{"id":2969,"date":"2023-10-23T15:41:52","date_gmt":"2023-10-23T18:41:52","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=2969"},"modified":"2023-10-23T15:52:21","modified_gmt":"2023-10-23T18:52:21","slug":"retrospecto-tributario-16-10-a-23-10","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=2969","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 16\/10 a 23\/10"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 16\/10 a 23\/10<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ deve julgar lit\u00edgios tribut\u00e1rios de impacto na pr\u00f3xima semana<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 18\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) pode julgar alguns processos tribut\u00e1rios relevantes na pr\u00f3xima quarta-feira. Est\u00e3o na pauta pelo menos tr\u00eas processos repetitivos, cujas decis\u00f5es dever\u00e3o ser seguidas pelas inst\u00e2ncias inferiores do Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os casos est\u00e1 a possibilidade de exclus\u00e3o do ICMS-ST da base de c\u00e1lculo do PIS e Cofins. Existem, na segunda inst\u00e2ncia, 1.976 a\u00e7\u00f5es sobre o assunto. Essa \u00e9 uma das chamadas &#8220;teses filhotes&#8221; da exclus\u00e3o do ICMS do c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, a &#8220;tese do s\u00e9culo&#8221;, que garantiu bilh\u00f5es em cr\u00e9ditos fiscais aos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento volta de pedido de vista. O relator, ministro Gurgel de Faria, \u00fanico a votar, se posicionou a favor da exclus\u00e3o. Ele considera que nesse caso envolvendo o ICMS-ST n\u00e3o se est\u00e1 falando de um tributo diferente. ICMS e ICMS-ST se diferenciam somente pela forma de recolhimento. Os ministros da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o julgam o tema por meio de dois recursos (REsp 1896678 e REsp 195826).<\/p>\n\n\n\n<p>Contribui\u00e7\u00f5es de terceiros e TUST<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros tamb\u00e9m poder\u00e3o definir se o limite de 20 sal\u00e1rios-m\u00ednimos \u00e9 aplic\u00e1vel \u00e0 apura\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo de contribui\u00e7\u00f5es parafiscais arrecadadas por conta de terceiros. Todas as empresas s\u00e3o obrigadas a recolher as chamadas contribui\u00e7\u00f5es parafiscais, com al\u00edquota de 5,8%.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o mapeou o lit\u00edgio no Relat\u00f3rio de Riscos Fiscais do projeto da Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) para 2023, mas n\u00e3o especificou o valor envolvido. As contribui\u00e7\u00f5es parafiscais s\u00e3o arrecadadas pela Receita Federal e destinadas ao Incra, Sesi, Senai, Sebrae, Senac, Sesc e ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educa\u00e7\u00e3o (FNDE). S\u00e3o diferentes das contribui\u00e7\u00f5es \u00e0 Previd\u00eancia Social, de 20% sobre a folha de pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O embate entre os contribuintes e a Fazenda Nacional diz respeito \u00e0 base sobre a qual deve ser calculado o tributo. As empresas alegam que a legisla\u00e7\u00e3o imp\u00f5e um teto de 20 sal\u00e1rios-m\u00ednimos. O Fisco defende que a contribui\u00e7\u00e3o deve incidir sobre o valor total da folha de sal\u00e1rios da empresa (Resp n\u00ba 1.898.532 e n\u00ba 1.905.870, Tema 1.079).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Pedro Siqueira, s\u00f3cio da \u00e1rea tribut\u00e1ria do Bichara Advogados, a sess\u00e3o a ser realizada no dia 25 de outubro traz grande expectativa para os contribuintes, podendo gerar a pacifica\u00e7\u00e3o de alguns temas que est\u00e3o sendo debatidos h\u00e1 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 ainda um terceiro processo que trata da exclus\u00e3o do TUST\/TUSD da base de c\u00e1lculo do ICMS. As siglas se referem \u00e0s Tarifas de Uso dos Sistemas El\u00e9tricos de Transmiss\u00e3o e de Distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado espera que a Corte adote seu \u201cposicionamento hist\u00f3rico\u201d, de considerar os valores como tarifas inclu\u00eddas na conta de energia, que n\u00e3o poderia compor a base de c\u00e1lculo do tributo estadual.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/valor-juridico\/coluna\/stj-deve-julgar-litigios-tributarios-de-impacto-na-proxima-semana.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/valor-juridico\/coluna\/stj-deve-julgar-litigios-tributarios-de-impacto-na-proxima-semana.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF retoma julgamento sobre cobran\u00e7a retroativa de ICMS do varejo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou hoje o julgamento do segundo recurso dos contribuintes em a\u00e7\u00e3o que tem forte impacto para as empresas do varejo. Trata-se da cobran\u00e7a de ICMS na transfer\u00eancia de mercadorias, de um Estado para outro, entre estabelecimentos de um mesmo contribuinte (ADC 49). Depois de o STF julgar a quest\u00e3o, empresas que se b asearam na jurisprud\u00eancia antiga para n\u00e3o pagar o imposto tentam evitar cobran\u00e7as retroativas.<\/p>\n\n\n\n<p>Contudo, o relator, ministro Edson Fachin, n\u00e3o reconheceu a legitimidade do autor do recurso, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combust\u00edveis e de Lubrificantes (Sindicom), por ser um \u201camicus curiae\u201d (parte interessada) e n\u00e3o um dos autores da a\u00e7\u00e3o original. Para ele, n\u00e3o h\u00e1 \u201clegitimidade recursal\u201d. Se esse entendimento prevalecer, as quest\u00f5es levantadas no recurso n\u00e3o ser\u00e3o analisadas.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema est\u00e1 sendo julgado no Plen\u00e1rio Virtual da Corte. O julgamento come\u00e7ou hoje e termina na pr\u00f3xima sexta-feira (27). Pode ainda ser suspenso por pedido de vista ou destaque para ser analisado no plen\u00e1rio f\u00edsico.<\/p>\n\n\n\n<p>Contexto<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00e9rito da ADC 49 foi decidido em abril de 2021 pelo STF. Ficou definido que os Estados n\u00e3o podem cobrar ICMS nas opera\u00e7\u00f5es de transfer\u00eancia das mercadorias. Essa decis\u00e3o beneficiava o setor, mas, ao mesmo tempo, mexia nos cr\u00e9ditos aos quais as empresas t\u00eam direito e usam para abater do imposto a pagar.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a decis\u00e3o de abril de 2021, o uso do cr\u00e9dito ficaria restrito ao Estado de sa\u00edda da mercadoria. Isso geraria desequil\u00edbrio no fluxo de caixa porque sobraria cr\u00e9dito em um Estado e no outro a empresa seria obrigada a desembolsar, em dinheiro, todo o pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Para tratar desse \u201cefeito colateral\u201d surgiu o primeiro recurso (embargos de declara\u00e7\u00e3o) dos contribuintes, julgado em abril deste ano. Os ministros decidiram que, a partir de 2024, n\u00e3o poder\u00e1 mais ser cobrado ICMS na transfer\u00eancia de mercadorias, de um Estado para outro, entre estabelecimentos de um mesmo contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m ficou definido que os Estados t\u00eam at\u00e9 o fim deste ano para disciplinar o uso dos cr\u00e9ditos acumulados. Se isso n\u00e3o acontecer, os contribuintes ficar\u00e3o liberados para fazer as transfer\u00eancias sem qualquer ressalva ou limita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros fixaram, no entanto, que esse prazo de 2024 n\u00e3o se aplica aos contribuintes que tinham a\u00e7\u00f5es em andamento sobre o tema \u2014 tanto na esfera administrativa como na judicial \u2014 antes da decis\u00e3o de m\u00e9rito, em abril de 2021. Nesses casos, al\u00e9m de n\u00e3o precisar pagar o imposto, os contribuintes tamb\u00e9m ter\u00e3o o direito de receber de volta o que pagaram de forma indevida para os Estados no passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas, com essa decis\u00e3o, advogados apontam que os Estados passaram a investir contra as empresas que n\u00e3o t\u00eam a\u00e7\u00e3o, mas, com base na jurisprud\u00eancia, deixaram de recolher ICMS nessas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Efeito retroativo<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, surgiu o segundo recurso, que come\u00e7ou a ser julgado agora pelo STF. O Sindicom quer que os ministros pro\u00edbam os Estados de cobrar o imposto de forma retroativa tanto de contribuintes que t\u00eam a\u00e7\u00e3o sobre o tema como daqueles que n\u00e3o t\u00eam a\u00e7\u00e3o, mas, com base na jurisprud\u00eancia, deixaram de fazer o recolhimento. Faltam 9 votos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/20\/stf-retoma-julgamento-sobre-cobranca-retroativa-de-icms-do-varejo.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/20\/stf-retoma-julgamento-sobre-cobranca-retroativa-de-icms-do-varejo.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ julga dedu\u00e7\u00e3o de PLR de diretor empregado do IRPJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) come\u00e7ou a julgar ontem um tema considerado in\u00e9dito. Os ministros analisam a possibilidade de dedu\u00e7\u00e3o, do c\u00e1lculo do Imposto de Renda (IRPJ) e da CSLL, de valores de participa\u00e7\u00e3o nos lucros e resultados (PLR) e gratifica\u00e7\u00f5es de administradores e diretores que tamb\u00e9m s\u00e3o empregados &#8211; modalidade de contrata\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 muito comum.<\/p>\n\n\n\n<p>Por enquanto, apenas a relatora do caso, a ministra Regina Helena Costa, proferiu voto, a favor do contribuinte. Para ela, esses valores distribu\u00eddos aos diretores e administradores devem ser considerados despesas e, portanto, podem ser deduzidos. Antes mesmo de seu voto, o ministro Gurgel de Faria pediu vista (REsp 1948478).<\/p>\n\n\n\n<p>A tributa\u00e7\u00e3o da PLR &#8211; tanto de celetistas como estatut\u00e1rios &#8211; \u00e9 motivo de briga hist\u00f3rica entre Fisco e contribuintes. Em 2021, segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), havia mais de R$ 7 bilh\u00f5es em discuss\u00e3o no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e no Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, a ministra Regina Helena Costa admitiu recurso do ING Bank, que vinha perdendo at\u00e9 ent\u00e3o em todas as inst\u00e2ncias do Judici\u00e1rio. O Tribunal Regional Federal da 3\u00aa Regi\u00e3o (TRF-3), com sede em S\u00e3o Paulo, manteve senten\u00e7a favor\u00e1vel aos autos de infra\u00e7\u00e3o sofridos pela institui\u00e7\u00e3o financeira, entre os anos de 2006 e 2007.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento, um dos advogados que assessora o ING Bank, Alexandre Ponce de Almeida, do escrit\u00f3rio Velloza Advogados, fez sustenta\u00e7\u00e3o oral. Ele destacou que o par\u00e1grafo 1\u00ba do artigo 3\u00ba da Lei n\u00ba 10.101, de 2000, que trata de PLR, afirma expressamente que, para efeito de apura\u00e7\u00e3o do lucro real, a pessoa jur\u00eddica poder\u00e1 deduzir como despesa operacional as participa\u00e7\u00f5es atribu\u00eddas aos empregados nos lucros ou resultados, sem fazer qualquer distin\u00e7\u00e3o entre eles.<\/p>\n\n\n\n<p>Almeida ainda citou um outro julgamento, de relatoria da ministra Regina Helena Costa, que tratou de PLR de diretores estatut\u00e1rios. Nele, a ministra fez um paralelo em rela\u00e7\u00e3o a casos de diretores empregados para abordar a possibilidade de dedu\u00e7\u00e3o desses valores do c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL (REsp 1897960).<\/p>\n\n\n\n<p>A procuradora Marise Correa de Oliveira, representante da PGFN, tamb\u00e9m fez sustenta\u00e7\u00e3o oral no julgamento. Alegou que o recurso n\u00e3o poderia ser admitido pelo STJ por envolver an\u00e1lise de provas. E que o TRF da 3\u00aa Regi\u00e3o, ao analisar o caso, concluiu que n\u00e3o seria poss\u00edvel a dedu\u00e7\u00e3o dos valores, uma vez que os diretores exercem atividade de gest\u00e3o, \u201cque est\u00e1 muito mais pr\u00f3xima do empregador do que do empregado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela acrescentou que a fun\u00e7\u00e3o de diretor \u00e9 diferente da de empregado, que tem assegurado pelo artigo 7\u00ba, inciso XI, da Constitui\u00e7\u00e3o o pagamento de PLR, desvinculado da remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, Marise citou que o Regulamento do Imposto de Renda (RIR), de 1999, era vigente na \u00e9poca das autua\u00e7\u00f5es. De acordo com ela, a norma &#8211; Decreto n\u00ba 3.000 &#8211; dizia expressamente, no artigo 303, que \u201cn\u00e3o ser\u00e3o dedut\u00edveis, como custos ou despesas operacionais, as gratifica\u00e7\u00f5es ou participa\u00e7\u00f5es no resultado, atribu\u00eddas aos dirigentes ou administradores da pessoa jur\u00eddica\u201d. Ao contr\u00e1rio da situa\u00e7\u00e3o de empregados, ressaltou, com previs\u00e3o de dedu\u00e7\u00e3o no artigo 359.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo em seguida, o ministro Gurgel de Faria j\u00e1 antecipou que pediria vista. A ministra Regina Helena Costa preferiu, ent\u00e3o, citar trechos de seu voto. Destacou que fez um voto longo, em homenagem ao ineditismo do tema. \u201cO tribunal de origem entendeu que, por serem diretores empregados, os valores n\u00e3o seriam dedut\u00edveis e assim manteve autua\u00e7\u00f5es lavradas pela Receita de 2006 e 2007. \u00c9 um caso bem peculiar, estamos falando de autua\u00e7\u00f5es\u201d, disse a relatora.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra passou por diversas leis, que desde 1946 tratam do assunto, at\u00e9 chegar na Lei n\u00ba 10.101, de 2000, que n\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o entre os trabalhadores ao tratar da dedu\u00e7\u00e3o, e no Regulamento do Imposto de Renda, de 1999, que impedia o abati mento de valores pagos a diretores.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a ministra Regina Helena Costa, contudo, n\u00e3o faria sentido existir uma lei prevendo essa dedu\u00e7\u00e3o, uma vez que esses valores dispendidos pelas empresas para o pagamento de PLR devem ser considerados despesas, que t\u00eam possibilidade de abatimento prevista no IRPJ e na CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA indedutibilidade de despesa \u00e9 que precisaria de previs\u00e3o legal\u201d, disse. Ela acrescentou que o que est\u00e1 dentro dessa dedu\u00e7\u00e3o n\u00e3o precisa ser dito, uma vez que todos os custos e despesas devem ser abatidos na sistem\u00e1tica do lucro real.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, ainda afirmou que o Carf n\u00e3o tem posi\u00e7\u00e3o consolidada sobre o assunto, mas tem decis\u00e3o recente, de 2020, da C\u00e2mara Superior, no mesmo sentido do seu voto. Por fim, esclareceu que a solu\u00e7\u00e3o encontrada no processo n\u00e3o deve ser generalizada porque ela atende \u00e0s particularidades desse caso. O julgamento ent\u00e3o foi suspenso com o pedido de vista.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado Leandro Cabral, do Velloza Advogados, que tamb\u00e9m assessora o ING Bank, o voto da ministra Regina Helena \u201c\u00e9 irretoc\u00e1vel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Cabral, ela entendeu que essa despesa com PLR e gratifica\u00e7\u00e3o a empregados que ocupam cargo diretivo reduz o lucro da companhia e n\u00e3o h\u00e1 raz\u00e3o para se exigir fora da regra de dedu\u00e7\u00e3o do IRPJ e da CSLL. \u201cHaveria necessidade de lei caso se quisesse tratar como indedut\u00edvel, mas n\u00e3o h\u00e1. Ao contr\u00e1rio, esses pagamentos a empregados s\u00e3o dedut\u00edveis\u201d, diz. \u201cEsse julgado \u00e9 importante tamb\u00e9m para ajudar a uniformizar a jurisprud\u00eancia do Carf, inclusive mediante s\u00famula.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/18\/stj-julga-deducao-de-plr-de-diretor-empregado-do-irpj.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/18\/stj-julga-deducao-de-plr-de-diretor-empregado-do-irpj.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Supremo e STJ se negam a julgar exclus\u00e3o do ICMS-Difal do c\u00e1lculo do PIS\/Cofins<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Uma das teses filhotes do chamado \u201cjulgamento do s\u00e9culo\u201d, a possibilidade de exclus\u00e3o do ICMS-Difal da base de c\u00e1lculo do PIS e da Cofins, corre o risco de ficar em um limbo jur\u00eddico. As duas turmas de direito p\u00fablico do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) j\u00e1 decidiram que o tema deve ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por envolver discuss\u00e3o constitucional. Por\u00e9m, existem decis\u00f5es recentes, dos ministros do Lu\u00eds Roberto Barroso, Luiz Fux e Rosa Weber, entendendo que o tema deve ser discutido no STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento da \u201ctese do s\u00e9culo\u201d, o Supremo decidiu pela exclus\u00e3o do ICMS da base do PIS e da Cofins, em repercuss\u00e3o geral (Tema 69). Com o precedente, os contribuintes foram \u00e0 Justi\u00e7a para pedir a exclus\u00e3o do diferencial de al\u00edquotas (Difal) do ICMS do c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es. O Difal \u00e9 usado para dividir a arrecada\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio eletr\u00f4nico entre o Estado de origem da empresa e o do consumidor.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ter\u00e7a-feira, o tema foi julgado, pela primeira vez, na 2\u00aa Turma do STJ. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) recorreu contra decis\u00e3o do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF-4), com sede em Porto Alegre, favor\u00e1vel \u00e0 Metal\u00fargica Mor (REsp 2089441).<\/p>\n\n\n\n<p>Na sess\u00e3o, o procurador Leonardo Quintas Furtado, da Fazenda Nacional, disse que o Difal \u00e9 diferente do ICMS, pois \u00e9 recolhido pelo respons\u00e1vel tribut\u00e1rio na sistem\u00e1tica de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Segundo ele, esses valores nunca estiveram na base de c\u00e1lculo do PIS e Cofins, assim, n\u00e3o poderiam ser exclu\u00eddos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seguida, o relator, ministro Mauro Campbell, foi sucinto em seu voto. Disse que o caso trata de desdobramentos do Tema 69, j\u00e1 julgado pelo STF, em repercuss\u00e3o geral, e que, portanto, seria mat\u00e9ria constitucional e, nesse caso, o m\u00e9rito n\u00e3o poderia ser analisado. Ele foi seguido pelos demais ministros. Ainda existe recurso pendente de an\u00e1lise no STF.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o advogado que assessora a Metal\u00fargica Mor, Maur\u00edcio Levenzon Unikowski, do escrit\u00f3rio que leva seu nome, o resultado j\u00e1 era esperado porque vai na mesma linha dos julgamentos da 1\u00aa Turma (REsp 2052510). Por ora, fica valendo a decis\u00e3o do TRF-4, favor\u00e1vel ao contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio atual nos TRFs, em geral, tem sido desfavor\u00e1vel aos contribuintes. O TRF da 4\u00aa Regi\u00e3o, de in\u00edcio tinha decis\u00f5es favor\u00e1veis, mas mudou seu posicionamento. E os TRFs da 1\u00aa Regi\u00e3o, com sede em Bras\u00edlia, e da 3\u00aa Regi\u00e3o, com sede em S\u00e3o Paulo, em geral tem sido a favor do Fisco. \u201cOs contribuintes n\u00e3o t\u00eam tido muito respaldo na jurisprud\u00eancia, o que ao meu ver teria que ser favor\u00e1vel, uma vez que o Difal nada mais \u00e9 que o pr\u00f3prio ICMS\u201d, diz Unikowski.<\/p>\n\n\n\n<p>No Supremo, existe uma decis\u00e3o de agosto do ministro Lu\u00eds Barroso (RE 1.450.760). Ele afirmou que \u201co Supremo Tribunal Federal possui entendimento de que a quest\u00e3o debatida nos autos acerca da inclus\u00e3o do ICMS-Difal na base de c\u00e1lculo do PI S e Cofins n\u00e3o tem natureza constitucional\u201d. Na decis\u00e3o, Barroso ainda cita precedentes da ministra Rosa Weber (RE 1.441.386, RE 1.407.192, RE 1.422.707) e um de autoria pr\u00f3pria (RE 1.382.230).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a advogada Maria Andreia dos Santos, do escrit\u00f3rio Machado Associados, a decis\u00e3o do ministro Barroso foi bem categ\u00f3rica ao determinar o retorno dos autos para o STJ. \u201cVai ser agora realmente uma confus\u00e3o processual com ambas as Cortes n\u00e3o analisando o tema\u201d, diz ela. Agora, acrescenta, ser\u00e1 preciso conferir qual ser\u00e1 a decis\u00e3o do STJ diante dessa \u201cdevolu\u00e7\u00e3o\u201d dos autos pelo STF. Para ela, o STJ poderia ter apreciado a quest\u00e3o de base que seria analisar se o ICMS-Difal \u00e9 semelhante ao ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>Em suas decis\u00f5es, a ministra Rosa Weber afirma que, para ultrapassar o entendimento do tribunal de origem, \u201cseria necess\u00e1rio analisar a causa \u00e0 luz da interpreta\u00e7\u00e3o dada \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o infraconstitucional pertinente e reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que n\u00e3o \u00e9 cab\u00edvel em sede de recurso extraordin\u00e1rio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>No in\u00edcio de outubro, o ministro Luiz Fux tamb\u00e9m se manifestou sobre o tema (RE 1.454.941). Ao analisar o caso, disse que o Plen\u00e1rio do Supremo, no julgamento do RE 1.258.842, decidiu ser infraconstitucional a controv\u00e9rsia sobre a inclus\u00e3o do ICMS destacado nas notas fiscais ou recolhido antecipadamente pelo substituto em regime de substitui\u00e7\u00e3o tri but\u00e1ria progressiva na base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da Cofins. E nesse mesmo sentido, entendeu que seria o caso do ICMS-Difal na base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o ao PIS e da Cofins.