{"id":3025,"date":"2023-11-20T14:53:13","date_gmt":"2023-11-20T17:53:13","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3025"},"modified":"2023-11-22T08:00:05","modified_gmt":"2023-11-22T11:00:05","slug":"retrospecto-tributario-13-11-a-20-11","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3025","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 13\/11 a 20\/11"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 13\/11 a 20\/11<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fazenda cogita incluir JCP em proposta que muda tributa\u00e7\u00e3o de grandes empresas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar do calend\u00e1rio apertado de vota\u00e7\u00f5es na C\u00e2mara at\u00e9 o fim do ano, o Minist\u00e9rio da Fazenda ainda quer avan\u00e7ar nas pr\u00f3ximas semanas com a proposta que d\u00e1 fim ao modelo atual de Juros sobre Capital Pr\u00f3prio (JCP), um tipo de remunera\u00e7\u00e3o feita pelas grandes empresas aos seus acionistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Como originalmente sugerido ao Congresso, o texto pode render cerca de R$ 10 bilh\u00f5es \u00e0 Uni\u00e3o no pr\u00f3ximo ano. Essa \u00e9 uma das medidas de arrecada\u00e7\u00e3o necess\u00e1rias para a equipe econ\u00f4mica tentar alcan\u00e7ar o d\u00e9ficit zero em 2024. O JCP permite que a remunera\u00e7\u00e3o aos acionistas seja enquadrada como despesa \u2013 e, assim, abatida do Imposto de Renda (IR) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL).<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia do governo ao mirar esse instrumento \u00e9 atacar o planejamento tribut\u00e1rio agressivo feito por empresas de grande porte da chamada economia real para pagar menos tributos. A equipe econ\u00f4mica argumenta que o uso do mecanismo foi desvirtuado e deve ser extinto.<\/p>\n\n\n\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o de l\u00edderes partid\u00e1rios da C\u00e2mara, por\u00e9m, \u00e9 de que n\u00e3o h\u00e1 mais tempo h\u00e1bil para avan\u00e7ar com mudan\u00e7as no JCP em 2023. Um l\u00edder do Congresso respondeu com um \u201csem chance\u201d ao ser perguntado sobre a possibilidade de vota\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 o fim do ano, os deputados devem analisar as mudan\u00e7as feitas pelo Senado na reforma tribut\u00e1ria, a proposta que muda a tributa\u00e7\u00e3o da chamada subven\u00e7\u00e3o do ICMS, projetos da \u201cagenda verde\u201d abra\u00e7ados pelo presidente da C\u00e2mara, Arthur Lira (Progressistas-AL), e o Or\u00e7amento.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo apurou a reportagem, integrantes da Fazenda t\u00eam falado com parlamentares para tentar um sinal verde \u00e0 pauta do JCP ainda em 2023. No entanto, o pr\u00f3prio l\u00edder do governo na C\u00e2mara, Jos\u00e9 Guimar\u00e3es (PT-CE), disse que a MP da subven\u00e7\u00e3o do ICMS seria a \u00faltima pauta da equipe econ\u00f4mica neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das op\u00e7\u00f5es avaliadas agora \u00e9 incluir o tema justamente na proposta que altera a tributa\u00e7\u00e3o sobre os incentivos fiscais de ICMS, a pr\u00f3xima na fila de vota\u00e7\u00f5es. A MP limita a possibilidade de as empresas deduzirem incentivos fiscais concedidos pelos Estados dos tributos federais.<\/p>\n\n\n\n<p>Tentativa<\/p>\n\n\n\n<p>A estrat\u00e9gia n\u00e3o seria in\u00e9dita. O governo j\u00e1 tentou emplacar o fim do abatimento do JCP na tributa\u00e7\u00e3o de fundos de alta renda, mas a ideia n\u00e3o prosperou.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde ent\u00e3o, por\u00e9m, o debate avan\u00e7ou, embora o modelo alternativo ao sistema atual do JCP ainda esteja em discuss\u00e3o. \u00c0 reportagem, uma pessoa da equipe econ\u00f4mica disse que o objetivo \u00e9 \u201ccorrigir\u201d os problemas que envolvem o instrumento \u2013 e nenhum caminho estaria descartado. Nesse sentido, a ado\u00e7\u00e3o de um modelo similar ao europeu, com o uso do ACE (sigla para Allowance for Corporate Equity), continua a ser uma das op\u00e7\u00f5es analisadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, o PL enviado pelo governo sobre o assunto est\u00e1 parado, sem relatoria definida. Para avan\u00e7ar com o tema dentro da proposta que trata das subven\u00e7\u00f5es fiscais, o Planalto ainda precisa de uma defini\u00e7\u00e3o sobre como essa proposta tramitar\u00e1. Isso porque o Congresso ainda n\u00e3o decidiu se as novas regras para tributa\u00e7\u00e3o dos incentivos de ICMS ser\u00e3o analisadas por medida provis\u00f3ria, como prefere a Fazenda, ou projeto de lei.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\" https:\/\/www.infomoney.com.br\/politica\/fazenda-cogita-incluir-jcp-em-proposta-que-muda-tributacao-de-grandes-empresas\/\"> https:\/\/www.infomoney.com.br\/politica\/fazenda-cogita-incluir-jcp-em-proposta-que-muda-tributacao-de-grandes-empresas\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>PGFN facilitar\u00e1 o acesso a pareceres tribut\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Textos ser\u00e3o divididos por temas e disponibilizados em portal pr\u00f3prio. Hoje, contribuintes podem ter dificuldade em encontrar os pareceres<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/pgfn\">PGFN<\/a>) facilitar\u00e1 o acesso aos pareceres produzidos por suas equipes. Os textos \u2014 que passam da casa dos mil \u2014 ficar\u00e3o dispon\u00edveis em um portal, que ser\u00e1 lan\u00e7ado na pr\u00f3xima quarta-feira (22\/11).<\/p>\n\n\n\n<p>A medida \u00e9 vista como positiva, por trazer mais transpar\u00eancia \u00e0 atividade da procuradoria. Hoje, apesar de os pareceres serem p\u00fablicos, interessados encontram dificuldades para encontr\u00e1-los. O acesso aos pareceres poder\u00e1 auxiliar, por exemplo, em situa\u00e7\u00f5es em que \u00f3rg\u00e3os do Executivo Federal \u2014 como PGFN e Receita \u2014 adotam posicionamentos distintos sobre o mesmo assunto, ou quando algum procurador toma uma atitude que contraria o entendimento da pr\u00f3pria PGFN.<\/p>\n\n\n\n<p>O lan\u00e7amento do portal com os pareceres \u00e9 uma iniciativa da PGFN no \u00e2mbito da C\u00e2mara de Promo\u00e7\u00e3o de Seguran\u00e7a Jur\u00eddica no Ambiente de Neg\u00f3cios. Regulamentada pela Portaria da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) 110\/23, a c\u00e2mara tem como objetivos, entre outros, prevenir e reduzir a litigiosidade e facilitar a articula\u00e7\u00e3o entre \u00f3rg\u00e3os e entidades da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o assessor tribut\u00e1rio do advogado-geral da Uni\u00e3o, Leonardo Alvim, todos os pareceres n\u00e3o sigilosos ser\u00e3o publicizados, e ser\u00e1 poss\u00edvel a consulta a partir dos seus temas. Alvim destaca que a disponibiliza\u00e7\u00e3o dos textos \u00e9 uma estrat\u00e9gia para a harmoniza\u00e7\u00e3o de entendimentos. \u201cHoje temos falta de harmonia, \u00e0s vezes, entre pareceres ou entendimentos jur\u00eddicos da PGFN com consultorias jur\u00eddicas de outros minist\u00e9rios, que n\u00e3o o Minist\u00e9rio da Fazenda. Ou eventualmente entre a PGFN e a Receita Federal. Para que isso n\u00e3o aconte\u00e7a mais, os contribuintes v\u00e3o poder trazer [o assunto] para o comit\u00ea tribut\u00e1rio [da C\u00e2mara de Promo\u00e7\u00e3o de Seguran\u00e7a Jur\u00eddica no Ambiente de Neg\u00f3cios]\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia, segundo Alvim, \u00e9 que haja alinhamento entre os \u00f3rg\u00e3os, e os contribuintes conhe\u00e7am o entendimento da Uni\u00e3o sobre os temas. Caso n\u00e3o haja consenso, \u00e9 poss\u00edvel \u00e0 AGU redigir um parecer e submeter \u00e0 presid\u00eancia da Rep\u00fablica.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando assinados pelo procurador-geral da Fazenda Nacional, os pareceres da PGFN s\u00e3o vinculantes aos procuradores. A disponibiliza\u00e7\u00e3o, assim, poder\u00e1 ser \u00fatil para a identifica\u00e7\u00e3o de eventuais posicionamentos de integrantes da procuradoria que contrariem a posi\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria PGFN. Ainda, de acordo com Alvim, ser\u00e1 mais f\u00e1cil identificar a exist\u00eancia de pareceres contradit\u00f3rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pareceres s\u00e3o feitos, em geral, como resposta a consultas feitas por unidades da PGFN ou por \u00f3rg\u00e3os do Minist\u00e9rio da Fazenda. Atualmente, entretanto, o caminho para chegar at\u00e9 eles pode n\u00e3o ser simples. \u201cOs pareceres que s\u00e3o p\u00fablicos, se o contribuinte fizer pedido via Lei de Acesso \u00e0 Informa\u00e7\u00e3o, ou se ele procurar por palavras, \u00e9 poss\u00edvel que ele encontre. Mas os pareceres hoje n\u00e3o s\u00e3o indexados por temas\u201d, afirma Alvim.<\/p>\n\n\n\n<p>A iniciativa \u00e9 alvo de elogios por tributaristas ouvidos pelo&nbsp;JOTA. \u201cA transpar\u00eancia sempre \u00e9 uma medida necess\u00e1ria. Por mais que n\u00e3o concordemos com algumas posi\u00e7\u00f5es da Fazenda, \u00e9 melhor saber as raz\u00f5es, a fundamenta\u00e7\u00e3o de suas decis\u00f5es, do que navegar no escuro\u201d, define a advogada Cristiane Romano, s\u00f3cia do Machado Meyer Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a advogada Maysa Pittondo, s\u00f3cia da CPMG Advocacia e da Numeris Consultoria, salienta que a disponibiliza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 \u00fatil para identificar, por exemplo, as situa\u00e7\u00f5es em que, frente \u00e0 jurisprud\u00eancia pacificada sobre um determinado tema, a PGFN optou por n\u00e3o recorrer, ou para entender a interpreta\u00e7\u00e3o da procuradoria dos precedentes do STJ ou do STF tomados em recursos repetitivos ou repercuss\u00e3o geral. \u201c[A divulga\u00e7\u00e3o] gera seguran\u00e7a e confian\u00e7a na informa\u00e7\u00e3o de quais s\u00e3o os parecer vigentes\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto de sistematiza\u00e7\u00e3o dos pareceres ser\u00e1 lan\u00e7ado em 22 de novembro, quando a C\u00e2mara de Promo\u00e7\u00e3o de Seguran\u00e7a Jur\u00eddica no Ambiente de Neg\u00f3cios ser\u00e1 oficialmente iniciada. Participar\u00e3o do evento de lan\u00e7amento, al\u00e9m da procuradora-geral da Fazenda Nacional, Anelize Ruas Almeida, o advogado-geral da Uni\u00e3o, Jorge Messias e a secret\u00e1ria-geral de consultoria da AGU, Clarice Calixto, que tamb\u00e9m ocupa o cargo de presidente da c\u00e2mara.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo dia, a PGFN ouvir\u00e1 entidades sobre os temas que poder\u00e3o, futuramente, ser objeto de transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. Paralelamente, h\u00e1 uma consulta p\u00fablica aberta em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 transa\u00e7\u00e3o de casos envolvendo a cobran\u00e7a de IRPJ e CSLL sobre lucros de controladas no exterior. A data final para a apresenta\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00f5es, que originalmente era 14 de novembro, foi prorrogada para 17 de novembro.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\" https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/coluna-barbara-mengardo\/pgfn-facilitara-o-acesso-a-pareceres-tributarios-16112023\"> https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/coluna-barbara-mengardo\/pgfn-facilitara-o-acesso-a-pareceres-tributarios-16112023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita desconsidera decis\u00e3o do STJ sobre a exclus\u00e3o dos cr\u00e9ditos presumidos da base do IRPJ e CSLL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data:16\/11\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00e9ditos presumidos de ICMS n\u00e3o podem ser inclu\u00eddos nas bases de c\u00e1lculo do IRPJ e CSLL. Esse entendimento foi fixado pela Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a ao julgar embargos de diverg\u00eancia (EREsp 1517492) nos quais a Fazenda Nacional defendia a validade da inclus\u00e3o do ICMS na base de c\u00e1lculo dos tributos. Por maioria, o colegiado entendeu que a tributa\u00e7\u00e3o, pela Uni\u00e3o, de valores correspondentes a incentivos fiscais geraria est\u00edmulo \u00e0 competi\u00e7\u00e3o indireta com um estado-membro, em viola\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios da coopera\u00e7\u00e3o e da igualdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o STJ vem decidindo reiteradamente que, quanto \u00e0s altera\u00e7\u00f5es do art. 30 da Lei 12.973\/2014 introduzidas pela LC 160\/2017,&nbsp;\u201ca superveni\u00eancia de lei, determinando a qualifica\u00e7\u00e3o do incentivo fiscal estadual como subven\u00e7\u00e3o de investimentos, n\u00e3o tem aptid\u00e3o para alterar a conclus\u00e3o de que a tributa\u00e7\u00e3o federal do cr\u00e9dito presumido de ICMS representa viola\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpio&nbsp;federativo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em outras palavras, o STJ deixou claro in\u00fameras vezes que os cr\u00e9ditos presumidos de ICMS n\u00e3o se submetem aos ditames da Lei Complementar 160.2017. Aqui se cita apenas um precedente para relembrar:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTRIBUT\u00c1RIO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. CR\u00c9DITO PRESUMIDO DE ICMS. INCLUS\u00c3O. BASES DE C\u00c1LCULO DO IRPJ E DA CSLL. IMPOSSIBILIDADE. SUPERVENI\u00caNCIA DA LC N. 160\/2017. INAPLICABILIDADE.<\/p>\n\n\n\n<p>A Primeira Se\u00e7\u00e3o desta Corte, por ocasi\u00e3o do julgamento do EREsp 1.517.492\/PR, pacificou o entendimento da n\u00e3o inclus\u00e3o do cr\u00e9dito presumido de ICMS nas bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, ao fundamento de que a incid\u00eancia de tributo federal sobre o incentivo fiscal de ICMS ofenderia o princ\u00edpio federativo.<\/p>\n\n\n\n<p>A superveni\u00eancia da LC n. 160\/2017, que promoveu altera\u00e7\u00e3o no art. 30 da Lei n. 12.973\/2014, e passou a enquadrar o incentivo fiscal estadual como subven\u00e7\u00e3o para investimento, n\u00e3o tem o cond\u00e3o de alterar o entendimento desta Corte de que a tributa\u00e7\u00e3o federal do cr\u00e9dito presumido de ICMS representa viola\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio federativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Agravo interno a que se nega provimento.\u201d&nbsp;(AgInt no REsp 1802273\/RS, Rel. Ministro OG FERNANDES, SEGUNDA TURMA, julgado em 09\/03\/2021, DJe 18\/03\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, ao julgar o Recurso Especial n\u00ba 1945110 \u2013 RS que tratava da inclus\u00e3o de benef\u00edcios fiscais da base de c\u00e1lculo do IRPJ e CSLL sob o sistema de recursos repetitivos, o STJ decidiu o seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cImposs\u00edvel excluir os benef\u00edcios fiscais relacionados ao ICMS, \u2013 tais como redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo, redu\u00e7\u00e3o de al\u00edquota, isen\u00e7\u00e3o, diferimento, entre outros \u2013 da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, salvo quando atendidos os requisitos previstos em lei (art. 10, da Lei Complementar n. 160\/2017 e art. 30, da Lei n. 12.973\/2014),&nbsp;n\u00e3o se lhes aplicando o entendimento firmado no ERESP 1.517.492\/PR que excluiu o cr\u00e9dito presumido de ICMS das bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Vale dizer, nesse julgamento foi ressalvada diversas vezes a aplica\u00e7\u00e3o da LC 160.2017 para o cr\u00e9dito presumido de ICMS<\/p>\n\n\n\n<p>E no ac\u00f3rd\u00e3o no sistema de repetitivos ficou decidido:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u2026acordam os&nbsp;Ministros da Primeira Se\u00e7\u00e3o, por unanimidade, conhecer parcialmente do recurso e, nesta parte, dar-lhe parcial provimento para determinar o retorno dos autos \u00e0 origem, a fim de que seja verificado o cumprimento das condi\u00e7\u00f5es e requisitos previstos em lei para a exclus\u00e3o da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL dos demais benef\u00edcios fiscais de ICMS,&nbsp;que n\u00e3o seja o cr\u00e9dito presumido,&nbsp;dentro dos limites cognitivos que a demanda judicial comporte (mandado de seguran\u00e7a), nos termos do voto do Sr. Ministro Relator\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o obstante isso, recentemente a Receita Federal publicou a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 253, de 25 de outubro de 2023, &nbsp;DOU de 30\/10\/2023, deixando de aplicar o entendimento do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Receita Federal, \u201cAs decis\u00f5es proferidas pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a passam a ter efeito vinculante para a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil a partir da elabora\u00e7\u00e3o de manifesta\u00e7\u00e3o pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, nos termos da Lei n\u00ba 10.522, de 19 de julho de 2002.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em vista disso, continua professando o entendimento que os cr\u00e9ditos presumidos somente podem ser exclu\u00eddos da base do IRPJ e CSLL se foram concedidos para a implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimentos econ\u00f4micos.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, segundo a solu\u00e7\u00e3o de consulta:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201ca concess\u00e3o como est\u00edmulo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimentos econ\u00f4micos \u00e9 um dos requisitos indispens\u00e1veis para que se possa aplicar as disposi\u00e7\u00f5es do art. 30 da Lei n\u00ba 12.973, de 2014. Trata-se de condi\u00e7\u00e3o, cuja aus\u00eancia e\/ou descumprimento impede a exclus\u00e3o de montantes das bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, independentemente da forma de recebimento da subven\u00e7\u00e3o para investimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Por conseguinte, face \u00e0 inafastabilidade do requisito relativo \u00e0 \u201cconcess\u00e3o como est\u00edmulo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o\u201d fica, de plano, impossibilitada a aplica\u00e7\u00e3o do tratamento tribut\u00e1rio previsto no art. 30 da Lei n\u00ba 12.973, de 2014, ao incentivos ou benef\u00edcios fiscais e financeiros fiscais concedidos de maneira incondicionada, de forma gratuita ou sem nenhum \u00f4nus ou dever ao subvencionado, ou ainda \u00e0queles concedidos sob condi\u00e7\u00e3o n\u00e3o relacionada \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimentos econ\u00f4micos&nbsp;nos termos do art. 1\u00ba, \u00a7 3\u00ba, IX, da Lei n\u00ba&nbsp;10.833, de 29 de dezembro de 2003. Para tal, deve-se observar a necessidade de que a subven\u00e7\u00e3o tenha sido concedida como est\u00edmulo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimento econ\u00f4mico de que trata o art. 30 da Lei n\u00ba&nbsp;12.973, de 2014.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Assim, para assegurar o entendimento do STJ quanto aos cr\u00e9ditos presumidos, as empresas dever\u00e3o continuar judicializando a quest\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2023\/11\/receita-desconsidera-decisao-do-stj-sobre-a-exclusao-dos-creditos-presumidos-da-base-do-irpj-e-csll\/\">https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2023\/11\/receita-desconsidera-decisao-do-stj-sobre-a-exclusao-dos-creditos-presumidos-da-base-do-irpj-e-csll\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fazenda sugere para Lula veto total \u00e0 desonera\u00e7\u00e3o da folha<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 17\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda decidiu recomendar o veto total do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei que prorroga a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento para 17 setores da economia e estende o benef\u00edcio para prefeituras de munic\u00edpios com at\u00e9 142,6 mil habitantes.<\/p>\n\n\n\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o da equipe do ministro Fernando Haddad j\u00e1 foi encaminhada ao Pal\u00e1cio do Planalto. Lula tem at\u00e9 quinta-feira (23) para vetar ou sancionar o projeto.<\/p>\n\n\n\n<p>A prorroga\u00e7\u00e3o por quatro anos da desonera\u00e7\u00e3o da folha, que expira em 31 de dezembro, foi aprovada com folga pelo Congresso. Na C\u00e2mara dos Deputados, foram 430 votos a favor e apenas 17 contra. No Senado, a vota\u00e7\u00e3o foi simb\u00f3lica \u2014 tamanho o n\u00edvel de apoio \u00e0 proposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, o pr\u00f3prio governo avalia que um veto presidencial tem alto risco de ser derrubado pelo Congresso. Na tramita\u00e7\u00e3o do projeto, Haddad pediu aos parlamentares que deixassem o debate sobre a desonera\u00e7\u00e3o para uma segunda fase da reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A desonera\u00e7\u00e3o da folha substitui a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal, de 20% sobre a folha de sal\u00e1rios, por al\u00edquotas de 1% a 4,5% sobre a receita bruta das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os 17 segmentos contemplados pelo projeto da desonera\u00e7\u00e3o da folha s\u00e3o: cal\u00e7ados, call center, comunica\u00e7\u00e3o, confec\u00e7\u00e3o e vestu\u00e1rio, constru\u00e7\u00e3o civil, empresas de constru\u00e7\u00e3o e obras de infraestrutura, couro, fabrica\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos e carrocerias, m\u00e1quinas e equipamentos, prote\u00edna animal, t\u00eaxtil, tecnologia da informa\u00e7\u00e3o, tecnologia de comunica\u00e7\u00e3o, projeto de circuitos integrados, transporte metroferrovi\u00e1rio de passageiros, transporte rodovi\u00e1rio coletivo e transporte rodovi\u00e1rio de cargas.