{"id":2989,"date":"2023-11-06T13:37:00","date_gmt":"2023-11-06T16:37:00","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=2989"},"modified":"2023-11-06T17:06:16","modified_gmt":"2023-11-06T20:06:16","slug":"retrospecto-tributario-30-10-a-06-11","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=2989","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 30\/10 a 06\/11"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 30\/10 a 06\/11<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal contraria decis\u00e3o do STJ sobre incentivos fiscais de ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal considera que ainda n\u00e3o \u00e9 obrigada a seguir a decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) sobre a tributa\u00e7\u00e3o de incentivos fiscais de ICMS. Em solu\u00e7\u00e3o de consulta, o \u00f3rg\u00e3o aplica entendimento mais restritivo do que o adotado pelos ministros no julgamento realizado no primeiro semestre. Tamb\u00e9m destaca que a Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 1.185, de agosto, dever\u00e1 alterar as regras a partir de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 relevante porque a Uni\u00e3o estima que vai deixar de arrecadar, neste ano, R$ 70 bilh\u00f5es em Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL em raz\u00e3o de empresas estarem abatendo valores relativos a subven\u00e7\u00f5es de ICMS do c\u00e1lculo desses tributos. Nesta ter\u00e7a-feira (31), o ministro da Fazenda, Fernan do Haddad, afirmou que essa era umas das dificuldades para a Uni\u00e3o alcan\u00e7ar a arrecada\u00e7\u00e3o almejada.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento da Receita est\u00e1 na Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 253, de 2023, publicada na segunda-feira. A discuss\u00e3o foi levantada por uma empresa do com\u00e9rcio atacadista de mercadorias em geral da Bahia, benefici\u00e1ria de subven\u00e7\u00e3o para investimento na forma de cr\u00e9ditos presumidos e de redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa alegou \u00e0 Receita q ue o objetivo impl\u00edcito do benef\u00edcio \u00e9 a implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimentos econ\u00f4micos, no Estado da Bahia, para aumentar a concorr\u00eancia com atacadistas de fora do Estado, gerar empregos e proteger o com\u00e9rcio local.<\/p>\n\n\n\n<p>Na resposta, a Receita Federal cita a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 145, publicada em 2020, antes, portanto, de o STJ julgar o tema, no primeiro semestre deste ano &#8211; o que foi feito por meio de recurso repetitivo. Em um primeiro momento, esse julgamento foi festejado pelo Minist\u00e9rio da Fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Afirma a Receita que a norma \u201c\u00e9 cristalina\u201d no sentido de q ue a concess\u00e3o como est\u00edmulo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimentos econ\u00f4micos \u00e9 um dos requisitos indispens\u00e1veis para a aplica\u00e7\u00e3o do artigo 30 da Lei n\u00ba 12.973, de 2014, que afasta a incid\u00eancia de tributos federais.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o \u00f3rg\u00e3o, o descumprimento dessa condi\u00e7\u00e3o impede a exclus\u00e3o de valores das bases de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL, independente da forma de recebimento da subven\u00e7\u00e3o para investimento. O entendimento, segundo advogados, contraria a posi\u00e7\u00e3o do STJ, que n\u00e3o exige essa demonstra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o dos ministros, dizem, permite que a Receita cobre IRPJ e CSLL se verificar, em fiscaliza\u00e7\u00e3o, que os valores do benef\u00edcio fiscal foram usados para outros fins que n\u00e3o a garantia da viabilidade do empreendimento econ\u00f4mico. Pela legisla\u00e7\u00e3o, os ganhos com os incentivos t\u00eam de ser \u201cregistrados em reserva de lucros\u201d e s\u00f3 poderiam ser usados na pr\u00f3pria empresa ou para abater preju\u00edzo fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>Na solu\u00e7\u00e3o de consulta, a Receita lembra que h\u00e1 recurso pendente de julgamento no STJ e, por isso, n\u00e3o h\u00e1 ainda manifesta\u00e7\u00e3o da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) a respeito. De acordo com a Receita, as decis\u00f5es do tribunal superior s\u00f3 passam a ter efeito vinculante a partir de norma da PGFN.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo a Receita, est\u00e1 pendente de decis\u00e3o no Supremo Tribunal Federal (STF) recurso sobre possibilidade de exclus\u00e3o da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins de valores correspondentes a cr\u00e9ditos presumidos de ICMS decorrentes de incentivos fiscais concedidos pelos Estados e Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Pedro Grillo, do escrit\u00f3rio Brigag\u00e3o, Duque Estrada Advogados, critica a posi\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o, adotada mesmo ap\u00f3s o recurso repetitivo do STJ, que criou uma distin\u00e7\u00e3o entre cr\u00e9dito presumido e os outros incentivos. \u201cA Receita est\u00e1 mantendo a posi\u00e7\u00e3o que sempre teve, apesar de haver um repetitivo em sentido contr\u00e1rio\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado destaca que a solu\u00e7\u00e3o de consulta cita a MP que ainda n\u00e3o est\u00e1 produzindo efeitos. \u201cTodo esse entendimento cair\u00e1 por terra com a MP\u201d, diz. \u201cO texto da medida provis\u00f3ria traz regra muito pior para os contribuintes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para Thais Veiga Shingai, da banca Mannrich e Vasconcelos Advogados, a Uni\u00e3o tanto discorda da decis\u00e3o do STJ que, por meio da MP, seriam revogadas as normas vigentes de subven\u00e7\u00f5es para investimento. Elas se tornariam integralmente tributadas (43%) com a possibilidade de o contribuinte pedir a habilita\u00e7\u00e3o de seu incentivo e obter cr\u00e9dito fiscal de Imposto de Renda (25%) a depender da avalia\u00e7\u00e3o da Receita. \u201cO texto da MP indica que a decis\u00e3o do STJ n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o favor\u00e1vel \u00e0 Uni\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Embora a Receita Federal tenha defendido que a decis\u00e3o do STJ foi favor\u00e1vel a ela, acrescenta a advogada, \u201cna verdade foi desfavor\u00e1vel porque o STJ determinou a aplica\u00e7\u00e3o do artigo 30 da Lei n\u00ba 12.973, que, entre outros elementos, equipara incentivos fiscais a subven\u00e7\u00f5es para investimento, afastando a tributa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela primeira vez, afirma a advogada, a Receita analisou o ac\u00f3rd\u00e3o do STJ para dizer que n\u00e3o est\u00e1 vinculada. \u201cMas se a Receita interpretava o ac\u00f3rd\u00e3o de forma favor\u00e1vel a ela n\u00e3o teria problema nenhum em aplic\u00e1-lo ao caso concreto do contribuinte, que tinha cr\u00e9dito presumido de ICMS e redu\u00e7\u00e3o de base de c\u00e1lculo\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Daniel Tessari, do escrit\u00f3rio Kincaid Mendes Vianna Advogados, entende que \u201ca solu\u00e7\u00e3o de consulta cristaliza o cen\u00e1rio de inseguran\u00e7a jur\u00eddica\u201d. O advogado destaca que o assunto ainda tem algumas frentes de discuss\u00e3o, com a MP e recursos pendentes nos tribunais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota ao Valor, a Receita informa que, ap\u00f3s a decis\u00e3o do STJ, buscou orientar a todos. \u201cInclusive com a possibilidade de regulariza\u00e7\u00e3o antes do in\u00edcio de procedimentos de fiscaliza\u00e7\u00e3o\u201d, diz, acrescentando que, levantamento recente identifica dezenas de procedimentos fiscais em andamento relativos ao tema.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/01\/receita-federal-contraria-decisao-do-stj-sobre-incentivos-fiscais-de-icms.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/01\/receita-federal-contraria-decisao-do-stj-sobre-incentivos-fiscais-de-icms.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Varejo deve ir \u00e0 Justi\u00e7a contra conv\u00eanio sobre cr\u00e9dito de ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A briga entre Estados e empresas do varejo sobre o ICMS na transfer\u00eancia de mercadorias est\u00e1 longe de acabar. As companhias planejam uma nova leva de a\u00e7\u00f5es judiciais mesmo depois de terem vencido a discuss\u00e3o no Supremo Tribunal Federal (STF).<\/p>\n\n\n\n<p>O motivo desse poss\u00edvel retorno ao Judici\u00e1rio est\u00e1 no Conv\u00eanio n\u00ba 174, publicado nesta semana pelo Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz). A norma regulamenta o uso dos cr\u00e9ditos de ICMS no caso de mercadorias enviadas de um estabelecimento para o outro, do mesmo contribuinte, mas localizados em Estados diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse conv\u00eanio, em tese, foi editado em cumprimento \u00e0 decis\u00e3o do STF na A\u00e7\u00e3o Declarat\u00f3ria de Constitucionalidade (ADC) n\u00ba 49. Os ministros decidiram, em abril, que os Estados n\u00e3o poder\u00e3o mais cobrar ICMS sobre essas opera\u00e7\u00f5es a partir de 2024 e fixou prazo \u2014 at\u00e9 o fim deste ano \u2014 para a regulamenta\u00e7\u00e3o do uso dos cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema, segundo os advogados das empresas, \u00e9 que a norma do Confaz \u2014 que dever\u00e1 ser seguida pelos Estados \u2014 acabou restringindo a decis\u00e3o do STF. Vem da\u00ed a possibilidade de judicializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova norma torna obrigat\u00f3ria a transfer\u00eancia dos cr\u00e9ditos de ICMS gerados no Estado de origem para o Estado de destino da mercadoria. A l\u00f3gica \u00e9 a de que o cr\u00e9dito acompanha o produto.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma empresa do varejo, por exemplo, que tem estabelecimento em S\u00e3o Paulo, pagou ICMS ao comprar geladeiras de uma fabricante para revender ao consumidor final. Se enviar a mercadoria para um estabelecimento pr\u00f3prio, mas no Estado do Rio de Janeiro, o cr\u00e9dito gerado pelo ICMS pago em S\u00e3o Paulo dever\u00e1 ser transferido para o Rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa sistem\u00e1tica impacta o pagamento do imposto. O regime do ICMS \u00e9 n\u00e3o cumulativo. Isso quer dizer que o pagamento na etapa anterior, ao adquirir a mercadoria para revenda, serve como cr\u00e9dito para abater na etapa subsequente.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem poder fazer a gest\u00e3o dos cr\u00e9ditos \u2014 escolher se mant\u00e9m na origem ou no destino \u2014 pode haver um desequil\u00edbrio no fluxo de caixa. \u00c9 que para algumas empresas n\u00e3o faz sentido transferir o cr\u00e9dito se, no Estado de destino, houver pouco ICMS a pagar e no de origem muito.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessas situa\u00e7\u00f5es, segundo os advogados, vai sobrar cr\u00e9dito em um Estado e faltar em outro, obrigando a empresa a desembolsar mais, em dinheiro, nos pagamentos do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lise<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDa forma como o conv\u00eanio foi publicado, com a transfer\u00eancia obrigat\u00f3ria, uma aparente boa not\u00edcia para os contribuintes, que foi a decis\u00e3o do STF na ADC 49, na verdade \u00e9 um tiro no p\u00e9\u201d, avalia o advogado Luca Salvoni, do escrit\u00f3rio Cascione.<\/p>\n\n\n\n<p>Gabriel Baccarini, da mesma banca, chama a aten\u00e7\u00e3o que toda essa discuss\u00e3o em torno do ICMS \u2014 que levou \u00e0 ADC 49 \u2014 foi motivada muito mais pela transfer\u00eancia dos cr\u00e9ditos do que pela cobran\u00e7a do imposto. \u201cPorque, pela sistem\u00e1tica do imposto, o pagar quase n\u00e3o existe. O que incidir na transfer\u00eancia da mercadoria gera cr\u00e9dito para a etapa sequente. \u00c9 como tirar de um bolso e colocar no outro\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A transfer\u00eancia dos cr\u00e9ditos \u00e9 considerada facultativa pelos advogados por conta de uma jurisprud\u00eancia de quase tr\u00eas d\u00e9cadas. O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) editou a S\u00famula n\u00ba 166 no ano de 1996. Essa norma \u2014 anterior \u00e0 ADC 49 \u2014 diz que o deslocamento de mercadoria para outro estabelecimento do mesmo contribuinte n\u00e3o constitui fato gerador de ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Por ter efeito vinculante, toda empresa que ajuizava a\u00e7\u00e3o, conseguia decis\u00e3o para n\u00e3o recolher o ICMS e, consequentemente, n\u00e3o transferir o cr\u00e9dito do Estado de origem para o Estado de destino da mercadoria. Resumindo: quem n\u00e3o queria transferir o cr\u00e9dito, entrava com a\u00e7\u00e3o, e quem queria n\u00e3o entrava.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHavia, ent\u00e3o, uma situa\u00e7\u00e3o inicial pela transfer\u00eancia, com a s\u00famula 166 ficou opcional e agora, com o conv\u00eanio, volta a obriga\u00e7\u00e3o. Fizemos um c\u00edrculo gigante, de mais de 25 anos, para voltar para o come\u00e7o de tudo, mesmo tendo vencido nos tribunais\u201d, frisa Salvoni.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado Maur\u00edcio Barros, do escrit\u00f3rio Demarest, n\u00e3o h\u00e1 outra sa\u00edda. \u201cO contribuinte que tinha problemas vai ter que judicializar de novo se esse conv\u00eanio prevalecer.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados de empresas, em geral, dizem \u201csobrar\u201d argumentos para essas novas a\u00e7\u00f5es. \u201cSe n\u00e3o existe opera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1vel pelo ICMS, deveria ser uma decis\u00e3o do contribuinte manter o cr\u00e9dito no local de origem\u201d, sustenta Leo Lopes, do FAS Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Pesa contra o conv\u00eanio, al\u00e9m disso, a forma prevista para operacionalizar a transfer\u00eancia. Ser\u00e1 por meio de nota fiscal, com a indica\u00e7\u00e3o do valor no campo de destaque do ICMS. \u201cManda destacar um ICMS declarado inconstitucional. \u00c9 um acinte\u201d, enfatiza Carlos Eduardo Navarro, do escrit\u00f3rio Galv\u00e3o Villani, Navarro, Zangi\u00e1como e Bardella.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o dos especialistas, ainda, seria necess\u00e1ria uma lei complementar federal para tratar do tema. Destacam um projeto j\u00e1 aprovado no Senado e, atualmente em tramita\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara dos Deputados, que define como facultativa a transfer\u00eancia dos cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>A regulamenta\u00e7\u00e3o, da forma como foi feita, diz Guilherme Yamahaki, do Schneider Pugliese Advogos, favorece as empresas que estavam confort\u00e1veis com a sistem\u00e1tica de tributa\u00e7\u00e3o do ICMS nas opera\u00e7\u00f5es de transfer\u00eancia de mercadorias antes do julgamento da ADC 49.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEntendemos como ponto positivo a manuten\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios fiscais concedidos pelo Estado de origem\u201d, destaca. \u201cHavia receio de que a n\u00e3o tributa\u00e7\u00e3o nas transfer\u00eancias de mercadorias implicasse cancelamento ou diminui\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios fiscais que levam em conta o imposto devido na sa\u00edda da mercadoria.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/02\/varejo-deve-ir-a-justica-contra-convenio-sobre-credito-de-icms.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/02\/varejo-deve-ir-a-justica-contra-convenio-sobre-credito-de-icms.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria deve ir a vota\u00e7\u00e3o no Senado nesta semana<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s cerca de tr\u00eas meses de intensas negocia\u00e7\u00f5es, o Senado deve analisar nesta semana o parecer de Eduardo Braga (MDB-AM) sobre a reforma tribut\u00e1ria. A expectativa do emedebista e de outros integrantes da Casa comandada por Rodrigo Pacheco (PSD-MG) \u00e9 que o texto avance na ter\u00e7a-feira na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ) do Senado e que receba o aval da maioria dos senadores no plen\u00e1rio at\u00e9 o final da semana.<\/p>\n\n\n\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o de altera\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao relat\u00f3rio aprovado pelos deputados em julho, o projeto retornar\u00e1 para uma nova aprecia\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara. A constru\u00e7\u00e3o do parecer de Braga foi acompanhada de perto pelo deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da proposta na Casa presidida por Arthur Lira (PP-AL). O objetivo \u00e9 garantir que o texto avance com mais celeridade quando retornar do Senado para uma nova an\u00e1lise.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo apurou o Valor, assim que Braga apresentou formalmente o parecer, a equipe de Ribeiro voltou a se debru\u00e7ar sobre o tema. A iniciativa ocorre para que tenham uma estrat\u00e9gia definida e bem embasada para colocar em campo logo ap\u00f3s os senadores conclu\u00edrem a aprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A ideia do parlamentar paraibano \u00e9, assim que a proposi\u00e7\u00e3o retornar \u00e0 C\u00e2mara, fazer uma maratona de reuni\u00f5es com bancadas partid\u00e1rias e tem\u00e1ticas, ouvir novamente os setores e elaborar um novo parecer o mais r\u00e1pido poss\u00edvel. O objetivo \u00e9 garantir a conclus\u00e3o de pelo menos uma parte da reforma pelas duas Casas ainda neste ano.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto consta em uma lista de prioridades do governo defendida pelo presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) em uma reuni\u00e3o com ministros na sexta-feira no Pal\u00e1cio do Planalto.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dia antes, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, recebeu o relator da reforma no Senado para uma reuni\u00e3o, na qual fizeram uma an\u00e1lise ponto a ponto do parecer. Braga saiu otimista do encontro. \u201cEstamos muito otimistas que na semana que vem, a partir do dia 7 na CCJ e dia 8 e 9 no plen\u00e1rio Senado, n\u00f3s estaremos de deliberando a reforma tribut\u00e1ria confirmando um compromisso que assumimos\u201d, afirmou o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois da conversa com o chefe da equipe econ\u00f4mica, Braga defendeu que o Senado n\u00e3o aumente o n\u00famero de exce\u00e7\u00f5es. \u201cO Senado, metricamente, fez a redu\u00e7\u00e3o de algumas exce\u00e7\u00f5es e inclu\u00edmos algumas que s\u00e3o absolutamente necess\u00e1rias, entre elas saneamento p\u00fablico\u201d, declarou. \u201cEstabelecemos a revis\u00e3o dos benef\u00edcios a cada cinco anos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo dia, Haddad afirmou que as exce\u00e7\u00f5es inclu\u00eddas no Senado representam um aumento de 0,5 ponto percentual na al\u00edquota do novo imposto, podendo chegar a 27,5%.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois do encontro com Braga, o ministro destacou que, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 al\u00edquota atual, haver\u00e1 queda para a maioria dos setores. \u201cNada \u00e9 perfeito, mas \u00e0 luz do que n\u00f3s temos, o salto de qualidade que n\u00f3s vamos dar em rela\u00e7\u00e3o ao sistema tribut\u00e1rio atual, eu penso que \u00e9 inestim\u00e1vel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/11\/06\/reforma-tributaria-deve-ir-a-votacao-no-senado.