{"id":3037,"date":"2023-12-04T16:56:48","date_gmt":"2023-12-04T19:56:48","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3037"},"modified":"2023-12-04T16:59:52","modified_gmt":"2023-12-04T19:59:52","slug":"retrospecto-tributario-27-11-a-04-12","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3037","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 27\/11 a 04\/12"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Receita prepara projeto de lei para ampliar programas fiscais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/12\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal est\u00e1 preparando um projeto de lei para ampliar a possibilidade de ades\u00e3o ao \u201cConfia\u201d, programa de conformidade fiscal em fase de testes com grandes contribuintes, e estabelecer o \u201cSintonia\u201d, voltado a todas as empresas. A proposta dever\u00e1 ser apresentada e enviada ao Congresso Nacional neste m\u00eas, junto com an\u00fancio de resultados do Confia, segundo a superintendente da Receita Federal em S\u00e3o Paulo, Marcia Meng.<\/p>\n\n\n\n<p>O Confia, afirma a superintendente, precisa ter mais vantagens do que o Sintonia. \u201cSe a empresa est\u00e1 em um relacionamento em que ela se compromete mais com a Receita, a Receita tamb\u00e9m precisa se comprometer mais com ela\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das diferen\u00e7as entre os programas est\u00e1 na contrapartida exigida dos contribuintes. No Confia, se o auditor verifica que h\u00e1 alguma inconsist\u00eancia fiscal, comunica a empresa antes de lavrar a autua\u00e7\u00e3o, para que possa solucionar o problema. No Sintonia, n\u00e3o haver\u00e1 esse contato t\u00e3o pr\u00f3ximo.<\/p>\n\n\n\n<p>A superintendente lembra que, no Confia, um dos primeiros pedidos das empresas foi para ter essa aproxima\u00e7\u00e3o com a Receita e a melhoria no procedimento de retirada da Certid\u00e3o Negativa de D\u00e9bitos (CND) \u2014 necess\u00e1ria para negocia\u00e7\u00f5es com fornecedores, bancos e licita\u00e7\u00f5es, por exemplo. Ela esperava outras solicita\u00e7\u00f5es, como redu\u00e7\u00e3o de multa e celeridade, e ficou surpresa com o pedido de proximidade com a fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPediram CND autom\u00e1tica. Para mim, n\u00e3o fazia sentido, porque ela \u00e9 retirada na internet\u201d, afirma a auditora. Ela acrescenta, por\u00e9m, que as empresas explicaram que n\u00e3o conseguiam eliminar com agilidade algumas pend\u00eancias burocr\u00e1ticas que acabavam travando a emiss\u00e3o on-line. \u201cCom auditores acompanhando de perto as empresas no Confia, a regulariza\u00e7\u00e3o ficou mais \u00e1gil.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Mas um dos aspectos discutidos e que, portanto, pode constar no texto do projeto de lei, s\u00e3o descontos na cobran\u00e7a de multas. \u201c\u00c9 uma coisa que queremos que aconte\u00e7a [previs\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o de multas], mas ser\u00e3o necess\u00e1rios par\u00e2metros objetivos dentro da lei para dar seguran\u00e7a ao auditor\u201d, afirma Meng. Apesar de ter sido objeto de discuss\u00e3o, a auditora n\u00e3o confirma se esse ponto estar\u00e1 na proposta.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia \u00e9 que o projeto de lei contemple todos os programas de conformidade da Receita, o que tamb\u00e9m inclui o Operador Econ\u00f4mico Autorizado (OEA). O programa \u00e9 dirigido a empresas que atuam com com\u00e9rcio exterior. Ainda n\u00e3o inclui medidas de conformidade fiscal, concentrando-se na seguran\u00e7a log\u00edstica da carga.<\/p>\n\n\n\n<p>O OEA surgiu em 2010, com vi\u00e9s de seguran\u00e7a log\u00edstica da carga, para evitar contamina\u00e7\u00e3o por drogas e mercadorias contrafeitas. A ideia \u00e9 que no projeto de lei haja evolu\u00e7\u00e3o para um programa de conformidade tribut\u00e1ria. \u201cO OEA Seguran\u00e7a gerou em paralelo o OEA Conformidade\u201d, diz Meng.<\/p>\n\n\n\n<p>A auditora explica que, ao ter mais contato com o contribuinte para tratar de quest\u00f5es de seguran\u00e7a, \u00e9 natural que tamb\u00e9m possam ser abordadas quest\u00f5es de conformidade. Mas, acrescenta, falta norma com essa previs\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A conformidade \u00e9 uma aposta para reduzir o contencioso tribut\u00e1rio. De acordo com o relat\u00f3rio publicado pelo N\u00facleo de Tributa\u00e7\u00e3o do Insper em dezembro de 2020, dentro do Observat\u00f3rio do Contencioso Tribut\u00e1rio, em 2019 o contencioso administrativo e judicial brasileiro na esfera tribut\u00e1ria somava 75% do PIB. Dos R$ 5,44 trilh\u00f5es de estoque de processos tribut\u00e1rios, R$ 4,01 trilh\u00f5es (74% do total) estavam envolvidos em disputas nos tribunais federais e estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 um sistema que faliu\u201d, afirma Pablo Ces\u00e1rio, presidente executivo da Abrasca, que participa do programa Confia na fase de testes. \u201cO Confia \u00e9 o que h\u00e1 de mais importante em termos de moderniza\u00e7\u00e3o no processo administrativo.\u201d Para ele, \u00e9 necess\u00e1rio mudar a forma de tributar, levando \u00e0 autorregulariza\u00e7\u00e3o com pagamento facilitado.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente executivo destaca que a quest\u00e3o de ter algum abatimento seria importante, por\u00e9m seria injusto reduzir o Confia \u00e0 quest\u00e3o das multas. Ces\u00e1rio refor\u00e7a que, para as empresas, o programa \u00e9 muito relevante, por, por exemplo, facilitar a obten\u00e7\u00e3o de certid\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDefendemos que o contribuinte que usa o n\u00e3o pagamento de tributo como modelo de neg\u00f3cio precisa ser mais punido e quem atua na conformidade, ser tratado de forma diferente\u201d, afirma ele, destacando que o Confia requer um n\u00edvel de participa\u00e7\u00e3o maior tanto por parte da Receita quanto da estrutura exigida do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/03\/receita-prepara-projeto-de-lei-para-ampliar-programas-fiscais.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/03\/receita-prepara-projeto-de-lei-para-ampliar-programas-fiscais.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ amplia efeito de decis\u00e3o sobre benef\u00edcios fiscais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Ministros da 2\u00aa Turma contrariaram entendimento da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o da Corte<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) aplicou recentemente precedente sobre a tributa\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais de ICMS em um processo sobre cr\u00e9dito presumido, apesar de a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o &#8211; que j\u00e1 julgou o tema &#8211; ter destacado que o entendimento n\u00e3o valeria para esse tipo de caso. Na decis\u00e3o, os ministros determinaram que a segunda inst\u00e2ncia observe o que ficou definido no julgamento de recursos repetitivos, em abril.<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o, formada pelos integrantes da 1\u00aa e 2\u00aa Turmas do STJ, decidiu que benef\u00edcios fiscais de ICMS s\u00f3 podem ser exclu\u00eddos da base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda (IRPJ) e da CSLL se atendidos alguns requisitos, previstos no artigo 10 da Lei Complementar n\u00ba 160, de 2017, e no artigo 30 da Lei n\u00ba 12.973, de 2014 (RE 1945110 e RE 1987158).<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o, por\u00e9m, deixaram expresso que o entendimento n\u00e3o valeria para o cr\u00e9dito presumido de ICMS. E que para esse tipo de benef\u00edcio fiscal deveria ser aplicado o julgamento de 2018 (ERESP 1517492), que excluiu esses valores da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>Na 2\u00aa Turma, por\u00e9m, os ministros aceitaram, por unanimidade, um pedido da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para que o Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF-4) volte a julgar recurso com base no precedente da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo trata da tributa\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais concedidos pelo Estado de Alagoas. No TRF-4, a 1\u00aa Turma decidiu, por unanimidade, que o STJ, mesmo depois das Leis n\u00ba 12.973, de 2014, e n\u00ba 160, de 2017, excluiu os cr\u00e9ditos presumidos de ICMS da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, sem fazer qualquer tipo de limita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o cita precedente da 2\u00aa Turma em que ficou decidido que, considerando o precedente da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o (cr\u00e9dito presumido), tornou-se irrelevante a discuss\u00e3o a respeito do enquadramento de incentivo\/benef\u00edcio fiscal como \u201csubven\u00e7\u00e3o para custeio\u201d, \u201csubven\u00e7\u00e3o para investimento\u201d ou \u201crecomposi\u00e7\u00e3o de custos\u201d, j\u00e1 que foi exclu\u00eddo do pr\u00f3prio conceito de receita bruta operacional previsto na Lei n\u00ba 4.506, de 1964.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, acrescentaram os desembargadores, tamb\u00e9m seriam irrelevantes as altera\u00e7\u00f5es produzidas pelos artigos 9 e 10 da LC 160 e artigo 30 da Lei 12.973 (REsp 1605245).<\/p>\n\n\n\n<p>A PGFN apresentou recurso (embargos de declara\u00e7\u00e3o) alegando que o STJ nunca se manifestou contra os dispositivos dessas leis e que, pelo voto da 2\u00aa Turma, se o STJ emitiu ju\u00edzo quanto aos requisitos exigidos para que os cr\u00e9ditos presumidos de ICMS sejam realmente deduzidos na apura\u00e7\u00e3o do lucro real, esse ju\u00edzo milita em favor das exig\u00eancias legais e n\u00e3o contra.<\/p>\n\n\n\n<p>A procuradoria ainda indicou que eventual an\u00e1lise de constitucionalidade s\u00f3 poderia ser feita pela Corte Especial do TRF-4. Assim, para a procuradoria, a decis\u00e3o sobre cr\u00e9ditos presumidos valeria apenas at\u00e9 a LC n\u00ba 160, de 2017. O relator no TRF-4, desembargador Leandro Paulsen, aceitou o pedido &#8211; mas ficou vencido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 esse recurso que dever\u00e1 voltar a ser julgado por determina\u00e7\u00e3o agora da 2\u00aa Turma do STJ. O relator, ministro Mauro Campbell Marques, considerou que o TRF-4 n\u00e3o apreciou integralmente a controv\u00e9rsia, especialmente em rela\u00e7\u00e3o ao precedente fixado pela Corte em 26 de abril.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o ministro Campbell Marques, no precedente foi definido que a LC 160, apesar de alterar a Lei 12.973, n\u00e3o revogou a previs\u00e3o de que a dispensa de comprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, pela empresa, de que a subven\u00e7\u00e3o fiscal foi concedida como medida de est\u00edmulo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o do empreendimento econ\u00f4mico n\u00e3o impede a Receita Federal de proceder ao lan\u00e7amento do IRPJ e da CSSL se, em procedimento fiscalizat\u00f3rio, verificar que os valores oriundos do benef\u00edcio fiscal foram usados para finalidade estranha \u00e0 garantia da viabilidade do empreendimento econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo em vista esse entendimento, o ministro refor\u00e7ou que seria necess\u00e1rio saber se houve fiscaliza\u00e7\u00e3o por parte da Receita Federal para apurar a destina\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios fiscais angariados pelo contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO saneamento dessa omiss\u00e3o revelaria se ocorreu ilegalidade quanto \u00e0 inclus\u00e3o ou \u00e0 exclus\u00e3o da benesse fiscal na composi\u00e7\u00e3o do IRPJ e da CSLL\u201d, afirma ele, no voto. De acordo com o ministro, a 1\u00aa Turma do TRF-4 n\u00e3o se manifestou sobre os pontos levantados pela PGFN nos embargos, por isso eles deveriam ser julgados novamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a decis\u00e3o, o caso volta ao TRF-4, que deve verificar se houve conformidade com a lei complementar. Mas o caso \u00e9 de cr\u00e9dito presumido, destaca o advogado Rafael Gregorin, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Trench Rossi Watanabe.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado refor\u00e7a que o STJ decidiu, em 2018, que o cr\u00e9dito presumido pode ser deduzido sem que seja necess\u00e1rio cumprir requisitos &#8211; impostos para outros tipos de incentivos fiscais envolvendo ICMS. \u201cParece-me contradit\u00f3rio analisar cr\u00e9dito presumido pedindo para reanalisar com base em requisitos que n\u00e3o tratam de cr\u00e9dito presumido\u201d, afirma Gregorin.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Daniel Peixoto, s\u00f3cio da \u00e1rea tribut\u00e1ria do escrit\u00f3rio Machado Meyer, a decis\u00e3o n\u00e3o muda o entendimento do tribunal sobre o tema. O advogado destaca que o julgamento realizado em abril n\u00e3o tratava de cr\u00e9dito presumido e entendeu que os demais incentivos n\u00e3o estavam sujeitos \u00e0 mesma tese.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, diz o advogado, n\u00e3o se trata de mudan\u00e7a de entendimento do STJ de que para o cr\u00e9dito presumido \u00e9 necess\u00e1rio olhar se os crit\u00e9rios foram cumpridos. \u201cN\u00e3o foi essa a decis\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional informou que n\u00e3o comentaria a decis\u00e3o. Em nota, o gabinete do relator, Mauro Campbell Marques, esclareceu que nas situa\u00e7\u00f5es sobre tributa\u00e7\u00e3o de valores de benef\u00edcios fiscais de ICMS, para o cr\u00e9dito presumido de ICMS, que \u00e9 um tipo de incentivo, h\u00e1 o precedente da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o julgado em 2018 (REsp 1517492), mas a regra geral para os demais est\u00e1 no repetitivo julgado em abril (REsp 1945110).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/28\/stj-amplia-efeito-de-decisao-sobre-beneficios-fiscais.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/28\/stj-amplia-efeito-de-decisao-sobre-beneficios-fiscais.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>STF decide que difal de ICMS pode ser cobrado a partir de 5\/4\/22<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Data: 29\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Decis\u00e3o \u00e9 contr\u00e1ria ao pedido dos contribuintes, que esperavam que a cobran\u00e7a fosse validada apenas a partir de 2023<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros do Supremo Tribunal Federal (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/stf\">STF<\/a>) decidiram nesta quarta-feira (29\/11), por seis votos a cinco, que o diferencial de al\u00edquota (difal) de ICMS pode ser cobrado pelos estados a partir de 5 de abril de 2022. A maioria dos magistrados concluiu que a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/lei-complementar-n-190-de-4-de-janeiro-de-2022-372154932\">Lei Complementar 190\/22<\/a>, que regulamentou a cobran\u00e7a do tributo e foi publicada em 5 de janeiro de 2022, deve observar a anterioridade nonagesimal para come\u00e7ar a produzir efeitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, a decis\u00e3o \u00e9 contr\u00e1ria ao pedido dos contribuintes, que esperavam que a cobran\u00e7a fosse validada apenas a partir de 2023. Advogados dos contribuintes ouvidos pelo&nbsp;JOTA&nbsp;aguardam a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o para avaliar se v\u00e3o entrar com embargos de declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda o caso<\/p>\n\n\n\n<p>O difal de ICMS discutido nas a\u00e7\u00f5es \u00e9 cobrado em opera\u00e7\u00f5es envolvendo mercadoria destinada a consumidor final n\u00e3o contribuinte do imposto em outro estado. Nessa modalidade de cobran\u00e7a, a exemplo do que ocorre no com\u00e9rcio eletr\u00f4nico, o fornecedor do bem ou servi\u00e7o \u00e9 respons\u00e1vel por recolher todo o imposto e repassar ao estado do consumidor final o difal de ICMS \u2013 isto \u00e9, a diferen\u00e7a entre a al\u00edquota interna do estado de origem e a al\u00edquota interestadual.<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de se cobrar esse diferencial foi introduzida na Constitui\u00e7\u00e3o pela Emenda Constitucional (EC) 87\/15 e depois regulamentada pelo Conv\u00eanio Confaz 93\/15. Em 2021, no entanto, o STF declarou inconstitucionais cl\u00e1usulas desse conv\u00eanio e decidiu que, a partir de 1\u00ba de janeiro de 2022, o tema deveria estar regulamentado por meio de lei complementar, o que foi realizado por meio da LC 190\/22.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema \u00e9 que a lei complementar s\u00f3 foi publicada em 5 de janeiro de 2022. Com isso, desde a sua edi\u00e7\u00e3o, come\u00e7ou o debate sobre o in\u00edcio dos efeitos da norma, se em 2022 ou em 2023, diante dos princ\u00edpios constitucionais das anterioridades nonagesimal e anual. Pela anterioridade nonagesimal, \u00e9 vedado aos estados cobrar tributos antes de decorridos 90 dias da data de publica\u00e7\u00e3o da lei que os instituiu ou aumentou. Pela anterioridade anual, essa cobran\u00e7a n\u00e3o pode ser realizada no mesmo exerc\u00edcio financeiro da publica\u00e7\u00e3o da lei que institui ou aumenta os tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Noventena foi op\u00e7\u00e3o leg\u00edtima do legislador, decide maioria<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento finalizado nesta quarta-feira (29\/11) no plen\u00e1rio f\u00edsico do STF, venceu a posi\u00e7\u00e3o do relator, ministro Alexandre de Moraes. O magistrado concluiu que a LC 190\/22 n\u00e3o cria nem aumenta tributo e, portanto, por princ\u00edpio, n\u00e3o precisa observar as anterioridades anual nem nonagesimal. Para o relator, o que houve foi a aplica\u00e7\u00e3o de uma \u201ct\u00e9cnica fiscal de distribui\u00e7\u00e3o de receitas entre entes federativos sem repercuss\u00e3o econ\u00f4mica tribut\u00e1ria aos contribuintes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, Moraes fez um ajuste em seu voto em rela\u00e7\u00e3o ao posicionamento estampado quando as a\u00e7\u00f5es estavam no plen\u00e1rio virtual e entendeu que \u00e9 constitucional o artigo 3\u00ba da LC 190\/22, que definiu expressamente a necessidade de observ\u00e2ncia da noventena para que a lei come\u00e7asse a produzir efeitos. Ou seja, para o relator, o difal de ICMS, em princ\u00edpio, n\u00e3o estaria sujeito \u00e0 noventena nem \u00e0 anterioridade anual, mas \u00e9 leg\u00edtima a op\u00e7\u00e3o do legislador em definir a observ\u00e2ncia da noventena. No plen\u00e1rio virtual, Moraes votara para declarar a inconstitucionalidade desse dispositivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a mudan\u00e7a no posicionamento de Moraes, o ministro Dias Toffoli ajustou seu voto para acompanhar o relator integralmente. No plen\u00e1rio virtual, Toffoli havia divergido parcialmente de Moraes justamente para validar o artigo 3\u00ba da LC 190\/22, que definiu expressamente a necessidade de observ\u00e2ncia da noventena. Tamb\u00e9m acompanharam o relator os ministros Nunes Marques, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Lu\u00eds Barroso Barroso.<\/p>\n\n\n\n<p>Diverg\u00eancia<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou vencida a diverg\u00eancia aberta por Edson Fachin. Nesta quarta-feira (29\/11), o ministro reafirmou a posi\u00e7\u00e3o defendida em plen\u00e1rio virtual segundo a qual a LC 190\/22 deve observar tanto a anterioridade anual quanto a nonagesimal. Caso tivesse prevalecido, esse entendimento autorizaria a cobran\u00e7a do difal de ICMS apenas a partir de 2023. Para Fachin, foi o pr\u00f3prio STF que definiu a necessidade de regulamenta\u00e7\u00e3o do difal de ICMS por meio de lei complementar para que ele pudesse ser exigido. Essa regulamenta\u00e7\u00e3o, observa, foi realizada por meio da LC 190\/22.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo quando questionado pelo presidente Lu\u00eds Roberto Barros, Fachin n\u00e3o afirmou que esta lei complementar cria um tributo, mas ressaltou que ela cumpre uma decis\u00e3o do STF que exigiu a regulamenta\u00e7\u00e3o do tema e precisa se sujeitar \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o, inclusive \u00e0s anterioridades anual e nonagesimal. \u201cH\u00e1 um fato jur\u00eddico inequ\u00edvoco. A lei complementar editada por decorr\u00eancia de julgamento deste tribunal [cuja aus\u00eancia] obstava a exigibilidade do tributo entra em vigor em 2022\u201d, disse Fachin. Em outras palavras, para Fachin, como foi a LC 190\/22 que autorizou a cobran\u00e7a do tributo, ela deve respeitar as anterioridades.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, Fachin ressaltou que o artigo 3\u00aa da LC 190\/22 definiu expressamente a observ\u00e2ncia do artigo 150, III, al\u00ednea \u201cc\u201d, da Constitui\u00e7\u00e3o, que trata da noventena. Esse dispositivo, por sua vez, faz refer\u00eancia expressa ao artigo 150, inciso III, al\u00ednea \u201cb\u201d, da Constitui\u00e7\u00e3o, que prev\u00ea o respeito \u00e0 anterioridade anual. Fachin foi acompanhado pelos ministros Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, C\u00e1rmen L\u00facia, Rosa Weber e Ricardo Lewandowski. Os \u00faltimos dois votaram no plen\u00e1rio virtual.<\/p>\n\n\n\n<p>Decis\u00e3o envolve justi\u00e7a fiscal, afirma procurador<\/p>\n\n\n\n<p>Thiago Gonz\u00e1lez, procurador do estado do Rio Grande do Sul e representante do Col\u00e9gio Nacional de Procuradores-Gerais dos Estados e do Distrito Federal (Conpeg) no julgamento, avaliou que o Supremo observou bem os pontos colocados pelos estados. Primeiro, afirmou Gonz\u00e1lez, h\u00e1 uma quest\u00e3o de justi\u00e7a fiscal sens\u00edvel nesse julgamento, que \u00e9 reparti\u00e7\u00e3o entre os entes federativos das receitas provenientes do ICMS. Al\u00e9m disso, destacou, no julgamento do Tema 1093, em 2021, quando o STF concluiu que deveria ser editada uma lei complementar para regulamentar o difal de ICMS, a Corte reconheceu que as leis ordin\u00e1rias que institu\u00edram o diferencial em cada estado eram v\u00e1lidas. Elas s\u00f3 estavam com a efic\u00e1cia suspensa at\u00e9 a edi\u00e7\u00e3o da lei complementar, que, por sua vez, foi sancionada em 5 de janeiro de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo a lei complementar entrou em vigor e definiu que deveria ser observada a anterioridade nonagesimal, o STF entendeu que esse prazo deveria ser respeitado\u201d, disse o procurador, que observou que parte dos estados j\u00e1 observou esse per\u00edodo de 90 dias para come\u00e7ar a cobrar o difal de ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>STF escolheu fragmentos da Constitui\u00e7\u00e3o, criticam advogados<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado Saul Tourinho Leal, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Ayres Britto e representante da Abimaq na ADI 7066, a decis\u00e3o do STF n\u00e3o produziu a melhor interpreta\u00e7\u00e3o poss\u00edvel do artigo 3\u00ba da LC 190\/22. Assim como o ministro Fachin, o advogado sustenta que esse dispositivo fez uma refer\u00eancia expressa ao artigo 150, inciso III, al\u00ednea \u201cc\u201d, da Constitui\u00e7\u00e3o, que prev\u00ea o respeito \u00e0 anterioridade nonagesimal e tamb\u00e9m define que deve ser observado o disposto na al\u00ednea \u201cb\u201d. Esta, por sua vez, trata da anterioridade anual.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Tourinho Leal, esse dispositivo implica a observ\u00e2ncia das duas anterioridades. \u201cN\u00e3o faz sentido a leitura da al\u00ednea \u2018c\u2019 sem a al\u00ednea \u2018b\u2019. Portanto, houve uma interpreta\u00e7\u00e3o que fragmenta a leitura do texto constitucional. Trata-se de uma interpreta\u00e7\u00e3o que, a meu ver, viola a literalidade da Constitui\u00e7\u00e3o. Na pr\u00e1tica, \u00e9 como se o STF tivesse reescrito a al\u00ednea \u2018c\u2019\u201d, diz o advogado<\/p>\n\n\n\n<p>A tributarista Ariane Guimar\u00e3es, s\u00f3cia do Mattos Filho, avalia que a maioria dos ministros do STF escolheu fragmentos do texto constitucional para definir a necessidade de observ\u00e2ncia apenas da noventena. \u201cEssa decis\u00e3o \u00e9 grave sistemicamente. O julgamento n\u00e3o considerou que o Congresso Nacional, de maneira consciente e por prud\u00eancia, elegeu adotar o que prescreve a al\u00ednea \u2018c\u2019 do inciso III do art 150, que \u00e9 apenas e t\u00e3o somente um adendo \u00e0 al\u00ednea \u2018b\u2019, que estabelece a anterioridade. Deixar de considerar a literalidade do dispositivo \u00e9 escolher fragmentos do texto constitucional, arbitrariamente, \u00e9 o mesmo que aniquilar a Constitui\u00e7\u00e3o Federal\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stf-decide-que-difal-de-icms-pode-ser-cobrado-a-partir-de-5-4-22-29112023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stf-decide-que-difal-de-icms-pode-ser-cobrado-a-partir-de-5-4-22-29112023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF retoma julgamento sobre cr\u00e9ditos de ICMS da Zona Franca de Manaus<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/12\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a julgar a validade de medidas da Fazenda do Estado de S\u00e3o Paulo que suprimem cr\u00e9ditos de ICMS relativos a aquisi\u00e7\u00f5es de mercadorias de contribuintes localizados na Zona Franca de Manaus. Por enquanto, tr\u00eas ministros se manifestaram contra a supress\u00e3o dos cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo est\u00e1 sendo julgado no Plen\u00e1rio Virtual. Os demais ministros t\u00eam uma semana para se manifestarem ou suspenderem o julgamento, que termina no dia 11. Pode haver tamb\u00e9m pedido de destaque para a an\u00e1lise ocorrer no plen\u00e1rio f\u00edsico.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi proposta pelo Estado do Amazonas (ADPF 1004). O Estado questiona autua\u00e7\u00f5es do Fisco paulista e decis\u00f5es do Tribunal de Impostos e Taxas do Estado de S\u00e3o Paulo (TIT) que invalidaram cr\u00e9ditos de ICMS relativos \u00e0 compra de mercadorias oriundas do Amazonas, contempladas com incentivos fiscais decorrentes do regime da Zona Franca de Manaus.<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, os ministros analisam se s\u00e3o v\u00e1lidos atos administrativos do Estado que n\u00e3o reconhecem a legitimidade de incentivos fiscais relativos ao ICMS concedidos pelo Amazonas \u00e0s ind\u00fastrias instaladas ou que vierem a se instalar na Zona Franca de Manaus, sem amparo do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o relator, ministro Luiz Fux, a Constitui\u00e7\u00e3o d\u00e1 ao Estado do Amazonas a possibilidade de conceder incentivos fiscais relativos ao ICMS \u00e0s ind\u00fastrias na Zona Franca sem exigir a anu\u00eancia dos demais Estados e do Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Citando o artigo 15 da Lei Complementar n\u00ba 24, de 1975, o relator afirma que os Estados e o DF n\u00e3o podem excluir os incentivos fiscais criados pelo Amazonas no contexto da Zona Franca de Manaus.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, segundo o relator, os Estados n\u00e3o poderiam impedir o uso de cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, o ministro Alexandre de Moraes e a ministra C\u00e1rmen L\u00facia votaram no mesmo sentido. Moraes devolveu pedido de vista acompanhando o relator nessa e tamb\u00e9m em outra a\u00e7\u00e3o envolvendo a Zona Franca de Manaus (4832), na qual a ministra ainda n\u00e3o se manifestou.<\/p>\n\n\n\n<p>Na outra a\u00e7\u00e3o, o governo do Estado de S\u00e3o Paulo questiona a validade de dispositivos da Lei n\u00ba 2.826, de 2003, do Estado do Amazonas, e do Decreto estadual n\u00ba 23.994, do mesmo ano. As normas tratam de incentivos fiscais relativos do ICMS denominados \u201ccr\u00e9dito est\u00edmulo\u201d e \u201ccorredor de importa\u00e7\u00e3o\u201d. O Estado de S\u00e3o Paulo alega que o Estado do Amazonas n\u00e3o poderia conceder benef\u00edcios fiscais relativos ao ICMS \u00e0 revelia do Confaz.