{"id":2979,"date":"2023-10-30T14:17:05","date_gmt":"2023-10-30T17:17:05","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=2979"},"modified":"2023-10-30T14:55:59","modified_gmt":"2023-10-30T17:55:59","slug":"retrospecto-tributario-23-10-a-30-10","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=2979","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 23\/10 a 30\/10"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 23\/10 a 30\/10<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supremo pauta julgamento do Difal do ICMS para o dia 22 de novembro<\/strong><br>Data: 24\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, incluiu na pauta do dia 22 de novembro o julgamento sobre o Difal \u2014 diferencial de al\u00edquotas do ICMS entre estados.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi paralisado por pedido de destaque feito em dezembro do ano passado pela ministra Rosa Weber, atualmente aposentada. O STF julga tr\u00eas a\u00e7\u00f5es diretas de inconstitucionalidade sobre o tema. Nelas, discute-se em que momento os estados podem fazer a cobran\u00e7a do diferencial.<\/p>\n\n\n\n<p>A mat\u00e9ria come\u00e7ou a ser julgada em setembro de 2022. O relator das tr\u00eas a\u00e7\u00f5es, ministro Alexandre de Moraes, votou pela possibilidade de o imposto ser cobrado j\u00e1 no ano passado, uma vez que, no seu entendimento, n\u00e3o houve institui\u00e7\u00e3o, nem majora\u00e7\u00e3o, de tributo, mas apenas a regulamenta\u00e7\u00e3o do que j\u00e1 existia.<\/p>\n\n\n\n<p>Diverg\u00eancias<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Dias Toffoli pediu vista, e liberou o caso no m\u00eas seguinte, quando apresentou diverg\u00eancia parcial. Ele, por\u00e9m, tamb\u00e9m considerou que a LC 190\/22, que regulamentou o Difal, passou a produzir efeitos j\u00e1 em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro que abriu diverg\u00eancia foi o ministro Edson Fachin. Ele defendeu que a lei que regulamenta o Difal precisa observar os princ\u00edpios da anterioridade anual e da nonagesimal. Desse modo, a cobran\u00e7a seria poss\u00edvel apenas neste ano. Os ministros C\u00e1rmen L\u00facia, Ricardo Lewandowski, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a e Rosa Weber acompanharam esse voto.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s tamb\u00e9m pedir vista no julgamento, o ministro Gilmar Mendes acompanhou o entendimento de Toffoli. Agora, o julgamento vai recome\u00e7ar do zero.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.066<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.070<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 7.078<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-24\/stf-pauta-julgamento-difal-icms-dia-22-novembro\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-24\/stf-pauta-julgamento-difal-icms-dia-22-novembro<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fazenda abrir\u00e1 negocia\u00e7\u00e3o sobre PIS\/Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Medida relevante para a arrecada\u00e7\u00e3o pretendida pelo Minist\u00e9rio da Fazenda, a resolu\u00e7\u00e3o de discuss\u00f5es tribut\u00e1rias no Judici\u00e1rio ou na esfera administrativa por meio de acordos (transa\u00e7\u00f5es) dever\u00e1 ser retomada ainda neste ano. Um dos primeiros assuntos que poder\u00e3o ser negociados dever\u00e1 ser o que trata do conceito de insumo para cr\u00e9ditos de PIS e Cofins, segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00f3rg\u00e3o pretende liberar em 6 de novembro, para consulta p\u00fablica, o primeiro edital sobre transa\u00e7\u00e3o de tese do contencioso. Ap\u00f3s a consulta p\u00fablica, com prazo inicial de cinco dias, ser\u00e1 publicado o edital, que dar\u00e1 prazo de 90 dias para ades\u00e3o. Ainda n\u00e3o h\u00e1 estimativa de qual o valor a ser recuperado.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a procuradora-geral Anelize de Almeida, a PGFN est\u00e1 analisando as teses para a transa\u00e7\u00e3o do contencioso junto com a Receita Federal e o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Por ora, acrescenta, h\u00e1 apenas a indica\u00e7\u00e3o de um tema, o que trata do conceito de insumo para PIS e Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>O direito a cr\u00e9ditos j\u00e1 foi definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). Mesmo assim, n\u00e3o h\u00e1 uma defini\u00e7\u00e3o para o assunto que se aplique automaticamente a todos os contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferentemente de outras transa\u00e7\u00f5es sobre teses do contencioso que foram abertas &#8211; englobando autua\u00e7\u00f5es decorrentes de pagamento de participa\u00e7\u00e3o nos lucros e resultados (PLR) e amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio -, agora o contribuinte poder\u00e1 optar por transacionar apenas um processo, sem vincular todos os demais sobre o assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Alberto Medeiros, s\u00f3cio do Carneiros Advogados Associados e professor de direito tribut\u00e1rio no IDP, a quest\u00e3o de insumos para cr\u00e9ditos de PIS e Cofins \u00e9 uma das maiores respons\u00e1veis pelos conflitos entre contribuintes e Fisco. \u201cUma transa\u00e7\u00e3o sobre o assunto atingiria muitos contribuintes, com as mais diversas discuss\u00f5es.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Medeiros afirma que, em algumas situa\u00e7\u00f5es, o contribuinte tem mais certeza de que o direito a cr\u00e9dito est\u00e1 mais perto do que o STJ decidiu. Mas, em outras, acrescenta, pode estar mais distante e ser necess\u00e1rio realizar per\u00edcia. \u201cDeve haver interesse [na transa\u00e7\u00e3o] porque vai trazer benef\u00edcio para diversos contribuintes, que v\u00e3o trocar o risco de um resultado negativo em a\u00e7\u00e3o judicial pelo pagamento com condi\u00e7\u00f5es mais vantajosas\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>O artigo 195 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal prev\u00ea a n\u00e3o cumulatividade. O artigo 3\u00ba das leis do PIS e da Cofins &#8211; n\u00ba 10.833, de 2003, e n\u00ba 10.865, de 2004 &#8211; tamb\u00e9m trata do assunto. Para as empresas, as leis impuseram restri\u00e7\u00f5es ao direito de cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>O STF decidiu que as empresas n\u00e3o t\u00eam direito amplo e irrestrito a cr\u00e9ditos de PIS e Cofins. Em novembro de 2022, os ministros reconheceram a constitucionalidade das leis que regulamentaram a n\u00e3o cumulatividade desses tributos &#8211; que preveem limita\u00e7\u00f5es. A decis\u00e3o evitou rombo que era estimado pela Uni\u00e3o em R$ 472,7 bilh\u00f5es (RE 841979).<\/p>\n\n\n\n<p>Por causa do entendimento do STF, as empresas ainda se baseiam no precedente de 2018 do STJ. Os ministros definiram que se deve levar em considera\u00e7\u00e3o a import\u00e2ncia (essencialidade e relev\u00e2ncia) do item para ser caracterizado como insumo e gerar cr\u00e9ditos. Essa decis\u00e3o tem servido de par\u00e2metro para julgamentos de casos individuais.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/24\/fazenda-abrira-negociacao-sobre-pis-cofins.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/24\/fazenda-abrira-negociacao-sobre-pis-cofins.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Senado prorroga desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento at\u00e9 o fim de 2027<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Senado aprovou, nesta quinta-feira (25), em vota\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica, o projeto de lei que prorroga at\u00e9 31 de dezembro de 2027 a desonera\u00e7\u00e3o da folha de pagamento dos 17 setores que mais empregam no pa\u00eds. A proposta segue agora para san\u00e7\u00e3o presidencial.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto aprovado, de relatoria do senador Angelo Coronel (PSD-BA), possibilita \u00e0s empresas dos setores pagar uma al\u00edquota de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, em vez de 20% sobre a folha de sal\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os setores inclu\u00eddos no texto est\u00e3o as ind\u00fastrias t\u00eaxtil, de cal\u00e7ados, m\u00e1quinas e equipamentos e prote\u00edna animal, constru\u00e7\u00e3o civil, comunica\u00e7\u00e3o e transporte rodovi\u00e1rio, que t\u00eam uso intensivo de m\u00e3o de obra.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vers\u00e3o do relator, a proposta tamb\u00e9m contempla munic\u00edpios com a popula\u00e7\u00e3o inferior a 142,6 mil habitantes. Essas cidades teriam a al\u00edquota da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre a folha reduzida de 20% para 8%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cQueria agradecer a todos os senadores e senadoras que compreenderam a necessidade da manuten\u00e7\u00e3o dessa desonera\u00e7\u00e3o e compreenderam a necessidade da manuten\u00e7\u00e3o dessa desonera\u00e7\u00e3o e compreenderam a necessidade de apoiarmos as prefeituras\u201d, declarou. \u201cQuero fazer um apelo ao presidente Lula que acate essa decis\u00e3o quase un\u00e2nime do Senado e que n\u00e3o vete nenhuma das mat\u00e9rias\u201d, complementou.<\/p>\n\n\n\n<p>Autor do projeto, o l\u00edder do Uni\u00e3o Brasil, Efraim Filho (PB), destacou que o tema \u00e9 que uniu parlamentares do governo e da oposi\u00e7\u00e3o. \u201cProvou que n\u00e3o \u00e9 um tema de governo e oposi\u00e7\u00e3o, \u00e9 um tema da na\u00e7\u00e3o. O Brasil tem um grande desafio que \u00e9 gerar empregos e oportunidades. O maior programa social do Brasil \u00e9 o emprego\u201d, argumentou Efraim.<\/p>\n\n\n\n<p>No Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE), Coronel restaurou o texto que havia sido aprovado anteriormente na Casa, suprimindo as altera\u00e7\u00f5es feitas na C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>No plen\u00e1rio, os senadores acataram uma altera\u00e7\u00e3o feita pelos deputados que prev\u00ea a redu\u00e7\u00e3o da tributa\u00e7\u00e3o de empresas de transporte rodovi\u00e1rio coletivo de passageiros. A proposta reduz para 1% a al\u00edquota de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria paga pelas companhias do setor, e mant\u00e9m em 2% para o transporte de cargas.<\/p>\n\n\n\n<p>A medida \u00e9 vista como essencial pelos 17 setores para a manuten\u00e7\u00e3o dos empregos e o planejamento das empresas. O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Telesservi\u00e7os (ABT) disse que a aprova\u00e7\u00e3o evita uma onda de demiss\u00f5es. \u201cO Congresso entendeu a necessidade da manuten\u00e7\u00e3o da desonera\u00e7\u00e3o. Sem a desonera\u00e7\u00e3o os empregos v\u00e3o ser perdidos. N\u00f3s dispensar \u00edamos entre 12% a 15%. Algo em torno de 200 mil empregos\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Jos\u00e9 Velloso, presidente executivo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de M\u00e1quinas e Equipamentos (Abimaq), avalia que a desonera\u00e7\u00e3o beneficiar\u00e1 as exporta\u00e7\u00f5es. \u201cO sistema tribut\u00e1rio brasileiro \u00e9 o \u00fanico do mundo que tributa exporta\u00e7\u00f5es. Um dos tributos que n\u00f3s exportamos junto com nossos tributos \u00e9 o imposto sobre folha. Ent\u00e3o, a desonera\u00e7\u00e3o da folha desonera tamb\u00e9m a exporta\u00e7\u00e3o\u201d, diz. O setor exporta US$ 14 bilh\u00f5es ao ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Velloso afirma que a tributa\u00e7\u00e3o sobre o faturamento \u00e9 mais inteligente, porque, em momento de crise, tributa menos e preserva empregos. \u201cE quando acelera a economia, aumenta o faturamento das empresas e voc\u00ea aumenta a tributa\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, \u00e9 [medida] antic\u00edclica, que segura empregos, al\u00e9m de desonerar as exporta\u00e7\u00f5es.\u2019\u2019<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente-executivo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Ind\u00fastrias de Cal\u00e7ados (Abical\u00e7ados), Haroldo Ferreira, avaliou que o projeto colocou acima de quest\u00f5es pol\u00edticas e ideol\u00f3gicas o que \u00e9 melhor para o Brasil: \u201cSeguir gerando empregos e desenvolvimento econ\u00f4mico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAgora, o \u00faltimo passo \u00e9 a san\u00e7\u00e3o do presidente Lula que, acreditamos, ir\u00e1 ocorrer o quanto antes, para que as empresas possam se planejar, crescer e exportar mais\u201d, disse o executivo. Levantamento da Abical\u00e7ados aponta que uma poss\u00edvel reonera\u00e7\u00e3o da folha agregaria uma carga tribut\u00e1ria extra de mais de R$ 1 bilh\u00e3o em dois anos para as empresas cal\u00e7adistas.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/10\/25\/senado-aprova-prorrogar-desoneracao-da-folha-dos-17-setores-que-mais-empregam.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/10\/25\/senado-aprova-prorrogar-desoneracao-da-folha-dos-17-setores-que-mais-empregam.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf libera contribuinte de pagar tributos sobre mercadoria roubada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), em decis\u00e3o recente, acatou o entendimento do Judici\u00e1rio e liberou um contribuinte de recolher tributos sobre mercadorias roubadas no trajeto ao destino final. Apesar de a disputa estar pacificada pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), advogados relatam que empresas continuam sendo autuadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os maiores alvos, dizem, s\u00e3o empresas importadoras que t\u00eam a carga roubada durante o tr\u00e2nsito da carga no Brasil. A Receita Federal entende que o roubo ou o furto de mercadoria importada n\u00e3o \u00e9 evento de caso fortuito ou de for\u00e7a maior, para afastar a responsabilidade da empresa pelo pagamento de tributos (Ato Declarat\u00f3rio n\u00ba 12, de 2004).<\/p>\n\n\n\n<p>Esse cen\u00e1rio, acrescentam os especialistas, acarreta uma dupla penalidade: al\u00e9m de ter a carga roubada, a empresa ainda \u00e9 cobrada a pagar tributos sobre ela.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA decis\u00e3o traz um alento e esperan\u00e7a aos contribuintes que ainda enfrentam essa discuss\u00e3o nas Delegacias de Julgamento e no Carf, de que seus casos ser\u00e3o julgados de acordo com a jurispru d\u00eancia consolidada no Judici\u00e1rio\u201d, afirma o advogado Luiz Gustavo Rodelli Simionato, s\u00f3cio do LCSC Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo advogados, a jurisprud\u00eancia do Carf na \u00faltima d\u00e9cada \u00e9 favor\u00e1vel ao Fisco. O STJ, por sua vez, diz, tem liberado o transportador de pagar os tributos. H\u00e1, inclusive, decis\u00e3o da Corte Especial nesse sentido (REsp 1172027).<\/p>\n\n\n\n<p>O caso analisado pela 1\u00aa Turma da 3\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Carf foi da Polar Transportes Rodovi\u00e1rios, benefici\u00e1ria de um regime aduaneiro. Esse regime permite que, ap\u00f3s o desembara\u00e7o da mercadoria, os tributos incidentes sobre a importa\u00e7\u00e3o sejam suspensos durante o tr\u00e2nsito no Brasil at\u00e9 a chegada ao comprador.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2005, a carga foi importada por meio do aeroporto de Guarulhos (SP), mas n\u00e3o chegou \u00e0 Vit\u00f3ria (ES), que era o destino final. No deslocamento, foi roubada por quadrilha armada nas proximidades de Aparecida do Norte (SP).<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira inst\u00e2ncia administrativa, a Receita manteve a exig\u00eancia do IPI, do Imposto de Importa\u00e7\u00e3o, do PIS e da Cofins-Importa\u00e7\u00e3o. Os julgadores entenderam que o roubo n\u00e3o seria capaz de afastar a responsabilidade do transportador de pagar os impostos. Isso porque seria um fortuito interno, ou seja, algo previs\u00edvel, que pode ser evitado, al\u00e9m de ser inerente ao risco da atividade econ\u00f4mica da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>No Carf, no entanto, o entendimento foi diferente. Os conselheiros, por maioria de votos, aceitaram o recurso do contribuinte para anular a cobran\u00e7a dos tributos (processo n\u00ba 10814.011520\/2008-92).<\/p>\n\n\n\n<p>Pesou para o relator, conselheiro La\u00e9rcio Cruz Uliana Junior, a jurisprud\u00eancia do STJ. Mas, al\u00e9m disso, ele apontou que a Fazenda Nacional, em processos judiciais envolvendo a mesma empresa, tem desistido das a\u00e7\u00f5es com base no Parecer n\u00ba 7, de 2019.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO ac\u00f3rd\u00e3o se apresenta como ponto de virada jurisprudencial no Carf sobre o tema. Isso porque, diferente dos outros casos, foi adotado tamb\u00e9m aqui, como raz\u00e3o de decidir, a postura da PGFN, interessada na cobran\u00e7a, de desist\u00eancia dessa pretens\u00e3o no Poder Judici\u00e1rio\u201d, diz Caio Quintella, titular da Nader Quintella Consultoria e ex-conselheiro da C\u00e2mara Superior do Carf.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Andr\u00e9 Mendes Moreira, s\u00f3cio da banca Sacha Calmon &#8211; Misabel Derzi Advogados, o fato de a decis\u00e3o do Carf envolver importadora e com regime de suspens\u00e3o de tributos \u00e9 relevante. Isso porque, afirma, a jurisprud\u00eancia do STJ foi formada, em grande parte, por discuss\u00f5es sobre exig\u00eancia de IPI sobre cargas roubadas em opera\u00e7\u00f5es internas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele chama aten\u00e7\u00e3o, ainda, que o Parecer n\u00ba 7 autoriza os procuradores da Fazenda Nacional a n\u00e3o recorrerem e desistirem de processos sobre o assunto. No fim do documento, h\u00e1 um apontamento de que a autoriza\u00e7\u00e3o de desist\u00eancia n\u00e3o se aplica a casos de importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o existe raz\u00e3o para essa diferencia\u00e7\u00e3o. Se a opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o se concretizou pelo roubo da carga, o contribuinte n\u00e3o pode ser obrigado a pagar o imposto. Pouco importa se a mercadoria \u00e9 destinada ao mercado interno\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/25\/carf-libera-contribuinte-de-pagar-tributos-sobre-mercadoria-roubada.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/25\/carf-libera-contribuinte-de-pagar-tributos-sobre-mercadoria-roubada.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ garante cr\u00e9ditos de ICMS sobre insumos intermedi\u00e1rios<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) garantiu a uma usina o direito a cr\u00e9ditos de ICMS sobre insumos intermedi\u00e1rios &#8211; essenciais \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, mas que n\u00e3o integram o produto final. A decis\u00e3o \u00e9 um importante precedente, segundo especialistas, por resolver diverg\u00eancia nas turmas que analisam quest\u00f5es tribut\u00e1rias na Corte.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso julgado pelos ministros \u00e9 da paulista Pedra Agroindustrial, que pediu para aproveitar cr\u00e9ditos de ICMS sobre diversos itens &#8211; entre eles, motores de v\u00e1lvulas, bombas e correntes transportadoras &#8211; para quitar d\u00e9bitos do imposto. Alegou que tais itens s\u00e3o essenciais \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de etanol e a\u00e7\u00facar, ainda que consumidos ou desgastados gradativamente no processo de fabrica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento, finalizado neste m\u00eas, os ministros da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o analisaram recurso contra decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP). No pedido, a usina apontou diverg\u00eancia nas decis\u00f5es das turmas que julgam mat\u00e9rias tribut\u00e1rias no STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os desembargadores do TJSP, os itens s\u00e3o bens que n\u00e3o se consomem durante o processo de industrializa\u00e7\u00e3o, apenas se desgastam pelo uso constante. E, portanto, afirmam na decis\u00e3o, n\u00e3o se poderia falar em cumulatividade do imposto, porque n\u00e3o ocorre a sa\u00edda dos bens do estabelecimento, na qualidade de componente de produto industrializado.