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/11\/06\/reforma-tributaria-deve-ir-a-votacao-no-senado.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TRF-3 exclui ICMS do c\u00e1lculo de cr\u00e9ditos do PIS e da Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 31\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF-3), com sede em S\u00e3o Paulo, se posicionou a favor da exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo dos cr\u00e9ditos do PIS e da Cofins &#8211; o que, na pr\u00e1tica, aumenta a carga tribut\u00e1ria das empresas. Duas decis\u00f5es foram proferidas neste m\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o as primeiras de segunda inst\u00e2ncia que se tem not\u00edcias sobre o tema. Os julgamentos ocorreram na 3\u00aa Turma e, nos dois casos, o resultado se deu por unanimidade.<\/p>\n\n\n\n<p>A exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo dos cr\u00e9ditos do PIS e da Cofins foi estabelecida pela Lei n\u00ba 14.592, de maio. A medida aprovada pelo Congresso foi costurada pelo governo federal para reduzir a perda de bilh\u00f5es de reais gerada pela chamada \u201ctese do s\u00e9culo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O Minist\u00e9rio da Fazenda estima uma arrecada\u00e7\u00e3o adicional de R$ 31,8 bilh\u00f5es ainda neste ano e de R$ 57,9 bilh\u00f5es em 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>A tomada de cr\u00e9dito faz parte da apura\u00e7\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es sociais para quem est\u00e1 no regime n\u00e3o cumulativo &#8211; praticamente todas as grandes empresas. A al\u00edquota de PIS e Cofins, nesses casos, \u00e9 de 9,25%.<\/p>\n\n\n\n<p>Para calcular quanto deve, o contribuinte precisa separar as notas de sa\u00edda, referentes \u00e0s vendas realizadas no m\u00eas, das notas de entrada, que cont\u00eam o custo de aquisi\u00e7\u00e3o de produtos que d\u00e3o direito a cr\u00e9dito (insumos, por exemplo). \u00c9 feito um encontro de contas entre esses dois grupos de notas e sobre o resultado aplica-se a al\u00edquota.<\/p>\n\n\n\n<p>As discuss\u00f5es em torno dos cr\u00e9ditos ganharam for\u00e7a com a conclus\u00e3o da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, em maio de 2021, no Supremo Tribunal Federal (STF).<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o, os ministros decidiram que o ICMS n\u00e3o pode ser classificado como receita ou faturamento &#8211; que \u00e9 a base de incid\u00eancia do PIS e da Cofins. Por esse motivo, a parcela do imposto estadual que consta nas notas de sa\u00edda (vendas) deve ser retirada do c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Com essa exclus\u00e3o, a base de incid\u00eancia das al\u00edquotas de PIS e Cofins ficou menor e, consequentemente, os valores que as empresas t\u00eam a pagar ao governo reduziram.<\/p>\n\n\n\n<p>O custo da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d para a Uni\u00e3o foi estimado, na \u00e9poca, em R$ 358 bilh\u00f5es pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT). Esse c\u00e1lculo leva em conta o ressarcimento dos valores pagos no passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante de tamanho rombo nas contas p\u00fablicas, a Receita Federal passou a defender que o mesmo crit\u00e9rio da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d &#8211; que excluiu o ICMS das notas de sa\u00edda &#8211; deveria ser aplicado na contabiliza\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos decorrentes da compra de bens e insumos.<\/p>\n\n\n\n<p>A parcela de ICMS que consta nas notas de entrada (compras), portanto, tamb\u00e9m teria que ser retirada. O efeito \u00e9 ruim para as empresas: com uma base menor de cr\u00e9dito, a conta a pagar de PIS e Cofins fica maior.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma fabricante de cal\u00e7ados que gasta R$ 100 com a compra de couro ou tecido para confeccionar sapatos, por exemplo. Na apura\u00e7\u00e3o do PIS e da Cofins, ela obt\u00e9m um cr\u00e9dito de 9,25% com a aquisi\u00e7\u00e3o do insumo. Se dentro desses R$ 100 d e despesa, R$ 20 s\u00e3o de ICMS, a companhia s\u00f3 poderia utilizar R$ 80 de base.<\/p>\n\n\n\n<p>Resumindo: o governo perde na sa\u00edda, mas ganha na entrada, o que, segundo especialistas, neutraliza a \u201ctese do s\u00e9culo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A estrat\u00e9gia da Receita Federal virou regra em janeiro, quando o governo federal editou a Medida Provis\u00f3ria (MP) n\u00ba 1.159. Essa norma determinou que, a partir do m\u00eas de maio, o ICMS n\u00e3o poderia mais ser contabilizado na base de c\u00e1lculo dos cr\u00e9ditos do PIS e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa MP acabou n\u00e3o avan\u00e7ando no Congresso e perdeu a validade. No fim de maio, n o entanto, o mesmo texto que previa a exclus\u00e3o do ICMS foi inclu\u00eddo no processo de convers\u00e3o da Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 1.147, que trata do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). Essa MP foi convertida na Lei 14.592.<\/p>\n\n\n\n<p>Toda essa movimenta\u00e7\u00e3o gerou uma corrida das empresas ao Judici\u00e1rio. H\u00e1 in\u00fameras a\u00e7\u00f5es no pa\u00eds propostas antes e depois da entrada em vigor da Lei 14.592. Por isso, a import\u00e2ncia dessas primeiras decis\u00f5es, de m\u00e9rito, em segunda inst\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de n\u00e3o terem efeito vinculante, a situa\u00e7\u00e3o das empresas, em geral, fica prejudicada. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) poder\u00e1 usar essas decis\u00f5es como precedente em outros processos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um dos casos julgados pela 3\u00aa Turma do TRF-3, a empresa havia obtido decis\u00e3o contra a exclus\u00e3o do ICMS do c\u00e1lculo dos cr\u00e9ditos em primeira inst\u00e2ncia, mas a PGFN recorreu e conseguiu reverter (processo n\u00ba 5004655-19.2021.4.03.6128).<\/p>\n\n\n\n<p>Os desembargadores trataram a quest\u00e3o dos cr\u00e9ditos como uma \u201cadequa\u00e7\u00e3o do ordenamento jur\u00eddico\u201d ao que ficou decidido pelo STF na \u201ctese do s\u00e9culo\u201d. \u201cPara deixar claro que em nenhuma hip\u00f3tese o ICMS poder\u00e1 integrar a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o para o PIS e a Cofins\u201d, diz, na decis\u00e3o, a relatora do caso, desembargadora Consuelo Yoshida.<\/p>\n\n\n\n<p>Consta na decis\u00e3o, al\u00e9m disso, que a altera\u00e7\u00e3o trazida pela Lei n\u00ba 14.592 \u201crevela a devida atua\u00e7\u00e3o do legislativo, voltada a evitar distor\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas e garantir a neutralidade fiscal da incid\u00eancia das contribui\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No outro caso, tamb\u00e9m julgado pela 3\u00aa Turma, a empresa perdeu em primeira inst\u00e2ncia e recorreu da decis\u00e3o ao tribunal, mas n\u00e3o conseguiu convencer os desembargadores a atender o seu pedido.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do caso, desembargador Carlos Delgado diz, na decis\u00e3o, que \u201ctrata-se de op\u00e7\u00e3o de o legislador estabelecer a possibilidade de aproveitamento dos cr\u00e9ditos\u201d (processo n\u00ba 501.3666-55.2023.4.03.0000).<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados de empresas entendem que essa lei, mesmo sem ter efeito retroativo, n\u00e3o est\u00e1 de acordo com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal, que prev\u00ea o sistema da n\u00e3o cumulatividade. Dizem que a decis\u00e3o da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d n\u00e3o poderia servir de base para a exclus\u00e3o do ICMS dos cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPorque na \u2018tese do s\u00e9culo\u2019 o STF entendeu que ICMS n\u00e3o \u00e9 receita da empresa e, por esse motivo, n\u00e3o pode ser tributado por PIS e Cofins. N\u00e3o significa, com isso, que o ICMS deixou de fazer parte do pre\u00e7o da mercadoria adquirida. E o cr\u00e9dito se d\u00e1 sobre o valor da aquisi\u00e7\u00e3o. S\u00e3o coisas diferentes\u201d, diz Rafael Nichele, do Nichele Advogados Associados.<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira inst\u00e2ncia h\u00e1 decis\u00f5es para os dois lados: a favor da Fazenda e tamb\u00e9m de empresas. \u201cTemos liminares deferidas e indeferidas e muitos agravos aguardando decis\u00e3o do tribunal\u201d, afirma Priscila Faricelli, do Demarest. \u201cN\u00e3o d\u00e1 para dizer que existe uma orienta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Est\u00e1 muito casu\u00edstico ainda\u201d, conclui.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma companhia cliente do escrit\u00f3rio Briganti Advogados, obteve liminar, recentemente, com o argumento do \u201cjabuti\u201d. O advogado J\u00falio Cesar Machado, que atua nesse caso, diz que o STF decidiu, em 2015, que n\u00e3o se pode incluir, em medidas provis\u00f3rias, emendas parlamentares que n\u00e3o tenham pertin\u00eancia tem\u00e1tica com a norma em processo de convers\u00e3o em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cE foi o que aconteceu aqui. A exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo dos cr\u00e9ditos do PIS e da Cofins foi inserida na norma do Perse\u201d, afirma Machado. \u201cUma coisa n\u00e3o tem nada a ver com a outra.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A liminar foi concedida pela 11\u00aa Vara Federal de Belo Horizonte. O juiz Itelmar Raydan Evangelista usou a decis\u00e3o do STF na ADI 5127, de 2015, como base para atender o pedido da empresa para manter o ICMS no c\u00e1lculo dos cr\u00e9ditos de PIS e Cofins (processo n\u00ba 1093366-16.2023.4.06.3800).<\/p>\n\n\n\n<p>A PGFN afirma, por meio de nota, no entanto, que o \u201cjabuti\u201d citado nessa decis\u00e3o n\u00e3o se verifica no processo legislativo que deu origem \u00e0 Lei 14.592. \u201cExiste conex\u00e3o entre o objeto original da MP 1.147\/2022 e os dispositivos incorporados da MP 1.159\/2023\u201d, frisa.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a procuradoria, al\u00e9m das duas decis\u00f5es de turma, existem sete monocr\u00e1ticas a seu favor no TRF-3. Em uma delas, proferida pelo desembargador Johonson Di Salvo, h\u00e1 entendimento contra o suposto \u201cjabuti\u201d que tem sido apontado pelos contribuintes (processo n\u00ba 5024293-21.2023.4.03.0000).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/31\/trf-3-exclui-icms-do-calculo-de-creditos-do-pis-e-da-cofins.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/31\/trf-3-exclui-icms-do-calculo-de-creditos-do-pis-e-da-cofins.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ define c\u00e1lculo para valor a ser pago a s\u00f3cio dissidente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) consolidou o entendimento sobre o c\u00e1lculo do valor a ser pago a s\u00f3cio que resolve sair da sociedade por desentendimento com os demais &#8211; o chamado s\u00f3cio dissidente. Recente decis\u00e3o da 4\u00aa Turma, por unanimidade, definiu que n\u00e3o deve ser levado em conta o lucro futuro da empresa. A n\u00e3o ser que exista uma cl\u00e1usula no contrato social com essa determina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, esse debate jur\u00eddico interessa a todas as empresas de capital fechado. Especialmente porque n\u00e3o \u00e9 incomum surgir alguma rusga ou inimizade entre s\u00f3cios, que acabe levando a defini\u00e7\u00e3o da remunera\u00e7\u00e3o do dissidente \u00e0s m\u00e3os do Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o firma o posicionamento do STJ porque a 3\u00aa Turma &#8211; que tamb\u00e9m analisa essas quest\u00f5es &#8211; j\u00e1 se manifestou nesse mesmo sentido. Sem diverg\u00eancia entre os colegiados, fica praticamente imposs\u00edvel levar o assunto para an\u00e1lise da 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso concreto envolve a Cohn Cl\u00ednica de Oncologia, do Rio Grande do Sul, e uma farmac\u00eautica especialista em hematologia. Pessoas a par do assunto dizem que ela queria seguir regras pr\u00f3prias, n\u00e3o mais as da sociedade. \u201cComo nos casamentos, quando acontecem as separa\u00e7\u00f5es, ficou imposs\u00edvel a continuidade da vida comum\u201d, diz o advogado Marco T\u00falio de Rose, s\u00f3cio da De Rose Advogados e representante da cl\u00ednica.<\/p>\n\n\n\n<p>No processo, a farmac\u00eautica defendeu a aplica\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo cont\u00e1bil do \u201cfluxo de caixa descontado\u201d, usado para avaliar a riqueza econ\u00f4mica de uma empresa dimensionada pelos lucros a serem agregados no futuro, o que aumentaria o montante que ela receberia. Um exemplo de lucro futuro seria o referente ao pagamento de pacientes dela sob tratamento de longo prazo.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 havia um precedente da 4\u00aa Turma do STJ dizendo que, no caso de sociedade de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, o fluxo de caixa descontado n\u00e3o se aplica (REsp n\u00ba 958.116). \u201cIsso porque, nesse caso, existe a probabilidade de o lucro futuro decorrente do expertise do s\u00f3cio dissidente n\u00e3o acontecer\u201d, afirma De Rose. \u201cUma nova tecnologia pode mudar toda presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o e se o s\u00f3cio que sai se estabelece em outro lugar, provavelmente, a clientela dele vai passar para l\u00e1.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa vez, por\u00e9m, a decis\u00e3o da 4\u00aa Turma teria sido, segundo especialistas, mais abrangente. Os ministros decidiram que o levantamento dos valores referentes \u00e0 participa\u00e7\u00e3o do s\u00f3cio que se retira ou \u00e9 exclu\u00eddo da sociedade deve se processar da forma prevista no contrato social, \u201cuma vez que, nessa seara, prevalece o princ\u00edpio da for\u00e7a obrigat\u00f3ria dos contratos\u201d (artigo 1.031 do C\u00f3digo Civil).<\/p>\n\n\n\n<p>Se for omisso o contrato social, de acordo com o voto da relatora, ministra Maria Isabel Gallotti, observa-se a regra geral para a apura\u00e7\u00e3o do quinh\u00e3o devido ao s\u00f3cio dissidente. Conforme o artigo 606 do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC), considera-se \u201co valor patrimonial apurado em balan\u00e7o de determina\u00e7\u00e3o, tomando-se por refer\u00eancia a data da resolu\u00e7\u00e3o e avaliando-se bens e direitos do ativo, tang\u00edveis e intang\u00edveis, a pre\u00e7o de sa\u00edda, al\u00e9m do passivo tamb\u00e9m a ser apurado de igual forma\u201d (REsp n\u00ba 1.904.252).<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Alex Klaic, do escrit\u00f3rio Meirelles &amp; Corr\u00eaa Advogados Associados, que representa a farmac\u00eautica no processo, prop\u00f4s embargos de declara\u00e7\u00e3o para sanar supostas omiss\u00f5es e obscuridades da decis\u00e3o. Mas, segundo De Rose, nesse recurso, n\u00e3o foi apresentada oposi\u00e7\u00e3o de tese e o m\u00e9rito deve ser mantido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTemos mais de um caso nessa situa\u00e7\u00e3o em que o cerne da quest\u00e3o \u00e9 a precifica\u00e7\u00e3o do lucro futuro\u201d, afirma o advogado Renato Moraes, s\u00f3cio no Cascione Advogados, especialista em contencioso e arbitragem. \u201cO ac\u00f3rd\u00e3o do STJ deixa claro que o primeiro crit\u00e9rio a ser considerado \u00e9 o contrato social. Se esse contrato falar em fluxo de caixa, vale o c\u00e1lculo pelo fluxo de caixa, mas se o contrato for omisso, vale o patrim\u00f4nio l\u00edquido\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>A consolida\u00e7\u00e3o do entendimento no STJ trar\u00e1 seguran\u00e7a jur\u00eddica para as empresas de capital fechado, de acordo com Guilherme Bertolini, especialista em direito societ\u00e1rio e tamb\u00e9m s\u00f3cio no Cascione Advogados. \u201cNa segunda inst\u00e2ncia do Judici\u00e1rio se v\u00ea um pouco de tudo\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Em setembro de 2022, a 1\u00aa C\u00e2mara Reservada de Direito Empresarial do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) decidiu, segundo voto do relator Fortes Barbosa, que \u201cmesmo na hip\u00f3tese de haver previs\u00e3o clausular da quantifica\u00e7\u00e3o de haveres a partir do valor do patrim\u00f4nio l\u00edquido apurado em balan\u00e7o de determina\u00e7\u00e3o, pode haver relativiza\u00e7\u00e3o, facultado o afastamento de tal crit\u00e9rio, dependendo das circunst\u00e2ncias concretas\u201d (agravo de instrumento n\u00ba 2108653-96.2022.8.26.0000).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO crit\u00e9rio patrimonial, embora nas sociedades comuns, comerciais ou industriais, seja oportuno por representar um reembolso efetivo dos haveres, n\u00e3o impede a ado\u00e7\u00e3o do crit\u00e9rio do fluxo de caixa descontado\u201d, afirma o relator em seu voto.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, influenciada pelo STJ, diz Guilherme Bertolini, \u201ca jurisprud\u00eancia dever\u00e1 caminhar a favor do uso do valor do patrimonio l\u00edquido para o c\u00e1lculo do pagamento\u201d. Para ele, o crit\u00e9rio \u00e9 justo. \u201cSe a gera\u00e7\u00e3o de receita de uma sociedade \u00e9 atributo do s\u00f3cio dissidente, quando ele vai embora passar\u00e1 a gerar aquela receita na nova sociedade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/03\/stj-define-calculo-para-valor-a-ser-pago-a-socio-dissidente.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/03\/stj-define-calculo-para-valor-a-ser-pago-a-socio-dissidente.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Imunidade de ITBI na integraliza\u00e7\u00e3o de capital com bens im\u00f3veis<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 31\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A nosso ver, a tese dos contribuintes sobre o julgado do RE 796.376-SC caiu por terra ap\u00f3s o externado pelo Supremo Tribunal Federal no Agravo Regimental na Reclama\u00e7\u00e3o 57.836-SP.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema se refere \u00e0 pol\u00eamica imunidade de ITBI sobre a integraliza\u00e7\u00e3o de capital social com bens im\u00f3veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Em curso ministrado para a Fiscaliza\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria de Balne\u00e1rio Cambori\u00fa (SC) na semana retrasada, a gabaritada equipe da prefeitura local colocou em debate essa recente decis\u00e3o do STF nos autos do agravo regimental na reclama\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Seria um ponto final nas discuss\u00f5es havidas ap\u00f3s o decidido no RE 796.376-SC? Ap\u00f3s este julgado, os contribuintes passaram a defender a tese segundo a qual o STF s\u00f3 teria permitido a cobran\u00e7a do ITBI sobre a &#8220;reserva de capital&#8221;, isto \u00e9, sobre a parte do valor hist\u00f3rico do im\u00f3vel que n\u00e3o fosse incorporada ao capital social.