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, durante a tramita\u00e7\u00e3o do projeto, foi inclu\u00edda e aprovada uma emenda que estende o benef\u00edcio para servidores de munic\u00edpios com at\u00e9 142,6 mil habitantes. Nesse caso, as prefeituras passam a recolher 8% de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, em vez dos 20% atuais.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-cnn-brasil wp-block-embed-cnn-brasil\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"oyTujLwucM\"><a href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/fazenda-sugere-para-lula-veto-total-a-desoneracao-da-folha\/\">Fazenda sugere para Lula veto total \u00e0 desonera\u00e7\u00e3o da folha<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Fazenda sugere para Lula veto total \u00e0 desonera\u00e7\u00e3o da folha&#8221; &#8212; CNN Brasil\" src=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/fazenda-sugere-para-lula-veto-total-a-desoneracao-da-folha\/embed\/#?secret=crYmnG9MBQ#?secret=oyTujLwucM\" data-secret=\"oyTujLwucM\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF: Maioria nega pedido de contribuintes para reduzir impacto da \u2018quebra\u2019 de decis\u00f5es definitivas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de seis votos contra as empresas, julgamento foi suspenso por pedido de vista.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido dos contribuintes para reduzir o impacto em uma das decis\u00f5es tribut\u00e1rias mais relevantes de 2023: a que permitiu a \u201cquebra\u201d de senten\u00e7as definitivas. O pedido era para fossem impedidas cobran\u00e7as retroativas, o que foi rejeitado hoje por seis dos julgadores. Por\u00e9m, ap\u00f3s a obten\u00e7\u00e3o de maioria de votos, a sess\u00e3o foi suspensa por pedido de vista do ministro Dias Toffoli.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem outras duas linhas de voto. O ministro Luiz Fux aceita o pedido dos contribuintes e o ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a aceita em parte \u2014 os valores do passado poderiam ser cobrados, mas seriam exclu\u00eddas as multas punitiva e de mora. O ministro Edson Fachin seguiu o voto de Fux, mas j\u00e1 declarou que, se ficar vencido, acompanha o entendimento de Mendon\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No pedido (embargos de declara\u00e7\u00e3o), os contribuintes afirmam que a decis\u00e3o, da forma como est\u00e1, provoca um rombo de bilh\u00f5es de reais. Ficou definido pelo STF, em fevereiro, que senten\u00e7as tribut\u00e1rias dadas como definitivas deixam de ter efeito sempre que houver um julgamento posterior dos ministros em sentido contr\u00e1rio (RE 955227 e RE 949297).<\/p>\n\n\n\n<p>O caso que est\u00e1 em discuss\u00e3o no STF trata da cobran\u00e7a de CSLL, que foi declarada constitucional em 2007. A a\u00e7\u00e3o, analisada pelos ministros, foi proposta por contribuinte que obteve, em 1992, tr\u00e2nsito em julgado \u2014 a chamada \u201ccoisa julgada\u201d \u2014 para afastar a tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, os ministros analisam se a \u201cquebra da coisa julgada\u201d vale desde 2007, quando o STF julgou o tema, ou desde fevereiro deste ano, quando ficou definido que essas decis\u00f5es deveriam ser revisadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem contribuintes que vinham sendo cobrados pela Receita Federal desde 2007 e optaram por discutir a quest\u00e3o nas esferas administrativa ou judicial, por entenderem que estavam amparados por senten\u00e7as definitivas. A decis\u00e3o do STF pode validar essas cobran\u00e7as. Por isso, a preocupa\u00e7\u00e3o por parte das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento, por\u00e9m, o relator, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, afirmou que se o entendimento \u201cprejudica\u201d o contribuinte no caso concreto, em outras situa\u00e7\u00f5es lhe pode ser favor\u00e1vel. \u201cA partir da publica\u00e7\u00e3o da ata de 2007 n\u00e3o havia mais d\u00favida que o tributo era devido\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro votou para rejeitar todos os pedidos dos contribuintes. A ministra Rosa Weber, que se aposentou em outubro, deixou, no Plen\u00e1rio Virtual, voto no mesmo sentido. E, na sess\u00e3o de hoje, o entendimento do relator foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e C\u00e1rmen L\u00facia \u2014 os dois \u00faltimos anteciparam os votos.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes de pedir vista, o ministro Dias Toffoli destacou que a discuss\u00e3o n\u00e3o envolve apenas o caso concreto. Ter\u00e1 efeito, acrescentou, sobre diversos casos julgados pelo STF em repercuss\u00e3o geral. O ministro citou pelo menos 13 temas analisados pela Corte.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAo julgarmos por repercuss\u00e3o geral essa quest\u00e3o do tr\u00e2nsito em julgado sem ter por base uma decis\u00e3o que tenha sido dada em repercuss\u00e3o geral, n\u00f3s estaremos contribuindo para uma inseguran\u00e7a jur\u00eddica\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a advogada Maria Andr\u00e9ia dos Santos, s\u00f3cia do Machado Associados, o voto de Mendon\u00e7a fez suscitar no ministro Barroso a possibilidade de reduzir o impacto por meio do afastamento pelo menos de multa punitiva \u2014 mantendo-se a morat\u00f3ria. Apesar dos votos proferidos, acrescenta, o tema permanece em aberto.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/16\/stf-maioria-nega-pedido-de-contribuintes-para-reduzir-impacto-da-quebra-de-decisoes-definitivas.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/16\/stf-maioria-nega-pedido-de-contribuintes-para-reduzir-impacto-da-quebra-de-decisoes-definitivas.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Decreto que limitou dedu\u00e7\u00e3o do vale-refei\u00e7\u00e3o no IRPJ \u00e9 ilegal, julga STJ<\/strong><br>Data: 17\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Ao limitar a dedu\u00e7\u00e3o no Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) dos valores gastos pelas empresas com o Programa de Alimenta\u00e7\u00e3o ao Trabalhador (PAT), o Decreto 10.854\/2021 ultrapassou os limites do poder regulamentar e se tornou ilegal.<\/p>\n\n\n\n<p>Programa de Alimenta\u00e7\u00e3o ao Trabalhador autorizou dedu\u00e7\u00e3o do IRPJ de valores investidos pelas empresas<\/p>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 da 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que decidiu manter o ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 5\u00aa Regi\u00e3o que derrubou as restri\u00e7\u00f5es impostas pelo governo brasileiro para dedu\u00e7\u00e3o do lucro tribut\u00e1vel de uma empresa de servi\u00e7os de atendimento telef\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<p>A pessoa jur\u00eddica tem direito a dedu\u00e7\u00f5es porque aderiu ao Programa de Alimenta\u00e7\u00e3o do Trabalhador, cujo objetivo \u00e9 melhorar as condi\u00e7\u00f5es nutricionais dos trabalhadores brasileiros. Ele foi criado pela Lei 6.321\/1976.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem adere ao PAT pode deduzir do lucro tribut\u00e1vel o dobro das despesas com o programa, desde respeitadas algumas limita\u00e7\u00f5es. A dedu\u00e7\u00e3o n\u00e3o pode ultrapassar 5% do valor do lucro tribut\u00e1vel e 10%, quando acumulada com a dedu\u00e7\u00e3o de que trata a Lei 6.297\/1975.<\/p>\n\n\n\n<p>A regulamenta\u00e7\u00e3o da lei que criou o PAT foi feita pelo Decreto 9.580\/2018. Em 2021, o governo Bolsonaro alterou essa norma por meio do Decreto 10.854\/2021, ao incluir limita\u00e7\u00f5es n\u00e3o previstas para a dedu\u00e7\u00e3o dos valores referentes ao que foi investido no programa.<\/p>\n\n\n\n<p>A dedu\u00e7\u00e3o passou a valer apenas em rela\u00e7\u00e3o aos valores gastos pela empresa com os trabalhadores que recebem at\u00e9 5 sal\u00e1rios m\u00ednimos. Com isso, buscou atender o objetivo do PAT, de prioridade para o atendimento aos trabalhadores de baixa renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Para quem recebe mais, s\u00f3 seria poss\u00edvel deduzir caso haja servi\u00e7o pr\u00f3prio de refei\u00e7\u00f5es ou de distribui\u00e7\u00e3o de alimentos por meio de entidades fornecedoras de alimenta\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a dedu\u00e7\u00e3o no IRPJ s\u00f3 seria aplic\u00e1vel \u00e0 parcela do benef\u00edcio que corresponder ao valor de, no m\u00e1ximo, um sal\u00e1rio-m\u00ednimo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o TRF-5, o decreto mudou o delineamento do benef\u00edcio fiscal e extrapolou os limites da mera atividade regulamentar, criando estri\u00e7\u00f5es n\u00e3o previstas pelo legislador. Ao STJ, a Fazenda Nacional defendeu a legalidade da regulamenta\u00e7\u00e3o feita.<\/p>\n\n\n\n<p>Relator, o ministro Mauro Campbell observou que ato infralegal n\u00e3o pode restringir, ampliar ou alterar direitos decorrentes de lei. Em vez disso, \u00e9 a lei que estabelece as diretrizes para que o poder administrativo crie a norma de regulamenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe o Poder P\u00fablico identificou a necessidade de realizar corre\u00e7\u00f5es no programa h\u00e1 que faz\u00ea-lo pelo caminho jur\u00eddico adequado e n\u00e3o improvisar via comandos normativos de hierarquia inferior, conduta j\u00e1 recha\u00e7ada em abund\u00e2ncia pela jurisprud\u00eancia\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua an\u00e1lise, a lei que criou o PAT n\u00e3o permite que, sob pretexto de priorizar os trabalhadores de baixa renda, sejam exclu\u00eddos direitos j\u00e1 estabelecidos em rela\u00e7\u00e3o aos demais. A vota\u00e7\u00e3o na 2\u00aa Turma do STJ foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.088.361<\/p>\n\n\n\n<p><em> <a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-17\/decreto-que-limitou-deducao-do-vale-refeicao-no-irpj-e-ilegal-julga-stj\/#:~:text=Ao%20limitar%20a%20dedu%C3%A7%C3%A3o%20no,regulamentar%20e%20se%20tornou%20ilegal.\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-17\/decreto-que-limitou-deducao-do-vale-refeicao-no-irpj-e-ilegal-julga-stj\/#:~:text=Ao%20limitar%20a%20dedu%C3%A7%C3%A3o%20no,regulamentar%20e%20se%20tornou%20ilegal.<\/a><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cade e CGU firmam acordo para aumentar efici\u00eancia na investiga\u00e7\u00e3o de cart\u00e9is<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/11\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assinatura do Acordo de Coopera\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica ocorreu na sexta-feira (10\/11), durante semin\u00e1rio promovido pelo Ibrac.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma parceria que possibilitar\u00e1 uma atua\u00e7\u00e3o integrada e mais&nbsp;efici\u00eancia nas investiga\u00e7\u00f5es relacionadas a cart\u00e9is. Esse foi o objetivo do Acordo de Coopera\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica (ACT) firmado entre o Conselho Administrativo de Defesa Econ\u00f4mica (Cade) e a Controladoria-Geral da Uni\u00e3o (CGU) na sexta-feira (10\/11). O termo foi assinado pelo presidente do Cade, Alexandre Cordeiro, e pelo ministro da CGU, Vin\u00edcius de Carvalho.<\/p>\n\n\n\n<p>O ACT entre os dois \u00f3rg\u00e3os permitir\u00e1 o aperfei\u00e7oamento dos fluxos de trabalho que envolvam condutas que possam ser investigadas e punidas pelas duas autoridades. Tamb\u00e9m possibilita o compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es e bases de dados.<\/p>\n\n\n\n<p>O acordo foi assinado durante o painel \u201cIntegridade e Concorr\u00eancia: Sinergias entre a CGU e o Cade no Combate a Cart\u00e9is em Licita\u00e7\u00f5es\u201d, que encerrou o 29\u00ba Semin\u00e1rio Internacional de Defesa da Concorr\u00eancia. O evento foi promovido pelo Instituto Brasileiro de Estudos de Concorr\u00eancia, Consumo e Com\u00e9rcio Internacional (Ibrac).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do presidente do Cade, participaram do semin\u00e1rio o superintendente-geral, Alexandre Barreto; o conselheiro Victor Fernandes; os superintendentes-adjuntos, Diogo Thomson e Fernanda Machado; o procurador do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal junto ao Cade, Waldir Alves; a procuradora-chefe da autarquia, Juliana Domingues; a economista-chefe, L\u00edlian Marques; o economista-chefe adjunto, Ricardo Medeiros e a coordenadora-geral de An\u00e1lise Antitruste, Carolina Fontes.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/cade\/pt-br\/assuntos\/noticias\/cade-e-cgu-firmam-acordo-para-aumentar-eficiencia-na-investigacao-de-carteis#:~:text=Uma%20parceria%20que%20possibilitar%C3%A1%20uma,feira%20(10%2F11).\">https:\/\/www.gov.br\/cade\/pt-br\/assuntos\/noticias\/cade-e-cgu-firmam-acordo-para-aumentar-eficiencia-na-investigacao-de-carteis#:~:text=Uma%20parceria%20que%20possibilitar%C3%A1%20uma,feira%20(10%2F11).<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de consulta n\u00b0 285, de 10 de novembro de 2023<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/11\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assunto: Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social &#8211; Cofins<br>REGIME ESPECIAL TRIBUT\u00c1RIO PARA A IND\u00daSTRIA DE DEFESA &#8211; RETID. BENS E SERVI\u00c7OS UTILIZADOS POR FORNECEDORA NA PRODU\u00c7\u00c3O DE BENS DE DEFESA ACABADOS OU NA MANUTEN\u00c7\u00c3O, CONSERVA\u00c7\u00c3O, MODERNIZA\u00c7\u00c3O, REPARO, REVIS\u00c3O E CONVERS\u00c3O DESTES BENS. POSSIBILIDADE DE AQUISI\u00c7\u00c3O COM SUSPENS\u00c3O.<br>N\u00e3o h\u00e1 dispositivo na legisla\u00e7\u00e3o que exclua dos benef\u00edcios do Retid a fornecedora que produza ou desenvolva ela mesma os bens de defesa acabados. O art. 3\u00ba&nbsp;do Decreto n\u00ba&nbsp;8.122, de 2013, exige apenas que os bens adquiridos com suspens\u00e3o sejam empregados ou utilizados de acordo com seu \u00a7 2\u00ba. E o art. 4\u00ba&nbsp;do mesmo decreto exige apenas que os servi\u00e7os adquiridos com suspens\u00e3o sejam empregados ou utilizados nas destina\u00e7\u00f5es a que se referem os incisos I a III do caput do art. 2\u00ba. Em ambos os casos inclui o emprego ou a utiliza\u00e7\u00e3o dos bens e servi\u00e7os adquiridos com suspens\u00e3o na industrializa\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o ou desenvolvimento de bens de defesa nacional.<br>O art. 2\u00ba, I, e art. 3\u00ba, \u00a72\u00ba, I, do Decreto n\u00ba&nbsp;8.122, de 2013, indicam que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que os bens e servi\u00e7os adquiridos com suspens\u00e3o sejam utilizados apenas como insumos na produ\u00e7\u00e3o ou no desenvolvimento dos bens de defesa nacional, podendo tamb\u00e9m serem utilizados na manuten\u00e7\u00e3o, conserva\u00e7\u00e3o, moderniza\u00e7\u00e3o, reparo, revis\u00e3o, convers\u00e3o destes bens.<br>FORMAS DE TRIBUTA\u00c7\u00c3O DE BENS E SERVI\u00c7OS NAS VENDAS EFETUADOS POR EMPRESA FORNECEDORA.<br>\u00c9 permitida a venda de bens ou servi\u00e7os citados no art. 2\u00ba, I a III, e art. 4\u00ba&nbsp;do Decreto n\u00ba&nbsp;8.122, de 2013, com suspens\u00e3o da exig\u00eancia, se esta for efetuada para empresa benefici\u00e1ria do Retid. Se a venda dos bens e servi\u00e7os acabados for efetuada diretamente \u00e0 Uni\u00e3o, para uso privativo das For\u00e7as Armadas, haver\u00e1 incid\u00eancia da Cofins por al\u00edquota igual a zero. Nos demais casos, a tributa\u00e7\u00e3o segue as regras comuns.<br>Dispositivos Legais: Decreto n\u00ba&nbsp;8.122, de 2013, arts. 2\u00ba, 3\u00ba, 4\u00ba&nbsp;e 6\u00ba; Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba&nbsp;71, de 2018.<br>Assunto: Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep<br>REGIME ESPECIAL TRIBUT\u00c1RIO PARA A IND\u00daSTRIA DE DEFESA &#8211; RETID. BENS E SERVI\u00c7OS UTILIZADOS POR FORNECEDORA NA PRODU\u00c7\u00c3O DE BENS DE DEFESA ACABADOS OU NA MANUTEN\u00c7\u00c3O, CONSERVA\u00c7\u00c3O, MODERNIZA\u00c7\u00c3O, REPARO, REVIS\u00c3O E CONVERS\u00c3O DESTES BENS. POSSIBILIDADE DE AQUISI\u00c7\u00c3O COM SUSPENS\u00c3O.<br>N\u00e3o h\u00e1 dispositivo na legisla\u00e7\u00e3o que exclua dos benef\u00edcios do Retid a fornecedora que produza ou desenvolva ela mesma os bens de defesa acabados. O art. 3\u00ba&nbsp;do Decreto n\u00ba&nbsp;8.122, de 2013, exige apenas que os bens adquiridos com suspens\u00e3o sejam empregados ou utilizados de acordo com seu \u00a7 2\u00ba. E o art. 4\u00ba&nbsp;do mesmo decreto exige apenas que os servi\u00e7os adquiridos com suspens\u00e3o sejam empregados ou utilizados nas destina\u00e7\u00f5es a que se referem os incisos I a III do caput do art. 2\u00ba. Em ambos os casos inclui o emprego ou a utiliza\u00e7\u00e3o dos bens e servi\u00e7os adquiridos com suspens\u00e3o na industrializa\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o ou desenvolvimento de bens de defesa nacional.<br>O art. 2\u00ba, I, e art. 3\u00ba, \u00a72\u00ba, I, do Decreto n\u00ba&nbsp;8.122, de 2013, indicam que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que os bens e servi\u00e7os adquiridos com suspens\u00e3o sejam utilizados apenas como insumos na produ\u00e7\u00e3o ou no desenvolvimento dos bens de defesa nacional, podendo tamb\u00e9m serem utilizados na manuten\u00e7\u00e3o, conserva\u00e7\u00e3o, moderniza\u00e7\u00e3o, reparo, revis\u00e3o, convers\u00e3o destes bens.<br>FORMAS DE TRIBUTA\u00c7\u00c3O DE BENS E SERVI\u00c7OS NAS VENDAS EFETUADOS POR EMPRESA FORNECEDORA.<br>\u00c9 permitida a venda de bens ou servi\u00e7os citados no art. 2\u00ba, I a III, e art. 4\u00ba&nbsp;do Decreto n\u00ba&nbsp;8.122, de 2013, com suspens\u00e3o da exig\u00eancia, se esta for efetuada para empresa benefici\u00e1ria do Retid. Se a venda dos bens e servi\u00e7os acabados for efetuada diretamente \u00e0 Uni\u00e3o, para uso privativo das For\u00e7as Armadas, haver\u00e1 incid\u00eancia da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep por al\u00edquota igual a zero. Nos demais casos, a tributa\u00e7\u00e3o segue as regras comuns.<br>Dispositivos Legais: Decreto n\u00ba&nbsp;8.122, de 2013, arts. 2\u00ba, 3\u00ba, 4\u00ba&nbsp;e 6\u00ba; Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba&nbsp;71, de 2018<br>Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados &#8211; IPI<br>REGIME ESPECIAL TRIBUT\u00c1RIO PARA A IND\u00daSTRIA DE DEFESA &#8211; RETID. BENS UTILIZADOS POR FORNECEDORA NA PRODU\u00c7\u00c3O DE BENS DE DEFESA ACABADOS OU NA MANUTEN\u00c7\u00c3O, CONSERVA\u00c7\u00c3O, MODERNIZA\u00c7\u00c3O, REPARO, REVIS\u00c3O E CONVERS\u00c3O DESTES BENS. POSSIBILIDADE DE AQUISI\u00c7\u00c3O COM SUSPENS\u00c3O.<br>N\u00e3o h\u00e1 dispositivo na legisla\u00e7\u00e3o que exclua dos benef\u00edcios do Retid a fornecedora que produza ou desenvolva ela mesma os bens de defesa acabados. O art. 3\u00ba&nbsp;do Decreto n\u00ba&nbsp;8.122, de 2013, exige apenas que os bens adquiridos com suspens\u00e3o sejam empregados ou utilizados de acordo com seu \u00a7 2\u00ba, o que inclui o emprego ou a utiliza\u00e7\u00e3o dos bens e servi\u00e7os adquiridos com suspens\u00e3o na industrializa\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o ou desenvolvimento de bens de defesa nacional.<br>O art. 2\u00ba, I, e art. 3\u00ba, \u00a72\u00ba, I, do Decreto n\u00ba&nbsp;8.122, de 2013, indicam que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que os bens adquiridos com suspens\u00e3o sejam utilizados apenas como insumos na produ\u00e7\u00e3o ou no desenvolvimento dos bens de defesa nacional, podendo tamb\u00e9m serem utilizados na manuten\u00e7\u00e3o, conserva\u00e7\u00e3o, moderniza\u00e7\u00e3o, reparo, revis\u00e3o, convers\u00e3o destes bens.<br>FORMAS DE TRIBUTA\u00c7\u00c3O DE BENS NAS VENDAS EFETUADOS POR EMPRESA FORNECEDORA&nbsp;<br>\u00c9 permitida a venda de bens citados no art. 2\u00ba, I a III do Decreto n\u00ba&nbsp;8.122, de 2013, com suspens\u00e3o da exig\u00eancia, se esta for efetuada para empresa benefici\u00e1ria do Retid. Se a venda dos bens acabados for efetuada diretamente \u00e0 Uni\u00e3o, para uso privativo das For\u00e7as Armadas, haver\u00e1 isen\u00e7\u00e3o do IPI. Nos demais casos, a tributa\u00e7\u00e3o segue as regras comuns.<br>Dispositivos Legais: Decreto n\u00ba&nbsp;8.122, de 2013, arts. 2\u00ba, 3\u00ba&nbsp;e 7\u00ba; Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba&nbsp;71, de 2018<br>Assunto: Processo Administrativo Fiscal<br>CONSULTA. INEFIC\u00c1CIA PARCIAL.<br>\u00c9 ineficaz a consulta que n\u00e3o se circunscrever a fato determinado, n\u00e3o contiver descri\u00e7\u00e3o detalhada de seu objeto e indica\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 elucida\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria.<br>Dispositivos Legais: Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;2.058, de 2021, arts. 13, I, e 27, II e XI.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134711\">http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134711<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal prorroga consulta p\u00fablica sobre negocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas tribut\u00e1rias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Com a nova transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, a Fazenda Nacional espera recuperar parte de R$ 69 bilh\u00f5es em discuss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal prorrogou at\u00e9 sexta-feira o prazo da consulta p\u00fablica para a negocia\u00e7\u00e3o de pagamento de autua\u00e7\u00f5es fiscais em que s\u00e3o cobrados IRPJ e CSLL sobre lucros obtidos por empresas brasileiras a partir de seus neg\u00f3cios no exterior &#8211; a chamada transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. O prazo se encerraria hoje.