{"id":2946,"date":"2023-10-16T17:36:25","date_gmt":"2023-10-16T20:36:25","guid":{"rendered":"http:\/\/34.239.117.254\/?p=2946"},"modified":"2023-10-16T17:44:47","modified_gmt":"2023-10-16T20:44:47","slug":"retrospecto-tributario-09-10-a-16-10","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ayadvogados.com.br\/?p=2946","title":{"rendered":"Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 09\/10 a 16\/10"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 09\/10 a 16\/10: Todas as atualidades mundo tribut\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF decide se Estados podem cobrar ICMS retroativo de empresas do varejo<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para este m\u00eas o julgamento do segundo recurso dos contribuintes na ADC 49 \u2014 que tem forte impacto para as empresas do varejo. Essa a\u00e7\u00e3o trata sobre a cobran\u00e7a de ICMS na transfer\u00eancia de mercadorias, de um Estado para outro, entre estabelecimentos de um mesmo contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o, desta vez, afeta as empresas que n\u00e3o t\u00eam a\u00e7\u00e3o judicial sobre esse tema, mas, com base na jurisprud\u00eancia, deixaram de fazer o recolhimento do imposto. Os ministros v\u00e3o dizer se, nesses casos, os Estados podem ou n\u00e3o exigir o ICMS de forma retroativa.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse julgamento est\u00e1 previsto para ocorrer entre os dias 20 e 27 no Plen\u00e1rio Virtual da Corte. O relator \u00e9 o ministro Edson Fachin.<\/p>\n\n\n\n<p>Entenda<\/p>\n\n\n\n<p>O STF decidiu o m\u00e9rito dessa discuss\u00e3o em abril de 2021. Ficou definido, nessa data, que os Estados n\u00e3o poderiam cobrar ICMS nas opera\u00e7\u00f5es de transfer\u00eancia das mercadorias.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa decis\u00e3o beneficiava o setor, mas tinha um efeito colateral grave: mexia nos cr\u00e9ditos aos quais as empresas t\u00eam direito e usam para abater dos pagamentos do imposto.<\/p>\n\n\n\n<p>O regime do ICMS \u00e9 n\u00e3o cumulativo. Isso quer dizer que o que a empresa paga na etapa anterior, ao adquirir a mercadoria para revenda, serve como cr\u00e9dito para abater na etapa subsequente.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a decis\u00e3o de abril de 2021, no entanto, o uso do cr\u00e9dito ficaria restrito ao Estado de sa\u00edda da mercadoria. Isso geraria desequil\u00edbrio no fluxo de caixa porque sobraria cr\u00e9dito num Estado e no outro a empresa seria obrigada a desembolsar, em dinheiro, todo o pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Primeiro recurso<\/p>\n\n\n\n<p>Para tratar esse \u201cefeito colateral\u201d surgiu o primeiro recurso (embargos de declara\u00e7\u00e3o) dos contribuintes. Os ministros precisavam definir quando a decis\u00e3o que derrubou a cobran\u00e7a de ICMS teria validade e como seria a regulamenta\u00e7\u00e3o do uso dos cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>O julgamento desse recurso ocorreu em abril deste ano de 2023. Os ministros decidiram que a partir de 2024 n\u00e3o poder\u00e1 mais ser cobrado ICMS na transfer\u00eancia de mercadorias, de um Estado para outro, entre estabelecimentos de um mesmo contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m ficou definido que os Estados t\u00eam at\u00e9 o fim deste ano para disciplinar o uso dos cr\u00e9ditos acumulados. Se isso n\u00e3o acontecer, os contribuintes ficar\u00e3o liberados para fazer as transfer\u00eancias sem qualquer ressalva ou limita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros fixaram, no entanto, que esse prazo de 2024 n\u00e3o se aplica aos contribuintes que tinham a\u00e7\u00f5es em andamento sobre o tema \u2014 tanto na esfera administrativa como na judicial \u2014 antes da decis\u00e3o de m\u00e9rito, em abril de 2021.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesses casos, al\u00e9m de n\u00e3o precisar pagar o imposto, os contribuintes tamb\u00e9m ter\u00e3o o direito de receber de volta o que pagaram de forma indevida para os Estados no passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo recurso<\/p>\n\n\n\n<p>Com essa decis\u00e3o sacramentada, no entanto, dizem advogados, os Estados passaram a investir contra as empresas que n\u00e3o t\u00eam a\u00e7\u00e3o, mas, com base na jurisprud\u00eancia, deixaram de recolher ICMS nessas opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 relatos, inclusive, de decis\u00f5es favor\u00e1veis \u00e0 cobran\u00e7a, com acr\u00e9scimo de juros e multas, em tribunais estaduais.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, ent\u00e3o, um segundo recurso foi apresentado \u2014 tamb\u00e9m em sede de embargos de declara\u00e7\u00e3o \u2014 e ser\u00e1 julgado neste m\u00eas na Corte. O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combust\u00edveis e de Lubrificantes (Sindicom), que atua no caso como parte interessada (amicus curiae) \u00e9 o autor do pedido.<\/p>\n\n\n\n<p>A entidade quer que os ministros pro\u00edbam os Estados de cobrar o imposto de forma retroativa tanto de contribuintes que t\u00eam a\u00e7\u00e3o sobre o tema como daqueles que n\u00e3o t\u00eam a\u00e7\u00e3o, mas, com base na jurisprud\u00eancia, deixaram de fazer o recolhimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de n\u00e3o terem a\u00e7\u00e3o, afirma o sindicato no processo, esses contribuintes confiaram na jurisprud\u00eancia e tinham uma expectativa leg\u00edtima. Havia decis\u00f5es do pr\u00f3prio STF contra a cobran\u00e7a e tamb\u00e9m uma s\u00famula do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) nesse mesmo sentido.<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lise<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 de uma inconstitucionalidade que foi decidia agora pelo STF. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o em que o Supremo tem posi\u00e7\u00e3o consolidada, contra a cobran\u00e7a de ICMS nas transfer\u00eancias, desde os anos 1970\u201d, diz o advogado Maur\u00edcio Barros, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Demarest.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m especialista na \u00e1rea tribut\u00e1ria, Eduardo Suessmann, s\u00f3cio do Suessmann Advogados, chama aten\u00e7\u00e3o que essa demanda \u00e9 espec\u00edfica para evitar que os contribuintes que n\u00e3o pagaram o imposto sejam cobrados. N\u00e3o \u00e9 para obrigar os Estados a devolver valores para quem n\u00e3o tinha a\u00e7\u00e3o e recolheu o ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/valor-juridico\/post\/2023\/10\/stf-decide-se-estados-podem-cobrar-icms-retroativo-de-empresas-do-varejo.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/valor-juridico\/post\/2023\/10\/stf-decide-se-estados-podem-cobrar-icms-retroativo-de-empresas-do-varejo.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Brasileiro tem 845 normas di\u00e1rias que impactam suas vidas&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o federal, em 05 de outubro de 1988, at\u00e9 o \u00faltimo dia 30 de setembro, foram editadas 7.480.773 novas normas que regem a vida dos cidad\u00e3os brasileiros. Isso representou em m\u00e9dia, 586 normas baixadas todos os dias; ou 845 por dia \u00fatil.&nbsp;O levantamento in\u00e9dito foi feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u201cOs dados s\u00e3o impactantes e refletem a confus\u00e3o que cidad\u00e3os e empresas enfrentam diariamente\u201d, afirma Jo\u00e3o Eloi Olenike, presidente executivo do IBPT. \u201cN\u00f3s estamos diante de um cen\u00e1rio em que a legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil de interpretar e seguir, e isso tem um custo significativo. \u00c9 essencial que as autoridades considerem a simplifica\u00e7\u00e3o e a organiza\u00e7\u00e3o das leis para promover um ambiente mais acess\u00edvel e transparente para todos os brasileiros.\u201d&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O IBPT \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o criada em 1992 com o objetivo declarado de financiar sistemas de economia legal de impostos, divulgar informa\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas para apura\u00e7\u00e3o e compara\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria individual e dos diversos setores da economia, e analisar os dados oficiais sobre os tributos cobrados no Brasil.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda segundo o levantamento, s\u00f3 em mat\u00e9ria tribut\u00e1ria foram editadas 492.521 normas no per\u00edodo analisado, o que significou mais de 2,31 novas regras tribut\u00e1rias por hora (dia \u00fatil).&nbsp;Em m\u00e9dia, cada norma tribut\u00e1ria editada tem 11,27 artigos; cada artigo tem 2,33 par\u00e1grafos, 7,45 incisos e 0,98 diretivas.&nbsp;Assim, fazendo as contas, foram editados no per\u00edodo 5.531.011 artigos, 12.887.255 par\u00e1grafos, 41.206.031 incisos e 5.420.391 cl\u00e1usulas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dif\u00edcil imaginar maior confus\u00e3o. Mas n\u00e3o acaba a\u00ed. \u00c9 preciso considerar a cria\u00e7\u00e3o de tributos, como CPMF, Cofins e CSLL, CIDES, CIP, CSLL, PIS Importa\u00e7\u00e3o, Cofins&nbsp;Importa\u00e7\u00e3o, ISS Importa\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da majora\u00e7\u00e3o de todos os tributos.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em 35 anos, houve 18 emendas constitucionais tribut\u00e1rias.&nbsp;As empresas gastaram cerca de R$ 228 bilh\u00f5es por ano para manter pessoal, sistemas e equipamentos no acompanhamento das modifica\u00e7\u00f5es da legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo tamb\u00e9m destaca que 2022 \u2013 anivers\u00e1rio de 35 anos da promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o \u2013 foi o ano com o maior n\u00famero de leis complementares e ordin\u00e1rias editadas na esfera federal, alcan\u00e7ando o total de 259.&nbsp;J\u00e1 em 2019 houve uma maior quantidade de decretos federais (604); e, entre 01 de outubro de 2021 e 30 de setembro de 2022, o total de medidas provis\u00f3rias bateu em 67.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Dividindo-se a quantidade de normas editadas pelo n\u00famero de habitantes do Pa\u00eds, verifica-se que nos tr\u00eas anos anteriores \u00e0 promulga\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988 foi editada 1 (uma) norma geral para cada grupo de 300 habitantes.&nbsp;No per\u00edodo acumulado de 1989 a 2023, o n\u00famero de normas editadas foi de uma para cada 27 habitantes.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo do IBPT pode servir de alerta para os senadores que est\u00e3o agora debatendo o projeto de reforma tribut\u00e1ria, depois de o texto ter sido aprovado na C\u00e2mara com uma s\u00e9rie de exce\u00e7\u00f5es a diversos setores (que ganharam al\u00edquotas mais baixas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 al\u00edquota-padr\u00e3o ou tratamentos tribut\u00e1rios diferenciados).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Diante dessa avalanche de normas, talvez a reforma tribut\u00e1ria n\u00e3o d\u00ea conta de tudo, embora seja um primeiro passo. O presidente do IBPT vai mais longe e diz que o Brasil tamb\u00e9m deveria considerar uma nova abordagem legislativa. \u201cUma Constitui\u00e7\u00e3o mais enxuta e acess\u00edvel n\u00e3o apenas beneficiaria os cidad\u00e3os e as empresas, mas tamb\u00e9m promoveria um ambiente jur\u00eddico mais claro e eficiente para todos. Simplificar a legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 um passo fundamental para garantir um futuro mais transparente e equitativo para o Pa\u00eds\u201d, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/coluna\/neuza-sanches\/brasileiro-tem-845-normas-diarias-que-impactam-suas-vidas\/\">https:\/\/veja.abril.com.br\/coluna\/neuza-sanches\/brasileiro-tem-845-normas-diarias-que-impactam-suas-vidas\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ admite creditamento de ICMS pela aquisi\u00e7\u00e3o de todo produto intermedi\u00e1rio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 direito ao aproveitamento de cr\u00e9dito de ICMS decorrente da compra de materiais usados no processo produtivo, inclusive os que s\u00e3o consumidos ou desgastados gradativamente, desde que comprovado o uso para realiza\u00e7\u00e3o do objeto social da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>A posi\u00e7\u00e3o foi confirmada pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, que nesta quarta-feira (11\/10) deu provimento a embargos de diverg\u00eancia ajuizados por uma empresa que produz etanol, a\u00e7\u00facar e energia el\u00e9trica a partir da cana-de-a\u00e7\u00facar.<\/p>\n\n\n\n<p>O cr\u00e9dito de ICMS anteriormente cobrado em opera\u00e7\u00f5es que resultem em entrada de mercadoria, inclusive a destinada ao seu uso ou consumo, \u00e9 admitido pelo artigo 20 da Lei Complementar 87\/1996. E sua interpreta\u00e7\u00e3o, alvo de disputa entre Fisco e contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema \u00e9 t\u00e3o importante que 22 estados e o Distrito Federal pediram para ingressar na a\u00e7\u00e3o como amici curiae (amigos da corte). O pleito foi negado porque o julgamento j\u00e1 havia se iniciado e estava com pedido de vista do ministro Herman Benjamin.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, os produtos intermedi\u00e1rios s\u00e3o pneus, facas, martelos, correntes, rotores de bomba, v\u00e1lvulas, tela para filtragem, l\u00e2minas raspadoras, \u00f3leos, graxas e outros petrechos usados no corte da cana-de-a\u00e7\u00facar.<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda de S\u00e3o Paulo negou o creditamento de ICMS por entender que se tratam de bens usados no processo de industrializa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o se consomem, mas apenas se desgastam pelo seu uso constante. Logo, n\u00e3o se incorporam aos bens produzidos pela empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>A posi\u00e7\u00e3o foi aceita pelas inst\u00e2ncias ordin\u00e1rias e mantida pela 2\u00aa Turma do STJ, em novembro de 2022. H\u00e1 um contraste com a forma como vinha decidindo a 1\u00aa Turma, que admite o aproveitamento dos cr\u00e9ditos de ICMS para quaisquer produtos intermedi\u00e1rios, mesmo os desgastados gradativamente.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao STJ, a empresa defendeu que teria direito ao cr\u00e9dito porque tais produtos n\u00e3o s\u00e3o bens de uso ou consumo do estabelecimento, mas efetivamente usados e desgastados na atividade que representa o objeto social da empresa: produ\u00e7\u00e3o de etanol, a\u00e7\u00facar e energia el\u00e9trica.<\/p>\n\n\n\n<p>Relatora, a ministra Regina Helena Costa prop\u00f4s pacificar a quest\u00e3o pela posi\u00e7\u00e3o assumida pela 1\u00aa Turma, no sentido de que o direito ao creditamento existe quando comprovada a necessidade do uso de produtos intermedi\u00e1rios para a atividade-fim do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra ainda destacou que, a esse creditamento, n\u00e3o incide a limita\u00e7\u00e3o temporal do artigo 33, inciso I da LC 87\/1996. A regra diz respeito ao cr\u00e9dito de ICMS de mercadorias destinadas ao uso ou consumo do estabelecimento, cujo cr\u00e9dito s\u00f3 pode ser aproveitado a partir de 2033.<\/p>\n\n\n\n<p>Como consequ\u00eancia, a 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o determinou o retorno do caso para que o Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo examine os pedidos do contribuinte, que n\u00e3o chegaram a ser analisados por conta da posi\u00e7\u00e3o anteriormente adotada.<\/p>\n\n\n\n<p>EREsp 1.775.781<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-11\/stj-admite-creditamento-icms-qualquer-produto-intermediario\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-11\/stj-admite-creditamento-icms-qualquer-produto-intermediario<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 leg\u00edtima a incid\u00eancia de IPI na sa\u00edda do produto importado para revenda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Os produtos importados est\u00e3o sujeitos a uma nova incid\u00eancia do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) quando de sua sa\u00edda do estabelecimento na opera\u00e7\u00e3o de revenda. A Primeira Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) definiu nessa quarta-feira (14) que \u00e9 leg\u00edtima a incid\u00eancia de IPI no desembara\u00e7o aduaneiro de produtos importados e, novamente, na sa\u00edda da mercadoria do estabelecimento, quando for comercializado.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o se deu em an\u00e1lise de embargos de diverg\u00eancia, que pela primeira vez foram julgados sob o rito dos recursos repetitivos, firmando a tese para as demais inst\u00e2ncias da Justi\u00e7a brasileira (tema 912).<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento vai ao encontro dos interesses da Fazenda Nacional e das entidades ligadas \u00e0 ind\u00fastria nacional. A Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (Fiesp) sustentou que a cobran\u00e7a isolada, como pretendiam os importadores \u2013 apenas no desembara\u00e7o aduaneiro \u2013, representaria uma perda de arrecada\u00e7\u00e3o de R$ 1 bilh\u00e3o ao ano, j\u00e1 que desoneraria em 4,2% os produtos importados. O impacto negativo para a ind\u00fastria nacional foi calculado em R$ 19,8 bilh\u00f5es pela Fiesp.<\/p>\n\n\n\n<p>Por outro lado, as entidades representantes das empresas importadoras defenderam que o imposto n\u00e3o deveria incidir no momento da revenda, pois o fato gerador do IPI seria apenas o desembara\u00e7o aduaneiro (importa\u00e7\u00e3o). Sustentam que se trata de produtos j\u00e1 acabados e prontos para o consumo, n\u00e3o justificando uma nova tributa\u00e7\u00e3o na sa\u00edda do estabelecimento comercial para os varejistas, j\u00e1 que ali n\u00e3o houve nenhuma industrializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Duas incid\u00eancias<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, ministro Napole\u00e3o Nunes Maia Filhos, defendeu entendimento favor\u00e1vel aos importadores, de que cabe o recolhimento de IPI apenas no momento do desembara\u00e7o. Em seu voto, disse que a dupla tributa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma agress\u00e3o a tratados internacionais, como o Gatt (Acordo Geral de Tarifas e Com\u00e9rcio), que preveem tratamento igual para produtos nacionais e importados, depois destes serem nacionalizados. Acompanharam seu voto os ministros Benedito Gon\u00e7alves e Regina Helena Costa.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o ministro Mauro Campbell Marques se manifestou pela altera\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o que vinha sendo adotada pela Primeira Se\u00e7\u00e3o desde meados de 2014, nos julgamentos dos EREsp 1.411.749 e EREsp 1.398.721.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO fato do nome do tributo ser imposto sobre produtos industrializados n\u00e3o significa que o seu fato gerador esteja necessariamente atrelado a uma imediata opera\u00e7\u00e3o de industrializa\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou Campbell. O que importa \u00e9 que tenha havido alguma industrializa\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o que ela ocorra imediatamente antes da opera\u00e7\u00e3o que gera a incid\u00eancia, ponderou.