<\/p>\n\n\n\n<p>No STJ, por\u00e9m, a relatora, ministra Regina Helena Costa, aceitou o pedido da usina, e determinou a devolu\u00e7\u00e3o do caso para que o TJSP possa realizar per\u00edcia dos itens. Para ela, h\u00e1 direito \u00e0 obten\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito quanto aos materiais &#8211; produtos intermedi\u00e1rios &#8211; integrados no processo produtivo (REsp 1775781).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSendo o insumo mercadoria essencial \u00e0 atividade da empresa, inarred\u00e1vel que a soma decorrente dessa aquisi\u00e7\u00e3o constitui cr\u00e9dito dedut\u00edvel na opera\u00e7\u00e3o seguinte\u201d, afirmou a ministra em seu voto.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo a relatora, a Lei Kandir (Lei Complementar n\u00ba 87, de 1996) n\u00e3o limita o direito a cr\u00e9ditos na hip\u00f3tese em que ficar comprovada a necessidade de uso de itens intermedi\u00e1rios. \u201cO atributo eleito como distintivo pelo Fisco, que \u00e9 o desgaste gradual, mostra-se insuficiente para desqualificar a essencialidade do produto intermedi\u00e1rio diante do processo produtivo\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses materiais, afirmou a relatora, n\u00e3o s\u00e3o de \u201cuso e consumo\u201d e, por isso, n\u00e3o se aplicaria a restri\u00e7\u00e3o do artigo 33 da Lei Complementar n\u00ba 87. Ela acrescentou, em seu voto, que a Secretaria de Fazenda e Planejamento de S\u00e3o Paulo vincula o creditamento ao consumo instant\u00e2neo do material utilizado, mas a Lei Kandir permite compensa\u00e7\u00e3o relativa a produtos intermedi\u00e1rios empregados no processo produtivo, ainda que n\u00e3o ocorra o consumo imediato e integral do bem e a integra\u00e7\u00e3o f\u00edsica do produto.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de o processo julgado envolver S\u00e3o Paulo, outros Estados pediram para participar como parte interessada (amicus curiae). O pedido foi negado porque o julgamento j\u00e1 havia sido iniciado. Foram os Estados do Acre, Amazonas, Alagoas, Cear\u00e1, Goi\u00e1s, Esp\u00edrito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Maranh\u00e3o, Minas Gerais, Par\u00e1, Para\u00edba, Paran\u00e1, Pernambuco, Piau\u00ed, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rond\u00f4nia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe, Tocantins e o Distrito Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando o julgamento foi iniciado, em junho deste ano, o advogado da usina, Roque Carrazza, afirmou na sess\u00e3o que, mesmo que os produtos intermedi\u00e1rios n\u00e3o se incorporem aos bens industrializados, s\u00e3o essenciais e consumidos no processo. \u201cQuando a vida \u00fatil do bem \u00e9 potencialmente inferir a um ano e dentro desse lapso \u00e9 totalmente consumido est\u00e1-se diante de um produto intermedi\u00e1rio, ainda que n\u00e3o integre o produto final\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Andr\u00e9 Brawerman, procurador do Estado de S\u00e3o Paulo, defendeu que o recurso n\u00e3o poderia ter sido admitido na Se\u00e7\u00e3o. Isso porque a 2\u00aa Turma do STJ n\u00e3o chegou a analisar o m\u00e9rito. Sobre o m\u00e9rito, destacou ele, se o produto n\u00e3o foi integrado ou esgotado no processo de industrializa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 direito a cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>Henrique Munia e Erbolato, s\u00f3cio do Santos Neto Advogados, lembra que havia diverg\u00eancia entre as turmas do STJ sobre o assunto. O advogado destaca que os itens indicados no processo n\u00e3o s\u00e3o incorporados ao produto final, mas s\u00e3o essenciais para as usinas. Ap\u00f3s a decis\u00e3o, acrescenta, o TJSP vai analisar, por meio de laudos, se efetivamente os produtos indicados foram utilizados.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse ponto, diz o tributarista, \u00e9 relevante para outras empresas na mesma situa\u00e7\u00e3o porque vai depender de cada caso &#8211; e per\u00edcia &#8211; o aproveitamento de cr\u00e9ditos. \u201c\u00c9 importante os contribuintes terem laudo e a comprova\u00e7\u00e3o dos produtos que acabam sendo utilizados nos respectivos processos produtivos\u201d, afirma ele. \u201cA decis\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um precedente apenas para as usinas, mas tamb\u00e9m para outras cadeias, como a ind\u00fastria automotiva.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a advogada Adriana Stamato, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Trench Rossi Watanabe, \u00e9 necess\u00e1rio aguardar a publica\u00e7\u00e3o do ac\u00f3rd\u00e3o. Mas a princ\u00edpio, diz, parece que a tese pode ser aplicada para outras empresas, respeitadas as especificidades de cada processo produtivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a advogada, n\u00e3o faz sentido os contribuintes passarem anos discutindo o que d\u00e1 ou n\u00e3o direito ao cr\u00e9dito. Ela lembra que o fim desse debate \u00e9 uma das principais promessas da equipe que est\u00e1 cuidando da reforma tribut\u00e1ria. \u201cA lei complementar que ser\u00e1 editada para o IBS e CBS n\u00e3o pode fazer nenhum tipo de restri\u00e7\u00e3o, nem dar espa\u00e7o para d\u00favidas nesse sentido\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota ao Valor, a Procuradoria Geral do Estado de S\u00e3o Paulo informa que a quest\u00e3o em discuss\u00e3o envolve mat\u00e9ria constitucional e, provavelmente, ser\u00e1 levada aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/25\/stj-garante-creditos-de-icms-sobre-insumos-intermediarios.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/25\/stj-garante-creditos-de-icms-sobre-insumos-intermediarios.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Julgamento no STJ poder\u00e1 gerar forte impacto na arrecada\u00e7\u00e3o do Sistema S<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) deu in\u00edcio a um julgamento que pode reduzir &#8211; e muito &#8211; a arrecada\u00e7\u00e3o do Sistema S. Os ministros decidem se a base de c\u00e1lculo das chamadas \u201ccontribui\u00e7\u00f5es de terceiros\u201d ou \u201cparafiscais\u201d deve ficar limitada a 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o essas contribui\u00e7\u00f5es que financiam o Sistema S &#8211; como Sesc, Senai e Sebrae. T\u00eam peso de, em m\u00e9dia, 5,8% para os contribuintes e a Receita Federal exige que esse percentual seja aplicado sobre toda a folha de sal\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Est\u00e1 em jogo no STJ, portanto, se essa exig\u00eancia est\u00e1 correta e deve permanecer ou se os contribuintes t\u00eam raz\u00e3o em defender um limite para a cobran\u00e7a. Prevalecendo a limita\u00e7\u00e3o, a al\u00edquota de 5,8% teria de ser calculada sobre um teto m\u00e1ximo de R$ 26,4 mil &#8211; levando em conta o sal\u00e1rio m\u00ednimo atual, de R$ 1.320,00.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem pelo menos 25 mil a\u00e7\u00f5es sobre o tema em todo o pa\u00eds, segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), e toda essa quantidade ser\u00e1 afetada pela decis\u00e3o que for tomada pelos ministros do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento ocorre na 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o. Os ministros analisam o tema por meio de dois processos (REsp 1898532 e REsp 1905870) com efeito repetitivo. A decis\u00e3o que for proferida ser\u00e1 vinculante para primeira e segunda inst\u00e2ncias e tamb\u00e9m ter\u00e1 de ser seguida pelas turmas que julgam as quest\u00f5es tribut\u00e1rias na Corte (1\u00aa e 2\u00aa).<\/p>\n\n\n\n<p>As discuss\u00f5es foram abertas na tarde da quarta-feira (25) pela relatora do tema, a ministra Regina Helena Costa. Ela se posicionou contra a limita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas prop\u00f4s que seja aplicada ao caso a chamada modula\u00e7\u00e3o de efeitos: contribuintes que ajuizaram a\u00e7\u00e3o sobre o tema at\u00e9 ontem, a data de in\u00edcio das discuss\u00f5es na Corte, e t\u00eam decis\u00e3o favor\u00e1vel nos seus processos poder\u00e3o se valer dessas decis\u00f5es &#8211; ou seja, pagando a contribui\u00e7\u00e3o com base no teto de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos &#8211; at\u00e9 a publica\u00e7\u00e3o da ata de julgamento. Depois disso, o limite cai para todo mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Regina Helena Costa foi a \u00fanica a votar. O julgamento foi suspenso em seguida por um pedido de vista do ministro Mauro Campbell Marques, que tem at\u00e9 90 dias para devolver o caso para a pauta. Al\u00e9m dele, outros oito ministros tamb\u00e9m poder\u00e3o votar.<\/p>\n\n\n\n<p>Dois deles, Gurgel de Faria e Herman Benjamin, sinalizaram, na sess\u00e3o, que devem acompanhar o entendimento da relatora.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa discuss\u00e3o se d\u00e1 em torno de duas leis da d\u00e9cada de 80 &#8211; uma de 1981 e a outra de 1986. A mais antiga, de n\u00ba 6.950, prev\u00ea no artigo 4\u00ba, que a base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias deve respeitar o limite de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos e o par\u00e1grafo \u00fanico complementa que esse mesmo teto tem de ser observado para as contribui\u00e7\u00f5es destinadas a terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>O Decreto n\u00ba 2.318, de 1986, no entanto, revogou o limite imposto para o c\u00e1lculo \u201cda contribui\u00e7\u00e3o da empresa para a Previd\u00eancia Social\u201d que estava previsto no artigo 4\u00ba, mas n\u00e3o mexeu no par\u00e1grafo \u00fanico.<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes defendem, por esse motivo, que o limite de 20 sal\u00e1rios m\u00ednimos n\u00e3o poderia ser liberado para as contribui\u00e7\u00f5es parafiscais. \u201cHouve apenas um recorte, uma revoga\u00e7\u00e3o parcial do alcance da norma\u201d, afirmou aos ministros, no julgamento, o advogado Fernando Scaff, representante de uma das empresas envolvidas nos processos em an\u00e1lise na Corte.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a Uni\u00e3o e as entidades que comp\u00f5em o Sistema S entendem que o par\u00e1grafo \u00fanico n\u00e3o sobrevive sozinho &#8211; sem o artigo. Afirmam que tudo foi revogado pelo Decreto-lei de 1986 e, por esse motivo, tanto a contribui\u00e7\u00e3o patronal como a destinada a terceiros devem incidir sobre toda a folha de sal\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o seria adequado tirar o sentido e a vig\u00eancia do caput e manter o par\u00e1grafo \u00fanico\u201d, frisou, no julgamento, o procurador Leonardo Quintas Furtado.<\/p>\n\n\n\n<p>Os advogados Marcus Vinicius Furtado Co\u00ealho, representante do Sesi-Senai, e Bruno Murat, do Sesc-Senac, chamaram a aten\u00e7\u00e3o dos ministros para a redu\u00e7\u00e3o de receita e o impacto social que poder\u00e1 ser causado com eventual modifica\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe a tese do contribuinte prevalece, haver\u00e1 redu\u00e7\u00e3o de 90% das receitas. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ignorar o impacto que uma decis\u00e3o dessa vai causar\u201d, disse Murat, citando que existem mais de 200 escolas em todo o pa\u00eds mantidas pela entidade.<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00faltimo ano, segundo Co\u00ealho, 12 milh\u00f5es de pessoas foram atendidas pelo sistema Sesi-Senai, sendo 6 milh\u00f5es estudantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dois advogados argumentaram aos ministros, ainda, que a fixa\u00e7\u00e3o de um teto m\u00e1ximo para as contribui\u00e7\u00f5es violaria o princ\u00edpio da capacidade contributiva, j\u00e1 que pequenas e m\u00e9dias empresas acabariam pagando exatamente o mesmo valor que as grandes companhias.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a relatora do tema no STJ, ministra Regina Helena Costa, o Fisco e as entidades do Sistema S t\u00eam raz\u00e3o nessa briga. \u201cA finalidade do Decreto-lei foi de extinguir o teto para ambas as contribui\u00e7\u00f5es\u201d, afirmou ao votar.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela considerou a modula\u00e7\u00e3o de efeitos importante, nesse caso, por existirem decis\u00f5es monocr\u00e1ticas de ministros da 1\u00aa e da 2\u00aa Turmas em sentido contr\u00e1rio, ou seja, em favor da limita\u00e7\u00e3o. Regina Helena chamou aten\u00e7\u00e3o que essas decis\u00f5es tamb\u00e9m serviram como precedente para primeira e segunda inst\u00e2ncias.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/26\/julgamento-no-stj-podera-gerar-forte-impacto-na-arrecadacao-do-sistema-s.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/26\/julgamento-no-stj-podera-gerar-forte-impacto-na-arrecadacao-do-sistema-s.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por unanimidade, STJ permite a dedu\u00e7\u00e3o de JCP de per\u00edodos anteriores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, os ministros da 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) reconheceram o direito do contribuinte a deduzir, na apura\u00e7\u00e3o do Lucro Real, os Juros sobre Capital Pr\u00f3prio (JCP) referentes a exerc\u00edcios anteriores. Os julgadores acompanharam o voto do relator, ministro Mauro Campbell, que observou que o artigo 9\u00b0 da Lei 9249\/1995, que regulamenta a pr\u00e1tica, n\u00e3o veda a dedu\u00e7\u00e3o extempor\u00e2nea.<\/p>\n\n\n\n<p>A turma analisou recurso da Uni\u00e3o (REsp 1.950.577) contra decis\u00e3o do TRF3, que tamb\u00e9m permitiu a dedu\u00e7\u00e3o, citando, inclusive, jurisprud\u00eancia do STJ. O entendimento da Corte em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 dedutibilidade do JCP pago em per\u00edodos anteriores \u00e9 favor\u00e1vel aos contribuintes na 1\u00aa e na 2\u00aa Turma.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sustenta\u00e7\u00e3o oral, o advogado do contribuinte defendeu o desprovimento do recurso da Uni\u00e3o citando o julgamento do REsp 1955120\/SP, de novembro de 2022, quando a 2\u00aa Turma permitiu por maioria a dedu\u00e7\u00e3o do JCP de per\u00edodos anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado citou ainda o julgamento do REsp 1971537\/SP, quando a 1\u00aa Turma, de forma un\u00e2nime, tamb\u00e9m julgou a favor do contribuinte em junho de 2023. \u201cA jurisprud\u00eancia \u00e9 est\u00e1vel pelo menos desde 2009, no sentido de que n\u00e3o h\u00e1 qualquer obst\u00e1culo \u00e0 dedu\u00e7\u00e3o do JCP calculado sobre o patrim\u00f4nio l\u00edquido de exerc\u00edcios passados\u201d, afirmou o defensor.<\/p>\n\n\n\n<p>Contribuinte perde no Carf<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da jurisprud\u00eancia favor\u00e1vel no STJ, o contribuinte foi derrotado nesta ter\u00e7a (3\/10) no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) no julgamento de tr\u00eas processos sobre o mesmo tema. Com aplica\u00e7\u00e3o do voto de qualidade, a 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do tribunal administrativo afastou a possibilidade de deduzir despesas com o pagamento de JCP extempor\u00e2neo.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o se deu no processo 16682.720380\/2012-52, da Souza Cruz Ltda., e nos processos de n\u00famero 16327.720529\/2014-12 e 16327.720509\/2014-33, do Banco Safra.<\/p>\n\n\n\n<p>Os conselheiros da inst\u00e2ncia m\u00e1xima do Carf se dividem em rela\u00e7\u00e3o ao tema, o que acaba tornando o crit\u00e9rio de desempate relevante. Nos \u00faltimos processos julgados sobre o tema, em 2022, as decis\u00f5es sobre JCP extempor\u00e2neo foram a favor das empresas com a aplica\u00e7\u00e3o do desempate pr\u00f3-contribuinte. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/por-unanimidade-stj-permite-a-deducao-de-jcp-de-periodos-anteriores-28102023#:~:text=Por%20unanimidade%2C%20STJ%20permite%20a%20dedu%C3%A7%C3%A3o%20de%20JCP%20de%20per%C3%ADodos%20anteriores,-Relator%20observou%20que&amp;text=Por%20unanimidade%2C%20os%20ministros%20da,JCP)%20referentes%20a%20exerc%C3%ADcios%20anteriores.\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/por-unanimidade-stj-permite-a-deducao-de-jcp-de-periodos-anteriores-28102023#:~:text=Por%20unanimidade%2C%20STJ%20permite%20a%20dedu%C3%A7%C3%A3o%20de%20JCP%20de%20per%C3%ADodos%20anteriores,-Relator%20observou%20que&amp;text=Por%20unanimidade%2C%20os%20ministros%20da,JCP)%20referentes%20a%20exerc%C3%ADcios%20anteriores.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>_______________________________________________________________________________________<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria: Profissional liberal ter\u00e1 al\u00edquota diferenciada de imposto, afirma Braga<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O relator da reforma tribut\u00e1ria, senador Eduardo Braga (MDB-AM), afirmou nesta segunda-feira (23) que profissionais liberais ter\u00e3o al\u00edquota diferenciada de impostos. Braga disse que vai protocolar o relat\u00f3rio sobre a PEC at\u00e9 esta ter\u00e7a-feira (24), \u00e0 noite. Ap\u00f3s reuni\u00e3o com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o relator tamb\u00e9m afirmou que o valor previsto para o Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR) ser\u00e1 maior do que os R$ 40 bilh\u00f5es propostos inicialmente.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsperamos at\u00e9 amanh\u00e3 (ter\u00e7a-feira) que isso esteja conclu\u00eddo\u201d, disse Braga. A al\u00edquota espec\u00edfica para esses profissionais ainda n\u00e3o est\u00e1 decidida, j\u00e1 que a Organiza\u00e7\u00e3o dos Advogados do Brasil (OAB) fez uma proposta, que foi rebatida com uma contraproposta.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Braga, a ideia \u00e9 n\u00e3o ficar nem com a al\u00edquota atual e nem estabelecer uma al\u00edquota que \u201cacabasse for\u00e7ando que eles desmontassem a pejotiza\u00e7\u00e3o dessas profiss\u00f5es\u201d, causando um \u201cretrocesso\u201d com o &#8220;retorno&#8221; de muitos desses profissionais para o Simples.<\/p>\n\n\n\n<p>A PEC da reforma tribut\u00e1ria foi aprovada pela C\u00e2mara dos Deputados em julho e sofrer\u00e1 mudan\u00e7as no Senado. Braga afirmou que vai conversar ainda nesta segunda-feira com o relator do texto da C\u00e2mara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), sobre as altera\u00e7\u00f5es. Mantida a expectativa de protocolar o relat\u00f3rio nesta ter\u00e7a-feira, o senador afirma que deve ler o texto na quarta-feira (25), na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ), para que a PEC seja votada na CCJ at\u00e9 7 de novembro.<\/p>\n\n\n\n<p>Fundo Desenvolvimento Regional<\/p>\n\n\n\n<p>Sem falar em valores, Eduardo Braga afirmou que o montante do Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR) \u201cvai subir\u201d em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 proposta inicial do governo federal, de R$ 40 bilh\u00f5es. Os Estados pleiteiam algo entre R$ 75 bilh\u00f5es e R$ 80 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVai subir, vai subir\u201d, disse Braga. Nos \u00faltimos dias, o relator vem sinalizando que \u00e9 favor\u00e1vel ao aumento do FDR. Segundo ele, \u201cquanto mais robusto\u201d for o FDR, \u201cmais robusta ser\u00e1 a pol\u00edtica de desconcentra\u00e7\u00e3o da economia\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O senador tamb\u00e9m afirmou que \u201cmuito provavelmente\u201d, se at\u00e9 ter\u00e7a-feira n\u00e3o houver \u201centendimento\u201d entre as diversas partes, \u201cvamos apresentar o texto (relat\u00f3rio) com a proposta j\u00e1 consolidada com o governo\u201d federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele ainda confirmou que o instrumento para manter as vantagens da Zona Franca de Manaus (ZFM) ser\u00e1 uma Contribui\u00e7\u00e3o sobre Interven\u00e7\u00e3o no Dom\u00ednio Econ\u00f4mico (Cide) que incidir\u00e1 sobre itens produzidos fora da regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Revis\u00e3o a cada 5 anos<\/p>\n\n\n\n<p>O texto elaborado por Braga vai propor que a cada cinco anos seja realizada uma \u201crevis\u00e3o dos regimes diferenciados, com an\u00e1lise do custo-benef\u00edcio\u201d. Entre esses regimes, de acordo com ele, estar\u00e3o os de bens de capital e saneamento b\u00e1sico.