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Receita informou que a prorroga\u00e7\u00e3o permite que os interessados possam analisar melhor o edital para apresentarem suas sugest\u00f5es. O \u00f3rg\u00e3o esperava maior procura nos \u00faltimos dias em que a sugest\u00e3o poderia ser feita, originalmente at\u00e9 essa ter\u00e7a-feira (14).<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo cronograma do edital a Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) dever\u00e3o abrir, a partir de 2 de janeiro, a possibilidade de os contribuintes aderirem \u00e0 primeira transa\u00e7\u00e3o da nova fase sobre teses tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a medida, a Fazenda Nacional espera regularizar e recuperar parte dos R$ 69 bilh\u00f5es que est\u00e3o sendo discutidos em processos nas esferas administrativa e judicial. O prazo de ades\u00e3o ir\u00e1 at\u00e9 28 de junho.<\/p>\n\n\n\n<p>Em paralelo, por meio da atual consulta p\u00fablica, est\u00e3o sendo levantadas outras teses tribut\u00e1rias para a abertura de novos editais. A Receita segue buscando teses adequadas para a transa\u00e7\u00e3o e pretende abrir pelo menos mais um edital em 2024, segundo afirmou ao Valor em entrevista na semana passada a subsecret\u00e1ria de Tributa\u00e7\u00e3o da Receita Federal, Claudia Pimentel.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/14\/receita-federal-prorroga-consulta-publica-sobre-negociacao-de-dividas-tributarias.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/14\/receita-federal-prorroga-consulta-publica-sobre-negociacao-de-dividas-tributarias.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>As leis complementares para a efetiva\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria.&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Detalhes sobre a cesta b\u00e1sica, o Imposto Seletivo e o Fundo de Desenvolvimento Regional dever\u00e3o vir por meio dessas normas.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a aprova\u00e7\u00e3o da Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) da reforma tribut\u00e1ria no Senado, especialistas apontam os temas que &#8211; por requerer maior an\u00e1lise &#8211; dever\u00e3o surgir por meio de projetos de lei complementar. Dentre eles est\u00e3o: a transi\u00e7\u00e3o para o novo sistema de impostos sobre bens e servi\u00e7os (IBS), a cesta b\u00e1sica, o Imposto Seletivo, o Fundo de Desenvolvimento Regional, o Fundo de Sustentabilidade e Diversifica\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica do Estado do Amazonas e o Conselho Federativo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA reforma tribut\u00e1ria exige a promulga\u00e7\u00e3o de leis complementares para sua completa efetiva\u00e7\u00e3o, conforme preceitua o ordenamento constitucional brasileiro&#8221;, afirma o advogado Leonardo Roesler, s\u00f3cio da RMS Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>No Senado, foram computados 53 votos favor\u00e1veis e 24 contr\u00e1rios ao texto em dois turnos. Como houve altera\u00e7\u00f5es na vers\u00e3o aprovada pela C\u00e2mara dos Deputados, a proposta volta \u00e0 Casa Legislativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Roesler, o aprofundamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s leis complementares ser\u00e1 o principal desafio para o avan\u00e7o da reforma tribut\u00e1ria no pa\u00eds. \u201cA integralidade e a efic\u00e1cia da reforma tribut\u00e1ria est\u00e3o condicionadas \u00e0 edi\u00e7\u00e3o de leis complementares, que desempenhar\u00e3o papel fundamental na concretiza\u00e7\u00e3o dos objetivos almejados pela PEC, consubstanciando os preceitos constitucionais e as exig\u00eancias de um sistema tribut\u00e1rio mais justo e eficiente\u201d, ressalta.<\/p>\n\n\n\n<p>Abaixo, Roesler detalha os sete pontos que dever\u00e3o aparecer nas leis complementares da reforma tribut\u00e1ria:<\/p>\n\n\n\n<p>1 &#8211; Bens e servi\u00e7os<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos pontos a ser contemplado nas leis complementares \u00e9 o IBS. Ele consiste em um tributo unificado elaborado nos moldes do Imposto sobre Valor Agregado (IVA). A discuss\u00e3o centra-se na adequa\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas para assegurar a neutralidade fiscal sem prejudicar a capacidade de arrecada\u00e7\u00e3o dos entes federativos e, ao mesmo tempo, sem aumentar a carga tribut\u00e1ria sobre o cidad\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Roesler acredita que a legisla\u00e7\u00e3o complementar precisa determinar as al\u00edquotas desse imposto, a fim de \u201cpreservar a capacidade arrecadat\u00f3ria do Estado, evitando desequil\u00edbrios fiscais e respeitando os princ\u00edpios da isonomia e capacidade contributiva\u201d. Ele ainda destaca que a lei dever\u00e1 estabelecer a metodologia de revis\u00e3o e ajuste dessas al\u00edquotas, permitindo que sejam adequadas \u00e0s din\u00e2micas econ\u00f4micas e \u00e0s necessidades fiscais do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>2 &#8211; Cesta b\u00e1sica<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tribut\u00e1ria prop\u00f5e manter a isen\u00e7\u00e3o para alguns itens da cesta b\u00e1sica nacional, al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o de uma cesta b\u00e1sica estendida, com o mecanismo de cashback, o que devolveria parte do tributo pago para a popula\u00e7\u00e3o mais pobre.<\/p>\n\n\n\n<p>Roesler adverte que a lei complementar dever\u00e1 elencar os produtos que v\u00e3o usufruir de isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. \u201cEssa medida, al\u00e9m de ser um instrumento de pol\u00edtica fiscal, \u00e9 tamb\u00e9m uma ferramenta de pol\u00edtica social, devendo ser delineada de modo a beneficiar as camadas mais vulner\u00e1veis da popula\u00e7\u00e3o\u201d, afirma ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m dever\u00e1 ser detalhado como funcionar\u00e1 o cashback.<\/p>\n\n\n\n<p>3 -Imposto Seletivo<\/p>\n\n\n\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o do Imposto Seletivo, ou o &#8220;Imposto do pecado&#8221;, \u00e9 outro vetor de controv\u00e9rsia. Ele ser\u00e1 usado como desincentivo ao consumo de produtos e servi\u00e7os prejudiciais \u00e0 sa\u00fade, como bebidas e cigarros, armas e muni\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Roesler, sua implementa\u00e7\u00e3o \u201csuscita inquieta\u00e7\u00f5es acerca da efic\u00e1cia regulat\u00f3ria e da potencial regressividade, afetando desproporcionalmente as camadas menos abastadas da popula\u00e7\u00e3o, que tradicionalmente consomem tais produtos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>4 &#8211; Fundo de Desenvolvimento Regional<\/p>\n\n\n\n<p>O Fundo de Desenvolvimento Regional, criado com o prop\u00f3sito de promover a equidade entre as diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds a partir de repasses feitos anualmente pelo Estado, requer que a lei complementar defina claramente os crit\u00e9rios de distribui\u00e7\u00e3o dos recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>Representantes das regi\u00f5es Norte e Nordeste defenderam um modelo de distribui\u00e7\u00e3o que favore\u00e7a os estados com menor Produto Interno Bruto (PIB) per capita, visando a uma pol\u00edtica de redistribui\u00e7\u00e3o que fomente o equil\u00edbrio regional. \u201cEsse ponto \u00e9 de suma import\u00e2ncia para assegurar que o desenvolvimento econ\u00f4mico e social seja fomentado de maneira equitativa e justa, em conson\u00e2ncia com os objetivos federais de redu\u00e7\u00e3o das disparidades regionais\u201d, explica Leonardo Roesler.<\/p>\n\n\n\n<p>5 &#8211; Tributos especiais<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o complementar tamb\u00e9m deve abordar os regimes tribut\u00e1rios especiais concedidos a determinados setores da economia, como saneamento, turismo, futebol e ind\u00fastria automotiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 fundamental que estes regimes sejam estabelecidos de forma a n\u00e3o distorcer a concorr\u00eancia nem onerar excessivamente outros setores, mantendo a coer\u00eancia do sistema tribut\u00e1rio e respeitando os princ\u00edpios da livre iniciativa e da justa competi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica\u201d, alerta o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>6 &#8211; Fundo Amazonas<\/p>\n\n\n\n<p>A cria\u00e7\u00e3o do Fundo de Sustentabilidade e Diversifica\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica do Estado do Amazonas \u00e9 outro tema que necessitar\u00e1 de regulamenta\u00e7\u00e3o complementar. \u201cAssim, podem ser estabelecidos os mecanismos de financiamento, gest\u00e3o e controle dos recursos a ele destinados, garantindo que os objetivos de desenvolvimento sustent\u00e1vel sejam atingidos\u201d, explica o tributarista.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Roesler, a inclus\u00e3o da Zona Franca de Manaus no texto tamb\u00e9m gerou pol\u00eamica, com a proposi\u00e7\u00e3o de um Fundo de Sustentabilidade e Diversifica\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica para o Amazonas. \u201cA proposta foi vista por alguns como uma concess\u00e3o excessiva, enquanto outros a defendiam como essencial para a manuten\u00e7\u00e3o da competitividade da regi\u00e3o\u201d, compara.<\/p>\n\n\n\n<p>7 &#8211; Conselho Federativo<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m cabe \u00e0 lei complementar a tarefa de definir as regras de funcionamento do Conselho Federativo, que, de acordo com Roesler, ter\u00e1 papel central na administra\u00e7\u00e3o dos impostos estaduais e municipais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSer\u00e1 tamb\u00e9m necess\u00e1rio estabelecer os crit\u00e9rios para a distribui\u00e7\u00e3o do produto da arrecada\u00e7\u00e3o dos novos impostos, assegurando uma reparti\u00e7\u00e3o justa e equitativa dos recursos tribut\u00e1rios\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de consulta n\u00b0 2022, de 07 de novembro de 2023<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Assunto: Imposto sobre Produtos Industrializados &#8211; IPI<br>SUSPENS\u00c3O DO IMPOSTO. AQUISI\u00c7\u00c3O DE MAT\u00c9RIA PRIMA, PRODUTO INTERMEDI\u00c1RIO E MATERIAL DE EMBALAGEM. CADEIA PRODUTIVA DE PRODUTOS AUTOPROPULSADOS. REQUISITO DE PREPONDER\u00c2NCIA.<br>As mat\u00e9rias primas, os produtos intermedi\u00e1rios e os materiais de embalagem ser\u00e3o adquiridos com suspens\u00e3o do IPI por estabelecimento fabricante de componentes, partes e pe\u00e7as para ve\u00edculos autopropulsados (posi\u00e7\u00f5es 87.01 a 87.06 da TIPI), desde que esse estabelecimento atenda ao requisito da preponder\u00e2ncia previsto na legisla\u00e7\u00e3o.<br>Segundo a legisla\u00e7\u00e3o aplicada ao caso concreto, atende ao requisito da preponder\u00e2ncia o estabelecimento industrial cuja receita bruta decorrente da fabrica\u00e7\u00e3o de componentes, chassis, carro\u00e7arias partes e pe\u00e7as dos produtos a que se refere o art. 1\u00ba&nbsp;da Lei n\u00ba&nbsp;10.485, de 2002, no ano calend\u00e1rio imediatamente anterior ao da aquisi\u00e7\u00e3o, tenha sido superior a 60% (sessenta por cento) da sua receita bruta total.<br>SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA VINCULADA \u00c0 SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA COSIT N\u00ba&nbsp;10, DE 13 DE JANEIRO DE 2017.<br>Dispositivos Legais: Lei n\u00ba&nbsp;10.485, de 2002; art. 1\u00ba; Lei n\u00ba&nbsp;10.637, de 2002, art. 29; e IN RFB n\u00ba&nbsp;948, de 2009, arts. 5\u00ba&nbsp;e 23.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134737\">http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134737<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de consulta n\u00b0 275, de 09 de novembro de 2023<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/11\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assunto: Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido &#8211; CSLL<br>B\u00d4NUS DE ADIMPL\u00caNCIA FISCAL. PAGAMENTO EM ATRASO. IMPOSSIBILIDADE DE FRUI\u00c7\u00c3O DO BENEF\u00cdCIO.<br>Para a frui\u00e7\u00e3o do b\u00f4nus de adimpl\u00eancia fiscal, a pessoa jur\u00eddica n\u00e3o poder\u00e1 ter recolhimentos ou pagamentos em atraso, nos \u00faltimos 5 (cinco) anos-calend\u00e1rio. O fato de a pessoa jur\u00eddica promover, espontaneamente, o pagamento ou recolhimento da totalidade dos d\u00e9bitos em atraso, juntamente com os acr\u00e9scimos relativos aos juros e \u00e0 multa de mora, at\u00e9 a data da utiliza\u00e7\u00e3o do b\u00f4nus, n\u00e3o afasta a restri\u00e7\u00e3o imposta pelo inciso IV do \u00a7 3\u00ba&nbsp;do art. 38 da Lei n\u00ba&nbsp;10.637, de 2002.<br>Dispositivos Legais: Arts. 38 e 68, III, da Lei n\u00ba&nbsp;10.637, de 2002; art. 35 da Medida Provis\u00f3ria n\u00ba&nbsp;75, de 2002 (rejeitada); e arts. 271 a 276 da Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba&nbsp;1.700, de 2017<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134730\">http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134730<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Volume de recupera\u00e7\u00f5es judiciais d\u00e1 um salto no terceiro trimestre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Brasil atingiu a marca de 3.873 empresas em processo de reestrutura\u00e7\u00e3o, duas a cada mil em atividade no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A quantidade de empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial &#8211; em alta desde janeiro &#8211; explodiu no terceiro trimestre e, segundo especialistas, o ano deve encerrar com \u00edndices recordes. Cerca de 40% de todos os pedidos registrados em 2023 foram feitos entre julho e setembro. A informa\u00e7\u00e3o \u00e9 da Serasa Experian.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram 136 somente no m\u00eas de setembro, um crescimento de 94,3% em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado. Desde agosto de 2019 n\u00e3o se via um n\u00famero t\u00e3o alto.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que estamos vendo agora \u00e9 consequ\u00eancia de um processo de aumento de inadimpl\u00eancia que come\u00e7ou em setembro de 2021 e bateu pico hist\u00f3rico no primeiro semestre deste ano\u201d, diz Luiz Rabi, economista da Serasa Experian.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando se olha para o estoque de processos &#8211; a soma do que entrou com o que j\u00e1 estava em andamento na Justi\u00e7a &#8211; tamb\u00e9m verifica-se que houve aumento, de acordo com os dados do Monitor RGF de Recupera\u00e7\u00e3o Judicial, desenvolvido pela consultoria RGF &amp; Associados.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil atingiu a marca de 3.873 empresas em recupera\u00e7\u00e3o entre os meses de julho e setembro. S\u00e3o quase duas a cada mil em atividade no pa\u00eds &#8211; tendo como base 2,16 milh\u00f5es de matrizes de pequeno, m\u00e9dio e grande portes.<\/p>\n\n\n\n<p>O estoque, no fim do primeiro semestre, estava em 3.823 processos e esse n\u00famero j\u00e1 era considerado bastante alto pelos especialistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Rodrigo Gallegos e Roberta Gonzaga, s\u00f3cios da RGF e respons\u00e1veis pelo Monitor, explicam que o aumento dos n\u00fameros gerais &#8211; de um per\u00edodo para o outro &#8211; ocorreu porque entre julho e setembro a quantidade de novos processos foi maior do que a de processos encerrados.<\/p>\n\n\n\n<p>A diferen\u00e7a, no per\u00edodo, ficou em torno de 40%. Ou seja: mais empresas est\u00e3o entrando em recupera\u00e7\u00e3o do que saindo.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos maiores e mais pol\u00eamicos processos desse per\u00edodo foi o da 123milhas. A companhia bateu \u00e0 porta do Judici\u00e1rio, no m\u00eas de agosto, com mais de R$ 2 bilh\u00f5es em d\u00edvidas e cerca de 700 mil credores para negociar &#8211; a maioria pessoas f\u00edsicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na lista do trimestre tamb\u00e9m aparecem a empresa de moda M.Officer, fundada pelo designer Carlos Miele, e o grupo PCS Shoppings, dono de quatro empreendimentos nos Estados de S\u00e3o Paulo, Santa Catarina e Minas Gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que estamos vendo \u00e9 consequ\u00eancia de um processo de aumento de inadimpl\u00eancia\u201d \u2014 Luiz Rabi<\/p>\n\n\n\n<p>Se contabilizado desde janeiro, tamb\u00e9m entram Americanas, Light, Oi e Grupo Petr\u00f3polis. As d\u00edvidas dessas quatro empresas, somadas, superam a marca de R$ 100 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos uma onda enorme de grandes empresas pedindo recupera\u00e7\u00e3o judicial. E toda grande empresa, quando entra, afeta as m\u00e9dias e as pequenas. \u00c9 um efeito cascata\u201d, diz Juliana Bumachar, s\u00f3cia do Bumachar Advogados Associados.<\/p>\n\n\n\n<p>Um conjunto de fatores explica essa avalanche. O que mais pesa, segundo os especialistas, \u00e9 a alta taxa de juros. As empresas se alavancaram com a oferta de cr\u00e9dito quando os juros estavam baixos. Durante a pandemia, em 2020, a Selic esteve em 2%.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse \u00edndice subiu r\u00e1pido demais. Superou a marca dos 10% nos primeiros meses de 2022 e, ainda no ano passado, atingiu o pico de 13,75%. Neste ano, mesmo depois de tr\u00eas cortes, continua alta (12,25%) e as empresas n\u00e3o est\u00e3o mais conseguindo honrar seus pagamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o tem como fechar essa conta. O operacional n\u00e3o paga a diferen\u00e7a. O empres\u00e1rio chega aqui no escrit\u00f3rio e eu j\u00e1 sei tudo o que ele vai dizer. \u00c9 um atr\u00e1s do outro. Uma repeti\u00e7\u00e3o\u201d, afirma um especialista que atua em grandes recupera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio, al\u00e9m disso, ainda \u00e9 de instabilidade econ\u00f4mica. Soma-se a isso a inadimpl\u00eancia de clientes e tamb\u00e9m uma mudan\u00e7a de comportamento do consumidor, que tem afetado, principalmente, as empresas do varejo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os credores, que durante a pandemia estavam mais benevolentes &#8211; concedendo prazos de car\u00eancia e permitindo o alongamento da d\u00edvida &#8211; tamb\u00e9m mudaram de postura. Agora n\u00e3o existe mais tanta margem para negocia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No escrit\u00f3rio de Otto G\u00fcbel, a Otto G\u00fcbel Sociedade de Advogados, a demanda, neste ano, est\u00e1 60% maior do que em anos anteriores e, segundo ele, 70% das d\u00edvidas de seus clientes est\u00e3o relacionadas \u00e0 linha de cr\u00e9dito do FGI, o Fundo Garantidor para Investimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa linha especial do BNDES auxilia micro, pequenas e m\u00e9dias empresas. O dinheiro foi liberado na pandemia, houve uma dilata\u00e7\u00e3o no pagamento, e agora as parcelas come\u00e7aram a vencer. Como n\u00e3o houve recupera\u00e7\u00e3o da economia, esses cr\u00e9ditos est\u00e3o fazendo diferen\u00e7a\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>G\u00fcbel chama aten\u00e7\u00e3o, al\u00e9m disso, que o BNDES garante 80% do cr\u00e9dito ao banco que liberou o financiamento e, por conta disso, as empresas n\u00e3o est\u00e3o conseguindo negociar fora do processo de recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Serasa Experian indica que, entre janeiro e setembro, 966 empresas entraram com pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial em todo o pa\u00eds. A maioria micro e pequenas empresas &#8211; 611, mais de 60% do total. Em 2022, em todo o ano, foram 833 pedidos. Em 2021, 891. E nos anos anteriores, respectivamente, 1.179 e 1.387.<\/p>\n\n\n\n<p>O Monitor tem dados mais conservadores. Indica que entre julho e setembro 134 companhias entraram, de fato, em processo de recupera\u00e7\u00e3o judicial &#8211; ou seja, pediram e tiveram o pedido aceito pelo juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dois estudos n\u00e3o podem ser comparados. Al\u00e9m do dado em si n\u00e3o ser o mesmo, h\u00e1 diferen\u00e7a de metodologia. A Serasa utiliza uma base de dados pr\u00f3pria, proveniente dos f\u00f3runs, varas de recupera\u00e7\u00f5es e fal\u00eancias e Di\u00e1rios Oficiais.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o Monitor utiliza como base os dados do Minist\u00e9rio da Fazenda &#8211; que divulga, mensalmente, todas as empresas em atividade no pa\u00eds. As companhias s\u00e3o obrigadas por lei a alterar a raz\u00e3o social quando est\u00e3o em processo de recupera\u00e7\u00e3o. O nome da \u201cempresa x\u201d passa a ser \u201cempresa x &#8211; em recupera\u00e7\u00e3o judicial\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o levantamento, al\u00e9m disso, foram exclu\u00eddos os microempreendedores individuais (MEI) e, dentre as empresas de pequeno, m\u00e9dio e grande portes, foi feita uma consolida\u00e7\u00e3o por matriz.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelos dados do terceiro trimestre do Monitor, entraram em recupera\u00e7\u00e3o judicial 134 empresas, enquanto o n\u00famero de companhias que j\u00e1 estavam em acompanhamento judicial e tiveram os seus casos encerrados ficou em 84.