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Unikowski, apesar de serem decis\u00f5es monocr\u00e1ticas (de apenas um ministro) do STF, \u00e9 dif\u00edcil reverter esse posicionamento nas turmas. Para ele, come\u00e7ou a se formar uma tend\u00eancia no Supremo para n\u00e3o admiss\u00e3o desses recursos.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/20\/supremo-e-stj-se-negam-a-julgar-exclusao-do-icms-difal-do-calculo-do-pis-cofins.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/20\/supremo-e-stj-se-negam-a-julgar-exclusao-do-icms-difal-do-calculo-do-pis-cofins.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ permite ampla dedu\u00e7\u00e3o de vale-refei\u00e7\u00e3o do IRPJ<\/strong><br>Data: 23\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas que fornecem vale-alimenta\u00e7\u00e3o e refei\u00e7\u00e3o aos funcion\u00e1rios conseguiram um importante precedente no Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ). Em recente decis\u00e3o, a 2\u00aa Turma garantiu a uma companhia de contact center do Cear\u00e1 o direito de deduzir, sem restri\u00e7\u00f5es, essas despesas no Imposto de Renda da Pessoa Jur\u00eddica (IRPJ).<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 a primeira decis\u00e3o de turma do STJ sobre o assunto, segundo advogados. At\u00e9 ent\u00e3o, dizem, s\u00f3 havia duas decis\u00f5es individuais (monocr\u00e1ticas) de ministros &#8211; tamb\u00e9m favor\u00e1veis \u00e0 tese dos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 um precedente de extrema relev\u00e2ncia, um indicativo da linha de entendimento que o STJ poder\u00e1 vir a adotar a partir de suas duas turmas\u201d, afirma a advogada Maria Andr\u00e9ia dos Santos, s\u00f3cia do Machado Associados.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a chegada dos recursos ao STJ, abre-se um novo cap\u00edtulo de uma disputa que nasceu no fim de 2021, a partir de uma reformula\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica do governo federal para o Programa de Alimenta\u00e7\u00e3o do Trabalhador (PAT). O Decreto n\u00ba 10.854, editado naquele ano, imp\u00f4s restri\u00e7\u00f5es \u00e0s dedu\u00e7\u00f5es que, segundo a defesa das empresas, s\u00e3o ilegais por n\u00e3o estarem previstas em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>Com o programa, institu\u00eddo em 1976, a despesa auferida pela empresa virou uma esp\u00e9cie de benef\u00edcio fiscal que pode ser abatido do lucro tributado pelo IRPJ. A meta, com esse incentivo, \u00e9 melhorar as condi\u00e7\u00f5es nutricionais dos trabalhadores. Mas ao limitar as dedu\u00e7\u00f5es, afirmam tributaristas, o Executivo, na pr\u00e1tica, aumentou indiretamente a carga tribut\u00e1ria dos empregadores.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00e3o duas limita\u00e7\u00f5es, que levam em considera\u00e7\u00e3o o sal\u00e1rio do empregado e o valor do benef\u00edcio. O abatimento passou a ser aplic\u00e1vel apenas em rela\u00e7\u00e3o aos valores concedidos para os empregados que recebem at\u00e9 cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos (R$ 6,6 mil).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a cada m\u00eas, passou a ser poss\u00edvel deduzir, no m\u00e1ximo, o valor equivalente a um sal\u00e1rio-m\u00ednimo (R$ 1.320) por empregado.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 a mudan\u00e7a, a regra era a seguinte: a empresa poderia incluir no programa os trabalhadores de renda mais elevada desde que fossem atendidos todos os funcion\u00e1rios que recebem at\u00e9 cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p>O PAT conta hoje com 312.920 empresas benefici\u00e1rias, com um total aproximado de 24, 5 milh\u00f5es de trabalhadores agraciados. Desses, cerca de 21 milh\u00f5es ganham at\u00e9 cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos, segundo o Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego.<\/p>\n\n\n\n<p>A tese em discuss\u00e3o nos tribunais impacta, sobretudo, grandes empregadores que tenham um n\u00famero relevante de funcion\u00e1rios com rendimento mensal superior a cinco sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros da 2\u00aa Turma, por unanimidade, acataram a tese de que as limita\u00e7\u00f5es para o abatimento seriam ilegais, uma vez que a lei que instituiu o PAT n\u00e3o prev\u00ea restri\u00e7\u00f5es. Mantiveram ac\u00f3rd\u00e3o do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5\u00aa Regi\u00e3o, com sede no Recife, favor\u00e1vel \u00e0 Vector Servi\u00e7os de Atendimento Telef\u00f4nico (REsp 2088361).<\/p>\n\n\n\n<p>O relator do recurso, ministro Mauro Campbell Marques, discordou do argumento da Fazenda Nacional de que a lei delegaria ao regulamento a possibilidade de dispor sobre as condi\u00e7\u00f5es da dedutibilidade e que caberia \u00e0 administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica regular o modo da prioridade ao atendimento dos trabalhadores de baixa renda.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe o Poder P\u00fablico identificou a necessidade de realizar corre\u00e7\u00f5es no programa h\u00e1 que faz\u00ea-lo pelo caminho jur\u00eddico adequado e n\u00e3o improvisar via comandos normativos de hierarquia inferior, conduta j\u00e1 recha\u00e7ada em abund\u00e2ncia pela jurisprud\u00eancia\u201d, afirmou o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Campbell Marques, \u201co estabelecimento de prioridade para o atendimento aos trabalhadores de baixa renda, na forma do regulamento, n\u00e3o significa a autoriza\u00e7\u00e3o para a exclus\u00e3o dos demais trabalhadores pelo regulamento, tal a correta interpreta\u00e7\u00e3o dos artigos 1\u00ba e 2\u00ba da Lei n\u00ba 6.321\/76\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A expectativa de Gustavo Bevilaqua, s\u00f3cio do R. Amaral Advogados, que representou a empresa, \u00e9 que o processo seja encerrado (transite em julgado) porque n\u00e3o h\u00e1 decis\u00e3o em sentido oposto no STJ para que o caso seja analisado pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cE tamb\u00e9m n\u00e3o vejo mat\u00e9ria constitucional a ser discutida e que possa levar a quest\u00e3o ao STF [Supremo Tribunal Federal]\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do STJ confirma a tend\u00eancia de ac\u00f3rd\u00e3os favor\u00e1veis \u00e0s empresas na Justi\u00e7a Federal. Levantamento feito pelo escrit\u00f3rio Lavez Coutinho, a pedido do Valor, aponta que de 26 julgamentos realizados pelos tribunais regionais federais (TRFs), de 2022 at\u00e9 agora, apenas um foi favor\u00e1vel \u00e0 Fazenda Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de uma decis\u00e3o proferida em julho pelo TRF da 4\u00aa Regi\u00e3o, com sede em Porto Alegre, em que os desembargadores da 2\u00aa Turma consideraram legais as restri\u00e7\u00f5es trazidas pelo decreto (processo n\u00ba 50374164520224047000).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMas \u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o isolada dentro do pr\u00f3prio tribunal\u201d, diz R\u00f4mulo Coutinho, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Lavez Coutinho.<\/p>\n\n\n\n<p>Na ocasi\u00e3o, o relator, desembargador R\u00f4mulo Pizzolatti afirmou que a discuss\u00e3o \u00e9 sobre a limita\u00e7\u00e3o de um benef\u00edcio fiscal. Ele entendeu que foi a lei do Programa de Alimenta\u00e7\u00e3o do Trabalhador que abriu espa\u00e7o para o Executivo definir os limites do incentivo fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIndicando ainda, para esse efeito, que a prioridade seria beneficiar os trabalhadores de baixa renda (artigo 2\u00ba, caput, da Lei n\u00ba 6.321\/1976)\u201d, disse ele, no voto.<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional foi procurada pelo Valor, mas n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/23\/corte-permite-ampla-deducao-de-vale-refeicao-do-irpj.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/23\/corte-permite-ampla-deducao-de-vale-refeicao-do-irpj.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>______________________________________________________________________<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Campe\u00e3o dos impostos: Empresas do Brasil t\u00eam de seguir \u2018quil\u00f4metros\u2019 de normas, estima instituto<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 16\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil \u00e9 uma m\u00e1quina de fazer normas tribut\u00e1rias. Ao menos \u00e9 o que indica um estudo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o), divulgado nesta segunda (16).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo estudo da entidade, foram editadas 492.521 de normas tribut\u00e1rias desde a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, o que equivale a 55 normas por dia \u00fatil, em m\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde ent\u00e3o, o pa\u00eds j\u00e1 criou v\u00e1rios tributos. O estudo destaca oito: CPMF, COFINS, CIDES, CIP, CSLL,<\/p>\n\n\n\n<p>PIS IMPORTA\u00c7\u00c3O, COFINS IMPORTA\u00c7\u00c3O, ISS IMPORTA\u00c7\u00c3O.<\/p>\n\n\n\n<p>Se impressas, seriam 6,6 quil\u00f4metros de normas para cada empresa seguir<\/p>\n\n\n\n<p>O instituto calculou qual a m\u00e9dia que cada CNPJ do pa\u00eds deve seguir, considerando que nem toda empresa realiza neg\u00f3cios em todo o estado. O resultado \u00e9 5.140 normas por empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Se impressas em papel A4, com letra Arial tamanho 12, o resultado \u00e9 de 6,6 quil\u00f4metros de normas, calcula o IBPT.<\/p>\n\n\n\n<p>Munic\u00edpios contam com mais impostos<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s esferas de poder, os munic\u00edpios lideram o p\u00f3dio dos impostos. Das 497 mil normas tribut\u00e1rias editadas at\u00e9 hoje, o poder municipal responde por 287 mil.<\/p>\n\n\n\n<p>Em segundo lugar, est\u00e3o os governos estaduais, que respondem por 162 mil normas, e depois vem o poder federal, com \u201capenas\u201d 42 mil normas.<\/p>\n\n\n\n<p>O IBPT destaca ainda que, em rela\u00e7\u00e3o ao tamanho das normas, elas t\u00eam em m\u00e9dia apenas dois par\u00e1grafos e meio.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/media.moneytimes.com.br\/uploads\/2023\/10\/ibpt-normas-tributarias.pdf\">https:\/\/media.moneytimes.com.br\/uploads\/2023\/10\/ibpt-normas-tributarias.pdf<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Pesquisa aponta que 80% das capitais j\u00e1 impuseram aumento por decreto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Lit\u00edgios entre contribuintes e os Fiscos municipais sobre o IPTU t\u00eam tomado a Justi\u00e7a. Pesquisa realizada pelo escrit\u00f3rio Mannrich e Vasconcelos Advogados aponta que 80% das capitais j\u00e1 tentaram ampliar a base de c\u00e1lculo do imposto por decreto. A medida vem gerando questionamentos judiciais.<\/p>\n\n\n\n<p>O dado \u00e9 de levantamento baseado na jurisprud\u00eancia, dos \u00faltimos 20 anos, dos Tribunais de Justi\u00e7a do Distrito Federal, Alagoas, Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Par\u00e1, Paran\u00e1, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, S\u00e3o Paulo e Tocantins.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cConsiderando somente decis\u00f5es favor\u00e1veis aos contribuintes, localizamos discuss\u00f5es em quase todas as capitais, menos em Manaus, Natal e Florian\u00f3polis\u201d, diz Breno Vasconcelos, s\u00f3cio da banca respons\u00e1vel pela pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<p>Os processos, afirma, referem-se a questionamentos de propriet\u00e1rios de im\u00f3veis por aumentos na base de c\u00e1lculo do IPTU acima da infla\u00e7\u00e3o e sem previs\u00e3o em lei ou majora\u00e7\u00f5es consideradas desproporcionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Em decis\u00e3o recente, por exemplo, o TJ do Par\u00e1 impediu o munic\u00edpio de Bel\u00e9m de, por decreto, incluir na f\u00f3rmula de c\u00e1lculo do IPTU uma nova vari\u00e1vel chamada de \u201cfator de corre\u00e7\u00e3o referente ao valor de mercado (FCvm)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A 2\u00aa Turma de Direito P\u00fablico entendeu que o IPTU, no caso, deveria ser exigido sem essa vari\u00e1vel. \u201cPela inconstitucionalidade de decreto implementar majora\u00e7\u00e3o do IPTU al\u00e9m dos \u00edndices de atualiza\u00e7\u00e3o e por ofensa ao princ\u00edpio da isonomia, da capacidade contributiva, da razoabi lidade e da proporcionalidade\u201d, diz o relator, desembargador Mairton Marques Carneiro (a\u00e7\u00e3o n\u00ba 0839086-84.2019.8.14.0301).<\/p>\n\n\n\n<p>A prefeitura de Bel\u00e9m afirma, em nota, que posi\u00e7\u00e3o recente do Supremo Tribunal Federal (STF) no RE 1245097 (leia aqui) torna poss\u00edvel que se admita como v\u00e1lida a forma de avalia\u00e7\u00e3o de im\u00f3veis que vem sendo adotada no lan\u00e7amento do IPTU na capital paraense. Cerca de 600 processos sobre o assunto est\u00e3o em andamento no TJ-PA.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m em decis\u00e3o recente, o \u00d3rg\u00e3o Especial do TJ de Mato Grosso acolheu pedido do Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado e julgou inconstitucional a Lei cuiabana n\u00ba 6.895, de 2022, que atualizou a planta gen\u00e9rica de valores.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, era lei aprovada regularmente pela C\u00e2mara de Vereadores, mas que aumentou o IPTU \u201ca patamares estratosf\u00e9ricos\u201d, segundo os desembargadores. De acordo com o processo, em algumas ruas, o reajuste do valor do metro quadrado foi de mais de 400%.<\/p>\n\n\n\n<p>A prefeitura afirma que os valores propostos apenas acompanhavam a realidade do mercado imobili\u00e1rio, \u201cem linha, portanto, com a valoriza\u00e7\u00e3o patrimonial e a capacidade contributiva do contribuinte\u201d (processo n\u00ba 1002901-38.2023.8.11. 0000).<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral de Cuiab\u00e1 informou que recorreu para tentar encaminhar o caso ao STF, e diz acreditar que a decis\u00e3o pode ser revertida.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/17\/pesquisa-aponta-que-80-das-capitais-ja-impuseram-aumento-por-decreto.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/17\/pesquisa-aponta-que-80-das-capitais-ja-impuseram-aumento-por-decreto.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma tribut\u00e1ria pode afetar IPTU e gerar maior judicializa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto de reforma tribut\u00e1ria, sob an\u00e1lise no Senado, d\u00e1 poder extra para os prefeitos alterarem o valor do IPTU por meio de decreto, sem precisar passar pela C\u00e2mara Municipal. A medida, se mantida na Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) 45, pode elevar o valor do imposto sobre propriedade de im\u00f3veis e terrenos, segundo especialistas, al\u00e9m gerar maior judicializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, o IPTU \u00e9 o maior alvo de questionamentos de contribuintes na Justi\u00e7a, segundo o Diagn\u00f3stico do Contencioso Judicial Tribut\u00e1rio Brasileiro, feito pelo Insper a pedido do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ). Responde por 25% das a\u00e7\u00f5es judiciais &#8211; mais do que os 16% do complexo ICMS (leia mais abaixo).<\/p>\n\n\n\n<p>Pela proposta da PEC 45, o sistema tribut\u00e1rio ser\u00e1 simplificado. Mas a Constitui\u00e7\u00e3o Federal passaria a permitir a atualiza\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo do IPTU pelo Poder Executivo, conforme crit\u00e9rios estabelecidos em lei municipal. A reda\u00e7\u00e3o n\u00e3o especifica quais seriam esses crit\u00e9rios.<\/p>\n\n\n\n<p>A reda\u00e7\u00e3o foi inclu\u00edda na reta final de tramita\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria na C\u00e2mara dos Deputados. E segundo a justificativa do relator da proposta, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), atende pleito da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Munic\u00edpios (CNM).<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Ribeiro, a autoriza\u00e7\u00e3o para o Executivo atualizar a base de c\u00e1lculo do IPTU por decreto facilita \u201cque as administra\u00e7\u00f5es municipais alcancem o potencial arrecadat\u00f3rio de im\u00f3veis com alta valoriza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O IPTU, na cidade de S\u00e3o Paulo, por exemplo, representou 18% da receita or\u00e7ament\u00e1ria no primeiro semestre deste ano. Foram arrecadados R$ 8,2 bilh\u00f5es. No mesmo per\u00edodo, o munic\u00edpio do Rio de Janeiro arrecadou R$ 3,1 bilh\u00f5es com o imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, os prefeitos podem, por decreto, atualizar os valores anualmente apenas para corrigi-los pela infla\u00e7\u00e3o. Mas se o aumento do valor venal, que \u00e9 a base de c\u00e1lculo do IPTU, for maior, deve passar pelo crivo do Legislativo. Essa \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal (Tema 211) e do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (S\u00famula 160).<\/p>\n\n\n\n<p>O c\u00e1lculo do valor venal para fins de IPTU parte da chamada planta gen\u00e9rica de valores (PGV), que deve ser aprovada, por meio de lei, pela C\u00e2mara de Vereadores. Nela s\u00e3o definidos os valores unit\u00e1rios de metros quadrados de constru\u00e7\u00f5es e terrenos.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns crit\u00e9rios para essa defini\u00e7\u00e3o s\u00e3o: a regi\u00e3o onde est\u00e1 o im\u00f3vel, se \u00e9 residencial ou comercial, se tem elevador, al\u00e9m da infraestrutura urbana do entorno.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA fixa\u00e7\u00e3o dos valores unit\u00e1rios passa por um processo legislativo\u201d, explica a advogada Thais Veiga Shingai, do Mannrich e Vasconcelos Advogados. \u201cSe a PGV n\u00e3o \u00e9 atualizada, a base de c\u00e1lculo do IPTU fica defasada.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Defensores da medida inclu\u00edda na PEC 45 dizem que, por tr\u00e1s da iniciativa, est\u00e1 a resist\u00eancia de C\u00e2maras de Vereadores atualizarem as plantas gen\u00e9ricas de valores. Dizem que existe uma verdadeira \u201cbatalha das PGVs\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Levantamento da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Secretarias de Finan\u00e7as das Capitais (Abrasf) aponta que 12,27 anos \u00e9 o tempo m\u00e9dio para revis\u00e3o das PGVs nas capitais brasileiras. O maior \u00e9 registrado em Vit\u00f3ria: 25 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>As legisla\u00e7\u00f5es mais recentes, de 2021, s\u00e3o de S\u00e3o Paulo e Goi\u00e2nia, que teve a maior valoriza\u00e7\u00e3o de metro quadrado de im\u00f3veis novos nos \u00faltimos 12 meses. Foi de 13%, segundo pesquisa da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Incorporadoras Imobili\u00e1rias (Abrainc).<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo a Abrasf, a diferen\u00e7a entre o valor de mercado dos im\u00f3veis e o valor previsto da PGV supera os 60% na capital paulista (69,90%) e em Aracaju (68,50%). Para a Abrasf, o valor dos im\u00f3veis no mercado imobili\u00e1rio deveria ser a base de c\u00e1lculo do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>No Senado, tr\u00eas emendas foram apresentadas para tentar mudar essa parte da reforma tribut\u00e1ria. Em duas delas, os senadores Angelo Coronel (PSD-BA) e Sergio Moro (Uni\u00e3o-PR) sugerem a supress\u00e3o do dispositivo da PEC 45. \u201cA medida, al\u00e9m de reduzir o poder do Legislativo local, desafia o princ\u00edpio da legalidade tribut\u00e1ria\u201d, justifica Moro.<\/p>\n\n\n\n<p>Breno Vasconcelos, s\u00f3cio do Mannrich e Vasconcelos Advogados, critica a abertura dada pela reforma para mudan\u00e7as no valor do IPTU via decreto. Na avalia\u00e7\u00e3o dele, a medida viola a separa\u00e7\u00e3o dos poderes, al\u00e9m do princ\u00edpio da legalidade tribut\u00e1ria, segundo a qual aumentos de tributos devem estar previstos em lei.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cSe a base de c\u00e1lculo do imposto est\u00e1 defasada, a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 atualizar as plantas gen\u00e9ricas, e n\u00e3o dar um bypass [drible] no Legislativo\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Vasconcelos, o poder dado ao Executivo pode gerar abusos. \u201cA depender da rela\u00e7\u00e3o pol\u00edtica com o prefeito, o Legislativo municipal pode fixar crit\u00e9rios permissivos, gen\u00e9ricos e f\u00e1ceis de serem interpretados para aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Douglas Mota, s\u00f3cio do Demarest Advogados, avalia que a reda\u00e7\u00e3o da PEC 45 garantiria agilidade para o Executivo atualizar os valores de im\u00f3veis, considerando varia\u00e7\u00f5es de pre\u00e7o bairro a bairro. \u201cAbre a porta para aumentar o tributo\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Mudan\u00e7as bruscas no c\u00e1lculo do imposto poderiam vir na virada de cada ano, segundo especialistas. Um decreto municipal poderia ser editado no fim de dezembro e j\u00e1 passar a valer em 1\u00ba de janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>A Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) afirma, em nota ao Valor que \u201cdefende que a reforma tribut\u00e1ria permita que o IPTU seja atualizado por decreto, como um ato do Executivo municipal, a partir da an\u00e1lise dos t\u00e9cnicos dos munic\u00edpios\u201d. Acrescenta que o IPTU contribui para a justi\u00e7a tribut\u00e1ria, porque incide mais sobre im\u00f3veis mais valorizados, e melhora a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Ricardo Almeida, assessor jur\u00eddico da Abrasf, classifica a proposta da reforma como \u201cbiscoito de vento\u201d. Quer dizer com isso que a reda\u00e7\u00e3o prevista na reforma n\u00e3o muda o cen\u00e1rio atual.