{"id":3052,"date":"2023-12-11T15:21:09","date_gmt":"2023-12-11T18:21:09","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3052"},"modified":"2023-12-11T15:27:16","modified_gmt":"2023-12-11T18:27:16","slug":"retrospecto-tributario-04-12-a-11-12","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3052","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 04\/12 a 11\/12"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 04\/12 a 11\/12<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Varejo pode questionar na Justi\u00e7a norma do Confaz sobre uso de cr\u00e9ditos de ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/12\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conv\u00eanio n\u00ba 178 do Confaz torna \u201cobrigat\u00f3ria\u201d a transfer\u00eancia de cr\u00e9ditos do imposto ao Estado de destino da mercadoria<\/p>\n\n\n\n<p>Uma nova norma do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz) pode levar o varejo novamente ao Judici\u00e1rio, depois de ter vencido, no Supremo Tribunal Federal (STF), a discuss\u00e3o sobre o pagamento de ICMS na transfer\u00eancia interestadual de mercadorias entre estabelecimentos de um mesmo contribuinte. O Conv\u00eanio n\u00ba 178, aprovado na sexta-feira, regulamenta o uso de cr\u00e9ditos do imposto estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa regulamenta\u00e7\u00e3o foi uma exig\u00eancia dos ministros do STF no julgamento da A\u00e7\u00e3o Declarat\u00f3ria de Constitucionalidade (ADC) n\u00ba 49. Eles definiram, em abril, que a partir de 2024 n\u00e3o poder\u00e1 mais ser cobrado ICMS nessas transfer\u00eancias de mercadorias e deram prazo aos Estados &#8211; at\u00e9 o fim deste ano &#8211; para a edi\u00e7\u00e3o de uma norma para tratar do uso dos cr\u00e9ditos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O problema, segundo tributaristas, \u00e9 que o texto do Conv\u00eanio n\u00ba 178 torna \u201cobrigat\u00f3ria\u201d a transfer\u00eancia de cr\u00e9ditos de ICMS ao Estado de destino da mercadoria, restringindo a decis\u00e3o do Supremo. Vem da\u00ed a possibilidade de judicializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Havia esperan\u00e7a de que a palavra \u201cobrigat\u00f3ria\u201d estaria fora desse conv\u00eanio, depois de o Estado do Rio de Janeiro n\u00e3o ratificar norma anterior (Conv\u00eanio n\u00ba 174), com praticamente o mesmo teor e que acabou cancelada, por entender que estaria desrespeitando o entendimento do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes defendem que os ministros do STF s\u00f3 garantiram o \u201cdireito\u201d \u00e0 transfer\u00eancia. Sem poder fazer a gest\u00e3o dos cr\u00e9ditos &#8211; escolher se mant\u00e9m na origem ou no destino &#8211; pode haver, de acordo com os contribuintes, um desequil\u00edbrio no fluxo de caixa. \u00c9 que para algumas empresas n\u00e3o faz sentido transferir o cr\u00e9dito se, no Estado de destino, houver pouco ICMS a pagar e no de origem muito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA quest\u00e3o da obrigatoriedade da transfer\u00eancia de cr\u00e9dito segue e tende a ser um problema\u201d, afirma o advogado Douglas Motta, s\u00f3cio do Demarest Advogados, acrescentando que foi apresentado, no STF, recurso (embargos de declara\u00e7\u00e3o) para discutir a quest\u00e3o dos cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso \u00e9 do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combust\u00edveis e de Lubrificantes (Sindicom), parte interessada (amicus curiae) na ADC 49. A entidade pede que o STF esclare\u00e7a a possibilidade de aproveitamento dos cr\u00e9ditos de ICMS tanto no Estado de origem quanto no Estado de destino, \u201ca crit\u00e9rio do contribuinte\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o Sindicom alega que o STF n\u00e3o tratou, na modula\u00e7\u00e3o, sobre cobran\u00e7a retroativa de ICMS nessas transfer\u00eancias &#8211; ressalvando apenas os processos administrativos e judiciais pendentes de conclus\u00e3o. E que os Estados passaram a entender, com o julgamento, que seria poss\u00edvel lavrar novos autos de infra\u00e7\u00e3o relativos aos exerc\u00edcios anteriores a 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>No pedido, lembra que a jurisprud\u00eancia dos tribunais superiores, muito antes do julgamento da ADC 49, \u201cj\u00e1 se orientava no sentido de que de que a mera circula\u00e7\u00e3o f\u00edsica de uma mercadoria n\u00e3o gera a incid\u00eancia do ICMS\u201d (S\u00famula 166\/STJ, Tema 259\/STJ, Tema 297\/STF e Tema 1099\/STF).<\/p>\n\n\n\n<p>Os embargos de declara\u00e7\u00e3o, que pedem a posterga\u00e7\u00e3o da modula\u00e7\u00e3o de efeitos, ao menos at\u00e9 o exerc\u00edcio financeiro de 2025, por\u00e9m, podem n\u00e3o ser aceitos pelo STF, assim como o primeiro recurso apresentado pelo Sindicom. Os ministros entenderam que a entidade, como amicus curiae, n\u00e3o teria legitimidade para o ajuizamento de recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA obrigatoriedade de transfer\u00eancia de cr\u00e9dito tende a ser um problema\u201d \u2014&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com essa possibilidade e a manuten\u00e7\u00e3o do conv\u00eanio do Confaz, a tend\u00eancia \u00e9 que um novo contencioso surja, dizem os advogados Leo Lopes e Andre Azeredo, do FAS Advogados. \u201cNa pr\u00e1tica, atualmente, o Conv\u00eanio ICMS n\u00ba 178\/2023 traz inseguran\u00e7a jur\u00eddica e aumenta as chances de um novo contencioso tribut\u00e1rio relevante, em um tema que j\u00e1 deveria estar solucionado h\u00e1 muito tempo\u201d, afirma Lopes.<\/p>\n\n\n\n<p>Douglas Campanini, da Athros &#8211; Auditoria e Consultoria, lembra que h\u00e1 um projeto de lei em curso no Congresso Nacional (PLP n\u00ba 116\/2023) para vedar a incid\u00eancia do ICMS sobre presta\u00e7\u00f5es de transfer\u00eancia interestadual de mercadorias entre estabelecimentos de um mesmo contribuinte. A proposta envolve os cr\u00e9ditos e, segundo ele, trata a transfer\u00eancia para o Estado de destino como uma \u201cop\u00e7\u00e3o do contribuinte\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a edi\u00e7\u00e3o de uma lei complementar, diz o consultor, o problema estaria, em tese, resolvido. \u201cUma lei complementar derrubaria o conv\u00eanio do Confaz\u201d, diz ele, lembrando que j\u00e1 foi solicitada urg\u00eancia para a proposta. \u201cSem uma norma, a sa\u00edda \u00e9 entrar com a\u00e7\u00e3o judicial para discutir a inconstitucionalidade do conv\u00eanio.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado Diogo Martins Teixeira, do Machado Meyer, essa obrigatoriedade de transfer\u00eancia de cr\u00e9ditos \u201cpode levar a controv\u00e9rsias e contencioso\u201d. \u201cO STF outorgou ao contribuinte o direito de faz\u00ea-lo, n\u00e3o a obriga\u00e7\u00e3o\u201d, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Andr\u00e9 Menon, do mesmo escrit\u00f3rio, lembra que eventual rejei\u00e7\u00e3o do novo conv\u00eanio por algum Estado, em tese, n\u00e3o impediria a sua validade ou produ\u00e7\u00e3o de efeitos. Mas, acrescenta Teixeira, a n\u00e3o ades\u00e3o de algum ente abalaria a sistem\u00e1tica de apura\u00e7\u00e3o e recolhimento do ICMS como um todo e poderia fomentar uma nova onda de recusas (glosas) de cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/05\/varejo-pode-questionar-na-justica-norma-do-confaz-sobre-uso-de-creditos-de-icms.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/05\/varejo-pode-questionar-na-justica-norma-do-confaz-sobre-uso-de-creditos-de-icms.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TRF-2 derruba autua\u00e7\u00f5es por uso de \u00e1gio interno<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/12\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Decis\u00f5es proferidas pela 4\u00aa Turma, que beneficiam Gerdau e SulAm\u00e9rica, levaram em considera\u00e7\u00e3o \u201cleading case\u201d julgado pelo STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas est\u00e3o conseguindo na Justi\u00e7a derrubar autua\u00e7\u00f5es ficais por uso de \u00e1gio interno para reduzir o pagamento de tributos federais. Duas recentes decis\u00f5es foram proferidas pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRF-2), com sede no Rio de Janeiro, e beneficiam a Gerdau A\u00e7os Longos e a SulAm\u00e9rica Companhia de Seguro Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>As duas decis\u00f5es, segundo especialistas, mostram uma tend\u00eancia no Judici\u00e1rio. Nos julgamentos, os desembargadores levaram em considera\u00e7\u00e3o \u201cleading case\u201d do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) sobre o tema. Em setembro, a 1\u00aa Turma afastou a cobran\u00e7a de Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL por uso indevido de \u00e1gio decorrente da incorpora\u00e7\u00e3o da Cremerpar pela Cremer, ocorrida em 2004 (REsp 2026473).<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00e1gio interno \u00e9 gerado por meio de opera\u00e7\u00f5es entre empresas do mesmo grupo. \u00c9 um valor pago, em geral, pela rentabilidade futura da empresa adquirida ou incorporada. Como a Lei n\u00ba 9.532, de 1997, permite seu registro como despesa no balan\u00e7o, o valor \u00e9 amortizado para reduzir a base de c\u00e1lculo (lucro) do IRPJ e da CSLL. S\u00f3 a partir da entrada em vigor da Lei n\u00ba 12.973, de 2014, a amortiza\u00e7\u00e3o do \u00e1gio interno foi vedada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em abril de 2021, a Gerdau j\u00e1 havia conseguido anular, no TRF da 4\u00aa Regi\u00e3o, sediado em Porto Alegre, um auto de infra\u00e7\u00e3o no valor de R$ 367 milh\u00f5es, que tratava de \u00e1gio interno. Em 2016, esta e outras cobran\u00e7as foram mantidas pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). A soma total das autua\u00e7\u00f5es por amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio interno do grupo chega a R$ 8,7 bilh\u00f5es, segundo o Formul\u00e1rio de Refer\u00eancia deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>No TRF-2, a discuss\u00e3o da Gerdau girou em torno de reorganiza\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria que gerou \u00e1gio amortizado entre mar\u00e7o de 2006 e junho de 2010. Na primeira inst\u00e2ncia, a Gerdau conseguiu decis\u00e3o favor\u00e1vel, agora mantida pela 4\u00aa Turma do TRF-2. O relator, desembargador Luiz Antonio Soares, ficou vencido. Ele entendeu que houve uso de empresa ve\u00edculo para \u201cfabrica\u00e7\u00e3o de \u00e1gio milion\u00e1rio\u201d. Para ele, a opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o teve prop\u00f3sito negocial.<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu o voto da desembargadora Carmen Silvia Lima de Arruda. De acordo com ela, o artigo 385 do Regulamento de Imposto de Renda (Decreto n\u00ba 3.000) estabelece que opera\u00e7\u00e3o praticada por empresas do mesmo grupo econ\u00f4mico n\u00e3o descaracteriza o \u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo a desembargadora, \u201cn\u00e3o pode se presumir que o \u00e1gio interno seja artificial e ilegal, cabendo \u00e0 Fazenda demonstrar que as opera\u00e7\u00f5es de reorganiza\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria foram at\u00edpicas, artificiais, n\u00e3o bastando aduzi-las como simuladas com fundamento t\u00e3o somente na aus\u00eancia de substrato econ\u00f4mico e sem a participa\u00e7\u00e3o de partes independentes, vez que n\u00e3o existe tal restri\u00e7\u00e3o na legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria aplic\u00e1vel ao caso\u201d (processo n\u00ba 0142536-69.2017.4.02.5101).<\/p>\n\n\n\n<p>O caso da SulAm\u00e9rica tamb\u00e9m foi analisado pela 4\u00aa Turma. Mas a decis\u00e3o foi un\u00e2nime. Segundo o advogado Luiz Henrique Barros de Arruda, s\u00f3cio-fundador do escrit\u00f3rio Barros de Arruda Advogados e representante da companhia no processo, a disputa envolve mais de R$ 100 milh\u00f5es. \u201cHoje essa discuss\u00e3o \u00e9 a de maior valor no Carf porque envolve envolve opera\u00e7\u00f5es muito comuns na \u00e9poca das privatiza\u00e7\u00f5es\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Arruda explica que, no caso, uma estrangeira, que participava como acionista minorit\u00e1ria de uma das empresas do grupo, vendeu esse investimento para outra companhia no exterior. Essa nova adquirente, por\u00e9m, decidiu participar da holding. Para isso, aportou a\u00e7\u00f5es da sociedade sob seu controle &#8211; o que gerou \u00e1gio &#8211; e permutou com a holding do grupo, da qual se tornou acionista minorit\u00e1ria. Consequentemente, o \u00e1gio que a empresa estrangeira tinha incorporado passou a ser amortizado pela empresa que a incorporou.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento, os desembargadores destacaram que, se a opera\u00e7\u00e3o foi realizada antes da Lei n\u00ba 12.973\/2014, n\u00e3o haveria exce\u00e7\u00e3o legal \u00e0 amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio na forma da Lei n\u00ba 9.532\/1997. No caso da SulAm\u00e9rica, a amortiza\u00e7\u00e3o foi realizada nos anos de 2005 e 2006 (processo n\u00ba 5034985-37.2020.4.02.5101).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o pode se presumir que o \u00e1gio interno seja artificial e ilegal\u201d \u2014 Carmen Arruda<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVale destacar que em decis\u00e3o recente, por unanimidade, a 1\u00aa Turma do Egr\u00e9gio Superior Tribunal de Justi\u00e7a se posicionou no sentido de reconhecer a possibilidade da amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio da base de c\u00e1lculo do IRPJ e CSLL, na forma da legisla\u00e7\u00e3o vigente na \u00e9poca da aquisi\u00e7\u00e3o, qual seja, a Lei n\u00ba 9.532\/97, em um caso em que se observa uso de \u2018empresa ve\u00edculo\u2019 e \u00e1gio interno sob o fundamento de que n\u00e3o cabe a presun\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 artificialidade do \u00e1gio\u201d, afirma em seu voto a relatora, desembargadora Carmen Silvia Lima de Arruda.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado Luiz Henrique Barros de Arruda, o que mais chama a aten\u00e7\u00e3o na decis\u00e3o foi o fato de os desembargadores levarem em conta o julgamento da 1\u00aa Turma do STJ. \u201cO ac\u00f3rd\u00e3o da Corte superior \u00e9 relevante porque afasta as comuns alega\u00e7\u00f5es do Fisco de que a amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio interno ou apurado por empresas ve\u00edculo n\u00e3o podem ser dedut\u00edveis do IRPJ e CSLL\u201d, diz. \u201cA partir de agora, os tribunais come\u00e7am a seguir a mesma linha do STJ.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Diego Miguita, do escrit\u00f3rio VBSO Advogados, aponta que, no julgamento do STJ, os ministros destacaram que a Fazenda n\u00e3o comprovou que houve fraude ou simula\u00e7\u00e3o. \u201cA Receita Federal, em geral, fundamenta a autua\u00e7\u00e3o fiscal na aus\u00eancia de prop\u00f3sito negocial, mas esse n\u00e3o \u00e9 um crit\u00e9rio legal.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), as decis\u00f5es t\u00eam sido desfavor\u00e1veis \u00e0s empresas, muito por conta do voto de qualidade &#8211; crit\u00e9rio de desempate a favor do Fisco. \u201cMas, na Justi\u00e7a, a tend\u00eancia \u00e9 que esse mesma orienta\u00e7\u00e3o [do TRF-2] seja aplicada em outras discuss\u00f5es de \u00e1gio\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o advogado Gilberto Alvarenga, s\u00f3cio da Alvarenga Advogados, o entendimento do TRF-2 tamb\u00e9m \u00e9 importante porque os desembargadores acataram a possibilidade de ocorr\u00eancia de \u00e1gio interno, ainda que n\u00e3o envolva uma opera\u00e7\u00e3o financeira, mas uma opera\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Dois aspectos, acrescenta ele, ajudaram a validar as opera\u00e7\u00f5es: a participa\u00e7\u00e3o de um terceiro, uma institui\u00e7\u00e3o financeira e um laudo do \u00e1gio, o que na \u00e9poca ainda n\u00e3o era exig\u00eancia da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o tributarista Fl\u00e1vio Eduardo Carvalho, s\u00f3cio do Maneira Advogados, o escrit\u00f3rio tem casos semelhantes e o entendimento do TRF-2 ser\u00e1 usado na argumenta\u00e7\u00e3o desses processos. \u201cEssas decis\u00f5es refor\u00e7am a defesa do contribuinte num tema que sempre foi pol\u00eamico no Carf, ao longo dos \u00faltimos dez anos\u201d, afirma ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio de nota ao Valor, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informa que vai recorrer das decis\u00f5es do TRF-2. Destaca ainda que a decis\u00e3o do STJ no REsp 2026473\/SC n\u00e3o pode ser configurada como precedente, \u201cj\u00e1 que n\u00e3o foi proferida sob a sistem\u00e1tica de repetitivos, estando ainda pendente de julgamento de embargos de declara\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Gerdau informou que n\u00e3o iria se manifestar.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/04\/trf-2-derruba-autuacoes-por-uso-de-agio-interno.