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste processo, Fux, ao votar, afirma que a Constitui\u00e7\u00e3o manteve a exig\u00eancia de delibera\u00e7\u00e3o dos Estados e do Distrito Federal para a concess\u00e3o de isen\u00e7\u00f5es, incentivos e benef\u00edcios fiscais relativos ao tributo. Mas, ao mesmo tempo, preservou provisoriamente o regime tribut\u00e1rio diferenciado da Zona Franca de Manaus, dispondo que \u201c\u00e9 mantida a Zona Franca de Manaus, com suas caracter\u00edsticas de \u00e1rea livre de com\u00e9rcio, de exporta\u00e7\u00e3o e importa\u00e7\u00e3o, e de incentivos fiscais, pelo prazo de vinte e cinco anos, a partir da promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o\u201d. O prazo de vig\u00eancia da regra transit\u00f3ria foi ampliado em 60 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, n\u00e3o prospera o argumento de S\u00e3o Paulo de que os incentivos fiscais mantidos na Zona Franca de Manaus seriam somente aqueles relativos a tributos federais, nem que s\u00f3 seriam admitidos os incentivos j\u00e1 existentes na \u00e9poca da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o relator destaca que os incentivos s\u00f3 poderiam ser concedidos \u00e0 revelia do Confaz para a \u00e1rea da Zona Franca de Manaus.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/01\/stf-retoma-julgamento-sobre-crditos-de-icms-da-zona-franca-de-manaus.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/01\/stf-retoma-julgamento-sobre-crditos-de-icms-da-zona-franca-de-manaus.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Estados perdem R$ 109 bilh\u00f5es de ICMS<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Data:27\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A arrecada\u00e7\u00e3o dos estados em ICMS caiu 109 bilh\u00f5es de reais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua base tribut\u00e1vel nos 12 meses que se seguiram \u00e0 edi\u00e7\u00e3o da Lei Complementar 194\/2022. \u00c9 o que apresenta a&nbsp;<a href=\"https:\/\/comsefaz.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/NOTA-TECNICA-COMSEFAZ-023-2023-Impactos-das-LCs-192.22-e-LCs-194.22-sobre-arrecadacao-de-ICMS-dos-estados1-1.pdf\">Nota T\u00e9cnica do Comsefaz \u201cImpactos das LC 192\/22 e 194\/22 sobre arrecada\u00e7\u00e3o de ICMS dos Estados\u201d<\/a>. A base tribut\u00e1vel \u00e9 o segmento do montante do Produto Interno Bruto que serve \u00e0s bases de c\u00e1lculo do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a queda de ICMS entre 2022 e 2023, no primeiro semestre deste ano, seja de 6% em termos nominais, o que representa cerca de R$ 40 bilh\u00f5es, a queda efetiva medida a partir do exerc\u00edcio anual contrafactual da base tribut\u00e1vel foi de R$ 109 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo da nota \u00e9 \u201cmostrar que, enquanto os fatores por tr\u00e1s do aumento de pre\u00e7os e de receita de ICMS entre 2021 e 2022 eram eminentemente transit\u00f3rios e c\u00edclicos, a queda produzida pelas LC 192\/22 e LC 194\/22 \u00e9 permanente e estrutural, exigindo ajustes com objetivo de estabilizar o equil\u00edbrio fiscal de estados e munic\u00edpios\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a edi\u00e7\u00e3o da lei complementar federal que reduziu a arrecada\u00e7\u00e3o dos estados durante a corrida eleitoral de 2022, o Comsefaz orientou os estados sobre como nivelar as al\u00edquotas modais do ICMS para que n\u00e3o sofressem perda de recursos em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Menos da metade dos estados conseguiu recompor sua base de receitas e todos que tiveram esta iniciativa o fizeram parcialmente, aproximadamente mantendo apenas uma tributa\u00e7\u00e3o equivalente a 55% da anterior, em m\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA arrecada\u00e7\u00e3o perdeu for\u00e7a em 2022 devido \u00e0s altera\u00e7\u00f5es na cobran\u00e7a do tributo, iniciadas em junho de 2022, resultando em uma retra\u00e7\u00e3o de -2,75% ao final deste ano. Os ganhos tribut\u00e1rios com o ICMS ca\u00edram, em termos reais, em todos os Estados de 2021 e 2022. O principal destaque para a queda foi o Rio Grande do Sul (-15,1%). Para o per\u00edodo mais atual, temos uma nova desacelera\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o no in\u00edcio de 2023. No comparativo entre janeiro e agosto de 2022 e 2023, h\u00e1 uma queda real de -7,6%, totalizando R$37 bilh\u00f5es\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>A Nota confirma ainda que a mudan\u00e7a da al\u00edquota modal em alguns estados a partir de abril de 2023 como forma de compensa\u00e7\u00e3o das perdas de arrecada\u00e7\u00e3o, somado a isso o in\u00edcio do per\u00edodo de vig\u00eancia da al\u00edquota ad rem para os combust\u00edveis, entre o final do primeiro semestre e in\u00edcio do segundo semestre deste ano, contribu\u00edram para a recupera\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o de ICMS para essas unidades da federa\u00e7\u00e3o a partir de junho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cConsiderando que o aumento do imposto est\u00e1 sujeito \u00e0 noventena, que impede sua cobran\u00e7a antes de 90 dias da data da publica\u00e7\u00e3o do ato normativo correspondente, o in\u00edcio da cobran\u00e7a das al\u00edquotas majoradas em cada Estado varia entre 08\/03 e 01\/04\/2023, per\u00edodo no qual come\u00e7a a ser observada a recupera\u00e7\u00e3o de arrecada\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/comsefaz.org.br\/novo\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/NOTA-TECNICA-COMSEFAZ-023-2023-Impactos-das-LCs-192.22-e-LCs-194.22-sobre-arrecadacao-de-ICMS-dos-estados1-1.pdf\">Leia na \u00edntegra a nota t\u00e9cnica<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Combust\u00edveis, energia el\u00e9trica e telecomunica\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>A Nota tamb\u00e9m avalia a reduzida mitiga\u00e7\u00e3o das perdas por setor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs combust\u00edveis apresentaram quebra estrutural em julho\/agosto de 2022, com pequena recupera\u00e7\u00e3o a partir de junho de 2023\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 energia el\u00e9trica, a al\u00edquota mais baixa de 17% e 18% continuou vigorando, mas a partir de mar\u00e7o e abril de 2023 \u00e9 poss\u00edvel identificar uma pequena recupera\u00e7\u00e3o da receita em raz\u00e3o dos efeitos relativos \u00e0 reinclus\u00e3o da Tust\/Tusd na base de c\u00e1lculo do ICMS, em conformidade com a decis\u00e3o do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs empresas de telecomunica\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m demoraram algum tempo para implementar a redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas, raz\u00e3o pela qual a quebra estrutural das receitas s\u00f3 se verifica a partir de agosto de 2022\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Proje\u00e7\u00f5es para o 2\u00b0 semestre de 2023<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa \u00e9 de o ICMS chegue a R$ 690 bilh\u00f5es em 2023, pr\u00f3ximo aos valores de 2022, mantida a tend\u00eancia do primeiro para o segundo semestre:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 preciso tamb\u00e9m monitorar como a base do ICMS ir\u00e1 evoluir daqui para frente, tendo em vista eventuais diferenciais de infla\u00e7\u00e3o entre o setor industrial e o setor de servi\u00e7os. Se a infla\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os superar a dos bens industrializados, como \u00e9 poss\u00edvel de se esperar pela revers\u00e3o do movimento c\u00edclico anteriormente citado, a receita de ICMS tenderia a crescer abaixo do PIB nominal, agudizando a perda estrutural de arrecada\u00e7\u00e3o\u201d,&nbsp;conclui&nbsp;a&nbsp;nota.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-comsefaz wp-block-embed-comsefaz\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"TZ5IblSuSn\"><a href=\"https:\/\/comsefaz.org.br\/novo\/estados-perdem-r-109-bilhoes-de-icms\/\">Estados perdem R$ 109 bilh\u00f5es de ICMS<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Estados perdem R$ 109 bilh\u00f5es de ICMS&#8221; &#8212; Comsefaz\" src=\"https:\/\/comsefaz.org.br\/novo\/estados-perdem-r-109-bilhoes-de-icms\/embed\/#?secret=HgeuxCBrFm#?secret=TZ5IblSuSn\" data-secret=\"TZ5IblSuSn\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Tributa\u00e7\u00e3o no destino vai desonerar exporta\u00e7\u00f5es brasileiras, aponta<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>pesquisador do Ipea<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Prevista na reforma tribut\u00e1ria, a ado\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio do destino vai contribuir para desonerar as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras, avalia Sergio Wulff Gobetti, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), cedido \u00e0 Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul (Sefaz-RS).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal e a Lei Kandir, produtos e servi\u00e7os destinados ao exterior devem ser isentos de impostos, como ICMS e IPI. Mas, na pr\u00e1tica, o sistema tribut\u00e1rio dificulta a desonera\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es, o que diminui a competitividade das empresas no com\u00e9rcio exterior, avaliam especialistas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Gobetti explica que um dos motivos por tr\u00e1s do problema se deve ao fato de o pa\u00eds tributar as opera\u00e7\u00f5es na origem, ou seja, onde h\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o dos bens e servi\u00e7os. Segundo o pesquisador, o arranjo complica a recupera\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios pelas empresas exportadoras.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDigamos que uma empresa esteja no Rio Grande do Sul, mas ela comprou insumo de uma empresa de S\u00e3o Paulo. Quando ela pagou o imposto por esse insumo, o imposto ficou em S\u00e3o Paulo, mas a quem ele vai cobrar a restitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito referente ao ICMS que ele pagou? Rio Grande do Sul. E qual o problema para ele obter a restitui\u00e7\u00e3o desse cr\u00e9dito? Digamos que essa empresa s\u00f3 exporte. Ela est\u00e1 isenta. Ela teria que receber parte do imposto de volta. S\u00f3 que ela vai estar cobrando de um estado que n\u00e3o recebeu aquele imposto, porque o imposto foi pago em outro lugar. Cria uma dificuldade\u201d, ilustra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Barreiras<\/p>\n\n\n\n<p>Um estudo da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) publicado este ano aponta que os dez maiores estados exportadores do Brasil limitam a compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de ICMS por parte de empresas que vendem produtos ao exterior. O levantamento mostra que os estados imp\u00f5em uma s\u00e9rie de condi\u00e7\u00f5es para que o setor produtivo possa utilizar os cr\u00e9ditos acumulados, seja para compensa\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos das empresas com os fiscos, seja para transfer\u00eancia dos saldos acumulados a terceiros.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Outro levantamento da entidade \u2013 este de 2018 \u2013 afirma que 1 a cada 3 empresas que teriam direito ao ressarcimento de cr\u00e9ditos de ICMS n\u00e3o consegue receber o estorno.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O texto da Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) 45\/2019, que trata da reforma tribut\u00e1ria, estabelece que os novos impostos v\u00e3o incidir nos locais onde h\u00e1 o consumo dos produtos ou servi\u00e7os e n\u00e3o mais onde eles s\u00e3o produzidos. Segundo Gobetti, ao implementar o princ\u00edpio do destino, o pa\u00eds vai passar a tratar as exporta\u00e7\u00f5es como deve ser.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse tipo de situa\u00e7\u00e3o acaba com a reforma tribut\u00e1ria, na medida em que o imposto n\u00e3o vai mais ficar com o estado de origem, mas, sim, com o estado do destino. No caso que eu citei, quando a empresa comprar o insumo em S\u00e3o Paulo, esse imposto n\u00e3o vai ficar com S\u00e3o Paulo, vai ficar com o Rio Grande do Sul e vai ser para o Rio Grande do Sul que ela vai pedir a devolu\u00e7\u00e3o e receber de volta o imposto pago pelos seus insumos\u201d, lembra.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Favor\u00e1vel \u00e0 reforma, a senadora Professora Dorinha (Uni\u00e3o-TO) diz que a mudan\u00e7a da tributa\u00e7\u00e3o da origem para o destino trar\u00e1 justi\u00e7a para os estados exportadores. \u200b\u200b\u201d Meu estado \u00e9 um estado exportador, que deveria estar sendo compensado pela Lei Kandir. \u00c9 um estado que consome, um estado que vive de&nbsp;commodity&nbsp;e a tributa\u00e7\u00e3o na origem sempre atrapalhou o meu estado\u201d, exemplifica a parlamentar do Tocantins. \u201cO texto precisa de ajustes, mas entendo que foi importante ter votado\u201d, afirma.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A PEC tamb\u00e9m traz dispositivos que reafirmam que o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) \u2013 substituto do ICMS \u2013 e o Imposto Seletivo n\u00e3o v\u00e3o incidir sobre as exporta\u00e7\u00f5es, assegurando \u00e0s empresas a manuten\u00e7\u00e3o e o aproveitamento de cr\u00e9ditos relativos \u00e0 compra de insumos, direitos ou servi\u00e7os.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/brasil61.com\/n\/tributacao-no-destino-vai-desonerar-exportacoes-brasileiras-aponta-pesquisador-do-ipea-pind234365#:~:text=Prevista%20na%20reforma%20tribut%C3%A1ria%2C%20a,Sul%20(Sefaz%2DRS)\">https:\/\/brasil61.com\/n\/tributacao-no-destino-vai-desonerar-exportacoes-brasileiras-aponta-pesquisador-do-ipea-pind234365#:~:text=Prevista%20na%20reforma%20tribut%C3%A1ria%2C%20a,Sul%20(Sefaz%2DRS)<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Texto da reforma tribut\u00e1ria aprovado pelo Senado aumenta temas para regulamenta\u00e7\u00e3o futura&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo especialistas, quest\u00f5es em aberto exigir\u00e3o leis complementares mais complexas.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto da reforma tribut\u00e1ria aprovado pelo Senado aumentou o n\u00famero de temas que depender\u00e3o de regulamenta\u00e7\u00e3o em futuras leis em compara\u00e7\u00e3o com a vers\u00e3o votada inicialmente pela C\u00e2mara. Os n\u00fameros variam a depender dos crit\u00e9rios utilizados, mas escrit\u00f3rios de advocacia consultados pelo Valor apontam entre 20 e 30 pontos a mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso n\u00e3o significa que ser\u00e3o necess\u00e1rias mais leis complementares ou ordin\u00e1rias para regulamentar a reforma. Na avalia\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicos do governo, ser\u00e3o necess\u00e1rias, com certeza, tr\u00eas leis principais. Uma delas ser\u00e1 para regulamentar os dois tributos que comp\u00f5em o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual &#8211; o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS). Outra tratar\u00e1 do comit\u00ea gestor do IBS e uma terceira regulamentar\u00e1 o imposto seletivo. Mas, com a quantidade maior de quest\u00f5es em aberto, essas leis tratar\u00e3o de mais temas e ser\u00e3o mais complexas.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os pontos acrescidos pelo Senado est\u00e3o regimes especiais para servi\u00e7os de saneamento, concess\u00e3o de rodovias e opera\u00e7\u00f5es com microgera\u00e7\u00e3o e minigera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda de energia el\u00e9trica. Tamb\u00e9m h\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o de novos fundos regionais e de uma Contribui\u00e7\u00e3o de Interven\u00e7\u00e3o no Dom\u00ednio Econ\u00f4mico (Cide) para garantir a competitividade da zona franca de Manaus. Por outro lado, o Senado j\u00e1 definiu regras para divis\u00e3o dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR), algo que a C\u00e2mara n\u00e3o tinha feito.<\/p>\n\n\n\n<p>Levantamentos realizados por tr\u00eas grandes escrit\u00f3rios de advocacia a pedido do Valor mostram que houve um aumento nos pontos que precisam de regulamenta\u00e7\u00e3o. Para o Mannrich e Vasconcelos, a vers\u00e3o da C\u00e2mara exigia o detalhamento de 54 pontos, contra 70 na reda\u00e7\u00e3o do Senado. Segundo o Brigag\u00e3o, Duque Estrada, os deputados deixaram 41 temas em aberto e os senadores, 61. Na avalia\u00e7\u00e3o do Demarest, foram 69 itens na C\u00e2mara e 98 no Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferen\u00e7as de metodologia explicam os n\u00fameros divergentes entre os tr\u00eas estudos &#8211; como considerar que cada atividade beneficiada com al\u00edquota reduzida \u00e9 um tema diferente ou n\u00e3o, mas todos apontam no mesmo caminho alertado por especialistas: a reforma tribut\u00e1ria que saiu do Senado diminuiu a simplifica\u00e7\u00e3o desejada e deixou mais assuntos em aberto.<\/p>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o de leis complementares para tratar de alguns temas que n\u00e3o devem constar na Constitui\u00e7\u00e3o \u00e9 normal, segundo especialistas ouvidos pelo Valor. Mas as previs\u00f5es indicam que, pelo menos nos pr\u00f3ximos dois anos, o governo vai precisar manter as negocia\u00e7\u00f5es para aprovar pontos-chave da reforma e setores precisam seguir atentos a regulamenta\u00e7\u00f5es, estejam eles em regras de exce\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Se algum dos projetos for tramitar mais rapidamente faria sentido ser o que trata do comit\u00ea gestor, segundo os t\u00e9cnicos. A ideia preliminar \u00e9 que o projeto seja conduzido por Estados e munic\u00edpios com a participa\u00e7\u00e3o do governo federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Para um dos t\u00e9cnicos, n\u00e3o faz diferen\u00e7a ter mais ou menos indica\u00e7\u00f5es de lei complementar, porque n\u00e3o ser\u00e1 necess\u00e1ria uma lei para cada ponto mencionado na PEC. \u201cDe forma geral, as remiss\u00f5es s\u00e3o para a lei complementar que vai regulamentar IBS e CBS\u201d, afirma. A Secretaria Extraordin\u00e1ria de Reforma Tribut\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Fazenda tamb\u00e9m fez um levantamento dos pontos a serem regulamentados, mas apenas para consumo interno.<\/p>\n\n\n\n<p>O ideal para os t\u00e9cnicos seria aprovar as leis complementares em 2024, para resolver quest\u00f5es operacionais antes de come\u00e7ar o per\u00edodo de teste em 2026. O texto da PEC prev\u00ea prazo de 180 dias para envio das leis regulamentares, mas os t\u00e9cnicos preferem trabalhar com um prazo mais curto, a depender da colabora\u00e7\u00e3o com Estados e munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 esperado que, ao regulamentar regimes espec\u00edficos, existam press\u00f5es setoriais &#8211; inclusive porque s\u00e3o leis complementares que ir\u00e3o definir com clareza a lista de bens e servi\u00e7os que ter\u00e3o al\u00edquotas reduzidas. Os t\u00e9cnicos pretendem mostrar como diferentes op\u00e7\u00f5es nessas regulamenta\u00e7\u00f5es podem afetar a al\u00edquota padr\u00e3o do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCertamente essa segunda etapa talvez seja at\u00e9 mais complexa que a primeira\u201d, afirma Gustavo Brigag\u00e3o, s\u00f3cio do Brigag\u00e3o, Duque Estrada Advogados. Por enquanto, a discuss\u00e3o \u00e9 de nortes de como o sistema vai funcionar, as leis complementares v\u00e3o descer aos detalhes. \u201c\u00c9 nos detalhes que o diabo mora\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado, o volume de itens em leis complementares vai gerar necessidade de discuss\u00f5es muito intensas no Congresso Nacional. \u201cO que n\u00e3o pode acontecer \u00e9 essas leis complementares n\u00e3o serem votadas\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa segunda etapa talvez seja at\u00e9 mais complexa que a primeira\u201d \u2014 Gustavo Brigag\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>As leis complementares s\u00e3o importantes porque n\u00e3o cabe o tratamento de todos os temas na Constitui\u00e7\u00e3o, mas o advogado considera que algumas delega\u00e7\u00f5es \u00e0 lei complementar s\u00e3o \u201cequivocadas\u201d. O tributarista lembra que, no passado, a falta de algumas defini\u00e7\u00f5es na Constitui\u00e7\u00e3o j\u00e1 levou a problemas, como o conceito de n\u00e3o cumulatividade de PIS e Cofins, que gerou grande contencioso tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na reda\u00e7\u00e3o atual, a preocupa\u00e7\u00e3o do advogado est\u00e1 na determina\u00e7\u00e3o de que o imposto n\u00e3o ser\u00e1 cumulativo, compensando-se em todas as opera\u00e7\u00f5es excetuadas as consideradas de uso e consumo pessoal. \u201cUm conceito important\u00edssimo, que \u00e9 o de uso e consumo, delegam para a lei complementar. Abre brecha para um contencioso enorme\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A tributarista Ana Claudia Utumi, s\u00f3cia do Utumi Advogados tamb\u00e9m destaca que muito do que vem se discutindo como garantias aos contribuintes, como cr\u00e9dito amplo, dependem de leis complementares. \u201cO que ser\u00e1 considerado bem de uso pessoal \u00e9 uma defini\u00e7\u00e3o importante, porque determina se posso tomar cr\u00e9dito ou n\u00e3o. A lei complementar pode trazer um crit\u00e9rio mais ou menos restritivo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para Thais Shingai, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Mannrich Vasconcelos, outro ponto relevante \u00e9 o das redu\u00e7\u00f5es de al\u00edquotas. \u201cQuanto mais clara e assertiva for a lei complementar menos margem para complexidade e contencioso vamos ter.\u201d A advogada refor\u00e7a que, para a reforma de fato come\u00e7ar, \u00e9 necess\u00e1rio que pelo menos dois pontos sejam tratados em leis compl complementares: o detalhamento do IBS e da CBS. Shingai lembra que o qu\u00f3rum para lei complementar torna mais f\u00e1cil a aprova\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao de emenda constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUma vez alterada a Constitui\u00e7\u00e3o, come\u00e7a o jogo de verdade\u201d, afirma Douglas Mota, s\u00f3cio do Demarest Advogados. Segundo o tributarista, muitos itens est\u00e3o sendo deixados para lei complementar e uma norma j\u00e1 seria suficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o dois anos para as leis complementares. Umas s\u00e3o mais urgentes do que outras\u201d, afirma. O advogado estima que os pontos que precisam de lei complementar passaram de 79 para 98 inclusive porque foram criados novos regimes especiais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuanto maior a demora para aprovar a lei mais inseguran\u00e7a para novos investimentos\u201d, afirma Bruno Checchia, s\u00f3cio do Bichara Advogados. Existe medo que o imposto seletivo se torne o que \u00e9 hoje o imposto sobre grandes fortunas, segundo Checchia &#8211; um tributo para o qual a Constitui\u00e7\u00e3o exige lei complementar e a norma nunca foi feita. A maioria dos temas s\u00e3o urgentes, segundo o advogado, e a partilha em muitas leis torna mais desafiadora a negocia\u00e7\u00e3o de cada uma delas.<\/p>\n\n\n\n<p>Presidente do grupo de trabalho da C\u00e2mara que tratou da reforma, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) disse que o importante \u00e9 que a PEC do Senado n\u00e3o ampliou o n\u00famero de leis complementares que ser\u00e3o necess\u00e1rias. \u201cS\u00e3o apenas mais pontos a serem tratados nas leis previstas. N\u00e3o \u00e9 nada absurdo, n\u00e3o, perante um sistema tribut\u00e1rio que atualmente tem 60 mil normas\u201d, disse. Ele destacou que o Congresso evitar\u00e1 o \u201cping-pong\u201d da PEC entre as Casas e o fatiamento e, por isso, os deputados v\u00e3o trabalhar apenas com a supress\u00e3o de pontos j\u00e1 aprovados pelos senadores, mas sem apresentar novas propostas ou altera\u00e7\u00f5es de m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>O economista e deputado federal Mauro Benevides (PDT-CE) tamb\u00e9m concorda que o importante n\u00e3o \u00e9 se h\u00e1 20 ou 30 pontos a mais de regulamenta\u00e7\u00e3o, mas a complexidade disso. \u201cO problema \u00e9 se s\u00e3o regulamenta\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis de serem redigidas e entendidas pelo meio jur\u00eddico ou se podem provocar controv\u00e9rsias. \u00c9 isso que vamos analisar. N\u00e3o me preocupo com o n\u00famero. Me preocupo com a complexidade dos itens que v\u00e3o ser regulamentados\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>A assessoria do relator da reforma tribut\u00e1ria no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), disse em nota que \u201cos dados n\u00e3o podem ser validados\u201d e que a Consultoria do Senado indicou 57 pontos de regulamenta\u00e7\u00e3o no texto da C\u00e2mara. Mas, questionada, n\u00e3o revelou quais s\u00e3o esses itens e qual o n\u00famero de temas pendentes no texto do Senado. A assessoria institucional do Senado n\u00e3o respondeu ao pedido para mais informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Braga ainda afirmou, na nota, que esses n\u00fameros n\u00e3o podem \u201cmedir qualquer complexidade\u201d. \u201cO relator [&#8230;] estabeleceu um prazo m\u00e1ximo de 180 dias para o Minist\u00e9rio da Fazenda propor a regulamenta\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as aprovadas no \u00e2mbito da PEC. Toda essa regulamenta\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser reunida em cerca de 3 ou 4 leis complementares, conforme o pr\u00f3prio minist\u00e9rio j\u00e1 sinalizou, independentemente do n\u00famero de pontos que precisar\u00e3o de regula\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/11\/27\/texto-da-tributaria-aprovado-pelo-senado-aumenta-temas-para-regulamentacao-futura.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/11\/27\/texto-da-tributaria-aprovado-pelo-senado-aumenta-temas-para-regulamentacao-futura.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de consulta n\u00b0 6166, de 06 de novembro de 2023<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/11\/2023&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assunto: Normas Gerais de Direito Tribut\u00e1rio<br>PERSE. REDU\u00c7\u00c3O DE AL\u00cdQUOTAS A ZERO. ATIVIDADE ECON\u00d4MICA PREVISTA NO ANEXO II DA PORTARIA ME N\u00ba&nbsp;7.163, DE 2021, NO ANEXO II DA PORTARIA ME N\u00ba&nbsp;11.266, DE 2022, E NO ART. 4\u00ba, \u00a7 5\u00ba, DA LEI N\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, COM REDA\u00c7\u00c3O DA LEI N\u00ba&nbsp;14.592, DE 2023. TRANSPORTE RODOVI\u00c1RIO COLETIVO DE PASSAGEIROS, SOB REGIME DE FRETAMENTO, MUNICIPAL, INTERMUNICIPAL, INTERESTADUAL E INTERNACIONAL (CNAES 4929-9\/01 E 4929-9\/02).<br>O benef\u00edcio fiscal previsto no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, pode ser aplicado \u00e0s receitas e aos resultados decorrentes do exerc\u00edcio de atividade econ\u00f4mica integrante do Anexo II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 2021, do Anexo II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 2022, e do art. 4\u00ba, \u00a7 5\u00ba, da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, com reda\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 2023, desde que atendidos os requisitos da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, inclusive as normas de direito intertemporal aplic\u00e1veis a essa mat\u00e9ria.