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Eduardo Natal, s\u00f3cio da banca Natal &amp; Manssur, o texto da reforma indica que o decreto do Executivo deve se submeter \u00e0 lei aprovada pelo Legislativo municipal, ou seja, deve haver limita\u00e7\u00e3o. \u201cMas se o munic\u00edpio conseguir aprovar uma lei que flexibilize os crit\u00e9rios ou outorgue ao decreto a defini\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios, haveria facilidade para as prefeituras aumentarem o IPTU\u201d, diz. \u201cEsse \u00e9 um risco.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Natal pondera que a delega\u00e7\u00e3o da lei ao decreto para a fixa\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios da base de c\u00e1lculo do IPTU n\u00e3o pode ser ampla. \u201cSe isso acontecer pode virar uma celeuma e vai gerar questionamentos\u201d, frisa.<\/p>\n\n\n\n<p>A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Munic\u00edpios foi procurada pelo Valor, mas n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/17\/reforma-tributaria-pode-afetar-iptu-e-gerar-maior-judicializacao.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/17\/reforma-tributaria-pode-afetar-iptu-e-gerar-maior-judicializacao.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reuni\u00e3o debate crit\u00e9rios para exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS\/COFINS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Na tarde desta ter\u00e7a-feira (17\/10), foi realizada no Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o (TRF4) uma reuni\u00e3o entre representantes do Sistema de Concilia\u00e7\u00e3o (Sistcon) da Justi\u00e7a Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o e da Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN). O encontro teve como objetivo debater os crit\u00e9rios para exclus\u00e3o do ICMS da base de c\u00e1lculo do PIS\/COFINS, apurados pelo sistema n\u00e3o cumulativo, a fim de ser calculado o valor a restituir na fase de cumprimento da senten\u00e7a em um processo tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A reuni\u00e3o foi coordenada pelo juiz federal convocado no TRF4 Alexandre Rossato da Silva \u00c1vila, que \u00e9 auxiliar do Sistcon e atua na condu\u00e7\u00e3o de projetos relacionados \u00e0 concilia\u00e7\u00e3o em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria. O encontro contou ainda com a presen\u00e7a dos procuradores da Fazenda Nacional Carlos Eduardo Wandscheer e Eli Sousa Santos. Representando a parte agravada, o advogado Andr\u00e9 Di Francesco Longo participou de forma virtual.<\/p>\n\n\n\n<p>As partes da a\u00e7\u00e3o n\u00e3o chegaram a um consenso quanto aos crit\u00e9rios que devem ser empregados no c\u00e1lculo. O objeto da controv\u00e9rsia ser\u00e1 julgado pela 1\u00aa Turma do TRF4 no processo n\u00ba 5022737-54.2023.4.04.0000.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.trf4.jus.br\/trf4\/controlador.php?acao=noticia_visualizar&amp;id_noticia=27612\">https:\/\/www.trf4.jus.br\/trf4\/controlador.php?acao=noticia_visualizar&amp;id_noticia=27612<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Portaria da PGFN aumenta transpar\u00eancia nos acordos de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O aumento da transpar\u00eancia dos crit\u00e9rios de classifica\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos pass\u00edveis de negocia\u00e7\u00e3o, na comunica\u00e7\u00e3o com os contribuintes, com o objetivo de aprimorar orienta\u00e7\u00f5es e imprimir mais clareza \u00e0s informa\u00e7\u00f5es prestadas \u00e0 sociedade foi um dos principais objetivos considerados pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) na concep\u00e7\u00e3o da Portaria n\u00ba 1.241\/2023, publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o de segunda-feira (16\/10) e que entrar\u00e1 em vigor em 1\u00ba de novembro pr\u00f3ximo. O normativo altera a Portaria PGFN n\u00ba 6.757, de 29 de julho de 2022, que regulamentou, por seu turno, as mudan\u00e7as na transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria institu\u00eddas pela Lei n\u00ba 13.988, de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>A Portaria PGFN n\u00ba 1.241\/2023 determina que \u2013 \u201cpara fins de transpar\u00eancia e orienta\u00e7\u00e3o aos contribuintes\u201d \u2013 sejam publicados no site da PGFN informa\u00e7\u00f5es detalhadas para a aferi\u00e7\u00e3o da capacidade de pagamento presumida e os procedimentos para sua revis\u00e3o. A capacidade de pagamento presumida (\u201cCapag\u201d, no jarg\u00e3o t\u00e9cnico da Procuradoria) baliza o grau de desconto e o prazo que o contribuinte poder\u00e1 ter na transa\u00e7\u00e3o. Esse dado, que sempre foi p\u00fablico, ter\u00e1 agora sua transpar\u00eancia ampliada.<\/p>\n\n\n\n<p>A f\u00f3rmula para aferi\u00e7\u00e3o da capacidade de pagamento presumida e os elementos que a PGFN utiliza em sua composi\u00e7\u00e3o ser\u00e3o objeto de transpar\u00eancia ativa, isto \u00e9, estar\u00e3o dispon\u00edveis no site da Procuradoria para amplo controle social, em ambiente acess\u00edvel independentemente da necessidade de cadastro ou do uso de usu\u00e1rio e senha. Os detalhes da Capag individual de cada contribuinte continuar\u00e3o dispon\u00edveis na \u00e1rea interna do Portal Regularize, com a necess\u00e1ria preserva\u00e7\u00e3o do sigilo fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA inten\u00e7\u00e3o da PGFN \u00e9 que fique muito claro para toda a sociedade o que a Fazenda Nacional utiliza para estimar a capacidade de pagamento dos contribuintes\u201d, explica o coordenador-geral da D\u00edvida Ativa da Uni\u00e3o e do FGTS, Theo Lucas Borges. \u201cIsso estar\u00e1 no site, e tamb\u00e9m tudo o que o contribuinte deve fazer para pedir a revis\u00e3o de sua Capag\u201d, acrescenta o procurador, que ressalta ainda a possibilidade de o contribuinte discutir a revis\u00e3o, por meio de recurso. Segundo Theo Borges, essas mudan\u00e7as se alinham com os princ\u00edpios da \u201cisonomia e efici\u00eancia que a transa\u00e7\u00e3o preza\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Portaria PGFN n\u00ba 6.757\/2022<\/p>\n\n\n\n<p>A Portaria PGFN n\u00ba 6.757\/2022 disciplinou os crit\u00e9rios para aferi\u00e7\u00e3o do grau de recuperabilidade das d\u00edvidas, os par\u00e2metros para aceita\u00e7\u00e3o da transa\u00e7\u00e3o individual, a concess\u00e3o de descontos relativos a cr\u00e9ditos da Fazenda P\u00fablica e os procedimentos, os requisitos e as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da transa\u00e7\u00e3o na cobran\u00e7a da d\u00edvida ativa da Uni\u00e3o e do FGTS cuja inscri\u00e7\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o estejam na al\u00e7ada da PGFN.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse normativo, entre suas principais medidas, reduziu de R$ 15 milh\u00f5es para R$ 10 milh\u00f5es o valor m\u00ednimo para a transa\u00e7\u00e3o individual de d\u00e9bitos inscritos na d\u00edvida ativa e criou a transa\u00e7\u00e3o individual simplificada, para d\u00e9bitos entre R$ 1 milh\u00f5es e R$ 10 milh\u00f5es. Antes disso, a Lei 14.375\/2022, sancionada em junho do ano passado, elevou de 50% para 65% o desconto m\u00e1ximo na transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e de 84 para 120 a quantidade m\u00e1xima de parcelas.<\/p>\n\n\n\n<p>O acordo de transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, neg\u00f3cio jur\u00eddico celebrado pelo contribuinte e pela administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, permite que o lit\u00edgio tribut\u00e1rio seja resolvido por meio de concess\u00f5es m\u00fatuas. Com base em crit\u00e9rios objetivos e assumindo compromissos perante a Fazenda Nacional, o contribuinte pode pagar a d\u00edvida com descontos e condi\u00e7\u00f5es especiais.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/pgfn\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2023\/portaria-da-pgfn-aumenta-transparencia-nos-acordos-de-transacao-tributaria\">https:\/\/www.gov.br\/pgfn\/pt-br\/assuntos\/noticias\/2023\/portaria-da-pgfn-aumenta-transparencia-nos-acordos-de-transacao-tributaria<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita institui programa e equipe para implantar reforma tribut\u00e1ria do consumo<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 18\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O secret\u00e1rio especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, j\u00e1 est\u00e1 organizando dentro do \u00f3rg\u00e3o os trabalhos para p\u00f4r em pr\u00e1tica as mudan\u00e7as que vir\u00e3o com a reforma tribut\u00e1ria em tramita\u00e7\u00e3o no Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Portaria publicada no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o (DOU) desta quarta-feira, 18, assinada por ele, institui o &#8220;Programa de Reforma Tribut\u00e1ria do Consumo e projetos vinculados para a proposi\u00e7\u00e3o de modelo e solu\u00e7\u00f5es para a implanta\u00e7\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria do consumo de que trata a Proposta de Emenda Constitucional n\u00ba 45, de 3 de abril de 2019&#8221;, j\u00e1 aprovada na C\u00e2mara dos Deputados e que agora est\u00e1 no Senado, sob a relatoria do senador Eduardo Braga (MDB-AM).<\/p>\n\n\n\n<p>Braga promete apresentar seu parecer sobre a mat\u00e9ria na pr\u00f3xima semana.<\/p>\n\n\n\n<p>Solu\u00e7\u00f5es para reforma tribut\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>A portaria estabelece que o modelo e as solu\u00e7\u00f5es em torno da reforma tribut\u00e1ria do consumo dever\u00e3o ter como objetivo a simplifica\u00e7\u00e3o no cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, principal e acess\u00f3rias, por meio de solu\u00e7\u00f5es integradas e econ\u00f4micas, de forma que estimulem a conformidade tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O ato traz as diretrizes do trabalho e os servidores da Receita Federal que ir\u00e3o compor a equipe que conduzir\u00e1 o Programa de Reforma Tribut\u00e1ria do Consumo (Programa RTC).<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, lista os projetos vinculados ao RTC, como solu\u00e7\u00f5es ligadas a Cadastro, Escritura\u00e7\u00e3o Fiscal, Declara\u00e7\u00e3o, Cobran\u00e7a, Direito Credit\u00f3rio e Contencioso Administrativo e Judicial.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/exame.com\/economia\/receita-institui-programa-e-equipe-para-implantar-reforma-tributaria-do-consumo\/\">https:\/\/exame.com\/economia\/receita-institui-programa-e-equipe-para-implantar-reforma-tributaria-do-consumo\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Entendimento do CARF e do STJ quanto a den\u00fancia espont\u00e2nea<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O CARF e STJ concordam quanto aos requisitos para utiliza\u00e7\u00e3o da den\u00fancia espont\u00e2nea. De fato, ambos entendem que \u00e9 incab\u00edvel a aplica\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio da den\u00fancia espont\u00e2nea previsto no art. 138 do CTN aos casos de compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Esse entendimento est\u00e1 pacificado no STJ e no CARF.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo decis\u00f5es do CARF, para fins de den\u00fancia espont\u00e2nea, nos termos do art. 138, do CTN, a compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria n\u00e3o equivale a pagamento, pois sujeita \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de homologa\u00e7\u00e3o. Nesse sentido os ac\u00f3rd\u00e3os 1302-006.478, 9101-006.718, 9101-006.664.<\/p>\n\n\n\n<p>No mesmo sentido entende o STJ. De acordo com a Corte Superior, n\u00e3o configura pagamento para efeito do artigo 138, CTN, a compensa\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito fiscal, pois distintas tais hip\u00f3teses de extin\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio (artigo 156, I e II, CTN), derivando de cada uma delas efeitos jur\u00eddicos pr\u00f3prios.&nbsp; Eis uma decis\u00e3o nesse sentido:<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTRIBUT\u00c1RIO. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. MANDADO DE SEGURAN\u00c7A. APLICABILIDADE. ART. 138 DO CTN. DEN\u00daNCIA ESPONT\u00c2NEA. COMPENSA\u00c7\u00c3O TRIBUT\u00c1RIA. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES DO STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>1. O aresto regional n\u00e3o se afastou da orienta\u00e7\u00e3o jurisprudencial firmada pela Primeira Se\u00e7\u00e3o deste Superior Tribunal, segundo a qual n\u00e3o cabe a \u201caplica\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio da den\u00fancia espont\u00e2nea previsto no art. 138 do CTN aos casos de compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, justamente porque, nessa hip\u00f3tese, a extin\u00e7\u00e3o do d\u00e9bito estar\u00e1 submetida \u00e0 ulterior condi\u00e7\u00e3o resolut\u00f3ria da sua homologa\u00e7\u00e3o pelo Fisco, a qual, caso n\u00e3o ocorra, implicar\u00e1 o n\u00e3o pagamento do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, havendo, por consequ\u00eancia, a incid\u00eancia dos encargos morat\u00f3rios\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>(AgInt EDcl EREsp 1.657.437\/RS, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Se\u00e7\u00e3o, DJe 17\/10\/2018). 2. Agravo interno n\u00e3o provido.\u201d (AgInt no AgInt no AREsp n. 2.002.199\/SP, relator Ministro S\u00e9rgio Kukina, Primeira Turma, julgado em 11\/9\/2023, DJe de 14\/9\/2023.)<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o STJ j\u00e1 decidiu em sede de recurso repetitivo, os requisitos para que se caracterize a den\u00fancia espont\u00e2nea. Trata-se do REsp 1149022\/SP.<\/p>\n\n\n\n<p>A den\u00fancia espont\u00e2nea caracteriza-se pela possibilidade de o devedor do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio confessar a pr\u00e1tica de determinada infra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria e pagar o respectivo d\u00e9bito antes que o fisco instaure contra ele qualquer procedimento administrativo de cobran\u00e7a. A consequ\u00eancia \u00e9 que, ao confessar o d\u00e9bito, a lei desobriga do pagamento da multa incidente, ou seja, sobre o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio somente incidir\u00e3o os juros de mora.<\/p>\n\n\n\n<p>A den\u00fancia espont\u00e2nea est\u00e1 prevista no artigo 138 do CTN.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o STJ, a den\u00fancia espont\u00e2nea ocorre quando o contribuinte, ap\u00f3s efetuar a declara\u00e7\u00e3o parcial do d\u00e9bito tribut\u00e1rio (sujeito a lan\u00e7amento por homologa\u00e7\u00e3o) acompanhado do respectivo pagamento integral, retifica-a (antes de qualquer procedimento da Administra\u00e7\u00e3o Tribut\u00e1ria), noticiando a exist\u00eancia de diferen\u00e7a a maior, cuja quita\u00e7\u00e3o se d\u00e1 concomitantemente.<\/p>\n\n\n\n<p>Disso se extrai que para que se configure a den\u00fancia espont\u00e2nea \u00e9 necess\u00e1rio que:<\/p>\n\n\n\n<p>(i) o d\u00e9bito seja declarado;<\/p>\n\n\n\n<p>(ii) o pagamento do d\u00e9bito declarado seja feito at\u00e9 o vencimento;<\/p>\n\n\n\n<p>(iii) posteriormente o contribuinte retifica a declara\u00e7\u00e3o, na hip\u00f3tese de ainda n\u00e3o haver procedimento da administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria;<\/p>\n\n\n\n<p>(iv) na mesma data que o contribuinte retifica a declara\u00e7\u00e3o deve pagar a diferen\u00e7a do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com o entendimento do STJ, n\u00e3o se caracteriza den\u00fancia espont\u00e2nea, nos casos de tributos sujeitos a lan\u00e7amento por homologa\u00e7\u00e3o declarados pelo contribuinte e recolhidos fora do prazo de vencimento, \u00e0 vista ou parceladamente, ainda que anteriormente a qualquer procedimento do Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, nos termos da S\u00famula 360 STJ: \u201cO benef\u00edcio da den\u00fancia espont\u00e2nea n\u00e3o se aplica aos tributos sujeitos a lan\u00e7amento por homologa\u00e7\u00e3o regularmente declarados, mas pagos a destempo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2023\/10\/entendimento-do-carf-e-stj-quanto-a-denuncia-espontanea\/#:~:text=O%20CARF%20e%20STJ%20concordam,no%20STJ%20e%20no%20CARF.\">https:\/\/tributarionosbastidores.com.br\/2023\/10\/entendimento-do-carf-e-stj-quanto-a-denuncia-espontanea\/#:~:text=O%20CARF%20e%20STJ%20concordam,no%20STJ%20e%20no%20CARF.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Relator quer Cide para manter Zona Franca<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A manuten\u00e7\u00e3o da competitividade da Zona Franca de Manaus (ZFM) pode envolver a ado\u00e7\u00e3o de uma Contribui\u00e7\u00e3o sobre Interven\u00e7\u00e3o no Dom\u00ednio Econ\u00f4mico (Cide) \u201cespec\u00edfica\u201d, afirmou ontem o relator da reforma tribut\u00e1ria, senador Eduardo Braga (MDB-AM). A afirma\u00e7\u00e3o foi feita depois de reuni\u00e3o com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na sede da pasta, sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Braga, a maior parte dos ajustes no tratamento \u00e0 ZFM \u00e9 \u201cmeramente de reda\u00e7\u00e3o\u201d. Mas ele reconheceu que h\u00e1 um debate mais amplo sobre a ado\u00e7\u00e3o do imposto seletivo e se esse imposto \u201c\u00e9 adequado ou n\u00e3o aos produtos da Zona Franca\u201d. Previsto na reforma tribut\u00e1ria, o imposto seletivo tinha inicialmente o objetivo de taxas produtos nocivos \u00e0 sa\u00fade e ao meio ambiente, como cigarro e bebidas alc\u00f3olicas. Posteriormente, surgiu a possibilidade de o imposto incidir sobre outros itens produzidos fora da ZFM. Com isso, seria poss\u00edvel manter a competitividade da ZFM. No entanto, o relator descartou ontem essa hip\u00f3tese.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma op\u00e7\u00e3o para manter a competitividade envolveria \u201ccontribui\u00e7\u00f5es que n\u00e3o est\u00e3o sendo alcan\u00e7adas pela reforma\u201d. Um exemplo seria a ado\u00e7\u00e3o de uma Cide \u201cespec\u00edfica\u201d para itens produzidos fora da ZFM. J\u00e1 a manuten\u00e7\u00e3o do IPI fora da ZFM \u201cn\u00e3o \u00e9 uma das op\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Braga tamb\u00e9m afirmou que o fundo espec\u00edfico do Amazonas previsto na reforma ser\u00e1 tratado em um segundo momento, por meio de lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto abordado pelo senador foi a possibilidade de os aportes de recursos no Fundo de Desenvolvimento Regional serem realizados \u201cao longo do prazo de transi\u00e7\u00e3o\u201d da reforma. O governo federal prev\u00ea R$ 40 bilh\u00f5es para o FDR, enquanto os Estados pleiteiam entre R$ 75 bilh\u00f5es e R$ 80 bilh\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/10\/19\/relator-quer-cide-para-manter-zona-franca.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/10\/19\/relator-quer-cide-para-manter-zona-franca.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u2018Carga atual de imposto ser\u00e1 teto da reforma\u2019, diz senador<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O brasileiro n\u00e3o poder\u00e1 pagar, ap\u00f3s a reforma tribut\u00e1ria, mais impostos sobre o consumo do que paga hoje, afirmou ao Valor o senador Efraim Filho (Uni\u00e3o-PB). Tomando por base dados do Minist\u00e9rio da Fazenda referentes a 2022, esse limite estaria em 13,44% do Produto Interno Bruto (PIB).<\/p>\n\n\n\n<p>O senador apresenta nesta quinta-feira (19) o relat\u00f3rio do grupo de trabalho da Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) liderado por ele e que analisou a reforma tribut\u00e1ria. O documento ser\u00e1 uma contribui\u00e7\u00e3o ao trabalho do relator da Proposta de Emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) 45, senador Eduardo Braga (MDB-AM), que pretende apresentar seu trabalho no dia 24.<\/p>\n\n\n\n<p>A equipe de Efraim ainda analisava, na noite de ontem, se explicitaria o n\u00famero para o teto de carga tribut\u00e1ria do consumo, ou se colocaria apenas o conceito no relat\u00f3rio.<\/p>\n\n\n\n<p>O teto de tributa\u00e7\u00e3o serve para manter aten\u00e7\u00e3o do Executivo sobre os gastos, disse. \u201cO equil\u00edbrio fiscal se faz pelo lado da despesa, e n\u00e3o apenas aumentando imposto\u201d, afirmou Efraim. \u201cA reforma tribut\u00e1ria n\u00e3o pode ser feita para resolver a vida dos governos.