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele afirmou que buscou ser \u201cseletivo e restritivo\u201d na escolha dos regimes diferenciados. \u201cEstamos voltando ao princ\u00edpio das PECs (propostas de emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o) 45 e 110 quando foram apresentadas\u201d, disse, destacando a import\u00e2ncia que bens de capital e saneamento tinham nos dois textos que deram origem \u00e0 reforma tribut\u00e1ria. \u201cEsse texto que veio da C\u00e2mara precisava de ajustes.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Trava da carga tribut\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>O relator tamb\u00e9m reafirmou que a \u201ctrava da carga tribut\u00e1ria est\u00e1 assegurada\u201d no relat\u00f3rio a ser apresentado por ele. Segundo Braga, essa trava ser\u00e1 calculada com base em uma f\u00f3rmula matem\u00e1tica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 uma equa\u00e7\u00e3o [m\u00f3vel] que representa o per\u00edodo anterior \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o [da reforma] e durante a implanta\u00e7\u00e3o que vai aferindo carga tribut\u00e1ria\u201d, disse. \u201cEla vai auferindo e apontando o tamanho da carga tribut\u00e1ria. Se exceder no ano subsequente, h\u00e1 corre\u00e7\u00e3o da al\u00edquota.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/10\/23\/reforma-tributaria-profissional-liberal-tera-aliquota-diferenciada-de-imposto-afirma-braga.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/10\/23\/reforma-tributaria-profissional-liberal-tera-aliquota-diferenciada-de-imposto-afirma-braga.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Maioria dos acordos com a PGFN prev\u00ea uso de preju\u00edzo fiscal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de uso de preju\u00edzo fiscal tem incentivado contribuintes a fechar acordos com a Fazenda Nacional &#8211; as chamadas transa\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias. Levantamento do escrit\u00f3rio Buttini Moraes Advogados, feito a pedido do Valor, mostra que em 68% dos 66 firmados no primeiro semestre h\u00e1 a previs\u00e3o de ado\u00e7\u00e3o desses cr\u00e9ditos para o pagamento de d\u00edvidas tribut\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre janeiro e junho deste ano, 45 transa\u00e7\u00f5es individuais foram fechadas com a possibilidade de uso dessa \u201cmoeda\u201d no pa\u00eds, de acordo com o levantamento realizado com base em dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). De agosto &#8211; quando passou a ser poss\u00edvel essa medida &#8211; a dezembro de 2022, foram apenas 15.<\/p>\n\n\n\n<p>O volume total de acordos tamb\u00e9m aumentou, na mesma base de compara\u00e7\u00e3o. Passou de 45 para 66 &#8211; com e sem uso de cr\u00e9ditos de preju\u00edzo fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cOs n\u00fameros mostram que o interesse do contribuinte em transacionar com a Fazenda Nacional est\u00e1 relacionado com a chance de usar o preju\u00edzo fiscal\u201d, afirma Sergio Villanova Vasconcelos, do Buttini Moraes Advogados. \u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 pela redu\u00e7\u00e3o de multa e juros, como ocorreu em parcelamentos passados, como o Refis, mas em n\u00e3o gerar desembolso de caixa.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Ligia Ferreira de Faria, do mesmo escrit\u00f3rio, acrescenta que \u201ca transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria sem a possibilidade de uso de preju\u00edzo fiscal n\u00e3o \u00e9 interessante\u201d. Para ela, levando-se em considera\u00e7\u00e3o a quantidade de devedores de tributos no Brasil, o n\u00famero de acordos com a Fazenda Nacional poderia ser bem maior.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a PGFN, R$ 58 bilh\u00f5es foram regularizados at\u00e9 agora por meio de acordos individuais &#8211; pouco mais de 10% dos R$ 498,1 bilh\u00f5es regularizados em todas as modalidades de transa\u00e7\u00e3o desde 2020. O estoque atual da d\u00edvida ativa da Uni\u00e3o \u00e9 de aproximadamente R$ 2,7 trilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O uso de preju\u00edzo fiscal do Imposto de Renda (IRPJ) e de base negativa de CSLL como \u201cmoeda\u201d evita, na pr\u00e1tica, desembolso de dinheiro pelos contribuintes. A Lei n\u00ba 14.375, de junho de 2022, autorizou a ado\u00e7\u00e3o desses cr\u00e9ditos para a liquida\u00e7\u00e3o de 70% da d\u00edvida ap\u00f3s descontos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas existem limites. Al\u00e9m de ser a \u00faltima \u201cmoeda\u201d aceita nas transa\u00e7\u00f5es, esse cr\u00e9dito s\u00f3 pode ser utilizado para pagar d\u00e9bitos considerados irrecuper\u00e1veis ou de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o, segundo a Portaria PGFN n\u00ba 6.757.<\/p>\n\n\n\n<p>A regra, que passou a valer em agosto de 2022, beneficia empresas que, por avalia\u00e7\u00e3o da Fazenda Nacional, t\u00eam rating \u201cC\u201d ou \u201cD\u201d, e aquelas em recupera\u00e7\u00e3o judicial ou extrajudicial.<\/p>\n\n\n\n<p>A autoriza\u00e7\u00e3o para o uso de preju\u00edzo fiscal e base negativa de CSLL nas transa\u00e7\u00f5es individuais simplificadas de devedores em recupera\u00e7\u00e3o judicial ou extrajudicial passou a valer este m\u00eas, com a edi\u00e7\u00e3o da Portaria PGFN n\u00ba 1.241. At\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o havia essa possibilidade nessa modalidade de transa\u00e7\u00e3o &#8211; direcionada a contribuintes com d\u00edvidas de R$ 1 milh\u00e3o at\u00e9 R$ 10 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A PGFN, em nota ao Valor, justifica o limite. Afirma que quando o objeto da negocia\u00e7\u00e3o \u00e9 a d\u00edvida ativa, o uso desse benef\u00edcio excepcional exige a irrecuperabilidade do cr\u00e9dito. \u201c\u00c9 que, do contr\u00e1rio, haveria ren\u00fancia de receita porquanto o cr\u00e9dito, a partir do crit\u00e9rio objetivo que \u00e9 a capacidade de pagamento (Capag), seria recuper\u00e1vel\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A classifica\u00e7\u00e3o da Fazenda Nacional sobre a capacidade de pagamento do contribuinte tem sido o ponto sens\u00edvel nas transa\u00e7\u00f5es, dizem advogados tributaristas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um contexto de questionamentos sobre o assunto, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional decidiu tornar mais transparente o c\u00e1lculo realizado para medir a capacidade de pagamento dos contribuintes. Tamb\u00e9m vai abrir, no site do \u00f3rg\u00e3o, um caminho para que possam questionar os enquadramentos. As mudan\u00e7as est\u00e3o na Portaria PGFN n\u00ba 1.241.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs altera\u00e7\u00f5es d\u00e3o ao contribuinte mais chances de alterarem seu rating, de forma a possibilitar a utiliza\u00e7\u00e3o do preju\u00edzo fiscal e da base de c\u00e1lculo negativa da CSLL\u201d, afirma Sergio Villanova Vasconcelos, que aponta ainda situa\u00e7\u00f5es de clientes que possuem rating alto, mas n\u00e3o t\u00eam liquidez para conseguir quitar as d\u00edvidas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os advogados do Buttini Moraes tamb\u00e9m analisaram o conte\u00fado dos acordos em que houve sinal verde para uso de preju\u00edzo fiscal. Apenas quatro das 66 transa\u00e7\u00f5es firmadas este ano n\u00e3o fazem qualquer refer\u00eancia \u00e0 capacidade de pagamento do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Na maioria dos casos (65%), h\u00e1 classifica\u00e7\u00e3o dos d\u00e9bitos como irrecuper\u00e1veis ou de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o. Em outros 28,3% h\u00e1 men\u00e7\u00e3o de que a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do contribuinte foi levada em conta.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Paulo Henrique Gomes da Costa, do Medina Guimar\u00e3es Advogados, entende que os crit\u00e9rios para uso dos cr\u00e9ditos deveriam ser mais objetivos. \u201cCriaria um direito para o contribuinte. Hoje, \u00e9 subjetivo, \u00e9 uma possibilidade outorgada \u00e0 procuradoria\u201d, diz. Em muitos casos, acrescenta, \u201co que est\u00e1 na an\u00e1lise da procuradoria n\u00e3o reflete a realidade e o dia a dia do contribuinte\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Richard Edward Dotoli, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Costa Tavares Paes e professor na FGV-RJ, o empresariado tem resistido a fazer desembolsos de caixa diante de incertezas econ\u00f4micas. Ele cita as indefini\u00e7\u00f5es sobre aumento de receita para cobrir o rombo das contas do governo e da al\u00edquota do imposto sobre bens e servi\u00e7os depois da reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 preciso que venha do governo o est\u00edmulo capaz de convencer o contribuinte a sacrificar o fluxo de caixa\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda Nacional diz que \u201cest\u00e1 perpetuamente atenta \u00e0s necessidades e oportunidades na promo\u00e7\u00e3o da justi\u00e7a fiscal, o que tamb\u00e9m envolve maior est\u00edmulo \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o de transa\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Cita que, desde o in\u00edcio das transa\u00e7\u00f5es em 2020, mais de 1,9 milh\u00e3o de acordos foram fechados, com valores que chegam a meio trilh\u00e3o de reais. \u201cEsses dados demonstram o grande sucesso e aceita\u00e7\u00e3o do instituto da transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria pelos agentes de mercado e pela comunidade jur\u00eddica\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/24\/maioria-dos-acordos-com-a-pgfn-preve-uso-de-prejuizo-fiscal.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/24\/maioria-dos-acordos-com-a-pgfn-preve-uso-de-prejuizo-fiscal.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>C\u00e2mara aprova projeto de tributa\u00e7\u00e3o de fundos offshore<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara dos Deputados aprovou nessa quarta-feira, por 323 votos a 119, o projeto de lei de tributa\u00e7\u00e3o dos investimentos offshore (fora do pa\u00eds) e em fundos exclusivos (com poucos cotistas). O texto segue para a an\u00e1lise do Senado.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto \u00e9 uma das prioridades do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mas levou semanas de arrastadas negocia\u00e7\u00f5es e s\u00f3 entrou em pauta ap\u00f3s o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) demitir a ent\u00e3o presidente da Caixa Econ\u00f4mica Federal, Rita Serrano, para nomear Carlos Vieira Fernandes, indicado pelo presidente da C\u00e2mara, Arthur Lira (PP-AL).<\/p>\n\n\n\n<p>No \u00faltimo dia, um acordo entre os partidos da base aliada levou \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da al\u00edquota cobrada das pessoas f\u00edsicas por investimentos fora do Brasil, ao aumento da taxa\u00e7\u00e3o sobre o estoque dos fundos exclusivos e sobre a atualiza\u00e7\u00e3o dos investimentos no exterior e a antecipar o pagamento sobre o estoque dos fundos para dezembro.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m foram endurecidas as normas para que os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) e Fundos de Investimento Imobili\u00e1rios (FIIs) mantenham a isen\u00e7\u00e3o de imposto de renda. Hoje \u00e9 obrigat\u00f3rio que eles tenham no m\u00ednimo 50 cotistas, mas o governo queria elevar a 500. O acordo com a bancada ruralista foi impor o piso de 100 participantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Como regra adicional para evita fraudes, o projeto estabelecer\u00e1 que uma mesma fam\u00edlia n\u00e3o pode possuir mais de 30% do patrim\u00f4nio deste fundo. Isso valer\u00e1 para parentes em at\u00e9 segundo grau. A Receita Federal queria uma regra mais dura por entender que \u00e9 dif\u00edcil fazer essa fiscaliza\u00e7\u00e3o, principalmente se houver uso de fundos fora do pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo esperava arrecadar R$ 3,2 bilh\u00f5es este ano, para compensar o aumento da faixa de isen\u00e7\u00e3o do Imposto de Renda da Pessoa F\u00edsica (IRPF), e cerca de R$ 20 bilh\u00f5es em 2024, para ajudar no ajuste fiscal. As mudan\u00e7as devem reduzir a arrecada\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o foram divulgadas novas reestimativas pelo relator, o deputado Pedro Paulo (PSD-RJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Uma dessas altera\u00e7\u00f5es foi igualar a al\u00edquota de imposto de renda incidente sobre bens e valores aplicados fora do pa\u00eds, proposta pelo governo em 22,5%, aos 15% aplicados nos fundos de investimento de longo prazo no Brasil. O Executivo esperava que a diferen\u00e7a levasse a repatria\u00e7\u00e3o desses valores, mas prevaleceu o argumento do mercado de que o trata mento diferenciado poderia levar \u00e0 mudan\u00e7a do domic\u00edlio fiscal por parte dos super-ricos.<\/p>\n\n\n\n<p>Como compensa\u00e7\u00e3o, os deputados decidiram que o saldo atual dos fundos exclusivos ser\u00e1 tributado em 8% se houver a antecipa\u00e7\u00e3o do pagamento em quatro parcelas, a primeira em dezembro deste ano. O governo queria inicialmente uma taxa de 10%, mas tinha aceitado os 6% propostos pelos parlamentares.<\/p>\n\n\n\n<p>Quem n\u00e3o aceitar antecipar ser\u00e1 taxado em 15% em maio de 2024, valor que poder\u00e1 ser parcelado em 24 meses. O projeto tamb\u00e9m institui nos fundos exclusivos a cobran\u00e7a semestral de imposto de renda (o chamado \u201ccome-cotas\u201d) que j\u00e1 incide sobre outros fundos no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 quem tiver investimentos fora do pa\u00eds, como cotas de uma empresa, um im\u00f3vel, barco, aeronave ou dinheiro, passar\u00e1 a ter o lucro taxado em 15%. Como alternativa, o cidad\u00e3o poder\u00e1 atualizar o valor de seus bens junto \u00e0 Receita Federal com uma taxa reduzida, de 8%, que ter\u00e1 que ser quitada at\u00e9 maio de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00edder da oposi\u00e7\u00e3o, o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) disse que o governo usa o discurso de taxar os super-ricos para poder gastar mais. \u201cPe\u00e7o que essa mat\u00e9ria seja rejeitada pela simples raz\u00e3o de que o governo quer arrecadar mais para gastar mais. Cada vez mais tomando, assaltando o cidad\u00e3o brasileiro, que paga imposto demais e muitas vezes v\u00ea como alternativa investimentos no exterior\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>L\u00edder do governo, o deputado Jos\u00e9 Guimar\u00e3es (PT-CE) rebateu que ser\u00e3o atingidos os milion\u00e1rios e bilion\u00e1rios. \u201cPodem at\u00e9 discordar do projeto, mas ele \u00e9 para taxar aqueles que n\u00e3o pagam nada, que montam seus investimentos em para\u00edsos fiscais\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/10\/25\/cmara-aprova-texto-base-do-projeto-que-taxa-offshore-e-fundos-exclusivos.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/10\/25\/cmara-aprova-texto-base-do-projeto-que-taxa-offshore-e-fundos-exclusivos.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto do governo regulamenta isen\u00e7\u00e3o para cr\u00e9ditos fiscais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 5129\/23 regulamenta a isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria para cr\u00e9ditos fiscais oriundos de subven\u00e7\u00e3o para investimentos. Esses cr\u00e9ditos s\u00e3o transfer\u00eancias de recursos para uma empresa para auxiliar a amplia\u00e7\u00e3o de seu parque industrial e a diversifica\u00e7\u00e3o de suas atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>Em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados, a proposta do Poder Executivo tem o objetivo de regulamentar uma decis\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) segundo a qual os cr\u00e9ditos fiscais devem ser inclu\u00eddos na base de c\u00e1lculo do Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL). A exce\u00e7\u00e3o s\u00e3o os cr\u00e9ditos apurados a partir de subven\u00e7\u00f5es p\u00fablicas para est\u00edmulo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento, o STJ estabeleceu que n\u00e3o \u00e9 preciso demonstrar a origem do cr\u00e9dito para garantir a sua exclus\u00e3o do c\u00e1lculo dos tributos, mas a Receita pode lan\u00e7ar a tributa\u00e7\u00e3o sobre o cr\u00e9dito se verificar que os valores foram usados para outra finalidade.<\/p>\n\n\n\n<p>Invers\u00e3o na l\u00f3gica<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta do governo estabelece regras para apura\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito que dever\u00e3o ser seguidas para garantir a isen\u00e7\u00e3o. Na pr\u00e1tica, a l\u00f3gica se inverte: passa a ser necess\u00e1rio comprovar o uso adequado da subven\u00e7\u00e3o e do cr\u00e9dito para se obter o benef\u00edcio da isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Dessa forma, o cr\u00e9dito fiscal somente poder\u00e1 ser calculado ap\u00f3s o fim da implanta\u00e7\u00e3o ou da expans\u00e3o do empreendimento econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Distor\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias<\/p>\n\n\n\n<p>Em justificativa, o governo argumenta que as regras atuais causam &#8220;distor\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, com impactos profundamente negativos para a arrecada\u00e7\u00e3o federal, al\u00e9m da inseguran\u00e7a jur\u00eddica e do aumento de litigiosidade tribut\u00e1ria&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Estima-se que a medida tenha potencial de arrecada\u00e7\u00e3o da ordem de R$ 35 bilh\u00f5es, em 2024, e R$ 32,4 bilh\u00f5es, em 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Para apura\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito fiscal, a proposta exige pr\u00e9via habilita\u00e7\u00e3o da empresa junto \u00e0 Receita Federal, com a comprova\u00e7\u00e3o de que \u00e9 benefici\u00e1ria de subven\u00e7\u00e3o para investimento concedida pelo estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Tramita\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta ser\u00e1 analisada pelas comiss\u00f5es da C\u00e2mara.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1011114-projeto-do-governo-regulamenta-isencao-para-creditos-fiscais\/#:~:text=O%20Projeto%20de%20Lei%205129,a%20diversifica%C3%A7%C3%A3o%20de%20suas%20atividades.\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/1011114-projeto-do-governo-regulamenta-isencao-para-creditos-fiscais\/#:~:text=O%20Projeto%20de%20Lei%205129,a%20diversifica%C3%A7%C3%A3o%20de%20suas%20atividades.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Quase 1.200 contribuintes poder\u00e3o regularizar diverg\u00eancias de IPI identificadas pela Receita Federal e evitar a aplica\u00e7\u00e3o de multa de of\u00edcio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O prazo para autorregulariza\u00e7\u00e3o vai at\u00e9 30 de novembro.