{"id":3086,"date":"2024-01-15T17:50:46","date_gmt":"2024-01-15T20:50:46","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3086"},"modified":"2024-01-15T17:52:58","modified_gmt":"2024-01-15T20:52:58","slug":"retrospecto-tributario-08-01-a-15-01","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3086","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 08\/01 a 15\/01"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 08\/01 a 15\/01<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma Tribut\u00e1ria: aumento das al\u00edquotas modais do ICMS para 2024 \u00e9 preocupante, alerta IBPT<\/strong>\u00a0<br>Data: 08\/01\/2024\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>As discuss\u00f5es sobre a Reforma Tribut\u00e1ria t\u00eam sido constantes ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas por pol\u00edticos e especialistas. No \u00faltimo dia 20, ap\u00f3s uma longa jornada, o Congresso Nacional promulgou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que poder\u00e1 simplificar a tributa\u00e7\u00e3o de diversas categorias e setores brasileiros. Mesmo com o avan\u00e7o para um caminho de simplifica\u00e7\u00e3o, as autoridades ainda alertam para aumento das al\u00edquotas modais do ICMS para 2024.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT), Jo\u00e3o Eloi, explica que grande parte dos estados brasileiros aumentaram suas al\u00edquotas modais internas em 2023 e ainda mais para 2024. \u201cAlegam perdas da arrecada\u00e7\u00e3o, a partir de 2022, ainda no governo Bolsonaro, em virtude da diminui\u00e7\u00e3o, por lei federal das al\u00edquotas dos combust\u00edveis, energia el\u00e9trica e telecomunica\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A alega\u00e7\u00e3o principal para o aumento neste ano \u00e9 de que, na reforma tribut\u00e1ria aprovada no Senado Federal, as m\u00e9dias de reposi\u00e7\u00e3o de perdas dos estados seriam atrav\u00e9s de m\u00e9dias de arrecada\u00e7\u00e3o dos anos 2024 a 2028, sendo que essa medida n\u00e3o foi aprovada no texto final, caindo por terra essa alus\u00e3o. Mesmo assim, v\u00e1rias unidades da federa\u00e7\u00e3o est\u00e3o se negando a voltar atr\u00e1s nos aumentos. Isso demonstra que, na verdade, a inten\u00e7\u00e3o era apenas realmente arrecadar mais\u201d, alerta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista ainda ressalta que que na pr\u00e1tica essas majora\u00e7\u00f5es n\u00e3o representam, na maioria dos casos mais receitas, em virtude de que os acr\u00e9scimos s\u00e3o repassados nos pre\u00e7os dos produtos finais, gerando um menor consumo e, consequentemente, faturamentos menores, que s\u00e3o base de c\u00e1lculo para esse tributo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao ser questionado pelas solu\u00e7\u00f5es referentes ao que se foi alertado, Eloi pondera que poderiam revogar as medidas de aumentos e voltarem a praticar al\u00edquotas do final de 2022. &#8220;Sem contar que ir\u00e3o tornar os pre\u00e7os ao usu\u00e1rio final mais atrativos ao consumidor, aumentando o consumo e a arrecada\u00e7\u00e3o, ter\u00e3o tributa\u00e7\u00e3o menor e com mais condi\u00e7\u00f5es de receberem investimentos de empresas do Brasil e do exterior\u201d, finaliza.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.noticiasagricolas.com.br\/noticias\/politica-economia\/367539-reforma-tributaria-aumento-das-aliquotas-modais-do-icms-para-2024-e-preocupante-alerta-ibpt.html\">https:\/\/www.noticiasagricolas.com.br\/noticias\/politica-economia\/367539-reforma-tributaria-aumento-das-aliquotas-modais-do-icms-para-2024-e-preocupante-alerta-ibpt.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entra em vigor lei que tributa apostas on-line e define regras para a explora\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A lei que regulamenta as apostas esportivas on-line foi sancionada, com vetos, pelo presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. A Lei 14.790\/23 tributa empresas e apostadores, define regras para a explora\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o e determina a partilha da arrecada\u00e7\u00e3o, entre outros pontos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A norma regulamenta as apostas de cota fixa, conhecidas como bets, em que o apostador sabe exatamente qual \u00e9 a taxa de retorno no momento da aposta. S\u00e3o apostas geralmente relacionadas aos eventos esportivos. A lei abrange apostas virtuais, apostas f\u00edsicas, eventos esportivos reais, jogos on-line e eventos virtuais de jogos on-line.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo texto, as empresas poder\u00e3o ficar com 88% do faturamento bruto para o custeio da atividade.\u202fSobre o produto da arrecada\u00e7\u00e3o, 2% ser\u00e3o destinados \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o para a Seguridade Social. Os 10% restantes ser\u00e3o divididos entre \u00e1reas como educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, turismo, seguran\u00e7a p\u00fablica e esporte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A nova lei teve origem no PL 3626\/23, do Poder Executivo, aprovado pela C\u00e2mara dos Deputados e pelo Senado Federal. Ela est\u00e1 entre as medidas do governo para aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o e contribuir para a meta de d\u00e9ficit zero.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A maior parte das regras j\u00e1 est\u00e1 em vigor, mas a parte relativa \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o sobre as apostas come\u00e7a a valer em abril. Outras regras ainda dependem da regulamenta\u00e7\u00e3o do governo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vetos&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o governo, os vetos foram por inconstitucionalidade e tamb\u00e9m por contrariedade ao interesse p\u00fablico. A recomenda\u00e7\u00e3o para que os trechos fossem vetados foi do Minist\u00e9rio da Fazenda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos pontos vetados isentava os apostadores de Imposto de Renda, caso os ganhos ficassem abaixo da primeira faixa do IR (R$ 2.112). Com o veto, a al\u00edquota de 15% estipulada para os ganhos com apostas esportivas incidir\u00e1 sobre qualquer valor obtido pelos apostadores. Para o governo, essa isen\u00e7\u00e3o resultaria numa tributa\u00e7\u00e3o diferente da que ocorre em outras modalidades lot\u00e9ricas, o que contrariaria a isonomia tribut\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente tamb\u00e9m vetou o artigo que previa a isen\u00e7\u00e3o do imposto de renda sobre o valor da primeira faixa de tributa\u00e7\u00e3o no caso de pr\u00eamios obtidos em t\u00edtulos de capitaliza\u00e7\u00e3o na modalidade filantropia premi\u00e1vel. Com isso, o imposto incidiria apenas sobre o valor do pr\u00eamio em dinheiro que excedesse ao valor da primeira faixa da tabela imposto. O governo argumentou que a regra resultaria em ren\u00fancia de potencial receita e que a estimativa n\u00e3o estava inclu\u00edda no texto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Foi vetada ainda uma parte que estabelecia os valores das taxas de autoriza\u00e7\u00e3o para a distribui\u00e7\u00e3o de pr\u00eamios, que varia de acordo com o valor pago. Segundo o governo, o veto se deu porque o projeto inicial dispensava a autoriza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Fazenda para a distribui\u00e7\u00e3o de pr\u00eamios de at\u00e9 R$ 10 mil relativa a promo\u00e7\u00f5es. Esse dispositivo havia sido exclu\u00eddo pelos parlamentares.\u202fDe acordo com o governo, por esse motivo, a tabela de valores ficaria sem coer\u00eancia com o texto aprovado, j\u00e1 que s\u00f3 previa os valores da taxa para pr\u00eamios a partir de R$ 10 mil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os vetos ser\u00e3o analisados posteriormente pelo Congresso Nacional\u202f(sess\u00e3o conjunta de C\u00e2mara dos Deputados e Senado Federal) e podem ser mantidos ou derrubados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1030406-entra-em-vigor-lei-que-tributa-apostas-on-line-e-define-regras-para-a-exploracao-do-servico\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1030406-entra-em-vigor-lei-que-tributa-apostas-on-line-e-define-regras-para-a-exploracao-do-servico\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Contribuintes estudam judicializar limite de compensa\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O limite estabelecido pelo governo federal para compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias deve ser questionado por empresas na Justi\u00e7a. Clientes come\u00e7aram ontem a procurar escrit\u00f3rios de advocacia para discutir a quest\u00e3o, poucos dias depois de a novidade, prevista na Medida Provis\u00f3ria (MP) n\u00ba 1.202, de 2023, ser regulamentada por meio de portaria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de elucidar algumas das d\u00favidas, a Portaria n\u00ba 14 do Minist\u00e9rio da Fazenda, publicada na noite de sexta-feira, deve gerar ao menos quatro pontos de judicializa\u00e7\u00e3o, segundo advogados. Os argumentos que as empresas poder\u00e3o usar no Judici\u00e1rio, dizem, v\u00e3o desde o desrespeito aos princ\u00edpios da legalidade, isonomia e propriedade \u00e0 desobedi\u00eancia \u00e0 coisa julgada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A judicializa\u00e7\u00e3o deve envolver, afirmam especialistas, principalmente as empresas com valores totais de cr\u00e9ditos entre R$ 100 milh\u00f5es e R$ 500 milh\u00f5es. Nesses casos, as compensa\u00e7\u00f5es devem ser feitas em prazos m\u00ednimos de 20 a 60 meses. Para as que t\u00eam cr\u00e9ditos entre R$ 10 milh\u00f5es e R$ 100 milh\u00f5es, o m\u00ednimo \u00e9 de 12 meses, algo considerado razo\u00e1vel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara alguns contribuintes, n\u00e3o vale a pena questionar judicialmente, especialmente os que est\u00e3o nas faixas inferiores, porque o prazo para compensar \u00e9 relativamente pequeno, de 12 meses. Eles n\u00e3o v\u00e3o ter dificuldade. Mas os com valores mais elevados t\u00eam sim interesse em litigar\u201d, afirma o tributarista Thales Stucky, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio de advocacia Trench Rossi Watanabe.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, o teto mensal de compensa\u00e7\u00e3o para todas as faixas \u00e9 de R$ 10 milh\u00f5es. Se o valor dos impostos a serem pagos ao governo for maior, a empresa precisar\u00e1, ent\u00e3o, desembolsar a diferen\u00e7a em dinheiro. Antes, como n\u00e3o havia limita\u00e7\u00e3o, o contribuinte poderia compensar todo o cr\u00e9dito de uma s\u00f3 vez.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom a nova regra, [a empresa] n\u00e3o vai poder usar tudo em uma compensa\u00e7\u00e3o s\u00f3, vai ter que dividir. Ent\u00e3o mesmo tendo cr\u00e9dito suficiente para quitar seus impostos, ter\u00e1 de tirar dinheiro do bolso\u201d, diz Stucky. Por isso, acrescenta, o entrave impacta significativamente o fluxo de caixa das empresas, que devem ter de refazer o planejamento or\u00e7ament\u00e1rio para este ano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para a tributarista Andrea Mascitto, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Pinheiro Neto Advogados, a portaria tamb\u00e9m gera uma dificuldade burocr\u00e1tica, porque o sistema da Receita Federal n\u00e3o permite a compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos acima de cinco anos &#8211; per\u00edodo m\u00ednimo para compensar valores acima de R$ 500 milh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs Dcomps [declara\u00e7\u00f5es de compensa\u00e7\u00e3o] n\u00e3o conseguem ser transmitidas se o cr\u00e9dito tem mais de cinco anos, ou seja, ter\u00e1 que haver uma coincid\u00eancia entre o limite m\u00e1ximo e m\u00ednimo ou a Fazenda entender de uma forma diferente, para destravar o sistema\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a primeira vez que existe uma restri\u00e7\u00e3o temporal e do volume a ser compensado. Antes, outros tipos de baliza foram estabelecidas, com estimativas de Imposto de Renda, contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria e preju\u00edzos fiscais. Desta vez, dizem os especialistas, a limita\u00e7\u00e3o foi mais severa por restringir o alcance de uma decis\u00e3o judicial, direito assegurado pela Constitui\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTraz uma situa\u00e7\u00e3o muito injusta porque o contribuinte pagou indevidamente o imposto, percorreu decis\u00e3o transitada em julgado, aguardou anos, teve custas judiciais e o m\u00ednimo que se espera \u00e9 a imediata restitui\u00e7\u00e3o do valor\u201d, afirma o advogado Halley Henares, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira Advocacia Tribut\u00e1ria (Abat) e s\u00f3cio do Henares Advogados Associados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A medida, dizem advogados, tamb\u00e9m fere a isonomia porque os contribuintes que optaram por precat\u00f3rio devem receber mais r\u00e1pido do que aqueles que escolheram a via da compensa\u00e7\u00e3o. Em m\u00e9dia, o precat\u00f3rio federal \u00e9 recebido no intervalo entre um e dois anos. Aqueles que j\u00e1 iniciaram a compensa\u00e7\u00e3o ou j\u00e1 escolheram essa via n\u00e3o podem voltar atr\u00e1s e optar pelo precat\u00f3rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Eles entendem ainda que a medida viola o princ\u00edpio da legalidade. Isso porque uma MP n\u00e3o poderia delegar a um ato do Minist\u00e9rio da Fazenda a regulamenta\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, questiona-se a necessidade e urg\u00eancia da medida ter sido feita por uma MP, enquanto a via correta deveria ser por lei ordin\u00e1ria, por meio do envio de um projeto de lei. Essa discuss\u00e3o ser\u00e1 o tema de uma reuni\u00e3o entre l\u00edderes do Congresso hoje.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns destacam que a portaria institui um \u201cempr\u00e9stimo compuls\u00f3rio disfar\u00e7ado\u201d. \u201cNa pr\u00e1tica, o que o governo est\u00e1 fazendo por via indireta \u00e9 um empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio. Ele est\u00e1 pegando emprestado um recurso do contribuinte sem obedecer ao que a Constitui\u00e7\u00e3o determina nesses casos\u201d, afirma o advogado Edemir Marques de Oliveira, do escrit\u00f3rio Marques de Oliveira Advogados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo do teto, acrescenta, \u00e9 proteger a arrecada\u00e7\u00e3o. Desde 2019, o volume de cr\u00e9ditos fiscais contra a Uni\u00e3o cresceu consideravelmente, sobretudo por conta do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, que, em 2017, excluiu o ICMS da base do PIS e da Cofins. Ou seja, o governo vai deixar de arrecadar bilh\u00f5es por conta das compensa\u00e7\u00f5es feitas com os cr\u00e9ditos gerados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio da Fazenda, R$ 60 bilh\u00f5es foram usados pelos contribuintes para compensar d\u00e9bitos federais, entre janeiro e agosto de 2023. Desde 2019, os cr\u00e9ditos judiciais t\u00eam representado 38% dos usados nas compensa\u00e7\u00f5es federais. Entre 2005 e 2018, esse percentual era de 5%. Do total, cerca de 90% vieram da tese do s\u00e9culo. Procurados pelo Valor, a Receita e o Minist\u00e9rio da Fazenda n\u00e3o se manifestaram.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As limita\u00e7\u00f5es da portaria s\u00f3 valem para cr\u00e9ditos acima de R$ 10 milh\u00f5es. A MP que inicialmente estabeleceu a nova regra ainda precisa ser convertida em lei pelo Congresso Nacional. Ao ser publicada, tamb\u00e9m revogou benef\u00edcios fiscais do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) e derrubou a desonera\u00e7\u00e3o da folha de sal\u00e1rios. Essas \u00faltimas medidas, por\u00e9m, s\u00f3 come\u00e7am a valer em abril.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/09\/contribuintes-estudam-judicializar-limite-de-compensacao.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/09\/contribuintes-estudam-judicializar-limite-de-compensacao.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Empresas usaram R$ 292 bi em cr\u00e9ditos da \u2018tese do s\u00e9culo\u2019<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal estima que R$ 292 bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios oriundos da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d tenham sido utilizados pelas empresas de 2019 a agosto do ano passado para abater tributos devidos. O valor tem sido usado como argumento pelo Minist\u00e9rio da Fazenda para limitar o uso de cr\u00e9ditos gerados por meio de decis\u00f5es judiciais em compensa\u00e7\u00f5es, medida que tem gerado cr\u00edticas de tributaristas, que preveem judicializa\u00e7\u00e3o pela \u201crestri\u00e7\u00e3o de um direito\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A estimativa consta em um relat\u00f3rio de dezembro de um grupo de trabalho da Receita. O documento traz que R$ 324,7 bilh\u00f5es de tributos devidos foram compensados por meio de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios oriundos de decis\u00f5es judiciais de janeiro de 2019 a agosto de 2023, em valores nominais, sendo que a estimativa \u00e9 de que 90% do valor seja referente \u00e0 \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, que retirou o ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF) \u00e9 de 2017 e foi modulada em 2021. Algumas empresas v\u00eam usando esses cr\u00e9ditos desde a decis\u00e3o, mas a maior parte esperou pela modula\u00e7\u00e3o dos efeitos, segundo tributaristas. Com isso, de acordo com a Receita, as compensa\u00e7\u00f5es por decis\u00e3o judicial, que n\u00e3o chegavam nem a R$ 20 bilh\u00f5es por ano, cresceram exponencialmente, ultrapassando a marca de R$ 50 bilh\u00f5es por ano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA partir do ano de 2019, os cr\u00e9ditos judiciais t\u00eam representado 38% dos cr\u00e9ditos utilizados em compensa\u00e7\u00e3o. No per\u00edodo de 2005 a 2018 esse percentual era de 5%\u201d, diz a Receita Federal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De janeiro a agosto deste ano, R$ 59,3 bilh\u00f5es j\u00e1 foram compensados em virtude de decis\u00e3o judicial. A Receita n\u00e3o tem estimativa por tese tribut\u00e1ria, mas afirma que 90% seriam da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d. O Fisco n\u00e3o explicou como chegou a esse percentual.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de a decis\u00e3o do STF ter mais de seis anos, o Minist\u00e9rio da Fazenda alega \u201csurpresa\u201d com o volume de cr\u00e9ditos compensados, que estariam reduzindo a arrecada\u00e7\u00e3o federal na mesma propor\u00e7\u00e3o. Foi, ent\u00e3o, editada uma medida provis\u00f3ria (MP) no \u00faltimo dia \u00fatil do ano limitando o uso de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios oriundos de compensa\u00e7\u00e3o por decis\u00e3o judicia l. A regulamenta\u00e7\u00e3o foi publicada na sexta-feira passada e o teto j\u00e1 est\u00e1 em vigor para cr\u00e9ditos a partir de R$ 10 milh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os valores expressivos da tese do s\u00e9culo, contudo, n\u00e3o s\u00e3o novidade. O pr\u00f3prio governo previu impacto de R$ 229 bilh\u00f5es no Anexo de Riscos Fiscais da Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1ria (LDO) de 2020 enviada ao Congresso. A Institui\u00e7\u00e3o Fiscal Independente (IFI), \u00f3rg\u00e3o de monitoramento das contas p\u00fablicas ligado ao Senado Federal, tamb\u00e9m calculou um impacto de R$ 275,1 bilh\u00f5es para os cinco anos contados a partir de 2021, mais R$ 72,4 bilh\u00f5es de cr\u00e9ditos a serem concedidos referentes ao per\u00edodo de 2017 a 2020. J\u00e1 o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT) estimou impacto de R$ 358,1 bilh\u00f5es, sendo que cerca de R$ 93,4 bilh\u00f5es j\u00e1 teriam sido compensados entre 2017 e 2020.