{"id":3004,"date":"2023-11-13T16:41:52","date_gmt":"2023-11-13T19:41:52","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=3004"},"modified":"2023-11-13T16:46:34","modified_gmt":"2023-11-13T19:46:34","slug":"retrospecto-tributario-06-11-a-13-11","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3004","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 06\/11 a 13\/11"},"content":{"rendered":"\n<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 06\/11 a 13\/11<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agenda STF: Ministros incluem na pauta de julgamentos &#8216;quebra&#8217; de decis\u00f5es definitivas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF) deve voltar a analisar na quinta-feira uma das decis\u00f5es tribut\u00e1rias recentes mais relevantes: a que permitiu a \u201cquebra\u201d de senten\u00e7as definitivas para que seja aplicado o entendimento mais recente dos ministros. Recursos dos contribuintes estavam na pauta da semana passada foram remanejados por falta de tempo para o julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido dos contribuintes \u00e9 para que os ministros voltem atr\u00e1s da decis\u00e3o, proferida em fevereiro, e impe\u00e7am cobran\u00e7as retroativas de tributos. Afirmam que essa decis\u00e3o, da forma como est\u00e1, provoca um rombo de bilh\u00f5es de reais no caixa das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fevereiro, o Supremo definiu que senten\u00e7as tribut\u00e1rias dadas como definitivas deixam de ter efeito sempre que houver um julgamento posterior na Corte em sentido contr\u00e1rio (RE 955227 e RE 949297).<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento j\u00e1 foi iniciado no Plen\u00e1rio Virtual, e poder\u00e1 ser conclu\u00eddo no presencial. Em setembro, o relator, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, votou para rejeitar todos os pedidos dos contribuintes. A ministra Rosa Weber, que se aposentou em outubro, deixou o voto \u2013 tamb\u00e9m contr\u00e1rio aos contribuintes. Foram os \u00fanicos a votar.<\/p>\n\n\n\n<p>Trabalhista<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m consta na pauta julgamento de recurso contra decis\u00e3o em que o Supremo considerou l\u00edcita a terceiriza\u00e7\u00e3o em todas as etapas do processo produtivo, autorizando, portanto, a terceiriza\u00e7\u00e3o da atividade fim (RE 958252). O recurso questiona a aplica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o para processos que j\u00e1 estavam em andamento, ou conclu\u00eddos, antes do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/12\/agenda-stf-ministros-incluem-na-pauta-de-julgamentos-quebra-de-decisoes-definitivas.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/12\/agenda-stf-ministros-incluem-na-pauta-de-julgamentos-quebra-de-decisoes-definitivas.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Setor de cal\u00e7ados questiona Remessa Conforme no STF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) poder\u00e1 se manifestar sobre o Programa Remessa Conforme, que zerou a al\u00edquota do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o incidente sobre compras internacionais de at\u00e9 US$ 50. A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias de Cal\u00e7ados (Abical\u00e7ados) e a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Cal\u00e7ados e Artefatos (Assintecal) questionaram a validade da medida.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o est\u00e1 sob a relatoria da ministra C\u00e1rmen L\u00facia (ADI 7503). As associa\u00e7\u00f5es pedem liminar contra o programa. N\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de quando ser\u00e1 julgada.<\/p>\n\n\n\n<p>O programa Remessa Conforme entrou em vigor oficialmente dia 1\u00ba de agosto. Foi criado pelo Minist\u00e9rio da Fazenda com o objetivo de trazer os e-commerces estrangeiros para a conformidade, j\u00e1 que grande parte das remessas internacionais entrava no pa\u00eds sem declara\u00e7\u00e3o e sem pagar impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o programa \u00e9 volunt\u00e1rio, o governo isentou de al\u00edquota de importa\u00e7\u00e3o (de 60%) as compras feitas nos sites das empresas que decidiram aderir. Foi uma forma de incentivar a ades\u00e3o ao programa \u2014 e deu certo.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os grandes marketplaces estrangeiros j\u00e1 aderiram (Aliexpress, Amazon, Shein, Shopee, por exemplo). O consumidor paga 17% de ICMS, valor que \u00e9 embutido no carrinho de compra. Algumas empresas, por\u00e9m, t\u00eam dado isen\u00e7\u00e3o dessa taxa ao consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda tem prometido estabelecer um novo percentual para a al\u00edquota de importa\u00e7\u00e3o, diante das reclama\u00e7\u00f5es do varejo e da ind\u00fastria nacional de competi\u00e7\u00e3o desleal. Por\u00e9m, at\u00e9 o momento, houve apenas promessas. Integrante da equipe econ\u00f4mica alegam que a Receita Federal precisa estudar os dados do programa para fixar uma al\u00edquota equilibrada a todos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para as representantes do setor cal\u00e7adista, o Minist\u00e9rio da Fazenda, que editou a portaria, n\u00e3o tem compet\u00eancia para alterar discricionariamente as al\u00edquotas do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o. As duas associa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m alegaram no Supremo que a medida fere o princ\u00edpio da isonomia tribut\u00e1ria, especialmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ind\u00fastria e ao varejo nacional, j\u00e1 que n\u00e3o se trata de isen\u00e7\u00e3o ou outro benef\u00edcio fiscal condicionado.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo o pedido feito pelas representantes do setor ao STF, a exce\u00e7\u00e3o prevista para as remessas postais internacionais entre pessoas naturais de mercadorias que n\u00e3o excedam US$ 50, que s\u00e3o isentas do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o e demais tributos aduaneiros, est\u00e1 resultando em \u201costensiva e generalizada fraude tribut\u00e1ria\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com as entidades, o com\u00e9rcio internacional passou a declarar pessoa f\u00edsica como remetente, subfaturando artificialmente o pre\u00e7o de venda para burlar os controles aduaneiros, com reflexo na arrecada\u00e7\u00e3o federal na importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/08\/stf-pode-julgar-programa-que-isenta-de-imposto-compras-de-ate-us-50.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/08\/stf-pode-julgar-programa-que-isenta-de-imposto-compras-de-ate-us-50.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ autoriza aproveitamento de cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins sobre ICMS-ST<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros da 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) reconheceram, por unanimidade, o direito do contribuinte de aproveitar cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins sobre os valores pagos a t\u00edtulo de ICMS-ST (substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria) na etapa anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>A turma negou provimento ao recurso da Fazenda Nacional contra decis\u00e3o monocr\u00e1tica da relatora, ministra Regina Helena Costa, favor\u00e1vel ao aproveitamento dos cr\u00e9ditos. O processo julgado foi o 2.089.686\/RS (AgInt).<\/p>\n\n\n\n<p>Para a magistrada, o creditamento deve ser admitido para o substitu\u00eddo tribut\u00e1rio, uma vez que este adquire as mercadorias acrescidas do custo do tributo recolhido na etapa anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA repercuss\u00e3o econ\u00f4mica onerosa do recolhimento antecipado do ICMS-ST, pelo substituto, \u00e9 assimilada pelo substitu\u00eddo imediato na cadeia quando da aquisi\u00e7\u00e3o do bem, a quem, todavia, n\u00e3o ser\u00e1 facultado gerar cr\u00e9dito na sa\u00edda da mercadoria (venda), devendo emitir a nota fiscal sem destaque do imposto estadual, tornando o tributo, nesse contexto, irrecuper\u00e1vel na escrita fiscal\u201d, argumentou Costa na decis\u00e3o monocr\u00e1tica. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-autoriza-aproveitamento-de-creditos-de-pis-cofins-sobre-icms-st-08112023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-autoriza-aproveitamento-de-creditos-de-pis-cofins-sobre-icms-st-08112023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF come\u00e7a a julgar restri\u00e7\u00e3o a cr\u00e9dito de ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) come\u00e7ou a julgar no Plen\u00e1rio Virtual a validade de altera\u00e7\u00f5es na Lei Kandir que restringiram compensa\u00e7\u00f5es de cr\u00e9ditos de ICMS. Por enquanto o relator, ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, foi o \u00fanico a votar, e negou o pedido dos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Os demais ministros t\u00eam at\u00e9 o dia 20 deste m\u00eas para depositarem seus votos ou pedirem vista, suspendendo o julgamento (ADI 2325, 2383 e 2571).<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 julgado em a\u00e7\u00f5es apresentadas pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI), Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio (CNC) e Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte (CNT). As confedera\u00e7\u00f5es questionam dispositivos da Lei Complementar n\u00ba 102, de 2000, que alteraram pontos da Lei Kandir (Lei Complementar n\u00ba 87, de 1996).<\/p>\n\n\n\n<p>As altera\u00e7\u00f5es tornaram a lei mais restritiva quanto ao aproveitamento e \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de ICMS derivados de opera\u00e7\u00f5es com mercadorias destinadas ao ativo permanente, energia el\u00e9trica e comunica\u00e7\u00f5es. As confedera\u00e7\u00f5es alegam que as mudan\u00e7as afrontaram os princ\u00edpios da anterioridade e da n\u00e3o cumulatividade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00danico voto<\/p>\n\n\n\n<p>No voto, o ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a aceitou julgar parte dos pedidos que, ainda assim, foram negados. Para ele, n\u00e3o h\u00e1 qualquer v\u00edcio de inconstitucionalidade com base no princ\u00edpio da n\u00e3o cumulatividade tribut\u00e1ria incidente no ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator citou, nesse sentido, decis\u00e3o do STF em repercuss\u00e3o geral em que a Corte definiu que n\u00e3o viola o princ\u00edpio da n\u00e3o cumulatividade lei complementar que prorroga a compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de ICMS relativos a bens adquiridos para uso e consumo no pr\u00f3prio estabelecimento do contribuinte. Ainda segundo a decis\u00e3o, o princ\u00edpio da anterioridade nonagesimal aplica-se somente para leis que instituem ou majoram tributos, n\u00e3o incidindo relativamente \u00e0s normas que prorrogam a data de in\u00edcio da compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito tribut\u00e1rio (RE 601967).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/10\/stf-comeca-a-julgar-restricao-a-credito-de-icms.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/10\/stf-comeca-a-julgar-restricao-a-credito-de-icms.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>________________________________________________________________<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Empresas pagaram R$ 5,5 bi de impostos a mais entre 2018 e 2023, aponta pesquisa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Uma pesquisa da e-Auditoria feita com mais de 52 mil empresas brasileiras concluiu que, entre 2018 e 2023, elas pagaram R$ 5,5 bilh\u00f5es de impostos al\u00e9m do que realmente deviam ao fisco. Segundo o levantamento, o valor m\u00e9dio dos pagamentos indevidos ultrapassa R$ 100 mil por CNPJ.<\/p>\n\n\n\n<p>CEO da e-Auditoria \u2013 empresa de tecnologia especializada em auditoria digital, Frederico Amaral diz que a complexidade das normas tribut\u00e1rias brasileiras \u00e9 o principal motivo por tr\u00e1s do volume de impostos pagos a mais apontado pela pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 tanta altera\u00e7\u00e3o que as empresas acabam se confundindo. Ou elas deixam de pagar aquilo que elas devem ou elas acabam pagando sem necessidade. J\u00e1 \u00e9 alta a nossa carga tribut\u00e1ria e as empresas acabam pagando mais do que precisariam pagar exatamente por conta disso [complexidade]\u201d, aponta.<\/p>\n\n\n\n<p>Fabr\u00edcio do Amaral Carneiro, que tem MBA em Direito Tribut\u00e1rio pela Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), afirma que o modelo de cobran\u00e7a de impostos vigente imp\u00f5e in\u00fameros deveres para o setor produtivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO sistema tribut\u00e1rio brasileiro \u00e9 muito complexo n\u00e3o s\u00f3 pela alta carga tribut\u00e1ria, mas tamb\u00e9m pela quantidade de obriga\u00e7\u00f5es e regras para se pagar o tributo. H\u00e1 estudos que mostram que o Brasil gasta, aproximadamente, 3.000 horas por ano s\u00f3 para pagar o tributo, o que envolve n\u00e3o s\u00f3 o pagamento, mas o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias, que s\u00e3o declara\u00e7\u00f5es e formul\u00e1rios que s\u00e3o transmitidos para os entes arrecadadores\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>C\u00e1lculo do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT) aponta que, desde a promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, em 1988, os fiscos da Uni\u00e3o, estados, DF e munic\u00edpios criaram mais de 460 mil normas tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cJ\u00e1 \u00e9 dif\u00edcil voc\u00ea conhecer as normas. Seria uma doideira voc\u00ea falar assim: \u2018li toda legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria do Brasil\u2019. A\u00ed quando voc\u00ea acaba de ler, j\u00e1 mudou h\u00e1 muito tempo. Tem vinte e sete estados. Eles ficam mudando a normatiza\u00e7\u00e3o o tempo inteiro\u201d, critica Frederico Amaral.<\/p>\n\n\n\n<p>Solu\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>Fabr\u00edcio do Amaral Carneiro acredita que racionalizar a cobran\u00e7a de impostos sobre o consumo por meio de uma reforma tribut\u00e1ria \u00e9 o caminho mais adequado para resolver o problema.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO sistema \u00e9 t\u00e3o complexo que qualquer tipo de melhora vai ser significativa. A gente n\u00e3o pode entender a reforma como diminui\u00e7\u00e3o de carga tribut\u00e1ria. Hoje, espalhado dentro do sistema tribut\u00e1rio temos v\u00e1rios tributos. Se dentro dessas caixas de tributos conseguirmos juntar v\u00e1rios e, com isso, diminuir esse volume de informa\u00e7\u00e3o e tempo gastos, vai trazer algum benef\u00edcio\u201d, acredita.<\/p>\n\n\n\n<p>O senador Marcos Rog\u00e9rio (PL-RO) avalia que a reforma tribut\u00e1ria em discuss\u00e3o no Senado avan\u00e7a na simplifica\u00e7\u00e3o do atual modelo. \u201cMeu apoio \u00e0 reforma est\u00e1 condicionado a uma reforma que fa\u00e7a bem ao Brasil, uma reforma que simplifique a legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Eu acho que nesse ponto ela caminha na dire\u00e7\u00e3o certa. H\u00e1 uma simplifica\u00e7\u00e3o. Uma reforma que represente redu\u00e7\u00e3o do peso dos impostos. N\u00f3s n\u00e3o podemos permitir que aumente a carga tribut\u00e1ria para os brasileiros\u201d, pontua.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de uma reforma que simplifique o modelo de tributa\u00e7\u00e3o atual, o CEO da e-Auditoria indica que s\u00f3 o investimento em tecnologia \u00e9 capaz de dar \u00e0s empresas condi\u00e7\u00f5es de acompanhar todas as mudan\u00e7as que ocorrem no sistema.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-politica-amp-etc wp-block-embed-politica-amp-etc\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"WNPYYsQx2W\"><a href=\"https:\/\/www.politicaetc.com.br\/2023\/11\/empresas-pagaram-r-55-bi-de-impostos-a-mais-entre-2018-e-2023-aponta-pesquisa\/\">Empresas pagaram R$ 5,5 bi de impostos a mais entre 2018 e 2023, aponta pesquisa<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Empresas pagaram R$ 5,5 bi de impostos a mais entre 2018 e 2023, aponta pesquisa&#8221; &#8212; Politica &amp; ETC\" src=\"https:\/\/www.politicaetc.com.br\/2023\/11\/empresas-pagaram-r-55-bi-de-impostos-a-mais-entre-2018-e-2023-aponta-pesquisa\/embed\/#?secret=WNPYYsQx2W\" data-secret=\"WNPYYsQx2W\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Confira quais s\u00e3o os produtos que t\u00eam maiores impostos embutidos no pre\u00e7o final<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Confira o ranking dos produtos com maiores cargas tribut\u00e1rias no Brasil, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT).<\/p>\n\n\n\n<p>A lista cont\u00e9m de bebidas alco\u00f3licas a itens de entretenimento. Veja a rela\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>Em primeiro lugar est\u00e1 o cigarro. Cerca de 83,32% do produto s\u00e3o de impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida vem a cacha\u00e7a. A bebida alco\u00f3lica registra 81,87% de carga tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Em terceiro lugar no podium tribut\u00e1rio aparece o casaco de pele de vision. O total de impostos embutido nesse material chega a 81,86%.<\/p>\n\n\n\n<p>Na quarta coloca\u00e7\u00e3o vem o perfume importado. 78,99% do valor deste item s\u00e3o de tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo atr\u00e1s est\u00e1 a caipirinha. A sua vers\u00e3o engarrafada tem 76,66% direcionados a impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sexto lugar aparece o videogame. O console e seus jogos t\u00eam 72,18% de carga tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Na s\u00e9tima posi\u00e7\u00e3o vem a arma de fogo. Cerca de 71,58% do valor de um rev\u00f3lver s\u00e3o de impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>A maquiagem importada vem a seguir. Em m\u00e9dia, 69,53% do pre\u00e7o desse produto envolvem tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>O perfume nacional est\u00e1 em nono lugar com 69,13% do valor do item sendo de impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>E a d\u00e9cima coloca\u00e7\u00e3o \u00e9 do smartphone importado. 