<br>A pessoa jur\u00eddica que, em 18 de mar\u00e7o de 2022, estivesse regularmente inscrita no Cadastur e ostentasse c\u00f3digo da CNAE integrante do Anexo II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 2021, do Anexo II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 2022, e do art. 4\u00ba, \u00a7 5\u00ba, da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, com reda\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 2023, pode usufruir o benef\u00edcio fiscal previsto no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, do m\u00eas de mar\u00e7o de 2022 ao m\u00eas de fevereiro de 2027, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep, \u00e0 Cofins, \u00e0 CSLL e ao IRPJ, desde que sejam atendidos os requisitos previstos na legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, inclusive o de que as atividades econ\u00f4micas em quest\u00e3o estejam efetivamente relacionadas a alguma das \u00e1reas do setor de eventos arroladas no art. 2\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, e o de que haja segrega\u00e7\u00e3o das receitas e resultados em quest\u00e3o, para fins de aplica\u00e7\u00e3o do mencionado benef\u00edcio fiscal.<br>SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA VINCULADA \u00c0S SOLU\u00c7\u00d5ES DE CONSULTA COSIT N\u00ba&nbsp;215, DE 19 DE SETEMBRO DE 2023, E N\u00ba&nbsp;225, DE 27 DE SETEMBRO DE 2023.<br>Dispositivos Legais: Constitui\u00e7\u00e3o Federal, de 1988, arts. 150 e 195, \u00a7\u00a7 3\u00ba&nbsp;e 6\u00ba; Lei n\u00ba&nbsp;5.172, de 25 de outubro de 1966, arts. 105 e 106; Lei Complementar n\u00ba&nbsp;123, de 14 de dezembro de 2006, art. 24, caput e \u00a7 1\u00ba; Lei n\u00ba&nbsp;9.069, de 29 de junho de 1995, art. 60; Lei n\u00ba&nbsp;9.718, de 27 de novembro de 1998, art. 14, IV; Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 3 de maio de 2021, arts. 1\u00ba&nbsp;ao 7\u00ba; Medida Provis\u00f3ria n\u00ba&nbsp;1.147, de 20 de dezembro de 2022, arts. 1\u00ba&nbsp;e 3\u00ba; Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 30 de maio de 2023, arts. 1\u00ba&nbsp;e 15; Decreto Legislativo n\u00ba&nbsp;6, de 20 de mar\u00e7o de 2020; Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 21 de junho de 2021; Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 29 de dezembro de 2022; e Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.114, de 31 de outubro de 2022.<br>Assunto: Processo Administrativo Fiscal<br>CONSULTA SOBRE A INTERPRETA\u00c7\u00c3O DA LEGISLA\u00c7\u00c3O TRIBUT\u00c1RIA FEDERAL. INEFIC\u00c1CIA.<br>N\u00e3o produz efeitos o questionamento que consista em pedido, \u00e0 Receita Federal, de presta\u00e7\u00e3o de assessoria jur\u00eddica ou cont\u00e1bil-fiscal.<br>Dispositivos Legais: Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.058, de 9 de dezembro de 2021, art. 27, XIV.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134975\">http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134975<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de consulta n\u00b0 6167, de 06 de novembro de 2023&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Assunto: Normas Gerais de Direito Tribut\u00e1rio<br>PERSE. REDU\u00c7\u00c3O DE AL\u00cdQUOTAS A ZERO. ATIVIDADE ECON\u00d4MICA PREVISTA NO ANEXO I DA PORTARIA ME N\u00ba&nbsp;7.163, DE 2021, E N\u00c3O MENCIONADA NA PORTARIA ME N\u00ba&nbsp;11.266, DE 2022, NEM NO ART. 4\u00ba&nbsp;DA LEI N\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, COM REDA\u00c7\u00c3O DA LEI N\u00ba&nbsp;14.592, DE 2023. FORNECIMENTO DE ALIMENTOS PREPARADOS PREPONDERANTEMENTE PARA EMPRESAS (CNAE 5620-1\/01).<br>POSSIBILIDADE E PER\u00cdODO DE FRUI\u00c7\u00c3O DO BENEF\u00cdCIO FISCAL.<br>O benef\u00edcio fiscal previsto no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, pode ser aplicado \u00e0s receitas e aos resultados decorrentes do exerc\u00edcio de atividade econ\u00f4mica integrante do Anexo I da Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 2021, e n\u00e3o mencionada na Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 2022, nem no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, com reda\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 2023, desde que atendidos os requisitos da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, inclusive as normas de direito intertemporal aplic\u00e1veis a essa mat\u00e9ria.<br>A pessoa jur\u00eddica que, em 18 de mar\u00e7o de 2022, ostentasse o c\u00f3digo 5620-1\/01 da CNAE pode usufruir o benef\u00edcio fiscal previsto no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, do m\u00eas de mar\u00e7o de 2022 ao m\u00eas de abril de 2023, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep, \u00e0 Cofins e \u00e0 CSLL, e do m\u00eas de mar\u00e7o de 2022 ao m\u00eas de dezembro de 2023, em rela\u00e7\u00e3o ao IRPJ, desde que sejam atendidos os requisitos previstos na legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, inclusive o de que as atividades econ\u00f4micas em quest\u00e3o estejam efetivamente relacionadas a alguma das \u00e1reas do setor de eventos arroladas no art. 2\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, e o de que haja segrega\u00e7\u00e3o das receitas e resultados em quest\u00e3o, para fins de aplica\u00e7\u00e3o do mencionado benef\u00edcio fiscal.<br>SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA VINCULADA \u00c0S SOLU\u00c7\u00d5ES DE CONSULTA COSIT N\u00ba&nbsp;51, DE 1\u00ba&nbsp;DE MAR\u00c7O DE 2023, N\u00ba&nbsp;215, DE 19 DE SETEMBRO DE 2023, E N\u00ba&nbsp;225, DE 27 DE SETEMBRO DE 2023.<br>Dispositivos Legais: Constitui\u00e7\u00e3o Federal, de 1988, arts. 150 e 195, \u00a7\u00a7 3\u00ba&nbsp;e 6\u00ba; Lei n\u00ba&nbsp;5.172, de 25 de outubro de 1966, arts. 105 e 106; Lei Complementar n\u00ba&nbsp;123, de 14 de dezembro de 2006, art. 24, caput e \u00a7 1\u00ba; Lei n\u00ba&nbsp;9.069, de 29 de junho de 1995, art. 60; Lei n\u00ba&nbsp;9.718, de 27 de novembro de 1998, art. 14, IV; Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 3 de maio de 2021, arts. 1\u00ba&nbsp;ao 7\u00ba; Medida Provis\u00f3ria n\u00ba&nbsp;1.147, de 20 de dezembro de 2022, arts. 1\u00ba&nbsp;e 3\u00ba; Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 30 de maio de 2023, arts. 1\u00ba&nbsp;e 15; Decreto Legislativo n\u00ba&nbsp;6, de 20 de mar\u00e7o de 2020; Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 21 de junho de 2021; Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 29 de dezembro de 2022; e Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.114, de 31 de outubro de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134976\">http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134976<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de consulta n\u00b0 6168, de o6 de novembro de 2023<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/11\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assunto: Normas Gerais de Direito Tribut\u00e1rio<br>PERSE. REDU\u00c7\u00c3O DE AL\u00cdQUOTAS A ZERO.<br>REGIME TRIBUT\u00c1RIO DO BENEFICI\u00c1RIO.<br>Desde que atendidos os requisitos da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, o benef\u00edcio fiscal previsto no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, \u00e9 aplic\u00e1vel \u00e0s pessoas jur\u00eddicas que, no per\u00edodo de sua frui\u00e7\u00e3o, apurem o Imposto sobre a Renda com base no lucro real, presumido ou arbitrado.<br>O referido benef\u00edcio fiscal n\u00e3o se aplica a per\u00edodos em que o poss\u00edvel benefici\u00e1rio esteja sujeito \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o pela sistem\u00e1tica do Simples Nacional.<br>A aplica\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio fiscal previsto no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, n\u00e3o depende do regime de apura\u00e7\u00e3o do Imposto sobre a Renda adotado pela pessoa jur\u00eddica no termo inicial de vig\u00eancia do referido artigo (18 de mar\u00e7o de 2022).<br>Desde que atendidos os requisitos da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, o benef\u00edcio fiscal previsto no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, pode aplicar-se \u00e0s pessoas jur\u00eddicas que, apesar de serem optantes pela sistem\u00e1tica de tributa\u00e7\u00e3o do Simples Nacional na data de 18 de mar\u00e7o de 2022, foram posteriormente exclu\u00eddas desse regime, a pedido ou de of\u00edcio.<br>ATIVIDADE ECON\u00d4MICA PREVISTA NO ANEXO II DA PORTARIA ME N\u00ba&nbsp;7.163, DE 2021, MAS N\u00c3O MENCIONADA NA PORTARIA ME N\u00ba&nbsp;11.266, DE 2022, NEM NO ART. 4\u00ba&nbsp;DA LEI N\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, COM REDA\u00c7\u00c3O DA LEI N\u00ba&nbsp;14.592, DE 2023. FABRICA\u00c7\u00c3O DE VINHO (CNAE 1112-7\/00). POSSIBILIDADE DE FRUI\u00c7\u00c3O DO BENEF\u00cdCIO FISCAL.<br>Na hip\u00f3tese de atividade econ\u00f4mica listada no Anexo II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 2021, mas n\u00e3o mencionada na Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 2022, nem no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, com reda\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 2023, o benef\u00edcio fiscal previsto no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, pode ser usufru\u00eddo no per\u00edodo de mar\u00e7o de 2022 a abril de 2023, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep, \u00e0 Cofins e \u00e0 CSLL, e de mar\u00e7o de 2022 a dezembro de 2023, em rela\u00e7\u00e3o ao IRPJ, por pessoa jur\u00eddica que, em 18 de mar\u00e7o de 2022, ostentasse o c\u00f3digo da referida atividade na CNAE e estivesse regularmente inscrita no Cadastur, desde que sejam atendidos os requisitos previstos na legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia inclusive o de que as atividades econ\u00f4micas em quest\u00e3o estejam efetivamente relacionadas a alguma das \u00e1reas do setor de eventos arroladas no art. 2\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, e o de que haja segrega\u00e7\u00e3o das receitas e resultados em quest\u00e3o, para fins de aplica\u00e7\u00e3o do mencionado benef\u00edcio fiscal.<br>SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA VINCULADA \u00c0S SOLU\u00c7\u00d5ES DE CONSULTA COSIT N\u00ba&nbsp;67, DE 22 DE MAR\u00c7O DE 2023, N\u00ba&nbsp;215, DE 19 DE SETEMBRO DE 2023, E N\u00ba&nbsp;225, DE 27 DE SETEMBRO DE 2023.<br>Dispositivos Legais: Constitui\u00e7\u00e3o Federal, de 1988, arts. 150 e 195, \u00a7\u00a7 3\u00ba&nbsp;e 6\u00ba; Lei n\u00ba&nbsp;5.172, de 25 de outubro de 1966, arts. 105 e 106; Lei Complementar n\u00ba&nbsp;123, de 14 de dezembro de 2006, art. 24, caput e \u00a7 1\u00ba; Lei n\u00ba&nbsp;9.069, de 29 de junho de 1995, art. 60; Lei n\u00ba&nbsp;9.718, de 27 de novembro de 1998, art. 14, IV; Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 3 de maio de 2021, arts. 1\u00ba&nbsp;ao 7\u00ba; Medida Provis\u00f3ria n\u00ba&nbsp;1.147, de 20 de dezembro de 2022, arts. 1\u00ba&nbsp;e 3\u00ba; Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 30 de maio de 2023, arts. 1\u00ba&nbsp;e 15; Decreto Legislativo n\u00ba&nbsp;6, de 20 de mar\u00e7o de 2020; Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 21 de junho de 2021; Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 29 de dezembro de 2022; e Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.114, de 31 de outubro de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134977\">http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134977<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de consulta n\u00b0 170, de 06 de novembro de 2023<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Assunto: Normas Gerais de Direito Tribut\u00e1rio<br>PERSE. REDU\u00c7\u00c3O DE AL\u00cdQUOTAS A ZERO.<br>REGIME TRIBUT\u00c1RIO DO BENEFICI\u00c1RIO.<br>Desde que atendidos os requisitos da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, o benef\u00edcio fiscal previsto no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, \u00e9 aplic\u00e1vel \u00e0s pessoas jur\u00eddicas que, no per\u00edodo de sua frui\u00e7\u00e3o, apurem o Imposto sobre a Renda com base no lucro real, presumido ou arbitrado.<br>O referido benef\u00edcio fiscal n\u00e3o se aplica a per\u00edodos em que o poss\u00edvel benefici\u00e1rio esteja sujeito \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o pela sistem\u00e1tica do Simples Nacional.<br>A aplica\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio fiscal previsto no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, n\u00e3o depende do regime de apura\u00e7\u00e3o do Imposto sobre a Renda adotado pela pessoa jur\u00eddica no termo inicial de vig\u00eancia do referido artigo (18 de mar\u00e7o de 2022).<br>Desde que atendidos os requisitos da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, o benef\u00edcio fiscal previsto no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, pode aplicar-se \u00e0s pessoas jur\u00eddicas que, apesar de serem optantes pela sistem\u00e1tica de tributa\u00e7\u00e3o do Simples Nacional na data de 18 de mar\u00e7o de 2022, foram posteriormente exclu\u00eddas desse regime, a pedido ou de of\u00edcio.<br>ATIVIDADE ECON\u00d4MICA PREVISTA NO ANEXO I DA PORTARIA ME N\u00ba&nbsp;7.163, DE 2021, NO ANEXO I DA PORTARIA ME N\u00ba&nbsp;11.266, DE 2022, E NO CAPUT DO ART. 4\u00ba&nbsp;DA LEI N\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, COM REDA\u00c7\u00c3O DA LEI N\u00ba&nbsp;14.592, DE 2023. ALUGUEL DE PALCOS, COBERTURAS E OUTRAS ESTRUTURAS DE USO TEMPOR\u00c1RIO, EXCETO ANDAIMES (CNAE 7739-0\/03). POSSIBILIDADE DE FRUI\u00c7\u00c3O DO BENEF\u00cdCIO FISCAL.<br>Na hip\u00f3tese de atividade econ\u00f4mica prevista no Anexo I da Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 2021, no Anexo I da Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 2022, e no caput do art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, com reda\u00e7\u00e3o da Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 2023, o benef\u00edcio fiscal previsto no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, pode ser usufru\u00eddo no per\u00edodo de mar\u00e7o de 2022 a fevereiro de 2027, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep, \u00e0 Cofins, \u00e0 CSLL e ao IRPJ, por pessoa jur\u00eddica que, em 18 de mar\u00e7o de 2022, ostentasse o c\u00f3digo da referida atividade na CNAE, desde que sejam atendidos os requisitos previstos na legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, inclusive o de que as atividades econ\u00f4micas em quest\u00e3o estejam efetivamente relacionadas a alguma das \u00e1reas do setor de eventos arroladas no art. 2\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, e o de que haja segrega\u00e7\u00e3o das receitas e resultados em quest\u00e3o, para fins de aplica\u00e7\u00e3o do mencionado benef\u00edcio fiscal.<br>ABRANG\u00caNCIA DO BENEF\u00cdCIO FISCAL. ADICIONAL DO IRPJ.<br>O benef\u00edcio fiscal previsto no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, inclui tanto a al\u00edquota regular do IRPJ, quanto a al\u00edquota do adicional desse imposto.<br>SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA VINCULADA \u00c0S SOLU\u00c7\u00d5ES DE CONSULTA COSIT N\u00ba&nbsp;67, DE 22 DE MAR\u00c7O DE 2023, N\u00ba&nbsp;215, DE 19 DE SETEMBRO DE 2023, N\u00ba&nbsp;225, DE 27 DE SETEMBRO DE 2023, E N\u00ba&nbsp;226, DE 2 DE OUTUBRO DE 2023.<br>Dispositivos Legais: Constitui\u00e7\u00e3o Federal, de 1988, arts. 150 e 195, \u00a7\u00a7 3\u00ba&nbsp;e 6\u00ba; Lei n\u00ba&nbsp;5.172, de 25 de outubro de 1966, arts. 105 e 106; Lei Complementar n\u00ba&nbsp;123, de 14 de dezembro de 2006, art. 24, caput e \u00a7 1\u00ba; Lei n\u00ba&nbsp;9.069, de 29 de junho de 1995, art. 60; Lei n\u00ba&nbsp;9.718, de 27 de novembro de 1998, art. 14, IV; Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 3 de maio de 2021, arts. 1\u00ba&nbsp;ao 7\u00ba; Medida Provis\u00f3ria n\u00ba&nbsp;1.147, de 20 de dezembro de 2022, arts. 1\u00ba&nbsp;e 3\u00ba; Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 30 de maio de 2023, arts. 1\u00ba&nbsp;e 15; Decreto Legislativo n\u00ba&nbsp;6, de 20 de mar\u00e7o de 2020; Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 21 de junho de 2021; Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 29 de dezembro de 2022; e Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.114, de 31 de outubro de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134979\">http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134979<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de consulta n\u00b0 6171, de 06 de novembro de 2023<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Assunto: Normas Gerais de Direito Tribut\u00e1rio<br>PERSE. REDU\u00c7\u00c3O DE AL\u00cdQUOTAS A ZERO. ATIVIDADE ECON\u00d4MICA PREVISTA NO ANEXO I DA PORTARIA ME N\u00ba&nbsp;7.163, DE 2021, (CNAEs 7810-8\/00 E 8111-7\/00). FRUI\u00c7\u00c3O DO BENEF\u00cdCIO FISCAL. REQUISITOS. PER\u00cdODO DE FRUI\u00c7\u00c3O.<br>O benef\u00edcio fiscal do Perse previsto no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, pode ser aplicado \u00e0s receitas auferidas e aos resultados obtidos em decorr\u00eancia do exerc\u00edcio das atividades econ\u00f4micas registradas em CNAE listado no Anexo I da Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 2021, desde que sejam atendidos o per\u00edodo de reg\u00eancia por esta norma e os demais requisitos da legisla\u00e7\u00e3o, inclusive o de que as referidas atividades econ\u00f4micas estejam efetivamente relacionadas a alguma das \u00e1reas do setor de eventos arroladas no art. 2\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, devendo haver segrega\u00e7\u00e3o das referidas receitas e resultados para fins de aplica\u00e7\u00e3o do mencionado benef\u00edcio fiscal de redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas a zero.<br>A pessoa jur\u00eddica que, em 18 de mar\u00e7o de 2022, ostentasse CNAE listado no Anexo I da Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 2021, e posteriormente exclu\u00eddo no Anexo I da Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 29 de dezembro de 2022, e no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, com reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 2023, pode usufruir do benef\u00edcio fiscal do Perse previsto no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, em raz\u00e3o da ultratividade da Portaria ME n.\u00ba&nbsp;7.163, de 2021, no per\u00edodo de mar\u00e7o de 2022 at\u00e9 o m\u00eas de abril de 2023 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep, \u00e0 Cofins e \u00e0 CSLL, e de mar\u00e7o de 2022 at\u00e9 o m\u00eas de dezembro de 2023 em rela\u00e7\u00e3o ao IRPJ, desde que atendidos os demais requisitos da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia.<br>SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA VINCULADA \u00c0S SOLU\u00c7\u00d5ES DE CONSULTA COSIT N\u00ba&nbsp;215, DE 19 DE SETEMBRO DE 2023, E N\u00ba&nbsp;225, DE 27 DE SETEMBRO DE 2023.<br>Dispositivos Legais: Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 3 de maio de 2021, arts. 2\u00ba&nbsp;e 4\u00ba; Medida Provis\u00f3ria n\u00ba&nbsp;1.147, de 20 de dezembro de 2022; Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 30 de maio de 2023; Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 21 de junho de 2021, art. 1\u00ba&nbsp;e Anexos I e II; Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 29 de dezembro de 2022, art. 2\u00ba&nbsp;e Anexos I e II; Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.114, de 31 de outubro de 2022, arts. 1\u00ba, 5\u00ba&nbsp;ao 7\u00ba.<br>Assunto: Processo Administrativo Fiscal<br>CONSULTA SOBRE A INTERPRETA\u00c7\u00c3O DA LEGISLA\u00c7\u00c3O TRIBUT\u00c1RIA FEDERAL. INEFIC\u00c1CIA.<br>N\u00e3o produz efeitos a consulta que n\u00e3o identifique o dispositivo da legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e aduaneira sobre cuja aplica\u00e7\u00e3o haja d\u00favida.<br>N\u00e3o produz efeitos a consulta que como objetivo obter a presta\u00e7\u00e3o de assessoria jur\u00eddica ou cont\u00e1bil fiscal por parte da Receita Federal.<br>Dispositivos legais: Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.058, de 2021, art. 27, II e XIV<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134980\">http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134980<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de consulta n\u00b0 6172, de 06 de novembro de 2023<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Assunto: Normas Gerais de Direito Tribut\u00e1rio<br>PERSE. REDU\u00c7\u00c3O DE AL\u00cdQUOTAS A ZERO. ATIVIDADES ECON\u00d4MICAS SECUND\u00c1RIAS PREVISTAS NOS ANEXOS DA PORTARIA ME N\u00ba&nbsp;7.163, DE 2021, (C\u00d3DIGOS CNAE 7810-8\/00 e 7020-4\/00. POSSIBILIDADE DE FRUI\u00c7\u00c3O DO BENEF\u00cdCIO FISCAL.<br>Independentemente de ser principal ou secund\u00e1rio o CNAE, atendido o crit\u00e9rio temporal e demais requisitos da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, as receitas e resultados objetos da desonera\u00e7\u00e3o fiscal prevista no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, s\u00e3o aqueles tidos como consequ\u00eancias ou frutos das atividades da pessoa jur\u00eddica vinculadas a alguma das \u00e1reas do setor de eventos arroladas no art. 2\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, devendo haver segrega\u00e7\u00e3o das referidas receitas e resultados para fins de aplica\u00e7\u00e3o do mencionado benef\u00edcio fiscal de redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas a zero.<br>BENEF\u00cdCIO FISCAL. REDU\u00c7\u00c3O DE AL\u00cdQUOTAS A ZERO. PERSE. PER\u00cdODO DE FRUI\u00c7\u00c3O.<br>No per\u00edodo de mar\u00e7o de 2022 a fevereiro de 2027, e desde que atendidos os demais requisitos legais, podem usufruir do benef\u00edcio fiscal previsto no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, as pessoas jur\u00eddicas que j\u00e1 exerciam, em 18 de mar\u00e7o de 2022, as atividades econ\u00f4micas descritas nos Anexos I e II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 21 de junho de 2021, nos Anexos I e II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 29 de dezembro de 2022, e no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, com reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 2023, observados os seguintes par\u00e2metros:<br>I &#8211; Os Anexos I e II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 2021, s\u00e3o aplicados:<br>a) at\u00e9 o m\u00eas de abril de 2023, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep, \u00e0 Cofins e \u00e0 CSLL; e<br>b) at\u00e9 dezembro de 2023, em rela\u00e7\u00e3o ao IRPJ;<br>II &#8211; Os Anexos I e II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 2022, s\u00e3o aplicados no m\u00eas de maio de 2023, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep, \u00e0 Cofins e \u00e0 CSLL.<br>III &#8211; Os c\u00f3digos incorporados ao art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, pela Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 30 de maio de 2023, s\u00e3o aplicados:<br>a) a partir do m\u00eas de junho de 2023, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep, \u00e0 Cofins e \u00e0 CSLL; e<br>b) a partir de janeiro de 2024, em rela\u00e7\u00e3o ao IRPJ.<br>BENEF\u00cdCIO FISCAL. REDU\u00c7\u00c3O DE AL\u00cdQUOTAS A ZERO. PERSE. CADASTUR. REQUISITO.<br>Independentemente do per\u00edodo de frui\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio fiscal do Perse previsto no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, a redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas aplic\u00e1vel \u00e0s receitas e aos resultados decorrentes do exerc\u00edcio de atividades econ\u00f4micas enquadradas no Anexo II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 2021, no Anexo II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 2022, e no \u00a75\u00ba&nbsp;do art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, com reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 2023, somente pode ser aplicado \u00e0s pessoas jur\u00eddicas que, al\u00e9m de atenderem aos demais requisitos da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, estivessem regularmente inscritas do Cadastur em 18 de mar\u00e7o de 2022.<br>PERSE. BENEF\u00cdCIO FISCAL. REDU\u00c7\u00c3O DE AL\u00cdQUOTAS A ZERO. BENEFICI\u00c1RIO SUJEITO \u00c0 APURA\u00c7\u00c3O DO IRPJ COM BASE NO LUCRO REAL. PER\u00cdODO DE APLICABILIDADE. PROCEDIMENTOS.<br>Na hip\u00f3tese de apura\u00e7\u00e3o do IRPJ e da CSLL com base no lucro real durante o per\u00edodo de frui\u00e7\u00e3o dessa desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, seu benefici\u00e1rio dever\u00e1 apurar o lucro da explora\u00e7\u00e3o referente \u00e0s atividades referidas no art. 2\u00ba&nbsp;da Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.114, de 2022, observadas as demais disposi\u00e7\u00f5es previstas na legisla\u00e7\u00e3o do imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza.<br>O mencionado lucro da explora\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser informado somente em rela\u00e7\u00e3o aos resultados apurados durante o per\u00edodo de frui\u00e7\u00e3o dessa desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<br>Na hip\u00f3tese de apura\u00e7\u00e3o anual do IRPJ e da CSLL, essa desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria dever\u00e1 ser aplicada somente sobre as estimativas mensais do per\u00edodo de frui\u00e7\u00e3o dessa desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<br>Para fins de apura\u00e7\u00e3o da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e da Cofins durante o per\u00edodo de frui\u00e7\u00e3o dessa desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, seu benefici\u00e1rio dever\u00e1 segregar, da receita bruta, as receitas decorrentes das atividades referidas no art. 2\u00ba&nbsp;da Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.114, de 2022, sobre as quais ser\u00e1 ent\u00e3o aplicada a al\u00edquota de 0% (zero por cento).<br>PERSE. REDU\u00c7\u00c3O DE AL\u00cdQUOTAS A ZERO. ATIVIDADES ECON\u00d4MICAS SECUND\u00c1RIAS PREVISTAS NOS ANEXOS DA PORTARIA ME N\u00ba&nbsp;7.163, DE 2021, (C\u00d3DIGOS CNAE 7911-2\/00, 4929-9\/04, 7490-1\/04, e 7990-2\/00). POSSIBILIDADE DE FRUI\u00c7\u00c3O DO BENEF\u00cdCIO FISCAL.<br>Independentemente de ser principal ou secund\u00e1rio o CNAE, atendido o crit\u00e9rio temporal e demais requisitos da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, as receitas e resultados objetos da desonera\u00e7\u00e3o fiscal prevista no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, s\u00e3o aqueles tidos como consequ\u00eancias ou frutos das atividades da pessoa jur\u00eddica vinculadas a alguma das \u00e1reas do setor de eventos arroladas no art. 2\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, devendo haver segrega\u00e7\u00e3o das referidas receitas e resultados para fins de aplica\u00e7\u00e3o do mencionado benef\u00edcio fiscal de redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas a zero.<br>BENEF\u00cdCIO FISCAL. REDU\u00c7\u00c3O DE AL\u00cdQUOTAS A ZERO. PERSE. PER\u00cdODO DE FRUI\u00c7\u00c3O.<br>No per\u00edodo de mar\u00e7o de 2022 a fevereiro de 2027, e desde que atendidos os demais requisitos legais, podem usufruir do benef\u00edcio fiscal previsto no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, as pessoas jur\u00eddicas que j\u00e1 exerciam, em 18 de mar\u00e7o de 2022, as atividades econ\u00f4micas descritas nos Anexos I e II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 21 de junho de 2021, nos Anexos I e II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 29 de dezembro de 2022, e no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, com reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 2023, observados os seguintes par\u00e2metros:<br>I &#8211; Os Anexos I e II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 2021, s\u00e3o aplicados:<br>a) at\u00e9 o m\u00eas de abril de 2023, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep, \u00e0 Cofins e \u00e0 CSLL; e<br>b) at\u00e9 dezembro de 2023, em rela\u00e7\u00e3o ao IRPJ;<br>II &#8211; Os Anexos I e II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 2022, s\u00e3o aplicados no m\u00eas de maio de 2023, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep, \u00e0 Cofins e \u00e0 CSLL.