{"id":3032,"date":"2023-11-27T15:29:16","date_gmt":"2023-11-27T18:29:16","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3032"},"modified":"2023-11-27T15:36:15","modified_gmt":"2023-11-27T18:36:15","slug":"retrospecto-tributario-20-11-a-27-11","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3032","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 20\/11 a 27\/11"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 20\/11 a 27\/11<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Rescis\u00f3rias abrem novo round na disputa sobre a &#8216;tese do s\u00e9culo&#8217; no Judici\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Contribuinte e Fazenda Nacional vivem hoje um novo round na luta pelos valores decorrentes da inclus\u00e3o do ICMS na base de c\u00e1lculo de PIS e Cofins. Ele est\u00e1 sendo disputado por meio das centenas de a\u00e7\u00f5es rescis\u00f3rias ajuizadas para aplicar a modula\u00e7\u00e3o da chamada \u201ctese do s\u00e9culo\u201d definida pelo Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas rescis\u00f3rias buscam derrubar decis\u00f5es definitivas que deram a empresas brasileiras o direito de compensar ou reaver valores indevidamente cobrados pelo Fisco no per\u00edodo de cinco anos anteriores ao seu ajuizamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pedidos de compensa\u00e7\u00e3o ou ressarcimento foram feitos depois que o STF decidiu que o ICMS deveria ser exclu\u00eddo da base de c\u00e1lculo de PIS e Cofins. O problema \u00e9 que, quatro anos mais tarde, em 2021, a corte decidiu modular a aplica\u00e7\u00e3o temporal da tese.<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo entendeu que a exclus\u00e3o do ICMS da base de PIS e Cofins s\u00f3 poderia ser aproveitada pelo contribuinte a partir de 17 de mar\u00e7o de 2017, data em que a \u201ctese do s\u00e9culo\u201d foi fixada. A restri\u00e7\u00e3o n\u00e3o alcan\u00e7ou as a\u00e7\u00f5es que foram ajuizadas para discutir o tema antes dessa data.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, quem obteve o direito de compensa\u00e7\u00e3o ou ressarcimento mediante a\u00e7\u00f5es ajuizadas entre mar\u00e7o de 2017 e abril de 2021 entrou na mira da Fazenda Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma empresa que, por exemplo, ajuizou a\u00e7\u00e3o em 2018 e obteve o direito de compensar os valores indevidamente pagos ao Fisco desde 2013, com a modula\u00e7\u00e3o, restringiria esse aproveitamento ao per\u00edodo a partir de 17 de mar\u00e7o de 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 a restri\u00e7\u00e3o buscada pela Fazenda Nacional por meio das a\u00e7\u00f5es rescis\u00f3rias. E ela tem alcan\u00e7ado seu objetivo. H\u00e1 registros de proced\u00eancia para aplicar a modula\u00e7\u00e3o da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d nos Tribunais Regionais Federais da 3\u00aa, 4\u00aa e 5\u00aa Regi\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tributaristas ouvidos pela revista eletr\u00f4nica Consultor Jur\u00eddico, o cen\u00e1rio aumenta a grave inseguran\u00e7a jur\u00eddica vivida no pa\u00eds. A consequ\u00eancia \u00e9 o aumento do passivo tribut\u00e1rio das empresas e o est\u00edmulo a novos lit\u00edgios judiciais e administrativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Fica, ainda, um impasse sobre como a quest\u00e3o ser\u00e1 resolvida. At\u00e9 o momento, Superior Tribunal de Justi\u00e7a e Supremo Tribunal Federal t\u00eam dado ind\u00edcio de que n\u00e3o pretendem analisar o cabimento ou o resultado dessas rescis\u00f3rias, seja pelo vi\u00e9s infraconstitucional ou constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Como ficam as empresas<\/p>\n\n\n\n<p>Os n\u00fameros levantados pela pr\u00f3pria Fazenda Nacional indicam o impacto. Quando a \u201ctese do s\u00e9culo\u201d esteve em julgamento, em 2017, o preju\u00edzo foi or\u00e7ado em R$ 250 bilh\u00f5es. E mesmo ap\u00f3s a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos, em 2021, subiu para R$ 533 bilh\u00f5es \u2014 valores de perda de arrecada\u00e7\u00e3o e estimativa de ressarcimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em regra, as empresas que correram ao Judici\u00e1rio ap\u00f3s mar\u00e7o de 2017 para tratar do tema buscaram a compensa\u00e7\u00e3o dos valores indevidamente pagos ao Fisco. Esse \u00e9 o meio de aproveitamento mais r\u00e1pido, j\u00e1 que a devolu\u00e7\u00e3o implica em usar o rito dos precat\u00f3rios, que se submete a ordem de pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Tais compensa\u00e7\u00f5es foram cruciais para muitos contribuintes, por permitir o pagamento de tributos com os cr\u00e9ditos gerados pelas decis\u00f5es judiciais, especialmente em per\u00edodo cr\u00edtico como o da epidemia da Covid-19, a partir de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a proced\u00eancia das rescis\u00f3rias, os valores n\u00e3o abarcados pela modula\u00e7\u00e3o se tornam d\u00e9bito em aberto, a ser pago com multa e juros de mora. E poder\u00e3o ser impugnados, em processos administrativos a serem discutidos a perder de vista no Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf).<\/p>\n\n\n\n<p>Para as empresas, h\u00e1 a possibilidade de arrastar o pagamento \u00e0 espera de condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis de negocia\u00e7\u00e3o e parcelamento incentivado, por meio dos recorrentes programas de recupera\u00e7\u00e3o fiscais (Refis) aprovados pelo Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>De qualquer maneira, trata-se de uma conting\u00eancia inesperada. O contribuinte que s\u00f3 foi ao Judici\u00e1rio quando tinha a certeza de que havia pago PIS e Cofins a mais confiou na coisa julgada tribut\u00e1ria formada pela aplica\u00e7\u00e3o da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, mas agora a v\u00ea sob risco.<\/p>\n\n\n\n<p>Melhor litigar logo<\/p>\n\n\n\n<p>Para a advogada Maria Carolina Sampaio, do GVM Advogados, o cen\u00e1rio \u00e9 p\u00e9ssimo em termos de pol\u00edtica tribut\u00e1ria porque o Judici\u00e1rio acaba indicando ao contribuinte que \u00e9 sempre melhor litigar por preven\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que as pretens\u00f5es futuras podem ser ceifadas por modula\u00e7\u00f5es temporais das decis\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso afeta as empresas que tinham uma postura mais conservadora, o que evitava tumultuar o Judici\u00e1rio e gastar com a\u00e7\u00f5es de resultado incerto. \u201cN\u00e3o d\u00e1 mais para ser assim. Agora a indica\u00e7\u00e3o \u00e9: se acredita que tem algo a receber, melhor acionar a Justi\u00e7a. \u00c9 importante litigar para n\u00e3o perder a chance.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Andr\u00e9ia dos Santos, do Machado Associados, tamb\u00e9m aponta a mudan\u00e7a de postura de empresas que, at\u00e9 recentemente, aguardavam a forma\u00e7\u00e3o de posi\u00e7\u00e3o pelos tribunais superiores. \u201cA modula\u00e7\u00e3o tem sido aplicada de forma t\u00e3o ampla que h\u00e1 um est\u00edmulo \u00e0 litigiosidade. Se voc\u00ea n\u00e3o ingressar com a\u00e7\u00e3o e for definida uma data de corte no precedente, pode perder todo o cr\u00e9dito anterior.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>E Mariana Ferreira, do Murayama e Affonso Ferreira Advogados, chama a aten\u00e7\u00e3o para o vi\u00e9s pol\u00edtico da modula\u00e7\u00e3o, por meio da qual o tribunal define de que forma o precedente vai impactar a sociedade. Isso acaba por privilegiar quem atuou de maneira preventiva.<\/p>\n\n\n\n<p>As tr\u00eas advogadas veem ind\u00edcios de que modula\u00e7\u00e3o dos efeitos pretendida pela Fazenda por meio das rescis\u00f3rias deve ser confirmada nas inst\u00e2ncias superiores. O principal deles \u00e9 a forma como a coisa julgada tribut\u00e1ria vem sendo tratada.<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, o STF admitiu a quebra autom\u00e1tica de decis\u00f5es definitivas tribut\u00e1rias, nos casos em que a corte concluir que a cobran\u00e7a de determinado tributo \u00e9 constitucional. J\u00e1 o STJ admitiu o uso da rescis\u00f3ria para desconstituir decis\u00e3o definitiva sobre tributos de pagamento continuado quando houve posterior mudan\u00e7a de jurisprud\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Nenhum desses precedentes se enquadra na discuss\u00e3o travada sobre a \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, mas mostram uma preocupa\u00e7\u00e3o em assegurar a autoridade da interpreta\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria das cortes, mesmo que modificando jurisprud\u00eancia e decis\u00f5es anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m para Renan Castro, do Diamantino Advogados Associados, o cen\u00e1rio n\u00e3o poderia ser de mais incerteza. Ele nota um esfor\u00e7o da Uni\u00e3o em reverter posi\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis para aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o, ainda que por meio de artif\u00edcios processuais como no caso das rescisorias.<\/p>\n\n\n\n<p>Como mostrou a ConJur, essa tend\u00eancia n\u00e3o se restringe ao caso da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d. Depois de o STJ vetar a exclus\u00e3o autom\u00e1tica de benef\u00edcios do ICMS da base de IRPJ e CSLL, a Receita Federal convidou os contribuintes a aplicar a posi\u00e7\u00e3o e regularizar a situa\u00e7\u00e3o. E depois o governo editou uma Medida Provis\u00f3ria para burocratizar o usufruto dessas vantagens.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda assim, Castro prev\u00ea um final feliz para o contribuinte. E o faz com base no precedente da AR 2.297, em que o STF entendeu que n\u00e3o cabe rescis\u00f3ria uando o julgado estiver em harmonia com o entendimento firmado pelo Plen\u00e1rio do Supremo \u00e0 \u00e9poca da formaliza\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o rescindendo, ainda que ocorra posterior supera\u00e7\u00e3o do precedente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe levarmos em considera\u00e7\u00e3o que o posicionamento da exclus\u00e3o do ICMS na base de PIS e Cofins era firme no STF antes da modula\u00e7\u00e3o, h\u00e1 boas chances de os contribuintes sa\u00edrem vencedores nesse tema espec\u00edfico\u201d, analisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem d\u00e1 a palavra final<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, o cabimento da rescis\u00f3ria \u00e9 um dos pontos contestados pelos contribuintes nos recursos \u00e0s cortes superiores. At\u00e9 o momento, h\u00e1 uma possibilidade de que a discuss\u00e3o caia em uma esp\u00e9cie de limbo recursal.<\/p>\n\n\n\n<p>O STJ tem, at\u00e9 o momento, apenas um precedente colegiado. A 2\u00aa Turma entendeu que n\u00e3o poderia analisar o m\u00e9rito do recurso contra a rescis\u00f3ria porque envolveu a aplica\u00e7\u00e3o da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d ao caso concreto. Por se tratar de tema constitucional, a an\u00e1lise s\u00f3 poderia ser feita pelo Supremo.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o STF at\u00e9 agora tem ao menos tr\u00eas decis\u00f5es monocr\u00e1ticas em que tamb\u00e9m recusa a an\u00e1lise dos recursos extraordin\u00e1rios contra essas rescis\u00f3rias. Elas foram proferidas pelos ministros Nunes Marques (clique aqui para ler), Lu\u00eds Roberto Barroso (clique aqui) e Gilmar Mendes (clique aqui).<\/p>\n\n\n\n<p>Eles entendem que a invoca\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio constitucional dos limites da coisa julgada n\u00e3o possui repercuss\u00e3o geral por representar ofensa reflexa \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o e que o pr\u00f3prio cabimento da rescis\u00f3ria \u00e9 tema infraconstitucional, por envolver normas do C\u00f3digo de Processo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos TRFs, as rescis\u00f3rias s\u00e3o admitidas com base no artigo 535, par\u00e1grafo 8\u00ba do CPC, por atacar julgado contr\u00e1rio \u00e0 decis\u00e3o do STF em controle de constitucionalidade, ainda que se trate de decis\u00e3o proferida posteriormente \u00e0 forma\u00e7\u00e3o da coisa julgada.<\/p>\n\n\n\n<p>O TRF-4, especificamente, tem entendido cab\u00edvel a rescis\u00f3ria com base no artigo 966, inciso V do CPC, por viola\u00e7\u00e3o a literal disposi\u00e7\u00e3o de lei quando, \u00e0 \u00e9poca do ac\u00f3rd\u00e3o rescindendo, n\u00e3o havia qualquer orienta\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal sobre a mat\u00e9ria constitucional controvertida.<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Carolina Sampaio aponta que a rescis\u00f3ria \u00e9 mesmo o caminho correto para a Fazenda Nacional contestar as decis\u00f5es, mas critica a posi\u00e7\u00e3o admitida pelos TRFs. \u201cEm termos de seguran\u00e7a jur\u00eddica, que \u00e9 uma quest\u00e3o constitucional muito mais importante do que qualquer v\u00edrgula do CPC, n\u00e3o deveria ser cab\u00edvel.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para Maria Andr\u00e9ia dos Santos, a posi\u00e7\u00e3o dos TRFs destr\u00f3i a confian\u00e7a do contribuinte no sistema, uma sensa\u00e7\u00e3o calcada nos mecanismos oferecidos, dentre eles a imutabilidade da coisa julgada e o cabimento restrito da a\u00e7\u00e3o rescis\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Mariana Ferreira v\u00ea uma certa prud\u00eancia do STJ ao evitar analisar o m\u00e9rito do recurso contra a rescis\u00f3ria. Se a an\u00e1lise de m\u00e9rito \u00e9 vinculada a viola\u00e7\u00e3o de tema constitucional, melhor nem adentrar esse ponto, sob risco de levar a mais um dos recorrentes choques tribut\u00e1rios com o STF.<br>REsp 2.088.760 (STJ)<\/p>\n\n\n\n<p>RE 574.706 (Tese do s\u00e9culo no STF)<\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.428.668&nbsp; (STF)<\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.455.096 (STF)<\/p>\n\n\n\n<p>RE 1.430.462 (STF)<\/p>\n\n\n\n<p>AR 5000730-32.2022.4.03.0000 (TRF-3)<\/p>\n\n\n\n<p>AR 5000058-24.2022.4.03.0000 (TRF-3)<\/p>\n\n\n\n<p>AR 5008924-57.2023.4.04.0000 (TRF-4)<\/p>\n\n\n\n<p>AR 5021620-28.2023.4.04.0000 (TRF-4)<\/p>\n\n\n\n<p>AR 0808923-34.2022.4.05.0000 (TRF-5)<\/p>\n\n\n\n<p>AR 0806972-05.2022.4.05.0000 (TRF-5)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-20\/rescisorias-abrem-novo-round-na-disputa-sobre-a-tese-do-seculo-no-judiciario\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-20\/rescisorias-abrem-novo-round-na-disputa-sobre-a-tese-do-seculo-no-judiciario\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita busca bilh\u00f5es de reais devidos com a \u2018tese do s\u00e9culo\u2019<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Em projeto-piloto, \u00f3rg\u00e3o detectou d\u00edvida de quatro grandes empresas, que n\u00e3o pagaram IRPJ e CSLL sobre cr\u00e9ditos de PIS e Cofins<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal estima que quatro grandes empresas devem pelo menos R$ 1,7 bilh\u00e3o de Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL por causa da exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. O valor foi levantado por meio de um projeto-piloto realizado pela 8\u00aa Regi\u00e3o Fiscal (SP) para detectar inconformidades nas informa\u00e7\u00f5es prestadas pelos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de as empresas terem vencido em 2017, no Supremo Tribunal Federal (STF), a chamada \u201ctese do s\u00e9culo, a Receita entende que os cr\u00e9ditos de PIS e Cofins obtidos com a retirada do imposto estadual devem ser considerados como renda ou receita, que deve ser tributada.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuitas empresas n\u00e3o est\u00e3o tributando\u201d, afirma Cl\u00e1udio Ferrer de Souza, superintendente adjunto e substituto da Receita Federal na 8\u00aa Regi\u00e3o Fiscal, acrescentando que as empresas parecem ter \u201cesquecido\u201d que, antes da decis\u00e3o do STF, deduziram o PIS e Cofins cheios da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse estudo realizado para detectar inconformidades, a sele\u00e7\u00e3o dos contribuintes foi aleat\u00f3ria. Agora, com a aplica\u00e7\u00e3o da metodologia, segundo M\u00e1rcia Cec\u00edlia Meng, superintendente titular da 8\u00aa Regi\u00e3o Fiscal, a Receita ter\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de estimar quantos contribuintes adotaram a mesma pr\u00e1tica e quanto pode ser arrecadado.<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto do julgamento do STF era estimado em R$ 250 bilh\u00f5es nos \u201cRiscos Fiscais\u201d da Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO). Esse valor, por\u00e9m, pode cair a depender da tributa\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos, de acordo com a superintendente titular. H\u00e1, ainda, o risco de judicializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota ao Valor, a Receita diz s\u00f3 que \u201cd\u00e9bitos decorrentes de fiscaliza\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o constitu\u00eddos\u201d n\u00e3o entraram nas proje\u00e7\u00f5es do Projeto de Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual (PLOA) de 2024, encaminhado ao Congresso. Com isso, caso a fiscaliza\u00e7\u00e3o surta o efeito desejado, pode ajudar a aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o federal, principalmente num ano em que a equipe econ\u00f4mica busca receitas extras para reduzir o d\u00e9ficit fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir das verifica\u00e7\u00f5es, as empresas ser\u00e3o informadas por meio do Confia, o programa de Conformidade Cooperativa Fiscal, do sistema de comunica\u00e7\u00e3o com grandes empresas ou ainda por carta. As quatro grandes em S\u00e3o Paulo ainda ser\u00e3o procuradas neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o julgamento do STF, empresas v\u00eam pedindo cr\u00e9ditos das contribui\u00e7\u00f5es sociais. Essa pr\u00e1tica se fortaleceu a partir de 2021, quando os ministros esclareceram, por meio de recurso, alguns pontos da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFaz muito sentido a Receita pensar em ir atr\u00e1s porque tem tanta vari\u00e1vel [na tributa\u00e7\u00e3o]\u201d, diz Carlos Eduardo Orsolon, s\u00f3cio do Demarest. Entre as vari\u00e1veis est\u00e1 o regime de tributa\u00e7\u00e3o, se a empresa fez a dedu\u00e7\u00e3o e quando tributou. O advogado explica que, em 2017, o escrit\u00f3rio j\u00e1 avisou os clientes que seria necess\u00e1rio observar dois pontos a partir da vit\u00f3ria. O primeiro era que a Receita iria tributar o valor posterior de ingresso e o segundo era o momento dessa tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por causa do recurso pendente no STF, que veio a ser julgado em 2021, a orienta\u00e7\u00e3o era evitar a antecipa\u00e7\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o. J\u00e1 havia previs\u00e3o, no Ato Declarat\u00f3rio Interpretativo n\u00ba 25, de 2003, de que na repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio (devolu\u00e7\u00e3o em caso de recolhimento a maior) haveria tributa\u00e7\u00e3o. O ato prev\u00ea, inclusive, que juros incidentes obre os valores recuperados s\u00e3o receitas novas, sobre a quais incidem IRPJ, CSLL, PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Orsolon explica que a tributa\u00e7\u00e3o se aplica especialmente a empresas no regime do lucro real e que deduziram os valores de PIS e Cofins pagos no passado como despesa, reduzindo as bases de IRPJ e CSLL. \u201cPara neutralizar essa dedu\u00e7\u00e3o, a Receita cobra IRPJ e CSLL\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto aos juros, o advogado afirma que, em 2021, o STF decidiu que n\u00e3o incidem IR e CSLL sobre a Selic na devolu\u00e7\u00e3o de tributos pagos indevidamente &#8211; o que pode ter levado contribuintes, a partir de ent\u00e3o, a considerarem que a Corte ter\u00e1 o mesmo entendimento quanto \u00e0 incid\u00eancia de PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o sobre a tributa\u00e7\u00e3o da Selic vale a partir da publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento do m\u00e9rito, em 30 de setembro de 2021. A Uni\u00e3o n\u00e3o pode cobrar IRPJ ou CSLL nos casos em que os fatos s\u00e3o anteriores a essa data e n\u00e3o houve pagamento dos tributos ou de a\u00e7\u00f5es ajuizadas antes da data do in\u00edcio do julgamento do m\u00e9rito (em 17 de setembro).<\/p>\n\n\n\n<p>Em dezembro de 2021, a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 183 reafirmou a tributa\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito tribut\u00e1rio, inclusive dos juros, e determinou que nos casos de compensa\u00e7\u00e3o o pagamento ocorre na entrega da primeira declara\u00e7\u00e3o &#8211; em que \u00e9 declarado o valor integral a ser compensado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos clientes que at\u00e9 hoje ainda n\u00e3o conseguiram consumir todos os cr\u00e9ditos. E tiveram que pagar 100% da tributa\u00e7\u00e3o no momento da primeira declara\u00e7\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o, ainda que tenham usado apenas parte dos cr\u00e9ditos\u201d, afirma Orsolon, acrescentando que alguns contribuintes optaram por ajuizar a\u00e7\u00f5es para n\u00e3o realizar toda a tributa\u00e7\u00e3o de uma s\u00f3 vez.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o tributarista Luiz Gustavo Bichara, esse assunto \u00e9 como um \u201cfantasma\u201d. \u201cAlgo que, quando se imagina morto, ressuscita sob uma nova forma para assombrar o contribuinte\u201d, diz. Para ele, haver\u00e1 evidentemente questionamentos. \u201cEsses cr\u00e9ditos jamais se enquadrariam no conceito de renda ou receita.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/21\/receita-busca-bilhoes-de-reais-devidos-com-a-tese-do-seculo.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/21\/receita-busca-bilhoes-de-reais-devidos-com-a-tese-do-seculo.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Lula veta integralmente desonera\u00e7\u00e3o da folha de 17 setores at\u00e9 2027<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Rec\u00e9m-aprovado no Senado, o projeto de lei (PL 334\/2023) que prorroga, por mais quatro anos, a chamada desonera\u00e7\u00e3o da folha salarial \u2014 esp\u00e9cie de incentivo fiscal destinado a 17 grandes setores da economia \u2014 foi integralmente vetado pelo presidente da Rep\u00fablica, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva. A decis\u00e3o&nbsp;repercutiu entre alguns senadores, que j\u00e1 falam em &#8220;r\u00e1pida&#8221; derrubada do veto.