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/04\/trf-2-derruba-autuacoes-por-uso-de-agio-interno.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF valida lei que disciplinou aproveitamento de cr\u00e9dito de ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/12\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal manteve a validade de uma lei que estabeleceu regras mais restritivas para o aproveitamento de cr\u00e9ditos de ICMS derivados de opera\u00e7\u00f5es com mercadorias destinadas a ativo permanente, energia el\u00e9trica e comunica\u00e7\u00f5es. A decis\u00e3o, tomada em julgamento promovido no Plen\u00e1rio Virtual da corte, diz respeito a tr\u00eas a\u00e7\u00f5es diretas de inconstitucionalidade apresentadas ao STF contra a norma.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei Complementar 102\/2000 permite que o governo parcele em 48 meses o abatimento do ICMS referente \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de ativo permanente da empresa. Nas a\u00e7\u00f5es, a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio (CNC) e a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte (CNT) argumentaram que essa regra fere o princ\u00edpio constitucional da n\u00e3o cumulatividade (que pro\u00edbe a dupla cobran\u00e7a do imposto), pois a demora em receber o cr\u00e9dito geraria perdas ao contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, por unanimidade, o Plen\u00e1rio acompanhou entendimento do ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a de que a lei n\u00e3o viola o princ\u00edpio da n\u00e3o cumulatividade. De acordo com precedentes citados pelo magistrado, a Constitui\u00e7\u00e3o Federal foi expressa sobre o direito dos contribuintes de compensar cr\u00e9ditos decorrentes de ICMS. Contudo, remeteu \u00e0s leis complementares a disciplina da quest\u00e3o. Assim, o diferimento da compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos do imposto de bens adquiridos para uso e consumo do pr\u00f3prio estabelecimento n\u00e3o viola a Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuanto aos dispositivos ora hostilizados pass\u00edveis de conhecimento, declaro, de plano, que n\u00e3o visualizo qualquer v\u00edcio de inconstitucionalidade na presente hip\u00f3tese com base no princ\u00edpio da n\u00e3o cumulatividade tribut\u00e1ria incidente no ICMS\u201d, escreveu o ministro relator em seu voto.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-juridico wp-block-embed-consultor-juridico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"HrJwA6pBfj\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-dez-04\/stf-mantem-validade-de-lei-que-disciplinou-aproveitamento-de-credito-de-icms\/\">Supremo valida lei que disciplinou aproveitamento de cr\u00e9dito de ICMS<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Supremo valida lei que disciplinou aproveitamento de cr\u00e9dito de ICMS&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-dez-04\/stf-mantem-validade-de-lei-que-disciplinou-aproveitamento-de-credito-de-icms\/embed\/#?secret=r5x1dXVB1j#?secret=HrJwA6pBfj\" data-secret=\"HrJwA6pBfj\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF retoma julgamento que definir\u00e1 se cr\u00e9ditos de IPI entram no c\u00e1lculo do PIS e da Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/12\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 julgado no Plen\u00e1rio Virtual da Corte, com repercuss\u00e3o geral<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou novamente o julgamento em que vai decidir se cr\u00e9ditos presumidos de IPI decorrentes de aquisi\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria-prima utilizada na fabrica\u00e7\u00e3o de produtos destinados \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o podem ou n\u00e3o ser exclu\u00eddos da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. Por enquanto h\u00e1 dois votos para a exclus\u00e3o e dois que acompanham com ressalvas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A posi\u00e7\u00e3o beneficia as empresas, que, sem os valores no c\u00e1lculo, v\u00e3o pagar menos PIS e Cofins. O tema \u00e9 julgado no Plen\u00e1rio Virtual da Corte, com repercuss\u00e3o geral. Portanto, a decis\u00e3o vai valer para todo o Judici\u00e1rio do pa\u00eds (RE 593544). Os ministros t\u00eam at\u00e9 o dia 18 para se manifestarem.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 julgado em processo que envolve a John Deere Brasil. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) recorreu de decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF-4), em Porto Alegre, que favorece a empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os desembargadores reconheceram que cr\u00e9ditos presumidos de IPI &#8211; institu\u00eddos pela Lei n\u00ba 9.363, de 1996 -, decorrentes da aquisi\u00e7\u00e3o no mercado interno de mat\u00e9rias-primas, produtos intermedi\u00e1rios e materiais de embalagem, quando utilizados na elabora\u00e7\u00e3o de produtos destinados \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o, n\u00e3o integram a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins na sistem\u00e1tica de apura\u00e7\u00e3o n\u00e3o cumulativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o relator, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, o STF j\u00e1 afirmou que faturamento \u00e9 a receita da venda de bens nas opera\u00e7\u00f5es de conta pr\u00f3pria e da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os em geral. Cr\u00e9ditos presumidos de IPI constituem receita, com ingressos novos, definitivos e positivos no patrim\u00f4nio da empresa, mas isso n\u00e3o significa que se enquadrem no conceito de faturamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Barroso, os cr\u00e9ditos, nesses casos, consistem em uma subven\u00e7\u00e3o corrente, ou seja, em um incentivo fiscal concedido pelo Fisco com vistas \u00e0 desonera\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es. O voto foi seguido pelo ministro Alexandre de Moraes.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Edson Fachin acompanhou \u201ccom ressalvas\u201d. Para Fachin, n\u00e3o se trata de mera n\u00e3o incid\u00eancia decorrente da aventada natureza cont\u00e1bil de subven\u00e7\u00e3o p\u00fablica corrente.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Fachin, o entendimento veiculado no voto de Barroso n\u00e3o seria suficiente para afastar a incid\u00eancia do PIS e da Cofins na medida em que o cr\u00e9dito presumido de IPI n\u00e3o possui natureza de benef\u00edcio fiscal a permitir sua classifica\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil como subven\u00e7\u00e3o de custeio.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, para Fachin, os cr\u00e9ditos presumidos de IPI, institu\u00eddos pela Lei n\u00ba 9.363, de 1996, n\u00e3o integram a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins porque s\u00e3o receitas decorrentes de exporta\u00e7\u00f5es cuja tributa\u00e7\u00e3o \u00e9 vedada pela regra do artigo 149 da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi retomado hoje com o voto do ministro Dias Toffoli, que seguiu as ressalvas de Fachin. Para Toffoli, caso prevalecesse a tese de Uni\u00e3o de que os cr\u00e9ditos consistiriam em simples receita interna, decorrente de uma comum subven\u00e7\u00e3o, sendo tributados pelo PIS e Cofins internos, o resultado disso seria a exporta\u00e7\u00e3o de res\u00edduos tribut\u00e1rios para o exterior, contrariando o princ\u00edpio do destino.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/08\/stf-retoma-julgamento-que-definira-se-creditos-de-ipi-entram-no-calculo-do-pis-e-da-cofins.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/08\/stf-retoma-julgamento-que-definira-se-creditos-de-ipi-entram-no-calculo-do-pis-e-da-cofins.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ mant\u00e9m PIS\/Cofins sobre descontos e bonifica\u00e7\u00f5es dados ao varejo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/12\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Como a decis\u00e3o da 2\u00aa Turma diverge do posicionamento da 1\u00aa Turma, a quest\u00e3o ser\u00e1 definida pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o da Corte.<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) entendeu que incide PIS e Cofins sobre bonifica\u00e7\u00f5es e descontos obtidos pelo varejo na aquisi\u00e7\u00e3o de mercadorias. A decis\u00e3o, proferida nesta semana, foi un\u00e2nime e diverge do posicionamento adotado pela 1\u00aa Turma. Agora, a quest\u00e3o ter\u00e1 que ser definida pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o &#8211; que re\u00fane os dois colegiados de direito p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Bonifica\u00e7\u00f5es e descontos s\u00e3o comuns no varejo, segundo especialistas. Os fornecedores geralmente diminuem os pre\u00e7os para o comprador em troca, por exemplo, de divulga\u00e7\u00e3o especial ou exposi\u00e7\u00e3o de suas mercadorias em locais privilegiados nas lojas.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal entende que bonifica\u00e7\u00f5es e descontos s\u00e3o receitas e devem integrar a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es sociais. Para as varejistas, por outro lado, seriam apenas \u201credutores de custo\u201d. Ou, sendo receita, teriam que ser caracterizadas como de natureza financeira, sujeitas \u00e0 al\u00edquota zero.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2017, a Receita orientou que a fiscaliza\u00e7\u00e3o passasse a exigir PIS e Cofins sobre valores em dinheiro e abatimentos recebidos de fornecedores &#8211; Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 542, da Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit). No caso das bonifica\u00e7\u00f5es, em que o fornecedor entrega volume maior de mercadoria do que a contratada pelo comprador, o posicionamento est\u00e1 na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 202\/2021.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso julgado pela 2\u00aa Turma envolve a WMS Supermercados do Brasil, que foi autuada porque a Receita Federal considerou que os valores seriam receitas e, por isso, deveriam ter sido inclu\u00eddos na base do PIS e da Cofins, conforme explicou na sustenta\u00e7\u00e3o oral o procurador Leonardo Quintas Furtado, da Fazenda Nacional (REsp 2090134).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a advogada da rede de supermercados, Daniella Zagari, citou o precedente da 1\u00aa Turma e alegou que os descontos n\u00e3o t\u00eam natureza de receita. Para ela, n\u00e3o seria poss\u00edvel considerar acr\u00e9scimo patrimonial do ponto de vista da varejista porque, se paga pelos produtos, estaria apenas reduzindo o custo da mercadoria. Haveria, segundo ela, bitributa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o isen\u00e7\u00e3o ou benef\u00edcio fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento, o relator, ministro Francisco Falc\u00e3o, apenas leu a ementa do seu voto. Afirmou que o valor cobrado, corrigido, chega a R$ 1 bilh\u00e3o. No caso, entendeu que os descontos obtidos pela varejista deveriam ser tributados por n\u00e3o serem incondicionados &#8211; que n\u00e3o dependem de condi\u00e7\u00f5es para serem aplicados.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, segundo Falc\u00e3o, foi constatada a obrigatoriedade de dar descontos pelos fornecedores pela possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o do centro de distribui\u00e7\u00e3o da rede de supermercados e para a concess\u00e3o de pr\u00eamios de fidelidade em promo\u00e7\u00f5es feitas em suas lojas.<\/p>\n\n\n\n<p>Rafael Nichele, do Nichele Advogados Associados, entende, por\u00e9m, que o racioc\u00ednio do relator est\u00e1 equivocado. De acordo com ele, a lei faz essa diferencia\u00e7\u00e3o entre desconto condicionado ou incondicionado para o fornecedor e estabelece que o incondicionado n\u00e3o deve ser tributado. \u201c\u00c9 importante para o fornecedor. Para quem recebe, \u00e9 irrelevante.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado explica que se \u00e9 desconto incondicionado, o fornecedor j\u00e1 n\u00e3o tributa e o supermercado tamb\u00e9m n\u00e3o. Mas se \u00e9 desconto condicionado, o fornecedor j\u00e1 foi tributado e haveria nova incid\u00eancia tribut\u00e1ria sobre a mesma base.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNo fundo estou cobrando um tributo sem base legal\u201d afirma Nichele. \u201cO desconto recebido n\u00e3o \u00e9 alcan\u00e7ado pela lei. Ent\u00e3o, o fundamento de tributar quando \u00e9 condicionado [do relator do caso] n\u00e3o faz sentido.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ele lembra que o Supremo Tribunal Federal (STF) definiu que, quando n\u00e3o h\u00e1 ingresso de recursos no caixa, n\u00e3o h\u00e1 receita. \u201cE, nesse caso, foi dito que houve apenas pagamento menor por mercadoria. N\u00e3o houve dep\u00f3sito de valor.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em abril, a 1\u00aa Turma do STJ julgou o tema pela primeira vez. Decidiu, por unanimidade, que a Uni\u00e3o n\u00e3o poderia cobrar PIS e Cofins sobre bonifica\u00e7\u00f5es e descontos obtidos na aquisi\u00e7\u00e3o de mercadorias. Prevaleceu o voto da relatora, ministra Regina Helena Costa.<\/p>\n\n\n\n<p>No voto, a relatora destacou que a base de c\u00e1lculo dos tributos no regime n\u00e3o cumulativo \u00e9 composta pelas receitas obtidas pela empresa no m\u00eas. E, no seu entendimento, os descontos n\u00e3o entram no conceito de renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Naquele julgamento a Cencosud Brasil buscava afastar cobran\u00e7a feita pela Receita Federal por n\u00e3o incluir os valores referentes a bonifica\u00e7\u00f5es e descontos no c\u00e1lculo do PIS e da Cofins entre abril de 2006 e dezembro de 2010 (REsp 1836082).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/08\/stj-mantem-pis-cofins-sobre-descontos-e-bonificacoes-dados-ao-varejo.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/08\/stj-mantem-pis-cofins-sobre-descontos-e-bonificacoes-dados-ao-varejo.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita investe em programas de classifica\u00e7\u00e3o de risco e incentiva autorregulariza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/12\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nos pr\u00f3ximos meses, os contribuintes brasileiros ter\u00e3o dois novos programas de conformidade: o Confia e o Receita Sintonia. Segundo informou Marcia Cecilia Meng, superintendente da Receita Federal do Brasil na 8\u00aa Regi\u00e3o Fiscal, os trabalhos para o lan\u00e7amento dos programas est\u00e3o \u201ca todo vapor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O Confia, chamado oficialmente de Conformidade Cooperativa Fiscal, ser\u00e1 lan\u00e7ado ainda em dezembro deste ano e servir\u00e1 para auxiliar grandes empresas a prever e antecipar problemas fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom o Confia queremos entender porque as inconformidades aconteceram e atuar de forma preventiva\u201d, disse Meng, que foi uma das palestrantes do 5\u00b0 Congresso de Direito Tribut\u00e1rio Conselho Estadual de Defesa do Contribuinte (Codecon) na \u00faltima ter\u00e7a-feira (28\/11) em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Sintonia, que deve ser lan\u00e7ado no ano que vem, \u00e9 voltado a mapear o perfil de risco de contribuintes de diversos portes. O modelo \u00e9 parecido com o que \u00e9 adotado pelo estado de S\u00e3o Paulo com o programa Nos Conformes.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a superintendente, S\u00e3o Paulo e Rio Grande do Sul foram estados pioneiros na cria\u00e7\u00e3o de programas que olham para a tributa\u00e7\u00e3o de uma forma mais cooperativa entre a administra\u00e7\u00e3o e o contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Experi\u00eancia de S\u00e3o Paulo<\/p>\n\n\n\n<p>No Codecon, Paulo Pacello, coordenador adjunto de fiscaliza\u00e7\u00e3o, cobran\u00e7a, arrecada\u00e7\u00e3o, intelig\u00eancia de dados e atendimento da secretaria da Fazenda e Planejamento de SP, fez um balan\u00e7o dos cinco primeiros anos de funcionamento do programa Nos Conformes.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sua avalia\u00e7\u00e3o, desde que foi criado em 2018, o programa tem tido sucesso na classifica\u00e7\u00e3o de risco dos contribuintes, mas agora est\u00e1 aprimorando sua frente de atendimento. \u201cQuando um contribuinte entende que sua classifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 correta, ele pode entrar em contato e pedir uma revis\u00e3o. Estamos trabalhando para que isso seja cada vez mais r\u00e1pido\u201d, disse o coordenador.