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita n\u00e3o divulga quanto acredita que as empresas ainda t\u00eam a abater de cr\u00e9ditos da tese do s\u00e9culo. Pela nova regra imposta pelo minist\u00e9rio, os cr\u00e9ditos a partir de R$ 10 milh\u00f5es n\u00e3o poder\u00e3o ser usados imediatamente pelas empresas, que dever\u00e3o respeitar um prazo m\u00ednimo de 12 a 60 meses para utiliza\u00e7\u00e3o integral.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A limita\u00e7\u00e3o vem sendo criticada por especialistas. De acordo com Alberto Medeiros, s\u00f3cio da \u00e1rea tribut\u00e1ria do Carneiros Advogados e presidente da Comiss\u00e3o de Assuntos Tribut\u00e1rios da OAB-DF, o governo realmente s\u00f3 tem efetiva previsibilidade dos valores que ser\u00e3o objeto de compensa\u00e7\u00e3o no momento em que o contribuinte apresenta o pedido administrativo. Mas, segundo o tributarista, essa realidade n\u00e3o pode tolher o direito do contribuinte de receber os valores por meio desse instrumento, j\u00e1 que seu cr\u00e9dito foi gerado em raz\u00e3o de pagamento indevido, seja porque o valor deveria ser menor, seja porque o tributo n\u00e3o poderia jamais ser dele exigido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o faz qualquer sentido punir o contribuinte que pagou indevidamente um tributo, limitando seu direito \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito. O expediente \u00e9, em verdade, uma forma de o Estado seguir se beneficiando de um valor que n\u00e3o poderia ser por ele usufru\u00eddo\u201d, afirma Medeiros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o advogado, a \u201ctese do s\u00e9culo\u201d gerou significativo estoque de cr\u00e9ditos aos contribuintes, pois o ICMS \u00e9 um importante componente do pre\u00e7o das mercadorias e o PIS e a Cofins t\u00eam ampla base de incid\u00eancia, representando, por isso, valores muito significativos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Felipe Salto, economista-chefe e s\u00f3cio da Warren Investimentos, ava lia que o direito ao cr\u00e9dito do contribuinte n\u00e3o est\u00e1 sendo abalado. \u201cO contribuinte que desejar receber o recurso, e n\u00e3o usar o mecanismo da compensa\u00e7\u00e3o, sempre poder\u00e1 acessar a via dos precat\u00f3rios, como ocorre para toda d\u00edvida do Estado com terceiros, em geral.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme mostrou o Valor, h\u00e1 vantagens para o governo caso a empresa opte pelos precat\u00f3rios. Se o limite anual de quita\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rios previsto no Or\u00e7amento for excedido, h\u00e1 a possibilidade de pagar por cr\u00e9dito extraordin\u00e1rio, fora do limite do novo arcabou\u00e7o e da meta fiscal, at\u00e9 2026. Os precat\u00f3rios tamb\u00e9m s\u00e3o inscritos em um ano para serem pa gos no seguinte. Ou seja, na pr\u00e1tica, o governo ganha pelo menos um ano de planejamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio da Fazenda, Dario Durigan, nega que o limite tenha sido estabelecido visando pagamento fora da meta fiscal, mas defende que a melhor alternativa para o Estado \u00e9 o pagamento via precat\u00f3rios, ao inv\u00e9s do abatimento de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios por decis\u00e3o judicial. \u201cO direito l\u00edquido e certo \u00e9 de usar o rito constitucional, que \u00e9 o precat\u00f3rio\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m negou que o limite seja um \u201ccalote\u201d ou \u201cempr\u00e9stimo compuls\u00f3rio\u201d. \u201cExiste uma decis\u00e3o judicial de bilh\u00f5es, voc\u00ea quebra o Estado porque a empresa tem que receber? Os dados mostram que a compensa\u00e7\u00e3o vai virar via priorit\u00e1ria (das empresas), o que atrapalha o planejamento do Estado\u201d, diz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/09\/empresas-usaram-r-292-bi-em-creditos-da-tese-do-seculo.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/09\/empresas-usaram-r-292-bi-em-creditos-da-tese-do-seculo.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Decis\u00e3o sobre MP da desonera\u00e7\u00e3o da folha sai ainda em janeiro, diz Pacheco<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, afirmou nesta ter\u00e7a-feira (9) que deve decidir ainda em janeiro, durante o recesso parlamentar, sobre a tramita\u00e7\u00e3o da MP 1.202\/2023, que limita a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos de 17 setores da economia. A proposta foi debatida em reuni\u00e3o com l\u00edderes partid\u00e1rios pela manh\u00e3.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O governo publicou a medida provis\u00f3ria no fim de dezembro para diminuir o impacto do benef\u00edcio nas contas p\u00fablicas. Pacheco declarou que buscar\u00e1 uma \u201csolu\u00e7\u00e3o de arrecada\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel\u201d em di\u00e1logo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Pretendemos tomar essa decis\u00e3o ainda no recesso, at\u00e9 porque \u00e9 muito importante ter estabilidade jur\u00eddica [&#8230;]. N\u00e3o tomarei uma decis\u00e3o de devolu\u00e7\u00e3o integral ou parcial sem conversar com o ministro Fernando Haddad. \u00c9 muito importante haver esse di\u00e1logo entre o Legislativo e o Executivo. \u2014\u202f disse o presidente do Senado.\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Pacheco, a pressa se justifica para dar previsibilidade ao setor produtivo. Ele declarou esperar avan\u00e7os no debate da MP ainda nesta semana para ter \u201cum bom encaminhamento sem ruptura, sem desgaste e sem pol\u00eamica\u201d sobre o assunto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele afirmou que a MP causou \u201cestranheza\u201d por se tratar de um tema j\u00e1 debatido pelo Congresso e n\u00e3o descartou a possibilidade de devolu\u00e7\u00e3o parcial da medida. O objetivo, segundo o presidente do Senado, \u00e9 encontrar com o governo um meio-termo para o m\u00e9rito da proposta e, depois, decidir a forma como isso ser\u00e1 feito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Acho dif\u00edcil ter uma evolu\u00e7\u00e3o de revoga\u00e7\u00e3o desse instituto da desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento no \u00e2mbito do Congresso Nacional. Mas, obviamente, [se for] uma discuss\u00e3o que possa envolver um remodelamento com uma transi\u00e7\u00e3o ao longo do tempo, estaremos absolutamente dispostos a ouvir e discutir, eventualmente, em um projeto de lei.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Medida Provis\u00f3ria&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A medida foi editada pelo governo federal ap\u00f3s a promulga\u00e7\u00e3o da Lei 14.784, de 2023, que prorroga para at\u00e9 o final de 2027 a desonera\u00e7\u00e3o da folha salarial para 17 setores da economia.\u202f A legisla\u00e7\u00e3o foi publicada depois de o Congresso Nacional derrubar o veto (VET 38\/2023) do presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, ao projeto original aprovado pelos congressistas (PL 334\/2023).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 29 de dezembro, depois do envio da MP ao Congresso, Pacheco afirmou, em nota, que havia a \u201cnecessidade da an\u00e1lise t\u00e9cnica\u201d da proposta e o debate com os l\u00edderes partid\u00e1rios antes de decidir se a MP continuaria tramitando no Congresso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A medida foi proposta pelo ministro Fernando Haddad para limitar a desonera\u00e7\u00e3o, benef\u00edcio que foi institu\u00eddo em 2012 e tem sido prorrogado desde ent\u00e3o. O objetivo do governo \u00e9 aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o para alcan\u00e7ar a meta de zerar o d\u00e9ficit fiscal em 2024, prevista na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) deste ano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Autor do projeto original que prorrogou a desonera\u00e7\u00e3o at\u00e9 2027, o senador Efraim Filho (Uni\u00e3o-PB) defendeu a devolu\u00e7\u00e3o da medida e o reenvio do tema por meio de projeto de lei. O senador afirmou haver precedentes para que a MP seja devolvida e disse esperar que isso ocorra ainda durante o recesso parlamentar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 O nosso encaminhamento foi pela devolu\u00e7\u00e3o total da medida provis\u00f3ria, entendendo que \u00e9 a tentativa de uma imposi\u00e7\u00e3o de uma agenda \u00e0 qual o governo n\u00e3o teve votos para sustentar em plen\u00e1rio [&#8230;] A devolu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m traz seguran\u00e7a jur\u00eddica para que os setores possam se planejar do ponto de vista tribut\u00e1rio \u2014 disse Efraim.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, o envio da MP ap\u00f3s a derrubada do veto \u201cn\u00e3o foi bem recebido\u201d pelos congressistas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 A tentativa de fazer a derrubada da derrubada do veto n\u00e3o \u00e9 bem vista pelo Congresso e, por isso, poder modificar [a lei] e enviar por PL essas altera\u00e7\u00f5es talvez seja um caminho de solu\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Vice-l\u00edder do governo na Casa, o senador Jorge Kajuru (PSB-GO), afirmou que a reonera\u00e7\u00e3o \u201cpode ser um tiro no p\u00e9\u201d. Para ele, o fim do benef\u00edcio pode gerar um \u201cdesemprego gigantesco\u201d no pa\u00eds. Ele tamb\u00e9m lamentou que parte dos l\u00edderes partid\u00e1rios n\u00e3o compareceu \u00e0 reuni\u00e3o com Pacheco.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 O mais plaus\u00edvel de todos [os caminhos debatidos] foi uma devolu\u00e7\u00e3o parcial desta medida provis\u00f3ria que protegeria o setor produtivo do Brasil e a\u00ed iniciar\u00edamos uma discuss\u00e3o sobre o restante. Quem \u00e9 patriota n\u00e3o pode ser contra o d\u00e9ficit zero. Agora, uma coisa \u00e9 defender o d\u00e9ficit zero e prejudicar segmentos t\u00e3o importantes da sociedade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Resist\u00eancia&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As mudan\u00e7as na desonera\u00e7\u00e3o enfrentam resist\u00eancia no Congresso. A Frente Parlamentar do Empreendedorismo pediu ao presidente do Senado a devolu\u00e7\u00e3o da medida quando a proposta foi publicada, em 29 de dezembro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda-feira (8), o grupo enviou documento para l\u00edderes partid\u00e1rios solicitando a rejei\u00e7\u00e3o da proposta. O pedido foi assinado por outras oito bancadas tem\u00e1ticas, dentre elas a da agropecu\u00e1ria, a maior do Congresso Nacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O benef\u00edcio da desonera\u00e7\u00e3o da folha permite que as empresas de 17 setores da economia paguem al\u00edquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, em vez de 20% sobre a folha de sal\u00e1rios. A MP editada pelo governo estabelece que, a partir de abril, a al\u00edquota menor de imposto valer\u00e1 apenas para um sal\u00e1rio m\u00ednimo por trabalhador. A remunera\u00e7\u00e3o que ultrapassar esse valor ter\u00e1 a tributa\u00e7\u00e3o normal (de at\u00e9 20%).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O texto tamb\u00e9m determina a redu\u00e7\u00e3o gradual do benef\u00edcio at\u00e9 2027 e extingue at\u00e9 2025 os benef\u00edcios tribut\u00e1rios concedidos \u00e0s empresas de promo\u00e7\u00e3o de eventos inclu\u00eddas no Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/01\/09\/decisao-sobre-mp-da-desoneracao-da-folha-sai-ainda-em-janeiro-diz-pacheco\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2024\/01\/09\/decisao-sobre-mp-da-desoneracao-da-folha-sai-ainda-em-janeiro-diz-pacheco<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Decis\u00e3o do Supremo sobre Difal do ICMS impactar\u00e1 grandes varejistas em R$ 1,2 bi<\/strong>&nbsp;<br>Data: 10\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o diferencial de al\u00edquotas (Difal) do ICMS surpreendeu o varejo on-line e trar\u00e1 impacto bilion\u00e1rio. As empresas n\u00e3o esperavam uma derrota no julgamento, que veio em novembro depois de o caso sair do Plen\u00e1rio Virtual &#8211; onde venciam &#8211; para o f\u00edsico. S\u00f3 Mercado Livre, Magalu e Lojas Renner t\u00eam, juntas, pouco mais de R$ 1,2 bilh\u00e3o em dep\u00f3sitos judiciais referentes \u00e0 disputa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros entenderam que a cobran\u00e7a do Difal do ICMS s\u00f3 poderia ser retomada em abril de 2022, e n\u00e3o em 2023, como defendem os contribuintes (ADI 7066). O diferencial de al\u00edquotas \u00e9 usado para dividir a arrecada\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio eletr\u00f4nico entre o Estado de origem da empresa e o do consumidor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa discuss\u00e3o surgiu depois de o STF, em um primeiro julgamento, considerar a cobran\u00e7a inconstitucional. Os ministros definiram que os Estados e o Distrito Federal ficariam impedidos de cobrar o imposto a partir de 2022 se, at\u00e9 essa data, n\u00e3o fosse editada uma lei complementar (LC). Essa norma &#8211; LC n\u00ba 190, de 2022 &#8211; foi aprovada pelo Congresso Nacional em dezembro de 2021, mas sancionada apenas no m\u00eas de janeiro de 2022.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, surgiu a discuss\u00e3o sobre a possibilidade de a cobran\u00e7a ser feita naquele ano ou somente em 2023. O impacto total da discuss\u00e3o, estimado inicialmente pelos Estados e Distrito Federal, era de quase R$ 10 bilh\u00f5es. O valor \u00e9 referente \u00e0 perda de arrecada\u00e7\u00e3o de todo o ano de 2022.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os montantes referentes a Mercado Livre, Magalu e Lojas Renner constam de relat\u00f3rio do Citi, que acompanha com lupa tais empresas entre outras do setor. A institui\u00e7\u00e3o financeira concluiu que, antes do julgamento, a leitura era de chance de perda remota. Mas, agora, passa a ser de perda prov\u00e1vel, o que obriga o contribuinte a fazer provisionamento, se ainda n\u00e3o o fez. Casas Bahia, por exemplo, n\u00e3o teria pago o Difal do ICMS em 2022 e deveria fazer provis\u00e3o, segundo o Citi.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas que j\u00e1 t\u00eam dep\u00f3sitos judiciais, contudo, n\u00e3o haver\u00e1 efeito sobre o caixa (lucro), aponta o Citi, mesmo com uma derrota definitiva no STF. Isso porque elas j\u00e1 n\u00e3o contavam com o montante na opera\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas poderia ser recuperada pelas companhias a quantia referente ao diferencial de al\u00edquotas de janeiro, fevereiro e mar\u00e7o de 2022. Nos formul\u00e1rios de refer\u00eancia das companhias abertas, no entanto, n\u00e3o h\u00e1 esse detalhamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como ainda cabe recurso, o varejo n\u00e3o perdeu a esperan\u00e7a. Continua a defender que o Difal do ICMS s\u00f3 poderia come\u00e7ar a ser cobrado em janeiro de 2023. Se houver uma reviravolta &#8211; algo raro por meio de embargos de declara\u00e7\u00e3o -, os valores depositados em ju\u00edzo, referentes a 2022, poder\u00e3o ser sacados pelas varejistas, com incid\u00eancia de juros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o tributarista Leonardo de Andrade, do escrit\u00f3rio Andrade Maia, \u00e9 preciso aguardar a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o do STF e o julgamento de eventuais embargos. Na banca, diz ele, h\u00e1 mais de dez mil processos sobre o tema.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCerca de 250 empresas nossas clientes discutem um total de cerca de R$ 1 bilh\u00e3o de Difal de 2022 e a maior parte n\u00e3o provisionou\u201d, afirma Andrade. \u201cTrataram como perda poss\u00edvel e, pelas regras cont\u00e1beis, s\u00f3 se a perda \u00e9 considerada prov\u00e1vel se provisiona\u201d, acrescenta o advogado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas defendem que h\u00e1 contradi\u00e7\u00f5es entre os ministros, por isso, seria poss\u00edvel uma reviravolta. \u201cO ministro Luiz Fux, por exemplo, ao votar fala da premissa da seguran\u00e7a jur\u00eddica, enquanto o ministro Lu\u00eds Roberto Barroso aborda o artigo 3\u00ba da LC 190 [que estabelece que a norma entra em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o]\u201d, afirma Andrade. \u201cComo os entendimentos n\u00e3o andam na mesma linha, possibilitariam uma revis\u00e3o.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A LC 190, de janeiro de 2022, alterou a Lei Kandir, conhecida como \u201cLei do ICMS\u201d, para dispor sobre o Difal e permitir a retomada da cobran\u00e7a. A d\u00favida \u00e9 quando ela entrou em vigor. As varejistas defendem a aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da anterioridade anual &#8211; ou seja, s\u00f3 valeria a partir de 2023. Os ministros do STF, por\u00e9m, aplicaram apenas a noventena (90 dias).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se a decis\u00e3o do STF for mantida, em embargos de declara\u00e7\u00e3o, o impacto ser\u00e1 devastador para quem n\u00e3o recolheu nem tinha dep\u00f3sito ou provis\u00e3o do Difal de 2022, de acordo com Andrade. \u201cComo o varejo estava em crise p\u00f3s-pandemia, por quest\u00e3o de concorr\u00eancia, a maior parte dos nossos clientes n\u00e3o colocou o Difal no pre\u00e7o dos produtos\u201d, explica. \u201cAssim, essa conta vai chegar direto no resultado dessas companhias, com potencial press\u00e3o de futuro aumento de pre\u00e7os para os consumidores.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outros advogados ponderam que a maioria das empresas com faturamento acima de R$ 100 milh\u00f5es foi conservadora e j\u00e1 provisionou ou fez o dep\u00f3sito em ju\u00edzo dos valores referentes ao Difal. \u201cPara elas, o impacto vai ser pouco ou m\u00ednimo, porque a forma de reconhecimento cont\u00e1bil da despesa continua igual\u201d, diz a tributarista Mariana Kubota, do escrit\u00f3ro de advocacia Stocche Forbes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao inv\u00e9s de recolher a diferen\u00e7a para os cofres p\u00fablicos, afirma, elas estavam efetuando os dep\u00f3sitos. Na pr\u00e1tica, nesses casos, os Estados \u00e9 que far\u00e3o a retirada dos valores depositados para incluir nos or\u00e7amentos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A consequ\u00eancia ser\u00e1 mais severa para as varejistas que nem provisionaram nem depositaram em ju\u00edzo. \u201cAlgumas empresas foram superagressivas e ter\u00e3o de reconhecer os tributos a mais no resultado, com juros e, em alguns casos, multa\u201d, diz Mariana.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, para essas empresas, a situa\u00e7\u00e3o jur\u00eddica j\u00e1 est\u00e1 descoberta, afirma Igor Mauler Santiago, s\u00f3cio do Mauler Advogados e presidente do Instituto Brasileiro de Direito e Processo Tribut\u00e1rio (IDPT). \u201cElas j\u00e1 est\u00e3o expostas a uma autua\u00e7\u00e3o. Agora, est\u00e1 claro o quanto que v\u00e3o perder\u201d, diz. Santiago adiciona que grande parte das liminares proferidas em 2022 para as empresas n\u00e3o pagarem o Difal foi cassada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outra quest\u00e3o, segundo o tributarista, \u00e9 que os contribuintes que fizeram o dep\u00f3sito judicial n\u00e3o poder\u00e3o abater os respectivos valores no Imposto de Renda (IR). \u201cO dep\u00f3sito ganha um efeito perverso, porque tem o desembolso, mas n\u00e3o tem a dedutibilidade no IR\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma alternativa para algumas empresas ser\u00e1 a discuss\u00e3o de uma nova tese sobre o Difal do ICMS, apontam tributaristas. \u201cJ\u00e1 h\u00e1 clientes com a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a pela impossibilidade de cobran\u00e7a do Difal antes que seja criado um portal nacional a respeito, o que os Estados admitem que ainda n\u00e3o existe\u201d, diz Leonardo de Andrade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque o artigo 24-A da LC 190 estabelece que \u201cos Estados e o Distrito Federal divulgar\u00e3o, em portal pr\u00f3prio, as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias ao cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, principais e acess\u00f3rias, nas opera\u00e7\u00f5es e presta\u00e7\u00f5es interestaduais, conforme o tipo\u201d. A nova tese, contudo, ainda n\u00e3o chegou aos tribunais superiores.