68,76% do custo total de um aparelho desse tipo de celular s\u00e3o impostos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.bnews.com.br\/noticias\/economia-e-mercado\/confira-quais-sao-os-produtos-que-tem-maiores-impostos-embutidos-no-preco-final.html\">https:\/\/www.bnews.com.br\/noticias\/economia-e-mercado\/confira-quais-sao-os-produtos-que-tem-maiores-impostos-embutidos-no-preco-final.html<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Refor\u00e7os no Carf podem ajudar Uni\u00e3o a arrecadar R$ 54 bi<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos pontos centrais nos planos do Minist\u00e9rio da Fazenda para aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) planeja ter novas turmas para dar maior celeridade e reduzir o estoque de processos. Uma portaria foi publicada recentemente para preencher vagas em aberto e atender a demanda de julgamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das novas turmas, permanece nos planos do Carf a inten\u00e7\u00e3o de realizar sess\u00f5es extraordin\u00e1rias em 2024, conforme antecipou o Valor em outubro. O objetivo \u00e9 o mesmo: reduzir o estoque de processos e o tempo para se chegar ao fim dos julgamentos (temporalidade). As duas medidas devem ampliar o volume de trabalho do \u00f3rg\u00e3o para ajudar no objetivo do governo de arrecadar R$ 54,7 bilh\u00f5es em 2024 com o retorno do voto de qualidade &#8211; o desempate por presidente da turma julgadora, representante do Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>Publicada na semana passada, a Portaria n\u00ba 1.361 define a distribui\u00e7\u00e3o de vagas que estavam em aberto no conselho, que pode ter at\u00e9 180 integrantes nas chamadas \u201cturmas baixas\u201d &#8211; o equivalente a uma primeira inst\u00e2ncia no Carf. Depois que o caso \u00e9 julgado nelas, se houver precedente em sentido contr\u00e1rio, \u00e9 levado \u00e0 C\u00e2mara Superior.<\/p>\n\n\n\n<p>Faltavam ser indicados 24 conselheiros, metade pela Fazenda e a outra metade pelos contribuintes. Dos 12 conselheiros representantes dos contribuintes, seis vagas foram destinadas \u00e0s centrais sindicais e seis \u00e0s confedera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tributaristas, chamou a aten\u00e7\u00e3o a participa\u00e7\u00e3o das centrais sindicais e a inten\u00e7\u00e3o de preencher as vagas em um cen\u00e1rio em que o Minist\u00e9rio da Fazenda vem alardeando o estoque de R$ 1,137 trilh\u00e3o, que aguarda julgamento no \u00f3rg\u00e3o, em pouco mais de 80 mil processos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o Carf, o crit\u00e9rio usado foi t\u00e9cnico: as vagas das centrais sindicais foram distribu\u00eddas com base na carga processual (horas estimadas de julgamento) dos contribuintes pessoas f\u00edsicas, que gira em torno de 12% da carga processual total &#8211; ou seja, o tempo que os conselheiros levam para julgar processos de tributos cobrados de pessoas f\u00edsicas e n\u00e3o de empresas. Tamb\u00e9m foi utilizado como crit\u00e9rio o \u00edndice de representatividade sindical.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 quanto \u00e0s confedera\u00e7\u00f5es, o conselho considerou a representatividade econ\u00f4mica e contribui\u00e7\u00e3o para a arrecada\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Os conselheiros indicados pelas centrais sindicais ir\u00e3o para a 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o de Julgamento, onde tramitam os processos relacionados a pessoas f\u00edsicas (IRPF e contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias).<\/p>\n\n\n\n<p>Entre alguns conselheiros e advogados ouvidos pelo Valor circula o rumor de que o regimento interno poder\u00e1 ser alterado para que as turmas julguem com seis e n\u00e3o oito integrantes. Hoje, a norma prev\u00ea 15 turmas ordin\u00e1rias com oito conselheiros (120 conselheiros) e 15 turmas extraordin\u00e1rias com quatro conselheiros (60 conselheiros) &#8211; que julgam casos de menor valor. A C\u00e2mara Superior tem 24 conselheiros, o que leva a um total de 204 conselheiros, sendo metade indicada pela Fazenda e a outra metade pelos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com o Carf, a portaria n\u00e3o aumentou o n\u00famero de conselheiros em rela\u00e7\u00e3o ao que j\u00e1 est\u00e1 previsto no regimento interno. \u201cA finalidade foi preencher essas vagas em aberto, dada a demanda de julgamento do Carf. Em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de 180 conselheiros, faltavam ser indicados 24, metade pela Fazenda e a outra metade pelos contribuintes\u201d, informou o \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao Valor, o presidente do Carf, Carlos Higino, negou que as novas turmas tenham objetivo de fazer o \u00f3rg\u00e3o arrecadar mais em 2024. \u201cExistem estudos com o objetivo de conferir maior celeridade e dinamicidade para o Carf, o que facilitar\u00e1 o alcance da miss\u00e3o institucional do \u00f3rg\u00e3o (julgar processos com celeridade e imparcialidade) e redu\u00e7\u00e3o da temporalidade e estoque. N\u00e3o existe rela\u00e7\u00e3o com bater a meta de arrecada\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, para o governo arrecadar os quase R$ 55 bilh\u00f5es com o retorno do voto de qualidade, ser\u00e1 necess\u00e1rio que o Carf realize sess\u00f5es extraordin\u00e1rias que aumentem em 50% a carga de trabalho distribu\u00edda a cada conselheiro. Sem isso, a previs\u00e3o \u00e9 que a re ceita caia para R$ 36,5 bilh\u00f5es, o que dificultaria ainda mais a inten\u00e7\u00e3o da Fazenda de manter o d\u00e9ficit zero no ano que vem.<\/p>\n\n\n\n<p>Higino confirmou ao Valor que permanece a inten\u00e7\u00e3o de realizar sess\u00f5es extras em 2024, independentemente das novas turmas. \u201cAs duas quest\u00f5es s\u00e3o independentes. Ambas t\u00eam o mesmo prop\u00f3sito de reduzir o estoque de processos e temporalidade do julgamento no Carf.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O Carf \u00e9 a principal medida arrecadat\u00f3ria desenhada pela Fazenda para alcan\u00e7ar o d\u00e9ficit zero em 2024. Dos R$ 168,5 bilh\u00f5es necess\u00e1rios, R$ 54,7 bilh\u00f5es s\u00e3o esperados a partir dos julgamentos do conselho. Em sequ\u00eancia, v\u00eam as transa\u00e7\u00f5es com a PGFN e Receita federal, com expectativa de arrecadar R$ 42 bilh\u00f5es, e a medida provis\u00f3ria sobre a tributa\u00e7\u00e3o da subven\u00e7\u00e3o de ICMS, com R$ 35 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o advogado e ex-conselheiro Caio Nader Quintella, h\u00e1 muitos anos se ensaia um novo regimento no Carf, e agora pode ser um primeiro passo para que se retome a ideia de ter turmas compostas por seis conselheiros, como era antes da deflagra\u00e7\u00e3o da Opera\u00e7\u00e3o Zelotes, em 2015, o que possibilitaria a cria\u00e7\u00e3o de novas turmas.<\/p>\n\n\n\n<p>A portaria aumentou a participa\u00e7\u00e3o das centrais sindicais, segundo Diego Diniz Ribeiro, advogado do Daniel e Diniz Advocacia Tribut\u00e1ria. Para o advogado, eventual eleva\u00e7\u00e3o no n\u00famero de turmas julgadoras pode ser uma oportunidade para o \u00f3rg\u00e3o pensar em uma se\u00e7\u00e3o especializada em direito aduaneiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra mudan\u00e7a recente visa a igualdade de g\u00eanero no conselho. A Portaria n\u00ba 1.360, publicada no come\u00e7o do m\u00eas, determina que o Carf dever\u00e1 ser composto por, no m\u00ednimo, 40% de cada g\u00eanero nas vagas de conselheiros. Enquanto n\u00e3o for alcan\u00e7ada a propor\u00e7\u00e3o, o presidente do Carf poder\u00e1 indicar que as listas sejam compostas exclusivamente pelo g\u00eanero cujo percentual n\u00e3o foi atingido.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/08\/reforcos-no-carf-podem-ajudar-uniao-a-arrecadar-r-54-bi.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/08\/reforcos-no-carf-podem-ajudar-uniao-a-arrecadar-r-54-bi.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uni\u00e3o tenta negociar acordo para o FGTS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) n\u00e3o conseguiu terminar ontem o julgamento que definir\u00e1 o \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o a ser aplicado no FGTS, o que garantiu ao governo mais tempo para negociar com as centrais sindicais. Um poss\u00edvel acordo prev\u00ea a ado\u00e7\u00e3o do \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA), mais a distribui\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria dos lucros obtidos com os valores depositados no fundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tentar concluir o caso, o presidente do STF e relator da a\u00e7\u00e3o, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, alterou seu voto, jogando o impacto fiscal da corre\u00e7\u00e3o dos saldos do FGTS por \u00edndice similar ao da poupan\u00e7a para 2025. Com a mudan\u00e7a, conseguiu ser acompanhado por outros dois ministros. Mas a decis\u00e3o acabou adiada por pedido de vista do ministro Cristiano Zanin. Atualmente, a rentabilidade do fundo \u00e9 de Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo buscava o adiamento porque est\u00e1 tentando negociar um acordo com representantes de trabalhadores para p\u00f4r fim \u00e0 a\u00e7\u00e3o. Havia receio de impacto fiscal j\u00e1 no pr\u00f3ximo ano em decorr\u00eancia do voto antigo de Barroso. A mudan\u00e7a no voto, lido ontem, foi vista como uma \u201cvit\u00f3ria parcial e preliminar\u201d pelo governo. Membros da equipe econ\u00f4mica ainda tentar\u00e3o sensibilizar o STF com a tese de que a mudan\u00e7a na remunera\u00e7\u00e3o poder\u00e1 implicar redu\u00e7\u00e3o de financiamentos para as classes mais baixas. O objetivo \u00e9 tentar emplacar o IPCA e reduzir o impacto financeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo simula\u00e7\u00f5es feitas com base nas contrata\u00e7\u00f5es deste ano e obtidas pelo Valor, a taxa de juros dos financiamentos habitacionais do FGTS para fam\u00edlias com renda de at\u00e9 R$ 2,640 mil subiria dois pontos percentuais, passando a variar entre 6% e 6,75% ao ano dependendo da regi\u00e3o e do fato de ser ou n\u00e3o cotista do FGTS. Ou seja, na avalia\u00e7\u00e3o do governo, parcela consider\u00e1vel das fam\u00edlias de baixa renda deixaria de ser atendida, pois o aumento de juros faria com que o comprometimento da renda mensal ultrapassasse a marca dos 30%. Cerca de 80% dos financiamentos feitos em 2023 foram para fam\u00edlias com renda de at\u00e9 quatro sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p>Vota\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Na sess\u00e3o realizada ontem, o relator afirmou que o prolongamento do debate tem gerado consequ\u00eancias negativas e ampliado a litigiosidade. \u201cH\u00e1 uma enxurrada de a\u00e7\u00f5es\u201d, afirmou. S\u00e3o mais de um milh\u00e3o de processos sobre o assunto e s\u00f3 em 2023 foram propostas 337 mil, segundo o presidente.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro lembrou que a a\u00e7\u00e3o foi proposta em 2014 e que o FGTS injeta dinheiro na economia. Portanto, acrescentou, prolongar a incerteza quanto \u00e0 remunera\u00e7\u00e3o poderia afetar o planejamento de pol\u00edticas p\u00fablicas. \u201cEm algum momento teremos que julgar essa causa. Esse \u00e9 um bom momento\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de destacar porque negou o pedido de adiamento, o relator explicou a raz\u00e3o de ter alterado seu voto. Barroso reiterou que a corre\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderia ser inferior \u00e0 da infla\u00e7\u00e3o, mas que o impacto logo ap\u00f3s o julgamento poderia afetar o novo arcabou\u00e7o fiscal, que entra em vigor em 2024, sem considerar a nova despesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Uni\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>No voto, citou que a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) estima que a rentabilidade de poupan\u00e7a de 2023 a 2026 ser\u00e1 superior a do FGTS, ainda que seja feita a distribui\u00e7\u00e3o de 100% dos resultados do fundo, o que afetaria as contas e pol\u00edtica p\u00fablicas. Barroso ponderou que eventuais altera\u00e7\u00f5es decorrentes da decis\u00e3o devem ser implementadas a partir da elabora\u00e7\u00e3o do projeto de lei de diretrizes or\u00e7ament\u00e1rias relativos a 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo voto, em rela\u00e7\u00e3o a dep\u00f3sitos j\u00e1 existentes, a regra proposta \u00e9 distribui\u00e7\u00e3o da totalidade dos lucros do FGTS \u2014 o que \u00e9 feito desde 2017 por liberalidade e n\u00e3o por obriga\u00e7\u00e3o. E a partir de 2025 os novos dep\u00f3sitos ser\u00e3o remunerados pelo valor da caderneta de poupan\u00e7a, sem a obrigatoriedade da distribui\u00e7\u00e3o de lucros. \u201cA obriga\u00e7\u00e3o aqui \u00e9 produzir o menor impacto fiscal poss\u00edvel\u201d, afirmou. Os ministros Andr\u00e9 Mendon\u00e7a e Nunes Marques seguiram o voto.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado-geral da Uni\u00e3o, Jorge Messias, segundo nota enviada por sua assessoria de imprensa, estaria \u201ccontente\u201d com a mudan\u00e7a no voto e considerou que j\u00e1 h\u00e1 vit\u00f3ria, ainda que parcial e preliminar, porque \u201ctudo indica que se caminha para a inexist\u00eancia de passivo para as contas do Tesouro Nacional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Messias, o pedido de vista tem um aspecto positivo que \u00e9, por um lado, permitir que o governo tenha mais tempo para apresentar uma proposta de acordo e, por outro, permitir que os ministros possam refletir um pouco mais sobre a melhor solu\u00e7\u00e3o para um assunto t\u00e3o importante para os trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto original de Barroso preocupava o governo ao propor que a remunera\u00e7\u00e3o do fundo fosse, no m\u00ednimo, igual \u00e0 da poupan\u00e7a a partir da publica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o. A AGU estimava gastos de R$ 31 bilh\u00f5es em 15 anos, o que poderia acabar inviabilizando o financiamento do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ter\u00e7a-feira, o ministro da AGU foi ao STF pedir o adiamento. Em 16 de outubro, quando o STF tamb\u00e9m se preparava para julgar o processo, Messias e outros ministros de Estado se reuniram com Barroso e conseguiram o adiamento para 8 de novembro. Na ocasi\u00e3o, o presidente do STF informou que as partes estavam \u201cem busca de uma solu\u00e7\u00e3o que compatibilizasse os interesses em jogo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/09\/stf-suspende-julgamento-sobre-indice-de-correcao-do-fgts.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/09\/stf-suspende-julgamento-sobre-indice-de-correcao-do-fgts.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 282, de 09 de novembro de 2023<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Trata do Imposto sobre a Renda de Pessoa F\u00edsica \u2013 IRPF, dispondo que o cr\u00e9dito de rendimentos relativos a aplica\u00e7\u00e3o financeira realizada em moeda estrangeira por pessoa f\u00edsica residente no Brasil implica apura\u00e7\u00e3o de ganho de capital tribut\u00e1vel, em rela\u00e7\u00e3o a cada opera\u00e7\u00e3o, desde que dispon\u00edvel para saque. Nas aplica\u00e7\u00f5es com liquida\u00e7\u00e3o financeira pelos resultados l\u00edquidos, o custo de aquisi\u00e7\u00e3o \u00e9 igual a zero, e o valor de aliena\u00e7\u00e3o corresponde ao valor creditado ao aplicador. Em caso de liquida\u00e7\u00e3o financeira da qual resulte valor negativo cobrado do aplicador, n\u00e3o \u00e9 permitida a sua utiliza\u00e7\u00e3o como dedu\u00e7\u00e3o de ganhos l\u00edquidos apurados em outras opera\u00e7\u00f5es de liquida\u00e7\u00e3o financeira positiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 isento do imposto o ganho de capital decorrente de liquida\u00e7\u00f5es financeiras relativas a aplica\u00e7\u00f5es de mesma natureza, cujo total no m\u00eas de apura\u00e7\u00e3o seja de at\u00e9 R$ 35.000,00.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/solucao-de-consulta-n-282-de-9-de-novembro-de-2023-522517087\">https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/solucao-de-consulta-n-282-de-9-de-novembro-de-2023-522517087<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita recupera em outubro R$ 317,9 mi ap\u00f3s duas empresas corrigirem dedu\u00e7\u00f5es de impostos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal recuperou em outubro \u201cpor meio de orienta\u00e7\u00e3o \u00e0 autorregulariza\u00e7\u00e3o\u201d R$ 317,9 milh\u00f5es referentes \u00e0 \u201cinterpreta\u00e7\u00e3o incorreta da legisla\u00e7\u00e3o federal\u201d realizada por duas empresas do mesmo grupo econ\u00f4mico. A informa\u00e7\u00e3o foi divulgada nesta sexta-feira pela pr\u00f3pria Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o \u00f3rg\u00e3o, as empresas receberam a orienta\u00e7\u00e3o de que a \u201cdedu\u00e7\u00e3o de imposto de renda pago no exterior (mesmo de anos anteriores) na apura\u00e7\u00e3o\u201d do Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL) \u201cn\u00e3o \u00e9 permitida em per\u00edodos que n\u00e3o incluam o m\u00eas de dezembro do ano-calend\u00e1rio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira empresa do grupo \u201chavia passado por uma cis\u00e3o parcial no in\u00edcio de 2021, deduzindo valores de imposto de renda pagos no exterior na apura\u00e7\u00e3o do IRPJ e da CSLL na Escritura\u00e7\u00e3o Cont\u00e1bil Fiscal (ECF) do evento especial\u201d. Depois de ser orientada pela Receita \u201csobre a correta interpreta\u00e7\u00e3o de norma legal\u201d, a empresa \u201coptou por retificar a ECF, eliminando a dedu\u00e7\u00e3o do imposto de renda pagos no exterior na determina\u00e7\u00e3o do IRPJ e da CSLL\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso resultou na apura\u00e7\u00e3o de valores a pagar desses tributos e, ainda em outubro de 2023, foram recolhidos R$ 283,15 milh\u00f5es em IRPJ e CSLL\u201d, afirmou a Receita. \u201cAl\u00e9m disso, no per\u00edodo subsequente ao da cis\u00e3o, o contribuinte reduziu substancialmente o saldo negativo da CSLL apurado na ECF original, de R$ 270,63 milh\u00f5es para R$ 222,68 milh\u00f5es.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A segunda empresa \u201ctamb\u00e9m passou por uma cis\u00e3o parcial em 2021\u201d e deduziu \u201cvalores de imposto de renda pagos no exterior na ECF referente ao evento especial, para evitar o pagamento de IRPJ e CSLL no referido per\u00edodo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsse segundo contribuinte seguiu o exemplo do primeiro e, em outubro de 2023, retificou sua ECF, zerando as dedu\u00e7\u00f5es e efetuando recolhimentos de IRPJ e CSLL no valor total de R$ 34,73 milh\u00f5es\u201d, disse a Receita.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das principais estrat\u00e9gias do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para diminuir o d\u00e9ficit prim\u00e1rio deste ano e do pr\u00f3ximo \u00e9 acabar com o que ele classifica como \u201cbrechas\u201d tribut\u00e1rias. Em sua conta no X, antigo Twitter, o secret\u00e1rio especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, afirmou que o \u00f3rg\u00e3o \u00e9 \u201ccada vez mais uma institui\u00e7\u00e3o que orienta o contribuinte, para que compreenda as leis e recolha espontaneamente os tributos\u201d. A Receita tamb\u00e9m destacou no comunicado a import\u00e2ncia \u201co cumprimento das leis tribut\u00e1rias\u201d brasileiras \u201cevitando-se lit\u00edgios\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/10\/receita-recupera-em-outubro-r-3179-mi-apos-duas-empresas-corrigirem-deducoes-de-impostos.