<\/p>\n\n\n\n<p>Criado em 2018 pela Lei Complementar 1.320, o Nos Conformes segue os moldes definidos pela OCDE de como devem ser as administra\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias modernas. Segundo Pacello, o objetivo hoje \u00e9 tentar incentivar ao m\u00e1ximo que os contribuintes cumpram voluntariamente com as obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. \u201cO empres\u00e1rio tem que sentir que a rela\u00e7\u00e3o com o Fisco \u00e9 honesta, transparente e confi\u00e1vel\u201d, disse o coordenador adjunto da Secretaria da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, o programa instituiu uma classifica\u00e7\u00e3o dos contribuintes de acordo com seu perfil de risco, dando tratamento diferente para cada tipo. Hoje, as duas principais contrapartidas oferecidas pela Secretaria da Fazenda s\u00e3o a apropria\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito acumulado e a renova\u00e7\u00e3o de regimes especiais.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos pontos destacados pelo coordenador \u00e9 a import\u00e2ncia da autorregulariza\u00e7\u00e3o por parte dos contribuintes. A lei 1.320 trouxe a possibilidade de uma an\u00e1lise fiscal pr\u00e9via \u2013 nesses casos, o contribuinte pode solicitar para a Fazenda uma auditoria nas contas para detectar eventuais problemas sem que eles gerem uma a\u00e7\u00e3o fiscal, dando um prazo para que seja poss\u00edvel regularizar a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Pacello, a Fazenda j\u00e1 tem uma legisla\u00e7\u00e3o pronta para ser publicada, permitindo que essa an\u00e1lise de of\u00edcio seja feita sem o pedido. \u201c\u00c9 um ponto muito importante porque vai contribuir para que o contribuinte consiga se ajustar e se autorregularizar\u201d, disse o coordenador.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto destacado pelo coordenador \u00e9 a an\u00e1lise informatizada de dados. Mais simples que uma an\u00e1lise fiscal pr\u00e9via, a an\u00e1lise informatizada detecta rapidamente inconsist\u00eancias tribut\u00e1rias mais grosseiras. \u201cJ\u00e1 existem contribuintes em car\u00e1ter piloto recebendo as notifica\u00e7\u00f5es decorrentes dessa an\u00e1lise informatizada\u201d, disse Pacello.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"00q2fYLoUe\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/receita-investe-em-programas-de-classificacao-de-risco-e-incentiva-autorregularizacao-01122023\">Receita investe em programas de classifica\u00e7\u00e3o de risco e incentiva autorregulariza\u00e7\u00e3o<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Receita investe em programas de classifica\u00e7\u00e3o de risco e incentiva autorregulariza\u00e7\u00e3o&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/receita-investe-em-programas-de-classificacao-de-risco-e-incentiva-autorregularizacao-01122023\/embed#?secret=00q2fYLoUe\" data-secret=\"00q2fYLoUe\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Fazenda prev\u00ea arrecadar R$ 10 bi com precat\u00f3rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/12\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Parte da d\u00edvida a ser paga vai gerar tributos e ajudar meta de d\u00e9ficit zero no ano que vem.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda estima que poder\u00e1 arrecadar cerca de R$ 10 bilh\u00f5es em 2024 a partir da decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF) que permitiu ao governo do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) quitar ainda este ano o estoque de aproximadamente R$ 95 bilh\u00f5es em precat\u00f3rios, cujo pagamento vem se acumulando desde 2021, ainda no governo de Jair Bolsonaro (PL).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao mesmo tempo em que vai saldar a d\u00edvida com credores do governo, a Fazenda espera arrecadar Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica (IRPF), Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre Lucro L\u00edquido (CSLL). Esses tributos ser\u00e3o recolhidos sobre os montantes pagos, explicaram integrantes da \u00e1rea econ\u00f4mica. De um lado, com o respaldo do Judici\u00e1rio, o governo vai quitar o estoque fora das regras fiscais. Mas, de outro, essa a\u00e7\u00e3o gerar\u00e1 a receita prim\u00e1ria, que auxiliar\u00e1 nos planos da equipe econ\u00f4mica de perseguir uma meta de d\u00e9ficit fiscal zero.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o pagamento de precat\u00f3rios n\u00e3o tenha sido formulado com o objetivo principal de arrecadar esses tributos, trata-se de uma receita consider\u00e1vel, na avalia\u00e7\u00e3o da pasta. O montante equivale ao que o governo arrecadaria no per\u00edodo de um ano, se houvesse prosperado a proposta de acabar com a dedutibilidade dos Juros sobre o Capital Pr\u00f3prio (JCP).<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia de acabar com o JCP n\u00e3o avan\u00e7ou e a tend\u00eancia \u00e9 que seja criada uma nova regra, inspirada no modelo europeu, que limita as dedu\u00e7\u00f5es. Esse \u00e9 um debate que ser\u00e1 feito em 2024, na reforma do Imposto de Renda, informa-se nos bastidores. No entanto, a Fazenda pretende aprovar ainda este ano um conjunto de regras que limitar\u00e3o o uso do JCP e v\u00e3o conter, j\u00e1 no ano que vem, o que a pasta considera uso abusivo do mecanismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que os R$ 10 bilh\u00f5es da tributa\u00e7\u00e3o sobre precat\u00f3rios sejam uma receita extraordin\u00e1ria, ele ser\u00e3o refor\u00e7o importante para o caixa do governo na busca do d\u00e9ficit zero em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima semana, nove dos dez ministros do STF autorizaram o governo a quitar o estoque de precat\u00f3rios, contabilizando o gasto fora dos limites de despesa das regras fiscais. Estabeleceram tamb\u00e9m uma regra de transi\u00e7\u00e3o: at\u00e9 2026, o governo poder\u00e1 retirar dos limites de despesa e da meta de resultado prim\u00e1rio o montante que exceder ao que j\u00e1 est\u00e1 previsto para pagamento nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a partir de 2027 o STF decidiu que os pagamentos de precat\u00f3rios ser\u00e3o integralmente computados como despesa prim\u00e1ria, dentro dos limites das regras fiscais. A corte n\u00e3o acatou a tese da Fazenda, que pleiteava dividir a contabiliza\u00e7\u00e3o dos precat\u00f3rios entre gasto prim\u00e1rio (principal) e financeiro (juros e encargos). Como mostrou o Valor, essa era uma tese controversa mesmo dentro da \u00e1rea econ\u00f4mica do governo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a decis\u00e3o do Supremo, a pasta aguarda o Conselho da Justi\u00e7a Federal (CJF) informar o valor exato dos precat\u00f3rios devidos a credores. A expectativa \u00e9 que o documento seja encaminhado na pr\u00f3xima semana. Na sequ\u00eancia, o governo editar\u00e1 medida provis\u00f3ria abrindo o cr\u00e9dito extraordin\u00e1rio para o pagamento. O valor final, dizem membros da pasta, tende a ficar abaixo de R$ 95 bilh\u00f5es, mas acima de R$ 90 bilh\u00f5es. Isso porque os precat\u00f3rios do Fundo de Manuten\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valoriza\u00e7\u00e3o do Magist\u00e9rio (Fundef) ficaram fora da decis\u00e3o do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00e1rea econ\u00f4mica chegou a discutir a ideia de pagar, logo no in\u00edcio de 2024, os R$ 66 bilh\u00f5es em precat\u00f3rios que j\u00e1 estavam previstos para serem pagos ao longo do ano. Ao quitar essa d\u00edvida de forma concentrada, seria feita inje\u00e7\u00e3o de recursos na economia, o que poderia contribuir para impulsionar a atividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Havia outro motivo para esse pagamento concentrado, explicou a fonte: evitar o risco de privilegiar um credor do governo em detrimento de outro. No entanto, essa preocupa\u00e7\u00e3o foi afastada porque o CJF ser\u00e1 capaz de estabelecer uma ordem cronol\u00f3gica dos requerimentos. Assim, o pagamento ser\u00e1 feito de forma paulatina, como \u00e9 hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de a tese da Fazenda n\u00e3o ter sido acatada na \u00edntegra pelo Supremo, membros da pasta avaliam que a decis\u00e3o foi positiva e, de alguma maneira, inovadora em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 retirada do excesso de precat\u00f3rios das regras fiscais at\u00e9 2026. Foi desarmada a \u201cbola de neve\u201d de precat\u00f3rios que se acumulava e teria de ser paga de uma vez em 2027, podendo ultrapassar R$ 200 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a 2027, quando tudo passar\u00e1 a ser computado nos limites, integrantes da pasta avaliam preliminarmente que n\u00e3o h\u00e1 preocupa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que h\u00e1 uma tend\u00eancia de queda nos volumes de precat\u00f3rios a serem pagos nos pr\u00f3ximos anos. \u201cPode at\u00e9 haver uma abertura de espa\u00e7o fiscal\u201d, estimou uma fonte da pasta.<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento da transpar\u00eancia aos indicadores fiscais decorrente do combate ao ac\u00famulo de precat\u00f3rios a serem pagos em 2027, que poderia chegar a R$ 200 bilh\u00f5es, foi destacado pelas economistas Mariana Silva de Freitas e Mayara Santiago da Silva em relat\u00f3rio do Bradesco.<\/p>\n\n\n\n<p>Elas chamam a aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m para a inje\u00e7\u00e3o de recursos na economia, com aumento da renda dispon\u00edvel. Perto de metade do bolo de precat\u00f3rios se refere a a\u00e7\u00f5es envolvendo sal\u00e1rios, benef\u00edcios sociais ou Previd\u00eancia. Assim, elas consideram razo\u00e1vel supor que uma parcela dos recursos ser\u00e1 direcionada ao consumo das fam\u00edlias. De forma conservadora, apontam para um impacto de 0,1 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro semestre.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada tributarista Luciana Aguiar, s\u00f3cia fundadora do Alma Law, explica que a arrecada\u00e7\u00e3o \u00e9 expressiva para o governo j\u00e1 que o imposto, tanto para pessoa f\u00edsica (IRPF) quanto para as empresas (IRPJ), \u00e9 recolhido diretamente da fonte, no ato do pagamento. \u201cPrecat\u00f3rios normalmente se referem a rendimentos recebidos acumuladamente, aqueles relativos a anos-calend\u00e1rio anteriores ao do recebimento, explicou a tributarista.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 incid\u00eancia de IRPJ e CSLL, ela explica que esses impostos s\u00e3o apurados quando da tributa\u00e7\u00e3o do lucro da empresa, sem preju\u00edzo dos valores retidos na fonte.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Rafaela Vit\u00f3ria, economista-chefe do Banco Inter, avalia que, apesar de o montante ser relevante para 2024, \u00e9 preciso olhar para o longo prazo. \u201cAinda fica uma preocupa\u00e7\u00e3o para os anos seguintes, pois os acr\u00e9scimos de despesas t\u00eam sido de car\u00e1ter permanente, como aumento do real do sal\u00e1rio m\u00ednimo e a amplia\u00e7\u00e3o do Bolsa Fam\u00edlia, al\u00e9m da volta da vincula\u00e7\u00e3o dos gastos de sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ela aponta que o pagamento dos R$ 95 bilh\u00f5es \u201c\u00e9 uma elevada transfer\u00eancia de renda\u201d, que pode surtir efeitos na atividade econ\u00f4mica. \u201cAinda que o governo queira contabilizar fora do resultado prim\u00e1rio, \u00e9 cerca de 0,9% do<\/p>\n\n\n\n<p>PIB e pode, sim, resultar em algum impulso positivo na atividade no curto prazo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/12\/07\/fazenda-preve-arrecadar-r-10-bi-com-precatorios.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/12\/07\/fazenda-preve-arrecadar-r-10-bi-com-precatorios.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita aponta R$ 568 bi n\u00e3o declarados no Simples<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/12\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Estudo in\u00e9dito da Receita Federal mostra que, entre as empresas optantes do regime, h\u00e1 um elevado n\u00edvel de omiss\u00e3o de receita bruta.<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio aos debates promovidos pelo governo federal e pelo Congresso Nacional para mudar o regime de tributa\u00e7\u00e3o \u201cSimples\u201d, um estudo in\u00e9dito da Receita Federal mostra que, entre as empresas optantes do regime, h\u00e1 um elevado n\u00edvel de omiss\u00e3o de receita bruta. O Fisco estima que R$ 568 bilh\u00f5es n\u00e3o foram declarados pelos pequenos e m\u00e9dios neg\u00f3cios no ano de 2019, valor equivalente a 32,4% da receita potencial do Simples no ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, as empresas do Simples declararam R$ 1,186 trilh\u00e3o em 2019, enquanto a receita estimada era de R$ 1,754 trilh\u00e3o, nos c\u00e1lculos do estudo feito pelo Fisco para medir o \u201cgap tribut\u00e1rio\u201d das empresas, a partir de dados estat\u00edsticos. O mais recente ano analisado \u00e9 o de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>O chamado \u201cgap de receita\u201d do Simples &#8211; valor n\u00e3o declarado em propor\u00e7\u00e3o \u00e0 receita esperada &#8211; tem ficado em 32%, variando a casa decimal nos anos de 2017 a 2019. \u201cHipoteticamente equivaleria afirmar que de cada tr\u00eas empresas do Simples Nacional uma n\u00e3o declara qualquer atividade \u00e0 Receita\u201d, diz o Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o estudo, o percentual aponta a exist\u00eancia de \u201cum elevado n\u00edvel de omiss\u00e3o de receita entre as pequenas empresas\u201d, por tr\u00eas principais fatores: tributa\u00e7\u00e3o fortemente concentrada na receita ao inv\u00e9s do lucro, o que faz com que a evas\u00e3o fiscal se concentre na omiss\u00e3o de faturamento; maior n\u00edvel de informalidade nas vendas; e dificuldade de planejamentos tribut\u00e1rios mais sofisticados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor serem empresas com maior informalidade, h\u00e1 a presen\u00e7a de &#8216;faturamento ou recebimento por fora&#8217; [sem nota fiscal], n\u00e3o contabiliza\u00e7\u00e3o de receitas, acerto de contas com fornecedores e clientes sem o tr\u00e2nsito financeiro ou reconhecimento cont\u00e1bil, dentre outras modalidades para sonegar o montante de receita a ser oferecido \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o\u201d, explica Leonardo Freitas de Moraes e Castro, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio VBD Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, acrescenta, \u201cpor terem clientes menores, na ponta final da cadeia produtiva, isso dificulta a fiscaliza\u00e7\u00e3o e n\u00e3o incentiva o recolhimento e declara\u00e7\u00e3o de tributos de forma completa e correta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo o estudo, os \u201cgaps de receita\u201d do Simples s\u00e3o mais expressivos no com\u00e9rcio (45% do gap total) e servi\u00e7os (28%), em valores absolutos. Isso se explica pela grande quantidade de empresas que comp\u00f5em esses setores, representando mais de 50% do total de neg\u00f3cios optantes do regime em 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo criou, em junho deste ano, um grupo de trabalho para propor aperfei\u00e7oamentos no Simples, mas os resultados ainda n\u00e3o foram divulgados.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, M\u00e1rcio Fran\u00e7a, afirmou na semana passada que estuda propor mudan\u00e7as no Simples Nacional, como tetos de acordo com o rendimento, e n\u00e3o um \u00fanico limite, como atualmente. A proposta precisar\u00e1 ser aprovada pelo Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 omiss\u00e3o de receita, os t\u00e9cnicos do Fisco sugerem a implementa\u00e7\u00e3o de uma auditoria aleat\u00f3ria \u00e0s empresas do Simples, com periodicidade trianual. Hoje, tais empresas s\u00e3o submetidas \u00e0 auditoria dentro do programa j\u00e1 existente de sele\u00e7\u00e3o fiscal da Receita, por\u00e9m a cobertura nesse segmento \u00e9 bastante baixa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Receita Federal diz que o estudo ser\u00e1 \u201cdevidamente analisado pela \u00e1rea para avalia\u00e7\u00e3o quanto aos procedimentos que se fa\u00e7am necess\u00e1rios para comprova\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o desse levantamento\u201d. E acrescenta que, \u201cno tocante ao Simples, a Receita Federal tem investido na identifica\u00e7\u00e3o de inconsist\u00eancias por batimentos eletr\u00f4nicos abrangentes e posterior comunica\u00e7\u00e3o direta ao contribuinte para que se regularize\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Arthur Barreto, advogado tributarista s\u00f3cio do DSA Advogados, diz que a auditoria aleat\u00f3ria pode sim reduzir o \u201cgap tribut\u00e1rio\u201d, mas destaca ser necess\u00e1rio diferenciar \u201cos contribuintes que maliciosamente deixam de cumprir suas obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias daqueles que t\u00eam alguma dificuldade de faz\u00ea-lo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Eduardo Maciel, s\u00f3cio especialista do escrit\u00f3rio MFBD Advogados, pondera que o Simples tem problemas que induzem \u00e0 sonega\u00e7\u00e3o, como: progressividade da al\u00edquota conforme o aumento do faturamento; e falta de atualiza\u00e7\u00e3o da tabela anualmente.