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro explicou que, quando se fala em importa\u00e7\u00e3o de produto, a primeira incid\u00eancia est\u00e1 contida no artigo 46 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN): o desembara\u00e7o aduaneiro. A respeito desta, n\u00e3o h\u00e1 disputa. A segunda incid\u00eancia se dar\u00e1 no momento em que o importador promove a sa\u00edda do produto de seu estabelecimento para revenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Campbell citou as normas que regem o IPI e demonstrou que os estabelecimentos que revendem produtos importados se equiparam, para fins de incid\u00eancia do imposto, a estabelecimentos industriais.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro concluiu que n\u00e3o se trata de bitributa\u00e7\u00e3o (bis in idem), pois a lei elenca dois fatos geradores distintos: o desembara\u00e7o aduaneiro, proveniente da opera\u00e7\u00e3o de compra do produto do exterior, e a sa\u00edda do produto industrializado do estabelecimento importador equiparado a estabelecimento produtor.<\/p>\n\n\n\n<p>Acompanharam o voto do ministro Campbell os ministros Herman Benjamin, Assusete Magalh\u00e3es, S\u00e9rgio Kukina e o desembargador convocado Olindo de Menezes.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias-antigas\/2015\/2015-10-15_19-35_E-legitima-a-incidencia-de-IPI-na-saida-do-produto-importado-para-revenda.aspx#:~:text=A%20Primeira%20Se%C3%A7%C3%A3o%20do%20Superior,do%20estabelecimento%2C%20quando%20for%20comercializado.\">https:\/\/www.stj.jus.br\/sites\/portalp\/Paginas\/Comunicacao\/Noticias-antigas\/2015\/2015-10-15_19-35_E-legitima-a-incidencia-de-IPI-na-saida-do-produto-importado-para-revenda.aspx#:~:text=A%20Primeira%20Se%C3%A7%C3%A3o%20do%20Superior,do%20estabelecimento%2C%20quando%20for%20comercializado.<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ permite ao Fisco exigir devolu\u00e7\u00e3o imediata de cr\u00e9ditos<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 16\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) decidiu, pela primeira vez, sobre um tema de impacto para as empresas exportadoras. Envolve o chamado \u201cfast-track\u201d, regime em que a Receita Federal permite o ressarcimento de cr\u00e9ditos acumulados de PIS, Cofins e IPI de forma antecipada.<\/p>\n\n\n\n<p>Ficou decidido que se a fiscaliza\u00e7\u00e3o constatar que o cr\u00e9dito ressarcido n\u00e3o era devido, a empresa que recebeu o dinheiro ter\u00e1 que devolv\u00ea-lo de forma imediata para a Uni\u00e3o. Na pr\u00e1tica, o contribuinte ter\u00e1 que fazer o pagamento, mesmo se n\u00e3o concordar com o Fisco. Depois poder\u00e1 iniciar um processo administrativo para contestar a decis\u00e3o que invalidou o cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente do que ocorre com as cobran\u00e7as fiscais em geral. Normalmente, enquanto o contribuinte discute no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), a exigibilidade do tributo fica suspensa.<\/p>\n\n\n\n<p>A primeira decis\u00e3o sobre esse tema no STJ foi proferida pela 2\u00aa Turma em um caso envolvendo a Bunge, multinacional de alimentos e agroneg\u00f3cio. Todos os ministros do colegiado votaram pela devolu\u00e7\u00e3o imediata dos valores (REsp n\u00ba 2.071.358).<\/p>\n\n\n\n<p>Especialistas dizem que essa discuss\u00e3o \u00e9 relevante para o mercado como um todo. Isso porque as empresas exportadoras costumam acumular muitos cr\u00e9ditos por conta do regime da n\u00e3o cumulatividade. Compram mat\u00e9ria-prima com tributos, que geram cr\u00e9ditos, mas eles n\u00e3o t\u00eam vaz\u00e3o porque as vendas para o exterior s\u00e3o isentas de tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Vem da\u00ed a possibilidade de ressarcimento. A legisla\u00e7\u00e3o brasileira prev\u00ea que, quando uma empresa acumula cr\u00e9dito por tr\u00eas meses, ela pode apresentar pedido para receber esse cr\u00e9dito acumulado em esp\u00e9cie. A forma tradicional disso, no entanto, costuma ser burocr\u00e1tica e demorada.<\/p>\n\n\n\n<p>O chamado \u201cfast-track\u201d foi uma medida criada para acelerar esse processo. A Receita antecipa os valores para as empresas que est\u00e3o habilitadas no regime antes de fazer a an\u00e1lise do cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cRepresenta al\u00edvio de caixa. Para algumas empresas \u00e9 quest\u00e3o de vida ou morte\u201d, diz Marcos Matsunaga, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Ferraz de Camargo e Matsunaga Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Para as exportadoras em geral esse adiantamento \u00e9 de at\u00e9 50% do valor total do pedido. J\u00e1 a Bunge est\u00e1 em um regime mais ben\u00e9fico, direcionado para a cadeia da soja, em que podem ser adiantados at\u00e9 70% dos valores.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o, no STJ, envolve cerca de R$ 150 milh\u00f5es referentes \u00e0 restitui\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos acumulado de PIS e Cofins. A empresa havia perdido no Tribunal Regional Federal da 4\u00ba Regi\u00e3o (TRF-4), com sede em Porto Alegre, e recorreu, ent\u00e3o, \u00e0 Corte superior.<\/p>\n\n\n\n<p>No dia do julgamento, o advogado Bruno Fajersztajn, representante da Bunge no caso, defendeu aos ministros que \u201cum mero indeferimento por parte da Receita Federal, objeto de recurso, n\u00e3o poderia justificar\u201d a devolu\u00e7\u00e3o dos valores.<\/p>\n\n\n\n<p>Passaria por cima do devido processo legal e do direito ao contradit\u00f3rio e \u00e0 ampla defesa, disse, acrescentando que a empresa n\u00e3o se op\u00f5e em devolver os valores se houver a confirma\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia do d\u00e9bito.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cInterpreta\u00e7\u00e3o [pela devolu\u00e7\u00e3o imediata] \u00e9 excessivamente rigorosa. Descabida\u201d, afirmou Fajersztajn aos ministros. \u201cO objetivo [do fast-track] \u00e9 melhorar o fluxo de caixa das empresas exportadoras\u201d, enfatizou.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas n\u00e3o foi suficiente para convencer a 2\u00aa Turma do STJ. O relator, ministro Francisco Falc\u00e3o, leu somente a ementa do seu voto. Concluiu rejeitando o recurso da empresa e deu o caso por encerrado.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Mauro Campbell Marques foi o segundo a proferir o voto. Mas ele tratou o tema de forma mais detalhada. Disse que, em virtude do artigo 74 da Lei n\u00ba 9.430, de 1996, \u201cn\u00e3o h\u00e1 que se falar na suspens\u00e3o do d\u00e9bito nos casos em que o valor objeto de ressarcimento tenha sido indeferido pela Receita Federal, ainda que se encontre pendente de decis\u00e3o definitiva na esfera administrativa\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Campbell afirmou ainda que h\u00e1 precedente na Corte para afastar a suspens\u00e3o da exigibilidade quando as compensa\u00e7\u00f5es s\u00e3o consideradas como n\u00e3o declaradas pela Receita Federal. \u201cPara ressarcimento se aplicam esses mesmos efeitos, ou seja, n\u00e3o h\u00e1 direito l\u00edquido e certo da suspens\u00e3o da exigibilidade do d\u00e9bito a ser devolvido\u201d, complementou.<\/p>\n\n\n\n<p>Os demais ministros da 2\u00aa Turma n\u00e3o leram os seus votos no dia do julgamento. Informaram apenas que concordavam com o entendimento do relator e do ministro Campbell.<\/p>\n\n\n\n<p>A Bunge ainda pode apresentar embargos de declara\u00e7\u00e3o \u00e0 turma. Esse recurso, no entanto, n\u00e3o muda o m\u00e9rito. Serve somente para esclarecer d\u00favidas e obscuridades do ac\u00f3rd\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirmou, por meio de nota, que o valor objeto de devolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem natureza de d\u00edvida tribut\u00e1ria e, por esse motivo, n\u00e3o se aplica a regra da suspens\u00e3o da exigibilidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cTrata-se de devolu\u00e7\u00e3o de valores recebidos a t\u00edtulo de cr\u00e9ditos presumidos, obtidos em sede de ressarcimento. Ou seja, valores decorrentes de um favor fiscal previsto no artigo 31 da Lei n\u00ba 12.865, de 2013\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Consta tamb\u00e9m na nota que o contribuinte, \u201cao valer-se da faculdade de postular o pronto ressarcimento de 70% de seus cr\u00e9ditos, assumiu o risco de ter que devolver, t\u00e3o prontamente como recebeu, o montante que fosse glosado\u201d pelo Fisco. \u201cTal consequ\u00eancia restava expressamente prevista na Portaria MF n\u00ba 348, de 2014\u201d, concluiu a PGFN.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/16\/stj-permite-ao-fisco-exigir-devolucao-imediata-de-creditos.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/16\/stj-permite-ao-fisco-exigir-devolucao-imediata-de-creditos.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>___________________________________________________________<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Reforma impacta opera\u00e7\u00f5es de fus\u00e3o e aquisi\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 09\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Opera\u00e7\u00f5es de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es (M&amp;A, no jarg\u00e3o do mercado) passaram a levar em considera\u00e7\u00e3o mudan\u00e7as previstas pela reforma tribut\u00e1ria, em discuss\u00e3o no Senado. Algumas quest\u00f5es est\u00e3o sendo colocadas nas mesas de negocia\u00e7\u00e3o, especialmente para a defini\u00e7\u00e3o do valor de mercado (valuation) das empresas-alvo.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo especialistas, por afetarem proje\u00e7\u00f5es de resultados financeiros e a pr\u00f3pria precifica\u00e7\u00e3o, alguns pontos devem ser avaliados nas transa\u00e7\u00f5es: a carga tribut\u00e1ria do setor depois de aprovada a reforma, a forma de compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos acumulados de ICMS e PIS e Cofins, al\u00e9m da extin\u00e7\u00e3o at\u00e9 2032 de benef\u00edcios fiscais atrelados a impostos que ser\u00e3o substitu\u00eddos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA reforma promete mudan\u00e7as profundas no sistema tribut\u00e1rio, com perspectiva de melhora no ambiente de neg\u00f3cios. Mas \u00e9 um momento de muita incerteza, o que exige cautela adicional nos contratos para antecipar problemas ainda n\u00e3o vivenciados\u201d, afirma a advogada Adriana Stamato, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Trench Rossi Watanabe.<\/p>\n\n\n\n<p>Aprovada na C\u00e2mara e agora em debate no Senado, a reforma tribut\u00e1ria altera substancialmente o sistema de pagamento de impostos sobre bens e servi\u00e7os. Extingue cinco tributos: PIS e Cofins, IPI, ICMS e ISS.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos ser\u00e3o substitu\u00eddos por tr\u00eas novos: a Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS), o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) e o Imposto Seletivo. O governo projeta al\u00edquota da CBS e do IBS somados entre 25,45% e 27%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cApesar da estimativa, ainda n\u00e3o se sabe qual ser\u00e1 a al\u00edquota, que \u00e9 um elemento fundamental de qualquer plano de neg\u00f3cios\u201d, diz o advogado Hermano Barbosa, s\u00f3cio do BMA.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator da reforma tribut\u00e1ria, senador Eduardo Braga (MDB-AM), adiou a apresenta\u00e7\u00e3o de seu parecer. Passou do dia 4 para 20 deste m\u00eas. A expectativa do presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), \u00e9 que a proposta de emenda constitucional (PEC 45) seja votada em plen\u00e1rio no fim do m\u00eas ou in\u00edcio de novembro.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de cr\u00e9dito fiscal, considerado ativo da empresa e usado atualmente para quitar tributos, n\u00e3o haveria no texto aprovado pela C\u00e2mara uma forma clara de compensa\u00e7\u00e3o ou monetiza\u00e7\u00e3o dos saldos credores ap\u00f3s a extin\u00e7\u00e3o do PIS\/Cofins, IPI, ICMS e ISS.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, afirmam advogados, \u00e9 comum que uma companhia que compra outra pague esses cr\u00e9ditos fiscais conforme consiga compens\u00e1-los. A quest\u00e3o, acrescentam, \u00e9 que ainda n\u00e3o se sabe como esses pagamentos ser\u00e3o tratados depois da reforma.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Maur\u00edcio Pacheco, s\u00f3cio da \u00e1rea transacional do Trench Rossi Watanabe, o sinal vermelho se acende para empresas que ter\u00e3o estoque de cr\u00e9ditos ap\u00f3s o per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o. \u201cO comprador n\u00e3o vai querer comprar algo que n\u00e3o sabe se poder\u00e1 usar\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Um cen\u00e1rio poss\u00edvel, afirma o advogado, \u00e9 o vendedor tentar prever em contrato a obriga\u00e7\u00e3o de o comprador mover a\u00e7\u00e3o judicial para usar cr\u00e9ditos de ICMS homologados, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>Bruno Marques Santo e Milton Schivitaro, do Finocchio &amp; Ustra, observam a reforma tribut\u00e1ria como mais um elemento para as negocia\u00e7\u00f5es, ao lado de proje\u00e7\u00f5es financeiras e de atingimento de metas comerciais. \u201cIsso deve entrar nas negocia\u00e7\u00f5es conforme a proposta avance no Legislativo e se torne mais tang\u00edvel\u201d, afirma Schivitaro.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com eles, diante das atuais incertezas, pode ser estrat\u00e9gico nas transa\u00e7\u00f5es negociar cl\u00e1usulas contratuais de pre\u00e7os contingentes atrelados \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o da reforma tribut\u00e1ria, ou aos impactos financeiros efetivos posteriores \u00e0s mudan\u00e7as tribut\u00e1rias para a adquirida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 poss\u00edvel, por exemplo, fechar um pre\u00e7o e, passada a reforma, pagar um valor adicional caso seja empresa de um setor para quem as mudan\u00e7as sejam positivas\u201d, diz Santo.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Paulo Duarte, s\u00f3cio da \u00e1rea tribut\u00e1ria do Stocche Forbes, a simplifica\u00e7\u00e3o prometida com a aprova\u00e7\u00e3o da reforma pode impactar vendas de ativos e reestrutura\u00e7\u00f5es internas de empresas. \u201cCom o IBS n\u00e3o vai fazer mais sentido, do ponto de vista fiscal, ter uma segrega\u00e7\u00e3o de estrutura pesada. Isso tende a acabar\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A segrega\u00e7\u00e3o de atividades de uma empresa, explica, \u00e9 motivada pelas regras atuais. Alguns tributos, por serem cumulativos, seguem regimes especiais de recolhimento, como de monofasia ou substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria ou, ainda, incidem apenas em uma parte da cadeia econ\u00f4mica. \u00c9 ainda motivada por ac\u00famulo de cr\u00e9dito ou por benef\u00edcios fiscais de ICMS concedidos por Estados.<\/p>\n\n\n\n<p>Flavio Meyer, s\u00f3cio respons\u00e1vel pela \u00e1rea de M&amp;A da mesma banca, lembra que atualmente existem muitos centros de distribui\u00e7\u00e3o longe do polo consumidor porque custa menos do ponto de vista fiscal. \u201cA reforma tende a expurgar o fator fiscal da equa\u00e7\u00e3o, deixa de ser determinante para alocar estruturas que fa\u00e7am mais sentido do ponto de vista do neg\u00f3cio\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Muito embora especialistas afirmem que a reforma tribut\u00e1ria v\u00e1 desonerar cadeias de produ\u00e7\u00e3o, transformar pre\u00e7os e custos, al\u00e9m de previs\u00f5es de fluxo de caixa em todos os setores, a proposta n\u00e3o tem repercutido decisivamente para o volume de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA reforma sobre o consumo, sozinha, n\u00e3o motiva investimento. Precisamos ver como ser\u00e1 a tributa\u00e7\u00e3o da renda, causa de grande sensibilidade no mercado. Quem est\u00e1 otimista [com a PEC 45] n\u00e3o est\u00e1 tomando decis\u00f5es com base nisso\u201d, diz Romero Tavares, s\u00f3cio da PwC Brasil na \u00e1rea de tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente, as transa\u00e7\u00f5es de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es est\u00e3o em baixa. A expectativa \u00e9 que o ano encerre abaixo do total movimentado em 2022, tamb\u00e9m considerado fraco.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com dados da TTR Data, as negocia\u00e7\u00f5es atingiram R$ 91,4 bilh\u00f5es, com 868 opera\u00e7\u00f5es, no primeiro semestre &#8211; recuo de 44,16% em valor negociado e 33,79% no n\u00famero de transa\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas os dados s\u00e3o justificados mais por quest\u00f5es econ\u00f4micas do que tribut\u00e1rias, segundo Leonardo Dell&#8217;Oso, s\u00f3cio da PwC na \u00c1rea de Fus\u00f5es e Aquisi\u00e7\u00f5es. \u201cTaxa de juros muito alta inibe opera\u00e7\u00f5es de M&amp;A\u201d, diz ele, acrescentando que as contas p\u00fablicas e incertezas sobre tributa\u00e7\u00e3o de lucros e dividendos s\u00e3o pontos de desest\u00edmulo para investidor.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/09\/reforma-impacta-operacoes-de-fusao-e-aquisicao.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/09\/reforma-impacta-operacoes-de-fusao-e-aquisicao.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Relator da reforma tribut\u00e1ria deve apresentar parecer em duas semanas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 10\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O relator da reforma tribut\u00e1ria no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), anunciou nessa ter\u00e7a-feira (7) um novo calend\u00e1rio que prev\u00ea a vota\u00e7\u00e3o da mat\u00e9ria para daqui a um m\u00eas. O parlamentar acertou com os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ), Davi Alcolumbre (Uni\u00e3o-AP), a apresenta\u00e7\u00e3o do seu parecer no dia 24. A previs\u00e3o \u00e9 que a proposta seja apreciada duas semanas depois.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cFicou acertado o dia 24 para a apresenta\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio na CCJ. Como tem o feriado [de 2 de novembro], acaba votando no dia 7 e vai para o plen\u00e1rio [nos dias] 7, 8 e 9\u201d, afirmou Braga.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s sofrer um acidente no fim de agosto, o senador tem se queixado de fortes dores no joelho, mas diz que far\u00e1 um esfor\u00e7o para apresentar o relat\u00f3rio o quanto antes. Ele conta com o apoio do Minist\u00e9rio da Fazenda na tarefa. Nessa ter\u00e7a, t\u00e9cnicos do gabinete de Braga estiveram reunidos com o secret\u00e1rio extraordin\u00e1rio da reforma tribut\u00e1ria da pasta, Bernard Appy.<\/p>\n\n\n\n<p>Como mostrou o Valor, Appy foi cobrado por parlamentares, h\u00e1 um m\u00eas, a participar mais das discuss\u00f5es para destravar a reforma no Senado. H\u00e1 expectativa de que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fa\u00e7a o mesmo a partir da pr\u00f3xima semana.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator afirmou que seu parecer ir\u00e1 alterar a formata\u00e7\u00e3o do Conselho Federativo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vers\u00e3o que veio da C\u00e2mara. Segundo ele, o \u00f3rg\u00e3o atuar\u00e1 como um comit\u00ea gestor de arrecada\u00e7\u00e3o, mudando inclusive o nome. \u201cA distribui\u00e7\u00e3o ser\u00e1 por comando, uma regra de algoritmo que ser\u00e1 estabelecida na emenda constitucional&#8221;, disse o relator.