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo da CAE vai sugerir pelo menos mais duas altera\u00e7\u00f5es no texto da PEC 45 aprovado pela C\u00e2mara. Uma diz respeito ao Imposto Seletivo. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 que a reda\u00e7\u00e3o est\u00e1 muito ampla, ao permitir a cobran\u00e7a sobre itens que fa\u00e7am mal \u00e0 sa\u00fade ou ao meio ambiente. A i deia \u00e9 manter o tributo com seu car\u00e1ter regulat\u00f3rio, e n\u00e3o arrecadat\u00f3rio. Eventuais altera\u00e7\u00f5es depender\u00e3o da aprova\u00e7\u00e3o de lei complementar, segundo a sugest\u00e3o da CAE.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto a ser modificado \u00e9 o artigo 19, que permite aos Estados e ao Distrito Federal criar \u201ccontribui\u00e7\u00e3o sobre produtos prim\u00e1rios e semielaborados\u201d, cujas receitas seriam destinadas a investimentos. Embora a inten\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara fosse apenas validar os fundos j\u00e1 existentes em alguns Estados, a reda\u00e7\u00e3o despertou temores quanto ao risco de amplia\u00e7\u00e3o da base tribut\u00e1ria ou mesmo da taxa\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00f5es. A ideia \u00e9 reformular o texto para deixar claro que novas cobran\u00e7as n\u00e3o podem ser institu\u00eddas.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora tenha ouvido pleitos de diversos setores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 reforma, o relat\u00f3rio de Efraim n\u00e3o vai propor tratamento favorecido a nenhum. Apontar\u00e1, por\u00e9m, que o impacto sobre os setores de servi\u00e7o e de com\u00e9rcio necessitam de solu\u00e7\u00e3o no texto da PEC. A seguir, os principais trechos da entrevista.<\/p>\n\n\n\n<p>Valor: O teto da carga tribut\u00e1ria vai ficar em 13,44% do PIB?<\/p>\n\n\n\n<p>Efraim: Isso que eu estou decidindo com os t\u00e9cnicos, porque \u00e9 um n\u00famero que a Receita tem. Eu n\u00e3o sei se eu trago o n\u00famero ou o conceito. O conceito vai estar. Eu s\u00f3 n\u00e3o quero cravar.<\/p>\n\n\n\n<p>Valor: Qual \u00e9 o conceito?<\/p>\n\n\n\n<p>Efraim: O conceito \u00e9 que o que pagamos hoje de imposto ser\u00e1 o teto, o m\u00e1ximo que poder\u00e1 ser cobrado p\u00f3s-reforma. O que o brasileiro paga hoje de imposto ser\u00e1 o teto do que poder\u00e1 ser cobrado. Ou seja, a gente quer assegurar com todas as letras \u00e9 que a reforma tribut\u00e1ria n\u00e3o endere\u00e7ar\u00e1 aumento de carga.<\/p>\n\n\n\n<p>Valor: O teto para carga tribut\u00e1ria estar\u00e1 no relat\u00f3rio do GT ou \u00e9 algo que o sr. vem falando com o senador Eduardo Braga?<\/p>\n\n\n\n<p>Efraim: Ele tem defendido, [o teto] inclusive. Vamos refor\u00e7ar a ideia que ele j\u00e1 vem defendendo.<\/p>\n\n\n\n<p>Valor: Mas o que ele defende \u00e9 a mesma coisa que o sr. est\u00e1 propondo no relat\u00f3rio?<\/p>\n\n\n\n<p>Efraim: Eu n\u00e3o sei. Ele est\u00e1 trabalhando a tese. N\u00f3s vamos dar uma sugest\u00e3o, ele pode acolher ou pode at\u00e9 aperfei\u00e7oar a nossa. A coisa \u00e9 din\u00e2mica.<\/p>\n\n\n\n<p>Valor: \u00c9 um recado para o Executivo olhar para as despesas?<\/p>\n\n\n\n<p>Efraim: O equil\u00edbrio fiscal tamb\u00e9m se faz pelo lado da despesa, e n\u00e3o apenas aumentando o imposto. Por isso \u00e9 preciso passar, sim, essa mensagem de que a reforma tribut\u00e1ria n\u00e3o pode ser feita para resolver a vida dos governos. Ela dever\u00e1 ser feita para facilitar a vida de quem produz.<\/p>\n\n\n\n<p>Valor: Como vai funcionar esse teto? Quem vai fiscalizar?<\/p>\n\n\n\n<p>Efraim: O percentual do IVA \u00e9 definido pelo Congresso. Ent\u00e3o, o Congresso vai ter os meios, e at\u00e9 se usa em muitas passagens o TCU [Tribunal de Contas da Uni\u00e3o] para poder validar a informa\u00e7\u00e3o. Ou seja, qual \u00e9 a al\u00edquota do IVA que significar\u00e1 essa arrecada\u00e7\u00e3o que \u00e9 o teto de hoje. Por isso que o teto n\u00e3o pode vir em al\u00edquota, que seria o ideal. Porque a gente, al\u00e9m do IVA, tem o IS [Imposto Seletivo]. Se fosse s\u00f3 o IVA, eu poderia cravar qual seria a al\u00edquota.<\/p>\n\n\n\n<p>Valor: E tem o fato que a parte federal do IVA entra primeiro, n\u00e3o? Ent\u00e3o o teto ser\u00e1 mantido inclusive durante a transi\u00e7\u00e3o?<\/p>\n\n\n\n<p>Efraim: Tem que ter essa transi\u00e7\u00e3o. Por isso que ficou mais plaus\u00edvel que eu defina como teto a carga desses cinco impostos [IPI, PIS\/Cofins, ICMS e ISS] hoje no PIB. Sempre dentro desse limite de carga. Porque a arrecada\u00e7\u00e3o do governo poder\u00e1 aumentar, desde que voc\u00ea aumente o PIB.<\/p>\n\n\n\n<p>Valor: E o Imposto Seletivo? Vai ter mesmo uma trava, com exig\u00eancia de lei complementar?<\/p>\n\n\n\n<p>Efraim: A ideia \u00e9 que a gente traga a lei complementar para poder dar mais seguran\u00e7a de restri\u00e7\u00e3o do Imposto Seletivo aos temas ao qual ele realmente se prop\u00f5e: uma fun\u00e7\u00e3o extra-fiscal, n\u00e3o \u00e9 arrecadat\u00f3ria, uma fun\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria contra produtos que tenham externalidades negativas. Ent\u00e3o, o IS n\u00e3o pode ser um imposto arrecadat\u00f3rio, que alcance a tudo e a todos. A gente entende que a lei complementar dar\u00e1 essa seguran\u00e7a de razoabilidade e de bom senso para isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Valor: E o artigo 19? Vai ser modificado?<\/p>\n\n\n\n<p>Efraim: Vamos alter\u00e1-lo para trazer uma reda\u00e7\u00e3o que proporcione mais seguran\u00e7a jur\u00eddica e que o mantenha dentro daquilo que ele representa na atualidade. N\u00f3s vamos respeitar os Estados que j\u00e1 t\u00eam hoje o fundo, nos produtos que j\u00e1 respondem por esse procedimento, mas evitando abrir uma larga porta para que outros Estados possam trazer novos tributos. Se a preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 que aquele Estado n\u00e3o perca aquela receita que \u00e9 importante para ele, que fique adstrito \u00e0quela receita e n\u00e3o abra uma porta para, na verdade, trazer mais carga tribut\u00e1ria: sobre exporta\u00e7\u00e3o sobre produtos agropecu\u00e1rios, sobre min\u00e9rio, sobre temas que hoje n\u00e3o pagam. N\u00e3o \u00e9 justo que voc\u00ea traga outras arrecada\u00e7\u00f5es para Estados que at\u00e9 hoje n\u00e3o tinham feito essa proposta.<\/p>\n\n\n\n<p>Valor: O relat\u00f3rio vai propor tratamento favorecido a algum setor?<\/p>\n\n\n\n<p>Efraim: No grupo de trabalho, n\u00f3s n\u00e3o vamos entrar em quest\u00e3o setorial. Isso ser\u00e1 analisado na delibera\u00e7\u00e3o na CCJ [Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a]. Porque n\u00e3o caberia a n\u00f3s do grupo de trabalho agora, definir qual o setor deve estar excepcionado ou n\u00e3o. Essa \u00e9 uma decis\u00e3o que cabe ao o momento de delibera\u00e7\u00e3o na CCJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Valor: E quanto ao setor de servi\u00e7os?<\/p>\n\n\n\n<p>Efraim: N\u00f3s vamos trazer preocupa\u00e7\u00f5es, fruto das audi\u00eancias do grupo de trabalho, que os setores de que n\u00f3s ouvimos maior questionamento foram com\u00e9rcio e servi\u00e7os. Essa ser\u00e1 uma parte conceitual, de entender que h\u00e1 uma situa\u00e7\u00e3o desfavorecida para o setor de com\u00e9rcio e de servi\u00e7os e procurar encontrar no texto da PEC solu\u00e7\u00f5es para eles. Podem passar por uma an\u00e1lise dos setores que mais empregam, ou seja, aqueles que t\u00eam m\u00e3o de obra e n\u00e3o t\u00eam como se creditar. Ficou muito claro que esses setores vieram aqui questionando o texto. Outros setores, como o setor da ind\u00fastria por exemplo, vieram elogiando.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/10\/19\/carga-atual-de-imposto-sera-teto-da-reforma-diz-senador.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/brasil\/noticia\/2023\/10\/19\/carga-atual-de-imposto-sera-teto-da-reforma-diz-senador.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Solu\u00e7\u00e3o de Consulta COSIT n\u00ba 234, de 18 de outubro de 2023<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Trata do Imposto sobre Produtos Industrializados \u2013 IPI, dispondo que somente os 170 c\u00f3digos NCM ou Ex da TIPI cujas al\u00edquotas foram restauradas (nos percentuais previstos na TIPI vigente em 31 de dezembro de 2021), pelo Decreto n\u00ba 11.158, de 2022, com as altera\u00e7\u00f5es promovidas pelo Decreto n\u00ba 11.182, de 2022, foram alcan\u00e7ados pela medida cautelar proferida pelo Ministro relator da ADI n\u00ba 7.153.<\/p>\n\n\n\n<p>Aplicam-se, para todos os demais produtos da Tabela de Incid\u00eancia do IPI (TIPI), as al\u00edquotas previstas nos decretos que visaram alter\u00e1-la ou substitu\u00ed-la durante o per\u00edodo de vig\u00eancia da medida cautelar, inclu\u00eddos a\u00ed os decretos que tiveram seus efeitos suspensos em rela\u00e7\u00e3o aos produtos classificados naqueles 170 c\u00f3digos NCM ou Ex da TIPI.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de 1\u00ba de maio de 2022, aos produtos n\u00e3o afetados pela medida, aplicam-se as al\u00edquotas previstas na TIPI em vigor, inicialmente naquela aprovada pelo Decreto n\u00ba 10.923, de 2021, com as altera\u00e7\u00f5es promovidas pelo Decreto n\u00ba 11.055, de 2022, e posteriormente, a partir de 1\u00ba de agosto de 2022, as al\u00edquotas previstas na TIPI aprovada pelo Decreto n\u00ba 11.158, de 2022, e altera\u00e7\u00f5es posteriores.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/solucao-de-consulta-n-234-de-18-de-outubro-de-2023-517549383\">https:\/\/www.in.gov.br\/en\/web\/dou\/-\/solucao-de-consulta-n-234-de-18-de-outubro-de-2023-517549383<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MP das Subven\u00e7\u00f5es: parlamentares tentam afrouxar regras para empresas conseguirem cr\u00e9dito fiscal<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 20\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o governo editar a Medida Provis\u00f3ria 1.185\/2023, que muda as regras para utiliza\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio fiscal vinculado a subven\u00e7\u00f5es para empresas, especialmente as concedidas por estados e o Distrito Federal, parlamentares apresentaram 98 emendas com o prop\u00f3sito de afrouxar pontos do texto.<\/p>\n\n\n\n<p>A MP \u00e9 uma das principais medidas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), para aumentar a arrecada\u00e7\u00e3o do governo federal, melhorar as contas p\u00fablicas e atingir a dif\u00edcil meta de zerar o d\u00e9ficit prim\u00e1rio em 2024. Mas o impasse sobre a tramita\u00e7\u00e3o de MPs no Congresso Nacional \u2014 inclusive a das Subven\u00e7\u00f5es \u2014 pode atingir a tramita\u00e7\u00e3o da proposta no Legislativo (veja mais abaixo).<\/p>\n\n\n\n<p>A mat\u00e9ria que barra a concess\u00e3o de incentivo tribut\u00e1rio federal sobre subven\u00e7\u00f5es estaduais para custeio de empresas foi editada no fim de agosto e n\u00e3o avan\u00e7ou desde ent\u00e3o, por isso o governo dever\u00e1 substitu\u00ed-la por um projeto de lei com regime de urg\u00eancia, o que provoca trancamento da pauta da casa legislativa em que estiver tramitando ap\u00f3s 45 dias.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria das mudan\u00e7as foi apresentada por parlamentares do Republicanos e do PL \u2014 partido que tem a maior bancada tanto na C\u00e2mara quanto no Senado e abriga grande parte da oposi\u00e7\u00e3o ao governo Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT), aponta levantamento feito pelo InfoMoney sobre as 98 emendas propostas, a partir de dados disponibilizados pelo Congresso Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Na outra ponta, n\u00e3o houve qualquer proposta de emenda de deputados ou senadores do PT.<\/p>\n\n\n\n<p>Onze emendas foram apresentadas pelo senador Fl\u00e1vio Bolsonaro (PL-RJ) e outras oito, pelo senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR). Entre os mais participativos est\u00e3o tamb\u00e9m os deputados federais Capit\u00e3o Alberto Neto (PL-AM), Domingos S\u00e1vio (PL-MG) T\u00falio Gadelha (Rede Sustentabilidade-PE), com seis sugest\u00f5es de altera\u00e7\u00f5es no texto cada um.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 recorrente nas propostas analisadas a tentativa de parlamentares de dar mais previsibilidade \u00e0 concess\u00e3o de cr\u00e9dito fiscal e de tentar neutralizar o movimento do governo de exercer maior controle sobre as subven\u00e7\u00f5es. Muitas prop\u00f5em o estabelecimento de uma al\u00edquota fixa de 34%, no caso das subven\u00e7\u00f5es para investimentos, contemplando valores pagos a t\u00edtulo de IRPJ (25%) e da CSLL (9%).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA MP tal como redigida ignora toda a discuss\u00e3o e entendimento que se criou sobre a natureza dos incentivos fiscais, violando a seguran\u00e7a jur\u00eddica e, principalmente, os direitos dos contribuintes, por exceder demasiadamente os poderes de tributa\u00e7\u00e3o pelo Estado, criando um cen\u00e1rio totalmente inst\u00e1vel \u00e0s empresas\u201d, afirma o senador Fl\u00e1vio Bolsonaro em uma das justificativas protocoladas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cResta essencial que a apura\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito fiscal seja feita mediante o produto das receitas de subven\u00e7\u00e3o e da al\u00edquota do IRPJ, inclusive a al\u00edquota adicional, e da al\u00edquota da Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre o Lucro L\u00edquido [CSLL] vigentes no per\u00edodo em que as receitas foram reconhecidas\u201d, complementa o deputado federal Gilson Marques (Novo-SC).<\/p>\n\n\n\n<p>Norte e Nordeste<\/p>\n\n\n\n<p>Representantes de empresas sediadas no Norte e Nordeste t\u00eam pressionado por uma defini\u00e7\u00e3o de um prazo para o uso do cr\u00e9dito e entendem que o percentual proposto pelo governo para a concess\u00e3o de cr\u00e9dito fiscal n\u00e3o \u00e9 suficiente para contrapor a tributa\u00e7\u00e3o federal, o que inviabilizaria novos investimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A possibilidade de haver efeitos negativos para a Sudam e a Sudene, \u00f3rg\u00e3os de fomento da Amaz\u00f4nia e do Nordeste, \u00e9 outro entrave \u00e0 tramita\u00e7\u00e3o da medida. Emenda proposta pelo deputado federal Capit\u00e3o Alberto Neto, por exemplo, visa blindar subven\u00e7\u00f5es para implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o de empreendimentos econ\u00f4micos concedidos nessas \u00e1reas.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra sugest\u00e3o recorrente \u00e9 a de suprimir o artigo 8\u00ba da MP, que diz que, na apura\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito fiscal, n\u00e3o poder\u00e3o ser computadas receitas n\u00e3o relacionadas \u00e0s despesas de deprecia\u00e7\u00e3o, amortiza\u00e7\u00e3o ou exaust\u00e3o relativas \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o ou \u00e0 expans\u00e3o das atividades empresariais.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o tributarista Rodrigo Borba, s\u00f3cio coordenador do Ara\u00faz Advogados, a retirada deste ponto tem o objetivo de afastar a necessidade de comprova\u00e7\u00e3o de que os valores subvencionados tenham sido reinvestidos na implanta\u00e7\u00e3o ou expans\u00e3o das atividades, al\u00e9m de afastar a limita\u00e7\u00e3o da subven\u00e7\u00e3o \u00e0s despesas com a deprecia\u00e7\u00e3o, amortiza\u00e7\u00e3o ou exaust\u00e3o do empreendimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Diferen\u00e7a entre investimento e custeio<\/p>\n\n\n\n<p>A medida editada pelo governo autoriza a Receita Federal a classificar as subven\u00e7\u00f5es concedidas por Uni\u00e3o, estados, Distrito Federal e munic\u00edpios e abre a possibilidade de empresas tributadas com base no lucro real apurarem o cr\u00e9dito fiscal s\u00f3 em subven\u00e7\u00f5es para investimento, que s\u00e3o destinadas a implantar ou expandir empreendimentos. As subven\u00e7\u00f5es para custeio n\u00e3o dar\u00e3o direito ao cr\u00e9dito fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>O texto da MP tamb\u00e9m substitui o incentivo fiscal, hoje viabilizado por meio de exclus\u00e3o de base de c\u00e1lculo de tributos federais (IRPJ, CSLL, Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e Cofins), por incentivo concedido mediante cr\u00e9dito fiscal, que poder\u00e1 ser utilizado para compensar outros d\u00e9bitos ou ressarcido em dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA ideia \u00e9 diferenciar os casos em que o incentivo fiscal servir\u00e1 para custear as atividades ordin\u00e1rias da empresa daqueles em que o incentivo servir\u00e1 para viabilizar investimentos extraordin\u00e1rios\u201d, afirma o advogado Pedro Lameir\u00e3o, s\u00f3cio da \u00e1rea de Direito Tribut\u00e1rio do BBL Advogados. \u201cO princ\u00edpio por tr\u00e1s disso \u00e9 que o incentivo fiscal n\u00e3o deve objetivar o aumento do lucro do empres\u00e1rio, mas sim o aumento da atividade econ\u00f4mica, revertendo de forma positiva para a sociedade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o governo, as receitas de subven\u00e7\u00f5es efetuadas pelo poder p\u00fablico v\u00e3o passar a compor as bases de c\u00e1lculo do IRPJ, CSLL, Contribui\u00e7\u00e3o para o PIS\/Pasep e Cofins a partir de 1\u00ba de janeiro de 2024. Elas devem alcan\u00e7ar potencial de arrecada\u00e7\u00e3o de R$ 35,3 bilh\u00f5es em 2024, 32,4 bilh\u00f5es em 2025, R$ 34,1 bilh\u00f5es em 2026 e R$ 36,1 bilh\u00f5es em 2027.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAo pretender equiparar diversos benef\u00edcios concedidos pelos estados relacionados ao ICMS a subven\u00e7\u00f5es governamentais para investimento, os dispositivos promulgados causaram distor\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias, com impactos profundamente negativos para a arrecada\u00e7\u00e3o federal, al\u00e9m da inseguran\u00e7a jur\u00eddica e do aumento de litigiosidade tribut\u00e1ria\u201d, afirma o texto anexo \u00e0 MP assinado por Haddad.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA concess\u00e3o de benef\u00edcios em car\u00e1ter geral ou de forma incondicionada pelos estados e pelo Distrito Federal, com decorrente redu\u00e7\u00e3o das bases de c\u00e1lculo de tributos federais, provoca impacto fiscal negativo na ordem de R$ 80 bilh\u00f5es (oitenta bilh\u00f5es de reais) ao ano, segundo estimativa realizada pela Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil\u201d, conclui o ministro.<\/p>\n\n\n\n<p>Dificuldades no Congresso<\/p>\n\n\n\n<p>Em meio \u00e0s dificuldades para fazer a medida avan\u00e7ar no Legislativo e com tantos pontos de resist\u00eancia, o governo avalia encaminhar um Projeto de Lei (PL), com teor similar e pedido de urg\u00eancia, para o Parlamento. \u201cApesar da import\u00e2ncia do tema para o governo e para as quest\u00f5es fiscais de 2024, o tema hoje est\u00e1 totalmente congelado dentro do Congresso\u201d, afirma o coordenador do time de an\u00e1lise pol\u00edtica da Warren Rena, Erich Decat.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAo longo dos \u00faltimos meses temos visto o presidente da C\u00e2mara, Arthur Lira, se posicionar de forma bastante firme contra a discuss\u00e3o e vota\u00e7\u00e3o de MPs. Ele defende que os temas de interesse do governo tramitem por meio de um Projeto de Lei\u201d, diz Decat. \u201c\u00c9 uma forma de ampliar o protagonismo da C\u00e2mara. Em raz\u00e3o desse impasse, v\u00e1rias MPs acabaram perdendo a validade e se transformaram em PLs, como por exemplo a volta do voto de qualidade no Carf e a taxa\u00e7\u00e3o dos fundos offshore\u201d. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\" https:\/\/www.infomoney.com.br\/politica\/mp-das-subvencoes-parlamentares-tentam-afrouxar-regras-para-empresas-conseguirem-credito-fiscal\/\"> https:\/\/www.infomoney.com.br\/politica\/mp-das-subvencoes-parlamentares-tentam-afrouxar-regras-para-empresas-conseguirem-credito-fiscal\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita usou al\u00edquota de 28% em Remessa Conforme para estimar arrecada\u00e7\u00e3o de 2024<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Uma nota t\u00e9cnica da Receita Federal usou uma al\u00edquota de 28% para estimar o potencial de arrecada\u00e7\u00e3o em 2024 com as importa\u00e7\u00f5es a serem realizadas no \u00e2mbito do Programa Remessa Conforme. O documento foi um dos subs\u00eddios usados na elabora\u00e7\u00e3o do or\u00e7amento. A al\u00edquota de 28% (atualmente ela est\u00e1 zerada) como refer\u00eancia para o c\u00e1lculo de arrecada\u00e7\u00e3o foi sugerida pela Subsecretaria de Administra\u00e7\u00e3o Aduaneira (Suana) da Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>No PLOA de 2024, a estimativa de receita com o Remessa Conforme foi de R$ 2,8 bilh\u00f5es. A nota t\u00e9cnica explica que as contas, al\u00e9m de usar uma al\u00edquota de 28% como refer\u00eancia, sup\u00f5em uma queda de 30% nas importa\u00e7\u00f5es. Em um cen\u00e1rio no qual as compras do exterior decorrentes da medida caem mais, o ganho arrecadat\u00f3rio em 2024 seria de R$ 1,2 bilh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 necess\u00e1rio informar que, as estimativas de impacto discriminadas na Tabela I acima, apesar dos cen\u00e1rios de redu\u00e7\u00e3o de volume das importa\u00e7\u00f5es, ainda carregam certo grau de incerteza. A concreta efetiva\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o aos cofres p\u00fablicos dos valores constantes na Tabela I dependem de diversos eventos futuros e incertos. Dessa forma, recomenda-se cautela aos formuladores da pol\u00edtica fiscal quando da escolha de um dos cen\u00e1rios e da utiliza\u00e7\u00e3o de tais estimativas, devendo-se ter em mente a possibilidade de frustra\u00e7\u00e3o de parcela do aumento de arrecada\u00e7\u00e3o decorrente das medidas analisadas\u201d, diz a nota t\u00e9cnica, datada de 29 de agosto.