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurado pelo Valor, o Minist\u00e9rio do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/07\/receita-aponta-r-568-bi-nao-declarados-no-simples.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/07\/receita-aponta-r-568-bi-nao-declarados-no-simples.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Novas regras de pre\u00e7o de transfer\u00eancia devem aumentar judicializa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/12\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Para evitar cen\u00e1rio, segundo especialistas, Receita precisa disponibilizar mecanismos de negocia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via<\/p>\n\n\n\n<p>Obrigat\u00f3rias a partir de 2024, as novas regras para c\u00e1lculo do pre\u00e7o de transfer\u00eancia devem aumentar o contencioso em torno do tema, segundo tributaristas. Para os especialistas, apesar de necess\u00e1ria para evitar casos de bitributa\u00e7\u00e3o e alinhar o Brasil ao sistema da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/ocde\">OCDE<\/a>, a nova sistem\u00e1tica \u00e9 mais complexa e tem um grau maior de subjetividade, o que deve aumentar disputas judiciais e administrativas sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio, entretanto, n\u00e3o dever\u00e1 ser imediato, e, segundo tributaristas, n\u00e3o se concretizar\u00e1 se a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/receita-federal\">Receita Federal<\/a>&nbsp;investir em mecanismos de negocia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via com os contribuintes. Empresas esperam que haja, por exemplo, a possibilidade de alinhamento dos termos da tributa\u00e7\u00e3o antes mesmo da realiza\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O pre\u00e7o de transfer\u00eancia \u00e9 relevante principalmente para multinacionais, que est\u00e3o sujeitas \u00e0s regras como forma de controle, por parte do Poder P\u00fablico, contra manipula\u00e7\u00f5es na base de c\u00e1lculo dos tributos incidentes em opera\u00e7\u00f5es entre empresas ligadas. O mecanismo evita, por exemplo, o envio de lucros de forma disfar\u00e7ada a pa\u00edses com tributa\u00e7\u00e3o favorecida e a eros\u00e3o das bases tribut\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 regido pela Lei 14.596\/23,&nbsp;<a href=\"https:\/\/jota.pro\/tributos\/8277\">regulamentada pela Instru\u00e7\u00e3o Normativa 2.161\/23<\/a>. As normas seguem o princ\u00edpio&nbsp;<em>arm\u2019s length<\/em>, que prev\u00ea, para o c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL devidos em caso de opera\u00e7\u00f5es ligadas, que as empresas observem os valores que seriam utilizados em opera\u00e7\u00f5es semelhantes envolvendo companhias independentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Subjetividade<\/p>\n\n\n\n<p>Com as regras atuais, o pre\u00e7o de transfer\u00eancia \u00e9 um tema que gera relativamente pouco contencioso, tanto judicial quanto administrativo. O motivo \u00e9 o fato de a sistem\u00e1tica ter como bases margens fixas, o que faz com que as autua\u00e7\u00f5es envolvam, por exemplo, as rubricas que devem compor o pre\u00e7o de transfer\u00eancia ou o m\u00e9todo a ser aplicado.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 as regras abordadas na Lei 14.596\/23 trazem um grau de subjetividade maior pelo uso do sistema&nbsp;<em>arm\u2019s length<\/em>. A metodologia prev\u00ea que empresas ligadas, como controladas e controladoras, ao realizar opera\u00e7\u00f5es, observem as condi\u00e7\u00f5es que seriam utilizadas caso a compra e venda envolvesse empresas independentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A metodologia abre espa\u00e7o, por exemplo, para que a Receita autue uma empresa por n\u00e3o concordar com o pre\u00e7o praticado por ela, por acreditar que a opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria realizada nesses termos se envolvesse partes independentes.<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio fica mais complexo se pensarmos em empresas cujos bens ou servi\u00e7os s\u00e3o \u00fanicos ou cont\u00e9m alguma especificidade. \u00c9 o caso de uma tecnologia nova. Nestes casos, \u00e9 ainda mais prov\u00e1vel que haja uma diverg\u00eancia entre contribuinte e fisco em rela\u00e7\u00e3o aos par\u00e2metros da opera\u00e7\u00e3o, acarretando em autua\u00e7\u00f5es.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Acordo de Precifica\u00e7\u00e3o Antecipada (APA)<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio de judicializa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, pode n\u00e3o se concretizar caso a Receita disponibilize mecanismos que evitem a litigiosidade e tragam maior seguran\u00e7a jur\u00eddica quando o assunto \u00e9 pre\u00e7o de transfer\u00eancia. Um deles seria o Acordo de Precifica\u00e7\u00e3o Antecipada (APA), que, apesar de previsto na legisla\u00e7\u00e3o, ainda n\u00e3o est\u00e1 regulamentado. O mecanismo \u00e9 disciplinado na Se\u00e7\u00e3o II da Lei 14.596\/23, que trata \u201cdo processo de consulta espec\u00edfico em mat\u00e9ria de pre\u00e7os de transfer\u00eancia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O APA \u00e9 visto pela pr\u00f3pria Receita como necess\u00e1rio. Durante o 1\u00ba Congresso de Direito Tribut\u00e1rio e Aduaneiro da Receita Federal, realizado entre os dias 21 e 22 de novembro, a subsecret\u00e1ria de Tributa\u00e7\u00e3o e Contencioso da Receita, Cl\u00e1udia Pimentel, definiu o acordo como um mecanismo que \u201cestabelece, de forma antecipada, antes da ocorr\u00eancia das transa\u00e7\u00f5es, os crit\u00e9rios para fins de precifica\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es controladas\u201d. As opera\u00e7\u00f5es controladas s\u00e3o as sujeitas \u00e0s regras de pre\u00e7o de transfer\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio do APA, o contribuinte pode consultar a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria antes da ocorr\u00eancia das opera\u00e7\u00f5es, para alinhar as condi\u00e7\u00f5es e forma de c\u00e1lculo dos tributos. Esse acordo, que implica na cobran\u00e7a de uma taxa \u00e0s empresas e pode ser negado pela Receita, tem prazo de quatro anos, podendo ser prorrogado por mais dois.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O APA \u00e9 semelhante ao sistema de consulta existente hoje na Receita Federal, por\u00e9m envolvendo opera\u00e7\u00f5es concretas, e n\u00e3o situa\u00e7\u00f5es em abstrato. \u201cO contribuinte, quando requer esse APA, no processo em que a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria est\u00e1 analisando, n\u00e3o deve ser autuado. Alguns efeitos que n\u00f3s temos na consulta tribut\u00e1ria devem ser aplicados tamb\u00e9m no caso de um pedido de precifica\u00e7\u00e3o antecipada\u201d, disse a subsecret\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo Pimentel, ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o do APA, a fiscaliza\u00e7\u00e3o pode autuar o contribuinte, por\u00e9m ela estar\u00e1 restrita aos termos acordados. Ou seja, caber\u00e1 \u00e0 Receita fiscalizar a aplica\u00e7\u00e3o dos termos alinhados com a empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, durante o evento, Pimentel salientou que a Receita est\u00e1 em fase de \u201cestrutura\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o\u201d do mecanismo. \u201cVoc\u00ea precisa de equipe com treinamento adequado para poder enfrentar e tratar desse novo procedimento\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Representantes de contribuintes veem o mecanismo como fundamental para a seguran\u00e7a jur\u00eddica envolvendo as novas regras de pre\u00e7o de transfer\u00eancia. O sucesso do APA, por\u00e9m, vai depender da agilidade e da disposi\u00e7\u00e3o da Receita em fazer os acordos. Al\u00e9m disso, \u00e9 importante que as empresas confiem que n\u00e3o ser\u00e3o autuadas ap\u00f3s realizar as opera\u00e7\u00f5es segundo os termos acordados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"cuNI96aa2v\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/coluna-barbara-mengardo\/novas-regras-de-preco-de-transferencia-devem-aumentar-judicializacao-07122023\">Novas regras de pre\u00e7o de transfer\u00eancia devem aumentar judicializa\u00e7\u00e3o<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Novas regras de pre\u00e7o de transfer\u00eancia devem aumentar judicializa\u00e7\u00e3o&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/coluna-barbara-mengardo\/novas-regras-de-preco-de-transferencia-devem-aumentar-judicializacao-07122023\/embed#?secret=cuNI96aa2v\" data-secret=\"cuNI96aa2v\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita deixou de arrecadar R$ 110 bi de IR e CSLL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/12\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal estima que, em m\u00e9dia, teria deixado de arrecadar anualmente R$ 110,4 bilh\u00f5es de Imposto de Renda (IRPJ) e Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) devido ao que classifica de brechas tribut\u00e1rias. O valor \u00e9 equivalente a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) m\u00e9dio no per\u00edodo analisado, que foi de 2015 a 2019. Foram R$ 56,4 bilh\u00f5es por sonega\u00e7\u00e3o fiscal ou informalidade e R$ 54 bilh\u00f5es de valores devidos e n\u00e3o pagos porque estavam em lit\u00edgio ou processo de cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O total de R$ 110,4 bilh\u00f5es representa 37,1% da arrecada\u00e7\u00e3o potencial m\u00e9dia desses tributos no sistema tribut\u00e1rio atual. Ou seja, a receita da Uni\u00e3o poderia ter sido, em m\u00e9dia, de R$ 297,4 bilh\u00f5es por ano no per\u00edodo, mas efetivamente ficou em R$ 187,1 bilh\u00f5es, devido a essas lacunas tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, ainda, mais R$ 204 bilh\u00f5es que o Estado abriu m\u00e3o de arrecadar devido a ren\u00fancias, regimes especiais, benef\u00edcios fiscais concedidos ou planejamento tribut\u00e1rio das empresas. O valor representa 40,7% da arrecada\u00e7\u00e3o potencial padr\u00e3o, ou seja, da receita que poderia ser poss\u00edvel de se obter (R$ 501 bilh\u00f5es) em um sistema tribut\u00e1rio sem qualquer tipo de benef\u00edcio e em um ambiente de total conformidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados fazem parte do estudo \u201cGap Tribut\u00e1rio do IRPJ e CSLL\u201d, produzido pela Receita Federal em parceria com Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI). Os n\u00fameros s\u00e3o referentes aos tr\u00eas principais regimes de tributa\u00e7\u00e3o: lucro real, lucro presumido e Simples Nacional. Empresas financeiras n\u00e3o foram objeto do trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio \u00e9 considerado pelos auditores fiscais como um \u201cmarco inaugural\u201d para uma futura implementa\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica permanente de acompanhamento dos chamados \u201cgaps tribut\u00e1rios\u201d, ou seja, lacunas e brechas &#8211; legais ou ilegais &#8211; utilizadas pelas empresas para recolher menos tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os tr\u00eas principais gaps s\u00e3o: de arrecada\u00e7\u00e3o, que \u00e9 aquilo que as empresas declararam, mas ainda n\u00e3o pagaram; de reconhecimento, arrecada\u00e7\u00e3o omitida por sonega\u00e7\u00e3o fiscal ou informalidade; e de pol\u00edtica, que \u00e9 aquilo que o Estado abre m\u00e3o de arrecadar em raz\u00e3o de ren\u00fancias fiscais ou que n\u00e3o \u00e9 arrecadado em raz\u00e3o de planejamento tribut\u00e1rio (elis\u00e3o fiscal).<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal dedica parte do estudo para destacar, principalmente, o problema trazido pelo \u201cgap de pol\u00edtica\u201d. \u201cO elevado valor se deve n\u00e3o somente \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o favorecida, caracter\u00edstica dos regimes especiais do Simples Nacional e lucro presumido, mas tamb\u00e9m \u00e0 frequente exist\u00eancia de planejamentos tribut\u00e1rios abusivos envolvendo tais regimes\u201d, aponta.<\/p>\n\n\n\n<p>Os auditores observam que h\u00e1 uma \u201cmigra\u00e7\u00e3o intensiva das empresas mais lucrativas\u201d do lucro real para o lucro presumido, por este ter uma tributa\u00e7\u00e3o menos pesada \u00e0s empresas. Tal tese \u00e9 evidenciada, segundo a Receita, devido ao fato de a lucratividade m\u00e9dia das empresas do lucro real no per\u00edodo estudado ter sido de 1,9%, para uma receita total de R$ 8,46 trilh\u00f5es, enquanto no regime presumido a lucratividade m\u00e9dia foi de 30,4% e a receita, R$ 1,32 trilh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro problema destacado no estudo, e antecipado ontem pelo Valor, \u00e9 a elevada omiss\u00e3o de receita das empresas do Simples Nacional, devido \u00e0 informalidade dos pequenos neg\u00f3cios.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Tathiane Piscitelli, professora da FGV Direito SP, pensar em adotar o lucro real como sistema padr\u00e3o, em detrimento do Simples e do lucro presumido, desconsidera que, por ter custos maiores de conformidade para o contribuinte, o regime \u00e9 invi\u00e1vel para muitas empresas. \u201cAt\u00e9 se pode debater se o limite do Simples deve ser revisto porque est\u00e1 alto, mas a elimina\u00e7\u00e3o por completo para tornar o lucro real como refer\u00eancia para se estabelecer o gap de pol\u00edtica tribut\u00e1ria me parece um problema\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A professora pondera que as hip\u00f3teses de n\u00e3o tributa\u00e7\u00e3o, ren\u00fancia de receitas e benef\u00edcios que integram esse gap s\u00e3o escolhas que devem ter rela\u00e7\u00e3o com a realiza\u00e7\u00e3o de valores constitucionais. \u201cA exist\u00eancia de regimes favorecidos para microempresas e empresas de pequeno porte \u00e9 demanda constitucional.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Sobra a quest\u00e3o da litig\u00e2ncia, que traz impacto para os cofres p\u00fablicos, Piscitelli considera necess\u00e1rio ter cuidado para n\u00e3o generalizar. A professora destaca que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel considerar que o contribuinte s\u00f3 discute porque quer postergar o pagamento de tributos. \u201cO estudo parte de uma premissa de que todas as leis s\u00e3o plenamente constitucionais e n\u00e3o haveria espa\u00e7o para discuss\u00e3o judicial ou administrativa, o que nem sempre \u00e9 verdade. Pode haver problema na pr\u00f3pria autua\u00e7\u00e3o ou ilegalidade que resulte em necessidade de contencioso\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>O fechamento das chamadas \u201cbrechas tribut\u00e1rias\u201d tem sido uma das prioridades do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apesar de o estudo ter sido iniciado no governo passado. A equipe econ\u00f4mica busca aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o para atingir o equil\u00edbrio das contas p\u00fablicas e, para isso, tem apostado em medidas que fa\u00e7am com que empresas e demais contribuintes que estejam recolhendo menos do que devem, na interpreta\u00e7\u00e3o do governo, passem a contribuir. \u00c9 o caso, por exemplo, da taxa\u00e7\u00e3o dos fundos exclusivos e das offshores e da medida tribut\u00e1ria que retomou a diferen\u00e7a de regras na tributa\u00e7\u00e3o federal para subven\u00e7\u00f5es de custeio e investimento.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/08\/receita-deixou-de-arrecadar-r-110-bi-de-ir-e-csll.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/08\/receita-deixou-de-arrecadar-r-110-bi-de-ir-e-csll.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Omiss\u00e3o de receitas no Simples Nacional pode ser combatida com &#8216;rampa de transi\u00e7\u00e3o&#8217;, diz governo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/12\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Minist\u00e9rio do Empreendedorismo avalia que receio do empreendedor em superar o limite de faturamento no teto do Simples \u2013 R$ 4,8 milh\u00f5es por ano \u2013 \u00e9 um dos motivos pelo qual omite receita.<\/p>\n\n\n\n<p>O elevado n\u00edvel de omiss\u00e3o de receitas entre as empresas do Simples Nacional pode ser combatido com uma rampa de transi\u00e7\u00e3o, que elimine o formato atual de corte abrupto nos enquadramentos dos regimes especiais aos micros e pequenos neg\u00f3cios. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 do Minist\u00e9rio do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, em resposta ao Valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Na quinta-feira (7), o jornal trouxe estudo in\u00e9dito da Receita Federal mostrando que, entre as empresas optantes do Simples, h\u00e1 um elevado n\u00edvel de omiss\u00e3o de receita bruta. O Fisco estima que R$ 568 bilh\u00f5es n\u00e3o foram declarados pelos pequenos neg\u00f3cios no ano de 2019, valor equivalente a 32,4% da receita potencial do regime no ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio do Empreendedorismo avalia que o receio do empreendedor em superar o limite de faturamento estabelecido pelo teto do Simples (R$ 4,8 milh\u00f5es por ano) \u00e9 um dos motivos pelo qual omite receita.