<br>III &#8211; Os c\u00f3digos incorporados ao art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, pela Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 30 de maio de 2023, s\u00e3o aplicados:<br>a) a partir do m\u00eas de junho de 2023, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep, \u00e0 Cofins e \u00e0 CSLL; e<br>b) a partir de janeiro de 2024, em rela\u00e7\u00e3o ao IRPJ.<br>BENEF\u00cdCIO FISCAL. REDU\u00c7\u00c3O DE AL\u00cdQUOTAS A ZERO. PERSE. CADASTUR. REQUISITO.<br>Independentemente do per\u00edodo de frui\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio fiscal do Perse previsto no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, a redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas aplic\u00e1vel \u00e0s receitas e aos resultados decorrentes do exerc\u00edcio de atividades econ\u00f4micas enquadradas no Anexo II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 2021, no Anexo II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 2022, e no \u00a75\u00ba&nbsp;do art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, com reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 2023, somente pode ser aplicado \u00e0s pessoas jur\u00eddicas que, al\u00e9m de atenderem aos demais requisitos da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, estivessem regularmente inscritas do Cadastur em 18 de mar\u00e7o de 2022.<br>PERSE. BENEF\u00cdCIO FISCAL. REDU\u00c7\u00c3O DE AL\u00cdQUOTAS A ZERO. BENEFICI\u00c1RIO SUJEITO \u00c0 APURA\u00c7\u00c3O DO IRPJ COM BASE NO LUCRO REAL. PER\u00cdODO DE APLICABILIDADE. PROCEDIMENTOS.<br>Na hip\u00f3tese de apura\u00e7\u00e3o do IRPJ e da CSLL com base no lucro real durante o per\u00edodo de frui\u00e7\u00e3o dessa desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, seu benefici\u00e1rio dever\u00e1 apurar o lucro da explora\u00e7\u00e3o referente \u00e0s atividades referidas no art. 2\u00ba&nbsp;da Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.114, de 2022, observadas as demais disposi\u00e7\u00f5es previstas na legisla\u00e7\u00e3o do imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza.<br>O mencionado lucro da explora\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser informado somente em rela\u00e7\u00e3o aos resultados apurados durante o per\u00edodo de frui\u00e7\u00e3o dessa desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<br>Na hip\u00f3tese de apura\u00e7\u00e3o anual do IRPJ e da CSLL, essa desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria dever\u00e1 ser aplicada somente sobre as estimativas mensais do per\u00edodo de frui\u00e7\u00e3o dessa desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<br>Para fins de apura\u00e7\u00e3o da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e da Cofins durante o per\u00edodo de frui\u00e7\u00e3o dessa desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, seu benefici\u00e1rio dever\u00e1 segregar, da receita bruta, as receitas decorrentes das atividades referidas no art. 2\u00ba&nbsp;da Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.114, de 2022, sobre as quais ser\u00e1 ent\u00e3o aplicada a al\u00edquota de 0% (zero por cento).<br>SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA VINCULADA \u00c0S SOLU\u00c7\u00d5ES DE CONSULTA COSIT N\u00ba&nbsp;51, DE 1 DE MAR\u00c7O DE 2023, N\u00ba&nbsp;215, DE 19 DE SETEMBRO DE 2023, N\u00ba&nbsp;225, DE 27 DE SETEMBRO DE 2023, E N\u00ba&nbsp;266, DE 31 DE OUTUBRO DE 2023.<br>Dispositivos Legais: Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 3 de maio de 2021, arts. 2\u00ba&nbsp;e 4\u00ba; Medida Provis\u00f3ria n\u00ba&nbsp;1.147, de 20 de dezembro de 2022; Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 30 de maio de 2023; Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 21 de junho de 2021, art. 1\u00ba&nbsp;e Anexos I e II; Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 29 de dezembro de 2022, art. 2\u00ba&nbsp;e Anexos I e II; Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.114, de 31 de outubro de 2022, arts. 1\u00ba, 5\u00ba&nbsp;ao 7\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134981\">http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134981<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de consulta n\u00b0 6173, de 06 de novembro de 2023<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/11\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assunto: Normas Gerais de Direito Tribut\u00e1rio<br>PERSE. REDU\u00c7\u00c3O DE AL\u00cdQUOTAS A ZERO. ATIVIDADES ECON\u00d4MICAS SECUND\u00c1RIAS PREVISTAS NOS ANEXOS DA PORTARIA ME N\u00ba&nbsp;7.163, DE 2021, (C\u00d3DIGOS CNAE 7911-2\/00, 4929-9\/04, 7490-1\/04, e 7990-2\/00). POSSIBILIDADE DE FRUI\u00c7\u00c3O DO BENEF\u00cdCIO FISCAL.<br>Independentemente de ser principal ou secund\u00e1rio o CNAE, atendido o crit\u00e9rio temporal e demais requisitos da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, as receitas e resultados objetos da desonera\u00e7\u00e3o fiscal prevista no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, s\u00e3o aqueles tidos como consequ\u00eancias ou frutos das atividades da pessoa jur\u00eddica vinculadas a alguma das \u00e1reas do setor de eventos arroladas no art. 2\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, devendo haver segrega\u00e7\u00e3o das referidas receitas e resultados para fins de aplica\u00e7\u00e3o do mencionado benef\u00edcio fiscal de redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas a zero.<br>BENEF\u00cdCIO FISCAL. REDU\u00c7\u00c3O DE AL\u00cdQUOTAS A ZERO. PERSE. PER\u00cdODO DE FRUI\u00c7\u00c3O.<br>No per\u00edodo de mar\u00e7o de 2022 a fevereiro de 2027, e desde que atendidos os demais requisitos legais, podem usufruir do benef\u00edcio fiscal previsto no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, as pessoas jur\u00eddicas que j\u00e1 exerciam, em 18 de mar\u00e7o de 2022, as atividades econ\u00f4micas descritas nos Anexos I e II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 21 de junho de 2021, nos Anexos I e II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 29 de dezembro de 2022, e no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, com reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 2023, observados os seguintes par\u00e2metros:<br>I &#8211; Os Anexos I e II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 2021, s\u00e3o aplicados:<br>a) at\u00e9 o m\u00eas de abril de 2023, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep, \u00e0 Cofins e \u00e0 CSLL; e<br>b) at\u00e9 dezembro de 2023, em rela\u00e7\u00e3o ao IRPJ;<br>II &#8211; Os Anexos I e II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 2022, s\u00e3o aplicados no m\u00eas de maio de 2023, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep, \u00e0 Cofins e \u00e0 CSLL.<br>III &#8211; Os c\u00f3digos incorporados ao art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, pela Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 30 de maio de 2023, s\u00e3o aplicados:<br>a) a partir do m\u00eas de junho de 2023, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep, \u00e0 Cofins e \u00e0 CSLL; e<br>b) a partir de janeiro de 2024, em rela\u00e7\u00e3o ao IRPJ.<br>BENEF\u00cdCIO FISCAL. REDU\u00c7\u00c3O DE AL\u00cdQUOTAS A ZERO. PERSE. CADASTUR. REQUISITO.<br>Independentemente do per\u00edodo de frui\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio fiscal do Perse previsto no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, a redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas aplic\u00e1vel \u00e0s receitas e aos resultados decorrentes do exerc\u00edcio de atividades econ\u00f4micas enquadradas no Anexo II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 2021, no Anexo II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 2022, e no \u00a75\u00ba&nbsp;do art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, com reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 2023, somente pode ser aplicado \u00e0s pessoas jur\u00eddicas que, al\u00e9m de atenderem aos demais requisitos da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, estivessem regularmente inscritas do Cadastur em 18 de mar\u00e7o de 2022.<br>PERSE. BENEF\u00cdCIO FISCAL. REDU\u00c7\u00c3O DE AL\u00cdQUOTAS A ZERO. BENEFICI\u00c1RIO SUJEITO \u00c0 APURA\u00c7\u00c3O DO IRPJ COM BASE NO LUCRO REAL. PER\u00cdODO DE APLICABILIDADE. PROCEDIMENTOS.<br>Na hip\u00f3tese de apura\u00e7\u00e3o do IRPJ e da CSLL com base no lucro real durante o per\u00edodo de frui\u00e7\u00e3o dessa desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, seu benefici\u00e1rio dever\u00e1 apurar o lucro da explora\u00e7\u00e3o referente \u00e0s atividades referidas no art. 2\u00ba&nbsp;da Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.114, de 2022, observadas as demais disposi\u00e7\u00f5es previstas na legisla\u00e7\u00e3o do imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza.<br>O mencionado lucro da explora\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser informado somente em rela\u00e7\u00e3o aos resultados apurados durante o per\u00edodo de frui\u00e7\u00e3o dessa desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<br>Na hip\u00f3tese de apura\u00e7\u00e3o anual do IRPJ e da CSLL, essa desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria dever\u00e1 ser aplicada somente sobre as estimativas mensais do per\u00edodo de frui\u00e7\u00e3o dessa desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<br>Para fins de apura\u00e7\u00e3o da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e da Cofins durante o per\u00edodo de frui\u00e7\u00e3o dessa desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, seu benefici\u00e1rio dever\u00e1 segregar, da receita bruta, as receitas decorrentes das atividades referidas no art. 2\u00ba&nbsp;da Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.114, de 2022, sobre as quais ser\u00e1 ent\u00e3o aplicada a al\u00edquota de 0% (zero por cento).<br>SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA VINCULADA \u00c0S SOLU\u00c7\u00d5ES DE CONSULTA COSIT N\u00ba&nbsp;51, DE 1 DE MAR\u00c7O DE 2023, N\u00ba&nbsp;215, DE 19 DE SETEMBRO DE 2023, N\u00ba&nbsp;225, DE 27 DE SETEMBRO DE 2023, E N\u00ba&nbsp;266, DE 31 DE OUTUBRO DE 2023.<br>Dispositivos Legais: Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 3 de maio de 2021, arts. 2\u00ba&nbsp;e 4\u00ba; Medida Provis\u00f3ria n\u00ba&nbsp;1.147, de 20 de dezembro de 2022; Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 30 de maio de 2023; Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 21 de junho de 2021, art. 1\u00ba&nbsp;e Anexos I e II; Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 29 de dezembro de 2022, art. 2\u00ba&nbsp;e Anexos I e II; Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.114, de 31 de outubro de 2022, arts. 1\u00ba, 5\u00ba&nbsp;ao 7\u00ba.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134982\">http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134982<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de consulta n\u00b0 6174, de 06 de novembro de 2023<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Assunto: Normas Gerais de Direito Tribut\u00e1rio<br>PERSE. REDU\u00c7\u00c3O DE AL\u00cdQUOTAS A ZERO. ATIVIDADES ECON\u00d4MICAS SECUND\u00c1RIAS PREVISTAS NOS ANEXOS DA PORTARIA ME N\u00ba&nbsp;7.163, DE 2021, (C\u00d3DIGOS CNAE 4923-0\/02, 4929-9\/01, 4929-9\/02 e 7490-1\/04). POSSIBILIDADE DE FRUI\u00c7\u00c3O DO BENEF\u00cdCIO FISCAL.<br>Independentemente de ser principal ou secund\u00e1rio o CNAE, atendido o crit\u00e9rio temporal e demais requisitos da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, as receitas e resultados objetos da desonera\u00e7\u00e3o fiscal prevista no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, s\u00e3o aqueles tidos como consequ\u00eancias ou frutos das atividades da pessoa jur\u00eddica vinculadas a alguma das \u00e1reas do setor de eventos arroladas no art. 2\u00ba, \u00a7 1\u00ba, da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, devendo haver segrega\u00e7\u00e3o das referidas receitas e resultados para fins de aplica\u00e7\u00e3o do mencionado benef\u00edcio fiscal de redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas a zero.<br>BENEF\u00cdCIO FISCAL. REDU\u00c7\u00c3O DE AL\u00cdQUOTAS A ZERO. PERSE. PER\u00cdODO DE FRUI\u00c7\u00c3O.<br>No per\u00edodo de mar\u00e7o de 2022 a fevereiro de 2027, e desde que atendidos os demais requisitos legais, podem usufruir do benef\u00edcio fiscal previsto no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, as pessoas jur\u00eddicas que j\u00e1 exerciam, em 18 de mar\u00e7o de 2022, as atividades econ\u00f4micas descritas nos Anexos I e II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 21 de junho de 2021, nos Anexos I e II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 29 de dezembro de 2022, e no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, com reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 2023, observados os seguintes par\u00e2metros:<br>I &#8211; Os Anexos I e II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 2021, s\u00e3o aplicados:<br>a) at\u00e9 o m\u00eas de abril de 2023, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep, \u00e0 Cofins e \u00e0 CSLL; e<br>b) at\u00e9 dezembro de 2023, em rela\u00e7\u00e3o ao IRPJ;<br>II &#8211; Os Anexos I e II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 2022, s\u00e3o aplicados no m\u00eas de maio de 2023, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep, \u00e0 Cofins e \u00e0 CSLL.<br>III &#8211; Os c\u00f3digos incorporados ao art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, pela Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 30 de maio de 2023, s\u00e3o aplicados:<br>a) a partir do m\u00eas de junho de 2023, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep, \u00e0 Cofins e \u00e0 CSLL; e<br>b) a partir de janeiro de 2024, em rela\u00e7\u00e3o ao IRPJ.<br>BENEF\u00cdCIO FISCAL. REDU\u00c7\u00c3O DE AL\u00cdQUOTAS A ZERO. PERSE. CADASTUR. REQUISITO.<br>Independentemente do per\u00edodo de frui\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio fiscal do Perse previsto no art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, a redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas aplic\u00e1vel \u00e0s receitas e aos resultados decorrentes do exerc\u00edcio de atividades econ\u00f4micas enquadradas no Anexo II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 2021, no Anexo II da Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 2022, e no \u00a75\u00ba&nbsp;do art. 4\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 2021, com reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 2023, somente pode ser aplicado \u00e0s pessoas jur\u00eddicas que, al\u00e9m de atenderem aos demais requisitos da legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, estivessem regularmente inscritas do Cadastur em 18 de mar\u00e7o de 2022.<br>PERSE. BENEF\u00cdCIO FISCAL. REDU\u00c7\u00c3O DE AL\u00cdQUOTAS A ZERO. BENEFICI\u00c1RIO SUJEITO \u00c0 APURA\u00c7\u00c3O DO IRPJ COM BASE NO LUCRO REAL. PER\u00cdODO DE APLICABILIDADE. PROCEDIMENTOS.<br>Na hip\u00f3tese de apura\u00e7\u00e3o do IRPJ e da CSLL com base no lucro real durante o per\u00edodo de frui\u00e7\u00e3o dessa desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, seu benefici\u00e1rio dever\u00e1 apurar o lucro da explora\u00e7\u00e3o referente \u00e0s atividades referidas no art. 2\u00ba&nbsp;da Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.114, de 2022, observadas as demais disposi\u00e7\u00f5es previstas na legisla\u00e7\u00e3o do imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza.<br>O mencionado lucro da explora\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser informado somente em rela\u00e7\u00e3o aos resultados apurados durante o per\u00edodo de frui\u00e7\u00e3o dessa desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<br>Na hip\u00f3tese de apura\u00e7\u00e3o anual do IRPJ e da CSLL, essa desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria dever\u00e1 ser aplicada somente sobre as estimativas mensais do per\u00edodo de frui\u00e7\u00e3o dessa desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<br>Para fins de apura\u00e7\u00e3o da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e da Cofins durante o per\u00edodo de frui\u00e7\u00e3o dessa desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, seu benefici\u00e1rio dever\u00e1 segregar, da receita bruta, as receitas decorrentes das atividades referidas no art. 2\u00ba&nbsp;da Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.114, de 2022, sobre as quais ser\u00e1 ent\u00e3o aplicada a al\u00edquota de 0% (zero por cento).<br>SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA VINCULADA \u00c0S SOLU\u00c7\u00d5ES DE CONSULTA COSIT N\u00ba&nbsp;51, DE 1 DE MAR\u00c7O DE 2023, N\u00ba&nbsp;215, DE 19 DE SETEMBRO DE 2023, N\u00ba&nbsp;225, DE 27 DE SETEMBRO DE 2023, E N\u00ba&nbsp;266, DE 31 DE OUTUBRO DE 2023.<br>Dispositivos Legais: Lei n\u00ba&nbsp;14.148, de 3 de maio de 2021, arts. 2\u00ba&nbsp;e 4\u00ba; Medida Provis\u00f3ria n\u00ba&nbsp;1.147, de 20 de dezembro de 2022; Lei n\u00ba&nbsp;14.592, de 30 de maio de 2023; Portaria ME n\u00ba&nbsp;7.163, de 21 de junho de 2021, art. 1\u00ba&nbsp;e Anexos I e II; Portaria ME n\u00ba&nbsp;11.266, de 29 de dezembro de 2022, art. 2\u00ba&nbsp;e Anexos I e II; Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.114, de 31 de outubro de 2022, arts. 1\u00ba, 5\u00ba&nbsp;ao 7\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134983\">http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134983<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Confaz discute norma para uso de cr\u00e9ditos de ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/11\/2023&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A medida, por\u00e9m, pode levar as empresas do varejo novamente ao Judici\u00e1rio depois de terem vencido a discuss\u00e3o no Supremo Tribunal Federal (STF).<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz) poder\u00e1 restaurar, em nova norma, as regras estabelecidas no Conv\u00eanio ICMS n\u00ba 174\/23 para o uso de cr\u00e9ditos de ICMS gerados na transfer\u00eancia interestadual de mercadorias entre estabelecimentos de um mesmo contribuinte &#8211; cancelado na semana passada. Existe o risco, por\u00e9m, de a medida levar as empresas do varejo novamente ao Judici\u00e1rio depois de terem vencido a discuss\u00e3o no Supremo Tribunal Federal (STF).<\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda-feira, secret\u00e1rios da Fazenda de Estados e Distrito Federal decidiram levar a nova norma ao crivo do Col\u00e9gio Nacional de Procuradores-Gerais dos Estados e do Distrito Federal (Conpeg), antes de public\u00e1-la. O Conv\u00eanio ICMS 174 foi cancelado depois de o Estado do Rio de Janeiro n\u00e3o ratific\u00e1-lo. Entre outros itens, apontou ofensa \u00e0 decis\u00e3o do STF sobre o assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>O conv\u00eanio havia sido editado em cumprimento \u00e0 decis\u00e3o dada no julgamento da A\u00e7\u00e3o Declarat\u00f3ria de Constitucionalidade (ADC) n\u00ba 49. Os ministros definiram, em abril, que a partir de 2024 n\u00e3o poder\u00e1 mais ser cobrado ICMS nessas transfer\u00eancias de mercadorias entre estabelecimentos de um mesmo contribuinte. Deram prazo aos Estados &#8211; at\u00e9 o fim do ano &#8211; para a regulamenta\u00e7\u00e3o do uso dos cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>O cerne da quest\u00e3o \u00e9 que o texto do conv\u00eanio cancelado tornava \u201cobrigat\u00f3ria\u201d a transfer\u00eancia de cr\u00e9ditos de ICMS ao Estado de destino da mercadoria. Para o Estado do Rio de Janeiro e o varejo, por\u00e9m, os ministros do STF s\u00f3 garantiram o \u201cdireito\u201d \u00e0 transfer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota divulgada em seu site, na semana passada, o Comit\u00ea Nacional de Secret\u00e1rios de Fazenda, Finan\u00e7as, Receita ou Tributa\u00e7\u00e3o dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) destaca, por\u00e9m, que o motivo para a n\u00e3o ratifica\u00e7\u00e3o do conv\u00eanio pelo Rio de Janeiro seria um erro t\u00e9cnico no texto. E que a nova proposta discutida \u201cmant\u00e9m basicamente os termos do Conv\u00eanio ICMS n\u00ba 174\/23\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No texto, acrescenta que \u201cj\u00e1 recebeu o apoio do segmento mais expressivo do setor varejista desde a primeira iniciativa de regulamenta\u00e7\u00e3o com o Conv\u00eanio ICMS n\u00ba 174\/2023, como o do Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota ao Valor, o IDV afirma que \u00e9 favor\u00e1vel \u00e0 edi\u00e7\u00e3o de um conv\u00eanio contendo as regras, \u201cn\u00e3o necessariamente o Conv\u00eanio 174, da forma que foi publicado\u201d. Acrescenta que, \u201capesar de ele garantir o cr\u00e9dito na transfer\u00eancia, entendemos que h\u00e1 pontos de ajuste, como o tratamento da substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e esclarecimentos sobre as regras nas opera\u00e7\u00f5es internas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O que as empresas do varejo querem, na pr\u00e1tica, de acordo com o consultor Douglas Campanini, da Athros &#8211; Auditoria e Consultoria, \u00e9 ter a possibilidade de gerir esses cr\u00e9ditos &#8211; escolher se mant\u00e9m na origem ou no destino. \u201cO Supremo disse que a transfer\u00eancia dos cr\u00e9ditos seria um direito reconhecido dos contribuintes e n\u00e3o uma obriga\u00e7\u00e3o\u201d, diz. \u201cCom o IPI j\u00e1 \u00e9 assim.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Sem poder fazer a gest\u00e3o desses cr\u00e9ditos, pode haver um desequil\u00edbrio no fluxo de caixa das empresas. \u00c9 que para algumas n\u00e3o faz sentido transferir o cr\u00e9dito se, no Estado de destino, houver pouco ICMS a pagar e no de origem muito &#8211; vai obrigar a empresa a desembolsar dinheiro para o pagamento do imposto estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>Douglas Motta, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Demarest Advogados, lembra que o varejo, com a edi\u00e7\u00e3o do Conv\u00eanio n\u00ba 174\/2023, j\u00e1 estava se preparando para discutir a quest\u00e3o no Judici\u00e1rio. \u201cAt\u00e9 agora, as empresas est\u00e3o meio \u00e0s cegas\u201d, afirma. \u201cA partir de janeiro de 2024 as empresas v\u00e3o remeter sem ICMS nas opera\u00e7\u00f5es interestaduais, mas n\u00e3o sabem ainda o que fazer com os cr\u00e9ditos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com ele, levar o cr\u00e9dito para a filial n\u00e3o \u00e9 interessante para empresas que n\u00e3o t\u00eam como usar o cr\u00e9dito no destino, por algum benef\u00edcio fiscal, por exemplo, ou que precisam utiliz\u00e1-lo no local de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado, seria melhor que a altera\u00e7\u00e3o constasse na pr\u00f3pria Lei Kandir (n\u00ba 87, de 1996). A quest\u00e3o vem sendo discutida na C\u00e2mara dos Deputados (PLP n\u00ba 116\/2023). No dia 21, foi solicitada urg\u00eancia para a proposta. \u201cOs Estados est\u00e3o regulando uma coisa que n\u00e3o cabe a eles regular. Uma lei complementar teria que entrar nesse tipo de detalhe, de como fazer, como manter o cr\u00e9dito\u201d, afirma Motta.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/29\/confaz-discute-norma-para-uso-de-creditos-de-icms.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/29\/confaz-discute-norma-para-uso-de-creditos-de-icms.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Aprovada tributa\u00e7\u00e3o de fundos exclusivos e &#8216;offshores&#8217;; texto vai \u00e0 san\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data:29\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio aprovou nesta quarta-feira (29), em vota\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, o projeto de lei que muda o Imposto de Renda sobre fundos de investimentos e sobre a renda obtida no exterior por meio de&nbsp;offshores. Apreciado em regime de urg\u00eancia, o PL 4.173\/2023 ser\u00e1 encaminhado \u00e0 san\u00e7\u00e3o presidencial.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto aprovado, na forma do relat\u00f3rio do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), altera uma s\u00e9rie de leis, entre elas o C\u00f3digo Civil, para tributar ou aumentar as al\u00edquotas incidentes sobre fundos exclusivos (fundos de investimento com um \u00fanico cotista) e aplica\u00e7\u00f5es em&nbsp;offshores&nbsp;(empresas no exterior que investem no mercado financeiro).<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00edder da oposi\u00e7\u00e3o, o senador Rog\u00e9rio Marinho (PL-RN) criticou o projeto e disse que o governo atual \u201ctem pouco apre\u00e7o pelas contas p\u00fablicas\u201d. Ele afirmou que \u201co governo tem se notabilizado em resolver o problema das contas p\u00fablicas pelo lado das receitas, em muitos casos recorrentes, que n\u00e3o v\u00e3o se repetir nos anos subsequentes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 O governo muda a forma de taxar os fundos offshores e fundos exclusivos, permitindo que haja liquida\u00e7\u00e3o de seus ativos e, nessa antecipa\u00e7\u00e3o, o governo possa recepcionar 8% sobre o capital amealhado nos \u00faltimos anos nas opera\u00e7\u00f5es. Esses recursos ser\u00e3o n\u00e3o recorrentes. Em contrapartida, as despesas que est\u00e3o sendo relacionadas e inseridas no Or\u00e7amento s\u00e3o definitivas, que v\u00e3o se acumulando com receitas epis\u00f3dicas e eventuais. O arcabou\u00e7o que votamos aqui \u00e9 simplesmente uma miragem, uma pe\u00e7a de fic\u00e7\u00e3o, uma demonstra\u00e7\u00e3o de pouco apre\u00e7o que esse governo tem com contas p\u00fablicas, o desarranjo das contas p\u00fablicas levando ao aumento do endividamento em rela\u00e7\u00e3o ao PIB [Produto Interno Bruto], aumentando o custo do dinheiro, pressionado pela queda dos juros e gerando infla\u00e7\u00e3o, diminuindo a atra\u00e7\u00e3o do crescimento, dos empregos e fechando empresas em futuro n\u00e3o distante, \u00e9 um governo com ideias velhas, arcaicas, bolorentas, que n\u00e3o foram repaginadas. O governo n\u00e3o apresentou projeto de diminui\u00e7\u00e3o dos gastos p\u00fablicos, de reforma administrativa e maior competitividade no pa\u00eds \u2014 afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto tamb\u00e9m foi criticado pelo senador Oriovisto Guimar\u00e3es (Podemos-PR), que classificou o texto de \u201ctecnicamente horr\u00edvel e mal feito, de total inefic\u00e1cia, que n\u00e3o vai aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o do governo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 O projeto \u00e9 t\u00e3o aberto, que minha previs\u00e3o \u00e9 muito simples: em janeiro do ano que vem n\u00e3o vai haver mais fundo exclusivo no pa\u00eds. O come-cota \u00e9 uma jabuticaba brasileira, voc\u00ea est\u00e1 cobrando imposto sobre investimento n\u00e3o conclu\u00eddo, sobre a pretens\u00e3o de um lucro \u2014 afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de Oriovisto Guimaraes, votaram contra o projeto os senadores Carlos Portinho (PL-RJ), Jorge Seif (PL-SC), Cleitinho (Republicanos-MG), Magno Malta (PL-ES), Eduardo Gir\u00e3o (Novo-CE) e as senadoras Soraya Thronicke (Podemos-MS) e Damares Alves (Republicanos-DF).<\/p>\n\n\n\n<p>Tributa\u00e7\u00e3o dos fundos<\/p>\n\n\n\n<p>Na proposta que saiu da C\u00e2mara, os deputados incorporaram ao projeto&nbsp;o texto da Medida Provis\u00f3ria (MP)&nbsp;1.184, de 2023, que trata da tributa\u00e7\u00e3o dos fundos exclusivos,&nbsp;com&nbsp;v\u00e1rias altera\u00e7\u00f5es na proposta original do Executivo. A al\u00edquota de 10% proposta pelo governo para quem antecipar a atualiza\u00e7\u00e3o do valor dos rendimentos acumulados at\u00e9 2023 foi baixada para 8%. J\u00e1 a al\u00edquota linear de 15% sobre os rendimentos aprovada na C\u00e2mara se contrap\u00f5e \u00e0 al\u00edquota progressiva de 0% a 22,5% proposta inicialmente pela Presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes pessoas f\u00edsicas ter\u00e3o que declarar de forma separada os rendimentos do capital aplicado no exterior, sejam aplica\u00e7\u00f5es financeiras, lucros ou dividendos de entidades controladas.