<\/p>\n\n\n\n<p>Implantada em 2012, a medida vinha sendo prorrogada, atendendo a uma demanda dos setores que mais empregam no pa\u00eds. A desonera\u00e7\u00e3o atual tem validade at\u00e9 31 de dezembro de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Em evento na Funda\u00e7\u00e3o Armando \u00c1lvares Penteado (FAAP) nesta sexta-feira (24), o presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco, disse que os senadores est\u00e3o abertos a ouvir o governo sobre eventuais alternativas, mas manteve a defesa da desonera\u00e7\u00e3o da folha para esses 17 grandes setores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 A desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento, ela tem uma raz\u00e3o de ser, ela n\u00e3o \u00e9 pura e simplesmente um benef\u00edcio ao acaso. O pa\u00eds precisa gerar emprego, as empresas que geram muito emprego precisam sobreviver. O impacto previdenci\u00e1rio e de custo dessa onera\u00e7\u00e3o na folha de pagamento, uma vez reduzido, gera empregabilidade. Ao menos evita o desemprego \u2014 afirmou Pacheco, ao lembrar que o epis\u00f3dio de veto a esse tipo de mat\u00e9ria j\u00e1 aconteceu antes.<\/p>\n\n\n\n<p>Redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas<\/p>\n\n\n\n<p>O PL 334\/2023 prev\u00ea a&nbsp;desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos ao permitir que a empresa substitua o recolhimento de 20% de imposto sobre sua folha de sal\u00e1rios por al\u00edquotas de 1% at\u00e9 4,5% sobre a receita bruta.&nbsp;Para compensar a diminui\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o do governo, o projeto tamb\u00e9m prorroga o aumento em 1% da al\u00edquota da Cofins-Importa\u00e7\u00e3o at\u00e9 dezembro de 2027.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto determina ainda a redu\u00e7\u00e3o, de 20% para 8%, da al\u00edquota da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre a folha dos munic\u00edpios com popula\u00e7\u00e3o de at\u00e9 142.632 habitantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A justificativa do governo, ap\u00f3s ouvidos os Minist\u00e9rios do Planejamento e Or\u00e7amento e da Fazenda, \u00e9 de se tratar de uma proposi\u00e7\u00e3o inconstitucional por \u201ccriar ren\u00fancia sem apresentar demonstrativo de impacto or\u00e7ament\u00e1rio-financeiro para o ano corrente e os dois seguintes, com mem\u00f3ria de c\u00e1lculo, e sem indicar as medidas de compensa\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00edticas<\/p>\n\n\n\n<p>Autor da mat\u00e9ria, o senador Efraim Filho (Uni\u00e3o-PB) disse ver \u201ccom pesar\u201d a decis\u00e3o do governo de vetar a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento, aumentando impostos para os setores que mais empregam.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 \u00c9 lament\u00e1vel. Estamos empenhados em reverter essa escolha prejudicial aos empregos e \u00e0s empresas. Vamos trabalhar incansavelmente para derrubar esse veto ainda este ano \u2014, afirmou Efraim.<\/p>\n\n\n\n<p>O senador Angelo Coronel (PSD-BA), relator da mat\u00e9ria no Senado, afirmou que tamb\u00e9m vai trabalhar para derrubar, ainda este ano, o veto do presidente \u00e0 desonera\u00e7\u00e3o da folha desses setores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 S\u00e3o 17 segmentos da economia que geram nove milh\u00f5es de empregos e que ficaram prejudicados. Bem como, cinco mil prefeituras que est\u00e3o a\u00ed \u00e0 beira da fal\u00eancia com uma previd\u00eancia social muito elevada e, com esse projeto, ela cai de 20% para 8%.<\/p>\n\n\n\n<p>Os 17 setores inclu\u00eddos na proposta s\u00e3o: confec\u00e7\u00e3o e vestu\u00e1rio, cal\u00e7ados, constru\u00e7\u00e3o civil, call center, comunica\u00e7\u00e3o, constru\u00e7\u00e3o e obras de infraestrutura, couro, fabrica\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos e carro\u00e7arias, m\u00e1quinas e equipamentos, prote\u00edna animal, t\u00eaxtil, tecnologia da informa\u00e7\u00e3o (TI), tecnologia da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (TIC), projeto de circuitos integrados, transporte metroferrovi\u00e1rio de passageiros, transporte rodovi\u00e1rio coletivo e transporte rodovi\u00e1rio de cargas.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns senadores se manifestaram nas redes sociais. Carlos Vina (Podemos-MG) disse que ao vetar o projeto,&nbsp;&#8220;o governo est\u00e1 freando a abertura de novos postos de trabalho, travando investimentos e evitando o crescimento econ\u00f4mico&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou que o veto certamente ser\u00e1 derrubado pelo Congresso em velocidade recorde:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Mais uma vez o PT joga contra o Brasil, agora com o veto \u00e0 prorroga\u00e7\u00e3o da desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamentos, que beneficiava os setores que mais empregam em nosso pa\u00eds. Parece que o primeiro programa in\u00e9dito do Lula 3 \u00e9 o Emprego Zero. O compromisso do presidente claramente n\u00e3o \u00e9 com os trabalhadores, mas com a companheirada, contratada apenas para inchar a m\u00e1quina p\u00fablica&#8221;, exp\u00f4s Ciro.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o senador Fl\u00e1vio Bolsonaro (PL-RJ), ao vetar a desonera\u00e7\u00e3o, o presidente Lula &#8220;mostra que joga contra o trabalhador&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2023\/11\/24\/lula-veta-integralmente-desoneracao-da-folha-de-17-setores-ate-2027\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2023\/11\/24\/lula-veta-integralmente-desoneracao-da-folha-de-17-setores-ate-2027<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ministro da Fazenda comenta veto a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/11\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em pronunciamento realizado em S\u00e3o Paulo na sexta-feira (24\/11), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou a import\u00e2ncia do veto presidencial \u00e0 prorroga\u00e7\u00e3o da desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento para 17 setores da economia. Segundo Haddad, essa decis\u00e3o do presidente Lula \u00e9 um passo crucial na corre\u00e7\u00e3o de distor\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e na reestrutura\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>Implementada h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada como medida tempor\u00e1ria, a pol\u00edtica p\u00fablica vinha sendo prorrogada anualmente desde ent\u00e3o e o retorno, segundo Haddad, n\u00e3o atendia as expectativas. A lei da desonera\u00e7\u00e3o da folha estendia o benef\u00edcio at\u00e9 2027 e a contrapartida or\u00e7ament\u00e1ria atingia cifras bilion\u00e1rias e n\u00e3o era lastreada conforme exig\u00eancia da lei.<\/p>\n\n\n\n<p>O veto do presidente Lula \u00e0 mat\u00e9ria atendeu a pareceres t\u00e9cnicos da Fazenda, do Minist\u00e9rio do Planejamento e Or\u00e7amento e da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU). O argumento central \u00e9 de que a nova lei, entre outros pontos, era inconstitucional, uma vez que criava ren\u00fancia de receita sem apresentar demonstrativo de impacto or\u00e7ament\u00e1rio-financeiro e sem indicar as medidas de compensa\u00e7\u00e3o, o que fere a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Haddad, o governo est\u00e1 comprometido com uma estrat\u00e9gia econ\u00f4mica que inclui a redu\u00e7\u00e3o do gasto prim\u00e1rio, a regulariza\u00e7\u00e3o do gasto tribut\u00e1rio e a diminui\u00e7\u00e3o das taxas de juros, visando promover um crescimento sustent\u00e1vel e equilibrado. Ele lembrou que, ap\u00f3s a Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Clima (COP28), em Dubai, ser\u00e1 apresentado um conjunto de medidas para equacionar o problema dos setores afetados pelo veto, sem perder o horizonte da justi\u00e7a social e da qualidade no gasto p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVamos apresentar para o Congresso o que nos parece uma solu\u00e7\u00e3o adequada do ponto de vista constitucional e do ponto de vista econ\u00f4mico. Inclusive enfrentando outras mat\u00e9rias que padecem do mesmo v\u00edcio de n\u00e3o gerar oportunidades econ\u00f4micas a n\u00e3o ser distor\u00e7\u00f5es no sistema econ\u00f4mico de uma maneira geral\u201d, explicou.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante seu pronunciamento, o Ministro da Fazenda enfatizou a import\u00e2ncia de um processo cuidadoso e deliberado na introdu\u00e7\u00e3o de novas medidas, ressaltando a necessidade de tempo para que o Congresso possa analisar e digerir as propostas. Haddad destacou discuss\u00f5es anteriores sobre temas como a taxa\u00e7\u00e3o de fundos e o voto de qualidade no Carf, ilustrando a necessidade de tempo para alcan\u00e7ar resultados positivos em debates complexos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 importante persistir nas pol\u00edticas corretas e o impacto positivo que isso teria na economia, disse o ministro. \u201cCulmina com redu\u00e7\u00e3o das taxas de juros e melhoria das condi\u00e7\u00f5es de crescimento econ\u00f4mico.\u201d Segundo ele, o sucesso depende do tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe n\u00f3s encavalarmos as discuss\u00f5es, voc\u00ea vai congestionar a pauta do Congresso e ele [o parlamentar] n\u00e3o vai ter o tempo necess\u00e1rio para se debru\u00e7ar sobre as medidas. Vai ser ruim [\u2026] n\u00f3s n\u00e3o queremos e n\u00e3o podemos perder nenhum argumento. Porque n\u00f3s estamos defendendo teses corretas e o Brasil precisa desse encontro com as contas. Ent\u00e3o n\u00f3s vamos perseverar e isso vai ser bom para todo mundo porque vai abaixar o juro, vai melhorar as condi\u00e7\u00f5es de crescimento da economia. Agora, se tiver uma derrota, n\u00e3o \u00e9 a Fazenda que vai ser derrotada; \u00e9 a economia que vai ser derrotada\u201d, explicou o ministro.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra medida endere\u00e7ada pela Fazenda, e est\u00e1 em debate por deputados e senadores, \u00e9 a medida provis\u00f3ria que disciplina o cr\u00e9dito fiscal decorrente de subven\u00e7\u00e3o para implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimento econ\u00f4mico. A MP 1185, segundo Haddad, corrige uma falha que representa cerca de 0,4% do PIB, ou aproximadamente R$ 40 bilh\u00f5es, relacionada \u00e0 subven\u00e7\u00e3o de custeio, uma pr\u00e1tica que j\u00e1 foi declarada ilegal pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro enfatizou a necessidade de regularizar o fluxo tribut\u00e1rio e oferecer uma solu\u00e7\u00e3o para o estoque da d\u00edvida do contribuinte frente \u00e0 Fazenda Nacional, sem prejudicar as empresas. Os cr\u00e9ditos relativos \u00e0s subven\u00e7\u00f5es do ICMS que foram abatidas da base de c\u00e1lculo de IRPJ e CSLL t\u00eam um volume aproximado, segundo Haddad, de R$ 90 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa medida, segundo o ministro, \u00e9 essencial para atingir a meta do governo de zerar o rombo nas contas p\u00fablicas at\u00e9 2024, um objetivo que se alinha com a vis\u00e3o de crescimento econ\u00f4mico sustent\u00e1vel e respons\u00e1vel do governo. No fechamento de seu discurso, Haddad expressou otimismo cauteloso, ressaltando que, apesar dos desafios, o governo est\u00e1 comprometido em estabelecer um caminho econ\u00f4mico equilibrado e ben\u00e9fico para todos os brasileiros, visando a longo prazo um cen\u00e1rio econ\u00f4mico mais justo e pr\u00f3spero para o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-sistema-fenacon wp-block-embed-sistema-fenacon\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"N10yuNyvH9\"><a href=\"https:\/\/fenacon.org.br\/noticias\/ministro-da-fazenda-comenta-veto-a-desoneracao-da-folha-de-pagamento\/\">Ministro da Fazenda comenta veto a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Ministro da Fazenda comenta veto a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento&#8221; &#8212; Sistema FENACON\" src=\"https:\/\/fenacon.org.br\/noticias\/ministro-da-fazenda-comenta-veto-a-desoneracao-da-folha-de-pagamento\/embed\/#?secret=R4MIwtb4H7#?secret=N10yuNyvH9\" data-secret=\"N10yuNyvH9\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF considera v\u00e1lidas restri\u00e7\u00f5es a cr\u00e9ditos de ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/11\/2023&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Decis\u00e3o valida limita\u00e7\u00e3o a cr\u00e9ditos sobre opera\u00e7\u00f5es com mercadorias destinadas ao ativo permanente, energia el\u00e9trica e comunica\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) considerou v\u00e1lidas altera\u00e7\u00f5es na Lei Kandir que restringiram o direito a cr\u00e9ditos de ICMS sobre opera\u00e7\u00f5es com mercadorias destinadas ao ativo permanente, energia el\u00e9trica e comunica\u00e7\u00f5es. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema foi julgado, no Plen\u00e1rio Virtual, em a\u00e7\u00f5es apresentadas pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio (CNC) e Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte (CNT). A sess\u00e3o foi finalizada \u00e0 meia-noite de segunda-feira.<\/p>\n\n\n\n<p>As entidades questionam dispositivos da Lei Complementar (LC) n\u00ba 102, de 2000, que alteraram pontos da Lei Kandir (Lei Complementar n\u00ba 87, de 1996). Nas a\u00e7\u00f5es (ADI 2325, 2383 e 2571), as confedera\u00e7\u00f5es alegam que as mudan\u00e7as na Lei Kandir afrontaram os princ\u00edpios da anterioridade e da n\u00e3o cumulatividade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir da LC n\u00ba 102, o contribuinte que compra energia el\u00e9trica, por exemplo, s\u00f3 tem direito a cr\u00e9ditos de ICMS se revend\u00ea-la ou utiliz\u00e1-la em processo de industrializa\u00e7\u00e3o ou em opera\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00e3o. Em atividades de panifica\u00e7\u00e3o e de congelamento de produtos perec\u00edveis, afirmam especialistas, por n\u00e3o haver industrializa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 como se apropriar do benef\u00edcio, mesmo sendo a energia el\u00e9trica um bem essencial ao processo produtivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o relator, ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, aceitou julgar parte dos pedidos que, ainda assim, foram negados. Para ele, n\u00e3o h\u00e1 qualquer v\u00edcio de inconstitucionalidade com base no princ\u00edpio da n\u00e3o cumulatividade tribut\u00e1ria incidente no ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator cita, em seu voto, decis\u00e3o do pr\u00f3prio STF, em repercuss\u00e3o geral, em que ficou definido que n\u00e3o viola o princ\u00edpio da n\u00e3o cumulatividade a lei complementar que prorroga a compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de ICMS relativos a bens adquiridos para uso e consumo no pr\u00f3prio estabelecimento do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo aquela decis\u00e3o, o princ\u00edpio da anterioridade nonagesimal aplica-se somente para leis que instituem ou majoram tributos, n\u00e3o incidindo sobre normas que prorrogam a data de in\u00edcio da compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio (RE 601967).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o tributarista T\u00falio Terceiro Neto Parente Miranda, s\u00f3cio do Rivitti e Dias Advogados, com a valida\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as na Lei Kandir haver\u00e1 um ac\u00famulo da carga tribut\u00e1ria ao longo do ciclo econ\u00f4mico de produ\u00e7\u00e3o e de comercializa\u00e7\u00e3o. \u201cO contribuinte n\u00e3o conseguir\u00e1 abater plenamente o \u00f4nus do imposto que lhe foi repassado pelo fornecedor na compra de mercadorias e servi\u00e7os\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado, o STF apreciou apenas uma fra\u00e7\u00e3o da controv\u00e9rsia, ao estabelecer que a lei complementar pode dispor sobre compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito de ICMS, reafirmando uma posi\u00e7\u00e3o consolidada do tribunal. Ele esperava um pronunciamento sobre a validade do crit\u00e9rio do consumo na industrializa\u00e7\u00e3o eleito pela Lei Complementar n\u00ba 102, de 2000, para determinar o direito ao cr\u00e9dito do ICMS na aquisi\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO par\u00e2metro utilizado pela lei complementar n\u00e3o \u00e9 compat\u00edvel com a materialidade constitucional do ICMS, que \u00e9 essencialmente o com\u00e9rcio, e n\u00e3o a industrializa\u00e7\u00e3o\u201d, afirma ele, acrescentando que o aproveitamento do cr\u00e9dito deveria levar em conta a imprescindibilidade do bem adquirido para a atividade comercial, como decidido pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (REsp 1775781).<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo o advogado, com a decis\u00e3o, empresas que concentram atividades de ind\u00fastria e com\u00e9rcio podem se apropriar do cr\u00e9dito do ICMS na aquisi\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, enquanto os competidores que apenas comercializam as mesmas mercadorias n\u00e3o ter\u00e3o direito ao benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/22\/stf-considera-validas-restricoes-a-creditos-de-icms.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/22\/stf-considera-validas-restricoes-a-creditos-de-icms.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ: Reconhecimento de prescri\u00e7\u00e3o impede cobran\u00e7a judicial e extrajudicial de d\u00edvida<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 22\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu, por unanimidade, que o reconhecimento da prescri\u00e7\u00e3o impede tanto a cobran\u00e7a judicial quanto a extrajudicial da d\u00edvida. De acordo com a 3\u00aa Turma, pouco importa a via ou o instrumento utilizado para a realiza\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a, uma vez que a pretens\u00e3o se encontra praticamente inutilizada pela prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso analisado, um homem ajuizou a\u00e7\u00e3o contra uma empresa de recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito, buscando o reconhecimento da prescri\u00e7\u00e3o de um d\u00e9bito, bem como a declara\u00e7\u00e3o judicial de sua inexigibilidade. Ap\u00f3s o pedido ser julgado improcedente em primeira inst\u00e2ncia, o Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) deu provimento \u00e0 apela\u00e7\u00e3o, concluindo pela impossibilidade de cobran\u00e7a extrajudicial da d\u00edvida, tendo em vista que a prescri\u00e7\u00e3o era incontroversa.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso ao STJ, a empresa alegou que a ocorr\u00eancia da prescri\u00e7\u00e3o n\u00e3o impediria o exerc\u00edcio leg\u00edtimo da cobran\u00e7a extrajudicial, pois n\u00e3o foi extinto o direito em si, mas apenas a possibilidade de ele ser exigido na Justi\u00e7a. Sustentou tamb\u00e9m que o fato de a prescri\u00e7\u00e3o atingir o direito do credor de se valer da a\u00e7\u00e3o de cobran\u00e7a para reclamar o pagamento n\u00e3o elimina o d\u00e9bito nem a situa\u00e7\u00e3o de inadimpl\u00eancia existente.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, a relatora do recurso, ministra Nancy Andrighi, afirmou que a pretens\u00e3o \u00e9 um instituto de direito material que pode ser compreendido como o poder de exigir um comportamento positivo ou negativo da outra parte da rela\u00e7\u00e3o jur\u00eddica. Dessa forma, segundo a ministra, antes do nascimento da pretens\u00e3o, j\u00e1 existem, mas em situa\u00e7\u00e3o est\u00e1tica, o direito subjetivo e o dever, que, especificamente no \u00e2mbito das rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas obrigacionais \u2013 como no caso dos autos \u2013, s\u00e3o o cr\u00e9dito (direito subjetivo) e o d\u00e9bito (dever).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A pretens\u00e3o n\u00e3o se confunde com o direito subjetivo, categoria est\u00e1tica, que ganha contornos de dinamicidade com o surgimento da pretens\u00e3o. Como consequ\u00eancia, \u00e9 poss\u00edvel a exist\u00eancia de direito subjetivo sem pretens\u00e3o ou com pretens\u00e3o paralisada&#8221;, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p>Nancy Andrighi tamb\u00e9m destacou que, na doutrina brasileira, \u00e0 luz do C\u00f3digo Civil de 1916, era relativamente comum se apontar como alvo da efic\u00e1cia da prescri\u00e7\u00e3o a pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o. Contudo, de acordo com a ministra, o artigo 189 do C\u00f3digo Civil de 2002 mudou esse entendimento ao estabelecer expressamente que o alvo da prescri\u00e7\u00e3o \u00e9 a pretens\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;N\u00e3o se desconhece que o cr\u00e9dito (direito subjetivo) persiste ap\u00f3s a prescri\u00e7\u00e3o, contudo, a sua subsist\u00eancia n\u00e3o \u00e9 suficiente, por si s\u00f3, para permitir a cobran\u00e7a extrajudicial do d\u00e9bito, uma vez que a sua exigibilidade, representada pela dinamicidade da pretens\u00e3o, foi paralisada. Por outro lado, nada impede que o devedor, impelido, por exemplo, por quest\u00e3o moral, em ato de mera liberalidade, satisfa\u00e7a a d\u00edvida prescrita&#8221;, disse a relatora.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra ainda ressaltou que a pretens\u00e3o se submete ao princ\u00edpio da indiferen\u00e7a das vias, ou seja, pode ser exercida tanto judicial quanto extrajudicialmente. Com isso, ela indicou que, ao cobrar extrajudicialmente o devedor \u2013 por exemplo, enviando-lhe notifica\u00e7\u00e3o para pagamento ou fazendo liga\u00e7\u00f5es para o seu telefone \u2013, o credor est\u00e1, efetivamente, exercendo sua pretens\u00e3o, ainda que fora do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, Nancy Andrighi explicou que, uma vez paralisada a efic\u00e1cia da pretens\u00e3o em raz\u00e3o do transcurso do prazo prescricional, n\u00e3o ser\u00e1 mais poss\u00edvel cobrar o devedor, seja judicial, seja extrajudicialmente. &#8220;N\u00e3o h\u00e1, portanto, duas pretens\u00f5es, uma veiculada por meio do processo e outra veiculada extrajudicialmente. Independentemente do instrumento utilizado, trata-se da mesma pretens\u00e3o, haurida do direito material. \u00c9 a pretens\u00e3o, e n\u00e3o o direito subjetivo, que permite a exig\u00eancia da d\u00edvida. Uma vez prescrita, resta impossibilitada a cobran\u00e7a da presta\u00e7\u00e3o&#8221;, concluiu (REsp 2088100).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/22\/stj-reconhecimento-de-prescricao-impede-cobranca-judicial-e-extrajudicial-de-divida.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/22\/stj-reconhecimento-de-prescricao-impede-cobranca-judicial-e-extrajudicial-de-divida.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Covenants ESG nas transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/11\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Seguindo o exemplo do BNDES, a PGFN passa a considerar cl\u00e1usulas ESG nas transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 h\u00e1 algum tempo, os instrumentos financeiros, de d\u00edvida e de patrim\u00f4nio, est\u00e3o mirando resultados para al\u00e9m do dinheiro. Existem realmente situa\u00e7\u00f5es em que o mais importante no t\u00edtulo de investimento n\u00e3o \u00e9 a remunera\u00e7\u00e3o, mas os impactos ambientais ou sociais do emissor (devedor) \u2013 fatores conhecidos pela sigla ESG.