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/10\/receita-recupera-em-outubro-r-3179-mi-apos-duas-empresas-corrigirem-deducoes-de-impostos.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Uni\u00e3o iniciar\u00e1 acordos sobre IRPJ em janeiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional<strong> <\/strong>(PGFN) v\u00e3o abrir, a partir de 2 de janeiro, a possibilidade de os contribuintes aderirem \u00e0 primeira transa\u00e7\u00e3o da nova fase sobre teses tribut\u00e1rias, que tratar\u00e1 da cobran\u00e7a de Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL sobre lucros obtidos por empresas brasileiras no exterior. O edital sobre o assunto est\u00e1 em consulta p\u00fablica at\u00e9 amanh\u00e3.<\/p>\n\n\n\n<p>Com essa medida, a Fazenda Nacional espera regularizar e recuperar pare dos R$ 69 bilh\u00f5es que est\u00e3o sendo discutidos em processos nas esferas administrativa e judicial. O prazo de ades\u00e3o vai at\u00e9 28 de junho.<\/p>\n\n\n\n<p>Em paralelo, por meio da atual consulta p\u00fablica, est\u00e3o sendo levantadas outras teses tribut\u00e1rias para a abertura de novos editais. \u201cN\u00e3o temos esse primeiro edital completo ainda porque queremos ouvir sugest\u00f5es, d\u00favidas e deix\u00e1-lo mais claro\u201d, afirmou ao Valor a subsecret\u00e1ria de Tributa\u00e7\u00e3o da Receita Federal, Claudia Pimentel.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o sobre cobran\u00e7a de IRPJ e CSLL sobre os lucros obtidos no exterior foi escolhida por ser relevante e ainda estar sem defini\u00e7\u00e3o no Judici\u00e1rio, segundo o subsecret\u00e1rio substituto de Arrecada\u00e7\u00e3o, Cadastros e Atendimento da Receita, M\u00e1rcio Gon\u00e7alves. \u201c\u00c9 uma tese relativamente delimitada, que estava mais madura para proposta de edital do que outras aventadas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita segue buscando teses adequadas para a transa\u00e7\u00e3o e pretende abrir pelo menos mais um edital em 2024, de acordo com Claudia Pimentel. \u201cH\u00e1 uma limita\u00e7\u00e3o. Nem todos os temas est\u00e3o adequados para a transa\u00e7\u00e3o\u201d, disse ela, citando exemplos, como quest\u00f5es que precisem de an\u00e1lise de provas ou que est\u00e3o favor\u00e1veis \u00e0 Uni\u00e3o ou aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o n\u00e3o informou quantas contribui\u00e7\u00f5es recebeu para esse primeiro edital. A depender das sugest\u00f5es, pode haver mudan\u00e7a no prazo de pagamento previsto. O desconto que consta no edital j\u00e1 chega ao limite previsto em lei &#8211; 65% do principal, juros, multa e demais encargos se parcelado em seis meses. O maior parcelamento previsto \u00e9 de 30 meses. Em todos os cen\u00e1rios \u00e9 necess\u00e1ria entrada de 6% do valor total do d\u00e9bito. De acordo com os subsecret\u00e1rios, n\u00e3o est\u00e1 descartada por completo a possibilidade de uso de preju\u00edzo fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/13\/uniao-iniciara-acordos-sobre-irpj-em-janeiro.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/13\/uniao-iniciara-acordos-sobre-irpj-em-janeiro.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita cobra de herdeiros IR sobre cotas de fundos fechados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal publicou um entendimento com impacto para herdeiros de cotas de fundos fechados de investimento multimercado. Marcou posi\u00e7\u00e3o de que devem recolher o Imposto de Renda (IRPF) na transfer\u00eancia desse patrim\u00f4nio para os seus nomes. A tributa\u00e7\u00e3o ocorre se houver ganho de capital, ou seja, se o valor recebido for maior que o de aquisi\u00e7\u00e3o declarado pelo investidor original &#8211; o pai ou a m\u00e3e, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>No fim das contas, dizem advogados, esses herdeiros ficam sujeitos a dois impostos: o IRPF, devido \u00e0 Uni\u00e3o, e o ITCMD, o imposto sobre doa\u00e7\u00f5es e heran\u00e7a, exigido pelos Estados. A al\u00edquota do IRPF varia de 15% a 22,5%, a depender do ganho obtido. A al\u00edquota do ITCMD, por sua vez, pode chegar a 8%. Em S\u00e3o Paulo, \u00e9 de 4%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO ITCMD \u00e9 a regra e est\u00e1 ok. Mas sobre o IRPF existe respaldo em lei para discutir, por isso a manifesta\u00e7\u00e3o da Receita \u00e9 absurda\u201d, afirma Alamy Candido, s\u00f3cio da banca Candido Martins Advogados. \u201cA autoridade fiscal interpreta a regra desconsiderando um fundamento legal, o que \u00e9 muito grave\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>O Fisco se posicionou por meio da Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 245, publicada no dia 1\u00ba deste m\u00eas. Nela, a Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit) orienta os auditores fiscais do pa\u00eds a fiscalizarem o pagamento do Imposto de Renda sobre essas heran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem hoje, segundo o governo, 2,5 mil brasileiros com recursos em fundos fechados &#8211; que re\u00fanem poucos cotistas e n\u00e3o s\u00e3o abertos ao p\u00fablico em geral. Eles acumulam, juntos, patrim\u00f4nio de R$ 756,8 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>As novas regras de tributa\u00e7\u00e3o de fundos fechados, aprovadas na C\u00e2mara dos Deputados e sob an\u00e1lise agora no Senado, podem minimizar o problema relacionado \u00e0 heran\u00e7a, segundo advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela norma atual, os rendimentos s\u00f3 s\u00e3o taxados no resgate das cotas. O Projeto de Lei n\u00ba 4.173 estende para os fundos fechados uma taxa\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica, nos meses de maio de novembro. \u00c9 o chamado come-cotas, que j\u00e1 vale para outros tipos de fundos.<\/p>\n\n\n\n<p>O montante aplicado no fundo, explicam especialistas, estar\u00e1 sempre atualizado a valor de mercado para fins de recolhimento do Imposto de Renda semestral. Logo, n\u00e3o haveria saldo relevante sem tributa\u00e7\u00e3o para justificar um questionamento na transmiss\u00e3o do patrim\u00f4nio por heran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Os questionamentos, acrescentam, tendem a continuar, no entanto, para fundos que, pelo projeto, est\u00e3o exclu\u00eddos do come-cotas, como os de investimento em direitos credit\u00f3rios (FDIC) e os de investimento em a\u00e7\u00f5es (FIAs).<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados relatam que existe uma briga entre herdeiros e gestores dos fundos, que exigem que as cotas sejam transferidas a valor de mercado e o Imposto de Renda pago sobre o ganho de capital. Isso, dizem, acaba levando contribuintes a buscar aval na Justi\u00e7a para o n\u00e3o recolhimento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA jurisprud\u00eancia sobre o assunto ainda n\u00e3o \u00e9 muito evolu\u00edda. Mas a judicializa\u00e7\u00e3o \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o para o investidor que se sentir lesado\u201d, afirma Diogo Olm Ferreira, tributarista do VBSO Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>A manifesta\u00e7\u00e3o da Receita Federal veio em resposta justamente \u00e0 consulta de dois herdeiros que discordaram da exig\u00eancia do imposto feita pelo administrador do fundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Na solu\u00e7\u00e3o de consulta, o \u00f3rg\u00e3o frisa que o esp\u00f3lio \u00e9 o contribuinte, mas a responsabilidade por recolher o imposto \u00e9 do administrador do fundo ou da institui\u00e7\u00e3o que intermediar recursos por conta e ordem de seus clientes.<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados de contribuintes argumentam que s\u00f3 haveria imposto a recolher no momento do resgate da aplica\u00e7\u00e3o financeira. Citam o artigo 23 da Lei n\u00ba 9.532, de 1997.<\/p>\n\n\n\n<p>O dispositivo d\u00e1, segundo Juliana Cardoso, s\u00f3cia do Humberto Sanches e Associados, uma op\u00e7\u00e3o ao contribuinte: transferir os bens a valor de mercado ou pelo valor informado na declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda do falecido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA decis\u00e3o de entrar com uma a\u00e7\u00e3o judicial varia de acordo com o perfil do cliente. Alguns preferem pelo montante alto envolvido. Mas fato \u00e9 que orientamos que discuta porque a lei permite a transmiss\u00e3o do bem pelo montante original\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Na solu\u00e7\u00e3o de consulta, a Receita Federal, no entanto, afastou a aplica\u00e7\u00e3o do artigo 23. Entende que a transfer\u00eancia de cotas de fundos fechados por heran\u00e7a \u00e9 um tipo de aliena\u00e7\u00e3o do ativo, o que justifica a incid\u00eancia do imposto sobre eventual ganho de capital.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao afastar a aplica\u00e7\u00e3o do dispositivo, a Receita afirma que o objetivo de permitir a transfer\u00eancia de patrim\u00f4nio pelo custo de aquisi\u00e7\u00e3o \u00e9 evitar que os herdeiros tenham de alienar outros bens (que n\u00e3o os transferidos) para pagar o Imposto de Renda no ato da mudan\u00e7a de propriedade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMotiva\u00e7\u00e3o totalmente inaplic\u00e1vel no caso de fundos de investimento que, sabidamente, possuem, em seu ativo, instrumentos financeiros dotados de liquidez suficiente para serem alienados (em mercado secund\u00e1rio), de forma a fazer face ao pagamento do Imposto sobre a Renda e sem qualquer necessidade de disposi\u00e7\u00e3o de bens adicionais pelos herdeiros\u201d, afirma a Receita.<\/p>\n\n\n\n<p>Existe um precedente recente da Justi\u00e7a a favor da tese dos contribuintes. A 4\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF-3), em S\u00e3o Paulo, foi contra a exig\u00eancia do imposto na transfer\u00eancia de cotas a uma vi\u00fava.<\/p>\n\n\n\n<p>Os desembargadores entenderam que a sucess\u00e3o por morte n\u00e3o pode ser considerada como resgate dos rendimentos financeiros (processo n\u00ba 5012411-08.2017.4.03.6100). A Fazenda Nacional recorreu dessa decis\u00e3o, mas ainda n\u00e3o h\u00e1 decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/13\/receita-cobra-de-herdeiros-ir-sobre-cotas-de-fundos-fechados.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/13\/receita-cobra-de-herdeiros-ir-sobre-cotas-de-fundos-fechados.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Secret\u00e1rios da Fazenda das capitais defendem mudan\u00e7as no texto da reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Secretarias de Finan\u00e7as das Capitais (Abrasf) defendeu em nota divulgada nesta segunda-feira altera\u00e7\u00f5es na proposta de reforma tribut\u00e1ria sobre consumo (a PEC 45\/2019) para que os munic\u00edpios recebam diretamente sua parcela da arrecada\u00e7\u00e3o do novo imposto e uma mudan\u00e7a no comit\u00ea gestor para que as grandes cidades tenham maior participa\u00e7\u00e3o na composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cConsideramos que a composi\u00e7\u00e3o atual da representa\u00e7\u00e3o dos 27 membros dos Munic\u00edpios no Comit\u00ea levar\u00e1 \u00e0 sub-representa\u00e7\u00e3o das capitais e das cidades com mais de 80 mil habitantes, o que representa 61% da popula\u00e7\u00e3o brasileira e 74% do Produto Interno Bruto (PIB) do pa\u00eds. S\u00e3o nas m\u00e9dias e nas grandes cidades que a administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria est\u00e1 fortemente consolidada e seus servidores efetivos podem e devem contribuir com a gest\u00e3o no novo IBS (imposto sobre bens e servi\u00e7os)\u201d, diz o documento.<\/p>\n\n\n\n<p>A nota \u00e9 resultado dos debates durante a 4\u00aa Assembleia Geral Ordin\u00e1ria da Abrasf de 2023, realizada entre os dias 8 e 10 de novembro, em Bras\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade era cr\u00edtica da PEC 45, que extingue o ISS, imposto com o qual as grandes cidades e capitais mais arrecadam, e defendia apenas uma reformula\u00e7\u00e3o dos atuais impostos. Venceu, contudo, a tese de um Imposto sobre Valor Adicionado (IVA) presente na PEC, aprovada pela C\u00e2mara em julho e pelo Senado na semana passada.<\/p>\n\n\n\n<p>Por essa proposta, o ISS ser\u00e1 unificado com o ICMS e virar\u00e1 o novo IBS, cuja arrecada\u00e7\u00e3o ser\u00e1 dividida entre Estados e munic\u00edpios. A proposta aprovada pela C\u00e2mara e Senado, contudo, garante as prefeituras uma \u201ccota-parte\u201d dessa receita, que ir\u00e1 primeiro para os governadores e depois repassada para os munic\u00edpios. A Abrasf pede a transfer\u00eancia direta.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de pedir \u201ccorre\u00e7\u00f5es\u201d no IBS, a entidade tamb\u00e9m afirmou que a parte federal do IVA, expressa na Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), \u201calcan\u00e7ou maior grau de amadurecimento e n\u00e3o sofreu altera\u00e7\u00f5es relevantes no tr\u00e2mite no Senado\u201d e \u201censejar\u00e1 ganhos de simplifica\u00e7\u00e3o e de arrecada\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/11\/13\/secretarios-da-fazenda-das-capitais-defendem-mudancas-no-texto-da-reforma-tributaria.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/11\/13\/secretarios-da-fazenda-das-capitais-defendem-mudancas-no-texto-da-reforma-tributaria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESTADUAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e3o Paulo dar\u00e1 prazo e descontos maiores para pagamento de d\u00edvidas tribut\u00e1rias<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 10\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas e contribuintes pessoas f\u00edsicas ter\u00e3o agora regras mais ben\u00e9ficas para quitar d\u00edvidas com o Estado de S\u00e3o Paulo. Foi publicada ontem, no Di\u00e1rio Oficial, a Lei n\u00ba 17.843, de 2023, que cria o \u201cAcordo Paulista\u201d, programa que prev\u00ea um parcelamento especial de valores inscritos na d\u00edvida ativa, al\u00e9m da possibilidade de negocia\u00e7\u00e3o por meio da chamada transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a nova lei, que entra em vigor em 90 dias, os contribuintes pessoas f\u00edsicas poder\u00e3o parcelar o que devem em at\u00e9 145 vezes. Pessoas jur\u00eddicas, em at\u00e9 120. Atualmente, o m\u00e1ximo \u00e9 de 60 parcelas para contribuintes em geral e 84 para empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Os descontos nos pagamentos de multas, juros e demais acr\u00e9scimos tamb\u00e9m ser\u00e3o maiores que os atuais. Para d\u00edvidas classificadas como irrecuper\u00e1veis ou de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o, podem alcan\u00e7ar 65% do valor. O percentual para pessoa f\u00edsica, microempresa ou empresa de pequeno porte \u00e9 maior, de at\u00e9 70%. Hoje h\u00e1 um limite m\u00e1ximo de 20% a 40%, a depender do rating da empresa (classifica\u00e7\u00e3o dada pelo Fisco).<\/p>\n\n\n\n<p>A principal inova\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, segundo especialistas, que vale para o parcelamento e a transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, \u00e9 a possibilidade de as empresas poderem usar cr\u00e9ditos acumulados de ICMS e de ICMS-ST, cr\u00e9ditos do produtor rural e precat\u00f3rios, pr\u00f3prios ou de terceiros, para o pagamento de saldo devedor.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje h\u00e1 R$ 394 bilh\u00f5es inscritos na d\u00edvida ativa paulista. S\u00e3o considerados cobr\u00e1veis aproximadamente R$ 157 bilh\u00f5es. No total, h\u00e1 mais de sete milh\u00f5es de d\u00e9bitos de ICMS, ITCMD e IPVA, entre outros impostos estaduais. A Procuradoria Geral do Estado (PGE-SP) cobra essa d\u00edvida pelas vias administrativa e judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Parte ser\u00e1 recuperada com a chamada transa\u00e7\u00e3o paulista &#8211; acordo celebrado pelo contribuinte e pela administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria que, mediante concess\u00f5es m\u00fatuas, extingue o lit\u00edgio tribut\u00e1rio. O modelo implementado se espelha muito no adotado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), que arrecadou, no primeiro semestre, R$ 10 bilh\u00f5es por meio de acordos com contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>A estimativa de arrecada\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria \u00e9 de R$ 700 milh\u00f5es para o pr\u00f3ximo ano, segundo dados da PGE-SP. Em 2025, esse montante pode se elevar para R$ 1,5 bilh\u00e3o e, no ano posterior, para R$ 2,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Jos\u00e9 Eduardo Tellini Toledo, s\u00f3cio de Direito Tribut\u00e1rio do Madrona Fialho Advogados, a transa\u00e7\u00e3o paulista seria uma vers\u00e3o melhorada da federal. Principalmente, afirma, por permitir utiliza\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rios, at\u00e9 mesmo de terceiros, e de cr\u00e9ditos de ICMS. \u201cDeve movimentar o mercado de precat\u00f3rios. Pode-se comprar t\u00edtulos com des\u00e1gio e ter descontos no pagamento\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa possibilidade, acrescenta, deve dar vaz\u00e3o aos valores de precat\u00f3rios acumulados \u00e0 espera de pagamento &#8211; no Estado de S\u00e3o Paulo, a d\u00edvida era de cerca de R$ 30 bilh\u00f5es at\u00e9 2021, segundo dados do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado Adriano Silv\u00e9rio, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio ASBZ, o Estado conseguiu fazer um programa de transa\u00e7\u00e3o ainda mais atualizado que o do governo federal. Ele tamb\u00e9m destaca a possibilidade de uso de cr\u00e9ditos de ICMS e de precat\u00f3rios de terceiros. \u201cAlonga o prazo de pagamento e amplia os descontos nos parcelamentos, al\u00e9m de dar essas novas possibilidades.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Andr\u00e9 Buttini de Moraes, do ButtiniMoraes Advogados, considera o \u201cAcordo Paulista\u201d uma inova\u00e7\u00e3o, apesar de o Estado j\u00e1 ter promovido outros parcelamentos, como o Programa Especial de Parcelamento (PEP), e j\u00e1 ter adotado a possibilidade de compensa\u00e7\u00e3o com precat\u00f3rios com d\u00edvidas antigas, anteriores a 2015. \u201cA grande novidade \u00e9 dar descontos e redu\u00e7\u00f5es para cr\u00e9ditos considerados dif\u00edceis e irrecuper\u00e1veis e ainda permitir compensa\u00e7\u00e3o com precat\u00f3rios\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de compensa\u00e7\u00e3o com cr\u00e9ditos de produtores rurais, afirma, tamb\u00e9m \u00e9 relevante. \u201cNo caso do produtor rural, a utiliza\u00e7\u00e3o desses cr\u00e9ditos hoje em dia \u00e9 muito limitada para insumos ou ativos da produ\u00e7\u00e3o. Por isso, h\u00e1 um ac\u00famulo constante.