<\/p>\n\n\n\n<p>O Rio Grande do Sul \u00e9 o Estado de maior destaque do semestre quando leva-se em conta o \u201csaldo\u201d do que entrou e saiu. Ao todo, 30 empresas bateram \u00e0 porta da Justi\u00e7a para tentar renegociar as suas d\u00edvidas contra somente quatro encerramentos. O saldo, portanto, ficou em 26.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse n\u00famero destoa dos demais. O Rio de Janeiro, por exemplo, que aparece em segundo lugar, teve 11 de saldo. Foram 13 novos casos contra dois encerramentos. Em todos os outros Estados o saldo ficou abaixo de 4.<\/p>\n\n\n\n<p>A Brinox, fabricante de panelas e utens\u00edlios de cozinha, que tem sede no Rio Grande do Sul, foi uma das que ajudaram a fermentar a lista do Estado ga\u00facho. Entrou com pedido de recupera\u00e7\u00e3o judicial no m\u00eas de agosto alegando d\u00edvida de R$ 326 milh\u00f5es &#8211; 13 vezes o seu Ebitda.<\/p>\n\n\n\n<p>Consta no processo que o pedido de socorro foi motivado pela redu\u00e7\u00e3o da demanda no p\u00f3s-pandemia, al\u00e9m do aumento do pre\u00e7o das commodities e da alta taxa de juros.<\/p>\n\n\n\n<p>A lista de empresas que entraram em recupera\u00e7\u00e3o judicial no Rio Grande do Sul \u00e9 bastante pulverizada: tem ind\u00fastria, com\u00e9rcio e prestadoras de servi\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados ouvidos pelo Valor avaliam que, al\u00e9m das quest\u00f5es econ\u00f4micas e de mercado, o n\u00famero de recupera\u00e7\u00f5es no Estado tamb\u00e9m pode ter sido influenciado pelos preju\u00edzos provocados pelo ciclone que atingiu a regi\u00e3o e causou destrui\u00e7\u00e3o em cidades e na zona rural.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o Paulo, por outro lado, chama aten\u00e7\u00e3o por ter sido o Estado com o maior n\u00famero de novas recupera\u00e7\u00f5es judiciais, mas ao mesmo tempo ter a maior quantidade de processos encerrados &#8211; a ponto de apresentar saldo negativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, 35 empresas bateram \u00e0 porta do Justi\u00e7a paulista para tentar renegociar as d\u00edvidas e sobreviver no mercado, enquanto 47 que estavam nessa situa\u00e7\u00e3o tiveram seus processos encerrados. O saldo do terceiro trimestre, portanto, fechou em -12.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/16\/volume-de-recuperacoes-judiciais-da-um-salto-no-terceiro-trimestre.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/16\/volume-de-recuperacoes-judiciais-da-um-salto-no-terceiro-trimestre.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Recentes altera\u00e7\u00f5es na Lei de Responsabilidade Fiscal<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>Data: 16\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo dos 23 anos de vig\u00eancia da LRF, apesar das diversas altera\u00e7\u00f5es, a sua ess\u00eancia e objetivos seguem de p\u00e9<\/p>\n\n\n\n<p>Como sabemos, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF \u2013 Lei Complementar n\u00ba 101\/2000) j\u00e1 foi alterada algumas vezes desde a sua edi\u00e7\u00e3o at\u00e9 os dias de hoje. Sem contar os efeitos da ADI 2238 e das diversas Emendas Constitucionais que, direta ou indiretamente, a afetaram, foram ao todo 9 modifica\u00e7\u00f5es ou inclus\u00f5es de novos dispositivos ao texto original da LRF institu\u00eddas atrav\u00e9s de leis complementares.<\/p>\n\n\n\n<p>De maneira sint\u00e9tica, podemos elencar os aspectos principais das referidas altera\u00e7\u00f5es na Lei de Responsabilidade Fiscal da seguinte forma: i) a&nbsp;Lei LC n\u00ba 131\/2009&nbsp;introduziu novas regras para aperfei\u00e7oar o sistema de transpar\u00eancia fiscal da lei, determinando, dentre outros, a disponibiliza\u00e7\u00e3o, em tempo real, de informa\u00e7\u00f5es pormenorizadas sobre a execu\u00e7\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria e financeira dos entes federativos; ii) a&nbsp;LC n\u00ba 156\/2016&nbsp;tamb\u00e9m tratou de transpar\u00eancia fiscal, ao determinar a disponibiliza\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e dados cont\u00e1beis, or\u00e7ament\u00e1rios e fiscais conforme periodicidade, formato e sistema estabelecidos pelo \u00f3rg\u00e3o central de contabilidade da Uni\u00e3o, os quais dever\u00e3o ser divulgados em meio eletr\u00f4nico de amplo acesso p\u00fablico;&nbsp;iii) j\u00e1 a&nbsp;LC n\u00ba 159\/2017&nbsp;estabeleceu prazo de verifica\u00e7\u00e3o dos limites e condi\u00e7\u00f5es relativos \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito de cada ente da Federa\u00e7\u00e3o; iv) por sua vez, a&nbsp;LC n\u00ba 164\/2018&nbsp;introduziu dispositivos para vedar a aplica\u00e7\u00e3o de san\u00e7\u00f5es a Munic\u00edpio que ultrapasse o limite para a despesa total com pessoal nos casos de queda de receita que especifica; v) a&nbsp;LC n\u00ba 173\/2020&nbsp;alterou as regras sobre despesas de pessoal e sobre efeitos de calamidade p\u00fablica; vi) a&nbsp;LC n\u00ba 177\/2021&nbsp;modificou as regras de limita\u00e7\u00e3o de empenho, excetuando do mecanismo algumas hip\u00f3teses; vii) a&nbsp;LC n\u00ba 178\/2021&nbsp;introduziu regras sobre apura\u00e7\u00e3o e c\u00e1lculos sobre despesa de pessoal e atendimento aos respectivos limites; viii) a&nbsp;LC n\u00ba&nbsp;195\/2022&nbsp;disp\u00f4s que n\u00e3o ser\u00e3o contabilizadas na meta de resultado prim\u00e1rio, para efeito do mecanismo de limita\u00e7\u00e3o de empenho, as transfer\u00eancias federais aos demais entes para o setor cultural decorrentes de calamidades p\u00fablicas ou pandemias.<\/p>\n\n\n\n<p>A mais recente altera\u00e7\u00e3o na LRF ocorreu este ano, por meio da&nbsp;Lei Complementar n\u00ba 200\/2023, tamb\u00e9m conhecida por lei do \u201c<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/arcabouco-fiscal\">novo arcabou\u00e7o fisca<\/a>l\u201d, tendo como pilares o cumprimento de metas fiscais e a sustentabilidade da d\u00edvida. Entretanto, as modifica\u00e7\u00f5es por ela introduzidas ter\u00e3o vig\u00eancia somente a partir de 1\u00ba de janeiro de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a primeira altera\u00e7\u00e3o \u00e9 a inclus\u00e3o do novo inciso VI ao \u00a7 2\u00ba do artigo 4\u00ba, que trata do Anexo de Metas Fiscais, para dispor que este dever\u00e1 conter um quadro demonstrativo do c\u00e1lculo da meta do resultado prim\u00e1rio, que evidencie os principais agregados de receitas e despesas, os resultados, comparando-os com os valores programados para o exerc\u00edcio em curso e os realizados nos 2 (dois) exerc\u00edcios anteriores, e as estimativas para o exerc\u00edcio a que se refere a lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias e para os subsequentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra altera\u00e7\u00e3o refere-se ao mesmo artigo 4\u00ba da Lei de Responsabilidade Fiscal , que passa a conter um novo par\u00e1grafo 5\u00ba dispondo que, no caso da Uni\u00e3o, o Anexo de Metas Fiscais do projeto de lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias dever\u00e1 tamb\u00e9m conter: I \u2013 as metas anuais para o exerc\u00edcio a que se referir e para os 3 (tr\u00eas) seguintes, com o objetivo de garantir sustentabilidade \u00e0 trajet\u00f3ria da d\u00edvida p\u00fablica; II \u2013 o marco fiscal de m\u00e9dio prazo, com proje\u00e7\u00f5es para os principais agregados fiscais que comp\u00f5em os cen\u00e1rios de refer\u00eancia, distinguindo-se as despesas prim\u00e1rias das financeiras e as obrigat\u00f3rias daquelas discricion\u00e1rias; III \u2013 o efeito esperado e a compatibilidade, no per\u00edodo de 10 (dez) anos, do cumprimento das metas de resultado prim\u00e1rio sobre a trajet\u00f3ria de converg\u00eancia da d\u00edvida p\u00fablica, evidenciando o n\u00edvel de resultados fiscais consistentes com a estabiliza\u00e7\u00e3o da D\u00edvida Bruta do Governo Geral (DBGG) em rela\u00e7\u00e3o ao Produto Interno Bruto (PIB); IV \u2013 os intervalos de toler\u00e2ncia para verifica\u00e7\u00e3o do cumprimento das metas anuais de resultado prim\u00e1rio, convertido em valores correntes, de menos 0,25 p.p. (vinte e cinco cent\u00e9simos ponto percentual) e de mais 0,25 p.p. (vinte e cinco cent\u00e9simos ponto percentual) do PIB previsto no respectivo projeto de lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias; V \u2013 os limites e os par\u00e2metros or\u00e7ament\u00e1rios dos Poderes e \u00f3rg\u00e3os aut\u00f4nomos compat\u00edveis com as disposi\u00e7\u00f5es estabelecidas na LC n\u00ba 200\/2023; VI \u2013 a estimativa do impacto fiscal, quando couber, das recomenda\u00e7\u00f5es resultantes da avalia\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 quanto aos Estados, o Distrito Federal e os Munic\u00edpios, o novo \u00a7 6\u00ba&nbsp;inserido no mesmo artigo 4\u00ba estabelece que estes entes poder\u00e3o optar por adotar, total ou parcialmente, no que couber, as regras acima mencionadas.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00faltima altera\u00e7\u00e3o se refere ao novo texto do par\u00e1grafo 4\u00ba do artigo 9\u00ba da LRF (que trata do mecanismo da limita\u00e7\u00e3o de empenho), cuja nova reda\u00e7\u00e3o passar\u00e1 a ser a seguinte: \u201cAt\u00e9 o final dos meses de maio, setembro e fevereiro, o Ministro ou Secret\u00e1rio de Estado da Fazenda demonstrar\u00e1 e avaliar\u00e1 o cumprimento das metas fiscais de cada quadrimestre e a trajet\u00f3ria da d\u00edvida, em audi\u00eancia p\u00fablica na comiss\u00e3o referida no \u00a7 1\u00ba do art. 166 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal ou conjunta com as comiss\u00f5es tem\u00e1ticas do Congresso Nacional ou equivalente nas Casas Legislativas estaduais e municipais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As \u00faltimas modifica\u00e7\u00f5es trazidas \u00e0 LRF ilustram uma tend\u00eancia do Direito Financeiro brasileiro, j\u00e1 por n\u00f3s h\u00e1 algum tempo diagnosticada \u2013 inclusive em alguns de nossos textos da Coluna Fiscal \u2013, de acentua\u00e7\u00e3o da preocupa\u00e7\u00e3o com o cumprimento das metas fiscais como caminho a ser trilhado pelas finan\u00e7as estatais nacionais, na busca de uma sustentabilidade da d\u00edvida p\u00fablica. Al\u00e9m disso, numa era de comunica\u00e7\u00f5es instant\u00e2neas pela Internet e redes sociais, tamb\u00e9m se tem colocado \u00eanfase na efetiva\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios da publicidade e da transpar\u00eancia, que chegaram a ganhar foro constitucional, para al\u00e9m de previs\u00e3o na LRF.<\/p>\n\n\n\n<p>Para alcan\u00e7ar esses desideratos, tanto a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988 como a Lei de Responsabilidade Fiscal tiveram que sofrer mudan\u00e7as, as quais v\u00eam sendo sistematicamente aprovadas pelo Congresso Nacional, a indicar um resoluto compromisso governamental com tais pautas. Ao longo dos 23 anos de vig\u00eancia da Lei de Responsabilidade Fiscal, apesar das diversas altera\u00e7\u00f5es, a sua ess\u00eancia e objetivos seguem de p\u00e9, mantendo-se o seu ideal de gest\u00e3o fiscal respons\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"cEintciZ8s\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/coluna-fiscal\/recentes-alteracoes-na-lei-de-responsabilidade-fiscal-16112023\">Recentes altera\u00e7\u00f5es na Lei de Responsabilidade Fiscal<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Recentes altera\u00e7\u00f5es na Lei de Responsabilidade Fiscal&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/opiniao-e-analise\/colunas\/coluna-fiscal\/recentes-alteracoes-na-lei-de-responsabilidade-fiscal-16112023\/embed#?secret=cEintciZ8s\" data-secret=\"cEintciZ8s\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Agenda STF: Ministros devem voltar a julgar cobran\u00e7a do Difal do ICMS<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 18\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) pode resolver na quinta-feira uma disputa bilion\u00e1ria entre o varejo e os Estados. Eles brigam desde o ano passado sobre a data de in\u00edcio das cobran\u00e7as do diferencial de al\u00edquotas (Difal) do ICMS. As empresas entendem que s\u00f3 poderiam ser feitas a partir deste ano. Os Estados defendem 2022. A diferen\u00e7a de data tem impacto estimado em R$ 9,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso come\u00e7ou a ser julgado no Plen\u00e1rio Virtual do STF, mas foi suspenso por um destaque da ministra Rosa Weber quando faltava um voto para formar maioria pela cobran\u00e7a a partir de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>O Difal \u00e9 usado para dividir a arrecada\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio eletr\u00f4nico entre o Estado de origem da empresa e o do consumidor. Essa cobran\u00e7a vinha sendo realizada por meio de normas estaduais, com base na Emenda Constitucional n\u00ba 87, de 2015.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas foi contestada no Judici\u00e1rio por grandes empresas do varejo e declarada inconstitucional pelo STF. A Corte decidiu que os Estados ficariam impedidos de cobrar o imposto a partir de 2022 se, at\u00e9 essa data, n\u00e3o fosse editada uma lei complementar federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa lei &#8211; LC 190, de 2022 &#8211; foi aprovada pelo Congresso no dia 20 de dezembro de 2021, mas sancionada apenas no m\u00eas de janeiro. Com isso surgiu a discuss\u00e3o sobre a possibilidade de a cobran\u00e7a ser feita em 2022 ou somente em 2023 (ADI 7066, 7078 e 7070).<\/p>\n\n\n\n<p>Cigarros<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda na pr\u00f3xima semana, o STF pode retomar o julgamento em que discute a possibilidade da cassa\u00e7\u00e3o, pela Receita Federal, do registro de empresas de cigarro no caso de n\u00e3o pagamento de tributos ou contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o, proposta pelo Partido Trabalhista Crist\u00e3o (PTC), contesta o &#8220;cancelamento sum\u00e1rio&#8221; pela Receita Federal do registro especial das empresas tabagistas quando houver inadimpl\u00eancia de tributos federais (ADI 3952).<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Joaquim Barbosa (aposentado), considerou que o cancelamento, pela autoridade fiscal, do registro especial das empresas dedicadas \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o de cigarros h\u00e1 de atender aos crit\u00e9rios da razoabilidade e da proporcionalidade. Para isso, estabeleceu alguns crit\u00e9rios como a necessidade de a an\u00e1lise do montante dos d\u00e9bitos tribut\u00e1rios n\u00e3o quitados. O voto foi acompanhado pelas ministras Rosa Weber (aposentada) e C\u00e1rmen L\u00facia e pelo ministro Celso de Mello (aposentado).<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Alexandre de Moraes entendeu que a empresa deve continuar funcionando at\u00e9 que o secret\u00e1rio da Receita Federal julgue o recurso apresentado por ela. Segundo o ministro, as condicionantes propostas pelo relator j\u00e1 constam em lei. Os ministros Ricardo Lewandowski (aposentado) e Gilmar Mendes acompanharam essa corrente.<\/p>\n\n\n\n<p>Luiz Fux votou por manter o cancelamento do registro. O ministro Marco Aur\u00e9lio (aposentado) votou para manter o pedido. Os ministros Lu\u00eds Roberto Barroso e Dias Toffoli estavam impedidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Trabalhista<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m consta na pauta de julgamento da semana um recurso apresentado contra decis\u00e3o em que o Supremo considerou l\u00edcita a terceiriza\u00e7\u00e3o em todas as etapas do processo produtivo, autorizando, portanto, a terceiriza\u00e7\u00e3o da atividade-fim (RE 958252). O recurso questiona a aplica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o para processos que j\u00e1 estavam em andamento, ou conclu\u00eddos, antes do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/18\/agenda-stf-ministros-devem-voltar-a-julgar-cobranca-do-difal-do-icms.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/18\/agenda-stf-ministros-devem-voltar-a-julgar-cobranca-do-difal-do-icms.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ex-secret\u00e1rio da Receita Federal alerta para riscos de exce\u00e7\u00f5es na agenda da reforma<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 20\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a aprova\u00e7\u00e3o pelo Senado, o texto da reforma tribut\u00e1ria, que pretende simplificar o sistema de impostos e deve destravar o crescimento da economia, ampliou algumas exce\u00e7\u00f5es. Isso tornou mais volumosa e dif\u00edcil a etapa seguinte, que dever\u00e1 seguir \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o da PEC 45\/2019, o que contribui para elevar o risco de atraso na agenda p\u00f3s-emenda. Al\u00e9m de trazer exce\u00e7\u00f5es \u201cinjustific\u00e1veis\u201d, o texto aumentou o compromisso da Uni\u00e3o com o aporte de recursos, deixando incertezas sobre a capacidade de cumprimento em governos futuros.<\/p>\n\n\n\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 do consultor Jos\u00e9 Tostes Neto, ex-secret\u00e1rio da Receita Federal e ex-coordenador dos Estados no Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz).<\/p>\n\n\n\n<p>Frente \u00e0s mudan\u00e7as feitas pelo Senado, diz Tostes, \u00e9 preciso cuidado para n\u00e3o avan\u00e7ar com algo \u201csem considerar o que est\u00e1 sendo aprovado\u201d. \u201cN\u00e3o se pode deixar passar a oportunidade de melhorar o sistema atual, mas devemos evitar aprovar algo que reproduza defici\u00eancias e iniquidades do sistema atual, e o texto do Senado faz isso\u201d, diz. Ap\u00f3s aprova\u00e7\u00e3o no plen\u00e1rio do Senado, o texto passar\u00e1 agora por nova aprecia\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>O eventual fatiamento ap\u00f3s a nova tramita\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara dos Deputados, com uma primeira promulga\u00e7\u00e3o somente no que houver consenso entre as duas casas legislativas, pode atrasar a agenda para a produ\u00e7\u00e3o das leis complementares, colocando em risco a agenda da reforma, avalia.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 pelo menos sete compromissos atribu\u00eddos \u00e0 Uni\u00e3o na reforma aprovada no Senado, diz Tostes, com impacto financeiro de pelo menos R$ 790 bilh\u00f5es at\u00e9 2043. O valor considera apenas aportes da Uni\u00e3o no Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR) e no Fundo de Compensa\u00e7\u00e3o de Benef\u00edcios Fiscais ou Financeiros-Fiscais do ICMS (FCBF). Para o fundo de desenvolvimento, lembra, o texto n\u00e3o estabelece prazos finais ao aporte federal, dando a entender que acontecer\u00e3o \u201cindefinidamente\u201d. Para ele, o cen\u00e1rio para o fundo lembra o da chamada Lei Kandir (Lei Complementar 87\/96), que resultou em longa disputa judicial entre Uni\u00e3o e Estados.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos dois fundos, diz, h\u00e1 outros compromissos estabelecidos para a Uni\u00e3o, cujos valores est\u00e3o ainda indefinidos. Para Tostes, os encargos atribu\u00eddos \u00e0 Uni\u00e3o por per\u00edodo t\u00e3o longo trazem incerteza sobre seu cumprimento nos pr\u00f3ximos mandatos. \u201cFuturos governos podem pensar de forma diferente, porque a situa\u00e7\u00e3o fiscal do pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o confort\u00e1vel para comportar tantos compromissos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O texto, diz Tostes, tamb\u00e9m aumenta a complexidade para o IVA, novo imposto que deve resultar da reforma tribut\u00e1ria e que se traduzir\u00e1 em dois tributos: a Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), da Uni\u00e3o, e o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), que ser\u00e1 arrecadado conjuntamente por Estados e munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao criar novas exce\u00e7\u00f5es dentro das al\u00edquotas reduzidas, a al\u00edquota-padr\u00e3o do IVA pode chegar bem perto de 30% ou at\u00e9 ultrapass\u00e1-la, avalia Tostes. Essas mudan\u00e7as, diz, lembram uma frase de Giuseppe Tomasi di Lampedusa, escritor italiano que no romance \u201cO Leopardo\u201d abordou a decad\u00eancia da aristocracia siciliana durante o Renascimento. \u201cA frase cai como uma luva: algo deve mudar para que tudo continue como est\u00e1.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O ex-secret\u00e1rio da Receita Federal tamb\u00e9m diz que o relat\u00f3rio trouxe um tributo novo, a Contribui\u00e7\u00e3o de Interven\u00e7\u00e3o no Dom\u00ednio Econ\u00f4mico (Cide) para a Zona Franca de Manaus, o que dever\u00e1 aumentar a complexidade para se equacionar a tributa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o, algo que ainda ser\u00e1 regulamentado via lei complementar. Com isso, o novo texto mant\u00e9m a elimina\u00e7\u00e3o de cinco tributos &#8211; PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS -, mas cria outros cinco, um a mais do que o texto que saiu da C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>A seguir, os principais pontos:<\/p>\n\n\n\n<p>Encargos da Uni\u00e3o 1<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o muitos os encargos que a reforma trar\u00e1 \u00e0 Uni\u00e3o e esse impacto n\u00e3o parece devidamente equacionado, segundo Tostes. \u201cA quest\u00e3o \u00e9 sempre muito sens\u00edvel quando h\u00e1 compromisso de repasse entre os entes. H\u00e1 pelo menos seis compromissos atribu\u00eddos \u00e0 Uni\u00e3o. Alguns j\u00e1 vinham desde a C\u00e2mara e aumentaram agora no Senado em termos de valores.