<\/p>\n\n\n\n<p>Com respeito \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o vigente e com base nas informa\u00e7\u00f5es prestadas pelas pr\u00f3prias pessoas jur\u00eddicas, foi iniciada pela Receita Federal a opera\u00e7\u00e3o do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que envolve o encaminhamento de comunica\u00e7\u00f5es a 1.197 contribuintes de todo o pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o tem como objetivo promover a conformidade tribut\u00e1ria e auxiliar os contribuintes a regularizar espontaneamente diverg\u00eancias identificadas pelo fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir do cruzamento de informa\u00e7\u00f5es, constatou-se insufici\u00eancia de declara\u00e7\u00e3o e recolhimento de IPI no ano-calend\u00e1rio 2019. Foram enviados avisos de autorregulariza\u00e7\u00e3o por via postal e por meio de mensagem na caixa postal do e-CAC (Centro de Atendimento Virtual) da Receita Federal, com prazo at\u00e9 30 de novembro, ap\u00f3s o qual ser\u00e1 realizada nova verifica\u00e7\u00e3o nas declara\u00e7\u00f5es. Em etapa seguinte, os contribuintes que n\u00e3o se regularizarem estar\u00e3o sujeitos ao lan\u00e7amento de of\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>O total de ind\u00edcio de insufici\u00eancia verificado nesta fase da opera\u00e7\u00e3o \u00e9 de aproximadamente R$ 404 milh\u00f5es, para todo o pa\u00eds. Informa\u00e7\u00f5es sobre a opera\u00e7\u00e3o e orienta\u00e7\u00f5es ao contribuinte sobre como se regularizar est\u00e3o dispon\u00edveis neste link.<\/p>\n\n\n\n<p>A opera\u00e7\u00e3o do IPI faz parte do trabalho de Malha Fiscal Digital da Pessoa Jur\u00eddica (MFD-PJ), que realiza an\u00e1lise de dados e cruzamento de informa\u00e7\u00f5es prestadas pela pr\u00f3pria pessoa jur\u00eddica e por terceiros.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal refor\u00e7a a import\u00e2ncia de que os contribuintes estejam atentos aos avisos recebidos e procedam \u00e0 autorregulariza\u00e7\u00e3o dentro do prazo estabelecido, para evitar maiores custos decorrentes de atua\u00e7\u00e3o da fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-sistema-fenacon wp-block-embed-sistema-fenacon\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"kwDegPSAJV\"><a href=\"https:\/\/fenacon.org.br\/noticias\/quase-1-200-contribuintes-poderao-regularizar-divergencias-de-ipi-identificadas-pela-receita-federal-e-evitar-a-aplicacao-de-multa-de-oficio\/\">Quase 1.200 contribuintes poder\u00e3o regularizar diverg\u00eancias de IPI identificadas pela Receita Federal e evitar a aplica\u00e7\u00e3o de multa de of\u00edcio<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Quase 1.200 contribuintes poder\u00e3o regularizar diverg\u00eancias de IPI identificadas pela Receita Federal e evitar a aplica\u00e7\u00e3o de multa de of\u00edcio&#8221; &#8212; Sistema FENACON\" src=\"https:\/\/fenacon.org.br\/noticias\/quase-1-200-contribuintes-poderao-regularizar-divergencias-de-ipi-identificadas-pela-receita-federal-e-evitar-a-aplicacao-de-multa-de-oficio\/embed\/#?secret=LjGJSWev8C#?secret=kwDegPSAJV\" data-secret=\"kwDegPSAJV\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Reforma Tribut\u00e1ria: relat\u00f3rio traz obst\u00e1culos para TI e software e mant\u00e9m d\u00favida com rela\u00e7\u00e3o ao Simples Nacional<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 27\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O recente relat\u00f3rio da PEC 45\/19, que aborda a Reforma Tribut\u00e1ria no Brasil, trouxe preocupa\u00e7\u00f5es significativas para o setor de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o (TI). Ao inv\u00e9s de atender \u00e0s demandas desse setor, o relat\u00f3rio introduziu desafios que podem afetar profundamente as empresas de TI.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das principais preocupa\u00e7\u00f5es diz respeito ao aproveitamento de cr\u00e9ditos tribut\u00e1rios, que \u00e9 fundamental para o novo regime tribut\u00e1rio proposto. O relat\u00f3rio cria obst\u00e1culos ao estabelecer a possibilidade de condicionar o aproveitamento desses cr\u00e9ditos \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o dos contribuintes sobre outros elos da cadeia. Isso levanta quest\u00f5es sobre a viabilidade e seguran\u00e7a desse sistema.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os optantes pelo Simples Nacional enfrentam um dilema. Embora n\u00e3o possam aproveitar cr\u00e9ditos, t\u00eam a op\u00e7\u00e3o de gerar cr\u00e9ditos para seus clientes. No entanto, essa escolha \u00e9 baseada em al\u00edquotas que, por enquanto, s\u00e3o apenas te\u00f3ricas, criando incertezas quanto \u00e0 plenitude do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O diretor jur\u00eddico da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas de Software (ABES), Manoel dos Santos, enfatiza a falta de seguran\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao cr\u00e9dito tribut\u00e1rio e a possibilidade de exclus\u00e3o do Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros pontos cr\u00edticos incluem:<\/p>\n\n\n\n<p>Falta de garantia de cr\u00e9dito pleno: o relat\u00f3rio mant\u00e9m reda\u00e7\u00f5es que podem limitar o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, especialmente no que se refere a servi\u00e7os de uso ou consumo pessoal;<\/p>\n\n\n\n<p>Condicionamento do cr\u00e9dito: o relat\u00f3rio prev\u00ea a exig\u00eancia de comprova\u00e7\u00e3o do tributo pago na etapa anterior para o aproveitamento do cr\u00e9dito, criando desafios log\u00edsticos e burocr\u00e1ticos;<\/p>\n\n\n\n<p>Impacto no Simples Nacional: a Reforma tribut\u00e1ria afeta optantes do Simples de maneira diferente, dependendo de sua posi\u00e7\u00e3o na cadeia de produ\u00e7\u00e3o, levando a escolhas complexas e impactando a margem de lucro;<\/p>\n\n\n\n<p>Trava da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS\/IBS): a proposta inclui uma trava para a defini\u00e7\u00e3o das al\u00edquotas de CBS\/IBS, com promessas de redu\u00e7\u00e3o em 2030, mas hist\u00f3ricos anteriores geram d\u00favidas quanto a isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Em resumo, o relat\u00f3rio da PEC 45\/19 trouxe in\u00fameras preocupa\u00e7\u00f5es para o setor de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o, exigindo uma an\u00e1lise cuidadosa e ajustes para garantir que as mudan\u00e7as tribut\u00e1rias n\u00e3o prejudiquem a inova\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento tecnol\u00f3gico no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.contabeis.com.br\/noticias\/62063\/reforma-tributaria-impactos-da-pec-45-19-na-tecnologia-da-informacao\/\">https:\/\/www.contabeis.com.br\/noticias\/62063\/reforma-tributaria-impactos-da-pec-45-19-na-tecnologia-da-informacao\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita cria programa de apura\u00e7\u00e3o de IR sobre renda vari\u00e1vel; veja como vai funcionar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A Secretaria Especial da Receita Federal instituiu o \u201cPrograma Auxiliar de Apura\u00e7\u00e3o do Imposto sobre a Renda da Pessoa F\u00edsica incidente sobre opera\u00e7\u00f5es de Renda Vari\u00e1vel (ReVar)\u201d por meio de instru\u00e7\u00e3o normativa (IN) j\u00e1 publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o (DOU).<\/p>\n\n\n\n<p>O documento tamb\u00e9m traz os procedimentos para declara\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es sobre essas opera\u00e7\u00f5es ao \u00f3rg\u00e3o, o que ter\u00e1 in\u00edcio em janeiro do pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPara fins do disposto nesta instru\u00e7\u00e3o normativa, considera-se renda vari\u00e1vel a decorrente de opera\u00e7\u00f5es realizadas nas bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas, existentes no pa\u00eds, e de opera\u00e7\u00f5es com liquida\u00e7\u00e3o futura fora de bolsa, excetuados os ativos de renda fixa\u201d, cita o ato, cujas determina\u00e7\u00f5es entram em vigor em 1\u00ba de novembro de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>O ReVar ficar\u00e1 dispon\u00edvel no Portal do Centro Virtual de Atendimento (e-CAC) no endere\u00e7o eletr\u00f4nico da Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Principais regras<\/p>\n\n\n\n<p>A instru\u00e7\u00e3o normativa estabelece que o Imposto sobre a Renda da Pessoa F\u00edsica (IRPF) apurado por meio do ReVar dever\u00e1 ser recolhido at\u00e9 o \u00faltimo dia \u00fatil do m\u00eas subsequente ao da realiza\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o, contado da data do preg\u00e3o, por meio de Documento de Arrecada\u00e7\u00e3o de Receitas Federais (Darf) gerado pelo programa.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela IN, dever\u00e3o ser enviadas \u00e0 Receita informa\u00e7\u00f5es sobre:<\/p>\n\n\n\n<p>as opera\u00e7\u00f5es realizadas com valores mobili\u00e1rios negociados no mercado \u00e0 vista ou de liquida\u00e7\u00e3o futura, como a\u00e7\u00f5es;<\/p>\n\n\n\n<p>certificados de Dep\u00f3sito de Valores Mobili\u00e1rios (Brazilian Depositary Receipts \u2013 BDR);<\/p>\n\n\n\n<p>certificados de dep\u00f3sito de a\u00e7\u00f5es (Units);<\/p>\n\n\n\n<p>ouro ativo financeiro;<\/p>\n\n\n\n<p>direitos e recibos de subscri\u00e7\u00e3o;<\/p>\n\n\n\n<p>cotas dos fundos de \u00edndice de a\u00e7\u00f5es negociadas em bolsas de valores ou mercado de balc\u00e3o organizado (Exchange Traded Funds \u2013 ETF);<\/p>\n\n\n\n<p>cotas de Fundos de Investimento Imobili\u00e1rio (FII);<\/p>\n\n\n\n<p>cotas de Fundos de Investimento em A\u00e7\u00f5es (FIA);<\/p>\n\n\n\n<p>cotas de Fundos de Investimento em Participa\u00e7\u00f5es (FIP) e Fundos de Investimento em Cotas de Fundo de Investimento em Participa\u00e7\u00f5es (FIF FIP);<\/p>\n\n\n\n<p>cotas de Fundos de Investimento em Empresas Emergentes (FIEE);<\/p>\n\n\n\n<p>cotas de Fundos de Investimento em Participa\u00e7\u00f5es em Infraestrutura (FIPIE) e dos Fundos de Investimento em Participa\u00e7\u00e3o na Produ\u00e7\u00e3o Econ\u00f4mica Intensiva em Pesquisa, Desenvolvimento e Inova\u00e7\u00e3o (FIP-PD&amp;I);<\/p>\n\n\n\n<p>cotas de Fundo de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro); e<\/p>\n\n\n\n<p>derivativos.<\/p>\n\n\n\n<p>O envio das informa\u00e7\u00f5es, por\u00e9m, ficar\u00e1 condicionado \u00e0 autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via do investidor \u00e0s deposit\u00e1rias centrais autorizadas pela Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM), na forma por elas estabelecida.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, os dados dever\u00e3o ser encaminhados \u00e0 Receita de forma centralizada pelas deposit\u00e1rias centrais dentro do seguinte cronograma:<\/p>\n\n\n\n<p>De janeiro a mar\u00e7o de 2024<\/p>\n\n\n\n<p>Dever\u00e3o ser enviadas as informa\u00e7\u00f5es sobre os ativos em cust\u00f3dia na data de 31 de dezembro de 2023 e sobre opera\u00e7\u00f5es realizadas a partir de 1\u00ba de janeiro de 2024, por investidores inclu\u00eddos na vers\u00e3o inicial do programa, destinada a testes de funcionamento e valida\u00e7\u00e3o de regras.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de abril de 2024&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dever\u00e3o ser enviadas as informa\u00e7\u00f5es sobre os ativos em cust\u00f3dia na data de 31 de mar\u00e7o de 2024 e sobre opera\u00e7\u00f5es realizadas a partir de 1\u00ba de abril de 2024, por investidores que realizam opera\u00e7\u00f5es apenas no mercado \u00e0 vista e que n\u00e3o realizam opera\u00e7\u00f5es de empr\u00e9stimo de ativos e com ouro ativo financeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de janeiro de 2025<\/p>\n\n\n\n<p>Dever\u00e3o ser enviadas as informa\u00e7\u00f5es sobre os ativos em cust\u00f3dia na data de 31 de dezembro de 2024 e sobre opera\u00e7\u00f5es realizadas a partir de 1\u00ba de janeiro de 2025, por investidores que realizam as opera\u00e7\u00f5es com valores mobili\u00e1rios negociados no mercado \u00e0 vista ou de liquida\u00e7\u00e3o futura.<\/p>\n\n\n\n<p>A IN aplica-se tamb\u00e9m aos rendimentos auferidos por pessoas f\u00edsicas residentes ou domiciliadas no exterior, com exce\u00e7\u00e3o de alguns rendimentos sujeitos a regimes especiais. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/minhas-financas\/receita-cria-programa-de-apuracao-de-ir-sobre-renda-variavel-veja-como-vai-funcionar\/\">https:\/\/www.infomoney.com.br\/minhas-financas\/receita-cria-programa-de-apuracao-de-ir-sobre-renda-variavel-veja-como-vai-funcionar\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Projeto isenta de IR a transfer\u00eancia de quotas de fundos de investimento de heran\u00e7a<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Projeto de Lei 2045\/23 determina que o Imposto de Renda (IR) n\u00e3o ser\u00e1 retido na fonte em caso de transfer\u00eancia de titularidade de quotas de fundos de investimento da heran\u00e7a para o c\u00f4njuge meeiro ou o sucessor. O texto em an\u00e1lise na C\u00e2mara dos Deputados altera norma tribut\u00e1ria (Lei 8.981\/95).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cRecentemente, o Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o decidiu que n\u00e3o deve haver tal incid\u00eancia\u201d, disse o autor da proposta, deputado Jonas Donizette (PSB-SP), ao defender a mudan\u00e7a. \u201cA sucess\u00e3o n\u00e3o pode ser considerada um resgate para os efeitos de cobran\u00e7a tribut\u00e1ria\u201d, continuou o parlamentar.<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o, detalha Donizette, o tribunal definiu que, na heran\u00e7a, o herdeiro continua nas rela\u00e7\u00f5es patrimoniais do falecido, substituindo-o ainda em rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas. \u201cN\u00e3o se pode criar, a princ\u00edpio, a fic\u00e7\u00e3o jur\u00eddica de resgate e recompra, mas pode-se dizer que h\u00e1 continuidade no exerc\u00edcio de direitos\u201d, avaliou.<\/p>\n\n\n\n<p>Tramita\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto tramita em car\u00e1ter conclusivo e ser\u00e1 analisado pelas comiss\u00f5es de Finan\u00e7as e Tributa\u00e7\u00e3o; e de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/980177-projeto-isenta-de-ir-a-transferencia-de-quotas-de-fundos-de-investimento-de-heranca\/\">https:\/\/www.camara.leg.br\/noticias\/980177-projeto-isenta-de-ir-a-transferencia-de-quotas-de-fundos-de-investimento-de-heranca\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>IVA tende a ser maior com o aumento de exce\u00e7\u00f5es no Senado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto de reforma tribut\u00e1ria, cuja iniciativa \u00e9 um avan\u00e7o para o pa\u00eds, trouxe concess\u00f5es com o parecer do relator no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM). Em termos de justi\u00e7a tribut\u00e1ria, a cria\u00e7\u00e3o de nova al\u00edquota, com desconto de 30%, para profissionais liberais, com renda bem acima da m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o, mostra a preval\u00eancia de grupos de interesse. Essa preval\u00eancia se espraiou por outros pontos do texto e levar\u00e1 a al\u00edquota do IVA a ser maior para todos. No equil\u00edbrio entre Uni\u00e3o e Estados, as concess\u00f5es feitas no Fundo de Desenvolvimento Regional, que atingir\u00e1 R$ 60 bilh\u00f5es a perder de vista em duas d\u00e9cadas, retiram do Tesouro recursos que hoje n\u00e3o existem, e que talvez n\u00e3o existam no futuro. A amplia\u00e7\u00e3o das exce\u00e7\u00f5es, em regimes diferenciados, vai contra a simplifica\u00e7\u00e3o buscada pela reforma. H\u00e1 aprimoramentos pontuais em rela\u00e7\u00e3o ao texto aprovado pela C\u00e2mara dos Deputados.<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma transcorrer\u00e1 no longo prazo (50 anos), mas, no curto prazo, n\u00e3o dialoga com o novo regime fiscal. O governo Lula precisa de aumento de arrecada\u00e7\u00e3o para cobrir gastos crescentes, mas o parecer de Braga cria uma trava \u00e0 carga tribut\u00e1ria sobre o consumo, cuja inten\u00e7\u00e3o \u00e9 louv\u00e1vel, mas pode ser inexequ\u00edvel. Ela se baseia em uma m\u00e9dia de arrecada\u00e7\u00e3o entre 2012 e 2021, per\u00edodo que abrange a maior recess\u00e3o da era republicana moderna. A estimativa \u00e9 de que o limite corresponda a pouco mais que 12,5% do PIB. Para cobrir despesas por defini\u00e7\u00e3o em alta (entre 0,6% e 2,5% por ano), ou o PIB ter\u00e1 de crescer muito, ou o governo ter\u00e1 de ampliar a tributa\u00e7\u00e3o do capital &#8211; o que tem sido dificultado pelo Congresso &#8211; ou o regime fiscal ter\u00e1 de ser mudado.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, como os senadores representam os Estados, a fatura apresentada \u00e0 Uni\u00e3o \u00e9 elevada. Os v\u00e1rios fundos que podem ser aprovados custar\u00e3o R$ 95 bilh\u00f5es entre 2025 e 2028 (artigo de Cristiane Schmidt, Valor, 2 de outubro). Depois pode piorar. No Fundo de Desenvolvimento Regional, que permitir\u00e1 aos Estados substituir a guerra fiscal, feita com isen\u00e7\u00f5es do ICMS e outras benesses, por recursos or\u00e7ament\u00e1rios, as compensa\u00e7\u00f5es custeadas pela Uni\u00e3o somariam R$ 160 bilh\u00f5es at\u00e9 2032. Ao atingir R$ 40 bilh\u00f5es naquele ano, o relator, em acordo com o governo, acrescentou mais R$ 2 bilh\u00f5es por ano at\u00e9 2043, quando se estabilizar\u00e1 em R$ 60 bilh\u00f5es ao ano, a perder de vista &#8211; n\u00e3o h\u00e1 prazo para o fim. At\u00e9 aquele ano, ser\u00e3o desembolsados R$ 688 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o financiar\u00e1 nesse fundo a aus\u00eancia de recursos supostamente provocada pela queda de arrecada\u00e7\u00e3o motivada pela mudan\u00e7a da tributa\u00e7\u00e3o para o destino. Eles ser\u00e3o destinados a investimentos em inova\u00e7\u00e3o, infraestrutura e um gen\u00e9rico \u201catra\u00e7\u00e3o de investimentos\u201d. Esta \u00e9 parte da hist\u00f3ria. A outra \u00e9 contada pelo Fundo de Compensa\u00e7\u00e3o de Benef\u00edcios Fis cais, que jogou no colo da Uni\u00e3o os custos da guerra fiscal, conduzida ilegalmente pelos Estados e condenada pelo Supremo Tribunal Federal. Os repasses come\u00e7am com R$ 8 bilh\u00f5es em 2025, crescem \u00e0 mesma raz\u00e3o a cada ano at\u00e9 atingirem R$ 32 bilh\u00f5es em 2029 e depois decrescem igualmente at\u00e9 2032 &#8211; R$ 160 bilh\u00f5es reais, pois ser\u00e3o corrigidos pelo IPCA.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o relator ampliou o seguro-receita de 3% para 5%, percentual do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os, fruto da uni\u00e3o de ICMS e ISS, que ser\u00e1 destinado aos Estados e munic\u00edpios que apresentarem maior queda de arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A distribui\u00e7\u00e3o dos custos parece exagerar muito as perdas com a reforma. Estudo recente do Ipea mostrou que os resultados da mudan\u00e7a tribut\u00e1ria ser\u00e3o auspiciosos para Estados e munic\u00edpios &#8211; 60% dos primeiros e 82% das cidades ganhar\u00e3o receitas. A quase totalidade dos munic\u00edpios que ter\u00e3o mais arrecada\u00e7\u00e3o est\u00e1 entre os que t\u00eam PIB per capita abaixo da m\u00e9dia nacional e abrigam 67% da popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>O desequil\u00edbrio das compensa\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico problema. O relator criou uma quarta al\u00edquota, de 30% de desconto do IVA, para uma faixa consider\u00e1vel de cidad\u00e3os que t\u00eam rendimentos acima da m\u00e9dia, a dos profissionais liberais (advogados, arquitetos, m\u00e9dicos, dentistas etc), que j\u00e1 contam com benef\u00edcios tribut\u00e1rios v\u00e1rios, como o Simples. Os setores sujeitos a regimes espec\u00edficos, cujas regras ainda ser\u00e3o definidas por lei complementar, passaram a incluir servi\u00e7os de saneamento e concess\u00e3o de rodovias, ag\u00eancia de viagens e turismo e todo tipo de transporte coletivo, inclusive o a\u00e9reo, que estava fora. Tamb\u00e9m cresceu a lista j\u00e1 extensa de setores com al\u00edquota reduzida, nela ingressando produ\u00e7\u00f5es culturais, art\u00edsticas, desportivas, comunica\u00e7\u00e3o institucional e outras, al\u00e9m de produtos e insumos para a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, que j\u00e1 constava do projeto que veio da C\u00e2mara.<\/p>\n\n\n\n<p>A cesta b\u00e1sica se desdobrou em outra, ampliada, com 40% de desconto do IVA, al\u00e9m da restrita, com al\u00edquota zero. Dessa forma, os pobres, que gastam muito al\u00e9m dos demais segmentos de renda em alimenta\u00e7\u00e3o, possivelmente ter\u00e3o redu\u00e7\u00e3o l\u00edquida de impostos. Por outro lado, com a amplia\u00e7\u00e3o do n\u00famero de al\u00edquotas e regimes espec\u00edficos, a carga total do IVA dificilmente ser\u00e1 menor do que 27% e provavelmente ser\u00e1 maior que isso. A reforma dos tributos ainda assim por\u00e1 ordem no caos atual, embora se afaste das melhores pr\u00e1ticas. A discuss\u00e3o no plen\u00e1rio do Senado n\u00e3o tende a aprimor\u00e1-la.