogo uma terceira figura na rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddico tribut\u00e1ria e exsurge a d\u00favida se n\u00e3o seria o caso de aplica\u00e7\u00e3o das limita\u00e7\u00f5es \u00e0 legitimidade ativa para restitui\u00e7\u00e3o de tributos do artigo 166 do CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 controverso no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).<\/p>\n\n\n\n<p>De um lado, vemos decis\u00f5es recentes que, ao apreciar pedidos de restitui\u00e7\u00e3o de IRRF pagos em raz\u00e3o de remessa de valores ao exterior, reconheceram a legitimidade ativa da fonte pagadora brasileira, afirmando a inaplicabilidade do art. 166 do CTN ao tema, uma vez que a incid\u00eancia do IRRF ocorre de forma isolada e definitiva&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-24\/legitimidade-ativa-para-restituicao-do-irrf-sobre-remessas-ao-exterior\/#_ftn5\">[5]<\/a>. De outro lado, h\u00e1 precedentes que se utilizam da letra do art. 166, concluindo pela ilegitimidade de fontes pagadoras \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o do IRRF quando n\u00e3o comprovem ter assumido o \u00f4nus econ\u00f4mico do tributo&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-24\/legitimidade-ativa-para-restituicao-do-irrf-sobre-remessas-ao-exterior\/#_ftn6\">[6]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Lembremos que citado dispositivo legal de fato enuncia que a restitui\u00e7\u00e3o de tributos que comportem, por sua natureza, transfer\u00eancia do respectivo encargo financeiro somente ser\u00e1 feita a quem prove haver assumido o referido encargo, ou, no caso de t\u00ea-lo transferido a terceiro, estar por este expressamente autorizado a receb\u00ea-la.<\/p>\n\n\n\n<p>A remiss\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria ao tributo que comporte, por sua natureza, a transfer\u00eancia do encargo financeiro trata da cl\u00e1ssica (ou mais divulgada) classifica\u00e7\u00e3o dos tributos em diretos e indiretos:&nbsp;<em>\u201ccomumente define-se o tributo indireto como aquele que, apesar de ser devido por determinado sujeito passivo, \u00e9 economicamente suportado por terceiro, sendo este o contribuinte de fato, e aquele o contribuinte de direito\u201d&nbsp;<\/em><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-24\/legitimidade-ativa-para-restituicao-do-irrf-sobre-remessas-ao-exterior\/#_ftn7\">[7]<\/a>.Ao julgar os Embargos de Diverg\u00eancia n\u00ba 1.318.163-PR, em 2017, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (\u201cSTJ\u201d) expressamente consignou que \u201co imposto de renda n\u00e3o se inclui dentre aqueles que se enquadram como \u2018tributos indiretos\u2019 a exigir qualquer an\u00e1lise quanto ao art. 166 do CTN, sendo desnecess\u00e1rio tecer mais coment\u00e1rios a respeito de referidos precedentes\u201d. Esse entendimento est\u00e1 em linha com a jurisprud\u00eancia do Tribunal, a qual vem se solidificando no sentido de que os tributos diretos n\u00e3o necessitam de comprova\u00e7\u00e3o da aus\u00eancia de repercuss\u00e3o econ\u00f4mica do tributo (AgInt no REsp 1.774.837 \/ MG, e EREsp 775.761 \/ RJ o REsp 457.155-SE).<\/p>\n\n\n\n<p>Entretanto, parece-nos que, at\u00e9 o presente momento, o STJ n\u00e3o se debru\u00e7ou satisfatoriamente sobre o espec\u00edfico tema do presente artigo.<\/p>\n\n\n\n<p>Isto porque, no ordenamento jur\u00eddico vigente, \u00e9 poss\u00edvel verificar a exist\u00eancia de mais de uma esp\u00e9cie de IRRF&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-24\/legitimidade-ativa-para-restituicao-do-irrf-sobre-remessas-ao-exterior\/#_ftn8\">[8]<\/a>, como: (1) o IRRF sobre o produto do capital ou do trabalho do contribuinte recebido por qualquer forma (par\u00e1grafo quarto, artigo 3\u00ba, da Lei n\u00ba Lei n\u00ba 7.713\/1988); (2) o IRRF sobre os pagamentos sem causa ou a benef\u00edcios n\u00e3o identificados (par\u00e1grafo primeiro, do artigo 61, da Lei n\u00ba 8.981\/1995); e (3) o IRRF sobre as remessas realizadas ao exterior (al\u00ednea \u201ca\u201d,&nbsp;<em>caput<\/em>, do artigo 97, do Decreto-Lei n\u00ba 5.844\/1943)<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2012, a 1\u00aa Turma do STJ, a despeito de ter sido provocada, n\u00e3o levou em conta a quest\u00e3o da diferen\u00e7a das esp\u00e9cies de reten\u00e7\u00e3o na fonte, analisando o caso sob a perspectiva de que a figura da reten\u00e7\u00e3o seria \u201cresponsabilidade tribut\u00e1ria por substitui\u00e7\u00e3o\u201d, para consignar que o respons\u00e1vel pela reten\u00e7\u00e3o do imposto de renda devido em raz\u00e3o da remunera\u00e7\u00e3o paga a empresa estrangeira deteria legitimidade ativa&nbsp;<em>ad causam<\/em>&nbsp;(AgRg no REsp 1.041.032-ES).<\/p>\n\n\n\n<p>Posteriormente, em 2018, a 2\u00aa Turma do STJ afastou a legitimidade da empresa brasileira que reteve imposto de renda incidente sobre as remessas de lucros \u00e0s s\u00f3cias domiciliadas no exterior, sob o fundamento de que o IRRF seria \u201ctributo indireto\u201d, aplicando o disposto no artigo 166 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, em disson\u00e2ncia do quanto julgado no EREsp n\u00ba 1.318.163-PR, visto acima (AgInt no AREsp 974.997-SP).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao nosso sentir, a conclus\u00e3o al\u00e7ada no EREsp 1.318.163-PR deve ser aplicada ao IRRF sobre remessas ao exterior, o qual n\u00e3o pode ser classificado como \u201ctributo indireto\u201d. Como lembra S\u00e9rgio Andr\u00e9 Rocha, o IRRF \u00e9 imposto sobre a renda e, por isso, deve seguir as balizas constitucionais a respeito desse tributo federal, bem como aquelas estabelecidas pelo artigo 43 do CTN a respeito da materialidade tribut\u00e1vel&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-24\/legitimidade-ativa-para-restituicao-do-irrf-sobre-remessas-ao-exterior\/#_ftn9\">[9]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>A atribui\u00e7\u00e3o de responsabilidade de reten\u00e7\u00e3o e recolhimento do tributo (responsabilidade tribut\u00e1ria por substitui\u00e7\u00e3o, no caso da reten\u00e7\u00e3o na fonte sobre remessas ao exterior)&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-24\/legitimidade-ativa-para-restituicao-do-irrf-sobre-remessas-ao-exterior\/#_ftn10\">[10]<\/a>, com fulcro no \u00a7 \u00fanico, do artigo 45 do CTN, n\u00e3o altera a natureza do tributo. A reten\u00e7\u00e3o na fonte \u00e9 atribui\u00e7\u00e3o de responsabilidade a terceiro, que n\u00e3o \u00e9 o contribuinte \u2013 esse est\u00e1 no exterior, aufere a renda em quest\u00e3o e det\u00e9m a capacidade contributiva relativamente ao evento tribut\u00e1vel -, de modo que inexiste qualquer altera\u00e7\u00e3o dessa figura ou da natureza jur\u00eddica do tributo que justifique a aplica\u00e7\u00e3o da regra do artigo 166 do CTN&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-24\/legitimidade-ativa-para-restituicao-do-irrf-sobre-remessas-ao-exterior\/#_ftn11\">[11]<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio do IRRF sobre o produto do capital ou do trabalho do contribuinte, o IRRF sobre as remessas realizadas ao exterior n\u00e3o poderia ser cobrado diretamente pelo Fisco brasileiro do benefici\u00e1rio dos rendimentos (contribuinte), em raz\u00e3o do princ\u00edpio da territorialidade, que o torna inalcan\u00e7\u00e1vel. Guardadas as devidas particularidades, \u00e9 o que ocorre no caso do IRRF cuja materialidade pressup\u00f5e a aus\u00eancia de identifica\u00e7\u00e3o do benefici\u00e1rio dos rendimentos, que, n\u00e3o podendo ser alcan\u00e7ado para realizar o pagamento dos montantes devidos aos cofres da Uni\u00e3o, responsabiliza-se a fonte pelo adimplemento do imposto (cf. artigo 61 da Lei n\u00ba 8.981\/95).<\/p>\n\n\n\n<p>Dessarte, para o caso das remessas ao exterior, o IRRF incide de forma isolada e definitiva, e n\u00e3o como mera antecipa\u00e7\u00e3o do imposto sobre a renda do contribuinte. Nessa linha, a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta COSIT n\u00ba 255, de 26 de maio de 2017 consignou que \u201c<em>os rendimentos auferidos por residentes ou domiciliados no exterior, provenientes de fontes situadas no Pa\u00eds, sujeitam-se \u00e0 incid\u00eancia do Imposto sobre a Renda na fonte,&nbsp;<\/em>forma isolada e definitiva<em>, no momento do pagamento, do cr\u00e9dito, da entrega, do emprego ou da remessa dos rendimentos\u201d<\/em>&nbsp;(destacamos).<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a rela\u00e7\u00e3o&nbsp;<em>jur\u00eddico-material tribut\u00e1ria&nbsp;<\/em>do IRRF-remessas se estabelece, desde o momento da ocorr\u00eancia do fato gerador, entre a Uni\u00e3o e a fonte pagadora, com \u00eanfase no fato de que o benefici\u00e1rio de rendimentos (contribuinte) n\u00e3o est\u00e1 sediado ou domiciliado no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso \u00e9 que, a princ\u00edpio, o benefici\u00e1rio dos rendimentos localizado no exterior nada poderia requerer \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria brasileira em termos de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-24\/legitimidade-ativa-para-restituicao-do-irrf-sobre-remessas-ao-exterior\/#_ftn12\">[12]<\/a>. A pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica residente ou domiciliada no exterior n\u00e3o apura imposto de renda devido ao Brasil e n\u00e3o possui qualquer viabilidade operacional para requerer a devolu\u00e7\u00e3o de valores indevidamente pagos \u00e0 Uni\u00e3o Federal. N\u00e3o \u00e0 toa que a Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba &nbsp;2055\/2021, em seu artigo 20, condiciona a possibilidade de restitui\u00e7\u00e3o ao n\u00e3o residente \u00e0 ades\u00e3o ao Domic\u00edlio Tribut\u00e1rio Eletr\u00f4nico (DTE) e inscri\u00e7\u00e3o no CNPJ\/CPF, quando inexistente representante legalmente constitu\u00eddo no Brasil. Nas demais situa\u00e7\u00f5es, concede o direito ao respons\u00e1vel por substitui\u00e7\u00e3o que est\u00e1 em territ\u00f3rio nacional, por\u00e9m requerendo a demonstra\u00e7\u00e3o da fonte ter arcado com o \u00f4nus financeiro do tributo ou cumprimento dos requisitos do seu artigo 17.<\/p>\n\n\n\n<p>Ocorre que, eventual reconhecimento de ilegitimidade da fonte pagadora para pleitear a restitui\u00e7\u00e3o de valores pagos a maior a t\u00edtulo de IRRF relativamente a remessa de valores ao exterior, ensejaria&nbsp;<em>enriquecimento sem causa da Fazenda P\u00fablica<\/em>, eis que a pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica que recebe os valores no exterior jamais teria legitimidade para requerer a restitui\u00e7\u00e3o de valores pagos indevidamente ao Fisco brasileiro afora das hip\u00f3teses previstas no art. 20 da IN 2055\/2021. Nessa linha, foi proferido o voto vencedor do Ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba 1201-005.988.<\/p>\n\n\n\n<p>Como adiantado, o tema ora abordado possui in\u00fameras dificuldades, que muito se acentuam na diferencia\u00e7\u00e3o dos casos concretos. O presente texto tem com prop\u00f3sito apresent\u00e1-las e traz\u00ea-las para debate. Mas o grande ponto, que n\u00e3o deve(ria) ser pass\u00edvel de controv\u00e9rsias, \u00e9 que o direito (material) \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o de tributos pagos indevidamente n\u00e3o pode ser amesquinhado. Ademais, deve-se lembrar que a legitimidade ativa (processual) para tal pleito n\u00e3o deve redundar numa inger\u00eancia do Direito Tribut\u00e1rio na esfera negocial, a qual permite que os particulares resolvam entre si os haveres relacionados \u00e0s suas transa\u00e7\u00f5es, ainda mais em n\u00edvel internacional, onde a territorialidade apresenta limites jur\u00eddicos e t\u00e9cnicos \u00e0 atua\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-24\/legitimidade-ativa-para-restituicao-do-irrf-sobre-remessas-ao-exterior\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-24\/legitimidade-ativa-para-restituicao-do-irrf-sobre-remessas-ao-exterior\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita estima que limite estabelecido para compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias afeta 495 empresas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal estima que o limite estabelecido para as compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias decorrentes de decis\u00e3o judicial pode impactar 495 empresas no pa\u00eds, sendo seis delas com cr\u00e9ditos acima de R$ 1 bilh\u00e3o cada. O limite, previsto para valores a partir de R$ 10 milh\u00f5es, est\u00e1 em vigor desde o dia 5. Faz parte da Medida Provis\u00f3ria (MP) n\u00ba 1.202, editada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no fim de 2023 para tentar recuperar a base de arrecada\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o e viabilizar o d\u00e9ficit zero neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados da Receita obtidos com exclusividade pelo Valor via Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o, 495 empresas informaram no ano de 2023 terem cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios a partir de R$ 10 milh\u00f5es, obtidos a partir decis\u00e3o judicial, para abater tributos devidos. Ao todo, os cr\u00e9ditos informados somam R$ 35,362 bilh\u00f5es. O levantamento foi feito tendo como refer\u00eancia os cr\u00e9ditos informados at\u00e9 o fim de agosto do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o 434 empresas com cr\u00e9ditos entre R$ 10 milh\u00f5es e R$ 100 milh\u00f5es. Outras 20 companhias t\u00eam valores entre R$ 100 milh\u00f5es e R$ 200 milh\u00f5es. J\u00e1 29, cr\u00e9ditos de R$ 200 milh\u00f5es a R$ 500 milh\u00f5es. Seis empresas t\u00eam cr\u00e9ditos de R$ 500 milh\u00f5es a R$ 1 bilh\u00e3o e outras seis, acima de R$ 1 bilh\u00e3o. Para valores inferiores a R$ 10 milh\u00f5es n\u00e3o h\u00e1 limite mensal para utiliza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pelas novas regras, as empresas ter\u00e3o prazo m\u00ednimo de 12 a 60 meses para uso dos cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, a depender dos valores. O prazo maior vale para cr\u00e9ditos a partir de R$ 500 milh\u00f5es. Antes n\u00e3o havia limite de tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os nomes das empresas que ser\u00e3o afetadas pelo limite n\u00e3o constam em notas t\u00e9cnicas do Minist\u00e9rio da Fazenda. Nem a estimativa de eleva\u00e7\u00e3o de receita com a medida, j\u00e1 que a posterga\u00e7\u00e3o do uso dos cr\u00e9ditos pode ter impacto positivo na arrecada\u00e7\u00e3o. Em coletiva de imprensa no fim do ano passado, o secret\u00e1rio da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, falou em impacto positivo de R$ 20 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas notas t\u00e9cnicas, a Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica (SPE) do Minist\u00e9rio da Fazenda diz que a medida n\u00e3o tem impacto or\u00e7ament\u00e1rio-financeiro, uma vez que \u201cse trata de mudan\u00e7as administrativas que visam resguardar a arrecada\u00e7\u00e3o federal ante a possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos bilion\u00e1rios para a compensa\u00e7\u00e3o de tributos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a Receita Federal defende a implementa\u00e7\u00e3o do limite para \u201cresguardar a arrecada\u00e7\u00e3o federal\u201d. \u201cNo caso de cr\u00e9ditos oriundos de a\u00e7\u00f5es judiciais, verifica-se que as decis\u00f5es a eles relativas normalmente abrangem per\u00edodo superior a um ano, sendo comum abrangerem v\u00e1rios anos-calend\u00e1rio, motivo pelo qual h\u00e1 um ac\u00famulo de cr\u00e9ditos. Para resguardar a arrecada\u00e7\u00e3o federal ante a possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos bilion\u00e1rios para a compensa\u00e7\u00e3o de tributos, prop\u00f5e-se que seja implementado um limite mensal \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o\u201d, diz o Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas que n\u00e3o quiserem fatiar as compensa\u00e7\u00f5es podem pedir a expedi\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rio ap\u00f3s a vit\u00f3ria na disputa tribut\u00e1ria. Em geral, a compensa\u00e7\u00e3o \u00e9 preferida por ser uma forma mais r\u00e1pida de reaver os valores.