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional (FNDR), exemplifica, tinha perspectiva de come\u00e7ar em 2029 com R$ 8 bilh\u00f5es e chegar a R$ 40 bilh\u00f5es em 2033. Agora mudou para come\u00e7ar em 2029 com R$ 8 bilh\u00f5es e chegar a R$ 60 bilh\u00f5es em 2043. O impacto agora \u00e9 de R$ 630 bilh\u00f5es at\u00e9 2043 e, como n\u00e3o h\u00e1 data-limite para esse recurso no texto, presume-se que ser\u00e1 repassado indefinidamente, diz. \u201cO cen\u00e1rio \u00e9 muito semelhante ao da chamada Lei Kandir. Os repasses para compensar Estados pela desonera\u00e7\u00e3o de ICMS nas exporta\u00e7\u00f5es de bens prim\u00e1rios e semi-elaborados resultaram num dos maiores passivos jur\u00eddicos entre a Uni\u00e3o e os Estados.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Encargos da Uni\u00e3o 2<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m o Fundo de Compensa\u00e7\u00e3o de Benef\u00edcios Fiscais ou Financeiro-Fiscais, que j\u00e1 tem a partir de 2025 aportes da Uni\u00e3o que come\u00e7am em R$ 8 bilh\u00f5es e crescem gradualmente at\u00e9 chegar a R$ 32 bilh\u00f5es em 2028 e 2029 e depois decrescem, tamb\u00e9m gradativamente, para R$ 8 bilh\u00f5es em 2032, aponta Tostes. \u201cS\u00e3o R$ 160 bilh\u00f5es. Somados aos R$ 630 bilh\u00f5es do FNDR, s\u00e3o ao todo R$ 790 bilh\u00f5es, pelo menos, at\u00e9 2043.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Encargos da Uni\u00e3o 3<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 outros compromissos sem valores definidos, diz, como o Fundo de Sustentabilidade e Diversifica\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica do Estado do Amazonas. O fundo poder\u00e1 ser usado tanto para compensar os benef\u00edcios da Zona Franca de Manaus como para compensar a perda de arrecada\u00e7\u00e3o do Estado do Amazonas.<\/p>\n\n\n\n<p>A arrecada\u00e7\u00e3o de ICMS do Amazonas em 2022 foi em torno de R$ 14 bilh\u00f5es, aponta. Os incentivos fiscais federais na Zona Franca de Manaus representaram R$ 55 bilh\u00f5es no ano passado, e os incentivos de ICMS do Estado do Amazonas com a Zona Franca, cerca de R$ 16 bilh\u00f5es, segundo ele. \u201cEsses s\u00e3o os n\u00fameros que envolvem a quest\u00e3o. Claro que o fundo n\u00e3o vai compensar tudo isso, mas parte disso certamente dever\u00e1 ser absorvida.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Um quarto fundo foi estabelecido pelo plen\u00e1rio do Senado, diz Tostes: o Fundo de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel dos Estados da Amaz\u00f4nia Ocidental e do Amap\u00e1, com finalidade de promover o desenvolvimento dessa regi\u00e3o. Tamb\u00e9m n\u00e3o tem valor estipulado, diz. O valor m\u00ednimo de aporte anual para o fundo dever\u00e1 ser definido por lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>Encargos da Uni\u00e3o 4<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos quatro fundos, a Uni\u00e3o vai arcar com o que for pago na al\u00edquota-teste de 0,1% do IBS entre 2026 e 2028, porque isso poder\u00e1 ser compensado com tributos federais, explica. Ele lembra tamb\u00e9m que, no caso de a receita com o novo Imposto Seletivo ser menor do que a arrecada\u00e7\u00e3o do atual IPI, a diferen\u00e7a ser\u00e1 coberta pela Uni\u00e3 o. O IPI arrecadou cerca de R$ 65 bilh\u00f5es em 2022, ano em que houve muita desonera\u00e7\u00e3o com o imposto. Em 2021 o IPI arrecadou cerca de R$ 70 bilh\u00f5es, compara.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO \u00faltimo compromisso que a reforma traz para a Uni\u00e3o \u00e9 com as despesas de instala\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Gestor do IBS. H\u00e1 uma previs\u00e3o de compensa\u00e7\u00e3o para a Uni\u00e3o, mas \u00e9 um compromisso inicial na conta da Uni\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Encargos da Uni\u00e3o, o futuro<\/p>\n\n\n\n<p>O conjunto de encargos atribu\u00eddos \u00e0 Uni\u00e3o por per\u00edodo t\u00e3o longo \u00e9 muito incerto, avalia. \u201cEst\u00e1 sendo feito um desenho para futuros governos cumprirem. Futuros governos podem avaliar e pensar de forma diferente, at\u00e9 porque a situa\u00e7\u00e3o fiscal do pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o confort\u00e1vel para comportar tantos novos compromissos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Divis\u00e3o do FNDR<\/p>\n\n\n\n<p>O crit\u00e9rio de reparti\u00e7\u00e3o dos recursos do FNDR estava remetido para lei complementar no texto que saiu da C\u00e2mara dos Deputados, lembra Tostes. \u201cNo relat\u00f3rio do senador Eduardo Braga houve um crit\u00e9rio para destinar 70% dos recursos com base no FPE [Fundo de Participa\u00e7\u00e3o dos Estados] e 30% com base na popula\u00e7\u00e3o. Certamente isso vai gerar muita discuss\u00e3o e dificuldade de consenso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O pr\u00f3prio crit\u00e9rio de distribui\u00e7\u00e3o do FPE \u00e9 algo que n\u00e3o tem consenso, foi motivo de a\u00e7\u00f5es judiciais e chegou ao STF [Supremo Tribunal Federal], que conduziu um acordo entre os Estados, diz. \u201cMas a nova regra s\u00f3 vale para o excedente de recursos. Ent\u00e3o, para aplicar o novo crit\u00e9rio de forma integral, levaremos cerca de 200 anos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Isso j\u00e1 mostra, avalia, que essa quest\u00e3o ter\u00e1 muita controv\u00e9rsia, porque cada Estado vai defender o seu ponto de vista. \u201cO crit\u00e9rio do relat\u00f3rio \u00e9 um bom come\u00e7o de discuss\u00e3o, mas certamente n\u00e3o ser\u00e1 o definitivo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ex-secret\u00e1rio de Fazenda do Par\u00e1, Tostes defende que o crit\u00e9rio n\u00e3o pode ser baseado somente na popula\u00e7\u00e3o, uma vez que o fundo tamb\u00e9m tem objetivos de diminuir desigualdades. \u201c\u00c9 preciso considerar essas diferen\u00e7as regionais que ainda s\u00e3o muito expressivas no Brasil. J\u00e1 h\u00e1 manifesta\u00e7\u00f5es de descontentamento com este crit\u00e9rio do relat\u00f3rio, sob alega\u00e7\u00e3o de que se est\u00e1 privilegiando Estados mais populosos, como S\u00e3o Paulo, Minas Gerais e Bahia.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Comit\u00ea Gestor do IBS<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMe parece que a mudan\u00e7a de nome de Conselho Federativo para Comit\u00ea Gestor do IBS quis enfatizar o car\u00e1ter operacional e fazer diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao atual Confaz [Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria], que tem poder de decis\u00e3o sobre benef\u00edcios fiscais de ICMS.\u201d O Comit\u00ea Gestor n\u00e3o ter\u00e1 esse poder, diz, e n\u00e3o dever\u00e1 tomar decis\u00f5es de pol\u00edtica tribut\u00e1ria, de benef\u00edcio fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMas h\u00e1 discuss\u00e3o sobre o qu\u00e3o efetivo ser\u00e1 o comit\u00ea, o que \u00e9 procedente, porque n\u00e3o existe experi\u00eancia desse tipo no mundo. O Brasil vai inovar com uma experi\u00eancia sem paralelo. Isso causa certa apreens\u00e3o sobre seu funcionamento, de fato. A principal preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 que, mesmo que somente administrativo e operacional, o comit\u00ea ter\u00e1 o poder de distribuir o recurso arrecadado com o IBS. Se o recurso n\u00e3o \u00e9 distribu\u00eddo, o Estado n\u00e3o recebe.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das principais fun\u00e7\u00f5es do comit\u00ea, aponta, \u00e9 a quest\u00e3o da integra\u00e7\u00e3o na gest\u00e3o do IVA entre Uni\u00e3o e os Estados em termos de interpreta\u00e7\u00e3o na gest\u00e3o do contencioso e na fiscaliza\u00e7\u00e3o. \u201cTudo isso s\u00e3o quest\u00f5es administrativas que precisar\u00e3o de coordena\u00e7\u00e3o. O comit\u00ea gestor tem esse grande desafio. Permanece uma d\u00favida sobre como ficar\u00e1 o contencioso. \u00c9 preciso assegurar que o contencioso do IBS dos Estados e munic\u00edpios esteja harmonizado com o do CBS da Uni\u00e3o. N\u00e3o pode haver interpreta\u00e7\u00f5es diferenciadas. Se isso acontecer, vira um caos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Novas exce\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Os regimes espec\u00edficos t\u00eam mais de 20 hip\u00f3teses que ser\u00e3o regulamentadas por lei complementar, o que poder\u00e1 ampliar ainda mais o alcance em fun\u00e7\u00e3o da defini\u00e7\u00e3o que for dada. O mesmo vale para as dezenas de hip\u00f3teses dos regimes diferenciados. A redu\u00e7\u00e3o de 60% tem quase tr\u00eas dezenas delas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 injustific\u00e1vel a redu\u00e7\u00e3o de 30% da al\u00edquota do IVA para profiss\u00f5es liberais e regulamentadas. S\u00e3o dezenas. N\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o de fato ou direito que justifique isso\u201d, diz Tostes. Com isso, diz, as al\u00edquotas do IVA aumentaram, o que vai provocar aumento da al\u00edquota-padr\u00e3o do novo imposto e elevar a complexidade, com aumento de custos tanto para contribuintes como para Estados, munic\u00edpios e Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cV\u00e3o diminuir muito os ganhos que se esperava com a cria\u00e7\u00e3o de uma IVA moderno com uma s\u00f3 al\u00edquota ou com um n\u00famero de al\u00edquotas menor do que quatro. Al\u00e9m de todas as exce\u00e7\u00f5es do novo imposto, ainda se est\u00e1 prorrogando incentivos velhos, como os do setor automotivo, para projetos j\u00e1 aprovados e os que venham a ser aprovados at\u00e9 dezembro deste ano. Sobre esses tratamentos mais favorecidos, o escritor italiano Giuseppe Tomasi di Lampedusa tem uma frase que cai como luva: algo deve mudar para que tudo continue como est\u00e1.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00edquota do IVA<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento de exce\u00e7\u00f5es para o IVA certamente ter\u00e1 impactos na al\u00edquota modal do IBS e da CBS, aponta, al\u00e9m aumentar o volume de trabalho da regulamenta\u00e7\u00e3o via leis complementares, o que traz tamb\u00e9m risco para o cumprimento da agenda. Com alcance ainda incerto, as exce\u00e7\u00f5es devem fazer com que a al\u00edquota do IVA se aproxime dos 30%.<\/p>\n\n\n\n<p>Cesta b\u00e1sica<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMinha op\u00e7\u00e3o sempre foi pela tributa\u00e7\u00e3o regular do IVA e pelo uso do cashback como forma de devolu\u00e7\u00e3o do imposto para baixa renda. Os estudos mostram que esse mecanismo \u00e9 o melhor sistema para reduzir regressividade na tributa\u00e7\u00e3o sobre consumo\u201d, diz Tostes. Com benef\u00edcio para a cesta b\u00e1sica, todas as faixas de renda ficam privilegiadas, avalia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO relat\u00f3rio do Senado cria uma cesta b\u00e1sica estendida, al\u00e9m da cesta b\u00e1sica nacional que j\u00e1 estava no texto anterior, e fica uma mistura que tamb\u00e9m aumenta ainda mais a complexidade. Ser\u00e1 uma guerra entre os queque ir\u00e3o querer estar na cesta nacional ou na estendida, algo desnecess\u00e1rio\u201d, avalia.<\/p>\n\n\n\n<p>Cide, novo tributo<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio criou novo tributo, n\u00e3o h\u00e1 como esconder: a Cide da Zona Franca de Manaus, diz Tostes. O estabelecimento de uma nova Cide, diz, gera d\u00favidas. \u201cSe uma empresa da Zona Franca de Manaus produz um bem com externalidade negativa para a sa\u00fade ou meio ambiente est\u00e1 sujeita \u00e0 Cide e tamb\u00e9m ao Imposto Seletivo?\u201d, questiona.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele explica que hoje h\u00e1 na Zona Franca de Manaus benef\u00edcios fiscais de IPI, PIS, Cofins, ICMS e Imposto de Importa\u00e7\u00e3o. \u201cSomente neste \u00faltimo n\u00e3o h\u00e1 mudan\u00e7a nessa reforma. A lei complementar definir\u00e1 como tudo isso ser\u00e1 equacionado dentro da reforma tribut\u00e1ria. O que se sabe pelo texto \u00e9 que poder\u00e3o ser usados para isso instrumentos fiscais, econ\u00f4micos ou financeiros, lembrando que os benef\u00edcios da regi\u00e3o est\u00e3o garantidos j\u00e1 pela Constitui\u00e7\u00e3o at\u00e9 2073. Agora entrou uma Cide no meio do caminho e isso deve tornar mais complexo esse desenho.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, o novo texto da reforma mant\u00e9m a elimina\u00e7\u00e3o de cinco tributos, mas cria outros cinco, um a mais do que o texto que saiu da C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>Imposto seletivo<\/p>\n\n\n\n<p>O relat\u00f3rio amplia a base tribut\u00e1vel pelo Imposto Seletivo para alcan\u00e7ar a extra\u00e7\u00e3o, o que deve incluir extra\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e min\u00e9rios, destaca. \u201cMe parece que alcan\u00e7a, inclusive, o que \u00e9 destinado \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o, porque a incid\u00eancia na extra\u00e7\u00e3o independe da finalidade. \u00c9 bom lembrar que o objetivo da Lei Kandir l\u00e1 atr\u00e1s foi justamente tirar a tributa\u00e7\u00e3o dos bens prim\u00e1rios e semi-elaborados voltados para exporta\u00e7\u00e3o.\u201d Isso, ent\u00e3o, diz, pode voltar com a tributa\u00e7\u00e3o para os bens que sejam considerados como nocivos \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo isso se dar\u00e1, depender\u00e1 da regulamenta\u00e7\u00e3o, mas pode haver uma discuss\u00e3o sobre um imposto que acabar\u00e1 incidindo sobre exporta\u00e7\u00e3o, mesmo que embutido na cadeia produtiva. A amplitude da base do Imposto Seletivo tamb\u00e9m \u00e9 algo a ser definido por lei complementar e n\u00e3o sabemos como ficar\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Promulga\u00e7\u00e3o fatiada<\/p>\n\n\n\n<p>Se for promulgada inicialmente somente a parte de consenso do Senado e C\u00e2mara dos Deputados, certamente o que ficar para depois n\u00e3o ser\u00e1 irrelevante, segundo Tostes. Isso pode atrasar a edi\u00e7\u00e3o das leis complementares e traz incerteza sobre o cumprimento dos prazos da agenda da reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, \u00e9 preciso cuidado para n\u00e3o se aprovar algo sem considerar o que est\u00e1 sendo aprovado. \u201cN\u00e3o podemos deixar passar a oportunidade de melhorar o sistema que temos hoje, mas devemos evitar aprovar algo que reproduza defici\u00eancias e iniquidades do sistema atual e o texto do Senado faz isso.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/11\/20\/excecoes-trazem-risco-a-agenda-da-reforma-diz-ex-secretario-da-receita-federal.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/11\/20\/excecoes-trazem-risco-a-agenda-da-reforma-diz-ex-secretario-da-receita-federal.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESTADUAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e3o Paulo quer recuperar bilh\u00f5es de reais em discuss\u00e3o na esfera administrativa<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 20\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O governo de S\u00e3o Paulo est\u00e1 incentivando contribuintes a desistirem de discutir, na esfera administrativa, cobran\u00e7as tribut\u00e1rias. Est\u00e1 dando 55% de desconto para o pagamento \u00e0 vista de d\u00e9bitos, independentemente da data do auto de infra\u00e7\u00e3o ou do est\u00e1gio da discuss\u00e3o &#8211; se aguarda julgamento no Tribunal de Impostos e Taxas (TIT) do Estado ou est\u00e1 per to de ser inscrita da d\u00edvida ativa. O desconto vale at\u00e9 o dia 30 deste m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 pelo menos R$ 18 bilh\u00f5es em autua\u00e7\u00f5es fiscais que j\u00e1 tramitaram na esfera administrativa e est\u00e3o pr\u00f3ximas da inscri\u00e7\u00e3o na d\u00edvida ativa, segundo o secret\u00e1rio da Fazenda e Planejamento do Estado de S\u00e3o Paulo, Samuel Kinoshita. Ele lembra que, depois de inscritos, esses d\u00e9bitos ainda podem ser pagos com desconto, por meio da chamada transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Por\u00e9m, acrescenta, nessa fase, h\u00e1 custos adicionais &#8211; como honor\u00e1rios advocat\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>O desconto de 55% est\u00e1 previsto na Lei n\u00ba 17.843, publicada no dia 7 deste m\u00eas, que trata da transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. O dispositivo altera a lei que trata do programa estadual Resolve J\u00e1 (n\u00ba 17.784, de 2023), que \u00e9 direcionado a d\u00edvidas no contencioso administrativo ou em qualquer est\u00e1gio antes da inscri\u00e7\u00e3o na d\u00edvida ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>O Resolve J\u00e1 prev\u00ea um desconto maior, de 70%, para o pagamento \u00e0 vista de cobran\u00e7as tribut\u00e1rias. Mas s\u00f3 vale para autua\u00e7\u00f5es fiscais com at\u00e9 30 dias e que n\u00e3o est\u00e3o em discuss\u00e3o na esfera administrativa. Passado esse prazo, de acordo com a norma, os descontos s\u00e3o bem menores &#8211; de 10%, por exemplo, para d\u00e9bitos encaminhados para inscri\u00e7\u00e3o na d\u00edvida ativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse novo desconto, previsto na lei que trata da transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, foi autorizado, segundo o secret\u00e1rio, pensando nesses contribuintes em est\u00e1gios mais avan\u00e7ados e que s\u00f3 tinham, at\u00e9 ent\u00e3o, direito a percentuais menores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cExiste uma oportunidade \u00fanica neste m\u00eas de novembro de contar com os melhores descontos, independentemente da fase em que est\u00e1 o processo\u201d, diz o secret\u00e1rio. Hoje, existem cerca de 5,8 mil autua\u00e7\u00f5es fiscais lavradas pelo Estado, em valor total de R$ 117,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela lei do Resolve J\u00e1, quanto antes ocorrer o pagamento, maior ser\u00e1 o desconto &#8211; que pode chegar at\u00e9 a 70% caso seja quitado \u00e0 vista e em at\u00e9 30 dias. Por exemplo: uma multa originalmente de R$ 35 mil pode cair para cerca de R$ 4 mil com o desconto. \u201cQuanto mais r\u00e1pido pagar, melhor para o contribuinte. Maior o desconto\u201d, afirma Samuel Kinoshita.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Douglas Campanini, s\u00f3cio da Athros Consultoria, esse novo desconto \u00e9 vantajoso para os contribuintes que n\u00e3o t\u00eam muita chance de sucesso na esfera administrativa. \u201cA empresa tem que fazer uma an\u00e1lise para saber se, efetivamente, a discuss\u00e3o n\u00e3o tem boa chance de \u00eaxito. E se n\u00e3o tiver, para quem tem fluxo, \u00e9 importante fazer o pagamento com desconto de 55%\u201d, diz ele, acrescentando que clientes t\u00eam avaliado as possibilidades.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/20\/sao-paulo-quer-recuperar-bilhoes-de-reais-em-discussao-na-esfera-administrativa.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/20\/sao-paulo-quer-recuperar-bilhoes-de-reais-em-discussao-na-esfera-administrativa.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em caso de R$ 1,3 bi do Ita\u00fa, Carf afasta contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre PLR<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/11\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>M\u00e1 elabora\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio fiscal contou a favor do contribuinte, segundo conselheiros<\/p>\n\n\n\n<p>Por quatro votos a dois, os conselheiros da 1\u00aa Turma da 2\u00aa C\u00e2mara da 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/carf\">Carf<\/a>) cancelaram o lan\u00e7amento de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre os pagamentos de Participa\u00e7\u00e3o nos Lucros e Resultados (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/plr\">PLR<\/a>) dos empregados e administradores do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/itau\">Ita\u00fa<\/a>. O valor total do processo era de R$ 1,3 bilh\u00e3o, segundo formul\u00e1rio de refer\u00eancia da empresa, de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, a 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/superior-tribunal-de-justica\">STJ<\/a>), em julgamento in\u00e9dito, validou a tributa\u00e7\u00e3o sobre a PLR. O caso, no entanto, envolveu diretores estatut\u00e1rios, ou seja, sem v\u00ednculo empregat\u00edcio com a&nbsp;Weg Equipamentos El\u00e9tricos \u2013 e n\u00e3o empregados e administradores.<\/p>\n\n\n\n<p>No&nbsp;Carf, o caso do Ita\u00fa teve um resultado diferente de processos semelhantes julgados pela turma em abril, mas, segundo o relator, conselheiro Douglas Kakazu, a diferen\u00e7a principal foi o relat\u00f3rio fiscal. No caso do processo julgado desta vez, a m\u00e1 elabora\u00e7\u00e3o do documento contou a favor do contribuinte. Para o colegiado, n\u00e3o ficou claro por que a fiscaliza\u00e7\u00e3o tributou apenas duas de tr\u00eas parcelas do PLR.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a empresa, a fiscaliza\u00e7\u00e3o foi omissa e n\u00e3o estabeleceu nexos de causalidade que justificassem a cobran\u00e7a. A contribuinte ainda ressaltou que, apesar de as parcelas poderem ser pagas em a\u00e7\u00f5es, n\u00e3o s\u00e3o stock options e, portanto, n\u00e3o podem ser tributadas como tal.