<\/p>\n\n\n\n<p>Braga deixou claro que pretende retirar o car\u00e1ter deliberativo do \u00f3rg\u00e3o a respeito da Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS) e do Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS), que formam o chamado IVA dual. Essa \u00e9 uma das principais queixas dos senadores. &#8220;Foi dado ao conselho iniciativa de compet\u00eancia legislativa sobre os tributos do CBS e do IBS. Acho que essa compet\u00eancia n\u00e3o \u00e9 do conselho. \u00c9 da Uni\u00e3o, Estados e munic\u00edpios.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Para Braga, a altera\u00e7\u00e3o simplifica e tira do comit\u00ea gestor eventuais disputas pol\u00edticas.<\/p>\n\n\n\n<p>Braga recebeu nessa ter\u00e7a-feira os governadores Eduardo Leite (PSDB), do Rio Grande do Sul; Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina; Ratinho Jr (PSD), do Paran\u00e1; e Eduardo Riedel (PSDB), do Mato Grosso do Sul. Aumentar os recursos previstos para o Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR) de R$ 40 milh\u00f5es para R$ 80 milh\u00f5es foi o principal pleito do grupo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cH\u00e1 que se buscar financiamento para ampliar este fundo, o que pode ser de R$ 40 para R$ 80 bilh\u00f5es. Entendemos que \u00e9 poss\u00edvel buscar fontes de financiamento para um fundo ampliado\u201d, defendeu Leite.<\/p>\n\n\n\n<p>Braga sinalizou que vai acolher a demanda, mas ponderou que \u00e9 preciso alinhar os detalhes com a Fazenda. &#8220;\u00c9 claro que ele [fundo] precisa ser robusto. Eu defendo [o aumento].\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/10\/10\/eduardo-braga-preve-votar-reforma-tributaria-em-comissao-no-senado-em-7-de-novembro.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/10\/10\/eduardo-braga-preve-votar-reforma-tributaria-em-comissao-no-senado-em-7-de-novembro.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita publica Instru\u00e7\u00e3o Normativa que muda regras para Dirf; entenda<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A Receita Federal publicou uma instru\u00e7\u00e3o normativa nesta ter\u00e7a-feira (10) que muda regras para a emiss\u00e3o da Declara\u00e7\u00e3o do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (Dirf) para as fontes pagadoras a partir de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>A Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 2.163\/2023 revoga o par\u00e1grafo da instru\u00e7\u00e3o anterior, de n\u00ba 2.043, de 12 de agosto de 2021, que dispensava a apresenta\u00e7\u00e3o da Dirf pelos sujeitos passivos (contribuintes), imunes ou isentos. Agora, a Dirf foi substitu\u00edda por outros tr\u00eas registros cont\u00e1beis. S\u00e3o eles:<\/p>\n\n\n\n<p>Eventos da s\u00e9rie R-4000 da EFD-Reinf (referente aos seguintes tributos: IR, CSLL, COFINS e PIS\/PASEP);<\/p>\n\n\n\n<p>Evento S-1210 do eSocial (pagamentos referentes aos rendimentos advindos do trabalho, com ou sem v\u00ednculo empregat\u00edcio, e o pagamento de Participa\u00e7\u00e3o nos Lucros ou Resultados (PLR) entre a empresa que est\u00e1 declarando e seus empregados);<\/p>\n\n\n\n<p>Evento S-25 do eSocial (valores de IR e das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias que incidem sobre os valores descritos em decis\u00f5es judiciais condenat\u00f3rias ou decis\u00f5es judiciais que homologam acordos celebrados perante a Justi\u00e7a&nbsp;Trabalhista).<\/p>\n\n\n\n<p>Essas mudan\u00e7as, segundo Hugo Nakashoji, advogado tribut\u00e1rio do escrit\u00f3rio Martins Cardozo Advogados Associados, podem ter tido a inten\u00e7\u00e3o de aumentar a fiscaliza\u00e7\u00e3o das escritura\u00e7\u00f5es cont\u00e1beis entregues pelos contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, o prazo para a entrega da documenta\u00e7\u00e3o cont\u00e1bil tamb\u00e9m foi alterada. Antes, a transmiss\u00e3o da EFD-Reinf deveria ser antecipada em casos em que o \u00faltimo dia do prazo n\u00e3o fosse dia \u00fatil. Agora, nessas situa\u00e7\u00f5es, o prazo \u00e9 postergado para o primeiro dia \u00fatil subsequente.<\/p>\n\n\n\n<p>Veja abaixo a Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 2.163\/2023 na \u00edntegra:<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 1\u00ba A Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 2.043, de 12 de agosto de 2021, passa a vigorar com as seguintes altera\u00e7\u00f5es:<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Art. 3\u00ba &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 1\u00ba A Declara\u00e7\u00e3o do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte &#8211; Dirf de que trata a Instru\u00e7\u00e3o Normativa RFB n\u00ba 1.990, de 2020, ser\u00e1 substitu\u00edda, em rela\u00e7\u00e3o aos fatos ocorridos a partir de 1\u00ba de janeiro de 2024:<\/p>\n\n\n\n<p>1.pelos eventos da s\u00e9rie R-4000 da EFD-Reinf;<\/p>\n\n\n\n<p>2.pelo evento S-1210 do Sistema Simplificado de Escritura\u00e7\u00e3o Digital de Obriga\u00e7\u00f5es Previdenci\u00e1rias, Trabalhistas e Fiscais &#8211; eSocial e pelos demais eventos por ele referenciados; e<\/p>\n\n\n\n<p>3.pelo evento S-2501 do eSocial.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba A pessoa jur\u00eddica que receber de outras pessoas jur\u00eddicas import\u00e2ncias a t\u00edtulo de comiss\u00f5es e corretagens relacionadas na 1203393671 Instru\u00e7\u00e3o Normativa SRF n\u00ba 153, de 5 de novembro de 1987, fica obrigada, a partir de 1\u00ba de janeiro de 2024, a prestar as respectivas informa\u00e7\u00f5es de rendimentos e reten\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias por meio do evento R-4080 d a EFD-Reinf.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 4\u00ba A pessoa jur\u00eddica que tenha pagado a outras pessoas jur\u00eddicas as import\u00e2ncias a que se refere o \u00a7 3\u00ba fica dispensada de prestar as respectivas informa\u00e7\u00f5es \u00e0 Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;1203393671<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 5\u00ba &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba Os sujeitos passivos que optaram pela utiliza\u00e7\u00e3o 1203393671 do eSocial nos termos do disposto no \u00a7 3\u00ba do art. 2\u00ba da Resolu\u00e7\u00e3o do Comit\u00ea Diretivo do eSocial n\u00ba 2, de 30 de agosto de 2016, ainda que imunes ou isentos, devem aprese ntar a EFD-Reinf em conformidade com o disposto no inciso I do caput.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Art. 6\u00ba &#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 2\u00ba O prazo a que se refere o caput ser\u00e1 postergado para o primeiro dia \u00fatil subsequente ao dia 15 (quinze), quando este cair em dia n\u00e3o \u00fatil para fins fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00a7 3\u00ba O prazo para apresenta\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es de rendimentos relativos a lucros e dividendos, quando isentos de reten\u00e7\u00e3o de imposto incidente sobre a renda, fica prorrogado para at\u00e9 o dia 15 (quinze) do segundo m\u00eas subsequente ao trimestre correspondente, observado o disposto no \u00a7 2\u00ba.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Art. 2\u00ba Esta Instru\u00e7\u00e3o Normativa entra em vigor na data de sua publica\u00e7\u00e3o no Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/11\/receita-publica-instrucao-normativa-2163-que-muda-regras-para-dirf-entenda.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/11\/receita-publica-instrucao-normativa-2163-que-muda-regras-para-dirf-entenda.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>O STJ garantir\u00e1 a abrang\u00eancia do Perse<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A abrang\u00eancia da al\u00edquota zero dos tributos federais referentes ao benef\u00edcio fiscal do Perse ser\u00e1 garantida pela consistente jurisprud\u00eancia do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) envolvendo os artigos 111 e 178 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN).<\/p>\n\n\n\n<p>Os obst\u00e1culos criados pelo Poder Executivo ao fiel cumprimento da lei do Perse s\u00e3o: i) a Portaria ME n\u00ba 7.163\/21 omitiu CNAEs de v\u00e1rias atividades indiretas de eventos e turismo e exigiu para muitas o registro pr\u00e9vio no Cadastur; ii) a Instru\u00e7\u00e3o Normativa n\u00ba 2.114\/22 determinou a aplica\u00e7\u00e3o proporcional da al\u00edquota zero para empresas que atuam simultaneamente em setores n\u00e3o abarcados pelo Perse; iii) a Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 1.147\/22, convertida na Lei n\u00ba 14.592\/23, excluiu a maioria dos CNAEs antes listados, vedou os cr\u00e9ditos de PIS e Cofins e ainda imp\u00f4s a proporcionalidade do benef\u00edcio.<\/p>\n\n\n\n<p>As inst\u00e2ncias inferiores do Poder Judici\u00e1rio mostram-se divididas. As diversas decis\u00f5es favor\u00e1veis fazem valer o texto da lei, j\u00e1 as justificativas das decis\u00f5es desfavor\u00e1veis s\u00e3o: i) a inscri\u00e7\u00e3o pr\u00e9via no Cadastur identifica bem as empresas tur\u00edsticas; ii) a aplica\u00e7\u00e3o proporcional \u00e9 coerente com o esp\u00edrito da lei; iii) o Minist\u00e9rio da Economia tinha autonomia para selecionar as atividades beneficiadas; iv) e o Perse n\u00e3o \u00e9 um benef\u00edcio fiscal condicionado.<\/p>\n\n\n\n<p>Os fundamentos acima, no nosso modesto entender, aplicam de maneira indevida a literalidade preconizada no artigo 111 \u00e0s normas regulamentadoras ilegalmente restritivas e n\u00e3o a pr\u00f3pria Lei n\u00ba 14.148\/21. No tocante ao artigo 178, as poucas decis\u00f5es contr\u00e1rias ignoram que o Perse condiciona que a empresa j\u00e1 estivesse em atividade antes da pandemia e que n\u00e3o tenha sucumbido \u00e0 ela.<\/p>\n\n\n\n<p>O cen\u00e1rio acima exige um levantamento detalhado de como o STJ vem se posicionando nas \u00faltimas d\u00e9cadas quanto aos artigos 111 e 178, e o resultado n\u00e3o poderia ser melhor para os contribuintes.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o literal dos benef\u00edcios fiscais, segregamos as jurisprud\u00eancias entre as que examinam situa\u00e7\u00f5es de contribuintes que pleiteiam, por analogia ou isonomia, um benef\u00edcio cuja lei n\u00e3o os contempla explicitamente, e aquelas em que a lei inclui contribuintes num benef\u00edcio e ato regulamentador subsequente tenta os excluir.<\/p>\n\n\n\n<p>O primeiro grupo envolve grande parte dos julgados e os resultados s\u00e3o praticamente un\u00e2nimes contra os contribuintes. Como exemplo, temos o contribuinte que teve negado o benef\u00edcio de isen\u00e7\u00e3o de IRPF sobre sua aposentadoria por defici\u00eancia auditiva plena em ambos os ouvidos porque a surdez n\u00e3o est\u00e1 relacionada como doen\u00e7a incapacitante na lei espec\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o outro conjunto de decis\u00f5es, onde se enquadraria a situa\u00e7\u00e3o do Perse, \u00e9 composto de cinco casos relevantes e todos favor\u00e1veis aos contribuintes: a) o contribuinte que confirmou a isen\u00e7\u00e3o de IRPF sobre sua aposentadoria por ser deficiente visual de apenas uma vista, j\u00e1 que a lei incluiu a cegueira sem especificar se teria que ser bilateral; b) custo do im\u00f3vel como o declarado de mercado pelo contribuinte em 1992, mesmo feito com atraso; c) isen\u00e7\u00e3o de AFRMM em embarque ou desembarque em porto do Nordeste, mesmo para empresas de outras regi\u00f5es; d) a legalidade do cr\u00e9dito presumido de IPI para empresas exportadoras sobre insumos adquiridos de pessoas f\u00edsicas, mesmo sem a incid\u00eancia de PIS e Cofins; e) reembolsos de gastos m\u00e9dicos com terceiros exclu\u00eddos da base do PIS por cooperativa de sa\u00fade, mesmo n\u00e3o sendo sua receita.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto aos precedentes do STJ sobre interrup\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios condicionados e por prazo certo, tamb\u00e9m se identificam cinco casos relevantes, todos favor\u00e1veis ao contribuinte: a) se cumprida a condi\u00e7\u00e3o de perman\u00eancia por cinco anos, a venda de a\u00e7\u00f5es estar\u00e1 isenta de IRPF, mesmo que a posteriori; b) o FEEF \u00e9 legal, pois os 10% de recolhimento sobre os ganhos de benef\u00edcios ser\u00e3o devolvidos sob forma de prorroga\u00e7\u00e3o de seus prazos; c) os benef\u00edcios da Sudene t\u00eam seus prazos contados do investimento e n\u00e3o da portaria de concess\u00e3o; d) o benef\u00edcio de al\u00edquota zero de PIS e Cofins do programa de inclus\u00e3o digital \u00e9 condicional por exigir a manuten\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o no varejo; e) com a condi\u00e7\u00e3o de incremento de exporta\u00e7\u00e3o atingida antes da revoga\u00e7\u00e3o da isen\u00e7\u00e3o do IPI, a mesma vale at\u00e9 o final.<\/p>\n\n\n\n<p>Sendo un\u00e2nime sua jurisprud\u00eancia, configura-se bastante improv\u00e1vel que, ao julgar as a\u00e7\u00f5es do Perse, o STJ venha a aceitar que a literalidade seja aplicada a atos regulamentadores contr\u00e1rios ao disposto na Lei n\u00ba 14.148, sobretudo pelo fato de que a inclus\u00e3o de todo universo do turismo, a aplica\u00e7\u00e3o da al\u00edquota zero sobre todo o resultado\/receitas e extens\u00e3o do benef\u00edcio a todos participantes das cadeias de valor foram altera\u00e7\u00f5es conscientes realizadas no texto original durante o tr\u00e2mite na C\u00e2mara e no Senado e ratificadas quando da derrubada do veto.<\/p>\n\n\n\n<p>Do mesmo modo, n\u00e3o se vislumbra a possibilidade de que o Perse n\u00e3o seja visto pelo STJ como um benef\u00edcio fiscal condicionado ou oneroso.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m do que seria catastr\u00f3fico para o caixa do governo se a literalidade n\u00e3o prevalecer, pois significar\u00e1 que in\u00fameros setores importantes tamb\u00e9m severamente prejudicados &#8211; como com\u00e9rcio varejista, petr\u00f3leo e g\u00e1s , refinarias, montadoras de ve\u00edculos, meios de pagamento, autope\u00e7as, confec\u00e7\u00f5es, hospitais, transporte de passageiros, ind\u00fastria de cal\u00e7ados e servi\u00e7os profissionais &#8211; teriam direito aos cinco anos sem tributos federais, pois a interpreta\u00e7\u00e3o n\u00e3o literal poderia levar \u00e0 conclus\u00e3o de que os segmentos de eventos e turismo seriam apenas exemplificativos dos ramos a serem apoiados por perdas provocadas pela pandemia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ilan Gorin e Alexandre Christof Gorin s\u00e3o s\u00f3cios da Gorin Advocacia<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/o-stj-garantira-a-abrangencia-do-perse.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/coluna\/o-stj-garantira-a-abrangencia-do-perse.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Imposto de Renda: isen\u00e7\u00e3o sobre a PLR avan\u00e7a na C\u00e2mara; veja o que voc\u00ea precisa saber<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O deputado federal Luiz Carlos Motta (PL-SP), relator do Projeto de Lei n\u00ba 581\/2019 na Comiss\u00e3o de Trabalho da C\u00e2mara dos Deputados, deu parecer favor\u00e1vel \u00e0 proposta que isenta os valores recebidos por meio da Participa\u00e7\u00e3o nos Lucros e Resultados (PLR) do Imposto de Renda (IR). Na vis\u00e3o do parlamentar, a iniciativa deve beneficiar ainda mais os trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<p>O PL, de autoria do senador Alvaro Dias (Podemos-PR), prop\u00f5e altera\u00e7\u00f5es na Lei n\u00ba 10.101\/2000, para conceder o mesmo tratamento fiscal aos trabalhadores nos lucros e resultados que s\u00f3cios e acionistas das empresas t\u00eam na distribui\u00e7\u00e3o de lucros ou dividendos.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta foi distribu\u00edda para an\u00e1lise em diferentes comiss\u00f5es da C\u00e2mara e agora est\u00e1 na Comiss\u00e3o de Trabalho. Se convertida em lei, a participa\u00e7\u00e3o nos lucros ou resultados, independentemente da remunera\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 isenta de tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cDestacamos que a participa\u00e7\u00e3o nos lucros ou resultados da empresa, desvinculada da remunera\u00e7\u00e3o, \u00e9 um direito dos trabalhadores urbanos e rurais consagrado na Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988\u201d, afirmou o deputado em seu parecer. \u201cNos compete lhes conferir a maior efetividade poss\u00edvel. Consideramos a proposta muit\u00edssimo merit\u00f3ria, motivo pelo qual votamos pela aprova\u00e7\u00e3o do projeto\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Tributa\u00e7\u00e3o atual sobre PLR<\/p>\n\n\n\n<p>A legisla\u00e7\u00e3o atual prev\u00ea isen\u00e7\u00e3o para valores de at\u00e9 R$ 6.677,55 por ano e tributa\u00e7\u00e3o de 7,5% a 27,5% para valores acima dessa faixa.<\/p>\n\n\n\n<p>Tiago Sbardelotto, economista da XP, ressalta em relat\u00f3rio que, considerando dados do governo do ano-base 2020, aproximadamente 60% dos rendimentos estavam contemplados na faixa de isen\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm 2022, isso correspondeu a uma redu\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o da ordem de R$ 3 bilh\u00f5es. Em uma an\u00e1lise preliminar, considerando a distribui\u00e7\u00e3o dos rendimentos com PLR no Imposto de Renda, avaliamos que a isen\u00e7\u00e3o total teria um potencial de levar a uma perda de arrecada\u00e7\u00e3o de aproximadamente R$ 7 bilh\u00f5es em 2024\u2033, afirma Sbardelotto em sua an\u00e1lise. \u201cOu seja, haveria uma perda adicional de aproximadamente R$ 4 bilh\u00f5es com a medida em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o atual\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O economista da XP destaca tamb\u00e9m que a isen\u00e7\u00e3o sobre a PLR \u201celevaria a necessidade de medidas compensat\u00f3rias para atingir a meta de resultado prim\u00e1rio neutro em 2024\u201d e sugere que \u00e9 mais prov\u00e1vel que ela \u201cseja discutida apenas em eventual reforma do IR\u201c. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.infomoney.com.br\/minhas-financas\/isencao-de-imposto-de-renda-sobre-a-plr-recebe-parecer-favoravel-na-camera-o-que-voce-precisa-saber\/\">https:\/\/www.infomoney.com.br\/minhas-financas\/isencao-de-imposto-de-renda-sobre-a-plr-recebe-parecer-favoravel-na-camera-o-que-voce-precisa-saber\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Receita Federal amplia divulga\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias vinculantes<\/strong><br>Data: 13\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Entendimentos vinculantes decorrentes do julgamento de A\u00e7\u00f5es Diretas de Inconstitucionalidade pelo STF agora podem ser consultados no s\u00edtio da RFB na internet.