<\/p>\n\n\n\n<p>Mais uma tese daquelas que n\u00f3s costumamos denominar de &#8220;mirabolantes&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre diz\u00edamos em nossos cursos: n\u00e3o \u00e9 porque o RE 796.376-SC envolveu apenas uma quest\u00e3o cont\u00e1bil que o munic\u00edpio est\u00e1 impedido de limitar a imunidade \u00e0 parcela do im\u00f3vel que efetivamente foi incorporada ao capital social da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas os tributaristas defendiam o contr\u00e1rio: o RE em quest\u00e3o n\u00e3o analisou o valor real de mercado do im\u00f3vel e por isso n\u00e3o fundamenta a incid\u00eancia do ITBI sobre a diferen\u00e7a verificada. Mais do que isso, a decis\u00e3o impediria essa tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Vi algumas decis\u00f5es inferiores que chegaram ao ponto de dizer que a base de c\u00e1lculo do ITBI n\u00e3o deveria nem ser questionada nesse caso de imunidade, visto que esta desonera\u00e7\u00e3o constitucional atinge o pr\u00f3prio elemento material do fato gerador do imposto e, assim, n\u00e3o teria sentido discutir o seu elemento quantitativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Nada mais equivocado e parcial ao interesse dos contribuintes! Ali\u00e1s, sempre advoguei tese contr\u00e1ria. Pela semelhan\u00e7a das hip\u00f3teses, a exegese firmada no RE 796.376 deve ser aplicada igualmente quando a diferen\u00e7a de valores se der em raz\u00e3o do valor de mercado dos im\u00f3veis. Pra mim, uma solu\u00e7\u00e3o l\u00f3gica e racional, dada a similitude dos fatos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ora, para que possamos decidir se h\u00e1 ou n\u00e3o a imunidade, faz-se absolutamente necess\u00e1rio que primeiramente avaliemos a quest\u00e3o da base de c\u00e1lculo, j\u00e1 que somente ser\u00e1 abarcada pela desonera\u00e7\u00e3o a parcela que integrar o capital social. O excedente dever\u00e1 ser tributado, por \u00f3bvio.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi exatamente dessa forma que o &#8220;guardi\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o&#8221; enxergou a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Repare no trecho abaixo da decis\u00e3o do STF:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Em rela\u00e7\u00e3o ao ponto, o \u00f3rg\u00e3o jurisdicional reclamado, em an\u00e1lise da aspecto f\u00e1tico da demanda, concluiu que &#8216;embora a atribui\u00e7\u00e3o do valor de incorpora\u00e7\u00e3o caiba aos s\u00f3cios e conste do contrato social, a transfer\u00eancia de patrim\u00f4nio que agregue bens e direitos e exceda o valor do acr\u00e9scimo do capital social, n\u00e3o est\u00e1 acobertado pela regra da n\u00e3o incid\u00eancia do ITBI do art. 156, \u00a7 2\u00ba, I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal tendo em vista que cabe ao Fisco Municipal calcular o ITBI sobre o valor venal dos im\u00f3veis transmitidos, dentro da sua compet\u00eancia tribut\u00e1ria.&#8217; (doc. 3, fl. 177)<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, portanto, uma quest\u00e3o legal pr\u00e9via e aut\u00f4noma em rela\u00e7\u00e3o a mat\u00e9ria objeto do precedente vinculante, que \u00e9 a fixa\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do ITBI, com base no artigo 38 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Nestes casos, quando em jogo a fixa\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo pelo valor venal de bem im\u00f3vel por ato administrativo do munic\u00edpio, rejeitando-se a tributa\u00e7\u00e3o com base no valor declarado pelo contribuinte, h\u00e1 evidente afastamento da mat\u00e9ria discutida em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 imunidade espec\u00edfica fixada no artigo 156, \u00a7 2\u00ba, I, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, pois a fixa\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo antecede logicamente a imunidade quanto ao tributo incidente, considerando sua limita\u00e7\u00e3o conforme a tese fixada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em termos finais, a decis\u00e3o administrativa, cuja efic\u00e1cia fora mantida pelo ac\u00f3rd\u00e3o da apela\u00e7\u00e3o no mandado de seguran\u00e7a, aplicou em concreto a tese fixada no Tema 796 da Repercuss\u00e3o Geral, pois limitou a tributa\u00e7\u00e3o pelo ITBI ao valor integralizado no capital social de pessoa jur\u00eddica, lan\u00e7ando o tributo somente sobre a parcela sobejante. E a fixa\u00e7\u00e3o desta parcela sobejante \u00e9 que origina e limita a an\u00e1lise da legalidade do lan\u00e7amento&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Nada mais cristalino!<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s essa decis\u00e3o, os munic\u00edpios devem firmar o entendimento no sentido da incid\u00eancia do ITBI sobre a parcela que exceder o valor do im\u00f3vel integralizado ao capital social da empresa. Quer dizer: incidir\u00e1 ITBI sobre a diferen\u00e7a verificada entre o valor real de mercado do im\u00f3vel e o valor hist\u00f3rico do bem (aquele constante da declara\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o que podemos extrair do julgado do STF no Agravo Regimental na Reclama\u00e7\u00e3o 57.836-SP.<\/p>\n\n\n\n<p>Parab\u00e9ns aos fiscais tribut\u00e1rios de Balne\u00e1rio Cambori\u00fa pela sagacidade demonstrada ao apresentarem no curso essa important\u00edssima decis\u00e3o para a arrecada\u00e7\u00e3o do ITBI.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-31\/ramos-mangieri-imunidade-itbi-integralizacao-capital\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-31\/ramos-mangieri-imunidade-itbi-integralizacao-capital<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Confaz edita nova regra para o uso de cr\u00e9ditos de ICMS pelo varejo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz) publicou, nesta quarta-feira, o conv\u00eanio que regulamenta o uso de cr\u00e9ditos de ICMS quando h\u00e1 transfer\u00eancia de mercadorias, de um Estado para outro, entre estabelecimentos de um mesmo contribuinte. A medida tem forte impacto para as empresas do varejo.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi editada em cumprimento \u00e0 decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (STF) na ADC n\u00ba 49. Os ministros decidiram, no m\u00eas de abril, que a partir de 2024 n\u00e3o poder\u00e1 mais ser cobrado ICMS nessas opera\u00e7\u00f5es e deram prazo aos Estados \u2014 at\u00e9 o fim do ano \u2014 para a regulamenta\u00e7\u00e3o do uso dos cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>O Conv\u00eanio n\u00ba 174 torna obrigat\u00f3ria a transfer\u00eancia dos cr\u00e9ditos. Ou seja: n\u00e3o h\u00e1 cobran\u00e7a de ICMS, mas o cr\u00e9dito gerado no local de origem da mercadoria tem, obrigatoriamente, que ser enviado para o local de destino.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma empresa do varejo, por exemplo, que tem estabelecimento em S\u00e3o Paulo e comprou geladeiras da fabricante para revender ao consumidor final. Ela pagou ICMS ao fazer a aquisi\u00e7\u00e3o. Se enviar esses produtos para um estabelecimento pr\u00f3prio, mas em outro Estado, o cr\u00e9dito gerado pelo ICMS pago na etapa anterior (em S\u00e3o Paulo) ter\u00e1 que ser transferido para o outro Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Resumindo: o cr\u00e9dito acompanha o produto. Se foi enviado para outro Estado s\u00f3 poder\u00e1 ser aproveitado \u2014 utilizado para abater dos pagamentos do imposto \u2014 nesse outro Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Impacto<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados ouvidos pelo Valor dizem que essa sistem\u00e1tica restringe a vit\u00f3ria que os contribuintes tiveram no STF.<\/p>\n\n\n\n<p>O regime do ICMS \u00e9 n\u00e3o cumulativo. Isso quer dizer que o que a empresa paga na etapa anterior, ao adquirir a mercadoria para revenda, serve como cr\u00e9dito para abater na etapa subsequente.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem poder fazer a gest\u00e3o dos cr\u00e9ditos \u2014 escolher se mant\u00eam na origem ou no destino \u2014 pode haver um desequil\u00edbrio no fluxo de caixa. \u00c9 que para algumas empresas n\u00e3o faz sentido transferir o cr\u00e9dito se, no Estado de destino, houver pouco ICMS a pagar e no de origem muito.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessas situa\u00e7\u00f5es, segundo os advogados, vai sobrar cr\u00e9dito no Estado de destino do produto e faltar cr\u00e9dito no Estado de origem, obrigando a empresa a desembolsar mais, em dinheiro, nos pagamentos de ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/01\/confaz-edita-nova-regra-para-o-uso-de-creditos-de-icms-pelo-varejo.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/01\/confaz-edita-nova-regra-para-o-uso-de-creditos-de-icms-pelo-varejo.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto regulamenta tributa\u00e7\u00e3o de trusts no Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei Complementar (PLP) 145\/22, em tramita\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara dos Deputados, regulamenta o instituto do trust, instrumento de sucess\u00e3o familiar do direito internacional ainda in\u00e9dito no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta prev\u00ea regras sobre a tributa\u00e7\u00e3o dos bens do trust e dos rendimentos associados a esse patrim\u00f4nio. O texto tamb\u00e9m disciplina os efeitos produzidos, no Brasil, por trusts formados no exterior.<\/p>\n\n\n\n<p>O trust \u00e9 um instrumento por meio do qual um instituidor transfere a propriedade de bens (como im\u00f3veis e dinheiro) para que um administrador (o trustee) os gerencie em prol de um terceiro (benefici\u00e1rio). Este pode ser o pr\u00f3prio instituidor ou outros nomeados por ele, como filhos.<\/p>\n\n\n\n<p>O objetivo do projeto, segundo seu autor, ex-deputado Eduardo Cury (SP), \u00e9 trazer seguran\u00e7a jur\u00eddica para os contribuintes. \u201cEles passar\u00e3o a ter clareza sobre como dever\u00e3o ser tributados os trusts no Brasil\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Cury lembra ainda que a proposta n\u00e3o visa criar o trust, apenas disciplin\u00e1-lo. A tarefa de cria\u00e7\u00e3o coube a um projeto j\u00e1 aprovado na C\u00e2mara (PL 4758\/20, do ex-deputado Enrico Misasi (SP), atualmente em tramita\u00e7\u00e3o no Senado. Cury relatou a proposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Forma\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o PLP 145\/22, o benefici\u00e1rio poder\u00e1 ser potencial (pessoa favorecida pelo trust, mas que ainda n\u00e3o adquiriu direito sobre o patrim\u00f4nio) ou efetivo (pessoa que j\u00e1 adquiriu, de forma incondicional, direito sobre o patrim\u00f4nio do trust). A tributa\u00e7\u00e3o sobre a renda, por exemplo, incidir\u00e1 apenas quando o benefici\u00e1rio se tornar efetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto esclarece que o trust ser\u00e1 regido pela lei indicada no seu contrato de constitui\u00e7\u00e3o, mesmo que de pa\u00eds estrangeiro, ou, na falta de indica\u00e7\u00e3o, pelas normas de direito internacional privado. A justi\u00e7a brasileira n\u00e3o poder\u00e1 julgar a\u00e7\u00f5es sobre trust com cl\u00e1usula de elei\u00e7\u00e3o de foro no exterior, exceto sobre a\u00e7\u00f5es de natureza tribut\u00e1ria relacionadas a tributos brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Tributa\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta prev\u00ea que as opera\u00e7\u00f5es dos trusts ter\u00e3o incid\u00eancia de tr\u00eas tributos:<\/p>\n\n\n\n<p>Imposto de Renda (IR)<\/p>\n\n\n\n<p>Imposto de Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o (ITCMD, estadual)<\/p>\n\n\n\n<p>Imposto de Transmiss\u00e3o de Bens Im\u00f3veis (ITBI, municipal).<\/p>\n\n\n\n<p>O texto define os fatos geradores e as hip\u00f3teses de isen\u00e7\u00e3o. Por exemplo, n\u00e3o haver\u00e1 incid\u00eancia de ITCMD e ITBI na transfer\u00eancia de bens ao trustee para forma\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio do trust. Mas o ITCMD ser\u00e1 devido a partir do momento em que o benefici\u00e1rio potencial tornar-se efetivo. O ITBI poder\u00e1 ser cobrado em outras hip\u00f3teses, como compra de im\u00f3veis com recursos gerados pelo pr\u00f3prio trust.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao IR, o acr\u00e9scimo patrimonial decorrente da transforma\u00e7\u00e3o em benefici\u00e1rio efetivo ser\u00e1 considerado como doa\u00e7\u00e3o, estando isento (exceto se for pessoa jur\u00eddica), devendo, no entanto, constar na declara\u00e7\u00e3o de bens. O texto define ainda as situa\u00e7\u00f5es que os bens geram ganho de capital e s\u00e3o tributados pelo IR.<\/p>\n\n\n\n<p>Tramita\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Sujeito \u00e0 an\u00e1lise do Plen\u00e1rio da C\u00e2mara, o projeto ser\u00e1 avaliado inicialmente nas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/981455-projeto-regulamenta-tributacao-de-trusts-no-brasil\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/981455-projeto-regulamenta-tributacao-de-trusts-no-brasil\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto quer aumento do limite de faturamento de ME e EPP<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente em posse da Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) do Senado para exame de emendas, o Projeto de Lei Complementar (PLP) n\u00b0 127, de 2021, que atualiza os limites de receita bruta anual para enquadramento de microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) no Simples Nacional, ser\u00e1 votado em regime de urg\u00eancia pelo Senado Federal. Se aprovado, ser\u00e1 analisado pela C\u00e2mara dos Deputados e, em seguida, enviado para san\u00e7\u00e3o presidencial.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, para que as empresas se enquadrem no regime do Simples Nacional, sua receita bruta em cada ano-calend\u00e1rio deve ser de no m\u00e1ximo R$ 4,8 milh\u00f5es, no caso de empresas de pequeno porte, e de no m\u00e1ximo R$ 360 mil, no caso de microempresas. O Projeto prev\u00ea a altera\u00e7\u00e3o desses limites para, respectivamente, R$ 5,7 milh\u00f5es e R$ 427,5 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro crit\u00e9rio a ser cumprido pelas empresas para se enquadrarem nesse tipo de regime \u00e9 ter seu campo de atua\u00e7\u00e3o contemplado nele. \u00c9 preciso, portanto, que a atividade econ\u00f4mica prestada (ou o conjunto de servi\u00e7os executados) conste na tabela de Classifica\u00e7\u00e3o Nacional de Atividades Econ\u00f4micas (Cnae), com seu respectivo c\u00f3digo e a informa\u00e7\u00e3o de que a tributa\u00e7\u00e3o pelo Simples Nacional \u00e9 permitida.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os advocat\u00edcios, por exemplo, o c\u00f3digo utilizado \u00e9 o 6911-7\/01, que compreende a representa\u00e7\u00e3o legal dos interesses de uma parte contra outra, diante de tribunais ou de outros \u00f3rg\u00e3os judiciais, realizada por advogado ou sob sua supervis\u00e3o. \u201cPara as empresas, ganhar dos \u00f3rg\u00e3os fiscais esse benef\u00edcio, que significa uma redu\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria incidente sobre a atividade econ\u00f4mica, \u00e9 uma grande oportunidade e pode ser visto como um incentivo ao seu desenvolvimento\u201d, afirma Ricardo Marquart, diretor executivo do escrit\u00f3rio CPA Prime Contabilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Advocacia e o Simples Nacional<\/p>\n\n\n\n<p>O Simples Nacional para profissionais de direito se tornou realidade ap\u00f3s a entrada em vigor da Lei Complementar n\u00ba 147, de 2014. A partir de ent\u00e3o, todo escrit\u00f3rio de advocacia passou a ter o direito de optar pelo Simples Nacional se seu faturamento estiver dentro da faixa permitida, podendo incidir sobre ele al\u00edquota \u00fanica que vai de 4,5% a 16,85% de tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), atuam hoje no pa\u00eds cerca de 1,3 milh\u00e3o de profissionais da categoria, o que representa uma m\u00e9dia de 667 advogados para cada 100 mil habitantes. C\u00e1lculos da mesma entidade revelam que, no que diz respeito \u00e0 propor\u00e7\u00e3o de advogados por habitante, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o diretor executivo do CPA Prime Contabilidade, o Simples Nacional \u00e9 uma oportunidade dada especialmente aos pequenos escrit\u00f3rios para que consigam iniciar suas atividades sem precisar arcar com custos elevados de impostos. Uma pesquisa in\u00e9dita realizada em 2021 pelo Datafolha, com o objetivo de tra\u00e7ar o perfil da advocacia no Brasil, revelou que 27% dos advogados do pa\u00eds atuavam em escrit\u00f3rios, o que significa que o benef\u00edcio atinge uma parcela consider\u00e1vel de profissionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Marquart explica, ainda, que, pelo regime simplificado, o empres\u00e1rio paga at\u00e9 oito tributos em uma \u00fanica via de recolhimento. S\u00e3o eles: imposto de renda da pessoa jur\u00eddica (IRPJ), tributo do Programa de Integra\u00e7\u00e3o Social (PIS), contribui\u00e7\u00e3o para o financiamento da Seguridade Social (Cofins), contribui\u00e7\u00e3o social sobre o lucro l\u00edquido (CSLL), contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal, imposto sobre produtos industrializados (IPI) \u2013 exclusivo para ind\u00fastrias \u2013, imposto sobre servi\u00e7os de qualquer natureza (ISS) \u2013 exclusivo para presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os \u2013 e imposto sobre circula\u00e7\u00e3o de mercadorias e presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os (ICMS).<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT), o Simples Nacional pode ou n\u00e3o ser mais vantajoso do que o regime do lucro presumido, dependendo da faixa de rendimento da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Garantir que as obriga\u00e7\u00f5es fiscais e tribut\u00e1rias sejam devidamente cumpridas de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o em vigor imp\u00f5e-se como mais um desafio ap\u00f3s a abertura de um neg\u00f3cio. \u201cDevido \u00e0s constantes mudan\u00e7as na legisla\u00e7\u00e3o e \u00e0 grande dificuldade de interpret\u00e1-las, torna-se dif\u00edcil para os empres\u00e1rios atender a tantas demandas fiscais, cont\u00e1beis e trabalhistas\u201d, avalia Ricardo Marquart.<\/p>\n\n\n\n<p>Marquart ressalta a import\u00e2ncia de contar com um servi\u00e7o de consultoria cont\u00e1bil para garantir a sa\u00fade financeira de um neg\u00f3cio e assegurar o correto cumprimento de suas obriga\u00e7\u00f5es financeiras, fiscais e tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/patrocinado\/dino\/noticia\/2023\/11\/01\/projeto-quer-aumento-do-limite-de-faturamento-de-me-e-epp.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/patrocinado\/dino\/noticia\/2023\/11\/01\/projeto-quer-aumento-do-limite-de-faturamento-de-me-e-epp.