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio de nota, o Mercado Livre diz acompanhar a eventual publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o do STF, que pode trazer um impacto significativo para o setor de varejo expandido, \u201cconsiderando que vai contra a garantia constitucional da anterioridade\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m por nota, a Lojas Renner afirma que \u201cn\u00e3o temos provisionamento cont\u00e1bil constitu\u00eddo para o per\u00edodo de 2022\u201d. Em um primeiro momento, a empresa entendeu que o impacto l\u00edquido de impostos no resultado seria na ordem de R$ 60 milh\u00f5es, algo inferior a 5% do lucro l\u00edquido considerando a base de 2022, \u201cpor\u00e9m estamos avaliando com nossos advogados quais s\u00e3o as alternativas\u201d. Diz, por\u00e9m, que fez dep\u00f3sito em ju\u00edzo dos valores relativos a esse per\u00edodo, ent\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 efeito negativo no caixa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Magalu, o impacto financeiro \u00e9 marginal, justamente porque j\u00e1 tem o valor em discuss\u00e3o em dep\u00f3sito judicial, o que garante que o caixa n\u00e3o ser\u00e1 afetado. Mas considera tamb\u00e9m que ainda cabem algumas defini\u00e7\u00f5es sobre o assunto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada, a Casas Bahia informou que n\u00e3o iria se manifestar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/10\/decisao-do-supremo-sobre-difal-do-icms-impactara-grandes-varejistas-em-r-12-bi.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/10\/decisao-do-supremo-sobre-difal-do-icms-impactara-grandes-varejistas-em-r-12-bi.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>RFB disponibiliza \u2018perguntas e respostas\u2019 sobre o programa de autorregulariza\u00e7\u00e3o incentivada<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com o objetivo de facilitar a ades\u00e3o do contribuinte \u2013 pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica \u2013 ao programa de autorregulariza\u00e7\u00e3o incentivada do governo federal, a Receita Federal do Brasil (RFB) lan\u00e7ou um \u2018perguntas e respostas\u2019 que garante o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e responde a mais de 21 d\u00favidas sobre o assunto.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A autorregulariza\u00e7\u00e3o incentivada \u00e9 um programa de conformidade fiscal do governo federal, institu\u00eddo pela Lei n.\u00ba 14.740, de 29 de novembro de 2023, e regulamentado pela Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n.\u00ba 2.168, de 28 de dezembro de 2023.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O programa concede ao contribuinte condi\u00e7\u00f5es especiais para regulariza\u00e7\u00e3o de tributos administrados pela Receita Federal por meio da confiss\u00e3o da d\u00edvida e do pagamento ou do parcelamento do valor integral dos d\u00e9bitos, sem a incid\u00eancia das multas de mora e de of\u00edcio e desconto de 100% (cem por cento) dos juros de mora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-conselho-federal-de-contabilidade wp-block-embed-conselho-federal-de-contabilidade\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"orbIgk9bzJ\"><a href=\"https:\/\/cfc.org.br\/noticias\/rfb-disponibiliza-perguntas-e-respostas-sobre-o-programa-de-autorregularizacao-incentivada\/\">RFB disponibiliza \u2018perguntas e respostas\u2019 sobre o programa de autorregulariza\u00e7\u00e3o incentivada<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;RFB disponibiliza \u2018perguntas e respostas\u2019 sobre o programa de autorregulariza\u00e7\u00e3o incentivada&#8221; &#8212; ::Conselho Federal de Contabilidade::\" src=\"https:\/\/cfc.org.br\/noticias\/rfb-disponibiliza-perguntas-e-respostas-sobre-o-programa-de-autorregularizacao-incentivada\/embed\/#?secret=Zg6vfaHpj5#?secret=orbIgk9bzJ\" data-secret=\"orbIgk9bzJ\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o aprova projeto que exclui autoriza\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a do Difal do Simples<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Desenvolvimento Econ\u00f4mico da C\u00e2mara aprovou o Projeto de Lei Complementar 176\/19, que retira a previs\u00e3o legal de antecipa\u00e7\u00e3o do recolhimento do diferencial de al\u00edquota de ICMS (conhecido como Difal) sem encerramento da tributa\u00e7\u00e3o para empresas optantes pelo Simples Nacional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O texto, que altera o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (Lei Complementar 123\/06),\u202f tramita na C\u00e2mara dos Deputados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, deputado Jadyel Alencar (PV-PI), apresentou parecer favor\u00e1vel ao texto, que foi apresentado pela ex-deputada Paula Belmonte (DF). Na sua avalia\u00e7\u00e3o, os entes federados t\u00eam institu\u00eddo a cobran\u00e7a do Difal de forma que, nas opera\u00e7\u00f5es interestaduais que destinam mercadorias para fim de revenda ou industrializa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da cobran\u00e7a da al\u00edquota interestadual, exige-se do destinat\u00e1rio o pagamento da diferen\u00e7a entre as al\u00edquotas praticadas pelos estados envolvidos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAssim, as pequenas empresas e microempresas enfrentam condi\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis de escala de produ\u00e7\u00e3o para enfrentarem os custos tribut\u00e1rios e financeiros decorrentes da legisla\u00e7\u00e3o das demais pessoas jur\u00eddicas, raz\u00e3o pela qual se justifica que sejam removidos entraves que minimizem os efeitos positivos do Simples Nacional, especialmente diante do vi\u00e9s fiscalista do Poder P\u00fablico na abordagem da legisla\u00e7\u00e3o\u201d, justificou o parlamentar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tramita\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta ainda ser\u00e1 analisada pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania; e pelo Plen\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1030996-comissao-aprova-projeto-que-exclui-autorizacao-de-cobranca-do-difal-do-simples\/#:~:text=A%20Comiss%C3%A3o%20de%20Desenvolvimento%20Econ%C3%B4mico,empresas%20optantes%20pelo%20Simples%20Nacional.\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1030996-comissao-aprova-projeto-que-exclui-autorizacao-de-cobranca-do-difal-do-simples\/#:~:text=A%20Comiss%C3%A3o%20de%20Desenvolvimento%20Econ%C3%B4mico,empresas%20optantes%20pelo%20Simples%20Nacional.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nova renegocia\u00e7\u00e3o dar\u00e1 desconto de at\u00e9 70% para d\u00edvida ativa de contribuintes<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes inscritos na D\u00edvida Ativa da Uni\u00e3o podem renegociar, at\u00e9 30 de abril, o d\u00e9bito com at\u00e9 70% de desconto nas multas e nos juros. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) abriu segunda-feira (8) cinco editais de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, modalidade de parcelamento criada durante a pandemia de Covid-19.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Qualquer pessoa f\u00edsica ou empresa que estiver devendo qualquer valor (IPTU, IPVA, Imposto de Renda, multas, etc) ao governo federal, estadual ou municipal estar\u00e1 inscrito na d\u00edvida ativa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Chamado de \u201cTransa\u00e7\u00f5es por Ades\u00e3o\u201d, o programa permitir\u00e1 o parcelamento da d\u00edvida em at\u00e9 145 meses. Na transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, o tamanho do desconto \u00e9 determinado conforme a capacidade de pagamento do devedor. Quem tiver menor capacidade de pagamento ter\u00e1 os maiores descontos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os editais est\u00e3o divididos nas seguintes categorias: d\u00edvidas de pequeno valor, d\u00e9bitos de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o ou irrecuper\u00e1veis, capacidade de pagamento, inscri\u00e7\u00f5es garantidas por seguro garantia ou carta fian\u00e7a e microempreendedores individuais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a PGFN, o governo espera recuperar cerca de R$ 24 bilh\u00f5es com as Transa\u00e7\u00f5es por Ades\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O devedor pode fazer simula\u00e7\u00f5es e pedir a ades\u00e3o ao programa na p\u00e1gina Regularize, portal de servi\u00e7os eletr\u00f4nicos oferecido pela PGFN. O pr\u00f3prio sistema avalia a capacidade de pagamento e renegocia o d\u00e9bito, definindo o valor das parcelas e os descontos definitivos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Limites&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas d\u00e9bitos de at\u00e9 R$ 45 milh\u00f5es poder\u00e3o ser refinanciados. O valor das presta\u00e7\u00f5es previstas n\u00e3o poder\u00e1 ser inferior a R$ 25 para o microempreendedor individual e R$ 100 para os demais contribuintes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os descontos n\u00e3o incidir\u00e3o sobre o valor principal da d\u00edvida, apenas sobre juros, encargos e multas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A exce\u00e7\u00e3o ser\u00e1 para os microempreendedores individuais, que poder\u00e3o ter at\u00e9 50% de desconto sobre a d\u00edvida global (valor principal mais juros, multas e encargos).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As negocia\u00e7\u00f5es abrangem apenas os d\u00e9bitos inscritos em D\u00edvida Ativa da Uni\u00e3o, quando a PGFN passa a cobrar a d\u00edvida na Justi\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os d\u00e9bitos com a Receita Federal s\u00e3o objeto de outra renegocia\u00e7\u00e3o, aberta na \u00faltima sexta-feira (5). D\u00edvidas com o Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS) tamb\u00e9m est\u00e3o fora do parcelamento especial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-infomoney wp-block-embed-infomoney\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"kpNmpLGMue\"><a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/minhas-financas\/nova-renegociacao-dara-desconto-de-ate-70-para-divida-ativa-de-contribuintes\/\">Nova renegocia\u00e7\u00e3o dar\u00e1 desconto de at\u00e9 70% para d\u00edvida ativa de contribuintes<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Nova renegocia\u00e7\u00e3o dar\u00e1 desconto de at\u00e9 70% para d\u00edvida ativa de contribuintes&#8221; &#8212; InfoMoney\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/minhas-financas\/nova-renegociacao-dara-desconto-de-ate-70-para-divida-ativa-de-contribuintes\/embed\/#?secret=EtRWh7nyF6#?secret=kpNmpLGMue\" data-secret=\"kpNmpLGMue\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Fisco venceu a maioria dos casos tribut\u00e1rios nos tribunais superiores em 2023<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos principais casos tribut\u00e1rios julgados em 2023 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), foram registradas mais vit\u00f3rias do fisco do que dos contribuintes, conforme levantamento realizado pelo JOTA PRO Tributos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A reportagem destacou 14 julgamentos relevantes na \u00e1rea tribut\u00e1ria. Desse total, oito (57%) tiveram decis\u00e3o favor\u00e1vel ao fisco, enquanto tr\u00eas (21%) tiveram resultado pr\u00f3-contribuinte. Em outros tr\u00eas casos, a classifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o se aplica, por serem discuss\u00f5es entre munic\u00edpios ou entre os fiscos estaduais, que tamb\u00e9m registraram vit\u00f3rias importantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para a advogada Ariane Guimar\u00e3es, s\u00f3cia de Tribut\u00e1rio do escrit\u00f3rio Mattos Filho, as vit\u00f3rias expressivas do fisco federal em 2023 resultam de \u201cum componente pol\u00edtico muito expressivo\u201d na atua\u00e7\u00e3o dos tribunais superiores. \u201cSeja porque estamos em in\u00edcio de mandato e, em alguma medida, esse car\u00e1ter arrecadat\u00f3rio acaba estando presente, esses argumentos acabaram chegando aos tribunais, influenciando decis\u00f5es. O mote decis\u00f3rio n\u00e3o deveria ser arrecadat\u00f3rio, e sim jur\u00eddico, embora possam ser considerados os efeitos econ\u00f4micos [das decis\u00f5es]\u201d, avalia.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA pauta arrecadat\u00f3ria foi uma diretriz nos julgamentos\u201d, avalia o advogado Carlos Daniel Neto, do Daniel &amp; Diniz Advocacia Tribut\u00e1ria. \u201cA meu ver, em rela\u00e7\u00e3o a um caso que talvez tenha sido um dos principais do ano, a coisa julgada, o STF acertou na decis\u00e3o, mas errou em n\u00e3o ter modulado, uma vez que havia um entendimento do STJ em sentido contr\u00e1rio [ou seja, para que, mesmo com entendimento posterior do STF, n\u00e3o houvesse altera\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica estabilizada pela coisa julgada]\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"MBtlgrgNA6\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/fisco-venceu-a-maioria-dos-casos-tributarios-nos-tribunais-superiores-em-2023-10012024\">Fisco venceu a maioria dos casos tribut\u00e1rios nos tribunais superiores em 2023<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Fisco venceu a maioria dos casos tribut\u00e1rios nos tribunais superiores em 2023&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/fisco-venceu-a-maioria-dos-casos-tributarios-nos-tribunais-superiores-em-2023-10012024\/embed#?secret=MBtlgrgNA6\" data-secret=\"MBtlgrgNA6\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Exig\u00eancia de regularidade \u00e9 ilegal para aproveitamento de cr\u00e9dito fiscal<\/strong>&nbsp;<br>Data: 10\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2 de janeiro de 2024, a Receita Federal publicou a Instru\u00e7\u00e3o Normativa (IN) n\u00ba 2.170\/23, regulamentando a habilita\u00e7\u00e3o das pessoas jur\u00eddicas interessadas no aproveitamento de cr\u00e9dito fiscal decorrente de subven\u00e7\u00e3o de investimentos, previsto pela Lei n\u00ba 14.789\/23 em substitui\u00e7\u00e3o ao antigo regime.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dentre os aspectos regulamentados pela IN RFB n\u00ba 2.170\/23, chama aten\u00e7\u00e3o que o deferimento da habilita\u00e7\u00e3o foi condicionado \u00e0 regularidade fiscal de tributos federais, exig\u00eancia que n\u00e3o aparece na Lei n\u00ba 14.789\/23. Seu suporte legal seria o artigo 60 da Lei n\u00ba 9.069\/95, que genericamente condiciona a concess\u00e3o ou reconhecimento de incentivo ou benef\u00edcio fiscal, relativos a tributos federais, \u00e0 comprova\u00e7\u00e3o pelo contribuinte de sua regularidade fiscal perante a Uni\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, como a Lei n\u00ba 14.789\/23 nada prev\u00ea acerca da regularidade fiscal do contribuinte para aproveitamento do cr\u00e9dito, aparenta haver antinomia com a regra geral da Lei n\u00ba 9.069\/95, solucionada pelo artigo 2\u00ba, \u00a7 2\u00ba, da Lindb com a preval\u00eancia da norma espec\u00edfica (Lexis specialis derogat gerali).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Especialmente ao se considerar que a Lei n\u00ba 9.069\/95, fruto da convers\u00e3o da MP n\u00ba 1.097\/95, tinha como objeto o sistema monet\u00e1rio, sendo norma essencialmente de direito financeiro. J\u00e1 a Lei n\u00ba 14.789\/23, convers\u00e3o da MP n\u00ba 1.185\/23, disp\u00f5e sobre habilita\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito fiscal decorrente das subven\u00e7\u00f5es de investimento, ou seja, \u00e9 norma eminentemente tribut\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o bastasse, as Leis n\u00ba 12.973\/14, 10.637\/02 e 10.833\/03, que exclu\u00edam as subven\u00e7\u00f5es de investimento das bases de c\u00e1lculo do IRPJ\/CSLL e do PIS\/Cofins, tamb\u00e9m n\u00e3o previam a necessidade de o benefici\u00e1rio possuir situa\u00e7\u00e3o fiscal regular.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nem deveriam prever, pois o benef\u00edcio fiscal relacionado \u00e0 subven\u00e7\u00e3o de investimento tem n\u00edtido car\u00e1ter extrafiscal, visando que as pessoas jur\u00eddicas implantem, ampliem, modernizem ou diversifiquem seu empreendimento econ\u00f4mico no territ\u00f3rio do ente federativo que concedeu a subven\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa linha, a exclus\u00e3o da subven\u00e7\u00e3o das bases dos tributos acima, como ocorria anteriormente, ou a permiss\u00e3o de creditamento, como passou a prever a Lei n\u00ba 14.789\/23, visa a atrair novos neg\u00f3cios ou ampli\u00e1-los. Logo, dificultar o acesso do contribuinte a tal incentivo parece destoar da\u202fmens legis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, sem textual previs\u00e3o legal, a IN RFB n\u00ba 2.170\/23 n\u00e3o poderia extrapolar sua fun\u00e7\u00e3o regulamentadora para criar exig\u00eancia n\u00e3o prevista na norma instituidora do benef\u00edcio fiscal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como bem alerta a ministra Regina Helena Costa do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, existe \u201ca pr\u00e1tica, infelizmente reiterada, de, por meio de tais atos, expedirem-se normas que, a pretexto de propiciarem a adequada execu\u00e7\u00e3o da lei tribut\u00e1ria, geram deveres ou imp\u00f5em restri\u00e7\u00f5es a direitos nela n\u00e3o previstos, pelo que acabam por vulner\u00e1-la, diante de sua manifesta incompatibilidade\u201d\u202f<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-10\/exigencia-de-regularidade-fiscal-e-ilegal-para-aproveitamento-de-credito-fiscal\/%22%20\/l%20%22_ftn1\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[1]<\/a>\u202f.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O professor Lu\u00eds Eduardo Schoueri bem esclarece que o poder regulamentador conferido aos atos da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, pela lei, n\u00e3o \u00e9 carta branca, pois \u201c[\u2026]\u202fdeve o ato da Administra\u00e7\u00e3o observar os contornos legais, permanecendo o poder regulamentar dentro das raias que lhe foram postas pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u201d.