<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro semestre deste ano, a Receita Federal criou uma \u00e1rea espec\u00edfica em seu s\u00edtio eletr\u00f4nico para divulgar interpreta\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias vinculantes relacionadas aos tributos que administra \u2013 tamb\u00e9m conhecida como jurisprud\u00eancia vinculante \u2013 que devem ser observadas pelo \u00f3rg\u00e3o em sua atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Foram disponibilizados, no in\u00edcio, entendimentos confirmados por meio de S\u00famulas Vinculantes do Supremo Tribunal Federal (STF), julgamentos de temas sob o rito da repercuss\u00e3o geral pelo STF e sob o rito dos recursos repetitivos pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), S\u00famulas Vinculantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), Atos Declarat\u00f3rios da Procuradoria-Geral da Fazenda (PGFN) e Pareceres vinculantes da PGFN, al\u00e9m de Solu\u00e7\u00f5es de Consulta e de Diverg\u00eancia elaboradas pela pr\u00f3pria Receita Federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesta nova fase, informa\u00e7\u00f5es sobre dezenas de entendimentos vinculantes decorrentes de A\u00e7\u00f5es Diretas de Inconstitucionalidade (ADI) julgadas pelo STF nos \u00faltimos vinte anos foram adicionadas ao s\u00edtio da Receita Federal na internet.<\/p>\n\n\n\n<p>Trata-se de julgamentos envolvendo diversos tributos administrados, como, por exemplo, a ADI n\u00ba 5.422, sobre a n\u00e3o incid\u00eancia de imposto de renda pessoa f\u00edsica (IRPF) sobre valores percebidos a t\u00edtulo de alimentos ou de pens\u00e3o aliment\u00edcia, e a ADI n\u00ba 4.101, sobre a institui\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas espec\u00edficas de Contribui\u00e7\u00e3o Social sobre Lucro L\u00edquido (CSLL) para institui\u00e7\u00f5es financeiras e equiparadas, dentre muitas outras.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a facilita\u00e7\u00e3o do acesso do contribuinte \u00e0 denominada jurisprud\u00eancia vinculante, a Receita Federal busca melhor orient\u00e1-lo e, assim, contribuir para que exer\u00e7a seus direitos e deveres de forma segura, r\u00e1pida e previs\u00edvel, em um ambiente de maior seguran\u00e7a jur\u00eddica, confian\u00e7a, transpar\u00eancia, igualdade, menor litigiosidade e adequado equil\u00edbrio concorrencial, gerando benef\u00edcios para toda a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/acesso-a-informacao\/legislacao\/jurisprudencia-vinculante\">https:\/\/www.gov.br\/receitafederal\/pt-br\/acesso-a-informacao\/legislacao\/jurisprudencia-vinculante<\/a><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-sistema-fenacon wp-block-embed-sistema-fenacon\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"pkbNQy4TwW\"><a href=\"https:\/\/fenacon.org.br\/noticias\/receita-federal-amplia-divulgacao-de-interpretacoes-tributarias-vinculantes\/\">Receita Federal amplia divulga\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias vinculantes<\/a><\/blockquote><iframe class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" title=\"&#8220;Receita Federal amplia divulga\u00e7\u00e3o de interpreta\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias vinculantes&#8221; &#8212; Sistema FENACON\" src=\"https:\/\/fenacon.org.br\/noticias\/receita-federal-amplia-divulgacao-de-interpretacoes-tributarias-vinculantes\/embed\/#?secret=6oLIRazWJs#?secret=pkbNQy4TwW\" data-secret=\"pkbNQy4TwW\" width=\"600\" height=\"338\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>STF analisar\u00e1 contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre sal\u00e1rio-maternidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>STF discutir\u00e1 a constitucionalidade de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria a cargo da empregada sobre o sal\u00e1rio-maternidade pago pela Previd\u00eancia Social. A mat\u00e9ria, tratada no RE 1.455.643, teve repercuss\u00e3o geral reconhecida por unanimidade pela Corte (Tema 1.274).<\/p>\n\n\n\n<p>Inicialmente, a 1\u00aa vara Federal de Jaragu\u00e1 do Sul\/SC julgou o pedido da contribuinte improcedente, por entender que o caso era distinto do tratado pelo STF no RE 576.967, em que foi declarada inconstitucional a cobran\u00e7a da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria patronal sobre o sal\u00e1rio-maternidade (Tema 72).<\/p>\n\n\n\n<p>Essa decis\u00e3o, por\u00e9m, foi modificada pela 3\u00aa turma recursal Federal em Santa Catarina em favor da contribuinte e contra a Uni\u00e3o, condenada a restituir os valores recolhidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Base de c\u00e1lculo<\/p>\n\n\n\n<p>No RE apresentado ao Supremo, a Uni\u00e3o argumenta, entre outros pontos, que os ganhos dos empregados devem ser inclu\u00eddos na base de c\u00e1lculo das contribui\u00e7\u00f5es previdenci\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m sustenta que, ao se desonerar a empregada da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria sobre o sal\u00e1rio-maternidade, esse tempo deixar\u00e1 de contar para fins de aposentadoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Repercuss\u00e3o geral<\/p>\n\n\n\n<p>Ao se manifestar pela repercuss\u00e3o geral, a relatora, ministra Rosa Weber (atualmente aposentada), considerou que o caso tem acentuada repercuss\u00e3o jur\u00eddica, social e econ\u00f4mica, e lembrou que h\u00e1 pelo menos 83 processos no Supremo acerca do tema.<\/p>\n\n\n\n<p>Ela explicou que a mat\u00e9ria envolve o custeio da seguridade social, o equil\u00edbrio atuarial e financeiro do fundo previdenci\u00e1rio e a compatibilidade da contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria a cargo da empregada com o entendimento firmado pelo STF em precedente vinculante.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo: RE 1.455.643<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/395324\/stf-analisara-contribuicao-previdenciaria-sobre-salario-maternidade\">https:\/\/www.migalhas.com.br\/quentes\/395324\/stf-analisara-contribuicao-previdenciaria-sobre-salario-maternidade<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cade tenta acelerar julgamentos antes que a pauta fique travada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Com o atraso do governo do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) em enviar ao Senado quatro nomes para o tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econ\u00f4mica (Cade), o \u00f3rg\u00e3o tenta acelerar a realiza\u00e7\u00e3o de importantes julgamentos este m\u00eas. Isso porque, a partir de novembro, como n\u00e3o haver\u00e1 mais qu\u00f3rum m\u00ednimo de conselheiros para a an\u00e1lise de opera\u00e7\u00f5es societ\u00e1rias milion\u00e1rias e processos administrativos sobre infra\u00e7\u00f5es ao direito da concorr\u00eancia, a pauta do Cade ficar\u00e1 paralisada.<\/p>\n\n\n\n<p>Frente a esse cen\u00e1rio, os atuais membros do Cade tentam agilizar, por exemplo, a aprecia\u00e7\u00e3o da aquisi\u00e7\u00e3o da planta da Trevo Industrial de Acartonados S.A., de fabrica\u00e7\u00e3o de placas de gesso drywall, pela Knauf do Brasil. Recentemente, a Superintend\u00eancia-Geral do Cade sugeriu a reprova\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio por problemas concorrenciais. Caber\u00e1 ao tribunal definir o caso.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo processos em andamento na \u00e1rea t\u00e9cnica do Cade ficar\u00e3o paralisados sem o qu\u00f3rum m\u00ednimo. Isso acontece porque at\u00e9 as opera\u00e7\u00f5es consideradas \u201cmais f\u00e1ceis\u201d podem ser analisadas pelo tribunal, caso algum conselheiro queira rever o trabalho da Superintend\u00eancia-Geral. Por isso, especialistas tamb\u00e9m apontam impacto na an\u00e1lise da compra bilion\u00e1ria de de frigor\u00edficos da Marfrig pela Minerva e da fus\u00e3o entre Bunge e Viterra, ambas do setor do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n\n\n\n<p>O governo tem que enviar os quatro nomes para o Cade porque, com o fim do mandato de quatro conselheiros, a autarquia vinculada ao Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a ter\u00e1 somente tr\u00eas membros no tribunal, no in\u00edcio de novembro. Segundo o regimento interno do Cade, no m\u00ednimo quatro conselheiros devem analisar processos em plen\u00e1rio &#8211; o tribunal \u00e9 composto por sete membros.<\/p>\n\n\n\n<p>At\u00e9 a segunda-feira passada, deixaram o \u00f3rg\u00e3o os conselheiros Sergio Ravagnani, Lenisa Prado e Luiz Hoffmann. Para o in\u00edcio de novembro, est\u00e1 prevista a sa\u00edda de Lu\u00eds Braido.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois que Lula encaminhar os nomes dos novos conselheiros ao Senado, eles ser\u00e3o sabatinados pela Comiss\u00e3o de Assuntos Econ\u00f4micos (CAE) da casa legislativa. Se aprovados, passam pela an\u00e1lise do plen\u00e1rio. Uma das travas \u00e0 escolha \u00e9 que o Poder Legislativo tentaria indicar dois nomes, contrariando o Executivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Recentemente, o Valor mostrou que sete profissionais disputam as vagas: Mario Macieira (advogado), Camila Cabral (economista), Lauro Seixas (advogado), Diogo Thompson (hoje superintendente-adjunto), Carlos Jacques (consultor do Senado), Celso de Barros Correia Neto (diretor-geral da C\u00e2mara) e Silvia Fag\u00e1 (economista) s\u00e3o os principais nomes.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa n\u00e3o \u00e9 a primeira vez que essa situa\u00e7\u00e3o acontece. Em 2019, um impasse pol\u00edtico semelhante paralisou o Cade por tr\u00eas meses. O mesmo tamb\u00e9m j\u00e1 ocorreu nos anos de 2015 e 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm um momento em que a economia precisa de investimentos e neg\u00f3cios, a paralisa\u00e7\u00e3o do Cade, \u00f3rg\u00e3o que aprova opera\u00e7\u00f5es relevantes no Brasil, \u00e9 algo preocupante\u201d, alerta Joyce Honda, s\u00f3cia da \u00e1rea de antitruste e concorrencial do escrit\u00f3rio Cescon Barrieu Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o advogado Bruno Drago, presidente do Instituto Brasileiro de Estudos de Concorr\u00eancia (Ibrac), a falta de qu\u00f3rum pode at\u00e9 levar \u00e0 judicializa\u00e7\u00e3o por parte de empresas que precisam fechar alguma opera\u00e7\u00e3o. O instituto vem alertando o Congresso Nacional e o Poder Executivo sobre o risco do \u201capag\u00e3o\u201d, segundo o advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso gera inseguran\u00e7a no mercado\u201d, diz Drago. \u201cTem opera\u00e7\u00f5es em que a inje\u00e7\u00e3o de capital \u00e9 necess\u00e1ria para a empresa em dificuldade. H\u00e1 risco de uma s\u00e9rie de efeitos prejudiciais \u00e0 economia de forma geral\u201d, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Na mesma linha avalia Eric Jasper, s\u00f3cio de direito econ\u00f4mico do HD Advogados. \u201cAl\u00e9m de causar preju\u00edzo ao ambiente de neg\u00f3cios por suspender prazos e a tramita\u00e7\u00e3o de processos no tribunal, essa situa\u00e7\u00e3o poder\u00e1 reviver discuss\u00f5es sobre projetos que tratam do n\u00famero de conselheiros no Cade e da cria\u00e7\u00e3o da figura dos conselheiros substitutos\u201d, opinou, se referindo a propostas de reformula\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurado, o Cade n\u00e3o se manifestou sobre a falta de qu\u00f3rum diretamente. O conselho informou que a indica\u00e7\u00e3o dos nomes para as vagas de conselheiro \u00e9 realizada pelo presidente da Rep\u00fablica e, depois da escolha, \u00e9 feita ainda a sabatina pelo Senado. \u201cSe os nomes forem aprovados, o presidente da Rep\u00fablica nomeia os indicados\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/16\/cade-tenta-acelerar-julgamentos-antes-que-a-pauta-fique-travada.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/16\/cade-tenta-acelerar-julgamentos-antes-que-a-pauta-fique-travada.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Dezesseis Estados e DF elevam imposto para refor\u00e7ar caixa e de olho na reforma tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Dezesseis estados e o Distrito Federal elevaram a taxa padr\u00e3o que cobram no Imposto sobre Circula\u00e7\u00e3o de Mercadorias e Servi\u00e7os (ICMS) para este ano e para 2024, conforme aponta um levantamento do Comit\u00ea Nacional de Secret\u00e1rios de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).<\/p>\n\n\n\n<p>Doze entes federativos adotaram al\u00edquotas maiores j\u00e1 a partir deste ano, ap\u00f3s<\/p>\n\n\n\n<p>terem aprovado leis ainda em 2022. Em 2023, mais cinco projetos desse tipo<\/p>\n\n\n\n<p>passaram nas assembleias legislativas para aumentar o ICMS a partir de 2024.<\/p>\n\n\n\n<p>Os estados alegam que as eleva\u00e7\u00f5es s\u00e3o parte de uma compensa\u00e7\u00e3o em rea\u00e7\u00e3o \u00e0s medidas adotadas pelo governo federal em meados de 2022 para conter o pre\u00e7o dos combust\u00edveis, limitando a cobran\u00e7a do ICMS sobre gasolina, diesel e tamb\u00e9m sobre energia el\u00e9trica e telefonia.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, esse aumento da al\u00edquota ocorre tamb\u00e9m de olho na Reforma<\/p>\n\n\n\n<p>Tribut\u00e1ria, como uma forma de aumentar a base de c\u00e1lculo da divis\u00e3o de<\/p>\n\n\n\n<p>recursos entre estados na transi\u00e7\u00e3o entre o sistema de tributos atual e o novo.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso se a proposta de emenda \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o (PEC) tiver sua aprova\u00e7\u00e3o finalizada no Congresso.<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma tramita no Senado desde julho, quando foi aprovada na C\u00e2mara dos Deputados, mas h\u00e1 dificuldades para formar um consenso na Casa.<\/p>\n\n\n\n<p>Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o fiscal<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda no governo de Jair Bolsonaro, duas leis foram aprovadas para limitar o<\/p>\n\n\n\n<p>ICMS cobrado sobre combust\u00edveis, a conta de luz e os servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es, em meio \u00e0 escalada dos pre\u00e7os internacionais do petr\u00f3leo e \u00e0 campanha eleitoral para a Presid\u00eancia. Aqueles bens e servi\u00e7os passaram a ser considerados \u201cessenciais\u201d e foram enquadrados na al\u00edquota padr\u00e3o de cada estado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nas contas do Comsefaz, as limita\u00e7\u00f5es impostas em 2022 tiram, todos os anos, R$ 109 bilh\u00f5es de receita dos or\u00e7amentos de prefeituras e governos estaduais, disse o diretor institucional da entidade, Andr\u00e9 Horta:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Est\u00e1 todo mundo se virando. Quem ia fazer renova\u00e7\u00e3o de estradas n\u00e3o est\u00e1 fazendo, quem tinha planos de abrir hospital n\u00e3o abre. Toda uma s\u00e9rie de servi\u00e7os (p\u00fablicos) foi contingenciada.<\/p>\n\n\n\n<p>Um dos exemplos de estados que elevaram o ICMS \u00e9 Pernambuco, onde houve uma perda de arrecada\u00e7\u00e3o de R$ 1,7 bilh\u00e3o, apenas no ano passado, com as limita\u00e7\u00f5es do imposto estadual pela medida federal.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste ano, a queda nas receitas estava em R$ 636 milh\u00f5es. O governo pernambucano, ent\u00e3o, aprovou a eleva\u00e7\u00e3o da al\u00edquota padr\u00e3o do ICMS para<\/p>\n\n\n\n<p>20,5%, a partir de 2024, ante os 18% de hoje. A alta foi necess\u00e1ria para garantir o \u201crealinhamento da receita tribut\u00e1ria\u201d, justificou a Secretaria da Fazenda de Pernambuco.<\/p>\n\n\n\n<p>O Cear\u00e1 \u00e9 outro caso emblem\u00e1tico. Segundo o secret\u00e1rio da Fazenda do estado, Fabr\u00edzio Gomes Santos, o governo cearense experimentou uma perda de arrecada\u00e7\u00e3o de R$ 1,2 bilh\u00e3o apenas no segundo semestre do ano passado, por causa da limita\u00e7\u00e3o imposta pelo governo federal. Neste ano, no acumulado at\u00e9 agosto, a perda foi de R$ 1,4 bilh\u00e3o, na compara\u00e7\u00e3o com igual per\u00edodo de 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Diante dos n\u00fameros, o Cear\u00e1 resolveu elevar a taxa padr\u00e3o do ICMS. A al\u00edquota passar\u00e1 a 20%, a partir de 2024, ante os 18% de hoje. Para o secret\u00e1rio, n\u00e3o havia outra sa\u00edda, mesmo ap\u00f3s um corte de R$ 2 bilh\u00f5es nas despesas previstas para o Or\u00e7amento de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00edquota padr\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>A al\u00edquota padr\u00e3o do ICMS \u00e9 uma refer\u00eancia, cobrada sobre todas as mercadorias, mas cada estado possui uma s\u00e9rie de exce\u00e7\u00f5es, cobrando mais ou menos para uma s\u00e9rie de bens.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s a limita\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a do ICMS sobre combust\u00edveis, conta de luz e<\/p>\n\n\n\n<p>servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es, o Comsefaz fez um estudo para estimar a quanto a al\u00edquota padr\u00e3o de 20 estados precisaria subir para compensar as perdas.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o estudo, em torno de 35% da arrecada\u00e7\u00e3o m\u00e9dia desses estados<\/p>\n\n\n\n<p>vieram de mercadorias tributadas pela al\u00edquota padr\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Horta, do Comsefaz, ressaltou que nenhuma das 17 unidades da federa\u00e7\u00e3o que j\u00e1 decidiram por alguma eleva\u00e7\u00e3o no ICMS subiram a ponto de atingir o n\u00edvel sugerido no estudo da entidade, feito no fim do ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Gomes Santos, secret\u00e1rio do Cear\u00e1, cobra mais aten\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>fiscal dos estados:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 O governo federal tem que olhar para estados e munic\u00edpios pensando em<\/p>\n\n\n\n<p>como retornar \u00e0 capacidade arrecadat\u00f3ria que os estados tinham antes das leis<\/p>\n\n\n\n<p>complementares 192 e 194 (que limitaram o ICMS). Estamos entrando numa<\/p>\n\n\n\n<p>Reforma Tribut\u00e1ria com um patamar de arrecada\u00e7\u00e3o muito menor do que seria o ideal e do que eu teria n\u00e3o fossem essas leis federais aprovadas no governo passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de Cear\u00e1 e Pernambuco, Para\u00edba, Distrito Federal e Rond\u00f4nia aprovaram<\/p>\n\n\n\n<p>leis para subir o ICMS de refer\u00eancia a partir de 2024. No caso de Rond\u00f4nia, a aprova\u00e7\u00e3o da lei foi na ter\u00e7a-feira passada, segundo Horta, do Comsefaz.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 Rio Grande do Norte, que havia elevado a al\u00edquota padr\u00e3o a 20%, aprovou<\/p>\n\n\n\n<p>novo projeto de lei neste ano, retornando o percentual ao patamar de 2022, de 18%.<\/p>\n\n\n\n<p>As eleva\u00e7\u00f5es no ICMS tamb\u00e9m t\u00eam um olho na Reforma Tribut\u00e1ria porque a<\/p>\n\n\n\n<p>reparti\u00e7\u00e3o do futuro Imposto sobre Valor Agregado (IVA) entre os governos<\/p>\n\n\n\n<p>se dar\u00e1 com base na arrecada\u00e7\u00e3o m\u00e9dia verificada entre 2024 e 2028. Ou seja, os governos que aumentarem a arrecada\u00e7\u00e3o a partir do ano que vem teriam mais chances de ter uma fatia maior do bolo tribut\u00e1rio do futuro IVA.<\/p>\n\n\n\n<p>A reforma prev\u00ea a unifica\u00e7\u00e3o de cinco impostos no chamado IVA dual: o imposto estadual ICMS e o municipal ISS ser\u00e3o reunidos no Impostos sobre<\/p>\n\n\n\n<p>Bens e Servi\u00e7os (IBS), e tr\u00eas tributos federais formar\u00e3o a nova Contribui\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>sobre Bens e Servi\u00e7os (CBS).