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/opiniao\/noticia\/2023\/10\/27\/iva-tende-a-ser-maior-com-o-aumento-de-excecoes-no-senado.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/opiniao\/noticia\/2023\/10\/27\/iva-tende-a-ser-maior-com-o-aumento-de-excecoes-no-senado.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entenda como a reforma tribut\u00e1ria pode impactar o meio ambiente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 28\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O texto da Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o Federal (PEC) n\u00ba 45\/2019 aprovado na C\u00e2mara dos Deputados deu tons verdes \u00e0 reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a apresenta\u00e7\u00e3o do parecer pelo relator no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), na quarta-feira, a reda\u00e7\u00e3o final ainda est\u00e1 em discuss\u00e3o. Mas, por enquanto, diversos dispositivos usam o sistema tribut\u00e1rio como indutor de melhores pr\u00e1ticas ambientais.<\/p>\n\n\n\n<p>texto, que sofreu altera\u00e7\u00f5es significativas, aguarda agora aprova\u00e7\u00e3o pela Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o, Justi\u00e7a e Cidadania (CCJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Como as discuss\u00f5es no Senado n\u00e3o terminaram, para o advogado Breno Consoli, s\u00f3cio nacional do Martinelli Advogados, experi\u00eancias internacionais ainda poderiam ser debatidas, como a \u201ccarbon tax\u201d europeia.<\/p>\n\n\n\n<p>A seguir, o especialista esclarece os sete principais pontos da quest\u00e3o ambiental na reforma tribut\u00e1ria:<\/p>\n\n\n\n<p>1- Quais s\u00e3o as previs\u00f5es da reforma que impactam a \u00e1rea ambiental?<\/p>\n\n\n\n<p>Incentivos \u00e0s boas pr\u00e1ticas ambientais, com a institui\u00e7\u00e3o do ICMS-verde, que vai recompensar os munic\u00edpios que preservem recursos naturais, contribuindo para o bem-estar de todo o Estado (art. 158, \u00a72\u00ba, III)<\/p>\n\n\n\n<p>Incluir, entre as destina\u00e7\u00f5es da Cide-Combust\u00edveis, o \u201cpagamento de subs\u00edd\u00eddios a tarifas de transporte p\u00fablico coletivo de passageiros\u201d (art. 177, \u00a74\u00ba, II, \u201cd\u201d)<\/p>\n\n\n\n<p>Os incentivos regionais, sempre que poss\u00edvel, dever\u00e3o considerar \u201ccrit\u00e9rios de preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente\u201d (par\u00e1grafo 4\u00ba, do artigo 43, e artigo 159-A)<\/p>\n\n\n\n<p>O Sistema Tribut\u00e1rio Nacional tamb\u00e9m dever\u00e1 observar, entre outros, o princ\u00edpio da defesa do meio ambiente (par\u00e1grafo 3\u00ba, artigo 145)<\/p>\n\n\n\n<p>O novo Imposto Seletivo tamb\u00e9m onerar\u00e1 bens e servi\u00e7os prejudiciais ao meio ambiente ( inciso VIII, artigo 153)<\/p>\n\n\n\n<p>O IPVA poder\u00e1 ter al\u00edquotas diferenciadas em fun\u00e7\u00e3o do impacto ambiental dos ve\u00edculos (inciso II, do artigo 156)<\/p>\n\n\n\n<p>Haver\u00e1 manuten\u00e7\u00e3o de regime fiscal favorecido para os biocombust\u00edveis (par\u00e1grafo 1\u00ba, inciso VII, do artigo 225)<\/p>\n\n\n\n<p>Ser\u00e1 criado um cr\u00e9dito presumido para o adquirente de res\u00edduos e demais materiais destinados a reciclagem, a reutiliza\u00e7\u00e3o ou a log\u00edstica reversa, de pessoa f\u00edsica, de cooperativa ou de outra forma de organiza\u00e7\u00e3o popular (par\u00e1grafo 6\u00ba, do artigo 9\u00ba)<\/p>\n\n\n\n<p>2- Os objetivos com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 defesa do meio ambiente est\u00e3o claros no projeto de reforma tribut\u00e1ria?<\/p>\n\n\n\n<p>O texto ainda possui muitos pontos que geram incertezas e inseguran\u00e7a aos contribuintes. As medidas ambientais, em certo grau, aparentam ser iniciativas isoladas e dispersas, sem evidenciar de forma clara os objetivos ambientais buscados.<\/p>\n\n\n\n<p>3- O que dever\u00e1 ser onerado pelo Imposto Seletivo por ser prejudicial ao meio ambiente?<\/p>\n\n\n\n<p>Este tipo de tributo, conhecido tamb\u00e9m como \u201cimposto do pecado\u201d, \u00e9 cobrado em diversos pa\u00edses como Estados Unidos, Holanda, Dinamarca e Espanha. Em geral, incide sobre cigarros, bebidas alco\u00f3licas, refrigerantes, combust\u00edveis f\u00f3sseis, entretenimento, apostas entre outras.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso brasileiro, a PEC prev\u00ea que o imposto vai incidir sobre bens e servi\u00e7os considerados prejudiciais \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente. Mas, o texto atual, n\u00e3o traz essa defini\u00e7\u00e3o, o que poderia ser regulamentado posteriormente por lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>Defensivos agr\u00edcolas, por exemplo, estar\u00e3o nesta lista? Esta \u00e9 certamente uma grande preocupa\u00e7\u00e3o dos agricultores. Sem os defensivos, \u00e9 invi\u00e1vel a expans\u00e3o ou mesmo a manuten\u00e7\u00e3o dos patamares atuais de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O desej\u00e1vel seria que a reda\u00e7\u00e3o final aprovada pelo Senado desse contornos mais claros e limites mais objetivos a esta cobran\u00e7a, se poss\u00edvel indicando os produtos e servi\u00e7os que ser\u00e3o onerados.<\/p>\n\n\n\n<p>A outra proposta de reforma tribut\u00e1ria (PEC 110), por exemplo, trouxe em sua vers\u00e3o inicial um rol taxativo para o imposto do pecado.<\/p>\n\n\n\n<p>Seria importante tamb\u00e9m um debate sobre a esp\u00e9cie tribut\u00e1ria da cobran\u00e7a para permitir a destina\u00e7\u00e3o direta dos recursos da arrecada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>4- O impacto dessa onera\u00e7\u00e3o vai chegar ao bolso do consumidor?<\/p>\n\n\n\n<p>Com a onera\u00e7\u00e3o por um novo tributo, os produtos agropecu\u00e1rios, que j\u00e1 v\u00e3o sentir com o corte de benef\u00edcios sobre os insumos, ficar\u00e3o mais caros e a conta chegar\u00e1 aos consumidores, causando impacto na infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, pesquisas indicam que o ideal \u00e9 que a arrecada\u00e7\u00e3o com o \u201cimposto do pecado\u201d seja destinada justamente para prevenir e enfrentar as externalidades negativas causadas pelos produtos ou servi\u00e7os. Por exemplo, a possibilidade de utilizar os recursos arrecadados com o tributo para custear propaganda alertando sobre os danos que determinado produto pode causar \u00e0 sa\u00fade e para pagar o tratamento dos problemas de sa\u00fade decorrentes do seu consumo.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, no atual modelo tribut\u00e1rio brasileiro, os impostos [como \u00e9 o caso do imposto seletivo] servem como fonte geral de receita e n\u00e3o podem ter destina\u00e7\u00e3o espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>5- Deve haver algum tratamento diferenciado do IPVA, conforme o impacto ambiental causado pelo ve\u00edculo?<\/p>\n\n\n\n<p>Sim, parece que a reforma quer, com isso, estimular a aquisi\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos el\u00e9tricos, h\u00edbridos e movidos a biocombust\u00edveis, diminuindo a emiss\u00e3o de gases de efeito estufa.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, este benef\u00edcio j\u00e1 existe atualmente em diversos Estados. Contudo, a reflex\u00e3o que fica \u00e9 se apenas uma al\u00edquota reduzida de IPVA ser\u00e1 suficiente para justificar esta migra\u00e7\u00e3o dos carros movidos \u00e0 combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores (Anfavea), os tributos comp\u00f5em hoje entre 40% e 50 % do pre\u00e7o dos ve\u00edculos, representando um impacto muito maior do que o do IPVA. Um debate mais cuidadoso pode ser importante para verificar se outras medidas ser\u00e3o necess\u00e1rias para viabilizar esta transi\u00e7\u00e3o, como um tratamento tribut\u00e1rio mais ben\u00e9fico tamb\u00e9m na fabrica\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos cuja aquisi\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o se quer incentivar.<\/p>\n\n\n\n<p>6- A reda\u00e7\u00e3o aprovada da PEC prev\u00ea um cr\u00e9dito presumido para quem comprar, de pessoa f\u00edsica, cooperativa ou outra forma de organiza\u00e7\u00e3o popular, materiais destinados \u00e0 reciclagem. Como isso deve funcionar?<\/p>\n\n\n\n<p>Este certamente \u00e9 um ponto importante na defesa da economia circular. Vai beneficiar, de forma direta, as cerca de 800 mil fam\u00edlias de catadores que trabalham com reciclagem e que tornaram poss\u00edvel o Brasil atingir o recorde de 100% de reciclagem das latas de alum\u00ednio no ano de 2022 [cerca de 32 bilh\u00f5es de latas].<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, ao limitar este benef\u00edcio apenas para a aquisi\u00e7\u00e3o destes materiais, o legislador n\u00e3o garante que o produto final [elaborado a partir da reciclagem] tenha um diferencial competitivo [em rela\u00e7\u00e3o aos produtos elaborados com uso de novos recursos naturais] para o momento que chegar ao consumidor final. Ele apenas elimina uma distor\u00e7\u00e3o para evita r que as empresas que est\u00e3o no in\u00edcio da cadeia optem por novos recursos naturais em detrimento da reciclagem.<\/p>\n\n\n\n<p>7- Quais experi\u00eancias internacionais poderiam ser inclu\u00eddas no texto da reforma?<\/p>\n\n\n\n<p>As medidas destacadas na PEC parecem constituir a\u00e7\u00f5es isoladas e dispersas. Elas poderiam ser mais coesas e considerar o efetivo impacto ambiental que a reforma quer causar.<\/p>\n\n\n\n<p>Afinal de contas, quais os objetivos com tais medidas? Reduzir a emiss\u00e3o de gases de efeito estufa? Estimular a produ\u00e7\u00e3o e uso de energias renov\u00e1veis? Redu\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de res\u00edduos? Reduzir o impacto ambiental das cadeias de suprimento?<\/p>\n\n\n\n<p>Na Europa, 21 pa\u00edses institu\u00edram a \u201ccarbon tax\u201d [que onera as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa]. A forma de cobran\u00e7a e as din\u00e2micas variam de pa\u00eds a pa\u00eds, mas s\u00e3o calculadas por tonelada de gases emitidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a Uni\u00e3o Europeia criou o Ajuste de Carbono na Fronteira para manter a competitividade dos produtos feitos dentro da regi\u00e3o [e que j\u00e1 sofrem incid\u00eancia do carbon tax], onerando os mesmos produtos fabricados fora da regi\u00e3o quando n\u00e3o tributados nos pa\u00edses de origem. Esta cobran\u00e7a na importa\u00e7\u00e3o vai se aplicar para ferro, a\u00e7o, alum\u00ednio, cimento, fertilizantes, hidrog\u00eanio e eletricidade e come\u00e7ar\u00e1 a ser cobrada em 2026.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a discuss\u00e3o sobre tributa\u00e7\u00e3o de carbono [n\u00e3o expressamente tratada na reforma tribut\u00e1ria] \u00e9 tamb\u00e9m econ\u00f4mica. Vale lembrar que o Brasil \u00e9 signat\u00e1rio do Acordo de Paris, pelo qual se comprometeu a reduzir as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa em 37% at\u00e9 2025 e em 43% at\u00e9 2030 [tomando como base as emiss\u00f5es em 2005].<\/p>\n\n\n\n<p>Outra experi\u00eancia internacional \u00e9 a \u201ctaxa de lixo\u201d cobrada em alguns cant\u00f5es na Su\u00ed\u00e7a, embutida na venda dos sacos de lixo aprovados pelo governo e que constituem a \u00fanica forma legal de descarte.<\/p>\n\n\n\n<p>Como os valores por sacos s\u00e3o altos, estudos mostraram uma significativa redu\u00e7\u00e3o na gera\u00e7\u00e3o de res\u00edduos (at\u00e9 25%) e aumento na reciclagem, que n\u00e3o est\u00e1 s ujeita \u00e0 taxa. N\u00e3o ignoramos que as dimens\u00f5es da Su\u00ed\u00e7a s\u00e3o muito menores do que no Brasil e que a quest\u00e3o social \u00e9 bastante distinta. Mas esta \u00e9 uma experi\u00eancia com resultados comprovados, que poderia ser objeto de debate.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/28\/entenda-como-a-reforma-tributaria-pode-impactar-o-meio-ambiente.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/28\/entenda-como-a-reforma-tributaria-pode-impactar-o-meio-ambiente.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 253, de 25 de outubro de 2023<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Trata do Imposto sobre a Renda de Pessoa Jur\u00eddica \u2013 IRPJ, da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido \u2013 CSLL, da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e da Contribui\u00e7\u00e3o para o Financiamento da Seguridade Social \u2013 Cofins, dispondo o que segue:<\/p>\n\n\n\n<p>IRPJ \/ CSLL \u2013 As decis\u00f5es proferidas pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a passam a ter efeito vinculante para a Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil a partir da elabora\u00e7\u00e3o de manifesta\u00e7\u00e3o pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, nos termos da Lei n\u00ba 10.522, de 19 de julho de 2002.<\/p>\n\n\n\n<p>PIS \u2013 As subven\u00e7\u00f5es para investimentos, inclusive mediante isen\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o de impostos, podem ser exclu\u00eddas da base de c\u00e1lculo da Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep nos termos do art. 1\u00ba, \u00a7 3\u00ba, X, da Lei n\u00ba 10.637, de 30 de dezembro de 2002. Para tal, deve-se observar a necessidade de que a subven\u00e7\u00e3o tenha sido concedida como est\u00edmulo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimento econ\u00f4mico de que trata o art. 30 da Lei n\u00ba 12.973, de 2014. Contudo, neste caso, n\u00e3o h\u00e1 dispositivo legal que vincule tal exclus\u00e3o ao registro das subven\u00e7\u00f5es em reservas de incentivos fiscais (reserva de lucros a que se refere o art. 195-A da Lei n\u00ba 6.404, de 1976).<\/p>\n\n\n\n<p>Cofins \u2013 As subven\u00e7\u00f5es para investimentos, inclusive mediante isen\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o de impostos, podem ser exclu\u00eddas da base de c\u00e1lculo da Cofins nos termos do art. 1\u00ba, \u00a7 3\u00ba, IX, da Lei n\u00ba 10.833, de 29 de dezembro de 2003. Para tal, deve-se observar a necessidade de que a subven\u00e7\u00e3o tenha sido concedida como est\u00edmulo \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimento econ\u00f4mico de que trata o art. 30 da Lei n\u00ba 12.973, de 2014. Contudo, neste caso, n\u00e3o h\u00e1 dispositivo legal que vincule tal exclus\u00e3o ao registro das subven\u00e7\u00f5es em reservas de incentivos fiscais (reserva de lucros a que se refere o art. 195-A da Lei n\u00ba 6.404, de 1976).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/solucao-de-consulta-n-253-de-25-de-outubro-de-2023-519649487\">https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/solucao-de-consulta-n-253-de-25-de-outubro-de-2023-519649487<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 99.011, de 20 de outubro de 2023<\/strong><br>Data: 30\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Trata do Imposto sobre Produtos Industrializados \u2013 IPI, dispondo que somente os 170 c\u00f3digos NCM ou Ex da TIPI cujas al\u00edquotas foram restauradas (nos percentuais previstos na TIPI vigente em 31 de dezembro de 2021), pelo Decreto n\u00ba 11.158, de 2022, com as altera\u00e7\u00f5es promovidas pelo Decreto n\u00ba 11.182, de 2022, foram alcan\u00e7ados pela medida cautelar proferida pelo Ministro relator da ADI n\u00ba 7.153.<\/p>\n\n\n\n<p>Aplicam-se, para todos os demais produtos da Tabela de Incid\u00eancia do IPI (TIPI), as al\u00edquotas previstas nos decretos que visaram alter\u00e1-la ou substitu\u00ed-la durante o per\u00edodo de vig\u00eancia da medida cautelar, inclu\u00eddos a\u00ed os decretos que tiveram seus efeitos suspensos em rela\u00e7\u00e3o aos produtos classificados naqueles 170 c\u00f3digos NCM ou Ex da TIPI.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 1\u00ba de maio de 2022, aos produtos n\u00e3o afetados pela medida, aplicam-se as al\u00edquotas previstas na TIPI em vigor, inicialmente naquela aprovada pelo Decreto n\u00ba 10.923, de 2021, com as altera\u00e7\u00f5es promovidas pelo Decreto n\u00ba 11.055, de 2022, e posteriormente, a partir de 1\u00ba de agosto de 2022, as al\u00edquotas previstas na TIPI aprovada pelo Decreto n\u00ba 11.158, de 2022, e altera\u00e7\u00f5es posteriores.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/solucao-de-consulta-n-99.011-de-20-de-outubro-de-2023-519738570\">https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/solucao-de-consulta-n-99.011-de-20-de-outubro-de-2023-519738570<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de Consulta n\u00ba 99.012, de 26 de outubro de 2023<\/strong><br>Data: 30\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Trata do Imposto sobre a Renda de Pessoa Jur\u00eddica &#8211; IRPJ<\/p>\n\n\n\n<p>SUBVEN\u00c7\u00d5ES PARA INVESTIMENTO. ICMS. DIFERENCIAL DE AL\u00cdQUOTAS ENTRE OPERA\u00c7\u00d5ES INTERESTADUAIS E INTERNAS. N\u00c3O CARACTERIZA\u00c7\u00c3O DE INCENTIVO OU BENEF\u00cdCIO FISCAL OU FINANCEIRO-FISCAL.<\/p>\n\n\n\n<p>O diferencial de al\u00edquota entre opera\u00e7\u00f5es internas e interestaduais e suas altera\u00e7\u00f5es n\u00e3o t\u00eam natureza de incentivo ou benef\u00edcio fiscal ou financeiro-fiscal do ICMS, mas de defini\u00e7\u00e3o de sistem\u00e1tica constitucional de tributa\u00e7\u00e3o do referido imposto, n\u00e3o se enquadrando na hip\u00f3tese prevista no \u00a7 4\u00ba do art. 30 da Lei n\u00ba 12.973, de 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA VINCULADA \u00c0 SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA COSIT N\u00ba 152, DE 24 DE SETEMBRO DE 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Dispositivos Legais: CF, art 150, \u00a7 6\u00ba e art. 155, \u00a7 2\u00ba, incisos IV, V, VI, VII e VIII; Resolu\u00e7\u00e3o do Senado, n\u00ba 22, de 1989; Lei Complementar n\u00ba 160, de 2017, art. 3\u00ba e 10; Lei 12.973, de 2014, art. 30; Conv\u00eanio ICMS n\u00ba 190, de 2017, Clausula Primeira, \u00a7\u00a7 1\u00ba ao 4\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p>Assunto: Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido &#8211; CSLL<\/p>\n\n\n\n<p>SUBVEN\u00c7\u00d5ES PARA INVESTIMENTO. ICMS. DIFERENCIAL DE AL\u00cdQUOTAS ENTRE OPERA\u00c7\u00d5ES INTERESTADUAIS E INTERNAS. N\u00c3O CARACTERIZA\u00c7\u00c3O DE INCENTIVO OU BENEF\u00cdCIO FISCAL OU FINANCEIRO-FISCAL.<\/p>\n\n\n\n<p>O diferencial de al\u00edquota entre opera\u00e7\u00f5es internas e interestaduais n\u00e3o tem natureza de incentivo ou benef\u00edcio fiscal ou financeiro-fiscal do ICMS, mas de mera defini\u00e7\u00e3o de sistem\u00e1tica constitucional de tributa\u00e7\u00e3o do referido imposto, n\u00e3o se enquadrando na hip\u00f3tese prevista no \u00a74\u00ba art. 30 da Lei n\u00ba 12.973, de 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA VINCULADA \u00c0 SOLU\u00c7\u00c3O DE CONSULTA COSIT N\u00ba 152, DE 24 DE SETEMBRO DE 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Dispositivos Legais: CF, art 150, \u00a7 6\u00ba e art. 155, \u00a7 2\u00ba, incisos IV, V, VI, VII e VIII; Resolu\u00e7\u00e3o do Senado, n\u00ba 22, de 1989; Lei Complementar n\u00ba 160, de 2017, art. 3\u00ba e 10; Lei 12.973, de 2014, art. 30 e 50; Conv\u00eanio ICMS n\u00ba 190, de 2017, Clausula Primeira, \u00a7\u00a7 1\u00ba ao 4\u00ba.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134373\">http:\/\/normas.receita.fazenda.gov.br\/sijut2consulta\/link.action?idAto=134373<\/a>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.164, de 25 de outubro de 2023<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 30\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Institui o Programa Auxiliar de Apura\u00e7\u00e3o do Imposto sobre a Renda da Pessoa F\u00edsica incidente sobre opera\u00e7\u00f5es de Renda Vari\u00e1vel e disp\u00f5e sobre o envio de informa\u00e7\u00f5es \u00e0 Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil relativas a opera\u00e7\u00f5es realizadas no mercado financeiro e de capitais.