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A lei ainda traz a possibilidade de serem feitas transa\u00e7\u00f5es de d\u00e9bitos de pequeno valor por edital. A Fazenda, por exemplo, poder\u00e1 chamar, por meio de campanha, devedores de at\u00e9 determinado valor para negociar. Isso tamb\u00e9m poder\u00e1 ocorrer em rela\u00e7\u00e3o a algumas teses tribut\u00e1rias, que ainda n\u00e3o tiveram um desfecho definitivo no Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a procuradora-geral In\u00eas Maria dos Santos Coimbra, o \u201cAcordo Paulista\u201d deve movimentar a m\u00e1quina p\u00fablica concentrando for\u00e7as e recursos com foco na obten\u00e7\u00e3o de resultados mais eficazes. \u201c\u00c9 uma proposta que apresenta condi\u00e7\u00f5es muito mais interessantes aos contribuintes, que moderniza a transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e refor\u00e7a a t\u00e9cnica de consensualidade, permitindo que alguns temas possam ser resolvidos de modo administrativo e consensual\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei trouxe as regras gerais, mas ainda deve haver regulamenta\u00e7\u00e3o por editais da PGE-SP para definir, por exemplo, quais s\u00e3o os cr\u00e9ditos de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o ou irrecuper\u00e1veis, como ser\u00e1 o sistema de ades\u00e3o e qual o valor m\u00ednimo da d\u00edvida para se fazer transa\u00e7\u00e3o individual.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a nova lei, os contribuintes ter\u00e3o todas as frentes para negociar suas d\u00edvidas tribut\u00e1rias com o Estado. Isso porque tamb\u00e9m foi sancionada, em outubro, a Lei n\u00ba 17.784, que prev\u00ea a possibilidade de parcelamento de d\u00edvidas ainda n\u00e3o inscritas na d\u00edvida ativa. As empresas que desistirem de discutir autua\u00e7\u00f5es aplicadas pelo Estado de S\u00e3o Paulo poder\u00e3o ter desconto que pode chegar a 70% se o pagamento for feito \u00e0 vista ou em at\u00e9 30 dias &#8211; at\u00e9 ent\u00e3o o percentual m\u00e1ximo valia para at\u00e9 15 dias. Hoje, h\u00e1 cerca de 5,8 mil autua\u00e7\u00f5es fiscais lavradas pelo Estado, em um valor total de R$ 117,5 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/10\/sao-paulo-dara-prazo-e-descontos-maiores-para-pagamento-de-dividas-tributarias.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/10\/sao-paulo-dara-prazo-e-descontos-maiores-para-pagamento-de-dividas-tributarias.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MUNICIPAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m tributa\u00e7\u00e3o sobre b\u00f4nus de contrata\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por cinco votos a tr\u00eas, o 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve a incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias sobre o b\u00f4nus de contrata\u00e7\u00e3o (hiring bonus). Parte majorit\u00e1ria da turma entendeu que a verba seria remunerat\u00f3ria por ter liga\u00e7\u00e3o com a contrapresta\u00e7\u00e3o do trabalho. Dessa forma, seria sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o e teria incid\u00eancia dos tributos. O processo tramita com o n\u00famero 16327.721013\/2018-19 e envolve o Ita\u00fa BBA.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro Maur\u00edcio Nogueira Righetti, ao divergir do relator, foi acompanhado pela maioria do colegiado. Para o julgador, a pr\u00f3pria natureza da rubrica pressup\u00f5e a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o. Righetti adotou as raz\u00f5es de decidir do ac\u00f3rd\u00e3o 9202-008.525 e leu trecho que diz que \u201ca condi\u00e7\u00e3o imprescind\u00edvel para que haja o pagamento do valor, independentemente do nome que se queira dar, \u00e9 que haja a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Patr\u00edcia Amorim, representante da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), defendeu a incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es sobre os valores pagos. Amorim destacou, em sustenta\u00e7\u00e3o oral, que o acerto do b\u00f4nus \u00e9 realizado em momento anterior \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o, mas em fun\u00e7\u00e3o do aceite. \u201cO pagamento \u00e9 necessariamente vinculado \u00e0 presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro Marcelo Milton da Silva Risso, relator do processo, afirmou que costuma avaliar as caracter\u00edsticas de cada caso quando o tema \u00e9 b\u00f4nus de contrata\u00e7\u00e3o. Para a discuss\u00e3o desta quarta-feira, Risso considerou que a rela\u00e7\u00e3o do valor pago com a contrapresta\u00e7\u00e3o ao trabalho, que caracterizaria o car\u00e1ter remunerat\u00f3rio, n\u00e3o foi comprovada. Para ele, essa parte da autua\u00e7\u00e3o fiscal foi \u201cum pouco gen\u00e9rica\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sustenta\u00e7\u00e3o oral, o advogado do contribuinte ressaltou que o pagamento \u00e9 feito antes da rela\u00e7\u00e3o de emprego e retrata uma indeniza\u00e7\u00e3o por uma perda de oportunidade do empregado no mercado, que poderia esperar para receber outras propostas. \u201cEle [empregado] acata o recebimento do valor e se vincula de forma futura ao ingresso na atividade profissional\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Em mar\u00e7o, a turma julgou o mesmo tema no processo 16327.001328\/2010-81, do Ita\u00fa Unibanco S.A. Na ocasi\u00e3o, a decis\u00e3o, por um placar de 6\u00d72, foi por afastar a contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria. A composi\u00e7\u00e3o da turma era diferente, tr\u00eas conselheiros dos contribuintes n\u00e3o comp\u00f5em mais o colegiado, enquanto outros dois conselheiros da Fazenda participaram daquela sess\u00e3o de forma extraordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>PLR<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta quarta-feira, no mesmo processo envolvendo b\u00f4nus de contrata\u00e7\u00e3o, os conselheiros debateram a tributa\u00e7\u00e3o da Participa\u00e7\u00e3o nos Lucros e Resultados (PLR) paga para diretores n\u00e3o empregados e os requisitos para isen\u00e7\u00e3o de PLR.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso dos diretores n\u00e3o empregados, a decis\u00e3o por unanimidade foi por manter a tributa\u00e7\u00e3o sobre a PLR. O resultado foi o mesmo do processo 13977.000165\/2007-71, da Mueller Fog\u00f5es Ltda, julgado na ter\u00e7a-feira, em que se considerou que por n\u00e3o contemplar profissionais empregados, os valores n\u00e3o est\u00e3o abrangidos pela exce\u00e7\u00e3o prevista na al\u00ednea j, par\u00e1grafo 9\u00ba, do artigo 28 da Lei 8212\/91, que trata da PLR.<\/p>\n\n\n\n<p>Os conselheiros ainda debateram se o fato de os valores pagos serem muito maiores do que os sal\u00e1rios dos empregados descaracterizaria a PLR. A decis\u00e3o por 7\u00d71 favor\u00e1vel ao contribuinte considerou que n\u00e3o h\u00e1 na legisla\u00e7\u00e3o dispositivo que determine valor m\u00e1ximo a ser pago, mesmo entendimento da turma ordin\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 sobre a necessidade de pactua\u00e7\u00e3o do acordo antes do in\u00edcio do ano de apura\u00e7\u00e3o da PLR, a decis\u00e3o foi por 5\u00d73 a favor do entendimento da Fazenda Nacional. Dessa forma, foi o mesmo resultado do processo 15504.721069\/2019-95, da ArcelorMittal Brasil, julgado na sess\u00e3o de ter\u00e7a-feira. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-tributacao-sobre-bonus-de-contratacao-07112023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-tributacao-sobre-bonus-de-contratacao-07112023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em caso de R$ 1,3 bi do Ita\u00fa, Carf afasta contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre PLR<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por quatro votos a dois, os conselheiros da 1\u00aa Turma da 2\u00aa C\u00e2mara da 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) cancelaram o lan\u00e7amento de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre os pagamentos de Participa\u00e7\u00e3o nos Lucros e Resultados (PLR) dos empregados e administradores do Ita\u00fa. O valor total do processo era de R$ 1,3 bilh\u00e3o, segundo formul\u00e1rio de refer\u00eancia da empresa, de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, a 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), em julgamento in\u00e9dito, validou a tributa\u00e7\u00e3o sobre a PLR. O caso, no entanto, envolveu diretores estatut\u00e1rios, ou seja, sem v\u00ednculo empregat\u00edcio com a Weg Equipamentos El\u00e9tricos \u2013 e n\u00e3o empregados e administradores.<\/p>\n\n\n\n<p>No Carf, o caso do Ita\u00fa teve um resultado diferente de processos semelhantes julgados pela turma em abril, mas, segundo o relator, conselheiro Douglas Kakazu, a diferen\u00e7a principal foi o relat\u00f3rio fiscal. No caso do processo julgado desta vez, a m\u00e1 elabora\u00e7\u00e3o do documento contou a favor do contribuinte. Para o colegiado, n\u00e3o ficou claro por que a fiscaliza\u00e7\u00e3o tributou apenas duas de tr\u00eas parcelas do PLR.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a empresa, a fiscaliza\u00e7\u00e3o foi omissa e n\u00e3o estabeleceu nexos de causalidade que justificassem a cobran\u00e7a. A contribuinte ainda ressaltou que, apesar de as parcelas poderem ser pagas em a\u00e7\u00f5es, n\u00e3o s\u00e3o stock options e, portanto, n\u00e3o podem ser tributadas como tal.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento do caso havia sido interrompido em outubro, quando o conselheiro Francisco Nogueira Guarita pediu vista, registrada como vista coletiva nos autos. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/em-caso-de-r-13-bi-do-itau-carf-afasta-contribuicao-previdenciaria-sobre-plr-13112023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/em-caso-de-r-13-bi-do-itau-carf-afasta-contribuicao-previdenciaria-sobre-plr-13112023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS ESTADUAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JUDICIAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Decis\u00e3o do STJ impede cumula\u00e7\u00e3o de multas tribut\u00e1rias<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Uma decis\u00e3o da 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) impede a aplica\u00e7\u00e3o, ao mesmo tempo, de duas penalidades tribut\u00e1rias: as multas de of\u00edcio (aplicada quando n\u00e3o h\u00e1 o pagamento do imposto) e as multas isoladas &#8211; impostas se n\u00e3o h\u00e1 cumprimento de obriga\u00e7\u00e3o relativa ao pagamento de imposto, como uma declara\u00e7\u00e3o ou classifica\u00e7\u00e3o fiscal. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) pretende levar o tema \u00e0 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O assunto chegou \u00e0 1\u00aa Turma do STJ em recurso apresentado pela C\u00e9lula Com\u00e9rcio e Importa\u00e7\u00e3o de Autope\u00e7as e Acess\u00f3rios. A empresa recorreu de decis\u00e3o do Tribunal l Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF-4), que indicou a possibilidade de cumula\u00e7\u00e3o das duas multas por terem naturezas distintas (Resp 1708819).<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa alega que a aplica\u00e7\u00e3o concomitante de multa isolada e de of\u00edcio implicaria em duplica\u00e7\u00e3o de penalidade, devendo manter apenas a multa de of\u00edcio nessa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A procuradora da Fazenda Nacional Caroline Marinho afirmou, na sustenta\u00e7\u00e3o oral, que o caso trata de multas isoladas decorrentes de infra\u00e7\u00e3o aduaneira, por desrespeito a obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias. A procuradora indicou que as multas teriam sido aplicadas por causa de mercadorias importadas sem licen\u00e7a de importa\u00e7\u00e3o e por classifica\u00e7\u00e3o incorreta das mercadorias.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a PGFN, a legisla\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria autoriza a cumula\u00e7\u00e3o de multa isolada e de of\u00edcio, que t\u00eam naturezas diversas. A multa de of\u00edcio \u00e9 vinculada \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o principal e est\u00e1 ligada \u00e0 falta de pagamento de imposto, enquanto a multa isolada \u00e9 aplicada por obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria como, por exemplo, a classifica\u00e7\u00e3o de mercadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, a multa isolada incide sobre o valor aduaneiro da mercadoria e n\u00e3o sobre o tributo a pagar, como seria o caso da multa de of\u00edcio, segundo a procuradora. A empresa n\u00e3o apresentou defesa oral na sess\u00e3o de julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Vota\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro S\u00e9rgio Kukina, indicou no voto que existem decis\u00f5es em sentidos divergentes na 2\u00aa Turma. Para ele, o recurso da empresa deve ser aceito nesse ponto, afastando a possibilidade da cumula\u00e7\u00e3o das multas de of\u00edcio e isolada.<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, prevaleceu o voto do relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro lado<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o julgamento, a procuradora afirmou ao Valor que o precedente mais recente da 2\u00aa Turma \u00e9 favor\u00e1vel ao entendimento da PGFN, por isso, pretende recorrer \u00e0 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a advogada B\u00e1rbara Bach, s\u00f3cia da Lira Advogados, afirmou que a decis\u00e3o corrobora posicionamento que j\u00e1 foi adotado pela 2\u00aa Turma e que passou a ser acompanhado por decis\u00f5es monocr\u00e1ticas da 1\u00aa Turma. Segundo a advogada, a decis\u00e3o da 1\u00aa Turma afasta multas que acabam assumindo car\u00e1ter confiscat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/07\/decisao-do-stj-impede-cumulacao-de-multas-tributarias.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/07\/decisao-do-stj-impede-cumulacao-de-multas-tributarias.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supremo vai reiniciar an\u00e1lise de valor de multa por obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Um pedido de destaque do ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, presidente da corte,&nbsp;interrompeu&nbsp;nesta&nbsp;segunda-feira (6\/11)&nbsp;o julgamento de repercuss\u00e3o geral&nbsp;no qual o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal discute&nbsp;o patamar da multa&nbsp;isolada pelo descumprimento de obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, a an\u00e1lise do&nbsp;caso ser\u00e1 reiniciada em sess\u00e3o presencial, ainda sem data marcada. At\u00e9 o pedido de destaque, o julgamento era virtual, com t\u00e9rmino previsto para esta sexta-feira (10\/11).<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso extraordin\u00e1rio, a empresa de energia el\u00e9trica&nbsp;Eletronorte, subsidi\u00e1ria da&nbsp;Eletrobr\u00e1s na Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, contestou uma multa isolada aplicada pelo&nbsp;Tribunal de Justi\u00e7a de Rond\u00f4nia (TJ-RO) devido ao descumprimento de uma obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria acess\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A Eletronorte foi punida pelo governo de Rond\u00f4nia por um erro no preenchimento de documentos sobre a compra de \u00f3leo diesel para gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica e os encargos tribut\u00e1rios devidos. O TJ-RO manteve a multa aplicada \u00e0 empresa, no patamar de 40% sobre a opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A porcentagem da multa era prevista por uma lei estadual, j\u00e1 revogada, para casos envolvendo, por exemplo, o transporte de mercadoria desacompanhada de documento fiscal. A Eletronorte alegou que a multa tem car\u00e1ter confiscat\u00f3rio e n\u00e3o \u00e9 razo\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais tarde, a empresa pediu desist\u00eancia do RE. Os ministros que haviam votado antes do pedido de destaque concordaram em homologar a desist\u00eancia, mas ainda assim analisaram o tema de repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Votos<br>O pr\u00f3prio Barroso, que \u00e9 relator do caso, j\u00e1 havia votado por declarar a inconstitucionalidade do trecho da lei estadual que previa a multa de 40%. Para ele, a multa isolada n\u00e3o pode ser superior a 20% do tributo devido.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o magistrado, existe um consenso de que a multa por descumprimento de uma obriga\u00e7\u00e3o principal deve ser mais pesada do que a multa por descumprimento de uma obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria. Ou seja, esta \u00faltima&nbsp;n\u00e3o pode exceder o limite fixado para a primeira. E a jurisprud\u00eancia considera constitucional a multa de at\u00e9 20% pelo atraso no cumprimento de obriga\u00e7\u00e3o principal.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o ministro Dias Toffoli divergiu do relator. De acordo com ele, o teto de 20% &#8220;\u00e9 insuficiente para reprimir ou prevenir determinadas condutas ou, ainda, induzir certos contribuintes infratores a entrar em conformidade com a lei&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, para os casos em que h\u00e1 tributo ou cr\u00e9dito indevido vinculados, Toffoli votou por um limite de 60% desses respectivos valores \u2014 com possibilidade de chegar a 100% caso existam&nbsp;circunst\u00e2ncias agravantes.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para os casos em que n\u00e3o h\u00e1 tributo ou cr\u00e9dito indevido, ele considerou que a multa n\u00e3o pode ultrapassar 20% do valor da opera\u00e7\u00e3o ou presta\u00e7\u00e3o vinculada \u00e0 penalidade \u2014 podendo chegar a 30%&nbsp;caso existam circunst\u00e2ncias agravantes.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado tamb\u00e9m prop\u00f4s que a multa n\u00e3o pode ultrapassar 1% do valor total da base de c\u00e1lculo dos \u00faltimos 12 meses do tributo pertinente. Em caso de circunst\u00e2ncia agravante, a porcentagem deve ser de 0,5% do mesmo valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo o voto divergente, na an\u00e1lise das circunst\u00e2ncias agravantes e atenuantes, a aplica\u00e7\u00e3o da multa pode considerar outros par\u00e2metros, como adequa\u00e7\u00e3o, necessidade, justa medida, insignific\u00e2ncia e&nbsp;<em>bis in idem<\/em>. O Legislativo federal, estadual ou municipal pode ponderar qual deve ser o valor adequado em cada hip\u00f3tese de descumprimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Toffoli ainda sugeriu a modula\u00e7\u00e3o dos efeitos da decis\u00e3o a partir da publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento, com ressalva para as a\u00e7\u00f5es judiciais pendentes de conclus\u00e3o at\u00e9 a mesma data. Na sua vis\u00e3o, a aplica\u00e7\u00e3o retroativa de sua tese invalidaria muitas multas, abriria espa\u00e7o para devolu\u00e7\u00f5es e afetaria as finan\u00e7as de diversos entes.<br>RE 640.452 <\/p>\n\n\n\n<p><em><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-07\/stf-reiniciara-analise-valor-multa-obrigacao-acessoria\/#:~:text=Segundo%20o%20magistrado%2C%20existe%20um,limite%20fixado%20para%20a%20primeira.