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, tem sido comum atrelar a remunera\u00e7\u00e3o do investidor ou a prote\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito investido a cl\u00e1usulas de sustentabilidade (ou ESG): s\u00e3o os chamados \u201ccovenants sustent\u00e1veis\u201d (ou de sustentabilidade).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das performances financeiras tradicionais para a prote\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito, tais como liquidez, alavancagem (endividamento), restri\u00e7\u00e3o \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de dividendos, agregam-se performances ambientais e sociais (assim como as de governan\u00e7a). Exemplos s\u00e3o metas para redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o dos gases de efeito estufa (GEE) e para aumento da participa\u00e7\u00e3o de diversidade nos cargos de dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O cumprimento dessas metas ambientais e sociais pode, em alguns casos, reduzir a remunera\u00e7\u00e3o devida pelos recursos financeiros obtidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Diversos investidores e diversos credores j\u00e1 adotam os \u201ccovenants sustent\u00e1veis\u201d, como o BNDES. No \u00e2mbito do governo federal, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), passou a considerar os fatores ESG nas transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. Literalmente, a Portaria PGFN n\u00ba 1.241 estabeleceu que, sempre que poss\u00edvel, devem ser \u201cperseguidos os Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel\u201d, ou seja, os ODS da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Sabe-se que o tributo desempenha duas fun\u00e7\u00f5es: arrecada\u00e7\u00e3o de recursos para o Estado (receita p\u00fablica derivada) e indu\u00e7\u00e3o de comportamento. Com a inclus\u00e3o dos fatores ESG nas transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, tamb\u00e9m a negocia\u00e7\u00e3o e a reorganiza\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas tribut\u00e1rias assumem essas mesmas fun\u00e7\u00f5es: n\u00e3o basta recolher os tributos em atraso, \u00e9 preciso tamb\u00e9m contribuir para a sustentabilidade s\u00f3cio-ambiental.<\/p>\n\n\n\n<p>O planeta e a coletividade s\u00f3 t\u00eam a agradecer.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/fio-da-meada\/post\/2023\/11\/covenants-esg-nas-transacoes-tributarias.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/fio-da-meada\/post\/2023\/11\/covenants-esg-nas-transacoes-tributarias.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nova lei s\u00f3 se aplica ao ponto que o voto de qualidade do Carf apreciou, diz juiz<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-set-21\/sancionada-lei-traz-retorno-voto-qualidade-carf\/\">nova disciplina<\/a>&nbsp;imposta pela Lei 14.689\/2023 para o voto de qualidade no Conselho de Administra\u00e7\u00e3o de Recursos Fiscais (Carf) n\u00e3o pode abarcar os pontos da decis\u00e3o administrativa que n\u00e3o foram alvo do desempate.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, o juiz federal substituto Manoel Pedro Martins de Castro Filho, da 6\u00aa Vara Federal C\u00edvel do Distrito Federal, reduziu a multa de of\u00edcio aplicada a uma empresa agropecu\u00e1ria que foi alvo de procedimento por il\u00edcitos tribut\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>A autua\u00e7\u00e3o foi contestada em recurso na inst\u00e2ncia administrativa e culminou com decis\u00e3o desfavor\u00e1vel no Carf. O cr\u00e9dito tribut\u00e1rio principal e a aplica\u00e7\u00e3o da multa de of\u00edcio foram mantidos, al\u00e9m da representa\u00e7\u00e3o fiscal para fins penais.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado&nbsp;Pedro Raposo Jaguaribe&nbsp;pediu a aplica\u00e7\u00e3o retroativa do trecho da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2023-2026\/2023\/lei\/L14689.htm\">Lei 14.689\/2023<\/a>&nbsp;que exclui automaticamente as multas e cancela a representa\u00e7\u00e3o fiscal para os fins penais na hip\u00f3tese de julgamento resolvido favoravelmente \u00e0 Fazenda P\u00fablica pelo voto de qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o magistrado observou que o voto de qualidade da presid\u00eancia serviu apenas para definir a quest\u00e3o da qualifica\u00e7\u00e3o da multa, que saltou de 75% para 150%. Logo, entendeu que esse \u00e9 o \u00fanico ponto que poderia ser alcan\u00e7ado pela nova lei.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei 14.689\/2023, editada em setembro deste ano, restabeleceu o voto de qualidade. Em caso de empate no Carf, o voto decisivo \u00e9 dos presidentes das sess\u00f5es, posi\u00e7\u00e3o que sempre \u00e9 ocupada por representantes do Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre abril de 2020 e janeiro de 2020, o voto de qualidade deixou de existir, gra\u00e7as \u00e0&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2019-2022\/2020\/lei\/l13988.htm\">Lei 13.988\/2020<\/a>. Nessa janela de tempo, o empate em julgamento do processo administrativo de determina\u00e7\u00e3o e exig\u00eancia do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio passou a ser resolvido a favor do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA nova reda\u00e7\u00e3o da lei, que se op\u00f5e \u00e0 san\u00e7\u00e3o determinada por meio do voto de qualidade, n\u00e3o pode abarcar tamb\u00e9m o que o voto de qualidade n\u00e3o decidiu\u201d, apontou o juiz, ao deferir parcialmente o pedido do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA censura que a lei aplica \u00e0 san\u00e7\u00e3o firmada por meio do voto de qualidade deve abarcar, portanto, apenas a qualifica\u00e7\u00e3o da multa, n\u00e3o sua totalidade, pois o percentual de 75% foi chancelado por unanimidade, integrando o m\u00e9rito, o qual foi analisado sem socorro ao voto de qualidade.\u201d <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-21\/nova-lei-so-se-aplica-ao-ponto-que-o-voto-de-qualidade-do-carf-apreciou-diz-juiz\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-21\/nova-lei-so-se-aplica-ao-ponto-que-o-voto-de-qualidade-do-carf-apreciou-diz-juiz\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria n\u00e3o justifica Estados elevarem al\u00edquotas do ICMS, diz Appy<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo o secret\u00e1rio, n\u00e3o est\u00e1 definido quais dispositivos da Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PRC) 45 devem ser objetos de proposta para supress\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tribut\u00e1ria n\u00e3o \u00e9 motivo para os Estados estarem elevando as al\u00edquotas do Imposto sobre a Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS), disse nessa quarta-feira (22) o secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da Reforma Tribut\u00e1ria, Bernard Appy. Ele participou do semin\u00e1rio de comemora\u00e7\u00e3o dos 31 anos da Secretaria de Pol\u00edtica Econ\u00f4mica (SPE) do Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 a reforma que justifica estarem subindo a al\u00edquota agora\u201d, afirmou. Appy acrescentou que o Minist\u00e9rio da Fazenda divulgar\u00e1 nota ainda nessa quarta-feira sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Questionado sobre a reuni\u00e3o que ele e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tiveram pela manh\u00e3 com o relator da reforma tribut\u00e1ria na C\u00e2mara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), Appy informou que ainda n\u00e3o est\u00e1 definido quais dispositivos da Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PRC) 45 devem ser objetos de proposta para supress\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o secret\u00e1rio, foi uma boa reuni\u00e3o, mas ainda inicial. Outro encontro est\u00e1 marcado para a semana que vem.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia de suprimir pontos da PEC e promulgar os de converg\u00eancia entre os textos aprovados na C\u00e2mara e no Senado partiu do presidente da C\u00e2mara, Arthur Lira (PP-AL). Para que esse plano d\u00ea certo, por\u00e9m, \u00e9 preciso a concord\u00e2ncia do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).<\/p>\n\n\n\n<p>Em tese, dessa forma, seria poss\u00edvel promulgar a reforma ainda este ano, suprimindo alguns pontos mais pol\u00eamicos. Questionado se essa estrat\u00e9gia daria certo, Appy desconversou. \u201cN\u00e3o sei. Vamos ver\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/11\/22\/reforma-tributaria-nao-justifica-estados-elevarem-aliquotas-do-icms-diz-appy.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/11\/22\/reforma-tributaria-nao-justifica-estados-elevarem-aliquotas-do-icms-diz-appy.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cade pode retomar sess\u00f5es ainda em 2023 a depender de sabatinas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Falta de qu\u00f3rum afeta todos os atos de concentra\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apenas os casos do tribunal<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Administrativo de Defesa Econ\u00f4mica (Cade) pode voltar \u00e0 normalidade ainda em 2023 a depender da data de realiza\u00e7\u00e3o das sabatinas no Senado dos quatro indicados a vagas de conselheiro. Sem qu\u00f3rum desde o in\u00edcio do m\u00eas, al\u00e9m dos casos no Tribunal, mesmo os atos de concentra\u00e7\u00e3o mais simples n\u00e3o podem ser conclu\u00eddos porque \u00e9 necess\u00e1rio um \u00famero m\u00ednimo de conselheiros para analisar as opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A depender da data das sabatinas seria poss\u00edvel realizar pelo menos uma sess\u00e3o do Tribunal ainda em 2023, segundo fontes do Conselho. A sess\u00e3o prevista para 13 de dezembro, por exemplo, poderia ser feita. Sem qu\u00f3rum, chegou a ser cancelada assim como as sess\u00f5es que estavam marcadas para novembro.<\/p>\n\n\n\n<p>No melhor cen\u00e1rio para o Cade e para as empresas que aguardam a retomada, a sabatina poderia ser realizada j\u00e1 na pr\u00f3xima semana na Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) no Senado. Contudo, \u00e9 poss\u00edvel que na pr\u00f3xima semana o qu\u00f3rum esteja esvaziado por causa da Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP 28), que come\u00e7a no dia 30. Se isso acontecer as sabatinas ainda poderiam ser realizadas na semana seguinte, o que ainda permitiria a sess\u00e3o em 13 de dezembro, segundo uma fonte.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da sabatina na CAE os nomes passar\u00e3o pelo Plen\u00e1rio. Em 2022, dois conselheiros passaram pela CAE em 5 de abril e foram aprovados pelo Plen\u00e1rio dois dias depois.<\/p>\n\n\n\n<p>O ingresso dos novos integrantes n\u00e3o \u00e9 importante somente para os casos que aguardam no Tribunal. A falta de qu\u00f3rum afeta todos os atos de concentra\u00e7\u00e3o. Desde o come\u00e7o do m\u00eas o \u00f3rg\u00e3o ficou sem qu\u00f3rum para julgamentos, com apenas tr\u00eas conselheiros e quatro vagas abertas. As empresas continuam obrigadas a informar ao Cade de opera\u00e7\u00f5es realizadas, por\u00e9m, os casos ficam sem prazo de conclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Superintend\u00eancia Geral do \u00f3rg\u00e3o conseguiu encerrar a an\u00e1lise de 79 atos de concentra\u00e7\u00e3o at\u00e9 16 de outubro. Essa era a data-limite para analisar e publicar parecer sobre os casos que j\u00e1 haviam chegado dentro do prazo de 15 dias estabelecido no regimento interno para terceiros e conselheiros questionarem a an\u00e1lise e, eventualmente levarem o caso ao Tribunal. Os casos que n\u00e3o forem questionados podem ser aprovados definitivamente. Sem qu\u00f3rum esse prazo fica suspenso.<\/p>\n\n\n\n<p>Todas as an\u00e1lises feitas a partir de 16 de outubro n\u00e3o podem ser conclu\u00eddas por causa da faltam de qu\u00f3rum \u2013 \u00c9 necess\u00e1rio haver o m\u00ednimo de conselheiros que podem questionar a opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda-feira, o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva oficializou a escolha dos novos conselheiros: Diogo Thomson, Carlos Jacques, Jos\u00e9 Levi e Camila Alves. Os nomes foram publicados ontem na edi\u00e7\u00e3o do Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o (DOU).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/11\/22\/cade-pode-retomar-sessoes-ainda-em-2023-a-depender-de-sabatinas.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/11\/22\/cade-pode-retomar-sessoes-ainda-em-2023-a-depender-de-sabatinas.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>PL que taxa super-ricos e offshores \u00e9 aprovado na CAE do Senado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Projeto faz parte da pauta econ\u00f4mica apresentada pelo governo, comestimativa de arrecada\u00e7\u00e3o de cerca de R$ 20 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/cae\">CAE<\/a>) do Senado aprovou nesta quarta-feira (22\/11) o&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/pl-das-offshores\">PL 4173\/23<\/a>, que trata da tributa\u00e7\u00e3o das offshores e fundos exclusivos, usados por super-ricos. Na comiss\u00e3o, o relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), acolheu parcialmente quatro emendas de reda\u00e7\u00e3o, o que levou \u00e0 vota\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica do texto.<\/p>\n\n\n\n<p>As mudan\u00e7as no texto inclu\u00edram dispositivos que preveem que as controladas no exterior ser\u00e3o apuradas de forma individualizada, observando os padr\u00f5es internacionais de contabilidade e os padr\u00f5es cont\u00e1beis brasileiros. Tamb\u00e9m foi inclu\u00eddo ao texto a previs\u00e3o de que ser\u00e1 considerado como FIA no exterior \u201cas cotas negociadas em bolsa de valores no exterior de fundos de \u00edndice de a\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra emenda acolhida estabelece o conceito de bolsa de valores e mercados de balc\u00e3o apenas os sistemas centralizados de negocia\u00e7\u00e3o, excluindo do texto o termo \u201cmultilaterais\u201d. A \u00faltima sugere a inclus\u00e3o, no artigo 40, do termo \u201cdireta ou indiretamente\u201d. Dessa forma, a reda\u00e7\u00e3o final do texto diz que o fundo de investimento que investir, direta ou indiretamente, pelo menos, 95% do seu patrim\u00f4nio l\u00edquido nos fundos espec\u00edficos, estar\u00e1 sujeito \u00e0 al\u00edquota de 15% do IRRF.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto faz parte da pauta econ\u00f4mica apresentada pelo governo, com estimativa de arrecada\u00e7\u00e3o de cerca de R$ 20 bilh\u00f5es entre 2024 e 2026. A vers\u00e3o aprovada mant\u00e9m al\u00edquota \u00fanica de 15% incidente sobre os rendimentos no exterior, sem nenhuma base de dedu\u00e7\u00e3o e a possibilidade de fazer a atualiza\u00e7\u00e3o do valor do estoque dos fundos exclusivos a uma al\u00edquota de 8%.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto, agora, segue ao plen\u00e1rio. Caso os senadores mantenham o texto sem altera\u00e7\u00f5es de m\u00e9rito, o PL vai \u00e0 san\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/legislativo\/pl-que-taxa-super-ricos-e-offshores-e-aprovado-na-cae-do-senado-22112023\">https:\/\/www.jota.info\/legislativo\/pl-que-taxa-super-ricos-e-offshores-e-aprovado-na-cae-do-senado-22112023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de consulta n\u00b0 4059, de 21 de novembro de 2023&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Assunto: Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep<br>APURA\u00c7\u00c3O CENTRALIZADA. A apura\u00e7\u00e3o da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep ser\u00e1 efetuada de forma centralizada pelo estabelecimento matriz da pessoa jur\u00eddica.<br>APURA\u00c7\u00c3O EXTEMPOR\u00c2NEA DE CR\u00c9DITO. \u00c9 poss\u00edvel o aproveitamento de cr\u00e9dito da n\u00e3o cumulatividade da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep n\u00e3o utilizado em per\u00edodos anteriores, desde que n\u00e3o tenha decorrido o prazo prescricional.<br>ATUALIZA\u00c7\u00c3O MONET\u00c1RIA DE CR\u00c9DITO. \u00c9 vedada a atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria do valor de cr\u00e9dito da n\u00e3o cumulatividade da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep apurado tempor\u00e2nea ou extemporaneamente.<br>RETIFICA\u00c7\u00c3O DE DECLARA\u00c7\u00c3O. A apropria\u00e7\u00e3o extempor\u00e2nea de cr\u00e9dito exige a retifica\u00e7\u00e3o das declara\u00e7\u00f5es, inclusive a EFD-Contribui\u00e7\u00f5es, a que a pessoa jur\u00eddica se encontra obrigada referentes a cada um dos meses em que haja modifica\u00e7\u00e3o na apura\u00e7\u00e3o da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep.<br>CR\u00c9DITO. COMPENSA\u00c7\u00c3O. O cr\u00e9dito da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep regularmente apurado e vinculado \u00e0 venda efetuada com suspens\u00e3o, isen\u00e7\u00e3o, al\u00edquota 0 (zero) ou n\u00e3o incid\u00eancia da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep \u00e9 pass\u00edvel de compensa\u00e7\u00e3o ou de ressarcimento, de acordo com o art. 16 da Lei n\u00ba&nbsp;11.116, de 2005, c\/c o art. 17 da Lei n\u00ba&nbsp;11.033, de 2004.<br>SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA VINCULADA \u00c0S SOLU\u00c7\u00d5ES DE CONSULTA COSIT N\u00ba&nbsp;319, DE 2017, N\u00ba&nbsp;355, DE 2017, N\u00ba&nbsp;422, DE 2017, N\u00ba&nbsp;183, DE 2019, N\u00ba&nbsp;37, DE 2021, N\u00ba&nbsp;46, DE 2023, E N\u00ba&nbsp;54, DE 2023.<br>Dispositivos Legais: Decreto n\u00ba&nbsp;20.910, de 1932, art. 1\u00ba; Lei n\u00ba&nbsp;9.779, de 1999, art. 15, III; Lei n\u00ba&nbsp;10.637, de 2002, arts. 1\u00ba, 3\u00ba&nbsp;e 4\u00ba; Lei n\u00ba&nbsp;10.833, de 2003, arts. 3\u00ba&nbsp;e 15, II; Lei n\u00ba&nbsp;11.033, de 2004, art. 17; Lei n\u00ba&nbsp;11.116, de 2005, art. 16; Lei n\u00ba&nbsp;11.774, de 2008, art. 1\u00ba; Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.055, de 2021; Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.121, de 2022, arts. 161 a 166, 176 e 245 a 247; e Parecer Normativo Cosit\/RFB n\u00ba&nbsp;5, de 2018.<br>Assunto: Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social &#8211; Cofins<br>APURA\u00c7\u00c3O CENTRALIZADA. A apura\u00e7\u00e3o da Cofins ser\u00e1 efetuada de forma centralizada pelo estabelecimento matriz da pessoa jur\u00eddica.<br>APURA\u00c7\u00c3O EXTEMPOR\u00c2NEA DE CR\u00c9DITO. \u00c9 poss\u00edvel o aproveitamento de cr\u00e9dito da n\u00e3o cumulatividade da Cofins n\u00e3o utilizado em per\u00edodos anteriores, desde que n\u00e3o tenha decorrido o prazo prescricional.<br>ATUALIZA\u00c7\u00c3O MONET\u00c1RIA DE CR\u00c9DITO. \u00c9 vedada a atualiza\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria do valor de cr\u00e9dito da n\u00e3o cumulatividade da Cofins apurado tempor\u00e2nea ou extemporaneamente.<br>RETIFICA\u00c7\u00c3O DE DECLARA\u00c7\u00c3O. A apropria\u00e7\u00e3o extempor\u00e2nea de cr\u00e9dito exige a retifica\u00e7\u00e3o das declara\u00e7\u00f5es, inclusive a EFD-Contribui\u00e7\u00f5es, a que a pessoa jur\u00eddica se encontra obrigada referentes a cada um dos meses em que haja modifica\u00e7\u00e3o na apura\u00e7\u00e3o da Cofins.<br>CR\u00c9DITO. COMPENSA\u00c7\u00c3O. O cr\u00e9dito da Cofins regularmente apurado e vinculado \u00e0 venda efetuada com suspens\u00e3o, isen\u00e7\u00e3o, al\u00edquota 0 (zero) ou n\u00e3o incid\u00eancia da Cofins \u00e9 pass\u00edvel de compensa\u00e7\u00e3o ou de ressarcimento, de acordo com o art. 16 da Lei n\u00ba&nbsp;11.116, de 2005, c\/c o art. 17 da Lei n\u00ba&nbsp;11.033, de 2004.<br>SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA VINCULADA \u00c0S SOLU\u00c7\u00d5ES DE CONSULTA COSIT N\u00ba&nbsp;319, DE 2017, N\u00ba&nbsp;355, DE 2017, N\u00ba&nbsp;422, DE 2017, N\u00ba&nbsp;183, DE 2019, N\u00ba&nbsp;37, DE 2021, N\u00ba&nbsp;46, DE 2023, E N\u00ba&nbsp;54, DE 2023.<br>Dispositivos Legais: Decreto n\u00ba&nbsp;20.910, de 1932, art. 1\u00ba; Lei n\u00ba&nbsp;9.779, de 1999, art. 15, III; Lei n\u00ba&nbsp;10.833, de 2003, arts. 1\u00ba, 3\u00ba&nbsp;e 5\u00ba; Lei n\u00ba&nbsp;11.033, de 2004, art. 17; Lei n\u00ba&nbsp;11.116, de 2005, art. 16; Lei n\u00ba&nbsp;11.774, de 2008, art. 1\u00ba; Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.055, de 2021; Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.121, de 2022, arts. 161 a 166, 176 e 245 a 247; e Parecer Normativo Cosit\/RFB n\u00ba&nbsp;5, de 2018.<br>Assunto: Processo Administrativo Fiscal<br>INEFIC\u00c1CIA DA CONSULTA. N\u00e3o produz efeitos a consulta que n\u00e3o descreva, completa e exatamente, a hip\u00f3tese a que se refere, ou n\u00e3o contenha os elementos necess\u00e1rios \u00e0 sua solu\u00e7\u00e3o, e que tenha por objetivo a presta\u00e7\u00e3o de assessoria jur\u00eddica ou cont\u00e1bil-fiscal pela Receita Federal do Brasil.<br>Dispositivos Legais: Decreto n\u00ba&nbsp;70.235, de 1972, art. 52, I e VIII; e Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.058, de 2021, art. 27, II, XI e XIV.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134881\">http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134881<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Brasil tem o pior retorno de impostos \u00e0 sociedade, aponta estudo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00cdndice de Retorno de Bem Estar \u00e0 Sociedade (IRBES), que avalia se os impostos arrecadados s\u00e3o usados de maneira eficaz para melhorar a qualidade de vida das pessoas, indica que o Brasil est\u00e1 na \u00faltima posi\u00e7\u00e3o, entre os 30 pa\u00edses analisados.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento diz que a Irlanda, pelo quinto ano consecutivo, apresenta o melhor \u00edndice de retorno de impostos ao bem-estar da sociedade. Na sequ\u00eancia, o ranking aponta Su\u00ed\u00e7a, Austr\u00e1lia, Estados Unidos e Coreia do Sul.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuando n\u00f3s pensamos na aplica\u00e7\u00e3o desses recursos em investimentos que venham a melhorar a qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o como um todo, a gente v\u00ea realmente muito pouco com rela\u00e7\u00e3o a isso. N\u00f3s temos corte em educa\u00e7\u00e3o, corte em sa\u00fade, corte\u2026 cortes em muito do que \u00e9 principal e essencial para melhorar a qualidade de vida da nossa popula\u00e7\u00e3o\u201d, destaca o presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o, Jo\u00e3o Eloi.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, o estudo indica que as cinco unidades federativas que se destacam s\u00e3o: Distrito Federal, S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, entre os estados com menor \u00edndice de retorno ao bem-estar da popula\u00e7\u00e3o, est\u00e3o: Bahia, Maranh\u00e3o, Alagoas, Rond\u00f4nia e Amazonas.