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Isso \u00e9 uma distor\u00e7\u00e3o que pretendemos combater com a rampa de transi\u00e7\u00e3o&#8221;, afirma a pasta. O minist\u00e9rio entende que os atuais tetos de faturamento \u2013 tanto do Simples quanto do Microempreendedor Individual (MEI) \u2013 est\u00e3o defasados, pois n\u00e3o foram reajustados de acordo com a infla\u00e7\u00e3o do mesmo per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O ministro M\u00e1rcio Fran\u00e7a defende uma rampa de transi\u00e7\u00e3o, que elimine o formato atual de corte abrupto nos enquadramentos do MEI e do Simples. A proposta ser\u00e1 submetida \u00e0 an\u00e1lise do Minist\u00e9rio da Fazenda e do presidente Lula (PT), de forma a assegurar que as decis\u00f5es sejam compat\u00edveis com a pol\u00edtica fiscal do pa\u00eds&#8221;, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>O minist\u00e9rio tamb\u00e9m lembra que, com a reforma tribut\u00e1ria dos impostos que incidem sobre o consumo, incluindo o formato de cashback, o consumidor passar\u00e1 a exigir a sua nota fiscal, &#8220;o que tende a zerar a possibilidade de omiss\u00f5es de Receita&#8221;. &#8220;\u00c9 importante que as pessoas que se unitizam dessa pr\u00e1tica inadequada tenham isso em mente&#8221;, diz a pasta, em nota.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/12\/08\/omissao-de-receitas-no-simples-nacional-pode-ser-combatida-com-rampa-de-transicao-diz-governo.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/12\/08\/omissao-de-receitas-no-simples-nacional-pode-ser-combatida-com-rampa-de-transicao-diz-governo.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de consulta n\u00b0 293, de 16 de novembro de 2023.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/12\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Assunto: Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social &#8211; Cofins<br>REGIME DE APURA\u00c7\u00c3O CUMULATIVA. BASE DE C\u00c1LCULO. FATURAMENTO. RECEITA BRUTA. PARTICIPA\u00c7\u00c3O EM OUTRAS SOCIEDADES. JUROS SOBRE CAPITAL PR\u00d3PRIO.<br>A partir da publica\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba&nbsp;11.941, de 2009, ocorrida em 28 de maio de 2009, a base de c\u00e1lculo da Cofins no regime de apura\u00e7\u00e3o cumulativa ficou restrita ao faturamento auferido pela pessoa jur\u00eddica, que corresponde \u00e0 receita bruta de que trata o art. 12 do Decreto-Lei n\u00ba&nbsp;1.598, de 26 de dezembro de 1977, nos termos do art. 2\u00ba&nbsp;e caput do art. 3\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;9.718, de 1998.<br>A receita bruta sujeita \u00e0 Cofins compreende as receitas oriundas do exerc\u00edcio de todas as atividades empresariais da pessoa jur\u00eddica, e n\u00e3o apenas aquelas decorrentes da venda de mercadorias e da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<br>As receitas decorrentes do recebimento de juros sobre o capital pr\u00f3prio auferidas por pessoa jur\u00eddica cujo objeto social seja a participa\u00e7\u00e3o no capital social de outras sociedades comp\u00f5em sua receita bruta para fins de apura\u00e7\u00e3o da Cofins devidas no regime de apura\u00e7\u00e3o cumulativa.<br>SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA VINCULADA \u00c0 SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA COSIT N\u00ba&nbsp;84, DE 8 DE JUNHO DE 2016.<br>Dispositivos Legais: Lei n\u00ba&nbsp;9.718, arts. 2\u00ba&nbsp;e 3\u00ba; Decreto-Lei n\u00ba&nbsp;1.598, de 26 de dezembro de 1977, art. 12.<br>Assunto: Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep<br>REGIME DE APURA\u00c7\u00c3O CUMULATIVA. BASE DE C\u00c1LCULO. FATURAMENTO. RECEITA BRUTA. PARTICIPA\u00c7\u00c3O EM OUTRAS SOCIEDADES. JUROS SOBRE CAPITAL PR\u00d3PRIO.<br>A partir da publica\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba&nbsp;11.941, de 2009, ocorrida em 28 de maio de 2009, a base de c\u00e1lculo da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep no regime de apura\u00e7\u00e3o cumulativa ficou restrita ao faturamento auferido pela pessoa jur\u00eddica, que corresponde \u00e0 receita bruta de que trata o art. 12 do Decreto-Lei n\u00ba&nbsp;1.598, de 26 de dezembro de 1977, nos termos do art. 2\u00ba&nbsp;e caput do art. 3\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;9.718, de 1998;<br>A receita bruta sujeita \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep compreende as receitas oriundas do exerc\u00edcio de todas as atividades empresariais da pessoa jur\u00eddica, e n\u00e3o apenas aquelas decorrentes da venda de mercadorias e da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<br>As receitas decorrentes do recebimento de juros sobre o capital pr\u00f3prio auferidas por pessoa jur\u00eddica cujo objeto social seja a participa\u00e7\u00e3o no capital social de outras sociedades comp\u00f5em sua receita bruta para fins de apura\u00e7\u00e3o da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep devidas no regime de apura\u00e7\u00e3o cumulativa.<br>SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA VINCULADA \u00c0 SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA COSIT N\u00ba&nbsp;84, DE 8 DE JUNHO DE 2016.<br>Dispositivos Legais: Lei n\u00ba&nbsp;9.718, arts. 2\u00ba&nbsp;e 3\u00ba; Decreto-Lei n\u00ba&nbsp;1.598, de 26 de dezembro de 1977, art. 12.<br>Assunto: Imposto sobre a Renda de Pessoa Jur\u00eddica &#8211; IRPJ<br>LUCRO PRESUMIDO. PARTICIPA\u00c7\u00c3O SOCIET\u00c1RIA. JUROS SOBRE O CAPITAL PR\u00d3PRIO. TRATAMENTO TRIBUT\u00c1RIO.<br>Para fins de apura\u00e7\u00e3o do lucro presumido a receita de juros sobre o capital pr\u00f3prio deve ser adicionada diretamente \u00e0 base de c\u00e1lculo do IRPJ, n\u00e3o se submetendo aos percentuais de que trata o art. 15 da Lei n\u00ba&nbsp;9.249, de 26 de dezembro de 1995.<br>SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA VINCULADA \u00c0 SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA COSIT N\u00ba&nbsp;148, DE 20 DE JULHO DE 2023.<br>Dispositivos Legais: Decreto-lei n\u00ba&nbsp;1.598\/77, art. 12, inciso IV e \u00a7\u00a7 4\u00ba&nbsp;e 5\u00ba, Decreto n\u00ba&nbsp;9.580\/2018, arts. 208 e 595 caputs e \u00a78\u00ba, Lei n\u00ba&nbsp;9.430\/96, art. 51, IN RFB n\u00ba&nbsp;1.700\/2017, art. 215, caput e \u00a73\u00ba, inciso III.<br>Assunto: Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido &#8211; CSLL<br>LUCRO PRESUMIDO. PARTICIPA\u00c7\u00c3O SOCIET\u00c1RIA. JUROS SOBRE O CAPITAL PR\u00d3PRIO. TRATAMENTO TRIBUT\u00c1RIO.<br>Para fins de apura\u00e7\u00e3o do lucro presumido a receita de juros sobre o capital pr\u00f3prio deve ser adicionada diretamente \u00e0 base de c\u00e1lculo da CSLL, n\u00e3o se submetendo aos percentuais de que trata o art. 20 da Lei n\u00ba&nbsp;9.249, de 26 de dezembro de 1995.<br>SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA VINCULADA \u00c0 SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA COSIT N\u00ba&nbsp;148, DE 20 DE JULHO DE 2023.<br>Dispositivos Legais: IN RFB n\u00ba&nbsp;1.700\/2017, art. 215, \u00a7\u00a7 1\u00ba&nbsp;e 3\u00ba, inciso III.<br>Assunto: Processo Administrativo Fiscal<br>CONSULTA TRIBUT\u00c1RIA. INEFIC\u00c1CIA.<br>N\u00e3o produz efeitos a consulta que disponha sobre fato definido ou declarado em disposi\u00e7\u00e3o literal de lei ou sobre fato disciplinado em ato normativo publicado na Imprensa Oficial antes de sua apresenta\u00e7\u00e3o.<br>Dispositivos legais: artigo 27, incisos VII e IX, da Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.058, de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=135192\">http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=135192<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agenda STF: Corte analisar\u00e1 se baixo valor em discuss\u00e3o pode justificar extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o fiscal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/12\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) pode decidir nessa semana se \u00e9 poss\u00edvel a extin\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o fiscal municipal de baixo valor, por falta de interesse de agir. O tema est\u00e1 na pauta da quarta-feira. Os ministros v\u00e3o analisar o tema considerando a despropor\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos custos com o prosseguimento da a\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso que ser\u00e1 julgado, o Munic\u00edpio de Pomerode (SC) questiona decis\u00e3o da Justi\u00e7a estadual que extinguiu a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o fiscal ajuizada por ele contra uma empresa de servi\u00e7os el\u00e9tricos. A decis\u00e3o levou em conta o baixo valor da d\u00edvida, a onerosidade da a\u00e7\u00e3o judicial e a evolu\u00e7\u00e3o legislativa da mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Estado de Santa Catarina (TJ-SC) considera que o STF j\u00e1 havia se manifestado sobre o tema, mas em uma \u00e9poca em que a Fazenda P\u00fablica n\u00e3o tinha meios legais al\u00e9m do ajuizamento da execu\u00e7\u00e3o fiscal para for\u00e7ar o pagamento da d\u00edvida. A partir da Lei n\u00ba 12.767, de 2012, Uni\u00e3o, Estados, Distrito Federal, munic\u00edpios e autarquias ficaram autorizados a efetuar o protesto das certid\u00f5es de d\u00edvida ativa para reaver seus cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o processo, em Pomerode existem 2.807 contribuintes devedores e, destes, 1.571 devem valores abaixo de R$ 1 mil, menos de um sal\u00e1rio m\u00ednimo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Corte vai analisar a possibilidade de o Poder Judici\u00e1rio adotar crit\u00e9rios normativos estaduais como fundamento para extinguir a\u00e7\u00f5es de execu\u00e7\u00e3o fiscal ajuizadas pelo munic\u00edpio, levando em considera\u00e7\u00e3o o valor da causa (RE 1355208).<\/p>\n\n\n\n<p>No STF, o munic\u00edpio argumenta que, em se tratando de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, a Fazenda P\u00fablica tem que cobrar, independentemente do valor. Ainda segundo o munic\u00edpio, a execu\u00e7\u00e3o dos m\u00faltiplos d\u00e9bitos, ainda que de pequeno valor, tem car\u00e1ter educativo, desestimulando contribuintes de seguirem na inadimpl\u00eancia e inibindo que outros fa\u00e7am o mesmo.<\/p>\n\n\n\n<p>Separa\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e1 na pauta de quarta-feira o in\u00edcio do julgamento da repercuss\u00e3o geral sobre o regime de separa\u00e7\u00e3o total de bens obrigat\u00f3rio para quem se casa depois dos 70 anos (RE 1309642). Nesse regime n\u00e3o h\u00e1 divis\u00e3o do patrim\u00f4nio entre o casal em caso de div\u00f3rcio ou falecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o da Corte vai impactar processos de div\u00f3rcio ou invent\u00e1rio em andamento que envolvam casamentos celebrados por pessoa com mais de 70 anos. Os ministros tamb\u00e9m devem analisar se a imposi\u00e7\u00e3o da separa\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria de bens vale igualmente para as uni\u00f5es est\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/10\/agenda-stf-corte-analisara-se-baixo-valor-em-discussao-pode-justificar-extincao-de-execucao-fiscal.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/10\/agenda-stf-corte-analisara-se-baixo-valor-em-discussao-pode-justificar-extincao-de-execucao-fiscal.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Haddad diz que governo j\u00e1 concordou com desconto na MP da Subven\u00e7\u00e3o e que JCP entra no texto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/12\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na manh\u00e3 desta quinta-feira, 7, que, durante as tratativas para destravar a medida provis\u00f3ria da subven\u00e7\u00e3o, que regulamenta os benef\u00edcios do ICMS na base de c\u00e1lculo de tributos federais, o governo j\u00e1 concordou com um desconto sobre o passivo de R$ 90 bilh\u00f5es devidos pelas empresas e que est\u00e3o calibrando a subven\u00e7\u00e3o a investimento real.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m confirmou que as mudan\u00e7as no mecanismo de Juros sobre Capital Pr\u00f3prio (JCP) entrar\u00e3o no texto.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Estamos concordando em dar um desconto sobre os R$ 90 bilh\u00f5es de condena\u00e7\u00e3o do STJ a praticamente todas as empresas e estamos calibrando a subven\u00e7\u00e3o a investimento real, n\u00e3o a investimento presumido. Tem de demonstrar que investiu, n\u00e3o existe presun\u00e7\u00e3o de investimento. Tem de ser investimento concreto para que a Uni\u00e3o possa participar&#8221;, afirmou Haddad ao retornar ao Minist\u00e9rio da Fazenda ap\u00f3s reuni\u00e3o com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).<\/p>\n\n\n\n<p>Questionado pelo Broadcast (sistema de not\u00edcias em tempo real do Grupo Estado) sobre a inclus\u00e3o de um trecho sobre o JCP nesta medida provis\u00f3ria, o ministro disse que sim, mas n\u00e3o detalhou a f\u00f3rmula. Inicialmente, o governo pretendia acabar com o mecanismo, mas foi cedendo nas negocia\u00e7\u00f5es com o Congresso: de um meio-termo entre a extin\u00e7\u00e3o e a manuten\u00e7\u00e3o do JCP, a atual proposta na mesa ataca apenas o planejamento tribut\u00e1rio e deixa mudan\u00e7as mais bruscas de lado.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais cedo, Haddad disse estar confiante no avan\u00e7o da pauta econ\u00f4mica no Congresso nesta reta final de 2023. Foi para destravar as articula\u00e7\u00f5es que ele antecipou seu retorno a Bras\u00edlia, cancelando a participa\u00e7\u00e3o na C\u00fapula do Mercosul, que ocorre no Rio de Janeiro. Na quarta-feira, 6, ele recebeu os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Jaques Wagner (PT-BA) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO) para discutir a MP da Subven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Chegou um pouco tarde o debate [sobre a MP] no Senado, \u00e9 natural a gente ter de esclarecer. Eu vim para Bras\u00edlia ontem, \u00e0s 4 horas da manh\u00e3, para ficar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos senadores para esclarecer os pontos da MP&#8221;, disse o ministro.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo precisa destravar a MP da Subven\u00e7\u00e3o ainda neste ano, pois \u00e9 uma medida crucial para o plano de d\u00e9ficit zero em 2023. O principal objetivo \u00e9 regulamentar a decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) e h\u00e1 impasses com o Legislativo desde o princ\u00edpio. No come\u00e7o, o entendimento dos parlamentares era de que a MP extrapolava a decis\u00e3o judicial. A Fazenda chegou a enviar o mesmo texto, com alguns ajustes de reda\u00e7\u00e3o, na forma de um projeto de lei, na expectativa de destravar a tramita\u00e7\u00e3o, mas acabou prevalecendo um novo acordo e o entendimento de que era melhor votar a MP para garantir seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde ent\u00e3o, s\u00e3o debatidos alguns pontos do texto, especialmente os que envolvem a retroatividade, como o desconto e prazo de parcelamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator da proposta, deputado Luiz Fernando Faria (PSD-MG), prop\u00f4s em seu parecer um desconto de 80%, em at\u00e9 12 parcelas, nas transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias envolvendo o estoque de benef\u00edcios que j\u00e1 foram abatidos pelas empresas. Faria estabeleceu um prazo de 30 dias para que a Receita Federal avalie a ades\u00e3o das empresas no processo de transa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/exame.com\/economia\/haddad-diz-que-governo-ja-concordou-com-desconto-na-mp-da-subvencao-e-que-jcp-entra-no-texto\/\">https:\/\/exame.com\/economia\/haddad-diz-que-governo-ja-concordou-com-desconto-na-mp-da-subvencao-e-que-jcp-entra-no-texto\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria: texto do Senado prev\u00ea avalia\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais a cada 5 anos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/12\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de aumentar o n\u00famero de exce\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao texto da C\u00e2mara, o Senado incluiu na proposta da reforma tribut\u00e1ria um dispositivo que prev\u00ea avalia\u00e7\u00e3o quinquenal de custo-benef\u00edcio para os regimes que ter\u00e3o tratamento diferenciado no novo sistema de cobran\u00e7a de impostos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia \u00e9 que, a cada cinco&nbsp;anos, a lista dos setores cujos bens e servi\u00e7os ter\u00e3o al\u00edquota reduzida ou mesmo isen\u00e7\u00e3o da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) \u2014&nbsp;que substitui IPI, PIS e Cofins \u2014&nbsp;e do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS),&nbsp;que entra no lugar de ICMS e ISS, seja reavaliada.