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal efetiva, em \u00e2mbito nacional, o novo contencioso administrativo de aplica\u00e7\u00e3o da pena de perdimento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Receita Federal, visando otimizar e imprimir celeridade no julgamento de processos relativos \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de penalidade de perdimento, editou a Portaria RFB 371\/2023, publicada no Di\u00e1rio Oficial, a qual, em conjunto com a Portaria RFB n\u00ba 348\/2023, efetiva o funcionamento do Centro Nacional de Julgamento de Penalidades Aduaneiras (Cejul), instituindo a Enaj e a 1\u00aa C\u00e2mara Recursal, estruturas virtuais, de car\u00e1ter nacional, que atuar\u00e3o no julgamento de processos desta natureza, tanto em 1\u00aa quanto em 2\u00aa inst\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>A instaura\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito da Receita Federal deste novo contencioso administrativo aduaneiro \u00e9 mais uma iniciativa institucional, no sentido de conferir tratamento diferenciado aos contribuintes, que, por meio de duplo grau, ter\u00e3o respostas mais c\u00e9leres \u00e0s suas demandas, tanto por meio de decis\u00f5es monocr\u00e1ticas, em face das impugna\u00e7\u00f5es apresentadas na 1\u00aa inst\u00e2ncia, quanto no recurso volunt\u00e1rio em 2\u00aa inst\u00e2ncia, onde ter\u00e3o a oportunidade de incrementar sua participa\u00e7\u00e3o de forma mais ativa no julgamento dos processos de perdimento, especialmente, em raz\u00e3o da possibilidade de encaminhamento de sustenta\u00e7\u00e3o oral por meio de v\u00eddeo gravado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para recorrer ou mesmo fazer sustenta\u00e7\u00e3o oral, o contribuinte pode faz\u00ea-lo pessoalmente ou designar um representante legal. Para tal, basta gravar um v\u00eddeo ou \u00e1udio simples, com um tempo m\u00e1ximo de 10 min de dura\u00e7\u00e3o, e envi\u00e1-lo, no prazo de at\u00e9 dois dias \u00fateis antes da sess\u00e3o de julgamento, conforme disp\u00f5e a Portaria RFB n\u00ba 348\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p>A celeridade no julgamento das impugna\u00e7\u00f5es e recursos volunt\u00e1rios no \u00e2mbito do perdimento na Receita Federal \u00e9 uma resposta tanto aos anseios dos contribuintes, que buscam ter a decis\u00e3o final de seu processo no tempo previsto em lei, bem como \u00e0 efetiva\u00e7\u00e3o do compromisso firmado pelo Brasil em acordos internacionais, de adequar o rito processual de aplica\u00e7\u00e3o e julgamento dessas penalidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Resultados promissores<\/p>\n\n\n\n<p>Diante da nova sistem\u00e1tica implementada e que levar\u00e1 \u00e0 moderniza\u00e7\u00e3o do processo administrativo aduaneiro, relativo ao perdimento, no \u00e2mbito da Receita Federal, ser\u00e1 poss\u00edvel entregar resultados positivos, muito em breve, especialmente, no que se refere \u00e0 uniformiza\u00e7\u00e3o, especializa\u00e7\u00e3o, gest\u00e3o do processo de trabalho, entre outros benef\u00edcios que o Cejul pode trazer.<\/p>\n\n\n\n<p>Confira as principais mudan\u00e7as no contencioso de perdimento na RFB promovidas por meio da Portarias RFB n\u00ba 348\/2023 e 371\/2023, em conson\u00e2ncia com a Portaria Normativa MF n\u00ba 1005\/2023 e a Lei n\u00ba 14.651\/2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Institui\u00e7\u00e3o do Centro de Penalidades Aduaneiras (Cejul);<\/p>\n\n\n\n<p>Implementa\u00e7\u00e3o da Enaj \u2013 Equipe Nacional de Julgamento de Perdimento;<\/p>\n\n\n\n<p>Implementa\u00e7\u00e3o da 1\u00aa C\u00e2mara Recursal, nacional, para julgamento colegiado em 2\u00aa inst\u00e2ncia;<\/p>\n\n\n\n<p>Pautas publicadas no DOU para julgamento na C\u00e2mara Recursal;<\/p>\n\n\n\n<p>Possibilidade de sustenta\u00e7\u00e3o oral por \u00e1udio\/ v\u00eddeo gravado;<\/p>\n\n\n\n<p>Resultado do julgamento (atas) publicado no s\u00edtio da RFB;<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2023\/novembro\/receita-federal-efetiva-em-ambito-nacional-o-novo-contencioso-administrativo-de-aplicacao-da-pena-de-perdimento\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2023\/novembro\/receita-federal-efetiva-em-ambito-nacional-o-novo-contencioso-administrativo-de-aplicacao-da-pena-de-perdimento<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 256, de 25 de outubro de 2023<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Trata de Contribui\u00e7\u00f5es Sociais Previdenci\u00e1rias, dispondo que a reten\u00e7\u00e3o de 3,5% sobre o valor bruto da nota fiscal ou fatura, no caso de contrata\u00e7\u00e3o, para execu\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os mediante cess\u00e3o de m\u00e3o de obra, de empresas que estejam sujeitas \u00e0 CPRB, prevista no art. 11 da IN RFB n\u00ba 2.053, de 2021, aplica-se apenas aos servi\u00e7os listados nos arts. 111 e 112 da IN RFB n\u00ba 2.110, de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>As atividades de arquitetura de software, desenvolvimento de sistemas, administra\u00e7\u00e3o de dados e administra\u00e7\u00e3o de redes, n\u00e3o est\u00e3o sujeitas \u00e0 referida reten\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, ressalvadas as hip\u00f3teses compreendidas nos incisos V e VI do art. 111 da IN RFB n\u00ba 2.110, de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Estar\u00e1 configurada a cess\u00e3o de m\u00e3o de obra caso estejam presentes, concomitantemente, as condi\u00e7\u00f5es do art. 108, \u00a71\u00ba, I a III, da IN RFB 2.110, de 2022. Ressalte-se que a caracteriza\u00e7\u00e3o da cess\u00e3o de m\u00e3o de obra independe da exist\u00eancia de poder de ger\u00eancia ou dire\u00e7\u00e3o do tomador do servi\u00e7o sobre os trabalhadores colocados \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134504\">http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134504<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Al\u00edquota-base da reforma tribut\u00e1ria vai subir. Entenda por que e qual o impacto disso<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto de 0,5 ponto porcentual sobre a al\u00edquota-base da reforma tribut\u00e1ria, anunciado ontem pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reflete a inclus\u00e3o de novos setores e atividades entre os que ter\u00e3o direito a regime espec\u00edfico ou al\u00edquota diferenciada.<\/p>\n\n\n\n<p>Relator da reforma no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM) incluiu outros setores e atividades nas listas de tratamento diferenciado, como ag\u00eancias de viagem, concess\u00e3o de rodovias, miss\u00f5es diplom\u00e1ticas, servi\u00e7os de saneamento e telecomunica\u00e7\u00f5es, que ter\u00e3o regimes espec\u00edficos.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o economista e advogado Eduardo Fleury, as inclus\u00f5es que mais impactaram o aumento da carga foram a dos setores de saneamento e concess\u00e3o de rodovias. Segundo o s\u00f3cio da FCR Law consultor externo do Banco Mundial, isso ocorre porque ambos t\u00eam um percentual alto de consumo final pelas pessoas f\u00edsicas.<\/p>\n\n\n\n<p>As demais inclus\u00f5es t\u00eam impacto menor ou at\u00e9, avalia Fleury. \u201cRestaura\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dios hist\u00f3ricos e bens e servi\u00e7os relacionados \u00e0 soberania nacional, por exemplo, s\u00e3o consumidos s\u00f3 por governos. Nesse caso, n\u00e3o importa se a al\u00edquota \u00e9 cheia ou zero\u201d, exemplifica.<\/p>\n\n\n\n<p>Tema que causou bastante pol\u00eamica ao ser anunciado, a cria\u00e7\u00e3o deu uma quarta al\u00edquota (30% de desconto) para profiss\u00f5es regulamentadas &#8211; como advogados, m\u00e9dicos, arquitetos, dentistas, entre outros &#8211; tem efeito pequeno sobre a aliquota-base, diz o Fleury, j\u00e1 que a medida beneficia uma parcela muito pequena dentro desses grupos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele d\u00e1 como exemplo a advocacia e contabilidade. Segundo dados da matriz insumo-produto brasileira, 92% do faturamento das empresas dessa \u00e1rea vem de servi\u00e7os a outras empresas &#8211; que geram cr\u00e9dito tribut\u00e1rio. &#8220;Dentro dos 8% restantes, 70% s\u00e3o servi\u00e7os prestados aos 30% mais ricos, que n\u00e3o v\u00e3o deixar pagar por ele. Ou seja, o resultado efetivo de uma medida que atraiu muita aten\u00e7\u00e3o e gerou grande revolta \u00e9 nulo para a grande parte da categoria\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Haddad prometeu apresentar uma nova vers\u00e3o do estudo que revela o impacto individual de cada exce\u00e7\u00e3o proposta pelos parlamentares na al\u00edquota-base do IVA.<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira vers\u00e3o, divulgada durante a tramita\u00e7\u00e3o na C\u00e2mara, o trabalho mostrou que as propostas dos deputados acrescentariam at\u00e9 cinco pontos porcentuais ao novo tributo, inicialmente calculado entre 20,73% e 22,02%. A medida de maior impacto individual \u2014 at\u00e9 1,79 ponto \u2014 foi a redu\u00e7\u00e3o, pela metade, nas taxas para cesta b\u00e1sica e produtos agropecu\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Maior IVA do Mundo<\/p>\n\n\n\n<p>Ontem, Haddad afirmou que as mundan\u00e7as introduzidas no Senado elevam a proje\u00e7\u00e3o do novo imposto para uma faixa entre 25,95% at\u00e9 27,5%. Com isso, o Brasil pode superar a Hungria como o pa\u00eds que cobra hoje a maior al\u00edquota IVA do mundo. A al\u00edquota do pa\u00eds europeu \u00e9 de 27%.<\/p>\n\n\n\n<p>Caminhando para um sistema marginalmente melhor. No fim do dia, era um aluno que tinha 9 e no fim vai passar com nota 5. A proposta do senado estabelece v\u00e1rias diferencia\u00e7\u00f5es que era o principal a combater desde o in\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstamos caminhando para ter uma reforma apenas marginalmente melhor. Ela come\u00e7ou como aluno nota 9 e agora \u00e9 um aluno nota 5\u201d, diz o economista da XP Investimentos, Tiago Sbardelotto. \u201cNossos pares na Am\u00e9rica Latina t\u00eam al\u00edquotas entre 15% a 20%. N\u00e3o faz sentido ter um tratamento favorecido para parcela da popula\u00e7\u00e3o que est\u00e1 na mais alta renda. Estamos institucionalizando abismo social na Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Fleury alerta que a discuss\u00e3o sobre o maior IVA do mundo come\u00e7a do ponto de partida errado. &#8220;A quest\u00e3o \u00e9 que n\u00f3s j\u00e1 temos a maior tributa\u00e7\u00e3o sobre consumo do mundo. O problema \u00e9 que o brasileiro n\u00e3o sabe o quanto paga, porque o sistema \u00e9 muito confuso. Essa al\u00edquota que pode chegar a 27,5% \u00e9 calculada para ser neutra do ponto de vista da arrecada\u00e7\u00e3o. E o Brasil arrecada 45% tributando o consumo\u201d, diz. \u201cNa Inglaterra, essa fatia \u00e9 33%, por exemplo. Se quisermos baixar o IVA, podemos aumentar a tributa\u00e7\u00e3o da renda, por exemplo.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Para Silvio Campos Neto, economista s\u00eanior da Tend\u00eancias, uma al\u00edquota mais alta mexe na competitividade do pa\u00eds. \u201cOnera mais os bens e servi\u00e7os finais consumidos no Brasil, e mant\u00e9m os produtos daqui em desvantagem em rela\u00e7\u00e3o ao de pa\u00edses com carga mais baixa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele pondera que, apesar dos percal\u00e7os, o saldo final da reforma segue positivo. \u201cAs empresas ter\u00e3o um ganho enorme com um sistema tribut\u00e1rio mais simples e tamb\u00e9m com uma menor litigiosidade. Vai ser uma mudan\u00e7a bem expressiva. E a nossa al\u00edquota tamb\u00e9m n\u00e3o pode ser baixa, dado que o pa\u00eds tem tanta demanda por gastos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Nova exce\u00e7\u00f5es<\/p>\n\n\n\n<p>O parecer de Braga ainda precisa ser aprovado no Senado antes de voltar \u00e0 C\u00e2mara, o que abre chance de novas altera\u00e7\u00f5es e exce\u00e7\u00f5es serem inclu\u00eddas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Sbardelotto, da XP, o maior risco \u00e9 a manuten\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios tribut\u00e1rios federais at\u00e9 2032 para o setor automotivo. \u201cFoi reinclu\u00eddo pelo relator e pode se tornar uma porta de entrada para que outros setores pleiteiem benef\u00edcio semelhante. Sempre haver\u00e1 algo merit\u00f3rio para embasar um pedido de benef\u00edcio\u201d, lembra.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o economista da Tend\u00eancias teme que a reforma n\u00e3o seja votada este ano. \u201cExiste um senso de urg\u00eancia porque, se n\u00e3o votar esse ano, outras pautas priorit\u00e1rias come\u00e7ar\u00e3o a surgir e corre-se o risco de deixar a tribut\u00e1ria para tr\u00e1s.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para Fleury, o espa\u00e7o para novas exce\u00e7\u00f5es espa\u00e7o \u00e9 menor, dado que uma al\u00edquota cada vez mais alta \u201ccome\u201d o ganho que alguns setores contam que v\u00e3o ter com a reforma. Eletricidade e telecomunica\u00e7\u00f5es est\u00e3o entre os setores que dever\u00e3o pagar menos tributos, exemplifica.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele nota tamb\u00e9m que os diferentes entes da Uni\u00e3o poder\u00e3o exercer press\u00e3o contr\u00e1ria durante a tramita\u00e7\u00e3o das leis complementares. &#8220;Acredito que os governos n\u00e3o est\u00e3o prestando tanta aten\u00e7\u00e3o ao assunto neste momento. Mas quando chegar a discuss\u00e3o das leis complementares, eles podem voltar a agir para evitar que regimes favorecidos se espalhem, porque isso significa perda de receita.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>O consultor do Banco Mundial tamb\u00e9m entende que a proposta segue positiva. &#8220;N\u00e3o apenas comparando com o que a gente tem atualmente, mas com o sistema em outros pa\u00edses. A gente sonha em ter um IVA \u00fanico como a Austr\u00e1lia ou a Nova Zel\u00e2ndia. Mas a Nova Zel\u00e2ndia tem 19 grupos favorecidos, briga sobre o que \u00e9 alimento, se ele pode ser produzido em restaurante ou n\u00e3o, enfim, as mesmas discuss\u00f5es&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/11\/03\/aliquota-base-da-reforma-tributaria-vai-subir-entenda-por-que-e-qual-o-impacto-disso.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/11\/03\/aliquota-base-da-reforma-tributaria-vai-subir-entenda-por-que-e-qual-o-impacto-disso.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda as novas regras que facilitam a negocia\u00e7\u00e3o de d\u00e9bitos com a PGFN<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 04\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Este m\u00eas come\u00e7aram a valer as mais novas regras para a negocia\u00e7\u00e3o do pagamento de d\u00e9bitos tribut\u00e1rios com a Fazenda Nacional. Elas foram editadas com o objetivo de facilitar a transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>A especialista Barbara Pomm\u00ea Gama, advogada tributarista e s\u00f3cia do Dalazen, Pessoa &amp; Bresciani Advogados, destaca a maior transpar\u00eancia que a Portaria n\u00ba 1.241 traz para a determina\u00e7\u00e3o da Capacidade de Pagamento (Capag) dos contribuintes. Na transa\u00e7\u00e3o, \u00e9 a Capag que estabelece qual o percentual do desconto e demais benef\u00edcios que o devedor ter\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas j\u00e1 chegaram a ir \u00e0 Justi\u00e7a para tentar mudar a Capag apontada pela PGFN. Basearam os processos em laudo pericial, ap\u00f3s n\u00e3o conseguirem a revers\u00e3o na esfera administrativa e, ainda, sem entender por quais motivos a PGFN havia imputado uma Capag que dava a ela menos descontos.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a maior transpar\u00eancia, h\u00e1 chance desse tipo de lit\u00edgio diminuir no Judici\u00e1rio. Mas a Portaria 1241 traz ainda outras novidades, que agora entram em vigor e beneficiam inclusive empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial. A advogada Barbara Pomm\u00ea Gama explica quais s\u00e3o os impactos concretos dessa norma em nove perguntas e respostas:<\/p>\n\n\n\n<p>1- Quais s\u00e3o as principais mudan\u00e7as para a transa\u00e7\u00e3o trazidas pela Portaria PGFN n\u00ba 1.241?<\/p>\n\n\n\n<p>As principais altera\u00e7\u00f5es trazidas pela Portaria PGFN n\u00ba 1.241\/2023 foram:<\/p>\n\n\n\n<p>Obriga\u00e7\u00e3o da PGFN disponibilizar informa\u00e7\u00f5es detalhadas sobre a forma de aferi\u00e7\u00e3o da Capag dos contribuintes;<\/p>\n\n\n\n<p>Obriga\u00e7\u00e3o de cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel pela PGFN na formaliza\u00e7\u00e3o das transa\u00e7\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>Para empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial, a permiss\u00e3o para que cr\u00e9ditos de preju\u00edzo fiscal sejam usados em transa\u00e7\u00f5es fiscais por \u201cades\u00e3o\u201d, ou seja, que s\u00e3o aquelas propostas pela PGFN e que sejam firmadas diretamente em seu site, sem a necessidade de negocia\u00e7\u00e3o direta com procuradores.<\/p>\n\n\n\n<p>2- O que \u00e9 a Capag e por que ela \u00e9 importante na transa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>A Capacidade de Pagamento (Capag) \u00e9 o crit\u00e9rio usado pela PGFN para aferir o percentual m\u00e1ximo de desconto que pode ser aplicado para cada contribuinte. Como as transa\u00e7\u00f5es t\u00eam o objetivo de recuperar cr\u00e9ditos irrecuper\u00e1veis ou de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o, quanto menor a Capag do contribuinte, maior o desconto oferecido pela PGFN e maior o percentual de preju\u00edzo fiscal que poder\u00e1 ser usado para pagar o saldo residual de d\u00e9bitos.<\/p>\n\n\n\n<p>3- Como era classificada a Capag antes e como passa a ser agora?<\/p>\n\n\n\n<p>A Capag, de forma resumida, atesta a capacidade ou incapacidade do contribuinte em amortizar a sua d\u00edvida tribut\u00e1ria nos pr\u00f3ximos 60 meses, conforme o artigo 21 da Portaria PGFN n\u00ba 6.757, de 2022. A Portaria 1.241 n\u00e3o alterou a forma de aferi\u00e7\u00e3o da Capag, mas possibilitou maior transpar\u00eancia em seu c\u00e1lculo, j\u00e1 que o contribuinte sempre teve dificuldade em entender e, portanto, questionar a Capag que lhe era imposta diretamente pelo site do &#8220;Regularize&#8221; [portal digital de servi\u00e7os da PGFN].<\/p>\n\n\n\n<p>4- Quais documentos ou laudos podem atestar a Capag de uma empresa?<\/p>\n\n\n\n<p>Para corroborar uma Capag menor que a auferida pela PGFN, o contribuinte pode apresentar:<\/p>\n\n\n\n<p>Laudo t\u00e9cnico firmado por profissional habilitado, bem como do Balan\u00e7o Patrimonial, da Demonstra\u00e7\u00e3o de Resultados e da Demonstra\u00e7\u00e3o do Fluxo L\u00edquido de Caixa dos dois \u00faltimos exerc\u00edcios e do exerc\u00edcio em curso;<\/p>\n\n\n\n<p>Rela\u00e7\u00e3o detalhada dos bens e direitos de propriedade do contribuinte;<\/p>\n\n\n\n<p>Rela\u00e7\u00e3o nominal completa dos credores, inclusive aqueles por obriga\u00e7\u00e3o de fazer ou de dar, com a indica\u00e7\u00e3o da natureza, da classifica\u00e7\u00e3o e do valor atualizado do cr\u00e9dito, discriminando sua origem e o regime dos respectivos vencimentos;<\/p>\n\n\n\n<p>Extratos atualizados das contas banc\u00e1rias e de suas eventuais aplica\u00e7\u00f5es financeiras de qualquer modalidade, com os respectivos saldos na data da impugna\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>Descri\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias, inclusive opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito com ou sem garantias pessoais, reais ou fidejuss\u00f3rias, contratos de aliena\u00e7\u00e3o ou cess\u00e3o fiduci\u00e1ria em garantia, inclusive cess\u00e3o fiduci\u00e1ria de direitos credit\u00f3rios ou de receb\u00edveis, al\u00e9m de outros documentos que julgar relevantes.<\/p>\n\n\n\n<p>5 &#8211; Se o contribuinte discorda da Capag pode recorrer no site da PGFN?<\/p>\n\n\n\n<p>Sim, o contribuinte ter\u00e1 30 dias da ci\u00eancia de sua Capag para apresentar pedido de revis\u00e3o diretamente no site da PGFN, o Regularize.<\/p>\n\n\n\n<p>6- Quais argumentos um contribuinte deve apresentar para tentar mudar a Capag?