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\" https:\/\/www.moneytimes.com.br\/brasil-tem-o-pior-retorno-de-impostos-a-sociedade-aponta-estudo\/\"> https:\/\/www.moneytimes.com.br\/brasil-tem-o-pior-retorno-de-impostos-a-sociedade-aponta-estudo\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda o que est\u00e1 em discuss\u00e3o no STF sobre cobran\u00e7a do Difal\/ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Tribunal decidir\u00e1 em que momento passar\u00e1 a ser cobrado, se desde 2022 ou somente a partir de 1\u00b0 de janeiro de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou, nesta quinta-feira (23), o julgamento de tr\u00eas a\u00e7\u00f5es que tratam da defini\u00e7\u00e3o do momento da cobran\u00e7a do Diferencial de Al\u00edquota do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (Difal\/ICMS). O tema \u00e9 objeto das A\u00e7\u00f5es Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7066, 7078 e 7070, todas sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o dos argumentos de partes e terceiros interessados, o julgamento foi suspenso e continuar\u00e1 na pr\u00f3xima quarta-feira (29), com o voto do ministro Alexandre de Moraes, relator das a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Difal<\/p>\n\n\n\n<p>O Difal \u00e9 utilizado para equilibrar a distribui\u00e7\u00e3o dos impostos nas transa\u00e7\u00f5es interestaduais, dividindo a cobran\u00e7a entre o estado de origem da empresa ou ind\u00fastria e o estado do consumidor. A principal quest\u00e3o a ser decidida pelo Supremo \u00e9 se o Difal poder\u00e1 ser cobrado desde 2022 \u2013 j\u00e1 que a Lei Complementar 190\/2022, que regulamentou a mat\u00e9ria, foi publicada em 5 de janeiro de 2022 \u2013 ou somente a partir de 1\u00b0 de janeiro de 2023, em respeito \u00e0 chamada anterioridade anual.<\/p>\n\n\n\n<p>Lei complementar<\/p>\n\n\n\n<p>A cobran\u00e7a do Difal\/ICMS foi introduzida pela Emenda Constitucional (EC) 87\/2015 e era regulamentada por um conv\u00eanio do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz). Em fevereiro de 2021, o STF decidiu que esse mecanismo de compensa\u00e7\u00e3o teria de ser disciplinado por meio de lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o, ficou definido que a decis\u00e3o teria efeitos apenas a partir de 2022, possibilitando que o Congresso Nacional editasse lei complementar sem que fosse necess\u00e1rio interromper a aplica\u00e7\u00e3o do diferencial. Em dezembro de 2021, foi aprovada a LC 190, mas a san\u00e7\u00e3o ocorreu apenas em 4 de janeiro de 2022, o que deu origem \u00e0 discuss\u00e3o sobre o in\u00edcio de sua vig\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Anterioridade anual<\/p>\n\n\n\n<p>O representante da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de M\u00e1quinas e Equipamentos (Abimaq), autora da ADI 7066, defendeu que a cobran\u00e7a s\u00f3 poderia ser retomada em 2023, em raz\u00e3o da anterioridade anual, conforme previsto na pr\u00f3pria LC 190\/2022. No mesmo sentido se manifestaram a Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), a Associa\u00e7\u00e3o Mineira de Supermercados, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (Brasscom), a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Advocacia Tribut\u00e1ria, o Sindicato da Ind\u00fastria de Produtos Farmac\u00eauticos (Sindusfarma) e o Instituto para o Desenvolvimento do Varejo.<\/p>\n\n\n\n<p>Cobran\u00e7a imediata<\/p>\n\n\n\n<p>O representante do Estado de Alagoas (ADI 7070) observou que a Difal foi institu\u00edda por leis estaduais a partir de 2015 e, portanto, n\u00e3o se aplica a anterioridade para sua cobran\u00e7a. Segundo ele, interromper a cobran\u00e7a de um tributo regulado por lei estadual em raz\u00e3o da entrada em vigor de uma norma federal contraria o esp\u00edrito cooperativo da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, desregula o sistema tribut\u00e1rio e acentua diferen\u00e7as regionais, em preju\u00edzo dos estados menos desenvolvidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o representante do Cear\u00e1 (ADI 7078), a LC 190\/ 2022 n\u00e3o criou novo tributo, apenas estabeleceu nova forma de reparti\u00e7\u00e3o de tributos entre os estados, compensando distor\u00e7\u00f5es, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o de compras \u00e0 dist\u00e2ncia, de empresas de outros estados. No mesmo sentido se manifestou o representante do Col\u00e9gio Nacional de Procuradores-Gerais dos Estados e do Distrito Federal, que figura na a\u00e7\u00e3o como terceiro interessado.<\/p>\n\n\n\n<p>As a\u00e7\u00f5es foram a julgamento no Plen\u00e1rio Virtual. Contudo, em raz\u00e3o de pedido de destaque da ministra Rosa Weber (aposentada), os casos foram levados para o Plen\u00e1rio f\u00edsico.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/portal.stf.jus.br\/noticias\/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=520412&amp;ori=1\">https:\/\/portal.stf.jus.br\/noticias\/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=520412&amp;ori=1<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Voto de qualidade e transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/11\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao lado das mais conhecidas e divulgadas altera\u00e7\u00f5es promovidas pela nova lei do voto de qualidade, outras igualmente relevantes aos interesses dos contribuintes foram incorporadas ao sistema legislativo p\u00e1trio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda quinzena de setembro foi publicada a Lei n\u00ba 14.689\/2023, que reinaugurou, em sua plenitude, o instituto do voto de qualidade como crit\u00e9rio de desempate em julgamentos no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Apesar de destacado o retorno desse instituto pela m\u00eddia, ainda pouco se falou sobre altera\u00e7\u00f5es promovidas, no mesmo ato, no cen\u00e1rio das negocia\u00e7\u00f5es com o Fisco (mais especificamente, nas transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias).<\/p>\n\n\n\n<p>Aqueles que acompanham a tem\u00e1tica tribut\u00e1ria sabem que o voto de qualidade perdurou at\u00e9 2019, quando sua aplicabilidade nos julgamentos, perante o Carf, de determina\u00e7\u00e3o e exig\u00eancia do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio restou afastada pela mesma medida provis\u00f3ria que viabilizou a transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria em \u00e2mbito federal. E \u00e9 sabido tamb\u00e9m que, se o afastamento do instituto &#8211; h\u00e1 cerca de quatro anos &#8211; foi fruto de intensa constru\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, o mesmo fato se deu com o retorno de tal crit\u00e9rio de desempate, neste momento.<\/p>\n\n\n\n<p>Com efeito, dada a ineg\u00e1vel import\u00e2ncia ao Fisco do retorno do voto de qualidade (que assegura preval\u00eancia, em caso de empate, do entendimento dos presidentes dos colegiados que comp\u00f5em o Carf e esses s\u00e3o sempre indicados pela Fazenda Nacional), sua reintegra\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio legislativo somente se fez poss\u00edvel a partir de algumas concess\u00f5es relevantes, em prol dos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00e2mbito da Receita Federal, ao lado de inova\u00e7\u00f5es outras j\u00e1 mais amplamente divulgadas, chama a aten\u00e7\u00e3o que, condicionado ao pedido em at\u00e9 90 dias, o pagamento em caso de condena\u00e7\u00e3o possa n\u00e3o apenas ser realizado em at\u00e9 12 parcelas, mas mediante a utiliza\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo fiscal, base de c\u00e1lculo negativa de CSLL ou, ainda, precat\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Interessante notar, no ponto, que, diferentemente da regra existente para as transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, n\u00e3o houve aqui a estipula\u00e7\u00e3o de limite percentual para utiliza\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo fiscal e\/ou base de c\u00e1lculo negativa de CSLL, o que conduz, ao menos em teoria, \u00e0 possibilidade de sua utiliza\u00e7\u00e3o para amortiza\u00e7\u00e3o integral do montante remanescente (ap\u00f3s a exclus\u00e3o das multas e dos juros de mora).<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no \u00e2mbito da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), prev\u00ea o artigo 3\u00ba da Lei n\u00ba 14.689\/2023 que os cr\u00e9ditos em discuss\u00e3o judicial os quais tiverem sido resolvidos favoravelmente \u00e0 Fazenda P\u00fablica pelo voto de qualidade poder\u00e3o ser objeto de proposta de acordo de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria espec\u00edfica, por iniciativa do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>A referida inova\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 bem-vinda, e de se supor &#8211; por sil\u00eancio eloquente da lei, no ponto &#8211; que n\u00e3o constitui uma possibilidade restrita a contribuintes com baixa capacidade de pagamento. Em verdade, o dispositivo parece se aproximar de transa\u00e7\u00e3o de tese tribut\u00e1ria, impress\u00e3o refor\u00e7ada por seu vetado par\u00e1grafo \u00fanico, que dispunha que a regulamenta\u00e7\u00e3o da nova hip\u00f3tese de transa\u00e7\u00e3o deveria se dar \u201cem condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o menos favorecidas do que as ofertadas aos demais sujeitos passivos e considerando o progn\u00f3stico do risco judicial de cada processo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Fato \u00e9 que, sobre o artigo 3\u00ba, alguma regulamenta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 bem-vinda para aclarar seu efetivo alcance.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda sobre a transa\u00e7\u00e3o de teses tribut\u00e1rias em discuss\u00e3o em contencioso, talvez esse tenha sido o alvo da maior parte das altera\u00e7\u00f5es promovidas na legisla\u00e7\u00e3o. A ideia por tr\u00e1s das mudan\u00e7as parece ser tamb\u00e9m a de tornar mais atrativa essa modalidade de transa\u00e7\u00e3o, ainda com poucas experi\u00eancias e baixa ades\u00e3o, at\u00e9 o momento. Merece destaque, especificamente, o aumento do desconto m\u00e1ximo para at\u00e9 65% ou 75% (a depender do tipo de devedor), bem como a amplia\u00e7\u00e3o do prazo para pagamento, chegando para at\u00e9 120 meses ou 145 meses (do mesmo modo).<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado &#8211; e talvez mais interessante no ponto de vista dos contribuintes &#8211; a lei trouxe a possibilidade, tamb\u00e9m no \u00e2mbito da transa\u00e7\u00e3o de teses, da j\u00e1 mencionada utiliza\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo fiscal e base de c\u00e1lculo negativa da CSLL. E o limite \u00e9 a tamb\u00e9m j\u00e1 conhecida trava de 70% para quita\u00e7\u00e3o do saldo remanescente, ap\u00f3s os descontos aplic\u00e1veis. At\u00e9 ent\u00e3o, no \u00e2mbito da PGFN, s\u00f3 se fazia poss\u00edvel cogitar da utiliza\u00e7\u00e3o de tais resultados cont\u00e1beis negativos quando da transa\u00e7\u00e3o individual (e, ent\u00e3o, abrangendo apenas d\u00e9bitos considerados irrecuper\u00e1veis ou de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, no que tange \u00e0s obriga\u00e7\u00f5es do sujeito passivo ao aderir a transa\u00e7\u00e3o nessa modalidade (transa\u00e7\u00e3o no contencioso de relevante controv\u00e9rsia), duas outras modifica\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m merecem registro. Agora, \u00e9 autorizada a veicula\u00e7\u00e3o de edital que: i) n\u00e3o imponha ao contribuinte a sujei\u00e7\u00e3o, em rela\u00e7\u00e3o aos fatos geradores futuros ou n\u00e3o consumados, o entendimento da administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria sobre a mat\u00e9ria objeto da transa\u00e7\u00e3o, e ii) n\u00e3o exija que o requerimento de ades\u00e3o abranja todos os lit\u00edgios relacionados \u00e0 tese objeto da transa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se v\u00ea, ao lado das mais conhecidas e divulgadas altera\u00e7\u00f5es promovidas pela nova lei do voto de qualidade, outras igualmente relevantes aos interesses dos contribuintes foram incorporadas ao sistema legislativo p\u00e1trio, com o cond\u00e3o de ainda mais potencializar a aproxima\u00e7\u00e3o e di\u00e1logo entre Fisco e contribuinte &#8211; no que ganham todos. De se ver, com boas perspectivas, como regulamentar\u00e3o tais altera\u00e7\u00f5es tanto Receita como PGFN.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/voto-de-qualidade-e-transacao-tributaria.ghtml?li_source=LI&amp;li_medium=news-multicontent-widget\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/voto-de-qualidade-e-transacao-tributaria.ghtml?li_source=LI&amp;li_medium=news-multicontent-widget<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vai \u00e0 CAE proposta de isen\u00e7\u00e3o do IPI para ve\u00edculos el\u00e9tricos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Seguiu para a Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) projeto de lei que isenta do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) ve\u00edculos el\u00e9tricos ultracompactos de fabrica\u00e7\u00e3o nacional e bicicletas el\u00e9tricas. O PL 2.696\/2023 foi apresentado pelo senador Rodrigo Cunha (Uni\u00e3o-AL) e relatado pelo senador Jorge Seif (PL-SC) junto \u00e0 Comiss\u00e3o de Meio Ambiente (CMA), que aprovou a mat\u00e9ria na quarta-feira (22).<\/p>\n\n\n\n<p>Pela proposi\u00e7\u00e3o, ficam isentados do IPI, at\u00e9 31 de dezembro de 2026, as opera\u00e7\u00f5es com ve\u00edculo automotor el\u00e9trico de fabrica\u00e7\u00e3o nacional, com cabine fechada, que possuam eixo dianteiro e traseiro, dotado de quatro rodas, com massa em ordem de marcha n\u00e3o superior a 400kg, ou 550kg no caso do ve\u00edculo destinado ao transporte de cargas. Fica exclu\u00edda a massa das baterias, cuja pot\u00eancia m\u00e1xima do motor n\u00e3o seja superior a 15kW.<\/p>\n\n\n\n<p>Na justifica\u00e7\u00e3o da proposta, Rodrigo Cunha esclarece que o setor de transportes lidera a demanda de derivados de petr\u00f3leo com 68,9% do consumo final dessa fonte energ\u00e9tica. Com o crescimento significativo da frota brasileira, o setor de transportes passou a responder, em 2012, por 12,4% das emiss\u00f5es totais de Gases de Efeito Estufa do Brasil, n\u00famero superior aos 3,3% de 1995. Por ser o setor automotivo o principal consumidor de petr\u00f3leo, respons\u00e1vel n\u00e3o s\u00f3 por emiss\u00f5es de GEE como tamb\u00e9m de outras subst\u00e2ncias que afetam a qualidade do ar nos centros urbanos, os ve\u00edculos el\u00e9tricos s\u00e3o uma resposta amplamente aceita para mitigar as consequ\u00eancias da queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, diz o autor da mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi de Jorge Seif a iniciativa de incluir bicicletas el\u00e9tricas na isen\u00e7\u00e3o. Ele considera que, dentre os ve\u00edculos sustent\u00e1veis, elas t\u00eam ganhado participa\u00e7\u00e3o, observando-se um aumento de 5,4% da produ\u00e7\u00e3o em 2022, segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, Seif menciona que, ao longo dos \u00faltimos 10 anos, a utiliza\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos el\u00e9tricos, caracterizados pela impuls\u00e3o a partir da utiliza\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica, vem aumentando de forma constante, sendo acelerada sua participa\u00e7\u00e3o no mercado automobil\u00edstico mundial. Em 2010, conforme o relator, o estoque mundial era pouco superior a 10 mil unidades; em 2020, eram mais de 11 milh\u00f5es de ve\u00edculos el\u00e9tricos nas ruas, sobretudo em cidades europeias, na China e nos Estados Unidos da Am\u00e9rica. No Brasil, segundo o parlamentar, observa-se um crescimento significativo na oferta de modelos comercializados e uma intensifica\u00e7\u00e3o das discuss\u00f5es acerca da eletrifica\u00e7\u00e3o dos transportes e dos impactos que esse processo ter\u00e1 no pa\u00eds, sobretudo para a cadeia produtiva local.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCom o objetivo de limitar o aquecimento global at\u00e9 o ano de 2100, houve a ado\u00e7\u00e3o do Acordo de Paris, em 2015, do qual o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio. Estimular a oferta de ve\u00edculos el\u00e9tricos, sobretudo com o fortalecimento da ind\u00fastria nacional, \u00e9 uma medida merit\u00f3ria ambientalmente, seja pela mitiga\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o dos gases de efeito estufa, seja pelo ve\u00edculo el\u00e9trico puro n\u00e3o emitir gases de escapamento, com menor impacto na qualidade do ar das grandes cidades e, consequentemente, na sa\u00fade p\u00fablica\u201d, afirma o relator.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2023\/11\/24\/vai-a-cae-proposta-de-isencao-do-ipi-para-veiculos-eletricos#:~:text=Pela%20proposi%C3%A7%C3%A3o%2C%20ficam%20isentados%20do,caso%20do%20ve%C3%ADculo%20destinado%20ao\">https:\/\/www12.senado.leg.br\/noticias\/materias\/2023\/11\/24\/vai-a-cae-proposta-de-isencao-do-ipi-para-veiculos-eletricos#:~:text=Pela%20proposi%C3%A7%C3%A3o%2C%20ficam%20isentados%20do,caso%20do%20ve%C3%ADculo%20destinado%20ao<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ex-tarif\u00e1rios: nova pol\u00edtica deve reduzir concess\u00e3o do incentivo<\/strong><br>Data: 24\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>As novas regras do governo federal para a concess\u00e3o de Ex-Tarif\u00e1rios \u2014 incentivo fiscal de redu\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria ou isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o sobre itens sem produ\u00e7\u00e3o em territ\u00f3rio brasileiro \u2014 tendem a causar redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de incentivos concedidos para bens de capital (usados na produ\u00e7\u00e3o de outros bens) e bens de inform\u00e1tica e telecomunica\u00e7\u00f5es. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9, como poss\u00edvel consequ\u00eancia, custos maiores para empresas que importam e aumento de pre\u00e7os ao consumidor no caso de bens de telecomunica\u00e7\u00e3o e inform\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo, por sua vez, admite que o n\u00famero de Ex-Tarif\u00e1rios concedidos deve cair, mas nega a possibilidade de eleva\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os. Segundo o secret\u00e1rio-executivo do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior (MDIC), M\u00e1rcio Elias Rosa, as mudan\u00e7as corrigem uma concess\u00e3o \u201cexcessiva\u201d de Ex-Tarif\u00e1rios e valorizam a ind\u00fastria nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>As mudan\u00e7as na pol\u00edtica de Ex-Tarif\u00e1rios constam na Resolu\u00e7\u00e3o 512\/2023, do Comit\u00ea Gestor da C\u00e2mara de Com\u00e9rcio Exterior (Gecex) do MDIC. A norma abrange Ex-Tarif\u00e1rios BK (bens de capital) e BIT (bens de inform\u00e1tica e telecomunica\u00e7\u00f5es), conforme a nomenclatura do Mercosul. A resolu\u00e7\u00e3o foi publicada no \u00faltimo dia 18 de agosto no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das altera\u00e7\u00f5es \u00e9 a veda\u00e7\u00e3o \u00e0 concess\u00e3o de Ex-Tarif\u00e1rios para itens usados ou bens de consumo (produtos consumidos por indiv\u00edduos ou fam\u00edlias). Al\u00e9m disso, passou a ser obrigat\u00f3ria a apresenta\u00e7\u00e3o de um projeto de investimento detalhado ao pleitear o incentivo.<\/p>\n\n\n\n<p>A Resolu\u00e7\u00e3o 512 ainda torna mais f\u00e1cil comprovar que um item importado possui similar nacional. Antes, para que o bem produzido no Brasil fosse considerado similar era preciso cumprir requisitos como pre\u00e7o, prazo de entrega e desempenho e produtividade iguais ou superiores ao do bem importado. Agora, basta que o produto execute as fun\u00e7\u00f5es essenciais do item estrangeiro candidato a Ex-Tarif\u00e1rio. Como a condi\u00e7\u00e3o para o incentivo \u00e9 a aus\u00eancia de similar nacional, advogados avaliam que essa flexibiliza\u00e7\u00e3o deve diminuir o n\u00famero de itens beneficiados por Ex-Tarif\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Importa\u00e7\u00e3o para revenda<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a veda\u00e7\u00e3o \u00e0 concess\u00e3o de Ex-Tarif\u00e1rios para bens de consumo inviabiliza o pleito do incentivo fiscal no caso de empresas que importam itens exclusivamente para revenda ao consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>Enxerga-se como consequ\u00eancia o encarecimento de bens importados para revenda. O efeito seria sobre os bens de inform\u00e1tica e telecomunica\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que parte deles possui caracter\u00edsticas de bens de consumo, podendo ser importados para serem revendidos ao consumidor final.<\/p>\n\n\n\n<p>Valoriza\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria nacional<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio-executivo do MDIC, M\u00e1rcio Elias Rosa, rebate as avalia\u00e7\u00f5es de que a mudan\u00e7a pode impactar negativamente as empresas nacionais. Segundo ele, a Resolu\u00e7\u00e3o 512\/2023 acabou com os efeitos negativos sobre a produ\u00e7\u00e3o nacional derivados da regra anterior. Rosa afirma que \u201cnada indica a eleva\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, mas \u00e9 certa a valoriza\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria nacional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA norma revogada e que regulamentava a concess\u00e3o de Ex-Tarif\u00e1rios permitia a importa\u00e7\u00e3o de bens equivalentes aos produzidos no Brasil \u00e0 tarifa zero, bastando que o fornecedor estrangeiro oferecesse melhor pre\u00e7o ou prazo de entrega. N\u00e3o havia contrapartida de compromisso com o investimento produtivo no Brasil\u201d, diz o secret\u00e1rio-executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Rosa, isso causava um desest\u00edmulo aos investimentos j\u00e1 realizados para a produ\u00e7\u00e3o de bens equivalentes e induzia a uma \u201cprofus\u00e3o desmedida\u201d de concess\u00f5es de Ex-Tarif\u00e1rios. \u201cEssa pr\u00e1tica aumentava a inseguran\u00e7a jur\u00eddica para o setor produtivo no Brasil, que passou a ser fortemente prejudicado pela concess\u00e3o de milhares de Ex-Tarif\u00e1rios para produtos importados com equivalentes nacionais\u201d, observa.