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Bruno Carazza, professor associado da Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral, diz que a revis\u00e3o dos incentivos fiscais \u00e9 positiva. &#8220;\u00c9 uma medida bem intencionada&nbsp;porque, como a gente est\u00e1 concedendo benef\u00edcios para alguns setores, \u00e9 sempre positivo a gente ter um processo peri\u00f3dico de reavalia\u00e7\u00e3o.&#8221;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) 45\/2019 d\u00e1 margem para que, na aus\u00eancia de custo-benef\u00edcio, um setor possa perder o privil\u00e9gio e, dessa forma, ter a al\u00edquota que incide sobre seus produtos e servi\u00e7os reajustada para a padr\u00e3o.&nbsp;Segundo Carazza, \u00e9 preciso garantir que a reavalia\u00e7\u00e3o dos regimes diferenciados n\u00e3o fique s\u00f3 na teoria.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Infelizmente, no Brasil, esse tipo de dispositivo n\u00e3o costuma sair do papel. A gente aprovou numa dessas rodadas de emenda constitucional relacionada ao teto de gastos revis\u00f5es peri\u00f3dicas dos subs\u00eddios que o governo concede, para voc\u00ea tentar limitar os benef\u00edcios fiscais \u2014&nbsp;e isso n\u00e3o saiu do papel. \u00c9 uma medida positiva, mas a gente n\u00e3o tem essa cultura de fazer uma avalia\u00e7\u00e3o das medidas tribut\u00e1rias, para ver se elas est\u00e3o dando resultado&#8221;, ressalta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Exce\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>O texto da reforma prev\u00ea que 13 categorias de bens e servi\u00e7os ter\u00e3o um IVA (soma de CBS e IBS) 60% inferior \u00e0 al\u00edquota padr\u00e3o. Em um cen\u00e1rio hipot\u00e9tico cujo IVA seja de 27%, setores como sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, transporte e agropecu\u00e1ria pagariam 10,8% de imposto, por exemplo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os profissionais liberais, como advogados, engenheiros, jornalistas e m\u00e9dicos, entre outros, ter\u00e3o al\u00edquota reduzida em 30%&nbsp; \u2014&nbsp;&nbsp;o que, no cen\u00e1rio acima, representaria um IVA de 18,9%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A PEC tamb\u00e9m estabelece que dispositivos m\u00e9dicos, medicamentos e autom\u00f3veis destinados a pessoas com defici\u00eancia, entre outros, tenham redu\u00e7\u00e3o em 100% dos novos tributos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao texto da C\u00e2mara, o Senado aumentou a lista de regimes que ter\u00e3o tratamento diferenciado, seja via al\u00edquota mais baixa, seja por isen\u00e7\u00e3o total. Para Carazza, as concess\u00f5es para determinados setores eram esperadas diante da press\u00e3o para se aprovar a reforma. No entanto, ele lembra que isso gera impacto sobre as atividades que n\u00e3o conseguiram benef\u00edcios para si.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O mundo ideal \u00e9 que n\u00e3o tivesse exce\u00e7\u00f5es ou que elas fossem as menores poss\u00edveis, porque cada isen\u00e7\u00e3o ou tratamento diferenciado que a gente d\u00e1 para um setor, a consequ\u00eancia disso \u00e9 que a al\u00edquota geral que vai ser aplicada para todos os demais bens e servi\u00e7os vai ter que ser elevada, porque um dos pressupostos da reforma \u00e9 que ela seja neutra em termos da carga tribut\u00e1ria total&#8221;, explica.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) espera que as exce\u00e7\u00f5es n\u00e3o empurrem o IVA&nbsp; para cima. &#8220;Foi dado um limite que a gente espera que seja preservado, que \u00e9 27,5%. H\u00e1 proje\u00e7\u00e3o de aumento um pouco disso, de 28%, 28,5%, mas se ele ficar em 27,5% est\u00e1 dentro do aceit\u00e1vel&#8221;, defendeu.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00faltima proje\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Fazenda para o IVA foi de 27%, mas considerava apenas a vers\u00e3o da reforma que passou na C\u00e2mara, ainda sem as exce\u00e7\u00f5es inclu\u00eddas pelo Senado. A pasta ainda n\u00e3o atualizou a estimativa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao texto da C\u00e2mara, Senado amplia de 16 para 21 as exce\u00e7\u00f5es na reforma tribut\u00e1ria&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/brasil61.com\/n\/reforma-tributaria-texto-do-senado-preve-avaliacao-de-beneficios-fiscais-a-cada-5-anos-pind234387#:~:text=LOC.%3A%20O%20texto%20da%20reforma,tributos%20vai%20passar%20por%20avalia%C3%A7%C3%A3o.\">https:\/\/brasil61.com\/n\/reforma-tributaria-texto-do-senado-preve-avaliacao-de-beneficios-fiscais-a-cada-5-anos-pind234387#:~:text=LOC.%3A%20O%20texto%20da%20reforma,tributos%20vai%20passar%20por%20avalia%C3%A7%C3%A3o.<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>ESTADUAIS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Rio automatiza ressarcimento de cr\u00e9ditos de ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/12\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Antes, as solicita\u00e7\u00f5es de cr\u00e9ditos de ICMS eram processadas manualmente e levavam dois anos para serem conclu\u00eddas.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de janeiro, a an\u00e1lise de pedidos para ressarcimento de cr\u00e9ditos de ICMS por substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria passar\u00e1 a ser feita de forma automatizada no Estado do Rio de Janeiro num prazo m\u00e9dio de um dia. Antes, as solicita\u00e7\u00f5es eram processadas manualmente e levavam dois anos para serem conclu\u00eddas.<\/p>\n\n\n\n<p>Lan\u00e7ado este m\u00eas pela Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro (Sefaz), o sistema analisa as informa\u00e7\u00f5es da Escritura\u00e7\u00e3o Fiscal Digital (EFD), arquivo digital que re\u00fane registros de interesse dos Fiscos municipais, estaduais e federal, al\u00e9m de informa\u00e7\u00f5es a respeito da apura\u00e7\u00e3o de impostos do contribuinte. Numa compara\u00e7\u00e3o simplificada, o EFD \u00e9 uma vers\u00e3o digital do antigo livro-caixa. Os dados da escritura\u00e7\u00e3o ser\u00e3o cruzados com aqueles das notas fiscais eletr\u00f4nicas emitidas pelo contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Se tudo estiver correto com a EFD, os valores dos cr\u00e9ditos s\u00e3o verificados e aprovados para uso do contribuinte, a exemplo do que ocorre com o saldo de uma conta banc\u00e1ria. Na vis\u00e3o do titular da Fazenda fluminense, Leonardo Lobo, o novo sistema acaba com a demora na recupera\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios para o contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>A novidade vale somente para pedidos de ressarcimento relativos a opera\u00e7\u00f5es de sa\u00edda para outros Estados a partir de 1\u00ba de dezembro, lan\u00e7adas no sistema a partir de janeiro de 2024. Ou seja, pedidos anteriores \u00e0 mudan\u00e7a continuar\u00e3o a ser tratados da forma tradicional.<\/p>\n\n\n\n<p>Subsecret\u00e1rio de Estado de Receita do Rio de Janeiro, Adilson Zegur explica que aproximadamente um ter\u00e7o do estoque de processos existentes na pasta dizem respeito \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. \u201cEm m\u00e9dia, o processamento levava dois anos [no sistema anterior]\u201d, compara.<\/p>\n\n\n\n<p>A libera\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos poder\u00e1 ser acompanhada pelo portal da Sefaz. Tamb\u00e9m ser\u00e1 poss\u00edvel verificar no site a autenticidade dos documentos de cr\u00e9dito gerados a partir do processo de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Na substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, um \u00fanico contribuinte \u00e9 respons\u00e1vel pelo pagamento do ICMS de toda uma cadeia produtiva. O sistema \u00e9 adotado frequentemente por empresas de setores como os de siderurgia, automotivo, supermercados e farm\u00e1cias.<\/p>\n\n\n\n<p>O recolhimento do imposto devido \u00e9 feito prevendo que a mercadoria seja comercializada dentro do Estado do Rio, gerando assim arrecada\u00e7\u00e3o para o Fisco fluminense. Se ocorre uma venda para outro Estado, o contribuinte localizado no Rio de Janeiro que realizou esta opera\u00e7\u00e3o tem direito ao ressarcimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A compensa\u00e7\u00e3o \u00e9 efetuada na forma de cr\u00e9ditos financeiros de ICMS. Esses cr\u00e9ditos podem ser utilizados por seus fornecedores dentro do processo de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para obter vantagens em compras futuras. No caso de um supermercado, por exemplo, o fornecedor de um ou mais produtos recolhe o imposto e especifica na nota fiscal o valor referente \u00e0 substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para ser reembolsado futuramente, quando da venda do produto pelo varejista.<\/p>\n\n\n\n<p>Zegur esclarece que &#8211; por conta de uma decis\u00e3o do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz) &#8211; os cr\u00e9ditos podem ser usados pela empresa beneficiada com qualquer fornecedor com o qual tenha realizado neg\u00f3cios que envolvam substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria nos \u00faltimos 12 meses. Anteriormente, a utiliza\u00e7\u00e3o era permitida apenas com o fornecedor de origem &#8211; a empresa que pagou o ICMS por substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/05\/rj-automatiza-ressarcimento-de-credito-tributario.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/05\/rj-automatiza-ressarcimento-de-credito-tributario.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Ap\u00f3s decis\u00e3o do STJ, Carf suspende sess\u00f5es por falta de paridade<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Data: 05\/12\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A AGU e o Sindifisco Nacional t\u00eam interpreta\u00e7\u00f5es divergentes da decis\u00e3o da ministra Regina Helena Costa<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo com decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) determinando a manuten\u00e7\u00e3o do qu\u00f3rum necess\u00e1rio para realiza\u00e7\u00e3o das sess\u00f5es do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), o presidente do tribunal administrativo suspendeu os julgamentos agendados para esta ter\u00e7a-feira por falta de paridade nas turmas. Estavam previstas sess\u00f5es da 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior e das turmas ordin\u00e1rias da 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o envolve interpreta\u00e7\u00f5es diferentes da decis\u00e3o da ministra Regina Helena Costa, do STJ. Para o Sindifisco Nacional, em greve desde o \u00faltimo dia 20, a determina\u00e7\u00e3o foi apenas para que haja qu\u00f3rum m\u00ednimo, sem men\u00e7\u00e3o \u00e0 paridade. J\u00e1 a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) defende que deve haver paridade entre os conselheiros da Fazenda e dos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>A Portaria Carf\/MF 1536\/23, assinada pelo presidente do \u00f3rg\u00e3o, Carlos Higino Ribeiro de Alencar, suspende as sess\u00f5es em raz\u00e3o da \u201cfalta de qu\u00f3rum determinado pela decis\u00e3o liminar do STJ na PET 16334\/DF nos termos do Parecer de For\u00e7a Execut\u00f3ria da AGU n\u00ba 01761\/2023\/PGU\/AGU\u201d. Nesse parecer, a AGU interpretou que a decis\u00e3o da ministra Costa determina a manuten\u00e7\u00e3o do \u201cqu\u00f3rum m\u00ednimo parit\u00e1rio necess\u00e1rio para o funcionamento<\/p>\n\n\n\n<p>adequado\u201d do Carf.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste parecer, a AGU pontua que a interpreta\u00e7\u00e3o de que o \u201cqu\u00f3rum necess\u00e1rio\u201d mencionado pela ministra seria o qu\u00f3rum m\u00ednimo regimental n\u00e3o alcan\u00e7aria a finalidade da peti\u00e7\u00e3o ajuizada pela Uni\u00e3o. Al\u00e9m disso, citou que os fundamentos da decis\u00e3o evidenciariam que a determina\u00e7\u00e3o \u00e9 para funcionamento parit\u00e1rio das turmas.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada sobre as repercuss\u00f5es da suspens\u00e3o das sess\u00f5es, a AGU n\u00e3o retornou os contatos do JOTA. O \u00f3rg\u00e3o foi questionado sobre a poss\u00edvel aplica\u00e7\u00e3o de multa de R$ 30 mil, prevista na decis\u00e3o do STJ, por cada sess\u00e3o n\u00e3o realizada em raz\u00e3o do movimento dos auditores.<\/p>\n\n\n\n<p>O Sindifisco Nacional, por outro lado, considera que o qu\u00f3rum m\u00ednimo \u00e9 de cinco conselheiros, independente da composi\u00e7\u00e3o ser parit\u00e1ria entre representantes da Fazenda Nacional e dos contribuintes ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota publicada na segunda-feira, o Sindifisco afirmou que seguiria a ordem do STJ, mas alertou que a realiza\u00e7\u00e3o das sess\u00f5es sem a paridade poderia \u201cvir a colocar em risco o interesse p\u00fablico\u201d. O Sindifisco ainda pediu que o governo atenda as reivindica\u00e7\u00f5es da categoria, envolvendo a inclus\u00e3o do b\u00f4nus de efici\u00eancia no Or\u00e7amento de 2024, e a suspens\u00e3o das sess\u00f5es durante a greve.<\/p>\n\n\n\n<p>Interpreta\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Anete Mair, do escrit\u00f3rio Gaia Silva Gaede, defende a interpreta\u00e7\u00e3o do Sindifisco. \u201cO Sindifisco est\u00e1 correto. Voc\u00ea tem a composi\u00e7\u00e3o parit\u00e1ria, estabelecida em regimento, mas a decis\u00e3o da ministra Regina fala em qu\u00f3rum m\u00ednimo, e n\u00e3o em composi\u00e7\u00e3o parit\u00e1ria\u201d, destaca Mair. A advogada ainda aponta que j\u00e1 ocorreram julgamentos com falta de um conselheiro, ou seja, sem a configura\u00e7\u00e3o parit\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00edvia de Carli Germano, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Barros Pimentel Advogados e ex-conselheira do Carf, ressalta que h\u00e1 um ambiente inst\u00e1vel para os julgamentos do \u00f3rg\u00e3o com as sess\u00f5es suspensas nas \u00faltimas semanas. Germano tamb\u00e9m aponta que h\u00e1 uma nota de 2017 publicada no site do Carf em que o \u00f3rg\u00e3o esclarece que a realiza\u00e7\u00e3o das sess\u00f5es \u00e9 poss\u00edvel quando presentes a maioria dos membros, independentemente de serem representantes da Fazenda ou dos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe nem com decis\u00e3o do STJ [o Carf] voltou a funcionar, porque interpretam a decis\u00e3o do jeito que conv\u00e9m, contrariando inclusive o site do Carf, que diz que paridade n\u00e3o \u00e9 equil\u00edbrio de julgadores de um lado e de outro, ent\u00e3o a gente n\u00e3o consegue dizer mais nada. Est\u00e1 bem inst\u00e1vel, a gente n\u00e3o consegue prever quando vai voltar a julgar\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Luiz Romano, do escrit\u00f3rio Pinheiro Neto, destaca que trata-se de um \u201cjogo de interpreta\u00e7\u00f5es\u201d, que deve ser definido pelo pr\u00f3prio STJ. \u201cO melhor int\u00e9rprete \u00e9 o STJ, que vai decidir se trata-se de qu\u00f3rum m\u00ednimo ou parit\u00e1rio\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Julgamentos previstos e suspensos<\/p>\n\n\n\n<p>As sess\u00f5es marcadas para esta ter\u00e7a-feira (5\/12) seriam virtuais. Na pauta da 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior constavam processos como o 16561.720129\/2018-50, da Telef\u00f4nica Brasil sobre amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio, e do 16561.720237\/2016-61, sobre dedutibilidade de royalties da Arcos Dourados.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m desta ter\u00e7a-feira, o Carf j\u00e1 havia cancelado as sess\u00f5es das duas \u00faltimas semanas de novembro, do dia 21 ao 23 e do dia 28 ao 30. Nas ocasi\u00f5es, as portarias mencionavam que o motivo seria a ades\u00e3o dos conselheiros representantes da Fazenda Nacional ao movimento grevista.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"3cRiWtNYpA\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/apos-decisao-do-stj-carf-suspende-sessoes-por-falta-de-paridade-05122023\">Ap\u00f3s decis\u00e3o do STJ, Carf suspende sess\u00f5es por falta de paridade<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Ap\u00f3s decis\u00e3o do STJ, Carf suspende sess\u00f5es por falta de paridade&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/apos-decisao-do-stj-carf-suspende-sessoes-por-falta-de-paridade-05122023\/embed#?secret=3cRiWtNYpA\" data-secret=\"3cRiWtNYpA\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Carf permite dedu\u00e7\u00e3o de gastos com po\u00e7os de petr\u00f3leo que se revelaram secos<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Data: 07\/12\/23<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma decis\u00e3o in\u00e9dita a uma empresa do setor, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/carf\">Carf<\/a>) deu ganho de causa \u00e0 multinacional ExxonMobil em um processo que discutia o tratamento fiscal conferido \u00e0 atividade de extra\u00e7\u00e3o e prospec\u00e7\u00e3o de po\u00e7os de petr\u00f3leo que futuramente se revelaram invi\u00e1veis. O recurso, analisado pela 2\u00aa Turma da 3\u00aa C\u00e2mara da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do tribunal em 17 de outubro, envolvia Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL).<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, a ExxonMobil alega que teve um gasto de R$ 479 milh\u00f5es com campanhas de explora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o. Essas campanhas resultaram em po\u00e7os secos (sem \u00f3leo) e subcomerciais (\u00f3leo que n\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de comercializa\u00e7\u00e3o). Diante do projeto infrut\u00edfero, a Exxon levou esses gastos a resultado cont\u00e1bil e, consequentemente, formou preju\u00edzo fiscal e base negativa de CSLL, que seriam pass\u00edveis de abatimento na base do IRPJ e da CSLL futuramente.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa foi autuada ap\u00f3s a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/receita-federal\">Receita Federal<\/a>&nbsp;considerar irregular a contabiliza\u00e7\u00e3o do preju\u00edzo fiscal. De acordo com a decis\u00e3o do Carf, a fiscaliza\u00e7\u00e3o considerava que os disp\u00eandios deveriam ser contabilizados no ativo diferido, com possibilidade de amortiza\u00e7\u00e3o a partir do primeiro ano em que fosse auferida receita operacional na venda de petr\u00f3leo ou g\u00e1s.<\/p>\n\n\n\n<p>No Carf, por outro lado, foi aceita a alega\u00e7\u00e3o da empresa de que o projeto jamais daria receita futura, j\u00e1 que o bloco explorat\u00f3rio j\u00e1 tinha sido devolvido \u00e0 Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo, G\u00e1s Natural e Biocombust\u00edveis (ANP). A decis\u00e3o, tomada no processo 12448.731264\/2013-61, foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso foi relatado pelo conselheiro Paulo Henrique Silva Figueiredo, que considerou que \u201cas provas reunidas pela Recorrente [ExxonMobil] comprovam, com razo\u00e1vel seguran\u00e7a, que a inviabilidade da explora\u00e7\u00e3o de todos os po\u00e7os se configurou nos anos de 2009 e 2010, de modo que os custos\/despesas a eles relacionados poderiam ser deduzidos na apura\u00e7\u00e3o do IRPJ\/CSLL\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 um caso in\u00e9dito e com uma decis\u00e3o bastante t\u00e9cnica, considerando, sobretudo que, \u00e0 \u00e9poca, somente a Petrobras tinha uma legisla\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria. E a decis\u00e3o, apesar dessa limita\u00e7\u00e3o legal, acatou os argumentos t\u00e9cnicos de que a empresa tinha direito ao cr\u00e9dito fiscal\u201d, afirmou Marcus Vinicius de Almeida Francisco, s\u00f3cio do Villemor Amaral Advogados, que defendeu a companhia no Carf. \u201cEntendemos que o Carf julgou corretamente o caso, considerando as peculiaridades que envolvem a ind\u00fastria de petr\u00f3leo e g\u00e1s e seus riscos atrelados\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"aTiv4GlVUU\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-permite-deducao-de-gastos-com-pocos-de-petroleo-que-se-revelaram-secos-07122023\">Carf permite dedu\u00e7\u00e3o de gastos com po\u00e7os de petr\u00f3leo que se revelaram secos<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Carf permite dedu\u00e7\u00e3o de gastos com po\u00e7os de petr\u00f3leo que se revelaram secos&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-permite-deducao-de-gastos-com-pocos-de-petroleo-que-se-revelaram-secos-07122023\/embed#?secret=aTiv4GlVUU\" data-secret=\"aTiv4GlVUU\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Ministra do STJ determina volta das sess\u00f5es do Carf<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/12\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Sindifisco cumprir\u00e1 decis\u00e3o do STJ sobre Carf, mas alerta sobre falta de paridade.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra do STJ, Regina Helena, acolheu um pedido da AGU e concedeu liminar, no \u00faltimo fim de semana, determinando a manuten\u00e7\u00e3o do qu\u00f3rum parit\u00e1rio de auditores fiscais da&nbsp;RFB &#8211;&nbsp;Receita Federal do Brasil necess\u00e1rio \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o das sess\u00f5es de julgamento dos \u00f3rg\u00e3os colegiados do&nbsp;Carf &#8211;&nbsp;Conselho Administrativo de Recursos Fiscais. Os servidores da RFB entraram em greve no \u00faltimo dia 20\/11.<\/p>\n\n\n\n<p>A AGU defendeu que a Receita desempenha uma s\u00e9rie de fun\u00e7\u00f5es essenciais ao Estado, que n\u00e3o podem sofrer interrup\u00e7\u00e3o, a exemplo do trabalho realizado no Carf, que realiza o julgamento &#8211; em segunda inst\u00e2ncia e inst\u00e2ncia especial &#8211; de casos bilion\u00e1rios, referentes a disputas tribut\u00e1rias entre a Uni\u00e3o e os contribuintes. Atualmente, o acervo gira em torno de 86,3 mil processos, compreendendo mais de R$ 1,1 trilh\u00e3o em cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios sob discuss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Advocacia-Geral tamb\u00e9m ressaltou que a suspens\u00e3o, a redu\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 o simples embara\u00e7o das atividades dos auditores fiscais em decorr\u00eancia de movimento grevista (a exemplo de opera\u00e7\u00f5es-padr\u00e3o\/opera\u00e7\u00f5es-tartaruga) s\u00e3o suficientes para causar preju\u00edzos irrepar\u00e1veis \u00e0 sociedade e \u00e0s metas fiscais para 2024. No caso do Carf, destacou que se trata de um \u00f3rg\u00e3o parit\u00e1rio, sendo necess\u00e1rio manter 100% dos servidores nele alocados (representando a Fazenda Nacional), pois qualquer quantidade inferior resultaria na insufici\u00eancia de qu\u00f3rum para a realiza\u00e7\u00e3o das sess\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ acolheu os argumentos apresentados e, para manter a legalidade do movimento grevista, concedeu a liminar, que dever\u00e1 ser observada sob pena de multa.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;No caso em tela, consideradas tais balizas, observo a exist\u00eancia de fundamentos que sustentam a plausibilidade do direito invocado quanto \u00e0 necessidade de retomada das sess\u00f5es de julgamento do Carf&nbsp;durante o per\u00edodo de greve, com vista a garantir a presen\u00e7a do qu\u00f3rum parit\u00e1rio essencial para a continuidade das fun\u00e7\u00f5es dos \u00f3rg\u00e3os colegiados&#8221;, decidiu a ministra.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"iZNqOQvIHt\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/ministra-do-stj-determina-volta-das-sessoes-do-carf-04122023\">Ministra do STJ determina volta das sess\u00f5es do Carf<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Ministra do STJ determina volta das sess\u00f5es do Carf&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/ministra-do-stj-determina-volta-das-sessoes-do-carf-04122023\/embed#?secret=iZNqOQvIHt\" data-secret=\"iZNqOQvIHt\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STJ nega dedu\u00e7\u00e3o de PLR de diretor empregado do IRPJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/12\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Essa foi a primeira vez que o colegiado julgou o tema<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu, por maioria de votos, que as empresas n\u00e3o podem considerar a participa\u00e7\u00e3o nos lucros e resultados (PLR) e gratifica\u00e7\u00f5es distribu\u00eddas a administradores e diretores que tamb\u00e9m s\u00e3o empregados como despesa. Na pr\u00e1tica, esses valores passam a ter um custo maior, pois n\u00e3o poder\u00e3o ser deduzidos da base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda (IRPJ) e da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa foi a primeira vez que a turma julgou o tema. A tributa\u00e7\u00e3o de PLR \u2014 tanto de celetistas como de estatut\u00e1rios \u2014 \u00e9 motivo de briga hist\u00f3rica entre a Receita Federal e os contribuintes. Em 2021, segundo a \u00faltima informa\u00e7\u00e3o divulgada pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), havia mais de R$ 7 bilh\u00f5es em discuss\u00e3o no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e na Justi\u00e7a, de forma geral.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento de ontem, a relatora do caso, ministra Regina Helena Costa, ficou vencida. Ela havia votado, em outubro, a favor do contribuinte. Para a ministra, os valores distribu\u00eddos a diretores e administradores deveriam ser considerados despesas e, portanto, ser deduzidos do IRPJ e da CSLL (REsp 1948478).<\/p>\n\n\n\n<p>No voto, a ministra admitiu recurso do ING Bank, que vinha perdendo at\u00e9 ent\u00e3o em todas as inst\u00e2ncias do Judici\u00e1rio. O Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF-3), com sede em S\u00e3o Paulo, manteve senten\u00e7a favor\u00e1vel \u00e0 autua\u00e7\u00e3o fiscal recebida pela institui\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Ontem, na retomada do julgamento, o ministro Gurgel de Faria apresentou seu voto-vista. Ele divergiu da relatora. Para o ministro, a dedutibilidade de custos e despesas \u00e9 regra, que dispensa previs\u00e3o legal. Por outro lado, acrescentou, a indedutibilidade deve ser observada quando estiver expressa em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei, afirmou o ministro, n\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o entre dirigentes ou administradores estatut\u00e1rios ou contratados pelo regime celetista. Ainda segundo ele, os artigos 2\u00ba e 3\u00ba da Lei n\u00ba 10.101, de 2000, determinam que a PLR seja negociada entre partes e empregados e n\u00e3o substitui remunera\u00e7\u00e3o, nem constitui base de tributa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, estabelece que, no lucro real, podem ser deduzidos os valores distribu\u00eddos. Por\u00e9m, acrescentou, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel conceber que diretores executivos possam ser inclu\u00eddos no mesmo polo destinado aos empregados.<\/p>\n\n\n\n<p>Gurgel de Faria destacou tamb\u00e9m que a Lei n\u00ba 4.506, de 1964, e o Decreto-lei n\u00ba 1.598, de 1977, impedem a dedu\u00e7\u00e3o de gratifica\u00e7\u00f5es ou PLR pagos a diretor empregado no regime de lucro real e, portanto, integram a base do IRPJ e da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sess\u00e3o de ontem, a relatora refor\u00e7ou que essas normas devem ser interpretadas \u00e0 luz da Constitui\u00e7\u00e3o e das normas gerais do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, no sentido de que despesa n\u00e3o poderia ser considerada acr\u00e9scimo patrimonial. A ministra lembrou que, no caso da CSLL, o pr\u00f3prio Carf tem reconhecido que seriam despesas dedut\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO entendimento [de Gurgel de Faria] \u00e9 mais gravoso que o divulgado em instru\u00e7\u00e3o normativa pela Receita\u201d, afirmou ela. Em seguida, Gurgel de Faria disse que pode voltar a analisar o ponto da CSLL, se questionado em recurso. O voto dele foi seguido pelos ministros Paulo S\u00e9rgio Domingues e S\u00e9rgio Kukina. Benedito Gon\u00e7alves n\u00e3o votou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o advogado Leandro Cabral, do Velloza Advogados, um dos representantes do banco no caso, a defesa deve apresentar recurso (embargos de declara\u00e7\u00e3o) contra a decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSa\u00edmos mais uma vez negativamente surpreendidos e com um racional que n\u00e3o nos convence\u201d, afirma Caio Taniguchi, s\u00f3cio do TozziniFreire Advogados, destacando que a decis\u00e3o pode levar empresas a analisarem se vale a pena manter o benef\u00edcio ou optar por outro, como b\u00f4nus \u2014 que gera a dedutibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Isabel Bueno, s\u00f3cia do Mattos Filho, a legisla\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria reconhece a figura do diretor empregado. \u201cEle n\u00e3o deixa de ser administrador, mas tem uma condi\u00e7\u00e3o especial de administrador empregado\u201d, diz ela, acrescentando que, pela leitura dos votos, esse ponto parece n\u00e3o ter sido abordado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/05\/stj-impede-deduo-de-plr-de-diretor-empregado-do-clculo-do-irpj-e-da-csll.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/05\/stj-impede-deduo-de-plr-de-diretor-empregado-do-clculo-do-irpj-e-da-csll.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A volta de 360\u00ba do ICMS entre filiais: do roto ao rasgado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/12\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s tantas discuss\u00f5es, tudo parece voltar ao mesmo lugar. E um pouco pior.<\/p>\n\n\n\n<p>Este ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na a\u00e7\u00e3o direta de constitucionalidade (ADC) n\u00ba 49 que n\u00e3o incide o ICMS na transfer\u00eancia de mercadorias entre estabelecimentos filiais. A bem da verdade, o STF reiterou posi\u00e7\u00e3o j\u00e1 consolidada na S\u00famula n\u00ba 166 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) em 1996 e no Tema 1.099 de repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Nestas decis\u00f5es, considerou inconstitucional parte da Lei Complementar n\u00ba 87\/96, ao argumento de que a transfer\u00eancia de mercadorias entre estabelecimentos filiais equivale a transferir a mercadoria de uma prateleira para outra do mesmo propriet\u00e1rio, n\u00e3o havendo transfer\u00eancia de titularidade do bem. Logo, inexistente o fato gerador do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma oportunidade, o STF modulou os efeitos para que passasse a vigorar a partir de 1 de janeiro de 2024, com ressalva dos processos judiciais e administrativos em andamento. Deixou claro, ainda, que exaurido este prazo sem que os Estados disciplinassem a transfer\u00eancia de cr\u00e9ditos de ICMS entre estabelecimentos do mesmo titular, ficaria reconhecido o direito de os sujeitos passivos procederem a transfer\u00eancia livremente, mesmo que entre Estados distintos.<\/p>\n\n\n\n<p>O Conv\u00eanio Confaz n\u00ba 174\/2023 disciplinou, a pretexto de regular o decidido na ADC 49, que: (a) a transfer\u00eancia de cr\u00e9ditos \u00e9 obrigat\u00f3ria e se dar\u00e1 mediante lan\u00e7amento a d\u00e9bito pelo remetente e a cr\u00e9dito pelo destinat\u00e1rio; (b) a propor\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito transferido seguir\u00e1 as al\u00edquotas interestaduais atualmente existentes; (c) eventual ac\u00famulo de cr\u00e9ditos por parte do remetente se submete \u00e0s regras gerais de seu Estado; (d) o valor transferido deve ser destacado em nota fiscal normalmente; (e) a base de c\u00e1lculo segue sendo o custo, com as mesmas redu\u00e7\u00f5es previstas para opera\u00e7\u00f5es entre empresas diferentes, inclusive nos casos de isen\u00e7\u00e3o ou imunidade; (f) a transfer\u00eancia do valor do cr\u00e9dito garante ao remetente a manuten\u00e7\u00e3o do valor correspondente a opera\u00e7\u00f5es antecedentes; e (g) a transfer\u00eancia do cr\u00e9dito garante a manuten\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios concedidos pelo Estado de origem, ressalvado que as hip\u00f3teses de estorno de cr\u00e9dito dever\u00e3o ser registradas como d\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<p>O Estado do Rio de Janeiro, por meio do Decreto n\u00ba 48.799\/2023, deixou de ratificar este conv\u00eanio sob a alega\u00e7\u00e3o de que o STF decidiu que a transfer\u00eancia e o creditamento deste imposto seria uma faculdade do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 1\u00ba de dezembro deste ano, novo conv\u00eanio foi editado, sob o n\u00ba 178\/2023. A reda\u00e7\u00e3o \u00e9 id\u00eantica ao Conv\u00eanio 174\/2023, exceto em parte do artigo 8\u00ba que define que entrar\u00e1 em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o no Di\u00e1rio Oficial e n\u00e3o mais na sua ratifica\u00e7\u00e3o nacional no Di\u00e1rio Oficial como constava no Conv\u00eanio substitu\u00eddo.<\/p>\n\n\n\n<p>Seria c\u00f4mico se n\u00e3o fosse tr\u00e1gico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAfora a aparente afronta \u00e0 decis\u00e3o do STF, o conv\u00eanio deixou mais d\u00favidas do que apresentou solu\u00e7\u00f5es&#8221; \u2014 Eduardo Salusse<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 fato que o desafio \u00e0 livre transfer\u00eancia de cr\u00e9ditos est\u00e1 justamente no rompimento da reparti\u00e7\u00e3o do imposto entre os Estados de origem e de destino, desequilibrando a partilha efetiva pretendida pela lei. Mas o STF deixou claro que isto \u00e9 um problema a ser resolvido entre os Estados e o Distrito Federal, compensando entre eles situa\u00e7\u00f5es que acabem por resultar no represamento de cr\u00e9ditos no Estado de origem e de d\u00e9bitos no destino.<\/p>\n\n\n\n<p>A imposi\u00e7\u00e3o de transfer\u00eancia obrigat\u00f3ria do cr\u00e9dito do estabelecimento remetente ao estabelecimento filial destinat\u00e1rio viola claramente a decis\u00e3o do STF, especialmente quando afirmou que transfer\u00eancia do cr\u00e9dito seria uma faculdade do contribuinte, cabendo aos Estados ajustarem as compensa\u00e7\u00f5es entre si.