\u202f<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-10\/exigencia-de-regularidade-fiscal-e-ilegal-para-aproveitamento-de-credito-fiscal\/%22%20\/l%20%22_ftn2\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[2]<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o assunto seja controvertido na jurisprud\u00eancia, existem precedentes recentes dos Tribunais Regionais Federais da 1\u00aa, 3\u00aa e 5\u00aa Regi\u00e3o afastando a necessidade de comprova\u00e7\u00e3o de regularidade fiscal pelo contribuinte benefici\u00e1rio de incentivo fiscal, quando exigida apenas por ato infralegal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Decreto n\u00ba 5.906\/06 exigia certid\u00e3o de regularidade fiscal para que empresas produtoras de bens e servi\u00e7os de inform\u00e1tica pudessem usufruir do benef\u00edcio fiscal previsto nas Leis n\u00ba 8.248\/91 e 10.637\/02. Ao analisar sua legalidade, o TRF-3 consignou que \u201co decreto regulamentador extrapolou os limites legais ao prever restri\u00e7\u00e3o n\u00e3o disposta na lei instituidora, em flagrante viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio da legalidade. Referido princ\u00edpio est\u00e1 previsto no artigo 37 da Constitui\u00e7\u00e3o\u201d\u202f<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-10\/exigencia-de-regularidade-fiscal-e-ilegal-para-aproveitamento-de-credito-fiscal\/%22%20\/l%20%22_ftn3\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[3]<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em linha similar, o TRF 5 tamb\u00e9m concluiu que\u202f\u201c[\u2026]\u202fa Administra\u00e7\u00e3o, sob pretexto de regulamentar, extrapolar os limites legais, uma vez que a Lei n\u00ba 8.989\/1995, que autoriza isen\u00e7\u00e3o de Imposto sobre Produtos Industrializados \u2013 IPI na aquisi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculo por pessoa com defici\u00eancia, portanto, espec\u00edfica para o caso, n\u00e3o exige a certid\u00e3o de regularidade fiscal para concess\u00e3o do benef\u00edcio\u201d\u202f<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-10\/exigencia-de-regularidade-fiscal-e-ilegal-para-aproveitamento-de-credito-fiscal\/%22%20\/l%20%22_ftn4\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[4]<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, o TRF 1 tamb\u00e9m afastou a necessidade de apresenta\u00e7\u00e3o de certid\u00e3o de regularidade fiscal para frui\u00e7\u00e3o dessa isen\u00e7\u00e3o de IPI, pois, \u201catos normativos de natureza administrativa que visam regulamentar normas gerais e abstratas t\u00eam como fun\u00e7\u00e3o a complementa\u00e7\u00e3o da disciplina contida em lei strictu sensu, sendo vedado extrapolar os limites da legisla\u00e7\u00e3o em sede de decreto regulamentar, sob pena de ofensa ao princ\u00edpio da reserva legal\u201d\u202f<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-10\/exigencia-de-regularidade-fiscal-e-ilegal-para-aproveitamento-de-credito-fiscal\/%22%20\/l%20%22_ftn5\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">[5]<\/a>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, eventuais negativas de habilita\u00e7\u00e3o dos interessados ao aproveitamento de cr\u00e9ditos previsto pela Lei n\u00ba 14.789\/23, com fundamento na exig\u00eancia de regularidade fiscal trazida pela IN RFB n\u00ba 2.170\/23, podem ser questionadas judicialmente, buscando-se o reconhecimento de extrapola\u00e7\u00e3o do car\u00e1ter regulamentar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-10\/exigencia-de-regularidade-fiscal-e-ilegal-para-aproveitamento-de-credito-fiscal\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-10\/exigencia-de-regularidade-fiscal-e-ilegal-para-aproveitamento-de-credito-fiscal\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma ter\u00e1 19 grupos de trabalho<\/strong>&nbsp;<br>Data: 11\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O governo deve criar 19 grupos t\u00e9cnicos de trabalho com Estados e munic\u00edpios para regulamentar a reforma tribut\u00e1ria, aprovada e promulgada pelo Congresso Nacional no fim do ano passado. A previs\u00e3o \u00e9 que a portaria saia em breve no \u201cDi\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Executivo tem at\u00e9 180 dias da promulga\u00e7\u00e3o para enviar os projetos de leis complementares ao Legislativo, mas o presidente da C\u00e2mara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), deseja que os textos cheguem o quanto antes para que haja tempo de os parlamentares discutirem as mat\u00e9rias. No Executivo, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 terminar as propostas at\u00e9 mar\u00e7o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo minuta obtida pelo Valor, os grupos t\u00e9cnicos ser\u00e3o voltados \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS). O primeiro \u00e9 um tributo de compet\u00eancia da Uni\u00e3o, e o segundo, dos entes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os grupos ser\u00e3o tem\u00e1ticos. Entre os assuntos a serem tratados, est\u00e3o regimes espec\u00edficos e especiais; cesta b\u00e1sica e cashback; transi\u00e7\u00e3o; modelo operacional; comit\u00ea gestor; fundos; al\u00edquotas de refer\u00eancia; Imposto Seletivo; e Zona Franca. (ver quadro)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Parte dos grupos ter\u00e1 seis representantes titulares, e parte, nove. Em ambos os casos, a participa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 parit\u00e1ria entre Uni\u00e3o, Estados e munic\u00edpios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A minuta diz que compete aos grupos discutir os temas relativos a seu escopo de atua\u00e7\u00e3o e formular a respectiva proposta de texto legal, acompanhada de relat\u00f3rio com fundamenta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Haver\u00e1, ainda, uma comiss\u00e3o de sistematiza\u00e7\u00e3o, que formular\u00e1 o cronograma e o escopo de inicial de trabalho de cada grupo. Essa comiss\u00e3o ser\u00e1 uma esp\u00e9cie de coordena\u00e7\u00e3o, liderada pela Secretaria Extraordin\u00e1ria da Reforma Tribut\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Fazenda. Haver\u00e1, ainda, uma equipe de quantifica\u00e7\u00e3o que auxiliar\u00e1 no trabalho. A previs\u00e3o \u00e9 que esse \u00f3rg\u00e3o m\u00e1ximo unifique o resultado dos grupos e proponha os anteprojetos de leis.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Paralelamente, os Estados formaram 21 subgrupos de trabalho no \u00e2mbito do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz) tamb\u00e9m para debater a regulamenta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria. Nesses subgrupos, somente os Estados t\u00eam participa\u00e7\u00e3o. A ideia \u00e9 chegar a uma converg\u00eancia de interesses das 27 unidades da federa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As conclus\u00f5es dos subgrupos do Confaz ser\u00e3o levadas para os grupos formados por Uni\u00e3o, Estados e munic\u00edpios e para comiss\u00e3o de sistematiza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma fonte admite que ser\u00e3o muitos grupos funcionando ao mesmo tempo &#8211; diante de um prazo ex\u00edguo de trabalho, mas garante que o objetivo de todos \u00e9 ter textos os mais consensuados o poss\u00edvel. Quando isso n\u00e3o acontecer, as propostas ser\u00e3o levadas \u00e0 comiss\u00e3o, que deve \u201cdeliberar\u201d para criar um documento final que servir\u00e1 de par\u00e2metro para as leis complementares.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme mostrou o Valor, pelo menos 71 pontos da reforma precisar\u00e3o ser detalhados em leis complementares. Ao menos tr\u00eas projetos de lei devem ser enviados ao Congresso: um com a regulamenta\u00e7\u00e3o geral dos novos tributos, outro sobre o comit\u00ea gestor do IBS e um terceiro para o Imposto Seletivo. Os demais temas ser\u00e3o inseridos nesses projetos ou num quarto ou quinto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A movimenta\u00e7\u00e3o na c\u00fapula da C\u00e2mara para que os projetos sejam enviados antes do prazo de 180 dias \u00e9 um esfor\u00e7o para que os textos sejam constru\u00eddo um caminho para aprova\u00e7\u00e3o dos textos ainda neste ano. Por ser ano eleitoral, \u00e9 preciso ganhar tempo para aumentar as chances de aprova\u00e7\u00e3o. A ideia \u00e9 escalar um time de parlamentares afiado para dividir as relatorias desses projetos. Com isso, nada ficar\u00e1 concentrado nas m\u00e3os do relator da reforma tribut\u00e1ria, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), o que aumenta as chances de avan\u00e7o. Nos bastidores, parlamentares afirmam que a pauta econ\u00f4mica tem grandes chances de continuar prosperando no Legislativo assim como ocorreu em 2023, mas pontuam que isso depender\u00e1 de uma \u201cDR\u201d com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que estremeceu a rela\u00e7\u00e3o ao enviar uma medida provis\u00f3ria (MP) nos \u00faltimos dias do ano passado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/01\/11\/regulamentacao-da-reforma-tera-19-grupos-de-trabalho.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2024\/01\/11\/regulamentacao-da-reforma-tera-19-grupos-de-trabalho.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita e PGFN abrem canal para recebimento de sugest\u00f5es de teses para transa\u00e7\u00e3o<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Iniciativa envolve teses para transa\u00e7\u00e3o no contencioso tribut\u00e1rio de relevante e disseminada controv\u00e9rsia jur\u00eddica&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal do Brasil e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional abrem, a partir desta quarta-feira (10\/01), canal de comunica\u00e7\u00e3o para sugest\u00f5es de temas pass\u00edveis de serem objeto de transa\u00e7\u00e3o por ades\u00e3o no contencioso tribut\u00e1rio de relevante e disseminada controv\u00e9rsia jur\u00eddica.\u202fIniciativa envolve a sociedade na busca de solu\u00e7\u00e3o definitiva para controv\u00e9rsias fiscais complexas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A medida evidencia o esfor\u00e7o cont\u00ednuo de fortalecer o di\u00e1logo com a sociedade, assegurando que vozes de todos os setores sejam ouvidas e consideradas na constru\u00e7\u00e3o de um arcabou\u00e7o tribut\u00e1rio mais justo e eficaz para o Brasil.\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-sistema-fenacon wp-block-embed-sistema-fenacon\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"sks7TzKtkp\"><a href=\"https:\/\/fenacon.org.br\/noticias\/receita-e-pgfn-abrem-canal-para-recebimento-de-sugestoes-de-teses-para-transacao\/\">Receita e PGFN abrem canal para recebimento de sugest\u00f5es de teses para transa\u00e7\u00e3o<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Receita e PGFN abrem canal para recebimento de sugest\u00f5es de teses para transa\u00e7\u00e3o&#8221; &#8212; Sistema FENACON\" src=\"https:\/\/fenacon.org.br\/noticias\/receita-e-pgfn-abrem-canal-para-recebimento-de-sugestoes-de-teses-para-transacao\/embed\/#?secret=SOc2wPxb67#?secret=sks7TzKtkp\" data-secret=\"sks7TzKtkp\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Doa\u00e7\u00f5es e heran\u00e7as ter\u00e3o altera\u00e7\u00f5es na carga tribut\u00e1ria; entenda<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Texto da reforma tribut\u00e1ria prev\u00ea aumento progressivo do imposto sobre heran\u00e7a, variando de acordo com o valor do patrim\u00f4nio envolvido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tribut\u00e1ria, promulgada recentemente por meio da PEC 45\/19, promoveu altera\u00e7\u00f5es que\u202ffacilitam a eleva\u00e7\u00e3o do\u202fITCMD \u2013\u202fImposto de transmiss\u00e3o causa mortis e doa\u00e7\u00e3o.\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As mudan\u00e7as ainda n\u00e3o foram aplicadas no ano de 2024. Mas, diante da expectativa de aumento na carga tribut\u00e1ria decorrente da reforma, contribuintes aceleraram a realiza\u00e7\u00e3o de planejamentos patrimoniais e sucess\u00f3rios para que seus bens pessoais e familiares n\u00e3o sejam atingidos pela esperada eleva\u00e7\u00e3o do imposto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para entender melhor este movimento, Migalhas ouviu especialistas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado M\u00e1rio Luiz Delgado destaca que a mudan\u00e7a mais relevante foi a introdu\u00e7\u00e3o da regra de progressividade das al\u00edquotas.\u202fAntes da reforma, o ITCMD incide sobre heran\u00e7as e doa\u00e7\u00f5es, abrangendo diversos tipos de bens e direitos, com al\u00edquotas que variam de 2% a 8%, de acordo com cada Estado. A cobran\u00e7a para bens im\u00f3veis ocorre no Estado onde o im\u00f3vel est\u00e1 situado, enquanto para bens m\u00f3veis, a cobran\u00e7a \u00e9 feita no Estado onde ocorre o invent\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, com a PEC 45\/19, o tributo ter\u00e1 uma al\u00edquota progressiva conforme o valor do quinh\u00e3o, legado ou doa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, n\u00e3o haver\u00e1 cobran\u00e7a em doa\u00e7\u00f5es para institui\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos de relev\u00e2ncia p\u00fablica e social, incluindo entidades religiosas, organiza\u00e7\u00f5es assistenciais e institutos cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Veja como ficou a reda\u00e7\u00e3o do art. 155 da Constitui\u00e7\u00e3o com a reforma:\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cArt. 155.\u202f&nbsp;<br>\u00a7 1\u00ba (\u2026)&nbsp;<br>II \u2013 relativamente a bens m\u00f3veis, t\u00edtulos e cr\u00e9ditos, compete ao Estado onde era domiciliado o de cujus, ou tiver domic\u00edlio o doador, ou ao Distrito Federal;&nbsp;<br>(\u2026)&nbsp;<br>VI \u2013 ser\u00e1 progressivo em raz\u00e3o do valor do quinh\u00e3o, do legado ou da doa\u00e7\u00e3o;&nbsp;<br>VII \u2013 n\u00e3o incidir\u00e1 sobre as transmiss\u00f5es e as doa\u00e7\u00f5es para as institui\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos com finalidade de relev\u00e2ncia p\u00fablica e social, inclusive as organiza\u00e7\u00f5es assistenciais e beneficentes de entidades religiosas e institutos cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos, e por elas realizadas na consecu\u00e7\u00e3o dos seus objetivos sociais, observadas as condi\u00e7\u00f5es estabelecidas em lei complementar.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista alerta que essas mudan\u00e7as podem\u202fresultar em um aumento da carga tribut\u00e1ria para aqueles contribuintes domiciliados em Estados que optem por instituir a progressividade com al\u00edquotas maiores do que atualmente praticam.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA t\u00edtulo de exemplo, podemos citar o Estado de S\u00e3o Paulo que at\u00e9 o momento adota a al\u00edquota fixa de 4%, e que, com a progressividade institu\u00edda pela Reforma, poder\u00e1 elev\u00e1-la ao patamar de 8%, resultando, assim, em um aumento na carga tribut\u00e1ria a ser suportada pelos contribuintes nele domiciliados\u201d, acrescentou&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para M\u00e1rio Luiz Delgado, a implementa\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas progressivas, variando conforme o valor do patrim\u00f4nio, sinaliza uma tentativa do legislador de onerar os mais ricos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma vertente opinou o advogado Sylvio Fernando Paes de Barros J\u00fanior, afirmando que a progressividade provavelmente resultar\u00e1 em eleva\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria, especialmente nos Estados que adotam al\u00edquotas fixas. \u201cDificilmente a progressividade implicar\u00e1 diminui\u00e7\u00e3o na carga tribut\u00e1ria, sendo esperado que os Estados que adotam a al\u00edquota fixa estabele\u00e7am a progressividade por eleva\u00e7\u00e3o. E quanto maior o patrim\u00f4nio, maior ser\u00e1 a eleva\u00e7\u00e3o.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os especialistas tamb\u00e9m abordam outro aspecto importante da PEC relacionado \u00e0 compet\u00eancia para cobran\u00e7a do imposto. Antes atribu\u00edda ao Estado onde ocorria o invent\u00e1rio ou arrolamento, permitindo que herdeiros buscassem tabelionatos em Estados com al\u00edquotas menores, agora a compet\u00eancia \u00e9 do Estado onde a pessoa falecida tinha domic\u00edlio ou onde o doador reside.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Doa\u00e7\u00f5es em vida&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sylvio Fernando sustenta que devido \u00e0 expectativa de aumento na carga tribut\u00e1ria decorrente da reforma, contribuintes aceleraram a realiza\u00e7\u00e3o de seus planejamentos patrimoniais e sucess\u00f3rios para que seus bens pessoais e familiares n\u00e3o fossem atingidos pela esperada eleva\u00e7\u00e3o do imposto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dados do Col\u00e9gio Notarial do Brasil, representante dos tabeli\u00e3es do pa\u00eds, indicam que, desde a aprova\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria pela C\u00e2mara dos Deputados, houve um aumento de 22% no n\u00famero de doa\u00e7\u00f5es em vida em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano anterior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade registrou um aumento no n\u00famero de doa\u00e7\u00f5es, passando de uma m\u00e9dia mensal de 11,6 mil em 2022 para mais de 14,2 mil atos em agosto de 2023, logo ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o da PEC.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos absolutos, o Col\u00e9gio tamb\u00e9m observou um crescimento nas doa\u00e7\u00f5es nos meses de julho (13.188) e agosto (14.295) de 2023 em compara\u00e7\u00e3o com os meses anteriores \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o da PEC, quando a m\u00e9dia mensal de atos de doa\u00e7\u00e3o era de 11.114 escrituras solicitadas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para\u202fM\u00e1rio Luiz Delgado, o\u202fcrescimento do n\u00famero de doa\u00e7\u00f5es reflete o receio generalizado em rela\u00e7\u00e3o ao aumento da carga tribut\u00e1ria que vir\u00e1 com a progressividade. \u201cImagino que em 2024 o movimento de transmiss\u00f5es patrimoniais seja ainda maior\u201d, acrescentou o advogado.\u202f&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Doador residente no exterior&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Doadores residentes no exterior tamb\u00e9m s\u00e3o afetados pela reforma, que estabelece regras transit\u00f3rias at\u00e9 a regulamenta\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o prevista na Constitui\u00e7\u00e3o sobre doadores no exterior ou pessoas falecidas com bens no exterior.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No cen\u00e1rio de doadores no exterior, a responsabilidade pelo ITCMD recai sobre o Estado de domic\u00edlio do donat\u00e1rio. Se o donat\u00e1rio tamb\u00e9m residir no exterior, a cobran\u00e7a ser\u00e1 atribu\u00edda ao Estado onde o bem estiver localizado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quando se trata de heran\u00e7as envolvendo bens fora do Brasil, o imposto pode ser exigido pelo Estado onde a pessoa falecida tinha domic\u00edlio. Caso a pessoa falecida resida no exterior, o ITCMD ser\u00e1 devido ao Estado onde o herdeiro ou legat\u00e1rio tem domic\u00edlio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sylvio\u202fFernando\u202fdestaca que, antes da reforma, o STF j\u00e1 havia decidido que as leis estaduais que disciplinavam a cobran\u00e7a do ITCMD de bens no exterior eram inconstitucionais. Agora, de acordo com o especialista, com a nova legisla\u00e7\u00e3o, a decis\u00e3o do Supremo perde o objeto, permitindo que os Estados disciplinem essa cobran\u00e7a independentemente de lei complementar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aplica\u00e7\u00e3o&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, M\u00e1rio Luiz Delgado\u202fesclareceu que o ITCMD \u00e9 um imposto estadual, ou seja, a modifica\u00e7\u00e3o em sua forma de cobran\u00e7a requer uma altera\u00e7\u00e3o na legisla\u00e7\u00e3o estadual, compet\u00eancia exclusiva de cada Estado da Federa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, diante das mudan\u00e7as propostas pela reforma, o advogado destacou a necessidade de aguardar uma proposta de altera\u00e7\u00e3o legislativa, a qual deve respeitar os princ\u00edpios da anterioridade anual e nonagesimal. Em outras palavras, as novas al\u00edquotas s\u00f3 poder\u00e3o ser aplicadas no ano subsequente \u00e0 sua aprova\u00e7\u00e3o, com um prazo m\u00ednimo de 90 dias de anteced\u00eancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado acredita que se a altera\u00e7\u00e3o for aprovada at\u00e9 final de setembro, herdeiros e doadores ter\u00e3o at\u00e9 31 de dezebro de 2024 para utilizarem as al\u00edquotas atuais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-sistema-fenacon wp-block-embed-sistema-fenacon\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"58hXSQIXqv\"><a href=\"https:\/\/fenacon.org.br\/reforma-tributaria\/doacoes-e-herancas-terao-alteracoes-na-carga-tributaria-entenda\/\">Doa\u00e7\u00f5es e heran\u00e7as ter\u00e3o altera\u00e7\u00f5es na carga tribut\u00e1ria; entenda<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Doa\u00e7\u00f5es e heran\u00e7as ter\u00e3o altera\u00e7\u00f5es na carga tribut\u00e1ria; entenda&#8221; &#8212; Sistema FENACON\" src=\"https:\/\/fenacon.org.br\/reforma-tributaria\/doacoes-e-herancas-terao-alteracoes-na-carga-tributaria-entenda\/embed\/#?secret=Ok1n3aqzyP#?secret=58hXSQIXqv\" data-secret=\"58hXSQIXqv\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Lula sanciona lei que flexibiliza escolha de tributa\u00e7\u00e3o em previd\u00eancia privada; entenda<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, sancionou a Lei 14.803 que permite a participantes de plano de previd\u00eancia complementar optarem pelo regime de tributa\u00e7\u00e3o por ocasi\u00e3o da obten\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio ou do primeiro resgate dos valores acumulados. A lei, sancionada sem vetos, foi publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o de quinta-feira (11).