\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-07\/stf-reiniciara-analise-valor-multa-obrigacao-acessoria\/#:~:text=Segundo%20o%20magistrado%2C%20existe%20um,limite%20fixado%20para%20a%20primeira.<\/a><\/em><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ mant\u00e9m tributa\u00e7\u00e3o de PLR de diretor estatut\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 07\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) validou cobran\u00e7a de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre valores de participa\u00e7\u00e3o nos lucros e resultados (PLR) que s\u00e3o pagos a diretores ou administradores estatut\u00e1rios. Foi a primeira vez que os ministros analisaram o tema, que \u00e9 motivo de v\u00e1rias autua\u00e7\u00f5es fiscais discutidas por grandes bancos com a Receita Federal na esfera administrativa. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>O mesmo processo tamb\u00e9m trata da tributa\u00e7\u00e3o de previd\u00eancia privada complementar para esse grupo espec\u00edfico de funcion\u00e1rios. Essa fatia da autua\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, foi derrubada. Os valores n\u00e3o foram divulgados.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro S\u00e9rgio Kukina, votou em setembro contra a tributa\u00e7\u00e3o dos pagamentos de previd\u00eancia privada, mas se posicionou a favor em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 PLR. O julgamento foi retomado ontem com o voto-vista do ministro Gurgel de Faria.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sess\u00e3o, o ministro afirmou que a mat\u00e9ria era in\u00e9dita e, por isso, havia pedido vista. Mas acompanhou o voto do relator integralmente, excluindo os valores recolhidos pelas empresas a planos de previd\u00eancia privada complementar da incid\u00eancia da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, mas mantendo a cobran\u00e7a sobre PLR dos diretores n\u00e3o empregados.<\/p>\n\n\n\n<p>A tributa\u00e7\u00e3o da PLR de celetistas e estatut\u00e1rios divide Fisco e contribuintes. Em 2021, segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), havia mais de R$ 7 bilh\u00f5es em discuss\u00e3o no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e no Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>As discuss\u00f5es se d\u00e3o em torno da Lei n\u00ba 10.101, de 2000, que regulamenta a participa\u00e7\u00e3o dos trabalhadores nos lucros e resultados das empresas. A norma estabelece crit\u00e9rios \u2014 entre eles, que os termos precisam ser negociados entre empregador e empregados, que as metas devem ser claras e objetivas e o benef\u00edcio amplamente divulgado.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando a Receita Federal entende que requisitos n\u00e3o foram cumpridos, o pagamento deixa de ser considerado PLR e ela cobra da empresa, ent\u00e3o, a tributa\u00e7\u00e3o ao INSS.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso dos valores pagos a diretores ou administradores estatut\u00e1rios, julgado pelo STJ, a Receita afirma que n\u00e3o h\u00e1 isen\u00e7\u00e3o. A interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 de que a Lei n\u00ba 10.101 n\u00e3o abrange esses funcion\u00e1rios. Apenas os valores pagos aos empregados celetistas estariam livres de tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema foi julgado por meio de um recurso apresentado pela WEG Equipamentos El\u00e9tricos (REsp 1182060). A empresa perdeu a discuss\u00e3o no Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF-4), com sede em Porto Alegre, e recorreu ao STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>No voto lido em setembro, o relator afirmou que parte da premissa de que os administradores s\u00e3o enquadrados como contribuintes individuais e sendo contribuintes individuais, portanto n\u00e3o empregados, h\u00e1 suporte capaz de legitimar a contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos pagamentos de previd\u00eancia privada complementar, ele afirmou que a Lei Complementar n\u00ba 109 de 2001, prev\u00ea a n\u00e3o tributa\u00e7\u00e3o e, sendo assim, a empresa tem raz\u00e3o em n\u00e3o fazer o recolhimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o tem validade para a WEG. Mas \u00e9 um importante precedente, por ser o primeiro julgamento da 1\u00aa Turma. Para a PGFN, o julgamento encerra a discuss\u00e3o no STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>A outra turma que julga direito tribut\u00e1rio, a 2\u00aa Turma, em julgamento realizado em outubro (REsp 1873583), decidiu de forma similar. Na decis\u00e3o, o relator, ministro Francisco Falc\u00e3o, afirma que o fundamento da autua\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi a desconsidera\u00e7\u00e3o de que os valores seriam participa\u00e7\u00e3o nos lucros, mas o desrespeito \u00e0s condi\u00e7\u00f5es impostas pela Lei n\u00ba 6.404, de 1976.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPartindo-se da premissa de que os diretores da agravante n\u00e3o possuem v\u00ednculo trabalhista, \u00e9 mister esclarecer que a distribui\u00e7\u00e3o de lucros e resultados n\u00e3o est\u00e1 submetida ao regime institu\u00eddo pela Lei n\u00ba 10.101\/2000, a qual disp\u00f5e exclusivamente sobre o pagamento dessas verbas aos trabalhadores, como instrumento de integra\u00e7\u00e3o entre o capital e o trabalho\u201d, diz Falc\u00e3o, no voto.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/07\/stj-libera-tributao-de-plr-de-diretores-e-administradores-de-empresas.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/07\/stj-libera-tributao-de-plr-de-diretores-e-administradores-de-empresas.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF vai reiniciar julgamento sobre cr\u00e9ditos de ICMS em opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Um pedido de destaque do ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, presidente do Supremo Tribunal Federal, interrompeu nesta segunda-feira (6\/11) o julgamento de repercuss\u00e3o geral no qual o Plen\u00e1rio da corte discute a possibilidade de aproveitamento de cr\u00e9ditos de ICMS em opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, a an\u00e1lise do caso ser\u00e1 reiniciada em sess\u00e3o presencial, ainda sem data marcada. At\u00e9 o pedido de destaque, o julgamento era virtual, com t\u00e9rmino previsto para esta ter\u00e7a-feira (7\/11).<\/p>\n\n\n\n<p>A repercuss\u00e3o geral foi reconhecida pelo STF para a discuss\u00e3o sobre cr\u00e9ditos decorrentes da aquisi\u00e7\u00e3o de bens destinados ao ativo fixo da empresa (como m\u00e1quinas e equipamentos) nas exporta\u00e7\u00f5es. Antes do pedido de destaque, seis ministros haviam sugerido o cancelamento do tema, pois constataram que o debate era, na verdade, sobre o aproveitamento de cr\u00e9ditos decorrentes de bens de uso ou consumo utilizados pelo estabelecimento na cadeia de produ\u00e7\u00e3o de mercadorias destinadas \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o. Isso j\u00e1 est\u00e1 contemplado em outro tema de repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo assim, havia diverg\u00eancia quanto \u00e0 situa\u00e7\u00e3o concreta. Quatro ministros votaram por manter uma decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a do Rio Grande do Sul (TJ-RS) que garantiu a uma empresa a manuten\u00e7\u00e3o e o aproveitamento dos cr\u00e9ditos de ICMS originados com a entrada de bens de uso e consumo do estabelecimento, relacionados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de mercadorias a serem exportadas. Outros dois magistrados se manifestaram a favor do recurso extraordin\u00e1rio do governo ga\u00facho, que busca anular o ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros Dias Toffoli, Edson Fachin, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a e a j\u00e1 aposentada ministra Rosa Weber entenderam que a decis\u00e3o do TJ-RS est\u00e1 de acordo com a tese sugerida por eles para o outro RE (Tema 633). Naquele julgamento, os quatro votaram por manter uma decis\u00e3o semelhante do TJ-SC.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Toffoli, que \u00e9 relator de ambos os casos, o pre\u00e7o de exporta\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 afetado apenas pelas mercadorias tributadas pelo imposto e integrantes da opera\u00e7\u00e3o pela qual sair\u00e3o. Tal valor tamb\u00e9m pode ser afetado pelos produtos destinados ao uso ou consumo do estabelecimento e relacionados ao processo de industrializa\u00e7\u00e3o de mercadorias destinadas \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o. Por isso, ele validou o aproveitamento do ICMS relativo a tais aquisi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes consideraram que os cr\u00e9ditos financeiros \u201cn\u00e3o podem ser subentendidos\u201d. Em outras palavras, nas exporta\u00e7\u00f5es, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel adotar uma \u201cinterpreta\u00e7\u00e3o ampliativa\u201d para incluir em uma regra de imunidade \u201cfatos, situa\u00e7\u00f5es ou objetos\u201d n\u00e3o abrangidos pela express\u00e3o literal da Constitui\u00e7\u00e3o \u2014 que isenta do ICMS somente as opera\u00e7\u00f5es pelas quais as mercadorias s\u00e3o destinadas para fora do pa\u00eds e os servi\u00e7os prestados a destinat\u00e1rios no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>RE 662.976<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\" https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-07\/stf-reiniciar-julgamento-creditos-icms-exportacoes\/\"> https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-07\/stf-reiniciar-julgamento-creditos-icms-exportacoes\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF impede uso total de cr\u00e9ditos de ICMS por exportador<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 08\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) impediu o uso amplo de cr\u00e9ditos de ICMS da cadeia de produ\u00e7\u00e3o de mercadorias destinadas \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o. A decis\u00e3o, por maioria de votos e de repercuss\u00e3o geral, atende a pedido dos Estados, deixando de fora cr\u00e9ditos do imposto estadual decorrentes de compras de bens destinados ao uso e consumo da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o \u00e9 importante para os governos estaduais. Em documento enviado ao Supremo, o Estado de Santa Catarina, que \u00e9 parte do julgamento, estima que a perda de arrecada\u00e7\u00e3o decorrente da permiss\u00e3o para obten\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos em rela\u00e7\u00e3o aos bens de uso e consumo das empresas que fabricam mercadorias destinadas ao exterior \u00e9 da ordem de R$ 228 milh\u00f5es por ano. No Estado do Rio Grande do Sul, R$ 220 milh\u00f5es anuais.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, o Estado de Santa Catarina questionou a interpreta\u00e7\u00e3o de que a Emenda Constitucional (EC) n\u00ba 42, de 2003, concedeu imunidade tribut\u00e1ria plena e irrestrita para as exporta\u00e7\u00f5es. Alegou que cabe a lei complementar disciplinar o regime de compensa\u00e7\u00e3o do tributo e que a EC 42 assegurou a manuten\u00e7\u00e3o e o aproveitamento dos cr\u00e9ditos j\u00e1 autorizados pela Lei Complementar n\u00ba 87, de 1996.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi realizado no Plen\u00e1rio Virtual. Os ministros analisaram se o direito ao cr\u00e9dito de ICMS decorrente da aquisi\u00e7\u00e3o de bens de uso e consumo empregados na elabora\u00e7\u00e3o de produtos destinados \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o foi assegurado pela EC n\u00ba 42, independentemente de regulamenta\u00e7\u00e3o infraconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Vota\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu no julgamento o voto do ministro Gilmar Mendes. Ele afirma que a pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o, no artigo 155, estabelece que cabe a lei complementar disciplinar o regime de compensa\u00e7\u00e3o do imposto. E que o dispositivo deve abarcar tanto as situa\u00e7\u00f5es de creditamento exclusivamente interno quanto de mercadorias destinadas ao exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo o ministro, a exposi\u00e7\u00e3o de motivos da EC 42 determina que a transi\u00e7\u00e3o para o novo modelo do ICMS ser\u00e1 definida por lei complementar. \u201cO princ\u00edpio internacional da n\u00e3o exporta\u00e7\u00e3o de tributos, apesar de servir como norte para confec\u00e7\u00e3o das normas internas, n\u00e3o h\u00e1 de se sobrepor ao texto constitucional\u201d, afirma ele, em seu voto.<\/p>\n\n\n\n<p>As imunidades relacionadas \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o que s\u00e3o albergadas pela Constitui\u00e7\u00e3o, acrescenta Gilmar Mendes em seu voto, trazem como princ\u00edpio norteador a ideia de n\u00e3o exportar tributos, mas, mesmo assim, essa l\u00f3gica n\u00e3o dispensa a edi\u00e7\u00e3o de regras espec\u00edficas que confiram clareza quanto ao seu alcance.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto de Gilmar Mendes foi seguido pelos ministros Alexandre de Moraes, Lu\u00eds Roberto Barroso, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Nunes Marques. Os demais integrantes da Corte haviam acompanhado o voto do relator, ministro Dias Toffoli, e ficaram vencidos.<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lise<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a advogada B\u00e1rbara Bach, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Lira Advogados, o placar indica como a quest\u00e3o divide os julgadores. Para ela, o entendimento da maioria \u00e9 de que o princ\u00edpio internacional da n\u00e3o exporta\u00e7\u00e3o de tributos seria um \u201cmero norte\u201d, o que requer um olhar atento para os pr\u00f3ximos julgamentos de mat\u00e9rias relacionadas \u00e0 tributa\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento, foi sugerida a seguinte tese de repercuss\u00e3o geral: \u201cA imunidade a que se refere o artigo 155, \u00a7 2\u00ba, X, \u201ca\u201d, CF\/88, n\u00e3o alcan\u00e7a, nas opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o, o aproveitamento de cr\u00e9ditos de ICMS decorrentes de aquisi\u00e7\u00f5es de bens destinados ao ativo fixo e uso e consumo da empresa, que depende de lei complementar para sua efetiva\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de o voto vencedor citar &#8220;ativo fixo&#8221; na tese, o tema julgado refere-se, originalmente, apenas \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de bens de uso e de consumo empregados na elabora\u00e7\u00e3o de produtos destinados \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o, alertam especialistas. Os cr\u00e9ditos de ICMS decorrentes de aquisi\u00e7\u00f5es de bens destinados ao ativo fixo da empresa estavam sendo discutidos em outro processo que tamb\u00e9m estava em julgamento, mas foi suspenso por destaque do ministro Lu\u00eds Roberto Barroso (RE 662976) depois de seis votos. Neles, os ministros pedem o cancelamento da mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/08\/stf-impede-uso-total-de-crditos-de-icms-para-exportaes.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/08\/stf-impede-uso-total-de-crditos-de-icms-para-exportaes.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>PGR recorre de decis\u00e3o do Supremo que liberou cobran\u00e7a de contribui\u00e7\u00e3o a sindicatos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A recente tese do Supremo Tribunal Federal (STF) no sentido de que a contribui\u00e7\u00e3o assistencial aos sindicatos \u00e9 constitucional \u00e9 questionada pela Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica. A procuradora-geral da Rep\u00fablica, Elizeta Ramos, apresentou \u00e0 Corte recurso de embargos de declara\u00e7\u00e3o para que ela seja &#8220;aprimorada&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a PGR, est\u00e1 configurada omiss\u00e3o na aprecia\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es relevantes que podem ampliar a litigiosidade no Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em setembro, o STF, em repercuss\u00e3o geral, decidiu que \u00e9 v\u00e1lida a institui\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00e3o assistencial para sindicato por meio de acordo ou conven\u00e7\u00e3o coletivos, desde que assegurado o direito de oposi\u00e7\u00e3o. O julgamento foi conclu\u00eddo no Plen\u00e1rio Virtual, por unanimidade (RE 1.018.459\/PR). Ao julgar o caso, em 2017, contudo, a Corte havia fixado tese no sentido de que a cobran\u00e7a da referida contribui\u00e7\u00e3o seria inconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Elizeta Ramos, \u00e9 necess\u00e1rio sanar omiss\u00f5es em tr\u00eas pontos da decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A PGR explica que \u00e9 necess\u00e1rio modular os efeitos da decis\u00e3o porque houve mudan\u00e7a no entendimento do Supremo acerca da constitucionalidade da institui\u00e7\u00e3o de contribui\u00e7\u00e3o. Segundo ela, a fixa\u00e7\u00e3o da tese anterior, por meio de repercuss\u00e3o geral, gerou leg\u00edtima confian\u00e7a da sociedade em sua aplica\u00e7\u00e3o. Para Elizeta, a pr\u00e1tica deveria ser reconhecida com o legal apenas a partir da publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento que retrata o novo entendimento da Corte. Ela ainda alerta que a possibilidade de cobran\u00e7a retroativa, diante da retifica\u00e7\u00e3o da tese, violaria o princ\u00edpio da seguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, para a procuradora, a tese precisa deixar claro que \u00e9 proibido ao empregador interferir, seja por est\u00edmulo, seja por desest\u00edmulo, no exerc\u00edcio do direito de oposi\u00e7\u00e3o pelos integrantes da categoria. A PGR aponta o risco de que terceiros, valendo-se de sua posi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e da vulnerabilidade resultante da depend\u00eancia do trabalho, pressionem os empregados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o assistencial, tanto pela ades\u00e3o quanto pela n\u00e3o ades\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, Elizeta alega que se esclare\u00e7a na tese que o valor da contribui\u00e7\u00e3o assistencial deve ser fixado em patamar razo\u00e1vel. Isso porque tal pagamento, al\u00e9m de proteger a organiza\u00e7\u00e3o sindical, tamb\u00e9m deve estar submetida \u00e0 prote\u00e7\u00e3o constitucional ao sal\u00e1rio, que visa a impedir a sua deteriora\u00e7\u00e3o ao ponto de comprometer a subsist\u00eancia do trabalhador (com informa\u00e7\u00f5es da PGR; colaborou Beatriz Olivon).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/09\/pgr-recorre-de-decisao-do-supremo-que-liberou-cobranca-de-contribuicao-a-sindicatos.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/09\/pgr-recorre-de-decisao-do-supremo-que-liberou-cobranca-de-contribuicao-a-sindicatos.