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, existem vantagens para o governo caso a empresa opte pelos precat\u00f3rios. Se o limite anual de pagamento previsto no or\u00e7amento for excedido, h\u00e1 a possibilidade de ser editada uma medida provis\u00f3ria e o pagamento ser feito por cr\u00e9dito extraordin\u00e1rio, fora do limite do novo arcabou\u00e7o e da meta fiscal, at\u00e9 2026. Na pr\u00e1tica, o governo ganharia pelo menos um ano para pagamento, tendo em vista que os precat\u00f3rios a serem pagos em 2024 s\u00e3o aqueles que foram inscritos at\u00e9 abril de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Tributaristas ouvidos pelo Valor afirmam que as empresas afetadas pela medida est\u00e3o em compasso de espera, com possibilidade de judicializa\u00e7\u00e3o da quest\u00e3o. \u201cH\u00e1 empresas com tudo engatilhado [para entrar com a\u00e7\u00e3o judicial], mas que preferem esperar o prazo da MP para saber se haver\u00e1 convers\u00e3o em lei\u201d, afirma Priscila Faricelli, s\u00f3cia do Demarest Advogados. H\u00e1 conhecimento de uma a\u00e7\u00e3o no Supremo Tribunal Federal (STF) proposta pelo Partido Novo que questiona toda a MP n\u00ba 1.202, de 2023, o que inclui a limita\u00e7\u00e3o das compensa\u00e7\u00f5es, mas n\u00e3o somente.<\/p>\n\n\n\n<p>Faricelli destaca que a imposi\u00e7\u00e3o do limite traz inseguran\u00e7a jur\u00eddica para as empresas. \u201cSe a empresa judicializar o limite, obtiver liminar que for revertida, o que acontece com a compensa\u00e7\u00e3o? Ser\u00e1 negada? Ter\u00e1 que pagar imposto com multa?\u201d, questiona a advogada.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem clientes que cogitam passar a pedir pagamento por meio de precat\u00f3rio, segundo a advogada, porque, no fluxo normal, j\u00e1 n\u00e3o conseguiam aproveitar todos os cr\u00e9ditos. \u201cAgora aumentou esse movimento, porque mais gente se v\u00ea na expectativa de n\u00e3o compensar o cr\u00e9dito na sua totalidade\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>Priscila Faricelli afirma que a Receita Federal tem como controlar os valores que ser\u00e3o compensados, diferente do que foi alegado na motiva\u00e7\u00e3o da medida. \u201cQuando o contribuinte faz a habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, ele aponta o valor, o que seria suficiente para a Receita Federal fazer suas estimativas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o coordenador de Previs\u00e3o e An\u00e1lise da Receita Federal, Marcelo Gomide, disse que 2020 foi o primeiro ano em que a Receita percebeu um crescimento acelerado do uso de compensa\u00e7\u00f5es oriundas de decis\u00e3o judicial. \u201cO uso [a partir daquele ano] foi muito acima do que vinha acontecendo em outros anos\u201d, diz. \u201cA imprevisibilidade \u00e9 na gera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito e como vai se traduzir no descarrego da arrecada\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita atribui \u00e0 \u201ctese do s\u00e9culo\u201d &#8211; a exclus\u00e3o do ICMS do c\u00e1lculo do PIS e da Cofins &#8211; o crescimento recente das compensa\u00e7\u00f5es por decis\u00e3o judicial. Conforme mostrou o Valor, o Fisco calcula que R$ 292 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos dessa tese j\u00e1 tenham sido utilizados pelas empresas, de 2019 a agosto do ano passado, para abater tributos devidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Andrea Mascitto, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Pinheiro Neto Advogados, diz que, por enquanto, as empresas est\u00e3o esperando para saber se haver\u00e1 convers\u00e3o da MP, projetando d\u00e9bitos que poderiam compensar em 2024 e como a trava os afetar\u00e1. A advogada lembra que, quando a MP foi publicada, as empresas j\u00e1 tinham seus planos para 2024. \u201cIsso [limite de compensa\u00e7\u00f5es] afeta at\u00e9 o plano de neg\u00f3cios da empresa. Muda a regra do jogo se ela estava querendo fazer investimentos e contava que n\u00e3o precisaria desse dinheiro para pagar tributos\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/24\/receita-estima-que-limite-estabelecido-para-compensacoes-tributarias-afeta-495-empresas.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/24\/receita-estima-que-limite-estabelecido-para-compensacoes-tributarias-afeta-495-empresas.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal disponibiliza novos servi\u00e7os para contribuinte recorrer contra penalidades aduaneiras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal criou dois novos servi\u00e7os exclusivos para orientar e facilitar o envio pelo contribuinte de recurso para julgamento de Penalidades Aduaneiras.<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro servi\u00e7o, \u201cImpugnar Pena de Perdimento ou multa\u201d, o contribuinte apresenta sua defesa contra pena de perdimento de mercadoria, ve\u00edculo e moeda ou multa ao transportador, de passageiros ou de carga que transportar mercadoria sujeita \u00e0 pena de perdimento. O prazo para apresentar a impugna\u00e7\u00e3o \u00e9 de 20 (vinte) dias, contados da ci\u00eancia da intima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo servi\u00e7o \u00e9 a segunda inst\u00e2ncia no \u00f3rg\u00e3o, ou seja, a defesa contra a Decis\u00e3o de 1\u00aa Inst\u00e2ncia de Pena de Perdimento ou Multa.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da 2\u00aa inst\u00e2ncia, \u201cRecorrer de Decis\u00e3o de 1\u00aa Inst\u00e2ncia de Pena de Perdimento ou Multa\u201d, o contribuinte ou seu representante legal tem a oportunidade de realizar sustenta\u00e7\u00e3o oral.<\/p>\n\n\n\n<p>Para isso, basta gravar um v\u00eddeo ou \u00e1udio simples, com um tempo m\u00e1ximo de 10 minutos de dura\u00e7\u00e3o, e envi\u00e1-lo por meio de funcionalidade pr\u00f3pria no e-CAC, no prazo de at\u00e9 dois dias \u00fateis antes da sess\u00e3o de julgamento, conforme disp\u00f5e a Portaria RFB n\u00ba 348\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/janeiro\/receita-federal-disponibiliza-novos-servicos-para-contribuinte-recorrer-contra-penalidades-aduaneiras\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/janeiro\/receita-federal-disponibiliza-novos-servicos-para-contribuinte-recorrer-contra-penalidades-aduaneiras<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TRF1 extingue 23 mil processos de execu\u00e7\u00e3o fiscal em tr\u00eas meses<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Em torno de 23 mil a\u00e7\u00f5es de execu\u00e7\u00e3o fiscal foram extintas entre outubro e dezembro de 2023 no Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (Justi\u00e7a Federal em 12 estados e o Distrito Federal) &#8211; resultado de um trabalho em parceria entre o Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ), Conselho da Justi\u00e7a Federal (CJF), Tribunais Regionais Federais (TRFs), Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) e Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa teve por intuito diminuir o n\u00famero de execu\u00e7\u00f5es que n\u00e3o precisam mais tramitar no Judici\u00e1rio, seja por extin\u00e7\u00e3o da certid\u00e3o da d\u00edvida ativa ou pelo valor insignificante da execu\u00e7\u00e3o, assim como priorizar as cobran\u00e7as de impostos e outras obriga\u00e7\u00f5es fiscais que realmente se convertam em arrecada\u00e7\u00e3o aos cofres p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho foi baseado em procedimentos, iniciativas e estrat\u00e9gias estabelecidos entre os \u00f3rg\u00e3os envolvidos para racionalizar e aprimorar o fluxo de execu\u00e7\u00f5es fiscais promovidas pela PGFN. Essas a\u00e7\u00f5es est\u00e3o previstas na Portaria Conjunta 7\/2023.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;A ju\u00edza Ana L\u00facia Aguiar, auxiliar da Presid\u00eancia do CNJ, afirmou que o resultado expressivo da a\u00e7\u00e3o conjunta s\u00f3 foi poss\u00edvel em raz\u00e3o do tratamento de dados em lote das execu\u00e7\u00f5es fiscais. E explicou que o fluxo come\u00e7a com o encaminhamento do CNJ para a PGFN de uma listagem detalhada de execu\u00e7\u00f5es fiscais em tramita\u00e7\u00e3o em cada TRF. A PGFN, ap\u00f3s cruzamento de informa\u00e7\u00f5es no pr\u00f3prio banco de dados, identifica os processos que podem ser extintos e devolve a informa\u00e7\u00e3o ao CNJ e ao TRF mediante peticionamento automatizado nos processos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os TRFs se organizaram para dar resposta, tamb\u00e9m automatizada, a essas peti\u00e7\u00f5es e a senten\u00e7a \u00e9 proferida pelo juiz ou pela ju\u00edza, sem necessidade de intima\u00e7\u00e3o posterior da Fazenda Nacional. \u201cO fim desses processos judiciais permite principalmente a racionaliza\u00e7\u00e3o e a efetividade do trabalho do Judici\u00e1rio, que passa a focar de maneira mais assertiva nas demandas com maior chance de recupera\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito\u201d, destacou a magistrada.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Escrit\u00f3rios de advocacia criam \u00e1reas espec\u00edficas para acordos tribut\u00e1rios com a Uni\u00e3o e Estados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Escrit\u00f3rios de advocacia passaram a apostar nas chamadas transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias e come\u00e7aram a criar \u00e1reas espec\u00edficas para atender clientes que querem negociar, com descontos, d\u00edvidas com Uni\u00e3o, Estados e munic\u00edpios. S\u00f3 o governo federal prev\u00ea arrecadar at\u00e9 R$ 43 bilh\u00f5es por meio desses acordos com contribuintes neste ano, segundo a atual proposta or\u00e7ament\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>As transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias v\u00eam ganhando for\u00e7a desde 2020, quando a Uni\u00e3o regulamentou esse tipo de acordo, e agora a modalidade come\u00e7a a ser adotada por Estados e munic\u00edpios. Essa possibilidade de negocia\u00e7\u00e3o, na esfera federal, surgiu com a Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 899, a MP do Contribuinte Legal, de outubro de 2019, convertida na Lei n\u00ba 13.988. Duas portarias editadas em de 2020 (n\u00ba 9.917 e n\u00ba 9.924) trouxeram regras para os acordos &#8211; individuais ou por ades\u00e3o -, que garantem descontos de multa e juros.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos acordos individuais, h\u00e1 uma negocia\u00e7\u00e3o direta com a Fazenda Nacional. Tenta-se encontrar uma solu\u00e7\u00e3o mais personalizada, levando em considera\u00e7\u00e3o a realidade de cada contribuinte. At\u00e9 agora, foram firmados cerca de 400 acordos de transa\u00e7\u00e3o individual no pa\u00eds, segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).<\/p>\n\n\n\n<p>O interesse foi crescente a cada ano. Foram 51 acordos em 2020, 89 em 2021, 130 em 2022 e, no ano passado, at\u00e9 15 de dezembro, 173. Cerca de 100 desses acordos foram firmados com empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas transa\u00e7\u00f5es individuais, em geral, as empresas precisam de assessoria jur\u00eddica qualificada para auxiliar nas negocia\u00e7\u00f5es. De olho nesse nicho, que movimenta bilh\u00f5es de reais por meio desses acordos, os escrit\u00f3rios de advocacia passaram a investir em \u00e1reas espec\u00edficas e na contrata\u00e7\u00e3o de profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p>O Carneiros Advogados criou recentemente um N\u00facleo de Transa\u00e7\u00f5es, comandado pelo advogado Alberto Medeiros, que entrou recentemente na banca. A equipe, segundo o especialista, atuou em 11 casos, que totalizam cerca de R$ 8 bilh\u00f5es &#8211; alguns j\u00e1 foram finalizados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcreditamos no futuro das transa\u00e7\u00f5es. N\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel falar em contencioso estrat\u00e9gico, se [a banca] n\u00e3o tiver uma \u00e1rea focada e especializada em transa\u00e7\u00f5es\u201d, afirma ele, acrescentando que a perspectiva para este ano \u00e9 de dobrar o n\u00famero de clientes e valores envolvidos.<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o que trata das transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, diz o advogado, sofreu importantes altera\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos dois anos, o que atraiu a aten\u00e7\u00e3o de um n\u00famero ainda maior de empresas. \u201cTemos at\u00e9 visto um certo congestionamento na PGFN para a resolu\u00e7\u00e3o desses casos\u201d, afirma Medeiros. Entre as altera\u00e7\u00f5es, est\u00e1 a possibilidade de uso de preju\u00edzo fiscal e precat\u00f3rios para abatimento de d\u00edvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>O MJ Alves Burle e Viana Advogados tamb\u00e9m resolveu investir em uma \u00e1rea dedicada \u00e0s transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. O advogado Alan Viana, s\u00f3cio da banca, diz que vem acompanhando o assunto desde 2019, quando o tema ainda era um projeto de lei. \u201cQuando a transa\u00e7\u00e3o virou realidade, o escrit\u00f3rio acabou atuando nos primeiros casos, nos mais relevantes\u201d, afirma Viana. Ele destaca que a banca j\u00e1 atuou em 12 negocia\u00e7\u00f5es com a PGFN, que envolvem cerca de R$ 30 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os casos emblem\u00e1ticos est\u00e1 o do Banco Auxiliar. No acordo, chamado neg\u00f3cio jur\u00eddico processual, firmado em fevereiro de 2021, cerca de R$ 1 bilh\u00e3o em dep\u00f3sitos judiciais foram convertidos no pagamento de d\u00edvidas com a PGFN, e outros R$ 18 milh\u00f5es foram direcionados ao pagamento de d\u00edvidas com outros entes p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em abril de 2021, a banca tamb\u00e9m atuou em acordo firmado pelo Grupo Itaminas, cujo representante legal \u00e9 o fundador do Instituto Inhotim, sede de um dos mais importantes acervos de arte contempor\u00e2nea do Brasil e maior museu a c\u00e9u aberto do mundo. A negocia\u00e7\u00e3o com a PGFN foi iniciada em maio de 2020 e envolve plano de amortiza\u00e7\u00e3o escalonado de R$ 1,2 bilh\u00e3o, o oferecimento de garantias e a suspens\u00e3o de atos expropria\u00e7\u00e3o que poderiam culminar na venda for\u00e7ada do instituto e demais propriedades do grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Alan Viana, o Brasil est\u00e1 vivendo uma mudan\u00e7a de paradigma. \u201cTivemos um movimento de abertura para investimentos estrangeiros, de privatiza\u00e7\u00f5es, que favoreceram o surgimento de uma grande quantidade de teses tribut\u00e1rias, de um contencioso mais atuante. Hoje, j\u00e1 se percebe melhor que essas teses ser\u00e3o definidas pelo Supremo Tribunal Federal e que existe um risco muito grande\u201d, diz. Nesse contexto, acrescenta, h\u00e1 a necessidade de as empresas se recuperarem financeiramente e um acordo se dilui com o tempo e diminui os riscos em seus balan\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe do escrit\u00f3rio j\u00e1 conta com 12 profissionais dedicados aos acordos em transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. Para se especializar ainda mais, Alan Viana foi no fim do ano para Harvard fazer um curso de t\u00e9cnicas de negocia\u00e7\u00e3o, que tamb\u00e9m foi feito por alguns integrantes da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU).<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os grandes escrit\u00f3rios, um que tem atuado com frequ\u00eancia em grandes transa\u00e7\u00f5es \u00e9 o Bichara Advogados, que tamb\u00e9m passou a ter um n\u00facleo somente para esses acordos. \u201cDesde 2019, o escrit\u00f3rio acompanha esse tema e percebemos que essa seria uma realidade. Por isso, criamos uma estrutura adequada para atender nossos clientes\u201d, diz Sandro Machado, s\u00f3cio do Bichara Advogados, acrescentando que a banca j\u00e1 atuou em cerca de cem casos e j\u00e1 contratou mais dez pessoas em S\u00e3o Paulo e no Rio para atuar de forma mais sistem\u00e1tica na elabora\u00e7\u00e3o desses acordos.<\/p>\n\n\n\n<p>A banca tamb\u00e9m est\u00e1 de olho nas transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que come\u00e7ar\u00e3o a acontecer nos Estados e munic\u00edpios. Em dezembro, o Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz) permitiu, por meio do Conv\u00eanio ICMS n\u00ba 210, que 13 Estados passem a instituir a chamada transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para a resolu\u00e7\u00e3o de conflitos envolvendo d\u00e9bitos inscritos na d\u00edvida ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Estados beneficiados s\u00e3o Acre, Alagoas, Amap\u00e1, Amazonas, Cear\u00e1, Maranh\u00e3o, Mato Grosso, Pernambuco, Piau\u00ed, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e S\u00e3o Paulo. O texto se espelha muito no modelo adotado pela PGFN.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o Paulo j\u00e1 publicou, em novembro, a Lei n\u00ba 17.843, de 2023, que cria o \u201cAcordo Paulista\u201d, programa que prev\u00ea um parcelamento especial de valores inscritos na d\u00edvida ativa, al\u00e9m da possibilidade de negocia\u00e7\u00e3o por meio da chamada transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. A lei entra em vigor em fevereiro.<\/p>\n\n\n\n<p>O Estado do Rio de Janeiro tem projeto semelhante, em tramita\u00e7\u00e3o na Assembleia legislativa. \u201cA partir de agora, essas leis v\u00e3o se proliferar e muitos clientes j\u00e1 se deram conta de que pode ser uma boa oportunidade. Nem sempre a discuss\u00e3o judicial \u00e9 o melhor caminho\u201d, diz Machado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/25\/escritorios-de-advocacia-criam-areas-especificas-para-acordos-tributarios-com-a-uniao-e-estados.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/25\/escritorios-de-advocacia-criam-areas-especificas-para-acordos-tributarios-com-a-uniao-e-estados.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de consulta n\u00b0 1, de 24 de janeiro de 2024&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Assunto: Normas de Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria<br>A legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria n\u00e3o regulamentou o ressarcimento em esp\u00e9cie do benef\u00edcio de cr\u00e9dito financeiro de que trata o art. 7\u00ba, inciso II, da Lei n\u00ba&nbsp;13.969, de 26 de dezembro de 2019.<br>O art. 31 do Decreto n\u00ba&nbsp;10.356, de 20 de maio de 2020, prev\u00ea exclusivamente a compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para os cr\u00e9ditos financeiros que especifica. Essa compensa\u00e7\u00e3o encontra-se disciplinada na Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;1.953, de 21 de maio de 2020.<br>Conforme \u00e2mbito de aplica\u00e7\u00e3o previsto no art. 1\u00ba&nbsp;da Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.055, de 2021, a norma aplica-se apenas aos casos de ressarcimento de cr\u00e9ditos relativos a tributos administrados pela RFB, e n\u00e3o abrange o cr\u00e9dito financeiro de que trata o art. 7\u00ba, inciso II, da Lei n\u00ba&nbsp;13.969, de 2019.<br>Dispositivos Legais: Lei n\u00ba&nbsp;8.248, de 1991, arts. 4\u00ba&nbsp;e 11; Lei n\u00ba&nbsp;13.969, de 2019, arts. 2\u00ba, 3\u00ba&nbsp;e 7\u00ba, Decreto n\u00ba&nbsp;10.356, de 2020, art. 31; Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;1.953, de 2020; Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.055, de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=135804\">http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=135804<\/a>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Novas regras da Receita para lavagem podem aumentar risco de erros judici\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A autoriza\u00e7\u00e3o para a Receita Federal encaminhar ao Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal provas que confirmem suspeitas de lavagem de dinheiro dividiu as opini\u00f5es dos especialistas no tema ouvidos pela revista eletr\u00f4nica&nbsp;Consultor Jur\u00eddico. H\u00e1 quem entenda que a norma distorce o sistema acusat\u00f3rio e aumenta a probabilidade de erros judici\u00e1rios. Outros, contudo, avaliam que a medida reflete um entendimento do Supremo Tribunal Federal e vai melhorar as investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Publicada no&nbsp;<em>Di\u00e1rio Oficial<\/em>&nbsp;na semana passada,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-22\/receita-altera-regras-para-representacoes-para-fins-penais-em-casos-de-lavagem\/\">a Portaria 393\/2024 altera<\/a>&nbsp;os procedimentos para autorizar os auditores a fazer representa\u00e7\u00e3o para fins penais dos crimes de falsidade de t\u00edtulos, lavagem ou oculta\u00e7\u00e3o de bens e aqueles contra a administra\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o pr\u00f3prio MPF, as mudan\u00e7as foram sugeridas para a Receita em 2022, com o objetivo de \u201campliar e facilitar o trabalho dos dois \u00f3rg\u00e3os no enfrentamento a il\u00edcitos penais fiscais\u201d. A aproxima\u00e7\u00e3o entre os \u00f3rg\u00e3os foi iniciada em 2020, com a assinatura de um acordo de coopera\u00e7\u00e3o interinstitucional. Em junho de 2022, a C\u00e2mara Criminal do MPF e a Receita se reuniram para estabelecer a\u00e7\u00f5es concretas para o trabalho conjunto dos dois \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p>As regras sobre a representa\u00e7\u00e3o fiscal para fins penais (artigo 83 da Lei 9.430\/1996; artigo 48 do Decreto 7.574\/2011; e as sucessivas portarias da Receita, como 2.752\/2001, 1.279\/2002 e 326\/2005) estabelecem que a medida seja formalizada e mantida na unidade respons\u00e1vel pelo controle do procedimento at\u00e9 a decis\u00e3o administrativa final sobre a exig\u00eancia do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio correspondente, conforme explica o advogado&nbsp;Diogo Malan, professor de Direito Processual Penal da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Somente haver\u00e1 envio da representa\u00e7\u00e3o ao Minist\u00e9rio P\u00fablico se houver constitui\u00e7\u00e3o definitiva do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas normas s\u00e3o alinhadas a uma s\u00famula vinculante do STF que tem a seguinte reda\u00e7\u00e3o: \u201cN\u00e3o se tipifica crime material contra a ordem tribut\u00e1ria, previsto no artigo 1\u00ba, incisos I a IV, da Lei 8.137\/1990, antes do lan\u00e7amento definitivo do tributo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A Portaria 393\/24 imp\u00f5e o envio da representa\u00e7\u00e3o ao MPF, no prazo de dez dias, em casos de crimes de falsidade de t\u00edtulos, lavagem ou oculta\u00e7\u00e3o de bens e aqueles contra a administra\u00e7\u00e3o federal. Para serem detectados por servidores da Receita Federal, esses delitos tendem a estar vinculados a crimes tribut\u00e1rios, ressalta Malan. E o C\u00f3digo de Processo Penal, aponta ele, determina que todas essas infra\u00e7\u00f5es penais (tribut\u00e1rias e n\u00e3o tribut\u00e1rias) sejam submetidas a julgamento unificado, em raz\u00e3o da conex\u00e3o probat\u00f3ria (artigo 76, III).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAssim, h\u00e1 risco de haver disfun\u00e7\u00e3o na persecu\u00e7\u00e3o penal: crime conexo n\u00e3o tribut\u00e1rio ser\u00e1 submetido \u00e0 persecu\u00e7\u00e3o penal de imediato, enquanto isso n\u00e3o poder\u00e1 ocorrer com o crime conexo tribut\u00e1rio. Consequentemente, o Poder Judici\u00e1rio ter\u00e1 acesso a quadro f\u00e1tico-probat\u00f3rio mais fragmentado e incompleto, com poss\u00edvel incremento do risco de erros judici\u00e1rios\u201d, opina o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova portaria da Receita Federal foge do escopo do sistema acusat\u00f3rio, no qual a investiga\u00e7\u00e3o deve ser feita pelos \u00f3rg\u00e3os de persecu\u00e7\u00e3o penal, que t\u00eam a atribui\u00e7\u00e3o legal e constitucional para tanto, segundo a avalia\u00e7\u00e3o do criminalista&nbsp;Andr\u00e9 Callegari, professor de Direito Penal do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com ele, atribuir a auditores a possibilidade de fazer representa\u00e7\u00e3o para fins penais \u00e9 um \u201cempr\u00e9stimo ilegal das compet\u00eancias persecut\u00f3rias\u201d, feito \u201cem nome de um controle abusivo de eventuais condutas do delito de lavagem, o que j\u00e1 foi recha\u00e7ado pela jurisprud\u00eancia brasileira\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 uma nova tentativa da Receita Federal de subverter o seu plexo de atribui\u00e7\u00f5es, determinado legalmente e sem espa\u00e7o para acr\u00e9scimos em raz\u00e3o do princ\u00edpio da legalidade. N\u00e3o se pode esquecer que a atua\u00e7\u00e3o dessa ag\u00eancia governamental para a preven\u00e7\u00e3o e repress\u00e3o da lavagem de capitais n\u00e3o \u00e9 uma carta em branco\u201d, destaca Callegari.<\/p>\n\n\n\n<p>Autoriza\u00e7\u00e3o judicial<br>Na vis\u00e3o do advogado&nbsp;Alberto Zacharias Toron, professor de Direito Processual Penal da Funda\u00e7\u00e3o Armando Alvares Penteado, a portaria da Receita Federal apenas normatiza o entendimento consolidado pelo Supremo no Tema 990 de repercuss\u00e3o geral. No caso, a corte fixou a seguinte tese:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201c1) \u00c9 constitucional o compartilhamento dos relat\u00f3rios de intelig\u00eancia financeira da UIF e da \u00edntegra do procedimento fiscalizat\u00f3rio da Receita Federal do Brasil, que define o lan\u00e7amento do tributo, com os \u00f3rg\u00e3os de persecu\u00e7\u00e3o penal para fins criminais, sem a obrigatoriedade de pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o judicial, devendo ser resguardado o sigilo das informa\u00e7\u00f5es em procedimentos formalmente instaurados e sujeitos a posterior controle jurisdicional.<\/em><br><em>2) O compartilhamento pela UIF e pela RFB, referente ao item anterior, deve ser feito unicamente por meio de comunica\u00e7\u00f5es formais, com garantia de sigilo, certifica\u00e7\u00e3o do destinat\u00e1rio e estabelecimento de instrumentos efetivos de apura\u00e7\u00e3o e corre\u00e7\u00e3o de eventuais desvios\u201d.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o contr\u00e1rio se submete \u00e0 reserva de jurisdi\u00e7\u00e3o, ressalta Toron. Ou seja, o MPF n\u00e3o pode pedir provas de crimes \u00e0 Receita sem autoriza\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o procurador da Rep\u00fablica&nbsp;Vladimir Aras, professor de Direito Processual Penal na Universidade Federal da Bahia, elogia a portaria. \u201cEra um antigo pleito do MPF, que agora a Receita Federal acolheu. Alguns il\u00edcitos tribut\u00e1rios e aduaneiros podem estar vinculados a condutas de lavagem de dinheiro.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA possibilidade de comunica\u00e7\u00e3o pela Receita ao MPF abre caminho para investiga\u00e7\u00f5es que podem elucidar importantes esquemas criminosos. A medida est\u00e1 em conson\u00e2ncia com a legisla\u00e7\u00e3o brasileira e os compromissos internacionais do pa\u00eds perante o Grupo de Trabalho Antissuborno da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico&nbsp;<em>(conhecido pela sigla em ingl\u00eas WGB, de Working Group on Bribery)<\/em>&nbsp;e o Grupo de A\u00e7\u00e3o Financeira Internacional (Gafi)\u201d, afirma Aras.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-juridico wp-block-embed-consultor-juridico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"rs3dVWOseA\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-25\/novas-regras-da-receita-para-lavagem-podem-melhorar-investigacoes-mas-elevar-erros\/\">Novas regras da Receita para lavagem podem aumentar risco de erros judici\u00e1rios<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Novas regras da Receita para lavagem podem aumentar risco de erros judici\u00e1rios&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-25\/novas-regras-da-receita-para-lavagem-podem-melhorar-investigacoes-mas-elevar-erros\/embed\/#?secret=hKYUSc3ST9#?secret=rs3dVWOseA\" data-secret=\"rs3dVWOseA\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>MP que altera regras de tributa\u00e7\u00e3o de aplica\u00e7\u00f5es em fundos de investimento pode perder validade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Medida Provis\u00f3ria (MP) n\u00ba 1.184, de 28 de agosto de 2023, que alterou as regras de tributa\u00e7\u00e3o para aplica\u00e7\u00f5es em Fundos Fechados e outros Fundos de Investimento pode perder validade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por se tratar de uma MP, o Congresso Nacional precisa aprov\u00e1-la dentro de um per\u00edodo de 120 dias. O prazo, que terminaria em dezembro, foi prorrogado para 4 de fevereiro. No entanto, as atividades legislativas s\u00f3 ser\u00e3o retomadas no dia 2 de fevereiro, deixando um estreito intervalo de dois dias para a conclus\u00e3o dessa an\u00e1lise crucial.