<\/p>\n\n\n\n<p>Para justificar uma Capag mais baixa que a determinada pela PGFN, o contribuinte deve demonstrar que \u00e9 incapaz de pagar toda a sua d\u00edvida tribut\u00e1ria nos pr\u00f3ximos 60 meses. Para tanto, pode apresentar todo tipo de documento cont\u00e1bil e fiscal que lhe seja espec\u00edfico e justifique a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica ruim na qual se encontra. Documentos e alega\u00e7\u00f5es gen\u00e9ricas sobre a economia, n\u00e3o trar\u00e3o efeitos pr\u00e1ticos. Por exemplo, se o contribuinte perdeu o seu maior contrato e espera uma redu\u00e7\u00e3o vertiginosa de seu faturamento, este \u00e9 um argumento importante a ser apresentado.<\/p>\n\n\n\n<p>7- Quais benef\u00edcios concretos \u00e9 poss\u00edvel obter em uma transa\u00e7\u00e3o por causa da Capag?<\/p>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o da Capag, os cr\u00e9ditos do contribuinte ser\u00e3o classificados como A, B, C ou D. Os contribuintes que t\u00eam Capag baixa, possuem cr\u00e9ditos de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o ou irrecuper\u00e1veis, classifica\u00e7\u00e3o C ou D. Para estes contribuintes, quanto menor a Capag, maior o desconto oferecido pela PGFN. Dito de outra forma, todos os benef\u00edcios de desconto, forma de pagamento privilegiada e uso de preju\u00edzo fiscal, dependem diretamente da comprova\u00e7\u00e3o de uma Capag baixa, havendo exce\u00e7\u00f5es apenas para casos espec\u00edficos como os das empresas em recupera\u00e7\u00e3o judicial, que sempre t\u00eam seus cr\u00e9ditos considerados como \u201cD\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>8- A PGFN tem prazo para responder a recurso sobre a Capag? Se ainda discordar, o contribuinte pode entrar com a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a?<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o h\u00e1 nas Portarias 6.757 ou 1.241 prazo espec\u00edfico para an\u00e1lise do pedido de revis\u00e3o da Capag. Mas, pela nossa experi\u00eancia, os julgamentos t\u00eam sido c\u00e9leres, no prazo m\u00e9dio de 60 dias. Caso o contribuinte discorde do resultado do pedido de revis\u00e3o de Capag, ainda pode entrar com a\u00e7\u00e3o judicial.<\/p>\n\n\n\n<p>9- A atual jurisprud\u00eancia sobre a Capag \u00e9 mais favor\u00e1vel ao contribuinte ou ao Fisco?<\/p>\n\n\n\n<p>Tratando-se de tema recente, ainda n\u00e3o h\u00e1 jurisprud\u00eancia formada sobre o assunto. Contudo, a jurisprud\u00eancia \u00e9 receosa em alterar ou analisar o m\u00e9rito de decis\u00f5es administrativas, restringindo-se, normalmente, a afastar erros grosseiros ou viola\u00e7\u00e3o a direitos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/04\/entenda-as-novas-regras-que-facilitam-a-negociacao-de-debitos-com-a-pgfn.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/04\/entenda-as-novas-regras-que-facilitam-a-negociacao-de-debitos-com-a-pgfn.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>AGENDA: \u00cdndices de corre\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas e do FGTS est\u00e3o na pauta do STF e do STJ<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 05\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A defini\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de corre\u00e7\u00e3o do Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS) e das d\u00edvidas civis est\u00e3o na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), respectivamente, nesta semana.<\/p>\n\n\n\n<p>No Supremo, pode ser analisado na quarta-feira o processo sobre a aplica\u00e7\u00e3o da Taxa Referencial (TR) como \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o dos saldos das contas vinculadas do FGTS. \u00c9 o terceiro item da pauta de julgamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 relevante para o governo. Pode causar uma despesa prim\u00e1ria de at\u00e9 R$ 8,6 bilh\u00f5es nos pr\u00f3ximos quatro anos para remunerar as contas vinculadas ao FGTS caso prevale\u00e7a o voto do relator, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro votou para afastar a TR e aplicar uma taxa de corre\u00e7\u00e3o que n\u00e3o seja inferior \u00e0 da caderneta de poupan\u00e7a. O ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a concordou. O julgamento ser\u00e1 retomado com o voto do ministro Nunes Marques, que havia pedido mais tempo para analisar o assunto (ADI 5090).<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a previs\u00e3o \u00e9 que o STF comece a sess\u00e3o de quarta-feira o julgamento sobre a validade da etapa de separa\u00e7\u00e3o judicial para os div\u00f3rcios no Brasil. Quatro ministros j\u00e1 votaram, contra o uso obrigat\u00f3rio mas divididos quanto \u00e0 exist\u00eancia desse instrumento no pa\u00eds ou sua extin\u00e7\u00e3o (RE 1167478).<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e1 na pauta a regulamenta\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a-paternidade (ADC 20). N\u00e3o haver\u00e1 decis\u00e3o sobre esse caso na quarta-feira. O relator, ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, poder\u00e1 ler o relat\u00f3rio e as sustenta\u00e7\u00f5es orais serem realizadas. Depois, ser\u00e1 marcada a data para o in\u00edcio da vota\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, consta ainda na pauta o julgamento de recursos (embargos de declara\u00e7\u00e3o) sobre a validade da terceiriza\u00e7\u00e3o em todas as atividades empresariais, incluindo a atividade fim da empresa (RE 958252).<\/p>\n\n\n\n<p>STJ e corre\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas<\/p>\n\n\n\n<p>A Corte Especial do STJ pode solucionar, na quinta-feira, qual \u00edndice deve ser aplicado na corre\u00e7\u00e3o do valor de d\u00edvidas e indeniza\u00e7\u00f5es. O valor da d\u00edvida pode mudar consideravelmente a depender do que ficar decidido &#8211; afetando devedores e credores em grandes disputas e o mercado de cr\u00e9ditos judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros analisam duas op\u00e7\u00f5es: a Selic, hoje em 12,25% ao ano, ou juros de 1% ao m\u00eas mais corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria conforme o \u00edndice adotado pela tabela do tribunal onde o caso for julgado (INPC ou IPCA, por exemplo).<\/p>\n\n\n\n<p>Por enquanto, quatro ministros j\u00e1 votaram, em sentidos opostos. O julgamento ser\u00e1 retomado com o voto do ministro Benedito Gon\u00e7alves.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o que ser\u00e1 tomada pelo STJ vai valer para as situa\u00e7\u00f5es em que os juros morat\u00f3rios n\u00e3o foram previamente convencionados. Pedidos de indeniza\u00e7\u00e3o que n\u00e3o decorrerem de rela\u00e7\u00e3o contratual &#8211; por acidentes ou danos ambientais, por exemplo &#8211; ou d\u00edvidas decorrentes de contratos que n\u00e3o preveem o percentual ser\u00e3o impactados (REsp 1795982).<\/p>\n\n\n\n<p>STF e \u2018quebra\u2019 de senten\u00e7as judiciais<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda na quinta-feira, o STF poder\u00e1 voltar a analisar uma das decis\u00f5es tribut\u00e1rias recentes mais relevantes: a que permitiu a \u201cquebra\u201d de senten\u00e7as definitivas para que seja aplicado o entendimento da Corte. Est\u00e3o na pauta recursos que foram apresentados pelos contribuintes contra decis\u00e3o do m\u00eas de fevereiro sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou definido que senten\u00e7as tribut\u00e1rias dadas como definitivas deixam de ter efeito sempre que houver um julgamento posterior na Corte em sentido contr\u00e1rio (RE 955227 e RE 949297).<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido, agora, \u00e9 para que os ministros voltem atr\u00e1s e impe\u00e7am cobran\u00e7as retroativas de tributos. Afirmam que essa decis\u00e3o, da forma como est\u00e1, provoca um rombo de bilh\u00f5es de reais no caixa das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento j\u00e1 foi iniciado no Plen\u00e1rio Virtual, e poder\u00e1 ser conclu\u00eddo no presencial. Em setembro, o relator, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, votou para rejeitar todos os pedidos dos contribuintes. A ministra Rosa Weber, que se aposentou em outubro, deixou o voto \u2013 tamb\u00e9m contr\u00e1rio \u00e0s empresas. Foram os \u00fanicos a votar.<\/p>\n\n\n\n<p>Contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>Na pauta de quinta-feira tamb\u00e9m pode ocorrer a conclus\u00e3o de outro caso tribut\u00e1rio relevante. O STF vai proclamar o resultado de uma a\u00e7\u00e3o proposta pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Frigor\u00edficos (Abrafrigo) sobre a possibilidade de o Fisco cobrar das empresas os valores que s\u00e3o devidos pelos agropecuaristas, pessoas f\u00edsicas fornecedores de seus associados, a t\u00edtulo de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto \u00e9 estimado em R$ 20,9 bilh\u00f5es na LDO de 2024 (ADI 4395).<\/p>\n\n\n\n<p>O tema come\u00e7ou a ser julgado em maio de 2020. Os ministros se dividiram sobre o julgamento. Em dezembro de 2022, no Plen\u00e1rio Virtual, os contribuintes sa\u00edram vencedores com um placar de seis votos a cinco. O ministro Gilmar Mendes, contudo, registrou que o resultado deveria ser proclamado de forma presencial.<\/p>\n\n\n\n<p>As entidades de classe que entraram com a a\u00e7\u00e3o se manifestaram dizendo que o resultado deveria ser proclamado. Mas a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) disse que o voto do ministro Marco Aur\u00e9lio, j\u00e1 aposentado, n\u00e3o tratou sobre a reten\u00e7\u00e3o do tributo na venda feita por produtor rural a pessoa jur\u00eddica (sub-roga\u00e7\u00e3o) e, portanto, os contribuintes n\u00e3o ganharam.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/05\/agenda-indices-de-correcao-de-dividas-e-do-fgts-estao-na-pauta-do-stf-e-do-stj.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/05\/agenda-indices-de-correcao-de-dividas-e-do-fgts-estao-na-pauta-do-stf-e-do-stj.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Manifesto do Comsefaz critica excessiva vincula\u00e7\u00e3o de regras entre CBS e IBS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Com apoio expl\u00edcito de 23 estados, o Comit\u00ea de Secret\u00e1rios Estaduais de Fazenda (Comsefaz) est\u00e1 cobrando mudan\u00e7as no texto da reforma tribut\u00e1ria, atualmente em tramita\u00e7\u00e3o no Senado e com previs\u00e3o de ser votada nessa semana na CCJ da Casa. Segundo o comit\u00ea, o texto tem se distanciado do objetivo que catalisou a defesa desse colegiado da proposta original de reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>A leitura dos secret\u00e1rios \u00e9 que o desenho do IBS (que substituir\u00e1 ICMS e ISS) ficou excessivamente vinculado ao da CBS (que substituir\u00e1 PIS\/Cofins e IPI). Essa situa\u00e7\u00e3o, segundo eles, \u00e9 agravada pelo fato de que, no desenho atual, a CBS entrar\u00e1 em vigor em 2027, muito antes do IBS (que tem um per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o mais longo) e acabar\u00e1 afetando a capacidade de os estados organizarem o novo tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO papel dos executivos estaduais foi sucessivamente esvaziado no tr\u00e2mite legislativo da proposta, o que est\u00e1 levando a uma federaliza\u00e7\u00e3o da administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria em n\u00edveis de centraliza\u00e7\u00e3o administrativa que rivalizam com aqueles que antecederam a redemocratiza\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, a partir de 1986\u201d, diz o manifesto. \u201cA Uni\u00e3o j\u00e1 arrecada mais de 2\/3 dos tributos brasileiros e est\u00e1 prestes a consolidar um quinh\u00e3o quase totalizante das receitas tribut\u00e1rias brasileiras, deixando aos estados e munic\u00edpios apenas os de cunho patrimonial, de baixo fluxo arrecadat\u00f3rio\u201d, completa o texto.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o documento, que ser\u00e1 divulgado nesta segunda-feira (6\/11), o texto da reforma atualmente \u201cn\u00e3o estabelece limites n\u00edtidos para evitar o avan\u00e7o da futura contribui\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os da Uni\u00e3o na base de incid\u00eancia do imposto subnacional\u201d. Para os estados, o artigo 149-B, que unifica as regras de CBS e IBS, fere a autonomia de estados e munic\u00edpios, concentrando as decis\u00e3o em n\u00edvel federal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs tributos federais estar\u00e3o em pleno funcionamento antes do tributo subnacional, que s\u00f3 vigorar\u00e1 em sua plenitude em 2033. A previs\u00e3o de travas efetivas para assegurar que n\u00e3o haver\u00e1 avan\u00e7o da Uni\u00e3o na base tribut\u00e1vel dos subnacionais \u00e9 necess\u00e1ria para que a diferen\u00e7a temporal n\u00e3o abra brechas para uma rodada de centraliza\u00e7\u00e3o de receitas, movimento habitual na hist\u00f3ria do federalismo brasileiro, que fragiliza a sustentabilidade fiscal de estados e munic\u00edpios\u201d, defendem.<\/p>\n\n\n\n<p>Os estados reclamam que a vincula\u00e7\u00e3o entre a CBS e o IBS ignora importantes diferen\u00e7as nas rela\u00e7\u00f5es entre os entes e o di\u00e1logo mais pr\u00f3ximo do governo federal com o Congresso. \u201cNo formato atual da PEC 45\/2019, o Governo Federal ter\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de definir as regras do imposto de compet\u00eancia de estados e munic\u00edpios, criando, na pr\u00e1tica, um IVA-Nacional. Os mecanismos atuais explicitados no relat\u00f3rio da PEC 45\/19 necessitam ser objeto de substancial aperfei\u00e7oamento para que n\u00e3o conspire contra o nosso j\u00e1 fragilizado ajuste federado\u201d, diz o Comsefaz, que refor\u00e7a seu compromisso em aprovar uma \u201creforma moderna, justa e com respeito ao Pacto Federativo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"ExX38gecnD\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/manifesto-do-comsefaz-critica-excessiva-vinculacao-de-regras-entre-cbs-e-ibs-06112023\">Manifesto do Comsefaz critica excessiva vincula\u00e7\u00e3o de regras entre CBS e IBS<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Manifesto do Comsefaz critica excessiva vincula\u00e7\u00e3o de regras entre CBS e IBS&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/manifesto-do-comsefaz-critica-excessiva-vinculacao-de-regras-entre-cbs-e-ibs-06112023\/embed#?secret=ExX38gecnD\" data-secret=\"ExX38gecnD\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O marco legal das stock options<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio de setembro, foi aprovado no Senado Federal o Projeto de Lei (PL) n\u00ba 2.724\/2022, que disp\u00f5e sobre o marco legal dos planos de outorga de op\u00e7\u00f5es de compra de participa\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias, comumente chamados de \u201cstock option plans\u201d, oferecendo a primeira regulamenta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica sobre o assunto no ordenamento jur\u00eddico brasileiro. Por ter inicia do no Senado, o projeto ainda carece de an\u00e1lise e vota\u00e7\u00e3o por parte da C\u00e2mara dos Deputados, mas j\u00e1 apresenta in\u00fameros pontos promissores para os contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Em linhas gerais, os stock option plans consistem em modalidade de incentivo a longo prazo utilizado no mercado para atra\u00e7\u00e3o e reten\u00e7\u00e3o de talentos e colaboradores em fun\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas. Para isso, empresas concedem op\u00e7\u00f5es de compra de a\u00e7\u00f5es para determinados colaboradores, garantindo-lhes o direito de, no futuro e sob certas condi\u00e7\u00f5es, adquirirem a\u00e7\u00f5es da companhia pelo pre\u00e7o em que as a\u00e7\u00f5es foram avaliadas no momento da outorga das op\u00e7\u00f5es, mesmo que o valor de mercado no futuro seja superior.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, a principal disposi\u00e7\u00e3o legal sobre o tema se encontra na Lei das Sociedades An\u00f4nimas (artigo 168, par\u00e1grafo 3\u00ba), que prev\u00ea genericamente a possibilidade de outorga de op\u00e7\u00e3o de compra de a\u00e7\u00f5es por parte das empresas aos seus administradores, empregados, ou a pessoas que prestem servi\u00e7os \u00e0 companhia.<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, do ponto de vista normativo, o instituto ainda carece de regulamenta\u00e7\u00e3o legal plena, situa\u00e7\u00e3o que gera ampla discuss\u00e3o em torno da natureza jur\u00eddica desses contratos e, especialmente, diverg\u00eancia quanto \u00e0s incid\u00eancias tribut\u00e1rias atreladas, gerando inseguran\u00e7a jur\u00eddica aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Receita Federal, esses contratos geralmente possuem natureza remunerat\u00f3ria, uma vez que a pr\u00f3pria ess\u00eancia do neg\u00f3cio celebrado pressup\u00f5e a exist\u00eancia de v\u00ednculo empregat\u00edcio direto ou indireto entre as partes, bem como porque grande parte dos requisitos para sua frui\u00e7\u00e3o exigem condi\u00e7\u00f5es ligadas ao contexto empregat\u00edcio (p.ex., manter-se no quadro de colaboradores at\u00e9 a data do exerc\u00edcio).<\/p>\n\n\n\n<p>Por essa raz\u00e3o, em regra, \u00e9 exigido pelo Fisco a tributa\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o no momento do exerc\u00edcio da op\u00e7\u00e3o, devendo ser recolhido o tributo sobre a diferen\u00e7a positiva entre o valor de mercado das a\u00e7\u00f5es adquiridas e o valor pago pelo colaborador. Ademais, como boa parte desses planos envolvem colaboradores que trabalham sob o regime CLT, o Fisco exige que essa diferen\u00e7a seja inclu\u00edda na folha de pagamento do colaborador como remunera\u00e7\u00e3o, incidindo IRRF e contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, a favor dos contribuintes, h\u00e1 o entendimento de que o gatilho tribut\u00e1rio da opera\u00e7\u00e3o ocorre apenas no momento da aliena\u00e7\u00e3o das participa\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias adquiridas no exerc\u00edcio da op\u00e7\u00e3o, tendo em vista que no momento da aquisi\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es n\u00e3o haveria qualquer ganho a ser apurado, vez que este ocorre apenas na ocasi\u00e3o da aliena\u00e7\u00e3o dos ativos e desde que o resultado da diferen\u00e7a entre o valor negociado na venda e o custo de aquisi\u00e7\u00e3o seja positivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Em raz\u00e3o dessa ampla discuss\u00e3o, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), em v\u00e1rias ocasi\u00f5es, j\u00e1 se manifestou sobre o tema, existindo entendimento pelo car\u00e1ter mercantil, que prev\u00ea o recolhimento do imposto apenas no momento da aliena\u00e7\u00e3o das participa\u00e7\u00f5es adquiridas pelo colaborador no momento do exerc\u00edcio, tal como ocorre nos ac\u00f3rd\u00e3os n\u00ba 2803-003.815, de 2014; n\u00ba 2401-003.890, de 2015; n\u00ba 9101-004.587, de 2019; e n\u00ba 2402-010.654, de 2021. Contudo, h\u00e1 tamb\u00e9m decis\u00f5es que conferem natureza remunerat\u00f3ria aos planos, exigindo a tributa\u00e7\u00e3o no momento do exerc\u00edcio das op\u00e7\u00f5es, assim como indicam os ac\u00f3rd\u00e3os n\u00ba 2401-003.891, de 2015; n\u00ba 2202-003.741, de 2017; 9202-006.628, de 2018; n\u00ba 2201-006.068, de 2020; e n\u00ba 9202-009.784, de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>No Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF-3), assim como no Carf, verifica-se que o posicionamento do tribunal \u00e9 misto sobre o tema, com decis\u00f5es a favor e contra o contribuinte. A favor dos contribuintes, temos os processos n\u00ba 5001768-54.2018. 