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao disciplinar a transfer\u00eancia obrigat\u00f3ria, o conv\u00eanio causa perplexidade ao fazer com que a situa\u00e7\u00e3o, na pr\u00e1tica, retornasse ao status anterior \u00e0 decis\u00e3o do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Afora a aparente afronta \u00e0 decis\u00e3o do STF, o conv\u00eanio deixou mais d\u00favidas do que apresentou solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 a determina\u00e7\u00e3o para que a transfer\u00eancia respeite a mesma proporcionalidade das al\u00edquotas interestaduais, o que gera d\u00favidas no crit\u00e9rio sob a perspectiva de que estamos diante de uma n\u00e3o opera\u00e7\u00e3o do ICMS, mas apenas de transfer\u00eancia dos cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 claro tratamento dos cr\u00e9ditos acumulados \u00e0 luz da legisla\u00e7\u00e3o vigente que os caracteriza.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante de eventuais equ\u00edvocos, haver\u00e1 d\u00favidas sobre as multas incidentes, especialmente diante da norma que prev\u00ea tipo infracional pertinente a opera\u00e7\u00f5es para situa\u00e7\u00f5es de n\u00e3o opera\u00e7\u00e3o submetida ao ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal espec\u00edfica de penalidade para o contribuinte que n\u00e3o transferir o cr\u00e9dito. Tampouco ao que transferir ou receber al\u00e9m do autorizado. Analisando as normas de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, n\u00e3o se identifica uma conduta espec\u00edfica para enquadramento deste comportamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O realinhamento dos benef\u00edcios fiscais, especialmente os que conferem cr\u00e9dito presumido de ICMS calculado sobre as opera\u00e7\u00f5es de sa\u00eddas interestaduais n\u00e3o podem ser aplicados automaticamente diante de uma n\u00e3o opera\u00e7\u00e3o. A mudan\u00e7a da sua sistem\u00e1tica precisaria de nova norma, podendo ser caracterizado como um novo benef\u00edcio vedado pela Lei Complementar 160\/2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Para finalizar, n\u00e3o consta no pr\u00f3prio rodap\u00e9 do Conv\u00eanio n\u00ba 178\/2023 que o Estado do Amazonas tenha subscrito o texto, reabrindo a discuss\u00e3o acerca da necessidade de unanimidade para sua edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Conv\u00eanio n\u00ba 178\/2023 \u00e9 mais um ato estatal que contribuir\u00e1 para a estat\u00edstica de que o poder p\u00fablico \u00e9 o maior litigante do pa\u00eds, fomentador de lit\u00edgios por meio da edi\u00e7\u00e3o de normas confusas, incompletas e ilegais. S\u00e3o os mesmos que n\u00e3o hesitam em apontar para o contribuinte com adjetiva\u00e7\u00f5es demerit\u00f3rias, imputando-lhes responsabilidade pelo caos da litigiosidade, pela queda da arrecada\u00e7\u00e3o e m\u00e1 composi\u00e7\u00e3o das contas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Enfim, h\u00e1 muito mais d\u00favidas do que respostas, mas fica clara a convic\u00e7\u00e3o de que o ICMS j\u00e1 padeceu, estando com os dias contados pela vindoura reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/fio-da-meada\/post\/2023\/12\/a-volta-de-360o-do-icms-entre-filiais-do-roto-ao-rasgado.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/fio-da-meada\/post\/2023\/12\/a-volta-de-360o-do-icms-entre-filiais-do-roto-ao-rasgado.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Seguradoras perdem no STJ discuss\u00e3o sobre PIS e Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/12\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>2\u00aa Turma entendeu que devem ser tributadas receitas obtidas com reservas t\u00e9cnicas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) manteve a cobran\u00e7a de PIS e Cofins sobre receitas financeiras obtidas com a aplica\u00e7\u00e3o das reservas t\u00e9cnicas das seguradoras &#8211; dep\u00f3sitos obrigat\u00f3rios que garantem a capacidade de pagamento de sinistros. A decis\u00e3o \u00e9 a primeira que se tem not\u00edcia depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a discuss\u00e3o sobre a tributa\u00e7\u00e3o de pr\u00eamios das seguradoras.<\/p>\n\n\n\n<p>Em alguns votos, os ministros do STF chegaram a abordar a tributa\u00e7\u00e3o das reservas t\u00e9cnicas. Mas, no julgamento, essa quest\u00e3o n\u00e3o foi definida, segundo os integrantes da 2\u00aa Turma do STJ. A mat\u00e9ria, afirmou o relator, ministro Francisco Falc\u00e3o, n\u00e3o era objeto do processo e teria car\u00e1ter infraconstitucional. Por isso, acrescentou, caberia ao STJ analis\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da decis\u00e3o do Supremo, seguradoras e a Fazenda Nacional seguiram divergindo sobre a quest\u00e3o. Para as seguradoras, com base no julgamento, esses rendimentos obtidos com as reservas t\u00e9cnicas n\u00e3o deveriam sofrer a incid\u00eancia de PIS e Cofins. Defendem que vendem seguros &#8211; essa \u00e9 a atividade principal &#8211; e somente o que recebem dos clientes poderia ser tributado.<\/p>\n\n\n\n<p>No entendimento da Fazenda Nacional, por\u00e9m, o julgamento do Supremo autorizaria a tributa\u00e7\u00e3o. Considera que a constitui\u00e7\u00e3o dessa reserva t\u00e9cnica faz parte da atividade operacional das seguradoras e, por esse motivo, cobra o PIS e a Cofins sobre os rendimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>O assunto vem repercutindo nos tribunais. Em novembro, o desembargador Antonio Carlos Cedenho, vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF-3), com sede em S\u00e3o Paulo, determinou que a 4\u00aa Turma voltasse a julgar um caso tendo em vista a decis\u00e3o do STF sobre \u201creservas t\u00e9cnicas\u201d (processo n\u00ba 0006564-81.2015.4.03.6100).<\/p>\n\n\n\n<p>No STJ, o advogado das seguradoras, Paulo Tedesco, lembrou na sustenta\u00e7\u00e3o oral que, recentemente, o Supremo analisou a base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins das seguradoras e prevaleceu o voto do ministro Cezar Peluso, no sentido de que faturamento \u00e9 a receita t\u00edpica das seguradoras &#8211; o que significa que deve ser recorrente e vinda da atividade que confere prop\u00f3sito e raz\u00e3o de ser \u00e0 empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o h\u00e1 atividade. H\u00e1 mera receita passiva [com a aplica\u00e7\u00e3o das reservas t\u00e9cnicas]. E se atividade houvesse, n\u00e3o seria atividade t\u00edpica\u201d, afirmou o advogado. \u201cN\u00e3o \u00e9 qualquer esp\u00e9cie de atividade nem de ingresso financeiro [que pode ser tributado].\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo o advogado, a Lei n\u00ba 12.973, de 2014, estabelece que o PIS e a Cofins incidem sobre a receita principal da seguradora. Ele lembrou que a legisla\u00e7\u00e3o obriga as companhias a formar a reserva t\u00e9cnica e a investir os recursos e, por isso, n\u00e3o haveria atividade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA receita principal das seguradoras vem da venda de seguros, mas h\u00e1 tamb\u00e9m receita de juros e rendimento com a reserva t\u00e9cnica, guardada em investimentos financeiros\u201d, disse Tedesco, acrescentando que \u201ca atividade \u00fanica das seguradoras \u00e9 garantir riscos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado lembrou que, no julgamento do STF sobre os pr\u00eamios, dois ministros, expressamente, retiraram a tributa\u00e7\u00e3o dos rendimentos das reservas t\u00e9cnicas. Entre eles o relator, ministro Dias Toffoli.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cJulgamento da 2\u00aa Turma do STJ contraria a decis\u00e3o do Supremo\u201d \u2014 Leandro Cabral<\/p>\n\n\n\n<p>No STJ, por\u00e9m, prevaleceu o voto do relator, ministro Francisco Falc\u00e3o. Ele afirmou que, no julgamento sobre a defini\u00e7\u00e3o da receita bruta operacional das institui\u00e7\u00f5es financeiras, o STF n\u00e3o deixou d\u00favidas sobre a incid\u00eancia de PIS e Cofins sobre receitas financeiras advindas de investimentos com recursos pr\u00f3prios. Por isso, de acordo com ele, a incid\u00eancia do PIS e Cofins independe da caracteriza\u00e7\u00e3o do ingresso financeiro como contrapresta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo o relator, no julgamento sobre o pr\u00eamio das seguradoras, o STF n\u00e3o se pronunciou sobre a tributa\u00e7\u00e3o das receitas advindas da reserva t\u00e9cnica. Para ele, \u201cas receitas financeiras advindas de investimentos das reservas t\u00e9cnicas s\u00e3o receitas operacionais\u201d (REsp 2052215).<\/p>\n\n\n\n<p>Para Glauce Carvalhal, diretora jur\u00eddica da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional das Seguradoras (CNSeg), \u201ca decis\u00e3o do STJ n\u00e3o observou a decis\u00e3o do Supremo que concluiu que as receitas operacionais ou t\u00edpicas das seguradoras s\u00e3o apenas aquelas decorrentes do recebimento de pr\u00eamios de seguros\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Leandro Cabral, s\u00f3cio do Velloza Advogados, tamb\u00e9m entende que o julgamento da 2\u00aa Turma contraria a decis\u00e3o do STF. O voto vencedor indica que, para as seguradoras, n\u00e3o consistem em faturamento as receitas financeiras oriundas das aplica\u00e7\u00f5es financeiras das reservas t\u00e9cnicas. A decis\u00e3o do Supremo j\u00e1 transitou em julgado (RE 400479), portanto, n\u00e3o cabe mais recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>No STF, o ministro Dias Toffoli trouxe o ponto das reservas t\u00e9cnicas no voto, indicando que n\u00e3o poderiam ser atingidas pelo PIS e Cofins e que o posicionamento do ministro Peluso, apresentado antes de se aposentar, era no mesmo sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>Toffoli chegou a citar um parecer recente de Peluso sobre o assunto, em que afirma que essa \u00e9 a sua posi\u00e7\u00e3o. O ministro Edson Fachin, por sua vez, afirmou em seu voto que esse tema n\u00e3o era objeto do processo. Como o ac\u00f3rd\u00e3o do STF foi redigido por Toffoli e o ponto n\u00e3o foi abordado em todos os votos, a diverg\u00eancia se manteve.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/07\/seguradoras-perdem-no-stj-discussao-sobre-pis-e-cofins.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/07\/seguradoras-perdem-no-stj-discussao-sobre-pis-e-cofins.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MP reconhece erro de contador para arquivar inqu\u00e9rito contra empres\u00e1rios<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 09\/12\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por aus\u00eancia de justa causa, o Minist\u00e9rio P\u00fablico de S\u00e3o Paulo decidiu arquivar a\u00e7\u00e3o penal contra empres\u00e1rios suspeitos de sonega\u00e7\u00e3o fiscal. Durante a investiga\u00e7\u00e3o, o MP entendeu que havia razo\u00e1veis d\u00favidas quanto a poss\u00edvel conduta dolosa dos investigados.<\/p>\n\n\n\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o foi provocada por erro material do contador da empresa que lan\u00e7ou indevidamente na escritura\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil mais de R$ 352 mil como valores de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o que nunca existiram.<\/p>\n\n\n\n<p>Os valores eram referentes a transa\u00e7\u00f5es de compra e venda cujo tributo devido era o ICMS \u2014 devidamente pago \u2014 e n\u00e3o o ISS, que incide sobre a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse erro originou uma execu\u00e7\u00e3o fiscal de ISS contra os empres\u00e1rios, al\u00e9m de inqu\u00e9rito policial para apurar suposto crime contra a ordem tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Na promo\u00e7\u00e3o de arquivamento, assinada pela promotora Camila Bonafini Pereira, o MP-SP afirmou que considerou e-mails trocados entre os empres\u00e1rios e o antigo contador da empresa sobre o erro material.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDiante de tais circunst\u00e2ncias, h\u00e1 d\u00favidas quanto \u00e0 conduta dolosa e o emprego de fraude visando a sonega\u00e7\u00e3o de imposto; outrossim, em consulta ao Sistema da D\u00edvida Ativa da Procuradoria Geral do Munic\u00edpio nesta data, constatei que a contribuinte n\u00e3o ostenta outros d\u00e9bitos fiscais, tudo indicando tratar-se de fato isolado\u201d, diz trecho do documento.<\/p>\n\n\n\n<p>Os empres\u00e1rios foram representados pelos advogados Mauro Rosner, Ricardo Fadul e Marina Iglesias.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-juridico wp-block-embed-consultor-juridico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"DeAvcWL5q9\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-dez-09\/mp-reconhece-erro-de-contador-para-arquivar-inquerito-contra-empresarios\/\">MP reconhece erro de contador para arquivar inqu\u00e9rito contra empres\u00e1rios<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;MP reconhece erro de contador para arquivar inqu\u00e9rito contra empres\u00e1rios&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-dez-09\/mp-reconhece-erro-de-contador-para-arquivar-inquerito-contra-empresarios\/embed\/#?secret=WOjJCO1DHT#?secret=DeAvcWL5q9\" data-secret=\"DeAvcWL5q9\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Repetitivo vai discutir dedu\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias \u00e0 previd\u00eancia complementar no IRPF<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 11\/12\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) afetou os Recursos Especiais 2.043.775, 2.050.635 e 2.051.367, de relatoria do ministro Benedito Gon\u00e7alves, para julgamento sob o rito dos recursos repetitivos.<\/p>\n\n\n\n<p>A controv\u00e9rsia, registrada como Tema 1.224 na base de dados do STJ, \u00e9 sobre a &#8220;dedutibilidade, da base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica (IRPF), dos valores correspondentes \u00e0s contribui\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias pagas a entidade fechada de previd\u00eancia complementar, nos termos da Lei Complementar 109\/2001 e das Leis 9.250\/1995 e 9.532\/1997&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator destacou que o tema dos recursos especiais \u00e9 apresentado de forma reiterada no STJ. Segundo Benedito Gon\u00e7alves, a corte registrou, entre fevereiro de 2020 e abril de 2023, 51 processos sobre a mesma quest\u00e3o. Nos Tribunais Regionais Federais, j\u00e1 em segundo grau de jurisdi\u00e7\u00e3o, a pesquisa realizada pela Comiss\u00e3o Gestora de Precedentes e de A\u00e7\u00f5es Coletivas identificou mais 4.188 processos semelhantes.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O requisito da multiplicidade recursal, portanto, est\u00e1 preenchido diante do elevado n\u00famero de processos com id\u00eantica quest\u00e3o de direito, a justificar a afeta\u00e7\u00e3o da tem\u00e1tica sob o rito dos recursos repetitivos&#8221;, observou o ministro.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesses dados, Bendito Gon\u00e7alves determinou a suspens\u00e3o, em todo o territ\u00f3rio nacional, de todos os processos que tratem da mesma mat\u00e9ria, conforme previs\u00e3o do artigo 1.037, II, do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC).<\/p>\n\n\n\n<p>Recursos repetitivos geram economia de tempo e seguran\u00e7a jur\u00eddica<\/p>\n\n\n\n<p>O CPC regula, nos artigos 1.036 e seguintes, o julgamento por amostragem, mediante a sele\u00e7\u00e3o de recursos especiais que tenham controv\u00e9rsias id\u00eanticas. Ao afetar um processo, ou seja, encaminh\u00e1-lo para julgamento sob o rito dos repetitivos, os ministros facilitam a solu\u00e7\u00e3o de demandas que se repetem nos tribunais brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de aplicar o mesmo entendimento jur\u00eddico a diversos processos gera economia de tempo e seguran\u00e7a jur\u00eddica. No site do STJ, \u00e9 poss\u00edvel acessar todos os temas afetados, bem como conhecer a abrang\u00eancia das decis\u00f5es de sobrestamento e as teses jur\u00eddicas firmadas nos julgamentos, entre outras informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.043.775.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2023\/11122023-Repetitivo-vai-discutir-deducao-de-contribuicoes-extraordinarias-a-previdencia-complementar-no-IRPF.aspx#:~:text=Repetitivo%20vai%20discutir%20dedu%C3%A7%C3%A3o%20de%20contribui%C3%A7%C3%B5es%20extraordin%C3%A1rias%20%C3%A0%20previd%C3%AAncia%20complementar%20no%20IRPF&amp;text=%E2%80%8BA%20Primeira%20Se%C3%A7%C3%A3o%20do,o%20rito%20dos%20recursos%20repetitivos.\">https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias\/2023\/11122023-Repetitivo-vai-discutir-deducao-de-contribuicoes-extraordinarias-a-previdencia-complementar-no-IRPF.aspx#:~:text=Repetitivo%20vai%20discutir%20dedu%C3%A7%C3%A3o%20de%20contribui%C3%A7%C3%B5es%20extraordin%C3%A1rias%20%C3%A0%20previd%C3%AAncia%20complementar%20no%20IRPF&amp;text=%E2%80%8BA%20Primeira%20Se%C3%A7%C3%A3o%20do,o%20rito%20dos%20recursos%20repetitivos.<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAlS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 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