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o secret\u00e1rio-executivo, a regra anterior levou a um aumento de pedidos e concess\u00f5es de Ex-Tarif\u00e1rios considerado excessivo pelo governo. Ele informa que, no final de 2022, havia cerca de 21 mil Ex-Tarif\u00e1rios BK e BIT com al\u00edquota zero do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMilhares desses Ex-Tarif\u00e1rios estavam em desuso. A resolu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m muda esse cen\u00e1rio ao criar novos crit\u00e9rios para a concess\u00e3o para itens sem equivalentes nacionais, de forma a dar maior previsibilidade e seguran\u00e7a jur\u00eddica para o investidor no Brasil\u201d, afirma. Entre os crit\u00e9rios a serem considerados para a concess\u00e3o de Ex-Tarif\u00e1rios, ele cita a isonomia com bens produzidos no Brasil, inclusive com rela\u00e7\u00e3o ao atendimento \u00e0s leis e regulamentos t\u00e9cnicos e de seguran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio-executivo admite que, uma vez que a concess\u00e3o de Ex-Tarif\u00e1rios est\u00e1 vinculada \u00e0 necessidade de n\u00e3o haver equivalente nacional e, agora, \u00e0 apresenta\u00e7\u00e3o de previs\u00e3o ou planos de investimentos, poder\u00e1 haver redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de concess\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, embora a Resolu\u00e7\u00e3o 512 n\u00e3o impacte os Ex-Tarif\u00e1rios vigentes, o MDIC pode abrir consultas p\u00fablicas em que o setor privado se manifeste em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 revoga\u00e7\u00e3o do incentivo fiscal para determinados bens. A concess\u00e3o de Ex-Tarif\u00e1rios \u00e9 tempor\u00e1ria, e a dura\u00e7\u00e3o do incentivo tem sido de dois anos. De acordo com M\u00e1rcio Elias Rosa, as revis\u00f5es, com eventuais revoga\u00e7\u00f5es, podem ocorrer mediante demanda ou por iniciativa governamental, e s\u00e3o submetidas \u00e0 consulta p\u00fablica pr\u00e9via.<\/p>\n\n\n\n<p>Projeto de investimento<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das novas regras para pleitear a concess\u00e3o de Ex-Tarif\u00e1rios junto ao MDIC \u00e9 a apresenta\u00e7\u00e3o de um projeto de investimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o texto da resolu\u00e7\u00e3o, o projeto de investimento para pleitear concess\u00e3o de Ex-Tarif\u00e1rios dever\u00e1 conter informa\u00e7\u00f5es sobre a fun\u00e7\u00e3o do equipamento na linha de produ\u00e7\u00e3o; o cronograma e o local de utiliza\u00e7\u00e3o; a essencialidade ou ganhos na produtividade a partir do uso do novo equipamento e, por fim, as tecnologias inovadoras e as melhorias que ser\u00e3o obtidas no produto final devido \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o do produto pleiteado, al\u00e9m de outras informa\u00e7\u00f5es que justifiquem a cria\u00e7\u00e3o da exce\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pleitos de Ex-Tarif\u00e1rios devem ser apresentados ao MDIC e se aplicam a um item espec\u00edfico para importa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o \u00e0 empresa solicitante. Ou seja, mais companhias al\u00e9m da requerente podem se beneficiar da importa\u00e7\u00e3o com al\u00edquota zerada. Embora a resolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o altere os Ex-Tarif\u00e1rios vigentes no momento da publica\u00e7\u00e3o, as novas regras j\u00e1 se aplicam aos pleitos pendentes de decis\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/ex-tarifarios-nova-politica-deve-reduzir-concessao-do-incentivo-24112023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/ex-tarifarios-nova-politica-deve-reduzir-concessao-do-incentivo-24112023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Setores afetados esperam que Legislativo derrube veto de Lula a projeto de desonera\u00e7\u00e3o da folha<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A not\u00edcia do veto do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva ao projeto de lei que prorroga a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento para os 17 setores que mais empregam no pa\u00eds foi recebida por representantes de diversos segmentos como algo que pode prejudicar a gera\u00e7\u00e3o de empregos, a organiza\u00e7\u00e3o e competitividade das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o veto seja considerado um erro, apontam representantes da ind\u00fastria e do setor de servi\u00e7os, a medida faz parte do ambiente democr\u00e1tico. A expectativa agora se volta para o Congresso, para que os parlamentares derrubem o veto presidencial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cRecebemos com tristeza a not\u00edcia do veto. Ele vai de encontro \u00e0 estrat\u00e9gia de refor\u00e7ar a ind\u00fastria brasileira, para aumentar sua produtividade e gerar empregos formais\u201d, diz Fernando Pimentel, CEO da Abit, que re\u00fane a ind\u00fastria t\u00eaxtil e de confec\u00e7\u00e3o. \u201cO veto \u00e9 leg\u00edtimo e faz parte da democracia. Agora vamos trabalhar pela derrubada do veto no Congresso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Velloso, presidente-executivo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de M\u00e1quinas e Equipamentos (Abimaq), diz acreditar na derrubada do veto porque congressistas, inclusive da base do governo, j\u00e1 indicaram isso. Al\u00e9m disso, afirma, as principais centrais sindicais do pa\u00eds tamb\u00e9m apoiam a desonera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente-executivo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT), Jo\u00e3o Eloi Olenike j\u00e1 considerava prov\u00e1vel o veto, mas tamb\u00e9m tem expectativa de que o Congresso se manifeste e derrube a medida. Ele critica o governo por mirar apenas para possibilidades de arrecada\u00e7\u00e3o de receitas em vez de cortar gastos. \u201cN\u00e3o passam um dia sem falar em aumento de tributos. O que o governo precisa fazer \u00e9 diminuir os gastos\u201d, reclama.<\/p>\n\n\n\n<p>O pa\u00eds n\u00e3o pode perder a oportunidade de ter um ciclo mais virtuoso de gera\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios e empregos, que a possibilidade de desonera\u00e7\u00e3o sobre a folha de pagamento traz, afirma Renato Correia, presidente da C\u00e2mara Brasileira da Ind\u00fastria da Constru\u00e7\u00e3o (Cbic).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA desonera\u00e7\u00e3o flexibiliza o m\u00e9todo de c\u00e1lculo do encargo social relativo ao INSS, segundo a melhor viabilidade do neg\u00f3cio\u201d, afirma Correia. \u201cIsso permite o setor da constru\u00e7\u00e3o civil fazer op\u00e7\u00f5es, analisar o modelo e tomar a melhor decis\u00e3o.\u201d Segundo Correia, com uma decis\u00e3o que leve a mudan\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o ao c\u00e1lculo do tributo, h\u00e1 riscos de paralisa\u00e7\u00e3o de algumas obras.<\/p>\n\n\n\n<p>El\u00f3i Jos\u00e9 Figueiredo Neto, presidente do conselho fiscal da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas de Solu\u00e7\u00f5es de Telecomunica\u00e7\u00f5es e Inform\u00e1tica (Abeprest), refor\u00e7a a import\u00e2ncia dos 17 setores beneficiados para o mercado de trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o empregos que podem sofrer consequ\u00eancias negativas\u201d, diz Figueiredo. \u201cEntendemos que o governo esteja buscando equil\u00edbrio fiscal e busque arrecadar mais, mas esses setores s\u00e3o primordiais para o pa\u00eds e geram muitos empregos\u201d. Figueiredo argumenta que os recursos propiciados \u00e0s empresas pela medida, principalmente no caso das empresas prestadoras de servi\u00e7os, v\u00e3o em grande parte para qualifica\u00e7\u00e3o dos trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<p>Velloso, da Abimaq, refor\u00e7a que a renova\u00e7\u00e3o da desonera\u00e7\u00e3o dos setores \u00e9 constitucional, como j\u00e1 indicou o Supremo Tribunal Federal. Ele cita c\u00e1lculos segundo os quais o n\u00famero de empregos e o sal\u00e1rio m\u00e9dio aumentou para os 17 setores que mantiveram a desonera\u00e7\u00e3o desde 2011, enquanto aqueles que perderam o benef\u00edcio observaram redu\u00e7\u00e3o de postos e sal\u00e1rios menores. \u201cNo fim, o saldo \u00e9 positivo para o caixa do governo, da Previd\u00eancia\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil, diz Pimentel, da Abit, tem altos encargos trabalhistas e a possibilidade de optar entre o pagamento da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria com base no faturamento ou na folha de sal\u00e1rios contribui para um melhor fluxo de caixa das empresas, o que traz menor demanda \u00e0 tomada de cr\u00e9dito. O fim dessa op\u00e7\u00e3o pode ser discutida quando se chegar a uma solu\u00e7\u00e3o sist\u00eamica para o recolhimento do tributo. \u201cMas isso n\u00e3o chegou. Estamos discutindo a reforma tribut\u00e1ria sobre consumo, vamos para a renda e isso poder\u00e1 ser debatido tamb\u00e9m.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para Pimentel, a mudan\u00e7a demogr\u00e1fica do pa\u00eds e o efeito das novas tecnologias no emprego dever\u00e3o demandar discuss\u00e3o sobre as formas de financiamento \u00e0 Previd\u00eancia. \u00c9 preciso, diz ele, discutir o atual modelo de reparti\u00e7\u00e3o e, eventualmente, um debate futuro poder\u00e1 ser sobre a mudan\u00e7a de base para c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria para o faturamento e n\u00e3o mais sobre a folha.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Luigi Nese, presidente do Sindicato Patronal de TI do Estado de S\u00e3o Paulo (Seprosp) e da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Servi\u00e7os (CNS), o problema em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 desonera\u00e7\u00e3o \u00e9 antigo. \u201c\u00c9 algo que temos defendido desde 2000. O atual governo e seu ministro da Fazenda precisam de recursos para zerar o Or\u00e7amento. O governo tem suas raz\u00f5es e vai arcar com as consequ\u00eancias&#8221;, comentou.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/11\/24\/setores-afetados-esperam-que-legislativo-derrube-veto.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/11\/24\/setores-afetados-esperam-que-legislativo-derrube-veto.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Texto da reforma tribut\u00e1ria aprovado pelo Senado aumenta temas para regulamenta\u00e7\u00e3o futura<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 27\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O texto da reforma tribut\u00e1ria aprovado pelo Senado aumentou o n\u00famero de temas que depender\u00e3o de regulamenta\u00e7\u00e3o em futuras leis em compara\u00e7\u00e3o com a vers\u00e3o votada inicialmente pela C\u00e2mara. Os n\u00fameros variam a depender dos crit\u00e9rios utilizados, mas escrit\u00f3rios de advocacia consultados pelo Valor apontam entre 20 e 30 pontos a mais.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso n\u00e3o significa que ser\u00e3o necess\u00e1rias mais leis complementares ou ordin\u00e1rias para regulamentar a reforma. Na avalia\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicos do governo, ser\u00e3o necess\u00e1rias, com certeza, tr\u00eas leis principais. Uma delas ser\u00e1 para regulamentar os dois tributos que comp\u00f5em o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual &#8211; o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS). Outra tratar\u00e1 do comit\u00ea gestor do IBS e uma terceira regulamentar\u00e1 o imposto seletivo. Mas, com a quantidade maior de quest\u00f5es em aberto, essas leis tratar\u00e3o de mais temas e ser\u00e3o mais complexas.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os pontos acrescidos pelo Senado est\u00e3o regimes especiais para servi\u00e7os de saneamento, concess\u00e3o de rodovias e opera\u00e7\u00f5es com microgera\u00e7\u00e3o e minigera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda de energia el\u00e9trica. Tamb\u00e9m h\u00e1 a cria\u00e7\u00e3o de novos fundos regionais e de uma Contribui\u00e7\u00e3o de Interven\u00e7\u00e3o no Dom\u00ednio Econ\u00f4mico (Cide) para garantir a competitividade da zona franca de Manaus. Por outro lado, o Senado j\u00e1 definiu regras para divis\u00e3o dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR), algo que a C\u00e2mara n\u00e3o tinha feito.<\/p>\n\n\n\n<p>Levantamentos realizados por tr\u00eas grandes escrit\u00f3rios de advocacia a pedido do Valor mostram que houve um aumento nos pontos que precisam de regulamenta\u00e7\u00e3o. Para o Mannrich e Vasconcelos, a vers\u00e3o da C\u00e2mara exigia o detalhamento de 54 pontos, contra 70 na reda\u00e7\u00e3o do Senado. Segundo o Brigag\u00e3o, Duque Estrada, os deputados deixaram 41 temas em aberto e os senadores, 61. Na avalia\u00e7\u00e3o do Demarest, foram 69 itens na C\u00e2mara e 98 no Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferen\u00e7as de metodologia explicam os n\u00fameros divergentes entre os tr\u00eas estudos &#8211; como considerar que cada atividade beneficiada com al\u00edquota reduzida \u00e9 um tema diferente ou n\u00e3o, mas todos apontam no mesmo caminho alertado por especialistas: a reforma tribut\u00e1ria que saiu do Senado diminuiu a simplifica\u00e7\u00e3o desejada e deixou mais assuntos em aberto.<\/p>\n\n\n\n<p>A previs\u00e3o de leis complementares para tratar de alguns temas que n\u00e3o devem constar na Constitui\u00e7\u00e3o \u00e9 normal, segundo especialistas ouvidos pelo Valor. Mas as previs\u00f5es indicam que, pelo menos nos pr\u00f3ximos dois anos, o governo vai precisar manter as negocia\u00e7\u00f5es para aprovar pontos-chave da reforma e setores precisam seguir atentos a regulamenta\u00e7\u00f5es, estejam eles em regras de exce\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Se algum dos projetos for tramitar mais rapidamente faria sentido ser o que trata do comit\u00ea gestor, segundo os t\u00e9cnicos. A ideia preliminar \u00e9 que o projeto seja conduzido por Estados e munic\u00edpios com a participa\u00e7\u00e3o do governo federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Para um dos t\u00e9cnicos, n\u00e3o faz diferen\u00e7a ter mais ou menos indica\u00e7\u00f5es de lei complementar, porque n\u00e3o ser\u00e1 necess\u00e1ria uma lei para cada ponto mencionado na PEC. \u201cDe forma geral, as remiss\u00f5es s\u00e3o para a lei complementar que vai regulamentar IBS e CBS\u201d, afirma. A Secretaria Extraordin\u00e1ria de Reforma Tribut\u00e1ria do Minist\u00e9rio da Fazenda tamb\u00e9m fez um levantamento dos pontos a serem regulamentados, mas apenas para consumo interno.<\/p>\n\n\n\n<p>O ideal para os t\u00e9cnicos seria aprovar as leis complementares em 2024, para resolver quest\u00f5es operacionais antes de come\u00e7ar o per\u00edodo de teste em 2026. O texto da PEC prev\u00ea prazo de 180 dias para envio das leis regulamentares, mas os t\u00e9cnicos preferem trabalhar com um prazo mais curto, a depender da colabora\u00e7\u00e3o com Estados e munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 esperado que, ao regulamentar regimes espec\u00edficos, existam press\u00f5es setoriais &#8211; inclusive porque s\u00e3o leis complementares que ir\u00e3o definir com clareza a lista de bens e servi\u00e7os que ter\u00e3o al\u00edquotas reduzidas. Os t\u00e9cnicos pretendem mostrar como diferentes op\u00e7\u00f5es nessas regulamenta\u00e7\u00f5es podem afetar a al\u00edquota padr\u00e3o do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCertamente essa segunda etapa talvez seja at\u00e9 mais complexa que a primeira\u201d, afirma Gustavo Brigag\u00e3o, s\u00f3cio do Brigag\u00e3o, Duque Estrada Advogados. Por enquanto, a discuss\u00e3o \u00e9 de nortes de como o sistema vai funcionar, as leis complementares v\u00e3o descer aos detalhes. \u201c\u00c9 nos detalhes que o diabo mora\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado, o volume de itens em leis complementares vai gerar necessidade de discuss\u00f5es muito intensas no Congresso Nacional. \u201cO que n\u00e3o pode acontecer \u00e9 essas leis complementares n\u00e3o serem votadas\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>As leis complementares s\u00e3o importantes porque n\u00e3o cabe o tratamento de todos os temas na Constitui\u00e7\u00e3o, mas o advogado considera que algumas delega\u00e7\u00f5es \u00e0 lei complementar s\u00e3o \u201cequivocadas\u201d. O tributarista lembra que, no passado, a falta de algumas defini\u00e7\u00f5es na Constitui\u00e7\u00e3o j\u00e1 levou a problemas, como o conceito de n\u00e3o cumulatividade de PIS e Cofins, que gerou grande contencioso tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Na reda\u00e7\u00e3o atual, a preocupa\u00e7\u00e3o do advogado est\u00e1 na determina\u00e7\u00e3o de que o imposto n\u00e3o ser\u00e1 cumulativo, compensando-se em todas as opera\u00e7\u00f5es excetuadas as consideradas de uso e consumo pessoal. \u201cUm conceito important\u00edssimo, que \u00e9 o de uso e consumo, delegam para a lei complementar. Abre brecha para um contencioso enorme\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A tributarista Ana Claudia Utumi, s\u00f3cia do Utumi Advogados tamb\u00e9m destaca que muito do que vem se discutindo como garantias aos contribuintes, como cr\u00e9dito amplo, dependem de leis complementares. \u201cO que ser\u00e1 considerado bem de uso pessoal \u00e9 uma defini\u00e7\u00e3o importante, porque determina se posso tomar cr\u00e9dito ou n\u00e3o. A lei complementar pode trazer um crit\u00e9rio mais ou menos restritivo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para Thais Shingai, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Mannrich Vasconcelos, outro ponto relevante \u00e9 o das redu\u00e7\u00f5es de al\u00edquotas. \u201cQuanto mais clara e assertiva for a lei complementar menos margem para complexidade e contencioso vamos ter.\u201d A advogada refor\u00e7a que, para a reforma de fato come\u00e7ar, \u00e9 necess\u00e1rio que pelo menos dois pontos sejam tratados em leis complementares: o detalhamento do IBS e da CBS. Shingai lembra que o qu\u00f3rum para lei complementar torna mais f\u00e1cil a aprova\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao de emenda constitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUma vez alterada a Constitui\u00e7\u00e3o, come\u00e7a o jogo de verdade\u201d, afirma Douglas Mota, s\u00f3cio do Demarest Advogados. Segundo o tributarista, muitos itens es t\u00e3o sendo deixados para lei complementar e uma norma j\u00e1 seria suficiente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cS\u00e3o dois anos para as leis complementares. Umas s\u00e3o mais urgentes do que outras\u201d, afirma. O advogado estima que os pontos que precisam de lei complementar passaram de 79 para 98 inclusive porque foram criados novos regimes especiais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQuanto maior a demora para aprovar a lei mais inseguran\u00e7a para novos investimentos\u201d, afirma Bruno Checchia, s\u00f3cio do Bichara Advogados. Existe medo que o imposto seletivo se torne o que \u00e9 hoje o imposto sobre grandes fortunas, segundo Checchia &#8211; um tributo para o qual a Constitui\u00e7\u00e3o exige lei complementar e a norma nunca foi feita. A maioria dos temas s\u00e3o urgentes, segundo o advogado, e a partilha em muitas leis torna mais desafiadora a negocia\u00e7\u00e3o de cada uma delas.<\/p>\n\n\n\n<p>Presidente do grupo de trabalho da C\u00e2mara que tratou da reforma, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) disse que o importante \u00e9 que a PEC do Senado n\u00e3o ampliou o n\u00famero de leis complementares que ser\u00e3o necess\u00e1rias. \u201cS\u00e3o apenas mais pontos a serem tratados nas leis previstas. N\u00e3o \u00e9 nada absurdo, n\u00e3o, perante um sistema tribut\u00e1rio que atualmente tem 60 mil normas\u201d, disse. Ele destacou que o Congresso evitar\u00e1 o \u201cping-pong\u201d da PEC entre as Casas e o fatiamento e, por isso, os deputados v\u00e3o trabalhar apenas com a supress\u00e3o de pontos j\u00e1 aprovados pelos senadores, mas sem apresentar novas propostas ou altera\u00e7\u00f5es de m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>O economista e deputado federal Mauro Benevides (PDT-CE) tamb\u00e9m concorda que o importante n\u00e3o \u00e9 se h\u00e1 20 ou 30 pontos a mais de regulamenta\u00e7\u00e3o, mas a complexidade disso. \u201cO problema \u00e9 se s\u00e3o regulamenta\u00e7\u00f5es f\u00e1ceis de serem redigidas e entendidas pelo meio jur\u00eddico ou se podem provocar controv\u00e9rsias. \u00c9 isso que vamos analisar. N\u00e3o me preocupo com o n\u00famero. Me preocupo com a complexidade dos itens que v\u00e3o ser regulamentados\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>A assessoria do relator da reforma tribut\u00e1ria no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), disse em nota que \u201cos dados n\u00e3o podem ser validados\u201d e que a Consultoria do Senado indicou 57 pontos de regulamenta\u00e7\u00e3o no texto da C\u00e2mara. Mas, questionada, n\u00e3o revelou quais s\u00e3o esses itens e qual o n\u00famero de temas pendentes no texto do Senado. A assessoria institucional do Senado n\u00e3o respondeu ao pedido para mais informa\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Braga ainda afirmou, na nota, que esses n\u00fameros n\u00e3o podem \u201cmedir qualquer complexidade\u201d. \u201cO relator [&#8230;] estabeleceu um prazo m\u00e1ximo de 180 dias para o Minist\u00e9rio da Fazenda propor a regulamenta\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as aprovadas no \u00e2mbito da PEC. Toda essa regulamenta\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ser reunida em cerca de 3 ou 4 leis complementares, conforme o pr\u00f3prio minist\u00e9rio j\u00e1 sinalizou, independentemente do n\u00famero de pontos que precisar\u00e3o de regula\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/11\/27\/texto-da-tributaria-aprovado-pelo-senado-aumenta-temas-para-regulamentacao-futura.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/11\/27\/texto-da-tributaria-aprovado-pelo-senado-aumenta-temas-para-regulamentacao-futura.