<\/p>\n\n\n\n<p>Vale lembrar que, na entrevista coletiva do or\u00e7amento, a Fazenda chegou a dizer que a conta de arrecada\u00e7\u00e3o havia sido feita considerando uma al\u00edquota de 20% proposta pelas empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo JOTA sobre a nota t\u00e9cnica, a pasta respondeu: \u201cEssas estimativas foram feitas num cen\u00e1rio onde n\u00e3o havia informa\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis sobre esse segmento econ\u00f4mico. A partir do Programa Remessa Conforme, com a certifica\u00e7\u00e3o das grandes empresas do setor, ser\u00e1 poss\u00edvel ter as informa\u00e7\u00f5es mais apuradas para se avaliar uma al\u00edquota adequada\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De fato, a despeito de uma simula\u00e7\u00e3o com 28%, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel cravar que essa ser\u00e1 a al\u00edquota a ser definida em meio \u00e0 queda de bra\u00e7o entre marketplaces e varejistas nacionais. A decis\u00e3o ainda depende de v\u00e1rios fatores e tende a ser tomada mais para o fim do ano. A tend\u00eancia, de qualquer forma, \u00e9 que ela fique entre 20% e 40%, de forma a ficar abaixo dos 60% originais j\u00e1 somando com o ICMS.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-jota-info wp-block-embed-jota-info\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"QiXsBVpApJ\"><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/receita-usou-aliquota-de-28-em-remessa-conforme-para-estimar-arrecadacao-de-2024-20102023\">Receita usou al\u00edquota de 28% em Remessa Conforme para estimar arrecada\u00e7\u00e3o de 2024<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Receita usou al\u00edquota de 28% em Remessa Conforme para estimar arrecada\u00e7\u00e3o de 2024&#8221; &#8212; JOTA Info\" src=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/receita-usou-aliquota-de-28-em-remessa-conforme-para-estimar-arrecadacao-de-2024-20102023\/embed#?secret=QiXsBVpApJ\" data-secret=\"QiXsBVpApJ\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>Servi\u00e7os de advocacia e a reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o sobre os impactos da cobran\u00e7a do IBS\/CBS sobre os servi\u00e7os de advocacia tem gerado bastante controv\u00e9rsia. Parte da classe dos advogados alega que os honor\u00e1rios teriam um aumento de carga tribut\u00e1ria substancial com a cobran\u00e7a do IBS\/CBS \u00e0 al\u00edquota de 25%. Pelo sistema tribut\u00e1rio vigente os servi\u00e7os jur\u00eddicos est\u00e3o sujeitos ao PIS\/Cofins \u00e0 3,65% e ao ISS de 2% (o ISS pode ser inferior a 2% quando cobrado por profissional), no caso de empresas do lucro presumido, \u00e0 9,25% mais 2% do ISS, no caso de empresas que adotam o lucro real. As sociedades de advogados tamb\u00e9m podem optar pelo Simples Nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>Utilizando os dados da Receita Federal para 2018, fazendo a pesquisa para o CNAE 6911 (Atividades Jur\u00eddicas), verificamos que em termos de receitas, 56% s\u00e3o registradas por empresas do lucro presumido, 11% pelas empresas do lucro real e 33% por empresas tributadas pelo Simples. Em termos de empregados, as empresas do Simples empregam 43%, as tributadas pelo lucro presumido 46% e as empresas que optam pelo lucro real empregam apenas 11% do total.<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto do IBS\/CBS depende do atual regime tribut\u00e1rio da empresa de advocacia e se o servi\u00e7o est\u00e1 sendo prestado para empresas sujeitas ao IBS\/CBS (meio da cadeia produtiva) ou se o cliente \u00e9 pessoa f\u00edsica ou n\u00e3o contribuinte do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas do Simples (33% das receitas do setor) n\u00e3o ter\u00e3o a tributa\u00e7\u00e3o alterada pela reforma tribut\u00e1ria, exceto pela possibilidade de gerar cr\u00e9dito quando est\u00e3o no meio da cadeia. O cr\u00e9dito, que n\u00e3o \u00e9 permitido pelo sistema vigente, corresponder\u00e1 a parcela do Simples relativa ao IBS\/CBS.<\/p>\n\n\n\n<p>As empresas do lucro real e do lucro presumido que estejam no meio da cadeia n\u00e3o ser\u00e3o afetadas pela reforma tribut\u00e1ria, uma vez que geram cr\u00e9dito para empresas que s\u00e3o tributadas pelo IBS\/CBS. Atrav\u00e9s da Tabela de Recursos e Usos (TRU) do IBGE de 2017 \u00e9 poss\u00edvel identificar que apenas 8% dos servi\u00e7os jur\u00eddicos s\u00e3o consumidos pelas fam\u00edlias, 5% s\u00e3o exportados e os 87% restantes s\u00e3o servi\u00e7os prestados a outras empresas (o c\u00f3digo pesquisado &#8211; 69801 &#8211; inclui tamb\u00e9m servi\u00e7os de contabilidade e de consultoria). Levando em conta que exporta\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 tributada, podemos afirmar que 92% dos servi\u00e7os jur\u00eddicos n\u00e3o s\u00e3o afetados pela reforma tribut\u00e1ria. Esse n\u00famero pode ser um pouco menor, pois temos pessoas jur\u00eddicas que tamb\u00e9m ser\u00e3o consideradas consumidores finais, tais como condom\u00ednios, funda\u00e7\u00f5es e outras entidades n\u00e3o sujeitas ao IBS\/CBS.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos servi\u00e7os prestados \u00e0s pessoas f\u00edsicas \u00e9 importante entender quem s\u00e3o os consumidores desses servi\u00e7os. Utilizando-se da Pesquisa de Or\u00e7amento Familiar realizada pelo IBGE (POF 2017\/2018), verificamos que 69,45% do gasto com servi\u00e7os jur\u00eddicos \u00e9 realizado pelos 30% mais ricos. Os 10% mais pobres consomem apenas 1,35% do total do gasto das fam\u00edlias com esses servi\u00e7os. Portanto, eventual aumento de pre\u00e7o decorrente do IBS\/CBS pouco afetar\u00e1 as classes mais baixas de renda.<\/p>\n\n\n\n<p>O tamanho do impacto no caso dos consumidores finais pode ser calculado utilizando-se a pesquisa de servi\u00e7os do IBGE (PAS 2019). Usamos os n\u00fameros relativos a empresas do setor com mais de 20 funcion\u00e1rios, exclu indo boa parte das empresas do Simples. Utilizando-se a al\u00edquota de IBS\/CBS de 26,9% ter\u00edamos uma varia\u00e7\u00e3o de aproximadamente 10% nos pre\u00e7os cobrados. Refazendo o modelo somente para empresas do lucro presumido, ter\u00edamos uma varia\u00e7\u00e3o de 13,24%. Essa simula\u00e7\u00e3o usou como principal hip\u00f3tese o repasse total aos pre\u00e7os do aumento de carga gerada pelo IBS\/CBS.<\/p>\n\n\n\n<p>Adicionalmente, cabe explicar o porqu\u00ea as empresas advocat\u00edcias que estejam no meio da cadeia n\u00e3o sofrem impacto no pre\u00e7o em raz\u00e3o do IBS\/CBS. Para facilitar o entendimento vamos utilizar um exemplo. Inicialmente vamos supor uma empresa sujeita hipoteticamente a uma al\u00edquota do ICMS de 25% (cobrada por fora, para facilitar o exemplo) na revenda de sua mercadoria. A mercadoria \u00e9 comprada por 60, a empresa gasta 15 de m\u00e3o de obra, 5 com servi\u00e7os de advocacia e revende o item por 100, tendo um lucro de 20. A incid\u00eancia do ICMS se daria sobre 40 (100-60), visto que n\u00e3o h\u00e1 cr\u00e9dito sobre sal\u00e1rios (15), sobre servi\u00e7os de advocacia (5) e sobre lucro (20). O imposto devido seria igual a 10 (25% x 40). Na pr\u00e1tica a tributa\u00e7\u00e3o se deu sobre a m\u00e3o de obra (15), lucro (20) e, surpreendentemente, sobre os servi\u00e7os de advocacia (5). O servi\u00e7o de advocacia quando n\u00e3o gera cr\u00e9dito \u00e9 tributado novamente pela empresa que contrata o servi\u00e7o. Nesse caso, os servi\u00e7os advocat\u00edcios sofrem dupla incid\u00eancia, inicialmente quando o imposto \u00e9 pago pelo pr\u00f3prio escrit\u00f3rio de advocacia (5,65% =3,65%+2%) e, posteriormente, pela tributa\u00e7\u00e3o adicional de 25% do ICMS da empresa contratante.<\/p>\n\n\n\n<p>O que aconteceria em um regime do IBS\/CBS (al\u00edquota de 25%)? Usando o mesmo exemplo, a sociedade de advogados iria destacar 25% sobre o valor do servi\u00e7o (1,25 = 5 X 25%). J\u00e1 a empresa comercial, que ter\u00e1 direito ao cr\u00e9dito do imposto pago pela advocacia, ao apurar o IBS\/CBS far\u00e1 seguinte c\u00e1lculo: 100 &#8211; 60 &#8211; 5 = 35. O valor de 35 corresponde aos sal\u00e1rios (15) mais os lucros (20). O servi\u00e7o de advocacia n\u00e3o \u00e9 tributado novamente pela empresa comercial. Logo ao inv\u00e9s de pagar 5,65% mais 25%, a empresa prestadora de servi\u00e7o s\u00f3 pagar\u00e1 25%. Por essa raz\u00e3o, as empresas do setor advocat\u00edcio que prestam servi\u00e7os no meio da cadeia poder\u00e3o at\u00e9 reduzir&nbsp;os&nbsp;pre\u00e7os.<\/p>\n\n\n\n<p>Eduardo Fleury \u00e9 advogado e economista, consultor do Banco Mundial, s\u00f3cio e head da \u00e1rea tribut\u00e1ria de FCR Law<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/servicos-de-advocacia-e-a-reforma-tributaria.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/servicos-de-advocacia-e-a-reforma-tributaria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>PGFN facilita negocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvida na transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) vai tornar mais transparente o c\u00e1lculo realizado para medir a capacidade de pagamento (Capag) dos contribuintes que pedem a negocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas, por meio da chamada transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Tamb\u00e9m abrir\u00e1, no site do \u00f3rg\u00e3o, um caminho para que possam questionar os enquadramentos. As mudan\u00e7as constam na Portaria PGFN n\u00ba 1.241, publicada nesta semana no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Capag \u00e9 relevante para as negocia\u00e7\u00f5es com os procuradores da PGFN. Quanto menor a capacidade de pagamento, maior o desconto a ser obtido pelo contribuinte. Algumas empresas chegam a discutir na Justi\u00e7a eventual mudan\u00e7a de enquadramento.<\/p>\n\n\n\n<p>A nova norma altera a Portaria PGFN n\u00ba 6.757, de 2022, que regulamenta a transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria. Passa a constar que ser\u00e1 disponilizado, \u201cpara fins de transpar\u00eancia e orienta\u00e7\u00e3o aos contribuintes, no site da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, informa\u00e7\u00f5es detalhadas para a aferi\u00e7\u00e3o da capacidade de pagamento presumida e procedimento para a sua re vis\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o coordenador-geral da D\u00edvida Ativa da Uni\u00e3o e do FGTS, Theo Lucas Borges, a portaria tem como objetivo reafirmar o compromisso da PGFN em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 transpar\u00eancia no c\u00e1lculo da capacidade de pagamento presumida. Ele lembra que sempre existiram queixas de contribuintes e advogados que trabalham com transa\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o havia muita publicidade sobre a Capag.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMas n\u00e3o \u00e9 verdade. Sempre existiu o acesso \u00e0 f\u00f3rmula da capacidade de pagamento presumida, mas dentro do sistema Regularize, o que causava a impress\u00e3o de que existiam f\u00f3rmulas diferentes de um contribuinte para o outro\u201d, afirma ele, acrescentando que a portaria traz uma evolu\u00e7\u00e3o do instituto.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o procurador, haver\u00e1 a divulga\u00e7\u00e3o no site da PGFN, de forma aberta, sem exig\u00eancia de login e senha, da f\u00f3rmula, com os elementos que a procuradoria usa para o c\u00e1lculo da capacidade de pagamento. Os dados, diz ele, n\u00e3o trar\u00e3o identifica\u00e7\u00e3o do devedor por causa do sigilo fiscal. \u201cN\u00e3o vamos expor os dados de ningu\u00e9m\u201d, afirma. A previs\u00e3o \u00e9 que as informa\u00e7\u00f5es estejam no site a partir de 1\u00ba de novembro.<\/p>\n\n\n\n<p>A portaria, destaca Borges, tamb\u00e9m determina que a PGFN oriente o contribuinte sobre como pedir a revis\u00e3o da Capag, quando ele entender que os dados usados n\u00e3o foram adequados e que o rating (classifica\u00e7\u00e3o do contribuinte) n\u00e3o reflete sua atual situa\u00e7\u00e3o. \u201cJ\u00e1 era poss\u00edvel, mas n\u00e3o existia na norma um rito espec\u00edfico de recurso\u201d, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma ainda abre a possibilidade de o devedor apresentar recurso se for negado pedido de revis\u00e3o de capacidade de pagamento. E garante a apresenta\u00e7\u00e3o de novo pedido, quando julgado definitivamente o anterior, se demonstrada a ocorr\u00eancia de fato superveniente que afete a an\u00e1lise original da capacidade de pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi institu\u00eddo, neste m\u00eas, um grupo de trabalho do Minist\u00e9rio da Fazenda para fazer, em 60 dias, uma an\u00e1lise da atual metodologia e de outras formas de mensurar a capacidade de pagamento do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Janssen Murayama, do escrit\u00f3rio Murayama, Affonso Ferreira e Mota Advogados, a portaria traz mais transpar\u00eancia. O advogado j\u00e1 entrou com um a a\u00e7\u00e3o judicial questionando a classifica\u00e7\u00e3o da capacidade de pagamento de uma empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele destaca que o pedido de revis\u00e3o da capacidade de pagamento ser\u00e1 julgado pelo procurador-chefe da D\u00edvida Ativa e que h\u00e1 possibilidade de novo pedido de revis\u00e3o se houver fato novo. \u201cPela portaria, n\u00e3o precisaria, obrigatoriamente, ir para o Judici\u00e1rio, basta ria fazer o pedido na pr\u00f3pria procuradoria\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>O recurso dever\u00e1 ser proposto por meio do portal Regularize, indicando especificamente os elementos n\u00e3o analisados ou que justifiquem a revis\u00e3o. O julgamento do recurso ser\u00e1 feito pelo procurador-chefe da D\u00edvida Ativa da respectiva regi\u00e3o, desde que ele n\u00e3o seja o respons\u00e1vel pela decis\u00e3o questionada &#8211; nesse caso o recurso dever\u00e1 ser submetido \u00e0 autoridade imediatamente superior.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado Alessandro Borges, s\u00f3cio da \u00e1rea tribut\u00e1ria do escrit\u00f3rio Ben\u00edcio Advogados, destaca outro ponto da norma: a considera\u00e7\u00e3o de aspectos ambientais, sociais e de governan\u00e7a (ESG) como elementos a influenciar a an\u00e1lise de pedidos de transa\u00e7\u00e3o individual. \u201cAs empresas poder\u00e3o ter a possibilidade de negociar melhores condi\u00e7\u00f5es de desconto e pagamento se oferecem contrapartidas de ESG.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A portaria ainda condiciona a aceita\u00e7\u00e3o de precat\u00f3rios na transa\u00e7\u00e3o \u00e0 edi\u00e7\u00e3o de ato conjunto do Minist\u00e9rio da Economia com a Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU), que ainda n\u00e3o foi publicado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/20\/pgfn-facilita-negociacao-de-divida-na-transacao-tributaria.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/20\/pgfn-facilita-negociacao-de-divida-na-transacao-tributaria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agenda STF: &#8216;Quebra&#8217; de senten\u00e7as definitivas, Funrural e desquite est\u00e3o na pauta da pr\u00f3xima semana<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 21\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) pode voltar a analisar uma das decis\u00f5es tribut\u00e1rias recentes mais relevantes: a que permitiu a \u201cquebra\u201d de senten\u00e7as definitivas para que seja aplicado o entendimento da Corte, quando ela o manifestar. Est\u00e3o na pauta da quinta-feira recursos que foram apresentados pelos contribuintes contra decis\u00e3o do m\u00eas de fevereiro sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>O pedido dos contribuintes \u00e9 para que os ministros voltem atr\u00e1s da decis\u00e3o de fevereiro e impe\u00e7am cobran\u00e7as retroativas de tributos. Afirmam que essa decis\u00e3o, da forma como est\u00e1, provoca um rombo de bilh\u00f5es de reais no caixa das empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou definido pelo STF, em fevereiro, que senten\u00e7as tribut\u00e1rias dadas como definitivas deixam de ter efeito sempre que houver um julgamento posterior na Corte em sentido contr\u00e1rio (RE 955227 e RE 949297).<\/p>\n\n\n\n<p>Significa que o contribuinte que discutiu a cobran\u00e7a de um tributo e teve a a\u00e7\u00e3o encerrada a seu favor &#8211; autorizando a deixar de pagar &#8211; perde esse direito se tempos depois o STF julgar o tema e decidir que a cobran\u00e7a \u00e9 devida. A senten\u00e7a definitiva deixa de ter efeito e o contribuinte passa a ter que pagar o tributo dali em diante.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento j\u00e1 foi iniciado no Plen\u00e1rio Virtual, e poder\u00e1 ser conclu\u00eddo no presencial. Em setembro, o relator, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, votou para rejeitar todos os pedidos dos contribuintes. A ministra Rosa Weber, que se aposentou em outubro, deixou o voto \u2013 tamb\u00e9m contr\u00e1rio aos contribuintes. Foram os \u00fanicos a votar.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros analisam quatro recursos (embargos de declara\u00e7\u00e3o). Foram apresentados pela empresa TBM &#8211; T\u00eaxtil Bezerra de Menezes, parte em um dos processos, e tr\u00eas por entidades que atuam no caso como amicus curiae (partes interessadas): a Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de S\u00e3o Paulo (Fiesp), o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Sindicato das Ind\u00fastrias de Produtos Qu\u00edmicos (Sinpeq).<\/p>\n\n\n\n<p>Todos pedem que os ministros apliquem a chamada &#8220;modula\u00e7\u00e3o de efeitos&#8221; para impedir as cobran\u00e7as retroativas \u2013 que podem voltar ao per\u00edodo em que obtiveram decis\u00e3o e deixaram de pagar e n\u00e3o \u00e0 data do julgamento pelo STF em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>O Conselho Federal da OAB pede como solu\u00e7\u00e3o alternativa &#8211; caso os ministros n\u00e3o aceitem o pedido de modula\u00e7\u00e3o &#8211; que o Fisco seja proibido de cobrar multa e juros dos contribuintes que tinham decis\u00f5es definitivas os autorizando a n\u00e3o pagar o tributo e, por confiarem nessas decis\u00f5es, deixaram de recolher valores passados.<\/p>\n\n\n\n<p>Funrural<\/p>\n\n\n\n<p>Na pauta de quinta-feira tamb\u00e9m pode ocorrer a conclus\u00e3o de outro caso tribut\u00e1rio relevante. O STF vai proclamar o resultado de uma a\u00e7\u00e3o proposta pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Frigor\u00edficos (Abrafrigo) sobre a possibilidade de o Fisco cobrar das empresas os valores que s\u00e3o devidos pelos agropecuaristas, pessoas f\u00edsicas fornecedores de seus associados, a t\u00edtulo de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria. O impacto \u00e9 estimado em R$ 20,9 bilh\u00f5es na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo advogados do setor, muitas empresas acabaram deixando de reter esses valores do produtor rural por for\u00e7a de liminar ou mesmo por entender que o Funrural era inconstitucional e, com isso, sofreram v\u00e1rias autua\u00e7\u00f5es. Na a\u00e7\u00e3o, a entidade pede a inconstitucionalidade da chamada sub-roga\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a reten\u00e7\u00e3o do tributo na venda feita por produtor rural a pessoa jur\u00eddica (ADI 4395).<\/p>\n\n\n\n<p>O tema come\u00e7ou a ser julgado em maio de 2020. Os ministros se dividiram sobre o julgamento. O relator, ministro Gilmar Mendes, votou pela improced\u00eancia do pedido e foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes, C\u00e1rmen L\u00facia, Luiz Fux e Lu\u00eds Roberto Barroso.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os ministros Edson Fachin, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello conheceram parcialmente da a\u00e7\u00e3o, julgando-a procedente para declarar validade do Funrural, mas a inconstitucionalidade da sub-roga\u00e7\u00e3o. O voto do ministro Marco Aur\u00e9lio foi computado nesse mesmo sentido. No Plen\u00e1rio Virtual, o ministro Dias Toffoli tamb\u00e9m votou contra a sub-roga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em dezembro de 2022, no Plen\u00e1rio Virtual, os contribuintes sa\u00edram vencedores com um placar de seis votos a cinco (ADI 4395). O ministro Gilmar Mendes, contudo, registrou que o resultado deveria ser proclamado de forma presencial.<\/p>\n\n\n\n<p>As entidades de classe que entraram com a a\u00e7\u00e3o, como a Abrafrigo, se manifestaram dizendo que o resultado deveria ser proclamado. Mas a Advocacia Gera da Uni\u00e3o (AGU) disse que o voto do ministro Marco Aur\u00e9lio, j\u00e1 aposentado, n\u00e3o tratou sobre a sub-roga\u00e7\u00e3o e, portanto, os contribuintes n\u00e3o ganharam.