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das principais mudan\u00e7as propostas pela MP \u00e9 a inclus\u00e3o dos Fundos Fechados no regime de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), apelidado de \u201ccome-cotas\u201d semestral. Esta altera\u00e7\u00e3o imp\u00f5e al\u00edquotas de 15% para fundos de longo prazo e 20% para os de curto prazo, com incid\u00eancia adicional do IRRF sobre distribui\u00e7\u00e3o de rendimentos, amortiza\u00e7\u00e3o, resgate ou aliena\u00e7\u00e3o de cotas, totalizando o IRRF devido conforme tabela regressiva (22,5% a 15%).<\/p>\n\n\n\n<p>A MP 1.184 estabelece exce\u00e7\u00f5es \u00e0s suas regras, n\u00e3o se aplicando a Fundos de Investimento Imobili\u00e1rio (FIIs), Fundos de Investimento do Agroneg\u00f3cio (FIAGROS), fundos que apliquem 98% de sua carteira em t\u00edtulos p\u00fablicos, entre outros. Fundos de Direitos Credit\u00f3rios (\u201cFIDCs\u201d), por exemplo, n\u00e3o foram excepcionados do regime de come-cotas, o que levanta considera\u00e7\u00f5es sobre o impacto da tributa\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica nesses fundos de carteiras il\u00edquidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra altera\u00e7\u00e3o relevante proposta pela MP 1.184 diz respeito \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o do estoque de rendimentos dos fundos. A al\u00edquota de 15% do IRRF incidir\u00e1 sobre a diferen\u00e7a entre o valor patrimonial da cota em 31 de dezembro de 2023 e seu custo de aquisi\u00e7\u00e3o. O recolhimento do IRRF sobre o estoque poder\u00e1 ser feito \u00e0 vista em maio de 2024 ou em at\u00e9 24 parcelas, corrigidas pela SELIC. A MP permite que pessoas f\u00edsicas residentes no pa\u00eds antecipem a tributa\u00e7\u00e3o sobre o estoque \u00e0 al\u00edquota reduzida de 10%, com pagamentos em duas etapas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda, a MP 1.184 traz previs\u00f5es espec\u00edficas para Fundos de Investimento em Participa\u00e7\u00f5es (\u201cFIPs\u201d), Fundos de Investimento em A\u00e7\u00f5es (\u201cFIAs\u201d) e Fundos de Investimento em \u00cdndice de Mercado (\u201cETFs\u201d) de renda vari\u00e1vel. Estes n\u00e3o estar\u00e3o sujeitos ao come-cotas caso sejam classificados como entidades de investimento e cumpram os requisitos de enquadramento de carteira da MP.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto da MP tamb\u00e9m contempla outras mudan\u00e7as significativas, como a tributa\u00e7\u00e3o de reorganiza\u00e7\u00f5es envolvendo fundos, a responsabilidade pelo recolhimento do IRRF pelos administradores de fundos, isen\u00e7\u00e3o para FIIs e FIAGROs, tributa\u00e7\u00e3o por classe de cotas, entre outras.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, considerando que a medida pode n\u00e3o ser apreciada a tempo,\u00e9 poss\u00edvel que ocorra uma reviravolta no cen\u00e1rio tribut\u00e1rio, trazendo incertezas e impactos significativos para investidores e gestores de fundos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, a expectativa recai sobre os pr\u00f3ximos dias de atividade no Congresso Nacional, onde ser\u00e3o necess\u00e1rias decis\u00f5es r\u00e1pidas para evitar a perda de vig\u00eancia da MP 1.184 e seus desdobramentos no panorama dos investimentos no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/noticias\/63391\/mp-que-altera-tributos-de-fundos-de-investimentos-pode-perder-validade\/\">https:\/\/www.contabeis.com.br\/noticias\/63391\/mp-que-altera-tributos-de-fundos-de-investimentos-pode-perder-validade\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de consulta n\u00b0 2, de 25 de janeiro de 2024<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Assunto: Imposto sobre a Renda Retido na Fonte &#8211; IRRF<br>REMESSA AO EXTERIOR. VARIA\u00c7\u00c3O CAMBIAL. JUROS. TRIBUTA\u00c7\u00c3O. RESPONSABILIDADE. PROCURADOR. EUA. COMPENSA\u00c7\u00c3O.<br>O acr\u00e9scimo decorrente da varia\u00e7\u00e3o cambial de parcela recebida na aliena\u00e7\u00e3o a prazo de participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria n\u00e3o integra o valor de aliena\u00e7\u00e3o no c\u00e1lculo do ganho de capital, devendo ser tributado individualmente como rendimento de capital a t\u00edtulo de juros.<br>O pagamento do reajuste de parcela a residente no exterior, referente \u00e0 varia\u00e7\u00e3o cambial positiva, sujeita-se \u00e0 reten\u00e7\u00e3o do IRRF \u00e0 al\u00edquota de 15% sob o regime de tributa\u00e7\u00e3o exclusiva na fonte. A falta de reten\u00e7\u00e3o implica o pagamento do imposto pelo procurador no Brasil do residente no exterior, se esse n\u00e3o deu conhecimento \u00e0 fonte pagadora da situa\u00e7\u00e3o especial do benefici\u00e1rio. Caso tenha provas de ter dado conhecimento dessa situa\u00e7\u00e3o \u00e0 fonte pagadora domiciliada no exterior, a responsabilidade pela reten\u00e7\u00e3o e recolhimento do imposto de renda devido caber\u00e1 ao procurador desta no Brasil.<br>O Brasil n\u00e3o tem acordo ou conven\u00e7\u00e3o para evitar a dupla tributa\u00e7\u00e3o com os EUA, mas, reconhece a reciprocidade de tratamento tribut\u00e1rio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 possibilidade de compensa\u00e7\u00e3o do imposto em um pa\u00eds com o imposto devido no outro.<br>Dispositivos legais: Decreto n\u00ba&nbsp;9.580, de 2018 (RIR 2018), arts. 1\u00ba, \u00a7 2\u00ba; 134, \u00a76\u00ba; 741, IV, 744, 760, 761 e 781; Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;84, de 2001, art. 19, \u00a73\u00ba; Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;208, de 2002, art. 1\u00ba, \u00a7\u00a72\u00ba&nbsp;e 3\u00ba&nbsp;e Ato Declarat\u00f3rio RFB n\u00ba&nbsp;28, de 2000.<br>Assunto: Processo Administrativo Fiscal<br>CONSULTA TRIBUT\u00c1RIA. INEFIC\u00c1CIA PARCIAL.<br>\u00c9 ineficaz a consulta na parte que n\u00e3o atende aos requisitos legais exigidos ao ser formulada, por n\u00e3o produzir efeitos quando se apresente em tese, com refer\u00eancia a fato gen\u00e9rico, sem identificar o dispositivo da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e aduaneira sobre cuja aplica\u00e7\u00e3o haja d\u00favida ou, ainda, com o objetivo de obter a presta\u00e7\u00e3o de assessoria jur\u00eddica ou cont\u00e1bil-fiscal por parte da RFB.<br>Dispositivos legais: arts. 2\u00ba&nbsp;e art. 27, incisos II, XI e XIV da Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.058, de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=135832\">http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=135832<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita divulga Perguntas e Respostas sobre os limites para utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos decorrentes de decis\u00e3o judicial transitada em julgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>As perguntas e respostas abaixo t\u00eam por objetivo esclarecer a interpreta\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o dos artigos 74 e 74-A da Lei n\u00ba 9.430\/1996, com as altera\u00e7\u00f5es legislativas introduzidas pela Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 1.202, de 28 de dezembro de 2023, publicada em 29 de dezembro de 2023, e da regulamenta\u00e7\u00e3o introduzida pela Portaria Normativa MF n\u00ba 14, de 5 de janeiro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p><em>1. Como deve ser calculado o limite mensal para utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos decorrentes de decis\u00e3o judicial?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O limite mensal deve ser calculado com base no valor total do cr\u00e9dito judicial, atualizado na data de entrega da primeira declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o referente ao cr\u00e9dito judicial. Tal valor dever\u00e1 ser dividido pela quantidade de meses previstos na Portaria Normativa MF n\u00ba 14\/2024, correspondente \u00e0 faixa de valor do cr\u00e9dito:<\/p>\n\n\n\n<p>Veja o exemplo<\/p>\n\n\n\n<p>Valor do cr\u00e9dito atualizado na data de entrega da primeira declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o: 240.000.000,00<\/p>\n\n\n\n<p>Prazo m\u00ednimo para compensa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito: 30 meses<\/p>\n\n\n\n<p>Valor total de d\u00e9bitos (m\u00e1ximo) que poder\u00e1 ser compensado no m\u00eas, com o cr\u00e9dito judicial: 8.000.000,00<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse exemplo, o contribuinte poder\u00e1 compensar, em cada m\u00eas, um montante de d\u00e9bitos de, no m\u00e1ximo, R$ 8.000.000,00 (Oito milh\u00f5es de reais).<\/p>\n\n\n\n<p>Diz-se no m\u00e1ximo, porque:<\/p>\n\n\n\n<p>I) O contribuinte poder\u00e1 n\u00e3o possuir, no m\u00eas, d\u00e9bitos a serem compensados que alcancem o montante de R$ 8.000.000,00; ou<\/p>\n\n\n\n<p>II) O contribuinte poder\u00e1 n\u00e3o dispor de saldo de cr\u00e9dito, atualizado na data de entrega de cada declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o, suficiente para compensar o montante de R$ 8.000.000,00.<\/p>\n\n\n\n<p><em>2. A limita\u00e7\u00e3o \u00e9 aplic\u00e1vel aos cr\u00e9ditos que foram habilitados antes da altera\u00e7\u00e3o legislativa?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Sim, a limita\u00e7\u00e3o alcan\u00e7a todas as declara\u00e7\u00f5es de compensa\u00e7\u00e3o transmitidas a partir de 5 de janeiro de 2024, data da publica\u00e7\u00e3o da Portaria Normativa MF n\u00ba 14\/2024.<\/p>\n\n\n\n<p><em>3. A limita\u00e7\u00e3o \u00e9 aplic\u00e1vel aos cr\u00e9ditos que est\u00e3o em fase de utiliza\u00e7\u00e3o, ou seja, que j\u00e1 foram utilizados parcialmente?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Sim, a limita\u00e7\u00e3o alcan\u00e7a todas as declara\u00e7\u00f5es de compensa\u00e7\u00e3o transmitidas a partir de 5 de janeiro de 2024, data da publica\u00e7\u00e3o da Portaria Normativa MF n\u00ba 14\/2024.<\/p>\n\n\n\n<p><em>4. O limite \u00e9 calculado por contribuinte ou por processo de habilita\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito decorrente de decis\u00e3o judicial?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O limite \u00e9 calculado por processo de habilita\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito decorrente de decis\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p><em>5. Uma vez que o cr\u00e9dito atualizado na data da primeira declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o \u00e9 utilizado para c\u00e1lculo do limite, o contribuinte n\u00e3o poder\u00e1 mais atualizar o saldo credor na data de entrega das declara\u00e7\u00f5es de compensa\u00e7\u00e3o posteriores?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O valor do cr\u00e9dito atualizado na data da primeira declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o entregue \u00e9 apenas um par\u00e2metro fixado para o c\u00e1lculo da limita\u00e7\u00e3o mensal. O contribuinte pode continuar atualizando o saldo credor do cr\u00e9dito na data de entrega de cada declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o posterior \u00e0 primeira.<\/p>\n\n\n\n<p>O que a legisla\u00e7\u00e3o pretendeu foi apenas simplificar o c\u00e1lculo mensal, partindo de um valor fixo.<\/p>\n\n\n\n<p>O contribuinte poder\u00e1 atualizar e utilizar todo o seu cr\u00e9dito at\u00e9 que seja totalmente exaurido. O que se modifica, com a altera\u00e7\u00e3o legislativa, \u00e9 o prazo para utiliza\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito, mas n\u00e3o o valor total a que o contribuinte faz jus, devidamente atualizado em cada compensa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><em>6. Em raz\u00e3o da limita\u00e7\u00e3o prevista pela legisla\u00e7\u00e3o, o cr\u00e9dito que n\u00e3o puder ser utilizado em 5 (cinco) anos ser\u00e1 perdido?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes que apurarem cr\u00e9dito igual ou maior que R$ 10.000.000,00 (Dez milh\u00f5es de reais), assim considerado o valor atualizado indicado na primeira declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o entregue, est\u00e3o potencialmente sujeitos \u00e0 limita\u00e7\u00e3o do valor compens\u00e1vel em cada m\u00eas. \u00c9 poss\u00edvel, em raz\u00e3o disso, que n\u00e3o seja poss\u00edvel o consumo do cr\u00e9dito no prazo de 5 (cinco) anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por essa raz\u00e3o, para os cr\u00e9ditos com essa caracter\u00edstica (igual ou maior que 10 mi), a legisla\u00e7\u00e3o passou a prever que, uma vez que o cr\u00e9dito total for demonstrado na primeira declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o, a ser entregue no prazo de 5 anos, as demais compensa\u00e7\u00f5es poder\u00e3o ser realizadas inclusive ap\u00f3s 5 anos.<\/p>\n\n\n\n<p><em>7. Caso a compensa\u00e7\u00e3o, em determinado m\u00eas, tenha sido inferior ao limite, \u00e9 poss\u00edvel somar a parte n\u00e3o compensada para aumentar o limite de meses subsequentes?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Essa possibilidade n\u00e3o foi prevista pela legisla\u00e7\u00e3o, e, portanto, o que ocorre em um m\u00eas n\u00e3o interfere nos meses subsequentes.<\/p>\n\n\n\n<p><em>8. Se houver compensa\u00e7\u00e3o em desacordo com a limita\u00e7\u00e3o estabelecida, qual procedimento o contribuinte deve adotar?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Antes de qualquer ato de of\u00edcio da Receita Federal, o contribuinte poder\u00e1 retificar a declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o reduzindo o valor dos d\u00e9bitos compensados, para se adequar ao limite, ou cancelar a declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o, se for o caso.<\/p>\n\n\n\n<p><em>9. Qual a penalidade prevista para a declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o apresentada em desacordo com o limite mensal?<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 considerada n\u00e3o declarada a compensa\u00e7\u00e3o que ultrapassar o limite mensal previsto, com cobran\u00e7a imediata dos d\u00e9bitos, acrescidos dos encargos legais cab\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/janeiro\/receita-federal-divulga-perguntas-e-respostas-sobre-os-limites-para-utilizacao-de-creditos-decorrentes-de-decisao-judicial-transitada-em-julgado\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2024\/janeiro\/receita-federal-divulga-perguntas-e-respostas-sobre-os-limites-para-utilizacao-de-creditos-decorrentes-de-decisao-judicial-transitada-em-julgado<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Congresso volta do recesso em fevereiro com 20 medidas provis\u00f3rias na pauta<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 29\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Congresso Nacional retoma os trabalhos em fevereiro com 20 medidas provis\u00f3rias (MPs) pendentes de vota\u00e7\u00e3o. A mat\u00e9ria mais pol\u00eamica \u00e9 a que reonera a folha de pagamentos de 17 setores da economia. Outras dez proposi\u00e7\u00f5es liberam R$ 96 bilh\u00f5es para a quita\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rios e o enfrentamento de desastres clim\u00e1ticos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na volta do recesso parlamentar, o impasse gira em torno da MP 1202\/23. Editada no fim do ano passado pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, a medida provis\u00f3ria restringe os efeitos de uma lei que colocou em lados opostos os interesses dos Poderes Legislativo e Executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei 14.784\/23, desonerou a folha dos setores que mais geram emprego no Pa\u00eds. Aprovado pelo Congresso Nacional em novembro de 2023, o texto foi vetado integralmente pelo presidente da Rep\u00fablica. Em dezembro, senadores e deputados impuseram uma derrota ao Pal\u00e1cio do Planalto e derrubaram o veto.