4.03.6100, de 2020; n\u00ba 5021083- 34.2019.4.03.6100, de 2019; n\u00ba 5001768-54.2018.4.03.6100, de 2018; e n\u00ba 5021084-19.2019.4. 03.6100, de 2021. Por outro lado, a favor do Fisco h\u00e1 os ac\u00f3rd\u00e3os n\u00ba 5008897-13.2018.4.03.6100, de 2022; e n\u00ba 5002396-42.2017.4. 03.6144, de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse contexto, rompendo o cen\u00e1rio atual de inseguran\u00e7a jur\u00eddica e de ampla necessidade de judicializa\u00e7\u00e3o, o \u201cmarco legal dos stock options\u201d se encarrega de estabelecer a natureza jur\u00eddico-tribut\u00e1ria do tema, determinando que as op\u00e7\u00f5es de compra de participa\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias possuem natureza exclusivamente mercantil (artigo 2\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico), afastando qualquer interpreta\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria, a menos que haja descumprimento dos requisitos estabelecidos na lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos requisitos m\u00ednimos para a devida institui\u00e7\u00e3o e caracteriza\u00e7\u00e3o de um plano de stock option, conforme artigo 2\u00ba do PL, destacam-se: (i) outorga de direitos ou concess\u00e3o de op\u00e7\u00f5es de compra de a\u00e7\u00f5es; (ii) cumprimento de condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas necess\u00e1rias para o exerc\u00edcio do direito outorgado; e (iii) valor a ser pago pelo benefici\u00e1rio \u00e0 sociedade emissora. Inclusive, esses requisitos convergem com o que hoje j\u00e1 \u00e9 reconhecido pelo Judici\u00e1rio e pelo Carf como ind\u00edcios para o afastamento do car\u00e1ter remunerat\u00f3rio dos planos (presen\u00e7a de risco, onerosidade e liberdade de exerc\u00edcio das op\u00e7\u00f5es).<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, o Projeto de Lei n\u00ba 2.724\/2022 representa, sem d\u00favida, um grande avan\u00e7o para as empresas e contribuintes que, com a sua aprova\u00e7\u00e3o, ter\u00e3o um cen\u00e1rio tribut\u00e1rio menos hostil e incerto para instituir e aderir a essa modalidade de incentivo a longo prazo, reduzindo a necessidade de judicializa\u00e7\u00e3o e auferindo maior seguran\u00e7a jur\u00eddica aos envolvidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Milton Schivitaro e Nicolas Alvers s\u00e3o, advogados da \u00e1rea Tribut\u00e1ria Consultiva do Finocchio &amp; Ustra Advogados<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/o-marco-legal-das-stock-options.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/o-marco-legal-das-stock-options.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESTADUAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e3o Paulo pode cobrar R$ 8 milh\u00f5es de ITCMD por doa\u00e7\u00e3o de autom\u00f3vel<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de R$ 8 milh\u00f5es em Imposto de Transmiss\u00e3o Causa Mortis e Doa\u00e7\u00e3o (ITCMD) teriam deixado de entrar nos cofres do Estado de S\u00e3o Paulo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 doa\u00e7\u00e3o de autom\u00f3veis. O valor \u00e9 resultado do c\u00e1lculo realizado pela Secretaria da Fazenda e Planejamento estadual (Sefaz-SP) na nova fase da &#8220;Opera\u00e7\u00e3o Cruzamento&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao todo, conforme a Sefaz-SP, foram identificados 3.440 contribuintes com ind\u00edcios de terem recebido o ve\u00edculo em doa\u00e7\u00e3o, sem o pagamento do ITCMD. Quem n\u00e3o regularizar a situa\u00e7\u00e3o dever\u00e1 receber autua\u00e7\u00e3o fiscal e imposta multa de 100% do valor do imposto n\u00e3o recolhido.<\/p>\n\n\n\n<p>Na opera\u00e7\u00e3o, primeiro foram verificadas doa\u00e7\u00f5es de autom\u00f3veis entre pessoas que apresentam ind\u00edcio de grau de parentesco (mesmo endere\u00e7o declarado ou mesmo sobrenome), como entre pais e filhos. Foram identificadas situa\u00e7\u00f5es em que o novo propriet\u00e1rio do ve\u00edculo n\u00e3o possui rendimentos declarados \u00e0 Receita Federal que possibilitasse a compra do carro.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois, de acordo com a Sefaz, foi analisado se essa transfer\u00eancia de registro do carro foi declarada ao Fisco paulista como uma doa\u00e7\u00e3o, o que levaria \u00e0 obriga\u00e7\u00e3o de pagar o ITCMD. No Estado, a al\u00edquota do imposto \u00e9 de 4%.<\/p>\n\n\n\n<p>Os mais de 3 mil contribuintes identificados pelo Fisco paulista foram notificados, em junho, a apresentar documentos que comprovassem o pagamento do ve\u00edculo e a origem do dinheiro usado na transa\u00e7\u00e3o. A alternativa seria a autorregulariza\u00e7\u00e3o, o que, na pr\u00e1tica, seria como uma den\u00fancia espont\u00e2nea, em que o contribuinte quita o imposto devido e os juros pelo atraso (mora), sem penalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a Sefaz-SP, cerca de 55% dos notificados (1.877 contribuintes) n\u00e3o tomaram qualquer provid\u00eancia. Mas eles ter\u00e3o uma nova chance. A Sefaz-SP diz que ir\u00e1 notificar novamente esses contribuintes para fazerem a autorregulariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros 648 notificados em junho apresentaram documentos comprovando a compra do autom\u00f3vel com recursos do marido ou esposa (casados em comunh\u00e3o parcial ou total de bens). Mas 624 j\u00e1 fizeram a autorregulariza\u00e7\u00e3o, gerando um total de R$ 3,8 milh\u00f5es em ITCMD arrecadados.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;J\u00e1 291 contribuintes apresentaram documentos, mas n\u00e3o conseguiram demonstrar o pagamento do ve\u00edculo ou a origem dos recursos utilizados&#8221;, diz a Sefaz-SP. Eles ter\u00e3o um prazo de 30 dias para recolher o ITCMD ou comprovar que n\u00e3o houve doa\u00e7\u00e3o. Se todos estes fizerem a autorregulariza\u00e7\u00e3o, cerca de R$ 1 milh\u00e3o entrar\u00e1 nos cofres estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>Como se regularizar<\/p>\n\n\n\n<p>Para regularizar a situa\u00e7\u00e3o, basta acessar o portal da Sefaz-SP, fazer a declara\u00e7\u00e3o do ITCMD (doa\u00e7\u00e3o) e o pagamento correspondente. Tamb\u00e9m existe a possibilidade de parcelar o d\u00e9bito em 12 vezes.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem for notificado e quiser contestar a cobran\u00e7a dever\u00e1 apresentar, pelo e-mail itcmd@fazenda.sp.gov.br a argumenta\u00e7\u00e3o, acompanhada dos documentos que comprovem que a transfer\u00eancia n\u00e3o foi gratuita e a origem do dinheiro usado para o pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/01\/sao-paulo-pode-cobrar-r-8-milhoes-de-itcmd-por-doacao-de-automovel.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/01\/sao-paulo-pode-cobrar-r-8-milhoes-de-itcmd-por-doacao-de-automovel.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MUNICIPAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>C\u00e2mara Superior do Carf mant\u00e9m concomit\u00e2ncia de multas por unanimidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 31\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, os conselheiros da 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiram manter a concomit\u00e2ncia da multa de of\u00edcio e da penalidade por aus\u00eancia de estimativas mensais da empresa Metso Outotec Brasil Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Ltda.<\/p>\n\n\n\n<p>Os processos s\u00e3o o 16024.720004\/2017-26 e o 10855.724086\/2013-95.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, a contribuinte defendeu que a s\u00famula 105 do Carf pro\u00edbe a cobran\u00e7a. O texto define que \u201ca multa isolada por falta de recolhimento de estimativas, lan\u00e7ada com fundamento no art. 44 \u00a7 1\u00ba, inciso IV da Lei n\u00ba 9.430, de 1996, n\u00e3o pode ser exigida ao mesmo tempo da multa de of\u00edcio por falta de pagamento de IRPJ e CSLL apurado no ajuste anual, devendo subsistir a multa de of\u00edcio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os conselheiros, entretanto, o entendimento da s\u00famula foi derrubado ap\u00f3s a queda da lei que a embasa.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento \u00e9 distinto do tomado pela 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior, que negou a possibilidade de cobran\u00e7a concomitante das multas isolada e de of\u00edcio, por voto de qualidade, no in\u00edcio de outubro.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo processo, os conselheiros n\u00e3o conheceram a discuss\u00e3o sobre limites da coisa julgada em rela\u00e7\u00e3o a tributos recolhidos de forma continuada. Assim, manteve-se a decis\u00e3o da 1\u00aa Turma Ordin\u00e1ria da 2\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o, que julgou que a empresa dever\u00e1 pagar Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL), mesmo com decis\u00e3o transitada em julgado dispensando o pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento dos recursos extraordin\u00e1rios (RE) 955227 e 949297 (Tema 881), o Supremo Tribunal Federal entendeu que a decis\u00e3o definitiva sobre tributos recolhidos de forma continuada perde seus efeitos caso a Corte se pronuncie em sentido contr\u00e1rio. O tema ainda est\u00e1 pendente de an\u00e1lise de embargos de declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"QhYf8L4oC4\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/camara-superior-do-carf-mantem-concomitancia-de-multas-por-unanimidade-31102023\">C\u00e2mara Superior do Carf mant\u00e9m concomit\u00e2ncia de multas por unanimidade<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;C\u00e2mara Superior do Carf mant\u00e9m concomit\u00e2ncia de multas por unanimidade&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/camara-superior-do-carf-mantem-concomitancia-de-multas-por-unanimidade-31102023\/embed#?secret=QhYf8L4oC4\" data-secret=\"QhYf8L4oC4\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m tributa\u00e7\u00e3o sobre stock options por voto de qualidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 01\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por voto de qualidade, a 1\u00aa Turma da 4\u00aa C\u00e2mara da 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu que h\u00e1 incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias sobre o plano de stock options da contribuinte, Natura Cosm\u00e9ticos. Foi vencedora a posi\u00e7\u00e3o segundo a qual a compra de a\u00e7\u00f5es \u00e9 remunera\u00e7\u00e3o ao trabalho, sendo leg\u00edtima a tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo \u00e9 o 10825.720410\/2018-68.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, a Natura, parte do processo, argumentou que n\u00e3o deve ser considerado que h\u00e1 remunera\u00e7\u00e3o, pois os ativos pagos al\u00e9m do pre\u00e7o original de uma a\u00e7\u00e3o n\u00e3o representam ganho para o investidor.<\/p>\n\n\n\n<p>A contribuinte argumenta que o comprador da a\u00e7\u00e3o entra no plano com uma mera expectativa de valor. Somente transcorrido o vesting, per\u00edodo de matura\u00e7\u00e3o dos ativos, h\u00e1 a op\u00e7\u00e3o de pagar o pre\u00e7o, acrescido do \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo (IPCA). A tributa\u00e7\u00e3o, de acordo com os representantes da Natura, seria poss\u00edvel apenas no momento da liquida\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o foi finalizada com voto de qualidade. Ficaram vencidos os conselheiros Guilherme Paes De Barros Geraldi, Ana Carolina Da Silva Barbosa e Matheus Soares Leite.<\/p>\n\n\n\n<p>No Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), o tema poder\u00e1 ser analisado sob o rito dos recursos repetitivos por meio dos REsps 2.069.644\/SP, 2.070.059\/SP e 2.074.564\/SP. Ainda n\u00e3o h\u00e1 data para julgamento do tema pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o. Os ministros analisar\u00e3o se as stock options devem ser consideradas remunera\u00e7\u00e3o do trabalho, com a incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria e de Imposto de Renda, ou contrato mercantil, com a incid\u00eancia de Imposto de Renda sobre ganho de capital.<\/p>\n\n\n\n<p>Vista em outro processo<\/p>\n\n\n\n<p>Um segundo caso sobre stock options foi iniciado nesta quarta-feira pela mesma turma, por\u00e9m suspenso por pedido de vista. A contribuinte, Cogna, argumenta que, como uma holding, n\u00e3o h\u00e1 v\u00ednculo empregat\u00edcio entre a companhia e os empregados das empresas em que investe. Entre elas est\u00e1 o grupo Anhanguera e o Sistema Pit\u00e1goras.<\/p>\n\n\n\n<p>A Cogna explicou que o plano de stock options era volunt\u00e1rio, que houve onerosidade para os participantes e que eles correram risco com os ativos. A defesa da empresa ainda demonstrou que houve uma queda no valor das a\u00e7\u00f5es entre a disponibiliza\u00e7\u00e3o e a efetiva aquisi\u00e7\u00e3o pelos empregados.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, Wilsom de Moraes Filho, no entanto, afirmou que basta a converg\u00eancia de objetivos para considerar que h\u00e1 um v\u00ednculo empregat\u00edcio. Logo em seguida, a turma pediu vista.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema constava no processo 15504.721700\/2018-75.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"9XCsX3QSj8\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-tributacao-sobre-stock-options-por-voto-de-qualidade-01112023\">Carf mant\u00e9m tributa\u00e7\u00e3o sobre stock options por voto de qualidade<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Carf mant\u00e9m tributa\u00e7\u00e3o sobre stock options por voto de qualidade&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-tributacao-sobre-stock-options-por-voto-de-qualidade-01112023\/embed#?secret=9XCsX3QSj8\" data-secret=\"9XCsX3QSj8\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf permite cr\u00e9dito de PIS\/Cofins sobre aluguel de purificadores de \u00e1gua<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 02\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) permitiu a tomada de cr\u00e9ditos de PIS e Cofins sobre despesas com aluguel de m\u00e1quinas de bebidas quentes e purificadores de \u00e1gua. Para a turma, esses gastos se enquadram no inciso IV, artigo terceiro, das Leis 10833\/03 e 10637\/02, que prev\u00ea o desconto de cr\u00e9ditos com alugu\u00e9is de pr\u00e9dios, m\u00e1quinas e equipamentos utilizados nas atividades da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo \u00e9 o 16349.000229\/2009-90.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, conselheiro Vin\u00edcius Guimar\u00e3es, ressaltou que n\u00e3o tratou da discuss\u00e3o se os filtros de \u00e1gua s\u00e3o m\u00e1quinas ou n\u00e3o porque esse debate n\u00e3o foi levantado. Para ele, a despesa \u00e9 decorrente das atividades empresariais, e n\u00e3o seria poss\u00edvel fazer qualquer restri\u00e7\u00e3o no inciso IV, artigo terceiro, das Leis 10833\/03 e 10637\/02 que n\u00e3o foi criada pelo legislador.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada do caso argumentou que \u00e9 necess\u00e1rio considerar a essencialidade dentro do ambiente de trabalho e o enquadramento da despesa no inciso IV. \u201cN\u00e3o tem local de trabalho sem fornecimento de \u00e1gua\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo processo, a turma, por unanimidade, permitiu o cr\u00e9dito sobre despesa com frete de produtos com al\u00edquota zero. Por seis votos a dois, negou possibilidade de cr\u00e9dito sobre gastos com frete de produtos acabados entre estabelecimentos da mesma empresa.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"dZTuaZd2ih\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-permite-credito-de-pis-cofins-sobre-aluguel-de-purificadores-de-agua-02112023\">Carf permite cr\u00e9dito de PIS\/Cofins sobre aluguel de purificadores de \u00e1gua<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Carf permite cr\u00e9dito de PIS\/Cofins sobre aluguel de purificadores de \u00e1gua&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-permite-credito-de-pis-cofins-sobre-aluguel-de-purificadores-de-agua-02112023\/embed#?secret=dZTuaZd2ih\" data-secret=\"dZTuaZd2ih\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m IOF sobre opera\u00e7\u00f5es de conta corrente entre empresas ligadas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 03\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma da 3\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o, do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), manteve a incid\u00eancia do Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF) sobre opera\u00e7\u00f5es de conta corrente entre empresas ligadas equiparadas a contratos de m\u00fatuo pela fiscaliza\u00e7\u00e3o. O julgamento foi decidido por cinco votos a um, sendo mantida, ainda, a aplica\u00e7\u00e3o da multa de of\u00edcio de 75%.<\/p>\n\n\n\n<p>As opera\u00e7\u00f5es de conta corrente permitem que empresas ligadas movimentem recursos entre si. No caso do processo, eram opera\u00e7\u00f5es em que a R.F. Participa\u00e7\u00f5es movimentava recursos para outras empresas que, ao efetuar a aliena\u00e7\u00e3o de um lote de terras, ressarciam o capital investido, segundo o relator, conselheiro Rodrigo Lorenzon Yunan Gassibe. Para o julgador, as opera\u00e7\u00f5es deveriam ter incid\u00eancia de IOF.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO que houve no caso concreto foram pagamentos diretos de encargos de pessoas jur\u00eddicas ligadas, os quais eram posteriormente recuperados pela impugnante\u201d, disse Gassibe.<\/p>\n\n\n\n<p>No relat\u00f3rio fiscal, consta a informa\u00e7\u00e3o de que na escritura\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil da empresa est\u00e3o registrados cr\u00e9ditos correspondentes a m\u00fatuos de recursos financeiros, mas sem a respectiva tributa\u00e7\u00e3o de IOF. Ao defender a n\u00e3o incid\u00eancia do imposto, o advogado do caso afirmou que n\u00e3o h\u00e1 na contabilidade a palavra \u201cm\u00fatuo\u201d, que seria uma interpreta\u00e7\u00e3o da fiscaliza\u00e7\u00e3o, mas somente as palavras \u201cadiantamentos e aportes\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O conselheiro La\u00e9rcio Cruz Uliana J\u00fanior ressaltou que n\u00e3o concorda com a equipara\u00e7\u00e3o do m\u00fatuo com opera\u00e7\u00f5es em conta corrente para incid\u00eancia do IOF prevista no artigo 13 da Lei 9779\/99. O artigo prev\u00ea que h\u00e1 cobran\u00e7a de IOF sobre \u201copera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito correspondentes a m\u00fatuo de recursos financeiros\u201d entre pessoas jur\u00eddicas ou entre pessoa jur\u00eddica e pessoa f\u00edsica. No entanto, no caso concreto, o conselheiro afirmou que as provas indicam a exist\u00eancia de m\u00fatuo. \u201cPelos documentos ali analisados por mim, eu entendi que h\u00e1 m\u00fatuo, n\u00e3o um conta corrente\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia foi aberta pela conselheira Sabrina Coutinho Barbosa. A julgadora entendeu que h\u00e1 um contrato de empreendimento e provas que caracterizam como opera\u00e7\u00e3o de conta corrente. \u201dEntendo que aqui houve conta corrente sim e est\u00e1 provado\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo \u00e9 o de n\u00famero 10972.720048\/2014-16.