<\/p>\n\n\n\n<p>Dados do Banco Central demonstram que brasileiros t\u00eam cerca de R$ 200 bilh\u00f5es em ativos no exterior, sendo a maior parte participa\u00e7\u00f5es em empresas e fundos de investimento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto reduz a arrecada\u00e7\u00e3o inicialmente prevista num momento em que o governo precisa conseguir arrecadar R$ 168 bilh\u00f5es para cumprir a meta de zerar o d\u00e9ficit prim\u00e1rio em 2024, conforme o novo arcabou\u00e7o fiscal proposto pelo pr\u00f3prio Executivo e aprovado em agosto pelo Congresso. A tributa\u00e7\u00e3o dos super-ricos seria uma das principais fontes para obter esses recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre outras medidas, a proposi\u00e7\u00e3o ainda estabelece imposto de renda&nbsp;de 15% (fundos de longo prazo) ou de 20% (fundos de curto prazo, de at\u00e9 um ano) sobre os rendimentos, arrecadado uma vez a cada semestre por meio do sistema de \u201ccome-cotas\u201d a partir do ano que vem. Fundos com maiores prazos de aplica\u00e7\u00e3o ter\u00e3o al\u00edquotas mais baixas por causa da tabela regressiva do IR. Os fundos fechados \u2014 que n\u00e3o permitem o resgate de cotas no prazo de sua dura\u00e7\u00e3o \u2014 ter\u00e3o de pagar o imposto de renda tamb\u00e9m sobre os ganhos acumulados. Atualmente a tributa\u00e7\u00e3o desses fundos \u00e9 feita apenas no momento do resgate do investimento, o que pode n\u00e3o ser feito.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A mat\u00e9ria j\u00e1 havia sido aprovada na Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) em 22 de novembro.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2023\/11\/29\/aprovada-tributacao-de-fundos-exclusivos-e-offshores-texto-vai-a-sancao\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2023\/11\/29\/aprovada-tributacao-de-fundos-exclusivos-e-offshores-texto-vai-a-sancao<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Maior mudan\u00e7a da reforma tribut\u00e1ria est\u00e1 nas demonstra\u00e7\u00f5es financeiras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Novo tratamento tribut\u00e1rio deve recalibrar normas de divulga\u00e7\u00e3o financeira para as empresas<\/p>\n\n\n\n<p>Em um evento hist\u00f3rico com mudan\u00e7as significativas no cen\u00e1rio tribut\u00e1rio brasileiro, a recente reforma tribut\u00e1ria aprovada no in\u00edcio de novembro de 2023 marca uma mudan\u00e7a transformadora do atual quadro tribut\u00e1rio para uma nova tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo baseada no sistema de Imposto sobre Valor Agregado (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/IVA\">IVA dual<\/a>). O novo sistema causar\u00e1 uma remodela\u00e7\u00e3o no modo como a tributa\u00e7\u00e3o indireta das empresas \u00e9 apresentada nas demonstra\u00e7\u00f5es financeiras, inaugurando uma mudan\u00e7a de paradigma na forma como as empresas lidam e contabilizam os impostos indiretos.<\/p>\n\n\n\n<p>No contexto hist\u00f3rico do Brasil, implementar uma reforma tribut\u00e1ria tem sido consistentemente um desafio \u00e1rduo, exigindo significativa vontade pol\u00edtica e extensa negocia\u00e7\u00e3o com os estados, que det\u00e9m grande poder de barganha. Os interesses regionais e disputas entre estados, munic\u00edpios e uni\u00e3o contribui para a complexidade dos esfor\u00e7os em torno de uma reforma tribut\u00e1ria. Alcan\u00e7ar consenso entre v\u00e1rios grupos pol\u00edticos, cada um protegendo seus pr\u00f3prios interesses, requer habilidade de negocia\u00e7\u00e3o e, sem d\u00favida, compromissos e concess\u00f5es. Esse processo intricado muitas vezes alonga o prazo para aprovar reformas substanciais, destacando a luta cont\u00ednua para reformular o sistema tribut\u00e1rio de acordo com as necessidades e aspira\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas em evolu\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, o Senado aprovou a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www25.senado.leg.br\/web\/atividade\/materias\/-\/materia\/158930\">Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 45\/2019<\/a>&nbsp;em 8 de novembro de 2023, ap\u00f3s rigorosas delibera\u00e7\u00f5es em duas sess\u00f5es de vota\u00e7\u00e3o. Pendente de aprova\u00e7\u00e3o pela C\u00e2mara, a proposta anuncia uma mudan\u00e7a iminente no panorama fiscal do pa\u00eds, pronta para revolucionar o paradigma da tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>A ess\u00eancia da reforma reside na substitui\u00e7\u00e3o do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/ISS\">ISS<\/a>,&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/ICMS\">ICMS<\/a>, PIS e Cofins por dois tributos distintos:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/IBS\">IBS<\/a>&nbsp;(fundindo ICMS e ISS) e&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/CBS\">CBS<\/a>&nbsp;(substituindo PIS\/Cofins). Al\u00e9m disso, o Imposto sobre Produtos Industrializados (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/IPI\">IPI<\/a>) ser\u00e1 substitu\u00eddo por um imposto sobre produtos espec\u00edficos. Essa reformula\u00e7\u00e3o busca simplificar e consolidar a complexa estrutura tribut\u00e1ria do Brasil em um sistema mais coeso e eficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>No regime tribut\u00e1rio atual, as empresas s\u00e3o respons\u00e1veis por esses impostos, considerando-os como um item de custo em seus demonstrativos de lucros e perdas (P&amp;L). Isso decorre de sua responsabilidade direta como sujeito passivo (contribuinte), n\u00e3o apenas como arrecadadores e remetente. No entanto, a iminente transi\u00e7\u00e3o para um modelo de IVA, alinhado com os padr\u00f5es internacionais, est\u00e1 pronto para redefinir essa abordagem para fins cont\u00e1beis.<\/p>\n\n\n\n<p>A principal mudan\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 norma existente \u00e9 o tratamento fundamental desses tributos sob o novo sistema de IVA dual sobre o consumo. Ao contr\u00e1rio do cen\u00e1rio atual, onde os impostos indiretos se manifestam na forma de custos que impactam o P&amp;L, o sistema reformulado relegar\u00e1 seu tratamento cont\u00e1bil a transa\u00e7\u00f5es meramente patrimoniais, ou seja, com impacto apenas no balan\u00e7o patrimonial, e n\u00e3o no resultado. Aqui, a responsabilidade fiscal da empresa \u00e9 registrada contabilmente como uma obriga\u00e7\u00e3o a remeter (passivo) em aberto junto \u00e0 autoridade tribut\u00e1ria, divergindo fundamentalmente da pr\u00e1tica atual onde os impostos indiretos brasileiros diminuem a receita bruta. Esse tratamento cont\u00e1bil \u00e9 equipar\u00e1vel \u00e0quele utilizado nos tributos sobre vendas nos Estados Unidos (sales tax) e nos regimes de IVA na Am\u00e9rica Latina. Assim, a mudan\u00e7a alinha o Brasil aos padr\u00f5es de IVA adotados globalmente.<\/p>\n\n\n\n<p>A ess\u00eancia dessa mudan\u00e7a reside no princ\u00edpio do IVA: n\u00e3o se trata de um custo suportado pela entidade, mas de uma mera coleta e remessa de uma obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria essencialmente cobrada do consumidor. Pode-se invocar aqui, inclusive, o conceito de responsabilidade tribut\u00e1ria, presente no c\u00f3digo tribut\u00e1rio nacional. Essa reclassifica\u00e7\u00e3o fundamental transforma como as empresas percebem e relatam suas obriga\u00e7\u00f5es fiscais, garantindo uma demarca\u00e7\u00e3o mais clara entre os custos operacionais e as obriga\u00e7\u00f5es fiscais. Consequentemente, espera-se que essa mudan\u00e7a melhore a transpar\u00eancia na divulga\u00e7\u00e3o financeira, apresentando uma representa\u00e7\u00e3o mais precisa da sa\u00fade financeira de uma empresa sem as distor\u00e7\u00f5es induzidas pelos gastos relacionados a impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, pode-se tamb\u00e9m argumentar que a mudan\u00e7a cont\u00e1bil tem certa neutralidade, j\u00e1 que tributos como ISS, PIS, Cofins, e ICMS s\u00e3o hoje redutores da receita bruta. Num demonstrativo da receita l\u00edquida, esses componentes tribut\u00e1rios j\u00e1 s\u00e3o removidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Enquanto a aprova\u00e7\u00e3o desta reforma marca um momento crucial, sua implementa\u00e7\u00e3o completa depende da legisla\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria subsequente na forma de lei complementar. Essa legisla\u00e7\u00e3o futura \u00e9 esperada para detalhar os aspectos operacionais desse novo regime tribut\u00e1rio, incluindo a defini\u00e7\u00e3o de sujeito passivo e de respons\u00e1vel pelo recolhimento do IVA, o que confirmar\u00e1 o tratamento cont\u00e1bil exclusivo no balan\u00e7o patrimonial para o imposto. A efic\u00e1cia e o sucesso desta reforma residem na clareza, consist\u00eancia e adaptabilidade dessas leis complementares.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale ressaltar os paralelos que esta reforma estabelece com as implementa\u00e7\u00f5es de IVA em outras na\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica Latina. Pa\u00edses que j\u00e1 adotaram o modelo de IVA oferecem perspectivas e precedentes valiosos para o Brasil aproveitar, simplificando o processo de transi\u00e7\u00e3o e potencialmente minimizando desafios imprevistos.<\/p>\n\n\n\n<p>A mudan\u00e7a do Brasil para um sistema de duplo VAT representa um momento decisivo em sua hist\u00f3ria tribut\u00e1ria, prometendo um quadro tribut\u00e1rio mais coeso, transparente e alinhado internacionalmente. A iminente transi\u00e7\u00e3o de um tratamento tribut\u00e1rio baseado em custos para um orientado ao balan\u00e7o patrimonial est\u00e1 pronta para recalibrar as normas de divulga\u00e7\u00e3o financeira para as empresas, oferecendo uma demarca\u00e7\u00e3o mais clara entre despesas operacionais e obriga\u00e7\u00f5es fiscais. No entanto, a execu\u00e7\u00e3o bem-sucedida e a integra\u00e7\u00e3o sem problemas desta reforma depender\u00e3o da clareza e adaptabilidade da legisla\u00e7\u00e3o futura, garantindo uma transi\u00e7\u00e3o suave e eficiente para as empresas navegarem pelo novo cen\u00e1rio tribut\u00e1rio indireto.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"5L7IbF4HOa\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/artigos\/maior-mudanca-da-reforma-tributaria-esta-nas-demonstracoes-financeiras-29112023\">Maior mudan\u00e7a da reforma tribut\u00e1ria est\u00e1 nas demonstra\u00e7\u00f5es financeiras<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Maior mudan\u00e7a da reforma tribut\u00e1ria est\u00e1 nas demonstra\u00e7\u00f5es financeiras&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/artigos\/maior-mudanca-da-reforma-tributaria-esta-nas-demonstracoes-financeiras-29112023\/embed#?secret=5L7IbF4HOa\" data-secret=\"5L7IbF4HOa\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Ap\u00f3s defini\u00e7\u00e3o sobre o Difal, MP das subven\u00e7\u00f5es est\u00e1 no radar das varejistas: confira os poss\u00edveis impactos no setor<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 30\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na \u00faltima quarta-feira (29), por seis votos a cinco, que os Estados podem cobrar o diferencial de al\u00edquota (Difal) do ICMS desde abril de 2022. Os ministros entenderam que o recolhimento n\u00e3o precisa respeitar os princ\u00edpios da anterioridade anual (espera de um ano para incid\u00eancia), apenas a nonagesimal (espera de 90 dias).<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado frustrou a expectativa favor\u00e1vel aos contribuintes. No plen\u00e1rio virtual, onde o julgamento come\u00e7ou, o placar estava em cinco a tr\u00eas para as empresas. Contudo, na avalia\u00e7\u00e3o do Citi, o impacto ser\u00e1 apenas marginal para algumas empresas de sua cobertura.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o Citi, a decis\u00e3o afeta todos os varejistas\/operadores de e-commerce que anteriormente n\u00e3o pagavam o diferencial, sendo que todas as empresas de sua cobertura est\u00e3o pagando o Difal desde janeiro de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Os analistas da casa conversaram com o Mercado Livre (MELI34), Magazine Luiza (MGLU3) e Casas Bahia (BHIA3) \u2013 essencialmente, os players com maior ou com pura exposi\u00e7\u00e3o ao varejo online.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMercado Livre e Magalu reconheceram que podem ter que pagar impostos retroativos de abril a dezembro de 2022, mas ambos tinham dep\u00f3sitos judiciais que ir\u00e3o mitigar o impacto monet\u00e1rio dos impostos (Meli confirmou US$ 29 milh\u00f5es relacionados a esta discuss\u00e3o); no entanto, ambas as empresas poder\u00e3o ter de provisionar estes impostos em algum momento\u201d, avalia o Citi. J\u00e1 o grupo Casas Bahia confirmou que paga esses impostos desde 2022; portanto, n\u00e3o deve ter nenhum impacto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c0 primeira vista, deve haver um impacto negativo marginal para Mercado Livre e e Magalu\u201d, avaliam.<\/p>\n\n\n\n<p>O Difal do ICMS \u00e9 um tributo que incide sobre opera\u00e7\u00f5es interestaduais e visa equilibrar a arrecada\u00e7\u00e3o entre os Estados. O valor \u00e9 calculado a partir da diferen\u00e7a entre as al\u00edquotas de ICMS do Estado de destino do produto e de origem da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei que regulamentou o recolhimento foi sancionada em janeiro de 2022. A partir de ent\u00e3o, instalou-se um impasse sobre o momento de in\u00edcio da cobran\u00e7a. Setores da ind\u00fastria e do varejo alegaram que a institui\u00e7\u00e3o do Difal equivale \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de tributo e, por isso, deveria se sujeitar \u00e0s anterioridades previstas em lei. J\u00e1 os Estados argumentaram que o Difal n\u00e3o \u00e9 um novo imposto, pois n\u00e3o aumenta a carga tribut\u00e1ria e apenas muda a sistem\u00e1tica de distribui\u00e7\u00e3o do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>A defini\u00e7\u00e3o da data de in\u00edcio da cobran\u00e7a tem implica\u00e7\u00e3o bilion\u00e1ria para Estados e empresas de e-commerce. De acordo com o Comit\u00ea Nacional de Secret\u00e1rios de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), a discuss\u00e3o tem impacto de R$ 14 bilh\u00f5es para a arrecada\u00e7\u00e3o estadual.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora os Estados aleguem que o Difal n\u00e3o gera aumento de tributo, o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) disse em manifesta\u00e7\u00e3o ao Supremo que empresas como Magazine Luiza, Carrefour (CRFB3)&nbsp; e Renner (LREN3)&nbsp; \u201ctiveram grande redu\u00e7\u00e3o da margem bruta de lucro\u201d devido ao Difal. O tema levou a empres\u00e1ria Luiza Trajano, do Magazine Luiza, a procurar ministros do STF para defender a posi\u00e7\u00e3o do varejo.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Assa\u00ed Atacadista (ASAI3) disse que n\u00e3o ser\u00e1 afetado, pois recolhe o \u201ctributo devido na opera\u00e7\u00e3o de Ativo e Uso e Consumo e n\u00e3o tem opera\u00e7\u00e3o interestadual de e-commerce (onde a cobran\u00e7a pode ser exigida)\u201d,<\/p>\n\n\n\n<p>MP 1.185 no radar<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m desta quest\u00e3o tribut\u00e1ria, outra est\u00e1 no radar dos investidores e que pode impactar as empresas de varejo e consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00faltima quarta-feira, senadores e deputados se re\u00fanem para instalar a Comiss\u00e3o Mista, que vai analisar a Medida Provis\u00f3ria (MP) 1.185, da chamada subven\u00e7\u00e3o \u2013 que fecha brechas para grandes empresas pagarem menos tributos federais, descontando incentivos fiscais concedidos pelos Estados. A MP se transformou na bala de prata da equipe econ\u00f4mica para reduzir o governo considera uma \u201csangria\u201d nos cofres do Tesouro Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso o atual modelo de abatimento siga valendo, a equipe do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, projeta uma eros\u00e3o da base de c\u00e1lculo dos tributos federais de R$ 250 bilh\u00f5es em 2024 \u2013 o que significaria, no m\u00ednimo, R$ 80 bilh\u00f5es a menos em arrecada\u00e7\u00e3o no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 31 de agosto, o governo havia editado a MP com o objetivo de regulamentar e alterar a sistem\u00e1tica de utiliza\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de tributos federais com base em incentivos concedidos pelos estados \u00e0s empresas por meio do ICMS (Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Presta\u00e7\u00e3o de Servi\u00e7os).<\/p>\n\n\n\n<p>Esses subs\u00eddios estaduais para investimentos s\u00e3o atualmente dedut\u00edveis do imposto de renda, diminuindo a carga tribut\u00e1ria sobre vendas e reduzindo a carga efetiva de imposto de renda e a arrecada\u00e7\u00e3o de CSLL para o varejo, conforme Lei Complementar n\u00ba 160\/2017 e Lei n\u00ba 12.973\/2014. Inicialmente, a MP n\u00ba 1.185 propunha alterar o c\u00e1lculo dos subs\u00eddios, reduzindo seu valor. O valor total vinculado aos benef\u00edcios do ICMS \u00e9 atualmente deduzido da base de c\u00e1lculo do imposto de renda, enquanto a MP n\u00ba 1.185 deveria limitar inicialmente as dedu\u00e7\u00f5es \u00e0s D&amp;A (deprecia\u00e7\u00e3o e amortiza\u00e7\u00e3o) de ativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a not\u00edcia de que a comiss\u00e3o mista (C\u00e2mara e Senado) avaliar\u00e1 a MP n\u00ba 1.185, o governo divulgou vers\u00e3o atualizada para aprecia\u00e7\u00e3o da comiss\u00e3o, conforme destaca o BTG Pactual.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, foram introduzidas as seguintes altera\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Remo\u00e7\u00e3o da disposi\u00e7\u00e3o que estipula que os cr\u00e9ditos fiscais para subs\u00eddios ao investimento s\u00f3 podem ser calculados com base em pedidos de elegibilidade apresentados antes de dezembro de 2028, eliminando efetivamente as restri\u00e7\u00f5es de tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 Dispensa da exig\u00eancia de que as empresas demonstrem conclus\u00e3o\/expans\u00e3o de seus empreendimentos econ\u00f4micos no c\u00e1lculo de cr\u00e9ditos fiscais futuros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 As despesas relacionadas com aluguel\/arrendamento de bens de capital passam a fazer parte do c\u00e1lculo da isen\u00e7\u00e3o do imposto corporativo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 As empresas n\u00e3o precisam mais do endosso da Receita Federal para categorizar seus investimentos sob a regra que fornece cr\u00e9ditos fiscais para redu\u00e7\u00e3o de impostos federais. Em vez disso, devem aderir \u00e0s condi\u00e7\u00f5es descritas no benef\u00edcio emitido pelo Estado que concede a isen\u00e7\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022 As empresas podem apresentar pedidos de reembolso ap\u00f3s o \u201creconhecimento do subs\u00eddio\u201d. A proposta original s\u00f3 permitia pedidos de reembolso um ano ap\u00f3s o reconhecimento pela Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o BTG, a principal altera\u00e7\u00e3o proposta (provavelmente a mais controversa), refere-se aos cr\u00e9ditos que as empresas t\u00eam utilizado em desacordo com a Lei 12.973\/204, que estabeleceu as regras para subs\u00eddios ao investimento. O Minist\u00e9rio das Finan\u00e7as concordou em permitir que as empresas retifiquem esta d\u00edvida por conta pr\u00f3pria com descontos at\u00e9 65%.<\/p>\n\n\n\n<p>As companhias podem quitar a d\u00edvida regularizada em 12 parcelas mensais ou pagar 5% do total devido em cinco parcelas e liquidar os outros 95% com desconto de 50% em 60 meses ou desconto de 35% em 84 meses.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o dos analistas do banco, as altera\u00e7\u00f5es propostas simplificam o processo de elegibilidade e incorporam despesas de arrendamento e aluguel na base de c\u00e1lculo da isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, ao mesmo tempo em que estabelecem as regras para cr\u00e9ditos que as empresas tenham utilizado em desacordo com a Lei 12.973\/204.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMas outros aspectos, como a isen\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos presumidos do c\u00e1lculo da carga do imposto de renda, permanecem confusos \u2013 nossa vis\u00e3o \u00e9 que o governo deveria tentar tributar todo tipo de benef\u00edcio. Contudo, existe base legal para que as empresas benefici\u00e1rias de cr\u00e9ditos presumidos possam argumentar contra uma potencial tributa\u00e7\u00e3o\u201d, avaliam os analistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em abril deste ano, o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que o precedente que afirmava que os cr\u00e9ditos presumidos de ICMS n\u00e3o integram as bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL (assumindo o Pacto Federativo), mas n\u00e3o deveria ser estendido a outras isen\u00e7\u00f5es fiscais de ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPortanto, \u00e9 altamente prov\u00e1vel que para as empresas expostas a cr\u00e9ditos presumidos surja uma disputa judicial sobre este assunto. Embora estas mudan\u00e7as possam ser aprovadas, reduzindo massivamente as isen\u00e7\u00f5es de impostos corporativos para benef\u00edcios de ICMS, o endosso destas medidas pelo Congresso \u00e9 uma inc\u00f3gnita (esperamos mais discuss\u00f5es nas pr\u00f3ximas semanas, significando ru\u00eddo adicional para o setor)\u201d, avalia o banco.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o BTG, as empresas poder\u00e3o aumentar os seus pre\u00e7os para compensar parcialmente os aumentos de impostos, embora o setor varejista (que sofre com elevado endividamento das fam\u00edlias e press\u00e3o sobre a renda dispon\u00edvel) tenha espa\u00e7o provavelmente limitado para tanto, o que poder\u00e1 ter impacto nas margens de lucro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-infomoney wp-block-embed-infomoney\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"0gCI1Zuod6\"><a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/mercados\/apos-definicao-sobre-o-difal-mp-das-subvencoes-esta-no-radar-das-varejistas-confira-os-possiveis-impactos-no-setor\/\">Ap\u00f3s defini\u00e7\u00e3o sobre o Difal, MP das subven\u00e7\u00f5es est\u00e1 no radar das varejistas: confira os poss\u00edveis impactos no setor<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Ap\u00f3s defini\u00e7\u00e3o sobre o Difal, MP das subven\u00e7\u00f5es est\u00e1 no radar das varejistas: confira os poss\u00edveis impactos no setor&#8221; &#8212; InfoMoney\" src=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/mercados\/apos-definicao-sobre-o-difal-mp-das-subvencoes-esta-no-radar-das-varejistas-confira-os-possiveis-impactos-no-setor\/embed\/#?secret=zbUM4vnuxK#?secret=0gCI1Zuod6\" data-secret=\"0gCI1Zuod6\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal abre programa que pode livrar contribuinte de pagar multas e juros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Fisco abriu esp\u00e9cie de &#8220;Refis&#8221; para quem ainda n\u00e3o foi autuado<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal abriu a possibilidade de contribuintes pagaram d\u00edvidas tribut\u00e1rias, sem multa nem juros, antes de serem autuados. A previs\u00e3o consta na Lei n\u00ba 14.740, publicada nessa quinta-feira. Os contribuintes ter\u00e3o at\u00e9 90 dias, ap\u00f3s a regulamenta\u00e7\u00e3o da lei, para aderirem ao programa de autorregulariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de uma esp\u00e9cie de Refis, mas sem desconto sobre o principal, segundo Julio Janolio, do escrit\u00f3rio Vinhas e Redensch. O advogado explica que, ao declarar tributos e n\u00e3o pagar, o contribuinte j\u00e1 fica sujeito \u00e0 multa morat\u00f3ria de at\u00e9 20%.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, os contribuintes ter\u00e3o at\u00e9 90 dias para aderirem \u00e0 autorregulariza\u00e7\u00e3o, por meio da confiss\u00e3o e do pagamento ou parcelamento do valor integral dos tributos, com juros. A ades\u00e3o afasta as multas de mora e de of\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tamb\u00e9m afastar os juros de mora, a lei prev\u00ea o pagamento de no m\u00ednimo 50% do d\u00e9bito \u00e0 vista e do restante em at\u00e9 48 presta\u00e7\u00f5es mensais e sucessivas. O valor de cada presta\u00e7\u00e3o mensal ser\u00e1 acrescido de juros equivalentes \u00e0 taxa Selic, acumulada mensalmente, e de 1% relativamente ao m\u00eas em que o pagamento for efetuado.<\/p>\n\n\n\n<p>Podem ser pagos valores referentes a tributos federais que ainda n\u00e3o tenham sido constitu\u00eddos at\u00e9 a data da lei, inclusive em rela\u00e7\u00e3o aos quais j\u00e1 tenha sido iniciado procedimento de fiscaliza\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m poder\u00e3o ser quitados cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios que venham a ser constitu\u00eddos entre a data de publica\u00e7\u00e3o da lei e o fim do prazo de ades\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o poder\u00e3o ser objeto de autorregulariza\u00e7\u00e3o d\u00e9bitos apurados no Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O pagamento ainda pode ser feito por meio de precat\u00f3rios pr\u00f3prios ou adquiridos de terceiros. Segundo Janolio, essa previs\u00e3o deve fomentar o mercado de precat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m ser\u00e1 admitido para abatimento da d\u00edvida o uso de cr\u00e9ditos de preju\u00edzo fiscal e base de c\u00e1lculo negativa da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) do pr\u00f3prio contribuinte, controladora ou controlada ou de sociedades que sejam controladas direta ou indiretamente por uma mesma empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, por\u00e9m, o uso dos cr\u00e9ditos fica limitado a 50% do valor total do d\u00e9bito a ser quitado. A Receita Federal tem cinco anos para a an\u00e1lise dos cr\u00e9ditos utilizados.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova legisla\u00e7\u00e3o prev\u00ea afastamento de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins sobre as cess\u00f5es de precat\u00f3rios e preju\u00edzo fiscal e base de c\u00e1lculo negativa de CSLL. E, ainda, afasta a incid\u00eancia dos tributos sobre o valor da redu\u00e7\u00e3o de multa e juros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsta previs\u00e3o aparecia em Refis antigos, mas n\u00e3o no \u00faltimo programa de regulariza\u00e7\u00e3o, o Pert, causando bastante judicializa\u00e7\u00e3o, pois a Receita entende que sem tal previs\u00e3o h\u00e1 cobran\u00e7a de tributos sobre os descontos\u201d, diz Janolio. \u201cA previs\u00e3o traz mais seguran\u00e7a jur\u00eddica e afasta discuss\u00f5es judiciais\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado destaca que essa \u00e9 uma oportunidade, principalmente, para contribuintes que j\u00e1 declararam tributos e est\u00e3o devedores, mas n\u00e3o realizaram o pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/30\/receita-federal-abre-programa-que-pode-livrar-contribuinte-de-pagar-multas-e-juros.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/30\/receita-federal-abre-programa-que-pode-livrar-contribuinte-de-pagar-multas-e-juros.