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova lei foi promulgada pelo presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco. De acordo com o texto, empresas beneficiadas pela desonera\u00e7\u00e3o podem substituir o recolhimento de 20% de imposto sobre os sal\u00e1rios por al\u00edquotas que variam de 1% a 4,5% da receita bruta. Para o Parlamento, a medida contribui para a gera\u00e7\u00e3o de novos empregos.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia seguinte \u00e0 promulga\u00e7\u00e3o da norma, o presidente Lula editou a MP 1202\/23. A proposi\u00e7\u00e3o admite uma al\u00edquota menor de imposto a partir de abril, mas o benef\u00edcio fica limitado ao teto de um sal\u00e1rio m\u00ednimo por trabalhador. Al\u00e9m disso, a proposi\u00e7\u00e3o estabelece uma redu\u00e7\u00e3o gradual do benef\u00edcio at\u00e9 2027. Para o governo, a mudan\u00e7a \u00e9 necess\u00e1ria para o Pa\u00eds alcan\u00e7ar a meta de d\u00e9ficit zero nas contas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida provis\u00f3ria encontra resist\u00eancia no Congresso Nacional. Parlamentares da oposi\u00e7\u00e3o defendem a devolu\u00e7\u00e3o do texto ao Poder Executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>A MP 1202\/23 pode receber emendas entre os dias 2 e 7 de fevereiro. O texto entra em regime de urg\u00eancia e tranca a pauta de vota\u00e7\u00f5es da C\u00e2mara dos Deputados ou do Senado a partir de 18 de mar\u00e7o. A medida provis\u00f3ria perde a validade em 1\u00ba de abril, se n\u00e3o for prorrogada por mais 60 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Precat\u00f3rios<\/p>\n\n\n\n<p>Das 20 medidas provis\u00f3rias que aguardam o aval do Poder Legislativo, dez abrem cr\u00e9ditos extraordin\u00e1rios para diversos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. Juntas, as mat\u00e9rias somam mais de R$ 96 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior parte dos recursos est\u00e1 concentrada em apenas uma proposi\u00e7\u00e3o: a MP 1200\/23, que destina R$ 93,1 bilh\u00f5es para a quita\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rios. Os precat\u00f3rios s\u00e3o ordens de pagamento expedidas pela Justi\u00e7a ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado de a\u00e7\u00f5es perdidas pelo poder p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>A MP libera recursos para encargos financeiros da Uni\u00e3o e beneficia os Minist\u00e9rios da Previd\u00eancia Social; da Sa\u00fade; e do Desenvolvimento e Assist\u00eancia Social, Fam\u00edlia e Combate \u00e0 Fome. A mat\u00e9ria tranca a pauta de vota\u00e7\u00f5es a partir de 15 de mar\u00e7o e perde a validade em 29 daquele m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Desastres clim\u00e1ticos<\/p>\n\n\n\n<p>Das dez medidas provis\u00f3rias que abrem cr\u00e9ditos extraordin\u00e1rios, sete liberam mais de R$ 1,9 bilh\u00e3o para mitigar os efeitos de desastres clim\u00e1ticos. O Rio Grande do Sul, que decretou estado de calamidade em setembro do ano passado ap\u00f3s a passagem de um ciclone extratropical, \u00e9 o benefici\u00e1rio exclusivo de tr\u00eas medidas provis\u00f3rias.<\/p>\n\n\n\n<p>As MP 1188\/23,&nbsp;MP 1190\/23 e MP 1193\/23 destinam um total de R$ 955,9 milh\u00f5es ao estado ga\u00facho. Al\u00e9m de permitir a reconstru\u00e7\u00e3o de moradias, estradas e pontes, o dinheiro deve financiar os programas nacionais de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e de Apoio \u00e0s Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), al\u00e9m de um plano emergencial de acesso a cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>A Regi\u00e3o Norte, atingida pela estiagem em novembro passado, deve receber R$ 400 milh\u00f5es em cr\u00e9ditos extraordin\u00e1rios. A MP 1194\/23 e a MP 1195\/23 liberam recursos para a seguran\u00e7a alimentar e nutricional dos moradores de munic\u00edpios em situa\u00e7\u00e3o de calamidade p\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>O Congresso Nacional analisa outras duas medidas provis\u00f3rias para mitigar danos provocados por desastres clim\u00e1ticos. A MP 1191\/23 destina R$ 259 milh\u00f5es para os estados de S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Paran\u00e1, enquanto a MP 1204\/23 libera R$ 314 milh\u00f5es para atenuar os efeitos do fen\u00f4meno El Ni\u00f1o nas cinco regi\u00f5es do Pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>ICMS<\/p>\n\n\n\n<p>Outra proposi\u00e7\u00e3o que merece destaque \u00e9 a MP 1197\/23. Ela prev\u00ea mais de R$ 879,2 milh\u00f5es para a compensa\u00e7\u00e3o financeira aos estados e ao Distrito Federal ap\u00f3s a queda de arrecada\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS).<\/p>\n\n\n\n<p>As perdas de arrecada\u00e7\u00e3o foram geradas pela Lei Complementar 194\/22, que reduziu a al\u00edquota de tributos sobre combust\u00edveis, g\u00e1s natural, energia el\u00e9trica, comunica\u00e7\u00f5es e transporte coletivo \u2014 bens e servi\u00e7os considerados essenciais. O total da compensa\u00e7\u00e3o devida pela Uni\u00e3o a estados e munic\u00edpios supera os R$ 27 bilh\u00f5es. A MP 1197\/23 perde a validade em 1\u00ba de mar\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Programas<\/p>\n\n\n\n<p>O Poder Legislativo tamb\u00e9m deve decidir sobre medidas provis\u00f3rias que tratam de tr\u00eas projetos desenvolvidos pelo Executivo. A primeira delas \u00e9 a MP 1198\/23, que cria uma bolsa perman\u00eancia no ensino m\u00e9dio para estudantes de baixa renda. O objetivo da iniciativa \u00e9 reduzir a evas\u00e3o e o abandono de estudantes matriculados no ensino m\u00e9dio da rede p\u00fablica de ensino, com foco naqueles que pertencem a fam\u00edlias inscritas no Cadastro \u00danico da Assist\u00eancia Social (Cad\u00danico).<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda \u00e9 a MP 1199\/23, que prorroga at\u00e9 31 de mar\u00e7o a dura\u00e7\u00e3o do Programa Emergencial de Renegocia\u00e7\u00e3o de D\u00edvidas de Pessoas F\u00edsicas Inadimplentes, conhecido como Desenrola Brasil. A prorroga\u00e7\u00e3o vale para a faixa 1 do programa, que incentiva a renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas de pessoas com renda mensal at\u00e9 dois sal\u00e1rios m\u00ednimos ou inscritas no Cad\u00danico.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a MP 1205\/23 cria o Programa Mobilidade Verde e Inova\u00e7\u00e3o (Mover). Ele tem como objetivo apoiar uma economia de baixo carbono no ecossistema produtivo de autom\u00f3veis, caminh\u00f5es, \u00f4nibus, chassis com motor, m\u00e1quinas autopropulsadas, autope\u00e7as e implementos rodovi\u00e1rios. Empresas que investem em pesquisa, desenvolvimento ou produ\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica podem obter cr\u00e9ditos usados no abatimento de tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>O que \u00e9 uma MP<\/p>\n\n\n\n<p>A medida provis\u00f3ria \u00e9 uma norma jur\u00eddica de iniciativa exclusiva do presidente da Rep\u00fablica. Ela tem for\u00e7a de lei ordin\u00e1ria desde a publica\u00e7\u00e3o e pode ser adotada em caso de urg\u00eancia e relev\u00e2ncia. A convers\u00e3o em lei espec\u00edfica depende de aprova\u00e7\u00e3o pelas duas Casas do Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma MP vigora inicialmente por 60 dias, prazo que pode ser prorrogado por igual per\u00edodo. Ap\u00f3s 45 dias contados da edi\u00e7\u00e3o, se n\u00e3o tiver sido apreciada pela C\u00e2mara dos Deputados e pelo Senado, a MP tranca a pauta de vota\u00e7\u00f5es da Casa onde estiver sendo examinada. Se n\u00e3o for aprovada no prazo, ela perde a validade desde a edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1033752-congresso-volta-do-recesso-em-fevereiro-com-20-medidas-provisorias-na-pauta\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1033752-congresso-volta-do-recesso-em-fevereiro-com-20-medidas-provisorias-na-pauta\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS:&nbsp;<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>MUNICIPAIS: <\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Contribuinte do Simples Nacional inscrito na d\u00edvida ativa pode parcelar ISS pelo site da Prefeitura de Curitiba<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 29\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Prefeitura de Curitiba habilitou o parcelamento dos d\u00e9bitos de ISS (Imposto sobre Servi\u00e7os) para empresas do Simples Nacional que estejam inscritas na d\u00edvida ativa do Munic\u00edpio de Curitiba. Pelo site da Prefeitura, o contribuinte tamb\u00e9m poder\u00e1 gerar o documento de arrecada\u00e7\u00e3o municipal para que possa efetuar o pagamento \u00e0 vista.<\/p>\n\n\n\n<p>Os d\u00e9bitos inscritos em d\u00edvida ativa precisam ser pagos ou parcelados porque termina na quarta-feira (31\/1) o prazo para que as microempresas (ME) e as empresas de pequeno porte (EPP) optem pelo enquadramento no Simples Nacional pelo Portal do Governo Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a medida, os parcelamentos poder\u00e3o ser feitos facilmente, pelo computador ou celular, sem que o contribuinte precise ir at\u00e9 a sede da Procuradoria-Geral do Munic\u00edpio ou aos postos de atendimento da Secretaria de Planejamento, Finan\u00e7as e Or\u00e7amento, nas Ruas da Cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao acessar o sistema, \u00e9 necess\u00e1rio escolher o banner \u201cSe seu d\u00e9bito for do Simples Nacional para pagar ou parcelar seu d\u00e9bito \u2013 clique aqui\u201d, a segunda op\u00e7\u00e3o. O pagamento pode ser \u00e0 vista ou em at\u00e9 60 vezes, desde que o valor das parcelas seja de no m\u00ednimo R$ 100.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/parcelamentoexecutado.curitiba.pr.gov.br\/(S(clnq0x55xcjtnr45m11yvsze))\/Default.aspx\">http:\/\/parcelamentoexecutado.curitiba.pr.gov.br\/(S(clnq0x55xcjtnr45m11yvsze))\/Default.aspx<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf afasta PIS sobre corre\u00e7\u00e3o de provis\u00e3o t\u00e9cnica de sociedade de capitaliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, os membros da 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) n\u00e3o conheceram do recurso da Fazenda Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, na pr\u00e1tica, manteve-se a decis\u00e3o da turma baixa, que afastou a cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS sobre receitas oriundas da atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria das reservas t\u00e9cnicas.<\/p>\n\n\n\n<p>As reservas ou provis\u00f5es t\u00e9cnicas s\u00e3o ativos investidos que as seguradoras e institui\u00e7\u00f5es financeiras devem manter obrigatoriamente, a fim de garantir os futuros resgates de t\u00edtulos por clientes.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, a cobran\u00e7a diz respeito aos meses de janeiro a mar\u00e7o de 1999. O fisco decidiu tributar o valor referente \u00e0 atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria e juros das reservas t\u00e9cnicas do contribuinte, uma sociedade de capitaliza\u00e7\u00e3o, por entender que n\u00e3o havia legisla\u00e7\u00e3o permitindo sua exclus\u00e3o da base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS. A turma baixa, no entanto, invalidou a cobran\u00e7a por considerar que o valor n\u00e3o \u00e9 receita pr\u00f3pria, n\u00e3o se enquadrando no conceito de faturamento. A Fazenda recorreu.<\/p>\n\n\n\n<p>Na C\u00e2mara Superior, o advogado da empresa, Bruno Curvello, do Ulh\u00f4a Canto, defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) \u201cpacificou o entendimento [sobre o tema], ao decidir que n\u00e3o consistem em faturamento as receitas financeiras oriundas das aplica\u00e7\u00f5es das reservas t\u00e9cnicas das seguradoras\u201d. O julgamento citado \u00e9 do RE 400479.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o relator, conselheiro Lu\u00eds Henrique Marotti Toselli, decidiu n\u00e3o conhecer do recurso da Fazenda. O motivo \u00e9 que a tributa\u00e7\u00e3o discutida no caso concreto foi sobre a atualiza\u00e7\u00e3o das reservas t\u00e9cnicas, ou seja, a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria. J\u00e1 os paradigmas apresentados tratam de tributa\u00e7\u00e3o sobre receitas financeiras. A turma acompanhou o entendimento por unanimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso, que envolve a Brasilcap Capitaliza\u00e7\u00e3o S\/A, tramita com o n\u00famero 19740.000049\/2004-69.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"kv7nxbreWX\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-afasta-pis-sobre-correcao-de-provisao-tecnica-de-sociedade-de-capitalizacao-24012024\">Carf afasta PIS sobre corre\u00e7\u00e3o de provis\u00e3o t\u00e9cnica de sociedade de capitaliza\u00e7\u00e3o<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Carf afasta PIS sobre corre\u00e7\u00e3o de provis\u00e3o t\u00e9cnica de sociedade de capitaliza\u00e7\u00e3o&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-afasta-pis-sobre-correcao-de-provisao-tecnica-de-sociedade-de-capitalizacao-24012024\/embed#?secret=kv7nxbreWX\" data-secret=\"kv7nxbreWX\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf: empresa tem direito a saldo negativo do IRPJ apurado em fase pr\u00e9-operacional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A fase pr\u00e9-operacional \u00e9 o per\u00edodo que antecede o in\u00edcio das opera\u00e7\u00f5es sociais ou \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o do empreendimento inicial<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) julgou que a contribuinte, Santo Ant\u00f4nio Energia SA, tem direito ao saldo negativo de Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) apurado durante a fase pr\u00e9-operacional da empresa. A fase pr\u00e9-operacional \u00e9 o per\u00edodo que antecede o in\u00edcio das opera\u00e7\u00f5es sociais ou \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o do empreendimento inicial.