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Funrural: \u201cSitua\u00e7\u00e3o peculiar\u201d adia defini\u00e7\u00e3o do STF sobre contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria do agro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Uma \u201csitua\u00e7\u00e3o peculiar\u201d, segundo defini\u00e7\u00e3o do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, levou a Corte a retirar de pauta uma quest\u00e3o relevante para o agroneg\u00f3cio. A peculiaridade est\u00e1 em saber como o ministro Marco Aur\u00e9lio, j\u00e1 aposentado, teria votado sobre o principal ponto em an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTodos os tribunais constitucionais do mundo deliberam reservadamente e aqui temos que fazer isso em p\u00fablico. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o mais complicada\u201d, afirmou Barroso sobre a retirada de pauta. O ministro lembrou ainda que impacto do julgamento para a Uni\u00e3o \u201c\u00e9 de uns R$ 20 bilh\u00f5es, s\u00f3 para ter esse registro e n\u00e3o passar despercebido\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se do resultado em a\u00e7\u00e3o proposta pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Frigor\u00edficos (Abrafrigo) sobre a possibilidade de o Fisco cobrar das empresas os valores que s\u00e3o devidos pelos agropecuaristas, pessoas f\u00edsicas fornecedores de seus associados, a t\u00edtulo de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A Corte definiu, por maioria de votos, que incide o tributo. A discuss\u00e3o agora \u00e9 se os valores podem ser cobrados das empresas ou devem ser cobrados dos produtores rurais pessoa f\u00edsica, o que, na pr\u00e1tica, pode tornar a cobran\u00e7a quase invi\u00e1vel, por isso a relev\u00e2ncia desse ponto.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo advogados do setor, muitas empresas acabaram deixando de reter esses valores do produtor rural por for\u00e7a de liminar, ou mesmo por entender que o Funrural era inconstitucional e, com isso, sofreram v\u00e1rias autua\u00e7\u00f5es fiscais. Por isso, na a\u00e7\u00e3o a Abrafrigo pede a inconstitucionalidade da chamada sub-roga\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a reten\u00e7\u00e3o do tributo na venda feita por produtor rural a pessoa jur\u00eddica (ADI 4395).<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto \u00e9 estimado em R$ 20,9 bilh\u00f5es conforme a Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Vota\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O tema voltou ser julgado em maio de 2020. Os ministros se dividiram sobre o julgamento. O relator, ministro Gilmar Mendes, votou pela improced\u00eancia e foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, C\u00e1rmen L\u00facia, Luiz Fux e Lu\u00eds Roberto Barroso. Segundo Barroso, todos esses votos consideram que \u00e9 constitucional a contribui\u00e7\u00e3o sobre a c omercializa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e a sub-roga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os ministros Edson Fachin, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello conheceram parcialmente da a\u00e7\u00e3o, afastando a tributa\u00e7\u00e3o. O voto do ministro Marco Aur\u00e9lio foi computado nesse mesmo sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>No Plen\u00e1rio Virtual, o ministro Dias Toffoli votou pela constitucionalidade da contribui\u00e7\u00e3o, mas pela inconstitucionalidade da sub-roga\u00e7\u00e3o. Na sess\u00e3o de hoje Toffoli afirmou que n\u00e3o h\u00e1 voto a ser colhido porque para o ministro Marco Aur\u00e9lio se a tributa\u00e7\u00e3o era inconstitucional a sub-roga\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m seria. \u201cA proclama\u00e7\u00e3o aqui \u00e9 muito simples\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, o ministro Gilmar Mendes registrou que o resultado deveria ser proclamado de forma presencial (ADI 4395). J\u00e1 as entidades de classe que entraram com a a\u00e7\u00e3o se manifestaram dizendo que o resultado j\u00e1 deveria ser proclamado e que havia maioria contra a sub-roga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ministro aposentado<\/p>\n\n\n\n<p>A Advocacia Geral da Uni\u00e3o (AGU) alegou que o voto do ministro Marco Aur\u00e9lio, j\u00e1 aposentado, n\u00e3o tratou sobre a sub-roga\u00e7\u00e3o e, portanto, os contribuintes n\u00e3o ganharam. A Uni\u00e3o ainda cita que o pr\u00f3prio ministro Marco Aur\u00e9lio j\u00e1 havia se manifestado pela constitucionalidade da sub-roga\u00e7\u00e3o em outro julgamento. Portanto, pelas contas da Fazenda, haveriam seis votos de ministros pela constitucionalidade da sub-roga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema voltou hoje ao Plen\u00e1rio para proclama\u00e7\u00e3o do resultado, mas os ministros n\u00e3o entraram em consenso sobre o que fazer.<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, afirmou na sess\u00e3o de hoje que h\u00e1 maioria pela constitucionalidade da contribui\u00e7\u00e3o, o que falta decidir \u00e9 se a regra de sub-roga\u00e7\u00e3o \u00e9 constitucional, mas como o ministro Marco Aur\u00e9lio n\u00e3o se manifestou sobre esse ponto, seria necess\u00e1rio recolher o voto do ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a \u2013 que assumiu a cadeira do ministro Marco Aur\u00e9lio depois da sua aposentadoria \u2013 sobre esse item.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Toffoli, contudo, n\u00e3o h\u00e1 voto a ser colhido, porque a sub-roga\u00e7\u00e3o seria inconstitucional pelo voto do ministro Marco Aur\u00e9lio que considerou tudo inconstitucional.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o muito peculiar, se prevalecer o entendimento que faltou manifesta\u00e7\u00e3o do ministro Marco Aur\u00e9lio o Andr\u00e9 Mendon\u00e7a teria que votar s\u00f3 sobre essa quest\u00e3o, estaria vencido quanto \u00e0 primeira. Mas quanto ao que o ministro Toffoli falou podemos tirar de pauta e conversar internamente para uma solu\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou Barroso.<\/p>\n\n\n\n<p>O procurador da Fazenda Nacional Paulo Mendes afirmou na tribuna que os ministros que votaram pela inconstitucionalidade n\u00e3o se manifestaram pela sub-roga\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o que seria necess\u00e1rio recolher o voto de todos quanto a esse ponto.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o ministro Alexandre de Moraes, se s\u00e3o duas quest\u00f5es, todos devem votar de novo, inclusive o substituto do ministro Celso de Mello (tamb\u00e9m aposentado) e n\u00e3o s\u00f3 do Marco Aur\u00e9lio.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi suspenso na sequ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/09\/funrural-situacao-peculiar-adia-definicao-do-stf-sobre-contribuicao-previdenciaria-do-agro.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/09\/funrural-situacao-peculiar-adia-definicao-do-stf-sobre-contribuicao-previdenciaria-do-agro.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entidade assistencial deve reter IRRF em remessa ao exterior<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Entidades assistenciais, mesmo beneficiadas por imunidade tribut\u00e1ria, t\u00eam o dever de reter e pagar Imposto de Renda (IRRF) sobre juros remetidos ao exterior. Esse entendimento foi proferido ontem pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) &#8211; que uniformiza a posi\u00e7\u00e3o a ser adotada nas turmas de direito p\u00fablico da Corte.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros analisaram um recurso envolvendo a Sociedade Vicente Pallotti, sem fins lucrativos. A entidade exerce atividade gr\u00e1fica. Realizou a importa\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas e, em raz\u00e3o do alto valor dos equipamentos, optou pelo pagamento a prazo. Da\u00ed a incid\u00eancia de juros e consequente envio desses valores ao exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>O placar fechou em seis a um, prevalecendo o voto da relatora, a ministra Regina Helena Costa, que classificou o dever de reten\u00e7\u00e3o e pagamento do imposto como uma obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria. \u201cA imunidade, obviamente, s\u00f3 alcan\u00e7a a obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria principal\u201d, afirmou ao votar.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse tema come\u00e7ou a ser julgado pelos ministros em setembro do ano passado e vinha, desde l\u00e1, rolando de voto-vista em voto-vista (EREsp 1480918).<\/p>\n\n\n\n<p>A Sociedade Vicente Pallotti tentava, na Se\u00e7\u00e3o, reverter decis\u00e3o da 2\u00aa Turma da Corte, que j\u00e1 havia entendido pela tributa\u00e7\u00e3o. O argumento, no processo, era de que entidades beneficentes que remetem valores ao exterior a t\u00edtulo de juros teriam imunidade tribut\u00e1ria e, por esse motivo, n\u00e3o poderiam ser cobradas pela Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano passado, quando as discuss\u00f5es foram abertas, Amanda Costa, advogada da entidade, enfatizou aos ministros do STJ que os equipamentos importados s\u00e3o indispens\u00e1veis para a atividade gr\u00e1fica e os recursos gerados s\u00e3o convertidos integralmente na sociedade &#8211; que n\u00e3o distribui lucros, participa\u00e7\u00f5es ou dividendos.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o procurador da Fazenda Nacional Sandro Soares afirmou, tamb\u00e9m em sustenta\u00e7\u00e3o oral, que o contribuinte, nesse caso, \u00e9 o destinat\u00e1rio do valor no exterior e que ele n\u00e3o \u00e9 alcan\u00e7ado pela imunidade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Frisou, no entanto, ser poss\u00edvel reputar a obriga\u00e7\u00e3o de reten\u00e7\u00e3o e recolhimento do imposto a quem n\u00e3o \u00e9 contribuinte, nesse caso, a entidade beneficente.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra Regina Helena j\u00e1 havia se posicionado, no ano passado, pela obriga\u00e7\u00e3o de a entidade reter e pagar o tributo. Ontem, ela apresentou uma ratifica\u00e7\u00e3o, confirmando o seu voto e esclarecendo alguns pontos que geraram diverg\u00eancia entre os demais ministros da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Regina Helena, o retentor de tributos \u00e9 simples fonte pagadora. N\u00e3o atua no lugar do contribuinte. \u201cSe traduz no cumprimento de obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria a qual pode ser atribu\u00edda \u00e0 entidade imune\u201d, frisou a ministra, acrescentando que estava acolhendo integralmente o posicionamento da Fazenda Nacional sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Tr\u00eas ministros que participaram do julgamento &#8211; Gurgel de Faria, Benedito Gon\u00e7alves e Francisco Falc\u00e3o &#8211; acompanharam integralmente o voto da relatora Regina Helena Costa.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros dois, o ministro Herman Benjamin, e a ministra Assusete Magalh\u00e3es, concordaram com a conclus\u00e3o da relatora do caso: a entidade, mesmo imune, deve reter e pagar o imposto. Mas por um caminho diferente do adotado pelos demais.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles haviam participado do julgamento da 2\u00aa Turma que decidiu contra a entidade e repetiram a argumenta\u00e7\u00e3o utilizada naquela ocasi\u00e3o. Para Herman Benjamin e Assusete Magalh\u00e3es, a entidade que adquiriu o equipamento e est\u00e1 domiciliada no Brasil \u201c\u00e9 sujeito passivo tribut\u00e1rio na condi\u00e7\u00e3o de respons\u00e1vel tribut\u00e1rio por substitui\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Consideraram que o entendimento da ministra Regina Helena Costa, de que, nesse caso, a entidade atua como mero agente de reten\u00e7\u00e3o do tributo, poderia levar \u00e0 conclus\u00e3o diversa, ou seja, pela impossibilidade da cobran\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia de fundamenta\u00e7\u00e3o gerou debate acalorado e tomou boa parte do tempo do julgamento na tarde de ontem. Para chegar \u00e0 conclus\u00e3o, frisou aos colegas a relatora, \u00e9 preciso definir a natureza jur\u00eddica da figura do retentor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o quer dizer que o retentor n\u00e3o tem responsabilidade. Nunca se disse isso. Mas ele n\u00e3o \u00e9 respons\u00e1vel por substitui\u00e7\u00e3o, uma figura diferente, que tem uma por\u00e7\u00e3o de outros reflexos. Ent\u00e3o, para ser coerente, se adotar entendimento pela responsabilidade tribut\u00e1ria por substitui\u00e7\u00e3o, tem que concluir com o ministro Mauro\u201d, acrescentou Regina Helena durante as discuss\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Mauro Campbell Marques, a quem a relatora se referiu, foi o \u00fanico a votar contra a possibilidade de entidades imunes serem obrigadas a reter e pagar o imposto. \u201cD\u00e1 maior efetividade \u00e0 imunidade constitucional que lhe foi conferida\u201d, ele disse ao defender o seu ponto de vista. \u201cCom a tributa\u00e7\u00e3o, o custo do financiamento para a entidade imune ir\u00e1 aumentar\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/09\/entidade-assistencial-deve-reter-irrf-em-remessa-ao-exterior.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/09\/entidade-assistencial-deve-reter-irrf-em-remessa-ao-exterior.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ define prazo para a\u00e7\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o por infra\u00e7\u00e3o da ordem econ\u00f4mica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>\u200bO marco inicial do prazo prescricional da a\u00e7\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o por dano concorrencial baseada em decis\u00e3o do Conselho Administrativo de Defesa Econ\u00f4mica (Cade) que reconhece a infra\u00e7\u00e3o da ordem econ\u00f4mica (a\u00e7\u00e3o do tipo follow-on) \u00e9 a data da publica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o administrativa, ainda que ela seja questionada na via judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a 3\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) negou provimento ao recurso de uma companhia do mercado de gases, que, em a\u00e7\u00e3o de repara\u00e7\u00e3o de dano decorrente de forma\u00e7\u00e3o de cartel, defendia a aplica\u00e7\u00e3o do artigo 189 do C\u00f3digo Civil, para que o marco da prescri\u00e7\u00e3o fosse a data de in\u00edcio do suposto cartel, em 1995, e n\u00e3o a da decis\u00e3o do Cade que reconheceu o ato il\u00edcito, no ano 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2013, houve a propositura de a\u00e7\u00e3o cautelar para interrup\u00e7\u00e3o do prazo prescricional e, em 2016, foi ajuizada a a\u00e7\u00e3o indenizat\u00f3ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A 3\u00aa Turma entendeu que, tendo em vista a aplica\u00e7\u00e3o da chamada teoria da actio nata em sua perspectiva subjetiva, que institui o conhecimento da les\u00e3o pelo titular do direito como pressuposto indispens\u00e1vel para in\u00edcio do decurso do prazo de prescri\u00e7\u00e3o, a decis\u00e3o do Cade \u00e9 o marco que determina a ci\u00eancia da viola\u00e7\u00e3o do direito pelo seu titular.<\/p>\n\n\n\n<p>Votos<\/p>\n\n\n\n<p>Relator do recurso (REsp 2.095.107), o ministro Ricardo Villas B\u00f4as Cueva explicou que as a\u00e7\u00f5es indenizat\u00f3rias por dano concorrencial s\u00e3o enquadradas como de responsabilidade extracontratual, visto que a pretens\u00e3o decorre da pr\u00e1tica de conduta anticompetitiva prevista em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro apontou que se classificam como a\u00e7\u00f5es follow-on aquelas propostas em consequ\u00eancia de decis\u00e3o do Cade que reconhece a pr\u00e1tica de ato il\u00edcito, bem como aquelas ajuizadas ap\u00f3s homologa\u00e7\u00e3o de termo de compromisso de cessa\u00e7\u00e3o (TCC) ou de acordo de leni\u00eancia pelo conselho, resguardada eventual confidencialidade deferida.<\/p>\n\n\n\n<p>Em aten\u00e7\u00e3o \u00e0 recente mudan\u00e7a legislativa trazida pela Lei 14.470\/2022, o relator ponderou que o termo inicial da contagem do prazo prescricional, conforme disp\u00f5em os par\u00e1grafos 1\u00ba e 2\u00ba do artigo 46-A da Lei 12.529\/2011, inicia-se apenas com a ci\u00eancia inequ\u00edvoca do il\u00edcito e afirmou que a lei esclarece, expressamente, ser a ci\u00eancia inequ\u00edvoca a publica\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o definitiva do Cade.<\/p>\n\n\n\n<p>Do mesmo modo, Villas B\u00f4as Cueva consignou que o prazo estabelecido pelo caput do artigo 46-A da Lei 12.529\/2011 \u00e9 de cinco anos. Antes da altera\u00e7\u00e3o legislativa, a prescri\u00e7\u00e3o era de tr\u00eas anos, nos termos do artigo 206, par\u00e1grafo 3\u00b0, inciso V, do C\u00f3digo Civil.<\/p>\n\n\n\n<p>Citando o artigo 6\u00ba da Lei de Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s Normas do Direito Brasileiro, o relator observou que se o prazo de prescri\u00e7\u00e3o da lei antiga j\u00e1 tiver transcorrido antes da entrada em vigor da nova legisla\u00e7\u00e3o, o novo prazo n\u00e3o poder\u00e1 ser considerado. Do mesmo modo, o prazo maior da nova lei n\u00e3o se aplica \u00e0s a\u00e7\u00f5es propostas antes de sua vig\u00eancia \u2013 caso do processo em julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Em se tratando de a\u00e7\u00f5es follow-on ajuizadas antes da vig\u00eancia da nova lei, o ministro citou precedentes do STJ no sentido da aplica\u00e7\u00e3o pontual da chamada teoria da actio nata em sua perspectiva subjetiva para considerar que o conhecimento da les\u00e3o pelo titular do direito \u00e9 pressuposto indispens\u00e1vel para in\u00edcio do prazo de prescri\u00e7\u00e3o (REsp 1.622.450, entre outros).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o relator, ainda que o ajuizamento da a\u00e7\u00e3o seja anterior \u00e0 altera\u00e7\u00e3o legislativa que instituiu como marco inicial da contagem do prazo prescricional a decis\u00e3o condenat\u00f3ria do Cade, a doutrina especializada e a jurisprud\u00eancia dos tribunais j\u00e1 aplicavam esse entendimento para situa\u00e7\u00f5es como a dos au tos.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator consignou, ainda, que nas a\u00e7\u00f5es denominadas stand alone, aquelas nas quais a alegada infra\u00e7\u00e3o \u00e0 ordem econ\u00f4mica n\u00e3o tenha sido apreciada na via administrativa pelo Cade, o in\u00edcio da contagem do prazo prescricional n\u00e3o possui regulamenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferentemente das a\u00e7\u00f5es follow-on, para as a\u00e7\u00f5es stand alone inexiste taxatividade na aferi\u00e7\u00e3o do que seria conhecimento do direito violado, fazendo-se necess\u00e1ria essa delimita\u00e7\u00e3o casuisticamente, conforme precedente estabelecido no REsp 1.971.316.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/09\/stj-define-prazo-para-acao-de-reparacao-por-infracao-da-ordem-economica.