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESTADUAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e3o Paulo quer recuperar bilh\u00f5es de reais em discuss\u00e3o na esfera administrativa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/11\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Governo est\u00e1 dando 55% de desconto para o pagamento \u00e0 vista de d\u00e9bitos, independentemente da data do auto de infra\u00e7\u00e3o ou do est\u00e1gio da discuss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo de S\u00e3o Paulo est\u00e1 incentivando contribuintes a desistirem de discutir, na esfera administrativa, cobran\u00e7as tribut\u00e1rias. Est\u00e1 dando 55% de desconto para o pagamento \u00e0 vista de d\u00e9bitos, independentemente da data do auto de infra\u00e7\u00e3o ou do est\u00e1gio da discuss\u00e3o &#8211; se aguarda julgamento no Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) do Estado ou est\u00e1 perto de ser inscrita da d\u00edvida ativa. O desconto vale at\u00e9 o dia 30 deste m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 pelo menos R$ 18 bilh\u00f5es em autua\u00e7\u00f5es fiscais que j\u00e1 tramitaram na esfera administrativa e est\u00e3o pr\u00f3ximas da inscri\u00e7\u00e3o na d\u00edvida ativa, segundo o secret\u00e1rio da Fazenda e Planejamento do Estado de S\u00e3o Paulo, Samuel Kinoshita. Ele lembra que, depois de inscritos, esses d\u00e9bitos ainda podem ser pagos com desconto, por meio da chamada transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Por\u00e9m, acrescenta, nessa fase, h\u00e1 custos adicionais &#8211; como honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>O desconto de 55% est\u00e1 previsto na Lei n\u00ba 17.843, publicada no dia 7 deste m\u00eas, que trata da transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. O dispositivo altera a lei que trata do programa estadual Resolve J\u00e1 (n\u00ba 17.784, de 2023), que \u00e9 direcionado a d\u00edvidas no contencioso administrativo ou em qualquer est\u00e1gio antes da inscri\u00e7\u00e3o na d\u00edvida ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>O Resolve J\u00e1 prev\u00ea um desconto maior, de 70%, para o pagamento \u00e0 vista de cobran\u00e7as tribut\u00e1rias. Mas s\u00f3 vale para autua\u00e7\u00f5es fiscais com at\u00e9 30 dias e que n\u00e3o est\u00e3o em discuss\u00e3o na esfera administrativa. Passado esse prazo, de acordo com a norma, os descontos s\u00e3o bem menores &#8211; de 10%, por exemplo, para d\u00e9bitos encaminhados para inscri\u00e7\u00e3o na d\u00edvida ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEmpresa tem que analisar se a discuss\u00e3o n\u00e3o tem boa chance de \u00eaxito\u201d \u2014 Douglas Campanini<\/p>\n\n\n\n<p>Esse novo desconto, previsto na lei que trata da transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, foi autorizado, segundo o secret\u00e1rio, pensando nesses contribuintes em est\u00e1gios mais avan\u00e7ados e que s\u00f3 tinham, at\u00e9 ent\u00e3o, direito a percentuais menores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cExiste uma oportunidade \u00fanica neste m\u00eas de novembro de contar com os melhores descontos, independentemente da fase em que est\u00e1 o processo\u201d, diz o secret\u00e1rio. Hoje, existem cerca de 5,8 mil autua\u00e7\u00f5es fiscais lavradas pelo Estado, em valor total de R$ 117,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela lei do Resolve J\u00e1, quanto antes ocorrer o pagamento, maior ser\u00e1 o desconto &#8211; que pode chegar at\u00e9 a 70% caso seja quitado \u00e0 vista e em at\u00e9 30 dias. Por exemplo: uma multa originalmente de R$ 35 mil pode cair para cerca de R$ 4 mil com o desconto. \u201cQuanto mais r\u00e1pido pagar, melhor para o contribuinte. Maior o desconto\u201d, afirma Samuel Kinoshita.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Douglas Campanini, s\u00f3cio da Athros Consultoria, esse novo desconto \u00e9 vantajoso para os contribuintes que n\u00e3o t\u00eam muita chance de sucesso na esfera administrativa. \u201cA empresa tem que fazer uma an\u00e1lise para saber se, efetivamente, a discuss\u00e3o n\u00e3o tem boa chance de \u00eaxito. E se n\u00e3o tiver, para quem tem fluxo, \u00e9 importante fazer o pagamento com desconto de 55%\u201d, diz ele, acrescentando que clientes t\u00eam avaliado as possibilidades.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/20\/sao-paulo-quer-recuperar-bilhoes-de-reais-em-discussao-na-esfera-administrativa.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/20\/sao-paulo-quer-recuperar-bilhoes-de-reais-em-discussao-na-esfera-administrativa.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Seis Estados do Sul e Sudeste devem elevar o ICMS em 2024<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Movimento foi anunciado em carta assinada pelos secret\u00e1rios de Fazenda dos Estados. S\u00e3o Paulo deve propor al\u00edquota de 19,5%, 1,5 ponto percentual acima do padr\u00e3o de ICMS atual no Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Estados de S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Esp\u00edrito Santo, Minas Gerais, Paran\u00e1 e Rio Grande do Sul ir\u00e3o elevar a al\u00edquota padr\u00e3o do Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) para garantir maior receita na distribui\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS).<\/p>\n\n\n\n<p>O movimento foi anunciado em carta assinada pelos secret\u00e1rios de Fazenda dos seis Estados. O texto menciona que o movimento deve ser acompanhado pelos Estados do Centro-Oeste, embora n\u00e3o seja assinada por nenhum ente da regi\u00e3o. A carta n\u00e3o explicita as novas al\u00edquotas. S\u00e3o Paulo deve propor al\u00edquota de 19,5%, 1,5 ponto percentual acima do padr\u00e3o de ICMS atual no Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a iniciativa, o movimento de eleva\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas de ICMS se junta ao dos Estados do Nordeste e ganha car\u00e1ter mais nacional. Em outubro, Pernambuco e Para\u00edba aprovaram medidas no mesmo sentido, ap\u00f3s o Cear\u00e1 tamb\u00e9m ter aumentado a al\u00edquota. O Distrito Federal tamb\u00e9m tomou medida semelhante.<\/p>\n\n\n\n<p>As altera\u00e7\u00f5es de al\u00edquota passam pelas casas legislativas de cada Estado e, para valer j\u00e1 em 2024 precisam ser aprovadas at\u00e9 o fim deste ano. E precisam respeitar tamb\u00e9m a anterioridade de 90 dias. O Rio Grande do Norte encaminhou proposta \u00e0 Assembleia Legislativa do Estado para manter a al\u00edquota modal em 20%, em iniciativa para que o ICMS padr\u00e3o potiguar n\u00e3o volte aos 18% em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Carlos Eduardo Xavier, secret\u00e1rio de Fazenda do Rio Grande do Norte e presidente do Comsefaz, comit\u00ea que re\u00fane secret\u00e1rios estaduais de Fazenda, diz que o movimento de eleva\u00e7\u00e3o da al\u00edquota padr\u00e3o do ICMS est\u00e1 sendo feito por \u201cquase todos os Estados\u201d, resultado tanto das mudan\u00e7as legais que reduziram o ICMS dos Estados e tamb\u00e9m das regras de partilha para o IBS.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, o movimento de Estados do Sul e Sudeste \u201cequilibra as coisas\u201d. porque \u201ch\u00e1 a preocupa\u00e7\u00e3o com o est\u00e1gio atual das receitas em rela\u00e7\u00e3o a despesas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os seis Estados que assinaram a carta alegam que o texto de reforma tribut\u00e1ria aprovado pelo plen\u00e1rio do Senado, al\u00e9m de reduzir significativamente a autonomia tribut\u00e1ria dos Estados e munic\u00edpios brasileiros, consagrou um mecanismo de distribui\u00e7\u00e3o do produto arrecadado com o novo IBS que vem induzindo os Estados a um movimento generalizado de eleva\u00e7\u00e3o das atuais al\u00edquotas modais do ICMS, tributo que ser\u00e1 extinto em 2033, mas cujos efeitos, sob o prisma da transi\u00e7\u00e3o federativa, se far\u00e3o sentir at\u00e9 2078.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo texto aprovado, as participa\u00e7\u00f5es de cada Estado no total arrecadado pelo IBS depender\u00e3o, ainda que de forma decrescente nos cinquenta primeiros anos de vig\u00eancia do novo imposto, da receita m\u00e9dia de cada ente federativo com o ICMS entre 2024 e 2028.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDesse modo, quanto maior a arrecada\u00e7\u00e3o de um Estado com o ICMS nesse per\u00edodo, maior ser\u00e1 o fluxo de recursos do IBS a ele destinado at\u00e9 2078.\u201d A carta menciona \u201cforte incentivo para que [Estados] aumentem a sua arrecada\u00e7\u00e3o entre 2024 e 2028, por exemplo, mediante a realiza\u00e7\u00e3o de programas de recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios ou aumentos de al\u00edquotas modais de ICMS\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os Estados lembram ainda que, em 2022, ocorreram mudan\u00e7as legais que obrigaram os Estados a reduzirem suas al\u00edquotas de ICMS em setores importantes para as receitas estaduais, como energia el\u00e9trica, telecomunica\u00e7\u00f5es e combust\u00edveis. \u201cTal interven\u00e7\u00e3o provocou uma expressiva e insustent\u00e1vel redu\u00e7\u00e3o das receitas tribut\u00e1rias estaduais\u201d, diz a carta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsses dois fatores associados s\u00e3o um forte incentivo para se rever, em \u00e2mbito estadual, a din\u00e2mica de arrecada\u00e7\u00e3o do principal imposto da Federa\u00e7\u00e3o. Por isso, a larga maioria dos Estados das regi\u00f5es Norte e Nordeste do pa\u00eds aumentaram recentemente as suas al\u00edquotas modais de ICMS, enquanto a maior parte das unidades federadas das demais regi\u00f5es n\u00e3o realizou movimento semelhante.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a carta, \u201cas circunst\u00e2ncias imp\u00f5em que os Estados das regi\u00f5es Sul, Sudeste e Centro-Oeste do pa\u00eds reposicionem as suas al\u00edquotas modais de ICMS para recompor a tributa\u00e7\u00e3o estadual no curto prazo e para neutralizar as perdas potenciais com a futura distribui\u00e7\u00e3o do produto arrecadado com o IBS, vis \u00e0 vis o comportamento estrat\u00e9gico adotado pelos demais Estados da Federa\u00e7\u00e3o na atual conjuntura\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO mecanismo de compensa\u00e7\u00e3o previsto na reforma tribut\u00e1ria e o movimento antecipado de alguns Estados nos empurram para esta revis\u00e3o de al\u00edquota modal, n\u00e3o para aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o, mas para neutralizar os efeitos da reforma tribut\u00e1ria sobre os cofres do Estado\u201d, diz Rog\u00e9rio Gallo, secret\u00e1rio de Fazenda do Mato Grosso.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele n\u00e3o assinou a carta e diz que a nova al\u00edquota modal do Estado ainda est\u00e1 em avalia\u00e7\u00e3o, mas deve ficar \u201cem linha com a m\u00e9dia da nova al\u00edquota modal dos Estados\u201d. A al\u00edquota padr\u00e3o de ICMS do Mato Grosso hoje \u00e9 de 17%.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/11\/21\/seis-estados-do-sul-e-sudeste-devem-elevar-o-icms-em-2024.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/11\/21\/seis-estados-do-sul-e-sudeste-devem-elevar-o-icms-em-2024.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TJSP instala N\u00facleo de Justi\u00e7a 4.0 que beneficiar\u00e1 o com\u00e9rcio exterior<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 25\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Na segunda-feira, come\u00e7a a funcionar no Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) o N\u00facleo de Justi\u00e7a 4.0 especializado em Direito Mar\u00edtimo, Portu\u00e1rio e Aduaneiro. O funcionamento \u00e9 100% digital, com distribui\u00e7\u00e3o de demandas pelo sistema informatizado, atendimento pelo Balc\u00e3o Virtual e realiza\u00e7\u00e3o de audi\u00eancias por videoconfer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Os trabalhos do novo n\u00facleo devem beneficiar especialmente as empresas de com\u00e9rcio exterior. Demandas relacionadas ao Porto de Santos, o maior da Am\u00e9rica Latina, por exemplo, poder\u00e3o ser l\u00e1 mesmo resolvidas. Conforme antecipado para o Valor, o n\u00facleo atender\u00e1 ainda demandas relacionadas ao Porto de S\u00e3o Sebasti\u00e3o e \u00e0s balsas (ferryboats) que realizam travessias, por exemplo, entre as cidades de Ilhabela\/S\u00e3o Sebasti\u00e3o e Guaruj\u00e1\/Bertioga.<\/p>\n\n\n\n<p>As a\u00e7\u00f5es judiciais a serem propostas no n\u00facleo podem envolver quest\u00f5es como indeniza\u00e7\u00f5es por avarias ou extravio de mercadorias, filas em portos, cobran\u00e7as de frete e sobrestadia, cobran\u00e7as de taxas e armazenagem portu\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as principais vantagens da especializa\u00e7\u00e3o est\u00e3o, segundo o TJSP: efici\u00eancia; alta qualidade das decis\u00f5es, em raz\u00e3o da expertise dos ju\u00edzes; e uniformidade das decis\u00f5es, contribuindo para maior previsibilidade e seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA pulveriza\u00e7\u00e3o da compet\u00eancia em diversos ju\u00edzos para julgar tais mat\u00e9rias, de elevada complexidade e especificidade, compromete a estabilidade e uniformidade da jurisprud\u00eancia, vetores essenciais para a manuten\u00e7\u00e3o da seguran\u00e7a jur\u00eddica, prejudicando a efici\u00eancia da presta\u00e7\u00e3o jurisdicional\u201d, afirma o presidente do TJSP, desembargador Ricardo Mair Anafe. \u201cA previsibilidade \u00e9 indispens\u00e1vel para a otimiza\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a e imprescind\u00edvel para o desenvolvimento de uma sociedade na qual o direito \u00e9 respeitado\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>No novo n\u00facleo do TJSP atuar\u00e3o tr\u00eas ju\u00edzes \u2013 Frederico Messias, Rejane Laje e Gustavo Louzada \u2013, que acumulam a atividade com o trabalho nas varas sob sua titularidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse j\u00e1 \u00e9 o segundo N\u00facleo de Justi\u00e7a 4.0 em funcionamento no TJSP. O primeiro, instalado em agosto de 2022, recebe demandas de tr\u00e2nsito\/Detran, com jurisdi\u00e7\u00e3o sobre o territ\u00f3rio da Comarca da Capital.<\/p>\n\n\n\n<p>A implanta\u00e7\u00e3o dos n\u00facleos integra o \u201cPrograma Justi\u00e7a 4.0 \u2013 Inova\u00e7\u00e3o e efetividade na realiza\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a para todos\u201d, do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ), voltado \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o de novas tecnologias \u00e0 atividade jurisdicional (com informa\u00e7\u00f5es do TJSP).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/25\/tjsp-instala-nucleo-de-justica-40-que-beneficiara-o-comercio-exterior.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/25\/tjsp-instala-nucleo-de-justica-40-que-beneficiara-o-comercio-exterior.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por voto de qualidade, Carf mant\u00e9m tributa\u00e7\u00e3o sobre lucros no exterior<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/11\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Julgador considerou que a conven\u00e7\u00e3o internacional para evitar bitributa\u00e7\u00e3o e a MP 2158-35\/01 s\u00e3o compat\u00edveis<\/p>\n\n\n\n<p>Com aplica\u00e7\u00e3o do voto de qualidade, a 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/carf\">Carf<\/a>)&nbsp;manteve a tributa\u00e7\u00e3o de <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/irpj-entenda-o-que-e-como-funciona-e-como-e-calculado-13052021\">IRPJ<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/artigos\/csll-o-que-e-20082021\">CSLL<\/a> sobre lucros de controladas no exterior. O processo \u00e9 o 16643.720051\/2013-59.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas passado, a turma decidiu da mesma maneira sobre o tema, em casos como o 16682.720429\/2018-62, da <a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/petrobras\">Petrobras<\/a>. O processo tem valor de R$ 178 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro Fernando Brasil de Oliveira Pinto, relator do caso, ressaltou que a mat\u00e9ria j\u00e1 era conhecida da turma e j\u00e1 tinha se pronunciado sobre o tema. Em julgamentos de outubro, o julgador considerou que n\u00e3o h\u00e1 incompatibilidade entre conven\u00e7\u00e3o internacional para evitar bitributa\u00e7\u00e3o e a MP 2158-35\/01, que prev\u00ea que os lucros no exterior ser\u00e3o considerados disponibilizados no Brasil na data do balan\u00e7o no qual tiverem sido apurados. Da mesma forma, o conselheiro Luis Henrique Marotti Toselli tamb\u00e9m destacou que o tema j\u00e1 era conhecido, abriu diverg\u00eancia e votou pela impossibilidade da tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda no mesmo processo, a turma, por seis votos a dois, entendeu que,&nbsp;para a tributa\u00e7\u00e3o de filiais e sucursais de controle indireto no exterior, \u00e9 necess\u00e1ria a consolida\u00e7\u00e3o no balan\u00e7o prevista no par\u00e1grafo sexto, artigo primeiro da&nbsp;Instru\u00e7\u00e3o Normativa 213\/02. A decis\u00e3o da turma foi por enviar o processo para primeira inst\u00e2ncia para an\u00e1lise da documenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m no mesmo caso, mas por unanimidade, o colegiado afastou a limita\u00e7\u00e3o de dois anos para compensa\u00e7\u00e3o de impostos pagos no exterior. O processo\u00a0deve retornar para a primeira inst\u00e2ncia para exame dos documentos apresentados pelo contribuinte. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/por-voto-de-qualidade-carf-mantem-tributacao-sobre-lucros-no-exterior-20112023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/por-voto-de-qualidade-carf-mantem-tributacao-sobre-lucros-no-exterior-20112023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf suspende sess\u00f5es por falta de qu\u00f3rum<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Poder\u00e3o ser julgados apenas os casos em que houver decis\u00e3o judicial mantendo o julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) suspendeu as sess\u00f5es de julgamento que estavam marcadas para esta ter\u00e7a-feira. Poder\u00e3o ser julgados apenas os casos em que houver decis\u00e3o judicial mantendo o julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o \u00f3rg\u00e3o, a medida se deve \u00e0 falta de qu\u00f3rum regimental para instala\u00e7\u00e3o e delibera\u00e7\u00e3o do colegiado. Ainda segundo o Carf, a falta de qu\u00f3rum foi motivada pela ades\u00e3o de conselheiros representantes da Fazenda Nacional ao movimento grevista da categoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Por enquanto, o \u00f3rg\u00e3o ainda n\u00e3o se manifestou sobre as sess\u00f5es previstas para quarta e quinta-feira.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento de processos no Carf \u00e9 a principal das medidas de arrecada\u00e7\u00e3o previstas pelo governo para tentar zerar o d\u00e9ficit prim\u00e1rio no ano que vem. O governo conta com R$ 54,7 bilh\u00f5es em 2024 com o retorno do voto de qualidade a favor da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor \u00e9 32% do total que precisa ser arrecadado para que as receitas fiquem em equil\u00edbrio com as despesas, conforme meta estabelecida do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.<\/p>\n\n\n\n<p>A paralisa\u00e7\u00e3o, segundo o presidente da Unafisco, Mauro Silva, tem implica\u00e7\u00f5es significativas para as metas fiscais e a arrecada\u00e7\u00e3o do governo, conforme informou em nota do sindicato.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Silva, o governo, que advoga pelo cumprimento de acordos para otimizar custos, &#8220;persiste em descumprir&#8221; o acordo firmado com a categoria e sem esse cumprimento, os auditores permanecer\u00e3o em greve, impactando qualquer plano da Receita Federal para aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o e atingir a meta de d\u00e9ficit zero. Ainda segundo Silva cada sess\u00e3o do Carf julga valores na casa dos bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/21\/carf-suspende-sessoes-por-falta-de-quorum.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/21\/carf-suspende-sessoes-por-falta-de-quorum.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m tributa\u00e7\u00e3o de PLR para diretores n\u00e3o empregados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 21\/11\/2023&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Decis\u00e3o considerou que o pagamento a essa categoria integra o conceito de sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o, sendo devida a tributa\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Por seis votos a dois, a 2\u00aa Turma da 2\u00aa C\u00e2mara da 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve a incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre Participa\u00e7\u00e3o de Lucros e Resultados (PLR) paga a diretores n\u00e3o empregados. A decis\u00e3o considerou que o pagamento a essa categoria de diretores integra o conceito de sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o, sendo devida a tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento vencedor foi o da diverg\u00eancia aberta pela conselheira Sara Maria de Almeida Carneiro Silva. A julgadora citou o par\u00e1grafo 9\u00ba, artigo 28 da Lei 8.212, que prev\u00ea que a PLR n\u00e3o integra o sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o, trata de empregados, e o caso em quest\u00e3o envolve diretores n\u00e3o empregados. \u201cComo a lei exclui [do sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o] a PLR paga a empregados, e ele \u00e9 diretor n\u00e3o empregado, eu particularmente divirjo do relator para negar provimento\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, conselheiro Martin da Silva Gesto, defendeu que a isen\u00e7\u00e3o sobre a PLR prevista na Lei 10.101\/00 n\u00e3o limitou o benef\u00edcio fiscal a uma determinada categoria de trabalhadores. Gesto adotou as raz\u00f5es de decidir do ac\u00f3rd\u00e3o 9202-010.354, que representou uma mudan\u00e7a de jurisprud\u00eancia na 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior em 2022. Na ocasi\u00e3o, a turma entendeu, pelo desempate pr\u00f3-contribuinte, que a PLR paga aos diretores n\u00e3o empregados fazia jus \u00e0 isen\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSomos de opini\u00e3o que a PLR, desde que devidamente implementada, com o programa de cria\u00e7\u00e3o do plano \u2013 devidamente aprovado pelo sindicato dos empregados \u2013 explicitamente n\u00e3o excluindo os contribuintes individuais, pode sim ser extensiva a todos os trabalhadores da empresa\u201d, citou o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada Manuela Moreira defendeu que n\u00e3o existe \u00f3bice legal para a isen\u00e7\u00e3o da PLR paga a diretores n\u00e3o empregados. Em sustenta\u00e7\u00e3o oral, a advogada citou o artigo 7\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que trata dos direitos dos trabalhadores, e segundo ela, n\u00e3o diferenciou os tipos de trabalho para fins de recebimento de PLR.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstando o acordo coletivo [entre empresa e empregados] em conformidade com as disposi\u00e7\u00f5es da Lei 10.101\/00 e sendo aplic\u00e1vel a n\u00e3o incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre a PLR paga a diretor n\u00e3o empregado, \u00e9 mandat\u00f3rio tamb\u00e9m por esse motivo o provimento dos recursos, a fim de cancelar integralmente os autos de infra\u00e7\u00e3o combatidos\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema divide os conselheiros na C\u00e2mara Superior. Depois da mudan\u00e7a de jurisprud\u00eancia pr\u00f3-contribuinte em 2022, o colegiado reverteu o entendimento em mar\u00e7o deste ano. A decis\u00e3o por maioria no processo 19515.720979\/2017-11, da LPS Brasil \u2013 Consultoria de Im\u00f3veis S.A, considerou que haveria incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria para valores pagos a diretores n\u00e3o empregados no processo.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 19515.007015\/2008-92.