<\/p>\n\n\n\n<p>A Uni\u00e3o ainda cita que o pr\u00f3prio ministro Marco Aur\u00e9lio j\u00e1 havia se manifestado pela constitucionalidade da sub-roga\u00e7\u00e3o ao negar seguimento ao RE n\u00ba 1162390\/RS. Portanto, haveriam seis votos de ministros pela constitucionalidade da sub-roga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Quarta-feira<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os julgamentos pautados para quarta-feira, os ministros poder\u00e3o decidir sobre a constitucionalidade do leil\u00e3o extrajudicial da aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria de im\u00f3veis. Devedores dizem que viola os princ\u00edpios constitucionais, entre eles o de que ningu\u00e9m pode ser privado de seus bens sem o devido processo legal. O mercado, por outro lado, afirma que essa alega\u00e7\u00e3o coloca em risco um dos principais pilares de sustenta\u00e7\u00e3o do financiamento imobili\u00e1rio e das opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito com garantia mobili\u00e1ria (RE 860631).<\/p>\n\n\n\n<p>A separa\u00e7\u00e3o judicial, chamada anteriormente de \u201cdesquite\u201d, tamb\u00e9m est\u00e1 na pauta da pr\u00f3xima quarta-feira. A Corte vai analisar se essa etapa pr\u00e9via ao div\u00f3rcio ainda existe e se pode ser obrigat\u00f3ria no div\u00f3rcio judicial (1167478).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/21\/agenda-stf-quebra-de-sentencas-definitivas-funrural-e-desquite-estao-na-pauta-da-proxima-semana.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/21\/agenda-stf-quebra-de-sentencas-definitivas-funrural-e-desquite-estao-na-pauta-da-proxima-semana.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Grupo de trabalho criado pela AGU entrega sugest\u00f5es ao relator do projeto no Senado<\/strong><br>Data: 23\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Elaboradas em conjunto com procuradorias de estados e munic\u00edpios, propostas t\u00eam como objetivo reduzir judicializa\u00e7\u00e3o em torno da nova tributa\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado-geral da Uni\u00e3o, Jorge Messias, entregou nesta quinta-feira (19\/10) ao relator do projeto da Reforma Tribut\u00e1ria, senador Eduardo Braga (MDB-AM), sugest\u00f5es de aprimoramento do texto elaboradas pelo Grupo T\u00e9cnico de Trabalho \u2013 Procuradorias na Reforma Tribut\u00e1ria. O grupo foi criado pela Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU) para, em conjunto com procuradorias de estados, Distrito Federal e munic\u00edpios, contribuir com a discuss\u00e3o legislativa da reforma a partir de pontos de interesse comuns \u00e0s institui\u00e7\u00f5es da advocacia p\u00fablica brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre as sugest\u00f5es feitas no documento, est\u00e3o, por exemplo, a cria\u00e7\u00e3o de um ramo especializado na Justi\u00e7a Federal para processar e julgar causas relativas aos novos tributos, de modo a criar de forma mais c\u00e9lere um sistema de precedentes, aprimorar o exame de quest\u00f5es t\u00e9cnicas da seara tribut\u00e1ria e conferir mais isonomia e uniformidade aos julgamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m foram feitas sugest\u00f5es de reda\u00e7\u00f5es para deixar mais claras as compet\u00eancias do Supremo Tribunal Federal (STF) para julgar quest\u00f5es atinentes aos conflitos entre entes ou entre estes e o futuro Conselho Federativo do Imposto Sobre Bens e Servi\u00e7os, bem como do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) para apreciar controv\u00e9rsias relacionadas \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o federal sobre a nova tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsses pontos que nos preocupam s\u00e3o pontos que, se n\u00e3o forem bem tratados, podem retirar pot\u00eancia dos ganhos que a Reforma Tribut\u00e1ria pode proporcionar \u00e0 sociedade, do ponto de vista jur\u00eddico\u201d, assinalou o advogado-geral da Uni\u00e3o ao entregar o documento ao senador. \u201cHoje, um dos grandes problemas da nossa tributa\u00e7\u00e3o \u00e9 o elevado grau de judicializa\u00e7\u00e3o e a forma como as causas tribut\u00e1rias s\u00e3o disputadas na Justi\u00e7a, gerando inseguran\u00e7a jur\u00eddica e um custo absurdo para os contribuintes e o Estado brasileiro\u201d, completou, lembrando que o documento re\u00fane as melhores contribui\u00e7\u00f5es da advocacia p\u00fablica nacional, em um trabalho conjunto de Uni\u00e3o, Distrito Federal, estados e munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-sistema-fenacon wp-block-embed-sistema-fenacon\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"YhQRfzmNv3\"><a href=\"https:\/\/fenacon.org.br\/reforma-tributaria\/grupo-de-trabalho-criado-pela-agu-entrega-sugestoes-ao-relator-do-projeto-no-senado\/\">Grupo de trabalho criado pela AGU entrega sugest\u00f5es ao relator do projeto no Senado<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Grupo de trabalho criado pela AGU entrega sugest\u00f5es ao relator do projeto no Senado&#8221; &#8212; Sistema FENACON\" src=\"https:\/\/fenacon.org.br\/reforma-tributaria\/grupo-de-trabalho-criado-pela-agu-entrega-sugestoes-ao-relator-do-projeto-no-senado\/embed\/#?secret=KPWFVzv2Dh#?secret=YhQRfzmNv3\" data-secret=\"YhQRfzmNv3\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>ESTADUAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Estado de SP poder\u00e1 celebrar acordos para d\u00e9bitos inscritos em D\u00edvida Ativa<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data:18\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Com 64 votos favor\u00e1veis, a Assembleia Legislativa de S\u00e3o Paulo (Alesp) aprovou na noite de ter\u00e7a-feira, 17\/10, o projeto de lei que concede descontos nas multas e juros para os contribuintes que desejarem acertar d\u00e9bitos, tribut\u00e1rios ou n\u00e3o, inscritos na D\u00edvida Ativa do Estado.<\/p>\n\n\n\n<p>O PL 1245, de autoria do governador Tarc\u00edsio de Freitas, cria o chamado Acordo Paulista, programa da Procuradoria Geral do Estado de S\u00e3o Paulo (PGE\/SP), inspirado na transa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria realizada pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para d\u00e9bitos com tributos federais.<\/p>\n\n\n\n<p>O programa paulista prev\u00ea que os d\u00e9bitos classificados como irrecuper\u00e1veis ou de dif\u00edcil recupera\u00e7\u00e3o tenham descontos nas multas, juros e demais acr\u00e9scimos legais at\u00e9 o limite de 65% do valor total transacionado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.facesp.com.br\/noticia\/estado-de-sp-podera-celebrar-acordos-para-debitos-inscritos-em-divida-ativa#:~:text=Com%2064%20votos%20favor%C3%A1veis%2C%20a,na%20D%C3%ADvida%20Ativa%20do%20Estado.\">https:\/\/www.facesp.com.br\/noticia\/estado-de-sp-podera-celebrar-acordos-para-debitos-inscritos-em-divida-ativa#:~:text=Com%2064%20votos%20favor%C3%A1veis%2C%20a,na%20D%C3%ADvida%20Ativa%20do%20Estado.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Estadual do Paran\u00e1 vai monitorar remessas de n\u00e3o contribuintes de ICMS a partir de 2024<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 20\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Paran\u00e1 utilizar\u00e1, a partir de meados de 2024, a Declara\u00e7\u00e3o de Conte\u00fado eletr\u00f4nica (DC-e) para o transporte de bens e mercadorias por pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas n\u00e3o contribuintes do ICMS. O documento dever\u00e1 ser emitido para que o envio seja feito pela Empresa Brasileira de Correios e Tel\u00e9grafos e demais transportadoras, nas hip\u00f3teses em que a documenta\u00e7\u00e3o fiscal do produto n\u00e3o for exigida.<\/p>\n\n\n\n<p>A declara\u00e7\u00e3o busca trazer mais visibilidade e controle sobre as opera\u00e7\u00f5es de vendas online, por exemplo, bem como aperfei\u00e7oar o rastreamento de produtos transportados, conferir mais seguran\u00e7a e identifica\u00e7\u00e3o a consumidores e vendedores, al\u00e9m de criar processos mais eficientes e r\u00e1pidos na log\u00edstica.<\/p>\n\n\n\n<p>A Secretaria da Fazenda e a Receita Estadual est\u00e3o desenvolvendo o novo sistema de processamento da autoriza\u00e7\u00e3o de uso da declara\u00e7\u00e3o, que ocorre em n\u00edvel nacional. A medida atende ao Acordo de Coopera\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica 03\/2023, assinado nas \u00faltimas semanas pelo secret\u00e1rio Ren\u00ea Garcia Junior no \u00e2mbito do Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz).<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, a DC-e ir\u00e1 substituir a declara\u00e7\u00e3o de conte\u00fado, que hoje \u00e9 feita manualmente, em papel, quando bens e mercadorias s\u00e3o transportados pelos Correios e transportadoras nas ocasi\u00f5es em que remetente e destinat\u00e1rio n\u00e3o s\u00e3o contribuintes do ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA Declara\u00e7\u00e3o de Conte\u00fado Eletr\u00f4nica deve ser afixada na parte externa da embalagem da encomenda, trazendo mais transpar\u00eancia e controle do Fisco\u201d, esclareceu o secret\u00e1rio da Fazenda, Ren\u00ea Garcia Junior.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a emiss\u00e3o do documento, o usu\u00e1rio emitente dever\u00e1 seguir a legisla\u00e7\u00e3o e observar os crit\u00e9rios t\u00e9cnicos constantes no Manual de Orienta\u00e7\u00e3o da Declara\u00e7\u00e3o de Conte\u00fado eletr\u00f4nica (Ato COTEPE\/ICMS n\u00ba 83\/2021).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.fazenda.pr.gov.br\/Noticia\/Receita-Estadual-do-Parana-vai-monitorar-remessas-de-nao-contribuintes-de-ICMS-partir-de#:~:text=Receita%20Estadual-,Receita%20Estadual%20do%20Paran%C3%A1%20vai%20monitorar%20remessas%20de%20n%C3%A3o%20contribuintes,jur%C3%ADdicas%20n%C3%A3o%20contribuintes%20do%20ICMS.\">https:\/\/www.fazenda.pr.gov.br\/Noticia\/Receita-Estadual-do-Parana-vai-monitorar-remessas-de-nao-contribuintes-de-ICMS-partir-de#:~:text=Receita%20Estadual-,Receita%20Estadual%20do%20Paran%C3%A1%20vai%20monitorar%20remessas%20de%20n%C3%A3o%20contribuintes,jur%C3%ADdicas%20n%C3%A3o%20contribuintes%20do%20ICMS.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MUNICIPAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Petrobras discute no Carf cobran\u00e7as de R$ 9 bi<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 17\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) \u2014 a mais alta inst\u00e2ncia do \u00f3rg\u00e3o \u2014 come\u00e7ou a julgar ontem a validade de duas cobran\u00e7as recebidas pela Petrobras, que somam R$ 9,18 bilh\u00f5es. Quatro de oito conselheiros da 3\u00aa Turma, que analisa o caso, j\u00e1 votaram pela manuten\u00e7\u00e3o das autua\u00e7\u00f5es fiscais, que exigem o pagamento da Contribui\u00e7\u00e3o de Interven\u00e7\u00e3o no Dom\u00ednio Econ\u00f4mico (Cide). A sess\u00e3o foi interrompida por pedido de vista.<\/p>\n\n\n\n<p>Se os quatro votos forem mantidos quando o julgamento for retomado \u2014 provavelmente em novembro \u2014, mesmo que os outros quatro conselheiros divirjam, a Fazenda Nacional ter\u00e1 o empate. Assim, o desempate ser dar\u00e1 pelo voto da presidente da Turma, Liziane Angelotti Meira, representante da Fazenda, que \u00e9 a relatora do caso e j\u00e1 se posicionou de modo contr\u00e1rio \u00e0 Petrobras.<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal cobra Cide sobre remessas ao exterior para pagamentos de afretamentos de embarca\u00e7\u00f5es (esp\u00e9cie de aluguel). O \u00f3rg\u00e3o desconsiderou os afretamentos e entendeu que os contratos tratariam apenas de importa\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os (processos n\u00ba 16682.720836\/2014-46 e n\u00ba 16682.722898\/2016-54).<\/p>\n\n\n\n<p>A tese n\u00e3o \u00e9 nova no setor de energia. A Receita Federal j\u00e1 autuou a Petrobras e outras companhias por discordar da forma de contrata\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de explora\u00e7\u00e3o mar\u00edtima de petr\u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n<p>Normalmente, h\u00e1 dois contratos separados: um para o afretamento de embarca\u00e7\u00f5es e outro para a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de perfura\u00e7\u00e3o, explora\u00e7\u00e3o e prospec\u00e7\u00e3o \u2014 geralmente firmado com uma subsidi\u00e1ria do fornecedor estrangeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o afretamento n\u00e3o \u00e9 tributado, geralmente corresponde ao maior percentual do neg\u00f3cio. Por\u00e9m, a partir de 2014, a Lei n\u00ba 13.043 passou a estipular um percentual m\u00e1ximo para a aloca\u00e7\u00e3o de receitas em cada contrato.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m h\u00e1 cobran\u00e7as de PIS e Cofins da Petrobras pelo mesmo motivo, mas a 3\u00aa Turma tratou apenas da exig\u00eancia de Cide.<\/p>\n\n\n\n<p>Em um dos casos sob julgamento do Carf, a Receita cobra Cide referente ao exerc\u00edcio de 2012 (processo n\u00ba 16682.722898\/2016-54). A cobran\u00e7a soma R$ 6,12 bilh\u00f5es, de acordo com documento enviado pela empresa \u00e0 Comiss\u00e3o de Valores Mobili\u00e1rios (CVM).<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse caso, a C\u00e2mara Superior julga recursos da empresa e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). A PGFN recorreu porque, em 2018, o conselho havia exclu\u00eddo o IRRF da base de c\u00e1lculo da Cide. A Petrobras contesta a exig\u00eancia do pagamento da contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O outro caso trata de cobran\u00e7a de Cide referente ao ano de 2010 (processo n\u00ba 16682.720836\/2014-46). Essa autua\u00e7\u00e3o soma R$ 3,06 bilh\u00f5es. Os recursos sobre ambas as autua\u00e7\u00f5es fiscais come\u00e7aram a ser julgados juntos.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto ao primeiro caso, todos os conselheiros votaram pela manuten\u00e7\u00e3o do IRRF na base da Cide. J\u00e1 existe uma s\u00famula do Carf nesse sentido, de aplica\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria no conselho.<\/p>\n\n\n\n<p>Sobre a incid\u00eancia da Cide pela biparti\u00e7\u00e3o artificial de contratos de afretamento e presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, segundo a relatora, conselheira Liziane Angelotti Meira, a fiscaliza\u00e7\u00e3o analisou cerca de 200 contratos, um a um.<\/p>\n\n\n\n<p>A an\u00e1lise mostra, afirmou a relatora, que os contratos s\u00e3o firmados simultaneamente e que a extens\u00e3o de um \u00e9 vinculada \u00e0 do outro. Al\u00e9m disso, acrescentou, o contrato de afretamento tem alguns itens inerentes ao de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, que, por sua vez, prev\u00ea obriga\u00e7\u00f5es t\u00edpicas do contrato de afretamento, como contratar seguro da embarca\u00e7\u00e3o. Para a relatora, h\u00e1 a artificialidade alegada pelo Fisco nas autua\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O voto da relatora foi seguido por outros tr\u00eas conselheiros, dois representantes da Fazenda (Rosaldo Trevisan e Vin\u00edcius Guimar\u00e3es) e um dos contribuintes (Semiramis de Oliveira Duro). O conselheiro Oswaldo Gon\u00e7alves de Castro Neto, representante dos contribuintes, pediu vista suspendendo o julgamento. Al\u00e9m dele, outros tr\u00eas conselheiros ainda devem votar.<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lise<\/p>\n\n\n\n<p>Os quatro votos causam preocupa\u00e7\u00e3o, segundo Tiago Conde, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Sacha Calmon Misabel Derzi Advogados. Isso porque, diz ele, ignoram a possibilidade de contratos coligados, contrariando precedente do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cL\u00f3gico que o Carf pode ter um posicionamento diferente, mas deveria justificar a artificialidade das opera\u00e7\u00f5es, o que n\u00e3o foi feito pela fiscaliza\u00e7\u00e3o\u201d, afirma. \u201cArgumentos como aus\u00eancia de coer\u00eancia, deslocamento da base tribut\u00e1ria para o exterior, montagem jur\u00eddica ou a montagem do contrato ter car\u00e1ter unit\u00e1rio devem ser demonstrados de forma taxativa, sob pena de aus\u00eancia&nbsp;de&nbsp;motiva\u00e7\u00e3o\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/17\/uniao-sai-na-frente-em-disputa-bilionaria-com-a-petrobras-no-carf.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/17\/uniao-sai-na-frente-em-disputa-bilionaria-com-a-petrobras-no-carf.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Crocs perde na C\u00e2mara Superior do Carf e ter\u00e1 que pagar taxa antidumping<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), a mais alta inst\u00e2ncia do \u00f3rg\u00e3o, manteve cobran\u00e7a de taxa antidumping sobre importa\u00e7\u00f5es da China realizadas pala Crocs entre junho de 2011 e abril de 2014. A decis\u00e3o, embora n\u00e3o trate expressamente da quest\u00e3o, d\u00e1 uma pista de como o produto pode ser classificado para fins fiscais. A discuss\u00e3o de fundo \u00e9 se trata-se de uma pantufa, um sapato ou outro tipo de cal\u00e7ado.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram julgadas ontem, pela 3\u00aa Turma, duas autua\u00e7\u00f5es fiscais, que somam cerca de R$ 47,5 milh\u00f5es. Uma delas foi mantida integralmente e a outra voltar\u00e1 para a turma origin\u00e1ria, que vai se debru\u00e7ar sobre as alega\u00e7\u00f5es referentes a detalhes dos produtos e verificar se est\u00e3o ou n\u00e3o na classifica\u00e7\u00e3o fiscal que gera a cobran\u00e7a da taxa. S\u00e3o aspectos que n\u00e3o foram totalmente analisados em julgamento anterior.<\/p>\n\n\n\n<p>A imposi\u00e7\u00e3o de direito antidumping \u00e9 a cobran\u00e7a de sobretaxa a ser recolhida pelo importador para a prote\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o nacional. Em ambos os casos, a al\u00edquota fixa era de cerca de US$ 13,85 por par de cal\u00e7ado.<\/p>\n\n\n\n<p>Como a taxa antidumping integra a base de c\u00e1lculo de outros tributos, ainda h\u00e1 uma cobran\u00e7a tribut\u00e1ria reflexa.<\/p>\n\n\n\n<p>A Crocs entendeu que seu cal\u00e7ado n\u00e3o deveria ser submetido \u00e0 taxa e chegou a consultar a C\u00e2mara de Com\u00e9rcio Exterior (Camex), do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os, sobre o assunto. Mas acabou sendo autuada pela Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a Receita, a classifica\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria feita pela empresa tenta fugir do recolhimento da taxa antidumping. A empresa diz se tratarem de \u201ccal\u00e7ados dom\u00e9sticos\u201d (pantufas), \u201coutros\u201d ou \u201ccal\u00e7ados com parte superior em tiras ou correias, fixadas \u00e0 sola por pregos, tachas, pinos e semelhantes\u201d. Essas classifica\u00e7\u00f5es ficariam fora da cobran\u00e7a da taxa antidumping para cal\u00e7ados origin\u00e1rios da China.<\/p>\n\n\n\n<p>Vota\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>No julgamento, os conselheiros da 3\u00aa Turma entenderam que o questionamento feito \u00e0 Camex n\u00e3o seria o suficiente. A conclus\u00e3o foi de que a empresa deveria ter feito uma consulta \u00e0 Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sess\u00e3o, o relator do caso, conselheiro Rosaldo Trevisan, da representa\u00e7\u00e3o da Fazenda, afirmou que o contribuinte, em d\u00favida, deveria abrir uma consulta, que \u00e9 vinculante. O auditor defendeu as compet\u00eancias da Receita Federal para cobrar os direitos antidumping, enquanto a Camex teria compet\u00eancia apenas para fixar valores.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o parece que estejamos analisando sand\u00e1lias praianas\u201d, afirmou o relator, citando algumas confus\u00f5es que permeiam o debate, al\u00e9m da compet\u00eancia da Receita Federal e os itens adotados. \u201cE nesse processo tamb\u00e9m n\u00e3o parece que estamos tratando de pantufas\u201d, acrescentou ele, citando outra classifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto levantado pela empresa foi que, ap\u00f3s a indica\u00e7\u00e3o de classifica\u00e7\u00e3o de produto que obteve, a fiscaliza\u00e7\u00e3o mudou o crit\u00e9rio de classifica\u00e7\u00e3o do item, o que n\u00e3o deveria afetar seu caso, conforme determina o artigo 146 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN).<\/p>\n\n\n\n<p>O dispositivo prev\u00ea que a modifica\u00e7\u00e3o nos crit\u00e9rios jur\u00eddicos adotados pelo Fisco na autua\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode ser efetivada, em rela\u00e7\u00e3o a um mesmo contribuinte, quanto a fato gerador ocorrido posteriormente \u00e0 sua introdu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas para os conselheiros, a norma s\u00f3 poderia ser aplicada se a empresa tivesse feito uma consulta \u00e0 Receita Federal. E, no voto, o r elator afirmou que a revis\u00e3o aduaneira \u00e9 um procedimento leg\u00edtimo da fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda que as mercadorias sejam submetidas \u00e0 confer\u00eancia aduaneira n\u00e3o h\u00e1 veda\u00e7\u00e3o \u00e0 revis\u00e3o do despacho aduaneiro, segundo um dos votos, redigido por um conselheiro que j\u00e1 saiu do Carf e lido por Trevisan.