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/09\/stj-define-prazo-para-acao-de-reparacao-por-infracao-da-ordem-economica.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cooperativas de cr\u00e9dito n\u00e3o recolhem PIS sobre folha de sal\u00e1rios, decide juiz<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 09\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>As cooperativas de cr\u00e9dito n\u00e3o est\u00e3o sujeitas ao recolhimento do PIS sobre a folha de sal\u00e1rios, pois n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o legal para isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nesse entendimento, o juiz&nbsp;Dimitri Vasconcelos Wanderley, da 22\u00aa Vara Federal do Rio de Janeiro, reconheceu que associadas e filiadas ao Sindicato e Organiza\u00e7\u00e3o das Cooperativas do Estado do Rio de Janeiro (OCB-RJ) que atuem como cooperativas de cr\u00e9dito n\u00e3o est\u00e3o sujeitas \u00e0 exig\u00eancia do PIS sobre a folha de pagamento.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi provocada por&nbsp;mandado de seguran\u00e7a impetrado pela entidade contra&nbsp;ato de dois delegados da Receita Federal, que exigiram o pagamento da&nbsp;contribui\u00e7\u00e3o com base na Instru\u00e7\u00e3o Normativa (IN)\/SRF 247\/2002, no Decreto 4.524\/2002 e na IN\/SRF 635\/2006.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, o sindicato sustentou que a cobran\u00e7a do PIS sobre a folha foi revogada para as cooperativas de cr\u00e9dito com a entrada em vigor da Medida Provis\u00f3ria&nbsp;1.858\/1999 e da Lei 9.718\/1998, que passaram a exigir de tais entidades apenas o PIS sobre o faturamento das atividades. Diante disso, o sindicato alegou a ilegalidade e a inconstitucionalidade da cobran\u00e7a do PIS\/folha e pediu o reconhecimento&nbsp;do direito de&nbsp;compensar o tributo indevidamente recolhido nos \u00faltimos cinco anos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Instada a se manifestar, a Uni\u00e3o&nbsp;argumentou&nbsp;que n\u00e3o houve, no caso concreto, nenhum tipo de altera\u00e7\u00e3o ou inova\u00e7\u00e3o recente e que a cobran\u00e7a tem respaldo constitucional e base legal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o juiz&nbsp;Dimitri Wanderley examinou duas normas, sobretudo, para conferir se o sindicato teve raz\u00e3o ao alegar que a cobran\u00e7a tem car\u00e1ter ilegal. Assim, ele citou a Lei 9.715\/1998, que determina que as cooperativas de cr\u00e9dito n\u00e3o se incluem entre as sociedades cooperativas que devem recolher a contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A outra norma mencionada foi&nbsp;a Medida Provis\u00f3ria 2.158-35\/2001. Nesse ponto, ao transcrever o artigo 13 da MP, o juiz notou que as&nbsp;cooperativas de cr\u00e9dito tamb\u00e9m n\u00e3o constam do rol de entidades que, segundo o dispositivo,&nbsp;devem recolher o PIS\/folha.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Uni\u00e3o alega que, apesar de as cooperativas de cr\u00e9dito n\u00e3o estarem previstas no rol do art. 13, o art. 15 da mesma MP garante a aplica\u00e7\u00e3o a elas ao tratar das exclus\u00f5es da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins de sociedades cooperativas\u201d, ponderou o juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, prosseguiu Wanderley,&nbsp;embora o&nbsp;<em>caput<\/em>&nbsp;do artigo&nbsp;15 da MP trate do PIS sobre o faturamento pelas sociedades cooperativas, o \u00a72\u00ba determinou o recolhimento do PIS sobre a folha de sal\u00e1rios apenas para as sociedades cooperativas cujas opera\u00e7\u00f5es est\u00e3o elencadas nos incisos I a V do artigo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cContudo, verifica-se que tais opera\u00e7\u00f5es s\u00e3o t\u00edpicas das cooperativas de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, n\u00e3o devendo ser aplicado tal artigo \u00e0s cooperativas de cr\u00e9dito\u201d, explicou o julgador.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele lembrou tamb\u00e9m&nbsp;que a Constitui\u00e7\u00e3o prev\u00ea que \u201c\u00e9 vedado \u00e0 Uni\u00e3o, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Munic\u00edpios exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabele\u00e7a\u201d. E, por fim, destacou que decretos e instru\u00e7\u00f5es normativas da Receita n\u00e3o&nbsp;t\u00eam for\u00e7a de lei. Assim, invalidou&nbsp;as cobran\u00e7as e declarou o direito das associadas e filiadas ao sindicato de compensar os valores indevidamente recolhidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Representante da OCB-RJ e tributarista do escrit\u00f3rio Schuch Advogados, a advogada&nbsp;Beatriz Figueiredo&nbsp;disse que a decis\u00e3o resultar\u00e1 em consider\u00e1vel&nbsp;redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria&nbsp;e em um&nbsp;importante retorno financeiro aos cooperados e aos profissionais do ramo.<br>MS 5006770-46.2023.4.02.5101<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-consultor-juridico wp-block-embed-consultor-juridico\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"JjmrNpeuA7\"><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-09\/cooperativas-de-credito-nao-pagam-pis-sobre-folha-decide-juiz\/\">Cooperativas de cr\u00e9dito n\u00e3o pagam PIS sobre folha, decide juiz<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Cooperativas de cr\u00e9dito n\u00e3o pagam PIS sobre folha, decide juiz&#8221; &#8212; Consultor Jur\u00eddico\" src=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-09\/cooperativas-de-credito-nao-pagam-pis-sobre-folha-decide-juiz\/embed\/#?secret=HL7fOYCbRU#?secret=JjmrNpeuA7\" data-secret=\"JjmrNpeuA7\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF retoma julgamento sobre uso de dep\u00f3sitos judiciais para pagamento de precat\u00f3rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio Virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou o julgamento sobre a validade do uso de dep\u00f3sitos judiciais e administrativos (tribut\u00e1rios e n\u00e3o tribut\u00e1rios) para o pagamento de precat\u00f3rios. Por enquanto, cinco ministros votaram, a favor dessa possibilidade. Falta um voto para haver a maioria.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi retomado hoje com o voto vista do ministro Alexandre de Moraes, que seguiu o relator, ministro Nunes Marques. Os ministros t\u00eam at\u00e9 o dia 20 para votar.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 julgado em uma a\u00e7\u00e3o proposta pela OAB nacional questionando lei estadual do Cear\u00e1 que autoriza o Poder Executivo a utilizar 70% dos dep\u00f3sitos judiciais para quitar folhas de pagamento e equilibrar o fundo de previd\u00eancia do Estado. Na a\u00e7\u00e3o, a OAB aponta que at\u00e9 seria admitida a possibilidade de transfer\u00eancia direta \u00e0s contas especiais administradas pelos tribunais de justi\u00e7a para o pagamento de precat\u00f3rios, mas que isso n\u00e3o engloba o pagamento de despesas p\u00fablicas no geral (ADI 5463).<\/p>\n\n\n\n<p>Em a\u00e7\u00e3o julgada em conjunto, a Associa\u00e7\u00e3o dos Magistrados Brasileiros (AMB) alega que dispositivos da lei que modificou a legisla\u00e7\u00e3o sobre o uso de dep\u00f3sitos judiciais e administrativos (Lei Complementar federal n\u00ba 151, de 2015) instituiu um modelo de empr\u00e9stimo compuls\u00f3rio, mediante a utiliza\u00e7\u00e3o de dep\u00f3sitos judiciais e administrativos, tribut\u00e1rios ou n\u00e3o, por parte dos Estados, Distrito Federal e munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Um ponto central do julgamento \u00e9 a validade da Lei Complementar 151, editada depois que o STF determinou como prazo final do pagamento de precat\u00f3rios pendentes a data de 31 de dezembro de 2020. A lei autorizou a Estados-membros, Distrito Federal e munic\u00edpios usar parte dos valores depositados, em sede judicial ou administrativa, nos processos envolvendo os entes. Pode ser usado at\u00e9 70% do saldo, com o restante destinado a fundo de reserva.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes da LC 151, surgiram legisla\u00e7\u00f5es estaduais e municipais sobre o uso de recursos em dep\u00f3sitos, sem uniformidade. Havia normas que vinculavam o uso dos recursos ao pagamento de precat\u00f3rios, ou n\u00e3o vinculavam, outras que avan\u00e7avam nos dep\u00f3sitos de qualquer processo, protagonizados ou n\u00e3o por ente estatal.<\/p>\n\n\n\n<p>Voto do relator<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, ministro Nunes Marques, trata-se de invas\u00e3o da compet\u00eancia legislativa reservada \u00e0 Uni\u00e3o, que acabou tratando do assunto na LC 151. De acordo com o ministro, a lei local ser\u00e1 inconstitucional se ultrapassar aspectos que dependem de norma nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o relator, alguns dos dep\u00f3sitos existentes devem mesmo acabar ingressando definitivamente no er\u00e1rio como receitas p\u00fablicas porque o ente estatal deve ganhar algumas causas em que litiga. \u201cA indisponibilidade tempor\u00e1ria, por si s\u00f3, nem de longe representa a perda da propriedade do valor depositado\u201d, afirma, no voto.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro lembra no voto que as institui\u00e7\u00f5es financeiras, antes da LC 151, se beneficiavam com todo o spread banc\u00e1rio. Depois da norma, tiveram de repassar parte do montante em dep\u00f3sito aos entes estatais, o que reduziu o volume de recursos dispon\u00edveis para empr\u00e9stimo no mercado financeiro. \u201cO depositante n\u00e3o perde nada. Para ele, tendo seu dinheiro corrigido segundo a taxa Selic, nenhuma diferen\u00e7a faz que o seja pela institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria ou pelo ente estatal\u201d, afirma Nunes Marques, no voto.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, no voto, o ministro negou os pedidos apresentados nas a\u00e7\u00f5es e declarou constitucional a Lei n\u00ba 151, de 2015. O voto j\u00e1 havia sido seguido pelos ministros Cristiano Zanin, Edson Fachin e Lu\u00eds Roberto Barroso.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/10\/stf-retoma-julgamento-sobre-uso-de-depositos-judiciais-para-pagamento-de-precatorios.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/10\/stf-retoma-julgamento-sobre-uso-de-depositos-judiciais-para-pagamento-de-precatorios.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ: redu\u00e7\u00e3o de juros morat\u00f3rios deve ser aplicada sobre valor original da d\u00edvida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que a aplica\u00e7\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o dos juros morat\u00f3rios no caso de quita\u00e7\u00e3o antecipada de d\u00e9bitos fiscais objeto de parcelamento deve ocorrer sobre o valor original da d\u00edvida ap\u00f3s consolidada. Prevaleceu o entendimento de que a redu\u00e7\u00e3o de 100% das multas de mora e de of\u00edcio n\u00e3o implica em redu\u00e7\u00e3o proporcional dos juros de mora.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese vencedora \u00e9 a defendida pela Fazenda Nacional. Os contribuintes, por sua vez, entendem que, uma vez que o artigo 1\u00ba da Lei 11.941\/2009 prev\u00ea a redu\u00e7\u00e3o de 100% das multas de mora e de of\u00edcio em caso de pagamento \u00e0 vista, n\u00e3o haveria como incidir juros de mora sobre multas inexistentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o relator, ministro Herman Benjamin, prop\u00f4s a fixa\u00e7\u00e3o da seguinte tese: \u201cNos casos de quita\u00e7\u00e3o antecipada, parcial ou total, dos d\u00e9bitos fiscais objeto de parcelamento, conforme previs\u00e3o do artigo 1\u00b0 da Lei 11.941\/2009, o momento de aplica\u00e7\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o dos juros morat\u00f3rios deve ocorrer ap\u00f3s a consolida\u00e7\u00e3o da d\u00edvida, sobre o pr\u00f3prio montante devido originalmente a esse t\u00edtulo, n\u00e3o existindo amparo legal para que a exclus\u00e3o de 100% da multa de mora e de of\u00edcio implique exclus\u00e3o proporcional dos juros de mora, sem que a lei assim o tenha definido de modo expresso\u201d. A turma acompanhou a posi\u00e7\u00e3o de forma un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento ocorreu no \u00e2mbito dos recursos especiais 2.006.663, 2.019.320 e 2.021.313, de Tema 1187. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-reducao-de-juros-moratorios-deve-ser-aplicada-sobre-valor-original-da-divida-11112023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-reducao-de-juros-moratorios-deve-ser-aplicada-sobre-valor-original-da-divida-11112023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Imunidade tribut\u00e1ria para exporta\u00e7\u00e3o depende de lei complementar, decide STF<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A imunidade tribut\u00e1ria de produtos de exporta\u00e7\u00e3o depende de lei complementar. O entendimento \u00e9 do Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal. O julgamento ocorreu no Plen\u00e1rio Virtual e foi finalizado nesta sexta-feira (10\/11).<\/p>\n\n\n\n<p>Venceu a diverg\u00eancia aberta pelo ministro Gilmar Mendes. Para ele, a imunidade diz respeito s\u00f3 aos bens que se integram fisicamente \u00e0 mercadoria final, n\u00e3o se estendendo a toda a cadeia produtiva.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, o estado de Santa Catarina questionou decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a que admitiu o aproveitamento de cr\u00e9ditos de ICMS em favor de uma empresa. O Estado argumentou que s\u00f3 h\u00e1 isen\u00e7\u00e3o desse imposto em opera\u00e7\u00f5es que destinam mercadorias para o exterior em servi\u00e7os prestados a destinat\u00e1rios no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Gilmar argumentou que a imunidade tribut\u00e1ria de produtos de exporta\u00e7\u00e3o tem por objetivo incentivar as exporta\u00e7\u00f5es e aumentar a competitividade dos produtos brasileiros. No entanto, disse, s\u00f3 os bens que se integram \u00e0 mercadoria est\u00e3o sujeitos ao creditamento, porque se submetem \u00e0 incid\u00eancia tribut\u00e1ria tanto na entrada quanto na sa\u00edda da mercadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs imunidades relacionadas \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o que s\u00e3o albergadas pela nossa Constitui\u00e7\u00e3o Federal desde a sua reda\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria trazem, sim, como princ\u00edpio norteador a ideia de n\u00e3o exportar tributos. Mesmo assim, essa l\u00f3gica n\u00e3o dispensa a edi\u00e7\u00e3o de regras espec\u00edficas que confiram clareza quanto ao seu alcance\u201d, afirmou o ministro em seu voto.<\/p>\n\n\n\n<p>Gilmar foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, Lu\u00eds Roberto Barroso, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Nunes Marques. Dias Toffoli, relator do caso, ficou vencido. Para ele, a imunidade n\u00e3o se limita \u00e0s mercadorias exportadas, mas alcan\u00e7am tamb\u00e9m os produtos relacionados ao processo de industrializa\u00e7\u00e3o que impactam no pre\u00e7o de exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Toffoli foi seguido por Rosa Weber (aposentada), C\u00e1rmen L\u00facia, Edson Fachin e Andr\u00e9 Mendon\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O tribunal fixou, em repercuss\u00e3o geral, a tese: \u201cA imunidade a que se refere o art. 155, \u00a7 2\u00ba, X, \u201ca\u201d, CF\/88, n\u00e3o alcan\u00e7a, nas opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o, o aproveitamento de cr\u00e9ditos de ICMS decorrentes de aquisi\u00e7\u00f5es de bens destinados ao ativo fixo e uso e consumo da empresa, que depende de lei complementar para sua efetiva\u00e7\u00e3o\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-11\/imunidade-tributaria-para-exportacao-depende-de-lei-complementar\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-11\/imunidade-tributaria-para-exportacao-depende-de-lei-complementar\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>RE 704.815<\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF nega cr\u00e9dito de ICMS sobre bens de uso e consumo nas opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 13\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por 6\u00d75, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou a possibilidade de aproveitamento de cr\u00e9ditos de ICMS sobre bens de uso e consumo do estabelecimento empregados na elabora\u00e7\u00e3o de produtos destinados \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o. A decis\u00e3o se deu no RE 704.815 (Tema 633), julgado com repercuss\u00e3o geral no plen\u00e1rio virtual.<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu a diverg\u00eancia aberta pelo ministro Gilmar Mendes. Para o julgador, s\u00f3 h\u00e1 direito aos cr\u00e9ditos de ICMS no caso de bens que se integram fisicamente \u00e0 mercadoria a ser exportada.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro prop\u00f4s a seguinte tese para o Tema 633: \u201cA imunidade a que se refere o art. 155, \u00a7 2\u00ba, X, \u201ca\u201d, CF\/88, n\u00e3o alcan\u00e7a, nas opera\u00e7\u00f5es de exporta\u00e7\u00e3o, o aproveitamento de cr\u00e9ditos de ICMS decorrentes de aquisi\u00e7\u00f5es de bens destinados ao ativo fixo e uso e consumo da empresa, que depende de lei complementar para sua efetiva\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Mendes, no caso das exporta\u00e7\u00f5es, o texto constitucional s\u00f3 autoriza os chamados cr\u00e9ditos f\u00edsicos, ou seja, o creditamento sobre bens que se tornam parte da mercadoria, excluindo os chamados cr\u00e9ditos financeiros, que s\u00e3o aqueles sobre as aquisi\u00e7\u00f5es de bens do ativo fixo da empresa e a serem utilizados ou consumidos na fabrica\u00e7\u00e3o dos itens.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o ministro, eventual amplia\u00e7\u00e3o da op\u00e7\u00e3o constitucional teria de ser feita por meio de lei. \u201c\u00c9 plenamente poss\u00edvel, e, inclusive, recomend\u00e1vel do ponto de vista de pol\u00edtica econ\u00f4mica a concess\u00e3o de maiores benef\u00edcios\u2006\u00e0 exporta\u00e7\u00e3o, desde que regulamentados por lei, tendo em vista, inclusive, a quantidade de detalhes exigidos para a operabilidade dessas benesses fiscais\u201d, observou o ministro.<\/p>\n\n\n\n<p>Mendes afirmou ainda que n\u00e3o h\u00e1 cumula\u00e7\u00e3o de incid\u00eancia tribut\u00e1ria no caso de bens consumidos no processo produtivo, n\u00e3o cabendo, portanto, o aproveitamento de cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe o bem \u00e9 consumido no processo de produ\u00e7\u00e3o da mercadoria, n\u00e3o haver\u00e1 cumulatividade de incid\u00eancias. Indubitavelmente, h\u00e1 repercuss\u00e3o econ\u00f4mica, o que se chama de res\u00edduo tribut\u00e1rio, mas n\u00e3o cumulatividade de incid\u00eancias sobre a mesma mercadoria\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou vencida a posi\u00e7\u00e3o do relator, o ministro Dias Toffoli. Para Toffoli, com a Emenda Constitucional (EC) 42\/03, passou a ser poss\u00edvel o creditamento sobre bens de uso e consumo utilizados na fabrica\u00e7\u00e3o de produtos a serem vendidos para o exterior, ainda que n\u00e3o se incorporem fisicamente \u00e0 mercadoria final.