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o saldo negativo de IRPJ \u00e9 um \u201ccr\u00e9dito\u201d que as empresas podem obter quando as despesas financeiras s\u00e3o superiores \u00e0s receitas financeiras nessa fase pr\u00e9-operacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Felipe Salomon, do Levy &amp; Salom\u00e3o Advogados, explica que o saldo negativo \u00e9 regido pelo artigo 6\u00ba, inciso II, da Lei 9.430\/96. \u201cA empresa aufere receita financeira e sofre incid\u00eancia de IRRF [Imposto de Renda Retido na Fonte] sobre esse valor. Ao final do ano, a empresa vai calcular o IRPJ devido. Ela oferece a receita financeira auferida como renda e indica que j\u00e1 sofreu incid\u00eancia de IRRF. Ao fazer essa indica\u00e7\u00e3o [de j\u00e1 ter sofrido reten\u00e7\u00e3o de IRRF], o IRRF reduz o IRPJ devido ao final do ano. Se a reten\u00e7\u00e3o de IRRF for superior ao IRPJ devido, esse IRRF gera saldo negativo de IRPJ\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o relator, Luis Henrique Marotti Toselli, o caso concreto discute se \u201co IRRF oriundo de receitas que foram absorvidas pelas despesas de um contribuinte que se encontrava em fase pr\u00e9-operacional d\u00e1 direito ao aproveitamento [de cr\u00e9ditos] na forma de saldo negativo\u201d. O relator ressaltou que a jurisprud\u00eancia da turma \u00e9 favor\u00e1vel ao contribuinte, ou seja, pelo reconhecimento do direito ao saldo negativo de IRPJ, desde que as receitas sejam confrontadas com as despesas. No caso concreto, o relator concluiu que esse confronto foi realizado. Os demais conselheiros acompanharam o entendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A contribuinte pediu a restitui\u00e7\u00e3o de R$ 16.133.756,21 a t\u00edtulo de saldo negativo de IRPJ, composto por reten\u00e7\u00f5es na fonte do imposto incidente sobre receitas financeiras, e a compensa\u00e7\u00e3o de um valor de estimativa mensal (R$ 189.284,25).<\/p>\n\n\n\n<p>Na C\u00e2mara Superior, o advogado do contribuinte, Antonio Carlos Guidoni Filho, apontou que a empresa reconheceu as receitas, contrap\u00f4s os n\u00fameros \u00e0s despesas e registrou devidamente os resultados.<\/p>\n\n\n\n<p>A DRJ, no entanto, havia entendido que a contribuinte n\u00e3o conseguiu demonstrar um v\u00ednculo entre os resultados registrados e as despesas pr\u00e9-operacionais. Al\u00e9m disso, segundo o \u00f3rg\u00e3o julgador, n\u00e3o foi comprovada a tributa\u00e7\u00e3o das receitas financeiras nem se a empresa estava de fato na fase pr\u00e9-operacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao contr\u00e1rio da DRJ, a turma ordin\u00e1ria reconheceu que a empresa estava na fase pr\u00e9-operacional. Al\u00e9m disso, concluiu que as despesas financeiras foram maiores do que as receitas, o que daria direito ao cr\u00e9dito. Nesta quarta-feira (17\/1), a C\u00e2mara Superior confirmou esse entendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Os processos tramitam com os n\u00fameros 10880.660176\/2012-52 e 16306.720823\/2013-83.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"ZxtPJMUsMX\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-empresa-tem-direito-a-saldo-negativo-do-irpj-apurado-em-fase-pre-operacional-25012024\">Carf: empresa tem direito a saldo negativo do IRPJ apurado em fase pr\u00e9-operacional<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Carf: empresa tem direito a saldo negativo do IRPJ apurado em fase pr\u00e9-operacional&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-empresa-tem-direito-a-saldo-negativo-do-irpj-apurado-em-fase-pre-operacional-25012024\/embed#?secret=ZxtPJMUsMX\" data-secret=\"ZxtPJMUsMX\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Den\u00fancia espont\u00e2nea n\u00e3o se aplica em caso de compensa\u00e7\u00e3o, decide Carf<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria, a1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) julgou que o contribuinte n\u00e3o tem direito aos benef\u00edcios da den\u00fancia espont\u00e2nea quando realiza compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Na pr\u00e1tica, com a decis\u00e3o, a turma manteve a multa aplicada ao Banco do Estado De Sergipe S\/A. O placar foi de cinco votos a tr\u00eas contra o contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>A den\u00fancia espont\u00e2nea refere-se a uma situa\u00e7\u00e3o em que o contribuinte, ao identificar que deixou de pagar algum tributo ou pagou menos do que deveria, procura regularizar sua situa\u00e7\u00e3o antes de qualquer atua\u00e7\u00e3o por parte do fisco para realizar a cobran\u00e7a. Dessa forma, o contribuinte, por iniciativa pr\u00f3pria, confessa \u00e0 autoridade administrativa a infra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, acompanhada do pagamento do tributo devido e dos juros de mora e, em contrapartida, afasta a multa de mora. O dispositivo \u00e9 regulamentado pelo artigo 138 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN).<\/p>\n\n\n\n<p>Neste caso, a quest\u00e3o analisada \u00e9 se a den\u00fancia espont\u00e2nea se aplica mesmo quando a empresa realiza a compensa\u00e7\u00e3o, ou seja, o encontro de contas entre um cr\u00e9dito que possui e um d\u00e9bito, e n\u00e3o o pagamento direto do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO nosso argumento \u00e9 que a compensa\u00e7\u00e3o deve se equiparar ao pagamento como forma de extin\u00e7\u00e3o da exigibilidade do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, portanto, conforme j\u00e1 entendido pelo Carf, a den\u00fancia espont\u00e2nea poderia ser utilizada em pedido de compensa\u00e7\u00e3o\u201d, destacou o advogado da contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado, no entanto, negou o pedido da contribuinte, por entender que a compensa\u00e7\u00e3o n\u00e3o equivale a um pagamento, pois, ap\u00f3s a declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o, o fisco dever\u00e1 homologar a compensa\u00e7\u00e3o, podendo esta ser aprovada ou n\u00e3o. Ou seja, n\u00e3o \u00e9 cumprido o requisito do artigo 138 do CTN de a den\u00fancia espont\u00e2nea, isto \u00e9, a confiss\u00e3o do d\u00e9bito, ser acompanhada do pagamento do tributo devido e dos juros de mora.<\/p>\n\n\n\n<p>Os conselheiros consideraram precedentes contr\u00e1rios aos contribuintes. Entre eles est\u00e1 o EAREsp 1.197.301, que envolveu a empresa ArcelorMittal Brasil S.A., julgado em junho de 2022 pela 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). Neste caso, o STJ concluiu que n\u00e3o cabem os benef\u00edcios da den\u00fancia espont\u00e2nea quando se trata de compensa\u00e7\u00e3o, pois a extin\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio fica condicionada \u00e0 homologa\u00e7\u00e3o pelo fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso tramita com o n\u00famero 10510.721426\/2015-99.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"xgSDP2IaK4\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/denuncia-espontanea-nao-se-aplica-em-caso-de-compensacao-decide-carf-26012024\">Den\u00fancia espont\u00e2nea n\u00e3o se aplica em caso de compensa\u00e7\u00e3o, decide Carf<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Den\u00fancia espont\u00e2nea n\u00e3o se aplica em caso de compensa\u00e7\u00e3o, decide Carf&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/denuncia-espontanea-nao-se-aplica-em-caso-de-compensacao-decide-carf-26012024\/embed#?secret=xgSDP2IaK4\" data-secret=\"xgSDP2IaK4\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf cancela cobran\u00e7a de Imposto de Renda sobre rendimentos de fundo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) cancelou uma cobran\u00e7a de Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos remetidos a cotistas estrangeiros de Fundo de Investimento em Participa\u00e7\u00f5es (FIP). A decis\u00e3o, un\u00e2nime, \u00e9 da 1\u00aa Turma da 3\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o. Cabe recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 regra para isen\u00e7\u00e3o de IRRF. Por\u00e9m, no caso, a Receita Federal considerou que havia planejamento tribut\u00e1rio abusivo por n\u00e3o terem sido identificados os benefici\u00e1rios finais (pessoas f\u00edsicas) dos valores resgatados.<\/p>\n\n\n\n<p>Na autua\u00e7\u00e3o, a fiscaliza\u00e7\u00e3o cobra IRRF, \u00e0 al\u00edquota de 35%, sobre pagamentos realizados pela Dynamo V.C. Administradora de Recursos a cotistas residentes e domiciliados no exterior. S\u00e3o referentes a resgate de cotas decorrente da liquida\u00e7\u00e3o do fundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o contribuinte, deveria ser aplicado o artigo 3\u00ba da Lei n\u00ba 11.312, de 2006. O dispositivo prev\u00ea a redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota do IRRF a zero sobre os rendimentos de aplica\u00e7\u00f5es em Fundo de Investimento em Participa\u00e7\u00f5es pagos a benefici\u00e1rio residente ou domiciliado no exterior. O dispositivo exige, para o benef\u00edcio, alguns requisitos \u2014 entre eles, o benefici\u00e1rio n\u00e3o estar em para\u00edso fiscal. Se n\u00e3o cumpridos, aplica-se normalmente al\u00edquota de 15%.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, por\u00e9m, a Receita aplicou outra lei, a de n\u00ba 8.981, de 1995, e cobrou a al\u00edquota de 35%, prevista para casos em que se realiza pagamento a benefici\u00e1rio n\u00e3o identificado.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o exigiu que o administrador do fundo informasse toda a cadeia da estrutura societ\u00e1ria de cada um desses cotistas estrangeiros para se chegar \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o das pessoas f\u00edsicas benefici\u00e1rias finais dos pagamentos. As informa\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, n\u00e3o foram fornecidas.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento, os conselheiros levaram em considera\u00e7\u00e3o que o artigo 61 da Lei n\u00ba 8.981, de 1995, n\u00e3o exige a identifica\u00e7\u00e3o do benefici\u00e1rio final e seria uma norma geral. J\u00e1 o artigo 3\u00ba da Lei n\u00ba 11.312, de 2006, seria uma norma especial, aplic\u00e1vel em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de pagamento de rendimentos de fundos de investimento em participa\u00e7\u00f5es a cotistas residentes ou domiciliados no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os conselheiros, a Lei n\u00ba 9.613, de 1998, e instru\u00e7\u00f5es da Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM) e do Banco Central, citadas pela Receita na autua\u00e7\u00e3o, s\u00e3o normas relacionadas a il\u00edcitos contra o sistema financeiro nacional. Portanto, n\u00e3o serviriam de justificativa para a aplica\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de 35% (processo n\u00ba 10872.720029\/2018-33).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o tributarista Caio Malpighi, do VBSO Advogados, esse tipo de autua\u00e7\u00e3o \u00e9 despropositada. \u201cSabemos que os FIPs sempre foram foco de fiscaliza\u00e7\u00e3o da Receita. Geralmente, o \u00f3rg\u00e3o tenta desconstituir planejamentos patrimoniais e tribut\u00e1rios que se valem dos FIPs, diante dos benef\u00edcios tribut\u00e1rios que esse tipo de estrutura possui\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita, acrescenta ele, tentou burlar um benef\u00edcio fiscal resguardado por lei. \u201cEssa fiscaliza\u00e7\u00e3o por parte da Receita \u00e9 o tipo de comportamento que afasta estrangeiros que querem investir no Brasil. \u00c9 um repelente de capital estrangeiro.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado destaca que a Lei n\u00ba 14.754, de 2023, traz altera\u00e7\u00f5es nas regras gerais de tributa\u00e7\u00e3o de rendimentos de fundos de investimento no Brasil e, ainda assim, resguardou expressamente os cotistas estrangeiros de FIPs no pa\u00eds, deixando-os de fora da nova regra de tributa\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica. \u201cCertamente, a finalidade do legislador foi dar continuidade \u00e0 pol\u00edtica fiscal de incentivo ao investimento estrangeiro no Brasil\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Fernando Colucci, s\u00f3cio do Machado Meyer Advogados, diz que a autua\u00e7\u00e3o confirma que, de fato, as autoridades fiscais n\u00e3o est\u00e3o se dando por satisfeitas em analisar simplesmente o primeiro n\u00edvel de investidores e querem analisar a cadeia inteira. O advogado explica que, at\u00e9 a altera\u00e7\u00e3o recente, havia um \u201cteste dos 40%\u201d \u2014 nenhum investidor estrangeiro poderia ter mais de 40% das cotas. Muitas vezes, explica, a fiscaliza\u00e7\u00e3o desconsidera o primeiro n\u00edvel de investidores no exterior para saber se s\u00e3o mesmo pessoas n\u00e3o relacionadas e verificar se foi cumprido o limite de 40%.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, como a gestora do fundo n\u00e3o apresentou informa\u00e7\u00f5es sobre os benefici\u00e1rios finais, a Receita Federal decidiu ser mais rigorosa e adotar a regra do pagamento para casos de n\u00e3o identifica\u00e7\u00e3o, mas no julgamento, afirma o advogado, levou-se em considera\u00e7\u00e3o que n\u00e3o havia fundamento para a aplica\u00e7\u00e3o da al\u00edquota maior, de 35%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Dynamo informa que estava confiante do resultado e que n\u00e3o recebeu outras autua\u00e7\u00f5es similares. \u201cBuscamos agir sempre de acordo com as normas vigentes\u201d, diz. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/28\/carf-cancela-cobranca-de-imposto-de-renda-sobre-rendimentos-de-fundo.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/28\/carf-cancela-cobranca-de-imposto-de-renda-sobre-rendimentos-de-fundo.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS<\/strong>&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>STF derruba decis\u00e3o que obrigava autoridade portu\u00e1ria a pagar IPTU em Salvador<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, do Supremo Tribunal Federal, reformou decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a da Bahia (TJ-BA) que obrigava a Companhia das Docas da Bahia (Codeba) a pagar Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) ao munic\u00edpio de Salvador.<\/p>\n\n\n\n<p>O TJ-BA aplicou ao caso a tese de que a imunidade rec\u00edproca (que impede os entes federados de criar impostos sobre patrim\u00f4nio, renda ou servi\u00e7os uns dos outros), prevista na Constitui\u00e7\u00e3o Federal (artigo 150, inciso VI, al\u00ednea \u201cb\u201d), n\u00e3o se estende a empresa privada arrendat\u00e1ria de im\u00f3vel p\u00fablico quando exploradora de atividade econ\u00f4mica com fins lucrativos (Tema 385 da repercuss\u00e3o geral).