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/instrucao-normativa-rfb-n-2.164-de-25-de-outubro-de-2023-519137796\">https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/instrucao-normativa-rfb-n-2.164-de-25-de-outubro-de-2023-519137796<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Presidente do Carf: tribunal julgar\u00e1 casos de grande valor nos pr\u00f3ximos meses<\/strong><br>Data: 30\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Carlos Higino Ribeiro de Alencar, afirmou na \u00faltima quinta-feira (26\/10) que casos com grandes valores devem ter prioridade para entrar na pauta de julgamentos do \u00f3rg\u00e3o. Durante o evento Di\u00e1logos Tribut\u00e1rios, promovido pela Casa JOTA, Higino afirmou que, atualmente, cerca de 1.500 processos no tribunal representam aproximadamente R$ 800 bilh\u00f5es. O estoque do conselho gira em torno de R$ 1,14 trilh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 uma quantidade muito grande de valores que a gente vai ter nos pr\u00f3ximos meses\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o presidente do Carf, h\u00e1 uma previs\u00e3o regimental para que processos de valores maiores, assim como os que tenham como parte ou interessados pessoas idosas e pessoas com defici\u00eancia, sejam priorizados em sua tramita\u00e7\u00e3o. O presidente ainda citou que o retorno dos processos que foram retirados de pauta nos \u00faltimos meses devido \u00e0s sess\u00f5es virtuais tamb\u00e9m deve contribuir para a prioridade desses casos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo os grandes processos foram retirados de pauta, eles devem reingressar de maneira mais simples e r\u00e1pida, at\u00e9 porque quando voc\u00ea pauta \u00e9 porque j\u00e1 tem voto pronto. Ent\u00e3o a maioria dos processos grandes j\u00e1 tem voto pronto\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Por conta dessa concentra\u00e7\u00e3o de valores em um n\u00famero relativamente pequeno de processos, atualmente o Carf tem estoque de 85 mil recursos. Higino acredita que o estoque em termos de valor deve cair mais r\u00e1pido do que em n\u00famero de processos.\u201d Meu objetivo seria rapidamente que o estoque ca\u00edsse em termos de valor. Cai bastante em 2024\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Quest\u00e3o arrecadat\u00f3ria<\/p>\n\n\n\n<p>Higino negou que o Carf tenha se tornado um \u00f3rg\u00e3o arrecadador, em vez de um conselho julgador. De acordo com o presidente do tribunal administrativo, as estimativas em rela\u00e7\u00e3o ao potencial de arrecada\u00e7\u00e3o s\u00e3o baseadas na quantidade grande de processos em estoque. Segundo ele, se o \u00f3rg\u00e3o conseguir voltar \u00e0 normalidade e reduzir o estoque, \u201cdisso decorrer\u00e1 naturalmente uma arrecada\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Higino ainda defendeu que a raz\u00e3o para o estoque de R$ 1,14 trilh\u00e3o n\u00e3o foi o desempate pr\u00f3-contribuinte, e apontou tr\u00eas principais motivos para esse ac\u00famulo. Segundo o presidente do conselho, a oscila\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o que rege o Carf, a pandemia e as greves de auditores s\u00e3o os respons\u00e1veis pelo alto valor.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a pandemia, havia um teto nos valores de processos que poderiam ser julgados de forma virtual. Apesar deste valor ter aumentado no decorrer do tempo, ainda houve uma eleva\u00e7\u00e3o no valor do estoque. Ainda, com a edi\u00e7\u00e3o da Medida Provis\u00f3ria 1160\/23, o \u00f3rg\u00e3o pretendeu elevar de 60 para 1.000 sal\u00e1rios-m\u00ednimos o valor m\u00ednimo para que processos possam ser julgados pelo conselho, mas a MP perdeu a validade e a previs\u00e3o n\u00e3o foi inclu\u00edda na Lei 14.689\/23. Entre 2021 e 2022, o total de casos decididos pelo Carf caiu de 30,4 mil para 10,8 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Para diminuir o valor de estoque, Higino citou a aplica\u00e7\u00e3o de s\u00famulas tanto dentro do Carf quanto pelas Delegacias da Receita Federal de Julgamento (DRJs).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cUma quest\u00e3o importante \u00e9 a quest\u00e3o das s\u00famulas, que deve ajudar a dar uma previsibilidade ao contribuinte. Acho que isso \u00e9 um elemento importante, vai nos ajudar, porque h\u00e1 muitos processos em quantidade de baixo valor da pessoa f\u00edsica, muitas vezes em testes que a gente consegue consolidar, consegue firmar, consegue trabalhar nesse sentido\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Greve<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 greve, o \u00f3rg\u00e3o ficou sem julgamentos pela falta de qu\u00f3rum de conselheiros em 2022. A reivindica\u00e7\u00e3o era a implementa\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Gestor do Programa de Produtividade da Receita Federal, institu\u00eddo pela Lei 13.464, de 2017, al\u00e9m da institui\u00e7\u00e3o de um pagamento vari\u00e1vel de acordo com o volume de trabalho. J\u00e1 em maio deste ano, houve uma paralisa\u00e7\u00e3o em reivindica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e0 regulamenta\u00e7\u00e3o do pagamento do b\u00f4nus de efici\u00eancia da categoria.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 um temor de que a paralisa\u00e7\u00e3o possa se repetir, j\u00e1 que o Sindifisco Nacional decidiu pelo in\u00edcio de uma greve no dia 20 de novembro e, na ter\u00e7a-feira, conselheiros do Carf entregaram uma carta ao presidente do \u00f3rg\u00e3o avisando que iriam aderir ao movimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Higino disse que est\u00e1 otimista para uma solu\u00e7\u00e3o que evite a greve. Segundo ele, falta um detalhe para a quest\u00e3o ser resolvida, que \u00e9 a inclus\u00e3o do b\u00f4nus no Or\u00e7amento de 2024, e o acredita que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vai conseguir resolver a quest\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/presidente-do-carf-tribunal-julgara-casos-de-grande-valor-nos-proximos-meses-30102023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/presidente-do-carf-tribunal-julgara-casos-de-grande-valor-nos-proximos-meses-30102023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESTADUAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MUNICIPAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf: incide contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre horas extras devidas, mas n\u00e3o pagas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 23\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu que h\u00e1 incid\u00eancia de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre horas extras devidas, mas n\u00e3o pagas. A turma concordou que esses valores integram o conceito de sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o mesmo quando o montante \u00e9 apenas devido, e n\u00e3o h\u00e1 pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, conselheiro Marcelo Milton da Silva Risso, defendeu que o fato gerador da contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 a hora extra devida, e citou o inciso I do artigo 28 da Lei no 8.212\/91. O trecho define que \u00e9 sal\u00e1rio de contribui\u00e7\u00e3o, para o empregado ou trabalhador avulso, a \u201ctotalidade de rendimentos pagos, devidos ou creditados a qualquer t\u00edtulo, durante o m\u00eas, destinados a retribuir o trabalho\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEntendo que ficou claro que o fato gerador da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria, como bem destacado no voto recorrido, de acordo com artigo 28, inciso I da Lei de custeio, \u00e9 a totalidade dos rendimentos pagos, devidos ou creditados. Na minha opini\u00e3o s\u00e3o tr\u00eas hip\u00f3teses aqui\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Em sustenta\u00e7\u00e3o oral, o advogado do contribuinte argumentou que as horas extras n\u00e3o eram devidas porque n\u00e3o houve pleito, por parte dos empregados, na Justi\u00e7a do Trabalho para reconhecer as verbas como tal e porque a redu\u00e7\u00e3o do intervalo intrajornada noturna, raz\u00e3o das horas extras, estaria lastreada em conven\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o houve, por parte dos trabalhadores, um pleito nesse sentido [na Justi\u00e7a do Trabalho], e h\u00e1 conven\u00e7\u00e3o coletiva que lastreia a redu\u00e7\u00e3o intrajornada, o que n\u00e3o ensejaria, portanto, a origem dessas horas extras supostamente autuadas pela fiscaliza\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo \u00e9 o de n\u00famero 10670.720364\/2011-31 e envolve a Coteminas S.A. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-incide-contribuicao-previdenciaria-sobre-horas-extras-devidas-mas-nao-pagas-23102023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-incide-contribuicao-previdenciaria-sobre-horas-extras-devidas-mas-nao-pagas-23102023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m PIS\/Cofins sobre receitas operacionais de institui\u00e7\u00e3o financeira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 24\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por sete votos a um, a 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve as receitas operacionais auferidas com recursos pr\u00f3prios na base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins de institui\u00e7\u00e3o financeira. A decis\u00e3o foi aplicar o decidido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no RE 609096 (Tema 372).<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa decis\u00e3o, a Suprema Corte fixou a tese de que as receitas brutas operacionais decorrentes da atividade empresarial t\u00edpica das institui\u00e7\u00f5es financeiras, incluindo as receitas financeiras, integram as bases de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins. O conselheiro Rosaldo Trevisan abriu a diverg\u00eancia defendendo a aplica\u00e7\u00e3o do Tema 372 na discuss\u00e3o levada \u00e0 C\u00e2mara Superior.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u00fanico posicionamento diferente foi o da relatora, Vanessa Marini Cecconello, que atualmente n\u00e3o comp\u00f5e mais a turma e proferiu seu voto antes da decis\u00e3o do Supremo Tribunal Federal. A ex-conselheira defendeu a manuten\u00e7\u00e3o do decidido na turma ordin\u00e1ria, que excluiu esses valores da base de c\u00e1lculo.<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado tamb\u00e9m julgou, no mesmo processo, outro tema relacionado \u00e0 receita da institui\u00e7\u00e3o financeira, e aplicou o mesmo entendimento. O contribuinte obteve uma decis\u00e3o judicial transitada em julgado que reconheceu a inconstitucionalidade do par\u00e1grafo primeiro, artigo terceiro, da Lei 9718\/98, que prev\u00ea que a receita bruta da empresa \u00e9 a \u201ctotalidade das receitas auferidas pela pessoa jur\u00eddica, sendo irrelevantes o tipo de atividade por ela exercida e a classifica\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil adotada para as receitas\u201d. No entendimento do contribuinte, a decis\u00e3o excluiria as receitas financeiras da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, pelo mesmo placar, o colegiado negou recurso do contribuinte e aplicou o Tema 372, determinando a inclus\u00e3o das receitas brutas operacionais na base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Os processos envolvem o Banco Mercantil e tramitam com os n\u00fameros 15504.720347\/2017-25 e 15504.720658\/2018-75. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-pis-cofins-sobre-receitas-operacionais-de-instituicao-financeira-24102023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-pis-cofins-sobre-receitas-operacionais-de-instituicao-financeira-24102023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m parte de autua\u00e7\u00e3o bilion\u00e1ria da Petrobras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 26\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve parte de uma autua\u00e7\u00e3o bilion\u00e1ria recebida pela Petrobras, por falta de recolhimento de Imposto de Renda (IRPJ) e CSLL. O valor mantido \u00e9 estimado em cerca de R$ 870 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A empresa foi autuada em R$ 1,6 bilh\u00e3o e parte da cobran\u00e7a j\u00e1 foi levada ao Judici\u00e1rio. A discuss\u00e3o envolve a dedu\u00e7\u00e3o de diversas despesas com a Petros, a Funda\u00e7\u00e3o Petrobras de Seguridade Social. A Petrobras alega que as despesas s\u00e3o necess\u00e1rias e relacionadas com as suas atividades e, por isso, seriam dedut\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor discutido na Justi\u00e7a \u00e9 de cerca de R$ 775 milh\u00f5es, segundo indicado pela empresa em documento enviado \u00e0 Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM). O restante do d\u00e9bito estava pendente no julgamento no Carf. Com a manuten\u00e7\u00e3o, por sete votos a um, a empresa ainda pode recorrer \u00e0 Justi\u00e7a ou pedir esclarecimentos em recurso ao Carf (embargos de declara\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p>A autua\u00e7\u00e3o se refere ao ano de 2007. A Receita Federal considerou indedut\u00edvel um aporte financeiro feito pela Petrobras na Petros. A transfer\u00eancia foi de cerca de R$ 500 milh\u00f5es. Para o Fisco, a quantia n\u00e3o \u00e9 dedut\u00edvel porque foi repassada \u201cpor mera liberalidade\u201d, de forma espont\u00e2nea e gratuita, n\u00e3o foi compuls\u00f3ria, imposta e tampouco era relaciona da \u00e0s atividades normais da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>A procuradora Patr\u00edcia Amorim, da Fazenda Nacional, afirmou na sess\u00e3o que, apesar de v\u00e1rias indica\u00e7\u00f5es na autua\u00e7\u00e3o, o recurso em an\u00e1lise pela C\u00e2mara Superior trata apenas de um ponto: as despesas com plano de previd\u00eancia privada. Todo o valor que foi pago como previd\u00eancia complementar, acrescentou, foi indicado como despesa pela empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo a procuradora, a companhia foi chamada para esclarecer quais valores seriam referentes a ativos e a inativos, mas n\u00e3o fez a segrega\u00e7\u00e3o. Por isso, a fiscaliza\u00e7\u00e3o desconsiderou todos os valores com base no artigo 13 da Lei n\u00ba 9.249, de 1995.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o advogado da empresa, Jo\u00e3o Maria de Medeiros, afirmou em sustenta\u00e7\u00e3o oral que tratam-se de contribui\u00e7\u00f5es normais e dedut\u00edveis, independente do momento de aposentadoria de cada empregado. \u201cEstamos falando de uma contribui\u00e7\u00e3o regular, normal\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>No come\u00e7o dos anos 2000, foi verificado que o Petros seria insustent\u00e1vel a m\u00e9dio e longo prazo, por ter mais custo com benef\u00edcios do que reserva de capital, o que gerou a necessidade de reequil\u00edbrio, segundo o advogado. Isso se deu por meio de repactua\u00e7\u00e3o de cl\u00e1usulas com os benefici\u00e1rios e o saneamento do d\u00e9ficit. \u201cFoi uma grande celeuma entre empregados e patrocinadores, a Petrobras\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O sindicato dos trabalhadores prop\u00f4s uma a\u00e7\u00e3o civil p\u00fablica contra a empresa. Em acordo, a Petrobras aceitou condi\u00e7\u00f5es como o pagamento de incentivos para os inativos aderirem \u00e0 repactua\u00e7\u00e3o e um aporte unilateral para reequilibrar o plano. \u201cA Petrobras n\u00e3o considerou isso como exce\u00e7\u00e3o, mas como despesa operacional e, por isso, foi autuada\u201d, afirmou o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o relator, conselheiro Marcelo Milton da Silva Risso, da representa\u00e7\u00e3o dos contribuintes, negou o pedido da Fazenda. O conselheiro afirmou que o aposentado de hoje foi empregado ontem e, por isso, o pagamento deveria ser considerado como despesa.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas para os demais conselheiros seria necess\u00e1rio haver a separa\u00e7\u00e3o entre o aporte para os ativos e para os inativos. \u201cA impress\u00e3o que eu tenho \u00e9 que o modus operandi foi mudando ao longo do tempo para se valer de despesa, pagando a inativo ou via Petros, mas me parece indedut\u00edvel\u201d, afirmou o conselheiro Maur\u00edcio Nogueira Righetti, da representa\u00e7\u00e3o da Fazenda. Por maioria de votos, o recurso da Fazenda foi aceito (processo n\u00ba 16682.721161\/2011-18).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/26\/carf-mantm-cobrana-da-petrobras-por-deduo-de-despesas-com-plano-de-previdncia.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/26\/carf-mantm-cobrana-da-petrobras-por-deduo-de-despesas-com-plano-de-previdncia.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Americanas derruba no Carf cobran\u00e7a por fraude em importa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A Lojas Americanas conseguiu, no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), derrubar autua\u00e7\u00e3o fiscal no valor de R$ 290 milh\u00f5es, que apontava fraude em importa\u00e7\u00e3o de produtos. A decis\u00e3o, por maioria de votos, foi dada nesta semana pela 2\u00aa Turma da 3\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o. Cabe recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>Os conselheiros consideraram v\u00e1lida importa\u00e7\u00e3o realizada por meio de intermedi\u00e1rio. No caso, as compras foram feitas por uma distribuidora, que n\u00e3o faz parte do grupo da Americanas (processo n\u00ba 15444.720106\/2018-19).<\/p>\n\n\n\n<p>Em sua defesa, a companhia alegou que o modelo foi adotado por facilitar suas opera\u00e7\u00f5es. A distribuidora armazenava as mercadorias importadas e depois as repassava para distribui\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Mas a Receita Federal questionou o modelo adotado, que foi considerado \u201cinterposi\u00e7\u00e3o fraudulenta\u201d &#8211; oculta\u00e7\u00e3o do real adquirente.<\/p>\n\n\n\n<p>O modelo \u00e9 chamado de \u201cencomendante do encomendante\u201d, segundo o advogado da empresa no caso, Carlos Henrique Bechara, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Pinheiro Neto e professor na PUC-RJ. A empresa, disse, conseguiu derrubar tr\u00eas autua\u00e7\u00f5es similares em turma do Carf. Uma foi mantida, acrescentou, e outras ainda est\u00e3o em discuss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNada foi ocultado. Todos os tributos foram pagos e com essa estrutura a empresa pagou mais tributo\u201d, afirmou o advogado. Nesse modelo, explicou, h\u00e1 cobran\u00e7a de PIS e Cofins na distribui\u00e7\u00e3o de uma empresa para outra, o que n\u00e3o ocorreria se fosse feita a compra direta, como a empresa passou a atuar depois de receber muitas autua\u00e7\u00f5es. \u201cS\u00e3o autua\u00e7\u00f5es grandes porque s\u00e3o muitas mercadorias.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>No Carf, a decis\u00e3o considerou a Solu\u00e7\u00e3o de Consulta Cosit n\u00ba 158, de 2021. Nela, a Receita Federal afirma que a lei n\u00e3o veda o modelo de \u201cencomendante do encomendante\u201d. A presen\u00e7a de um terceiro envolvido &#8211; o encomendante do encomendante predeterminado -, de acordo com a norma, n\u00e3o descaracteriza a opera\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00e3o por encomenda, e, portanto, n\u00e3o \u00e9 obrigat\u00f3rio que seja informada na Declara\u00e7\u00e3o de Importa\u00e7\u00e3o, desde que as rela\u00e7\u00f5es estabelecidas entre os envolvidos na importa\u00e7\u00e3o indireta representem transa\u00e7\u00f5es efetivas de compra e venda de mercadorias.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA ocorr\u00eancia de rela\u00e7\u00f5es comerciais aut\u00eanticas com terceiros, nos casos de importa\u00e7\u00e3o por encomenda, por si s\u00f3, n\u00e3o caracteriza oculta\u00e7\u00e3o do real comprador mediante fraude, simula\u00e7\u00e3o ou interposi\u00e7\u00e3o fraudulenta\u201d, diz a solu\u00e7\u00e3o de consulta.