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A nova regra, aprovada pelo Congresso Nacional no final do ano passado, altera a Lei 11.053, de 2004, que determinava que a escolha do regime de tributa\u00e7\u00e3o (progressivo ou regressivo) teria que ser efetuada at\u00e9 o \u00faltimo dia \u00fatil do m\u00eas subsequente ao do ingresso no plano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, segundo o texto da lei, essa op\u00e7\u00e3o \u201cpoder\u00e1 ser exercida at\u00e9 o momento da obten\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio ou da requisi\u00e7\u00e3o do primeiro resgate referente aos valores acumulados em planos de benef\u00edcios operados por entidade de previd\u00eancia complementar ou por sociedade seguradora ou em Fapi e ser\u00e1 irretrat\u00e1vel\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Juliano Okawa, s\u00f3cio de tribut\u00e1rio do escrit\u00f3rio Souza Okawa, explica que o regime progressivo aplica a tabela progressiva do IR (de 0% a 27,5%) igual ao que incide sobre os sal\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no regime regressivo, a al\u00edquota de IR depende do tempo pelo qual o dinheiro retirado do plano permaneceu investido. As al\u00edquotas variam de 35% a 10% (acima de 10 anos \u00e9 10%).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara a escolha do melhor regime de tributa\u00e7\u00e3o, diversos fatores deveriam ser considerados, como prazo de aplica\u00e7\u00e3o do dinheiro, valor a ser resgatado [somado a demais rendimentos tribut\u00e1veis do benefici\u00e1rio] e a forma da declara\u00e7\u00e3o de imposto de renda da pessoa f\u00edsica [completa ou simplificada]\u201d, comenta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAntes da altera\u00e7\u00e3o, a escolha antecipada era criticada, uma vez que havia dificuldade de analisar de pronto qual seria o regime mais ben\u00e9fico do ponto de vista financeiro. A mudan\u00e7a faz com que o contribuinte possa verificar, diante do momento e situa\u00e7\u00e3o, qual regime tende a lhe favorecer\u201d, afirma Matheus Fran\u00e7a, advogado do escrit\u00f3rio Gaia Silva Gaede Advogados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Impacto positivo&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas consideram que a medida \u00e9 um avan\u00e7o e deve fomentar essa modalidade de investimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA mudan\u00e7a favorece investidores e seguradoras. A previd\u00eancia privada que j\u00e1 era bastante utilizada em planejamentos sucess\u00f3rios, pela n\u00e3o incid\u00eancia de ITCMD sobre as transmiss\u00f5es da reserva na ocasi\u00e3o da morte do titular do plano, agora est\u00e3o mais atrativas com a flexibilidade do momento de escolha do regime tribut\u00e1rio\u201d, considera a advogada Mariana Faria, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio RVF Advogados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Andr\u00e9 Mendes Moreira, professor de direito tribut\u00e1rio da USP e advogado tributarista, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Sacha Calmon \u2013 Misabel Derzi Advogados, explica que a tributa\u00e7\u00e3o pode se dar, ou de forma regressiva, ou de forma progressiva.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAntes, o investidor tinha o dever de fazer a escolha da forma de tributa\u00e7\u00e3o [progressiva ou regressiva] no m\u00eas seguinte ao da aplica\u00e7\u00e3o inicial no plano de previd\u00eancia complementar. De modo que essa escolha tinha que ser feita logo no in\u00edcio e era irretrat\u00e1vel\u201d, comenta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a nova lei, explica Moreira, ser\u00e1 poss\u00edvel ao investidor optar pela tributa\u00e7\u00e3o progressiva ou regressiva no momento do resgate, ou seja, n\u00e3o ser\u00e1 mais irretrat\u00e1vel a op\u00e7\u00e3o feita no in\u00edcio do plano.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO investidor poder\u00e1 tomar a decis\u00e3o, optar pela forma de tributa\u00e7\u00e3o que lhe for mais ben\u00e9fica\u201d, diz. Para ele, a mudan\u00e7a contribui para uma tributa\u00e7\u00e3o da renda mais justa, mais adequada, e tamb\u00e9m, como j\u00e1 dito, para fortalecer o regime de investimentos em previd\u00eancia complementar no pa\u00eds.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Renato Munduruca, do escrit\u00f3rio RVM Law, diz que a novidade legislativa \u00e9 um passo importante em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 justi\u00e7a tribut\u00e1ria.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA possibilidade de escolha no momento do resgate coloca nas m\u00e3os dos benefici\u00e1rios o controle sobre sua carga tribut\u00e1ria, evitando cobran\u00e7as desnecess\u00e1rias e permitindo uma tributa\u00e7\u00e3o mais justa que reflita a capacidade contributiva de cada um.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ele cita um trabalhador que ingressou em um plano de previd\u00eancia complementar aos 30 anos de idade. Na \u00e9poca da ades\u00e3o, ele optou pelo regime progressivo, visando um investimento de curto prazo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor\u00e9m, somente agora, aos 55 anos, ele est\u00e1 considerando se aposentar e realizar o resgate do seu plano de previd\u00eancia complementar. Com a nova lei, ele deixar\u00e1 de pagar uma al\u00edquota de 27,5% e passaria a pagar uma al\u00edquota de 10% [investimento com prazo superior a 10 anos]\u201d, explica Munduruca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com a flexibilidade proporcionada pela nova legisla\u00e7\u00e3o, ele pode, no momento do resgate, optar pelo regime regressivo, evitando assim uma carga tribut\u00e1ria potencialmente mais elevada que teria sido estabelecida no momento da ades\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse exemplo destaca como a decis\u00e3o no momento do resgate oferece uma flexibilidade crucial para os investidores ajustarem suas escolhas tribut\u00e1rias de acordo com suas circunst\u00e2ncias financeiras e mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o, garantindo uma maior adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s suas necessidades na fase de aposentadoria.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-infomoney wp-block-embed-infomoney\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"9Wj7zPzWs8\"><a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/minhas-financas\/lula-sanciona-lei-que-flexibiliza-escolha-de-tributacao-em-previdencia-privada-entenda\/\">Lula sanciona lei que flexibiliza escolha de tributa\u00e7\u00e3o em previd\u00eancia privada; entenda<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Lula sanciona lei que flexibiliza escolha de tributa\u00e7\u00e3o em previd\u00eancia privada; entenda&#8221; &#8212; InfoMoney\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/minhas-financas\/lula-sanciona-lei-que-flexibiliza-escolha-de-tributacao-em-previdencia-privada-entenda\/embed\/#?secret=FZDUAjaeNe#?secret=9Wj7zPzWs8\" data-secret=\"9Wj7zPzWs8\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Cade dividido vai analisar legalidade da tabela de honor\u00e1rios advocat\u00edcios da OAB<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A legalidade da imposi\u00e7\u00e3o de tabela de honor\u00e1rios para os profissionais inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divide o Conselho Administrativo de Defesa Econ\u00f4mica (Cade). A Superintend\u00eancia-Geral e o bra\u00e7o do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) na autarquia recomendam a condena\u00e7\u00e3o do Conselho Federal da OAB por suposta infra\u00e7\u00e3o \u00e0 ordem econ \u00f4mica, mas a Procuradoria do \u00f3rg\u00e3o, em parecer publicado no fim de 2023, defende o contr\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com todas as posi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas disponibilizadas, caber\u00e1 agora ao Tribunal do Cade dar a palavra final. Ainda n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de quando o assunto ser\u00e1 pautado. O relator, conselheiro Victor Fernandes, ainda avalia os \u00faltimos pareceres.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas se o julgamento acontecer ainda este ano, o caso vai encontrar um conselho diferente do anterior. Com as recentes indica\u00e7\u00f5es do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT), n\u00e3o h\u00e1 mais advogados oriundos da iniciativa privada no plen\u00e1rio do Cade, fato que poderia pesar contra a entidade representativa do setor, na vis\u00e3o de integrantes da autarquia e da pr\u00f3pria OAB.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse processo, que \u00e9 um dos mais antigos da hist\u00f3ria do Cade, tramita h\u00e1 17 anos. Depois da investiga\u00e7\u00e3o, foi instaurado, em 2010, um processo administrativo, mas a \u00e1rea t\u00e9cnica s\u00f3 opinou pela condena\u00e7\u00e3o em 2022. Pouco antes, o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal chegou a cobrar agilidade: a Procuradoria da Rep\u00fablica no Distrito Federal passou a acompanhar o caso em 2018 e pressionou o \u00f3rg\u00e3o em busca de provid\u00eancias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Federal da OAB alega que a Lei n\u00ba 8.906, de 1994, que estabelece o Estatuto da Advocacia, \u00e9 clara ao definir as seccionais da entidade como institui\u00e7\u00f5es competentes para editar a tabela de honor\u00e1rios. O objetivo desse instrumento, diz, \u00e9 assegurar remunera\u00e7\u00e3o m\u00ednima aos advogados pela presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os advocat\u00edcios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a Superintend\u00eancia-Geral do Cade considera que a tabela s\u00f3 deveria ser permitida para casos excepcionais. A conduta da OAB, segundo o documento, assume contornos de \u201cacordo puro de pre\u00e7os\u201d, o que configuraria um il\u00edcito anticoncorrencial independentemente da an\u00e1lise de efeitos \u00e0 concorr\u00eancia. Para os t\u00e9cnicos, o preju\u00edzo decorrente da pr\u00e1tica supera potenciais benef\u00edcios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 30 de dezembro, o representante do MPF junto ao Cade, Waldir Alves, manifestou-se no processo, apontando que haveria conduta que possibilita obter ou influenciar atua\u00e7\u00e3o comercial uniforme ou concertada entre concorrentes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Isso se daria, segundo ele, por meio da imposi\u00e7\u00e3o de Tabelas de Pre\u00e7os de Honor\u00e1rios Advocat\u00edcios, de natureza vinculativa, sob pena de pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00e3o \u00e9tico-disciplinar, por meio de normas reguladoras da profiss\u00e3o &#8211; Regulamento Geral do Estatuto dos Advogados do Brasil e C\u00f3digos de \u00c9tica e Disciplina da OAB de 1995 e 2015.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o parecer do MPF, por serem canais de informa\u00e7\u00e3o relevantes aos seus associados, os sindicatos podem gerar algum tipo de benef\u00edcio para o funcionamento do mercado. Mas se mal utilizados, afirma, podem se tornar f\u00f3runs de permuta de informa\u00e7\u00f5es concorrencialmente sens\u00edveis. Por isso, o \u00f3rg\u00e3o considera que a raz\u00e3o da troca e a divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es como pre\u00e7os atuais e futuros, no \u00e2mbito de sindicatos, associa\u00e7\u00f5es, federa\u00e7\u00f5es e confedera\u00e7\u00f5es \u00e9 uma pr\u00e1tica que deve ser evitada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As posi\u00e7\u00f5es tanto da Superintend\u00eancia-Geral quanto do MPF t\u00eam sentido contr\u00e1rio \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o feita pela Procuradoria Federal Especializada junto ao \u00f3rg\u00e3o (ProCade) pelo arquivamento do processo administrativo. Em outubro, a ProCade opinou pelo arquivamento, considerando que os atos do Conselho Federal da OAB se \u201cequiparam aos das entidades independentes\u201d que n\u00e3o se submetem \u00e0 revis\u00e3o no \u00e2mbito do Executivo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a procuradoria, que hoje \u00e9 comandada pela advogada Juliana Domingues, defendeu que n\u00e3o houve extrapola\u00e7\u00e3o, por parte do Conselho Federal da OAB, na tabela de honor\u00e1rios da entidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota ao Valor, a OAB afirma que sa\u00fada a posi\u00e7\u00e3o da procuradoria e atua para demonstrar ao plen\u00e1rio do Cade a inexist\u00eancia de infra\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao assunto. \u201cA Lei n\u00ba 8.906, de 1994, que estabelece o Estatuto da Advocacia, \u00e9 clara ao definir as seccionais da OAB como institui\u00e7\u00f5es competentes para editar a tabela de honor\u00e1rios, um instrumento legal que assegura remunera\u00e7\u00e3o m\u00ednima \u00e0s advogadas e aos advogados pela presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os advocat\u00edcios e para o cumprimento de sua fun\u00e7\u00e3o essencial \u00e0 Justi\u00e7a, que \u00e9 estabelecida pela Constitui\u00e7\u00e3o\u201d, diz a entidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outras profiss\u00f5es tamb\u00e9m j\u00e1 foram alvo de investiga\u00e7\u00f5es semelhantes pela autarquia da concorr\u00eancia, como corretores de im\u00f3veis e m\u00e9dicos. No segundo caso, entidades representativas dos m\u00e9dicos foram condenadas em cerca de 80 casos de tabelamento de honor\u00e1rios at\u00e9 o ano de 2018. Recentemente, foi aberta uma investiga\u00e7\u00e3o semelhante direcionada aos jornalistas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jornalistas (Fenaj) afirma, em nota ao Valor, que o processo administrativo \u00e9 \u201cimpertinente e afrontoso\u201d. A entidade diz que n\u00e3o elabora (nem divulga) tabela de valores de refer\u00eancia para servi\u00e7os freelancer e que as tabelas dos Sindicatos de Jornalistas estabelecem pre\u00e7os de refer\u00eancia praticados no mercado, sem qualquer car\u00e1ter impositivo ou obrigat\u00f3rio. Para a Fenaj, a acusa\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o de cartel \u00e9 uma amea\u00e7a ao direito de organiza\u00e7\u00e3o sindical.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/15\/cade-dividido-vai-analisar-legalidade-da-tabela-de-honorarios-advocaticios-da-oab.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/15\/cade-dividido-vai-analisar-legalidade-da-tabela-de-honorarios-advocaticios-da-oab.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Presidente Lula e Silvio Costa Filho sancionam PL sobre praticagem<\/strong>&nbsp;<br>Data: 15\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei aborda regulamenta\u00e7\u00e3o da praticagem e mant\u00e9m Marinha como autoridade m\u00e1xima do setor.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) vai se reunir nesta segunda-feira (15) com o Ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Na pauta, est\u00e1 a san\u00e7\u00e3o do PL 757\/2022, que traz seguran\u00e7a jur\u00eddica e estabilidade regulat\u00f3ria para os servi\u00e7os de praticagem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei que regulamenta os servi\u00e7os de praticagem, mantendo a Marinha como m\u00e1xima autoridade mar\u00edtima do setor, foi aprovado pela Comiss\u00e3o de Infraestrutura (CI) em dezembro de 2023. A pr\u00e1tica, essencial para garantir a seguran\u00e7a de navega\u00e7\u00e3o, consiste em guiar navios at\u00e9 a atracagem.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta, que transforma em lei normas j\u00e1 aplicadas pela Marinha, enfrentou diverg\u00eancias quanto \u00e0 autoridade m\u00e1xima na praticagem. Inicialmente, o governo prop\u00f4s transferir a atribui\u00e7\u00e3o \u00e0 Ag\u00eancia Nacional de Transportes Aquavi\u00e1rios (Antaq), mas o texto aprovado na CI manteve a Marinha nesse papel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O PL assegura a livre negocia\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os na praticagem e destaca isen\u00e7\u00e3o para alguns comandantes, certificado para navios at\u00e9 100 metros, e regras para zona de praticagem. O texto garante o livre exerc\u00edcio do servi\u00e7o, estabelece requisitos para manuten\u00e7\u00e3o da habilita\u00e7\u00e3o dos pr\u00e1ticos e par\u00e2metros para lota\u00e7\u00e3o anual, consolidando uma atividade privada essencial.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a segunda reuni\u00e3o das autoridades em janeiro. No \u00faltimo encontro, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva confirmou sua participa\u00e7\u00e3o nas celebra\u00e7\u00f5es do anivers\u00e1rio de 132 anos do Porto de Santos, marcadas para 2 de fevereiro. Juntamente com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, h\u00e1 expectativas de que ambos aproveitem a ocasi\u00e3o para oficializar o in\u00edcio das obras do Aeroporto Civil Metropolitano de Guaruj\u00e1, a ser instalado na Base A\u00e9rea de Santos, local que remete \u00e0 inf\u00e2ncia de Lula.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-be-news wp-block-embed-be-news\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"eNOPTjn15h\"><a href=\"https:\/\/portalbenews.com.br\/editoria\/nacional\/presidente-lula-e-silvio-costa-filho-sancionam-pl-sobre-praticagem\/\">Presidente Lula e Silvio Costa Filho sancionam PL sobre praticagem<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Presidente Lula e Silvio Costa Filho sancionam PL sobre praticagem&#8221; &#8212; BE News\" src=\"https:\/\/portalbenews.com.br\/editoria\/nacional\/presidente-lula-e-silvio-costa-filho-sancionam-pl-sobre-praticagem\/embed\/#?secret=eqkeKBxPq3#?secret=eNOPTjn15h\" data-secret=\"eNOPTjn15h\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>ESTADUAIS:&nbsp;<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Recupera Mais: contribuinte j\u00e1 pode aderir ao programa de recupera\u00e7\u00e3o fiscal de Santa Catarina<\/strong>&nbsp;<br>Data: 15\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Secretaria de Estado da Fazenda iniciou nesta segunda-feira, 15, a inscri\u00e7\u00e3o dos contribuintes interessados em aderir ao Programa de Recupera\u00e7\u00e3o Fiscal, o Recupera Mais.