<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso ao STF, a estatal argumentou que o Tema 385 n\u00e3o \u00e9 aplic\u00e1vel ao caso, pois ela n\u00e3o \u00e9 empresa privada arrendat\u00e1ria de bem p\u00fablico, mas autoridade portu\u00e1ria respons\u00e1vel pela gest\u00e3o do Porto Organizado de Salvador. Ela alegou ainda que \u00e9 apenas detentora e administradora de im\u00f3vel da Uni\u00e3o e, por isso, n\u00e3o poderia ser responsabilizada pelo pagamento do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro concordou com o argumento da Codeba e explicou que, mesmo ap\u00f3s a fixa\u00e7\u00e3o da tese, o STF tem jurisprud\u00eancia firme no sentido de que empresa estatal pertencente \u00e0 administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica indireta e que preste servi\u00e7os p\u00fablicos de administra\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria n\u00e3o se sujeita \u00e0 incid\u00eancia de IPTU em im\u00f3vel da Uni\u00e3o cedido a ela a t\u00edtulo prec\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 1.373.918<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-juridico wp-block-embed-consultor-juridico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"7JdxWW7Mf1\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-23\/rn_26847_stf-reforma-decisao-que-obrigava-a-companhia-das-docas-da-bahia-a-pagar-iptu-a-salvador\/\">STF derruba decis\u00e3o que obrigava autoridade portu\u00e1ria a pagar IPTU em Salvador<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;STF derruba decis\u00e3o que obrigava autoridade portu\u00e1ria a pagar IPTU em Salvador&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-23\/rn_26847_stf-reforma-decisao-que-obrigava-a-companhia-das-docas-da-bahia-a-pagar-iptu-a-salvador\/embed\/#?secret=x7iG1XvtbF#?secret=7JdxWW7Mf1\" data-secret=\"7JdxWW7Mf1\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Justi\u00e7a nega liminar e mant\u00e9m limite para compensa\u00e7\u00e3o fiscal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Justi\u00e7a negou liminar a uma empresa que tentava n\u00e3o se submeter ao limite de compensa\u00e7\u00f5es fiscais imposto pela Medida Provis\u00f3ria (MP) n\u00ba 1.202\/2023. Para o juiz Lu\u00eds Gustavo Bregalda Neves, da 2\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo, a multinacional do setor de reciclagem deve respeitar a norma, mesmo j\u00e1 tendo utilizado parte do cr\u00e9dito a que teria direito.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a decis\u00e3o, a empresa alega ter cr\u00e9dito de R$ 51,9 milh\u00f5es, em valores atualizados, decorrentes da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que excluiu o ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. Deste total, ainda teria um saldo de R$ 32,6 milh\u00f5es a utilizar &#8211; valor que est\u00e1 em discuss\u00e3o na esfera administrativa porque o total foi negado pela Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>A multinacional tem feito homologa\u00e7\u00f5es mensais, mas entrou com o processo para poder compensar o saldo remanescente com impostos federais que precisa pagar por ter feito uma opera\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria no exterior, j\u00e1 aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econ\u00f4mica (Cade) no in\u00edcio deste ano. O aumento do capital social a obriga a desembolsar R$ 42 milh\u00f5es em tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem o limite, ela poderia usar o estoque e s\u00f3 ter de tirar do caixa R$ 10 milh\u00f5es. Com a nova regra do Minist\u00e9rio da Fazenda, no entanto, ela teria de distribuir as compensa\u00e7\u00f5es ao longo de 12 meses, o que implica teto de R$ 2,7 milh\u00f5es mensais a serem compensados. Segundo a empresa, isso acarretaria um \u201crombo da previs\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria para concretiza\u00e7\u00e3o do contrato celebrado na ordem estimada de R$ 29,3 milh\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, afirma que a limita\u00e7\u00e3o implica \u201cefeitos avassaladores\u201d ao neg\u00f3cio por ter de enviar a documenta\u00e7\u00e3o que comprova o pagamento dos tributos em at\u00e9 cinco dias \u00fateis, sob pena de elevada multa, como disposto em contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz federal, por\u00e9m, rejeitou a argumenta\u00e7\u00e3o da empresa. Para ele, a jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) entende que a lei aplic\u00e1vel \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o \u00e9 a vigente na data do encontro de contas &#8211; ou seja, \u00e9 preciso considerar a MP n\u00ba 1.202\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDessa forma, sendo de aplica\u00e7\u00e3o imediata as normas de direito material que impuseram novas limita\u00e7\u00f5es \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito oriundo de decis\u00e3o judicial transitada em julgado, deve ser aplicada tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s compensa\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o realizadas\u201d, afirma o magistrado na decis\u00e3o lavrada na noite de segunda-feira (processo n\u00ba 5000809-73.2024.4.03.6100).<\/p>\n\n\n\n<p>Igor Mauler Santiago, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Mauler Advogados, discorda da senten\u00e7a. Segundo ele, o juiz est\u00e1 correto ao afirmar que a lei a ser observada \u00e9 a vigente \u201cquando do ajuizamento da a\u00e7\u00e3o\u201d, mas n\u00e3o d\u00e1 a consequ\u00eancia necess\u00e1ria, que seria o deferimento da liminar.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo contr\u00e1rio, acrescenta, renega a prote\u00e7\u00e3o \u00e0 empresa com base no entendimento de que \u201ccabe ao Judici\u00e1rio \u2018respeitar as escolhas discricion\u00e1rias\u2019 do legislador, como se n\u00e3o lhe coubesse tamb\u00e9m exercer o controle de constitucionalidade, sobretudo \u00e0 vista de argumentos relevantes como os invocados pela empresa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista Eduardo Suessmann, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Suessmann Advogados, destaca que a empresa n\u00e3o pode ser submetida a uma lei que foi introduzida agora no ordenamento jur\u00eddico, quando j\u00e1 tinha uma decis\u00e3o anterior favor\u00e1vel. \u201cSe ela [a empresa] entrasse com o processo hoje, estaria entrando sabendo das condi\u00e7\u00f5es do jogo. Mas, na \u00e9poca do processo, isso era desconhecido\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Suessmann defende que a MP n\u00e3o pode ser aplicada para os processos antigos, apenas para os cr\u00e9ditos constitu\u00eddos ap\u00f3s a sua publica\u00e7\u00e3o. A norma limitou a quantia a ser compensada pelas empresas que t\u00eam cr\u00e9dito fiscal a partir de R$ 10 milh\u00f5es. Ela foi regulamentada pela Portaria 14\/2024, que estabeleceu seis faixas para o uso do estoque, a ser utilizado entre 12 e 60 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a afeta 495 empresas, como mostrou o Valor. A validade dessa altera\u00e7\u00e3o legislativa est\u00e1 sendo questionada no Supremo, por meio da a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade (ADI) 7587, ajuizada pelo Partido Novo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os advogados do caso foram procurados pelo Valor, mas n\u00e3o quiseram se manifestar. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) n\u00e3o enviou resposta at\u00e9 o fechamento da mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/25\/justica-nega-liminar-e-mantem-limite-para-compensacao-fiscal.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/25\/justica-nega-liminar-e-mantem-limite-para-compensacao-fiscal.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Justi\u00e7a impede Receita de fazer cobran\u00e7a retroativa de CSLL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>A Vogel, do Grupo Algar Telecom, obteve liminar que impede a Receita Federal de exigir R$ 32 milh\u00f5es de Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL). A decis\u00e3o \u00e9 da ju\u00edza Raquel Fernandez Perrini, da 4\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo. Ela entendeu que, no caso, n\u00e3o pode haver cobran\u00e7a retroativa com base no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), de 2023, que permitiu a \u201cquebra\u201d de senten\u00e7a definitiva &#8211; tamb\u00e9m chamada de coisa julgada.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso \u00e9 peculiar. A empresa havia conseguido duas senten\u00e7as contra o pagamento de CSLL. Uma foi obtida no ano de 1992 (processo n\u00ba 015\/V\/89\/UDI). A outra em 2014 (processo n\u00ba 2001.38.03.003313-8), sete anos ap\u00f3s o STF definir que a contribui\u00e7\u00e3o, criada em 1988, \u00e9 constitucional (ADI 15). Como uma das decis\u00f5es \u00e9 posterior ao julgamento de 2007, a ju\u00edza entendeu que a empresa s\u00f3 deveria voltar a ser tributada a partir de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento do ano passado, os ministros definiram que senten\u00e7as tribut\u00e1rias dadas como definitivas deixam de ter efeito sempre que houver um julgamento posterior na Corte em sentido contr\u00e1rio (RE 955227 e RE 949297). Na pr\u00e1tica, segundo especialistas, a decis\u00e3o autorizou a Receita a fazer cobran\u00e7as retroativas &#8211; o que ainda \u00e9 discutido no Supremo.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da Vogel, o \u00f3rg\u00e3o federal n\u00e3o lavrou auto de infra\u00e7\u00e3o fiscal, mas chegou a enviar um comunicado \u00e0 companhia alegando inconsist\u00eancias no pagamento. A notifica\u00e7\u00e3o motivou a empresa a entrar com uma terceira a\u00e7\u00e3o judicial sobre o tema, de forma preventiva. Isso porque a Receita Federal poderia fazer a cobran\u00e7a do tributo n\u00e3o pago dos \u00faltimos cinco anos &#8211; nesse per\u00edodo, o Fisco est\u00e1 autorizado a recuperar impostos sem procedimento fiscal aberto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00f3 uma decis\u00e3o em controle concentrado \u00e9 que pode mudar a coisa julgada individual ou uma decis\u00e3o como a de 2023 do Supremo, em repercuss\u00e3o geral, teria o cond\u00e3o de alterar o que foi decidido em 2014\u201d, afirma Daniela Silveira Lara, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Rolim, Goulart, Cardoso Advogados, que atua no caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, o cliente foi conservador e teve o direito assegurado duas vezes. \u201cDepois do julgamento da ADI 15, surgiu a d\u00favida se a coisa julgada de 1992 se sobrep\u00f5e a qualquer decis\u00e3o posterior, porque a coisa julgada \u00e9 como se fosse lei para a parte. E o Judici\u00e1rio entendeu que prevalece a decis\u00e3o. Ent\u00e3o, a empresa ficou tranquila\u201d, diz Daniela.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse intervalo, houve outro precedente favor\u00e1vel aos contribuintes contra o pagamento de CSLL &#8211; um julgamento do ano de 2011 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), em recurso repetitivo. Al\u00e9m disso, o Supremo chegou a entender que a mat\u00e9ria era infraconstitucional, ou seja, quem teria a \u00faltima palavra seria, de fato, o STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois disso, mudou-se o entendimento e o Supremo considerou a CSLL constitucional. \u201cN\u00e3o h\u00e1 nada que garanta mais a seguran\u00e7a jur\u00eddica do que a coisa julgada. Mas prevaleceu o princ\u00edpio da isonomia\u201d, afirma Daniela sobre o julgamento da coisa julgada no STF. \u201cA decis\u00e3o \u00e9 justa. De 2023 para frente, n\u00e3o se discute a cobran\u00e7a\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza federal Raquel Fernandez Perrini deu a liminar para evitar que se atingisse o \u201cdireito individual que j\u00e1 estava incorporado ao patrim\u00f4nio jur\u00eddico\u201d da empresa. \u201cRazo\u00e1vel, assim, que os efeitos prospectivos do julgamento operem apenas ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento dos Temas 881 e 885 (13 de fevereiro de 2023), ocasi\u00e3o em que a impetrante teve ci\u00eancia de que deve pagar a CSLL\u201d, diz (processo n\u00ba 5034507-07.2023.4.03.6100).<\/p>\n\n\n\n<p>Para tributaristas, poucas empresas devem ter situa\u00e7\u00e3o parecida. &#8220;A ju\u00edza n\u00e3o afrontou os Temas 881 e 885, ela fez a adequa\u00e7\u00e3o do caso concreto no que foi decidido pelo Supremo, j\u00e1 que o contribuinte tem um tr\u00e2nsito em julgado posterior. \u00c9 razo\u00e1vel o entendimento sustentado\u201d, diz o advogado Renato Silveira, s\u00f3cio do Machado Associados.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele indica, por\u00e9m, que ainda \u00e9 preciso aguardar o julgamento dos embargos de declara\u00e7\u00e3o nesses temas para uma eventual modula\u00e7\u00e3o de efeitos, isto \u00e9, saber a partir de quando a tese ser\u00e1 aplicada e de que maneira. Essa a\u00e7\u00e3o era analisada no Plen\u00e1rio Virtual, at\u00e9 um pedido de destaque do ministro Dias Toffoli, o que zera o placar. O resultado era favor\u00e1vel \u00e0 Uni\u00e3o (6 a 3). \u201cN\u00e3o h\u00e1 impedimento para uma mudan\u00e7a de opini\u00e3o dos ministros. Ent\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que tenha impacto no caso\u201d, afirma Silveira.<\/p>\n\n\n\n<p>Gustavo Taparelli, s\u00f3cio da Abe Advogados, entende que a decis\u00e3o da Vogel \u00e9 totalmente oposta \u00e0 do STF, de 2023, que n\u00e3o chegou a analisar esse ponto em espec\u00edfico. \u201cO STF n\u00e3o julgou a situa\u00e7\u00e3o particular do contribuinte que det\u00e9m decis\u00e3o transitada em julgado posterior a 2007 para afastar a aplica\u00e7\u00e3o do julgamento que declarou a constitucionalidade da CSLL. Assim, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel assegurar, com certeza, como seria seu entendimento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A liminar obtida tampouco impede que a Receita Federal lavre um auto de infra\u00e7\u00e3o para exigir a CSLL. O que o \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o pode \u00e9 \u201cseguir com os procedimentos de cobran\u00e7a, isto \u00e9, investir sobre o patrim\u00f4nio do contribuinte\u201d, afirma o Thiago Cer\u00e1volo Laguna, s\u00f3cio do Dib, Almeida, Laguna e Manssur. Segundo ele, a liminar afasta inclusive a exig\u00eancia de multa sobre o valor que deixou de ser pago em decorr\u00eancia da decis\u00e3o transitada em julgado.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor de R$ 32 milh\u00f5es \u00e9 o estimado no processo. A empresa chegou a provisionar R$ 24,3 milh\u00f5es sobre o tema, ap\u00f3s o julgamento de 2023 do STF, segundo publicado no Formul\u00e1rio de Informa\u00e7\u00f5es Trimestrais (ITR) do quarto trimestre de 2022. Por meio de nota, a Algar Telecom disse que \u201cn\u00e3o comenta sobre decis\u00f5es, sobre valores de causas judiciais, ou proje\u00e7\u00f5es futuras\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Receita Federal informou que \u201cn\u00e3o se manifesta sobre decis\u00f5es judiciais\u201d. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento desta edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/26\/justica-impede-receita-de-fazer-cobranca-retroativa-de-csll.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/26\/justica-impede-receita-de-fazer-cobranca-retroativa-de-csll.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Suspensas a\u00e7\u00f5es sobre creditamento de PIS e Cofins a contribuinte substituto em caso de reembolso de ICMS-ST<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u200bA 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a decidiu afetar os recursos especiais 2.075.758 e 2.072.621, assim como os Embargos de Diverg\u00eancia no recurso especial 1.959.571, de relatoria do ministro Mauro Campbell Marques, para julgamento sob o rito dos repetitivos.