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita libera pagamento de d\u00edvida sem multa ou juros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/11\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lei n\u00ba 14.740 abre uma esp\u00e9cie de Refis ao conceder descontos para qualquer contribuinte que quiser se regularizar<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal abriu uma oportunidade para contribuintes pagarem d\u00edvidas tribut\u00e1rias sem multa nem juros, evitando autua\u00e7\u00f5es fiscais. A Lei n\u00ba 14.740, publicada ontem, estabeleceu, segundo especialistas, uma esp\u00e9cie de Refis. Concede descontos aos devedores sem, contudo, reduzir o valor principal.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma \u00e9 direcionada principalmente a contribuintes que declararam tributos devidos e n\u00e3o efetuaram os recolhimentos. O advogado Julio Janolio, do escrit\u00f3rio Vinhas e Redenschi, explica que, nessa situa\u00e7\u00e3o, o devedor fica automaticamente sujeito \u00e0 multa de mora de at\u00e9 20%.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio da nova lei, os contribuintes ter\u00e3o at\u00e9 90 dias, ap\u00f3s sua regulamenta\u00e7\u00e3o, para aderirem \u00e0 autorregulariza\u00e7\u00e3o, por meio da confiss\u00e3o e do pagamento ou parcelamento do valor integral dos tributos devidos, sem as multas de mora e de of\u00edcio. Por\u00e9m, com juros.<\/p>\n\n\n\n<p>Para livrar o contribuinte dos juros de mora, a lei exige o pagamento de no m\u00ednimo 50% do d\u00e9bito \u00e0 vista e do restante em at\u00e9 48 presta\u00e7\u00f5es mensais e sucessivas. O valor de cada presta\u00e7\u00e3o mensal ser\u00e1 acrescido de juros equivalentes \u00e0 Selic, acumulada mensalmente, e de 1% ao m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela autorregulariza\u00e7\u00e3o podem ser pagos d\u00e9bitos de tributos federais ainda n\u00e3o constitu\u00eddos (sem pr\u00e9via autua\u00e7\u00e3o fiscal) at\u00e9 a data da lei, inclusive quando j\u00e1 tenha sido iniciado procedimento de fiscaliza\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m poder\u00e3o ser quitados d\u00e9bitos que venham a ser constitu\u00eddos entre a data de publica\u00e7\u00e3o da lei e o fim do prazo de ades\u00e3o. N\u00e3o poder\u00e3o ser objeto de autorregulariza\u00e7\u00e3o d\u00e9bitos apurados no Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Chama a aten\u00e7\u00e3o o dispositivo que permite o abatimento da d\u00edvida por meio de precat\u00f3rios pr\u00f3prios ou adquiridos de terceiros \u2014 o que deve fomentar esse mercado, segundo Janolio. Tamb\u00e9m ser\u00e1 admitido, conforme a lei, o uso de cr\u00e9ditos de preju\u00edzo fiscal e base de c\u00e1lculo negativa da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) do pr\u00f3prio contribuinte, controladora ou de sociedades controladas, direta ou indiretamente, pela mesma empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o uso de tais cr\u00e9ditos fica limitado a 50% do valor total do d\u00e9bito a ser quitado. A Receita Federal tem cinco anos para a an\u00e1lise dos cr\u00e9ditos utilizados.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro atrativo do novo \u201cRefis\u201d \u00e9 a previs\u00e3o expressa de que n\u00e3o incidir\u00e1 Imposto de Renda (IRPJ), CSLL, e PIS e Cofins sobre as cess\u00f5es de precat\u00f3rios, preju\u00edzo fiscal e base de c\u00e1lculo negativa de CSLL. O mesmo ocorrer\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de multa e juros.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa previs\u00e3o aparecia em Refis antigos, mas n\u00e3o no \u00faltimo programa de regulariza\u00e7\u00e3o [Programa Especial de Regulariza\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria &#8211; Pert], causando bastante judicializa\u00e7\u00e3o. A Receita entende que, sem tal previs\u00e3o, h\u00e1 cobran\u00e7a de tributos sobre os descontos\u201d, diz Janolio. \u201cA previs\u00e3o traz mais seguran\u00e7a jur\u00eddica e afasta discuss\u00f5es judiciais.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado, o novo programa de quita\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos \u00e9 uma boa oportunidade, principalmente para contribuintes que j\u00e1 declararam tributos devidos, mas n\u00e3o pagaram.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Douglas Campanini, da Athros &#8211; Auditoria e Consultoria, o objetivo do governo federal, com essa possibilidade de autorregulariza\u00e7\u00e3o, \u00e9 angariar receita para reduzir o d\u00e9ficit.<\/p>\n\n\n\n<p>Campanini lembra, por exemplo, que a Receita Federal est\u00e1 tendo um embate grande com as empresas por causa da exclus\u00e3o das subven\u00e7\u00f5es de ICMS da tributa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, diz ele, contribuintes que tenham algum risco com rela\u00e7\u00e3o a esse assunto podem aderir, retificar as declara\u00e7\u00f5es, apresentar os d\u00e9bitos e fazer a consolida\u00e7\u00e3o para ter a redu\u00e7\u00e3o das multas de mora e de of\u00edcio e de juros, se pagar \u00e0 vista.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o consultor, h\u00e1 caracter\u00edsticas de Refis \u2014 como a possibilidade de liquidar parte \u00e0 vista e parcelar \u2014, mas o programa de autorregulariza\u00e7\u00e3o envolve apenas d\u00e9bitos n\u00e3o constitu\u00eddos e sem desconto no principal. \u201cO destaque \u00e9 que o pagamento do principal pode ser feito com preju\u00edzo e base negativa da empresa, controlada ou mesmo precat\u00f3rio\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa possibilidade, segundo Campanini, \u00e9 muito importante porque as empresas n\u00e3o precisar\u00e3o tirar dinheiro do caixa para quitar d\u00e9bitos com a Receita Federal. Mesmo assim, acrescenta, haver\u00e1 entrada de recursos para os cofres do governo federal porque o preju\u00edzo fiscal e os precat\u00f3rios s\u00f3 poder\u00e3o ser usados pelo contribuinte para o pagamento de at\u00e9 metade da d\u00edvida. \u201cEm um primeiro momento n\u00e3o vai ter [ingresso de recursos par a Uni\u00e3o], mas ao longo de quatro anos vai haver\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/30\/receita-federal-abre-programa-que-pode-livrar-contribuinte-de-pagar-multas-e-juros.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/30\/receita-federal-abre-programa-que-pode-livrar-contribuinte-de-pagar-multas-e-juros.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>A tese fixada no Tema 1.182 do STJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o \u00e9 clara no sentido de que devem ser observados todos os requisitos legais para as subven\u00e7\u00f5es de ICMS serem exclu\u00eddas da tributa\u00e7\u00e3o federal sobre o lucro.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia 26 de abril, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) julgou os recursos representativos de controv\u00e9rsia do Tema 1.182\/STJ (REsp 1.945.110\/RS e REsp 1.987.158\/SC).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final do julgamento, afastou-se por completo a aplica\u00e7\u00e3o do EREsp 1.517.492 aos demais benef\u00edcios de ICMS. Por outro lado, tendo em vista a possibilidade de exclus\u00e3o dos benef\u00edcios de ICMS prevista pela pr\u00f3pria legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, os ministros da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o determinaram que os autos deveriam retornar \u00e0 origem para que, em conformidade com o deduzido na peti\u00e7\u00e3o inicial e nos limites que a t\u00e9cnica processual do mandado de seguran\u00e7a permite, fosse verificado o atendimento das exig\u00eancias legais para a dedutibilidade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o, lida de forma harm\u00f4nica e coerente, \u00e9 clara no sentido de que devem ser observados todos os requisitos legais para que as subven\u00e7\u00f5es de ICMS possam ser exclu\u00eddas da tributa\u00e7\u00e3o federal sobre o lucro.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o voto vogal do ministro Herman Benjamin, que serviu de base para o item 3 da tese, a norma do par\u00e1grafo 4\u00ba teria equiparado a subven\u00e7\u00e3o de custeio \u00e0 de investimento, mantendo-se h\u00edgida, por outro lado, a necessidade de atendimento da destina\u00e7\u00e3o prevista no caput do artigo 30 da Lei n\u00ba 12.973\/2014, uma vez que n\u00e3o houve revoga\u00e7\u00e3o do par\u00e1grafo 2\u00ba pela Lei Complementar n\u00ba 160\/2017.<\/p>\n\n\n\n<p>As teses 2 e 3 do tema repetitivo se complementam. Precisam ser interpretadas conjuntamente. O ac\u00f3rd\u00e3o apenas afastou a necessidade de comprova\u00e7\u00e3o pr\u00e9via de que a lei estadual foi editada como uma subven\u00e7\u00e3o voltada para investimento. Por outro lado, foi mantida a necessidade de que o resultado advindo do benef\u00edcio fiscal de ICMS garanta a viabilidade econ\u00f4mica dos empreendimentos realizados, seja na modalidade de implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, sequer faz sentido a exig\u00eancia de cumprimento, de forma isolada, dos requisitos meramente formais. O registro da vantagem em reserva de lucros e a utiliza\u00e7\u00e3o para aumento do capital somente fazem sentido se compreendidos como forma de controlar e confirmar a exist\u00eancia de um efetivo investimento (implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, o benef\u00edcio federal previsto na legisla\u00e7\u00e3o tem por objetivo a capitaliza\u00e7\u00e3o das empresas, com a realiza\u00e7\u00e3o de efetivos investimentos, gerando empregos e renda, a fim de se atender ao princ\u00edpio da fun\u00e7\u00e3o social da empresa, consoante ponderado pelo voto vogal do ministro Mauro Campbell: (&#8230;) \u201cEssas limita\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes porque vedam a distribui\u00e7\u00e3o dos valores correspondentes aos s\u00f3cios como lucros e dividendos, direcionando a desonera\u00e7\u00e3o fiscal para a capitaliza\u00e7\u00e3o da empresa, proporcionando a gera\u00e7\u00e3o de empregos e renda, tal \u00e9 a sua fun\u00e7\u00e3o social\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, o pr\u00f3prio par\u00e1grafo 2\u00ba do artigo 30, mantido de forma expressa no julgamento, remete \u00e0 destina\u00e7\u00e3o do caput. Ou seja, segue existindo a necessidade de que sejam realizados novos investimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Como muito bem pontuado pelo ministro Francisco Falc\u00e3o, \u00e9 mister o direcionamento do resultado do benef\u00edcio \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimentos econ\u00f4micos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00e9 outro ponto extremamente relevante que n\u00e3o pode ser dissociado da l\u00f3gica da legisla\u00e7\u00e3o. Somente benef\u00edcios fiscais que tenham a capacidade de aumentar o lucro ou patrim\u00f4nio da pessoa jur\u00eddica podem ser considerados subven\u00e7\u00f5es, isto \u00e9, benef\u00edcios que, por sua natureza, transfiram riquezas do Estado para a empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o de tal fato, quando desacompanhados de pol\u00edticas de creditamento, os atos gerais e incondicionais desonerativos, de regra, n\u00e3o s\u00e3o pass\u00edveis de dedu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesses casos, o destinat\u00e1rio do benef\u00edcio estadual \u00e9 o consumidor final dos produtos ou servi\u00e7os. O vendedor do produto ou prestador do servi\u00e7o encontra-se em uma posi\u00e7\u00e3o neutra. Assim, de acordo com a pol\u00edtica fiscal, a diminui\u00e7\u00e3o do imposto estadual que anteriormente seria repassado ao Estado tem por objetivo uma diminui\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo mesmo motivo, restam tamb\u00e9m exclu\u00eddas da possibilidade de dedu\u00e7\u00e3o do lucro real as meras redu\u00e7\u00f5es de tributos no meio da cadeia produtiva. Os contribuintes nessa situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o obt\u00eam qualquer vantagem econ\u00f4mica, j\u00e1 que o pr\u00f3ximo elo da cadeia produtiva n\u00e3o \u00e9 creditado com o ICMS que anteriormente era cobrado. Nessas etapas intermedi\u00e1rias sequer se pode cogitar da ocorr\u00eancia de ren\u00fancia de receita por parte dos Estados.<\/p>\n\n\n\n<p>A despeito de tais fatos, o artigo 30 da Lei n\u00ba 12.973\/2014 prev\u00ea a hip\u00f3tese de subven\u00e7\u00f5es por meio de isen\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o de tributos, o que leva a questionamentos sobre o porqu\u00ea da reda\u00e7\u00e3o do citado dispositivo prever estas esp\u00e9cies de benef\u00edcios. Explica-se: tal previs\u00e3o sempre constou da legisla\u00e7\u00e3o. Encontra aplica\u00e7\u00e3o em tributos diretos, nos quais a empresa \u00e9 a verdadeira benefici\u00e1ria. No caso de tributos indiretos, ser\u00e1 pass\u00edvel de aplica\u00e7\u00e3o quando, cumpridos os demais requisitos legais, o consumidor final for a pr\u00f3pria empresa a ser subvencionada.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora tais quest\u00f5es aparentemente sejam evidentes, a pr\u00e1tica forense tem demonstrado que o \u00f3bvio precisa ser dito. Na atua\u00e7\u00e3o da Fazenda Nacional, verificou-se a impetra\u00e7\u00e3o de milhares de mandados de seguran\u00e7a por empresas que sequer eram benefici\u00e1rias de subven\u00e7\u00f5es, isto \u00e9, encontravam-se exatamente em posi\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas nas quais os atos desonerativos n\u00e3o eram os respons\u00e1veis por gerar qualquer incremento do lucro.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma leitura integrada de todos os itens do julgamento do Tema 1182 nos revela que est\u00e3o albergadas pelo regime jur\u00eddico da Lei Complementar n\u00ba 160\/2017 as subven\u00e7\u00f5es de ICMS respons\u00e1veis por gerar incremento no lucro ou patrim\u00f4nio da pessoa jur\u00eddica e essa vantagem econ\u00f4mica dever\u00e1 refletir um novo investimento no empreendimento econ\u00f4mico, seja por meio de implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Somente nessa hip\u00f3tese ser\u00e1 poss\u00edvel a exclus\u00e3o do resultado econ\u00f4mico advindo dos benef\u00edcios de ICMS das bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL apuradas sob o regime do lucro real.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/a-tese-fixada-no-tema-1-182-do-stj.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/a-tese-fixada-no-tema-1-182-do-stj.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Comiss\u00e3o aprova proposta que estabelece nova regra para execu\u00e7\u00e3o fiscal sobre tributos imobili\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/12\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJ) da C\u00e2mara dos Deputados aprovou projeto de lei que estabelece que, na execu\u00e7\u00e3o fiscal sobre tributos imobili\u00e1rios, havendo d\u00favida ou contesta\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 efetiva propriedade do bem, o juiz poder\u00e1 priorizar a penhora do bem sobre o qual incidiram os tributos. O texto insere a regra no&nbsp;C\u00f3digo de Processo Civil (Lei 13.105\/15).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, deputado Jorge Goetten (PL-SC), apresentou parecer favor\u00e1vel ao Projeto de Lei 584\/22, do deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), com uma emenda. A proposta original estabelecia que a penhora do bem sobre o qual incidiram os tributos deveria ser priorizada, e a emenda modificou o texto para deixar essa previs\u00e3o a crit\u00e9rio do juiz.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Objetivo<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Goetten, o projeto busca resolver a situa\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis em situa\u00e7\u00e3o irregular que j\u00e1 foram vendidos a terceiros que n\u00e3o o regularizaram junto ao registro de im\u00f3veis e procuram se esconder do fisco.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o se agrava quando morre o antigo propriet\u00e1rio. A op\u00e7\u00e3o de executar o antigo propriet\u00e1rio ou os sucessores, al\u00e9m de ineficaz, \u00e9 injusta, pois penaliza quem j\u00e1 n\u00e3o possui, usa ou disp\u00f5e do im\u00f3vel ou, no caso dos sucessores, quem nunca exerceu qualquer um destes atributos da propriedade\u201d, afirma o deputado catarinense.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA import\u00e2ncia do projeto, portanto, reside em que procura evitar execu\u00e7\u00f5es fiscais demoradas, e, especialmente, injustas\u201d, defende o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Tramita\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto foi analisado em car\u00e1ter conclusivo e poder\u00e1 seguir ao Senado, a menos que haja recurso para vota\u00e7\u00e3o pelo Plen\u00e1rio da C\u00e2mara.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1021816-comissao-aprova-proposta-que-estabelece-nova-regra-para-execucao-fiscal-sobre-tributos-imobiliarios\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1021816-comissao-aprova-proposta-que-estabelece-nova-regra-para-execucao-fiscal-sobre-tributos-imobiliarios\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de consulta n\u00b0 99008, de 11 de agosto de 2023<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/12\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Assunto: Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social &#8211; Cofins<br>N\u00c3O CUMULATIVIDADE. CR\u00c9DITO. INSUMOS. COM\u00c9RCIO ATACADISTA. ENTREGA DE MERCADORIAS. COMBUST\u00cdVEIS. IMPOSSIBILIDADE.<br>A apura\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito da Cofins com base na aquisi\u00e7\u00e3o de insumos est\u00e1 relacionada \u00e0s atividades de produ\u00e7\u00e3o de bens ou de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. N\u00e3o h\u00e1 insumos na atividade de revenda de bens, notadamente porque a esta atividade foi reservada a apura\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos em rela\u00e7\u00e3o aos bens adquiridos para revenda.<br>N\u00e3o h\u00e1 direito a cr\u00e9dito da Cofins sobre as despesas com combust\u00edveis e lubrificantes consumidos em ve\u00edculos utilizados para entrega das mercadorias aos clientes de pessoa jur\u00eddica que realiza o com\u00e9rcio atacadista de bens por n\u00e3o haver insumos na atividade comercial nem qualquer outra hip\u00f3tese de creditamento prevista em lei que permita o enquadramento dessas despesas.<br>SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA VINCULADA \u00c0 SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA COSIT N\u00ba&nbsp;35, DE 7 DE FEVEREIRO DE 2023, PUBLICADA NO D.O.U. DE 10 DE FEVEREIRO DE 2023.<br>Dispositivos Legais Lei n\u00ba&nbsp;10.833, de 2003, art. 3\u00ba; Parecer Normativo RFB\/Cosit n\u00ba&nbsp;5, de 2018.<br>Assunto: Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep<br>N\u00c3O CUMULATIVIDADE. CR\u00c9DITO. INSUMOS. COM\u00c9RCIO ATACADISTA. ENTREGA DE MERCADORIAS. COMBUST\u00cdVEIS. IMPOSSIBILIDADE.<br>A apura\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep com base na aquisi\u00e7\u00e3o de insumos est\u00e1 relacionada \u00e0s atividades de produ\u00e7\u00e3o de bens ou de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. N\u00e3o h\u00e1 insumos na atividade de revenda de bens, notadamente porque a esta atividade foi reservada a apura\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos em rela\u00e7\u00e3o aos bens adquiridos para revenda.<br>N\u00e3o h\u00e1 direito a cr\u00e9dito da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep sobre as despesas com combust\u00edveis e lubrificantes consumidos em ve\u00edculos utilizados para entrega das mercadorias aos clientes de pessoa jur\u00eddica que realiza o com\u00e9rcio atacadista de bens por n\u00e3o haver insumos na atividade comercial nem qualquer outra hip\u00f3tese de creditamento prevista em lei que permita o enquadramento dessas despesas.<br>SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA VINCULADA \u00c0 SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA COSIT N\u00ba&nbsp;35, DE 7 DE FEVEREIRO DE 2023, PUBLICADA NO D.O.U. DE 10 DE FEVEREIRO DE 2023.<br>Dispositivos Legais: Lei n\u00ba&nbsp;10.637, de 2002, art. 3\u00ba; Parecer Normativo RFB\/Cosit n\u00ba&nbsp;5, de 2018.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=135078\">http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=135078<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como a PEC que limita decis\u00f5es monocr\u00e1ticas do STF afeta quest\u00f5es tribut\u00e1rias<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 04\/12\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o que limita decis\u00f5es monocr\u00e1ticas do Supremo Tribunal Federal (STF) &#8211; proferidas por um \u00fanico ministro &#8211; pode ter impactos relevantes sobre quest\u00f5es tribut\u00e1rias, caso o texto seja promulgado na vers\u00e3o aprovada no Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>A pedido da reportagem, advogados da \u00e1rea listaram alguns casos em que regras sobre recolhimentos ficaram suspensas por longos per\u00edodos, amparadas em decis\u00f5es liminares (provis\u00f3rias), at\u00e9 que fossem julgadas pelo Plen\u00e1rio do Supremo.<\/p>\n\n\n\n<p>Aprovada pelo Senado em novembro, a PEC n\u00ba 8, de 2021, precisa agora ser analisada pela C\u00e2mara dos Deputados. O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), indicou que n\u00e3o pretende tratar do assunto neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta define que decis\u00f5es monocr\u00e1ticas n\u00e3o podem suspender a efic\u00e1cia de uma lei ou norma de repercuss\u00e3o geral aprovada pelo Congresso e sancionada pela Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. Para isso, seriam necess\u00e1rias decis\u00f5es colegiadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Leonardo Gallotti Olinto, s\u00f3cio do Daudt, Castro e Gallotti Olinto Advogados, decis\u00f5es individuais que afasta m a aplica\u00e7\u00e3o de leis geram inseguran\u00e7a jur\u00eddica, j\u00e1 que em muitos casos demoram para ser referendadas, ou n\u00e3o, pelo Plen\u00e1rio do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, a aprova\u00e7\u00e3o da PEC \u00e9 uma boa medida e n\u00e3o deixa de ser at\u00e9 uma prote\u00e7\u00e3o para o pr\u00f3prio Supremo, privilegiando e fortalecendo o tribunal como um todo.<\/p>\n\n\n\n<p>Olinto avalia que seria positivo que outros tribunais tamb\u00e9m seguissem tal orienta\u00e7\u00e3o, embora a PEC trate apenas do STF. Ele afirma que a quest\u00e3o pol\u00edtica disputa entre Congresso e Supremo pode se sobrepor a essa quest\u00e3o t\u00e9cnica e dificultar a aprova\u00e7\u00e3o do texto.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quando voc\u00ea tem um julgamento pelo colegiado, tem uma maior seguran\u00e7a jur\u00eddica. \u00c9 essa a ess\u00eancia da PEC&#8221;, afirma o tributarista. &#8220;Do ponto de vista t\u00e9cnico-judicial, \u00e9 uma excelente medida, que est\u00e1 a\u00ed dentro de um fogo cruzado, sem uma discuss\u00e3o t\u00e9cnica mais apropriada.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Casos tribut\u00e1rios<\/p>\n\n\n\n<p>Ele cita como exemplos, a mudan\u00e7a na contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria dos funcion\u00e1rios p\u00fablicos, caso que ser\u00e1 analisado em Plen\u00e1rio Virtual da corte a partir da pr\u00f3xima sexta-feira, a suspens\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o destinada ao fundo de infraestrutura de Goi\u00e1s e as regras sobre incid\u00eancia do ISS de planos de sa\u00fade e atividades financeiras editadas em 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>Felipe Omori, s\u00f3cio do KLA Advogados, tamb\u00e9m d\u00e1 como exemplo a discuss\u00e3o em torno da lei complementar sancionada em 2016 que alterava o destino do ISS, tributo municipal sobre servi\u00e7os, para esses setores. Em 2018, o ministro Alexandre de Moraes (relator do caso) concedeu liminar para suspender o efeito da lei, mas o Supremo s\u00f3 con firmou a decis\u00e3o neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Essa PEC, apesar de n\u00e3o estar abertamente direcionada a discuss\u00f5es tribut\u00e1rias, vai ter um grande impacto nessas quest\u00f5es. N\u00e3o \u00e9 raro que o STF conceda liminar para suspender novas legisla\u00e7\u00f5es que preveem cobran\u00e7a de tributo e julgue o m\u00e9rito muito tempo depois&#8221;, afirma Omori.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o tributarista, a elimina\u00e7\u00e3o dessa inseguran\u00e7a jur\u00eddica \u00e9 positiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, pode haver tamb\u00e9m uma demora maior para analisar a constitucionalidade de altera\u00e7\u00f5es no sistema tribut\u00e1rio. Com isso, os contribuintes perdem a chance de suspender uma cobran\u00e7a que, posteriormente, pode ser considerada inconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o s\u00e3o poucos os casos em que o tribunal decide pela inconstitucionalidade de uma cobran\u00e7a, mas desobriga o governo de devolver o dinheiro j\u00e1 recolhido, fazendo a chamada modula\u00e7\u00e3o de efeitos da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se a lei entrar em vigor e n\u00e3o houver uma decis\u00e3o do STF, a princ\u00edpio, todo mundo tem que pagar o tributo novo. A decis\u00e3o liminar, em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria, tem a vantagem de evitar um preju\u00edzo para os contribuintes.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Contexto<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, os ministros do STF podem deliberar monocraticamente sobre qualquer tema envolvendo os outros Poderes e inst\u00e2ncias administrativas. Uma mudan\u00e7a recente no regimento interno da Corte definiu que decis\u00f5es liminares dos magistrados precisam ser confirmadas pelos outros membros no Plen\u00e1rio Virtual em at\u00e9 90 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>Se aprovada, a proposta proibir\u00e1 decis\u00f5es monocr\u00e1ticas para suspender efic\u00e1cia de lei aprovada pelo Congresso e sancionada pela Presid\u00eancia. Somente o presidente da Corte poderia decidir monocraticamente e durante o per\u00edodo de recesso judici\u00e1rio, com an\u00e1lise dos demais ministros do tribunal em at\u00e9 30 dias ap\u00f3s o retorno das atividades.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/04\/como-a-pec-que-limita-decisoes-monocraticas-do-stf-afeta-questoes-tributarias.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/04\/como-a-pec-que-limita-decisoes-monocraticas-do-stf-afeta-questoes-tributarias.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESTADUAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Maranh\u00e3o sanciona novo aumento da al\u00edquota modal do ICMS<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Data: 28\/11\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o segundo estado a elevar o imposto pelo segundo ano consecutivo; estados do Sul e Sudeste planejam aumento.