<\/p>\n\n\n\n<p>Horta, do Comsefaz, aposta que a regra de reparti\u00e7\u00e3o do futuro IVA acabar\u00e1<\/p>\n\n\n\n<p>modificada no Senado, onde tramita a PEC da reforma. Seria melhor, segundo<\/p>\n\n\n\n<p>o diretor da entidade, usar na reparti\u00e7\u00e3o alguma m\u00e9dia de arrecada\u00e7\u00e3o passada, preferencialmente de antes dos impactos da Covid-19 na economia e, portanto, da limita\u00e7\u00e3o ao ICMS imposta no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Giancarlo Chiapinotto, s\u00f3cio da PwC e especializado em tributa\u00e7\u00e3o, o<\/p>\n\n\n\n<p>movimento de eleva\u00e7\u00e3o de percentuais do ICMS pelos estados \u00e9 um exemplo<\/p>\n\n\n\n<p>de como algumas medidas que visam a determinado efeito, na teoria, acabam<\/p>\n\n\n\n<p>produzindo resultados diferentes, na pr\u00e1tica. No caso da Reforma Tribut\u00e1ria, a regra de reparti\u00e7\u00e3o do futuro IBS poder\u00e1 acabar incentivando um aumento na carga tribut\u00e1ria, que, conforme as inten\u00e7\u00f5es declaradas do governo federal, n\u00e3o \u00e9 o objetivo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Na teoria, parece f\u00e1cil, mas quando vamos colocar em pr\u00e1tica, acabamos<\/p>\n\n\n\n<p>vendo efeito diverso \u2014 disse Chiapinotto, lembrando que, em alguns estados,<\/p>\n\n\n\n<p>em vez da eleva\u00e7\u00e3o da taxa padr\u00e3o do ICMS, foram propostas altas do imposto sobre mercadorias espec\u00edficas, consideradas sup\u00e9rfluas, numa alternativa para recompor a arrecada\u00e7\u00e3o perdida desde o ano passado.<\/p>\n\n\n\n<p>Inseguran\u00e7a jur\u00eddica<\/p>\n\n\n\n<p>A PwC publicou um relat\u00f3rio recente sobre os efeitos da Reforma Tribut\u00e1ria<\/p>\n\n\n\n<p>sobre o varejo e a ind\u00fastria de bens de consumo. Um dos pontos levantados \u00e9 que as mudan\u00e7as propostas s\u00e3o profundas e h\u00e1 incerteza sobre uma s\u00e9rie de pontos, muitos deles que ser\u00e3o definidos apenas em leis complementares,<\/p>\n\n\n\n<p>aprovadas ap\u00f3s a PEC. Para Chiapinotto, a burocracia poder\u00e1 aumentar para as empresas.<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada tributarista Renata Cubas, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Mattos Filho, concorda. Para ela, as mudan\u00e7as previstas na reforma e a tentativa, especialmente dos governos estaduais, de recompor receitas tribut\u00e1rias perdidas deixa os contribuintes, especialmente as empresas, convivendo com a inseguran\u00e7a jur\u00eddica.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 N\u00e3o se consegue projetar (o quanto ser\u00e1 pago de impostos). A grande discuss\u00e3o que temos na reforma \u00e9 de quanto ser\u00e1 a al\u00edquota do IVA \u2014 disse<\/p>\n\n\n\n<p>Renata.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/economia\/noticia\/2023\/10\/16\/estados-elevam-icms-para-reforcar-caixa-e-garantir-fatia-maior-na-reforma-tributaria.ghtml\">https:\/\/oglobo.globo.com\/economia\/noticia\/2023\/10\/16\/estados-elevam-icms-para-reforcar-caixa-e-garantir-fatia-maior-na-reforma-tributaria.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Relator negocia novas mudan\u00e7as em PL das offshores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A C\u00e2mara dos Deputados poder\u00e1 votar na ter\u00e7a-feira, se houver acordo, o projeto de lei que modifica a cobran\u00e7a do Imposto de Renda dos fundos \u201coffshore\u201d e dos fundos exclusivos, ambos utilizados por aqueles chamados de \u201csuper-ricos\u201d pelo governo. Com isso, a arrecada\u00e7\u00e3o federal ganharia um refor\u00e7o da ordem de R$ 20 bilh\u00f5es no ano que vem. No entant o, ainda h\u00e1 dois grandes pontos em aberto e n\u00e3o se descarta, nos bastidores, que a vota\u00e7\u00e3o fique para pelo menos a pr\u00f3xima semana. A fuga de recursos do pa\u00eds \u00e9 o maior ponto de preocupa\u00e7\u00e3o do relator da proposta, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), que discute novas mudan\u00e7as em seu parecer.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar disso, a expectativa no governo continua a ser de que a proposta ser\u00e1 votada nos pr\u00f3ximos dias e com isso o Congresso destrave a an\u00e1lise das medidas na \u00e1rea fiscal. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem dito que o Brasil estar\u00e1 mais bem preparado para enfrentar as consequ\u00eancias econ\u00f4micas da guerra entre Israel e o Hamas \u00e0 medida que a agenda econ\u00f4mica avan\u00e7ar no Legislativo.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora as discuss\u00f5es da \u00e1rea t\u00e9cnica do governo com o relator tenham progredido bastante, ainda restam dois pontos de d\u00favida. O primeiro \u00e9 a possibilidade de uniformiza\u00e7\u00e3o de al\u00edquotas dos fundos no exterior com os fundos localizados no pa\u00eds. O segundo, a retirada dos dispositivos que mudam as regras dos Fundos de Investimento no Agroneg\u00f3cio (Fiagro).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCada medida deve ser avaliada com cuidado, responsabilidade e aten\u00e7\u00e3o aos m\u00faltiplos impactos\u201d, disse ao Valor o deputado Pedro Paulo. Ele se mostrou preocupado com os efeitos das mudan\u00e7as no mercado de capitais, \u201cem especial dos fundos de investimento e suas fun\u00e7\u00f5es de poupan\u00e7a e investimento do setor produtivo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Da forma como est\u00e1 o relat\u00f3rio, os fundos de investimento \u201coffshore\u201d (no exterior) e os fundos exclusivos (que est\u00e3o no Brasil e tamb\u00e9m s\u00e3o chamados de \u201conshore\u201d) t\u00eam al\u00edquotas diferentes. Nos \u201coffshore\u201d, a al\u00edquota varia de zero a 22,5%, dependendo do valor do rendimento. No entanto, a tend\u00eancia \u00e9 que a maior parte dos detentores se enquadre na al\u00edquota mais elevada. Nos fundos exclusivos, a al\u00edquota \u00e9 de 15% para fundos de a\u00e7\u00f5es e de 15% a 22,5% nos de renda fixa, dependendo do prazo (mas, na pr\u00e1tica, a maioria aguarda os dois anos para pagar s\u00f3 15%).<\/p>\n\n\n\n<p>Pedro Paulo tem sido pressionado a reduzir a taxa\u00e7\u00e3o dos \u201coffshore\u201d para 15%. Do ponto de vista da Fazenda, a al\u00edquota mais baixa significar\u00e1 menos arrecada\u00e7\u00e3o: em vez de R$ 7 bilh\u00f5es ao ano, seriam cerca de R$ 5 bilh\u00f5es. Esse impacto, por\u00e9m, seria sentido apenas a partir de 2025, explicou um t\u00e9cnico. Para 2024, haver\u00e1 taxa\u00e7\u00e3o do estoque investido, o que garante os recursos estimados para o ano.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO governo imagina que os investidores, ao compararem os 22,5% de imposto das \u2018offshore\u2019 contra 15% das al\u00edquotas come-cotas para \u2018onshore\u2019, haver\u00e1 um efeito repatria\u00e7\u00e3o\u201d, comentou Pedro Paulo. \u201cSer\u00e1? Tenho escutado incentivos em outra dire\u00e7\u00e3o, exatamente o contr\u00e1rio &#8211; fuga de capital com a mudan\u00e7a de domic\u00edlio fiscal. Mas ser\u00e1 representativo?\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O deputado cita dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), segundo os quais os fundos exclusivos det\u00eam patrim\u00f4nio de aproximadamente R$ 1 trilh\u00e3o. Os fundos \u201coffshore\u201d, segundo a Receita Federal, possuiriam o mesmo valor.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEssa \u00e9 uma das quest\u00f5es que est\u00e3o mais trazendo controv\u00e9rsias: quais s\u00e3o os movimentos desse capital, profissional e vol\u00e1til?\u201d, questionou o deputado. \u201cOs fundos exclusivos v\u00e3o acabar? Buscar\u00e3o ativos com tratamento e al\u00edquota tribut\u00e1ria mais vantajosa?\u201d, ponderou. Ele tem d\u00favidas ainda sobre risco de haver eros\u00e3o da base tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro ponto sens\u00edvel envolve a bancada ruralista, que se posiciona contra altera\u00e7\u00f5es no Fiagro. Originalmente, esses fundos foram criados para estimular o investimento em t\u00edtulos atrelados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o rural, por isso os rendimentos s\u00e3o isentos do Imposto de Renda. No entanto, diz um t\u00e9cnico da \u00e1rea econ\u00f4mica, foram detectados casos em que fam\u00edlias estruturam um Fiagro apenas para gerir sua renda e mant\u00ea-la longe da tributa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A proposta pretende elevar o n\u00famero m\u00ednimo de cotistas para o Fiagro dar direito \u00e0 isen\u00e7\u00e3o, atualmente em 50. Inicialmente, foi sugerido aumentar para 500. H\u00e1, por\u00e9m, propostas de um meio-termo, um piso de 200 ou 300 cotistas. Discute-se tamb\u00e9m a possibilidade de estab elecer prazos para a adapta\u00e7\u00e3o dos fundos a um n\u00famero maior de investidores. \u00c9 outro ponto em aberto. A press\u00e3o \u00e9 pela retirada do artigo que modifica os Fiagro.<\/p>\n\n\n\n<p>Outras modifica\u00e7\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o bem acordadas com o governo, segundo a fonte da \u00e1rea t\u00e9cnica. Por exemplo, a retirada dos Fundos de Investimento em Direitos Credit\u00f3rios (FDIC) da regra do \u201ccome-cotas\u201d e a manuten\u00e7\u00e3o do tratamento tribut\u00e1rio atual aos investidores n\u00e3o residentes no Brasil. Ficou acertado tamb\u00e9m que a responsabilidade de recolhimento do imposto, em caso de venda de cota entre participantes, \u00e9 do cotista e n\u00e3o do administrador do fundo.<\/p>\n\n\n\n<p>Pedro Paulo destacou que o projeto busca igualar o tratamento tribut\u00e1rio entre grandes e pequenos investidores. \u201cNote-se que n\u00e3o estamos falando nessa proposta de progressividade tribut\u00e1ria na renda do capital, tirando dos mais ricos e dando aos mais pobres, o que erroneamente se atribui como inten\u00e7\u00e3o desse projeto, como uma esp\u00e9cie de proposta Robin Hood\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra consequ\u00eancia ser\u00e1 trazer aumento da arrecada\u00e7\u00e3o para ajudar a zerar o d\u00e9ficit prim\u00e1rio do governo federal, o que \u00e9 \u201cdesejo primeiro e urgente\u201d do Executivo, afirmou o deputado.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/10\/16\/relator-negocia-novas-mudancas-em-pl-das-offshores.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/10\/16\/relator-negocia-novas-mudancas-em-pl-das-offshores.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESTADUAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e3o Paulo define tributa\u00e7\u00e3o de produtos gr\u00e1ficos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 11\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A Secretaria da Fazenda e Planejamento de S\u00e3o Paulo (Sefaz-SP) emitiu uma orienta\u00e7\u00e3o sobre a tributa\u00e7\u00e3o de produtos gr\u00e1ficos. Entendeu que incide ISS, e n\u00e3o ICMS, na sa\u00edda de materiais publicit\u00e1rios que se classifiquem na categoria de \u201cimpressos personalizados\u201d &#8211; com finalidade exclusiva de divulga\u00e7\u00e3o e publicidade de produtos fabricados e\/ou comercializados.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 sobre brindes personalizados &#8211; como bon\u00e9s, camisetas e canetas -, de acordo com a Fazenda paulista, incidiria o imposto estadual. A resposta foi dada em solu\u00e7\u00e3o de consulta apresentada por uma empresa da \u00e1rea de impress\u00e3o para material publicit\u00e1rio, publicada recentemente (n\u00ba 00028051\/2023).<\/p>\n\n\n\n<p>O texto, segundo especialistas, soluciona d\u00favidas frequentes entre as empresas. Principalmente de grandes companhias, que recebem caminh\u00f5es de materiais gr\u00e1ficos e sem nota fiscal &#8211; no caso de produtos sujeitos ao ISS.<\/p>\n\n\n\n<p>No pedido, a empresa alega que o legislador definiu que as empresas que executam os servi\u00e7os de composi\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica estar\u00e3o sujeita s ora \u00e0 incid\u00eancia do ISS, ora do ICMS. E que o tema foi tratado na Decis\u00e3o Normativa CAT n\u00ba 4, de 2015, mas que existe dificuldade em saber quais produtos se enquadrariam em cada categoria. Por isso, anexou fotos dos produtos e breve descri\u00e7\u00e3o para que a Sefaz-SP esclarecesse sobre a tributa\u00e7\u00e3o deles.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar o caso, a Secretaria da Fazenda e Planejamento de S\u00e3o Paulo destacou que a Decis\u00e3o Normativa CAT n\u00ba 4, de 2015, sumarizou o entendimento para os casos de impressos personalizados (publicit\u00e1rios ou n\u00e3o) promovidos pela ind\u00fastria gr\u00e1fica. E que a primeira an\u00e1lise a ser feita \u00e9 se o impresso ser\u00e1 objeto de nova opera\u00e7\u00e3o de circula\u00e7\u00e3o de mercadoria &#8211; nesse caso, incidiria ICMS.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cN\u00e3o havendo sa\u00edda para terceiros, deve-se analisar qual atividade prepondera: se a atividade de impress\u00e3o gr\u00e1fica personalizada (no caso de material publicit\u00e1rio, atividade de desenvolvimento e impress\u00e3o gr\u00e1fica de materiais publicit\u00e1rios) ou se a atividade de circula\u00e7\u00e3o de mercadoria (industrializa\u00e7\u00e3o \u2013 isso \u00e9, fabrica\u00e7\u00e3o, beneficiamento ou acondicionamento de material publicit\u00e1rio personalizado &#8211; ainda que realizada por conta e ordem de terceiros)\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso dos impressos da ind\u00fastria gr\u00e1fica, a Secretaria da Fazenda entendeu n\u00e3o ser raro que existam sa\u00edda para terceiros, o que j\u00e1 mostraria ind\u00edcio robusto de que h\u00e1 nova circula\u00e7\u00e3o de mercadoria e, portanto, n\u00e3o se trataria de presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o.<\/p>\n\n\n\n<p>Por\u00e9m, no caso de produtos da ind\u00fastria gr\u00e1fica, afirma o \u00f3rg\u00e3o, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 raro que o terceiro que recebeu o bem dele n\u00e3o se beneficie. \u201cAssim, esse repasse a terceiros n\u00e3o descaracteriza o fato de o encomendante do produto da ind\u00fastria gr\u00e1fica ser o usu\u00e1rio final. Para tanto, a preponder\u00e2ncia da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o (desenvolvimento e impress\u00e3o gr\u00e1fica) deve ser de tal evid\u00eancia que se torne irrelevante o fato do bem ser destinado a terceiro.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, define que n\u00e3o incide ICMS sobre materiais gr\u00e1ficos publicit\u00e1rios que se classifiquem na categoria de impressos personalizados. Mas que dever\u00e3o ser tributadas pelo imposto estadual as mercadorias que tiverem sido adquiridas para distribui\u00e7\u00e3o gratuita a consumidor ou usu\u00e1rio final, que devem ter o tratamento disciplinado para brindes (artigos 455 e seguintes do Regulamento de ICMS\/2000).<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada Sulamita Szpiczkowski Alayon, s\u00f3cia da \u00e1rea tribut\u00e1ria do escrit\u00f3rio Ogawa, Lazzerotti e Baraldi Advogados, afirma que teve, nos \u00faltimos meses, reuni\u00f5es com empresas multinacionais &#8211; como Unilever, Coca-Cola e P&amp;G &#8211; que tinham d\u00favidas. Elas recebem caminh\u00f5es de materiais gr\u00e1ficos que v\u00eam sem notas fiscais, nos casos em que os produtos est\u00e3o sujeitos ao ISS. \u201cEssa solu\u00e7\u00e3o de consulta d\u00e1 uma seguran\u00e7a muito maior com rela\u00e7\u00e3o ao tema e deve nortear as decis\u00f5es das grandes empresas\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o advogado Carlos Eduardo Navarro, do escrit\u00f3rio Galv\u00e3o Villani, Navarro, Zangi\u00e1como e Bardella, parece que a solu\u00e7\u00e3o de consulta da Sefaz deliberou na linha na Decis\u00e3o Normativa CAT n\u00ba 4, de 2015. Mas, para ele, o Fisco perdeu uma oportunidade de se adequar ainda mais \u00e0 jurisprud\u00eancia do Supremo Tribunal Federal (STF) na ADI 4.389.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse julgamento, o STF levou em conta a cadeia de produ\u00e7\u00e3o para dizer se incide ISS ou ICMS sobre produtos gr\u00e1ficos. Segundo Navarro, ap\u00f3s essa decis\u00e3o os ministros definiram que seria relevante olhar o contexto do bem. \u201c\u00c9 bem verdade que a decis\u00e3o normativa melhorou bastante o cen\u00e1rio, em compara\u00e7\u00e3o com o que t\u00ednhamos antes, mas entendo que a posi\u00e7\u00e3o do STF n\u00e3o est\u00e1 sendo completamente seguida pela Sefaz-SP\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/11\/sao-paulo-define-tributacao-de-produtos-graficos.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/11\/sao-paulo-define-tributacao-de-produtos-graficos.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>S\u00e3o Paulo prorroga libera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos acumulados de ICMS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Estado de S\u00e3o Paulo prorrogou a libera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos de ICMS no programa Nos Conformes. O prazo, que iria at\u00e9 dezembro deste ano, mudou para &#8220;indeterminado&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>O programa Nos Conformes, criado em 2018, foi rec\u00e9m-regulamentado pelo Decreto n\u00ba 67.853, de julho, para tratar das contrapartidas que o Estado passou a oferecer aos contribuintes com boa classifica\u00e7\u00e3o (rating) \u2014 os chamados bons pagadores de impostos.<\/p>\n\n\n\n<p>Aqueles com nota A ou A+ ter\u00e3o autoriza\u00e7\u00e3o para apropria\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito acumulado do ICMS e renova\u00e7\u00e3o de regime especial de tributa\u00e7\u00e3o mediante procedimentos simplificados. Os contribuintes com B ter\u00e3o direito a se apropriar de 50% do cr\u00e9dito acumulado do imposto por meio de procedimentos simplificados.<\/p>\n\n\n\n<p>A prorroga\u00e7\u00e3o do prazo foi institu\u00edda pela Portaria n\u00ba 65, publicada na quarta-feira (artigo 6\u00ba, item 2). Segundo o advogado Jo\u00e3o Andr\u00e9 Buttini de Moraes, s\u00f3cio do ButtiniMoraes, isso \u201cmostra que o programa veio para ficar. At\u00e9 ent\u00e3o havia essa d\u00favida\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, para usufruir dos benef\u00edcios, segundo Buttini, o contribuinte precisar\u00e1 ter 12 das \u00faltimas 12 notas com A+, A e B. A regra \u00e9 mais r\u00edgida do que a vigente at\u00e9 dezembro deste ano, que leva em considera\u00e7\u00e3o as 10 melhores notas das 12 \u00faltimas para fazer a m\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso mostra que o Fisco pretende dar os benef\u00edcios da libera\u00e7\u00e3o antecipada somente para o contribuinte que tiver conformidade em 100% ou algo muito pr\u00f3ximo disso\u201d, diz Moraes.<\/p>\n\n\n\n<p>Para usufruir dos benef\u00edcios do programa, antes, o contribuinte seria medido da seguinte forma: para cr\u00e9ditos protocolados at\u00e9 junho de 2023, os benef\u00edcios seriam considerados mediante a m\u00e9dia das 10 melhores das \u00faltimas 12 notas mensais; e para cr\u00e9ditos protocolados de julho a dezembro\/23, os benef\u00edcios seriam considerados mediante a m\u00e9dia das 12 melhores das \u00faltimas 12 notas mensais. Ou seja, qualquer nota ruim faria o contribuinte perder os benef\u00edcios.<\/p>\n\n\n\n<p>Com a prorroga\u00e7\u00e3o, as primeiras regras passaram a ser v\u00e1lidas para os cr\u00e9ditos protocolados at\u00e9 dezembro de 2023, e as regras mais r\u00edgidas passar\u00e3o a ser v\u00e1lidas a partir de janeiro de 2024, por prazo indeterminado.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cHouve uma flexibilidade, ent\u00e3o, nas regras vigentes at\u00e9 o fim de 2023, e uma prorroga\u00e7\u00e3o por prazo indeterminado, mas somente para quem tiver um n\u00edvel de conformidade bastante elevado\u201d, resume Buttini.