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o submetida a julgamento, cadastrada como Tema 1.231 na base de dados do STJ, diz respeito \u00e0 \u201cpossibilidade de creditamento, no \u00e2mbito do regime n\u00e3o-cumulativo das contribui\u00e7\u00f5es ao PIS e da Cofins, dos valores que o contribuinte substitu\u00eddo paga ao contribuinte substituto a t\u00edtulo de reembolso pelo recolhimento do ICMS-substitui\u00e7\u00e3o (ICMS-ST)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O substituto \u00e9 aquele eleito para efetuar a reten\u00e7\u00e3o e\/ou recolhimento do ICMS, enquanto o substitu\u00eddo \u00e9 o contribuinte que, nas opera\u00e7\u00f5es ou presta\u00e7\u00f5es antecedentes ou concomitantes \u00e9 beneficiado pelo diferimento do imposto e nas opera\u00e7\u00f5es ou presta\u00e7\u00f5es subsequentes sofre a reten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para fixa\u00e7\u00e3o do precedente qualificado, o colegiado determinou a suspens\u00e3o de todos os processos individuais ou coletivos sobre a mesma mat\u00e9ria que tramitem em primeira e segunda inst\u00e2ncias, al\u00e9m do STJ. Os precedentes qualificados s\u00e3o enunciados que resumem a jurisprud\u00eancia dominante do Tribunal.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Mauro Campbell Marques considera que a suspens\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria considerando que j\u00e1 foram decididos mais de 700 processos sobre o mesmo tema somente no STJ, sem contar com as a\u00e7\u00f5es que ainda n\u00e3o foram examinadas pelo tribunal superior e com aquelas que ainda tramitam nas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferen\u00e7a entre temas<\/p>\n\n\n\n<p>No ERESp 1.959.571, a Fazenda Nacional indicou conflito de teses entre as turmas do STJ e defendeu que deve prevalecer o entendimento da 2\u00aa Turma, segundo o qual o contribuinte n\u00e3o tem direito ao creditamento, no \u00e2mbito do regime n\u00e3o-cumulativo do PIS e da Cofins, dos valores que, na condi\u00e7\u00e3o de substitu\u00eddo tribut\u00e1rio, paga ao contribuinte substituto a t\u00edtulo de reembolso pelo recolhimento do ICMS-ST.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Campbell detalhou que, com a an\u00e1lise do tema repetitivo, ser\u00e1 verificada a abrang\u00eancia do direito ao cr\u00e9dito previsto no artigo 3\u00ba, inciso I, da Lei 10.637\/2002 e no par\u00e1grafo 1\u00ba, inciso I, da Lei 10.833\/2003, no que se refere ao princ\u00edpio da n\u00e3o-cumulatividade e ao conceito de custo de aquisi\u00e7\u00e3o envolvendo PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com o relator, a discuss\u00e3o n\u00e3o se confunde com o Tema Repetitivo 1.125.&nbsp; Campbell explicou que o outro tema, relatado pelo ministro Gurgel de Faria, aborda um momento diferente da cadeia econ\u00f4mica, \u201cpois diz respeito n\u00e3o ao creditamento, mas \u00e0 possibilidade de exclus\u00e3o do valor correspondente ao ICMS-ST da base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da Cofins devidas pelo contribuinte substitu\u00eddo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Recursos repetitivos<\/p>\n\n\n\n<p>O C\u00f3digo de Processo Civil de 2015 regula, no artigo 1.036 e seguintes, o julgamento por amostragem, mediante a sele\u00e7\u00e3o de recursos especiais que tenham controv\u00e9rsias id\u00eanticas. Ao afetar um processo, ou seja, encaminh\u00e1-lo para julgamento sob o rito dos repetitivos, os ministros facilitam a solu\u00e7\u00e3o de demandas que se repetem nos tribunais brasileiros. A possibilidade de aplicar o mesmo entendimento jur\u00eddico a diversos processos gera economia de tempo e seguran\u00e7a jur\u00eddica. Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do Superior Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>EREsp 1.959.571<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.075.758<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.072.621<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-juridico wp-block-embed-consultor-juridico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"qr99LRHkMh\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-29\/suspensas-acoes-sobre-creditamento-de-pis-e-cofins-a-contribuinte-substituto-em-caso-de-reembolso-de-icms-st\/\">STJ suspende a\u00e7\u00f5es sobre cr\u00e9dito de PIS e Cofins em reembolso de ICMS-ST<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;STJ suspende a\u00e7\u00f5es sobre cr\u00e9dito de PIS e Cofins em reembolso de ICMS-ST&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-29\/suspensas-acoes-sobre-creditamento-de-pis-e-cofins-a-contribuinte-substituto-em-caso-de-reembolso-de-icms-st\/embed\/#?secret=e0jnuROHXl#?secret=qr99LRHkMh\" data-secret=\"qr99LRHkMh\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Contribuintes conseguem no Judici\u00e1rio afastar tributa\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/01\/2024<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes t\u00eam conseguido na Justi\u00e7a afastar a tributa\u00e7\u00e3o sobre benef\u00edcios fiscais de ICMS. Pelo menos seis liminares foram concedidas nos Estados de S\u00e3o Paulo, Rio Grande do Sul e Paran\u00e1 e no Distrito Federal. Beneficiam empresas como Renner e Latic\u00ednios Catupiry, al\u00e9m de dois sindicatos empresariais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os processos, com impacto bilion\u00e1rio, questionam a aplica\u00e7\u00e3o da Lei das Subven\u00e7\u00f5es (Lei n\u00ba 14.789\/2023). A norma alterou as regras de tributa\u00e7\u00e3o de incentivos fiscais para investimentos concedidos por Estados. A taxa\u00e7\u00e3o desses benef\u00edcios \u00e9 uma das principais medidas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para cumprir a meta fiscal e zerar o d\u00e9ficit em 2024. Segundo estimativa do Minist\u00e9rio, deve gerar um retorno de R$ 35 bilh\u00f5es para os cofres p\u00fablicos somente neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, as liminares beneficiam mais de 220 empresas, j\u00e1 que duas delas foram concedidas em mandados de seguran\u00e7a coletivos &#8211; ou seja, valem para todos os associados dos sindicatos. O Sindiatacadista do Distrito Federal, um dos beneficiados, representa mais de 190 contribuintes. O outro, o Sindicato Nacional da Ind\u00fastria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), 27.<\/p>\n\n\n\n<p>As decis\u00f5es impedem a cobran\u00e7a tanto do Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL quanto do PIS e da Cofins. Todos os pedidos seguem a mesma tese: haveria ofensa ao pacto federativo. A argumenta\u00e7\u00e3o das empresas \u00e9 de que o governo federal n\u00e3o pode tributar um incentivo dado pelo Estado, voltado para atrair empresas e fomentar a competitividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Em algumas a\u00e7\u00f5es, discute-se ainda o conceito de renda e faturamento. Segundo os contribuintes, os benef\u00edcios fiscais representam redu\u00e7\u00e3o de custo e n\u00e3o incremento de receita. \u201cO benef\u00edcio n\u00e3o gera um acr\u00e9scimo patrimonial e \u00e9 preciso respeitar a imunidade rec\u00edproca. Se o Estado est\u00e1 cedendo, n\u00e3o pode a Uni\u00e3o tributar a receita do Estado\u201d, afirma o advogado Leandro Aleixo, s\u00f3cio-fundador do escrit\u00f3rio AleixoMaia.<\/p>\n\n\n\n<p>A banca, diz o advogado, tem mais de 500 a\u00e7\u00f5es judiciais sobre o tema, ajuizadas desde a edi\u00e7\u00e3o da Lei Complementar n\u00ba 160\/2017. A norma promoveu mudan\u00e7as no artigo 30 da Lei n\u00ba 12.973, de 2014. Antes dessa altera\u00e7\u00e3o havia uma separa\u00e7\u00e3o entre subven\u00e7\u00e3o de investimento e subven\u00e7\u00e3o de custeio. O texto anterior dizia que, no caso de subven\u00e7\u00e3o de investimento, a Uni\u00e3o n\u00e3o poderia tributar.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, com a mudan\u00e7a, passou a constar no artigo 30 da lei que \u201cincentivos e benef\u00edcios fiscais ou financeiro-fiscais concedidos pelos Estados e pelo Distrito Federal s\u00e3o considerados subven\u00e7\u00f5es para investimento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes entenderam que deixou de existir diferen\u00e7a entre os benef\u00edcios de ICMS e, por esse motivo, nada mais poderia ser tributado. A Receita Federal, por\u00e9m, manteve o entendimento de que s\u00f3 n\u00e3o poderia tributar incentivo como est\u00edmulo \u00e0 amplia\u00e7\u00e3o do empreendimento econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria das a\u00e7\u00f5es ajuizadas agora trata de cr\u00e9dito presumido, por haver, segundo advogados, forte precedente no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) contra a tributa\u00e7\u00e3o desse tipo de benef\u00edcio fiscal (EREsp 1.517.492\/PR). A discuss\u00e3o est\u00e1 nos processos, por exemplo, da Latic\u00ednios Catupiry e da Renner.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Catupiry, \u201cn\u00e3o pode a Uni\u00e3o retirar, por via obl\u00edqua, o benef\u00edcio fiscal concedido pelos Estados da Federa\u00e7\u00e3o, no exerc\u00edcio de sua compet\u00eancia, em clara afronta ao princ\u00edpio do pacto federativo e a uniformidade da tributa\u00e7\u00e3o federal\u201d (processo n\u00ba 5038077-98.2023.4.03.6100).<\/p>\n\n\n\n<p>O argumento foi aceito pela ju\u00edza Regilena Emy Fukui Bolognesi, da 11\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo. Ela usa precedentes da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ e das turmas de direito p\u00fablico para dar provimento \u00e0 liminar. N\u00e3o cita, por\u00e9m, julgamento de abril do ano passado, em recurso repetitivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquela data, os ministros decidiram que a tese de isen\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito presumido n\u00e3o se aplicaria aos outros tipos de benef\u00edcios fiscais &#8211; como redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota e diferimento (Tema 1182).<\/p>\n\n\n\n<p>Fundamentou de forma semelhante o juiz Marcelo Guerra Martins, da 13\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo, ao conceder liminar ao Sindiveg. No caso, tratou sobre todos os tipos de benef\u00edcio fiscal, n\u00e3o s\u00f3 sobre cr\u00e9dito presumido. Para ele, a Lei n\u00ba 14.789\/2023 n\u00e3o afeta a tese dos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor for\u00e7a do princ\u00edpio federativo, os incentivos fiscais e financeiros concedidos pelos Estados no \u00e2mbito do ICMS n\u00e3o podem ser tributados pela Uni\u00e3o, independentemente do nome que ostentarem (isen\u00e7\u00f5es, diferimentos, cr\u00e9ditos presumidos, outorgados, redu\u00e7\u00f5es de base de c\u00e1lculo, entre outros)\u201d, afirma o juiz (processo n\u00ba 5012462-09.2023.4.03.6100).<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado Fabio Calcini, do Brasil, Salom\u00e3o e Matthes Advocacia, que assessora o Sindiveg, a decis\u00e3o refor\u00e7a que a nova lei vigente, encabe\u00e7ada pela Fazenda, n\u00e3o muda a ess\u00eancia do debate. \u201cO entendimento foi amplo, na linha do nosso pedido, que todo incentivo, independentemente se \u00e9 de custeio ou investimento e de outra condi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o deve ser tributado\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o tributarista Gustavo Vita Pedrosa, do Ogawa, Lazzerotti e Baraldi Advogados, as liminares em favor das empresas refor\u00e7am que a Lei n\u00ba 14.789\/2023 n\u00e3o \u00e9 suficiente para impor a tributa\u00e7\u00e3o, diante dos fortes precedentes nos tribunais superiores. \u201cA altera\u00e7\u00e3o deveria vir de cima. Ou seja, se o governo federal quer tributar os incentivos fiscais concedidos pelos Estados, especialmente o cr\u00e9dito presumido, deveria alterar a Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Denis Araki e Marcus Furlan, s\u00f3cios do LBMF Advogados, entraram com a\u00e7\u00f5es separadas para uma mesma empresa do setor t\u00eaxtil. Uma discutia o IRPJ e CSLL e outra PIS e Cofins. Na primeira, a liminar foi deferida (processo n\u00ba 5037507-15.2023.4.03.6100). J\u00e1 na segunda, foi negada (processo n\u00ba 5037611-07.2023.4.03.6100).<\/p>\n\n\n\n<p>O juiz Luis Gustavo Bragalda Neves, da 2\u00aa Vara C\u00edvel Federal de S\u00e3o Paulo, entendeu n\u00e3o haver urg\u00eancia e determinou a suspens\u00e3o do processo at\u00e9 que o Supremo Tribunal Federal (STF) se posicione sobre a tributa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito presumido (Tema 843). Os advogados dizem que v\u00e3o recorrer da decis\u00e3o. \u201cN\u00e3o \u00e9 porque existe um leading case no STF que o juiz n\u00e3o pode conceder uma liminar\u201d, afirma Araki.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, o Sindiatacadista-DF diz que a a\u00e7\u00e3o movida foca no cr\u00e9dito presumido por ser o benef\u00edcio adotado pelo setor e haver precedentes favor\u00e1veis do STJ. O impacto financeiro estimado da demanda, acrescenta, \u201cconsiderando que o setor atacadista arrecadou cerca de R$ 3 bilh\u00f5es ao Distrito Federal no ano de 2023, \u00e9 em torno de R$ 1,2 bilh\u00e3o ao ano\u201d (processo n\u00ba 1001314-41.2024.4.01.3400).<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), tamb\u00e9m em nota, informa que as receitas das subven\u00e7\u00f5es \u201csempre integraram a receita bruta da empresa e estiveram sujeitas \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o\u201d. E que, em alguns casos, foram exclu\u00eddas da base de c\u00e1lculo dos tributos federais. Acrescenta que a Lei n\u00ba 12.973\/2014 e a Lei n\u00ba 14.789\/2023, \u201cao definirem conceitos relevantes para a aplica\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio federal e estabelecerem a forma de sua concess\u00e3o, n\u00e3o incorreram em qualquer ilegalidade, raz\u00e3o pela qual a Uni\u00e3o Federal entende que se consagrar\u00e1 vencedora nas a\u00e7\u00f5es que tratam do tema\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Procuradas, Latic\u00ednios Catupiry e Renner n\u00e3o deram retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o. O Sindiveg preferiu n\u00e3o se manifestar.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/29\/contribuintes-conseguem-no-judiciario-afastar-tributacao-de-beneficios-fiscais.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/29\/contribuintes-conseguem-no-judiciario-afastar-tributacao-de-beneficios-fiscais.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS:<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 22\/01 a 29\/01 As al\u00edquotas e o princ\u00edpio da simplicidade na reforma tribut\u00e1ria Data: 22\/01\/2024&nbsp; Foi aprovada a PEC 45, transformada na EC 132, que colocou a profiss\u00e3o de advogado tributarista como a profiss\u00e3o do futuro pelas pr\u00f3ximas tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es, tantos ser\u00e3o os problemas \u00e0 frente. 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