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento do caso havia sido interrompido em outubro, quando o conselheiro Francisco Nogueira Guarita pediu vista, registrada como vista coletiva nos autos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"GL1un8AVMS\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/em-caso-de-r-13-bi-do-itau-carf-afasta-contribuicao-previdenciaria-sobre-plr-13112023\">Em caso de R$ 1,3 bi do Ita\u00fa, Carf afasta contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre PLR<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Em caso de R$ 1,3 bi do Ita\u00fa, Carf afasta contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre PLR&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/em-caso-de-r-13-bi-do-itau-carf-afasta-contribuicao-previdenciaria-sobre-plr-13112023\/embed#?secret=GL1un8AVMS\" data-secret=\"GL1un8AVMS\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf nega amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio interno em processo de R$ 4,9 bilh\u00f5es da Telef\u00f4nica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Fiscaliza\u00e7\u00e3o autuou a companhia por considerar que n\u00e3o houve o considerado \u2018sacrif\u00edcio financeiro\u2019 na opera\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Por voto de qualidade, a 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/carf\">Carf<\/a>) negou a possibilidade de amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio interno na opera\u00e7\u00e3o de aquisi\u00e7\u00e3o da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/vivo\">Vivo<\/a>&nbsp;Participa\u00e7\u00f5es pela ent\u00e3o Telesp, hoje Telef\u00f4nica Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo (16561.720129\/2018-50) tem valor de R$ 4,9 bilh\u00f5es, segundo documentos da empresa enviados \u00e0 Comiss\u00e3o de Assuntos Mobili\u00e1rios (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/cvm\">CVM<\/a>). No entanto, o julgamento n\u00e3o foi finalizado porque houve pedido de vista em rela\u00e7\u00e3o a outro ponto.Antes da opera\u00e7\u00e3o em quest\u00e3o, a Vivo Participa\u00e7\u00f5es era controlada por uma holding que tinha participa\u00e7\u00e3o da espanhola Telef\u00f3nica S\/A e outra empresa, que posteriormente saiu da holding. A Telef\u00f3nica S\/A tamb\u00e9m detinha participa\u00e7\u00e3o na Telesp, hoje Telef\u00f4nica Brasil. Nessa realidade, a Telef\u00f3nica S\/A tinha 62% do capital social da Vivo Participa\u00e7\u00f5es. Outros 38% eram de acionistas minorit\u00e1rios. Em a\u00e7\u00e3o posterior, a Telef\u00f4nica Brasil incorporou a Vivo Participa\u00e7\u00f5es e passou a amortizar o \u00e1gio gerado nesta opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na discuss\u00e3o sobre \u00e1gio, a fiscaliza\u00e7\u00e3o autuou a companhia por considerar que n\u00e3o houve o considerado \u201csacrif\u00edcio financeiro\u201d na opera\u00e7\u00e3o que gerou o \u00e1gio. Para o fisco, o \u00e1gio gerado tem natureza intragrupo e n\u00e3o poderia ser amortizado. Na an\u00e1lise da turma ordin\u00e1ria, a decis\u00e3o fora por permitir a amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio interno por considerar uma presen\u00e7a significativa de acionistas minorit\u00e1rios na Vivo Participa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Na quarta-feira (8\/11), o relator, conselheiro Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, defendeu a impossibilidade de amortiza\u00e7\u00e3o. Ao acompanhar esse entendimento, a conselheira Edeli Pereira Bessa ressaltou que a participa\u00e7\u00e3o de minorit\u00e1rios traz uma seguran\u00e7a para a utiliza\u00e7\u00e3o do valor de mercado na opera\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o faz com que os pagamentos na opera\u00e7\u00e3o possam ser caracterizados como entre partes independentes.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00edvia da Silva Queiroz, representante da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/pgfn\">PGFN<\/a>), defendeu que, sem mudan\u00e7a de controle, n\u00e3o era poss\u00edvel reconhecer a ocorr\u00eancia de \u00e1gio. Al\u00e9m disso, apontou que n\u00e3o houve sacrif\u00edcio financeiro da empresa. \u201cN\u00e3o se questiona que houve entrega de a\u00e7\u00f5es e n\u00e3o se discute que a\u00e7\u00f5es podem ser consideradas formas de pagamento. A quest\u00e3o \u00e9 que foram a\u00e7\u00f5es entregues dentro de reorganiza\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria, incorpora\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es de duas empresas do mesmo grupo cujo objetivo \u00e9 t\u00e3o somente unificar as bases acion\u00e1rias\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia foi aberta pelo conselheiro Luis Henrique Marotti Toselli. Para o julgador, o \u00e1gio interno \u00e9 leg\u00edtimo, e a opera\u00e7\u00e3o teve prop\u00f3sito negocial. O conselheiro Luciano Bernart tamb\u00e9m entendeu pela possibilidade de amortiza\u00e7\u00e3o, considerando a porcentagem de acionistas minorit\u00e1rios e a participa\u00e7\u00e3o de uma \u201cs\u00e9rie de \u00f3rg\u00e3o reguladores\u201d, como a CVM e a Anatel, na opera\u00e7\u00e3o. \u201cPra mim isso \u00e9 demonstra\u00e7\u00e3o clara que aquilo n\u00e3o pode ser feito sem autonomia de vontades\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sustenta\u00e7\u00e3o oral, Fernando Tonanni, s\u00f3cio do Machado Meyer, ressaltou a porcentagem de acionistas minorit\u00e1rios e o considerou que o fato de haver&nbsp;controle comum das empresas n\u00e3o macula a natureza jur\u00eddica de um \u201cato translativo de propriedade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido de vista nesse processo aconteceu ap\u00f3s o encerramento da discuss\u00e3o sobre \u00e1gio. Neste ponto, os conselheiros discutiram se seria o caso de enviar o processo para a turma ordin\u00e1ria analisar as alega\u00e7\u00f5es sobre dedu\u00e7\u00e3o de Juros sobre Capital Pr\u00f3prio (JCP) que n\u00e3o teriam sido apreciadas anteriormente. A discuss\u00e3o sobre o \u00e1gio foi encerrada.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"qJxpgK4Vrr\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-nega-amortizacao-de-agio-interno-em-processo-de-r-49-bilhoes-da-telefonica-15112023\">Carf nega amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio interno em processo de R$ 4,9 bilh\u00f5es da Telef\u00f4nica<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Carf nega amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio interno em processo de R$ 4,9 bilh\u00f5es da Telef\u00f4nica&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-nega-amortizacao-de-agio-interno-em-processo-de-r-49-bilhoes-da-telefonica-15112023\/embed#?secret=qJxpgK4Vrr\" data-secret=\"qJxpgK4Vrr\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>BTG tem decis\u00e3o parcialmente favor\u00e1vel em caso de R$ 2 bilh\u00f5es sobre \u00e1gio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Discuss\u00e3o, na 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior, tratava da utiliza\u00e7\u00e3o de empresa ve\u00edculo na opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Banco&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/btg-pactual\">BTG Pactual<\/a>&nbsp;obteve resultado parcialmente favor\u00e1vel em uma discuss\u00e3o no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/carf\">Carf<\/a>) sobre amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio e empresa ve\u00edculo que tem valor de R$ 2 bilh\u00f5es. A 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior negou provimento ao recurso da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/fazenda-nacional\">Fazenda Nacional<\/a>&nbsp;e n\u00e3o conheceu o apresentado pelo contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Por seis votos a dois, o colegiado negou o recurso da Fazenda Nacional e permitiu a amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio da opera\u00e7\u00e3o de venda do Pactual para o banco UBS realizada em 2006. A discuss\u00e3o, feita no processo 16682.722995\/2015-66, tratava da utiliza\u00e7\u00e3o de empresa ve\u00edculo na opera\u00e7\u00e3o, o que a turma entendeu que n\u00e3o impediria a amortiza\u00e7\u00e3o do \u00e1gio.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo processo, os conselheiros ainda julgaram a amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio da recompra do Pactual pelo BTG, em 2009. No entanto, o colegiado negou conhecimento do recurso do contribuinte neste ponto e, portanto, o m\u00e9rito n\u00e3o foi julgado. Dessa forma, permaneceu o julgado na turma ordin\u00e1ria desfavor\u00e1vel ao contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Na opera\u00e7\u00e3o de venda do Pactual para o banco UBS AG, houve a utiliza\u00e7\u00e3o da UBS Brasil Participa\u00e7\u00f5es, considerada ve\u00edculo pela fiscaliza\u00e7\u00e3o. Segundo o contribuinte, a estrutura da opera\u00e7\u00e3o era necess\u00e1ria porque havia na \u00e9poca a Resolu\u00e7\u00e3o CMN 3.040\/02, que impedia a compra direta pelo banco su\u00ed\u00e7o do Pactual. \u201cEm uma situa\u00e7\u00e3o na qual h\u00e1 preval\u00eancia do entendimento da fiscaliza\u00e7\u00e3o, na qual o UBS AG seria o real adquirente e n\u00e3o a UBS Participa\u00e7\u00f5es, ter\u00edamos uma situa\u00e7\u00e3o em que o suposto real adquirente era uma empresa que n\u00e3o poderia comprar pela exist\u00eancia de um normativo que proibia a aquisi\u00e7\u00e3o\u201d, disse Luis Claudio Gomes Pinto, do escrit\u00f3rio Ulh\u00f4a Canto, em sustenta\u00e7\u00e3o oral.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro Luis Henrique Marotti Toselli, redator ad hoc do processo, votou pela possibilidade da amortiza\u00e7\u00e3o na venda do Pactual para o banco UBS. O conselheiro Fernando Brasil de Oliveira Pinto, assim como Luiz Tadeu Matosinho Machado, tamb\u00e9m defendeu esse entendimento, mas explicitou raz\u00f5es distintas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dois julgadores costumam analisar cada opera\u00e7\u00e3o para verificar a possibilidade de amortiza\u00e7\u00e3o. Oliveira Pinto ressaltou que, no caso, h\u00e1 explica\u00e7\u00e3o para que a opera\u00e7\u00e3o tenha sido feita da maneira que foi e citou que havia, pela quest\u00e3o regulat\u00f3ria, ainda d\u00favida muito grande se era poss\u00edvel fazer a aquisi\u00e7\u00e3o em outro desenho operacional. \u201cN\u00e3o vejo por que obstar a amortiza\u00e7\u00e3o do \u00e1gio nessas circunst\u00e2ncias\u201d, afirmou o conselheiro Fernando Brasil de Oliveira Pinto.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia foi aberta pela conselheira Edeli Pereira Bessa. A julgadora ressaltou que tem posi\u00e7\u00e3o conhecida e que, para ela, a quest\u00e3o da utilidade da empresa ve\u00edculo \u00e9 irrelevante. Bessa apontou que o fechamento da compra foi feito pela UBS AG e \u00e9 ela que figura como adquirente. \u201cA minha concep\u00e7\u00e3o \u00e9 de que o adquirente \u00e9 quem figura no contrato de compra e venda e assim a adquirente \u00e9 a empresa estrangeira. Assim, se n\u00e3o era poss\u00edvel a unifica\u00e7\u00e3o das empresas para fins de aproveitamento de \u00e1gio, isso \u00e9 uma circunst\u00e2ncia que tem que ser prevista dentro do pre\u00e7o\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros processos<\/p>\n\n\n\n<p>Em outro julgamento, tamb\u00e9m do Banco BTG Pactual, no processo 16682.721723\/2017-19 houve pedido de vista da conselheira Edeli Pereira Bessa.&nbsp; Apesar de os processos tratarem dos mesmos temas, este caso tem uma discuss\u00e3o a mais, sobre adi\u00e7\u00e3o da amortiza\u00e7\u00e3o do \u00e1gio na base da CSLL, que a conselheira decidiu analisar melhor a parte do conhecimento. O caso discute R$ 993 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado ainda julgou os processos 19515.720434\/2015-42 e 16327.720735\/2016-86&nbsp;do Banco Bradesco BBI que tamb\u00e9m tratam de amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio e empresa ve\u00edculo. O resultado foi o mesmo, por seis votos a dois a favor da amortiza\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/btg-tem-decisao-parcialmente-favoravel-em-caso-de-r-2-bilhoes-sobre-agio-17112023#:~:text=Carf-,BTG%20tem%20decis%C3%A3o%20parcialmente%20favor%C3%A1vel%20em,R%24%202%20bilh%C3%B5es%20sobre%20%C3%A1gio&amp;text=O%20Banco%20BTG%20Pactual%20obteve,valor%20de%20R%24%202%20bilh%C3%B5es.\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/btg-tem-decisao-parcialmente-favoravel-em-caso-de-r-2-bilhoes-sobre-agio-17112023#:~:text=Carf-,BTG%20tem%20decis%C3%A3o%20parcialmente%20favor%C3%A1vel%20em,R%24%202%20bilh%C3%B5es%20sobre%20%C3%A1gio&amp;text=O%20Banco%20BTG%20Pactual%20obteve,valor%20de%20R%24%202%20bilh%C3%B5es.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por voto de qualidade, Carf mant\u00e9m tributa\u00e7\u00e3o sobre lucros no exterior<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 20\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Com aplica\u00e7\u00e3o do voto de qualidade, a 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve a tributa\u00e7\u00e3o de IRPJ e CSLL sobre lucros de controladas no exterior. O processo \u00e9 o 16643.720051\/2013-59.<\/p>\n\n\n\n<p>No m\u00eas passado, a turma decidiu da mesma maneira sobre o tema, em casos como o 16682.720429\/2018-62, da Petrobras. O processo tem valor de R$ 178 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro Fernando Brasil de Oliveira Pinto, relator do caso, ressaltou que a mat\u00e9ria j\u00e1 era conhecida da turma e j\u00e1 tinha se pronunciado sobre o tema. Em julgamentos de outubro, o julgador considerou que n\u00e3o h\u00e1 incompatibilidade entre conven\u00e7\u00e3o internacional para evitar bitributa\u00e7\u00e3o e a MP 2158-35\/01, que prev\u00ea que os lucros no exterior ser\u00e3o considerados disponibilizados no Brasil na data do balan\u00e7o no qual tiverem sido apurados. Da mesma forma, o conselheiro Luis Henrique Marotti Toselli tamb\u00e9m destacou que o tema j\u00e1 era conhecido, abriu diverg\u00eancia e votou pela impossibilidade da tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda no mesmo processo, a turma, por seis votos a dois, entendeu que, para a tributa\u00e7\u00e3o de filiais e sucursais de controle indireto no exterior, \u00e9 necess\u00e1ria a consolida\u00e7\u00e3o no balan\u00e7o prevista no par\u00e1grafo sexto, artigo primeiro da Instru\u00e7\u00e3o Normativa 213\/02. A decis\u00e3o da turma foi por enviar o processo para primeira inst\u00e2ncia para an\u00e1lise da documenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m no mesmo caso, mas por unanimidade, o colegiado afastou a limita\u00e7\u00e3o de dois anos para compensa\u00e7\u00e3o de impostos pagos no exterior. O processo deve retornar para a primeira inst\u00e2ncia para exame dos documentos apresentados pelo contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/por-voto-de-qualidade-carf-mantem-tributacao-sobre-lucros-no-exterior-20112023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/por-voto-de-qualidade-carf-mantem-tributacao-sobre-lucros-no-exterior-20112023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES JUDICIAIS&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>TRF3: A exclus\u00e3o do ICMS da base do PIS-Cofins n\u00e3o pode ser alegada em exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Uma decis\u00e3o do TRF3 entendeu que a exclus\u00e3o do ICMS da base do PIS e Cofins n\u00e3o pode ser alegada no \u00e2mbito de exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Relatora, Desembargadora Federal M\u00f4nica Nobre, a exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade somente \u00e9 admiss\u00edvel nas situa\u00e7\u00f5es em que n\u00e3o se faz necess\u00e1ria dila\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria ou em que as quest\u00f5es possam ser conhecidas de of\u00edcio pelo magistrado, conforme entendimento firmado na S\u00famula n\u00ba 393 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a&nbsp;\u201ca exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade \u00e9 admiss\u00edvel na execu\u00e7\u00e3o fiscal relativamente \u00e0s mat\u00e9rias conhec\u00edveis de of\u00edcio que n\u00e3o demandem dila\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com a Desembargadora, essa quest\u00e3o necessita de prova e, portanto, somente pode ser alegada em sede de embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o por meio do incidente de exce\u00e7\u00e3o de pr\u00e9-executividade, tendo em vista que n\u00e3o se pode comprovar, sem dila\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria, que de fato os tributos cobrados foram constitu\u00eddos com a inclus\u00e3o do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Eis a ementa do julgado:<\/p>\n\n\n\n<p>TRIBUT\u00c1RIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECU\u00c7\u00c3O FISCAL. EXCE\u00c7\u00c3O DE PR\u00c9-EXECUTIVIDADE. INCLUS\u00c3O DO ICMS NA BASE DE C\u00c1LCULO DO PIS, COFINS, IRPJ E CSLL. MAT\u00c9RIA QUE DEMANDA DILA\u00c7\u00c3O PROBAT\u00d3RIA. RE 574.706\/PR. MODULA\u00c7\u00c3O. TEMA 1008 DO STJ. RECURSO DESPROVIDO. PEDIDO DE TUTELA RECURSAL PREJUDICADO.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 A quest\u00e3o do ICMS na base de c\u00e1lculo do PIS e COFINS, n\u00e3o \u00e9 mat\u00e9ria pass\u00edvel de an\u00e1lise nesta sede processual, tendo em vista que n\u00e3o se pode comprovar, sem dila\u00e7\u00e3o probat\u00f3ria, que de fato os tributos cobrados foram constitu\u00eddos mediante tal inclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Em que pese a aludida jurisprud\u00eancia ter consagrado tese favor\u00e1vel ao contribuinte no julgamento do RE 574.706\/PR, observo que a parte executada pretende desconstituir t\u00edtulo executivo cuja presun\u00e7\u00e3o de certeza, liquidez, e exigibilidade deve ser refutada por prova inequ\u00edvoca da cobran\u00e7a indevida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Ainda que tivesse sido inclu\u00eddo o ICMS nas mencionadas bases de c\u00e1lculo, a discrimina\u00e7\u00e3o dos valores dependeria de per\u00edcia cont\u00e1bil, o que n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel nesta sede.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Nada obstante, em recente julgamento dos embargos de declara\u00e7\u00e3o opostos no RE 574.706, houve a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos daquele julgado, assegurando efeitos erga omnis prospectivos a partir de 15.3.2017 \u2013 data da sess\u00e3o em que proferido aquele julgamento \u2013, ressalvadas as a\u00e7\u00f5es judiciais e administrativas protocoladas at\u00e9 aquela data.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Al\u00e9m do mais, a Primeira Se\u00e7\u00e3o do E. Superior Tribunal de Justi\u00e7a, no julgamento do REsp n\u00ba 1.767.631\/SC, n\u00ba 1.772.634\/RS e n\u00ba 1.772.470\/RS (Tema Repetitivo n\u00ba 1.008, STJ), fixou a seguinte tese: \u201cO ICMS comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL), quando apurados na sistem\u00e1tica do lucro presumido.\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2013 Agravo de instrumento desprovido. Pedido de tutela recursal prejudicado. (AI \u2013 Agravo De Instrumento \/ SP 5005454-16.2021.4.03.0000, Relatora Desembargadora Federal Monica Autran Machado Nobre, \u00d3rg\u00e3o Julgador, 4\u00aa Turma, Data da Publica\u00e7\u00e3o 07\/11\/2023). <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2023\/11\/trf3-a-exclusao-do-icms-da-base-do-pis-cofins-nao-pode-ser-alegada-em-excecao-de-pre-executividade\/\">https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2023\/11\/trf3-a-exclusao-do-icms-da-base-do-pis-cofins-nao-pode-ser-alegada-em-excecao-de-pre-executividade\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF come\u00e7a a julgar se bancos podem fornecer dados de clientes aos fiscos estaduais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Discuss\u00e3o est\u00e1 pautada, no plen\u00e1rio virtual, para come\u00e7ar na sexta-feira (17\/11) e terminar em 24 de novembro<\/p>\n\n\n\n<p>O&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/stf\">Supremo Tribunal Federal<\/a>&nbsp;vai julgar a constitucionalidade de dispositivos de um conv\u00eanio do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/confaz\">Confaz<\/a>) que obriga institui\u00e7\u00f5es financeiras a fornecer dados de seus clientes aos fiscos estaduais nas opera\u00e7\u00f5es de recolhimento do&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/icms-entenda-os-aspectos-fundamentais-13052021\">ICMS<\/a>&nbsp;por meios eletr\u00f4nicos.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 objeto da ADI 7.276, pautada para discuss\u00e3o no plen\u00e1rio virtual entre sexta-feira (17\/11) e 24 de novembro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O conv\u00eanio Confaz\u2013ICMS 134\/16, firmado entre os governos estaduais, integrantes do Confaz, estabelece que as institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias passam a ter obriga\u00e7\u00e3o de informar todas as opera\u00e7\u00f5es realizadas por pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas via PIX, cart\u00f5es de d\u00e9bito e de cr\u00e9dito e demais realizadas no pagamento do tributo por meio eletr\u00f4nico.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o foi ajuizada pelo Conselho Nacional do Sistema Financeiro (Consif), que argumenta que a norma \u00e9 inconstitucional por exigir que as institui\u00e7\u00f5es financeiras forne\u00e7am informa\u00e7\u00f5es de seus clientes protegidas pelo sigilo banc\u00e1rio. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stf-comeca-a-julgar-se-bancos-podem-fornecer-dados-de-clientes-aos-fiscos-estaduais-14112023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stf-comeca-a-julgar-se-bancos-podem-fornecer-dados-de-clientes-aos-fiscos-estaduais-14112023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ: entidade imune deve reter o IRRF ao remeter juros ao exterior<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/11\/2023&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, a fonte pagadora tem o dever de reter o tributo devido pela PJ no exterior na remessa dos valores<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/superior-tribunal-de-justica\">STJ<\/a>) decidiram que a entidade que goza de imunidade tribut\u00e1ria \u00e9 a retentora do Imposto de Renda Retido na Fonte (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/irrf-o-que-e-como-fazer-o-calculo-08022022\">IRRF<\/a>) no caso de remessa de juros na compra de bens a prazo no exterior. Na pr\u00e1tica, isso significa que a fonte pagadora tem o dever de reter o tributo devido pela pessoa jur\u00eddica no exterior ao efetuar a remessa dos valores. O caso foi julgado no EREsp 1480918\/RS.<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria, prevaleceu o entendimento da relatora, a ministra<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/regina-helena-costa\">&nbsp;Regina Helena Costa<\/a>. A magistrada negou provimento aos embargos de diverg\u00eancia da entidade, mas prop\u00f4s uma tese alternativa \u00e0s que prevaleceram na 1\u00aa e 2\u00aa Turmas em rela\u00e7\u00e3o ao tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a magistrada, a entidade n\u00e3o \u00e9 nem contribuinte, como decidiu a 1\u00aa Turma, nem respons\u00e1vel tribut\u00e1ria por substitui\u00e7\u00e3o, como definido pela 2\u00aa Turma, mas sim sujeito passivo de obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria. Costa destacou que o C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/ctn\">CTN<\/a>) prev\u00ea que entidades imunes podem ser titulares de obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias, que s\u00e3o aquelas que criam os meios para o recolhimento do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso subiu \u00e0 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a Sociedade Vicente Pallotti contestar decis\u00e3o da 2\u00aa Turma segundo a qual seria obrigada a recolher o tributo, na qualidade de respons\u00e1vel tribut\u00e1ria por substitui\u00e7\u00e3o. A entidade alegou diverg\u00eancia com decis\u00e3o da 1\u00aa Turma no julgamento do REsp 1060321\/PR.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgado, de 2009, o colegiado entendeu que, na remessa de valores ao exterior, a entidade imune teria a qualidade de contribuinte do IRRF. A interpreta\u00e7\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com o disposto no par\u00e1grafo \u00fanico do artigo 11 do Decreto-Lei 401\/1968. Conforme o dispositivo, a remessa de juros ao exterior \u00e9 fato gerador do imposto de renda retido na fonte. Por\u00e9m, a entidade imune n\u00e3o estaria obrigada a recolher o tributo em raz\u00e3o da pr\u00f3pria imunidade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Discuss\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O processo retornou \u00e0 pauta nesta quarta-feira (8\/11) com voto-vista do ministro&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/mauro-campbell\">Mauro Campbell Marques<\/a>. O julgador votou para dar provimento aos embargos de diverg\u00eancia, ou seja, para dispensar a entidade do recolhimento do IRRF. O ministro afirmou que o Supremo Tribunal Federal (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/stf\">STF<\/a>) adota uma interpreta\u00e7\u00e3o teleol\u00f3gica, ou seja, que busca a finalidade do instituto da imunidade, conferindo-lhe historicamente uma abrang\u00eancia maior. Campbell disse que se alinha a essa interpreta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em voto anterior, o ministro&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/herman-benjamin\">Herman Benjamin<\/a>&nbsp;havia divergido parcialmente de Regina Helena Costa. O julgador discordou da interpreta\u00e7\u00e3o da ministra de que a entidade seria mera retentora do imposto. Para Benjamin, esta ocuparia posi\u00e7\u00e3o de respons\u00e1vel tribut\u00e1ria por substitui\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, o julgador concordou com Costa quanto \u00e0 obrigatoriedade de a entidade recolher o IRRF.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sess\u00e3o de hoje, tanto Herman Benjamin quanto Mauro Campbell demonstraram preocupa\u00e7\u00e3o com a proposta da relatora de cria\u00e7\u00e3o de uma terceira tese, de que a empresa seria agente retentora do IRRF.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os ministros, a solu\u00e7\u00e3o enfraqueceria o poder da autoridade fiscal, pois n\u00e3o haveria de quem exigir o tributo. Por\u00e9m, a ministra defendeu a posi\u00e7\u00e3o e reafirmou seu voto. \u201cN\u00e3o significa que o cr\u00e9dito&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\">tribut\u00e1rio<\/a>&nbsp;vai sumir e n\u00e3o vai ter ningu\u00e9m para pagar. Existe uma pl\u00eaiade de rela\u00e7\u00f5es entre fisco e sujeito passivo. O CTN \u00e9 claro: a imunidade tribut\u00e1ria n\u00e3o exclui da condi\u00e7\u00e3o de respons\u00e1vel pelos tributos aquele a quem cabe reter na fonte\u201d, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros Francisco Falc\u00e3o, Gurgel de Faria e Benedito Gon\u00e7alves acompanharam integralmente o voto de Regina Helena Costa. J\u00e1 a ministra Assusete Magalh\u00e3es seguiu a diverg\u00eancia parcial de Herman Benjamin, ou seja, de que a empresa deveria reter o IRRF, mas na qualidade de respons\u00e1vel tribut\u00e1ria. Assim, acabou prevalecendo a interpreta\u00e7\u00e3o da relatora, ficando vencido o voto do ministro Mauro Campbell Marques.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\" https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-entidade-imune-deve-reter-o-irrf-ao-remeter-juros-ao-exterior-14112023\"> https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-entidade-imune-deve-reter-o-irrf-ao-remeter-juros-ao-exterior-14112023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ: contribui\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria \u00e0 previd\u00eancia privada n\u00e3o \u00e9 dedut\u00edvel do IRPF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu entendimento do relator, para quem contribui\u00e7\u00f5es ordin\u00e1ria e extraordin\u00e1ria possuem natureza distinta<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, os ministros da 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/superior-tribunal-de-justica\">STJ<\/a>) decidiram pela impossibilidade de dedu\u00e7\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias \u00e0 previd\u00eancia privada da base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda Pessoa F\u00edsica (<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/irpf\">IRPF<\/a>). O processo julgado foi o Resp 1.937.545\/PB.<\/p>\n\n\n\n<p>As contribui\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias s\u00e3o aquelas destinadas a cobrir d\u00e9ficits do plano e arcar com outras despesas. Prevaleceu o entendimento do relator, o ministro&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/francisco-falcao\">Francisco Falc\u00e3o<\/a>, para quem as contribui\u00e7\u00f5es ordin\u00e1ria e extraordin\u00e1ria possuem natureza distinta.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do colegiado nesta quinta-feira (9\/11) diverge da adotada pela 1\u00aa Turma em setembro em rela\u00e7\u00e3o ao tema, no julgamento do AREsp 1890367\/RJ. Na ocasi\u00e3o, a turma votou pela dedutibilidade de forma un\u00e2nime, respeitado o limite legal de 12%. Quando as turmas de Direito P\u00fablico do STJ discordam em uma quest\u00e3o, h\u00e1 a possibilidade de o tema ser levado \u00e0 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o da Corte, que atua para dirimir a diverg\u00eancia e pacificar a jurisprud\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>A posi\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel aos contribuintes na 2\u00aa Turma se deu ap\u00f3s a ministra&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tudo-sobre\/assusete-magalhaes\">Assusete Magalh\u00e3es<\/a>&nbsp;proferir voto-vista acompanhando o entendimento de Francisco Falc\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Magalh\u00e3es destacou que decidiu pedir vista porque seria a primeira vez que o colegiado se debru\u00e7a sobre o tema. \u201c\u00c9 mat\u00e9ria que a 2\u00aa Turma ainda n\u00e3o apreciou. Quando pedi vista deste processo n\u00e3o havia, no STJ, julgamento colegiado. Em setembro, houve precedente da 1\u00aa Turma, que decidiu contrariamente \u00e0 posi\u00e7\u00e3o do ministro Francisco Falc\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Teses<\/p>\n\n\n\n<p>A julgadora afirmou que, ap\u00f3s estudar as duas teses, decidiu seguir o entendimento de Falc\u00e3o. \u201cEu me convenci do acerto do voto do ministro Francisco Falc\u00e3o. Muito bem fundamentado, mostra a diferen\u00e7a entre as contribui\u00e7\u00f5es ordin\u00e1ria e extraordin\u00e1ria. O artigo 19 da LC [Lei Complementar] 109\/2001 traz, a meu ver, claramente as diferen\u00e7as entre as duas contribui\u00e7\u00f5es e a finalidade de cada uma delas\u201d, declarou.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme o dispositivo, as contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias s\u00e3o classificadas como normais, que s\u00e3o aquelas destinadas ao custeio dos benef\u00edcios do plano, e extraordin\u00e1rias, destinadas ao custeio de d\u00e9ficits, servi\u00e7os passados e outras finalidades n\u00e3o inclu\u00eddas na contribui\u00e7\u00e3o normal. Assim como Magalh\u00e3es, os demais ministros acompanharam o entendimento do relator. O resultado repetiu-se no julgamento do agravo interno no REsp 1991567\/RN, sobre o mesmo tema.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a tese vencedora no julgamento do AREsp 1890367\/RJ, na 1\u00aa Turma, \u00e9 de que as contribui\u00e7\u00f5es extraordin\u00e1rias podem ser deduzidas da base do IRPF porque, assim como as ordin\u00e1rias, visam garantir o pagamento do benef\u00edcio previdenci\u00e1rio. O relator do recurso, ministro Gurgel de Faria, observou que os valores pagos \u201cn\u00e3o podem ter fun\u00e7\u00e3o outra sen\u00e3o a garantia de que o benef\u00edcio [previdenci\u00e1rio] acordado seja adimplido\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-contribuicao-extraordinaria-a-previdencia-privada-nao-e-dedutivel-do-irpf-16112023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-contribuicao-extraordinaria-a-previdencia-privada-nao-e-dedutivel-do-irpf-16112023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Gorjetas nos restaurantes n\u00e3o comp\u00f5em base para tributa\u00e7\u00e3o do Simples Nacional, diz STJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>As gorjetas ou taxa de servi\u00e7o cobradas pelos restaurantes, as quais integram a remunera\u00e7\u00e3o dos empregados, n\u00e3o comp\u00f5em a receita bruta da empresa para fins de incid\u00eancia da al\u00edquota de tributa\u00e7\u00e3o pelo Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a negou provimento ao recurso especial ajuizado pela Fazenda Nacional, que buscava aumentar a base de c\u00e1lculo do Simples Nacional cobrado de uma pizzaria.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Fazenda, isso seria poss\u00edvel porque a Lei Complementar 123\/2006 previu taxativamente as hip\u00f3teses de exclus\u00e3o do conceito de receita bruta. Nessa listagem n\u00e3o est\u00e1 inclu\u00edda a taxa de servi\u00e7o, que, portanto, deve compor a base de c\u00e1lculo para a tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Relator, o ministro Mauro Campbell explicou que a gorjeta, mesmo a inserida na nota de servi\u00e7o, comp\u00f5e o sal\u00e1rio do empregado, conforme previs\u00e3o na Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho (CLT). Portanto, n\u00e3o se trata de renda, lucro ou receita bruta da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Consequentemente, esse montante pode sofrer a aplica\u00e7\u00e3o apenas de tributos e contribui\u00e7\u00f5es que incidem sobre o sal\u00e1rio. Isso exclui a incid\u00eancia de PIS, COFINS, IRPJ e CSLL sobre a referida taxa de servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDo mesmo modo e pelas mesmas raz\u00f5es, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em inclus\u00e3o das gorjetas na base de c\u00e1lculo do regime fiscal denominado \u201cSimples Nacional\u201d, que incide sobre a receita bruta na forma do art. 18, \u00a7 3\u00ba, da LC 123\/2006\u201d, apontou o ministro Mauro Campbell.<\/p>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o foi referendada em voto-vista da ministra Assusete Magalh\u00e3es. Tamb\u00e9m votou com eles o ministro Herman Benjamin. Esteve ausente o ministro Francisco Falc\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-16\/gorjetas-nos-restaurantes-nao-compoem-base-para-tributacao-do-simples-nacional\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-16\/gorjetas-nos-restaurantes-nao-compoem-base-para-tributacao-do-simples-nacional\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Judici\u00e1rio autoriza a restitui\u00e7\u00e3o do ITBI relativo aos im\u00f3veis adquiridos nos \u00faltimos cinco anos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo exige o ITBI com base no valor venal de refer\u00eancia, que em regra, \u00e9 muito maior do que o pre\u00e7o de compra do im\u00f3vel, conforme noticiamos anteriormente (link abaixo).<\/p>\n\n\n\n<p>\u200bContudo, sob o rito dos recursos especiais repetitivos (Tema 1.113), a Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a estabeleceu tr\u00eas teses relativas ao c\u00e1lculo do Imposto sobre a Transmiss\u00e3o de Bens Im\u00f3veis \u2013 ITBI nas opera\u00e7\u00f5es de compra e venda:<\/p>\n\n\n\n<p>1) A base de c\u00e1lculo do ITBI \u00e9 o valor do im\u00f3vel transmitido em condi\u00e7\u00f5es normais de mercado, n\u00e3o estando vinculada \u00e0 base de c\u00e1lculo do IPTU, que nem sequer pode ser utilizada como piso de tributa\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>2) O valor da transa\u00e7\u00e3o declarado pelo contribuinte goza da presun\u00e7\u00e3o de que \u00e9 condizente com o valor de mercado, que somente pode ser afastada pelo fisco mediante a regular instaura\u00e7\u00e3o de processo administrativo pr\u00f3prio (artigo 148 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional \u2013 CTN);<\/p>\n\n\n\n<p>3) O munic\u00edpio n\u00e3o pode arbitrar previamente a base de c\u00e1lculo do ITBI com respaldo em valor de refer\u00eancia por ele estabelecido de forma unilateral.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, em regra, o ITBI deve ser calculado com base no valor de compra, geralmente, menor do que o valor venal de refer\u00eancia utilizado pelo Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em vista disso, diversos contribuintes ajuizaram a\u00e7\u00f5es para obter de volta os valores pagos a maior a t\u00edtulo de ITBI e t\u00eam obtido \u00eaxito.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, o ju\u00edzo da 12\u00aa Vara de Fazenda P\u00fablica de S\u00e3o Paulo \u2013 SP, no Processo n\u00ba: 1035921-72.2022.8.26.0053 decidiu que o contribuinte poderia obter a devolu\u00e7\u00e3o do recolhimento a maior do ITBI, no valor de R$104.668,62, devidamente corrigido e acrescido de juros, pois o imposto foi calculado sobre o valor venal de refer\u00eancia, n\u00e3o dando oportunidade para o contribuinte recolher o imposto sobre o valor do neg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o ju\u00edzo da 16\u00aa Vara da Fazenda P\u00fablica de S\u00e3o Paulo, no Processo n\u00ba: 1056932-60.2022.8.26.0053, julgou procedente o pedido de repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito, para declarar abusiva e ilegal a cobran\u00e7a do ITBI, com base no valor venal para fins de IPTU, devendo o imposto ser calculado com base no valor da transa\u00e7\u00e3o, condenando o Munic\u00edpio a restituir os valores cobrados a maior quando do recolhimento do ITBI, referente aos im\u00f3veis, no importe de R$ 362.648,46. Sobre os valores devidos incidir\u00e3o juros de mora e corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma linha de entendimento vem decidindo o TJSP, conforme se verifica da seguinte ementa:<\/p>\n\n\n\n<p>APELA\u00c7\u00c3O \u2013 Repeti\u00e7\u00e3o de ind\u00e9bito \u2013 ITBI. Senten\u00e7a de proced\u00eancia para afastar o c\u00e1lculo do ITBI sobre os im\u00f3veis do autor, e condenar a r\u00e9 a repetir o ind\u00e9bito tribut\u00e1rio, observando-se o valor venal do IPTU, ou no valor do neg\u00f3cio, o que for maior. Alegada legalidade do valor de refer\u00eancia adotado pelo Munic\u00edpio. Descabimento. Imposto que deve ser calculado sobre o valor do neg\u00f3cio, conforme tese fixada pelo STJ no julgamento REsp 1937821. Senten\u00e7a reformada, de of\u00edcio, para observar a tese fixada pelo STJ. Recurso desprovido. (TJSP. Ac\u00f3rd\u00e3o. Processo n\u00ba 1048400-34.2021.8.26.0053;&nbsp; Relator (a): Jo\u00e3o Alberto Pezarini. Data do julgamento: 03\/06\/2022.). <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2023\/05\/judiciario-autoriza-a-restituicao-do-itbi-relativo-aos-imoveis-adquiridos-nos-ultimos-cinco-anos\/\">https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2023\/05\/judiciario-autoriza-a-restituicao-do-itbi-relativo-aos-imoveis-adquiridos-nos-ultimos-cinco-anos\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ pode aplicar tese vinculante antes de paradigma virar definitivo<\/strong><br>Data: 16\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 desnecess\u00e1rio aguardar o tr\u00e2nsito em julgado para aplicar tese fixada em recursos repetitivos. A conclus\u00e3o \u00e9 da 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que negou o pedido da Fazenda de S\u00e3o Paulo pela n\u00e3o incid\u00eancia da tese sobre honor\u00e1rios de sucumb\u00eancia por equidade.<\/p>\n\n\n\n<p>O paradigma em quest\u00e3o foi julgado em mar\u00e7o de 2022, quando a Corte Especial do STJ vetou o uso do m\u00e9todo da equidade para fixar a remunera\u00e7\u00e3o do advogado vencedor quando a a\u00e7\u00e3o tiver um valor considerado excessivamente alto.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse m\u00e9todo, o juiz escolhe livremente o valor com base em elementos como no grau de zelo do advogado, na natureza e import\u00e2ncia da causa, no tempo exercido. J\u00e1 pela regra geral, o c\u00e1lculo respeita percentuais sobre o valor da causa, da condena\u00e7\u00e3o ou do proveito econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma da equidade \u00e9 admitida no par\u00e1grafo 8\u00ba do artigo 85 do C\u00f3digo de Processo Civil, mas apenas para causas em que for inestim\u00e1vel ou irris\u00f3rio o proveito econ\u00f4mico ou, ainda, quando o valor da causa for muito baixo.<\/p>\n\n\n\n<p>Como mostrou a revista eletr\u00f4nica Consultor Jur\u00eddico, no dia seguinte a tese j\u00e1 era aplicada monocraticamente por integrantes do STJ. Ainda assim, ela seguiu contestada e acabou admitida para julgamento pelo Supremo Tribunal Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, o ministro Herman Benjamin, um dos cr\u00edticos da tese, aplicou-a para dar provimento ao recurso especial dos advogados de um particular que venceu a\u00e7\u00e3o contra a Fazenda de S\u00e3o Paulo. A ordem foi de devolver o caso para o Tribunal de Justi\u00e7a paulista recalcular a verba sem uso da equidade.<\/p>\n\n\n\n<p>No agravo interno, a Fazenda estadual pediu a suspens\u00e3o do processamento em vista da pend\u00eancia de julgamento da mat\u00e9ria debatida. O pedido foi negado por dois motivos. Primeiro porque a afeta\u00e7\u00e3o do tema para julgamento sob o rito dos repetitivos n\u00e3o levou \u00e0 suspens\u00e3o nacional de processos com o mesmo tema.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm segundo lugar porque, tendo-se em conta que j\u00e1 h\u00e1 decis\u00e3o firmada por este Tribunal Superior para o tema em comento, invoca-se a compreens\u00e3o j\u00e1 estabelecida, no sentido de que \u00e9 desnecess\u00e1rio aguardar o tr\u00e2nsito em julgado para a aplica\u00e7\u00e3o do decisum paradigma\u201d, explicou. A vota\u00e7\u00e3o na 2\u00aa Turma foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 2.060.149<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\" https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-16\/manchete-stj-pode-aplicar-tese-antes-de-o-paradigma-se-tornar-definitivo\/#:~:text=STJ%20pode%20aplicar%20tese%20vinculante%20antes%20de%20paradigma%20virar%20definitivo\"> https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-16\/manchete-stj-pode-aplicar-tese-antes-de-o-paradigma-se-tornar-definitivo\/#:~:text=STJ%20pode%20aplicar%20tese%20vinculante%20antes%20de%20paradigma%20virar%20definitivo<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Arrecada\u00e7\u00e3o federal deve ter redu\u00e7\u00e3o de R$ 62 bi por compensa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/11\/2023&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Impacto se deve, principalmente, ao julgamento do Supremo Tribunal Federal, em 2017, que retirou o ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda emitiu uma nota para esclarecer que o ministro Fernando Haddad disse ontem, em reuni\u00e3o no Pal\u00e1cio do Planalto, que a expectativa do governo \u00e9 que haver\u00e1 mais de R$ 62 bilh\u00f5es em 2023 de compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria decorrente de decis\u00f5es judiciais, o que afetar\u00e1 negativamente a arrecada\u00e7\u00e3o federal neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Ontem, alguns ve\u00edculos de imprensa noticiaram que o ministro teria dito aos participantes da reuni\u00e3o que o governo conseguiu R$ 62 bilh\u00f5es aos cofres p\u00fablicos, fruto de um contencioso do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), relacionado a processos de PIS e Cofins. A reuni\u00e3o foi para selar a manuten\u00e7\u00e3o da meta fiscal zero em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Minist\u00e9rio da Fazenda, o que Haddad disse aos participantes da reuni\u00e3o foi que haver\u00e1 mais de R$ 62 bilh\u00f5es de compensa\u00e7\u00e3o decorrente de decis\u00f5es judiciais, especialmente relativas a julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2017, que retirou o ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins. O ministro j\u00e1 reclamou em outras ocasi\u00f5es que essa decis\u00e3o vem &#8220;corroendo&#8221; a base de arrecada\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda na nota, o minist\u00e9rio diz que a concretiza\u00e7\u00e3o da estimativa de R$ 62 bilh\u00f5es at\u00e9 o fim de 2023 depende de &#8220;decis\u00f5es judiciais de homologa\u00e7\u00e3o de c\u00e1lculos das compensa\u00e7\u00f5es para cada empresa, sendo que, at\u00e9 agosto j\u00e1 foram alcan\u00e7ados R$ 59,2 bilh\u00f5es&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Exatamente por isso, a Receita Federal n\u00e3o tem como estimar neste momento o impacto desse tipo de decis\u00e3o judicial em 2024&#8221;, informa a Fazenda na nota.