<\/p>\n\n\n\n<p>O governador do Maranh\u00e3o, Carlos Brand\u00e3o (PSB),&nbsp;<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1Abrd1zbgYkZLP_2SPcgMm50D7tmGwTlJ\/view\">sancionou<\/a>&nbsp;uma nova eleva\u00e7\u00e3o da al\u00edquota modal do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS), que saltar\u00e1 de 20% para 22% em 2024. Em dezembro do ano passado, o Poder Executivo&nbsp;<a href=\"https:\/\/sistemas1.sefaz.ma.gov.br\/portalsefaz\/files?codigo=22048\">j\u00e1 havia elevado o imposto<\/a>, de 18% para 20%. A al\u00edquota modal de ICMS \u00e9 a que incide sobre as opera\u00e7\u00f5es em geral e representa um teto para a tributa\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os essenciais, como energia el\u00e9trica e telecomunica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o segundo estado a aumentar a al\u00edquota pelo segundo ano consecutivo. Em 11 de novembro, a&nbsp;<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1xORJMytY3PeAhsW5YKPCqPqA5Ei2bXfM\/view\">Bahia<\/a><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/coluna-do-tracking\/bahia-aumenta-aliquota-modal-do-icms-pela-segunda-vez-14112023\">&nbsp;atualizou<\/a>&nbsp;a modal de 19% para 20,5%, v\u00e1lido a partir de 2024. Em dezembro de 2022, o estado&nbsp;<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1vzkOcWfdud9n_8bRgdgS81IF0ZucZWTF\/view\">j\u00e1 havia aumentado<\/a>&nbsp;a al\u00edquota modal de 18% para 19%, percentual em vigor desde mar\u00e7o deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Na reta final de 2022, 12 estados \u2013 incluindo Bahia e Maranh\u00e3o \u2013 aumentaram o ICMS modal. O objetivo era recuperar receitas perdidas pelos estados em decorr\u00eancia das Leis Complementares 192\/22 e 194\/22, que institu\u00edram o modelo monof\u00e1sico para a tributa\u00e7\u00e3o dos combust\u00edveis e definiram os bens e servi\u00e7os que devem ser considerados essenciais, respectivamente. Foram eles: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Maranh\u00e3o, Par\u00e1, Paran\u00e1, Piau\u00ed, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe e Tocantins.<\/p>\n\n\n\n<p>Na justificativa do projeto que elevou novamente o imposto, Brand\u00e3o aponta que o Maranh\u00e3o \u201cainda sofre as consequ\u00eancias\u201d da Lei Complementar 194\/22. \u201cQue resultou na redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota aplic\u00e1vel sobre opera\u00e7\u00f5es com combust\u00edveis, energia el\u00e9trica e presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o, os quais formam as principais fontes de tributa\u00e7\u00e3o do ICMS, de modo que \u00e9 imprescind\u00edvel que o estado adote medidas para recompor as perdas de arrecada\u00e7\u00e3o, para n\u00e3o comprometer sua solidez fiscal, e, consequentemente, o financiamento de todos os servi\u00e7os p\u00fablicos e pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, traz o texto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o momento, outros cinco estados j\u00e1 aprovaram e sancionaram a eleva\u00e7\u00e3o da al\u00edquota modal de ICMS neste ano: Cear\u00e1 (de 18% para 20%), Distrito Federal (de 18% para 20%), Para\u00edba (de 18% para 20%), Pernambuco (18% para 20,5%) e Rond\u00f4nia (17,5% para 21%).<\/p>\n\n\n\n<p>Mais seis estados preparam aumento&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Secret\u00e1rios de Fazenda de seis estados do Sudeste e do Sul anunciaram na semana passada que devem aumentar a al\u00edquota modal do ICMS por conta dos impactos da reforma tribut\u00e1ria. S\u00e3o eles: Esp\u00edrito Santo, Minas Gerais, Paran\u00e1, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e S\u00e3o Paulo. Entre eles, o \u00fanico estado que j\u00e1 elevou o imposto em 2022 foi o Paran\u00e1, de 18% para 19%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O documento tamb\u00e9m menciona que o movimento deve ser seguido pelos estados do Centro-Oeste. No entanto, nenhum ente da regi\u00e3o assinou a carta.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dois desses estados j\u00e1 apresentaram projetos. No Esp\u00edrito Santo, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www3.al.es.gov.br\/spl\/processo.aspx?id=398572&amp;tipo=5\">Projeto de Lei 954\/2023<\/a>&nbsp;aumenta o percentual do tributo dos atuais 17% para 19,5%. J\u00e1 no Rio Grande do Sul, o&nbsp;<a href=\"https:\/\/ww3.al.rs.gov.br\/legislativo\/ExibeProposicao\/tabid\/325\/SiglaTipo\/PL\/NroProposicao\/534\/AnoProposicao\/2023\/Origem\/Px\/Default.aspx\">PL 534\/2023<\/a>&nbsp;tamb\u00e9m eleva de 17% para 19,5%.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A carta dos secret\u00e1rios n\u00e3o indica qual ser\u00e1 o valor da al\u00edquota nos demais estados, citando apenas a necessidade de recompor a tributa\u00e7\u00e3o estadual no curto prazo. \u201c[\u2026] para neutralizar as perdas potenciais com a futura distribui\u00e7\u00e3o do produto arrecadado com o IBS, vis \u00e0 vis o comportamento estrat\u00e9gico adotado pelos demais Estados da Federa\u00e7\u00e3o na atual conjuntura\u201d, traz o documento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Os estados correm para aprovar os projetos de lei ainda este ano porque a eleva\u00e7\u00e3o da al\u00edquota de ICMS deve respeitar tanto a anterioridade geral (anual) quanto a nonagesimal para come\u00e7ar a produzir efeitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Impasse no Rio Grande do Norte&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em outra ponta, a Comiss\u00e3o de Fiscaliza\u00e7\u00e3o e Finan\u00e7as (CFF) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte rejeitou em 22 de novembro o&nbsp;<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1yGMnZyzzGOuD8ug8VWS2YyGvQ-V1KY3H\/view\">projeto de lei<\/a>, de autoria do Poder Executivo, que mant\u00e9m a al\u00edquota modal do ICMS em 20% por tempo indeterminado a partir de 2024. A&nbsp;<a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1pK_DUJYv7QkyUEcMZWy3aKtHec5U3KNQ\/view\">lei sancionada em dezembro do ano passado<\/a>&nbsp;previa que, de mar\u00e7o a dezembro de 2023, a al\u00edquota seria de 20%, mas retornaria aos 18% a partir de 1\u00ba de janeiro de 2024.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O placar final pela rejei\u00e7\u00e3o do projeto foi de cinco votos a dois. Segundo o relator e presidente da CFF, Coronel Azevedo (PL), o parecer da Comiss\u00e3o \u00e9 terminativo e a proposta deve ser arquivada de maneira definitiva pelo presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira (PSDB).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, a deputada Isolda Dantas (PT) informou que entrar\u00e1 com recurso para que o projeto seja discutido em plen\u00e1rio. O pedido precisa ser apresentado at\u00e9 o t\u00e9rmino da Ordem do Dia da pr\u00f3xima sess\u00e3o ordin\u00e1ria, que ocorre nesta ter\u00e7a-feira (28\/11), e ser assinado por, no m\u00ednimo, tr\u00eas parlamentares para que o presidente o submeta ao plen\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cJ\u00e1 adianto aqui um recurso para que essa mat\u00e9ria siga tramitando e que a gente possa discutir esse projeto no plen\u00e1rio em raz\u00e3o da import\u00e2ncia que esse projeto tem e que, na nossa compreens\u00e3o, quando tem voto divergente na comiss\u00e3o, ela n\u00e3o \u00e9 terminativa em nenhuma comiss\u00e3o. Ent\u00e3o j\u00e1 fica o meu recurso registrado\u201d, disse Isolda Dantas, via release.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Canabidiol&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Sancionada a&nbsp;<a href=\"https:\/\/jota.us8.list-manage.com\/track\/click?u=4911ce1e520f5bf26dd891c79&amp;id=1c4c0b7013&amp;e=5e876e887c\">Lei 11.968\/2023<\/a>, que institui no Esp\u00edrito Santo a pol\u00edtica de fornecimento pelo SUS de medicamentos formulados a partir de substrato da planta Cannabis sativa. A proposta, de autoria do deputado Bispo Alves (Republicanos), foi aprovada em outubro e, como n\u00e3o houve manifesta\u00e7\u00e3o do governador Renato Casagrande (PSB) no prazo de 15 dias, \u00e9 considerada a san\u00e7\u00e3o t\u00e1cita.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, o governo estadual tem um prazo de 90 dias para regulamentar a legisla\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m \u00e9 dever do Poder Executivo estabelecer crit\u00e9rios para o acesso aos medicamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a lei, o canabidiol, em associa\u00e7\u00e3o com outras subst\u00e2ncias encontradas na planta, incluindo o THC (Tetrahidrocanabidiol), ser\u00e1 distribu\u00eddo em car\u00e1ter de excepcionalidade pela rede p\u00fablica e pelas institui\u00e7\u00f5es privadas de sa\u00fade conveniadas ao SUS.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"IRMNvnHEZg\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/coluna-do-tracking\/maranhao-sanciona-novo-aumento-da-aliquota-modal-do-icms-28112023\">Maranh\u00e3o sanciona novo aumento da al\u00edquota modal do ICMS<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Maranh\u00e3o sanciona novo aumento da al\u00edquota modal do ICMS&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/coluna-do-tracking\/maranhao-sanciona-novo-aumento-da-aliquota-modal-do-icms-28112023\/embed#?secret=IRMNvnHEZg\" data-secret=\"IRMNvnHEZg\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Assembleia Legislativa do Paran\u00e1 aprova altera\u00e7\u00f5es em al\u00edquotas do ICMS no estado<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 30\/11\/2023<\/h1>\n\n\n\n<p>A Assembleia Legislativa do Paran\u00e1 aprovou nesta quarta-feira (30), em segunda e terceira discuss\u00f5es, o projeto de lei do Poder Executivo que trata de altera\u00e7\u00f5es nas al\u00edquotas do ICMS aplicadas no estado.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa promove o aumento da al\u00edquota base do imposto de 18% para 19% e eleva a al\u00edquota sobre produtos como \u00e1guas gaseificadas e com de a\u00e7\u00facar ou aromatizantes, refrigerantes, refrescos, cervejas sem \u00e1lcool e isot\u00f4nicos de 18% para 20%.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor proposto originalmente para estes produtos era de 25%, mas o texto foi modificado pro uma emenda proposta pela bancada governista. Foi aprovada tamb\u00e9m a reorganiza\u00e7\u00e3o da estrutura administrativa do estado, proposta pelo Poder Executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto de lei promove a cria\u00e7\u00e3o de nove secretarias, desmembradas a partir da estrutura atual al\u00e9m de cargos para gerenciamento de novas pol\u00edticas p\u00fablicas em cada uma delas.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m prop\u00f5e a extin\u00e7\u00e3o das autarquias Paran\u00e1 Turismo, Paran\u00e1 Edifica\u00e7\u00f5es e R\u00e1dio e Televis\u00e3o Educativa do Paran\u00e1. Estas estruturas devem ser incorporadas pelas secretarias de Estado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.assembleia.pr.leg.br\/comunicacao\/noticias\/assembleia-aprova-alteracoes-em-aliquotas-do-icms-no-estado\">https:\/\/www.assembleia.pr.leg.br\/comunicacao\/noticias\/assembleia-aprova-alteracoes-em-aliquotas-do-icms-no-estado<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf: n\u00e3o h\u00e1 necessidade de cobertura igual de plano de sa\u00fade para isen\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/11\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>2\u00aa Turma decidiu que plano n\u00e3o precisa ser o mesmo para todos, desde que abranja a totalidade dos funcion\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Por seis votos a dois, a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu que o plano de sa\u00fade ofertado aos empregados n\u00e3o precisa ser o mesmo para todos, desde que abranja a totalidade dos funcion\u00e1rios, para fazer jus \u00e0 isen\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias. A isen\u00e7\u00e3o est\u00e1 prevista na al\u00ednea q, par\u00e1grafo nono do artigo 28 da Lei 8212\/91. O caso tem valor de R$ 631,9 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>A al\u00ednea que insere os planos na isen\u00e7\u00e3o prev\u00ea que n\u00e3o integra o sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o o valor relativo \u00e0 assist\u00eancia prestada por servi\u00e7o m\u00e9dico ou odontol\u00f3gico, \u201cdesde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro Marcelo Milton da Silva Risso, relator do processo, defendeu a manuten\u00e7\u00e3o do decidido na turma ordin\u00e1ria, no sentido da desnecessidade de oferecer cobertura igual para todos os empregados. \u201cO importante \u00e9 que seja distribu\u00eddo para todos, n\u00e3o importa se \u00e9 diferenciado\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia foi aberta pelo conselheiro Maur\u00edcio Nogueira Righetti. O julgador sustentou que j\u00e1 vinha votando no sentido de que o plano precisaria ser igual e que, sendo diferente, implicaria na n\u00e3o extens\u00e3o para todos.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 18088.000151\/2010-91.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"8eijLjv0OC\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-nao-ha-necessidade-de-cobertura-igual-de-plano-de-saude-para-isencao-27112023\">Carf: n\u00e3o h\u00e1 necessidade de cobertura igual de plano de sa\u00fade para isen\u00e7\u00e3o<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Carf: n\u00e3o h\u00e1 necessidade de cobertura igual de plano de sa\u00fade para isen\u00e7\u00e3o&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-nao-ha-necessidade-de-cobertura-igual-de-plano-de-saude-para-isencao-27112023\/embed#?secret=8eijLjv0OC\" data-secret=\"8eijLjv0OC\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Heineken consegue anular no Carf autua\u00e7\u00e3o fiscal milion\u00e1ria por amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/11\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Valor, que reduziu IRPJ e CSLL, seria fruto da compra do Grupo Schincariol pela Kirin Holdings<\/p>\n\n\n\n<p>A Heineken conseguiu anular um auto de infra\u00e7\u00e3o de aproximadamente R$ 900 milh\u00f5es no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). A decis\u00e3o reconheceu o direito ao uso de \u00e1gio para redu\u00e7\u00e3o de valores de Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL. A autua\u00e7\u00e3o \u00e9 referente \u00e0 compra do Grupo Schincariol pela Kirin Holdings (hoje Heineken, que herdou a disputa).<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria (sete votos a um), os conselheiros da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o da 3\u00aa C\u00e2mara da 2\u00aa Turma Ordin\u00e1ria aceitaram o recurso da empresa. A quest\u00e3o ainda poder\u00e1 ser analisada pela C\u00e2mara Superior do Carf.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00e1gio consiste em um valor pago, em geral, pela rentabilidade futura de uma empresa adquirida ou incorporada. Por lei, pode ser registrado como despesa no balan\u00e7o e amortizado, reduzindo a base de c\u00e1lculo do IRPJ e CSLL a pagar. Contudo, a Receita Federal autua o contribuinte quando interpreta que uma opera\u00e7\u00e3o entre empresas foi realizada apenas para reduzir tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a fiscaliza\u00e7\u00e3o atuou a Kirin por entender que n\u00e3o poderiam ser deduzidas do c\u00e1lculo dos tributos as despesas do \u00e1gio resultante na aquisi\u00e7\u00e3o do Grupo Schincariol (empresas Aleadri Participa\u00e7\u00f5es e Jandagil Participa\u00e7\u00f5es) pela Kirin Holdings (antiga Kusuga).<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Receita Federal, faltou prop\u00f3sito negocial na opera\u00e7\u00e3o. Isso porque a Kirin Holdings n\u00e3o teria sido a real adquirente do Grupo Schincariol. Seria uma \u201cempresa ve\u00edculo\u201d, utilizada apenas para o aproveitamento do \u00e1gio na incorpora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a fiscaliza\u00e7\u00e3o, quem de fato comprou o Grupo Schincariol foi a Kirin Jap\u00e3o e n\u00e3o a Kirin Holdings (antiga Kusuga). Assim, n\u00e3o teria havido a confus\u00e3o patrimonial apta a autorizar a amortiza\u00e7\u00e3o do \u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o relator conselheiro Heldo Jorge dos Santos Pereira Junior, entendeu, por\u00e9m, que a Kirin Holdings \u201cteve papel real e l\u00edcito nas aquisi\u00e7\u00f5es\u201d. Para ele, o argumento da fiscaliza\u00e7\u00e3o \u201cencampa de forma subjacente a ideia de impossibilidade de constitui\u00e7\u00e3o de \u00e1gio em qualquer hip\u00f3tese, exceto naquela em que uma determinada empresa possu\u00edsse, por meios exclusivamente pr\u00f3prios, os recursos para aquisi\u00e7\u00e3o de participa\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso das holdings, segundo o conselheiro, \u201cjamais haveria possibilidade de contabiliza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio, posto que os recursos seriam sempre originados de terceiros (s\u00f3cios ou outros)\u201d. O argumento da fiscaliza\u00e7\u00e3o, acrescentou, \u00e9 \u201cestranho \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o de reg\u00eancia, que nada prescreve sobre tal requisito.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para J\u00fanior, quando um investidor estrangeiro ou nacional consolida recursos ou mesmo investimentos em uma sociedade holding e a partir da\u00ed promove a aquisi\u00e7\u00e3o de outros investimentos, \u201cn\u00e3o se pode, a priori, afirmar serem estes investimentos (consolidados na holding) pertencentes ao s\u00f3cio investidor estrangeiro ou nacional.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o relator afirmou ainda n\u00e3o ter encontrado nos autos do processo elementos para sustentar que a Kirin Holdings teve papel fict\u00edcio, \u201ca ponto de servir apenas como uma \u2018empresa ve\u00edculo\u2019\u201d (processo n\u00ba 16561.720029\/2019-12).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a advogada que assessora a Heineken no processo, Luciana Rosanova Galhardo, do Pinheiro Neto Advogados, foi uma excelente decis\u00e3o. Para ela, as empresas est\u00e3o vivendo um per\u00edodo dif\u00edcil no Carf, em rela\u00e7\u00e3o a julgamentos de processos que tratam de \u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, diz a advogada, desmistificou a alega\u00e7\u00e3o da Receita Federal de que a Kirin Holding seria uma empresa ve\u00edculo e a opera\u00e7\u00e3o sem prop\u00f3sito negocial. Tanto que, acrescenta, houve uma a\u00e7\u00e3o judicial para discutir essa venda. Uma parte da fam\u00edlia queria fazer o neg\u00f3cio e outra parte n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFicou demonstrado que n\u00e3o houve simula\u00e7\u00e3o e que a holding realmente comprou a Schincariol\u201d, afirma Luciana. Como a Heineken comprou a Kirin, em fevereiro de 2017, a empresa acabou herdando a discuss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda cabe recurso para a C\u00e2mara Superior. Contudo, a advogada afirma que a decis\u00e3o est\u00e1 bem fundamentada para subir para an\u00e1lise pela \u00faltima inst\u00e2ncia do Carf. \u201cEssa decis\u00e3o d\u00e1 um ar de esperan\u00e7a porque hoje temos mais de 500 opera\u00e7\u00f5es de \u00e1gio questionadas pelo Fisco\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o advogado Diego Miguita, do escrit\u00f3rio VBSO Advogados, a decis\u00e3o mostra que a maioria esmagadora da turma ordin\u00e1ria (7 a 1) entende que houve prop\u00f3sito negocial. Contudo, afirma ele, a decis\u00e3o do Carf chama mais a aten\u00e7\u00e3o por seguir a linha do primeiro julgamento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) sobre \u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em setembro, a 1\u00aa Turma do STJ afastou cobran\u00e7a de IRPJ e CSLL ao analisar a incorpora\u00e7\u00e3o da Cremerpar pela Cremer, ocorrida no ano de 2004 (REsp 2026473). \u201cApesar dos contextos distintos, no fim do dia, o que vale \u00e9 a discuss\u00e3o jur\u00eddica de que n\u00e3o havendo simula\u00e7\u00e3o ou fraude, n\u00e3o teria como se opor aos efeitos tribut\u00e1rios normais\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) ressalta que o tema do n\u00e3o reconhecimento de despesas (glosa) para a amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio demanda an\u00e1lise caso a caso. Isso porque, afirma o \u00f3rg\u00e3o, existem peculiaridades nas opera\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias que geram a forma\u00e7\u00e3o do \u00e1gio, al\u00e9m de discuss\u00f5es jur\u00eddicas espec\u00edficas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPor essa raz\u00e3o, s\u00f3 ap\u00f3s a an\u00e1lise cuidadosa do ac\u00f3rd\u00e3o 1302-006.968 \u00e9 que a PGFN poder\u00e1 concluir sobre a viabilidade de interposi\u00e7\u00e3o de recurso especial para a C\u00e2mara Superior de Recursos Fiscais do Carf\u201d, diz a procuradoria.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/28\/heineken-consegue-anular-no-carf-autuacao-fiscal-milionaria-por-amortizacao-de-agio.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/28\/heineken-consegue-anular-no-carf-autuacao-fiscal-milionaria-por-amortizacao-de-agio.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nestl\u00e9 vence no Carf discuss\u00e3o sobre compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/12\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00e2mara Superior entendeu que falta de retifica\u00e7\u00e3o de guias de recolhimento n\u00e3o \u00e9 motivo para a Receita negar direito a cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) &#8211; a mais alta inst\u00e2ncia do \u00f3rg\u00e3o &#8211; entendeu que a falta de retifica\u00e7\u00e3o de guias de recolhimento n\u00e3o \u00e9 motivo para a Receita Federal rejeitar compensa\u00e7\u00f5es com cr\u00e9ditos de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias. A decis\u00e3o, da 2\u00aa Turma, \u00e9 a primeira favor\u00e1vel \u00e0s empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso envolve a Nestl\u00e9. A empresa realizou compensa\u00e7\u00f5es ap\u00f3s verificar pagamentos a maior de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias nos anos de 2009 e 2010. Por\u00e9m, n\u00e3o fez, antes das opera\u00e7\u00f5es, retifica\u00e7\u00e3o das Guias de Recolhimento do FGTS e de Informa\u00e7\u00f5es \u00e0 Previd\u00eancia Social (GFIPs) para gerar os cr\u00e9ditos no sistema.<\/p>\n\n\n\n<p>A GFIP era um documento obrigat\u00f3rio para todos os empregadores (pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas) sujeitos ao recolhimento do FGTS e contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias. Hoje esses dados s\u00e3o consolidados no eSocial.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal negou as compensa\u00e7\u00f5es por entender que a n\u00e3o retifica\u00e7\u00e3o de GFIP invalida o cr\u00e9dito e autuou a empresa. A Delegacia da Receita Federal de Julgamento (DRJ) &#8211; primeira inst\u00e2ncia da esfera administrativa &#8211; manteve o auto de infra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso ent\u00e3o foi ent\u00e3o levado ao Carf. A 1\u00aa Turma da 4\u00aa C\u00e2mara da 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o, por voto de qualidade, negou provimento ao recurso do contribuinte por entender que a n\u00e3o retifica\u00e7\u00e3o de GFIP invalida o cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, a C\u00e2mara Superior, por maioria, aceitou o recurso da Nestl\u00e9. De acordo com a ementa da decis\u00e3o \u201co ato de deixar de retificar a GFIP n\u00e3o pode ser considerado suficiente para macular o cr\u00e9dito e ensejar a consequente glosa da compensa\u00e7\u00e3o, mormente quando a pr\u00f3pria autoridade fiscal reconhecer o cr\u00e9dito como leg\u00edtimo\u201d (processo n\u00ba 19515.720078\/2014-86).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o relator, conselheiro Marcelo Milton da Silva Risso, a pr\u00f3pria Receita reconhece a exist\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es indevidas e, consequentemente, do cr\u00e9dito. Para ele, a n\u00e3o observ\u00e2ncia das normas previstas na Portaria n\u00ba 133, de 2006, e na Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 15, de 2006, que tratam da retifica\u00e7\u00e3o da GFIP, ambas editadas pelo Minist\u00e9rio da Previd\u00eancia Social, \u201cn\u00e3o s\u00e3o suficientes para macular o cr\u00e9dito e ensejar a consequente glosa da compensa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele acrescenta, em seu voto, que \u201cditos atos normativos n\u00e3o fazem previs\u00e3o de que o cr\u00e9dito n\u00e3o ser\u00e1 conhecido caso o contribuinte deixe de retificar a GFIP\u201d. \u00c9 evidente, de acordo com ele, que h\u00e1 uma obriga\u00e7\u00e3o de retificar a GFIP, \u201cmas n\u00e3o reputo este dever como determinante para que seja deferida a compensa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O direito ao cr\u00e9dito, afirma, \u00e9 \u201cinconteste\u201d. \u201cA meu ver, esta obriga\u00e7\u00e3o reveste-se de natureza acess\u00f3ria. Existem mecanismos para punir o contribuinte que n\u00e3o cumpra as obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias. Assim, poderia ter sido aplicada multa regulamentar, por exemplo, mas jamais obstar a utiliza\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito sob o qual n\u00e3o pairam d\u00favidas acerca da legitimidade\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada que assessora a Nestl\u00e9 no processo, Mariana Vito, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Trench Rossi Watanabe, afirma que decis\u00e3o \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para os contribuintes que no seu dia a dia usam compensa\u00e7\u00f5es para a quita\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos fiscais. \u201cA legisla\u00e7\u00e3o ordin\u00e1ria que trata da compensa\u00e7\u00e3o em momento algum limitou o direito do contribuinte \u00e0 retifica\u00e7\u00e3o de obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o reputo este dever como determinante para que seja deferida a compensa\u00e7\u00e3o\u201d \u2014 Marcelo Risso<\/p>\n\n\n\n<p>Em normas infralegais, afirma, determinou-se a necessidade de retifica\u00e7\u00e3o de determinadas obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias para o direito a cr\u00e9dito no sistema da Receita. E o \u00f3rg\u00e3o, acrescenta, insiste que a retifica\u00e7\u00e3o de GFIP \u00e9 obrigat\u00f3ria, conforme as recentes Solu\u00e7\u00f5es de Consulta n\u00ba 77, de 2018, n\u00ba 8.001, de 2020, n\u00ba 132, de 2016, e n\u00ba 1.009, de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o \u00e9 a primeira favor\u00e1vel a uma empresa privada. S\u00f3 havia at\u00e9 ent\u00e3o, na 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior, precedente obtido por ente p\u00fablico. O caso envolvia o munic\u00edpio de Tupi Paulista (SP) e foi julgado em julho de 2019. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>Os conselheiros entenderam que \u201co fato de o ente p\u00fablico n\u00e3o retificar a GFIP, excluindo os agentes pol\u00edticos, n\u00e3o pode constituir \u00f3bice \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o ou restitui\u00e7\u00e3o quando constatado o direito credit\u00f3rio do recorrente, sem preju\u00edzo de eventual autua\u00e7\u00e3o por descumprimento da obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria relacionada \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es em GFIP\u201d (ac\u00f3rd\u00e3o n\u00ba 9202\u00ad007.944).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o advogado Caio Taniguchi, do TozziniFreire Advogados, essa \u00e9 uma discuss\u00e3o recorrente entre as empresas que, ap\u00f3s julgamentos nos tribunais superiores, verificam que n\u00e3o deveriam ter recolhido contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria. \u00c9 o caso do sal\u00e1rio-maternidade. Em agosto de 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, em repercuss\u00e3o geral, que \u00e9 inconstitucional a cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal sobre essa verba (RE 576967 ou Tema 72).<\/p>\n\n\n\n<p>Essas retifica\u00e7\u00f5es, antes do eSocial, deveriam ser feitas pela GFIP. Contudo, afirma Taniguchi, h\u00e1 um receio das empresas em fazer essas altera\u00e7\u00f5es porque todos os dados t\u00eam que ser transmitidos novamente, o que pode gerar inconsist\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois do eSocial, a retifica\u00e7\u00e3o passou a ser feita por meio do sistema PER\/DCOMP. Contudo, nas duas situa\u00e7\u00f5es, segundo o advogado, a Receita entende que a compensa\u00e7\u00e3o s\u00f3 poder ser feita ap\u00f3s a altera\u00e7\u00e3o. \u201cNa vis\u00e3o da Receita, \u00e9 o procedimento correto.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento da C\u00e2mara Superior, diz o advogado, \u00e9 muito importante. \u201cA decis\u00e3o nos surpreendeu positivamente, uma vez que os contribuintes t\u00eam perdido a discuss\u00e3o no Judici\u00e1rio\u201d, afirma Taniguchi.