<\/p>\n\n\n\n<p>Cr\u00e9ditos de at\u00e9 R$ 1,2 milh\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>Outra novidade trazida pela legisla\u00e7\u00e3o refere-se aos pedidos de apropria\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito acumulado com valor total de at\u00e9 3 mil UFESPs mensais, ou de at\u00e9 36 mil UFESPs por exerc\u00edcio (R$ 102 mil mensais ou R$ 1,2 milh\u00e3o anuais). Para esta situa\u00e7\u00e3o, os pedidos ser\u00e3o decididos com base em verifica\u00e7\u00f5es fiscais efetuadas por cruzamento eletr\u00f4nico de dados, dispensadas as demais verifica\u00e7\u00f5es previstas na portaria.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Douglas Campanini, da Athros Auditoria e Consultoria, a portaria veio consolidar uma celeridade a mais para os contribuintes melhores avaliados na classifica\u00e7\u00e3o com o Fisco. Ele lembra que, para os que t\u00eam cr\u00e9ditos acumulados de at\u00e9 R$ 36 mil mensais, esse procedimento ser\u00e1 ainda mais simplificado, dando maioir rapidez para as empresas que t\u00eam ac\u00famulo de cr\u00e9ditos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO Estado de S\u00e3o Paulo vem, nesses \u00faltimos meses, sendo mais acertivo nessas libera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9ditos\u201d, diz Campanini.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/13\/sao-paulo-prorroga-liberacao-de-creditos-acumulados-de-icms.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/13\/sao-paulo-prorroga-liberacao-de-creditos-acumulados-de-icms.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>MUNICIPAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS FEDERAIS:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf nega cr\u00e9dito de PIS\/Cofins sobre insumos para varejista de m\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 12\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma da 2\u00aa C\u00e2mara da 3\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) negou a possibilidade de creditamento de PIS e Cofins sobre insumos para a varejista de m\u00f3veis e eletrodom\u00e9sticos. A turma entendeu unanimemente que h\u00e1 veda\u00e7\u00e3o legal para a viabiliza\u00e7\u00e3o desses cr\u00e9ditos para empresas varejistas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, conselheiro Ricardo Sierra Fernandes, esses cr\u00e9ditos s\u00f3 s\u00e3o poss\u00edveis na presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ou fabrica\u00e7\u00e3o de bens, como previsto no inciso II, artigo terceiro das leis 10637\/02 e 10833\/03.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA atividade principal da empresa \u00e9 com\u00e9rcio varejista. Resta claro que a recorrente n\u00e3o realizou nenhuma atividade de produ\u00e7\u00e3o ou fabrica\u00e7\u00e3o, tampouco presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os que permitisse a tomada de cr\u00e9dito a t\u00edtulo de insumos\u201d, disse. \u201cH\u00e1 veda\u00e7\u00e3o legal \u00e0 tomada de cr\u00e9dito a t\u00edtulo de insumos para varejistas\u201d, completou.<\/p>\n\n\n\n<p>No recurso, o contribuinte alegou que os gastos com o que considera como insumos s\u00e3o essenciais para a atividade. No entanto, o relator concluiu que n\u00e3o h\u00e1 \u201cqualquer aferi\u00e7\u00e3o de relev\u00e2ncia e essencialidade\u201d dos gastos, partindo da premissa de que h\u00e1 veda\u00e7\u00e3o de creditamento para empresas comerciais. Os crit\u00e9rios de essencialidade e relev\u00e2ncia para caracteriza\u00e7\u00e3o do conceito de insumos foram definidos pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) no REsp 1221170.<\/p>\n\n\n\n<p>A conselheira Tatiana Josefovicz Belisario disse que a limita\u00e7\u00e3o ao com\u00e9rcio viola a isonomia, mas que isso seria mat\u00e9ria para ser tratada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). \u201cPor exemplo, em um grande atacadista, o servi\u00e7o de log\u00edstica faz exatamente a mesma fun\u00e7\u00e3o que o servi\u00e7o de log\u00edstica de um produtor que faz a distribui\u00e7\u00e3o, um fabricante que faz a distribui\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo \u00e9 o 19311.720190\/2015-94 e envolve a M\u00f3veis Esplanada, varejista do interior de S\u00e3o Paulo. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-nega-credito-de-pis-cofins-sobre-insumos-para-varejista-de-moveis-e-eletrodomesticos-12102023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-nega-credito-de-pis-cofins-sobre-insumos-para-varejista-de-moveis-e-eletrodomesticos-12102023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf admite dedu\u00e7\u00e3o de multas n\u00e3o tribut\u00e1rias do IRPJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Empresas multadas por \u00f3rg\u00e3os reguladores, ambientais ou de prote\u00e7\u00e3o ao consumidor ganharam um importante precedente no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). A 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior, \u00faltima inst\u00e2ncia do \u00f3rg\u00e3o, entendeu que essas penalidades podem ser abatidas do Imposto de Renda (IRPJ).<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o, por maioria de votos, representa, segundo especialistas, uma mudan\u00e7a de entendimento da C\u00e2mara Superior, que at\u00e9 ent\u00e3o vinha negando a dedu\u00e7\u00e3o de multas n\u00e3o tribut\u00e1rias &#8211; aplicadas, por exemplo, pela Ag\u00eancia Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es (Anatel), Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel), Ibama ou Procon.<\/p>\n\n\n\n<p>A discuss\u00e3o envolve o artigo 311 do Regulamento do Imposto de Renda (Decreto n\u00ba 9.580, de 2018). O dispositivo trata da possibilidade de dedu\u00e7\u00e3o das despesas \u201cnecess\u00e1rias, usuais ou normais\u201d do c\u00e1lculo do Imposto de Renda. Mas n\u00e3o especifica o que estaria autorizado.<\/p>\n\n\n\n<p>Nos processos, os contribuintes alegam que essas multas n\u00e3o tribut\u00e1rias devem ser consideradas como despesas necess\u00e1rias, uma vez que fazem parte do risco do neg\u00f3cio. Argumenta\u00e7\u00e3o que foi aceita recentemente pela 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso analisado \u00e9 de uma empresa produtora de a\u00e7\u00facar, etanol e bioeletricidade da Bahia, que deduziu do IRPJ o que teria pago de multas do Instituto do Meio Ambiente (IMA). A decis\u00e3o foi dada em recurso da Fazenda Nacional contra ac\u00f3rd\u00e3o a favor do contribuinte de turma ordin\u00e1ria (processo n\u00ba 10530.721720\/2014-81).<\/p>\n\n\n\n<p>A Fazenda Nacional alega, no recurso, ser inconceb\u00edvel multas de natureza n\u00e3o tribut\u00e1ria serem consideradas dedut\u00edveis. Entende n\u00e3o serem necess\u00e1rias para a atividade empresarial, al\u00e9m de decorrerem da falta de zelo do contribuinte.<\/p>\n\n\n\n<p>O relator, conselheiro Luiz Tadeu Matosinho Machado, representante da Fazenda, aceitou a argumenta\u00e7\u00e3o da Fazenda Nacional, mas ficou vencido. Para ele, \u201cadmitir a dedu\u00e7\u00e3o da multa e, por consequ\u00eancia, reduzir o pagamento do IRPJ da infratora equivale a dividir o custo da infra\u00e7\u00e3o com a sociedade\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele destaca, no voto, que entre as atividades exercidas pela empresa est\u00e1 a fabrica\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar e \u00e1lcool, que no seu processo produtivo elimina um res\u00edduo conhecido como vinha\u00e7a. Esse res\u00edduo, se n\u00e3o tiver um tratamento adequado e for descartado em rios ou diretamente no solo, acrescenta, provoca s\u00e9rios danos ambientais, como morte de peixes por falta de oxig\u00eanio, \u201co que afeta direta e imediatamente toda a popula\u00e7\u00e3o ribeirinha, provocando dano de valor social e ambiental incalcul\u00e1vel\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A diverg\u00eancia foi aberta pelo conselheiro Guilherme Adolfo dos Santos Mendes, tamb\u00e9m representante da Fazenda. Ele destaca, no voto, que, desde 2017, tem o entendimento de que a lei s\u00f3 impede a dedu\u00e7\u00e3o de multas tribut\u00e1rias, mais especificamente daquelas que tratam do descumprimento de obriga\u00e7\u00e3o principal &#8211; ou seja, aplicadas em autos de infra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com Mendes, as multas pelo descumprimento de deveres tribut\u00e1rios diversos da falta de pagamento de tributos podem ser deduzidas por expressa previs\u00e3o legal, conforme o par\u00e1grafo 5\u00ba artigo 41 da Lei n\u00ba 8.981, de 1995. E no caso das multas de natureza n\u00e3o tribut\u00e1ria, acrescenta, \u201cn\u00e3o faz sentido considerar indedut\u00edveis\u201d, por n\u00e3o haver previs\u00e3o em lei que pro\u00edba.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cPodemos dizer com a mais absoluta seguran\u00e7a que \u00e9 praticamente imposs\u00edvel, em muitos setores econ\u00f4micos, conseguir guiar um empreendimento sem arcar com multas impostas pela administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. O risco faz parte do neg\u00f3cio, e suas consequ\u00eancias tamb\u00e9m, inclusive aquelas de cunho pecuni\u00e1rio punitivo\u201d, diz ele em seu voto.<\/p>\n\n\n\n<p>Leandro Cabral, do escrit\u00f3rio Velloza Advogados, afirma que a decis\u00e3o altera o posicionamento que predominava na C\u00e2mara Superior. Em decis\u00e3o publicada em 2008, por exemplo, cita, a mesma 1\u00aa Turma impediu a Light Servi\u00e7os de Eletricidade de descontar da base de c\u00e1lculo do IRPJ e da CSLL multas aplicadas pela Aneel, que somam R$ 7,8 milh\u00f5es. A dedu\u00e7\u00e3o foi realizada em 2007 (processo n\u00ba 1401-001.793).<\/p>\n\n\n\n<p>Para o especialista, a nova decis\u00e3o foi acertada. Se n\u00e3o existe lei para vedar a dedu\u00e7\u00e3o de multas n\u00e3o tribut\u00e1rias do IRPJ, diz, a medida seria permitida. \u201cSe por lei \u00e9 expressamente permitida a dedu\u00e7\u00e3o de multas que n\u00e3o decorrem de falta de pagamento de tributo, mais raz\u00e3o ainda teria para as multas n\u00e3o tribut\u00e1rias.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Cabral considera que n\u00e3o se pode aceitar o argumento da Fazenda de que a dedu\u00e7\u00e3o seria quase um incentivo para tomar multa. \u201cN\u00e3o faz sentido. \u00c9 como se a empresa trabalhasse para tomar multa. Se ela toma uma multa de R$ 1 milh\u00e3o, poderia deduzir 34% do Imposto de Renda, que seria R$ 340 mil. N\u00e3o compensa\u201d, afirma ele, acrescentando que o precedente pode ser usado por outras empresas que deduziram do IRPJ valores de multas. \u201cEssas multas s\u00e3o muito comuns, em decorr\u00eancia das atividades das empresas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o advogado Maur\u00edcio Faro, do BMA Advogados, o mais importante da decis\u00e3o \u00e9 o reconhecimento do Carf de que o exerc\u00edcio da atividade empresarial implica necessariamente assun\u00e7\u00e3o de multas e penalidades. \u201cIsso \u00e9 inerente ao exerc\u00edcio das atividades empresariais, sobretudo nas entidades reguladas por entes p\u00fablicos\u201d, diz. \u201cN\u00e3o \u00e9 uma despesa qu e elas querem ter, mas t\u00eam por necessidade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Faro afirma que, no caso de receitas, sendo elas l\u00edcitas ou il\u00edcitas, ser\u00e3o tributadas. \u201cNa mesma perspectiva, a despesa necess\u00e1ria por conta de um descumprimento de obriga\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m tem que ser considerada em nome da neutralidade tribut\u00e1ria.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada pelo Valor, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) n\u00e3o deu retorno at\u00e9 o fechamento da edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/11\/carf-admite-deducao-de-multas-nao-tributarias-do-irpj.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/11\/carf-admite-deducao-de-multas-nao-tributarias-do-irpj.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf n\u00e3o aplica entendimento do STJ e mant\u00e9m PIS\/Cofins sobre cooperativa de cr\u00e9dito<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por cinco votos a tr\u00eas, a 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) afastou a aplica\u00e7\u00e3o do repetitivo do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) que determina a n\u00e3o incid\u00eancia de PIS\/Cofins sobre atos cooperativos por entender que o tema est\u00e1 sobrestado, aguardando decis\u00e3o final do Supremo Tribunal Federal (STF). Com isso, a decis\u00e3o do Carf foi por manter a incid\u00eancia de PIS\/Cofins sobre a cooperativa de cr\u00e9dito.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso (processo 13826.000171\/2005-90), a turma ordin\u00e1ria afastou a tributa\u00e7\u00e3o aplicando o entendimento do STJ no REsp 1.164.716 e Resp 1.141.667, que formam o Tema Repetitivo 363, pela n\u00e3o incid\u00eancia de PIS\/Cofins sobre \u201catos cooperativos t\u00edpicos\u201d. No entanto, o tema est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o de sobrestamento por conta do Tema 536 do STF, que deve decidir se lei pode dispor sobre a incid\u00eancia de PIS\/Cofins e CSLL sobre atos cooperativos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, o conselheiro Rosaldo Trevisan disse que sente \u201ccerta dificuldade\u201d de aplicar o entendimento do STJ quando o pr\u00f3prio tribunal est\u00e1 sobrestando julgamentos sobre o tema. Da mesma forma, a conselheira Liziane Angelotti Meira defendeu que os repetitivos n\u00e3o mais vinculam as decis\u00f5es do Carf porque n\u00e3o s\u00e3o mais decis\u00f5es definitivas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAgora a mat\u00e9ria est\u00e1 com o STF, ent\u00e3o os repetitivos n\u00e3o s\u00e3o mais decis\u00e3o definitiva, n\u00e3o nos vinculam e devemos aplicar a lei, que no nosso entendimento determina a cobran\u00e7a de PIS\/Cofins. \u00c9 quest\u00e3o de retomar a legitimidade da determina\u00e7\u00e3o legal porque a decis\u00e3o judicial por ora est\u00e1 sujeita \u00e0 decis\u00e3o do STF\u201d, afirmou a conselheira.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a relatora, conselheira Semiramis de Oliveira Duro, defendeu a aplica\u00e7\u00e3o do entendimento do STJ nos repetitivos. Para ela, al\u00e9m de n\u00e3o ser poss\u00edvel sustentar que as decis\u00f5es n\u00e3o se aplicam \u00e0s cooperativas de cr\u00e9dito, o sobrestamento de recursos n\u00e3o se confunde com \u201caltera\u00e7\u00e3o de entendimento sedimentado\u201d. \u201cO fato do STJ sobrestar mat\u00e9rias relacionadas a duas repercuss\u00f5es gerais pendentes de julgamento n\u00e3o implica dizer que ele n\u00e3o est\u00e1 aplicando ou reverteu seu entendimento em rela\u00e7\u00e3o aos dois repetitivos\u201d, disse. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-afasta-entendimento-do-stj-e-mantem-pis-cofins-sobre-cooperativa-de-credito-14102023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-afasta-entendimento-do-stj-e-mantem-pis-cofins-sobre-cooperativa-de-credito-14102023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por unanimidade, Carf n\u00e3o permite den\u00fancia espont\u00e2nea via compensa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por unanimidade, a 3\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) afastou a possibilidade de caracteriza\u00e7\u00e3o da den\u00fancia espont\u00e2nea via compensa\u00e7\u00e3o. O entendimento foi de que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel realizar a den\u00fancia por meio do pagamento do tributo devido. A unanimidade da posi\u00e7\u00e3o entre os conselheiros \u00e9 uma novidade para os julgamentos sobre o tema.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo \u00e9 o 10166.729711\/2012-72.<\/p>\n\n\n\n<p>A den\u00fancia espont\u00e2nea est\u00e1 prevista no artigo 138 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN). O instituto afasta a cobran\u00e7a de multa de mora quando o contribuinte corrige a falta de pagamento do tributo antes do in\u00edcio de qualquer procedimento administrativo ou medida de fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em seu voto, a relatora, conselheira Liziane Angelotti Meira, se baseou em entendimentos do Supremo Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) e na jurisprud\u00eancia da pr\u00f3pria turma, como no ac\u00f3rd\u00e3o 9303-013.616, de dezembro de 2022, para determinar a impossibilidade de den\u00fancia no caso. \u201cA minha conclus\u00e3o \u00e9 que s\u00e3o institutos diferentes, n\u00e3o se aplicando a den\u00fancia espont\u00e2nea \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>O tema j\u00e1 foi julgado de formas diferentes e chegou a ser decidido por voto de qualidade, como no pr\u00f3prio precedente citado pela relatora. Em decis\u00e3o diferente de mar\u00e7o, em julgamento da mesma turma no processo 11080.904333\/2013-14, da SLC Alimentos, houve a permiss\u00e3o para a den\u00fancia espont\u00e2nea via compensa\u00e7\u00e3o por um placar de cinco a tr\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os resultados se alteraram por conta das mudan\u00e7as de composi\u00e7\u00e3o da turma e porque alguns conselheiros consideram, apesar de ter posi\u00e7\u00e3o pessoal contr\u00e1ria, que h\u00e1 uma posi\u00e7\u00e3o sedimentada do STJ no sentido de n\u00e3o permitir a den\u00fancia via compensa\u00e7\u00e3o. H\u00e1 decis\u00f5es nesse sentido no AgInt do REsp 1568857 e AgRg do REsp 1461757.<\/p>\n\n\n\n<p>Na 1\u00aa Turma da C\u00e2mara Superior, que tamb\u00e9m costuma julgar o tema, a turma tem afastado a possibilidade de realizar den\u00fancia espont\u00e2nea via compensa\u00e7\u00e3o. Em agosto, no processo 10980.907266\/2012-94 do O Botic\u00e1rio Franchising, o placar foi por quatro a dois pela impossibilidade. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/por-unanimidade-carf-nao-permite-denuncia-espontanea-via-compensacao-13102023\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/por-unanimidade-carf-nao-permite-denuncia-espontanea-via-compensacao-13102023<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Carf mant\u00e9m IRPF a contribuinte acusado de usar subven\u00e7\u00e3o para \u2018inflar\u2019 contabilidade<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 15\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Por maioria, a 2\u00aa Turma da 2\u00aa C\u00e2mara da 2\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) manteve a cobran\u00e7a de Imposto de Renda de Pessoa F\u00edsica (IRPF) em um caso em que a fiscaliza\u00e7\u00e3o identificou que a empresa utilizou valores relacionados a subven\u00e7\u00f5es para investimento para \u201cinflar\u201d a contabilidade, e posteriormente distribuir lucros.<\/p>\n\n\n\n<p>O processo (10580.729095\/2020-79) tem como objeto o Fundo de Participa\u00e7\u00e3o e Fomento \u00e0 Industrializa\u00e7\u00e3o do Estado de Goi\u00e1s (Fomentar), benef\u00edcio fiscal estadual por meio do qual o contribuinte tinha direito ao diferimento de 70% do ICMS devido. A Mitsubishi Motors Company (MMC) fazia jus ao incentivo, por\u00e9m, de acordo com a fiscaliza\u00e7\u00e3o, os valores foram registrados como contas a pagar ao s\u00f3cio e outra companhia.