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/11\/17\/arrecadacao-federal-deve-ter-reducao-de-r-62-bi-por-compensacoes-tributarias.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/11\/17\/arrecadacao-federal-deve-ter-reducao-de-r-62-bi-por-compensacoes-tributarias.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF come\u00e7a a julgar norma do Confaz que exige informa\u00e7\u00f5es de transa\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) come\u00e7ou a julgar hoje, no Plen\u00e1rio Virtual, conv\u00eanio do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz) que obriga agentes financeiros a fornecerem informa\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias para que os Estados possam verificar o recolhimento de ICMS. Por ora, h\u00e1 apenas o voto do relatora, ministra C\u00e1rmen L\u00facia, favor\u00e1vel \u00e0 medida.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros julgam a quest\u00e3o por meio da a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade (ADI 7276) apresentada pelo Conselho Nacional do Sistema Financeiro (Consif). Eles t\u00eam at\u00e9 a pr\u00f3xima sexta-feira (dia 24) para apresentar seus votos.<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade questiona o Conv\u00eanio ICMS n\u00ba 134\/16. A norma prev\u00ea que as institui\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias devem, obrigatoriamente, informar todas as transa\u00e7\u00f5es realizadas por pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas realizadas via PIX, cart\u00f5es de cr\u00e9dito e d\u00e9bito e outras opera\u00e7\u00f5es realizadas de forma eletr\u00f4nica.<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, apresentada em 2022, o Consif afirma que o conv\u00eanio proposto pelo Confaz quebra o sigilo banc\u00e1rio dos usu\u00e1rios das institui\u00e7\u00f5es financeiras. A entidade, no pedido, solicitou liminar. A relatora, por\u00e9m, resolveu julgar diretamente o m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, C\u00e1rmen L\u00facia destaca que n\u00e3o caracteriza quebra de sigilo o acesso pelas autoridades fiscais a dados de car\u00e1ter sigiloso em poder das institui\u00e7\u00f5es financeiras, \u201cpois h\u00e1 transfer\u00eancia tamb\u00e9m do dever de sigilo dessas informa\u00e7\u00f5es \u00e0quelas autoridades, permanecendo a obriga\u00e7\u00e3o legal de preserva\u00e7\u00e3o da inviolabilidade dos dados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Jo\u00e3o Claudio Leal, s\u00f3cio coordenador da \u00e1rea de Direito Tribut\u00e1rio do SGMP Advogados, por\u00e9m, o Confaz n\u00e3o observou defini\u00e7\u00e3o da Lei Complementar n\u00ba 105\/2001, que prev\u00ea que a possibilidade dos \u00f3rg\u00e3os de fiscaliza\u00e7\u00e3o de tributos terem acesso a informa\u00e7\u00f5es financeiras. Para que se exija essas informa\u00e7\u00f5es, diz, deve existir algum procedimento jur\u00eddico j\u00e1 instaurado. Caso contr\u00e1rio, acrescenta, dados sigilosos n\u00e3o podem ser requisitados.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA norma do Confaz n\u00e3o poderia ter estipulado uma exig\u00eancia mais ampla do que aquela que est\u00e1 na lei complementar\u201d, afirma o advogado. \u201cPara que se justifique o acesso a essas informa\u00e7\u00f5es, deve haver algum indicativo da efetiva necessidade do \u00f3rg\u00e3o de fiscaliza\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado destaca que em rela\u00e7\u00e3o a sigilo de dados, movimenta\u00e7\u00e3o financeira e fiscaliza\u00e7\u00e3o, o Supremo tem um hist\u00f3rico de julgamentos recentes que \u00e9 mais flex\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob supervis\u00e3o de Arthur Rosa, editor de Legisla\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/17\/stf-comeca-a-julgar-norma-do-confaz-que-exige-informacoes-de-transacoes-bancarias.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/17\/stf-comeca-a-julgar-norma-do-confaz-que-exige-informacoes-de-transacoes-bancarias.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAIS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Empresa deve indenizar por reter contribui\u00e7\u00e3o ao INSS, diz TJ-RS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa que repassa de forma intempestiva (fora do prazo) as contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias t\u00eam o dever de indenizar o contribuinte que tiver seus direitos lesados por tal conduta.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a 5\u00aa C\u00e2mara C\u00edvel do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul manteve decis\u00e3o que condenou uma companhia de seguros a indenizar, por danos morais, uma corretora aut\u00f4noma que teve seu pedido de aposentadoria negado pelo INSS devido a problemas no repasse de suas contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 autarquia.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o processo, a seguradora reteve, de forma indevida, contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias referentes a 11% das comiss\u00f5es de corretagem por vendas de seguros feitas pela profissional. Tal manobra, segundo a corretora, resultou em repasses fora do prazo \u2014 e, por fim, na negativa do INSS a seu pedido de aposentadoria por tempo de contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Alegando que, devido \u00e0 rejei\u00e7\u00e3o do pedido, teve de continuar trabalhando mesmo com a sa\u00fade debilitada, a trabalhadora ajuizou a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria contra a seguradora. Em primeira inst\u00e2ncia, a Justi\u00e7a condenou a companhia a indenizar a mulher em R$ 10 mil. Insatisfeita com a senten\u00e7a, a empresa recorreu ao TJ-RS sustentando ter ocorrido prescri\u00e7\u00e3o e aus\u00eancia de dano moral.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, a relatora do recurso, desembargadora&nbsp;Lusmary Fatima Turelly da Silva, afastou, de in\u00edcio, a tese de prescri\u00e7\u00e3o, pontuando que tal argumenta\u00e7\u00e3o j\u00e1 havia sido rejeitada em primeiro grau. J\u00e1 quanto \u00e0 indeniza\u00e7\u00e3o, a relatora considerou que a documenta\u00e7\u00e3o juntada pela autora registra que os repasses das contribui\u00e7\u00f5es, de fato, foram feitos fora do per\u00edodo determinado \u2014 o que culminou, tamb\u00e9m conforme os documentos, na negativa do benef\u00edcio de aposentadoria.<br>\u201cVeja-se que os extratos do Cadastro Nacional de Informa\u00e7\u00f5es Sociais \u2013 Extrato Previdenci\u00e1rio CNIS (\u2026) registram os repasses extempor\u00e2neos das contribui\u00e7\u00f5es por meio da sigla \u2018Prem-Ext\u2019, que indica \u2018remunera\u00e7\u00e3o informada fora do prazo\u2019, n\u00e3o obstante tenham sido recolhidos das comiss\u00f5es devidas \u00e0 autora pela fun\u00e7\u00e3o de corretora de seguros\u201d, destacou Lusmary.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDesse modo, resta evidente que a falha por parte da r\u00e9 em tempestivamente cumprir seu dever legal de repasse \u00e0 previd\u00eancia social dos valores arrecadados da autora acarretou abalo moral \u00e0 autora, n\u00e3o podendo usufruir aposentadoria no valor correspondente a suas contribui\u00e7\u00f5es devidamente realizadas, sendo verba de natureza alimentar\u201d, concluiu a desembargadora ao decidir pela manuten\u00e7\u00e3o do valor da indeniza\u00e7\u00e3o por danos morais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, ela acolheu pedido da profissional e reformou parte da senten\u00e7a, fixando que os juros de mora dever\u00e3o incidir a contar da data do efetivo preju\u00edzo &nbsp;\u2014 a negativa da aposentadoria, em 10\/9\/2019 \u2014, nos termos da S\u00famula 54 do Superior Tribunal de Justi\u00e7a. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado&nbsp;Nirio Lyma de Menezes Junior&nbsp;representou a profissional. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-16\/empresa-deve-indenizar-por-reter-contribuicao-ao-inss-diz-tj-rs\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-16\/empresa-deve-indenizar-por-reter-contribuicao-ao-inss-diz-tj-rs\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 13\/11 a 20\/11 Fazenda cogita incluir JCP em proposta que muda tributa\u00e7\u00e3o de grandes empresas Data: 16\/11\/2023 Apesar do calend\u00e1rio apertado de vota\u00e7\u00f5es na C\u00e2mara at\u00e9 o fim do ano, o Minist\u00e9rio da Fazenda ainda quer avan\u00e7ar nas pr\u00f3ximas semanas com a proposta que d\u00e1 fim ao modelo atual de Juros sobre [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3027,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[9,29,33,63,96,73],"class_list":["post-3025","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-retrospecto-tributario","tag-amaral-yazbek","tag-empresas","tag-negocios","tag-noticia-do-dia","tag-reforma-tributaria","tag-retrospecto-tributario"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Retrospecto Tribut\u00e1rio - 13\/11 a 20\/11<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Atualidades Tributarias fique por dentro de todas as atualiza\u00e7\u00f5es do mundo do nosso Retrospecto Tribut\u00e1rio - 13\/11 a 20\/11\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3025\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 13\/11 a 20\/11\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Atualidades Tributarias fique por dentro de todas as atualiza\u00e7\u00f5es do mundo do nosso Retrospecto Tribut\u00e1rio - 13\/11 a 20\/11\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3025\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Amaral, Yazbek Advogados\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/AYadvogados\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2023-11-20T17:53:13+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2023-11-22T11:00:05+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-2-copiar-2.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1920\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1080\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"AY Advogados\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"AY Advogados\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"98 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3025#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3025\"},\"author\":{\"name\":\"AY Advogados\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/4abfbf03ad3e577e691d333af064a912\"},\"headline\":\"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 13\\\/11 a 20\\\/11\",\"datePublished\":\"2023-11-20T17:53:13+00:00\",\"dateModified\":\"2023-11-22T11:00:05+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3025\"},\"wordCount\":19920,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3025#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/11\\\/Prancheta-2-copiar-2.png\",\"keywords\":[\"amaral yazbek\",\"empresas\",\"neg\u00f3cios\",\"noticia do dia\",\"Reforma Tribut\u00e1ria\",\"retrospecto tribut\u00e1rio\"],\"articleSection\":[\"Retrospecto Tribut\u00e1rio\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3025#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3025\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3025\",\"name\":\"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 13\\\/11 a 20\\\/11\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3025#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3025#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/11\\\/Prancheta-2-copiar-2.png\",\"datePublished\":\"2023-11-20T17:53:13+00:00\",\"dateModified\":\"2023-11-22T11:00:05+00:00\",\"description\":\"Atualidades Tributarias fique por dentro de todas as atualiza\u00e7\u00f5es do mundo do nosso Retrospecto Tribut\u00e1rio - 13\\\/11 a 20\\\/11\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3025#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3025\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3025#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/11\\\/Prancheta-2-copiar-2.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/11\\\/Prancheta-2-copiar-2.png\",\"width\":1920,\"height\":1080,\"caption\":\"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 13\\\/11 a 20\\\/11\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3025#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 13\\\/11 a 20\\\/11\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/\",\"name\":\"Amaral, Yazbek Advogados\",\"description\":\"Curitiba \u2022 Bras\u00edlia \u2022 S\u00e3o Paulo\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#organization\",\"name\":\"Amaral, Yazbek Advogados\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"http:\\\/\\\/34.239.117.254\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/03\\\/logo-ay-g.png\",\"contentUrl\":\"http:\\\/\\\/34.239.117.254\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/03\\\/logo-ay-g.png\",\"width\":434,\"height\":106,\"caption\":\"Amaral, Yazbek Advogados\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/AYadvogados\",\"https:\\\/\\\/www.instagram.com\\\/ayadvogados\\\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/4abfbf03ad3e577e691d333af064a912\",\"name\":\"AY Advogados\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/1473912b851241f5503026e6156e144dcd83ff7addb67f65e1ed9ca21ee1d9cf?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/1473912b851241f5503026e6156e144dcd83ff7addb67f65e1ed9ca21ee1d9cf?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/1473912b851241f5503026e6156e144dcd83ff7addb67f65e1ed9ca21ee1d9cf?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"AY Advogados\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/ayadvogados.com.br\"],\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?author=2\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 13\/11 a 20\/11","description":"Atualidades Tributarias fique por dentro de todas as atualiza\u00e7\u00f5es do mundo do nosso Retrospecto Tribut\u00e1rio - 13\/11 a 20\/11","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3025","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 13\/11 a 20\/11","og_description":"Atualidades Tributarias fique por dentro de todas as atualiza\u00e7\u00f5es do mundo do nosso Retrospecto Tribut\u00e1rio - 13\/11 a 20\/11","og_url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3025","og_site_name":"Amaral, Yazbek Advogados","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/AYadvogados","article_published_time":"2023-11-20T17:53:13+00:00","article_modified_time":"2023-11-22T11:00:05+00:00","og_image":[{"width":1920,"height":1080,"url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-2-copiar-2.png","type":"image\/png"}],"author":"AY Advogados","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"AY Advogados","Est. tempo de leitura":"98 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3025#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3025"},"author":{"name":"AY Advogados","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#\/schema\/person\/4abfbf03ad3e577e691d333af064a912"},"headline":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 13\/11 a 20\/11","datePublished":"2023-11-20T17:53:13+00:00","dateModified":"2023-11-22T11:00:05+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3025"},"wordCount":19920,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3025#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-2-copiar-2.png","keywords":["amaral yazbek","empresas","neg\u00f3cios","noticia do dia","Reforma Tribut\u00e1ria","retrospecto tribut\u00e1rio"],"articleSection":["Retrospecto Tribut\u00e1rio"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3025#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3025","url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3025","name":"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 13\/11 a 20\/11","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3025#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3025#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-2-copiar-2.png","datePublished":"2023-11-20T17:53:13+00:00","dateModified":"2023-11-22T11:00:05+00:00","description":"Atualidades Tributarias fique por dentro de todas as atualiza\u00e7\u00f5es do mundo do nosso Retrospecto Tribut\u00e1rio - 13\/11 a 20\/11","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3025#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3025"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3025#primaryimage","url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-2-copiar-2.png","contentUrl":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-2-copiar-2.png","width":1920,"height":1080,"caption":"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 13\/11 a 20\/11"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3025#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 13\/11 a 20\/11"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#website","url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/","name":"Amaral, Yazbek Advogados","description":"Curitiba \u2022 Bras\u00edlia \u2022 S\u00e3o Paulo","publisher":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#organization","name":"Amaral, Yazbek Advogados","url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"http:\/\/34.239.117.254\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/logo-ay-g.png","contentUrl":"http:\/\/34.239.117.254\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/logo-ay-g.png","width":434,"height":106,"caption":"Amaral, Yazbek Advogados"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/AYadvogados","https:\/\/www.instagram.com\/ayadvogados\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#\/schema\/person\/4abfbf03ad3e577e691d333af064a912","name":"AY Advogados","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1473912b851241f5503026e6156e144dcd83ff7addb67f65e1ed9ca21ee1d9cf?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1473912b851241f5503026e6156e144dcd83ff7addb67f65e1ed9ca21ee1d9cf?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1473912b851241f5503026e6156e144dcd83ff7addb67f65e1ed9ca21ee1d9cf?s=96&d=mm&r=g","caption":"AY Advogados"},"sameAs":["https:\/\/ayadvogados.com.br"],"url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?author=2"}]}},"rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-2-copiar-2.png",1920,1080,false],"landscape":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-2-copiar-2.png",1920,1080,false],"portraits":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-2-copiar-2.png",1920,1080,false],"thumbnail":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-2-copiar-2-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-2-copiar-2-300x169.png",300,169,true],"large":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-2-copiar-2-1024x576.png",1024,576,true],"1536x1536":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-2-copiar-2-1536x864.png",1536,864,true],"2048x2048":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-2-copiar-2.png",1920,1080,false]},"rttpg_author":{"display_name":"AY Advogados","author_link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?author=2"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?cat=3\" rel=\"category\">Retrospecto Tribut\u00e1rio<\/a>","rttpg_excerpt":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 13\/11 a 20\/11 Fazenda cogita incluir JCP em proposta que muda tributa\u00e7\u00e3o de grandes empresas Data: 16\/11\/2023 Apesar do calend\u00e1rio apertado de vota\u00e7\u00f5es na C\u00e2mara at\u00e9 o fim do ano, o Minist\u00e9rio da Fazenda ainda quer avan\u00e7ar nas pr\u00f3ximas semanas com a proposta que d\u00e1 fim ao modelo atual de Juros sobre&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3025","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3025"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3025\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3030,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3025\/revisions\/3030"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3027"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3025"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3025"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3025"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}