<\/p>\n\n\n\n<p>O precedente \u00e9 importante, segundo o tributarista J\u00falio C\u00e9sar Soares, s\u00f3cio da Advocacia Dias de Souza, que assistiu o julgamento. \u201cAs acusa\u00e7\u00f5es envolvendo interposi\u00e7\u00e3o fraudulenta mediante suposta oculta\u00e7\u00e3o do real encomendante ignoram etapas do neg\u00f3cio que, na maioria das vezes, ocorre em territ\u00f3rio nacional e n\u00e3o se relacionam ao com\u00e9rcio internacional em si\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo Soares, a solu\u00e7\u00e3o de consulta deixa claro que o importante \u00e9 que as rela\u00e7\u00f5es estabelecidas entre os envolvidos na importa\u00e7\u00e3o indireta representem transa\u00e7\u00f5es efetivas de compra e venda de mercadorias. \u201cPouco importa se as partes s\u00e3o relacionadas. O importante \u00e9 a comprova\u00e7\u00e3o da origem, bem como a aferi\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 disponibilidade e transfer\u00eancia dos recursos utilizados. Ocorrendo opera\u00e7\u00f5es reais e leg\u00edtimas, a figura do encomendante do encomendante n\u00e3o \u00e9 um problema.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) diz que os casos envolvendo acusa\u00e7\u00e3o de interposi\u00e7\u00e3o fraudulenta geralmente dependem da an\u00e1lise de dados e fatos concretos. Por isso, acrescenta, a avalia\u00e7\u00e3o sobre o cabimento de recurso para a C\u00e2mara Superior do Carf &#8211; \u00faltima inst\u00e2ncia do \u00f3rg\u00e3o &#8211; s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel ap\u00f3s o exame do ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de depender do caso concreto, a PGFN destaca que \u00e9 poss\u00edvel recorrer em processos que tratem de \u201cinterposi\u00e7\u00e3o fraudulenta na importa\u00e7\u00e3o\u201d, por haver precedente favor\u00e1vel \u00e0 Fazenda Nacional na 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/27\/americanas-derruba-no-carf-cobranca-por-fraude-em-importacao.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/27\/americanas-derruba-no-carf-cobranca-por-fraude-em-importacao.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf classifica lo\u00e7\u00e3o da Nivea como desodorante<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 29\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) bateu o martelo: a lo\u00e7\u00e3o Nivea Milk deve ser classificada como desodorante, e n\u00e3o como hidratante. O julgamento foi realizado pela 1\u00aa Turma da 3\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o, que levou em considera\u00e7\u00e3o parecer t\u00e9cnico apresentado em cobran\u00e7a de IPI.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo julgamento, os conselheiros analisaram outra quest\u00e3o relevante, que \u00e9 o conceito de \u201cpra\u00e7a\u201d para o IPI. Apesar de mudan\u00e7a legislativa em 2022, prevaleceu, nesse ponto, entendimento contr\u00e1rio ao contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>O conceito de &#8220;pra\u00e7a&#8221; \u00e9 base para o c\u00e1lculo do Valor Tribut\u00e1vel M\u00ednimo (VTM) \u2014 piso para a tributa\u00e7\u00e3o de IPI quando um fabricante vende um produto para uma filial ou sua unidade atacadista, antes do consumidor final. Ele \u00e9 aplicado como medida antielisiva, para evitar a comercializa\u00e7\u00e3o de produtos a valores baixos.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor tribut\u00e1vel, de acordo com a legisla\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode ser inferior ao pre\u00e7o corrente no mercado atacadista da \u201cpra\u00e7a\u201d do remetente. A discuss\u00e3o \u00e9 se \u201cpra\u00e7a\u201d significaria um munic\u00edpio ou uma regi\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Pela Lei n\u00ba 14.395, de 2022, considera-se &#8220;pra\u00e7a&#8221; o munic\u00edpio onde est\u00e1 situado o estabelecimento do remetente. Por\u00e9m, os conselheiros entenderam que essa norma n\u00e3o poderia, no caso, ser aplicada de forma retroativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso concreto<\/p>\n\n\n\n<p>O processo julgado \u00e9 da Beiersdorf Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio, que tem entre suas marcas a Nivea. A fabricante foi autuada depois de classificar produtos \u2014 entre eles o Nivea Milk \u2014 como desodorantes, que t\u00eam al\u00edquota menor, de 7%. A de hidratantes \u00e9 de 22%.<\/p>\n\n\n\n<p>No processo, a fabricante alega que o fato de os produtos n\u00e3o serem usados apenas nas axilas n\u00e3o afasta a caracter\u00edstica de desodorante, que pode ser comprovada pela presen\u00e7a de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas. A quantidade de ingredientes, acrescenta, n\u00e3o define o que \u00e9 o produto (processo n\u00ba 19311.720310\/2017-15).<\/p>\n\n\n\n<p>A autua\u00e7\u00e3o \u00e9 de cerca de R$ 105 milh\u00f5es &#8211; incluindo a discuss\u00e3o sobre o conceito de \u201cpra\u00e7a\u201d. Sobre a quest\u00e3o, a fabricante alegou que o estabelecimento autuado se localiza em Itatiba (SP) e n\u00e3o seria poss\u00edvel utilizar os pre\u00e7os praticados pelas distribuidoras atacadistas localizadas nas cidades paulistas de Vinhedo e Jundia\u00ed.<\/p>\n\n\n\n<p>Vota\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do processo no Carf, conselheiro La\u00e9rcio Cruz Uliana Junior, representante dos contribuintes, seguiu a per\u00edcia no voto, classificando o produto como desodorante. Foi acompanhado pelos demais conselheiros. Na discuss\u00e3o sobre o conceito de \u201cpra\u00e7a\u201d ficou vencido e a decis\u00e3o foi por voto de qualidade \u2014 o desempate pelo presidente da turma.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, a Lei n\u00ba 14.395 seria interpretativa, portanto, o mesmo entendimento expressado por ela se aplicaria a casos anteriores. Mas prevaleceu o voto do conselheiro Ari Vendramini, representante da Fazenda. Para ele, a nova lei n\u00e3o poderia retroagir e o conceito de &#8220;pra\u00e7a&#8221; n\u00e3o seria, no caso, um munic\u00edpio.<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lise<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Leonardo Branco, s\u00f3cio do Daniel &amp; Diniz Advocacia Tribut\u00e1ria, afirma que a an\u00e1lise t\u00e9cnica indicou que o produto \u00e9 multifun\u00e7\u00e3o e, dentro disso, tem a fun\u00e7\u00e3o principal de desodorante, por conter duas subst\u00e2ncias antibacterianas. Foi aplicada pelo Carf a regra de que vale a caracter\u00edstica que \u00e9 mais espec\u00edfica do produto em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mais gen\u00e9rica.<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista destaca que o segundo ponto da discuss\u00e3o, sobre o conceito de &#8220;pra\u00e7a&#8221;, pode ser um precedente para outras empresas que foram autuadas antes da mudan\u00e7a legislativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) informou que esse foi o \u00fanico processo que acompanhou com a discuss\u00e3o sobre o conceito de \u201cpra\u00e7a\u201d com base na Lei n\u00ba 14.395, de 2022. Procurada, a Beiersdorf Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio afirmou que ainda n\u00e3o teve acesso ao ac\u00f3rd\u00e3o e, portanto, n\u00e3o poderia comentar o caso.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/29\/carf-classifica-locao-da-nivea-como-desodorante.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/29\/carf-classifica-locao-da-nivea-como-desodorante.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>C\u00e2mara Superior do Carf muda de posi\u00e7\u00e3o e pro\u00edbe concomit\u00e2ncia de multas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 30\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a mudan\u00e7a de posicionamento de uma conselheira, a 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) negou, por voto de qualidade, a possibilidade de cobran\u00e7a concomitante das multas isolada e de of\u00edcio. O tema foi analisado no processo 12448.721970\/2016-48.<\/p>\n\n\n\n<p>A multa isolada \u00e9 aplicada pela falta de recolhimento das estimativas mensais do Imposto de Renda Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ) e da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido (CSLL). J\u00e1 a multa de of\u00edcio tem rela\u00e7\u00e3o com o n\u00e3o pagamento do IRPJ e da CSLL no ajuste anual.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova posi\u00e7\u00e3o foi atingida ap\u00f3s a altera\u00e7\u00e3o de entendimento da conselheira Viviani Aparecida Bacchmi. Para ela, apesar de a S\u00famula Carf 105 fazer refer\u00eancia a um dispositivo j\u00e1 revogado, a nova legisla\u00e7\u00e3o sobre o tema traz os mesmos fundamentos sobre o assunto.<\/p>\n\n\n\n<p>A S\u00famula 105 prev\u00ea que \u201ca multa isolada por falta de recolhimento de estimativas, lan\u00e7ada com fundamento no art. 44 \u00a7 1\u00ba, inciso IV da Lei n\u00ba 9.430, de 1996, n\u00e3o pode ser exigida ao mesmo tempo da multa de of\u00edcio por falta de pagamento de IRPJ e CSLL apurado no ajuste anual, devendo subsistir a multa de of\u00edcio\u201d. O inciso citado foi revogado, o que leva alguns conselheiros a entender que a s\u00famula n\u00e3o teria mais validade.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Bacchmi, por\u00e9m, a nova reda\u00e7\u00e3o do artigo 44, inclu\u00edda pela Lei 11.488\/07, traz os mesmos fundamentos do texto antigo, n\u00e3o sendo poss\u00edvel a concomit\u00e2ncia das multas. Assim, por terem a mesma base de c\u00e1lculo, a penalidade com al\u00edquota superior deve absorver a multa com percentual menor.<\/p>\n\n\n\n<p>O placar ficou em cinco votos a tr\u00eas, vencidos os conselheiros Fernando Brasil de Oliveira Pinto, Edeli Pereira Bessa e Luiz Tadeu Matosinho Machado.<\/p>\n\n\n\n<p>Em casos recentes, entretanto, outros contribuintes tiveram a concomit\u00e2ncia mantida por voto de qualidade. Um exemplo \u00e9 processo 10830.726291\/2017-05. Prevaleceu o entendimento do relator, conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado, pela n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio da consun\u00e7\u00e3o, quando um fato mais grave absorve um mais leve. Segundo ele, esse princ\u00edpio s\u00f3 \u00e9 aplic\u00e1vel no direito penal.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/camara-superior-do-carf-muda-de-posicao-e-proibe-concomitancia-de-multas-30102023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/camara-superior-do-carf-muda-de-posicao-e-proibe-concomitancia-de-multas-30102023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS ESTADUAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JUDICIAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>STF define alcance de decis\u00e3o sobre exclus\u00e3o do ICMS do PIS\/Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>STF reafirmou entendimento de que n\u00e3o cabe pedido de devolu\u00e7\u00e3o de valores ou de compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria referente \u00e0 exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS e da Confins depois de 15\/3\/17 se o fato gerador do tributo ocorreu antes dessa data. A decis\u00e3o foi tomada no julgamento do RE 1.452.421, com repercuss\u00e3o geral (Tema 1.279).<\/p>\n\n\n\n<p>Base de c\u00e1lculo<\/p>\n\n\n\n<p>A data diz respeito ao julgamento de m\u00e9rito de outro recurso (RE 574.706), tamb\u00e9m com repercuss\u00e3o geral (Tema 69), em que o STF decidiu que o ICMS n\u00e3o comp\u00f5e a base de c\u00e1lculo para a incid\u00eancia do PIS e da Cofins. J\u00e1 em 2021, ao acolher em parte embargos de declara\u00e7\u00e3o, ficou definido que essa decis\u00e3o s\u00f3 teria efeitos a partir do dia do julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, no RE 1.452.421, a Uni\u00e3o questionava decis\u00e3o do TRF da 5\u00aa regi\u00e3o que havia considerado que a data a ser considerada para a exclus\u00e3o do tributo seria a do pagamento. Mas, segundo a Uni\u00e3o, a inclus\u00e3o do valor do ICMS no c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es permaneceu v\u00e1lida at\u00e9 15\/3\/17, fazendo surgir as obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias a fatos geradores anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Manifesta\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado acompanhou a manifesta\u00e7\u00e3o da ministra Rosa Weber (aposentada) no sentido de que a mat\u00e9ria tem repercuss\u00e3o geral, pois trata da delimita\u00e7\u00e3o do sentido e do alcance de precedente obrigat\u00f3rio do Supremo, afetando in\u00fameros outros casos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00e9rito, a ministra explicou que o recurso questiona a aplica\u00e7\u00e3o da tese na hip\u00f3tese de lan\u00e7amento, recolhimento ou pagamento de PIS\/Cofins com o ICMS na sua base de c\u00e1lculo ap\u00f3s 15\/3\/17, mas relativo a fato gerador anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Rosa Weber, a an\u00e1lise do ac\u00f3rd\u00e3o do primeiro julgado n\u00e3o deixa d\u00favidas de que a tese firmada somente produz efeitos a fatos geradores ocorridos ap\u00f3s 15\/3\/17, ressalvadas a\u00e7\u00f5es judiciais e procedimentos administrativos protocolados at\u00e9 aquela data.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse sentido, citou in\u00fameras decis\u00f5es da Corte em recurso extraordin\u00e1rio com pedido an\u00e1logo. Assim, se manifestou pela reafirma\u00e7\u00e3o da jurisprud\u00eancia da Corte e, no caso concreto, pelo provimento do recurso da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, o plen\u00e1rio virtual reconheceu a repercuss\u00e3o geral da mat\u00e9ria, objeto do RE 1.452.421 (Tema 1.279), e reafirmou sua jurisprud\u00eancia dominante.<\/p>\n\n\n\n<p>Tese<\/p>\n\n\n\n<p>A tese de repercuss\u00e3o geral fixada foi a seguinte:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Em vista da modula\u00e7\u00e3o de efeitos no RE 574.706\/PR, n\u00e3o se viabiliza o pedido de repeti\u00e7\u00e3o do ind\u00e9bito ou de compensa\u00e7\u00e3o do tributo declarado inconstitucional, se o fato gerador do tributo ocorreu antes do marco temporal fixado pelo Supremo Tribunal Federal, ressalvadas as a\u00e7\u00f5es judiciais e os procedimentos administrativos protocolados at\u00e9 15.3.2017.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: RE 1.452.421<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/395836\/stf-define-alcance-de-decisao-sobre-exclusao-do-icms-do-pis-cofins\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/395836\/stf-define-alcance-de-decisao-sobre-exclusao-do-icms-do-pis-cofins<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ fixa tese e pro\u00edbe OAB de cobrar anuidade de sociedade de advogado<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 25\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa se\u00e7\u00e3o do STJ fixou tese nesta quarta-feira, 25, proibindo que os conselhos seccionais da OAB instituam e cobrem anuidade das sociedades de advogados. O colegiado analisou dois recursos especiais da seccional de S\u00e3o Paulo, que constitu\u00edram o Tema 1.179, negando provimento a ambos.<\/p>\n\n\n\n<p>A quest\u00e3o julgada foi definir se os conselhos seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil podem, \u00e0 luz da lei 8.906\/94, instituir e cobrar anuidade das sociedades de advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Os recursos foram interpostos pela OAB\/SP contra&nbsp;ac\u00f3rd\u00e3o&nbsp;do TRF da 3\u00aa regi\u00e3o, que entendeu ser inexig\u00edvel, por aus\u00eancia de previs\u00e3o legal, a cobran\u00e7a de anuidade da sociedade de advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade sustentou que agiu dentro de suas atribui\u00e7\u00f5es legais, j\u00e1 que a contribui\u00e7\u00e3o anual \u00e9 devida por seus inscritos, o que inclui as pessoas f\u00edsicas &#8211; advogados &#8211; e as sociedades de advocacia, inscritas no conselho seccional competente.<\/p>\n\n\n\n<p>Relator, ministro Gurgel de Faria, ressaltou que as sociedades s\u00e3o registradas na OAB para fins de aquisi\u00e7\u00e3o de personalidade jur\u00eddica, com capacidade para praticar, por si s\u00f3s, atos indispens\u00e1veis \u00e0s suas finalidades, por\u00e9m, inaptas para realizar atos privativos de advogados, nos termos artigos 15 e 16 do Estatuto do OAB.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Infere-se da lei Federal a clara diferen\u00e7a entre o registro, que confere personalidade jur\u00eddica \u00e0 sociedade de advogados, e a inscri\u00e7\u00e3o, que habilita o advogado e o estagi\u00e1rio pessoas f\u00edsicas \u00e0 pr\u00e1tica de atividades privativas de advocacia. Motivo por que os conselhos seccionais da OAB carecem de compet\u00eancia legal para instituir e cobrar anuidade de escrit\u00f3rios de advocacia que n\u00e3o s\u00e3o inscritos, mas registrados na Ordem.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, prop\u00f4s a seguinte tese: &#8220;os conselhos seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil n\u00e3o podem instituir e cobrar anuidade das sociedades de advogados&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao caso concreto, o ministro conheceu parcialmente dos recursos interpostos pela OAB\/SP e negou-lhes provimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>Processos: REsp 2.014.023 e REsp 2.015.612<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/395945\/stj-fixa-tese-e-proibe-oab-de-cobrar-anuidade-de-sociedade-de-advogado\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/395945\/stj-fixa-tese-e-proibe-oab-de-cobrar-anuidade-de-sociedade-de-advogado<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ afasta a incid\u00eancia de Cofins sobre receitas financeiras do Ecad<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 25\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, os ministros da 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) afastaram a incid\u00eancia de Cofins sobre as receitas financeiras do Escrit\u00f3rio Central de Arrecada\u00e7\u00e3o e Distribui\u00e7\u00e3o (Ecad), \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel por arrecadar e distribuir direitos autorais de m\u00fasicas aos autores e demais titulares. O processo \u00e9 o REsp 1985164\/RJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Prevaleceu o entendimento de que os valores est\u00e3o ligados \u00e0 atividade institucional do Ecad, destinando-se \u00e0 concretiza\u00e7\u00e3o dos objetivos da entidade. Por isso, s\u00e3o alcan\u00e7adas pela isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria sobre as receitas das atividades pr\u00f3prias de associa\u00e7\u00f5es sem fins lucrativos.<\/p>\n\n\n\n<p>O TRF2 entendeu que as receitas financeiras n\u00e3o se enquadram no conceito de receitas oriundas de atividades pr\u00f3prias da institui\u00e7\u00e3o. Conforme o tribunal de origem, o artigo 47, par\u00e1grafo 2\u00b0, da Instru\u00e7\u00e3o Normativa (IN) 242\/02 da Receita Federal, prev\u00ea que as receitas de atividades pr\u00f3prias s\u00e3o apenas aquelas sem car\u00e1ter contraprestacional, destinadas ao custeio e ao desenvolvimento das atividades sociais das entidades sem fins lucrativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, a ministra Regina Helena Costa afirmou, em seu voto, que a isen\u00e7\u00e3o da Cofins prevista na MP 2.158-35\/2001 \u201cpossui efic\u00e1cia mais abrangente do que a delimitada pelo fisco no j\u00e1 revogado artigo 47, par\u00e1grafo 2\u00b0, da instru\u00e7\u00e3o normativa mencionada\u201d. O entendimento foi acompanhado de forma un\u00e2nime pelos demais ministros.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-afasta-a-incidencia-de-cofins-sobre-receitas-financeiras-do-ecad-25102023#:~:text=Por%20unanimidade%2C%20os%20ministros%20da,aos%20autores%20e%20demais%20titulares.\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-afasta-a-incidencia-de-cofins-sobre-receitas-financeiras-do-ecad-25102023#:~:text=Por%20unanimidade%2C%20os%20ministros%20da,aos%20autores%20e%20demais%20titulares.