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\" https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-tributacao-de-plr-para-diretores-nao-empregados-21112023\"> https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-tributacao-de-plr-para-diretores-nao-empregados-21112023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por voto de qualidade, Carf afasta dedu\u00e7\u00e3o de JCP extempor\u00e2neo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Com aplica\u00e7\u00e3o do voto de qualidade, a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) afastou a dedu\u00e7\u00e3o de despesas com o pagamento de Juros sobre Capital Pr\u00f3prio (JCP) extempor\u00e2neo. O entendimento da turma foi de que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel deduzir despesas com JCP da base do IRPJ e da CSLL do ano em que houve a apura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, conselheiro Marcelo Milton da Silva Risso, considerou que n\u00e3o h\u00e1 veda\u00e7\u00e3o legal para a dedutibilidade de JCP relativo a anos anteriores, e apontou jurisprud\u00eancia pac\u00edfica do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) no mesmo sentido. Para defender o provimento ao recurso do contribuinte, o julgador citou o ac\u00f3rd\u00e3o 9101-005.757, da 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior, que tamb\u00e9m entendeu pela possibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O posicionamento vencedor foi o da diverg\u00eancia aberta pelo conselheiro Maur\u00edcio Nogueira Righetti, que defendeu a manuten\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o da turma ordin\u00e1ria. No caso, aquele colegiado entendeu que a dedu\u00e7\u00e3o de JCP retroativa seria vedada porque infringiria o regime de compet\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado do julgamento desta quinta-feira (26\/10) foi o mesmo da 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior no in\u00edcio deste m\u00eas. Tamb\u00e9m por voto de qualidade, o colegiado afastou a possibilidade de dedu\u00e7\u00e3o no processo 16682.720380\/2012-52 da Souza Cruz Ltda.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 16327.720529\/2013-23. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/por-voto-de-qualidade-carf-afasta-deducao-de-jcp-extemporaneo-22112023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/por-voto-de-qualidade-carf-afasta-deducao-de-jcp-extemporaneo-22112023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf: Por unanimidade, colegiado mant\u00e9m concomit\u00e2ncia de multas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/11\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>2\u00aa Turma seguiu o entendimento do relator de que as multas pretendem reprimir duas condutas distintas<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve a concomit\u00e2ncia da multa isolada com a de multa of\u00edcio. O colegiado seguiu o entendimento do relator, conselheiro Maur\u00edcio Nogueira Righetti, de que as multas pretendem reprimir duas condutas distintas.<\/p>\n\n\n\n<p>A multa isolada \u00e9 aplicada pela falta de recolhimento das estimativas mensais do Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL). J\u00e1 a multa de of\u00edcio tem rela\u00e7\u00e3o com o n\u00e3o pagamento do IRPJ e da CSLL no ajuste anual.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema tem resultados diferentes dependendo da turma em que \u00e9 julgado e da composi\u00e7\u00e3o. Neste m\u00eas, na an\u00e1lise do processo 12448.721970\/2016-48, da OSX Brasil, a 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior negou a possibilidade de concomit\u00e2ncia por 5\u00d73. J\u00e1 a 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior manteve a concomit\u00e2ncia por unanimidade nos processos 16024.720004\/2017-26 e 10855.724086\/2013-95 da Metso Outotec Brasil Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Ltda.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso analisado nesta quinta-feira tem outra peculiaridade. As multas em discuss\u00e3o s\u00e3o decorrentes de um processo sobre \u00e1gio que foi decidido por voto de qualidade na 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior. Em sustenta\u00e7\u00e3o oral, Jorge Mussa Guerra Demes, do escrit\u00f3rio Pinheiro Neto, argumentou que a multa discutida n\u00e3o existiria mais por conta da previs\u00e3o de exclus\u00e3o de multas, na Lei 14689\/23, em casos decididos pelo voto de qualidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do colegiado foi por analisar o caso e deixar que essa quest\u00e3o fosse tratada pela unidade de origem na execu\u00e7\u00e3o do julgado. No resultado, constou que o julgamento foi realizado na vig\u00eancia da lei 14689\/23, que deve ser observada pela unidade de origem.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 16327.720719\/2019-36. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-por-unanimidade-colegiado-mantem-concomitancia-de-multas-23112023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-por-unanimidade-colegiado-mantem-concomitancia-de-multas-23112023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf adotar\u00e1 plen\u00e1rio virtual para acelerar julgamentos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/11\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Novo sistema, previsto para 2024, \u00e9 mais uma ferramenta na tentativa de elevar a arrecada\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) planeja adotar o sistema de plen\u00e1rio virtual para as sess\u00f5es do \u00f3rg\u00e3o. \u00c9 mais uma medida para tentar dar celeridade aos julgamentos, de modo a aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o federal e a ajudar o governo na tentativa de zerar o d\u00e9ficit das contas p\u00fablicas em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>O Valor apurou que o sistema j\u00e1 est\u00e1 sendo desenvolvido pelo Serpro &#8211; a estatal de tecnologia da informa\u00e7\u00e3o (TI) do governo federal &#8211; desde meados deste ano. O planejamento inicial do Minist\u00e9rio da Fazenda \u00e9 que a plataforma fique pronta em dezembro para que possa ser usada j\u00e1 no pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, o Carf confirmou que \u201ch\u00e1 um projeto para desenvolvimento de uma ferramenta de plen\u00e1rio virtual\u201d, mas disse que \u201cainda n\u00e3o h\u00e1 defini\u00e7\u00e3o de prazos para implementa\u00e7\u00e3o e nem quais turmas a utilizar\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O plen\u00e1rio virtual do Carf, segundo apurou o Valor, est\u00e1 inclu\u00eddo na agenda de arrecada\u00e7\u00e3o infralegal da Fazenda para 2024. Nela, h\u00e1 a\u00e7\u00f5es que n\u00e3o dependem de altera\u00e7\u00e3o em lei &#8211; por isso n\u00e3o passam pelo Congresso Nacional &#8211; e envolvem somente o Carf, a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia \u00e9 que o plen\u00e1rio virtual funcione de forma semelhante ao do Supremo Tribunal Federal (STF). O sistema que est\u00e1 sendo desenhado prev\u00ea a inser\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rios, votos dos relatores e dos demais conselheiros, memorial pelos contribuintes e pela PGFN, consulta a pautas e a atas de julgamento e sustenta\u00e7\u00e3o oral, entre outras funcionalidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, as sess\u00f5es do Carf s\u00e3o presenciais ou realizadas por videoconfer\u00eancia. Para a maior parte das turmas n\u00e3o h\u00e1 &#8211; como j\u00e1 existe no STF &#8211; um sistema em que todo o julgamento acontece de maneira virtual, com dep\u00f3sito de votos. Essa possibilidade existe nos julgamentos de casos de menor valor, nas turmas extraordin\u00e1rias &#8211; mas, diferente do Supremo, as partes podem pedir para realizar a defesa oral em sess\u00e3o por videoconfer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>No Carf, a ideia \u00e9 que o sistema em desenvolvimento seja usado tanto para os julgamentos virtuais como tamb\u00e9m para as sess\u00f5es por videoconfer\u00eancia &#8211; que hoje acontecem com a presen\u00e7a dos conselheiros, conectados por meio da plataforma Teams. Atualmente, essas sess\u00f5es por v\u00eddeo s\u00e3o transmitidas pelo canal do YouTube do conselho.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cParte mais importante do julgamento \u00e9 o confronto de ideias\u201d \u2014 Caio Quintella<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO modelo preocupa\u201d, diz o advogado Caio Quintella, ex-conselheiro da C\u00e2mara Superior do Carf e s\u00f3cio da Nader Quintella Consultoria. Segundo ele, a parte mais importante e frut\u00edfera do julgamento \u00e9 o debate e confronto de ideias entre todos os conselheiros e na presen\u00e7a dos procuradores da Fazenda Nacional e advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 mais importante ainda em um tribunal parit\u00e1rio, com julgadores de diferentes origens, experi\u00eancias e forma\u00e7\u00f5es\u201d, afirma. Para Quintella, o mecanismo, ainda que pr\u00e1tico do ponto de vista burocr\u00e1tico, afasta uma caracter\u00edstica positiva do conselho e \u201cdesnatura sua ess\u00eancia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Diana Piatti Lobo, advogada do escrit\u00f3rio Machado Meyer, pondera que existem vantagens nessa forma de julgamento, como a rapidez e a redu\u00e7\u00e3o de custo para a administra\u00e7\u00e3o. Mas considera que, no ambiente do Carf, n\u00e3o \u00e9 uma forma de julgamento positiva para a grande maioria dos casos.<\/p>\n\n\n\n<p>Como, em geral, no conselho, os casos est\u00e3o atrelados a contextos f\u00e1ticos espec\u00edficos e dependem de exame de provas, diz a advogada, o debate de forma simult\u00e2nea, com a participa\u00e7\u00e3o das partes realizando sustenta\u00e7\u00f5es orais e esclarecimentos de fatos, confere maior seguran\u00e7a \u00e0 solu\u00e7\u00e3o dos casos.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada lembra que hoje o Carf j\u00e1 adota uma sistem\u00e1tica parecida \u00e0 do plen\u00e1rio virtual do STF para causas de menor valor, que s\u00e3o decididas por turmas extraordin\u00e1rias. Ali, a delibera\u00e7\u00e3o pode ocorrer por meio do dep\u00f3sito de votos pelos membros do colegiado e sem um tempo \u00fanico de debate. A forma de julgamento n\u00e3o \u00e9 totalmente conhecida e o Carf n\u00e3o chama de plen\u00e1rio virtual, segundo a advogada. Al\u00e9m disso, acrescenta, o contribuinte sempre pode pedir a realiza\u00e7\u00e3o de sustenta\u00e7\u00e3o oral, em sess\u00e3o n\u00e3o virtual.<\/p>\n\n\n\n<p>O plen\u00e1rio virtual \u00e9 apenas uma das novidades previstas para 2024. Conforme antecipou o Valor, o Carf planeja ter novas turmas e realizar sess\u00f5es extraordin\u00e1rias no ano que vem. O objetivo \u00e9 dar maior celeridade e reduzir o estoque de processos. At\u00e9 setembro, o colegiado tinha 86,3 mil processos em estoque, que somavam R$ 1,137 trilh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Todas essas medidas devem ampliar o volume de trabalho do \u00f3rg\u00e3o para ajudar no objetivo do governo de arrecadar R$ 54,7 bilh\u00f5es em 2024 com o retorno do voto de qualidade &#8211; o desempate por presidente da turma julgadora, representante do Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem o aumento da carga de trabalho, a previs\u00e3o \u00e9 que a arrecada\u00e7\u00e3o com os julgamentos caia para R$ 36,5 bilh\u00f5es, nos c\u00e1lculos da Receita Federal, o que dificultaria ainda mais a inten\u00e7\u00e3o da Fazenda de buscar o d\u00e9ficit zero no ano que vem.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro empecilho \u00e9 a atual greve de auditores fiscais, iniciada na segunda-feira, que j\u00e1 provocou a suspens\u00e3o de sess\u00f5es do Carf por falta de qu\u00f3rum. Segundo o Unafisco Nacional, que representa a categoria, um dos objetivos da paralisa\u00e7\u00e3o \u00e9 alterar o Decreto n\u00ba 11.545, de 2023, que teria criado travas que descaracterizam o b\u00f4nus de efici\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/24\/carf-adotara-plenario-virtual-para-acelerar-julgamentos.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/24\/carf-adotara-plenario-virtual-para-acelerar-julgamentos.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf permite amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio com uso de empresa ve\u00edculo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por cinco votos a tr\u00eas, a 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) permitiu a amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio em opera\u00e7\u00e3o que teve utiliza\u00e7\u00e3o de empresa ve\u00edculo em ambiente regulado. O valor do processo \u00e9 de R$ 87,3 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso trata da aquisi\u00e7\u00e3o da Companhia de Transmiss\u00e3o de Energia El\u00e9trica Paulista (CTEEP) pela ISA, empresa colombiana, no processo de privatiza\u00e7\u00e3o da companhia que pertencia ao governo de S\u00e3o Paulo. A ISA constitui a Isa Capital no Brasil, que adquire a participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria na CTEEP. Posteriormente, h\u00e1 a constitui\u00e7\u00e3o da ISA Participa\u00e7\u00f5es, considerada ve\u00edculo pela fiscaliza\u00e7\u00e3o, que tem capital integralizado e passa a ser a nova controladora da CTEEP. Em seguida, a CTEEP incorpora a Isa Participa\u00e7\u00f5es e absorve o \u00e1gio gerado.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro Luis Henrique Marotti Toselli, relator do caso, votou por permitir a amortiza\u00e7\u00e3o. Assim tamb\u00e9m fez o conselheiro Fernando Brasil de Oliveira Pinto, \u00faltimo a votar, que ressaltou em seu posicionamento que considerou o ambiente em que as privatiza\u00e7\u00f5es eram realizadas, em que era muito comum vir capital estrangeiro, com aquisi\u00e7\u00e3o e posterior incorpora\u00e7\u00e3o reversa e tamb\u00e9m de que se trata de uma empresa de ambiente regulado, o setor el\u00e9trico.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado de defesa afirmou em sustenta\u00e7\u00e3o oral que houve prop\u00f3sito negocial na opera\u00e7\u00e3o e ressaltou dois atos normativos que apontavam para a necessidade da empresa ve\u00edculo, dado que a ISA Capital tinha feito emiss\u00e3o de d\u00edvidas. A primeira \u00e9 a Resolu\u00e7\u00e3o Aneel 63\/04, que no artigo 12 prev\u00ea possibilidade de interven\u00e7\u00e3o administrativa na empresa em caso de desequil\u00edbrio econ\u00f4mico financeiro, e a segunda, a Instru\u00e7\u00e3o CVM 319\/99, que no artigo 15 define que a assun\u00e7\u00e3o, pela companhia, de endividamento associado \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de seu pr\u00f3prio controle \u00e9 hip\u00f3tese de exerc\u00edcio abusivo do poder de controle.<\/p>\n\n\n\n<p>A conselheira Edeli Pereira Bessa abriu diverg\u00eancia porque entende, entre outros pontos, que o fato de a opera\u00e7\u00e3o ter acontecido em um ambiente de privatiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria uma justificativa para amortizar os valores. \u201cReafirmo os fundamentos que sempre adoto. N\u00e3o tivemos a participa\u00e7\u00e3o nem da investidora colombiana nem da interposta\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da amortiza\u00e7\u00e3o do \u00e1gio na base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ), o processo tamb\u00e9m tratava da amortiza\u00e7\u00e3o na base da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre Lucro L\u00edquido (CSLL). O resultado de cinco votos a tr\u00eas foi o mesmo para ambos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\" https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-permite-amortizacao-de-agio-com-uso-de-empresa-veiculo-24112023\"> https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-permite-amortizacao-de-agio-com-uso-de-empresa-veiculo-24112023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf: incide PIS\/Cofins sobre contratos com fornecedores de ag\u00eancia de turismo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) definiu, por unanimidade, que a atividade praticada por uma ag\u00eancia de viagens n\u00e3o \u00e9 de intermediadora de servi\u00e7os, mas de operadora tur\u00edstica que fornece servi\u00e7os. Dessa forma, entrariam na receita bruta, com incid\u00eancia de PIS\/Cofins, valores de contratos com fornecedores, como companhias a\u00e9reas e hot\u00e9is.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo 27 da Lei Geral do Turismo (11771\/08) divide as ag\u00eancias de turismo entre as que fazem a intermedia\u00e7\u00e3o entre fornecedores e consumidores e as que fornecem diretamente os servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, conselheiro Oswaldo Gon\u00e7alves de Castro Neto, o operador de turismo vende uma experi\u00eancia tur\u00edstica, com hot\u00e9is, traslados, transportes ou passeios, e as atividades da empresa n\u00e3o se caracterizam como \u201cmera intermedi\u00e1ria\u201d. \u201cOs valores destinados a terceiros s\u00e3o custos da sua atividade, n\u00e3o podendo ser exclu\u00eddos da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O contribuinte argumenta, por outro lado, que \u00e9 intermedi\u00e1rio de servi\u00e7os, e sua receita seria das taxas de servi\u00e7os cobradas de clientes e das comiss\u00f5es de fornecedores. Os valores de pacotes de turismo que seriam repassados aos fornecedores n\u00e3o fariam parte da receita bruta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO turista vai olhar junto, na hora [da compra], e o atendente da CVC vai falar: temos todos esses voos, temos esses hot\u00e9is com essa disponibilidade, essas datas e esses pre\u00e7os. Voc\u00ea escolhe, voc\u00ea vai montar esse pacote. Quem est\u00e1 oferecendo s\u00e3o os hot\u00e9is, s\u00e3o as companhias a\u00e9reas. Isso \u00e9 intermedia\u00e7\u00e3o\u201d, disse o advogado do contribuinte em sustenta\u00e7\u00e3o oral. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-incide-pis-cofins-sobre-contratos-com-fornecedores-de-agencia-de-turismo-25112023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-incide-pis-cofins-sobre-contratos-com-fornecedores-de-agencia-de-turismo-25112023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por voto de qualidade, Carf afasta dedutibilidade de PLR no IRPJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Com aplica\u00e7\u00e3o do voto de qualidade, a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) afastou a dedutibilidade dos valores da Participa\u00e7\u00e3o nos Lucros e Resultados (PLR) do IRPJ por considerar que a PLR descumpriu os requisitos da Lei 10.101\/00 e tamb\u00e9m do acordo que se refere ao benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o principal nesse processo girou em torno de outro caso, o do ac\u00f3rd\u00e3o 2401-003.288. Nesse ac\u00f3rd\u00e3o, que j\u00e1 transitou em julgado, a decis\u00e3o foi pela regularidade da PLR que tratava dos mesmos fatos. A diferen\u00e7a \u00e9 que discutia a incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias. Nesta quarta-feira, os conselheiros debateram se era o caso de analisar as condi\u00e7\u00f5es da PLR para a quest\u00e3o do IRPJ ou se seria para aplicar o resultado do ac\u00f3rd\u00e3o anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o, por unanimidade, foi por conhecer o processo. Na discuss\u00e3o sobre o m\u00e9rito, parte dos conselheiros analisou as condi\u00e7\u00f5es da PLR sobre os requisitos da Lei 10.101\/00 e afastou a dedutibilidade do IRPJ. Outra parte deu provimento ao recurso do contribuinte para manter a dedutibilidade dos valores.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso trata de diretores n\u00e3o empregados que, ap\u00f3s uma opera\u00e7\u00e3o entre o Banco Pactual e o UBS, se tornaram empregados na nova estrutura e receberam a PLR. Prevaleceu o entendimento do conselheiro Maur\u00edcio Nogueira Righetti, que considerou que o pagamento da PLR n\u00e3o respeitou o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que dispunha que os empregados contratados ap\u00f3s tr\u00eas meses do in\u00edcio de cada semestre n\u00e3o fariam jus \u00e0 PLR. Al\u00e9m disso, afirmou que a altera\u00e7\u00e3o da natureza de n\u00e3o empregado para empregado aconteceu apenas em novembro de 2006, sendo que o pagamento foi feito em fevereiro de 2007.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado do contribuinte defendeu que a \u201cautua\u00e7\u00e3o matriz\u201d seria a que teve a decis\u00e3o transitada em julgado, e que o IRPJ seria reflexo. J\u00e1 a representante da PGFN, Patr\u00edcia Amorim, entendeu que houve viola\u00e7\u00e3o da cl\u00e1usula do acordo que impedia que novos empregados recebessem a PLR e que os diretores em quest\u00e3o estariam enquadrados como n\u00e3o empregados at\u00e9 o final de novembro de 2006.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro Marcelo Milton da Silva Risso, relator do caso, defendeu o provimento do recurso do contribuinte. Em seu voto, a conselheira Ludmila Mara Monteiro de Oliveira ressaltou que da forma como o recurso foi admitido, h\u00e1 a possibilidade de nova aferi\u00e7\u00e3o de conformidade da PLR. No entanto, na avalia\u00e7\u00e3o da julgadora como o outro ac\u00f3rd\u00e3o transitou em julgado, n\u00e3o caberia mais discuss\u00e3o sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 16682.721177\/2011-12. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/por-voto-de-qualidade-carf-afasta-dedutibilidade-de-plr-no-irpj-26112023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/por-voto-de-qualidade-carf-afasta-dedutibilidade-de-plr-no-irpj-26112023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf: n\u00e3o h\u00e1 necessidade de cobertura igual de plano de sa\u00fade para isen\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 27\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por seis votos a dois, a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu que o plano de sa\u00fade ofertado aos empregados n\u00e3o precisa ser o mesmo para todos, desde que abranja a totalidade dos funcion\u00e1rios, para fazer jus \u00e0 isen\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias. A isen\u00e7\u00e3o est\u00e1 prevista na al\u00ednea q, par\u00e1grafo nono do artigo 28 da Lei 8212\/91. O caso tem valor de R$ 631,9 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>A al\u00ednea que insere os planos na isen\u00e7\u00e3o prev\u00ea que n\u00e3o integra o sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o o valor relativo \u00e0 assist\u00eancia prestada por servi\u00e7o m\u00e9dico ou odontol\u00f3gico, \u201cdesde que a cobertura abranja a totalidade dos empregados e dirigentes da empresa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro Marcelo Milton da Silva Risso, relator do processo, defendeu a manuten\u00e7\u00e3o do decidido na turma ordin\u00e1ria, no sentido da desnecessidade de oferecer cobertura igual para todos os empregados. \u201cO importante \u00e9 que seja distribu\u00eddo para todos, n\u00e3o importa se \u00e9 diferenciado\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia foi aberta pelo conselheiro Maur\u00edcio Nogueira Righetti. O julgador sustentou que j\u00e1 vinha votando no sentido de que o plano precisaria ser igual e que, sendo diferente, implicaria na n\u00e3o extens\u00e3o para todos.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 18088.000151\/2010-91. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-nao-ha-necessidade-de-cobertura-igual-de-plano-de-saude-para-isencao-27112023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-nao-ha-necessidade-de-cobertura-igual-de-plano-de-saude-para-isencao-27112023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>AGU entra com a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a contra greve de auditores fiscais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data:21\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) prop\u00f4s na Justi\u00e7a uma a\u00e7\u00e3o inibit\u00f3ria de greve contra o movimento dos auditores fiscais da Receita Federal iniciado ontem. No pedido, a AGU afirma que, segundo informa\u00e7\u00f5es da Secretaria Especial da Receita, o impacto da greve sobre servi\u00e7os essenciais poder\u00e1 prejudicar o alcance da meta fiscal zero para 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi proposta contra o Sindifisco Nacional, na noite de ontem, e foi solicitada pela Fazenda, segundo apurou o Valor. A relatora ser\u00e1 a ministra do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) Regina Helena Costa.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do impacto na meta do pr\u00f3ximo ano, a AGU alega na a\u00e7\u00e3o que a paralisa\u00e7\u00e3o afeta julgamentos do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) em valores bilion\u00e1rios. Hoje, o Carf cancelou as sess\u00f5es por causa da paralisa\u00e7\u00e3o. Na Fazenda, membros da equipe econ\u00f4mica monitoravam os impactos de uma poss\u00edvel greve h\u00e1 alguns meses e se diziam preocupados.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo a AGU alegou em memorial ao STJ, a paralisa\u00e7\u00e3o pode levar ao descumprimento de decis\u00e3o da Corte sobre prazo razo\u00e1vel para o processo administrativo fiscal, afetar as contas p\u00fablicas da Uni\u00e3o, o repasse de verbas aos fundos de participa\u00e7\u00e3o dos Estados e Munic\u00edpios, colocar em risco a sustentabilidade da m\u00e1quina p\u00fablica, causar \u201cdanos irrepar\u00e1veis\u201d \u00e0 sociedade, ao tr\u00e2nsito de mercadorias essenciais ao ambiente de neg\u00f3cios brasileiro, colocando em maior risco at\u00e9 mesmo portos e aeroportos sob regime de emprego das For\u00e7as Armadas para Garantia da Lei e da Ordem.<\/p>\n\n\n\n<p>Pedido<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, a AGU pede que seja determinada a manuten\u00e7\u00e3o de for\u00e7a de trabalho integral em atividades essenciais da Receita, estabelecido percentual m\u00ednimo nas demais atividades e proibida a realiza\u00e7\u00e3o de atividades at\u00edpicas de greve, como opera\u00e7\u00e3o padr\u00e3o e similares.<\/p>\n\n\n\n<p>Citando nota executiva da Receita, a AGU afirma que s\u00e3o essenciais as atividades relacionadas ao Projeto de Lei Or\u00e7ament\u00e1ria Anual de 2024, ao Carf, \u00e0 Gest\u00e3o de Cr\u00e9ditos Tribut\u00e1rios e ao Controle Aduaneiro, especialmente nas localidades que constituem objeto de medida de garantia da lei e da ordem, sendo necess\u00e1rio determinar a manuten\u00e7\u00e3o integral da for\u00e7a de trabalho nessas \u00e1reas, proibindo inclusive modalidades at\u00edpicas de greve, como opera\u00e7\u00e3o-padr\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a AGU, as demais atividades comportam estabelecimento de percentual m\u00ednimo de 30% da for\u00e7a de trabalho, apesar dos preju\u00edzos que a redu\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de trabalho causar\u00e1 sobre o Estado e a popula\u00e7\u00e3o. Ainda segundo a AGU, o caderno de mobiliza\u00e7\u00e3o prev\u00ea a\u00e7\u00f5es de greve que \u201ccertamente impactar\u00e3o as atividades essenciais elencadas, o que evidencia a necessidade de estabelecimento dos limites pleiteados para o movimento grevista\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A AGU ainda pede que seja fixada multa de R$ 500 mil por dia de descumprimento.<\/p>\n\n\n\n<p>B\u00f4nus<\/p>\n\n\n\n<p>No memorial, a AGU afirma que, segundo informa\u00e7\u00f5es da Receita, as reivindica\u00e7\u00f5es da categoria quanto \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o do B\u00f4nus de Efici\u00eancia (ponto principal da mobiliza\u00e7\u00e3o) j\u00e1 foram atendidas quase integralmente, com a regulamenta\u00e7\u00e3o do programa pelo Decreto n\u00ba 11.545, de 2003, pendente apenas a previs\u00e3o de verbas no or\u00e7amento, o que depende de aprova\u00e7\u00e3o de lei que est\u00e1 sendo debatida no Congresso Nacional (Colaborou J\u00e9ssica Sant\u2019Anna).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/21\/agu-entra-com-ao-na-justia-contra-greve-de-auditores-fiscais.ghtml?li_source=LI&amp;li_medium=news-multicontent-widget\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/21\/agu-entra-com-ao-na-justia-contra-greve-de-auditores-fiscais.ghtml?li_source=LI&amp;li_medium=news-multicontent-widget<\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>STJ valida habilitar cr\u00e9dito de recupera\u00e7\u00e3o em moeda estrangeira<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Data: 22\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta ter\u00e7a-feira, 21, a 3\u00aa turma do STJ, por unanimidade, confirmou a decis\u00e3o do TJ\/SP que autorizou a habilita\u00e7\u00e3o de um cr\u00e9dito em uma recupera\u00e7\u00e3o judicial em moeda estrangeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de recurso em que uma metal\u00fargica discute a forma de convers\u00e3o do cr\u00e9dito em moeda estrangeira em moeda nacional no curso da recupera\u00e7\u00e3o judicial. A empresa questiona decis\u00e3o do TJ\/SP que estabeleceu a cota\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito do dia do pagamento da d\u00edvida, e n\u00e3o a data do ajuizamento do pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>A metal\u00fargica argumenta que, de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o vigente, \u00e9 poss\u00edvel concluir que a convers\u00e3o de moeda estrangeira para moeda nacional deve ser feita conforme a taxa de c\u00e2mbio da data do pedido recuperacional.<\/p>\n\n\n\n<p>No voto, o relator, ministro Marco Bellizze, ressaltou que, no contexto de uma recupera\u00e7\u00e3o judicial, \u201co cr\u00e9dito em moeda estrangeira, s\u00f3 se converte para efeito de c\u00e1lculo do poder pol\u00edtico na hora da assembleia, mas ele \u00e9 colocado em moeda estrangeira e ser\u00e1 pago futuramente em moeda estrangeira na forma da lei\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao pedido da empresa para aplicar dispositivo da parte de fal\u00eancias ao caso concreto, S. Exa. rejeitou a pretens\u00e3o para manter o resultado da decis\u00e3o da Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o ministro negou provimento ao recurso para manter a habilita\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito em moeda estrangeira.&nbsp;O colegiado, por unanimidade, acompanhou o entendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo Relacionado:&nbsp;REsp 1.954.441<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/397286\/stj-valida-habilitar-credito-de-recuperacao-em-moeda-estrangeira\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/397286\/stj-valida-habilitar-credito-de-recuperacao-em-moeda-estrangeira<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agenda do STF: Ministros julgam cassa\u00e7\u00e3o de registro de fabricante de cigarros<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) vai retomar nesta semana casos tribut\u00e1rios importantes. Al\u00e9m da disputa bilion\u00e1ria entre varejo e Estados pela data de retomada da cobran\u00e7a do diferencial de al\u00edquotas (Difal) de ICMS, os ministros analisar\u00e3o a possibilidade da cassa\u00e7\u00e3o, pela Receita Federal, do registro de fabricantes de cigarros inadimplentes.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi proposta pelo Partido Trabalhista Crist\u00e3o (PTC), que contesta o poder da Receita Federal de &#8220;cancelamento sum\u00e1rio&#8221; do registro especial dessas empresas (ADI 3952). O relator do caso \u00e9 o ministro Joaquim Barbosa (aposentado).<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, considerou que o cancelamento, pela autoridade fiscal, do registro especial das empresas dedicadas \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o de cigarros h\u00e1 de atender aos crit\u00e9rios da razoabilidade e da proporcionalidade. Para isso, estabeleceu alguns crit\u00e9rios como a necessidade de an\u00e1lise do montante dos d\u00e9bitos tribut\u00e1rios n\u00e3o quitados. O voto foi acompanhado pelas ministras Rosa Weber (aposentada) e C\u00e1rmen L\u00facia e pelo ministro Celso de Mello (aposentado).<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Alexandre de Moraes entende que a empresa deve continuar funcionando at\u00e9 que o secret\u00e1rio da Receita Federal julgue o recurso apresentado por ela. Segundo ele, as condicionantes propostas pelo relator j\u00e1 constam em lei. Os ministros Ricardo Lewandowski (aposentado) e Gilmar Mendes acompanharam essa corrente.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o ministro Luiz Fux votou por manter o cancelamento do registro. Marco Aur\u00e9lio (aposentado) decidiu contra a medida. Os ministros Lu\u00eds Roberto Barroso e Dias Toffoli est\u00e3o impedidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Difal do ICMS<\/p>\n\n\n\n<p>Na quarta-feira, os ministros retomam a discuss\u00e3o sobre o Difal do ICMS. Desde o ano passado, varejo e Estados brigam para definir a data de in\u00edcio das cobran\u00e7as. As empresas entendem que s\u00f3 poderiam ser feitas a partir deste ano. Os Estados defendem o ano de 2022. O impacto estimado do julgamento \u00e9 de R$ 9,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A vota\u00e7\u00e3o, agora no plen\u00e1rio f\u00edsico, ser\u00e1 reiniciada. Por\u00e9m, como o placar estava em cinco a tr\u00eas a favor das empresas no Plen\u00e1rio Virtual, com mais um voto \u2014 se nenhum ministro que j\u00e1 votou mudar de ideia \u2014 ser\u00e1 formada a maioria.<\/p>\n\n\n\n<p>No Plen\u00e1rio Virtual, quando faltava um voto pela cobran\u00e7a a partir deste ano, o julgamento foi suspenso por um pedido de destaque para o plen\u00e1rio f\u00edsico da ministra aposentada Rosa Weber. Na sess\u00e3o de quinta-feira, foram apresentadas na tribuna do Supremo as sustenta\u00e7\u00f5es orais.<\/p>\n\n\n\n<p>O Difal \u00e9 usado para dividir a arrecada\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio eletr\u00f4nico entre o Estado de origem da empresa e o do consumidor. At\u00e9 o ano passado, essa cobran\u00e7a vinha sendo realizada por meio de normas estaduais, com base na Emenda Constitucional n\u00ba 87, de 2015. Mas foi contestada no Judici\u00e1rio por grandes empresas do varejo e declarada inconstitucional pelo STF.<\/p>\n\n\n\n<p>A Corte decidiu que os Estados ficariam impedidos de cobrar o imposto a partir de 2022 se, at\u00e9 essa data, n\u00e3o fosse editada uma lei complementar (LC). Essa lei \u2014 LC n\u00ba 190, de 2022 \u2014 foi aprovada pelo Congresso Nacional no dia 20 de dezembro de 2021, mas sancionada apenas no m\u00eas de janeiro de 2022. Com isso, surgiu a discuss\u00e3o sobre a possibilidade de a cobran\u00e7a ser feita em 2022 ou somente neste ano (ADI 7066, ADI 7078 e ADI 7070).<\/p>\n\n\n\n<p>Terceiriza\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m consta na pauta de quarta-feira um recurso apresentado contra decis\u00e3o em que o Supremo considerou l\u00edcita a terceiriza\u00e7\u00e3o em todas as etapas do processo produtivo, autorizando, portanto, a terceiriza\u00e7\u00e3o da atividade-fim (RE 958252). O recurso questiona a aplica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o para processos que j\u00e1 estavam em andamento, ou conclu\u00eddos, antes do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/26\/agenda-do-stf-ministros-julgam-cassacao-de-registro-de-fabricante-de-cigarros.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/26\/agenda-do-stf-ministros-julgam-cassacao-de-registro-de-fabricante-de-cigarros.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, do STF, pede vista e suspende julgamento sobre pagamentos de precat\u00f3rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Andr\u00e9 Mendon\u00e7a pediu vistas e suspendeu o julgamento virtual do pedido do Executivo para regularizar o pagamento de precat\u00f3rios, que s\u00e3o as d\u00edvidas da Uni\u00e3o reconhecidas em senten\u00e7as judiciais para as quais n\u00e3o cabe recurso. Agora, o ministro tem at\u00e9 90 dias para devolver o que pode inviabilizar o pedido do governo de quitar ainda neste ano a d\u00edvida.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento virtual do STF teve in\u00edcio \u00e0 zero hora e terminaria \u00e0s 23h59. Antes do pedido de vista, o relator da mat\u00e9ria Luiz Fux, tinha acatado parcialmente pedido do Executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele deferiu a abertura de cr\u00e9ditos extraordin\u00e1rios para quita\u00e7\u00e3o dos precat\u00f3rios expedidos nos exerc\u00edcios de 2022, 2023, 2024, 2025 e 2026, quando excedentes do subteto. O presidente do STF, Luis Roberto Barroso, e os ministros Edson Fachin e C\u00e1rmen L\u00facia acompanharam o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao acatar essa parte do pedido, o governo do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) poder\u00e1 pagar R$ 95 bilh\u00f5es do estoque por meio de cr\u00e9dito extraordin\u00e1rio ainda em 2023. Isso significa que a d\u00edvida ser\u00e1 paga fora do limite do teto de gastos e tamb\u00e9m fora do c\u00e1lculo do resultado prim\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o ministro relator n\u00e3o acatou o pleito mais controverso do governo: classificar parte dessas senten\u00e7as como despesas financeiras, o que as deixaria fora dos limites do novo arcabou\u00e7o fiscal e da meta de resultado prim\u00e1rio. A ideia, proposta pelo Minist\u00e9rio da Fazenda, era mudar a metodologia para o pagamento desses d\u00e9bitos, para n\u00e3o comprometer o arcabou\u00e7o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/27\/andre-mendonca-do-stf-pede-vista-e-suspende-julgamento-sobre-pagamentos-de-precatorios.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/27\/andre-mendonca-do-stf-pede-vista-e-suspende-julgamento-sobre-pagamentos-de-precatorios.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ autoriza banco a cobrar s\u00f3cio avalista de empresa em recupera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) proferiu, recentemente, uma importante decis\u00e3o a credores de empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial. Por maioria de votos, a 3\u00aa Turma garantiu a um banco o direito de cobrar d\u00edvida de um s\u00f3cio, apontado como avalista, apesar de o plano de reestrutura\u00e7\u00e3o suspender expressamente esse tipo de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o \u00e9 in\u00e9dita, segundo especialistas. Os ministros deixaram de lado a cl\u00e1usula do plano de recupera\u00e7\u00e3o e levaram em considera\u00e7\u00e3o a S\u00famula n\u00ba 581, editada pelo pr\u00f3prio STJ. O texto diz que \u201ca recupera\u00e7\u00e3o judicial do devedor principal n\u00e3o impede o prosseguimento das execu\u00e7\u00f5es ajuizadas contra terceiros devedores solid\u00e1rios ou coobrigados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo envolve o Grupo Ecovix, do setor de estaleiros, que faz parte da Nova Engevix (REsp 2059464). O plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial foi homologado em 2018. Os cr\u00e9ditos totalizam cerca de R$ 4 bilh\u00f5es. Deste total, mais de R$ 100 milh\u00f5es seriam devidos ao China Construction Bank (CCB), que optou por executar a garantia.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do STJ impacta o mercado de cr\u00e9dito, segundo especialistas. Quando h\u00e1 um avalista ou fiador, dizem, o risco de calote cai, reduzindo os juros dos empr\u00e9stimos. Por\u00e9m, se n\u00e3o h\u00e1 seguran\u00e7a de recebimento por uma dessas partes, a tend\u00eancia \u00e9 contr\u00e1ria, de eleva\u00e7\u00e3o das taxas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos um problema s\u00e9rio de recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito no pa\u00eds justamente por conta da dificuldade de se executar garantias\u201d, afirma o advogado Gabriel de Orleans e Bragan\u00e7a, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio SOB Advogados e representante do China Construction Bank no processo. \u201cSe o risco \u00e9 alto, os juros precisam ser alto tamb\u00e9m. Por isso, quanto mais previsibilide melhor.<\/p>\n\n\n\n<p>O banco cobra empr\u00e9stimo firmado em 2014. Na ocasi\u00e3o, a empresa emitiu c\u00e9dula de cr\u00e9dito banc\u00e1rio e, em garantia ao empr\u00e9stimo, foram cedidas fiduciariamente cotas do Fundo de Investimento em Participa\u00e7\u00f5es RG Estaleiros, pertencentes \u00e0 Ecovix. A Engevix Engenharia foi avalista na opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No processo, a Ecovix tentou diferenciar o que a s\u00famula do STJ veda (supress\u00e3o) do que propunha a cl\u00e1usula do plano de reestrutura\u00e7\u00e3o (suspens\u00e3o). De acordo com a defesa do CCB, contudo, \u201cfalar em suspens\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o das garantias enquanto o plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial \u00e9 cumprido equivale a propor sua supress\u00e3o porque o credor perde o direito de usar garantia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Bragan\u00e7a defende ainda, no processo, que a Lei de Recupera\u00e7\u00e3o Judicial e Fal\u00eancia (n\u00ba 11.101, de 2005) \u00e9 clara em preservar as garantias dos credores coobrigados, independentemente do plano (artigos 59 e 49, par\u00e1grafo I).<\/p>\n\n\n\n<p>Se os ministros tivessem permitido a aplica\u00e7\u00e3o da cl\u00e1usula, as d\u00edvidas poderiam ser convertidas em deb\u00eantures, para serem pagas s\u00f3 ao fim do prazo de 25 anos e com des\u00e1gio de 75%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe a empresa est\u00e1 impondo des\u00e1gio e dizendo que n\u00e3o posso executar a garantia enquanto o plano \u00e9 cumprido, est\u00e1 na pr\u00e1tica suprimindo a garantia\u201d, diz o advogado do banco. Para ele, chamar a medida de \u201csuspens\u00e3o\u201d em vez de \u201csupress\u00e3o\u201d \u00e9 deslealdade processual.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o advogado Rafael de Assis Horn, representante da Ecovix no processo, defendeu, durante o julgamento, que a garantia prestada n\u00e3o \u00e9 absoluta. O princ\u00edpio da preserva\u00e7\u00e3o da empresa e a manuten\u00e7\u00e3o de mais de 2,5 mil empregos diretos no estaleiro, segundo ele, estariam acima do direito dos credores. \u201cExecutar as garantias em discuss\u00e3o geraria a fal\u00eancia da Ecovix e coobrigadas como a Engevix, que \u00e9 do mesmo grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida ainda inviabilizaria o cumprimento do acordo de leni\u00eancia firmado entre a Engevix e a Controladoria-Geral da Uni\u00e3o (CGU), o que seria de interesse p\u00fablico e imprescind\u00edvel para a recupera\u00e7\u00e3o da empresa, de acordo com Horn. \u201cPor isso, mesmo o Minist\u00e9rio P\u00fablico entendeu que o direito do credor n\u00e3o \u00e9 absoluto.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Envolvida na Opera\u00e7\u00e3o Lava-Jato, a empreiteira Engevix, segundo afirmou Horn na sess\u00e3o, faz pagamentos de R$ 3 milh\u00f5es ao ano ao er\u00e1rio referentes a esse acordo, \u201ccom as mesmas garantias que o CCB pretende executar\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado ainda destacou que, na assembleia de credores da recupera\u00e7\u00e3o judicial da Ecovix, detentores de 97% do total de cr\u00e9ditos aceitaram a nova cl\u00e1usula. S\u00f3 o China Construction Bank, possuidor de apenas 3%, discordou. \u201cQuerem usar a garantia para for\u00e7ar o pagamento de um valor imprescind\u00edvel para soerguimento da empresa, quando \u00e9 poss\u00edvel a suspens\u00e3o mantendo inc\u00f3lumes as garantias\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o relator, ministro do STJ Villas B\u00f4as Cueva, destacou que o uso da express\u00e3o \u201csuspens\u00e3o\u201d em vez de \u201csupress\u00e3o\u201d pela empresa em recupera\u00e7\u00e3o judicial seria mera \u201calquimia vernacular\u201d. Com isso, quis dizer que, na pr\u00e1tica, o efeito da supress\u00e3o ou suspens\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o das garantias seria o mesmo, concordando com o China Construction Bank<\/p>\n\n\n\n<p>Para Cueva, a solidez das garantias \u00e9 imprescind\u00edvel. \u201cAquele que recebe garantia tem expectativa de que ser\u00e1 compensado no que vier perder\u201d, afirmou o ministro. \u201cAtento a essa premissa, o legislador optou por deixar as garantias \u00e0 margem dos efeitos do plano de recupera\u00e7\u00e3o judicial\u201d. \u201cAl\u00e9m disso, a efic\u00e1cia da cl\u00e1usula da suspens\u00e3o, tal qual a da supress\u00e3o, est\u00e1 condicionada \u00e0 concord\u00e2ncia do credor\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Rafael Horn, que representa a Ecovix, h\u00e1 a possibilidade de recurso. \u201cEstamos avaliando, principalmente porque hoje temos uma cl\u00e1usula com reda\u00e7\u00e3o diversa da cl\u00e1usula que foi discutida.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo advogados de credores, o julgamento \u00e9 \u201crelevant\u00edssimo\u201d. Para Renata Oliveira e Caio Aranha Saffaro Vieira, respectivamente, s\u00f3cia e advogado da \u00e1rea de reestrutura\u00e7\u00e3o e insolv\u00eancia do Machado Meyer, ficou claro que, no caso de nova\u00e7\u00e3o de cl\u00e1usula do plano de recupera\u00e7\u00e3o, \u201cse o credor n\u00e3o estiver na assembleia ou se opor \u00e0 cl\u00e1usula novada, \u00e9 poss\u00edvel executar o coobrigado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa dos advogados \u00e9 que esse ac\u00f3rd\u00e3o seja um precedente paradigm\u00e1tico, \u201cque vai ser refer\u00eancia daqui para frente\u201d. De acordo com eles, \u201cse reflete no custo do cr\u00e9dito porque quanto maior a previsibilidade, mais c\u00e9lere e eficiente \u00e9 a recupera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/27\/stj-autoriza-banco-a-cobrar-socio-avalista-de-empresa-em-recuperacao.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/27\/stj-autoriza-banco-a-cobrar-socio-avalista-de-empresa-em-recuperacao.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAlS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAIS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 20\/11 a 27\/11 Rescis\u00f3rias abrem novo round na disputa sobre a &#8216;tese do s\u00e9culo&#8217; no Judici\u00e1rio Data: 20\/11\/2023 Contribuinte e Fazenda Nacional vivem hoje um novo round na luta pelos valores decorrentes da inclus\u00e3o do ICMS na base de c\u00e1lculo de PIS e Cofins. 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