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Considerado o mais ousado da hist\u00f3ria de Santa Catarina, o programa oferece ao contribuinte que tem d\u00edvidas de ICMS alternativas in\u00e9ditas e flex\u00edveis para acertar os d\u00e9bitos em atraso \u2013 as condi\u00e7\u00f5es especiais valem para d\u00edvidas anteriores a 31 de dezembro de 2022. Os descontos s\u00e3o de at\u00e9 95% sobre a multa e os juros nos pagamentos \u00e0 vista. As contas poder\u00e3o ser parceladas em at\u00e9 72 presta\u00e7\u00f5es (veja as condi\u00e7\u00f5es abaixo).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A proje\u00e7\u00e3o do Governo do Estado \u00e9 recuperar R$ 1,5 bilh\u00e3o em impostos j\u00e1 inscritos em d\u00edvida ativa nos \u00faltimos 10 anos \u2014 o c\u00e1lculo \u00e9 baseado nos resultados obtidos em programas anteriores. \u00c9 importante destacar que n\u00e3o haver\u00e1 outro programa deste porte at\u00e9 31 de dezembro de 2026, conforme prev\u00ea a lei aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Jorginho Mello.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Perguntas e respostas sobre o Recupera Mais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>RECUPERA MAIS&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>In\u00edcio da vig\u00eancia: 15 de janeiro de 2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Prazo limite para ades\u00e3o: 31 de maio de 2024 (veja prazos e condi\u00e7\u00f5es abaixo)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Objeto: d\u00edvida de ICMS anterior a 31\/12\/2022&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>DESCONTOS ESCALONADOS&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>PAGAMENTO \u00c0 VISTA&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto mais cedo o contribuinte aderir ao programa, maior ser\u00e1 o percentual de redu\u00e7\u00e3o sobre as multas e juros do saldo devedor&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>95% de desconto no pagamento entre 15 de janeiro de 2024 e 1\u00ba de abril de 2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>94% de desconto no pagamento entre 2 de abril de 2024 e 30 de abril de 2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>93% de desconto no pagamento entre 1\u00ba de maio de 2024 e 31 de maio de 2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>PAGAMENTO PARCELADO*&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Valor m\u00ednimo de R$ 600 por parcela&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>90% de desconto no pagamento em 12 parcelas (1\u00ba pagamento entre 15 de janeiro e 31 de maio de 2024)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>80% de desconto no pagamento em 24 parcelas (1\u00ba pagamento entre 15 de janeiro e 31 de maio de 2024)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>70% de desconto no pagamento em 36 parcelas (1\u00ba pagamento entre 15 de janeiro e 31 de maio de 2024)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>60% de desconto no pagamento em 48 parcelas (1\u00ba pagamento entre 15 de janeiro e 31 de maio de 2024)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>50% de desconto no pagamento em 60 parcelas (1\u00ba pagamento entre 15 de janeiro e 30 de abril de 2024)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>40% de desconto no pagamento em 72 parcelas (1\u00ba pagamento entre 15 de janeiro e 1\u00ba de abril de 2024)&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>*Em caso de inadimpl\u00eancia, o saldo devedor (incluindo multa e juros) \u00e9 restabelecido integralmente, descontando apenas o valor pago nas parcelas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-agencia-de-noticias-secom wp-block-embed-agencia-de-noticias-secom\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"bKmyktmfWJ\"><a href=\"https:\/\/estado.sc.gov.br\/noticias\/recupera-mais-contribuinte-ja-pode-aderir-ao-programa-de-recuperacao-fiscal-de-santa-catarina\/\">Recupera Mais: contribuinte j\u00e1 pode aderir ao programa de recupera\u00e7\u00e3o fiscal de Santa Catarina<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Recupera Mais: contribuinte j\u00e1 pode aderir ao programa de recupera\u00e7\u00e3o fiscal de Santa Catarina&#8221; &#8212; Ag\u00eancia de Not\u00edcias SECOM\" src=\"https:\/\/estado.sc.gov.br\/noticias\/recupera-mais-contribuinte-ja-pode-aderir-ao-programa-de-recuperacao-fiscal-de-santa-catarina\/embed\/#?secret=XF48FUYuNA#?secret=bKmyktmfWJ\" data-secret=\"bKmyktmfWJ\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>MUNICIPAIS:&nbsp;<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf livra banca de responder por autua\u00e7\u00e3o de cliente<\/strong>&nbsp;<br>Data: 11\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) entendeu que o Citi DTVM e o BMA Advogados n\u00e3o poderiam responder solidariamente por impostos exigidos em duas autua\u00e7\u00f5es fiscais recebidas pela Tivit, do setor de tecnologia, por amortiza\u00e7\u00e3o indevida de \u00e1gio. A decis\u00e3o \u00e9 da 1\u00aa Turma da 3\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, que derrubou, no m\u00e9rito, as cobran\u00e7as. Cabe recurso.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os valores das autua\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram divulgados. Mas o \u00e1gio discutido \u00e9 de R$ 1,17 bilh\u00e3o. As cobran\u00e7as, referentes ao per\u00edodo de 2011 a 2016, s\u00e3o de Imposto de Renda (ITPJ) e CSLL e incluem juros de mora, multa isolada de 50% e multa qualificada de 150% &#8211; aplicada quando h\u00e1 ind\u00edcio de fraude.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nas autua\u00e7\u00f5es, o Fisco aponta amortiza\u00e7\u00e3o indevida de \u00e1gio, dedu\u00e7\u00e3o em excesso de juros pagos ou creditados a t\u00edtulo de remunera\u00e7\u00e3o do capital pr\u00f3prio (JCP) e aproveitamento fiscal indevido de despesas financeiras. Foi indicado tamb\u00e9m como respons\u00e1vel solid\u00e1rio um diretor da empresa na \u00e9poca.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Receita Federal, ocorreu simula\u00e7\u00e3o em opera\u00e7\u00e3o realizada para aquisi\u00e7\u00e3o da Tivit, com uso de \u201cempresa ve\u00edculo\u201d. O \u00f3rg\u00e3o aponta que a Dethalas Empreendimentos e Participa\u00e7\u00f5es foi utilizada como meio para transportar, para os livros da fiscalizada, tanto a proje\u00e7\u00e3o do \u00e1gio pago em sua pr\u00f3pria aquisi\u00e7\u00e3o quanto um passivo resultante de empr\u00e9stimo obtido para quitar parte dessa mesma opera\u00e7\u00e3o. A partir de ent\u00e3o, a Tivit teria passado a reduzir suas bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL por meio da amortiza\u00e7\u00e3o do \u00e1gio e de juros e outros encargos incidentes sobre o passivo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na incorpora\u00e7\u00e3o da Dethalas, usada para adquirir a Tivit, o patrim\u00f4nio l\u00edquido da empresa foi artificialmente aumentado, segundo a Receita. Isso levou ao pagamento de juros sobre o capital pr\u00f3prio em montante superior ao limite dedut\u00edvel. Ainda de acordo com a fiscaliza\u00e7\u00e3o, a Tivit promoveu indevido aproveitamento fiscal de despesas da incorporada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal apontou o BMA Advogados como solid\u00e1rio por ter assumido \u201campla assessoria em todo o processo de aquisi\u00e7\u00e3o da Tivit\u201d, segundo o processo. Para o Fisco, a sociedade de advogados \u201cfoi a respons\u00e1vel imediata pela aparente vida aut\u00f4noma do boneco de vento em que se constituiu a Dethalas\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre o banco, a Receita afirmou que teve \u201cintensa colabora\u00e7\u00e3o\u201d na opera\u00e7\u00e3o. E, em rela\u00e7\u00e3o ao diretor, apontou que ele compunha o quadro de acionistas da Tivit e ocupava os cargos de diretor-presidente e presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o e, na condi\u00e7\u00e3o de acionista, beneficiou-se das \u201cindevidas vantagens fiscais resultantes da utiliza\u00e7\u00e3o da Dethalas\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria de votos (7 a 1), os conselheiros derrubaram as autua\u00e7\u00f5es e a responsabiliza\u00e7\u00e3o do diretor. E, por unanimidade, em uma an\u00e1lise paralela ao m\u00e9rito, livraram a banca e a institui\u00e7\u00e3o financeira de terem que responder solidariamente. Prevaleceu, no geral, o voto da relatora, Maria Carolina Maldonado Mendon\u00e7a Kraljevic.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, a constitui\u00e7\u00e3o da Dethalas foi indispens\u00e1vel para a realiza\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o de compra alavancada. \u201cE, ainda que assim n\u00e3o fosse, n\u00e3o interessa ao Fisco se a Dethalas tinha outras formas de arrecadar os valores necess\u00e1rios para fazer frente \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o da Tivit\u201d, afirmou.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o ao diretor, a relatora considerou que n\u00e3o foram apontados atos praticados com excesso de poderes ou infra\u00e7\u00e3o de lei. Apenas figurar como acionista, para ela, n\u00e3o seria o suficiente.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, a relatora apontou ainda que o Citi DTVM n\u00e3o teve participa\u00e7\u00e3o no benef\u00edcio decorrente da economia proporcionada pelo suposto planejamento tribut\u00e1rio, n\u00e3o tinha autonomia nem influ\u00eancia suficientes na gest\u00e3o de fundo constitu\u00eddo na opera\u00e7\u00e3o de forma a caracterizar a responsabilidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A conselheira ainda entendeu que o BMA Advogados n\u00e3o teve participa\u00e7\u00e3o no benef\u00edcio decorrente da economia proporcionada pelo suposto planejamento tribut\u00e1rio e n\u00e3o ostentou fun\u00e7\u00e3o de diretor, gerente ou representante do sujeito passivo, mas de advogado, de forma que n\u00e3o detinha o poder decis\u00f3rio na pessoa jur\u00eddica para definir seus atos, de forma a caracterizar a responsabilidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00e9rito, foi mantido apenas um ponto de uma das autua\u00e7\u00f5es (a que se dirige a intervalo entre 2014 a 2016). A Tivit lan\u00e7ou em sua contabilidade despesas no valor de R$ 5,7 milh\u00f5es que eram da Dethalas. A empresa alega que n\u00e3o houve preju\u00edzo ao Fisco, mas a autua\u00e7\u00e3o foi mantida. Para a relatora, nesse caso n\u00e3o h\u00e1 comprova\u00e7\u00e3o de que a despesa da Dethalas era necess\u00e1ria \u00e0 atividade da Tivit ou \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da respectiva fonte produtora (processos n\u00ba 16561.720034\/2019-17 e n\u00ba 16561.720034\/2016-74).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado da Tivit e do diretor, Roberto Quiroga, s\u00f3cio do Mattos Filho, alegou no caso que a empresa fez uma d\u00edvida para comprar outra (compra alavancada), o que j\u00e1 havia sido aceito pela turma em outro caso. Havia uma justificativa e prop\u00f3sito negocial na cria\u00e7\u00e3o da holding, segundo o advogado, que era obter o empr\u00e9stimo. \u201c\u00c9 um precedente para casos de \u00e1gio em que h\u00e1 prop\u00f3sito negocial\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) j\u00e1 recorreu em um dos dois processos administrativos envolvendo a Tivit. No outro, foram apresentados embargos de declara\u00e7\u00e3o, pedindo esclarecimentos ou apontando omiss\u00f5es na pr\u00f3pria turma. Segundo o \u00f3rg\u00e3o, a inclus\u00e3o dos correspons\u00e1veis se fundamenta no artigo 124, I, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, que prev\u00ea a solidariedade em caso de interesse comum.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As hip\u00f3teses de caracteriza\u00e7\u00e3o de interesse comum, acrescenta a PGFN, foram definidas pela jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), que estabeleceu crit\u00e9rios baseados em an\u00e1lise dos aspectos f\u00e1ticos dos casos analisados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o conhecidos poucos julgados sobre responsabiliza\u00e7\u00e3o de terceiros. Em um deles, de 2017, foi mantida autua\u00e7\u00e3o da Tinto Holding (controladora do grupo Bertin) de 2009. E, como sucessores passivos solid\u00e1rios, diretores do Bertin e a Heber Participa\u00e7\u00f5es (que \u00e9 constitu\u00edda pelos s\u00f3cios da Bertin). Mas foi cancelada a responsabilidade solid\u00e1ria do Citibank DTVM (processo n\u00ba 16561.720170\/2014-01). Depois de recurso, em 2019, a 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior afastou a responsabilidade dos s\u00f3cios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o ex-conselheiro Caio Cesar Nader Quintella, da Nader Quintella Consultoria, em poucos casos no Carf h\u00e1 a tentativa de responsabilizar terceiros. Verifica-se, acrescenta, que a maioria veio de autua\u00e7\u00f5es por planejamento tribut\u00e1rio ou opera\u00e7\u00f5es com complexidade financeira. \u201cGeralmente, a fundamenta\u00e7\u00e3o \u00e9 bem ampla e abstrata\u201d, afirma. \u201cAs indica\u00e7\u00f5es s\u00e3o de que o terceiro tamb\u00e9m teve interesse econ\u00f4mico na opera\u00e7\u00e3o, e foi remunerado pela assessoria ou opini\u00e3o.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3cio do BMA, Amir Bocayuva destaca que a Delegacia Regional de Julgamentos (DRJ) j\u00e1 havia afastado a responsabilidade do escrit\u00f3rio, que \u201cfoi mero prestador de servi\u00e7o para o adquirente\u201d. \u201cEntendimento contr\u00e1rio poderia gerar um precedente perigoso para os escrit\u00f3rios de advocacia que assessoram opera\u00e7\u00f5es de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Procurado pelo Valor, o Citi n\u00e3o quis comentar o caso. Representantes da Tivit n\u00e3o foram localizados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/11\/carf-livra-banca-de-responder-por-autuacao-de-cliente.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/11\/carf-livra-banca-de-responder-por-autuacao-de-cliente.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"1\">\n<li><strong>FEDERAIS<\/strong>&nbsp;&nbsp;<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>STF: Entidades sem fins lucrativos questionam lei que regulamenta imunidade tribut\u00e1ria<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Entidades do terceiro setor ajuizaram a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra dispositivos da lei que regulamenta a certifica\u00e7\u00e3o de entidades beneficentes e as regras para obten\u00e7\u00e3o de imunidade tribut\u00e1ria de contribui\u00e7\u00f5es para a seguridade social. A a\u00e7\u00e3o foi distribu\u00edda ao ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a. O chama do terceiro setor re\u00fane entidades n\u00e3o governamentais sem fins lucrativos voltadas \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de car\u00e1ter p\u00fablico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen), a Confedera\u00e7\u00e3o Brasileira de Funda\u00e7\u00f5es (Cebraf) e a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Procuradores e Promotores de Justi\u00e7a de Funda\u00e7\u00f5es e Entidades de Interes se Social (Profis) afirmam que a Lei Complementar (LC) 187\/2021 incluiu contrapartidas r\u00edgidas, de cunho econ\u00f4mico ou financeiro, para a frui\u00e7\u00e3o da imunidade tribut\u00e1ria para as entidades do terceiro setor, &#8220;ao ponto de impossibilitar o acesso a essa garantia fundamental&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo as confedera\u00e7\u00f5es, a imunidade tribut\u00e1ria prevista no artigo 195, par\u00e1grafo 7\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, \u00e9 uma cl\u00e1usula p\u00e9trea, que n\u00e3o pode ser abolida por lei ou por emenda constitucional. O objetivo da imunidade, argumentam, \u00e9 estimular a presta\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia social beneficente por institui\u00e7\u00f5es que trabalham ao lado e em aux\u00edlio ao Estado na prote\u00e7\u00e3o das camadas sociais mais pobres, exclu\u00eddas do acesso \u00e0s condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de dignidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;As imunidades tribut\u00e1rias servem para defender os bens materiais das institui\u00e7\u00f5es sem fins de lucro que se dedicam \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os essenciais de educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e assist\u00eancia social \u00e0 sociedade, e, dessa forma, a lei complementar n\u00e3o poderia dispor daquilo que o texto constitucional n\u00e3o disp\u00f5e&#8221;, alegam (ADI 7563).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/08\/stf-entidades-sem-fins-lucrativos-questionam-lei-que-regulamenta-imunidade-tributaria.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/08\/stf-entidades-sem-fins-lucrativos-questionam-lei-que-regulamenta-imunidade-tributaria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF decide que cr\u00e9dito presumido de IPI a exportadoras n\u00e3o integra o PIS\/Cofins<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, decidiu que os cr\u00e9ditos presumidos de IPI a exportadoras n\u00e3o comp\u00f5em a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. A controv\u00e9rsia \u00e9 objeto do RE 593.544 (Tema 504). O placar ficou em 10 a 0 a favor do contribuinte, ou seja, para excluir o cr\u00e9dito presumido de IPI da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O cr\u00e9dito presumido de IPI foi institu\u00eddo pelo artigo 1\u00ba da Lei 9.363\/1996. As empresas que produzem e exportam mercadorias nacionais t\u00eam direito ao cr\u00e9dito como uma forma de ressarcimento do PIS e da Cofins incidentes sobre a compra, no mercado interno, de insumos utilizados na produ\u00e7\u00e3o dos bens a serem exportados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, votou a favor do contribuinte por considerar que, embora constitua receita, o cr\u00e9dito presumido de IPI n\u00e3o se enquadra no conceito de faturamento. Isso porque, segundo o ministro, n\u00e3o \u00e9 resultado da venda de bens ou da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, mas de um incentivo fiscal para desonerar as exporta\u00e7\u00f5es. Barroso foi acompanhado integralmente por Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Luiz Fux, Nunes Marques e Gilmar Mendes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Embora tenham acompanhado o relator, Edson Fachin, Dias Toffoli, C\u00e1rmen L\u00facia e Andr\u00e9 Mendon\u00e7a basearam a decis\u00e3o em fundamentos distintos. Para os quatro ministros, a n\u00e3o incid\u00eancia de PIS\/Cofins sobre o cr\u00e9dito presumido de IPI tem rela\u00e7\u00e3o com o fato de se tratar de receita decorrente de exporta\u00e7\u00f5es. Conforme o artigo 149, par\u00e1grafo 2\u00b0, inciso I da Constitui\u00e7\u00e3o, as contribui\u00e7\u00f5es sociais e de interven\u00e7\u00e3o no dom\u00ednio econ\u00f4mico \u201cn\u00e3o incidir\u00e3o sobre as receitas decorrentes de exporta\u00e7\u00e3o\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tese&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao votar pela exclus\u00e3o do cr\u00e9dito presumido de IPI da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, Barroso prop\u00f4s a seguinte tese, que foi seguida pela maioria dos ministros: \u201cOs cr\u00e9ditos presumidos de IPI, institu\u00eddos pela Lei n\u00ba 9.363\/1996, n\u00e3o integram a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS e da Cofins, sob a sistem\u00e1tica de apura\u00e7\u00e3o cumulativa (Lei 9718\/1998), pois n\u00e3o se amoldam ao conceito constitucional de faturamento.