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora tenham divergido no m\u00e9rito, tanto o ministro Gilmar Mendes quanto o ministro Dias Toffoli haviam concordado em unificar a discuss\u00e3o do RE 704.815 (Tema 633) e do RE 66.2976 (619). O segundo processo discute a possibilidade de aproveitamento de cr\u00e9ditos sobre a aquisi\u00e7\u00e3o de bens do ativo fixo da empresa, relacionados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de bens destinados \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o. Como, para Toffoli, os bens do ativo fixo est\u00e3o inclu\u00eddos entre bens de uso e consumo, a proposta era cancelar o Tema 619 e aplicar ao recurso o Tema 633.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, o ministro Lu\u00eds Roberto Barroso pediu destaque no julgamento virtual do RE 662.976, o que significa que o placar ser\u00e1 zerado, e a discuss\u00e3o ser\u00e1 reiniciada no plen\u00e1rio f\u00edsico. Quando o processo foi destacado, o placar estava em 4\u00d72 para permitir o aproveitamento dos cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stf-nega-credito-de-icms-sobre-bens-de-uso-e-consumo-nas-operacoes-de-exportacao-13112023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stf-nega-credito-de-icms-sobre-bens-de-uso-e-consumo-nas-operacoes-de-exportacao-13112023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAL<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Sindicato questiona acordo de compensa\u00e7\u00e3o das perdas provocadas pela Lei Kandir<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 08\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Sindicato dos Servidores da Justi\u00e7a de Primeira Inst\u00e2ncia do Estado de Minas Gerais (SERJUSMIG) protocolou a\u00e7\u00e3o popular que pede a anula\u00e7\u00e3o do acordo firmado entre a Uni\u00e3o e os estados no bojo da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade por Omiss\u00e3o 25, relativa \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o das perdas provocadas da Lei Kandir.<\/p>\n\n\n\n<p>Na a\u00e7\u00e3o, os sindicalistas alegam que o estado de Minas Gerais renunciou a mais de 90% dos cr\u00e9ditos devidos e que isso representa um importante preju\u00edzo ao patrim\u00f4nio do povo mineiro. Tamb\u00e9m sustenta que a manuten\u00e7\u00e3o do acordo representa desequil\u00edbrio federativo e poder concentrado nas m\u00e3os da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm que pese o seu m\u00fanus enquanto Guardi\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o, o STF homologou um acordo altamente prejudicial para os Estados e Munic\u00edpios e que lan\u00e7a por terra as balizas do pacto federativo, do desenvolvimento nacional, da redu\u00e7\u00e3o das desigualdades regionais, alicerces t\u00e3o caros \u00e0 Rep\u00fablica Federativa do Brasil\u201d, diz trecho da peti\u00e7\u00e3o inicial.<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade argumenta que, ao contr\u00e1rio do que diz a decis\u00e3o que homologou o acordo, nem todos os interesses jur\u00eddicos est\u00e3o equacionados e bem representados. \u201cH\u00e1 um latente desequil\u00edbrio, uma desproporcionalidade e uma injusti\u00e7a que macula a validade do referido acordo, notadamente se considerarmos que os Estados encontram-se em situa\u00e7\u00e3o de pen\u00faria e absoluta hipossufici\u00eancia se comparados com o poder federal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A peti\u00e7\u00e3o inicial da A\u00e7\u00e3o Popular \u00e9 de autoria e concep\u00e7\u00e3o dos advogados Humberto Lucchesi de Carvalho e Jo\u00e3o Victor de Souza Neves da Lucchesi Advogados Associados.<\/p>\n\n\n\n<p>O imbr\u00f3glio da Lei Kandir<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei Kandir est\u00e1 em vigor desde 1996 e isentava do pagamento de ICMS as exporta\u00e7\u00f5es de produtos e servi\u00e7os prim\u00e1rios e semielaborados, al\u00e9m de possibilitar a concess\u00e3o de cr\u00e9dito \u00e0s empresas em decorr\u00eancia da incorpora\u00e7\u00e3o ao ativo permanente, raz\u00e3o pela qual era devida compensa\u00e7\u00e3o feita pelo governo federal a estados e munic\u00edpios. Caberia ao Congresso aprovar a forma dessa compensa\u00e7\u00e3o, mas, at\u00e9 a vota\u00e7\u00e3o do PNL n\u00ba 41, nada tinha sido feito.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento da ADO 25, o STF concedeu prazo de 12 meses para que a omiss\u00e3o fosse sanada. Em setembro de 2019, ap\u00f3s pedido da Uni\u00e3o, o prazo foi prorrogado por mais 12 meses. No final de 2019, o ministro Gilmar Mendes, relator da ADO, instaurou uma comiss\u00e3o especial para mediar o impasse entre os estados e a Uni\u00e3o. No \u00e2mbito dessa comiss\u00e3o, ap\u00f3s v\u00e1rias reuni\u00f5es, a Uni\u00e3o e os estados sinalizaram a possibilidade de transacionarem. Representantes dos estados solicitaram prazo para que os governadores pudessem ter conhecimento das cl\u00e1usulas e aderirem ao acordo.<\/p>\n\n\n\n<p>O PNL n\u00ba 41 foi sancionado e convertido na Lei n\u00ba 14.504 em janeiro de 2021. A norma d\u00e1 cumprimento ao acordo homologado pelo STF. Ser\u00e3o utilizados R$ 4 bilh\u00f5es para fins de compensa\u00e7\u00f5es, os quais ser\u00e3o repassados a estados e munic\u00edpios ainda neste ano. O restante do valor ser\u00e1 utilizado em projetos do pr\u00f3prio governo federal, no \u00e2mbito da Ci\u00eancia e Tecnologia, Receita, Sa\u00fade entre outros. Destacam-se nesses cr\u00e9ditos o aporte de R$ 43 milh\u00f5es para projetos de infraestrutura e conectividade na regi\u00e3o Nordeste e de R$ 35 milh\u00f5es para constru\u00e7\u00e3o de pontes e rodovias no Amap\u00e1 e Tocantins.<\/p>\n\n\n\n<p>PET 1.1963 <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-08\/sindicato-questiona-acordo-de-compensacao-das-perdas-provocadas-pela-lei-kandir\/\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-08\/sindicato-questiona-acordo-de-compensacao-das-perdas-provocadas-pela-lei-kandir\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAL<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 06\/11 a 13\/11 Agenda STF: Ministros incluem na pauta de julgamentos &#8216;quebra&#8217; de decis\u00f5es definitivas Data: 12\/11\/2023 O Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF) deve voltar a analisar na quinta-feira uma das decis\u00f5es tribut\u00e1rias recentes mais relevantes: a que permitiu a \u201cquebra\u201d de senten\u00e7as definitivas para que seja aplicado o entendimento mais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":3006,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[9,29,33,63,96,73],"class_list":["post-3004","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-retrospecto-tributario","tag-amaral-yazbek","tag-empresas","tag-negocios","tag-noticia-do-dia","tag-reforma-tributaria","tag-retrospecto-tributario"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.5 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Retrospecto Tribut\u00e1rio - 06\/11 a 13\/11<\/title>\n<meta name=\"description\" content=\"Atualidades Tributarias fique por dentro de todas as atualiza\u00e7\u00f5es do mundo do nosso Retrospecto Tribut\u00e1rio - 06\/11 a 13\/11\" \/>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3004\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 06\/11 a 13\/11\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Atualidades Tributarias fique por dentro de todas as atualiza\u00e7\u00f5es do mundo do nosso Retrospecto Tribut\u00e1rio - 06\/11 a 13\/11\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3004\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Amaral, Yazbek Advogados\" \/>\n<meta property=\"article:publisher\" content=\"https:\/\/www.facebook.com\/AYadvogados\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2023-11-13T19:41:52+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2023-11-13T19:46:34+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-3-copiar.png\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"1920\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"1080\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/png\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"AY Advogados\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"AY Advogados\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"86 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\\\/\\\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3004#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3004\"},\"author\":{\"name\":\"AY Advogados\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/4abfbf03ad3e577e691d333af064a912\"},\"headline\":\"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 06\\\/11 a 13\\\/11\",\"datePublished\":\"2023-11-13T19:41:52+00:00\",\"dateModified\":\"2023-11-13T19:46:34+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3004\"},\"wordCount\":17366,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3004#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/11\\\/Prancheta-3-copiar.png\",\"keywords\":[\"amaral yazbek\",\"empresas\",\"neg\u00f3cios\",\"noticia do dia\",\"Reforma Tribut\u00e1ria\",\"retrospecto tribut\u00e1rio\"],\"articleSection\":[\"Retrospecto Tribut\u00e1rio\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3004#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3004\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3004\",\"name\":\"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 06\\\/11 a 13\\\/11\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3004#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3004#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/11\\\/Prancheta-3-copiar.png\",\"datePublished\":\"2023-11-13T19:41:52+00:00\",\"dateModified\":\"2023-11-13T19:46:34+00:00\",\"description\":\"Atualidades Tributarias fique por dentro de todas as atualiza\u00e7\u00f5es do mundo do nosso Retrospecto Tribut\u00e1rio - 06\\\/11 a 13\\\/11\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3004#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3004\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3004#primaryimage\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/11\\\/Prancheta-3-copiar.png\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2023\\\/11\\\/Prancheta-3-copiar.png\",\"width\":1920,\"height\":1080,\"caption\":\"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 06\\\/11 a 13\\\/11\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?p=3004#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 06\\\/11 a 13\\\/11\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#website\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/\",\"name\":\"Amaral, Yazbek Advogados\",\"description\":\"Curitiba \u2022 Bras\u00edlia \u2022 S\u00e3o Paulo\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#organization\",\"name\":\"Amaral, Yazbek Advogados\",\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\",\"url\":\"http:\\\/\\\/34.239.117.254\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/03\\\/logo-ay-g.png\",\"contentUrl\":\"http:\\\/\\\/34.239.117.254\\\/wp-content\\\/uploads\\\/2021\\\/03\\\/logo-ay-g.png\",\"width\":434,\"height\":106,\"caption\":\"Amaral, Yazbek Advogados\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#\\\/schema\\\/logo\\\/image\\\/\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/www.facebook.com\\\/AYadvogados\",\"https:\\\/\\\/www.instagram.com\\\/ayadvogados\\\/\"]},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/#\\\/schema\\\/person\\\/4abfbf03ad3e577e691d333af064a912\",\"name\":\"AY Advogados\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/1473912b851241f5503026e6156e144dcd83ff7addb67f65e1ed9ca21ee1d9cf?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/1473912b851241f5503026e6156e144dcd83ff7addb67f65e1ed9ca21ee1d9cf?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\\\/\\\/secure.gravatar.com\\\/avatar\\\/1473912b851241f5503026e6156e144dcd83ff7addb67f65e1ed9ca21ee1d9cf?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"AY Advogados\"},\"sameAs\":[\"https:\\\/\\\/ayadvogados.com.br\"],\"url\":\"https:\\\/\\\/www.ayadvogados.com.br\\\/?author=2\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 06\/11 a 13\/11","description":"Atualidades Tributarias fique por dentro de todas as atualiza\u00e7\u00f5es do mundo do nosso Retrospecto Tribut\u00e1rio - 06\/11 a 13\/11","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3004","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 06\/11 a 13\/11","og_description":"Atualidades Tributarias fique por dentro de todas as atualiza\u00e7\u00f5es do mundo do nosso Retrospecto Tribut\u00e1rio - 06\/11 a 13\/11","og_url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3004","og_site_name":"Amaral, Yazbek Advogados","article_publisher":"https:\/\/www.facebook.com\/AYadvogados","article_published_time":"2023-11-13T19:41:52+00:00","article_modified_time":"2023-11-13T19:46:34+00:00","og_image":[{"width":1920,"height":1080,"url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-3-copiar.png","type":"image\/png"}],"author":"AY Advogados","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"AY Advogados","Est. tempo de leitura":"86 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3004#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3004"},"author":{"name":"AY Advogados","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#\/schema\/person\/4abfbf03ad3e577e691d333af064a912"},"headline":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 06\/11 a 13\/11","datePublished":"2023-11-13T19:41:52+00:00","dateModified":"2023-11-13T19:46:34+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3004"},"wordCount":17366,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3004#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-3-copiar.png","keywords":["amaral yazbek","empresas","neg\u00f3cios","noticia do dia","Reforma Tribut\u00e1ria","retrospecto tribut\u00e1rio"],"articleSection":["Retrospecto Tribut\u00e1rio"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3004#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3004","url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3004","name":"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 06\/11 a 13\/11","isPartOf":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3004#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3004#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-3-copiar.png","datePublished":"2023-11-13T19:41:52+00:00","dateModified":"2023-11-13T19:46:34+00:00","description":"Atualidades Tributarias fique por dentro de todas as atualiza\u00e7\u00f5es do mundo do nosso Retrospecto Tribut\u00e1rio - 06\/11 a 13\/11","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3004#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3004"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3004#primaryimage","url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-3-copiar.png","contentUrl":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-3-copiar.png","width":1920,"height":1080,"caption":"Retrospecto Tribut\u00e1rio - 06\/11 a 13\/11"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=3004#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 06\/11 a 13\/11"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#website","url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/","name":"Amaral, Yazbek Advogados","description":"Curitiba \u2022 Bras\u00edlia \u2022 S\u00e3o Paulo","publisher":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#organization","name":"Amaral, Yazbek Advogados","url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"http:\/\/34.239.117.254\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/logo-ay-g.png","contentUrl":"http:\/\/34.239.117.254\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/logo-ay-g.png","width":434,"height":106,"caption":"Amaral, Yazbek Advogados"},"image":{"@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#\/schema\/logo\/image\/"},"sameAs":["https:\/\/www.facebook.com\/AYadvogados","https:\/\/www.instagram.com\/ayadvogados\/"]},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/#\/schema\/person\/4abfbf03ad3e577e691d333af064a912","name":"AY Advogados","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1473912b851241f5503026e6156e144dcd83ff7addb67f65e1ed9ca21ee1d9cf?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1473912b851241f5503026e6156e144dcd83ff7addb67f65e1ed9ca21ee1d9cf?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/1473912b851241f5503026e6156e144dcd83ff7addb67f65e1ed9ca21ee1d9cf?s=96&d=mm&r=g","caption":"AY Advogados"},"sameAs":["https:\/\/ayadvogados.com.br"],"url":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?author=2"}]}},"rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-3-copiar.png",1920,1080,false],"landscape":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-3-copiar.png",1920,1080,false],"portraits":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-3-copiar.png",1920,1080,false],"thumbnail":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-3-copiar-150x150.png",150,150,true],"medium":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-3-copiar-300x169.png",300,169,true],"large":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-3-copiar-1024x576.png",1024,576,true],"1536x1536":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-3-copiar-1536x864.png",1536,864,true],"2048x2048":["https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/Prancheta-3-copiar.png",1920,1080,false]},"rttpg_author":{"display_name":"AY Advogados","author_link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?author=2"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?cat=3\" rel=\"category\">Retrospecto Tribut\u00e1rio<\/a>","rttpg_excerpt":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 06\/11 a 13\/11 Agenda STF: Ministros incluem na pauta de julgamentos &#8216;quebra&#8217; de decis\u00f5es definitivas Data: 12\/11\/2023 O Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF) deve voltar a analisar na quinta-feira uma das decis\u00f5es tribut\u00e1rias recentes mais relevantes: a que permitiu a \u201cquebra\u201d de senten\u00e7as definitivas para que seja aplicado o entendimento mais&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3004","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3004"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3004\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3008,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3004\/revisions\/3008"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3006"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3004"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3004"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3004"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}