<\/p>\n\n\n\n<p>A contabiliza\u00e7\u00e3o, desta forma, ainda segundo a fiscaliza\u00e7\u00e3o, teria sido utilizada para diminuir passivos da empresa, possibilitando a posterior distribui\u00e7\u00e3o de lucros. A autua\u00e7\u00e3o analisada pelo Carf cobra do s\u00f3cio o tributo incidente sobre o valor recebido.<\/p>\n\n\n\n<p>A relatora, conselheira Sara Maria de Almeida Carneiro, concordou que os<\/p>\n\n\n\n<p>valores discutidos eram subven\u00e7\u00e3o para investimento, e n\u00e3o para custeio.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o montante correspondente ao ICMS diferido n\u00e3o estava dispon\u00edvel \u00e0<\/p>\n\n\n\n<p>empresa, devendo ser utilizado na expans\u00e3o do empreendimento econ\u00f4mico.<\/p>\n\n\n\n<p>Para ela, a autua\u00e7\u00e3o deve ser mantida.<\/p>\n\n\n\n<p>Divergiu o conselheiro Leonam Rocha de Medeiros, que apresentou a solu\u00e7\u00e3o<\/p>\n\n\n\n<p>de consulta Cosit 678\/17 como argumento. A SC determina que um contribuinte que det\u00e9m participa\u00e7\u00e3o em sociedade off-shore deve declarar o<\/p>\n\n\n\n<p>custo de aquisi\u00e7\u00e3o em sua Declara\u00e7\u00e3o do Imposto sobre a Renda da Pessoa<\/p>\n\n\n\n<p>F\u00edsica, em reais, nos termos do art. 25, \u00a7 3\u00ba, da lei 9.250\/95. O conselheiro<\/p>\n\n\n\n<p>Eduardo Augusto Marcondes de Freitas seguiu a diverg\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>O placar ficou em 6 votos a 2 pela manuten\u00e7\u00e3o da autua\u00e7\u00e3o. <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-irpf-a-contribuinte-acusado-de-usar-subvencao-para-inflar-contabilidade-15102023#:~:text=Por%20maioria%2C%20a%202%C2%AA%20Turma,%E2%80%9Cinflar%E2%80%9D%20a%20contabilidade%2C%20e\">https:\/\/www.jota.info\/tributos-e-empresas\/tributario\/carf-mantem-irpf-a-contribuinte-acusado-de-usar-subvencao-para-inflar-contabilidade-15102023#:~:text=Por%20maioria%2C%20a%202%C2%AA%20Turma,%E2%80%9Cinflar%E2%80%9D%20a%20contabilidade%2C%20e<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>ESTADUAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS SOBRE DECIS\u00d5ES ADMINISTRATIVAS ESTADUAL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>NOT\u00cdCIAS RELACIONADAS A DECIS\u00d5ES<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>JUDICIAIS<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>FEDERAIS<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>STJ poder\u00e1 alterar entendimento que admite liquida\u00e7\u00e3o antecipada de seguro garantia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 13\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A 1\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ) sinalizou que pode rever a jurisprud\u00eancia que admite o levantamento de seguro garantia oferecido pelo contribuinte para discutir d\u00edvida tribut\u00e1ria no Judici\u00e1rio, antes do encerramento do processo de cobran\u00e7a (execu\u00e7\u00e3o). Essa medida favorece o Fisco ao possibilitar a convers\u00e3o da garantia em dinheiro, que, ent\u00e3o, \u00e9 destinado ao caixa da Uni\u00e3o, Estados ou munic\u00edpios.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse assunto foi alvo de veto na rec\u00e9m-editada Lei do Carf, o Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (n\u00ba 14.689, de 2023). O projeto aprovado pelo Congresso Nacional proibia a liquida\u00e7\u00e3o antecipada. Previa que a fian\u00e7a banc\u00e1ria ou o seguro garantia somente poderiam ser liquidados ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado de decis\u00e3o de m\u00e9rito em desfavor do contribuinte, ou seja, quando n\u00e3o coubesse mais recurso.<\/p>\n\n\n\n<p>No veto, a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica apontou contrariedade ao interesse p\u00fablico. Justificou que \u201ca impossibilidade de execu\u00e7\u00e3o imediata dessas esp\u00e9cies de garantia fragilizaria o processo de cobran\u00e7a, indo de encontro \u00e0 jurisprud\u00eancia nacional\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Os ministros da 1\u00aa Turma do STJ voltaram a analisar o tema no fim do m\u00eas passado, pouco depois da publica\u00e7\u00e3o do veto. O relator, ministro S\u00e9rgio Kukina, votou para aplicar o entendimento pac\u00edfico da 1\u00aa e da 2\u00aa Turmas, favor\u00e1vel ao Fisco.<\/p>\n\n\n\n<p>O ministro Gurgel de Faria, por\u00e9m, pediu vista, adiando a decis\u00e3o. Afirmou que est\u00e1 incomodado com o tema e quer revisit\u00e1-lo. Os demais integrantes do colegiado tamb\u00e9m se manifestaram no sentido de repensar a jurisprud\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO d\u00e9bito est\u00e1 devidamente garantido, o seguro \u00e9 feito por institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria s\u00f3lida e n\u00e3o \u00e9 barato. As empresas est\u00e3o passando por momentos dif\u00edceis. Vou pedir vista para refletir melhor\u201d, disse ele durante a sess\u00e3o (AREsp 2310912\/MG).<\/p>\n\n\n\n<p>No caso, a turma analisa recurso da Usiminas contra decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a de Minas Gerais (TJMG), que determinou a execu\u00e7\u00e3o antecipada do seguro garantia. Imp\u00f4s \u00e0 empresa, com isso, o dep\u00f3sito judicial do valor do d\u00e9bito de ICMS discutido.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, os desembargadores negaram o pedido do Estado para levantar os valores depositados para o caixa estadual. Para eles, essa medida s\u00f3 poderia ocorrer ap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado do processo, na linha do que prev\u00ea o artigo 32, par\u00e1grafo 2\u00ba, da Lei de Execu\u00e7\u00f5es Fiscal &#8211; Lei n\u00ba 6.830, de 1980.<\/p>\n\n\n\n<p>O dispositivo prev\u00ea que \u201cap\u00f3s o tr\u00e2nsito em julgado da decis\u00e3o, o dep\u00f3sito, monetariamente atualizado, ser\u00e1 devolvido ao depositante ou entregue \u00e0 Fazenda P\u00fablica, mediante ordem do ju\u00edzo competente\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei Complementar n\u00ba 151, de 2015, por\u00e9m, autorizou Estados e munic\u00edpios a utilizarem at\u00e9 70% do valor atualizado dos dep\u00f3sitos referentes aos processos judiciais e administrativos em que figurem como parte. A validade dessa norma est\u00e1 sob an\u00e1lise do Supremo Tribunal Federal (STF), por meio da A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) n\u00ba 5361.<\/p>\n\n\n\n<p>An\u00e1lise<\/p>\n\n\n\n<p>A advogada tributarista Nina Pencak, s\u00f3cia do escrit\u00f3rio Mannrich e Vasconcelos Advogados, afirma que a discuss\u00e3o sobre a execu\u00e7\u00e3o antecipada de garantia impacta os contribuintes por envolver, normalmente, valores altos.<\/p>\n\n\n\n<p>A ordem de liquida\u00e7\u00e3o gera, na pr\u00e1tica, desembolso por parte das empresas, explica Andr\u00e9 Mendes Moreira, s\u00f3cio da banca Sacha Calmon &#8211; Misabel Derzi Advogados, que representa o contribuinte no recurso em an\u00e1lise na 1\u00aa Turma do STJ.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO contrato de contragarantia, em regra, exige que a companhia fa\u00e7a o ressarcimento do valor que a seguradora \u00e9 instada a pagar\u201d, diz o especialista.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, diante disso, muitas empresas t\u00eam optado por fazer o dep\u00f3sito judicial. Isso porque, explica, a liquida\u00e7\u00e3o implica sinistro da ap\u00f3lice, o que impacta no rating da empresa para avalia\u00e7\u00e3o de risco na contrata\u00e7\u00e3o de outras ap\u00f3lices. \u201cO pr\u00eamio das ap\u00f3lices futuras aumenta em raz\u00e3o desse evento.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Nina Pencak lembra que, uma vez obtendo decis\u00e3o favor\u00e1vel em segundo grau, a Uni\u00e3o, Estados e munic\u00edpios pedem a liquida\u00e7\u00e3o da garantia ou da fian\u00e7a banc\u00e1ria. \u201cArgumentam que \u00e9 necess\u00e1rio fazer o dep\u00f3sito judicial para manter o cr\u00e9dito suspenso e, consequentemente, a execu\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso porque, explica Nina, o artigo 151 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional (CTN) n\u00e3o prev\u00ea o seguro ou a fian\u00e7a banc\u00e1ria no rol de possibilidades de suspens\u00e3o da exig\u00eancia do cr\u00e9dito tribut\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s o pedido de vista do ministro Gurgel de Faria no julgamento do STJ, os demais ministros que comp\u00f5em a 1\u00aa Turma engrossaram o caldo em defesa de repensar a jurisprud\u00eancia &#8211; at\u00e9 mesmo o relator, Kukina.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o que me causa certa intranquilidade\u201d, afirmou Kukina. \u201cN\u00e3o vejo l\u00f3gica de deslocar o valor da garantia \u00e0 conta vinculada ao ju\u00edzo sendo que vai gerar custos adicionais ao executado, porque o banco vai cobrar pela disponibiliza\u00e7\u00e3o do valor\u201d, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Presidente da 1\u00aa Turma, o ministro Paulo S\u00e9rgio Domingues apontou que a liquida\u00e7\u00e3o antecipada desse seguro traz \u00f4nus ao encarecer os pr\u00f3ximos seguros contratados.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra Regina Helena Costa concordou que o tema merece uma nova reflex\u00e3o. \u201c\u00c9 uma bela provoca\u00e7\u00e3o do ministro Gurgel.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/13\/stj-podera-alterar-entendimento-que-admite-liquidacao-antecipada-de-seguro-garantia.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/13\/stj-podera-alterar-entendimento-que-admite-liquidacao-antecipada-de-seguro-garantia.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Al\u00edquota do RAT de prefeitura depende de atividade com maior n\u00famero de servidores<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 14\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A al\u00edquota da contribui\u00e7\u00e3o decorrente dos riscos ambientais do trabalho (RAT) deve levar em conta a atividade preponderante exercida, que agrega o maior n\u00famero de trabalhadores \u2014 mesmo que seja distinta da classifica\u00e7\u00e3o nacional de atividades econ\u00f4micas (CNAE) principal da empresa. No caso dos munic\u00edpios, isso significa a atividade com o maior n\u00famero de servidores p\u00fablicos, e n\u00e3o necessariamente o CNAE &#8220;administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica em geral&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, a 2\u00aa Turma do Tribunal Regional Federal da 4\u00aa Regi\u00e3o reenquadrou o tributo na menor al\u00edquota (1%) para a Prefeitura de Terra de Areia (RS).<\/p>\n\n\n\n<p>O colegiado tamb\u00e9m reconheceu o direito do munic\u00edpio \u00e0 compensa\u00e7\u00e3o ou restitui\u00e7\u00e3o dos valores recolhidos a mais nos cinco anos anteriores ao ajuizamento da a\u00e7\u00e3o e ao longo do processo. Mas a exist\u00eancia de tais valores por todo esse per\u00edodo ainda ser\u00e1 apurada na fase de liquida\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O RAT \u2014 antigamente chamado de seguro acidente do trabalho (SAT) \u2014 financia os benef\u00edcios previdenci\u00e1rios dos trabalhadores acidentados. As al\u00edquotas variam de de 1% a 3% conforme o risco da atividade preponderante da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Originalmente, as atividades preponderantes de &#8220;administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica em geral&#8221; eram consideradas de grau m\u00ednimo de risco. Isso mudou com o Decreto 6.042\/2007, que passou a prev\u00ea-las como de grau dois (correspondente \u00e0 al\u00edquota de 2%).<\/p>\n\n\n\n<p>A Prefeitura de Terra de Areia foi cobrada na al\u00edquota de 2%, mas pediu o reenquadramento para 1%. Na peti\u00e7\u00e3o inicial, argumentou que suas atividades preponderantes s\u00e3o administrativas e de ensino, consideradas de grau m\u00ednimo.<\/p>\n\n\n\n<p>O desembargador Eduardo Vandr\u00e9 Oliveira Lema Garcia, relator do caso, ressaltou que a prefeitura comprovou suas alega\u00e7\u00f5es. Documentos trazidos aos autos mostraram que a maior parte dos servidores do munic\u00edpio executam atividades de grau leve.<\/p>\n\n\n\n<p>Somente os professores e atendentes de educa\u00e7\u00e3o infantil representam mais de 41% dos servidores de Terra de Areia. &#8220;\u00c9 poss\u00edvel afirmar que subsiste predomin\u00e2ncia desta atividade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais, de modo que o enquadramento pretendido pelo autor merece prosperar&#8221;, concluiu o magistrado.<\/p>\n\n\n\n<p>Atuou no caso o advogado Ramiro von Saltiel, do escrit\u00f3rio Bueno e Lacerda Advogados Associados.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 5001590-80.2022.4.04.7121<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-14\/taxa-rat-prefeitura-depende-atividade-servidores\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-14\/taxa-rat-prefeitura-depende-atividade-servidores<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF analisa corre\u00e7\u00e3o do FGTS e regime de bens para maiores de 70 anos essa semana<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal (STF) pode voltar a julgar na quarta-feira a o \u00edndice de corre\u00e7\u00e3o dos saldos das contas vinculadas do FGTS. Mas o primeiro item da pauta \u00e9 o processo sobre o regime de bens para o casamento ou uni\u00e3o est\u00e1vel com quem tem acima de 70 anos.<\/p>\n\n\n\n<p>O caso do FGTS que est\u00e1 em discuss\u00e3o na Corte trata do per\u00edodo entre 1999 e 2013 (ADI 5090). A Caixa Econ\u00f4mica Federal (CEF) estima impacto de R$ 661 bilh\u00f5es para a Uni\u00e3o, se os ministros decidirem contra a aplica\u00e7\u00e3o da Taxa Referencial (TR) e a decis\u00e3o puder ser aplicada para per\u00edodos passados.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse processo estava suspenso por um pedido de vista do ministro Nunes Marques. Iniciado em abril, o caso tem dois votos para que a remunera\u00e7\u00e3o do fundo seja, no m\u00ednimo, igual \u00e0 da poupan\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o relator, ministro Lu\u00eds Roberto Barroso, a corre\u00e7\u00e3o n\u00e3o deve ser inferior \u00e0 da caderneta de poupan\u00e7a. Mas isso somente a partir da ata do julgamento, sem efeitos para o passado. Ficaria de fora quem j\u00e1 entrou com a\u00e7\u00e3o judicial com esse pedido.<\/p>\n\n\n\n<p>Barroso destacou em seu voto que, desde 2019, n\u00e3o se remunera o FGTS abaixo da caderneta de poupan\u00e7a. O ministro Andr\u00e9 Mendon\u00e7a seguiu o voto.<\/p>\n\n\n\n<p>Regime de bens<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e1 na pauta de quarta-feira o in\u00edcio do julgamento, com repercuss\u00e3o geral, sobre a obrigatoriedade do regime de separa\u00e7\u00e3o total de bens para quem se casa depois dos 70 anos (RE 1309642). Nesse regime n\u00e3o h\u00e1 divis\u00e3o do patrim\u00f4nio entre o casal em caso de div\u00f3rcio ou falecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A separa\u00e7\u00e3o total de bens, nesses casos, \u00e9 imposta pelo C\u00f3digo Civil. Entre especialistas, por\u00e9m, se discute se o dispositivo seria discriminat\u00f3rio com os idosos ou se seria uma prote\u00e7\u00e3o contra o chamado &#8220;golpe do ba\u00fa&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o da Corte vai impactar processos de div\u00f3rcio ou invent\u00e1rio em andamento que envolvam casamentos celebrados por pessoa com mais de 70 anos. Os ministros tamb\u00e9m devem analisar se a imposi\u00e7\u00e3o da separa\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria de bens vale igualmente para as uni\u00f5es est\u00e1veis.<\/p>\n\n\n\n<p>Caso a Corte declare o dispositivo inconstitucional, os maiores de 70 anos poder\u00e3o passar a escolher livremente o regime de bens a ser aplicado. Mas esse processo dever\u00e1 ser apenas iniciado na quarta-feira, com a leitura do relat\u00f3rio e apresenta\u00e7\u00e3o das sustenta\u00e7\u00f5es orais. O m\u00e9rito ser\u00e1 julgado em outra sess\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/15\/stf-analisa-correcao-do-fgts-e-regime-de-bens-para-maiores-de-70-anos-essa-semana.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/15\/stf-analisa-correcao-do-fgts-e-regime-de-bens-para-maiores-de-70-anos-essa-semana.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Al\u00edquota do IRRF sobre ganho de capital \u00e9 a v\u00e1lida na assinatura do contrato, diz STJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>A al\u00edquota do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) cobrado sobre a remessa ao exterior do ganho de capital decorrente da venda de participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria \u00e9 aquela v\u00e1lida no momento da assinatura do contrato e n\u00e3o do efetivo pagamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa foi a conclus\u00e3o da 2\u00aa Turma do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, em recurso ajuizado por uma petrol\u00edfera estrangeira que vendeu quotas a empresas com sede no Brasil com o objetivo de explorar o recurso natural no pa\u00eds.<\/p>\n\n\n\n<p>O valor pago pelas compradoras dessas a\u00e7\u00f5es e remetido a pessoa jur\u00eddica residente no exterior se sujeita ao IRRF com al\u00edquota de 15%, pela regra geral. Se o local de destino for um pa\u00eds de tributa\u00e7\u00e3o favorecida, a al\u00edquota sobe para 25%.<\/p>\n\n\n\n<p>Pa\u00edses de tributa\u00e7\u00e3o favorecida s\u00e3o aqueles que n\u00e3o tributam renda ou que a tribute \u00e0 al\u00edquota m\u00e1xima inferior a 20% \u2014 tamb\u00e9m conhecidos como para\u00edsos fiscais.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso concreto, o contrato de compra e venda da participa\u00e7\u00e3o societ\u00e1ria teve vig\u00eancia prevista a partir de janeiro de 2008, mas s\u00f3 foi assinado em mar\u00e7o do mesmo ano. Nesse per\u00edodo, a petrol\u00edfera estava sediada nas Bahamas, um pa\u00eds de tributa\u00e7\u00e3o favorecida.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o efetivo pagamento, com a remessa de valores para o exterior, s\u00f3 ocorreu em novembro de 2008, quando a petrol\u00edfera j\u00e1 havia transferido sua sede para o estado de Delaware, nos Estados Unidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, a defini\u00e7\u00e3o do momento do fato gerador do IRRF \u00e9 o que vai definir se a al\u00edquota do IRRF deve ser de 15% ou 25%.<\/p>\n\n\n\n<p>O Tribunal Regional Federa da 2\u00aa Regi\u00e3o entendeu que o contrato j\u00e1 vigorava e produzia efeitos desde janeiro de 2008, antes mesmo de sua assinatura, momento em que a sede estava nas Bahamas. Portanto, a al\u00edquota de IRRF a incidir \u00e9 a de 25%.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao STJ, a petrol\u00edfera defendeu que o fato gerador do IRRF s\u00f3 ocorreu com o efetivo pagamento, que se adiou at\u00e9 novembro de 2008 porque o contrato tinha cl\u00e1usulas que dependiam da autoriza\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a Fazenda Nacional defendeu que o fato gerador ocorreu na assinatura do contrato, em mar\u00e7o de 2008, o que manteria a tributa\u00e7\u00e3o com al\u00edquota mais alta. Essa foi a conclus\u00e3o adotada pelo relator, ministro Francisco Falc\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para isso, adotou o crit\u00e9rio do artigo 43 do C\u00f3digo Tribut\u00e1rio Nacional, segundo o qual o fato gerador do Imposto de Renda \u00e9 o momento da aquisi\u00e7\u00e3o da disponibilidade econ\u00f4mica ou jur\u00eddica da renda.