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com esse voto, uma nota t\u00e9cnica e laudo apresentados pela Crocs n\u00e3o representam documentos das autoridades competentes sobre classifica\u00e7\u00e3o de mercadorias e, al\u00e9m disso, n\u00e3o teria ocorrido altera\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rio jur\u00eddico na fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O outro processo, mesmo tendo sido relatado por outro conselheiro, levou \u00e0 mesma conclus\u00e3o sobre o m\u00e9ri to. Ap\u00f3s o julgamento, o advogado da Crocs, Filipe Carra Richter, do escrit\u00f3rio Veirano Advogados, afirmou que pode apresentar recurso (embargos de declara\u00e7\u00e3o) no pr\u00f3prio Carf e, depois, recorrer ao Judici\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/18\/carf-decide-pela-cobrana-de-taxa-de-antidumping-da-crocs.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/18\/carf-decide-pela-cobrana-de-taxa-de-antidumping-da-crocs.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vale consegue reduzir multa de R$ 2 bilh\u00f5es no Carf<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A Vale conseguiu hoje reduzir uma multa de R$ 2 bilh\u00f5es aplicada pela Receita Federal. O julgamento ocorreu na 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), que analisa questionamentos de contribuintes contra autua\u00e7\u00f5es fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, o Fisco exige o valor bilion\u00e1rio por supostas omiss\u00f5es e incorre\u00e7\u00f5es em arquivos magn\u00e9ticos na entrega de obriga\u00e7\u00f5es acess\u00f3rias referentes a PIS e Cofins, do per\u00edodo de 2008 a 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel saber o valor mantido, mas a redu\u00e7\u00e3o pode ser significativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda<\/p>\n\n\n\n<p>A autua\u00e7\u00e3o fiscal original considerava como base de c\u00e1lculo 1% da receita bruta nos anos de 2008 a 2010. Decis\u00e3o da 1\u00aa inst\u00e2ncia administrativa (Delegacia Regional de Julgamento), em 2014, reduziu o percentual da multa sobre receita bruta &#8211; de 1% para 0,2%.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2018, na 2\u00aa inst\u00e2ncia administrativa &#8211; 1\u00aa Turma da 2\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Carf &#8211; foi mantida a redu\u00e7\u00e3o do percentual da multa de 0,2%. Foi limitada, ainda, a base de c\u00e1lculo para que seja considerado apenas o faturamento do m\u00eas anterior \u00e0 entrega dos arquivos magn\u00e9ticos, o que reduz o valor da autua\u00e7\u00e3o. Por isso a Uni\u00e3o recorreu \u00e0 C\u00e2mara Superior do Carf &#8211; \u00faltima inst\u00e2ncia administrativa (processo n\u00ba 16682.721173\/2013-04).<\/p>\n\n\n\n<p>Norma mais ben\u00e9fica<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado da Vale, Paulo Ayres Barreto, do escrit\u00f3rio Aires Barreto Advogados, afirmou na sess\u00e3o de hoje que a multa se aplica pelo descumprimento de obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria que resultou em uma autua\u00e7\u00e3o muito significativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o percentual de multa depende da norma aplicada, porque uma altera\u00e7\u00e3o em 2012 mudou o percentual. Como a autua\u00e7\u00e3o foi lavrada em 2013, a mudan\u00e7a de percentual depende da aplica\u00e7\u00e3o da retroatividade benigna.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei n\u00ba 12.766, de 2012, traz percentual de multa mais favor\u00e1vel que a Lei 8.218, de 1991, que foi aplicada pela Receita Federal na autua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) n\u00e3o apresentou sustenta\u00e7\u00e3o oral.<\/p>\n\n\n\n<p>Multa menos gravosa<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora do caso, conselheira Liziane Angelotti Meira, da representa\u00e7\u00e3o da Fazenda, afirmou em seu voto que se trata de discuss\u00e3o sobre o cabimento de retroatividade benigna. Segundo ela, a aplica\u00e7\u00e3o retroativa da Lei 12.766 a autua\u00e7\u00f5es baseadas na Lei 8.218 \u00e9 um tema conhecido na Turma.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com a relatora, h\u00e1 um parecer da Coordena\u00e7\u00e3o-Geral de Tributa\u00e7\u00e3o (Cosit) da Receita Federal que entende pela aplica\u00e7\u00e3o da multa menos gravosa.<\/p>\n\n\n\n<p>A conselheira aplicou a retroatividade benigna, prevista no C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, e negou o recurso da Fazenda Nacional. A decis\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda Nacional pode apresentar recurso para pedir esclarecimentos ou apontar omiss\u00f5es (embargos de declara\u00e7\u00e3o).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/19\/vale-consegue-reduzir-multa-de-r-2-bilhes-no-carf.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/19\/vale-consegue-reduzir-multa-de-r-2-bilhes-no-carf.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS ESTADUAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JUDICIAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>Mantida a senten\u00e7a que imp\u00f4s multa a empresa por n\u00e3o apresentar informa\u00e7\u00e3o \u00e0 autoridade aduaneira no prazo legal<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 18\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o do registro de cargas transportadas perante a autoridade alfandeg\u00e1ria ap\u00f3s o prazo regular, mas antes da fiscaliza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o afasta a imposi\u00e7\u00e3o de multa. Assim decidiu a 8\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 1\u00aa Regi\u00e3o (TRF1) confirmando a senten\u00e7a no mandado de seguran\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, a impetrante argumentou que o cumprimento da obriga\u00e7\u00e3o de registro das cargas equivale \u00e0 den\u00fancia espont\u00e2nea, prevista no art. 138 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN). Tal circunst\u00e2ncia impediria, no entender da empresa recorrente, a aplica\u00e7\u00e3o de qualquer penalidade em raz\u00e3o do princ\u00edpio in dubio pro contribuinte (a d\u00favida beneficia o contribuinte), benef\u00edcio previsto no art. 112 do mesmo C\u00f3digo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora, desembargadora federal Maura Moraes Tayer, observou que, de acordo com o entendimento do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), n\u00e3o se aplica a den\u00fancia espont\u00e2nea em caso de descumprimento de obriga\u00e7\u00e3o acess\u00f3ria aut\u00f4noma, ou seja, desvinculada da obriga\u00e7\u00e3o principal.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, de acordo com a jurisprud\u00eancia do TRF1, \u201ca aplica\u00e7\u00e3o da multa independe da comprova\u00e7\u00e3o de preju\u00edzo \u00e0 fiscaliza\u00e7\u00e3o, pois a infra\u00e7\u00e3o \u00e9 objetiva e materializada pela mera conduta, al\u00e9m de que n\u00e3o tem a fiscaliza\u00e7\u00e3o discricionariedade na aplica\u00e7\u00e3o da san\u00e7\u00e3o\u201d, concluiu a magistrada ao votar pelo desprovimento da apela\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O Colegiado acompanhou, por unanimidade, o voto da relatora.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: 1001853-51.2017.4.01.3400<\/p>\n\n\n\n<p>Data de julgamento: 19\/06\/2023<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/portal.trf1.jus.br\/portaltrf1\/comunicacao-social\/imprensa\/noticias\/decisao-mantida-a-sentenca-que-impos-multa-a-empresa-por-nao-apresentar-informacao-a-autoridade-aduaneira-no-prazo-legal.htm\">https:\/\/portal.trf1.jus.br\/portaltrf1\/comunicacao-social\/imprensa\/noticias\/decisao-mantida-a-sentenca-que-impos-multa-a-empresa-por-nao-apresentar-informacao-a-autoridade-aduaneira-no-prazo-legal.htm<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF mant\u00e9m taxa\u00e7\u00e3o sobre benef\u00edcio fiscal<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 18\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Os contribuintes perderam, no Supremo Tribunal Federal (STF), uma discuss\u00e3o bilion\u00e1ria, que impacta empresas que recebem benef\u00edcios fiscais. Os ministros validaram dois fundos de emerg\u00eancia criados pelo Rio de Janeiro \u2014 o FEEF e o FOT. Por meio deles, o Estado exige, desde 2017, o dep\u00f3sito de 10% do valor do incentivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa sistem\u00e1tica, na pr\u00e1tica, reduz o benef\u00edcio fiscal a que o contribuinte teria direito e, consequentemente, aumenta os valores recolhidos de ICMS. H\u00e1 fundos semelhantes, segundo advogados tributaristas, em pelo menos outros 16 Estados, como Goi\u00e1s, Tocantins, Mato Grosso e Maranh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A Procuradoria Geral do Estado do Rio (PGE-RJ) aponta que o impacto da discuss\u00e3o \u00e9 de R$ 3,5 bilh\u00f5es \u2014 valor recolhido desde o in\u00edcio da cobran\u00e7a. Cerca de 500 processos sobre o tema est\u00e3o em andamento.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento foi finalizado ontem no Plen\u00e1rio Virtual. O placar fechou em oito votos a dois pela constitucionalidade dos fundos.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi fixada a seguinte tese: \u201cS\u00e3o constitucionais as Leis n\u00ba 7.428\/2016 e n\u00ba 8.645\/2019, ambas do Estado do Rio de Janeiro, que institu\u00edram o Fundo Estadual de Equil\u00edbrio Fiscal \u2013 FEEF e, posteriormente, o Fundo Or\u00e7ament\u00e1rio Tempor\u00e1rio \u2013 FOT, fundos at\u00edpicos cujas receitas n\u00e3o est\u00e3o vinculadas a um programa governamental espec\u00edfico e detalhado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A maioria dos ministros seguiu o relator, Lu\u00eds Roberto Barroso. Ele entendeu que por serem \u201cat\u00edpicos\u201d n\u00e3o se aplicaria a esses fundos o artigo 167, inciso IV, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. O dispositivo pro\u00edbe \u201ca vincula\u00e7\u00e3o de receita de impostos a \u00f3rg\u00e3o, fundo ou despesa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A lei do FEET previa que os recursos seriam destinados prioritariamente ao pagamento da folha de sal\u00e1rios dos servidores p\u00fablicos do Estados \u2014 ativos, aposentados e pensionistas. Por sua vez, o FOT, que substituiu o primeiro fundo, \u00e9 destinado \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio das finan\u00e7as p\u00fablicas e previdenci\u00e1rias do Estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, \u201ctais fundos at\u00edpicos se caracterizam como uma estrat\u00e9gia de particularizar recursos no or\u00e7amento, conferindo relativa margem de liberdade ao \u00f3rg\u00e3o executivo quanto \u00e0 aloca\u00e7\u00e3o das receitas auferidas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lise<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se, na opini\u00e3o de Andr\u00e9 Mendes Moreira, s\u00f3cio da banca Sacha Calmon &#8211; Misabel Derzi Advogados, de \u201cinterpreta\u00e7\u00e3o caridosa\u201d feita pelo STF. \u201cCriar distin\u00e7\u00e3o entre fundos t\u00edpicos e at\u00edpicos \u2014 em que h\u00e1 aplica\u00e7\u00e3o gen\u00e9rica dos recursos \u2014 para dizer que este \u00faltimo est\u00e1 fora da veda\u00e7\u00e3o \u00e9 inserir na Constitui\u00e7\u00e3o palavras que nela n\u00e3o est\u00e3o contidas\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados tributaristas salientam que a briga contra a cobran\u00e7a continua para contribuintes que possuem benef\u00edcio fiscal, concedido pelo Rio, por prazo determinado e condi\u00e7\u00e3o onerosa.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque, explicam, o artigo 178 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN) prev\u00ea que a isen\u00e7\u00e3o concedida por prazo certo e sob determinadas condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o poder\u00e1 ser revogada ou modificada por lei a qualquer tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO pr\u00f3prio ministro Barroso, em seu voto, ressalta que eventual hip\u00f3tese de supress\u00e3o indevida de benef\u00edcio fiscal dever\u00e1 ser solucionada em via pr\u00f3pria, considerando a legisla\u00e7\u00e3o infraconstitucional\u201d, afirma Hor\u00e1cio Veiga de Almeida, s\u00f3cio do Trench Rossi Watanabe. Dessa forma, dever\u00e1 ser alvo de discuss\u00e3o nas a\u00e7\u00f5es individuais.<\/p>\n\n\n\n<p>Andamento processual<\/p>\n\n\n\n<p>A a\u00e7\u00e3o julgada pelo STF foi proposta pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) \u2014 ADI 5635. Teve v\u00e1rias idas e vindas. Come\u00e7ou a ser julgada em maio do ano passado, houve interrup\u00e7\u00e3o por pedido de vista, voltou \u00e0 pauta e foi retirada, mais uma vez, por pedido de destaque. Depois, o relator desistiu do destaque e a an\u00e1lise foi reaberta em sess\u00e3o virtual.<\/p>\n\n\n\n<p>Na conclus\u00e3o, seguiram o relator a ministra C\u00e1rmen L\u00facia e os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Nunes Marques e Cristiano Zanin \u2014 que fez uma pequena ressalva em rela\u00e7\u00e3o ao voto de Barroso.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia foi aberta pelo ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a, que defendeu a derrubada das normas fluminenses que institu\u00edram os fundos. Ele foi seguido pelo ministro Edson Fachin.<\/p>\n\n\n\n<p>Mendon\u00e7a considerou que as leis, ao vincularem a destina\u00e7\u00e3o dos recursos depositados nos fundos para cobrir uma determinada despesa, violaram a Constitui\u00e7\u00e3o. \u201cA \u2018manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio fiscal do Estado\u2019 n\u00e3o \u00e9 uma express\u00e3o jur\u00eddica desprovida de densidade normativa, a ponto de justificar o uso dos recursos provenientes dos dep\u00f3sitos controversos em qualquer finalidade ou atividade estatal\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de validar as leis que criaram os fundos, Barroso fez uma pondera\u00e7\u00e3o: o Estado precisa respeitar a n\u00e3o cumulatividade do imposto. O contribuinte, por esse entendimento, teria o direito de usar cr\u00e9dito de ICMS para quitar os valores destinados ao fundo.<\/p>\n\n\n\n<p>O problema, dizem especialistas, \u00e9 que a utiliza\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos n\u00e3o tem previs\u00e3o nas leis fluminenses. Esse ponto, inclusive, era uma das principais raz\u00f5es apontadas por tributaristas para que as leis que criaram os fundos fossem declaradas inconstitucionais.<\/p>\n\n\n\n<p>Advogados d\u00e3o como certa a oposi\u00e7\u00e3o de recurso (embargos de declara\u00e7\u00e3o) nesse ponto. \u201cPara apontar a incongru\u00eancia entre a improced\u00eancia da a\u00e7\u00e3o e, por outro lado, o reconhecimento da n\u00e3o cumulatividade do adicional do ICMS objeto dos fundos\u201d, afirma Sandro Machado dos Reis, do Bichara Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Leonardo Martins, s\u00f3cio do Machado Meyer Advogados, que atuou para um dos interessados (amicus curiae) no processo, o Instituto Brasileiro de Petr\u00f3leo e G\u00e1s (IBP), \u00e9 necess\u00e1rio um esclarecimento sobre como o uso dos cr\u00e9ditos deve ser operacionalizado \u2014 que deve vir pelos embargos de declara\u00e7\u00e3o ou por regulamenta\u00e7\u00e3o pelo Estado do Rio.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 algo que afeta muita gente. A grande maioria dos contribuintes nunca considerou usar cr\u00e9ditos de ICMS para esse pagamento. A incerteza sobre esse ponto continua\u201d, diz Martins.<\/p>\n\n\n\n<p>A indefini\u00e7\u00e3o sobre o uso dos cr\u00e9ditos tamb\u00e9m impacta contribuintes que depositaram valores para discutirem a causa na Justi\u00e7a. De acordo com Reis, a decis\u00e3o do STF gera um problema sem solu\u00e7\u00e3o imediata para os casos concretos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm termos pr\u00e1ticos, centenas de contribuintes no Rio que depositaram os valores judicialmente precisam de uma solu\u00e7\u00e3o que viabilize o levantamento desses valores, que n\u00e3o ser\u00e1 pleno. Tem que se operar essa n\u00e3o cumulatividade de alguma maneira, mas a lei n\u00e3o a contempla e n\u00e3o h\u00e1 crit\u00e9rio hoje para que isso seja feito\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Em nota ao Valor, o procurador-assistente Jo\u00e3o Paulo Melo do Nascimento, da PGE-RJ, discorda que exista ofensa \u00e0 n\u00e3o cumulatividade do ICMS com a cobran\u00e7a sobre benef\u00edcios fiscais. Segundo ele, o efeito da Lei n\u00ba 8.645\/2019 \u00e9 o de uma redu\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO dep\u00f3sito ao FOT \u00e9 aplicado sobre a diferen\u00e7a entre o valor do imposto calculado com e sem a utiliza\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios ou incentivos fiscais, e n\u00e3o sobre a parcela mensal do imposto devido pelo contribuinte\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/18\/stf-d-sinal-verde-para-cobrana-sobre-benefcio-fiscal.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/18\/stf-d-sinal-verde-para-cobrana-sobre-benefcio-fiscal.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ impede amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio da base de c\u00e1lculo da CSLL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 19\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) entendeu que o contribuinte n\u00e3o pode deduzir despesas de \u00e1gio da base de c\u00e1lculo da CSLL. Prevaleceu o entendimento de que inexiste previs\u00e3o legal autorizando expressamente a dedu\u00e7\u00e3o de despesa com amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio da base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O contribuinte defendia a possibilidade de amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio da base da CSLL com base no fato de o ac\u00f3rd\u00e3o recorrido ter estabelecido que a base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o deveria ser formada segundo o disposto no artigo 57 da Lei 8.981\/1995. O dispositivo equipara as formas de apura\u00e7\u00e3o e pagamento da CSLL \u00e0quelas definidas para o IRPJ.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base nessa interpreta\u00e7\u00e3o, o contribuinte questionou se o Decreto-Lei 1.598\/1977, vigente \u00e0 \u00e9poca dos fatos e que disciplina a amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio para o IRPJ, n\u00e3o poderia ser aplicado tamb\u00e9m \u00e0 CSLL.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o relator, ministro Francisco Falc\u00e3o, observou que o Decreto-Lei 1.598 \u00e9 anterior \u00e0 exist\u00eancia da CSLL, institu\u00edda com a Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988. O ministro observou que a reda\u00e7\u00e3o da norma poderia ter sido alterada para inclus\u00e3o da CSLL, por\u00e9m o legislador optou pela forma de apura\u00e7\u00e3o da base de c\u00e1lculo prevista no artigo 57 da Lei 8981.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele observou tamb\u00e9m que, ainda que fosse o caso de n\u00e3o observar a forma de apura\u00e7\u00e3o prevista no artigo 57 da Lei 8981, seria necess\u00e1ria a exist\u00eancia de previs\u00e3o expressa em lei para que fosse poss\u00edvel a amortiza\u00e7\u00e3o de \u00e1gio da base de c\u00e1lculo da contribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso foi julgado no REsp 2.061.117 e envolve a Enel Brasil S.A. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-impede-amortizacao-de-agio-da-base-de-calculo-da-csll-19102023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-impede-amortizacao-de-agio-da-base-de-calculo-da-csll-19102023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF decide que o regime especial se aplica aos precat\u00f3rios expedidos antes de 2009<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por 6 votos a 5, o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o regime especial se aplica aos precat\u00f3rios expedidos antes da promulga\u00e7\u00e3o da Emenda Constitucional (EC) 62\/2009. O entendimento foi formado no julgamento do recurso extraordin\u00e1rio 659172, interposto pelo munic\u00edpio de Cubat\u00e3o, com repercuss\u00e3o geral.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou definida a seguinte tese: \u201cO regime especial de precat\u00f3rios trazido pela Emenda Constitucional 62\/2009 aplica-se aos precat\u00f3rios expedidos anteriormente a sua promulga\u00e7\u00e3o, observados a declara\u00e7\u00e3o de inconstitucionalidade parcial quando do julgamento da ADI 4.425 e os efeitos prospectivos do julgado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda em 2013, o STF considerou a inconstitucionalidade do artigo 97 da emenda que estabelece o Ato das Disposi\u00e7\u00f5es Constitucionais Transit\u00f3rias (ADCT) e cria regime especial. Posteriormente, com a posi\u00e7\u00e3o do ministro Luiz Fux sobre a ADI 4.425, a Corte modulou a decis\u00e3o e reconheceu a legalidade do dispositivo ao fixar um prazo menor para o per\u00edodo de quita\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas vencidas, em cinco anos iniciados em 2016.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNesse sentido, foi dado ao regime especial de pagamento uma sobrevida de cinco exerc\u00edcios financeiros, a contar da data de primeiro janeiro de 2016. Assim, o regime especial de pagamento de precat\u00f3rios institu\u00eddo pela Emenda Constitucional 62\/2009 produziu efeitos jur\u00eddicos convalidados\u201d, relembrou o relator da a\u00e7\u00e3o, ministro Dias Toffoli.