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem decis\u00f5es do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF-3), com sede em S\u00e3o Paulo, e do da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF-4), em Porto Alegre, com o entendimento de que as regras impostas pela Receita para a compensa\u00e7\u00e3o t\u00eam que ser cumpridas (processos n\u00ba 5000413-50.2017.4.03.6130, n\u00ba 5001085-16.2020.4.03.6110 e n\u00ba 5018482-73.2021.4.04.7000).<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/01\/nestle-vence-no-carf-discussao-sobre-compensacao-tributaria.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/01\/nestle-vence-no-carf-discussao-sobre-compensacao-tributaria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>STJ: Doa\u00e7\u00e3o do bem de fam\u00edlia para filho n\u00e3o \u00e9 fraude \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Direito \u00e0 impenhorabilidade foi mantido pela 3\u00aa Turma da Corte<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com os autos do processo, ap\u00f3s ter sido citado em uma execu\u00e7\u00e3o fiscal, cobrando o pagamento de tributos que seriam devidos \u00e0 Uni\u00e3o, o devedor transferiu o im\u00f3vel para o seu filho.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira inst\u00e2ncia do Judici\u00e1rio n\u00e3o admitiu a penhora do bem. Contudo, o Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRF-2), com sede no Rio de Janeiro, reformou a decis\u00e3o. Os desembargadores da Corte entenderam que a prote\u00e7\u00e3o da impenhorabilidade prevista na Lei 8.009 n\u00e3o se justificaria quando o doador procura blindar seu patrim\u00f4nio dentro da pr\u00f3pria fam\u00edlia, mediante a doa\u00e7\u00e3o de seus bens para um descendente.<\/p>\n\n\n\n<p>O devedor recorreu e o ministro do STJ Gurgel de Faria, relator do caso, deu provimento ao recurso especial. Mas a Fazenda Nacional tentou reverter a decis\u00e3o da Corte por meio de agravo interno para an\u00e1lise pela Turma. Nele, a procuradoria alegou que o reconhecimento da fraude \u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal afastaria a prote\u00e7\u00e3o do bem de fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>No voto, o ministro destacou que as duas turmas de direito p\u00fablico do tribunal entendem que a impenhorabilidade \u00e9 mantida ainda que o devedor transfira o im\u00f3vel que lhe serve de moradia. Isso porque esse im\u00f3vel seria imune, de toda forma, aos efeitos da execu\u00e7\u00e3o (AREsp 2.174.427).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;No caso dos autos, o tribunal a quo, em desconformidade com a orienta\u00e7\u00e3o desta corte superior, afastou a prote\u00e7\u00e3o ao bem de fam\u00edlia em raz\u00e3o de sua aliena\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a cita\u00e7\u00e3o do ora recorrente na a\u00e7\u00e3o executiva fiscal, motivo por que o recurso deve ser provido para restabelecer a senten\u00e7a&#8221;, concluiu o ministro (com informa\u00e7\u00f5es do STJ).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/28\/stj-doacao-do-bem-de-familia-para-filho-nao-e-fraude-a-execucao-fiscal.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/28\/stj-doacao-do-bem-de-familia-para-filho-nao-e-fraude-a-execucao-fiscal.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>STJ valida IRPF sobre lucros cessantes por desapropria\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Data: 28\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Ministros entenderam que os lucros cessantes n\u00e3o constituem mera recomposi\u00e7\u00e3o de patrim\u00f4nio do contribuinte<\/p>\n\n\n\n<p>2\u00aa Turma decidiu que plano n\u00e3o precisa ser o mesmo para todos, desde que abranja a totalidade dos funcion\u00e1rios<\/p>\n\n\n\n<p>Por seis votos a dois, a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu que o plano de sa\u00fade ofertado aos empregados n\u00e3o precisa ser o mesmo para todos, desde que abranja a totalidade dos funcion\u00e1rios, para fazer jus \u00e0 isen\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias. A isen\u00e7\u00e3o est\u00e1 prevista na al\u00ednea q, par\u00e1grafo nono do artigo 28 da Lei 8212\/91. O caso tem valor de R$ 631,9 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>A al\u00ednea que insere os planos na isen\u00e7\u00e3o prev\u00ea que n\u00e3o integra o sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o o valor relativo \u00e0 assist\u00eancia prestada por servi\u00e7o m\u00e9dico ou odontol\u00f3gico, \u201c<em>desde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa<\/em>\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro Marcelo Milton da Silva Risso, relator do processo, defendeu a manuten\u00e7\u00e3o do decidido na turma ordin\u00e1ria, no sentido da desnecessidade de oferecer cobertura igual para todos os empregados. \u201c<em>O importante \u00e9 que seja distribu\u00eddo para todos, n\u00e3o importa se \u00e9 diferenciado<\/em>\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia foi aberta pelo conselheiro Maur\u00edcio Nogueira Righetti. O julgador sustentou que j\u00e1 vinha votando no sentido de que o plano precisaria ser igual e que, sendo diferente, implicaria na n\u00e3o extens\u00e3o para todos.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 18088.000151\/2010-91.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"8eijLjv0OC\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-nao-ha-necessidade-de-cobertura-igual-de-plano-de-saude-para-isencao-27112023\">Carf: n\u00e3o h\u00e1 necessidade de cobertura igual de plano de sa\u00fade para isen\u00e7\u00e3o<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Carf: n\u00e3o h\u00e1 necessidade de cobertura igual de plano de sa\u00fade para isen\u00e7\u00e3o&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-nao-ha-necessidade-de-cobertura-igual-de-plano-de-saude-para-isencao-27112023\/embed#?secret=8eijLjv0OC\" data-secret=\"8eijLjv0OC\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Empresas perdem no STF disputa bilion\u00e1ria sobre Difal do ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria de votos, ministros deram raz\u00e3o aos Estados e decidiram que cobran\u00e7a do diferencial de al\u00edquotas vale desde abril de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes perderam ontem uma importante disputa tribut\u00e1ria no Supremo Tribunal Federal (STF) e agora t\u00eam uma pesada conta a pagar. Os ministros decidiram que o diferencial de al\u00edquotas (Difal) do ICMS vale desde abril de 2022, e n\u00e3o do in\u00edcio de 2023, como defendiam as empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento finalizado ontem, por maioria de votos, os ministros entenderam que os Estados deveriam respeitar apenas a chamada noventena (prazo de 90 dias) para reiniciar as cobran\u00e7as \u2014 portanto, valeria a partir de abril de 2022. Prevaleceu o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes.<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto estimado do julgamento era de R$ 9,8 bilh\u00f5es \u2014 correspondente \u00e0 estimativa da perda da arrecada\u00e7\u00e3o pelos Estados e Distrito Federal em 2022, se a cobran\u00e7a s\u00f3 pudesse ser feita neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O Difal \u00e9 usado para dividir a arrecada\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio eletr\u00f4nico entre o Estado de origem da empresa e o do consumidor. Essa cobran\u00e7a vinha sendo realizada por meio de normas estaduais, com base na Emenda Constitucional n\u00ba 87, de 2015. Mas foi contestada no Judici\u00e1rio por grandes empresas do varejo e declarada inconstitucional pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<p>A Corte decidiu que os Estados ficariam impedidos de cobrar o imposto a partir de 2022 se, at\u00e9 essa data, n\u00e3o fosse editada uma lei complementar (LC). Essa norma \u2014 LC n\u00ba 190, de 2022 \u2014 foi aprovada pelo Congresso Nacional no dia 20 de dezembro de 2021, mas sancionada apenas no m\u00eas de janeiro de 2022. Com isso, surgiu a discuss\u00e3o sobre a possibilidade de a cobran\u00e7a ser feita em 2022 ou somente neste ano (ADI 7066, ADI 7078 e ADI 7070).<\/p>\n\n\n\n<p>Vota\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o come\u00e7ou a ser julgada no Plen\u00e1rio Virtual e l\u00e1 os contribuintes estavam vencendo \u2014 o placar estava em cinco a tr\u00eas. Com a remessa do caso ao plen\u00e1rio f\u00edsico, por meio de pedido de destaque, veio a derrota, a partir das discuss\u00f5es entre os ministros e a reformula\u00e7\u00e3o do voto do relator.<\/p>\n\n\n\n<p>No Plen\u00e1rio Virtual, havia tr\u00eas linhas de entendimento e a mais dura era de Alexandre de Moraes, que autorizava a cobran\u00e7a desde o in\u00edcio de 2022. Ontem, por\u00e9m, ele decidiu reformular seu voto e aplicar a chamada anterioridade nonagesimal, prevista na LC n\u00ba 190, seguindo o que defendia o ministro Dias Toffoli.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, os Estados teriam que esperar 90 dias, contados da publica\u00e7\u00e3o da lei (5 de janeiro de 2022), para come\u00e7ar a cobrar \u2014 portanto, a partir do m\u00eas de abril.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Moraes, n\u00e3o se trata de cria\u00e7\u00e3o de novo tributo, mudan\u00e7a de incid\u00eancia ou base de c\u00e1lculo. Por isso, a cobran\u00e7a j\u00e1 valeria em 2022. \u201cO imposto \u00e9 igual, agora para quem ser\u00e1 destinado foi a altera\u00e7\u00e3o feita pela lei complementar\u201d, afirmou ele, acrescentando que nada impede o legislador de estabelecer anterioridade nonagesimal mesmo fora dos casos da Constitui\u00e7\u00e3o, para que o contribuinte possa se adequar.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Dias Toffoli concordou com a cobran\u00e7a em 2022 e disse que os Estados precisam respeitar o princ\u00edpio da anterioridade nonagesimal. \u201cV\u00e1rios Estados sequer cobraram na noventena, ent\u00e3o n\u00e3o haveria consequ\u00eancia do ponto de vista or\u00e7ament\u00e1rio\u201d, afirmou ontem.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Nunes Marques seguiu o voto do relator, assim como o ministro Luiz Fux. O ministro Gilmar Mendes havia acompanhado o voto de Toffoli e manteve esse entendimento. O ministro Lu\u00eds Roberto Barroso votou nesse mesmo sentido, formando a maioria de seis votos.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia foi aberta pelo ministro Edson Fachin, que votou de forma totalmente favor\u00e1vel ao que defendiam as empresas. Ele considera que a cobran\u00e7a do Difal apenas poderia ocorrer a partir deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Fachin, o STF julgou ser necess\u00e1rio lei complementar, n\u00e3o se tratando de mera reparti\u00e7\u00e3o de produto de um tributo. \u201cA lei complementar s\u00f3 tem aptid\u00e3o para gerar efeitos a partir de 2023\u201d, afirmou. O voto de Fachin foi acompanhado por quatro ministros: Andr\u00e9 Mendon\u00e7a e C\u00e1rmen L\u00facia, al\u00e9m dos ministros aposentados Ricardo Lewandowski e Rosa Weber.<\/p>\n\n\n\n<p>Umas das a\u00e7\u00f5es julgadas foi ajuizada pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Industria de M\u00e1quinas e Equipamentos (Abimaq). O advogado da entidade, Saul Tourinho Leal, do escrit\u00f3rio Ayres Britto, afirma que deve agora aguardar a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o, \u201cmas que parece haver pontos que desafiam embargos (recurso)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o afeta o bolso das varejistas, segundo especialistas. No Estado de S\u00e3o Paulo, segundo nota da Fazenda paulista, o Difal \u00e9 exigido desde abril de 2022 e \u201cestimativas preliminares indicam uma arrecada\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o realizada, relativa ao Difal devido em 2022, da ordem de centenas de milh\u00f5es&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>de reais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Leonardo Roesler, advogado tributarista e s\u00f3cio da RMS Advogados, a decis\u00e3o ignora o impacto econ\u00f4mico que a cobran\u00e7a retroativa pode impor ao setor empresarial, especialmente em um momento em que muitas empresas ainda se recuperam dos efeitos econ\u00f4micos da pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAcarreta um \u00f4nus financeiro significativo, com potencial para afetar a liquidez e a capacidade de investimento das empresas e pode levar ao aumento de pre\u00e7os para os consumidores finais\u201d, diz o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Andr\u00e9 Menon, s\u00f3cio do Machado Meyer Advogados, destaca que as empresas com liminar contra a cobran\u00e7a ter\u00e3o agora que pagar o Difal do ICMS, sob pena de efetivamente serem autuadas. Por\u00e9m, afirma que ainda \u00e9 poss\u00edvel, a depender do texto do ac\u00f3rd\u00e3o, a apresenta\u00e7\u00e3o de embargos de declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ariane Guimar\u00e3es, s\u00f3cia do Mattos Filho Advogados, que assessora o Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), amicus curiae na a\u00e7\u00e3o da Abimaq, diz que a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 que as empresas aguardem o tr\u00e2nsito em julgado do Supremo (quando n\u00e3o couber mais recurso).<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, houve uma confus\u00e3o no julgamento porque a discuss\u00e3o girava em torno de um ponto muito claro, que era dizer que a cobran\u00e7a s\u00f3 poderia ser retomada neste ano. De acordo com a advogada, apesar de a LC n\u00ba 190\/2022 tratar da noventena, remete no artigo 3\u00ba a sua entrada em vigor ao disposto na al\u00ednea \u201cc\u201d do inciso III do caput do artigo 150 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal (anterioridade anual).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA discuss\u00e3o no Supremo, por\u00e9m, ficou turva porque ficaram em torno da surpresa ou n\u00e3o surpresa, o que acabou desviando o foco do que deveria ser realmente analisado\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/29\/stf-estados-podem-cobrar-difal-do-icms-desde-abril-de-2022.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/29\/stf-estados-podem-cobrar-difal-do-icms-desde-abril-de-2022.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ: relator valida Cofins sobre repasses de plano a credenciados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/12\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros da 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) formaram, na \u00faltima ter\u00e7a-feira (28\/11), placar de 1 x 0 para definir que os valores pagos pela operadora de plano de sa\u00fade Vision Med Assist\u00eancia M\u00e9dica a estabelecimentos e profissionais credenciados devem integrar a base de c\u00e1lculo da Cofins antes de 2001. A partir desta data, o artigo 3\u00ba, par\u00e1grafo nono, da Lei 9.718\/98, passou a definir expressamente que esses valores devem ser exclu\u00eddos da base de c\u00e1lculo da Cofins. Ap\u00f3s voto do relator, ministro S\u00e9rgio Kukina, contr\u00e1rio ao contribuinte, o julgamento foi suspenso por um pedido de vista do ministro Benedito Gon\u00e7alves.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada da Vision Med Assist\u00eancia M\u00e9dica, Anete Mair Medeiros, defendeu em sustenta\u00e7\u00e3o oral que, mesmo antes de 2001, os valores n\u00e3o deveriam ser tributados por n\u00e3o constitu\u00edrem faturamento para a operadora de plano de sa\u00fade. A tributarista afirmou que os valores repassados aos credenciados n\u00e3o se incorporam ao patrim\u00f4nio da operadora, mas representam mero repasse e n\u00e3o constituem receita pr\u00f3pria nem integram o conceito de faturamento.<\/p>\n\n\n\n<p>A procuradora da Fazenda Nacional Amanda de Souza Geracy, por sua vez, observou que este caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) e foi devolvido ao STJ para que este analise se os valores repassados pela operadora de plano de sa\u00fade aos credenciados constituem receitas t\u00edpicas ou n\u00e3o \u00e0 luz da atividade desenvolvida pela empresa. Assim, n\u00e3o caberia ao STJ definir o conceito de faturamento para avaliar se essas receitas deveriam ou n\u00e3o ser tributadas pela Cofins. Ainda que o objetivo fosse analisar o conceito de faturamento, defendeu a procuradora, os pagamentos realizados pela empresa para os credenciados representam o seu maior custo, tendo primeiro ingressado como faturamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o relator, ministro S\u00e9rgio Kukina, reafirmou o posicionamento de sua decis\u00e3o monocr\u00e1tica a favor da tributa\u00e7\u00e3o antes de 2001. Assim como defendido pela Fazenda Nacional, o magistrado concorda que a operadora de plano de sa\u00fade se baseia em argumentos constitucionais \u2014 ao discutir o conceito de faturamento \u2014 para afastar a tributa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, Kukina concluiu que, conforme jurisprud\u00eancia tanto da 1\u00aa e da 2\u00aa Turmas, para que os valores pagos por operadoras de planos de sa\u00fade a credenciados fossem exclu\u00eddos da base de c\u00e1lculo da Cofins, era necess\u00e1ria regulamenta\u00e7\u00e3o do Poder Executivo, o que s\u00f3 ocorreu em 2001. Essa exig\u00eancia constava do artigo 3\u00ba, par\u00e1grafo segundo, inciso III, da Lei 9.718\/98.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o pedido de vista, n\u00e3o h\u00e1 data para o caso ser retomado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"9Gko8HwAaw\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-relator-valida-cofins-sobre-repasses-de-plano-de-saude-a-credenciados-01122023\">STJ: relator valida Cofins sobre repasses de plano de sa\u00fade a credenciados<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;STJ: relator valida Cofins sobre repasses de plano de sa\u00fade a credenciados&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-relator-valida-cofins-sobre-repasses-de-plano-de-saude-a-credenciados-01122023\/embed#?secret=9Gko8HwAaw\" data-secret=\"9Gko8HwAaw\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>TRF-2 derruba autua\u00e7\u00f5es por uso de \u00e1gio interno<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 04\/12\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas est\u00e3o conseguindo na Justi\u00e7a derrubar autua\u00e7\u00f5es ficais por uso de \u00e1gio interno para reduzir o pagamento de tributos federais. Duas recentes decis\u00f5es foram proferidas pelos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o (TRF-2), com sede no Rio de Janeiro, e beneficiam a Gerdau A\u00e7os Longos e a SulAm\u00e9rica Companhia de Seguro Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>As duas decis\u00f5es, segundo especialistas, mostram uma tend\u00eancia no Judici\u00e1rio. Nos julgamentos, os desembargadores levaram em considera\u00e7\u00e3o \u201cleading case\u201d do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) sobre o tema. Em setembro, a 1\u00aa Turma afastou a cobran\u00e7a de Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL por uso indevido de \u00e1gio decorrente da incorpora\u00e7\u00e3o da Cremerpar pela Cremer, ocorrida em 2004 (REsp 2026473).<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00e1gio interno \u00e9 gerado por meio de opera\u00e7\u00f5es entre empresas do mesmo grupo. \u00c9 um valor pago, em geral, pela rentabilidade futura da empresa adquirida ou incorporada. Como a Lei n\u00ba 9.532, de 1997, permite seu registro como despesa no balan\u00e7o, o valor \u00e9 amortizado para reduzir a base de c\u00e1lculo (lucro) do IRPJ e da CSLL. S\u00f3 a partir da entrada em vigor da Lei n\u00ba 12.973, de 2014, a amortiza\u00e7\u00e3o do \u00e1gio interno foi vedada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em abril de 2021, a Gerdau j\u00e1 havia conseguido anular, no TRF da 4\u00aa Regi\u00e3o, sediado em Porto Alegre, um auto de infra\u00e7\u00e3o no valor de R$ 367 milh\u00f5es, que tratava de \u00e1gio interno. Em 2016, esta e outras cobran\u00e7as foram mantidas pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). A soma total das autua\u00e7\u00f5es por amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio interno do grupo chega a R$ 8,7 bilh\u00f5es, segundo o Formul\u00e1rio de Refer\u00eancia deste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>No TRF-2, a discuss\u00e3o da Gerdau girou em torno de reorganiza\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria que gerou \u00e1gio amortizado entre mar\u00e7o de 2006 e junho de 2010. Na primeira inst\u00e2ncia, a Gerdau conseguiu decis\u00e3o favor\u00e1vel, agora mantida pela 4\u00aa Turma do TRF-2. O relator, desembargador Luiz Antonio Soares, ficou vencido. Ele entendeu que houve uso de empresa ve\u00edculo para \u201cfabrica\u00e7\u00e3o de \u00e1gio milion\u00e1rio\u201d. Para ele, a opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o teve prop\u00f3sito negocial.<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu o voto da desembargadora Carmen Silvia Lima de Arruda. De acordo com ela, o artigo 385 do Regulamento de Imposto de Renda (Decreto n\u00ba 3.000) estabelece que opera\u00e7\u00e3o praticada por empresas do mesmo grupo econ\u00f4mico n\u00e3o descaracteriza o \u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo a desembargadora, \u201cn\u00e3o pode se presumir que o \u00e1gio interno seja artificial e ilegal, cabendo \u00e0 Fazenda demonstrar que as opera\u00e7\u00f5es de reorganiza\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria foram at\u00edpicas, artificiais, n\u00e3o bastando aduzi-las como simuladas com fundamento t\u00e3o somente na aus\u00eancia de substrato econ\u00f4mico e sem a participa\u00e7\u00e3o de partes independentes, vez que n\u00e3o existe tal restri\u00e7\u00e3o na legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria aplic\u00e1vel ao caso\u201d (processo n\u00ba 0142536-69.2017.4.02.5101).<\/p>\n\n\n\n<p>O caso da SulAm\u00e9rica tamb\u00e9m foi analisado pela 4\u00aa Turma. Mas a decis\u00e3o foi un\u00e2nime. Segundo o advogado Luiz Henrique Barros de Arruda, s\u00f3cio-fundador do escrit\u00f3rio Barros de Arruda Advogados e representante da companhia no processo, a disputa envolve mais de R$ 100 milh\u00f5es. \u201cHoje essa discuss\u00e3o \u00e9 a de maior valor no Carf porque envolve opera\u00e7\u00f5es muito comuns na \u00e9poca das privatiza\u00e7\u00f5es\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Arruda explica que, no caso, uma estrangeira, que participava como acionista minorit\u00e1ria de uma das empresas do grupo, vendeu esse investimento para outra companhia no exterior. Essa nova adquirente, por\u00e9m, decidiu participar da holding. Para isso, aportou a\u00e7\u00f5es da sociedade sob seu controle &#8211; o que gerou \u00e1gio &#8211; e permutou com a holding do grupo, da qual se tornou acionista minorit\u00e1ria. Consequentemente, o \u00e1gio que a empresa estrangeira tinha incorporado passou a ser amortizado pela empresa que a incorporou.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento, os desembargadores destacaram que, se a opera\u00e7\u00e3o foi realizada antes da Lei n\u00ba 12.973\/2014, n\u00e3o haveria exce\u00e7\u00e3o legal \u00e0 amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio na forma da Lei n\u00ba 9.532\/1997. No caso da SulAm\u00e9rica, a amortiza\u00e7\u00e3o foi realizada nos anos de 2005 e 2006 (processo n\u00ba 5034985-37.2020.4.02.5101).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVale destacar que em decis\u00e3o recente, por unanimidade, a 1\u00aa Turma do Egr\u00e9gio Superior Tribunal de Justi\u00e7a se posicionou no sentido de reconhecer a possibilidade da amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio da base de c\u00e1lculo do IRPJ e CSLL, na forma da legisla\u00e7\u00e3o vigente na \u00e9poca da aquisi\u00e7\u00e3o, qual seja, a Lei n\u00ba 9.532\/97, em um caso em que se observa uso de \u2018empresa ve\u00edculo\u2019 e \u00e1gio interno sob o fundamento de que n\u00e3o cabe a presun\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 artificialidade do \u00e1gio\u201d, afirma em seu voto a relatora, desembargadora Carmen Silvia Lima de Arruda.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado Luiz Henrique Barros de Arruda, o que mais chama a aten\u00e7\u00e3o na decis\u00e3o foi o fato de os desembargadores levarem em conta o julgamento da 1\u00aa Turma do STJ. \u201cO ac\u00f3rd\u00e3o da Corte superior \u00e9 relevante porque afasta as comuns alega\u00e7\u00f5es do Fisco de que a amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio interno ou apurado por empresas ve\u00edculo n\u00e3o podem ser dedut\u00edveis do IRPJ e CSLL\u201d, diz. \u201cA partir de agora, os tribunais come\u00e7am a seguir a mesma linha do STJ.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Diego Miguita, do escrit\u00f3rio VBSO Advogados, aponta que, no julgamento do STJ, os ministros destacaram que a Fazenda n\u00e3o comprovou que houve fraude ou simula\u00e7\u00e3o. \u201cA Receita Federal, em geral, fundamenta a autua\u00e7\u00e3o fiscal na aus\u00eancia de prop\u00f3sito negocial, mas esse n\u00e3o \u00e9 um crit\u00e9rio legal.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), as decis\u00f5es t\u00eam sido desfavor\u00e1veis \u00e0s empresas, muito por conta do voto de qualidade &#8211; crit\u00e9rio de desempate a favor do Fisco. \u201cMas, na Justi\u00e7a, a tend\u00eancia \u00e9 que essa mesma orienta\u00e7\u00e3o [do TRF-2] seja aplicada em outras discuss\u00f5es de \u00e1gio\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o advogado Gilberto Alvarenga, s\u00f3cio da Alvarenga Advogados, o entendimento do TRF-2 tamb\u00e9m \u00e9 importante porque os desembargadores acataram a possibilidade de ocorr\u00eancia de \u00e1gio interno, ainda que n\u00e3o envolva uma opera\u00e7\u00e3o financeira, mas uma opera\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Dois aspectos, acrescenta ele, ajudaram a validar as opera\u00e7\u00f5es: a participa\u00e7\u00e3o de um terceiro, uma institui\u00e7\u00e3o financeira e um laudo do \u00e1gio, o que na \u00e9poca ainda n\u00e3o era exig\u00eancia da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o tributarista Fl\u00e1vio Eduardo Carvalho, s\u00f3cio do Maneira Advogados, o escrit\u00f3rio tem casos semelhantes e o entendimento do TRF-2 ser\u00e1 usado na argumenta\u00e7\u00e3o desses processos. \u201cEssas decis\u00f5es refor\u00e7am a defesa do contribuinte num tema que sempre foi pol\u00eamico no Carf, ao longo dos \u00faltimos dez anos\u201d, afirma ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio de nota ao Valor, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informa que vai recorrer das decis\u00f5es do TRF-2. Destaca ainda que a decis\u00e3o do STJ no REsp 2026473\/SC n\u00e3o pode ser configurada como precedente, \u201cj\u00e1 que n\u00e3o foi proferida sob a sistem\u00e1tica de repetitivos, estando ainda pendente de julgamento de embargos de declara\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Gerdau informou que n\u00e3o iria se manifestar.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/04\/trf-2-derruba-autuacoes-por-uso-de-agio-interno.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/12\/04\/trf-2-derruba-autuacoes-por-uso-de-agio-interno.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAlS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Receita prepara projeto de lei para ampliar programas fiscais Data: 03\/12\/2023 A Receita Federal est\u00e1 preparando um projeto de lei para ampliar a possibilidade de ades\u00e3o ao \u201cConfia\u201d, programa de conformidade fiscal em fase de testes com grandes contribuintes, e estabelecer o \u201cSintonia\u201d, voltado a todas as empresas. 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