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, o fato gerador ocorreu na assinatura do contrato, momento em que a compradora passou a incorporar direitos ao patrim\u00f4nio da petrol\u00edfera. N\u00e3o faz diferen\u00e7a que a remessa do pagamento ao exterior tenha se dado apenas meses mais tarde.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cConsiderando que o fato gerador ocorreu na celebra\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio jur\u00eddico, \u00e9poca em que as empresas recorrentes estavam sediadas nas Bahamas, a al\u00edquota de IRRF aplic\u00e1vel \u00e9 a de 25% sobre o ganho de capital auferido com a aliena\u00e7\u00e3o das quotas\u201d, concluiu. A vota\u00e7\u00e3o foi un\u00e2nime.<\/p>\n\n\n\n<p>REsp 1.377.298<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-15\/fato-gerador-ir-ganho-capital-assinatura-contrato\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-15\/fato-gerador-ir-ganho-capital-assinatura-contrato<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF valida incid\u00eancia de ISS sobre pre\u00e7o total de di\u00e1rias de hotel<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 15\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00f5es mistas ou complexas, nas quais n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel claramente segmentar as obriga\u00e7\u00f5es, o imposto sobre servi\u00e7os (ISS) incide se a atividade for definida como servi\u00e7o em lei complementar.<\/p>\n\n\n\n<p>Com esse entendimento, o Plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal validou a incid\u00eancia do ISS sobre o pe\u00e7o total das di\u00e1rias pagas em hospedagem. A sess\u00e3o virtual se encerrou no \u00faltimo dia 29\/9.<\/p>\n\n\n\n<p>Na A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Hot\u00e9is (ABIH) alegava que o imposto n\u00e3o poderia incidir sobre todas as receitas das di\u00e1rias pagas pelos h\u00f3spedes, mas apenas sobre os servi\u00e7os prestados. A ideia era excluir a parcela relativa \u00e0 loca\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel propriamente dita.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os ministros acompanharam o voto do relator, Andr\u00e9 Mendon\u00e7a. Ele explicou que a rela\u00e7\u00e3o negocial de hospedagem \u00e9 diferente do contrato de loca\u00e7\u00e3o de im\u00f3vel, isento de ISS.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ele, os contratos de hospedagem em hot\u00e9is, flats, apart-hot\u00e9is, hot\u00e9is-resid\u00eancia, hotelaria mar\u00edtima, mot\u00e9is, pens\u00f5es e outros previstos na Lei Complementar 116\/2003 &#8220;s\u00e3o preponderantemente servi\u00e7os para fins de tributa\u00e7\u00e3o pelo ISS&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Mendon\u00e7a ainda lembrou que, de acordo com a Pol\u00edtica Nacional de Turismo, as atividades dos meios de hospedagens tamb\u00e9m s\u00e3o caracterizadas como servi\u00e7os.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>ADI 5.764<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-15\/supremo-valida-iss-preco-total-diarias-hotel\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-15\/supremo-valida-iss-preco-total-diarias-hotel<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>TRF-2 afasta prescri\u00e7\u00e3o e valida compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria \u00e0 Petrobras<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p><br>Como j\u00e1 decidido pela 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a em julgamento de recursos repetitivos (REsp 1.164.452), a lei que regula a compensa\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria \u00e9 aquela vigente \u00e0 data do encontro de contas.<\/p>\n\n\n\n<p>Sob essa fundamenta\u00e7\u00e3o, a 3\u00aa Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2\u00aa Regi\u00e3o afastou a prescri\u00e7\u00e3o de uma a\u00e7\u00e3o anulat\u00f3ria ajuizada pela Petrobras doze anos ap\u00f3s a execu\u00e7\u00e3o fiscal e anulou um despacho decis\u00f3rio da Receita Federal que havia rejeitado a compensa\u00e7\u00e3o relativa a cr\u00e9ditos de estimativa mensal de IRPJ recolhido indevidamente. A exist\u00eancia ou n\u00e3o de cr\u00e9dito a ser compensado ainda ser\u00e1 verificada pela administra\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>O despacho em quest\u00e3o deu origem a um cr\u00e9dito tribut\u00e1rio inscrito em d\u00edvida ativa da Uni\u00e3o, no valor original de R$ 91,8 milh\u00f5es. A Petrobras acionou a Justi\u00e7a para tentar anular a decis\u00e3o administrativa.<\/p>\n\n\n\n<p>A 7\u00aa Vara Federal do Rio de Janeiro constatou prescri\u00e7\u00e3o do pedido da estatal. O prazo \u00e9 de cinco anos a partir da notifica\u00e7\u00e3o do lan\u00e7amento. A Petrobras foi notificada da n\u00e3o homologa\u00e7\u00e3o da compensa\u00e7\u00e3o em 2009, enquanto a a\u00e7\u00e3o foi ajuizada em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>No TRF-2, o desembargador William Douglas Resinente dos Santos, relator do caso, lembrou que, conforme jurisprud\u00eancia do STJ, os embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o interrompem a prescri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso em quest\u00e3o, a execu\u00e7\u00e3o fiscal foi ajuizada em 2010 e a Petrobras apresentou embargos \u00e0 execu\u00e7\u00e3o em 2013. Assim, o prazo prescricional foi interrompido at\u00e9 a conclus\u00e3o dos embargos, que ocorreu somente em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>O inciso IX do par\u00e1grafo 3\u00ba do artigo 74 da Lei 9.430\/1996 diz que d\u00e9bitos relativos ao recolhimento mensal por estimativa do IRPJ e da CSLL n\u00e3o podem ser objeto de compensa\u00e7\u00e3o. Essa regra foi inclu\u00edda pela Lei 13.670\/2018.<\/p>\n\n\n\n<p>Com base no precedente da 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do STJ, o desembargador concluiu que a nova regra se aplica apenas \u00e0s compensa\u00e7\u00f5es posteriores \u00e0 publica\u00e7\u00e3o da lei de 2018.<\/p>\n\n\n\n<p>A reda\u00e7\u00e3o da lei de 1996 vigente \u00e0 \u00e9poca do encontro de contas autorizava a compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos apurados pelo contribuinte com quaisquer tributos e contribui\u00e7\u00f5es administrados pela Receita.<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 5040817-80.2022.4.02.5101<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-15\/trf-afasta-prescricao-valida-compensacao-tributaria-petrobras\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-15\/trf-afasta-prescricao-valida-compensacao-tributaria-petrobras<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STJ: Multa por infra\u00e7\u00e3o ambiental independe de pr\u00e9via aplica\u00e7\u00e3o de advert\u00eancia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>\u200bA 1\u00aa Se\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), em julgamento de recurso repetitivo, fixou a tese segundo a qual &#8220;a validade das multas administrativas por infra\u00e7\u00e3o ambiental, previstas na Lei 9.605\/1998, independe da pr\u00e9via aplica\u00e7\u00e3o da penalidade de advert\u00eancia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a relatora do Tema 1.159, ministra Regina Helena Costa, deve-se adotar, na interpreta\u00e7\u00e3o das normas ambientais, a perspectiva da m\u00e1xima prote\u00e7\u00e3o ao meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra lembrou que a Lei 9.605, de 1998, que disp\u00f5e sobre as san\u00e7\u00f5es penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, n\u00e3o estabeleceu nenhuma ordem hier\u00e1rquica entre as penalidades administrativas por descumprimento da legisla\u00e7\u00e3o ambiental, previstas no artigo 72. Para a relatora, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma previs\u00e3o legal expressa que condicione a validade da aplica\u00e7\u00e3o da pena de multa ao infrator ambiental \u00e0 pr\u00e9via imposi\u00e7\u00e3o da penalidade de advert\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;O aspecto decisivo eleito pela apontada lei para balizar a comina\u00e7\u00e3o das san\u00e7\u00f5es administrativas por infra\u00e7\u00f5es ambientais foi, a priori, a gravidade do fato, aferida pela autoridade competente, \u00e0 vista da situa\u00e7\u00e3o f\u00e1tica&#8221;, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Casos mais graves de degrada\u00e7\u00e3o ambiental<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a relatora, essa op\u00e7\u00e3o legislativa atende \u00e0 efetividade da tutela administrativa ambiental, pois a advert\u00eancia tem o papel de sancionar apenas as transgress\u00f5es administrativas menos lesivas ao meio ambiente, ou de conceder ao autuado um prazo para corrigir a irregularidade (artigo 5\u00ba, par\u00e1grafo 2\u00ba, do Decreto 6.514\/2008).<\/p>\n\n\n\n<p>Ao citar doutrina sobre a mat\u00e9ria, a ministra ponderou que, nos casos em que a infra\u00e7\u00e3o ambiental possa causar danos ecol\u00f3gicos graves ou irrevers\u00edveis \u2013 ou seja, quando se trata de irregularidades insan\u00e1veis \u2013, n\u00e3o h\u00e1 sentido em dar tal prazo ao infrator.<\/p>\n\n\n\n<p>Regina Helena Costa observou que, quando o legislador considera necess\u00e1rio estabelecer grada\u00e7\u00f5es entre hip\u00f3teses legais, o faz de modo expl\u00edcito, empregando locu\u00e7\u00f5es inequ\u00edvocas, como &#8220;sucessivamente&#8221; ou &#8220;na seguinte ordem&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Na sua avalia\u00e7\u00e3o, a aplica\u00e7\u00e3o direta da multa nos casos mais graves incentiva o cumprimento volunt\u00e1rio das leis e dos regulamentos ambientais, pois a puni\u00e7\u00e3o financeira \u00e9 mais eficaz para desencorajar a pr\u00e1tica de novas agress\u00f5es ao meio ambiente.<\/p>\n\n\n\n<p>A ministra ponderou que a penalidade de advert\u00eancia tem car\u00e1ter fundamentalmente educativo, sendo pouco empregada pelo poder de pol\u00edcia ambiental \u2013 respons\u00e1vel pela concretiza\u00e7\u00e3o do direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Tal poder, explicou, permite a ado\u00e7\u00e3o de medidas preventivas, tais como a advert\u00eancia e a exig\u00eancia de licen\u00e7as e autoriza\u00e7\u00f5es para o exerc\u00edcio de atividades potencialmente lesivas \u00e0 biodiversidade, e tamb\u00e9m a atua\u00e7\u00e3o repressiva, a exemplo da aplica\u00e7\u00e3o de multas e interdi\u00e7\u00f5es (REsp 1.984.746).<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/16\/stj-multa-por-infracao-ambiental-independe-de-previa-aplicacao-de-advertencia.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/16\/stj-multa-por-infracao-ambiental-independe-de-previa-aplicacao-de-advertencia.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>STF retoma julgamento da disputa pela marca iPhone entre Apple e Gradiente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Data: 16\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) pode definir esta semana a disputa sobre o uso da marca iPhone entre Apple e Gradiente. A discuss\u00e3o, que se arrasta desde 2013, est\u00e1 com o placar em 3 a 2, mais favor\u00e1vel \u00e0 gigante americana de tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de ambas as empresas envolvidas, esse julgamento ser\u00e1 importante precedente para todo o mercado de tecnologia, nas discuss\u00f5es sobre marca. &#8220;Se formar\u00e1 um precedente que vincular\u00e1 os nossos tribunais, dada a sua repercuss\u00e3o geral, no que concerne \u00e0s suas eventuais limita\u00e7\u00f5es&#8221;, afirma Jos\u00e9 Nantala B\u00e1due Freire, consultor do Miguel Neto Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>A vota\u00e7\u00e3o, que ocorre em Plen\u00e1rio Virtual, deve terminar at\u00e9 sexta-feira, dia 20. O ministro Alexandre de Moraes, que havia interrompido o julgamento, em junho, com pedido de vista, agora votou de modo favor\u00e1vel \u00e0 Apple. Ele acompanha o posicionamento dos ministros Luiz Fux e do atual presidente da Corte Lu\u00eds Roberto Barroso.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A express\u00e3o \u201ciPhone\u201d que, inicialmente, designava aparelho telef\u00f4nico com aceso \u00e0 internet, com o lan\u00e7amento do \u201csmarthphone\u201d da Apple tornou-se o que se pode chamar de marca notoriamente conhecida, pois o consumidor passou a vincul\u00e1-la diretamente ao telefone por esta produzido&#8221;, declarou Moraes ao votar.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Portanto, deferir a exclusividade marc\u00e1ria \u00e0 IGB [Gradiente], permitindo o uso exclusivo do termo \u201ciPhone\u201d por essa empresa, desconsiderando toda a significativa mudan\u00e7a ocorrida no mercado, seria vulnerar a prote\u00e7\u00e3o ao princ\u00edpios da livre iniciativa e da livre concorr\u00eancia&#8221;, acrescentou.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele concorda com a sugest\u00e3o de tese do ministro Barroso: \u201cN\u00e3o ofende a Constitui\u00e7\u00e3o a proibi\u00e7\u00e3o do uso isolado de termo que constitua elemento de marca registrada, tendo em vista a sua vincula\u00e7\u00e3o mundialmente consagrada a produto fabricado por concorrente.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Antes do pedido de vista de Moraes, os ministros Dias Toffoli, relator, e Gilmar Mendes haviam votado em sentido mais positivo para a Gradiente. &#8220;A propriedade da marca se adquire pelo registro validamente expedido, conforme as disposi\u00e7\u00f5es [artigo 129] da Lei n\u00ba 9.279\/96 (Lei de Propriedade Industrial), sendo assegurado ao titular seu uso exclusivo em todo o territ\u00f3rio nacional&#8221;, declarou Toffoli.<\/p>\n\n\n\n<p>No voto, o relator aponta que o pedido de registro da marca Gradiente Iphone, depositado em mar\u00e7o de 2000, foi deferido em 27 de novembro de 2007 e que o registro foi concedido em 2 de janeiro de 2008, &#8220;o que indica, indubitavelmente, que a Gradiente ocupou, com primazia, o espa\u00e7o para a utiliza\u00e7\u00e3o exclusiva da express\u00e3o `Gradiente Iphone\u00b4 para a comercializa\u00e7\u00e3o de aparelhos celulares m\u00f3veis&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Toffoli sugere a aprova\u00e7\u00e3o da seguinte tese: \u201cDe acordo com o sistema atributivo de direitos de propriedade industrial adotado pelo Brasil, a preced\u00eancia de dep\u00f3sito de pedido de concess\u00e3o de registro de marca n\u00e3o \u00e9 afetada por uso posterior de mesmo sinal distintivo por terceiros no Brasil ou no exterior.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo explica Kristian Rodrigo Pscheidt, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio MV Costa Advogados, a principal quest\u00e3o a ser definida \u00e9 a extraterritorialidade da prote\u00e7\u00e3o das marcas de alto renome. &#8220;A marca de alto renome \u00e9 aquela marca conhecida por consumidores de diversos segmentos de mercado e que goza de boa reputa\u00e7\u00e3o perante os consumidores&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Na hip\u00f3tese de uma decis\u00e3o a favor da Apple, a preced\u00eancia no dep\u00f3sito e\/ou registro n\u00e3o ser\u00e1 determinante para garantir a exclusividade no uso de determinada marca, sendo necess\u00e1rio avaliar a extens\u00e3o da utiliza\u00e7\u00e3o e o impacto no p\u00fablico consumidor&#8221;, afirma Pedro Tinoco, s\u00f3cio do escrit\u00f3rio Almeida Advogados.<\/p>\n\n\n\n<p>Como o ministro Edson Fachin se declarou suspeito, n\u00e3o votar\u00e1. Faltam, portanto, quatro votos. O julgamento s\u00f3 n\u00e3o se encerrar\u00e1 na sexta-feira, se houver novo pedido de vista ou de destaque para a an\u00e1lise do tema acontecer no plen\u00e1rio f\u00edsico.<\/p>\n\n\n\n<p>Procurada, a Apple disse que n\u00e3o se pronunciar\u00e1 a respeito no momento. A Gradiente n\u00e3o retornou \u00e0 reportagem.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/16\/stf-retoma-julgamento-da-disputa-pela-marca-iphone-entre-apple-e-gradiente.ghtml\">https:\/\/valor.globo.com\/legislacao\/noticia\/2023\/10\/16\/stf-retoma-julgamento-da-disputa-pela-marca-iphone-entre-apple-e-gradiente.ghtml<\/a><\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\" start=\"2\">\n<li><strong>ESTADUAL<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><strong>N\u00e3o incide ICMS sobre transporte de mercadorias destinadas ao exterior<\/strong><strong><br><\/strong>Data: 15\/10\/2023<\/p>\n\n\n\n<p>Se o transporte pago pelo exportador integra o pre\u00e7o do bem exportado, tributar o transporte equivale a criar cobran\u00e7a sobre a pr\u00f3pria opera\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00e3o, o que contraria a legisla\u00e7\u00e3o e a Constitui\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O entendimento \u00e9 da ju\u00edza Renata Guimar\u00e3es da Silva Firme, da 2\u00aa Vara dos Feitos Relativos \u00e0s Rela\u00e7\u00f5es de Consumo, C\u00edveis, Comerciais, Fazenda P\u00fablica e Acidentes de Trabalho de Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es (BA).&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A ju\u00edza decidiu que o Fisco n\u00e3o pode cobrar ICMS sobre servi\u00e7os de transporte interestadual e intermunicipal, em regime de substitui\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, de uma empresa do setor do agroneg\u00f3cio que produz para exporta\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a decis\u00e3o, h\u00e1 isen\u00e7\u00e3o em produtos para exporta\u00e7\u00e3o, com fins a desonerar as empresas e aumentar a &#8220;competitividade do produto nacional no mercado externo&#8221;.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Importante frisar que: ainda que o in\u00edcio e o fim do transporte da mercadoria ocorram em territ\u00f3rio nacional, aplica-se a isen\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, desde que o destino final seja a exporta\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 o entendimento do C. STJ&#8221;, afirma a ju\u00edza na decis\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Assim, no caso dos autos, em ju\u00edzo de cogni\u00e7\u00e3o sum\u00e1ria, pr\u00f3pria deste momento processual verifica-se que a documenta\u00e7\u00e3o acostada, especificadamente as notas fiscais comprovam que as mercadorias transportadas se destinavam \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o&#8221;, prossegue.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A decis\u00e3o cita entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a no AREsp 851.938. Na ocasi\u00e3o, a corte entendeu que a isen\u00e7\u00e3o dada aos produtos de exporta\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m alcan\u00e7am o transporte das mercadorias.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Processo 8006800-13.2023.8.05.0154<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-15\/nao-incide-icms-transporte-mercadoria-exportada\">https:\/\/www.conjur.com.br\/2023-out-15\/nao-incide-icms-transporte-mercadoria-exportada<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Retrospecto Tribut\u00e1rio &#8211; 09\/10 a 16\/10: Todas as atualidades mundo tribut\u00e1rio STF decide se Estados podem cobrar ICMS retroativo de empresas do varejo Data: 12\/10\/2023 O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para este m\u00eas o julgamento do segundo recurso dos contribuintes na ADC 49 \u2014 que tem forte impacto para as empresas do varejo. 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