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEntendo que os cr\u00e9ditos presumidos de IPI constituem receita, como ingressos novos, definitivos e positivos no patrim\u00f4nio da pessoa jur\u00eddica. Isso n\u00e3o significa, por\u00e9m, que tais cr\u00e9ditos se enquadrem no conceito de faturamento. Como visto, eles consistem em uma subven\u00e7\u00e3o corrente, isto \u00e9, num incentivo fiscal concedido pelo Fisco com vistas \u00e0 desonera\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es. N\u00e3o constituem receita oriunda da venda de bens nas opera\u00e7\u00f5es de conta pr\u00f3pria ou da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os em geral\u201d, afirmou o magistrado em seu voto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o ministro Edson Fachin prop\u00f4s uma tese centrada n\u00e3o no conceito de faturamento, mas no fato de os cr\u00e9ditos presumidos de IPI serem receitas decorrentes de exporta\u00e7\u00e3o. O ministro sugeriu o seguinte enunciado: \u201cOs cr\u00e9ditos presumidos de IPI, institu\u00eddos pela Lei n\u00ba 9.363\/1996, n\u00e3o integram a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS e da Cofins, uma vez que consubstanciam receitas decorrentes de exporta\u00e7\u00f5es cuja tributa\u00e7\u00e3o \u00e9 vedada pela regra do art.149,\u2006 \u00a7 2\u00ba, I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u201d. Os ministros Dias Toffoli, C\u00e1rmen L\u00facia e Andr\u00e9 Mendon\u00e7a aderiram \u00e0 tese de Fachin e ficaram vencidos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTese do s\u00e9culo\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o advogado Leonardo Aguirra de Andrade, s\u00f3cio do Andrade Maia Advogados, a tese proposta por Barroso aproxima a discuss\u00e3o daquela ocorrida no julgamento, em 2021 do RE 574.706 (Tema 69), que ficou conhecida como \u201ctese do s\u00e9culo\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o, o STF entendeu que o ICMS n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, uma vez que representa uma receita transit\u00f3ria nos cofres das empresas que, ao final, repassam estes valores para o estado arrecadador. Logo, a parcela do ICMS n\u00e3o poderia ser compreendida como faturamento ou receita bruta. O PIS e a Cofins s\u00e3o contribui\u00e7\u00f5es que incidem sobre o faturamento das empresas, nos termos do artigo 195, inciso I, al\u00ednea \u201cb\u201d, da Constitui\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA linha do ministro Barroso vai na dire\u00e7\u00e3o da \u2018tese do s\u00e9culo\u2019, o conceito de receita versus o de faturamento. Esse jeito de pensar se aproxima muito das \u2018teses filhotes\u2019 [teses derivadas do entendimento do Supremo no julgamento do Tema 69]. Ele [relator] diz que [o cr\u00e9dito presumido de IPI] n\u00e3o \u00e9 um valor que decorre do exerc\u00edcio da atividade da empresa. \u00c9 receita, mas n\u00e3o \u00e9 tribut\u00e1vel porque n\u00e3o decorre da atividade-fim da empresa\u201d, observa Andrade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a linha seguida por Fachin, Toffoli, C\u00e1rmen L\u00facia e Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, conforme o advogado, restringe-se \u00e0 quest\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es. \u201cNessa linha, o cr\u00e9dito presumido do IPI decorre de uma l\u00f3gica em que, se n\u00e3o houvesse o cr\u00e9dito, o exportador iria exportar tributos\u201d, comenta. Segundo Andrade, isso iria contra o chamado princ\u00edpio do destino, um princ\u00edpio aplicado \u00e0s rela\u00e7\u00f5es comerciais internacionais segundo o qual as exporta\u00e7\u00f5es devem ser desoneradas no pa\u00eds de origem e tributadas somente no pa\u00eds de destino.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Ariane Guimar\u00e3es, s\u00f3cia de Tribut\u00e1rio do Mattos Filho, avalia que a Corte fez bem ao limitar a discuss\u00e3o do tema \u00e0 perspectiva das exporta\u00e7\u00f5es. \u201cO STF est\u00e1 analisando o tema na perspectiva da imunidade \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o e est\u00e1 correto. Havia um receio de que se discutisse a incid\u00eancia das contribui\u00e7\u00f5es sobre subven\u00e7\u00f5es de maneira ampla, mas a Corte acabou se limitando aos argumentos do caso\u201d, diz Guimar\u00e3es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Repercuss\u00e3o geral&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Diego Diniz, s\u00f3cio do Daniel &amp; Diniz Advogados, o cr\u00e9dito presumido de IPI n\u00e3o configura faturamento das empresas, mas, sim, o ressarcimento de um custo, na medida em que n\u00e3o acresce riqueza nova ao patrim\u00f4nio do contribuinte e n\u00e3o decorre do exerc\u00edcio da atividade empresarial. Ainda segundo Diniz, essa \u00e9 a linha seguida pelo voto de Barroso, o qual estaria em sintonia com a jurisprud\u00eancia do STF.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diniz pontuou ainda que a 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) tem manifesta\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria aos contribuintes na discuss\u00e3o, mas, com a posi\u00e7\u00e3o do STF em sede de repercuss\u00e3o geral, fica vinculada a adotar o entendimento da Suprema Corte. Por exemplo, no julgamento processo 10835.002290\/2005-80, em 22 de junho de 2023, envolvendo a Vitapelli LTDA, o Carf decidiu que o cr\u00e9dito presumido de IPI deve integrar a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"jlvc5d2Lpu\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stf-decide-que-credito-presumido-de-ipi-a-exportadoras-nao-integra-o-pis-cofins-08012024\">STF decide que cr\u00e9dito presumido de IPI a exportadoras n\u00e3o integra o PIS\/Cofins<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;STF decide que cr\u00e9dito presumido de IPI a exportadoras n\u00e3o integra o PIS\/Cofins&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stf-decide-que-credito-presumido-de-ipi-a-exportadoras-nao-integra-o-pis-cofins-08012024\/embed#?secret=jlvc5d2Lpu\" data-secret=\"jlvc5d2Lpu\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Execu\u00e7\u00e3o invertida n\u00e3o pode ser imposta \u00e0 Fazenda P\u00fablica, diz STJ<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a decidiu que, em casos comuns de cumprimento de senten\u00e7a, n\u00e3o \u00e9 permitido que um tribunal obrigue a Fazenda P\u00fablica a apresentar os c\u00e1lculos e valores atualizados do que deve pagar, pr\u00e1tica conhecida como \u201cexecu\u00e7\u00e3o invertida\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Herman Benjamin, relator do caso, explicou que essa execu\u00e7\u00e3o invertida \u00e9 uma ideia que n\u00e3o est\u00e1 claramente escrita na lei, mas \u00e9 uma pr\u00e1tica que permite \u00e0 parte devedora, nesse caso, a Fazenda P\u00fablica, adiantar os c\u00e1lculos como uma forma de colaborar com o processo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro destacou que, geralmente, \u00e9 responsabilidade do credor apresentar esses c\u00e1lculos. No entanto, a execu\u00e7\u00e3o invertida \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o, baseada na ideia de que a Fazenda P\u00fablica pode se adiantar espontaneamente para agilizar o processo e evitar custos extras, como os honor\u00e1rios advocat\u00edcios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Essa pr\u00e1tica \u00e9 especialmente relevante em casos previdenci\u00e1rios, onde o governo, ao se antecipar na apresenta\u00e7\u00e3o dos c\u00e1lculos, pode evitar custos adicionais e acelerar a a\u00e7\u00e3o. O ministro mencionou que o STF tamb\u00e9m concorda com essa ideia em casos espec\u00edficos, como aqueles nos juizados especiais.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, Benjamin enfatizou que os princ\u00edpios que justificam essa pr\u00e1tica n\u00e3o devem ser automaticamente aplicados em todos os casos. Ele argumenta que, nos processos comuns, existem outros princ\u00edpios, como coopera\u00e7\u00e3o e boa-f\u00e9, que t\u00eam mais import\u00e2ncia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso analisado pela turma, o ministro sugeriu que o tribunal de origem deveria ter notificado a Fazenda P\u00fablica com anteced\u00eancia, dando a ela a op\u00e7\u00e3o de apresentar os c\u00e1lculos voluntariamente. Se a Fazenda P\u00fablica escolhesse n\u00e3o fazer isso, ela estaria ciente de que poderia ser condenada a pagar honor\u00e1rios advocat\u00edcios.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, apesar de ser uma pr\u00e1tica recomend\u00e1vel que a Fazenda P\u00fablica adote a execu\u00e7\u00e3o invertida, especialmente em casos previdenci\u00e1rios, o ministro destacou que essa decis\u00e3o deve ser espont\u00e2nea e n\u00e3o algo imposto pela autoridade judicial. Com informa\u00e7\u00f5es da assessoria de imprensa do STJ.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>AREsp 2.014.491&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-juridico wp-block-embed-consultor-juridico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"gUO6i9Xijd\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-10\/execucao-invertida-nao-pode-ser-imposta-a-fazenda-publica\/\">Execu\u00e7\u00e3o invertida n\u00e3o pode ser imposta \u00e0 Fazenda P\u00fablica<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Execu\u00e7\u00e3o invertida n\u00e3o pode ser imposta \u00e0 Fazenda P\u00fablica&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-10\/execucao-invertida-nao-pode-ser-imposta-a-fazenda-publica\/embed\/#?secret=0VSequ2mhz#?secret=gUO6i9Xijd\" data-secret=\"gUO6i9Xijd\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Novo vai ao Supremo para questionar MP que reonera folhas de pagamento<\/strong>&nbsp;<br>Data: 10\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Partido Novo ajuizou uma a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal contra a medida provis\u00f3ria editada pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) que, entre outros pontos, trata da reonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento de diversos setores produtivos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Medida Provis\u00f3ria 1.202\/2023 foi publicada no final de 2023 com o objetivo de equilibrar as contas p\u00fablicas. Al\u00e9m da retomada gradual da carga tribut\u00e1ria sobre 17 atividades econ\u00f4micas, o texto prev\u00ea a limita\u00e7\u00e3o das compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias decorrentes de decis\u00f5es judiciais e a volta da tributa\u00e7\u00e3o sobre o setor de eventos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Novo, a medida provis\u00f3ria n\u00e3o preenche o requisito de urg\u00eancia e ofende o princ\u00edpio da separa\u00e7\u00e3o dos poderes, uma vez que contraria lei aprovada pelo Congresso Nacional que prorroga a desonera\u00e7\u00e3o at\u00e9 2027.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi distribu\u00edda ao ministro Cristiano Zanin.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.587&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-juridico wp-block-embed-consultor-juridico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"hrEwMeOANz\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-10\/novo-vai-ao-supremo-para-questionar-mp-que-reonera-folhas-de-pagamento\/\">Novo vai ao Supremo para questionar MP que reonera folhas de pagamento<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Novo vai ao Supremo para questionar MP que reonera folhas de pagamento&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-10\/novo-vai-ao-supremo-para-questionar-mp-que-reonera-folhas-de-pagamento\/embed\/#?secret=Amelpa0MuV#?secret=hrEwMeOANz\" data-secret=\"hrEwMeOANz\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Falha em sistema da Receita n\u00e3o pode impedir desembara\u00e7o de carga<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 ilegal o impedimento de desembara\u00e7o de carga quando o importador \u00e9 impedido de fazer os tr\u00e2mites necess\u00e1rios por indisponibilidade do sistema da Receita Federal, perdendo, assim, o prazo estabelecido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esse foi o entendimento do juiz Alexandre Miguel, da 1\u00aa Vara Federal C\u00edvel de Vit\u00f3ria, para dar provimento ao mandado de seguran\u00e7a impetrado por uma importadora que n\u00e3o conseguiu dar continuidade ao desembara\u00e7o de uma carga por causa de bloqueio no sistema da Receita (Siscarga).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa alegou nos autos que o sistema foi bloqueado no dia 25 de agosto de 2023, v\u00e9spera do fim do prazo para que fossem feitas as dilig\u00eancias cab\u00edveis para a libera\u00e7\u00e3o da carga estabelecidas pela Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB 2022. O sistema s\u00f3 voltou a ficar dispon\u00edvel no dia 28, quando o prazo j\u00e1 havia acabado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o juiz apontou que estavam presentes os requisitos necess\u00e1rios para a concess\u00e3o de tutela de urg\u00eancia (probabilidade do direito e perigo de dano). Ele tamb\u00e9m constatou que a empresa comprovou que n\u00e3o cumpriu o prazo por indisponibilidade do sistema da Receita.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNessa toada, ao deixar de analisar os pedidos do autuado (ev. 1, OUT4, fl. 125), resta evidenciada, ab initio, a ocorr\u00eancia de ilegalidade por parte da autoridade coatora\u201d, resumiu ele.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diante disso, o julgador determinou que fosse reaberto o prazo para despacho da carga em 48 horas. A empresa autora foi representada pelo advogado tributarista Augusto Fauvel.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 5043975-21.2023.4.02.5001&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-juridico wp-block-embed-consultor-juridico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"mjF61rRIUb\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-10\/falha-em-sistema-da-receita-nao-pode-impedir-desembaraco-de-carga\/\">Falha em sistema da Receita n\u00e3o pode impedir desembara\u00e7o de carga<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Falha em sistema da Receita n\u00e3o pode impedir desembara\u00e7o de carga&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2024-jan-10\/falha-em-sistema-da-receita-nao-pode-impedir-desembaraco-de-carga\/embed\/#?secret=n3JEKqEuA3#?secret=mjF61rRIUb\" data-secret=\"mjF61rRIUb\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Herdeiros vencem no TJSP disputa sobre ITCMD<\/strong>&nbsp;<br>Data: 11\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) afastou a incid\u00eancia de multa e juros sobre o Imposto de Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o (ITCMD) de bens inclu\u00eddos tardiamente em invent\u00e1rio de heran\u00e7a. O precedente \u00e9 considerado raro contra uma pr\u00e1tica comum em v\u00e1rios Estados: a penaliza\u00e7\u00e3o da \u201csobrepartilha\u201d. O Fisco considera o acr\u00e9scimo posterior de bens ap\u00f3s a abertura do invent\u00e1rio um atraso, aplicando multa de at\u00e9 20% no imposto total.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o \u00e9 da 10\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico, que concedeu liminar para determinar que a Fazenda paulista se abstenha de cobrar multa e juros de mora na cobran\u00e7a do ITCMD devido na sobrepartilha. \u201cA sobrepartilha de bens da heran\u00e7a desconhecidos \u00e0 \u00e9poca da partilha \u00e9 prevista no artigo 2.022 do C\u00f3digo Civil e n\u00e3o equivale ao atraso na abertura do invent\u00e1rio, nem \u00e0 mora no pagamento do tributo\u201d, diz o relator do caso, desembargador Torres de Carvalho (processo n\u00ba 2309097-14.2023.8.26.0000).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado respons\u00e1vel pela causa, Luis Augusto Gomes, do Silva Gomes Advogados, S\u00e3o Paulo, assim como a maioria dos demais Estados, entende que a sobrepartilha caracterizaria \u201catraso na abertura do invent\u00e1rio\u201d. Com isso, cobra multa de at\u00e9 20% sobre o ITMCD devido sobre a totalidade da heran\u00e7a e n\u00e3o apenas sobre os novos bens inclu\u00eddos no invent\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Estado entende que o fato gerador do ITCMD ocorre no momento da abertura do invent\u00e1rio e, portanto, os herdeiros estariam em mora para o pagamento do tributo. \u201cCom isso, o Fisco estadual faz uma interpreta\u00e7\u00e3o extensiva e indevida, para n\u00e3o dizer abusiva, do artigo 21 da Lei estadual n\u00ba 10.705, de 2000, que regulamenta o ITCMD em S\u00e3o Paulo\u201d, diz o advogado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso julgado pelo TJSP, trata-se de um invent\u00e1rio de 2006, aberto no prazo regular, de 60 dias ap\u00f3s o falecimento do propriet\u00e1rio. Dois anos depois da abertura do invent\u00e1rio, a fam\u00edlia descobriu a exist\u00eancia de mais dois bens: um outro im\u00f3vel e a\u00e7\u00f5es de um banco.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao registrar esses bens, a Fazenda estadual entendeu haver mora. \u201cSe o registro foi de boa-f\u00e9, n\u00e3o h\u00e1 l\u00f3gica em cobrar multa e juros de mora. O contribuinte n\u00e3o pode ser punido se na \u00e9poca do invent\u00e1rio n\u00e3o sabia, e depois descobriu a exist\u00eancia do bem\u201d, afirma Gomes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a advogada Bruna Rabello, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Colla\u00e7o Galotti Petry Advogados, o caso julgado pelo TJSP assemelha-se a muitos enfrentados por contribuinte que, ao realizar a sobrepartilha de bens desconhecidos \u00e0 \u00e9poca do invent\u00e1rio, deparam-se com a imposi\u00e7\u00e3o de multa e juros pela Fazenda estadual. \u201cA exig\u00eancia indevida de multa e juros durante a sobrepartilha n\u00e3o \u00e9 exclusividade do Estado de S\u00e3o Paulo\u201d, diz Bruna Rabello.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em Santa Catarina, o sistema disponibilizado pela Secretaria de Estado da Fazenda para lan\u00e7amento do ITCMD n\u00e3o contempla o instituto da sobrepartilha. Assim, a inclus\u00e3o posterior de bens \u00e9 interpretada como omiss\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 declara\u00e7\u00e3o original, resultando automaticamente na aplica\u00e7\u00e3o de multa e juros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa penaliza\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica do contribuinte que precisa realizar a sobrepartilha \u00e9 indevida, e a quantia exigida erroneamente pode ser substancial, dependendo do valor dos bens\u201d, alerta Bruna Rabello.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 precedente no Tribunal de Justi\u00e7a de Santa Catarina (TJSC) afastando a cobran\u00e7a da multa e juros, mas sob outro fundamento. No caso, a 2\u00aa C\u00e2mara de Direito P\u00fablico afastou a incid\u00eancia de juros e multa com base no entendimento da S\u00famula n\u00ba 114 do Supremo Tribunal Federal (STF), pela qual \u201co imposto de transmiss\u00e3o causa mortis n\u00e3o \u00e9 exig\u00edvel antes da homologa\u00e7\u00e3o do c\u00e1lculo\u201d. Como o c\u00e1lculo da sobrepartilha ainda n\u00e3o havia sido homologado, multa e juros tamb\u00e9m n\u00e3o seriam exig\u00edveis (processo n\u00ba 5031283-78.2021.8.24.0000).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/11\/herdeiros-vencem-no-tjsp-disputa-sobre-itcmd.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/11\/herdeiros-vencem-no-tjsp-disputa-sobre-itcmd.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ICMS sobre a TUSD em energia solar \u00e9 tema infraconstitucional, decide STF<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, definiu que a discuss\u00e3o sobre a incid\u00eancia de ICMS sobre a Tarifa de Utiliza\u00e7\u00e3o do Sistema de Distribui\u00e7\u00e3o de Energia (TUSD) tem natureza infraconstitucional e, desse modo, n\u00e3o deve ser enfrentada pelo STF.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Oito ministros acompanharam o voto do relator, Lu\u00eds Roberto Barroso, contr\u00e1rio ao reconhecimento de repercuss\u00e3o geral na quest\u00e3o, discutida no ARE 1.464.347. O \u00fanico que n\u00e3o votou foi o ministro Luiz Fux.