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o relator, a tese de inconstitucionalidade do dispositivo s\u00f3 entraria em vigor ap\u00f3s o per\u00edodo estabelecido para a quita\u00e7\u00e3o, entre 2009 e 2016. Entretanto, com a EC 94\/16, o Legislativo votou por uma nova amplia\u00e7\u00e3o do prazo para o pagamento das d\u00edvidas. Segundo Toffoli, o novo entendimento do STF deve ficar restrito aos precat\u00f3rios vencidos antes da EC 62\/2009.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao divergir do relator, o ministro Alexandre de Moraes prop\u00f4s que, al\u00e9m do alcance ao regime especial, fosse a aberta a possibilidade do sequestro das verbas p\u00fablicas para pagamento de precat\u00f3rios anteriores \u00e0 Emenda Constitucional 62\/2009. O ministro considerou que as novas emendas constitucionais equacionaram a problem\u00e1tica dos precat\u00f3rios inadimplidos e muitos n\u00e3o foram pagos, desde 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDeve-se ressaltar que o prazo previsto constitucionalmente de pagamento do art. 78 do ADCT era at\u00e9 2010, ou seja, de dez anos, a contar da promulga\u00e7\u00e3o da Emenda Constitucional 30\/2000. Ou seja, estamos em 2023 e ainda alguns desses precat\u00f3rios permanecem pendentes de pagamento\u201d, destacou.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros Edson Fachin, Luiz Fux, Nunes Marques e a, ent\u00e3o presidente do STF, ministra Rosa Weber seguiram a diverg\u00eancia apresentada. A maioria, formada pelos ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Lu\u00eds Roberto Barroso, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a e Cristiano Zanin e a ministra C\u00e1rmen L\u00facia, seguiu a reda\u00e7\u00e3o da tese da repercuss\u00e3o geral, sem a previs\u00e3o do sequestro das verbas p\u00fablicas. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/justica\/stf-decide-que-o-regime-especial-se-aplica-aos-precatorios-expedidos-antes-de-2009-20102023#:~:text=precat%C3%B3rios-,STF%20decide%20que%20o%20regime%20especial%20se,precat%C3%B3rios%20expedidos%20antes%20de%202009&amp;text=Por%206%20votos%20a%205,(EC)%2062%2F2009.\">https:\/\/www.jota.info\/justica\/stf-decide-que-o-regime-especial-se-aplica-aos-precatorios-expedidos-antes-de-2009-20102023#:~:text=precat%C3%B3rios-,STF%20decide%20que%20o%20regime%20especial%20se,precat%C3%B3rios%20expedidos%20antes%20de%202009&amp;text=Por%206%20votos%20a%205,(EC)%2062%2F2009.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ autoriza penhora de participa\u00e7\u00e3o em sociedade limitada unipessoal para pagamento de d\u00edvida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 20\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A 3\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu que \u00e9 poss\u00edvel a penhora, no todo ou em parte, da participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria do devedor em sociedade limitada unipessoal para o pagamento de seus credores particulares, desde que se observe o car\u00e1ter subsidi\u00e1rio da medida.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros entenderam que a execu\u00e7\u00e3o do capital social independe de seu fracionamento em quotas e pode ser realizada mediante liquida\u00e7\u00e3o parcial \u2013 com a correspondente redu\u00e7\u00e3o do capital \u2013 ou total da sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o processo, em uma a\u00e7\u00e3o de execu\u00e7\u00e3o extrajudicial, foi determinada a penhora de quotas sociais de uma sociedade limitada unipessoal pertencentes ao devedor. O ju\u00edzo entendeu que o executado havia transferido todo seu patrim\u00f4nio pessoal \u00e0 sociedade, ficando sem meios para a satisfa\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito. O Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo manteve a decis\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso especial ao STJ, foi sustentada a impossibilidade de penhora das quotas sociais do titular da empresa, sob o argumento de que esse tipo societ\u00e1rio n\u00e3o permite a divis\u00e3o do seu capital social.<\/p>\n\n\n\n<p>Sem proibi\u00e7\u00e3o em lei<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Marco Aur\u00e9lio Bellizze, explicou que, apesar da aparente inutilidade pr\u00e1tica da divis\u00e3o do capital social em quotas na sociedade limitada unipessoal, isso n\u00e3o \u00e9 vedado por lei, contanto que todas as quotas sejam de titularidade da mesma pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, o ministro enfatizou o car\u00e1ter excepcional e subsidi\u00e1rio da penhora de quotas sociais, que apenas deve ser adotada quando n\u00e3o houver outros bens ou meios de pagamento da d\u00edvida, conforme o artigo 1.026 do C\u00f3digo Civil e os artigos 835, inciso IX, e 865 do C\u00f3digo de Processo Civil (CPC).<\/p>\n\n\n\n<p>Bellizze tamb\u00e9m destacou que, caso permane\u00e7a saldo ap\u00f3s a quita\u00e7\u00e3o da d\u00edvida, ele deve ser devolvido ao executado, de acordo com o artigo 907 do CPC.<\/p>\n\n\n\n<p>Patrim\u00f4nio do s\u00f3cio<\/p>\n\n\n\n<p>O relator mencionou que, ao julgar o Recurso Extraordin\u00e1rio 90.910, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que os cr\u00e9ditos correspondentes \u00e0s quotas dos s\u00f3cios comp\u00f5em seus patrim\u00f4nios individuais, integrando-se na garantia geral com que contam seus credores.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Pode-se afirmar que a constitui\u00e7\u00e3o da sociedade unipessoal, proveniente da vontade, das contribui\u00e7\u00f5es e do esfor\u00e7o de um \u00fanico s\u00f3cio, gerar\u00e1 um cr\u00e9dito em seu exclusivo benef\u00edcio&#8221;, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>Bellizze ressaltou ainda que, para alcan\u00e7ar os bens da sociedade por d\u00edvida particular do titular do seu capital social, \u00e9 indispens\u00e1vel a instaura\u00e7\u00e3o do incidente de desconsidera\u00e7\u00e3o inversa da personalidade jur\u00eddica (REsp 1.982.730).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/20\/stj-autoriza-penhora-de-participacao-em-sociedade-limitada-unipessoal-para-pagamento-de-divida.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/20\/stj-autoriza-penhora-de-participacao-em-sociedade-limitada-unipessoal-para-pagamento-de-divida.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ mant\u00e9m IPI sobre transporte entre estabelecimentos do mesmo grupo<\/strong><br>Data: 20\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) manteve a incid\u00eancia do IPI sobre a sa\u00edda de produtos importados para transporte a estabelecimento do mesmo grupo econ\u00f4mico. O colegiado aplicou ao caso concreto o entendimento adotado no julgamento, sob o rito dos recursos repetitivos, do EREsp 1403532\/SC (Tema 912). No julgamento, realizado em 2015, ficou estabelecido que \u00e9 leg\u00edtima a incid\u00eancia de IPI na sa\u00edda do produto para revenda.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso de agora (REsp 1660349\/SC) foi julgado pelo colegiado ap\u00f3s o contribuinte interpor agravo contra decis\u00e3o monocr\u00e1tica do ministro Francisco Falc\u00e3o dando provimento ao recurso especial da Fazenda Nacional para reformar ac\u00f3rd\u00e3o do TRF4.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado do contribuinte defendeu em sustenta\u00e7\u00e3o oral que n\u00e3o houve industrializa\u00e7\u00e3o ou transfer\u00eancia de titularidade dos produtos, n\u00e3o se verificando, portanto, a hip\u00f3tese de incid\u00eancia do IPI.<\/p>\n\n\n\n<p>O defensor disse ainda que o Tema 912 n\u00e3o se aplica ao caso concreto. \u201cA discuss\u00e3o que est\u00e1 neste processo n\u00e3o \u00e9 uma opera\u00e7\u00e3o de revenda, mas uma mera transfer\u00eancia de mercadorias entre estabelecimentos do mesmo grupo\u201d, argumentou.<\/p>\n\n\n\n<p>O advogado tamb\u00e9m citou precedentes da 1\u00aa Turma do STJ com decis\u00f5es favor\u00e1veis ao contribuinte em discuss\u00f5es semelhantes, como o REsp 1402138\/RS, julgado em 2020, e 1818386\/MG, julgado em 2022. Por\u00e9m, a turma acompanhou de forma un\u00e2nime o voto do relator. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-mantem-ipi-sobre-transporte-entre-estabelecimentos-do-mesmo-grupo-20102023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/stj-mantem-ipi-sobre-transporte-entre-estabelecimentos-do-mesmo-grupo-20102023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TJGO derruba responsabiliza\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de s\u00f3cio por d\u00edvida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 22\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal de Justi\u00e7a de Goi\u00e1s (TJGO) derrubou dispositivo de lei estadual que responsabilizava automaticamente s\u00f3cios e administradores por d\u00edvidas tribut\u00e1rias de empresas. A decis\u00e3o, un\u00e2nime, foi dada em a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade apresentada pela Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado (Fieg).<\/p>\n\n\n\n<p>Os desembargadores analisaram o inciso XII do artigo 45 da Lei n\u00ba 11.651\/91 \u2014 o C\u00f3digo Tribut\u00e1rio do Estado de Goi\u00e1s. O dispositivo, conforme o relator do caso, desembargador Carlos Escher, instituiu hip\u00f3teses de responsabilidade de terceiros por solidariedade, em conjunto com o contribuinte devedor, \u201cindependentemente de terem ou n\u00e3o agido com dolo espec\u00edfico\u201d \u2014 como exige o C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN).<\/p>\n\n\n\n<p>A medida, afirma o julgador em seu voto, afronta o CTN, a Constitui\u00e7\u00e3o do Estado de Goi\u00e1s e a Constitui\u00e7\u00e3o Federal. \u201cPara que aludida responsabilidade fosse institu\u00edda, necess\u00e1rio seria id\u00eantica norma na lei complementar de reg\u00eancia, o que n\u00e3o se observa no C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional\u201d, diz o desembargador (a\u00e7\u00e3o direta de inconstitucionalidade n\u00ba 5455494-96.2022.8.09.0000).<\/p>\n\n\n\n<p>Ele cita, no texto, o entendimento do Minist\u00e9rio P\u00fablico Estadual sobre o caso. \u201cComo bem ponderou o ilustre representante do parquet estadual, \u2018pode-se afirmar que o artigo 45, inciso XII, do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio do Estado de Goi\u00e1s (Lei Estadual n\u00ba 11.651\/1991), disp\u00f4s sobre responsabilidade tribut\u00e1ria de forma diversa da prevista no C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, invadindo, assim, a compet\u00eancia do legislador complementar federal\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o desembargador acrescenta que o Supremo Tribunal Federal (STF) j\u00e1 reconheceu que lei estadual, que amplia as hip\u00f3teses de responsabilidade de terceiros por infra\u00e7\u00f5es, invade a compet\u00eancia do legislador complementar federal para estabelecer as normas gerais na mat\u00e9ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, lembra o julgador que o Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), na S\u00famula n\u00b0 430, fixou a interpreta\u00e7\u00e3o sobre o artigo 135 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional no sentido de que \u201co inadimplemento da obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria pela sociedade n\u00e3o gera, por si s\u00f3, a responsabilidade solid\u00e1ria do s\u00f3cio-gerente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Representante da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de Goi\u00e1s, o advogado Fabrizio Caldeira Landim afirma que a norma derrubada pelo tribunal goiano introduziu hip\u00f3teses de solidariedade incompat\u00edveis com as regras do CTN. De acordo com ele, o Supremo Tribunal Federal (STF) j\u00e1 declarou inconstitucional lei semelhante, em repercuss\u00e3o geral (RE 562276).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cMuitos s\u00f3cios de empresas goianas vinham sendo arrolados nas autua\u00e7\u00f5es fiscais, sem que o Fisco demonstrasse a exist\u00eancia de dolo ou culpa na pr\u00e1tica de il\u00edcito tribut\u00e1rio\u201d, diz ele, que atuou no caso ao lado do advogado Agenor Camardelli Can\u00e7ado Neto. \u201cA decis\u00e3o, que j\u00e1 transitou em julgado, \u00e9 um importante precedente e vale para todas as empresas do Estado de Goi\u00e1s.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para o advogado Caio Quintella, ex-conselheiro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) e hoje titular da Nader Quintella Consultoria, a decis\u00e3o \u00e9 muito acertada e tecnicamente excelente. \u201cN\u00e3o s\u00f3 se garantiu a reserva de mat\u00e9rias das normas gerais de direito tribut\u00e1rio, de alcance nacional, como se preservou primordiais princ\u00edpios e regras sobre a responsabilidade e alcance da obriga\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A norma estadual, acrescenta o tributarista, criava uma autom\u00e1tica e indiscriminada responsabilidade dos s\u00f3cios, administradores e gestores pela simples falta de pagamento do imposto, \u201co que \u00e9 inaceit\u00e1vel do ponto de vista tribut\u00e1rio e at\u00e9 a viola a necess\u00e1ria autonomia patrimonial das empresas\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/22\/tjgo-derruba-responsabilizacao-de-socio-por-divida.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/22\/tjgo-derruba-responsabilizacao-de-socio-por-divida.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o existe crime tribut\u00e1rio antes de julgamento pela Receita Federal<\/strong><br>Data: 22\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel tipificar uma conduta como crime material contra a ordem tribut\u00e1ria, conforme previsto no artigo 1\u00ba, incisos I a IV, da Lei 8.137\/90, antes do lan\u00e7amento definitivo do tributo.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, com base na S\u00famula Vinculante 24 do Supremo Tribunal Federal, o juiz F\u00e1bio Nunes de Martino, da 13\u00aa Vara Federal de Curitiba, rejeitou a den\u00fancia do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal contra um empres\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, o magistrado apontou que o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio descrito na den\u00fancia teve sua apura\u00e7\u00e3o iniciada em processo administrativo fiscal que ainda est\u00e1 pendente de julgamento no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Ele ressaltou que a den\u00fancia do MPF refere-se ao total do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio, e n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 parte que j\u00e1 foi constitu\u00edda.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Com efeito, apenas uma pequena parte de um suposto cr\u00e9dito tribut\u00e1rio de mais de 10 milh\u00f5es de reais tornou-se exig\u00edvel por meio de execu\u00e7\u00e3o fiscal, pois o valor principal consiste em apenas R$ 100.514,11, que decorre da soma de valores de 2009 (R$ 19.336,24) e de 2010 (R$ 81.177,87). Ou seja, o cr\u00e9dito tribut\u00e1rio em discuss\u00e3o na sua totalidade ainda n\u00e3o foi definitivamente constitu\u00eddo&#8221;, explicou o magistrado.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Martino, n\u00e3o faz sentido dar continuidade \u00e0 a\u00e7\u00e3o penal quando o caso ainda n\u00e3o foi definitivamente julgado pela Receita Federal. Por isso, ele decidiu rejeitar a den\u00fancia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o advogado especializado em Direito Penal Lincoln Domingues, respons\u00e1vel pela defesa, o caso trazia uma verdadeira zona cinzenta, esclarecida pelo juiz.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Usualmente, o reconhecimento de falta de justa causa para o exerc\u00edcio da a\u00e7\u00e3o penal, em crimes dessa esp\u00e9cie, decorre da aus\u00eancia total de lan\u00e7amento definitivo do tributo. Contudo, a decis\u00e3o trouxe seguran\u00e7a jur\u00eddica ao jurisdicionado, pois deixou claro que, mesmo quando h\u00e1 constitui\u00e7\u00e3o parcial de suposto cr\u00e9dito tribut\u00e1rio que est\u00e1 em discuss\u00e3o administrativa, n\u00e3o se tipifica crime material contra a ordem tribut\u00e1ria, nem mesmo com rela\u00e7\u00e3o ao montante definitivamente lan\u00e7ado&#8221;, explica Domigues.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 5034793-71.2023.4.04.7000<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-22\/nao-existe-crime-tributario-antes-julgamento-administrativo\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-22\/nao-existe-crime-tributario-antes-julgamento-administrativo<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAL<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"3\">\n<li><strong>MUNICIPAL<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>C\u00e2maras Reunidas mant\u00eam senten\u00e7a sobre incid\u00eancia de ISSQN em opera\u00e7\u00f5es de loca\u00e7\u00e3o e presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os<\/strong>&nbsp;<br>Data: 18\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>As C\u00e2maras Reunidas do Tribunal de Justi\u00e7a do Amazonas decidiram pelo desprovimento de recurso de empresa que trabalha com loca\u00e7\u00e3o de bens m\u00f3veis contra senten\u00e7a que lhe negou seguran\u00e7a requerida para n\u00e3o ter de pagar Imposto Sobre Servi\u00e7os de Qualquer Natureza (ISSQN) em suas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o do colegiado foi por unanimidade, na sess\u00e3o desta quarta-feira (18\/10), na apela\u00e7\u00e3o c\u00edvel n.\u00ba 0740621-75.2021.8.04.0001, de relatoria do desembargador Abraham Peixoto Campos Filho.<\/p>\n\n\n\n<p>Durante a sess\u00e3o houve sustenta\u00e7\u00e3o oral pela parte apelante, citando a S\u00famula Vinculante n.\u00ba 31 do Supremo Tribunal Federal sobre o tema e pedindo a reforma da decis\u00e3o para afastar a incid\u00eancia de ISSQN nas opera\u00e7\u00f5es que realiza, alegando que faz loca\u00e7\u00e3o pura e simples de equipamentos de videomonitoramento e mera manuten\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio patrim\u00f4nio, mas que n\u00e3o h\u00e1 servi\u00e7o agregado que justifique tal cobran\u00e7a de imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>O Munic\u00edpio de Manaus argumentou que a atividade da empresa apelante n\u00e3o pode ser considerada apenas como loca\u00e7\u00e3o, pois apresenta elementos de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, e que, pela impossibilidade de separar a loca\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, o ISSQN deve incidir no valor total da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o relator observou que ao julgar o processo o Ju\u00edzo de 1.\u00ba grau considerou que a loca\u00e7\u00e3o vem conjugada com presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, ap\u00f3s an\u00e1lise do contrato social da empresa, contratos firmados, notas fiscais, entre outros documentos. Na senten\u00e7a, a ju\u00edza Ana Maria de Oliveira Di\u00f3genes cita que \u201ca Impetrante tem por objetos sociais diversas atividades e n\u00e3o apenas a loca\u00e7\u00e3o pura e simples\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme ac\u00f3rd\u00e3o de relatoria do ministro Joaquim Barbosa (ARE 656.709 AgR), \u201cse houver ao mesmo tempo loca\u00e7\u00e3o de bem m\u00f3vel e presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, o ISS incide sobre o segundo fato, sem atingir o primeiro\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator Abraham Campos observou, quanto ao entendimento consolidado na s\u00famula vinculante do STF, que esse s\u00f3 se aplica quando a loca\u00e7\u00e3o de bens estiver apartada de servi\u00e7os a eles relacionados. \u201cNo entanto, caso a contrata\u00e7\u00e3o abranja m\u00faltiplas presta\u00e7\u00f5es, deve haver a clara distin\u00e7\u00e3o entre os servi\u00e7os englobados, apta a evidenciar a cindibilidade das atividades, para que se mostre poss\u00edvel apartar o montante relativo \u00e0 loca\u00e7\u00e3o de bens, afastando-a da incid\u00eancia tribut\u00e1ria\u201d, afirma trecho da ementa do ac\u00f3rd\u00e3o de relatoria do desembargador.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao fim, o colegiado manteve a decis\u00e3o de 1.\u00ba grau, na qual a ju\u00edza afirma que \u201cresta claro que as atividades n\u00e3o s\u00e3o apartadas, n\u00e3o tendo a Parte Autora se desincumbido de comprovar o contr\u00e1rio, sendo, portanto, correta a incid\u00eancia do Tributo sobre o valor total do pre\u00e7o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.tjam.jus.br\/index.php\/menu\/sala-de-imprensa\/9613-camaras-reunidas-mantem-sentenca-sobre-incidencia-de-issqn-em-operacoes-de-locacao-e-prestacao-de-servicos\">https:\/\/www.tjam.jus.br\/index.php\/menu\/sala-de-imprensa\/9613-camaras-reunidas-mantem-sentenca-sobre-incidencia-de-issqn-em-operacoes-de-locacao-e-prestacao-de-servicos<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 16\/10 a 23\/10 STJ deve julgar lit\u00edgios tribut\u00e1rios de impacto na pr\u00f3xima semanaData: 18\/10\/2023 A 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) pode julgar alguns processos tribut\u00e1rios relevantes na pr\u00f3xima quarta-feira. 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