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"ziXqSOmuZa\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-iof-sobre-operacoes-de-conta-corrente-entre-empresas-ligadas-03112023\">Carf mant\u00e9m IOF sobre opera\u00e7\u00f5es de conta corrente entre empresas ligadas<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Carf mant\u00e9m IOF sobre opera\u00e7\u00f5es de conta corrente entre empresas ligadas&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-iof-sobre-operacoes-de-conta-corrente-entre-empresas-ligadas-03112023\/embed#?secret=ziXqSOmuZa\" data-secret=\"ziXqSOmuZa\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Por maioria, Carf nega cr\u00e9dito de PIS\/Cofins sobre frete de produtos acabados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 04\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por seis votos a dois, a 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) negou a tomada de cr\u00e9ditos de PIS\/Cofins sobre despesas com frete de produtos acabados entre estabelecimentos da mesma empresa. O caso trata de transporte de arroz e casca de arroz entre a filial no Rio Grande do Sul e a matriz da empresa, em Minas Gerais.<\/p>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o da relatora, Liziane Angelotti Meira, no caso em que o produto est\u00e1 pronto e acabado, n\u00e3o se trata de servi\u00e7o utilizado como insumo na produ\u00e7\u00e3o e fabrica\u00e7\u00e3o de bens. A conselheira tamb\u00e9m citou que h\u00e1 jurisprud\u00eancia dominante no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) de que esse tipo de frete n\u00e3o se caracteriza como opera\u00e7\u00e3o de venda para ser enquadrado no inciso IX do artigo terceiro das leis 10833\/03 e 10637\/02. Esse inciso disp\u00f5e que geram cr\u00e9ditos as despesas com armazenagem de mercadorias e frete na opera\u00e7\u00e3o de venda.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia foi aberta pela conselheira Tatiana Josefovicz Belis\u00e1rio. Para ela, \u00e9 poss\u00edvel aproveitar cr\u00e9ditos porque esse tipo de despesa estaria enquadrada no disposto do inciso IX. A conselheira Cynthia Elena de Campos acompanhou a diverg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema j\u00e1 chegou a ser decidido pelo voto de qualidade em composi\u00e7\u00e3o diferente da turma. Por exemplo, no processo 11080.904333\/2013-14, julgado em mar\u00e7o deste ano. No entanto, o colegiado j\u00e1 julgou com o placar de seis votos a dois em julho deste ano, no processo 13204.000079\/2005-47 da Imerys Rio Capim Caulim S.A<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo julgamento, os conselheiros, por unanimidade, permitiram o cr\u00e9dito sobre despesas de frete de produtos com al\u00edquota zero. Os processos s\u00e3o o 10665.723006\/2011-50 e o 10665.907218\/2011-98.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"oWxY1TAvwA\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/por-maioria-carf-nega-credito-de-pis-cofins-sobre-frete-de-produtos-acabados-04112023\">Por maioria, Carf nega cr\u00e9dito de PIS\/Cofins sobre frete de produtos acabados<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Por maioria, Carf nega cr\u00e9dito de PIS\/Cofins sobre frete de produtos acabados&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/por-maioria-carf-nega-credito-de-pis-cofins-sobre-frete-de-produtos-acabados-04112023\/embed#?secret=oWxY1TAvwA\" data-secret=\"oWxY1TAvwA\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m tributa\u00e7\u00e3o de PLR por assinatura do acordo durante per\u00edodo aquisitivo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por voto de qualidade, a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve a incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias sobre valores pagos a t\u00edtulo de Participa\u00e7\u00e3o nos Lucros e Resultados (PLR) em um caso em que a Conven\u00e7\u00e3o Coletiva de Trabalho (CCT) foi assinada no ano de apura\u00e7\u00e3o dos resultados, e n\u00e3o no per\u00edodo anterior. O processo \u00e9 o 16327.720775\/2016-28 e envolve o Banco de Investimentos Credit Suisse.<\/p>\n\n\n\n<p>O posicionamento do relator, conselheiro M\u00e1rio Hermes Soares Campos, no sentido de que deveria ter ocorrido a assinatura do CCT no ano anterior ao per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o do PLR, foi vencedor. Para o julgador, s\u00f3 com a assinatura os empregados teriam certeza das metas a serem cumpridas para o efetivo recebimento da PLR no ano.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei 10.101\/00, em seu artigo segundo, prev\u00ea a pactua\u00e7\u00e3o pr\u00e9via como um dos requisitos para que os instrumentos decorrentes da negocia\u00e7\u00e3o sejam v\u00e1lidos.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia foi aberta pelo conselheiro Marcelo Milton da Silva Risso. O julgador defendeu a manuten\u00e7\u00e3o do entendimento da turma ordin\u00e1ria, que afastou a tributa\u00e7\u00e3o considerando que n\u00e3o houve celebra\u00e7\u00e3o retroativa da CCT ou aus\u00eancia de pactua\u00e7\u00e3o pr\u00e9via porque as CCTs foram assinadas apenas um m\u00eas ap\u00f3s o per\u00edodo de vig\u00eancia. No voto vencedor da turma ordin\u00e1ria consta uma cita\u00e7\u00e3o do ex-conselheiro Carlos Henrique de Oliveira no ac\u00f3rd\u00e3o 2201-003.723, que diz que a Lei 10.101\/00 n\u00e3o determina o qu\u00e3o pr\u00e9vio deve ser o ajuste e \u201cprincipalmente, pr\u00e9via a qu\u00ea\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o resultado pelo voto de qualidade, se aplica a exclus\u00e3o da multa de acordo com o previsto na Lei 14.689\/23. No dispositivo do resultado, ficou registrado que o julgamento foi por voto de qualidade e que foi realizado na vig\u00eancia da Lei 14.689\/23.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado ainda julgou o processo 15504.721069\/2019-95, da ArcelorMittal Brasil, sobre tema similar, mas com resultado diferente, com maioria a favor da Fazenda Nacional. O conselheiro Rodrigo Monteiro Loureiro Amorim considerou que o per\u00edodo transcorrido desde o in\u00edcio do per\u00edodo de apura\u00e7\u00e3o da PLR at\u00e9 a assinatura n\u00e3o era de apenas um m\u00eas, como no primeiro processo, mas mais longo. Para ele, como j\u00e1 havia passado quase metade do per\u00edodo aquisitivo (assinatura em maio), a intempestividade foi demonstrada.<\/p>\n\n\n\n<p>Em outro processo tamb\u00e9m do Credit Suisse, a discuss\u00e3o sobre a PLR tratava da defini\u00e7\u00e3o, no acordo, de um valor m\u00ednimo de PLR a ser pago. Por cinco votos a tr\u00eas, o colegiado seguiu o relator, conselheiro M\u00e1rio Hermes Soares Campos, e decidiu que a aus\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o entre o pagamento e o cumprimento de qualquer tipo de meta descaracterizaria a PLR, fazendo com que houvesse incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo tramita com o n\u00famero 16327.720985\/2017-05 e envolve a Credit Suisse Hedging-Griffo Corretora de Valores S.A.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"AGAl57nLIM\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-tributacao-de-plr-por-assinatura-do-acordo-durante-periodo-aquisitivo-05112023\">Carf mant\u00e9m tributa\u00e7\u00e3o de PLR por assinatura do acordo durante per\u00edodo aquisitivo<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Carf mant\u00e9m tributa\u00e7\u00e3o de PLR por assinatura do acordo durante per\u00edodo aquisitivo&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-tributacao-de-plr-por-assinatura-do-acordo-durante-periodo-aquisitivo-05112023\/embed#?secret=AGAl57nLIM\" data-secret=\"AGAl57nLIM\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS ESTADUAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JUDICIAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Decis\u00e3o do STF pode abrir caminho para Estados cobrarem ICMS retroativo do varejo<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 31\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o segundo recurso dos contribuintes na ADC 49 &#8211; que tem forte impacto para as empresas do varejo. Essa a\u00e7\u00e3o trata sobre a cobran\u00e7a de ICMS na transfer\u00eancia de mercadorias, de um Estado para outro, entre estabelecimentos de um mesmo contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o, desta vez, atinge as empresas que n\u00e3o t\u00eam a\u00e7\u00e3o judicial sobre o tema, mas, com base na jurisprud\u00eancia, deixaram de fazer o recolhimento do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido, no recurso, era para que a Corte proibisse os Estados de cobrar ICMS de forma retroativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros, no entanto, n\u00e3o reconheceram a legitimidade do autor do recurso, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combust\u00edveis e de Lubrificantes (Sindicom), que atua no processo como &#8220;amicus curiae&#8221; (parte interessada) e n\u00e3o autor da a\u00e7\u00e3o original.<\/p>\n\n\n\n<p>Afirmaram que, nessa condi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 &#8220;legitimidade recursal&#8221;. Em raz\u00e3o disso, as quest\u00f5es de m\u00e9rito &#8211; sobre a possibilidade de cobran\u00e7a retroativa &#8211; nem chegaram a ser analisadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para advogados, por\u00e9m, essa falta de resposta pode abrir caminho para que os Estados realizem as cobran\u00e7as retroativas e os valores sejam validados na Justi\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento contra o recuso foi proferido pelo relator, o ministro Edson Fachin &#8211; que abriu as discuss\u00f5es &#8211; e seguido por todos os demais integrantes da Corte.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse julgamento ocorreu no Plen\u00e1rio Virtual. Foi conclu\u00eddo sexta-feira e a decis\u00e3o publicada ontem.<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda<\/p>\n\n\n\n<p>O STF decidiu o m\u00e9rito dessa discuss\u00e3o em abril de 2021. Ficou definido, nessa data, que os Estados n\u00e3o poderiam cobrar ICMS nas opera\u00e7\u00f5es de transfer\u00eancia das mercadorias.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa decis\u00e3o beneficiava o setor, mas tinha um efeito colateral grave: mexia nos cr\u00e9ditos aos quais as empresas t\u00eam direito e usam para abater dos pagamentos do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>O regime do ICMS \u00e9 n\u00e3o cumulativo. Isso quer dizer que o que a empresa paga na etapa anterior, ao adquirir a mercadoria para revenda, serve como cr\u00e9dito para abater na etapa subsequente.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a decis\u00e3o de abril de 2021, no entanto, o uso do cr\u00e9dito ficaria restrito ao Estado de sa\u00edda da mercadoria. Isso geraria desequil\u00edbrio no fluxo de caixa porque sobraria cr\u00e9dito num Estado e no outro a empresa seria obrigada a desembolsar, em dinheiro, todo o pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro recurso<\/p>\n\n\n\n<p>Para tratar esse \u201cefeito colateral\u201d surgiu o primeiro recurso (embargos de declara\u00e7\u00e3o) dos contribuintes. Os ministros precisavam definir quando a decis\u00e3o que derrubou a cobran\u00e7a de ICMS teria validade e como seria a regulamenta\u00e7\u00e3o do uso dos cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento desse recurso ocorreu em abril deste ano de 2023. Os ministros decidiram que a partir de 2024 n\u00e3o poder\u00e1 mais ser cobrado ICMS na transfer\u00eancia de mercadorias, de um Estado para outro, entre estabelecimentos de um mesmo contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m ficou definido que os Estados t\u00eam at\u00e9 o fim deste ano para disciplinar o uso dos cr\u00e9ditos acumulados. Se isso n\u00e3o acontecer, os contribuintes ficar\u00e3o liberados para fazer as transfer\u00eancias sem qualquer ressalva ou limita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros fixaram, no entanto, que esse prazo de 2024 n\u00e3o se aplica aos contribuintes que tinham a\u00e7\u00f5es em andamento sobre o tema \u2014 tanto na esfera administrativa como na judicial \u2014 antes da decis\u00e3o de m\u00e9rito, em abril de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesses casos, al\u00e9m de n\u00e3o precisar pagar o imposto, os contribuintes tamb\u00e9m ter\u00e3o o direito de receber de volta o que pagaram de forma indevida para os Estados no passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo recurso<\/p>\n\n\n\n<p>Com essa decis\u00e3o sacramentada, no entanto, os Estados passaram a investir contra as empresas que n\u00e3o t\u00eam a\u00e7\u00e3o, mas, com base na jurisprud\u00eancia, deixaram de recolher ICMS nessas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 relatos, inclusive, de decis\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 cobran\u00e7a, com acr\u00e9scimo de juros e multas, em tribunais estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, ent\u00e3o, um segundo recurso foi apresentado \u2014 tamb\u00e9m em sede de embargos de declara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O Sindicom pedia que os ministros proibissem os Estados de cobrarem o imposto de forma retroativa tanto de contribuintes que t\u00eam a\u00e7\u00e3o sobre o tema como daqueles que n\u00e3o t\u00eam a\u00e7\u00e3o, mas, com base na jurisprud\u00eancia, deixaram de fazer o recolhimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de n\u00e3o terem a\u00e7\u00e3o, afirmava o sindicato no processo, esses contribuintes confiaram na jurisprud\u00eancia e tinham uma expectativa leg\u00edtima. Havia decis\u00f5es do pr\u00f3prio STF contra a cobran\u00e7a e tamb\u00e9m uma s\u00famula do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) nesse mesmo sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lise<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Essa decis\u00e3o pode levar a uma s\u00e9rie de implica\u00e7\u00f5es para as empresas&#8221;, avalia o tributarista Leonardo Roesler, s\u00f3cio da RMS Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem um esclarecimento definitivo do STF sobre a quest\u00e3o, ele diz, os Estados podem se sentir legitimados a efetuar cobran\u00e7as retroativas de ICMS, &#8220;expondo as empresas a riscos fiscais e financeiros significativos&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/31\/decisao-do-stf-pode-abrir-caminho-para-estados-cobrarem-icms-retroativo-do-varejo.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/31\/decisao-do-stf-pode-abrir-caminho-para-estados-cobrarem-icms-retroativo-do-varejo.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ analisa recurso repetitivo sobre seguro garantia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 31\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) poder\u00e1 definir em breve, em recurso repetitivo, sobre a possibilidade de levantamento de seguro garantia antes do encerramento do processo de cobran\u00e7a tribut\u00e1ria (execu\u00e7\u00e3o fiscal). O contribuinte \u00e9 obrigado a assegurar o pagamento do tributo, caso seja derrotado, para poder discutir a d\u00edvida no Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, o entendimento do tribunal superior \u00e9 favor\u00e1vel ao Fisco ao permitir a convers\u00e3o da garantia em dinheiro, que \u00e9 destinado ao caixa da Uni\u00e3o, Estados ou munic\u00edpios. Mas, recentemente, ministros da Corte sinalizaram que podem rever a atual jurisprud\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Em decis\u00e3o proferida neste m\u00eas, a ministra Assusete Magalh\u00e3es, presidente da Comiss\u00e3o Gestora de Precedentes e de A\u00e7\u00f5es Coletivas do STJ, indicou tr\u00eas recursos para o julgamento da quest\u00e3o por meio do rito repetitivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, cabe \u00e0 ministra relatora Regina Helena Costa decidir pela afeta\u00e7\u00e3o. Ela tem 60 dias \u00fateis para se manifestar. Depois, o voto dela precisar\u00e1 ser confirmado pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o da Corte &#8211; que re\u00fane os dez ministros que analisam quest\u00f5es de direito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Se for dado sinal verde, o STJ dar\u00e1 uma orienta\u00e7\u00e3o que dever\u00e1 ser adotada por todo o Judici\u00e1rio em a\u00e7\u00f5es sobre o assunto (REsp 2077314, REsp 2093036 e REsp 2093033). A relatora ainda definir\u00e1 se suspende o andamento dos processos que discutem a quest\u00e3o, em todo o pa\u00eds, at\u00e9 o julgamento de m\u00e9rito.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a ministra Assusete, a controv\u00e9rsia tem relevante impacto jur\u00eddico e financeiro. \u201cTem o cond\u00e3o de impactar tanto a seguran\u00e7a do Poder P\u00fablico quanto ao recebimento dos cr\u00e9ditos &#8211; caso haja desprovimento dos embargos [\u00e0 execu\u00e7\u00e3o fiscal] -, quanto as finan\u00e7as dos contribuintes, que n\u00e3o poder\u00e3o contar com o valor depositado, mesmo antes de decis\u00e3o definitiva do Judici\u00e1rio\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a ministra, pelo menos 15 ac\u00f3rd\u00e3os e 449 decis\u00f5es monocr\u00e1ticas sobre o tema j\u00e1 foram proferidos pelo STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR), da Fazenda Nacional (PGFN) e os contribuintes que levaram a discuss\u00e3o \u00e0 Corte concordam com o julgamento do tema em repetitivo, conforme indica a ministra na decis\u00e3o de reconhecimento da controv\u00e9rsia.<\/p>\n\n\n\n<p>Advogadas que acompanham o tema consideram alta a chance de o tema vir a ser julgado em repetitivo. \u201cPor ser sens\u00edvel e estar sob os holofotes de contribuintes de todos os entes\u201d, afirma Nina Pencak, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Mannrich e Vasconcelos Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Aponta ainda, diz a tributarista, uma \u201cluz no fim do t\u00fanel\u201d depois de o tema ter sido alvo de veto na rec\u00e9m-editada Lei do Carf, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (n\u00ba 14.689, de 2023).<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto aprovado pelo Congresso Nacional proibia a liquida\u00e7\u00e3o antecipada. Previa que a fian\u00e7a banc\u00e1ria ou o seguro garantia somente poderiam ser liquidados ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado de decis\u00e3o de m\u00e9rito em desfavor do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a advogada Anete Mair Maciel, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Gaia Silva Gaede Advogados, que representa a Cia Hering em um dos processos, o fato de a jurisprud\u00eancia ser favor\u00e1vel ao Fisco n\u00e3o quer dizer que ser\u00e1 confirmada na decis\u00e3o com efeito repetitivo. \u201cH\u00e1 a possibilidade de se rediscutir na Se\u00e7\u00e3o, com um colegiado maior.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda Nacional, na manifesta\u00e7\u00e3o feita no tr\u00e2mite de indica\u00e7\u00e3o dos recursos como representativos da controv\u00e9rsia, lembrou que, atualmente, as duas turmas do STJ admitem a liquida\u00e7\u00e3o antecipada do seguro garantia &#8211; o que prejudica o contribuinte, que \u00e9 obrigado a desembolsar, antes do fim do processo, o valor segurado.<\/p>\n\n\n\n<p>No fim de setembro, ministros da 1\u00aa Turma do STJ sinalizaram que poderiam rever o atual entendimento. Na ocasi\u00e3o, o ministro Gurgel de Faria pediu vista no processo da Usiminas sob julgamento. Afirmou que est\u00e1 incomodado com o tema e quer revisit\u00e1-lo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO d\u00e9bito est\u00e1 devidamente garantido, o seguro \u00e9 feito por institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria s\u00f3lida e n\u00e3o \u00e9 barato. As empresas est\u00e3o passando por momentos dif\u00edceis. Vou pedir vista para refletir melhor\u201d, disse ele, durante a sess\u00e3o (AREsp 2310912).