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, o estado de Mato Grosso recorria de decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Mato Grosso (TJMT) que excluiu a TUSD da base de c\u00e1lculo do ICMS em um caso envolvendo energia el\u00e9trica produzida por consumidores com unidades de mini e microgera\u00e7\u00e3o de energia solar fotovoltaica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O tribunal de origem concluiu que a energia produzida \u00e9 consumida pela pr\u00f3pria unidade gestora, n\u00e3o havendo que se falar em comercializa\u00e7\u00e3o de energia e, portanto, em fato gerador do ICMS.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Barroso concluiu que, no caso das unidades consumidores com mini e microgera\u00e7\u00e3o de energia solar, a verifica\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de opera\u00e7\u00e3o mercantil pressup\u00f5e o exame de resolu\u00e7\u00e3o normativa da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel), que estabelece as condi\u00e7\u00f5es de acesso aos sistemas de distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica e o regime de compensa\u00e7\u00e3o entre a energia injetada e a energia consumida.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, de acordo com o relator, n\u00e3o existe mat\u00e9ria constitucional a ser apreciada, o que impede o STF de julgar o caso, uma vez que a Corte n\u00e3o se debru\u00e7a sobre a discuss\u00e3o de legisla\u00e7\u00e3o infraconstitucional.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"dKWnR9R17D\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/icms-sobre-a-tusd-em-energia-solar-e-tema-infraconstitucional-decide-stf-12012024\">ICMS sobre a TUSD em energia solar \u00e9 tema infraconstitucional, decide STF<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;ICMS sobre a TUSD em energia solar \u00e9 tema infraconstitucional, decide STF&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/icms-sobre-a-tusd-em-energia-solar-e-tema-infraconstitucional-decide-stf-12012024\/embed#?secret=dKWnR9R17D\" data-secret=\"dKWnR9R17D\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>ICMS-ST n\u00e3o integra as bases de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, decide STJ<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu, por unanimidade, que o ICMS Substitui\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria (ICMS\u2013ST) n\u00e3o entra nas bases de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. O julgamento ocorreu sob a sistem\u00e1tica de recursos repetitivos. Isso significa que a decis\u00e3o do STJ dever\u00e1 ser aplicada por tribunais em todo o Brasil e pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) em casos id\u00eanticos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, um contribuinte \u00e9 respons\u00e1vel por recolher o ICMS dos demais elos de uma cadeia de consumo de forma antecipada, facilitando a fiscaliza\u00e7\u00e3o quanto ao pagamento do tributo. Nas a\u00e7\u00f5es, o substitu\u00eddo, ou seja, aquele que vem depois na cadeia, alega que o ICMS\u2013ST recolhido na etapa anterior incorpora-se ao custo de compra dos bens revendidos ao consumidor final, e n\u00e3o caracteriza faturamento ou receita bruta. Portanto, deve ser exclu\u00eddo da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros entenderam pela aplica\u00e7\u00e3o, ao caso do ICMS\u2013ST, do precedente firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do RE 574.706 (Tema 69), em 2017. No caso que ficou conhecido como a \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, o STF definiu que o ICMS n\u00e3o integra a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, uma vez que que n\u00e3o se incorpora ao patrim\u00f4nio do contribuinte e n\u00e3o caracteriza receita, mas constitui mero ingresso no caixa e tem como destino os cofres p\u00fablicos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No STJ, foi fixada a tese segundo a qual \u201co ICMS\u2013ST n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e \u00e0 Cofins devidos pelo contribuinte substitu\u00eddo no regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria progressiva\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi retomado em 13 de dezembro com a apresenta\u00e7\u00e3o do voto-vista da ministra Assusete Magalh\u00e3es, que salientou que a exist\u00eancia do precedente do STF n\u00e3o significa que todos os julgamentos envolvendo incid\u00eancia de tributos sobre tributos ser\u00e3o resolvidos de forma favor\u00e1vel aos contribuintes. No caso concreto, por\u00e9m, seguiria o relator.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 bom que a [1\u00aa] Se\u00e7\u00e3o deixe claro que o Tema 69, para n\u00f3s, \u00e9 o Tema 69\u201d, afirmou. A ministra salientou que, ap\u00f3s a an\u00e1lise do Tema 69, o STF julgou casos semelhantes, mas sem necessariamente excluir tributos da base de outros tributos. Exemplo \u00e9 o Tema 1048 (RE 1.187.264), por meio do qual definiu-se que o ICMS entra na base de c\u00e1lculo da Contribui\u00e7\u00e3o Previdenci\u00e1ria sobre a Receita Bruta (CPRB).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O caso julgado pelo STJ envolve os mesmos tributos analisados pelo Supremo, por\u00e9m com um regime de recolhimento distinto no caso do ICMS. \u201cUma mera sistem\u00e1tica de recolhimento n\u00e3o poderia alterar aquilo que se decidiu no \u00e2mbito do Supremo Tribunal Federal\u201d, afirmou durante o julgamento a ministra Regina Helena Costa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Gurgel de Faria, apresentou seu voto em 23 de novembro. Segundo o magistrado, no julgamento da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, o STF decidiu em car\u00e1ter definitivo que \u201cos conceitos de faturamento e receita, para fins de incid\u00eancia do PIS e da Cofins, n\u00e3o albergam o ICMS\u201d. Para o magistrado, o mesmo entendimento deve ser aplicado ao ICMS\u2013ST.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o relator destacou que a institui\u00e7\u00e3o do regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria depende de lei estadual ou distrital. Assim, a depender do estado, o ICMS \u00e9 recolhido por uma ou outra sistem\u00e1tica. Desse modo, para Gurgel de Faria, permitir uma distin\u00e7\u00e3o, para fins de composi\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, entre o ICMS regular e o ICMS\u2013ST \u201cconcederia aos estados e ao Distrito Federal a possibilidade de invadir a compet\u00eancia tribut\u00e1ria da Uni\u00e3o, comprometendo o pacto federativo, ao tempo que representaria esp\u00e9cie de isen\u00e7\u00e3o heter\u00f4noma\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 isen\u00e7\u00e3o heter\u00f4noma quando um ente federativo isenta um tributo que n\u00e3o \u00e9 de sua compet\u00eancia. Em outras palavras, como o PIS e a Cofins s\u00e3o de compet\u00eancia da Uni\u00e3o, para o relator, realizar a distin\u00e7\u00e3o entre o ICMS regular e o ICMS\u2013ST atribuir\u00e1 aos estados a decis\u00e3o sobre o contribuinte que pode ou n\u00e3o excluir o imposto da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi tomada nos REsp 1.896.678 e Resp 1.958.265 (Tema 1125).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"IZOshbYK8X\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/icms-st-nao-integra-as-bases-de-calculo-do-pis-e-da-cofins-decide-stj-11012024\">ICMS-ST n\u00e3o integra as bases de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, decide STJ<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;ICMS-ST n\u00e3o integra as bases de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, decide STJ&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/icms-st-nao-integra-as-bases-de-calculo-do-pis-e-da-cofins-decide-stj-11012024\/embed#?secret=IZOshbYK8X\" data-secret=\"IZOshbYK8X\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Estabelecimento consegue enquadramento no Perse mesmo sem Cadastur<\/strong>&nbsp;<br>Data: 12\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 ilegal exig\u00eancia do minist\u00e9rio da Economia de registro no Cadastur para que bares e restaurantes fa\u00e7am ades\u00e3o ao Perse &#8211; programa emergencial de retomada do setor de eventos em raz\u00e3o da pandemia. Assim decidiu a 3\u00aa turma do TRF da 3\u00aa regi\u00e3o ao dar provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o e conceder a seguran\u00e7a pleiteada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado, por maioria, seguiu o voto do desembargador Carlos Delgado, para quem a exig\u00eancia, que se deu em portaria posterior \u00e0 lei que instituiu o programa, representa &#8220;indevida inova\u00e7\u00e3o jur\u00eddica&#8221;.\u202fFicou vencida a relatora, desembargadora, Consuelo Yoshida, que negava provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de apela\u00e7\u00e3o interposta por um estabelecimento ap\u00f3s ter denegada a seguran\u00e7a em senten\u00e7a. Estava em discuss\u00e3o a legalidade da portaria ME 7.163\/21, do minist\u00e9rio da Economia, que condicionava a participa\u00e7\u00e3o no Perse \u00e0 situa\u00e7\u00e3o regular no Cadastur &#8211; Cadastro de Prestadores de Servi\u00e7os Tur\u00edsticos na data da publica\u00e7\u00e3o do artigo 4\u00ba da lei 14.148\/21, em 18 de mar\u00e7o de 2022.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A referida lei instituiu o Perse para mitigar as perdas do setor de eventos durante a pandemia, inicialmente prevendo a redu\u00e7\u00e3o a zero de determinadas al\u00edquotas tribut\u00e1rias. A controv\u00e9rsia surgiu porque, originalmente, a norma n\u00e3o estabeleceu tal requisito. A discuss\u00e3o se estendeu \u00e0 posterior altera\u00e7\u00e3o legislativa pela lei 14.592\/23, que passou a exigir o cadastro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para a maioria dos magistrados, \u00e0 pretens\u00e3o da regulamenta\u00e7\u00e3o, a exig\u00eancia acabou resultando em indevida inova\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, com restri\u00e7\u00e3o dos direitos do contribuinte.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;\u00c0 pretens\u00e3o de regulamenta\u00e7\u00e3o sobreveio indevida inova\u00e7\u00e3o jur\u00eddica, com restri\u00e7\u00e3o de direitos do contribuinte, na medida em que, originariamente, a lei instituidora do PERSE n\u00e3o estabeleceu qualquer exig\u00eancia relacionada \u00e0 regularidade no Cadastur e, por consequ\u00eancia, tampouco estabeleceu limite temporal para tal regulariza\u00e7\u00e3o, para o fim do enquadramento no Programa das pessoas jur\u00eddicas prestadoras de servi\u00e7os qualificadas, dentre outros, como restaurantes, cafeterias, bares e similares.&#8221;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado, assim, reconheceu a ilegalidade da exig\u00eancia, e deu provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o da parte para conceder a seguran\u00e7a a fim de lhe assegurar o enquadramento no Perse, independentemente da comprova\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o regular no Cadastur em 18 de mar\u00e7o de 2022, observada a anterioridade constitucional da restri\u00e7\u00e3o prevista na lei 14.592\/23.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: 5001664-75.2022.4.03.6115&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/400277\/estabelecimento-consegue-enquadramento-no-perse-mesmo-sem-cadastur\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/400277\/estabelecimento-consegue-enquadramento-no-perse-mesmo-sem-cadastur<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESTADUAIS<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>TJRS afasta ITBI sobre opera\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria<\/strong>&nbsp;<br>Data: 10\/01\/2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a do Estado do Rio Grande do Sul (TJRS) afastou a incid\u00eancia de Imposto sobre a Transmiss\u00e3o de Bens Im\u00f3veis (ITBI) ap\u00f3s integraliza\u00e7\u00e3o de capital social. No caso analisado, houve a transfer\u00eancia de oito im\u00f3veis de um s\u00f3cio para uma imobili\u00e1ria. O imposto cobrado somava cerca de R$ 380 mil, enquanto o aumento de capital social do neg\u00f3cio foi de R$ 2,5 milh\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o \u00e9 da 21\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel, que reformou entendimento anterior favor\u00e1vel ao munic\u00edpio de Porto Alegre. Para os desembargadores, a imunidade tribut\u00e1ria \u00e9 autom\u00e1tica nesses casos. Na pr\u00e1tica, n\u00e3o \u00e9 preciso discutir a preponder\u00e2ncia de atividade imobili\u00e1ria, como alegava a prefeitura ao autuar a empresa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 controvertido entre os tribunais, mas a maior parte das decis\u00f5es \u00e9 favor\u00e1vel ao Fisco. No Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de S\u00e3o Paulo (TJSP), por exemplo, a imunidade n\u00e3o tem sido concedida em muitas a\u00e7\u00f5es, segundo advogados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o ganhou notoriedade ap\u00f3s o Supremo Tribunal Federal (STF) julgar um caso, em 2020, em que discorreu subsidiariamente sobre a imunidade em integraliza\u00e7\u00e3o de capital social. No voto vencedor, o ministro Alexandre de Moraes cita que a Constitui\u00e7\u00e3o prev\u00ea, no par\u00e1grafo 2\u00ba, inciso I, do artigo 156, duas hip\u00f3teses de imunidade de ITBI.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira, disse ele, se aplica a incorpora\u00e7\u00e3o de bens im\u00f3veis de uma pessoa f\u00edsica ao patrim\u00f4nio da empresa. A segunda quando h\u00e1 uma movimenta\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria, como cis\u00e3o, fus\u00e3o ou extin\u00e7\u00e3o de um CNPJ. Nessa \u00faltima, o tributo \u00e9 cobrado se a atividade principal (mais que 50% da receita) da companhia for a compra, venda ou aluguel de im\u00f3veis, ou arrendamento mercantil. Assim, est\u00e3o imunes da cobran\u00e7a do ITBI, nessas opera\u00e7\u00f5es, sociedades que n\u00e3o forem, essencialmente, imobili\u00e1rias ou incorporadoras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Moraes, a primeira exce\u00e7\u00e3o prevista na Constitui\u00e7\u00e3o Federal \u201cnada tem a ver com a imunidade referida na primeira parte desse inciso\u201d. \u201cAs hip\u00f3teses excepcionais ali inscritas n\u00e3o aludem \u00e0 imunidade prevista na primeira parte do dispositivo. Esta \u00e9 incondicionada\u201d, afirmou. No m\u00e9rito, o STF discutia se cabia isen\u00e7\u00e3o de ITBI sobre o valor dos bens que excederem o limite do capital social a ser integralizado (RE 796376 &#8211; Tema 796).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O desembargador Arm\u00ednio Jos\u00e9 Abreu Lima da Rosa, relator do processo no Rio Grande do Sul, usa quase tr\u00eas p\u00e1ginas do ac\u00f3rd\u00e3o em refer\u00eancia \u00e0 decis\u00e3o do STF. Foi um dos principais argumentos usados para dar ganho de causa \u00e0 empresa ga\u00facha. \u201cAplica-se a ressalva, em realidade, na segunda parte do dispositivo em prefer\u00eancia, ou seja, nas transmiss\u00f5es decorrentes de fus\u00e3o, incorpora\u00e7\u00e3o, cis\u00e3o, ou extin\u00e7\u00e3o de pessoas jur\u00eddicas\u201d (processo n\u00ba 5082610-43.2021.8.21.0001).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Uma linha da advocacia e do Judici\u00e1rio acredita que esse trecho da decis\u00e3o do Supremo n\u00e3o \u00e9 vinculativo, porque n\u00e3o era esse o principal tema em discuss\u00e3o, mesmo que julgada em repercuss\u00e3o geral. Outra vertente acredita que o STF deu um bom indicativo sobre como deve decidir sobre a mat\u00e9ria, quando lhe couber julgar. \u201cA tend\u00eancia \u00e9 de um desfecho favor\u00e1vel. O Supremo j\u00e1 deixou um balizamento, s\u00f3 basta os entes cumprirem\u201d, afirma o tributarista Renato Silveira, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio de advocacia Machado Associados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada Fernanda do Nascimento Pereira, do Domingues Sociedade de Advogados e que representa a empresa na a\u00e7\u00e3o, afirma que a decis\u00e3o do STF deixa claro quando a imunidade do ITBI deve ser reconhecida. Na argumenta\u00e7\u00e3o, ela frisou que a prerrogativa estava na Constitui\u00e7\u00e3o, posterior \u00e0 previs\u00e3o do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN), que n\u00e3o deixa expl\u00edcito o benef\u00edcio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, o \u00f3rg\u00e3o municipal foi muito \u201cliteral\u201d e n\u00e3o observou o julgado do STF. \u201cO ITBI \u00e9 um imposto municipal, ent\u00e3o cada munic\u00edpio tem sua legisla\u00e7\u00e3o e o Fisco em si sempre vai olhar a legisla\u00e7\u00e3o local, que diz que \u00e9 preciso ser verificada a atividade preponderante da empresa, mas n\u00e3o s\u00e3o argumentos robustos e seria desvirtuar a imunidade.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos munic\u00edpios adota a mesma postura, segundo Francisco Nogueira de Lima Neto, s\u00f3cio do Gasparini, Nogueira de Lima e Barbosa Advogados. \u201cVirou quase regra geral\u201d, diz. \u201cIsso fez com que os contribuintes tivessem que brigar ao longo dos anos para ser reconhecida essa imunidade na integraliza\u00e7\u00e3o. Mas, nesse caso, a empres&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira parte do artigo constitucional, que trata da integraliza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o deveria ser alvo de discuss\u00e3o, afirma a tributarista Priscila Farisco, s\u00f3cia do Viseu Advogados. \u201c\u00c9 um im\u00f3vel que transmiti de mim para mim mesma. Apesar de existir a separa\u00e7\u00e3o entre pessoa f\u00edsica e pessoa jur\u00eddica, s\u00f3 houve um rearranjo patrimonial, n\u00e3o existe um terceiro, como nas opera\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 esperan\u00e7a de dar um ponto final na hist\u00f3ria quando a decis\u00e3o do TJRS subir para o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) ou o pr\u00f3prio STF. \u201cNosso desejo \u00e9 que essa decis\u00e3o sirva de inspira\u00e7\u00e3o e suba para o STJ e STF para termos, finalmente, um posicionamento definitivo favor\u00e1vel\u201d, diz Guilherme Manier, tamb\u00e9m s\u00f3cio do Viseu Advogados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Fazenda de Porto Alegre n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/10\/tribunal-afasta-itbi-sobre-operacao-societaria.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2024\/01\/10\/tribunal-afasta-itbi-sobre-operacao-societaria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MUNICIPAIS<\/strong>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 08\/01 a 15\/01 Reforma Tribut\u00e1ria: aumento das al\u00edquotas modais do ICMS para 2024 \u00e9 preocupante, alerta IBPT\u00a0Data: 08\/01\/2024\u00a0 As discuss\u00f5es sobre a Reforma Tribut\u00e1ria t\u00eam sido constantes ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas por pol\u00edticos e especialistas. No \u00faltimo dia 20, ap\u00f3s uma longa jornada, o Congresso Nacional promulgou a Proposta de Emenda [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":3088,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[9,29,33,63,96,73],"class_list":["post-3086","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-retrospecto-tributario","tag-amaral-yazbek","tag-empresas","tag-negocios","tag-noticia-do-dia","tag-reforma-tributaria","tag-retrospecto-tributario"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Retrospecto Tribut\u00e1rio - 08\/01 a 15\/01<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"As principais atualiza\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias que voc\u00ea n\u00e3o pode perder est\u00e3o aqui. 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