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supremo suspende julgamento sobre benef\u00edcios fiscais para agrot\u00f3xicos<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 27\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Um pedido de vista da ministra C\u00e1rmen L\u00facia interrompeu nesta sexta-feira (27\/8) o julgamento no qual o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal discute a validade de normas que estabelecem a redu\u00e7\u00e3o de impostos para agrot\u00f3xicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Antes da suspens\u00e3o da sess\u00e3o virtual \u2014 que se encerraria \u00e0s 23h59 desta sexta \u2014, cinco ministros j\u00e1 haviam depositado seus votos, que formaram tr\u00eas correntes distintas.<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade foi ajuizada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que alega ofensa \u00e0 seletividade tribut\u00e1ria e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente e da sa\u00fade humana.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos benef\u00edcios fiscais contestados \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o de 60% da base de c\u00e1lculo do ICMS nas sa\u00eddas interestaduais de certos agrot\u00f3xicos. A ADI tamb\u00e9m questiona a al\u00edquota zero de IPI para subst\u00e2ncias relacionadas a defensivos agr\u00edcolas.<\/p>\n\n\n\n<p>Corrente de Fachin<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do caso, ministro Edson Fachin, votou pela inconstitucionalidade das normas fiscais. Ele tamb\u00e9m sugeriu a notifica\u00e7\u00e3o de autoridades do governo federal para tomar provid\u00eacias quanto \u00e0 supervis\u00e3o, ao acompanhamento e \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica da desonera\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria do IPI.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado ressaltou que os agrot\u00f3xicos trazem riscos ao meio ambiente. Tamb\u00e9m afirmou que quaisquer benef\u00edcios devem ser voltados a pr\u00e1ticas &#8220;consideradas menos poluentes e mais ben\u00e9ficas \u00e0 fauna, \u00e0 flora e a toda a coletividade&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, &#8220;o est\u00edmulo ao uso de agrot\u00f3xicos (e o desest\u00edmulo a outras alternativas) por meio de incentivos fiscais vai de encontro ao direito constitucional ao meio ambiente ecologicamente equilibrado&#8221;. Al\u00e9m disso, os benef\u00edcios em quest\u00e3o s\u00e3o incompat\u00edveis com o dever do poder p\u00fablico de prote\u00e7\u00e3o preventiva ao meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>Corrente de Gilmar<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Gilmar Mendes inaugurou uma corrente divergente para validar as regras contestadas. Ele foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin e Dias Toffoli.<\/p>\n\n\n\n<p>Gilmar explicou que os custos do ICMS e do IPI (tributos sobre o consumo) s\u00e3o naturalmente repassados ao consumidor final. Assim, a invalida\u00e7\u00e3o dos benef\u00edcios aumentaria os pre\u00e7os dos alimentos. Conforme um estudo trazido aos autos, o custo da produ\u00e7\u00e3o alimentar poderia crescer em R$ 16 bilh\u00f5es, com impacto direto na infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado indicou que os defensivos agr\u00edcolas s\u00e3o produtos essenciais no Brasil. Se n\u00e3o fossem utilizados, a produ\u00e7\u00e3o sofreria uma queda de 50% e seria necess\u00e1rio dobrar a \u00e1rea atualmente cultivada, com incorpora\u00e7\u00e3o de terras hoje cobertas de florestas. Ele ainda ressaltou que a regula\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o dos agrot\u00f3xicos no Brasil \u00e9 &#8220;minuciosa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto destacado por Gilmar foi a demanda inel\u00e1stica \u2014 ou seja, que n\u00e3o se altera em raz\u00e3o do pre\u00e7o. &#8220;Os consumidores de defensivos agr\u00edcolas almejam utilizar a menor quantidade dos produtos, de modo a auferirem o maior lucro poss\u00edvel&#8221;, apontou. &#8220;A concess\u00e3o de benef\u00edcio fiscal, portanto, n\u00e3o gerar\u00e1 um incentivo ou desincentivo ao uso&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, o ministro apontou que eventuais danos \u00e0 sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o s\u00e3o insuficientes para invalidar os benef\u00edcios. &#8220;Produtos essenciais n\u00e3o s\u00e3o isentos de causarem malef\u00edcios \u00e0 sa\u00fade.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Para sustentar seu argumento, Gilmar citou uma tabela elaborada pelo Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es T\u00f3xico-Farmacol\u00f3gicas. Segundo ela, os agrot\u00f3xicos de uso agr\u00edcola e dom\u00e9stico, somados, responderam por apenas 4,44% dos casos de intoxica\u00e7\u00e3o \u2014 atr\u00e1s de medicamentos e produtos de limpeza domiciliar.<\/p>\n\n\n\n<p>Corrente de Mendon\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a prop\u00f4s uma &#8220;uma declara\u00e7\u00e3o parcial de inconstitucionalidade, sem pron\u00fancia de nulidade, no conjunto normativo impugnado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele indicou a exist\u00eancia de um &#8220;processo de inconstitucionaliza\u00e7\u00e3o das desonera\u00e7\u00f5es fiscais federais e estaduais aos agrot\u00f3xicos&#8221;, j\u00e1 que o modelo de isen\u00e7\u00f5es pouco mudou desde a d\u00e9cada de 1950.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, o magistrado sugeriu um prazo de 90 dias para que o governo federal fa\u00e7a uma avalia\u00e7\u00e3o dessa pol\u00edtica fiscal e apresente ao STF &#8220;os limites temporais, o escopo, os custos e os resultados dela&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, Mendon\u00e7a lembrou que a pr\u00f3pria Constitui\u00e7\u00e3o &#8220;pressup\u00f5e a nocividade dos agrot\u00f3xicos \u00e0 sa\u00fade humana e ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem como os malef\u00edcios decorrentes de seu uso&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, admitiu que os benef\u00edcios contestados na ADI &#8220;ostentam finalidades leg\u00edtimas&#8221;, pois estimulam a pol\u00edtica agr\u00edcola ao diminuir os custos de produ\u00e7\u00e3o e dos pre\u00e7os dos alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ele, o modelo atual certamente promove restri\u00e7\u00e3o de direitos fundamentais. Mas tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1, no momento, alternativa vi\u00e1vel e de mesmo custo para o uso dos agrot\u00f3xicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Mendon\u00e7a, o Judici\u00e1rio n\u00e3o tem compet\u00eancia para definir a melhor solu\u00e7\u00e3o para o problema. &#8220;Tudo recomenda que os agentes pol\u00edticos e os gestores p\u00fablicos competentes procedam uma consequente e respons\u00e1vel reavalia\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica p\u00fablica isentiva ora tratada.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 5.553<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-27\/stf-suspende-julgamento-beneficios-fiscais-agrotoxicos\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-27\/stf-suspende-julgamento-beneficios-fiscais-agrotoxicos<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ autoriza tributa\u00e7\u00e3o de renda de servi\u00e7o estrangeiro equiparado a royalties<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 27\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Ao estabelecer que as receitas de presta\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia t\u00e9cnica e servi\u00e7os t\u00e9cnicos ter\u00e3o id\u00eantico tratamento ao dos royalties, as conven\u00e7\u00f5es firmadas pelo Brasil com Alemanha, Argentina e China admitem que haja tributa\u00e7\u00e3o pelo Imposto de Renda Retido na Fonte.<\/p>\n\n\n\n<p>A conclus\u00e3o \u00e9 da 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que deu provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional para que incida o IRRF sobre a remessa de receitas decorrentes do pagamento por assessoria administrativa prestada por empresas estrangeiras do mesmo grupo econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Essas empresas pertencem a contribuintes localizados na China, na Alemanha e na Argentina, pa\u00edses com os quais o Brasil mant\u00e9m tratados para evitar a dupla tributa\u00e7\u00e3o em mat\u00e9ria de Imposto de Renda, com base no modelo da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE).<\/p>\n\n\n\n<p>Como os servi\u00e7os s\u00e3o prestados sem transfer\u00eancia de tecnologia e comp\u00f5em o lucro da empresa estrangeira n\u00e3o residente no Brasil, os valores s\u00f3 poderiam ser tributados pelo pa\u00eds de destino. Esse entendimento j\u00e1 foi reconhecido pelo STJ, em ac\u00f3rd\u00e3o da 2\u00aa Turma, em 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso julgado pela 1\u00aa Turma, a Fazenda Nacional suscitou uma diferen\u00e7a importante: os acordos com esses pa\u00edses fixam que &#8220;os servi\u00e7os t\u00e9cnicos e de assist\u00eancia t\u00e9cnica ter\u00e3o id\u00eantico tratamento ao dos royalties no concernente \u00e0 cobran\u00e7a de imposto pelo pa\u00eds de onde prov\u00eam&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi tamb\u00e9m reconhecida pelo STJ, novamente pela 2\u00aa Turma, em julgado de 2020. Relator da mat\u00e9ria, o ministro Benedito Gon\u00e7alves deu provimento ao recurso especial da Fazenda para permitir a tributa\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s voto-vista da ministra Regina Helena Costa, a conclus\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator destacou que nem todos os pa\u00edses optaram por celebrar com o Brasil essa equipara\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os t\u00e9cnicos a royalties. E somente nesses casos vale a regra geral da n\u00e3o tributa\u00e7\u00e3o, como adotado no modelo da OCDE.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Cabe lembrar, por fim, que a possibilidade de tributa\u00e7\u00e3o concorrente, quando autorizada nas conven\u00e7\u00f5es \u2014 como \u00e9 o presente caso \u2014, n\u00e3o implica dupla incid\u00eancia, uma vez que os pr\u00f3prios tratados preveem, nos artigos 23 (Conven\u00e7\u00f5es Brasil-China e Brasil-Argentina) e 24 (Conven\u00e7\u00e3o Brasil-Alemanha), m\u00e9todos destinados a evitar a dupla tributa\u00e7\u00e3o nessas hip\u00f3teses.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.753.262<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-27\/stj-autoriza-irrf-servico-estrangeiro-equiparado-royalties\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-27\/stj-autoriza-irrf-servico-estrangeiro-equiparado-royalties<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Empresas conseguem na Justi\u00e7a limitar penhora de valores em contas banc\u00e1rias<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 30\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Com o aperfei\u00e7oamento do sistema de penhora on-line, empresas t\u00eam recorrido ao Judici\u00e1rio para obter liminares e limitar o bloqueio de valores em contas banc\u00e1rias. As decis\u00f5es, em geral, estabelecem limites com base no faturamento mensal ou do valor cobrado, que variam entre 10% e 30% do total.<\/p>\n\n\n\n<p>A corrida ao Judici\u00e1rio ganhou corpo ap\u00f3s a implanta\u00e7\u00e3o da ferramenta batizada de \u201cteimosinha\u201d no Sistema de Busca de Ativos do Poder Judici\u00e1rio (Sisbajud) &#8211; que substituiu o Bacen Jud. Por meio dela, a mesma ordem de rastreamento \u00e9 automaticamente renovada por v\u00e1rias vezes, at\u00e9 o valor da d\u00edvida, ao longo de 30 dias \u00fateis. Antes, valia por apenas 24 horas.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2021, quando a teimosinha come\u00e7ou a funcionar, foram bloqueados R$ 656,4 bilh\u00f5es por meio do Sisbajud &#8211; R$ 610 bilh\u00f5es no m\u00eas de junho, um m\u00eas depois da ado\u00e7\u00e3o da ferramenta. Desse total, R$ 21,8 bilh\u00f5es transferidos para contas judiciais, segundo informa\u00e7\u00f5es do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ).<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ano, foram bloqueados pelo Sisbajud, R$ 121,8 bilh\u00f5es. Desse total, R$ 20,7 bilh\u00f5es foram transferidos para quitar d\u00edvidas. Em 2022, foram R$ 200 milh\u00f5es bloqueados e R$ 21,9 bilh\u00f5es transferidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pedidos para limitar as penhoras on-line t\u00eam como base o artigo 866 do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC), que trata de penhora de faturamento e tem sido usado por analogia. O dispositivo determina que se a empresa n\u00e3o tiver outros bens penhor\u00e1veis ou forem insuficientes para saldar o cr\u00e9dito, o juiz poder\u00e1 ordenar a penhora de um percentual do faturamento que n\u00e3o comprometa o desenvolvimento regular de suas atividades.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das liminares foi obtida por um resort. A decis\u00e3o limitou a penhora on-line a 10% do valor total da execu\u00e7\u00e3o por m\u00eas. Foi concedida pelo desembargador Elvecio Moura dos Santos, do Tribunal Regional do Trabalho de Goi\u00e1s (TRT-GO). No caso, trata-se de uma cobran\u00e7a em a\u00e7\u00e3o trabalhista no valor de R$ 2,7 milh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o, o desembargador pondera que se de um lado, o empregado tem o direito de receber o seu cr\u00e9dito o quanto antes, por outro lado, deve-se preservar a sa\u00fade financeira do devedor, \u201cn\u00e3o comprometendo o desenvolvimento regular das atividades empresariais (artigo 866 do CPC), e atendendo ao princ\u00edpio da fun\u00e7\u00e3o social da propriedade e da empresa (artigos 5\u00ba, inciso XXIII, e 170, inciso III, da Constitui\u00e7\u00e3o)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O magistrado ainda destaca que a empresa vem enfrentando s\u00e9rias dificuldades financeiras, em consequ\u00eancia da pandemia da covid-19, e registrando preju\u00edzos nos \u00faltimos anos. E que os resultados demonstram que eventual bloqueio do valor total da execu\u00e7\u00e3o &#8211; de R$ 2,7 milh\u00f5es -, em uma \u00fanica vez, \u201cefetivamente compromete o desenvolvimento regular das atividades da impetrante, restando demonstrado, portanto, o fundado receio de dano irrepar\u00e1vel ou de dif\u00edcil repara\u00e7\u00e3o\u201d (processo n\u00ba 0012578-66.2023.5.18.0000).<\/p>\n\n\n\n<p>Representante do resort, a advogada Mayra Pal\u00f3poli, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Pal\u00f3poli &amp; Albrecht Advogados, defende a limita\u00e7\u00e3o das penhoras on-line. A busca pelo valor total da execu\u00e7\u00e3o, acrescenta, poderia impossibilitar o cumprimento de v\u00e1rias obriga\u00e7\u00f5es da empresa &#8211; entre elas, o pagamento de fornecedores e de folha de pagamentos. \u201cAt\u00e9 mesmo o limite de cr\u00e9dito fica indispon\u00edvel para as empresas v\u00edtimas dessa modalidade de bloqueio\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Mayra, a penhora de ativos financeiros \u201cnada mais \u00e9 do que, por via obl\u00edqua, a penhora de todo o faturamento\u201d. Ela lembra que, al\u00e9m do artigo 866 do CPC, h\u00e1 posi\u00e7\u00e3o sedimentada no Tribunal Superior do Trabalho (TST), com a Orienta\u00e7\u00e3o Jurisprudencial n\u00ba 93 (SDI-2), para que a penhora seja aplicada sobre parte da renda. \u201cOs bloqueios de ativos financeiros de forma reiterada, sem limita\u00e7\u00e3o a percentual, devem ser combatidos, para que se possa preservar a sobreviv\u00eancia financeira e econ\u00f4mica das empresas\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A Se\u00e7\u00e3o Especializada em Execu\u00e7\u00e3o do TRT do Rio Grande do Sul (TRT-RS) tamb\u00e9m concedeu decis\u00e3o semelhante. Limitou o bloqueio a 10% da m\u00e9dia do faturamento declarado por uma empresa de telecomunica\u00e7\u00f5es e energia.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, desembargador Carlos Alberto May, \u201co bloqueio das contas banc\u00e1rias na modalidade \u2018teimosinha\u2019 por 30 dias certamente p\u00f5e em risco e compromete a opera\u00e7\u00e3o di\u00e1ria da empresa, que deve fazer frente a despesas com a manuten\u00e7\u00e3o do seu neg\u00f3cio, honrando compromisso com seus fornecedores, empregados, tributos etc\u201d (processo n\u00ba 0020846-85.2017.5.04.0008).<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m decis\u00f5es na \u00e1rea c\u00edvel. Recentemente, a 27\u00aa C\u00e2mara de Direito Privado do Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo (TJSP) negou recurso de uma empresa credora que questionava a limita\u00e7\u00e3o em 10% do valor encontrado nas contas da empresa devedora, na modalidade teimosinha (processo n\u00ba 2107138-89.2023.8.26.0000).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMostra-se razo\u00e1vel e proporcional, mesmo porque a utiliza\u00e7\u00e3o da ferramenta conhecida como \u2018teimosinha\u2019 tem mesmo aptid\u00e3o para inviabilizar a continuidade das atividades empresariais da executada\u201d, afirma a relatora, desembargadora Daise Fajardo Nogueira.<\/p>\n\n\n\n<p>Na 12\u00aa C\u00e2mara de Direito Privado do TJSP, os desembargadores negaram pedido do credor para elevar de 10% para 30% o limite da penhora sobre os receb\u00edveis da empresa. A d\u00edvida, no caso, \u00e9 de R$ 183 milh\u00f5es. Em apenas tr\u00eas dias, o sistema bloqueou R$ 1,1 milh\u00e3o, menos de 1%.<\/p>\n\n\n\n<p>Na decis\u00e3o, o relator, desembargador Tasso Duarte, destacou que a limita\u00e7\u00e3o de 10% seria suficiente. \u201cpercentual este fixado em patamar razo\u00e1vel, em observ\u00e2ncia ao princ\u00edpio da preserva\u00e7\u00e3o da empresa e da execu\u00e7\u00e3o pelo meio menos gravoso ao devedor\u201d (processo n\u00ba 2299443-37.2022.8.26.0000).<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado, Ot\u00e1vio Alfieri Albrecht, tamb\u00e9m s\u00f3cio do Pal\u00f3poli &amp; Albrecht Advogados, \u201co Judici\u00e1rio est\u00e1 em um momento de \u00e2nsia voraz para encerrar as execu\u00e7\u00f5es\u201d. Contudo, acrescenta, precisa ter cautela e legalidade em suas a\u00e7\u00f5es. \u201cA penhora de valores via teimosinha \u00e9 praticamente uma senten\u00e7a de morte para a empresa. Essa medida \u00e9 intimamente similar a uma penhora de faturamento, que dependendo do caso, poder\u00e1 ser a penhora de todo o faturamento da empresa em um m\u00eas inteiro.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Maria Tereza Tedde, do Tedde Advogados, afirma que ainda existem decis\u00f5es que negam a penhora por meio da teimosinha. \u201cJu\u00edzes indeferem dizendo que \u00e9 muito gravoso, quando na verdade \u00e9 s\u00f3 uma corre\u00e7\u00e3o do sistema. Antes s\u00f3 havia penhora naquele momento e, cinco minutos depois, se entrasse algum dinheiro, j\u00e1 n\u00e3o pegaria mais\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela considera que a ferramenta s\u00f3 torna mais eficaz a possibilidade de penhora e n\u00e3o poderia ser recusada pelos magistrados, uma vez que equivale a penhora em dinheiro, que \u00e9 a primeira na ordem preferencial dos bens em execu\u00e7\u00e3o. \u201cEssa limita\u00e7\u00e3o do valor a ser penhorado jamais poderia partir do juiz, como ocorreu em alguns casos. Em geral, envolvem grandes empresas que n\u00e3o precisam ser tuteladas\u201d, diz ela, acrescentando que o devedor deve provar que a penhora compromete suas atividades.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/30\/empresas-conseguem-na-justica-limitar-penhora-de-valores-em-contas-bancarias.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/30\/empresas-conseguem-na-justica-limitar-penhora-de-valores-em-contas-bancarias.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAL<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAL<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 23\/10 a 30\/10 Supremo pauta julgamento do Difal do ICMS para o dia 22 de novembroData: 24\/10\/2023 O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, incluiu na pauta do dia 22 de novembro o julgamento sobre o Difal \u2014 diferencial de al\u00edquotas do ICMS entre estados. 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