<\/p>\n\n\n\n<p>Os demais ministros engrossaram o caldo em defesa de se repensar a jurisprud\u00eancia &#8211; at\u00e9 mesmo o relator, ministro S\u00e9rgio Kukina. \u201c\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o que me causa certa intranquilidade\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/31\/stj-analisa-recurso-repetitivo-sobre-seguro-garantia.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/31\/stj-analisa-recurso-repetitivo-sobre-seguro-garantia.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Despesas com agentes de investimento comp\u00f5em base de PIS e Cofins, diz STJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 05\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 devida a inclus\u00e3o das despesas com a contrata\u00e7\u00e3o de agentes aut\u00f4nomos de investimento na base de c\u00e1lculo do PIS e Cofins, tendo em vista que os servi\u00e7os prestados n\u00e3o se enquadram no conceito de intermedia\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a negou recurso especial ajuizado por uma corretora de c\u00e2mbio. A vota\u00e7\u00e3o foi un\u00e2nime, conforme a posi\u00e7\u00e3o do relator, ministro Francisco Falc\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso envolve interpreta\u00e7\u00e3o do artigo 3\u00ba, inciso I, al\u00ednea \u201ca\u201d, da Lei 9.718\/1998, que permite a empresas financeiras excluir da base de c\u00e1lculo de PIS e Cofins as despesas incorridas nas opera\u00e7\u00f5es de intermedia\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a empresa recorrente, a lei exige apenas que a despesa seja inerente e intr\u00ednseca \u00e0s opera\u00e7\u00f5es de intermedia\u00e7\u00e3o financeira realizadas por estas entidades. Ou seja, a exclus\u00e3o da base de c\u00e1lculo n\u00e3o dependeria de o agente ser qualificado como intermediador financeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A distin\u00e7\u00e3o \u00e9 relevante porque os agentes aut\u00f4nomos de investimento n\u00e3o realizam propriamente a atividade de intermedia\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo regramento da Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM), eles fazem a prospec\u00e7\u00e3o e a capta\u00e7\u00e3o de clientes, transmitem ordens de negocia\u00e7\u00e3o e prestam informa\u00e7\u00f5es. J\u00e1 a intermedia\u00e7\u00e3o financeira pressup\u00f5e a capta\u00e7\u00e3o de recursos de terceiros, o objetivo de lucro e a habitualidade na conduta e atua\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa diferen\u00e7a foi explicada no voto do ministro Falc\u00e3o, para quem o fato de agentes aut\u00f4nomos de investimento fazerem a media\u00e7\u00e3o de valores mobili\u00e1rios em bolsas de valores n\u00e3o justifica a amplia\u00e7\u00e3o do conceito de \u201cintermedia\u00e7\u00e3o financeira\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA realidade normativa dos assessores de investimento n\u00e3o \u00e9 a de um intermedi\u00e1rio financeiro (no sentido amplo), mas \u00e9 a de um facilitador das negocia\u00e7\u00f5es no mercado de capitais (pessoa vinculada)\u201d, concluiu o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>A posi\u00e7\u00e3o acaba por refor\u00e7ar a jurisprud\u00eancia do STJ no sentido de que \u00e9 devida a inclus\u00e3o das despesas com a contrata\u00e7\u00e3o de agentes aut\u00f4nomos de investimento na base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins, j\u00e1 que os servi\u00e7os prestados n\u00e3o se enquadram no conceito de intermedia\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCaso adotado o entendimento da agravante, todas as despesas incorridas pelas corretoras deveriam ser exclu\u00eddas da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es em discuss\u00e3o, o que, evidentemente, n\u00e3o foi o intuito do legislador ordin\u00e1rio\u201d, ressaltou o ministro Falc\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.880.724<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-05\/despesas-agentes-investimento-compoem-base-pis-cofins\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-nov-05\/despesas-agentes-investimento-compoem-base-pis-cofins<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Decis\u00e3o do TRF-3 favorece seguradoras em disputa de bilh\u00f5es de reais contra o Fisco<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 06\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Uma decis\u00e3o da vice-presid\u00eancia do Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF-3), com sede em S\u00e3o Paulo, pode mudar o rumo de uma briga de bilh\u00f5es de reais travada entre empresas de seguros e o Fisco: PIS e Cofins sobre rendimentos decorrentes dos \u201cativos garantidores\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se da reserva t\u00e9cnica que precisa ser mantida pelas seguradoras para garantir a indeniza\u00e7\u00e3o dos clientes. Essas empresas precisam ter capital investido e esse investimento gera rendimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda Nacional considera que a constitui\u00e7\u00e3o dessa reserva t\u00e9cnica faz parte da atividade operacional das seguradoras e, por esse motivo, cobra PIS e Cofins sobre os rendimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os advogados das empresas discordam. Dizem que as seguradoras vendem seguros &#8211; essa \u00e9 a atividade das companhias &#8211; e somente o que recebem dos clientes poderia ser tributado. \u201cO ativo garantidor decorre do cumprimento de uma obriga\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria\u201d, frisa Maur\u00edcio Faro, do escrit\u00f3rio BMA, que atua para o setor.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 discuss\u00f5es acaloradas &#8211; e com muito dinheiro envolvido &#8211; sobre esse tema na Justi\u00e7a. As empresas, em geral, n\u00e3o v\u00e3o bem. No TRF-3, que concentra esses casos, existem reiteradas decis\u00f5es pela cobran\u00e7a dos tributos.<\/p>\n\n\n\n<p>O vice-presidente do tribunal, desembargador Antonio Carlos Cedenho, est\u00e1 dizendo agora, no entanto, que o Supremo Tribunal Federal (STF) j\u00e1 bateu o martelo sobre esse assunto e de forma favor\u00e1vel \u00e0s empresas. Da\u00ed a possibilidade de haver uma reviravolta na jurisprud\u00eancia do TRF-3.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o a que ele se refere foi proferida em junho (RE 400479). Esse caso tem como objeto central a cobran\u00e7a de PIS e Cofins sobre os pr\u00eamios que as seguradoras recebem dos clientes que contratam as ap\u00f3lices.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de um processo bastante antigo. Vinha rolando de voto-vista em voto-vista desde 2009. Dos onze ministros que participaram do julgamento, tr\u00eas j\u00e1 n\u00e3o estavam mais no STF na data de conclus\u00e3o, em junho. Dentre eles, o relator, Cezar Peluso, que se aposentou em 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi o ministro Dias Toffoli quem, neste ano, reincluiu o processo em pauta. Ele se posicionou a favor da tributa\u00e7\u00e3o dos pr\u00eamios &#8211; da mesma forma como fez o relator &#8211; e colocou na mesa a discuss\u00e3o sobre o \u201cativo garantidor\u201d. Essa parcela, disse, n\u00e3o poderia ser atingida por PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Toffoli considerou que o entendimento estava compreendido no voto do relator &#8211; apesar de n\u00e3o constar expressamente &#8211; e citou um parecer recente do ex-ministro Peluso sobre o assunto, em que afirma que essa \u00e9, de fato, a sua posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAdoto, aqui, a compreens\u00e3o do ministro Cezar Peluso, cujo voto j\u00e1 indicava que \u00e9 o pr\u00eamio que decorre da atividade empresarial t\u00edpica das seguradoras, e n\u00e3o outras receitas alheias ao desempenho de seu mister t\u00edpico, como s\u00e3o as receitas financeiras em quest\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento ocorreu no Plen\u00e1rio Virtual. De todos os ministros que se posicionaram depois de Toffoli, somente Lu\u00eds Roberto Barroso, o atual presidente do STF, e Edson Fachin publicaram o conte\u00fado dos seus votos.<\/p>\n\n\n\n<p>Barroso acolheu a ressalva feita por Toffoli sobre a n\u00e3o tributa\u00e7\u00e3o do \u201cativo garantidor\u201d, enquanto Fachin afirmou que n\u00e3o concordava por considerar que o tema n\u00e3o era objeto do processo.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os outros ministros declararam apenas que concordavam, sem disponibilizar o conte\u00fado de seus votos e, sendo assim, sem se manifestarem expressamente sobre a tributa\u00e7\u00e3o do \u201cativo garantidor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados de empresas entendem que aqueles que n\u00e3o se manifestaram de forma expressa &#8211; como fez Fachin &#8211; concordaram com o voto de Toffoli, que, com a aposentadoria de Peluso, assumiu a reda\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A interpreta\u00e7\u00e3o, portanto, \u00e9 de que o STF se manifestou sobre o tema e decidiu a favor das empresas em rela\u00e7\u00e3o a esse ponto espec\u00edfico do \u201cativo garantidor\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirma que a decis\u00e3o trata somente dos pr\u00eamios. \u201cO STF n\u00e3o decidiu sobre o ativo garantidor\u201d, diz em nota enviada ao Valor. \u201cO relator, ministro Peluso, que foi acompanhado pelos demais, n\u00e3o o ministro Toffoli, e Peluso n\u00e3o tratou do tema.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou a d\u00favida, desde ent\u00e3o, sobre como as inst\u00e2ncias inferiores interpretariam essa decis\u00e3o: se da mesma forma dos procuradores federais ou dos advogados das empresas. Por isso, a import\u00e2ncia da decis\u00e3o da vice-presid\u00eancia do TRF-3.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a primeira que se tem not\u00edcias. Foi proferida pelo desembargador Antonio Carlos Cedenho em um recurso apresentado pela Zurich, uma das maiores do setor no pa\u00eds. A empresa perdeu a discuss\u00e3o na 4\u00aa Turma e tentou levar o seu caso para o STF &#8211; isso aconteceu antes do julgamento do m\u00eas de junho.<\/p>\n\n\n\n<p>Cedenho, num primeiro momento, negou o pedido da empresa. Agora, com base no novo precedente do STF, ele voltou atr\u00e1s. Considerou que o Supremo j\u00e1 decidiu sobre o tema e determinou que o caso seja novamente julgado pela 4\u00aa Turma.<\/p>\n\n\n\n<p>Os desembargadores do colegiado ter\u00e3o que dizer se concordam com o vice-presidente e mudam a jurisprud\u00eancia do tribunal ou se discordam e mant\u00eam decis\u00e3o a favor da tributa\u00e7\u00e3o (processo n\u00ba 0006564-81.2015.4.03.6100).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 expectativa de que o TRF-3 passe a adotar a decis\u00e3o do STF pela n\u00e3o incid\u00eancia de PIS e Cofins. O voto da vice-presid\u00eancia \u00e9 uma sinaliza\u00e7\u00e3o nesse sentido, de que o tribunal deve reanalisar a sua jurisprud\u00eancia\u201d, diz Guilherme Yamahaki, do Schneider Pugliese Advogados, que atua para a seguradora nesse caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados acreditam que essa decis\u00e3o da vice-presid\u00eancia pode reverberar tamb\u00e9m em outros casos. A mesma 4\u00aa Turma que vai novamente analisar o caso da Zurich tem pelo menos outros cinco em andamento envolvendo outras empresas do setor.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses julgamentos tiveram in\u00edcio em agosto e est\u00e3o suspensos por pedido de vista. Envolvem SulAm\u00e9rica, Allianz, Assurant, Marsh Corretora de Seguros e Ace Resseguradora.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1, por ora, dois votos a favor da tributa\u00e7\u00e3o, ou seja, para &#8211; mesmo depois da decis\u00e3o do STF &#8211; manter a jurisprud\u00eancia contra as empresas. A relatora, desembargadora Marli Ferreira, se posicionou nesse sentido e teve voto acompanhado pela desembargadora M\u00f4nica Nobre.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido de vista foi apresentado pelo desembargador Marcelo Saraiva. Se, quando devolver os casos para a pauta, ele tamb\u00e9m acompanhar a relatora, os julgamentos ser\u00e3o conclu\u00eddos com decis\u00e3o contr\u00e1ria \u00e0s empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas se Saraiva votar de forma divergente, ou seja, a favor das empresas, outros dois desembargadores ser\u00e3o convocados para participar do julgamento. Significa dizer, portanto, que nada ainda est\u00e1 definido.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTer uma decis\u00e3o do vice-presidente do TRF-3 \u00e9 uma boa not\u00edcia. Indica o caminho a ser seguido. Pode dar for\u00e7a para o contribuinte nesses julgamentos de turma\u201d, avalia Leandro Cabral, do escrit\u00f3rio Velloza, que atua para seguradoras e v\u00ea clareza na decis\u00e3o do STF.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado chama aten\u00e7\u00e3o para o fato de a PGFN n\u00e3o ter apresentado embargos de declara\u00e7\u00e3o, com pedido de esclarecimentos, \u00e0 decis\u00e3o do STF. \u201cN\u00e3o tendo embargado, o que se tem \u00e9 a consolida\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o, cujo voto vencedor \u00e9 do ministro Toffoli, que exclui os rendimentos das reservas t\u00e9cnicas da tributa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/06\/decisao-do-trf-3-favorece-seguradoras-em-disputa-de-bilhoes-de-reais-contra-o-fisco.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/06\/decisao-do-trf-3-favorece-seguradoras-em-disputa-de-bilhoes-de-reais-contra-o-fisco.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Justi\u00e7a livra importador do crime de descaminho<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 06\/11\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Um administrador da importadora IMA do Brasil foi absolvido da acusa\u00e7\u00e3o de ter cometido crime de descaminho na importa\u00e7\u00e3o de capas de celular vindas da China. Parte da mercadoria transportada em 490 caixas era falsa &#8211; tinha o logotipo com a letra \u201cS\u201d, pertencente \u00e0 Samsung. A decis\u00e3o \u00e9 do juiz Mateus Castelo Branco Firmino da Silva, substituto da 5\u00aa Vara Federal de Santos.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado se convenceu, pela troca de e-mails entre o importador e o exportador, que a entrada dos produtos falsificados no Brasil ocorreu por erro da empresa chinesa, e que o empres\u00e1rio n\u00e3o teve a inten\u00e7\u00e3o de trazer mercadoria contrafeita.<\/p>\n\n\n\n<p>Constou, no processo, que a encomenda foi de capas simples. Em uma das mensagens, h\u00e1 um pedido expresso da trading para que nenhuma capa ostentasse marca famosa de celular.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDenota-se, portanto, forte indicativo de que o r\u00e9u n\u00e3o tinha conhecimento que importava carga contrafeita, uma vez que havia formulado pedido expresso ao exportador para que nenhum produto dessa natureza fosse embarcado\u201d, diz o juiz, na senten\u00e7a (processo n\u00ba 5004097-22.2021.4.03.6104).<\/p>\n\n\n\n<p>No processo, foi juntada mensagem do exportador na China afirmando que ocorreu um erro operacional ao embarcar os produtos falsificados. O juiz, na decis\u00e3o, diz que as provas foram capazes de gerar d\u00favida razo\u00e1vel sobre a exist\u00eancia de dolo do empres\u00e1rio no cometimento do crime &#8211; essa d\u00favida levou \u00e0 absolvi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o houve recurso do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF), que se convenceu pela absolvi\u00e7\u00e3o. A senten\u00e7a transitou em julgado.<\/p>\n\n\n\n<p>O crime de descaminho, previsto no C\u00f3digo Penal, prev\u00ea pena de reclus\u00e3o de um a quatro anos para quem iludir, no todo ou em parte, o pagamento de direito ou imposto devido pela entrada, pela sa\u00edda ou pelo consumo de mercadoria. J\u00e1 para o crime de contrabando \u00e9 fixada reclus\u00e3o de dois a cinco anos para quem importa ou exporta mercadoria proibida.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a importa\u00e7\u00e3o de produtos falsos gerou uma autua\u00e7\u00e3o fiscal de R$ 866 mil pela Receita Federal e a aplica\u00e7\u00e3o da pena de perdimento de todas as capas de celular (inclusive as regulares, que n\u00e3o possuem logomarca), o que est\u00e1 sendo discutido em outra a\u00e7\u00e3o na Justi\u00e7a (processo n\u00ba 0811106-34.2022.4.05.8000).<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado do empres\u00e1rio, Gabriel Domingues, esse tipo de situa\u00e7\u00e3o e tentativa de responsabiliza\u00e7\u00e3o criminal acende um sinal de alerta para importadores. \u201cN\u00e3o h\u00e1 como verificar, no exterior, cada selamento de cont\u00eainer. Para verificar se o que est\u00e1 sendo embarcado \u00e9 o que foi objeto da compra e venda. Isso aniquilaria o processo de importa\u00e7\u00e3o no Brasil e mundo\u201d, afirma o s\u00f3cio da banca Torres, Falavigna e Vainer Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o envio de um representante para verificar o fechamento dos cont\u00eaineres geraria custos adicionais e tornaria a importa\u00e7\u00e3o menos \u00e1gil, o advogado Marcelo Sammarco, especializado no setor aduaneiro e mar\u00edtimo, diz que deve haver um cuidado extra nos documentos de importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO mercado asi\u00e1tico \u00e9 mais sens\u00edvel para esse tipo de situa\u00e7\u00e3o. Os pedidos e a fatura comercial devem conter itens bem descritos e especificados, al\u00e9m de dar destaque de que n\u00e3o quer nenhum item com especifica\u00e7\u00e3o de marca\u201d, afirma Sammarco, acrescentando que, em muitos casos, o descritivo da carga n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o detalhado, o que abre margem para interpreta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o criminalista David Rechulski, s\u00f3cio do David Rechulski Advogados, o ponto fundamental para a absolvi\u00e7\u00e3o foi a juntada das trocas de e-mails em que o importador destaca ao exportador que n\u00e3o quer capas de celular com marcas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSem isso n\u00e3o haveria d\u00favida razo\u00e1vel para ser interpretado a favor dele. Houve demonstra\u00e7\u00e3o de uma negocia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via em que esse cuidado foi tomado, o que gerou absolvi\u00e7\u00e3o por falta de provas de sua culpa\u201d, diz o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/06\/justica-livra-importador-do-crime-de-descaminho.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/11\/06\/justica-livra-importador-do-crime-de-descaminho.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAL<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAL<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 30\/10 a 06\/11 Receita Federal contraria decis\u00e3o do STJ sobre incentivos fiscais de ICMS Data: 01\/11\/2023 A Receita Federal considera que ainda n\u00e3o \u00e9 obrigada a seguir a decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) sobre a tributa\u00e7\u00e3o de incentivos fiscais de ICMS. 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